Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09035


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Full Text

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INHfl XXXVI. HUMERO*
Por tres mczes adianlados 58000.
Por tres mezes vencidos 68000.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Tarahib, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de I.emos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Cuimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Junior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Ji'ronvmn da Cusa.
1'ARTIUA UUSCUKUE1US.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaatia e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'AUto, Naiareth, I.imoeiro, Brejo, Pcs-
queira, Ingazeira. Flore3, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricnry e Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manhaa
hl'iiliiltitlUES I)U HE
---------Ub AUUIL.
5 La cheia as fieras e 40 minutos da tarde
12 Quarto ninguanto as 11 horas e
da larde.
QUIMA FEIH1 II DE ABRIL DE 1861
Por anno adaitado 19$000.
Porte franco para o subscritor.
NMMBUC0
21
La non
n lia a.
28 Quarto crescentc
tarde.
13 minutos
as 3 horas e 26 minutos da ras-
as 3 horas e 16 minutos da
PREAMAR DEHOJE.
Primcin a$ 9 horas e 18 minutos da mnnha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
EXTERIOR.
l'aris, 4 de marco
O discurso de lord John Russcll deve natural-
mente attrahir a nosso alinelo para a dscusso
que acaba de mover-sc na cmara dos cumniuns
sobre a annexaco da Saboia; porquanlo a ma-
nara pela qual se exprimi o ministro dos nego-
cios eslrangerns d a entender qual ser a con-
ducta do giivein') Inglez a respeilo dessa ques-
tao ; o mais interossantc porm da discussao foi
o debate havido entre M. Biight e lord John Hari-
nera, que carncterisa os dous sentimentos con-
trarios de que partilha boje o povo Inglez, c que
teem urna influencia diversa o mu notavel sobre
a poltica estrangeira.
fistabelr-camos primeiro que ludo, de confor-
niidade com olimos trechos das correspondencias
ultimameote publicadas em rcrlns jornaes ingle-
es, o ponto em que a questao da Sabia foi spie-
sentada na cmara doscomniuns, e sob que as-
pecto
Pelo meiado do mez de jullio do anno passado
foi olla pela primeira vez suscitada entre a In-
glaterra e a llanca.
O capitao ilarris, ministro de S. M. Biilannica
em Berne, advertir ao son governo das inquie-
tarles da Suissa sobre os projectos de engrando-
-cimento que enlo se atlribuia Franca.
As interpellaroes, que lord Cowley 'dirigi por
ordem do seu governo a M. Walewiski. foi res-
pondido que semelhante respeilo iienhum com-
promino exista onlrc a Franca ea Sardenha;
portal que so esta procuras.se engrandecer-se
-consideravelniente, fquella procurara tanibem
-do sen lado obler alguma concessao territorial.
Dohi dataram as queixas o recriminacoes do go-
verno ingle/., que nao cenara delembrar ao im-
perador a proclamacao de Mlao : ot que final-
mente julgou-se che"gado ao termo das suas an-
siedades com a rerepcao em Londres do seguinle
despacho de lord Cowley de 9 de jullio :.
Acabo de ler urna entrevista com M. Wale-
wiski, c S. Exc. assegurou-me que poda alTirmar
o V. S. que o imperador abandonou a idea de
aunexar a Saboia Franca.
Lord John Russcll se d'esfcz em felicitarnos e
agradecimentos. Assim se passaram as cousas al
qit? so chegou ao tratado de Zurich.
As apprehenses do governo suisso se rrani-
jtiaram logo aps esse tratado, c desde Janeiro,
em consecuencia de un artigo da Patria, em que'
se appellidava os Alpesum decreto dj Provi-
dencia, lord John Russcll recomecou as sua
exhortarles e conselhos Franca. Purtanto, lord
Cowley, antes de entrar em communicacocs com
M. Thouveiicl sobre csse assumpto, julgou no-
cessano lembrara M. Walewiski a sua declara-
cao de 9 de julho, e pedir-lho que garanlisse a
sua exaelidao. M. Walewiski nao o duvidou fa-
zer; porm acre le Mirara a real rela execuco do tratado de Zu-
rich, e que um augmento imprevisto no territo-
rio da Sardenha poderla impor Franca o derer
de augmentar lambeni a sua frunleira.
Finalineule 4 de forcreiro lord Cowley reco-
lieu de II. Thouvenel urna resposta muia exten-
sa dada 6s reprrsentacocs da Inglaterra. Diza-se
nesse documento : que lalvez a Franca c a Sar-
denha livessem antes da guerra encarado como
consequencia de certas eventualidades a cessao
Saboia edcNicc Franca ; mas que essas even-
tualidades nao se haviam aprescnlado al a con-
cluso da paz.Augmentada somonte com a
Lombarda e membro de urna Confcderacao ita-
liana, a Sardenha nao era assim tao poderosa
quo podesse inquietar Franca ; poim, depois.
ludo mudou de face, e as proprias proposices
inglezas tornam nossivcl e provavel a annexaco
da Italia central i Sardenha. Esta annexaco
obliga o governo francez a augmentar as suas
fronteras. Alm do que a Suissa lauto menos
amcacada que a Franca julga conveniente que lhe
sejam annexados o Faucigny e Chablais.
Lord Cowley declarou que a annexaco da,Sa-
tioia nao pedia ter lugar independente do consen-
so das altas potencias; o M. Thouvenel respon-
dou-lhe incontinente que aconsclhaiia ao impe-
rador aadmitlr csse principio quanlo Saboia,
com a condicao porm de que a Inglaterra o ad -
initliria igualmente quanlo Italia central ; e
que as duas annexocoes nao podessem ser eTec-
luadassom o consenso da Europa. Lord Cowley
procurou demonstnir que o caso nao era idnti-
co, e nisto lirn.
Porm A 10 de fevereiro lord Cowley avislou-
so com o imperador, e recebeu de sua bocea a
certeza de que a Sab>ia nao seria annexada con-
tra a vonlade dos seus habitantes, e sam que
ossem consultadas as altas potencias; na niesmn
-occasiao o impcrador-aulorisou-o a Iransmittir ao
seu governo essa nova promessa. Pode-se con-
siderar esta declaraco como a ultima deciso da
'ranea a csse respeilo. porque um outro despo-
uma recapi-
ltoii-i, nao o locara talvez nunca comanla fran-
queza como actualmente annexaco da Sa-
boia. Constituimos o Parlamento da Ingla-
terra e niio da Europa, disse elle cmara ;
por que pois oceuparmo-nos da Europa ? Ire-
mos anda garantir tratados e limites, pioteger
uns e reprimir oulros ? Quanlo Saboia, de-
soja ella a annexaco, e para isso tem boas ra-
zoes, urna dellas c que a annexai;ao duplicar o
valor das suas propriedades. Eu gaianliria a
lidelidade seu soberano da parle de qualquer
povo, nao fallando j dos Saboianos, entre o
qual houvesse falla de fidelidade se levasse ao
dobro o valor de lodos os bens do reino Se
for preciso, pereda a Saboia antes de que nos,
representantes do povo inglez ; e nao queira-
mos envolver o nosso paiz em urna conlenda
cora a Franca por um facto que s diz respeilo
a Sardenha e a Saboia ..
A Inglaterra do outro lempo se moslrou bas-
tante indignada com scmelhantes palavras, c
respondeu acremente pela bocea de. Lord Man-
ners : .. Podemos agora avaliar o pralriolis-
mo do honrado membro; se estiv csse seguro do
ganhar qu-ilro penny em vez de dous, mudara
iogo de vassalagem. Perega a Saboia I diz mais
o honrado membro ; e accrescentaria lambem
de boa vonlade. Pereca a liberdade da impren-
sa, pereda o governo coustilucional, pereda ludo
quanlo possa embarazar o desenvolvimenlo do
commercio comaPrauc.il Elle dir amanh a
respeilo das provincias rbennas e da Blgica o
nies.no que boje diz a respeilo da Saboia. Po-
rm, pcigunto eu, esla por ventura a lingua-
gein que deve ter um membro do Parlamento
da Inglalerra ?
M. Bright nao respondeu, c fez muilo bem ;
por que j havia ames dito ludo, quando inter-
rogou, se a Inglaterra sacrificara voluntaria-
mente un shilling se quer ou urna gola de san-
gue para impedir esse novo engrandccimenlo da
fronteira franceza. E' evidente quc.se interrogasse
a respeilo o povo inglez, a resposta seria negativa,
e nem Lord John Manners, nem Sir Roben
Pecl, e ningucm ousaria propor ao povo que se
Uzease guerra Franca para impedir a anne-
xaco da Saboia.
Nao ha duvida de que as Ibeoras de M. Bright
sao pouco lisongeras par o antigo orgulho na-
cional ; porm em que divergem as suas con-
cluses praticas das de seus adversarios ?
Nisto somente : que ellos se lastimara amar-
gamente pela annexaco da Saboia sem pro-
porem um mcio de iropedi-la. e M. Bright nao
quer imped-la, mas lambem nao se lastima.
Pode-sc afflrmar em resultado que elle com ap-
pareocia humilde, e com seus clculos m'ii pra-
licos soltre o ralor das propriedades, nao faz
menos honra que seus adversarios disnidade
do seu paiz. E na verdade nao melhor ac-
commodar a sua conduela s suas Iheorias, ou
as iheorias conducta, paregara coulradicQoes braJantes entre os seus
actos cas suas patarras? Quanto 4 n, cum-
prc-o dizer, desejamo ardentemenle que a po-
ltica de N. Bright noa negocios eslrangeiros
lenha sempae enire os noseos risinhoso bona
resultado que tem tilo ha dous anoos, isto ,
combalara-na redieularisom-na, mas a nal
seja ella adoptada, e realisada
[fornal des Debis Silaeira).
PERNAMBUCO.
AUDINECIAS DOS WlBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraerei^: segundas e quintas.
Rela{5o : tercas feiraa e aabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados >s 10 horas.
Juizo do commercio: qtyntas ao meiodia.
Dito do orphos: tcrrr;e sexlas as 10 horas.
Primeira vara do civikjrcas e sextas ao roeio da
Segunda vara do eivifc; qi>artaa e sabbados ao
meio dia.
cho, em que lord John Russcll fazia _
trata annexaco da Saboia, nao obteve resposta.
Eeste o oslado diplomtico da questao.
Vejamos agora pelo ultimo discurso de Lord
John Russcll quaes sao as disposir6es mais re-
centes do governo inglez. Lord John Russell
continua a declarar intil, e at cerlo ponto
perigo3a para o futuro, a annexaco da Saboia ;
porm deposita plena confianca na intonco ma-
nifestada pelo governo francez de nao proceder
a esta annexaco sem consultar as altas poten-
cias.
Comprehendc-se pois que 03 debales da sesso
versaran) sobre o sentido e alcance da palavra
consultar. O governo francez quiz com isto
dizer que se entregava absolutamente sobre essa
questao deciso da maiora das alias potencias,
ou simplesmente que as consultara sem que
todava se julgue obrigado a detern.inar-se se-
gundo a resposta que lhe for dada ? E' o que
todos perguntnram na cmara, e justamente o
b que Lord John Russell nao pode explicar, bem
que se incline a crer que a Franca nao preten-
de- proseguir no seu projeclo, se elle for contra-
rio ao sentimenlo da Europa. Seja o que for,
o governo inglez est decidido a esperar pclSs
jicantecimentos, e evita pronunciar-se alegue
seja consultado. v
Qual actualmente a opjnio publica r& In-
flalerra sobre o Bndo da questao ? As duas
piuioes mais em voga sao fielmente represen-
tadas nos discursos calorosos, bem que* em sen-
tido opposto, de M. Bright c de Lord John Man-
ners.
As doctrinas de M. Bright sobre a poltica es-
trangeira do seu paiz j mu conhecidas dos
nossos leitores. A altilude que a distancia geo-
graphiac dos Estados-Unidos lhes tem permiti-
do guardar as quesles da Europa deve ser,
110 entender de M. Bright, o programma da
poltica futura da Inglaterra. Tem sido por
m erro profundo, ou antes por um raachiivc-
lismo odioso dasclasses governantes que anaco
ingleza se ha envolvido nos negocios do coiili-
ente com um outro Om que nao a extenso das
oas relaces commercines. Foi por desgrana
que ella susteniou ou reprimi esta ou aquella
titra najo ; que ajudou a Henrique IV^con-
teve Luiz XIV. derribou Napolio. Ella se en-
tremetteu no que lhe nao pertencia ; e tempo
de redusir a sua poltica estrangeira ao desen-
volvimenlo do seu commercio; e considerar,
n'uma palarra. a caria da Europa, e aos diversos
Estados quanto diminuico das suas tarifas e
augmento das suas lionas eoanarias, e nao
quanto conservaco ou engrandecimento das
suus fronteras.
Essas doutrinas por M. Bright conslauteraen-
te applicada i guerra do Oriente e gua/ra da
previnindo o juizo do publico, persuadido lalvtz.
que os inf.irmagoes que dava casa, nao seram
conhecidas
Um Sr. Oeputado: Elle LO podia suppr
isso, porque ellas linham de vir mesa.
O Sr. Braulio Mas a mesa entregou-as a
num, e potiam leixar de ser publicadas, mas el-
las hao de :oire: tanto quanto tem corrido a
correspondencia do Sr. Jos Pedro. (16):
Ora bem ve a casa que esla resposta nao est
de accordo com a que disse o Sr. Jos Pedro, nes-
sa correspondencia que fez publicar.
O Sr. A. Porltlla :Parece que est muito
harmonisada.
O Sr. Braulio:Elle disse que nao constava
ter-se pago ao coadjuctorde Bezerros.
O Sr. TV Portilla :Com procuraco falsa.
O Sr. B -aulio :Eu vou mostrar que nao es-
t de accordo. ,
Sr. presiJenle, este coadjuctor foi pago em
1858; em 1858 ring cu cobraros ineus ordena-
dos na thcourara provincial, e perguntou-me o
porteiro se eu conhecia Manoel Comes de Brito
coadjuctor le Bezerrosf Respondi-lho que sim.
Ao que me relorquio Ti raesmo porteiro :Sabe se
elle aulonsju a alguem para reerber seus orde-
nados de e> ercicios findos 1 Nao sci, lhe respond
Pedo-mn entiio o porteiro, que indagasse por
isto, e lhe mandasse dizer o resultado.
Em cumprimento do que, ao chegar casa, en-
tendo-me ;om o reverendo Manoel Gomes de
Brito, c mando ao porteiro a caita
a lr:
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Demetrio b. ; S. Acacio b.
10 Teitgar. S. F.xequiel profeta ; S. Terencio m,
11 Ouarfa. S-. Leo Magno p. dwut. da igreja.
12 Quinta. S. Vctor e Vcssia nim.; S. Julio p.
13 Sexta. S. Hermenegildo principe m.
14 Sabbado. Ss. Tiburcro e Valeriano mm.
15 Dominan, da Pascoella. S. Panrracio.
o-
porlaria para nao se pagar a Correa Lima, se~
gue-se que elle excedeu as suasaltribu-iccs.
Um Sr. epvtado:Uso cousa muito diffe-
renle ; una cousa piwiir ao crime^outra lo-
mar medidas de prevengio.
O Sr. Braulio :O o Sr. Jos Pc3ro tero
brigacaode pesquizar e eiarainar
all vo, ou nao tem.
O Sr. Souza Reis :-iO nobre depulado esl>
fazendo o elogio do inapeclor da thesouraria (a-
poiados.)
O Sr. Braulio:Mat se nao compete a elle
sindicar desses iiegocn, devia ler mandado pa-
gar ao homem.
Vm Sr. Deputado :Nao
ENCARREGADOS DA SCBSCRircO NO SUL.
Abgoaa. o Sr. Claudino Falco Das; Babia o
Sr.Jos Marlins Alves; Ro de Janeiro, o Sr.
Joao Pere/ra Marlins.
EM PERNAMWJCO.
O proprietaro do bumo Manoel Figueiroad
Fari, na sua livraria praca da Independencia rrs-
fre 8.
Requeuo. que a commisso de comas e despe-
zas provincias passe-na thesouraria provincial
porque conhecendo-
se a falsidade da procuraco, seria isso enlo urna
conveniencia.
O Sr. Btaulio :Enlo porque nao fez entiar
esse Correia Lima com ndinheiro que tuha rece-
bido com procurncoes falsas?
Um Sr. Depulado :Isso nao, porque preci-
so provnr a falsidade e essa competencia da au-
toridade judiciaria.
O Sr. Braulio :Eis aqui a falsidade provada
e nao provada ao meszno tempo : is|o prova-
la para urna cousa, e nao provada para oulra.
um exame, nas-cuntas e despezas ali pagas.
Braulio.
ORI1ES DMI.
Entraram em discussao e sao approvados sem
yyvis que 'dbale os artigo additi vos de posturas das c-
maras do Recrfee Olinda ; em 2La'as do Brejo, e
da Boa-Vista al o art. 7.", sendo regulado o 8* ,
egnalmento approvou em 3.a as posturas de Ga-
ranhuns, denudo independentes de urna 4.a por
haver apresentado dous aditivos o Sr. Costa
Dourado.
Nao havendo casa, o- Sr. precsente designa a
ordem do da e levanta a sesso.
SESSAO ORDINARIA EM 2 DE ABRIL.
Presidencia doSr. fisconde de Camaragie.
Ao meio da, feita a chamada, e achando-se
presentes 30 Srs. depulados, abre-se a sesso.
Lid a a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
Jma representacSo da cmara municipal do
Sr. presidente, anda na iuformacao, o Sr. Jo- i BreJ con'" a separacSn do dislrkto de Carrapa
s Pedro diz. que a quaajlia de 851*000 rs.. foi'los- ~ A' commissao de negocios de cmaras.
paga a pessra conhecida; mas entretanto nao se
sabe quem foi essa pessoa 1 E a respeilo desse
L'nia pelico dos moradores da Rbeira do Ca-
pibaribe, pedindo urna reforma s posturas da
que passo
14 de fevereiro
lllm. Sr. Cava canti.Bonito
de 1859.
J lhe es:revi a respeilo do negocio do padre
Brilo, e como possa acontecer que nao livesse
recebido. fco-lhc esta oulra, dizendo-lhc que o
padre disse-me que nunca conheceu csse Cor-
rea Lima, >: que com ello nunca leve negocio, c
que o seu 1 rocu ador ahi, sempre foi o padre
Meira ; po tanto, toda e qualquer procuraco
quese apr;sentir sendo outro o procurador
falsa.
Disponha etc.
Ora, lendo eu escrpto esta carta ao Sr. Caval-
nti era V de Juvereiro de 1859, elle responde-
respond
fevereiro de
SSEBBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 31 DE MARQO.
Presidencia do Sr. Visconde dt Camaragibt.
(Concluso.)
O Sr. Braulio (pela ordem):Sr. presidente,
bando de fazer um requerimento a casa, neces-
sario que o encareca, e por isso passo a expen-
der as razoes que a tal me obrigam, pela mam-i-
ra seguinte :
, Seuhores, se que me fallara as habitacoes e
conbecmenlos precisos, para tratar de materia
de alta importancia; (nao apoiados) eu conhec,o-
me e bastante para prova desta minha asscrco,
oque disse o Sr. Jos Pedro da Silva, em urna
sua correspondencia, que ha cinco annos, que
tinlia passado a le da instrucr^o e que eu anda
me nao tenho habilitado Eu, porm, responde-
ra a esse senhor, no caso de se dignar elle, dar-
me a razo porque esludou na Academia de Olin-
da cinco annos, e nao fez um s acto, era se
raalriculou. Quando ello me disser isso, eu lhe
darei a razo porque rae nao tenho habilitado.
Portanto, Sr. presidente, como disse, nao te-
nho as habilitacoes precisas para tratar dessa
materia, mas o farei como ss minhas iracas for-
cas o pormitiirera; e fiado na benevolencia com
que os nobres depulados se teem dignado tratar-
me, espero qu* anda esta vez dispensaro essa
benevolencia.
Sr. presidente, o Sr. Jos Pedro da Silva, por
occasiao de eu exercer no recinto desta assem-
bla um direito inherente ao honroso encargo
que me foi confiado, o de indagar a respeilo dos
cofres pblicos, um dos mais restrictos dos nos-
sos dereres, atirou-se ao publico com urna cor-
respondencia, e tratou de refutar-rac de um mo-
do grosseiro, antes de dar ello as inforir.aces
que forain pedidas por esta casa. Entretanto.
Sr. presidente, o Sr. Jos Pedro deva lembrar-
se, que asexpressoes que me dirigi, nao offen-
deram s a raim, mas toda a asserabla, por-
que ella tinlia amparado o meu requerimento, e
se o fez. 6i porque reconheceu que os actos
praticados/por csse funecionario publico, donola-
vam desJiandosem sua repartiro.
O Sr.\N. Portilla :Isto que nao est pro-
vado. \
O Sr. Harlins Vtrtira : O procedimenlo da
assemlilaTlu aulorisa esse juizo.
O Sr. Braulio :Mas a asserabla reconheceu
a necessidade do requerimento.
/) Sr. N. Portilla : Isso c cousa muito dffe-
r..te.
O Sr. Braulio :Por isso digo, que qualquer
cousa lanzada por esse senhor nos jornaes, con-
tra mim, lancada contra a assembla.
O Sr. Souza ftis :Anda nao vejo que seja
consequenle.
O Sr. Braulio :Mas, Sr. presidente, o ins-
pector da thesouraria provincial atirou-se sanhu-
do sobre mim, e publicou urna correspondencia,
cujos tpicos eslo alias em contradicho com a
informado que mandou a esla casa.
O Sr. Vrtsidtnte :Perdc-me, pretende fa-
zer algum requerimento?
O Sr. Braulio :Pretendo : disse o Sr. Jos
Pedro, em sua correspondencia, que elle nao pa-
gara a procuradores falsos, os rencimentos de
professora alguma, nem do vigario e coadjuctor
de Bezerros, ao passo que, as inforniacoes man-
dadas casa, diz o Sr. inspector que foi paga
a quantia de 50J275 ris de exercicios findos do
ex-coadjucur de Bezerros Manoel Gomes do Bri-
to, a 25 de Janeiro de 1858 a seu procurador An-
tonio Francisco Correa Lima, quo a procuraco
eslava reconhecida pelo tabellio Porlo-Carreiro,
e a letra de toda ella, bem como a da firma do
dito coadjuctor, so perfeitamente eguaes a de
oulras procuraces que existem.
Entretanto eu contesto a identidada das firmas
que devem de estarnas procuraresapresenladas
por Correia Lima, como adiante terei occasiao
de provar, havendo alias alguma cousa do contra-
dicho nessas duas pechos.
Ao passo que, Sr. presidente, ea ped Informa-
les a respeilo da qunntia de cincoenla mil ris
que se pagou ao ex-codjuclor do Bezerros Ma-
noel Gomes de Brito, o Sr. Jos Pedro responden
canti
me cora esta oulra. (l) :
lllm. Sr. Braulio.Recire 27 de
1859.
Beceb a sua carta, e nao outra como na sua
accusoH, e istou certo do que me disse, lendo
mandado dizer-rae o raesmo o reverendo Brilo,
a quem j ;screvi a lal respeito, e como pode ser
que elle na 3 ten ha recebido, fao-lhe esla era se-
gunda va, para que elle mande, ou venha raes-
mo, se posirel for, tratar de seu negocio que
mais prejudicial lhe pode ser, porque o ladro
quera quer que seja, c finorio, e j me consta
que anda por c urna cousa de nova procuraco.
Desejo-lle, etc.
Agora cu desejara que o Sr. Jos Pedro, esti-
vesse na casa, para me decifrar este inigma
porque o Si Jos.5 Pedro disse que em 1858. nao
lhe constara que se livesse pago a esse coadjuc-
tor. (Cruzam-se aportes).
Entrelanlo, verifica-sc islo, e venho a saber,
senhores, que quem recebeu esse dnheiro foi
Correa Lima I Este Correia Lim recebia dnhei-
ro com procuraces falsas, o que curopria a the-
souraria?
Um Sr. Deputado :Quem prorou a falsidade
da procuraco ?
O Sr. Braulio: Um oflicio do mesmo
Jos Pedro ao presidente da provincia.
O Sr. .(t'z Filippt ;Isto foi posterior.
Sr. Tlttodoro da Silva :De que data
Sr.
officio ?
O Sr. Braulio :
1858.
O Sr. Thtodoro da
o naganien .0 ?
O Sr. Braulio :k
e o
De 16 de norcmbio de
Silva :Em que poca foi
faci o nobre depulado o Sr. Bufino de Almeida, cmara municipal do I.imoeiro acerca dos luga-
est habilitado para nos dar esclorecimcntos, pois | r/s Por el,a determinados para a creado do ga-
lar, porquanlo sao esses luga-
que 6 verdade (e chamo o Sr. inspector para rae do "cum e cita
contestar) q.ie no se sal quem recebeu esses ros destinados para a agricultura d'onde liram o
papis, ea thesouraria ipenas diz que pagou a necossario alimento de suas familias. A' mes-
pessoa aulorisada.
O Sr. Marlins Ptrtira :Nao se para quem
haver mais desar, se para a polica se para a
thesouraria.
ma commissao.
Um requerimento de Joao Goncalves Rodrigues
Franca, cscrivSo da collecloria"de Olinda, pe-
dindo ser aposenlado com os seus vencimontos
O Sr. Sonsa Carvalho:Se os nobres deputa- na ra,za0 da arrecadaco da mesma j calculada,
dos querem encontrar alguma cousa de desar, nao *' commissao d'orcamento provincial.
c certamente ao inspector.
O Sr. Braulio:E porque?
O Sr. Souza Carvalho :Porquo elle cumpro
seu jever.
O Sr: Braulio :Mas pcrgunlo eu, como que
se tem dado na thesouraria dnheiro sera ser pe-
los canaes competentes?
Um Sr. Diputado :E o nobre deputado afir-
ma que estes nao passaram ?
C Sr. Braulio :Respondo com a informaco
do proprio inspector que baixou urna portara,
por se nao ler achado os popis na porta : nao se
sabe quera os liiou d'altf e era igualmente se
sabe quem tirou esse dnheiro, visto como a pes-
soa que o recebeu no asajhnu no livro da porta.
Uin Sr. Diputado :-S oulra 'questao.
O Sr. Braulio:Essea^apcis foram na the-
souraria para se cobrar esse dnheiro, deu-sc pe-
la falta delles, indagou-se quem tinha recebido,
mas ninguem tinha sido, porque a pessoa nao as-
signou o no rae.
Um Sr. Depmado :Recebeu sem assignar?
O Sr. Braulio ;No livro da porta.
UmSr. Defitado :Dporta pode sahirpapis
sem se assignar)
Mas salarara esses papis
m entrega ram.
lado :Mas pagou sem ser pe-
:Mas se nao sabe
nn-
a quera se
25 de Janeiro de 1858.
Um Sr. Diputado: Eolio est explicado o
negocio, o oflicio foi posterior ao pagamento.
O Sr. Braulio :Pois, senhores, cu sou che-
fe de urna rpartico, apresenta-se nella um ho-
mem recebendo ordenados com procuraces fal-
sas, esse homem j tem por outras vezes tirado
dinheiro do repartigao, o que me cumprc fazer ?
Um Sr. Xiepulado :Lembre-se que elle tirou
dinheiro em Janeiro.
O Sr. Braulio :E, senhores, o procedimenlo
desse homen nao era alias lo occulto como se
pretende, psrquauto j o porteiro dessa reparli-
co rae con municava o facto que acabo de refe-
rir. A proposito ; o nobre deputado poder-me-
ha dizer se esso homem anda est empregado
as obras pjblicns ?
O Sr Mullo ftgo : Nao se se o mesrao
Corroa Lima que l existe.
O Sr. Gitirana: Que concluso tem a tirar
do emprego que esse individuo tora ?
O Sr. Brottito:Mais tarde direi.'
Sr. presicentc, cis-aqui o oflicio dirigido pelo
Sr. inspector ao Sr. presidente da provincia.
Um Sr. Diputado :So o inspector'soubesse
que a procuraco era falsa, eslou que o nobre
deputado iir-lho-ha a juslica de convir, que o
pagamento nao lena sido feito (Apoiados).
O Sr. Bruuiio :Se nao sabia soube ao depois,
e o hornera anda desembarazado nesta cdade.
Um Sr. Deputado :E o que tem islo com a
thesouraria ?
O Sr. Briulio:Entao tiram-se doheiros da
lliesouraria com procurages falsas, e pergunta-
se o que le ti a lliesouraria com isto?
Pal Sr. Diputado :Sim, porque isso compe-
te > polica, e (i thesouraria nada tem com isto.
Outro Sr. Diputado : O inspector cumpro ri-
gorosamente o seu dever.
O Sr. Braulio : Mas isso quanto as duas
procuracoci falsas que forora achadas a Correia
Lima.
Um Sr. Depulido :E a quem incumbe pro-
ceder contn Correia Lima ?
O Sr. Briulio:Mas o Sr. inspector aqui quiz
disfarcar este negocio, dizendo que nao sabia se
era o mesmo Correia Lima.
tVm Sr. Depulado :Ah nao lia escapadella.
O Sr. Braulio:(L.) Antes de reolisar-se
este pagamento prorurou-o apresentando urna
procurarlo falsa um fulano Lima que nao sei se-
r o mtsni'i a%quem se fu o pagamento do coad-
juctor dt Ltzirros, isso o que diz elle no infor-
maco : agora vejamos o que diz no oflicio que
mandou o presiden le do provincia. Esfott con-
venctdo aUi tstt stgundo prttendente i o mesmo
Lima e poi isso mais urna razo tenho para re-
qiiisitar a una opiniao. Aqui que est a es-
capadella, ;m dizer o Sr. inspector quo nao sabe
se o mes no Correia Lima.
Um Sr. Diputado : Elle tem
nao quer aTirn; r.
O Sr. S0U20 Carvalho : Em todo o coso o
inspector nao autoridade competente para prd-
ceder contra ese individuo.
O Sr. Biaulio :Mas sutorida-de competen-
te para prevenir que se no defrauden] os co-
fres pblicos: elle devia sindicar desses nego-
cios.
Um Sr. Depuiado :Isso compete a polieia.
O Sr. Braulio :Se o inspector do thesouraria
nao 6 autoridade competente para examinar os
papis que vo aquella repartieo, entao nao sei
qual seja sua iliribuico, porque senhores, crcio
que os empregados da theaoutaria nao sao sim-
ples machinas de pagar dinheiro: do contrario
concluirei que o inspector exorbilou, nao exer-
ceu acto de suaatlribuico, quando levou ae co-
nheciraento da presidencia, o& tactos praticados
por Corren Lima
Um Sr. >/>n(id'q:-ra-J>orque? -
O Sr. B -aulio ;^Pprque se Correa Lima,iodo
a thesouraria coto, nova procuraco flsa, o Sr.
convieco mas
pela forma q^ue eu lt na su correspondencia, I inspector oapuiicm esses napeja, ou Imon roa.
O Sr. Brau
sem se saber a
(httroSr. D4
los termos lega
O Sr. Brauli
pagou.
Sr. presidente, nao de boje que dotara nego-
cios dessa nalureza naquella tnesouraria : nao ha
muito que o Sr. Vicente Lecinio Costa Campello,
ex cartorario da thesouraria pedio a esta casa que
lhe fosse garantido o seu direito de defe/a, por
que esse homem tendo representado a presiden-
cia contra o Sr. Jos Pedro, c pedindo documen-
tos thesouraria estes foram-lhe denegados, re-
corren ltimamente a assembla, e anda nada
all leve ; o que prova que esses documentos
eram de nalureza a coroprometler a thesouia-
ria.
Sr. presidente, sou informado que al'folla de
papis, so lera dado naquella thesouraria. Ha
urai conta frita em 1858 com a despeza de re-
paros e decorsco da casa em que fuocciona a
thesouraria, cujos recibos nao appareceral E es-
se facto de grande alcance.
Um Sr Diputado : Qual foi-a importancia ?
O Sr. Braulio : Nao sei, mas nao devia ser
pouca porque foram reparos, papis e pintura da
thesouraria.
Sr. presidente, anda ha um facto praticado
n'aquella thesouraria que deve merecer alguma
atlenjo, fado que foi prsenle at ao presiden-
te da provincia e o seguule : O engenheiro
Milet, indo thesouraria receber o seu ordena-
do, o Sr. inspector lhe disse que nao havia di-
nheiro, vai elle cnsa de um tal Carvalho,
socio de Barlholomeu boticario, rebate o seu
ordenado com elle c no outro dia o thesou-
reiro paga a esse individuo o ordenado que tinha
negado a Mitlet. Ora. Sr. presidente, este facto
depe muito contra o Sr. inspector que alias in-
commodou al os anjos com o seu decantado zu-
lo pelo simples fado de ter pedido informacoes
de certas oceurrencias da sua repartieo.
O Sr. Millo Rtgo : Perde que lhe diga que
nao poda ser ordenado do Sr. Milet, havia de ser
talvez prestaeo de obra.
O Sr. Braulio : Talvez fosse isto. J) que
affirmo que o Sr. Milet rendeu a outrenf o di-
reito que tinha ao recebiroento da mesma quan-
tia que se lhe nu podia pagar pcssoalmenle. Is-
lo me pnrece patronato da thesouraria.
Um Sr. Diputado: Isto prova-se. nao se
diz nicamente.
O Sr. Braulio : A prova que no outro dia
o lal Sr. Carvalho foi pago.
O Sr. Souza Reis : Isto nao prova, porque
pode n'um dia nao haver dinheiro e havcl-o no
outro.
O Sr. Braulio : Um fado muito pequeo,
porm que merece altenco, foi o do professor
de S. Anio que, indo .cobrar o ordenado de
agua c tinta, opresentra urna conta de 30 a 60
alumnos cuja cifra montara de 60 a 120. Isto
cousa muito pequea, rtasaflnal deu-se.
O Sr. Sonsa Riis: Porm o quo quer dizer?
Ourro Sr. Diputado : Eu nao comprchendo.
O Sr. Braulio:O numero era de 30 a 60
alumnos, mas a cifra eslava feita de 60 a 12o, e
pagon-se nesse sentido.
Um Sr. Diputado: Enlo pagou-sc menos,
sendo mais ?
O Sr. Braulio : No examtnaram o numero
dos olumnos, e ptgarom a somma que alias esta-
va na razo de 60 a 120 alumnos.
Um Sr. Diputado : Ento a culpa foi do em-
pregado que procedeu ao exame.
O Sr. Braulio: No quero sabor quem foi
ou quero no foi, sci que se deu islo. E vista
de todas essas cousas que se passam na thesou-
raria, no podia o Sr. Jos Pedro dizer que in-
fundadamente fiz o meu requerimento, tratando
a thesouraria de relaxada.
Sr. presidente, o Sr. inspector da thesouraria
previocial oflendeu-se extraordinariamente por
ler-me parecido harer relaxaeo nessa thesoura-
ria, e agora 6 vista do quo acabo de patenlear
casa, quizera que esse senhor lo sabedor e mes-
Ir da linguo portuguesa, me indicasse o termo
apropriado para qualificar de urna vez essas oc-
eurrencias.
(Ha um aparte.)
No lano assim : todos nos nos cenheceraos,
porque no estamos na Franca, nem na Inglater-
ra : estamos em Pernambuco.
Km vista do exposlo, Sr presidente, me fare-
cei-.do d necessidade chegor-se .videncia des-
tes fados, mando i mesa, o presente requerimen-
to, o espero seja elle, potado.
L-so e remettid'a a commissao do.coatas e
despezas provincias a seguiptq in.dicnci,o..
rwme merece mais do que os racus nebros col-
rorlanto jase re\ queSe cu lire corosem in-
dependencia e dlgnrdade para entrar nessa dis-
cussao, que encele! aqui, lambem havia de te-la-
para aprsenla la do mesmo modo no jornal
Creio que desta forma tenho dado a satisfaco
que casa rae merece.
oro** no-oa.
discussao do projeclo substitutivo de bario
de forra policial. ^
as seguinies eraen-
E'julgndo objecto de deliberoco e
primir c seguinte projeclo
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buce resol ve :
Art. 1. Fca elevada cathegoria de villa a
freguezie de Bom-Jardiml
Art. 2." Esto villa comprchender em seu mu-
nicipio, no s os termos da mesma freguezia,
mas lambem o da freguezia de Taquaratinga.
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambuco em 2 de abril de 1860,
Porfe Galindo Firmo da Silvtira Cavalcante.
A asserabla legislativa" de Pernambuco de-
creta :
Artigo nico. Fica creada na povoaco de
Bom-Jardim urna cadeira de primoiras letras pa-
ra o sexo feminino.
Paro da assembla legislativa provincial de
Pernambuco em 2 de abril de 1860.
P. G. F. da Silveira Cavalcante.
E' lido c approvado o seguinte requerimento :
Requeiro que se exija da repartirlo das obra
publicas, por intermedio do Exm. presidente da
provincia, o seguinle: 1. copias dos orcamen-
tos original c supplementar do 9." Unco da
dd estrada ao norte, quanto se tem dispendido,
e est prompto o lancosupradito ; 2: por quem
foi oreado o 2. raio da casa do delenco, quanto
se lera dispenddo at o presente, e era que es-
tado se acha ; assim se tem a svmetria e egual-
dade entre o 1. e o 2 ; e pela negativa, quaes
as causas dessas desscmelhancas c irregulari-
dades. S. R. Joao Cavalcante'de Albuqutrqut
O Sr. Mello Reg (Raphael) d as explica-
Scs exigidas no requerimento declarado, que
comludoa nao salisfazerem ellas ao nobre autor
do requerimento, est prompto a volar por elle
assim como por ludo que tender a obler esclare-
cimentos da ropartieo das obras publicas, mor-
menlc sendo taes exigencias feitas pelo nobre
deputado a quem se refere.
Encerrada a dscusso e posto a votos o re-
querimento approvado.
O Sr. Gitirana (pela ordem) : Sr. piesi-
dcnle, a moneira porque, o'nobre deputado, pri-
meiro secretario apreseutou-se nesta casa, zelo-
so de sua repulaco lilteraria, protestando pela
omssao de diversos apartes seus, proferidos na
occasiao em que pronunciei eu um discurso so-
bre a forra policial, attrbuindo-mo essas omis-
ses, exigi de alguma sorle que eu desse urna
saltsfaco, nao ao nobre depulado, mas a casa
que muilo me a merece.
O nobre deputado, Sr. presidente, enlende que
devia fazer a reparaco disso que elle charaou
fallas para si, pelo modo por que o ouvimos,
creo porm, que nao foi muito feliz. Disse o
nobre deputado quo na publicaco desse meu
discurso muitas falsidades se vtaram, muitos
apartes linham sido omillidos; nota que no aparte
' em que se l que um Sr. deputado, referindo-
meeu aos diversos acoutecimentos da minha co-
marca em pocas eleitoraes, dissera a parte, era toda a provincia, era todo o mundo
um seu aparte, queeu nao se qual foi, tinha
sido oraittido.
(Ha um aparte).
0 Sr Gitirana : Mas o que eu quero pro-
var, qne se essa falta se deu, nao foi minha, e
tarnbem nao quero attribu-la ao Sr. lachygra-
pho, porque eram muitos os apartes....
O Sr. Pinto de Campos: Nem elle obri-
gado a apsnhar lodos.
O Sr. Gitirana ; Eis aqu o autographo, que
j aprescnlei ao tachigrapho, e que reconheceu
ser o mesmo que me foi entregue (le),
Assim est na publicaco feita no Diario (l).
Portanto j v a casa, que nesta parle eslou
justificado
Continuando o nobre primeiro secretario em
suas pesquizas, zeloso de seus apartes, disse
ainda.'o Sr. Gitirana aprsenla no seu discurso
um aparte, que conten urna falsidade que eu
uo profer e sim o fiz de lal modo. Eis aqui o
que diz o Diario (l): mesmo com os eleitores de
Sapucaia. O Sr. Marlins Pereira nao sei
donde sejam essis iliiloris. O Sr. GUirana :
nao admira qut o nobre depulado j hoje nao
conhera ele. etc.
Eis aqu o autographo que tambera mostrei
ao tachigrapho e que foi por elle reconhecido :
(l). V a casa que isto fielmente o que est
publicado, e sujeitando i sua consideraco estes
dous pontos de contestado do nobre depulado,
faco-o para que elle veja, que, se falta houvc,
no foi minha, e eu nao mereca que o nobre de-
putado to speramente me inlerpellasse, achan-
do-se assim muito offendido em sua repulaco
lilteraria ; lambem nao foi do tachigrapho, por-
que me lembro que o nobre depulado assim se
exprimi na occasiao.
Confesso, Sr. presidente, que foi omitlido um
parle que deu um nobre deputado, perguntan-
do-me se o Dr. Crrela Lima tambera se tinha
envolvido naeleico, e a que eu respond promp-
tamcnle, que se se envolveu foi pelo nobre de-
putado,primeiro secreiario Nao sahio esse apar-
te, mas porque ello fosse omitlido nao se segu
quo o fosse porque, eu dissesse casa uma falsi-
dade : dissa uma verdade, mas omiltida porque
mesmo no julguei de interesse, e nem pense
que o nobre deputado fizesse dessa owisso uma
queslo de gabinete, tanto mais quanto no me
podia contestar que csse aparte contivesse uma
verdade com ludo quanto aqui disse.
Eu sou o primeiro a reconhecer que o meu dis-
curso nao merece a honra de ser lido, mas ap-
pelo para os cobres depulados que tiverem a pa-
chorra de t> ler, e files que digam se o que est
no Diorifj ou nao justamente o que eu profer
nesta cjga.
Ur.t sr. Deputado : Esl justificado.
O Su Gitirana : Nem eu viria pronunciar
perant ros cousas que no quizesse que appa-
1 recessem no Diario, porque nem se q,uer o Dia-
Va a mesa e apoiam-se
das :
Projeclo substitutivo.
n.".*inA "SS PolfC'al para o a-ino finan-
ceiro de 1860 a 1861 constar de 350 proras dev
corpo de policio e de 100* da companhia de pe-
destres.
Art. 2. O presidente da provincia fica au-
tonsado a gastar al a quantia de 250:000 e a-
dar ao corpode polica e companhia de pedes-
tres a ofganisarao que melhor convier ao servi-
do publico.
.Art. 3." Fica igualmente o presidente da pro-
vincia autorisado a rever .0 regulamento do cor-
po de polica e o da companhia do pedestres, ot-
tendendo a rnaior applicacao desta em bem do
scrvico publico, rerormando em confjrmidadc-
com a legtslacao crimnala parte penal do regu-
lamento do corpo de polica e o modo do jura-
mento.
Paco da assembli provincial do Pernambuco
2 de abnlde 1860.-Luis dt Albuquirqui Mar-
lins Pereira.
Emenda addiccional Ait. 4. Todos os ofi-
ciaes percebero suas gralificares mesmo quan-
do doentes, nao exredcndo a molestia de qualro
mezes.S. f.Gitirana -Approvada.
Ao art. 4 acrescente-seo lente ajudanle le-
ra de gratificarlo 2 era vez do 4 que percebe.
S. R.Braulio
O Sr. Reg Barros diz que nao sobe coraoq.u-
Itticar o projeclo substitutivo que acaba de ser
apresentado pelo Sr. depulado primeiro secreta-
rio, raodilicando o Irabalho da commissao quan-
do o nobre depulado podia faze-lo por meio de-
emeiidas na segunda dscusso, que o projeclo
substitutivo inlciramente desconveniente, que
agora s far retardar a discussao por mais al-
gum lempo Faz raaisalgumas reflexoes sobre-
a organisacao do corpo de polica : deixa de
emitlira sua opiniao sob o regulamento de pe-
destres, por nao estar em discussao : concluc vo-
tando contra o projeclo substitutivo.
O Sr. Marlins l'ereira : Na segunda dis-
cussao, Sr. presidente,eu offereci uma emenda ae>
art. 1- do projeclo que se discute, com vistas do
diminuir o numero de pracas fixodo para o corpo
de polica, porque, disse eu nessa occasiao ; os
cofres pblicos nao permilliam volar-se uma
verba crescida para salisfazer o pagamento a
esse numero de pracas: nao obstante essa c mai*
outras razoes que eu offereci consideraco da
casa, a assembla porm enlendeu que'devia
approrar o artigo do projeclo ; opezor desle
rolo da casa, agora que se discute pela lerceira
vez esse projeclo, eu enten'do que de novo cor-
rta-mo a obrigaeo de ofterecer sua considera-
gao o projecto substitutivo que coba de ser
lido. entend que devia expr anda razoes no
sentido de ver se consegua adopeo de seme-
lhante idea, porque enlendo que melhor pre-
venir os embaracos com que nos temos de lutar
de que verrao-nos depois a bracos com diflicul-
dades sem termos remedios para ellas.
A assembla adoptou enlo, Sr. presidente, o
art.I." do projecto, porque contava que coii-
nuana na administrarlo da provincia o Exm. Sr.
baro do Bom Jardim, era quem esta assembla
moslrou depositar a moior conCanca, mas hojo
que o Sr. baro do Bom Jardim consta deixar a
administrarlo da provincia, que j lera substi-
tuto....
Um Sr. Deputado : Nesse
forme o presidente ?
O Sr. Marlins Pereira : Eu voto conforme
caso, vota con-
a confianza que deposito no presidente. A as-
sembla que manifestou por esse seu acto que
depostava confianca no actual presidente da
provincia como j eu o disse e repilo, pode mui-
to bem a seu desar entender que relirando-se
elle como consta se retirar, nao deve prestar a
sua confianca a outro administrador que venha
para a provincia e muito natural, parece mes-
mo quo nos corre a obrigaco de nao raanifeslar-
mos por algum acto do confianca ao novo pre-
sidente que vera para a provincia, qualquer que
seja porque nao sabemos o que elle far, se rae-
recera o nosso apoio, se ser digno da confianca
desla assembla.
Um Sr. Depulado: Por isso deremos des-
confiar d'elle ?
O Sr. Marlins Pereira : Nao disse islo.
O Sr. Reg Barros: Eu declaro que espe-
ro.muilo boa presidencia.
O Sr. Souza Riis :A razo de importancia,
todava voto conlra.
O.Sr. Marlins Ptrtira /Nao prevalece a ra-
zo que d o nobre depulado membro da com-
missao que confeccionou o projecto quo se dis-
cute, porque se assim fosse, se pelo fado de ter
a assembla adoptado o projecto em segunda
.dscusso se se nao podesse na lerceira oflerecer
emendas, enlo a terceira discussao seria in-
til. ..
O Sr. ftgo Barros:Nao censurei isso.
O Sr. Marlins Ptrtira :... nenhum depu-
tado leria direito de ofterecer emendas na lercei-
ra discussao.
O numero do pracas fizado excessivo, nao so
completar, porque nao apparecero individuos
que se queiram engajar ; e se at hoje se nao
lera completado o numero de pracas lixado por
essa razo, por falta de quem se queira engajar,
por isso quo os salarios que se do presentemen-
te aos'Irabalhadores, superior ao sold que so
d aos soldados de polica, sendo de presumir
que continuo o durar esse estado de cousas,
porquanlo os salarios continuara a 1er alia e o
augmento que se quer dar aos soldados, nao est
em proporco com ess3 alta, est claro que exis-
tir a mesma causa para que se nao completo o
numero fixado no projecto da commissao.
O projeclo como est confeccionado quer que
o corpo de polica se conserre no estado actual.
que lenha a mesma organisacao que tem...
Um Sr. Diputado :Mas p'assou uma emenda
dando autorisaco ao presidente para reorgani-
s-lo.
O Sr. Martina Vtrtira :O projecto foi alte^
rado por uma emenda do nobre deputado dando*
ao presidente a faculdadc de reformar o corfjo.
mas me parece que esla emenda esl era opposi-
cao ao art, 1. do projecto.
O Sr. Rtgo Barros :Vejamos, o porque.
O Sr. Martins Ptrtira :O projecto dcUJuni-
na no art. 4.", quo se d ao major mais umagra-
tificaco o bem assim ao secretario e quartel-
mestre, logo o projecto quer que o corp,o conti-
nu a ter esses ofliciaes, nao obstante a emenda,
que faculta ao presidente outra qualquer orga-
nisacao do corpo. Essas disposiQes. sao contra--
diclorias ; para evitar o que, foi q,ue eu confec-
cione! o art. 3L' do racu projecto substitutivo da
raaneira por que est concebido, isto dou au-
lorisac.no ao-presidente para organisar o corpo
como entender mais conveniente e autoriso-o a
dispender at 250 conios de ris, dim.inuindo
assim a verba rotada, porque tamhem diminuio
o numero de pracas.
Emendo, Sr. presidente, q.ue sendo excessiva a
quantia votada no projecta que passou em se-
gunda discuasio, el|a ir pesar graremente sobre
os cofres provinciaes e trazer embaracos para a
provincia que .asira deixar de satisfazor Qulro
muita neces.9i4id.ea urentes.
MI H\rDAPAA
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I*

