Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09033


This item is only available as the following downloads:


Full Text

1110 XXXVI. HUMERO
Por tres Mzes alfoliados 58000
Por tres mezes vencidos 6S000
SEGUIDA FERA'9 D ABRIL DE 1860.
Por anno adiairt* i9$000.
torte franco para-a subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO* DO NORTE.
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino do Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Aracaly. o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, p Sr. J.Jos do Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Rbei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Mcracs Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. JiTonymo ila Cosa._____________
1'AIU'iUA UUS COHlltlUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar. Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pb d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pcs-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bella. Boa-Vista
Oricury e Ex as quarlas-feras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.na. Barreiros
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiosparlem as 10 horas da manhaa.
V
P881E OFFICUL,
nisterio da Justina.
DECRETO N. 2,553 DE 17 MARCO DE 1860.
Abre ao ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justira um crdito extraordinario de
11.3225*300 para occorrer s detpezas com os
reparos na igreja parochial de Nossa Senhora
do Loreto de JOcarpugu, afim deque nufi-
que inteiramente inutilisada. '
Tendo ouvido ao meu conselho de ministros,
liei por bem, na conformtdado do 3 do art. 4o
da lei de 9 de selembro de 1850, autonsar o mi-
nistro c secretario de estado dos negocios da jus-
tira a despender com os mencionados reparos a
cuantiado 11 ;322300, do quedar conta ao
corpo legislativo na sua prxima futura reunido.
Joao luslosa da Cunta Paranagu, do meu
conselho, ministro c secretario de estado dos
riegocio3 da juslica, assim o tenha entendido c
faga excrular. Palacio do Itio de Janeiro 17 de
margo de 1860, 39 da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Joao Lmlosa da Cunta I'aranagu.
D3C.BET0 M. 2,554 DE 17 DE MARCO DE 1860.
Abre ao ministro e secretario de esludo dos nego-
cios da justira um crdito supplementar da
quanlia de 278.108S232 para acorrer s des-
vezas no ejercicio de 1859 a 1860 com a$ver-
ba mencionadas na tabella que com este
bata.
Tendo ouvido o meu conselho de ministros
Le por bem na conformidade do 2o do art. 4
da le n. 589 de 29 de selembro de 1850, auto-
nsar pela repartido dos negocios da justira o
crdito supplementar da quanlia de 278'108g>{9
Ki occorrer s despezas no exercicio de 1859
1SW>, das verbas consianles da tabella que com
stobaixa, fazendo-se adeslribuirao na forma da
mesma tabella, e devendo esta medida em lem-
po comptenloser levada ao conhecimenlo do
corpo legislativo.
Joo Lustosa da Cunha Paranagu. do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justira, assim o tenha entendido e faca
-'MA Poaf.laC.0 d Ri JanCr0 em 17 dc -
0 de 18b0, 39- da independencia e do imperio
Com a rubrica de S. M. o Irnderador.Joao Lus-
tosa da Cunha Paranagu.
Tabella deslribuilira do crdito supplemenlar
conccdidopor decreto desla dala para o exerci-
cio de 1859 a 1860.
8 3 Belacoes......
11 Capeila imperial ecathedral
do Rio de Janeiro.....
18 Casa de correcrao e reparos
de calleas. _.................*
19 Condurrao e sustento de
presos...............;-->i
20 Illuminarao publica........
22:00nj}000
10.-0578557
11.865736
8K287S667
49.897j272
278:1082232
JS"!? .do,Rio d0 'ro. em 17 do marro de
ItsbO.-Joaj Luslosa da Cunha Paranagu.
Ministerio da marinha
DECUETO.-S. 2,535 DE 25 DE EEVERE1RO DE 1S60
Determina que o augmento de vencimento con-
cedido aos empregados do ministerio da mari-
nha que estando no caso dc serem aposenta-
dos, na forma da legislado em vigor, conti-
nan, a servir nicamente, devido pelo exer-
cicio cfTeclivo do emprego.
JlS! P,r Lem elerminar que o augmento de
^encmenlos concedido aos empregados do mi-
nisterio da mannha que. estanto no caso de se
rem aposentados, na forma da legislarao em vi-
5k cSnV.nuam a servi, nicamente devido
pelo effoctivo rxercicio do emprego.
-tvS^SUSL XaVer Paes- Danc,l. lJo meucon-
setlio ministro o secretario de estado dos neeo-
c.os da mannha. o tenha Jim entendido e far,
w'":"- $&&>* Rioc!Janiro-em25-de
. ...c.io dc 1860, 39. da independencia e do
imperio.Com a rubrica de S. M. o Impera-
dor. Francisco Xavier Paes Brrelo.
Aviso de 17 de marco de 1860.
Determina que pelas inspeccoes dos arsenaes dc
marinha do imperioso remellara mensalmenle
respectiva secretaria de estado,um mappados
operarios das oflicinas e do pessoal empregado
em oulros servicos nos fnosraos arsenaes, con-
tendo certas declarages, aflm de se poder co-
iiherer a despeza que se faz naquelles eslabe-
lenmentos.
3.a serrao.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios da marinha, om 17 demarco de 1860.
Convindo que o governo tenha perfeilo conheci-
menlo da despeza que se faz nos diversos arse-
naes do marinha do imperio afim de providen-
ciar m lempo a respeilo de qualquer* exeesso
oii insufciencia que por venlura se de, em rela-
cao ssommas para elles desuadas, cumpre que
pelas inspf croes dos reteridos arsenaes se remella
mensalmenle a esta secretaria de estado um
mappa dos operarios das oflicinas, e do pessoal
empregado em outros servicos naquelles eslabc-
Iccimentos, declarando niio"s o estado cflccliro
e completo, e as differengas para mais o menos,
5 vista do fixado as tabellas que arompanharam
o aviso de 5 de selembro de 1857, mas tambem a
importancia total dos jornaes e gratifieaces por
oflicinas e mais serviros, addicionando-s as ob-
servares que forem necessarias para esclarec-
roento do mesmo mappa. oque communico a V.
S. para sua inteligencia c execugo na parte que
Ihe loca.
Dens guarde a V. S..Francisco Xavier Paes
Borreto.-^Sr. inspector do arsenal de marinha de
corle.
OSr. Lpamtnondas taz ulgumas consido-
ragocs acerca da materia.
L-se e approva-se sem debate um parecer da
commissao de conslituico e poderes julgando
legal o deploma apresentado pelo Sr. director
Joao da Costa Dourado, como supplenle pelo
II districto cleiloral.
A chando-ae na ante-sala o honrado membro,
e admiltido a prestar juramento com as forma-
lidades do estilo, indo o que, loma assento.
Encerrada a discussao e posto a volos o art. 1
approvado e regeiladas as emendas.
Entra em discussao o art. 2.
O Sr. Reg Barros : justifica, e manda a
meza a seguinle emenda :
O presidente da provincia, dar a organisago
que julgar mais conveniente ao corpo de polica
e distribuir como entender mais acerlado ao
servico publico.
Encerrada a. discussao, o artigo subslituivo
approvado fleando prejudicado o projecto
Art. 3o. E approvado sem debade
Tendo dado a hora o presidente designa a or-
grm do dia e levanta a sesro.
SESSO ORDINARIA EM 30 DE MARQO.
Presidencia do Sr. Yisconde d Cmara gibe.
Ao impo da, feita a chamada c verificando-se
havi-r numero legal dc deputados, abre-se a
sessao.
Lida a acia da antecedente, approvada.
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidento da provincia,
enviando o mappa demonstralivo da cxporlacao
organisada pela mesa do consulado geral.
quem fez a requisigao.
Requerimen'os dc diversos moradores de Ma-
cacos Cacimba-cercada, Salgadinho, Carrapato,
Sfrra-Verdc o Riacho da Egua, pedindo serem
encorporadas ao termo de Caruar.A' commis-
sao de eslatislica.
Um requerimenle dos guardas dos fiscaes. pe-
dindo augmento de ordenado.A' commissao de
on-amenlo municipal.
Oulro de Jos Fernandes Monleiro, arrematan-
te do 5. lanro do empedramenlo da. estrada da
t-cada, pedindo una indemnisacao de 2g rs. por
braca do empedramento feito. vis'to como aquella
arbitrada no orgamenlo de (3g000) nao foi sufli-
oente para effeciuar a dita obra,A' commissao
de\ orcamento provincial.
L-se e approvado o seguinle parecer "
A commissao de orcamento provincial, a quem
foi, presente o requerimento de Francisco Caval-
CiaiaLdn A,buqueque, arremalante do imposto
de 2$500 sobre cada cabega de gado consumido
no qual requerimento pede um abate do prego da
rrcmatacSo que fez daquella imposicao ; dc pa-
teccr para melhor esclarecimcnlo e'fundamenlo
dipqualquerresoluco deQniti'a que^enha acom-
mtissao de dar; que pelos canaes competentes c
"3 f?rnia do eslylo, se pecam thesouraria pro-
vinicia1 "'---------"
fc.lrlfcMt.ltIiUKS HU HEZ iJEAbKTT
5 La ;heia as 5 horas e 40 minutos da tarde
daai!,rdem">gUOn, "" h"S e 13 minutos
1 La nova as 3 horas e- 26 minutos da ma-
28 Quai lo cscente as 3 horas e 16 minutos da
PREAMAR DEHOJE.
7 horas e 42 minutos da manhaa.
1 horas n 6 minutos da tarde.
Primein as
Sestundi as
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Reiagao : torgas feiras e safcbados.
Fazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao mcio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primera vara do civil: lergas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qnartas e sabbados ao
meio dia.
e"" DforDlat-'oes sobre a referida pretencao. "ol" uepuiaao saoe que elle nao ha de ir a
ia A3 comm,3soes. 28 de mKco de 1860. P- 1uc & pra:a montada, assim como ocomman-
>elho Cintra.Fenelon Alcoforado. a'"c o o major ; se como diz o nobre deou-
PERNAMBUCO.
r
SSEMBL* LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ME 29 DE MARC-O.
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
(Oonclusao.)
. Sr* J?orrea d* Oliveira :deende era res-
posla ao Sr. depulado Gonsalves Guimares, as
pessoas a quem se imputou calumniosamente a
caslracao .de ladroes de cavallos no engenho Ca-
xoeira ; diz que esses ladroes foraro presos em
flagrante delicio, e que sendo remettidos ao
subdelegado de pedras de Fogo. fugiram em ca-
minho. acreacentando que elles soffreram offen-
fias physicas leves na occasiao em que foram
presos, mas que lal crime nao pode ser imputa-
do s pessoas, a quera parecen referir-ge o Sr
Gonsalves Guimares ; mas sim aos individuos
'.Jje lizeram a prisao.
Quanto residencia de Manoel Leilc na Jara-
raca, o orador observa que esse individuo nao
tem trimes ; por que se os tivesse, seria per-
seguido como tantos outros, que em 1856 in-
estavam a comarca, o tiveram a audacia de ap-
Sarecer na cleigo, apoiando o partido da po-
,tia.
O orador diz que enlao debalde o juiz de paz
presidente da meza parochial, o Sr. corenet
Antonio Alves \ ianna, aequisilou a prisao d'elles
dentro da malriz ao delegado d'aquella poca ;
o depois de algumas considoragoe concluio,
pedindo ao Sr. Gonsalves Guimares, que nao
lenha tanta facilidade em repetir calumnias;
por que os honiens os mais honestos sao victi-
mas d'ellas, e o proprio nobre depulado soffre
njuitaa irapuu^oes.
'oelho Cintra.Fenelon Alcoforado.
Julgado objeclo de deliberagao, manda-so im-
bnmir o seguinle projeito :
AssemJila legislativa provincial de Pernambu-
co, rosolvo :
Art. 1. O presidente da provincia Rea autori-
sado a construir um agudo na povoaran de Gr-
vala, no lugar que para essa for julgado mais
conveniente.
Art. 2. Ncsta obra poder o mesmo presiden-
te dispender al a quanlia de200{>.
Pago da assemblea legislativa provincial de
ernambuco, 28 de margo de 1860.Francisco
iosf Fernandes Gitirana.
('Hhi M DO DIA.
Entra em 2a discussao e approvado sem de-
bate o projeclo n. 36 do anno passado, que ap-
prova o comproraisso di irmandade de N. S. do
Rosario da Gloria deGoil.
Continuacao da 2" discussao do projecto de fi-
xago de forga policial.
Arlt 4. O major do corpo de polica perceber
mais 15 de gratifleagao, e o tcnente secretario
do mencionado corpo os mesmos vencimenlos.
que compelirera aos oBciaes de flleira de igual
patente.
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda :
O lenle ajudante lera de gratifleagao 20 e
a do quarlel-mestre ser elevada a 30J perceben
do-as aioda mesmo doentes, e bem assim lodos
os ofticiaes do corpo urna vez que nao e'ceda a
molestia a 6 mezes.S. 11.Gitirana.
O Sr. Gitirana:Sr. presidente, nao casarei
muilo a atlenco da casa, fazendo ver as razos
justificativas, dos tres poutoscapitaes da emenda
que submelle sua considerago.
O primeiro desles tres pontos disp5e, que a
gratticag* do lenlo ajudante do corpo de po-
lica seja elevada a 20g raensaes.
n"a Sr. Depulado:Quanto tem elle agora ?
O Sr. Gitirana :Tem 4, e nem precisava
pergunlr-me em aparte para que eu o dissesse,
porque seria islo do meu cuidado na discussao.
Dizia eu que o primeiro ponto da mintia emen-
da, consiste em ejevar a 20 a gratifleagao do
ajudante do corpo de polica. O ajudante de um
balalho, como nos sabemos, tem obrigaglo de
ler cavallo sua disposigao, e o sold que vence
o ajudante dc polica muito insignificante para
fazer face as suas despezas e as que com o sus-
tento de um cavallo fazera-se hoje.
(Ha um aparte.)
O Sr. Gitirana:Eu noto queo[officalsordens
da presidencia da provincia tem de sold 65 de
graHficacao20g,de addicional 10.de forragem 27g
ao lodo 1225. Todava elle nao tem necessioad
de (er a sua disposigao um cavallo, como o aju-
dante de polica ; entretanto que este tem 65$
de sold e urna gratifleagao de 4. correndo-lho
maiores despezas que certamente elle nao as
faz com diminuta quanlia. Portanto j se v, que
dandb muito peso a esta razo, foi que mandei a
minha emenda equiparando a gratifleagao do aju-
dantel mesma qire tem o ofBcial s ordens da
presiencia,
O segundo ponto consiste em elevar a 30$ a
gratifleagao do quartel-mestre do mesmo corpo.
Dispensc-me dc dizer alguma cousa em favor
deste augmento, porque havendo nislo ufn prin-
cipio de igualdade, a commissao de fixago de
forga j deu seu parecer favoravcl a este respeilo.
Quanto a ultima parlo da minha emenda, que
diz, quo, ainda mesmo no caso de molestia, de-
vem os ofliriaes de polica, receber a gratifica-
gao que percebe quando em servigo, nao a fu, Sr.
presidente, senao porque encontrei assim mais
um meio de auxiliar os ofllciaes -desse corpo ;
considerei, que o sustento do urna prssa, nesta
capital presentemente, pesadissimo, pelacnres-
tia*dos gneros alimenlmos ; considerei porou-
tro lado, quu, nao existia razao alguma para per-
ceber o oficial dc polica um augmento quando
presta seu3 servicos, e esse augmento des-
apparecer quando mullas vezea em virtude do
mesmo servigo, como muilo natural, elle mo-
lesta-se, e adoencendo v-se impossibititado, meo
grado seu de continuar a presta-Ios, e por isso
diminuido os seus vencimenlos, quando maiores
despezas necessila fazer I
No entanlo, nao quiz absolutamente deixar de
marcar um prazo, at o qual podessem esses of-
ticiaes, no caso de molestia, receber suas grati-
fleagoes. porque sera exigir logo da pnmeira vez
e assim eslabeleci o de seis mezes.
Creio, portanto,que estas breves consideragdes,
justicam os tres pontos que a minha emenda
contem e a tornam digna de ser approvada.
O Sr. Mello Reg (Uaphael) : (Nao reslluio
o seu discurso).
O Sr. Reg Barros :Para salisiaier t&o so-
meale ao qobre (Jepqta4o que, me prec^eu, to-
rnei a lalavia a tralaieide dars e.-plicaces que
me for possivel. v H
Diz c nobre depulado que nao sabe qual a ra-
zao poqua a commissao augmenlou o sold de
alguns ofDci.ies
h~Sr' Uel'''R.e9'(^phnel:-0 augmenlo so-
bre que eu nilei, o consigna!,, na emenda.
O Sr Reg Barros :Mas emfim podio expli-
ragoes -elaiivas ao augmenlo de gratilicaro do
secretario, e creio que do major ?
U Sr. Alello Reg [Raphael] :Nao pede isso.
u 1, s" Barros :Nao sei entao o que que
o nobre depulado quer; nao live a felicidade de o
poder 'omprehender bem, portanto ser-me-ha
dilhcil atisftze-lo; veja o nobre depulado o que
quer? '
Senhores, sobro as gralificagoes dos oflcaes
ao corpj de polica, cu vos direi como csto el-
les destruidos: o ajudante do corpo tem apenas
4 de gahficagao, quando os oulros ofllciaes de
igual patento, de 20, havendo urna diflerenga
de 10 ; e perqu razao esse official que nao tem
menos trabalho nem menos responsabilidades
nao ha Je le os mesmos vencimenlos que os ou-
lros de gual patente ? Nao vejo motivo paraisto
vo o pe a emenda apresenlada pelo nobre depu-
lado o !:r. Gilirana.
as niesm-iscircumstancias est o lente quar-
tel-mes re ,jue alera do mais trabalho, lem a
responsabilidade de receber lodo o dinheiro pa-
ra os pagamentos do respectivo sold do
corpo ; acresce que rece.be a somma por inlciro
e paga desde o commandanle at o soldado nis-
0 necessanamei.to ha quebras, e por conseguin-
teraedle em rrejuizo dellc ; portanto justo que
elle nao so receba a gratificarlo que Ihe compe-
le, como memo deve ler maior somma, como
pratica o-n todas as repartigoes, onde sempre se
da una verba reservada para essas quebras.
Um ir. Depulado:Eu conheco reparlicoos
que nao tem v u
se ir' Melh Rea [nPhael) :~Na minha nao
OSr. Reg Barros :,-Creo que no geral todas
tem, as repjriicoes depagadorias sempre assim
se prali.a. Disse tambera o nobre depulado que
o ajudar te nao devia receber a forragem de 27
porque nao tem cavallo, ou nunca precisa dellc.
O Sr. ello Reg [Raphael] :-No disse seme-
inantc c^usa.
O Sr Reg Barros:Tenho em lembranoa ler
ouvido t nob-e depulado dizer isso ; em todo o
caso onilire depulado disse que o corpo de po-
lica nai eslava organisado, e que era desnece*-
sana essa forragem, porque o ajudante nao a-
paresse a cavallo, '
O Sr. Mello Reg [Raphael] :-Que nao andava
tnuilas vezes a cavallo.
O Sr. llego Barros ; Essa boa, como o alu-
nante ai da piucas vezes a cavallo, seguo-se que
nao devo ler a forragem que Ihe compele?
fc, senhorei:, quando o baialhao tiver de se for-
it' 0.8Judan,e hl> de ir embarcado ?
O nobre deputado sabe que elle nao ha de ir a
. -----.1-- f -- ^ wW...w ua, u IIUlU ueuu-
iaao o corpo forma-so poucas vezes, a culpa nao
e oeiie ; a sua obrigacao estar prorapto para
qualquc servigo, todas as vezes que for preciso.
O Sr. Mello Reg (Raphael] d um aparto.
O Sr. Reg Barros ; A commissao nao fez mais
00 que augmentar a gralificagao do major e a do
lente ecrctaro, isto equiparando os ven-
cimenlos deste ao que compelirem aos officiaes
de filoiri: de igual patente, assim como a emen-
da que se discute'qiier o mesmo augmenlo para
o quartel-mestre e o ajudante, que muito ra-
zoavcl ; e nen sei como ofllciaes de gual paten-
te pcrlencend) ao mesmo corpo tenham uns mais
sidos do que os outros ? Costo da igualdade,
portanto voto pela emenda, porque a justira
paralodDs, **
Nao sei se o nobre diputado eslar satisfeito
com estas explicagoes; se nao estiver, eu sempre
estare p-omplo e cora prazer a dar-lhe os escla-
recimentos qoe esliverem ao meu alcance corao
um dos membros da commissao de Cxacao de
torga policial.
O Sr. t7iirana :Muilo bem.
O Sr. Mello Reg : Anda faz algumas obser-
varles explicando o seu pensaraento.
hncenada s discussao o posto a votos o artigo,
approvado, e regeilada a emenda do Sr. Giti-
rana.
Art. 5. Fica o presidente da provincia auto-
rlsado a montar 10 pracasdas que trata o art. Io
ac,ol de 288:0'0.
Posto a volos o art. por partes rejclada a
pnmeira e approvada a segunda.
Entrara em segunda discussao e sao approva-
da3 sem debate as posturas da cmara municipal
da Escada. '
Dada a hora, fica a discussao adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
SESSO ORDINARIA EM 31 DE MARCO.
Presiddncxa do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao meio da feita a chamada e achando-so
presente:) 28 senhores deputados, abre-se a
sessao.
Lida a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
U-se e c approvado sem debate um parecer
da commissao do posturas de cmaras munici-
paes, apiesen;ando um projecto dando autorisa-
gao cariara delgurass a aforara Cosma Mara
do Coracao de Jess os dous terrenosPitanga e
Mondegoque a mesma j possue em arrenda-
mento.
Requeiro que petos Canaes competentes se
Pea ao consulado geral um mappa da quanti-
dade de assucar e algodo que de oufras pro-
vincias loram importados c beneficiados nesia
em osexurcUios de 57 a 5858 59 designando
qual a !Ua quanlidade e valor. Ignacio de
Barros.
L-se e fica adiado por pedir a palavra o Sr.
Souza C rvalho, um parecer da commissao de
orgaraemo municipal sobre a pretencao de Anto-
nio Gongalves Guimares.
O Sr. UariinsVereira : (Pela ordem) Lendo
o Oiarto de hoie Sr. presidente, encontrei no
discurso do aobre depulado pelo districto que
tenho a lionra do representar nesta casa, (o Sr.
Fernandos Gitirana), algumas inexactides que-
so referem mim, inexactides quo nao devo
consentir passem em silencio porque entendo
que sao ofenjivas, era relaco ao meu procedi-
mento n?sla casa.
Nao pdsso precisar todos os pontos do discurso
do nobre deputado em que se encontrara inexac-
tides, pirque sao ellas militas, mas recorrendo
minha memoria, lembro-me quedei alguns apar-
tes quanlo o nobre depujado falla va.
Vm Sr. Deputado :Se sobre apartes, nao
deve rec amar.
O Sr. Martins ?ereira : Mas eram apartes
que dizit.m muilo em referencia ao discurso do
Sr. Gitirana, apartes quo erara ura desmentido
o que cizia elle.
O Sr. Gilirima : 0 termo muito proprio
do nobre depulado ; mais una gloria.
O Sr. Martins Pereira :Nao sei se o termo
agrada ao nobre deputado, mas elle exprime a
minha idea e eu o emprego e o empregarei, por-
que s t'inho obrigagao de empregar os termos
que pan exprimir as ideas indieam os lixicos da
lingua.
O nobre deputado diz no seu discurso ; (Le).
Mas u jui ntsle lugar houve um deputado que
disse :~entac o Sr. Dr. Correa e Lima intervalo
na eleig 10 ?respondeu o Sr. Gitirana o Sr.
Correa lima interveio favor do Sr, Jfartins P^
reir,
est
O Sr. futrara : Eu nu disse assira. disse
-se interveio foi favor do nobre. deputado.
O Sr. Martina Vereira ;-Mas diz o Diario que
houve um aparte. 4
dQ0Diar'ioGlram :_A CU'pa na0 minha* nera
O Sr. Figueira :A culpa d nobre depu-
lado que os engolc. .
o rJi'"'t.in* uretra : O nobre deputado
br. l)r. Figueira livrou-me do trabalho : a cul-
prVi"ac ^m d Diari. "O"" do tachygrapho.
O Sr. Gitirana:Nao no Diario que es
isso r
O Sr. Martins Vereira : .
O Sr. GiUrana : Pois enlao a culpa
d elle. v
O Sr. Martina Vereira : A simplcidado do
nobre depulado honra-o muito !
O Sr. Gitirana : Eu sempre fui muilo
simples.
OSr. Martins Vereira : A' um aparlo meu
que rao foi dado nos termos em que esl. Diz o
Diario :-sao informagcs falsas que deram ao
nobre deputado-mas aqu eu disse foi :- (alto
estes factos se nao deram.
este prart'Ira"a'' "" N U' eU qaPm CScrcvi
O Sr. Martins Pereira -Quem foi ?
u r Figueira :Ora. o discurso do nobre
deputado est todo escripti por sua letra.
O Sr. Gitirana : Est corrigido, mis o que
diso na casa foi isso raesmo.
O Sr. i/arlins Vereira : Como poda cu
contestar ao nobre deputado sem saber qual era
a sua inlencao, quando levou para casa as olas
uo lachygrapho, e reformou o seu discurso, para
piilmca-lo como quera ?
O Sr. Gitirana :Fallei tao alto que at me
cansei. *
n ? rYn'"'",s Pereira Quando o nobre de-
putado fallou aqui em eleitores de Sapocaia. eu
disse que esses eleitores eram para mim desco-
nhecidos, o respondeu-me o nobre deputado :-
admua que agora j nao se lembre quem sao os
eleitores de Sapocaia, quando j Ihes leccu elo-
gios.
O Sr. Gitirana .-Nao est sso ah ?
O Sr. Martins Vereira :Eu disse nessa oc-
casiao que nao conhecia no districto do Bonito
eieilores de Sapocaia, que conheria eleitores de
Caruar, Bonito e Altinho ; mas isto nao est no
Diario, esta o que o nobre deputado disse, mas
nao o que cu disse, aonde se deprehende que o
noDre depulado quiz esta insinuago continu
para ver se consegue seus flns....
O Sr Gitirana: Tambem nao falla dola-
cnixrapno, mas foi porque nessa occasiao eu
aaieicom a minha voz as palavrasdo nobre de-
pulado.
O Sr. Martins Vereira : Nao obstante a
stancHi em que estamos, podo o nobre deputa-
do ahafar a minha voz ?!
OSr. Gitirana : A distancia em que eu cs-
lou do nobrfcleputado oulra o nao a que me-
itre ^nossas cadeiras.
ns Pereira Creio que a casa
de que eu disso islo e quo o repa-
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Demetrio b. ; S. Acacio, b.
10 Terga. S. Exequiel profeta S. Terencio ni
11 Quarta. S. Lpao Magno p. dout. da igreja.
12 Quima. S. Vctor o Vessa mm.; S. Julio r
13 Sexta. S. Hermenegildo principe m.
14 Sabbado. Ss. Tiburcio e Valeria mm.
15 Domingo, da Pasroella. S. Pancrario.
ENCARRBCADOS DA SUBSCRIPTO NO SOL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo- Dia; Baha, o
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Joneiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO,
O propietario do diario MbdooI Figueira de
Fana.no.sua lvraria prara da independencia ns.
6 e 8.
K2 \\ ln':T l'ra,,s e d"" cacaras mni-
1 bom numero de p*etcndenles
Havia passado por alti o Dr. Lucen, alini dc
partido, o que um fundado motivo para recejar' 1 ^*!f-0,M ,
a reproduccao das Iristissimas aecuas de 1856 I -* t"d,a *6 f,assado "orio-se a pnmeira ses-
,-Jo do jury do termo, o encerrouse no ultimo
ol?o^rM,ue"Ca,Jo Dr" ****** Florentino'Cor-'
.-e i SE t F-ara submettidos julgame,,.,>
poder prestar
mi-
por nao
O Sr. M
est lembri
ro era 110c
10.
(Confiniar-se-Aa.)
l!a.?v?r0VlnCJaS d0 Riu-Grande do Ttorle o da
laraiivba. nada nos consta que tivesse occorrid
digno de mengao. A redacao d'este Diario qu
ueseja ardentemento poder prestar servaos ao
paiz. mas com especialirtade s provincias do
"orle, que mais precisara de um org.io na im-
prensa, que tralo de seus intertfsscs e necessi-
aades, sent nao poder dar sempre noticias
nucips-is o delalhadas do todas ellas,
as receber com a precisa regularidade.
Durante a semana tiveraos noticias de di-
versos pontos da provincia, que nada dicm
acerca do estado da agricultura. as comarcas
de Pajeu de Flores o Boa-Visla, a secca eslava
assolando o gado. Na do Bonilo rcinavara algu-
mas molestias proprias daestarao.
Telo que respeita estaiislica
a registrar os seguintes factos:
ISncidade do Bonito linha sido assassinado
P;"?..J.d"5l P.l'ocabode esquadra de primeira
criminal, temos
seis processos. e appareceram barra do tribu-
nal seis reos : Joaqun Ferreira, por tentativa,
de morle, foi condenmado cinco innos de -ri a
multa corrcspondcnle. o appellado pelo jui/ de
dov!lft; l0SG ?cP,SU ^ Snlos- ide". tf
sol ido por justificar o crime ; Emygdio. soldado
uarda nacional destacada. por soltura de
de
i RECIFE.7DE ABRIL DE 1860.
S SEIS HORAS DA TAnDE. *
Retrospeeto semanal.
No correr da semana, que finda hoje, nao re-
cebemos noticias da Europa, nem das provincias
do Sul ; mas o Oyapock, entrado dos portos do
Norte, trouxe-nos algn as noticias d'esta parle
do imperio, as quaes daremos aqui em subs-
tancia.
Na provincia do Amasonas, nada tinha occor-
ndo. de notayel, a nao ser a exacerbacao dos
partidos, que se preparam para a campanha
eleitorat. A parcialidade, que apoiou a admi-
nistragao do Sr. Dr. Furtado e que foi por este
protegida, aprcsenla-o candidato eleicao geral
por aquella provincia. O partido oppoo cre-se
que aprosentar o Sr. Wilkens de Mallos ou o
Sr coronel Amoriin Bezerra.
No Par, tambem nada occorrera de notavel
depois da partida do penltimo vapor. O Exm.
Sr. S e Albuqucrquo tinha do visitar difieren-
tes pontos do interior da provincia. O nosso
correspondente d'aquella provincia refero o facto
oe ura assassinato perpetrado por uns escravos
fgidos que se achavam acoutados em urna fa-
zenda dos frades carmelitas.
No Maranho, o facto que mais excitava a al-
tengo publica era o de urna cerebrin3 excom-
rounhao maior Ltganda sobre diversas pessoas
da villa do Brejo pelo vigario d'aquella freguezia
Marcolino d'Assumpgao Oliveira, sem quo para
isso se achasse autorisado pelo Exm bispo dio-
cesano, que nico tem a faculdade de a fulmi-
nar por si ou por delegagao sua. Os partidos
desenvolviam extrema actividade por occasiao
do processo da qualificago dos votantes, de
onde se conclue quo as eleiges geracs leem de
ser muilo disputadas. Espera -se, porra, que
ludo marchar regularmente, se all se conser-
var na presidencia o Exm. Sr. Dr. Sil'veira de
Souza, que vai administrando a provincia com a
prudencia o circumspecgo proprias de suas lu-
zes e patriotismo. Pelo qae respeita econo-
ma das rendas provinciaes o Sr. Dr. Slveira
de Souza lera feito servicos iraportantissimos ao
Maranho, sobre o qual pesava um dficit ex-
traordinario. Segundo carias, que temos vis-
ta, de pessoas verdadeiras e bem informadas,
tera-se dado urna ladroeira escandalosa nos sal-
vados do naufragio da barca Linda, que as cor-
renles do mar arremecaram s praias de Alcn-
tara. As autoridades do lugar nenhuma pro-
videncia leem tomado, a lira do evitar essa pi-
ntarte praticada sua vista, e, o que anda
peior, corre do plano quo uraa das mais impor-
tantes ea quem mais particularmente incumbe
esse negocio, lera sabido aproveilar-se dos ob-
jectos salvados. Ha muilo qao se fazem juzos
desfavoraveis d'esta autoridade, cujo nome por
emqudiilo callamos, espera de informagocs
mais precisas : as aecussges, que ora Ihe diri-
gem a proposito da mencionada barca sao de
tal graviaade, comprometiera de tal modo a
honra de ura magistrado, quo esperamos que o
governo d'aquella provincia nao deixar de pro-
videnciar como costuma e corao convem. Tra-
ta-se nada menos que de salvar o principio da
autoridade e a fortuna dos particulares. E' pre-
ciso fazer bem cerlo, bem averiguado, que os
objeelos do um naufragio nao pertencem ao pri-
meiro oceupante, sera o que nao haveria mais
garantas para o commercio martimo, que
urna das fontcs raais abundantes de riqueza
para o imperio.
No Pauhy, o Exm. Sr. Dr. Diogo Volho con-
duzia-se de modo, que ainda nao linha soflrido
guerra de nenhum dos partidos, o que na ver-
dade cousa muito para admirar, attendendo a
profunda dviso que all ha entre os dous par-
tidos, a ponto de nao toleraren! quo a adminis-
traco os satisfaga a ambos. J& all se ttatava
do eleicoes geraes ; mas. n&o contando o partido
chamado concialiador libot-al com cleraeu-
to algun em seu favor, 1. guerra dos candidatos
se dar provavelment0 s6 enlre os conserva-
dores.
No Ce"s' F.xm. Sr. Dr. Nunes Gongalves
marchara desas'^mbradamente em sua enrgica e
JUS m I* j^^-'inwtrocjoo. Consta que foram presos
"acidado jo Aracaly dous socios da casa commer-
ciat aminha & Futios que fora declarada
0D "atado de fallencia.
preso, foi condemnado qualorze mezes do pri-
sao Jos Pereira Luna, soldado da guarda na-
c.oijal des.acada.porferimen.o grave, foi condem-
.n 1 a."nS 3.mezcs de P"sa0 e mulla cor-'
respondente ; o reo appellou ; Jos 1 homaz do
Miranda (por alcunha Erna por furto de cavallo
foi absolvido : Severino Jos Goncalves. por fe-
rimeniosleves, leve um mez de prisao.
O juiz desla vez conheceu a sua inisso, con-
aemnandoao verdadeiro criminoso e alKulvrn.irw
i.nha do exercilo'. LS&TTtaT^SS^! proZtora'Sa?U T"^ ^^ S
do nome Jos Albino Imburana. casado e que ti- nmS,L afl,a de .s^,,ra?a "><"dua| o do
nha9filhos. O criminoso eslava preso. |?oT.?i. Pres'denlo desompenhou con
Na c.dadc de Nazarelh, na roa da Cruz, foram ,..,'"'n' e ^S^ade o seu cargo, e oulro
apunhalados Jos Sorapio da Silvcira. que M- hw Prom10.*?'' / Octariano
tecina pouco depois, e Leoncio da" Silva Cabral. ordem do !lMi'l 1cadoia.,la'1u',lla villa, do
O criminoso, que Amonio Calunga da Silva. nmnloU.in g ? Clemonl.no l.u.z de Araujo,
eslava preso. a- pronunciado a prisao e hvramenlo por lenlativ
No lugar Bizarra, districto do Bom-Jardim da
comarca do Limociro, Francisco de Paula o Ma-
noel Ferreira assassinaram cora um tiro a Joa-
quim Francisco, o feriram gravemente com 1 tiro
e duas facadas a Jeronymo Francisco Manso, de-
pois do que conseguiram evadirse.
n, f, Vr.d!Sla ,relac10. a f"a de pona
naquas lotatidado dos crimes. o inslrumen
predilecto dos sicarios, e a razao porque
taz eslrondo, escondo-se cora mais facilidade
escapa mais fcilmente s vistas da polica, cjur
alm disso nao pode ser bem feila mingua de
forra publica suffieienle. Muilo faz ella calien-
do promptamenlc a quasi todos 03 autores de
crimes, e da rclacao que acabamos de fazer se
pode ver que so os amores de um dos factos cri-
minosos apontados deixaram de ser logo captu-
rados, por se ter dado o crime em lugar onde nao
na forra publica, e onde a acg.io da autoridade
nao podo deixar de ser um pouco tarda.
A nossa assemblea provincial oceupou-se
entre oulras da menos momento, do seguinle '
Uiscussao do posturas das cmaras muric-
paes do Recite-, de Olinda, do Brejo, da Boa-Vis-
la o Garanhuns.
Discussao do projecto que oleva cathegoria
de villa com o mestnonome, a freguezia do Bom-
Jardim, e do que crea nosse lugar urna cadeita
de pnmciras leltras para o sexo masculino.
Discussao do projecto da forra policial com o
bslitutivo do Sr. Martins Pereira e as
camento para Alagoa do Baixo. prorura dos cri-
minosos que all abundara, e de supporque a
accao da justira se faga sentir na^uella Cicgne-
Ante-hontem salvaram os navios de guerra
de esta cao e a fortaleza do llrum, nao s quando
apparcceu a Alleluia. como urna hora da larde.
ni ?Jsolennisagao do anniversario do dia em quu
nSo'Si'i i'Vlda V0^1 "OSr. D.Pedro H. nosso
naojacliral Imperador. Conscrvaram-so ale ao por
do so! aquellos, embandeirados nos lopes.
Relagio dos baptisados havidosna freguezia
de Santo Antonio do Recite, do t8 do passado a
/ do correntc :
Gregorio, pardo, escravo do enharina Thereza
do Jess.
Josa, branco. filho legitimo de Joao Antonio An-
loro o Mana Francisca da Assumpgo.
Henriquela, parda, filha legitima do Joao Jor-
ge Pereira e Malhildes Maria da Conceigao
Mana, branca, filha legtima de Joaquira Rodr-
dr^ues Saares de Mello e Carolina Ursulina
Tavares.
Hcrmino, brarico, filho legitimo do Jes Antonio
pretil Das e Joanoa Guilhermiua dos Santos
"133.
""*?: hMnrn. f\\nn legitimo do Antonio da Sil-
va Lima e Mana de Jess.
Jos, branco. filho legitimo do Jos Jotquim"
Alves e Maria Libania do Oliveira Alves.
- : Horroina, parda, forra.
additivas dos Srs. BrauVoVciUrana emciMlM .,u'ennn. Pardo, escravo de Josephaa Oliveira
Discussao do projecto quo eleva calhegoria Manoel branco
a cora o nome de villa do Itamb a po-' -' '
voagao de Pedras de Fogo, e do que crea dver-
sas comarcas.
Discussao do
su
do vil
cial
projecto de orgamenlo provin-
Discussao do projecto que eleva a 10S0OO. o
subsidio diario dos deputados provinciaes.
Discussao do projecto que concede ao Institu-
to Agrcola um subsidio de lOcontos de ris.
lio da 3 do corrente verificou-se o concur-
so ao lugar vago de amanuense da secretaria da
presidencia. Nove caedidatos foram admittidos
s provas do sufflciencia.
Celebraram-se em diversas egrejas os actos
religiosos da semana sania. Os de San-Francis-
co e ao tarmo estiveram solemnes e muilo con-
Demandaram o nosse porlo, durante a sema-
na, a partir do da 31 do passado a 6 do correlo.
in! "iT1 raercanles. com a lolago dc
b,U8S toneladas, e a corveta a vapor nacional
h& X .* Saniram durante os mesmos
Vi ^r^mba.rc.a5es mercantes, com a lolaco
do 0.U37 toneladas, e sahiram tambem o vapor
Ving"'rra Ge1uUinhonha e o brigue de guerra
Renderam, do da 31 aoda 4 do correntc ;
r.VL^ilf?' 77*635669 rs. ; o consulado ge-
. filho natural de Maria Joaquina
da Conceigao.
Felismina, parda, filha natural dc Emilia Isaber
Nunes.
Francisco, Gulhcrme, Custodio, Romo, Jos.
Jorge, Candido, Rosa, Narcisa, Rosa e Paulo.
Africanos livres do arsenal de guerra, baplisa-
dosna Penha. '
Um filho legitimo de Jos Antonio Morera Das,.
hoenga, nao veio ainda certidao.
Casamenlos:
Francisco Tiburcio de Souza Nevos com Leodc-
garia Leopoldina de Gouva.
Feliciano Primo de Jess com Elisia Mara da
Conceigao ; licenga e nao veio aluda a cer-
lido.
Passageros do vapor nacional Versinunga.
entrado do Macelo e portos intermedios :
Manoel Pereira da Costa, Joaquim G. da Silva
Rocha, Adao Francisco da Hora o sua senhora.
Anna Rila de Jess, Francisco kuiz dos Ris.
Constantino Gomes de Carvalho o sua familia,
Jos Paulino de Albuqucrque Sarment c sua fa-
milia, Antonio Francisco da Silva Lins, Francis-
co Antonio de Gusmao, Dr. Jos dc Mendonca
Kego Barros o sua familia, Jos da Costa Lima'c
um criado, Dr. Manoel Flippe da Fonseca, Joa-
quim Jos de Mello Pimentcl e um filho menor.
Amaro Baque de Senna, Vicente Alexandrno.
vincial 1-V175-Vl2 r! consulado Pr- P: Ferreira. sua senhora e dous escravos. Auto-
O movimento geral da alfandega, no mes-
mo lempo foi de 3,39? volumes, a saber : vo-
luntes entrados com fazendas297;com gene-
ros. 841 total dos volumes entrados, 1,138
volumes sahidos, cora fazendas, 691 ; coni
gneros, 1,573 : total dos volumes sahidos
2,264.
Falleceram durante a semana 50 pessoas
sendo livres; 14 horaens, 10 mulheres e 17 prvu-
los : escravos, 3 homens, 3 mulher c 3
vulos.
par-
REVISTA DIARIA.
Passaram-sc todos osados da quaresraa com
aquella devoco o unecao religiosa que caracleri-
sa ao povo christSo ; porquanto entre nos, por
mais que diga o pessimismo, por mais que so
aieiem as cousas, o espirito religioso ainda tem
guarida nos corages brasiloros, que jamis ex
pungirao as ideas de religio que nelles plantou
a oducago de nossos pas.
O Brasil, e porconseguinteos Brasileros, sem-
pre !embrar-se-hao de que sao Dlhos da trra da
Sonta Cruz ; e aonde avulta o cstardarte da cruz
a religio do Golgotha nao deixarjde ser reve-
renciada e sotemnsada devidameiitc.
Sabbado a sociedade Bella Harmona
dou um soire que foi concorrido bastantemente
porsenhorasdasprincipaes familias da nossa so-
ciedade.
A par do aceio e apurado bom gosto, reinou a
melhor ordem possivel, realisando por tal forma
a denominago tomada por aquella sociedade.
Esta sociedade recreativa tem-se tornado no-
tavel pela rigorosa observancia do seu nome.
O delegado do tormo do Cabo, capilo Jos
Pereira Teixeira, conseguo rcalisar a prisao de
Joao Cordeiro de Mello Lira, criminoso de homi-
cidio, em consequencia de duas mortes por elle
perpetradas no termo de Buiquo.
Este criminoso acha-se recolhido cadeia da-
quella villa
Foram all igualmente presos, por indicia-
dos em falsiflcaco de firmas e eslellonalo, Jos
Francisco Lavra e Joo Luz dc Paula C3valcanti
que suppoe-se desertor do quarlo batalho de ar-
tilharia.
Temos noticias do Brejo, quo chegara at o
1 do corrente.
A comarca acha-se em paz e as autoridades
era harmona, circumslancia raurecommendavel
para com proveilo proseguirem ellas no cumpri-.
ment de seus deveres.
A secca contina alli. e o gado ja corntga a
perecer. Se nao apparecerem as chuvas por to-
do o decurso d*sle mez em que nos acharaos
como se espera, lem-se por cerlo naquellas pa-
ngan* ura grande preiuizo. r
A fetra ainda osla abastecida soffrivelmente,
nio dos Sanios Pinheiro, Ubaldo Umbeliuo cha
Ramos, tenenle Joaquim Pereira Xavier de Oli-
veira, cadete Jos Hygino Xavier da Fonseca, Ga-
briel Antonio de Souza.
Passageiros da lancha nacional Feliz das
Ondas, entrada do Rio Grande do Norte :
Jos de S. Marianno, Jos Soares, Joaquim F-
lix da Costa.
Matadolro publico :
Mataram-se no dia 5 do
sumo desta cidade 2 rezes.
No dia 6 do mesmo 39.
No dia 7, 129.
MORTALIDADE DO DIA 5 DO CORRERTE
Octaviano de Siqueira Campos, branco, solteiro.
35 anno, bexigas.
Viclorna Mara da Conceigao, parda, 18 anno
parlo sollo.
Faustino, pardo, 2 mezes, inflammago.
corrente para o con-
V1UV0,
55 armas.
os gneros achatn-se por prego supportaret, rom
\ A cata, mais anda do que as oulras provtn- excepgio da carne que Tende-se por 8WQ0 a ar
i cas do Norte, trataT-e quasi qae exclusiva- (roba.
Jos Cabral Pereira, branco,
frialdade.
Jos Flix Cabral, pardo, soltero, 22 annosk he-
morragia interna
Maria, parda, 6 mezes, convulses.
Manoel, pardo, 3 mezes, convulses.
Andr, Hespanhol, branco, soltero, 2wnnos, fe-
bre amarella.
Antonio, branco, 18 mezes, varila.
Arnaldo Fernandes Reis, branco, solleiro, 25,aa-
nos, (ebre amarella.
Antonio Joaquira Gongalves casado, 55 annos, hydropisia.
Maria, parda, 5 raezes, convulses.
Algemra, branca, 18 mezes, diarrha.
Margarida Cortonia de Am^ira, branca, viuva^
48 annos, hernia estrangulada.
Perpetua, prela, solleir, 30 annos, erysipella.
Ignacia Maria da Conceigao, parda, soltera, 40
annos, peritonite.
Manoella, branca, 8 dias. convulses.
Luiza, parda, escra-va, 6 anuos, convulses
Serafina, preta, solteira, eacrava, 70 annos, hy-
dropisia.
Mana, branca, 5 mezes, couvu'.soes.
Hospital db cauidadr, Existem 68 ho-
mens, 5o mulheres nacionaes. 5 homens esiran-
geiros, total 122.
Na totalidade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulhere, e 10 homens.
Foram visitadas f, enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 8 horas ^ 5 minutos da roanha, pelo
Dr. Dornellas i* 8 horas e 10 minutos da manhaa
do dia 7 do ce rrente.
Commu meados.
'^' m^p^^^^mrmmmm..
De quem coadjuve a policia na descoberta dos
grandes crimes, como o praticado no dia 21 do
faissdo no engenho Contra-Assudo, de quera
ae facilite os meios de ac^ao, que temos falla.
A ttW *m tMttm
r


