Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09037


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Full Text
---.W7.r..

MW XXXYI. HUMERO 86.
m
SEXTA FEIRi 13 DE ABRIL E 1860.
Por tres mczes adianlados SftOOO.
Por tres mezes vencidos' 6$000.
Por anno adiantade 19J000.
Porte franco para o subscritor.
JENCARREGAD09 DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty. o
Sr. A. de hemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Marinhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Ji'ronymo da Cosa.
l'AKTJUA DOS COKKLlOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do di.
Iguarjss, Goiaaua e Parahiba as segundas
e s.extas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, AMinhoe
Garanhuns as tercas fcirns.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeiro, Brcjo, Pcs-
queira, Ingazeira. Flore3. Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex ras quartas-feiras.
Cabo, Seiinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenlciras c Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha.
a larde.
13 minutos
bl'UbaiEKlUbS U H l)E ABHIl"
5 Loacheinas 5 horas e-40 minutos d
lz Owt-to minguante as-11 horas e
da (irde.
21 Lu nova as 3 horas
n hii.
28 Ouato cresceute
lard?.
e 26 minutos da ros-
as 3 hora* e 16 minutos da
PREAMAR DE HOJE.
Phmeii > as 10 horas e 54 minuto da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minuto da larde
AUDiNECIAS DOS TRIBUNAE8 DA CAPITAL.
TribBtwl docommercio: segundae quintas.
Relagfc: tersas feiras e sabbado.
tercas, quintas e sabbado as 10 horas,
commereio : quintas ao meio dia.
erphos: tercas e sextas a 10 horas.
vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
i- vara do civil; quartas e^abbados
nwi dia.
30
PARTE OFFICIAL
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do cumulando das
armas em Pernambuco, 12 de
abril de f s O.
ORDF.M DO DIA N. 380.
O lenle general coramandanlu das armas
declara para o fin conveniente, o devido effeito,
2, contratou para
servir por mois seis annos na msica do 10. bata-
lhn de infanlaria na qualidade de msico do
2.a ciaste, Januario Jos Correa, que leudo
como tal servido no exercilo, perceber alm dos
vcncimenlns que por le lhe compelirem, o pre-
mio de 400J), pago na forma do regularaenlo,
que baixou com o decreto n. 2171 dol.dei09io
Assignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ajudanle de ordena merino do com-
mando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Paris, 83 de feverelro
Tres cousas oceuparam, duranleesla quinzena,
a opinio publica: l.'1 deque maneira ser aco-
lliide pela cmara dos conimuns, eni Inglaterra,
o Iraclado de commereio entre esse paiz- e a
Franca? 2.a que solugo definitiva ser dada as
embroglis Taliano? 3.a como as grandes cortes
da Europa, a Russia, a Prussia e a Austria, oco-
lherao os meios que Ihes sao proporcionados
para chegarem a urna aconimodago sobre os
negocios da Italia ?
Eis a forma que fot adoptada, b a Ingla-
terra que encela a negociado com os gran-
des gabinetes da Europa, por meio de um des-
pacho dirigido simultneamente as corles de Pa-
ris e do Vienna, e qtie formula a solugo cm
qualro propositos dislincias: 1.aA Franca e
a Austria renunciaroa intervir de hoje cm dian-
te nos negocios interiores da Italia a menos que
nao sejam chamadas a isso pelo asseutimenio
unnime das grandes potencias : 2.aA Franca
se entender com o Santo Padre para evacuar os
citados Romanos, quando a organisacao do exer-
cilo romano o permittisse: o nosso exercilo o-
bandonaria igualmente a alta Italia dentro de um
praso com veniente: 3.aA organisacao interior
da Venecia seria deixada fora das negociaces
entre as potencias: 4.emflm, o rei de Sardc-
nha seria convidado pelo governo do imperador
a nao enviar tropas a.Italia central, seno quando
seus diversos estados e provincias honrassem, por
um novo vol de suas assemblas. aps urna no-
va eleicio, solemnemente declarados seus votos ;
c se essas assemblas se pronunciassem a favor
da annexar.ao, a Franca c a Gra-Brelauha nao se
appoiam mais entrada das tropas sardas.
A resposta dada pelo ministro dos negocios es-
trangeiros de Franca a estas qualro preposices
fui publicada A Franca aceita sem hesitar as
tres primeiras. Quanto a quarta, o governo, em-
pentado pelos tratados de Villa-franca ede Zu-
rich, e bem que reconheca que o reslabeleci-
menl dos principes destituidos impossivel,
quer antes entender-se lealmente com a Austria
e desempenhar a palavra que deu. Esto ponto
faz, pois, n/esle momento, o objecto d'uma nego-
ciado parilcular entre a Franca e a Austria, e
nos nao tardaremos cm saber a que fim ella
tende.
Nao estamos muito mclhor informados agora
sobre a ultima queslao que indiquei no comeco
desla, a saber como a Russia e a Prussia conside-
ran! a nova allianga anglo-franccza, e os eueilos
que ella deve produzir sobre a Italia. Sabe-se
sobre um novo plano
D'enlre esses tres pontos, s um lera dado ao .uc as propositos inglezas foram communica jas
governo francez a esperanca quasi esla de urna
soluoo favoravcl. Nao quero dizer que sobre
as outros dous pontos, de que se trata no minis-
lerio dcplomatico, a poltica de Napoleo III se
liaja malogrado, mas nada terminado, nein est
para Icrninar, nem pelo menos, respira cousa
aiguma semelhanln respeilo. ao passo que, em
Telacho os tratado de commereio, sabemos hoje
'que urna maioria muito mata forte do que se
suppunha apoia o gabinete Palmerston.
Este resultado foi tanto mais agradavcl corte
das Tulherias quanto corlo que se haviatn
derramado por aqu os mais lerriveis rumo-
res. I)izia-se que os proprios ministros inglezes
nao tinham psperanca alguma solire o bom exilo
->li> negocio. Cilavam-se cartas escripias por
niembms do gabinete, que consideravam sua
aos gabinetes de Vienna e de Berln, e dentro em
pouco viremos saber, pelos menos a resposta
que elles derara. Pode-se tomar desde j que
essa applicago de um direito novo, que consa-
gra quasi o dircilo de insurreico, nao seja do
gosto de duas potencias, que ai' aqu ho poslo
em pratica outros principios, como signatarios do
tratado de Vienna. Nao sei ainda que atlitude a
poltica Ihes aconselhar: mas o corto que em
consequencia dsso se enfraqueceram extrema-
mente os Iacos de boa iulelligoucia que os ligam
Franja.
L'm dos lados do negocio italiano d sempro
aqu os maiores e mais graves cuidados, mesino
quanto ao interior: quero fallar da questo ro-
mana. A eneyelica do Papa, lida era nossas egre-
commcuiada
jas, com mentada com acrimonia por mni tos de
retirada como certa, por quanto, ainda as suas nossos bispos, produzio no paiz alguma agua-
mis arriscadas supposices, nao coutavam cora enc-
arnis db 3 a j volos de superioridade, maioria Os nossos dous ministros, do interior c dos
irrisoria, e que nao permillia aos ministros o; cultos, julgavam necessario publicar circulares
permanecer no governo. Todos estes sustos fo-
ram dissipados com o primeiro voto da cmara
dos communs, que repellio por urna maioria de
63 votos urna emenda do Sr. D'Israeli.
Eis como as cousas se leem passado. Na
sesso de 1(1 de fevereiro, o Srs. Gladslone,
Chancellerdo Thesouro, apresenlou o orgaracnto
i cmara, ao mesmo lempo que Lord John Rus-
sel aprespnlara o tratado de commereio conclui-
do com o Franca. Como o orcamenlo hava sido
'formulado de um modo proprio para fazer face
00 dficit que devia trazer a redueco ou a sup-
pressao dos direitos. o Sr. Gladstone pedio que
a discussao do tratado e do orcamcnlo livesse
lugar simultneamente. Foi n'este poni que se
deu a emenda do Sr.D'Israeli que pertendia que
principalmente se oceupassem do tratado e do
orcamcnlo depois.
Digamos urna palavra de paasagem, respeilo
do orcamcnlo de Sr. Gladstone, que c urna obra
verdaderamente admiravel, na trabalho notavel
pola ousadia e pelo bom sonso q' respira. Depois
dos grandes ornamentos de Peel, as quaes as
tarifas eiam retocadas em toda a Sua plenilude,
e as quaes as laxas cram suppriraidas, quando
eram puramente protectoras, ou reduztdas a
proporces enormes, quando eram flscacs, com
essa presciencia divina de que a redueco das
taxas era o meio seguro de augmentar ao mesmo
tempo o consiimino e a renda, depois; digo eu,
desses monumentos de alta sagacidade poltica
e de genio financeiro, nunca tinha sido levado s
cmaras inglezas um trabalho lo cheio de sonso
practico, to desembarazado de lodo espirito de
rolina ; e o Ilustre discpulo deSir Roben Peel
noslrou-se o digno herdeiro de seu meslre.
E' impossivel reproduzir aqwl esse immenso
documento, para o qual mesmo seriam apenas
iifllcienles as grandes columnas do Diario. V-
de, porm. sobre que audaciosas combinaces
oslabelecido o orcamcnlo I O tratado cm a
Franga vai deminuir as receitas em parle de 30
roilhesde francos ; as despezas extraordinarias
da guerra leen gravado o thesouro em perto de
90 imlhcs de francos, o que leva o dficit a
perfazer cerca de 235 milhas. Pois bem com
a perspectiva de um augmento de dficit, que
faz o Sr. Gladstone? Cuida a principio somonte
em supprirair urna certa porcn de impostos; c
nao se traa ahi nicamente de mo-morin. Elle
risca do orcamenlo um grande numero de taxas
sobre a manteiga, os ovos, os queijos, as laran-
jas etc.: reduz os direitos om um grande nume-
ro de oulras laxas, como as madeiras de cons-
truc.-ao, os frucios seceos, etc. e deste artigo s-
menle tira 23 milhes para as receitas. Islo nao
ludo. Nos direitos sobre as bebidas {d'accise),
supprime o imposto sobre o papel (25 milhes
de francos), o sello dos jomaos, reduz a laxa
sobre as licencas eos direitos decaca; c etnsumma
a redueco que elle produz de novo se elevam
a mais de 77 milhes. Esla cifra unida de
235 milhes dficit j verificado, perfaz a eifra \
redonda de 312 milhes de dficit.
Depois de haver assira augmentado com suas
proprias mos o abysmo que se devia encher, o
Sr. Gladstone se oceupa emflm, do por seu orga-
enlo cm equilibrio. Elle indica dous recursos
prncipaes: um augmento do tneome Tax, que
deve produzir parle de 212 mil lios de francos, e
.a maiiutenco dos direitos sobro o cha e o assu-
-car. abolidos na ultima sesso, e que produzem
iiais de 52 milhes. Accrescentando-se-lhes
algumas outras rendas novas, chega cifra de
-323 milhes que excedemem 10 milhes o dficit
indicado cima.
Tal a economa desse ornamento grandioso
que o Sr. D'Israeli atacou, nao directamente, mas
tentando destaca-lo do tratado de commereio
com o qual elle eslava indissoluvelmcnlc ligado!
A manobra nao surti effeito; e depois de dous
das de debate, a emenda do Sr. D'Israeli foi re-
getada por 293 volos 230
Resta ainda, verdade, discutir outra emenda
a presentada pelo Sr. Du Cae que ataca mais
directamente essa mesma questo, e o dbale
deve abrr-se amanha ; mas pouco ha que temer
d'fssa nova prova. A maioria quo recusou acom-
panhar o bullanlo chefe dos lories, na cmara
dos communs, nao se desviara de seu camiuho,
para obedecer ao chamamento de um dos niem-
bros menos influentes da cmara Pode pois, ler
comocerlo que de hoje emdianle est terminado o
grando negocio do tralado e da allianca, mais in-
tima, do que nunca, entre a Franca e a Ingla-
terra. Todos concordan! em reconhecer que essa
allianca o meio mais seguro de chegar ao
prompto arranjo dos negocios da Italia. Mas
como se proceder? E osle o segundo ponto, de
que se preoecupam, e sobre o qual lenho que di-
zer-ros algumas patarras.
Fallii-vo.- mais acuna
de acci-romodacao.
A al;umas possoas bem informadas ouvi dizer
que ha alguma probabilidad* de que isso seja
aceito, mas que em lodo o cao saber-se-ha cm
que se deve licar, no 1. de rearce.
O re do l'iemonto dirigio-se para Milo 15
deste riez, o a populacho acollieu-o- com euthu-
siasmo.
Importa dizer quo se eslava cnto cm pleno
carnaval, e que o povo de Hilo manifesla um
grandi simo ardor as mascarada o tas alegras
do dia deenlrudo.
A pruaenca do rei era um altractivo de mais
para a curiosidad popular.
A convoc.ico dos eleilores italianos para a no-
meacf' d'um novo parlamento sempre pro-
mottid.'i c sempre retardada, cm consequencia da
dilcullado quo experimenta o Sr. de Cavottrem
pdr-se do accordo com a Franca. A situaco es-
t bem preparada na Italia.
A Hcspanha acaba deganhar urna grande vic-
toria em Mal reos.
O m; rechai O'Donnel, depois do haver balido
urna ultima vez os Mouros, o de se ler apodera-
do do acampamento dellcs, onde se achavam 800
barracas o muila arlilharia. apresentou-se dianle
de Tett an que abri suas porlas. A rainha, sa-
bendoilesla victoria, nomcou O'Donnel grande de
Despatilla di primeira elassee duque de Teluan.
Diz-se }ue tima recompensa anloga ser conce-
dida au general Prim
que auestam um certo susto, quanto tranquil-
li Jado publica. Alguns deputados, catholics fer-
vorosos, se reuniram, e, antes de levar seu pro-
testo cmara que se rene nol de marco, qui-
zoram dirigir suas queixas ao Imperador. A carii
collecliva desses deputados foi publicada por um
jornal de provincia, a Brelauha, que foi imme-
dialamenle supprmido por um decreto. Com o
fim de atlenuar os elTeitos 'essa leve porturba-
?o interior, o governo mandou inserir no ifoni-
teur um despacho do Sr. Thouvencl, nosso mi-
nistro dos negocios estrangelros, dirigido ao em-
baixador de Franca era Roma. Esse despacho,
escriplo com urna maravilhosa habilidade, lem
por fim estabelecer, de accordo com precedentes
numerosos, que o abandono de urna porco do
patrimonio de S. Pedro nunca fdra considerado
pelos Papas como um attenlado a seu dominio es-
piritual, _e que em seu actual procedimenlo a
Franga era guiada por consideraco exclusiva-
mente temporal. A publicaco desse despacho
produzio um bom efieito, principalmente porque
ao mesmo tempo se espalhou o boato de que se
fazia urna tentativa de conciliaco para congragar
o Santo Padre, ao qual se dirigiriam novas pro-
positos.
Tralava-se de deixar as Romanias sob o domi-
najo nominal do Santo Padre, consliluindo ahi
um vigariado que-pagaria tributo a corte de
Roma.
Este ponto se esclarecer, sem duvida, dentro
em pouco, e o discurso que o imperador deve
pronunciar no Io de marco, na abertura do cor-
po legislativo, nos dir o "que se deve crer res-
peilo de scmelhantes boatos, que alias sao muito
acreditados.
Acabo de fallar-vos sobre urna especie du agi-
ta?o clerical, proposito do papa; que urna
coincidencia nolavel ; lenho que assignalar-vos
tambem um comeco do agitaeo econmica a pro-
posito do tratado de commereio com a Inglaterra.
Os nossos grandes manufactureiros, os nossos
mestres de oficinas, nossos pioprielarios de mi-
nas de carvo, esto muito descontentes com es-
se tratado, que lhesrouba urna parle de seus be-
neficios, abriodo o mercado francez aos produc-
tos das fibricas e das manufacturas de Iuglater-
tetra. Procura va m dcscancar o susto no meio
das populaces obreiras que empregara, e provo-
caram numerosas petiees dirigidas ao impera-
dor.
Mas os amigos da llberdade das trocas ncutra-
lsaram esta manobra, provocando manifestares
contrarias nos numerosos departamentos cm que
se cultiva a vinhaf assim como nos portos de
mar, onde as transaccoes inlornacionaes teem a
sua principal sede.
O resultado final desso conflicto ser consum-
mar a derrota dos inleresscs privilegiados : to
evidente que o interesse dos consummidores,
isto o .interesso do lodos, flea satisfeito por
meio do tralado.
Por minha parle, espero que este primeiro ac-
to, vigorosamente completado, ser o preludio de
tima reforma alfandegueira muito mais plena, e
que nao esteja longe a hora em quo os ricos pro-
ducios do Brasil tenham um mais fcil accesso
no mercado francez.
Aonuucia-se j para esla sesso um projecto de
lei que diminuir considerarelmente a laxa so-
bremos assucarcs e os cafs; mas essa redueco
nao ser verdaderamente ulil ao Brasil, seno
quando o privilegio, concedido a nossas mesqui-
nhas colonias, tiver sido abolido.de maneira que
os productos brasileros, at aqu cstnagados por
direitos differenciaes, possam hilar cm nosso
mercado com os productos das colonias france-
zas.com armas quasi cguaes.
E esla a consequencia lgica das medidas que
o imperador omprega para dar ao povo a vida
barata; e elle lera tanta firmeza do carcter,
que nao se pode mesmo imaginar quo recue
diante desta consequencia.
Agora trata-se mais do que nunca da annexa-
cao da Saboia c do condado do Nice i Franca.
Nossos jornaes do governo comeeam a tratar da
queslao francamente.
E esla a compensacao que a Franca reclama em
razio do augmento de territorio quo devo rece-
bcro Piernenlo. pela anncxaco dos ducados. Pa-
rece certo que, desde long data, o rei Victor
Emmanucl deu seu assentimenlo a esta combi-
narlo ; mas parece tambem que o ministro Ca-
vour nao se presta a executa-lo seno com mui-
to mi vonlade. Seja o que fr, est docidido que
a anncxaco da Saboia soler lugar com o con-
senlimenlo do povo, que ser chamado a expri-
mir seu vol pelo suflragio universal.
Quanto i qnestao romana, ainda nada est mu-
dado diplomticamente, e a resistencia do Papa
parece o mesma.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Honlem oceupou-se a assembla provincial do
scgtiin o :
Ofllc os do Exm Sr. presidente da provincia
envan lo artigos de posturas das cmaras do Re-
cfe e Pao d'Alho.
Requerraento do capelln das recolhidas do
convento de Iguarass, pedindo urna quola para
as obras do mesmo.
Dito de Simplicio Jos do Mello, pedindo se au-
torise ( presidente da provincia a dar-lhe a gra-
tificacr) da lei provincial n. 430 do 13 de juuho
de 185''.
Dito de Francisco Verissimo Bandeira, pedindo
augmento da quola marcada para alugucl de
casa.
Dito da irmandade do S. Sacramento de Bio-
Formo:o. pedindo a revogaco da lei do 2 deju-
nho de 1858, na parte que diz respeilo ao seu ce-
raiterii.
Dilo dos ompregados do consulado provincial,
pedind > urna indemnisacao de dififerenca de or-
denades.
Pare:er da commisso de petiees, indeferindo
a peti^'io de Jos Miguel de Lyra, por faltarem-
lhe documentos comprovalivosdo que allegou.
Dito da de fazenda e ornamento provincial, pe-
dindo csclareciinenios para poder dar aua opinio
acerca do requerimcnlo de Manoel Barboza da
Silva, urrematante do 23500 por cabeca de gado
da Escuda e Vicioria.
E' af prvido, sem debate, em primeira discus-
sao, o projecto que revoga a lei provincial o
399.
Entrando em primeira discussao o den, it
deste anno, o Sr. Raphael requer que seja elle
enviado commisso de orcamenlo municipal,
por sei a mais competente, para dar seu parecer
O Sr. Gira i a combale o requerimento, e sus-
tenta c projecto. Depois de novas consideraces
desses senhores, havendo o Sr. Gilirana pedido
um ad liamenio por 21 horas, que foi regeitado,
o reoucriroenlo do Sr. Raphael 8pprovado.
Passando-sc conlinuaco da discussao do de
n. 18, addiado do da antecodenle. o Sr. Rufino
aprese ita as razes que o levaram apresentar,
sendo combatido pelo Sr. Theodoro Silva. Posto
voto i, potm, approvado.
Achando-so em segunda discussao o n. 3 deste
anno, o Sr. Epaminondas manda a mesa a so-
guinte que nao foi aceita pelo Sr. presidente por
ir de encontr urna deciso da casa :
Emenda.Depois das palavras Imperatriz
accrescente-see icam elevados a comrcaos
termos de Olinda e Iguarass. S. R.Epami-
nondan.
Depois de orar o Sr. Gilirana, achando-se dada
a hora, fica addada a discussao.
A oidem do dia para hoje :
Discjsso de pareceres addiados ;
1.a 2.a (o projecto n. 49 de 1858, que reforma o
regula nenio da inslrucgo; e continuacao da do
dia an ccedenle.
PERNAMBUCO.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Demetrio b. ; S. Acacio b.
10 Tere. 8. F.xcquiei profeta ; S. Terenrio m.
11 Quarra-. S. i.eao Magno p. doot. da igreja.
12 Quinta. S. Vctor c Vessia mm.; S. Julio p.
l Sexta. 8. Hermenegildo principe m.
14 Sabbaso Ss. Tiburcio e VIera*o nim.
15 Domingo, da Pasepela. S. Pancracio.
pa
iiulire depulado deve saber invita)bem
*e argumento vai alm do que elle podia
porquj a proceder, de veramos lomar
edida que circumscrevesse as comarcas
urna nona de r> leguas ou ainda de menos, por-
que cqmo. disseo nobre depulado tratara-se do
remover o inconveniente da distancia de 6 le-
guas...
O Sr. i. lavra* *
h *fr'.* Fi,iPPe -Mas o nobre depulado
sabnHKlo bem quo essas circurescripcoes lo
limitada* nao sao razoaveis, nao sao-mesmo pos-
stvetsem um territorio lo vasto orno o da nos-
sa provincia c do imperio em gem, porque isso
sena onerar demasiadamente o cofres pbli-
cos cem uma despeza avullad* o desneces-
saria.
Falleu-se honlem de faltas havidas na admi-
nistra^io da justica...
(la em aparte.)
OS<. Luis Filxppe:Eu nr> eslou habilitado
para oceupar-mo desla questo', porque t.o son
pessotteforo. nao moro aqui. e a este respeilo
nao quero mesmo dizer nada.
Sobre a comarca de Garanhuns cu nao posso
recorrer juizo mais valioso do que o do nobre
jutz do direito que jqui se acha prsenle. (\-
poiado) elle fot o primeiro que disse que lal di-
visaoota desnecessaria e inconveniente e mesmo
nao p<|so deixar de admirar, que agora mesmo
que sfccaom de crear dous termos, cuja lei
nao esfi anda sanecionada pelo governo, vamos
ja crear urna comarca, mostrando assim que
as nossas decises sao menos bem pensa-
das. 1 '
Entretanto ou modifico lodo o met pensa-
menlo enunciado acerca das duas comarcas em
relagao da Boa-Vista ; cu conheco que a ex-
lensao dessa comarca demasiadamente grande,
creio que lem mais de 70 leguas, tom qualro
termos.o juiz do direilo obrigado por isso a per-
correr distancias consideravcis.e em vista disto eu
pretenda dar o meu vol em primeira discussao
ao projecto, e em segunda enlo verei de
modo devo volar.
O Sr. Pinto de Campos Principia congratu-
lando-so com os dous Ilustres oradores, que o
precedern), por terem manifestado ideas idnti-
cas s de que se acha possuido com relaco ao
projecto que se discute, em todos os seus pontos.
Reconhece o honrado orador, quo achando-se as
portas da cajutal o termo de Olinda. que estando
mesmo muito prximo o de Iguarass, com fa-
cis meios de transporte, que desempenhando
satisfactoriamente suas obrigaces os magistra-
dos d'esla cnpial, desnecessano se torna a crea-
o de uma nova comarca,que reunida as de mais
de que Irala o projecto, ir por o governo geral
em embarazos.
Pelo que diz respeilo comarca de Garanhuns
cuja subiiiviso tambem se prope, observe o il--
lusire meabbro, que nao sendo essa comarca das
mais exl*MB peoas dftm
da do trwd
ENCABREGADOS DA SBSCRIPgO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; tahia, 9
Sr. Jos Marlins Airea; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manoel Figuciroa ds
Faria, nasua livroria pra;a da Independencia ns
6e8.
que
i*
saonde a jusiifa administra-
a conveniente, iuuisl lom
a nova creaco prposta ; e tanto
eu pensar, quanto o hon-
>m irea o primeiro
io desconvenin-
do elle a autori-
erac-lbante materia,
asavol, a assembla deve
ne s louvar o zcllo de
ente se quer prestar ao ser-
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 3 DE ABRIL.
Pretidencia do Sr. Viseonde de Camaragibe.
(Cocluso.)
O S: Luis Filippe : Quando eu honlem pe-
dia ex ilicaces aos nobres autores do projecto
sobre a conveniencia da subdiviso das comar-
cas de que traa o projecto, produzi um argu-
mento a respeilo da despeza que se ia crear e da
recora netidacio que o governo geral fazia para
que os presidentes tivessem muilo em attenco
esse nsgoco de creago de comarcas ; o nobre
depuliido que se assenla defronle Ido mira, Ira-
lava ile contestar esse argumento, quando ou-
vi um grito que deu o nobre depulado o Sr.
Figueira, charaando-me zelador ou fiscal dos
cofres pblicos. Eu acostutnado a tratar a lodos
os me js collegas com a maior urbanidade e de-
licadeza, oo podia deixar de estranhar essa pro-
vocarlo que me diriga o nobre depulado, e re-
pel! 1 a necasio a oftensa. .
O Sr. Figueira: E' a primeira vez que ou-
o dizsr que os apartes sao prohibidos.
O Sr. Lsti Filippe :Nao sao prohibidos os
apartes, mas o que eu nolet foi o modo por que
se exirimioo nobre depulado
Eu lirei ao nobre depulado que, ou isto foi
uma tan al dado, porque todos nos somos igual-
mente obrigadosa ser liscaes e zeladores dos co-
fres p iblcos, e neste caso nao sei a que vcio es-
pecial isar-se minha pessoa, ou enlo o nobre de-
putadj quiz hzer-me uma offensa e o (Tensa lan-
o m.'is immerecida quanto o nobre depulado
sabe, que se cu procuro zelar os dinheiros dos
cofres pblicos, nao porque pretenda engordar
cus a delles.
Deixando esle incidente, me oceuparei da
questio deque se irata.
Quora no meu pensar, melhor combateu aqui o
projeHo, foi o il lustre primeiro secretario. Os
clculos quo elle apresenlou acerca das sesses
que 1 odiam fazer osjuizes do direito no Recito,
Olinda e Iguarass, a distribuido que elle fez
do tempo, demonstrou cabalmente que as ses-
ses do jury, que os juizes de direito eram obri-
gido.i a fazer as correcces, nao Ihes podiam lo-
mar mais de qualro mezes de seu tempo, fican-
do-lle portanto dous tercos dellc/que podiam
ser destinados salisfaco de todos os~seus ou-
tros encargos, como decises de recursos, sen-
tenc.-s sobre fallencias, e outros trabadlos desta
ordein que se apresentam, flcando assim pa-
tente que desnecessaria a subdiviso da co-
marca.
O aobr! deputado meu amigo e collega pelo
circulo de Santo Antao, servia-se a respeilo deV
su mesma comarca, do argumento do distancia,
e disse quo era muito conveniente, o uma parte
que eslivesse no Recife, e que necessitasso de
uro despacho do juiz de direito quando esle ^
achasse em Iguarass, ler de pescorrer 6 le uns
paro procurar remedio & sua causa.
du. que se tosse oulro o ministro que nao o que
eslava enteo dirigindo os negocios da justica,
por ceno quo os juizes de direito hoje teria'm
memores v-ancimeulos : se fosse ministro o Sr.
estaara mais bem
Nabuco, ce joizes de direito
pagos.
Um Sr. Beputado:Isto nao tem nada com a
queslao.
O Sr. Martine Vertir :A raaao que apresen-
lou o nobi-e depulado de falla de dinheiro, ap-
plicou-a a Garanhuns e a Olinda, mas nao a ap-
plicou a toa-Vista ; mas os motivos que concor-
reram para a conecco do projecto sao os mes-
mos, quer quanto a Boa-Vista, quer quanto a
Garanhuns. quer quanto a Olinda.
' A questo. de distancia para roim secunda-
ria, o qne eu quero saber, se possvek a um
juiz de direo ctimprir seus deveres em uma co-
marca que tem qualro termos.
O Sr. C. Dourado : Em Garanhuns
sivel.
pos-
O Sr. Martins Vereira :Em Garanhuns pos-
sivel, diz o nobre depulado, porque s tem dous
termos, mas esla assembla j creou oulros dous
dado o caso que o presidente sanecone o pro-
jeclo., o que de esperar, porque nao ha exom-
plo de ler elle devolvido a esla assembla
jeclo algum acerca de maieria idntica, nao
possiycl quo um s juiz do direilo comporte o
trabalho que exigem qualro termos.
Um Sr. Depulado:Far-se-ha entao a divi-
san da comarca.
O Sr. Mu n i ns Vercira : Bem, enlo para o
nobre deputsdo. a questo de lempo.
Mas quanto comarca do Recita que tem tres
termos, nao procedem as razes do nobre depu-
tdo, a quera rae lenho referido, era as daquel-
les que o acompanharam cm suas ideas.
A conla que eu apresentei casa acerca do
lempo necessario ao juiz de direito para presidir
aos trabalhos do jury na capital c nos termos de
"linda e Iguarass, fazer correcto, ele, nao foi
bem comprchendida pelo nobre deputado, por
que eu dissetres mezes para tres correcces,
mas os juizes de direito podem, entendendo qu
esse tempo nao suflcicnlj, proroga-lo pur ou-
lro tanto lempo, e assim temos seis mezes para
as tres correcces ; tomos seis sesses de jury
no Recife. que sao tres mezes de da a dia e mais
dous muzes para as sesses dos oulros dous "er-
raos, sao 11 mezes, sem fallar as correcces dos
dous oulros termos.
O Sr. Luiz Filippe .-Est argumentando com
a hypolhese mais fortuita.
O Sr. Uarlins Yereira,:Tem alm disto os
recursos, a reviso da qualllcacao, os conselhos
de guerra que pertenccu. primeira vara c que
oceupam muito lempo.
O Sr. Luiz Filippe :Divida pelos dous juizes.
OSr. Martins Pereira :Veja o nobro depu-
lado que a auditoria de
P
muito
por em qu*
maisee rui
rado Jtfiz de
a reconhece
ca de tal s
dade mais
cujo lesti
aceita-lo,
quem to p.
vico publico.
Passando a oceupar-so da creaco da nova co-
marca da Boa-Vista, o honrado deputado faz ver,
que as circumstancias sao inteiramenle diversas'
que a salisfaco de necessidadesmomenlosas exi-
gem essa creac.o, sendo, que at o unnime as-
sentimenlo que semelhinle idea encontra na ca-
sa, prova a rcalidade de sua asserco.A enor-
me exlenso d'essa importante comarca, a dis-
tancia em que se acharo seus termos uns dos ou-
Ips, diz o Ilustre membro, faz com quo a aeco
da justica nao possa chegar vivar e enrgica a
lodos os seus pontos como para desejar; a pro-
va mais cabal d'esta asserco que por certo le-
var a conviccao ao animo da casa, que em al-
guns dos termos dessa comarca tem deixado de
funecionar o jury por tres annos, nao por omis-
so dos dignos magistrados que ahi teem estado,
mas pelas diflicutdades inmensas quo ha em
transpor distancias muito grandes em poca de
seccas.
A idea falsa que domina no espirito da casa,
de que essa comarca falta de populaco, o hon-
rado membro observa, que se destroe altenden-
do-se nos a que lem ella qualro termos e cin-
co freguezias, como se so aliendcr anda para o
grande numero de eleilores que ella d e que s
a ignorancia do quanto desenvolvida all o ele-
mento poltico, pode autorsar o suppor-sc difll-
ciencia de populaco no serlo, Poucos sao os
cheles de familia no serl, diz o Ilustre mem-
bro que nao tenham 10, 12 e 15 filhos, c d'ahi se
pode avallar qual ser a populaco sertaneja
n'uma zona de 70 leguas de longitudc sobre 40 de
lalitude.
O digno orador, faz sentir ainda a convenien-
cia quo ha em se crearen) fucos de auloridade nes-
ses longiquos serles, como o meio nico de ob-
ter-se a perfeciibilidade moral dos seus habitan-
tes, perfeclibilidade que tanto para desejar e
quo ninguem se atrever a dizer que existe entre
povos to distantes dos centros civilisados.
Assim, convencido de que o governo geral que
alias ae tem mostrado sempro zeloso dos cofres
pblicos, reconhecendo a neeessidade urgente
dessa creaco poder a comarca de juiz de direilo
como tem feto apezar de seus escrpulos, sem-
pre que tal neeessidade demonstrada conveni-
entemente, o nobro. membro. declara que presta-
r seu voto ao projecto, aguardando-se para na
segunda discussao volar de forma que subsista
to smente a creago da comarca de Boa-Vista
e nao as das duas outras consignadas no pio-
jeclo.
O Sr. Marlins Peretra :Sr. presidente, o no-
bre deputado que fallou em primeiro lugar, apre-
senlou como primeiro argumento em opposico
materia do projecto que se discute, a difficiencia
de recursos dos esenves do Garanhuns, como
um motivo sufficienle para levar-nos a volar con-
tra essa creaco,
Senhores. a creaco da comarca de Garanhuns,
nao traz diminuico dos recursos dos escrives,
como o nobre deputado disse, pois que cum a
creago dessa comarca apenas tero de crcar-se
os lugares de escrives privativos do jury e esses
escrives nao vo concorrer para diminuico dos
recursos dos actuaos serventuarios.
As razes apresenladas pelo nobre depulado
deveriara se-lo quando se tralar da creago de
novos termos n'essi comarca, mas hoje que essa
materia nao est em discussao, essas razes nao
procedem, porque como disse, apenas lem de
crear-se o lugar de escrivao privativo do jury.
Eu. Sr. presidente, nao propuz s dkiso da co-
marca do Bonito, nao porque dcsconheca a con
venlencia dessa diviso.mas sira porque nao quero
apresentar um projecto rontendo materia idnti-
ca a outro quo j exisle na casa desde 1855. Nc
desconheco as necessidades da comarca do Bo-
nito e enlendo que uma de suas primeiras neces-
sidades a sua diviso : por mais de uma vez par-
ticularmente eu pedi a V. Exc. se dlgnasse dar
para ordem do dia esse projecto, o que at hoje
nao tem sido possivel. Por lano nio pode preva-
lecer a razio do nobre depuiido quando se referin-
do. a mlm lembrou esse meu esquecimento.
Disse nobre depulado que us cofres eslavara
exausios, motivo porque nao se augmentaran) os
vcncimenlos dos juizes de direilo ; mas eu nao
I aceito esta razo, porque esiou multo couvenct-
eja
guerra oceupa
lempo ao juiz de direito da primeira vara.
O Sr. Luiz Filippe :Como tem por isso uma
gralilicago, justo que trabalho mais.
O Sr. Jfarttn Vereira :A graiificacio em
relacao ap traaalho mas iiio Um di mnU lam*.
para applica-lo a oulras"obrigagoes inherentes ao
seu cargo.
O Sr, Luiz Filippe :Mas o nobre deputado
demonstrou que linliam oito mezes de folga.
O Sr. Marlins Vereira :Mas o nobre depu-
lado sabe que a lem desse trabalho do jury e das
correcces, o juiz tem outros afTazeres e nao
possivel que elle trabalhe todos os das, precisa
de descanso para pensar acerca das quesle3 que
chegam ao seu couhecimento.
O Sr. Luiz Filippe : Mas isso quo consti-
tue o trabalho de magistrado.
OSr. Uarlins Pereira:Ha oulras cousas em
que se oceupam os dous juizes de direilo do Ro-
cife que lhe nao deixam lempo e por causa de
2 400ft, nao se deve deixar de crear a comarca
de Qlinda, quando a provincia de Pernambuco
manda pira a corte todos os annos qualro mil
conlos de ris I
O Sr.Luiz Filippe:Isso nao pesa muito no
meu animo, porque tambem leos o exercito
pago pelos cofres geraes, temos marinha e outras
cousas.
O Sr. Marlins Pereira :Mas fallo em relaco
a oulras provincias menos importantes e que s-
tau melhur aquinhoadas a respeito de comarcas
como o Cear, que tem 14 ou 15 comarcas e que
o nobre depulado nao pode deixar de reconhecer
que menos importante que Pernambuco.
Eu nao admilto a opinio do nobre deputado
quo juiz de direito de Garanhuns acerca da
materia do projecto, seno dada a hypolhese
por elle figurada de quo o projecto que passou
nesla casa, nao seja sanecionado...
O Sr. Theodoro silva : Nao aflrmei isso, nem
o posso asseverar.
OSr. Martins Pereira :Dado esse facto.quc
ser lalvez o primeiro, eu entendo que nao ha
neeessidade muilo palpitante...
OSr. uiz Filippe: Un to o que vera a cons-
tituir a neeessidade a creaco dos dous ter-
mos ?
O Sr. Martins Pereira :Pelo fado de nao
poder o juiz de direilo cumprir os seus de-
veres.
A comarca da Boa-Vista felizmente apoiada
por todos os nobres deputados que teem fallado
acerca do projecto : valha-me ao menos isto e
aos signatarios do projecto, visto quo uma parte
d elle acolhida geralmcntc pela casa.
O nobre deputado o Sr. Pinto do Campos op-
pondo-se maieria do projecto quanto creaco
da comarca de Olinda, disse que nao liana quei-
xas contra a falta de sesses do jury ;mas eu
appello para o que se disse honlem nesla casa era
opposico essa proposicao do nobre depotado,
islo disso-se que existiam cincoenla e tantos
processos preparados, o que prova que o numero
de sesses marcado na lei, nao sullkiente para
satisfazer as necessidades do servico ; e nos ve-
mos que muilas vezes nao so pdera realisar to-
das as sesses no Recife, lendo succedido termi-
nar a quarta no anno seguinte.
Eu nao quero d'aqui concluir, que ha negli-
gencia da parle dos juizes de direito do Recife,
longe de mim tal idea, quero com isso provar a
neeessidade de crear-se uma comarca em Olinda
o Iguarass.
Se so appella para a distancia como motivo de
nao se crear essa comarca, ento essa razio pre-
valece tambem para a exlmcco d* termo de
Olinda e os nobres deputados que se uppera
creago, deyiara apresentar um projecto unindo o
termo (tajOtinda ao do Recife.
SupjkkfOque sufficienle o que lenho dito
para aze desapparecer os escrpulos que forana
permanecer no animo dos nobres deputados
pelas proposicoes langadas na casa em sentido
oppostoi materia do projecto, que tem por fim
fazer seja mais prompta a acgo da justica, seja
mais effectiva a aegao da lei, que se cumpra o
preceilo legal acerca do numero de sesses do
tribunal do jury e das correcces, o que muitu
interessa a moralidade publica, devendo, portan-
te, merecer o projecJe desla assembla todo o
apoio convinbavel, que seja o mesmo adoptado,
cabendo-me a salisfaco de o haver confecciona-
do com os domis signatarios.
O Sr. JV. Portella :Sr. presidente, eu devia
julgar-me dispensado de dizer mais alguma cousa
sobre o projecto que se discute, porque creio que
a assembla reconhece a sua utilidade ; os mea-
mos oradores que o leem impugnado uns n'um
ponto, outros em dous, reconhecem a utilidade
do projecto, e isto seria bastante para que na
primeira discussao eu me julgasse dispensado do
accrescenlar mais alguma cousa ao que j disso
honlem. Todava houvcram consideraces hoje
feitasque rae obrigam ainda a oceupar a lleq-
cao da casa.
Em minha opinio, nada pesa a consideracu>
das recommendaces felas pelo governo geral
aos presidentes do provincia a respeilo da crea-
go1 de curoarcS ; e menos alliffag aqui fei-
la de deficiencia dos cofres pblicos, porque elle*
estao fartos e bem fartos quando necessario-
fazerem-se certas despezas
Quanto recominendago do governo geral ao*
presidentes de provincia, eu sinto quo nao esteir
prsenle o nobro deputado o Sr. Pinto de Cam-
pos, porque elle mesmo se encarregou de res-
ponder a essa objeceo, duendo que depois da*
creaces das comarcas o governo se va em diQl-
culdades, mas reconhecendo a neeessidade, no-
meava os juizes. E quando mesmo S9 quzesso
dar importancia extrema a essa recommendaco>
do governo geral.seria issopara outras provincia*
em que talvej as assemblas provinciaes respec-
tivas se nao tenham compenetrado verdadoira-
mente das necessjdades da adminislracao da jus-
tica, mas para Pernambuco essa recurnrocndaco
seria intil para nao dizer banal.
A assembla de Pernambuco desde seus pri-
meiros trabalhos al hoje, que comarca ten*
creado ?
Segundo as notas que ha pouco pude colligir
pro-1 jla legislagco provincial, vejo apenas crear-se pela
le n.... a comarl de Garanhuns desligando-a
do Brejo, em 1858 crcando-se a da Boa-Vista
vejo pela lei n. 16 crear-se as do Cabo e Pao d'A-
lho o ltimamente a de Tacarat, islo no periodo
que decurre de 1835 at hoje !
(Ha um aparte.)
unc(\oC!,!arcas no Perid que decerre do
looD a looO 1
Pois a assembla que lera dado por esse pro-
cedimenlo uma prova de que nao proccpilada
as divisoes de comarcas, a que est no caso de-
atiender a essas recommendaces do governo
geral?
Ella lem o bom senso necessario para s pro-
ceder taes divisos quando julgar que sao ellas
indispensaveis e de absoluta neeessidade, (apoia-
dos) e quando entender assim, est em seu di-
reito, pouco importa a consideragao do falta de>
dinheiro, porque n'islo nao est a boa eco-
noma.
Entrando na especialidade acerca da comarca
da Boa-Vista eu nao direi uma palavra, pois nin-
guem se oppoz subdiviso proposta ; acerca da
do Becfe, nao houve uma impugnago seria, nao
houve refulago de nenhum dos argumentos aqui
aposentados a cxcepgo d'aquelle que o nobro
depulado, meu c.llega. representante do mesmo
circulo que eu represento nesta casa, julgou dig-
no de refutar o argumento da longitude, ou do
distancia em que est a sede da comarca com a
sede dos termos de Olinda elgurass; masa
refulacao que o nobre deputado jugou bstanlo-
fundada em relago a esse ponto de minha argu-
menlagio, eu a julgo muito|fraca'
O nobre depulado duve attender quo nio se
pode fazer coinparagio das necessidades de uma
comarca como a do Recife com as necessidades
de comarcas cen traes ; os hbitos dos bomensquo
**"^" '"-" **unMtfnm ab b.hiliiim. --tm !lip.
lio penoso, atravessar tongas distancia*
em busca da auloridade judiciana, mas nesla ci-
dade em que os cosiumcs da populaco sao ou-
tros, em que necessidades urgentes de um nio-
menlo para outro fazem reclamar uma prompta
medida, em que mesmo os individuos quo teem
pleitos com quaesquer negocios perante o juiz de
direito dedicara a outras muitas funeces de quo
nao podem ser destraidos sem graves prejuizos,
o nobre deputado ha de reconhecer que nao s&
pede fazer applicago dos factos idnticos que so
dao as comarcas centraos.
Nao s nesla comarca os negocios que teem de
serdecedidos pelo juiz de direito sao em numero
muilo mais avuliado do que as cenlraes, como
tambem os hbitos da populsgo repeliera essa
morosidade, essa dlBculdade do transportes, e-
foi por isto que eu apresentei o argumento que
o nobre deputado combateu.
Nao tendo soffrido impugnago nenhum dos
oulros argumentos aqui produz'idus na sesso
passada, julgo-rae dispensado de dizer mais uma
s palavra, e limilo-me felicitar aos signata-
rios do projecto, e mesmo assembla provincial
por ter sido o projecto to bem acolhido.
Um Sr. Deputado :Tem seus conformes.
O Sr. N. Portella :Uma observago devo fa-
zer porm a respeilo da comarca de Garanhuns da
qual nao lenho couhecimento especial. Na ses-
so passada mostrei-me um pouco duvidoso so-
bre a Decessldade da subdiviso dessa comarca e
ainda espero que na i.' discussao o nobre depu-
tado que digno juiz de direito me diga quem
all promotor, me d mais alguma} explicaces.
O Sr. Pinto de Campos:J deram as que
eram bastantes.
O Sr. N. Portella :O nobre deputado cora
seu aparte ae obriga a dizer mais alguma
cousa.
O Sr. Pinto de Campos :Enlo retiro.
O Sr. N. Portella : Pois quer relire quer
nao, agora digo sempre.
O nobre deputado que promotor de Gara-
nhuns, apresenlou algumas razes eona a di-
viso dessa comarca, a primeira das quaes foi o
interesse dos escrives. Eu pergunlo ao nobre
deputado, em que offeodem as subdiviscs das
comarcas os interesses dos escrives? Porvenlu-
ra os escrives de orphos e do civel nao esta
sujeitosao termo cumprehenddo no municipio
respectivo ? A subdiviso da comarca nao traz.
alterago alguma nos limites dos termos.
O Sr. Theodoro Silva : Pelo amor de Dos l
Outro Sr. Deputado :Traz toda.
O Sr. N. Portella :Eu repito ainda, Sr. pre-
sidente ; a subdiviso da comarca nao, traz em
nada alleragao aos lucros dos escrives de or-
phos e do civel.
L'm Sr. Deputado : Nao, traz altcrando-se
os termos.
O Sr. Theodoro Silva :Mas se o projecto at-
iera.
O Sr. N. Portella :O projecto nao altera a
diviso dos termos, toma por base os termos
creados.
Diz-seha neeessidade de uma escrivao para
o jury :mas esta neeessidade j exisle desde o
momento em que s creou o tribunal do jury,
j exislecom a creagio dos novos termos e por
conseguinte nio na outra alteracio no pes-
soal a nao ser a creago de um juiz de direilo;
nao ha alterago de vencimenlos nem mesmo pa-
ra o juiz de dircilo, porque esse est adstriclo ao
ordenado, os emolumentos que tero sio to in-
significantes que nao vale a pena menciona-lus ;
ao promotor publico nenhum mal resulta, e nem
ao juiz municipal. Eis porque eu disse que es-
pera va que o nobre depulado que promotor des-
sa comarca, na segunda discussao dsse explica.-
roes mais ampias pelas quaes cu fosse levado a
votar contra a subdiviso.
Quando mesmo a diminuico dos interesses
dos empregados de instiga fosse real, nio seria
bastante para nos- levar a nio subdividr uma
comarca, reconhecendo-so que dahi vinha bem
adminislracao da justiga.
Repito ainda, Sr. presidente, eu don. os. para1
bens aos nobres signatarios do projecto, pocue>
vejo^ue a assembla est disposla a, volar por
elle.
0 Sr. Theodoro da Silva declara que pedio
a palavra coro do projecto. em ducussio por
causa de um incidente havido no discurso do
nobre deputado, que o precodeu. O que hou-
ver, pois. de dizer sari lo sonianle com relago
a pretendida suhd.ivisao da comarca e Gc'ri-
nhuos.
Os autores do p',ojelo jiulicam essa suMiri-*
sao pela conv*'iencs d% qu0 a justica seja com-
""". ftdaBistwds, seja, por assim iw