-
{
DIARIO DE mftJjjBBCO. QPaRTA FEIR* n DK ABRIL DE 1860.
Um Sr, Diputado :Que n-ucuneutus. da s
pranas 1
O'Sr. >/arttn fereir ;O art. <3. do meu
projecto leve por Uro nutorisar o presidente
severos Tegularaeulos do corpo de policin e com-
panhiaue pedestres, tendo em vista o servico
uessa-companhia e a mclhor salistago das ne- bem deslas fallas.
O Sr. Luis Filippe: Ayusto que nao e por
falta de lempo.
O Sr, Marlins Vertir : Em Olinda c Igna-
rass. ha 14 a 16 nnoos que nao ha correcces.
O Sr. Lnix Filippe : Olhera como foi bom en-
celar sea discusso sobre o prejeelo 1 Ja sesa-
cessidados publicas e alean disto, lembro ruis
necessidade do reformar o regulameolo do corpo
de polica na parle relativa a penalidade de con-
fortnidade com as luis criminaes e o modo de
ligamento das pracas de polica.
Um nobre deputado, o Sr. Dr. NascimcnloPor-
tolla, quando fallou em oulra occasiao sobre a
iiialcria, mostrou necessidade do reformar essa
parte do regulamenlo. mas o presidente da pro-
vincia j o nao poderia fazer, porque a a uto risa-
o que leve caducou, purgue um regulameulo
oi confeccionado emboca tie fosse approvado
poresta casa, por isso que cu entend que des-
via dar-se nova aulorisago, especificando a ite-
cvssidadc palpitante que ha de rever-se parte
penal do regulamcnlo e o modo do jnlf amonto.
Eslava cstabetecido que esprocessos cilos aos
soldados do polica, oram subuietidos as extiuc-
aas juncias de jtrslica, passando pela extenrce
a sercm submetlidos'ao censelho supremo uik-
a seu conhecimento declaarndo, que nao era com-
pelenle para tomar conkecimeuto de semelhar.tes
f>rocessos-, o proaideul-e de cutio nao podendo
remediar o embarao lembrou assembla a ne-
essidade de tomarse alguma providencia e nes-
se sentido foi aulherlsado reformar o regula-
ment, mas n reforma que foi bita neste senti-
dlo, nao tein sido bem acceila, porque crear um
-tribunal que nao eslava na nossa algadn crear,
porque'apenas o acto uddio'.onal nos di a facul-
tado de ii.xar a (orea policial e por isso tio poda
tambem o presidente com outhorisago nussa fa-
zcl-o, mas o fez e esse tribunal tem funcionado.
Para obviar esse inconveniente, porqueappa-
rega alguma cousa mcllior, foi que redigi o meu
projecto substitutivo pola forma por digiJo e 'me parece, que o jusiidqirci com lodo
o /to que o nobre deputado que se assenla
roinlia direila rcconhcce s capaz ite'delfender a
mu projecto que foi por mim confcccioiado-com
o aelo inherente a qualidadc de um bom pai.
Encerrada a discusso e subraellido votaco
projecto substitutivo, sao regeitados os seus ar-
"tigos 1." e 2. e approvado o'd", bem como a e-
anenda do Se. Cilarana, sendo sujeitado a do Sr.
Braulio.
Bnlra em 3." discusso c approvado sem do-
bate, o projecto n. 36 do auno passado.
E' tambeni approvado sem debate em 1.a dis-
Um Sr. Deputado :Mas havendo la um juiz
de direito, tambera pode deixar de ha ver cor-
reccao.
O Sr. Uarlins Pereira :Isto quanto pro-
yectada comarca de Olinda c Iguarass, que me-
(hor se dira se se Iratassc de restaurar e nao de
crear.
Agora caroarca de Garantan?. Essa comarca
lem qualro termos e uro juu de aireito.
O Sr. Theodoro Silva : 'Qualro nao, tem
do us.
O Sr. Martins Pvrcira : Mas pode ser sanc-
ciosado o projecto quesera prsenlalo ao Exra.
Sr, presidente c haver nomeaco de juizes pira
es dous termos aliimameAc creados, e flcar a
comarca con qualro termos.
O Sr. Theodoro Silva :Por era nao se pode
amanear isso quo o nobre deputado est dizendo
porque o projecto que crea mais dous termos,
anda nao Coi sanccioixido e quom sabe se o ser.
Tara Garanhuns nao ha necessidade.
O Sr. Martins Pereira :Nao ha exemplo do
contrario Para Garanhuns, diz o nobre deputado
que nao ha necessidade, e elle autoridade quo
so nao deve recusar, dado o facto dodevolvimen
to da resolucao desta assembla ; mas quanto
a comarca de Bc-a-Yisla estou que o nobre depu-
tado aprsenlo essa razo, porque ja os termos
estio creados,e pode alm disto haver nomeaco
de jeiz para o Ex, nico que nao o tem, isto de
um momento para outro, e um juiz de direito
nao pode (azor funecionar o tribunal dos jurados
pm 'lualro termos durante o auno e muito menos
na distancia em que eslo esses termos na co-
marca da Boa-Vista, c mais anda abrir correc-
go nos ditos termos, o que suppouho lalvez nao
tenlia liando all.
Poram razos do alta justica e de palpitante
inlcresse publico quo levavara" os signatarios do
projeclo a offereco-lo consideracao da casa.....
'Cm Sr. Deputado : Ninguem sppc o con-
trario.
& Sr. J/ar;is Pereira : Nao foi o desejo de
crear comarca do enxurrada.
. O Sr. Izidoro de Miranda : Sr., presidente,
eonfesso que ignorava ter de entrar lioje em dis-
cusso este proieclo.
O Sr. Presidente : Estava na ordem do da.
O Sr. Izidoro de Miranda : verdade, e nem
cu puz em duvida scmclhanlc faci ; somonte
cusso o projecto n. 31 doantto passado que elo-lquiz altribuir a falla a mim mesmo ; comtudo,
vo calhegoria de villa com a denorainaco del sendo cu um dos signatarios do projeclo, nao o
Itamb, a parle da povoaro do Pedias de Fogo
perlencenle provincia
O Sr. Mello Caoaleanli, requer a dispensa de
deixarei passar silencioso, c direi, anda que pou-
co, alguma cousa cm favor do mesmo.
0 nobre deputado quo me precedeu fallou em
iulrcsticio para sor dado o projecto para ordera favor do projecto que crea as comarcas de Olinda
do dia aqu approvado. o Iguarass, Garanhuns e Ouricury, e fallou
1.a Discusso do projeclo artigo 13 deslc auno compridamente acerca das duas ultimas, por isso
O Sr. Luiz Felippe.Sr, Presidente, o silencio | Um Sr. Deputado .Fallou especialmente na
discusso do projecto n. 1-3. me obriga a quebrar | O Sr. /. de Miranda : Mas tambera es-
o pro;.osito em que eslava de nao me uceupar pecialmcnte a respeilo de Olinda e Iguarass que
presentemente da discusso dos dilTorcntcs pro-
joclns presentados na casa c pedir aos itobres
il<'pillados que o assiguarain, queirarn dar algu-
mas inforniagCies, que dissipem de um espiilo
asduvidasquc Icnho a respeilo de sua ulilidade.
Pois como que so vio criar, assim enxurradas
de Iros ou qualro commarcas?
Um Sr. Deputado.Da mesma forma porque
se separam engenhos
O Sr. Lui: Fclippe.Issono' comigo.
Como se vo crear assim tres commarcas nao
oslando demonstrada a conveniencia de seme-
llianlo creano, as necessidade da adniinistraco
da Justina ou quacsqucr nutras ras jes? S pelo
gostode ingovar ? Eu nao vejo que islo seja ra-
zo snllic lenle.
Olinda que ica a una legoa de distancia desta
da.le ou nieiMis., vai-se elevar a commarca '?
Quero que me demonslrem i ulilidade disto.
Utr. Sr. Depittado :K' pelo goslo de ter gran-
de numero do empregados mal pagos.
O Sr. Luiz Filippe:Pois Garanhuns que nao
urna comarca demasiadamente grande, pode ser
dividida? Porque ra/ao? Boa-Vista grande, mas
/fl Sr. Deputado:Nao c destituida de po-
pulano porque tem 4 termos e 5 freguezias, por
conseguinlc tem muita populano
O Sr. Luix Filippe: Depois consta-me que o
governo rccoinmenda sempre aos presidentes que
tenliam este negocio na maior allenno, que nao
stejam concorrendo para se crcarei lanas des-
pezas.
Um Sr. Deputado :Sao letras que a assem-
bla provincial sanca contra os cofres geraes.
O Sr. Luiz Filippe :En repugno realmente a
primeira visla votar por este projecto ; mas cm-
lim, so os nobrss epulados dissiparem as du-
vidas que lenho, Uivez ainda acabe volando por
lie. e por isso rogo aos nobres doputados, que
se dignem de dizer alguma cousa que sirva para
esclarecer-nos.
O Sr. Marlins Pereira :Nao foi por cerlo o
desejo de innovar, que acluou no meu espirito
me occuparei.
Scnhor presidente, a principal razo que se
tem aprescniado para que alguna nobres dopu-
tados so opponham a que passe o projeclo, di-
zer-se que o governo eral lera recoramendado a
nao creano de comarcas....
O Sr. Luis Filippe:So so refero a mim, nao
foi a principal razo.
O Sr. Izidoro de Miranda .Se nao foi a prin-
cipal, foi urna dasra/.os fortes apresentadas pele
nobre deputado, tanto que foi o primeiro ponto
de 3eu discurso, e por isso tambera desse poni
em primeiro lugar mcoccuparci.
Senhor presdanle, gcralmcnte se diz, nada de
creanes de comarcas, para que so nao enfra-
quecaro os cofres pblicos : para mim nao esta
urna razo sera, nao razo poderosa, para que
se delxe no olvido dous tormos lo importantes
e de lao honrosas Iradicces, como aquellos de
Olinda e Iguarass.
Quando com oftoilo fosse misler um sacrificio
ao cofre geral em favor do projeclo, nao era mui-
to que assim acontecesse, pois que a provincia de
Pernambuco que animalmente contribue para r
grandeza, riqueza e realce da provincia do Rk
de Jiin.iro com urna sornraa enorme, nao est m>
caso de privar-so de urna cousa necessaria, equu
muito convir aos interesaos nao s da populnco
desta cidade, como a dos dous termos de que mu
lenho oceupado.
Senhor presidente, a Babia, sando urna pro-
vincia da calhegoria da de Pernambuco, tem ho-
je dobradas comarcas que esta ; all, nao se tem
tido em consideracao semclhanles recommenda-
coes, a provincia vai salisfazcndo suns mais
palpitantes necessidades, porque tambem cada
vapor quedalli parle para a corle conductor do
dezenas de coritos de reis.
Senhor presidente, a economa das provincia?
deve versar em oulros pontos, que nao o de apor-
tar o circulo da administrado da provincia.
Um Sr. Depu'Mo: Sao dous juizes.
O Sr. hidra de Miranda: Sneponha que
a nbos eslo r(ora 4a cidade.
Um Sr. deputado: E o que val facer o lui
de direiln, em Sao Lourenco da Marrf
O Sr. IztoYo de Miranda; O quo poderia
fizer a nobre deputado, en, ou entro nualquer.
Me parvee que a retpeito 4 oaarnTa iatara
le l) ir.da Iguarass, alo razies bastantes
fortes estas que tenho apTeseniado, sendo por
sso de esparar que a t*M decida 4avoravel-
inenio o projecto.
A respeilo das outras duas comarcas, ja O no-
bre copulado que me precedeu fallou muilo
tem, tendo para isso mais ceuhecimentos do
que eu.
O Sr. Martin* Pereira : Que lera isso, (
quando Pernambuco manda para a corle qualro
nil t tantos conlos?
O Sr. Figmiroa; Mas, o nobre deputado
fiscal dos cofres pblicos!..
O.Sir. Luiz Fillippe;= Se.isso comigo nao
iei a que vem, porque quakiuer deputado tem
anto dever como eu de vellar os cofres pu-
3ico;i.
O Sr. Izxdro de Miranda: ss Concluindo,
sr. presidente, direi que em vista das razoes
expendida com quase as tenho justificado o pro-
jccto.ainda que, como j coufcssei, nao eslivesse
preperado para a discusso, espero feliz xito
requerendo atiual a votaco por parles as dis-
cusses.
O Sr. Mello Reg (Raphael) :Sr. presidente
a dis:usso me convenceu de que nos nao esta-
mos suiTiciiilemcuie habilitados para votar so-
bre a materia... (Nao apoiados).
Bem, retiratei a cxprcsso nos e dir : eu
nao estou sufucientcmeiilc habilitado para volar,
nessa questo.
TuJo quanto tenho ouvido da parte dos nobres
depulados que defendem o projeclo, encarece-
rem as vanlagens, a necessidade de se crear a
comarca de Olinda, e quanto s outras, nada
ouv.
Um Sr. Deputado :Trata-se dessa agora.
O Sr. Mello Reg (RapKael) : Trata-se das
tres que compem a materia do projecto, visto
que (i esta a primeira discusso. Por tanto, se os
nobros deputodos presciudom das mais, e se re-
fe i o in s A de Olinda, isto se s eslo conven-
cidos da necessidade desta, entao aprsente) um
projecto creando s a comarca de OliuJa c Igua-
rass.
Es.a rapidez com que os nobres doputados sal-
lara oela comarca da Boa-Visla e pola de Gara-
nhuns, me faz crer, quo elles nao esto mais ha-
bilitados na materia do que eu, para votaren! com
conhecimento de causa.
Reronheno, Sr presidente, que a nossa dviso
jiiduiaria m. conveniente e necessaro para
os interesses da juslica que so faca alguma cou-
sa n ssc sentido, que se faga alguma altor in.'u na
dviso actual ; mas nao precipitadiraenle, sem
exanie o esludo, sem conhecimento, sem iufor-
maces, sem dados estatslicos...
O Sr. Marlins Vereira :Qual a dviso que
esta assciiihta j. tem feilo com os dados que
quer o nobre debutado ?
O .Sr. Souza Reis: E aonde os vai buscar ?
O Sr. Mello Reg [Raphael): O governo po-
de forncce-los. Pelo menos musiremos desejos
de obte-los.
[lia um aparte.)
A comarca de Garanhuns, porexempto, aonde
dous escrives nao ganham hoje para subsis-
tir, querem os nobres depulados dividi-la em
duas...
mostrou nuihunuiiicaucMe, que era tssu possi-
el.
O Sr. K. Porlella : F.sses juizes de direito es-
lo occtipados aindv com todos os recursos que
sao interpostos das autoridades processantes nao
s do termo da. capital, como de Iguarass' e
Ottnda.
E, Sr. presidenta-, chamo ainda em meu apoio
um faite: h quanlos anuos nao temos corroc-
Co no Ttecife ?
O Sr. Luiz Filippe:Porque ?
O Sr. il". Porlella:Porque os juizes de direi-
to nao tcem lempo de prestar-se a esso traba-
Iho....
O Sr. Luiz Felippe: E' porque nao leem que-
rida.
O Sr. N. Porlella:E' preciso respeilar uro
pouco a boa vonlade que leem os juizes de direi-
to do Reclfe de prestar-se ao servigo publico.
(la um aparte.'
Eu respeilo
_
i a
muito os magistrados que teem
a boa voulade de xyutar a lei ese
lbtkl. Luiz Ajbuquerque
phael de Mello Rogo.
M. Pereira.F. Ka-
Sr. presfndcnle, Icnho arguraenlado pna
hypothesc de despender o cofre geral conside-
t ravel somma, com a futura comarca de Olinda e
quando cgnfeccionei o projecto que se discute e Iguarass, mesmo neste caso, ainda repilo, as
que est assignado por mim e por oulros col-
legas.
A comarca do Recfe tem tres termos, e dous
juizes de direito, verdade, mas 03 nobres depu-
lados nao ignoram que o termo do Recito o
maior da provincia ; que nesta cidade deve fune-
cionar o jury sois vzcs pelo menos durante o
anuo, deve haver urna correcnao, o no termo de
Olinda deve haver duas sesses do jury, durante
sse espaco de lempo e um.i correcnao, e bera
assim no termo de Iguarass.
Um Sr. Deputado:O que vem a ser 10 ses-
ses ao lodo.
O Sr. Marlins Vereira :Dcz sesses e tres cor-
reenes.
m Sr. Deputado :Mas lera dous juizes de
direito.
O Sr. Marlins Pereira :Dous juizes de direi-
to nao podem abrir dcz sesses do jury nos tres
termos, durante um anuo, e menos abrir tres
correcces lm disto.
O Sr. Luis Filippe :Porque razo ?
O Se. Gitirana: Ha um aviso que manda
abrir o jury pelos juizes municipaes.
(Cruzam-sc apartes.)
0 Sr._ Marlins Vereira: Nao podem haver
dous juizes no exercicio da mesma vara. E' esse
um aviso que eu nao conbeco, quo nao existe.
O Sr. Citirana :Eu Ih' moslrarei.
O Sr. Marlins Vereira:Mas dous juizes de di-
reito nao podem presidir aos trabalhos prepara-
torios e inherentes a dez sesses do jury ; porque
o nobre deputado sabo que cada sesso deve du-
rar 13 das de cffectivo e nao inlerrompido tra-
balho, excluidos os dias que nao pode o tribu-
nal do jury trabjlbnr.
Um Sr. imputado : Mas nunca se esgotou.
O Sr. Marlins Vereira :No Rocife esgolara-'
se e ainda fieam processos para serem julgados
as sesses segulnles.
Um Sr. Deputado : Em Iguarass Iraballia
cinco c seis dias.
O Sr. Marlin- Vereira : Trabalha-so effecti-
vamenle 15 dias no Recfe e s para esse iraba-
lho sao precisos 8 mezes, nao contando os dias
excluidos.
Um Sr. Deputado;Mas sao dous juizes.
O Sr. Martius Pereira : Mas os dous juizes
nao podem trabalhar constantemente. Urna cor-
recnao no fiecife deve durar um mez pelo menos,
muilo prevavel seja este praso prorogado por
lous meze8,rom sois de sesso do jury, sao oilo.
Cm Sr, Deputado :O nobre depuiado est
fazendo a somma para depois fazer a dviso.
0 Sr. Marlin Vereira:Temos oilo mezes de
trabalho, sem incluir os dias em que o jury nao
se rene, excluidos os das ero que nao trabalha,
um mez para as duas .sesses de Olinda e oulro
-----. ^.. f.w,M U0 UUD Kn.^0V..0 UV VIIIIUI. V VU1IU
para as duas sesses de Iguarass, sao dous me-
zere dous para as duas correcces em Olinda e
Iguarass, temos doze mezes, um anno
pleto. Que tempo resta?
O Sr. Luiz Filiope;Agora divida por dous.
O Sr. iartins fereira :Seis mezes. Mas per-
gunto, esses dous juizes podem trabalhar ao mes-
mo tempo? O nobre deputado nao sabe que se
nao pode abrir a segunda sesso de um termo,
em que tenha ldo lugar a primeira dos outros?
o juiz de direito s se oceupa com oslrabalhos
ido jury, nao tem oulros alazores ?
O Sr.^Ltttz Filippe :Tem muito pouco.
O Sr. 'Marlins Vereira;Tem muiios quando
quer Ira bal ha r, e muita responsabilidade.
O que nos vemos que os juizes de direito da
capital deixam sera soluco processos como suc-
cede com o processo dos'ex-uffii iacs do corpo de
polica que nao foi ainda decidido; porquo nao
lesa lempo pa/a os julgar; pois materia grave,
qucprcci6a deestudo
E tanto Islo verdade. que os doua juizes que
S^fS n,0.oee"*Hrer assua^obrigaces.
que desde 18j4 nio t* correceo no Recite ten-
do o juiic direito obpco de fazer urna cor-
xeccao lodo os annos fiSdd lrmo
necessidades de Pernambuco deviam ser satis-
feitas.
Agora, Sr. presidente, mo3lrarei que com a
creaco de semolhaiilc comarca cm nada scro
(Teclados os cofres geraes, sacrificio ncnhuin
se far, porque como sabe a casa raui bem,
Olinda lem o scu juiz municipal, Igurass tam-
bem presentemente tem o scu juiz municipal,
havendo ainda nm promotor publico (que sene
Cumulativamente nos dous termos.
Ora, se esses embregados s com a cxislenc.a
dos termos esto sendo pagos desde muito pelos
cofres geraes, com a creano da comarca,que dcs-
peza se augmentar?? ilous conlos* e quatros
centros rail rs. cora a uomeaco de um juizile
direito 1
Sercrvel Senhores, quo esta assembla vo-
l contra o projecto, do qual resultara tanljs
beneficios, para economisar-so animalmente o
ordenado de um juiz de direito?
Parei'c-mc que esle ponto fica cabalmente de
monslrado, fica bastante explicado em sentido
favoravel ao projecto.
Sr. presidentea, sbcm ledos da grande ex-
lenco da comarca do Recfe, que segundo re
parece de 16 leguas, sabem todos que u ter-
mo de Iguarass divido com Goianna pelo eu-
genho b distante desta cidade 8 leguas.
Um Sr. Deputado : E o nobro depulaio-
acha esla distancia muito grande ?
O Sr. Izidro de Miranda : He para a po-
pulano da comarca do Recfe. e para os afuma-
res que leem os juizes de direito da mesma.
[Ha um aparte )
Nao se persuada o nobre deputado que se n-
pre deve iufluir para as divisos das comarcas a
grande exlcnco das mesma nao, deve-se ter
em consideracao verdade a exlcnco, porm o
que mais convem attender, a sua populano,
por que quanto maior for esta mais negoiios
forences havero, menos lempo por conie-
quencia restar aos juizes de direito para se
oncuparem do quo por lei lhes incumbido:
nao por cerlo, Sonhores, nao ser a quanlia de
dous conlos e quatro ceios mil ris que se (lis-
pender cora um juiz do direiro que affect eos
cofres pblicos geraes.
Um Sr. Deputado Com o grande ordena-
do de dous contos e qualro ceios mil rs! !
O Sr. Izidro de Miranda : Que grande
quanlta esta, Sr. presidente, em vista ao
grande beneficio que tora do resultar coa a
creano da comarca ?
Sr. presidente, um juiz de direito, n'uraa co-
marca populosa como a do llecife mesmo
dous como sao, nao podem dispr
suIHcicnle para bem cumprir cora suas obriga-
coes: que lempo reslar a esses magistridos
para presidirem as quatro sesses do jury era
Olinda o Iguarass? Que lempo reslar paia as
com- correcces all? nenhum, nem so pode dizer
seriamente que muilo lempo resta aos juizei de
direito.
O Sr.Luit Filippe: O nobre depulado pnvou
que tiiiha.cadajuiz de direito oito meses do des-
canso.
O Sr. Izidro de Miranda : Ento o juiz de
direito s se oceupa em abrir sesses de j iry ?
Nao despacha autos, nao toma conhecinuritos
de recursos, nao julgam as causas commeiciaes
que dizem respeilo -s quebras, nao conhecem
do abeas Corpus ele etc. ? Fois ha d j vir
um homem morador nos confus de Iguarass
procurar juslica com lodo o encommodo no
Reicfe podendo t-la aili ?
Um Sr^ depulado: Quem ebega a Cunda
chega ao Recjfe.
O Sr Isidro de Miranda: Mas su p pon ha
que nio est o juiz no Recite quo est p(r ex-
eraplo era Sao Lourenco da Malla, em janto
Amaro Jaboalo, era Muribeca, que est meav>o
em arrabalde da cidade um poucp csqjtsitoi
a quem se ha de recorrer com pressa pan um
ha Leas corpui?
Um Sr. Deputado: Quera disse isso ao nobre
deputado ?
O Sr. Mello Reg (Raphael) :Pessoa do l, e
habilitada para dize-lo.
m Sr. Deputado :Masosganhns de escrivo
nao tem nada com a admiuislraco da jus-
lica.
(Ha diversos apartes.)
O Sr. Mello Reg Raphael): Isso prova que
nao ha l muilo o quo fater, e consegumtemente
que nao ha occessidado de dividir-se a co-
maica.
Quanto comarca da Boa-Vista anda nao ou-
vi urna razo convincente, apenas o que se alle-
ga ser a comarca muito grande.
fu* Sr. Depulado : Se a creaco de comar-
cas deve ser fuita em razo de exlensuo territo-
rial, parece que esta esl no caso, i
Oulro Sr. Depulado Boa-Vista/ tem 90 le-
guns de norte a sul.
O Sr. Mello Reg [Raphael) :|No lanto ; e
anda assim, tanho miuhas duvic* s.
(Ha um aparle.j '
Ora, em Mallo Grosso ha comarcas que lem
mais de cem leguas. i
(la oulro aparte).
K' urna resposla ao argumento do extenso.
V. Exc. sabe e sabe a maioria da casa, que al
ha um projecto na cmara dos Sis. depulados
quo crea urna nova provincia nos limites do Per-
nambuco, Baha e Minas, entrando na sua com
posico essa comarca da Boa-Vista.
Um Sr Deputado :Melhor, quando r creada
j achara essa comarca.
>J Sr. Mello Reg (Raphael) Para que, pois.
ha vemos de nos estar fazendo j alte raides sem
saber que parte nos Ucar dessa comarca da Boa-
Vi ,t,i ?
0 Sr.,/ira-nda : A comarca da Boa-Visla
maior que algumas provincia do Brasil.
0 Sr. Mello llego [Raphael):Al maior que
alguns estados da Europa, mas isso por si s nao
unifica a dviso da comarca : sao precisas ou-
tras razes que anda nao foram expostas.
Sr. presidente, em vista disto eu quera con-
cluir, que se deve ouvir o governo a respeilo dea-
t projecto ; que so devera solicitar informaces
que ainda nao tivemos, e que s o governo nos
pido dar. (Rccl-imaces.)
Os nobres depulados persuadem-sc que o re-
querimento tem por lim procrasliuar a adopeo
do projecto. Mas nao ha tal, Sr. presidente.'O
governo pode dar-nos eselarecimeulos muilo
vanlajosos, muilo apropriados a convenientes, e
por sso quo eu offerego o meu requerimcnlo.
(Ha ura aparte.)
Quera diz ao nobre depulalo que isto pro-
ttlaco ?
0 Sr. S. de Miranda : E que fim lem islo ?
O Sr. Mello Reg [Raphael) :O nobre denu-
tndo quer entrar no meu pcnsamenlo, trar as minhas intenges ?
Eu declaro que nao eslou habilitado para vo-
tar sobre a materia, o por isso vou otlerecer o
meu rcqiierimenlo, para que se ouca o governo.
Vai mesa e apoia-se o seguidle requeri-
tienlo !
Rcfaoiro que se pegara informaces ao go-
erno da provincia acerca do projecto cm discus-
so.S. R.Mello Reg.
O Sr. JV. Porlella:Sr. presidente, nao con-
curr com a minha assignaluia para o projecto que
se discute, mas sou obrgado a dar-lhe o raen
"oto o a coniorrer com o meu contingente na
discusso para que seja elle approvado, porquo
jiu dos projectos uteis que nesta sesso so leem
'presentado. (Apoiados.)
Nao desconliecida, Sr. presidente, a neces-
sidade que ha do urna modilicaco as divisos
relativas administrago do juslica entre nos.
preciso nao ter conheciniento do estado da pro-
vincia para desconbecer a necessidade da urna
allcraeo no que respeita a dviso judciaria ; e
eu desejo tanto mais a adopeo do projeclo.
quanto vejo quo ello ainda nao esl completo, que
comarcas ha que devera tambem ser subdivididas
al ni das do que trata o projecto.
Um Sr. Deputado :Rio Formoso, por exem-
plo.
O Sr. N. Porlella : Ro Formoso,. ver-
.dade.
Ora, apreciemos do per si cada urna das comar-
de le upo cas do que Irata o projecto.
A de Olinda cpmprohcodcndo tambem Igua-
r.issn': ha idea mais til, mais necessaria de ser
adoptada pch assembla do quo esta?
Um Sr. Depulado:J cabio nesta casa.
O Sr. Souza Reis:Quando ?
Um Sr Depulado:Era 1847.
0 Sr. N. Porlella :Sr. presidente, nao ig-