V
f2l
DIARIO DE PERIUMBUCQ. SECUflBA FEIRA S DE ABRIL 1>E 1860.
i\
Censures t murmuradores lorutigaiu du toaos os
lados.
Todos se julgam com direilo de sabor dos o- .
gredos da polica : lodos querem que a pnlicia
Ihes commuiiique o que sabe sobre a dcscoberta
dos crimes perpetrados no silencio e trevasda
noitc, quem os autores e o que contra elles pre-
tende fazer : mas ninguem quer comintinicar o
que sabe a respeito desses crimes. e muito me-
nos ir a juizo depor o que sabo: e quando cha-
mado? por urna citaco a juizo, o perjurio mais
escandaloso o resultado do depoimento.
Ao amanhecer do dia 21 do passado, um cada-
ver de mullier fui encontrado ne assude do um
ngenlu na freguezia do Santo Amaro de Jaboa-
lo : a auloridade policial do Iwgar comparecen,
c mandando vistoriar o cadver, rcconheceu-sc
o seguale : que ora de una mulher branca, re-
presentando do 25 a 30 anuos, estatura media-
na, rusto redondo, olhos pardos, cabellos casla-
nhos, denles curtos e csponlado3, corpo cheo,
intura grossi, braco grossos e bein feilos, raaos
pequeas c dedos curtos, seto esbelto : trajava
saia de montara de merino preto, casavequo
bianco de inussulina, sapalos do couro de lustre,
nielas brancas de algodo. duas saas, sendo
urna de cassa chita com llores cor de lirio, e ou-
Ira de madapoln, bem como urna carniza da
mesma fazenda : trasia em um dos dedos da mao
esquerda ura anelo, as orolhas brincos de eu-
ro, e na cabeca um ponte de tartaruga moder-
na : ciidagando-se a causa da morle, reconhe-
ceu-se ler sido ella proveniente de um grande
golpe no alio da cabeca, e urna puuhalada ao p
le um dos ouvidos: procurando-se conhecer a
ideolidade de pessoa, ninguem do lugar, e mui-
to menos as possoas que all concorreram, reco-
nheceram a pessoa que foi victima de crime lo
struz.
O subdelegado conlenlou-so com as endaga-
roes (citas, e maudou logo dar sepultura ao ca-
. daver no cemiteno do engenho Gurja, depois
do que panicpou o occorrido ao delegado do 2
distado, que somento no dia l'i ou 2 cointnu-
nicou ao cliefe de polica. Esle mmediatamenlc
ordenou a exhumaco do cadver paa se proce-
der a exames mais minuciosos, e guanlar-se
a roupa n'elle encontrada, que pode mu bem
Janear muita luz para o descobriiueulo da ver-
dade.
Coii.la-nos mais que o chefe do polica nao
tem descansado desde o momento que recebeu a
noticia do rime: que tem interrogado a diver-
sas pesso.is para conhecimcnlo da verdade das
innmeras versos que a respeito tem corrido :
que finalmente ha dado lodas as providencias
que um caso destes pode exigir.
Sao apenas decorri Jos 15 dias depois do assaj-
snalo feito em lugar ermo, alia noite, e por in-
dividuos que parecom vindus de longe perpetrar
o crime quasi s portas da cidade, para assim
embarazar o dcscolniuicuto da verdade [_o que
bem demonstra o fado de at hoje ninguem re-
clamar pela falla de alguma pessoa da familia ) :
mil versos teem appaio-.ido, transtornando. ou
ao menos demorando as pesquizas polciaes,
alera dos poucos moios de aceao de que ella dis-
I'dc: e entretanto j vo apparecendo censuras
10 chefe de polica, que lautas proras tem dado
de energa, e iclividade na dcscoberta e repres-
so dos crimes E quem havia de romper a mar-
cha 1 O Liberal Pernambucano, que era o n. 69
issinj se cxpriiHio :
As folhas da provincia leem noticiad a exis-
tencia de urn assassinalo hoirorroso perpetrado
na pessoa de urna s^uhora, que appareceu mora
cm trras do engenho C.onlra-Assudc, freguezio
de Sanro Amaro de Jaboalo. Al hoje temos
guardado silencio, porque desejavaraos ver como
proceda a polioia, em cujo melindre nem de le-
ve qui/.oramos locar, ella que tanto tem procura-
do moslrar-se cuidadosa na captura dos crimi-
nosos, e na punirao de anlijos c modernos de-
iiii'juentes. Mas tomando em considerayo esse
palpitar da sociedade estremecida, que v n'a-
quclle crime um aclo de consummada e brutal
perversidad*, nao podemos dcixar de admirar a
impotencia das iodagacoes Doliciaes. como
nao ser assim se esta 'pobre sociedade marcha
s avessas ?
alio em ruCOlDlIUHIHJ u .isaucji no liar.ac.iu u-i
capitana, para o que sugeitanm-se s penas e
condicoos defiis depositarios.
Attenda-se bem : Silva Leo erafiel deposi-
tario dos assucares depositados nesse harraco
Has Silva Lco & C. foraro quem despacharan
e trans portara ra sob su a responsabidade, eso-
mente porconta e risco dellesesso assucar de
que Silva Leo s era Ool depositario.Mas
nem por isso o crime do eslellionalo deixa do
existir. Silva Lcos por si 6 quera o deposi-
tario, mas o mesmo Silva Leo o a companhia
sao os que coramettoram a fraude sublnhindo a
propriedade alheia ; mas ofiel depositario o
vordadeiro criminoso, porque quem tem a par-
le principal na=firmacommercial, e 6 quem
dirige os negocios da casa. Diz agora o II do
Tempo cora toda a ingenuidade onde est aqu
afraude c am f que constituan] o crime?
Se ao negociante de grosso trato, ou mesmo de
pequeo commercio, nao fosse permillido fazer
exportar o assucar ao genero de que carecesse,
ou para inteirar um carregamento. ou para acu-
dir a urna transaeco, onde exista a liberJade
do commercio?!..!.. (!!!)
Meu Dos onde iriarnes parar se poiesse sub-
sistir urna semethanlc arguraenlaco ?
Diz anda mais o Tempo:.< Como se pode
considerar o negociante criminoso,.porque fez ex-
portar um genero de que careca, lirando-o dos
respectivos depsitos (!!!) Estes principios de
commuuismo so podessem ser adoptados l ira
l"da a sociedade pelos ares, e leriaraos de ver
reproduzidas no uosso paiz as scenas que assola-
ram os paizes, onde se quiz plantar se m el liantes
ideas. f)e maneira que nao criminoso o facto
de urna qualquer pessua tirar um objeclo que lhe
foi confiado e venda-la, visto que lom precso
dellc?!! O'digno thesourelro da Ihesouraria ge-
ral o muito honrado Sr. Cabral pode todas as ve-
les que carecer de dinheiro, tirar dos cofres que
lhe estao confiados qualquer quautia, sem que
seja por isto criminoso ; o mesmo pode fazer o
Sr. Paulo Telles, thesoureiro provincial. Quando
laes fados se deem estes dous senhores nao po-
dem ser considerados criminosos, segn lo os
principios docommunicanle/ Qualquer director de banco, carecendo de di-
nheiro mclier mao as caixas, de que elles sao
fiis depositarios, c tirar a quantia de que preci-
saren] ; permitliiio isto, nao pode de maneira
alguma ser considerado crime,una vez que o su-
jeito provar que teve urgente nocessidade de di-
nheiro!! Esses criminalistas quo inventaran)
os estelionatos para almcnUrcm quesles jur-
dicas, e lodos legistas nao souberam o que fa-
ziim, quando confeccionaran! os cdigos. Pois
Francisco lom precso de um objeclo que Pedro
lhe couliou, e nao hado vende-lo, s porque elle
fiel depositario dosso objeclo, e servindo-se
delle pode ser aecusado como estelionalario ?
Qual; isso sao receios de consciencia, que nao
podem vigorar, nao c crime ; a cousa at mais
innocente do mundo. Embora diga o Dr. Augus-
to Texeira de Freitas : que o crime de estelio-
nato mais aggravante quando elle diz respeito a
um como que se torna objeclo confiado en de-
posito sagrado esse jurisconsulto nada enlendc
da malcra vista do l Jo Tempo, que para sus-
tentar a innocencia de Silva Leo at quer esta-
lidad :s da tei, por mus (.articularos, dando-se
at soguado tambera se diz, orJcm para seren
vend dos, e outros eram erapregados em arroga-
ment do assucar do e a gen lio de certa aulori-
dadell
Tallos a neniados faziam crer aos habitantes
desi; Ierra, que era chegado o reinado do hor-
ror, 3 una outra conveucao tranceza'ern Pao do
Albo, reproduzindo as scenas que prsenciou a
Franca.
A Providencia que constantemente vella sobre
aqutlles que se vocra oppriraidos, por s Jo de
justija, deu a Pernambuco presidentes jusiiceiros
e eli vade, como os dislinclos Srs. conselhelrs
Sara iva, baro de Catnangibe e Fiuia, quo ante-
pon! o-se todas as considerarles pessuas, en-
vida -am e.continuara a envidar lodos os rucios
prat eos e enrgicos para extirparen esse cancro
devorador, que j mais naJa respeilava.
G; acaso mil grabas -sejatn dalas ao Exra. Sr.
Fin?a," que r.o nobre erapenho de fazer Ilrmar a
ordem, a nada se tempoupado, e com a impar-
eialidado de seu dislinclo carcter, tem feito ura
governo Jigno deste oorae, o ao qual aplaudem
os lomis amigos do eu paiz.
.A pozar pois da alalaia em que se acha a maio-
ria Jo povo deste Pod'Alho. os iuimigos da or-
deni e di paz. nao descancam do raachinar c ur-
dir Irapneas com o intuito de rehabililarera-se
sob a capa da juslica, elei, como se a maioria
dos homens desla trra nao ouhccessem suas
mselas, e o flm a que se atiram.
Hjo 'isla ao que elles tem phantaseado res-
peito da qualificaco dos volantes desla fregue-
zia ultimada, no dia 14 do correnle mez de
marco.
fliinco nesln freguezia lalvcz se procedesse n
una q>r.ilili<:aro to accorde com a le como a do
presente inno. O Sr. Lourenco Cavalcanli sa-
be -o e basta.
Hade lhe eslar bem fresca na memoria a ma-
neira perqu S. S. proceda uestes actos era ou-
tros am !-. segundo ouvimos ; lulo era apparcu-
e fannalidado.
I
i aiessas i. i mas nao apona o artigo nenhum d
Nao venios razao para esta lirada do Liberal a lorise semelhanle crime. O cdigo
beleccr entre nos os principios dt commuuismo,
como base da boa f que deve existir no com-
ercio.
Na verdade se a questao nao fosse seria, e de
urna verdadeira importancia, diriamos que o com-
unicado do Tempo de 14 do correnle, era nma
verdadeira cassoada com o Sr. Silva l.co.
Como se pode em boa dizerque para aecudir
i urna Iransacao, ou inteirar um carregamento,
negocianlo pode lancar mao daquelle objeclo
jue est em seu poder como deposito ? Onde se
pode fundar urna semelhanto argumentado ?
nal c o cdigo criminal que pode aulorisar so-
elhanle cousa ?
fl. do Tempo nem considera islo como furto,
d toda a faculdade ao negociaute para commel-
tereste estelionato, e depois diz que o commer-
cio nao esl sujeito seuo as leis commerciae3, e
as leis regulanieulares das reparticoes fiscaes ;
as nao apona o artigo nenhum de lei que sa-
nio ser o desojo de desabafar cerlos ressenii- fr
mentos por causa da punirao de antijo delin- I
'jiicnte. 'fainbcm nao sabemos a que vem a iro-
-_... .._------..., ,,., .... ,,- m-ii-H cm iuu>uiiu ub seu commercio oe mer-
poluia ) que tanto tem procurado cadoras de outrem que na boa f lhe foram em-
ladadosa na canlura dos crimino- ms!;i la em mmicir m .i ... ... i -...., ____.__
n ia ella
mostrarse cuidadosa na captura dos crimino-
sos e na punu-cib de amigos e modernos delin-
Eslar o aulor desse artigo receloso de que as ..
endagaces polciaes sobre amigos dolinqucntes n
lhe chegue por casa? Nao se assusle : tenha ani- '
mo. Descance o Liberal; confie nc Sr. Dr.
Trislo de Alendar Araripe, aclual chefe de po-
lica desta provincia, e lenha paciencia," uue le-
ra o siimmo prazer de ver descoberlos os'assas-
sinos desta infeliz mullier, mora em Conlra-As-
snde, com a mesma faculdade com que anda se-
rao descobortos, e levados aos tribunaos, os dos
infelizes Antonio Francisco de Geuipapo .'ou-
zagaJoo Marinho e outros, que apezar do
correr do tempo, ainJa eslo sob o dominio e ac-
cao da juslica.
Nao podernos egnalmcnle bem comprehender
o final do artigo do Liberal que assim se expri-
mi :
E como nao ha de ser assim se esta sociedade
marcha s avessas ? >>
Ser bom que esclareca melhor as suas pala-
vras, porque ellas podem ser interpretadas por
muitos modos; c at nos podoremos dizer, que
se a sociedade nao marchasse s avessas, talvoz
o aulor do arligo, a que nos referimos, nao
cscrevesse semelhanle proposito,
Contine o Srv Dr. chefee de polica na carrei-
rs encelada : ha de ouvir alguns latidos, c mes-
mo gritara de alguns reos de polica, mas hade
tambera ouvir as br-ncos dos Pernambucanus
pelos beneficios que fizer a esla provincia.
Becie7 du abril .
O Observador.
'

