Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09038


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Full Text
J' >'
lili XIITI. RDICaO 87
Por (res mezes adian lados 5SO00
Por tres mezes vencidos 6$000
SABBiDO 14 DE ABRIL DE 18*0.
Por abo adianiado 19&000
Porte franco para o subscritor.
E.VCARREGAD09 DA SBSCRIPQAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araeaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlitis Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos do
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
l'Aill IDA UUS COK lili IOS-.
Olfnda todos os dias as 9 1/2 horas do- dia.
Iguarass, Goiaaua e Parahiba na segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns nas trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pcs-
queira, lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oncury e Ex nas qtiartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintar feiras.
(Torios os correios parlein as 10 horas da manl.aa.
nm
-------Ml DE ABK1L.
5 Luacheiaas 5 horas e 4 minutos da tarde
daTa,"demiDgUan,e M h"S e 13 minu,*
21
La njva
nha.
PERNAMBUCO.
as 3 horas e 26 minutos da ma-
28 Quarb crecenle as 3 horas e 16 minutos da
PREAMAR DEHOJE.
slf.niP S \l 0 e Ai minulos J manhaa.
Segundo as VI horas e 6 minutos da larde
ASSEBBLI LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA BU 4 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Vizconde de Camaragibe.
Ao meio dia feils a chamada e achando-se
.presentes 26 scnhores deputados. abre-se
sessao.
Lida a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
Ura officio da cmara municipal desla cidade,
ni que communica ter Francisco Jos Fernan-
des Pires requerido o aforamcnlo de terrenos
pertencentes mesma, pedindo assim autorisa-
Sp desla assembla para o poder fazer.A' co.n-
nusso de ornamento municipal.
Um rcqiier'imento deJoaquim de Olivcira Ifaia
o outros, arrematantes das lujas da pracn da In-
dependencia pertencenles cmara municipal
OCSta cidade, pedindo assembla o abale de 50
cornmisso de ornamento municipal.
Lse, e c approvado sem debate, o seguinle
parecer :
A cornmisso
Aira repsrtico das obras publicas,
prctencao de Pedro Lcile de Albuqierque. arre-
malanle do anude do Buique, e por isso rcquer,
que pelos capaes competentes, se solicilem di- reilo, que
Sun pelos mullos aluzeres de que se aehain en-
ea rregailos.
Com quanto, Sr. presidente, nao seja urna co-
marca das mais longas. comquanto seja urna das
mais pequeas, nao deve isso influir no animo
dos nobres deputados, para que nao passe o pio-
jento em discusso, porque muilas comarcas
grandes ha que nao lem a importancia da comar-
ca do Recite, com quanlo seja urna das mais pe-
queas.
A assembla devo altendcr muilo e mnio para
a populacao das comarcas, e a comarca do Recite
nconlcstavel, que a mais populosa di pro-
vincia e pornonsequencia onde mais o foro civel o
criminal Irabalha.
Reunidos os termos de Olinda e Iguarass ao
do Recife, torna-se quasi que iropossivel a boa
adminislraco da juslica naquelles lugares, c deve
a assembla atlender, Sr. presidente, que isso
lauto mais assim, quanlo a Hita de Ilamarac
inda hoje faz parle- do termo de Iguarass, e nos
sabemos que Itamarae bastante populosa,
bastante importanlo, que at ha diversos eng'e-
nhos c muilas pessoas de considerago.
E, Sr. presidente, qualqucr homem que all
esliver privado de sua liberdade, qualquer ho-
mem que quizer recorrer "
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do.commercio: segundas e quintas
Relacao :. tercas feiras e sabbados.
Pazenda: tercas. quintas e sabbados as 10 horas
Jujzo do commercio : quiqlas ao meio dia.
Dito de orpl.os: ternas e sextas as 10 horas.
Pr.meira vara do civil: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qartas e sabbados ao
meio dia.
EK erraaa. o que .M propon Acerca da
comarca de Garanhuns prova isto. Aqu est o
mappa d., provincia pelo qual so ve que a din-
sao que se quer fazer toda inconveniente, des-
proveilosi, que ha de trazer grandes traoslornos
a adnunutrarao da juslica. Cram-so duas co-
marcas em Garanhuns. Ccando urna composta de
Garanhuns c San-Benlo, oulra do
pacana ; nas a simples
basta par.i mostrar
sao
. ,... recorrer jusiina, nao ser um
s publicas precisa ou- grande embarao alravcssar um extenso canal
acerca da | como aquelle da" Ilha de Ilamarac um procura-
dor, afin de encaminhar o recurso no Recife,
aonde. muilas vezes nao se encentra o juiz de di-
pode eslar em qualqucr urrabildc da
133 "'fornianoes. cidade, sem que desla maneira possa ser eensura-
Sala dascommissoes. 4 do abril de 1860 do, por assim Ihe facultar a lei ? e nao ser islo
Joao Cavalcanli de Albuquer-. um veame para as partes que muilas vezes sof-
que.A. A. de Souza Carvallio.
OHDEH DO DIA.
Segunda discusso do projecto n. 34 do anno
passado. quo crea mais um lermo da comarca de
Ooianna.
i.-se, c apoiado,
tilulivo :
Art. 1 Fica creado o termo de
TeXa'stnht/.fn E22.. d?f fregczias Iguarass. Todos nos sabemos o'es'd'o" de'^or":
a do Desierro de Ilamb o do vel em que esl Olinda, que alias ja fui a antiga
capital de Peniambuco ; Olinda exislo hoje, Sr.
o seguinle projecto subs-
Hamb,
frem em sua liberdade pelo capricho de urna au-
toridade?
Me parece que sim, Sr. presidente, por isso
mesrao que a comarca do Recife a mais impor-
tante, deve merecer muilo a altencao da as-
sembla.
Sr. presidente, urna razao bastantemente va-
Mosa para que seja creada n comarca de Oliada e
Nossa Senhora do O' de Goianna"
* Arl- 2- O novo termo ter por sede a po-
yoacao de Timbauba, que ser elevada ca-
tegora de villa, revogadas as disposices em

mesa, e approvado, o seguinte reque-
conlrario Pina.
O Sr. Correia de Oliveira : (Nao reenviou o
scu discurso '
Vai
rimen lo
<^ Itequeiro que seja o projecto enviado cora-
xes^Ho eecom'?r;S "" seu parecer a ,." F.- (....u* ua comarca, c urna vez que
vaira "' urgencia -Correa de Olir ella prospere, todos os males desapparecero
O dido i cr,ZL7 Pref,dcnl toA5Ki onojo termo, porque a comar- O Sr. hidro de Miranda : Z Sendo nomeado
iito importante, o ua juiz de direiio para a comarca, elle ir dar a
presidente, na maior miseria, as ras descras, os
templos desmoronados, as casas particulares c-
nidas, as ras cheias de matos etc. etc. E ser
muilo, Sr. presidente, que esta assembla faca um
sacrificio cm favor de Olinda, elcVando-a a co-
marca c colbcando assim umjuiz de direito ?
Um Sr. Deputado :E o juiz de direito quem
vai levantar as casas e limpar as ras?
O Sr. hidro de Uirandi .-Mas influir muito
para a prospriedade da comarca,
Buique e Pa-
inspecgo deste mappa
o-absurdo de urna tal divi-
porr ue fita San-Bento e Garanhuns cm um
dos extremos da comarca, compondo um espano
acanhado ao passo que Papacaca o Buique, que
vao compor oulra comarca, r'epresenlam mais
de dous tercos do territorio da comarca exis-
tente.
Entretanto, Sr. presidenie, o que era conveni-
ente, no (aso do se crear urna nova comarca al-
l, tirar-se parle da do Brejo, islo 6, Alaga de
llaixo, e ini-la a nova comarca.
Ora j a casa, pelo que acabo de dizer, que
os nobres autores do projecto, quando o confec-
cionaran!, nao eslavam muito bera esclarecidos
nao tinha n os dados que eu dizia que necessiia-
vam mau paia volar sobre a materia. Assim
br. presidente, cstou resolvido a pedir novamen-
lo nformacoes ao governo, afim de esclarecer-
nos acerc.i da materia.
Acerca ja comarca da Boa-Vista, eu devo di-
zer lambem que a divlsao proposta, a mais in-
coo ventor, le possi vel, porque cra-sc urna co-
marca com os termos do Ex e Cabrob, islo
com os de us portes extremes, sul e norte da co-
marca.
21 r"Slg"^u-Mas P^s.dente,
eu noto que muilo impossivel que sendo
quantilativo, concedido pela assembla o insli-
inda^'anli^^-10 Se co> ludo'sVsalba
". ip S-q,,e e,le iri dar a esse dinheiro
q ?, e, Prod'8cnle aqui concedemos
f, ..-* c"nside"oes que tenho a oHere-
'u! I011 I?? discusso
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Demetrio b. ; S. Acacio b
10 Tersa. S, Exequiel profeta ; S. Tereacio m.
1 Ruarla. S. uao Magno p. dout. da igrej.
2 Quinta. S. Vctor e Vessia mm.; S. Ju)io p.
13 Sexta. S. Hermenegildo principe m.
4 Sabbado. Ss, Tiburcio e Valeriano mm.
lo Domingo, da PaaggHa S. Pahcranio
- -- -- miiij i K-t, a ui;
torem combalidas. (muito bem
Um Sr. Depilado:Dizem aqui que
esla errado.
o mappa
O Sr. Helio Reg :-t possivcl, mas para
isso mesmo que eu quero ouvir o governo
tu, Sr. presiienle. tenho muita repugnancia a
estas d.visjes, confesso-o, moimcnte no anno em
quenos adiamos; quero votar com conhecimen-
necessidade de
muito
comarca,
que deve ser a
e Timbauba o
ca de Goianna
nao pode continuara ter m termo.
Quanto designaco do lugar
sede do novo termo] eulendo qu
mais conveniente por tres razes .
que nas ficana sendo como Pedras de Fogo ne-
ud Povocao e melada .illa, vtsto como sa-
ludo que parte do territorio de Pedras de Fogo
pertence a esta provincia, e parle da Parahiba ;
segunda, por ser mais central do que Pedras de
logo, concitiando-se assim os interesses dos ha-
bitantes daquclla localidade, em beneficio de
quem se ira la do crear o termo ; terceira, por-
que se evitar que Timbauba, longe das vistas
las autoridades e dos meios de c'nilisacao. con-
tinu a ser um foco de malteilotes e crimi-
nosos.
Taes sao, Sr. presidenie, as razoes que me'ira-
pelliram a offerecer a emenda, e espero que esla
assembla, apreciando esla's razes, decidir co-
mo entender conveniente.
U Sr. Souza Carvalho :(Nao reenviou scu
Vai mesa, e & apoiada, a seguinte emenda.-
Acrescente-se continuando em discusso o
projecto.Souza Carvalho.
O Sr. Correa de Olivtira :(Nao reenviou seu
discurso )
Encerrada a discusso c posto votos o rc-
querimenlo do Sr. Correa de Oliveira, c appro-
vado. bem como o additamento do Sr. Souza
Carvalho, sendo rejeitado o additivo do Sr. Pina
approvado o projecto primitivo.
Primeira discusso do projecto n.
vida a Olinda, e por isso animar muito a abru-
mas pessoas para irem residir all. Todos sabem
. quo as causas commerciaes sio julgadas no Re-
pnmetra, por- o ; mas logo que se crear a comarca de Olin-
da e houver all juiz de direito o commercio cres-
cer e a populacao muito lucrar com islo.
(Cni7.im-fi anartes.)
fjj commercio nao cresce, porque nao tem urna
gamtia all, muilas vezes ve-se um homem cra-
baracado para queslionar r.o Recife, lugar lon-
gicuo, com muilas despezas, mas logo que se
crear a comarca e se effectuar a cobranca das
letras peranle o juiz municipal do lugar, o com-
mercio apparecer, e o commercio apparecendo
ludo mais apparecer.
Olinda, Sr presidente, come j disse, a antiga
capital de Pernambuco, deve merecer alguma
conlemplayaoda assembla, porque ella esl quasi
que abandonada, o governo nenhum passo d
para seu adiamntenlo, algumas obras essenciaes
que allise deviam fazer esto no abandono e a
populacao de Olinda nem se quer lem agua para
beber. r
Um. Sr. Deputado : E o juiz de direito leva
agua para l ?
O Sr. Izidro de Miranda : Mas creando-sc
comarca d-se importancia ao lugar, e por isso,
todas as cousas que faltam ppareccrao. Urna
estrada menlo para urna localidade, e legar ella agua?
O Sr. Mello Reg :D diuheir que vai oaua
para Qlinda.
uo lem
m re-
sobro o
".. ?.U,bs!di?.d:? deP"l*.dos provinciaes na pro-
que mar-
mes na pro-
xima ulura legislatura, fixando em IOS ris dia-
' T,L5r' "' ?or'eila --Voto. Sr. presidente,
contra o projecto e fallo contra elle, por-
tadlo qUe 3 assembIa 'l5 deve adop-
Um Sr. Deputado .Tal qual est. '
O Sr. Souza Reis.-Ento deixemos para a
segunda discusso. F
o Sr. K. Portella :-Recordo-me. Sr. presi-
dente, que revendo as leis provinciaes, conheci
que no principio dos trabalhos desla assembl
o subsidio dos deputados era seis mil e quxtro-
m ;"cord.- nein que depois houve
urna modicacao reduzndo a cinco rail ris e
assim lem permanecido al hoje.
Em lempo em que o estado dos cofres provin-
ciaes era mais vanlajoso do que actualmente, e
cm que estes nao se achavam comprometido,
m eaprezas de ordem superior quaes as ouc
hoje pesara sobre nos, a assembla reconheceu
eerapro a nao necessidade da clevacao dessa sub-
vencao. t *
Hoje. Sr. presidente, que do Velatorio da pre-
sidencia se reconhece o estado dos cofres nro-
M&53tX ('uolVneDhun' de nos ignora as
di ficuldades que a thesourarta provincial lera de
salisfazer a differenles compromissos, que ha-
vemos elevar os nossos vencimentos ao duplo do
que temos actualmente quando importa elevar
ao duplo a despeza volada ?
Eulendo que o projoclo nao est no caso de
r?,r,?PTxd \reconl,eS que a subvencao de
cinco mil ris. pequea, insignificante- mes-
mo. masreconheco lambem quo preciso mais
un, pouco de patriotismo, mais um pouco de
amor pelo serv,So publico. Mal pagos eslo to-
nS,?H?^mfPregad0s; domos o Primeiro ex-ra-
Kirias rmarra0"nOS Cm as n8sas feras.
Dito islo. eu assenlo-me. e creio que na
segunda discusso ser necessario aprese.?tar a\
guma emenda -r-w at-
togsSr. Deputado: -E occasiao oppor-
O Sr. Jf Portella :-Sira. raag 0 nobre depu-
tado nao dcsconhece que ua primeira discussan
o que se trata da ulilidade e conveniencia dos
projectos : eu julgo islo inconveniente e as
sim proounciando-rae, julgo estar no reu di-
reito
Encerrada a discusso, e posto a votos o pro-
jecto, approvado.
Segunda discusso do projecto n. 13 destoan-
no, que crea diversas comarcas no provin-
cia.
OSr. de Miranda : Entrando em segunda
discusso o projecto que crea a comarca de Olin-
aa e Iguarass corre-me a obrigaco de dizer al-
gumas palavas era favor desse mesmo projeclode
que sou eu ura dos signatarios.
Sr. presidente, parece-me que de toda a
vaotagem aernocao da comarca de Olinda e Igua-
rass. pnncialmenie se altendermos a ura poni
esseoeul. que quasi sempre attendido na crea-
rae das comarcas, e vem a ser a boa administra-
cao, da juslica.
E claro e sabido que a administranao da iusti-
ca nao so em Iguarass como em Olinda m
dociente, mas nfio por culpa directa dos no-
bres junes de direito da capital do Recife, mas
y.t-o que <
O Sr. hidro de Miranda : Existe, Sr. presi-
dente, um grande templo, a matriz de Marangua-
pe urna das primeiras da provincia c
desmoronamento.
gua
m completo
Um Sr. Deputado : Mas o juiz de direito nao
vai construir templos.
O Sr. hidro de Miranda :Nao, mas dando-se
incremento a Olinda, creando-sc comarca all
necessanamente essa populacao hade augmentar,
o commercio apparecer e por conseguinte todos
os beneficios necessarios, mas nao quero dizer
que o juiz de direito v edificar os templos.nera
que faca apparecer agua em Olinda.
Demais estas razoes que dou sao secundarias,
a razao principal, a do mais torca a boa admi*
msiracao da juslica, e o fazer com que as partes
achem juslica mais fcilmente, d-so vida pro-
pna quelles dous termos, pois que clles at ho-
jo teem sido meros entes dos de um padrasto ri-
goroso e austero, qual o Recife: nao vejo locali-
dade que mais exija a creaco de urna comarca
do que quelles duus lermos, que s portas da
capital, continan) a viver desprezados, esqueci-
dos do governo, aperar de lerem urna populacao
immensa : os monumentos das mais gloriosas re-
cordacoes, quando nao se achem demolidos, aca-
bados mesrao pela roo do lempo, achara-se no
mais deploravel estado, como j disse, a matriz
de Maranguape, edicad por Joao Fernaudes
cirfl i
Eu.Sr. presidente, poda tocar em outros mu-
s pomos, mas de proposito deixo de faze-lo
que facililando-se as tran3accoes commerciaes de
ura lugar, infallivelmente a prosperidade appa-
recer, o commercio crescer, e por consequen-
cia a riqueza, e neste caso as casas nao se ree-
diucarao, o lugar nao lomar oulro aspecto, nao
so examinar o melhor meio da canilisacSo da
agua ? parece-me que todos esles beneficios sao
resultados da prosperidade de uro lugar, c sanar
a causa dessa prosperidade a creaco da nova
comarca, duvida nenhuma ha em se afirmar,
que todos os males de Olinda e Iguarass cessa-
rao com a divisao projectada, e por isso eu espe-
ro que esla assembla, lendo em consideraco o
que fica dito, seja favoravel em segunda discus-
so, com o que ora um grande beneficio aquello
povo, que agradecido como nao esquecer taes
servaos.
Encerrada a discusso e posto a votos o artiiro
e approvado. 6 '
, s- *e" Reg: Sr. presidenie, apesar
aos nobres deputados se mostrarem desejosos de
votar, eu eulendo que devo raanifestar-me con-
ira o artigo em discusso. Ha tres dias, quando
se tratava da primeira discusso do projecto, eu
requer quefusse ouvido o governo sobre o sua
conveniencia, fundamentando esse mau requeri-
meuto na necessidade que tinhamos de esclareci-
menlos. A casa porm, enlendeu de modo di-
verso, julgou-se habilitada a votar sobre a mate-
ria, e as razoes que deram os nobres deputados
foram. que os dados que poda ter o governo,
sao seriara melhores do que os que coda um de
nos tinha por si, e poda offerecer casa. Tenho
agora aqu em mao provas para mostrar, que eu
tenho razao, e que esses esclarecimeuto's que
a casa suppoe as vezes muilo bastactes para
volar com elles, sobre qualquer maUria sao
muttas veiesalsos, elevam-n"a a lomar'deli-
lo de cau;a. Achoque nao ha .
tomarmos un.a deliberacao precipitadamente, sem
reflexao, rem exame.
Nao ha urna razao poderosa que nos leve a
votar essa; divisos, sem esperarmos os csclarc-
cimenlos, os dalos e informanoes necessarios aue
possam orientar a casa nas deliberaces qi
a tomar. Por isso vou offerecer ainda u
quermeulo, para que se ouna o governo
projecto em discusso ?
mem' ma 6 apoia"so spgu'ule requer-
Requeiro que seja ouvida a presidencia da
piovincia acerca do projecto em discusso.Mel-
lo Reg. >:
Poslo a volos o requerimento approvado.
segunda discusso do projecto n 2 deste anno
que consigna a subvencao annual de dez contos
de ris para o Imperial Instituto do Agricultura
Pernambinana.
O Sr Fenelon :-Sr presidente, ha pouco ou-
vi o nobre deputado aulor do projecto que esl
em discusso. e louvei o zelo com que elle ma-
mfeslou a fa'.la de dinheiro que ha va nos cofres
pelo que nao era conveniente augmenlarem-sc
despezas. que nao linham o cunho de verdadoi.a
lectn ai& auB?,?.?.'?. razao PPoe-se elle ao pro-
eu o acoraoanhei nessa discusso, e com elle vo-
lei, nao s petas razoes que elle expendeu, mas
lambem por outros motivos
O projeclo que esl em discusso determina
que seja dado ao Instituto Agrcola desla pro-
vincia Hincado por S. M. o ImperidorT quando
aqu esleve prximamente, a quanlia de 10 con-
tos de ris por espaco do 10 annos. Nao eslava
nesla proviucia, Sr. presidente, quando se tratou
da fundacao desse Instituto ; ltimamente pro-
cure ver os estatutos que foram didos para que
essa creaco fosse levada a effeilo, e tenho in-
rormacoesde que difficilmente se tem conseguido
asreunioes que sao iiecessarias par3 que ess-
Instituto v/i por diante ; duas ou tres vezes tem-
se tentado reunir os raembros dessa Associano.
debaixo da presidencia do Exm presidenie daT
provincia, mas lem sido isso sempre debalde pop
falta de membros presentes, e especialmente duA
que compojm os conselhos director e fiscal, fcu
nao quero cora islo dizer que seja pouca vtfn-
lade de qu. a creaco produza o resultado iue
della de esperar, mas consigno o facto para me
fique bem patente que nao se manifesla moita
ammacao na realisano dessa idea, ou pelo'me
nos que nao esto bem verificadas e asstnladas
as bases orticas dessa mesma Inslituira Erri
segundo lugar tenho informaco de au'e oroce-
dendo-se a subscripto para formar o fundo des-
sa Associacao, rendeu ella creio e cincuenta a
sessenta contos de ris. cincoenia a
Um Sr. Deputado :Muitpj mas
.?ilro Sr' eVutad0 T endcu sesenta e dous
contos na primeira reuniao;
O Sr. Feelon : Noslaroi bem informado
mais creio que rendeu sesenta e dous conlos se-
gundo diz o nobre depulado que se assenla a
minha psquerda.
Mas, Sr. presidente, pergunto cu, por ventura
lera se cobrado essas quanlias? por ventura esse
quanlitativo j esl destruido a urna anlicaco
certa, eme.liala e efllcaz? v
Um Sr. Ilepnlado : Ainda se nao fuerara as
chamadas.
a Sr' Fintlon : Diz o nobre deputado que
anda nem se fizaran) as chamadas, cisso urna
pro va mais que sufficicnte de que, actualmente
nao ha absoluta necessidade desses dinheiros.
Um Sr.Leputado : Mas isso pode ser feito
de um momento para outro.
O Sr. Fenelcn : Fallo nas circumstancias
acluaes: actualmente a associano nao lem em
queapplicaa capital subscripto,lano que ainda
nao procadtu sua chamada e os proprios estatu-
tos determi lara que esses donativos sejam en-
tregues ca jxa filial desta provincia, para dellcs
dedusirem-;!juros: o nao se fez isso, e nao se
Tez porque Pinstituto ainda nao est creado ou
por oulro, nao houveram ainda reunides tenden-
tes a determinar quaes as medidas pralicas que
devem ser tomadas para conscecco de seu
fim. Se pois, as circumstancias d*o cofre pro-
vincial sao ms, senao ha dinheiro para pagar
aos empreg idos pblicos, seno ha dinheiro para
applicar a obras que a provincia reclama inslan-
laniemcnte, como que esta assembla com
urna facilidade quenc posso louvar, vai offerecer
deis contos de ris de subvencao annual a esta
instituico c uando anda se nao sabe se ella pro-
duzlr benficos resultados. Quando effecliva-
mente os arresentar, esta assembla poder vo-
tar nao deis conlos mais vinte ou trinta como o
tem feito, a respeilo de algumas imprezas da
provincia como a companhia de vapores Per-
nambucana, o outras. Esta assemblfjvSr. pre-
sidente, dislingue-se quasi sempre pelo patrio-
tismo com que veta quantais desta ordera para
subvencao de imprezas que tragara em resultado
vanlagens para sua propt-ri Jade, creio que nao
ha no imperio oulra provincia quo se lenha
mostrado mais animada dodezejo de dar auxilio
desla orden; roas nao posso convir, Sr. presi-
dente, que pelo simples facto de ter sido criada Arl
essa insiituinao, sera que se saiba os bens que
della resultiiro, sera que ella esleja effecliva-
menle funceionando como acabo de oxpor, sem
que se saiba o- trabalhos que ella vai empre-
hender.as aipiicacoes que deve tcresle dinheiro,
nao posso convir que nas circumstancias em qu
se aea o cofre provincial pouco lijongeiras, que
posso assevisrr, come merabro da commisso d
orcaraento, quo se vo dar desde j deis conlos
de ris para esta insiiluicao.
Dir-me-ha o nobre deputado,se porm o
instituto ni) esl criado, se elle ainda nao. est
funccionaoo, se nao tem necessidode esse di-
nheiro, nJo o despender e ness caso nao. ha-
cer
se ollas
bem
, o ,Sr' Bar da Vera Cr~ diz que femado
a entrar na discusso para refutar algumas das
qP ePoTrecedeeunUSC,adaS PC' hon"do "p"
aPniiPmoi e *f* M-" manifestar % seu
asseniimentp ao projeclo em discusso.
lado ,!!l0.0rad?r estranha q" o nobre depu-
1, (o se mostr ignorante dos
ns que tem em vista realisar o imperial insli-
aos os estatutos d essa assossiacao e achando-se
ah, claro c distinclamente aperfeicoado o que le
tegla realisar e quaes os meios due Se devem
empregar para obler esse desidertum! nao"
adm ss.vel que quem quer que lenha lido esses
estatutos ignore o que se pretende a ponto do
nuf^vl?'0 a ^cci0- Pordesccthecer do
que se deve oceupar o Instituto.
O il ustre merabro faz sentir, que sendo ne-
cessario para que a provincia possa a "fe ri ras
vanlagens.quc se esperara do Instituto Agrcola
e".a.uoedXnna d 'nei^P^uniarioa. ploseu
estatuto se diz. quo esses meios sero obiidos j
das subscripnoes voluntarias de scus socios,
das quanlias que forcm votadas pelos poderes
geraes e provinciaes e assim que nao de ex-
ranhar que um projeclo se prsenle na assem-
bla provincial consignando desde j fundos para
eOssC,0nsU.uUeSPeZaS ^ SC ,em de a"r
aIann'!T- lhe parece' diz iIlustre membro,
que nao e inopportuna a apresenlaCo do pro-
J. ?: PrqUe /ed0 necessaf'o satisfazer-se a
muilas necesidades, esse quanlitativo que ora
se vola unido ao que possa realisar o instituto de
suas subscriptos, nao ser de mais para poder
levar a cfe.to lanas cousas grandiosas que esto
a cargo aessa associagao.
Quanto ao co da nao reunio dos socios do
instituto conj que o honrado impugnador do
projecto quirf demonstrar o pouco enthusiasmo,
a pouca confiinca que o corpo dos agricultores
di.provincia mostrara terna inslilui?ao, diz
anda o orador, que esse facto jamis poder
H^?, mnirCmell,anle di8c0nanca. porque o que-
den motivo aessa nao reunio, rol o lerem sido
entregues rauitos ao da consignado para a reunio, que nao po-
dendo conslimir-se o Instituto sem que cada um
de seus membros se estivesse munido de
diploma, os quaes alias diviam vir
"i." Compras de li-
vros e expediente..
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SL
SrA!aTr?r C'audino Po,cao Dias: BW. o
Br.fei Martins Aires; Rio de Janeiro, Sf
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do dumo Manoel Figuc'iroa da
Farm, na sua livrarla praca da Independencia ns.
2:400*000
capitTSIT" 3m*m
kffiSftSB.*Juros *'*"
diislriaes:
l Subveu^ao a com-
panhia Peruambu-
8 ""a.......-- 40:000000
f! 2. Juro adduional
da primeira secro
da estrada de ferio. 53:3333333
93:333^333
ura
da corte,
cheDoJerafn '0g0 q"e ministro do imperio l
Assim, conclue o Ilustre membro, que sendo
de reconheci utilid.de a conslgnacio'.de um
Pr P"}10 dds cofres provinciaes para o
Vonrindo nao perder o lempo que
Va?ZX proiim* reunio da
. de loda n conveniencia a adon-
e espera qn era o ncceitar
auxilio _
Instituto
lem d,
assembla,
V*u do pr[
attendendo o'^e lera ele por Gm animar i
^aaBr1" f"n,e <*" d. Previn-
discurSso). f POrt"a : I Na rcenv,ou m
n^0D.artaa.J*.^a Cca a d8Cuss5o "ddiada, o Sr.
presidentir; designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
/
rojeeto de lei de orcaniento,
. Fixando a despera e ornando a'receita provin
JjH para o auno finanneiro de 1860 a 1861.
TITULO I.
Despea provincial.
Arl. 1. O presidente da provincia autorisado
a dnspendorno/exercicio de 1860 1861.de con-
derT 188-89MdeS,rbU! d8SU le' 8 qua"
CAPITULO I.
Assembla frovincuil e secretaria da presidencia-
Art. 2." Con a aiseni-
bla provincial :
1. Subsidio dos de-
pui.id.'sera 3 mezes
. i0'3? :.......16:560000
2. Ajuda de custo
de viada e volta dos
dopirados de fora da
cidade o provincia..
3. Empregados da
secreiaria..........
4. Expediente eas-
F50iR"*"....... 400000
5." Tublicacao dos
doaates............. 6:750000
---------------30.6573000
CAPITULO IV.
Arl 19 r 0braS .Pub,ic<**-
Art. i. Com a reparti-
Cao das obras publicas,
vigorando a autorisa-
cao das leis anterio-
res :
! lo 5Pregados.... 31:536J000
3 Expediente e as-
seioda casa........ 1:929000
Art. 13. Com as obras : ****
S 1." Estrada emprei-
preitada do N., do
Pao d'Alho a Naza-
relh, e de Taman-
dar................
2." Prestacoes das.,..________
mais obras arrema-lu,8'y'JU0
tadas................
3 Obras da casa de
detennao hospital
Pedro II e Gymna-
sio..................
4. Reparo e con-
servaco das obras.. 80:0003000
5." Obras das ma-
,r,"S...............20:0003000
CAPITU1.0T. 201879956C
Theatro de Santa Isabel.
Art. 14 :
1." Administrador.. 1:8001000
8 2. Companhia lyri-
ca, vigorando a au-
lorisai;o da le un -
,cr'U''...............20:000^000
3
as
8 7." Dcima dos predios urbanos.
dr, v. n"le 1"inhe,"os Por cabeca de ga-
rinnia consummido nos municipios"da pro-
? ^r11-0 d. heranas e legados.
S 10. Meiasiza de escravos.
SU. Vinte mil ris por escravo exportado da
conformidade en. o 7 do art. 41 da le n 431
12. F.raolumenlos de polica.
J S l\C* Por,cen,u de novos e vellios direito*
carados dos ordenados dos empregados prov'u!
14. Doze por cenlo sobre os alugueis das ca-
sas, em que se acharen) na cidade do Recife o
egu.n.es ostabelecin.enlos: loj,s de faze.ida
e?asas'daer?:^onSdCaZCnJae'U8^-^
^. la Duzentos mil ris sobre casas de cam-
16. Quatro por cenlo sobro os alugueis das,
casas dos seguales eslabelccimenlos ;
Armazens de recolher.
Botequins, botis e casas de paslo.
"ypographias.
Prensas de algodo.
Cocheiras e cav.iliarin.es de aluguel
Todos os mais eslabelecimentos eni q
verem gneros expos'.os a venda, com
dos armazens de farinha de manlioca, de made-
ras e de cal, bnm como as serraras, olatias e
turicas que firam isentas.
17. Cincoenla mil ris sobre casas de mod
de perfumaras e de chapos fabricados em
zes eslrangeiros.
18. Vinte rail ris por casa d
Ihar.
mi \9 m l6,s PorJibra
60 ris por arroba do nao fabricado, 1*500 reis
por railhe.ro de charutos e cigarros. 800 ris oor
arroba de sabflo. 30 ris por caada' de bebid?.
espmluosas. cora exeepcie da genebr. e dos i-
""iJ2 Pagara0 5VS- P0r "Md* c 20 ** Por
" te "". cando isentee dos impU-
tos deste par.grapho as fabricas da
o hou
com excepto>
li-
as
as,
pai-
te jigo de bi-
d tabaco fabricado.
ca.
provin-
---------------11:800(000
CAPITULO VI.
i .r r- Seguranga publica.
Arl. 15. Com o corpo de
polica e podesirc.... 288.0005000 288:0009000
Arl. 16. Cora a casa de ^^
dett'llro :
1. Empregados....
2." Expediente e ser-
vente........
Art. 17. Coma illumina-
gao da cidade do Re-
cite, Olinda, Goianna,
Rio Formozo e Naza-
reth................
'J.'OOgOOO
2:0009000
ll:700j}000
81.679240 81:679J240
CAPITULO VIL
> o *"""""'* "o onic/n-enKu
Arl. lo. Cora os socor-
ros de beneficencia :
Io Eslabelecimentos
de caridade........ 25:000000
2." Sustento e cura-
tivo dos presos po-
*res.................40:000g000
3. Recolhimento de
Goianna............. 80G&OOO
g 4. Dilo de Iguaras-
s..................
8 5." Dito de Olinda..'
Collcgio do Bom
Conselho em Papa-
caca............
1:0009000
500*000
1:9679003
4:980*000
Art. 3 Com a secreta-
ria ca presidencia :
1.' Empregados.... 18 2OS00O
2.' expediente e as-
edo da casa, inclu-
sive a diaria de rs.
lStkM1 de cada ser-
volite...............
3.7009000
CAPITULO II.
Instrucco publica.
Art. 4.V-'
8 1. tmpregados.... 3:00000
8 z. Ixpediente e as-
seii d. casa, inclu-
sivj a diaria de rs.
m ser-
21:9403000
2:000*000
69:3009000 69:3003000
CAPITULO VIII.
. ._ Culto publico.
Art. \y. Com o culto pu-
blico :
$ l-Ca,dJuclorfs.... 12.0009000
8 2. Religiosos capu-
chinhos............. 864S000
-------------12:8615000
CAPITULO IX.
tr,Vk!ac arrec,ada!oe fiscalisacodas rendas.
Art. 20. Com a thesoura-
ria provincial:
I K '"'Pregados.....28:034g000
9 z. o por cenlo da
cobranca Judicial... 4:9338000
8 3. Expediento e as-
seio da casa, inclu-
sive a diaria de ris
19600 ao srvenle.. 2.0008000
Art. 21. Com o consula-
do provincial:
i i\ j?mPregados.... 38:5809000
2." Cap.i.zia do al-
8 l.dl0V........... 2:4759000
8 d. Expediente e as-
seio da casa........ 2.OOO9OOO
- 34:9679000
lj ur
vea 1........
8OO9OOO
Com o Gymna-
rincial :
Empregados e
iv-jjsores.........40.4009000
8 2* Expediento .... 4OO9OOO
3J Aluguel de casa,
niveis, ele......... 2:5009000
8 4! Mensalidades a
Ifalumnos pobres.. 2:500)J000
8 5: Preparaco e
;indicio ame nlo
>s objec(03 do mu-
*u................. 1:0009000
3:8009000
Art. 22. Com as collec-
torias e agencias Pican-
do em vigor a autori-
sa^o das leis anterio-
res :
8 1. Empregados.... 26:7209000
8 2." Expedienle..... SOOjOOO
-------43:055000
Arl. 4.a Com os profes-
Sires da escola do
rimmercio.....j... 3:0003000
Art.". Com as aulas de
latn, vigorando a au-
torsaco das leis ame-
ricios :
. Proessorcs..... 3:400SOOO
47 Aluguel de casa
lo profossor de S.
'os................. 2005000
46.8009000
3:0003000
8. Com ss escolas
imarias :
!l. Professoresc ad-
j"ncns.............67:1379000
2 Alugueis de casa 8:5005000
3." Movis e oxpe-
dienlo das aulas___ 2:8039000
---------------' 3.6009000
ml ITII AHA
Ai|: 9.0- Com a subren-
fMo associano dos
turfistas...............
L 10. Com a biblio-
iheca:
) 1. Ordenado dobi-
bUolhecario......... 9009000
78:4105000
1:0009000 I.OOO30OO
CAPITULO X.
Aposentado* e jubilados
Arl. 22. Com os aposen-
tados o jubilados:
I 1. Aposentados.... 9:0809393
2. Jubilados.......18:2135468
CAPITULO ~Xh~
. ,., Divida provincial.
Art. 23. Com a divida pro-
vincial :
8 1. Divida de exer-
cicios findos........ *
2. Resgate de apo-
lices que se houve-
rememittido........28:1009000
26:9209000
27:293*861
20. 20 por cento da agurdente de produc-
to brastlcira que for consumida na provio-
ca. *
21. Pedagio de ponles
S 22. Bens do evento.
S 23. Apprehensoes de polica.
8 i. Mullas por infraccoes.
f le- nesl'iuicoes e rep'osices
26. Producto da venda de gneros, utensis e
proprios provinciaes.
r, 2"h R..c"dimen,o da capalazia do algodao na
razao de 320 rs. por cada sacco.
28. Melade da divida activa anterior ao 1
de julho de 1836.
29. Divida activa.
30. Juros das qu.intias depositadas na ca-
xa hl.al do Banco do Brasil nesla provincia.
9 di. Dous por cento sobre os premios das lo-
teras, maiores de 1:000 rs.
tA3hM&lss,k* orri. sera spa
33. Saldo do excrcicio anterior.
Renda com applicago espesia l.
i 34. Producto das loteras do theatro de San-
ta Isabel.
35. Dito das do Gymnasio.
36. Dito da laxa do art. 11 da lei n. 369.
37. Pedagio de estradas.
Disposices geraes.
Art. 26. Fica o presdeme da provincia auto-
risado :
I !. A reformar a tabella que marca o alu-
guel da casa para os professores, cujas reclama-
cocs forem attendidas, nao excedeudo a verba
para islo destinada.
' .2 en'Preilar a concluso da obra do hos-
pital Pedro U, sob a direceo c fiscalisaco da
administracao respectiva.
.M" A Pa8ar.denlro deste excrcicio de 1860
a1861 a subvencao a que a companhia drama-
tica tiver direito. pelo contrato j celebrado
Art. 27. A conservado e reparo das estradas
serao fetas por arrematarlo e por laucos, appli-
cando-se especialmente esta verba o producto,
do pedagio que poder ser augmentado at o do-
bro do actual, creando-se novas barreiras, nos
lugares mais convenientes : ficando entendido-
que o producto do pedagio d'uma estrada ser
somento nella despendido, nao podendo ser an-
plicado outra. '
Art. 28. Ao presidente da provincia continua
a autonsanao do art 44 da lei n. 452, consig-
nando no regulamento da thesouraria a disposi-
cao de ficarsujeito multa oempregado qu por
falla de exame ou erro, concorrer para que sej*
ajuizado aquello contribuinte que mostrar nada
dever ; multa que ser descontada de seus orde-
nados.
Art. 29. Nenhuma collecloria poder arreca-
dar, renda que nao esteja comprchendida nos li-
mites do seu municipio.
Arl. 30. Continuara cm vigor as disnosinop
dosarls.30,34. 35. 38 e 39. e a segunda paVtt
do 1. do art. 27 da lei n. 473. e bem assim o
art. 28 da mesma lei, na parte que nao esliver
acresecutada.
Art. 31. A porecntagem do agenle das bebidas
espirituosas e igualada do agente do fumo, la-
baco e do sabio, da qual pagar fiel que seja da
sua escolha.
Art. 82. Ficam revogadas as disposicos em
contrario. ___
Sala das commisses, 3 de abril de 1857.
Cypriano Fenelon G- Alcoforada.
Ignacio de Barros Brrelo.
Manoel Coelho Cintra.
CAPITULO XII.
Art. 24. Com despezas
ventuaes inclusive
5OOO9 com o contrato
das impresses provin-
ciaes..................20.0C09000
28:100}000
20:0009000
'TITULO II.
CAPITCLO NICO.
Rtteila provincial.
., iioJ5:J;?.TaJtecla" a rtesPC" do exercicio
de 1860 a 1861 fica o presidente da provincia au-
torisado a determinar a cobranca dos imposlos
designados nos 8 seguintes :
1." Noventa ris (90) por arroba de assucar
exportado.
2. Vinte ris por caada d'eguardente e de
alcool exportado. *
3. 7 por cento sobre a exportado do mel de
dao *'" Pr Cen'* 80llre a exPorla5ao do algo-
L5'6^4*16 Iis (l7 Pr libra de couro sal-
s fi "ri de M,a e de T,(lae, osporiado.
8 neo por cento sobre os demais gneros
exportaos, com exclusio do caf que Qu livre.
REVISTA DIARIA.
Temos informacocs raui Iisongeiras acerca do-
estado actual do collegio de Papacaca, cujo des-
euvolvimenlo prngredc olhos vistos com pro-
veito manifest das collegiaes e ainde dos poros
daquelles lugares.
Ncleo do de^envolvimcnto moral, por meio
de um ensino aecurado o religioso, da populacao
da comarca era que acha-se elle situado, o col-
legio de Papacara abri ou inaugurou urna poca
memoravcl para quelles centros, onde difJicil
senao impralicavel era al enlo urna educac
conveDienle ; o que, porm, hoje acha-se sanado
de um modo superior expectativa publica.
Se este estabelecimento offerece um aspecto de
prosperidade pelo lado moral, nao o offerece in-
ferior pelo material, do qual se levado natu-
ralmente a antever um futuro brilhante em
suas operanoes ; pois que de presente dis-
P<5ej de recursos que isto lhe auguram. e que
em breve amortizaro o dficit que all ha pelo
desequilibrio enlre a receila e a despeza
Este lim deve ser conseguido tanto mais quan-
lo ha providencias toraades para chegar-se a el-
le, por meio da coarctaco de despezas que po-
dem sersatisfeitas pela produeno das fazendas
de propriedade do collegio.
Esla medida que foi recommendada pelo Dr.
juiz de direito, nao pode deixar de atlingir o fin
a que so ella propo ; e com a sua execuco ces-
sar um ramo de gastos, que mais fazia crescer a
despeza annual, podendo por conseguinte em
pouco cobrir o debilo, e crear um capital dispo-
uivel.
Por portara de 4 do crrenle foi nomeado
para promotor publico da comarca do Limoeiro,
o bacharel Jos Antonio Coelho Ramalho.
Achara-se felizmente fra de perigo o pe-
destre e o capito, que haviira sido feridos pelo
Portuguez, aulor do desaguisado de que demos
noticia ha das.
Regosijamo-nos com essas victimas innocentes
I I