norado que a comarca do Recife lem dous juizes
do direito, e que a estes cabe presidencia das
dillcrenles sesses do jury, que devem ser feitas
nesta capital; nao desoonhecido tambem que-
muilos individuos existen processados para cn~
trar no jury c que nao sao julgados, porque o nu-
mero das sesses nao sullicenle para o julga-
mento dos processos preparados
Um Sr. Depulado: Quasi nunca so azom 6
sesses.
O Sr. R. de A l me i Ja :Pora a prxima sesso
ha promptijs 50 processos do reos presos.
O Sr. ff. PorUlla;Segundo diz o nobro de-
pulado hi um numero muilo rrescido de proces-
sos preparados para entrar no jury, e entretanto
porguuto, porque razio so d este fado?
Um Sr. Depulado :Porque ?
0 Sr- lf. PorUlla:Porque os juizes de direi-
lo sao obrigados a abrir o jury duas ieie$ em
Plinda, duas em Iguarass'...
0 Sr. I Filippe: ~ 0 Sr. Marlios Pcreirs
dignidade
lomara merecedores de nossas alUnges.
O Sr. Luis Filippe:Eu quando vejo urna
omissao do deveres, atlribuo-a a'quem aco-
radle.
O Sr. t. Portclla:Quando nao sao cenhecl-
das as causas que a deterininam, bem pode isso
ler lugar; mas nao no caso presente quando eu
reconhego que essa omissao devida a supera-
bundancia de trabalho.
Esses magistrados leem ainda de julgar os re-
cursos que veera de Olinda e Iguarass....
Um Sr. Deputado :Rena ainda o auditorio
de guerra que esl anexo a 1.a vara.
O Sr. N. Porlella:Diz o nobre deputado
muito bem ; ha tambem o auditorio de guerra,
que obriga o juiz a assistir aos conselhos qu
imillas vezes levara 3 o 4 dias, que roubam o lem-
po ao juiz de direito que quasi sempre estnesse
servico.
Por oulro lado qual c a potigo d'aquelles que
leem seus negocios a tratar com o juiz de direilo,
quando por exemplo tem elle de ir para Iguaras-
s abrir u jury?
Que despezas nSo necessaro fazer para se ir
procurar o juiz do direito quo se acha oceupado
n'oulros trabalhos fora da capital ?
V-se ainda que a populaco dcsla capital
rauilo numerosa, nao est na proporgo da popu-
laco das outras comarcas.
Um Sr. Depulado : Por isso tem dous.
O Sr. A*. Porlella :Mas aiuda assim, nao est
guardada a proporgo.
Sr. presidente os'termos de Olinda e Iguarass
sao bastante populosos, conleem era si urna cida-
de de nao pouca importancia o muitas outras po-
voaces.
UmSr. Deputado :Acha muito grande o ter-
mo de Iguarass?
0 Sr. N. Vo'rtella :Nao seise grande de mais
mas sei que unido ao de Olinda. forma urna co-
marca importante equo essa dviso lem do tra-
zer grande ulilidade administraco da jus-
lica.
Vejamos porm urna outra comarca que tam-
bera se trata de dividir, a da Ba-Vista. lia por
ventura quem possa contestar nesta casa, que a
comarca da Ba-Vista c a mais extensa que exis-
te na provincia, que urna comarca que lem 70
leguas de extenco e 40 de largura e que parlin-
do dos limites da de Pajea vai at confinar com
o Piauhy, e com Minas?
E' desconhecido tambera quo essa comarca
contendo 4 termos nao podo ser bem administra-
da por ura s juiz de direito? Como senhores,
querer-sc quo urna comarca lo extensa tenha
ura s juiz de direilo que cumpre exactamente os
seus deveres?
dous
dous
Sr. presidente, eu pronuncio-me" assira acerca
da comarca da Ba-Vista porque sei mesmo, que
os juizes de direito quel leem estado, apesarde
muilo bous desojos de fazer effecliva a acno da
Justina, leem luntado com dilficuldades, porque
nao possivel abiir as sessc3 do jury nos dilte-
rontos termos as vezes que manda a lei.
Um Sr. Depulado : E a do Garanhuns ?
O Sr. iV. Porlella :Senhores, eu nao tenho
conhecimento especial da comarca do Gara
nhuns, mas posso chimar em apoio do projecto,
as opiniesdos honrados membros, que em ou-
tras occasics se leem pronunciado pela creano
de termos naquella comarca, as opinies a'jui
manifestadas o anuo passado quando se discuija
o projecto que creava termo em S. Bento, o que
roe faz crer que ha motivos sufilcientes para a
divisao dessa comarca, que me preco ser muito
extensa
Pode ser que a raaneirj por quo se pretende
dividir essa comarca nao seja a mais convenien-
te, maso que se trata na primeira discusso de
apreciar a utiliJadc do projecto, elle c til, po-
demos na segunda discusso modifica-lo segundo
for julgado mais conveniente.
Eu diste, Sr. presidente, quo o projecto um
dos mais uleis que so leem aprescniado nesla
sesso e quo Ihe presto o mou voto, e estou dis-
poslo acoucorror com o meu contingente na
discusso c acresrentei que na segunda discus-
so ou terceira preciso addicionar-lhe mais al-
gumas subdivises. Assim, por exemplo, a co-
marca do Rio Formoso urna das que eslo no
caso de ser divididas.
E' uina comarca quo comprehende quatro ter-
mos importanlissimos, e 5 freguezias : deve ser
divid jia de modo que o termo do Barreiros for-
me nova comarca com o de Aizua Pretn, que o
termo da estrada de ferro e cujo progresivo aug-
mento reclama sem duvida que hja urna subdi-
viso.
A comarca do Rio Formoso comeen dos limi-
tes da freguezia de Ipojuca, a 12 leguas distaute
desta cidade, e etendo-se at os limites da pro-
vincia com o de Alagoas.
_ O morador de Serinhem lem muitas vezes de
sujelar-sc caminhos iutrnsiUveis para en-
contrar o juiz do direito em Barreiros ou om
Agua-Prela : c o mesmo succede aos du Barrei-
ros eAgua-Prela quando o juiz est no termo de
Serinhem.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. N. Porlella :A comarca do Ro For-
moso o a do lita-Vista eslo no caso do ser sub-
divididas indispensavelmenle ; a do Garanhuns,
pelo que ouv o anno passado nesta casa, tam-
bera esl no mesmo caso ; e quanto de Olinda,
e de tanta necessidade, lo manifosla a ulili-
lidade, que dizer mais urna palavra a respeilo se-
ria intil. (Muilo bem, rauilo bem.)
Tendo rrado a hora, llca a discusso adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, e le-
vanta a sesso.
SESS.lO ORDINARIA EU 31 DE MARCO.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao incio dia feila a chamada e achando-sc
presentes 33 senhores depulados, abre-se a
sesso.
Lida a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario do governo, remet-
iendo a copia das informaces ministradas pelo
administrador da casa de delenco pedidas por
esla assembla a quera fez a requigigo.
Outro do Sr. depulado Francisco Carlos Bran-
do. participando achar-se doenlc.Iuteirada.
Um requerimcnlo de Manoel Barhoza da Silva,
arrematante de imposto de 2j500 por cabega de
gado vacum coosummdo no termo da Victoria
e Escada, explicando contra o despacho proferido
pela assembla em sua petigo em que pedia o
abate do tergo da qnaulla por que arrematou o
mesmo ramo.A' commisso de orgamenlo pro-
vincial.
dem do diversos moradores do lugar denomi-
nado Pesqueiras do termo de Cimbres, represen-
tando contra as posturas approvadascm 1653.
A' commisso do negocios de cmaras.
Oulro de Francisco Vieira Luna continuo da
secretaria oo governo pedindo um anno adianla-
do oc seus ordenados Tazendo-se-lhe o descont
da quima parte.A' commisso de pelicoes.
Sao julgados objecto de deliberaco e' manda-
dos imprimir o projecto de orgamenlo municipal
e bem assim o seguinle :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco resolve :
Ar!. nico Fica creada urna endeira de
primeiras letras para o sexo feminino em Villa-
JSolla, revogada a disposgo em contrario.
Salados commisses 3 de abril de 1860.
Dr. Manoel de Figuera Faria.
Art. 1. Fica fazendo parle da renda provin-
cial o dizimo de caplm do municipio de Aecife,
e imposlo de carros, carrogas e mnibus men-
cionados nos 23. 21, *5, 26.27 e 28 do art. 22
" el municipal urgente.
E approvado sem debato o seguiote parecer
A commisso de constituico e poderes exa-
minando o diploma do Sr. depulado Paulo de
Amorim Salgado Jnior, e achando-se legal o
reconhecido a idenldado do mesmo senhor 'do
parecer que elle lome sssmto.
Sala das commisses 3 de abril de 1860.A
Epaminondas de Mello. Barros de Lacerda.
Achaudo-se na anti-sala o honrado merabro a
quem se refere o parecer cima, presta juramen-
to com as formalidades do estylo.
ORDEM DO DA.
Segunda discusso das emendas offerecidas em
terceira ao projeclo do fixaco de torna poli-
cial.
Nao havendo quem pera a palavra sao as
emendas submeltidas a volarn e approvada a do
Sr. MaTlir.s Pereira e rejeitada a do Sr. Gili-
rana.
Continua a primeira discusso do projeclo n.
13 que crea diversas comarcas.
O Sr. Costa Dourado : Sr. presidente, ped
a palavra para impugnar o projeclo em discusso,
que subdvide tres camamas, porquo os nobres
depulados signatarios desle projecto, nao apre-
sentarara razes satisfactorias, que juslilicasscra
a conveniencia dessa subdiviso.
O Sr. Gitirana: No pensar do nobre depu-
lado.
O Sr. C. Dourado :la nao entro na discus-
so seno para me habilitar a votar por esta ou
aquella subdiviso so eu entender que ha nisso
conveniencia: mas na subdiviso das tres co-
marcas mencionadas no projeclo, da maneir por
que foi elle apresenlado. eu nao posso concor-
dar e para esclarecer-me, que eu iucelo a dis-
cusso, para se os nobres depulados me conven-
cerem, eu prestar meo voto ao projecto, e do
contrario votar cm sentido diverso.
Eu uo duvidaria prestar o meu vol ao pro-
jeclo sese#lraiasse lo somente da subdiviso da
comarca da Boa-Visla, porque na verdade ella
extensissima e para que a acno da juslica soja
prompta, preciso que csia "comarca se" subdi-
vida ; cu nao duvidaria Umbem prestar o meu
voto se se iratassc larabem da subdiviso dos ter-
mos de Olinda e Iguarass, mas nao posso votar
em consciencia sobre a subdiviso proposta da
comarca de Garanhuns.
Um Sr. Depulado : Em segunda discusso
pego a volago por parles.
Sr. C. Dourado:Mas eu qucio explicar-
me para poder volar.
A comarca de Garanhuns, Sr. presidente, c
coir.posta actualmente de dous termos, o termo
de Buiquc e o de Garanhuns, ltimamente esla
assembla creou mais dous, alias muilo auuexos
ao de Garanhuns ; mas a comarca como eslava
dividida, em dous termos, nao dava que fazer, e
a juiz de direito fazia as quatro seises do jury
em tempo conveniente, sobrando-lho muilo e
muito tempo.
Um Sr. Deputado :E as correcces ?
O Sr. C. Dourado : Nisso oceupava
mezes.
Como eslava dividida a comarca, linha
escrives e um primeiro e segundo labellies, ura
ancumulando a escrivaninha de orphos lirava
dahi nieios de subsistencia, mas o oulro estava
entregue quasi que indigencia. Ora, crendo-
se quatro termos e duas comarcas, lorna-se ne-
cessaro mulliplicarem-se esses lugares de escri-
ves e de que podero viver esses empregados
dada essa creaco ? O termo do San-Bento ha
pouco creado, nao lem um s processo civil no
foro, c os inventarios que all se fazem nao pas-
sara de dous por anno. Da mesma sorie os pro-
cessos nrimes sao lo poneos, avulla lo pouco a
ostatislica criminal, que muitas vezes se abre o
jury sem haver um nico processo de presente
em San-Benio, hoje villa.
Um Sr. Deputado : Isio prova a favor da rao-
ralidade da populano.
O Sr. C. Dourado : Poder-se-ha dizer, que
ha extenso na comarca de Garanhuns, mas a
estenso por si s, uo pode aulorisar a dviso
da comarca cm duas.
O Sr. Theodoro da Silva :Nao das mais
extensas, lalvez egoal do Bonito.
O Sr. C. Dourado: Os nobres signatarios
do projecto. eu os creio na boa-f, mas quando
elles ocopfeccipnaram^iio linham conhecimen-
to do que a comarca de Garanhuns, do con-
trario o Sr. Marlins Pereira para ser coherente,
deveria tambem propor a subdiviso da comarca
do Bonito.
O Sr. Martins Vereira : Existe um projecto
nesse sentido desde 1855.
O Sr. C. Dourado: Proporia mesmo a subdi-
viso da do Rio Formoso, mas propor a subdlvi-
da de Garanhuns, me parece uina inconvenien-
cia. Para que propozessem a subdiviso desta
ou daquclla comarco, era preciso que os nobres
depulados livessem os dados estalislicos, era pre-
ciso que soubessom o numero de processos que |
nessa comarca se instaurara lodos os annos, o i
numero de inventarios a que se procede...
Um Sr. Depulado :Por essa forma nunca se
diridiam as comarcas.
O Sr. C. Dourado :... porque ento que se
podia saber se a dviso era ou nao conveniente.
E domis, senhores, para que a crcago de
novas comarcas? Nao sabemos que o anno pas-
sado em pleno parlamento por occasiao de pro-
por-se o augmento dos ordenados dos juizes de
direilo se allegou que os cofres eslavara exhaus-
tos, que nao podia dar-se o augmento desses or-
denados to reclamados, to uecessarios para es-
ses magistrados?
O Sr. Marlins Vereira :Pernambuco manda
para a corle quatro mil contos.
O Se. C. Douradv :Crearem-se novas comar-
cas, seria crearera-se mais eulraves, mais em-
baracos para esses magistrados. Na casa existom
alguns juizes de direito, mas nenhum delles dir
que pode viver com a decencia e independencia
necessaria, tendo o ordenado quo actualmente
lera. Propoz-se o augmento dosles ordenados,
mas allegou-se que os cofres nao linham dinhei-
ro e por conseguinle creando-se novas comarcas,
sao uovos osembaragos, novos eulraves para es-
ses funecionaros.
Um Sr. Depulado :Os embaranos sero para
os cofres, nao para os juizes.
OSr. C. Dourado ;Mas tambem para os ma-
gistrados, porque nao tero um ordenado suITl-
cieuto para suas necessidades e creando-se, di-
vidindo-se o subdvidindo-se comarcas, esses or-
denados se multiplican) e por conseguinle nunca
se poder dar-se o augmento lo necessaro para
todos esses magistrados.
Quanto a comarca de Garanhuns, cu nao vejo
conveniencia alguma; quanlo do Olinda eu nao
lenho perfeito conhecimento, com quanto seja -
Iho desta cidade, mas me parece que tambero nao
urna necessidade palpitante.
Um Sr. Deputado :Foi hontem aqui demons-
trado.
O Sr. C. Dourado .Podo dzer-se que pre-
ciso que se ag*m all as sesses cora regularida-
de, mas ou me parece que so ellas o nao sao
porque se nao querem fazer e nao por falta de
lempo. (Nao apoiados.)
Pulo calculo apresenlado pelo nobre depulado
hontem, nao ha falla de lempo e se v, quo se os
juizes de direilo da capital quizessem regularmen-
te trabalhar, todas as sessns senara feitas em
lempo conveniente e quando muilo o quo se
tornara necessaro seria a creaco de um segun-
do pron olor na capital, mas nao a creaco di
urna vara de direito para a comarca do Olinda ..
Iguarass. v
Assim, eu presto o meu voto consciencioso
quanlo comarca de Boa-Vista.
O Sr. Vinto de Campos :Apoiadn, logo vi que
conclua assim.
O Sr. C. Dourado :.... c espero pela discus-
so, pelo que os nobres depulados dsserem para
poder dar o meu voto consciencioso a respeilo
das duas outras comarcas.
(Coni/iuar-s-na.
cllacao. sem a folhi queacobria, de mnnera
que acha-se inutilizada.
A mencionada administrago, visla do ex-
posto, ja dihgio-se ao seu advogado, a fim de
que elle trate de intentar o procedimento que
couber no caso, contra o autor desse atten-
lado.
Hoje ha espectculo no Ihcalro de Santa
Isabel, beneficio da actriz Isabel Mara Nunes
d'Oliveua, que leva scena a comedia-draira,
intituladaO segredo de urna familia.
O espectculo tem de ser ititcrmeiado do
urna aria nova, o de algtns pasaos ou dan-
sados.
Na olaria, que tica prxima ao becco das .
Barreiras, d-so lodos os sabbados um samba do
escravos, que pe os moradores daquelles arre^
dores n'um vrrtfadeiro incommodo ; pois quo
todos sabem que a msica vai pouco desenvol-
vida entre os Cilios d'Afrtca. que pospem a
harmona ao estridor d'um completo charri-
O dono daquella olaria deve fazer com quo
cesse semelhante facto, sendo para admirar quo
j se nao tenha feilo alguma cousa Hesse sentido.
Hoje porlrnto reclamamos por esla medida, que
nao deve ser dilirida por mais tempo.
Entrou hontem de Macci o hiate de guerra
nacional Varahibano, perlencenle eslago na-
val desta provincia, e commandado interina-
mente pelo Sr. piimeiro lente Ernesto Igna-
cio Cardm. Hoje deve assumir o seu commondo
effeclivo o Sr. primeiro lente Nicolao Caruciro
da Rocha. Consta que este navio precisa do
grandes reparos, e que o maslro grande nietli-
do, novo, em outubro ultimo, est rendido.
Sabio cm commisso o vapor de guerra na-
cional Gequitinhonha.
Fallcceu hontem no enfermara de marrana
desta provincia o Sr. commissario de segunda
classe Antonio Jos do Carino, embarcado no
vapor Thetis. Acompanharam o seu enterro to-
dos os ofliciaes de marinha da estago desemba-
rgados do servico.
Nao se cntende com o fr. Jos Francisco
Larra, estabelecido com loja do fazends na ra
do Queimado, n. 34 : a priso que fez o Sr ca-
pito Teixcira na villa do Cabo, segundo demos
cm nossa Revista de 9 do concille ; e sim com
urna oulra pessoa de igual nomo que para all;
morava
For?m rcrolhidos casa do detengo nr>
dia 31 de margo lindo, 2homcns livres, 1 escra-
vo c 1 mulherescrava, a saber : 1 ordem do
delegado do primeiro districto, 1 ordem do de
lerceiro e2 oidem do subdelegado da fregue-
zia de Santo Anlonio.
Foram recolhidos mesma nos dasl, 2, 3
c7 do correle, 22 homens e I mulher, sendo
17 livres e 6 escravos, a saber : a ordem do Dr.
Cheto de polica 3, ordem do juiz municipal da
primeira vara 2, ordem do delegado do pri-
meiro disl'icto 2, ordem do subdelegado da
freguozir>4o Recito 4, ordem do da freguezia
de S.Jos 4, ordera do da freguezia de Santo
Anlonio 1, ordem do da freguezia da Boa-Visla
6, e ordem do da freguezia de S. Louren-
no I.
Foram recolhidos mesma nos dias 5, 7, 8
e 9 do correnle, 26 homens e 1 mulher. sendo-
18 livres e9 escravos, a saber : 9 ordem do
Dr. chefe de polica, 1 ordem do delegado do-
lerceiro districto, 4 ordem do subdelegado da
freguezia do Recife; 2 ordem do da freguezia
do S Jos, 5 ordem do da freguezia de Santo
Antonio, 5 ordem do da freguezia da Boa-Vis-
la, e 1 ordem do da freguezia da Varzea.
Ccltira seu estiu'e.Quando se apreciara
no mais alto ponto as vanlagens resultantes do
adobo das trras em grande escalla, quando os -
agricultores procuram por todos os meios ao seu
alcance augmentar a massa dos seus eslrumes, e>
natural o espanto primeiro, e, depois. vivas ques-
les em presenn.a das experiencias e dos resulta-
dos dolas oblidos por um innovador, que, ha
treze annos obtem colheitas magnificas de Irigo,
muilo adubado os seus campos nem com um pu-
nhado do eslrume.
E se algumas pessoas anda negam a possibili-
dade de opplicar o modo de cultura do pastor do
Lois-Wceilon de urna manelra geral, se persis-
(em eni nao altribuir scu resultado seno a cir-
cumslancias excepcionaes, ainda assim, forcoso 6
confessar o facto constantemente observado em
treze annos consecutivos, nunca contrariado, e
qqe se traduz tormo medio, por*28 hectolitros,
quasi ciuco moios, em hectare, ou quasi duas
geiras de trra.
A Revista Agrcola de Inglaterra consagra ura
longo trabalho ao exanie deste systcma, e celia,
que aprsenla as regras a seguir adoptadas pelo
lavrador de Lois-Weedon.
Neste novo systema s se lavra melado do cam-
po pelo seguinle modo :
Tres flleiras de trigo, e urna tira de trra do
alquoirc de meia largura igual ao terreno oceu-
pado pelo trigo ; no anno seguinle, semeia-se a
tira em alqucire e fica a que deu a colheila por
semer; islo repeio-sc todos os anuos sempro
alterando as liras de Ierra.
Nada porm se olferece de novo era quanlo a
esta parle ; o quo na realdade novo, a ma-
neir porque se faz o alqueire.
Elle lavrado, gradado, deslerroado, de ma-
neir que a carnada propria para o arado esteja
constantemente limpa e exposta aeco dos agen-
tes atmospheriros. Alm disto, o ntervallo do
cada linha de trigo cuidadosamente sachado, e
por dous cortes de charma dados pelo alqueire,
surriba-se direila c osquerda cada urna das
flleiras de ps de trigo que a guarnecem. Final-
mente em periodos certos revolve-se o alqueiro
fazendo passar para a sua superficie a Ierra do
fundo, e niisiurando-a rom a trra secca de ci-
ma. Retirar dos profundidades, onde ellas jazcm
inuteis para a vegclago as materias mineraes,
que a Dataren lem accuraulado, submclle-las
acgo vivificante da atmosphera, c preparar desto
modo no alqueire os raateriaes da colheila do
anno seguinte, eis a chave do novo systema, o
qual, absolutamente fallando, nao como dizcmr
urna cultura sem eslrume ; pois queja adiminis-
ira-se a planta a riqueza escondida abaixo do
ponto, onde penetrara as raizes.
A vantagem deslc methodo cotilleada,-as
despezas da lavoura bem compensadas sao pela
economa do eslrume, e feita bem a conta o la-
vrador lem ludo a ganhar e nada a perder, se o
terreno se compadece com o novo systema.
Passagpiros do vapor portuguei Portugal,
entrado dos portos do sul: A. U. Canuto, M.
Picrre, Hugo Behrte.
Passsagoiros do hiate de guerra nacional
Varahibano, entrado de Macci : D. Adelia Maia
Lopes de Santa Roza. D. Belisaria Maria da Silva
Mcnezes, D. Candida Josephe da Conreigo.
Passagciro do patacho nacional Auna, en-
trado do Rio Grande do Sul: Ulyssos Florindo da
C. Oliveira.
Mata no cu o publico :
Mataram-so no dia 10 do correnle para o con-
sumo desla cidade 88 rezes.
M0RTALIDA08 DO DU 10 DO CORENTE
Antonio de tal, preto, solleiro, 30annos; pul-
raonite.
Gregorio, pardo, 1 mez; lossc.
Jos da Silva, branco, 27 annos ; febre ama-
relia.
A'iitonio, branco, 1 anno; glndulas.
Mara Francisca do Livramenlo, parda, sollei-
ra, 60 annos ; phlysica pulmonar.
Jos, branco, 14 dias; convulses.
Crispiano, branco, 5 annos; apoplexia celobral.
Francisco, branco. 6 mezes ; convulses.
p Hospital db caiudadb. Exislem 62 ho-
mens#55 mulheres uacionaes, 5 homens eslran-
geirof total 122.
Na tMalidade dos doentes exislem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10homeiis.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgo
Pinto s 8 horas e 40 minutos da roanha, pelo
Dr. Dornellas s 8 horas e 10 minutos da raanha
do dia 10 do correnle.
da
nico. O dizjmo de capim Oca substituido
pelo imposlo de oito por cenlo sobro o rendi-
mcnlo annual de terreno plantado.
Art. 2." 0 reparo das ras da cidade do Ra-
cifo bera como dos caes e pontea ficara'a cargo
da reparlico das obras publicas correndo a des-
peza por conla dos cofres provincia e revogado
o art. 2 da lui n. 350.
Art, 3.- Ficam revogadas as disposiges era
contrare.
< Paco da assembla preriacial 3 de abril de
t REVISTA DIARIA.
Achava-se designado o dia 20 do correnle pa-
ra a segunda sesso judciaria do jury desle ter-
mo no correnle anno.
Esta sesso deve ser presidida pelo Sr. Dr. juiz
do direito da segunda vara crime desla capital,
Anlonio Francisco de Salles.
A 15 deste mez tem de finalisar o prazo
marcado pela directora geral da inslrucgo pu-
blica para a regularisago dos estabeleciracnlos
de ensino particular, e habilitago dos respec-
tivos professores 011 directores, na forma das
insirucges de 11 de junho do anno pret-
rito.
As pessoas, s quaes disser respeilo aquello
disposto legal, que deixarem-n'o do observar, fl-
carao sujeitas s penas comminnadas na lei ro-
gulamenlar da inslrucco publica, n. 369.
luformam-nos que a peligao inicial, com
que a administrago geral dos estabeleciracnlos
do caridade intenlou a nova acgo contra os her-
deiros do finado marqwea do Recite, acerca dos
bens perlencentes ao hospital do Paraizo, (ora
encontrada no car ton o do escrivo Albay.de dia
lacerada 110 lugar da dislribuicao e em parte d-
/
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se houlem d
seguinle :
Requcriraenlo de Thomaz Jos da Silva Gus-
mo, thesourciro da thesouraria provincial, pe-
dindo urna prorogago de seis mezes, da licenca
com que se acha na Europa.
Dito de Miguel Jos de Lyra, pedino urna sub-
venno para sou filho ir esludar engenharia na
Europa.
Parecer da commisso de petigoes, olferecen-
do um projeclo que concede um auno de li-
cenca, com ordenado, a Jos de Barros Correa
Sello, Del do thesoureiro do consulado provin-
cial. .
Dito da de orcamento provincial, dizendo quo
se deve considerar como despeza provincial, a
feila cem a viuda de irraas de caridade.
Dito da de obras publicas, pedindo seja ouvida
a repartigo respectiva, acerca da prelengo do
Francisco do Reg Maia.
Projgcto do Sr. deputado Coelho Cintra, mar-
cando o prazo de seis mezes para a liquidajo da

1."

t
*
riuii mi


a!.."
'doCUUWfelMMlUMO, 4H1U IB*l*W*t-
dencias respeilo.
Dito do Sr. diputado Souza Garvalho, transa-
xnira em discussao o parecer diado acerca de
Antonio (ipncalfcs de Moraes, o qual approva-
do 8em debate.
Passa-se segunda discussao do projecto que
concede dez contos de res >o instituto agrcola.
Orarara os Srs. Igoario de Barros e Luiz Pilippc
contra ; e Nascimcnlo Porlella a favor.
Achnio-so sobre a mesa, sao lidos eapoiados
os seguinles requerimenlos :
Reqoeiro que se adde adiscusso dos pre-
sentes projeclos, por espaco do 48 dias.S. R.__
Epaminondas de Mello. >
Requeiro que os projectos era discussao se-
jam subuiotlidos apreciadlo das commisses
reunidas e agricultura e fazenda, para sobro
ellos interporeni scu parecer.S. R.Mello Re-
g (Haphael).
Postos o votos sao ambos approvados
Entrando em primeira discusco o projecto
v. 35 deste anno, que rene os engenhos Sole-
dade, Uniao, Jatob, Jussaral, Miiricoca, Drome-
dario, Vicente Campello, Santa Cruz e Minas No-
vas, ao termo da Escada, o Sr. Pereira de Brito
pede os motivos que actuaram para que a com-
misso de eslatistica apresentasso o projecto em
discussao, ao que respondeu o Sr. Nascimcnlo
.Partella, como membro signatario, dando razos
justificativas.
Achando-se dada a hora, e com n palavra as
Srs. Epaminondas de Mello e Sobasto Lacerda,
o Sr. presidente declara addiada a materia, ie-
vantando a sesso, e dando para ordera do da de
hoje :
Primeira discussao do projecto n. 23 do cor-
renlc auno, que concede quatro loteras de cento
vinte contos de ris ao collegio do Bora Conse-
lho desla cidade.
Segunda da do u. 3 dcsle anno que eleva ca-
thegoria de villa a povooco de Panellas.
Tercera da do n. Si de'1859, que crea o termo
de Itamb.
Communicados
4o aqueles HaoyuMpwuii a* relyruU^omga7o7
deixaodo de ler em boa guarda, de Tigiar e zelar
os gneros evitando assim n sus deterioraco
temos o or 91 do citado cdigo, que di as de-
vidas providencias, impondo penas pelos extra-
vos, que possam apporecer; portento estas es-
lava sugeito o denunciado, ge no prazo preciso
nao desse conta do producto dos 81 saceos de as-
sucar. logo nenhum carcter de estellionato teve
o precedimento do deuunciado, que nao tendo
em vista defraudar o proprietario, proceden em
regra era todos os pasaos que dera para o embar-
que do assucar, sem nada occultar, dando antes
publicidade do seu acto como se v do mencio-
nado documento a lis. 47 : e mesmo quando em
tal caso se quizesrprocedar criminalmente, nao
podia o denunciado estar incurso senao na se-
gunda parte do arl. 265 do citado cdigo, flcando
assim inhibida a promotoria publica de oilciar;
visto como, sendo esse um crime particular, se-
ria preciso que sou autor tivesso as qualidades
exigidas pelo art. 73 do cdigo do processo, c
que nao se d no caso verlcDte.
O escrivo passe olvar de soltura em favor do
reo, se estirer preso, c devolva
J^gOMjERNAMByCQ. QUARVa FEUu.II de Mit fiEJiM.
Achando-me restabelccido da molestia que ac-
ommetteu-rac no da 8 do mez passado, agrade-
co nao s aos meus collegas os Drs. Ferrcira,
Sarment c Pereira do Carmo, e cirurgiao Silva
os cuidados mdicos que com tanto desvelo me
prcslaratn, senao aquellas pessoas que me deram
provas de interessarcm-se por mcu restabeleci-
wento.
10 de abril de 1860.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca.
Justica ao mrito.
Amanha haver cspelaculo no theatro de S.
Isabel, e o drama O segredo de una familia__
beneficio da Sr.'1 D. Isabel Mario.Nnes de
Oliveira, y^
A respeilo do explendido ltenlo artstico da
benefeciadu, nada podaremos addecionar, visto
coiroo mrito inconleslavel c innmeras vezes
judiciosamente reconhecido, basla pora suprirao
quonossa acanhada inlelligeneia poderia fazer.
Scmpre que se pede, na esperanga de ser
atlendido; e, o publico pernambucano nunca
' desmenlc sua benevolencia tantas vezes prodi-
galisada a aqnelles que a procuram: portanto,
a Sr.a "D. Isabel digna, c espora ser coadejuva-
da pelo respetavel publico no seu beneficio.
Que panegrico, poderemos fazer a urna artista
too reconhecida como a Sr." 1). Isabel? O pu-
blico justiceiro 6 sempre correspondedor do
apreso ao mrito que merece arlisla3 como a
Sr.' D. Isabel.
E' bem conhecida a benefeciada, e por isso
escasado 6 mais reconimendacoes a respeilo do
seu talento; porjue quem a tem visto represen-
tar faz-lhe justica, e 6 por isso que o publico a
tem merecida e eathusiaslicamento aplaudido.
K beneficiada, pois, espera e confia na prole-
cao do publico pernambucano, que ha de con-
correr para que ella tenha um bello resultado
Acceile a Sr.a Isabel os nossas felrcilacoes
pelo bom xito de seu beneficio.
Ella tranqullisa-se, porque conhoce que ha de
ter bastante endiente: ella merece, facamo-lo.
Recite, 10 de abril de 1860.
O Apreciador do mrito.
Del tanlo aprego ao bora tralamenlo, que
recebeo ura mcu cscravo recolhido por motivo
de gravo onferraidade na Caza da Saudo dos
Drs. Ramos & Seve- e estou lo convencido d;
que elle deve seu completo restabelecimento aos
cuidados especiaos alli'recebidos, que julgo du
meudevor reconhecer peraule o publico a gran-
de utilidade, que pudo collur d'este importante
eslabelecimenlo, e rccomraendal-o eslima da
provincia, especialmente dos agricultores.
Recife 4 de abril de 1860.
Luii helippe de Souza Ledo.
Triuaiiplib da justica.
A perseguico, que alguns homeits invejnsos
da cidade de Macei lera feto ao negociante Ma-
noel Joaquim da Silva Leo, chegou a pnnto de o
involver em um processo de crime de estellionato,
c islo smenle por que, adiando se Leo na di-
receo de ura barraco da capitana do porto,
que Ihe fra provisoriamente dado para a recep-
cao de assucares, que esta vam sem lugar ende
se recolhessem, etc., c pediudo ao depois o go-
verno com instancia a entrega do mesmo barra-
co, Leao que nao tinlia aonde meller o assucar
que ainda navio nesse barraco, e nem conhocia
quera era o dono de 21 saceos que Ihe reslavam ;
para nao perder esso assucar, fe-lo embarcar',
deixando o devido assentamento nos seus livrosj
C procurando com avidez saber quem era odono
para communicar o fado, e pagar a importancia
do assucar exportado : o que ludo se verficou.
O dono do assucar satsfez-sc com isso, ficou pa-
go, e nada fez contra Leo : mas a justica publi-
ca de Macei, entendeu lomar o fado si, o de-
nunciou Leo como estcllionatario !
E' a primeira vez que se ve qualllcar de fado
criminoso um acto innocente, que tem sido em
Macei pratcado por muilos negociantes, e con-
*ra o qual ninguem ainda reclamou ; a primei-
ra vez que so vecrimino sem m f.
Instaurou-se o processo, c o pensamenlo dos
perseguidores de Leo, era eternsar a marcha
desse mesmo processo. Foi Macei o Sr. Dr.
Vilella Tavares, o poude com lino e habilidsde,
sem que offendesso alguem, e s exercendo a
honrosa profissao de advogodo conseguir a con-
clusao do processo. O Sr. Vilella fez em 6 dias,
o que poucos fariam em um mez.
Concluido o processo, o dando o promotor in-
terino a sua promocao contra Leo, porquo esse
honrado funecionario, cslabclccendo as promes-
sas em favor de Leo, por urna aberrae.no da l-
gica, conduio contra elle, o subdelegado de J.i-
ragu, o Sr. Teixeira Carioca, cujo vol j de
muito conherido pronunciou Leo por crime de
slellionalo !
No processo houve 7 testemunhas, e deslas 7
s duas que jnramque presumiam haver mi
c da parle do Leo, quando embarcou o assucar.
As outras 5 tolas negara essa m f, e algumas
asseveram que era costume praticarse esse fado
cm Macei. Ora, romo nao havendo m f, como
nao jurando as testemunhas, que houve artificio
fraudulento, se podo imputar Leo o crime de
estellionato ?. A promotoria estava to conven-
cida de que (al crime nao exista, que den a de-
nuncia, classificando o delcto no artigo 265 par-
te segunda do cud. ariminal, mas vendo depois
de trabalhos, nos auls, que disse Ihe nao com-
peta denunciar, cmendou visivelmentc (o que
nao era permittido) o algarismo cinco para qua-
tro, e parle segunda para parte primeira.
O exame judicial i que se procedeu, e consta
dos autos, sendo peritos o coronel Jos Vieira d"
Aroujo Peixoto, e o thesoureiro da alfandca
Francisco Antonio dos Santos, prova com a
naior evidencia esta omenda, que do corto nao
acredita muilo a quem a fez.
Reraettidos os aulo3 ao digno juiz municipal o
Dr. Aurelie Ferreira Espinheira, este, a quem s
guia o veidadeiro inleressc da justica, e nao a
paixo ou a vinganga, lavrou s douta sentenca
que abaixo se 10, despronunciando a Manoel Joa-
quim da Silva Leo. Honra ao magistrado, que
sabe comprehender o seu dever, e que nao serve
de instrumento s mesquinhas machinacoes de
adversarios desleaes.
D.
Copia da sentenca de despronuncia
Vistos, etc.Reformo o despach de pronun-
cia a folhas por julgar improcedente o presente
summario, visto cono nao se deprehende do3
documentos a fls 40, 42, 45 e 47 que houvesse a
ma f e a fraude da oarte do denunciado, ele-
mentos sem os quaes jamis se d o crime de es-
telionato.
O artigo 88 4. do cdigo commercial esta-
belece as obrigacoes que corem aos trapichei-
ros e dminislradores de armszens quanlo aos
objectos que lhes sao dados em deposito, equao-
preso, c devolva o processo ao
juizo d'oade veio.
Macei, 2 de abril de 1860.
Aurelio Ferreira Espinheira.
Nao podemos satisfazer o desoj do Sr. Dr.
Feitoza, manifestado em o seu comraunicado de
2 do4correte mez, pelas razes seguinles :
Primo : porque, tendo-nos Dirigido & Ilustra-
da redaegao do Mercantil, parece que, se alguem
tem o direito de exigir que assinemos o nosso
nomcproprio. por ceno aquella redaeco, e
nao o Sr. Dr. Feitoza, que nao foi chamado a au-
tora.
Secundo : porque entendemos, que um nonio
proprio qualquer, sob posto ao nosso communi-
cado, em nada pode alterara verdade dos tactos
nelle enumerados.
Terlio : porque o convite do Sr. Dr. Feitoza,
para que assignemos o nosso nome, afim de en-
trar com elle em lice decorosa, o digna de ho-
mem que se estima, nao merece confianca : e na
sinceridade de suas palavras s acredito'r quem
nao lver em mente as lices da experiencia,
porque outros lem passado, occeitando a luva
alada por aquello senhor, nao estamos perianto
disposlos a dar aconhecera nossa pobre perso-
nadade, para que nao seja ello o alvo de inju-
rias, e dalribes, muito communs as columnas do
Liberal.
Continuaremos pois assignarmo-nosW
nonio mui breve, e fcil de ser repetidos militas
vezes. E j que o Sr. Dr. Feitoza veio a lerreiro,
apezar de se nao encommodar com as nossas pa-
lavras, que nem de teve o prejudicam, dar-lhe-
bemos o prazer de transcrever para as columnas
des'e conceiluado jornal alguns trechos do seu
communieado. acompanhando-os de alguaiasre-
fiexoes, ou considerares.
Comecou o Sr. Dr. Feitoza nos seguinles
termos :
O anonymo do Diario de Vemambuco de hoje
2 do corrente, sob o p-seudonyruo de W, aprovei-
lou a occasio dasgracasdo dia 14 do prximo
passado mez de marga, o o juizo da redaccao
muito Ilustrada do Crrelo Mercuntil,ac<>TCi des
servigos prestados pelo iftera/ Pernambucano,
para insultar-me na pessoa do redactor deste
jornal. Essessenhoresanonyraos nao se querem
convencer de que os seus bote3 nao podem pre-
judicar a reputago, que por ventura possa eu
ter adquirido no paiz, c acreditam que os seus
insultos podem fazer no raeu espirito a menor
mossa.
Enxcrgou o Sr. Dr. Feitoza insulto sua pes-
soa, onde apenas houve narraeao exacta de tac-
tos rcenles, que esto ainda na memoria de to-
dos, c que Smc. nao ser capaz do contesta-los,
sa vo se quizer sustentar que noite, quando o
sol biilha no zenilh.
Estamos intimamente convencidos de que Smc.
nao se incommoda com os uossos escrplos ; nao
precisava esta declararSo : a prova disso v6-se
bem clara no communieado de que nos occunaaios.
Continua o Sr, Dr. Feiloza :
Se quando chegaram SS. M.M. II., alguns ho-
rneas se apresenlaram frente de regosijos p-
blicos para obterem gragas por estes pretendidos
servicos, a raim nunca isso passou pela cabeca,
porque sou o primeiro a reconhecer-mo peqe-
mno; o se por ventura fiz alguma cousa e con-
corri quanto em mira esleve para que a opinio
se nao desvairasse, foi para salvar a provincia de
alguma vergonha em que a quizessem envolver
os dedicados monarchistas do l'ernambuco, que
beijam talvez mos que nao podem cortar.
Ignoravamos que houvesse, quem se tivesso
aprpsentado a frente de taes festejos com o pro-
posito de obler grara ; porque nao gozamos do
dora d pendrar na consciencia alheia.
Adiamos sumisa modestia da parlo do Sr.
Dr. Feiloza, quando fez esciever cm ilalico a pa-
lavra /jei/ueniuo : Smc. quizerilar, que com ra-
zao se Ihe applicasse o dilolouvor em bocea
propria vituperio__;
Que o Sr. Dr. Feiloza livesse coucorrido para
que a opiniao publica se nao desvairasse, o
quo negamos eappollamos para os fados men-
cionados no nosso communieado..
Nao temos conhecimento de quem sejam esses
dedicados monarchistas de Pernambuco, que bei-
jam talvez mos, que nao podem corlar.
Nestas circumstancias s couhecemos um libo-
ral, que era artigos esciiptos cm 1850 ou 1851
soba sua assignalura e responsabilidade, dizia
que a nica salvago para o Brasil eslava na
convocacao di urna consliluinle soberana e livre.
Prosegue o Sr. Dr. Feiloza :
Nao me sorpreudeu, portanto, e nem to
pouco me abalou o nao haver sido contemplado
as gragas do dia 14, lano mais quanto acto
puramente ministerial, era face do art. 102 11
da conslituigo do imperio, e nao do poder mo-
derador, com com supina ignorancia parece fa-
zer crer o W do Diarto de Pernambuco.
Confessamosquese demonstramos supina igno-
rancia, tomos levados isso pelas palavras do
Sr. Dr. Feitoza, qne o primeiro a declarar, quo
o Monorcha o chee do poder executvo, e que
delle (Monarcha) ludo doviamos esperar depois
da visita que nos fez, como se pode ver em va-
rios arligos da redaeco do Liberal Pernambu-
cano, antes e depois da visita imperial, nos quaes
quasi que se fazia o Monarcha responsavel por
tuilo quanto de bom ou mo tem apparecido de-
pois da poltica da conciliaco.
Que o nao ter sido eontemplaJo o Sr. Dr. Fei-
loza as gragas do dia 14 nao o sorprendeu, e
menos o abalou urna verdade, vista das suas
palavras no presente communieado.
Continua o Sr. Dr. Feitoza :
Deixaria, portanto, passar cm silencio loda c
qualquer diatribo que screvesse contra raim o
W ou outro qualquer anonymo. Mas, como es-
se rancoroso inimigo, nem ao menos consente
que a disiincta o muito Ilustrada redaeco do
Correio Mercaxil pronuncie a respeito "do re-
dactor da Liberal Pernambucano um juizo fa-
voravel, que o salve do desconecilo cm que pre-
tendeu por ventura involve-lo algura membro
do gabinete, eu nao pnsso por rainha honra e
for minha dignidade deixar de dirigir duas pa-
lavras a esse anonymo.
Nao sabamos que o Sr Dr. Feitoza deixou de
ser condecorado, porque isto se oppoz um dos
membros do gabinete, desconceitnando-o na opi-
nio de seus collegas, apezar de Smc. ler procu-
rado por-se em contacto com os Srs. ministro do
imperio, visconde de Sapucahy, conselheiro Pe-
dreira quando aqu esliveram. Seria bom que Smc.
enlregasse a animadversao publica o norae desse
ministro que lo mal se porlou.
Ei-lo esmnosco :
Entretanto, comprehende-se que nao devo a-
ceitar urna lula desigual com um individno que
se esconde na sombra, e que, a semelhanca do
sicario cobarde eoccullo n'uma emboscada," me
atira a seu salvo nauseabundas puohaladas. As-
sim convido mui terminantemente ao Sr. W, a
que se descubra, assigne o scu nome, o assim
desciberto entre em ama luis, para a qual atiro-
lhe a luva da maneira maissalemne.
Apreciando a belleza, c propriedade da phraso
nauseabundaspunhaladas diremos que nao le-
vantamos a luva pelas razes j dadas, quando
comegamos esto artigo.
Ainda o Sr. Dr. Feitoza:
So o Sr. W. aceitando a lula e crguendo a lu-
va, tivera coragem deassignar-se, eu me compro-
meti a demonslrar-lhe da manoira mais irrepli-
cavel, que a redaeco do Correio Mercantil disse
a verdade c avaliou as cousas da provincia, como
na realidade se passaram ; hei de domonstrar-lhe
que o proprio Exra. Sr. Fiuza confessou ao Sr.
veis de que no lngara V| as orignrcri.''*
At s palavrascomo na realidade s* ptH-
ram tirada directarawrie comnosco, .Aveso1
va! po- catiubola aotam. Sr. Fiuu, oue foi
qaenrNilsse em seu relatorio d assembrwTirovin-
ciaiouj na proptncia nao erisltam partidos po-
Utxcos e aptnas lutat pessoacs.
Para protar as-^roposiges supra. ser bom
que (i Sr. Dr, Feilosa conteste os tactos que
aprese llamos, e demonstre de que gente se
oompoa esta partido grande, forte, e unido, que
para sjslentar o Liberal Pernambucano t no-
yembr> futuro, necessitou recorrer a generosa la-
de de luatro ou cinco fazendoires, que enlendem
tanto Prosogue o Sr. Dr. Feitosa :
Nio acredite o W quo o partido liberal se
arrependa ponsalulisc o poder moderador por actos que sao
da exclusiva responsabilidade do poder execu-
Em ninBa fraca opinio o ministerio pralicou
um aclo eiunenlementp impoltico, e s conse-
guio dumonslrarque a conciliaco era urna tarca
e urna trica, o que o commandanle dos vofunt-
rtos era,18!8 e o promotor publico que aecusou
os che.es da revoluco, ainda nao haviim olvi-
dado a menor parcclla de seu olio.
Se negamos ao Sr. Dr. Feiloza a qualidade de
cuele de partido, como poderemos acreditar que
o que Smc. fez obra de um partido, o que esto
se nao arrepende do que Smc. fez em seu nome?
No ido do ministerio pratcado no dia 14 nada
vemos de : mpolilico! recorra o Sr. Dr. Feiloza
a lista dos agraciados, lembre-se bem dos no-
raes distes, e diga francamente se pode dar-se
maior conciliagao. Grcgos o Troianos de outras
eras fe ram Hendidos.
Umj das injusticas relativas que houve. se-
gundo o pensar do Ilustrado redactor do Mercan-
til foi o de nao ser contemplado no despacho do
da 14 o nome de Smc. apezar de pequenino, ro-
mo se diz. Essa injusliga porm foi que nos con-
testan-os com argumentos, c fados que ainda nao
foTam destruidos,
Quanto a alluso feila aos dignos ministros da
guerra e da marinha, permiila o Sr. Dr. Feiloza
que Ihe digamos, que Smc. lem a mania de acre-
ditar uo os seus escriplos polticos encommodam
e ale nesmo causara mal aos ministerios, oque os
homens eminentes que se achara testado go-
verno do importancia a essas aecusaces banaes
com que S:nc. nos atormenta todos os" dias.
E raister que se convenga de que esl em erro.
O commandanle dos voluntarios, e promotor
publico qua aecusou os chefes da rebellio do 48
(entre os qjaes Smc. nao figurou, e nem delles
era conhecido) nao guardam odio a nenhum dos
que mprudenteiuente nella seenvolveram; e at
com niuito:i entreteem rclaces de a msade : o
muito menos odam a Smc" que naquella poca
em poltico liberal se podia dizer nalus non erat:
e se p;ir al gura tacto podia ser recommendado,
seria iela demonslraco, que deu no memoravel
2 de f.iverciro de 1849" de adherir as ideas o prin-
cipios saquaremas, emprestando, como confessou,
se llint, cavallos e guias para a perseguico dos
rebelis homisiadoe as malas do seu sitio em
Belem, contiguo s do Catuc.
Attribua por tanto a outra causa o nao ter sido
condecorado no dia 14.
BinnlT o Sr. Dr. Feitoza pelo modo c forma
segrale:
Monteiro. ""."......<>,*****.
1 caixole fuidas; a AntoWr Jos Panasco.
6 caucas e 2 lafdos drogac; el. Saum 4 B.
1 fardo e 4 Mtta* ditos ; lnr Jon'ior & C.
1 cal atole oli^e doce ; a Poliearpo ios Layme.
Palhalrote Baha, conjigmiklo' a Domingos Alves Hatlieus,
manifostou o >fuin(o :
rfsTc" "^ "'Sdao JostAlTM Cuimii-
^caixoes charutos ; a FoFreirai Martins.
-20 rseos awaie de palma-,-12 xotes plaas,
*<:" rd P"' de algodo, 90 i los fumo ora
folha. WO saceos caf4.3 barricas assucar refina-
do, 6 gigos oj caixo louga diversa, 1 dilo ima-
ES'a i^V03- ,2 vl>"ntt charutos em
nwinhas, 400 Mas piassara ; a. ordem de di-
versos.
Consulado eral.
Rendimenlo do dia. 2 a 9 16:925*066
dem do da 1. ..... 4:463190
^L-3889255
S* M*rsas provincias.-
Rendiraento do da 2 a 9 1.-771J278
dem do da 40....... 740140
r ito rrelhor para a provincia e para o partido
libera que subi na opinio publica na mesmi
razaa de sua exclusoe de seu desmerecimento
na graca3 do da 14. Quem ludo quer. Sr. W.
ludo i erde.
Entretanto, se quer entrar cm lice decorosa, c
digna do ura horaem quo se estima, descbrase,
assigne o seu nome, c Ihe mostrarei as falsida-
dcs que aventurou, c os crro3 grosseiros que
corametteu.
Dr. Antonio Ft'cene do Nascimento Feitoza.
Quanlo ti primeira parle admiramos a conlra-
dirao manitesta : ao principio o partido liberal
representado pelo Sr. Dr. Feitoza, Irabalhou pa-
ra quuo espirito publico se nao desvairasse, mas
sem mira em condecoragoes ; agora o partido li-
beral iubio na opiniao publica, por que nao foi
contemplado as grarns do dia 14 pelos serviros
prestados por occasio da visita de S. M o f.
Quinto a segunda parte j est respondida.
Conliiur.m por lano em p as nossas roflexes
expendidas; no nosso communieado de 2 do cor-
rete, era resposla ao Mercantil
w
Reiife, il do abril de 1860.
_2.511J$18
fteeebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimentodo dia
dem do dia 10.
2 a 9
5:750*838
730J979
6:48lS817
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a9 19661175
dem.do dia 10.......4:1245188
23:785*363
NOTICIAS MARTIMAS.
. Chegaram, procedentes deste porto :
Ao do Rio, a 29 do passado, o brigue Maa
habel.com 12 das de viagem ; a 30, o brigue
Laura, com 11, o palhabolo Artista, com 12, e o
brigue-escuna Negres. cora 11.
Ao da Baha, a 26 do passado, o patacho Ama-
zonasl, com 3 das ; a 27, o brigue inglez Iceni,
com 3 dias.
Sahiram, para osle porto :
Do do Rio, a 31. o brigue llosa.
Do da Baha, a 2 do corrente, o palhabote Dons
Amigos.
Achavam-se carga, para osle porto :
No do Rio, o brigue B//a Maa.
No da Babia, o patacho Amazonas 11.
O vapor inglez Magdalena devia partir 8, s
8 horas da manha.
O vapor nacional Tocantins, devia partir 7,
s 10 horas da manha.
Movimento do porto.
COMMEBCIO.
Praca dn Ilecife 10 de abril de 18U.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes orflclaes.
Crabos sobre Londres 25 ti4 e 25 3i8 d.
90 div.
Descont de letras11, 12 e 15 0[0 ao anno.
Assucar bruto Canal 2J500 por arroba.
George PatchettPresidente.
ubourcqSecretario.
NOVO BANCO
DE
IMIM\\ MBICO.
EH 10 DE ABRIL DE 1860.
O I anco desconla na prsenle semana a 11 por
cento al o prazo de 4 mezes, e a 12 por cento
al c de 0 mezes, e toma dinheiro em contas
corre ites simples ou com juros pelo premio e
prazo que se convenconar.
Minios entrados no dia 9.
Portos do Sul9 dias, vapor porluguez Poruoa
commandante A. II. de Biron.
Navios entrados no dia 10.
Macei2 dias, hiate de guerra nacional Parafc-
bano, commandanle o 1. tenento Ernesto J.
Cardin
Babia8 diashia.le nacional Dous Amigos de 116
toneladas, capito Jos Quaresma dos Santos,
equipagem 8, carga charutos e mais gneros ; a
Domingo A. Matheus.
Ass 8 dias, hiale brasileiro Sanio Aiaro, de
69 toneladas capito Francisco G. de Seixns,
equipagem 8, carga sal; a C. C. da C. Mo-
reira.
Santa Marys63 dias, barca americana Sarah
Ann de 431 toneladas, capilao James Hill,
equipagem 16, carga raadeira de pinh'o; a
Brander a Brands
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Grande do Sul-Palacho nacional Anna, ca-
pito Graciano II. Mafra, carga differenlcs g-
neros.
Rio de JaneiroBague brasileiro Imperador,
capito Clemente Jos da Costa, carga varios
gneros.
Monlev "eoBarca fj-anceza S. Luiz, capito E.
Burii.i, em lastro.
Alfandega.
Rend raen.o do dia 2 a 9 84;971$384
dem do dia 10.......14.287J156
99:2589540
Movimento da altndola
Voluio.es entrados com fazendas
com gneros
Voluriessihidos cora
com
fazendas
gneros
172
498
------670
115
347
------462
ministro do imperio que su administraco havia
recebido ornis valioso auxilio da redcgo do
Liberal Pernambucano; hei de provor-Ihe que
nem sabe o que partido, pois que do contrario
nao aventurara com tanta sem ceremonia, que
em Pernambuco nao ha partidos ; hei de provar-
lho que em Pernambuco o partido liberal gran-
de, torio, e unido, sendo que os proposiges a-
venturadas a respeilo de sua pouca importancia
e de sua desunio, ousao falsidndes que ellas na
consciencia de todo mundo, cu sao tricas misora-
Discarregam hoje 11 de abril.
Brigue inglez Cynthiamercadorias.
Brigue inglezGowardferro.
Barca frarcezaTheodicepipas e barris com
vinho.
Escui a americanaMariquitaello.
Brigue hcipaiiholVigilantediversos genoros.
Barca portuguezaFlor da Hala = diversos go-
neios
Brigue portuguez Relmpago ceblas.
Escur a nacional Carila diversos gneros.
Iaaaportacfto.
Brizno portuguez Relmpago, viudo de Lisboa,
consignado a Thomaz de Aquiuo Fonseca, mani-
fesloi; o soguinte:
507 barris loucinho, 43 pipas e 320 barris vi-
nhos, 35 barris e 20 pipas vinagre, 25 barris ba-
nha, 0 ditos presuntos, 30 barris carne cnsacca-
d.i, 4) ditos azeite doce, 20 ditos chourigos, 50
cajiaj e 1,200 molhos ceblas, 29 caixas velas e
rollo; de cera, 200 saceos fardo, 30 barris cal,
209 varas logedo, 7 barricas cera em grumo, 8
barriras corvo animal, 5 caixas rap, 2 cai-
xas vinho champanhe, 10 saceos cera cm grumo,
1 vacca e irla ; ao consignatario.
1 buril vinho, 1 dito corno ensaccada ; a Fran-
cisco de Asss Brilo.
3 ripas 2 40 barris vinho ; n Teixeira Bastos S
k C
2 caitas vidros : a Barlholomeu Francisco do
Boom.
11 'olumcs drogas, potes de loneta, vidros, er-
vas medicinaos, doce de calda, 1 barril vinho
bronco ; a J. da C. Bravo & C.
9 volumesalvaade, gesso, drogas medicinaes,
oleo leomendoas, agafates e almagre; a Domin-
gos Alves Matheus.
25 tarris e 50 ancorlas vinho ; a Amorim &
Irmu.
2 caiacolcs marmelada ; a Francolino Izidoro
Loal k C."
l(rbarrl:(is er, 6 volumes drogas, 1 caixa ba-
nha de poico ; a Vicente J. de Rrito & Pulios.
50 larri? vinho bronco ; o Bastos & Lomos.
25 barrs loucinho, 10 dilos mantega de poi-
co, 25 ditis carne ensaccada ; a Carneiro Noguei-
ra & C.
30 acco aloisia ; a Joo d.i Cunha Nevos.
50 larris cal em pedra ; a Antonio Lopes Ro-
drigues.
3oC molhos ceblas, 50 ancoretas azeitonas; a
orden.
8 cimas u 4 barricas drogas ; a J. da Silva Fa-
ria Jmior.
2 f.rdos rclalho de pellica ; a Joaquim Marli-
nhoda Cruz Correa.
20 aarris chourgas; a Domingos Jos Fer-
reira.
30 >arr loucinho ; a Guimares.
7 barris<; 1 ancorela vinho ;aM, Honrique Pe
reir.
OS t -si 1' c t O I fr -I B Bora.
> e 1 5 1 en y. P3 Atmosphera. C 5 <
V S Direcco. i O > o
w V V Inlensidade. o v-S 3
I* po ce po be |3 ES o * Centgrado. H SJ ac o te *K H 99 O 5 5S o
2 ^-1 I MI OS M> ce i* Reaumur. c s
00 8 00 3 co 1- 3. Fahrenheit c. > V-
^1 o te o en . Hygrometro.
O 5 o en tu 33 o Barmetro.
AvSni.0 de l'a Anfcmo io^ Pereira de S,
Catio/i' ra da Con-
ceicao.
Carlos Eduardo lublefi.
Claudino H. Cavalc"Rli-
Firmino dos Sanios Viofr.
Fiamisco Dornellas Camera.
Francisco de Freitas Gamboa.
Gabriel Antohio.
Galdino Ferreira Gomes.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Joaquim de OKveira e Souza.
Joaquim Candido da Silva.
Dr. Jol Bernardo Galvfio Alcoforado.
Jos Domingos do Coulo.
Jos Pacheco Pereira Jnior.
Manoel Vicente de Oliveira.
Quincas de Oliveira.
Rufino Jos Mara.
Viuva Amorim & Flho.
Estacao nava!.
De ordera do Illm. Sr. chele de divislo Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanle da estago
naval dcsla provincia, previno ao gruiricte da
corpo da armada Jos Gomes das Neves, desertor
da guarnieo do brigue de guerru nacional Cap-
baribe, que, para ser tomado cm considerago o
seo requerimento dirigido a Sua Mageslade o
Irnpcrador, pedindo perdo e baixa, deve se
apreserilar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communieado pelo quartel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da estago fazer publico em con-
secuencia da determiiagoo que para isso teve.
Bordo do brigue-barc Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860O primeiro tenenle da
armada. Euzebio Jos Antunes, secretario e al-
danlo de ordens.
Directora geral da instruceSo publica.
Fago saber a quem conver, que tendo o Lxm.
Sr presidente da provincia por portara de 21
do corrente, transferido o professor publico Ma-
ximino Narciso Sobrcira de Mello, da cadeira de
insirucrao elementar do 2. grao, do Curato da
S dcOliiida, para a do 1. grao da fr<*guezia de
N. S, da Saude di Poro da Panella, acha-se
aquella vaga pola sobredila transferencia; em
consequencia do que, manda o Illm. Sr. director
geral interino fazer publico, marcando o prazo
de 30 das, a contar da dala desle, pora a inscri-
pcoo e processo de habiltago dos opposilores,
na forma das instrueces de 11 de junho de 1859!
Secretaria da inslrucco publica de Pernam-
buco aos 30 do marco de 1860.-wO secretario in-
terino, Sauador Ilenrique de Xlbuquerque.
Conselho a/ministrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenta
do arsenal de guetra, tem de compraros ob-
jectos seguinles :
Para o presidio de Fernando.
2 tornos de cobre e as madeiros que de fazem
precisas o una prensa para Tabricar farinha de
mandioca.
Pnra o meio batalho da provincia do Cear.
363 esleirs de palha de carnauba,
Para provimento dos armazens do almoaa-
fado do arsenal de guerra.
27 1/2 caadas de azeile de coco.
Quem quizer vender taes objectos apresenU
as suasproposlas em carta fechada na secretan*
do conselho, s 10 horas da manba do dia 13
do corrente mez.
Sola das sesses do conselho administrativo
para fnniccimenlo do arsenal de guerra 4 de
abril de 1860.Benio Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidenteFrancisco ioaquim Pereiro
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Pela recebedoria de rendas internas geraes
se faz publico, que o prazo da cobrnnca no do-
micilio doscontribuintes do imposto de 20 OO e
do especial de 80, relativo ao 1." semestre do
exercicio corrente, finda no ultimo deste mez,
aepois do que seguir-so-ha a cobranca executi-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.=O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
O Illm. Sr. Dr. chefo de polica manda fa-
zer publico, que de conforraidade com as ordens
estabelecidas, absolulamenle prohibido transi-
taren! pelas ras desla capital nos dias e noiles
de quinta e sexta-feira santa quaesquer carros ou
vehculos, c pessoas a cavallo, sob pena de ser
imposta aos infractores a comin'da as posturas
munkipaes de 18 de julho de 1855 e regulamen-
to policial de 4 de agosto do mesmo anno.
Secrelaria da polica de Pernambuco 4 de abril
de 1860.O official servindo de secretorio,
Jos Xavier Faustino Ramos.
Tribnnal do Comineri-io.
Pela secrelaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que ties-
ta dala foi competentemente inscripto no registro
publico o contrato de sociedade que em 20 de
oulubro de 1858 celebraram os commerciantes
porluguezes Manoel Alvos Ferreira e Manoel da
Costa Lima, domiciliados e estabelecidos nesta
cidade soba firma de Manoel Alves Ferreira &
Limo, da qual podem usar ambos para o commer-
cio de eonsignages e operages de crdito ; de-
vendo a mesma sociedade, que leve comego no
1. de novembro do referido anno, durar 6 annos
com o capital de 80.000JL fornecdo pelo socio
Alvos Ferreira.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 4 de abril de 1860.Dinamerico Augus-
to do Rogo Rangel, offieiul-maior interino.
Tendo-se perdido o carUo do camarote n 5
umPTe1ra,-0rJem- t ^r errada.para elle*
um novo car ao assignado pela beneficiada.
Principiar s 8 coras.
Avisos martimos.
i
A noite clara com alguns nevoeiros, vento
SE, veio para o terral e ao amanhecer rondara
pelo S.
0SC1LLAQ0 da har.
Baixamara 2 h 18 datarde, altura 1.25 p.
Preamar as 8 h 6 da manha, altura 6.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 1 0 de abril
de 1860 Vibgas Jnior.
Declaraces.
Santa casa da misericordia de
Olinda.
O escrivo da santa casa da misericordia da
cidade de Olinda, por deliberaco da mesa rege-
dora em sesso de 31 de marg prximo findo.
avisa a todos os foreiros de sitios e terrenos em
enmmisso, perlencerfle ao patrimonio da mesma,
que no improrogavel prazo de 30 dias, a contar
da data desta, devera vir ou mandar saldar seus
debilos, afim de evltarem a competente aeco de
commlsso que a mesma mesa pretende por aos
oraraissos, depois de findo o referido prazo.
Consistorio da santa casa da misericordia da ci-
dade de Olinda 7 de abril de 1860. O escrivo,
Salvador Honrique de Albuquerquc.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
InspeiM/ao do arsenal de marinha.
Faz;3C publico que a commisso de peritos,
examinando na forma determinada no rcgula-
mentu baixadu com o decreto n. 1324 de 5 de
fereiro do 1854. o casco, machinas, caldeiras, ap-
parelhos, moslreago, amarras e ancoras do va-
por Jguarass, d companhia Pernambucana de
navegagao cosleira, achou tudo em estado re-
gular.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco. emlO de abril de 1860.-O inspector, Eli-
ziario Antonio dos Santos.
Pela subdelegaefa do Recite se faz publico,
que foi opprehendido um sacco com arroba e
meia do algodo em pluma, e urna davina de ca-
ga ; as pessoas a quem pertencor o quo vartlito.
dirijam-se mesma subdelegada, que lhes ser
entregue.
Recife. 10 do abril de 1860.
Ignacio Antonio Borges.
Pela subdelegacia do Recife, foi apprehen-
dido hoje s 4 horas da raanhaa, no lugar do
Forte do Mallos, ura sacco com urna arroba e
16 libras de algodo que conduzia um preto : a
pessoa a quem pertencer, dirija-se mesma sub-
delegacia, que Ihe ser entregue.
Recife, 10 de abril do 1860.
Ignacio Antonio Borges.
Correio geral.
Relaco das cartas segafas. vindas do sul pela
I vapor portuguez. e das existentes na administra-
gao do correio, para os sentiores abaise decla-
rados :
Almeida Gomes, Ala-es & C.
nrr!!Z?? ?gue em Pw . na Carlota por ter a maior -parto da cari
prompla: para o resto, trata-s com seu con!
signatorio Domingos Alves Matheus, na'ra da
Cadea do Recife.
Para o Rio de Janeiro segu em poucoa
das o palhabote Lindo Alfredo ; para o resto
da carga, trata-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Matheus. na ra da Cadeia do Recife.
= Para a Baha segu em poucos dias o p;i-
lnabuleDous Amigos por ter a maior parle da
carga prompta : pora o resto, trata-se com o seu
consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cadea do Rejife.
COHPAMHA rER\lMBlCAIU
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Pemnun^a, commandante Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia*
15 do corrente s 5 horas da tarde o recebo car"
at o dia 13 s 4 horas.
CvVANflM BRASLIEIRA
DB -
MOTTO MiUNU.
O vapor Tocantins. commandante o primeiro
lenle P. Ilypolilo uarte, espera-so dos porto*
do sul em seguimenlo aos do norlo al o dia 13
do corrente.
Recebe-sc desdeja passageiros.frete de dinhei-
ro e encommendas e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir, sendo os volumes despa-
chados com antecedencia al a vespera de sua
chegada : agencia ra do Traoiche n. 40.
THEATRO
DE
BENEFICIO 01 ACTRIZ
aa&m m&m& ram mi
Quarla feira 11 de Abril de 1860.
Terminado a
a no-
actos.
ouvertura, subir a scena
va e intcressante comedia drama em 3
original do Sr. J. C. dos Sanios
6) SEGREQ
DE
Urna Familia.
Dispensamos qualquer elogio ao enredo desla
bella produrSo, deixando ao publico a aprecia-
gao dos inleressanlcs lances dea.
Os intervallos sero precnchidos pela maneira
seguinte :
No do primeiro ao segundo aclo a orcheslra
locar a varsoviana
Rainha do Palco.
Nodo segundo ao terceiro a Sra. D. Virginia,
bailarina, em obsequio a beneficiada, dansar
Um lindo pnsso.
va
No flm do drama a
e bella aria
beneficiada cantar a no-
Em tonga penosa ausencia
Segiir-se-ha pela mesma Sra. D. Virginia
Olro passo.
Dir fim ao espectculo a
comedia em um acto
sempre applaudida
aairaa
pode ser procurado em
eslreita do Rosrrio n.
0 resto, dos bilheles
casa da beneficiada, ra
32, segundo andar.
A beneficiada espera do Ilustrado publico
desla capital loda a concurrencia, antecipando-
Ihc setas protestos de grnlidao.
Igualmente agradece a seus companheiros de
arte a expontancidade com que se prestaram a
esle espectculo.
Os Srs. que encommendarara bilheles de ca-
marotes da primeira ordem, tenham a bondade
de mandar receber mais urna entrada. islo quo
por engao se deram 5 entradas.
RE.4LC0NPAKHIA
DE
paquelesinglczesavapor.
At odia 14 deste mez, espora-se do sul o va-
por Magdalena, commandante Woolward. o
qual depois da demorado costume seguir para
Southamplon, tocando nos portos de S. Vicente
e Lisboa : para paseagMa ole. trata-se com os
agentes Adamson, llowio &C, ra do Trapiche
n. 42.
N. B. Os embrulhos s se rcccbcra at duas
horas antes do se fecharem as malas ou urna
hora pagando ura pataco aln do respectivo
frote.
Para o Aracalj
segu em poucos dias o hate Sergpano ; para
o resto da carga e passageiros, trata-se na ra do
Vigario n. 5.
Lisboa e Porto
Vai sahir brevemente a muito veleira
e bem conhecida barca
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os doui
portos cima, a tratar com Carvalho
Xogueira & C, na ra do vicario n. 9,
primeiro andar, ou corn o capito na
prnca.
Para LsIn a
pretende Cahir com muila brevidade o brigue
portuguez Florinda, capito Joaquim Augusto
de Souza ; lem promplo a maior parte do car-
regamento, e pora o resto a froto ou para passa-
geiros, trata-se com Amorim Irraos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capito na praca do com-
mercio.
i
1
lo de Janeiro.
Segu nestes dias, por ler o rarregamento
prompto, a barca nacional Castro III, capitn
Antonio Goncalves Torres : para passageiros e
escravos. trala-sc cura o cap lo ou com os con-
signatarios Pinto de Souza & Bairo, na ra da
Tenha n. 6.
COMPANHIA BRASILEIR
DE
PAQUETES A VAPOR-
O vapor Paran, commandanle o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos porlos do sul
em seguimenlo aos do norte at o dia 1 f do cor-
rele mez.
Recebe-sc desde j passageiros, frete de di-
nheiro c encommendas e engaja se a carga que
o vapor poder conduzir, sendo os volumes des-
pachados com antecedencia at a vespera de
sua chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Leiles.
,3-
A11 do corrente.
O preposlo do agente Oliveira tara leilo por
conta de quem pertencer de 100 pecas de casto-
res, para feiiar coma : quarta-feira' II do cor-
rente s 10 horas da manha, no seu escriptorio
ra da Cadeia do Recite. i
LEILAO
DE "
Cavallos hespanhoes.
Borott &.C. faro leilSo por interven*
980 do-agente Hyppolito, de 19 cavallos
de Montevideo, vindos, na barca ameri-
cana Inman os quae; sero vendidos por
atacado ou a vontadedos Srs. ampia-
do res : quarta-feira 11 do corrente ao
meio dia por trazdo armazem amarelio,
confronte ao arsenal de marinha.