A questao de cstcllionato de Silva Lcao.
V'lm-S hl<> responder a ludo quanto no Tem-
po do.da l disse um cjmmunicante, assignado
R, sobre o processo de eslellionalo instaurado
contra Manoel Joaquim da Silva Leo. Antes
porem, soja-nos permillido um reparo.
Quando o reo est respondendo nesla cidade
pelo crime que commclteu, quando a questao se
debate aqu, e aqu, se ventilla j pela imprensa
japela justiga publica, cnlendomos que mandar
tasar pubhcacoes era jornaes de outras provin-
cias mandar insultar e nao argumentar, defen-
dendo Silva I.eo, querer Iludir ao publico
grande fraqueza na defeza do criminoso ; no
ter f no publico que j os conhece, para ir
iraprensa de urna provincia, que nao lera era
pode ter o mesmo inlerosse que aqui se tem de-
senvolvido sobre a questao.
Os argumentos allegados provanJo o crime de
Silva Lcao estao todos em p ; suida nenhum
aelles foi destruido : a argumentaco vigora com
toda a robustez da verdade da causa. Os defen-
sores do reo com lodos os seus sophismas anda
Jiaopodcram nnocenta-lo, lodos os dias o cri-
minoso balido por diversas pennas. com grande
anumpho no dcsenvolvimenlo dos principios in
'nlrCsfivBpa,r-a provar esleHionalo commeltido
*or biiva Lao ; no entanlo anicapeona aue
UtrT,< rePnde da, e l vai para o
JZ:"iifer"T6.UC?M ahrdear de '"'e quan-
do no Otario desta trra tem sido batida e der-
rotada Is.o ludo bem demonstra al que pJn o
*e ten desenvolvido a verdade do crime Osde-
fensores^ tem vergoahs de advogarem uma se-
melhanle causa nesta trra, onde so conhece a
existencia do crime, e todas as suas parliculari-
rem HHJ0?"1 d Cam-P ')r0Pr0- Para -
ITZrlnHOIode 'ongf.no tendo o animo e a
eoragem precisa para frento a frente enlrarem
s um combate leal e franco. 'rem
assil?^ZS ; ,.consc'encia quem os obriga
coeir-se gradando e adulando a quem
^ado e pode dar dinheiro (II!)
de
Causa al riso vem' Quando se va um Tavaras. reo de polica, 1
fraude, a_mZ e oarimMif ..ur,nga&=- alhndo de publico as obras da cadeia da v
ciaee para oae sede o ^ S nd,?5es esse-1ia- Quando se va o famigerado qqodrlheiro
n .:"* q^;?!?.eu, c"me o eslellionalo. e Gloria, o reo de enormes crimes. Antonio Al,
ciaee p.riquc sedeu o crime do estelionato
o que com efleilossileram, e est prot.dol
Do Tmpo sabido que es S?. sifva LeS,
e ueuut tuiuac para si o secretario, O que nao
lhe pertencia ; mas, esso amostrado por quanto
observava, nao quer receber o livro. o qual afl-
nal a cmara ordenou que Gcasse em suas gave-
tas I!
Deizou de harer sessao em um da, dando-sc
lempo a que chegasse a capital um offlcio do pri-
moiro juiz de paz. a respeito dessa infamia e pi-
carda, e tudo antedatado, como cscapolio a um
dos membros do somil, segundo corre. O pre-
sidente da cmara suppondo que o Eira, presi-
dente possa, engulir sernelliantes pillas, estan-
do a cmara cm sesso ordinaria, dirigi-se por
si s ao mesmo Exra. Sr. dando motivos calcula-
dos por nao ler havido certas sessoes, quando
hujo ninguem ignora os motivos, e do que-lanto
couvem a maioria da respectiva cmara prolelar
i Um delles ser sem duvida a resposla que ao
Exm. presidente da pravincia tem de dar a ca-
I mar para corroborar as inexaclides enjillidas
na rcpresenlaco do primelro juh. de paz, e cuja
resposla se diz, e com certeza, que fora remet-
tida para a capital ao Illm. Sr. Dr. Feitoza, por
que tal e a miseria da synagoga que nao se jul-
gou capaz de colorar aquitlo mesmo que por olla
foi engendrada. Ofciarara ao lercciro juiz de
paz que respondesse com toda a urgencia, se-
gundo determinava o Exra. presidente.
O lercciro juiz de paz respoudeu incontinenti,
porque a verdade nao precisa do rodeios, o em-
bacadellas para ser conhecida ; no entretanto que
a cmara at hoje ainda nao deu "de si nada, co-
mo urga um negocio to palplaato para a syna-
goga, a qual devia estar munida de lodo o noces-
sario material para essa campanha que ella in-
tempestivamente provocou; devia estar mais
bem apparelhada mesmo do que n dispensa que
a cmara preparou com o contingente de tantos
cidados.para a hospedagem de S. M. I., so vies-
se a esta villa, e quu al hoje, gracas ao zelo da
cmara municipal, infaligavel e restricta na maio-
ria do seusraeinbros, ninguem sabe so os dentes
damninhos dos ratos, ou dos humanos teroido
de bastando, para puupar cmara, dest'arle, a
*; i ~r~,"*.....-- i---- i----,-... vi.iuuu, ut-siuiu' a iiuuuii i
isles actos pareciara queso eram pnvaiivos obngacSo quo llio conia de mostrar portimin- conside
do respectivo esenvao, em cuja casa se torgica- | venlario lega! o que se havia comprado, o o des-' fra ell
va esse embroglio que o Sr. coronel appellida- tino que convnha dar;
va de c.oalificaco. Passo adianta :
Nunca o Divino Espirito Santo os vio no son sa- Estando o livro de qualificico em poder do 1.
gr.ido recintho, seno no da da inslallaco da juiz de paz do dez para onze dias s agora pode
j.mla, o resto sabe-o S. S. I elle descobrir e'stas trapazas ? Quem teria interes-
b estira habilitado o >r. coronel primoiro juiz se nislo ? Aquellos que tiveram para si o triura-
ue paz, seus novos discpulos o amigos mais I pho, vencendo a mesa de qualifieaco? Ou aquol-
vclhos, ou para melhor dizer seus novos odep- | les. que apezar de tudo envidaron], torturaren! e
lo, c yellios dirocloros. inculcarem-seco.no hlsificarem, perderam-na? Digam at os pro-
re;peitudores da le (gritadores) quem por lal mo- prios derrotados, e na decifracao do dilemma, es-
do, o guiza a desempenhavam ? Polero alar- A a resposla. Propalara que ludo faro. de tudo
dear u^ regulares? Qualtlicacoos assim felas lancaro mo para barulhar e transtornar n alia-
se-iam ou nao clandestinas? Isso sim. que llicaco, alira do ver se conscuem fazer-se a
n:ergr uma travo em seus proprios olhos.! eleico pela passada, ou nao sei mais o que !
No entretanto devem estar scionles do que ha
le, c temos as garantas deltas na pessoa dis-
tinela e imparcial do Exm. presidento da pro-
vincia.
Ora, ineus senhores, ouiro offlcio. Conhecam
quo o governo moralisado. I)eixem-se da sedi-
ca canliga de Joo Costa, porque o negocio deste
esta ailecto auloridade competente, e nao mis-
turera negocios da qualilicago, que sao serios,
com Joao da Cosa e oulros, porque poderia al-
guem tambem trazer discusso, o que tambera
commercial
ancez do Sr. Hogron condemna ao commercian-
i que abusa da conlianca uelle depositada para
servir-se em proveilo de"seu commercio de mor-
restadas em amostras, ou depositadas nos seus
slabelecimentos, c, Ferreira Uorges respoilo
tem uma doutriua quasl igual no arl. 13{ do
coJigo commercial da Hollanda ha uma detormi-
aco sobro le tras, ou Bilhete ordem que se
uirmonisa perfeilamonto com a questao. Mas o
orrespondentc do Tempo despreza ludo islo, pela
sanlidade de seus luminosos principios. Elle in-
voca as formulas, como garanta das leis, na fur-
macao do processo, mas dispensa tudo o que a lei
dispe para innocontar o crime. Causa riso a
celebre argumenlacao do //.do T'mpo; os ju-
risconsultos muito linham que aprender se elle
abrisse um curfj, onde explicasse o direilo cri-
minal. Que bellas iheorias Que cxcellentes
principios I Como nao ira moralisada a socieda-
de regida desla forma !! O direilo de propriedade
sena garantido em toda a sua plcnilude.'e no-
cessanamente nao haveria ne mundo algum ne-
cesitado, quando fosse permillido assenhorear-
se do alheio para occorrer as precisos proprias.
J lom-se tornado bastante longo esle artigo, e
nao queremos massar aos nossos leitores. com
uma queslaoque na verdide o lamanduasinho
da quadra, c que nao perdera tanto de sua im-
portancia, se todos procurassem susienia-l
terreno propno. As circumstancias porra fazem
com que os defensores arredera-se do verdadeiro
caminho, e procurem os trilhos das consciencias ;
i) agradem nsullando para mellior servir a quem
Ihes paga. Confessamos que lal misso bs-
tanle desairosa : quem advoga uma causa argu-
menta e nao insulU, sustenta principios, mas nao
calumnia. \ ullaremos ainda a questao.
O Veiutas.
(Do Diario de Alagoas.)
e /er tnosiuilos nos olhos Lrapos do seus adver-
sarios.
Por n isto me nao pode admirar, porque o ne-
ri histrico do Sr. coronel, bem pJe ter coope-
ra lo para elle cahir era semelhanle engao.
A ju ila qualilicadora desta freguezia Uaiialhou
scgundovi.com a raaior rogulardadc, fazendo
si as sesses publicas no consislorio da ejtreja
u alriz, c nunca perdendo as horas, aproveitou
tambera o lempo, que no dia 14 deslo correnle
marco estavam seus trabalhos concluidos e prc-
U ndendo nessa mesraa occasio alfixar o alista- dizem, e corre a respeito da ongr'acada a dengosa
acento dos votamos qualificados no interior da niolata do capilo Molla Cavalcanli" que as ms
egreja, (tendo j expedido na mesma tardo copia lingoas, os levantadores de falsos tostemunhos
e,;ual ao Lxra. presidente da provincia, como pro-, querem e propalara, (se bem que en nao o creio
vido fji com o alteslado do delegado do lermo, ] porque a idade e carcter do Sr I ourenco C
disse e zero era tudo priucipalmente em negocios
eleiloraes ?
Quem nao sabe quo o Sr. lente coronel Ca-
mello nao so rebaxaria ao ponto de se dirigir
pela cacholla desse impostor em negocios elei-
loraes ?
Quem nao sabe que o Sr. consolhoro sobre
sor um cidado notavel, e que IcmaBeiedes na
comarca, era recomraendado pelo Exm. Sr. ba-
ro de Camaragibe, cujo prestigio e forja moral
ninguem occulla ?
Quem nao sabe que o Sr. engenheiro. Mello
Reg tem sympalhias c amigos bstanles para o
elegerem deputaJosera o auxilio do professor Li-
berato, que nao- o claviculado d'Aguas Bellas,
e de cujos clitores bem pon-os rotos livera o
dito engenheiro ?
Quera nao sabe que o Sr. pr. Sanios Jnior,
sendo recommendado pelo Exm. Sr. Dr. Lco, c
tendo prenles e amigos na comarca, pode ser
eleito sem precisar de Liberato ?
finalmente quem nao sabe que esse ente nullo
segu uraa poltica adversa poltica dominante, e
que s por clculos filhos de odiosidade contra o
lente coronel Afro o seu mano o Sr. Dr.
Caslor lera votado nos candidatos de Buique e S.
lenlo.
Aposto dez contra ura que o Sr. tenento coro-
nel Camello nao acceitaria imposicoes de Libera-
to, e era elle se atrevera a apresenla-las. O
Sr. Camello traa Liberato como trata qual-
quer oulro cidado
Quanto aecusaco injuriosa que o desprezi-
vel ente dirige ao Sr. lente coronel Afro c
seu mano Dr. Rodrigo Caslor d'AlbuquerqucMa-
ranho, ellas nao merecem resposta ; mas para
que nao continu esse infortunado ente a fazer
intrigas por meio de embustes o enredos, quo-
rendo ganhar posieo e gloria ^cusla deservcos
prestados por oulros, fique o rspeilavel publico
corto de queoSr. Dr. Caslor nao so enojou por
nao ler sido eleito, enera proferio uma s pala-
vra contra candidato algura. Liberato Tiburtinio
nunca passou de um proletario, que nunca foi
considerado na ordem das pessas uteis, nem
e que concorrera para o Iriumpho da
eloicao do Aguas Bellas contra o Sr. tenento co-
ronel Afro, e sim oulros cidadaos mais nota-
veis, mas que no entreunto nao se inculcara de
serem influencias.
O que quer e pretenJe Liberato passar por
influencia eleiloral em Aguas Hullas para ir ob-
lendo posieo ; porra quem ler as-suas corres-
pondencias basta ler senso comnium para reco-
nhecer que elle Liberato mesmo, e que talvez
nunca mais lenha o goslo de dar votos como
eleilor.
Pretende esse desdUoso ente inculcar ou incu.
lir no animo publico que o lenle coronel Afro
essu rmao sao anti-goveniistas, mas lodos sa-
hem que o Sr. tenente coronel sempre foi e
do lado do partido dominante, quer por suas con-
vioces polticas e quer por ser de uma familia;
cujos principise cuja adheso a cora Sao in-
conleslavois, e nao Libralo que
q le foi quem uiinislrou uma praia do destaca-
mento para esse fim.)
O Rvm. parodio desta freguezia, pedio e instou
para que so nao alixasse o fallado alislamento
as paredes do templo, com grude, ou outra
niassa, para nao serem aquellas eniporcalh.idas,
0 pedia que a junta iizesse preparar grades, o
nellas fosse progado o sobredlo alislamento, e
s;ndo islo justo, a junta mandou preparar as gra-
des, e quando rompen a aurora do da 16, esta-
va allxado o alislamento face de Deus e do
1 ublieo.
Esla verdade foi corroborada com os alleslados
valcanti repeliera estas ideas) que ella fra* posta
nesla vara pora desenjo de-sous aborrecirnentos,
que fora at mesmo aluciada por S. S., lirada da
guarda daquelle que se diz seu senhor, para ser
sua barregaa I 1 Ora so se fosse ar sob o jogo do dizora e corre, o proprio Deus nao
escapara de lhe serem allrliuidos os maiores
crimes, e a responsabilidad uma verdadeira bur-
la. O-quo admira a fralernidado cm que huje
vive o br. coronel Lourenco Cavalcanli, com
aquellos mesmos que era oulros lempos o deno-
minaran] do ladro inimerecidamcnle. Tudo
snjoilo neste mundo s leis da modillcaco, o por
islo nada admira nnrm ,\ ..r.-. _..__"i_____...
ha de fazer
inconsequencia qao o bom senso repelle e a raso
calma condemna.
Diante do publico ante o tribunal venerando
da opinio acliam-se o actual delegado do Buique
e o seu novo inixnigo, accusado'r implacavel: ahi
tai* ambos julgsdos, ahi se decidir se o Sr. te-
nente-coronel Camello ou nao auloridade des-
conhecedora de seus deveres, e se no desempe-
nho das funecoes da seu cargo, pode-se impular-
lhc faltas to'graves, desvos to tristes como os
que pasaran) sobre certa auloridade em Gara
nhuns durante a administrarlo do Sr. Dr. Yiclor
de Oliveira.
Parando aqui nao duvilare voltar a arena so a
pessoa a quem me tinha referido quizer nella
empenhar-se, assignando o seu norae, c apresen-
tanJo-se franca e lealmente a tratar dos fados da
polica do Buique sob a respoosabilidade indi-
vidual.
Recife. 4 de abril do 1860.
Anonio Marque de Albuquerque Cavalcanli.
Ao publico.
Senhores redactores.Pela segunda voz vej-
me obrigado a recorrer imprenso, aflm de oc-
cnparo publico com a historia do processo quo
perante as justioas do Rio-Fonuoso movo contra
Joaquim Francisco Cavalcanli de Albuquerque,
pelos crimes de eslellionalo e fnlsidade'.
Recorrendo imp'ensa, tenho om vislas dous
flns : primoramenle fazer um appello para
opinio publica, quando corlo c seguro de meu
bom direilo vejo as autoridades desvacillanles o
de animo frouxo na occasio era que dolas recla-
mo juslica, s porque esla vai ferir um hornero.
a quem se quer considerar e dar importancia,
embora traga impresso na fronte o ferrete de fal-
sario c de usurpador do nlhoio. em segundo Jugar
lomar, desse modo, ronhecido do governo desta
provincia e mesmo do goral o procedimenlo das
autoridades que nesse negocio fallaram escanda-
losamente ao seu dever, embora de sua prevari-
cico resulte nao s o sacrificio da fortuna alheia
que essas autoridades leem a obrigaco de prote-
ger de garantir, seno.tambora a impunidade
de crimes graves sugeilos ao proredimonto oiTicial
o que ser incentivo para a reprodueco de cri-
mes idnticos.
Sim, senhores redactores, razao soboja tenho
de qucixar-me das autoridades a quem infeliz-
mente live nocessidade de pedir juslica.
Dei queixa de cstellor.ato e fals'uiadc conlra
Joaquim Francisco Cavalcanli de Albuquerque,
por haver esle forgicado uma escriplura falsa do-
doacco a seus lilhos dos bens que deixou D. Ma-
noella Francisca de Moura, sendo a escriplura
passada em nome desta quando ja era falle-
cida.
As provas quo ofl'ereci levam o ctme evi-
dencia.
Existe a escriplura. O labellio de paz que
fez jura que nao vio a doadora, no acto da es-
criplura, mas lavrou esla pelo que lhe diclav
uma voz de dentro de um quarto, no qual nao
.....-..tiiiwiig que na ue lazer uma voz de denlro de um quarto, no qual nao
crer o contrario disto, com os seus embustes e j lhe consentirn, que ei.lrasse. quando leve de fa-
mentiras.
Garanhnns2i de marco de 1660.
Francisco Jos Cordeiro dos Santos.
DOCUMENTO.
Diz Francisco Jos Cordeiro dos Sanios mora-
dor nesla villa de Garanhuns, que se faz preciso
que V. S. se digne al test ir o que souber acerca
dos seguintes qtiislos:
IoSe o profe-sor publico da freguezia de
Aguas Bellas, Liberato Tiburlino do Miranda Ma-
ciel, se ao tempo que professor nessa freguezia
tom aprescnlado o seu mismo resultado provei-
loso.
2oSe merece o conceilo dos habitantes desla
freguezia, e se a aula*j>ub!ica bem concorrida
de alumnos.
3oFinalmente se pacifico c amante da or-
dem publica, e do que V. S. livor cabal conhe-t'
cimen.to se digne alteslar ao p deslo.
Pedo a V. S. Illm Sr. tcnentc-coronel e dele-
gado do dislricto Iliterario de Aguas Bellas assim
atieste na forma pedida. Eli. Me.
Francisco Jos Cordeiro dos Santos.
Acerca dos tres quisitos mencionados nesla pe-*
liQao, atiesto o seguintc :
Quinto ao Io que o professor Libralo Tbnrli-
*-=-' ..... iaj
zer assignr a escriplura, sob o pretexto deque
era isso ncommoJo doadora que se achava in-
erini; veriiicando elle labellio, depois do fac-
i, que a doadora ja era mora nesse dia em quo
se lavrou a escriplura. O mesmo jurara as les-
lomunhas que eslvoram nesla, accrescenJo quo
o estellonatario.no se aniraou jamis a irazef
lume seu titulo criminoso, forgicado as trevas o
a tirar proveilo delle, quando dezeseis annos de-
pois da morle da supposla doadora, pensando es-
lar esquet ida a historia do seu crime, que foi pu-
blico entro a visinhanga, por simples despacho do-
irelegado de polica lomou conla dos bens quo
tycixou D. Manoella, arrancaudo-os do poder o
(legitima posse dos herdeiros desta !
Dei niiulia queixa peranle o delegado de poli -
l/Cia du Rio-Fonnoso. o capilo. Alexandro de Al-
buquerque larros, em 17 de oulubro do 1859.
S Dos sabe a lula que me fui preciso manter
para levar ao cabo esse processo. Dias c dias an-
damos eu e minhas lestemunhas legoas cima,
e legoas aballo, porque nao havia dia de que se-
podesse dispor para a formaco do processo "
Depois desle encerrado, esliveram os aulos-
MAIS DE DOUS MEZES na concluso do delega-
do, como prova o requerimenlo abaixo transcrip-
to, e s depois de replica, treplica c de havr eu>
e quera haver a si o livro da qualicaco, a co-
pia do alislamento, ele, etc., que se achava sob
] guarda legal daquelle, emquanto nao fosse o-
icialraeiite scienio do que o primeiro juiz do
paz j se havia reslabelecido da apoplexia ful-
minante de que tinha sido accomcllido coma
perd da mesa qualilicadora, e estando o lercci-
ro juiz de paz uo engenho PinJoba de Nazarclii,
a negocio domestico, nao pie ser eucontrado so
nao io da 17, quJudo recebeu tal communica-
cao do primeiro juiz de paz, por um oficial de
juslica, veio incontinente a villa, e chamando o
"> oficial de juslica (Moraes) lhe enlregou o livto da
Correspondencias.
NEGOCIOS DE PAO DALHO.
Srs. redactores.Observador imparcial do que
se tem passado nesla freguezia de Pao d'Allio des-
de segunda reunilto da junta de qualifieaco
despido de prevoncoos, e alhio as controversias
locaes, porque sou novo no lugar, posso emitlir
o meu juizo acerco do que tenho observado o co-
lhido de pessoas muito sizudas e honestas.
O Sr. commandante superior e primeiro juiz
de paz Lourenco Cavalcanli de Albuquerque
alias horaem honrado c rspeilavel, nao asado'
para dirigir partido poltico, conciliar e pi
era execuco aquillo de quo Jiojo tanto carecr
o nosso paiz, o isto talvez por falta de tino poli-
tico, sa m direceo de seus adjunctos.
A idade.os revezse golpes por que lemjpassa
do o Sr. coronel Lourenco Cavalcanli desde o an
no passado. Bem o aconsolhavam que era lem-
po do tocar a retirada e recolher-se, edeixarqui
oulros mais habilitados e despidos de cerlos pre-
conceilos carregucra com esse trabalho, todo re-
gular e de juslica.
Eis-ahi o desespero do Sr. coronel Lourencc
Cavalcanli e de outros inimig.is pessoaes do dis
tinelo Sr. tenenle-coronel Luiz de Albuquerqui
Naranhao, que recoohecendo nelle o horaem ne
cessario, e prestigioso nesla freguezia, cogilam
meios, profanara mesmo as cousas mais sagradas,
a ver se -eonseguem, (mas de balde) offnscar >
mrito, e legitima considera^o de que goza nes-
ta comarca.
Embora ledos esses tramas e alevosias filha>
do despeito e da inveja, o Sr. Maranhao un
cidado digno de toda a consideracao; embori
mesmo o dente viperino, e a baba postlenla dj
seus desleaes inimigos, elle caminhar nobreracr-
te ao seu destino.
Afora um punhado de frenticos polticos, a
maioria dos homens sensatos, erguendo os olhcs
para os cos, rogara ao Omnipotente sera sessar
pela conservado de autoridades justas, moralisi-
das e nobres, eomo sabem ser os respoitave s
** --------, u.-_ ----------_- .UVf*w....., a
D)l_ Srs. Dr. Teixeira de S, Joo Anastacio Camello
tem Jnior, e Luiz do Albuquerque Maranhao, que su-
vimn.'^I wo mu] cundados por oulros cidadaos tambem jnteressa-
ciio na d t tee^0ader ao do Tempo de 14 dos na moralisacao da comarca, Irabalham paa
Xeo m.f r M *presentou Principios to anar- fazer esquecer o lempo das proscripecs, dos re-
or vo i a m? ''erdadeira calamidade.se crulamenlos violentos, quando tudo era horro ,
vor ventura enes podessem ser sanecionados A quando mesmo os previlegiados.os representante
siiln30 rief>e"oe8sa ""gumenlacao falsa e in- da naco eram ameagados, esuas immdnidadts
dcfM S q!e aP.re^cnl0u a do Tempo em calcadas aos ps nesta villa, a jusliea em cert;s
leo R' ?- amiaM0 pralicado por Silva mos era posta em almoeda, os orphos clama-
prncDoprCCI-SO 8 ab^.rr,1Sa0 ma' wtoleravel dos "am para os cos juslica, vendo os seus dir -
niinal iiaraa'S comezinno8 da jurisprudencia cri- los torturados era beneficio do horaens a quem s e
co-nmpiiL4Ue/M"8eDe8aroci'imedeestllionato quera elevar, como alguns foram elevados eio
JuTez o n dogCeDtand0"ie Pda ma^i" Pr" prejUZ0 d,1ueUeB
r-..-- ~tt _(__ Onanlii so yin u
lil-
la
4 C. aleanearam auloriaa^n n. f .' ^'^ LeSo andalosomente certo orgo da justiga publicii.
u.flieaosarsoflUJon8S5sopar fIleroBI tpo_ Quando se leposilavam carallos sem as forma-
estiva. E ouvindo o tenento Antonio Bernardo
Ribeiro de Moura o sobredilo ollicial narrar essa
historia, requereu por pelijo ao subdelegado
que chamado o oficial do justiga e lomasse por
termo essa cooQsso, e assim succedeu, por que
em presenca de pessoas insuspelias e considera-
da;! como sao o lenle Francisco de Sonza Mou-
ra, Chnstovao Vieira de Mello e oulros, fez o of-
icial exposicao do todo o passado, com todas as
ciroumstancias, c assim foi tomada por termo a
declaradlo. r
Nao salisfeitos ainda os respeiladores da lei
com esso acto, eis que agora surge da synagoga
cousa mais estupenda I I No dia lu do correnle
marco fez, como j disse, o terceiro juiz de paz
remessa do livro, copia da qualicaco e ludo o
mais que em seu poder esiav?, ao primeiro juiz
de paz. e m '
No dia 27 ou 28 remelldo o livrs da qualfi-
cai a*o cmara municipal pelo primeiro juiz de
pa::, para aquolla exlraliir cerUs copias de qua-
liucacoes autenores e pedidas pelo Exm. presi-
dente da provincia, e quando se apreseotou a ca-
mbra esse livro e um olflcio do primeiro juiz de
pas, um dos vercadores, ou pessoa iniciada nos
mvstenos caballisiicos, corre a elle, abre e diz.
fa tam-lhe 8 oliias 11 O que se doveria fazer em
tal emergencia est no conheciraento de todos,
porra a cmara talvez vendo o calculo o trama
desmoronados, obrou inversamente, fazendo guar-
dar o hyro e conduzindo o seu presidento em
suas algibeiras o officio- do primeiro juiz de paz,
e que acorapanhou o livro (para sua casa) e para
quo um, s elle e Deus sabero? Um vereador
que nao faz causa coramum com taes irregulari-
dades, o Sr. Jos arcez de Souza Ramos, pede,
mita que so abra olficio do remessa do primeiro
juiz de paz ese proceda em regra a respeilo do
qu anlo se va.
A tudo pareca surda a maioria dos vereadoros
que nem ao menos se conformaram em. ajuda-lo
quando elle pedia, que assim como cava o li-
vro sob a guarda da casa, llcasse tambem o ol-
cic. Agora mais se diz e afrmam os meninos
na ra, que conduzindo o presidente o offlcio,
?Vaj^"08 era do ?ue "digir-sc outro em sen-
iidodilerenle para seraberto, como foi, em oulra
sc!sao, porra o primeiro ju de paz assiznando
taivez o que lhe determinaran], (quando seus di-
rectores parecem eslar desapout'adus) dem seu
citado offlcio que recebendo o lrro da qualifiea-
co no da 17, s muilos dias depois que vio
. quo lhe faltavanj folbas! 11 Que awavilhosa
dencoberta? Que meio justo para exiair-se da
responsabilidade? S por escarnao se poderia
nialquerencas, serviudo como se diz, e applati-
dom os meninos da ra, para reformar cortides-
tomando por isto uraa parte e boa no art. 167 do
cod. penal.
Avante Sr. coronel e primeiro juiz do paz,
avante toda a synagoga pelribuana ; avante se-
nhora cmara municipal, afuera peco que con-
tinu nolouvavel o regular coslume, do abrir
suas sessoes com 2-3e 4 memnros' e denois l?m% cmo C0I}sta dos mappas que remetti em
porem o livro das actas correr l coxia por Ci"\ i P!"011"!0 Pas"'o ao Exm. Sr. direcloH
quaulicacao, copia da mesma e mais papis, e re-
cebendo esle, dando recibo, ludo enlregou ao pri-
meiro juiz do paz, que tambera aecusou-se rece-
bido (osles documentos foram rcmeltidos ao Exm.
presidente da provincia.)
Porem a historia outra, e vou referi-la para
se conhecer quanto podo o despeilo e desaponla-
mcrlo. O ollicial c juslica Fernandes, receben-
do do primeiro juiz de paz uma portara na qual
lhe ordenara aquello que lhe procurasso o ter-
ceiro juiz do paz, enlregasse-lhe um officio, o re-
cebesse o livro de qualifieaco < o mais que lhe
era inherente, procurou ao referido terceiro juiz
de paz e nao o tendo encontrado, cerlilicou a
verdade, e levando o olflcio intacto e a certido
ao primeiro juiz de paz, esle Iho diz que nao lhe
agradando asentido era que eslava ella escripia,
accrescentasse era aditamento mais certas pala-
vras que lheconvinlia. ao que elle annuio, ditao- r ; -y. ..... fii, prvteaaauE puuuco
do-as o Dr. Joaquim Eduardo Pina que presente, aquella freguezia, esse ente miseravel, quo ir-
porem o livro das actas correr l coxia por
casa d'um o oulro vereador para assignr o tra-
balho do dia como se presonjo oslivesse! !
Coragem, nada de parar na carreira desembes-
tada cm que vo; porra olhem o vulco que
adianle os pode tragir.
Peco, aos senhores rodadores, o obsequio da
publcaco da presente, e irei indo CQnforme me
for fornecendo a synagoga, feitos gloriosos, para
que imitando ao principo dos poetas portii"ue-
zes quando escreveu dos seus cousas raras, pos-
sa tambera dos mcus dizer exlasiado :
Que canlando-os espalhare por toda a parte,
Se a tanto m'ajndar o engenho e arle.
29 de margo de 1860.
O imparcial.
' Srs. redactores. Lendo no peridico Ordem n.
90 de 10 de Janeiro deste correnle anno uraa
correspondencia de Aguas Bellas, assiguada por
r-Sertanejoque nao oulro seno Ignacio Ti-
ino de Miranda Maciel, professsor publico
Gloria, o reo de eoormos crimes, Antonio Aire... .^""""u ou por ei
alardear da piolecQo queso diz lhe prestan ei- 'mear semelhanle asnidado, s um idiola Dio
eandalosmente certo oreo da iustfca nublicn. couprehendia o afn rom nno nrn...n .,'.
couprehandia o afn com que procuraram que o
secretarlo da oomara recebesse o fallado livro,
roga a si a direceo de lodosos negocios polticos
desla comarca, em que descrevendo todas as oc-
ciirrencias respeito da eleico passada, nao s
adultcrou os fados da maneira a mais vergonho-
sa, como involveu na sua miscobnia ames de
pessoas, que nao tomaram parle alguma em lal
eleico, bem como o meu, que, vivendo do meu
olflcio de labellio publico, s cuido de minhas
obrigacoes, nao pudo resistir [ao desojo de dar
uma resposta, 'linda que ligeira, esso sertane-
jo, que tem por muilas vezes oceupado paginas
e paginas do dito peridico, cobrindo-se de elo-
gios, e dirigindo os mais insultuosos doeslos a
horaens, que pelo seu proceder, e por tudo o
mais que torna o hornera recommeudavel pe-
rante os seus semelhanles, estao muito ociraa
d elle, que nunca foi considerado seno como
um simples professor relaxado no cumprimento
de seus deveres para com os seus desdilosos
alumnos. O documento abaixo transcripto pro-
va a verdsde desla minha assergo.
Infeliz peridico esse, cujas columnas eslo
reeheadas de correspondencias to negras e in-
sulluosas, que por serem -dirigidas por uraa
penna desconcertada, vil, c em o menor vis-
lumbre de consideradlo, nao tem oblido resposla
alguma.
Quem ler, senhores redactores, a descripso
que fez esse miseravel sobre a eleico, e nao
souber que elle cousa e nao pessoa, moral-
vel e mesquinho, nao mais cntrou na aula ura s
alumno dos individuos que peencem ao partido
da ordem.
Quanto ao 3o tem desapparecido a concurren-
cia de alumnos a aula publica, pois quasi sem-
pre nao passam de oito a dez os que a frequen-
m, como consta dos mappas que remetti em
----- t----------- r..d..iak, MV/ uaiij. o. uiimif
goral da Inslrucgo publica da provincia, o con-
venco-mo que a causa o nenhum adiantaraento
dos alumnos da aula publica, visto como os que
tem frequencia de cinco e seis annos para deixa-
rem a escola, seus pais se veera na urgonlissma
nocessidade do os mandar freqnenlar pelo curso
de um anno uraa aula particular, que por fortu-
na ha dentro desla povoaco, para poderem en-
lo sabir lendo e escrevendo alguma cousa ; sen-
do de notar que o mencionado professor, empre
conserva a aula aborta, porm nao posso colli-
gir, se porque lom inaptido para o ensino ou
seporque emprega'os seus cuidados s em poli-
ticar e em advogar constantemente no juizo de
paz desta freguezia, assim como lambem perante
o commandante suparor da guarda nacional, e o
commando do corpo desta freguezia, bom assim
em oxercer a proflsso de medico e cirurgio ope-
rador, sendo que com os seus medicamentos,
tem mandado quando menos dezou doze para a
eternidade por sua conla o risco. AffiaucanJo
tambem que a nao haver nesla freguezia a" aula
particular, estaa emprelerivelmente ainda cm
maior alrazo a mocidade ; pois em vez de o dito
professor fazer progrdir o seu adianlamenlo,
pelo contrario concorre para o seu regresso : o
quo se me otferece allestar em f de mou cargo.
Aguas Bellas Io de janeijo do 1860.O delega-
do do circulo Iliterario de Aguas Bellas. Jos
Afro de Albuquerque Maranhao.
Senhores redactores.Chegando esla capital
a que me chamaran) a negocios particulares, fui
informado de que diversas queixtis e aecusaedes
tem sido levadas a presenca do Sr. Dr. chefe de
polica conlra o.octual delegado do Buique, o l-
enle-coronel Manoel Camello Pessoa Cavalcanli,
tratando de indagar o fundamento de taes aecn-
saces, bem como asuaorigem, vim a saber com
pasmo que ellas partera de pessoas que outr'ora
vivendo em perfeita harmona com esse delegado
relacionado em parentesco com elle, parlilhando
das mesmos sentimenlos polticos o honrando-se
com a qualifieaco desse amigo, apresenta-se ho-
je seu iniroigo ligada!, dando vasoa um despeito
ceg, que mais quo muilo prejudica o conceilo
de homem grave e honesto em que era lido.
Doplort do fundo de minh'alma que esla pes-
soa, cujo nome obslenho-me de pronunciar por
ora. por quesloes eloitoraes o uma candidatura
mallograda fosse arrastrado al o ponto de consti-
tuir-seo detractor injusto, o denunciante e difa-
mado' de uma auloridade que em outras pocas
lhe mereceu el agios, e levasso o seu procedimen-
raente fallando, ha-de por sem duvida julgarquc mereceu ej-'gios, e levasso o seu procedmon-
os fastos se passaram com as cores com que 0 aPnl de fazer cargo o tenente-coroncl Ca-
nil n iiiisi'i-nvnn m<> n n..<. />...,_ !. mello, de fados que se nao deram quando este
- quo
elle osdoscreveu : mas o que convem so saiba
geralmenle que o professor Libralo figura nos
negocios eleiloraes desla comarca cora quera ,
rondendo ba]ulagoes e acataraentos s pessoas
uotaveis da comarca, quo no entretanto nado
mais fazem do que corresponder cortejos de
Liberato. Porm inculca-se elle como a influen-
cia mais poderosa, quo lomando a direceo de
toda a cleigo, elegera depulado provincial ao
Exm. Sr. conselheiro Cunha cFigurlo, quan-
do a candidatura desse illustre cavalleiro fra
acceila por todas as influencias da comarca
bem como pelo Sr lente coronel Camello, rao-
jor Bento Jos Alves, raajor Antonio Marques,
capttao Luiz Paulino, etc. etc. ; sendo que de
Aguas Bellas apenas comparecern] qualorze
eleitores, dus quacj alguns votaram no Rvd. vi-
gario do Buique.
Asssti todos os movimenlos da eleico, vi
algumas consultas, e entretanto nao vi, e nem
consto que Liberato fosse consuUado como in-
fluencia eleiloral.
Quem nao sabe nesta comarca que o Exm. Sr.
conselheiro Cuuha e Figueirdo seria eleito sem
i-uterrenco de Liberato TiburlioJo, que como
eslava em xercicio.
Interessa pouco ao publico saber pelo miudo
todas as oceurrencias e entrigas locaes que fof-
mara o fundamento do denunciante do delegado
do Buique, para que agora trato de expo-los e r-
fula-los, tanto mais quanto, tendo o Sr. Dr. che-
fe de polica de apreciar laes aceusaces e resol-
ver sobre ellas como entender em sua sabedorio
nao julgo a occasio opportuna psra eslabelccer
uma discusso, que poder ser tomada como tc-
tica para preveoir o juizo daquelle digno magis-
trado.
meu dever, porm, como morador do Buique
e conhecedor dos factos all acontecidos protes-
tar solemnemente contra o procedimento insidio-
tigo 265 que manifestamente nao tem applica-
o ; pois esle arligo assim concebido usar de-
alquer falsidade parase constituir a outro em
Ibrigaco que nao liverem vista, ou nao poder
nlrahir suppde que a outra parle com quem
i d o eslellionalo lenha intervindo no acto,
|mbora fosse diversa a obrigaco que tinha em
ila contrahir.
_ -!aAJSfijnjk^ai*fen-le manejo. Scndo-
por deraals escandaloso julgar-s*rrnj*C"Cdenl0"
o summario, e nao provada a queixa, convia
qualitlcar o crime de modo que podesse dar lu-
gar fianca !
Nao mo admira lano que assim julgasse o ca-
pilo delegado do Rio-Formoso, porque emlim
bem sei que a tarofa de julgar para homens cul-
tivados, de espirito recto c nao para qualquer
bronco nascido c educado para myslcres mais
condignos de seu caracjgr. O que admira que
naquello" sentido fosse tambem concebida a pro-
moco do Dr. promotor publico, que graduado,
devera conhecer melhor o direito oque lendo a
sou cargo zelar os interesses da juslica, promo-
ver pumcao do crime, nao devera jamis afa-
ga-lo, alterar-lhe a pena que a le lhe commi-
nara.
Mas cmflm dos males o menor. Torcera ra a
le, mas nao podero de todo supprimir a ver-
dade !
Agora o que occorre que lendo ido o proces-
so ao segundo supplcnte do juiz municipal pata
confirmar ou revogar a pronuncia, ja se aprega
que esse honrado cidado, em cuja juslica alia
confio, dar-se-ha de suspeito para ir o processo
a um dos ltimos supplenles, e esle que capaz
d*e ludo revogar a pronunci, ou confirma-la co-
mo esl.
Fique, pois, saliendo esse feliz eslelonalario,
esso despejado usurpador de meusbens, que nao
me sao eslranhos seus manejos-
Nao de esperar da probidade do juizsupplen-
Ic em cuja concluso se acham os aulos. quo so
preste elle a too lorpe manojo. Denegar juslica
tanto julgar contra aquello que a lera corao-
deixar de da-la a quera lera para que oulrem a
d a quem nao a tem. Isso nao deixa de ser
uma prevaricaco, uma indecencia criminosa.
Havcndo dcixado em II i o-Formo/o o meu ad-
vocado o Sr. Dr. Gaspar de Menezes Vasconcello
de Druramond, incumbido de recorrer para o Dr.
juiz de direito- da comarca, se meu adversario
nao for pronunciada como a juslica exige nos ar
tigos 167 e26i4 do cdigo "penal quo sao
aquelles que correspondes! a seus ciraos, nao
sendo de esperar que o Dr. juiz da direito inte-
rino da comarca sanecione uma escandalosa pos-
tergaco da lei, vim, senhores redactores, soltar
um clamor por meio de seu jornal.
E quando todos os recursos me'faltassem, ao-
pellana para os poderes supremos do estado
sendo que agora mesrao passo amandar tra.is-
crever estas linhas nos jornaes da corlo, afim do
ir desde logo chamando a attenco do-governo
sobre este negocio.
Nao possivel quo era uma sociedade que se-
iiizcivnisada, fiquem impunes to atrevidos at-
tentados contra a propriedade do cidado I
De minha parto, nao cstou disposto .a calar-
me, se autoridades indignas, nao sabendo man-
ter-se na allura de sua misso, quizercm prote-
ger o crime a cusa de meu direito : hei de cla-
mar mcessantemente conlra ellas, pora que ao "
meno3 nao escopem pena da animadverso pu-
blica. r
Sou, senhores redactores,
Jos Filippe de Santiago llamos.
D0CFSE3T0S.
N. 1.
Illm. Sr. capilo delegado de polica do Rio-
Formoso. -Jos Filipe Santiago Ramos, lendo da-
ircamu^M "d0- rse"imigo-do i'-^qurt'eoiira'ia^ua. KSeTs^^r^
?C ,'.q"e M*P 8,nda um dia toaba de can ti de Albuquerque po cr^^de eZlionato
~"'JCT' n P"Pn< q"ndo. despido da pal- e falsidade. acontece Sue ten* Ve concluido
sao fi de.B^nPed.rn9elhera 1"e de P?es- form8ao da cu'Pa M o'vfdo oT promotrT,!
cardar .Prt?.. .e8rtor P^pno offendido, re- blico, e o processo subi conefusilo do Y^s.
ranioaouPiii?,^ queues, representando pe- para proferir o despacho de pronuncia ou nlo
.....? q? ? conhocem. e que, comparan- pronuncia ; no enlretanto at boje (mais de dous
conducta de outr'ora coro a do hoje no meses) nao tem sido possivel o apparecimento
enara uma palarra de dr e magos que possa desse despacho, o que alm deoccasionar ao swk
ezpnmir o pesar que soffrem contemplando uma plicaole grare pr?juizo, acarreta uma inraccao
i
';
i miitii a nn i
' w


~

xpressa na le que manda que so couclua taes
lacios em 8 das f
O atropello do afazcres poder occasionar que
se ejpace por alguns das esse p'razo ; mas cm
verdade seja dito, nem esta alluvio de affazeres
tem apparecido no juizo de V S., nem mesmo,
anda que rom effeito tenha havido, podo justi-
ficar urna delonga to extraordinaria.
Nesia conjunclura, pois, v-so o supplicante
brigado a requerer a V. S. o cumprimento da le,
que em virtude della se digne despachar o pre-
dilo processo.
Qualquer deciso convinhavel ao supplicante
preferivel a inaeco cm que se acha o procesa
que por corto I he produz mais males que urna"
senlenca adversa Espora pois deferimeuto, pelo
que-R, M.-O advogado. Y. Drummond.
Ero lempo ser deferido. Rio-Formoso. 13 de
marco de MO.-Albuquerqm.
N. 2.
IUm. Sr. capilao delegado de polica do Rio-
i-ormoso.E com o mais profundo respeilo que
supphcantc vem replicar ao despacho de V. S.
podindo-llie que se digno deferir a minha peti-
zo retro, porquanto o despacho a que se replica
nao ta> mais nem menos do que dar urna espe-
ranza futura, que em verdade soja dilor nao po-
de instigar os incoa: modos e despezas que lhe
accarrela a delonga extraordinaria que se
na tido no curso se lavra causa loda sumraaria e
cuja conclusao nao pode exceder a oilo das !
O supplicante vem pedir respeitosamenle a V.
S. que se di^no dar esse despacho em o predito
processo, porquanto cora ello o supplicante nao
oeixara por corlo ficar copetudo o seo direito o
que alias uo espera do V. S.
Justica, Sr. capilao delo'gado, es o que requer
O supplicante.
Nao rolardamentona marcha desse fado, eiso
que so implora, um e oulro pedido sao de faci-
lima oxecu$o, mormonle para V. S. que 6 zelo-
so cumpridor dos scus deveres.
A'visia disto, pois, espera o supplicante auc
desta vez V. S. lhe deferir o scu pedido : ocio
que_E R.M.-O adrogado. F! Drummond.
Ja defer. Rio l'ormoso, 19 de marco de 1860.
Albuquerque. *
ni N-3-
IUm. Sr. capilao delegado de polica do Rio-
Formoso.Jos Filippe Santiago Ramos requera
v. b. que se dignc'mandar juntar o requeriroen-
to junto ao processo instaurado em virtude da
queixa do supplicante contra Joaquim Francisco
Cavalcanlide Alhuqucrque : pelo queE. R. M.
O advogado, V. Vrummond.
Junte-so. Rio Forraoso, 20 de marco de 1800.
Albuquerjue.
Yf' C*P'a0 ^>Uel^0 Bscal l"lenuu do corpo
nao menos digno de louvor
zelo e,amor ao servido.
PUMO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEfRA 9 DE bru DE 1860.
pela actividade,
no mesmo jornal do da 17 de de-
L-se
zembro
Quarlel do coramando das armas da provin-.
ca do Amazonas, na cidade de Manos. 7 de
dezembro de 1859.
ORDEM DO DA N. 15.
O major commandante interino das armas
lera a satisfaco de dar. publicidade ao officio
infra transcripto do Exm. Sr. vice-presidente da
provincia Dr. Hanocl Gomes Cdrra de Miran-
da, a respeito do corpo d6 guarnico desta pro-
vincia. .
c Offlcio n. 374.Provincia do Amazonas.
Palacio do governo, era 6 de dezembro de
18o9.
IUm. Sr Observando com snlisfacoo aceio e
galhardia com que se apresentou o corpo de guar-
nico desta provincia no da 2 do correnle, anni-
versano nalalicio rlcS. M. o Imperador, sob o
commando interino docajito Antonio Mana de
(.astro Delgado, e o acert e pericia com qu* se,
aeserwolveram as differenles manobras, haj a
v. S. do louvar ern nomo desta presidencia ao
unoi commandante interino capilao Antonio Ma-
na do Castro Delgado, officiaes e mais pracas que
marcharam no referido corpo.
Dos guarde a V. S.Manoel Comes Correa
ue Miranda.Sr. major Carlos de Moraes Cami-
sao, commandanlc nterin j das armas da pro-
vincia.
: Conforme.-Slvero Jos Nery, alteres secre-
i lao.
Caf -
Cha -
doCo
mmereio do Para l-se o se-
Publica^es a pedido.
No Jornal
guinle :
O corpo de guarnico tem estado eraoreg-
do era cxercicios do fogo. Ha alguns anuos que
existe. Durante dozoiio mezes esleve sob o com-
mando das armas do disciplinador veterano da
independencia e somenle agora que forraou
grande parada, o que se apresentou como um
corpo do exenlo Faz goslo v-lo manejar sob
o mando interino do dislinclo soldado Antonio
Mana de Castro Delgado. O carcter e dedicaco
militar desle ollicial. seus seiitmentos elevados
e recoiihecida energa muilo prometiera a pros-
pcridade, boa ordem e disciplina desse corpo
nico garante que aqui temos da ordem publica.
Assnn o governo lhe zosse a justica de faze-lo
seu major effectivo.
COM11ERCIO.
Um completo estabelecimento do
fazendas.
Acha-se afcerto um esiabelcjHrcnlo de fazen-
das Unas e grossas na ra Nova n.... que offe-
rece ao comprador todas as comniodidades.
Selle se enconlra como em neuhum oulro
umasseioebom goslo adroiravcl=agua fresca
para beberse, assentos eleA armario a me-
tnor da cidade, fazendas todas molrnas o de
pnmeira qualidado. Os donos do estabelecimen-
to recebem per lodos os vapores encoramendas c
por sso sempre tem e bao de ler fazendas novas
ao primeiro goslo que se usara na Europa.
Apar de lodo commodo e elegancia do eslabe-
lecimcnlo c fazendas melhores do mercado en-
contrarse com os Srs. Jovino e Paria, que sa-
liera captar a estima e preferencia dos freguezes ;
o primeiro Brasileiro e de merecimento real "c
segundo Portuguez mas de perfeila educac o
Ihancze que, sera o menor anta
ao primeiro.
Po/tanlo, um eslaabelecimento desle genero
aove ser preferido a qualquer oulro : seus donos
compreheiideram a misso de negociantes de ac-
cordo cora a cmlsaco aclual da cidade do Re-
are ; tanlo que ao rico c ao pobre tralam delica-
damenle sera dislncc,ao.
Todos osi f-izendeiros e negociamos do centro
oevcm preferir o novo eslabelecimcnlo, vislo co-
mo nelle se enconlra o que nao se enconlra em
nenhum da cidade. Nelle nao ha os taes /neos
matulo adiar boa a faze.nda que nada vale.
.. L'm'amigo do Pronresso.
cene 31 de marco de 18'0.
Praca do Recife 7 de abril de .860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
_ .. Cotacoes officiaes.
Cambio sobre Londres 251/2 d. 90d[v.
George PatchellPresidente.
ubourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimentodo da 2 a 4
dem do da 7 .
55;729t9 8
18.96358
gonismo unio-se
74.-0989196
Movlinento da alfandesa
\olumes entrados com fazendas .
com gneros .
1S
274
Voluraessaludos com fazendas*.
com gneros .
------292
170
346
------516
Descarregam hoje 9 de abril.
Bngue inglezGowardmercaduras.
Barca portugueza-Flor da Maia = diversos
eros
ie-
genoros.
barris de
Ao IIIa. meu iutiino aaii;o o Sr, te-
nente Francisco Jos Alvesd'Al-
butiuerque, sua excellentissi-
masenhora D. V. A. A.. A., e sua
cunhada a Exina- Sra. D. U. J. \..
pelo passamento de sua chara fi-
lhinha UmUtelina
O furacao da morle
Entra medonho os campos da existencia,
Perdoa a seceos troncos.
Leva comsigo florescentes plantas.
Cuidados do colono esperancoso.
U. O. Jlendes.)
Quando apenas se tem eslreado e comecado a
.carreira pengrinaria desle mundo, quando ape-
nas se lem aprendido ajartamudear e balbuciar
as mais doces e suaves palavraspai e mi,
quando se lem tornado o objecto mais charo,
mais ledo c mais mimoso de pas extremosos,
qnando se vive para galanteio e esperanca de'
toda urna familia ; na verdade, quando' mais
se deve viver !
Mas succeder assim ? Ser isto perduravel e
imrmitavel? Nao ; nao porque ludo quanlo
da humariidade,- transitorio, ephemero c pas-
sagcno ; mniulavel e sempre a mesraa s a
vontode do Omnipolente. E' assim que aquella,
que, aiuda no arrebol da primavera da vida, len-
do-sc consliluido, pela sua candura, pela*sua
innocencia, o objecto festival e attraclivo de toda
urna familia desvelada e d'uma ta que vvia
com o bafojo do seu viver, acaba de ser to prc
maturamente roubada pela inexoravel parca
a entre os bracos d'uma familia toda que a pran-
tea a verse acha neslo pranlear allivio suas
saudades !
, Nao, nao mais carps pas, manos, manas e
jnconsolavel lia confoimai-vos com a von-
tade do Allissimo. Qucrer Dos os gcmidoE,
quando nos cos os anjo3 enlAara hymnos de
alegra ?
Se lanjardes a vista sobre as paginas da his-
toria do vclho e novo mundo, se lcrdc3 o grande
tivro do universo inlciro, acharis em cada pa-
gina exarada esla scena, que mo grado nosso,
vemos agora reproduzida, cada vez mais estra-
nhada, mais sentida e chorada E como nao ha
<3e ser assim, so anda honlem vistea vossa tao
querida filhiuha 15o cheia de vida e animacao,
loda esperanca, c hoja envolla com a roupagem
da morle neste sarcophago, toda exsangue, lvida
c desanimada, como a fio/, que com o roco e
aragem da noile viceja, e que com os raios dd
sol amurchesse o delinha 1 ficando, aps des-
se immonso vaquo urna immorredo'ura lem-
braiifa, ea par desta lembranca assaudosas re-
cordacoes d'um pai, d'uma mi c d'uma lia que
desveladamcpte a amavUm, senao a idolalra-
vam I I
O que fazer, depos de se ler esgotado lodos os
recursos da medicina ; depois de se ter empre-
gado o mais acurado tratamenlo, depois de ler
zombado de ludo islo a morte, esto monslro ex-%
terminador da humanidade, que nao re3peila a
inocidade, a mfanria e nem mesmo o carpir e
as supplicas dirigidas ao Eterno por pais amo-
rosos, e por urna lia que tanto a idi.latrava, na-
da emfin, sonao cnsolarde-vus com a vontade
do Eterno I !
Nao vedes que vossa chara filh'mha um an-
30, e que um amo nao podo estar senao esvoa-
ando-se a adejando a roda do Throno Jteles-
tial?
Assim, alegraivos, c ped incessantemente a
esta escolhida de Dos, que dorme o somno da
morle, que lana mansito celestial se lembre e in-
terceda por nos.....
C. F. A. Guarita,
L-sc na Estrella do Amazonas, de 10 de de-
zembro de 1859:
OSr. capitSo Delgado, commandante inte-
rino do corpo de guarnirlo, tcm-se lomado rc-
commendavel sobremodo pelo bem que dirige o
sen corpo, qu, organlsado desde 3 de novem-
bro de 1856, s pftdc presenlar-ac sob o com-
mando dsseu respectivo commandante e officiaes
no dia 2, mostrando aceio, rcgulardade e disci-
plina.
As revistas, exerccios, etc., que, sobre se-
rem raras, compunham-se de 20 a 30 pravas, por
se achar grande parlo dellas oceupadas em ur-
vi{os diversos, sao hoje foiloa regulsrmeule com
jnais de 150.
Muilo lucraramos ns^e o Sr. major Cam-
6o e capilao Delgado, poslo que interinos, se
conservassem aquelle no commando das ar-
mas, e esto no do corno de guarnico da pro-
vincia.
a David
mandioca ; a Joaquim
Escuna americanaMariquitagello.
Bngue bespanholVigilante-diversos
Escuna nacional Graciosadem
Escurw nacional Carlota pipas e
vinhn. '
Barca francezaTheodice idem. "
Importacao.
Escuna nacional Graciosa, viuda do Mara-
nnao, consignada a Almeda Gomes Alves & C
manifeslou o seguinle : *'
3 rodas de ferro, pesando 10 arrobas
>Vilsou B.
160 saceos farinha de
Vieira de Barros.
3 caixas chajios de palha c linha, 13 ditas
coa, J pipas e / moias ditas vnho, 2 caixoeslou-
a, 1 dito oratorio, 1 cadeira de arruar, 1 caixa
fazendas, 1 cauo pelles de-carneiro, 500 suecos
arrosgraudo. 1232 ditos farinha de mandioca; a
ordem de diversos.
Palhabote nacional Picdade. viudo do Rio
de Janeiro, consignado a Bartholomeu Lorenro
raanitestou o seguinte :
100 pipas vasias, 400 caicas sabio, 3 barris v-
nho, 1 caixo cartas de jogar, 25 latas fumo, 50
saceos eijao, 1 caixa e 1 caixo rap ; a ordem
de diversos. ,
Palhabote americano Mariquita, viudo de
Boston consignado a H. Forster& C, manifeslou
o seguinle:
3044 ps de taboado de pnho, 100 toneladas
de gelo, 100 barriquinhas macaas; aos mesmos.
Consulado *jreral.
Carn i secca------A do Rio-Grande vendeu-se de
4500 a 5S800, e a do Rio da
Prta de 3 a 4#500 por arro-
ba, ficando em ser 27.000 da
prmeira, e 10,000 da segunda.
-------Vendetr-se de 658OO a 7$50O
por arroba.
-------dem de 18500 a I36OO por li-
bra.
Cerr?ja- --------dem dc4J200 a 5000 pordu-
zia de garrafas.
Familia de trigo- O mercado anda esl bem su-
prido, porquanto possue 27,600
barricas, sendo 13,200 de Rich-
mond, 12,200 de Trieste, 14,000
de Philadelphia c 800 de New
Orleans ; tendo-se relalhado de
17|[ a 19*000 por barrica da
pnmeira, de 21 a 22j da se-
gunda o 18}000 da lerceira c
quarla.
Dila le mandioca Idom de &J500 a 63000 por
sacco.
Fe)J5....."em de 1J400 a 2$000 por ar-
roba.
Genebra-----------Vendeu-se a 260 rs. a botija.
Louga-------------dem de 270 a 275 por cenlo
do premio sobre a factura da
ingleza.
Manleiga----------A francesa vendeu-se de 480 a
490 rs, e a ingleza a 800 rs. por
libra.
Massis-------------Regularam de 4000 a 6J00O
- por arroba.
Para; --..__ Yenderam-so a 3$dOO a duzia.
Presuntos-------Idcra a 10000 por arroba.
Queir-ps----------dem de 2tfa 2?200os flamem-
, r t Sos.
Touc.nho----------dem a 8$000 por arroba.
Vina.rre----------dem de 13 a 14J000 por pipa
YifHns-'----------O hespanhol vendeu-se de260$
a 270$ Pr ppa. o o de Lisboa
de 250 30OJ0O0.
Volas----------- Yendcram-se 600 rs. a libra,
das stearinas.
Dsccnlos--------Variaram de 14 a 24 por cenlo
ao anno.
Fretes-------------Sem transaccoes.
13b toneladas.
capilao Antonio A Maciel Vian-
na, equipagem 8, carga charutos, vnho e mais
gneros ; a Domingos Alves Matheus.
Rio de Janeiro-18 das, barca nacional Caslro
t;L IJ2! ,oneIadas. capilao Antonio G.
pinr8o.enffiSo!8,pM,oo'a",Mi,o;i
de
Dado e passado nesta cidaue 00 Kecile de l*er-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innoceneio Serfico de Assis Carvalho.
S)
Dedaraces.
&c.
LhrP.01T3j4<1i,Si brig,,e '"S'm Cynihia.>
$^^&ES2a&\ D^f^s;*, da **"$!> p^1--
Lr Fago saber a quem convier, que fendo o Exm
Sr presidente da provincia por portara de 21
do correnle, transferido o professor publico Ma-
ximino Narciso Sobreira de Mello, da cadeira de
inslruccao elementar do 2." grao, do Curato da
S de Olinda, para a do 1. grao da frrguczia de
N. S. da Saude do Poco da Panello,- acha-se
aquella vaga pela sobredila transferencia era
consequencia do que, manda o IUm. Sr. director
geral interino fazer publico, marcando o prazo
de 30 das, a contar da data deste, para a inscri-
prao e processo de habilitado dos oppositores,