*
p^
w*
J
MArdlO DE PErWAMtCO. SAftliDO 14 f>8 ABRlt !>E 1860.
i*
-Faietcics ua cotmijissuu jualica civil u cil-
minal, pcdjudo scjain ouvidos osjuizes do dirci*
to de Santo Anto e Pao d'Alho, acerca das prc-
tenc-es Je lelarmino dus Santos Bulco e Anto-
nio Francisco Brayner de Souza Rangel.
4 rrujrcio do Sr. Menezes Drummond, creando
dous lugares de tabellio de notas, no tcrmo'de
Agua-Prela, o qual mandado eVmfeisso de
jusliea civil e criminal, requeriarento do Sr.'
Ilaphael.
Rcqueriraenlo de Antonio GoBcalves de tto-
rac, reclamando contra a m execuco da le
n. 474.
O Sr. Rufino de Almeida manda mesa e jus-
tifica un icquerimento, o qeal approvado, pe-
dindo informacoes acercado novo maladouro pu-
blico.
O Sr. Menetra .Drummond manda egualmente
5 mesa justifica um requerimenlo, que 6 appro-
vado. pedino informacoes acerca de elciccsdc
vereadores e jui'/es de paz, em Agua-Preta.
Em seguida approvado sem debato o orco-
ment municipal, que, sendo dispensado de in-
tersticio, pedido do Sr. Rufino do Atueida, c
dado para hoje.
Entra era discussao o seguinte projecto, do qu-al
6 approvado sem debute o primeiro artigo :
A assembla 'legislativa pruviueial de Pernam-
buco, resolve :
Arl. 1.0 presidenle da provincia, ouvindo o di-
rector geral c-o conselho da inslrucco publica, de-
-signor uma das escolas de inslrucco elementar
desta capital, para que unecionande em casa
conveniente e provida dos necessarios movis c
ulencilios, -sirva de modelo a todas os de mais da
provincia, e bem assim de escola de habililaro
aos aspirantes ao professorado.
Art. 2. Ninguem poder inscrevor-se em
concurso para professor publico de inslrucco
elementar sem que, alm de satisfacer asexigen-
cias da Ip regulanientar de 14 de maio de 1855,
da insuma daquctiu uesaliLnUo, que em sua 'fugo |
foi airando canivcladas esroo era quem encon-
trava pelo caminho.
Amanhatcm lugar o procisflio dos enfer-
mos da freguezia de San-Jos, que fura transfe-
rida. <-- -
Hoje ha espectculo no theolro de Santa
Isabel, beneficio do actor Santa Ra.
elle vanado, comprehendendo parto dram-
tica e parte gymnoslica.*
Publicando a seguiolc reclificaco ao que
lisscmos ante-honlcm. sbreos A fregados, rec-
tificaco que nos fui enviada, nada mais fazemos
lo que dar cumprimenio oo que temos lomado
por norma, deixando de addkionar-lhe lgumas
x.onsderacoes nossas, de que ella se fazia corece-
dora pelo que nos diz pesso a Invento respeilo.
A fadlidade cora que Vmcs publicarom em
sua Revista do hontem uma noticio menos exac-
ta de oceurrencias havidas na 4reguezia dos Atro-
jados, a rrspeito de uma eonlestaeo do Sr.
Francisco Carneiro Machado Rios Jnior, com m
tal Zuza, que, segundo diz, a mesma Revista,
j>uxi*i, ou que se-achara'armado com um pu-
nhal, etc., carece de que -se reslabelec a ver-
dade em toda a sua plemtude.
Quem conhece o Sr. Jos Francisco do Bogo
"Barros Jnior, (de que Vmcs agora se fazem dra-
-vonhecidos, e o chainsm de um tal Zuza] -sobe
*ju um moco morigerado, de bons costirraes,
oa pai de familia, e de um exemplar eompor-
porlamenlo, sendo incapaz de penlicor o que
Vmcs. dizem lerfeito : o coso foi muilo dific-
Tente.
O Sr. Carneiro Jnior, como membro da
junta qualilieadoro nao quiz aceitar a rctiomaro
que perante a mesma junta fazia o Sr. Josl'rn-
cisco, paro seren incluidos na lista dos votantes
individuos qus nao haviam sido qualificados,
pelo que fra pelo Sr. Carneiro Jnior, mal recc-
hido, maltratado c at ameacado ; o que !fez o ,
Sr. Jos Francisco foi repcllir essas ofteirsas pra- prove que frequentou com assiduidade o dita ou-
ticadas pelo Sr Carneiro Jnior, sem que osti- la, e praticou com o respectivo prefessor por es-
^vesse armado de punhal, ou que pnchasse delle,
' isso indigno delle.
Correspondencias.
Aos senhores socios do hospital
P4r taguei de benefleencta
publico,
lllns.8rt. Rtdatona, O Sro. Jos Tcixoir*
Tasto punajdo pelo tfzar
tluer O Sr. JoseJexeira Basio, quer essa aduu-
nislracao, que eu lhs declare o nomc desse pro-
vodor jos signnes della ? O Sr. provedor de
1858 c 1859 lirou-me esse trabalho publicando o
sev crBniaaicado inserto no Diario de Pernam-
auco do sjaWfe,.. Prosigamos.
5." Ouo esss tnesquinha remuneracao, que per-
eebi pvlo tralamento de alguos doenics particu-
pungido pelo dezar do uma retractaco I Uros'no tetopo, em que colno medicei dorHospi-
' tal, nada ptrcebia, polos tralaraenlbs dos doen-
f'irmal feila perabte o tribunal competente,onde
o fez comparecer o seu pouco respeilo so credi-
tj alacio; corrido ante i voMonha de um of-
flcio -i njaroso e traigoeiro por S S. dirigido a
< eleg icia do Recite, em 13 de Janeiro prximo
jassaJo, e acocsado agor pelos trebalhos de
urna rommissao de inqnerito, que symdica dos
busos e malversdcocs pelo mesnio senhor pra-
ticadts no Hospital Poituguez de Beneficencia
(omochefe da admlnistr.icfio do 1859; como
lim de desviar a otteiieao da sociedade e do
liHbtlco das aecusacps, que pe?am sobre o seu
crdito, e a sua rcpulaco, assentou, devi aiuda
pois que e
Aproveitoa occasio paca diz-er-the que o
Sr. los 'Francisco, seria victima dos cacetes, se
nao se acdassem presentes alguns amigos e p-
renles, que o defenderam.
Sirva essa explicarno para Vmcs. nao se dei-
xarem levar por inforraocOes de falsos mfor-
iiiantes.
Affogados, 13 de abril de 1860.
O amigo da verdade.
Honlcm era insupportavel o fedilo que
chava se derramado pelo caes de22 de no-
Tembro, encommodando a lodos que moram
prximos.
Dizem-nos que provinha esse mo cheiro de
burros morios, laucados u'myi; mas, qualquer
que seja a causa, convem datase alguma provi-
dencia que a remova, e livre -o populaoao dos
scus perniciosos effeilos.
Tendo o Sr. r. chefe do polica esiabele-
cido novas averiguacoes sobre o tacto do tiro da-
do o anno passado em Joio Francisco
Paes Brrelo, do qual rcsultou a morle da ura
joven etudante. dessas averiguaces resullou
ser hontem recolhido preso como iiuiciado n'es-
se crime, Aiaonio Victor de SS Brrelo, c ex sol-
dado de cavallaria Manoet Pereira Garca.
A noticia que demos era outro numero, de
star a polica*ciupenluda no descobrimento dos
olores do crime de Genipapo, c que corlo jor-
nal desta cidade atlribue a rcvelaciio da mesma
polica ; chegou ao nosso conhecimento desde
4jiic comeraram os interrogatorios de diversas
pessoas, sem que por genio da polica nos viosse
commiiiiirciro nlguma.
Sirva, pois, esto, declaraco, para neutralisar
assensuras infundadas.
_ llonlcm deram-se sepultura, no cemitc-
rio prolestanle, aos restos mortaes do Sr. M.
H. Slapt, cnsul dos Estados-Unidos.
Foram recolhilos casa de detenco, no
dia 12 do corrcnle, 1 homoni livre e 1 e'scravo,
sendo ambos a ordem do subdelegado da fregue-
zia do Recife.
Mataoolivo publico :
Mataram-se no ilia 13 docorrente para o con-
sumo desla cidade 68 rezes.
MOnTALIDADB DO UIA 12 DO COnUENTB
Maria, branca, 4 mezes, liepalite.
Bomo, pardo, 18 mezes, convulsoes.
DomingU, parda, cscrava, solteira, 20 annos, to-
tano.
Taulo Archanjo de Jess, pardo, soltciro, 36 an-
nos phtysico.
?..:-..- i --- .i.-0-, K.uucn, viuva,
66 annos, aciles.
llosa Maria Robera de Dos, parda, casada, 21
annos. espasmo.
Hospital de cawdapf.. Exlstem 59 ho-
mens, 57 mulheres nacionaes, 5 homens estran-
geiros, total 121.
Na lolalidade dos doentes exisiem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e lOfcomens.
Foram visitadas as enfermarias pelo cirurgio
Finio fe 8 horas da manlia, pelo Dr. ornellas
s 8 horas da roanha.
CHRONICA JU01CURIA.
TRIBUNAL DO CORMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 12 DE ABRIL
DE 18C0.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEH8ARCADOR
SOUZA.
As 10 horas damnnha, achando-se presentes
os Srs. deputados Reg, Basto, Lomos c Silveira,
o Sr. presidente declarou aborta a sesso.
Foram lidas e approvadas as actas das duas
.antecedentes.
Lcu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio da justiea de 21 de mar-
ro ultimo, remetiendo um exemplar do decreto
numero 2530 do 18 de fevereiro ultimo, regulan-
do o modo porque se ha de fazer a substituido
dos porleiros dos auditorios.Inleirado.
Um ofBcio do presidente da provincia do Rio
Grande do Norte, de 22 de marco ultimo, remet-
iendo um exemphr da colleccao dos actos da as
sembla legislativa daquella provincia.Accuse-
se a recepeo e archive-se.
Uma rogatoria do tribunal dojcommerclo de
Hamburgo, para tomar-se por juramento a as-
everaco de Jeronymo Emiliano Gomes e Jos
ds Cunha Jnior, sobre o estado de uma porcao
de coures rcmetildos do porto desta cidade para
o daquelle.Remedido ao juiz especial do com-
tnercio para satisfazer comofor de direito.
DESPACII06.
Ura requerimenlo de Manoel Alvos Guerra, pe-
dindo por certidao o theorde sua matricula de
Outro de Manoel Joaquim da Costa Carvalho.
aixeiro de Manoel Alves Guerra, pedindo o re-
gistro da sua nomeacao.Como requer.
. Outro de Guiraaraes & Azevedo, com a promo-
gistro do seu contrato social.Na forma do pare-
cer flSCl.
Outro de Antonio de A. Pereira. pedindo re-
gistrar a nomeacao do seu caixeiro M. Pereira de
AzevedoRegistre-ee.
Outro de Guilherme da Silva Gutmaraes e Mar-
celino Jeronymo de Azevedo, pedindo o registro
do seu contrato social.Begislre-se.
Outro de Francisco Antonio Fernn les Pinhei-
ro, satisazendo o despacho deste tribunal de 22
de marco ultimo.Matricule-se.
Outro de Melquades da Costa" Barros e Antu-
nes & Uaos, pedindo o registro* de seu contra-
to social.Satisface o parecer fiscal
Outro do O. P. Wild e Theodoro Just, aaUsa-
zendo o despacho do tribunal de 22 demarro ul-
timo, para o registro do seu contrato social
Regislrc-se com a declaraco presente
Outro de Manoel Goncalves Ferreira Mendos
propnetanoda barca Atrevida, pediado o reW
tro da mesmaPrestado juramento e assiznado
o termo de que trata o artigo 463 do cdigo do
oromeroo, faca-se o registro.
Outro de Manoel do Amparo Caj e Manoel do
Basamento Vianna. pedindo o registro de um
aditamento ao seucoutrato social. Como re-
Outro de Antonio de Oliveira Borges, por en
procurador MarUnho de Oliveira Borges pedindo
olqgar de agente de Iciloes.-Comorequir. prea-
lando tianca. r
Outro d Joaquim Pereira Arantes, pedindo o
registro de uma procuracao que ajunla.Rc-bb-
tre-se.
Nao haverido nada a Iralar-se. o Sr. presidenle
encerrou a eesso.
paco de 3 mezes pelo menos.
Art. 3. O professor da escola de habilitacao
prntica nao s oceupar os aspirantes ao profes-
sorado em dirigir os exercicios escolares da mes-
ma aula, como ser obrigado a cxplicar-lhes as
materias que constituem o cnsino primario, e a
ler-lhes alguma obra de pedagoga, approvada
pelo conselho director. Nao empregar nisso
menos de 14 minutos.de manlia ou a tarde, sem
prejuizo do tempo das licoes ordinarios. Por
esleexcesso de trabalho poder o professor recc-
bcr de cada aspirante SgOOOpor mez.
Ait. 4. As escolas do 2o grao serao distinc-
tas das do 1 ; nellas nao se ensinarho seno as
materias que constituem a segunda parte do art.
da le regulameniar de 14 de maio de 1855, e s
podero ser nellas matriculados os alumnos que
tivercm sido dados por promptos e approvados as
escolas do Io grao.
Arl. 5. Ficar creada uma escola do 2o grao
em qualquer das cidades da provincia que apre-
senlar uma relaco de 30 alumnos pelo menos,
Xavier, em estado do frequenta-la.
Art. 6. Nao podero gozar das vantagen
pecuniarias e honorficas concedidas tonto pe;
presente lei, como pelo regulamento de 14 di
maio de 1855, os professores pblicos que prvi-
dos anteriormente ao mesmo regnlamento nu
habililarem-sc no prazo improrogavel do um anno
por meio de exame das materias que constiluen
o eusino elementar do Io ou 2o grao. Findo estn
prazo nao podero mais hablitar-se.
Ar. 7. Os professores do 2o grao Icro de or-
denado 1:000 rs.. e 300$ de graliicaco.
Art 8. O presidente da provincia ouvindo )
conselho director dividir todas as escolas do lJ
grao em Ia, 2'1 e 3a closse, segundo a importan-
cia das localidades en que ostiverom situadas.
Art. 9. Os professores do 1 grao terao di
ordenado 7003 rs. e de graliicaco 2003. 300J o j
400$, conforme pertencer a Ia, 2a ou 3a elasse.
Art. 10. Concorrendo professores do Io
grao cm opposico a alguma cadeira vaga, lera
preferencia, ca'ieris poribus, o d 3a elasse ao da
2", o desla ao I", o o da Ia, to que nao for pro-
fessor.
Arl. 11. S a requerimenlo do professor. ou
por motivo pondcioso de reconhecida conveni-
encia publica, poder o governo, precedendo
sempre audiencia do conselho director, removt -
lo de uma para oulra escola, que nunca ser ic
elasse dilTerente.
Arl. 12. As professoras publicas provid.is
depois da le regulomentar, ou que se livere n
rehabilitado, tero o mesmo ordenado que os pra-
essore, ^a uiivcrcm neste caso : as que nao c
rehabilitaron! tero os mesmos venciraentosqie
os professores nao habilitados.
All. 10. IUI UUJ U1UIIIIIU vu WKIIIIIIU t^lie til'
dado por promplo as materias do eusino primi-
rio de qualquer dos graos, e nellas approvadu
plenamente, perceber o respectivo professor ou
professora a quantia de 59000 rs. O director geial
dar iistruccoes para que da execuco deslo ar-
tigo nao rcsulleni abusos.
Art. 1 i. Fica concedido o titulo de membro
honorario do conselho director a 8 profcssoies
pblicos ou particulares que nos 3 annos que se
seguirem se torna rom mais disl indos por sua ins-
Irucco, moralidade, e grande numero, de alum-
nos com reconhecido aproveilamcnto. Perder
esse titulo o que o desmerecer. A proporco que
algunsdces fallecer, ou perder o titulo por .ei
desmerecido, ir sendo substituido por outro que
o merece.
Arl. 15. O presidente da provincia promove-
r a creacao de urna caixa de previdencia em .'a-
vor de lodos os professores pblicos, os quucs
para esse flin deixaro na thesouraria provincial
5 por cont dos scus ordenados.
Art. 16. O presidente di provincia poder,
ouvindo o director geral, designar uma at duas
pessoas para auxiliarem o mesmo director na
visita s escolas, mediante uma ajuda de cusi
que nao exceda de 5009000 ris por anno. Pira
esse fim poder lancar mi de algum professor
de lalim dascadeiras extiuclas, ou algum prof;s-
sorjubilado.
Art. 17. Para a insperco d)S aulas e colle-
gios pblicos e particulares do sexo feminino
desta capital scro nomcadas 1 ou 3 senhoras
distnctas por sua inslrucco e moralidade.
Arl. 18. O presidente da provincia, preceden-
do as formalidades da lei, podei dentro do fu-
turo anno linanceiro fazer a des pez a necess; ria
para crear ale 20 escolas de inslrucco clem jii-
larpara um c outro sexo.
Art. 19. O presidenle da provincia, e o di-
rector geral daro as instruccoes neressarias para
a execuco desta lei.J. P. Machado VartelU .
Dr. P. Baplisba.A. Epaminondac de Mello.
Passando-so ao segundo, o Sr. Fenelon reque-
reu que, nao havendo nenhum exemplar do
projecto no archivo da casa, fosse de novo m-
presso, oque nao passou, seudo approvatoo
arligo.
Depois de consideraces dos Srs. Fenelon, con-
tra, Joaquim e Nascimeuto Poilella, fovtr,
approvado o art. 3."
Havendo dado a hora, o Sr. presidente le-
vanta a sessao, dando para ordem do din de
hoje :
Primeira discussao do projecto n. 2, segmda
do de n. 35, ambos desla anno; e caolinuac) da
de hontem.
ncer'io no Diario de l'ernambuco de quinla-fei-
"a 5 do corrcnle ; socorrendo-se para isso a uns
papis ou informacoes, que ihc foram ministra-
Jas pelos proprios membros da administraco
aecusada e despenada I Nao admira.. Tem sido
esta a norma improcedente da sua di-fesa ; dc-
via ser lambem a norma improcedente do insul-
to. Nao eu, que desse mais respesla as pro-
vocares do Sr. Jos Teixeira Baslo ; cm de
ferencia porm para com a benvola comraisso,
quo em scus trabalhos me honrou com um pe-
riodo obsequioso, quero cm recouhecimento pou-
par-lhc tambein o encommodo da devida res-
posta ; e ou esse communicodo deva a son pa-
lernidade exclusiva ao provedor de 1859; ou
soja mais um filho gentil de alguns membros
d'essa administraco, como pelo 18 do art. 29
dos estatutos do Hospital, o provedor represen-
ta a junta administrativa do mesmo, ser a
esse provedor, o Sr. Jos Teixeira Baslo, que
eu me dirigirei na resposla, que vou dar. Para
esse lim, o com esso intuito prncipiarei por
declarar.
1." Ouo esse requerimenlo, a que o mesmo
Senhor allude, e de que falla o tal livro das
acias, muilo provavelmeule morreo logo ao nas-
cer, porque at hoje nenhum conhecimento
live d'elle, ncm lo pouco dos motivos, que
Me serviram de fundamento. Ora, o Sr. Jos
Teixeira Basto sabe, que nada ha mais vil, do
que aecusar a quem se nao podo defender, c
quo para o procedencia de urna aecusaco h
indispensavcl a audiencia do aecusado.' Em-
quanlo pois o mesmo senhor nao publicar o do-
cumento olBciol, com o qual prove, ter essa
sencura chegado ao meu conhecimento, ha-de
pennettir-me, que cu lite d a mesma impor-
tancia que custumo dar aquelles que teera por
habito ferir-me pelas costas.
2." Que o incidente de uma desintelligencia
entre o 1." e 2. mdicos de um Hospital, (quan-
do por ventura a houvesse ) nao um facto
deshonroso, nem para um, nem para outro.
3." Que na occasio em que o tal Sr. Ribci-
ro Bastos se mostrou to encom modado por
ler-me eu ausentado da provincia sem o parti-
cipar a junta administrativa, seria conveniente,
que o mesmo senhor accompanhasso a sua re-
clamarlo da indicaco do respectivo artigo dos
estatutos, ijne obrigava o medico do Hospital a
participar ou pedir licenca a mesma junta pa-
ra ausentarse do estabelecimenlo.
Esse senhor uo o fez ento ; pode anda faze-
lo agora ; mas emquaiito o nao tzer, hade per-
mittir-ine, que eu me nao oceupe de parvoices
ou disparatts.
i." Que cu nunca reclamei a per.so de 5:000
Mil ris diarios por cada ve que fusse ao Hos-
pital exercer o meu ser oigo clnico como insi-
diosamente diz o Jos Teixeira Basto no seu
communicado. O que cu fiz, foi, depois da mu-
danca do Hospital para o sitio do cajueiro,
ponderar administraco era otttcio de 22 de
fevereiro de 1858 (*) ?ue a quantia de 600*000
pnl ris annuaes ou lj6J0 diarios, que o Hospi-
tal me dava de gratificaco ou ordenodado, nao
poda de modo algum remunerar os meu ser-
vidos, dos quaesj naofallava, mas nem ao me-
nos imdemnisar-me da desueza dascondueces
diarias. Ser isto falso ? Pouderei mais'oue
sendo a quantia de 59000 mil ris o prego me
or das conducgpes ordinarias parci aquella lo
calidade uma gratificando menor (fuella quan-
tia nao poda acoroeoar os medieok no cumpri-
mento de seus deveres, nem reaidlarismr nesa,
parte o servico do Hospital Seriisto tambera
falso Parece-me nue no o II (ur,r;iidnu
que com uma retribuico d'ossa *dem desem-
puiiua tuiiii en dpmpenhci os ^es cowpro-
missos e obrigaces faz por certo movido por
espirito de. egosmo ou inleresse, que nao exis-
te Pouderei. por ultimo, que quanfa amim po-
da continuar a dar de barato o jineii lempo
e vs ineus servicos em favor do estabelecimen-
lo mas au poda de mais a mais ca4~regar com
a despeza da couduccao, que o Hotgital pelo
menos me devia pagar. n
Onde est o desar d'esia recianincao t !\ Hoje
o Sr. Jos Teixa Basto acha-a indecorosa, -atroz
horrivel; e no enlantu qual foi o seu proqodi-
menlo ao lempo em que ella Ihe foi feitaN?
Foi pouco lempo depois da recepeo de|se
meu oflicio mandar ao meu escriplorio cm noSr
me -1- --:-=---- *-
les pobres, poder ser lambem uma falta imper-
doavel, um crime horrendo para o Sr. Jos To-
xeira Basto; mas nunca o ser por certo para
gente honesta e sensata, para a qual o trabalho
conslilue uma virlude e representa um direito ao
estipendio devido. O que sinlo somonte que o
mesmo senhor para dar algum vulto ao seu pla-
no odioso e agressivo abusasse lalvez da boa t do
seu collega de agressao o Illm. Sr. Manoel Fer-
reira de Souza Barboza e o persuadisse a faltar
verdade e a rubricar com o seu nome insinua-
ces falsas e fados inexalos; por isso que nem
essa remuneracao foi a de 29000 ris diarios pa-
ca-las de egosmo e insinuar, que esse medico |
parta iico com a quantia de 60uf quando muito,
que por 6 mezes dease trabalho, insano recelera
nao do.hospital, nao da caixa dos pobres, mas
sim da gencrosidade ou do reconhecimentoim-
posto oos doentes mais ou menos abastados? I.
E' que o Sr. Jos Teiseim Basto no remanso
de titas delirios de vaidade nio ha va atada ao
tempe, a que me refiro, sonhado uma idea, con-
cebido um" ponsament, cuja realidade hoje Ihe
foge atravez 4* sombra desse mesmo hornero,
queoulr'ora acatara e respeilra Prosigamos:
6. Quanto aos 1009 dados pelo Illm. Sr. Joao
Jos de Carvalho Moraes, declaro lambem, que o
faci de achar-se o seu nome ornando a lista dos
hemfeitores do estabelecimenlo, prova evidente-
mente, que esse direito lh foi reconhecido pela
administraco dessa poca : por isso que esse
nome nao poda ser nessa lista inscripto pelo
respectivo recletario, o 8r. Manoel Ferreira de
Souza Barbosa, sem que em sesso fosse presente
junta o oflicio da ollera conjuntamente com
propina que a acompanhra. So o digno tliesou-
Moreira Lo-
'
ra todos os doentes; nem essa quantia correspbn- reiro desse lempo o Illm. Sr. Jos
deu a cada visita : ncm foi uma arbtrariedade I nes nela errando afupnrin iln ImIum* que en-
eceu de
por
certo, que a culpa recahe sobre o provedor, que
deu a cada visita : nem foi uma arbitraried.adc pes pela grande affluencia do trabalho, qo^
pralicada pelo medico do Hospital n'esse lempo, to pesava sobre seus hombros se esliueci
Ahivoosdocumentoscomprovativosdoque digo, fazer o respectivo lancamcnlo, ninguem dir
Ellos que allestem por mira o espirito mordaz
e agressivo do meu gratuito provocador; elles
3ue palenlcem e revelcm ao publico a honra ou
eshonra dos motivos, que fizeram reverter em
beneficio do medico do hospital essa mscravel e
insignificante remuneracao. Ei-los:
DOCUMENTO N. 2.
Illm. Sr. Domingos Jos Ferreira Guimares.
Rogo a V. S., que a bem da verdade so digne de-
clarar ao p d'csla :
1. Quanto lempo esleve no Hospital Porlu-
guez no anno de 1855 o seu caixeiro Joaquim M.
T. de S. "
2. Qual foi a remuneracao, qu6 V, S. deu ao
medico pelo seu tralamento.
3." Se essa remuneracao correspondeu a 2#000
ris diarios.
4. Se correspondeu a 28000 ris por visita.
5. Se por algum modo julgou V. S. para mm
indecorosa a percepeo d'esse estipendio.
V. S. me permillir fazer da sua resposta o
uso que me convier.
Sou de V. S, silencioso obrigado servo.
Jos d'Almeida Soares de Lima Bastos.
Soledade, 5 de abril de 1860.
RESPOSTA.
Illm. Sr. Dr. Almeida.Era resposla ao pedi-
do de V. S. lenho a declarar :
1. Que o meu caixeiro, a que V. S. allude, cs-
leve no Hospital Porluguez 23 dias.
2. QuedeiaV. S. pelo seu tralamento 20SO00
mil ris c nao 1009000 mil ris, como se diz em
um communicado da junta administrativa de 1859,
inserto no Diario de hoje.
3." que essa quantia corresponde a mfnos de
19000 por da o nao a 29000 diarios ou por visita,
como tambera all se diz.
4. Que de nenhum modo ncho essa retribu-
cao indecorosa para V. S., por isso que sendo V.
S. n'essa poca medico gratuito do mesmo hos-
pital nenhuma razo havia, para que esse bene-
Gcio se estendesse tambera aos doentes particu-
lares, os quaes podem e devhm remunerar os
seus cuidados.
V. S. far d'csla rainha resposla o uso que Ihe
convier.
Sou de V. S.
Domingos Jos Ferreira Guimares.
Becife, 5 de abril de 1860.
DOCUMENTO N. 3.
Illm. Sr. Joo Luiz Ferreira Bibeiro.Rogo a
V. S., que a bera da verdade se digne dcclaiar
ao p desta :
1." Quanto lempo esleve no hospital porlu-
guez, era 1856 o seu recoramendado Nicolao
Maia ;
2." Qual foi a molestia porque all o recollieu,
(se nisso nao houver inconveniente);
3.*Quanto pagou V. S. ao medico ou mdicos
pelo seu tralamento ;
4.* So essa paga correspondeu a 29 diarios ou
por visita ;
5." Que na qualidade de digno membro da ad-
ministraco nessa poca declare tambem o moti-
vo porque o medico do hospital percebia uma tal
ou qual remuncrapo pelo tratamento dosdoen-
, tes particulares ; permttindo-me, que eu faca
da sua resposta o uso, que me convier.
Sou de V. S. attencioso e obrigado servo
Jos de Almeida Soares Lima Bastos.
Sclcdade, 5 de abril de 1860.
RESPOSTA.
illm. Sr. Dr. Almeida.Era resposla ao pedi-
rlorio V Q pllmr>r. J.. .
1. Que Nicolao Muia estovo no hospital por-
luguez quinze dias;
2." Que o seu padccimcnlo proveio de um pa-
naricio no dedo de uma mo, em consequencia
do que leve de soflrer uma operaco, a qual fui
pralicada ^por V. S. auxiliado por outro senhor
doutor;
3. Que dei para ambos os mdicos a quanlia
de 42JO00 ;
4." Que & vista disto a soraraa pertencenle a
cada um nao equivale nem a 20000 diarios, nem
por visita ;
5." Quo V S. percebia esse maior ou menor
estipendia por parle dos doentes particulares,
por isso que, considerando a junta adminislrati-
a esse lempo acudia a mil necessidades, pensava
em remover mil difficuldades, que acompanharo
sempre o berco das instiluicoes desta ordem. Mas
cmfm quer o Sr. Jos Teixeira Basto, quer o seu
acolyto de aggressao o Sr. Manoel Ferrtira de
Souza Barbosa saber precisamente quem recebeu
do Illm. Sr. Joo Jos de Carvalho Moraes a cs-
mola, da que se trata? Querem saber qual foi o
seu destino? Oucara o proprio Sr. mordomo, a
quera ella foi entregue em nio propria por esse
digno b.-mfeitor ; e saibam, 1 que nao fui eu,
quem do mesmo senhor a recebeu, como falsa-
mente diz o Sr. Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa no segundo quezilo da sua resposla ao Sr.
Jos Teixeira Baslo ; 2o que o provedor de en-
to, a cujas mos chegaram em sessao esse olTI-
cio e essa esmola lhes deu o deslino, de que
falla o ductimcnto em seguida :
DOCUMENTO N. 5.
Illm. Sr. Manoel Jos Gucdcsde Magalhes:
Constando-mc, que foi V. S. e nao eu, quem re-
cebeu da propria mo do Illm. Sr. Joo Jos de
Carvalho Moraes um oflicio com uma esmola de
lOOgOOO paca o hospital porluguez, rogo a V. S.,
que no ciso de assim ter sido a bem da verdade
o declare ; assim como tambem, a quem enlre-
gou esse dinheiro ; e qual o destino, que Ihe foi
dado, se souber; consculindo que eu use da sua
resposla como me convier.
Soledade, 5 de abril de 1860.
Sou de V. S. atiento, obrigado o servo
Jos de Almeida Soares Lima Bastos.
RESPOSTA.
Illm. Sr. Dr. Almeida : Em resposta ao que
V. S. de mim exige a bera daNverdade sou obri-
gado a declarar:
1 Que fui eu o nao V. S. quem do lllra. Sr.
Joo Jos de Carvalho Moraes receben essa es-
mola de IOO9OOO, fechados em um oflicio ;
2. Que esse oflicio e esmola esliveram em m-
nlia mo alguns dias at haver ses?o da junta
do hospital;
3. Que na primeira sesso que se seguio
recepeo dessa esmola, a qual loi celebrada no
gabinete porluguez, (onde ento se faziam as ses-
soes do hospital,) eu pessoalmento entreguci a
V. S. esse oflicio e esmola ;
4. Que V. S. depois de ter lido o offlcio en-
Irpgou em continente os mesmos lOOgOO ao dig-
no thesoureiro desse lempo, o Illm. Sr. Jos lo-
reir Lopes, o qual se achava pre*nle ; decla-
rando V. S. ficava com o officio para responder.
E' o que a tal respeilo lenho a dizer; podendo
V. S. usar desla minha resposla como Ihe con-
vier.
Becife. 6 de abril de 1800.
Sou de V. S.
Manor.1 Jos Guedes de Magalhes.
Quer ainda o Sr. Jos Teixeira Basto conjunc-
tamente com o seu acolyto o Sr. Manoel Ferrei-
ra de Souza Barboza saber tambem o que se pas-
sou entre mim e o Illm. Sr. Jos Moreira Lopes,
relativamente a esses 1009000 ? Era lugar dessa
historia de concorrermos com 509 cada um, para
indemnisarmos o hospital desse engao; historia
que sem a menor duvida foi sonhada ou inven-
tada pelo Sr. Manoel Ferreira de Souza Barboza,
nicamente com o flm de satisfazer ao seu men-
tor, cu lhes ofTereco a prova do contrario, nao
Arpiada pelo meu testemunho, o qual seria sus-
peito, mas sim pelas palavras insuspeitas do pro-
prio Sr. Jos Moreira Lopes,
p; 1-0 .
DOCUMENTO N. 6.
Illm. Sr. Jos Moreira Lopes:Tendo-me cons-
tado pouco tempo depois que deixamos a admi-
da administraco do Hospital ( ievo-lhe e/Aj^Ve'iM poca", que era V. S.mcdico gratuito do
f,xeza ) uma comm.ssao encarrejada do de- \,e8mo hospi.a .resolveu era
que a mesma administra gao, havia L (joen
a justiea e procedencia Jas minhas -Tv S
levando a l.-OOOgOOO riis.de C0O9O11O jsV q(
Cammunieados
Seminario d'Oltnda.
Nao asmenle por feilos estupendos que os
homens se fazem dignos de encomios; mai pa-
rece bem justo tambem se os d a lodo aquello,
que pela pratica de boas actos se desligue dos
ni ais.
Km os differentes ramos em que se divide a
sociedade, lem sempre apparecido homens. que
fazem honra a elasse a que perlencom : e se a
depiomacia, a magistratura, a industria, s ar
mas, eo cbmmercio teem lido seus aihlelas; o
sacerdocio tambem ospossue. Nao ha muite,
que sahio d*entre nos para oceupar o luga- de
censor no Gymnasio d'esia provincia, o padre
meslre Tranquilino Cabral Tavares de Va con-
cellos, que pelas raras e eslimaveis qualicades
do que dolado, se faz digno de toda consi Jera-
cao o respeilo.
Sendo por espado de tres annos vice-reitor
d este seminario,. uou com tanto tino da ener-
ga, e a dependencia que, a um lempo fa:ia-se
amar e respeitar.
' O seu modo .iffavel de tralar, o cuidid) que
tiuha nos que sofTriam.e o amor de que den pro-
vas para com os seminaristas, ganharam-lre ac
animo d'esles grande ascendencia d'alta eitima
O vacuo que com sua ausencia ficou
DIARIO DE PERMMBUCO.
A assembla provincial tomou conhecimento.
hontem, do seguinte :
Offlcios do Extn. Sr. presidente da provincia,
enviando diversas olormaces, pedidas pela
Dito doSr. deputado o Antonio Lopes, par-
iicipaodo nao poder oais ecuparecer as ses-
clarar-mo
al le adido
re/lexoes ele
que ento era, o ordenado"do medico do estabe-
lecimenlo ; e eom quanto nao fosse sssa remu-
neracao equivalente ao prego orcinario dos
transportes, eu o considerasse como una ajuda
de cus\o, al que o Hospital se achaste em me-
Ihores circunstancias fuiuuceiras. A minha
resposla foi pelo Sr. Jos Teixeira Sasto es-
conaida com a lealdade, que o caracleisa ; mas
o publico ouvil-a-ha uo de mim, que sou sus-
peilo, porm da boca de um dos a.cmbros
mais dislinctos o sisudos d'essa uu-sua com-
uiisso. Ei-la :
DOCUMENTO N. 1.
Illm. Sr. Manoel Francisco'da Silva Carneo.
Tendo V. S. feilo parle da commisso que em
nome da administia^o do Hospital Porluguez
em marco de 1858, foi ofTerecer-me I.WO9OOO
de ris como ordenado do lugar de primero me-
dico, que enlo exercia.
Rogo a V. S. o obsequio de a bem da v>rdade
declarar qual foi a minha resposta a meara com-
misso : permittindo-me que eu faca dt jue V.
S. me disser, o uso que me convier. 1
De V. S. aliento venerador e obrigadV
Jos d'Almeida Soares Lima Bustos.
Soledade, 5 de abril de 1860.
RESPOSTA.
Illm. Sr. Dr. d'Iraeida.Ero respoia a carta
de V. S. cumpro-me dizer, que na occUio, em
que a commisso foi offereeer a V. S. fOOgOOO
res, V. S. declarou com franqueza: l
1. Que se em vez desse cont de rebla com-
misso fosse dizer-lhe que o Hospital naja poda
dar, nem por isso o estabelecimenlo lica-a sem
medico.
2. Que se a administraco ar.hava avulado es-
se ordenado V. S. o ceda em favor do Ibspila!,
com tanto que lhc dessem couduccao paraassuas
visitas o que nao foi accelo pela" commbso, a
qual reconheceu que a despeza da conduoo era
superior no ordenado.
Em ultimo lugar, queV. S. estranhar
se mudado o Hospital para fra da cidade
ter tido a administraco com V. S. a me
tenco, relativamente aos uicids de co
que V. S. por certo nao poderla, haver
quantia de 6OO9O0O ris annuaes, que f
quando o Hosoital se ochava dentro da c
o que demais importancia pouco mais ou
me lembro ter nessa occasio ouvido a V.
pode fazer desla minha resposla o uso q
convier.
Sou do V. S.
Manoel Francisco da Silva Carr
Recife, 9 de abril de 18%
Onde est aqui (repilo eu agora ao Sr. J
xeira Basto) a arabicn, o inleresse, ou o
rao?! que o Sr. Jos Teixeira Baslo,
esse lempo nao tinha imaginado, que pod
verum dia um prqvedor de um eslabeleci
de caridade.que casta dos cofres da indi
percorresso as ras.d'csla capital lepiropa
carruagem vistosa alugada. e depois paga
d'esses mesmos cofres I Nao tinha imagina
do, que esse mesmo provedor ou o seu lug:
nente de mos dadas com a administraco,
presidia, havia d* abonar um dia pela caix
indigentes a quanlia de 509000 ris mensa
uma sessao, que
tes particulares 00 menos remunerassem
por algum modo os seus cuidados, por
que nao era justo, que tratando V. S. gra-
tuitamente todos os doentes pobres, estendesse
tanthem a sua dedicaco nhilanlropica aos doen-< ca dito, rogo a V. o obsequio de co
les bastados, os quaes della nao carenara, nem
a ell podiam ter direito.
V.'S. far desta minha resposta o uso que lbe
convicY
Sou 38 V. S., etc.
\ Joo Luiz Ferreira Ribtiro.
Recife 5 0*8 abril de 1860.
DOCUMENTO N. 4.
Illm. Sr. Mancol Jos Guedes de Magalhes.
Tendo V. S. servido como digno membro da ad-
mistracao do Hospital Porluguez durante o anno
de 1856. rogo a V. S., que a bem da verdade de-
clare ao pe desta, o motivo pelo qual o medico
do mesmo hospital percebia nessa poca uma
tal ou qual remunerarlo pelo -tralamento dos
doentes particulares, que a elle serecolhiam ;
permittindo-me que eu faca do sua resposta o
uso que me convier.
Sou de V. S. respeitodor e atiento servo
Jos de Almeida Soares de Lima Bastos.
Soledade, 6 de abril de 1860.
RESPOSTA.
Illm. Sr. Dr. Almeida.Em resposta ao pedi-
do de V. S., lenho a declarar: que O motivo
porque V. S. percebeu em principios de 1856,
uma tal ou qual remuneracao pelo tiatamcntu
dos doentes particulares do hospital porluguez,
foi em consequencia de uma rosoluco da res-
pectiva junta administrativa (da qual z parte), o
iilidres-, reolher benignos este to succinto rela-
torio, julgondo-o com a indulgencia, que ros
proprio.
Recie 16 de Janeiro de 16*7.
(Assignados.)Joo da Silva RegadaSg
i g JLVacome Tasso-Jnior.
Francisco Joo de Barros,
Poder o Sr. Jos Teixeira Basto aproMBtar
os pareceres das commissdes que examinaran! as
contasda sua administraco, concebidos ero ter-
mos lao positivos e to honroso* como este ? Eu
o eroprazo a que o faca se capaz.
Assim respondido como fica, o capitulo dasar-
guicoes, com que o Sr. Jos Teixeira Baslo as-
sentou, que deva abocanhar o priniciro provedor
c medico do Hospital Porluguez de Beneficencia
em Pernambuco ; assim demonstrada como Dea
por meio de documentos aulhenticos c insuspei-
los a sua Improcedencia e o espirito hostil o
mordaz do rteu injusto provocador, moralisemes
um pouco o seu procedimento para comrigo.
Com que tiin manejara o Sr. Jps Teixeira Bas-
tos, essa nova e insidiosa aggressao inserta no
Diario de Pernambuco de quiula-feira 5 do.cor-
rcnle ? Qucreria o Sr. Jos Teixeira Baslo, por
meio de uma aecusaco feila ao primeiro prove-
dor do Hospital remover de si a responsabilidad
o justificar-se das aceusaeoes com quo est car-
regando ? Talvez ; porm S. S. deca saber, quo
esse prucesso de jusliflcaco aggrava ainda mais
sua posi^o j de si bastantemente critica e
melindrosa, por isso que os meus defeitos nunca
poderam servir-Ihe de escudo contra os scus
abusos.
Quererla o Sr. Jos Teixeira Bastos conjurar
de si a tempestade das qucixas, que se publicara
contra o seu procedimento como provedor do
Hospital Porluguez cm 1859, qncixando-se tam-
bem desse primeiro provedor f A forma igual-
mente falsa c o apuro da sua diBcil posico na-
da melhora com esse recurso ; por isso que o
meu bom ou mo procedimento nunca poder
salva-lo da moralidade ou inimoralidade dos
sentados.
Qereria provar quo eu nao tinha candade ? 1
E que tem a minha candado com as malversa-
rles e extor Teixeira Basto em prejuizo dos pobres do Hospi-
tal Porluguez ? Quem disse ao Sr. Jos Teixeira
Basto, que eu possuia ou deixa de possuir essa
virlude ? E seno houvc a tal respeilo a menor
qucslo a que vem, essa nova quixotada do Sr.
Jos Teixeira Baslo, de formar Castelln "no ar
para aspirar depois gloria de corabal-los ?
Quereria ainda provar que eu como medico re-
cebia e pugnara pela devida remuneracao do meu
trabalho professional ? Pode ser que" para o Sr.
Jos Teixeira Basto, nao sejam osles os mclos-
mais honestos nem os mais honrosos de conquis-
tar na sociedade uma posico desalTronl-ida de
hnmilhaces no enlamo pelo que me diz respei-
lo declaro solemnemente, que nao quero ou-
tros.
Qucreria finalmente o 3r. Jos Teixeira Baslo,
provar, que depois dos sacrificios, que eu fiz em
favor sacrihVar-lhc indefinidamente o meu tempo, os
meus inleresses, e por fim supportar ainda o onus
diario de um transporte dispendioso, sem nada
dizer, nada pedir, e nada reclamar ? Talvez que
assim o devesse fazer ; no cntanto para que o Sr.
Jos Teixeira Basto podesso alirar-me essa pedra
sem risco de ser tambem apedrejado, fra mister
que antes ou depois desse meu proredimento S.
S. com o seu exemplo desse ao medico egosta
licoes do mais philanlropia mandando para o-
Hospital Porluguez de prsenle aos pobres os g-
neros commerciaes do seu armazem. Mas para
que procurar motivos honestos, razoes decentes
para explicar um procedimento onde s ha o pro-
posito manifest de offonder e injuriar ?! O Sr.
Jos Teixeira Basto vio-se comprimido e Aper-
lado por um circulo de ferro com que o arrochou
a commisso cncarregada do_syndicar dos seus
abusos administrativos ; no arranco do desespero
assentou que podia parti-Io, e forir-me com as
haslilhas desse ferro arrebentado Enganou-se-
Nera conseguir uma cousa, nem a oulra.
Mas agora que o publico j conhece a origem o
o mecanismo de to inslita aggressao, fra mos-
traren pouca consideraco pelo Iriumpho donieu
injusto aggressor, seno' procurosse uxiliar-lho
o memoria com a indicaco de outras muilas cen-
suras e de nao pequea gravidade que me foram
fe\las por todas as administrares contra o meit
procedimento como meiieo do hospital excep-
go das de 1855 1856, em que eu era provedor
e medico ao mesmo lempo. Quero lembra-las ao
Sr. Jos Teixeira Bislos. Ellas Ihe acrescenlaro
talvez mais algumas pedras preciosas cora de
hroe, que Iho reservo a poslcridade e os doen-
ics do hospital porluguez I
Sinlo nao poder coineear a lista dessas eensu-
ras pelas j citadas adminislraces do 1855 o
i,. ,1a inn/iMA ;_ n. 1 u'ssp, e uissc muilo Dcui, ero cu nessa Pooca o
ta de 1009000. importancia da esmola offcrccida provedor do '
ao mesmo hospital pelo Illm. Sr. Joo Jos de
Carvalho Moraes, cuja quantia me foi dito nao
existir laneadarem ciixa, o que fcilmente podia
dar-se avista da grande affluencia de trabalho,
que ento pesara sobre V. S. na qualidade de
digno thesoureiro da raesraa administraco ; le-
nho idea de ler a V. S. fallado a tal respeilo na
ra do Collegio e ter-n-e V. S. dito, que exami-
nara o livro competente, ou as respectivas notas,
e que se com eOcilo se houvesse dado esse equi-
voco, embora V. S. se nao lembrasse de ler eu
nao feilo esse lancaraento, seria com ludo esse
engao desfeilo indemnisaudo V. S. o hospital
dessa differenca.
So o caso se houver passado do modo como fi-
jm a sua res-
posta o confirmar ; permiltindo me que eu faca
desta o uso que me convier.
Soledade, 7 de abril de 1860.
Sou de V. S. ltenlo, venerador e criado
Jos rfe Almeida Soares Lima Bastos.
BHSPOSTA.
Illm. Sr. Dr. Almeida :tainfirmo o que na sua
carta V. S. me diz sobro a quanlia de lOOjOOO,
cm que V. S. falla, acrese ntando somente que
nao dei inmediatamente o dinheiro porque ten-
do sido os livros sugeilos no flm da nossa admi-
nislraco ao inquerito da respectiva commisso
do conlas, c dando esta o parecer que deu, nao
era de presumir que tal engao cxislisse, cum-
prindo-me por conseguinte ver os livros compe-
tentes ; o que nao fiz immedialamente tanto por
csquecimenlo, como por meus afazeres, e por nao
ler apparecido depois mais reclatnapo alguma o
lal respeilo, d'ondc conclu, que o" engao ero
lalvez aparente, e que essa verba tives3e depois
apparecido.
E' o que me cumpre responder caria de V.
S., que pode fazer desta minha resposta o uso
que Ihe aprouver.
Recife, 9 de abril de 1860.
Sou de V. S. atiento, venerador e criado
Jos Moreira Lopes.
Alu lem o Sr. Jos Teixeira Basto o desenga-
o da triste posico a que sem piedad o arreme-
proredor do hospital e medico ao mesmo tempo,
por conseguinte nao podiam ellas fazer-me ar-
guireso Iheore forma das que vo seguir-se ;
mas o Sr. Jos Teixeira Baslos esqueceu-sc do'
mencionar.
. I
Que logo na administraco de 1857, a respec-
tiva commisso encarregada de orgenisar o com-
petente relatorio, e cujos membros por certo nao
sero suspeitus paia S. S., fallando dos servicos
mais importantes prestados ao eslobelccimeiilo-
e da necessidade de os remunerar como j se ha-
via feitoa alguns socios, o pag. 9 do mesmo re-
latorio, (que corre impresso), se exprimi a meu
respeilo do modo sesuiule :
DOCUMENTO N. 8.
Extracto do relatorio da administraco do Hos-
pital Porluguez de-^Beneficencia durante o an-
no de 1857, orgonisado por uma commisso 0-
publcado em 1853. sob a pruredoria do Illm.
Sr. Jos Teixeira Baslos.
Excmplifleada por lo louvavel precedente, es-
la commisso toma a conlianea de recotnmendar
igualmente ao criterio da junta, os nomes do*
Illms. Srs. Dr. Jos de Almeida Soares de Lima
Bastos (segue-sc outro nome...) Os serviros des-
les senhores sao to relevantes c notorios, que a
cora^nisso nao hesito a palentear, que em seu
concoilo os nomes deses socios se fazem mui
Teconimondados, e que bem teem merecido da
Real Instituico Portugueza de Beneficencia em
Pernambuco o direilo a igual prora de nossa gra-
a qual ponderando, que V. S. sirvia gratuitamen- cou o seu acolyto I Ah lem o Sr. Manoel Fer-
ie nessa poca, o mesmo hospital, nao julgou ( reir de Souza Barboza o resultado amargo da.,
justo, que os docntos particulares comparlilhas-; sua subservencia automtica as loviandade e ca-! talvez j n
sem esse favor, a que s os poures podiam razoa- prichos do seu Cicerone. Que ao menos a lico eu une n3
Sala das sesses do Real Hospital Portuguez
do Beneficencia cm Pernambuco. oos 4 do marro-
de 1858. *
(Assignados)loao Pereira Rebello Braga.
Joo Pinto Regis de Souza.
Joo Lucio Marques.
II
Que foi o proprio Sr. Jos Teixeira Basto, qticr
hoje tanto me aggridc e hoslilisa, o mesmo se-
nhor, que em 8 de obril de 1858, clogiava peran-
te a junta administrativa do mesmo anno servi-
cos queno existinm ; recommendava o meu no-
mo 1 sua consideraco ; e por flm mandara ao-
n:eu escriplorio um diploma de Benemrito do-
collegas de admMairoco para irem em ca
gens idnticas, [mais a custa dos pobres) ex
nar e dirigir as obras do mesmo '
_ no semi-
nario e delBcil de ser precwchido: mas e>pcra- 6OO9OOO ris annuaes era favor de alguns
mos no Sr. conego Jos Marques de Caslilhn, que "
substituiodo-o no lugar de vico-reilor, e nio
sendo baldo de boas qualidade*, o snbsiluir
tamoem so zelo e inleresse, que empra mos-
trou pelo progresso e bem estar dos semina-
ristas.
Rogo, senhores redactores, qusiram-iiserir
estas poucas liabas em seu conceilu.vto jjrnal,
iplo que muilo Ibes saliera agradecer.
*. 4. .
m
(*) Ttno sido este officio transcripto
dealribe contra mim publicado pelo mismo
Teixeira Basto no Diario de terfa-fei
do coirente, para ahi savia aos le'itores
josos de compulsar dt novo este documenta.
0 carrespondenle.
velmenle ter direito.
Desta minha resposla V. S. far r> uso que Ihe
convier.
Sou de V. S.,elc.
Manoel Jos Guedes ds Magalhes.
Recife, 7 de abril de 1860.
A' vista dessa primeira serio de documentos,
que fleam transcriptos, sobre quera recahir a
honra ou deshonra do meu procedimento? ser
sobre o medico do hospital, que percebe do seu
trabalho uma relribuico parea porm legitima;
ou ser sobre o seu desleal e injusto aggressor,
que desvirta os factos, e a seu geito os repre-
senta para offender e-Injuriar o rapsrao homem
"U. uNante de cujos servidos pouco lempo antes elle
- mesmo (remo logo mostrarei) se curvara respci-
loso? I Quanto ao vulto dessa retri'juico se o
Sr. Jos*Teixeira Basto nessa poca calamitosa,
(lutavamos ento com a epidemia do cholera, se
desse ao trabalho do visitar os pobres doenics do
hospital fmtuguez ahi encontrara sempre firme
no seu posto de honra o respectivo medico re-
partindo igualmente os seus cuidados pelos que
pagaran e pelos que nao pagavam ; ahi reria
ou saberia, que cssn medico visHava esses doen-
tes tres, quatro cinco vezes diariamente ; que
paro elle nao havia dita ou uoite, fadiga ou des-
canso, que os privasse de seus disvelos ; que
osse medico passava horas esquecidas as res-
pectivas enfermarias animando esses infelizes, e
dirigindo o seu tralamento ; ahi saberia em sum-
ma, que esse trabalho era superior s torcos hu-
manas e que olinol esse mesmo medico doente,
exhausto de torcas, e quebrado de fadiga segua
caminho da Europa i casta de nao pequeo sa-
crificio a recuperar aa torcas e,a sai-.dc, que esse
mesmo hospital iho arruinara I Nessa lempo os
poucos ou nenhune servicos desse medico foram
respeitados, e respeiUdas as suas intenroes mes-
mo pelo Sr. Jos Teixeira Baslo, cono logo mos-
trarei. F. como que hoje quando viva e pal-
pilante est ainda a recordaco dessas secnas de
deaiolcresse e annrgacao, vem o mesmo senhor
m
Iho aproveite.
Dada por conseguinte a hypothese (como ia d-
zendo), da omis3o desso lincametito no livro
competente, ainda a falta de nao ter sido a lem-
po remediado esse engao, nao pode de maneira
alguma recahir sobro o provedor argido, como o
Sr. Jos Teixeira Baslo vai ver ; por isso que
submetlendo aquello no fim de sua administra-
co lodos os livros analysc e inquerito de orna
commisso de exame de conlas previamente elci-
ta, esta depois de Itr procedido s respectivas in-
vestiga^es em seu Parecer se exprimi a
este respeito nos termos seguintes :
DOCUMENTO N. 7.
Extracto do parecer da commisso que examinou
as contis da administraco do Hospital Porlu-
guez de Beneficencia, durante os anuos de 1855
e 1856.
_ Sendo previamente examinados o balanco,
livros e mais documentos parciaes apresentados
pela referida administraco foi tudo encontrado
com exacldo e regularidadc, dignos da solici-
tude o louvavel deiempenho da nobre junta ad-
ministrativa. E passando a verificar os respecti-
vos livros caixa, diario e razo, que esle-pre-
sentes, cotejando seus assentos com os referidos
documentos, aproz-nos iuformar-vos que era re-
sultado tudo combinou, como era de esperar, e
desejar quanto sua reguloridade e exacldo ;
ludo devido incontestavel dedicarlo dos Ilus-
tres membros da jonta administrativa sobre cujos
hombros lem pesado lio ardua e espinhosa, quan-
to nobre trela.
(Segue-se o mappa demonslrativo das diversas
parcellas de debito e crdito.)
Tendo a commisso de exame concluido esta
Jei Porm "l'oz sufBcienle resenhaitos seus
trabalhos nao pode flnalisar sem pediros bem me-
recidos louvores. e vetos do agradecimentas.de que
sao dignos aquelles, qno intenraram etevarsm a
efTeilo-uma aeco de tanto nrerrte diantede Dos,
e de tanta oaridade para os homens que bem diro
sempre dos boas intent* da nobre junta, que
perante o publico, que u testemunhra rjassiu- ora linda, e das que a imilareu. Dignai-vos, te-
cu, que niodesejo, que o publico do modo al-
gum faca de S. S. um juizo desfavoravel vou pu-
blica-io:
DOCUMENTO N. 9.
DIPLOJIA.
(Acham-se as armas Porluguezas.)
Hospital Portngupz do Beneficencia em
Pernambuco.
A provedoria do Hospital Portuguez de Benefi-
cencia, a quem foram prestados relevantes ser-
ricos prestados 00 mesmo hospital pelo Illm. Sr.
Dr. Jos de Almeida Soares de Lima Baslos cum-
prindo odispnslo no art. 30 dos respectivos esta-
tutos, ha por boro conferir-lhe o titulo de socio-
benemrito do Hospital Portuguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, compeiindo-lhe como lal to-
dos os privilegios o prerogalivas, que os mencio-
nados estatutos Iho conferem.
E para constar, se Ihe mandn pussar o pre-
sente diploma, o qual vai sellado com o sello do-
hospital.
Secretaria do Hospital. Porluguez de Benefi-
cencia em Pernambuco, 6 de abril de 1858.
yrr Jos Teixeira Basto,
Provedor.
Manoel Ferreira de Sonta Barbosa,
Secretario.
III
Que foram o proprio Sr. Jos Teixeira Basto,
ou antes o seu vice-provedor, conjunclamenlo
com o lal Sr. Ribeiro Bastes, os quaes em nema
da administraco de 1859, pela primeira vez mo
haviam demiltido do lugar de medico do hospi-
tal, os mesmos, que no proprio offlcio da demis-
so, e em nomo dessa mesma administraco se
eiprimiatn a meu respeilo nos termos constan-
tes do mesmo officio abiixo publicado. Como al-
gum Geniado mal pode suspeilar que o boa ad-
ministraco de 1859, da qual era provedor o Sr.
Jos Teixeira Basto nao se hoove new demis-
soo eom a devisa calma e neresseri* reflexo, eu
que nfto foi eHa a expressao de censuras de nao
pequea gravidade, feilos ao medico do hospi-
tal, nio desejando eu nem querendo, que sobre