ILftjWJWIW
(fi_
!J DE PERNAMBDCO. QARTA FEfeAll Dtt ABBIL MV860-
DE
Cavallos de %**U*ZL
Boro -O'MTCU*
.. % M. fat5o leito por interven-
-cao do agente Ity ppolito, de 50 cavallos
los mais lindos que tcra vindo a esta
praqa, chegados ltimamente na barca
tiorteamencanaMeddlesex.no dia 12
o corrente as i 1 horas cm ponto por
detrae do armazem amarello confronte
o arsenal de marinha.
Leilo
Qarta-feira 11 do corrente.
O agente Camargo fara' leilo de urna
lancha muito bem i-onstruida e em bom
catado : na porta do trapiche do algo-
do, as 11 horas em ponto.
LEILO
DE
Um escravo.
Quarta-feira. 11 do corrente.
O agente Borja far leil.ie era seu armazem
por despacho do Illin. Sr. Dr. juiz de orphos c
a requorimenlode Hermenegildo Eduardo do Re-
g Monlciro. curador do prodigo Claudino Jos
Alves de Amorim, do escravo Vicente pcrlencen-
te a este, o qual estar a exarna dos Srs. com-
pradores no dia cima designado s ti horas cm
ponto.
Consalado de Franca.
LEILO
A. requerimenlo dos Srs. GchaeitiliD
C. por rdem do Sr. visconde de Le
mont cnsul de Franca e em sua pre-
senca o agente Hyppolito da Silva ven-
der' em eao urna caixa marca B n.
21. contendo 97 chales de fil bordados
c 30 duzias de chales de mursulina ada-
mascado, avanados a bordo do mvio
trance/. Pernambuco, capitao Lorduan :
quinta feira 12 do coi rente as 11 horas
cm ponto no aimazem alfan degado no
caesd'Apollo, casa^ doExJU. baiao do
Livramento.
quo se relrrou para Eurupa, far leilo
armazem na roa do Imperador n. *r seu
ca mobilia de jacarsnd, piar(0 -"* ae Urna ri-
louca, vidros e lodos ^ Candelabros,
casa de famiH- mata P'.'iences de urna
cabri"' ...., oslm coma de um bem acabado
*i de 4 rodas com muitos bons arreos.
i Frlncipiar s 11 horas em ponto.
LEILiO
DE
Carta de fretamento.
Sexta-feira 13 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
A' porta da associaco commercial na mencio-
nado dia pelas 11 horas da manha, o referido
agente vender por conta do quem pertcncer :
A carta do fretamento da barca franceza Theo-
dice, 3-31-1 do lote de 5,000 sacso de as-
sucar pouco maisou menos, lem 15 diaspara
carregar e mais 10 diasa ra/.o de 123 francos
por dia ; e pode dirigir-so para Marselha, Ge-
nova ou para Trieste.
A referida carta de fretamento pode ser vista
em mi do agente para melhores ioformacoes.
110.
A 12 do corrente.
O proposlo do agente Oliveira far leilo por
conta e risco de quem pertcncer
DE
14 barris de 512 arrobar superior touclnho.
30 ditos de 1 arroba de superior chouricas.
20 saceos feijo brame.
Quinta-feiras 11 horas da manha, no arma-
zem do Sr. Annes defronte da alfandega.
A PUAZO.
o-a sr
B S. j
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as
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CZ5
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c^>
Gneros de estiva
Se\ta-feira 13 Jo correle.
O agente Berja fura leilo na porta da alfan-
dega por conta c risco de quem pertencer do
seguidle :
150 gigos com champagne. .
80 caixas com cognac.
5 barris vinho Sherry.
2 ditos de cognac.
1 dito genebra.
5 ditos com er.
70 barrios cora serveja branca.
Princigiar s 11 horas em ponto.
Consulado de Franca.
y
Quinta-feira 11 do cor-
rente s 11 horas.
O agente Carnario fara' leilo no seu
armazem na ra do Vigarion. 79.
DE
Uma mobilia de Jacaranda', urna dita
de amarello, mesa elstica, appara lo-
res, urna porcao de cadeiras, appa-
relhos para mesa e outros objecto
que se deixam de mencionar ; as 11
horas em ponto.
Arequerimento dos Srs. Ramos Du-
prat& C- e por ordem do Sr. viscondo
de Lemont cnsul de Franca e em sua
presenta e por conta e risco de quem
pertencer, o agente Hyppolito da Silva
fara' leilo de urna caixa marca RD&C n.
334. contendo 52 duzias de omisas ava-
riada a bordo do navio francez la Ville
de Boulogne, capitao Pugibet no arma-
zem dos mesmos senhores na ra da
Cruz n. : quarta feira 11 do corren-
te as 11 horas em ponto.
LMILM) *
DE
Um lindo cavallo.
Consulado de Franca.
A requeriraento dos Srs. Ramos Du-
prat& C e por ordem do Sr. visconde
de Lemont cnsul de franca e em sua
presenca e por conta e risco de quem
I pertencer, o agente IHyppolito da Silva
vender' em leilo urna caixa marca
Quarta-feira 11 do cor-\RDSiCn- 535, contendo 52 duzias
v 'gil camisas avanadas a bordo do navio fran-
renteaSW /lOraS. ;Cez rOcddent capitao Hautbois, no ar-
O agente Camargo fara' leilo em seu
armazem de um l ndo cavallo com todos
Precisa-se fallar ao Sr. Joao Ma-
ri) Himonda, ex-director da compa-
niiia 1 y rica italiana : na ra do Rango 1
n. 20', casa de rtlojoeiro.
O Dr. Cosme de Sa7 Pereiraj
[de volta desua viagem instructi-;
itiva a Europa continua no exer-J
cicio de sua proisso medica.
Da' consultas em seu escripto-
no, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os das, menos;
nos domingos, desde as* 6 horasj
t as 10 da manha, sobre os
seguintes pontos :
1 -. Molestias de olhos
I-. Molestias de cor ac o e del
petto ;
5-. Molestias dos org5os da gera-j
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquerj
aperacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimentp dos>j
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-j
mente, e na ordem de suas en- ;
tr a das; fazendo excepqo os doen-
tes de olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-|
cada para este lira.
A applicacao dealguns medica]
meatos indispensaveis em varios]
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' fetto.ou concedido!
gratuitamente. A confianza'que
nelles deposita, a presteza sua
accao, e a necessidade pronaptaj
de seu emprego; e tudo quinto o j
demove em beneficio d| seus I
doentes.
opoo:
Paga-se a urna ima q^4'M\^k%MAftW e com-
prar, sendo torra ou ^pUrf-; "na travesa do Li-
vrameuto, egun^ iatf 40 'sWado do varanda
de po r.. 18,
lata-se e engoirma-w com muila perfei-
cao, tanto roopa de 'Korr.cm como de seuhora :
a Camboa do CaTmo n. 40.
Manocl IgYiacio de Souza rclira-se para a
Ilha de S. Miguel, levando em sua companhia
sua mulhcr e urna filha menor.
= Coclho, Porto & C. declarara ao r*speila.vel
publico, e particularmente ao corpo do commcr-
cio, que tem coutratado comprar a taberna sita
no paleo da Ribciro de S. Josa n. 1, ao Sr. Jos
Ramos da Silva, livre e desoncradV do quaes-
qner dbitos a que a mesma taberna* estoja abri-
gada at esta dala. Unto de impostos como ao
trapiche : quem se julgar com direitn a dita ta-
berna, compareca no prazo marcado de 3 dias, a
contar da data deste, munido de documentos le-
gaes, e do contrario os annunciantes se nao res-
ponsabilisam pelos dbitos que depois appare-
cerem. Hecie 11 de abril do 1860.
= Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia :-no paleo de S. Pe-
dro n. 18.
C0LLEGI0 DE BEMFICA .
Director,
Vlslcvao XavVcvdaCun\\a.
No dia 16 do corrente abril, abre-se o curso de
geometra c philosoohia racional e moral para
os alumnos que tcnlum do examinar-se em no-
vembro futuro.
attencao.
Tcde-se encorecidamente a quera competir,
que por amor da humanidade haja de hincar suas
vistas para urna arapuca que se est levantando
Na casa n. 6 da ra da Alega ha quera so
rncarregue de mandar exlralr oa corte os ttu-
los dos agraciados no da H de mareo. A. tabel-
la dos despachos respectivos ser patente a quem
convier.
c= Albiao Jos da Silva, durante sua ausencia
desta cidade, delta por seus baslaolcs procura-
dores os seus cunhados, 1. Jos Marcelino a
Roea, S. Joacjuira Mauricio Goncalvc* Rosas, e
tercelro seu irmo Narciso Jos da Silva, -
cando este cncarregado da gerencia de sua, loj-.
Precisa-se alugar urna prela para cozinhar
e fazer ulgumas compras na ra : a tratar na ra
da Lingocla n i.
Altencao
Fugio na tarde do dia 4 do corrente, o mole-
que Amaro, crioulo, de idade de 10 a 11 anuos,
chegado de Panellas, ha poucos dias, com os sig-
naes segrales : fulo, cabera redonda, olhos pe-
queos, cabello pouco crespo e aparado, ps pe-
queos o bem feitos, sahio com calca de castor I e'tes'ferro's
de q uad ros, camisa branca e chapeo de pal ha ;
deseonlia-se estar mesrao pela cidade : roga-se
a quem o pegar, leve-o a padaria da ra Direita
n. 34, que ser bem gratificado.
Pergunta-se ao Sr. director da sociedade
Trois Juillet-quando quer mandar pagar aos sa-
cios as acces da mesma sociedade.
O barril de quinto I Fr. Lambqnca.
= Vende-so massa de tomate, a melhor e mais
nova que ha no mercado, por pre^o commodo :
na ra das Cruzes n. 40, ou na ra larga do Ro-
sario larga n. 52.
Fugio em um dos dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
Graixapara
arreios.
Excellentc graixa americana para arreios e por
barato preco ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, toja de ferragensde Vidal & Bastos. '
Escadas americanas
As melhores e mais commodas e uteis Oseadas,
de todos os tamanhos : vendem-so na ra da
Cadeia, loja dejerragens de Vidal & Bastos.
mais de 22 annos, levando calca e ca-
misa de algodo, seus sigoaes sao os se-
guintes : altura regular, corpo reforja-
do, tem urna grande belide no olho es-
querdo, cor fula, testa um tanto carre-
gada e sem barba : quem o achar equi
* laiua yuiu iiiii.i arapuca ijiit su caa icvauaiiuo *
na run que nao loria, para nao acontecer como j zer *er bem recompensado Ieve-O a ra
da Aurora casa de J. P. de Lemos J-
nior.
Fugio sabbado 7 do corrente o es-
cravo de nome Francisco, de nac^ao An-
gola, com os signaes seguintes : altura
regular, [os odos vermellios, tendo as
partes baixas crescidas e calos as raaos
por ter oficio de serrador, portanto
pede-se as autoriddes policiaes e capi-
taes de campo se o pegarem leva-lo em
casa de seu senhor na ra da Pcnha n.
31, que sera' generosamente recom-
pensado.
aquella que oulr'ora se levantou na ra Jo Ran-
gel que ceifou algumas vidas : isto pedo
O viga do Capibaribe.
= Precisa-3e de urna ama livre de meia idade
e de boa conducta, para cozinhar e comprar para
duas pessoas : na ra de Santo Amaro n. 28, ta-
berna.
Perdeu-se na nole de sabbado 7 do corren-
te, da ra eslreita do Rosario vindo pola das
Trinchciras at a ra da Aurora, urna pulseira
de ouro com esmalte azul : roga-se a pessoa
que a liver achado de levar a ra da Cadeia n.
24, esquina do becco do Largo, que ser genero-
samente gratificado.

os andares ; e na mesma oceasiao
de se dois arpoes de matar baleia.
LEILO
mazem
Cruz n.
dos
45
ven- te as 11 horas em ponto.
mismos senhores na ruada
quarta-feira 11 do correr -
Para um sitio na Ponte ao Uchoa, necessi-
ta-so de um feitor : a tratar na ra da Cruz; ca-
sa n. 45.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, professor de roalhe-
malicasno Gymnasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir un curso de geometra parti-
cularmente : os senhores estudantes que quize-
de rem iproveilar as suas explicacoes, aum do se
prepararem para os exames em novembro do
corrente anno, queiram drigr-se casa de sua
residencia, na ra Direita n. 74, para serem ma-
triculad os.
%H>0 DiOCS>C9C> QQSttJD DCJ>&DCft?
A loja
Encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes gerente Jo-
. s Gomes Villar.
Una do Crespo numero \5.
Este importante e9tabe!ecimcn(o de fazendas
Cnas, continua a receber de Pars, Inglaterra c
Suissa as melhores fazendas em gostos e quali-
dades lano para o bello sexo como para hoinens
e os seus procos sao muito baralissimos afim do
seu proprietario fdzer muito negocio. Pcde-sc a
proteccao das senhoras, dos amigos o dos mora-
dores do malto para que dirijam-se este esta-
belecimenlo a compraren! as suas fazendas o
verao o nsieio, circum>pec;i>o e amabilidade.
= O Sr. A. R. S. Junior.lenha a bondade de
irou mandar pagar o aluguel de ura mez de casa
em que raorou.na cidade de Oliada, na ladeira
da Misericordia, e quando assira o nao faca, ve-
r seu norae poc extenso nesle Diario at que
pague o dito aluguel.
Precisa-se alugar urna preta para o servido
de urna casa dj pouca familia : ni ra do Quei-
mado n. 18.
= Trata-se de cavallos, no sitio dos Afogados
junto a igreja de S. Miguel, por menos prc^o que
em oulra qualqucr parle, e obrga-se a mandar
trazer os cavallos aqu na praca : a tratar no
mesmo sitio a qualquer hora.
Nova fama.
Ra do Cpesno, \oja i\e
n\\ui\e/.as de \\ portas
numero 5.

D. Mara Emilia Goncalvcs Ferreira, D.
Isabel Emilia Goncalvcs" Mascarenhas, An-
tonio Goncalvcs Forreira, Luiz Antonio
Gongalves Ferreira, Joao Luiz Gon<;alves
Ferreira, D. Emilia Cirolina de Castro Ma-
deira e o Dr. Miguel Joaquim de Castro
Mascarenlias, agradecem a todos es senho-
res que acompanharam ao seu ultimo jazigo
os restos mortaes de seu sempre chorado
pai e sogro Antonio Luiz Goncalvcs Fer-
reira, c do novo rogam aos seus amigse
aos do finado o caridoso obsequio d6 as-
sstirem ao officio queso ha de celebrar na
matriz da Boa-Viste pelas 9 horas da ma-
nha do dia 13 do corrente.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com foles e descanso : vendem-sc estes excel-
lenles ferros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ra da Giiftia. .
Fio de algodao.
Fio de algodao tanto para pavios como par
rdese outros misleres : vende-se o mais bara-
to possivel na ra da Cadeia loja do ferragem de
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
5
Chegarcm loja do ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porgao de moinhos do lodos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quars sao
recommendaves pela sua expeliente quslidade o
commodo proco.
Camas de ferro;
L'm completo soilimcnto de camas de ferro c
com lona de lodae as qualidades, as quaes se
vendera por menos do que em outra qualquer
parte : na ruada Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal c\ Bastos.
Bataneas decimaes.
Restara algumas balanzas decimaes, as quaes
so vendem por commodo prego : na ra da Ca-
deia do Recite loja de Vidal & Bastos.
Avi^o aos Srs. mar-
cineiros.
Escolenles armacocs de serra de todos os ta-
manhos, sepos de dilferentes qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal & Bastos, na ra da Cadeia do
Recife.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sorlimentos completos de peneiras tanto de
amare lato como de metal e de todas as grossu-
ras : veud DE
Esplendida mobilia.
A 1G do corrente.
O proposlo do agente Oliveira, aulorisado pelo
lllin. Sr. J, E. Robcrts prximo a ir Europa,
far leilo da mobilia deste senhor, que orna a
grande casa do sua residencia no Po^o da Panella
Seria enfadonho aqui designar-se a infinidadc de
objectos de que se compe a indicada mobilia, c
que todava ser aproximadamente feilo em cat-
logos que previamente so. deslribuiro ; tm re-
sumo porm consta ella de tudo quanlo pos-
sivel precisar-sc em urna g.-ande casa de luxo e
de liom gosto, sendo a mor parte feita pelo exi-
mio fabricante francez nesta praca Mr. Porer :
ter pois lugar osupradito leilo com magnfico
lunch, segunda-feira 16 do corrente, s 10 horas
da manha, casa grande cm frente da estrada ao
entrar no l'oeo da Panella.
LEILO
Sabbado 14 do corrente
PELO AGENTE
PESTAA.
Aulorisado pelo lllm. Sr. Francisco Antonio
de Oliveira que se retira para foja da praca, o
referido agente vender cm leilo na casa da
residencia do mesmo lllm. senhor ra da Au-
rora :
Mobilia de Jacaranda com cadeiras, sof, mesa c
consolos com lampos de pedra marmore, ca-
deiras do bracos e do balando, conversadera,
riquissimos espclhos, movis de xaro, guarda
roupas de Jacaranda e raogno, loilels, cama
franceza, secretarias, commodas, loucadores,
jarros de porcelana, guarda loucas, apparado-
res, mesa elstica, cadeiras, bancas, quadros,
loucas, crystaesetc, etc.
Obras do prala e diversos cscravos.
Um rico coup, sem igual, com qualro ordens
de arreios-
Um carro americano volta inteira.
Um dito para dous cavallos.
Urna parelha de lindos cavallos prctos.
Um cavallo rozrtho muito possante.
Um cabriole! e cavallo.
E muitos outros objectos que ser o descrptos
no catalogo previamente distribuido.
LEILO
MOVIS:
Quinta-feira 12 do corrente.
O agente Borja aulorisado por urna familia
Avisos diversos.
PEDIDO.
Deseja-se fallar a um senhor de nome
Jos Pereira dos S;. ritos, vindo do ltio de
Janeiro para esta provincia, a negocio
de seu nteres se ; na praca da Indepen-
dencia n. 26.
Gelo e barricas
com macas.
Vende-se gelo, e barricas
com macaas de superior qua-
lidade ; no antigo deposito do
gelo da ra da Sanzalla.
Vende-se ura corte de capim e
aluga-se urna grande baixa que da' em
todo o anno, situada no lugar da Sole^
dade ; a tratar na ra da Cruz n. 4.
Precisa-se alugar um preto par
servico de casa, preferindo-se nao muito
moco ; a tratar na ra da Cruz n. 4
Seguro contra Fogo
COJHPANHIA
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
Um escravo moco,
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
\ Verniz copal.
Palhiriha para marci-
nebo.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre,
g Brimdevela: no arma-
0 zem de C. J. Astley & C.
com principios do alfaiate e do pintor, soffrivel
boleeiro, e com bstanlo habilidade para ser em-
prestado em qualqucr oulro servico : vende-sj
no Forte do Mallos, armazem n. 18, confronte a 3
trapiche do algodo.
Vende-so urna boa propriedade denomina-
da Carrapato, com meia legoa quadrada, qua.i
toda era mala virgem, e Ierras da muito bea
producQo de toda qualidade de lavouras, sci-
vindo tambem para criago de gado e refazer
auimacs, sito na freguezia do Bom Jardim, co-
marca do Liraoeiro ; vende-se por preciso : ro
principio da ra Imperial ao p do chafariz n.
34, achara com quem tratar.
= Vndese um lindo o bem acabado cabrio-
le! patente, de i rodas, com arreios, gosto mo-
derno : a tratar na ra do Domingos Pires, fa-
brica do carros do Sr. Grosgeur.
Vende-so um elegante e bem construido
cabriolet de 2 rodas, modello moderno, cora )s
competentes arreios, vindo no ultimo navio fran-
cez : a tratar na ra da Cruz, armazem n. 40.
Enfeites de vidrilho.
Chegou loja do Raraalho da ra Direita n.
83, um grande sorlimento de ricos enfeites prc-
tos de vidrilho, pelo diminuto pree de 3} e $
Bicose rendas da ilha.
Chegou Toja do Ramalho da ra Direita n. (3,
um grande sorlimento de bicat e rendas da ilha,
os mais finos que tem apparecido, e por liara os
precos.
Prccisa-se de urna ama para cozinhar-im
casa de pouca familia : no /fecife, xua da Cruz
o. 31, segundo andar.
Grava-so e doura-se em marmores letras
com asscio, gosto e promptido possiveis, a tus-
to cada letra : na ra Nova n. 30, ou na ruada
Caixa d'agoa n. 52.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Assembla,
armazem n. 9.
Eau minerale Natu-
relle deVichy.
Deposito na botica franceza ra
da Cruz n. 22.
I
Toucadores de moldura com gaveta, obra de
gosto para ter na sala para as senhoras vestrcm-
se, pelo tamanho do espelho, pelo baratissmo
preco de 159, que cm outra qualqucr parle nao
se venda por menos de 30#.
Meias, ligas, eto,
Meias prelas para senhora, pelo diminuto prc-
qo de 210 rs. o par.
Ditas brancas para meninas cora o boccal de
borracha a 320 rs. o par.
Ligas de seda muito bonitas c todas bordadas
a 1# o par.
Luvas do aeda para meninas, fazenda muito
boa, a 800 rs. o par. i
Ricos chapcuzinhos para baplisados, lodos de
froco, obra de gosto, a 5g cada ura.
Caizinhascom amendoas proprias para dadivas
n 23500 cada urna.
Bonecas franeczas muito bonitas, vestidas, a
1$ cada urna.
E oulras muitas miudezas que dexa-se de raen
cionar por nao se lomar muito extenso, tanto
para praca como para os mscales : tudo na loja
de miudezas de 3 portas na ra do Crespo n. 5.
Antonio Bastos relira-sc para a Europa a
tratar de sua saude.
Aluga-se o sobradn e sitio da Passagem n.
5, ra do Bemica, cora grande baila de capim,
pertcncente aos herdeiros do fallec lo Paulo Pe-
reira Simoes, na prac,a do Corpo Santo n. 2.
Precsa-se do serventes forros ou captivos
para a obra na travessa do Pocinho a 1#280 rs.
diarios : os pretendcnles dirijam-se a mesma
obra, que acharo com quem tratar.
Troco de chapeo de sol.
A pessoa que levou por troca, da loja da prara
da Independencia, livraria ns. 6 e 8, um chapeo
de sol de seda, queira leva-lo para receber a que
dcixou.
Precisa-se de ym criado que de fiador a sua
conducta, para o servgo interno c externo de
urna casa : na ra da Imperalriz n. 48, segundo
andar.
O abaxo assignado rclira-se para Portugal,
e julga nada dever a esta praca, porm se. alguera
se julgar seu credor, aprsente sua conla no pra-
zo de 3 dias, na prac,a da Boa-Vista n: 12.
Joo Jos dos Santos.
Fugio de bordo do patacho brasileiro Re-
lmpago o escravo Joo, crioulo, da Baha, ten-
do levado caiga cor de cinza e camisa azul, al-
guma cousa cdxo da perna esquerda e cambado
Jos ps, bastante retinto, figura baxa, e segun-
do consta frequenla muito o bairro da Boa-Vis-
ta : quera o apprehender e levar a bordo do
mesmo navio, ou ao escriploro de Amorim Ir-
mos, ra da Cruz n. 3. ser gratificado.
Vende-se um moleque do 12 annos de ida-
de, muito sodio e sem vicios : a tratar na ra es-
lreita do Rosario n. 25, primeiro andar.
Attenco
Um moco que tem as habilitaces
precisas oFerece-se para leccionar la-
tira e francez: quem o quizer honrar
com sua confiunca dirija-se a ra estrei-
ta do Rosario n. 30, primeiro andar.
Precisa se fallar com o Sr. Fran-
cisco Jos Siqueira Alves de Barbosa:
na ra do Vigario armazem n. 7.
Precisa se saber se eviste nesta
praqa o Sr. Antonio Carlos de Amorim
ou alguera por elle, fiio de Antonio
Carlos de Amorim e Joaquina Rosa,
natural do Porto, e que veio para Per-
nambuco na idade de 9 annos, abordo
do brigue Vencedor era 1826: na ra
do Vigario armazem n. 7.
Precisa-se de urna criada que saiba cozinhar
e engommar, para servido de urna casa de pe-
quea familia : a tratar com \. M. Soares, ra do
Crespo n. 2, primeiro andar.
Cadeia do
Bastos.
Recife, loja
de ferragem de
Vidal & .
Moleque fgido.
Na madrugada da quinta-feira, 5 do corrente,
desappareceu o moleque escravo de nome Anto-
nio, idade de 10 a 12 annos, baixo e cheio do
corpo, olhos pequeos, cabello nao rauito cara-
pinhado e cor acabralhada, pucha do p direito
era razo de urna impingo que lera no tornozello
da parle de tora, anda rauilo ligeiro c com pas-
eos curtos, signal este que pode ser muito bem
conhecdo ; foi comprado ha dias a Jos Mendos
da Silva, morador no Inga, pelo que desconfia-
se que por l fosse seduzido, e desde j proles-
ta-se contra quem assim pralicou, ou o liver
acoulado, com lodo o rigor da lei; gralifica-se
generosamente a quem o pegar, ou ao menos der
noticia na ra estreita do Rosario n. 25, loja de
funileiro.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Por'o, inglezas c ame-
ricanas, pequenas.de aeo e j com cabos, safras,
lomos, foles, ferro Suecia, ac, arcos de ferro do
todas as larguras, ferro em vergalho, ferramen-
tas completas para tanoeros, e muilos outros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo: na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
Precsa-se de um hornera bem entendido
para tratar de cavaljos, c de um pequeo sitia
perto da cidade, assim como de urna perfoita en-
gomraadoira e lavadeira : a tratar no cscrfpto-
rio da companhia di estrada de ferro, das 10 da
manha s 3 da tarde dos dias uteis.
Na padaria da fu estreita do Resario n.
13, precsa-se de um Irabalhador de ouasotra.
Precisa-se para casa cstrangera de urna
ama forra ou escrava, que saiba bem engommar
e cozef : a tratar, das 9 da manha s 2 da larde,
na ru do-Imperador n. 7, conlronte a ordem do
S. Francisco.
Nova loja.
Chegou a loja do Ramalho, da ra Direita n.
83, um grande sorlimento de pentes de massa
virados a 1J300, ditos com bordados dourados a
3&000, alem destes objectos achara o publico um
grande sorlimento de tudo quanto ha de melhor
no mercado, tendente a miudezas, por menos do
que em outra qualquer parte.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ma-
noel Candido, idade 26 onins, alto, bom corpo,
cabello crespo, falla de dous dentes na frente, um
olho vasado e grande, cicatrizes a roda do mes-
mo ; cosluma andar elogiando : roga-se s au-
toridades c ou qualquer pessoa do povo a cap-
tura do referido escravo, sendo conduzido rua-
do Imperador, onde se gratificar com 1000.
a
3
r tr O
i a o
a o- < =
2 = 52 =
SOCIEDADE
DAS
ARTES
o o
a
MECUAMCIS E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
llavera sesso ordinaria as 7 horas da lar le de
12 do corrente para tratar se de negocios de ur-
gencia.
Recife 9 de abril de 1860.
Targino Francisco de Mello.
Secretario.
OtTerece-se um homcm para criado do qual-
qucr casa estrangeira ou nacional, dando 200$
de fianca. (
= Antonio Francisco Crrela Cardoso partici-
pa ao respcitavel publico que Joaquim Moreira
da Silva Crovo dcixou do ser seu caixeiro desde
7 do corrente mez.
Precisa-se de um Irabalhador de masseira :
na padaria daCapunga.
= (Juera precisar -do urna preta para alugar,
a qual cozinha, engorama e faz a compra, diri-
ja-se a ra da Senzala Nova n. 26.
Precisa-se de um criado ou criada ; na ra
da Cruz n. 21, segundo andar.
Jos llypolilo rclira-se para a Europa.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
de Santa Rita : a tratar no armazem do Annes,
defronte da porta da alfandega.
Vendem-se saceos com raillio, muito gran-
des, por menos prego do que era outra qualquer
parle : no armazem do Aunes, defronle da porta
da alfandega.
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D
S l =k ~
Relogio.
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MIL
Precsa-se de duas amas urna para
cosnhar e outra para engommar, dan-
do-se preferencia a escravas : na ra
do Imperador n. 15.
Lava-sc e engomma-se com toda a perfei-
co : na ra Velha n. 113.
"W. H. Stabb, subdito brilannico, retira-se
p.r fura do imperio. -
Aluga-so ama mulatinha ptima para an-
dnr coro crianzas, por ser muito carinhosa : quem
pretender dirija-se ra do Queimado n. 30,
primeiro andar.
.Na livraria n. 6 e 8 da praca da
lidepenecia, preciza-se fallir ao Sr-
JaSo da Costa Maravilha.
= Madame Caroline Sauvage retira-se para a
Europa, eleva em sua companhia una-edad*.
9
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
casa de pouca lamilia, que sirva para comprar,
cozinhar e fazer algum engommado : quem se
achar nestas circunstancias e queira, dirija-se a
ra da Cadeia do Recife n. 19, armazem, para
tratar.
O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
na no exercicio de sua profisso, interrompido
em consequencia de sua molestia ; mas, estando
anda no campo por conselhos de seus collegas,
s poder prestar-se a consullas e visitas medi-
cas das 9 horas da manha s 3 ds tarde.
= Lava-se e engomma-se com muita promp-
tido : na ra do Queimado, sobrado o. 30, ter-
ceiro andar.
O 39 A
Corapram-se, j usadas, dous pares de por-
tas para jaaelUs, que lenham de 6 a 7 palmos de
alto o 5 a 6 de largo, 1 porta de 12 a 13 de alto marca : assim, d ora cm danle. assignar
e de 5 a 6 de largo ; aa ra estreita 4o Rosario por Jos Francisco Larra Penna. Bocie
o. 4, deposita. labril de 18W.
O abaxo assignado roga a seus devedores do
exlincto negocio de confeitaria, quo venham sa-
lisfazer seus dbitos, do contrario entregar a
cobranca a ura procurador.
Joo Jote Mendes da Silva.
__ Precisa-so de urna ama para cozinhar e fa-
zer o mais servico de casa de portas dentro :
na ra dos Pescadores ns. 1 e 3
Precisa-se de ura negro para andar com
urna carroca, paga-se bem ; na ra dos Pesca-
dores ns. 1 e3.
Jos Joaquim da Silva Haia retira-se para
fra do imperio, levando em sua companhia sua
senhora o 5 Olhos de menor idade.
= Jos Francisco Lavra, estabelecido com loja
de fazendas na ra do Queimado n. 34, declara
que, o que diz a Revista Diaria do Diario (fo
Pernambuco de hc-nlera n. 82, nao so entenda
com o supplcante, por isso que se v que existe
oulro de igu.il nome, e que resida em,oulra co-
asaignar-se<-ba
9 de
Vende-se um relogio do ouro patente inglez,
deum dos melhores fabricantes de Liverpool,
por prec.o commodo : as Cinco Pollas, taberna
numero 152.
Attenco.
Victorino do Almeida Rabello e Domingos Jos
Barbosa compraran) ao Sr. Pedro Jos Carlos da
Silva a taberna sila na ra de S. Francisco n. 68,
a qual se acha sobre condices lcitas ; porm se
alguem schar-se com direito sobreja mesma, di-
rija-se a ella, munido das provas quelhesdiz
respeiio, no prazo de tres dias, a conlar da data
deste, terminados os quaes nao se responsabili-
saro pelo que houvcr. Recife 9 do abril da
1860.
Os abaxo assignados dissolveram amiga-
velmenle nesta dala a sociedade que linham no
armazem da ra da Praia, n. 13, quo.gyrava na
razao do Ramos & Silva, ficando todo o activo o-
passivo a cargo do socio Ramos. Recife 31 de
margo de 1860 Jos dos Santos Ramos de Oli-
veira, Joaquim Baplista da Silva.
Vende-se urna canoa aberla, de carga de-
mil e tantos lijlos, e por barato preco : os pre-
tendentes dirijam-se taberna do leo de ouro,
no Hospicio, que se dir.
Aluga-se a casa terrea com 4 quarlos, ga-
binete e cozinha fra, sila m ra da Espranos.
acabada de novo : a tratar na ra do Nogueira
numero 21,
as O abaixo assignado declara ao respeilavel
puhjico desla cidade, e com especialidade ao
corpo do commercio, que deixou de ser caixeiro
do Sr. Joaquim de Paula Lopes desde o dia 3 do>
corrente ; e approveila-se desta occasiso para
Iho agradecer o bom tratamenio quo leve durante
o lempo que foi seu caixeiro.
Jos Antonio Soares.
mi itii Anr.
ii
i\/ii
L
J .-U'1-'
-^9~~


IIJHItPHJI
u
MflW DEPOSITO-
DE
Rua do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Boroit 4 C.atlendendo a que os senhores con-
sumidores degelo sao pela maiur parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista e
que lutariam com grande difliculdade se osle es-
te estabelecimento estivesse collocado no bairro
do Recife, podero encontrar na ra do Impera-
dor confronte ao oitao do deposito do gaz um
armazem com as propones exigidas para 'depo-
sito deste genero, o qual estar aberto concur-
rencia dos mesmos senhores das 8 horas da ma-
nnaa s 6 da tarde, do dia 3 do corrente em
Attenc
o,
fUnQ DE frfifcftAttftttCO. ^ QJJAm FE1RA 11 DE ABRIL DE 10.
Um moco com bastantes habHitacoes
para o coramercio e que falla e escre-
ve perfectamente as iinguas Dgleza e
portugueza e falla correntemente o al-
lemao, oerecesepara caixeiro dequal-
quer casa nacional ou estrangeira :
quem precisar dirjase a ra Direiti n.
7, 2.- andar,entrada pela ra da Penha
das 3 as 5 horas da tarde, ou.annuncie.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corrente anno de
Ra Nova, em Brux ellas (Belgiea),
SOB A DIRECTO DE I!. KKIVAKD.
ste hotel collocado no centro de urna das capitaes rapo -lames da Europa, torna-se de grande
valor, paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coinmodos e confortavel. Sua posicao
urna das memores da cidade, por se achar nao s prximo sestages de caminos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, indos os theatrose divertimentes ; e,
alm disso, os mdicos presos convidara.
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o flanees, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acoropanhar as touristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedsm de 8 a 10 francos (38200 49000 )
por dia.
Durante o espago de oito a dez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu filhoo Ur. Pedro Augusto da Silva Ferrio.J de Portugal) e os Drs. Felipue Lopes
Gabinete Porluguezde
Leilura.
A directora do Gahinrle Porlugu faz puli.ico, que se acha vago o lugar de ajudan-
to de biblothecarlo, e por isso convida a qual-
puer socio, accionista (ou pessoa quo esteja no
caso de o ser) que lenha prelenses a dito car-
go de apresenlarem suas proposlas no mencio-
nado estabelecimeulo, para os convenientes Dns.
secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco aos 3 de abril de 1860.
Manoel Jos de Faria.
1." secretario.
moi da 8 do corrente, pela subdelegada do
Kecife, s 4 horas da manha, foi apprehendido
00 '"g" do.Porto do Mallos um^acco com 1 ar-
roba e 16 libras de aigodao queconduza um pre-
lo : a pessoa a quem pertencer, dirija-se mes-
raa subdelegacia. que lhe ser entregue.
Liquidaco.
O abaixo assignado, lendo de relirar-se para a
turopa a tratar de sua saude, se lhe faz preciso
liquidar seus negocios, por isso roga a todas as
pessoas que lhe esto devando de gneros com-
prados rm seu estabelecimento da ra da Cadeia
do Recife n. 25, dcfronle do beceo Largo, o fa-
vor de virera quanlo antes pagar o que devem.
Manotl Jos do Nascimenlo Souza.
Aluga-se um mulalinho para o servico de
casa ou para criado : na ra do Impera lor con-
fronte a ordem lerceira de S. Francisco n. 1 D.
Na ra do Q'ieiraado, lojl n. 8, precisa-se
contratar para criado nesta cidoie, um menino
portuguez do 10 a 14 annos; garante-se bom
tratamenlo e igual ordenado.
A mesa regedora da irmandade de N.
W
Os precos de todo o servio, por dia, regulara de 10 a 12 francos (436000 4500.)
INo hoiel enconjram-se informag53 exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
Sirop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Esle xarope est approvado reos mais eminentes mdicos de Paris,
jomo sendo o melbor para curar coni.tipaeoes, Itsse convulsa e oulra s
aeccOes dos bronebios, ataques de peilo, irritac&es nervosas e insomnolencbs: urna colherada
pela manlia, e oulra i noile sao suficientes. O tlfcilo deste ti clenle xarope satisfaz ao mismo
lempo o doente e o medico.
O dsposito i na rua larga do Rosara, bolka de Darl\olom:o Francisco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, eoge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witruvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.
Engomma-se com asseio e promplidao : no
becco do Marisco Ti. 20.
Precisa-se alugar um prelo ou preta, S ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer
annuncte ou dirija-se a ra de Santa Rila n 40.
primeiro andar.
i~" v""""TI "i" "C'" *--o- v" *-cwuu, i us runugai; a os urs. renppe uopesi n ""=* rcgeuora ua irmandade de N. S do
Nelto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou- LlTramento convida a todos os irmos e mais
tras pessoas tanto de um, como de outro paizl pessoas que liverem ossos de cadveres as cala-
Osprecosde todo oservico. nordia. r,*l*m a. ,.,. u^,m**** i.a Tl\tZrVm xtSete^iS de'o"
lir as catacumbas ; fica pois marcado 8 dia?, lin-
do os quaes nao teriio reclaraacao alguma a fazer.
Francisco Lino d Souza Coulo.
Thesoureiro.
Jos Francisco Rodrigues da Costa, declara,
que uCsla data em diante tem incufcbido ao Sr.
saiustliino Barlholomeu da Rocha a cobranca de
suas dividas. Recife 10 de abril de 1860. *
~ Lu,z Ferro, subdito italiano, casado, e re-
sidentei nesta cidade ha perlode um ar.no, achan-
i kSi6 d,csoccl,PaJo, oITcrece-sc para qualquer es-
laDelecimenlo que lhe possa convir, como cai-
xeiro ou administrador, ou mesmo para cnsinar
a Iingua italiana e franceza. cujas linguas fall
MCSCene correclaraen'e, tanto tiesta pra^a como
tora della, e sua mulher otfercce-se tambera pa-
ra coser e bordar, ou para eosinar ambas as coti-
las, pois disto tem perfeito conhecimento : quera
possa precisar delleou quizer utilisar-se de seus
prestimos podi procura-lo no Forte do Mal-
los, becco da Boia n 6, segundo andar, a qual-
quer hora do dia.
O abaixo assignado avisa aos contribuinles
do imposto de 20 0|0 da agurdenle do munici-
piodo Recife, para que venham pagar as suas
collctas al o dia 15 de abril, era eonlrario lira-
rei mandado exerutivo conforme marca o regu-
lamcnlo deste contralo.
Lieoes de francez
piano.
Mademoiselle Clcraence de Hannetot
de Manneville continua a dar lines de
francez ?. piano na cidade e nos arrabal-
_^_ des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se i f<"< uonueja
iivrana da praja da Independencii,nue se preci- va a frescura o
sa fallar-lhe. I v,ja
Precisa-se de um forneiro para a padaria :
no paleo da Sania Cruz n. 55.
Acha-se justa e contratada a taberna sita na
praca da Boa-Visla n. 12, pcrtenccnle a Joao
Jase dos Santos, livre e desembarazada : quera
tiver direito a mestna, aprsenle suas conlas no
prazo de 3 dias. Recife 7 de abril de 1860.
Ha um caixeiro que loma conta de urna ta-
berna por balando : quem pretender, dirija-se a
ra da Imperalriz n. 8, que achara com quera
tratar, na luja Je Spalos.
Francisco Goncalves de Moracs, Dr. em me-
decina pela Faculdade do Rio de Jaueiro, achan-
do-se residindo na cidade de Olinda, offerece ao
respeitavcl publico daquella cidade c de seus
suburbios,os seus prestimos mdicos: as pessoas
que delle se quizeiem ulilisar o podero procu-
rar na ladeira da Ribeira, sobrado do um andar.
O Illin. Sr. Manoel Peres Campello Jacome
da Gama tem uraa encoramenda vinda do Rio de
Janeiro, na ra da Guia n. 58.
Por um corte de cabello e
IrisanicQlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-raestre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. Esta eslabele-
cimentoesla hoje as melhores condicoes que
possivel para satisfazer as encommedas dos
objccios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : raarrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
ballearas de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem dcixar urna s pciiculu na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos era cabello serao feitos em sua
presenca, se o desejarem, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorira faz publico,
que no da 21 do corrente foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna preta velha por
nome Anna, em estado de embriaguez e mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permitlio
ebter della informaQao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente"
tratada acha-sa quasi restabeleeida, mas apenas
sabe dizer que perter.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perten^a a mande buscar.
Saca-se sobre o porto por qual-
quer soma, a vista ou a prazo, pagavel
all ou em Lisboa, podendo as lettras a
prazo strem pagas a' vista mediante o
descont na razao de 4 por cento ao
anno, aos portadares que assim o exigi-
rem, dirijam-se a Joaquim da Silva
Castro, ra do Crespo.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa .
na rlia Bella n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de uraenge-
nho distante desla prar;a duas legoas, vende-se
urna parte no mesmo ngenho, machina nova
vapor, dislilaco nova ebera montada, 22 bois
j de correia, seis quartos, algumas obras, salTra
plantada, etc. etc. : trata-se na ra do Crespo n.
13, oja.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Joanston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellente leile virginal de ro-
sa blanca para refrescar a pelle, tirar pannos,
i sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
| babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
j assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para bortuejas o asperidades da pelle, consr-
o avelludado d Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal,
FOLUMIS MI 1860.
Eslao venda na livraria da pra^a da Inde-
pendercia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintes quali-
dades
K OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
alendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a conlinuacjio da bibliolheca do
Crisliio Brasileiro, que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, livianos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatoria* e commemorac.ao ao SS. Sa-
:ramcnto e N. S. do Carmo, excrcicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
iivid:do pelos dias da semana, obsequios
o SS. coraco de Jesus, saudages devo-
as s chagas de Chrislo, oraces a N. Se-
ahora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respongo pelas almas, alm de
3utras oraces. Prego 320 rs.
'ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulame'nto dos direitos parochiaes.e
urna collecgo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
reccias diversas, quer acerca Je cozinha,
juer de cultura, e preservativo de arvores
o fruclos. Trego 320 ra.
ITa DE PORTA.a qual, alm Jas materias do
costume, contm o resumo dos direitos
Darochiacs. Preco 160 rs.
Attenco..
O abaixo assignado faz saber a todos os se-
nhores mercantes ou capilaes de navios, nacio-
naes ou eslrangeiio, que tem nieslre para cor-
lar e fazer qualquer velas para navios, tol-
dos e encerados : quem so quizer ulilisar de seu
prestimo dirija-se ao becco da Boia n. 39. se-
gundo andar.
Alar anno Joaquim da Costa,
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
do Leile 4 Correia em liquidaco, o obsequio
de mandar saldar seus denitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
OJIPANHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
EH
PROVINCIA.
i"*
Francisco Antonio de l'liveira, ten-
do obtido do Exm. Sr. presidente da
provincia, a exoneradlo do lugr que
occopava de thesoureiro das lotcrias,
declara pelo presente, que tem sutpen-
di Jo o pavimento dos bilhetes premia-
dos das loteras que se tem extrahido
(exceptuando os da que o deve ser em o
dia 4 db presente mez, porque os paga-
i soMente at o dia 11 do mesmo mez
caBde sua residencia na ra da Au-
SP DI {$4.
CAPITAL
Cinco mYYiocs de \iljras
esterVluas.
Saunders Brothers 4 C* tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autonsados pela dita companhia para
efectuar seguros sobre ediCcios de tijolo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou emfazends d
qualquer qualidade.
= O abaixo assignado. procurador da cmara
municipal desta cidade, tendo de proceder a de-
moligo das ruinas do predio incendiado do ater-
ro da Boa-Visla, convida a qualquer pessoa que
se queira cnearregar desse servido, a comparecer
no paco da mesma cmara.
DENTISTA FRANCEZ. 3
W Paulo Gaignoux, dentista, ra das la- ^
r rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
(I p dcnliilco. M
CASI LUSO-BRAS LEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenlcs ac-
comraodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esla capital; continua a prestar-lhes seus
servicos e bous oCQcins guiando-os em lodas as
cousas que precisan conhecimento ortico do
paiz, etc. ; alm do porluguez e do inglez alla-se
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE B4 CARIA
Amorim, Fragoso, Santos
Compcnhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 ti2 por cento
sobre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cor-
rente, do confurmidade com o respectivo contra-
to social.
na
r< ra ri^|6) por isso que tem de reco-
IJLer asBontas das loteras que ?inda
existep^eu>seu poder, bem como os
respectivos saldos a thesouraria provin-
__ .----------------q cial, d'onde-as pessoas interessadas po
I All6IlCc.0 deto haverps pagamentos a que ejul-
garem com direito. Recife 3 de auril
de 1860.
Curso platico* theorico de lingua fran- ^
@ cezi por urna senhora franceza, para dez @
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
mana, das 10 horas at meio dia : quera @
$ qui/.er aproveilar pode dirigir-se a ra da g|
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos &
$ adi.intados. Z
@@: @@@@@ @@@
floga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
legio vjnda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10. J
= Caeano Pinto de Veras faz scienle a quem
interessar que est era exercicio da vara de juiz
de paz do 4o anno, do primeiro districto da fre-
guezia do S5. Sacramento de Santo Anlonio des-
la cidade, para que foi cleilo e que despacha na
casa d;sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
c em f ualquer parte que foi encontrado ; o que
da audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 1|2
horas da larde como ja lera annunciado, na casa
P"1;.1'^' das audiencias. Recife 29 de fevereiro
tic loO).
. 27-Ra da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
Unir cfficina era Pernambuco para lavar as
palhinhas das mobilias a mais encardidas, tor-
nando-se oulra vez to alvas como no eslado
primitivo ; esla magnifica preparacao chimica
lera a propriedadcdedesenfeclar as mobilias das
pessocs murtas de molestias contagiosas : na
mcsm.icas lavam-sc chapeos de palha de Italia
e pdcin-se moda. '
Na ra do Imperador n. 28, aluga see ven-
de-se era grandes e pequeas porces bichas
hamb rguezas, e lambem cal da mais* nova queii
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo.
FUrVDI^AO
DO
Ra do Brum (passando ochafariz.)
^io depoxito deste eslalielecimenlo sempre \ia grande sortimento de nie-
e\kai\Vsiao para os engenlios de assucar a saber:
Machinas de vapor moderna, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d agaa de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balanrada;
Cannos de ferro, eportis d'agua para ditas, e serrilhas pararodas.de madeira ;
Moendas inteiraj com virgens multo fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para ngua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pare* ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman confla que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores esta.provincia, e pelo faci de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz, viagem annuaL para o dito fim
assim como pela continuacfto da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOCTORES
F1LLIPPE DA HOTTA DE AZEVEDO CORREIA.
E
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNERO.
Ra do Carmo n. 18 B.
us urs. Molla do Azcvedo e Silgado advogam
tanto no foro civel e commercial como no crimi-
nal e ecclesiastico, em qualquer das instancias ;
cncarregam-se de qualquer questo, emfim, tra-
lam de tudo quanlo diz respetto a sua profissao
e por iim honorario razoavel.
Tendo em vista o inlcresse daquelles que ha-
bitam as provincias e que lendo dependencias
na corte, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus inleresses, os supradilos advogados
teem annexado ao seu escriptorio um oulro, es-
pecialmente de procuradoria. no qual, debaixo
desua immediala vigilancia e direccao, se cn-
conlram empregados habilitados que'lomam a si
o tralarera de lodos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e repartirles publicas
da corle o capital da provincia do Rio de Janei-
ro; fazerem tirar alvars de raercs, titulos, di-
plomas, exlrahir paleles para ofliciaes da guar-
da nacional, carias de juizes de direito, munici-
paes e de orphaos, de escrives, labclliiies con-
tadores, distribuidores, partidores, provisogs pa-
ra advqgar e sollicilar.dispcnsas para casamentos
resposlasa consullas.dadas pelos maisabalisados
advogados ; agenciarem pelo thesouro geral o
recebimenlo de dinhelros quetenham cahido em
exercicios Ando, tralarera de cartas de natura-
hsa?ao, etc.
Os precos sao mu razoaveis, e garante-se a
promplidao e zelo no desempenho das diversas
commissoes sendo sempre bom que as parles in-
diquem qual a pessoa da corte cncarregada do
negocio e do pagamento das despezas. Aspar-
les que nao liverem correspondentes na corle
podem dingir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capilaes das provincias: trata-se em Per-
nambuco cora Frederico Chaves, na ra da lm-
peratoz n. 17 ; Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarche Mavignier.
Condecora^oes..
O abaixo assignado, erapregado no thesouro
nacional, o residente na corle, se encarrega de
lirar e remetler com promplidao os competentes
ttulos quelles senhores. que foram agraciados
no da 14 de marco, anniversario natalicio de S
M. a Imperalriz. Ser porem necessario que lhe
remettam a aulorsa$ao compleme, ou caria de
ordem, indicando-lhe a provincia e lugar de suas
residencias para facilitar a rcmessa dos mesmos
tilulos. Encarrega-se igualmente de lodos e
quaesquer negocios pendenles das secretarias de
eslado, thesouro nacional e internuncio apost-
lico. Rio 20 de marco de WO.-Joo Bapista
Carneiro da Cunha. /*
Sacase para o porto e
Lisboa, qualquer quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C.*rua do Vicario n.
9, primeiro andar.
Charm,
compendio de puilosopUia
Esla no prelo urna nova edTcao dcsle compen-
dio, a qual deve sahir por lodo este mez, e as-
signa-se desde ji a: 5$ o exemplar, na livraria
dosediclores Guiraares t Oliveira, rurdo Im-
perador n. 20 : os senhores estudantes podem
receber as formas que se achara irapressas al
paginas 64, e dahi por diaute a proporcao que
torera 9ahindo do prelo.
^
DENTES
1 ARTIFICIAE. i
fRuaestreita do Rosario n. 3|
@ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- @
tificiaes pelos Joussyslcmas VOLCANITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra a aualauer S
$$ hora.
bandejas enfeitadas.
Continua-sea preparar com differenles modcl-
los e figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
em libras separadas, pesado a vista e comento
da encommenda ; assim como bolos inglrzes,
francezes e de massa secca da mandioca, pudins'
crenie, pasleis de nata, e tambera os pastis de
carne de porco proprios da pasclioa, ludo cora
minio asseio, bom feito, e o mais em conta ; di-
nja-sc a ra da Pcnha n. 25, segundo andar
que Picar bem servido.
Francisco Jos de Oliveira Rarbosa e sua
mulher, tendo feito patrimonio a seu cuuhado e
irmo Malhias Ayres Delgado, paja tomar ordens
de nnssa, em um predio seu, sito na ra de S.
SebasliSo da villa de Iguarass, fazem publico,
que tendo o refeiido seu irmao e cunhado mu-
dado de vocacao. e abandonado os esludos, Dea
sem vigor a referida escriptura, assim como ne-
nhum direito tem o mesmo para receber alu-
gueis.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Cruzn. 29, tendo duas vistas, ra da Cruz
e fundos para a rua dos Tanoeiros : a tratar na
rua do Rangcl n. 29.
= Precisa-se de um criado para um homcm
solleirrr, e que de fiador de sua conducta : a tra-
tar na rua do Imperador (anliga rua da Cadeia,
n. 25, segundo andar.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
Companhia de il-
lumina^oa gaz.
Os agentes da companhia de llumi-
nacao a gaz, rogam a todas as pessoas
que devem a mesma companhia con-
forme as contas ja entregues, o favor de
saldarem as suas contas da data deste a
10 dias, lindo este praz os agentes
veem-se obrigados a nao fornecerem o
gaz diario ecobrarem judicialmente os
objectos empregados nos estabelecimon-
tos e casas particulares. Recife 7 de
abril de 1860.
Laboratorio de lavagom
NA
Casa de banhos do pateo do Carmo.
Nesle estabelecimento, cojos pcifeitos appare-
Inos vindos. da mclhor fabrica da Europa, leem
de ser era breve ampliados com outros novse
de maiore3 diraenses, j se lava e engomrao
com perfeigao toda e qualquer qualidade de rou-
pa no curio prazo de 12 a 15 dios. Consegue-se
esle resultado pelos syslcmas mais simples, ex-
actos e inofensivos, aludido pelo concurso in-
telligcnlede obreiras frincezas, inglezas, porlu-
guezas e naciones, e pela certeza que resulla de
urna pralica de anuo c meio.
Garanle-se o bom resultado, tiram-se lodas as
nodoas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Rccebe-se a roupa nos dias 1,2 c 3 de cada
mez, e cnlrega-sc nos dias 15. 16 c 17, e a que
se recebe nos dias 16, 17 c 18, entrega-se nos
dias 30, el e 2 do mez seguinle.
No mesmo estabelecimento precisa-te anda do
peritas eDgommadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, livres, nadonaes ou estrangei-
ras Paga-se al lidanos, dando-se suslcnto, e
podendo ella dormir no estabelecimento, u
irera as 6 horas da raanhaa e voltarcm as 6 da
la conduca? lol caso d"e Precisa-se de um bom oitdo pa-
ra um sitio distante desta cidade 5 le-
gua, paga-se bem.: dirijam se a-liba
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
Compras.
Comprase um cabt iolet de qtia-
trb rodas, efue esteja em bom estado e
tenhacoberta : na rua da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e Iroca-se escravos : na rua
Direita n. 66.
Compra-se urna preta boa engommadeira a
coznheira, e que sej* moca e de boa conduela :
no escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira.
Qpmpram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, pritoeiro andar.
moedas de ouro de 16$ e 20$ : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Vendas.
Vendera-se dous pares de rodas novas, mui-
lo era conta. proprias para carros ; na rua Au-
gusta, casa de soto, confronte ao gasmetro.
Unde-se um bonito mu'.ecao por 1:000*.
comOannps, bumcozinheirodiario.faz tolo fran-
cez. faz chspos. canoeiro, falla francez ; ua
rua dos Trapicheiros n. 29.
\lloiifao.
\ende-se urna casa na rua Bella n. 10, con-
tendo d quartos, 2 salas, cozinha, quintal e ca-
cimba : quem pretende-la, dinja-se ao lilio nj
principio da estrada do Arraial, do finado Rufinj
Jos lernandes de Figueiredo ; lambem se ven-
de o mesmo sitio, o qual lem muilo boa rasa
cora os seguintes commodos : 8 quarlos, 2 sala
I Kabinele, cozinha, estribara o cacimba, con-
tendo as principaes arvores fructfera?, bem coran
jaqueiras, larangeiras, coqueiros, e urna excel-
lente baixa de capim, um riacho no meio do dito
sillo sendo chaos proprios, cera 250 palmos do
frente c 1,4o0 de fundo, e outras commodidades
que o comprador as apjeciar.
Vende-se un bom cavallo com todos os an-
dares, multo gordo, sera achaques, por barato
preco, ou troca-se por um burro que seia man-
so : na rua dos Pescadores ns. 1 e 3.
Bicos, rendas elabyrillios
da Ierra.
Na loja ao p do arco de Sanio Anlonio chc-
gou um rico e completo sorliraenlo de bicos o
rendas, assim como fronhis e loalhas de labv-
rinlho. J
Bons escravos
Urna escrava recolhida de idade 22 annos en-
gorania, cose, borda, c sabe vestir urna senhora
XaVom hi,bllidadR3. 1 d'''' Je -30 annos por"
'0X1, J escravos pecas, 2 ditos do meia idade
l bonito moleque de idade 13 annos, 1 bonito /
mnlatmho de 16Snnos, alfaiate : na rua de \.~S
guas Verdes n. 46.
Veniese urna negrota de 14 a 15 annos
cora vanas habilidades, de boa conducta e figura
1 moleque de 9 a 10 anuos, ptimo para qualquer
ollicio, de bom cresciraenlo, urna casa terrea no-
va, assobradada, era boa rua no bairro de Santo
Aniorno, 6 cadeiras, 1 sof, 1 par de bancas, l
dilo de jarros doundos, 1 mariueza grande de
palhinha para cama, 1 mesa de Untar, ludo isla
por preso muito coramodo, para liquidVo do
una pessoa que se retira : na rua das Cruzca
numero 20.
Vende-se um bom sobrado de tres andares
e sotao, em urna das melhores ras desla cida.le
chao proprio, livre de qualquer onus, o qual ^
vende por o seu propriclaio lor de retirar-so
para fra do imperio ; nesta typographia se dir
com quem se deve tratar.
Vende-se ura moleque de idade de 19 an-
nos : na rua do Bangel, sobrado n. 9 : os pre-
lendentes drijam-se a loja para tratar
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO I1ULI.OWAY.
Milhares de individuos de lodas as naeoes pc-
dem leslcmunhar as virtudes dcsle remidi in-
comparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros intuiramenle saos depois de haver eraprega-
do intilmente outros tratameutos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosps
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parle
dellas sao tao sor prendentes quo admiran, so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de lor permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viara soflrer
amputacaol Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senoo
submetlerem a essa operaeo dolorosa foram
curadas complelamenle, mediante o uso desse
preciosoremedio. Alguraas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimenlo deelararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de niaisautenli-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
livesse bastante conianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentrataloquenecessitassea natureza domji,
cujo resultado seria prova rincoulestavelmente '
Que ludo cura.
O ungento he ntil, mais particu-
larmente nos seguintes casos,
Alporcas.
Caira bras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Inflammaco da beiiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de oihos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna
Erupcoes e escorbuti-L,,^ ,. ., .,
cas. Supuracoes ptridas1.
cas.
Fstulas no abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
trichasoes
Inflammaco do ligado.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulnecs.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estalecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
umalnstrucco em prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
9
Sndalo!

45Rua Nova45
$ Variado sorlmento de loques do san- A
'dalo a 103000. %
Milho e farelo a
5*500, saceos grandesna : rua Nova n. 52.

rv'i


fi
Mi RO DE PERRAMBUCQ. QURTA FEWA U DE ABRIL DE 1860.
Madapolao a
3$00o
Na ra do Queimado n. 19.
Vende-se madapolo cora pequeo loque a
3*000 a pega.
Palitos de lirim a 3$.
inho a3* cadaurn : na roa
Palils de brim d
do Queimado n. 10.
Mm
A 2$000
:om toque di
iua do Queimado n. 19.
Carne de vacca salgada.)Poiassaite&i&BSia
Vendjs-se na roa da|uz do Recite n. 5D,pri-| E CAL I E LIpB DA.
meiro andar, por menos prego do que em outra
qualquer parle.
Pechincha.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
AttEsNClA.
DA
Engenho,

a peca.
Algodao com toque de averia a 2$ a pega : na
Vende-se o engenho Santa Luzia, silo na @
;; froguezia de S. Lourengo da Malla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de
$$ Cima : Irata-so no raesmo engenho ou no
@ engenho Mussambique com Felisbino de
V> Carvalho Rapozo.
2SO0O aduzia,
Coberlas de chita : na ra do Queimado n. 1!
Chales de
merino a 2$50&.
Vendem-se estampados a 23500 cada um : na
ra do Queimado n. 10.
CALCADO
Grande sorliinento.
4--Rua Direita-45
Osestrajnl;>;esde calcado encontra-
ra} neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos presos abiixo :
Iloinem.
Borzejaim aristocrticos. 9#000
D tos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos eeoio.nicos....... C$000
S.ipatoes de bter (lustre). 5$000
Senhora.
Borzeguins prhneiraclasse (sal-
to de quebi-ar) ...... 50000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4#500
Bjrzeffnius para meninas (for-
tissimos)..........-^000
E un perfeito sortiment de todo cal-
cado e diquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroiuins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Aos senhores legistas de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos c protos de algodo.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendera-se
por precos commodos, em casa de Southall Mel-
iors Sl C., ra do Traoiche n. 38.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidarlo da firma de Leite & Corre, as
quaesso venlem por derainut prego, sendo en-
tre outra? as seguintes :
Magos de meias cruas para hornera a 1&600
No bem conheeddo e crestado deposito da
ra da Cadeia de Recife n. II, ha para Tender
polissa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e di; superior qualidade, assim como tambem
cal virgt m em pedra: tudo sor preces muito
raz>aveia
| Vndese 1
3
8 Estopa. d
Camisas inglezas.
d$ Biscautos em latas. df
$ Em casa de Arkwighl & C. ra da Cruz nu- $
a mero 61. 6
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
(lililes bordados a mil rs.
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales borlados a seda com defeito
d' agua doce, a 19 cada um ; a elles, antes que
su acabem.
Attenco.
2*000
4*000
39000
49000
29000
5$000
69000
19000
29000
49000
19000
,--'-,
;;-
^s*'
AS MEMORES MIHXAS DE COSER
OS
Mais afmalos autores de New York
I. M. SINCERA C.
E
WHEELER & WfLSON.
No novo eslabeleciraenlo vondem-se as machi-,
as dcstes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noite e responsibisamo-
nos por sita boa qualidade e seguranza :no arma-
zen de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmao, ra da Imperatriz n. 10. amigamente
aterro da Boa-Vista.
se.:.;; : ss.: .:..: ; -z*.z2r.r.zzT^.riZzzzzzm
w
M
i i
:
:
a
I GRANDE E VARIADO SORTIHEaTO
; de
fouaselas e azendas;
Ditos de ditas de cores
Ditos de ditas cruas muito superiores
Ditos de ditos para senhora
Diiosde ditas muito finas
Cortes de caiga de meia casemira
Ditos de ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira preta a 59 e
Brim transado branco de linho fino
vara
Cortes de colete de gorgurao de seda
Pao prelo fino, prova de liraao 39 e
Grvalas de seda preta e de cores
Bascados francezes, largos, cores fixes
covado 20
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas eslreitas *60
Riscados de cass,a de cores lindos padr5es e
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 2*0
Pessas de cassa branca bordada cpm 8 va-
ras por 29000
Trasbordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 29000
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 29000
Vestidos brancos bordados para baptisado 590O0
Veos bordados para cbapeo 2900C
Entre meios bordados 1960C
Alhoalhado adamascado largo vara 192f
Lencos de chita escuros um
Gangas de cores para palitos covado
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-,
lhores chapes de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larg-i
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vegetaes.
- Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
larope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres). ,
Ungento Hollvay. "s
Pilula3do dito. I
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oogas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pi -
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Vende-se a eleganto armaco (Iluminada a
g iz) da casa n. 12 do pateo do Terco, propria pa-
r lo];, de fazendas. para o que hoje esse lugar
muito procurado, miudezas, deposito, taberna,
ou loj i de charutos.
8$ dinheiro avista.
ferros econmicos americanos com
lolle e descanco : na loja de ferragens
de Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Re-
cife :a. 56 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, p deeiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz ?. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
, ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesraa casa a
qualquer bora.
PUNDICiO LOW-MOW,
Roa da Senzala tava n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
conupleto sortimento de moendas e meias moen-
das para eu8enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48,pegas de-cambraia li-
sa com 10 jardas a 4*500 e 5$, lencos de cam-
braia de linho a 39 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padrees a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos a 43500, e bordados a 69, palctots de
alpaca preta e do cores a 59, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenbos a
19100 a vara, corles de cassa chita a 35, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pecw
de raadapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5g500,
6,7 e 8J, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs. o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
calera de brim de linho a 29, ditas de meia case-
mira a 2924O, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco. ,
a
Na loja do Preguica na nia do
Queimado n. 2. tem para'
vender:
Chalye merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito fioospelo
demiouto preco de 2:500 cada um musselinai
modernas, bastante largas, de variados padrdes
a 260 6 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a 19 e 1900 cada urna, e
outras muitas fazendas, cojos precos extraor-
dinariamente baratos, satisfarao a expectativa
do comprador.
Gom loque de avaria
#
a
a
a
a
Xarope
A 28000 cada duzia.
Ra do Rueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2$ a duzia.
Coberlas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tambem se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca preta pelo baratissimo proco de 320 rs.
o covado, brim de linho branco trancado a 19 a
van, ganga franceza de cor para calca e paletots
a 500 rs. o covado, lencos de cassa de cor para
lucilinas c meninas a 80 rs. cada um.
A 2$500 cada chales.
Ra do Queimado n. 19.
Chales de merino eslampados a 2J500.
Algodo monstro com S pal-
mos a 600 rs. a vara.
Yendc-sc na ra do Queimado n.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica earmazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario f-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconliecido crdito de seu autor como pela acei-
ta?ao que geralmenle tem tido. Um eem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lithographada.
10C
20(1
KA
e armazem
DE
;.
Cambraia adamase ida.
Vende-se cambraia adamascada p' i cortinado,
de lindos lavrores: na iua do Que iado. Jfe-19.
Bom e
barato.
Vende-se espermaecte em libra a 640 rs., tou-
citho a 360, ervilhas a 160, passas a 480, man-
leiga ingleza a 800 rs., dita franceza a 560, chou-
ricas a 600 rs., batatas a 40 rs., doce de goiaba
a I9 o caixao, ceblas a 800 rs. o cenlo, painco
a ',60 a libra, por baixo do sobrado n. 16, com
oilao para a ra da Florentina.
Peanas de a Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de 3(0 inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
prego de 19500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
OU&
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lbe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeitu, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
Oleado de
cores.
VenJem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por prego commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Calungas.
Na loja da aguia de ouro, na ra do Cabug n.
1 B, vendem-se boneclas de choro a 500, 600,
700 e800rs., boneclas'de massa e de cera rica-
mente vestidas, espingardinhas, espadinhas, tam-
borziuhos proprios para meninos, apparclhos pa-
ra alnioco e para janlar para bonecas.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o nrazocs-
mo a dinheiro, e por preco commodo : na rnc
Direita n. 66.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
a 1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 6:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
msmm s^ $$8% sie^ ^^i
| GRANDE ABMAZEH
DE
]Roupa feitaj
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande c variado sortimento de rou-
pas (citas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelols de
panno fino prelo e de cores, palctots c
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina prelos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cnl-
; $asde casemira preta e de cores, ditas de
i merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fuslao e riscados,
caigas de algodo, collete3 de velludo
! preto e de cores, ditos de setim prelo e
branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
a los de fustoes e brins, fardamentos para
' a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convenci-
40- itva d enir 40
Grande sortiiilnto de fazen-
das p*ra a ^uaresma*;* nu-
tras muitas piot barotijjsi-
raos preeos^ara acabar.
Do-se amostras &om penhor.
Corles de vestido de seda de cores com
babados
Ditos de dita preta com babados
Dilos de dita gaze phantazia
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado ySQO
Dito liso preto e de cores, covado $
Seda lavrada preta*1 e branca, covado 1JJ o 3$000
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
-Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
(jGollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
i Enfeitcs de vidrilho francezes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de lbho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fuslao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
1500
10*000
161000
1*000
9
I
I
I
9
t
$900
9
1
8*000

I
3*50o
6*000
8*500
s
*
s
9
9
1*600
nado.
B BMMMIBawaBQKfllWie 9Km Ie1'"J,h0 de w-io
\ etbutina de cores, covado
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadvood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
*3'20
1*200
700
2S0O0
1*000
iMie-se
iGes&Basto
-]
i Na ra do Queima-
do n. 46.
fj Ricas sobrecasacas do panno fino prelos
,: e de cores a 28S, 30* e 3oJ, tambem temos p
t j paletots dos mesmos pannos a 22} e 24*. S
: palelols de casemira de cores de muito w
! -. bom gosto e finos a 12*. 14g, 16$ e 18, di- jj
i j.__________i------_- ....,:., io n rf
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl & C
Cruz n. 61.
ra da
RELOGIOS.
gorgurao de seda
DI
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, pra^a do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
d<< excellenle Kosto.
msmm
tamente para meninos a 7*, 8*,
123, colleles de gorgurao de seda
10* e
;j
case- ja
f mira a 5g, 6$ e 7$, paletot3 de alpaca pre- K
: tos de cores saceos a 4*, ditos sobrecasacos
tf a 7* e 8$, ditos de brim, de osguio e de S
y fuslao. tanto brancos como de cores a 4*, |3
3 4*500, 5*c6S, caigas de brins brancos mui- J
s: lo linos a 53, 6* e'7*, colleles brancos e de
cores a 3$ e 3*500, camisas para meninos
: de diversas qualidades, caigas de brins de j
i cores finas a 3*500, 4J e 5*. um rico sorti-
de vestidos de cambraia brancos l]
que tem appj- "
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8SOOO.
t^
Elegancia
f
i : ment
\'-. bordados do melhor gosto .
(j recido a 28*, manteletes de fil prelo e de ^
t': cor muito superior gosto e muito moderno M
jj a 20$ cada um e 24*. ricos casaveques de ]
imbraia bordados pora menino a 10*, di- 3
S tos para senhora a 153, ricos enfeites de t
(\ roco de velludo gosto melhor que temap- j|
te. parecido a 10* e 12J, e outras muitas fa- jj
$i zendas e roupas feitas que com a presenta i.-j
?: do reguez se far patente.
HCasacasparaa quaresmaj
fM Nesto mesmo estabelecimenlo ha um j
fi grande sortimento do casacas pretas, as- ||
B simeomo manda-se fazer por medida a von- j
<*i tade do freguez, escolhcndo os mesmos os H
1| pannos a seu gosto sendo os pregos a 35* g
1 e 40*.
1 Camisas inglezas 1
'! Temos novamenle chegados: ricos vesti- M
{ dos pretos bordados a velludo a 90$, dilos g
m bordados a seda a 75* c 60*, assim como V
*t ricos manteletes prelos da ultima moda a W
16*. 20 e 30. g
b jsgsssmttiigca Bgga;igiMg
Attenco.
Vendem-se e conccrtam-ie carrlnhos d*fco :
na ra da Concordia confronte a reflnaco.
Bonitas e elegantes caixinhas com
amendoas para brindes : vende-se na ra
Nova n. 45. no armazem de fazendas e
madas de Paria & C.
SST No mesmo estabelecimento se ven-
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condeca d'Arc a 43500 rs o
corle.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 86.
Dita da Santa Cruz n. 3
Ditaalm eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo iCarlos Leite tlrmo, em todos
estes lugares do-se por um ou dous'dias iara
cxperiiueular-se.
Loja da boa le, na ra
da Imperatriz n.74.
Vendem-se verdadeiras luvas de Jouvin muito
novas, brancas, pretas, cor de canoa, para ho-
rnera* senhora, a 28400 o par, pretas de retroz
'.'om palmas de vidrilho a 1*600, ditas de seda
onfeiladas-a 23200, lisas a 1*280, ricos penles de
.ajtaruga virados muito fortes a 10$, ditos sem
seren virados a 4$. ditos virados imitando tar-
taruga a 1*600, ricos enfeites de vidrilho prelos a
3 e 4$, espartilhos de linho cora carreteis a 6
rada um, ricos leques imitando marfim a 23500,
ricos manguitos com camisinha o gollinha de
:arabraia bordados a 6* o par, manguitos com
gollinha a 4e 5, camis com gollinha a 3 e
3*500, gollinha de bordado aberto para menina e
senhora a 800 e 1500, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6^a 15, aliinetes em caixinba de-
cabega chata, brancos c pretos, ricas franjas pre
tas com vidrilho, ditas sem vidrilho, pretas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, laa, linho, galo-es de cores e brancos, tesou-
raa, caivetes, facas, garios e colheres de todas
as qualidades, sapaios de raarroquim e cour de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muilos mais.plijectos que se ven-
den) por menos do que em outra qualquer parte,
babados bordados para manguitos e calcinbas de
meninos.
Francisco Antonio Corrcia Gardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE II0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este Inestimavel especifico, composlo Inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afilie tas nao devem entregar-se a de-
sesperago ; fagam um competente ensaio dos
efficazcs efleitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
em grande sortiuiento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650n.7 e 8, dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6* e 7, ditos do chile a
33500, 5, 6, 8,10 e 12, dilos de feltro em gran-
de sortimcnlo.lanto em cores como era qiialida-
des, para homens e meninos, de 2*500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
los de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para rae-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito era conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas.enfei-
les para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei- j
xarao de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. deB. Feij. i
9
8*000
2*500
9
2$ooo
1*000
$500
1*600
9
tf'3-20
*640
I
1$000
9
9
12*000
Vendem-se fazandas por barato
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, era pega e a reta-
lho : na ra do Queimado loja
portas n. 10.
de 4
Algodao monstro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodo com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodo serve
para toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
por sacca de milho
irmaos.
nos armazens de Tasso
mm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
SouthaUMellorsC,*
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza noventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela. jTico doloroso.
Pebre biliosas lUlccras.
Febreto internitente. Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada ama]
dellas, contm urna inslrucgo em portuguez pa-
ra expHear o modo de se usar detas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir r eg ularidades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
umores.
It
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de u-'as de
seda bordadas, lisas, para sjsihoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de cocle de
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Tafet rxo, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Setim liso de todas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lengos de seda de gorgurao pretos
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento do roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colleles, caigas de muilas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores de 5* a
Cocos italianos
de fullia de flanJres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossos 400 t%. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
I Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praqa da Independencia.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
Dito largo e muilo superior a 2* e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
B Continua-se a vender fazendas por Daixo
g.prego at mesmo por menos do seu valor,
o, afim de liquidar contas : na loja de 4 porlas ^
fcMnarua do Queimado n. 10. ___________M
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros," sellins e silhes in-
glezes, candeciros e castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inglezes.
Meias de seda de peso
Cara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas e riscadas: vende-se na loja de Leite
& Irmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
o engenho Premuna silo na freguezia da Esca-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado '. a
1J60O
2*000
1$800
fcSOG
2*000
Nova iveiico aperei-
Coada, ,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite &. Irmao.
Ra do Queimado n. 37.
A 30$ cortes de vestidos de seda que custaram
60; a 16* corles de vestidos de phautasia qtie
custaram30*; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado abricao- ^'y^KS^-S? OoZ^tTcons-
te Traumann de llamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio
gei
t Ir
de Janeiro: a tratar
com Tasso i. irmaos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmao*.
ti
nos armazens de Tasso & Irmaos.
(ruido e forte, com assanto para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boteeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arrar.jado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C n.
42, na da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-so os seguintes artigos:
Chumbo de niunicao sortido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porte,. Hungarian em larris.
Dito de Moscile em cuijas.
Coguac em ealxas de duzia e barris.
Relogios de ouro o praia, patente e clirooome-
troe, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trascr-lins d ouro pare es meneaos.
liscoilos sortidos em latas pequeas.