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DUBIO Iffi WfcTUMBBCO. i- SEXTA FEI&4 1* DE ABRIL DE 1860.
-^ ^^..^ITTI M ---------^------ {I------- .---------1| lili

levada portado caja cldadu; mas mi t>*u-
veniencia, que ningucm drscouheco c cuja alle-
gaco por isso raesnio nao tleixa de ser banal
nao passa de um desidertum, de impossivcl rea-
lisoco no pan estn so, dspovefado e pobre co-
mo Emquonto persistirem estas circunstan-
cias, pensa o orador que s divisoes judiciarias
nodevero ser mais diminutas do a.uo actual-
menle ; e que a tendencia de estreitar essas di-
viso judiciarias, creando-se novos termos, sub-
ividiiido-se comarcas, sem 6e examinar se os
lugares sao povoadose leem recursos para me-
era de sua propria vida, por ora j prejudicial,
como n'uulras occasies tem dilo. A creacao de
na villa, a creaco d'uma comarco deve corres-
ponder pessoal habilitado para prcenchiraenlo
dos respectivos empregos, municipaes, policiaes
judiciarios; devera corresponder os precisos
recursos para a decente manutenco dos serren-
uarius, edificaco de cadeia, casa do cma-
ra, etc.
l'or todas essas razos vola o orador contra a
subdivisao da comarca de Garanhur.s ; ella que
to somente mais habitada na parte extrema do
sul, que limita com a provincia de Alagoas,
tao despovoada em quasi todas as unirs para-
Ceas que. por exemplo, da villa de Garanhuns
Buiquc, distante urna da oulra 22 logos, apenas
se encontramseis casas; ella, poresse seu mes-
ino despovoamenlo, c pobre, (alta do recursos ;
ella, finalmente, nio das mais extensas,
mesmo urna das menores do serlo; pois boje se
verificeu pela discussao que a de Bonito e a de
Flores sao maittres, sein que entretanto so baja
tambem proposlo a sua subdivisao 1
Demais, lauto nao ha necessidade de subdivi-
sao da comarca de Garanliuns: que o serviijo alli
az-sc com regularidade ; o diguo antecessor do
orador eni cada um dos seus dous termos presi-
dia annualmente duas sessoes de jury e tarnbem
oimualmeul-e abria cm cada um delles 3 devida
correccjio, sobrando-llie lempo alm disso para
cumpritncnio dos seos outros deveres.
Qihj jusiiiicai.iio ha, pois, para essa subdivisao,
pcigunlo o orador '! Argumenta-sc com o aclo
le haver a assembla recentemenle creado mais
las villas na comarca ; porque pensa-se que a
creacao dessas duas villas importa implcitamen-
te a cieoro do mais dous termos civeis, o que
tornara o serfieo pesadissinio, pois (icaria ella
com qualro termos. Ha nessa argumeniaco dous
lefeitos : o primeiro, por considerar-se prvido
* que ainda nao esl, o que anda contingente,
, que a recente resoluco de assembla,
creando aquellas duas villas,' qual cu me oppo-
lie, pur me parecer inconveniente a creacao de
ambas ellas no mesino lempo, j seja le, quan-
consiste no falso supposto de darem-se como
existentes termos civeis pelo simples facto da
creaco de villas, o que pirre e simplesmente
importa a creaco de municipalidades, nos quaes
mesmo talvez nao se possa eslabelecer conselho [
de jurados, porque isso depende da posterior
apuracao de 50 jurados na respectiva municipa-
lidade.
Finalmente, o orador demonstra ao nobre de-
putado, que o precedeu, que, desmembrando-se
a freguezia de Papacara do actual termo de Ga-
ranliuns para constituir a nova comarca, como
pretende o projeclo, os serventuarios desse ter-
ne, que tambera ficar sendo umo comarca, sc-
ro altamente prejudicados, nao podero subsis-
tir, como o cscrivao do civil, o que nao dcixa de
ser um mal.
Fallo uisso lo somente para responder ao no-
bre depulado, e porque o juiz dedireito nenhum
prejuizo sotTrcr com a subdivisao da comarca.
Vai a mesa c apoia-se o seguinle requerimen-
to: requeiro que seja o presente projecto remel-
(ido ao presidente di provincia para dar sobre
He seu parecer.llego Horros.
E encerrada 3 discussao o requerimento pos-
to a votos e regelado, sendo approvado o pro-
jecto c dispensado o intersticio a requerimento do
Sr. Pino.
Km seguida sao approvados sem debate os ar-
ligos addilivosolferccidoscm 3a discussao as pos-
turas de Garanhuos.
Dada a hora, o Sr. presidente designa a ordem
Jo dia e levanta a sessao.
presidente da provincia luriou diversas jutas tdtnbem que loi e nlao que dalo* nesla cidado e se evadi psra o norte do impe- lado, quo nao pefle ser de amiga
rio.com o modo por que estas mesmas antor Eu nao censuro, Sr. presidente, -oue cada am
Discurso pronunciado pelo Sr. de-
putado Sou/u Res, na sessao de
* de marco de 18BO.
O Sr. Souza Reis .Sr. presidente, ocostuma-
mu Hib^rtgrrto n<-.c mofuttimlafi <-d|. ..-.
nlcndi que me corra a obrigaco de oceupar 1
ienro desla sobro o projecto que se discute,
como vou faze-lo, prometiendo, entretanto, nao
.nbusar de sua paciencia.
Trota-sc, Sr. presidente, de fixar a forca poli-
cial para o anno de 1800 a 1861 : vejo que no ar-
tigo i. do projecto se 0.x* osla furqa em 564 bo-
nicos, sendo 500 compondo o corpo chamado do
polica c 6 formando a cumpanliia de pedestres,
tiodeudo ser a mesma forca elevada 600 ho-
mens em casos de necessidade ; cunseguiitemon-
le claro que ha 110 projecto como principio car-
acal a divisao da forca policial em forca propria -
mente dita militar, de polica civil.
Eu adhiro a urna tal idea, que nao 6 oulra cou-
sa sena o a approvaco da organisacao feila pela
adminislracao da provincia em virludo'da autor-
sa cii o que Ihe foi dada pela lei da lixacao da tor-
ca policial do .111110 passado; e quanlo islo me
parcro que o pensamento da casa uniforme ;
lia porm questo qnaiito ao numero dos homens
de que a funja policial se deve compor, assim no
todo, como em cada urna das duas especies em
Emiltindo o mcu jui/.o a este respeilo, digo que
jecto quauo ao lodo da tarca, porque 56 homens
levcni salisfazer as mais palpitantes necessida-
4les do servico policial da provincia, e porque a
tlespeza necessaria para se ter una forrea maior
tal quo completamente preenchesse o fim a
pie destinada, Iraria serias dilficuldades as t-
naucae da provincia, em vista do seu estado ac-
tual ;quanlo porm ao numero de homens em
cada urna das especies em que a forca deve ser
dividida, tenho duvida ni visla da emenda subs-
titutiva do nobre depulado pelo segundo dislric-
to, e que assim concebida, (le)
Ha, como ve-so, uesla emenda a mesma idea
le divisao da forca policial em militar e civil,
mas do um modo que parece ter o seu autor em
roeute reduzir loda ella a forca civil, visto que s-
ciro se exprimeaugmentando o numero dos pe-
destres a proporco que for diminuindo o nume-
ro das pracas do corpo de polica ; e, sendo as-
sim, nego-lhe o meu voto, porque nao sendo a
forga de policio civil a propria para o servicofra
la capital, o resultado em tal caso seria que, 011
a forca policial seria toda applicada ao servico da
capital, ou o servico foro della seria menos sa-
tisfactoriamente felto pela impropriedade da for-
ca ; siiUo entretanto que nao esteja presente o
nobre autor desla emenda, porque talvez expli-
casse o seu pensamento de modo a mostrar que
me acho em erro ; o ueste caso dar-lho-hia o
meu voto.
Kis, Sr. presidente, o quanto julguei a propo-
sito dizer sobre o artigo que se discute do pro-
jeclo da fixacM) de lores.
Sr. presidente, tem sido considerada sempre
esta occasio como a opportuna para se oprecia-
rem osados das autoridades a quem mais direc-
tamente incumbe trolar na seguranca publica c
individual ; sendo assim, nao ser xtranho que
cu me oceupe lambem disto agora.
Tres nobres collegas se oceuparam desle ob-
yecto, masem sentido contrario ao que me pro-
ponho fallar, e por isto procurare responder-
Ihes, apreciando as censuras que olles fzeram.
Quizcra oceupar-me em primeiro lugar do que
4lisse o meu nobre col-lega de dislriclo, o Sr. Dr.
Brandao, na apreciado dos regula montos dados
para a companhia d podestres, masnaHo vejo
na casa, o por isto pens que o nao devo fazer,
prometiendo porm que disto me oecuparei ain-
ega, lendo 00 a palavra.
Occupar-me-hei agora, Sr. presideotc, daseen-
uras o accusar;oes feitas pelo nobio depulado
pelo 6.a dislriclo na seaso do hontera.
Lcusunu o nobre depulado ao nobre Or. chefe
lo polica, allribuindo-He pouca attenrio aos
negocios graves e as questoes de Iranscedencia
para se oceupar de pequeas cousas que denomi-
aiou-BHiharias-p tratando domnelos, disse que
o nobre Dr chefe de polica se oWiara da ap-
prelioosaode bilhetes de loteras deSuIras pro-
*iocus, deuaiido de parte altos contrabandos de
mar c ierra, e o criminosos que passeiam impu-
nemente, como por cxmplo: na comarca de
Coianna, indiriduo aceusodos de lerem catrado
m oulroa no engenho Caioeira o um tal M.mocl
J,eite, que reside em Ooiannnha ; na comarca
le Pao d'Alho individuos homisiados pelo le-
ncnts-coronel Luiz de Albuqoerque Maranho o
oa do fcimoeiro Antonio Hatheus Rangel i '
Aioda, Sr. presidente, com o Qm de sustentar
a sua asserco, se sccorreu o nobre depulado a
um arguraeno de comparaco o nndo por que
as autoridadei proeederam quaedo um criado do
dados proeederam a respeito do assassinalo do
Infeliz delegado de Ouricury, parecendo Iho ter
este facto merecido as autoridades menos.otten-
qo do que aquello.
finalmente censurou o ncibre deputaJo aa no-
bre Dr. chefe de' polica por nao depositar con-
fianza oas autoridades que Ihe sao subordinadas,
dando como prora disto o faci de nao ter sido o
subdelegado da Varzea encarreaado da pri-
so do um tal Roque, morador 110 seu dis-
lriclo.
Ora, Sr. presidente, como se fazem censuras
e aecusaces tacs, to graves urnas, e outras to
futeis, e todas infundadas ? !
Como fazer o nobre Sr. Dr. chefe de polica
responsavel por (actos de que nao pode ler co-
nhecimenlo, ou se levo proveo sobre ellos devi-
damenle?l
Como fazer accusaces to graves e ao mesmo
lempo to genricas c sem factos especifi-
cados, como as que fez ao Sr. Antonio Maiheus
Rangel ? !
Como, narrando factos de Goianna se animou a
fazer urna insnuaco deshonrosa familia do
engenho Cachocira, considerada na comarca,
contra aqualeununca ouvi dzer cousa olguma
que marcasse a repulacao de pessoas pacificaste
respciladeras das Jis e das autoridades ? 1
Como finalmente so animou lambem o nobre
depulado a ferir a repulacao do Sr. tenenle coro-
nel Luiz d'Albuqucrque Maranho attribuin-
do-lhe o homisio de malfcitores no seu enge-
nho ? i
Eu cntrarei najiprecaco de todas estas cen-
suras, de todas estas aecusaces.
Sr. presidente, quanlo apprehcnsao dos bi-
lhetes das loteras de fora da provincia, sabe a
casa que ha urna lei pruhibindo, sob pena de
apprehensao e multa, a venda delles sem o pa-
gamento do imposto ; sendo a apprehcnsao de
que falla o nobre depulado de bilhetes em laes
eircumslancias, e peni o contestn o nobre de-
pulado, evidente que a censura torna-se um
verdadeiro elogio para o nobre Dr. chefe de po-
lica, que tem assim bern comprehendido os seus
deveres; nada importando oque disse o nobre
depulado quanlo aos altos contrabandos de mar
e Ierra, porque nada especificou, o pelo vago
da proposico se ve o quanlo a censura desti-
tuida de fundamento.
Quanto ao facto sobra o qual fez o nobre de-
pulado a insinuaca contra a casa de Cachocira
cm Goianna, se deu ello assim :
Perseguidos uns ladroes de cavallos, que ha-
viam sido forlados nesse engenho Cachocira,
econseguindo os perseguidores apanhar os la-
drees e os cavallos furlados cusa do emprego
do forca, houvo esparicameulos diversos, e al
esse acto de barbarismo a que se referi o nobre
depulado, praticado por individuos sem educa-
cao alguma, que nada leem com a familia da Ca-
chocira, os quaes se pozeram em fuga, c somente
osinimigos dessa familia leem fcito espalhar a
connivencia de alguns dos seus membrus em tal
barbaridade ; o nobre depulado. pois, vcio ajui
fazer-se orgao desses inimigos.
Posso afiirmar 5 casa que o digno delegado ac-
tual de Goianna fez constar ludo isto ao nobre
Dr. chefe de polica, dcclarando-lhe logo que o
dispensasse de instaurar o processo, e fosse o
juiz municipal quem o fizesso, iislo que linha
parentesco com a familia de Cachoeira. Assim so
procedeu ; o nobro Dr. chefe de polica fez a
compflcnte recommendacao ao juiz municipal, e
este nstaurou o processo.
L'm Sr. Depulado :Houve processo t
0 Sr. Soit:o Reis:Si.n, sctihor, posso afr-
mar-lhe.
Um Sr. Depulado :Se a casa de Cachoeira
nao eslava comprometida, porque nao poda o
delegado ofiiciar "?
O Sr. Soma Reis :Eu acabo de explicar lu-
do, e parecc-me que, escusando-se o delegado
de tirar esse processo, nao fez mais do que re-
tirar de s qualquer mo juizo que delle alguem
podesse fazer, porque inimigos da casa de Ca-
choeira a queriam involver nesse crime.
Um Sr. Depulado :Manifeslou com islo a me-
Ihor boa f. (Apniodos )
0 Sr. Souza Reis:Sem duvida, a mclhor bor
f, e o melhor modo de pensar na admnistracac
da justica
nobre Dr. chefe de polica recommendot a<<
juiz municipal que inslaurasse o processo ; este
assim ocumprio ; os criminosos estao fgidos, 11
nhn rnnsta age pelejam na rnm.-irrrn re Goi-">" -
na; ondcesiu porlanto a procedencia da cen-
Dr. chefe de polica por est
sura ao nobie
facto ?
Arsim como osla, Sr. prasidenle, sao todas ai
rnais accusaces (titas pelo nobre dcpu.ado ;
foi por isto que cu Ihe dsse em aparte que eflis
tinha gusto em fazer aecusaces.
Eu, seuhores, tenho por mais de urna vez al-
eado a ininlia voz nesta casa para fazer censo
ras, e as tenho feilo com loda a franqueza, mas
com aelos em cuja apreciaco entro miudamen-
te at demonitra-los evidentemente : mas fazer
aecusagocs to gcnericis, abrangeudo quasi tod)
o genero humano...
Un Sr. Depulado:Nao involveu a provincii
toda quanto mais o genero humano.
O Sr. Souza Reis:0 nobro depulado desen-
lerrou morios e quasi que vejo-o enterrar vivo a
Sr. Antonio Maiheus Ttangel I
Sr. presidente, quanlo os impulacoes feitas ao
Sr. Antonio Maiheus Rangel, eu nao tenho ra-
zo pan dar a casa as mais completas informa-
coes, e devdas explicai^es, mas parecc-me que
a accusaqao em si lo vaga como foi, e fita como
foi cora tao m vontade, me dispensa disso :1'
um assassino um ladro 1 um malvado !....
Onde est porm a prova dislo ? Qual o far -
to quo isto autorsa ? Sr. presidente, houve lem-
po em que pequeas folhas c verdadoiros pa:;-
quins, altribuiram ao Sr. Maiheus Rangel quai-
loscrimesse podem imaginar, e entre alies a -
guns que gerdlmente se sabia lerem sido prati-
cados, quando o Sr. Antonio Maiheus nao e a
nasrido.
(Ha um aparte.
O Sr. Souza Reis :O nobre depulado com is
suas aecusaces me fez lembrar disto, e como que
me autorsa a dizer que se lornou orgo dos ini-
migos daquelle, em quantas impulacoes meiiDS
verdadeiras se lembraram de fazer-l'he em po-
cas passadas.
Eu, Sr. presidente, cxlranhei anda ao nobre
depulado em um aparte que tal fosse o seu prj-
cedmento para com o Sr. Antonio Maiheus 1a
ausencia de seu sobrinho o Sr. Dr. Locera, quai-
do livera occasio de faze-lo era quanto esleve o
mesmo Sr. Dr. Lacena com assento nesta casa.
O Sr. Gicirana :A occasio era opportuna.
Sr. Souza Reis:Ea qualiliquoi tal procer i-
menlourna deslealdad?.
Um Sr. Depulado :Muito m qualificaco.
Um outro Sr. Depulado: Do maneira que
quem nao tem prenles aqu nao pode ser aecu-
6a do.
O Sr. Souza Reis :Islo conclusao do nobro
depulado.
O Sr. Luccna que estara habilitado para res-
ponder ao nobre depulado, sem duvida que f li-
gara mesmo de ver discutida a vida de seu lio,
porque, sem duvida, cHe faria apparecer a rtir-
dodeocomella nao (Icaria mais sugeita a n
vonlade do nobre depulado a replselo daquelle;
porque, Sr. presidente, nao a primeira vez cue
o nobre depulado alca a voz aqui para fazer ,ic-
cusaoes desla ordem. sem cnlrar entretanto >m
um desenvolvimcnio dellas, e sem haver qm
islo o provoque; do modo que o resultado i a
desconfianza, quando assim o nobre deputa to
como o Sr. Antonio Maiheus Rangel nao deverr
querer seno que aeuhuma duvida fique no ani-
mo do pufflico ; e parecendo-me que isto eviiou
agora o nobre depulado, nao fazendo taes ac-u-
saces quando presente eslava o Sr. Dr. Lucena,
emendo que nao qualiquei mal o seu proced-
ment.
O Sr. G. Ouimaraes :Agradego sempre,
O Sr. Souza Reis :D nobre depulado sabe
que eu nao tinha a menor inienso de oQcn-
de-lo.
dn nos premova os racios lcitos do segurar a o-
sicao poltica que lem ; isto fez o nobre deputa-
d) pretendendo aquella divisao e criacJo a> fre-
gieria; mas esse meio foi contrariado pelo Sr.
A ntoaiodatheus. e dahf csU ahatinar"u 4 no-
bre dcputido em accusa-lo.
OSr. G. Guimars: Quem Ihe dsse iate?
Eu |)rseute o meu requerimento contra esso
homem antas de aprcsenlar o projecto da Ma-
liadiuha.
O Sr. Souza Carvallio :Nao se pode enlrar
ras inlencoes de alguem.
O S?. Souza Reu: Eu dou licenca ao nobre
cepulido para enlrar naa rainhas intencas nesta
asa.
Mas, senhores, como nao explicar as cousas
pelo modo que sallam aos olbos de lodos? de
'Utro modo o proceder do nobre depulado sem
explicaco pansivol. Ora avista disto deveria o
iobr: Dr. chefe de policia mandar prender o Sr.
Antonio Matheus Rangel?
O Sr. G. Guimares: Criminoso de dez
nortes.
O Sr. Souza Reis :Eis ahi 11...,
0 Sr. C. de Oliveira : Se elle fosse crimino-
so do dez mortes creio que ningucm se alrevena
a fallar delle.
O Sr. G. Guimarss :Eslc que falla ji tem
lido sequases atrs de si para o assassihar.
O Sr. Souza Reis: Sr. presidente, eu creio
iue lonlio dilo a este respeilo o quanlo bastan-
te para fazer desappareccr qualquer sombra de
mprosso que por ventura, o discurso do nobre
depulado liyesse feito nesta casa.
O Sr. G. Guimares.A provincia conhece o
Sr. Antonio Matheus Rangel mais do que o nobre
depulodo.
O Sr. Souza Reis : Falln o nobre depulado
em aatioel Lee, esabe quem es(e homem ?
O Sr. G. Gutmardes:E um criminoso.
O Sr. Souza Reis: De que crime ? *
O Sr. G. Guimares :Criminoso no teMO de
Sano Anto, couhecido por todas as pessoas.
0 Sr. Souza Reis:Sr presidente, nunca me
constou quo Manocl l.cite fosse criminoso, e ape-
nas um homem conhecido como vleme, e de
muila disposigo para pleitear urna elcco ; que
nao recua peanle qualquer ameaca, mas incapaz
de perpetrar um crime.
O Sr. Souza Carvalho : Nao esl pronun-
ciado ?
O Sr. Souza Reis: Nao me consta.
0 Sr. Souza Carnalho :Nao s dizem que es-
t processado em Sonto Anlo e Pao do Albo, co-
mo esl cm Goiannnha, onde eu vi o processo.
O Sr. Souza Reis :Dizem... ecudigo ao no-
bre depulado que nao me consta que elle fosse
processado em lempo algum, c menos que hou-
vesse motivo p8ra isto.
O Sr Souza Garvalho :Eu afianco que vi o
processo, instaurado pelo Sr. Raimundo Nonato
da Silva, subdelegado de Goianninhat pelo crime
commellidn quando morreu Flix, cabrinha, rc-
sistindo a tropa que o prenda.
O Sr. Souza Reis .O que eu sei, Sr. presiden-
te, i: que 'Manocl Leite nunca foi lido por mal-
foitor.
Tralarci agora do homisio que.disse o nobro
depulado que o Sr. tenenle-coroncl Luiz de Al-
buqierque Maranho d em seu engenho a ho-
met s criminosos. A este respeilo eu invoco o
tcstomunho de pessua insuspeila, como o meu
nobre collega que se acha em minha frente.
0 Sr. Mello Cavalcanli :Para que ?
0 Sr. Souza Reis:Para que nos diga se esta
imputacao verdadeira.
Sr. Mello Cavalcanti:Achava conveniente
que o nobre depulado nao me chamasse para es-
ta ciscusso, c o nobre depulado sabe porfeila-
meulc as razos que cu tenho para islo.
O Sr. Souza Reis :Bem, nao insisto. As-
sim, pois, Sr. presidente, para responder nesia
parlo ao nobre depulado, autor do uina lal aecu-
saciio, eu appello para testomunho do publico
em geral, que lodo conhece o Sr. tcnenle-coro-
nel Maranho; nioguem dir que ella cabivel.
Quaes sao esses criminosos homisiados por esse
senhor ? Eu desafio o nobre depulado para que
os indique.
0 Sr. G. Guimares:Acho melhor que o
Sr. tenente-coroiiel Maranho chame a responsa-
bihdade o autor do artigo que ha poucos das sa-
bio no Liberal. L
O Sr. Souza Reis :Eis ahi, Ss- r-aVsidente, a
prova de que eu tenho razo par
bre depulaiio. (permita que o di
o repetidor de quanlo cousa meno
diz porah, pouco impor1
repulacao de qualquer
da. Este procedi
nao acho bom. Pa-
X comparaco ano-.
os ineios quo'a policia tt
nhecer donssassioalo do 1
Ouricury, e capturar ocrinii
empregou para aprehender anuas furtadas nes
la capital, e o autor do furlo nada prova contra
as autoridades.
U'tr. Aun* fleis : Nao e capat de apreseu-
taVS ; nao as ha.
O Sr. G. GuMMares : Nao posso apresenta-
las, mas as ; li o officio dirigido ao juiz do
mas.
r
IsW.
__
__________________
O Sr. Souxa Reis :-Que offlcio ? Dii esse of-
flcio alguma cousa que conteste o accordo previo
pie houve entre subdelegado e o nobre Dr.
chefe de policia ? Assevero ao nobro depulado
que estire com este subdelegado na reparticaoda
policia no mesmo da em que houve o accordo
para essa diligencia, e delle soubo depois, e afli-
anco tambem ao nobre depulado, que este subde-
tado merece ainda toda a conflanca do nobre Dr.
chefe de policia, e elle tambem tem loda confian-
za no mesmo chefe. de policia.
Sr. presidente, o nobre depulado Iralou ainda
de outros factos, que eu declaro nao julgo con-
veniente que delle nos oceupemos.
Quanto a um nao vejo motivo para censura al-
guma ; se o nobre Dr. chefe de policia cumpre
com o seu dever, o nobre depulado diz que elle
merece censura, se debaixo de. outro ponto de
visla o nobre depulado enlendo l.para si que
elle nao cumpre. lambem Ihe faz censuras 1
Quanto ao outro facto, por muito recente, e
sobre o qual continuara as investigaces puli-
ciaes, conveniente que nao tratemos delle : re-
llro-mo a mulher assassinada, que se encontrou
em Contra-acude.
Sr. presidente, ainda tratarei do fado do as-
sassinalo do infeliz delegado de Ouricury, porque
cu julgo de meu dever dizor alguma cousa sobre
aquella comarca.
O meu collega de dislriclo, que se acha pr-
senle, levo de tratar tambem de negocios da-
quella comarca, e fez censuras ao actual delega-
do do Cabrob ; mas cu creio que nao preciso
dizer cousa algumi em abono do Sr. Jos Soares
de Mello Avelins, nao somente porque essas cen-
suras foram muilo vagas, como porque se nellas
houvesse alguma cousa que podesse ter pesado
no animo da casa, sem duvida que ludo deve ter
desapparecido, porquo outro nobro collega do
dislriclo 12 disse a respeilo ludo quanlo era bas-
tante para que ticasso intacta o repulacao desse
empregado ; pnlou o seu carcter, mostrou
irais ou menos o estado do termo em que elle
fuocciona, fez ver cora toda razo que all ha-
rina! dous campos polticos, que estavam sempre
vigilantes ; que lesta de um so achava o actual
t supplenle do juiz municipal, o do outro o ac-
tual delegado ; c desde que o nobre-deputado fez
as suas censuras, fund.indo-se em queixas, em re-
presentaces desse Io supplente do juiz munici-
pal, bem se comprehende que essas censuras nao
podiam produzr o effeilo que o nobre depulado
tinha em vista.
O Sr. Livino de Barros :Nao foi nicamente
fundado neslas representaces.
0 Sr. Souza Reis : O* nobre deputado avan-
cou alguma cousa mais, porm leve de recuar
quando tratando por exemplo da fuga de um pre-
so, se Ihe provou que esta fuga tinha sido em
lempo em que esse delegado nao eslavo cm exer-
cicio; leve do recuar anda quando, querendo
laucar sobro o actual delegado alguraas censu-
ras quanlo aos criminosos do assassinalo do in-
feliz Manoel Florentino, se Ihe provou que foi
esse Io supplenle do juiz municipal quem des-
pronunciuu um desses assassinos. Nao estigma-
tiso o acto desse Io supplenle, nao o esligrnatiso
mesmo quanlo a raaueia porque elle encara o
actual delegado, e nem pelos esforcos que faca
para v-lo fra do poder, porque elle esl u'ura
campo opposlo.
K claro, porlanto, que estas censuras nao po-
dem produzr eueilo.
Eu sinlo que nao esteja na casa o oulro nobro
collega daquelle districlo, porque elle seria mui-
lo habilitado para discutir a este espeito, elle
em geral mais conhoceder do que eu dessas
pessoas, e eu desejava ouvi-lo.
Assim, Sr. presdante, tendocudado as razos
de meu vol sobre a fixaco da forca policial,
lendo, no meu entender, fcito desapparecer, se
por ventura havia, olguma impresso na casa
contra os autoridades e mais cdodos censura-
dos, lendo ainda manifestado a minha opinio
quanlo ao conecilo que formo do aclual delegado
de Cabrob, nada maislenho a dizer, o sento-me
agralecendo casa a atteuco com que me ou-
vio. (Muito bem.)
na por indas as costuras; un chapeo que j nao
tinha feilio, spalos sem palmilhas, nem coma,
nem ras, nem urna pedra para travessejro.
Aj escrevia elle a seu primo Noblot,
quando pens no dinheiro que tenho despendido
cora as raulheres! .
Islo eaajlicava talvez sua miseria, roas, emfim,
tanto fez que seu primo compadecido de suasor-
io, deu-lhe agazalho e comida.
Dormiam ambos no mesmo lei to, comiam na
mesma tigella, mas nao guardavam a roupa na
mesma gaveta, porque Debiente dbo tinha nem
camisa, nem lencos, nem metas, nada, absoluta-
mente nada. .
Um dia, o primo Noblot leve de sahir para a
provincia, e deixa, sem a menor desconfianca,
Debieme dono c senhor do domicilio.
Quando volta acha cada cousa no seu lugar,
ahi eslava o lelo, nao falla va a commodo, c os
quatro radeiras estavam presentes.
Est bom, diz elle-a seu primo, ludo est
na melhor ordem ; da-mc agora urna camisa para
mudar esta.
Eslou oceupado; nao vs que engraxo os
meus spalos?
Nao le encoramodes, cu vou busca-la.
Noblot abro a gaveta da coramoda, nem urna
camisa I os Iences tambera tinham ido viajar.
Onde esl a minha roupa?
Ah nao me lerabrava, eslava toda suja;
mandei-a para a lavadura.
Rom ; j ra'o devera ler dito, mas isso nao faz
mal.
Debierne tinha acabado de engraxar seus.sapa-
tos e saino.
Nao tinha decorrido meia hora que Noblol v
entrar em casa urna mulher.
Que quer a senhora f
Venho buscar esta mobilio.
Que mobilia ?
A desla casa. -
Mas, porque motivo.
Porque o seu dono m'a venden, c eu Ihe
paguei 90 francos sobre Irr.la, que j Ihe havia
adan lado.
J se vfi que Noblot ficou bastante encommo-
dado, faz novas perguntas, e sabe que sua roupa
tinha lido a mesma. sorle que a sua mobilia.
Elle queixou-se, e Debierne comparece perantc
o tribunal ; mas alli, longo de se desculpar, ac-
cusa seu primo de ingrato, de mesquinho, de mi-
seravel, por fazer caso de bagalellas, que nao va-
liam cem francos, sem se lembrer de muitos e
grandes favores, que elle Debierne Ihe havia
feilo.
O tribunal, porm, opesar da eloqiienle defeza
do communisto, condemnou-o o cinco onnos de
prso, e mullo de tre/entos francos.
Passageiros da lancha brasileira Feliz das
Ondas, sabidos para o Rio-Grande do Norte ;
Luiz de Oliveira Mello, Jos do Silvcira Moran-
te, Firmino Jos Soares.
Passageiros da lancha brasileira Flor do
Rio-Grande, sabida para o Rio Grande do Nor-
te: Joaqun Flix da Silva, Joo Fcneira da
Silva. Francisco Cardozo de Mello.
MvrAnoino publico :
Mataram-se no dia 12 do corrente para o con-
sumo desta>cidade 58 rezes.
MoiiTALiriAiiE no oa 12 no cbrente
Florinda, prela, solteira, cscrava, 36 annos, phly-
sica.
Jesuina, parda, 2 horas, espasmo.
Hospital ce CAniDAnK. Existem 58 ho-
mens, 57 mulheres nacionacs, 5 homens eslran-
geiros, total 120.
Na lolalidade dos docntes existem 42 aliena-
dos, sendo 82 mulheres c 10 homens.
"Foram visitadas as enfermnos pelo cirurgio
Pinto s 8 horas e l| da manhaa, pelo Dr. or-
nellas s7 horas e 55 minutos da manha.
r que o no-
ci ser aqui
edad eir se
acar ossim o
1 eorfcolida-
pulodo eu
fez entro
para co-
legodo de
s ineios que
Se, porm, Sr. presidente,me falham os dedos
poro provocar o nobre depulado a urna discussao
oeste terreno, nao me faltara roznes a que altri-
bua essa m vontade do nobre depulado contra o
Sr. Antonio Matheus.
Senhores, vos vos haris do lemoror que n ;sta
casa se apresenlou, creio que em 188, um pro-
jecto de divisao e creaco de freguezia 110 te mo
do Limoeiro com o patronato do nobre depulado
a quem respondo, entretanto, ros lembrareis tem
duvida lambem, que alguem com a patarra po-
derosa da verdade conseguio que lal criacao e di-
visao nao .fosserc approvadas; ros vos leralra-
reis finalmente que esse foi o. Sr. Antonio .ia-
theus Rangel, que escreveu a maior parte dos
membrus desla casa, ministrando os deridos es-
clarec raentos ; dahi inro, Sr. presidente, loda
essa m vontade...
" O Sr. G. Guimares : Eu al era araigc do
Sr. Antonio Motheus.
0 Sr. Souza fiis Creio que sim, mase ci
O nobre deptitodo dissequando tratou dislo
fez-so sahir um vapor!
O Sr. G. Guimares:Urna canhoncira.
O Sr. Souza Reis :Nao era vapor?... fez-
Be com isso urna grande despoza, sem duvida por
que tinha sido um furto feilo pelo criado do pre-
sidente da provincia, c enlo, fallando em lom
dogmtico cm materia criminal, accrescentoii
parece que se devo creor urna nova circunstan-
cia oggrovonle, qual a do se furlar presidente
da provincia, ao passo que o assassino do delega-
do de Ouricury esl ainda por ser perseguido,
ainda se nao empregaram quanto a este assassi-
nalo os meios que se empregaram para a captu-
ra do ladro das joias
Sr. presidente, desde que se reflectir, que o
furto das joias foi dado nesta capital, o conheci-
do imniediatameule, que o meo de pegar o la-
di3o eos objeclos furlados eslava nao, por que
nao era outro se nao fazer seguir alguem por mar
com urna simples recommendacao s autoridades
das provincias do norte, que "este meio eslava
realmente prompto, porque lindamos nesse lem-
po mais de um vapor disponivel, que nao de-
mandovo o irabaldo de Ipiesto algum, ao passo
que o assassinalo se havia dado na distancia de
mais de 150 leguas, cm lugar onde com muila
facilidade o autor delle podia-se refugiar, dzen-
do-se ot que ero pessoo lol qire poda ormar-se
e resistir, c d'ohi o necessidade de se preporor
umo forco, de o fazer seguir por trro, de se Ihe
dar os devidas insiruccoes, de se por a tesla del-
ln um homem de toda a conflanca e com a pre-
cisa capacidade para emprega-la "; de fazer alem
disto seguir para alli tambera um individuo ha-
bilitado para instaurar o compleme processo,
porque alli o nao Ijovia, e eu tenho por mais de
urna vez ouvido dizer ao nobre doutor chefe de
polica que lamenlavel o estado daquella comar-
ca, por que infelizmente a justica criminal na Ia
instancia tem sido quasi sempre exercida por in-
dividuos que no*ao letrados, e que por conse-
guinle"no podem instaurar os processos com a
devida regularidade, nao se admirar de que nao
era possivel no estado em que se ach.Tva a pro-
vincia, deficiente de forca, lancor-se mo da pou-
ca que havia na capital, e que como se sabe ser-
ve para o servico da guarnido, e lo pouca que
se chamo pora elle a guarda nacional. Ora, es-
perava-se urna forca que vinha do centro, e que
sedevia fazer retroceder, o que ainda nao pode
ter lugar, por que se conheceu que com isto pou-
eo se aproveilava em visla da viagem forjada que
lrazia essa forca, da necessidade de recol'her se a
osla capital ; ludo isto, Sr. presidente, demanda-
va tempo, tudo islo noo era possivel fazer-so com
a presteza com que se procedeu a respeilo do
turto das joias a que se referi o nobre depulado.
E de mais, Sr. presidente, eu nao sei como se
lacam comparaces a esle respeilo, quando, quer
em um, quer em oulro caso, se tralava de um
crime que a autoridade linha a obrigaco de fa-
zer punir.
Alm dislo dava-se urna circumstaucia muito
poderosa no furto, qual a de que, sendo dadas as
providencias immediatamenle, se poderiam adiar
os objeclos furlados, mas quanto ao assassinalo,
quem quo nos diz quo so podia prender o as-
sassino se, por ventura, os meios de que as au-
toridades superiores aqui podem lancar raao li-
vessem sido ere pregados immediataraente ?
claro, porlanto, Sr. presidente, que n compara-
co de que se servio o nebro deputado, nao pode
de maneira alguna affectar o zelo com que 03
nobres presidente e Di. chee de policia lm pro-
cedido nesta provincia.
Quanto a falla do confiongo pie o nobre depu-
tado disse que o nobre Dr. chefe de policia linha
am alguma das autoridade subalternas ao ponto
je nao confiar ao subdelegado da Varzea a prso
le Roque, affianco ao nobre deputado, que ha
.iislo um engao perfeito, porque esle subdelega-
do enlcndeu-se com o nobre Dr. cefe do polica,
o ambos combinaram no modo porque essa dili-
gencia devia ser feila.
O Sr. G- Guimares: Eu creio que ha enga-
ito no que diz o Aobro depulado, porgue vi pra-
vas em contrario.
Communicados
K H REVISTA DIARIA. .
No da 15 do corrente comecam. de conformi-
dade com o art. 36 da lei de 19 do agosto de
1846, os Iraballms do conselho municipal, no
paco da cmara desla cd-ide.
As pessoas que intenlsrom o recurso legal por
ha.terem sido desattendidas na qualillcaco de
vdlanles das frequezias desle municipio, dveroo
alli comparecer paraos fins convenientes.
Enviam-uos a seguinle noticia, que damos
publicidode por parecer-nos que factos laes
nao devera sor omillidos ou fiear em silencio,
mnnente dizendo ella respeilo urna oceurren-
cia que cumpre ser verificada.
Consta-nos que na noile de II do correnle
mez, o almojarife da fortaleza do Brura pozera
em cerco urna casa da ra dos Guararapes, ser-
vindo-so para realisacoo dessa violenta diligen-
cia das pracas, que se achavam de guarda uesse
dia na referida fortaleza,
Semelhanle acto, nimiamente arbitrario e
escandalosa, merece da autoridade competente
a mais severa represso, no caso de ser viridico.
Como v-se do enunciado desta noticia, ape-
nas procura o nosso informante que se trate de
urna syndicaco sobre a existencia do fado, para
que enlo lenha lugar o procedimenlo da lei,
vislo que ahi nao o d como efleclivamente rea-
lisado, e as providencias que reclama tem por
antecedente a hypoihesa oa referida existencia.
Folgarcmos quo o contrario se verifique ou
seja o resultado das indagaces competentes,
tanto mais quanlo funecionario publico o sus-
peilado d'aquelle altenlado.
Da comarca de Nazorelh recebemos noticia
com data de 10 do correle.
A consternaban lavra cm todos, mais 011 menos
pela falla das chovas ; e so eslas nao cahirem
j, mol iroo os habitantes d'alli.
A seguranca publica ha solfrido serlos ataques,
pois que lem-se dado varios alternados contra a
vida dos cidadaos. Em fins do mez passado, foi
assassinado na propria cidade um rapaz e outro
gravemente ferido, sendo no mesmo dia em que
succederara estes factos assassinado um oulro in-
dividuo cm Alaga-Secca, cujo dislriclo nos in-
formam estar acepholo.
Na noite de sexta-feiro da Paixo, no lugar de
Prapora, aislante tres quartos de legua da cida-
de, fra raorto 11 ra pobre homem, e, segundo di-
zem, para roubarem-n'o. Esso misero dorma,
quando descarregaram-lhe urna punhalada ao p
do ouvido ; e o golpe foi lo certeiro. que dei-
xou-o logo inorlo. O sicario, que nao foi conhe-
cido, pretenden lutar com a mulher do assassi-
nado, a qual achava-se rece-parida, levando-
lhe por fim urna insignificante quanlia, que en-
contrara mao n'aquellc ensejo.
Por portara de 10 do correnle foram exo-
nerados das coramisses policiacs, de que esta-
vam cncarregados em dilforenles termos da pro-
vincia, os capitaes Firmino da Cunda Reg c
Manoel Sabino do Mello, e o alferes Antonio
Jos Ribeiro.
Esses seuhores ioram dispensados dessas com-
missoes, para recolherem-se aos respectivos cor-
pos, em consequencia de ordens do governo .im-
perial.
Acha-se interroroplda a cxlraccao das lote-
ras da provincia, por estar prestando conlas o
ex-lhesoureiro Francisco Antonio d'Oliveira,
afim de ser posteriormente empossado o ac-
Em consequencia dislo, os possuidores dos bi-
lhetes premiados lem de ir haver a respectiva
importancia da Ihesouraria provincial, onde
aquello ex-lhesoureiro deve recolhe-la por saldo
de suas conlas.
No dia 31 de marco ultimo no engenho
Passagem-Vclha do termo de Barreiros foi as-
sassinido a golpes de fouco o fetor do mesmo
engenho Francisco Borgcs, por um'cscravode
noine Januario da Costa. Comroellido o delic-
io o criminoso traiou immediatamenle de se por
em fuga, o que conseguio.
O respectivo juiz municipal procedau logo
corpo de delicio para instaurar o competente
processo, diligenciando-se no entretanto a priso
do delnqueme.
Foram recolhidos fi casa do detenco no dia
11 docorrenio 3 homens livres el escravo, a
saber ; 1 ordem do Dr. chefo de policia, 1
ordem do delegado do l. dislriclo, 1 ordem do
subdelegado da Boa-Vista, el do de S. Jos.
Entre parenies Debierne apenas cotila 30
annos, roas lem corrido tanto mundo, lera vislo
tanto, tanto pensado, que. chagou a adoptar um
tysleraa philosophco para seu uso, cujo thema
o famoso principio dos que querem virer
cusa dos outros : a propriedade um rou-
bo conseguinlemente, aquellos quo nada leem,
cabe o diroito de chamar sea ludo o que poderem
apanhar aos oniros.
Com tudo Debierne nao ara feliz; tinha s tima
caiiw, urna s; muilo usada, ja do lio, e que e
Vos senliores socios do hospital
portusuez de beneficencia e ao
publico,
O genio do mal, que dsfarcado ou
despejado tem por nica miss.o so-
bre a trra translornor, pcrverler e
perturbar o andamento regular das
mais santas instiluiccs, ha de tam-
bem procurar eslorvar-vos.
A discordia o tmulo das empre-
zas collectivas, a cmuloeo um ini-
migo Iraijoeiro, que as fre solapada-
mente.
(Do discurso do Sr. Dr. Jos de
Almeida Soares de Lima Bastos,
dirigido aos socios do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia, no dia da
sua iuslallaro.) '
( Conlinuaco do n. 83.)
Esse officio de que acollemos de dar noticia
cora o tronscripeo de sus integra, sendo lido
em sessao da junta administrativa no Io de mat-
eo de 1858, merecera por cerlo a resposta que
alii muilo bem fundamentou um do seus mem-
brus nos seguidles termos : Requeiro que se
responda ao ofiicio do Sr. Dr. Almeida agrade-
ccndo-lhc os bons servicos que lem prestado ao
nosso eslabelecimento, c despedindo-o de os
continuar a prestar, visto que as torcas do cofre
nao podem comportar com tamanha despeza, por
o mesmo senhor ter marcado o preco d*e 5 dia-
rios Que a meu ver nao significa mais que
urna despedida, o que em seu lunar se chame
outro,marrando se-lhe um ordenado nunca maior
de oitoceulos mil reis.
Mas o Sr. Dr. Almeida que a esse tempo ainda
goza va a ventura do nao ser bem conhecido da
adminislracao em exercieio, achou nella mesma
officiosos padrinhos, que por deferencia pessoal,
nao s perdoaram de boa mente a imprudencia
das falsas allegaces o o arrojado do pedido ;
mas al por intermedio de uuia commisso es-
pecial Ihe mandou depr sobre o banca o orde-
nado de u*m cont de ris I
Mal ferido o tmpano auricular do Sr. Dr- Al-
meida com o alegro som da ollera, una com-
pleta transformaco se operou logo em seu sem-
blante ; o o medico, que pouco anles protestara
nao querer tratar de urna tal queslo porque
Ihe desagradaoa, ese achava desalentado efrou-
xo no servico. porque o hospital, removido co-
mo eslava para um ponto distante da cidade lor-
nava per coiisegiiinte muilo penoso o trabalho,
agora todo risonho e praseitleiro, nao quer ouvir
fallar_ seno uessa mesma queslo, eacha lam-
qem j breve o fcil o carainho para as suas vi-
sitas ao eslabclecimenlo'
Como lodepressa se approximam as distan-
cias 1
Accommodado por essa forma o Sr. Dr. Al-
meida, considerou-se a adminislrago tambera
tranquilla e libertada da impertinencia que mais
a impacientara, julgando assim o poder prose-
guir em sua marcha, sem receiode nenhum ou-
tro tropeco onteposlo pelo mgdico.
Mas quanto foi engaadora esla sua illnso 1
Era apenas decorndo um mez, j um novo en-
trove vem oceupar o zelo fiscalisador da junta
do hospital.
Em sessao extraordinaria de 8 de abril apre-
sentada urna con la do boticario na importancia
de 634$640 ris por medicamentos fprnecidos
em tres mezes ; cuja somma parecendo exagera-
da por excessiva, obrigou a nomeaco de urna
commisso para a examinar minuciosamente e
dar sobre ella o seu parecer.
Essa commisso, escrupulosa como muilo con-
vinha cm negocio de tanta ponderarlo, por en-
volver responsabilidades de que nao poda ser
isento o medico do eslabelecimento, supposto
doessem a esle lautas irregularidades e tanto
deleito, e mesmo para ella nao consenlir que do
pao do nosso compadre se desse grande fatin ao
nosso afilhado : procedeu a um rigoroso inque-
rito, de cujo resultado formulou o seguidle bem
elaborado
lfl'B*t92 sem presos marcados ; nao sabe a com-
misso como isto foi feito,, mas o certo que
sao estes ds medicarrienlos n.u'e nrais Jem avui-
lado nesles nliiinos trimestres, e que por nao
ter precos morcados, como jdisseraos; deu lu-
gar a que oornecedor fizesse o preco que mais
Ihe aprovesse como adante se demonstrar. O
mesmo forneeedW nao s -tibrecarregou estes
medicamentos, como lambem os exlrooriinarios
nio especificados no mesmo formulario, que im-
perfeito como est, nao pode ollingir economa
para que foi creado. A commisso nesle curio
espaco de lempo nao podo rerdadeiramenle
apontar qual o culpado deslas irregularidades,
mas o quo cerlo que o formulario foi fcito
de n. 1 a 242, e at esto numero tero precos
marcados todos os medicamentos, e sobre elles
que tinha sido feilo a arremalaco ; e de n. 243
al292, foi augmentada depois sem conhecimento
ou autorisaro alguma da parle da administra-
cao. A commisso pede que seja de novo feito
outro formulario, que cornerina nao s todos os
medicamentos que se acham escriptos no outro,
assim como lodos os extraordinarios que se acham
no recetuario ; porque sendo : raissa caustica,
emplastro adzivo, xaropes, agua sedativo, vinho
d'agenciana, alleia, e outros muitos medicamen-
tos, que abundara todos os das nos receiluorios
do nosso hospital, nao sabe a commisso, como
lendo-se feito o augmento no formulajio de n.
243 a 292 ficaram estes medicamentos como ex-
traordinarios, o na mencionados noquelle for-
mulario. A commisso bem longo de fazer jui-
zos desfavoraveis, acredita antes quo a falla do
attencao para estes c outros objeclos nos lem le-
vado a um estado que preciso cessar.
Exame no livro do rcceiluaiio e precos.
A commisso Iralou somente com allenco do
exame do ullimo trimestre, visto que como j
disse, nao linha tempo para mais, e em resulla-
do enconlrou us medicamentos que nao tem
precos marcados, c nos extraordinarios, com-
prados, com os de outras botiras.quc se prostom
a fornece-los de primeira qualidade, c debaixo
das mesmas condiees, o drfferenco do 177*840
ris, assim como as sommas 1?*20, que dedu-
zidos da importancia da conla apresentada pelo
fornecedor, lica ella reduzda a 455JJ6U0 ; nos
arligos cujos precos eslao no formulatio, estes
eslo conformes quelle, menos oleo de ricino,
que em vez do recetuario que marca duas on-
cae, sempre lem vndo urna garrafa pelo preco
do 2#i0, fazendo o fornecedor o calculo sob o
preco marcado no formulario, de 100 ris por on-
ca, e regulando cada garrafa por 24oncas I I
Estes e outros extraordinarios precos que con-
tera o formulario approvado, por ler sido feito
no calomilo.su lempo do cholera, em quo ordi-
luriaueute cuslavam os medicamentos mais 25*
por o", termo medio, requer reforma prompta, o
porlanlo a commisso de parecer que seja a
conla devolvida ao fornecedor para fazer-lhe o
abate indicado, c sem o qual nao ser pago ordi-
nariamente.
Segundo, que seja organsado novo formulario
conlendo o maior numero de medicamentos pos-
sivel, ou 00 menos os que tem sido mots usuoe
no gasto do nosso hospital, para sobre clleaver
s concurrencia dos fornecedores ;
Terceiro, que seja creado novo livro para o re-
cetuario com mais accommodares que o actuol,
e riscado de forma que nao se d a confusao que
se encontra no antigo, entre o numero de drogas
e os precos dos mesmas-,
Quarlo, finalmente que seja demitlido o aclual
fornecedor por ter abusado da contionca que nel-
le se havia depositado.
Sala das sessoes da commisso do Real Hospi-
tal Portuguez, em 10 de abril de 1858. Manoel
Francisco da Silva Carneo. Antonio Joaquim
Vidal.Jos Joaquim da'Costa Maia.
Lido o referido parecer cm sessao do dia "11,
mereceram alli logo plena approvac.o as qualro
concluses tirados pelo commisso, mondando-se
00 mesmo lempo dar lisia ao Sr. Dr. Almeida,
nao s por haver sido elle (nole-se bem) o con-
feccionador dos nmeros do formulario, como o
nico, a cujo alcance e encargo tinha estado al
cnto a verdadeira fiscalisacao desse livro, e o
do recetuario que quelle'era relativo.
Aguardoii, pois, a adminislracao os luzes que
em tal queslo muilo bem podio, se quizesse,
ministror-lhe o medico do hospital ; mas anda
hoje estara ella em completa e espessa escuri-
dodo se esperasse pela vista do Sr. Dr. Almeida,
o nao procedesse immediatamenle ueste negocio,
como tanto rcclamovora os inleresscs econmicos
do eslabelecimento.
Eis, por tanto, como o Sr. Dr. Almeida foi ocas-
tcllando motivos para um dia Ihe ser dada a de-
misso, a qual foi por de mais retardada s para
se nao (altarera s defer-.nciaspessoaes, que cons-
tantemente a administrado quiz guardar para
com esse senhor-; e lano assim,que quando levo
ella de resolver c levar a effeilo o que ha tanto
T'
PARECER.
Senhores.A commisso que ros nomeastes
em sessao de 8 do corrente para proceder a exa-
me na conla que apresenlou o fornecedor dos
medicamentos pera esle hospital, vem hojo dar-
vos conla do trabalho que no curto espaco de
dous das pode fazer. A commisso sent' nao
ter aquella aplido que um negocio desta ordem
exige para bem desempenhar esta to espinho-
sa tarefa, como a de ler do examinar urna conta
composta de objeclos de que a commisso nao
tem os precisos conhecimentos, mas nem por
isso a commisso, visla do pouco cabedal que
linha paro lal Gm.eslacou nesto empenho, e Ira-
lou de obter alguns esclarecimentos a tal respei-
to, que abaixo submclte vossa Ilustrada con-
siderarlo. -A commisso imporfaita como ci-
ma vos diz, pede desculpa daslacunas&uo en-
contrares em seu Irabalho, e vos pedo acredi-
tis quo ellas s sero filbas do que -cima le-
vamos dilo, e por isso espera de vossa,inlelligen-
cta e bondado, a precisa indulgencia.
Examo no litroformulario,
Paaaando a commisso s examinar o livro
formulario, foi grande a sai edmiraco quando
eucoairou 04 mesmo o recetuario de numero
lempo era exigido pelas cnn"cnicncias do estabe-
lecimenlo, anda mois que em nendumo oulra
occasio, essas deferencias foram respeitados,
oceultando-se as verdadeiras causas que de longa
data haviam originado a resoiucao tomada so-
mente em reuniao da junta administrativa aos 18
de maio de 1859 ; como mellior se evidenciar
do respectivo ocio, que possomos a trasladar :
Illm. Sr. provedor do hospital portuguez.
Diz Jos Teixeira Bastos, quo preciso que o pri-
meiro secretario do Hospital Portuguez de Bene-
ficencia Ihe d por cerlido a parle da acta da
sessao da junto administrativa de 18 de maio do
1859 relativo dcmisso do Dr. Almeida, do car-
go de medico do mesmo Hospital : por tanto pe-
de a V. S. Ihe delira.E. R. M
c O Sr. secretario certifique se Ihe aprouver.
Recife, 4 de marco de 1860./. P. R. Braga,
proredor.
Em observancia do despacho supra, certifico
que revendo o livro das actas das sessoes da jun-
ta administrativa do Hospital Purtuguez nelle a
folhis 58 em que levo principio a acta da sosso
da mesma junta de 18 de maio de 1859, presidi-
da pelo Illm. Sr. vice-provedor Amonio Jos do
Siqueira, me foi aponlado c pedido pelo suppli-
cante a porte queso segu :
O Sr vice-provedor disse que tendo ficodo
adiada na sessao antecedente a proposiQo do Sr.
provedor acerca da medida que se devera adop-
tar relativamente ao Sr. Dr. Almeida, como me-
dico do hospital, novamente a submettia con-
sideraco da junta, visto que desde aquella dala
nenhuraa participarlo havia chegado do mesmo
senhor.O Sr. Silva Campos, oblendo a palavra
fez diversas considerares no sentido de justificar
a necessidade em que eslava a junta de dar des-
de j a demissaoao Sr. Dr Almeida do lugar de
medico deste eslabelecimento. Entrando em dis-
cussao a proposla do Sr. Silva Campos, para que
fosse demitlido o referido Sr. Dr. Almeida, o pri-
meiro secretario deu algumas explicaces rela-
livemenlo ao que se tero passado com o Sr. Dr.
Almeida, declarando que votavo em favor da pro-
posta do Sr. esmoler. O Sr. Bairo, pedndo a
palavra, disso que se nao oppunha demisso do
Sr. Dr. Almeida,e que antes a julgava necessaria,
produzindo nesl sentido mais algumas conside-
rarles ; depois passandn a demonstrar n'um tVt-
Ihanle discurso os importantes servicos que o Sr.
Dr. Almeida prestara ao hospital como seu fun-
dador, cbncluio, dizendo que nao quera que a
sua demisso do modo algum se julgasse acin-
losa.
O primeiro secretario, respondeu ao Sr. Bai-
ro, dizendo que ainda ningucm tinha posto em
duvida os servicos do Sr. Dr. Almeida, tanto os-
sim que a junta inusado dera-lhe bastantes pro-
vas de distincco e respeilo, como se poderia
provarcom asadas do armo passado, que a de-
misso do Sr. Dr. Almeida era reclamada pelo
interesse dos doenles, cujo servico nao podia ser
bem regularisado as interinidades dos mdicos ;
que a junta transacta havia reconhecido essa rre-
guloridode, mas em attencao aos servidos do Sr.
Dr. Almeida e nutrindo aesperanca re que esto
senhor viesso o mais breve possivel oceupar o
seu lugar, nao deu as providencias convenientes,
e antes quasi a lindar a sua adminislracao, em
31 de dezembro Ihe conceden ires mezes de li-
cenja, os quaes fiudaram-se cm 31 de marco des-
le anno ; que nao lendo o Sr. Dr. Almeida nem
antes nem depois desse prazo communicado ,
junta a sua intencao acerca do nova licenca, ou
do seu regresso, para exercer as funeces de me-
dico do hospital,era bem provavel quo elle mes-
mo nrrquizesse continuar, e concluio declaran-
do que vota va pela demisso do Sr. Dr. Almeida,
agradecendo-sc-lhe os servicos prestados a este
eslabelecimento, julgando-se a proposla sufilcien-
lemenle discutida, foi submeltda pelo Sr. rice-*
provedor votaco e unnimemente approvada.
< Rcporto-me ao citado lino e acta. Recife 6
de marco de 1860.Manoel Ribeiro Bastos, pri-
meiro secretario.
Agora que se acham ja claramente demonstra-
dos os motivos da demisso dada ao Illm. Sr. Dr.
Jos de Almeida Soares de Lima Bastos do lugar
de medico do hospital portuguez : avalie-se se
ella foi fundamentada em frivolo pretexto ; e se
deveriaou nao, ser essa a justa retribuido, que
mereciam ee abusos, as Ilegalidades, o delcixo,
e o desrespeito calculadamente exercido poress
IConftnuar-se-na.)
funecionaro.
1 Lll ITII