KS
2 SS
?3 O Centgrado.
b Reaumur.
8 r . Fakrenheil

-I
en
co
5!"
til
Hygrometro.
o
Barmetro.
Para o prendi de femando.
rL?08 docobte e s madeiras que
de fazera
farinha do
Y"{a "olntalho a provincia do Cear.
363 esleirs de palha de carnauba
Para provimenf dos armazens do almoxari-
o-d fa\ d0/rMna de 9rra.
2i 1/2 cauadas de azeile de coco
Quem quizer vender taes objec'los aprsente
as suas propostas em carta fechada na secreturi.
do conselho, s 10 horas da manba do dia 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 4 de
abril de 1860.Bento los Lamenha Litis, co-
ronel presidente.Francisco loaquim Pcrtira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Pela delegacia de polica do termo de Olin-
1 in k public 9"e no dia ** do correnle. pe-
Pau ta dos precos dos principaes gene-
ros e produeces nacionaes,
ue se' despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 9 a 14 de abril de 1860.
Agurdenle alcool on espirito
de agurdenle..... caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
garrafa
caada
arroba



arroba

arroba




Rendimenlo do dia 2 a 4
dem do dia 7 .
9:112*081
2.38536f
11:4973415
Diversas provincias.
Reudimento do dia 2 a 4
dem do dia 7 .
1:2095930
225S0D0
1:434$930
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 7 de abril de I86O
CanalBrvgue inglcz Norval, Johnston Paler
& C., 1,050 saceos ssucar mascivado.
HavreBarca franceza Berlh, T. Freres, 2 687
couros slgalos seceos.
Ro da PralaBrigue nacional Marinho II, A.
Irmos, 300 barricas assucar branco e 50 p'ipas
cachaba.
Exportacao.
Hamplon Roads, brigue austraco Trieste,
do 288 toneladas, conduzio o seguinle : 1 400
saceos assucar. *
Canal, escuna dnamarqueza Adelina, de 186
toneladas, conduzio o seguinte : 2,800 sac-
eos assucar.
Cosa da Mina, patacho portuguez S. Jos.
de 173 toneladas, conduzio o seguinte :__180
pipas c 100 barricas agurdente, 34 bafricas as-
sucar.
Recebedofia de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimenlo do dia 2 a 4 4:106j>581
do dil 7....... 731g882


libra


um

libra

um

urna
750
490
640
8C0
280
960
3 20
800
8$200
7200
6$20O
2J0b
3g200
3500
4g600
2750
900
2$500
7$000
48000
7g000
43500
58000
98600
68500
28560
108000
133000
23)00
1SO0O
33000
5S000
48000
dem
4:8H%463
- Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 4 12:132}>044
.....3:675>223
15:807^267
dem do dia 7
PRACA DO RECIFE
9 DF ABRIL DE 18tJO.
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Commercial.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres a 25
1/2 d. por 1, sobre Pars a 380
res por franco, sobre Hambur-
go, de 700 a 715 rs. por ni. b.,
sobre o Rio de Janeiro de 1/2 a
20/0 de descont: montando os
saquesnegociadossobre a Euro-
pa a cerca de 70,000 Sf, come-
gando a 25 3/4 e 26 d., e ter-
minando hoje a 25 1/2.
Algodo O superior vendeu-se a 83, o o
regular a*7#800. por arroba.
Assucar -- Os brancos vendernm-se de
48400 a 5*400, somenos de
398OO a 49000, masravados pur-
gados de 3$ a 3&300) America
de 23600 a 29700, e Canal, a
2500 por arroba.
Agurdenle- Vendeu-se de92j* a 95000 por
pipa.
Couros- Os seceos salgados venderam-
so a 285 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se de t#600 a 3J200 rs.
or arroba,
dem de 2&200 a 2J700 por ga-
lio.
Bacalho- Em atacado vendeu-se a 13&000
o a relalho de 14 a 15S000 por
barrica Ficando em deposito
hoje 5,000 barrica.
dem idem......
dem restilada e do reino i
Algoco ain pluma 1.a sorte
dem dem 2.a dita .
dem idea. 3.a dita .
dem em caroco ....
Arro2 pilado t .
dem com casca.....alqueire
Asssucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeit; de mamona .... caada
dem de mendoim e de efleo.
Borracha fina......arroba
dem gros>a.....
Caf 1 m grao bom. .
dem idem restolho .
dem idem com casca .
dem moide.....
Carne secca.....
Corva3 de madelra .
Cera c e carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bulla......cento
dem ordinarios.....
dem regala....... 7
Chite.)........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes. ....
dem (leifttracorlidos ,
dem de onea......
Doce tle calda ,. .
dem de Goiaba .....
dem ccco;......
Espanidores- grandes. .
dem pequeos. ....'.
Esleirs de prepori ....
Esloupa nacional..... arroba
Farinha de uraruta ....
dem ce mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ardinario. ...
onima pohilho.....
Ipecaci.nhua....... arroba
Lenha >m adas grandes cento
dem i lem pequeas. ...
dem em loros. s
Madeir;.s cedro taboas de forro, urna
Louro pranchoes de 2 custados um
Costad) aho. ....... urna
Costadt.........
Forro.........

Soalho ...;.,..
Varas aguilhadas.....
dem qairiz....... >
Virnhti:o pianchoes de dous
custados .....um 218000
dem idem custadiuho de dito 148000
dem t boas de. costado de 35
a 40 d. de c. e 2"l/2 a 3 de
largura....... 45g")00
dem idem dito de dito uzuaes 168000
Idejm idem de forro .... 58000
dem ic em soalho de dito 103000
dem em obras eixos de secupi-
ra para caiTOS.....
dem idi m rodas de dita para
ditas........
Mel. .... I ...... caada
Milho.......... alqueire
Pedras de anotar. '. urna
dem di filtrar......
dem rt boln......
Piassav em molhos .... uro
A noite clara com alguns nevoeiros, venlu SE
veio para olerral e assim amanheceu.
OSCILLACAO DA HAR.
Baixamar as 11 h 56 da manba, allura 0.75
Preamaras 6 h 6 da tarde, altura 7.75 p.
A usf!",atorio do arsenal de marinha 7 de abril
deffi60 yucas Jnior.
ra p
Editaes.
-- O IUm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordem em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
enlregarem na referida Ihesouraria, no prazo
roTlo3' C0nl" d0 dia da Pf'"era publica-
fLltVJ ,mPorlan,r'a dasquotas com que de-
1H2* Paa ca,amenlo das ras abaixo
indicadas conforme o disposlo na le provincial
n. 3o0. Advortindo qlie a falla da entrega vo-
luntaria se punida cora o duplo das raenciona-
di SUll'n Keg7J,c?.arl- 6 d0 reauUmcnto de
ae dezembro de 1851.
400
180
300
108000
500
400
18000
38200
18600
300
1J600
33000
23700
73000
14800o
93000
7g000
153000
63000
33000
353000
23000
1S600
128000
38000
108000
63000
8000
28500
48000
28240
1SG00
par 108000
Sabo......... libra
Salsa purrilha-..... arroba
Sebo en rama. t
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca ......... arrfca
Unhas de boi...... cento
Vinagre......... pipe
303000
250
2|500
800
93000
18120
200
120
258000
108000
Caes de Apollo.
>s.
43 A Jos Mamede Alvos Ferrera
Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
. ,. Direila.
idl Manoel Romao de Carvalho
1JJ Jooquim Lopes de Almeida
o r .. Rua dos Martyrios.
o Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maria de Carvalho Ucha
4 Joanna Francisca dos Santos
90 rranciscoMarlinsdosAnjosPaula
lid) lina Maria da Conceico
7 Tlburc''o Vnlerianno Baplsla
104 Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Sanios
AnJrade
108 Mara Luiza da Puriflcacao
110 Padre Jos Antonio dos'Santos
Lessa
112 Jos Pinto do Magalhaes
114 Jos Joaquim de Olivcira
120 Manoel Romao Corroa de Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
li JoaTni do Souza Miranda Couto
!s An,011> Francisco de Carvalho
128 Dito
130 Joaquim Teixcira Peixolo
132 Antonio Nobro do Almeida o
oulro
13i Candido Jos d Fonseca
136 Pedro Banal da'Cosla Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Atigela das Virgens do Socra-
,mento Vianna
itonio Goncalves de Moraes
lo
ira Vcencia de Abreu Lima
10 do Amaral Raposo
Kelino Antonio Pereira
to
154 Jioao Matheus
156 Anlonio Jos de MagalhSes Bastos
loo Marcelino Anlonio Pereira
160 Dito
71 Joo Fernandos Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquim Goncalves Salgado
83 Jos Joaquira' Ferreira de Men-
donca
Victorino Jos de Souza Travasso
Padre Luiz de Araujo Barbosa
Dr. Francisco de Assis de Olivei-
ra Maciel
Joanna Francisca de Menezes
Filhos de Joo Rodrigues de
Moura
Travessa do Dique.
1 A, Auna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Rangel.
62 Jos Joaquim de Novaos ( os
altos)
Rus Real.
47 Albino los Ferreira da Cunha
85
87
89
91
93
195J000
eogooo
103*800
993000
65600
27;*000
325100
24-j900
9n000
25-200
185OOO
36SOO0
I850OO
188000
309000
25200
27J000
368000
368000
2651)00
3680.10
36S0O0
36*000
365000
18J000
2I56OO
39*600
455OOO
455000
363000
365000
45000
453000
30j000
365000
1055000
1053500
55OO0
IO58OO
255200
sagsoo
215000
288000
18-J000
325400
28800
18j000
455000
305000
128600
1503000
605000
las 10 horas da noile, foi enlrezue nesla delega-
ra forma das instruccoes de 11 de junho de 1859. co pelo subdelegado do 1." dslricto desla cidade
Secretaria da mstrucco publica* de Pernam- "m *
buco aos 30 de marco de 1860.O secretario iu-
teriuo, Salvador Jlenrique de .Klbuquerquc.
i um menino por nome Justino, pardo, do idadu
ae 7 annos, pouco mais ou menos, dizser escra-
| vo, c que foi seduzido no Recite per urna prela
que o conduzio para o Rio-doce, onde foi encon-
trado pelo respectivo inspector daquellc quaitei-
rao e reroeliido a subdelegada o mencionado
Justino. Otinda 27 de marro de 1860.
Caetano Filgueiras.
Pela recebedona de rendas internas geracs
1 se.f?,7: Publico, que o prazo da cobranca no do-
I micilio dos conlribuintcs do imposto d'e 20 0i0 e
do especial de 8O5, relativo o 1." semestre do
, exercicio correnle. (Inda no ultimo desle mez
I aepoisdo que seguir-se-ln a cobranca execuli-
va. Reccbedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.=O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
CORREIO.
Pela administrado do correio desta provincia
commandante da eslaro i!0 Pl'blico que hoje (7) pelas 3 horas da tar-
de tin ponto fecharse-hao as malas que tem de
coiiduzr o vapor brasileiro Ovapock, com des-
tino as provincia do sul.
= Pela subdelegacia do Recife se faz publico
que se acha recolhido casa c delenco um
pardo escuro que representa pouco menos de 18
- *"not:,e s;'PPtoc-se estar fgido da provincia da
gundo o despacho coramunicado pelo quartel-"c-: aranlb3 ha 4 annos, e dando diversos nome
neral de tnarinha, o que manda o mesmo senhorf acl da Pnsa0. acha-se rccolhido com o nomo
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 c 2o,ooo da
emissao do banco.
Estucao naval.
Do ordem do IUm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da eslaco
naval desta provincia, previno ao grumele"do
corpo da armada Jos Gomes das Nevos, desertor
da guarnico do brigue de guerra nacional Capi-
barxbe, que, para ser tomado em considerado o
seo requenmento dirigido a Sua Magesla'de
Imperador, pedmdo perdao c baixa, deve
aprescnlar primeiro ao mesmo senhor chefe.
o
se
se-
2:2225100
35OJ0
830O
505000
U.ovimento do porto.
Navios entrados no dia 6.
Macei 1 por os intermedios44 horas, vapor na-
eiono' Persinunga,4omraandante Lobato.
Baha25 diis, hlate nacional Lindo Alfredo,
de 1(5 loni>ladas, capilao Francisco Jos de
Souza, equipagem 9, em lastro; a D. A. Matheus.
Boeton--33 das, hiate americano Mariquita, de
.141 le neladas, capilao G. C. Lae, equipagem
6, carjra, gello. maca e mala gneros: a Henrv
Forstr&C. }
Mace62 dlus, galera americana Middlesx. de
446 toneladas, capilao D. Cook, equipagem 16,
carga 52 caballos e 44 mullas ; a lloro 11 Sl C.
No viot entradas o dia 7.
Rio Grande do norte8 das, randa nacional Fe
E para conslar se mandou affixar o presente
c publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provnc'ral de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario
A. F. da Annunciaco.
O Dr. Innoceneio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplenle da prmeira vara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S M
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II
que Dos guarde, etc. '
Fago saber aos que a prercnle caria de editos
virem e della noticia tiverem. que Manoel Duar-
te Rodrigues me dirigi a pelico do theor se-
guinle :
IlllU. Sr. Dr. juiz municipal da primejra vara
Diz Manoel Duarle Rodrigues, procurador de
Manoel Jos Francisco e Quitea Maria, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-lhe no dia 31 de dezembro de 1854 a qun-
a deJ:003. de que o supplicado devedor nos
ditos Manoel Jos e Quitea Maria, como melhor
se ve da nota ororaissoria junta, acontece que
al esU data nao pagou o supplicado dila quan-
a ; por isto requer o suoplicarrte V. S. se dig-
ne manda-lo citar, aim de reconhecer sua letra
e obrigaco, c ver assignar-se-lho o prazo de 10
das, dentro dos quacs devera ser condemnado a
pagar-lhe a dila quantia e juros at effectivo era-
boleo, ou oterecer quitaco e embargos que o
relevem da condemnaco ; pena de revelia c cus-
lat'jE COm se acha s,,PPCdo em lugar nao
sabido, requer o supplicante e a supplicante dig-
ne-se V. S. admilli-lo a provar essa ausencia
ahm de proceder-se a citacao editas, por temp
legal, lindo o qual seja elle havido por citado
para todos os termos da aeco al final senlenca
e sua execitco.
Nestes termos. Pede a V. S. deferimento. Es-
pera receber merc.O advogado, Godoy Vas-
concellos.
Distribuida,
fevereiro de 1
Na forma requerida. Recife 3 de
JO.Serfico.A. Baplsla.Oli-
veira. v r
Nada mais se eontnha em dita petigao e meu
despacho, depois do que.produzindo o supplican-
te suas teslemunhas, subindo os autos a minha
conclusao nelles dei a senlenca do Iheor se-
guinle :
Julgo por sentencia justificada a ausencia, em
lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Araujo
vista daslestemunhas defls. a fls.: e por iss
mando que seja o mesmo citado por caria de
editos com o prazo de 30 das, que correro do
da do sua MiMicacio na imprensa. Recife 21 de
marco do 1860.Innoceneio Serfico de Assis
Carvalho. ----->
Nada mais secontinha em dita minha senlenca
em cumplimento da qual o escrivo Manoel Joa-
quim Baplsla fez passar a presente earla de edi-
tos cora o prazo do 30 das, pelo Iheor da qual
chamo, cito e hei por diado ao supplicado Lino
Jos de Castro Araujo pelo eontedo na petico
supra transcripta ; pelo que teda e qualquer
pessoa, prenles, amigos e cofiheddos do soopli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o podero fazer
ludai.Ondia. de 29 toneladas, capilao Toralo .scienle do que adma Rea eiposto. E o portetro
Jos do Nicimento equipagem 3, carga assu- do juizo publicar e afiliar a presente no lugar
car; ,. JoSo da Cunha Magalhaes. do costura? mais publico, a qual ser tambera pu
Baha.-16 dint, ewuno Daciootl, Carlol, de I blicada ft wpreB. F
commandante da esiagao fazer publico era con-
sequencia da determinaco que para sso leve
Bordo do brigue-barca ltamarae em Perrla'm-
buco, 2 de abril de 1860 O primeiro teirentc da
armada. Euzebio Jos Anlunes, secretario e aiu-
danto de ordens.
O IUm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico que do dia 3 do cr-
reme por diaule pagam-se os o:denados dosem-
pregados provineiaes relativos ao mez de marro
prximo findo. Secretaria da ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 2 de abril de 1860,O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciaco.'
Directora geral da nstruccao
publica.
Fago saber que o IUm. Sr. Dr. director geral
interino manda declarar aos inlorcssados, que e
prazo de 6 mezes marcados no edital de 15 de
oulubro do annLpassado para os professores e
profesoras, directores e directoras de escolas o
collegios de ensino particular se habillarem erc-
gulansarem os seus cslabelocmentos na forma
dasuislrucces de 11 de junho de 1859, lem de
expirar m> dia 15 do correnle. ficando os omis-
s,os.SnUr^'ltos as Penas da lei 369 ua 14 demaio
da 185a.
Secretaria da inslrucco publica de Pcrnambu'
co 2 de abril de 1860.O secretario interino
Salvador Jlenrique de Albuquerque.
Inspcecao do arsenal de marinha.
O IUm. Sr. inspector manda fazer conslar ao
Sr. Antonio Henrique de Miranda, que, como or-
denou o Exm. Sr. presidente da provincia em
data de 31 do mez (indo, deve pagar na recebe-
dona de rendas internas, a importancia dos d-
reilos o emolumentos correspondente ao lugar de
almoxarife desla repartirlo, para o qual foi no-
meado pdo governo imperial por decreto de 18
de fevereiro ultimo, constando essa importancia
da nota Cnlregar-Ihe esta secretaria, loxo auc
a solicite. o 1
Inspecco do arsenal do marinha de Pernam-
buco, em 2 de abril de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos*
do Recife, foi recolhiJa casa de delenco a par-
da de nomo Remada, que declarou andar fgida
e ser escrava do Sr. Pedro de Alcntara Ribeiro'
morador em N. S. do O' da villa do Cabo quem
sejulgarcomo dreilo a ella, appareca perante
osla subdelegada. Subdelegada de S. Jos do
Recife 29 de marro do 1860. Jos Antonio Pinto.
Acha-se recolhido casa de delenco o pre-
le Joao que diz ser escravo de Francis'co Apri-
gto de Vasconceilos Brando, moradar na villa de
S. Joao : perianto, quem for seu senhor, dirja-
se este juizo, que provando lhe ser entregue.
Subdelegacia da freguezia de Santo Anlonio, 24
de marco de 1860.Antonio Bernardo Quinteiro
subdelegado supplenle.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedona de rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fnzenda de dez de jnneiro prximo
lindo e da portara n. 76 da Ihesouraria de 16 do
correnta, lendo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades que tem.sdo facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
sua autorisaso, e que nao linham pagos novos
e velhos diroitos pela approvacao de seos estatu-
tos e o sello do scu capital nos prazos legaes pa-
ra que enlrassera cora sua importancia e revali-
darlo para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constara de urna rclaco as-
signada pelo oflicial raaior interino da secretarla
da mesma ihesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos iilildade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegaco costeira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisaco
om Pernambuco, Alagoas e Parahiba, das ques
somente as duas de seguro martimo menciona-
das mostraram haver pago o sello de seu fundo
capital o os novos e velhos direitos pela appro-
vacao de seus estatutos, faz transcrever o art. 9
inico do decreto n. 2190 de 30 de selembro
do anno prximo passado que sujeila s penas
do art. 87 do regulaniento ae 10 do julho de
1850 aos empregados e autoridades aministr.itt-
vas ou judiciarias que de qualquer medo reco-
nhecerem a exislencia das sobredtas compa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operacoes ou estiverem funecionando contra o
dsposto nos arls. 295 e 296 do rodigoSommercial.
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, esto sujeitos a disposico do art. 31
do regulamento de 10 de julho de" 1850, alem
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legislar.o jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem. al-
tendercm, deferirem ou admittirem reclamaes,
requerimentos, represenlscoes, accoes, ttulos e
documentos de aualquer na tu reza, apresenlados
em nome de companhias e sociedades anonyraas,
suas cixas filaes e agencias em laes circunstan-
cias ou de suas administracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamento de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
I860.=:lfanoeJ Carneiro de Souza Lacerda.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumprimento ao art.
22 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram acedas as proposlas dos
senhores abaixo declarados:
Para a botica do hospital militar.
Joao Ignacio Ribeiro RomaEm varios medi-
camentos pela quantia de 315J, sob a condigo
de entrega los na enfermara do mesmo hospital,
onde tem do serem revistados conforme as or-
dens do Exm. Sr. presidente da provincia.
Para o 10 balalhao de infantaria.
Jos Baplista Braga1169 bolocsgrandes bron-
zeados cora o u. 10 dourado a 140 rs., 747 tos
pequeos da mesma qualidade dos grandes e com
o mesmo numero 10, por igual preco de 140 rs.
Joo Jos da Silva300 grosas de boles pre-
'los a grosa a 260 rs.
O conselho avisa aos mesmos vandedores que
devem recolher os.generos cima declarados na
secretaria do conselho, is 10 horas da manha do
da 9 correnle mez.
Sala das sesses do conselho administralrro,
paro fornecimento do arsenal de guerra, 2 dA
abril del860.-FrflncMo Joaquim Yereira Lobo.
coronel vogal secretario interino.
Conselho a O conselho administrativo, para ornecimenta
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
yectos seguales ;
de Jos.=:Ignaco Anlonio Borges.
CORREIO.
Pela ndminislracao do correio desta provincia
se faz publico, que no dia 10 do correte, pelas 2
lioras da tarde'em poni, fechar-se-hao as malas
que tem de conduzir o vapor coslero Iguaras-
s com destino as provincias do norte, limitan-
do-sc sua marcha nicamente al a do Cear.
O lllm. Sr. Dr. chefe de polica manda fa-
zer publico, aue de conformidade com as ordens
estabelecdas, absolutamente prohibido transi-
tarcm pelas ras desla capital nos dias e noites
de quinta e sexta-feira sania quaesquer carros 011
vehculos, c pessoas a cavallo, sob pena de ser
imposta aos infractores a comin*da as posturas
municipaes de 18 de julho de 1855 e regulamen-
to policial de 4 de agosto do mesmo anno.
Secretaria da polica de Poniambuco 4 de abril
de 1860.O offlrial sVrvindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
THEATRO
BENEFICIO Di ACTRIZ
32332 jaaa aunas wi
(Dia^IBIl&L
Qunrta feira 11 de Abril de 1860.
Terminada a ouverlura, subir a scena
va c inlercssante comedia drama em 3
original do Sr. J. C. dos Santos"
a no-
aclus.
6) SEGREDO
DE
Urna Familia.
Dispensamos qualquer elogio ao enredo desla
bella prodiico, doixando ao publico a aprecia-
ran dos inleressanlcs lances della.
Os intervallos scro precnebidos pela mancha
seguinle :
No do primeiro ao segundo aclo a orchestra
locar a varsoviana
Rainha do Palco.
No do segundo ao terecro a Sra. D. Virginia
bailarn*; era obsequio a beneficiada, dansar
lu lindo passo.
No fim do drama a
va e bella aria
beneficiada cantar a no-
Em tonga penosa ausencia.
Segur-se-ha pela mesma Sra. D. Virginia
Oulro passo.
Dar fim ao espectculo a
comedia em um acto
sempre applaudida
O resto dos bilhetes pode ser procurado cm
casa da beneficiada, ra eslreta do Rosrrio n.
32, segundo andar.
A beneficiada espera do Ilustrado public
desla capital loda a concorrencia, anlccipaudo-
Ihc seus protestos de gratido.
Igualmente 3gradece a seus companheiros do-
arle a exponlaneidade com que se prestaran a
esle espectculo.
Principiar s 8 horas.
Aysos martimos.
Para o iraca ly
segu em poucos dias o hiate Sergipano ; para
o resto da carga e passageiros, trata-se na ra do-
Vigario n. 5.
Lisboa e Porto
Vt tahir brevemente a multo veleira
e bem condecida barca
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os dous
porto* cima, a tratar Nogueira A C, na ru
primeiro andar, ou
prnc,a.
vitrario n. 9,
o capito na
COMPANHIA PERNA1BICA1U
DG
Navegaco costeira a vapor
O vapor guaras!, commandante o segando
lente Morcira, seguir* para os portos do norte
com escala pelos da Parahiba, Rio Crande. Ass.
Aracaly e Cear no dia 10 do correnle s 5 horas
da larde, Recebe carga para o Cear no da 3.
para o Aia 4. para o Rio Grande do Norle nos
dias 5 al o meio dia e 7,110 dia 9 at meio dia'
para a Parahiba.


'*)
TJttKie DE PERNAMBUCO. EGWDA FEIHX 9 DE. ABUTL 1M 66.
Para Lisb< a
pretende sahir cotn murta brcvWade o brigue
potingue* Florinda, capitao Joaqun) Augusta
de Souza ; tem prompto a maier parle do car-
regsmento, e para o reste a fretc ou^para passa-
rc.ts, Irata-se com Amorim Irmos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capHo na praga do com-
nercio.
Para o Ass sane o Mate Beberibe ; pa-
ra carga e passageires, irata-se na ra do Vigario
nmcro 5.
C
<8
LEILAO
DE
Um
carro americano
um cavallo
Rio de Janeiro.
O veleiro c bem conhecdo patacho nacional
Btberibe, pretende seguir.com miUa brevidade,
tem o seu carregamenlo prompto podendo ape-
nas receber algumas miudezas, escravos a retc,
c passogeiros para os quaes tPin excellentes com-
modos : trata-se com Azevedo & Mendos, no scu
escriplorio ruada Cruz n. 1.
ITT"
5'3
te _____ *
geSS?
nii
n o
B
sr.*
BI'I
o
Gear e Acarac.
O palhabote Jorje.sahe impretcrvelmenle no
dia7 de abril para o'Ccar e Acarac, tambem
recebe carga para a Cranja descarregando-a no
Acarac d'onde ser transportado pelo hiale
Palpito : a Iralar coin Tasso limaos ou com o
capitao Mafra.
O agente Hyppolito fara' leilo por
autorisacao de urna pessoa que se retira
p8ra fora da cidade, de um carro eme-'
rica no de 4 roda em perfeito estado,
tendo tambem rodas de sobrecelentes e
arreios novos, assim como de um exced-
iente cavallo muito forte proprio para
o mesmo carro, tendo bonita figura c
grande. Com e*peciulidadese chami a
attencao das pessoas que costumam an-
dar todos os momentos a cairo como
ror exemplo os Srs. meJicos, por *er
esse animal forte e manteuiio ; sendo
elTectuado o leilo terca-feira 10 docor-
rente as 11 I 2 em ponto, na porta do
armazem da ra do Imperador n. 11 C
LEILAO
DE
Urna cocheira.
5" 8 !
"O
... ;y ~
CB -I O
i: (t> -.
o.- 2 BK
REAL MPM.BIA
4iiglo-Luso-Brasileira.
O vapor Vorlugal, espera-se do sul do dia 8
em diante c seguir no mesmo dia para Europa.
Para pissageiros c cncoinmeiidas a tratar cum
Tasso Irmos.
I
00
H

o
%
%
p
00
o
9

i
O
c
s
Na liviana n. be 8 da praca da
Indepenecia, precisa-e fallar ao Sr.
Joo da Costa Maravilha-
= No Caf & Resiawant
ra do Trapicho Novo o. 22,
ventes
3 CJ
9 ~
n
* S.
a
o -, "D
tt e,
O
00 M
c
s ors
otrt
o i
-i ;j O
o)
fs
3 :J
EL" o.
i?" o
M 5
ib
o 3 Ja
S-S.S
r: ia. te
s> :5 a
<"- a.
o.
n
o
n
O.
a
a
o
3
a
3
B
-a
CD
S
Si
CJ
Z*2
02
SO
e
OD
CZ3
*ers
do commercio, na
precisi-se de ser-
Precisa-se de urna ama de leite : Da ra
Direita n 2, primeiro addar.
Precisa-se de um menino de 10 a 14 annos
para caiseiro de taberna e urna-ama para todo
servico de pequea familia ; na ra da Impera-
triz n. 74.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
E LE-
>o
Leiloes.
LEILAO
O agente Hyppolito fara' eilao por
autorisacao do Sr. Manoel Joarpiim de
Paiva de umi cocheira sita na ra do
Imperador n. 1 contronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, tendo em ser 5
carros de i rodas em bom estado para
Irabalhar e 10 excellentes cavallos em
muito boas carnes, e bem assim estivas
e mais u ten cilios que serao mui con-
veniente a quem a arrematar : terca-
feira 10 do corrente as 11 horas em
ponto na mesrua cocheira.
Avisos diversos.
DE
Um cabriolet.
Seguntla-feira 9 do corrate
O agente Borja far leilo em seu armazem
rua do Imperador n. 15, de um rico e bem aca-
bado cabriolet de duas .-odas, novo gosta moder-
no, com dous assentos e muito bons arreios.
Dar principio s 11 horas om pouto.
LEILAO
DE
Um escravo.
Segunda-feira 9 do corrente.
O agente Borja fara leilae em seu armazem
por despacho do Illin. Sr. Dr, juiz de orphos e
a requer ment de Hermenegildo Eduardo do Ro-
go Monteiro, curador do prodigo Claudino Jos
Alves de Amorim, do escravo Vicente pertencen-
te a este, o qual estar a exarne dos Srs. com-
pradores no dia cima designado s 11 horas em
ponto.
LEILAO
=r Na rua do Queimado, loja n. 8, precisa-se
contratar para criado nesla cidade, um menino
perluguez de 10 a 14 annes ; garante-se bom
Irulamcnlo, e igual ordenado.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que do dia 21 do corrente foi recolhida em seu
si 10 na Ponte de Uchda urna preta velha por
neme Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dila por uns caes. O seu estado nao permittio
otterdjlla iuformaco alguma que indicasse se
en livre ou escrava. Tende sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi reslabelecida, mas apenas
sabe dizer que perter.ee a urna senhora viuva,
miradura na rua do CoMegie, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quera
pe den i a a mande buscar.
PELO AGENTE
PESTAA.
Honrado com a confianea e competentemente
autorisado pelo Illm. Sr. JcoPereira Moulinho,
que se retira para Europa no prximo paquete, o
referido agente far leilo na casa de campo do
mesmo senhor confronte ao sitio do commenda-
dor l.uiz Gomes Ferreira no Manguinho
DE
Mobilia de Jacaranda com lampos de pedra mar-
more para sala, ditas de amarello, cama fran-
ce/.a de apurado gosto o de niui linda raadeira
de Jacaranda, guarda roupas, guarda vestidos,
aparadores, mesa elstica, guarda louga, cora-
modas, lavatorios, toiletes, candelabros e ser-
pentinas de cryslal, jarros, figuras de porce-
lana, piano, vidros, loucas e outras mais pecas
de utilidade e serventa.
Escravos de ambos os sexos, entre estes urna
negra e um rooleqoe ptimos cosinheiros, urna
negra engommadeira.
0'.>ras de prala c ouro, comDrehcndcnde appare-
lhos para cii, salvas, paliteiros, colheres etc.
Principiar s 11 horas da manha o hiver
mnibus gratis s 10 horas c meia na esquina da
rua do Crespo.
Consulado de Franca.
A requer ment dos Srs. Ramos Du-
prat& C. e por ordem do Sr. visconde
de Lemont cnsul de Franrja e em sua
presenca e por conta e risco de quem
partencer, o agente Hyppolito da Silva
fara' leilo de urna caixa marca UD&C n.
">'i. contendo 52 duzias de camisas a va-
riada a bordo do navio francez la Ville
de Boulogrre, capitao Pugibet no arma-
zem dos mesmos senhores na rua da
Cruz n. 45 : q^arta feira 11 do corren-
te asJ 1 horas em ponto.
Consolado de Franca.