-.
if iLfil 1-1*11


4\
-largo da Penha-
Manleigaperfe. lamento flor a 800 rs. a libra e em buril se far mais algum abalimento.
Quci) os multo novos
a 1*700 rs. e em ca>xa se far mais algum abalimcuto nicamente no armazem Progresso.
P?olSod.e Olh* e can)P0lra8de Tid 900 rs., e cm porgao se far algum abalimento s no
Cartocs ileoolinuos
mullo noTos proprios para mimos a 500 rs., e em porco se far algum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
um CpareX5ohcommodo!emCnlC enfeitadas c proPrias Para miraos s n Progresso e cora vista se fari
lalas de soda
com 2 1|2 libras (Je dilTerenlcs qualidadesa 1600 rs.. nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 r3. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
llolachinYia ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4J, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
no Progreso" propriasPara leiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada um, se
Cuocolate francez
eVaMlWado.31? COrn. ven^m"se os seguinles gneros t'udo recentemente chegado c de superio-
bricted IishL Tal7of 'I' ,,bra' Ch0Uta mu10 no7a- -""nielada do" mais afamado a-
cora aSendoMrH.?" iT10' Pera secc,a' 1">S*3S- fri,fl" *m calda, amendoas. nozes, frascos
para consejas^K.1 ". "l1 P"lflt" de1""3"<'dc. vinagre branco Bordeaux proprio
mamuo fn, ', .k t0Sfd0S meIhorc,s fobcanlcs de S. Flix, macas de todas as qualidades, gra-
soermirPio h.U, r S fr!!ncez,ls. champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas.
oum muiA n 1'coiranceit' "J.1"10 nos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
molhidnt l! a.dePrco refinado eoulrosmuilo gneros que encontrar. tendente a
ZI!ul'P P.rome,em os propnelanos vendcremj>or muilo menos do que outro qualquer
k fl.^aiS ,a1mbem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
m.p/nm m,Pn ?Sa : r0Sam'"^bein a lodos os sonhores de engenho e senhores lavrarioios
o acon^icTonamen'to3 encommendas no armazem Progresso que se llies affianra a boa qualidadee
Vcrdadcra goma de malar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cjm 20 macinhot, s no Progresso.
C\i nyson, nernla e preto
osmclhores que ha no mercado de 15600 a 26500 a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinnas de 8 libras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2$5G0, s no Trogrosso.
Ma^as em eaixinnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide. grao de bieo, estrelinha.alclria branca e amarella c paslilhas de
maga, s no Trogrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cbonri^as e naios
se Sfi^Tp" ?.Ufod 0 merCad'S D rr0SrCSS0' afianaDd0-se a b* qlWda e a vista.
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
pelos sns.
D,rpn0 S i?m" ~iAHFftdr Casliih-A- Gil-Alexandre Herculano-A. G. Ramos-A. Guima-
Gomes de AmorimF. M. Bordallo-J. A de Freilas Olivoiri j a u, i I -unhaF.
Culih WhV Molla-Leandro Jos da Cosla-Luiz Filippe Leite-Lau Jos d
Lope^-iioSaa'3 **"-**> **-*> Julio Fcrraz-Valentim Josefa Silveia
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da flottaRodrigo Paganino.
lunlaDm?nta drm TSSuiu! Seni3naS. raviraento jornalistico e a offerecer aos leitores. con-
Rn.t ?BU ? qUe ma,S Dotavel houvcr occorrido na poltica, na scicncia.na indus-
aia^UnaSar,lS,,a0LgUnS ar,lgS 8inaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo l"ivers"l
xaudoreguSdr ^ ^^ I****** -* "-' com amaio
53KS2 i^Kft S ZX&SggSSe complela lodos os semeslres
Assigua-se no esenptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8
taJfiS. aSSIgDalUra: pelos Paqueles raPr "S200 por auno; por navio de vela 8| (moeda
lia algumas collecges desde o cornejo da publicago do jornal.
CONSULTORIO
DO
ftr. P. A. Lobo Hoscoso,
mu. wsmvm i ipiijsj!.
3 RIJA DA GLORIA, GASML DO VUXD&O 3
Clnica j>or ambos os syslemas.
(UtnXnU^ti^!^^^0*,11"}06^ f iu P^a anhaede tardedepois de 4 horas
^^l^a^Cm"MUulmmU>Moa6fan adade como para os engLhos ou ou["s
Botica de 12 tubos grandes, ...".... 10MOO
Mosde24 ditos. ..... JSgffi
Ditos de 36 ditos......*....... IfS.
Dito de 48 ditos. fc .' 23S2
Ditos de 60 ditos. ...!.% ..... Sn
Tubosavulsos cada um. T...... innn
Frascos de linduras........' Sa
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr 'traduzid'o ^
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ..... 2fl00fl
!StariHeAlCudu Hering> com accionario: ". '. ofooo
Repertono do Dr. Mello Moraes. 6?000
CASABErJUIHOlT
menteSeEa^ feos ach.-se oonye-
SSaBr'^^^ fe {%^^^%;^
Assignatua de banhosfrios para urna pessoa por mea. : lOfOOO
e^. 4. \ 1morn08, de choque ou chuviscos por mea 150OO
Senes de wrtoes e banhoa avalaos aos precos annunciados.
_MARIO DE PERNAMBUCO. QAKTA FEIRA 11 PE Alffilt, DR_f86Q.
FUNDICAO D'AURORA.
Seus propneUrios offerecem a aeus numerosos freguezes e ao nubliro em opmI nd. o
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido eBiti[ictotoftor^mtKnEA*,^A
todos os Umanhos, rodas d'agua para engenhos todas dett n%SaraShoadf mJdir ,e
?&&raA"' taC'a8 de f"r ba'id0 e fundid0 de""^ o? Umanhos SdteV TuiqI
*.\ /' r0d'8' rodet*9' nes e boceas para fornalha, machinas ara .Z, mn
1, J'^JS"'?^" ^Wo. P*?" pa mandioca e oleo de" tn? portoes S. Si
SMu MB,I0 de/enl. ados, cultiva Joies, ponte, ^-aldeiras e Unaues bofas Kenaa
ttl? .a r,S de Buchini8"<- Bxecuta-se qualquer obra soja qual r* sua Zuriza nflo
dtennos ou moldea que para tal Qm foremapresantados Recebem-se encommen las nto Su
ttta Kuboocionto Jn J-,28 A- "/ '," donCollegio hi d aperador nr.nUi o Si
^J^T^^rImnn^C^?eteUi'COa ^^ Pendente, se podeL
Angosto & Perdigao
Com loja na ra da Cadeia do
Recife n. 23, confronte ao
Becco Largo.
)esejaudo fazer conhecido seu novo eslabele-
cirientc offerecem aos seus freguezes um com-
pleto sortimento de fazendas de moda, finas e
mais.inferiores, pelos mais commodos presos
qu Ihensao possiveis. e compromellem-se man-
dai levar as casas das familias quando queiram
escolhet a sua vonlade.
l.nlre muitas fazendas mencionamos algumas
cono sejam as seguinles:
Ricos cortes de vestidos de seda bordados a vel-
ludo barra aquille.
Ricos irles de vestidos de seda estampado de
cuas saias.
Po'onezaspretasdc grosdenaples o mais moder-
i o e proprio para senhora.
Ditos de gorguro imilago de casaveque po-
iem muilo comprida.
Ma nileles pretos bordados-a seda.
Dilos prelos bordados de vidrilho.
DiiDsde fil de linho.
Pelerinas de fil rauito moderna.
Taimas preta de novo goslo.
Maiteleles de torcal de seda froxa de differenles
cores [ esta urna fazenda inlrjraroejte nova.)
Lindos corles de vestidos de phanlasia de ba-
lados.
Dit)s de gaze de la e seda duas saias.
tarusas de linho para senhoras.
Saias baio rondadas, ditas de mussulina e ma-
flapol.no, tanto para senhora como para me-
rinas.
Sajas balo de dous saiolcs com 4 ordets de
tico
Peiites de tartaruga de differente goslo o supe-
rior qualidade.
Chiles do caxemira de cores.
Ricas capas bordadas para baplisado de enancas.
Cono outras muitas fazendas que se faro lcm-
brarac>s compradores.
Vinho de Bordeaux.
Em ca;:a de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Crui n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburg Frcres.
o eos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
;aax. Tem as seguinles qualidades :
De Rrandenburg frres.
St. Estth.
St. lulien.
Margaux.
La roso.
ChA.cau Loville.
Ch.eau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. .'uliec.
St. .lulien Mdoc.
Cha eau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sheiry em barris.
Madura cm barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Ceneja branca.
Na -ua Nova n. 35, vende-se farinha de
mandioca a dinheiro vista, pelo baratissimo
prec.o de 5J60O a sacca
; Vendem-se libras sterlinas em ouro: no
esenptorio de Manoel Ignacio de Oliveira. de-
frontedoCorpo Sanio.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da rtia da Mceda n. 3 A, um grande sortimento
de lachase moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposite ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vemlem-se pegas de algodao encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a2500 cada urna.
Aos amantes da economa
Ni ra do Queimado n. 2, loja do Preguica
remlemSse chitas de cores lxas bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 6 a peca, e 160
rs. i covido.
Milho.
Vi-nden-se saceos com milho superior, por
barato pruco : na ra da Cadeia n. 57.
Gandieiros econ-
micos.
Ccnlina estar venda um completo sorli-
menlo de candieiros econmicos, pela experien-
cia ja corhecidos.assim como lambem contina
a estar venda os preparos para os mesraos, em
porgao e a relalho, com preferencia, e consumi-
dores qu.. compraram na mesma loja : na ma
Nov.i n. SO, loja do Vianna.
- Vende-se algodo da Bahia para saceos e
lio de algodao : no esenptorio de Manoel Igna-
cio (e Ohveira. deronte do Corpo Sanio
|(-43-EIIAK0YA-4S S
BAprnazem de fazendas!
e modas
DE
FAMA
.ortesi de vestidos pretos de todas as qua-
lidades.
Tilos de seda da cores.
Jilos de blonde.
tilos de phanlasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades
)itos de cores.
Oapas prelas e de cores.
Irande sortimento de bordadas para se-
nhoras em carabraias o Dls.
Variado sortimento de enfeiles para ca-
bera, pretos e de cores.
)ilodilo de chapeos de palha e de seda
'.randa sorlimenlo do vestimentas para*
meninos.
Dito de chapeos e bonets para dilos.
filil *?'52.'*A5*a_
FABRICA
DE
mmimmL e mmtm m nvm.
SiU na roa Imperial n. 118 c 120 junio a fabrica de sabao
DE
Sebastia J, da Silva dirigida por FranciseoBelm.ro da Costa
de8(AT3-o1fteLlmS-Ve!rpre Promp!?,S alambi5u de cobre de differenles dimencoes
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacoeum ella, fi,fi., d.h,,mbo d,6 t0-das
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques passodeicaa? AJu-,52S '
para engenho, folha de Flaadres, chumbo em lenco!" barra zieo em lernl ST,r aC0S
arroellasde cobre, lenCes de ferro a latao,ferro suecia inriMuef todi f?.. ?mpnL.ba/,rf' ls",6es e
e folies para ferreiros ele. e oulros mito*arlirn nn?mnt. j imensoes'safras' lornos
parte,dePsempenhando-seCtodea l^^SS^i\n^vf^^^l^TqT
e para commodidade dos freguezes aue se diirnarpm hftr,..p perciao j conhecida
No aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ra
da I nperntriz, vendem-se :
Liidos transparentes para janellase portas de
dive sos .presos, lisos e pintados, muito proprios
para a cidade o casas do campo.
Lampccies de nova.invencao que do urna luz
raell or que o gaz, trabalhain em um novo liqui-
do niuiloorouomico.
Orjscopos, novo instrumento para conhecer
com toda a exactido o estado dos ovos.
Esleirinhas para descanso dos pralosnas mesas
de janlar.
Es temedores de fructas, como seja caj la-
ranje, limao. etc., etc. a
Af adoros mgicos para navalhas de barba.
Paino marroquim para forrar mesas, sof
colctoes, travesseiros, muito usado tambom para
forrar carros por imitar a casemira.
Paano couro de lustre, magnifica invencao
servt para lodos os usos em que se appca o
couro de lustre, sendo muito mais duravel e ba-
rato.
Ca nbiloii para segurar roupa as cordas para
cnxu jar, sio hoje procurados c eslimados em to-
da a parlo.
Sltreoscopos com variado sortimento do ri-
quiaeimas vislas de todo o mundo; vende-seo
instrumento a 49, e as vistas a 4a a duzia.
Be n como outras muitas cousas de eso domes-
tico, |ue sito da maior ulilidade, e que pouco se
conhuccm anda neste mercado. 7
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
llecie n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
ros. meios.chronometros e de plente, os mo-
ore3 que vem a este mercado, e a pregos ra-
r9*4S-UL\N0YA-45 |
Grande sortimento de roupa feita para 1|
horaem.
Dito dito do chapeos de castor e de seda.
zoaveis.
37 Roa do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ al 28g, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muilo superiores
a 35?, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de- braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna,, chapeos frantezes para homema 8,
ditos muito superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13#, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4, 5 e at 7
cada um, dilos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10&, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
25jJ, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150J, ditos de phanlasia de 163 at35S000,
gollinhas de cambraia de 13 at Sj, manguitos
de lg500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrdes novos- a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e caigas de 3ff500 al
4g o covado, panno fino preto e de cores de 2$500
at 10$ o covado, corles de collote de vellu do
muilo superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fuslo brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covade.^sparlilhospara senhora a 6g, coeiros
lira ricamente bordados a 12* cada um,
cambraia de linho bordados para se-
e 12j cada um, ditos lisos para ho-
inda muito superior, de 12 at 20# a
iras de cores para coeiro, covado a
fgode-*eda para vestidos, covado a
um completo sortimento de colletes de
de cas
lenco
nhora a
mem^f
duzia, c
2f400,
1400,
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
lustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2#800
o covado. bandos para armaco de cabello
Vende-se
linha de novello de lodos os sorlimentos, meias
,"dna'D,e" de P e mais inferiores, brn-
Relogios.
Vende-se ein casa de Johnston Talcr & C. ra
do V.gario n. 3, um bello sorlimenlo de relgioc
ZT.'c Kpalenl.e in6lez'. de u> dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
'anedade de bonitos trancelins para os mesmos.
K.-. -------'------------------ v-. -..ivuuuu uo uuiuios iranccur.s para os mpsuins
Mmmmmi*mmtmmU Emcasa de Borott Se"roa
da Cruz do Recife n.5,' ven-
de- se:
Carros de 4 rodas de um modcllo inleiramente
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano dc superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Lame de porco era barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como seiam
o muilo afamado licor intitulado Uorring Calf
Sherry Cordial Menl Julop, Bitlers, Whiskey
u., ludo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Pomo da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs. a garrafa : na
Iivrana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
araos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
= Vende-se urna preta crioula, de 30 a 35 an-
uos, perfeila lavadeira de roupa, com principios
de engommar, o outras habilidades, que s com
a presenga do comprador se dir, por proco mui-
lo commodo : na ra Oova n. 20.
Vende-se urna porgo de sola, chegada l-
timamente da Granja, dc muito boa qualidade e
precos muilo commodos: na ra Nova n 90
loja do Vianna.
Fabrica e loja de chapeos na
ra Nova n. U, de Christia-
ni e Irmuo.
Receberam pelos na rioi chegados l-
timamente do Havre, um escoltado
sortimento de chapees e bonets, como
i-
Uiyle a preco de 5 a 60^ e outras mu
tas qualidades de chapees e bonets,
vende-se tudo por precos razoaveis.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua durago, levesa e com-
modidade para os animaes : m casa de Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
-- Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guinho. em frento do sitio do Sr. Accioly.
Veude-se ou aluga-se urna cscrava co
bom leite e algumas habilidades
numero 66.
m
na ra Direita
11500. saceos de tapete e de marroquim para via- I Sa chan. TZZ >% ?
gem.eum grande sortimento de macase mala. g3! Y !?. J castor preto (Velours
de pregara, que ludo se vende vonlade dos i P V' l* de ca8|1, hranco, ditos de
freguezes. e outras muitas fazendas que nao ma^a ranceze* dp ultimo gosto e supe
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos.".101' compradores se moslrarSo 'ha para meninos, ditos de panno nan
n vi- homem emeninos, chapeos de pallia es
"Ora DalOeS. jcurfpara senhora e meninas, ditos dt
Na loja da aguia de ouro, na ra do Cabug n. ^e'tro eneitados,tanto para senhora co
1 B, vende-se pega com 50 metros de astia para mo para meninas,tudo do ultimo Pnxtn
fazer baloes a 6#, luvas de seda e bico com i- .___ i i ""'ogosio.
drilho a 2fi o par, ditas de cores IflOO a & me$.mo estabelecimento ha um gran-
ditas de pellica branca a 2, louquinhas de l de ortimento de chapeot de palha da
me,nlllr?crn,e^,^nVi?.SaPUnh0S 15a SU?.' e$CUrS C. ^^^ e <*P> *<>
Laa para bordar.
Na loja da aguia de ouro, na ra do Cabug n.
1 B, vende-se laa muilo fina e dc todas as coros,
pelo baratissimo preco de 6$ a libra.
Figo especial.
Na ra doCahog n. 1 B, vende-se riquissimo
figo cm caixinhas de 8 libras a 2$.
Linha do gaz.
chegada a loja da aguia de ouro, na roa do
Cabug n. 1 B, a superior linho do gaz, em cai-
xinhas com SOnovellos, qun.se vende pelo bara-
tissimo preco de IjfSOO a caixinha.
Para igvcjas.
Na loja da aguia de ouro, na ra do Cabug n.
1 B. vende-se volante largo e eslreito, trina e
galoes de todas as larguras, que so vende por ba-
ratissimo preco.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receberam a primeira
remessn mensal dc objectos dc modas ao ultimo
goslo, e melbor qualidade, chegados de Pars
pelo ullimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que em seu estabelecimento, da ra da
Imperatnz n. 10, lera urna sala destinada para
ellas escolherem ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de. nobreza prata e de
cores, bordados, e de rendas, de variados gostos.
Lindos enfeiles de cabeca, gostos modernos.
Ricos vestidos de nobreza de cores e prelos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a"
220O,240Oe 29600 o covado.
Veslidinhos paracrianeas, de diversos gostos ;
bem como o melhor soitiotenlo de outras muitas
fazendas modernas por os menores pregos : no
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ma da
Imperatnz.
Vidros para vi-
dra^a.
A 6 a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja, n. 28
.* ------------ *- rrancicco,
armazem de louca, mandam-se botar vi- 8. das 6 s 7 horas damanha e os domingos
aros em casas particulares por preco e d,MS8nlos a qualquer horado dia.
muito commodo, assim como vendem- Vendem-Se
se -vidros aretalho do tamanho mais pe- caaoa9 de fcmarello das melhorem que lom ap-
queno at ma* de 8 palmos, SS^SiS^iS rurde'^pran'cisco: Tm Um bD, b' "
bT..^.jri?,drM UrrUde 20
0.71 a?. e snPeor linha de algodio, bran-
r!L H "!' ma?,T1,' Para costura : em
casada Scuthall UellorA C. ra do Torres
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellentes chapeos qi* por sua oualida-
de e eterna duracao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existem a venda nicamente em casa do
Henry Cibson, ra da Cadeia do Recite n. 62 por
preco comhiodo.
Attenco.
Vende-se urna preta com urna cria, a qual co-
zinha, engomma, cose, marca, faz labyrintho,
poa enfermeira, emflm sabe fazer com perfeiro
todo o servico de urna casa de familia : na r'ua
da Imperatnz n. 9, segundo andar. Na mesma
casa se vende urna raulalinha muilo geilosa, de
o annos de Idade.
Esposicesdemetaes.
Grande sortimento de melaes de todas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa dos
mais lindos raodellos que se podem en onlrac
para servigos de cesa, dt- almogo e jantar por
pregos muilo commodos : na ra Nova n ". to-
ja da Vianna. ^
Na loja n. 4 da praga da Independencia,
vendem-se os seguinles calcados :
Borzeguins para homem a' 6^000.
Ditos para senhora a 3g.
Ditos para meninas a 2500.
Ditos para crianras a 2j>
Sapatos de cour dc lustre para homem a 5S.
Ditos de bezerro a 4$500.
Vendem-se libras sterlinas em ouro: no
cscriptorio de Manoel Ignacio de Olivcira defron-
te do Corpo Santo.
Vende-se um caixao prin-
cipiado
para duas casas, assim como se vende a meiaro
do oitao dobrado da casa parede-meia, no Cam-
po Verde confronte ao oiio do sobrado do Sr
Joanuim Ignacio Ribciro Jnior; a tratar na ru
da Impcramz n. 78. f.
Vende-se superior vinho de Bordeaux em
quarolas o em caixinhas de unn marca muito
acreditada, ceneja em caixas de urna duzia, vi-
nnode champagne excollenle, velas de esnerma-
cete e urna pequea porco de ferro da Europa
Freres .rapiche D* era easa de Tissrt-
Atteneao.
Na ra das Cruzes n. 21, vende-se mantona
ingleza a 640 rs. a libra, loucinho de Lisboa a
JZ rs. a libra, ludo muito superior.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chumbo em Iencd.
Camos de dito.
Cabos de linho inclez.
Selins patente nglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes de zinco.
Livrosem branco nglez.
Cadeiras genovezas.
Licores linos em garrafas de ciystal.
Enxore em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparellios de navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas diverras.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
wmu. mu.
Vende-se cebla sola por baratissimo preco-
no armazem da ra do Amorim n. 46.
Escravoslugidos.
Nova fama.
Toucados de velludo e Ata.
Ricos toucados de velludo e fita, todos engra-
zados a rctroz, obra do ultimo goslo, chegado a
esto mercado pelo baratissimo prego de 6> e 8jJ:
na ra do Grespo, toja de miudezs de tres por-
tas n. 5. r
Enfeiles de vidrilho.
Enfeiles de vidrilho, o melhor que lem appa-
recido a este mercado, tanto em goslo como em
qualidade, pelo barato prego de 3, 4, 5 e 6# ca-
da um : na ra do Crespo", loja de miudezs de
Ires portas n. 5.
Leqnes desndalo
Ricos leques de Sndalo, o melhor que se po-
de encontrar, para senhora de bom goslo, pelo
menos prego do que em outra qualquer parte : na
ra do Crespo, loja dc miudezs de tres portas
Paras quaresmq.
Luvas de lorgal bordadas a vidrilho, obra do
ullimo gosto, peto baratissimo prego de 1^800 o
par, ditas sem vidrilho, bordadas a rctroz, a
15280, ditas para meninas a i$ o par, tanto*de
seda como de. relroz : na ra do Crespo, loja de
miudezs de tres portas n. 5.
Pentesdemassa.
Ricos penlos dc massa virados, lodos dourados,
a iraitago de tartaruga, tanto em desenhe como
em goslo, pelo baratissimo preco de 3jJ cada um:
na ra do Crespo, loja de miudezs de tres por-
tas n. 5
Vende-se 6 cadeiras americanas, na ra
Nova, ioja n. 16.
Vene-se sete casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro. um melro mui-
lo novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da Ierra em suas gaiolas, casaes de rolas brao-'
cas e ditas pardas ; no sobrado da ra de S
ancicco. como quem vai para a ma Bella, d
-- No da 4 do correnle fugio da casa dc sen
senhor o preto dc nome Flix, de naci Macam-
hique de idade de 35 a 40 anuos, lefou calca dc
brim de assenlo ranco com ramagero azul,' ta-
mioa de algodai-zinho com lislra azul, cstnlura
^'Xir,SHCC01dC0rP>' lem os P<* um pouco
apalhe ados, lem calos as juntas dos dedos pe-
las cosas dasmaos, de amanar massa em palla-
ra a que pe lenco ; este preto foi do Sr. Joao
Francisco Duarte, vendeu ao Sr. Symphronio O-
lirapio deOuciroga, a quem foi comprado o an-
no passado : este preto quando foge costun-.a
mudar o nome para Joo, e suas fgidas lem sido
sempre para o lugar da Imbura. e tambem P3ra
o lugar do Baibalho : por isso roga-sc a pessoa
que o pegar, leve-o a seu senhor, na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6, que ser generosamen-
e recompensado, e protesla-sc contra quem o
liver acoulado em sua casa.
Fugio no dia 6 do correnle, da casa do
aoaixo assignado, o seu escravo crioulo, fulo do
nomo Raphael, idado 35 annos, filho da provincia
do Maranhao. foi aqui vendido pelo Sr. Francisco
MalhiasPercira da Cosa, ailo, bastante erosso
do corpo, fallas mansas, leve bexigas ha pouco
lempo, foi vestido cora caiga e camisa azul c cha-
peo de palha ; presume-se que ande por esla ci-
dade e seus suburbios : o mesmo abaixo assicna-
do promeltc gratificar gencrosamenlc a pessoa
que o pegar e o levar a Apipucos ; assim como
roga as autoridades polkiaes seus auxilios para
a captura do mesmo escravo.
Francisco Cesario dc Mello.
Fugio no dia 4 do correnle um escravo de
nome Felix.de nacao Angola, idade de 60 an-
nos, baixo, cheio do corpo, cr fula, pernas lor-
ias, um p mais grosso que outro, muito regris-
la : roga-se a quem o pegar, leve ou mande dar
parte na ra Direita n 69, que ser bem gra-
cado.
No dia 6 do correnle fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippo, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, falla bem ;
e no dia 8 o escravo Marcoiino, denagao An-
gola, cor fula, alto e seeco, sem barba, tem nos
bracos signaos dc vaccina, na tesla urna cicairiz
era forma de meia la, eem cima de ura dos ps
urna sicalriz que repucuou alguma cousa a pe'.le,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
prsenla ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram calca de algodao azul trancado e
camisa de argodao de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-seque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o sertao do Sobral do
onde o primeiro natural: a quem os aprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engento Ucha.
Escrava fgida;
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade -15 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo porsignal
mais saliente as maos foveiras, proveniente do
calor de ligado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defrocle
dacocheira do Illm. Sr. lenle coronel Sebas-
tiSo. q.ne sero generosamente recompensados.
No dia 2 do correnle mei fugio da fabrica
de sabo de Joaquim Francisco de Mello Sanies,
o seu escravo Antonio, crionle, odr bem prela.
nariz chalo, baixo e um pouco grosso, com idade
de25armos, o o signal mais conhecido ter a
falta de um denlo na parle de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabao,
na ra do Brum, que ser recompensado.
iM


(8)
K.
Lilleratura.
i apenas separado pelo sihmo, se ocha o lago de or do
Soukara coberlo do seus lenges de sal cuja cor
M M pERNaMBUCO. QUARTA FEltU i i bfi Atoll Dg feO.
lu-sjH>sia do conde Solar de la
Marsuerite, ministro de estado e
deputado, ao opsculo o Papa e
> Congresso.
(Conrlusao )
XVIII
A grande queslau esl quasi n ser discutida
l'>!ii[it>icnciSnos, que oulr'on em Vionntt
. ia:r. a sorte da Europa. Tenho confian?
i -:io sabedoria, o as niagiianinii.s iulengoes
'! pricij fs, que elles^representara. Ha, ver-
da le, o I ido das potencias calholicas, potencias
Minies oii schismalicas, que trataran dos
ii.li rrssos da egreja, mas islo nio deve abalar
h issa confianra.
A Fiama imperial se recorda certamente das
tradigoes "de sua gloria, ella, que as tcm confir-
mado" pelas armas por lanas victorias cm todas
as parles do mundo,sabe que se trata d'aqnillo.do
que os soberanos de urna outra dynasla se mos-
iravam os mais zrlosos. A*Hespanha, a catho-
liea Hespanha, fui sempre dedicada sanio s, e
rila sempre se glonou disso, ainda que as cir-
cunstancias, o nao o enfraquocmcnlo desua fe,
a Icnha langado em agitanos, que nao estfio
inlirmenle acalmadas. Portugal esquecer,
tempo, os funestos erros do marque/ do rombal.
A Austiia, que regeitou as deploraveis lois do
Imperador Jos II, dcixa ludo a esperar d'ella
en: favor do Soberano Antifice. Nao se pode
pietender que a Inglaterra, a Bussia, a Prussia e
a Suecia mostreni o mesmo zelo pelo Pontfice
romano ; porm este Pontfice esta desarmado ;
ello Palriarcha, ha urna longa serio de sceulos,
de lodos os nionarchas : eslas potencias irresis-
fivclnienlc rcspoitro seus direiios. aples
sal"- muilo bem que os estados da egreja sao os
baluartes do sen rciuo ; ello nada tem a temer
Oeste lado, nem empre/as, nem conquistas, iipni
0,,'grosses. Resta a Sardcnlia. Pronuncio tre-
mendo gen nome,... mas crcio que o corago dos
principes o dos ministros est na mo do Deus.
uger, primeiro ministro da Sicilia, leve conles-
locoes mais graves que as nossas com a santa se;
elle invadi os estados, venceu m urna balalha,
o fez Iiiiioccncio II prisioneiro ; depois reconci-
liou-se com o Papa e Iho restiluio ludo. E'o
itiiiiiu Dous que dirige os acontecimentos boma-
nos ; ah digue-se elle proteger o augusto fillio
e successor de nieu venerado senlior Carlos Al-
berto Ello amou a Italia, corabaleu pela Italia c
Hiorreu, |ide-se dizer, vctima do seu amor pela
Italia. Mas, Carlos Alberto, eu juro pela sua al-
ma, nao leria nunca querido urna pologoda de
trra lirada egreja ; todo scu desejo era rs-
tender seu reino al os confina dos fiados Ro-
manos, alim de tornar-se scu' primeiro de-
fensor.
XIX
Emitanlo a queslo romana agita o mundo, o
que tiz o Soberano Pontfice ? Implora a Deus
o perdao para seus immigos, e s deseja a volla
lestes fillios desgarrados a camiuhosniais rectos,
i) que o afflige. nao o perigo de perder alguma
parte do seu territorio, mas o ultrage egreja,
da qual elle o chee.
O' Padre Santo, cuja causa tenho sustentado
nr-stas paginas, lano quanto me lera sido possi-
vel, posso egualmenle vos diigr algumns pala-
vras do consolaco, e possaes vos acceil-las de
V0SS0 humilde fillio I
Eu vos di/.ia : Nada tenate", a egreja muilas
voes leni sido atormentada ameacada, nao ha
cruel iade ou tentativa do ioiqnidade quo nao le-
nlia sido dirigida coul elta, ha desoilo sceulos,
e ha desoio seclos que ella existe inabalavel ;
seus inimigos boje recomeQara seus ataques, suas
tentativas s trazera para ells novas perdas, c
para a egreja novos trumphos. Eu vos dira...;
mas seria para mini temeraria e muilo atrev -
monto continuar. Recebei as mais poderosas
cnnsolaces do episcopado, nao s da Franca,
Hespanha, Allemanha, Italia, Irlanda e Inglater-
ra, mas larnbem de lorias as parles do mundo,
porque o inundo inteiro loma parle as vossas
profundas dores. A' voz dos bispos responde a
do clero e de todos os catholicos ; nao ha paiz
onde nao se che urna olma dedicada egreja e
que nao seafflija com os soffrimentos do Papa :
o seu echo chegar esles homens d'eslado,
estes polticos, que se reunem em congresso para
pezar os dircilos dos soberanos e dos povos ; e
elles pesaro. espero, com urna balanga egual ;
nao se importarlo com as allucinacoes dos pu-
blicistas de una nova poca, que pouca impor-
tancia ligam sciencia, aosdireitos c justigo.
l.'ma grande anciedade reina por toda parle,
urna nuvem de inquietaco obscure.e a sereni-
dade do mundo; eu espero que ella se dissipor :
a .entonen do Ilustre areopago desmentir so-
lemnemente o autor da brochura o Papa e o Con-
gresso.
[L'Unicers.Caldas Jnior.)
tupido
Quando
e nem e
interior
mesma
Pi-
do roct
amassa
escoar
vam di abrigados, Iratavam de proteger o roche-
do con
obstan
pullad
ges p
ino ac
do ra
bem u
D
dos urj
de lar
tuque
na po
a^co
elle te
metro
diuari .
P lares
relevi
ligcin
Os Iiinulos dosCarlhagiiiezes.
M. Guigniaut na sessao de sexla-feira, 16 de
dezembro, da Academia de Inscripces e Bellas-
Le'.ras leu a seguinte carta que lhe foi dirigida
das ruinas de Carlhago era data de 13 de novem-
bro :
... Venho de explorar os tmulos de Carlha-
go : visitei muitos; era alguns levei a minha cu-
rosidnde a ponto de nellcs penetrar. Esperava
encontrar ahi conhecimentos sobre a arcliitectu-
ra, c sobre o coslume dos Carthaginezes, porque
todo mundo sabe com que cuidado os povos an-
tros ornavam o necropole, islo o morada dos
niurtos, e nao foi illudida essa esperanra.
O necropole siluado sobre a montanha que
liojo tem o nome de Djebeb-Khawi. Como essa
montanha lea quasi na extremidade da ilha de
Carlhago, o como o islhmo era corlado cm toda
sua largura por poderosas forticacoes, os lumu-
los, com quanto nao fossem no recinto da cidade,
eram todava mu bem defendidos. Quando o
cnsul Censorino df clarou aos Carthaginezes sup-
licantes que deviam deixar a cidade, e estabe-
leeer-se 5 dez leguas no interior das Ierras, o se-
nador Ilanwon respondeu que preferan) mor-
rer abandonar os seus templos e os seus tmu-
los. Os oulros povos, pela maior parle, deixa-
vam os seus necropolcs fora dos muros, cxposlos
s primeiras devastagoes do rniraigo; os Carlha-
giiiezes pelo contrario tralavam de p-los logo
em seguranca.
A montanha, que escarpada do lado de Car-
tlago, offerece do outro lado um pequeo decli-
ve ; ahi, d'onde se nao pode avistar a cidade,
que se acham enllocados os tmulos. A vista
desse lado bella c magnifica. A' esquerda avis-
ta-se Tunis, que descansa 5 margem do seu lago,
em cujas-aguas lmpidas se reflecten! as casas
imita nrata alm, se ve o golpho de Ulica on-
de o ro Bagrada vae despejar as suas aguas lo-
dosas. A' direita se estende o mar de cujas on-
das parece crguer-sc a ilha de Zimbre como urna Meiramei
nuvem transparente. Finalmente nao distante ] fa
do necropole se ve a aldea de Kamart como que silos de
ocrullando-so na verdura ; as suas p cujas palmas se inclinara para os comoros de ara lousas l
formados pelos ventos, faz lembrar um oasis no
nieio do Sahara. O sol rlenle da frica, o silen-
cio c a solidao augmentara a poesa desse lugar, como si
em que repousam tantos milhoes de restos mor- Na
laes n'om somno profundo e eterno. ciosa dt
Hoje ludo esl mudado, o seu asylo se acha dadess
despido de pompas, os seus ossos dispersos. O
solo rido. V-se aqui e acola urna ou outra
oliveira ou amendocira despida dos seos verdes,
ramos, e curvada ao sopro rijo da lempestade ; as
mesmas plantas que costumara cresccr por entre
as podras sao ahi muilo raras. Esse lugar thea-
iro de frequeiiles 'combates entre o chacal, que
busca os lomlos para seu asylo, e o porco-espi
nho, que gosta maiS de inlroduzir-sc entre o ale-
crim sempre florido e o thymo odorilero. A pri-
meira cantada do rochedo mais dura, e tem a
largura do meio metro pouco mais ou menos ;
muilo adaptada para formar um estuque natural.
As carnadas inferiores sao compostas de um cal-
careo lenro, que foi de proposito escava do para
fazer-so subterrneos ; o calcario depois de ex-
tralndo expeliente c produz urna cal branda-
mente hydraulia, que servia muilo para as edi-
fieaces de Carlliago. Os subterrneos prepara-
dos do um certo modo serviam de receptculos
aos morios ; as pedreiras se transformavam em
tmulos. Porque razao o genio mercantil dos
Carlhagiiiezes nao leria concebido essa dupla cs-
peculaco, quando os Gregos, cavando seus t-
mulos na rocha, della arrancavam grandes podras
proprias para estatuas, quando os Romanos, ex-
Irahiiido a pussolana das catacumbas, procura-
vam com ella formar urna argamassa justamente
celebre? Em nossos dias os rabes exploravam
o calcreo de Djebeb-Khawi; nao muilo longe
enconlram-se ainda fornos de cal. Infelizmente
pareca-Ibes mais fcil penetrar nos tmulos an-
tigos, e cscavar as paredes e pilares, o que causa
numero;os desmoronaincnlos.
O viajante que Mravessa o necropole nao du-
vida um s instante de que tem sobscus ps mi-
litares de cmaras sepulcracs e milhoes de t-
mulos.
a Toda a montanha est assim minada, mas a
Ierra lem j encuberto as escadarias e as entra-
das. E' preciso afastar-so das veredas j trulla-
das, e procurar aqui e acola, entre as moutas de
fundios e de acantilos, um buraco por onde se
possa penetrar. Encontra-so cnlao urna pequo-
na sala rectangular, em cujas paredes se veem
abortas largas c profundas brechas em que po-
desse ser depositado um cadver; o numero do
brechas varia entre nove a rite ; as covas em
vrlude do p, das chuvas, e das infillraces, se
acham atulhadas de Ierra, a ponto de nao bastar
somonte curvar-sc para passar por ellas, mas ser
preciso andar de rastos pelo chao ; aquellos que
presara o cstudodassciencas nao zombaro des-
la mnha confisso ; atravessei desta sorle mui-
tos tmulos, escassamente ahumados pelo meus
rabes, que recusavam seguir-me com receio de
seren sepultados vivos. As vias de communica-
rao nao existiam mais no principio ; tinham sido
obstruidas pelos Romanos quando saquearan) o
necropole. Em vez de procurar a entrada occul-
la de cada tmulo, 03 soldados fazam um buraco
as paredes de calcarefl tenro que separavam 'is
tmulos uns dos outros, e aproveitaiido-se da
cova profunda em que reponsava a morte, pou-
pando dest'arte maor trabalho, passavam por ci-
ma della e iam dar no lumulo visinho. Tive
tambem por minha vez de passar por esses cor-
redores singulares, onde de um m'omento para
outro poda eu oceupar o lugar que j tinha sido
orcupado pelo cadver de um Boinilcar, de uro
Ciscn ou de um Asdrubal desconhecido.
Outras impressoes mais positivas vuham mis
lurar-se essas tristes recordacoes Se o chacal
fugia dianle de nos, todava ficava um odor des-
agradavel ; e esbarravamos logo com urna cabe-
ca de animal meio roda, ou algum oulro restu
dos seus srdidos banquetes.
Concebe-se que esta maneira de explorar,
poslo que renovada em diversos pontos, nao
muilo instructiva ; mas ella era necessaria para
se poder comc^ar as escavaces. Adquir em
primeiro lugar a conviceo de que todos os t-
mulos dosanligos Carlbaginezes nSoforam aber-
los e saqueados pelos Romanos, quer pelo exer-
cilo de scipio. quer pelos colonos que os Grac-
cos, Julio Cesar. Augusto, enviaram successiva-
raenle para povoar novamenlc Carlhago. Da
mesma sorle quando Cesar quiz que urna rojonia
reconstruisse Corinlho. arrasada por Mummio, os
habitantes da nova cidade esqucceram durante
dous annos de edificar casas para si.
Slrabono refere que elles se oceupavam unlca-
niente em abrir os tmulos dos Corinlhios, e re-
colher objeclos de arte e vasos pintados, que se
vendan) em Roma a peso de ouro.
Os tmulos dos Carthaginezes eram talvez me-
nos ricos ; porm foram egualmente despojados.
Nao sei dizer so os Vndalos e os Christos ahi
pozeram a mao por sua vez; o certo que os
Arabos depois da conquista concluirn) a devas-
tarlo.
As indagaQes que actualmente se emprehen-
desse no necropole com vistas interesseiras se-
riam frustradas. Vasos grosseiros formados de
barro cosido, moedas de bronze com a effigie
d'Aslarl, ou dos imperadores, scriam R^e as
nicas riquezas que encontrara nesses subterr-
neos aquelle que os quizesse explorar movido
pelo inleresse. Quanto a mim, desojara esludar
a architectura funeraria dos Carthaginezes, e des-
cobrir alguns vestigios dos seus costumes, e por
isso empenhava todo o cuidado cm esquadriunar
os tmulos de mais cuslosa conslrucQao, c que
eslivessem bem conservados.
imulo, que de ordinario ae achara en-
l tres quartas partes de sua altura,
s paredes e o teclo nao esta vam intactos
am de estuque, nao penetrajJBj
quando succedia o contrario
lo ei acuar.
il de erplicar-se a razao po
Ierro, arrastadas pelas chu
iliipiram os subterrneos, c*
nham sido arreboladas : po J
contar is eslaeoos e as tempestades
les de t
co, com intervatlu de urna hora, um de grcgtfj
oulro de lalim, affirmavS ao seu auditorio que
tinha um genro com idado de vutc anuos, que
s (aliara a lingua carthagineza.
Era pois natural que as ceremonias fnebres
fossem notamente adoptadas, e que o necropole
pnico tornasse a ser povoado. Os tmulos
epois de Scipiio tinham Ucado abertos e despo-
jados. O lugar eslava livre, e os fllhos podiam
profanarlo deitar-se sob as lousas
sem proionacao aeiiar-se sod as lousas em que
pdjp$)on- repousaram seus pas. Talvez que as familias
rr iccumulalos destncadaraenw, assim ricas, que tinham todo o inleresse pm mesclar-se
conla os elosde urna cadeia. j na socieda'de romana, adoi'lassem os usos de
posjo aqui fornecer urna relaoSu mino-! Roma ; porque do um declive, que domina a
ludo quanto obserrei. Essas minuciosi- ; aldeia do Kamart, v-se urna vasta espionada
rao publicadas mais tardo com os plano3 cercada de altos muros, dentro dos quaes se ele-
e desenis, sem os quaes seriam apenas intelli- vam muitos mausoleos, cujas ruinas anda se
giris. podo recnhocer. Quauto aos Christos, tinham
Baila discrever un tmulo para que se pos- aversSo ao necropole durante soclos consagra Jo
sa fazei ideia de lodos. O tamanho e a decora- ao paganismo. Tenho procurado o contino
cao vai am, mas o lypo sempre o mesmo; re-! a. procurar alguma calacumba christa cm
conhe-e ahi a monotona da arle oriental que,! Djcbel-Khawi; ocaso que uo tenho deseo-
ou pelo respeilo rcligio, ou por espirito de es- borlo o menor vestigio de christianismo sobre
labilidale, nao so cansara nunca de 'cpetir as! milhares de tmulos cavados na superficie da
formulas, o copiar os mesmos modelos. trra. Descobre-se ao contrario muitos signaes
Phenicios estampados sobre o estuque polido,
como esse emblema que representa um cajstical
com cinco bracos cora urna mo aberts, que
conjurara lalvez os genios mos, da mesma sorle
que acontece hojo com o emblema dos orientaos
que representa um olho. Os Christos tinham,
como em Boma, os seus cemlerius situados,
fra dos muros. Quando os bispos em 42t obti-
veram do imperador Constancio quo fosse arra-
sado o templo de Aslart, o lugar foi oceupado
por um cemiterio, como que para melhor insul-
tar o paganismo vencido. Ahi 6 que se cncon-
Iram a< inscripces chrislaas, as lampadas fune-
rarias etc.; guardvi urna inscrip^ao com o nome
de Innoc, virgem christa mora aos desenore
annos. O necropole de Djcbel-Khawi, que oc-
cupo um espado de muitos kilmetros quadra-
dos, tem sido consagrado nicamente ao culto
cartilgine/.; as Uadices semticas se haocon-
servado intactas at os ltimos das da segunda
Carlhago, como o atiesta urna moeda de lleraclio
queseachava nos ps de um esqueleto,n'um dos
tmulos que fiz abrir A conquista dos rabes,
em 697, fez tornar ludo desolacao e ao esque-
cimento. O elemento phenicio fui logo espa-
Vou deicrcver o tmulo de urna familia rica.
meiro que ludo aplanava-se a superficie
cdo,emboava-se com urna argamassa bem
la.di ixandii-se urna pequeainclnaco pa
ra o'esi lamento dofaguas; assim preparado terre-
no fornlava um verdadeiro lerraeo, scmelhan^a
dos toi acos rabes ; ere. muitos at encontrei ca-
nos la erae- quo conduziam a agua, e faziam-a
nais abalxo ; quando esses lerracos Pica-
re s, e aos quaes possa lornecur uoia soniuia maior
de Civifisaoloem trocada independencia quelhes
quer arreHitar.
quas Inolil diier que a Italia, amigo berco
da civilsacto europea, anda hoje um dos pi-
zes mais adiantadosdo relho continente, e nada^
tem a ganhar com o dominio e influencia aus-
traca.
Os paizes do baixo Danubio, por ventura, eslo
no mesmo caso ? Em rclaco aos estados aus-
tracos, nao podem, a muitos respeitos conside-
rarse atrasados ?
Deus nos livre de tirar-deslas rorisideraces
-**
Nao basta considerar a eilenso de um poiz ;
curapfe tambem atiender para o valor do seu
territorio'/ Encarada sob este ponto de vista a
Hungra dercorcupar um dos primeimg lugares
entre os paizes da Europa
Os bellos ros que a banham em todos os sen-
tidos, seu clima variado, o solo de urna fertil-
dade admirare], a tornaran) no correr dos secu-
los um paiz rice e productivo, apezar das vics-
si ludes polticas que devorara esgolar as fontes
da sua prosperidado. Excepto a Russia, nenhum
oulro paiz da Europa contm mais metocs pre-
ciosos. Possue grandes matas como a Scandina-
un, argumento que seja contrario independen- ViT"* ZlTi?f* ^,;uas.c,",,0, a
1 i^t-.i^.. -_>__i ,s suas niexgotaveis minas de carvao ape-
ra a aeco do clima e das chuvas; se, nao
e este trabalho, elles eram novamenlc se-
is de&aixo da ierra, prevena-se as inQltra-
rigoas, pela solidez do tecto. Inc I mo-
er que, ofTerecendo o necropolo um plano
c vordaderns aliuhamentos, exista Ism-
n syslema de catialisac.o-
isce-se so tmulo por oito degros talha-
rocl.edo; a passagem nao lem u.n metro
ura ; ambos os lados sao revestidos de es-
a entrada da altura do dous metros for-
cima um arco pouco scnsivcl: fechavam-
icamlo de alto a baixo urna grande lousa
do pe ra 011 de marmore; o recinto nao mais
eleva o qu a nitrada ; e em toda a sua exten-
so co >erto de ura estuque mu: fino e muilo alvo Ihado por mestres que eram de orlger semili-
cuja d naci se prolonga alraves dos sceulos; ca. Quem sabe se os habitantes de Tunis os
n cinco melros de comprido e Ires e meio j mais fanatices nao descendem dos Carthaginezes
de lergo ; a dmenso de urna cmara or- transformados pelo islamismo ? Algumas vezes
suspendo-mo vista de um rabe que destrue
e arcadas eram representadas em
sobre os muros. O tecto aprsenla urna
incl naeo para os ngulos. A arte car-
thaginjeza, :omo seas linhas simples e noluraes
tivess m do persistir eternamente, tem feiio uso
dellas mesmo nos tmulos construidos depois da
conqu sla tomana.
En cala espaco comprehendido entre as ar-
cadas se acham simtricamente dspostos duas
cavid; des, rectangulares/ellas tecm 85 cenlrime-
iros d) altura sobre 55 do largura; sua profun-
didad de mais de dou3 metros, de sorle que
fcil ( ollocar-sc ah um cadver lio comprido ;
a cab 5a era a primeira cousa que entrava, e os
ps fi avar) voltados para o lado de fora: depois
aabeitura da cavidade era murada com podras e
argan assa, sobre o que applicaram o estuque,
que s:rvia para a decoraco geral, ou ento urna
chapa pulida ; por cima da cavidade suspendan)
una ( utra chapa de bronze com urna iuscripcao
quali ucr.
Assim podiom sersepultodoscmums tmulo
viole nembros da mesma familia. As exhalaees
pul i as dos corpos eram absorvidas pelo calca-
reo r vo conlido as paredes do recinto em que
um tmulo para fazer cal; e. lhe digo que aquel-
los, cujo azylo elle viola, sao lalvez da sua raca,
sao talvez seus anlcpassados. Elle me encara
indeciso, reflecte um instante, c depois me per-
gunla se esses pais de teuspais conheciam Maho-
inet, c o verdadeiro Deus. Quando respondo-lhes
que nao, faz ourr urna exclaroaeo gultural,
torna a tomar a sua enchada, e continua com o
coracao tranquillo a sua obra de deelruieo.
BELLK.
(Journal des Debis.Siloeira.l
A Hungra ea Austria dcl848 a i859.
i
Parece que a veracidade dos orculos sibyUinos
nunca se ha desmentido ; porquanlo ainda no .se-
clo XIX vemo-los umitas vezes realisarcru-sc
despeilo desses gorernos que nao sabem ceder
lempo e comprar a cusa de pequenos sacrificios,
o que mais tarde lhes deveri costar sacrificios
enormes ; que nao sabem vender por um preco
razoavel aquillo que cederao sem alguma com-
pensado.
Mais de un:a vez,principalmente em 1818, a d-
europa offerecer a Austria occasio
;>se calcreo nao tvesse alguma das pro-! de rePnrar as perdas, que se achava ameacada de
corrosivas da cal, e nao concorresse so""rer as suas posscsscs transalpinas, mediante
do baixo Da-
ellesfee acliavam encerrados; alm disto nao du- plmtia
vido [ne e
pried ides
para leccar pouco a pouco os corpos, como acn- se." engrandecimento nos paizes
lece i m certos jazgos de Bordeaux, Palermo, o nu^io-
Syrai usa. Duranle seis ou oito annos que se seguram
i s osaadas, quando sao liradas das sepulturas rrise de fevcrei''o ludas as vezes que a diploma-
em q le tuern estado encerradas entumecidas cia ou >mprensa se oceupavam da possibilidade
pela umanidade, lomara a apparencia de urna de a,?"ma niudanca na distnbuieo consignada
raass branda; mas seccam apenas sao exposlas "a ?ar.ln eur?pa, sempre o mesmo pensamento
a infljenc.a doar, de molo quo podem ser redu- !e f:'7" "anr : diminuir a Austria do lado da
zdas p por urna pressao quilquer. esta a ,ta!u ""gmenla-la do lado do Oriento,
razar, porque nao poudc conduzr contigo um cr-
neo iteirj, e satsfuzer o desejo de M. Quatrofa-
gesdj eniiquccer o museu du Jardin-des-Plan-
tes c im urna especialidade carthagineza.. ,
)s tmulos das familias pobres saK> n
smales, nao teem lerraeo, escadaria,
nena estuque. Urna
pedn grossa d en
ondi nao se desee
time Noiles Simbad o mariuho visita nfilia
ond
as laminas pobres s

i lerraeo, escadaria, ajeadas.
a abertura fechada pv urna
nlrada para esses luAnulos,
, porm salla-se. N, foil e
os morios sao laen ios em um
neo aelo orificio de um poco, que ..
tapa lo com urna pedia.
Espero chegar soluro de urna queslo
sobi quo divergen) as opnics c tcslemunhos \
dos antigos. Dzem uns que os Carlhagiiiezes
que mavam os corpos dos seus defuntos, alrmam
outus que nao era assim, mas que enterra-
ran) Virgilio d a rainhaGuido como mora
em irna fogueira; o o historiador Justino refere
que Dara, rei da Persia, envin urna embaixada
aos Phenicios de Carlhago, intimando-lhes quo
que niasseni os seus.morios c os nao cnterrasseni,
ao ue elles obedeceram : a mesma embaixada
lhe prohibi de comer carne de cao, como fazem
ain a hoje os habitantes de Biskara e dos oasis
visiihos Justino cahio n'um grande erro. Os
Car hagi iczes, da mesma sorle que osTyrienses,
Hel reos, c quas todos os povos de origeru se-
mitica, enlerravam seus morios, e lhes prepara-
vari strcophagos ou cmaras sepulcraes. Se
corsultarmos a obra quo M. de Saulcy escreveu
sol re a Arle judaica, ahi encontraremos no ca-
pil ilo, que trata dos tmulos, alguns esclarcci-
nreitos instructivos.
4 Nc s os antigos Carthaginezes enlerravam
os seus morios, como tambem este uso persisti
A Austria, porm, recusara constantemen celar negociarles respeilo, egociagoes que
alias se fundavam em urna base que tinha lauto
de lgica, quanto de favoravel seu proprios.in-
teresses : prefero, segundo parece, manler-se
as posscsscs lombardo -vcuesianas, e estender-
se ao mesmo tempo_sobre o baixo Danubio, va-
leodo-se j de medidas diplomticas, j de meos
mais enrgicos.
A paz de 30 de marco de 1856 e a convencj
tem- ^e ^ de a20Sl de '858 addiaram por muilo tera-
depois p0" se ^ ('ue na0 des,ru'ram por urna vez, as suas
Eis aqui como proceda. Escolhia um espaco
de trra vaslo e plano, onde nao houvessem bu-
racos, nem apparencia de rochedos ; cu esbiva
rerlo qua por esses lados os constructores dos
fornos de cal nada tinham destruido. Eazia ca-
var a trra ; se rom as pancadas da enchada ella
produzia um som perfeilo, era islo signal de que
nada havia que descobrir, e ponanlo ia meis adi-
anto ; se pelo contraro a trra produzia um som
co, era islo prora de quo por baixo existia um
lumulo.
Ento os meus obreiros arredavam toda a tr-
ra vegetal, que formara a primeira cantada,
n'uraa exlenso de 15 a 20 metros quadrados
Descobriam finalmente um encaixeda largura de
um hornera, que formara urna especie de passa-
gem ; era ahi a entrada : esta era para logo des-
eorn suas paredes esbranquigadas; em frente, o embarada, e eu penetrava com a vista no intc-
espcraiifas do dominio no baixo Danubio ; e pelos
tratados de Villa-Franca e Zurich vio-se obrigada
a supportar, sem compensaco alguma territorial
a perda dessa mesma Lombardia, em troca da
qual pouco tempo antes lalvez lhe livessem cedi-
do os principados danubianos.
E agora, quem poder assegurar que e3la pri-
meira experiencia ser tambem a ulliml, c que
Veneza nao ter um da a mesma sorle da Lom-
bardia ?
Se a Austria quizesse presentemente fazer ces-
sao do reino venesiano. o Pemonte Iho compra
ra a poder de ouro ; e os Venecianos imporiam
a si proprios grandes sacrificios financeiros, para
gozar hoje pacificamente dessa liberdade, que
lalvez amauha conquistaro com as armas na
mo.
Nao ha duvida que nesses projectos de com-
pensacoes terrtoriacs havia o quor que seja do
velho systeraa, em vrlude do qual a diplomacia
dispunha das naces sem o seu consenso, e mes-
mo apezar desto, fazia dellas objeclos de permu-
ta, e, para morhor dizer, objeclos de mercado.
Nesle ponto-de vista, laes projeclos nao eslavam
a abrigo de qualquer critica.
Mas, porque razio vemos a imprensa liberal
na nova Carlhago. Qs colonos romanos, posto defender at certo ponto urna idea que parece em
qu ; no gozo de todos os privilegios, se acha vam | desharmouia com os principios do ordinario por
toi avia em mmordade. Os Phenicios dispersos ella profesados ? Porque cm lodos os circuios da
ni cdiidcs visnhos, e no interior das Ierras, poca actual grassa a mesma idea, quando appa-
vo tarain a povoar a patria que Roma lhes dava, i rece algum embaraco as provincias danubianas?
qujj os imperadores encuerara de beneficios, e porque no fundo de lodos esses projectos de
qu bem depressa lornou-se rival de Alexandra compeusac,o mais ou menos regulares, mais ou
pela su.) grandeza c riquezas, islo tornou-se a menos pralicos, a opinio publica descobre essa
se ;unda cidade do imperio. Elles conservaran) idea lo justa que a Austria, em se tratando da
ca desse novo estado, para cuja fundacao sobre
a margoiT! do Danubio, a Franca lem contribuido
Actualmente as provincias danubianas parecen)
de todo perdidas para a Austria.
Todava nilo menos ventado que o deslino do
imperio dos Habsburgos leva-o a estender o seu
poder ou a sua influencia para o Oriente, antes
do que para o lado Occidente. Esse destino ma-
nifesla-se ainda mais claramente depois dos l-
timos siiccessos.
A Austria so acha enfraquecida na Ilalia, ese
rai enfraquecendo cada vez mais.
O movimenlo librale unitario quede novooe-
cupa a Allemanha. tende aborlamente favore-
cer a supremaca da Prussia em prejuizo da in-
fluencia austraca. Assim, pois, enfraquecida na
Italia, seriamente ameagada na Allemanha, em
si propria que a Austria deve buscar fercas,
para o Oriente que ella deve procurar eslcder-
se e fazer prevalecer a sua .influencia. Ora. essa
forra s na Hungra pode encontrar ; essa influ-
encia s pela Hungra pode adquirir.
Atiribue-se dous empenhos agglomeracio de
paizes e nacionalidades, de que se compoe o im-
perio dos Habsburgos: dizem primeiro, que a
Au-lria deve servir de baluarte Europa contra
os designios ambiciosos do inraso e de conquis-
ta, que sempre se attribuiram ao imperio dos
Czaies ; segundo, que ella servir de medianeira
entre o Occidente c o Oriento, desenvolver espe-
cialmente a civilisacao occidental, daracouhecer
e propagar as tendencias c as instiluices libo-
raes do seculo XIX nos pau.es situados" nos con-
fins dos dous mundos, os quaes nestes ltimos
annos se lem j franqueado, ou o sero mais ou
menos prximamente pelas crises que se acha a
Turqua ameacada.
A Europa sabo quao pouco satisfactoria tem
sido a maneira porque a Austria ha comprehen-
dido o executado al o presente esses dous em-
penhos ; nao nos demoramos sobre este assump
lo seno o tempo preciso para enunciar esta ver-
dade lao simples como inconleslavel : a Huflgria
livre, desempenharia s mil raaravilhas esse du-
plo encargo, o o completara forcosa e nfallivel-
menle ; em todo caso, pois, s por intermedio
da prosperidado e liberdade da Hungra poder a
Austiia attinsir a esse fim, se que seriamente
ella quer e deve altng-lo.
A Hungraa historia o atiestadurante sc-
eulos protegen a Europa christa contra o isla-
mismo ento mui poderoso ; o nao lem sido me-
nos firme nem menos vigilante no seu empenho
contra a Russia. Alm disto este ultimo empe-
nho lhe tem sido imposto pelo inleresse do seu
repouzo interior, e se sua propria conservarlo,
que o paiislavismn amea^aria directamente, se
este se reproduzisse para maiur perigo da Euro-
pa. I.embrcm-se do quo se passou de 1830 a
18S- as Intrigas panslavistas nao cra,m entao
combatidas, mas siin protegidas pelo gabinete de
Vienna ; mais adianto daremos as causas que mo-
rer*m essa poltica inconcebivel na apparencia.
A Hungra, pelo exomplo de suas proprias insli-
luicoos liberaos, que seriam a origem de inimcn-
sos progressos intcllectuaes e materiacs, exerce-
ria alm de ludo a maissalutar influencia sobre
os paizes que com ella confinan); e excitada pe-
lo inslincto da sua conserracao c por seus mais
inmediatos inieresses, logo "quo a liberdade e o
progresso lhe Iransmitssem torgas reaes, ella
oecupar-se-hia do dcsenvolvimento das popula-
Qes virnhas, e buscara conslitur-so um ba-
luarte contra perigos exteriores e interiores, tor-
nando-se chote de urna federacao, seno ellecli-
vapolo menos moral, do? pequeos estados
danubianos, aos quaes se acha ligada pelos laeos
geographicos, pelas tradieocs Matoneas, pela s'o-
melnnnca de linguagem, de costumes, c tambem
du interseos communs.
Abstrahindo deslas consideraces de alxuma
sort inlernacionaes, do que pouco nos podemos
oceupar, se cncararmos a Hungra em si mesma,
por assim dizer, nao menos reconheceremos que
ella constilue a todos os respeitos a parte capi-
tal da monarchia austraca, o que a sua prospe-
ridado podo ler urna importancia considerare!
sobre a sorte do toda a Austria. A situaran to
grave da Hungra, nesle momento, deve poisin-
teressar a Europa, a qual, como ainda urna vez
acaba de provar a guerra da Italia, nao saber
Conservar-se indifferciilc a successos appellida-
dosinteriores, quando estes podem, mais da
menos da, compromeltcr a existencia do urna
grande monarchia, e quando elles envolvem a
vida ou o anniqulaniento de urna naciunalidade
cheia de vigor o de futuro.
jFOjjLMIETMM (1
Constanca\errier.
POR
GEORGE SAND.
XIII
( Continuado. )
Depois de se ter certificado bem da partida da
duqueza, a Mozzclli puchou os fcrrolhos da grade
dojardim, e vcio ter com Ral ao solao.Elle es-
tava de chapeo na mo, de luras, em p, c como
para relirar-se.
O que S30? perguntou-lhe ella com ter-
ror, procurando faz-lo sentar ; estamos sos, o
que espera pora dizer-mc que roc mesmo e
nao oulro 1 Nao reconheco mais o seu rosto
nem sua voz I Os seus olbos dislrahidos fazera-
me medo. Ral falle-me I Parece-mc que vo-
ce. nao vcio aqui para vr-me !
Pois bem, serei franco, como meu dercr
e minha vontade, nao rim por isso, respondeu
Ral. Tinham-me indicado a casa sem dzerem
o seu nome... Eu ignorara que voc cstivesse
. aqu 1
Enlo vinha para ver a duqueza ?
Ainda menos
Mente bradou a Hozzelli cahindo na aspe-
reza de suas antigs coleras. Voc veio de casa
della 1
Juro-lhe que nao sei onde ella mora, e que
o minha primeira visita foi para urna pessoa que
um lacaio me disse estar aqu. Nao eslava aqu
inademoiselle Cecilia Verrier?
Cecilia Verrier ? Nao ; exclamou a Hozzel-
li admirada-, roc conhecc-a?
Assim parece 1 respondeu Ral, estou en-
carregado de urna mensagem para ella.
Da parle de Abel ?
D'onde conhecc voce Abel ?
Fallaran)-me dello. Onde esli ? Quando
vem?
os seus hbitos e linguagem, da mesma sorle
qujo os rabes que habitam as nossas cidjdes da
Allgeria. O cullo d'Aslarl lornou-se lo popu-
'lar quecausou serios receios aos bispos d'Africa,
quando o christianismo contara j quatroceutos
arlos de existencia. Todas as inscripces pni-
cas que se encontrara enlre as ruinas de Cartha-
gif sao posteriores a conquista romana. Final-
mente no lempo dos Autoiiinos. orador Apaleo,
qi.e su sienta va em Carlhago dous cursos publi-
- -^^^
sua existencia, attrahida para o Oriente por seu
proprm destino mais depressa que para o Occi-
dente.
Quando um grande estado europeu quer esten-
der o seu territorio e a sua influencia, cumpre,
para poder cffecluar-se o augmento, que projec-
ta, com proveilo para si com alguma vanla-
gem para os inieresses da Europa, que os
seus designios de conquistas e ambic.cs le-
tenhara por objecto paizes que lhe sejam inferio-
() Vide o Dianv n. 80.
= Issos diz respeilo mademoisellc Verrier.
Fallemos de nos agora.
Ali I sim, fallemos de nos, disse a Mozzclli
com amargura. Para que? Eu sei que roc me
engaa 1 Voc nao ignorara, tendo de ir a casa
de mademoiselle Verrier, que ella est morando
em casa da duqueza. %
= Ignorova-o, respondeu Ral, visirelmente
sorprendido e contrariado com essa circunstan-
cia. Nao pareisequer urna hora na viagem e ha
apenas urna hora que chegei. Nada sabia a res-
peilo de quem poda estar aqui; s me interessa-
va pela rnisso que tinha a curoprir.
Voc me inquieta por Couslanga, disse a
Mozzclli que comecava a tranquilisar-se. Urna
misso urgente, importante, talvez? Abel nao
volla ? Morreu ou vai abandona-la ?
Nao respondeu Roul cora firmeza. Abel
jamis abandonar Consianca, mas ainda urna vez
permita que falle de voc e de mim.
-i- Espere 1 replicou a Mozzelli examinando-o
com olhos desconfiados e escrutadores ; voc co-
nhece Abel, est na confidencia das suas relaeoes
com mademoiselle Conslanga Verrier, talvez co-
neja mesmo Constanca e vendo-me abrir a grade
dojardim, nao disse-lhe o nome, e nao correu
atraz della para fallar-lhe. Tudo isso sin-
gular ?
Vou a casa della, mas antes de despedir-me
de voc, quero que tenhamos urna explicarlo.
Dcspedir-se 1 ento deixa-me 1 disse a Moz-
zelli tornando aos seus sustos ; sabe agora que
estou aqui, v que o smo mais do que nunca, e
assim mesmo parte ?
Escuta, minhaqueridaSophia, disse Ral sen-
tando-so e pegando-lhe as mos ; amei-te, nio
poderia nega-losem mentir a mim mesmo; toda-
va quando me apresentaram a ti, eu eslava mui-
lo longe d,o me julgarapaitonado.Sou sensivel s
artes, adoro a msica, o thealro ainda me irapres?
siona ; ludo isso por que tenho urna vida activa
e fria absorvida pelos negocios e que tende para
um fim positivo. Ao ouvir-te, senti-me trans-
portado a esse mundo da emoro em que raras
vezes posso entrar... eu admirava em ti, urna ar-
tista inopinada, e nem sequer tinha pensado na
mulher. ^~~~
Amulher poderiadelxar-mc apenas urna re-
cordarse, potica... ella assim nao quiz, e sentio-
sc levada a deixar-me urna recordncSo viva pro-
Nesles ltimos dez annos muito esforco tem
empregado a Austria, quer offical quer olliciosa-
menle, para fazer considerar o amigo reino de
Santo Estevo como urna simples provincia do
imperio, um desses numerosos pases da coroa,
do que se compoe a monarchia habsburgueza, se-
gundo a consttuicn de 1351. A eguardale que
a linguagem official procura estabeler.er, jamis
(cm feilo desapparecor a descgualdadc toda
prova, que existo de faci, cutre o reino da Hun-
gra e osla ou aquella pequea provincia austra-
ca. Fallando da exlenso leriltnri.il, a Hungra
nos seus limites naturaes. islo lal qual era
eonslluida antes da 1843, comprehendendo a
Transylvania e a Dalmacia que ambas eram con
sderadas, alientas as suas relaeoes histricas,
geographcas e outras, como parles integrantes
do dominio da Santa Cora, a Hungra, digo,
comprchendia 6,175 legoas geographcas quadra-
das; por cotiseguiutc por s s formara pouco
mais de motada de toda a Austria ; tinha mais
quinhentas legoas quadradas quo o territorio da
Inglaterra, o mil que o da Prussia ; comprehen-
dia tres quintas parles da exlenso da Franca ;
exceda a dos qualro reinos allomaos (Hanorer,
Saxona, Wurtemberg e Bavera) reunidos e aug-
mentados com dous ou Ires reinos mais du ta-
manho e exlenso de Portugal e o Picmottle, sen-
do mesmo este ultimo considerado nos seus li-
mites actuaos. Deixando-se de parte a Transyl-
vania. em virtude da unio ntima proclamada
em 1818 pelas dictas das duas patrias-irmas, e
admittndo-se o isolamcnlo da Croalia, como re-
sultado das lulas do 1818 e 1819, anda assim a
Hungra seria pela sua exlenso o quinto ou sex-
to estado da Europa, c oceuparit duas quintas
partes da tolalidadc dos eslados austracos.
as teem sido exploradas ; o trigo, com o qual
lem sempre alimentado urna grande parte da
Austria, lo abundante que, quando os annos
sao prsperos, apodrece cm grande qn-arrlJade
por nao se poder dar voncimento. Na grande
cxposigao agrcola de Pars cm 1856 os seas bois
de coraos gigantescos excitaran) a admirar-o de
todos os conhecedores. Suas plantajes de ta-
baco d3o para o consumo extraordinario que na
Austria se faz desse genero, nao obstante a de-
cadencia manfesla da cultura dessa planta de-
pois da introdcelo do monopolio austraco na
Hungra. Seus rinhos generosos, apezar dos
obstculos doanarios que obstara ao seu consumo,
figuram de ha muito.com honra as prncipaes
mesas da Europa, e hoje rao tendo exlracrao as
duas Americas.
N'uma palavra a Hungra possue todos os the-
souros com que a nalureza pode dotar um paiz
privilegiado.
Os I jugos combales contra os Turcos e as guer-
ras mis seculares, as lulas contra a Austria e a
oppresso exercida pelo goreruo desla ultima
potencia que procurava corlar lodo o progresso,
as desegnaldades sociaes que tornaran) indi lie -
rentes a cultura aquclles que deviam fertilisar o
solo com o seu suor, a ni organisago da pro-
priedade territorial, a incuria dos grandes se-
nhores de quasi todo o solo, a falla de vas de
cornmunicaco o de meios de transporte, todas
essas cousas se reuniam para impedir que a in-
dustria do homcm ajudasse a nalureza, e so
de3envolresse ao infinito o. systeraa produc-
tivo. r
Porm, os progressos ero geral do genero hu-
mano, e particularmente as medidas liberaos
realtsadas pelas dietas naciooocs de 1825 a 1848,
medidas em virtude das quaes se franqueou
mais a Ierra ao cultivador, e que a reacra,)
victoriosa depois de 1849 jamis tem.podido abo-
lir completamente, ho j modificado de urna
maneira sensivel esse lastimoso estado de cou-
sas ; elle desappareceria de lodo so a Hungra
fosse verdaderamente livre.
A sua populaeao nao lhe d menos importan-
cia.
Considerada nos seu3 lmites antes de 1818,
ella contaa para mais de 13.000,000 de habitan-
tes ; quas lano quauto a Prussia coutava en-
to, ires vezes tanto quanto a Blgica, Hollando
e a Sardeuha, muito mais que os qualro reinos
allemes reunidos, junlando-se-lhes anda mui-
tos outros pequenos eslados da Confedera-
co.
Esta populaco, verdade, nao perlcnce a
uuia mesma nacionaldade ; porm o exemplo
de um reino de origem contemporneaa Bl-
gica, em que Flamengose Wallons vivem c pro-
grdem em perfela harmona, baslaria para pro-
var que nao absolutamente impossivel que ra-
gas dilTerentes componham um s estado. Alera
disto ahi esl a historia da Hungra para des-
mentir essa thesc loda ora, inventada pela
Austria, que nem ao menos considerou que po-
dia tornar-se contra si mesma.
Ha dez sceulos que sao frcquente3 na Hungra
as lulas exteriores e intestinas, lutas ciris, po-
lticas e religiosas ; mas nunca, pelo menos ig-
noramos, at a poca prsenlo essas lulas Uve-
rara por motivo ou por consequencia essas ri-
validades de racas, que lauto lem propalado o
gabinete de Vienna com habilidade al agora
feliz, porm fue poder o futuro nao justi-
ficar.
J nestes ltimos dez annos as hostilidades de
raga tem muilo perdido da sua desastrosa im-
portancia.
O seulimenfo que hoje anima as populacoes
diversas, congregadas sobre o medio Danubio,
esl longe de ser um odio reciproco ; lanto os
Magyares, como os Croatas, Serbios 6 Bomag-
nes, teem comprehendido que inieresses de una
ordem superior cxlgem a sua unio. No da era.
que o polygliitismo da Hungra cossar de ser
urna dilficuldade, nesse da adquirir ella um
novo elemento de prosperidado e de pro-
gresso.
Na raga magyare a Hungra possue urna po-
pulaco essencialmento guerreira, cuja bravura
conhecida, o que seria prestes a defender a pa-
tria coramum, cm caso de necessidade.
A raga slava, ajudada da liberdade e da ins-
Irucro, formara urna excedente escola de agri-
cultores.
As* diversas nacionalidades nao magyares po-
riam a Hungra em relaeoes intimas e continuas
com a Europa ; essas retacoes lhe causaran) r-
pidos progressos materaes c inlellectuaes, j
realisados ou em vista de realsarcm-se entre os
estados visnhos seus Irmos; c entretanto pe-
los cfTeitos de sua pacifica rivalidade, ellas for-
neceriam raga magyare um estimulo enrgico,
que a forgaria a nao Ccar atraz.
(Continuar-se-Aa.)
funda. Dando-me um dos seus ramalhetes, to-
ce u a rainha mo, que trema um pouco, com a
si a m; o ardenlc, filando olhos hmidos sobre os
meus.
Suu hornera, sou mogo, tcnho lido urna exis-
t nca rgida e conlida, e todava sou enlhusias-
t. Irivadio-me de repente o desejo, e por raa3
q ie radocinasso, nao dorm toda a noite.
Passei o da seguinte a ciimbaler-nie. A noi-
te, os meus ps contra a minha vontade, leva-
ran)-me la casa. Eu era toreado a partir no
da seguinte para Edimburgo. .Isso me Iranquil-
I savj. Acha-la-hei rodeada de gente, dira eu
comiga, a minha visita que nao autorisei, hade
paree*r-lhe despropositada. Tratar-me-ha fria-
cienle ou nao me ver. Sahirci curado de casa
t ella.
Ah! tudo isso nao verdade 1 disse a Moz-
lelli com angustia ; voc ja linha visto que a mu-
lher adorava-o I
sira. eu julgara v-lo, e foi por isso que
perd a cabera ; mas eu dizia comigo que me en-
canara, que a artista, inebriada com oseutrium-
pho e fatigada pelas emoges, devia ter desses
nomontos de abandooo sympathico com o pri-
ncirc que lhe apparecesse, lalvez sera pensar
elle e que eu ia encoulra-la allira e zombetei-
a, e de certo, tranquilla e indfferenle.
r.nirei em casa della, sorprendido de acha-la
>. Recebeu-me com es olhos lnguidos, voz
moribunda, impulso irreslslirel ecom urna pata-
rra de tornar louco o mais sabio. Nesse instan-
te, no pude recordar-rae de que nao era livre.
Isso ?ra cima das forcas humanas.
Ah voc nao era livre 1 disse a Mozzelli
com amargo sorriso.
Eu ja Ih'o disse.
Voc disse que era escravo das suas oceu-
paces ; que inieresses sagradas forgavam-o a
partir, masque nao era casado e que nao coahe-
cia cu Inglaterra mulher nenhuma.
Dizia-lhe a verdade e nao dexci que me in-
terrogasse mais.
Mas agora eu o interrogo...
Dir-le-hei ludo. Ser cruel, mas eu nao
preparci as circumstancias, ao contrario ellos me
sorprenden) e opprimem singularmente 1 Nao
julgtra ser amado por ti de urna maneira lo du-
rare i...'-
Cale-sel exclrmou a Mo-zeUi; calque aos
Variedade
s.
ps o seu amor, porm respeilo o meu 1 Era ira-
menso, era loda a minha rida. Julguci que nao
o acceitando, voc o comprchendia Era loda a
minha consolago, toda a minha coragem I.. Ah
rejo bem que voc vai matar-me, mas ha cousas
que nao deve dizer-me I
Tens razao, Sophia, e nao fas direi seno
aecusando-mea mim mesmo. Nao I nao duvido
do teu corago nesle momento, u sou de muito
boa f para fingir quo durido ; mas illudi-ma so-
bre o alcance dos nossos locos e sobre a durocao
das las recordages. Tiuhas-me tornado louco.
Foi-me necessario, para le deixar ao cabo de oi-
to das, urna forca de vontade extraordinaria.
Todava resolv esquecer-tc e nunca fiz coas-
ciencia mais rude sacrificio.
Foi por sso que foi vera duqueza em Edira- las torgas vivas da inocidade. Nao te enganei ;
burgo, nao assim? disse a Mozzelli padilla e nao ment, nao tiz promessas. nem declamages
com os denles opcrlados. para le persuadir ; nao te persegu cora os meus
Se sabes que fui r-la, dores saber tambera galanteos ; sorprend a tua boa f !
o motivo por que. Ella tinha-me confiado. E verdade, entreguci-rae com uraa lealda-
Sim, dinheiro para por em gyro, ou cousa de bem despresvel 1
que o valha. A duqueza algumas rozos muilo Deus me preserre de desprezar urna con-
reconhecida. Mas nao franja a sobrancelha. Sei i llanca que lo poderosamente me fascinara e que
que um homcm de honra nao pode confessar urna lo inteiramenle me venera S um cobarde po-
trairao sem compromelter a mulher que della se! de censurar urna mulher a generosa franqueza
lornou cmplice. commodo 1 Contin uc que de que aproveilou. Eu nao direi que l'o agrad-
lo que o desarmou. Diga-mo, ao menos, por-
que Procure provar-me que isso inevtavel
como a morle 1
Isso inevtavel para mim como odorerde
vver como horaem honrado, minha querida So-
phia, Eu uo me pertengo, perlengo a urna mu
Iher que devo preferir a todas as outras.
Ah 1 sim 1 eu sei I Espere I replicou c -
phia reenperando as torgas da sua colera, roc
disse isso a madama de E>ereux. Todos teem na
sua vidaum ideal, o que nao impede...
Lembro-rae muilo pouco do que disse em
these geral e provavel que, repellindo-o, li-
nham-o olterado muilo, por falla de comprehen-
so. S sei urna cousa, que comligo nada ra-
cionei ; fui dominado e como que esmagado pe-
estou ouvindo.
Quando fossem fundadas as tuas supposi-
ges, disse severamente Ral, nao te leria troni-
do, por quo tinha-ie dito adeus para sempre.
E no entretanto lornou fallar-me no seu
amor em Edimburgo.
E na minha rescluco de curar-me delle.'
Resoluco que a "duqueza auxiliou muilo,
nao assim ?
86 a torne a ver aqui, ainda ha pouco, e
posso dar-lhe a minha polavra quo nao icnho ne-
nhuma especie de amor por essa senhora.
Eu o creio I Ella despieza o amor e s au-
lorisa urna especie de amisade.
Por Deus I deixemos a duqueza em paz I re-
plicou Roul com impaciencia; perdemos ura lem-
po precioso em fallar della e nao della que se
trata.
Ento, vejamos, de que so trata ?
Trata-se de nos separarmos para sempre,
respondeu Ral, um pouco ozedado com o des-
peilo de Mozzelli.
Bem q vejo \ disse ella com um abalimen-.
NOVO METHODO DE FABRICAR 0 PAO, POR
M. OLDINGS.
Ncste processo produz-se o acido carbnico,
independentcnientc da farinha, c ajunla-sc a esta,
sem que experimente a menor modficago. O
acido carbnico recolhido n'um gazoraelro or-
dinario, d'onde se extrahe para saturar a agua,
que serve do amassar o pao. Esta agua mis-
turada na farinha para fazer urna massa cheia de
cavidades, que se divido em pes, para irem ar>
forno. Esle processo to rpido, que no espa-
go de hora e.ineia, a contar do momento em que
se molha a farinha, esta convertida em pao.
Suas vanlagens sao/) aceio, porque desde o co-
mer at o fim da operago nao se loca na fari-
nha, nem na agua ; a conservarlo da sade dos
operarios; a extrema rapidez, a'certeza e a unt-
lormidade dos resultados, finalmente previne to-
da a alterago da farinha, e permute o empre-
go de materias, que no processo ordinario exigi-
ran) o uso do alum.
ella e para o nosso futuro que ha muilo tempo
trabalho ; foi para rollar a ella que le abaadonei
e que pude venerar o terrivel encanto que me ti-
nha langado a teus ps. Ha mais de dea annos
que am-a, e ha qualro que nao a vejo.
Voc Abel 1 exclamou ella ; essa dea ja
me tinha alraressado o espirito ha powco I Vo-
c o noivo de Constanca 1 eu deria adevinha-
lo mais cedo ?
Sim I deverias adernha-ln pela coragem
que tive de abandonar-le cm Londres e nao rol-
lar a ver-te em Edimburgo. S Constanca na
mundo me poda inspirar assim.
A Mozzelli ficou por ura instante silenciosa. Es-
tara paluda e immorel como a estatua a que es-
tar encostada e que era urna copia da Polyuo-
nia antiga. Essa cabera de marmore branco, tao
Iranquillamente encostado a mo, pareca cscu-
tar a Ral, ao passo que encoslodo base da es-
tatua, com os olhos sem olhar ; e o espirito sem
direrro, a pobre Mozzelli nao ouria nem com-
prehendia mais nada.
Sophia disse-lhe Ral, esforgando-se por
desperta-la desse torpr, amas ternamcote a
Constanca. porque nao linhas segredos para ella ?
Odeio-a, e mala-la-hei disse a Mozzelli le-
vanlando-sc ; foi ella quem moensinoua omai
Nao I voc sacrificar o seu despeilo ao
seu descanco c a sua propria digoidade ; voc ca-
lar-sc-ha?
Calar-me I-Ja nao lempo 1 Disse-lhe lu-
co, por que seria banal ; oras promelto-te, em
troca de alguns dias do embriaguez, ura respei-
lo, e se fr necessario una prolecgo de loda a
vida.
A Mozzelli conheceu que isso nao era um ju- do, excepto o seu nome, e pensa voc que ella
En I nao saber que a veio procurar aqu? Pensa
rmenlo frivolo, e anda menos urna derrota. En
ternecido um momento c depois desesperado,
disse :
O que comprehendo que a perco! Essa
mulher que prefere a todas as outras, a despeilo
das fraquezas passageiras a que um humem po-
de suecumbir, eu tinha sonhado ser eu, e teria
perdoado um capricho com a duqueza. Sim I ter-
me-hia, vngado della dessa maneira Olharia
as suas bondades com voc como cousa nenhu-
ma. Mas voc ama realmente urna mulhei, e
por essa que me abandona.
Deiio-le por aquella que, ha muito lempo,
lem o meu coracao e a minha palavra. Ella o
primeiro, o nico amor serio e forte da minha
vida. minha rai, minha irma e minha mu-
lher pelo pensamento, peta estima mutua, pelo
habito de. contarme* un com o nutro. prs
queja nao sabe ? Ou reconheceu,a sua vos quan-
do voc entrou, ou a duqueza ja disse o seu no-
me, a slas horas, por que, tambem como cu, a
duqueza nao via em voc o noivo de Conslanqa.
Ha porlantWaqui tres mulhercsa quem.voc lera
engaado, e que sem voc sab-lo, nao tinham
segredos entre si. Pois bem 1 essas mulheres,
que se estimavam e que agora se odeiam, terao
ainda um lago commum ; o aespreso e o ressen-
limento que lhe devem.
Nao I disse Ral por um instante offendido,
roas logo depois senhor res ainda se estimaro, por que nao so engaa-
ron) mutuamente; e eu nio engaaei a nenhuma.
(Cont*iar-*#-fto.)
I
3
PERN.-TP. DE M. P. DFAIIA. -~\m
MUTILADai.
V \
'."- "*
II Fftvn l
-,.'.-.. 1. l.J'L


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