rcssa aduiitwstvacau e pTincipalniiito sobni o s*v
proycder recaa a menor increpsco, oht mi o
traslado da* falta* do medico erguido fcito pela
propna administracSo. que o demitiio.
DOCUMENTO N. 10.
Oficio:
Copia.Considerando a junta adminstralra do
Hospital Portuguez deBenelkencia nesta cidade,
que os tres mezes de licenca concedidos a V. S.
m 21 de dozerabro prximo passado, se linda-
ran! em*3l de marco dcste auno, e reparando
que V. S nem antes, e nem depois desse prazo
se dignara de communicar junta a sua in-
tencae acerca de nova licen?a oulo seu regresso
para excrcer as fuces de sua nobro profissao,
resolveu em secgao de 18 do prsenle mez deso-
nerar a V. S. de prestar os seus servicos medi-
cos do musitto hospital.
A junla procedendo desle modo, nada mai3 te-
ve em vista do que regularisar o servico que se
T.11Fc V aos.doenle. regularidade. qie sem
dunda se torna lucompaltvel cora as interinida-
oes.i#ndo porm cerlo que
tomar cona da gerencia do
a fortuna de encontrai
respoata o uso que
' V. S. far-desta, mtoha
lho approuver.
' Rclhj 7 de. abril de 186a
Sou deV. S. atiento serva e criado.
J$* / m c BOCUMEtrTO N. 13:
lllm. &r. Miguel JoU Barbos* Guimaraes.
(^eguerie urna caria redigida pelo thaor e forma
da antecedente)."
RESPOSTA.
lim. Sr. Dr. Almeida.Ao receber a caria
de V. s., r urna outra carta igual, que j vlnha
respondida pelo lllm. Sr. Jos Joaquim de Lima
Bairao. Aflm de evitar repeticoes pode V. S.
considerar essa resposta como se fosse por mira
dada ; ciunprindo-me smenle observar, que as-
sisli a sesso em que foi proposta a segunda adi-
missaode V. S,, e que volei contra ella por me
parecer ser ella influenciada mais pordespeito,
do que por motivos inherentes ao exercicio de
sua profissao medica ; por isso que era proposta
--------..........- dimisso de V. S. justamente as me.smas con-
i o actual junta, ao dices. em que 5 mezes antes haria V. S.pela
hospital, j nao leve : mesma junta sido nomeado ; alm de que nao
mAJa PE PFJWttttlJCfr ~ ABaUDO U M ABML-DE 1860.
. V S. no exercicio de! vi nes.se procediraenlo da junta neuhum r e-
saude^lE^n^Can-Sad0Jm?^lad0 ** ** l. anle? Perda para o estabelecimealo. por isso
dt7,l ',, acoml*d? nao Pd* deixar de agr- \ que lendo esledous mdicos, mediante ura s
"cermut cordiafme/ife a 7. S. os relevantes estipendio, dimiltido V. S. sem motivo iusto vt-
seroietm, que anteriormente Uvera abondade de nha elle a lear s cora un.
prestar a este importante eslabetecimento ; e o V. S. far desta mlnha resposla o nso que lhe
/a~ tom anta mais seguranza, guanta a con- convicr
suecuo que lem de que toda a associacao se acha
compenetrada dos mesmos sentimentos de reco-
nhecimtnto e de pura gratido que tributa
i""*" de V. S. FazenJu chegar ao conhecimen-
o de V. S. a resoluto da junla,aos abaizo as-
signados se prevalocem da opportuuidade para
solemnemente tcslemunhar a V. S. a seguranga
do seu profundo respeilo e da mais subida con-
siderado.
Dos guarde a V. S. Cid tde do Itecife, 23 de
mato de 1859.lllm. Sr. Dr. Jos de Almeida
Sonresde Lima Bastos, rauito digno socio bene-
mrito do Hospital Portuguel de Beneficencia em
Fcruam tinco.
Assignados.) Antonio Jos de Siqueira,
Vice-proredor.
Recite 7 de abril de 1860.
Sou de V. S. etc.
Miguel Jos Barbosa Guimaraes.
DOCUMENTO N. 14.
Illra. Sr. Joaquim Anlunes da Silva.
(Segu outra carta concebida nos mesmos ter-
mos da que foi dirigida ao lllm. Sr. Jos Joaquim
Lima Baito.}
RESPOSTA.
lllm. Sr. Dr. Almeida.
Era resposla aoquo V. S. de mim exige, tonho
a declarar, que tendo chegado s minhas mos
urna caita igual com a respectiva resposta dada
pelo lllm. Sr. Jos Joaquim Lima Bairao, que
no meu lempo servio o lugar de mordomo do
Hospital, pode V. S. aceitar essa resposla como
, !, ( ~--t-"-'i *">= >. .j. '\-inui vasa resposia como
Manoel llibeiro Bastos, se fosse por mim proprio dada; notando soraente
1 niTiiInrin -Tltn ASSsti A caein dm r.%%n f,: .J i \-
1. socrelario,
e reporlo-mc ao livro de
rc-
Esl conforme
gislro.
, Rocife, 22 de juuho de 1859.
Manoel Ribeiro Bastos,
1." societario.
IV
Agora conveuienle*que o publico lambem
saiba (pois que o nao disse o Sr. Jos Teixeira
Basto no seu capitulo das censuras) que foi o
mesmo senhor quem tres mezes depois dessa
demissao nomeava segunda vez o medico derait-
lido ; e que foi essa administrado qve pouco
tempo antrs havia votado a sua demisso, o
Mesma, que por unanimidade approvara depois
essa segunda nomearao ; tal era a convicio do
acert do passo, que antes havia dado e a cons-
ciencia das censuras de nao Dequena gravidade
que pesavam sobre o medico do hospital !
O Sr Jos Teixeira Basto lalvezja se nao lem-
bre lambem dessa circumstancia ; porm como
cu desojo pugnar pelo seu crdito, ah deixj
transcripto o seu oflicio na parto respec-
tiva :
DOCUMENTO N, 11.
0,7icio.
lllm. Sr.Tendo esla provedoria nomeado a
V. S. para o cargo de medico effeclivo e nico do
Hospital Portuguez de Beneficencia nesta cidade
c sendo^sta noraeacSo nanimemenlc approva-
da pela respectiva junta administrativa em sua
sessaode7 do corrente, assira o communico a
V. S., afirn de que possa desde ja airar no exer-
cicio de sua nobro profissao, para o q.l3 se di'-
rar de entender-se previamente com \ respec-
tivo regente inlerno (seaitem-st algumaa ins.
trucan acerca do servico medico do fto.
pilal).
Dos guardo a V. S. Provedoria do Hospital
Portuguez de Beneficencia em Pernamlnn-o, 9 de
agosto de 1859.lllm. Sr. Dr. Jos de Almeida
Soares de Lima Bastos, digno medico do mesmo
Hospital.
{Assignados.jKyyos Teixeira Basto,
Provedor.
Manoel IMbeiro Bastos,
1. seeretano.
V
Finalmente necessario que o publico fi'i
por urna vez &'"' llo .ii mgara casa juuiu.. .....ucacao e dos
uiversos promenores que a acompanharm ; assim
como lambem necessatno que fique sciente da
origein da segunda deraisao, origem que o pu-
blico ja conhece, porm qhs poir do nos documentos que vao seguir-se.
i-los :
DOCUMENTO N. 12.
lllm. Sr. Jos Joaquim Luna Bairo.Tendo
V. S. exercido o lugar dte raordomo da junta ad-
ministrativa_ do Hospital Portuguez durante o
anno de 1859, confiado nos seus principios de
honra vou rogar a V. S. o obsequio de, a bem da
verlade declarar junto desta :
_1. Qual a origem, ou fundamento da demis-
so que pela mesma junta me foi dada do lugar
de medico do Hospital em principios do refe-
rido anno, poca era que eu doente me achara a
ares era Macei :
2. Qunl foi o modo por que se operou a mi-
nha readmissao ao mesmo emprego ; equando
tero esta lugar :
3. OujI a origem ou fundamento da segunda
demissao dada no fin do mesmo anuo pela mes-
ma administrar.o.
V. S. peimittir-me-ha que eu Joca de sua res-
posla o nso que meconrier. ,/
De V. S. aliento renerador e obrigado.
Jos de AlmeidifSoares Lima Bastos.
Soledade, 6 de abril de 1860.
RESPOSTA.
lllm. Sr. Dr. Almeida.Em resposla ao que
V. S. do mim exige tenho a declarar : 1." que a
origem o fundamento da primeira demissao, a
que V. S. allude, foram nicamente o nao se ler
V. S. presentado nem pedido nova liorna im-
medialamenlc que Hndou a que V S. hav'ia ob-
tido ; e o ter-se propalado quo V. S. nao rc-
gressava mais a esta capital em consequencia
de compromisos contrahidos no lugar, oude V.
S. se achava doente a ares ;
Segundo, quo immediatamente ao regresso de
Y.S. a esta capital, a mesma adminislracao, que
na sessao anterior o havia dimiltido reconhe-
cendo a falsida.le desse boato e a justica dos mo-
tivos, que impediram a Y. S. de se apresentar
ou pedir nova licenca por si mesmo, espontnea-
mente requereu a sua reintegrac.no por meio de
um requenmenlo assignado por urna maioria dos
Srs. mordomos, (11 contra 4 ou 5), presentes a
sessao, em que esse requerimenlo foi apresen-
lado ;
Terceiro, quo o proprio Sr. provedor o lllm.
Sr. Jos Teixeira Basto acolhou a principio esse
requerimenlo e se mostrou disposto a apoia-Io ;
Quartn, que entrando esse requerirnonto era
discussao, se suscitou urna pequea questao :
se V. S. devia ser admitlidopor meio da reinto-
gracao pedida ou por meio de urna nova noma-
cao, em consequencia do que o referido Sr. pro-
vedor declarou a junta, que S vista desle inci-
dente se entendera com V. S., convencido como
eslava de que V. S. nao Tana urna questao' de
palavra, muvto principalmente estando certo de
que toda a adminislracao Jesejava unnimemen-
te que V. S. conliauasse no exercicio do seu em-
prego .-
Quinto, que tendo V. S. cedido dessa questao
ra favor da harmona da mesma odministraco,
nao somonte depois de ler ouvido os signatarios
do requerimenlo, como lambem depois de ler si-
do persuadido pelo Sr. Jos Teixeira Basto, (co-
mo em sessao diante delle mesmo V. S. decla-
rou), para que lermina3se por sua parte esie in-
cidente de formo, foi V. S. por ello mesmo no-
meado segunda vez medico do hospital, sendo
essa ^lomeaco unnimemente approvada pela
tolalidade dos mumbros da junta administrativa,
os quaes se acharara todos presentes a essa ses-
sao ; lendo V. S. antes dessa noraeac.5o, decla-
rado i junta, que o seu estado de saude lhe nao
permittia prestar por ora um servico regular ao
cslabelecimenlo, mas que para satisfazer a essa
regularidade, pedia ser auxiliado pelo Sr, Dr.
Pilang, sem o menor acrescimode ordenado ; o
que lhe foi concedido ;
Sexto, que entrando V. S. era, exercicio, prin-
cipiou a representar por meio de oflicios fre-
quentes contra as irregularidades, que V. S. jul-
gou existirem no estabelecimento, mostrando-se
q mesmo Sr. provedor e alguns merohros da
junta mui incommotrados com esses oflicios, a
ponto de nem o mesmo Sr.proreJor os submet-
ter considerarto jonu aem dar resposla a
V S. Deu-se depois a quesl3o da caixa de ferros,
pelaijjoai *. s. ehamou o mesmo Sr. pwedor
responsabilMade; e depois s^Ue, quo S. Alfandejra.
hurta sido deraittdo em nma ,, a Mr,0 a Rendfmonto do da a 11. .
HlLHr m" fuJfde"rtM" s* fotpropMlai dem do da 1.
fsegitodo w cowJton) dapoia^M por motivo u-
gentc fui obrigado a retirar-me.
que assisti sessao, em que foi dada a V. S. a
ultima demissao, e que volei contra ella por con-
sidera-la um capricho e urna injusticia por parle
de alguns de meus collegas. V. S. pode fazer
desta minha resposla o uso, que lho convier.
Recife 8 de abril de 1860. Sou de \C S.
Joaquim Anlunes da Silva.
DOCUMENTO N. 15.
lllm. Sr. Jos Joaquim da Silva.
(Segue-so outra carta lambem concebida nos
mesmos tormos da que foi dirigida ao Jllm. Sr.
Jos Joaquim Lima Bairao, (mutatis mulandis] ;
por isso que o Sr. Silva exerceu o lugar de se-
gundo secretario da mesma adminislracao.
RESPOSTA.
lllm. Sr. Dr. Almeida.
Tendo visfo a resposto a urna carta igual dada
pelo lllm. Sr. Jos Joaquim Lima Bairao, o qunl
no tempo em que eu serv, exerceu tambora o lu-
gar de mordomo, poJe V. S. aceitar a sua res-
posla como se fosse por mira proprio dada, tendo
somonte a accrescentar, que nao assisli sesso,
em que V. S foi dimiltido, e que so eu l me
achasse rolara contra ella, por nao ver para esse
procedimento da junta, nem motivo justo, nem
razio plausivcl. Pode V. S. fazer desta minha
resposla o uso, que lhe aprouver.
Recito 8 de abril de 1860. Sou de V. S."
Jos Joaquim da Silva.
Depois dos documentos que ah licam entre-
gues consideraco e dominio do publico, ser
anda possvel a.o Sr. Jos Teixeira Basto escon-
der Tverdadeiro motivo do seu desabrmento,
dassuas hostilidades e dassuas provocacoes con-
tra miraj Nao. O Sr. Jos Teixeira B*aslo nao
podo mais occulla-lo, porque a contradico raa-
nifesta de suas palavras do hoje, com'os seus
proprios fados de oulro lempo, porm rcenles,
"C'-llam e traduzera bem o espirito desleal da
sua atjjrcssao mas em recompensa dar-lhc-hei
ainda_ um pr0va do muito que prezo a sua re-
pulaco, transcrevendo o seguinte documento em
que o Sr Jos Teixeira Basto so assigna funda-
dor do Hospital Portuguez de Beneficencia em
l ernambuco. Como nesla poca de pooj,(10 e
ainfticoes, em que viremos, pode harcr alguem
que malignamente presuma, que esse titulo lhe
nao pertenco de direito, e que por isso o Sr. Jo
J"*1" B,sl 'enh3 procurado tn/ioceiitemene
uSnnSZ'ZJZ sUt" alhoia' -om documento
assi nado por seu proprio punho, desapparece
lodo e^quaiquer juizo desfarorave a seu respe"
R^ __.___DOCUMENTO N. 16.
do a approvaeao dos'est'aruos'dofrospliSl P^rift-
guez de Beneficencia em Pernambuco.
Senhor.
Os abaixo assignados subditos portuguezrs, re-
sidentes na provincia de Pernambuco havendo
fundado um hospital, que est aberlo sob a deno-
minar-o de Beal Hospital Portuguez de Benefi-
cencia, formularam os estatutos iudispensaveis
para determinar n patrimonio, ou obrigacao dos
socios, e forma de administrarlo, alm de que
o mesmo eslabelccimeulo podesse funecionar
com regularidade, etc.
[Assignados.)
Jos Teixeira Basto.
Manoel Ferreira Souza Barbosa.
E sou cu, pobre gralhn, que me visto com as
pOMMM de pnvo !
Pobre comraisso; que fizesle nascer em Per-
nambuco essa instiluicao beneficente, como tao
depressa desappareceram os rossos serrcos,
dianle do vulto gigante do Sr. Jos Teixeira
Basto !...
Ah fica. debuxado em tela de ouro o quadro
brilhanle da3 proezas de S. S. ; ou anles, ah
fica desenrolado e patele ao publico, o sudario
das miserias do illuslre proredoc do Hospital
Portuguez no anno de 1859, no que toca a ques-
ta do medico e primeiro proredor do mesmo
hospital.
Nem mais uma'pennnda, para responders
provocacoes do Sr.Jos Teixeira Basto, sobre ne-
gocios do Hospital Portuguez. Estou doente, e
que o nao estivesse precisara do lempo para
emprega-lo era objeclo do alguma importancia
Dignem-se, senhores redactores, inserir estas
lindas no seu bem conceiluado jornal.
DeVr. Ss. alenlo e obrigado servo
Jos de Almeida Soares Lima Bastos.
Soledade 11 de abril de 1860.
Publicares a pedido.
PAO D'ALIIO.
Pede-se ao lllm. Sr. cnsul porluguez se dig-
ne do indagar qual o destino dos bens deixados
pelo subdito portuguez Correia, fallecido no lem-
po do cholera na reguezia da Gloria de Goit
visto como, segundo nos consla, essa importan-
cia se acha depositada em miios particulares,
e
mencio-
ate hoje nao apparecerara herdeiros do
nado Correia.
Pede-se tambem ao Sr. Christovo de Hollanda
Cayalcanti do .Albuquerque se digne dizer se
licito a um juiz municipal supplente em exerci-
cio mandar soltar um escraro, nao obstante
este offendido
mora ?
Isto desoja
ter
urna menina deixando-a quasi
O amigo da justica.
jioHiueniu da mraudeca
Volutas entrados com lazgadas 2
> com gcuoros 16
VoluntessahWos cora VaVe
* com gneros
Dcscarregam hoje 14 de abril.
Bngu ) inglezCynthia fazendas.
Brigm portuguez Relmpago diversos
eras.
Hiato iiaciopal=Doiis Araigof-rH). resto.
Consulado eral.
Rendimentododia2 a 12. 30.-763J702
dem do dia 13...... 3:666jl53
ge-
3i:429855
Diversas provincias.
Rend ment do dia 2* a 12. .
Idom do da 13......
Joaquim uaunu tueinu.
4os Fio^o.di Silva Piminle."' -':%
l reguezia franoislo Concalvos Hoa.
Mathiso-de^Mbuquwqne Mello
' nanoel Antonio Torres.
Fregweziados Afogtda.
Joaquim Jos Airea do Albuquerque.
Manoel Joaquim des Passos
Freguezio do Poqo da Panella.
Antonio Jos Gomes do Correio.
Jos Lopes arnciro da Gonha
Dr. Luiz Francisco Blein; *
... Freguezia da Varzea'."'*
Egidio Carneiro Rodrigues Campello.
Jos Correia Leal.
i u Freg"zia de Muriheca.
Joao Hermenegildo das Candas
Nereo de S Albuquerque.
Joao Ferreira da Cosa.
Freguezia de Jaboato.
COUMERCIO.
Praca do Itecife 13 de bril de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes ofioiaes.
Descontode letras12 e 15 [O ao anno.
Cotacoes oCciaes no da 12 depois das tres horas
da tarde.
Cambio sobre Londres 251/4 d. 90 dir.
Cambio sobre llamburgo710 90 dir
Cambio sobre o Rio de Janeiro = 4 0/0 de des-
cont 15 e30d[r.
Descont de lerras=rl8 0|6 ao anno.
George PatcheltPresidente.
Vubourcq Secretario.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 13 DE ABRIL DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Dr. Angosto Frederico de Oliveira e Antonio
Marques de Amorim.
A caixa descorita letras a H *Jfo, s com o
prazo menor de 4 mezes, e recebe dinheiro a pre-
mio meos de 2 O/O do que laxa do descont.
136.927*668
it.'576>198
14;5O3860
Des gachos de exporta cao pela me-
sa do consulado desta cidade n *
lii 13deabrldel8GO <
Bostoi Barca americana Inman, Brolers &
C, 6 barricas assucar bronco e 2 ditas dito
maicavado.
S. MijuelEscuna portugueza Ratonados Aco-
res >, diversos carregadores, 100 barricas as-
sucir mascavado, 12 garrafas agurdenle, 3
me as pipas e 77 barris mel.
Rio d i PralaEscuna hamburgueza Precila,
A. .rmaos, 400 barricas assucar branco.
Rio di PralaPatacho porluguez Farto. A. Ir-
ma is, 450 barricas assucar branco.
Porto =Briguo portuguez Harmona, Jos A.
da ]unha4 Irmos, 100'saccos assucar branco
e 100 ditos dito mascavado.
LisboiBriguo portuguez Coirstante, diversos
car egadores, 50 saceos assucar branco, 50 di-
tos dito mascavado, 3,000 cocos seceos e 3 pe-
dra de filtrar.
Lisbo i Patacho porlugjiez Jateo, Manoel
Cor calves de Oliveira 15 saceos asucar
bra ico.
MarselhaBarca franceza Caid, N. O. Beber
& (., 700 saceos assucar mascavado.
PortoBarca portuguesa Sympathia, Bailar &
Oli-eira, 50 saceos assucar mascavado o 40 di-
tos dito branco.
Vew-i'ork Hiato americano Mariquita, H.
l'orster & C, 800 sacos*assucar mascavado.
Lisbo iBarca porlugucza Flor de S. Sirao,
C. fogucira & C 300 saceos assucar branco
e 50 ditos dito mascavado.
Rio d; PralaBrigue dinnmarquez Agalh, Jos
R. .'. Coimbra, 20 pipas aguardeute.
Recsbedoria de readas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimentodo dia 2 a 12. 7:97042
dem do dia 13.......1:330#J50
bem
Consulado provincial
Rendimento do dia 2 a 12.
dem do dia 13.
ifloviniento do porto.
iVatnos entrados no dia 13.
Nova Zelandia60 dia3, barca americana Mar y
& Susan, de 409 toneladas, capito James
Sluirt, equipagem 28, carga azeile de peixe ;
ao rapitao. Veio refrescar e seguo para New
Bedford.
Bahia8 dias, patacho nacional Amazouas II,
de \ 41 toneladas, capito Manoel G. de Araujo',
equ.pagcm 10, era lastro e alguns gneros ; a
Azevedo Mendes.
Rio c e Janeiro24 dios, patacho hamBurguez
Dorolhea of Emestine, de 152 teneladas, ca-
pito P. C. Moller, equipagem 7, carga 3,119
quintaos de carne ; a Basto & Lemos.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio Giande do Sol pelo Rio de JaneiroBarca
nac onal Planeta, capito Antonio Teixeira
Guinarcs, carga assucar o mais generus.
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2.967J0G8
78975 ,
---------.___i J">ao tigue-ra de Araujo Lyra.
3.-04B4043' Malhias Mendes Rodrigues Campello.
______Jnvino Coelho da Silva.
Honorato Alves de Jess.
Francisco Antonio Ramos.
Jos Joaquim da Costa Figueiro.
Thomaz Jos de Oliveira.
A todos os quaes c a cada um de per s, .
como a lodos o&inleressados em gcral, se con-
vida para comparecer* no gnmeiro andar da
casa que ro cadeia, em a sala das sessoes do
jury, tanto no referido dia como nos mais das
seguimos cmquanto durar a sesso, sob as penas
da le se fallaren). '
_E para que chegue a noticia a lodos, mandei
nao so passar o presente, que ser ldo e affixado
nos lugares mais pblicos e publicado pela im-
prensa, como remetler iguaes aos subdelegados do
termo, para publica-los e rasndarem fazer as noti-
licacoes necessanas aos jurados, aos culpados e
as lestemunhas que re acharem nos-seus dis-
Irictos.
Recife 9 de abril de 1860.F.u Joaquim Fran-
cisco de Paula Esleves Clemente, escrivo do
jury o subscrevi.
Francisco de Araujo Barros.
-- O lllm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento daordera em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
entregarem na referida Ihesouraria, no prazo
do id das, a contar do dia da primera publica-
cao desle, a importancia dasquolas com que de-
vora entrar para o calcamento das mas abaixo
indicadas, conforme o disposto na lei provincial
i. JaO. Advorliudo que a falla da entrega vo-
luntaria ser ?unida cora o duplo das menciona-
das quolas, segn lo o art. 6 do regulamento de
22 dodezerabro del85t.
Caes de Apollo.
rss.
43 A Jos Mamcde Alves Ferreira
Largo da P.enha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Di re i la.
131 Manoel Romo de Cnrralho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Martyrios.
3 Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Mara de Carvalho chda
94 Joanna Francisca dos Santos
96 Francisco Martins dos Anjos Paula
100 Rila Maria da Concero
102 Tiburcio Valerianno Baptisla
104 Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Sauto3
An irado
108 Maria Luiza da Purificaco
110 Padre Jos Antonio dos Santos
Lessa'
112 Jos Pinto de Magnlhes
114 Jos Joaquim de Oliveira
120 Manoel Romo Coffeio de Araujo
122 Antonio Francisco de Cnrralho
124 Joaquim de Souza Miranda Couto
126 Antonio Francisco de Carvalho
128 Dijo
130 Joaquim Teixeira Pexolo
132 Antonio Nobro de Almeida o
oulro
131 Candido Jos da Fonseca
136 Pedro Banal da Costa Soares
138 Francisco das Chagas Mondonga
140 Angela das Virgens do Socr-
mento Vianna
142 AnlAnio Gonr.alvcs de Moraes
144 Di __
Vicencia de Abreu Lima
o Amaral Raposo
ino Antonio Pereira
9:304302
30:482*517
3:700 J520
34:183*076