A requsriraento dos Srs. Ramos Du-
prati C. e por ordem do Sr. visconde
de Lemont cnsul de franca, e em sua
preenca e por conta e risco de quem
pertencer, o agente ^Hyppolito da Silva
vender' em leilo urna caixa marca
RD&C n. 535, contendo 52 duzie de
camisas avariadas a bordo donavio fran-
cez l'Occident capitao Hautbois, no ar-
mazem dos mesmos senhores na ruada
Cruz n. i5 : quarta-eira 11 do correr-
te as 11 horas em ponto.
' No dia 4 do corrente fugio da casa de seu
senhor o prcto de nome Flix, de naco Macam-
bique, de idade de 35 a 40 anuos, levou calca de
urim deassento Dranco com ramagem azul,' ca-
misa de algodozinlio com lislra azul, estatura
baixa e secco do corpo, lera os ps -um pouco
apalhetados, tem calos as juntas dos dedos pe-
las costas das maos, de amassarmassa em pada-
ra, a que pertence ; este preto foi do Sr. Joo
Francisco Durte, vendeu ao Sr. Symphronio 0-
limpio de Quciroga, a quem foi comprado o an-
uo passado : esto preto quando foge costuma
mudar o nome para Joo, e suas fgidas tem sido
sempre para o lugar da Imbura, e tambera para
o lugar do Barbalho : por isso roga-se a pessoa
que o pegar, leve-o a scu senhor, na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6, que ser generosamen-
te recompensado, e prolcsta-so contra quem o
ti ver acoulado em sua casa.
Acha-se justa e contratada a taberna sita na
praca da Boa-Vista n. 12, pertenceote a Joo
Jds dos Santos, livre c desembarazada : quem
liver direilo a mesma. aprsente suas conlas no
prazo de 3 dias. Recite 7 de abril de 1860.
Ha um caixeiro que loma conta de urna ta-
berna por balanco : quem pretender, dirija-se a
rua da Impcntriz n 8, que achara com quem
tratar, na loja desapatos.
Perdeuse
urna pulseirade menina, de cabello, com ataca
de ouro, sabbado de alclluia, da ordem terecira
de S. Francisco rua dosQuarteis: quera achou,
querendo restituir a seu dono, dirija-se a rua
dosQuarteis n. 12, que se gratificar.
= Fugio no dia 4 do correnle um escravo de
nome Flix, de naco Angola, idade de 60 an-
nos, baixo, cheio do corpo, cor fula, pernas tor-
tas, um pe mais grosso que oulro, muito regris-
ta : roga-se a quera o pegar, leve ou mande dar
Sarte na rua Direita n 69, que ser bera grad-
eado.
* Francisco Goncalves de Moraes, Dr. em me-
decina pela Faculdade do Rio de Jaueiro, achan-
do-se residindo na cidade de Olinda, offerece ao
respeilavel publico daquella cidade c de seus
suburbios,os seus prestimos mdicos : as pessoas
que delle se quizeiem ulilisar o podero procu-
rar na ladeira da Bibeira, sobrado de um andar.
O Illm. Sr. Manoel Peres Campello Jacome
da Gama tem urna encommenda vinda do Rio de
Janeiro, na rua da Guan. 58.
Francisco Jos de Oliveira Barbosa e sua
mulher, tendo feito patrimonio a seu cunhado c
irmo Malinas Alves Delgado, paja tomar ordena
de missa, em uai predio seu, sito na rua de S.
Sebasliao da villa de Iguarass, fazem publico,
que tendo o referido seu irmo e cunhado mu-
dado de vocaco. e abandonado os esludos, fica
sem vigor a referida escriptura, assim como ne-
nhum direito tem o mesmo para receber alu-
gueis.
Fugio no dia 6 do corrente, da casa do
abaixo assignado, o seu escravo crioulo, fulo, de
nome Raphacl, idade 35 annos, filho da provincia
do Maranhao, foi aqui vendido pelo Sr. Francisco
Malhias Pcreira da Costa, alto, bstanle grosso
do crpo, fallas mansas, leve bexigas ha pouco
lempo, foi vestido cora calca e camisa azul e cha-
peo de palha ; presume-seque ande por esta ci-
dade e seus suburbios : o mesmo abaixo assigna-
do prometi gratificar generosamente pessoa
que o pegar e o levar a Apipucos ; assim como
roga as autoridades policiaes seus auxilios para
a captura do mesma escravo.
Francisco Cesario de Mello.
50000rs.
de Rralificacao a quem levar a rua.de S. Francisco
n. 68 A, o escravo Candido, cabra, com urna bcl-
lideera um olho. de cujo nada v ; este escravo
foi do commendador Manoel Goncalves da Silva,
hoje pertence ao abaixo assignado: roga-se as
autoridades policiaes e capitaes de campo a sua
apprehenso, econduzi-lo ao lugar j indicado
que recebero a grallQcaco oflerecida.
Francisco Botclho do Andrade.
O r. Cosme de Sa* PereTraj
\ile volta de sua vagem instructi-T'
itiva a Europa continua no exer-l
jciclo de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
: no, no bairro do Recife, rua dat
Cruz n. 53, todos os dias, menoss
| nos domingos, desde as" 6 horata
jt as 10 da manha, sobre osf'
se^uintes pontos :
1*. Molestias de olhos
l*. Molestias de cora cao e del
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e do anus ;
Praticara' toda e qualquer]
|; operaqao quejulgarconvenien-l*
te para o restabelecimento dos; '
seus doentes.
O exame das pessoas que o cn-
sul tarem sera' feito indistincta-j
mente, e na ordem de suas en-
tn. das; fazendo excepcao os doen- j
tes. de olhos, ou aquellesquerpor
motivojustoobtiverem hora mar- i
cada para este im.
A applicacao de alguns tv tica j
jmentos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro'-j
pina etc.) sera' feito,ou concedido I
gratuitamente. A confianza que
nclles deposita, a presteza de sua |
jacijao, e a necessidade prompta
de seuemprego; tudoquantooj
demove em beneficio de seus;
doentes.
Para um sitio na Ponte ae choa, necessi-
li-se de um feitor : a Iratar na rua da Cruz, ca-
sa n. 15.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, professor de malhe-
nalicusno Gymnasio Provincial, pretende'no dia
16 de abril abrir um curso de geometra parti-
cularmente : os senhores estudantes que quize-
rera aproveilar as suas explicacoes, afim do se
prepararem para os exames em novembro do
corrente anno, queiram dirigir-se casa de sua
residencia, na rua Dirita n. 74, para serem ma-
riculados.
;8** 49Cdtir&0>iII[BCMDOilii04y(
SALSA PARB1LHA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do gado, dyspcpsia, dfcbili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e erupcoes que resultam da impureza do
sangue,
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
pcitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
| que sao elles os nicos proprietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredo da sua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Remp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binages de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparago falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de ura
lado sob urna chapa do ago, trazendoaop a*
seguinles palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 Water Street.
N. 27-Kna da lmperatriz-x\. 27.
L. Pugi.
nica offleina em Pernambuco para lavar as
palhinhas das mobilias ai mais encardidas tor-
nando-se oulra v.ez la o Ivas como no estado
primitivo ; esta magnifica preparacao chimica
lera a propriedade de desenfeclar as mobilias das
pessoas raortas de molestias contagiosas : na
mcsmacaia lavam-sc chapeos de palha de Italia,
e poem-se inoda.
Laboratorio de lavagem
NA
Casa de banhos de pateo do Carmo.
Neste estabelccimenlo, cujos perfeilos appare-
lhos vindos da mclhor fabrica da Europa, teem
de ser era breve ampliados com outros novos e
de raaiorc3 dimeusoes, j se lava e engomma
com perfeicao toda e qualquer qualidade de rou-
pa no curto prazo de 12 a 15 dias. Consegue-se
este resultado pelos syslomas mais simples, ex-
actos e inofensivos,'* ajud'ido pelo concurso in-
lelligentede obreiras fr mcozas, inglezas, porlu-
guezas e nacionies, e pela certeza que resulla de
urna pratica de anno e meio.
Garante-se o bom resultado, tiram-se todas as
nodoas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Bccebe-se i roupa nos dias 1,2 e 3 de cada
mez, e entrega-se nos dias 15, 16 c 17, e a que
se recebe nos dias 16, 17 e 18, enlrega-se nos
dias 307el e 2 do mez seguinte.
No mesmo cstabelecimento precisa-fe anda de
peritas engommadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, lvres, nacionaes ou estrangei-
ras. Paga-sc at 19 diarios, dando-se sustento, e
podendo ellas dormir no cstabelecimento, ou
irera as 6 horas da manha e voltarcm as 6 da
tarde; mas em lodo o caso deve dar garante
sua conducta.
Precisa-se de um bom ortelo pa-
ra um sitio distante desta cidade 5 le-
guas, paga-se bem: dirijam-se a llha
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
= Caecano Pinto de Veras faz sciente a quem
interessar que est em exercicio da vara do juiz
de paz do 4o anno, do primeiro districto da fre-
guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa desua residencia rua de S. Francisco n. 8,
c em qualquer parle quo for encontrado ; e que
d audiencia as tercas e soxlas-feiras as 4 1|2
horas da tarde como'ja lera annunciado, na cosa
publica das audiencias. Becfe 29 do feverero
de 1860.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
IXewYork.
V O mesmo do oulro lado tem ura rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acna-se o retrato e firma do
inventor C. C. ristol em papel cor de rosa.
3o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai acioxa do pr-
senle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Babia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22.
^V
8M8USSET4CG
O As
(MKEMP ftTOEVcTOMg)
PILULAS VEGETAES
ASSUCAIUDAS*
Seguro contra Fogo
COJHPANIIIA
LONDRES
AGENTES f
J. Astley & Companhia. I
j-----------
Vende-se
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstipagoes, ictericia, affecgdes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestdes, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcues.e todasasenermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPERO DO SANGUE.
75,000 caixasdeste remedio cousommem-se an
nualmente 1 I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
coromendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos Os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegelaes, nao contera ellas nenhura
veneno mercuriat nem algura outro mineral ;
estao bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua opcrai.-ao, c um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-seo folhetoque acompanhacada caixa,pelo
qual se iicar conhecendo as multas curas milagro-
sas quelem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se verrda era todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
para
Bicos e rendas
da Illm.
Chegou loja do Ramalho da rua Direita n.
83, um completo sortiraento de bicos e rendas de
um dedo at um palmo e tanto do largura, os
mais finos que tem viudo ao mercado, o qual
vende mais barato do que em outra parle, a di-
nheiro.
Grava-se e doura-se em marmrea letras
com asseio, gosto e promptidao possiveis, a tus-
lao cada letra. na rua Nova n. 30, ou na rua da
Caixa d"agoa n. 52.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Cruz n. 29, lendo duas vistas, rua da Cruz
e fundos para a rua dos Tanoeiros : a tratar na
ruado Rangel n.29.
= Prccisa-se de um criado para um homem
solleiro, e que d fiador de sua conducta : a tra-
tar na rua do Imperador (amiga rua da Cadeia,
n. 25, segundo andar.
Precisa-se fallar ao Sr. JoSo Ma-
ra Ramonda, ex-director da compa-
nhia ly rica italiana : na rua do ttange!
p. 20, casa de relojoeiro.'
Tintas (le oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em ftarra.
I Verniz copal.
PalKiiiha para marci-
neirt.
Vinhos finos de Moselle.
I Folhas de cobre.
| Brimde vela: no arma- g
I zem de C. J. Astley & C. S
]0AflflQ mm a moo %
Sr' Luiz Avres de Almeida Preitas ou o
Illm. Sr. Dr. J. Ayres de Almeida Preitas, ro-
gad i a chegar rua da Cruz n?7 para receber
urna carta de importancia vinda da'Bahia.
Por um corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
L'comie acaba de receber do Rio de Janeiro
O primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, o um oulro vindo de Paris. Esta estabelc-
cimenlo esta hoje as melhores condiges que
pcssivel para salisfazer as encommendas dos
objectos em cabelles, no mais breve lempo, co-
mo sejam : morrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
giosi, braceletes, anneis,-rosetas, etc., etc., ca-
balleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabca dos clientes, para salisfazer os pro tenden-
tes, as objeclos em cabello seo feitos em sua
pre jc.oea, se o desejarem, e achar-se-ha sempre
umi (tessoa disponivel para corlar os cabellos, e
peutevs seinoras em *a farllcular.
Pastilhas vegetales de Kemp
contra asombrigas
approvadas pela Exm.* inspeceo de estudo de
Habana e por muitas outras junctas de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sensaces debilitantes.
Testcmnnho expontaneo em abono das parti-
Ihas de Kemp.
< Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chai-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, to magro se poz. u.ue eu
temia perde-lo. Nesles circumstancias um visi-
nho meu disse que as pastilhas d Kemp tinham
curado sua filha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd,
Preparadas no seu laboratorio d. 36 Gold
Slreet pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se i venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, roa Juliao n. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soub
& Companhia rua da Ceuzc. 22.
PROVINCIA.
rrancico Antonio de (.'Iive'ira, ten-
do obtido do Exm. Sr. presidente da
provincia, a exoneracao do lugar que
oceupava de tliesoureiro das loteras, I
declara pelo presente, que tem suspen-
dido o pagamento dos bilhetes premia-
dos das loteras que se tem extralido
(exceptuando os da que o deve ser em o
dia 4 do presente mez, porque os paga-
ra' somente at o dia 11 do mesmo mez
na casa de sua residencia na rua "da Au-
rera n. 26) por isso que tem de reco-
llier as contas das loteras que anda
existan em seu poder, bem como os
respectivos saldos a thesouraria provin-
cial, d'onde as pessoas interessadas po
derao liaver os pagamentos a que sejul-
garem com direito. Recife o de anril
de 1860.
Companhia de il-
liimina Os agentes da companhia de illumi-
nacao a gaz, rogam a todas as pessoas
que devem a mesma companhia con-
forme as contas ja entregues, o favor de
saldarem as suas contas da data deste a
fO dias, lindo este prazo os agentes
veem-se obrigados a nao fornecerem o
gaz diario e cobrarem judicialmente os
objectos empregados nos estabelecimen-
tos e casas particulares. Recife 7 de
abril de 1860.
Saca-se sobre o porto por qual-
quer soma, a vista ou a prazo, pagavel
all ou em Lisboa, podendo as lettras a
prazo st rem pagas a' vista mediante o
descont na razao de i por cento ao
anno, aos portadares que assim o exigi-
rem, dirijam-se a Joaquim da Silva
Castro, rua do Crepo.
Prccsa-so de um criado para conduzir co-
mida de um hotel para casa de um estudantu :
na rua dos Prazeres por detraz do hospital de
caridade.
Charm,
compendio ile puilosonnia
Est no prclo urna nova edirao deste compen-
dio, a qual deve sahir por todo este mez, e as-
signa-se desde j a 5g o exemplar, na livrara
dosediclores Guimaraes & Oliveira, rua do Im-
perador n. 20 : os senhores estudantes podem
receber as formas que se acham irapressas at
paginas 64, e dahi por diante a propongo que
forem sahindo do prelo.
*- O juizda irmandade do
Santissimo Sacramento da fre-
guezia de S. Jos do Recife,
faz publico que, aprocisso do,-
Santissimo Viatico aos enfer-
mos, por motivos muito jus-
tos, lica transferida para do-
mingo 15 do corrente, s 8 ho-
ras da manha.'
Vende-se urna carroea e um bonito boi, na
rua de S. Francisco, n. 68"A.
Vende-s 6 cadeiras americana?, na rua
Nova, ioja n.16.
Vene-se sete casaes de canarios do impe-
rio era seus competentes viveiro, um metro mui-
to novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da trra em suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da rua de S.
Francicco, como quera vai para a rua Bella, n.
8, das 6 s 7 horas da manha e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do dia.
Antonio Bastos rotira-se para a Europa a
tratar de sua saude.
Vendem-se
candas de amarello das melhorem que lem ap-
parecido no mercado, de 25 a 45 palmos, por
prego commodo : na rua do Vigario, n. 5.
Attenca
Fugio na tarde do dia 4 do corrente, o mole-
que Arriero, crioulo, de idade de 10 a ll annos,
xhegado de Paridlas, ha poucos dias, com os sig-
naes seguintes: fulo, cabega redonda, olhos pe-
queos, cabello pouco crespo e aparado, ps pe-
queos e bem feitos, sahio com caiga de castor
de quadros, camisa branca e chapeo de palha ;
desconfa-se estar mesmo pela cidade : roga-se
a quem o pegar, leve-o a padaria da rua Direila
n. 34, que ser bem gratificado.
Na padaria da rua Direila n. 84, precia-se
comprar um carneiro grande o manso.
Pergunla-se ao Sr. director da sociedade
Trois Juillet quando quer mandar pagar aos so-
cios as aeges da meiua aociedade. <
. Pela inspeego da alfandega se faz publico
que no da 11 do corrente, depois do meio dia,
se ho de arrematar cm harta publica pona da
mesma reparu'cao : 4 queijos pesando 46 libras
no valor de 18J40O rs., apprehendidas pelo cora-
mandante da guarda dcsta alfandega, e 2 sacros-
contendo os seguintes objectos : 3 pare* do rceias
de linho grandes, curtas e ordinarias, no valor
de 467 rs., 2 corolas de algodo no valor de-
1{333 rs, 2 camisas para homem, de algodao.
ordinarias, no valor de l&66o* rs., 1 loalha de
linho Jarrada no valor de 2000 rs., 1 panno
para barba no valor de 1000 rs 22 libras do
Unguigas no valor ae 88800 rs., 3 ditas de favas
torradas no valor de 500 rs., 4 varas i brirn
iso ordinario no valor de 800 rs, e 2 caixas con-
mS&a llbrM d? doce era ma no valor de-
20S000 rs, apprehendidas por Manoel Miguel do
Santos Coelho, sendo a arrematacao livre de dt-
reitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 4 de abril de 1860
O inspector, Bento Josi Fernandes Barres.
Santa casa da misericordia de
Olinda.
O escrivao da santa casa da misericordia da
cidade de Olinda, por deliberarao da mesa rege-
don era sessao de 31 de marc prximo lindo,
avisa a lodos os forciros de sitios e terrenos em
commisso, pertenccnle ao patrimonio di mesma,
que no improrogavel prazo de 30 dias, a contar
da data desta, devera vir ou Mandar saldar seus
dbitos, afim de evltarem a competente aeco de
commisso que a mesma mesa pretende por aos
oinmisos, depois de lindo o referido prazo.
Consistorio da santa casa da misericordia da ci-
dade de Olinda 7 de abril de 1860. 0 esenvo,
Salvador Hcnrque de Albuquerque.
INSTRUCCO PUBLICA.
Acha-se nbeita a matricula da aula de primei-
ras letras da freguezia do Poco da Panella, eja
tiverara principio os tnbalhs da mesma, em
urna das casas que ficanV margem do rio.
O professor publico,
Maxiraiano N. Sobrera de Mello.
Verdaderas luvas de Jovin de to-
das as cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Os abaixo assignados dissolverara amiga-
velmente nesta data a sociedad* que linhara no
armazem da rua da Praa n..lJ, que gyrava na
razao de Ramos & Silva, Picando todo o activo e
passivo a cargo do socio Ramos. Recife 31 de
margo de 1860 Jos dos Santos Ramos de Oli-
veira, Joaquim Baplisla da Silva.
Mullos elogios damos aos tres dignos ir-
mos da irmandade do Divino Espirito Santo do
Collegio, o Sr. juiz Antonio Ramos, o digno ex-
mesario Marcolino Augusto da Silva Villar, e o
nosso irmo thesourciro Jos Maria Ferreita da
Cunha, que Irabalharam todos tres somente-do
comraura accordo para fazerem osanlosepulchro
na sua igreja^oijual esleve com muito esplen-
dor, c o mesmo*l)vino os recompensar.
O irmo apreciador.
Na casa n. 6 da rua da Alegra ha quem so
encarregue de mandar extrahir na cOrte os ttu-
los dos Jgraciados no da 11 de mago. A tabel-
la dos despachos respectivos ser patente a quera
convier.
as Albino Jos da Silva, durante sua ausencia
dcsta cidade, deixa por seus bastantes procura-
dores os seus cunhados, 1. Jos Marcelino da
Rosa, 2. Joaquim Mauricio Goncalves Rosas, e
em lerceiro seu irmo Narciso Jos da Silva, Pi-
cando este encarregado da gerencia de sua loja.
Precisa-se alugar urna preta para cozinhar
e fazer algumas compras na rua: a tratar na rua
da Lingocta n 2.
Attencao.
Victorino do Almeida Rabello c Domingos Jos
Barbosa compraram ao Sr. PeJro Jos Carlos da
Silva u taberna sita na rua de S. Francisco n. 68.
a qual se acha sobre condir.oes licitas ; porm se-
alguem 3char-se com direilo sobre a niesraa, di-
rija-se a ella, munidas das provas que llics diz
respeito, no prazo de tres dias, a contar da data
deste, terminados os quaes nao se responsabili-
saro pelo que houvor. Recife 9 do abril do
1860.
Vende-so urna canoa aberla, de carga do
mil e tantos lijlos, e por barato prego : os prc-
lendentes dirijam-se taberna do leo de ouro,
no Hospicio, que se dir.
Relogio.
Vende-se um rclogiodc ouro patente inglcz,
deum dos melhores fabricantes do Liverpool,,
por prego commodo : as Cinco Ponas, taberna
numero 152.
Graixapara
arreios.
Excellenle graixa americana para arreos e por
barato proco ; vende-se na rua da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragensde Vidal & Baslos.
Escadas americanas
As melhores e mais commodas e uteis escadas,
de lodos os tamanhos : vendem-sc na rua da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Baslos.
A 8,00a rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
eflm fules e descanso : vendem-sc estes excel-
lentes ferros na loja de ferragens de Vidal &
Baslos, rua da Cideia.
Fio de algodo.
Fio de algodo, tanto para pavos como para
redes c outros mulleres : vende-se o mais barato
possivel na rua da Cadeia, loja de ferragens do
Vidal & Bastos.
Moinho* para refinacao.
Chegou loja de ferragens de Vidal & Bastos
grande porgjrode moinhos de lodosos tamanhos,
com rodase de novo autor, os quaes sao recom-
raendaveis pela suaexcelletite qualidade e com-
modos prego.
Camas de Ierro.
Vm completo sortimento a*c camas de ferro o
com lona, de todas as qnalidades, as quaes .so
vendem por menos do que em outra qualquer
parte : na rua da^adeia do Recite, loja de fer-
ragens de Vidal Baslos.
Bombas de Japy
Bombas de Japy de todos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vendeni-se por
commodo prego : na rua da Cadeia, loja de ler-
ragens do Vidal &. Baslos.
Balancas decimaes.
Restam anda algumas balancas decimaes, as
quaes se vendem por commodo prego : na rua da
Cadeia do Recite, loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos senhores mar-
cineiros.
Excellentes armages de serra de lodos os la-
mamos cepos de dffferenles quididades, os
quaes se vendem o mais barato possivel. na loja
de ferragens de Vidal & Baslos, rua di Cadeia do
Recife.
Aos senhores padeiros e refi-
nadores.
Sorlimentos completos de peneiras, tanto do
rame e lto, como de metal e de todas as gros-
suras ; yendera-se por commodo prego, na rua
da Cadeia do Recife, loja de ferragens de Vidal
& Baslos.
ios senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Por'o, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ago e j com cabos, safras,
temos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
todas as larguras.Jerro em vergalhao, ferrameo-
tas completas para tanoeiros, e muitos outros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
= Vende-se maasa de tomate, a mclhor o mais
rftva que ha no mercado, por prego commodo :
na rua da* Cruzes n. 40, ou na rua larga do Ro-
sario n. 52,

imri k iTii Ann


-,

m

Sirop du
mm
afl'eccwes dos
pela manlia, e oatra
lempo o doente e o medico.
0 d'Posito na ra larga do Rosario, botica de Darttwlomto Francisco de Sonta, n. 36.
Attencao.
Um moco cora bastantes habilitacoes
para ocoramercioe que falla e escre-
ve perfeitament as linguas ingleza e
portugueza e falla correnteraente o al-
leraao, ofrerecc-separa caixeiro dequal-
quer casa nacional -cu estiangeira :
quem precisar dirija se a ra Direita n.
7, 2.- andar.entrada pela ra da Perda
das 3 as 5 horas da tarde, ou annuncie.
Professor dentista.
Ra da Cruz numero 4 i.
D. Juan Nogues, fax sciente aos seus freguezes
e ao respeilavel publico em geral os quaeaj
tem pleno conhecimento da perfeicao e delicade-
, za do sen Irabalho que continua o exercicio de
sua profissao. tira denles com a mnior rapidez
possivel, a 2 o a 3 sendo cm casa e forn dola
oj, limpa-os a 5f, chumba cora massa diaman-
tina a 5j) e com prala a 3$, colloca-os sobre cha-
pr de ouro a 10g, sendo para fora da cidade qual-
quer operaco ser o prego que se convencionnr.
Ninguem contie tazendas ou qualquer ob-
jecto pedido em meu nome ou de minha fami-
lia sem bilhele meu, porquanto somonte assim
me considero obrigado. F. Menna Calado da
Fonseca.
No domingo 25 de marco auscnlou-se da
casa do senhor um prelo muilo conhecido por
bebado, e o nomo de catraio, pertencente a Jos
Baplista Br^ga : por isso roga-se a quera o pe-
gar, leve a ra Nova o. 33, que ser gratificado.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anuo de
1860
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos mpostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia. *
Associacoes commerciaes,
agricolas, industriaos, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
duslriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfiui para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
i u j r i -t samase espinhas, e igualmente o afamado oleo
O SODraO n. 2o da ra NOVa,; babosa P* limpar e fazer crescer os cabellos,
. I assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
CUja entrada pela Gamboa do .p?ra,borlueJi,S0 asperdades da pello, consr-
Carmo.
DIARIO DE PERNAMBCO. SEGUNDA FEIRA 6 DE ABRIL DE 1860.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIKCtyO DE I. KttVAHD-
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, tornare de srande
valor para os bfasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posico
urna das roelhores da cidade, por se achar nao s prximo asestares de caminhos de ferro, da
Alleraanha e Fraop, como por ler a dous minutos de si, lodos os theatros e divertimentos : e.
aiem disso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o ancez, allemlo, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as tounstas, qur em suas excursss na cidade, qur no reino, qur
emm para toda a Europa, por precos que nunca excedsm d: 8 a 10 francos (3200 4000 )
por da. '
Durante o aspado de oito a dez mezes, ahi residir m os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao e seu filhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Dra. Felippe Lopes
Netto, Manoel deF.gueiroa Fana, edeserabargador Pojtes Visgueiro f do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os presos de todo oservico, pordia, regulara de 10 a 12 francos (4$000 i 450O.)
__ .hote' fenc"fara-se informacis exactas acerca de ludo que pode precisar um estrartgeiro
Gabinete Porloguezde
Leitora.
A directora do Gabinete Portugucz de l.eilura
. Vi'-i?' qu0 so acha vo8 a lu* d aiudan-
lo de bibliotecario, e por isso convida a qual-
puer socio accionista (ou pessoa quo eslea no
caso de o ser) que tenha pretencoes a dito car-
go, ae apresenlarem suas proposlas no mencio-
nado es abeleciraenlo, para os convenientes fins.
secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
era 1 ernarabuco aos 3 de abril de 1860.
Manofl Jos de Faria.
1. secretario.
Joaquim Carneiro Leaodcixa de ser caixei-
ro de Malenca & Companhia desde o dia 26 de
marco prximo lindo..
Os consignatarios da escuna portuguesa Jat > 0"fronl a adenn
aha dos Acores, avisam* aos paasagcinA abaixo
declarados que ainda nao salisQzeram suas pas-
Sa5?n4n aU,a''tamentos que o venham fazer al
o da 10 de abril prximo futuro, do contrario
serao as respectivas obrigaces devolvidas para
a Una de S. Miguel, afim de seren cobrados dos
respectivos fiadores, com os juros vencidos.
Antonio de Medeiros e sua familia, de Pona
Delgada.
cm.
illa Franca de Campo.
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icouio sendo o melhor para curar conmipacoes, tesse convulsa e ouiras'
broncbos, auques de peito, irritacoes nervosas e insomnolencbs: urna colberail
a noiie sao sufcientes. O tlieito dente ej.celenie xarope satisfaz ao
mesmo
Fornecimento de papel
para imprimir.
O proprielario desle Diario tem effectivamente
sorlimenlo de papel para imprimir, de differen-
tes formatos, desde o mais pequeo at o em que
se imprime o Diario ; e contraa o fornecimento
regular da porcao que se quizer, dando-o ncsla
cidade ou em qualquer oulra : os precos serao
razoaveis, por quanto este papel importado em
ireiluri dos lugares em que elle so fabrica.
Agencia de passa-
porteefolha corrida
Claudino do Reg Lima lira passaoorle para
dentro e fra do imperio por cominodo preco c
presteza : na ra da Praia n. 43, primeiro andar.
O dono da casa n. 10 da ra Bella, a qnal
quer-se comprar, dirija-se a ra larga do Rosa-
rio n. 17.
Joao Pires do Almeida Lopes scientifica ao
muilo respeilavel corpo de commcrcio, que deu
sociedade em seu arraazera de carne secca na ra
da Praia n. 10 ao Sr. Manoel Jos de Miranda,
cuja sociedad^ fica gyrando sob a razao de Pires
& Miranda, pudendo qualquer dos socios usar da
firma s nos negocios lendentos ao dilo arma-
zn), e principiar de8la dala em dianle. Rccife
2 de abril de 1860.
= Os abaixo^ assignados dissolveram amiga-
velmenle nesla dala a sociedade que tinham no
armazem da ra da Praia n. 13, que gyrava na
razao do Hamos & Silv, ficando.iodo o activo e
passivo a cargo do socio Ramos, ltecife 31 de
marco do l860.=Jos dos Santos Ramos de
01iveira.=Joaquim Baplista da Silva.
."" Frtncisdo da Silva Cardoso, com loja de al-
faiale e roupa feila na ra do Crespo n. 12, pri-
meiro andar, participa aos seus amigos e fregue-
zes que mudouse para a ra do Imperador n. 6
(antiga ra do Collegio) aonde semprc o acua-
rio prompto para servir a todas as pessoas que
o queiram honrar. Ncsle eslabelecimenlo nao
s se vende lodos os objectos pertencentes a ho-
mem co.no tainbem se faz obras de encommenda
com todo o esmoro e promplidao.
= Aluga-se a- loja da casa n. 17 da ra do
Imperador lado,do caes : tratar no Drimciro
andar da mesma casa.
agenda dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser :-em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lrcorate, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellenle leile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pelle, tirar pannos,
: sardas o espinhas, e igualmente o afamado
Tiaspaisa-se o arrendamento de umenge-
nho distante desla praca duas legoas, vende-se
urna pa-ten) raesmo engetiho, machina nova
vapor, lislilaco nova ebem montada, 22 bois
de coma, seis quarlos, algumas obras, saffra
plantad i. etc. etc. : trala-se na ra do Crespo n.
F0L1IIMHS PAR 1860.
Estao venda na^ivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesU typographia, dasseguintcs quali-
dades :
aVOUriKHA RELIGIOSA
Kalendario e regulamentodos dircitos pa-
lochiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
(ristao Brasileiro. que se compe: do lou-
or ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyranos ao Espidi Sanio e
i N. S., a imitacao do de Santo Amhrozio,
jaculo toas e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Saera, directorio para orocao mental,
cividido pelos dias da semana, obsequios
10 SS. coracao de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
i hora, ao patrocinio de S. Jos e ajo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
oulra oraces. Preco 320rs. *
OlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna tolleccao de ancdotas, ditos chisto-
sjs, conto's, fbulas, pensamentos moraes,
raceitas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer c!e cultura, e preservativo de arvores
e fruclos. Prego 320 rs.
lf ITA DE l'ORTA.a qual, alm Jas materias do
ostutae, contm o resumo dos. direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
#
Atten^o.
e promplidao : no
Engomma-se com asseio
beccodo Marisco n.20.
Precisa-se alugar un prelo ou preta, t ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais aervico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circunstancias : quem ver e quizer
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 4o'
primeiro andar.
^^Migei&iiaeinMaaB bm
^Lices de francez el
piano.
Mademoiselle Clcmence de annetot 5
deMannevillecontinua a dar licoes de M
francez e piano na cidade*e nos arrabal- l
des :%na ra da Cruz n. 9, segundo andar. M
va a frescura o
vida.
o avelludado da primavera da
NOVO DEPOSITO
DE
O Sr. Ilonorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Borott & C.attendendo a que os senhores con-
sumidores degelo sao pela maior parte residen-
, tes nos bairrosde Santo Antonio e Boa-Vista, e
j que lutariam com grande difculdade se este es-
j te eslabelecimenlo eslivesse collocado no bairro
I do Rocife, podero encontrar na ra do Impera-
dor confronte ao oao do deposito do gaz, um
| armazem com as proporqes exigidas para depo-
sito dieste genero, o qual estar aberlo concur-
. rencii dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
irSHA\5ns' da IadePendencia,que se preci- nhaa/s 6 da tarde, do dia '8 do correte em
sa fallar-lhe.
diane?
Joao Jos \ cente e sua familia, dem.
Jos Antonio da Silva, idem.
Mana Isabel da Silva, dem.
Virginio Augusto Quintal, id
Jos Cabral Pacheco, de VHL
Manoel Joaquim Corroa, idem.
Manoel Vieira, idem.
Julio Lovres de Oliveira. idem.
Jos Antonio da Silva, idem,
Manool de Souza Piraenlcl, idem.
Jos de Medeiros, idem.
Lourenco de Medeiros, idem.
Manoel Rodrigues Lima e sua filha. de Arrifes.
Francisco dos Santos Molta, da Laga.
Manoel Dominguos Bcnevides, de Caropcllos.
Francisco Crabral, idem.
Agncllo Augusto da Silveira, da Relva.
Francisco Baposo de Medeiros, da rovoacao.
Francisco Pereira, idem.
Jos de Medeiros Torres, Agua Retorta.
Antonio Raposo de Vasconcellos, de Quindes.
Albano Raposo de Vasconcellos, idem.
Manoel de Aguiar, idem.
Manoel de Almeida Raposo e sua familia, idem.
Mauricio Pacheco de Oliveira, de Rabo do Pcixc.
Jos lavares de Gouveia, idem.
Manoel Jacinlho Baposo dos Reis, da Povoaco.
Pedro de Mello Bolelho, de Santo Antonio.
Antonio Botelho, de S. Vicente.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOCTORES
F1LLIPPE DA MOTTA l)E AZEVEDO COBBEIA.
E
MANOEL JOS DAS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molta do Azovedo e Silgado advogam
tanto no foro civel o commercial como no crimi-
nal c ecclesiastico, era qualquer das instancias ;
contendo, alm do c"ca",e-gara-se de qualquer queslao, i-nilim, tra-
lam de ludo quanlo diz respeilo a sua profissao,
c por uoi honorario razoavel.
Tendo em vista o inlcresse daquelles que ha-
bitam as provincias c que tendo dependencias
na corte, a maior parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supraditos advogados
leem annexado ao seu escriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradoria, no qual, debaixo
de sua immediata vigilancia e direceao, se en-
contrara empregados habilitados que loraam a si
o tralarem de todos os negocios quo correm pe-
las secretarias de estado, e repartirles publicas
da corle o capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar alvars de meres, ttulos, di-
plomas, exlrahir patentes p.ra officiaes da guar-
da nacional, cartas de juizes dedireilo, munici-
paes e de orphaos, de cscriviies, tabclliaes, con-
tadores, distribuidores, partidores, provises pa-
ra advogar asollicilar.dspcnsas para casamentos,
resposlas a Consultas,dadas pelos mais abalisados
advogados ;f agenciarera pelo thesouro geral o
recebimentolde dinheps quolenham cahido em
exercicios Odos, tralarem de cartas de natura-
lisaco, ctc.R
Os prcQoJ sao mu razoaveis, e garante-se a
prornptidaoe zelo no desempenho das diversas
comraissoea, sendo sempre bom que as parles in-
diquem quat a pessoa da corle encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. Aspar-
tes que nao liverem correspondentes na corte,
podem dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguinles agen-
tes as capitaes das provincias: trala-se em Per-
nambuco com Frederico Chaves, na ra da Im-
pcralnzn. 17; Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarche Mavgnier.
Condecorares.
O abaixo assignado, empregado no thesouro
nacional, c residente na corle, se encarrega de
lirar
Attenco.
O abaixo.assignado faz saber a todos os se-
nhores mercantes ou capitaes de navios, nacio-
naes ou eslrangeiio. que tem mostr para cor-
lar e fazer qualquer velas para navios, tol-
dos e encerados: quem so quizer utilisar de seu
presumo dinja-se ao beceo da Boia n. 39 se-
gundo andar. '
Marianno Joaqun da Costa,
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
do Leite 4 Correia era liquidacio, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
.. OLINDA.
Aluga-so o sobrado da ra de S. Bento n. 25,
nrronle a academia; a tratar no Rccife, ra da
Cruz n. 23, segundo andar.
COMPANHIA
m)
ALLIANCE