Hespotla
us accusacoes felat junta qualifice-
dora do Pfa da Panfila pelo Liberal Per-
namlntcano n. 80 de 4 Se marco (1).
Convencido Ae qu.e atgc5es, que conlraslam
com a verdade dos lacios, nao merocem resposta,
mesmo porque neuhuma irapressao podetu ellas
causar no animo d'aquelles que, morando n'esls
freguezia, se acham a par das oceurrencias quo Ihe
dizem respeilo, conservei-mo no proposito de
nao responder ao orligo do Liberal Pernambu-
cano de 1 i do correnle, que, oceupando-sc da,
'luallcacao #csla froguezia, julgou dorer censu*
surar ao presidente da junta de qualificacao e
aos dous membros della, que representara os
cUHlores ; hojn porm reneclindo que a razo do
meu silencio poderia nao ser bem comprehend-
da por aquellas que, nao residindo n'esta fregue-
zia, so achara alheios aos jeus negocios, e para
quera certamenle escrevera por aquelle modo o
Liberal Pernambucano.elibcTei-me, como ami-
go dos tres membros da junta, e como conhece-
dor de ludo quanlo occorreu nos trabalhos da
quaiiucacao, a escrever algumas linhas afim de
ornar patente a verdade e de manifestar a regu-
iandade do procediracnto dos refondos membros,
mostrando do um modo conveniente, quo o Libe-
ral ro completamente Iludido por quera se dig-
no dar-lhe informacoes que autorisarara a pu-
oucacao do citado artigo.
Antes porm de entrar na apreciaco das aecu-
sacocs, leitas pelo Liberal, nao posso doixar de
estranhar que csse jornal fizess.c arguicoes lao
graves a homens de merecido conceito por sim-
ales informacoes particulares, e sem que procu-
rasse oblcr, por meio de ccrlidues das actas da
respoctiva qualificacao, conhecimcnlo perfeito
dos Irabalhns desla, lano mais quanlo foi o pri-
nieiro a confessar no principio do referido arti-
go que o processo da qualificacao nesta fre-
guezia eorreuJc tira modo alguin lnlo regular e
satisfactorio alm de que alguns dos pontos
de (aesarguicoes poderiarn ser, como effecliva-
meute esto, destruidos pelo assentimonto do
dous membros, quo Ihe nao devem ser suspeitos
e que assignaram as respectivas actas.
A reclamado pela inclusao do 1M) volantes, do
que trata o Liberal, nao foi fcita por nenhum dos
membros da junta, como falsamente diz. mas sim
aprescnlado por Jernimo do Reg Barros, a
quera nessa mesma occasio se dirigi o Sr: Ma-
rinho, mombro da junta, por parle dos supplen-
tes, fazendo-lhc diversas pergunlas, j a respei-
lo da morada do redamante, ja sobre a existen-
cia dos individuos mencionados na reclamaco.
O 2." da acta das sessoes da junta, c relativo
do l.dia (5 do correle) das suas reunios, dcs-
troe completamente esle poni da aecusaco cj
confirma o que acabo de dizer, porquanlo'o cL-1
tado paragrapho assim se exprime do modo se-
coime : No dia cima mencionado, e pri- i
meiro dos cinco de que traa o artigo citado :
Comparece o cidado Jernimo do llego Bar-
ros reclamando por si e mais 179 cidados, que '
haviam deixado de ser contemplados na lisia i
dos votantes destu freguezia, sendo o seu reque-
rimento, que foi acompauhado de urna relaco I
dos cidados por quera reclamara, de urna jus'ti- j
ficacao dada peranteo juiz de paz acerca da ida-1
de e morada de diversos cidados, c de altesta-
das de varios inspec'ores de quarleiro do theor
seguinle :(segui-se o requerirucnlo men-
cionado )
Esta ultima parle do citado 2 da acia de que
cima fallei, demonstra anda que os cidados
incluidos na lista dos volantes em virlude da re-
clamaco de Jernimo do Rogo Barros, nao foram
pessoas conhecidns como residentes fra da ro-
guezia,e outras puraraenle ficticios para que em
lempo se admillim osinvisiveis ; mas sim pes-
soas cuja idade, morada e habilacoes par.* seren
votantes se achavam competentemente justifi-
cadas.
Tara lomar anda mais evidente o que Oca dilo
transcreverci aqni o 4. da mesma acta, e rela-
tivo tambera referida reclamaco do dito Je-
rnimo, concebido nos segulnles termos:
Era seguida requereu o membro da junla
Ilerculano Duarlc de Miranda Henriques, que fi-
casse adiada a discussao daquellc requerimenlo
(que era o de tal Jeronymo do Reg Barros) at
que cada um dos membros da junla por si se po-
desse informar, c qualquer interessado apresen -
tar provas contra aquellas em que a reclamaco
se baseava ; o que sendo posto em discussao", e
depois de diversas reflexoes feilas por cada um
dos membros da junta, leudo-se decidido unni-
memente no sentido do requerimenlo ltima-
mente mencionado (que o do Sr, Miranda Hen-
riques, membro da junta), levinlou-so a sessao
hora da Iei, ficando adiada- para o dia seguiule
a continuaQao dos trabalhos.
Destc paragiapho da acta se observa quo a jun-
ta em vez de proceder.precipitada c arbitraria-
mente, como diz o Liberal: ao contrario Iratou
sempre de pautar o seu procedimento pelas dis-
posicoes recoiniendadas na lei, presidindo a lo-
dos os seus actos a devida prudencia o reflexo.
Nao lem anda razao o Liberal quando aDirma
que a maioria da junla resolver que so inclua-
se no numero dos volantes os 180 nomes cous-
tanles da lista, porquanto lodas as pessoas ah
mencionadas, nao foram incluidas na lista dos
votantes, como falsamente procura fazer acre-
ditar, e para prova disto basta o que consta do
paragrapbo 3" da supradita acta, relativa aos tra-
balhos da sessao do segundo dia (0 do correnle)
que do Iheor seguinlc :
Depois passou a junta a deliberar sobro a
reclamaco que Ihe fra apresenlada por Jero-
nymo do Reg Barros, o pondo-ai'o prasidenle a
votos, o mesmo presidente e os membros Ilercu-
lano Duarlc de Miranda Henriques e Jos Thco-
doro de Sana, volaram no sentido de ser a recla-
maco allendida quanlo aos cidados de cujas
fiabililaroes no podesse haver duvida, quer -
visla das provas produzidas, quer do conheci-
mento que a maioria da junta livesse de cada
um delles, sendodesattendida quanlo aos demais,
volando contra os membros Francisco Marinho
de Albuquerquc Mello o Vicente Tiburcio Ferrei-
ra Malangunzo, quo opinaram no sonlido de se
indeferr inleiramenle a reclamaco. E por ser
a hora adiantada ficou para o dia seguinle a
descriminarao daq'uclles cidados comprehendi-
dos na reclamaco de Jeronymo do Reg Barros,
que a maioria da junta considerava no caso de
screm qualificadas ; assim como licou para o dia
seguinle a decisao de ura requerimenlo apresen-
lado nesse dia, do cidadao Jos Francisco Carnei-
ro, reclamando contra o deforimenlo que Ihe
onstava haver a junla dado reclamaco do re-
ferido Jeronymo do Rogo Barros, o qual requeri-
menlo c do theor seguinle :
Des te paragrapbo da acta observa-se ainda o
queja antecedentemente havia asseverado, isto
, que a reclamaco para a inclusao dos I8Q in-
dividuos, fra apresenlada por Jeronymo do lle-
go Barros, e nao por algum dos membros da
junla.
Em segundo lugar veriflca-se tambera desta
parle da acia que nem lodas esses 18J indivi-
duos foram ndmiltidos como votantes, e antes se
observa que alguns deixaram do ser incluidos e
atlendidos.
Mas nao (lea ahi o que l>a contra csse ponto
da aecusago do Libtral; o despacho lancado
no requerimenlo do dilo Jeronymo do Reg Bar-
ros e o paragrapho Io da mesma acta, relativo
aos trabalhos rio terceiro dia das reunioes da
junla (7 do correnle), torna ainda mais evidente
a improcedencia de urna tal arguico.
No dia seguinle (7), diz o citado paragrapho
da acta, continuando a junta em sous trabalhos,
liora do coslume, procedeu-se a descriminaco
dos cidados comprehendidos na reclamaco do
mesmo Jeronymo-do Reo Barros, e que a maio-
ria da junla enlendeu estarcm no caso de seren
qualificadas, c ella verfirou o achou, que esta-
vaju nesse caso os individuos obaixo menciona-
dos desde numero 1 a numero 20 inclusive, o
numero 25, de numero28 a numero 44 inclusive,
de nthnero 46 a numero 69 lambem inclusive, e
do numero7l at n. 455 inclusive, havendo a
junta lonnado sobre a mencionada reclamaciodo
referido Jeronymo do Reg Barros o seguinlc
despacho :
Deferido avista dos documentos e do co-
nhecimcnlo individual que tem a maioria da
junla a respeilo de muitos dos cidados que Ca-
ten objeclo da presente reclamaco: a qual
deixa todava de ser altendida quanlo aos cida-
dos Fulano. Fulauo, ele, /seguem-se os nomas
delles, sendo ao lodo 33 individuos) j porque os
ilados documentos nao corapravam suas habili-
1 laos, j por ler a maioria da junta perfeilo co-
ohecimento delles, e j linalmeute por achar-se
incluido na lista dos volantes desla freguezia o
primeiro dos cidados abaixo mencionados. .
Ora quando a junta, procede fundada em rnzes
tao valiosas, em motivos lo importantes c filhos
da Iei, podo-so com verdade dizer que ella obrou
arbitrariamente? Nao certamenle.
O Liberal assevera ainHa que Os dous roembrojS
da junta por parle dos supplcntes reclamaran) e
provaram de una maneira ir.ecusavel que era
urna arbitrariedade que se quera commelter e
i i _________________________*
(*) Por falla de espaco nao tem sido publicado
este artigo.
3C ..3"d* VQler,a,n ***** rec.amaces Vos
dcumintosqBe eram por elles offerecdos.
AinJa aqu o Lxbei* air,rma 0 que nSo 1C.
cedeu lae* reclanweoes baseadas na lef nunca
Misnram, e nenhum documento foi offerecdo
petoa dous membros que representaram os up-
plenles, para prova do que convido% Liberal
para que aprsenle ou cite um s desses docu-
menta?, de que falla.salvo se quer considerar
como tal um simples requerimenlo do Sr. J^s
Francisco Carneiro e o protesto que pedirm
fosse inserido (como foi) na acia e do que adianto
me occuparel.
O numero de cidados incluidos na lisia dos
volantes em virlude da reclamaco do referido
Jeronymo, foi de 147. sendo elle comtcmplado
nesse numero; alm destes foram tambem qua-
liftcados e incluidos na respectiva lista mais oi-
te cidados; quatro a requerimento do Sr.
Francisco Jos Alves Gama ; dous a requeri-
menlo do Sr. Jos Francisco Carneiro ( que nao
6 suspeitoje dous em razao de um requerimen-
lo escnplo mesmo pelo membro da junta o Sr.
Marinho (que tambera nao suspeito) e assig-
nado pelo Sr. Antonio ias Fernandos.
Tiveram favoravel dcfirimenlo os mencionados
requenmentos por se acharem documentados os
dous primeiros, e saber a junla, que os cidados
n ellas indicados erara moradores nesla fregue-
zia ; epor esta mesma razo e de coflforrai lade
cora a doulrina do aviso de 26 de margo de 1817
i-, leve igual defirimento o 3. requerimento.
E'raanifesto por tanto que nao houve recla-
maco fundada na lei que dexase de seratlen-
dida pela junta, c que esta longe de commelier
arbitrariedades, nao fez mais do que cumprir
aquillo que a le nranda e que o Liberal nao
deve ignorar.
Quanlo ao requerimenlo do Jos Francisco
Carneiro. de queja Iralei, eis o que diz o 2.
da mesma acia relativo aos trabalhos do 3." dia
(7 do correnle ): Em seguida tomou a junta
era considerarlo a pelco do cidadao Jos Fran-
cisco Carneiro, da qual cima se faz menco : o
presdeme da junia, o os 2 membros dcl'la, Mi-
randa Henriques e Scena, votaram no sentido
de ser esse requerimenlo indefirido. visto nao
vir acompauhado de prova alguna, e ter a jun-
la decidido sobre a inJicada reclamaco do refe-
rido Joronymo, avista de documentos e com co-
nhecimenlo de causa: votaram contra esse del-
nraenlo os membros Francisco Marinho e Mala-
gunzo, sendo o despacho proferido pela junta
do theor seguinle : Indeferido pela maioria
da juma por. ter sido allendida a reclamaco do
ciJadao Jeronymo do Reg Barros.arisa dos o-
<-innenlos que apresentou, e do conhecimento
individual que a mesma maioria da dita junta
tem a respeito de muitos das cidados, que Ole-
ra m objeclo da referida reclamaco.
Como se pode avista disto di'zcr que procede
do modo o mais arbitrario quem procura sempre
uniformisar todos os scus actos, guardar os pre-
cedentes eslabelocidos e fundamentar sempre asi
suas decises tendo em vista os principios de
juslica o as disposieoes da lei?
Occupa-sc ainda o Liberal com a inclusao do
Sr. lenente-coronel Florencio Jos Carneiro
Monteiro na lista dos volantes, assim como com
a exciusao de alguns individuos que aqui sao
bem conhecidcs, mas que nao sao da confianc
da respectiva junta, indicando o Dr. Breves c-
mo um dos comprehendidos ntsta excluso.
A maioria da-junta de qualificacao da fregue-
zia do Poco da Panella no deserapenho de suas
tunecoes leve sempre por norma o cumprimento
aa iei e decisoes do.govcrno ; agradece as lieces
do Uberal acerca da doutrina que expende a'lim
de convencer que o lenente-coronel Florencio
nao devia ser incluido na lista dos votantes.
Esclarecerci esse poni assim como acerca do
protesto de que trata a aecusaco do Liberal
chamando a altenro do public c das pessoas
imparciaes para o contedo Jo 6 paragrapho da
acta relativa aos trabalhos da junta no dia 6 do
correnle, concebido nos seguinles termos:
Esse protesto leu lugar a que a maioria da
junta usando do direito que a lei Ihe concede de
motivar o seu volj, resolvesse declarar Da acia
que Ihe pareca o mesmo protesto infundado
injusto, pois quanto a reclamayo do tenente-
coroncl Florencio, fado public e notorio, que
elle possue nesla freguezia urna propriedade on-
de resido ha anuos cora sua familia, sendo certo,
que a obngacao que Ihe impe o regulamenlo da
casa de delenco nao cxckue que tenha domicilio
seu fora da repartigo, accrescendo quo essa
?"p*,a J'1 foi rejolvida pela mesma junla em
looo, visla do ofiicio do Exm. Sr. presidente
da provincia datado de 31 do oulubro de 18o(i
relativamente a residencia do mesmo tenente-
coroncl Florencio, para ter sido consultado a es-
se respeilo ; e cjuanlo a reclamaco de Jernimo
do Reg Barros, a maioria da junta nao procedeu
seno com muilo escrpulo, justica e imparcia-
lidade, examinando um por um os'individuosque
fizeraro objeclo da reclamaco, s qualificando
aquellos de quem tinha conhecimcnlo pessoal,
ou de cujas habilitacoes nao ora licito duvidar &
vista dos documentos legaesque Ihe foram pre-
sentes, e contra as qaes os membros protestan-
tes nenhuma prova ou esclarecimento produzi-
ro, apeutr de para isso ter ficado adiado no
primeiro dia a discussaodessa reclamaro, limi-
tndose a dizer que os attestados Ihe nao mere-
can f.
Este imporianteebem deduzido trecho da acia
confirma rauila cousa que antecedentemente ti-
nha dilo e mostra do modo mais claro e eviden-
te que nao havia razo para que fosse excluido
do numero dos cidados volantes dosta freguezia
o lenente-coronel Florencio Jos Carneiro Mon-
leiro.
Naojia quem ignore, jurdicamente fallando,
que h grande dillerciiQa entre residencia c domi-
cilio, que aquella pode-se dar temporariamente
e por qualquercircumstancia fortuita, para o e-
xercio por exemplo de um emprego publico etc.
ao passo que para haver domicilio era alera dislo
preciso que se desse da parte do cidado animo
do permanecer no lugar era que esl residindo.
A residencia, variavel por natureza, nao vem
a ser un domicilio senao por actos successivos
que eslabelccem a fixidade, o demonstran) o
animo de permanecer ; pelo que nao h que ad-
mirar, nem isto nunca foi motivo para ura capi-
tulo de aecusaco, que ura cidado tenha a sua
residencia em um lugar, e o sen domicilio em
outro muito diverso e pertencenle a urna fregue-
zia distincta.
Alem disto nao constava que o Sr. lenente-co-
ronel Florencio livesse sido qualiflcado em ne-
nhuma oulra freguezia, nao obstante os requeri-
mentos e meios empregados por algum de seus
desaffeicoados para esse lim nem se mostrou que
na veriiieacao de sua morada e habililacoes ti-
vesse elle optado pela freguezia de Santo Anto-
uio-afini do ser ahi qualiflcado, sendo corlo,
como diz muito bem a referida acta, que esse Sr!
sempre leve seu domiclij no Poco da Panella,
onde possue urna importante propriedade, con-
serva quasi sempre a sua familia o tem exercdo
diversos cargos, sendo que ainda boj o qualifl-
cado jurado, morador nesla freguezia.
Nao verdade que a junla excluisso indevi-
damenle pessoas conhecidas dcsta freguezia para
nao seren do sua confianza.
Sdous individuos foram eliminados da lista
dos volantes, o bacharel Luiz Carlos de Magalhacs
Breves e Jos Freir de Faria Pedresa, o primei-
ro era virlude de reclamaco de Manoel Jacinto
Ribeiro, que provou com documento aulhenlco,
ser o dilo 5r. bacharel Breves, morador na fre-
guezia da Boa-Vista, onde o mesmo Sr. Breves
deixou.de reclamar, contra a sua inclusao na lis-
la dos votantes daquella freguezia, e para saber
a maioria da junta quo o dito Breves nao eslava
ha ura mez no Poco quaddo se formou a mesa
ou se reuni para seus trabalhos. como pres-
creve o art. 17 da lei n. 887 de 19 de agosto de
18i6 ; e o segundo em mo da reclamaco do
Sr. Marinho (que nao suspeilo), sendo "quo o
mesmo Sr. Marinho foi o proprio que escreveu
o requerimento. reclamando era nomedo Sr. An-
tonio Das Fcrnandes, provando com documento
que o dito Sr. Pedresa fraindevidamenlequali-
licado volante, visto nao teros 25 annos de ida-
de que a lei exige.
Se o Sr. Dr. Manoel de Barros Brrelo proce-
deu como Ihe cumptia, quando por edital conv-
doucm dezembro do anno lindo ao supradito Sr.
bacharel Luiz Carlos de Magalhes Breves (que
supplentc e nao elctor. como diz o Liberal) pa-
ra a organisaco da j una de qualificacao da fre-
guezia do Poco da Panella em 15 de Janeiro des-
te anno, visto que nessa epoca ainda nao eslava
provada a mudanca do domicilio dessa bacharel,
nao so segu" que a junta actualmente nao pro-
c.?1deS|fl.lamoe,n regularmente quando excluio o
dito Wtharel da lisia dos votantes, depois que se
reconheceu a -mudanza de seu domicilio por oc-
casiao da qualificacao da freguezia da Boa-Vista,
onde o mesmo bacharel devia apresenlar-se re-
clamando conlra a sua inclusao na lista dos vo-
tantes, se prlendesse continuar a ser parochiano
do Poco da Panella, onde nao reside nem resi-
di o lempo preciso para, om vista da lo\, ser
qualiflcado, por isso que apenas se demora'tres
ou quatro mezes nesta freguezia pola verao, tendo