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A n)ite clara com grandes neroeiros e aguacei-
ros, rento SE, veio para o terral c assim ama-
nhecei.
OS.ClLt*gO DA HAR.
Prearraras 10 h 18 da manhaa, altura 5.50 p
Baixamar as 4 h 30 da tarde, altura 2.0 p
Observatorio do arsenal de marnha 13 de abril
de 18f:0. Yiboas Jnior.
Editaes.
3 Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque, j
muiicipal da primeira vara da cidade do Re-
cife de Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dcos guarde, etc.
van saber.quc em cumprimento ao-art. 36 da iei
de 19 do agosto de 1346, sao convidados todos os
cilados que tiverfm sido desallendidos na qua-
lificac.io do votantes que tere lugar nns dilTeren-
tes freguezia deste municipio, e que enlentaram
recurso na forma da lei a apresentarcm-se pe-
ranle o conselho que dere principiar os seus
irabal ios do dia 15 do corrente em diante na casa
da-caara municipal desla cidade.
E p.ira constar mandei lavrar o presente que
ser publicado pela iraprenja e offixado nos lu-
gares docoslume.
Dadj e passado nesla cidade do Recife, aos 11
de abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau-
jo Gal rao, escriro o cscrevi.
Silviino Cavalcanti de Albuquerque.
O Dr. Francisco de Araujo Barros, juiz munici-
pal da segunda vara do lermo da cidade do
Recfe, porS. M. o Imperador, quo Dos guar-
de. 3tC.
Fago saber que pelo Dr. Antonio Francisco de
salles juiz de direito da segunda vara criminal
da conarca, me foi communicado haver desig-
nado ( dia 20 do corrente, pelas 10 horas da ma-
nhaa, para abrir a segunda sessao do jury deste
termo, que trabalhar em dias consecutivos, ha-
rendo procedido ao sorleio"dos 48 jurados' que
lem do servir na mesma sesso em conform'dade
da art 326 do regulamento n. 120 de 31 de Ja-
neiro do 1842, foram sorlesdos e designados os
cidadios seguintos :
Freguezia de S. Fr. Pedro Goncalres
Antn.o Teixeira de Mendonca.
Eslevio Jorge Baptisla.
Capital de mar e guerra Elsiario Antonio dos
San os.
Jos Lourenco de Sant'Aona Barros.
Maaoel Pinto dos Sanios.
Joao llanocl da Costa e Silra.
Joao Antonio Ribeiro.
Joo 1 erreira da Costa.
Freguezia de Santo Antonio.
Anin o Domingues Ferreira.
Claudino da Silva Ferreira.
Claudino do Rogo Lima.
Francisco da Fonseca Soares e Suva.
Joaquim Jos da Costa Soares.
Jos Lopes de Parias.
Fraacisco Manoel Beraoger.
Freguezia da Boa-Vista.
Antn o dos Santos Siqueira Cavalcanti.
Dr. M; niniano Mendes Pereira. '
Jos F lippe Ncry da Silra.
Jos Francisco da Coala Lobo.
Joaquim T a vares Rodo valh o.
Joo ds Cruz Mendenoa.~
Antn o Jos Leopoldina Arantes.
Jas V tetra de Ara ojo.
Joao Francisco de Oliveira.
Dr. Fr n cisco A o giisto da Casta,
Jos Victorino de Paa.
195*000
60JJ000
103*800
993OOO
656OO
27*000
32*400
24?900
9*000
25-200
18*000
365000
18*o00
18J000
' l).'ao f passnd nesra-cTJade do
nambUL o. os 26 de marco de 156?.
. Inocencio Serfico de Assis Carvalho.
A
j&aragoes.
Conselbr, administrativo.
O conselho adqinijtratiro. para fomecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar o objecto
aaguiutes: *
1*0* 1artel general.
m relogio,
fiuem quizr-rendejjal objecto aprsente as
SSkP f>?S x,.CnmLcarU fec,'ada "a secretaria
do conselho SlO horas da manhaa do dia 4 de
abril prximoTindouro,
8nla das sessoes do conselho drainistrativo,
para fomecimento do Arsenal de guerra 13 de
abril de I860.-Ceno Jos Lamenha Lxns co-
ronel presidente.-Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel voal secretario interino.
Tribunal do commercio
Por esla secretaria se faz publico, que ndala,
mira foi inscripto no competente livro de regis-
tro, o theor do contrato de sociodade que era
nata de 8 de fereiro ultimo a durar seis an-
nos, lizeram Guilherme da Silva Guiraares c
Marcolino Jerooymo do Azevedo. Tortuguezes
domiciliados nsla cidade do Recife. soba firma
ue Marcelino & C, sendo o m social a conli-
nuagao do estabelecimento de fazendas a groso '
e a retalho silo na ra do Crespo n. 3,-errando '
como capital do30 OJO*, fornecidos 20 pfto Dri-
meiro o 10 pete ultimo, a quera flea
o uso da firma acial, como gerente
ponsavel.
Secretaria do tribunal
colhidas desde j as notas
de lo.ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
polo pri
competindo
c nico res-
SABBADO, 14 DE ABRIL DE 1860.
Grande e variado espectacnla
compasto de
dramtico e gymnasUco,
EM BEENEFICIO
ARTISTA SASTA ROSA.
Depois que os professores da orcheslra execu-
(ar orna bella ouveriura
M\KCO SPAttA,
represenlar-se-ha o bem aceito e applaudido dra-
ora em 5 actos, intitulado
4
JUSTICA DXM
ou
RE
do commercio o Ter-
nan.buco 13 de abril de 1860Dinamerico Au-
gusto do RegnRangcl. olficial maior Inlcriuo.
Tribunal do commercio.
Por e3ta secretaria se faz constar a inscripeo
no competente livro de registro, do contrato de
sociedade firmado em 24 de marro ultimo por
Joaquim Beruardioo de Sena e Heliodoro Can-
dido Ferreira Rabello, naturaes o domiciliados
desta cidade do Recife, commerciando em fazen-
das e roupa feitn, sob a tirina de Sena & Rabel-
lo, por lempo de tres onnos; principiados de 31
dedezemhro do anno prximo passado e com os penhar a jocosa parle*de Joo, guarda"porTso!'
tunos de o:000>, fornecidos pTIo socio Sena, | Os intervalos serlo preenchidos com as ricae
que fio caixa da sociedade, compeiindo ao socio Pei:ns de msicas, laes como Miserere do Trova-
oello o uso da firma social. dor -
DO MINISTRO
no qual tomuro parte (odds os artistas da cora-
panlna.
O benoficiado esforcar-se-ha para bem desem-
eGram-Balalha de Almuster.
No fin do drama o Sr. Joo Francisco da Silva
mcslie da gymnaslica e um seu discpulo, era
obsequio ao beneficiado, daro ura intervalo
Secretariado tribunal do commercio de Per-
nambuco 12 de abril de I860.-Dinamerico Au-
gusto do Bego Rangel, offlcial maior interino.
Tribunal do commercio de Per-
nambuco.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz constar que nesla dita foi
admillido matricula na qualidade de agente de
leiles da praca da cidade da Fortaleza
do Cear, Joo Jos Saldanha.
Secretaria do tribunal do commercio de Per- ,
nambucol2 de abril de 1860.Dinamerco Au- bPMelin'1do, e no da do espectculo no cscriptu-
guslo do llego Rangel, ofltciai maior Interino. r, dd ln^ro.
provincia
MML DELURTM.
O beneficiado espera a prolecao do publico a
quera mais de urna vez lem recorrido, sendo
sempre acoll.ido com enlhusiasmo.
Os bilhetcs acham-se desde j disposiro do
publico, nn ra de Sania Isabel n. 13, casa du
Correio.
Pela adminislracao do correio desta provincia
se faz publico que, amanha 14 do corrente.pelas
5 horas da tarde, em ponto, fechar-se-ho as ma-
las quo tem deconduzir o vapor cosleiro Persi-
nunga, com destino a Tamandaro e provincia de
Macei.
= Pel*subdeleg. a quem interessar possa. que foram pegados dous
cavallos, um castanho o outro rudado, as matas
do sitio Goiana da mesma freguezia, para o que
apresenlnnio-se revestidos dos seu3 documentos
3>0001 justificativos, lhe seio entregues. O subdelega-
253200
279000
36:no0
36g000
269000
86000
36S000
36S0OO
36000
185OOO
21-000
i Ju.' do Mngalhnes Dasios
liuo Antonio Pereira
146 Mar
148 Joo
150 Marc
152 Dito
154 joo
louTnri
158 Man
160 Dito
71 Joo Fernandes Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Mnriel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquim Goncalves Salgado
83 Jos Joaquim' Ferreira de Mcn-
donga
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assis de Olivei-
ra Macicl
91 Joanna Francisca de Menezes
93 Flhos de Joo Rodrigues de
Houra
Travessa do Dique.
1 A, Auna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Rangel.
62 Jos Joaquim de Noracs ( os
altos)
Rus Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
39J600
459OOO
459001)
36JI000
36000
459000
45$000
3O5OOO
""limo.
105JOOO
105500
54*000
loteoo
259200
25.9200
219000
28$000
189000
3-29400
28800
18^000
459000
30j000
12g600
150g000
6O9OOO
2:2229100
L para constar se mandou aflixar o presente
c publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Annuncia.o.
O Dr. Innoccncio Serfico de Assis Carralho, juiz
municipal supplente da primeira rara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
quo Dos guarde, etc.
Paco saber aos que a prerente carta de editos
vrem e della noticia tiverera, que Manoel Duar-
to Rodrigues me dirigi a pelicao do theor se-
guinte :
Illra. Sr. Dr. juiz municipal da primeira rara.
Diz Manoel Duarle Rodrigues, procurador de
Manoel Jos Frapcisco e Quitea Maria, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gnr-lhe no dia 31 de dezembro de 1854 a quati-
tia de 1:0009, de que o supplicado devedor os
ditos Manoel Jos e Quitea Maria, como melhor
se v da ola proraissoria junta, acorWceo que
at esti dala nao pagou o supplicado dita quan-
tia ; por isto requer o snnplicanle V. S. se dig-
ne manda-lo citar, aflm de reeonhecer sua letra
e obrigacao, e rer assignar-se-lhe o praze de 10
dias, denlre dos quaes dever ser condemnado a
Eagar-lhe a dita quantia e juros at efiectiro em-
olen, ou offerecer q-uitaco e embargos que o
relerem da eondemnnco ; pena de rerelio e cus-
tas. E como se acha o supplicado em lugar nao
sabido, requer o supplicanle e a supplicante dig-
ne-se V. S. admitli-lo a prorar essa ausencia,
afirn de proceder-se a citacao editas, por tempo
legal, flndo o qual seja elle harido por citado
para todos os termos da aeco al final sentenra
e sua execucao.
Nestes termos. Pede o V. S. deferimento. Es-
pera receber mcrc.O adrogado, Godoy Vas-
coneellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
ferereiro de 1860.Serfico.A. Boptisla.Oli-
veira
fiada mai se continha em dita petQo e meu
despacho, depois do que produzindo o supplican-
le suas lestemunhas, subindo os autos a minha
concluso nclles dei a sentenra do theor se-
guinte :
Julgo por senlenc.8 justificada o ausencia, em
1 lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Araujo,
vista das icsieuuirvhas de fia. a fls.: e por isso
mando que soja a mesmo citado por carta de
editos com o paazo de 30 dias, que corrern do
dia de sua publicagoaa imprensa. Recife 21 de
margo de 1860.Iuracencio Serfico de Assis
Carralho.
Nada mai9 se continha em dita minha sentenra
em cumprimento da qual o esrrirSc Manoel Joa-
quim Baptisla fez passar a presente carta de edi-
tes coro o prazo de SO das, pelo theor dairual
chamo, cito e hei por citado ao supplicado lino
Jos de Castro Araujo pelo rojitedo no;pelicao
supra transcripta { pelo quo- toda e qualqucr
pessoa, prenles, amigore condecidos do suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o- podero fazer
sciente do que cima fka tufaste. Ev porteico
do juizo publicar e affisnr a presente no lugar
do costuro* mais publico, a qual ser la [bera pu-
blicada pela imprensa.
do, Jos Correia Leal.
. RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
ternas, em /umprmenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da' fazenda de dez de Janeiro prximo
Ondo e da portara n. 76 da Ihesouraria de 16 de
correnta, tendo mandado intimar no dio 21 s
companhins c sociedades que tcm sido facultadas
pelo ministerio do imperio c encorporadas com
sua autorisaeo, e que nao tnham pago os novos
e veluos dircitos pela approvaeao de seu3 estatu-
ios e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrasaem com sua importancia e revali-
dacjio para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades c companhias constam de urna re I acao as-
signada pelo official maior interino da secretara*
da mesma ihesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utilidade publica, dem da es-
trada do ferro de Pernambuco,: dem pernambu-
ana de navegaco cosleira, dem de seguros
marillmos indemnisndora, dem de colonisacao
SL^^robuco, Alagoas e Parahiba, dos qura
somentc M a\i*s r ^5,,-----" ".iiiW
das mostraram haver pago o sello de seu fundo
capital o os novos e velhos direitos pela appro-
vaeao de seus estatuios, faz Iranscrever o art 9
mico do decreto n. 2490 de 30 de selembro
do anno prximo passado que sujeita s penas
do art. 87 do regulamento de 10 do julho de
1850 aos empregados e autoridades aministrati-
vas ou judiciarias que de qualquer modo reco-
nhecerem a existencia das sobredtas compa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operacoes ou esliverem funecionando contra o
disposto nos arts. 295 e 26 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, eslo snjetcso disposico do art. 31
do.regulamento de 10 de julho de" 1850, alem
das mols penas em que incorrorem, na confor-
midade da legislaco om vigor.
_ nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem, at-
tendercm, deferrem ou ddmittirem reelamaedes,
requerimentos, representacoes, aegoes, ttulos e
documentos de aualqunr naturoza, apresentados
em nome do companhiase sociedades anonymas
suas caixas filiaes e agencias em taes circumstan-
clas ou de suas adminislraeoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficaro exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamento de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de ferereiro de
1860.=l/(inoe/ Carneiro de Souza Laceria.
Correio geral.
Relacodas cartas seguras, rindas do sul pela
rapor portuguez. e da existentes na administra-
$o do correio, para os senhores abaixo decla-
rados :
Almeida Gomes, Alves & C.
Antonio dePadua Hollanda Cavalcanti.
Antonio Jos Pereira de S.
Cato (subdelegado da Boa-Vista) ra da Con-
ceico.
Carlos Eduardo Muhlert.
Claudino H. Cavalcami.
Firmino dos Santos Vieira.
Francisco Dornellas Camera.
Francisco de Fre tas Gamboa.
Gabriel Antonio.
GaldinoTFerreira Gomes.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Joaquim de Oliveira e Souza.
Joaquim Candido da Silva.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Jos Domingos do Couto.
Jos Pacheco Pereira Jnior.
Manoel Vicente de Oliveira.
Quincas de Oliveira.
Rufino Jos Maria.
Viuva Amorim & Filho.
Kstaco naval.
De ordem do lllm. Sr. chefe de dvisao Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estago
naval desla provincia, previno ao grumete de
corpo da armada Jos Gomes das Neves, desertor
da guarnico do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado em consideracao o
seu requerimenlo' dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdo e baixa, dere se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado ,plo quartel-ge-
neral de maricha, o qae manda o mesmo senhor
commandarrte da eslaco fazer ptfbKco era con-
sequencia da determinaro qae para isso tere.
Bordo do brigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril da 1860 O primeiro tenente da
armada, uzeoto Jos A\lunes, secretario e sju-
danle de ordena.
Pela recebedoria de rendas internas geraca
se faz publico, que o prazo da cobraoca no do-
micilio dos contribuales do imposto de 20 0(0 e
do especial de 8O9, relativo ao 1." semestre do
exercicio corrente, (inda no ullirao deste mez,
nopois do que segnir-se-ha a cobranca execota-
va. Beoendoria de Pernambuco 2ft de marco
de 1860.O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Laceria.
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para Lisboa e Porto,
o bem conhecido brigue portuguez Harmona,
pretenle seguir com muila brevidade, tem parte
de sua carga a bordo : para q resto que lhe fa l-
la e passageiros, para os quaes tem excedentes
commodos, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio na ra da
Cruz s. 1.
Para a Bahia segu em poneos dias a escu-
na Carlota por ter a maior parle da carga
prompla: para o resto, ira la-so com seu con-
signatario Domingos Alves Malheus, na ra da
Cadeia do Recife.
= Para a Bahia segu em poneos das o p.-1-
lhaboteDous Amigos por ler a maior parle da
carga prompta : para o reslo, trata-se com o sea
consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cadeia do Recife.
O novo banco de
Pernambuco repeieo avi-
soqae fezpara serem n*t!%^\*Xtt2V.
REAL COMPANHIA
DE
paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 14 deste mez, espera-so do sul o va-
por |*** co...uandQU Woolward, o
qual depois da demorado costume seguir paro
Southampton, tocando nos portus do S. Vicente
e Lisboa : para passagens etc. trata-se com os
agentes Adamson, Howio &C, ra do Trapiche
n. 42.
N. B. Osembrulhos s se recebera al dua
horas anles do se fecharem as malas ou urna
hora pagando um palacio alm do respectiva
frele.
Lisboa e Porto
Vi saliir brevemente a muito veleira
e bem conhecida barca
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os dout
portas cima, a tralar com Carvalho
Xogueira & C, na ra do vicario n. 9,
primeiro andar, ou com o capito na
prnra.
Para Lisbra
pretendo snhir com muita brevidade o brigue
porluguez Florinda, capito Joaquim Augusto
de Souza ; tem prompto a maior parte do car-
regamenlo, e para o reslo a frote ou para passa-
geiros, trata-se com Amorim Irmos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capito na praca do com-
mercio.
Para Lisboa
sahe impreterivelifenleno dia 21 do corrente o
bem conhecido brigue Constante, capito Au-
gusto Carlos dos Res; anda recebe alguma car-
ga a frote e passageiros, para os quaes tem as-
seiados commodos : quem o pretender, dirija-pe
a seu consignatario Thomaz de Aquino Fonseca,
na ra do Vigario n. 19. primeiro andar.
Jlai'aiihfio'e
Para.
O eleiro e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capito epralico Jos de Souza, segu com
muita brevidade aos portos indicados, por ter j
prompta a maior parte do seu carregaraento,
para o resto, trala-se com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C ra da Cruz n. 27.
Para o Rio de Janeiro segu em poucca
dias o palhabote Lindo Alfredo ; para o resto
da carga, trala-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Malheus, na ra da Cadeia do Recife.
Para o Rio Grande do Norte,
segu a barcaca Conceigao de Mara, anda re-
cebo carga : a tratar na ra da Madre de Dos
n. 2, ou no caes da atfandega.
Para a Babia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas II, pretende seguir com muiu bre-
vidade, tem parte de sen carregaroento prompto:
t>9V> o resto qoc lhe falta, trata-so com os seus
consignatarios Azevedo & Mendes, no seu es-
criplorio na ra da.Cruz n. 1.
Consulado de Franca.
O capillo Jos Augusto Beaussicr, da barca
franceza Alfrti & Clairt, em reparacao neste
porto, precisa lomar a risco crea de 35:000$, pa-
ra pagar as diferentes despezas que lem sido
obrigado a fazer neste porto. O dito emprestimo
ser garantido pelo mesmo navio e seu carrega-
mento: ai poseoai quo pretenderen fazer este
adianiamento, sio caavidadoa a comparecefeni
quinta-feira 18 do torrale, s 11 horas em pon-
i, na chancellara do consulado da Franja, 0011-
m prejene* do
pieaos fizer.


)
Leiles.
T3^"
3
ji
- n
* 5"
.
jiis:ssc uia.ioztnb d\\a c anb scossad sep en
-u3jjnau'o3 siuiu ojcii 3)ioa cp oi9 jguiIujoi a
<; sy jbjauoj u.voii ap 3 'apjt| cp g se ji o oiuod
loa bboi| 6 so jeidianud oejioi opuojai o opua.v
-ap 'uin|s oijjd ap c&iasaj ias snaiiua ooios
S3i|{ anb sjod 'sapppqwnb se scpoi ap sioaoiu ap
uiaiaAOid as ap oeiseaao a anb sojiaupjciu sjs
so apopnepadsa moa a 'c5sjd p ejoj no ojiujp
ep seossod se sepoj auuaid oiueuunuue
epejjinoo opepp
-nenb o auuojuoa oiioiiaip c no ozeid 9 sopipaei
ocias saenb so o3jnquicji a cjucjj ap opuBaip
uai mbo anb ssisoj) sjjoqiotu so aja ojsisuoa
onb 'saiuaisixa v||ou sopatqo so sopoi ap 'etiog
iua8e op OMUdAjaju iod oeiia] bjbj 'fg u bao^
ni u i'i's sjjsbii op cf<>l ni! urna icqao op
-uotapa 'oiijaiio sossej sop owoiuv loouew
'djud.uoo op i\ v.mj-vajwj,
3 sd\\spi\\su\> S\i SW\10\
o\ s\a\o\u uid .io\\\aui
\ *s\\ onTi o a ^9\9 soia
0>\5\\ fcS|\lO> "SWlllB;
-i^uSou 'owSowi fcV.\WBA
-roitf o;> s\s\\\f\0TO svai/n
3(1
otf cpinbq ue j
oaravTMsa
0V1I31
LEILO
DE
Esplendida mobilia.
A 16 do corrente.
O preposio do agente Oiiveirn, antorisado pelo
lllin. Sr. J, E. Robcrts prximo a ir Europa,
far leilo da mobilia desle senhor, que orna a
grande casa de sua residencia no Poco da Panella
Seria enadonho aquf\designar-se a infinidade de
objectos de que se compoe a indicada mobilia, e
que todava ser aproximadamente feito em cat-
logos que previamente se deslribuiro ; em re-
sumo purcm consta ella de ludo qu'anto c pos-
sivi'l precisar-se em urna gVande casa de luxo e
do bom gosto, sendo a mor parte feita pelo exi-
mio fabricante francez nesta praca Mr. Poirier :
tei pois lugar o supradito leilo cora magniQco ;J
lunch, sogunda-feira 1G do corrente, s laboras
da manhaa, casa grande em (rente da estrada ao
entrar no Poco da Panella.
LEILAO
Sabbado 14 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
Antorisado pelo Illm. Sr. Francisco
de OUveira que se relira para Iota da
referido agente vender em leilo na
residencia do inestno 111ra. senhor ra
rora :
Mobilia de Jacaranda com endeiras, sof, mesa e
consolos com (ampos de pedra marmore, ca-
deirasde bracos e do balanco, conversadeira,
riquissimos espelhos, movis '*' :r.rao,i guarda
roupas do jo franceza, secretarias, commodas, toucadores,
jarros de porcelana, guarda loucas, apparndo-
res, me3a elstica, cadeiras, bancas, quadros,
loucas, crystaesetc., etc.
Obras'de prata e diversos cscravos.
Um rico coup, sem igual, com qualro rdens
de arreios-
Um carro americano volla inleira.
I rn dito para dous cavallos.
Umaparclha de lindos cavallos prelos.
Um cavallo rozlho muito possante.
Um cabriole! c cavallo.
E muitos outros objectos que sero descriplos
no catalogo previamente dislnbuido.
LEILO
Segunda-feira 16 do corrente.
NA
Ra do Livrainenlo.
A requerimento dos curadores da
inassa fallida de Caminha lrmo & C. e
por despacho do lllm. e Ex id. Sr. Dr.
juiz especial do commercio, o agente
Ca margo vender' em leilo a armacao,
fazendas e movis pertencentes a inesma
massa, no mencionado di a os 11 horas
e;n ponto.
LEILAO
DE
Couros e laa
NA
UuadaLapa n 13.
Sabbado* 14 do corrente.
O agente Borja, far leilo na ra da Lapa n.
13, prenca do Sr. Ribeiro, por despacho do Exra.
Sr. Dr. jiz especial do commercio e a requer,
ment dos depositarios da massa fallida de Cami-
nha & Pilhos, de 72 couros salgados c 64 saceos
de algodao pertencenles (os mesmos, achan-
do-se os couros a exame dos Srs. compradores,
no arraazem do Sr. Predeiico Velloso Coope,
largo da Assnmbla, e a la na referida prensa
onde ter lugar o leilo s 11 horas em ponto.
Avisos ditersos.
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MARTD DE TE?BAMBUCO./- SaBBALX) 14DE ABB1L PB 1860.
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3 S5-3
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Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinos preces.
Do-se amostras com penhor.
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= Precisa-se alugaruma ama para cozinhar
o diario de urna casa de pouca familia : na ra
d.i Praia n
1/
O r.Xosme de Sa' Fereira
|de volt de sua viagem instructi-
itiva a Europa continua no exer-
[ciclo de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias-, menos
nos domingos, desde as'6 horas
i t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
1
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
R)meiras de fil de seda preta bordadas
V sitas de grosdcnaples prelo bordadas
com froco
G osdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso preto e de cores, covado
S;da lavrada prela e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros -
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cimbr.iias orlandys de cores, lidos pa-
drees, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
V antas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lenr-os de cambraia de linbo bordados
titos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem dem idem
GoUmhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
tilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeitcs de vidrilho franceses prelos e
de cores
Aberturas para camisa de llaho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafet rxo, covado
(hitas francezas claras e escuras, co-
vado
dassas francezas de cores, vara
(ollarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
1
O*
Antonio
praca, o
casa da
da Au-
Molestis de olhos ;
Molestias de cora cao e de'
peito ;
Molestias dos org5os da gera-
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que sultaren! sera' feito ndistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excepqao os doen-
tes de olhos, ou aquellos que por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este fim. -
A applicacao de alguns medica
mentos ndispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feito,ou concedido
gratuitamente. A conianca que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; e' tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
8 colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas 9
9 Chapeos francezes finos, forma moderna 8j500
Um sortimento completo de grvalas de
t seda de todas as qualidaMes 9
y Camisas francezas, peitos de linho e de %
algodao brancas e de cores 9
9 Dilaj de fuslo brancas e de cores $
Ceroulas de linho e de algodao 9
19200 Capellas brancas para noivas muito finas g
8^ Um completo sortimento de fazendas
39000 para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes.
1500 covado f
Meias cruas brancas e de cores para
109000 meninos 9
161000 Ditas de seda para menina, par I96OO
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
I9OOO menino 9320
9 Velludilho de cores, covado lj>200
9 Velbutina de cores, covado > 9700
9 Pulseiras de velludo prelas e de co-
9 res, o par 2g0O0
9 Ditas de seda idem idem I9OOO
S Um sortimento completo de lu-'as de
$900 seda bordadas, lisas, para cenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
9 lidades 9
9 Corles de coDcle de gorguro de seda
8640 de cores 9
9 Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rxos para senhora 29500
9 Uarquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 5
39500 Sapatinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par 250O
% Casinetas de cores de duas larguras mui- -
63000 to superiores, covado I9OOO
JJ50O Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
9280 fazenda nova covado ljGOO
$500 I Selim liso de todas s cores, covado 9
Lencos de gorguro de seda prelos y
88001 Relogios c obras de ouro 9
I Cortes de casemira de cores a 59000
trecos
Ra do Queiraado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda resfam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leile 4 Corris, as quies
se vendem por diminuto preco, sendo entre u-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 210 e 260.
Biscados francezes de cores fizas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padrdes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Drim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 18000.
Cortes de calca de meia casemira a 2|.
Dilos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno preto fino a 39 c 49.
Meias de cores, finas, para horaein, duzia a
19800.
Gravatasde seda de cores c pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 48.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Corles de colletes de gorguro de seda a 29.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 49.
Chales de la e seda, grandes, um 29.
Grosdenaple preto de 18600 a 2.
Seda preta lavrada para vestido a I96OO c i$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a I69.
Lencos de chila a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs...
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Tochas de linho para mesa a 29 e 49.
Camisas de meia, umu 6 i rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos brdalos para baptisar crian-
cas a 5J000.
Corles de calc.a do casemira preta a 69.
Chales do merino com franja de seda a 59.
Corles de caiga d riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1.-280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 29.
em sua operacao, e um remed* M&roso para a
juvenlude, puherdade e velhic.
Lea-se o folheloque ac(mpanhtadacaixa,pelo
qual se Qcar conhecendo as muitas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricanles e proprietarios.
Acham-se 4 venda em todas as boticas das prin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ru da Atfandega n. 89.
Baha, Germano &C, ra Julio n 2.
Pernambuco^ noarmazem de drogas de 3. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E INFALLIVE1S.
^55f
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Basto & Lemos declarara que o.piDIMCTC D "l O T II P 11 C 7
Sr. Luiz Laurant Favre des Je o dia 12 j U A DIW t I t T U H I U ll U t
do corrente deixou de ser
seu caixeiro. j
O secretario da ir man-1
dadedeN. S.do Ter^o, convi-
da a seus charos irmos para
DE
= Rufino Jos Correia de Almeidafaz publico,
que a nica pessoa encarregada de tratar de seus
negocios particulares, receber dinheiros, passar
recibos durante, a "i*l-':-i m" u ri-
mo o U'Charcl Unfino Augusto de Almeida. Qual-
quer recibo passado por oulra pessoa nao ser
atlendido.
cbcb cir*'ijj*
i Seguro contra Fogo
COMPAMHIA
comparecerem em nossaigre-
;a domingo 15 do corrente
lamanha) pelas 7 horas da
tanha.afimde acompanhar
se a procisso do Senhor dos
enfermos da freguezia de S
Jos.
Precisa se alugar urna ama de le-
te, que o tenha em abundancia- que se-
ja bem sadiae de bonscostume* ; e pa-
^a-se bem. Dirigirse a' praai de Pe-
dro II (antigo pateo do CoUeg/.ofn. 37,
;egundo andar. \
ao p do arco de Santo
Antonio,
Chegou um rico sortimento de peitos nordados
com gollinhas, proprios para senhora, assim co-
mo gollinhas de contas para senhora, ditas para
meninas, ludo do ultimo gosto.
Commercial
\. li RaadaCadcia do Recife IV. lo.
Loja de quinquilharias
edepositodfe tabaco, charutos 'TSttZKSST* '"
NICA,
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Ezm.* inspeceo de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
; gene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista,doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sensaces debilitantes.
Testcmunho exponlaneo em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara meu filho ; o pobre
rapaz padeca de lorabriga, exhalava um chei-
ro ftido, tnha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, to magro se poz, o.ue eu>
lemia perde-lo. Nestas circumstancias um vsi-
nho meu disse que as pastilhas de Kemp tinharo
curado sua filha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho. *
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
I Street pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principos cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C.rua Julion. 2.
Soum
c
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Yende-se
Prata.
para
3s0oc UctJ Cj>|J0 gtraplttca
{fctrtiamltutatta,
De ordem do Sr. presidente, sao pelo presente
convidados todos os senhores socios effectivos
para que se dignem de comparecer domingo 15
do corrente, s 10 horas da miuiha, afim de ex-
traordinariamente funecionar a assembla geral,
visto que ha negocios de summa importancia a
tratar.
ma hora antes haver sessao ordinalia do
tonselho director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana, 12 de abril de 1860.
/. L. Dorntllat Cmara.
1 secretado.
William Noakos, subdito ingtez, retira-se
para r*.da provincia.
* -
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assjacar.
Estanho em barra. 6
Verniz copal.
Palhinha para marci-
neibo.
Vinhos finos de Moselle.
| Folhas de cobre.
fj Brim de vela: no arma-
| zem de C. J. Astley & C. I
Rio Formse.
Roga-se ao Sr. Antonio Perera da Rocha, que
lenha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado.
Q abaixo assignado declara que o Sr. Ma-
noel do Amorim Lima deixou de ser seu agente
de negocios nesta praca, passando a ser seu agen-
te o Sr. Pedro Rolrigues de Souza, morador na
ra Imperial n. 52. Pedro Bczerra Pereira de
Araujo Beltro.
= Na noite de quinta-feira santa no acto de
visitar-sc as igrejas. perdeu-se urna pulseira de
ouro, julga-se ler sido no transito do Corpo San-
io para S. Francisco, pela ponte nova, a pul-
seira tem 03 signaes seguintes: formada em
urna endeia de liveles presas por aneis grossos,
tudo de ouro larrado : quetn a tiver achado ten-
do consciencia leve-a praca da Boa-Vista so-
brado de um andar n. 12, que sua dona recom-
pensar.
= Precisa-se alugar um prelo ou preta forrt
ou captiva, para cosinba : na ra estreita de
Rosario n. 12, segundo andar.
Attenco.
a
Na ra do Hospicio n. 32 casa com rotulo na
porta, ha mode vacca e varios assados nos do-
mingos e quintas-feiras, assim como fornece-se
o almoco e jantar para fora logo que tenhan
seus conductores, apromplam-so qualquer jan-
lar ou petisqueita avulsa, presunto de fiambre,
isto com aviso antecedente ; os pretendentes di-
rijam-se a casa cima para tratar.
P. ecisa-se alugar urna escrava
que teja perita costoheira para casa es -
trangeira (preere-se urna que tenhu
servido em casa estrangeira) ; na ra
da Gadeia do Recife n. 37.
Yende-se ana negra crioula de meia idade,
por preco commodo : na ra Direita n. 123.
Yeodem-se booiloi burros, desembarcados
ltimamente, e per meaos do que se lera vendi-
do : no caes do Rasaos, rmazem pintado ii
anafello.
i