residencias para facilitar a remessa dos mesmos
ttulos. Encanega-se igualmente de todos e
quaesquer negocios pendentes das secretarias de
estado, thesouro nacional e internuncio apost-
lico. Bio, 20 do marco de 1860.Joao Baplista
Carneiro da Cunha.
Curso rralico e theorico de lingua fran-
@ ceza por urna senhora franceza, para dez
@ mociis, segunda e quinla-feira de cada se- @
^ mam, das 10 horas al meio dia: quem
quizar aproveilar pode dirigir-se a ra da %
m Cruz n. !), segundo andar. Pagamentos A
@ adiaitadcs. Z
@5S) @@@ @@@
Toga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio le saldaren! seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10. J
Qiem precisar de um caixeiro que entenda
o francez c inglez, escrevendo as mesmas lin-
guas, com pratica de escripta, queira dirigir-se
a esta Ivpogr.tphia, dando-se exactas informacocs
a respei o.
Jo; Jorge retirase para o Rio de Janeiro,
ejulga liada lever a ninguem.
O ibaixD assignado faz ver ao respeilavel
corpo de commcrcio desta praga, que deixou de
ser caixeiro da casa do Sr. Bernardino Francisco
de Azevdo Campos ; e prcvalccc-se da occasiao
para lhe agradecer as maneiras altenciosas, e o de Pagarem segunda vez.
bom IralameMo que do mesmo senhor receben,
e de sua familia, durante o curto espaco de 4
annos qt o esteve em sua casa. Becite 4 de abril
de 1860.Jooquim Caetano da Silva.
= Josa Amonio Tcixeira Pinto segu para a
Europa no primeiro vapor a tratar de sua saude-
OSr. Francisco da Silva Lisboa queira por
favor ir i ra do Cabug, loja n. 11.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se c ven-
de-se em grandes e pequeas porcoes bichas
hamburguezas, e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por prego commodo
Estabelecida cm Londres
IABf|fi fil
CAPITAL
Cineo mUioes de lleras
* eslerViiias.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
famar aes Srs. negociantes, proprietario? de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, coberlos de lelha c igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou emfazcndas d
qualquer qualidade.
Precisa-se alugar urna preta que saiba en-
fiommar, pira casa de pouca familia, paga-so
bem : na ra da Cruz n. 23, segundo andar.
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-, 5
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *
(; p dentifico. ^^-^.-^--AAA AA i XJLXiJL .A i T ..A il
m CASI LUSO-BRAS LEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J- G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e cxccllenles ac-
commodaces para ronito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitem esta capital; conlinua a prestar-lhes seus
servicos o bons officios guiando-os om todas as
cousas que preciaem conhecimento pralico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE IIWCARIV
Amorim, Fragoso, Sanios
Gompenhia.
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
o realisar a segunda entrado de 12 li2 por cento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor-
renle, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
@@ @ @@S
I DENTES S
| ARTIFICIAOS. 1
Ra estrella do Rosario n. 3
# Francisco Pinto Ozorio colloca denics ar-
tificiaes pelos dous syslcmasVOLOANITE, $
chapas de ouro ou platina, podendo ser $|
procurado na sobrcdila ra a qualquer Q
W hora.
' @@@@@
bandejas enfeitadas.
Continua-sea preparar com differenles model-
los e figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
era libras separadas, pesado a vista c contento
da encommenda ; assim como bolos ingleze<
, francezes e de massa secca da mandioca, pudins'
| creme, pastis de nata, e tambora os pastis
carne de porco propiios da paschoa,
e remetler com promplidao os competentes I muilo JmS?Um12to, e mais""'
ttulos aquellos senhores, que foram agraciados rija-se a ra da Penh
no da 14 de marco, anniversario natalicio do S. I que Ucarrbem servido
!La-.. Pera,rif- .6er. Prem necessario que lhe Na ra do Socego no Campo Verde
n. 25,
de
com
cm corita ; di-
segundo andar.
remellara a autorisaeo competente, ou caria de dinheiro a juros sobre penhores de
ZfSMEE!*.? Prvi,,cis clu.8ar de suaslou predios, assim cono rebatc-se
Armas boas c rebate ordenados.
d-se
ouro, piala
lcllras com
Compras.
cm raoeda : na praca da
= Corapra-sc ouro
Polo juizo do commercio tiesta ci-1 Independencia n. 22.
dadeacham-se embargados os bens de! Compra-se um cabriolet de qua-
JoQo Paulo de Souza, pelo que previ- tro rdas, que esteja em bom estado e
riese aos devedores deste que nao pa- tenna coberta : na ra da Gloria n. 3.
guem seus debites constantes dos livros
do referido Joao Paulo, os quaes tam-
bera foram embargados, isto sob pena
Altenco.
FtlNDICAO
DO
I
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozito Aeslc eslabeleeimenlo sempre laa graufl e soTmento de me-
elianVsmo para os ei\gen\\osde assucar a saner:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumplido, econmicas de combustivel, e tlefaciilimoassento :
Rodas d agua de Ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e-serrilbas para rodas de madeira ;
Moendas intetrascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, avallos, oubois, acunhadas em af uilloes deazs;
laixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinlia ;
Kooetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
. AguilhOes, broozes e parafusos, arados, eixos e rodas para carneas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno -da preferencia com
que o Honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta pro vmcia, e pelo facto de mandar construir pessoalme ite as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem animal para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para moclincar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderte necessitar.
Joaquim de Souza Galvo faz sciente ao res-
peilavel publico, que de hoje em dianle fica cha-
mando-so Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
Saca se para o porto e
Lisboa, qualquer quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C. ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal,
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss das Chagas da igreja do
Paraizo.
A mesa regedora desta irmandade julga cum-
prir ura dever de solemne gralido, manifestan-
do publicamente o seu reconhecimento s com-
munidades religiosas dos Rrnis. .Carmelitas e
Franciscanos desla ciddde, as sociedades dos Ty-
pographos, dos Saccorms Mutuos, dos Selleiros
e dos Marcineiros, o as pessoas particulares que
concorreram para o brilhantismo da procisso
queexpz jista dos eis domingo prximo pas-
sado, 1 do correnle. %Oulro sim, agradece cor-
dialmenle aos moradores das ras por onde tran-
silou a procisso, pelo estado de limpeza das res-
pectivas testadas de suas casas ; pedindo dcscul-
pa aos moradores daquellas ras por onde, se-
gundo o annuncio anteriormente publicado.' dei-
xou de passar a mesma procisso, por semejan-
te falta, nicamente devida tardanca* do com-
parecimento do capello da irmandade, o que
occasionou que a procisso nao podesse sahir da
igreja ge nao j bastante tarde. Consistorio da
irmandade do Senhor Dom Jess das Chagas da
igreja do Paraizo 3 de abril de 1860.
Bemjamin do Carmo Lopes.
Escrivo.
Precisa-se alugar unrnegro escravo : na ra
da Moeda n. 27.
Precisa-se de um criado de 14 a 16 annos,'
aando Oador sobre sua conducta, assim como
urna menina da mesma.idade para pensar urna
enanca, dando-sealgumaconveniencia: na pra-
Qa do Corpo Sanio n. 17, terceiro andar.
Os abaixo assignados declarara que desde o
da l do prximo passado deixou de ser'nosso
caixeiro o menor Alexandre Torreia Cabral; por
isso roga-se a loaos que tenham contas com os
abaixo assignados de nao pagar-lhe conta algu-
ma ; aasira avisamos para nao gnorarom. Reci-
to 4 de abnl de 1860.Sampaio Silva & C
Constante-
mente
na ra
compra-se, vende-se e troca-se escravos
Direita n. 66.
Compra-se uina preta boa engoramadoira e
cozniheira, e que seja moca c de boa conducta :
no escriptorio de Manoel Ignacio do Oliveira.
Compram-se moedas de ouro : no eSfcrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
moedas de ouro de 16$ e 20$ : na
da Cadeia do Recife loja n. 22.
ra
Vendas.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo aasigriados j receberam a primeira
remessa mensal de objectos de modas ao ultimo
goslo e melhor qualidade, chegados de Paris
pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que cm seu estabelccimento, na ra da
Imperalriz n. 10, tem urna sala destinada para
ellas escolherem ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza prala e'de
cores, bordados, e de rendas, de variados gostos.
Lindos enfeiles de cabeca, goslos modernos
Ricos vestidos de nobreza decores e prelos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a
2$2fJO, 2400 e 2$600 o covado.
Veslidtnhos para criangas, de diversos gostos ;
Q*m como o melhor sorlimenlo de oulras muitas
fazendas modernas por os menores precos : no
aerro da Boa-VisU n. 10, actualmente ra da
Imperalriz.
Vidros para vi-
dra A 6# a caixa: na ra larga
do Rosario armazem-de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario foja n. 28
armazem de lou-a, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por Prero
muito commodo, assim como-vendem-
se vidros aretalho do tamanho mais pe-
queno ate mais de 6 palmos
REMEDIO INCOMPARA'VEL
UNGENTO HOLLWAY. Ut"
Milharcsde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar cm caso necessario, que
pelo uso que delle iizcrarn tera seu corpo e mem-
bros inleiraraente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesca
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pera leitura dos peridicos, que lh'as relatora
todos os das ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admiran; so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de sem-
braros e pernas, depois de ler permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer i
amputacol Dellas ha muilas que havendodei-
xado esses asylos de padeciraentos, para aenao
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Alguraas das taes pessoas na
enfusao de seu rcxouhecimento declararam e
tes resultados benficos diante do lord corregi-
dor e outros magistrados, fim de maisauleni
carem suafirraativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude o
tivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza dom:.,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmeme
Que tudo cura.
O iiusaento he til, mais particu-
larmente nos seguinics casos.
Inflamraaco dabexir..
da matriz .
Lepra.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
.em geral.
Ditas do anus.
Erupeoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escldalas.
Inchacoes.
InOaxomagao doflgado.
Vende-se este
Males daspernaa.
dos peitos.
de olhos.
Moidedurasde replis.
Picadura de mosquiles.
Pulmes.
Queimadelas.
Sama
Supuracocs ptridas.
Tinha, em qualquer .cr-
e que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articularles.
Veas torcidas ou poda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas-e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Ameri:a
do snl, Havana e Ileepanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contm
urna lnstruc?ao em prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito eral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico. na ra da Crun. 22, em Per-
oambuco.
Madapolio a
3$00o
Na ra do Queimado n. 19.
jJ^nde"sc madaPolao cora
0.3IKX) a pera.
pequeo toque a
Palils de irirn a 31.
do'SS hrmJe linh0 a 3* cada um : na J
uo (Jueimado n. 19.
1SS1I
A 2^000
a peca.
Algodio cora loque de avaria a ag'a peca
ra do Queiraado n. 19. p *^1
na
2S000 a km,
Coberlas de chita : na ra do Queimado n. 19.
Chales de
nei-Vn a'lSoOO.
Vendem-se estampados a 2JJ500 cada um na
ra do Queimado n. 19.
\ *r -RIA K0YA-4S
Armazem de fazenda:
e modas
DE
\WimA
Corles de vestidos pretosde lodas as qua- *&
lidades. *b
| Ditos de seda da cores. =
Ditos de blonde. *P
fgOitos de phantasia. ^
p Manteletes prelos de todas as qualidades ^
5 Ditos de cores. *?
Capas prelas e de cores.
Grande sorlimenlo de bordados para se- S
nhoras cm cambraias e filos. ?
Variado sorlimenlo de enfeiles para ca- St
beca, prelos e de cores. 3*
Dilo dito de chapeos de palha o de seda.
Grande sorlimenlo de veslimenlas para |
meninos. 3d
Dilo de chapeos e bonels para ditos. $
TH,
!5U
No aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ra
da Imperalriz, vendem-se :
Lindos transparentes para janellas e portas de
diversos pregos, lisos e pintados, muito prop'rios
para a cidade c casas do campo.
Lampces de nova invengo que dao urna luz
melhor qne o gaz, trabalham em um novo liqui-
do muito ecouomico.
Oroscopos, novo instrumenlo para conhecer
cora toda a exaelidao o estado dos ovos.
Esleinnhas para descanso dos pralosnas messs
de jantar.
Espremedores de fructas. como seja caj, la-
ranja. limao. etc., etc. /
Afiadores mgicos para navathas de barba.
Panno marroquim para forrar mesas, sofs,
eolenes, travesseiros, muito usado tambera para
torrartarros por imitar a casemira.
Panno couro de lustre, magnifica inventao,
serve para todos os usos em que se applica o
couro de lustre, sendo muilo mais duravel e ba-
rato.
Cambitos para segurar roupa as cordas para
enxugar, sao hoje procurados e eslimados em to-
da a parle.
Siereoscopos com variado ortimento de r-
quissimss vistas de todo o mundo ; vende-se o
instrumento a 49, e as vistas a 49 duzra.
Bem como outras muitas cousas de uso domes-
tico, que sao da maior ulilidade, e que pouco e
conheccm ainda neste mercado.


(i
DIARIO DE PEMUMBUCO. SEGUNDA FEIRA 9 DE ABRIL DE 1860.
F.-Mjao e trelo.
Na ra da Imperatriz, loja do boceo dos Fer-
icirus, vendc-se feijao amarello e pardinho, mul-
to barato,.a vista do comprador se dir o prego.
e ver a boa qualidade dos gneros mencionados.
mmmm
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos pa/a camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight 3t C
Cruz n. 61.
Carne de vacca salgada.
Vendc-se na ra da Cruz do Recito n. 50, pri-
meiro andar, por menos preco do que em oulra
quaiquer parte.
PecMncha.
Fumo americano. I
P otassa da Kussa
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. II, ha para vender
potassa da Bussia e da do Bio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor Breos muito
razoaveis
ra da
CALCADO
Grande sortimento.
45Ra Direita4
Vendc-se fumo americano proprio para mas-!
car e fazer cigarros : na ruada Cruz do Rocie n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 c 40 libras
a 400 rs. a libra.
Vndese
AAxftftCliY
DA

i
I Engenho.
jjj Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na l
$$ freguezia de S. Lourenco da Malla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de
Cima : trata-so no mesrao engenho ou no
engenho Mussambique com Felisbino de
@ Carvalho'Rapozo.
$ Estopa.
ft Camisas inglezas.
g Biscoutos em latas.
$ Em casa de Arkwight A C. ra da Cruz nu-
fi mero 61.
Os estragadores de calcado encontra-
ra} neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos preeos abaixo :
flomem.
B^rzegaini aristocrticos. 9 Ditos (lustre e bezerro)..... 7^000
Bjrzeguins arranca tocos. 7|000
.Ditos econmicos....... G(000
SapatOes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Bjrze<*tiins primeiraclasse (sal-
to ce quebrar) ;- ^$000
Ditos toios de marin contra
calos (salto dengoso). *$0u
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........*000
E un perfeito sortimento de toJocal-
cida e daqullo que serve para fabrca-
lo, coma sala, couros, marroqums, cou
ro Je lustre, fio, fitas, sedas etc.
-i- Arados americanos e machinas
paia lavar roupa: em casa de S. P Jo-
linstcn & C ra da Senzala n. 42.
Chales bordados a mil rs.
19600
2J000
4*000
39000
49000
29000
5000
69000
AS MEMORES flYUIXAS DE COSER
DOS
Mitj afama los autores de New York
I. M SINGER & C.
E
WIIEELER & W.ILSOX.
No novo eslabelecimenlo vendera-se as machi-
na? dostes dous autores moslram-sn a quai-
quer hora d.> Jia ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e soguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
lrmo, ra da Imperalriz n. 10, anligameute
aterro da Roa-Vista.
* :............. -^::~.-.-.-...-....-..ibsss
:.
:
>:
:
i:
l:
:
;:
t:
a

GRADEE VARIADO SORTMEHO
DE i
Bouasp feitas elazendasi
RA
loja carmazcm
de ;
Ges&Bastos
Na ra do Queima-
don. 46.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos prelos de sedb,
Dilns brancos c pretos de algodo.
Luvas pretas de lorc,al. .
Cintos elsticos. .
Linhas de algodo cm novellos: vendem-se
por preeos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C"., ra do Trapiche n. 38.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algomas fezendas para conclu-
ir a liquidarlo da firma de Lcite & Correia, as
quaesse vendera por deminut prec.0, sendo en-
tre outras as seguales :
Majos de meias cruas para homem
Ditos de ditas de cores
Ditos de ditas cruas muito superiores
Ditos de ditos para senhora
Dos de ditas muito finas
Cortes de caiga de meia casemira
Ditos de ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira preta a 5* e
Brm trancado branco de liaho fino
vara
Cortes de colete de gorgurao de seda
Pao prcto fino/ prova de mo 39 e
Grvalas de seda preta e de cores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado O
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas i60
Riscados de cassa de cores lindos padr5es e
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 29000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 24C
Challes de la bordados de seda um SfMC
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 2900C
Seda, e sarja lavrada 19800 e 2 jQOd
Vestidos brancos bordados para baptisado 59000
Veos bordados para chapeo 29000
Entre meios bordados 19600
Aihoalhado adamascado largo vara 19280
Lencos de chita escuros um 100
Gangas de cores para palitos covado 200
Chapeos de castor preto
e brancos
19000
29000
49000
19000
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales borJados a seda com deleito
de agua doce, a 19 cada um ; a ellos, antes que
se acabem.
Attenco.
m
Vende-se a elegante armaco (Iluminada a
(;az) da casa n. 12 do pateo do Terco, propria pa-
la loja de fazendas, para o que hoje esse lugar
muito procurado, miudezas, deposito, taberna,
ou loja do charutos.
8$ dinheiro avista.
Ferros econmicos americanos com
folie e descaneo : na loja de ferragens
de Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Re-
cite n. 56 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, pjlceiras e leques :
vendem-se na ra da Iinperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Lojadaboneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
g? os cabellos em dez minutos, como
na mesma casa a
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Senzala teva n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para eu8enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & lrmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48,pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 49500 e f>$, lencos de cam-
braia de linho a 39 a dazia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 39800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 69, paletots de
alpaca preta e docores-a 59, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
609 a duzia, organdys de lindos desenhos a
I9IOO a vara, cortes de cassa chita a 3g, chitaj
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pegas
de madapolo com 30 .varas a 4$800, 5$, 5)5500,
6,7 e 85, chitas inglezas de cores Utas a 200 rs
Cheguem a Pechinelia
Na loja do Pregui^a na ra do
Queimado n. 2. tempara
vender:
Chalye merino de cores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finospelo
deminulo preco de 2:500 cada um musselinas
moderna*,- bastante largas, de variados padrSes
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a 19 e 1200 cada urna, e
outras maitas fazendas, cujos preeos extraor-
dinariamente baratos, stisfaro a expectativa
do comprador.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
covado, toalhas para mesa a 3 e 4ff, cortes de I Irmos. ra da Imperatriz n. 10.
caiga debrim de linho a 29, ditas de meia case- Vende-se algodo da Bahia para saceos e
mira a 29240, vestuarios bordados para meni- fio de algodo : no escriptorio de Manocl Igna-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por | c' de Oliveira, defrontc do Corpo Santo,
barato preco.
m^^^mm$^mm%$m%^os de aila de algodo bordados
40 Kua do Queimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos preeos para acabar.
^fi|-se amostras ctm penher.
Cortes de>esdo de seda de cores com
babados \ 9
Ditos de dita preta com babados 9
Ditos de dita gaze phaniazia 9
Roroeiras de fil de seda preta bordadas 9
Taimas de grosdenaple preto bordadas 9
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado Uf200
Dito liso preto e de cores, covado f
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e 3JO0O
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros 19500
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes 109000*
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado 16)000
Orlandys de cores, lindos padres, vara 19000
Manguitos de cambraia lisos e bordados 9
Tiras e entremeios bordados 9
Mantas de blonde brancas e pretas 9
Ditas de fil de linho pretas 9
Chales de seda de todas as cores 9
Lencos do cambraia de linho bordados $
S900
GRANDE AIUIAZEI
DE
:,

1 i
i:
g
:
:
;'.
'.
:
<:
i)
don. 46.
\ Ricas sobrecasacas de panno fino pretos 3
: e de cores a 2S3, 30& 35f, tambenr temos S
! 1 paletots dos mesmos pannos a 22j e 21$, a
t: paleiols de casemira de cores de muito;-;
bom goslo e finos a 12j, Hfl, 16$ e 18, di- U
l; tos do panno preto para menino a 18$ e -j
.: 20J, ditos de casemira de cores a 8$ o 10JJ, i
1: cairas de casemira de cores e pretos e jun- i
' lmente para meninos a 79, 89, 99, 109 e j
1: 123, colletes de gorgurao de seda e case- B
Dre- r?
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
[hores chapes de castor
Botica.
?1 mira a 5$, 63 e 73, paletots de alpaca p
; tos de cores saceos a 49, ditos sobrecasacos
M a 79 e 83, ditos de brim, de esguio e de h
' fusto tanto brancos como decores a 4j, ['
',.: 4^500, 5je63, calcas de brins brancos mui- S
1 ; lo linos a 5g, 63 e"79, colletes brancos e do S
1 i cores a 3J e.3500, camisas para meninos '$
: de diversas qualidades, calcas de brins de f?
:i cores finas a 3$500, 4$ e 5, um rico sorli- 5$
i ment de vestidos de cambraia branco3 \\
bordados do mclhor gosto que lem appi- "
recido a 289, manteletes de fil preto e de
TJartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands,
Vermfugo inglez. s
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Halloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modi :o
preso.
Ferros de engom-
mar econmicos
A SgOOO.
tambem lingem-se
quaiquer hora.
4 28000 cada duzia.
Ra do Rueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2# u duzia*.
Cobertas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tambem se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca preta pelo baratissimo preco de 320 rs.
o ce vado, brim de linho branco trancado a 19 a
vara, ganga franceza de cor para calca e paletots
a 500 rs. o covado, lencos de cassa "de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2$500 cada chales.
Ra do Queimado n. 19.
Chales de merino estampados a 2g500.
Algodo monstro cos 8 pal-
mos a 600 rs. a jara.
Vende-se na ra do Queimado 1. 19.
Cambraia adamascada.
Vende-se cambraia adamascada r#ra cortinado,
de lindoslavrores: na iua do Queimado n. 19.
Bom e barato.
Vende-se espermacele em libra a 640 rs., tou-
ciriho a 360, ervilhas a 160, passas a 480, man-
leiga ingleza a 800 rs., dita franceza a 560, chou-
ric.as a 000 rs., batatas a 40 rs., doce de goiaba
a '18 o caixao, ceblas a 800 rs. o cento, painco
a 160 a litara, por baixo do sobrado n. 16, com
oilao para a ra da Florentina.
Peimas de a(o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalve3, as verdadeiras pennas
de ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
scrdecalygraphia Gnilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1&500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito- de seu autor como pela acei-
tado que gcralmente tem lido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conheciraenlo do publico declara-
se que o verdadeiro con'.m no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprielarios, e no falsifica-
do esta lithographada. -
Attenco.
Vende-so una mulata de 20 e tantos annos,
com 2 lindas mulalinhas, qor motivos de fami-
lia, a qual sabe engommar muito bem, coser, fa-
zer labyrinlho e cozinhar : quem pretende-la,
dirija-se ao paleo do Tergo n. 16.
k
mmm
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borz.eguins que Ihe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
I duzindo-os ao preco de 7S000
Oleado de
cores.
VenJem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por prego commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. l'eij, .
4TTEN(!iO.
Vendem-se saceos com fardo do Lisboa, sac-
eos grandesi o superior qualidade, por menos
prego que em outra quaiquer parte : na ra do
Rangel n. 62 armazem da porta lar a.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
[Roupa feita.)
Ra Nova n. 49, jimio
aigrejada Conceicdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou-
pas feitas, como srjam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletots c
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
i zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
! gas de casemira preta e de cores, ditas de
> merino, de princeza, de brim de linho
! branco e de cores, de fusto e riscados,
caigas de algodo, cqlletes de velludo
preto e do cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento do roupas
para meninos de 6 a 14 anr.os ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromplaro outras a goslo do
comprador dando-se no da convencio-
nado.
WWi i^il?ig^'Br*y^TilaiTift*ttJiHiy ^gle"rt
MRif MR BM SSM M MN MR Effi M
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recenliraenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
J
em grande sortimento para
honiens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos-francezes de superior qua-
lidade a 650rj,7 e 83, ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7g, 9 o 10$, ditos de lonlra pretos e
de cores, muito finos a 65 e 7$, ditos do chile a
3g5oO, 5, 6, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran- Selim liso de todas as cores, covado
-'Chitas francezas claras
vado a 260 e
Panno prelo e de cores de lodas as qua-
lidades, covado 9
I Casemiras idem idem idem 9
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a fcjOOO
Chales de touquim brancos $
' Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as o^ualidades $
jEufeilcs de vidrilho rancezes pretos e
de cores 3&50o
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores )>
: Saias balo de varias qualidades 6&000
| Chapeos francezes finos, forma moderna SjaOO
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas-francezas, peitos de linho e de $
algodo lirancas e de cores y
Ditas de fusto brancas e de cores f
Ceroulas de linho e de algodo y
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas %
Dilas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino *
Velludiiho de cores, covado .
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de u-'as de
seda bordadas, lisss, para sahoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lengos de seda rxas para senhora
Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Tafel rxo, covado
Setim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
1*600
' 320
1&200
700
2g000
ljOOO
9
8$000
2500
2SO00
IjOOO
S500
DB
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Longos de seda de gorgurao pretos
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
tos para senhora a 153, ricos enfeites de i
& froco de velludo goslo melhor que lem ap- $
1 parecido a'lOft e 12J, e outras muitas fa- F;J
ia zendas e roupas feitas que com a presenga i
t.-i do freguez se far pateule.
I Casacas para a quaresmaf
fi Neste mesmo estabelecimento ha um M
p. grande sortimento de casacas pretas, as- |
sim como manda-sc fazer por medida a von- ?i
6? lade do freguez, escolhendo os mesmos os 3
fi: pannos a seu goslo sendo os preeos a 35# S
^i e 40.
Camisas inglezas
Temos novaraentc chegados: ricos vesti- jj
j dos pretos bordados a velludo a90g, ditos
-i bordados .a seda a 75 e 60, assim como
S ricos manteletes prelos da ultima moda a 'A
16j,2Oe30. :>
u ss: j:j:.............:'""" 3^:^2^^:32*3*
Attenco.
Vendera-se c concertam-se cairinhos de mo :
na ra da Concordia confronte a reflnago.
Milho e farelo a
i
5j5i)9, saceos grandes : na ra Nova n. 52.
ATTENCO O PUBLICO.
Vende-se urna cami franceza de Jacaranda,
nova : na ruaestreita do Rosario n. 16, primeiro
andar.
I 45Ra Nova45
Variado sortimento t leques de san- #
@ dalo a 10*000. n m
Cabra bicho.
Vende-se urna com muito e bom leite, tendo
dous cabrittnhos ; a tratar na ra cstreita do
Rosario n. 31, primeiro andar.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra* da Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135. .
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n.5.
Dita daPenha nl6.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dila do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
DitaDireila n. 72.
Dita daPraia n. 28.'
Dita d Praia n. 46.
Dila do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
[Dila da Im eratriz n, 10, 'armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite & lrmo, em lodos
estes lugares do-so por um u dous "das paca
experimentar-se. *
Aviso as pravas do 1.' esquadrSo do
ca vallara.
Chegou loja de Guimarcs & Lima, r a es-
quina da ra 4o Crespo, casemira mesclada pro-
pria para caigas do mesmo esquadrao.
Balcao
Vende-se um balco de amarello era muito
bom estado, proprio para quaiquer eslabeleci-
menlo, c se 4 por prego commodo : na ra c
Cadeia do Recife, loja n. 23.
Vendem-se 20escravos de ambos os sexoo
com habilidades ousem-ellas, tanto o prazo es-
tro a dinheiro, e por prego commodo : i a rni
Direita n. 66.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trance.llins e cadeias para os mesmos,
deexcellente costo.
** Elegancia
Bonitas e alegantes caixinhas com
amendoas para brindes : vende-se na ra
Nova n. 45, no armazem de fazendas e
modas de Paria & C.
SS^ No mesrao estabelecimento so ven-
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condeca d'Arc a 4$500 rs. o
corle.
Loja da boa f, na ra
da Imperatriz n. 74.
' Vendem-se verdadeiras luvas de Jouvin muito
novas, brancas, prelas, tr de canna, para ho-
mem e senhora, a 2$400 o par, pretas de retroz
com palmas de vidrilho a 1$600, ditas de seda
enfeiladas a 23200, lisas a 1&280, ricos penles de
lajlaruga virados muito fortes a 10$, ditos sem
serem virados a 4$, ditos virados imitando tar-
taruga a 1&60O, ricos enfeites de vidrilho pretos a
3$ e 4$, espartilhos de linho com carreleis a 6ft
cada um, ricos leques imitando marfim a 2^500,
ricos manguitos com camisinha e gollinha de
cambraia bordados a 69 o par, manguitos com
gollinha a 4 e 5, camis com gollinha a 3# e
3J500, gollinha de bordado aberlo para menina a
senhora a 800 e 1$500, agulbas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfineles em caixinha de
cabega chala, brancos e pretos, ricas franjas pre
las com vidrilho, dilas sem vidrilho, pretas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, la, linho, eales de cores e brancos, lesou-
ras, caivetes, facas, garlos e colheres de todas
as qualidades, sapatos de raarroquim e couro de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muitos mais objeclosque se vefl-
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se quai-
quer obra tanto de Cerro fun-
dido como batido.
SYSTEM MEDICO DE II0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleigo, mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operagoes e ef-
feilos; pois busca e remove as doenga3 de quai-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
quesejam.
Enlre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que ji estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem enlregar-se a de-
sesperago ; fagam um competente ensaio dos
efcazes efleitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguirrtes enfermidades :
des, para homens e meninos, de 2J500 UTfi- '
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da Ierra, de# diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- i
ninas de escola, chapelinascom veo para senho- j Um completo sortimento de roupa feita
ra, muito em conta e do melhor gosto possivel, 8endo casacas, sobrecasacas, paletots,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- colleles, calcas de muilas qualidades
tes para cabega, luvas, chapeos de sol, e outros de fazendas
muitos objeclosque os senhores freguezes, vis- Relogios e obras de ooro
la do prego e da qualidade da fazenda .nao dei- | Cortes do casemira de cores de 5 a
xarao de comprar; na bem conhecida toja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. deB. Feij.
1$600
I
325
J640
I
lflOOO
12J00O

Vendem-se fazendas por barato
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, era pega e a reta-
lho : na ruado Queimado loja
portas n. 10.
de 4
Algodo monstro.
A 600 rs. avara.
No armazera da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodo cora 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodo serve
para toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
1,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho: nos armazens de Tasso
dem por menos do que em outra quaiquer parle,
babados bordados para manguitos e calcinhas de
meninos.
mimm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 0 senhora,
de um dos melhores fabricantes da Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Soulhall Mellors it,
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses. '
Debilidade ou extenua-
ra.
Debilidade ou falta de
forgas para quaiquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca. ITumores.
Herysipela. ITico doloroso.
Febre biliosas lUlceras.
Febreto internitente. Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hesaanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada ama
dellas, conten urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar_destas pilulas.
O daposito geral 6 em casa do Sr. Soum
phafmaceutico, na ra da Cruz n. 2J, em Per-
nambuco.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacdes.
Irr eguaridades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Nova invengo aperci-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & lrmo.
Ra do Queimado n. 37.
A SOS cortesde vestidos de seda que custaram
60; al6cortes de vestidos de phautasia que
custaram 305 ; a 8g chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado-n. 37.
Brim trancado de linho todQ
preto,
garante-se que
fazenda muito superior;
desbota: na ra da Cadeid do Recife n. 48,
nao
lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37', loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te: Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farioha de mandioca
nos armazens de Tasto ti Irmios.
ilbo
I nos armazens de Tasto & Irmos.
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. m
e 4 urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4# o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livrarl n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado i$600
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade,-para vestido, covado 2^000
-Grosdenaple preto, covado 1J800
Dilo largo emuilo superior a2}e 2^500
Sarja preta larga, covado 2$00C
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Conlinua-se a vender fazendas por baixo
% preco at mesmo por menos do seu valor,
ar de liquidar conlas : na loja de 4 portas
narua_do0ueiraado ikIO.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhstn 4 C, var
quetas de lustre para carros, sellins e silhes ini-
glezes, candeeiros e- castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios-d'ouro patente iclezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas e riscadas: vende-se na loja de Leite
& lrmo na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
o engenho Aremun silo na freguezia da Esca-
da, no.limite do Cabo, -arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e fdrte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado tora,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Soulhall Mcllors & C, ra do
Trapiche e. 88, vendem-so os seguintes artigos:
Chumbo d munigao sorlido.
Pregos de todas as dualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dilo de Mosclte em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de oro e prata, patente e chronomc-
trps, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancnlins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
L4I 1711 AT\r\
*