, e4, :in"o vindo para aqu no da 24 de dezembro
i prximo passado.
No u limo dos 5 dias (9 do corrento) dos lra"ba-
Ihos ja junta fW presentado pelo membro da
snesnia junta o S. Marinho, e assignado pelo re-
ferido bacharel Blreves, ura papel a que no se
pode dar denominado ; mas collgindo-se ser
elle ima reclamgfeio, deliberoua junta por una-
nimylade de votoi. que nello fosse Taflcado como
, de fe co se langwi o despacho do theor se-
guml j :
Jndefirido.pArquanto, alm do "ler sido at-
tcndtla pela maioria da junta a *eclamicao do-
cumentada de Manoel Jacinto Ribeife, acerca da
; mora lia do reclamante na freguezia da Boa-Vis-
ta, a< ;resce que a mesma maioria procedeu cons-
ciencosarrente a respeito do cidadao Gervasio
11 res Pereira, de quera traa o mesmo recla-
man! po s que tinha sciencia de haver o dito
Pires reclamado peranle.a junta de qualificacao
da re crida freguezia da Boa-Vista, quando cllaj
funce onoe nos vinte das da lei. mostrando que
mora'a coui sua mi, que tem aqui o seu domi-
Essj despacho proferido por unanimidade de
votos pro-a do modo raais evidente a sera ra-
zao ce m que o Liberal aecusou a maioria da
junta pelaoxclusao do bacharel Breves.
,nPari. Prova finalmente de que a junta de qua-
ilicaao desla freguezia procedeu sempre com
toda imparcialidad esem allender desaffei-
coes odios mesquinhos, basta notar que reque-
rendo o Sr. lenente-coronel Florencio que o Sr.
Jos I ranc;sco Carneiro fosso eliminado da lisia
dos volantes por achar-se este cidadao qualifl-
cado na freguezia de Sanio Antonio do Recfo, a
junta indel.no esae requerimento por aehar-so
esse cidado ha mais de dous annos na frejue-
zia e demonstrar animo do ahi permanecer, por
haver declarado verbalmcnlo ante a junla quo
c" leader desta freguezia, quera volar anles
all de quD em outra qualquer fieguezia, epor
ler a mesma junla perfeito conhc-imenlo de que
ocidalao de que se traa, Jos Francisco Car-
neiro, morador nesta freguezia, como so pode
ver dr despacho constante da acia relativa aos
rabal ios do quarto dia (3 do correnle).
Ora ninguem que lenha conhecimento dos
negoc os desla freguezia, dir que o Sr. Carnei-
ro lomera da confkin;a da maioria da unta e
eniretinto clleacha-sc contemplado na-lisla dos
votantes I....
Creio, pas, ler demonstrado .de ura modo
digno e salisfactorio que o /.i"6era foi inexacto
a respeilo de ludo quanlo allirmou acerca da
qualiLicacc do Poco da Panella, e quo o nroce-
diraculo do presdeme e os dous membros da
junta, sobre quem versou tola a accusa,;e, foi
seinpr; regular, do conformidade com a "lei e as
dccisoss do governo.
Por) da Panella, 28 do marco de 1360.
F.
A mirle do sonador Alencar foi ura vacuo di-
icil dii ser preenchido. O Cear perdeu um i-
Ino pr;slimoso e um senador que muilos servi-
Cos presin ao paiz, e parliculormenle a provin-
cia, que o vio nascer, cuja verdade ninguem ain-
da ser ament contestn.
Sua voz sempre se ouvia eloquenlemenle,
quanDse lialava do engrandeciraento de sua
provincia.. Sendo o senador Alencar um desses
nomeis cujas virtudes cvicas e probidade esto
no dominio de lodos, nao deve portanto ser iu-
diirerenteaosCearcnses a eleico, quo se lem de
procei cr para precnchimenlo de lao sensivel va-
go, a um de apresenlarem eseolha do mouarcha
nomeis, que por sua illusiraco, patriotismo o
semeus prestados a provincia possam fazer o
que- o Sr. .Menear poderia.
Enlie muitos quo esto no caso de represen-
larem dignamente a provincia do Cear, figura
cenan ente em primeiro lugar o Sr. Dr. Miguel
Fcrnandes Vieira, cu jo nome prestigioso, cujo3
releva .tes servicos, prestados a sua provincia
sao bem co;ihecidos.
O S-. Dr. Miguel Fernandos Vieira um dos
caracteres rnais distinclos do Cear nao s por
sua pribidadee honradez, como tambem pelos
sacrifi nos que tem felo a beneficio do Cear e
de secs filhos.
Os servicos do Sr Dr. Fernandos Vieira datara
desde 1839 al o presente sera inlerrupeo.
Se cutres, supposto nao estojara nu provincia
lem pi estado servicos, como so tem inculcado,
o que .ao dir o Sr. Dr. Fernandos Vieira, que
anda nao sahio da provincia, o sempro lom
pugna lo pelos seus interesses, j como deputa-
do, e j.i como particular, reparlindo sua fortuna
com o; necessitados, que lera encontrado nelle """
um ar irao, e com estabelecimentos e obrar--ilus--?'',li*"
1890.
mais profnelo arrepemiimenuT"
sas senhonas, senhores redactore
D.if- rnc,c Josi d? Costa'GuimartS,
Recife Vt de abril de 1860.
que alli se tem feito?
O Si. Dr. Fcrnandes Vieira goza de tanto con-
ceito, consiJeraco c estima dos Cearenses, que
sempr o lera collocado em primeiro lugar dos
mais \otados. O Sr. Dr. Miguel Fernandos Viei-
ra nao lem, verdade, dom oratorio,mais lem-se
sobresahido muilo e muito pelo seu bum senso
por si a illustraco e pelos esforcos pessoaes,
que se mpre tem empregado a bem de sua pro-
vincia natal, e a ninguem cede a palma em hon-
radez, patriotismo e dedicaco a caus Cearenso,
e que geralracnte reconhcido pelos seus pa-
tricios al mesmo seus desafectos polticos.
Eso ramos que o raonarcha ainda desla vbza
soja bim succodido na eseolha que fizer,
era vilaaseguinte mxima suum .
buere. Um pernambucano
Rec fe 12 de abril de 1861.
Ptibliea Illra. Sr. Dr. Horacio Cesar.fJogradocimcn-
to o poderoso lato que nos prende aos riossos
bemfeilores, a nica rcliibuico dos sacrificios
que o ouro nio pode comprar, porque esses sa-
crificios so fetos por amizade humandade, pa-
gam-se cora a gratido que nos nasce no cora-
cao, e a maior de lodas as recompensas.
O agradccimpnto a medida de grandeza do
nossa alma o as mais agradecidas sao sempre as
mais elevadas c as raais nobres.
O medico o verdadeiro homem da humanda-
de, porque a bem desla sacrifica elle loda a sua
existencia, e o papel que representa junto ao po-
bre enfermo, que tocando ao ultimo instante de
sua vida, encara-o como seu nico salvfdor
um desses papis dilados pela Providencia, por
que o medico o emissario de Dos no mundo
para soccorrer a humanidade. E, como V. S
Illm.Sr. Dr. Horario Cesar, lem representado
este brilhante papel enlre nos. E no momento
que v. b. vai deixar a provincia rjas Alagoas, os
abaixo assignados, fallariam ao mais sagrado dos
seus deveres, se calassem ossenlimenlos de que
se acham possuidos para com V. S. ; sentimen-
los que sao tambem de urna populaco inteira
que. grata aos beneficios e spccorros'do medico
dislinclo c humanitario, sempre prompio a acu-
dir ao primeiro grito da humanidade, ha de re-
cordar-se coro saudosa lembranca do medico do
hialcParaft6aiio, o Dr. Horacio Cesar, que alera
dos importantes servicos prestados no Coruri-
pe quiz a .Providencia que esse hiate licasse
estacionado no porto desta cidade, para que o
povo de Macei, conheeesse e apreciasse, nao
s as cxcellenlcs qualdados do hornera, como
tambem a pericia, o zelo o a felicidade de me-
dico, sempre prompto a comparecer onde era
chamado ; sem indagar-se o grilo de soccorro
parta do pobre ou do rico ;se no palacio ou
nj choupana o-lugar cm que tinha de ir exorcer
a sua profissao
V. S. parte porque o dever assim o ordena
mas acredito que aqui tfeixa verdadeiros amibos
o que muita lagrima do saudade ha de ser a ex-
pressao mais sincera da gratido do povo ao me-
dico, que nao olhava condu-es nem riqueza para
prestar os soccorrosde sua arle.
As lagrimas sao expresses muda j do coraco
e a verdadeira linguagom da saudade ;e a po-
nreza do Pajussara c Jaragu com sentidas la-
grimas de saudade ha de carpir a fatal ausencia
de seu desvelado medico.
Queira V. s. receber a expresso sincera dos
sentiiuenlos que ncslo momento dominam nes
abaixo assignados. urna homenagem publica
que rendemos ao verdadeiro mrito, e que ex-
prime o gemido de nossa saudade ; mas esle e-
mido o echo de urna corda da harmona celeste
da amizade de noss'alma. o brado da ratidao
sincera que tributamos aoincansavel e preslimo-
so medico que deixa um nome na nrovinca das
Alagoas pelos seus relevantes servicos, muilo
principalmente na cidade de Maqei
Dos guarde a V. S. Macei G do abril de 1860.
Barao do Jaragu.
Manoel Jos da Silva Neiva (chcfo de polica.'
Joao de Almeida Monteiro (vice cnsul portug
Francisco_Jos de Magalhes Bastos (n.
Innocencio Baplista de Sjqneira Reg
gado publico e proprietario.)
Jos Aloxandrino Dias .e Moura (secretario
governo.)
Justino Esleves Alves (caixero.)
Cha Langley (hanceller do consulado Uiglez.)
Manoel Antonio Loureiro do Araujo (negociante.)
Jos Marques dos Santos Carregal (negociante )
Manoel Jos TWira de Oliveira (proprietario.)
Jos Antonio doTAImeida Guimares (negociante.
Joaquim Jose/e Vasconcellos (guarda livros.)
Manoel Joaorfim Duarte Guimares (negociante.)
radre AnU^Tn, Jos da Costa (proprieiario.y
Manoel A/htoiiio Lopes da Silva Muriliba (nego-
cianlcrf) v
James Hiunler (vice cnsul.)
e V,l0Jlradc ArauJ Peixoto (proprietario.)
abastao da Rocha Lins (negociaule.J
'io dos Santos Andradc (negocame.!
_iiez.)
gociante.)
(empre-
do
Jos Anl
Franoin. ,
Joao lela
Jos Nun
Manoel
Alexa..
Alexaudu
Luiz Jos
Francisco
Coronel M
do curdo
Bayard L
do p
Manoe
_ares d* C>.-la (coronel.)
' o dos Sanios (orapregado publico.)
Iiimaies (negociante.)
upardo (negociante.)
es (empregado publico.)
eca (empregado publico.]
rn .*, egociante.)
a Costa Moraes (commaudanto
TTc polica.)
ipoldo deSouza Magalhes (omprega-
co.
rtins da Silva Aboim
negociante.)
(inspector da thesoura-
No Diario de Pernambuco de 9 do trenle le-
so urna correspondencia doSr. Antonio Marques
CavaWami dti Albuquerque, defendendo seu lio
o Sr. Ilaaoel Camello, delegado do Buique : a de-
feza c iem nalural, e nada lem di] admiravel ; o
que n"lla ha para admirar, c que o Sr. Antonio
Marques nao meneionasse os factos, que inoti-
varam a denuncia dada an Sr. chefe de polica
conlra o Sr. Manoel Camello, salvo se lemeu nao
poder refula-los, ou enlendeu quo o Sr. Manoel
Camel o ni era tambera responsavel pelos fac-
tos qu.i consenlio praticassem, aquellas autori-
dades, que esto sob sua iramediata inspecciio.
Nao lem razo o Sr. Antonio Marques quando
por al use.5, quer atlribuir.ao Sr. Dr. Castor es-
sa denuncio ,por motivos polilicos e desgoslos
elciteraes. /
O Si. Dr^Castor nao foi o autor dossa denun-
cia, q> e apareceu no Diario de Pernambuco sob
aassignakuia o rcsponsabilidade do Sr. Antonio
Luiz Cavncantr.
O qi^ o Sr. Dr. Castor fez foi affirmar ao Sr.
Dr. enere de polica que existan), certos o deter-
minadas factos mencionados naquclla correspon-
dencia, c compromelteu-se a aprcseniar a prova
de sua existencia ; e isto certamenle far, pois
conheoemos bem o carcter e sezudez des'te sc-
nhor.
Os fictos existirn), e muito estimaremos quo o
Sr. M noel Camello, consiga justificar-so fazendo
rocahik- sobre outro a responsabilidade delles.
Qua lo as allusoes feila a vida, e pessoa do
Sr. Dr Castor, permita o Sr. Antonio Marques,
que II 2 digamos, que em um momento de colera
esqueieu Smc. que o Sr. Dr. Castor nao lem em
sua vi a publica o particular, fados que o lacam
corar, e que entrega a sua vida a analysc do seus
gralui osinimigos: e al estamos persuadido que
Smc. | assada a colera de que se apossou. reco-
nheoi i a ijuslir.a, quo pralicou, e nao se enver-
gonha de confessar que o carcter sizudo e
franco do Sr. Dr. Cistor, suas excollcntes quali-
dades^sua hsnradez e probidade repeliera essas
malignas allusoes, filhas do odio e do despeito
Rcci e 12 de abril de 1860.
G.
(juijhfcrme Jos da Graca
ri/a provincial.)
olpho de Souza Menezes (negociante.)
ioel Torqualo Ramos (negociante.)
. Aurelio Ferreira Espinheira (juiz municipal.)
-., cnd Antonio Pinto da Rocha (juiz do orphos.)
cingue Irj-, Raphael Archanjode M. Mallos.
cano, f Jos Antonio de MenJonca Jnior (promotor pu-
blico.)
Rodrigo Antonio Brasileiro Macei (proprietario.)
Vcnusliniano do Araujo Reg (empregado pu-
blico.)
Cypriano Joaqura da Silva Juc (empregado pu-
blico.)
Ildefonso Josino de Almirante Vasconcellos Cor-
rea (emprfigado publico.)
-Francisco Ferreira Bastos do Amorim (proprie-
tario.)
Tenenle-coroncl Francisco de Panla Mosquita
Corqucira (administrador do consulado pro-
vincial.)
Benedicto Ephigenio do Rosario (emprogado pu-
blico.
Domingos dos Passos Franca Ramos (artisli )
Claudio do Nasciraento Lins (proprietario.)
Pedro Vieira da Cruz (negociante )
Cesar Augusto Zanotti (negociante.)
Joaqun) de A/.ovodo Villarouco (negociante.)
Alexandre Ferreira Guimares (negociante.)
Jos da Silva Pires (negociante.
Joaquini de Azevedo Maia (negociante.)
Joao-Luiz Tavares Lopes (negociante.)
Joao Jos daGraca (proprietario.)
Jos Nicolao Gomes (negociante.)
Antonio Mara Mouteiro (negociante )
Arislides Barbosa Cordeiro Fciloza (agrimensor-
gemetra.)
Vigarlo Joao Barbosa Cordeiro.
Jos da Silva Ramos (proprietario.)
Manoel Joaquira da Silva l.eo & Q. (negociantes.)
Paulo Joaquim Telles (tenenle-coronel da guarda
nacional, presidente da cmara municipal e
tnesoureiro da thosouaaria provincial.)
Euenio Jos Nevesde Andrado (negociante)
(fiario das Alagoas.)
Correspondencias.
Srs.
redactores.Em o dia 3 do correnle mez,
s 5 h ras da tarde, dirigi-mo. casa do lllm.
Sr. Lu z de Franca Cruz Ferreira, e ahi chegado
proronipi era injurias e insultos contra esse hon-
rado e probo ancio, desaltendendo j ao con-
ceito que Ihe devido, j ao respeilo quercque-
remstas cans Confesso que fui inqualificada-
raeiite injusto para com o Sr. Franca, alias digno
a todo.i os respeilo3 do mais fino trato, e vene-
raco ; mas por isso que reconheco a reprovaco
do mei descommunal procedimento sent logo
no funlo d'ilma o ardente desojo do implorar a
esse honrado ancio, a quem tanto offendi, o per-
dao dejsas offensas.
E nfo me enganei quando nutria tal desejo
porque nlo o corajao bem formado dosle senhor
A Qana BnllinnnlnB mI ^Ia... f.ll.______ .____!_ ..
tholicc poz termo a accao vngadora da justic
..------- r-------i- rvV, ""*"" u juanea luiiiiins uu ierro, OU pCS 00 0110
humara, e semu de halsamo para cicatrizar as thermometros; aos consignatarios
tendas aue desabridamente fiz nos** mrnei.. 1 >u* T.:.. 4 *:>. u.?.____.
feridas que desabridamente fiz nessse corca.
bcmfejo.
A' offensa foi grande, c publica: a repracSo
deve ixcedor a offensa. E' pois do alio da ira-
prensa queeuilou ao Illra. Sr. Luiz de Franca d>
Cruz lerrciia.0 raais solemne aa4isfaQoo dus gj-'a-
res in, urias que verbalcnenle Ihe dirig, na tarde
do dia 5 dedo mez, na porta de sua. casa; e Ihe
peco que, como, chrisiio, receba, eslii provada
COJOIEKCIO.
. Alfandega.
Rendimentodo da 2 a 11. 119.702S876
dem do dia 12.......17.224J792
136.927JJ658
Movlraento da alfandesa
85
425
------ 510
163
274
------437
Volumes entrados com fazendas
> com gneros
Volumes sahidos com fazendas
com gneros
Descarregam hoje 13 de Anl.
Brgue inglezCynthiafazendas.
Brigue inglezGowardferro.
Bngoie hespanholVigilantepipas e barris de
vinho.
Brigue portugus Relmpago diversos g-
neros.
Hiate nacional=Dous Amigosfumo c charutos.
iniMH-tar/ftit.
Brigue inglez Cyntkea, viudo de Liverpool,
consignado a Rostron Roocker i C ', manifestou
o seguinle:
4 caixas e 6 barricas ferragens, 1 caixa vernz,
10 barricas vidros, 32 caixas objectos de gaz, 2
r-t_.-..u u <.UIU>UU uim lunuauu uosto soiinor. io uarncas viuros, z caixas omeelos de gaz 2
eseus sentlmegtos religiosos falarara mais alio ditos chapas do ferro, 4 ditas armaces para
que esias oHensas, e o perdo do verdadeire ca- lampeoes. 3 chapas do ferio para cal.teira, 50 co-
lliolicc doz (ermo a aeran vinimitnr.i d-i ,ii.. r,nn. ,i r_ ea _<_ ai .*. m. ju..
t.umnas do ferro, 50 ps de ditos dilo, 1 caixa
1 caixa meies, 1 dila linlia om carrileis ; a Vnz
& Leal.
20 volumos toalhas, chapeos de sol.linho, fa-
.cnda de algodo, etc., 1 caixa sellins, 1 barri-
ca vidros, 1 dita obras do njeiat; L. A. Si-
queira.
385 pocas, 8 veluracs e 7 caixas mqchinls^io
2 fcixes pus de ferro, 5Q qito,s ferro a, P,, w'
Bowman. '
di
Oiaixas genebra ; a J. \V. Evanz.
35 ggos e 1 barrica louca, 2 caixas chapeo o
sol de seda, 4 barris e 10 caixas espiritos diver-
so*, 75 barricas barhlha ; a ordem.
60 barricas cerveja, 1 caixa miudezas; o H.
L-ibson,.
100 caixas salio ; a Rolho & Bidoulac.
100 barris chumbo, 100 ditos dito cm barra, 37
Barricas e 3 caixas ferragens, 15 feixes e 50 barri-
cas instrumentos de agricultura, 50 fcixes objec-
tos para dila ; a Prente Vianna V C."
100 barricas barrilha ; a Patn Nash A C.4
lozanas fazendas do algodo ; a C. J. Aslley
26 caixas algodo de cores, 4 ditas camas de
ferro ; a James Crablree & C-*
2 caixas camisas de algodo ; a Aickooght
G.
5 caixas fazeudas de la a e algodo. do seda o
la ; a G.-Ralkinan & C."
86 volumes fazendas de linho, do algodo
miudezas, etc.; a Adarason Hmvie & C."
4 caixas chapeos de sel, 4 ditos fazenda de al-
godo c lia ; a D. Wild & C.
1 caixa l machn 1 : a Mr. Bcnson.
24 volumes fa/enda de algodo, nudezas la-
peles, oleados, 35 toneladas carvo; a Sout'hall
Meilors & C.a
1 caixa panno para forro de sala ; a Joo Pinto
de Lomos Jnior.
3 fardos lonas, 5 barricas ferragens, 1 caixa
lito & 1 5 dUaS raiuJo!las a W*" Hal-
55 barricas cerveja. 7 fardos.fazenda de algo-
ao : a S.undors Brolhers & C.
50 barris manteiga ; a James Ryder & C
1 fardo.pellos, 1 caixa ferragens, 1 dila miu-
ezas. I dita apparelhos ; a A L. Rodrigue.
1 barrica cnlilaria, > ditas ponas do lauca, 7
lias sal de hpso, 20 latas espirito de lerebiiU-
a a Mello Lobo & C.a
2 saceos amostras ; a diversos.
Consulado geral.
endimontodo,lia2a II. 25:661908
a 0 d,a 12....... 5.099394
30.761,302
?1E.n.!?n0"?,e rVe!<*dt,s *w o* documento
& 1 r "* h! se,iao cnlre8cs.-0 subdelega-
do, Jos Crrela Leal. 6
Directora geralda instruccao
publica.
Faco saber que o lllm. Sr. Dr. director geral
interino manda declarar Sos inlcressados que e
prazo de 6 mezes marcados no edital de'lS d
oulubro do anno pastado para os srofessores
professoras, directores e directoras re escolas a
collegios de ensind particular se habiillarem e re-
gularla rem os-seus estabebeimentos ni forra*
das inslrucroes de 11 de junho de 1859, tem do
expirar no dia 15 do correnle. ficando os orois-
sos sugeilos as penas da lei 11. 369 da 14 de maitt
da 1855.
Secretaria! da inslryccao publica de Pernambu-
co 2 d abjil do 1860.-0 secretario interine.
Salvador knrxque di Albuquerque.
IiiNj)Mi-ao do arsenal de naarinha.
O lllm. Sf. inspector manda fizer constar ao>
Hennque de Miranda, que, comoor-
m. Sr. presideclo da provincia em
o mez findo, deve pagar na receba-
das internas, a irapoitancia dosdi-
lumentos correspondente ao lugar d
Sr. Antonio
denou o I'\
data de 31 e
doria de rer
reilos e emu
meado pelo
de fevereiro
da noli e
a solicite.
Iuspecco
almoxanfe cesla repartico, para o qual foi no-
governu imperial por decreto de la
ultimo, constando essa importancia
nlregar-lhe esta secretaria, logo que
Diversas provincias,
Rendimento do dia 2 a 11.
dem do dia 12.
2:608973
358U95
2.967j!06S
Despachos de exportaeao pela mr-
sa do consulado desta cidade u <
dia 11 de abril de 18UO
Stockholra Brigue sueco \V. Ter3meden>>, S.
Rroters & C, 1,400 siccos assucar mascivado.
MarselhaBarca franceza Caid, N. U. Biebcr
& C, 300 saceos assucar mascavado
BostonBarca americana v'Inman, H. Forsler
c C, 1,000 saceos assucar mascavado.
New-York Hiate americano Mariquita. II.
Forsler & C, 800 saceos assucar mascavado.
Lisboa Brigue portuguez Constante, A. Ir-
mos. 600 saceos assucar mascavado : Jos
Ferreira da Silva, 4 barris mcl; Moreira &
Duarle, 11,181 oitavas de prala.
PortorrBiigue portuguez Harmona, Jos A.
da Gunha & Irmaos, 250 saceos assucar branco
e 100 ditos dito mascavado.
LisboaBarca portugueza Flor de S. Simo
C. Nogucira & C 180 saceos farinha de man-
dioca.
Lisboa Patacho portuguez Jaico, Manoel
.Goncalves de Oliveira, 400 saceos sasucar
mascavado.
S. MiguelEscuna portugueza Rainha dos Aco-
res. C. Nogueira & C, 6 pipas agurdente; 6
meias ditas o 100 barris mel.
Rio da PrataBrgue dinamarquez \galh, di-
versos carrcRadores, 12J saceos farinha, 362
ditos niillio, 67 ditos arroz, 13 barricas gomma
PortoBarca portugueza Sympathia, diversos
carregadores, 280saceos e 18 barricas assucar
branco, I8 sacros e 2 barrica_s assucar masca-
vado, 2 ancoretas mcl, 179 meios de sola.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimentodo da 2 a 11. 7:3533396
dem do dia 12....... 620^556
7:9743012
Cunnnlaao pro,im-iui
Rendmenio do dia 2 a 11. 27-114^192
dem do dia 12....... 3:368955
30:48235 7
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 12.
Lisboa27 dias, brgue portuguez Confianca
do 119 toneladas, capitao Manoel Joaquira da
Silva, equipagem 11, carga vinho o mais g-
neros ; a Carvalho Nogucira & C.
Aatu'os sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeirobrigue brasileiro Alfredo, ca-
pitao Amonio Jos Rodrigues Pinheiro. carga
assucar.
Parahibabarca ngleza Xorral, capilo David
Curre, carga assucar.
Rio de Janeiro patacho brasileiro Beberibe
capitao Joaquim Jos dos Reis, carga assucar.
RioGrandodo Norte lancha brasiloira Feliz
das Ondas, capilo Torcato Jos do Nascimcu-
lo, carga differenles gneros.
Rio Grande do Nortelancha brasiloira Flor do
Rio Grande, capilo Miguel A. da Costa, car-
ga differenles gneros.
0 o. 9> -* o. Q. B Horas.
* n s oa VI ' 1 1 Atmotphera - C ec V. < s > c
V VI VI P1 Direegao. < tu se H O
* < SO 0 a?. % Intensidade. S v. p: > H w R
l i-* 9 r3 Centgrado. -i Pl ss S O R m i 3J O
l. 1- MI ^4 8 Reaumur. C c
00 00 li 00 CO 53 Fahrenheit >
~4 S 00 -1 0 2 . Hygromelr . V-
~4 l O en at> S3 0 Barmetro
A noite clara a principio, lornou-se de grandes
nevoeiros e de aguaceiros, vento variavel, licau-
do no terral, assim amanheceu.
0SC1LLAC0 DA MAR.
Preamaras 9 h 42 da manha, altura 6.0 p.
Baixamar as 3 h 5 da tarde, altura 1.75 p
Observatorio do arsenal de marinha 12 de abril
de 1860 Visgas Jijnior.
Edilaes.
O Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque, juiz
municipal da primeira vara da cidade do Be-
cife de Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde, etc.
Facosaber.que em cumprimento ao art. 36 da lei
de 19 de agosto de 1S4&, sao convidados todos os
cidados que lverem sido desaltcndidos na qua-
lificacao de votantes que leve lugar as differen-
les freguezia deste municipio, e que enlentaram
recurso lia forma da lei a apreseniarera-se pe-
ranle o conselho que deve principiar os seus
trabalhos do dia 15 do correnle era diante na casa
da cmara municipal desta cidade.
E para constar fcandei lavrar o presente que
ser publicado pela imprcnsa o afiliado nos lu-
gares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 11
de abril de 1860.Eu FranciSco Saraiva de Arau-
jo Galvo, escrivo o escrevi,
Silviino Cavalcanti de Albuquerque^
^^ig.
eclaracoes.
1 io.
docorreio dsla
Corr
Pelasil'Mnlstrac*
se faz publico aQ:c-ri<*l.,,e*la Pr0>incia
5 hrasdati- .'..0n,;,nJia'V4 do correnle.pelas
las que Jde- em Pn,. eharrse-lio as ma-
nuni' dm.,econduziro vapor cosleiro Persi-
u, -.*, com destino s Tamandar e provincia de
" -cei. r
= Pela subdelegada da Varzea se faz sciente
a quem inle.ressar possa. que foram pegados dous
cvanos, um castaojio e oufro rudacfo, as matas
do sitio Coiana da mesma freguezia, para o que
.- do arsenal de marinha de Pernam-
buco, era 2 de abril de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijos.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoa do rendas in-
ternas, cm oumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
rindo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do>
correlo, tendo mandado intimar no dia 21 s
comnanhas e sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
sua nutonsaejo. c que nao tinham pago os novos
, e velhos direitos pela approvaco de seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que cnlrassem com sua importancia e revali-
dacao psra a ni'-sraa recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias conslam de uraa relacao a-
signada pelo ofllcial maior interino da secretaria
da mesma lliesouiaria e sao ; companhia do se-
guros man nios ulilidade publica, dem da es-
trada de ferio de Pernambuco, dem pemanrbu-
cana de nav^cSo cosleira, dem de seguros
martimos ndemnisadora, ideni de colocisacri
era Parnaraburo, Alagoas e Parahiba, das quaes
so me 11 le as cuas de seguro marilimo menciona-
das mostrara m haver pago o sello de seu fundo-
capital o os novse velhos dreilos pela appro-
vaco do seijs estatuios, faz transcrever o art 9
nuco do decreto n. 2490 de 30 de selembre
do anno prximo passado quo sui>iia s penas
do art. 8< do regulamenlo do 10 de jnlho do
18 aos empregados e anloridades aministrati-
vas ou judiciarias que de qualquer medo reco-
nhecerera a existencia das sobrcdit.as compa-
nhias. *
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonyniasou companhias que entrarcm em
operares ou estiverem funecionando contra o
disposio nos arts. 295 e 296 do cdigo commercisl
e por conseiuencia sem pagamenlo do sello do
seu capital, esto sureilos a dsposco do art 31
do regulamenlo de 10de julbo de" 1S50. 8lem
das raais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legisloi o .'m vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem. at-
tendeiem, deferiiem ou admitlirem reelamacoes.
requerimenlos, represenlsroes, accSes, ttulos e
documentos de inalqucr natureza, apresentados
em nome do companhiase sociedades anonyma3,
suas caixas filiaes t agencias em taescircuraslan-
cias ou de suas aJminstracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua exislenca ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro da
18601/anoe/ Carneiro de Souza Lacerda.
Pela subdelegada do Recife, foi apprehcn-
dido hoje s 4 horas da raanha, no lugar do
Forle do Mallos, um sicco cora urna arroba o
16 libras de algodo que conduzia um pretor a
pessoa a quem perlencer, dirija-se mesma sub-
delegada, que Ihe ser entregue.
ttoro, lo Jo i.,;i .1., ORO
Ignacio Antonio uorges.
Correio geral.
Relae-ao das carias seguras, vindas do sul pp|
vapor portuguez. e das existentes na adminslra-
co do correio, para os seniiores abaixe decla-
rados :
Almeida Gomes, Alves & C.
Antonio de Padua Hoilanda Cavalcanti.
Antonio Jos Pereira de S.
Cato (subdelegado da Boa-Vista) ra da Con-
ceifo.
Carlos Eduardo Muhlerl.
Claudino II. Cavalcanti.
Firmino dos Sanios Vieira.
Francisco Dornellas Cmara.
Francisco de l-'reitasGamboa.
Gabriel Antonio.
Galdino Ferreira Gome3.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Joaquim de Oliveira e Souza.
Joaquim Candido da Silva. .
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Jos Domingos do Goulo.
los Pacheco Pereira Jnior.
Manoel Vicente de Oliveira.
Ouincas de Oliveira.
Rufino Jos Mara.
Viuva Amorim &. Filho.
Estacao naval.
Do ordem do lllm. Sr. chefe de divisio Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estaca
naval dcsta provincia, previno ao grumeledo
corpo da armada Jos Gomes das Noves, desertor
da guarnicao do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser tomado cm consideracao o
seu requerimento dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pcdindo perdo o baixa, deve so
aprescnlar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado pelo quartel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da eskaco fazer publico em con-
sequencia da delrrminaro que para isso leve.
Bordo do brigue-barc Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860.O primeiro lente da
armada, Euzebio Jos Antunes, secretario e aju-
danle de ordenS.
Conselho a/ministrativo.
O conselho administrativo, para forneciment
Jo arsenal de guerra, lera de compraros ob-
jectos seguinles :
Para o presidio de Fernando.
2 tornos de cobre e as madeiras que de fazea
precisas a una prensa para rubricar farinha da
mandioca.
Pora o meio balalho da provincia do Cear.
363 esteiras de palha de carnauba,
Para provimenlo dos armazens do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
27 1/2 caadas de azeite de coco.
Quem quizer vender taes objectos aprsenla
as suas propostas em corta fechada na secretaria,
do conselho, s 10 horas da raanba do dia ti
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 4 de
abril de 1860.Bento ios Lamtnjm Lins, co-
ronel presidenteFrancisco oaquim Pereira
Lobo, coronel vojral secretario interino.
Pela recebedoria de rendas internas geraes
se faz publico, que o prazo da cobranza no do-
micilio dos contribuimos do imposto de 20 0)0 cf
do especial dc80j), relativo no 1. semestre do
exercicio corrente, finda no ultimo desle mez.
oepois do que seguir-se-ha a cobranca execoti-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.=O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Laceria.
THEATRO
Di
Santa Isabel.
SABBADO. 14& ABRIL DE 1860.
Grande e variado esuectacnla
cmposto de
no
ARTISTA SANTA ROSA.
Qepots,que os professores drorcheslr* oxeen-
larem a bella ouvertura


'4)
representar-se-ha o bem aceito e applaudido dra-
ma em 5 actos, intitulado *
A JUSTINA D'UM RE
ou
A QUEDA DO MINISTRO
no qual lom.iro parte todos os artistas da com-
panhia.
O bcnoficiaJo esforgar-se-ha para bem desem-
penhar a jocosa parlo do Joo, guarda porteo.
Os intervalos serao preenchidos com as ricas
pegas de msicas, laes como Miserere do Trova-
dor eGram-Batalha de Almuster.
o m do drama o Sr. Joo Francisco da Silva,
mestre da gymnastica e uin seu discpulo, era
obsequio ao beneficiado, daro uro intervalo
liara, mEnrM.
O beneficiado espera a protego do publico, a
rrnem mais de urna vez tem recorrido, sendo
sempre acollado com enlhusiasmo.
Os bilheles acham-se desde j disposiro do
ubliro, na ra de Santa Isabel n. 13, casa do
enefiriado, c no dia do espectculo no escriplo-
rio dolhcalro.
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para Lisboa e Porto,
o bem conhecido brigue porluguez Harmona,
pretende seguir com muia brevidade, tem parte
ta e passagnirus, par, os quacs tem excellentes
commodos, trata-se com os seus consignatarios
Azevcdo & llendes, no seu escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
-= A barcaca denominada Santa Iabel, da
qual meslre Belnrmino da Silva, recebe carga
para os porlos do sul al o Paco de Camaragibe :
quem pretender, lirija-se a ra do Livramento,
casa ii 18.
Para a Babia segu em poneos das o escu-
na Carlota por ter a maior parle da carga
prompta: para o resto, trata-se com seu con-
signatario Domingos Alvcs Matheus, na ra da
Cadcia do Recite.
= Para a Babia segu em poucos das o pa-
lhabote Dous Amigos por ter a maior parte da
carga prompta : para o reslo, trala-se com o seu
consignatario Domingos Alves Matheus, na ra
da Cadeia do Recite.
iuiz especial do commerciu, o agente'
Hyppolito vender' em leilSo o moris
existentes no segundo andar do sobrado
da ra da Cadeia do Recife onde moravam
os referidos Garmnita & Filhos, con is-
tindo em mobilia de mogno, guarda
roupas e mais utencilios indispensaveis
a qualquer casa : sexta-tetra 13 do cor-
rente ao meio dia em ponto no mesmo
sobrado.
jiis-.ssc majdzinb ojia u anb scossad svp cp
-najjnouoo siutu jed oiiou cp o se jouiunai o
Q se jcjauoa oaou up a 'apjei cp g sy ji o oinod
uio siuoq g ss jtidpuud o o; i,) i opuaj.u o opuOA
-op 'iun|0 oj'ajd ap caiosji ias snaijuaoqjas
saq( onb siod 'sapopiiBnb ss scpoi ap sioaoui op
uiaiAOJii os ap oeissoao 9 anb sojpumeiu "SJg
sos apeptiepodsa moa a 'eJeid p ioj no ojiuap
op seossod so sepoj e 0111 aojJ aiusnunuuo o
'upeidmoa opepu
-uenb c ouijojuod ojiaquip o no ozsjd c sopipue.\
ogjos sacnb so oMnqucn a oOucjj ap opeSaqa
iuoi iniio anb saisej| sajoqiam so uia aisisuoa
anb 'saiuoisixa ||au soiaafqo so sopo) op 'sfiog
aiuoSe op oeSujAjaiui iod o|ia| bjbj *fg u baom
ciu bu ciis soiso.ii op cfo| ens moa jeqeoo op
-uefasap 'baiio sossej sop onioiuy laouew
md}U9AA09 Op l\ VMdJ-VOJdl
3 Sd\>V,\U\\\\\i SV! S\)0\
*>V syovoui iu*> ao\\\iui
a\i iei| auli o a fc# w soia
-0%\\ 4S1^\lO\ 'SWOUKt
Sl\l\0A XS"lllS fclJ 3 XSJl
-pnS.ou fcouSo\u fcipui
DARO DE PERNAMBPCO. SEXTA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1860.
carrrgar o mais 1U das a razo de 123 trancos
por lia ; e pode dirigir-se para Marselha, Ge-
nov ou para Trieste.
A re crida carta de (retamento pode ser vista
em mi o do agente para melhoret inforsaaces.
A PRAZO.

5 r*
5 s
O'
H o O
1-B.SS
3 = 11?
s
<
a.
9
Gneros de estiva

S 2 o 5 -,
a 3' JT e
=. o
3 O"
Scxta-feira 13 Jo correle.
0 agente Borja far leilao na porta da alfan-
dega por conta e risco de quem pertencer do
seguirte,: ,
150 gigoscom champagne.
80 caixas com cognac.
5 barris vinho Slierry.
ditos de cognac.
1 dito genebra. *
5 ditos com er.
70 barricis cora serveja branca.
Pnnciglari Ss 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Couros e la.
a a. -
- 3 S 5 3
."og-2-
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C0MPAMI1A PEH\il{LCA\A
DE
NavegacSo costeira a Yapor
O vapor Persinunga, coramandanle Lobato,
.cegu para os portosdo sul de sua escala no dia
15 docorrente s 5 horas da tarde o recebo carga
at o dia 13 s 4 horas.
BEALGOHPAKHIA
DE
aa
paquetes inglezes a vapor.
At o dia 14 deste mez, espera-se do sul o va-
por Magdalena, commandanle Woolward, o
qual depois da demora do costume seguir para
Southamplon, tocando nos porlos do S. Vicente
e Lisboa : para passagens ele. trata-se com os
agentes Adamson, Howicv&C. ra do Trapiche
n. -li.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas anles do se fecharen as malas ou urna
hora pagando um palaco alm do respectivo
frele.
Lisboa e Porto
Vi lahir brevemente a
bem conhecida barca
muito veleira
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os dous
portos cima, a tratar com Carvalho
Nogueira & C, na ra do vicario n. 9,
primeiro andar, ou com o capitao na
pra Para Lisboa
pretende sahir com muita brevidade o brigue
portuguez Florinda, capillo Joaquim Augusto
de Souza ; tem promplo a maior parte do car-
regamenlo, e para o resto a frote ou para passa-
geiros, trata-se com Aniorim Irmos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capitao na praja do com-
mercio.
Para Lisboa
salie mpfelorivelmentc no dia 2t do correte o
bem conhecido brigue Constante, capitao Au-
gusto Carlos dos Reis ; ainda recebe alguma car-
ga a frele e passageiros, oara os quacs tem as-
seiados commodos : quem o pretender, dirija-se
a seu consignatario Thornaz de Aquino Fonseca,
na ra do Vigarion. 19. primeiro andar.
Maraiiliao'e
Para.
O veleiro o bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capitao epratico Jos de Souza, segu com
muita brevi Ja le aos porlos indicados, por ter j
prompta a maior parle do seu carregaracnto,
para o resto, trala-se com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C na da Cruz n. 27.
Para o Rio de Janeiro segu em poucoa
dias o palhabote Lindo Alfredo : para o resto
da carg, trata-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Matheus, na ra da Cadeia do Rocife.
(ipi!|lllll)l| CJC J
0V1I31
LEILAO
DE
Esplendida mobilia.
A 16 do corrente.
O preposto do agente Oliveira, autorisado pelo
lllm. Sr.J, E. Bobcrts prximo a ir Europa,
far leilao da mobilia deste senhor, que orna a
grande casa do sua residencia no Poro daPanella
Seria enfadonho aqui designar-se a infinidade de
objectos de que se compon a indicada mobilia, e
que todava ser aproximadamenla feilo em cat-
logos que previamente se deslribuiro ; cm re-
sumo porm consta ella de ludo qnanto pos-
sivel precisar-se em urna grande casa de luxo e
de liom goslo, sendo a mor parte feita polo' exi-
mio fabricante francez nesla praca Mr. Poirier:
lera pois lugar o supradilo leilao cora magnifico
lunch, segunda-feira 16 do corrente, s 10 horas
da manha, casa grando em frente da estrada ao
entrar no Poro da Panclla.
LEILAO
Sabbado 14 do corrente,
PELO AGENTE
PESTAA.
Autorisado pelo 111 na. Sr. Francisco Antonio
de Oliveira que se retira para fora da pra^a, o
referido agente vender cm leilao na casa da
residencia do mesmo Illm. senhor ra da Au-
rora :
Mobilia de Jacaranda com cadeiras, sof, mesa c
consolos com lampos de podra marmore, ca-
deiras de bracos e de balando, conversadeira,
riquissimos espelhos, movis de xaro, guarda
roupas de Jacaranda e mogno, toilels, cama
franceza, secretarias, commodas, loucadores,
jarros de porcelana, guarda loucas, apparado-
res, mesa elstica, cadeiras, bancas, quadros,
loucas, crystaesetc, etc.
Obras de prata e diversos cscravos.
Um rico coup, sem igual, com quatro ordens
de arreios*
Um carro americano volla inteira.
Um dito para dous cavallos.
Umaparelha de lindos cavallos prelos.
Um cavallo rozilho muilo possanle.
Um cabriolot e cavallo.
I- muitosoutros objectos que sero descriplos
do catalogo previamente distribuido.
LEILAO
NA
Ra da l^aua u V.
Sabbado 14 do corrente.
O agento Borja, far leilao na ra da Lapa n.
13, presea do Sr. Ribeiro, por despacho do Exm.
Sr. Dr. juiz especial do commercio e a requer-
menlo dos depositarios da massa fallida de Carai-
nlif & Filhos, de 72 couros salgados e 64 saceos
de godao pcrtencenles fos mesmos, achan-
do-se os couros a exame dos Srs. compradores,
no armazem do Sr. l'redeiico Velloso Coope,
lar 50 da Asscmbla, e a la na referida prensa
orne lera lugar o leilao s 11 horas em ponto.
SL a.
5 o
i:
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B
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B
B
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cr*
CZ2
CZ3
QC
Grande e novo sortimenlo de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras com penhor.
Sexta-fe ira 13 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
No referido dh pelas 10 horas da manha no
armazem do mencionado agente, far-se-ha lei-
lo por conta da massa fallida de E. II. Wyatt
4 caixas com candelabros do vidro, casticaes e
nangas. \
1 lila com camas de ferro.
1 dita com espingardas. \
Al rumas caixas com vel.
carinas.
LeiL
A requerimento dos curtidores da
massa fallida de Caminha xfiilhos, e
por despacho do 111 rr. e Exm.
juiz especial do commercio, o
Hyppolito, vender' em leilao
nacional Aracaty, pertencente
matea, o qual e nrlia ancora
porto ondeos Srs. pretendentj
vio examinar : sexta-feira 1
rente as 11 horis em r
da associacao comme
|r. Dr.
igente
hiate
jHuga-se um escravo pardo de 16 annos :
quera precisar dirija-se i ra estrella do Rosa-
rio n. 31, segundo andar.
UUr. Cosme de Sa* Perera
Jde volt de sua viagem instructi-
itiva a Europa continua no exer-
[ciciodesua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as' 6 horas
te as 10 da manhSa, sobre
seguintes pontos :
1*. Molestias de ollios ;
1'. Molestias de coracao e de
peito ;
3*. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
4*. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-
l mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-
tes de o los, o u aquel les que por
moti vojustoobti verem hora mar-
jcada para este im.
A applicacao de alguns medica
imentos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feito,ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
ace.ao, e a necessidade prompta
jde seuemprego; tudoquantoo
i domo ve em beneficio de seus
doentes.
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de S saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Rc-meiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lg e
Dila lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraiasorlaodys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de Ol de linlio pelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila do algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem dem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Eiifcites de vidrilho francezes pretos e
de coies
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafet roxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de runpa feita
I
9

1200
8
3000
15500
10*000
164000
19000

9
9
I
8
8900
9

SC40
9
3*500
9
6:>ooo
8500
5280
500
8800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots, .
colleles, calcas de umitas qualidades
de fazendas 9
Chapeos francezes Daos, forma moderna 8l>500
Um sortimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades jj
Camisas francezas, peitos de linho e de $
algodo brancas e de cores 9
Ditas de fusiao brancas e de cores g
Ceroulas de linho e de algodo y
Capellas brancas para noivas muilo finas 8
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado 8
Meias cruas brancas e de cores para
meninos $
Ditas de seda para menina, par 1*600
Luvas de fio (te Escocia, pardas, para
menino c320
Velludilho de cores, covado 1&200
Velbulina de cores, covado 700
Pulseras "de velludo pretas e de co-
res, o par 2S000
Ditas de seda idem idem 1*000
Um sortimento completo de lu^as de '
seda bordadas, lisas, para senhoras,
horaens e meninos, de todas as qua-
lidades $
Corles de collele de gorguro de seda
de cores *
Ditos de velludo muilo Gnos *
Lencos de seda rdxos para senhora 2*500
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora *
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par 2O00
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado 1*000
Selim prelo, encarnado e azul, propro
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 15600
Selim liso de todas as cores, covado *
Lencos de gorguro de seda prelos |
Relogios e obras de ouro *
Corles do casemira de cores a 59000
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Avisos "aive
PELO AGENTE
rara
Rio de Janeiro.
Segu nesles dias, por ter o carregamento
promplo, a barca nacional Castro III, capitao
Antonio Goncalves Torres : para passageiros e
escravos, trala-se cem o capitao ou com os con-
signatarios Pinto de Souza & Bairo, na ra da
f enha n. 6.
Para o Aracaly,
segu em poucos dias o hiate Sergipano ; para
o reslo da carga e passageiros, trata-se na ra do
Vigario n. 5.
Para o Rio Grande do Norte,
segu a barcaca Conccico de Mara, ainda re-
cebo carga : a tratar na ra da Madre de Dos
n. 2, ou no caes da alfandega.
Leiloes.
LELO
A requerimento dos curadores da
massa fallida de Caminha & Filhos e
por despacho'do Illm. e Exm. Sr. Dr.
a
O referido agente far leilao por conta de
quem pertencer hoje 13 do corrente s 11 horas
da manha no armazem do Sr. Anuos defronla
da alfandega
DE
1 caixa com 100 latas de biscoulos inglezes.
LEILAO
Segunda-feira 16 do corrente.
NA
Ra do Livrameolo.
A requerimento dos curadores da
massa fallida de Caminha lrmao & C. e
pordespacho do Illm- e Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio, o agente
Camargo vender' em leilao a arma cao,
fazendas e movis pertencentes a mesma
massa, no mencionado dia as 11 horas
em ponto.
LEILAO
DE
Garla de frelamenlo.
Sexta-feira 13 do corrente.
PELO AGENTE
A'porta da associacao commereial na Kjencio-
nadp dia pelas 11 horas da manha, o referido
agente vender por conta de quem pertencer :
A carta do frelamenlo da barca franceza Theo-
dice, S-3-1-1 do lote de 5,000 saesea le -
sucar pouco mai* ou menos, tem 15 Has para
Archivo Universal
Ol Srs assignantes deste jornal
r.im vir ou mandar buscar a contin
ci da segunda serie e o principio da
terceira, na ra Nova n. 8.
Pergunta-se ao Sr, arre-
matante do imposto sobre
agurdente consumida na
provincia, em que se baza
para exigir igual imposto dos
consumidores de vinagre.
Sua resposta citara talvez
qualquer classiQcacao cri-
minal.
Muita attenco.
Na praca da Boi-Visla n. 16 A, nova taberna,
lia para vender diversos gneros os mais novos
e mais frescaes que ha no mercado, por menos
reco do que era outra qualquer parte, como so-
ja : manleiga ingleza flor a 960 rs. a libra, dita
franceza a 600 rs. a libra, presunto a 560 rs. a
libra, ervilha a 140 rs. a libra, queijos pralo a
800 rs. a libra, muilo frescaes, ditos flamengos a
:!j5U0, velas de esperniacetc a 640 rs. a libra,
"nlio do Porto muilo fino engarrafado a 13280 a
Carrafa, licores unos, champagne, vinho Bor-
deaux o melhor que ha no mercado a 400 rs. a
garrafa, da Figueira a 480 rs., charutos lanceiros
raviala (quem fumar saber) a ltyOOO a caixa, e
outros muitos gneros que ser enfadonho an-
aunciar, o que ludo se allanca a qualidade e ven-
Je-se por meos preendo que em oulra qualquer
parle.
Paga-se bem.
Trecisa-se de urna preta escrava ou forra para
ervico de urna casa do familia, ou para o servi-
jo deportas para dentro : quera pretenier diri-
ja-so Boa-Vista, ra dos Pires, no sitio que faz
esquina para o Corredor do Bispo, que achara*
com quem tratar.
= Precisa-so alugar urna ama para cozinhar
o diario de urna casa de pouca familia : na ra
da Praian. 53.
Aluga-se um escraro sapaleiro, cozinha
bem o diario de uma casa, e ptimo creado : na
ra da Aurora, sobrado n. 22.
Guarda livros.
Pessoa sulhcieutemente habilitada e
com a pratica de alguus annos, offere-
ce-se para guarda livros de qualquer
casa de fazendas em grosso e a retalho,
sujeitando-se das 6 horas da manha as
6 da tarde : quem precisar dos seus ser-
vicos dirija carta a' livraria n. 6 e 8 da
piara da Independencia, com as ini-
ciaes A. A.
Rufino Jos Correia de Alraeida faz publico,
que a nica pessoa encarregada de tratar deseos
negocios particulares, receber dinheiros, passar
recibos durante a sua molestia, tem sido seu -
Iho o b icharol Rufino Augusto de Almeida. Qual-
quer recibo passado por outra pessoa u o ser
atteodido.
3$<*[*B)C*B> C*k>^**tQ9(BS9 ff^l*' SOSDCSO^
I Seguro contra Fogo
1 GOMPAJIIII
LONDRES
\ AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Vease
para
Tintas deoleo.X
Formas de ferr,
purgar assucarA
Estanho em barra.
Verniz copal.
PalKmha para nari-
neirt.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimde vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
:<
Attenco.
todos os
quem a
Compra-se
Frascos que lenhain servido de conserva ou ou-
tros iguacs, paveo mais ou menos, e uma balau-
ca grande de duas conchas quo pegue de 10 a 15
auobas e em bom estado: na ra do Imperador
n..28.
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direila n. 13, loia de miudezas um
grande sortimento de miudezas, enfeiles para
vestidos da senhora, filas de seda e de velludo,
Eantes de massa, pulceiras do velludo, franjas
raneas para casaveques, luvas de sida, meias
para meninas e meninos, botes de selim para
casacas, espiritos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, jabonetes, pomadas francezas e
outros muilos objeclosjque se vendem|por monos
d e tea valor por eslar em liquidaco.
Na ra Nova, sobrado n. 65, segundo andar,
lavi-se e engomma-se para fota: quem precisar
dirija-se ao dito sobrado a tratar sobre os precos.
O Sr. Eliziario Gomes de Lima queira ir ou
pandar na ra Nova loia n. 7.
O Sr, Francisco IIanoel Lde Parias queira ir
on maii.dar na ra Nora loja n. 7.
Vende-se urna loja de funileiro cora
seus perlences : na ra Direila n. 71 :
pretender dirija-se a mesma loja.
Rio Formoso.
Roga-se ao Sr. Antonio Pereira da Rocha, que
tenha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado.
Cabras de muito
bom leite.
Vendem-se duas e seus cabritinhos, por prego
commodo : na ra estreita do Rosario n. 34, pri-
meiro andar.
Vende-se um carro de alfandega : na ra
dos Prazeresfnos Coelhos) casa defronle da qual
se acha o dito carro.
Q abaixo assignado declara que o Sr. Ma-
noel de Araorim Lima deixou de ser seu agente
de negocios nesla praca, passando a ser seu agen-
te o Sr. Pedro Rolrigues de Souza, morador na
ra Imperial n. 52. Pedro Bezerra Pereira de
Araujo Beltro. *
Lava-so e engomma-se com muita perfei-
co, tanto roupa de homom como de senhora :
na camboa do Carmo n. 40.
OiTerece-se uma pessoa de bons coslumes
para ama em casa de familia, e para todo o ser-
vico interno, menos lavar e eugommar; a tratar
na ra larga do Rosario n. 9.
Precisa-se de 1:2009000 pelo prazo de dous
mezes, pagando juros, e dndose para garanta
dous escravos mogos, sob condico que os ditos
escravos fiquem em poder de seu senhor ; quem
quizer fazer este negocio, annuncie por esta fa-
ina para ser procurado.
Fortunato Guedea de Gouvoia, subdito por-
tuguez, segu para a Europa.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 an-
nos, que saiba lr e escrerer: na ra do Caldei-
reiro d. 60, taberna.
Tendo de fechar-se nesles dias o estabclcci-
menlo de retratos da ra Nova n. 18, as pessoas
que desejirem honrar este eslabelecimenlo e -
car com um Del e perfeito retrato, aproveitem a
occasiao.
Quera for dono de um boi manso do carro-
ga, dirija-se a estrada do Pombal, sitio quo faz
esquina para o cemilerio, que pagando as despe-
zas, ihe ser entregue.
= No dia 4 do corrente, uma boceteira de ri-
me Joanna Rosa, conduzio do Rio Doce para esta
cidade, afra de metler no arsenal de guerra ou
marinha, uro menino pardo claro, de nomo Ma-
noel Florencio, de idade de 10 a 11 annos, e
como nao se tenha encontrado o dito menino nos
referidos arsenaes, e se ignore onde more a re-
ferida boceteira Joanna Rosa, roga-se-lhc queira
annunciar sua morada, ou a pessoa que souber
noticia do menino, leve ao mesmo lugar que se-
r recompensado, ou dirija-se a esta lypogra-
phia.
Os 00 cincho &r>fjo0triphicA
De ordem do Sr. presidente, sao pelo presente
convidados todos os senhores socios effeclivos
para que se dignem de comparecer domingo 15
do corrente, s 10 horas da ronnlia, afim deex-
traordinariamcnle funecionar a assembla geral,
visto que ha negocios do summa importancia a
tratar.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana, 12 de abril de 1860.
/. L. Dornella Cmara.
1 secretario.
Sociedade Bancaria,
Amorini, Fragoso, Santos & Crmpanhia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza podem
obler pela pratica de conlas correntes vantagens
inconlestaveis. Cessaria o prejufzo que soffrem,
as pessoas que improductivamente conservara
em suas gavetas quantias, que, dadas pela forma
abaixo desciipta, estarn era corto periodo con-
sideravelmenlo augmentadas ; porlanlo, em
nosso inleresse e no do publico que fazemosas
consideragoes seguintes :
Todo o individuo que possuir a quantia de
100#, edahi para cima, pode abrir conta corrente
cora esta sociedade, depositando em sen cofre
essa quantia, que ficar vencendo juros desde o
momento em quo for entregue at aquello em
que for retirada ; estes juros sero accumulados
ao capital no fui de cada semestre civil, para
ficarem por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre nraa laxa de juros
de dous por cento, menos que a taxa, por que a
ca-'xa filial descantara letras da praca.
As quantias assira depositadas em conta cor-
rele podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a lodo momento do modo seguintc : at a
somma de 5:0009, vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres dias, o de 20 coulos pa-
ra mais cora aviso de seis dias.
s pessoas residentes nesla praca a sociedade
fornecer gratuitamente uma caderneta para
n el la se fazer a escriptutaeo da conta, como
tambera para servir de documento s quantias
que por ella forcm recebidas; s residentes fon
remetieraannualmente uma copia da conta cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Desto modo, sem despeza alguma, poupando
tempu e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com oe
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo xo por letras ao portador, pois
nao sendo reforjadas no vencimenlo deixara de
vencer juros.
Pedindo a allengo do publico para esta classe
de operages demonstramos quanlo lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerago que, conser-
vando um capital depositado em conta corrente
no espago de 10 annos pelo juro de 7 portento.,
este capital estar duplicado naqualle periodo.
_ Precisa-so alugar uma oscrava quo seja pe-
rita cozinheira, para casa estrangeira de pouca
familia, prefcrindj-so uma que tenha servido em
casa estrangeira: na ra da Cadeia do Recife
numero 37.
Na ra da Cruz n. 45. segando andar, prc- presso, bom papel: contina estar i venda
------ -*!h- n ra do Imperador defronle
cisa-se de nraa ama forra ou captiva, o que saiba
cozinhar.
Augusto k Perdigao,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte a o becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir seu novo esUbelccimeula com fazendas de
gosto, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
gos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um prego fixo
que ser o seu propro cusi as casas inglczas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nesle eslabelecimenlo se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinle :
Vestidos de seda cora babados e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonczas do gorguro de seda pretas.
Cintures para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeiles de vidrilho ou flores para senhora.
Vesluiios para meninos*
Saias de balo paro senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de I.ubin c outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linli j para senhors.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrntho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Roupa feita.
Vestidos de phantazia.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletots de casemira.
Caigas de casemira pretas e de cores.
Colleles de seda dem idem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de difTcreules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Melliere outros fabricantes para
homem,
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manlha.
Camuas de flanella.
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora e criangas.
Na taberna sita na ra da Imperalriz n. 2,
se vendem superiores batatas a I928O a arroba,
marmelada muito nova em latas de uma e d
duas libras a 800 rs. a libra.
Escrava.
VenJe-se uma muala de idade de 20 annos, a
quai cozinha, lava, engomma, corta e faz toda o
qualquer obra de costura, ludo com perfeico : a
tratar na taberna grande da Soledade.
Vende-so um cavallo melado claro com
bons andares, por commodo prego : quem qui-
zer,jJirja-se ao pateo do Carmo n." 20, que acha-
ra com quera tratar.
Vende-se uma porgo de laboas de louro e
uns caixilhos, ludo j servido de uma arraago :
na ra do Cabug, loja n. 9.
ASS0CI.VC.W POPILAR
DE
Soccorros Mutuos.
Nao tendo sido pissivel, em consecuencia das
solemnidades religiosas das duas ultimas sema-
nas da quaresma, reunirse a assembla geral
desta Associago nos dous ltimos domingos, lo-
dos os senhores socios effeclivos sao convidados
a comparecer no dia 15 do correnle, s 10 horas
da manha, na casa das sesses, ra da Praia,
onde foi outr'ora a collegio da Aurora
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 21 de abril de 1860. No impedimento
do 1." secretario. Francisco PdYo de Adoincua,
1.a secretario interino.
Jos Joaquim da Silva Maia, em consequen-
cia de se retirar .uestes-lres-tlias, vende uma es-
crava do seu servco com todas as habilidades :
a tratar na ra dos Coelhos, sobrado de 7 janel-
Us de frente.
Attenco.
Na padaria da rui Direita n. 81, precisa-se
comprar um carneiro que seja grande e manso.
Precisa-3e de dous amassadores que enien-
dam perfeitamente da factura de pao e bolacha :
na ra dos Quarteis n. 18.
Precisa-se do urna ama para todo o servg
de pequea familia : na ra da Imperalriz n. 74.
__ Precisa-se alugar um moleque do 12 a 14
annos : na ra da Cruz n 5. <
__ Manoel Cabral de Medeiros, subdito portu-
guez, retira-se paja a Europa.
JNovo Mez de Mara.
A bem conhecida ediego do Mez Marianno,
enriquecida cora muitas eslampas o ricas vinhe-
las, com a noticia histrica da nova medalha,
aberta em honra da immaculada Conceigao e sua
competente novena, conforme se usa no conven-
to dos Rvras. Carmelitas desta cidade, boa im-
e2j>
de S.
o volume, na
I Francisco.
tVI ITII A
T*
II la^fl # I L