Vendem-se as seguintes pecas era bom
uso e de muito gosto : $
Urna bonita esrrivaninha.
Tres pares de casticaes com as competen- @
les salvas. $$
Duas salvas. @
Urna rica cafeleira.
Ume lciteira. f*
Um assucarciro. @
Um paliteira.
Duas caixinhas com urna duzia de colhe-
i res de cha e urna de tirar assucar em g
i cada caixinha. g
I Urna duzia de colheres de sopa, urna con- g
I cha de sopa'e urna de arroz.
I Tanto as duas salvas como os castices @
I podem servir para adorno de igreja : na
I loja de ourives do Sr. Custodio Ferreira g
5 Moulinho prica da Independencia n. 33. a
\ No mesmo esiabelecimento se tomam en- J|
s coramendas de condecorares para as pes- ^
f, soas queacabaram de receber a honra de ^
k ser agraciadas. 4
Ra Nova, casa de 4 por-!
tas n. 4?$.
Vcndem-se superiores queijos vindos no va-
por a 2JJ5Q0, manteiga ingleza muito- superior a
lg280 a libra, dita a lg, dita a 800 rs.. dita fran-
ceza a 6J0, cha fino o mais superior do merca-
do a 2* 00 a libra, dito a 2#240, caf a 210, ale-
tra a 480, talharim a 480, cevadloha a 320, chou-
ri^as a 640 a libra, doce fino da casca a IJ6OO0
caixo, velas stearinas a 720, viuho da Figueira
muila superior a 560 a garrafa, dito a 500 rs.,
dito do Porto a 720, farelo de Lisboa, saceos
grandes a 5$, vinhos engarrafados de todas as
qualidades, passas muito novas a 500 rs a libra,
chocolate franqez muito superior a l^OO a libra,
bolachinhas e bolinhos para cha, de todas as qua-
lidades, e outros muilos gneros, tudo de supe-
rior qualidade e procos muito em conta.
Vende-se um moleque de 12 annos de ida-
de, muito sadio e sem vicio : a tratar na ra es-
trella do Rosario n. 25, primeiro andar.
Vendem-se as seguintes casas : o sobrado
do um andar na ra de Santa Rila n. 7, a casa
terrea da ra da Praia dos carnc-secca n. 22; e
urna casa terrea, ha pouco construida, sita na
estrada do Arraial, passando o sitio do finado
Burgos : a tratar na ra Nova n. 35.
Vendem-se rodas de arcos para barricas ;
na ra do Brum, armazem n. 26.
Veudem-se canoas de amarello, o mclhor
que tem apparecido no mercado, de 25 a 45 pal-
mos, por preco coturno Jo : na ra do Vigario nu-
mero 5.
Rap.
Vende-se rap Paulo Cordeiro, muito fresco,
chegado do Rio do Janeiro pelo ultimo navio :
na ra larga do Rosario, passando a botica, a se-
gunda loja de miudezas n. 40.
Compram-se jornaes a 100 rs. a libra : ni
taberna da estrella do largo do Paraizon. 14.
Aluga-se
ra
urna sala da frente do pcimeiro andar na
Nova : a tratar na mesrna ra, loja n. 41.
Di-se dinheiro a juro sobre penhores de
ouro ou praia : na na Direita n. 00, primeiro
andar.
LEITLRA.
Em vista do que dispoc o artigo 36 dos estatu-
tos, sao convidados os senhores membros do con-
selho deliberativo para a sessao ordinaria lerca-
feira, 17 do corrente, s 4 horas na tarde, no lu-
gar docoslume.
Secretaria do Gabinete Portugucz de Leilura
em Pernambuco aos 13 de abril de 1860.
A. B. Nogueira.
1. secretario.
No dia 8 do corrente desappareceu da casa
de seu senhor o escravo pardo de nomc Manoel,
alto, magro, pouca barba e com pera, com idade
de 35 a 40 annos, tem a queimadura ou caustico
em cima do hombro direito, ou foi do serto e
falla bem : quem pegar leve-o ra larga do
Rosario n. 33, taberna, que ser bem recompen-
sado.
Troca de chapeo de sol.
O sennhor, que quasi s 2 horas da tarde de
sabbado de alleluia, levou do carlorio do Sr. ta-
bellio Almeida um chapeo de sol novo de seda
verde escura, deixando um velho da mesraa qua-
lidade, queira vir ou mandar no mesmo lugar
desfazer atr", pois pessoa bem conhe_cida.
voco, deparando naquelle as letras iniciaes do
nome do dono, aberlas a caivete, o quo alias no
seu nao lem. Espera-se raerecer-lhe este obse-
quio, pelo que muito se Ihe agradecer.
__ Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tralar no primeiro an-
dar da raesma casa.
Precisa-se alugar urna pessoa, que saiba
cozinhar o ordinario de urna ca&a : na ra do Im-
perador n. 17, primeiro andar.
Pela subdelegacia do San-Jos do Recife.
foram apprehendidos, por suspoita de serera fur-
(ados. tres quartos. um castanho rusilho, com
cauda cortada ; outro pedrez, e o outro de cor
russa : quem se julgar com direito a qualquer
dclles, e provando convenientemente, Ihe ser
entregue. Subdelegacia de S. Jos do Recife. 13
de abril do 1860.Jos Antonio Pinto.
Da-se por 40^000. urna bacia d'ararae, per-
feita, e a maior talvez que tenha vindo aqui.com
o peso de mais de 2 arrobas, c talvez anda so
faca algura abatiraento no preco [pouco) : para
ver e ajustar, na ra estreita do Rosario, loja de
ourives u.6.
Manoel Moreira da Costa faz sctenle aores-
peitavel publico, e com especialidado ao com-
mercio, que 0 seu caixeiro o Sr. Manoel |Martins
Carneiro se acha associado na taberna que o an
nunciante possue na ra Nova n. 55, desde o da
2 do corrente, cuja sociedade ser conhecida sob
a razio social de Moreira & Marlins. Recife, 13
de abril de 1860.
Deseja-sc alugaruma casa terrea ou sobrado
ou pequeo sitio, nos seguintes lugares, como se-
jam as ras do Sebo, Mondego, Trempo, Col- I
vello, dos Pires, Soledade, ou quem nestas ras |
quizerem trocar ou alugar por um sobrado de
um andar de solo com bastantes commodos no
psteo da Penha n. 4, dirijam-se ao mesmo, que
achara com quem tralar.
Perdeu-se um deposito de azeite perlen-
cente a um cabriole!: a pessoa que o achou le-
ve-o no aterro d Boa-Vista, casa de Francisco
Poirier, segundaxou ter^a-feira quesera gratifi-
cado com 5$.
Aluga-se urna ama para casa do homem
solteiro, sendo para cozinhar, de bons costu-
raes e de Boa conducta : a pessoa que do seu
presumo so quizer utilisar, diriia-se ra do
Sebo n. 25.
Na ra da Imperatriz, sobrado n. 33, ler-
ceiro andar, ha urna prela engommadeira para
alugar-so ; na mesma casa cima precisa-se de
i um preto para o servico de casa.
Bernardino Jos da Silva faz ver ao corpo
do commercio, que vendeu sua taberna da ra
do Santa Rita n. 1, ao Sr. Jos Joaquim de Oli-
vaira, livre e desembarazada de tuo.
Vendem-se por menos do que em oulra
qualquer p3rte, saceos com milho de Mamangua-J
pe : a Iratar na ra do Queiraado n. 24, primeiro
andar.
No dia 10 do corrente s 2 horas da tarde,
no armazem da ra da Cadeia do Recito n. 59,
primeiro andar, enlregou-so a um negro 2 car-
tees cora urna duzia de camisas era cada um,
para entregar na ra da Imperatriz na loja do
Sr. Miguel Baplista da Costa, e como o dito ne-
gro noappareceu nem entregou as camisas, ro-
ga-se a quem souber, ou a quera talvez as ditas
camisas sejara offerecidas para comprar, de dar
parte referida casa, que ser gratificado.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Alfonso do
Reg Barros: na ra do Crespo, loja n. 16.
Precisa-se de urna ama de leile; na ra
das Flores, ldja n.2.
Lava-se e engomma-se com toda a perfei-
co : na ra Velha n. 113.-
Negocia-se cessenta e lanas acQoes da cora
panhia de Beberibe, recebendo-se dinheiro ou
mesmo letras de boas firmas : na loja da ra do
Queimado 11. 10, se dir quem faz esta tran-
saeco.
Precisa-se de urna ama
casa Je um homem solteiro :
casa n. 8.
O Dr. Haurice Kicckbach, medico, e sua
mulher Anna, seguem para o Par.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar o diario do urna casa e en-
gommar : 00 paleo de S Pedro o. 16,' sobrado.
Vende-se urna taberna no Arraial, fregue-
zia do Poco da Panella, com o* fundos que o
comprador quizer, tendo casa para familia, estri-
bara para 4 cavallos: a tratar na mesma casa
! com Manoel da Costa Ralwllo.
e cigarros,
de Jos Leopoldo Bourgard.
Charutos .
Neste esiabelecimento recebe-se em direitura
os mclhores charutos da Baha, Rio de Janeiro,
suisso, manilha, Havana o Hamburgo, venden-
do-se em porcoes e a retalho ao preco de 2$ a
20# o cenlo.
Cigarros.
Existe grande deposito de cigarros superiores,
tanto de papel de puro linho, como de palha de
milho, por barato preco.
Fumo .
Recebe-se por lodos os navios francezes o vr -
- dadeiro fumo caporal, francez, Fleur d'harioeWe,
Virginie, americano ; os consumidores Je tabaco
para cigarros e cachimbos, afm <*e serem bem
servidos sobre a superior qualidade, compraro
serapre por preco muito commodo.
BORDA.
Princpia-se a receber superior fumo de Borba
do Para, era chicotes, que se vende muito em
conta.
Boccaes
para charutos e cigarros, muito bonitos c deli-
cados.
Charuteiras
VERDADEIRA
GITIMA
E LE-
SALSA PAIIIUi
DE
@&l
Iseas
de iscas e
oda lUtlir.
phosphoros
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos-
medicos, os maisiminenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debili-
*T*g geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midaou resultantes do empa de mercurio,
ulceras e eiunc9 que1 NWRtHi da impu__ (j.
sangue,
CARTELA.
n T.I,anm.in_& KirJnip, droguistas por atacado-
Espantoso sorliraento
para charutos.
uxi\
de pedra, proprio para os martimos o viajantes.
Livros
de papel de puro linho para os fumantes de ci-
garro.
Cachimhos.
Grandioso e variado sortimento de cachimbos,
a escolher.
Machinas
para cigarros urcos e papel proprio para os fa-
! bricar.
PAPEL
de linho em resmas, para os senhores cigarreros
que fabricam cigarros denominados hespanhoes.
Boleas
de chagrain e outras qualidades, pjra guardar ta-
baco para os superiores cigarros de improviso.
Caixinhas
de fino metal principe, para guardar phosphoros
e iscas.
O proprietario deste esiabelecimento, que o
tem tornado em especial para os senhores fu-
mantes, espera continuar a merecer a confianca
dos seus numerosos amigse freguezes, em vista
da sinceridade nos seus tratos, encarrega-se de
mandar buscar quaesquer cncommendas por mais
pequeas que sejam, de Babia, Rio de Janeiro c
Franca, onde tem correspondentes, podendo afi-
ancar a pontualidade, c veracidade nos precos.
Vender muito para veuder barato
Vender barato para vender muito
Quinquilharias.
Sortimento de quiuquilharias e brinquedos pa-
ra menino, vendendo muitissimo barato, pois
est resolvido
acaba r.
.v
ssKivJ&9to
DAS
New York, acham- se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de alguraas te-
nues imitaces da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a lodos
3ue sao elles os unicos.proprietatios da reccita
o Dr. Bristol, tendo-lne comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparago acha-se so-
monte em poder dos referidos Lanman i Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binaces de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devera bem ob-
servar os segrales signaes sem os quaes qual-
quer outraprepara^o falsa ;
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa do ajo, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGEMTS
N. 69 Water Street.
2* O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. BristoJ em papel cor de rosa.
3 Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semlhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. 89.
Buhia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
Bons escravos
ijraa escrava recolhida de idade 22 annos, en-
gomma, cose, borda, e sabe vestir urna senhora,
3 ditas com habilidades, 1 dita de 30 annos por
700$, 3 escravos pecas, 2 dilos de meia idade,
1 bonito moleque de idade 13 annos, 1 bonilo
mnlatinho de 16 annos, alfaiate : na ra de A-
guas Verdes n 46.
Vende-se urna negrota de 14 a 15 annos
com varias habilidades, de boa conducta c figura,
1 moleque de 9 a 10 anuos, oplirao para qualquer
ofiicio, le bom desciment, urna casa terrea no-
va, assobradada, em boa ra no bairro de Santo
Antonio, 6 cadeiras, 1 sof, 1 par de bancas, t
dito de iarros dourados, 1 marqueza grande do
palhinha para cama, 1 mesa de jantar, ludo is
por prcco muito commodo, para liquidacao
urna pessoa que se retira : na ra das
numero 20.
do
Cruzes
Relogio.
1P.
para cozinhar em
na ra do Crespo,
PILUUS VEGETAES
ASSUCARADAS
USISJS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipas oes, ictericia, affeccocs do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaqutcas.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcOes.e todas as enermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGCE.
75,000 caixas desle remedio consommem-se an
nualmente I I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os condecidos. Sendo estas pillas
pu-araente vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno lercurio nem algura outro mineral;
esto bem acondicionadas cm caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Bao agradaveis ao paladar, seguras e efncaze
Vende-se um relogio de ouro patente inglez,
deum dos melhores fabricantes do Liverpool,
por preco commodo : as Cinco Poulas, taberna
mero 152.
8$ dinheiro avista.
Ferros econmico americanos com
folie e descanco : na loja de erragens
de Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Re-
cife n. 56 A.
= Vende-se urna preta crioula, de 30 a 3d an-
nos, perfeila lavadeira de roupa, com principios
de engommar, e outras habilidades, que s com
a presenca do comprador se dir,por preco mul-
to commodo : na ra Oova n. *; ,
Vende-se urna porco de sola, chegada l-
timamente da Granja, de muito boa qualidade e
pregos muito commodos: na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Vende-se
lnha de novello de todos os sorlimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores, bran
cas o pretas, por precos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Esposices de metaes.
Grande sortimento de melaes de todas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa, des
mais lindos modellos que se podem enonlrar
para servicos de cisa, de almoco e jantar, por
pregos muilo commodos : na ra Nova o. 20, lo-
ja do Vianna.
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141 ITII A IHfirYk
II i-a*i\ #ii L



-
_1_
NOVO DEPOSITO
ee
Rua do Imperador, confronte
ao oitao do deposito do gaz.
Borott Si C.allendendo a que os scnhores con-
sumidores dcgelo sao pela raaior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, c*
que lutariaracom grande difllculdade se este es-
te estabelecimento eslivesse collocado no bairro
do Recife, poder encontrar na ra do Impera-
dor confronte ao oilo do deposito do en um
armazem com as proporr6es eligidas para depo-
sito deste genero, o qual estar aberio concur-
rencia dos rriesmos senhorcs, das 8 horas da raa-
nhaa s 6 da tarde, do dii 3 do
dianle.
corrente era
ASSOeACiO POPULAR
Soceorros Mutuos.
Nao lendo sido pDSsivel, era consecuencia das
solemnidades religiosas das duas ultimas sema-
nas da quaresma, reunir-se a assembla gcral
desta Associacio nos dous ltimos domingos, to-
dos os seohores socios effectivos sao convidados
a comparecer no dia 15 do cosrente, s 10 horas
da mantisa, na casa das sesses. ra da Praia
onde foi outr'ora o collegio da Aurora
Secretaria da Associacao Popular de Soceorros
Mutuos 21 de abril de 1860- No impedimento
do 1. secretario, Francisco Pedro de Advincula,
1. secretario interino.
tVImanak da provincia.
Sahio a luz a.folhinha com
o aluianak da provincia para
o correnfe anno de
DIARIO DElEf^AMB^O. -- SABBADO U pg AU\l SE t850.
r
W
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
\ SOB A DUEGtyO DE E- KERVASD-
mo
Tendo de fechar-se ncales dias o cslabclcci-
menlo de retratos da ra Nova n. 18, as peasoas
que degejirem honrar este estabelecimento e -
car com um fiel o perfeilo retrato, aproveitem a
occasio. f. vilhla, photographo.
Quem or dono de um boi manso do carro-
sa, dinja-ae a estrada do Porabal, sitio que faz
esquina para o cemilerio, que pagando as despe-
zas, lhe ser entregue.
Archivo Universal
'sSts assignantes destejornal quei-
ram vir ou mandar buscar a continua-
co da segunda serie e o principio da
Este hotel collocado no centro de urna das capitae; importantes da Europa, ioma-se de grande terceira, na ra Nova n. 8.
Valor para os brasileiros e portugueses, por seus bons ommodos e confortavel. Sua posi^o | Precisase do 1:200*000 pelo prazo de dous
urna das melhores da cidade, por se achar nao s proxi no s estacoes de caminbos de ferro, da : m"5sJ.p?_ga"do uros' *dando-se_ para garanta
Allemanha e Franca, como por ter a *dous minutos do si, todos os theatrose diverlimentes ; e,
alm disso, os mdicos precos convidan).
No holol hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas e?curs5es na cidade, quer no reino, qur
einfim para toda a Europa, por precos que nunca ex ce de m de 8 a 10 francos (38200 49000 )
por dia.
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi resid am os Exms. Srs. conselhairo Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Neito, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Ponies Yisgueiro ( do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz. *-
Os precos de todo o servico, por dia, regulara d) 10 a 12 francos (49000 i 48500.)
No hotel encontram-se informac5is exactas acerca de ludo que pode precisar .um estrangeiro
Guarda livros.
PessoasiifTicieutemente habilitada
Aisucar ei vstalisado.
No deposito da ruadas" l.arangeiras n. 15, con-
fronte a anliga refinaeo, contina a vender-se
a8sucar priracira sorte cryslalisado da acreditada
fabrica do Mont0lrorPelo preco de 240 rs. a li- MmT^JvT i ? Habilitada e
bra c 79 a arroba. com a Pr*tca de afguus annos, oierc-
Aluga-sc na ra do Crespo n. 6, o primeiro ce-se para guarda livros de qualqucr
d*r, com commodos proprios para escriplorio : casa de fazen las cm crosso e a. n>til!m
lea o pretender, dirjase a loi. do mesmo .,,;-; '" bro* e a retamo,
sujeitando-se das 6 horas da manhaa as
6 da tarde : quem precisar dos seus ser-
v eos dirija carta a' livraria n. 6 e fda
Sirop du
DfFORGETI
JARABE DO FORGET.
Este xarope esta approvado pelos mais eninrntes mdicos de Paris,
uno sendo o melbor para curar constipacors, tosse conTulsa e outras,
affecces dos braochios, ataques de peito, irritc6es nervosas e insomnolencUs: urna colberada
pela manb, e ouira noite sao sufOcientes. 0 effeito leste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposito i na rua larga do notario, botica de Dartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praga da Independencia livra-
ria n. 0 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabrisyia^
todas as qualidades como to-
jas, vendas, acbugues, enge-
iihos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
mercianfce, agricultor, mar-
timo e emfiui para todas as
classes da sociedade.
O hachare 1 Wrrauvio teai
o seu escriptorio ne 1- andar
do sobrado n. 23 da ra Nova, j
-cuja entrada pela,amboa do
'Carmo. ,/

ra da
Consultorio medico,
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua
seus trabalhos mdicos.
Jos Joaquim da Silva Maia, cm consequen
nos
cia de se retirar nestes tres dias, vende urna es-
crava do seu servico com todas as habilidades :
a tratar na ra dos Cocllios, sobrado de 7 janel-
las de frente.
Atten^o.
Engorama-e comsseio .promplidao
fcecco do Marisco n,20. /
Precisa-se artigar um pretoou preta, j ida-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
ce urna casa 'familia, ou mesmo una ama nc
raesmas circumstancias : quem tivr e quizer
annuncie ou dirije-se a ra de 6anU Rita n. 4q'
primeiro andar.
Lices de francas ,
piano.
Mademoisoti Clemence de Hanoetot
de-Mannevillecefllinua a dsr .licoes de
raocez piano aa cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Fgueirc-
do queira annunciar sua morada ou irigir-se
livraria da praja da Independenciinue se preci-
sa fallaf-lhe.
Na padaria da rus Direila n. 84, precisa-se.
comprar um carneiro que seja grande e manso.
Precisa-se de dous amassadores que enten-
dam perfeitamente da factura de pao e bolacha :
na ra dos Quarleis n. 18.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
de pequea familia : na ra da Imperalriz n. 74.
Precisa-se alugar um moleque do 12 a 14
annos : na ra da Cruz n 5.
Manoel Cabral de Medeiros, subdilo porlu-
guez, relira-se paja a Europa.
OSr, Francisco Manoel tde Parias queira ir
on mandar na ra Nora loja n. 7. *
Na ra do Queimado, loja n. 8, precisa-se
contratar para criado nesta cidaJe, um menino
portuguez de 10 a 1 i annos ; garaule-se bom
tratamenlo e igual ordenado.
Por um corte de cabello e
fiisamento S00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7".
Lecomtc acaba de receber do Rio de Janeiro
pclmpiro coutra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, C um OMtro >muu ni: i am:---tsw rsmucie-
^.i.uciuu esta hoj-o as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as encomniciidas dos
objectos em cabellos, do mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, bracetes, anneis, rosetas, ele, etc., ca-
balleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, scui deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, s objectos em cabello seao feilos cm sua
prcsenca.se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel pata cortar os cabellos, e
pentear as senhoras cm casa partioular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no da 21 do corrente foi recolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna preta vclha por
nome Auna, cm estado de embriaguez c mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permillio
obler della informacao alguma que indicasse se
era livre ouescrava. Tendo sido cuidadosamente
ralada acha-sa quasi re*labelccida, mas apenas
sabe dizer que perter.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente inundo para que a pessoa a quem
pertenca a mande buscar.
Precisa-se de um forneiro para a padaria :
no pateo da Sania Cruz n. 55.
Precisa-se de urna na para urna pessoa :
na rua'Bella n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de umenge-
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
urna parte no mesmo engeuho, raachiaanova
vapor, dislilacao nova ebem montada, 22 bois
de correia, seis quarlaos, aJgumas obras, safTra
plantada, etc.-elc. : trata-se na ra do Crespo n.
13, oja.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de -eoser: em casa de Samuel P.
ionnston & C, ra da Senzala Nova n. 62.
E' chegado a loja de Lccmle, aterro da
I Boa-Vista n. 7, o etcellenle leite virginal de ro-
sa bianca para refrescar a .pello, tirar pannos,
i sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer creseer os cabellos,
I assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
, para borluejas e asperidades da pelle, eonser-
1 va frescura e o a.v*lludado da nrimavera da
1 vida.
Offerece-se urna pessoa de bons coslumes
para ama era casa de familia, e para todo o ser-
vico nlerno, menos lavar e engommar; a iralnr
na na larga do Rosario n. 9.
FOLIIIMUS PAR 1860.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
presas ncsla typographia, dasseguintesquali-
dades :
CLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliotheca do
Cristao Brasileiro. que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyninos ao Espirito Santo e
a N. S., a imilagao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaees devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responso pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
; dous escravos mocos, sob condico que os ditos
escravos fiquem em poder de seu senhor ; quem
-quizer fazer este negocio, annuncie por esta fo-
Iha para ser procurado.
Fortunato Guedesde Gouvcia, subdilo por-
tuguez, segu para a Europa.
Precisa-se de um caiseiro de 14 a 18 an-
nos, quesaibalre eacrever: na ra do Caldei-
reiro n. 60, taberna.
Pergunta-se ao Sr, arre-
matante do imposto sobre
agurdente consumida na
provincia, em que se baza
para exigir igual importo dos
consumidores de vinagre.
Sua resposta citar talvez
qualquer classificacao cri-
minal.
Aluga-se um escravo sapaleiro, cozinha
bem o diario de urna casa, e ptimo creado : na
ra da Aurora, sobrado n. 22. ,
Na ra Nova, sobrado n. 65, segundo andar,
lava-so e engomma-se,para fota : quem precisar
dirija-so no dito sobrado a tratar sobre os presos.
O Sr. Eliziario Gomes de Lima queira ir ou
mandar na ra Nova loja n. 7.
,- O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
na uo exercicio de sua profisso, inlerrompido
em consequencia de sua molestia ; mas, estando
anda no campo por conselbos de seus collegas,
s poder preslar-se a consullas e visitas medi-
cas das 9 horas da manhaa s3 ds larde.
= Lava-sc e engomma-se com muila promp-
lidao : na ra do Uueimado, sobrado n. 30, ler-
ceiro andar.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos oa loja da ruado
Queimado n. 10.
Liquidac.
0 abaixo assignado, tendo de relirar-se para a
Europa a tratar d,e sua saude, se lhe faz preciso
liquidar seus negocios, por isso roga a fodas as
pessoas que lhe eslao devendo de gneros com-
prados em seu estabelecimento da ra da Cadeia
do Recife n. 25, defronte do becco Largo, o fa-
vor de virem quantoanles pagar o que devera.
Manoel Jos do Nascimento Souza.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coritos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservali/o de rvores
ITA DE PORTA.a qual, alm Jas materias do
coslume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
3:@@> @&@$ @@@@
1 Attencjo.
DI
Curso pralico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez i
mogas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas al meio dia : quera
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da (
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
i.dianlados.


Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
oimunto do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
a. 10.
=: Caeiano Pinto de Veras faz scienle a quem
interessar que eslm exercicio da vara dojuiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guesa doSS. Sacramento do Santo Antonio des-
la cidade, para que foi cleilo e que despacha na
casn de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
c eiii da itudiencia as tergas e sextas-feiras as 4 1[2
horda larde como ja lem annunciado, na casa
publica das-audiencias. Recife 29 do fevereiro
de i 860..
]L 27-Itua da Imperakiz-N. 27-
* L. Pugi.
Lnica cfficina ero f ernambuco para lavar as
paminlmfl das mobias w. mais encardidas, tur-
nando-ae outra vez lo alvas como no eslado
primitivo ; esla magnifica preparac3o chimica
lem a .prepriedade de desenfadar as mobilias das
pesious moras de molestias contagiosas : na
racima casa lavara-se-chapeos de palha de Italia
e piem-se moda.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grandes e pequenas porces bichas
hamburguesas, e tambe-m al da mai nova que
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo.
predio, que achara com quera Iralar^
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vigo interno de umacasa de pequea familia : a
tratar no escriptorio da estrada de ferro, das 10
horas da manhaa s 4 da tarde, nos dias uteis.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 29, lendo balante commodos :
a tratar na ra de Rangel n. 62.
O abaixo assignado relira-se para Portugal,
e julga nada dever a esla praca, porm se alguera
se julgarsou credor, aprsenle sua conta no pra-
zo de 3 dias, na praga da Boa-Vista n. 12.
Joo Jos dos Santos.
O abaixo assignado arrenda o seu engenho
Recreio, silo na fregue/ia de Muribeca, distante
desta cidade 4 leguas, com proporcoes para sa-
fregar 3,000 pies annualmcnle; tudas as suas
planlagoea sao em varzeas lavradias e de mas3a-
p ; alm disto lera bons paos seceos, pata an-
nos, e dista da estago dos Prazeres da via fer-
farrea menos do urna legua : quem o pretender,
dirija-se ao abaixo assignado em seu engenho S.
Andr, sito na mesma fregvczia.ou cm casa do
Dr. Antonio Joaquim Ayres d Nascimento, na
ra estreita do Rosario n. 18, que achara com
quem tratar.
Antonio de S e Albuqu*rque.
Prdeu-se urna letra da quanlia de 5:0703,
vencida em 30 de margo prximo passado, aceila
por Dinamerico de Arruda Cmara e Manoel de
Arruda Cmara, e com o Iraspasse de Manoel Joa-
quim do Reg Albu'iuerque e Bernardino Maia
da Silza : porlanto adverte-so aos acceitanles,
que s ao abaixo assignado a devem pagar, por
ser o sacador. Recife 11 de abril de 1860.Fran-
cisco Jos Rodrigues Bastos.
Na casa n. 6 da ra da Alegra ha quem se
encarreguc de mandar extrahir na corle os ttu-
los dos graciados no da 14 de marco A tabel-
la dos despachos respectivos ser patele a quem
convier.
Precisa-se alugar urna prela para cozinhar
e fazer algumas compras na ra : a tratar na ra
da Lingoela n 2.
Na ra da Cruz n. 45. segundo andar, pre-
cisa-se de nma ama forra ou captiva, c que saiba
cozinhar.
Attencao.
O abaixo assignado faz saber a todos os sc-
nhores mercantes ou capilaes de navios, nacio-
naes ou eslrangciio, que lem meslre para cor-
lar e fazer qualquer velas para navios, tol-
dos c encerados : quem se quizer utilisar de seu
presumo dirija-sc ao becco da Boia n. 39, se-
gundo andar.
Marianno Joaquim da Costa,
COMPAtflIIA
ALLIANCE
Estabclecida em Londres
EM
mi.
CAPITAL
Cinco mi\\ioe8 de Ultras
esterlinas.
praca da Independencia, com as tnt-
ciaes A. A.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, pr.itessor de matlia-
raaticasno Gymnasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir uro" curso de geometra parti-
cularmente os senhores esludanles que quize-
rem aproveilar as suas explicaces, alim de se
prepararem para os exames em novembro do
corrente anno, queiram dirigir-se .1 casa de sua
residencia, na ra Oireita n. 74, para scrcm ma-
triculados.
Sociedadc Saneara,
Amorim, Fragoso, Santos k Crmpanliia.
Ra da Cadeia do Recito.
O publico e os socios desta empreza podem
obter pela pralica de contas correnles vantagens
inconleslaveis. Cessaria o prejuizo que softrera.
as pessoas que improductivamente conservam.
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo desciipla, estarn em certo periodo con-
sideravelmenlc augmentadas ; 6, porlanto, em
nosso inlcresse e no do publico que fazemos as
consideracoes seguintes :
Todo o" individuo que possuir a quantia de.
100;$, e dahi para cima, pode abrir conta correnlo
com esla. sociedade, depositando cm seu cofro
cssa quanlia, que lear vencendn juros desde o
momento em que for entregue at aquello em
que for retirada ; estes juros scrao accumulados
ao capital no fim de cada semeslre civil, para
flcarcm por seu lurno venceudo juros, que serao
igualmente occumuladbs.
A sociedade pagar sempre nma laxa de juros
de dous por cont, menos que a laxa, por que a
ca;xa filial descantar as letras da praga.
As quantias assim depositadas em "conla cor-
rele podero ser retiradas parcial ou loiaimou-
to a lodo momento do modo seguinle : at a
somma de 5:0001 a vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres dias, e de 20 contos pa-
ra mais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praga a sociedade-
foruecer gratuitamente urna caderneta para
nella se fazer a escripturago da conta, como
tambera para servir de documento s quantias
que por ella forera recebidas ; s residentes fon
remetiera annualmcnle urna copia da cotila cor-
renle para ser conhecido o estado della.
Deslo modo, sem aespeza alguma, poupand-3
tempo e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com oo
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixain do
vencer juros.
Pcdindo a atlencao do publico para esla classo
de operares demonstramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerago que, conser-
vando um capital depositado em cotila correnlo
no espaco de 10 anuos pelo juro de 7 porceuto.,
osle capital estar duplicado naqualle periodo.
Aluga-se por prego commodo tima exoela
lente loja e soto no pateo do Tergo n. 30 : -
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
= Pede-se a senhora viuva Leal, queira man-
dar pagar o enterro de seu fallecido marido, quo
leve lugar no dia 4 de marco prximo passado.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociamos, proprietarios ue
casas, eaguemmais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que couliveiem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
DENTISTA FRANCEZ.
t Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p deulico. j
>UA A AA AAA AAA.IA A A j.A4l AA 4. VA AA
CASA LUSO-BUS LEMA*
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentcs ac-
commodaces para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
e
opilal ; continua a p
fazer os mais arranjos, _c que lenha boa conduc- serviros e bous officins suiando-os cm lodas
Caixeiro.
n-rfoiiimSl'.!6 um."*scraTa..1u.e sajba engommar I branca doVseus amigse otri. "viajantes 'qu
perfeitamente, cozinhar o diario de urna casa, e visitera esta capital;"continua a prestar-lhes seu
FUNDIDO
DO
1HE.R0 D. t
me-
Ra do Brum (passando o chafariz.)
^io depozilo Acstc cslafeeYeeimenlo sempre lia grande soriimento de
Uausmo para os engcnlios de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento -
Kodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bala ncadas:
. Caos de ferro, e porta d'agua para ditas, e serrilhas pararodas de madeirj :
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
.?.^iw7.L^^T0ral Para 5,ia' capal,os' ou bo8' acunhadas en, aginlbOei de azs;
Taixas de Ferro fundido e batido, e de cobre
Pares e bicali para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalhas ;
Alambtques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha :
Rodetas dentadas de todos os taraanhos para vapor, agua, caralios ou bois ;
Agudhoes, broozes e parafu.os, arado,, eixo8,e roda, para carro9as, formas galvan.zada. para purgar etc., etc.
nilftA5;J-Bowma?confiaque.088eusfreguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanisino proprio para os agricul-
tore* desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
^T vnrZif^ TO^<*** d* sua ^ri e Pepnambucof p*ra modificar o mechan^
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concejos de que jpodrfto necessit^l
ta : na ra do Fogo, sobrado n 26, de varanda
*po.
= Da-se a quanlia de 1:0001 a premio com
penhores ou hypolheca em predio, com a condi-
co de receber o premio meusalraenle ; na ra
do Fogo n 26.
A mesa regedora da rmandade do SS Sa-
cramento da Boa-Vista, convida a todos os ir-
m30S, aGm do rompaieccrom no dia 15 do cor-
rente no consistorio da mesma innandade. pelas
10 horas do dia, para cm rresa gcral so discutir
o novo compromisso, sendo que 6 esta a segun-
da vez que para este fim se convida, advertindo,
porm, se nao comparecerem, se discutir com
03 irmos prsenles : mas confiamos em nossos
irmaos que nao deixarao de comparecer para urn
fim to justo, e de utilidade para a uossa santa
irmandade.
- O abaixo assignado avisa aos contribuintes
do imposto de 20 |0 da agurdente do munici-
pio do Recife, para que venham pagar as suas
collelas al o dia 15 de abril, era contrario tira-
ra mandado exerulivo conforme marca o regu-
lamento deste contrato.
Luis Jos Marques.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOUTOBES
FILLIPPl DA MOTTA DE AZEVEDO CORREIA
E
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNEIRO
Ra do Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molla de Azcvedo e S-ilgado advogam
tanto noforocivel c commercial como lio crimi-
nal e ecclesiastico, em qualquer das instancias ;
eocarregam-se de qualquer queslao, emttm, tra-
tara de tudo quanlo diz respeilo a sua
o por um honorario razoavel.
Tendo em vista o interesse daquelles que ha-
bitara as provincias e que lendo dependencias
na c6rie, a maior parte das vezes nao possuem
uro ptocurador ou correspondente habilitado que
cure da cus interesses, os supraditos advogados
tcem aanexado ao seu escriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradorin, no qual, debaixo
de sua immediata vigilancia e direegao, se en-
conlram empregados habilitados que lomam a si
o tralarero de todos os negocios que correm pe-
las secretarias de eslado, e reparlicoes publicas
da corte e capital da-provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar airars de raercs, ttulos, di-
plomas, extrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, cartas de jui/.es dedireto, munici-
paes e de orphSos, de escrives, tabellies, con-
tadores, distribuidores, partidores, provises pa-
ra advogar e sollicilar.dispensas para casamentos
respostasa consullas.dadas pelos maisabalisados
advogados ; agenciarem pelo thesouro geral o
recebimenlo de dinhelros quelenham cabido em
exercicios lindos, Iratarem de cartas de natura-
lisaclio, etc.
Os precos sao mui razoaveis, e garante-so a
promplidao e zelo no desempenho das diversas
comraissoes, sendo sempre bom que as parles in-
diquen) qual a pessoa da corle encarregada do
negocio e do pagamento das despezae. As par-
tes que .nao tiverem correspondentes na corte
podera dingir-ae airetlamenle aoa advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capitaesdas provincias: trata-se em Per-
nambuco com Frederico Chaves, na ra da Im-
peralriz n. 17; Caboe Estada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarche Mavignier.
Sacase Dar o Porto e
cousas que
paiz, etc.
na casa o
prcciscm conliecimenlo pralico do
: alm do portuguez e doinslez talla-se
hcspanhole francez.
SOCIEDADE BWCARIV
Amorim, Fragoso, Santos
, Compenha.
Os Srs. socios commandlarios sao convidados
a realisar a segunda enlrado de 12 1(2 por rento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor--|
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
%99 #!
DENTES
ARTIFICIAEI. S
uaestreita do Rosario n.3
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
tificiaes pelos doussyslemas VOLCANITE, &
chapa8deouro ou platina, podendo ser @
procurado na sobredila ra a qualquer hora.
IS
l,
para
Lisboa, qualquer-quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
fgueira & C. ra do Vicario n.
9, primeiro andar.
E
bandejas enfeitadas.
Conlina-sea preparar com differenles modcl-
los e figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
profissao, em libras separadas, pesado vista c contento
da encommenda ; assim como bolos inglezes
francezes e de massa secca da mandioca, pudins'
crenie, pastis de nata, e tambem os pastis de
carne de porco proprios da paschoa, ludo com
muilo,asscio, bem feilo, e o mais em conta di-
nja-se a ra da Penha n. 25, segundo ardar
que icura bem servido.
Laboratorio de lavagem
NA
Casa de banhos do paleo do Carmo.
Neste'eslabelccimeQlo, cujos perfeitos appare-
Ihos vindos da melhor fabrica da Europa, leem
de ser em breve ampliados com outros novos e
de maiores dimensoes, j se'lava e engomma
com perfeicao toda e qualqucr qualidade de rou-
pa no curto prazo de 12 a 15 dias. Consegue-se
este resultado pelos syslemas mais simples, ex-
actos e inofensivos, ajud-ido pelo concurso in-
lelligcntede obreiras frincezas, inglezas, porlu-
guezas e nncionies, e pela certeza que resulta de
urna pralica de anno e meio.
Garanle-se o bom resultado, tiram-se lodas as
nodoas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Recebe-se a roupa nos dias 1,2 c 3 de cada
mez, e enlrcga-sc nos dias 15, 16 c 17, e a que
so recebe nos dias 16, 17 c 18, entrega-se nos
dias 30, e 1 e 2 do mez seguinte.
No mesmo estabelecimento precisa-se anda do
peritas engommadeiras e boas lavaderas, /juer
sejam escravas, livres, nacionaes ou cstrangei-
rag. Paga-se at 1|1 diarios, dando-se sustento, e
podendo ellas dormir no cslabelecimenlo, ou
irem as 6 horas da manhaa e'voltarem as 6 da
larde; mas em todo o caso deve dar
sua conduca.
Offerecc-sc para caixeiro de qualquer estobe-
lecmenlo um menino de idnde de 1:1 a 14 anuos,
chegado ha pouco do mato, sem relacao alguma
nesla praga.
Aluga-se urna casa de um andar c loja com
commodos para um grande collegio, era Santo
Amaro, quasi defronte da fundicao do Sr. Slarr :
quem precisar, dinja-se a Manoel Joaquim Go-
mes, ra do Imperador n. 26, que dir quem a
aluga.
Domingos Antonio Villaca embarra seu fi-
lho Americo Numezieno Antunes Villaca para
Portugal a tratar de sua saude
Na livraria n. G e 8 da-praca Ha
ndepenecia, preciza-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilia.
Perdeu-se na noite de sabbado 7 do corren-.
te, da ra eslreila do Rosario vindo pela das
Trinchciras al a ra da Aurora, urna pulseira
de ouro com esmalte azul : roga-se a pessoa
que a liver achado de levar a ra da Cadeia n.
24, esquina do becco do Largo, que ser genero-
samente gratificado.
Precisa-se alugar urna prela pasa o servico
de urna casa d pouca familia : ni ra do Quei-
mado n. 18.
= Trata-se de ravallos, no sitio dos Afogados
junio a igreja de S. Miguel, por menos pre-o quo
cm outra qualquer parle, e obriga-sc a mandar
trazer os cavallos aqui na praga : a tratar no
mesmo silio a qualquer hora.
Antonio Pereira da Costa Lima, subdilo
portuguez, relira-se para a Europa a tratar do
sua saude.
So j foi vendida ou emponhada urna cor-
rente de relogio com um passador cora Ires cor-
nalinas azues no meio da dita corrente. queira
annunciar que a coraprou ou enipenhou. queso
Ibes restituir o importe, e se lhe icar bstanlo
agradecido.
9 .n;,'xo assignado arrenda o seu engenho
Recreio, silo na iregnezia de Muribeca, com capa-
cidade para safrejar 3,000 pars, sendo a Ierra pro-
pria pira trabalhar-se de ara o, e com boas bai-
\asde paus : a tratar no engenho Santo Andr,
na mesma freguezia, com q seu proprieUrio, 011
no Recife, na ra eslreila do Rosario, escriplorio
do Sr Dr. Antonio Joaquim Avrcs do Nascinicn-
lO.=Anlonio de S Albuqucrque.
garante
Precsa-se -de um bom orttlo pa-
ra um sitio distante desta cidade 5 le-
u naantP l.m j- p abalio Migoao ragua sena devedores do
KUrt, paga-se oem : dirijarn-se a lllia exmelo negocio de confeitaria, que venham sa-
dos Ratos a fallar com O director da ,er seus debil08. do contrario entregar a
obra publica. cobranca a um procorador.
r 1 Joao Jos Menes da Siha.
ASSOCIACAO
DE
Soceorros Mutuos e Lcuta Emancipac
dos Captivos.
0 vce-presidenle convida a lodos os senhores
socios para urna asscmbla geral extraordinaria
no dia 15 do corrente, s 10 horas do dio, no pa-
lacete da ra da Praia; afim de se lomarcm as
medidas convenientes mesma sociedade ; e pa-
ra especialmente procedcr-se a eleicao dos mera-
bros do novo conselho.
Sala das sess* s 11 de abril de 1860.
Madama Appoline Rofissel, primeiro costu-
rera da casa de Madama Millorheau.tera a honra
de pariic.par ao respcilavel publico, que se acha
prompla para salisfazer a qualquer encommenda
concrrnenle a sua arle, assim como ricos vesti-
dos para casamento baile e soirl.feitos a ultima
moda, eoplima perfeicao : a3 pessoas que de seu
presumo se quizercm ulilisaifpodcm dlrigir-e S
ruada Imperalriz n. 11. primeiro andar. '
255S500 sacada polos Srs Arknrighl & C. c acci-
a Pe'Sr-Amonio Bezerradc Hcnezes Lyra, rom
dala de JO de ot.lubro de 1859, a vencer-se em O
de junho do correle anno : rogase, pois apes-
soa que por acaso a cnconlrou, o obsequio de a
levar ruada Cruz n. 61, rreazem.
Precisa-se alugar um preto para
servico de casa, preferindo se nao muito
moco ; a tratar na rua da Cruz n. 4.
Precisa se do um criado que d fiador a sua
conducta, para o servico inlerno e externo de
urna casa : na rua da Imperatriz n. 48, segundo
andar.
Attenc&o
Um moijo que tem as babilita^oes
precisas ofFerece-se para leccionar la-
tim e francez: quem o quizer honrar
com sua confian^ dirija-se a rua estrei-
ta" do Rosario n. 30, primeiro andar.
O 39 A
1 aaaAl
1


1
K=
(i
Paga-se bem.
Trecisa-sc de urna preta escrava ou forra para
servico de urna casa de familia, ou para o servi-
do de porlas pata dentro : quem pPetenier diri-
ja-se Boa-Visla, ra dos Pires, no sitio que faz
esquina para o Corredor do Dispo, que achara
cun queo tratar.
COLLEGIO DE BEMFICA.
Director,
ILstovk Xa\erda Cma.
No dis 16 do corrento abril, abre-so o curso de
geometra e pliilosoohia racional e moral para
os alumnos que lenhaui do examinar-se cm no-
venibro futuro.
^i^^^..
Carne de vacca salgada.] Fotassana^ussa
DURIQ DE P^AMBUCQ. ^APADU UPE ABRIL DE 1860.
^^^1^-M_ ----- i i i
Compras.
s
= Compra se urna cssa na cidade de (linda,
em qualquer urna das ras, cujo prego nao ex-
ceJd do 5t)0000 a 6J0J ; quem liver, dirija-sc
a ruado Imperador n. 9, loja de corrieiro.
Compra-se um cabriolet de qua-
tio rodas, que etteja em bom estado e
tenhacoberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos : na ra
Dircita n. 66.
Compra-scuma prcla boa engommadnira e
co/.ir.heira, e que seja moga c de boa conducta :
no cscriptorio de Manoel Ignacio de Olivclra.
inoedas de ouro de 16,< e 20# : na ra
da Cadeia do llecife loja ti. 22.
Compra-se
Fraseos que tcuham servido de conserva ou ou-
tros iguacs, pouco mais ou menos, e urna balau-
ca grande de duas conchas que pegue de 10 a 15
amibas e era bom estado: na ra do Imperador
n. 23.
Yendas.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguiis exeraplaresdo
priineiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica cronolgica, genalogica,
nobiliaria e politica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
-5 o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
A 8,000 rs.
Trros econmicos americanos para engommar
com toles e descanso : renden)-se estes excel-
entes ferros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ra da Cudeia.
AS MEMORES MAIHXAS DE COSER
DOS
Mus afmalos autores de New York
I. M. SINCERA C.
W1IEELGR & WLSON.
N'o novo eslabelecimento vendem-se as machi-
nas desles dous autores mostrara-so a qual-
qn :r hora do dia ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
lrmao, ra da Imperalriz n. 10, antiganiente
aterro da Boa-Vista.
\- ^am
c
:
k
c:
i:
i.
ti
t;
ti
r:
r '
Vende-se na ra da Cruz do Recite n. 50, pr-
meiro andar, por menos preco do que em Outra
qualquer parle.
Pechmck.
Fum americano.
Vendo-se fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ra da Cruz do Recite n.
50. pnmeiro andar, caixinha de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
I Engenho: i
$} Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
@ froguezia de S. Lourenco da Matta, entre @
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de <@
#5 Cima : trata-so no mesmo engenho ou no
@ engenho Mussambique com Felisbioo de $
@ Carvalho Rapozo. y @
9@S@@@@
Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos prclos de seda,
Ditos broncos e prclos de algodo.
Luas gretas de torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-se
por precos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C., ra do Trapiche n. 38.
Augusto k Perdiga,
com loja na ra da Cadeia do Recic n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir seu novo estabelecimento com fazendas de
goslo, Cuas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
o a rclalho, se vendero por um preco futo
que ser o seu proprio rusto as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nesle eslabelecimento so encontrar se-mpre
um sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o scguinle : /*
Vestidos de sdda com babadosa duas saias.
Ditos de la c seda e duas saias.
Ditos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes prctos bordados com franja.
Taimas prclas de seda e de fil.
Polonezasde gorgurao de seda prelas.
Culturos para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Penles de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras deT-ubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodao do todas as qualidades.
Lencos de labyrnlho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Roupa feita.
Vestidos de phantazia.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Palelols de casemira.
Calcas do casemira pretas e de cores.
Golletes de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho..
Ditas francezas de differcules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Dorzcguins de Mellier e oulros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Ilavana, Baha e manilha.
Camisas de flanella.
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c criaucas.
Chapeos do oaolor proto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
EC&L DE LISBOA.
.So bem coobcide e acreditad* deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 11, ha para vender
pe lassa da Ruasia e da do Rio de Janeiro, nova
e le superior qualidade, assim como tambera
cal virgen em pedra: tudaaor creeos muito
razoaveis
Sndalo
45Ra Nova45
de leques de san-
AttV.-ftri!L
HA
' Variado sorlimenlo
) dalo alOjOOO.
il
mesma casa a
GRANDE*YAMADO SORTIMENTO
DE
KA
e araawra
DE
; louasp feilas e tondas ,j
luoja
es&Bast
i
Na ra do Queima-
do n. 46.
j: Ricas sobrecasacas de panno fino pretos '$.
e de cores a 283, 30#e 3oJ, tambera temos j
paletots dos mosmos pannos a 22j e 210, jj
gj paletots de casemira de cores de muito y>
g Lora goslo e finos a 12$, l^g, 16$ e 18, di- |?
gj tos de panno preto para menino a 18# e
;. 20$, ditos de casemira de cores a 8j) e 10, V
S calcas de casemira de cores e pretos ejun- g
lamente para meninos a 7#, 8, 9fl, 10^ e Q
: l, colleles de gorgurao de seda e case- ;|
[ mira a 5$, 6g e 7g, paletots de alpaca pre- N
(^ los de cores saceos a 4J, ditos sobrecasacos fj
C-: a 7$ e 8$, ditos de brim, de osguio e do U
(; fustio tanto brancos como decores a 4j), g
kj 455OO, 5je6, calcas de bros brancos mui- T
1; to finos a 5$, 69 ev, colleles brancos e de $
'. cores a 3J e 3^500, camisas para meninos
p de diversas qualidades, calcas de brins de a
11 cores finas a 3$500,4J e 5, um rico sorti-
([ menlo de vestidos de cambraia br.ancos KJ
j: bordados do melhor gosto que tem appi- "
t; recido a 28#, manteletes de fil preto e de
t: cor muito superior goslo e muito moderno
y. a203cadaume 249, ricos casavenues de
( cambraia bordados para menino a \0, di-
1 los para senhora a 15$, ricos enfeites de
'i troco de velludo gosto melhor que temap-
g parecido a 10*9 e 12J, e outras muitas fa-
zendas e roupas feitas que com a presenta
do freguez se far paleute.
Casacas para a quaresma
Sndalo.
Ricas bengalas, pjlceirafe leques:
vsndem-se narua da Iajperatriz d. 7
loja do Lecomte.
Lojadaboneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas detiotur-a para tin-
8 ir os cabellos em dez minutos, como
timbem tingem se na
qualquer bora.
l Continua-se a vender fazendas por "baiio
|| preeo al mesmo por men.os do seu valor
i afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
O na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO UOLLOWA.
Milhares de individuos de todas as nac5es p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
CDmparavel e provar em caso necessaro, que,
pelo uso que delle fiaeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saosdepois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dossascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
tidos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellassaoto sor prndenles que admiran, so
riedicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
l raram comiste soberano remedio o uso de seus
l raros e pernas, depois de ter permanecido lon-
f o lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
emputago Dellas ha muitas que havendo dei-
ladoesses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operagao doloroso foram
curadas completamente, mediante ousodesse
I reciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
mfuso de seu recouhecimcnlo declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
c.or e outros magistrados, afim de maisautenti-
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
inentratatoquenecessitasse a natureza do mu,
c ujo resultado seria prova rinconlestavelmente ;
()ue ludo cura.
i unguenlo he til, mais particu-
larmente nos segruintes casos.
Alporcas.
Caimbras.
FlDiCM 10W-MOW,
lia 4a Senzala Kova i.* 42.
Nesta estabelecimento continua a haver um
comapletosortimentode moendas emeiasmoen-
das para enenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem aoba/ato.
O Leite 4 Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do ReeHe n. 48, pecas de cwnbroia li-
sa com 10 jardas a 4*500 e 5J, lengos' de cam-
braia de linho a 3& a dzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padrees a 640 a ara, meias fi-
nas pwa senhora a 3800 a duzia, dila cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 63, paletots de
alpaca preta e do cores a 5*, ceroulas de linho
e algodo, camisas fuglezas muito superiores a
60 a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, cortes de C3ssa chita a 3S, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covaio, pecas
de madapolo com 30 varas a 4fl8Q0, 53, 5J500,
6,7 e 8g, chitas inglezas de cores fias a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 2j>, ditas de raeia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oulra*tnuitas fazendas que se vende por
barato preco.
Xaroiie
Cheguem a Pechinclia
Na loja'do Pregui$a na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino deeores, ptimo nao so para
ronpes vestidos de monlaria de Sra. como para
vestuarios de meninos 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
demiouto preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrees
a 260 a 280 ris o cotsJ grvalas a fanlazia.of
mais moderno posyvel a l#e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, eujos precos extraor-
dinariamente baratos, salisfario a expectativa
do comprador.
Com (oque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1*800
lencos de cambraia brancas a 3:000 2:50 39
4:000 a dusia ditos com i palmos por cada face
ede 4 e meio por 5:000 cousa rara na Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmaos. roa da Imperalriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 1,
loja do Leeonte.
me* smm mm m% mmm
(HUNDE AP.MAZE.H
/
DE
Botica.
Dartholoraeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Plalas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollway.
Pilula3 do dito.
Ellixir anli-asmathico. *
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 on;as a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prejo.

Jallos.
ianceres.
Cortaduras.
)orcs de cabeja.
das costas.
dos membros.
interinidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Biupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Prialdade ou falta fie
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Sengivas escaldadas,
nchaijoes.
nflammaco dolgado.
Vende-se este
Inflammago dabexiga.
da matriz
Lepra.
cales das pernas.
dos peitos. i
de olhos. /
Mordeduras de eptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sar

Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C
Cruz n. 61.
ra da
Ferros de engom-
mar econmicos
A S$000.
Supuracoes nutridas.
Tinha, em qifquer par-
te que seja'j
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do figido.
das orticulacSes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
{eral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
odos os boticarios droguistas e outras pessoas
mcarregadas de sua venda em toda a America
lo snl, Havana e Hespanha. ^
Venle-se a800 rs., cada bocelinha contera
ima instrueco em prtuguez para o modo de
azer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
iharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
lambuco.
Pennas de ac inglezas/
Vendem-se na ra da Cadeia do Recite, loja n.
i, deGuedes& GonQalves, as verdadeiras pennas
le ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
ar de calygraphia Guilhermc Sculy. pelo mdico
arego de 1500 a caia.
Bezerro francez
grande e grosso ;
Na ra Direita n. 45.
i ^ Elegancia ^
K Bonitas e elegantes caixinhas com
IB amendoas para brindes : vende-so na ra
Nova o. 45. no armazem de fazendas e
nudas de Faria &C. *
S2^ No mesmo estabelecimento se ven-
g de cortes de cambraia de cor de 10 a 11 B
K varas, gosto Condece d'Arc a 4S500 rs. o cj>
Qd corte. II
nmmzmi mmsmwa mz&smn
Leja da boa i na ra
da Imperatriz n. 74.
Vendem-se verdadeiras luvas de Jouvin muito
novas, brancas, prelas, cor de canna, para ho-
ZTrie,senh0"- OO o par. pretas de relroz
cora palmas de vidrilho a 1600, dita de seda
entenadas .28200, lisas a ig ricos*Pentes il
lajtaruga virados muito fortes a 108, ditos sem
Urugaa 1;600, ricos enfeites de vidrilho pretos a
espartilhos de linho com carreteis a 6>
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado doste xarope, nao s6 pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tado que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgospulmo.
nares. Para conheciraento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lilhographada.
ffliffl
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzndo-os ao preco de 7#000
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decor&s os mais finos que
e possivel nesle genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Bom e barato.
VnHn.flA aopnBm*/iAl> Kw_. o t<\ _, .*, ^
cinho a 360, ervilhas a 160, passa3 a 480, man-
teiga ingleza a 800 rs.,dita fronceza a 560, chou-
ngas a COO rs., batatas a 40 rs., doce de goiaba
a 18 o caixao, ceblas a 800 rs. o cenlo, painco
a 160 a libra, por baixo do sobrado n. 16, com
oilao para a ra da Florentina.
Vendem-ae 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ousem ellas, tanto o prazocs-
mo a dnheiro, e por preco commodo : na rne
Direita n. 66.
Roupa feita.
Ra Nova n. 49, junto
i a igreja da Conceigdo dos
I Militares.
Nesle armazem encontrar o publico s
| um grande e variado sortimfhlo de ron- \
| pas feitas, como sejam casacas, sobreca- '.
g sacas, gndolas, fraques, e paletots de
i panno fino preto e de cores, paletots e .
P sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- j
zina pretos e de cores, paletots e sobre- i
| casacos de seda e casemira de cores, cal- ;
Qasde casemira preta e de cores, ditas de i
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, do fustao e riscados,
calcas de algodo, collete3 de velludo
preto e de cores, dlos de selim preto e
branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardaraentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortiracnto do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromplarao outras a gosto do
comprador dando-se no da convenci-
Grande sortimento.
45Ra DireKa-45
Os estragadores de calcado encontra-
r&o neste estabelecimento, obra *upe-
rior pelos preco* abaixo :
Homem.
Borzeguiru aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmico....... 60O0
SapatOes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5^000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4^-000
E um perfeito sorti ment de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fip, fitas, sedas etc.
Graixa para
arreios.
Excellente graixa americana para arreos e por
barato preco; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cite, loja de ferragen de Vidal & Bastos.
Escadas americanas
As melhorc3 e mais commodas e uteis oseadas
de todos os tamanhos : vendem-se na ra da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Bastos.
Fio Ae algodao.
Fio de algodo tanto para pavios como para
redes e outros misleres : vende-so o mais bara-
to possivel na ra da Cadeia loja do ferrogera de
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
Chegarcm 5 loja de ferrogem de Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellente qualidade e
commodo preco.
Pianos
f-: Nesle
t-:
B
. mesmo estabelecimento ha
' grande sorlimenlo do casacas pretas,
um
as-
tade do freguez, escolhendo os mesmos os
vimos a seu gosto sendo os precos a 35$
e 40$.
Camisas inglezas
Temos novamenlo chegados: ricos vesti-
dos pretos bordados a velludo .aQjg, ditos
t-: bordados a seda a 750 e 6Qtf, assim como
j-; ricos manteletes pretos di lltima moda a
% 16},20je30.
Attenco.
Vendem-se i coBcertara-se carriohos de mo :
na ra da Concordia confronte a reflnacao.
3 e 4S,
cada um, ricos leques imitando marm a
neos manguitos com camisinha c gollinha de
iSk" bidad: o6..P". manguitos cora
wm l A* 5*Vcami5 com ollinhs a 3 e
3500, gollinha de bordado aborto para menina e
senhora a 800 e ItfSOp, agulhas anceTas cora
fundo azul de n. 6 a 15, alflneles em caixinha de-
cabeja chala brancos c pretos. ricas franjas pre
tas com vidrilho, ditas sera vidrilho, prcus e de
u.rei8-filr *e ed velludo, bicos, rendas, fran-
jas, ISa, linho, cales de cores e brancos. tesou-
ras, caivetes, facas, garios e colheres de loflas
as qualidades, aapatos de marroquim e couro de
luslrepara menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muitos mais objeclos que se ven-
dem por menos do que em outra qualquer parte,
babados bordados para manguitos e calcinhas de
meninos.
Tachas para engenho
Fundigo de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido. .
SISTEMA MEDICO DEnOLLOWAI.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, compoclo Inteira-
mente.de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nein alguma outra substancia dlecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inleiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afUictas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
em grande sortimento
hnmpna. srtiihoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6550o, 7 e 8, dios de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e lOg, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 0$ e 7#, ditos do chile o
3S500, 5, 6, 8, 10 e 12#, ditos de feltro em gran-
de sortimento, lano era cores como era qualida-
des, para homeus e meninos, de 2500 a 7g, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos do palha amazonas, enfei-
tes para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feii
MB-V1M-M
-----Vendem-se fazandas por barato "
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, era pega e a rea-
Iho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se esles magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praga do Corpo Santo n. 2,
Ra da Cadeia do Recite n. 44.
Dita da cadeia do Recite n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita-#lova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14,
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 8 eflbertos. deseobartos, pequeo e grandes, de
Dita di Im eralriz n. 10. armazem de rateadas -r*ateal& "*&*? i1 homem ahora,
da Raymundo Carlos Leite 4 Irma, em lodo* de um dos melares fabricantes de Liverpool
Ampolas.
Areias (malde).
Asthma.
Clicas. v
Convulsdes.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
^)or de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
rebreto internitonte.
Febreto da especie.
Gotta.
IJemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de vientre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal).
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns planos do ullimo gosto. recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para esto clima. .
para
Camas de ferro.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do, fabricante Roskell, por precos commodos,
e lambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellente sosto.
Um completo sortimento do camas de ferro c
com lona do todae os qualidades, as quaes se
vendera por menos do que em outra qualquer
parle : na ra da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos. ,
Bombas de Japy.
Bombas de Jopy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Babeas decimaes,
Restan algumas balangas decimaes, as quaes
se vendem por commodo preco : na ra da Ca-
deia do Recita loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs.mar-
Excellcnles armacoes de serra de todos oa ta-
manhos, spos dedilTerenles qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
erragem de Vidal & Daslos, na ra da Cadeia do
llecife. ,
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sorlimentos completos de peneiras lano de
ornare latno como de metal e de todas as grossu-
rasirvende-*: por prego commodo na ra da
Basto* J* dC ferr8ein de v"ll *
Aos senhores de engento.
Enxadas americanas, do Poro, inglezas e ame-
ricanas, pequenaa, de ago o j com cabos, safras
lomos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
todas as larguras, ferro em vergalhao, ferramen-
tas completas para tanaciros, e muitos oulros ar-
ligos da melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na ra da Cadeia do^ecife, loja de fer-
ragens de Vidal &. Bastos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossos 400 rs. um
4$ uu|a duzia : na ra Direita
loja denunileiro.
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
na ra do Queimado n. 7.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota: na ra da Cad ii do Recife n. 48, lo-
ja de Leite de lrmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
ujb : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
n. 47,
Nova moda.
Chegou a loja do Ramalho, da ra Direita n.
83, um grande sortimento de pentes de massa
virados a 19300, ditos com bordados dourados a
3JJO00, alemdestcs objectos achara o publico um
grande sortimento de ludo quonlo ha de melhor'
no mercado, tendente a miudezas, por menos do
que em outra-qu8lquer parle.
Nova invenco aperei-
Coada.
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ra do Queimado n. 37.
A 30S cortes de vestidos de seda que custaram
60; a I6j) cortes de vestidos de phaulasia que -
custaram 309; a 8fi chaoelinhas para senhora-'11" in&ezas' fl. devela, chicote para carros, e
n rim dn Dnoimadn n '-7 montana. arrClOS Dar Carro dp nm o itni.o g.l.
Para a quaresma.
Sedas pretas larradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2 e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e sh5es in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados lo-
1S60O
28000
1$800
2c50C
ajooc
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua. Tenia enftoda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se u bocetidhas a 800 r. cada urna
dellas, coalem urna raalracgo em portuguez pa-
ra expKcar o modo e se sar dtaetas pilutas.
O doposito geral em casa da Sr. Soum
phaTnracentico, na ra da Crux n. t, em Per-
nambuco.
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
da Janeiro: a tratar
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso & fcmtoa.
Milho
aos aimawu de Tasso 4 Irnioa.
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente injilezes. '
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e nscadas: vende-se na loja de Leite
& lrmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
e engenho ArtnvunA sito na regoezi da Esca-
da, no limite do Cabo, arredado um quarlo de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento nara 4 pessoas de
deatro, e um asiento para boleeir e. criado tora,
forrado de panno fino, e tuda bem arranjado :
para tallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
4, ra dn Cruz.
Em casa de Southall .Vellora & C, ra do
Traptohe a. 88, veadea-6e esguurt*s artigos:
Chumbo de municao sorlido.
Pregas de tolas as acaudales.
Atvaiade.
Viirha de Shery, Porto, Hongarian em barris.
Bilo de Haselle en caiies.
# Coguac ero caixas de duzia e barris.
Relogios de anee e prat*. patete achrooome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
rnmordioa de ouro paca es aesves.
BOcoitM sortidos em latas pequeas.
miitii Ano I
ii rr\/iri L



DUUD.JK TEMUWMJCO. SAWUDa^ DSHILite 1*60.
DE
11 Aira MMM
-Largo da Peralta-
i
Manleiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e era barril se far mais algum abatimento.
Queijos uva lio no vos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
\meixas f raucezas
abalimeDto
i
Ven J -se uma mulata de idado de 20 annos, a
qujl co inha, lava, engorara, corta e faz toda e
qualqu r obra de costura, tudo com perfeico : a
tratar tu taberna grande da Solcdade.
Vi nde-so um cavallo melado claro com
bons andares, por commodo proco : quem uui-
zer, diri a-se ao pateo do Carmo n. 20, que acha-
ra com quem tratar.
Vi nde-se urna porco de taboas de louro e
uns cai ilhos, tudo ja servido de uma arraaeo :
na ra i o Ca~bug, loja n. 9.
Na taberna sita na ra da Imperalriz n. 2,
se rend ;rn superiores batatas a 19280 a arroba,
inarmel da muilo nova em latas de uma e de
duas lib -as a 800 rs. a libra.
era latas de folha e campoleiras de vidro a900rs., e ra porco se far algum abalimeDto s no
Progresso.
Cavlocs de \o\in\\os
muilo novos proprios para mimo9 a 500 rs., e em poreo se far algum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
cm camuas elegantemente enfeitadas e proprias para mimos s no Progresso ecom arista se far
um prego commodo.
Tratas de soda
com 2 1|2libras de differentes qualidadesa 1JJ600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se unicamenle no armazem Progresso.
Bo\ac\iiiua ngleza
muilo nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, unidamente no Progresso. t
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga cu outro qualquer liquido de 400 a 12200 rs. cada um, se
no Progresso.
CAioeolaic franeez
a 1$ a libra, assim como vende-m-se os seguinles gneros ludo recenleracnte chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marraelada do mais afanfado fa-
bricante de Lisboa, maga de lmale, pera secca, poseas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, confells, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordean proprio
.para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muito una, ervithas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervjejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
ionas muilo novas, banha de porco refinado e oulros muilo gneros que enconlroro tendente a
nolhados, por isso promelem os proprietarios venderem por muilo menos do que outro qualquer
prometen) mais tambera servirem aquellas pessoas que mondarem poroulras pouco praticas como
se viessern "pessoalmenlc ; rogam lambem a lodos os sjnhorcs de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihcs affianca a boa qualidadec
o acondicionamento.
Yerdadeira goma de malar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Pa\Hos
cilhalos para dentes a 200 rs. o maro CDm 20 macinhog, s no Progresso.
Ca nyson, nernla e nrelo
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2JJ50O a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinnas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2$560, s no Progrosso.
Macas em caixinnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, alclria branca e amarella c paslilhas de
maja, s do Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cnonricas e naios
os mais novas que tom vindo ao mercado,s no Progresso, afiaarando-se a boa qualidade e a vista,
se far um prego commodo.
ARCHIVO IMVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAHORADO
PELOg SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Guima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendongaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarroirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e CunhaF.
Gomes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollagoJ. E. de MagalhesCoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. H. da Cunha RivaraJ. J. da Grapa JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PiraenlelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz__
Jos de TorresJ. X. S. da MottaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR /*
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da MottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aosleitores, con-
ftintamente com a revista do que mais notavel houvcr occorrido na poltica, na scicncia, na indus-
tria ou as arles, alguns artigos originaes sobre qualquer dcstes assumptos, o archivo universal,
desde Janeiro de 1859, em que comegou a publicar-se, tem satisfeito aos seus fias, com a maior
exaclido e regularidade.
Publica-se todas as segundas fciras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volme de 420 paginas com indicoe frontispicio competentes.
Assigua-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Prego da assignalura: pelos paquetes vapor 10#200 por auno ; por navio de rea 8f (moeda
brasilcira).
Ha algumas colleccoes desde o comego da publicago do jornal.
o volurr e, na
Fraucis o.
para
linstoi
O
I (ovo Mez de Maria.
Aben conhecida ediego do Mes Marianno,
enrique ida cora muitus estampas e ricas vinhe-
las, con a noticia histrica da nova roedalha,
aberla compet< uto novena, conforme se usa no conven-
to dos I vms. Carmelitas desta cidade, boa im-
pressao bom papel. contina estar venda a 29
ra do Imperador defronte de S.
DE '
mmum i mmtqm m iitms.
Sita na roa Imperial n. 118 e 420 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimengdes
(de 300^ a 3:0006) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduago at 40 graos (pela graduago de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do impario, bombas
de todas as dimengoes, esperantes e de repucho tanto de cobf como de bronze, e ferro, tornelras
de bronze de iodas as dimengoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as diinonc.oes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachaa e tachos.de cobre, fundos de alambiques, passadoicas, espumadeiras, cocos
Cera de carnauba, sebo' refinado e fio
de algodo.
Contina a vender-se nojargo da Assemblo,
armazem n. 9. -
= Vende-se a casa n. 7 da ra do Nogueira
a tratar na ra do Queimado n. 36.'
.= Vende-se no lugar do Peres, confronte ao
engenho, um bom sitio com 216 palmos de fren-
te e 450 de fundo, tem na frente, ao correr da
estrada publica, uma grande ensa para familia, e
uma outra mais pequea, onde se acha montada
uma padaria, a qual faz bstanle vantagem, o
lambem serve para qualquer outro negocio, era
virtude do local : quem pretender, dirija-sc co
mesmo silio, ou no pateo do Paraizo n. 10.
VenJe-se urea canoa aberla de 1,200 lij-
los ; para tratar, no Hospicio, na taberna do
leo dcouro.
Moloques.
Arados americanos e machinas
tvar roupa : cm casa de S. P. Jo-
& G. ra da Senzala n. 42.
Coiilimiacio
de um r co c grande sorlimento de lamancosde
todas as qualidades, que se vende tanto a rela-
lho cora) em pequeas e grandes porges, por
prego o mais barato possivel : na ra Direita,
esquina darlravcssa de S. Pedro d. 16; a casa
tem sen pre de 1 a 1,000 pares proraplos.
Sal do Ass.
Ven 1 -se sal do Ass muilo superior; a bordo
do hiaU Saulo Amaro.
V( nde-se a taberna da ra Augusta n. 9,
propria fiara principiante por ter poucos fundos :
a tratar na raesma taberna.
V( nde-se um moleque crioulo, do idade de
14 annos, muito sadioe de ptima figura, muito
proprio jara pagera ; a tratar com Antonio Al-
berto de Souza Aguiar, na ra do Amorim, ar-
mazem p. 52.
Kua do Rangel n. 62, armazem.
Ycnd< m-sc saceos com farinha de mandioca
de supe ior qualidade, saceos com roilho, ditos
com an 3z de casca, ditos com farelo de Lisboa,
diloscon arroz pilado do Maranho, ditos com
cafe do lio, velas de carnauba, ditas de esper-
macete, gomma do Aracaly, sabo massa, th
hysson, courinhos de cabra, esleirs de palha
do carni uba, barricas com bolachinhas ingieras,
tanto so. vende em porgo como a retalho, e por
menos que so vende em outra parle.
I
\|inlio de Bortleauv.
Vendem-se dous ptimos moleques, sendo ura
com 12 annos, ptimo copeiro, faz todo o servi-
go de uma casa de homem solteiro, outro com 6
v.iv.k.....------., ..,v.o c .uv.iiuo.ik. wuiu, vuiK.ua .... u.,..UUI,(u<:a UUSMlUCU'vIS. "SO UIQ a U CiraS. COCOS n 7 inilAl n.i.int nj .'. ..
para engenho folha de Flandres. chumbo em lengol e barra.'zinco era lecol e barra, lsnges e | j.- C' 23 smudo andr'^i"!? h ""
arroellas de cobre, lencos de ferroalatao.fcrro succia inglez de todas as dimenses, safras, tornos auem fritar q
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos artigos por menos prego do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conQanga acna-
rio na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das commendas
cc:a
D
ra
Em casa de Kalkmann lrmos&C,
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bera co-
nhecida i marcos dos Sre. Brandenburg Frres.
e dos >rs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
BrandeBburg frres.
St. Estiph.
St. Julipn.
Margau t.
Larose.
Chteai Loville.
Chalen Margaux.
D( Oldekop & Mareilhac.
St. JuiD.
St. Juliun Mdoc.
Chateai Loville.
N< mesina casa ha
RelogiQs de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender nm completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prola, ehronomc-
iros, meioschronomctros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a pregos ra-
zoaveis.
yj aaM| g o P|tt*a ^tyf. aren kwiaoA 1 M|myf
| c=r4S-M]AH0YA-45 i
WZ Grande sorlimento de roupa feita para S
? homem. ^
m Dilodilo do chapeos de castor e de seda. a|
inoll VBV VttlV BOT BBV Pm-S e-IW^ro* iSTtM Vt&* wH
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas;
Chcgou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16g at 28g, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 35?, um completo sorlimento de paletots de
riscadinho de brira pardo e broncos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho o de panninho de 2$ at 5$
cada uma, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muito superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alta a 13#, ditos copa baixa a 10|, cha-
peos de feltro para homem de 49, 59 e at 7$
cada um. Jilos do seda e de palha enlutados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
125, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
25$, cortes de vestido de seda em cario de 40$
at 150$, ditos de phautasia do 169 at 35$000,
da I gollinhas de cambraia de 19 at 59, manguitos
de l$500at59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 avara, casemirasde cor-
les para colleles, paletots e caigas de 39500 at
4$ o covado, panno fino prelo e de cores de 29500
at 10$ o covado, cortes de collete de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de go-gurao
e de fusto brancos de coree, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 19280 a vara,
cortes de caserairas de cores de 5 at 99, gresde-
naples de cores e pretos de I96OO at 39200 o
Relogios.
Vende-se em casa do Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogios
de ouro, palete inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
. da Cruz do Recife n 5, ven-
de-se :
Cirros de 4 rodas de um modello iDleiramenle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade. F 4
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Ment Julop, Bilttrs, Whiskey &
C, tudo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engcoho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
que
Vende-se um bom sobrado de tres indares
e solo, era uma das melhores ras desta cidade,
chao proprio, livre de qualquer onus, o qual se
rende por o seu proprietano ler de retirar-so
para fra do imperio ; nesta typographia se dir
com quera se deve tratar.
Vende-se ura carro de alfaitdega : na na
dos Prazeresfnos Coelhos) casa defroute da qual
se acha o dito carro.
... Carne de vacca salgada, cm barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
CBse do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Uellor A C, ra do Torres
n. 38.
Em casa de Basto & Lomos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se:
Chumbo em lencol.
Cantos de dito.
Cabos de linho inglez.
Sens patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de ciystal.
Enxore em caixas de arrobas.
AI vaia de de Veneza.
~,# J Cordoalha para apparellios de navio?.
i inla Dar escre-!chapecsdepal,,adeltala s,nseios.
Vassouras genovezas.
Drogas uversas.
ver.
De superior qualidade a 500 rs a garrafa : na
Uvraria ns. 6 e 8 da prara da Independencia.
Espirito de vinhocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: oa ra larga do Rosario n. 36.
Muita attencao.
Na praga da Boi-Visla n. 16 A, nova taberna,
ha para vender'diversos gneros os mais novos
e mais frescaes que ha no mercado, por menos
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
. CIIBDILiL 8MFIL
Vende-se cebla sola por baratissimo
no armazem da ra do Amorim n. 46.
proco:
covado, espartilhospara senhoraa 6$, coeirosjja : manleiga ingleza flor a 960 rs. a libra, dita
franceza a 600 rs. a libra, presunto a 560 rs. a
para
CONSULTORIO
/
/
DO
Dr. P. A. Lobo Hoscoso,
farinha de
baratissimo
: no
de-
3 RA DA GLORIA, CASA DO FlJltfDO 3
Clnica por ambos os syslemas.
mesraa cas
vencer:
Sherry em barris.
Madcin em barris.
Cognac em barris. qualidade Ona.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Nt ra Nova n. 35, vende-se
mandioca, a diuheiro vista, pelo
proco de 5J600 a sa'cca
= Vsndem-se libras steilinas em ouro
escriplurio de Manoel Ignacio de Oliveira,
fronte i o Como Santo.
Tachas e moendas
Brag i Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorlimento
de tac as e moendas para engenho, do muito
acredit ido fabricante dwin llaw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pegas de algodo encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 2$500 cada uma.
Aos amantes da economa
Na rua do Queimado n. 2, luja do Preguica,
vendeni-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pe o baratissimo prego de 6$ a pega, e 160
rs. o ovado.
Vende-se algodo da Baha para saceos e
fio de .ilgodao : no escriptorio do Manoel Igna-
cio de Oliveira, defronte do Corpo Santo.
horas.
outras
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha e de tarde depois de 4
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou
propriedades ruraes.
Os chamados deverh ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escrpto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seusbilhetes a botica do Sr. Joao Sounn& C. na ruada Cruzou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
NesSa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes,..........10JOOO
Ditos de 24 ditos...............15A00O
Ditos de 36 ditos..............20090
Dito de 48 ditos..............'. 25S00O
Ditos de 60 ditos............... OjjOOO
Tubos avulsos cada um.............1S00O
Frascos de tincturas........,....." 2S00O
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........20000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. lOgOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6J000
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoraraentos feitos acha-se con Te-
nientemente montado, far-sc-hao tambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
maibr commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneracao de
Untos sacrificios. r
Asignatura de banhos fros para uma pessoa por mez. -. OJOOO
mornos, de. choque ou chuviscos por mez 15#00O
Senes de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciado.
4B-HLDAR0VA4S
Armazem de fazendas!
e modas
FUNDIQAO DAURORA.
Seus propriotarios offereeem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
daa e tneas moendas, tachas de ferro batido e fundido do lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boeoas para foraalha, machinas para amassar man-
dioca e para descaroctr algodo, prencas para mandioca o oleo de ricini, portoes gradara, co-
lumnas emomhos de veBto, arados, cultivaJoies, pontea, laldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e todasas obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qualfr sua natureza pelos
desennos ou moldes que para tai m forem apreseaUAos. Reoebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ruado Btttm n. 28 A e na rua do Coegiohoje a Imperadorn... moradU do eai-
mMo ottabgteclhHiuki Ua Juanuli a Carta Pereka. com qmm m oratendentea a ooem
nteirter pira qualquer obra.
Co 'tes de vestidos pretos de todas as qua-
lidades.
Dios de seda da cores.
Di os de blonde.
Di os de phantasia.
Me nileles pretos de todas as qualidades.
Dios de cores.
Capas pretas e de cores.
Grande sorlimenlo de bordadas para sc-
nhoras cm cambraias c filos.
Veriado sorlimento de enfeiles para ca-
beca, pretos e de cores.
Di lo dito de chapeos de palha c de seda.
Grande sorlimenlo de vestimentas para
meninos.
Di o de chapeos e bonets para ditos.
Gelo e barricas
com macas.
Vende-se gelo, e barricas
com macas de superior qua-
lidade ; no ahiigo deposito do
gelo da rua da Sanzalla.
Vende-se um corte de capim e
alug;i-se uma grande baixa que da' em
todo o anno, situada no lu^ar da Sol-
dade ; a tratar na rua da Cruz n. 4.
Um escravo mof o,
cora rrincipios de alfoiale e do pintor, soffrivel
boleeiro, o com bastante habilidade para ser em-
prega lo em qualquer outro servico : vende-se
no Po-le do Mallos, armazem u. 18, confronte ao
trapicho do algodo.
=. ITende-ee um lindo e bem acabado cabrio-
le! pa ente, do casemim ricamente bordados a 12g cada um,
lencos d^cambraia de linho bordados para se-
nhora al 9 e 12> cada um, ditos lisos para ho-
memw ;nda muito superior, de 12 al 20* a
di miras decores para coeiro, covado a
'ge de seda para vestidos, covado a
1t^..i completo sorlimenlo de colleles de
forguro, casemira preta lisa e bordada, e de
usto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a7} o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colleles a 2$800
o covado, bandos para armaco de cabello a
lj500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, e um grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receberam a primeira
remessa mensal de objectos do modas ao ultimo
gosto, o melhor qualidade, chegados de Paria
pelo ultimo navio, e avisam as senhoras desta
capital que em seu estabelecimento, na rua da
Imperalriz n. 10, tem uma sala destinada para
ella escolherem dilas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza piala c de
cores, bordados, e de rendas, de variados gostos.
Lindos enfeiles de cabeca, gostos modernos.
Ricos vestidos de nobreza de cores e pretos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a
2S2C0, 240O e 2*600 o covado.
Vcslidinhos para criancas, de diversos gostos ;
bem como o melhor soitimento de oulras muitas
fazendas modernas por os menores precos : no
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente rua da
Imperalriz.
Vidros para vi-
draca.
Escravos fgidos.
t No domingo, 25 de marco, ausentou-so da
casa dosenhor, um prelo muito conhecido por
bebodo, e o nome decatraio, perlencente a Jos
Baplista Braga ; por isso roga-se a quem o pegar
leve rua Nova n. 38, quesera gratificado.
l'ugio da casa do seu senhor, no dia 4 do
correnle, o pretode nome Flix, de nac.o Mo-
zambique, idade de 35 a 40 annos ; levou caVa
preco do que em outra qualquer parl,' como se- c camisa de algodo de listra azul, estatura baix'a,
1 cut fula, lem na testa por cima do nariz um ca-
lorabnho o que parece ser signal de sua Ierra,
libra, ervilha a 140 rs. a libra, queijos prato a
800 rs. a libra, muito frescaes, ditos fiamengos a
28500, velas de esperniacetc a 640 rs. o libra,
vinho do Porto muilo fino engarrafado a 1*280 a
garrafa, licores finos, cjiampagno. vinho Bor-
deaux o melhor que ha no mercado a 400 rs. a
garrafa, da Figueira a 480 rs., charutos lanceiros
traviala (quera fumar saber) a 1*000 a caixa
oulros mullos gneros que ser enfadonho an-
nunciar, o que ludo se afianr.a a qualidade e ven-
de-se por menos preco do que era outra qualquer
parle.
Liquidaco para
acabar.
tem os pi^s um pouco apalhelados ; fui cscravo
do Sr. Manoel Francisco Duartc, que fez venda
delle ao Sr. Symphromo Olympio de Queiroga, a
quem foi comprado no auno prximo passado.
Este prelo tem sido pescador e caiador c hoje c
padeiro, epor isso tem calos as juntas dos dedos
pelas costas das mos, em razao da masseira ;
p {j estere fgido na villa do Cabo muilo lempo, e
enlilulou-se forro, roudou de Flix pira Joao .
fui pegado por um moco do mesmo lugar por al-
cunho Quincas ; domingo, 8 do corrrnte em uma
das tabernas da Passagem da Magdalena que ai
para os Remedios, e o Sr. Duarte diz que suas
fugidas tem sido para os lugares seguintes : Ca-
chang al o engeuho Camaribe, Barbalho, Im-
bura at o Cabo : roga-se s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo ou qualquer pessoa que
; o encontrar o apprehendara e levem a seu se-
Na rua Direita n. 13, loia de miudezas um nhor' n? padsria do p,s,0 ds Sanla,Cruz n- 6-
grande sorlimento de miudezas, enfeiles para I que sepra ^rusamente racomoensado.
festidosda senhora, filas de seda e de vellSdo,! ~ -Fuft'.de,, a8?l de 158. cabra ""
paes de massa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas de seda, meias
para meninas e_meninos, boles de setim para
casacas, espiritos finos de diversas qualidades, ba-
! nhas faancezas, sabonetes, pomadas francezas e
oulros muitos objectos que se vendem por menos
de seu valor por estar em liuida o.
Altenco.
Vende-se urna loja de funiloiro com
seus pertences : na rua Direita n. 71 ;
pretender dirija-se a musma loja.
todos os
quem a
A 6# a caixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros era casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vende-so um elegante o bem construido
cabriolo! de 2 rodas, modello moderno, com os
competentes arreios, vindo no ultimo navio frau-
cez : a tratar na rua da Cruz, armazem n. 40.
as Vende-se massa de tomate, a melhor o mais
nova que ha do mercado, por precio commodo :
na rua das Cruzes n. 40, ou na rua larga do Ro-
sario larga n. 52.
Veudem-se libras sterlinas em ouro: no
escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Aos senhores selleiros e
encaderoadores.
Pelles do carncira hamburguezas, do tamanho
de marroquim, proprias para os selleiros e en-
cadernadores : na rua Direita, esquina da tra-
vessa de S. Pedro n. 16, preco commodo.
Vende-se uma carrosa e um bonito boj, na
rua de S. Francisco, n. 08 A.
Bbs, rendase labjrintlios
da Ierra.
Na loja ao p do reo de Sanio Antonio che-
gou um rico e completo sorlimento de bicos e
Cabras de muito
bom leite,
Vendem-se duas e seus cabrilinhos, por pre?o
commodo : na rua estreila do Rosario n. 34, pri-
rneiro andar.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua duraran, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Henry
Gibson, roa da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se uma negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guinho, em fente do sitio do Sr. Accioly:
Vene-se sete casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro, um roelro mui-
to novo, uma carauna, um curi e tres canarios
da trra era suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da rua de S.
Franccro, como quera vai para a rua Bella, n.
8, das 6 s 7 horas da manha e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do dia.
Vendem-se
candas de aroarello das melhorem que tem ap-
parecido no mercado, de 25 a 45 palmos, por
preco commodo : na rua do Vigario, n. 5.
noel Candido, idade 26 mu js, alto, bom corpo,
cabello crespo, falla de dous denles na frente, ura
olho vasado e grande, ricalrizes a roda do racs-
uio ; costuma andar elogiando : roga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do povo a cap-
tura do referido escravo, sendo conduzido rua
do Imperador, onde se gratificar com 100$.
Fugio em um dos dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
mais de 22 annos, levando calca e ca-
misa de algodo, seus signaes soosse-
guintts : altura regular, corpo reforra-
do, tem uma grande helide no olho es-
querdo, cor fula, testa um tanto carre-
gada e sem barba : quem o achar equi-
ter ser bem recompensado leve-o a* rua
da Aurora casa de J. P. de Lemos Ju-
derno : a tratar na rua do Domingos Pires, Ja- rendas, assim como ronkas e loalhas de laby-
brica de carros daSr. Grosgour. rintho.
A loja .
Encyclopedica
mor.
= Fugio no dia 4 do correnle um escravo da
nome Flix, de nacao Angola, idade de 60 no-
nos, baixo, cheio do corpo, cor fula, pernos tor-
tas, um p mais grosso que outro, muilo regris-
ta : roga-se a quem o pegar, leve ou mande dar
^arle na rua Direita n 69, que ser bem grati-
ficado.
No dia 6 do correnle fugiram do engenho
Uchoa o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes de bexiga no ros-
to,, representa ter 32 annos de idade, falla bem ;
e no dia 8 o escravo Marcoiino, denneao An-
gola, cor fula, alto e scoco, sem burba, lem nes
bracos signaes de vaccina, na testa uma cicatriz
em forma de raeia lu, eem cima de ura dos pt's
uma sicatriz que repuebou alguma cousa a pelle,
lem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
presenta ler 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram calca de algodo azul trancado e
camisa de algodo de listra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppe-se que reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral do
onde o primeiro natural: a quera os tpprehen-
! der juntos, ou a cada um de per Si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, uma sua escrava da Costa de nome
Hara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, lem
bastantes cabellos brancas, costuma trazor um
panno atado roda da cabera, tendo por sgn;.l
mais saliente as mos foveiras, proveniente do
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehen&o de dita escrava, e leva-la loja
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes gerente Jo-
s Gomes Villar.
Una do Crespo numero 15.
Este importante estabelecimento de fazendas
finas, continua a receber de Paris, Inglaterra e
Suissa as melhores fazendas em gostos e quali-
dades tanto para o bello sexo como pura hornens do Preguica, na rua do Queimado n. 2, ou casa
e os seus precos o muilo baratissimos afim do
seu proprielario fazer muito negocio. Pcde-se a
prole Ao das senhoras, dos amigos o dos mora-
dores oo roatto para que dirijam-se este esta-
belecimento a comprarem as suas fazendas c
vero o asseio, circumspecco e amabilidade.
Superiores chapeos de mandria.
Estes-excellenles chapeos que por sua qualida-
de c eterna duracoo, sao preteriveis aos do Chi-
le ; existem venda unicamenle em casa de
Henry Giucon, rua da Cadeia do Rci'e n. 62, por
prego commodo.
#
de sua residencia na rua da Florentina defronle
da cocheira do Ulna. Sr. lenle coronel Sebas-
tio, qne serio generosamente recompensados.
__No dia 2 do correnle mez fugio da fabrica
de sabio de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, crionlo, cor bem preta,
nariz chalo, bailo e um pouco grosso, com idada
de 35 annos, e o signal mais conhecido ter a
falta de um dente na parle de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabo,
na rua do Bruna, que sera recompensado,
i l ji i-rii


r*3^
P^^
*
()
Litteratura.
iiii =a
Pindaro cj arle grega.
As mais bellas obras nascem as mais das vezes
quasi que apczarde sons autores. Em vez deum
plano concebido anlccipadamcnlo, ura acaso
nm encontr qnetn faz brotar a inspirar:. Ha
cinco misis annnj, a academia [raitedii linha
poseo em concurso una troduc.iao de Pindaro
em prosa OH verso, pois doixava a escoiha ao ar-
fara lina caneorranles, oxigindo apenas, (taso
I !'' mpio fo.vv.-, mu rcllexo um pomo liel des-
una cerero c audacioso. Em irn. lempo
prea com razo de hqver acceso o faeno
na mspirarao lyrica, era feliz a Mea de propor
Um premio extraordinaria a qneni nos desse Pin-
paro en nossa ling.ua. Quem o conheco? Aiurl-
l".s que o podeui ler sao em io pequeo iiuuio-
ro, aquellos que julgarm traduzi-ta desQguro-
ram-no tanto! Jih( faltaran) concurrentes
maior paite, foicoso di/.e-lo, linha
e a
inscriptas, de
raa-
p I parar e instruir o concurso,
nao doixava do deaompenhar sua larofa corajosa-
mente. Kolhoava.se, procurava-se, lia-so. rocor-
na-so-ao texto, n csse membro da academia, que
por f.-hcidade faz parle de todas as commissoes,
menos em viriinta de. seu cargo, do que por urna
esperte de dolegaro licita e natural do um cor-
ito de que elle a alm i ; csse liellenista dolica-
oo, no qual a pliilologia mais rica o variada 6
apefl is urna arte que se perde e dcsapparece corn
o brilho lie seus dotes Iliterarios, o Sr. Villc-
m.iin, iguillioado de quando em quando pelo es-
tulto deaso de um desses aprendices traducto-
res, sorprenJia-su di/.endo: Se ao menos no
dossem a simples palavra por palavra I E en-
lao escapava-sede seus labios una dessas obra-
ses transparentes que seni cessar de seren trn-
celas doixam entrever claramente a copia de
iimaphrase amiga, tao fielmente se conservan!
nena a ordem eo movimeuto das ideas, o tom c
o colorido dis palavras. A medida que se adian-
Java n exame, essascxplosos lornavam-se mais
tregenles. Ao principio era apenas mu verso
ao depois una estroplie, depois urna ode intei-
ra, a qual era assim exponlanoamonlo traducida
llir-se-lua um desses pintores que, dianlc da te-
la de um discpulo, comceam corrigindo somonte
em palavras. indicando, explicando o que deve-
n.t elle ler feito, e ao depois turnara pouco a pou-
co o pincel, segurara a palheta e acabara a li-
cao duendo olliem, procurem fazer como cu I
lv" |M" d-' algum is sesses, todo o Pindar
eslava Iraduzidn, mas eslava como ([
do em suas parles priucipaes. Nao havia i
lragmcnto notavel, ura livmno celebre, cora o
qual j uosso ratania justador nao houvesse lu-
tado de passigem. Seus collegas, como natu-
ral, o excitaran; a pnrlia, reconhecendo que una
j_ez que olio eslivesse a meio raminho, ira al o
nm. Tarrea mesmo esperassera ellos que depois
oa iraduceao viosse o commenlario. E com eliei-
10, ranlas censas nao ha que so dizer, nao so-
monte a respeito de l'indaro, de seus verso de
sen lempo, de seos rivaes era gloria, mas aYuda
sobre a poesa lyrica! Com que condices se pro-
;z, i1, v "V""io,? ^ii'1 "& e
origem ? t ella de todos
climas ?
m..s, os nossos Iliterato* do grande secuto, seos-
tumados a dar coiita dos julgamentos da antigui
dade, a modelar seus goslos por seu exemplo,
passaram jliante do vulto de Pindaro sem lancar-
lhe um olha? sem lhe queimar um grao do in-
cens? Reconheco que o padre Maulen, l.amo-
Ihe-HoudarJ c oulros de cgual tempera, honra-
ram-no com suas imitaroes o paraphrases; mas
nossos verdadeiros poetas, que homenageir- Ibc
renderam, oque rxlrahiram delle?
as, os Pythicox, os Islhmicos,
quatro grandes restos, incompletos, mutilados,
mas esplendidos ainda, sao para ellos ruinas in-
cultas que apenas percorri-ran. sera admirar na-1
da.sem colher a nenor cousa: exlraulia indi-
forenca !
lira, pois, n clevaco do hymno, a audacia do
dithyrambo. o accento lyric em una palavra,
que nao podamos, enlo comprehender 1 Mas
nosso mcsino socolo, os mais sublimes lyricos, os
prophelasda sania Escriptura, nao eram admira-
dos e comprehenJidos? Malhcrbc,#CorneilIe,
RI DE PnjAMB ^-_SABBADO j fr ftgfr pfi ffty
EicTiylo
aberts, ao psso que s de honiem que se pe-
nelra na Grecia. Os Turcos lomaram-ihe a cha-
ve justamente a partir do da
cerain no occidente os
IS SUllioioillrt ^ "*"* I""""""Jf"" ntu|WHOHI,
mente entendido o texto greg inas Iriduzi \a "ac,nc nao soodarara os mais fuios abysmos. e
fazc-lo sentir, exprimir-lbe o soirito fatrV' nao ""eproduziram a maravilhosa linguagcm? Nao
jiic a chararaa, nenhum^eUes sequer xperiraen-
tou. A coramissao cncarregada do rever os
em que appare-
primeiros^clafMa^le
amoi e respeito para com as obras primssTda an-
tigui lade. WilruTio, gragas aos Turcos, tornou-
sc, pjis, um orculo, sua pretendida archiiectu-
ra grega foi aceita sem conleslacao. Qucni 0
ten* cxamin3do ? Quen poderia preverque um
As Olymp- da, .ercorrendo a Orecia. veramos esse legisla-
os JYemeos, esses dor i esmenlido pelos monumentos nove vezes
oud?zt Homem de scieneia e erchiieclo em
posico excellcnle para bein observar, placido,
sensulo, melhodieo, como nao se havia du dar
cred lo ao seu lesteniunhof Acreditaram era
sua palavra e durante Irezenlos anuos era rez
de urna arlftcheia de imprevistos, de audacia e
libeidadc respirando, verdade, certas leis eter-
nas, mas nao agnlhoando nunca a imaginario,
ez-i os acolher o cultivar em nossas escolas, sob
aquelle grande nome de orchiieclura areaa, um
systema tmido cinflcxivcl ao mesmo lempo, on-
de tu bres e sabios preceitos oareoem m. no
ro nao
esbora-
03 lempos e do todos os
lodos os estados de sociedado lhe podern
dar_uasc.mei.lo? Nao ha nos poros cerlo g.ode
evatao mora e religiosa, abaixo do q.fal ella
.a nresce? uaos foran. seus triumplos, sua
d. doea ercnasciraenlo? Era urna palavra,
qua e sua historia, o qual podo ser seu futuro?
i amas quesloes que se cncadeam e prendera ape-
nase laura os olhos sobre esses cantos iuiraorlaes.
toi assim que sem querer, arraslado, subiuga-
00 polo asreiidenle fortuito de um assumpload-
nirajc], o Sr. Villcmaindedicou-se em nos tra-
duMr" Pindaro
, pois, a elevacao, a lemeridade ou a oxageraco
lyrica que nos repelliram do poeta Ihebano O Sr.
Villcmain suppc raesmo que o lyrismo sagra-
do, tao bem Iraduzido ento e tao estimado
como que suffocou o lyrismo pag.io. E Uoyscs
diz elle, Isaas, David, todo o edro dos pro-
picias, que fizeram mal a Pindaro. O espirito
dos Psalmos como que nos dislraliio eseparou do
espirito dos PyMicos.
Aceito a explicacao, e entretanto por maior que
tosse enlao o imperio da poesa hebraica e cliris-
laa. esse imperio era absoluto? Aquellos de nos-
sos poetas que a tem raelhor interpretado nao
ouudeceram senao a ella I nao procurara, mul-
las vezes suas inspiraroes em outras parles se-
nao na Biblia, nao recorreram a outras origens
a ongens profanas ? O autor de Polyceula nao
fez Psych e Hacine s fez Alhalia l Por tanto a
questao permanece em p. De todos os grandes
modelos consagrados pela antiguidade e por ella
Iransmittidos aos nossos respeilos, de lodos dj!
poetas gregos de que possumos obra cima,
Pindaro quasi o nico de que nao se ten ha apai-
xonado o scculo dcimo stimo e que lenfca aban-
donado sem honras e sem interprete. Por qu-o
essa exceprao, e que lhe fallava ? Fallava-He,
pois preciso diz-lo, ler nasido algumas ^yin-
piadas mais lardes, ou ser, como Homero, tillio
da Jonia.
Archaicho e drico, drico de espirito e dir co'
racao aindamis quede dialecto.es os seus do-js-
crimes. Eis a razo porque elle nao pode liar-
rftonisar-se com o scculo XVII, para o qual a aiv
liguidade grega comer apenas era Pericles, e
que nao aceita Homero, senao em favbr do genio
sem rudez c dos nsliaclos cmlisadoste dramti-
cos que sao o privilegio natural de sua rara.
Assim nao para com Pindaro em particular
que os nossos compatriotas lera sido rigorosos.
Oque temos esquocido. mal comprehendido, nao
o seu genio, 6 o genio da anliguidade grega em
sua manifeslarao juais elevada e mais severa, em
sua grandeza, em sua forra, empua liberdade
primitiva com suas irregularidades apparentes,
suas formas abruptas e dcsenconlradas, seus
grandes traeos sem detalhes e quasi sem raalizes.
tis, segundo pens, a desculpa de nosso longo
descuido. Para sentir e comprehender Pindaro
altara a chave nao somonte de suas proprias
bellezas, mas ainda de um eomplexo de ideas,
de sentimento, de contornos e forma de que elle
um dos representantes mais perseverante e in-
dmito.
Tudo se liga, ludo se prende, arctlettora c
poesa. Desdo quando nossos olh's se acostuma-
rara a magestosa rudez da verdadeira Ofden d-
rica ? Que hesitaces, que vacillacoes tutes de
alcanrar sso ?! Esse capitel proeminente, som-
breado pelo seu vasto trincho, ama atasofada
rustica inclinada e chata, essas estras-agidas,
csse fuste cnico que desee at o solo sem bu se
preceitos pareoem quasi que
enceirados cm mesquinhas prescrip^ocs.
Po s bem a poesa grega leve egualmenle seus
witr jvios, nao por felfa de monumentos, pois
aqu nao se trata de pedra nem de marmore. Os
manuscritos nao ajherem ao solo, pdem fugir,
escapar aos barbaros, e nos recolhemos admira-
veis restos. A mao dos copistas ao principio,
po, ao depois a imprensa, os multiplica-
ra m tos militares, llnalmenle ertrlrtos interpre-
tes s.) cncarregram de os por ao alcance de lo-
dos. Devu-se esperar que o genip dos Gregos
lo-ssc entre nos mais feliz en. poesa do que em
a re tu lectura, que nos saberiamos comprehende;
nao .mente seus versos, mas sua maoeira dtj os
sentir, aceitrseos uizos, adopta! suas preferen-
cias respeitar a herarchia de sua admirarao.
Nao succedeu assim. Nos admiramos, mas-' de
um nodo diverso quo elies. Essa imparciat:dade
que ios faz hoje como que 9ahir de nos meraios
para julgar ama autiga obra d'arle, esse modo1
de lianspor os svculus, de nos unir ao artista, de
partIhar por um momento suas paixoes, seu
prej.iizos, at sua inorancia, urna causa inte-
rammle moderna. Nossos; anfeposjados nunca
couheeram tal, uo tomavam tanto trabalho.
Na poesa grega nao vram, nem aiiwjraram se-
nao o que se approxtaiava mais oo menos de
suas proprias ideas, de seus gustos- e de seus ha-
bilof. Urna feliz c sabia expressaode scittiineu-
los apenas-amigos, islo 6\ desses scntimcntos
que sao; de todos os lempos-e de toderos climas,
reve.acoes- viva, mas gerae, da naloseza huma-
na, uiids- commum e obrig.io d toda- a poesa,
eis ) que os- encanlou, o que ll.es pnreceu a
verdadeira glora- da lyra hellenlca. Pudo o
quo se apartova dessa perfeic5o-moderato;de?-
snr bellezas um tairte banaes, tuvlo o quo reve
lava um aspecto insotiio, um certa r de audacia,
ce ros ngulos- agudo* e altiv
e.'7
tira.
era
uinlelligivel de principio a
Ora Eschyld e Nndaro ao dous conlempor-
ncos, e o menos jccessivel dos dous. nao de
certo Eschylo. Ainda rfi.t^r.eVeP'" a 8cena> d >er ua Poesa em
dilogos e Grmada em um drama.
mm.S18! "C5ao drm,ic. in-a lenla o quasi
"0,',' Para ? csPir0 um s,'8- indicatko,
o passoque nado nos desvair como transicoes
repentinas, saltos irregulares da ode e do fltny-
rambo. Eis porque a verdadeira desrulpa do XU
secuto : elle nao podia apreciar Pindaro, quando
1ferSE"lf 'lo* eS0US l"JL'"1S renunciavara compre-
Mas donde yem que hoje, sem se ler o genio
deRacine, em se saber grego como elle, sem
mesmn ser um Saumaisc, pode-se entender Es-
chylo senl.-lo. admira-lo, nao Icr apenas o prin-
cipio dos seus Choephoro*. mas a sua Oreslia in-
teira. seus Persas, seus SuppHeamUa, al seu
Promelheo, eomprazer-se com a irapoesia, dei-
xar-so commover por ella, conlemplar-lhe res-
peitos-imente as proporces colossaes, as perO
audaciosos e a decoragao lao pura, ainda que
massica e debuxada em grandes IracosT D"onde
vem que esse genero de bellezas nao mais para
nos um enigma ? E eu roo fallo, preciso que se
"Mealiiimiespirnoswpnjwe, par;l 0Sq.iaes
o sol unira quando as nuvews cobrein a trra ,
al exceptu lodo aquelle que j tem lido dous
relizes descobcrins
i^iJ'S^-lT^P
: cida-
sob al
gregas e nao
, nao imporl.
cosos indicio, e eraenlos novoa. sufflcieni
f"r?.f0.rni?r:u_ra 5ya,ema' P"'1 far s iinsgln.1.
l.v.,deumroTeio;cldad^rS,grr4d*
^m&!LJ!!n*l}*. *p*rt
estatuaria, como que servindo de escala anue'le
fceste truncado de columna *ffiam.nnn
seu imraenso capitel ; deixal-roTiXr Jo os
pinto daquellas formas e dizei-oot se sents
aquella frieta um tinto afTectada, um nio sei que
d'abstracto e artificial que mais ou menos ataca-
ros conira vossa rontade nessas salas de anil-
la! com efieito a franqueza de qnalauer e 8"idades do Ia"'1 odos os muens da Europa,
forco especulativo ero semelhante materia difl" nie a|Sumas obras primas se acham conundi-
culdadc invenckel de lomar a encontrar celo das mu,,as vezes com productos equvocos dos
pensamento, linhas e contornos sen o auxilio dos' seculos d milacao. Nao -outre cousa ? por
olhos; os thcfes desse muvimeulo renovador i "icn.09. poesa rega que tenhais na memoria,
sentiris que ella disperta ; escapam-se desses
coea ; sufflcienles para imaginar a CreeiaTno.
fm nao para realisa-la. F vo conira vossa rontade nessas
- renovador, I
iodos, cm graos diversos, habis, sabios, ange-
l hosos, chnos de paciencia e de ardor, at al-
guns de talento, citarei apenas Caylus, Darthclr-
I my, WinckelmanB, por falta de possuir e poder
de couheeer os verdadeiros fundamentos da arte
que prctendiam resuscitar, rcduzidos a inventar
segundo dados incompletos e teslemunhos insuffl-
cientes, o que poderan lazer f O que imagina-
ran. ? A que arle grega nos conduziram/ Aquel-
la de que David foi o editar, mas nao o pai ; que
acceilou prompla de sua scieneia, eque escreveu
soba inspiracao do seu poderoso pincel.
Elles qu.zeram fugir da influencia romana
desembaracar-se do espirito de \yitruvio que pe-
saiva sobre Lebrn, e procorar at no arcl.aisnio
um remedio para a decadenci i ; conseguirn.
erilar a espessura. o peso, a indeeiaao das li-
as, mas eahiram na aridez, ni. freza e na in-
maraviihosos captulos do Ensato sobre Pindaro isioiilo/ *.
ondcoSr. Willomain evoca cm Iraro 2 k '^^.f^'0.?.8 ",ra,lho ,u!; ~PP"n.ia a v
illumina
evoca en* traeos de fogo
suas mgicas Iraduccoes esse
9ra reccio de seus oxcessos !
sua exa
irna novidade.
hsje todo aquelle que por acaso
le anda os trgico, se preserve, por mais- res-
petoso que seja para com Euripedes o Soph-o-
cles, de mercadeara gloria dovelho Eschylo.- Hi-
go que essa supreraain, que nunca perdeo- M
antigsridadc o rei da sceno; aiod* depois das vil-
loras- de- seus jovens rivaes, esse- supremaca qae
nos pareera inexplcavel, quasr *bsrda, ha uiw
nn S I" CSor^ ** 'elligonria. aeill> um
novo Winrkelmann, qoial era a verdadeira lei: a
condigao primaria dessa'arte ha tanto lempo per-
seguida. Ew simplesmentc a vida, a vid em
sua justa medida, en. perfeto equilibrio com a
oruem e a regra, mas a vidu primeiro que ludo!
de sorle que qualquer obra d'arle d'onde a vida
so ausente, quaesquerque sejaoi a sua eslruclo-
quarenta-airm, hoje nao admira mais a ni^guem, ra, suas formas e seus 'traM^s EreaTroYm
C-se.houvssse urna palma para se dar se, e ves- me, ou_P6de-se afrmarcom'dta a^cTtJza Z
sem fazer un escoiha enl*e*esses tres genios, a
sombra-de Aristteles saltariu de prazer ; seria,
de cerlo. o1 seu1 venerado poeta, seria* Eschylo e
com' elle a grande poesa, a arle simples, religio-
sa e verdaderamente creadora', quem obten a ho-
je a eor entre nos.
Dos-He'rem, ainda repito, essi'melrrCopTtesc?
Itasspi>se algum veo ? ou er.lao-somos masJ
mais que elles. ou rrtenos sob certOs pont6te
. vista, nao nossa glande/a moral, nao c o esta-
> pertuXred-e Sn?' | dds~almas quo nos auxilia o-compreheo-
Sera a poiica, especaeulo a que asshHim-o a
dalo; foi para elles- os grosseiro's rendimeirfos]
hmS,;l, a!1 ludas essas eMastrophesdomondo. esses-immen-
rle em-sur hrfacia, e assim "como s--^
amigo, ellesesfe-
oa isaaiiS i~?^r%t
enstno para
cara n-se para nto-derxar ver cousa olguma. As^!
aun ie cuidado tinham es traductor!
euIU.r essasasperezas, ora-sob ampias paraphra-
ses, era cum a lima,- cortado> e arreditadando !
com alguus intervallos. Era boni preparar-lhe o
camiuho, predispor os espritus, despertar a at-
tenrao o a curiosidade pclt atlraclivo de um bri-
ll.nnle fronlcspicio. O engenho desse poeta est
entre nos cm tal abandono! una repararao
que o Sr. Villeman lhe prepara. Tambera repre-
hende nosso longo torpor. O proprio Boileau, diz
elle, quebrando em honra de Pindaro lanas lau-
ras contra Perrault, conheca-o perfeilamenle?
saboreara-o verdadeiraineiit'j? admirava-o mais
do que era palavras? mais do quo do proposito
e por devola lidelidade ao culto dos amigos? le-
ria-o lJo de principio a fin. ? Citando apenas
quatro versos dos Islhmicos, nao loria fechado a
bocea de Perrault e terminado sera combate una
de suas disputas sobre Homero? Esses quatro
versse muitos outros taires, lhe teriam escapa-
do? K que melhor pro va do sua imperfeila niel-
lignncia dessa elevada poesa, do que a boa f
rom que elle imagina ter imitado Pindaro em sua
ode sobre a lomada de Namur? Quanto a Voltai-
r", a cousa oulra : ello nao loma o trabalho de
fliiir a admirarao, e nio ve no grande lyrico,
uesso uinlelligivel o empelado Thebano, como o
appellida, senao um cantor de combates a socco,
o >!imoro rabeca do ro da Slicia. Porlanto, o
Sr. Villemain tem razao; devenios a Pindaro
nina repararao. Mas porque razio o leni03 assim
osquerido e quasi desprezado? Ponho Voltairede
parle ; seu secuto c elle zombaram de lanas cou-
sas nobres que seria de admirar so tomas-]
sem Pindaro a serio. S me admiro do se-
clo XV11 que permanece fri, reservado o in-
Sensirel a esse genero de bellezas. Ha, pois, na
anliguidade un. nome maior que o de Pindaro?
Sua gloria, no antigo mundo, nao so perpetuou
de edadeem edade, sempre inconlcstavel e re-
nascente? Era Roma, assim como em Athenas,
elle marcha a par de Homero ; Horacio pe-sc
de joelhos dianle delle, e nao como lisongeiro en.
presonca de Augusto e Mecenas, mas como dis-
cpulo sincero e convicto. Como, aindaodize-
FOLHETOf
ORIGINAL DO DURIO DE PERNAIIIBUCO-
mmu H'ABiffffA,
XII
Slmmario.Decadencia do pessoat e do material
culo?, ten a- renor
semell.anra com aquella ? Pedestal sem graca-,
columna delgada, capitel fri e sen* expressao,.
I talho timido e sem projeccao, lraduce.5o romana-,
! i.'uma palavra, de um admiravel texto grego-, lu^
do araesquinhodo, truncado, desfigurado nd-
rico do Wilruvio, e cora ludo quand Witn*.vio
escreva, os modelos estavam em p. D*sdo
Postura e Silonta at o fundo do mar Ego er s'
escolher.
Todo o solo hellenico eslava coberto- dos typos
do rerdade.ro drico. Wilruvio nada diz a esso
respeito. Nem una palavra dessas artigas o-bras-
primas, nem mesmo da mais nova, da mais bu-
llanlo, o Parihenon ; parece que elle ignorara a.
existencia desse munumenlo. Em sompensaco,
sustenta doutamente que a ordem drica nao-
propria para a construrao dos tempios, que assim
o reconheccrara osanligos, e que ba- muito pas-
sou essa moda (1). Os anligos 1 Uoe enlendem
elles por sso. Eis, pois, quem trna a lanzar
Ictino alcm dos amigos, nos lempo somi-barba-
ros Para Wilruvio os antigos sio- os Gregos de I
Alexandiia, os architeclos dos Plloroeus Nem
a edade de ouro em plena decadencia. Ora el-
le, elle s, notai bcni, quem fez nessa educacao ;
os segredos da grande arte de edificar s6nos*vic-
ram por mco delle. Dahi nossa tarda inlolli-
gencia da verdadeira anliguidade, principalmente
da anliguidade grega.
Pelo que diz respeito a arte romana, Wilruvio
unja fiel lestcinunha, esl em seu elemento ;
falla do que sabe, ou, se engana-se, os monu-
mentos ah estao, c nos podemos sempre contra-
dze-lo. Podia-se, como hoje, no XVII seculo,
mesmo no XIV e XV, pois a Italia nos foi sempre
Asi empoesia conro em> architectura, como
em iod-as arles do-desenbe; a verdadeira Cre-
ca e sa primitivas bellezas nao foram-enlre
nos, nes-tres ultimossecuios,- senao imperfeila-
niei te rjtuprehendidas. Se en* Roma, no'.empo
de A ugua*, a*o se comprebewd* mais o asMatto
do l'arllteno, so elle pareca- caduco, f*- da
moda ; se os requintos da crilvea. alexandra* t-
"bain falseadowgostoat-ein' arehWectura, c subs-
tituido pHu v*rdadeir-arle grega urna arte-de
eoni engao, -coca em Franca-no- reinado de Loz
Mr, queneis que Pindaro fosee- o predileslo?
O n.elhor hellcnista s va ah fogo. De B8r.t-
Hacine sabo-grego lanto quanto homem. po-
de Mbe-loem-fsanca ; sabia-o oon erudito,*
o ailvinhava aaaa poeta -r Ateniense de algiima
suri;, passamao- a/vida no-Ihoaire- d'-Aihenaer
que comprchendei* elle desees tres-t-r-agicos.eoq-i
pod. dellese*lraWo? Alguroas seetwa.- algu-sr
pasagens, e ainda do me nos-grego,. dw menos ana
lgo dos tresv Esse- n.csa.o\ .esse EOipides, seu?
imperador, sau paea, apenas se apairt um pont-
eo cos crculos doosd.s cornmua. lodo o ga-
aeri humano-.pa* entrar fttneaaewte no solo-
man o espirito emoccs- fortes,
gfflodiosos, e 'tambem cowo un.
peielrar nessa austera poesio, ler a
experimentado' por nos BMMkM certos v^-'idcs
sentraaenlos do que ella -smiaada. Os'sacrili-
cios-varonis, as-rirtndes civiea, os ardores -pa-
inotrcea dos costeroporaneos-de-Nilciades erara
apena letlra monta, rhetorea, aletraccoes dianle
de- un. Shrono afcsoiwlo; aopMS que hn sessenta
rMou essabr'U?S l*"pw ua ">ocia. Quem nos "rc-
No sei ; mas sao evidencia-nao foi bem esta-
blecida, e so se lornou incontestarer com o an-
dar dos lempos b como que opas- a-nova exped-
cao aMorea. Comiedo ha uns oitooudez anuos
coroo-qwe j se havia notado es- primeiros cla-
s incamparareis les como nao
da Europa' appareeeram
endres e enr I"ari* : eran,
as da-Parthenon"; era nessa
tsldlua mem violentamente adquirida, de uri-
rl'"mwH,t,'l!USlrV'- "as"* esiyto artalogoraossa
Venus de mh. Lembram-se porfeitamene do
assoml.ro, da pciturbaro en. que crsas obras
primas MBeana os espiritas? Aquelle- tvpo de
belleza etrtretiara todas : nossa- IradMes
Kao era Dea rizeja de Darfd.nen. aefftmnMda
mplidao de Lebrun ; um accordo imprevisto
dos dons maT>ppo*los, un:alUaoca incompee-
hensivel de ideal e de rcalid.tde, de* efe-oliicta e
urnas vezes de forra de nubrezs e de natural, cenfandia
nosso julgament.
E' proprio das obras-pi
ea-usar essas especies de sorpresa. Apanhati-
w> desprevenidos, pcrturban-nos na- roiina-
deitossas admi-paroes; ao depoie seu ascendenlfr
tn.urr.pha logo; apoderam-se de nos e cosverlem-
ern prove.io proprio-nossa inclir.aen ao bnhitn
tZVlJ* 'mOr*""' Uberdade e de fazom-nos eteT^et sob um a^onovo fazem
eseravidao. taqueado m quaod* temos reco- descer a um logar secundario luda o que re-nava
Mas aom-a-pahtica. nomo- aato d'ellaa. Foi-assim que oa marmores-de *b
fMM e a Fenwrtte Mih,
uhecido o realidado-.
patfiotisaio, nem ainda causas-mh* directas,-os
progfessca incessaates da hijtrwe da ethnogra-
phi no teriam sido sufioentes -para fazer des-
abroeliar essa nova> inlelligecia da autiga poesa
grega- sem mais outra influeneia,! sea mais re-ve-
laces, sem algum cousa qoefallosse aos olhos.-
Vou talvez desgostwr certos amigo das letras
que se ofrenden, -ida de que eo caso algu-n
as formas, as- figuras,- os signaos- maleriaes, as
arles do desenho em. urna palavra, sejam para
ellas iMerpretes neces^aiios, comoiiHtarios viri.
Headores.- Todava- aada maii. niantc
Supponde os Tursos vencedereaeoa 1828 das-
te de Nanrarine.-e a fcrecia, ha trintae dous ani>ss
echada-e n.urada como oulr'ra as bellezas e o
, urna vez acceilus e
comprehendidos, desthronifaram pouco a pouco
as-noasas obras primas de predilecnrto, nao que
hoo-vesae entre estos-menor desva'alagem, mas-,
comparadas com esses-ltimos, erasa de nasei-
meno mais huinile. enao liuhaoiaais dreilos
a pruaeiro log-ir.
Assii, nossos vordadeiros iniciadores, mesmo
'anteada liberlamotrlo-ila Grecia, fcwm aquc'ies
(Mtmatas ntarariUiosos ; porm nossa educae
nao aualMu realmowte, nossas ideas e iheonsa
naolOfam restaurada senao pela cplrar,io 're-i
qiMMa dessa Ierra libesVada e pel> esludo dos
Irogioeatos que a cobiian anda* Apenas-3>
provoa que senielhaolo obras prunas-nao vinlxin
(1) Nonnulli anliqtii architecli negaverunt do-
rico genere cedes sacras oporterc fieri...... Qua-
propter anliqui evitare usi sunl in cedbus sacris
doria? symmctiia- ratouem. Witruv. lib. IV,
cap.3.
e smente era olteaao aos ortesiwo e p-
d-os marqiieaes-que'nosso poeta iraash
tiro a grara do sea llyppoltio.-'i pricti,
por nao ter santida, como e'.lo- sabia,
grandeza, a beroica..pureza, -ideal.a ni.ysteries'
do Hypppla* de Eurt(>*dos. O RacimMj
exclama o Se. ViUenMin, coa um doce censuna.,,
coiao nao foi-. possirel passar pai a vossa da.ii-
ravel linguagem.essa bolU e tor-na iBroeacaa-q^i
o joven heruo, ao entrar ere-sc-ena. no incio-do-
sel s alegres au.igos. dirige a-. Dtaaa, sua dausa
favorita, sua querida rainha?' Porque es30 dis-
curso de um preceptor de principe em roda
Umbrtica dessa invisivel e di*uta auvanU-, cuj
vozo innocente UyppolUo jlaurir.no siki.
das florestas?. \-se, pois, .at era Euiipides,
passagens de urna simplicidade ainda niui,,pi-
initiva para seem saboreada-pelo illuslsa Haci-
ne, bellezas dianle Jjs quaojpassa, sem. qua ellas
se lhe revelera,; oque havia, pois.em Spleles,
esse pintor de caracteres, e-*e poeia cidadio, do
qual todos os.versos sao medalhas cunhados com
a efligie da Grecia? E quinto ao vclho.Escaylo,
at. religioso e lyrico Escollo, Hacino tem cui-
dtido de no-lo dizer, nem procurara coBiprehen-
de-lo e das. sale tragedias nicos, restos, dessa
inmensa gloria, elle nao.poda, ler sem. fadiga
senao algumas. scenas, quando.ruuia,.u priraei-
raa scenas- dos Choephorea. Saumaiae ia mais
adianto, o-inlrepido sabio, que.nao. recaava di-
anle dos textos espiuhosos, decla;a>-a. que, par
ommumenle.
E' o reverso do desasir de W5*.:
e nos-tinha lancado a conltsoacaa
O
da
asee*a.ya por loda a-parte urna architetlura ad-
erro era ; mtaarei, feta sua- eemelhanra e animada da
- Grecia,; mesmo espinlo. que- essa archi'iectura linha por
un dissipado pelo tiacrlameirfa- do 1828. Estatauateataetitasiialusaea, por membrosaecessariVs
juslicou.ao mosme.tempoa barbaria musulmana 1 aquella* robustas coUronas. aquellos -capiti-
r.l,. 5Men,SBM> alexandrino e sua imitacao \ rustieos- que na prkiKii* vez era que orarn vistos
TSSkJ^J^mSST frl ? SUM- fi S2 PatS*um> *' passado. parece tao
ruvio -na ieL e forluia, usa obra de cyclopca-ou gigtiii-
marmreai e yao dar um sentido s nal a vras, que
vos eran, i m penetra veis, certos etaroes de analo-
ga ; essas escitlpluras vos dra tf que vos nao
puderam ensinar diccionario, gloz, ou gramma-
l;ca. Ellas vos obrigam a conreber es hornens
sua imagem. a prestar a esses homens svus*rer-
daaeiros costumes e seutimentos ; tendear em
vossa presenca, nao urna arle imitadora, tima
conveueao sabia, nem al a nalureza na- accep-
cao geral da palavra, mas a propria anliguidade
grega, a grande e primitiva anliguidade nue'ros-
falla a sua n-obre lingua.
Eis o que hsje dado a lodos fr e conheror,
e eis por que, pygmeos eomo somos, podemos
comprehender de hoje em dianle o que portan--
to lempo s foi enigmas e nnvens para genios
superiores ao nosso'.
V-se, pois ; soca a hora de dar a Pindaro
aquella repararao que o Sr. Villemain lhe pre-
para. Mais obstculos prejudicioes-, se permil-
lido assim dizer Com o nosso novo modo de
comprehender a antiquitfode, qus'" prerenres,
que prrjimos restara-nos- contra Pandare? A
praca est* deserta ; o velh poeta, pode tom.tr a palavra : elle nao despertar entre
na, como oulr'ra em seu paiz, transportes de
entusiasmo, om delirio popular, porem aao
sobrera mais o desdem, nem mesmo a ind;0e-
renca.. O mrito de nosso lei.po, que em Sii-fc-
tancia nao gosta senao do prazer, e pouco se ii-
porta com o bello, ha de permi'.lir ao menos que*
admirem-no. !%so se offende, porque tem o-
gesto mais elevado que elle, e tolera orboits-
exeroplseque lhe do, apezar de nao sr-guil-os.
Assim a ordem doriea Do de certit, do gesto
de lodos, porm ninguem ousara chama-la bar-
bara. Siweeder o mesmo que a Pindaro: os"
verdadeiros-adoradores-, gracas aosea nter-'
prele, nao IHe follararo ; alem dsso,-encontrar
cerlo TespeHo na propria mullida o. Poopar-lhe-
hao as d.spu-las vulgares e incessantemeiile re-
pelidas'at oqi.i, essas cenauras eternse de mo-
uotonia edisprxiporrao entre o luxo de seus epi-
sodios c a eserilidade de seus assumptd; cri-
tica superficial que-se engaa acerca da abra ue
pretende julgp*, mistura e confunde os-'.crtrpos
bem como es lujare e nao-percebe que-o qoe
ella ce^snra etn Plndwo 6 realmeate nap se as-
semelbw a HurDoio, no ser lyrico do mesmo-
modo, variado em suas Sormas, delicado, mode-
rado, ele9antcn.21.le scoplico e valoptuoso. Sem-- -
duviiia bom amar Uoraeio, fazer ello as nos-'
sas delicia, mas concedamos a Pindaro compre-
hender de oulra maneiro sua arle e sua mis-rao.
A ii)oiiuti,--3 de Pindaro,crsaa grandeza. O mesmo
seria censB.rr.ro ps>*rr.isiur porque t>voca a Deus
incessa ni emente, porque neproduz essas mes-"
mas grande ideas; que ondao e seguem-se co-
mo as ondas do mar; sempre semelr>atts e sem-
pre variada por uroa inesgolavel tecanddade
de imagen.- F.ts o-que-se-uttama a monotona
de Pit.darc Elle lamben, invoca sea deuses,
l'lies falla sem-cessar, no-cama o pce'A de Ti-
bor, quando- a cadenora. o exige, para-eomerar
a estrophe ou para termino-la agradavl-
mentc, por jm quando-a f o-ordeoa. Esquerem
q,ue elle na--poeta .te-sentido- moderno des9a
palavra? mas-poeta esaeerdol o mesmo lem-
po, sacerdote de Delphos- e de Apollo ? Seus
versos sao pneditas,- um ministerio, um sacer-
docio. E quasto aos pJ3dioq>ie parce tm do-
minar e al sttffocar seos- asoumptos, que do
espainlo? Scts -vordedeirce- assunaplos sao os
seo episodios. Aquerta- jo-wn. alhlela, cuja
gl-oca e por ello celebrada, cuja, agilidade e ri-
ge* elle dir-, brevemente-, o que para elle?
Ii.'i pretexto- para cantar, as-ni ais- nobres e as
raa sublimes cousas. O-que tomis por seu
aoswmplo, -apenas um- preludiov Emquanto
atjaa alyra, sentado naqueHe lar, nanuell festa
de familia, emires su quatro versos, sada o
vaacedor, a'.ngra seu velho- paiy. seu amigos e a
ciade que o vionascer. Dilo-islOi.se elle para,
se se delem, so vda.na se perde, marcha se-
gar para e-sen alvo. Esse aJwo tomar a sa-
bedoria dos deuses, clobrar-onespei*o dos anlo-
possadOS, forlvticat- r cojaedes-, gran-ar n3S al-
mu o enlhus+asmo da- riftudo,. fuasr cidados,
preparar para a patria heroico.dafeaaores.
Greca, que sossobrou em Nva-varin. Una rau-
danca a.-nossa vista, urna luz repeatima, nos dei>-
xou veea verdadeiaa arle grega, a aate dos gran-
des sosttlos, em sua casa, em-se proprio solo.
mutilada, cm ruinas, mas pura, sem liga, nSo
desligucada, sem eommentasio.
tea e que por muilo lempo fizeram della u:u
ortle-m separada sol o nome de ordemdePuistum^
iift*lraete, apenas ro averiguado que essa ordem
u.soltla e que soppunham incull* era du 30
universal na Grecia, a ordem por excelleneu
Haj.a-lresentca-ai.nos qua.a -Banana artista-a aniermr e comprehendida no secutado Pericia
Os ros cada da diminucm o volunte de suas
aguas : os que pouco se preslavam franca
navegacao de sumacas e patachos estao obstrui-
dos, e difiicilmenle adiniltem pequeas barca-
das. As florestas estao devastadas, as mallas
derrubadas, de sorle que s com .dfculdadc e
por alio proco se obleera as magnificas maduiras
de conslrucco que possuiamos.
O espirito de dcslruicao requintado, um van-
dalismo maldito accendido pelo ceg amor do
ganho.tem erguidoo machado inexoravelsobro ar-
de nossa marinha de guerra.Causas que a" vores seculares respeilaves, smenle para se
aprovelar logo o preco, e quando esta nao a
causa, a preguica, uo menos fatal, aconselha
que se derrube a primeira que se encontra, em-
bola suas dimenses excedan, extraordinaria-
mente as do pao que se necessita, e quo mais
alm existe 1 Que importa isso O resto servir
de lenlia.
origmaram o que a alimentara.Medidas sal-
vadoras urgentemente exigidas pela siluaco.
Dous fados notaveis da quinzena.
Bem singular a nossa mana de querermos ter
urna marinha de guerra, sera querermos os nietos
nicos, que para isso poden, concorrer.
Se consultamos a receita e despeza do impe-
rio, se observamos a maneira pela qual se acha
dividida a administrarlo superior do estado,
acreditamos que no Brasil existe marinha de
guerra, porque all vemos ura ornamento de
marinha, um ministro da marinha ; mas se at-
lenderaos aos fados quS todos os das se do e
se repetem a nossos olhos, nao obstante a cen-
sura que soffrem, as consequencias funestas que
tcem, duridamos da nossa primeira persuaso ;
porque n'elles sobresahe a negago 1
Dsse-o um homem notavel, que linha bastan-
te pratica e conhecimento de nossa ndole no
Brasil tudo se explica, pelo absurdo : esta saly-
ra pungente, que nos cobre de opprobrio, des-
graciadamente de urna veracidade esmagadora.
A' todos os instantes ella recebe applica;ao, e.
Entretanto ninguera se lembra de plantar novo
arvordo, e o slo j so acha descoberlo em urna
grande extenso, o que tem produzido urna no-
tavel n.odificaco em nosso outr'ora tao saudavel
clima, que actualmente perturbado por agentes
destruidores que uos abreviam a existencia de
urna maneira espantosa, c que nossos anlepassa-
dos nao conheciara. Justo castigo do nossa iner-
cia e imprevidencia.
As geracoes futuras tero o dreito de nos
araaldicoar ; porque lhes entregaremos o riso-
nho e_frtil paiz que recebemos em heranca,
transformado em um Sahara ardcnlc, onde a
vida se tornar insupportavel. E' unta calami-
dade que pesar sobre nossos lilhos cora mais
tarca ainda do que a que sobre nos principia a
falalidade I embora eslejaraos geralmente pre- actuar. Ella se far representar pelas seccas,
* n i i A rv i\ nVAlnnInn^AO r\ 1 11 (1 > '1 In ma miKa f .__... a------------ I *
venidos, e protestemos nulliGc-la, nao sabe-
mos o que nos impelle cahlr no mesmo cm que
criticamos, daudo-lhe assim urna expanso ex-
traordinaria, tornando-a como que o lypo de
nossa aeco, jusliQcando-a, emtim, completa-
monte.
O Brasil, lodo o mundo sabe, mas eremos que
r.s Brasileiros menos que qualquer, urna ex-
tensa regiao situada na mais afortunada parte do
mundo, encarada sob o ponto de vista de seu
clima em geral, regada pelos matares rios do uni-
verso, que a ferlilisam, e assombrada pelas mais
ricas e densas florestas, das mais preciosas ma-
deiras que o slo pode e tem produzido.
Sua vegelaco se slenla com urna soberba e
luxo que a Europa, Asia. frica, desconhece, e
que enche.de pasmo aos viajantes que nos tem
visitado.
Tudo aqu demonstra a existencia de urna na-
tureza gigante e vivaz, que s parece enfraque-
cer na produccaodo ho-nem rei deslas marinhas,
porque elle nao sabe dar desenrolvimenlo tan-
tos recursos, nao tem a energa riril, a perseve-
ranca que o deveria caracterisar, e nada mais faz
do que ou conserrar-se inactivo, 011 estragar
esses bens immensos, que outros paizes lhe m-
rejam, e smente coDseguem com um trabalho
arduo e incessante ; porque nao lhes conheceo
valor, justamente pela profuso que observa, que
Jhe lira o tino de aderiahar.
fomes, e miserias 1
Desesperamos quando nos vemos obrgade
a pintar a siluaco do Brasil com cores tao carre-
gadas, quando todos sorriem sua prosperida-
de e ciyilisaco.
tas, que se lornam de unta elaslimdade extraor-
dinaria as maos dos felizes que as.alcanc.am.
Exploradas as malaa-do liltai-al; a. robira invj,-
deo intarior, e all contina a sua, obra devasia-
cora. Beste modo, era muilo.pouco tempo nada
reslat era p 1 Hoje ja fabuioso o preco a qe
tem etiegado eslas madeiras, e-as que se appti-
(ara construceaaolvil, como. o.araarelta, viuha-
- ico, peroba etc. \ vista estes altos pre^osseni-
pregamoso piiha. que nos-ehega mais barata,
nao obsta ote ser Ir.aztdo da. \oruega e Suacia, o
.ir sobrec3rregado.c0m, eles de transportes e
tulras despezas.
Eis, pois, o. paiz das. madeiras, importando e
empregando madeiras.asiiangeiras, por sare.m eSr
tas mais baiatas. Quem odssesso ha pouco se-
ria tdo como, um lauco. )raas entretanto. a, ver-
dade, porque o absurdo em rclacao ao. Brasil -j.
lgico.
Nao de admirar que a Europa, prevendo pxo-
xiraamente urna falla do madeiras dt>consiru/tco,
se esforc cmsubslilui-las em seus navios mer-
cantes pelo ferro e seo ; mas assim, mesmo. ella
lera providentemente resurvado as.mala&do os-
lado, e nSo ha receta de que a laar-utha.d-s-guarra
venha a soffrer.
Todas as arvores das matas, r.eaes. mglezas e
francezas eslo inventariadas: at em 1852 e
53 a Franca mandou explorar a. Argelia peta en-
genheiro Legrand, de modo qufi a governo co.-
ulieco as riquezas floreslaes. do estado, c era ie--
lagao esle conheciraenta, procedo no corto a-
nuo, plantacao e consofai;io.
As arvores proprias Cornocer madeiras para a
marinha deven, ler de 80.4 160 annos do idade.
Depois de attingirem esta poca o cresciraento
do dimetro deltas, como se sabe, variavel e
sujeilo cada anna s iniluonclas da teaxp eral ura,
do sota, o da exposico.
Este cresciraento o mais importante para a
marinha, e segundo as obserrardes de Duhamel
sabia.julgava possui-U : pouco BJW laltou para
confessar seu encano.- At-mesmo, durante-o-
ullra seculo seo instincla^a4iiMk advertido- de-
que ella camlnhara-em- falsos-qw Wilruvio ati-
n h av desenca mi nhodo.
Assim, desdo eato, qua trabalho*. que pesqui-
zas-para descebriresse pBecio8Q.m.y-stcrio, a ver-
dadeira arte gtega I Emquanto. es Boucher, os-
Vaaiao parecen dirigir ludo, em quanto s.se
jura em.suas- palavras, om quaato nao se cc-uhe-
cooulro idal seno om capzibo voluptuoso, a
erdco tr-to-ilha e conjpjeta em silencio urna
7*lta para a-antiguidadei na*, para essa amigui-
iade de-formas indecisas, de Testidos fluctuai.les,
aem. grega nem romaaaxora* a entenda Lebrn,
mas para urna anliguidade aora, severa em suas
legras e adornos, urna.pon anliguidaderfga.
lea preciso tomar um partido c coneeber a arle
grega sob urna forma taleiramenle nava. isv-
miagar para secunda classe as perfetaoe* inaup-
madas. as 1111 has-solas e sublis, ni.o dar. a-
pmaasa senao a energa varonil e a anliaa sim-
pluuilade.
E queriaiu que-essa verdade, uma-vez-adquiri-
dla pela critica, ru laucasse seus ratos-senao so-
bre as artes plsticas sem quo de alguraa sorte
ceeclisse sobro a poesa ? Nao preciso ir ,
Greca, passai duas horas no Crit.sfe., Muttum
aquella grando sala alcatifada com os despojos
de Aieiias; segu com os olhos-aquella. bei-
Ihante cavalgada, aquello prestito, vivo.e ma-
gesloso ; conlemplai^iquelles colossos.cuio%pei-
los mutilados respirara e arquejam. debaito do
pao d.aphdno.que os cobre, e avista daqtella
de Monceau, que confirmara a de outros agrono- ,.
No meio desta mascarada geral que asssli mos celebres- o termo meda delta sensivelmen- j particulares ?
mos, nao pedemos calar um grito de indignara >, te egual 2 linhas ou 4 milmetros 5 decimos por, mente.
contra a indifferenca que so rola aos mais vilaes' anno
zes de paa, que os eudadoa politices Unto pre-
octupam, ella antortecea. <*esappareceaintara-
mente ; o que animou-lodio o genero da expolia-
coes.-manifestar-se,. porque ellas nao.se pu-
niam, nom se reprimiam. visto quo ordinaria-
mente eram comraetlidas pelos polanlados dos
lugares i quem lodo se curvavam, inclusive a
propria sutordade, qua tinhu inlerose.nas.&lei-
coesv om que elles. siavam de absoluta in-
tluencia.
Bssultou, pois, dahi. que, para.coostruir-so a
ra*ala. Bahiana, aa> Bahia, o gorerno. vio-se
cbngado compaso a propria madeira da.aacao,
corlada rerde.anda, de sorle que este vaso a'pe-
aas fez urna ou duas commissoes, e apodrecou
logo. Petar ainda succedeu fragata Campista.
em Santos, que nos parece que nunca, sahio ao
mar, e > urna, outra fragata que se maadou cons-
truir no. Pm, que foi conderanada. no> estaleiro,
tantos annos uolle se conserrou I
Actualmeate passamos. por i.iaior provaco.
No aasenal de marinha da Baliw eslo postas
nos eslaleiros as quilhas.de dous pequeos hia-
tos de guerra ha mais de-dons. anuos, c
se observam nellas mui poucas. cavernas; por-
que nao ha madeira. para cooiLnuar-sc a cons-
truc^-o.
Para a crvela N,ictheray, posta no estaleiro
do arsenal de marinha da corte, tambem pelo
mesmo tempo, arrajija-se tojo um pao, amaoha
outro, e nao ha esperanzas, do lo cedo con-
clu-la. Quanda. cahir ao mar j levari em si
bem desenvolvido, o germen de sua deslruicao,
o seu destino talvez sea pouco melhor qup o' da
Bahxana e Campista,porque ella se aeaASob um
eslelero caberlo.
So isto acontece com embarcaces lio peque-
as, co qnaatas difliculdades nio.talaremos
quando quizermos construir um* nao de pri-
meira classe, em que se emprega, termo medio,
seis mil metros cbicos de madeira bruta, e que
I*? PJo*. juotenham formaje dimensoes mui
E' emprcu impossivel, segura-
rem logo para ser appleado obra, sem estar
secco, sao e perleito, quando so sabe-qjm, em
principio geral, nenhuraa especie de madeira
dere ser oppltcada- conslrucrio -agvalv antes de
tres annos de seu corle.
N'aquellas condices, a madeira se desfigura,
c dimtaue, qyando scea, 5 OjO.iia laijura, per-
dendo a liiinidade que linha,donde provem lica-
rem os navios com as costuras, muilo.abertas, e
enfraquecidos.
Nao raro succeder que, em virtude do pou-
co ou nenhura, escrpulo que- temo na escoiha
das madeiras, alguraa peco principal de um nar
vio se deteriore promplamontc
zer-se um fabrico importante,
especialmente, pela falta de existencia de dcas,
sobo urna grande somma.
Culto dos-deoses.-culta.-da palrtav eis a poesia
e o assumpta delta, o-s- representa ahi o papel
menor. Pindaro nita seria drico si visse era
seus conctdados-cousa-. diveasa. de non povo, de
um corpo do-nacas I-'tle nao eamprehende,
nem descree, os homens aa cousaa senao por
alto e em globo. Adeja pela lusa, mas nao
habita neis*;- Nada de pialoraa mdiriduaes e
muito inenes pintaras- Delicias. Sua musa
pnnr-e.ro cjue tudo a verdade,. a. austera e pura
verdade. M-^o qua elle nao. se agita, bem co-
mo toda c-sua rara, sliccoea do thcalro, c-que
seo gravidade religiosa nao poderia descer mes-
aso a especio de mcalira mais- iaascente. Por
tanto o S#. .Villemain. procura, cea razo, refu-
tar o csti-anho erro-dacomptlado* Snida?,. que
aflm de dar. sera duvido. a mais alta ideado
poeta theeano, ousa,Nallriliuir-lb, nao se: quin-
tas tragedias. Ntagiicm, ha dous mil annos,.vio
um s dsses.vessos, nem, mesmo ouvio.fallar;
mas o que anda melhor que esse sitando do
toda a anliguidade, d a.Suidaum desmentido,
a prapria.obra.da-Pindaro, oque conhecemos,
o que-nos-resta.de seu. genio.
^^^^^^^^^^ (Cfwnt interesses do paiz, que se estao quolidianamente
comprometiendo, embora passemos porpessitnv.--
la ou causa peior.
Nossas palavras continuaro a ser graves te-
mos f em Deus que ellas algum da produzirio
lodo o seu fructo, e que anda rremos esta in-
dfferenca por todos os interesses do paiz substi-
tuida pelo ardor que costumamos desenvolver
em eleices, nica materia em que excedemas
os paizes mais adiantados.
Mas tomemos ao nosso assumpta, de que nos
desviamos um pouco.
As opulentas malas do estado nao esaaparc.m
tambem esta invaso do machado, nem expo-
lacao systemalica, como se fossera res nullius, e
por consequencia do primeiro occupanle.
Embora a nossa legislaco seja mui completa,
e data de poca muilo antiga, todava ella nao
tem sido respeitada, e as madeiras do lei, el a-
roadas, tem sido corladas abundantemente par) o
uso fructo dos particulares, com o mais escanda-
loso abuso, i capa de celebres cop^lessea de c
Em face destes dados, concluimos quo a sota-
cao do problema que uos oceupa, consiste, como
diz o engenheiro citado, cm achar o meio de dis-
pr das riquezas reconhecidas de maneira nao
chegar sua extinecao por corles exagerados, c
conserva-las ao contrario, em va do augmento
antes que de diminuico.
Al 1831 tivenios conservatorias das matas e
florestas, o estas repartieres do alguma sorte obs-
taran, a invaso dolas, mas lendo a lei de 15 de
outubro do 1827 incumbido aos juizes de paz a
vigilancia sobre sua conservacao, enlendeu-se
que eram dispensaveis. A experiencia encairc-
gou-se de mostrar o erro que commettemos ex-
linguindo-as. A-t enlo havia um pessoal ilo-
neo, inlciramente dedicado aquelle serrico, es-
tipendiado peta estado, que se inlercssava por
elle, tanta, que um dos conserradores, o Sr. Bal-
Ihazar da Silva Lisboa escreveu urna obra impor-
tante obre nossas madeiras, guiado peWs luzes
de sua pratica.
Vemos navios inglezes e francezes durarero
um tempo extraordinario, ciuooenta. sessenta, e
mais annos, entretanto que, os nossos apqdrocem servico apreciav
rpidamente, nao obstante a superioridado re- Estes estudos
A indifferenca, pois nest objecto, obriga o
estado despender cora o material somnias
enormes; porque eih. se estraga rpidamente,
o nocessita com roul.>,frequ,encia de reparo.
Comprehcnde-sc. porlanto, de que importan-
na cia' nao^ assumpio, de quo ora nos-oecupa-
mos, que inleressa direclamcnle nao s exis-
tencia da nossa uarnlia de guerra omi
(naneas da iiactu.
Se nao lhe deimos esta importancia, impos-
sivel lereraos marinha, ou esla se tornara rui-
nosa para o estado.
As economas, que se poden. Cazar permittiro
unta applcaco de fundos muilo til, sem 1.0-
vos irapostos. Por eslas consideraces que nos
pareceu conveniente Iralar agota desioassi.rapto.
Ura ministro da marinha que qutzer trabalhar,
pode iraraorialisar seu nome, concorrendo muilo
para o progresso de um paiz. Nenhura outro tem
dianto de si um campa mais vasto, nem mais
frtil para cultivar.
Aprovetando os poucos instantes que o servi-
co activo nos deixaLos applicamos ao esludo de
todas as materias complexas que o official de
marinha hoje devo possuir para salisfazor s exi-
gencias da epocha e s suas aspirares de pro-
gresso, enm o filo de lomar parle nesta marcha
admiravel da geraco actual, e prestar mais ura
mente interior qua- nos foica a falla destes cui-t.
dados.
Como disseraos- cima, j a Franga conhece-..
hoip lodaa. aa riquazas floiestaes da Argelia, que,
estao bem classtflcadas e invenlariadas," entre.-,
lanto que os. eacarregados deste servico luda--
ram. cora oa ambararos de um sola recem-con-
qpstado. e deseonhecido. Parece-aos que aqui
a. larqfa.-maia simples.
j Seria, bastante til tambem pUinUrem-sa.ja:-
queiras. ora grande escala; porque esta airar
d cxci-!tanto madeira de construc?o.
A ntullipbcaco desta especie-na ilha.deEea-
e obngne farJ nandcv nao s til como naeessaria ; pormte
que, no Brasil gradalas, com abundancia um.ajim.enlo, que m
algumas circunstancias ser,m apreciado- ali,
sendo, cm lodas as epochas caavenienta ao Sfdo!
A utltma providencia a indtearmos, ttalmeti-
lo. coasisle em nao mandar eonstruir-se um na-
vio senao quaado existir em deposito, comalota-
taneute seccas, todas as madeiras que lha forem
preeisas.
Pense bem o Sr.

el.
-jperioridado
conhecida das madeiras do Brasil sobre as da
Europa.
A causa obvia. No corle das madeiras nao
altendemos ao que a scieneia rocommendt pelas
vozesautorisadas de seus cultivadores antigos e
modernos, Heriodo, Theophrasto, Plinio, Colu-
mella, Ploet. Evelyn, Da Hamel, Buffon, H>in-
ter e Knghl. Todos estes escriptores sao con-
rdes om afllrmar, que o invern a esiaco
os nos habilitara a aconselhar a
adopeo de medidas que sao proveitosas para
extinguir, ou ao menos modificar as causas dos
males, cuja existencia lamentamos.
Convem quo quanto antes .obtenl.amos um
completo conhecimento de todas as arvores clas-
sificadas como uleis construego naval, e que
se faca ura inventario dellas, especificando quali-
dade, localidade e edade.
Que se eslabelecam novamente conservadores
ni ais propria para esla operado, e Plinio aceres- das maltas, obrigados a exercf r a mais activa vi-
: para ter boa madeira, os arvores de-1 glancia sobre ellas, e ao planto de noros seres"
Que se determinem corles peridicos cm esta-
rainisiro da marinha no que
acabamos de escrever, faca dar itasrnvelvimento
a applcaco s nossas ideas, e colher, es frnctos
sazonados deste seu prflcedimeqta. Alliviar o
presente, e salvar o futuro da, maciaha do Bra-
sil, ligado ao de suas.fjprestas.a bosques.
Dous factos notaveis da quinzena deven achar,
aqui um espaco. O.Exm. Si. vice-almirante Joa?
quim Marques Lisboa, ex commandanle em che-,
fe da esquadrilha que acompaahou SS. MM. II;
s provincias do. Norte, urna das matares iltas-
trages nacionacs, acaba da ser nomeado aro
de Tamaudare com giaudoi, e consolheira de-
guerra.
O Sr. 1.- lenlo francisco Pereira Duira. jo-
ven orr.ciai de urna solida instrucQo, e de um
futuro brilhanle, acahx de pedir e obterdemis--
so do servico.
O primeiro facta nos encheu de salisaco j ta-
tas as honras e distincees merece o. nosso al-
mirante, cuja vida inteira lem sido empregada
cmillustrar o Brasil, e augmenta-la
.Temos prazer, porlanto, em sauda-lo do alio
da imprensa.
D segundo fado bem lamenlarel: mais
um argumenta que vem em apoio a* nossa the-
se a decadeucia do pessoal da armada, e que
prora o descontentaraento profundo que Della.
lavra.
En. menos de cinclennos quantos nomesdis-.
lindes teem desapparecido do quadro da ma-
ntilla ?
rem ser cortadas em urna edade media : as
arrores mui novas ou mu velhas sao egual-
mente improprias para construeces duraveis.
(Plinio, lir. XVI. ctp. 39 )
Quando precisamos de um pao, mandamos
derrubal-o, embora verde, e fia de certas con-
juccoe$ lunares, que Virey affirma ter nos Iro-
Depois disso, entregue esta Yigilancia aos jui- \ pieos muita, influencia as madeiras; do mallo
ces adequadas, para provimento de depsitos
nacionaes, tendo-se muita altenco em estabele-
cer ura perfeito equilibrio entre o volunte extra-
do e o creacimenlo anuual das arvores pro-
prias. r
Tudo islo facUmeple se pode conseguir com
'guwa. despeja, veraj, porm, excesai'
Que somroa de serviros futuros de importan-
cia nao temos perdido com estas eliminacoes?
Ha ahi alguma cousa grave que merece altan-
ero seria.
Nos bem incitamos um estud.0 aprofundado
em quanto lempo I
E. A.
fERN. TYP. DU M, f. DEFAMA. -W '

V
tar


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