' T"
DIAM DE PEHN1MMJC0. -'SEGUNDA PIRA W ABBILDE 18W.
no
rcsso.
HMfS Mili
--largo ila Penha-
Manteiga perfeilaTnenlo'flor a 800 rs. a.libra e em barril se far mais algum batimento.
._ Queijos muilo HOYOS
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abalimeuto uaicamcnte no armazem Progresso.
Ame i vas fraucezas
PrUresso flha CamPoleiras ** vidro a 90Qrs., e im porgao se far algum batimento s
Cartocs uc boliunus
muito novos proprios para mimos a 500" rs., e era porcao se far nlgum abalimentos no Prog
Figos de comadre
um CpareXohcommodS!emenlC Cnfciladas e proprias P"a mimos s n0 Trogresso e cora vista se far
Latas de soda
com 2 Ir] libras de diflercntcs qualidadcs a 1600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se unicamenie no armazem Progresso.
Rolacuiuua inglexa
Muito nova a 320 rs. a libra c barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
no Progresso.8 propriaspara m^S* ou outro qualquer liquido de 400 a 1J200 rs. cada um, se
1 Avoeolale fraucez
nsauAmt'lT^'m? ven2-se os seguirnos gneros ludo recenlerrtcnle chegado c de s.iperio-
KicMle L^'hS V I80 rS' "bra' Ch0urisa muit0 nova' mar[*<** <>o nais afamado fa-
cnamendo,.hoT5' l0!?"16' Peraccca'J"*"' fructas em calda, amendoas. nozes, frascos
paro conservas T,l c,onfe"n' pasli,la? do varUsqualidades. vinagre branco Bordea.u proprio
mTmuito fin, ,r,ha.i?l0Sfd0" melhorc fincantes de S. Flix, niaras de todas as qualidades. goni-
ipermacplP h'r,i r fr3,neezos- champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas, I
iouumttn !. k" rancczcs "i1"10 fin,,s. marrasquino de zara, azeite doce puriUcado, azei
mlhadoi Lri banl'a,dePorco refinado eoulrosmuito gneros que encontrado tendente a
rromniPm mni f Prometem os propietarios venderero por muito menos Jo que outro qualquer
se viessem nMft,i *"vinm "qfa peasoaa que mandarem poroutras pouco pralicas como
aueiram m-i.?tCn : roanl 'ambeni a lodos os sonhores de engenho e senhores lavradores
o aconddoaraen"o encommendas no mazera Progresso que se Ihcs afllanra a boa qualidadec
Verdadera goma de mala vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para denles a 200 rs. o maco ora 20 macinhof. s no Progresso.
CUfc uysou, perilla e preto
os melhores que ha no mercado de 1*600 a 250O a libra, s no Progresso.
Passas em eaixiuhas de 8 libras
as mais novas que tcm vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2$5G0, s no Trogrosso.
Macas em eaixinlias de 8 libras
contendo 405 qualidadcs povide, grSodebico, eslrelinha, aletria branca e amarella c paslilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um preco commodo.
CUourieas e palos
USi^p" Jo^rmodo1!0 a mercad0's D0 PrSresso- "flaneando- a boa qualidade e a vista.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOg sus.
D,ia.tCT Aa ?-Sta ~A-/-rtd,? Caatilho-A. Gil-Alexandre nerculano-A. G. Bamo-A Guima-
raes-A. de Lima-A. de Oliveira Marreca-Airea Branco-A. P. Lopes de Mendonra- Zr
Cuh f rren7h MXHS-Cd? ""-Leandro Jos da Costa-Luiz Filippe Lei?e-Lu Josd
^l-^^ Ar^^0^^'m^t0lMoVm^y^m Jos Silveira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvamoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganioo.
v>lk.fii?mtn?f d^ resumi,r ,odas as anas omovimento jornalislico e a offerecer aos leitores, con-
gamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
J^i^iT^a^' 8 SS or)8,nae8 sobre qualquer destes assumptos, o archivo universal,
desde Janeiro de 1859, em que comegou a pubhcar-se, tem satisfeito aos seus ns, com a maior
exacIhtoD.e regulandade. *
m Jm^'T,"8 a? sesu,,da.s iras e,m f?lhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um Totume de>420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se to escriplorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nora n. 8.
braseira) assignatura: pelos Pa1ueles V8Por 10^200 por anno ; por navio de v.ela 8J [moeda
Ha algumas colleccoes desde o comego da publicagao do jornal.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. LoboHoscoso,
wmm ipmttsiikid a winuMi.
3 RA DA GLORIA, CASA DO FUNDI 3
Clnica por amaos os systemas.
Augusto & Perdigao
Com loja na ra da Cadeia do
Recife n. 23, confronte ao
Reeco Largo.
Desejando fazer conhecido seu novo eslabele-
cimento offerecem aos seus freguezes um com-
pleto sorlimenlo de fazendas de moda, finas e
mais'inferiores, pelos mais comraodos precos
quelites sao possiveis. e compromeltera-se man-
dar levar as casas das familias quando queirara
cscolher a sua vonlade.
Entre muitas fazendas mencionamos algumas
como sejira a-, seguintes !
Ricos cotes do vestidos de seda bordados a vel-
ludo birra uquille.
Ricos coitesdo vestidos de seda estampado de
duassiias.
Poloneza i prclas de grosdenaples o mais moder-
no e proprio para senhora.
Ditos de zorgirao imitaco de casaveque po-
rem m tito comprida.
Manteleli.'S prelos bordados a seda.
Ditos pretos bordados de vidrilho.
Dnos de Tilo de linho.
Pelerina.' de fil nfuito moderna.
Taimas jreta de novo gosto.
Mantelei('s,delorcal de seda froxa de dilTerentes
cores (i este urna fazenda inleirameJte nova.)
Lindos curtes de vestidos, de phanlasia de ba-
ados.
Ditos de gnze de l e seda duas saias.
Camisas lie linho para senhoras.
Saias baiio rendadas, ditas de mussulina e ma-
dapoln, tanto para senhora como para me-
ninas.
Sajas bal5o de dous saiotes cera 4 ordciia de
bico
Pentes d. tartaruga de differente goslo c supe-
rior qualidade.
Chales d< caxemira de cores.
nicas capas bordadas para baplisadode criancas.
Como ou ras muitas fazendas que se farao lem-
braraos compradores.
ViiIiu de Bordeaux.
_.Em C3,sa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Lruz n. 10. encontro-se o deposito das bem co-
nhocidas marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
c dos Sis. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Eslph.
St. Julicn.
Margaux.
La rose.
Chteau aoville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Juliec. .
St. Julier Mdoc.
Chteau Lcoville.
Na mesina
vender:
Sherry em barra.
Madcira em barris.
Cognac en barris. qualidade fina.
Cognac en caixas qualidade inferior.
Cerveja tranca.
NaruaPova n. 35, vende-se farinhn de
mandioc a dinheiro vista, pelo baratissimo
prego de 5S60O a sacca
Vendem-se libras slcilinas em ouro: no
escriptono de Manoel Ignacio de Oliveira. de-
fronte do Corpo Santo.
Tachas e moendas
Braga :5ilva &C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorlimenlo
do lach!se moendas para engenho, do muito
acredilac o fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeno-toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-se pt^as de algodao encorpado, largo
com pequeo loque de avaria a2g500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fixag bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 68 a peca, e 160
rs. o colado.
FABRICA
(i)
a pela manha e de tarde depois de 4 horas,
a cidade como para os engenhos ou outras
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os .
Contrata partidos para curar annualmente nao s p
propnedades ruraes.
encianS?!!^ "J dJF8idos u casa '/ aa 10 horas da manha e em caso de ur-
Seasn. o alI12 hra 1 dl11 U da n0lte sen(lo/por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa. }
metterI5euU,X'?e>nlO,f0re? d= u$nc*- as P,e> residentes no bairrodo Recife poderao re-
melter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de Irnos do Sr Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha
montosS^^^ eos melhores medica-
Kscadee241?itosbos.gr.andes: :......' jas
Ditos de 36 ditos......'.......waM
Dito de 48 ditos.......> .'.....[fX
Ditos de 60 ditos....... \' ZXXXX
Tubos avulsos cada um......i ', ""V?
Frascos de linduras. J ".".*.".* ." 2Q00
Manoal de medicina homeopathica pelo jbr.' Ja'hr 'iraduzido
em portuguez com o diccionario dof termos de medi-
cina, eirurgia etc.. etc. I.......
Medicina domestica do Dr. Hering, comldiccionario! '. ',
Repertorio do Dr. Mello Moraes. .\ .
20000
10JOOO
6S0OO
CASA DE BANHOS.
mLor commodidade e' econn'i tan,f.m do l' de novembro. em vante, contratos mensaes para
^tos sacrificios pubhco de 1uem os Propnetarios esperara a remuneraSab de
Assignatun de banhos fros para urna pessoa por mez.....OJOOO
c,.; !L__i... v ,morilos, de choque ou chuTiscos por mez laOOO
Senes de cartoes e banhos avulsos aos oreos annunciadoi. ^^
1
FUNDIQAO D AURORA.
___. Seus propnetarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao tfublico em spral toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido esiabelfcimento a aatar-mafMnaWVanor d
todos os lamanhos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou pm"cbo'a^de madeira moen!
*?'? ""<*, tachas de ferro batido e fundido de tod^ oV tUanhos ^9^8 TuinI
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinaa oa msi S
daoca e para descarocar algodao, prengas para mandioca e oleo i ridn iortoM rZi ccZ
Humnas e momhos de vento, ar'ados, cultivaJoies, pontes, taldeirj' ^tanq'ue's boias8 Viren
botes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra seja JSS f& sua natreza nffos'
desenhos ou moldes que para tal flm forera apresentados Recebera-se encommendas nrti ffi
ST^,r,rUfd ?tU,m2\98 A na rua d0 Collegio.hoje do Imperador n! ?HU do cSl
casa ha para
2,000
Luvss de pellica Juvin brancas e de
cores para limem e para senhora : ta
rua do Crespo loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Rua ireita n. 76.
Vendem-se tres escravos pecas, sendo urna
prela de 23 aunos de idade, urna rmlalinba de
lo, e um mulatinho de 18 a 20 annos, cores bem
escuras, thegados ltimamente de Garanhuns.
Vendem-se palelols de ganga, caigas e col-
letes de :asemira pretos com o forro bordado,
muito bem feilos, ditos de brim de diversas qua-
lidades 5g f 40 : ospretendenles podem diri-
Kir-se no arco da Conccico, que ahi ncharo Ma-
rianno Francisco de Oliveira, alfaiale bem conhe-
cido, para Ira ar do ajuste, que se quizerem, ven-
der por alarido.
Fazendas de gosto
para a quaresma.
Vende m-sc na nova loja da rua da Cadeia do
Recife n 23, confronte ao becco Largo, asseguin
tes fazendas :
Cortes de vestidos pretos bordados a velludo
com barra aquille.
Ditos pretos bordados a velludo imitando
aveulal.
Diios ditos bordados de seda, de duas saias.
Mantas pretas de blondo.
Ditas litas de tilo de linho.
Manteletes pretos de fil de linho.
Pelerinas pretas de fil de linho.
Talm.-s prttas de fil de linho.
Manteletes pretos de grosdenaples bordados de
seda e tidrlhos.
Ditos pretos de grosdenaples com duas ordens
de bicos de litiho.
Pelonezas superiores pretas de gorguro, pre-
senlemnle c mais moderno e proprio para se-
nhoras. Nesle novo estabelecimenlo existe gran-
de quanlidadede fazendas modernas e de gosto,
que se fir o prego vista dos compradores ; pa-
ra casa de familias mandam-se amostras : na rua
da Cadeia n. 23, loja de Augusto & Perdigao.
O Demonio Familiar.
Vendo-se osla excellcnle comedia, na rua da
Cadeia t o Recife n. 11 ; bem como a Corda Sen-
sivel !9 ou Honra e Gloria.
E sem exemplo.
Borzeguin< para senhora (dengosos) a 4J500.
Ditos para dita (inferiores) a 4$.
Ditos para homem (chique) a 6g
Bonetes pira meninos (muito lindos) a 1J280.
Sabor ele f rom a tico, duzia a 1$.
E outras muitas qualidades de calcado por ba-
rato prego, que s com a vista se desenganaro :
na gran je loja de calcado na rua do Eivramenio
numero 29.
Milho.
Vend ?m-sc saceos com milho superior, por
barato preco : na rua da Cadeia n. 57.
Caodieiros econ-
micos.
Contina estar venda um completo sorti-
menlo (e candieiros econmicos, pela experien-
cia j onhecidos. assim como tarabem contina
a estar i venda os prepares para os mesmos, em
porgao ) a rclalho, com preferencia, e consumi-
dores q je coropraram na mesma loja : na rna
Nova b. 20, loja do Yianna.
ja DE
fMtrJIElMEA I ffJirJrjA) m MUiL
SiU na rua Imperial n. 118 e 120 jonto a fabrica de sabio
DE
Scbastio J. da Silva dh-igida por Francisco Belmiro da Costa
fde300T3-OttrLrmlS-tOaK8e7pr6 PromP?,s lanibiques de cobre de diffcrentcs dimencoea
SISE t?:F ^Kr&^^^^z
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella fur<. d*ffaSS1 f
arroellas de cobre, lengesdeferroa lalao.ferro suecia inglSe tod. ^as S^^St^ttS,!
epara commodiaade dos freguezes aue se dienaremT^ e perfeigao j conhecida
^uaJ?o:^^
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, rua da Cadeia do
Recie n. 62, ha para vender um completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prata, chronomc-
tros, meioschronomelros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a pregos ra-
zoaveis.
^45HHIAN0YA-"45
Grande sorlimenlo de roupa feta para
homem.
Dito dito do chapeos de castor e de seda.
37 Rua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimenlo um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
lols de panno fino de 16$ al 28$, sobrecasacas
de panno fino prelo e Be cores muito superiores
a 35#, um completo sorlimenlo de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commod, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para hornera a &&,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13#, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem do 4. 53 e at 7$
cada um, ditos de seda e do palha enfeitados pa-
ra meninas a 10fl, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, dilas de palha de Italia muilo finas a
25$, cortes de vestido e seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phanlasia de 16* at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1$500 at 5J>, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, paletots e calcas de 3$500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2*500
al 10$ o covado, cortes de collete de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodao a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 18600 at 3j>200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
'"rticamente bordados a 128 cada um,
Imbraia de linho bordados para se-
12$ cada um, ditos Usos para ho-
muito superior, de 12 al 20$ a
de cores para coeiro, covado a
de seda para- vestidos, covado a
:ompleto sortimento de collelesde
gorguro, csemira prela lisa e bordada, e de
fusto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, panno's
para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2&800
o covado. bandos para armaco de cabello a
ltOO, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende Tontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
de casemi
lengos de
nhora a 9
mera, a
duzia, case
2$400, bar
1JJ400, um
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimenlos, meias
de seda ittglezas de peso e mais inferiores, bran-
cas c pretas, por pregos commodos : em rasa de
Ilenry Gibson, rua da Cadeia do Recife u. 62.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C. ru>
oo vigano n. 3, uro bello sortimento de rcloaio<-
de ouro patente ingles, de um dos mais la-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
vanedade do bonitos trancelins para os mesmos.
Emcasa de Borott AC, rua
da Cruz do Recife n.5t vn-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodao americano trangado.
Presuntos para fiambre.
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior ouali-
dade. ^
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam ;
o muito afamado licor intitulado Morring Cali
fcherry Cordial, Mettt Julop, Bilters, Whiskey i
C, tudo despachado ha poucos das.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs a garrafa : na
llvrana ns. 6 e 8 da praga da Independencia.
Espirito de viiihocom 44
graos.
Rua Nova n. 34.
Madama Rosa Hardy acaba de recober no na-
vio Berthep um lindo sortimento de fazendas
vindasem direitura por sua conla, ricos chapeos
de seda com veos, sorlidos, de cores, para se-
nhora, lindos chapeozinhosa Garibaldi para mo-
gas de 8 a 13 annos, chapeozinhos de baplisudo,
um grande sortimento de manteletes do ultimo
gosto do prego do 259 at 55J, lindas mantas
pretas para cabega, enfeiles de vidrilho para se-
nhora, ricos corles de vestido de seda brancos,
pretos e de cores, grosdenaples,de lodas as co-
res, capellas as mais modernas para noiva, bai-
les e thealros, luvas de pellica para hornera e
senhora, ricos loques, bouquet, flores, osso e
madreperola, um grande sortimento do chapeos
de sol de todas as qualidades, vestidosde baplisa-
do, perfumara, espartilhos.chita, cambraia bran-
ca e de cores, musselina branca, orgaudys, ma-
dapolo, e muitas outras fazendas que se vendem
muilo em conla.
Para bales.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vende-se pega com 50 metros de aslia para
fazer bales a G-3, luvas de seda e bico com vi-
drilho a 2$ o par, ditas de cores a 1$200 al 2,
ditas de pellica branea a 2#, louquinhas de la
muilo lindas a lj> o 1$200, sapatinhos de la e
merino ricamente enfeitados.
Laa para bordar.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vende-se la muito fina e de todas as cores,
pelo baratissimo prego de 60 a libra.
Figo especial.
Na rua do Cabug n. 1 B, vende-se riquissimo
figo em caixinhas de 8 libras a 2$.
Linha do gaz.
chegada a loja da aguia de ouro, na rua do
Cabug n. 1 B, a superior linha do gaz, em cai-
xinhas com 30 novellos, que se vende pelo bara-
tissimo prego de l$20O a caixinha.
Pa*a igrejas.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1-B, vende-so volante largo o csU-eilo, trina e
gales de todas as larguras, que se vende por ba-
ratissimo prego.
Calungas.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B. vendem-se boneclas de choro a 500, 600,
700 c 800 rs.. boneclas de massa e de cera rica-
mente vestidas, esplngardinhas, espadinhas, tara-
borzinhos proprios para meninos, apparelhos pa-
ra almogo e para jautar para bonecas.
perfumaras.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vendo-se superior espirito de alfazema, a
garrafa 500 rs oleo de babosa proprio para con-
servar cabello a 500 rs., a verdadera agua de co-
lonia em garrafas grandes a 1S500, dita em gar-
rafinha ou frasco quadrado a 500 rs., frasquinhos
muilo lindos com palchouly a 800 e 19, agua do
oriente em garrafinhas enfeitadas a H500, vina-
gre aromtico proprio para dr de cabega a 19200,
os verdadeiros pos para denles em frasco do vi-
dro a 600 rs., banha de urso e de outras muitas
qualidades, que vista do freguez ao far todo o
Degocio.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa: na rua larga do Rosario n. 36
Os couxeiros.
Vendm-se saceos com milho a 4 cada sacco
na rua doRangel n. 62, armazem da porta larga
= Vende-se urna preta crioula, de 30 a 35 an-
nos, perfetta lavadeira.de roupa, com principios
de cngomraar, e outras habilidades, que s com
a presenca do comprador se dir, por prego mui-
lo commodo : na rua Oova n. 20.
Vende-se urna porgo de sola, chegada l-
timamente da Granja, de muilo boa qualidade e
pregos muito commodos: na rua Nova n 20
loja do Yianna. :
Fabrica e loja de chapeos na
rua Nova n. 44, de Christia-
ni e Irmo.
Receberam pelos na ?os cliegados l-
timamente do Havre, um escoltado
sortimento de chapeos e bonets, como
sejam chapeos de castor preto (Velours
Zephir), ditos de castor branco, ditos de
maca francezes de ultimo gosto e supe-
rior qualidade, bonets de velludo e pa-
lha para meninos, ditos de panno oara
homem emeninos.chapeos de palha es-
cura para senhora e meninas, ditos de
feltro enfeitados,tanto para senhora co-
mo para meninas.tudo do ultimo gosto ;
no mesmo estabelecimento ha um gran-
de sortimento de chapeo? de palha da
Italia, escuros e ama re los e chapeos do
Chyle a preco de o# a 60$ e outras mui-
tas qualidades de chapeos e bonets,
vende-se tudo por precos razoaveis.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, exceHentes por sua durago, levesa e com-
niodidade para os animaes : em casa de Henry
Gibson, rua da. Cadeia do Recife n. 62.
-- Vende-so urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guind, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Bb7aC'r. e T, ""* en barris de 200
libras, em casa de Tasso Irmaos.
TI Hn e suPer>r linha de algodao, bran-
cll. de Seuethal.V?1Ve,V' Para c091"" : cm
n 38 MellorA C. rua do Terrea
Superiores chapeos de manilha.
Estes exceHentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duragao, sao preferiveis aos do Chi-
,? ; "l*!fra venda uncameiite em ca.a do
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recite n. 62 cor
prego commodo. r
Attenco.
enae-se urna prela com urna cria, a qual co-
zinha, engomma, cose, marca, fjz labyrintho,
boa enfermeira, omfim sabe fazer com perfeigao
lodo o servigp de urna casa de familia : na rua
aa Imperatriz n. 9, segundo andar. Na mesma
casa se vende urna mulaliuha muilo geilosa, do
0 annos de idade.
Esposices de metaes.
Grande sorlimenlo de melaes de todas as qua-
lidades, chegados uHimamenle da Europa dos
mais lindos modcllos que so podem en o'nlrar
para servigos de cssa, de .almogo e janlar por
pregos muito commodos : na rua Nova n. 20 lo-
ja do Vianna. '
Na loja n. 4 da praga da Independencia,
vendem-se os seguintes calgados :
Rorzeguins para homem a 68000.
Ditos para senhora a 33.
Ditos para meninas a 2J500.
Ditos para criangas a 2
Sapalos de cour do lustro para homem a 69.
Ditos de bezerro a 4g50O.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Mosccso continua nos
seus trabalhos medico?.
Vende-se. por ter de moer a vapor, urna
porcao de animaes de roda, novos, gordos o
bous, e mesmo urna moenda ; qiiem precisar,
dirija-se ao engenho Paraizo da ficguezia de Mu-
nbeest que achara com quem tratar.
Vendem-se libras slernas em nuro: no
escriplorio de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Vende-se por prego commodo 12 cadeiras,
1 sof, 1 mesa de meio de sala, 2 consolos,
cama franceza, tudo de amarello, c com pouco
uso, assim como 3 mesas para engommar, 1 ap-
parelho de porcelana para cha e meio dito azul
para mesa, I par de lanlernas, 2 compoleiras e 2
garrafas brancas, o tambem se troca um rico ora-
torio com imagern : na rua do (Jucimado, loja
numero 14.
Vende-se um caixao prin-
cipiado
para duas casas, assim como se fenda a meiagao
do oitao dobrado da casa parede-mcia, no Cam-
po Verde confronte ao oitao do sobrado do Sr.
Joauuim Iguacio Ribciro Jnior ; a tratar na rua
da Imperairiz n. 78.
numero 8
Dtalas em gigos de 40 libras a S00 rs feiio
amarello a 13 e 145 o sacco.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Asscmbla,
armazem n. 9.
Cebla nova.
No amigo deposito de assucar da rua do Viga-
rio n. 27, ha para vender ceblas de mllio e
solas, chegadas ltimamente do Porto, as me-
lhores que ha no mercado, e vendem-se batatas
pora acabar, assim como saceos com feijSo ama-
rello, de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias, o
mais barato possivel, e muito novo, e sardinhas
em barricas, muito novas.
Vende-se superior vinho de Rordeaux em
quarlolas o em caixinhas de una marca muilo
acreditada, cerveja em caixas de unja duzia, \-
ithode champagne excellento, velas de esperma-
cete e urna pequea porcao de ferro da Europa f
na rua do Trapiche n. 11, em casa de Tisset-
Freres.
Meias.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug
nr IB, Tendera-se superiores meias tanto para
senhora como para homem, ditas para menino e
ib enina, que aflangamos vender por baratissimo
pego.
Vende-se ou aluga-s urna escrava com
bom leile e algumas habilidades : na rua Dircila
numero 66.
Nova fama.
Toucados de velludo e fita.
Ricos toucados de velludo e fita, lodos engra-
zados a retroz, obra do ultimo gosto, chegado a
este mercado pelo baratissimo preco de 6ft e 8fl :
na rua do Grespo, loja do miudezs de tres por-
tas o. 5.
Enfeiles de yidriiho.
Enfeites de vidrilho, o melhor que tem appa-
recido a este mercado, tanto em gosto como em
qualidade, pelo barato prego de 3, 4, 5 o 6jJ ca-
da um : na rua do Crespo, loja de miudezs de
(res portas n. 5.
Leqnes de sndalo
Ricos leques de Sndalo, o melhor que se po-
de encontrar, para senhora de bom goslo, pelo
monos prego do que emoutra qualquer parle : na
rua do Crespo, loja do miudezs de tres portas
Para a quaresma.
Lavas de lorcal bordadas a vidrilho, obra do
ultimo gosto. pelo.baratissimo preco de 1|800 o
par, ditas sem vidrilho, bordadas a retroz, a
19280, ditas para meninas a 1f o par, tanto de
seda como do retroz : na rua do Crespo, loja de
miudezs de tres portas n. 5.
Pintes de massa.
Ricos pentes de massa Tirados, todos dourados,
a milagao de tartaruga, tanto em desenho como
em gosto, pelo baratissimo preco de 3j cada um:
na rua do Crespo, loja de miudezs de tres por-
tas D. O.
Attenco.
Na rua das Cruzes n. 21, vende-se mante'ga
ngleza a 640 rs. a libra, toucinlto de Lisboa a
320 rs. a libra, ludo muito superior.
Em casa de Basto & Lemos
rua do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chun>boem fenec.
Gannosde dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez core todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes de zinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de Crystal.
Enxore em caixas de 3 arrobas-
.Vlvaiad de Veneza.
Cordoalha para apprelliosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas diverjas.
Banneiros de marmore.
fallas de barro vidrado.
wmA SIHl
Vende-se cebla sola por baratissimo prego :
no armazem da rua do Amorim n. 46.
Escrayos fgidos.
No dia 6 do corrente fugiram do engenho
UchOa o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, falla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denagao An-
gola, cor fula; alto e seoco, sem barba, tem nos
bragos signaes de vaccina, na testa urna cicatriz
em forma do meia la, eem cima de um dos ps
urna sicatriz que repuchou alguma cousa a pello,
tem a falla descansada, bem feilo de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es-
cravos levaram caiga de algodao azul trangado o
camisa de algodao de lislra, alem de mais roupa
que possuiara, e suppe-seque rcuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlao do Sobral do
onde o priraeiro natural: a quen, os aprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abanto assignado, no dia 18
do correle, urna sua escrava da Costa de nome
Hara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma traz-r um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as raaos foveiras, proveniente do
wlor de figado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, porranto, s autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo ercais pessoas do povo,
a apprehenao de/dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, n roa do Queimado n 2, ou casa
4a sua residencia na rua da Florentina defronto
d coebeira, do Mr. Sr. tefffnle coronel Sebas-
tio, qne sers generosamente recompensados.
No dfa 9 do correte mez fugio da fabrica
de sabio de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, erionlo, cor bem prela,
nariz chalo, baixoe um pouco grosso, com idade
de 25 annos, o o signal mais conhecido ter a
falta de um dent na parte de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabio,
na rua do Brum, que seri. recompensado.
r ~*m a *