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FRIRA 13 DE ABRIL DE 1860.
'51
NOVO DEPOSITO
DE
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Boroll & C.allendendo a que os senhorescon-
sumidores degclo sao pela maior parle residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lutaramcom grande difilculdade se osle es-
te eslabelecimenlo eslivesse collocado no bairro
do Rocife, poderao encontrar na ra do Impera-
dor confronte ao oilo do deposito do gaz, ura
armazem com as proporces exigidas para depo-
sito deste genero, o qual estar aberlo concur-
rencia dos mesmos senhorcs, das 8 horas da ma-
nha s 6 da larde, do dia 3 do corrente em
dianle.
O escrivo da irmandade
do SS. Sacramento da fregue-
zia de S. Jos do Recife, convi-
da a seus charos irmaos para
domingo 15 do corrente pelas
7 horas da manha, compare-
cerem na igreja de N. S. do
Terco que serve de matriz,
afim de acompanharem a pro-
cisso do Senhor aos enfer-
mos da freguezia.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
AMA.
Ra Nova, em Bruxelhis (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- kl SRYAND.
Este hotel collocado no centro de urna das es pitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portugueses, por seus bons commodo:. e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s esiaces de caminos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidara.
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, ingles e por-
uguez, para acompanhar as louriatas, qur em suas excurses pa cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de S a 10 francos (39200 49000 )
por dia.
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi residirn) os Kxros. Srs. eonselheiro Silva Fer-
ro, e seufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Nello, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservigo, por dia, regulara de 10 a 12 francos (49000 i 49500.)
No hotel encontram-se informacis exactas acerca de tudo jue pode precisar um eslrangeiro
4819
Sirop du
DfFORGETI
JARABE DO FORGET.
Este xarope esti approvado pelos m lis eminentes mdicos de Pars,
imo sendo o melhor para curar constipaco??, tosse convulsa e ouiras,
aflecces dos broncbios, ataques de peito, irritantes nervosas e insomnolenchs: urna colberada
pela manli, e outra i noite sao sufQcienles. O iUVito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o (lente e o medico.
O dspoiito na ra larga do Rotara, botica de Barthotomeo Francisco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
pra$a dalndependencialivra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostas ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, lutera-
nas e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ru Nova,
cuja entrada pela Camboa do
Carmo.
e prouiptido
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
Companhia de il-
luminac'fioa gaz.
Os agentes da companhia de Ilumi-
nadlo a gaz, rogam a todas as pessoas
que devem a mesma companhia con-
forme as contas ja entregues, o avor de
saldarem as suas conlas da data deste a
10 dias, Gndo este prazo os agentes
veem-se obrigados a nao fornecerem o
gaz diario e cobrarem judicialmente os
objectos empregados nos estabelecimen
tos e casas particulares. Recife 7 de
abril de 1860.
Na ra do Queimado, loja *n. 8, precisa-se
contratar para criado nesta cidade, um menino
portugucz de 10 a 11 annos ; garante-se bom
tratamento e igual ordenado.
Por um corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Engomma-se com asseio e promptidao : no
beccodo Marisco n.20.
Precisa-sc alugar um prelo ou preta, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40,
priraeiro andar.
ILices de francez e
piano.
* Mademoiselle Clcmence de Hannetot
a de Manneville continua a dar licoes de
, francez e piano na cidade e nos arrabal-
| des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da IndependencU,que se preci-
sa fallar-lhe.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomto acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, e um outro vindo de Paris. Esto eslabele-
cimenlo est hoje as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas aLuiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rselas, etc., etc., ca-
belleiras de toda a especie, para horaens e se-
nhoras, lara-se igualmente a cabera a moda dos
Eslados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello scrao feitos cm sua
presenca, se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorira faz publico,
que no da 21 do corrente foi rccolhida em seu
silio na Ponte de Uchda urna preta vclha por
nome Anna, era estado de embriaguez c mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permillio
oblerdella informado algorra que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que perler.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perlenca a mande buscar.
Precisa-se de um forneiro para a padaria :
no palco da Sania Cruz n. 55.
Precisa-sc de urna ama para urna pessoa :
na ra Dclla n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desla praca duas legoas, vende-se
urna parte no mesmo engeuho, machina nova
vapor, distilaco nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, saffra
plantada, etc. etc. : Irala-se na ra do Crespo n.
13, oja.
ageacla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker*
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomle, aleo da
Boa-Vista n. 7, o exccllente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pimos,
sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para bortuejas o asperidades da pello, conser-
va a frescura o o avelludado da primavera da
vida.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal,
FOLHIMUS PAR 1800.
Eslo ver da na livraria da praca da Inde-
pendencia ns 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typugraphia, dasseguintes quali-
dades :
7 OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolhcca do
Crislo Brasileiro, que se compde: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S a imitacao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemoracSo ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Ssera, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. curarlo de Jess, saudacocs devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oraces. Preso 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
recciUs diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cultura, e preservaliYO de arvores
e frucios. Preco 320 rs. .
_t
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
case de poAca lamilia, que sirva para comprar,
cozinhar e fazer algum engommado : quem te
acharneslas circumstancias e queira, dirija-se a
ra da Cadeia do Recite n. 19, armazem, para
tratar.
. O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
na lio exercicio de aua prolissiio, interrumpido
em consequencia de sua molestia ; mas, estando
aiuda no campo por conselhos de seus collegas,
s poder preslar-se a consultas e visitas medi-
cas das 9 horas da manha s 3 ds tarde.
= Lava-so e engomma-se com muila promp-
tidao : na ra do Queimado, sobrado n. 30, ler-
ceiro andar.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidarlo, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
AUeiifo.
Victorino de Almeida Rabello e Domingos Jos
Barbosa compraram ao Sr. Pedro Jos Carlos da
Silva a taberna sita na ra de S. Francisco n. 68,
a qual se acha sobre condicoes licitas ; porra se
alguem achar-se com direito sobre a mesma, di-
rija-se a ella, munido das provas que lhes diz
respeito, no prazo de tres dias, a contar da dala
deste, terminados os quacs nao se responsabili-
saro pelo que bouver. Recife 9 do abril de
1860.
Aluga-sc a casa terrea com 4 quarlos, ga-
binete e cozinha fra, sila ni ra da Esperanza,
acabada de novo : a tratar na ra do Nogueira
numero 21,
= O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico desla cidade, e com especialidade ao
corpo do commercio, quedeixou de ser caixeiro
do Sr. Joaquim de Paula Lopes desde o dia 3 do
corrente ; e approveila-se desla occasio para
Ihe agradecer o bom tratamento que leve durante
o lempo que foi seu caixeiro.
Jos Antonio Soares.
Liquidaco.
O abaixo assignado, lendo de relirar-se para a
Europa a tralar de sua saudc, se lhe faz preciso
liquidar seus negocios, por isso roga a fodas as
pessoas que lhe eslo devendo de gneros com-
prados em seu eslabelecimenlo da ra da Cadeia
do Recife n. 25, defronte do becco Largo, o fa-
vor de virem quanto antes pagar o que devem.
Manoel Jos do Nascimenlo Souza.
3 s =r=r
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Atsucar crystliao.
No deposito da raa das Larangeiras n. 15, con-
fronte a antiga reinacao, contina a vender-se
assucir primeira sorte cryslalisado da acreditada
fabrica do Montoiro, pelo pre^o
bra e 79 a arroba.
Aluga-se na ra do Crespo n. 6, o primeiro
andar, com com modos proprios para esc ripio rio :
quem o pretender, dirija-se a loj.i do mesmo
predio, que achara com quera tratar.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno de urna casa de pequea familia : a
tralar no escriplorio da estrada de ferro, daa 10
horas da manha &i 4 da larde, nos dias otis.
Aluga-sc o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 29, tendo ba&tantc commodos :
a tratar na'rua de Rangel n. 62.
O abaixo assignado rclira-se para Portugal,
e julga nada de ver a esta praca, porm se alguem
se julgarseu credor, aprsente sua conla no pra-
zo de 3 dias, na praca da Boa-Vista n. 12.
Joio Jos dos Santos.
O abaixo assignado arrenda o seu tngenho
Recreio, silo na freguezia do Muribeca, distante
desla cidade 4 leguas, com proporces para sa-
fregar 3,000 pcs annualmenle ; ludas as suas
plantacdes sao em varzeas lavradias o de massa-
p ; alm disto tem bons paos seceos, para an-
nos, e dista da eslaco dos Prareres da via fer-
ferroa menos do urna legua : quem o pretender,
dirija-se ao abaixo assignado em seu engenho S.
Andr, silo na mesma fregvezia, ou cm casa do
Dr. Antonio Joaquim Ayres do Nascimenlo, na
ra estreita do Rosario u. 18, que achara com
quem tratar. .
Antonio de Si e Albuquerque.
Perdeu-se urna letra da quantia de 5:070,
vencida em 30 de marco prximo passado, aceita
por Dinaraerico de Arruda Cmara e Manoel de
Amida Cmara, e coro o traspasse de Manoel Joa-
quim do llego Albuquerque e Dernardino Maia
da Silza : porlanto adverte-sc aos acceilantcs,
que s ao abaixo assignado a devem pagar, por
ser o sacador. Recife 11 de abril de 1860.Fran-
cisco Jos Rodrigues Bastos.
Na casa n. 6 da ra da Alegra ha quem se
encarreguG de mandar exlrahir na corte os litu-
los dos agraciados no da 14 de marco A tabel-
la dos despachos respetivos ser patente a quem
convier.
Precisa-se alugar urna preta para cozinhar
e fazer algumas compras na ra : a tratar na ra
da Lingoela n 2.
Pergunta-se ao Sr. director da sociedade
Trois Juillet quando quer mandar pagar aos so-
cios as aeros da mesma sociedade.
ftarrii de quinto 1 1 Fr. Lambanca.
Attenco.
O abaixo assignado fz saber a todos os se-
nhores mercantes ou capiles de navios, nacio-
nacs ou eilrangcito, que tem mostr para cor-
tar e fazer qualquer velas para navios, tol-
dos c encerados : quem se quizer utilisar de seu
presumo dirija-se ao becco da Boia n. 39, se-
gundo andar.
Mariannu Joaquim da Costa,
COMIM^Hll
ALLIANCE
Estabclecida em Londres
Aluga-ao por pre?o coramolo urna exr
lenk loja e solo no pateo do Terco n. 30 : a
tralar na ra da Cadeia du Recife n. 4.
= Pede-se a senhora viuva Leal, queira man-
de 240 rs. a li- dar pagar o enterro de seu fallecido marido, que
leve lugar no dia 4 de n.arco prximo passado
Caixeiro.
ITA DE I'ORTA.a qual, alm Jas materias do
costune, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs
@|i>@ @@ @@@
| Attenco.
; Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez @
4$ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
& mana, das 10 horas at meio dia: quem
quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da &
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
:S ada riladas. 3)
10 horas do di<
o novo coniprfl.
da vet*~q" para
Roga-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimenlo do Fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de si.ldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
= Caetano Pinto de Veras faz scienle a quem
interessar qae esl era exercicio da vara dojuiz
de paz do 4' anno, do primeiro dislriclo da fre-
guezia doSj. Sacramento de Sanio Antonio des-
la cidade, para que foi eleito e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
e em qualquer parte que for encontrado ; e que
d audiencia as terca3 e sexlas-feiras as 4 1|2
horas da tarde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 do fevereiro
de 1860.
N. 27-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica eflicina em Pernambuco para lavar as
palhinhas i as uiobilias a mais encardidas, tor-
nando-se oulra vez tao alvas como no estado
primitivo ; esta magnifica prepararo chimiea
tem a prooriedadededesenfeelar as roobilias das
pessoas murtas de molestias contagiosas : na
mesma cai lavam-se chapeos de palha de Italia,
e pem-se moda.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em .grandes e pequeos porces bichas
hamburguezDS, e lambem cal da mais nova que
ha, para fa jrico do assucar, por prego com modo
FUNDIQAO
DO
IMHElliO 1.1.
*
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No epoxUo deste esiabeleeimenlo sempre Aia grande soTtmeiilo de me-
cliauismo pava os engenlios de assucar a sat>er:
Machinas ie vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, ortes, e bem balancadis;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito ortes, e convenientes';
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguilbOes de azas ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebcaspara o caldo, crivos e portas de ferro para as ornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer arinha ;
* Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
jVguilhoes, bronzes e parausos, arados, eixos e rodas par&carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes a cha rao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
ore* desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmeote as suas obras as
ais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz via ge m c.nnual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mecanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podoro necessitar.
L,
Aluga-se urna escrava que saiba engommar
perfeitamente, cozinhar o diario de urna casa, e
fazer os mais arranjos, e que tenha boa conduc-
ta : na ra do Fogo, sobrado n 26, de varanda
de pao.
= D-se a quantia de 1:000$ a premio com
penhores ou hypotheOa em predio, cora a condi-
co de receber o premio mcnsalmenle ; na ra
do Fogo n 26.
A mesa Wgedora da irmandade do SS Sa-
cramento daj^Joa-Vista, convida a todos os ir-
mos, afim o\ comparecerem no dia 15 do cor-
rente no consiaori da mesma irmandade, pelas
para era fresa geral se discutir
isso, sendo que esta a segun-
eale fm se convida, adverliudo,
porra, se nao/comparecerem, se discutir com
os irmaos presentes mas confiamos era nossos
irmaos que nao deixaro de comparecer para um
fim tao justo, e de utilidade para a nossa sania
irmandade.
Luiz Ferro, subdito italiano, casado, o re-
sidente nesta cidade ha periodo um ar.no, achan-
do-se desoecupado, offerece-sc para qualquer es-
labelecimenlo que lhe possa convir, como cai-
xeiro ou administrador, ou mesmo para cnsinar
a lingua italiana e franceza. cujas linguas falh
e cscreve correclamente, tanto nesta praca como
fra della, e sua mulher oflerece-se lambem pa-
ra coser e bordar, ou para cosinr ambas as coti-
las, poisdisto lem perfeito conhecimento : quem
possa precisar delle ou quizer utilisar-se de seus
prestimos pode procura-lo no Forte do Mal-
los, becco da Roia n 6, segundo andar, a qual-
quer hora do dia.
O abaixo assignado avisa aos conlribuintes!
do imposto de 20 0|0 da agurdente do munici- |
pi do Recife, para que venham pagar as suas
colletas al o dia 15 de abril, era contrario tira-
re i mandado excrulivo conforme marca o regu-
lamento deste contrato.
Luiz Jos Marques.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOUTOIIES
F1LLIPPE DA MOTTA DE AZEVEDO CORREIA.
E
MANOEL JOS DAS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
aa< iDi imimd)
Os Drs. Molla do Azcvedo e Salgado advogam
lano no foro civel e commercial como no crimi-
nal e ecclesiastico, era qualquer das instancias ;
encarregam-se de qualquer questao, emfim, tra-
tam de ludo quanto diz respeito a sua profsso,
c por um honorario razoavel.
Tendo em vista o interesse daquelles que ha-
bitara as provincias o que tendo dependencias
na corle, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supraditos advogados
leem annexado ao seu escriplorio um outro, es-
pecialmente de procuradoria, no qual, debaixo
de sua immediata vigilancia e dirceco, se en-
conlram empregados habilitados que lomara a si
o Iratarcm de iodos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e repartices publicas
da corle e capital da provincia do Rio de Janei-
ro; fazerera tirar alvars de raercs, ttulos, di-
plomas, exlrahir patentes para ofciaes da guar-
da nacional, cartas de juizes de direito, munici-
paes e de orphaos, de escrives, tabellies, con-
tad res, distribuidores, partidores, provises pa-
ra advogaresollicitar,dispensas para casamenlos,
resposlasa consullas,dadas pelos raaisabalisados
advogados ; agenciarem pelo lliesouro geral o
recebunento de dinheiros que lenham carrido em
exercicios Ondos, Iralarem de cartas de natura-
lisago, ele.
Os precos sao mui razoaveis, e garante-se a
promptidao e zelo no desempenho das diversas
commisses, sendo sempre bom que as parles in-
diquen qual a pessoa da corle encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. As par-
tes que nao liverem correspondentes na corle,
pndera dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguinles agen-
tes as capiles das provincias: Irala-se em Per-
nambuco cora Frederico Chaves, na ra da Im-
peratriz n. 17 ; Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarchc Mavignier.
--* Sacase para o porto e
Lisboa, qualquer quantia z no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C. ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Charm,
competalo de pltUosop\ia
Est no prelo urna nova edico dcsle compen-
dio, a qual deve sabir por todo este mez, e as-
signa-sc desde j a 5J o exemplar, na livraria
dosediclores Guimaraes & Oliveira, ra do Im-
perador n. 20 : os senhores esludantes pode'm
receber as formas que se acham impressas al
paginas 64, e dahi por diule a proporco que
forera sabindo do prelo.
CAPITAL
Cinco miVuocs de Vinras
estril uas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, propietarios de
casas, e a guem raais convier, que eslo plena-
mente aulorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre ediCcios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
*TTTTTY"yYTTrT"rcYT"ryYTTTTYT*T>
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 4
> rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e *<
p denlieo. Jj
Offerece-se paia caixeiro de qualquor eftabe-
lecimento um menino de idade do 13 a 14 annos,
chegado ha pouco do malo, sera rolacAo alguma
nesta praca.
Aluga-se urna casa de um andar e loja cora
commodos para um grande collegio, em Sanio
Amaro, quasi defronle da fundigSo do Sr. Slarr :
quem precisar, dirija-se a Manoel Joaquim Go-
mes, ra do Imperador n. 26, que dir quera a
aluga.
William Noakes, subJilo inglez, retira-so
para fra da provincia.
Trajano Cornelio da Cosa Mello participa
ao respeitavel publico, o com especialidade ao
corpo do commercio, que deixou de ser caixeiro
do Sr. Thomaz de Faria desde o dia II do ror-
rete mez ; e agradece ao raesmo senhor o bom
acolhimento que recebeu durante Iresannos, ciu-
o raeres e li dias que esteve cm sua casa.
Domingos Antonio Villaca embarca seu fi-
Iho Americo Numezieno Anluoes Villaca para
Portugal a tratar de sua saude
Na livraria n. C e 8 da praca da
Indepeoecia, preciza-se falLr ao Sr.
Joao da Costa Maravillia.
= Precisa-se de urna ama livre de roeia idadn
e de boa conducta, para cozinhar e comprar para
duas pessoas : na ra de Santo Amaro n. 28, ta-
berna.
Perdeu-se na noite de sabbado 7 do corren-
te, da ra estreita do Rosario vindo pela das
Trinchciras, al a ra da Aurora, urna pulseira
de ouro com esmalte azul : roga-se a pessoa
que a tiver achado de levar a ra da Cadeia n.
24, esquina do becco do Largo, que ser genero-
samente gratificado.
= O Sr. A. B. S. Jnior lenha a bondade do
irou mandar pagar o aluguel do ura mez de rasa
em que morou, na cidade de Olinda, na ladVira
da Misericordia, c quando assim o nao faga, ve-
r seu nome poc extenso neste Diario at que
pague o dito aluguel.
Precisa-se alugar urna prela para o trrico
de urna casa da pouca familia : ni ra do Quei-
mado n. 18.
;=: T.rata-se de cavallos, no sitio dos Afngados
junio a igreja de S. Miguel, por menos prc;o que
em oulra qualquer parle, e obriga-se a mandar
trazer os cavallos aqui na praca : a tratar no
mesmo silio a qualquer hora.
Antonio Pereira da Costa Lima, subdito
portugucz, relira-se para a Europa a tralar do
sua saude.
Se j foi vendida ou empenhada urna cor-
rente de relogio cora um passador com tres cor-
nalinas azues no meio da dita corrente, queira
annunciar que a cnmprou ou empenhou, que se
lhes restituir o importe, e se lhe Dcar bstanlo
agradecido.
O abaixo assignado arrenda o seu engenho
Recreio, silo na (resuena de Muribeca, com rapa-
cidade para safrejar_3,000 pes. sendo a ierra pro-
pria pra trabalhar se dearao, e com boas bai-
xasde paus : a tratar no engenho Santo Andr,
na mesma freguezia, com o seu proprieUrio, 011
no Recife, na ra estreita do Rosario, escriplorio
do Sr Dr. Antonio Joaquim Ayres do Nasciincn-
lo.=AntOio de S Albuquerque.
ASSOCIAgO
DE
Soccorros Mutuos e Leuta Emancipadlo
dos Captivos.
* O vice-presidentc convida a todos os scnhore
socios para urna assembla geral extraordinaria
no dia 15 do corrente, s 10 horas do da, no pa-
lacete da ra da Praia ; afim de se toroarein as
medidas convenientes raesma sociedade ; e pa-
ra especialmente proceder-se a eleicao dos nieiii-
bros do novo conselho.
Sala das sesses 11 de abril de 1860.
Madama Appolinc Roussel, primeira costu-
CAS.1 LISO-BKAS LEliU,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-
commodaces para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esla capital; continua a prestar-lhes seus
servicos e bons ofiicins guiando-os cm todas as
cousas que preciscra conhecimento urlico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez iallu-se
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE B\\(M1\
Airiorim, Fragoso, Sanios
(fcCompenhia.
Os Srs. socios commanditarios so convidados
a realisar a segunda entrado de 12 1[2 por cento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
S DENTES !
ARTIFICIALES. I
Ruaestreita do Rosario n. 3
@ Francisco Pinto Ozono colloca denles ar-
*$ tificiaes pelos doussyslcmas VOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser %
@ procurado na sobredila ra a qualquer
$ hora.
reir da casa de Maduma Millocheau.tem a honra
de participar ao respeitavel publico, que so acha
prompia para salisfazer a qualquer cnconunenda
concernenie a sua arle, assim como ricos vesti-
dos para casamento, baile e soirt,feitos a ultima
moda, e ptima perfeieo : as pessoas que de seu
presumo se qnizercm utilisar, podeni dirigir-se
ra da Imperatriz n. 11, primeiro andar.
= Exlraviou-se urna letra da quantia do
255S500 sacada polos Srs Arknrighl & C. e acei-
ta peloSr. Antonio Bczerrade Mene/es Lyra, rem
data de 30 de onlubro de 1859, a venecr-se em '0
dejunho do corrente anno : rogase, pois, npes-
soa que por acaso a encontrou, o obsequio do a
levar ra da Cruz n. 61, armazem.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa de pouca familia : no /recife, ra da Cruz
n. 31, segundo andar.
Precisa-se alugar um preto para
servco de casa, preferindo-se nao muito
moco ; a tratar na ra da Cruz n. -i.
Aluga-se o sobrado e silio da Passagem n.
5, ra do Bemfica, c> m grande baixa de eapiro,
pertencente aos herdeiros do (allecglo Paulo Pe-
reira Simes, na praca do Corpo Santo n. 2.
Precisa-se de um criado que d fiador a sua
conduela, para o servico interno e ex'erno de
unta casa : na ra da Imperatriz n. 48, secundo
andar. -
= Coelho, Porto & C. declarara ao respeitavel
publico, e particularmente ao corpo do commer-
cio, que lem couiralado comprar a taberna sita
no pateo da Ribeiro de S. Josa n. 1, ao Sr. Jote
Ramos da Silva, livre e desonerada do quaes-
quer dbitos a que a mesma taberna esteja ol i -
gada al esla dala, tanto de impostes como oo
trapiche quem se julgar com direito a dita ta-
berna, comparece no prazo marcado de 3 dias. a
contar da dala deste, munido de documentos le-
gaes, c do contrario os annunriantes se nao res-
ponsabilisam pelos dbitos que depois appare-
cerem. Recie 11 de abril de 1860.
= Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia : no paleo de S. Pe-
dro n. 18.
bandejas enfeitadas.
Contina-sc a preparar com differenles model-
los c figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
em libras separadas, pesado vista e contento
da encommenda ; assim como bolos inglezes,
francezes e de massa secca da mandioca, pudins
creme, pastis de nata, e lambem os pastis de
carne de porco proprios da paschoa, ludo com
muito asseio, bem feilo, e o mais em conla ; di-
rija-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que ficar bem servido.
Laboratorio de lavagem
NA
Casa de baohos do pateo do Carmo.
Neste eslabelecimenlo, cujos perfeilos appare-
lhos vindos da melhor fabrica da Europa, leem
de ser em breve ampliados rom outros novse
de maiore3 dimenses, j se lava e engoroma
com perfeieo loda e qualquer qualidade de rou-
pa no curi prazo de 12 a 15 dias. Consegue-se
esle resultado pelos syslcmas mais simples, ex-
actos e inofensivos, ajuddo pelo concurso in-
telligcnlede obreiras frincezas, inglezas, porlu-
guezas e naciomes, e pela certeza que resulta de
urna pralica de anno e meio.
Garante-se o bom resultado, tiram-se todas as
nodoas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Recbese a roupa nos dias 1,2 o 3 de cada
mez, e entrega-so nos dias 15.16 o 17, e a que
se recebe nos dias 16,17 e-18, entrega-se nos
dias 30, e 1 e 2 do mez seguinle.
No mesmo eslabelecimenlo precisa-'^ anda de
peritas engomraadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, livres, nacionaes ou eslr-ygei-
ras. Paga-so al 1$diarios, dando-se a,, .ento, e
podendo ellas dormir no eslabelecimenlo, ou
irem as 6 horas da manha e roliarem as 6 da
larde; mas em todo o caso deve dar garante
sua conducta. <
Precisa-ie de um bom ortelo pa-
ra um sitio distante desta cidade 5 le-
guas, paga-se bem: dirijmse a llha
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
Um moro que tem as habilitacjocs
precisas ollerece-se para leccionar la-
tira e francez: quem o quizer honrar
com sua confianza dinja-se a ra estrei-
ta do Rosai o n. 30, primeiro andar.
O 39 A
O abaixo assignado roga a seus devedores do
exlinclo negocio de confeilaria, que venham sa-
lisfazer seus dbitos, do contrario entregar a
cobranza a um procurador.
JooJos tiendes da Si/io.
Precisa-sc de urna ama para cozinhar e fa-
zer o mais servico de casa de portas dentro ;
na ra dos Pescadores ns. 1 e 3
Precisa-se de um negro para andar rom
urna carroca, paga-se bem ; na ra dos Pesca-
dores ns. i e 3.
Precisa-se de um homem bem entendido
para Halar de cavallos, e de um pequeo sitio
perlo da cidade, assim como de urna pcrfeila i n-
gommadeira e lavadeira : a tiatar no escriplo-
rio da companhia da estrada de ferro, das l.cl.i
manha s 3 da larde dos das uteis.
Na padaria* da ra estreita do Resano n.
13, precisa-se de um Irahalhadnr de masseira.
Precisa-se para casa esliangeira de tura
ama forra ou escrava, que saiba bem engommar
e cozer : a tratar, das 9 da manha s2 da larde,
na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem de
S. Francisco.
COLLEGIO DE BEMFICA.
Director,
.stc\2to Xa\ierda Cunlia.
No Uia 16 do corrente abril, abre-se o curso de
geometra e philosonhia racional e moral para
os ajumnos que Icnhsm de exarainar-se cm no-
vembro futuro.
Compras.
= Compra se urna cssa na cidade de Olinda,
em qualquer urna das ras, cujo prer;o nii ex-
ceda de 500*000 a 6009 ; quem tiver. dinja-se
a ra do Imperador II. 9, loja de corriejro.
Compra-se um cabt iolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha co berta : na ra da Gloria n. 5.
'


(
DIARIO DB PERSAMBUCO. SEXTA PEIRA 1 & ABB1L DR 1860.
Corapram-so, j usadas, dous pares de por-
las rara janellas, que Icnham de 6 a 7 palmos de
alio c 5 a 6 de largo, 1 porta de 12 a 13 de alio
o de 5 a 6 de largo : na ra estrella do Rosario
n. 4, deposito.
Constante-
mente
tompra-se, vende-se e Iroca-se escravos : na ra
Direila n. 66.
Compra-seurna prela boa engoramadeira e
r,j/.inheira, e que seja moca o de boa conducta :
r. escriptorio de Manool Ignacio do Oliveira.
noedas de ouro de 16# e 20f : na ra
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Yendas.
Carne de vacca salgada,
Vende-se na ra da Cruz do Recifo n. 50, pri>
raeiro andar, por menos preco do que en outri
qualquer parte.
Pechincha.
Fumo americano,,
Vende-se tumo americano proprio para mas-
car e fnzer cigarros : na ra da Cruz df Recife d .
50. primeiro andar, caiiinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecid.o e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para Tender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de superior qualidade, assim como tambem
cal Yirgem em pedra: tudo or urecos muito
razoaveis
Sndalo!
Engenho.

Vende-sc o engenho Santa Luzia, silo na 4
@ freguezia de S. Lourenco da Malta, entre <
@ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de (|
@ Cima : Irata-se no mesmo engenho ou no a
@ engenho Mussambique com Felisbino de
$$ Carvalho Rapozo.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genoaLogca,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
s'.l, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4 o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
CALQADO
Grande sortimento.
4o-~Rua Direila4S
Oi estragadores de calcado encontra-
ra! neite estabolecimento, obra
rior pelos precos abaixo :
Iloiiicm.
Bcrzegainsaristocrticos. .
D.tos (lustre e bezerro).....
Borzeguins arranca tocos. .
Ditos econmicos.......
Sapatoes de bater (lustre). .
Senhora.
Bjrzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4300
B jrzeguins para meninas (br-
tissimos). .......... 4$000
E un perfeito sortimento de todo cal-
cado e diquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marro juins, cou-
vo de lustre, fio, fitas, sedas etc.
supe-
9x000
7s000
7$000
6<000
5$000
5#000
os senbores logistas de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos c prelos de algodao.
Luvas pretas Je lorcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao cm novellos : vendem-:ie.
por precos commodos, em casa de Soulhall He .-
lors &. t., ra do Trapiche n. 38.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fczenJas para concli-
ir a quidaco da firma de Leite & Correia, is
quaesse ven Jora por derainut prego, sendo en-
tre outras as seguinles : ^
Magos de raeias cruas para hornera a 196(0
45Ra Nova45
fil Variado sortimento de loques do san-
dalo a 1Off000.
K .

AS MEMORESMVHIXAS DE COSER
DOS
Mus afama Jos autores de New York
I.M SINCERA C.
E
WIIEELEll &. WLSON.
Xo novoeslabelecimenlo vendera-se as machi-
nas dcstes dous autores mostram-se a qual-
qior hora do dia ou da noite e responsubilisamo-
ii03 por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zem do fazendas de Uaymundo Ca"rlos Leite &
lrmao, ra da Imperalriz n. 10. anlisanicute
aterro da Boa-Vista.
K ....... ^.^.22.1.1.1.13.13223aSKHBI
c;
c
t:
.
i:
i:
91
GRADEE VARIADO SORTIMENTO
DE
Rtuasp feilas e lazentlas.
KA
liOja e armazem
DE
Ges&Bastos
Na
:
I:
:

i :
:
ra do Queima-
do n. 46.
;
1
Ricassobrecasacas de panno fino pretos i
: e de cores a 28;}, 30J e 35j, lambem lemos
r | paletots dos mesmos pannos a 22J e 243, i
: paletots de. casemira de cores de muito i
;: bom goslo e finos a 12#, 14$, 16$ e 18, di- :-$
t; tos de panno preto para menino a 183 e
<1 20$, ditos de casemira de cores a 8# e 10-3,
i: caigas de casemira de cores e pretos e jun- j
p tamente para meninos a_73, 83, 93, 103 e !
i i 12, colletes do gorguro de seda e case- :
: mira a 5$, 6$ c 7g, paletots de alpaca pro- ..
i; tos de cores saceos a 43, ditos sobrecasacos "
f: a 73 e8$, ditos do brira, de Csguiao e do
(: fustao tanto brancos como decores a 43,
g] 43500, 53e63, cakas de brins brancos mui-
; lo linos a 5g, 63 e'73, colletes brancos ede
: cores a 3$ e 33500, camisas para meninos 4
;: de diversas qualidades, calcas de brins de f J
,_; cores finas a 33500,45 e 53, um rico sorti- 3
[ ment de vestidos de cambraia brancos :)
': bordados do melhor gosto que lem appi- *j
recido a 283, manteletes de fil preto e de
(' cor muito superior gosto e muito moderno "rj
i 1 203 cada ume 243, ricos casaveques de H
: cambraia bordados para menino a 103, di- ''
i: los para senhora a 15$, ricos enfeites de :'}
: froco de velludo gosto melhor que tem ap- '}
": parecido a 103 e 12}, e onlras muitas fa- j|
; zendas e roupas feilas que com a presenga
! do freguez se far patente.
; Casacas pan a quaresma;1
Nesto mesmo estabelecimenlo ha um h
}.-. grande sortimento do casacas pretas, as- 3
; siuicomo manda-sefazer por medida a von- -|
': lade do freguez^ escolhendo os mesmos os i.'
! pimos a seu goslo sendo os precos a 35fi N
1 e 403- I
Camisas inglezas
Temos noramente chegados: rico vest- !
, i dos pretos bordados a velludo 8 90$, ditos S
f: bordados a seda a 753 o 603, assim como 3
! 163,203-e 30. N
Ditos de ditas de cores,
Ditos de ditas cruas muito superiores
Ditos de ditos para senhora *
Diiosde ditas muito finas
Corles de calc,a de meia casemira
Diiosde ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira prela a 53 e 69009
Brim trancado branco de linho fino
vara
Corles de colete de gorguro de seda
Pao preto fino, prova de liraao 39 e
Grvalas de seda preta e de cores
Siseados rancezes, largos, cores fixes
covado 2d0
Chitas francezas largas finas covado 2-iO
Ditas estreitas K>0
Riscados de cassa de cores lindos padr5es e
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 2<-0
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 9000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 490(10
20C0
40C0
330(0
4WK<0
290(0
50(0
190CO
290C0
490(0
19000
8^ dinheiro avista.
Ferros econmicos americanos com
folie e descanco : na loja de ferragens
de Vida! & Bastos, raa da Cadeia do Re-
cife n. 56 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, p jlceiras e leques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer hora.
REMEDIO INCOMPARA.VEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacSes po-
dem testemunhar as virtudes desto remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu eorpo e mem-
bros inteiramentesaos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao lao sor prendentes que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
biaram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospilaes, onde de viam solrer a
amputarao Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bstanle confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
menlratatoque necessitasse a natureza do ma>,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Que ludo cura.
DA
FUNDIDO LOWMOW,
Raa da Senzala Hoya n. 42.
Neste estabulecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meiasBoenr
das para eu8enho, machinas de vapor e taizas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & lrmao continuara atorrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 45O0.e 5$, lencos do cam-
braia de linho a 39 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padrees a 640 a vara, mias fi-
nas para senhora a 33800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 69, paletots de
alpaca preta e do cores a 59, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60ja duzia, organdys de lindos desenhos a
19100 a vara, ct>rles de cassa chila a 3$, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4g800, 5J, 5g50,
6,7 e 8J, chitas inglezas de cores Das a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
calca de brim de linho a 29, ditas de meia case-
mira a 23240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
baralo preco.
Ernestinas de cores para vestidos covado 210.
Challes de la bordados de seda um 29000 *
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 29000
Vestidos brancos bordados para baplisado 59000
Veos bordados para chapeo 29000
Entre meios bordados 19600
Athoalhado adamascado largo vara 1921*0
Lencos de tiiita escuros um 100
Gangas de cores para palitos covado 200
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n, 37, vendem-se os me-
Ihores chaces de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra lar;a
do Rosario n. 36, vende .os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimento de ta- nambuco.
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
rmente'nos segpilnies casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Bello & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope. nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tago que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do jaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
udlo para todas as molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro conlm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithograpbada.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
emgeral.
fitas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammaco doflgado.
Vende-se este
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Hales das pernas.
dos peitos.
de olhos'.
Mordeduras de reptis.
Picadura df. mosquitos.
Pulmes.
Queimadijias.
Sarna '
Supuracbs ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado,
das articulacocs.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de'sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada boxelinha contm
urna Instrucco era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soura,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
Vemle-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
iPennas de ago inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
17, deGuedesi Goncalrcs, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordccalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco do 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
Ferros de engomi-
mar econmicos
A 8 $iOOO.
Vendeiit.se ? concerlam-se carrinhos de rao :
na ra da^onordia confronte a refinaeio.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Dao-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenfea n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita N*- n. 20.
Dita do imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Prais n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz a. 3
Dila da Ira eralriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Lelre4Irm5o. era todos
estes lugares dao-so por um ou dous dias pira
experimentar-so.
KP*
g
Elegancia
Bonitas e elegantes caixinhas com
araendoas para brindes : vende-se na ra
q. Nova n. 45, no armazem de fazendas e
H modas de Faria & C. M
Sy No mesmo estabelecimenlo se ven- eflo
ff do cortes de cambraia de cor de 10 a 11
g varas, gosto Condeca d'Arc a 4J500 rs o cjt
t> corle. jjf
mwzmsm emvmmwz angras**
Loja da boa na ra
da Imperatriz n. 74.
Vendem-so verdadeiras luvas de Jouvin muito
novas, brancas, pretas, cor de canna, para ho-
rnera e senhora, a 28400 o par, pretas de relroz
com palmas de vidrilho a 1600, ditas de seda
cnfeitadas a 2g20O, lisas a 1280, ricJs pentes de
lajtaruga virados muito fortes a IOS, dilos sem
.seren virados a 4S, ditos virados imitando tar-
taruga a 15600 ricos enfeites de vidrilho pretos a
3 e 4J, espartilhos de linho com carreleis a 6J
cada um, neos leques imitando marlim a 2S500
neos manguitos com camisinha e collinha de
^ufhi'. i"d5 a6..Par. manguitos com
IShm J9u 5. camis com gollinha a 3$ e
39500, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora 800 e 1500, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfinetes em caixinha de-
cabeca chata brancos e pretos, ricas franjas pre
tas cora vidrilho ditas sem vidrilho, pretas e de
cores, fita de seda veUudo, bicos. rendas, fran-
jas, laa, linho, galoes de Cores e brancos, lesou-
ras, caivetes, facas, garios e colhores de todas
as quahdades, sapatos de marroquim e couro de
lustre para menina osenhora, ditos do Aracaty
para hornero, e muitos mais objectosquese ven-
dem por menos do que era oulra qualquer parle,
babados bordados para manguitos e calcinitas de
metimos.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool]
vindos pelo ultimo paquete inglet | em caso d
SouthaU Mellors & C.*
LUr,
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., esem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7000
Oleado de
cores.
VenJem-se oleados decores os mais finos que
e possivel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direila n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Bom e barato.
Vende-se espermacete em libra a 640 rs., tou-
cinho a 360, ervilhas a 160, pass3S a 480, man-
toiga ingleza a 800 rs.,dila franceza a 560, chou-
rtcas a COO rs., btalas a 40 rs., doce de goiaba
a L c?.l,x5' ceblas a 800 rs. o cenlo, painco
a loo a libra, por baixo do sobrado n. 16. com
oilao para a ra da Florentina.
Vendem-se 20escravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o Brazo cs-
mo a dinheiro, e por preco commodo : na rno
Direila n. 66.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
a Pecliicha
Na loja o Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chalye marin decores, ptimo nlo para
roupoes evestidos de'monlariade Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto pre$o de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle largas, de variados padrSes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a 19 e 1200 cadauraa, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, sStisfaro a expectativa
do comprador.
Com toque de avaria
. 1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 S9
4:000 a dusia ditos com 4 .palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irm5o3. ra da Imperalriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
GRANDE ARMAZEM
DB
Roupa leita.;
Ra Nova n. 49, junto
a tgreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um ginde c variado sortimento de rou-
pas feilas, como srjara casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno lino preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paietots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira preta e de cores, dilas de
merino, de princeza, do brim de linho
branco e de cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, collele3 de velludo
prelo e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardaraentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptarao outras agosto do
comprador dando-se no da convencio-
nado.
arreos.
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obrajanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, comporto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra,infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos* pois busca e remove as doen?a3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes cffeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteoua-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Irr eg u aridades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstpiccao de ventre.
Phtysica ou consumo-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
nos
Tumores.
Tico doloroso.
iUlceras
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outra pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asboeelidhas a 800 rs. cada mi
dellas, coutem urna inslrucfiao em pprtuguex pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O daposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ru* da Cruz n. St, emfer-
I nambuco.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Mil
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50n, 7 e Sj. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6j e 7, ditos do chile a
3go00, 5, 6, 8, 10 e 12, dilos de fellro em gran-
de sortimento, lano era cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2JJ500 a 7$, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sem ella a 4S. ditos do palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de rauit.-ys qualidades para ne- i u
ninas de escola, chapelinas com veo para senho- n
ra, muito em conla e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabega, luvas, chapeos de sol, e oulros
muitos objeelosque os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feij
Excellente graixa americana para arrefos e por
barato Mfco ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, lojaae ferragens de Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melhores e mais commpdase uteis escadas,
de todo* os tamanhos : vendem-se na ra da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal 4 Bastos.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com fules e descanso : vendem-se estes excel-
entes ferros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ra da Cadeia. *
TFio de a\god&o.
Fio Ae algodao tanto para pavios como para
redes e outros mislercs : vende-sc o mais bara-
lo possfvel na ra da Cadeia loja de ferragem de
Vidal & Baslos.
Moinho pararefi-
naco.
Chegarom loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas c de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua extellente qualidade o
commodo proco.
Camas de ferro;
Um completo sotlimenlo de camas de ferro o
com lona de todac as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em outra qualquer
parte : na na da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-sc por
commodo do preco na ra da"Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal A Bastos.
Ilalancas decimacs,
Reslam algumas balancas decimacs, as quaes
so vendem por commodo preco : na ra da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
F.xcollentes armorocs de serra de todos os ta-
manhos, se-pos dedilTcrentes qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal & Bastos, na ra da Cadeia do
Recife.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sortimenlos completos de peneiras lano de
amare lati como de metal e de todas as grossu-
ras : vende-sc por preco commodo na ra da
Cadeia do Recifo, loja de ferragem de Vidal &
Baslos.
Aos scoliores de engenho.
Enxadas americanas, do Porio, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de aro e j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ac, arcos de ferro do
lodas as larguras, ferro em ve'rglho, ferramen-
tas completas para tanoeiros, e muilos oulros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Baslos.
Bons escravos
Urna escrava recolhida de idade 22 annos en-
gomma, cose borda, e sabe vestir una senhora
.iaV0in hab'hdaQ. 1 dita de 30 annos por
700*. 3 esej-avos pecas, 2 dilos de meia idade
1 bonilo moleque de idade 13 annos, 1 bonito
mnlatinho de 16 annos, alfaiale : na ra de A-
gua Verdes n 46.
- Vende-se urna negrota de 14 a 15 annos
com varias habilidades, do boa conduela c figura
1 moleque de 9 a 10 anuos, ptimo para quafquer
ollicio, de bom crescimenlo, urna casa lerrea no-
va, ossobradada, em boa ra no bairro de Santo
Antonio, 6 cadeiras. 1 sof, 1 par de bancas. I
ditodeiarros dourados, 1 marqueza grande do
palliinna para cama. mesa de jantar, ludo isto
por preco ramio commodo, para liquidacao de
ma pessoa que se retir* : na ra das Cruzes
Relogio.
isa-KStt-sxs
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a reta-
lho : na ruado Queimado' loja de 4
portas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins ecadeias para os mesmos,
deeicellente ttosto.
por sacca de
Irmaos.
4,000 rs.
milho; nos armazens de Tasso
Nova inveofo aperfei-
foada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite 4 lrmao.
Ruado Queimado n. 37.
A 308 cortes de vestidos de seda quecustaram
60; alicortes de vestidos de phautasia oue
custaram30; a 88 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeii do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & lrmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia u. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
\ende-sc-um relogio de ouro patente inglez
deum dos melhores fabricantes de Liverpool'
por preco commodo : nas Cinco Ponas, taberna
numero 152.
Cocos italianos
de folha de /landres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
jduram quafrodos nossosa 400 rs. um
j e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Nova moda.
Chegou a loja do Ramalho, da ra Direila n.
8d, um grande sortimento de pentes de massa
virados a 13500. dilos com bordados dourados a
3JO0O, alem desles objectos achara o publico um
grande s'ortimenlo de ludo quanlo hade melhor
no mercado, tendente a miudezas, por menos do
que em oulra qualquer parle.
Para a quaresma.
Sedas pretaVlarradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda Iavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dilo largo e muito superior a 2 e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. id!
I Conlinua-se a vender fazendas porteo
g prero al mesmo por menos do seirvalor
am de liquidar contas : na loja de 4 portas
na ra do Queimado n. 10.
1S60O
28000
1J8M
2J50G
2S0OC
do deposito geral de Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irmaos.
Milho
nos armazens da Tasso & Irmaos.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes broezeados lo-
nas inglezas, o de vela, chicote para carros e
montana, arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'oirro patente inalezes.
Meias d seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e nscadas : vende-se na loja de Leite
4 lrmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
o engenho Premuna sito na freguezia da Esca-
da, no limito do Cabo, arredado nra quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado a
tratar no mesmo engenh com o proprielario
- Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado*!
para fallar cora o Sr. James Crablree & C. n.
4, ra da Cruz. ""* "*
Tr^iJh' wde"SoJulha ""ora & C, ra do
Trapicho n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Uiumbo de municao sortido.
Pregos da todas a's qualidades
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian era barril
Dito de Hoaoflt em caitas.
Coguac em caiias de duzia e barris.
Helenios deoxiro e prals, patente erhronc,
lroi-"opflos e descobertos (bem acreditados).
TrantTnrns de ouro para os mesmos.
, Biscoito8 sortidos em latas roqueas.
I
TT
i mi mi Anr.


=x2=a
DIAUIO DE PEttNAMBCO, SzUTA FEIRA 13 DE ATOIL DE_-tt8>.
DE
DIMITS HlMiD!
-largo ila Penlia
Mantciga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em birril se far mais algum abalimento.
Quc\jos muito novos
a i5700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
\meixas rauco xas
em latas de folha e campoteiras de vidro a 900 rs., e em porcao se far algum abatimento s no
Progresso.
Carlitas dcbo\iu\ios
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porcao se far algum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadas e proprias jiara mimos s no Progresso e com vista se far
um prego commodo.
la tas de soda
com 2 l|21ibras do difTerentes qualidades a 1JJ600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
Bolaciiiuua ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4g, unidamente no Progresso.
Polcs vidvados
do 1 a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a lg200 rs. cada ura, se
no Progresso.
Cuocolale raucci
a 1S a ''!"a assm como vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriga muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tmale, pera secca, paseas, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas coberlas, confeilos, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordean* proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Fclix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muito fina, ervilhas francezas, champare das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
lonas muilo novas, banha de porco refinado e outros muito gneros que rnconlraro tendente a
molhados, por isso prometcm os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promelem mais lanibem servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco praticas como
se viessero pessoalmenle ; rogam lambem a todos os s.tuhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhcs alianca a boa qualidadec
o acondiaonamonto.
Vcrdadcira goma de malaraua
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaios para denles a 200 rs. o maco cim 20 macinhoi. s 00 Progresso.
Cu \\ysou, pcrula e prclo
os melhores que ha no mercado de lj6O0 a 2j>500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2J560, s no Progrosso.
flacas em caixinuas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrclinha, aletria branca c amarella c pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
CbourVas e paios
as mais novas que tem vindo ao mcrcado.s no Progresso, afiancando-se a boa qualidade c a vista,
se far' um prego commodo.
Bicos, rondas c labyrntfaos
da (erra.
Naloja ao.p do arco de Santo Antonio che-
gou ura r co e completo sorlimento de bicos e
rendas, assim como ronhas e loalhas de laby-
rintho.
Venle-se. um bora cavallocora todos os an-
dares, mullo gordo, sem achaques, por barato
prego, ou troca-se por um burro que seja man-
so : na na dos Pescadores es. 1 o 3.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & G. ra da Senzala n. 42.
co
Continnac&o
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLADORADO
PELOg SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Gnima-
resA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendongaA. Xavier
Bodrigues CordeiroCarlos Jos BarroirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e CuBhaF.
- Gomes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de MagalhesCoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. H. da Cunha RivaraJ. J. da Craga JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S..da MottaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentn! Jos da Silreira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalUoI. F. Silveira da MettaRodrigo Paganino.
Destii.ado a resumir todas as semanas o movimonto jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
funtamente cora a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre qualquer Uestes assumptos, o archivo universal,
desde Janeiro de 1859, em que comegou a publicar-se, tem salisfeito aos seus fina, com a maior
exaclido e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras era folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigua-se no escriplorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Prego da assignatura: pelos paquetes vapor 10$200 nj>r anno; por navio de vela 8$ (moeda
brasileira).
Ha algumas collecces desde o comego da publicago do jornal.
de ura rico o grande sorlimento de tamancosde
todas as qualidades, quo se vende tanto a reta-
lliocomo era pequeas e grandes poreoes, por
prego o niais barato possivel : na ra Direita,
esquina i!a iravessa de S. Pedro n. 16; a casa
tem sem re de 1 a 1,000 pares proroplos.
Sal do Ass.
Vcnde-3e sal do Ass muito superior; a bordo
do hiale Sauto Amaro.
Verdece a taberna da ra Augusta n. 9,
propria r ara principiante por ler poucos fundos :
a tratar na mesma taberna.
Verde-s um raoleque crioulo, de idade de
14 annos, muito sadio e de ptima figura, muito
proprio rara pagem ; a tratar com Antonio Al-
berto de Soma Aguiar, na ra do Amorim, ar-
mazem n. 52.
Uuii do Rangel n. 62, armazem.
Vende n-se saceos com farinha de mandioca
de superior qualidade, saceos com milho, ditos
com arroz de casca, ditos cora farelo de Lisboa,
ditos com arroz pilado do Maranho, ditos com
caf do Dio, velas de carnauba, ditas de esper-
macete, ;omma do Aracaty, sabao massa, ih
hysson, :ourinhos de cabra, esleirs de palha
dccarnaiba, barricas com bolachinhas inglczas,
tanto se rende em porgo como a retalho,: c por
menos q e se vende em outra parte.
Viiilio de Bordeaux.
Emesia de Kalkmann lrmaos& C, ra da
Sruz n. 10. enconlra-se o deposito das bera co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandcnburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
Do Braodeeburg frres.
SI. Eslih.
St. Julicn.
Margaux.
La rose.
Chtcau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julicn.
St. Julicn Mcdoc.
Chatcau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry um borris.
Madeira em barris.
Cognac >m barris. qualidade fina.
Cognac em cuixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Ni ra Nova n. 35, vende-se farinha de
mandioca, a dinheiro vista, pelo baralissimo
prego d 5g6uO a 6acca
= Vundcm-se libras sterlinas em ouro: no
escripterio de Manoel Ignacio de Oliveira, de-
fioule do Corpo Santo.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tera sempre no seu deposito
da ra la Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante dwin Maw : a tratar no
mesmo deposito gu na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se pegas de algodao encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 25500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baralissimo prego de 6$ a pega, e 160
rs. o covado.
Vende-se algodao da Halda para saceos e
0o de algodiio : no escriplorio de Manoel Igna-
cio de-Oliveira, defronlc do Corpo Santo.
DE
GfLSEBCA i fCPifi)Cf|( |g If ?!$.
Sita na ra Imperial n. 118 e 120 junto a fabrica de sabao.
DE .
Sebasuao .1. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promplos alambiques de cobre de differentes dimencoes
(de 300$J a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduagao al 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imperio, bombas
de todas as dimengoes, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
de bronze de iodas as dimengoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro pararodas d'agua, portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimengoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugoes de forro pntaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lengol e barra, zinco em lengol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lengcs de ferro a latao,ferro succia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos arligos por menos prego do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigao j conhecida
e para commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua conflanga, acha-
ro na ra Novan. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Relogios de ouro e prata.
Era casa de Henry Gibion, ra da Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, ehronome-
Iros, meios chronomeiros o de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a pregos ra-
zoaveis.
c=*- 4 SR1IA NOV\4 S |
Grande sortimento de roupa feita para 3|
homem. S,
j| Dito dito de chapeos de castor e de seda. 11
Vi Wft 'iii't TFt3! fr*!**^ *** &SGit&&&9i&%
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Vende-se
para
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. lobo Hoscoso,
MVIOV &minBBfO oso E'WwoaWBTHW WilMiWe
I =r45-EI!AR0V\-.45 1
JAr mazem de fazendasl
e modas
Chegou a este estabelecimento ura completo
sortimento de obras fcitas, como sejam : pale-
tots de panno fino de 16g at 28$. sobrecasacas
de panno fino prcto c de cores muito superiores
a 35#, um completo sorlimento de paletots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de feltro para homem de 49, 55 e at 75
cada um, ditos de seda e de palha enfitados pa-
ra meninas a 105, ditos de palha para scnbora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25g, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 169 at 3l>000,
gollinhas de cambraia de 19 at 59, manguitos
de Ig500at59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colletes, paletots e caigas de 39500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 29500
al 10$ o covado, cortes de collctede velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fuslao brancos de cores, ludo por prego
barato, atoalhado de algoso "a 19280 a vara,
cortes -V\casemiras de cores de 5 at 99, grosde-
noples covado, csoartiUios para senhora a 6$, coeiros
de casemi ti ricamente bordados a 129 cada um,
mbraia de linho bordados para se-
2^ cada um, dilos lisos para ho-
da muito superior, de 18 al 209 a
ras de cores para coeiro, covado a
de seda para vestidos, covado a
19400, umfcomplelo sortimento de collelesde
gorgurao, tasemira preta lisa e bordada, e de
fustau decores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo decores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 29800
o covado. bandos para armacao de cabello a
19500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e oulras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
linha de novcllo de lodos os sortimentos, mciaa
de seda inglezas de peso e mais inferiores, bran-
cas e pretas, por pregos commodos : em casa de
Uenry Gibson, ra da Cadeia do Recife u. 62.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelias para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz 4o Recife n.5, ven-
de-se:
Carros de 4 rodas de um modello ioleiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
.Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios pafa cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, llenl Julop, Bitters, Whiskcy &
C, ludo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
lengos de
nhora a 9
mera; faz
duzia, cas
2S4QO,
DE
W&MA
pela manha ede tardedepois de 4
a cidade como para os engenhos ou
horas,
outras
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
s
3 RA DA GLORIA, CASA DO FUlf DIO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os dias
Contrata partidos para curar annualmente nao s para
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 .tubos grandes...........10$000
Dilos de 24 ditos...............15$000
Ditos de 36 ditos..............20$090
Dito de 48 ditos...............25$000
Ditos de 60 ditos...............0*000
Tubos avulsos cada um.............1$000
Frascos dei linduras........,.....2$000
lianoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc. ,........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 108000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6$000
CASA DEBANHOS.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos meihoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do \* de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios. : *
Assignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....10$000
momos, de choque ou chuviscos por mez 159000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciadoa.
Coi les de vestidos pretos de lodas as qua-
lidades.
Ditos de seda da cores.
Ditos de blonde.
Ditos de phantasia.
Manteletes pretos de lodas as qualidades.
Dilos de cores.
Capas pretas e de coros.
Grande sortimento de bordadas para sc-
nhoras em cambraias e filos.
Variado sortimenlo de enfeiles para ca-
beca, pretos e de cores.
Di.o dito de chapeos de palha c de seda.
Grande sortimenlo de vestimentas para
meninos.
Di.o de chapese bonets para ditos.
FUNDICO DAURORA.
Sens proprietarios orTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido eslabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarogar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, pontea, taldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra aja qual for sua na'tureza pelos
desenhos ou moldes que* para tal flm (orem apreseotados. Recbeme encommendas neste esta-
beleciraento na ruado Br.'ira n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador o... moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Cosia Pereira, com quem m petendestes se podem
atender para qualquer obra.
Gelo e barricas
com macas.
m
Vende-se gelo, e barricas
com macas de superior qua-
lidade ; no antigo deposito do
gelo da ra da Sanzalla.
Vende-se um corte de capim e
alugi-se urna grande b-jxa que da' em
todo o anno, situada no lu^ar da Sole-
dad* ; a tratar na ra da Cruz n. 4.
Enfeites de vidrilho.
Chegou loja do Ramalho da ra Direila n.
83, um grande sortimento de ricos enfeiles pro-
tos d vidrilho, pelo diminuto prego de 3# e 4#
Bicos e rendas da i I ha.
Clvgou loja do Ramalho da ra Direila n. 83,
um grendo sorlimento de bicos e rendas da ilha,
os mais finos que tem apparecido, e por baratos
preges.
l'm escravo moto,
cora principios de alfaiale e de pintor, soffrivcl
bolee iro, o com bstanle habilidade para serem-
pregdo ein qualquer oulro servigo : vende-se
no Porte do Mallos, armazem n. 18, confronte ao
trapiche do algodao.
Vende-se urna boa propriedade denomina-
da C irrap.ito, com meia legoa quadrada, quasi
toda em mala virgem, e Ierras da muito boa
prod ccc de toda qualidade de lavouras, ser-
vindi) lambem para criago de gado e refazer
auiruacs, sito na freguezia do Bom Jardim, co-
marca do Limoeiro ; vende-se por precisao : no
principio da ra Imperial ao p do chafariz n.
34, achara com quem tratar.
= Vende-ee um lindo o bera acabado cabrio-
let p ilcnlo, de i redas, com arreios, gosto mo-
dero) : a tratar na ra do Domingos Pires, fa-
brica de carros do Sr. Grosgcur.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receberam a primeira
reraessa mensal de objectos de modas ao ultimo
gostn, e melhor qualidado, chegados de Pars
pelo ultimo navio, c arisam as senhoras desta
capital que era seu estabelecimento, na ra da
Imperalriz n. 10, tem urna sala destinada para
ellas escolherem ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de uobreza prata c de
cores, bordados, e de rendas, de variados gostos.
Lindos enfeiles de cabega, gostos modernos.
Ricos vestidos de nobreza de cores e pretos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a
2$200, 240O e 2600 o covado.
Veslidinhos para enancas, de diversos gostos ;
bem como o melhor sortimenlo de outras muilas
fazendas modernas por os menores pregos : no
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ru da
Imperatriz.
Vidros para vi-
dra Tinta para escre-
*. ver.
De superior qrTalidade a 500 rs a garrafa : na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vende-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, ehegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
= Vende-se una preta crioula, de 30 a 35 an-
nos, perfeita lavadeira de roupa, cora principios
de engomraar, e oulras habilidades, que s com
a presenca do comprador se dir, por prego mui-
to commodo : na ra Oova n. 20.
Vende-se urna porcao de sola, chegada l-
timamente da Granja, de muito boa qualidade e
precos muito commodos: na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas inglc-
zas, excelleulcs por sua durago, levesa c com-
modidade para os animaes : em casa de Uenry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e cugommar: no Man-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Venc-se sete casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro. um metro mui-
to novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da Ierra era suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da ra de S.
Francicco, como quem vai para a ra Bella, n.
8, das 6 s 7 horas da manha e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do dia.
Vendem-se
canoas de raarello das melhorem que tem ap-
parecido no mercado, de 25 a 45 palmos, por
prego commodo : na ra do Vigario, n. 5.
Cera de cama a bal sebo refinado e lo
de-irffyocrao.
arma"emn.Vendtr-,en0Ur8,> d* As*e"6, = Vende-se a casa n. 7 da ra do Nogueira =
a tratar na ra do Queimado n. 36.
.= Vende-se no lugar do Peres, confronte ao
engenho, um bom sitio com 216 palmos de fren-
te e 450 de fundo, tem na frente, ao correr dj,
estrada publica, urna grande casa para familia, oa
urna outra maifpequena, onde se acha montad a
urna padaria, a qual faz bastante vantagem, o
tambem serve para qualquer outro negocio, e:n
virtude do local : quem pretender, dirija-sc to
mesmo sitio, ou no paleo do Paraizo n. 10.
Vende-se una canoa aberta de 1,200 lij-
los ; para tralar, no Hospicio, na taberna do
leao de ouro.
Moleques.
Vendem-se dous ptimos moleques, sendo ura
com 12 annos, ptimo copeiro, faz lodo o servi-
gode urna casa de homem solleiro, oulro com 6
a / annos : quem os prstender, dirija-se a ra
da Cruz n 23, segundo andar, que achara com
quera tratar.
Vende-se um bom sobrado de tres andares
e olao, em urna das melhores ras desta cidad"
chao proprio, livrc de qualquer onus, o qual se
vende por o seu proprietano ler de retirar--c
para fra do imperio ; nesta lypographia se dir
cora quera se deve tratar.
Vende-se urna canoa aberta, do carga de
mil e lanos lijlos, e por barato prego : os pre-
tendentes dirijam-se taberna do leao de ouro,
no Hospicio, que se dir.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cse do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor A C. rus do Torres
n. o.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
CImu:,boem Ienccl.
Carios de dito.
Cabos de linho inglez.
Sclins patente inglez cora todos 08 per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livros em branco inglez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de ciystal.
Enxofre em caixas de 3 arrobas.
A Iva i a de de Veneza.
Cordoallia para apparellios de navios.
Chapeos de palLade Italia singelo.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de marmore.
Tallias de barro vidrado.
(GUMA SIOI.
Vende-se cebla solta por baralissimo preco :
no armazem da ra do Amorim n. 46.
A loja
Encyclopedica
1OTIUU
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimares gerente Jo-
s Gomes Villar.
Una Ao Crespo numero 15.
A 6# a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de 10115a.
Vidros para caixilhos.
Sa ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros aretalho do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vende-se um elegante e bem construido
cabriole! de 2 rodas, modello moderno, com os
competentes arreios, vindo no ultimo navio frau-
cez : a tratar na ruada Cruz, armazem n. 40.
= Vende-se massa de tomate, a melhor o mais
nova que ha no mercado, por preco commodo :
na ra das Cruzes n. 40, ou na rua'larga do Ro-
sarlo largan. 52.
Esposeoes de metaes.
Grande sortimento de metaes de todas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa, dos
mais lindos modellos que se podem en "onlrar
para servicos de casa, de almoco e jantar, por
precos muito commodos : na ra Nova n. 20, lo-
ja do Vianna.
Vendem-se libras sterlinas em ouro: no
escriplorio de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
tc do Corpo Santo.
Vende-se superior vinho de Bordeaux em
quartolas o em caixinhas de urna marca muito
acreditada, ceneja em caixas de urna duzia, vi-
nho de champagne excellcnle, velas de esperma-
cete e urna pequea porcao de ferro da Europa :
na ra do Trapiche ri. 11, era casa de Tisset-
Freres.
Aos senhores selieiros
encadernadores.
Palles do carneira hamburguesas, do lamanho
de marroquim, proprias para os selieiros e en-
cadernadores : na ra Direila, esquina da tra- \
vessa de S, Pedro n, 16, prego commodo.
Este importante estabelecimento de Fazendas
finas, continua a receber do Paris, Inglaterra c
Suissa as melhores fazendas em gostos c quali-
dades lano para o bello sexo como para horaens
e os seus precos sao muito baratissimos afim do
seu proprietario fazer muito negocio. Pede-se a
proteceo das senhoras, dos amigos o dos mora-
dores do mallo para que dirijam-se este esta-
belecimento a comprarem as suas fazendas e
verao o asseio, circumspecco e amabilidado.
Nova toa.
Ra do Cnespo. \o|a de
mi.udez.as de \\ portas
uumero 5.
Toucadorcs do moldura com gaveta, obra de
gosto para ter na sala para as senhoras vestirem-
se, pelo lamanho do espelho, pelo baratissimo
preco de 15, que em outra qualquer parte nao
se vendia por menos de 30J.
Meias, ligas, etc,
Meias pretas para senhora, pelo diminuto pre-
go de 240 rs. o par.
Ditas brancas para meninas com o boccal de
barraeha a 320 rs. o par. -
Ligas de seda muito bonitas e todas bordadas
a 19 o par.
Luvas do eda para meninas, fazenda muito
boa, a 800 rs. o par.
Ricos chapeozinhos para baptisados, todos de
froro, obra de gosto, a 5$ cada um.
Caixinhas com amendoas proprias para dadivas
a 25O cada urna.
Bonecas francezas muilo bonitas, vestidas, a
19 cada urna.
E oulras multas miudezas que deixa-se de men-
cionar per nao se tornar muilo extenso, tanto
para prar;a como para os mscales : tudo oa loja
do miudezas de 3 portas na roa do Crespo n. 5.
Superiores chapeos de manilha.
Estesexcellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existem venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 82, por
proco commodo.
Vende-se urna carros .e um bonito boi, na
'ra de S. Francisco, n. 68 A.
Escravos fgidos.
W No domingo, 25 de marco, ausentou-se da
casa dosenhor, um prelo muilo conhecido por
bebado, e o nome de calraio, perlenccnte a Jos
Baplista Braga ; por isso roga-se a quem o pegar
leve ra Novan. 38, quesera gratificado.
Fugio da casa de seu senhor, no dia 4 do
correnle, o prelo de nome Flix, de nagao Mo-
zambique, idade de 35 a 40 annos; levou calca
e camisa de lgndao de lislra azul, estatura baixa,
coi fula, tem na .testa por cima do nariz um ca-
lombinho o que parece ser signal de sua trra,
tem os pi^s um pouco opalhetados ; fui escruvo
do Sr. Manoel Francisco Duarte, que fez venia
delle ao Sr. Symphronio Olympio ueQueiroga, a
quem foi comprado no anuo prximo passado.
Esle preto lera sido pescador e caiador c hoje
padeiro, epor isso tem calos as juntas dos ded&s
pelas costas das mos, em razao da niasseira ;
j esleve fgido na villa do Cabo muito lempo, o
entitulou-se forro, mudou de Flix pira Joao ;
fui pegado por um moco do mesmo lugar por al-
cunho Quincas ; domingo, 8 do corrntc em urna
das tabernas da Passagem da Magdalena que vai
para os Remedios, c o Sr. Duarte diz que suas
rugidas tem sido para os lugares seguintes: Ca-
chang al o engeuho Camaribe, Barbalho, Im-
itara at o Cabo : roga-se s autoridades poli-
ciaes, crpitics de campo ou qualquer pessoa que
o encontrar o apprehcndara e levem a seu se-
nhor, na padaria do paleo da Santa Cruz n. 6,
que ser generosamente recompensado.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ma-
noel Candido, idade 26 onnas, alto, bom corpo,
cabello crespo, falla de dous denles na frente, um
olho vnsado e grande, cicatrizas a roda do mes-
mo ; cosluma andar elogiando : coga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do povo a cap-
tura do referido escravo, sendo conduzido ra
do Imperador, onde se gratificar com 100$.
Fugio em um dos dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
mais de 22 annos, levando calca e ca-
misa de algodao, seus signaes sao os sc-
guintts : altura regular, corpo reforja-
do, tem urna grande bebde no olho s-
jquerdo, cor fula, testa um tanto carre-
gada e sem barba : quem o achar equi-
zer ser bem recompensado leve-o a' na
da Aurora casa de J. P. de Lemos J-
nior. *
= Fugio no dia 4 do correnle um escravo de
nomo Felix.de naco Angola,.idade de 60 an-
nos, baixo, cheio do corpo, cor fula, pernas tor-
tas, um p mais grosso que outro, muito regris-
ta : roga-se a quem o pegar, leve ou mande dar
parte na ra Direita n. 69, que ser bem grati-
ficado.
No dia 6 do correnle fugiram do engenho
Uch6a o escravo Filippe, cabra, eslatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, falla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fula, alto e seoco, sem barba, tem nos
bracos signaes de vaccina, na testa urna cicatriz
era forma de meia la, e em cima de ura dos ps
urna sicalriz que repuchou alguma rousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es
eraros levaram calca de algodao azul trancado e
camisa de algodao de lislra, alem de mais roupa
que possuiara, e suppe-seque rcuniram-se pa-
ra seguirera viagem pata o sertao do Sobral do
onde o primeiro natural: a quem os ipprehcn-
der junios, ou a cada um de per si, oo delles ter
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ler de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma Irazer um
panno atado a roda da eabeca, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnsao de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, ou cr>sa
de sua residencia na ra da Florentina dcfror.te
da cocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente recompensados.
No dia 2 do corrento mez fugio da fabrica
de sabio de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, crionlo, cor bem preta,
nariz chato, baixo e um pouco grosso, com idade
de 25 annos, e o signal mais conhecido ter a
falta de um dente na parle de cima : a pessea
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabao,
na ra do Brum, que ser recompensado.


SSL
flURi Qg H^NabC. > sittk mU ii ifi AiBt 6E iO.
Lilleratura.
A Hungra e a Austria de 1848 a 1859.
IV
CuiiinMorao.)
F.niqnonlo o governo do imperador d'Auslria
lio se achou bastante forte para cunar cni lula
a berta com os ministros do rt'i da Hungra, Ira-
, ion oh iiiio despiesar ossuos humildes reclama-
eftes.; nao hrsitou roprovar ita um manifest
nlBcial as manobras anto-hngaras, e al ines-
uio privar ii principal agente deseas manubrosse
" lamoso Jellachic, dos sous ttulos r hoaras
10 du junhj) do I818). l'oiem quundo foram
icnrltidos os preparativos das nacionalidades
amigas da Austria, quindo, por oulro lado, as
armas impelais Iriuiupliaram na Bohemia e nu
Dalia, 4 de outubro de 1848, appareceu uin
manifest imperial, que desfa/.ia a uin lempo a
constiluico c as conquistas demarco;
sulioo, coro quarim pussivel, todava depend:
do em prego permnnente de meios qne em Vien-
na so dizam lieroiros, mas que na Hungra eran
(idos como violentos. -
Postoque o paiz fosse privado das snas armas
legaes, posto que a imprensa fosse submclMda i
una censura rgida, a grande dieta xupprimidn
abolida; as pequeas, o gabinete noojulgova me
nos hostil e poiigosa aos seus projeclos a exis-
tencia da Hungra, cerno um corpo, por assin
dizrr.
Desmemhraram, pois, o reino. A Transyira-
na que desde a suj origem ;.l o serillo XVI, fi
zera parte da Hungra, que desde 1625 a 1848 si
Ihe conservara unida por loros estreilos de mu-
tua sympalhio, pela linguag'em c nacionalidad!
romrouns, cuja unan intima fdra a.nda renovad-
cni 1848 pelas duas dietas de Presburgo eKolos-
var, c sahrcionada por Fernando V, a Transyl-
vania, digo, foi de novo desligad* de sua irma-
patria.
botaran tnmbem a Croacia e a Slavonia, par-
tes annexas corda de Smio Eslcvo desdo o se-
auliga consliiuirao o ss conquistas
a liuiigria toda foi declarada can estado de cer- j <""I XI, o quo antes de 1858, antes da agiar-c
ro. o decalido da vespera Jellacliieh foi no- panslavista e das intrigas austracas, nunca ha-
rneado lugar lente do imperador-re, e Dx- v'ara reclamado oulra.independencia seno moioi
rntor das suas vontades. Se lanc.armos a vista ] franqueza as suas inmunidades municpacs, d(
sobre o estado cm que se chava a Hungra, 11ue gozavam, segundo os amigos tratados, que
ron viremos que nao seria fcil ella subuielter- foram sempre respeitados pelos Magyares cora lo
se pacificamente avista de semelh ole declara- da fldeldade.
ciiu de guerra. A Hungra, pos, ha longo lera- Em suinma, para formar um novo paiz d;
pn imniovel, dcsptitou, c erguco-sc, mas nao I corda sob o nomo de roivodte-xerae desliga-
fe
loi anda com o lim de anniqmlar o anligo paci,
nao fui anida com o lim de Uerrubar a dyuastia
dosllobshurgos; a Hungra ergueo-se para deffen-
der a liberdade, ou como enlo se dl/ia os d-
tonos da corda hngara, contra as usurpar oes
austracas. Nesso interini Fernando V abalea,
e o sen suocossur regular cede a corda a seu fllho
Francisco Jos ( 2 do dezembro de 1848 ). Os
IImigaros se julgavam com dretto de sustentar
que o novo soberano nao era seu re constitu-
cional, porque nao liiiha sido por elles coroado,
tem tinli prestado juramento de Gdelidade s
leis du paii. Mas Francisco Jos nao peda pa-
ra que o reconhciessem re da Hungra segundo
ai formulas amigas ; em marro de 1819, outor-
rara da Hungra algumas das suas bellas comar-
cas e paizes, que nunca tiveram. nem rnesmoal
mejaram, una existencia propria, sob qualquer
ponto de vista que se encare ; porque csses pai-
zes eram pela nafa parle habitados por fugiti-
vos escapados a lyraunia turca e recolhidos pe;
generosidade dos Hngaros em seu territorio.
O completo anniquilamontoda nacinnalidade en
a i'onscquencia da supprcssao das insliluircs se
cubres, e dos tratados formaos.
(Jm estadista dsse na Franca que a lei deve sei
atheista ; da mesma sorle s podo dizer que
Austria nao urna nacao.
Antes de 1818 a Austria ofOcial nao lnha.coir
effeito, nacionalidade alguma ; a lingua alterna;
gando ao seu imperio urna nova constiluico,j era adoptada na adminsiroco central de Vien
(ornnu definitivo o que o manifest de 4 de ou-
tuluo linha eslobclerido temporariamente ; abo-
li a anliga conslituicao hngara, reuni o reino
lim ao impeli da Austria, que declarou um sd
e indivisivel. A Hungra, tendo por sua vez bati-
do os Austracos, aproveilou-so da victoria para
sustentar a ahulico do pacto de unio procla-
mado pelo imperidor, a 4 de abril de 1849 a
dieta do Dehreczcn prorlamou o independencia
da Hungra, c a decadencia da casa de Habsbur-
gn Larroine.
liis aqu em pouras palavras a historia desse
moviuicnlo que, a nosso ver, chamam mu im-
prsinenle a revolucoo hngara. Sem querer
i'iiiiiiir um juizo acerca das numerosas e gra-
ves qiiesldes du principios que ah se deba-
loram, foi apenas o nosso intento restabelecer na
sua verdade, o mais brevemente possivcl, que
nao fui a Hungra a primeira n desligar-se do
paclu secular, que ui.ico constitua o titulo da
dyuastia hobsburgue/a ao dominio na mesma
Hungra, titulo que hoje tido como urna letra
noria.
V
Todos s.ibem como a Austria triumphou da
resistencia da Hungra, granas intervenco do.
Czar Nicolao, e ao abandono do general Gcegey.
Una vez senhora do campo da balalha tres
grandes caminhos se abriam diantc dclla. Ten-
do por experiencia propria conhecido a vivaci-
dado e energa do movimcnlo que provocara o
seu syslema, e que livera necessidade de com-
bater, poda renunciar a csse syslema que Cili-
na ; mas perraittia-se s diversas nacionalidades
a-faculdadc de desenvolver maisou menos o sei
idioma particular.
Por tanto de 189 em diante procurou-sc segni
o exemplo de Jos II, rjuerendo como elle, ootei
a unidade por inlcrmedio da germanisacao, con
esta difir-renga milito noiav-i, e quejse II
buscara na unidade da monarchia o mcio de rea
lisar com mais presteza e seguranza as reforma.',
cum que queiia dotar os seus paizos*, ao possi
que a poltica Bach-Srhwarzembcrg promovo i^
unidade nicamente pelo inieresso das suas ten-
dencias absolulistas e conlra'isadnras.
Entra perfeilamente na romprehensn de qual
qner pessoa que esladiflerenra nao dciialurezi
tal que possa na segunie melado do seculo acta
angariar us sympalhias da Hungra e a suaadho-
so a um plano que ella com tanlo valor com-
baleu c fez combater em tlus do seculo pas
sodo.
Soja romo for, o corlo que o minislcrio impe
rial deseuvolveu a ma'ur energa em repcllr i
lingua hngara do terreno que osla tao laboriosa-
mente havia conquistado na primeira parle di
seculo presente : nao ropclliram da vida poltica
porque a vida poltica so achava supprimida n;
dieta, pequeas assemblas, c na imprensa ; po-
rm quanio admnislrarao, jiislica, inslriiccfn
publica, ele, ordenou-se'que fosse ah subsiilui
da pela lingua allomas, sempre que essa substi-
tuirlo nao fosse absolutamente irrealsavel.
Hevemos- acresrentar, que as mrionalidado
iuimigas quo linham com lauta sanha cooperad!
vera s ponto de causar a sua ruina e teslabele- P0 a rul,la 'l0 .causa hngara virara que o sei
cendo lealinenle na Hungra o eslado de cousas | "Jtoma nem por isso era mais adoptado que o dos
ah creado em 1848 pelas concessoes legaes de i Masiyares.
Entre os Croatas, Serbios, Itoumanos, a lngu;
materna cedeu o lugar ao idioma imperial, assirr
como entre os Hngaros; com os emprcgadds
professores, magistrados allemacs, a lingua alle-
ma, que > un pequea parle dos habitantes di
paiz cumprehende ou falla, eslende-se por lud
Fernando V Este plano de conducta nao foi
adoptado pela reaeco victoriosa. Para que ella
o adoplasso seria "uiistcr que nao se asseme-
Jhas-e a mullas reaeces, que conhecemos, e se
elcvasse a um grao de generosidade e abnega-
cao submes. Kcslavam anda dous caminhos
n seguir : 1. considerar de nenhum cTeilo os
suctessos de 1848 e 1849, reslabelecer pura c
.mu i'leMiion ;e as relances leges enlre o reino e
o imperio, loes quaes exsltam desde o seculo
X\ i at 15 de marco de 4848 : 2 manter por
joeio da torca o estado de cousas imposto pela
conslituicao outogarda a 4 de marro de 1849,
que abulia a anliga conslituicao e independen-
cia hngaras em provelo da unidade austraca.
I), pos da derrota que soffrera a grande maioria
do reino lena provavelmente acetado, senao sa-
lisfeila, pelu menos resignada, a siluac&o ante-
rior a 188 ; desla sorle reslava-lhe anda urna
esperance, a saber : sendo a anliga conslituicao
susceptivo! de progressos pacficos, poda de
novo encelar-se a obra da regeneraco legal,
tiio inopinadamente precipitada pelo contra gol-
pe de fevereiro, e pouco a pouco chegar-se a
um feliz xito. Durante certo lempo esta pol-
tico perecea que seria adoptada pelo gabinete
de \ leona,, pelo menos na Hungra coucebara
osla esperanza; era nesse sentido que, de 1849
a 1851, eseteviam, falluvam e obravara aquelles
que eran denominados autigos conservadores,
e que sua alliludc pacifica no decurso dos
successos etlicos deviam o nao acharem-se com-
pre melt idos, e poderen. anda elevar a sua voz
tmida em prol do inlerrsse bem entendido da
dyuastia ausliiaca. Finalmente al mesmo cm
Yiennu depressa se aperceberam de que era ab-
slulameiil "impralicavcl a conslituicao oulor-
ssda 4 de marco de 1849, proclamada logo
depois da dissolcao da dieta austraca de
Kremzier.
Procurou-se, pois, subslituir-lhc alguma oulra
orgauisacao, que fosse adoptada quer s tenden-
cias pouco democrticas c parlamentares do go-
verno imperial, quer siluaeiio e composirao dos
elementos da monarchia, essencalmente itregu-
lares.
Depois de mulas experiencias niallogradas de-
cidi-se quesera adoptada urna consliluicoo no-
va, a.de 31 dedezembro de 1851. Esla conslitui-
cao fundara o absolutismo puro, e era a confir-
inacao da idea de urna monarchia unitaria ecen-
tralsada.
Quanto & Hungra, a Austria linha adoptado o
segundo plano de conducta cima mencionado ;
persista cm querer obler da sua pretendida vic-
toria resultados excessivos e perigosos, roubando
Hungra por urli decreto a sua consltuigao oi-
to vezes sceulor, as suas inslituiccs polticas e
. iniiuicipaes, os suas liberdades e concessoes ju-
radas por todos os soberanos da casa de Habs-
burgo.
Mus o plano adoptado pela Austria sera proti-
cnvel ? Seria possirel realisar assim de impro-
viso 6 snnho sempre concebido, e lautas vezes
anuiquilado, de urna fusao completa do reino
hngaro na monarchia austraca r O gabinete de
Vienna ota o proprio a reconbecer que esse re-
lOiLULTlM
Conslaoca Verrier.
lugarque a opathia appareme ua Hungra; sob
o jugo de ferro que Ihe imposto, era menos um
leslerr.unho da sua satisfneao, do que um efteilo
do cansoco produzio petos esforcos heroicos que
Azora em vo para defeza da sua independencia
e liberdade seculares ; em segundo lugar quo a
Hungra como comees js a cancar-se desse mes-
mo cansaco, permilta-se-me a expressao, que a
suri resignaco se acha esgoiada.ou quasi esgola-
da, ea paciencia vai faltando aquelles mesmos
que mais resignados se mo-lraram era deixar a
experiencia proseguirolrj o fim
Ja todos ocham que o lempo bastante para
experiencias, o que um syslema, o qual ha dez
anuos nao se pode desenvolver, nem mesmo
achou bases em quo se podessn firmar, um "sys-
lema intil e inexplicavel; cuma tao grande nacao
quo comega a dar signaos de vida depois de sua
longa lelhargia, nao podero ser para sempre con-
demnada a insiituieoes officalmente reconhecidas
provisorias, em virliide das quaes so incessante-
mente comprometidos os seus inleresses mais
airelos, suas mais legitimas aspiraces. O va-
lor e juslica desta opinio nao tem nesmo esca-
pado s alias personagens do imperio austraco,
posto que o seu espirito systemalico, e atierro s
ideas anligas concorressem pBra obscurecer o seu
juizo ; e a prova disto o manifest imperial de
15 de julho ultimo, inspirado ao joven soberano,
seguramente por conselheros que n'um momen-
to de discernimento e de franqueza nao hesita-
ran! em manifestaran seu amo osperigos que ro-
de; vam o seu Ihrono.
E esta a verdade ha muito lempo proclamada
allmenle pela nacao hngara, e hoje reconheci-
da implcitamente pelo governo ; impraticavel
o syslema, cujos aulhores sao MM. Bach e Schw-
orzenberg, abstrahindo mesmo as injuslicas ma-
aifostes que Ihe servem de ponto de partida ; pe-
lo menos elle inapplicavel Hungra para quem
fdra especialmente imaginado. ja alguma cot
sj pdr-se a Austria de accordo sobro esse ponto.
Porm conhecer o mal nao quer dizer remeda-
lo ; resta saberse esse accordo continuar sobro
os meios que convern pdr em pratica. Infeliz-
mente al ii presente esta esperanza parece des-
tituida de fundamento.
VI
Urna tentativa nesse genero se operou em
meiados do mez de oulubro pelo baro de llub-
ner, enlo miuistro da polica, n'uma entrevista
que leve com algumas altas personagens, que se
conlavam no numero dos homens polticos da
Hungra constitucional.
Tratava-se de saber se era possvel renovaras
negociadnos rompidas pouco mais ou ni' nos
dez anuos, e pieparar urna reconcilaco entro a
nac.o e o soberano.
uas escolas, lenhain sido mais fuvoraves au d-
eenvolvimenlo da sua intelligencia, do que a or-
IWniaaao monarchica e o ensioo moderado dos
calnolicos ; ou porque os mancebos, que aspi-
ram um-lugar importante na sociedade, vo con-
cluir os seus estudos as grandes universidades
allemas, inglezas, hollandezag, e vollam para o
seu pas, por assim dizer, carregadns com o far-
do de loda a sciencia moderna ; por lodas ou
por qualquer urna desias razdes os protestantes
na Hungra tem sempre conservado urna impor-
tancia muilo superior que poderiam adquirir
pelo numero. No mundo lillerario, nos dbales
parlamentares que precederam crise de 1848
as lulas anda mais graves de 1848 a 18i9, os
proleslanles se apresenlaram sempre nos prnei-
tos lugares. Daqui resulta que a causa do pro-
testautisno nao considerada pelos Hngaros
somonte como urna causa religiosa, e que os ca-
iliulicos inieiligenles e pairiulas se iuiercssara
lano quanto os proprios calvinistss e lutheranos
no bem ou no mal que pode provir ao protestan-
tismo.
P* protestnilcs da Hungra gosaram sempre
ate 1849 de direitos especiacs, que repousam so- |
,*o ira,otl0 assignado era Vienna pelo anno
de 10u6 enlre o rei Rodolpho I (imperador Ro- '
dolpho 11) e Estevao Bocshai, chele da resisten-|
ca hngara contra as usurpacoes austracas ; e
sobre oulro Iralado assignado e'm Linlz pelo anno
de 1615 enlro Fernando III e Jorge Bakczi, am-
povoada pela maior parle por lavos e Allemies,
tunca ora stiapeilS d'um excesso de tendencias
nacionaes e libcraes. Hoje que essa duas cida-
des combinam na mesma id, e toman ao mes-
mo lempo a iniciativa do um movimento oppo-
siclonisla, nmguem pdde deixar de ver em ludo
isto um sgnal bem caracterstico dos lempos
elle prova pelo menos que 6 passado esse tempo
de frouxido e resignaco, de queja fallamos. O
paiz, que nunca deixou de combater sobre o ter-
reno legal, parece hoje decidido a usar de loaos
os meios pacficos, que Ihe reslam, para fazer-se
atlender. Todos na Hungra eslo persuadidos
deque deve cessar o rrgimem provisorio; e qual-
quer que seja a casia, ou opinio que os distin-
ga, quercm levar o governo austraco a melho-
ror-lhes o futuro, allendendo desde j aos justos
votos e necessidades legtimas da nnro. Ao
ver-se oque se passa hojesibre as margeos di
Danubio, dr-se ha que os Hngaros adoplaram
para si a divisa de Francisco Jos: Vi>6k*
Mn,t de unanimidade pairiolica, de inlelligencia cor-
deal entre os cidadaos, em troca das divergen-
cias naturars ou arlificiaes que, hi lo poucos
anuos, os separa vam em grupos, que se julgava
irreconciliavci?.
Urna prova dessa unio a rcenle manifcsla-
C*0 dos cstudiintes da universidade de Pesth,
_ manifestacao que a imprensa europea tem
bos garanlidos #ela Inglaterra c pela Hollanda. i prestado a sua altencSn, e que realmente n.io
bsses dous tratados que fazem parle do direlo desliiuida de signifiraco. Mais de quiuhenlos es-
europeo, pois que duas potencias europeas nter- ldanles da universidade nacional dirigiram urna
vieran nelles, deveram ter hoje o mesmo vigor PPQao ao imperador em favor do rcslabelec-
que leem es estipularles do tratado de Westpha-1 ment da lingua hngara no ensno. Consa es-
la para os proleslanles allemes ; c se muilo ,ranha 1 percorrendo-se as assigiraluras dessa pe-
lempo nao sao respeitados por urna das partes lu.ao enconlra-se, a por de una maioria de no-
. i.v.-Tiarrnr
)in lugar da lingua que lailn os populacOes do:
diversos paizes hngaros.
Assim, para realisar o seu plano exagerado di
rcnlralisacao, o governo de /Vienna poz em pra-
lica os meios de abater dous principios que de-
vem ser mu caros, lano aos povos como aos in-
dividuos : a lingua materna c a tradicco pa-
tritica.
Em lugar do idioma dos seus paos, e anlepas-
sados impunha-sc aos Hngaros o idioma alie -
nio ; suppriinia-se a sua historia desmembrndo-
se a heranca, lo gloriosamente adquirida por
Santo Estevo c por l.uiz o Grande, tao heroica-
mente defendida por Jean de Huuyad c por Ma-
linas Corvin.
Entretanto a Hungra nao oppunha resistencia
acliva aos esforcos do governo imperial. Os an-
ligos conservadores, desanimados pelo mo suc-
cesso das suas tentativas conciliadoras, cessaran:
de elevar a voz a que ninguem prestara alien-
cao ; retiraram-sc complelaroente da vida pu-
blica, e nao aceitando mais os empregos tiraram
oo gabinete de Vienna loda a possibilidade de ac-
cusa-lus de agentes tmidos c turbulentos, no cas)
de que nao vingasse nos seus projeclos.
O governo assim abandonado a si proprio, lo-
mou a iniciativa, e licou senhor de obrar por
mcio do agentes que Ihe fossem dedicados, e
que elle escolhia as provincias hereditarias pora
envia-los Hungra.
A naco vio se forjada a crusar os braco:,
nada esque'cendo, e reprmindo o seu rnneor;
deixou os seus senhores, sob sua responsabilda-
de, e em plena libcrdade, tentar sobre ella toda a
sorle de experiencias. Entretanto passaram-se
dez anuos de enssios e esforcos constantes, sein
que nada se houvesse conseguido de positivo, e
certo.
O ministerio baxou leis sobre leis, decretos
sobre decretos, ordenanzas sobre ordenanzas, se n
clp'gar a um lim definido, cuja conservado pc-
deise esperar que fosse, quando nao inlinita, po-
lo menos prolongada. O estatuto orgnico po-
ra a Hungraespecie de constituida o provincial,
cuja promulgaco deve ser regularmente antiun-
ciada tres ou quatro vezes por annonao sah o
ainda das pastas minisleriaes; a lei communal de-
ve ser submettda s deliberados dos homens le
confianza (nertrauensmaenner) que o governo
anda procura ; lodas as leis, decretos e nrdenan-
Casqucregulam os diversos ramos doservico pj-
blico se do nflicialmcnte como actos provisoriis\
Urna sd consa parece definida : o onus que
solTre o paiz de tantos impostos, os quaes tcem
duplicado de dez omos para c.
A vista de ludo islo ninguem se admire de q le
a Hungra comece a a moslrnr-se caneada de sof-
frer seroelhante siluacao. O estado dos espirite s,
pela nianeira oor que se manifestou durante a
guerra da Italia c depois di paz de Villa-franca,
moslra evidentemente duas cousas : cm primero
ti ministro austraco, enviado- para a Hungra
alim de por si mesmo sondar o eslado das rousas,
era um embaixador haJiil e eslimado que linha
passaJo em paizes estrangeiros os dez annosem-
pregados pelos miuistios do seu amoein vaos es-
forcos de unidade. Para bem diier, elle era im-
parcial ; quando muilo era o menos compromel-
lido para com a Hungra de lodos os seus colle-
gas do gabinete imperial. Por oulro lado as pes-
soas reunid.sem Tol-Megyer, no casiello do con-
de Luiz Karoly, para cxp'dr as suas inlenres a
esse esladisla, linham sido escolhidos en'tre os
conservadores dos lempos anteriores a 1818, islo
, onire as personagens polticas a quem nao se
poda atlrjbuir alguma averso syslematica ao
reslabelecimcnto das boas reloroes entre a Aus-
tria e a Hungra. M. de llubner, cujas qualida-
des diplomticas Pars teve occasio de apreciar,
desempenhou com conscrencia e lalenlo a misso
delicada de que. tinha sido encarregado pela eon-
fianca imperial. Garanti os intenrdes benvo-
las do seu governo para com a Hungra, em de-
sojo que osle linha de reparar as injuslicas ijue
por ventura houvesse feilo, e nsatisfaroque ex-
perimentara cm contar rom o auxili dos seus
anligos amigos da Hungra para o desenvohmen-
lo da nova ordein de cousas. essas confidencias
os Hngaros conservadores reunidos em Tol-Me-
gyer, responderam unnimemente: Com as bases
da consliluizo actual nao ha reconciliaco possi-
vel ; a condicao sine quanon de toda a* tentativa
de reconciliazodeve ser o abandono do syslema
absolutista e centralisidor ao uliimo poni, que
faz o fundo da poltica Bach-Schwarzenberg
signatarias, est claro que o seu cumprimenlo
n pode ser exigido e reclamado pelos prejudicados
-1 e inlercssados, islo pelos proleslanles hn-
garos, e pelos estados que garantirn! o respeilo
aos seus direitos. .A lei de 1791, que regateo e
consolidou a independencia das egrejos proles-
lanles, nao mais que a confirmooo dos trata-
dos de Vienna e de Lintz. a patente imperial
do primeiro de selembro de 1859 se refere a essa
lei. mas esl longo de ser concebida no mesmo
espirito que ella ; e al niesmb conslilue, cum-
pre confessar, urna negajo mais ou menos di-
recla, pelo que a pa-lenle imperial provocou re-
cla maznes enrrgieas da parle dos inlercssados.
Os proleslanles estiman) que ella viole as leis e
tratados s pelo faeio de que a nova constiiui-
Zo dada s suas egrejas e escolis c outorgada
pela voiitade soberana, em lugar de ser esiabe-
leeida pelos represntalas legtimos de lodos
osfieis, reunidos em synodo. Pela base da anliga
consliluizj, o direito dercuno dos proleslanles
era osoIulo ; as suas assemblas tfe parochias,
districlos, e synodos, emanadas do sufftagiu lvre"
dos liis, ero publicas e soberanas, cada urna
naqnillo que Ihe dizia especialmenle respeilo.
I'elnnova consliluizo succede o contrario; o
direilo de reunidos publicas sd permiHido em
cortos casos excepcional1; os dignitarios dos
synodos e districlos, em vez de licarem respon-
savois somonte a aquellos por quem sao consti-
tuidos,tornaram-se para assim dizer empregados
do gabinete viennense, a quera compele agora
approvar a sua nomeaeo Accresr.e mais que
no oulro lempo as decisdes das- assemblas I ti
Iherarra e calvinistas urna vez adoptadas poram
ser executadas independente de qualquer outra
circunstancia; boje o governo lem cstendido a
ludo o direiln de vigilancia geral e superior,
confirmando lambem os menores decretos dos
parochias e districlos, o que loma urna illusao a
libcrdade religiosa, do que falla a patente. Fi-
nalmente as escolas protestantes-, que nunca rc-
ceberam nem pediram a menor subvenzo do
governo, gosaram de plena liberdade ate 1849,
em que um aclo arbitrario do feld-marcchal
.Haynau confiseou a anliga constituizo do pro-
testantismo ; lodos ellas, pequeas ou grandes,
humildes ou altivas, so abriam e se dirigiom por
si mesmos, sem necessitar da intervenzo go-
yernomentol. Hoje esl ludo mudado pelo acto
imperial do primeiro de selembro, o qual exige
que os professore elcilos dependan) al corto
ponto do governo,. e que ledos as cousas relati-
vas ao ensino, inclusive a approvazo dos me-
presen
a energa e conviezoo, com que Ihe fuella apre-
senlada, Fueran |>rofunda impressaoMo seu es-
pirito recto e sehsado ; c elle noficsitou em
reconhecer abertamente que era essLa expres-
sao justa do sentimento geral. Poiyinda mais
longe : coropromelteu-se para com ps seos in-
terlocutores em expor fielmenlc cmfV'icnna isso
mesmo que ouvira na Hungra, c c. "cgar loda
a sua influencia ministerial para obter o que era
devido aos legliraos desejos dos Hngaros. M.
le Hubner desempenhou a sua promessa. Era
um conselho de ministros, presidido pelo impe-
rador, expoz cora franqueza as impressdes que
experimentava na sua viagem, cadvogou caloro-
samente a cansa da Hungra. Dous dios depois
M. de Hubner foi obrigado a pedir a sua demis-
sao de ministro da polica. Muito custava ao ga-
binete de Vienna confessar que durante dez an-
uos inteiros havia seguido um caminho errado,
o que devia em 1859 voltar ao mesmo ponto
donde parlira em 1849.
A nica medida effecliva que ole o presente
lem sido tomada em comprimento das promessas
imperiaes, expressas no manifest de 15 de ju-
lho, forneceu mais umo prova da hesilago e dif-
ficuldade, cm que se acha o governo viennense,
para emprchender reformas latas ogeraes. Ou-
vimos fallar da consliluizo oulorgjtda s egrejas
protestantes cm virludc da paienle imperial do
|. de selembro de 1859. Para fallarmos das gra-
ves propotzoes que tao promptamente acaba de
adquirir a questo protestante no Hungra, im-
porta lembrarmo-nos das lulas sanguinolentos e
heroicas que a nazo hngara sustcniou durante
os seculos XVI eXVII, para estabeleccr e defen-
der a liberdade religiosa ; importa lembrarmo-
nos tambera de que essas lutas, dirigidas contra
as tendencias ultn-catholicas da corto de Vicu-
a, erara tao nacinaes que os Hngaros acaba-
ran! por denominar o protestantismo religio
hungarao magyar vallas, importa lembrarmo-
nos finalmente de quo se o zelo pela propaga-
ejo da nova f dininuia ao passo que a Austria
fazia cessar a sua preseguico, se o protestantis-
mo ha cincoenta anuos nao tem feilo progressos
sensiveis quanto ao numero, todava conla anda
hoje tres milhes de liis seguidores ; e para
notar que a proporco nao mais consideravel
para o protestantismo sob o ponto de vista da
tolalidade dos seus membros, do que sob o as-
pecto do valor do cada um delles. Ou porque
as anligis lutas os tenharn dolado de mais oct-
vidade individual, do mais iniciativa e mais ener-
ga, do que possuiam os seus compatriotas que
perlenciam outras communhoes ; ou porque a
organisazo, absolutamente democrtica, de suas
egrejas, e a liberdade fundamenlal do ensino as
mes magyores, um grande numero lambem de
nomes allemes, slavos e 'alaquio.
Ser isto simpteamentc um acaso? Nao ; esse
faci e muilos ostros da mesma maneira mos-
trara que sena iclualmente mu dilTicil reprodu-
zircm-so as rivalidades de 1848 e 1840, que os
inimigos de um da, irmos na cscrrrvidao, se
tornaran) irmaos em lado mais. e quo o gabinete
de Vienna, foiza de querer estabeleccr a uni-
dade, foi causa de quo o seu empertho fosse mal
succeddo, e de que dc9pparecessem as deshar-
monias e diusoes, que Une foram bem uteis.
Temos mais umo prova dessas tendeheias nrou-
ira manifestacoo, que rausou grande ruido no-sd
na Hungra, como alm das suas fronleras.
Quando a Allemanha se preparava a celebrare
centesimo onniversario de Schiller, a Hungra
fesrejava1 lambem o centesimo onniversario do
nascimento d'um dos seus poetasFrancisco"
Kazinczy (27 de nutubro). A Hungra possue
poetas, cuy* gloria esl cima da de Kazincz ;
basta citar Kisfaludy, Veerresmarly, Peloef; ne-
nhum melhor do que qualquer desles para ser-
vir-lhe de orgulho e oslentaco. O caso porm
c quo Francisco Kazinczy. nascido a 27 de oulu-
bro de 1759", morto do cholera em 1831, foi ce-
rao escriptoriim dos primeiros regeneradores da
lingua, litieratora e Ihealro hngaros. Protes-
tante e inspector das egrejas proleslanles no
lempo de Jos H, foi urna das victimas da reac-
Zoo calholica exagerada que seguio-a adminislra-
co desse imperador. Fez parte o*n conspiioeo
do abbade Hartinoves em 1793-1794, e foi d'a-
quelles qac propagavam enlo os ideas froncezas
de 1789 ; pagou tndaa- essas lendencias-, nao coro
a vida como seus companbeiros, mas com sete
anuos de earcere dur-.
Depois do seu captiveiro, Kazinczy. ernpregou
de novo a sua penna no servicodo-seu poiz, e
trabaltiou com bastante /lo no tenascimenlo na-
cional que so manifestou com tanto vigor depois
de 1825. Escriptor magyare, protestante liberal,
adversario resoluto di arbitrariedad?, Francisco
Kazinczy mereca ser, permitla-se que assim me
exprima, arrancado do tmulo para lornar-sc a
personificae.o da patria, que se se julgava mora
e que hoje renosce.
Kazinczy foi um dos mombros da academia
hngara logo desde o seu principio, em 1883.
Pelo que foi n'uma scsso acadmica qno come-
Zou a ceremonia celebrada em sua honra. Po-
rm'se, no mcio dos sabios-litleratos reunidos, os
poemas que sao recitados,.os-elogios que so li-
li os ou improvisados, tratam sobreludo do ho-
rnera, cujo onniversario era celebrado-, as ideas
geraes foram pouco a pouco se inlrodueindo ot
lomar o lugtr. da biographia. Os poetas Carlos
Szasz, Miguel Tvmp nio receiam cantara pa-
tria ;. antigoe- homens polticos, o cunde Emilio
se passa s margeos db>
que dissomos nc principio
Esta resposla nao podia agradar mutilo ~o re-1 ihodos.Vdos compendio, "seja"da competencia
lame do gabinete viennense ; inlretaio I do minisierio doscultus em Vienna.
Apenas foi publicada a patente imperial, as
assemblas de Ires dislrictos (chamadas snperi-
fendencias) d"entre os oito de que se compon ha
al entao a Hungra prolcsloule, reclamaran!
nrianlmemente ao imperador contra esse acto
POR
GEORGE SAND.
XIV
( Conliouacao. )
as cousas no estado
que exisliam antes de 1848, al qe um synodo,
que deveria ser convocado o mais oedo possivel,
rkliberasse sobre as reformas que podesse recla-
mar a amiga organisazo; o imperador exerceria
naturalmente sobre as resoluzdes synodaes o
fus supremo inspectionis que a egreja protestante
jamis Ihe negou. A resposla que deu o minis-
terio a essas reclamazdes foi baixar a circular do
8 de outubro que prohiba o reunau das assem-
blas que linham sido substituidas pela patente
imperial s oilo divisos antigs; c seren essas
assemblas composlas no sentido- da constituidlo
uiiihorgada. Era islo o mesmo que reconhecer
e confirmar a nova organisazo, e reconhece-la
de fado, antes de sor dado sobre ella o parecer
que o proprio governo pedir aos protestantes.
Estes conlinurara,pos,a reclamar contra a nova,
consliluizo; o ministerio responden ainda com
as ordenanras de 22 de oulubro e deSdeno-
vembro, que decretavam urna prohibico absolu-
ta do direito de pelico ulterior: as pei^cdes por
conseguinle eram iuteis do m cm que a paten-
te de primeiro de selembro devia ler forz* de
lei. Os protestantes nao desanimaram, e isto,.
prova a importancia do movimento. Os repro-
senlanlcs das parochias de Presburgo se reuni-
rn! nessa cidade a 10 de novembro, e assignaram
urna petiro dirigida ao imperador, concebida
pouco mais ou menos nos mesmos termos que
as outras que linham sido regeiladas. Cinco
das depois houve egual demoustroco no conda-
do de Pesth. ondo a assembla protestme,
depois de ouvir a leilura das circulares ministe--
riues, assignou lambem urna pelicao ao impera-
dor, reclamando : que elle se dignasse de sus-
pender a execucoda consliluizo oulhorgada no.
1. de selembro, mandar que provisoriamente
vigorasso a que regulara anles de 1849, outori-
sar a convocazo de um synodo, e prohibir aos
seus ministros de intervir na libeedade da egreja
c da escola proleslanles.
Eslo ainda muilo presentes memoria de
todos os lempos em que a Hungra gosava de
urna vida publica, islo os temos anteriores a
1848, oo qual as duus cidades de Presburgo de
Peslli eram para bem dizer os dous polos. Peslh
era o fdco do movimcnlo liberal c nacional, que
d'ahi parta, e eslenda-se par lodo o paiz; en-
tretanto que Presburgo, situado sobre a Eronlcira
da Austria, poucas leguas dslanle de Vienna, e
r.anl indignava-se tanto contra ellas, como
contra si mesmo. Aperlava Constanza nos bracos
pora rea nina-! a, e ella continuara inerle. A Moz-
zelli foi a primeira que leve presenza de espiri-
to. Mandou accender um grande fogo e enrolar
Constanza em raanlos de pellos. Conseguirn)
aquece-la o fazer-lhe tornar as pulsaedes do co-
rceo, mas lo tracas e lo interrumpidos, que a
cada instante esse pobre coraco pareca ler per-
dido a forza do viren
O caso er.a grave, nfto era urna simples crise de
ervos. A circulfl{0 do sanguc tinha sido brus-
camente suspensa e recusiva continuar suas func-
coos.
Ilaul correu a procurar um medico, a duqueza
foi buscar sua fllha e a lia de Constanza.
Ao cabo de tres horas aorio Constanza os olhos
j fundos as rbitas azuladas, c olhou em lomo
de si rom profunda admiti Rcconhereu a lia
c. sorrio fracamenlo Julia d'Erercux. Mas nao
reconheceu nem a Uozzelli, nem a duqueza, e
quando Ral avenlurou-se a pcrgunlar-lhe so
senla-se melhor, ella lomou-o por um medico,
e respondeu-lhe com urna voz que mal se ouvia:
Siin, senhor, sinlo-me melhor.
Era impossivel pensar cm leva-la para ca-a.
Installaram-na no salo da cantora entre a cha-
min sempre accesa e a estatua de mannire
bronco, que, sd, de p no mcio desse grupo en-
flaquecido e proslrado, pareca meditar framen-
te sobre as virissiludes da vida humana.
No da seguinte noite, Constanza eslava um
pouco melhor na opinio do medico. Mas a sua
situaran era sempre assustadora. Todos linham
passado a noilo e o da em reccios roorloei c
emozoes pungentes. A propria duqueza tu ha
perdido toda a sua philosophia c eslava nimio
angustiada. Julia nu quera deixar a docule um
minuto; chorara de corlar o corocau de ua
me.
A pobre menina, muito haca, e incapaz do s jp-
portar qualquer fodiga mais longa, adormeceu ua
poltrona cm que se tinha obstinado a licor. Con-
seguirn! leva-la para o qu.iilo de Sophia, para
onde a seguo sua me. A velha niadcmoiselle
Verrier conservav urna tranquillidadc assusta-
dora ; sentada junto 6 cama quo se tinha ama-
do a piessa para Conslaiica, olhava-a e s a -lia
va. Pareca nao saber ondo eslava e nao fazia
pergunta alguma sobre a causa do seu mal. Ven-
do all Ral-, dir-se-hia que devra adevinhar
ludo ; porque nao Ihe dirigi urna sd vez a pnla-
vra, o mesmo afastavn-o machinalmeulo com um
gesto glacial quando elle se approximava do sua
sobriuha. Nao havia urna lagrima nos olhos nac-
eos da velha, o seu corpo magro nao so cun iva
urna linha sob o peso da ddr ou do cans zo;
mas, na rigidez de seu rosto c aliitudc, scnlii-se
como que urna certeza absulula de que nao sobre-
viveria Constanza.
A Mozzelii era admravcl de coragem e ac iv-
dade ; esquecia-sede si pelos oulros, era eoiflm
essa dedicneao que nada ha que abala ou canse.
e o segundo ontigo ministro dos oultos no
gabinete Balthyany, toman a palavra na-quali-
dade do presidente e de vite-presidente da aca-
demia, c diseertam sobre objeelos quo nada li-
nham de acadmicos. Em qualquer circums-
lancia que seja, exclama M. DessewlTy, nao deve
en traquetee o nosso amor pela patria, nao deve
esvair-se a nosso esperanca no futuro, nem a
uossa f na-eqmdade e santi'dade da nosso-causa,
nao deve finalmente abater-se a nossa paciencia
e a nossa abnegaco I
Esse espirito patritico- so desenvolveu ainda
mais no banquete que se segua solemnidadc
acadmica, especialmente no brinde que s'e se-
gu, e que foi feilo por- Francisco Desk. anligo
chele do partido liberal moderado : O uso
nacional exige quo o banquete termine por urna
saude. A saude que vou fazer ser, breve, po-
rm sahida do fundo d'alma : Viva a patria I
Todos os assislenles repeliram cora,brodos cn-
thusiaslicos esse brinde, que as circunstancias
acluaes um desafio dirigido contra o syslema
de conlralisaro excessiva imposto Hungra, e
que tom por echo todo o paiz. as pequeas al-
deas como as grandes cidades, oelebrou-se o
onniversario de Kazinczy; militas- ras c prnqas
tomarum o nome oo poeta patrile ; e lodas as
classes- da populaco, todas as communhoes se
associaram a esse movimento geral, que val to-
mando um asp'cto cada vez mais-decisivo.
Achando-se ainda o paiz sob airapressao des-
se sucesso iliterario e nacional, veio a fesla do
jubileu dada aanrcebispo do Gaan, por occasio
do quinquagesimo anniversario. do seu sacerdo-
cio, foruecer aos souliraenlos patriticos, que
agitara os nimos, a nova occasio de manifesta-
rem-se. O cardoal arceb ispo de Gran, primaz da
Hungra, passou sempre por boro patriota, poslo-
que nao tvesso tomado parto no movimem de
1848; porm elle se inostrava ao mesmo tempo
|eol partidario da dynastia imperial, e forle d-
fCnsor da convenco de 855.
O Imperador Ihe enviara seu primo para cum-
primenia-lo, e na curio de Vienna lodos suppu-
nhara que o velho primaz, se interviesse, seria
com o fim de concilios as paixdes do paiz ; illu-
dirami-se porm nessa espectalira. Na occosic
da benzao no egreja, Sua Eminencia recordou ao
clero.e aos leigos reunidos na calhedral o.passa-
do Ha patria : no discurso, que de^is recilo na
sala do banquete, nunca usou da palavra impe-
rador, mas sim -* monareba dos paizes da corda
hngara Islo bastn para exeitar o sentimento
nacional dos magnatas que se acharara presen-
tes, e que trajaram veslcs nacionaes.
Ao hroe do dis scgiia-se o srcebispo d'Er-
lau ; este prelado conlou quo havia assialldo
coiiocaco da primeira peora da calhedral de
Gnan ; que enlo se achara no lugar, cm que
hoje o allar-mr, um arco Irinmphal ornado de
flores com esta nscripzao : Eide el lege ; que as
flores linham murrhado, e que uro denlo fatal
havia roido a inscripto. Mullas passagems
deale discurso foram acolhidas com estrepitosos
applausos, e o archiduque Alberto, qoe se achava
presente, nao sabia o que dissesse. Depois se-
gmu-se o hunde feilo por um dos magiaies pre-
sentes : Ao re da Hungra I o qual foi corres-
pondido com grande onthusasmo. Fnawcnle
fot feilo- outro brinde : A' nossa anliga consli-
luizo 1 que foi mais applaudido que lodos o
oulros ; foi o ultimo, e lambem o mais signifi-
cativo ; resuma o espirito do jubileu, como- a>
allocuzo de Deak havia resumido o espirito dV
fesla oo Kazinczy.
Acham-se, sempre qne se procura, occasides-
para demonstrarles anlogas. Agora mesmo,
fon dos limites da Hungra desmembrada, em
Kolosvar, se inaugura o musu nacional da
Trnsylvanio, coja fundacao- por mcio de dadi-
vas particulares sd foi antorisada dez annos
depois do imitis petieOes, e pela dedicaro pa-
tritica do conde Emerico Min, o 9zecheny da
irma patria. A' essa inaugnracao devero
seT presentes todos os llustres transylvanienses ;
e commisso da academia hngara sob a di-
rercio do vice-prrsidcnte Etelvajs. E' mais urna
manifestacao patritica, em que sem duvida lodos
se bao de lembrar da intima unio da' Trapwyl-
vania eda Hungra, e ainda una rez nao (cme-
rau proclamar o direito da patria coaiuium.
Tuda o qne hoje
Danubio confirma o
deste trabaiho a respeilo da unio geral dos es-
pirilos, e energa das suas inspirazOes pata que
volto o regrnem abolido por MM. de Bach e de
Schwarzemberg. A Austria deve contar com se--
melhante energa. Nao ha duvida que a Hun-
gra nao ehegou ainda esses momentos crti-
cos, ero que- qualquer aovo, ronzado de soffrer
as experiencia sobre elle tentadas", quer & todo
o prezo desemharacor-se daquelles que as prac-
ticara. Se a Hungra se aeha profundamente ir-
ritada pelo systema arbitrario, que Ihe lem sido
c continua a ser imposto, nao parece entretanto1
ainda dsposta a romper os Ucns que ha (res se-
ntios a ligara dynastia dos Hobsburgos Ser
portan lo possivel ao governo austraco conser-
var as suas po3sessdes Hngaras, se csse gover-
no comprchender que chegada a hora para
elle de adoptar um syslema legal, se elle quitar
era quanto lempo, reconhceer os votos da.
Hungra, aquillo que ella hoje aspira do fundo
d'alma, o que amanha quersr lano como
hoje.
Esses votos se pedbm assim resumir : A Hun-
gra nao quer ser (ralada como um paiz
conquistado ; quer tornar ao eslado gcographi-
co q;re adquiri a custo do seu sangue, quando
defenda a chrislandado contra a invaso olio-
mana ; nao quer para siesta morima contra a
qual sempre protesleu de nobis sine nobis ( ro-
lonk Tvelkulunk ); o que quer dizer que ella
nao quor ser administrada maneira austraca,
porm maneira hngara, e entrar no goso c
exercicio dos inslituizdes liberaes da sua inde-
pendencia nacional. Eis-aqoi os volos-geraes da
Hungra.- Praticamente,. o que ella reclama a
sua constlluico anlorior:a-1848; corados melho-
ramenlos-nella introducidos durante esse anno
racmoravel.laes como a-abolzo da fudolidade,
e a egualdade dos cidadaos peranle-a lei. Re-
clamandn essa consliluizo venerada, que defen-
da a sua-existencia nacional, e fazia dclla nm
eslado livre, nao sua iniunrao arrogarse urna
sorle de privilegio egosta no meo dos outros
estados aiislriacos. J em 1847; quando as pro-
vincias hereditarias ousavam apenas sonhar
para si a- possibilidade de urna vida poltica,
a Hungria que era unir que posauia iaslilui-
edes liberaes, declarava solemnomente-peVoorgo
do partido liberal : Estamos persuadidos que
seos estados hereditarios... se collocassempre-
sentemente- iio numero das nacde&camstilucio-
naes, e seo governo- que rege a monarchia
toda... fosse animado pelo espiri to constitucional,
osnossosint'eresses e os seus, os quaes- divergen
algumas vezes, em outras at sao opposlos, f-
cilmente st conciliariam. Maior unidade de
inleresses, e maior confianza reciproca ligariara
as dilTerenles partes do imperio entre si ; e a
monarchaj adquirindo mais forjaotelleclual e
material; resistira com mais firmeza s borras -
cas que o lempo, e as c i re u instancia podem um
da suscitar. Tal ainda hnjo, e mais quo
nunca,.o.opinio e-o voto da Hungra. Ella sa-
be perfeilamente que jamis podera flrmar-se a
sua liberdade o o seu progresso, sob a dirceco
dos H&bsburgos, em quanto os- principios li-
beraes-por ella proclamados nao. forem applca-
dos em toda a monarchia austraco. A Hungrii,
para poder gosar da sua propria vida constitucio-
nal, -primeira. a dse jar aa mesmos vanlagens
para, a Austria ; urna mudanza de systema na
Hungra- envolvera egualmente urna renova-
Zao. na monarchia austraca. No momento em.
que ella- enlrasse na posse dos seus direito?...
os sonhos de MM. de Baeh-e de Schwarzem-.
berg, os sonhos de urna, monarchia inularia.e
oentralisada, iriam oceupac n historia o mesoto
lugar que os projeclos de M. do Metternidi.
Porm renunciando suasillussoes para com a
Hungra, mais tempo-do que o fez para com a
Italia, a Austria, hoja tao ameaeada no seu
interior, se salvara por si mesma, e, conceden-
do a cada um dos seus* povos urna nova, vida,
recobrara, estamos disso bastante certos, a Corta
necessarid para sustentar-so na ordena dos pri-
meiros potencias europeas,
i. F_ ttoeoc.
( Revista contempornea Siloeirm )
e esperava-a com toda a energa que Ihe davaro
a nalnroza e a reflcxo. Mas se Constanza podes
se ler cm seu corocoo, vera que os mais solidos |
o resistentes sao os que mais sofTrcm, e assusiar-
se-hia por se ver lo bem vingada.
A meia noile, a duqueza que tinha dormido
duas ou tres horas junto sua filh, rolln ao
salo c pedio A Cecilia Verrier que fosse lambem
descansar alguns instantes. A Mozzelii ajoclhou-
se aos ps de Cecilia, jurando-lhc que nem ella
nem madama d'Evereux abandonaran) Constan-
za um segundo. Mas a velha foi indcxivel.
Vo descontar, Ibes dsse ; vele ao pe de
nieu inno doze nuiles ; velarei mais ao p de
rainha sobriuha, so fdr necessorio.
Constanza nao dorma. Seus olhos, singular-
mente iixo's, nao so linham fechado um instante
n'aquellas vnlt c quatro horas. Que desastre ha-
via na sua cabeza vazia ou despedazado ? A luu-
cura "ii a morle? Pareca nao saber quem era a
pessoa de quem Iratavam, e cujo menor movi-
mento espiavam alternamente. Algumas vezes
olhava para si, estendida e inerte ; dir-se-hia que
nao se reconhecia.
Emfim parece que seus ervos afrouxaram, e
urna grossa lagrima cahio-lhc lentamente pela
face. A lia enchugou blandamente essa lagrima,
dizcndo-lhe com a brevidade rostumada : Ests
inconimodada ? Conslanca fez-lho sgnal que nao,
o adormecen.
Cecilia conlinuou a velar. A duqueza pegn
em um livro. A MozzclH, resolvida a guardar as
forzas pra o momento cm que enfraquecessem
as das outras. deitou-se no divn c adormeceu.
Ral, atacado de urna febro ordeute, sahio para
respirar o ar fri da noilo.
Ao cabo de urna hora, duranlc a qual foi com
iiuido das palavras de madama d'Evereux. Eu
lambem eslou perdido.
Estamos aqu tres que a matamos, respon-
den a duqueza com o mesmo sangue fro, no
fundo do qual, entretanto, Uaul seulio pouco a
ponen a amargura do urna ddr profunda ; pu di-i
o golpe o son todava a menos culpada. Ignora-
ra ludo o que Ihe diz- respeilo, c as minhas reta-
zos com o senhor, nao podiom constituir una
infidelidade da sua parte, c ainda menos urna
traillo da minha. A sua prcdileccao do alg-uns
dios por Sophia foi mais grave;" o o senhor
amou-a, segundo ella nos dsse. Que fosse com
os sentidos ou de qualquer outro modo, .foi-Ihe
necessorio {azor grande esforz para dekxa-la em
Londres e para nao continuar as mesruas rcla-
coes cm Edimburgo.
Eu sel bem ludo o que o desculpa e falo-hc
valer. Nem em Londres, nem ero Edimburgo, o
senhor nao lencienava procurar aventuras, e po-
dere dizer Constanza, se ella se lomar capaz
de entender alguma cousa, quo o senhor l esla-
va realmente oceupado e forzado pelo cuidado
dos seus negocios. Os meus, segundo confessou
o senhor, nao Ihe tomarim urna hora em Lon-
dres, o quando foi Escossia para annunciar-me
o xito delle, nao tencionava demorar-se mais
de dez minutos nocastello de lady... O senhor
cede tcntaco, anexar de sua grande vonlade ;
e quem nao cede r Eu nao sou daquellas que
pregara com um ideal impossivel. Apenas a fa-
lalidade servio-o beml Edcpo o senhor foi im-
prudente, tentou o destino. Quando se tem cm
vistas um casamento como o que o esperava, e
por noiva una mulher lo peifeita como Cons-
tanza, nao se tem phantasias nem distraccao com
Assim, dsse Ral admirado dessa- moral
singular, a senhora quero ino faz censuras?
Porque nao? replicou a duqueza. Fui um
pouco coquettecom o senhor, conveiiho...
Pouco nao t oi horrvelmente coquelte !
Seja Cumpria-lhe defender-se, e nunca \i
que urna mulher livesse a censurar-se da (raque-
za de um hornera. O senhor nao me tinha falla-
do nem da Mozzelii nem de Constanza; devia
julga-lo perfeilamente livre. Mas nao Ihe quero
mal por isso, nem roe aprsente, em um mo-
mento em que sd Constanza o inieresso e preoc-
cupa. Se Ihe fallo della, porque quero, no que
me possivel, reparar os meus erros nvoluta-
rios. Em primeiro lugar negar foi -ten, ente
lambem dever seu, que houve enlre nds mais do
que conversas e aphorismos.
L se Conslanca pcdtr-me a minha palavra 1
Da-la-ha I
E' assim que trata a honra dos homens!
Tanlo pcior para elles I Isso deve Ihe fazer
reconhecer urna verdade que elles procurara cm
vo suppriiiir duendo que ha para nos urna vir-
tudes que nao a delles. Eu nao tenbo o espiri-
to lo falseado pela resignaco s causas eslobe-
lecidas que nao saib quanto isso falso e injus-
to. A lbcidade, ou a virlude para todos e para
todas, eis a minha doulrina. O senhor escolhcu
a liberdade as suas vtsagens, foi muilo bem I
mas ser-lhc-ha necessorio agora faltar sinreri-
dade, islo virtude om casa. A opinio que
nao lgica, permiile-lhc ser infiel, e por oulro
fado, prohibe-lhe quenomee as suas conquistas.
nao deve exigir seno a minha propria confisso.
Conta com o" seu perdo?
Sim, espe-ra-lo-hei emquanlo. Dous conce-
der a ella e- > mim um sopro de vida, porque
sinlo-me cora lorzas do ainda aaereco-lo. Ainda
quo eu livesse commetiido maiores fallas, o mi-v
nha coragem nao estara abatida. E' dizer-lhe-
que meu coraco flcou inteiio para ama la e para
reparar os meus erros.
E se raorrer anles d ter podido ouv-is >
Se morrer, quer roe lenba ou nao perdoado.,
nao se inquiete comigo, senhora duqueza, acorn-
panha-la-hei !
Est enlo decidido a molar-so ?
Sim, minha senbora, responden Ral cora
tranquilla firmeza.
Ora muilo bem I dsse a duque deixan-
do-o ; approvo e reslituo-lhe a mirilla estima.
XV
Ral sentia-se desfallecer chegando casa de
Constanza. Tintos terrores o soffrraentos li-
nham dado s suas fallas a importancia do cri-
me. Ello conhecia que a sua conscincia sepa-
rava o mal da fallidade i mas na presenca do
urna pobre mulher qnasi mora por elle, nao so
Ihe apresentava nenhuma escusa para invocar.
Experimentou coma que um allivio achando
Cecilia Verrier sosinha no salao. Essa elegante
rotunda que se abra do lodos os lados para mau-
las de flores, com sua estatua branca no meo,
arranjada, ornada e nao opresentando nenhum
vestigio de desorden) e de pezar, era de una aly-
ria que pareca convidar Ral csperan;a. A
meia noilo Ral achou-se s com ella o ma- vezes escular o silencio que reinara no salo, viu
demoiselle Verrier junto da doenle. Sophia nao madama d'Evereux sahir dcllo, copprxniou-se
(') Vidc o Diar.w n. 85.
Ihe diriga palavra. Nao o conhecia, nao o ariava
mais. Toda a sua alma pertencia Constanza.
Dara a sua vida por ella, e mais do quo a sua
vida ; sua gloria e sua arle. Se podesse pensar
em Ral, t-lo-hia detestado.
ltaul conhecia bem o horror da sua stu;cJo.
Solria-a corajosaraenle. Mereca peior expii jo,
della para interrogo-la.
Eu estova A sua procura, disse ella. A po-
bre Constanza durmi e parece quo vai melhor.
Pez sgnal A ta moslraudo-me que quera estar
s com ella. A pozar de ludo creio que est per-
dida ; c o senhor ?
Eu ? rospondeu Ral offendido gora a o-
baTde, e quando, para preservar-se de commel-
ter essa baixeza, precisa de Iralar sua mulher
as mulheres do mundo c ainda menos com as ac- como urna crianza, islo deconlar-lhc mentiras
L'ra horcm que falla a essa le, mesmo para i propria l'olymna pareca dizer-lhe : o que tens?
comprazer sua mulher, um tolo ou um co-1 n sc Pssou nada aqu.
trizes, que do muito na vista e que nao se ga-
bam de guardar segredos. Na sua poslro, o ho-
mem mais humilde. Contenta-so coro curtos
enconlros, e pobres mulheres que se pagam.com
ludo quanto nao prende nem torna apparecer.
Nessas condic.oos nada se tem a confessar ou a
explicar. Tem seu direito de esquecer e de jul-
gar-se to Qel como t)W cavalheiro andante dos
anligos lempos,
parasen bem, ionio peior para elle se esla o
respeilo da esposa e do casamento em seu pro-
prio coraco. r
Agradeco Ihe a ltzao, senhora duquexa. res-
pondeu Ral; justa nesse uliimo ponto e de
certo mereQo-a; mas saberei aecusar-mc sem
comprometier a ninguem. Se Constanza exigase
outra cousa. ser-mo-hia mais fcil renunciar o
ella do que perjurar; ella coraprchender que
A velha ta, sentada sobre o dirn pareca me-
ditar. Por sua ordem linham inlroduzido Ral
sem fazer ruido ; a campainha do jardim tinha
sido tirada. Ella eslremeceu ouvftido caroinhar
pelo soalho, eslendeu-lhe a mo sem levantar se
e f-lo sentar junio a si. Nao era o abrazo ma-
terno que elle tinha recebido [quatro anuos an-
les) mas a pobre senhora tinha envclbecido e
sofirido tanto recenlemente quo a sna falla de
expanso podia ser allribuida ao cansago. .
_____________________(ConHnnor-sr-fta).
PBRN. TYP. DE M. F. DEFRIA. \Wj
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