^TTT
W
-
DIARIO Dt PERNAMBUCO. SEGUNDA* PKRA DE ABEIL DE 1860.
Litleratura
AQIESTAO ROMANA
OU
RESrOSTA AO FOUIETO-0 TAPA B O
CONGRESSO.
Com este Ululo publicou-so rf contrnenle, c
nclo jornal so (eni annunciado um folheto, ver-
tido do iioliano, cuj.i loilura recommendamos,
i : uma --iiuilyse rigorosa c beo escripia do
celebre folhoi..
Faz delle o autor, a idea que nos Bzrmos, o por
ruis di; uma vez manifoslanios ncsiafulha, a sa-
ber : o tullido intitulado O Papa e o Congresso
6 urna pobre piodorc&o, de que ninguoni [aria
caso, se ella naosshira a lume precedida degran-
de pregao.
E nao era pregan, que a inculrasse por grande,
ouyid riqueza do adorno, 011 na magostado do
paso, ou ni gravidade do gesto, ou no esplen-
dor da idea : era um,rumor~quc llio assignava al-
ia origem, urna voz vaga de paternidado duvido-
sa, um echo que repela misteriosas vozes, viu-
das nio sabia donde, o dizendo ao orbe poltico
e 'apa e o Congresso 6 obra do imperador -
patelo, tu pelo menos inspirada por elle.
Se assim nao tora, os jomaos ingle/es limilar-
sc-ham, quando muilo a registraren! aquello pal-
lijo refloxo das brilhanles doutrinas, com que
el! B lein pretendido atumiar a Europa. Folga-
riam do so verom retractados Vquem da Mancha,
e contomplarian com complacencia os progressos
de sua escola.
Mas apenas se isse que era aquillo um mani-
fest destarrado da poltica napolenica, os jor-
raos ingleses prescindiram do direilo, com que
judiara arcusar o plagalo, e com admiravcl Qe-
\il ildade de cortesana esbarrelavam-sc ante o
Hho espurio do grande imperador seu viznho.
Na tranca nao fallaran) cogos senadores que
voltatido-se para as Tuilherias, e apuntando pa-
ra o runelo, pasmados em grandes hiatos, bra-
. Cavam : que magnifico rodorallio!
L; diz esta pobre genlc do seculo que livre,que
iiidepeudeule, que nao se liumilha diantc dos
res!
A Europa dos lempos em que se JaeU va me-
nos do ser livro, fosso qual fosse a origem do 1-
vro, como nao Ihe provassem que era inspirado
por Deus, exeiccra sobre olio a jursdcao de sua
critica severa, curando menos di origem que da
cousa ein si, menos da paternidado que da ndole
du lil'uo, menos da uobreza do autor queda ver-
dade da obra.
Ora islo que dissemos. logo que a obra so pu-
Llieou, o mesir.o que diz o autor da Quetto
Romana.
A linguagcrn em que osla vertido o escripto, 6
vrJadriramenle porluguoza, oque j nao c pou-
cc, ocales lempos em que a liugua poilugueza se
podo di/i'i- que foi proscripta com as antigs tra-
dicocs do nossas glorias.
O autor cometa por expiar os principios que es-
rabelecc o folheto o Papa e o Congresso, e vai
mostrando as transformacocs, por que as mitos
du libi'llisla passam pases principios, as excep-
ces que se fazcm regra, as considerables com
queso atena aforra dolles. ale se lirarem con-
r'.usoes completamente contrarias aos princi-
pios
O libollo finge querer salvo o dominio na-
< tural do Papa, o leva a mira em sua total ox-
< auluragao. esta a lliese que o autor se pro-
pon demonstrar depois de advertir e fazer-que fe
advilla,o modocm quo o autor do folhelu esta-
Lelccendo a razoavcl thosc uma nica forma
convm ao governo do Papa, a do governo pa-
ternal, daqui conclue que romo um pao go-
verna uma familia, e a familia deve ter um ter-
ritorio limitado, se o Papa pao, quanlo menor
i'or o territorio, maior ser o soberano.
E a respeito doste assumpto diz:
Assim argumenta o nosso libellista : o se o
leitor pode conler a indignado vista da hypo-
crisia irrisoria, ou o riso puerldade do argu-
mento sopbislico, perecbcr por si mesmo j qual
o fim a que nos quer conduzir quem desde o
principio comecava por affirmar, quo craindubi-]
tavel a neeessidade da soberana civil dos Pont-
fices. Dcvci reslituir-se a Romanha ao Pa-
pa? pergunta a pag. 21. Depois da theoria pre-
rcdenle claro est, que a separaoao das Homa-
nhas, longe de diminuir o poder temporal do Pa-
pa, dever antes cnzrandece-lo ; porque segundo
ella tanto maior o soberano, quanlo mais limi-
tado 6 o territorio : desorlo que, quando este se
reduzsse a nada, entao o proprio su>erno seria
mximo. Son Icrritoiro est diminu, cela esl
vrai; mais son entoril polilique, en se dega-
geanl d une resislcnce qui la paralysc, no s'af-
faiblit pas, ello grandit moralomcnt. Logo as
Romanhas ujo devem ser restituidas : o islo, no-
le-se bem, o autor nao vo-lo diz por amor das
mesmas Romanhas, mas por que, como bom ca-
tiiolico, nao procura senao a glora da egreja, e
o engrandecimenlo da autoridado pontificia : isto
o que o autor cliamava ao principio consorver
ao Souverain Ponlife son pairimoinc.
Dado osle grande golpe de conciliaro entre
a inlegridadc dos Estados Pontificios e a libcrda-
de dos povos, o libellista cahe na conla de quo o
seu principio merece mais ampia applicagore
se elle o nao prrcebera, ncm dcixaria de o per-
ceber olguem por ello. E, na verdade, seria uma
sem raza" nelle parar to depressa.
So lauto 6 maior o soberano, quanto mais
pequeo 6 o territorio, porque 6 quo Iho deixam
Anrona no cntanto quo so llio tira Rarcnna!
Bologne, Anconc, et Rarennc sepreos do Ro-
mo par une cliaine de montagnes, le caractre
de sos habilanlsct los souvJnirshisloriqucs, u'a-
joutont rein ii l'clat, et o la puissance du Saint-
Sige.
Tirada Ancona, nao sabemos porque so deixa
tia ao Papa, Macrala e Loreto, Frmo e Ascoll,
separadas lambem por urna eordilhoira, o que am-
pliando o territorio, apoucam o Soberano.
Juutem-so, pi, as Romanhas e as Marcas, e co-
mo o congresso do Vienna as deu ao Papa, lire-
lli'as o congresso de 1860, para as dar a alguru
cairo. Ficariam Espolto, Orvilo, Vellelri, Ter-
racina, Civita-Vecchia : mas quem cuida neslas
cidades, quando se trata do Papa? O Papa impe-
rante cm Roma, entlironisado no seu Vaticano,
eis-aqui o que arrebata o mundo em admiracau c
reverencia. Logo..... A consequenca, depois des-
las premissas, nao pode escapar nom a um ceg.
E se queris ouvi-las ao proprio autor, perniil-
ti-lhe primeiro que ajoelhe devotamente aos ps
do Papa, assim como fez outr'ora diantc do Chris-
to no pretorio quem depois estendeu as mos sa-
crilegas para o despojar.
Assim exaelissimamente o nosso sincero
calbolico : elle para maior gloria da egreja, e
para augmento da autoridade pontificia, implora
FOLETOl
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
primeiro do congrosso, que reonlieca, como prin-
cipio cssenrial de ordem europea, a neeessidade
de ter o Papa um poder temporal.
O principio, acresc.enta elle, o que importa
muito mais que a maior ou menor extensao do
territorio.
A respeilo desle, toda a importancia se limita
cidade de Roma ; o resto secundario. Eis-
aqui, portanlo, de que maneira so concilio, de-
pois de tantos osludos, a salvac.ao do patrimonio
com a Hbcrdadc dos povos: lirem-se-lho as Ro-
manhas, porque sao rebeldes; is Marcas porque
sao Irans-apcniias ; o remanescente porque niu-
uem repara em tal, e reduza-so n Roma .o ao
Vaticano o Estado ciril da egreja. A conciliaro
eengciihosa ; nas o autor nao lein o merecimn-
to de a ter inventado. Tommasoo, ha ora dez
anuos, linha feito uma proposta semelhantc, eo
mesmu faz lambem corto professor, dopulado
tscano, u'um seu r.onieraporanco livrilaraz.
O que porm TommasOo nao linha pensado,
e quo o nosso aulor, conforme com o professor,
acresc.enta como seu, para tirar al ultima to-
das as consequencias do ser o soberano tanto
maior. quanlo 6 menor o seu territorio, 6 sublra-
hir a propria Roma autoridado do Pontfice,
depois do ler dado moslras de querer deixar-lh'a.
O Pupa rei de Roma I Mas sao por ventura os
Romanos menos homens que os Romanholos e
c os Marces ? E se sao homens, quem ha ahi
com direilo para os obligar a dependerem do Pa-
pa, sacrificando toda a aclividade da vida po-
ltica, todo o exercicio legitimo das faculdades
mentaes ou das superioridades de eeractor, pri-
vados de representaco nacional, sem imprensa,
sem magistraturas"? Compadecido o autor com
este painel do povo romano, coitadinhos 1 excla-
ma : il y a dans cetle condiiione excplionellc
quelquc chose de pniblc. Sois victima que a Eu-
ropa deve sacrificar ao catholicismo; c nada mais
vos restar seno a ronlcmplacao, os orles, a ar-
cheologia, a oraco, o descanso, o rerolbimenlo.
Porm consolai-vos compensar-vos-hemos com
utrra corle magnifica? cujas despezas scrao paga?
pelas potencias calholicas : seris livres de en-
cargas, o moralmcnle graudes, porque calholicos
c Cives Romani. E para deisar-vos tambern al-
gum exercicio de aclividade, pois nao poder con-
sumir-so toda na archeologia o na oraco, dei-
xar-vos-hemos toda a adminislracao municipal,
para que o Papa possa sobrelevar-se y urna es-
plicra sublmissima, onde nao tenha que maupu-
larterrenas larefus. Le large dvcloppemenl de
la rio municipale dgagcanl sa responsabilt des
inlrets adminislralifs, il peni se maninlenir dans
uno sphre qui releve au-dessus de la manipula-
ron des affaires.
Anda bem Lvre assim o Pontifico do ma-
i nipular qualqucr negocio temporal, vedes como
Ihe Dea salva a sua soberana ; como tica na ple-
na posse daquolla autoridade temporal, cuja ne-
eessidade para exercicio da espiritual, fvi eviden-
temente demonstrada no principio com argumen-
tos lirados da razao caiholica e da poltica.
Quem escrevia aquellas primeiras paginas,
quera afinal trazer-nos aqui : qura o Pontfice
soberano, porm soberano que nao lopasso cs-
lorvos nos principios de ordem divina, nem nos
diclames da propria consciencia ; queria-o sobe-
rano epai a um tempo, porm pai que tivesse
apenas o lar domestico ; quera que livesse sub-
ditos e Cilios, mas de forma que estes se gover-
uassem por si mesmos. Afim de alcanzar calho-
licos intentos lacs, achou esto maravilhoso expe-
diente : despoja-lo dos estados, exautora-lo em
Roma, e livra-lo de manipular os negocios ; e as-
sim c lemos resolvido o diicultoso problema
cima proposto.
Tambern aqui a invencao sua ; de Mamia-
ni, o qual aiuda ha ora bem dez anuos sublimara
o Papa ate s nuveiis a bemer o a rezar ; mas
que todava ignoramos que tivesse a coragem de
asseverar, que com islo seconservava ao Papa o
seu estado civil, ficando saiisfeita aquella supre-
ma exigencia religiosa e poltica
Em segundo lugar eslabelece o aulor a seguin-
le Ihcse : que o folheto do Papa e o Congresso
se funda cm fados centos do vezes desmentidos,
e cis como demonstra :
Dissemos cm primeiro lugar que o libellista
repele com despojo os fados centenares de vezes
desmentidos; c cutre esles apuntaremos tres ou
quatro, sobre os quaes se oscoram todas as suas
demonslracoes. Parle elle perpetuamente do fac-
i de quererem os povos do Estado pontificio mu-
dauca de senhorio. E oein, quantas vezes so ha
mostrado que essa vontade' pura conspirarlo
de facciosos, que na a desojo das mullides ?
Quantas vezes se deu como prova desla as-
sergao o mesmo facto dos adversarios, que depois
do tercio excluido do direilo do surtragiu cinco
parles da poroacao, nem da' ultima parte pode-
ram alcancar a unauimidade '.'
Quantas outras se fez observar que muilissi-
mos bons calholicos podoruo eslar menos salsfei-
los com este ou aquelle ponto de adminislracao,
a que pensam que se pode dar mclhor andamento
mas abomuam da idea de se tornaren! rebeldes,
pelo terror de urna excommunho, pelo nojo de
tanta ingralidao para com um pai lo charo e
adoravel 1 Depois de taes respostas, prsesupor
aquelle fado como indubitavel, mentir na pro-
ra ; e com adversario tul, accaso ser possivel a
discussao ?
A segunda asscrco, centos do vezes desmen-
tida, a supposta impotencia do governo ponti-
ficio em sustentar-se, sem auxilio de armas es-
trangeiras.
Era quanto a accjio demaggica continuar a
tyrannisara Europa com o suffiagio de quem me-
nos o deveria dar, todos os estados pequeos ho
de achar-so na mesma siluacao, sem que so pos-
sa dizer que sao incapazes de se sustentaren! e
defenderem so por si, e assim se acharam de fei-
to Parma, Modena e aToscana.
O ten-tiro fado cvideTnlemenle falso, ou on-
tes ridiculo, soppor a impossibilidade de redu-
zir is Romanholos sem grande appsRto de forca
de Malta que censen aram al os nossos das a he-
rani;a das Iradcoes heroicas de cavallaria.
Eslai tambera certos que se Po IX aconselha-
do por aquelle Divino Espirito que o guia levan-
taste um brado e pedisso soccorro d'arraados, as-
sim como foram promplos os coraces a junla-
rcm-se com elle na oraco, assim tambern acu-
diram os Deis de bom grado e com ardor a defen-
der-lhe os subditos da roboliao dos impos, lao
vivo esl no corajo de todos os catholicos o sen-
limenlo do direiti que tem o Pontfice para co-
brar subsidios e para alistar exercilos em prolda
egreja.
Pensar de oulra sorlc, sera renegar s tradi-
coes calholicas, condemnor por erios o egreja,
ndiftr os fiis, na mao dos impos, cm cordeiros
destinados ao castello : o que ludo bem pode con-
vir a volterianos descrentes. mas bem mal assen-
la em quem se diz a catholico sincero e pie-
doso.
Depois do capitulo 6. o autor passa a destruir
mil. lar, quando todos sabem, e facto reconhe-
cdc pelos caberas da robelliao. quo se aquelles
reb Ides nao tivcssem tido, o nao tivessem anda
apo os c tiernos ; se se reiirasscm daquellas pro-
vincias os homens que l dom'naraoamilharcs
de armados eslranhos que as guarnece* ; se ao
ovo se deixassoni livres aa vozes pata fallar, os
re-os para publicar; e sobreludo oiraQos pi-
ra operar, aquelles pertuibadores, que com refi-
nada auiacia segaban) do favor do poro, dificil-
moilo poderiam eslar seguros.
! que oulra cousa quer dizer do fato esse ter-
ror smo que lia lanos mezes eslabcleccu na Ro-
ma ha (segundo a enrgica e imparcial exprs-
alo do IJ-rufferiG) silencio e i tranquiiUdade do se-
pul :hro ?
Oquarlo facto, finalmente, em que so fun-
dara as declamarles sobre as pretendidas neces-
sid dos de reformas nos oslados pontificios, a
chamada desordera administrativa, na qual'cadl
um dos adversarios inclue o que Ihe agrada, sem
curir nunca, ja se sabe, do adduzir ouiras proras,
seno a assorco gratuita, oulra resposta s do-
mo istrares contraras, se nao um despcloso si-
ten :io. l.'ns vituperam a administracao da fa-
zenda ; e com ludo sabem lodos polas eonlas da-
das, que a fazenda pontificia confiada um Te-
lad j, em qualro anuos se reslabeleccu e excedou protegido por uma occupaja'o militar" a qaVrc-
o par. Oulros brodam contra as peas raunici- dunda cm deslustre e damno da egreja c da sua
pai s e provinciaes ; e, todava, nao ha quem nao independencia.
sai ja, e o dzia conlidencialmento ao ajeu gover-| Em resposta e?le argumento, temos i ms-
no o conde de Rayncval, que os munljjpios c as, Irado que o Papa tera loda a torca necessaria
provincias nao leem tanta liberdado nean no dito- parase sustentar seu auxilio cslranho, se auxi-
so Piemonte, ncm na Franca modelo.
< Brada-se contra a legislacao cmmaranhada
o :ontra a municipalidaJe de tribunaes: mas
quantas vezes se tera respondido que a legisla-
qn ingleza-- contra a qual nnguem grila. um
cal.os : quef alguns cdigo? foram ia publicados
em Roma, c que notorio csl3rem-9e escrevendo
que nunca se invocada a auUmdadc du facto cou-
summado !
c O anonymo depois do eslabelcrer que a Fran-
ca nao pode empregar a forca a favor do Papa,
passa a mostrar que nenhuma esperance pode
haver ou no poder austraco, ou as armas de
Napoleao. Nao na Austria, porque a Franca n5o
o pode permillr depois de Unto dcsbara'to de
ouro e de sangue para cxpelli-la da Italia : tm
aples nao, porque se se movesso para restituir
a egreja os seus direilos, o Piemonte pnderia ar-
rrflr-se para invadir Parma. c Toscana. Masa
Europa deve defender a ord-m geral. Logo a-
ples nao podo defender a egreja nos scus direi-
los (pag. 32 a 36.)
O lelor ccrlissimamentc enrugou as sobran-
ceibas, e se pouco antes pasmou com a vista d'a-
quelle prtenlo de hypocrisln, que azia conscen-
cia de defender o Papa; ueste ultimo argumento
tirar attonito com os vdos dialcticos desta l-
gica de novo cunho. Tantos sacrificios da Fran-
uma por urna todas as razos polticas a que se ?a calholica, quo dar ao Papa o seguro invola-
apega o celebre folheto, pois como se pode infe-! re de todos os seus direilos, leram-nos final-
nr, logo confiou pouco as outras razoc3 que apre-' mente a ponto que nao s obrigacao sua
rentavo. que sejam offendidos impunemente, masq
Doearemos fallar o proprio autor. lambem obrigada a corlar-lho toda a de
deixar
que est
defeza por
guer ene em primeiro lugar tirar ao Ponti- parlo da Austria.
fice os Romanhas, nesle intento adopta como Quanlo a aples porm a theoria anda
principio de demontracao (pag. li e seg.) a im- ; mais engranada. Sabem porque aquelle rei nao^
potencia do governo de Papa, quando nao soja lera direilo de defender o territorio da egreja ?
1m>3, eslimulos.se ouro estranho nao susleutassem
nos scus estados a revoluto: o se para remate
uma diplomacia sora prfida, ora connivente, ora
pelo menos imprvida, Ihe nao alasse continua-
mente as mos trocando-lhe o sceptro real pels
eanna irrizoria do Nazarean.
E dignissinia daquelles zombadores que sau-
ou ros ; e que por oulro lado a momeipaldade davain o ecce homo e a preteceo do exercto te-
da:; competencias depende muilas vezes do direi-
lo leser julgado por eguaes, ou do respeilo por
ccitas insliluicoes, que sem njuslica, ou sem
pnjuizc publico, nao se poderiam abolir de re-
peale 1
: Allende o adversario a estas respostas? Res-
po ide-llies sequer uma syllaba ? Nem por so-
nhas I O povo mal gorernado, os Romanos sao
a mais desditosa naco ; leem por les os dogmas,
po- fortalezas os altares, por armas excommu-
nhoes (pag. 13, II) ; as suas instiluicoes renegam .
de lodos os principios que gaoanlem a ordem. po-1 importara ao Papa alguns mirh.ires
ll ca (pag. 16) ; o desbordados da aclividade q.ue de maisou d menos (pag. 83.?
esl mua o patriotismo e engrandece os carade-
reti (pag. 18), devem scrimmolados ao bem dos
oulros povos.
Passa adianto o autor, e no capitulo quo tem
por titulo : Pressupomos (no folheto o Papa eo
Cingresso) como axiomas doutrinas evideulemen
te falsas ; cJSliga severamente a jurisprudencia
materialista dos homens que em lugar de se
uiaretn pelas normas da justte^, taosomente se
Aquella primeira qualidade da trra agrcola a*
humidade, nao depende absolutamente' da natu-
reza e composico dos terrenas, rariatel, cs-
sencialmente local, dependente do clima odispo-
siro topographica, e pertettee por liso, segando
esws circu'mslancios, todas as especies de tr-
ras que podera ser modificadas, quando seccas,
por meio decanaes de irrigacao, e quandu ala-
gadicas por meio de valas de desseccamenlo,
perfaracip da carnada compacta, etc. Mas sem
duvida 'a propriedado physica da trra tom que
o larrsdor se deve prooecupar, visto que, fal-
tando a humidade, torna-se impossirel a rege-
laro.
Acabamos de rer nesle nosso bello cliraa que
possuo o privilegio do orralho, grande mal
que fez a falla de chitvs, que experimenloo-se
desde os ltimos dias do mez do agosto, e que
tanto comprometleu a produccao dos genero
alimentarios, inullsaudo e augmentando traba-
Iho, e sem que os nossos agricultores tVvessera
um correctivo por causa do raelhodo irracional
da nossa cultura.
Se lodos os lavradores possuissem um terreno
de cultura permanente com a necessana disposi-
co para se.r rogado, zombariam da inclcnionaia
da estago, nao perderfkm Irabalbos c planiacoi-^-
e obtei iuiu a mesma e mclhor produccao dus
lempos felzes.
A segunda coudco do terreno agrcolasua
deral italiano, ao qual pretende o aulor recora-
mendar a independencia e a seguranca do seu
presidente honorario. Oh deveras aa'utoiidade
pontificia, ser bem guardada, quando aquelles
commissarios sardos, que lae- nobrenieulc a de-
fendemem Bolonha.rercm tambern suslenla-laem
Roma Nesta materia deram ja bem boas proras
os ltimos dous enviados diplomticos do re
brioso! -
O segundo argumento pava o despojar das
Romanhas, que elle nao carece dolas. Que
de subditos
e menos (pag. 33.}?
Tambern a estoja respondemos: Embora se-
ja verda e que a perda das mais bellas provincias
nao causa prejuizo algum a egreja ; s*r este o
respeilo que se deve te/ pela propriedade?
A um patricio ignorante nao serve a biblio-
theca. a uma velha matrona sao imitis asjoias:
ser licito roubar-lhes bibliolheca e joias ? E se
a Franga mostraese que a Saboa nao necessa-
guem as'das cenveniencUaseiiW'resses pesso'. Iria ao 1''emon,e' se a Italia responlesse que a
Demonstra que- io qu
prlcnce justificar a injostificavel injuslica sao a
pirrerso do senso moral, o completo translomo
e inverso das nores do dire-ii.
Em nutro capitulo verbera dignamente o aivt^j.
aquella peslleula duutrina do celebre folheto-,. a
ha aquellos subditos rebcllarem-see aos visinhos
favnrecerem e lograren! so da rebeliio?
Mas a das Romanhas lera a autoridade do
fado concluido.
Por sso que com essa defeza o Piemonte estara
habilitado para roubar o alheio. F. em nome detaprbpnarao aos vegelaes que s cultivacons-
quem, e por qual autoridade se estabelecem estes i titue a buso de sua classilkac,o, tem um lalcr
axiomas jurdicos? Pela da Europa, o em nomo absoluto, porque della depende vida e a pro-
da ordem universal Ordem universal que o ; duc^ao do vegetal,, i islo nao ser possivel cncon-
delicio seja impune ordem universal que seja
prohibido defender o dire.-to ordem universal
que se um ladrao toreado a restituir, adqoka
OHlro o direito.de roubar!
.l lestes no trecho precedente, que se irra-
principe catholico acudir em soccorro do Ponlifi-
ee, se reholla contra a jurisdicr.au da Europa.
Esla jurisdeeao quo foi to problemtica cm
muitos oulros nonios (do Carlos-c Jorge por
crtemplo, do Cagliaria etc.); esta jurisdeeao
qnc inlciramente nao curou de fazer com que o
Piemonte respelasse a neulralidade pontificia
que reconhecera.e pozesse termo rs perfidias di-
plomticas que punha-m em sossobfo nao s >< les
regles inteinalionale mas a Iranquillidado dos
subditos de cinco estados italianos -r esta juris-
deeao lorna-se de golpe tribunal inappellavel :
e, c-qc peor erigido em defeza de qualquer
delieto- afortunado.
Al agora julgava-se que a jnrisJicgao dos tri-
bunaes era era favor dos opprimidos contra os
ooprossores. c especialmente quando o prejuizo
j estova causado, c era mais difficU alcancar
pelas-forras particulares a sua reparaco.
Saliremos d'ora avanle qua a Europa erigi o
seu tribunal para vedar todo o auwlo que se
queipa.prestar aos traeos*;, e especialmente quan-
do o oppressor tver Iriuraphado, e o fraco liver
cahiilo as suas garras.
O aue fica extractado basta para so fozer idea
da ulilidude do escriplo, c da forma era que elle
tralcu' a queslo.
(.Varaoi)
Boa autoridade na verdade e de ptimo asma-
saber: que ha antagonismo ea4re ojrinripo e o ro para os principes l Cinco mezes de rebelliao
Ponlihcu.; quo sob o Papa nao se pode viver po- rscam ,|oze Secu!vis de logilimidade P. Pos a Von-
liucamente, aperfeicoar as nstiMMcoes, parlicrpa! dea nao durou raois de cinco mezes-a residir?
d(. movimenlo d ideas, gosar da- transformaba Os cypaos nao combsterara um anno as In-
dos lempos e conquistas daceucia, nem seguir dias? E a liberdade do Varsovia nao-era um tac-
os projressos do espirito humano, porque as leis t0 consummado era 1831 ?
i encadeadas aos dogmas, a aetmdade an- o fado ora consummado.porcra a Inglaterra
Entre tolos os pequeos estados, assallados
pela revolucao piemonteza, o pontificio foi o ni-
co que arrustou, s com alguma perda, o malva-
do adversario feito mais atrevido por protector
poderoso. Parma, Modena o Toscana, calmara
inleiramenle e sera sombra de culpa ; pois seria
ridiculo imputar a estas pequeas potencias o
nao tercm sabido resistir s torcas sectarias sus-
tentadas por exercitos pujaules e meneadas pela
arle diplomtica.
Ora, se a queda destas potencias menores
nao nem podo ser allribuida sua fraqueza es-
pecial, nem mostra que os seus principes eram
incapazes de governar, e os scus ovemos impo-
tentes para a governacao, quem nao ve quo
manha iniqua dizer, que impotente para se sus-
tentar o governo pontificio, que vio dcsvassala-
rem-se da legitima autoridade s qualro provin-
cias, e isto de sobre salto, c pot potentsimas
insidias da imprensa, do ouro, dos enredos e das
armas eslranhas, e a quem sem auxilio estran-
geiro so conservara fiis e socegadas outras de-
zeseis, com quasi dous mullos de habitantes'.'
da amassada com a Iradicao. Aqui o autor pe
a dcscoberlo a tniseravel chaga dialctica quo ao-
xoa de ambos os lados, e depois de olTerecer ao
recrecido ridiculo dos homens sensatos, proslra-
a com s uro golpe mortal, que ven a ser a per-
gunta, j feita pelo reverendissirno, c crudllssimo
b spo de Oileans: enlo estar demonstrado que
nonhum principe poder ser boa cabe?a de-go-
virno, sem deixar de ser bom catholico? E como
o nmigos do Papa dizem que o Vigario de
C iristo s deve abencoar, e nao podo punir, como
se o castigar o timo no fosse urna rigorosa
o irigaro da autoridade, ou como so fosso uma
v rludo deixa-lo impune, diz:
Felizmente a egreja tero anda por seu mes-
lie aquello Espirito celestial, quo e'nsinou aos
paes que era odiar os filhos, poupa-los. ao castigo
a seu tempo; qui parcit virgae odil filikra suum.
Ce modo que o pao cominom pode uto bem
usar da vara da juslica sera por isi^fallar ao
t mor de pac.
E depois que a providencia o cond'to da es-
curidao das catacumbas quasi pela n. o at al-
tura do solio, recebe dos -apostlos,\ia quera
successor, qne nao foi sem grande rajo que foi
c ada e espada a autoridade temporal: fcnon enm
sino causa gladium portal.
Prtanlo defender dos assassinos internos e
i ds nimigos externos os subditos injustamente
exad.is, aos olhos da egreja no somonte um
ilireito, mas lambem um dever dos prncipes; e
seria para estranhar, .que a esle dover quizesse
laltar, lendo-lho dado a Providencia ura princi-
pado.
Os res que reinam e nao governara, abando-
naudo os seus subditos aluda de inimigas fac-
es, no sao inventos do Evangelho.
Oh estai ccrlissimos: a egreja nao tem por ora
encao nenhuma ou do condemnar as cruzadas
jue pregou n'outros lempos,ou de reprovar aquel-
es S mimos Pontfices que alistaran) exercitos,
)u de abolir aquellas rcliges, que pelejaram pela
;ruz; por racio dos quaes exercilos e religies
salvou o mundo da barbaria.
Todas as invectivas que se leem vomitado con-
tra o seu dominio temporal, desde Calvino at o
nosso libelista, nao podem mudar os seus prin-
cipio.} moraes, nem fazer que aquillo que fui li-
cito por dezoito seculos, seja illicilo no XIX se-
culo.
Perianto se licito ao Papa (e o confessa o
autor) ser soberano temporal, nao Ihe pode ser
illiciio cumprir os deveres d'essa soberana.
Nao quer isto dizer que seja obrigado ou a
combaler no carneo ou sentenciar ruorte nos
tribunaes: o officio do principe nao exocutar,
mas sim mandar, anda que a pervcrso das ideas
modernas finge altribuir ao principe o poder exe-
cutiio, ou tirando-lhe, ou mciando-lhe o lcgis-
lativo.
(1) Se a mansido do sacerdocio nao pcrmittr
pois ao Pontfice ferir com espada, bem Ihe per-
mttir dar aos seus subditos, defensores valoro-
sos, cumo foram n'outros lempos os cavalleiros
a Franca o> Ruseia linham canhos,. e a preten-
dida autoridade dw fado consummado inclinou-sc
perante a autoridado da metralha.
Agricultura.
Disposico de irm te-freno tftvel.
lrar-su uro terreno que umversalmente couvenha
pura a cultura du lodos vegelaes.
E' precisamente a materia que reclama loda a
attenco e esludo do agricultor, e justamente
a parle da seteucia agrcola quedescouhecemos
temos desprezodo.
Est visto que no pretendemos e nem pos-
sivel dar um padrao por meto do qual os agri-
cultores possaui procurar cm suas tazeudas uma.
ponao de ierras que reuua ludas as coudires
rekuivas apropriacao.
Todas as especies do Ierras, sejara quaes forera
os elementos do que se compoe, q.uandi nao
ciu-nliam aquelle que mais conveniia a vida
du vegetal que se pretende, podem sor nielho-
radas por meio de adubus lesiruraes) e opropna-
das cultura que se desoja.
E' uislo que consisto o mais penoso a- delicado
Uaailiu du agricultor.
Lciubraiuos, lurcm, que s a extremo neees-
sidade Ucve ulular u roloir-su os ierras- lories
, i u lumen le aigilosas ou brrenlas) bcni oomo as
icres [puramente stliuiosas ou aieieuias.) Ueve-
iiius n'.ieur sempie que tur pussivet oucontrar
us lenas em que o barro e a arela eulraiu em sua
cumpusicao em parles mus ou uieuws-eguaes,
embora aejam puiues de calcreo,
Sao as- ierras que cbuiuamos c segunda or-
dem.
E sempro que Hwajgjrem as-'de primeira or-
dem, lias qpues o barro, a arela e o ca.careo
acliam-su propoicionados,. e sao as que cuuhe-
cemos em uosa phrascolugia. pelos uuuies de
massapc;,.brrenlas ou arlenlasjaso v- quo
devem ser preteridas aludas as oulias, embora
seja neeeaearM maior sacriticio o irabalho para
Uesiiua-las e beiieciar.
Vao vos
ssalto com
(1] Dizemos finge, porque realmente trocaram-
se os nomos, mas no as essenciaa O rerdadeiro
principe nos gorernos constitucionaes o con-
senso dos tres poderes.
Mas quando se-(rala de roubar A egreja, qual-
qucr sophisraa razio, qualqucr contradicho
lgica: e depoi de ter protestado com lettros gran-
des, que la ftoraagne, malgr I cession qu'en
fit le Saint Sige em 1796, est uiio possession
partailement legitime du govcrnemenl pontifi-
cal ; e que por eonsequencia Pinsurreclion de
sea habitantes ronlre le Pape esl done une revolle
conlre le droit legal; a delicada consciencia do
autor sente-se sobresaltada por escrpulos, c nao
lera coragem para sentenciar a restituieo da fa-
zenda alheia.
E todava nao- era preciso um Cujaco, nem
um Ulpiano para tranquilisar esles escrpulos,
baslava um simpHssirao sillogismo ; a separar.'o
das Romanhas nao tem oulro apoio senao a au-
toridade do facto consummado ; ora as Roma-
nhas o faci consummado um delicto, une re-
volle contra le droit legal ; logo esla separac
nao lera outro osleo senao.o da autoridade d
delicto -.
Respeitavol autoridade verdaderamente, e que
poder amplamonte compensar as muilas outras
autoridades que lodos os dias se vao imraolondo
sobro o aliar da revolucao I
Al aqui ouvistes fazes jurdicas. N
salisfazera ? Eis o autor que volla ao assali
luxo de razes polticas.
Entao o Papa quer absolulamculo cercar a
propria autoridade com a nota de infamia que
resulta a um principe daroinvindicaeo. dos terri-
torios do estado, da observancia fiel dos juramen-
tos solemnes, da resistencia constaule urna
faccao rebelde? Pois bom, saiba que esn empre-
za se lornou impossivel.
lmpossivol? E a Franca que quando quer
sabe alcancar ludo, no capaz do persuadir ao
Piemonte que levante mao da sacrilega influen-
cia, e ao raarquez Pepoli que siga acarroagemdo
Cipriaui ?
No responde ; a Franca tem procurado,
mas todos os conselhos leem' sido baldados (pa-
gina 27.)
a Mas aquelles cincoenta mil homens distantes
duas marchas da fronleira papal, nao poderiam
tornar efficazo consellia?
Ora esta A Franca calholica,e nao pode fa-
zer ao calholcismo a offensa do restiluir oo Papa
a sua provincia : a l'ranra liberal e nao pode
constranger os povos a obedecerera quando nao
querem.
Parai aqui um momento, leitor, a admirar o
sublime da hypocrisa I Os escrpulos do autor
chegaram a punto tal, que j nao tom coragem
para restituir a fazenda a seu dono, com receio
de offender a sua reputacao fazendo-o passarpor
avarcnlo. E o seu liberalismo, que respeila a
autoridado do delicto contra a ordem legal, es-
crupulisa respeilar o direilo da auloridade legiti-
ma que derera restabelecer aquella ordem, c os
direilos de tantos subditos fiis, que geroem op-
primidos debaxo do terrorissimo dos rebeldes.
Que consciencia to delicada 1 E cnmtudo a Fran-
ca a mesma que quando quiz impedir que o
principe de Carignan assumisse a regencia da
Italia central, exigi da Sardeoha o protesto de
J prevenimos nossos- letores que ninda nao
tratadnos de um curso de oores elementares so-
bre agricultura, c smente "de induzir nossos fa-
zendeiros a ir lomando- disposices para- o ero-
prego do processo aratorio, c progrcssivamcnlc
ir-Ibes offerecendo noees simples e claras so-
bre as parle3 constituimos dos terrenos- agrco-
las propiiedades physicas das trrascircuns-
tancias que modificara- es*as propiiedadesgeo-
loga agrcola da fojmaeao das ierras agrcolas
classfiracao dessas Ierrasmelhorameiko ou fa-
brico deltasalimenlaco dos vegelaesmaico-
rologa agrcolaclimatologaarchileclura agr-
colamachinas o. instrumentos de culturocul-
tura e pbysiologia dos vegetaes (culturas espe-
ciaos) e finalmente sobre o systema de afolha-
raeutosou cultura alterna, esobre todos os sys-
t^mas de culturas
Nosso fim boje convidar aos Vavradores que
anda nao conhecem o uso do arado, e mesmo
aos que j empregam a darem o primoiro passo
para adoptarem seriamente o no*o e racional
processo.
J nnguem desconhece que o arado boje
no.'sa tabna de salvarao. No luminoso artigo do
nosso coll.iborador quo comecamos a publicar,
enconlraro os lelores uma dmonstraco rigo-
rosa sobre sua superioridade pela compararlo
dos dous processos, e felizmente acreditamos
que no ser raecessario grande esforro para in-
duzir nossos lavradores a adoptarem sem mais
demora.
E porque ligamos a maior importancia pro-
duccao dos gneros alimentarios, comecamos por
indicar a esecilla e dsposifa de urna rea as
desojareis condicoes para cultura permanente,
por meio do processo aratorio.
Deve mes- aindx preterir as que forera purameu-
te calcreas, a aquellas lories e leves du que tal-
lamos, pe-rque oslas dillicmeute podem ser me-
ihorudas cun os adubos, e e o mutuo .por que
tudicamos a preferencia.
Logo daremos um processo simplicissimo ej
muilo vulgansado para cada, um podet eonhecer
a composico das letras.relativamente a,aquelles
ires agentesbarro, arei o cal.
Nossas torras de primeira. ordera quo se achara
no maiut grao de afmenlo,, como se exprmela
uossus agricultores, na a esto esgulaas co-
mo eriadamenie so peiisa, acham-se apenas en-
durecidas e por issu iiupctmeaiois liumidadu
e ao calor que fazem deseuvulvot us d-
menlos de iiuinrao dos vegelaes quo ellas cuu-
icui.
l-.stas Ierras preslamse por. muilos annos, sen-
do convtiiieiitemeule roteadas pelo processo ara-
lorio, cultura alterna dos vegetaes, para que sao
apropriadas.
Talvez nao Iiaja uma s fazenda nos centros
do maior produccao, onde se uo encontr uuia
rea consideravel de Ues Ierras, reduzidas a pas-
tagens ou fetlacs. Devem ser pretendas nesle es-
tado outras mais novas que uo leubam a mes-
ma composico, porque alm de se preslarem
cultura vaulajosameule, otlerecem atudagraudc
lacihda.de para seren puslas as condicoes do
e un reg do aiadu.
Lembraraos que os prados ou paslos artiGciaet
amigos, existentes uas fazeudas, que tivecat'
aguas crtenles, possam ser dirigidas para ffn-
ga^ao, devem ser oproveiladas para t^r cuilu/a,
Terao os agricultores, que so dspozerem a is-1 constiuindo-so uovus prados era ouUfus tecreuos
to, a dupla vsntagem de augmentar a produccao nais novos, e que possam lacilme^sc ser conv.er-
dos generas alimentarios, e reconhecer prati'ca- l'dos em paslagens.
A CARTEIR4.
7 DE ABRIL DE 1860.
Man* 1
Ainda hontem o apparato lgubre dos tem-
plos, a pompa severa do sanctuario, c o echo
plangenle do muilas vezes.aftogadas na ddr e no
deslenlo, vinham reproduzir quadros de uma
s'iKnifkaco profunda, aos olhos desla mesma so-
ciedade, qu ahi passa descuidada e egosta no
tropel ruidoso de vicios o de pairos horri-
Teisl
Ainda hontem a scena era grave, solemne e
eminentemente pathelica ; porque para todos l
eslava uma luz mysterrosa a derramar-se vivida
dos bracos-de um madeiro sacrosanto, que s
mullides ei.caravam deberlo, como a solugao
do maior problema, que desde os primeiroslem-
pos est ligado a^s deslinos da humanidade,
E, nao obstanleS indifferen^a do seculo, mo
grado a especie do affectado fceplicisa, aue ji
lavra tao i^ndcr c desolador por juasi^
carnadas sociaes>As ondas do poA
vidas nos templosWias pragas,
das ellas um s ^Tensamento
cheio do unecao e de seavidade,
episodios do mais extraordinario
dramas.
havia razao para sso.
*
A nossa vida moral nm tacto que se prende
a uma origem sublimo ; e essa cngern esli na
redempeo, na rehabililagao, por meio de um
sacrificio sem cgual na historia dos poros.
Dezoito seculosque lanos ha j que vive-
mos 1trazem estampida, era sua longa serie de
anuos, uma memoria de subido proco, que, so-
brenadando sempre na alluvo devastadora do
tantos successos e de tantos aconlecimenlos di-
versos, ainda se reflecto brilhante e inspiradora
as edificantes ceremonias da Egreja Calho-
lica.
Outt'ora ura povo ingrato, cedendo a impul-
sos de falsas conveniencias polticas, e desraira-
do por um fanatismo immoral 6 grosseiro, levara
ao supplicrt) o mais innocento de lodos os ho-
mens, o Homero por excellencia, porque era era
si mesmo um Dos, o nico, o Verdadeiro Fl-
Iho do Eterno.
Era n'uma cidade populosa, n'uma das mai.<
clebres cidades do Oriente.
All consuramara-se um sacrificio espantoso
face da trra ; e esla, como sensirel a tauli
crucldado e a lauta dureza de homens, rerolve
ra-se, agilara-se, e, lannando um -grito de hor-
ror, estremecer em sua propria base, como ai
experiencias da sciencia profana ainda agora o
eslao provando.
E a civilisaco anliga parou desde ento em
seu gyro; e uma civilisaco ora, sahiudo, co-
mo por encanto, daquelle successo miraculoso,
reio a desenhar-se formosa pata os poros do Oc-
cidente, que at all rivera sequestrado ac-
cao benfica do progresso e da luz.
E o tmulo quo se abri para receber o eada-
Voj dessa vctima augusta, era uma fontc de glo-
ria, que se patenleava suprema e abundante pan
toda raca humana, para essa mesma familia que
monto a superioridade do processo, no qual iro
se imbuindo para applicar grande cul-
tura.
Limitando-nos a esto assumpto nao possivel
expender ludo o que se precisa saber c altender a
respeilo dos terrenos agrcolas, e que ha de ser
objecto do curso elementar.
Lembraremos nicamente que os dous princ-
pacs caracteres de importancia capital na classi-
(icaeao das Ierras agrieolas sao : 1., que o ter-
reno que se destina cultura contenha em cor-
to grao a necessaria humidade : 2., que soja
apropriado s diversas culturas a que se desli-
na ; islo que contenha os elementos necessa-
rios para a vida o rcproducc.no do vegetal que se
deseja.
A pbysiologia cnsina e as experiencias confir-
mara que assementes podem germinar (nascer)
desenvolver ramos e folhagem, crescer era fim,
smenle com o soccorro d'agua e do aralhraos-
pherico, sera dependencia da trra, porqno ab-
sorve do aro carbouioe da agua o oxy-
geneo e hydrogcneo, sendo por isso corlo
que a humidade a primeira coadirao agr-
cola.
Mas aquella vegetaran somenlc por meio d'a-
gua e do ar, n3o perfela, porque no pode/
augmentar a dsc de azote e saes alcalinos e *-
rosos, necessarios para sua reprodcelo, c por
isso indispensavel o inlermediario da terj
que esta contenha cm si, para iransmitlir
meio de humidade os elementos de que se cohiJj
a plaa, c o qucconslilue sua apropriacau
ra a cultura a que se deslina.
reflua m
senara
apontasse,
mesmes
todos os
tanto se transrira, que se degradara pelo orgu
Iho e pela degeneracao moral. *?
E ante a, figura symboliea deseo tmulo qsi^s
ainda hoje se currara tantas popularoes em totks 1c
os pontos do globo!
delle prostraram-se, nao ha muilo,
essas mullides compactas, essas turbas d ren-
les, que anda se lembram de tantos rasgos c e
bondade, que o martyrio doGolgotha o uaico a
despertar sempre.
Quando tere lugar esse facto astombroso, era
o mundo um vasto campo aberto Is lulas infn -
nes de milhares de erros e de opinies ab-
surdas.
Cruzaram-sc os systemas, como se cruzam iis
armas n'um combate renhido : a inteligencia li-
dara quasi exhaurida de cansaco, referriam as
escolas philosophicas, som guia| nem norte, no
mar immenso das bypolhcscs e das conjeduras
avenlurosas e falaes.
E a idolatra, senlando-se disforme e voluptuo-
sa na tenda do israelita, assim como no palacio
sumptuoso dos Pharas o dos Nibuchodonosor,
estendia-se soberana desde as planicies do Se-
naar, desde as raargens do Euphrales e do Tigre,
al aos dominios de Roma, que era ao longo a
sentinclla avancada, com seu Jpiter, com a sua
Fenus, e com as mil copias licenciosas do paga-
nismo oriental.
Um dia um homom de genio elevado, resto,
sem duvida, dessa grande geraeo dos rales sa-
grados, que precederam e assignalarara a raissao
de Chrislo, levanlra-se forte no meio de scus
conterrneos captivos e oppressos, e fallara como
verdadeiro philosopho impiedade personifi-
cada no vulto eminente do impdico monarcha
persa.....
Esse mesmo homom, di-lo a historia, fixou, na
seriados lempos, o periodoinvariavel de dez se-
manas, aps o qual se tera de desenrolar um
drama como at enlo nunca se havia presen-
ciado.
qne essas iuspiraedes, bebidos no scio da
re:dade, appareciam no mundo cerno o typo so-
lemne de um pensamenlo generoso o altamente
civilisador; e aquelle que vira de longe, na
sombra espeasa do futuro, os tactos e os aconle-
cimenlos, como se ellos j se houvessem reali-
sa.lo, realava por si mesmo a narrarao e a Ira-
dicao que muilos seculos antes se dixavam ob-
servar perennes e viras as patarras dos prophe-
nas esperanzas dos patriarchas, no annuncio
quente de milhares de figuras c de symbolos
de urna le monumental para quasi lodos os po-
ro:) de ento.
que
Que successo era esse que punha em relcro
loda a marcha da sociedade al aquella poca, e
riuha abrir uma nova phase na historia hu-
mana ?
phia da Cruz, humilde, porm santa, irrisoria
aos olhos do mundo, mas veneranda o gloriosa
para todos que teem direilo vida moral e rc-
liabilitago do espirito.
Tumbara o Sta, desapparoceram os jardns de
Academo, foi-se a doutrina rertiginosa dos ado-
radores dos dolos; c as cencas ridas do stoi-
cisrao, e as theorias ardcnles do sensualista Ep-
curo, c as brutalidades dos cynicos, c as parro-
ces dos scepticos, cederam o lugar de honra, na
propria Roma dos Cesares, ao Chrislo Crucifica-
do, que a roz poderosa dos novos philosophos,
l ia apresenlar, como penhor do felictdado, aos
exclusivos dominadores da torra.
O prodigio era mximo, superior a todo o cn-
careciraento, s por si capaz de fornecer assump-
to para uma historia magnifica e inimitavl.
apostolado eslava produzndo j seus effe-
los raaravilhosos ; e dentro em pouco a rara dos
reprobos sumio-se de todo ante esse estandarte
esplendido, que j tremulava seguro e Irium-
phante no alto do Capitolio.
Dabi por diante os destinos da humanidade
estavara iuleiramenle mudados :o sello de una
nova le estava imposta aceo nalleravel da
existencia moral:os depositarlos da heranra
preciosissmada t conduziara-n'a zelosos at s
ultimas rcgtes da Ierra; o nada Ibes podera
suspender os passos, aoseguirem impvidos nos-
sa ora senda que Ihes franqueara a caridade e
a consciencia de sua propria missao.
. *
A providencia tem segredos que scienca hu-
mana impossivel perserntar, mas que a pieda-
de e as inspiracoes ^religiosas chegara a conipre-
hender por fim.
Um desses segredos remo-lo nos no estabele-
cimento admiravcl da Egreja, e no seu crescer
rpido, alravs de mil difficuldades, de mil pe-
rigos e de calamidades de lodo o genero.
L ao longe a antiga Roma dos Tiberios e dos
CaliRiilas, a Roma dos Pontfices e dos auna-
rnos Sacerdotes de Chrislo :e a cadeira de San-
Pedro, que all se eleva grandiosa e mystica, o
transumpto ineffarel dessa bemaveuturanca eter-
na, que na de surgir para todos n'um s rebanho
o sob a direceo suprema de um s pastor.
Decorrem s seculos ; e propria roz desses
suslidu era sua marcha assoladora, e as nfryas
naroi's quo rebentam dessa allurio de tribusjin-
domtas, reagera contra ellas mesmas, e afn
civlisam-se, complclara-sc, organisam-se de
do, mediante os nfimos dessa mesma Cruz, r^ie
no comprehendiam antes.
As reroluces que se succedem ; as ideas con-
traras que se chocara e se erabatem ; as >Ovas
escolas qve.se crguem ; as theorias novase que
vera aps s velhas theorias do oriente pa|ao :
ludo assignala a metamorphoso singulariss?ma.
porque passra o genero humano desde o mo-
mento em que se havia representado aqnelle
drama pasmoso, a que alludimos.
Que muilo pois, que nos, chrislos-e calho-
licos, nos curremos respetosos diantc desse mo-
numento purissimoda nossa f, qua o lambem
da nossa ventura e da nossa propria dignidade ?
Que muilo que em dias consagrados medi-
tarlo e s preces, nos prostremos na presenra
d'esse tmulo rencrarel, e que unamos a roz do.
lorosa de nossos altelos ntimos ao echo sentido
e migoado. que rebenla espontaneo era tantas
notas de harmona celeste ? !
Mais tarde a philosopha dos Romanos, quo to-
ra a dos Gregos, que tyra a dos Persas, dos Phe-
nii-ios e dos Babylonios, caba diantc da phllosQ-1 evangelisadores, o demonio' furioso da barbaria
Eis o que se passara honlm.
O recinto sagrado estara era silencio, que era
interronipido, de espaco a espac.0, pelo murmu-
rio das oracoes puras e singelas, e pelo vosear
grave dos ministros de Dos.
Era a commemoracao do maior successo que
tem risto o mundo : era a representaco mystica
d'esse drama que, ha tanto lempo ja, se passara
em Jerusalm, em huras de profunda anrargura e
de universal consternadlo.
Mas hoje o quadro outro.
O sanctuario regorgita de rnalos e do pompa,
de flores e de luzes, de harmonas deliciosas e
de cantos anglicos : o poro dos crentes nada
no jubilo,-* a salisfagao interior se lhes traduz
graciosa na voz e nos gestos, na propria lingua-
gem do scnlraenlo que Ihe acede aos labies o ao
semblante
* E essa transicao, bem. longe de ser violenta,
natural, o complemento necessario do fado
prodigioso, que nos apona a historia no desenro-
lar da semana que esl a Andar por momentos.
Aquelle martyrio atroz aquello padecer sem li-
Eni conclusao lembramo.^'aos nossos agricul-
tores o seguiulo: _
Que devem sera perda. do tempo tratar de be-
neficiar una rea de tierra com extensao compa-
tivel com seus rccursoJB, e lira que desiiuarem,
escolhcndo onde eticjronlrarom.emseus. predios,'
e qualquer dislauuna das hab'iiaroes, contaul
que reuuaro as co/idicoes quo temos, indicado e
achem-se o maisrgeralmeute possivel ua exposi-
rao do poeuto yfu do norte.
A primeira/ condigno que haja no terreno rer-
(cnte de amia corrento, que possa ser dirigida
pala niaio/T parte, e pelo menos, que divida a
orea ao i/iicio e possa regar uma pane por im-
metaaos, fazendo-se correr pela superficie com
ftelas que a sccncia aconselha, e anda.
ste-se para a irrigaeo por meio de oppare-
s (bombas) a grande oxlenso na parle supe-
r, isto em que no poder ser dirigidas por
acs.
A segunda condigno esl na cscolha da trra, e
pelo que nao se deve hesitar em tomar mesmo a
grande distancia das habilaees, contanto.
tenha o beneficio da agua.
Designado o terreno aeve tralar-sc de solar
Eerfeilaraenlo dos animaes domsticos, fazendo
oas tapadas ou fexos, de modo que a planta-
res nunca tenham de soffrer estragos pela en-
trada de animae3.
Era segundo devo tralar-se do destocamento,
que ser objecto de oulro artigo.
(Revista Commercial, de Sanios.)
railes, aquelles transes de penar accrbissimo e
pungente, eram o antecedente lgico do uia
ricloria completa para o genero.huraano, de uma
glora superior e inapreciarel, de um rire d
delicias, para a alma, no soo da eternidado*
A Jerusalm (erroslre abatera-se para sempre,
depois do crime que Ihe hara murchado os es-
plendores e a fama ^ a Jerusalm celeste que
so levanta magestosaaio dia das raaravhas e dos
prodigios, ao raar do sdl-magnifico da resurrei-
rao, para todos os calholicos do orbe.
Aquellaa cidade maldita,arraslrara-na no
vilipendio as suas proprias iniquidades ; e s.pou-
pada aceo devastadora do tempo, nos pucos
restos da sua vida passada, hoje a lenda obs-
citt~e Jrisle para o habitador da Asia c para os
vajanlcsuj? todos os pontos da Ierra, que all
rao ler os destinos da raga humana, em tantos
dostrocos e era (antos monumentos significativos
do opprobrio e de grandeza 1
Quo singular contraste^r
Estaa celesteveste-sa de oiro e de purpura,
de pureza e de candura, de aojor e de magesla-
de ; o nosnnunc'm de longe.na solemnidade fes-
tira da resurreigao. o futuro imracnso que se abre
humanidade, e que se Ihe descortina lo rasto
as bellezas da f e nos thesoiros da Egreja Ca-
lholica.
A poesa dos affectos d'alma.qtie s o Filno de
Dos podera fazer desccr do co, com as en-
dientes de seu amor suarissimo, lambem hoje
a lnguaiiem do crentc; e em momento de tao
apreciareis recordages, ha uma s palovra mys-
teriosa e profunda para toda a humanidade.
E' o hosannah o hymrto frrente o piedoso,
que se leranta do coragio para o throno de
Dos. Ser talrez um echo iroperfeito da lyra
dos anjps, ao passar pela Ierra na inspiragao
doce c encantadora das preces e dos psalmos ?
Diga-o a f para os que a sentem anda nesle
seculo de materialismo :nos repetiremos com
o poro Hotannah *
T. S.
PERN. TV. DB M. F. DEFARU. lfio"
miitii Annt


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFH3XF3HJ_QZXHRK INGEST_TIME 2013-04-30T21:19:58Z PACKAGE AA00011611_09033
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES