Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09032


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Full Text
>
ANUO XXXVI. NUMERO
i
7
wmm
_-----------V
Por tres mczes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SABBADO 7 DE-ABRIL DE 1860.
Por aono adiantado 19*000.
Porte franco para o subscritor.
NCARREGADOS DA SUBSCRIPg.AO' DO NORTE.
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos dn Uli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Josc.MariinsRibei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
lloraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Ji>ronvmn da Cosa.
rAUTiUA DOS CU U HE IOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguanss, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antio, Bezcrros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Rrejo, Pc-
queira, Ingizeira, Plores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha.
EPrlEJiEItlUES l)U ME OE ABRIL
5 La rheia as 5 horas e 40 minutos da tarde
12 Juan o minguanto as 11 horas e 13 minutos
da tarde.
1 La nova as 3 horas e 26 minutos da ma-
uliaa.
28 Ouario crescente as 3 horas e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DE HOJE.
Pri neira as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 6 horas e 30'minutos da tarde.
EXTERIOR.
ORUESl'ONDE.VClA 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BL'CO.
Paris 7 de marco.
Se os Vacos nao te ni marchado nesta quin;ena,
pelo menos as siluacoes se tem esclarecido, gra-
bas aos numerosos ilucumentos apreseulados ao
publico, o principalmente ao discurso que pro-
jiunciou o imperador Napoleo, no 1" do marco,
por occasio de abrir a seso legislativa.
Nao reproduzirei aqui essc documento, que se-
ria urna prevenco iuvasora da minha carta, e
naiduvido que vosao prneiro cuidado tcnha sobre o tratado de commercio, que elles prclen-
sido paloutea-lo aoi vossos leitores. Limitar-j dem levar a victoria dos vhigs: empenham as
fazer cora que elles coinprehendam suas Torcas, prcparam e dispe os seus correligio-
narios, na expectativa, segundo dizcm, de que
lord Paliiierston se onraqueccr por si mesmo,
conscnlindo na annexaco da Saboia ; depois do
que vira a questo da reforma cleitoral, e ser
cutio a occasio opportuna de dirigir os ataques
eom mais firmeza.
Em Haya n maior novidade consiste na con-
l'aris, S5 de fevereiru.
Acabamos de receber noticias dos principos
pontos da Europa; cada capital offerece a sua no-
vidade ; daremos aqui o resumo v todas ellas.
Era Londres, a proposla de Mr. Du Cano ab-
sorvia e altcngo de todos ; a discussao linha'si-
do longa, mas nem por isso fora muilo acrimo-
niosa; oguardava-se o seu resultado sem impa-
ciencia, porque nenhuma duvida havia de que o
ministerio triumpharia dessa proposta, assim co-
mo da emenda de M. Disraeli, por urna maioria
que se nao esperava ; pois que obteve 339 votos
contra 223. Nada disto importa muito aos lorys;
por quanto no sobre leis de orcamenlos, nem
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio segundas e quintas.
Rclaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil ; quartas o, sabbados ao
meio dia.
Lera o sentido de.sie documento, c liguem a cssa
peca o exaoe rpido das causas que ho moti-
vado a nova atlilude da Franca, e das impres-
ses que o discuso parole dev'er produzir sobre
os diversos gabinetes da Europa
Depois que se concluio a paz em Tilla-franca,
os designios da Franca, quanto asolugn que so
deve dar oj)< negocios da It.ilia, tem mudado por'clusaoda crise ministerial; M. van Hall consen-
tres vezes. K' principio ella quiz, do accordo com
a Austria, ex-cutjr Qolmenle as estipularles do
tratado, i.slo roconduzir os amigos duiues aos
seus estados, o instituir uma confoderac) ita-
liana, sob a presidencia honoraria do Papa.
Por diversos motivos que seria mu longo dis-
tio pelo ri'i na organisaoo de um novo gabinete;
e foi eucarregado das (naneas e interinamente
dos negocios eslrangeiros. M. Rochussen, Casem-
broot, l.otsy e Bosscha, membros do antigo ga-
binete, coulinuaram nas suaa pastas das colonias,
da guerra, da marmlia, e do culto protestante.
cutir aqui', osla combinacao, que linha sido con-, Quanto as do culto catbolico, da jusliea, c do in-
sagrada pelo tratado deZur.ch.ficou nleiramenle i lerior serio administradas por M. M! Mutsaers,
malograda ; c o governo francez entrando n'uma Godefroid, e bario de Heemslra. Afortunado paiz
nova pliase, aJslringio-sc a urna siluacao cm que pode arrastar por tanto lempo tal crise mi-
ludo differente. Historial, que alinal conserva as causas quasi no
No pensar deste governo, as populacoes da mesmo estado!
Italia central haviam condemnaJo irrevogavol- j A Dinamarca se achava tambem, sem que a
as antigs dynaslias. Era mister obede-i Europa seoecupasse muilo com isto, entregue s
emores de ama irise ministerio
:er respetosamente ao novo direito dasoberania
do povo, excluir 03 soberanos que os povos da
Toscana, o Parmcses c o Modenez nao quedara
mais supporlar, e sobrcludo entiesar ao Papa o
dominio temporal das Romanias.
Estas ideas foram desenvolvidas pela famosa
brochura, da qual vos fallei em lempo, c o Pie-
monto, cuja ambiguo era favorecida por assas
mesmas ideas, acolheu-as com ardor, como o
preludio da annexagio.
Mas hoje as cousas cstao totalinctc mudadas. O
Tapa, sem abandonar o procedimonto passivo da
corte de Roma, proteslou enrgicamente, e pro-
duzio, pois isso, urna certa agilacio no mundo
calholico.
O Picmonte, por sua vez, lio favorecido como
foi, deu proras de urna ardenle impaciem ieneia
aecusando as delongas da Franca, e ameacando,
por meio de uma atrevida propaganda, a seg-i-
""?< Veneeia. mais probabilidade de ser acolhido do que os
A Austria, vendo despedazadas lodas asestipu-: outrOs dous, porquanlo foro menos 03 Ulereases
Kf-L V,"a*'ranca aecusava a seu turno, a ; contrariados pela annexaco, mas que todava
boa f do nosso governo, e pareen disposta,senio encontrar anda grandes'obstculos, tanto da
a re-omecar a guerra, ao menos a preparar para ] parte dos revolucionarios italiano, como da par-
si amaneas que a loriara fortificado contra nos. I le do Papa, que nao pareco de mancira alguma
Foi ento que a poltica do imperador entrn j disposto a acolhero rei do Piemonto como viga-
cm sua torceira phase : nao provalecem mais as rio. Pelo que se refere Tuscana, o "iscurso nos
ideas da brochura, nao domina inlciramenle o diz a que soberano ella -llover ser dada ; mas
pensamento de Villa-franca ; mas pensa-se un- i parece que se propuria ao povo loscano o pro-
nal. Um despacho
de Copenhague annuncia que o bispo Mourad, en-
carregado da organisacao de novo gabinete, aca-
ba de ser bem succediiio na sua missao. M. Mon-
rad oceupa a pasta dos cultos, e a do interior, M.
Hall a dos negocios eslrangeiros, M. Peslrupp a
da guerra, etc.
Como tereisobservado, o imperador nao ad-
milte onnexacio, a nao ser para os ducados de
Parma e de Modena, que conlam, ambos elles,-
pertode duzentos mil habitantes : elle quer que
o Piemonle conserve sua antonomia, isto que
se constitua reino ou ducado separado ; c quan-
to s Romanias, licarao sob a dominacao nom
nal do Papa. De ludo islo o qno se figura cerlo,
bem que odiscuiso nada diga semelhanle res-
peito. que ellas seriam governadas pelo rei do
Piemonto, como vignrio temporal da Santa Se.
Eis o novo plano da poltica franceza, que tem
mais probabilidado de ser acolhido
camcnlo no que ha de pralicavel boje, tanto
n'uma como n'oulro combinacao. Esta nova po-
ltica resolveu-se no l.de mr<;o.
De S. Pctcrsburgo nos vieram noticias do mais
importancia. A resposta do governo russo s
proposicoes iuglezas cliegam Londres e Pa-
pro sobrinho do rei do Piemonle, um prncipe
de 5 anuos, filho do duque de Genova, tendo co-
mo ragente o principe de Carignan, primo do
rei.
A Franca, porcm, nao admiti que o Piemon-
le deva receber osle augmento a titulo gratuito :
lis. A Russia nao repelle absolutamente as qua- e neste ponto que se"esclarece essa queslao,
1ro propositos ; mas 6 claro quelaubem nao as" lo controverlida, da annexaco do condado de
adopta e quer que por outro meio se resolvam as
fficuldades actuacs. A seu ver, competo s
grandes'potencias estabcleccr os principios para
a composicitu da Italia, e julga conveniente a
Tcunio de uma conferencia europea para seme-
llianlj; fim.
O gabinete de Berlm se j nao den, ter de
dar uma resposta egual da Russia ; pois quo o
contrario seria uma excepeo nos usos da sua di-
plomacia. Torm em Berlim ha anda oulras
prcoccupa(;es : nao se sabe ao cerlo se deviam
ligar-se Austria, on conservar-sc de .parte ;
esta a questo que se lem agitado entre es con-
servadores o os liberaos. Em Vicua, assim
como em Berlim, diz a Gazeta de Elberfeld,
aguarda-sc que se defina mais a siluacao, e to-
me um carcter detorminado ; o que* nao pode
Nice e da Saboia e Franca. O imperador decla-
rou que, alienta essa transformaco da Italia do
norte, era do sen dover reclamar, para a segu-
ranza de nossas fronleiras, as vertentes francezas
dos Alpes. Eis, pois, o facto plenamonle verifi-
cado : e eu eslou convencido, por minha parte,
que o Piemonle havia acceitado essa condieco,
desde o comeco da guerra-. Mas resta sabar se a
Europa nao tem que pronunciar aiada uma pa-
lavra, por sua parte n'uma questo que modifica
os territorios e as fronleiras dos estados. O im-
perador previno a objeceo : elle declara queex-
pe francameuto o negocio s grandes poten-
cias.
Por uma coincidencia irregular, na anle-vcs-
pera do da cm que o discurso foi pronunciado,
a cmara dos communs da Inglaterra, oceupava-
deixar de succeder bem depressa, cm virtude se desso negocio da Saboia e de Nice, proposi-
tas tres questes. que instam por uma soluco, lo de uma moco do Sr. Kinglaker e lord John
prxima ; estas quesloes sao : saber qual ser o I Russel se havia manifestado cora alguma viva-
resultado dos debales actuaos do parlamento in- i cidado contra a annexaco. Quando se chegou
glez, qual ser o fim das negocacoes entre a | a ler conhecimento do discurso, o debato reco-
Franca c a Austria quanto Vcneza, e nova I mecou de tal sortc, que lord John Russel ficou
guerra que se poder seguir; finalmente qual I muilo embancado. Sir Peel o lord John Man-
sera o fim da annexaco da Saboia Franga.' ners alacaramcom bastante violencia o procedi-
"Ouando soir a hora da deciso a Russia lalvezse ment da Frairea, quo o Sr. Bright defendeu
enrgicamente, fundando-se sobre a ausencia de
todo o interesse de parte da Inglaterra em op-
pr-se aos projectos da Franca. Lord John
Russel nao podia voltar sobre aspalavras ante-
riores, e por tonto manteve sua opposico, de-
clarando, todava, que a soluco nao dzia ros-
peilo somonte a elle, que a rainha e seus con-
selheiros, assim como o proprio parlamento, de-
veriam pronunciar-se sobre este ponto. Crcio,
a julgar por mim mesmo, que apoltica anne-
xionista da Franca nao encontrar obstculos
serios na Inglaterra, e que lord Palmerslon est
disposlo a accommodar-se muito mais do que seu
collegado do Foreigne Office.
Demais, quando o publico inglcz so oceupava
mais decidamentc do negocio de Saboia, um ior-
veja muilo embancada com as difflculdados que
surgireo om maior escala do que o anuo passa-
do, o porque ser talvez preciso fazer uma guerra
offensiva ; c ueste caso ter de persuadir os es-
tados allemes a que a sigam, quando no anno
passado nao linha mais da que tomar a sna di-
Tecco.
Em Turim, c na Italia central, assim como
cm Roma, e em Paris, tem-se tomado uma nova
resolucjio. O manifest do rei Victor Emma-
nuel foi indefinidamente adiado. Os jornnes of-
ficiaes do Piemonto comecam j a declarar que
esse manifest nao devera ser apresentado, o
que vem a ser o mesmo que dizer que elle ser
retirado por uma vez. M. de Cavour parece
embarazado na sua posijo. Os seus amigos os
mais impacientes o cejisuram por nao terj levado nal que geralracnte se diz ser inspirado, em suas
as cousas avante, e nao ter chamado si a c on- informaces, pela embaixada franceza, o Mor-
summaco dos fados ; outros o censuram por
ter do alguma forma coraproraeltido a questo
sobro a annexaco. desmascaraitdo um pouco
tarde a sua poltica. Falla-se que ha desintelli-
gencia entre Paris e Turim ; porra e3lc boalo
i desmentido por outro que d como certa uma
perfeita otelligencia. Parece, segundo diz a
O/unione, que o gabinete piereonlez so ocha dis-
ning-Chromcle, apresentou uma habilissima di-
verso, annunciando que uma allianca entre a
Austria e a Russia acabava de ser entabolada, e
que o principe de Hesso havia partido para S.
Petersbourg, com esse myslerioso tratado. De
lodos os lados apparecem desmentidos contra
essa noticia quo cu considero falsa, e em todo o
caso mui prematura : mas a manofrro produzio
posto a ceder sobre a annexaco da Saboia, nros I effeito, porque nao se fallou em Londres, duran-
que quer conservar o condado do Nice. Tudo
isto 6 uma completa confuso, eoquelemos
n'uma correspondencia do Constitucional nao
concorre para esclarecer mais a situaco
Tenho vista, diz o autor dessa correspon-
dencia, uma carta de um dos personagens polti-
cos que se acham testa dos negocios na Italia
central, na qual se 16 o seguinte :
Todo mundo rcconhecc, tanto aqui como
m qualquer parle, as grandes difficuldades que
aprsenla a questo da annexaco ; saba-se que
cxislem obstculos poderosos, e que ainda outros
podem apparecer ; porm n\> est nas forcas c
no poder de pessda alguma impedir que se faga
vssa annexaco : ella deve ter lugar; bom ou
mo grado, por bem ou forzosamente ; e direi
mais : ella existe j no corazo de todos, e no
estado actual das cousas ; o resto nao mais do
que uma simples formalidad.e.
Finalmente accrecenlaremos que se falla de uma
. cpmposico de nlureza a satisfazer a Santa S;
que prctendem que .algumas nuvens se elevam
entre a Inglaterra e Franga; que se apona uma
uniao mais inlim etilre a Franza e a Russia, o
que a questo do Oriente salar 'ainda campo.
De que nao se fallar-, quando nada se sabe de
positivo?
Todos os boatos sao scolhidos, todas as noticias
teem uma verosimilhanza que impede de screm
absolutamente rejciladas.
Ncsle estado de completa incerteza sobre os
segredos da poltica dos gabinetes, espera-secom
impaciencia a reunifio do corpo legislativo c do
sensdo, afim de quo o discurso do imperador dc-J
fina mais a situaQao.
/. Chantre.
[Le Monde=Sikeiral
que modo
as dcclarji'Ocs da
lo: o outro pelo director do jornal o .Secuto, o
Sr. Haven. a quem elle escarneceu e injuriou.
E. aa prxima terca feira que o imperial tribunal
de Pars deve julgar esses dous negocios, sobre
cujo resultado vos informarei.
Para terminar esta exposigo snmmaria do
dismrsodo imperador, no qual sao indicadas to-
das as quesloes da actualidade, resla-me faz-r
menzao da reforma da alfandega e do trabado
de romniercio coma Inglaterra, queo Imperador
con mu ila razio se gloria d ler levado ao seu
complemento. Mas, cousa iucrivel! o que pro-
va at que ponto os prejuizosanti-libenes eslao
arrugados em nosso paiz toda essa parle do
discurso foi acolhida por um silencio glacial. O
cono legislativo composlo de horacns dedu-
zid >s ao imperador ; e comtudo os inleresses
pretiles ados ahi lem uma tal influencia, que as
me ldas econmicos, que devem contribuir para
o bim eslardas massas, ahi leriam encontrado
umi opposizao forraidavel, porque encontrariam
ao irevi egio.
Por ouiro lado todos os homens de bom sen-
so, dedicados ao cullo da lberdade commercial,
devora eslar muilo salisfeilos com o Imperador,
por ter elle usado do direito que Ihe confere a
L-oiiilituieo, abolndo as prohibizoes o as laxas,
aaeiiante um tratado de commero, que torna-s
ipso faci, lei do Estado, sem necessilar da sanc-
co legislativa Dous dias depois do pronuncia-
do c discurso, o Monileur, jornal offical, fez co-
tilleados do publico dous despachos do ministro
dos negocios eslrangeiros, qu6 sao* da alguma
sorleo comracntario desse discurso. Um c diri-
gd(i ao ministro de Franz-i em Turin, o outro ao
nosiio cmbaixador em Londres.
Nio mo darei ao trabalho de analysarseus do-
cun entofque entram de todo nas consideragos,
que, ha pouco, desenvolv proposito do discur-
so, ; limtlar-me-hci a dizer que o despacho pa-
ra o cmbaixador de Franga em Londre expoe
as rizoes de responsabiliJado que empenhara a
Franca a reclamar uma nova soluco da questo
italiana. Quanto ao despach dirigido ao nosso
min.slro em Turim, esobre ludo curioso porque
insi,n'ia mui claramente que, so os nossoscon-
selhos ni a fossem seguidos a Franga abandonara
o Piemonle a elle mesmo, quaesquor que podes-
sem ser as intenzoese os actos da Austria.
A nda nao se sabe exactamente de
o gabineti de Turin accolheu
Frat ca.
Diz'-sc que acaba do rhegar a resposta do Sr.
do Cavour, ms n.io se sabe cm que sentido. O
Sr. ile Carour um homem mui obstinado, mui-
lo ambicioso para o seu paiz, e que mui diOicil-
mcnteceicr de suas ideas. Ha pouco mandan
elle publicar uma circular aos seus agentes,
contra o proceder manlido pela Austria na Ve-
ncen, como se isso lhe dissesse respeilo, ou mo ;c ello quizesse entrar em guerra contra seu
poderoso vsinho Quanto a Italia central, eis o
que se p:ssa.
O que parece mui provavel 6 que a influen-
cia 10 Sr Cavour e do seus amigos ser do lodo
pregada em mallograr em combinacao do Franca,
apoiuido-se, por esta vez, sobre vontade *do
poro. Eslc negocio da Italia est destinado a
dar-nos ainda muitos cuidados : os armamentos
do Piemoilc continuam n'uma vasta escala, e
pare:e que, do uma mancira ou do oulra, con-
vir corlar com a espada o no gordio
Na espectativa, a Franga soffre muitas incer-
leza. das luago. A Bolsa est n'uma esta/ia-
Zo tomplela, com uma foite tendencia para a
baixa, apesar da abundancia dos capitacs. Os
negocios (ommerciaes se rcslringem, c as popu-
lazes obieiras soffrem a falla de trabalho.
somento cm Paris, onde se revolveo solo de to-
dos os Leos para fazer novas ras, que ha uma
grandissima actividade entre os obreiros, que
perti.'ncem conslrucco das casas. Mas a in-
dustria minufaclureira* esl paralysada, e espera
com impaciencia o momento em que r restitui-
da Europa uma paz solida. Dcbalde app^lou
o imperador, em seu discurso, para a confianga
publ ca, e convidou o paiz seguranza. Esse
negocio da Italia, sempre coberto de nuvens,
inspira una desconfianza invencivel, lano mais
quanto havendo o nosso governo mudado de
opin ao, ja por Ires vezes, nao se sabe mais com
que so deva contar.
Tambera na AUcmanha a siluacao no boa.
A Austria esl sempre irritada'o descontente
Esse plano de annexazao da Saboia Franca,
como fronteira natural, produzio um movimelo
vivissimo na Prussia, porquanlo as razes que
se d aqji para tomar a Saboia se applicam,
com uma certa lgica margem direila do Rhe-
no, que tambera nossa fronteira natural, e
que, sob oprimeiro imperio, tambem fazia parle
da l'raii'.-.i.
S a Inglaterra que est perfeilaraente tran-
quilla, no meio de suas complicazes europeas.
Por islo que ella so oceupa cm actividade,
de sens negocios interiores. A cmara dos
communs regeitou, por 339 votos contra 213.
emenda do Sr. Du Cae', sobre o budgel e o ira-
lado de commercio. Votou as modillcacoes s
tarifas, urgidas pelo tratado, e oceupa-se "de um
requmenlo que ser volado quinla-feira, para
agradecer rainha esse aclo lo favoravcl ll-
berdide commercial. No dia Io de marco, lord
John Russel presentou seu projeelo de "reforma
parltmen.ar, que6 de suppor seja acolhido. O
marcchal O'Donnell rompeu as negociazes ctfm
Mmeos, e ia rcassumir as operaodes mili-
tares.
z?o(so 3 0i0 6795-4 lfr 97-80 Consoli-
dados ing.ezes 94 5r8.
DIAS DA SBIANA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula fundador.
3 Terca. S. Ricardo Rei ;- S. Benedicto f.
4 Quarta. de Trovas. S. Izidoro are; S. Zozimo.
5 Quinta, do Endoenzas("i> do mciodiaem diante]
6 Sexta, d Paixo ( at ao meio dia. )
7 Sabbado. de Alleluia. S.Epifanio b. m.
8 Domingo de Paschoa da Ressurrei.-ao.
te uma semana, seno nesse supposto tratado, o
o medo que leera os inglezes do poder da Russia
no Oriente, c principalmente na Asia, os lem
tornado muito mais fa.ceis para a inolfensiva am-
bizo da Franza. Deveu acrescenlar que a nossa
embaixada negou por si, toda a parlicipago na
nota do A/orninj-CAronteie. Assim deviaser,
mas isto nao provs absolutamente nada.
O Imperador cm seu discurso nao podia dis-
pensr-se do faltar do Papa e da agitago ca-
lliolica. Elle recordou 03 servigos que prestou
ao Papado, 03 esforgos que fez para reconciliar 03
povos das Romanias com seus governos, e o que
mais significativo 1 o cuidado que elle empre-
gou cm segurar nessas provincias o poder tem-
poral do Papa. E nisto, com efTete que est
toda a queslao. Se a brochura pao houvesse
baraleado lano esses direilos temporaes, a agi-
tago calholica nao se leria produzido, e mui
provavelmenle o Papa nao se recusara hoje a
aceitar a combinago de um vignriado para as
Romanias.
Nao se pode dizer que a Encyclica lancou na
Franga a agilagao popular: Foi s nas altas clas-
ses da sociedadeque so introduzio alguma pdV-
lurbazao tea muitos respeilos foram os proprios
bisos quo fomentaram essas perturbagdes. Um
delles principalmente, o padre Dtipantoup bispo
de Orleans. conlribuio com suas pasiones e com
seus escriplos, para enlreter a emogo publica. E'
elle um escriptor habilissiroo, muilo vigoroso,
muilo aggressivo, o agora est passando pilas
consequencias de sua propria ndole. Dous pro-
cessos por crime de diffamago foram intentados
contra elle : um pelos herdeiros de um amigo
bispo de Qrlcans, O Sr. Rousseau, cuja memoria
o actual bispo ultrajou por njeio de u.m paraphle-
INTERIOR.
Correspondencia do Diario de
Pernambueo.
ParA. 28 DE MARgo I)E 1860.
Chiro mi.Aqui chegou o Oyapock na tardo
de 2( do c.orreiite, depois de uma demora de 6
dias, o que j causava algum reccio ; mas feliz-
mente a causa da sua demora foi um concert
que leve de fazer no casco, para o que myster
foi que encalhassera-no ; ei-lo portanto chegado
as nessas plagas, sem entretanto ter trazido no-
ticia alguma de interesse.
O lien correspondente foi laxado de inexalo nas
suas noticias; mas o seu correspondente sabe
deitar margem as salivas do insulto que esse
ouicini quiz alirar-lhe na face. E pois vai dar-
Ihe 1 ma noticia era confirmaco do que j por
vezes lhe lem asseverado em" as suas missivas.
Deve Vmc. eslar lembrado que tratando eu cm
uma das ininhas correspondencias da igreja dos
Mercenarios que est inicuamente entregue ao
abandono, tive occasio de fallar tambera no
convento dos Carmelitas o conscguinteraenle
n'urr a fazenda que tem esse convento, denomi-
nada Pernambueo, fallei-lhe sobro os desmandos
e imraoradades que naquelle lugar'se pralicam
e do licenteamento que gozam os negros, poni
de fezerem ludo quantoquerem ; pois bem, ago-
ra ouga Vine, um facto all acontecido, bastante
horroroso publicado em um jornal.
Tendo fgido ao Sr. Luiz de La-Roque sete es
cravw, drigio-seo mesmo ao Dr. chefe de po-
lica e pedio-lhe forga para ir captura-Ios, pois
suspeitavti que-se linham retirado para o grande
mueambo do Guama!
O Dr. cete de polica mandou promplamente
4 prigas de polica enea rain hadas por Jos Siraao
da osla, que se prestou a serv-.r de guia por
conhecer os escravos eo lugar m que frequea-
leminle te acoutam.
A ofa aporiuu casualmente na fazenda Per-
nambueo propriedade do convenio do Carmo,
onde soube que ahi cslavara os referidos es-
cravos.
Sendo porm, pequea, Costa dirigio-sc a Bu-
pne e pedio ao subdelegado mais foroa, o qual
lhe prestou 16 guardas nacientes.
Na quarla-feira 21 de madrugada desembar-
caran! em Pernambueo, c com um guia que agar-
ra ram foram ao lugar cm que eslavam, dividin-
dj em duas a forca, para alacarem por dous
lados.
Chegondo a primaira parlo da forca a uma ca-
bana em que eslava um prelo deitado na rede,
um soldado do polica deu-lhe voz de pristo,
qual o preto respondeu com um tiro, de que mor-
reo o soldado algumas horas depois.
Esta reccpgao amedronlou os guardas nacio-
nacs, pelo que retrocedeu a forca. sem cousa al-
guma conseguir chegou a esla'cidadc com o ca-
dver s 9 horas da noile do 23 do corrente.
J nao esta a primeira vez que esses desal-
mados fazem intimidaras forcas que para all se
lem mandado. Seria conveniente que o governo
tomasse este sinistro que ora acaba do aconte-
cer, debaixo da maior considerarlo, pois so con-
tinuaren) as cousas 110 p em qu esto, ningueui
mais po-ier transitar por semillante lugar, que
era uma boa espera dos nossos malulos que so-
bern Guarna.
O nosso presidente nao se acha na capital, par-
ti na noile do dia 2i), no vapor Monarcha, com
o lim de visitar o baixo Amazonas at a ciiade
de Oloidas, segundo ougo dizer, e na sua volta
ir a Macap onde existe a no*sa primeira forta-
leza do uniiero; c finalmente ir ao ameno e
piltoresco Tocantins, saltando na cidade de Ca-
mota, uma das ra s populosas que aqui temos.
Esta deliberago Jo presidcnle ser de gjande
proveito para a provincia, porque s assim, s
desse modo quo um presidente, que para c
vicr poder licarconlioccndo apessoas e os lu-
gares; Picar cmlim conhecendo o povo a quera
governa o com quem vive, o que cm verdade
um carainkjo meio andado para qualquer presi-
dente queajWer do rogeros deslios desla mag-
nifica provincia.
Apparecem de vez em quando neste mundo
scenas tao bem representada*, que fazem rir a
qualquer hornera por mais sisudo que seja.
No dia 23 cscreveram a un dos nossos cone-
gos, a seguinte carta, sem data e sem assignatura :
Miseravel! cahisle cm lm no laco que ha 20
aonos Iribalho para armarle I ests "morto desdo
o momento em que abriste esta carta I
Agora nem mesmo Dos le poder salvar,
porque eu sou um instrumento de sua justica.
Maldito de Dos e dos homens, s tens" um
quarlo de hora de vida a contar deste instante
Lobo disfargado com as candidas vestes dos
Levitas; vaes finalmente pagar as tuas iniqui-
dades.
Tu, cuja vida ha sido uma cada nao inler-
rompida de crimes ; quo tcns zombado al desse
mesmo Dos, de" quera le dizes ministro; tu que
lias si;do o vordadeiro lypo do sicario, vaes em
breveireaeber no inferno o premio de tua carida-
de evaeelxca I
omem quo te nao conhece, mas que te
que ti' 11 ni dia de desespero jurou la
porque tambera o Dzestes participante
raalvadeza ;) um homem, emlim, que ha
20 anuos gasta fortuna e lempo no planejar*de
sua vingansa, conseguio emlim o meio de ma-
tar-le mesmo de longe, daqui do velho mundo.
Estou pobre ; mais constdero-me vingado !
Ministro sacrilego, leus apenas 15 minutos para
te reconcialiares com Dos. O veneno dos Uor-
gia* esla hora gyra em tuas veas Esta carta
esl envenenada 1 1
Esta carta, segundo dizcm, foi cscripta como
fim de zumbar do sacerdote, quem foi dirigida.
No primeiro momento senlio elle um choque to
grande quo quasi vai ao chao, julgando-se n'ou-
ira vida ; o corro como averiguado, que nessa
hora para elle de verdadeira agonia, nessa hora
em que quig ello j ouvisse o dobrar por fina-
dos, pergunlra a um moco que nessa occasilo
all se achava, se elle j "eslava morto 1
Ora veja, meu charo, o quanto o mJo zomba
das pessoas nervozas, que fez o bom do meu pa-
dre alienar a-razio e a conscicncia sem ter von-
tade, mas felizmente tudo nao passou de um
grande susto.
E Dos noslivre de uma tal brincadeira. Abre-
nuncio 1
No da 26sabio deslo porto a canhoneira lbi-
cuhy, levando a seu bordo o capito lente Jo-
s da Cosa Azcvedo, chefe da commisso explo-
radora da Guyanna brasileira. .
A canhoneira, segundo ougo dizer, vai ao rio
Araguary locando em Macap.
Os pregos alimenticios esto subindo de prego,
a farinha d'agua, azeitc de andiroba etc., etc ,
ludjesl por um alto c subido prego, felizmente
porcm, tomos tido carne verde e nao nos fal-
lar.
Consta que o F. fez-se eleger deputado pro-
vincial, porquo conta com a taboca na geral; em
verdade sendo lanos os candidatos, deve-se te-
mer guetyue chose, porque o partido tem de frac-
cionar-se e cada fraego puchar para a sua
banda.
O Dr. Filppe Honorato da Cunha Menina, ha
pouco chegado dessa capital, abri o seu cs-
criptorio de advogacia.
Sendo um mogo talentoso e de grandes espe-
ranzas, o Dr Menina ha de vir a ser 11ra hab -
lissimo advogado e um grande jurisconsulto.
O dia 25 foi festejado com todas as solemnida-
des do eslylo. Entre os membros do hotel de
Ville, appareceu um que, se nao o conheces-
sem, diriam ser um desles conegos quo ia en-
trando para a cathedral.
Adeos, al oulra vez.
bd-el-Kader.
ENCARREGADOS DA SUDSCRTPgO NO. SL.
Alagos, o Sr. Claudino Falc3o Dias; Baha, o
Sr.Jos Manins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMRUCO.
O proprieta rio do diario Jtfanoel Figswrroa de
Fana.nasua livnria praga da Independencia ns.
6 e 8.
jogam, be quo lado est a verdade, descobnra
incgnita.
Soube pelo seu Diario, que o juir municipal
nomeado para o termo de S. Bernardo c Tuleia,
acha-se preso em Caruar, por pretender obstar
prisao de um criminoso. E'de crer que e"ssc
aclo inconsiderado prejudiqnc a sua nomeagio,
se por ventura chegarislo a ser provado.
Segu nesle vapor para essa provincia o Dr.
Buarque Lima, juiz de dircilo da comarca da Ca-
rolina. *
Os partidos esli se preparando para pleitear
a eleico. As quesloes, duvidas, consullas c es-
perlczas j comegam das qualificazes. O nume-
ro do candidatos infinito.
Ambos os partidos mostrara a maior confianza
na adminislraco. Eslranho a esses negocios,
eslou no meu posto dn observazao. Inclino-me
a crer que nao triumphar exclusivamente em
toda a provincia nenhuma cor poltica. O trium-
pho ser repartido, porque de ambos os lados
apparecem candidatos de mrito.
Exislcm apenas no porto desla cidade dous na-
vios perlcneentes eslaco naval, sao o t'aiiio-
pe e o D. Pedro.
Felizmente vamos melhorando um pouco
respeilo de passadio. A carne j vai chegando
para lodos, e tornando-so melhor.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
O vapor Oyapock, enlrado dos portos do nor-
te, trouxe-nos com os dalas seguintes : Amazo-
nas 26, Para 28, Maranho 30 do passado. Cear
1, Rio-Grande do Norle 2 e Parahiba 4 do cor-
renle.
Amasnos. Nada occorreu aepois do ultimo
vapor d'alli chegado.
Para, Maranho fim cartas dos nossos cor-
respondentes,, que vio transcriptas em oulra
parle, conten tudo quanto lia de de importante.
Cear Uma carta particular que recebe-
mos diz :
A novidade mais nolavel quo occorre por
esta viuda polo Aracaty, de que n'essa se
achio presos dous socios da casa commercial
Caminha & Filhos aqnal casa fon ahi declarada
falida. Ignora-se aqui. por oro, qual o estado
ou alcance cm que se acha essa sociedade com-
mercial. O que para admirar correr que se
ganba tantos c quanlos : que se vai a mil ma-
ravilhas... e cora pomo, o que resulla, sio fa-
lencias... prejuisos.. esercra outros sacrificados !
Ha por aqui quem soifra indesiveis clicas com
a falencia d'essa firma Camintia Filhos : mas
ignorndo-se o que verdaderamente por ahi ha
occorrido a respeilo, inda nulreiii esperancas de
salvamento : mal de nos se nao tivessems es-
peranzas.
No dia 25 livemos aqui arrummenlo de
tropa, aqual foi bom refrescada cora chuva.
llouve cortejo salvas etc.
Foi bem festejado o anniversario da conslitui-
co poltica do imporio.
. S Ex. continua mui bem cm sna eneraica e
joslceira adHninistracao. Nao tenho lempo para
dizer mais .
Rio-Grande do Norte e Parahyba. Ambas
estas provincias marcham sem novidade, con-
tinuando a fuuccionar na primeira a assembla
provincial.
MAIIVMIVI)
S. Luiz 30 de marco de 1SCO.
Tem aqui causado bastante sensazo um factoj
que se acaba de dar na comarca do Brejo. O vi-
gario da freguezia de Nossa Senhora da Concei-
ceico daquella comarca, sob pretexto de tercm
alguns individuos posto sobre elles mos violen-
tas, lancou-lhes a excommunho maior, que s
reservada ao papa e aos bispos. O abusoirirai-
noso que fez esse padre de uma pena lo grave,
ia produziudo serias c terriveis consequencias.
Os excommungados vendo-se quasi abandona-
dos por suas familias e por quasi todos que com
elle linham relages, e ludo islo em consequen-
cia de urna condemnago, para a qual nao era o
vgario sufficiente, e imposta por conseguinte por
sua autoridado propria, e contra a da igreja, di-
rigirara representages ao Sr. bispo diocesano c
ao Sr. presidente da provincia contra o procedi-
monto do tal vgario.
O Exm. bispo, como era de esperar declarou
nulla e sem effeito a excommunho ; e consta-
nos que de accordo com a presidencia vai retirar
o vigario da parochia. Este facto consequoncia
de outro qu ha pouco levo lugar. Alguns in-
dividuos lenlaram conslranger o parocho a per-
millir a celebrazao de um casamento, para o qual
appareciatn justos impedimentos, elle resiste e
apresenta-s nessa capital queixando-se de que o
tinham querido matar.
Nada disto porm est averiguado, o o quo em
tudo certe a excommunho, que o proprio
vigario muito emphaticamente cOmmunicou a
seu ordinario.
A comarca do Brejo sempre o Ihealro dos
mais lametitaveis acontecimentos. E de tal sorte
reina all a intriga, que alguem j disse com es-
pirito, que dcscobric eotre os individuos queo
PERNAMBUCO.
SSEMBIA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO DE 28 DE MARgo.
Presidencia do Sr. Barode Camaragibe.
(Concluso.J
O Sr. G. Guimaraes :[Daremos cm outro nu-
mero.)
O Sr. Gitirana :Sr. presidente, j por duas
vezes tenho oceupado a attencao da casa, discu-
tiiido o projeelo de torca policial, c confesso, que
nao tenho felo mais do que desviar os nobres
collegas, de ouvrcm discursos importantes,
mais bem elaborados, de maior ulilidade, c me-
nos gosto. Entretanto, provocado pelo orador
que acaba de ausentar-se, de novo entro hoje na
discussao, e pego ainda casa, o favor de des-
pender coraigo sua benovolencia.
Enlro na discussao, S'. presidente, bem re-
celoso, nao s porque conheco a deficiencia de
minhas habilitages, como porque pretendo en-
carar de um modo diverso a questo que ranos
oceupa.
Rcconheco, senhores, que a poca 'toda de
confianza, porque todos esperamos muito da ad-
ministrazo aclual ; confesso que, por isso mes-
mo, ella a mais melindrosa, para aquellos, que
desejarem entrar n'uma discussao seria, impor-
tante, e grave, com a franqueza, que exigem os
negocios pblicos, e o carcter do qualquer um
de nos.
Observo que a discussao da torco policial, tem
constituido, de cada um Sr. deputado, [a melhor
auloridade de seus respectivos districtos ; e la-
mento apenas que na apreciago que aqu se
tem feito de cerlos fados, acontecidos na pro-
vincia, se nao lenha ao mesmo lempo apresen-
tado os documentos comprobatorios dessas fal-
tas, porque s assim, confesso. poderia resultar,
de semelhanle discussao, ulilidade para nos, e
para as autoridades superiores da provincia. E
nem se queira por sht dizer, que cu dei o exera-
plo, entrando na approvago du tactos da rainha
comarca, em apresentar as devidas provas, por-
que ento responderci : que clei tactos prali-
cados por empregados, que tendo assento nesta
casa, poderiam contestar-m'os ; nao sendo elles
verdadairos, citei tambem os commcltidos por
autoridades, que actualmente anda o sao n'a-
quella localidade, confiando que nao sendo elles
verdadeiros, na casa exista quem me podesse
contestar.
E foi por osia razo, que julguei-mo dispensa-
do de Inzer para aqui documentos: nao entondo
por isso, quo os nobres deputados, que tambera
teem feito aecusacoes a diversas autoridades, se
acham da mesma maaeira dispensados de juslifi-
c-las, por isso que s6 assim a casa poder en-
trar na apreciago d'ellas com algum provcito.
Proseguirei portanto na resposta que me pro-
vocou o nobre orador, qu precedeu-me. Direi,
cm primeiro lugar, que esse honrado membro,
declarando casa, que as suas ideas eram todas
duvidosas, que nao linha muita certeza de que
convinha fazer respeilo da forra policial, toda-
va confessou que o seu voto seria negativo ;
confessou cgualmcnte, como lodos nos o ou vi-
mos, que votiva pela diminuico da torga, nao
obstanie as suas ideas duvidosas, nao obstante a
deficiencia de seus conhecimento3 para apreciar
a materia, e concluir dizendo, que reconhecia
claramente a falla de soldados de polica, para o
servigo da provincia. Nesta parte j v a casa,
j v mesmo o nobre deputado quem me red-
ro, que confessando em sua argumentago, que
insufficicnte a forga actual para o servigo da pro-
vincia, deve concordar que dcvemosaugmcnt-la
como o projeelo determina.
. Depois desla consideracao, enlrou o nobre de-
Sulado na apreciago 9a conducta do aclual che-
3 do polica. Ento lamentou, que esse dis-
linclo funeciorfario, levasse o seu zelo ao ponto
de mostrar mesquinhez (cxpresses suas) para
com acontecimentos, que tanto nao oxigiam.
Referi Sr. presidente, um fado da lomada de
unsbilhetesdoRio a um individuo desla cidade,
mas nao contando a historia de modo, que po-
desse resultar desar para o chefe de polica,
porque, mesmo da maneira porque a expoz o
nobre deputado, deiiou ver, qUe sendo certo,
que ha uma le, que prohibe a venda de burletes
de oulras provincias nesta, o chefe do polica lo-
.ml e?f? 'ISi fio- Pr'i.uo. i& numero
d'etles, joserem todos premiados, e de uma
prevengo de fados, que tendera desrespeiiar
disposigocs de lei nao ha raolivo para o censu-
raros oa.
O nobro deputado aproveilou anda a ocessiio
para lamentar, tratando dos negocios do uri-
cury que egual zelo. que tanta promptido, que
semelhanle espalhafalo (expresses suas) nao se
Uzease respeilo desse acontecimento, como se
fez respeilo do crime de furto comiucltido por
tira criado do presidente da provincia..
O nobre deputado irazendo este facto para a
casa, quiz sem duvida mostrar, ou dar a enten-
der, que os aconleciraentos do Ouricury dignos
da mais seria attencao do governo, nao tinham
assim sido considerados pelo mesmo governo.
Entretanto senhores o que sabemos eos esse
respeilo r O que a cada momento so nos infor-
raava ? Que o digno chefe de polica de harmo-
na com o presidente da provincia, concertaran!
sobre a melhor providencia que convinha to-
mar, e procurando um delegado, que fusse o
mais conveniente, para ir lomar conhecimento
desse fado. E eu ainda me prevalecer da op-
porlunidade para declarar, que em casos de ta-
maita gravidade, a presidencia muilo recom-
mendada da parle daquelles, que lem ue acal-
mar nimos exaltados, e nio com precipitigu
que se devo isso fazer, porque a piecipiUco
(razia o r-inprego violento da forca eo emprego
violento da fo+ca pelo governo 'indicar-nos- bia
que 11.10 c elle o moralisador do povo c sim o
seu tiranno, o seu perseguidor. E se nio, veja-
mos senhores o raolivo quo deu lugar a esses
aconleciraentos de Ouncujy e digama-lo o que
era necessario fazer-se ?
Sabamos a cada instante que o chefe de poli-
ca de accordo com o presidente piocurava um
baeharel pan mandar para aquella localidade, ce-
rno un hornera mais habilitado, pelo conhecimen-
lo do processo, poloexamc das circunstancias ac-
tuaos, para bem desempenhar a missao de quo
tora eucarregado. missio toda arriscada, toda
melindrosa. Encontraran] o baeharel Francisco
Jos Martina Pena, mas depois de nomeado elle
recusa-so a acecitor osla commisso ; enlo re-
correm ao nosso nobre collega o Sr. Dr. Henri-
que Pereira de Lucena e encontrado assim um
baeharel para essa commisso, como vimos, 1 lio
parti; dciam-se as providencias necessarias,
porque lambera era necessario mandar-so al-
guma forga. para que esse delegado extraordina-
rio nao fosse soffrer violencias, nio fosse muitas
vezes tornar ainda mais arriscada a posicio do
Ouricury.
N'esscs preparativos 'consumiram-sc alguns
dias, e nem era possivcl fazer-se tudo de repon-
te. Portanto, nao vejo n'isto, senhores, seuao
moliroa i-uiu olvgiaraaoa > .iilnniiisira^-au ua po
vincia, para clogiarmos o chefe do polica ac-
lual. Nolei tambera que o orador a quem res-
pondo reerindo-se a eslas providencias do go-
verno, pretenden dar a entender, que o baeha-
rel cscolhidd nao inspirava a sufiicienle coiiUan-
ga para o bom desempenho de sua commisso.
Devc^dizer casa, e creo quo ella commigo
reconhece, que o baeharel de quem o governo
langou mo para mandar para Ouricury, um
desses mocos que pelo seu carador sisudo, pela
sua illuslrago, e pelos seus honrosos preceden-
tes, inspira toda a confianga, de que a sua mis-
sao ser satisfactoriamente desempenhada. E
fallando de um moco principiante em sua earrei-
ra publica, de um mogo cujos precedentes lh
dao motivos para se lhe depositar confianza, eu
direi a respeilo do baeharel Lucena que "o seu
nomo dspensa-me dizer qualquer cousa a seu
respeilo e seu vordadeiro elogio. (apoiados. >
Ouanlo a querer o nobre deputado censuraras
providencias dadas pelo presidente acerca da pu-
nicao do crime de furto commellido por um sen
criado, eu nao vejo n'isto, senhores, seno o
cumprimento fiel de attribuiccs que tambem es-
lava a cargo do presdante, "e por isso mesmo
motivos para o elogiarmos, porque vejo que elle
desta sorte, moslrando-se zeloso na ropresso do
crime commellido por um seu criado, sem duvi-
da dava a entender que egualmenle procedera
cora aquellos que nao o fossem, pois que nio
isentava nem mesmo os de sua casa. Nao reco-
nhecemos nos por vcnlura, senhores, que a cir-
cumslancia de ser esso individuo criado do pre-
sidente da provincia, de alguma sorle iropunha
ao presidente a obrigazo de mostrar um zelo-
maior, um mais immediato interesse na sua cap-
tura e punigao? Sem duvida nenhuma e ainda
ahi eu nao vejo seno motivos pera elogiar, para
ler confianza (no presidente da proviucia c no
chefe de polica aclual.
O nobre deputado, senhores, continuando ain-
da, referindo os acontecimentos das diversas lo-
calidades da provincia, querendo cora ellos mos-
trar defeitos, que, a seu ver, faziam carga ao
chefe de polica. Com quanto esperasse nao fal-
lar hoje por ter pedido a palavra depois de ou-
tros honrados membros, e por isso nao acho-mo
preparado para responder aos fados menciona-
dos pelo nobre depulado, todava direi alguma
cousa acerca da materia em discussao.
E nem se diga que os acontecimentos do Bo-
nito, queaqui referi, eslao no mesmo caso; e
porque tambem devia cu apresentar documentos
quando tratava das violencias praticadas por era-
pregados daquella localidade, os quaes do al-
guma sorte acham-sc embancados 110 bom de-
sempenho das funegoes que all exercem. em vir-
tude de se terera envolvido em eleiges : por-
que eu mostrei que os documentos quo devia
apresentar eram os necessarios, visto que um
desses empregados existia n'esta casa, outro
existia na comarca, e podia tambem conles-
tar-me.
(Ha um aparte.)
Nao vejo portanto paridade entre a minha po-
sigo e a do nobre depulado, nao vejo que ello
podesse estar dispensado de comprovar os seus
ditos n'esta casa para que assim podessem ter
peso suas censuras dirigidas s autoridades supe-
riores da provincia.
Assim, Sr. presidente, crcio ter respondido ao
nobre depulado a quem me referi
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a sos-
sao e designa a ordem do dia.
SESS.lO ORDINARIA EM 29 DE MARgo.
Presidencia do Sr. Dardo de Camaragibe.
Ao meio dia, feitaa chamada c verificando-so
haver numero legal de deputados, abre-se a
sesso.
Lida a acta da antecedente, approrada.
EXPEDIENTE.
Um ofTicio do secretario do governo remetien-
do os aitigos de posturas da cmara municipal
do Recite.A' commisso de negocios de c-
maras.
Outro do mesmo, remetiendo, o relatorio do
engenliciro Sau que foi enviado pelo ministerio
do imperio, e bem assim o do engenheiro fiscal,
sobre os trabalhos da estrada de ferro relativas
ao mez d fevereiro ultimo.A' quem ez a re-
quisigo.
Outro do mesmo, remetiendo a intormacao
ministrada pelo inspector da thesonrria provin-
cial, pedida pela esscmbla em officio de 21 do
corrento.A' quem fez a requesicao.
Um requejimenlo de Urgolino*Antonio de Li-
ma, arrematante dos imposto dos cepos c repe-
sos do acougue, e de gado de consumo, duzentos
a% a+ X #% li r r>f\ #1 1
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MARIO DE PERNAMBUCO. SaBBADO 7 D.E ABRIL DE 1860.
-Tis sobre o ovelhuui do municipio Je Sanio An-
uo no anno do 1859 pola quanlia do 4-485S500,
pe.indo um abate da dita arrcmaiaco.
Outro do Francisco Jos Honorato Serra Gran-
de, porleiro do jury, pedindo o pagamento de
seus ordenados.
Onlro do porleiro e mais empregados do ce-
miterio dcsla cidade, pedindo augmento de or-
denado.
I.o-so e 6 approvado o seguiste parecer :
A'comniissao do peticoes, sondo presente o
pedido da misa regedor da irmandade da impe-
rial capella das 1'rontems, a quem solicita pre-
erencia para andamento das loteras que lhe fo-
nm concedidas por lei do parecer que se m-
Jcfira essa petizo.Figueiroa.Gonralves Gut-
mares. .
Julgaudo olijccto de dclibcncao vai a imprimir
o seguime projeelo : ,. ,
A eommissode forra policial atlendendo as
razoes expendidas pelo lenle quarlel-meslre
do corpo Se polica Manoel Fernandos de Albu-
itierque Mello uo re ucrimento submellido
consideraeo da mesma commissao, em que pc-
de sejam os seis vcncimenlus igualados ao. dos
officiacs do Qlcira de iguaes plenlos, de pare-
cer que a pretenco do supplicanle est no caso
do Ser allendido e ollerece nosse sentido o se-
guate parecer :
A assembka legislativa de Pernambuco re-
solvc :
Artigo l.'nice. Ficara guiados os vencimentos
lo lenle quarlel ni es lie do corpo de policia
aos officiacs de filoira de igual patente.
Sala d.is commisses da assembla legislativa
provincial de Pernambuco, 2G do margo de 18C0.
Jos Antonio Lopes.Jos Joaquim do Reg
Barros.
O Sr. N. l'oilella, manda a mesa un projecto
iuc 6 jnlgado objeeto de deliberado e mandado
Imprimir.
E' lido c approvado o soguinlc requerimento :
Uequeiro que pelos canaca competentes se
pecana as seguales informaces : Ia qual o nu-
mero dos Indios Mstenles na aldeia da Escada ;
S" 8uo providencias tom I.vido para a medicao
das ierras da mesma aldeia : 3* copia da reprc-
sentacie dirigida i presidencia pela cmara da
Escada em 1857, pedindo parle do terreno da
iiu'siin aldeia romo patrimonio di cmara.S.
.A'. Pulidla.
ORDSX DO DA.
Entra em Ia discusso o approvado o projee-
lo n. 30 do anuo passado, que approva com-
proraisso di irmandade do N. S. do Rosario da
Clona de Goil.
Continuarn da 21 disrusso do artigo Io do
projecto de Q saca o de torea policial.
[Continuarse-ha.)
p. passado .... 'Ji^iT
Receita de 1 a 29 do cor. 5:0S6;300
-----------------5:181*073
Desbeza idem. ........ 4:00000
Saldo.....l;18l073
Saldo em 31
p. passado
Receita de 1
Dcspcza idem.
GUSA DE DEPSITOS.
de Janeiro
. .131:7375660
a 29 do cor. 2.240$00
r*r
133;977660
3294'KX)
Saldo.
.133:CtS6eO
CA1X.V ESPECIAL DAS APOLICES.
Saldo cm 31 de Janeiro
p. passado .... 42995G
Receita de 1 a 29 do cor.
Dcspcza idem
429:956
I
w E' ln santo humera, diz o cunimunicanie,
o1* cu amigo padre Francisco Pedro, nunca fez
wo! a ninguem o entretanto sempre victima
nos eonlHclos que se teom dado no Ouiicury
'/ islo s poderia boro responder o Sr. Dr.
An unes, ex-juit municipal da quelle termo,
que so'no fora confortavcl costou>e qne segu
sea de agasalliar-se o deitar-sc cedo teria
experimentado a peia do santo \ gario. Mas
diz-nos, Sr. communicante, quem foi que
poi sua; prfidas insinuaces fez processar por
crime particular ao lente coronel Alvaro Gran-
ja que ha loezes e muito anles do processo ins-
taurado pela surra do Dr. Aniones j se acliava
pronunciado o comfianca na Villa ? Quem foi
qu; nimado de toda a torna policial, deque
en ao poude dispor o capilo delegado de poli-
ca, encolou a pona de baionelas da matriz do
Ouricury por occasiao da qualilicaco dos votan-
les o jaiz do paz mas volado da froguezia, os
Saldo.
129;956
CA1XA DK AMORT17.Ae.AO DAS APOLICES.
Saldo em 31 do Janeiro
p. passado .... 40:3035000
Receita de 1 a 29 do cor. $ .
----------- 40:300^000
Dcspcza idem .... jj
Salde.
40-300f000
Commumcados.
cao da capiiauia, para o que sugeilaram-se as
penas e condicoesde fiis depositarios.
Atlenda-sc bem : Silva Leao erafiel deposi-
tario dos assucares depositados nesse barraco.
Mas Silva t.eo & C.a fornm quem despacharam
e transporta rain sol sna responsabilidade, cso-
mante por cunta o risco dellesesse assucar rio
que Silva Lco s erael depositario. Mas
nem por isso o crime do estellionalo dcixa de
existir. Silva Lefio s por ti quem o deposi-
tario, mas o mesmo Silva Leo e a companhia
sao osquecoramclteram a fraudo subtrahlndo a
propriedado alhel; mas o el depositario o
rerdadeiro criminoso, porque quem tem a par-
le principal nafirmaconimcrcial, o quem
dirige os negocios da casa. Diz agora o R do Tem-
po cum toda o ingenuidade onde est nqui a
fraude o aina foque constuiam o crime?
Se ao negociante de grosso trato, ou mesmo de
._ pequeo commercio, nao fosso permiltido fazer
Icitorcs officiaes de patentes superiores da guar-' exportar o assucar ao genero do que carecesse,
da nacional, inclusive o proprio Alvaro Granja, i ou para inleirar um carregamonlo, ou para acu-
e oulrjs muitos cidados dislinctos do lugar,' dir a urna Iransacon, onde exislia a lberdadede
fa.endc depois a qualilicaco a seu geito com
i
que, diz a uiustro adminislraco, o Hospital nao
poda por orapotsuir bent de raiz,'t for const-
guinleo art. 101. a que se socorren o genio do
mal anda era mora.
E qual a letra vita, pergunta a commissao,
que aulonsou a filustre adminitiracoa vender o
que nao era seu? qual a letra viva, que deu
poderes a illuslrc adrninistr.ic.ao para vender urna
propriedade da associaqao, que ella (adminislra-
co. nao comprou, mas que achou como patri-
monio legado ao esiabele enlo ;- pela primeira
administracSo, nao abia a illuslre adminislraco
de 1859 qu essa propriedade pcrleniia lotali-
dade dos socios do Hospital e nao aos viole e tres
mombros da sua adminislraco ? E se esta nao
tinha sobre ella nem podia lerodireilo de domi-
nio, como quiz arrogar-se odireilojdc alienaco?
REVISTA DIARIA.
Quinta feira foram pralicados cm (ifTerentes
templos dcsta cidado lodos os aclos religiosos,
A ceremonia do lava-ps tardo, seguio-sc
noiln a exposico d-is templos, com o santo se-
publiro armado, adoraco dos fiis, que em pie-
dosa visita so succodian mis aos ouiros, para
furcm suas oblaeoes ao Deo3 humanisado aili
presente.
As ras permanecern! sempre pojadas de pes-
8oas do ambos os sexos e de todas as condicOes,
que iam e vinliam, al adinntada noilc ; pois
que o luar era magiiifleamento bello.
lloulem sexta feira celobrou-se o acto da
paixo pola manhaa. e i tarde honvc lugar a ce-
remonia do descciidimenlo do Senhor nos con-
centos de S. Francisco o Carino, e as grojas do
Santa Rila e da Santa Cruz.
Em seguida a este acto, sahiram as procissoes
lo Senhor morlo, que percorreram varias ras
dcslo bairro em exposico aos liis.
Informam nos que acha-se na ra Direila
m reedificaeo nina casa com oito singlo, no
lerminam as posturas.
O daino que disto pode resultar ao pubico,
manifest c pois compre que a pessoa a quem
est incumbida a vigilancia.disto, nao deixe em
olvido esse seu dever mprescriptivel, atlendendo
mesmo que nlem de um dever de lugar, lia o de
liumauidade.
Hoje ha espectculo no thcalro do Sania
Isabel, beneficio do ador Lima.
O drama oMundo, Diaba o Carne,c a co-
media o Judas cm sabbadode Alleluia.
Ao amanheccr do dia quarla feira appare-
ceram quasi todas as paroles das casas da ra de
>. oonr.aio com pMiwns obscenas c leirciu lasmo jaez, olTondeiido-se assiin a niorallidade
publica e ao decoro das familias.
He preciso que a autoridado dalli nao deixe
estas cousas so reprodu/.ircm, procurando c.onhe-
cer quem soja o autor dessa graca, para dar-lhe
a devida recompensa.
O mercado do peixe estove estos dia?, co-
mo sempre, abundante ; porem o costo subi
ira ponto fabuloso, pedindo-su ale C-5 e 8JOOO
por una curima de dous palmos !
O nosso oslado de mercantilismo tal que nao
lia situaeo que nao seja aprove-ilada para have-
rem-se lucros inmoderados que a moral repro-
va e o coraco nao pode sancionar.
Nesles dias quaresmaes lodos aliracntam-se de
peixe, e o mercanliiismo, certo disto, abre suas
une e suga o snngue'da popularo ao sopro da
necossidade, que nella ha daquellc genero.
Mui abusada vai a liberdade do commercio,
piando um lucro razoavel se pospoe um ou-
Iro que toca os limites da usura.
O vapor nacional O'japock, vindo do Para c
portos intermedios, trouxe os seguintes passa-
geiros :
Commendador Antonio Telles de Menezes, Dr.
Leonardo A. Ferrcira Lira*, Dr. Jos Antonio Fi-
gueiredo. sua senhora,5 lillios e 4 escravos, ca-
pilao Jos.Ignacio Berargace, P. Francisco do SS,
I). Mara Franco de S e nina escrava Fiaiiklin
de Aleluia M., sua senhora e um fillio e treses-
cravos, Dr. Antonio B. de Lima c um escravo,
Angelo C. de Abren, Olimpio de Castro, e Silva,
Antonio Joaquim de Brilo Oliveira, Jos do O.
Almeida, Antonio Jos B. Bahiano. Padre Fran-
cisco Pedro. Joo Joaquim Pogis c 2 filhos, Lu-
cio Ribeiro Guimaros, Manoel Joaquim de Mou-
ra.Jos Smelh de Vasconccllose um tilho. Joa-
quim Jos de Oliveira, Jos Mondes, Manoel T.
Ribeiro e um oscravo, Paulo Luiz Gorgnon c um
.scravo, Herculano O Ribeiro Castro. W. T. Don-
son, Paulo Brit e um escravo, Antonio Jos da
Silva Maia, Dr. Leonardo Aniones Uelra, Jcrony-
mo Gi Saldanha, Manoel da MoUh, Dr. Francis-
co Jovila, C. de Aibuquerquo e um.escravo, An-
tonio Jos da Costa e um escravo, Paulo Jos
Cordeiro e um escravo, Antonio Marques da Cos-
ta Soareo, Jos Luiz Pereira Luna Jnior, Jos
U. de Souza, Joaquim F. de Araujo, Jos Garca
da Silva, Rento Jos da Costa, Manoel,Pereira de
Araujo Vianna e 7 escravos a entregar.
Para o Sol, Franeisco Jos Marcale-sua filha,
Manoel do Jess l'ercez e sua senfiora, Damasio
JU. Barata e sua senliora. Dr. Sebastin-Carduzo,
ieoocio Jos Theofilo, i). Abade de S. Rento,
capilao Vicente Fcrreica Gomes, lente Francis-
co P. da Silva., alferes Jos A. de Soma Sombra,
Jilferes Bellarraino A. de Vasconcellos, Joseph
iehman, Joaquim A. M. ouza, Jesuina N. do A.
D. Manoel Jos.Ferreira de Almeida, Manoel Mo-
j a da Silva Ramos, cpraea Antonio Jacinto
<.ordeiro, sargento Bernardmo do S. Dnarte, 11
moldado* do exeroo, duas asulheres casadas, 18
fecrutas para o ejtercito, dous aprendizes mari-
iiheiros, quatro reerutas para marinha, U es-
cravos a entregar na xorte.
qui
Nascido na provincia do Cear nao podemos
deixor de lamentar a perda que essa provincia
soCfrcu com a morte do [ilustre senador Jos Mar-
lniano de Alencar, um dos seos mais dislinctos
lilhos, c que. se esforcava quaulo llie era possi-
vel cm ftkcr bem a s'ua patria. Mas sol essa
mesma mpressao, quando de. coraco sentimos
a morte de un rpeilavcl ancio nao podemos
doixar de guiar o nosso espirito na procura de
quem possa precncher bem na cmara dos sena-
dores a vaga que l se don por to infausto acon-
lecimenlo. Se a grande e populosa provincia Mo
Cear com razo choia a perda de um de seus
Ilustres lilhos, sirva-llie ao menos de unitivo o
fado de possuir ella um crescido numero de ca-
pacidades, que podem ser seus representantes
naquella cmara.
Sira, o Cear hoje con la filhos Ilustrados que
estn no caso de oceupor os mais elevados car-
gos da uacao : entretanto como todos ao mesmo
lempo nao podvm oceupar um s lugar de sena-
dor, fon-a que donire lodos sejam presenta-
dos aqullos, que a opimo publica c o boro, sen-
so do paiz e da provincia Indicara como o-i mais
preferiveis pelos seus servicos e talentos : ndu-
biiavelracoic sera ofieusa das deraaisilluslracoes
cearenses apresenlam-so bem salientes os Srs.
l)r. Miguel Fernandos Vicira, commendador Joa-
in Mendos da Cruz Guinaros o o desembar-
Oador Jernimo MartinUnu Figueira de Mello.
Nao acreditamos que o Cear possa adoptar
urna lista triplico que mais honre seus bros, pa-
triotismo, luzes e dignilade. Ja que aponamos
esses tres caralcrcs honrados e disiiuclos, ja-
nes permiltido dizer alguma cousa a respeito do
ultimo, o Sr. desembargador Figueira de Mello,
de quem temos mais peroilo conlieciinento.
Em verdade por qualquer lado poique se en-
care a eleic.io do Sr. Figueira de Mello para se-
nador pela "sua provincia, nao pode doixar de ser
considerada honrse, acertada e justa ; porquau-
lo o Sr. Figueira de Mello sem conleslacao o
cearensc que mais Borricos tem prestado ao paiz,
e ao mesmo lempo oiu dos mais Ilustrados li-
lhos do Cear.
Neete momento solemne quando procuramos
fallar da candidatura do Exal. Sr. desembarga-
dor Figueira de Mello, nao podemos deixar de
invocar o lestcmunho do paiz, e de reclamar e
pedir ao Cear cm peso que se crga, se levante e
diga se ou nao verdade de que o Sr. Figueira
de Mello o mais prestigioso de seus lilhos!
Quem de boa fe pede duvidar de quo o Sr. Fi-
gueira de Mello o Cearease de mais sabor c in-
telligcncia, que actualmente existe? Qual dos li-
lhos do Cear, ora existentes, o que serve ao paiz
ha mais lempo, e que ten) oceupado primeiro os
lugares mais subidos da adminislraco, do par-
lamento e magistratura 1 O Sr. Figueira de Mello
dos filhos do Cear o piimeiro que so formou,
foi dos hachareis cearenses o que primeiro foi
ilespachado juiz do diroilo, 101 quem primeiro ai-
tiugio o lugar de desembargador, foi o primeiro
bacharel do Cear que foi eloito deputado geral! !
Sin desde o anuo de lb34 quo o Sr. desembarga-
dor Figueira de Mello fazia-se ouvir, pronuncian-
do importantes discursos, na cmara dos depu-
lados : desde o anno de 1832 em que se formou,
na academia de Olinda, o Sr. desembargador Fi-
gueira, principiou a prestar servicos e a oceupar
emprogos importantes; principiou por oceupar
o lugar de promotor publico da corle, depois o
do juiz do direiio da comarca da capital do Cea-
r ; exerceu o lugar de secretario do governo da
provincia de Pernambuco, cujos servicos impor-
tantes inda hoje mereccm a honrosa menco,
que delles faz o Exra. Sr. visconde da Boa-Vista,
enlo presidente de Pernambuco.
Despachado presdeme da provincia da Para-
hilia o Sr. Figueira de Mello, renunciou essa
honra.
Foi o primeiro magistrado que como cuete de
polica executou cm Pernambuco a lei de 3 de
dezembro de 1841 e seu respectivo regulamenio.
cncarregado dessa importante e honrosa trela
de montar a policia em Pernambuco pelo mesmo
Exm Sr. visconde da Boa-Vista, que era presi-
dente.
Foi despachado o primeiro juiz dos feitos da
fazenda em Pernambuco, onde exerceu por inui-
depois a
excliiso dos adversarios polticos ? Fui eu que
l nao estiie I E quera assim procede, quem
por tal modo provoca e injuria as primeiras
peuoas da freguezia," ser o rnais ruco e sem-
pn) a victima destinada ao sacrificio Filiz-
mente, Sr. communicante, j nao estamos no
lempo, cm que ludo quaulo se lia em lettra re-
donda, era lido por verdade. Hoje a verdade
se procura em oulra fonte, quo nao o escripto
do hornera apaixouado, inlerosseiro, impostor c
in rigante.
Lastimamos o horrivol atlen'ado que se deu
na pessoa do infeliz capilo Muniz Brrelo, c
por issi) mesmo que queremos a punicodc seus
autores c cumplices, que uniudo n'ossa voz a
do correspondente da Boa-Vista bradamos alto
para quo nosoiicam, que o vigarioFrancisco Pe-
dio.do Ouricury.courorreu direclamenle.ou anles,
6 ) nico reponsavcl pelo assassinalo do capi-
tal Muniz Brrelo, rcduzndo-o como roduzlo a
nstrumento de suas vingancas contra o len-
le coronel Alvaro Granja, a esperanca de-des-
beer-se dcste, que o sanio hornera sempre
julgou que suecumbiria lulando contra as for-
cr s da polica.
Esta a verdade, por que nislo concordato
ledas as carias recebidasnesta capital de pessoas
imparciaes do Ouricury, que domis a mais ac-
iiecenam que em quanto se nao remover d'ahi
o vigario Frencisco Pedro, jamis havera.no lu-
gar socego publico, paz e harmona.
Sabemos, Sr. communcaiile, com quem lu-
ir utos offeclivamenle luamos com o homem
q io sinda era face da leitura de documentos de
ei-lupr-M, roubos o prevaricaces escripias de
seu proprio puuho, Dio corou era suecum-
bol!
Veja se nao conhecemos ; lodaviano arripia-
n os oarreira ; c firme era nosso posto de hon-
ro no:l ha de encontrar sempre prorrlplo para
recebc-lo, desmenli-lo, c uesmascaia-lo, mer-
c'; de Deus.
* *
Roe fe 2 de abril do 1800.
commercio? 1..... (!!!)
Mpu Deus onde iramos parar se podesse sub-
sistir urna semelhantn argumentaoao?
Diz anda mais o Tempo : Como se pode
considerar o negociante criminoso, porque fez ex-
portar um genero do que careca, lirando-o dos
respectivos depsitos (!!!f Estes principios de
communisino se poessem ser adoptados l ira
toda a sociedade pelos ares, e loriamos de ver rc-
produzidas no nosso paiz as scenas que assola-
ram os paizes, onde se quiz plantar scmelhantcs
ideas. De mancia que nao criminoso o fado
de una qualquer pessox tirar um objecto que lhe
foi confiado o rende-lo, visto que tem preeisio
delle? I O digno thesoureiro da thesouraria ge-
ral o muito honrado Sr. Caural pode todas as ic-
ios que carecar de dinheiro, tirar dos cofres que
Ihocslo confiados qualquer quanlia, sera que
seja por islo criminoso; o mesmo pode fazer o
Sr. Paulo Telles, thesoureiro provincial. Quando
laca fados so deem estes dous senheres nao po-
dem ser considerados cmiuosos, segundo os
principios do communicante-Ado Tempo.
beral Pernam6ucniio, onde vejo um tal Alfonso-
d'Albuquerque Helio, com a responsabilidado
o'om tal Angel Ilenriques da Silva, >iiiik.(de ps-
sagein seja dito) em sua correspondencia de 4
linhas pede intir a urna publica ao, isto ura
artigo indito, trincar, oin sanha e desespero,
um tribunal inleiro e pretender poluir com sua
baba venenosa a conduela do homens que, se
descessem a respondcr-lhe, a resposta nao po-
deria ser oulra nenio a gargalhada do desprezo.
Ora, ser possivel que esse lal Sr. AJfonso queira
marcur agora urna nova epora, depois da que j
lho foi marcada em 1849?! Deus djuizoa
quem o nao lera, EnUrnde o Sr. Alfonso que
i un Brande escndalo, urna inaudita lemeridade,
| una prevaricaco. ernfim, que o merilissimo tri-
bunal do commeicio de Pernambuco, composto
Agora por outro lado ; se o Hospital nao podia1 ,i,, nin,,.,,,,or",v"""
admiras-1 ,;"'.'S_lra.dos probos e illuslrados. de depota-
0 je izo formado por um peridico de qninta-
foira ocerca da deciso da jnnla da thesouraria
provii cal sobre a questao da apprehenso do urna
I oirn de couros pertencenle a casa Tisscl Fre-
uscarece de alguin reparo.
O infcrmanle desse juizo nao est cortamente
a par de todos os fados c circunstancias que
l;m acompanhado esta apprehenso.
A casaTissel Freres goza desbastante con-
ceilo nesta praea, c lera bastante eonsconcia da
haldade e boi f cora que procede cm todas as
suas Iransacces, para que receio que afinal sua
[al.iv-a seja acreditada e se lhe faca a devida
juslji.
Se i deciso da junla di Ihesouraria provincial
fai contra Tisset, este j tere tambem urna de-
ciso favoravcl do consulado provincial que nao
leve ser menos adslricto ao cuinprimenlo de
seus devores; e aiuda se acha a deciso final de-
pendente do juizo esclarecido do presidente da
pioriucia para quem se acaba de appellar.
O ficto de tercm sido os couros conluzidos
por inlermcdio de um dos estanelecimenlos do
:>r. Biro do I.ivramenlo, nao razo para que
se procurasse lomar saliente a circumstancia de
iichai-se tambera apprehcndida a alvarenga que
>s conduzia.
Todos conhecem perfeitamentc o Sr. Baro do
l.ivrainonto, sabcui iiue elle lera um cs{abeleci-
mento de embarcacoes do trafego coruniercial, e
is aliga do mesmo modo por quo pro>- i nego-
ciar e tirar lucro do seu trab.lho i*> outros
meios interamenle lcitos.
Purismo, se esse informante tronxe^esta cir-
cumstancia da apprehenso da alvarenga para de
lguma sorte lancar sobre o proprii-lario della
algum dezar ou suspeita, permita ao menos quo
lho faca ver que isso urna circumstancia muito
insignificante, toda material e que por si s ex-
clue o elemento moral capaz de constituir, se
quei. urna suspeita de crime.
Noconeluirei, sem nolar, qoe anda anda en-
galo o informante quando suppe que essa
questao da apprehenso oceupa a altencao do
commercio e do publico, sem declarar todava
para qual das duas deciscs havidas se tem in-
clinado a opimo do commercio e do publico.
Entrlanto posso assegurar-lhe que a deciso do
consulado provincial tera merecido o assenti-
menlo e a approvaco de todas as pessoas en-
tendidas e do respcitavel corpo do commercio, o
qual est ancioso por ver reformada o deciso da
junta da thesouraria provincial, que ioi precipi-
tada e infundada.
Roga-se finalmente aos autores de tal noticia
que se nformom raelhor, ou que enlao se dig-
nem suspender o seu juizo al que a questao
seja decidida em ultima instancia, e possa ser ti-
da c havida por verdadera =0 vigilante.
Hospital Poi'tugocz.
A coimuissao de c.vaine sos abuzos
o [Ilegalidades cummettirias no
Hospital Purtugitcz de Ueiieficen
cia pela aduiinisti'a^ao de iw
em resposta ao segundo e teree
> cimimunieados da defeza da
mesuia atlministracao. (*)
[Contifluacao do numero 78.)
a A commissao contina a declarar que acata
e respeila as palavres do Ilustre presidente da
commissao, fundadora do Hospital Portuguez
de Beneficencia em Pernambuco o lllm. Sr.
Dr. Almeida ; mas que nunca presumi que
essas palavras diladas pelo estudo e expCren-
ciados homens podessem servir um dia de ihe-
ma e razo explicativa do procedimeuio de
urna adininistraeao, que verga sob o pezo de
graves e ponderosas aecusacoes. Contina ain-
< da a declarar que nunca presumi quo essa il-
lustre administraco quizesse arv6"rar-se era
;eiiio do malcontra o estabelecimento por
roeio de repetidas conspraces contra os seus
interesses e disperdicios ncessantes dos; seus
capilaes ; que promovesse a discordia
entre os associados praticando quanla arbltra-
ricdiidc lhe veio a mente, e procurando depois
por entre as lileirasda sociedade propugnado-
res, que as conlirmassem; e finalmente que,
dominada por esse espirito de cmulacao per-
tendesse ferir o eslabeleciraenlo c arrestar ao
tmulo urna instituico, que tantos sacrificios
custou a seus fundadores! Nao. A commissao
nunca presumi. Foi a mesma adminislraco
quem o revclon, lomando essas palavras pro-
' phclica3 por epigraphe do seus actos o do seu
procediinento altamente Ilegal c abusivo!...
continuemos na queslo.
.-. a"or/ ,. i'^-'o" .....(.ni.iinviiiBj.iin; ic n n cora^on^ ou
rair.islracaode 1859, que ll.es brada-?ue olios- ocynis.no, de dar era Tres ivs ime'eV
pUal nao podepossuir bent de raiz; quevendam timd.i sentn.ca que suppe .o acurado exame
juano antes o predio do tajueiro ; e por fim 'llns aul08 ,1e mnjs ue mi ,,n;,inas c a ^nfe:
qiteiendam lambeta os dtales, se estes derem di- i ,.osa apreci-ieo d'uma muliido de uuestfien
nlieiro ; e eoncluam d esl arte a sua obra,
ella nao pude co
illuslre adminislraco de lts59 foi verdadeirunen-
te o genio do btm mandado pela providencia em I
favor, conservaro, auxilio e crdito do Hospital
Portuguez! Mas felizmente foi-se sem deixar!
saudades.
Jas essa propriedade foi o* nao vendida por
S:S00# depois de ter oblido em hasta publica o
lanco de 10:00jj?
A illuslre adminislraco nao nega era podia
rugar, porque os seus mesmos documentos o con-
firmara, que por occasiao do leilo d. referida
propriedade o respectivo leloeiro por maisde una
vez apregoou o lanco de 10.0003; mas diz a ad-
ministraeo que essa quanlia fora offerecida pelo
Sr. Manoel Ribeiro Bastos de modo a abrir praca
por essa quanlia limitada pela administraco.
Esta procura justificar a sua ossorcjio por meio de
cartas, que oppoera as carlaspublieadas pela com-
| misso. A commissao em vez do entrar na ques-
! to da raoraliJado e valor relativo de Lies docu-
i montos, por julga-la materia delicada de mais,
iuiii d esl arte a mo otirn, 0a que feiam baslanles para desanimar a iotelli-
mP-taLp.0J-aIta de, '.e"'P A g-M jurdica mais robusta ? Entende o Sr. An-
gelo, apezar da sua illustraco revelada em sur
correspondencia do quatro linhas, que o tribunal
do commercio de Pernambuco esl obrigado a
subscrever a esses arranjos que, podendo dar una
mmala mensa! de .iirgOOO rs., devem alinal
produ/.ir o triunipho das calaraidadesdo gcgo ?
Senhores, a poca oulra, o aquilloquese podo
lo facUmente avranjar no juizo do Cabo, nao
lera a mesma probahilidade de favor peante um
tribunal, a quem nao dado dizer recc6 esla
senteara e copia-a tal qual nesles autos Enlen-
dem agora ?
Srs. redactores, nao lenho a prelenco do dis-
cutir o jnlgado, mesmo porque o tal 8r. Affonto
ale agora nao enlrou em sua analyse : o mea
fim desmascarar essa imperlinenlc petulancia
com que cortos homens, que se pozessem dianto
de s um eapetho, corariam at os olhos, prelen-
dein marear a repular^o c abalar o conecilodo
juizes, que pela severa pratica des deveres, pela
mparrialidade com que dielam as suas decises
o abono d'uma longa vida de esludos e pra-
itos c homenagens da
nislrara a juslica
acao,
Seu constante leilor.
no po,- sso que envolve eras, crdito e. suscepUbi- pefo abono d'uma longa vida
en- | .dades de pessoas a quem ella nao desoja de ; j-ea. sao cedores dos Tespoitos
o, modo algum ofleoder. prefere adra, ir era hypo- populacao, entre o qual admi
eei- thfse, queram effeitoeeselaocodelOOOOf tevea mTnonie la naci
6. ponto..1 mesma adminislraco conferio
ou, nao o Ululo de benemrito a ui cara/ieiro
eslranho a associaco, sem que entrasse em caixa
a respectiva propina de 1:0008000? Podia fazc-
Jo legalmenle f
A illuslre adminislraco lambem nao nega, que
o fez mais diz, que nao vale a pena justificarse
de urna censura de igual jaez; isto porque ha
servicos quo valen, mais do um cont de rcis A
commissao argumenta ainda com o mesmo art.
origem ndcada pela illuslre administrado; porm
-assim mesmo como juslilicar-se esta da declara-
co feita por alguna de seus niembros de que a
propriedade nao seria entregue por esse proco, e
que ficava a sua venda transferida para oulro lei-
lo ? Nao vi a illuslre administraco, que pro-
cedendo por esle modo afugentou os concurren-
tes, e ohslou a que elles lancassom? onde leon
o segundo leilo prometlido ? quando leve este
lugar? Nunca mais; porque a propriedade foi
depois vendida particularmente. A commissao
pensa que este nao o modo mais regular, nem
o mais conveniente de proceder em negocios des-
la ordem, nem o mais tavoravol tanto ao crdito
da mesma administiazo, como aos interesses do
estabelecimento.
Pensa mais que procedendo a illuslre adminis-
trarn por esto modo se lornou ipso fado res-
ponsavol para cora os pobres do hospital pela ',
diferencia que esta propriedade por ventura po-1
desse obler no segundo leilo emprazado. Mas I
obleria ella ou nao por esse modo urna dilferen-
ca cunsideravel, ou ser essa dilferenca nina in-
venco da commissao? A associaco "o o publico
que leiam e ponderen o documento abaixo pu-
blicado, com o qual se prova, que em abril de
1839, pocfaa em que foi vendida a dita proprie-
dade, a illuslre adminislraco, nao obstante a
sua falta de dolo e as muilas delgencias, que fez
em favor dos interesses do hospital foi to infeliz
que apenas obleve a quanlia de 8:8003 a prasos ;
ao mesmo passo que era noverabro do mesmo
anno, islo 6 a 7 mezes depois dessa infeliz c
dessracada venda, o novo proprietario regeilava
do Sr. Manoel Dias da Silva Santos a quanlia de
14000-5, por venda dinheiro avista; ou 1:203)
por aluguel annual; verdade que o novo pro-
prietario fez algumas bemfeilonas cujo valor
aproximado podo ser no pensar da commissao
de um cont de ris : por conseguinto das duas
una : ou o Sr. Manoel i?s da Silva Santos
comprava por mais do seu valor e neste caso era
muito natural que o seu novo proprietario acei-
lasse a offerta, ou a adminislraco vendeu por
menos do seu valor, e neste caso responsavel
Reci fe, 2 de abril de 1SG0.
/. S. Mies.
02 do Kst. j citodo, o qual nao. permiti de mo- up|a **? para eom os pobres do hospital
do algum as adrainistraces essas avaliaces e a Porl"guoz ; por isso que nao fez a veda publica
este respeito termina concluindo, que d'sta vez como ",e eu*pn.
ilELACO dos doentos tratados na enfermara
de marinha desta provincia, ,ko mez de marco
deste auno,
Existiam......; ~^r
r.ntrarara....... Qr
Scoaia -vq81
Sahiram........_ 4Qr
Falloceu.........1
Existem.....'.'..'. AO
I Somma 81
O serva cao ;
O fallecido foi de anemia.
Enfermarai de marinha de Pernambuco 31 de
marco de 1860.
Joaquim Jos Alces d'Albuquerque,
Cirurgio da enfermara.
Thesouraria provincial.
XlESOSSTRAC.ODO SALDO EXISTENTE NA CAIXA E8PE-
" Jr" i>i yEVEiitino oe 1860.
6aWo fem 31 de Janeiro
p. passado .... 37:296*595
eceila'.ae 1 a 29 do cor. 69:573#371'
---------------106:869966
Pespezaidem......... # 94:527#137
Saldo. .... 18:3439889
tos annos.
Despachado presidente da provincia do Mara-
nho para l soguio c administrando aquella
provincia nos anuos de 183 e 1814, se houve A (IdCSlliO dft CStclliontllO le Silva LftO
com llanto tino admiuislralivo, quo apesar dos
odios c rancores dos partidos polticos, sua ad-
minislraco foi urna das mais illustradas e rec-
ias ; nesta parte nao duvidamos invocar o leste-
muoho do Exm. deputado pelo Marauho Candi-
do Mehdes de Almeida.
O Sr. Figueira de Mello por lautas vezes de-
putado pelo Cear c por Pernambuco, nunca
deixou em olvido sua patria, sua provincia cuja
forte nunca lhe foi iudilferenlc: ah eslc os
fados : em 1845, quando o Cear era devastado
pelos flagellos d'uma secca, quo assolava seus
gados, malava seus habitantes, o Sr. Figueira foi
o primeiro que se dirigmdo a Associaco Com-
mercial, com ouleos corrin de pot
na cidade do Recite proraovendo urna subscrip-
co.em favor de seus iufelizes comprovincianos,
que pereciam de fume nos ridos e abrasados
serios do Cear, sendo que una das quanlias
miiores que avullavam nessa subscripcao, era
por elle assignada. Aiuda vive o Exm. Sr. depu-
tado Carlos Brando, que poder allinnar esla
verdade, visto como foi elle ura dos pornarabu-
cauos, que tanto coadjuvou ao Sr. Figueira de
Mello nesse lo Ipuvavel euipenho. Quando foi
quo o Sr. desembargador deixou de se prestar a
favorecer a ura Olho do Cear? Que cearenso j
houve a quem o Sr. Figueira na deixasse do
attender e ajudar em suas legitimas aspiracoes ?
Na poltica oSr Figueira o decano dos cea-
renses, no amor, zelo, ioleresso o patriotismo
nenhum cearensc o excede. Se pois as virtudes
cureos do Sr. Figueira nao sao coutestaaas, se
seu talento anda nao foi posto em duvida, se
um todos osempregos que lera oceupado sempre
tem mostrado honra, habilidade, energa e fir-
meza de carcter: so finalmente o Cear deseja,
como acreditamos, bem preencher a vaga de se-
nador, stamos bem persuadidos que a eleicc
do Sr, desembargador Figueira de Mello scr'a-
colhida unnimemente pelos seus comprovincia-
nos sera disiinceo, em espirito de partido pois
que nunca o espirito de partido embaracou ai
Sr. desembargador quando se tratava do bem di
Cear e dos eearenses, quaesquer que fossem suaii
creucas polticas.
Desde j nos emplazamos para com a maioi
solemnidade felicitarmos a heroica e Ilustrad;
provincia do Cear quando se efiecluar a eleicic
do Sr. Figueira de Mello.
Kecife, 1 de abril de 1860.
O Uratiltiro amigo do nitrito.
III
Vamos hoje responder a ludo quanto no Tem-
po do dia 14 disse ura communicante, signado
II, sobro o processo de estellionalo instaurado
contra Manoel Joaquim da Silva Leo. Anles,
porm, soja-nos permitlido um reparo.
Quando o reo est respondendo nc3ta cidade
pelo crime que commeltcu, quando a questao so
debat! aqu, eaqui, se venlillo j pela imprensa,
j pela juslica publica, emendemos quo mandar
fazer publicages em jornaes de outras provin-
cias, mandar insultar e nao argumentar, defen-
denio Silva I.co, querer Iludir ao publico,
grande fraqueza na defeza do criminoso ; nao
ler l no publico que j os conhece, p ira ir
imprensa de urna provincia, que nao tem nem
poda tor o mesmo interesso quo aqu se tem
dcsonvolvido sobre a questao
Os argumentos allegados provando o crime do
Silva Leaoeslao todos ora p ; anda nenhum
delles foi destruido : a argumenlaco vigora com
toda a robustez da verdade da causa. Os defen-
sores do reo com lodos os seus sophismas anda
nao poderara innocenla-lo, todos os dias o cti-
rainoso o balido por diversas pennas.com grande
nao fez a Ilustre adminislraco urna simples cor-
eiia ; foi urna verdaeira bar retada de p alraz
e inclinago profunda, mas lendo sempre na rao
o chapeo >los pobres docnles dollospital Portuguez!
A commissao percorrendo hoje o quadrodos bem-
feilorts do mesmo Hospital, ver-se-hia um pou-
co embancada para descriminar os bemfeilores
philanlropicosque abrirara a sua bolsa indigen-
cia afilela, dos bemfeilores creados pelas barreta-
das da illuslre administraco de 1859.
7. ponto A mesma administraco fez ou
nao una Irasladaco de ossos no cemiterio desta
capital; e para esse fim dirigise ou nao ao
mesmo cemiterio em carros alugados e pagos
cits'.a do hospital!
*.
A Ilustre adminislraco nao o nega, e nem o
poda negar, porque a conta d'esses carros figu-
ra hoje no mappa da despeza do estabelecimento
durante o anno da sua infeliz gerencia: mais de-
pois de muilas palavras conclue que foram ape-
nas algumas cifras dispendidas com a parca e
humilde offerenda de coracoes agradecidos, e que
este seu procedimenlo se apoira nos Io e 2o do
art. 32 dos eslaiuos (/). Nao. A commissao lu-
do pode supportar illuslre administraco menos
consentir que ella invoque de falso a lei para jus-
lilicar-se de um abuzo.
De que se tratava, pergunta a commissao? Cer-
tamente de tributar urna l.omenagem do reconhe-
cimento a um bemfeilor do Hospital. Mas o que
ao Hospital cumpra fazer oro taes casos eslava
ou nao prevenido pelo estatuto, c era termos bem
claros? Cortamente o eslava pelo j citado art.
62; logo a que vera aqui os j 1 e 1" do art. 32?
Onde o caso nao prevenido pelo estatuto: sobre
o qual fosso misler administraco o deliberar?
Ondo a disposico menos clara que devesse ser
pela adminislraco interpretada ?! A illuslre ad-
ministraco deve saber que nao ha no estatuto
disposico alguma que aulori.se taes despezas e
muito menos lhe permilte o alugar carros custa
dos pobres para sua conduccoou regalo! A com-
missao nao se remordeu esiremecidamentc com o
atrito d'esses carros, que para a assislencia a es-
sa fnebre ceremonia conduziram os membros da
junta administrativa; compungio-se, sim, c
condoeu-se refleclindo, que hora em que a il
lustre administraco se recoslava negligentemen-
te era almofadas de seda custa dos cofres da
indigencia, um pobre desvalido, bata talvez s
portas do estabelecimento, e a administraco lh'as
fechava, porque eslava completo o numero dos
doentts; porque mo havia vaga'. Quanlo a exi-
DOCUMF.NTO,
lllm. Sr. Manoel Das da Silva SantosiCons-
tando-me que V. S. prclendeu comprar e depois
alugar a casa c propriedade junla ao gasmetro,
outr'ora perlenceiHe ao hospital portuguez de
beneficencia, rogo-lhe o favor do responder-rao
junto a esta era abono da verdade.
Io Em que poca pretendeu V. S. iealisar
aquello negocio.
2. Quanto oll'ereceu por dita propriedade, por
compra e por aluguer, permiltindo-rac V. S. o
favor de fazer de sua resposta o uso que raecon-
vier
Sou cora eslima de V. S. atiento venaraJor c
criado.
(Assignado ura membruda commissao.)
Itecife 27 de marco de 1860.
R'ESPOSTA.
lllm. Sr.Tenho presente sua carta, e em res-
posta trnlio a dizer-lhe quo verdade que em
novembro oc 1859, pretend alugar o predio jun-
to ao gasmetro, e por isso dirigindo-mo ao sen
proprietario para esse fin e depois do entramaos
em ajuste, elle pedio-mc 1:2U0# de aluguel, e
avista do pedido Bquei eu de dar-lhe a resposta,
e quando fui foixar o negocio, elle me disse que
linha resolvido nao alugar mais em razo de sua
senhora ler-se dado bem e estar muito salisfoila
na ca3a. Avista desta resposta quiz ver se a ob-
luilia por compra, e offereci 14.000J dinheiro
avisia c elle nao aceilou o offerecimento. E'
quanto tenho a dizer era resposta ao quo cima
diz. Pode V. S. usar de niinha resposta para o
que lhe convier. Sou de V. S. aliento venerador,
Manuel Dias da Silva Sanios.
Sua casa 23 de mareo de 1860.
IConlinuar-se-ha.)
do Da
impingir-no;
CAIXA ESPECIAL DO CALAMENTO DAS RIAS PESTA
CIDADE.
Saldo em 31 de Janeiro
OUBICURY.
Quer a todo o cusi p communicante
rio de Pernambuco de honlem
galo por lebre, apreEentandqpnos como exellen-
te conga o seu amigo Vigario Francisco Pedro
foragido dos conDns da provincia do Piaulv
donde natural, e sendo nicamente conhecid'i
nesla provincia por suas intrigas e genio atra-
biliario, sem qualidade alguma que o torne rc-
coramcndavel, sem conhcclmenlos, ou antes,
perfeita lamina, do que nos deu aqui sobeja;
provas durante os poucos dias era que servio
como suppleote Da assembla provincial.
sadaqui, nao responde a nada, e l vai para i
Li6;ral Pernambucano alardear de valente quan-
do no Diario desta Ierra lera sido batida o der-
rotada. Isto ludo bem demonstra at que ponto se
ten i desenvolvido a verdade do crime Os defen-
sores j tem vergonhado advogarem unta seme-
Ihai.te causa nesta trra, onde se conhece a exis-
tcna do crime, e todas as suas particularidades,
o enlao fogera do campo proprio, para baterem
o uiinigo de longe. nao lendo o animo e a cora-
ren precisa para frente afrente cnlrarcm em
um combate leal e franco.
Eazera bem ; a consciencii quem os obriga a
aseim proceder. A causa a favor do LeSo in-
susleniavel, ce|ebram-se porm os oflicios de
amizade, donde nem se conhece, nom se sabe'
bem da queslo : para illudir-so assim ao publi-
co, e ir-se agradando e adulando a quem tem da-
do e pede dar din/tetro (!!!)
Vamos porm responder ao f do Tempo de 14,
que na sua defeza apresenlpu principios lo anar-
chicos, quo seria urna verdadeira cabmidadc.se
poi- ventura elles podessera ser sanecionados. A
boa razo repelle essa argumenlaco falsa e in-
suslenlavel que apresentou o R do Tempo em de-
fezfi do aclo criminoso praticado por Silva Leo.
preciso a aberraco mas inioleravel dos prin-
cip os rnais comeziuhos da jurisprudencia crimi-
nal para querer-so negar o crime de estelliuiia-
to commettido, argumentando-sc pela amneira
poique fez o R Tempo.
Causa al riso ver o como se quer negar a
fraude, am f odartificio, condicoes essen-
cia ;s para que se deu o crime do estellionalo, e
o que cora cuello so derara, e esA provado I
Diz o Tempo sabido que o Sis. Silva
Le;.o & C. picanea rain auloriaac,o para fazerem
dejioilc cm recolbinenlo de assucar no Jiarra-
dade do facto ; e que se a illuslre adminislraco
pensa poder extorquir ao patrimonio dos pobres,
soramas diminutas por serem pequeas, a com-
missao sustenta que nem por iss esse procedi-
menlo deixa de ser urna usurparn, pela qual a
mesma adminisiraeio responsavel.
8. ponto.A mesma adminislraco vendeu ou
nao, urna propriedade do hospital cita junto do
gazomelro sem que fosse previamente consultada
a assembla geral dos senhores socios como de-
termina expressamente o art. 101 dos estatutos ?
Vendeu-a ou nao por 8.80$000 mil ris tendo
ella oblido em hasta publica o lanco de 10;000i000
de ris ?
A mesma administraco ora seu lerceiro cora-
ra unicado confessa que vender a referida pro-
priedade sem ouvir os seus propietarios, c nem
poderia nega-lo, porque o seu illuslre chefe o
confessa lambem paginas 4 do seu rclatorio.
Mas porquo nao cumpiio ella n'essa transaeco
o disposto no ai ligo 101 dos estatutos (m)? Vor-
l'ni completo estabelecimento de
fazendas.
Acha-se aberto um eslabelecimento de fazen-
das finas egrossas na ra Nova n que offe-
rece ao comprador todas as coramodidades.
Nelle se encoutra como era nenhum oulro,
umasseioebom goslo adrairavcl=agua fresca
Dar beber-se, assenlos etc.A armaco a me-
Ihor da cidade, fazendas todas modernas c de
primeira qu*ali Jado. Os donns do estabelecimen-
to recebera por todos os vapores encommendas c
por isso sempre tem e ho de ter fazendas novas
do primeiro goslo que se U3am na Europa.
Apar de todrreommodo e elegancia do esrobe-
lecimenlo c fazendas raelhores do mercado, cn-
contra-so com os Srs. Jovino e Faria, que sa-
bem captar a estima e preferencia dos freguezes ;
o primeiro Brasileiro de mereciracnlo real, e
segundo Portuguez mas de perfeita educaco o
lhaue/.o que, sera o menor antagonismo unio-se
ao primeiro.
Portanlo, um cstaabelecimento deste genero
deve ser preferido a qualquer oulro : seus donos
comprehenderam a misso de negociantes de ac-
cordo com a civilisaeo actual da cidade do Ke-
cife ; tanto que ao rico e ao pobre tratara delica-
damente sem dislincQfio.
Todos os fizendciros e negociantes do centro
devem preferir o novo estabelecimento, visto co-
mo nelle se encontra o que nao se cnconlra em
nenhum da cidade. Nelle nao ha os taes lencos
de tabaco para sorobriar as lojas e poder o pobre
matulo adiar boa a fazenda que nada vale.
Um amigo do Progresso.
/eccie 31 de marco de 1860.
Vide os Diarios ns. 69 c 70.
(j Art. 32. Sao allribuicoes da junla adminis-
trativa :
1. Decidir em sesso acerca dos negocios
mais transcendentes do Hospital, nao prevenidos
pelos presentes eslatutos.
2." Interpretar qualquer disposico menos
clara que n'olles so encontr.
(m) Art. 101. Com quanlo seja da competen-
cia da junta administrativa a gerencia econmi-
ca de ludo <;ue diz respeito ao estabelecimento,
nao poder eo.mtudo alienar os bens de rfropiie-
dades d'nssociflt.o sm previa anlorisaco da as-
sembla geral dos socios.
Correspondencias.
Srs. redactores E' nolavel que de ha um
corlo lempo para r, qualquer eotaliteiro (per-
miiia-sc-ine a exprcsso) se tenha arrogado o di-
reiio de, snlcpondo seus interesses reprovados
lao valor quo devo ter a deciso d'um juiz ou
- d'um tribunal a quem as leis do paiz leem con-
fiado a melindrosa tarefa de julgar os pleitos
vidos enlre os cidados, de lancar-se, com hy-
drophobica mi va, contra qualquer daquellas en-
tidades que, por forca do dever, contraria seus
srdidos clculos E' estupendo, Srs. redactores,
que qualquer malquetrefe se julgue aulorisado a
qualicar de prevaricador um juiz ou ura tribu-
nal, somente porque esse juiz ou esse tribunal
eotendeu a lei antes desta do quedaquella ma-
neira. Estas dolorosas reflexesme foram arran-
cadas pel% leitura dos dous communicados in-
serto? nos nmeros de23 e 26 de marco do Li-
V.
Ao publico.
Senhores redactores.Pela segunda vez vej-
me obrigado a recorrer imprensa, a fin de oc-
cpar o publico com a historia do processo que
peanle as juslicas do Rio-Furiuoso-inovo contra
Joaquim Francisco Cavalcanli de Albuqucrque,
pelos crimea do estellionalo,e lalsidadc.
Itecorrendo' imp'en*a, tenho era vistos dous
lins : primoiainente fazer ura appello para a
opinio publica, quando corlo c seguro de meu:
bora diroilo vejo as autoridades dosvacillanles o
de animo frouxo na occasiao em que dolas recla-
mo juslica, s porque esta vai ferir ura homotn
a quem se quer considerar e dar importancia,
embora traga impresso na fronte o ferrete de fal-
sario e de usurpador do alheio. em segundo lugar
lomar, desse modo, ronhecido do governo desta
provincia o mesmo do gor3l o procedimenlo das
autoridades que nesse negocio faltaram escanda-
losamente ao seu dever, embora de sua prevari-
cieo resulto nao s o sacrificio da fortuna alheia
quo essas autoridades leem a obrigaco de prote-
ger e de garantir, BOflo lambem aimpunidade
decrimesgravessugeitos ao procedimenloofficial
o que ser incentivo para a reprodcelo de cri-
mes idnticos.
Sim, senhores redactores, razo sobeja tenho
do queixar-mo das autoridades a quem infeliz-
mente live necossidade de pedir juslica.
Doi rpieixa de estellionalo c falsid'adc contra
Joaquim Francisco Cavalcanli de Albuquerque,
por haveresto forgicado*lma cscripiura falsa do
doaceo a seus filhos dos bens que deixou D. Ha-
noella Francisca de Moura, sendo a cscripiura
passada era norae desta quando ja era falle-
cida.
As provas que offereci levam o crime evi-
dencia.
Existe a escriptura. O lahellio de paz que
fez jora que nao vio a doadora, no aclo da cs-
cripiura, mas lavrou esla pelo quo lhe diclav*
urna voz de dentro de ura quarto, no qual nao
lheconscntiram que entrasse, quando leve de fa-
zer assiguar a escriptura, sob o pretexto de quo
era isso ucommoJo doadora que se acliava in-
erm ; verificando elle lahellio, depois do fac-
to, que a doadora ja era mora nesse dia cmquo
se lavrou a escriptura. U mesmo juram as les-
temunhas que esliveram nesla, accresccndo quo
o estellionaiario nao se aniraou jamis a Irazer
lurae seu titulo criminoso, forgicado as Ircvas e
a tirar proveilo delle, quando dezeseis-anuos de-
pois da morte da supposta doadora, pensando es-
tar esquecida a historia de seu crime, quo foi pu-
blico entre a visinhanca, por simples despacho do
delegado de policia lornou conta dos bens quo
deixou D. Manoella, arrancando-os do poder o
legitima posse dos herdeiros desla !
Dei minha queixa peranle o delegado de poli-
cia do Rio-Formoso. o capilo Alexandrc de Ai-
buquerquo Barros, em 17 de oulubro de 1859.
S Dos sabe a lula que me foi preciso raanler
para levar ao cabo esse processo. Dias c dias an-
damos eu e minhas lestemunhas legoas cima,
e legoas abaixo, porque nao havia dia do que se '
podesse dispor para a formado do processo I
Depois deste encerrado, esliveram OS aillo*
MAIS DE DOUS MF.ZES na concluso do delega-
do, como prova o requerimento abaixo transcrip-
to, e s depois de replica, treplica e de haver eu
procurado desfazor por um appello opinio pu-
blica (niinna correspondencia inserta no Liberal
Pernambucano de 27 de dezembro prximo pas-
sado) as probabilidades de que o summario seria
jnlgado improcedente, segundo ao menos todos
na cidado-do Rio-Formoso propalavnm, julgou-
se provuda minha queixa o foi o usurpador do
minha fortuna pronunciado !
Mas de que modo pronunciado ? No artigo 265
Io do cdigo penal, quando a queixa pedia a
pronuncia nos artigos 167 e 261 4 ; para quem
livor alguma tintura de diroilo penal, outra nao
podia ser a qualilicaco dos crimes.
O fabrico de urna escriptura falsa de doacQo.
pela qual o estellionaiario veio a usufruir os
bens da supposta doaceo,deixou de consideror-sa
artificio fraudulento para qual.ficar-se o crime no
artigo 265 que maiiifeslamenle nao lera applica-
co ; pois esle artigo assim concebido usar de
qualquer falsidade parase constituir a oulro em
obrigaco que nao liverem vista, ou nao poder
conlrahir suppoc quo a outra parle com quem
se d o estellionalo tenha inlerriiido no aclo.
embora fosse diversa a obrigaco que linha em
vista conlrahir.
E' claro o fim de semelhante manojo. Sendo-
por demais escandaloso julgar-se improcedente
o summario, e nao provada a queixa, convinha
qualificar o crime de modo que podesso dar lu-
gar flanea !
Nao mo admira tanto que assim julgasse o ca-
pilo delegado do Rio-Formoso, porquo emum
bem sci que a tarefa do julgar para homens cul-
tivados, de espirito recto e nao para qualquer
bronco nascido e educado para mystercs mais
condignos de seu carcter. que admira que
naquello sentido fosse lambem concebida a pro-
moco do Dr. promotor publico, que graduado,
devera conhcccr raelhor o direito e que tendo a
seu cargo zelar os interesses da juslica, promo-
ver a punico do crime, nao devera jamis affa-
ga-lo, allerar-lhe a pena que alct lho commi-
nara.
Mas cmQm dos males o.menor. Torceram a
le, mas nao podero de todo supprmir a ver-
dade !
Agora o que occorre que lendo ido o proces-
so ao segundo supplente do juiz municipal paia
confirmar ou revogar a pronuncia, ja scaprega
que esse honrado cidado, em Cuja juslica alias
confio, dar-se-ha de suspeito para ir o processo
a ura dos ltimos supplentes, e esle que capaz
de ludo revogar a pronuncia, ou confirma-la co-
mo est.
' Fiquo, pois, sabendo esse feliz estellionaiario,
esse despejado usurpador de meusbens, qu nao
me sao eslranbos seus manejos.
Nao de esperar da probidado do juizsupplcn-
to era cuja concluso se achara os autos, que se
preste elle a lo lorpe manejo. Denegar juslica
Unto julgar contra aquello quo a tem come
deixar de da-la a quem a tem para que oulrem a.
d a quem nao a lem. Isso nao deixa de ser
urna prevaricaco, urna indecencia criminosa.
Havendo deixado em Rio-Formoso o meu ad-
vocado o Sr. Dr. Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond, incumbido de recorrer para o Dr.
juiz de direito da comarca, se meu adversario
nao for pronunciado como a juslica exige no3 ar-
tigos 167 e 264 4o do cdigo penal que sao
i
1
:
mi mi Ar.ni
ll F.ci\/.ri
mhm



aquellos qne correspondern a seus cnmos, nao
sendo do esperar que o l)r. juiz do direilo me-
rino da comarca sanccione urna escandalosa pos-
tcrgaco da le, vim, senhoros redaclorcs, soltar
um clamor por raeio do seu jorual.
E quando todos os recursos me faliassem, ap-
pellaria para os pudores supremos do eslado,
sendo que agora mesmo passo a mandar traus-
crover estas lindas nos jomaos da corlo, afim de
ir desde logo chamando o otlenco do governo
sobro osle negocio.
Nao possivel que em urna sociednde que se
tentados contra a propc lado do cidado !
Do mioha parlo, nao cstou disposto a calar-
me, se autoridades indignas, nao sabendo rnaii-
ter-se na altura do sua uiissao, quizerem orlo
ger o crime a costa de mou direilo : hei de rli
mar inccsaantenicnle contra ellas, para me ao
menos nao escapem pena da animadverso pn-
Sou, senhoros redactores,
Jos Filippe de Santiago Ramos.
DOCl'MENTOS.
FS5LSr!StSde,Wd0 Polica do Rio.
'-J."sc Hipo Santiago fiamos, tendo da-
rLtiLVX Comra J"1im Francisco Cafal-
o fluira Ilierqilc Pr cri,nc d estollionato
nrm^fn .' U'?n,efCR lhnl a CU,|M f"' ouvi(io oDr- Promotor pu-
"l e .Pfoccsso subi Conclusao de V. S.
Para proferir o despacho de pronuncia ou n&o
pronuncia; no entretanto at hoje (mais do dous
mezes, nao lem sido possivel o opparecimenlo
desse despacho, o qucalm dc occasmnar ao sup-
pncaiilc gravo pr.-juizo, aoarreta urna i n fia cea o
expressa na loi que manda quo se conclua lios
tocios em 8 das 1
O atropello do afazeres poder occasionar que
.so espace por alguna das osse prazo ; mas cm
yerdadesoja dito, ncm esta allurio do aiTazores
tem apparocido no juizo de V S., ncm mesmo
anda quo com effeito t-nha havido, podo justi-
icar urna delonga lo extraordinaria.
Nesla conjunciura, pois. v-so o supplicant
obligado a requerer a V. S. o cumprimonto da loi
c que em virlude dola so diguc despachar o pre-
cito processo.
Qualquer dccisSo convinhavel so supplicant
e prefenvel a ncelo om que se acha o processo,
que por certo Ihe produz mais malos que urna
sentenea adversa. Espera pois doferimenlo, pelo
queS. H._o adrogado, Y. Dmmmond.
Lm lempo ser deferido. Rio-I-'orinoso, 13 do
marro de \oii-).Albuquerque.
N. 2.
lllm. Sr. capillo delegado do polica do Rio-
Jtorraoso.E' com o mais profundo rospoilo que
o supplicanto vom replicar ao despacho de V S
pedindo-lhe que se digno deferir a minha poli-
rao retro, porquanto o despacho a auo se replica
nao fa- mais rieui menos do que dar urna
ranea futura, que em rerdade soja dito
de instigar os incoiunodos ed
botija
caada
garrafa
caada
arroba


dem dem ......
dem licor .......
dem idem .
*
dem restilada e do reino
Algodo em pluma l. sorte
dem idem 2.a dita
dem idem 3. dita ]
dem em caroco .
Arroz pilado ...... arroba
dem com casca..... alqueire
dem branco noro..... arroba
dem mascavado idem
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moida.......
Carne secca. ......
Carvao de madeira ....
Cera de carnauba era pao >
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifrcs........
Cocos seceos.......
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADQ 7 DE ABRIL DE 1860.
2311
9611
3211
80 8$20H
7$20(>
6$2(Xi
2J050
3S20C
3$50(
4S60(
275(
90C
2$50C
7$00C
4gOCC
73000
43500
5g000
9600
79 Candido Jos da r'onsei-a 218UIII)
81 Joaquim Goncalves Salgado 28$000
U3 Jos Joaqun" freir do Mcn-
, don5a 18*000
85 Victorino Jos de Souza Travosso 32*400
Ii7 Padre Luiz de Araujo Barbosa 28^800
89 Dr. Francisco de Assis de Olivei-
ra Maciel 18;000
91 Joanna Francisca de Mnnczei 45*000
93 Filhos de Joo Rodrigues de
Moura 30*000
Travessa do Dique.
1 A, Anna Joaquina da Santa Cruz 12000
Ra do Rangcl.
(2 Jos Joaquim de Novaes ( os
l'os) 1503000
, Ra Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha 60*000
na lrraa
2:2-22^100
E para constar se mandou
publicar pelo Diario.
Sccrelaria da thesouraria provincial de
1 torraa das instrucces de 11 dejunho de 1859.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco aos 30 de marco de 1860.O secretario in-
terino, Salvador Jlenrique de albuquerque.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidars desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
' Correio gferal.
vano ;??." c",a8. ""das do sul pele
2EutSS"!w d0 S.ul. G das existentes na ad-
na ad
so
atusar o prsenle
lwPer. n.rdS0:dOt0rre,0'PataMeBMre **
nambueo, 28 de marco de 1860.-O secretario, Aureliano Jos dos Santo*
6$500 A-F- <* ^nnuBeifo Jeml"rgador Agosliuho' Ermclino de Leao.
2S560 Dr- .nnoccncio Serfico de Assis Carvalho, juiz A a.ndr" .Jos(5 dos Reis.
municipal supplente da primeira vara nesla i tffICiPln ,Barrcl- *
edade doRocife de Pernambuco, por S M. I A![*n".0 dne fu'a Albuquerque Haranlmo.
I-npenal e Constitucional o Sr. D.Pedro II A"i0"10 Padoa Hollanda Caalcanli
quo Dos guarde, ele. 1' adre Antonio da Cunha Figucvredo'
Faco saber aos que a prereote carta do editos' A" ,no Gonealvcs Ferreira Casco.'
vircm e della noticia liverem. que Manuel Duar- Anlon' Job6 Pereira de S.
Rodrigues me dirigi a pelicao do theor se- ,,r_'!ardoJos Correia de SS.
93000
12S000
23500
18000
3SO0O te
libra
um
Couros de boi salgados .
Idom idem seceos espichados,
dem idem verdes. .
dem de cabra corlidos ,
dem de onca......
Doce de calda......libra
dem de Goiaba .....
Idom seceos......
Espanadores grandes. ?. um
Idom pequeos......
Esleirs de prepon .... urna
Estoupa nacional.....arroba
que o zelo-
para
iveros.
espora o supplicant quo
0 seu podido : polo
1800.
espo-
no po-
lespczas que Ihe
accairela a delonga extraordinaria quo se
lia ndo no curso se lavra causa toda summaria e
cuja conclusao nao podo exceder a oito dias I
O supplicanto vom pedir ro.speilosamenlo a"V
S. queso dijme dar esse despacho em o prodil
processo, porquanto com elle osupplicanio nao
teixara por corto Gcar copeUdo o seo direilo o
quo alias nao espora de V. S.
Justina, sr. eapilao delegado, cis o que roquer
o supplicant. *
Nao rotardamento na marcha dosse fado, cis o
que so implora, um e oulro pedido sao de faci-
timo execucao, mormcnlc para V.S.
so cumplidor dossousde
A* vista dislo, pois,
dosla voz V. S. Ihe deferir
qU,e""/'VR-M-,~"lvo-'ndo- v- Diammond:
Ja defer. Rio Formoso, 19 do mareo do
Albuquerque.
i** Tca?i'r, 'gado do polica do Rio-
lornioso.-Joso Iilippc Santiago Ramos requera
Ia !'? Se g"c nanJ" juntar o requerimen-
to junto ao processo instaurado em virtudeda
,HS!W'!f'nlC Clllra lew Francisco
Caa cant.de Albuquerque : pelo que-E. R. 11.
O advogado, V. Urummond.
Junlo-se. Rio Formoso, 20 de marco dolSOO.
Albuquerque.
_MIIW !! 'HI IB| ![ .... _
Publicacoes a pedido.
i'rogressoem regresso a teiccia ses-
sao dos Irabalbos da linba frrea.
O povo brasileiro inexperienle cm clculos
geomclricos augeitou-se a trabalhar polo con-
trolo de jardas cubicas, sem serem lavrados os
conlratos por escripia c no.n justos definitiva-
menle os valores das jardas; a baso do contrato -
a: Irabalha que en paga bom, t ganha muiio
dinheiro cm estrada do forro, est muilo bom
cmquanlo ans valores das jardas sao morcadas
pelo chofe Gallolt, vista da qualidade da ierra
c vontado ou affcicao do Sr. Gilloll c iliflld'
para se couhoccr do trabalho do qualauor arro-
matanlc ou cabos, ha urna medieao de lila por
onde se conhocc o dividendo que tora a cada um
so succede um orremaianlo fazer n'uma quizena
de mi jardas cubicas a 50 rs. em 100 das de
trabalho conhecido que osle arrematante ga-
nha dinheiro, pagando a lc>200 aos operarios
porem o Sr. Gallotl que nao Ihe convem dar o'
gsnho de cada qual. pela numeracSo dos apun-
tadores, sabe dos dias de cada arrematante ou
cabe paga a razao do 11* por mez, ou do 500 a
t)U0 r3, tor da, esquecondo-se do contrato fcilo
. Cfa' ,COnl Cada q"aI' p 1uanJo B'8um dos-
hi t .m uU' .conlrat. clle respondo lnao
Sal."? "' lC bra' mim lem 1ue"'
Tendo cu

alqueire
alqueire
arroba




arroba
cento

Farinha do araruta ....
dem de mandioca ....
Feijao.........
Fumo em folha bom ....
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem era rolo bom ....
dem idem ordinario. ,
Gomma polvilho.....
ipecacanhua.......
Lenha em achas grandes .
Idom idem pequeas. .
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranchoes de 2 cuslados
Cosladinho. .......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
Idom quiriz.......
Virnhtico pranchoes de dous
custados .......
Idom idom custadiuho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
Idom dem dito de dito uzuacs
Idom idom de forro ....
Idom idom soalho de dito .
dem em obras oixos do secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
"el. ... I.....
Milho.........
Pedras do amolar. urna
dem de filtrar......
dem roblos......
l'iassava cm molhos .... um
Sabo.........bra
Salsa parrilha ....._ arroba
Sobo em rama......
Sola ou vaqueta {meio) urna
Tapioca........arrDa
Un has de boi......cento
urna
ura
urna




>
um


1


par

caada
alqueire
Vinagre
pipe
53000
45000
285
400
180
300
103000
500
O00
13000
33200
13600
300
lg6O0
33000
237C0
73000
13000
93000
73000
153000
63000
33000
353000
23500
13600
12S000
33004
103000
63000
8-JOO0
23500
43000
23240
1360
23000
143000
45SM10
163000
53000
103000
10300j
303000
280
2S500
800
93000
13120
200
120
253000
103000
33200
3j>000
$30a
50*000
guinie :
lllm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Miz Manoel Duarte Rodrigues, procurador do
Marocl Jos Francisco e Quitea Maria, que 1en-
ao i.ino Jos de Castro Araujo se obrizado a pa-
fu" 1. Ann13,31 d0 oembro do 1854 a quan-
ua no 1:000*. de que o supplicado devedor aos
ditos Manoel Jos e Quitea Mana, como melhor
?a .da nola Droinissoa junta, nconleco que
oie esta dala nao pagou o supplicado dila quan-
a ; por sio requer o supplicanlc V. S. so dig-
ne manda-lo citar, am de reconhocor sua letra
o obrigaeao, e ver assignar-se-lhe o prazo de 10
das, denlre dos quaes devora ser condemnodo a
pagar-Ine a dilaquantia o juros at effeclivoem-
boleo, ou offeiecer quitagao c embargos que o
relevcm da condemnacao ; pena de revolia c cus-
las.E como se ocha o" supplicado em lugar nao
sabijo, requer o supplicanle e a supplicant dig-
ne-se V. S. admitli-lo a provar essa ausencia,
jilim de proceder-se a citapo editas, por lempo
legal, findo o qual soja elle havido por citado
paro lodos os lerraos da accao at final sentenea
e sua execucao.
Noslcs termos. Pode a V. S. dcfemcirto. Es-
pora roceber raercc.-0 advogado, Godoy Vas-
concellos. J
D slribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
feveicuo de 1860.Serfico.A. Baptista.0,i-
vciri. ^
Nada mais se continha em dita pelieao c mcu
despacho, depois do que produzindo o supplican-
t suas tcstomunhas, subindo os aulos a minha
conrlusao nclles doi a sentenea do theor se-
guidle :
J"lgo porsenlenca justificada a ausencia, em
luga- nao saludo do Lino Jos de Castro
a vista das lestemunhas de fls. a fls.:
mando que soja o mesmo citado
editos com o prazo de 30 dias
da ce sua i.ublicacao na
Araujo,
e por isso
por caria de
que correrao do
mprensa. Recite 21 de
1860.innoecncio Serfico de Assis
marco do
Carvalho.
Nada mais se continha cm dita minha sentenea
em cumprimento da qual o escrivao Manoel Joa-
quim Baptista fez passar a prsenle carta do edi-
m.8,!!11 9. pn\dc 30 dias- Pe,ll,eor da qi
, iT h r *. hel por. Cllad0 ao supplicado Lino
Jos de Caslro Araujo pelo conledo na pelieSo
supra transcripta ; pelo que toda c qualocr
pessoa, prenles, amigos e conhecidos do suppli-
cado Lino Jos de Caslro Araujo o poderoo fazer
JCienle do que cima fica exposto. E o porleiro
Jo juizo publicara e affixar a prsenle rio lugar
locostume mais publico, a qual ser tambera pu
licada pela imprensa. .
Daco e passado nesla cidade do Recife de Per-
lambjco. aos 28 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Benicio Dantas Marlins.
Carlos Fieiller & C
Claudino H. Cavalcanti.
Firmino dos Sanios Vieira
Padre Francisco Jorge de Sou.
Francisco Lauro da Silva CostT
Galdino Ferreira Gomes.
Joao Ferreira do Oliveira o Silva.
Joao Jos de Carvalho Moraes.
Joao Podreira de Cerqueira.
Jos Domingos do Coulo.
Jos Podreira Franca Jnior.
Lourenco Justiman'o.da Rocha Ferreira.
Lourenco Luiz dasNeves.
Luiz d9 Albuquerque Marlins Pereira.
Marcelino dos Sanios Pinhciro.
Manoel Barbosa de Araujo.
Manoel Vicente de Oliveira
Octaviano de Souza Franca.
Quincas de Oliveira.
Rufino Jos Maria.
Esperidiao. Zaneiro de Souza.
3vst:u/fu naval.
r ra, 1 Illm- Sr" cl,cfc de liviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanle da estacao
rornl h Bi*W,A Previn0 a0 Rruincte'do
corpo da armada Jos Gomes das Noves, desertor
da guarnicao do brigue de guerra nacional Capi-
banbe, que, para ser tomado cm consideracao o
Imr.nr/,q."CnnlCt0 dir'Sido a Sua Magoslade o
Imperador, pedindo perdi o baixa, deve so
aprescnlar pnmeiro ao mesmo senhor chofe, se-
gundo o dopacho communicado polo quartel-ge-
iieral de mannha, o que manda o mesmo senhor
commandanle da eslaco fazer public era con-
sequoncia da dolerminacie que para isso leve.
Bordo do brigue-barca Itamarac em l'ernam-
,rm,H r 0bl?! d018G0--O primeiro lente da
armada. Euzebw Jos Anlunes, secretario e oju-
uante dc ordons. "
viZ":,? Illm; S,r- ins,Pedor da thesouraria pro-
vincial monda fazer publico que do dia 3 do cor-
relo por diante pagam-se os ordenados dos em-
pregados provinciacs relativos ao mez de mareo
prximo lindo. Secretaria da thesouraria pro-
vincial do Pernambuco 2 de abril de 1860 O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciaeao.
anno prximo passado, para durar tos anuos a
conlar do Io do novembro dod.lo anno, R/eram
Manuel Joaquim da Silva Lefio e Jos "Manoel
Baptista, porluguezes, domiciliados na cidode de
Macei. .capital da provincia das Alagoas, sob a
firma de Silva J,oao Companhia, sondlo fim so-
cial o commercio de importare exportar gneros
do Pa* e eslrangeiros, com o capital de ris
1/4:3263457, fornecido por ambos os socios, aos
quaes fica porlencendo o uso da firma social.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 3 de abril de 1860. Dinamerico Augus-
to do Reg Rangcl, official-maior interino.
Cunselho administrativo^
O conselho administrativo, para fornccimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao arl.
22 do regulamento de 14 de dezemnro de 1852,
faz publico, que foram acceilas as proposlas dos
senhoros abalxo declarados:
Para a botica do hospital militar.
Joao Ignacio Ribeiro RomaEm varios medi-
camcnlos pela quantia de 3153, ob a condiefto
de entrega los na enfermara do mesmo hospital,
onde tem de serem revistados conformo as or-
dens do Exm. Sr. presidente da provincia.
Pora o 10 batalho de infantaria.
Jos Baptista Braga1169 botes grandes bron-
zcados com o n. 10 dourado a lio rs.. 747 ditos
pequeos da mesma qualidade dos grandes e com
o mesmo numero 10, pnr igual proco de 140 rs.
Joao Jos da Silva300 grosas de'botoes prc-
los a grosa a 260 rs.
0 conselho avisa aos mosmns vandedores que
devem recolhcr os gneros cima declarados na
secretaria do conselho, as 10 horas da manha do
da Ocorrenle mez.
Sala das sossoes do conselho administrativo
para rornerimenlo do arsenal de guerra, 2 de
abril de 1800.-Francisco Joaquim YereiraLobo
coronel rosal secretario interino.
Tribunal do comnicrcio
1 or esta secretaria se Taz publico, que na dala
infra se registrn o theor do papel de dissoluco
da socicdadc que linhatn Jaquim Cardoso ATres
e Jos Antonio de Araujo Jnior. Brasilciroj' i
domiciliados na cidade de l'onedo, provincia das '
Alagaas. onde ecmmerciavam sob a firma do Ay- 1
resA Araujo. ferio em 8 do mareo prximo pas-
sado eslabolecondo-so nello, que, da liqnidacao
social sera enea.regado o trnenle-roronel Jcs
cenle dc Modenos, i cargo dc quera ficaram os
Hvros e o activo di sociodade.
Secretaria do tribunal do commercio dc Ter-
namburo. j de abril dc 1860.Dinamerico Au-
gusto do Regn Rango!, official maior Interino.
ConsclSto a/niinistratiio.
O conselho administrativo, para forneciment)
Joarsenal de guerra, lera de compraros ob
jectos scguintos : '
Para o prtsidto de Fernando.
tornos do cobro e as madeiras
precisas a una prensa para
mandioca.
pa e bnlhanlisino ; a musir locar variadas pe-
cas todas novas, os salos eslaro elepanlemcn-
leornados, e a boa ordem sera rnanlids.
da a6r!Utenl? d ^"!Fr Dr" chefe d* P0,-
ao a, np.mentc cxseculado. ao leo ingres-
m"FZX&9 n5 S -Preacnura decente-
s bllheles para senhoras gralis e homens 2g.
POPILAR
NO
31 AGESTO SO SALA O
DO
PALACETE DA RITA DA PRAIA.
Hoje, 7 do correDle.
A snciedade Cossino tem a honra dc annuncTar
ao respoitavel publico, um sumpluoso bailo sen
mascaras, a boa ordem quo costuma reinar no
baile Cassmo. e o bom conceito de que goza ar
com que a sociodade cont com grande concur-
A ouvertura ueste dia execular um novo re-
porlono de novas quadrilhas que u:,ra isso tem
ensatado. Ser Belmente obaerraVo regulamen-
to approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe de po-
lica. K
Os carios oslarao venda no lugar do coslu-
me, paradamas gralis, cavalleiros 21
Avisos martimo!
que do fazem
fabricar farinha dc
Pereira
de On-
Oeclaracoes.
Movimento do porto.
s
reclamado a paga do dias porque
contrate, jardas e nao dias, appareceu o Sr. Uili-
Si,C.0?"^C-0rapaiado,r, das litos debaixo
deslas condicoos, o Sr. d por bem feilo o que cu
flzer, o que sah.r na medico recebe? rospondi-
Ihe que snn, porem que elle me aprcsenlnria as
lomas dos pagamentos feitos pelo Sr. Gallolt
cm presenja do mesmo, para elle dizer corno fo
leilo o nosso contrato c o preco das jardas, ob-
gou-so elle aislo; chegada a hora do paga-
mento sou chamado, e nao oslando o Sr. Gallotl
prsenle, diz o Sr. Uilillld, recebe o reclama de-
pois : rccebi. e depois de assignar a folha. poco
para examinar as folhas do Sr. Gallotl, elle res-
pondeu-me que nao as linha irazido e quo se eu
quizesse reclarar bavia ser no oulro dia che-
gado o oulro dia reclamei-lho, elle Uil.fild disso-
me quo me rallace, com or austero, c que foso
buscar um advogado para questionr com elle
porem eu que mejulgoasss habilitado para ex-
plicar os engaos dos seus pagamentos que so
recabe contra nos empreiteiros.
Levo ao conhecimento do respeitavol publico
e rogo ao meu gorerno de tomar conhecimento
dcsto negocio fac.l.tando-me os meios legaes de
examinar as folhas do Sr. Gallolt em presSnca do
til i.3II10
Baziliano Francisco Paes Brrelo.
COMMERCIO.
Karins entrados no dia 5.
Par e porios intermedios, 7 dias, vapor nacio-
nal Oyapock, commanda.nte o capitao lenle
Anlonio Joaquim do Santa Barbara.
Maranhao, 26 dias, brigue-cscuna nacional Gra-
ciosa, de 208 toneladas, capitao Joao Jos de
Souza, equip. 11, carga farinha de mandioca
arroz c mais "gneros ; a Almcida Gomes l-
ves & C.
soguinte
do governo do Maranhao
Navios sahidos no mesmo dia.
Barbadoes, barca ingleza Robert retine, capitao
I. Calendish, em laslro
Liverpool, barca ingleza Carolina, capitao John
L. Adam, carga assucar.
Maranhao, vapor nacional Jequitinhonha, com-
mandanle 1. lente Henrique A. Baptista.
Editaes.
do Monte-Vi-
manifeslou o
Iniporta^o.
Barca americana Juman, rinda
do, consignada a Borott & C
seguinte :
61 muas, 37 carallos, 109 fardos frcios 47 sac-
aos farelo. 25 ditos milho, 33 ditos sevida 83
pipas e 34 meiasdilas para aguada ; aos mesros-
Barca franceza Caia, vinda de Buenos-Avres
*u"l|n.ada a N- Bieber & c-.. raanifestou o se-
4i3quintaes hospanhoes de carne de charque
aos mesmos. '
.VtinTad0i B,,r &01era- ,nanifcs-
80saceos com 160 olqueires h r.^. k '
SS,2Stata-"1 -^-Sr?- J3K
. 41 mullas e 3 carallos; a ordem.
Pauta dos procos dos principaes gene-
pos e pro ilu ce oes nacionaes,
que te despaeham pela mesa do consu-
lado na semana de
de tal de abril de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdenle ..... caada 830
dem caxaca....... 500
dem de cana...... 640
dem genebra...... 300
-- O Illm. Sr. inspector da Ihesouraa provin-
cial, em cumprimento da ordem em vigor, man-
da convidar aos propetarios abaixo declarados
a entregaren! na referida thesouraria, no prazo
do 30 dias, a conlar do dia da primeira publica-
?ao deste.a importancia das quolas com que de-
vem entrar para o calcamenlo das ras abaixo
indicadas, conforme o disposto na loi provincial
Ji. 3a0. Advertindo que a falta da entrega vo-
luntaria ser punida cora o duplo das menciona-
das quolas, segundo o arl. 6 do regulamcnlo de
22 de dezembro de 1854.
Caes de Apollo.
Ns.
43 A Jos Mamcde Al ves Ferreira
Largo da Penha.
2 Bernardo Anlonio de Miranda
Ba Direila.
oA Mane' Romao de Carvalho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Martyos.
3 Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maa de Carvalho Ucha
94 Joanna Francisca dos Santos
96 Francisco Martina do3 Amos Paula
100 Rita Maria da Conceico
102 Tiburcio Valerianno Baptisla
10* Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade
108 Maria Luiza da Puflcaeo
110 Padre Jos Antonio dos' Santos
Lessa
112 Jos Pinto dc Magalhaes
114 Jos Joaquim de Oliveira
120 Manoel Romo Correia de Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
124 Joaquim do Souza Miranda Coulo
lio Anlonio Francisco de Carvalho
128 Dito
130 Joaquim Toixeira Peixoto
132 Anlonio Nobre dc Almeida e
outro
131 Candido Jos di Fonseca
136 Pedro Banal da Cosa Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Angela das Virgens do Socra-
raento Vianna
142 Antonio Goncalves de Moraes
144 Dito
\ia Mars vicencia deAbreu Lima
148 Joao do Amaral Raposo .
150 Marcelino Anlonio Pereira
152 Dito
154 Joo Malheus
156 Anlonio Jos do Magalhaes Baslos
en .airceno Antonio Pereira
160 Dito
71 Joao Fernandes Lopes
73 Francisco Jos Dita da Cosa
o Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
1955000
60S000
'1039800
99g000
64S600
278000
329400
249900
99OOO
25?200
I89OUO
Mam
189000
188000
309000
259200
279000
368000"
36JJ00O
269000
36JIO0O
368000
369000
36O00
183OOO
21J600
399600
459000
459OOO
368000
36*000
459000
458000
305000
369000
IO59OOO
1058500
549000
IO98OO
2592OO
259200
Capitana do porto.
De ordem superior so faz publico a
(irculnr :
l.secco.=Palacio
10 do marro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.=Tendo sido arreado o machi-
nismo do anligo pharol da ilha de Sanl'Anna, allm
de ser .;ollocado no que alli se est edificando as-
sirn o participo a V Exc, rogando se sirva de o
f.izcr publico nessa provincia, na certeza de que
loga que o novo pharol estoja concluido e Ilumi-
nado me apressarei em dar disso conhecimento a
V.Lxc. Dos guarde a V. Exc., Illm. e Exm Sr.
presidento de Pernambuco.=0 presidente, Joo
oliveira de Souza.
Conormo=:,lnonio Leilede Pin/10.
Circuhir.=l.aseccao.=Palaco do governo do
.aranhao \o de marco de 1S60. = lllm. e Exm.
Sr. ^_ Era additaracnto ao meu ofiicio do l.-do
orren o, remeti a V. Exc. afim de que se sirva
a i dar Ihe loda a publicidade nessa provinci o
ir cluso annuncio, pelo qual se previne a navega -
"o quo foi arreada o machinismo do pharol de
SinlAana, em consequencia do mo estado do
edificio. Dos guarde a V. Exc, Illm. o Exm.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco. O
presidente, Joo Silveira de Souza.
Capitana do porto.
De ordem do Sr, chefe da diviso e capitao do
porto, faz-se publico a navegacao, que foi ar-
reado o machinismo do pharol de Sant'Anna em
cmsequencia do mo estado do edificio, confor-
me os annuncios dessa reparticao do 3 de se-
tembro do anno possado, e 10 dc evereiro ultimo;
e oportunamente se morcar o dia em que deve
piincipiar a funcionar o que se est constrnindo
ifcnpi1 "" do porl do Mar,,,>ao 9 de marco d
it.oU.=:No impedimento do secretario, Raumun-
do Quermo Benfica. Conforme, Anoneo eife
dt Pimo.
Capilania do porto de Pernambuco 23 do mar-
ee de 185.=No impedimento do secretario,
Francisco Firmino Monleiro.
Vice consulado deEspaoa.
Pata cumplir con la tea I orden de
1 de marzo de 1854 en lo que dice res-
pecto al alistamiento y matricula de
si bdilos espaoles en los consulados y
vice consulados de S. M. en pases es-
trangeros :
Invito a todos los que siendo legal-
mente subditos de S. M. y residentes en
este districto consular no ie hallen ma-
triculados en este vice consulado a' mi
cargo, a' que se presenten para' db<5
fin dentro del plazo de 4 meze de esta
publicacin, pues del contrario, segun-
dea B-sal orden, esteviee consulado no
diipensaia' su protecion a'loa que no se
hayan presentado.
Perjarnbuco 20 de marzo 1860
Juan AogJada Hijo, vice-consul.
J7. p.,a admi,,8lraC-a? do correio desta cidade
aa faz Bblico a quera intcressar possa, o artigo
10 das irwlrucgSes que pelo ministerio do impe-
pei 10 foram transmiiudas direcloa eeral dos
coireos com o aviso de 16 de dezembro do an-
o,.PHafi oi c,Ja ""osa execucao derer ter lu-
gai dol. de julho do corrento anno em diante :
Art. 10. As carias seguras derero, alera dos
rma.S.riU'S"? ex,5,d08 pel ^gularaenlo, ser
fechada cora lacre de urna s cor, era dous ou
mais lugares visiveis. e os fechos sellados com
sioele particular do uso do segurador, tomndo-
se juaenquer outras cautelas que a experiencia
for indicando como necessaas, e forera ordena-
da!, pele diretor ral. Correio de Pernambuco.
12 de marco de 1860.-O administrador, Domin-
go! dos Passos Miranda.
Directora geral da instruccao publica.
Paco siiber a quem convicr, que tendo o Exm.
br presdeme da provincia por portara de 21
do crreme, transferido o profossor publico Ma-
ximino narciso Sobreira de Mello, da cadeira dc
SStHronQ|,0Helerae,"ar0?0rao' d0 Curato da
S deOl nda, para a do 1." grao da froguezia de
N. S da Saude do Poco da Panell, cha-se
aquella raga pela sobredila transferencia; em
consequoncia do que, mand o IlWn. Sr. director
gcial interino fazer publico, marcando o prazo
de 30 O s, a contar da data dele, para a inscri-
pc 0 e processo de liabililogao dos opposilores,
Directora geral da instruccao
publica.
Fa?o saber que o Illm. Sr. Dr. director geral
interino manda declarar aos inlcressados, que e
prazo de 6 mezes marcados no cdilal de 15 de
outubro do anno passado para os professores c
professoras, directores e directoras de escolas e
coilegios de cnsina particular se habiillarom ere-
gulansarem os seus estabclocimentos na forma
dasinslrocroesdclldejunho de 1859, tem do
expirar no da 15 do corronte. (cando os omis-
d0aS855 S aS Pe"aS da k 369 d U dc 'nai0
Secretaria da inslruccao publica de Pernambu-
(0 2 de abril do 1860.-0 secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
liifcl>ec?ao do arsenal do marinha,
iiim. Sr. inspector manda fizer constar ao
momo Henrique dc Miranda, quo, comoor-
u 0 Exm. Sr presidecte da provincia em
c l do mez lindo, deve pagar na rerebe-
fle rendas internos, a importancia dos di-
s c cmolumcnlos correspondcnle ao lugar de
mK? CSta rePar.li?a. Para o qual foi no-
2 ?f P 8?T.ern imperial por decreto de 18
da Ti"0 "ll"". ^nstando 'essa importancia
asolicfto Cnlr0gar-lhe ^secefaria, logo que
Iospecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco, cm 2 de abril do 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijos.
*n~7, -c fs,!bdelcgac>a da freguezia de S. Jos
do Recife, foi recollnda casa dc dclonco a par-
da de nome Bernada, que declarou andar fgida
e ser escrava do Sr. Pelro de Alcntara Ribeiro
morador era N. S. do O' da villa do Cabo ; uuem'
sejulgarcomo direilo a ella, appareea peante
?fUeieg0Ca- S^delogacia de S. Jos do
Recife 29 de marco de 1860. Jos Antonio Pinto.
Acha-se recolhido a casa do detoncao o pro-
le Joao que diz ser escravo de Francisco Apri-
giodeVasconceilosBrandao, moradar na villa de
S.. Joao: pnrtanto, quem or seu senhor, diriia-
se esle juizo, que provando Ihe sera entregue.
Subdelegaba da freguena de Santo Antonio. 24
de marco de 1860Antonio Bernardo Quinteiro.
subdelegado supplente.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebdoa do rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
n'nS^riHda n."ud" dcdezde Janeiro prximo
lindo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnta1. tendo mandado intimar no dia 21 as
companluas c sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
sua autorisagao, e quo nao linham pago os novos
e velhos direilos pela approvacao de seus estatu-
ios e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassem.com sua importancia e rerali-
da cao para a mosma recebdoa, as quaes socie-
dades e coropanhias constara de urna rclaco as-
signada pelo official maior uterino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia dc se
guros martimos ulilidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pemambu-
cana de navegacao cosleira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisacio
em Parnambuco, Alagoas e Parahiba, das ques
somente as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello de seu fundo
capital o os noros e relhos direilos pela appro-
vacao de seus estatuios, faz transcrever o arl. 9
Sjimcodo decrcto|n. 2490 de 30 de setemhro
do anno prximo passado que sujeila s penas
do or. 87 do. regulamenlo de 10 do julho de
1SOU aos empregados e autoridades aministrati-
ras ou judiciarias que do qualquer medo reco-
nhecerora a existencia das sobreditas ceraoa-
nhias. '
Artigo 9. Os contratos ou estalutos de socie-
dades anonymasou companhiasqueentrarem em
operasoes ou estirerem funecionando contra o
disposto nos aris. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, eslo sujeitosa disposico do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de 1850. alera
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da Iegislaco jm rigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministraliras ou judiciarias que aceitarem. at-
lenderera, deferircm 011 dmittirem reclamaces
requenmentos, represenlscoes, acedes, ttulos e
documentos de qualquer nalureza, aposentados
em nome do coropanhias e sociedades anonymas
suas caixas Dliaes e agencias em laes circunstan-
cias ou de suas administracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia flearo exlen-
de ju.hoPdeenai8W.arl- 87 d reu,amenI" d "
inniC0bd0ri*,,!f ^'nambuco 25 de ferereiro de
im).=Uanotl Cmaro de Souxa Laeerda.
Eg* mein bftalho da provincia do C.ear
363 esleirs do palha do carnauba,
Para provimenU, dos armazens do ahnozari-
Q-i/n do arsenal de guerra.
1 1/- canadas do azeile de coco
t corSieJm1 ^ ^ 2
Sala das sessoos do conselho administrativo
Piara, L0rnffen, d0 rae>l ^ guerra 4 de
hrO de 1860.-/yrn/o loe, Lamenha i, i, \t
ronel presidente.-Fraeiw Joaquim
Lobo, corone vogal secretario interino.
I ola delegacia dcjpolicia doSlermo
la, 1n i','; rP ." q? n,-dia 21 d0 c"onle. po-
las 10 horas da noito, fu entregue nesla dolen-
cia pelo subdelegado do 1. distcto desta cidade
um menino por nomo Justino, pardo, do ida de'
de 7 anuos, pouco mais ou monos, diz ser escra-
n?.,.Ufii Cd,,id0 "o Recife por urna prcla
que o conduzo para o Rio-doce, onde fai encon-
trado pelo rospeclivo inspector daquelle quartei-
nchn6/"'^1",10,,- f"bdol^ciao mencionado
Justino. Olinda 2i de mareo de 1860.
Caelano Filgueirat.
- Pela recebeoa de rendas internas geraos
se fax publico, que o prazo da cobranca no do-
micilio dos conlnbuinies do imposto de 20 OO c
do especial do 80, relativo ao 1. semestre do
exercicio corronte. finda no ultimo doste moz
acpois do que seguir-so-ha a cobranca execuli-
do"lRnC nd,ria de. r"namb^o 26 dc marco
de 1860.=O administrador,
Manoel Cameiro de Souza Laeerda
CORREIO.
1 ela administraran do correio desta provincia
so faz publico que boje (7) polas 3 horas da tar-
de tro ponto techar e-hSo as malas que lem do
conduz.r o vapor bi silelro Ovapock,, com des-
uno as provincias do sul.
Pelo subdelegado do Recife se faz publico
que so acha recolhido casa do dolencao um
pardo escuro que representa pouco monos do 18
KSi? s,"PP5c-se es!ar f'igido da provincia da
larahiba ha 4 annos, e dando diversos nomos
rio acto da pnsao, oeha-so recolhido com
de JosIgnacio Anlonio Bor
isboa e Porto
Vai sabir brevemente a niuto velcira
bm conliecida barca
Flor de S. Si mo
recebe carga e passageiros para os dous
portos cima, a tratar com Carvalho
Aoueira & C, na ra
primeiro andar,
prac,a.
Para Lisooa
pretende sal
ou com o capitao
5.
9,
na
ir com milita brevidado o brigue
porluguez-sHor.nda, eapilao Joaqun, a,,,^,.
dcSouza; lem promplo a maior parle do car-
regamento, e para o resto a froto
ge.ros, Irata-so com Amorim
." 3, ou com o capitao na praea do cora-
011 para passa-
Irmos, na ra da
moroio.
Para o Ass s.ihc o hlate Beberibe
ra carga o passageiros, trata-se na ra do Vi
nnuicro 5.
pa-
jado
COHPAMIU PEB.\iSBl"Ci\l
y
DE
gacaocosleiraaviipor
O vapor Iguarass, commandanle o segunda
lenle Moreira, seguir para os portos do norte
com escala petos da Parahiba, Rio Grande, Ass,
Aracaly e Cear no dia 10 do correle s 5 horas
da larde, Recebe carga pora o Cear no dia 3.
a o Assu-. para o Rio Grande do Norte nos
dias 5 at o moio dia c
para a Parahiba.
r
7, no dia 9 at meio dia
i
M
aneiro.
o nome
es.
Pois
CORREIO.
a adm.nislraeao do correio dosla provincia
se faz publico, que no dia 10 do corrento, pelas 2
horas da tarde em ponto, fochar-se-hao as malas
que tem do conduzir o vapor costeiro Iguara-
su com destino as provincias do norte, limitan-
ao-se sua marena nicamente al a do Cear.
O Illm. Sr. Dr. chofe do polica manda fa-
zer publico, que de conforraidado com ns ordons
eslabelecidas, absol
larem pelas ru
de quinta esexta-feira sarita
vehculos, c pessoas a caval
O veleiro o bom conhecido patacho nacional
iiebenbe, pretende seguir.com multa brewdade.
tem osen carregamento promplo podondo ape-
nas recebor algumas niiudozas, escravos a frete
e passageiros para os quaes lem excellenlescom-
modos : trala-se com Azcvedo & Hiendes. 110 seu
escnptorio ruada Cruz n. 1.
Para o lio de Janeiro.
O brigue escuna Joven Arlhur. pretende seguir
& absolutamente prohibid^lransi- nes'es dias, tem o seu carregamenjo promplo
as Cesta capital nos dias c noites "penas recebe algum
. mas miudezas, escravos a fre-
quaesquer carros ou |le e passageiros para os quaes lem excellentes
...o, sob pona do ser: commodos: trata-se com o seu consignatario
m,Wif il,L08..acomn!',,a as posturas A"vcdo & Mcndcs no seu cscriptorio ra da
muni-ipaes de 18dc julho de 1853 cregulamcn-Cruin. 1. H
lo policial de 4 de agosto do mesmo anno
a .oM1"!!1 tfa Pulida de Pernambuco 4 dc abril
de 1800.O olficral servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
THEATRO
Sabbadode Alleluia, ? de abril.
BEENEFICIO
DO
Depois da symphonia do estylo, subir scena
o desojado drama em lies actos :
MUNDO, DIAB0
Tomam parle u representaco os artistas
Coimbro Carvalho, Lessa, Vicente, Rosendo, Li-
ma o D. Isabel.
Terminar o espectculo com a jocosa comedia
em um acto:
Cear e Acarac.
O palhabote Jorge sabe imprelcrivelmenle no
da 1 de abril para o Cear o Acarac, tambera
recebe carga para a Granja doscarregando-a no
Acarac d'oude ser transportado pelo hiato
Palpito : a tratar com Tasso Irmaos ou com o
capitao Mafra.
NOVO BANCO
DE
PERHAHBUCO.
EM 3 DE ABRIL DE 1860.
O Banco descea na proseute semana a 11 por
cento at o prazo de 4 mezes. o a 12 por cento
al o de 6 mezes. c toma dioheiro em contas
corremos simples ou coa juros pelo premio e
prazo que se conrencioonr.
Tribunal do Commercio
Pela secretorio do sobredi to tribunal se faz pu-
blico que nesta data lcou registrado o theor do
contrato de sociedade que oat 12. de dezembro do
JUDAS M SABBADO DALLELUIA
PERSOIUGES. ACTORES.
Faustino........Vicente.
Capilo........Rosendo.
Cabo Jos Pimenla.....Santa Rosa.
Antonio Domingos.....Jos Alves.
Maela........D. Isabel.
Francisca........D. Julia.
O beneficiado, ochando-sc gravemente doento,
e tendo por cousulta de mdicos, dc retirar-se
para a Europa, recorreu aos seus companheiros,
quo de bom grado se prostaram para trabalhar
cm seu beneficio, por isso que Ihe fallam os
meios para e poder transportar. Agora, porra,
implora a valiosa prolecco do publico desta ca-
pital, onde lem tres fillrs, aos quaes precisa as-
segurar-lhes ura futuro, seno feliz ao menos de-
cente.
O beneficiado, sobre maneira grato aos seus
collegas d'arle, faz rotos ao co para que Ihe pro-
longue a existencia, afim de melhor palenlear
Ihes o seu reconhecimento.
Os bilhetes podem ser procurados no thjjalro.
REAL COlil'AMIll
Anglo-Luso-Brasilera.
O vapor Tortugal, espera-se do sul do dia 8
em diante-o seguir no mesmo dia para Europa.
Para passageiros o encommendas a tratar com
Tasso Irmaos.
Leiles.
LEILAO
DE
Bail nacional
Sabbado 7 do corrente haveri grande baile nos
salees do caes do Apollo.
Ofialle desle dia ser dado con teda
Um cabriolet.
Segunda-feira 9 do correte.
O agento Borja far leilao em seu armazem
ra do Imperador n. 15, de um rico e bem aca-
bado cabriole! de duas rodas, novo goslo moder-
no, cora dous assenlos e muilo bons arrcios.
Dar principio s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
lm 'scravo.
Segunda-feira 9 do corrente.
O agente Borja far leilae em seu armazem
por despacho do Illm. Sr. Dr, juiz de orph.ios n
a requenmenlo de Hermenegildo Eduardo do Ro-
go Monleiro, curador do prodigo Claudino Jos
Alves de Amorim, do escravo Vicente pcrlencen-
a pom- le a esto, o qual eslar a exame dos Srs. cora-
a III I
IT
i n >.-;


(*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBaDO 7 DE ABRIL 1>E 1860.
Tiradores no dia cima designado s ti horas cm
ponto.
c
Segunda-feira 9 do correte.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agenle honrado com a confianza do
lllm. Sr. Joao l'ereira Mounho que se relira
para Europa, fara leilao na suacasa de campo do
Mcndego confronte ao sitio do finado conimcn-
dador Luiz Gomes Ferreira
DE
Morris de gesto c boas maderas para ornatos de
sala, quartos etc.
Loueas, crystacs, porcelanas, candelabros, ser-
pentinas, espclhos.
KscraVos de ambos os sexos lodos com habili-
dades.
Obras de prala de gosto moderno etc.
Principiar s 11 horas.
llavera mnibus s 10 horas, gratis na esquina
da ra do Crespo.
Avisos diversos.
Osenhorquc tirou hontem urna certidao na
serretaria da cmara queira vollar a mesma se-
cretaria para ser advertido de um engao. Recite
3 de abril de 1860.
Precisa-se deum menino que tenha pralica
de taberna : na praca da Independencia n. 22.
Prelende-se comprar a taberna n. 141 da
ra do Pilar, ein Fora de Portas : quem se julgar
com dircilo a impedir esta transacc.o reclame
no prazo de 3 dias.
-- Alcxandre F. Staedin relira-se para Europa.
Aluga-se a Ifija da ra da Imperador n. 17,
lato do caes : a tratar no primeiro andar da mes-
ra casa.
COMPANHIA
* = s
Ho o g r-
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= Precisa-sj alujar una prela que saiba co-
zinhar, para c sa de familia : na ra do Trapi-
che n. 26, taberna.
Joao Pires de Almeida Lopes faz publico,
que em 31 de marco prximo passado contrahio
sociedade com o Sr Manoel Jos de Miranda em
seu armazem de orne secca, silo na ra da
Praia n. 10, caja sociedade fica gyrando soba
razao de Tires a Miriuda. ftecife 2 de abril de
1860.
= Precisa-se saber onde residem os herdeiros
do fallecido A tonio de Souza Viveirqs, natural
do lugar de Santo Antonio da Uha do S. Miguel,
o qual veio para o Brasil ha annos, e dizom fura
casado nosta provincia de Pernainbuco, ou na de
Alagoas, com urna senhora chamada D. Dorolha,
e isio se desej. saber abeni dos inlresses dos
mesmos herde ros : na ra do Crespo n. 12, loja.
= Na ra do Queimffdo, loja n. 8, precisa-se
contratar para criado ncsla cidade, um menino
porluguez de-10 a 14 annos ; garanle-se bom
iraiamento, e gual ordenado.
3
E
o
BQ
Estabclecida cm Londres
CAPITAL
Cuito m'iWkocs de Ultras
esterlinas.
Saunders Brothers & C.a tem a honra deln-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eagucramais convicr, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
i tfictuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dia, cobertos de lelha e igualmente sobre os
objctos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista era mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Precisa-se de um bom ortelo pa-
ra ara siiio distante desta cidade 5 le-
guas, ffctga-se bem : dirijam-se a Ulia
obras publicas.
=r: Caeano Pinto de Veras faz scientc a quem
inleressar que est em exercicio da vara do juiz
de paz do 4o anno,-do primeiro dislricto da fre-
guezia doSS. Sacramento do Santo Antonio des-
ta cidade, para que foi elcito c que despacha na
casa de sua residencia ra do S. Francisco n. 8,
c em qualqucr parle que for encontrado; e que
di audiencia as tercas c sexhis-feiras as 4 1[2
horas da larde como ja tem annunciado, na cosa
publica das audiencias. Recite 29 de feverciro
de 1S60.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella u. 10.
X. 27-Ra da Impcratiiz-Ji. 27.
L.Pugi.
nica efficina em Pernambuco para lavar as
palhinhas das mobilias a= roais cncardidas, tor-
nando-sc oulra vez la o alvas como no estado
primitivo ; esta magnifica preparaco chimica
tem a propriedade de desenredar as "mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
niesmacasa lavam-se chapeos de paMia de Italia,
c poem-se moda.
Laboratorio de lavagem
NA
Casa de banhos do pateo do Carino.
Nesto cstabelecimento, cujos perfeilos apparc-
lhos viudos da melhor fabrica da Europa, leem
de ser era breve ampliados com oulros novos e
de maiores dimensoes, j se lava e engomma
com perfeicao toda e qualqucr qualidadc de roli-
pa no curi prazo de 12 a 15 dias. Consegue-se
osle resultado pelos systcmas mais simples, ex-
actos e inofensivos, ajudado pelo concurso in-
tclligcntedo obreiras francezas, inglczas, porlu-
guezas e nacioines, e pela certeza q,ue resulta de
urna pratica de auno c meio.
Garante-se o bom resultado, tiram-se todas as
niiloas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Rccebe-se t roupa nos dias 1, 2 e 3 de cada
nicz, e enlrega-8e nos dias 15, 16 o 17, e a que
se recebe nos dias 16, 17 e 18, cntrega-se nos
_dias 30, e 1 e 2 do mez seguinlc.
No mesmo cstabelecimento precisa-sc ainda de
peritas engommadeiras e boas lavadciras, quer
sejam escravas, livres, nacionaes ou cstrangei-
ras. Paga-sc al Indianos, dando-sc sustento, e
pudendo ellas dormir no cstabelecimento, ou
irem as 6 horas da manha e voltarem as 6 da
tarde; mas em lodo o caso deve dar garante
sua conduefa.
= No Caf & Reslauranl do commercio, na
ra do Trapicho Novo n. 22, precisi-sc de ser-
ye riles
Precisa-se de urna ama de leilo : na ra
Direita n 2, primeiro addar.
Precisa-sede um menino de 10 a 14 annos
para caixeiro de taberna e urna ama para lodo
servico de pequea familia ; na ra da Impcra-
Irta n. 74.
Na hvraria n. '6 e 8 da praca da
Indepenccia, preciza-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
OLINDA.
Aluga-se o sobrado da ra do S. Bento n. 25,
-confronte a academia; a tratar no Recife, ra da
Cruzn. 23, segundo andar.
= Antonio Marques de Amoiim faz publico,
que no da 21 docorrenle foi recolhida em seu
sitio na Ponto de Uchoa urna prcta vclha por
nome Anna, em estado de embriaguez c raordi-
dida por uns caes. O sen estado nao permittio
obter della iuformacao alguma que indicasse se
era livro ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-so quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que perler.ee a urna senhora viuva,
moradora ua ra do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
peitenca a mande buscar.
Gabiaele Porluguez de
Leitura.
A directora do Gabinete Porluguez de l.eitura
faz publico, que se acha vago o lugar de ajudan-
le de bibliothecario, e por isso convida a qual-
puer socio accionista (ou pessoa que esleja no
caso de o ser) que tenha pretcncoes a dito car-
go, de apresenlarem suas proposlas no mencio-
nado estabelecimenlo, para os convenientes fins.
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leitura
era Pernambuco aos 3 de abril de 1860.
Manoel Jos de Faria.
1. secretario.
= OfTerece-so urna pessoa para ensinar latir e
francez, dando lir.oes era casa de sua residencia :
quem de seu presumo se qnizer ulilisar, dirja-
se ra do Queiraado n. 18. Por prejo cora-
modo.
DauphantGcorges, Devernolx Laurent, Dau-
phanl Mauncie, Douphant Jean, Malhot Josre,
subditos francezas, retirara-se para lora da pro-
vincia, e talvez do imperio.
t Precisa-se de um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna c que fiador a sua conducta ; nao
se ollia dar-se bom ordenado r na ra do Rosario
da Boa-Vista n. 56, taberna.
g Or. Cosme de Sa' Perei
/de volta de sua viagem instructi-
ffltin a Europa continua no exer-
^cicio de sua prolissao medica.
Da' consultas em seu escripto-,
rio, no bairro do Recife, ra da
2! Cruz n. 53, todos os dias, menos
"nos domingos, desde as' G horas
t as 10 da manhaa, sobre o
seguintes pontos :
1 *. Molestias de oihos ;
i*. Molestias de coracao e dfc
peito ;
o-. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do antis ;
'. Praticara' toda e qualquer
opera<|ao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exarae das pessoas que 6 con-
sultarcm sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
M tradas; fazendo excepcao os doen-
tes de oihos, ou aquellos t|ue por^
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicacao de alguns medica
montos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera* feto.ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o
Bjdemove em beneficio de seus
V5 doentes.
bandejas enfeitadas.
Conlina-se a preparar com differenles modcl-
los c figuras, bandojas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso marcado, e delicados bolinhos
era libras sep.iradas, pesado vista c contento
da encommen Ja ; assim como bolos inglezes,
francezes e de mas-a secca da mandioca, pudins.
creine, pastis de i'ala, e tambem os pastis de
carne de poro proprios da paschoa, ludo com
muito asseio, bem Teito, e o mais em conta ; di-
rija-se a ra da I'enha n. 25, segundo andar,
que ficar" ben servido.
i-
Para um sitio na Ponte ae Uchoa, nccessi-
ta-se de um feitor : a tratar na ra da Cruz, ca-
sa u. 45.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, professor de mathe-
maticasno Gyranasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir um curso de geometra parti-
cularmente : os senhores esludantes que quize-
rcra aproveilar as suas explicaces, afim do se
prepararem para os exames m novembro do
correnle armo, queiram dirigir-se casa de sua
residencia, na ra Direita n. 74, para scrcm ma-
triculados.
- Quera precisar de um criado para comprar
na ra e juntamente enlende de cozinha, ou'mes-
mo para administrar algum estabelacimento, pois
enlende de negocio, e pela sua indigencia se su-
jeitaatodo e qualquer servico, dando fiadora
sua conducta, dirija-se a tratar na ra da Praia,
taberna n. .
_ Precisa-se de urna ama secca que saiba co-
zinhar e engommar, c que sirva para comprar
na ra, para casa do urna senhora soltcira : quem
pretender dirija-se a ra dos Marlyrios, sobrado
de um andar, n. 9.
vaLlwJ C""JBcflilLfcQilJ<0<>OOSL3LBjl
I Seguro contra Fogo
coMP.vxniv
Precisa-sc le urna ama para casa de pouca
familia (2 pessoas), que fa^a tambem as com-
pras ; no pat?odo Carmo n.*20," primeiro andar.
= Antonio Jos de Souza Guiraaraes relira-se
para fura do mpero, c declara nada dever nes-
la praca neni foro della, assim como nao existe
letra alguma ou obrigaco de seu aceite ou en-
dono, e dei::a por seus procuradores aos Srs.
Jos Antonio Gonc_alves da Rocha e Joao Manoel
da Veiga e Si ixas.
Roga-sc ao Sr. fiscal do bairro de S. Jos
ou a quem compe.ir, que lance suas vistas com
allenr.o para a casa que se est reedificando na
ra Direita n. 121, com un oilao singlo a ma-
neira de gaiola o raloeira para pegar gente e
manda-la para o cemiterio: islo Ihe pede um
medroso que nao lem medo de ficar pegado.
O abaixo assignado, subdito ingle/., retira-
se para Inglaterra. Jomes Soulhuard.
Na ra do Socego no Campo Verde, d-sc
dinheiro a ji ros sobre penhores de ouro, prata
ou predios, assim como rebate-sc lettras com
firmas boas e rob te ordenados.
Precisa-se ele um menino porluguez de 12
aJ14 annos dj idade para ser caixeiro de urna das
melhores casas era Nossa Senhora do O' : quem
pretender dirija-sj a ra Direita n. 53.
O prop ielario Manoel Jos Pacheco de Mel-
lo e sua senhora, retirara-se para Lisboa, levan-
do 'dous criados era sua companhia por nomo
Marcolino Pr choco de Mello c Filippc Pacheco de
Mello; e julgam nada dever, se porm alguem
se julgar credor aprsente suas contas no prazo
de oilo dias, que iepois de conferidas lfie serio
pagas. Recif 3 do abril de 1860.
Joaquim Caineiro Leao deixa de ser caixei-
ro de Valem;a & Companhia desde o dia 26 de
marco prximo findo
Vicente Ferreira da Costa vai Lisboa, le-
vando em sua companhia o menor Joao Martins
de Barros Jnior. Fica encarregado da gerencia
do sua casa seu entoado Joaquim Filippc da
Costa. 'r
David ^Villiam Bowmann vai a Inglaterra.
Manoel Joaquim do Oliveira deixa por seus
procuradores durante sua ausencia os seguinles
senhores .1. o Sr. Antonio Rodrigues de Mei-
rellcs, seu socio ; 2o os Srs. Prente Vianna &
Companhia ; 3o os Srs. Vianna & Guiraaraes.
Exlracco dos denles!
Jos Adelo da Silva bem conhecido
dentista o sangrador est estabelecido na 2
ra da camboado Carmo, em seu gabi-
nete n. 19; ti a tambera dentes e raizes
como qualquer cirurgio dentista, caiga os
furados o sepira bem os dentes da frente,
tanto cm seu gabinete n 19 a qualquer &
hora como f3ra, mandando-lhe escripto
com o nome da pessoa indicando o lugar e
numero da cssa, sangra muito bem e ap- @
plica ventosas sarjadas o
Tambem fabrica |
para cncDmmendas dentro e fora da cidade
excellen.e pomada e banha imperial mui
fina c cheirosa, era latas com meia libra
para manter com solidez e bello lustro pre-
i to os caacllo?, esta nova forma de poma-
i das e de banha imperial superior e pre-
ferivcl para o uso diario, a toda especie de
) banhas fabricadas nesta praca a 2) e 3$ a
> lata.
5@@ @@@@@@@@
SOCIEDADE B\M].\RI.V
Precisa-se de um amassador que seja bom :
na padaria da ra larga do Rosario n. 48.
Precisa-so de um bora amassador para a
padaria da Passagcra da Magdalena ao p da pon-
te grande : a tratar ro aterro da Boa-Vista, pa-
daria de Domingos Antonio de Sonza Beiris.
= Domingos Bernardino da Cuoba vai a Por-
tugal, e deixa por seus procuradores os Srs. Jos
Antonio Ferreira Virihas, Joao Luiz Ferreira Ri-
beiro e Domingos Jos da Silva, a quem deixa
poderes para receber e pagar lodos os seus d-
bitos.
Antonio Fernandes de Azevedo vai a Por-
tugal c deixa por seus procuradores os Srs. An-
tonio Martins de Carvalho Azevedo e Joaquim
Domiogues Fernandes, Antonio Avelino Leile
Braga.
= Manoel Joaquim do Oliveira vai a Portugal
a tratar de sua saude, levando em sua compa-
nhia sua miii D. Maria Borges.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar para casa de hornera solteiro, prefe-
rindo-se de meia idade : na-rua do Camaron.7.
= Acha-se estabclecida na ra do Jasmim do
bairro da Boa-Vista urna nova fabrica de ferreiro
com todas as proporce3 necessarias para bem
desempenhar toda e qualquer encommenda tanto
novas como de concertos. O proprietario da da
fabrica Guilherrae Daniel, promeltc a mais res-
tricta ponlualidado no cumpriraenlo das obriga-
$5ea que contrahir por isso espera ser coadju-
vado pelo publico desta cidade.
Willam Charlton relira-se para a Europa.
Aluga-se um bello predio de dous andares
e sotao, que equivale a um terceiro andar, sito
silo na ra Augusta: quem o pretender dirija-se
ra Direita, casa da esquina do becco da Penha
segundo andar.
Precisa-se alugar urna preta que saiba en-
gommar, para casa de pouca familia, paga-so
bem : na ra da Cruz n. 23, segundo andar.
O abaixo assignado faz publico ao respeila-
vel corpo do commercio e mais a quem inleres-
sar possa, que vendeu o seu estabelecimenlo de
molhados da ra da Cadcia do Recife n. 25, ao
Sr. Antonio da Silva Campos, livre e desembara-
zado, ficando o mesmo abaixo assignado encar-
regado du liquida iiu, Recife 2 de abril de 1860.
Manoel Jos do Nascimento Silva.
= O Sr. Antonio D. F. dirija-se ra da Roda
n. 11, para o fim que nao ignora, isto no prazo
de3 dias, contados da dala deste, ase o nao fi-
zer passar pelo dissabor de ver o seu nomo por, do Dr. Bristol
extenso nesta mesma folha, e lalvcz em outras 1856.
mais, e entao s explicara melhor o negocio.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
/ DOS DOUTOHES
F1LLIPPE DA MOTTA DE AZEVEDO CORREIA.
E
Ama.
Precfsa-se de urna preta para amado urna casa
de pouca familia, que sirva para comprar, cozi-
nhar, e algum engommado : quem a liver e
queira alugar, dirija-se a ruada Cadeia do Reci-
fe n. 19, armazem, que achara com quera tratar.
A. Schaffler vai a Europa.
Emite Didicr vai a Europa.
= Antonio Jos Pereira de Miranda vai a Eu-
ropa a tratar de sua saude, e leva em sua com-
panhia sua mulher D. HcnriqueU Ferreira de
Miranda.
= Thoraaz Whilly, subdito britnico, vai para
o Rio de Janeiro.
NICA, VERDADERA
GITIMA.
E LE-
SALSAPAIULIA
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio inf.il-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do Dgado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erupcoes que resultam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham- se ourigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues mitares da Salsa Parrilha de Brisiol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
^"^saoP'les os nicos proprietarios da receita
tendo-lhe comprado no anuo de
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Vende-se
i
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
I Verniz copal.
Palkmha para marci-
ueM>.
Vinhos finu de Moselle.
Folhas de cobre.
| Brimdevela: no arma-
Szem de C. J. Astley & C.
O Sr. Luiz Ayres de Almeida Freitas ou o
lllm. Sr. Dr. J. Ayres de Almeida Freitas, ro-
gado a chegar ra da Cruz n. 27 para receber
urna carta de importancia vinda da Baha.
Por um corte de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomtc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, o um outro vindo de Pars. Esta estabele-
cimenlo est hoje dbs melhores condicoes que
possivel para salisfazer as cncoramendas dos
objecios em cabellos, no roais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para hornees e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objctos em cabello serbo feilos em sua
pre8en9a.se o desejarem, o achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras era casa parjicular.
Amorim, Fragoso, Santos
Compenhia.
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
a realisar t segunda entrado de 12 1{2 por cento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cr-
reme, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
Querx precisar de urna ama de leite diri-
ja-so ao pateo do Hospital n. 26.
$@&S9 @@@
S DENTES S
1 AHTIFICIAES. 1
JR.uaestreita do Rosario n. 3
Francisco Pinto Ozoriocolloca-detcs ar-
Ufciaei pelos JoussystemasVOLCANITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredila ra a qualquer
fcO hora. m
MOMH @@@ @@@
O abaixo assignado vai a Europa
leando na udministracao dos seus ne-
gocios tundentes ao seu eicriptorio de
I cousignncoej o Sr. Miguel Jos llodri-
I gues Vitira, e procuradores os Srs. An-
tonio Lepes Pereira de Mello, Antonio
Bernardo Vaz de Carvalho e Jop B9p
tista de Campos. Pernambuco 31 de
marco de 1-860.Joao Pereira Mou-
tinho.
O abaixo &.ssgnado vai a Europa
deixando nsi gerencia dos seus negocios
tendentes a sua loja de fazendas ao seu
socio o 3r. Luiz Domingues de Souza,
e como procuradores os Srs. Miguel Jo-
s Rodrigues Vicira, Antonio Lopes Pe
reir de Mello e Antonio Bernardo Vaz
deCarvilho. Pernambuco 31 demarco
de 1860.Jloao Pereira Moutinho.
Joao Pereira Moutinho, portuguez
vai a Europa, levando em sua compa-
nhia sua mulher, tres meninas e um
menino de menor idade.
DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gsignoux, .dentista, ra das La-
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molla do Azevedo c S ligado advogam
tanto no fro civel c commercial como no crimi-
nal e ecclcsiastico, era qualquer das instancias ;
cncarregam-se de qualquer quesillo, emfim, tra-
an) de ludo quanto diz respeito a sua prolissao,
e por um honorario razoavel.
Tendo em vista o inleresse daquelles que ha-
bitara as provincias e que tendo dependencias
na corle, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supradilos advogados
leem annexado ao seu cscriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradoria, no qual, debaixo
de sua immediata vigilancia e direcrcio, se en-
contram empregados habilitados que'tomam a si
o tratarem de todos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e repartiroes publicas
da cdsle o capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar alvars de raercs, ttulos, di-
plomas, extrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, cartas de juizes dedireito, munci-
paes e de orphaos, de escrives, tabellies, con-
tadores, distribuidores, partidores, provisocs pa-
ra advogar esollicilar,dispensas para casamentos,
respostasa consultas,dadas pelos maisabalisados
advogados ; agenciarem pelo Ihesouro geral o
recebimenlo de dinhelros quetenham cabido era
exercicios lindos, tratarem de cartas de natuia-
lisacao, ele.
O's precos sao mui razoaveis, e garanle-se>
promptidao e zelo no desempenho das diversas
comraisses, sendo sempre bom que as partes in-
diquera qual a pessoa da curte encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. As par-
ces que nao liverem correspondentes na corle,
fpodem dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capitaes das provincias: trata-se em Per-
larnbuco cora Frederico Chaves, na ra da 1ra-
eratriz n. 17 ; Cabo e Escada o 1^. Carlos Eu-
enio Donarchc Mavignier.
Condecorares.
O abaixo assignado, erapregado no thesouro
nacional, o residente na corle, se encarrega do
tirar e remetler com promptidao os competentes
ttulos aquellos senhores, que foram agraciados
no dia 14 de marco, anniversaro natalicio de S.
M. a Imperatriz. Ser porera necessario que lhe
remettara a autorisaco competente, ou carta de
ordem, indicando-lh a provincia e lugar.e suas
residencias para facilitar a romessa dos mesmos
ttulos. Encarrega-se igualmente de lodos c
quaesquer negocios pendentes das secretarias de
estado, thesouro nacional e internuncio apost-
lico. Rio, 20 de marco de 1860.Joao Baplista
Carneiro da Cunha.
Os consignatarios da escuna portugueza Rai-
nha dos Acores, avisara aos passageiro3 abaixo
declarados, que ainda nao salisfizeram suas pas-
sagens c adiantamentos que o venham fazer al
o dia 10 de abril prximo futuro, do contrario
sero as respectivas obrigaces devolvidas para
a ilha do S. Miguel, afim de serem cobrados dos
respectivos fiadores, com os juros vencidos.
Antonio de Medeiros e sua familia, de Ponta
Delgada.*
Joao Jos Vicente e sua familia, dem.
Jos Antonio da Silva, dem.
Maria Isabel da Silva, idem.
Virginio Augusto Quintal, idem.
Jos Cabral Pacheco, de Villa Franca de Campo.
Manoel Joaquim Corrca, idem.
Manoel Vieira, idem.
Julio Lovres de Oliveira. idem.
Jos Antonio da Silva, idem,
Manool de Souza Pimentel, idem.
Jos de Medeiros, idem.
Lourenco de Medeiros, idem.
Manoel'Rodrigues Lima e sua filha, de Arrifes.
Francisco dos Santos Molta, da Laga.
Manoel Domingues Rcnevides, de Campellos.
Francisco Crabral, idem.
Agncllo Augusto da Silveira, da Rclw.
Francisco Raposo de Medeiros, da Povoacao.
Francisco Pereira, idem.
Jos de Medeiros Torres, Agua Retorta.
Antonio Raposo de Vasconcellos, de Quneles.
Albano Raposo de Vasconcellos, idem.
Manoel de Aguiar, idem.
Manoel de Almeida Raposo e sua familia, idem.
Mauricio Pacheco de Oliveira, de Rabo do Pcixe.
Jos Tavares de Gouveia, idem.
Manoel Jacinlho Raposo dos Res, da Povoacao.
Pedro de Mello Rolelho, de Santo Antonio.
Antonio Botelho, de S. Vicente.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direto de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredodasua preparaco acha-se so-
mente era poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos cora desaprecaveis co-
binac.5es de drogas perniciosas, as pessoas que
quizercm comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer outrapreparac,o falsa ;
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa do ago, Irazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
V.G9
Augusto & Perdigao
Com loja na ra da Cadeia do
Recife n. 23, confronte ao
Becco Largo.
Desejando fazer conhecido seu novo eslabele-
cimenlo offerecem aos seus freguezes um com-
pleto sortimento de fazendas de moda, finas e
mais inferiores, pelos mais commodos prego
que lhessao possiveis. e compcomeltem-sc man-
dar levar as casas das familias quaudo queiram
esrolhcr a sua vonlade.
Entre rauitas fazendas mencionamos algumas
como sejam as seguintes :
Ricos cortes de vestidos de seda bordados a vel-
ludo barra aquille.
Ricos corles de vestidos de seda estampado de
duas saias.
Polonezas prelas de grosdenaples o mais moder-
no e propro para senhora.
Ditos de gorgurao imilanio de casaveque pa-
rem muito comprida.
Manteletes prelos bordados a seda.
Ditos pre tos bordados de vidrilho.
Diios de fil de linho.
Pelerinas de fil muito moderna.
Taimas preta de novo gosto.
Manteletes de loreal de seda froxa de differentes
cores ( esta urna fazcnJa inleiramedtc nova.)
Lindos corles de vestidos de phanlasia de ba-
bados.
Ditos de gaze de la e seda duas saias.
Camisas de linho para senhoras.
Saias baio rendadas, ditas de mussulina e ma-
dopolo, tanto para senhora como para me-
ninas.
Saias ba'ao de dous saioles com 4 ordeiis da
bico.
Pentcs do tartaruga de differente gosto c supe-
rior qualidade.
Chales de caxemira de cores.
Ricas capas bordadas para baplisado de crianzas.
Como outras multas fazendas que so faro lcrn-
brar aos compradores.
Water Street.
New York.
2" O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C, Dristol em papel cor de rosa.
3o Que as airecoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix scmelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz b. 22.
^mmzm
PILULAS VEGETAES
ASSUGARADAS
XJLJULJLJIJLJUIJUU.XXIXJLAAAJLL^JLLX
range: ras 15.
p de: tifie a.
Na mesma casa tem agua e
CASI LlSO-BRASlLEliU,
2, Golde Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a caa contigua, ampias e excellenles ac-
commodi.Qes para muito maior numero de hos-
Eedesde novo se recommenda ao favor e lem-
ranca das seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esta cipital; continua a prestar-Ihesseus
serviros e bous officios guiando-os cm -todas as
cousas que precisem conhecimento pratieo do
paiz, etc : aUm do portuguez e doinglez illa-&e
na casa ti hes.inhole fraucez.
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconslipacoes, ictericia, afecedes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesloes, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
peile, irupces,e todas as en crinidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se an
nualmente I I
Remedio da na I u reza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal do todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-araente vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juventude, pberdade e velhice.
Lea-se o folhetoqueacompanhacada caixa.pelo
qual se ficar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfaudcga n. 89.
Baha, Germano &C, ruaJulion 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
DE
Commissao de escravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesta casa recebem-se escravos por commissao
para serem vendidos por conta de seus senhores,
afianca-so o bom trataracnto e seguranca dos
mesmos, e nao so poupa cxforc,os para que se-
jam vendidos com promptidao, afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate com a venda del-
les. Neste estabelecimenlo ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, mocos e bonitas
figuras.
Perdeu-se domiago pela manhaa,
um relogio patente nglez, caixa de
prata : quem*o achou querendo resti
tui-lo pode aze-lo no pateo do Paraizo
cocheira n. 10, quesera' gratificado por
Jos Pinto de Magalhaes.
No largo do Paraizo, nica praca publica
desta freguezia, no acougue novo, o melhor'que
ha nesla praca por sua localidade e aformosea-
raento, tanto exterior como interior, e ser rauiio
fresco, quo conserva as carnes sem que ellas se
corrompan) lao depreesa e larguem mo cheiro.o
que grando vantafcm para os donos e mesmo
para os compradores, ainda existe dous talhos
para alugar, eor prego CMiinodo : i fallar na roa
do Imperador d. 28.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspeceo de esludo de
Habana e por muilas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente-vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnera sensacoes debilitantes.
Testcmunho expontaneo em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. azom, curaram meu filho ; o pobre
rapaz padecia de lombrigas, exhala va um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, lo magro se poz. temia perde-lo. Neslas circumstancias um visi-
nhomeudisse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda era todas as boticas das
principos cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juao n. 2.
Pernambuce.Bo armazem de drogas de J. Soum
i & Comoanniacua da Cruz n. 22,
PROVINCIA.
rrancisco Antonio de Oliveira, ten-
do obtido do Exm. Sr. presidente da
provincia, a exoneracao do lugar que
oceupava de thesoureiro das loteras,
declara pelo presente, que tem suspen-
dido o pagamento dos bilhetes premia-
dos das loteras que se tem extrahido
(exceptuando os da que o deve ser em o
dia 4 do presente mez, porque os paga-
ra' somente ate o dia 11 do mesmo mez
na casa de sua residencia na ra da Au-
rora n. 26) por isso que tem de reco-
Iher as coritas das loteras que ainda
existem em seu poder, bem como os
respectivos saldos a thesourara provin-
cial, d'onde as pessoas interessadas p-
denlo haver os pagamentos a que se jul-
garcm com direto. Recite 3 de aDril
de 1860.
Companhia de il-
luminacao a gaz.
Os agentes da companhia de illumi-
nacao a gaz, rogam a todas as pessoas
que devem a mesma companhia con-
forme as contas ja entregues, o favor de
saldarem as suas contas da data deste a
10 das, findo este prazo os agentes
veem-se obligados a nao fornecerem o
gaz diario e cobrarem judicialmente os
objctos empregados nos cstabelecimen-
tos e casas particulares. Recife 7 de
abril de 1860.
Saca-se sobre o porto por qual-
quer'soma, a vista ou a prazo, pagavel
all ou em Lisboa, podendo as lettras a
prazo sirem pagas a' vista mediante o
descont na razao de 4 por cento ao
anno, aos portadores que assim o exigi-
rem, dirjam-se a Joaquim da Silva
Castro, ra do Crespo.
Vende-so superior vinho do Bordeaos em
quarlolas o cm caixinhas de urna mqrca muito
acreditada, cerveja em caixas de urna duzia, vi-
nho de champagne cxccllenle, velas de esperma-
cele e urna pequea porcao de ferro da Europa :
na ra do Trapiche n. 11, ein casa de Tisset-
Freres.
O abaixo assignado leva ao conhecirento
do lllm. Sr. Dr. provedor de capellas, e aos ir-
maos da veneravel contraria do Santa Rita do
Cassia. que deuou de fazer parto da mesa actual
por nao querer comproraetler-se. Approveila a
occasio para agradecer a todos os seos collegas
(a cxccpco de tres) as mane iras urbanas e deli-
cadas com quo sempre o irataram, cora especia-
lidade ao Illra. Sr. Francisco Jos de Campos
Pamplona, actual juiz.
Joaquim da Fonseca e Siloa.
Prccisa-sc de um criado para conduzir co-
mida de um hotel para casa de um estudanie :
na ra dos Prazercs por delraz do hospital de
caridade.
Charm,
eoii\\u*uVio de \\iiVoso\\v\a
Est no prclo urna nova edico deste compen-
dio, a qual deve sahir por todo este mez, e as-
signa-se desde j a 5g o exemplar, na Imana-
dos edielores Guimaracs & Oliveira, ra do Im-
perador n. 20 : os senhores esludantes podem.
receber as formas que se acham impressas at
paginas 64, c dahi por diaute a proporgao que
forera sahindo do prelo.
* Attenco.
Na roa das Cruzes n. 21, vende-so manteiga
ingleza a 640 rs. a libra, toucinhu de Lisboa a
320 rs. a libra, ludo muito superior.
Pedido ao lllm. Sr. Dr. chele de polica
Joaquim Jos Alves Pequeo, a bem de sua
reputarlo e seguranca individual, pede ao lllm.
Sr. Dr.'chefe de polica, o obsequio de mandar
publicar por este jornal, se realmente foi elle
quem denunciou de Joaquim Joo da Cunha, o
desde j muito agradece ao mesmo Sr. Dr. o ser-
vico que lhe vai prestar com dita publicaco.
Recife 5 de abril de 1860.
Attenco.
O abaixo assignado faz saber a todos os se-
nhores mercantes ou capitaes de navios, nacio-
naes ou ettrangciio, que tem raestre para cor-
tar e fazer qualquer velas para navios, tol-
dos e encerados : quem se quizer ulilisar de seu
prestimo dirija-se ao becco da Boia n. 39, se-
gundo andar.
Marianno Joaquim da Costa,
= O abaixo assignado roga ao Sr. Bernardo
Gomes de Mello morador no Passo de Gamaragi-
be o obsequio de dirigirse a ribeira da Boa-Vista,
taberna da entrada, para tratar negocio de seu In-
leresse, do contrario se far publico porque razao
se lhe taz esto pedido.
Francisco Antonio Martins.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidarlo, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimidon. 10.
^ LJI
K'T\f\ L


------____!___>_-
T"
Attencfto.
Um moco com bastantes habilitacOes
* para o commercio e que falla e escre-
ve perfeitamene as linguas gleza e
portugueza e falla correntemente o al-
lemao, offerece-se para caixeiro dequal-
quer casa nacional ou estiangeira :
quein precisar dirija-se a ra Direita n.
7, 2.- andar,entrada pela ra da Pon ha
das 3 as 5 horas da tarde, ou annuncie.
Profcssor dentista.
*Rua da Cruz numero 44,
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 7 DE ABRIL DE 1860.
D. Juan Nogus, fax scienle aos scus freguczcs
c ao respeitavel publico em geral os quaesj
tem pleno conliocimento da pcrfeir;5o e delicade-
za do sen Irabalho quo continua no exercicio de
sua proissao. tira denles com a raaior rapidez
possivel, a 28 e n 3j sendo em casa e fura della
. a 5$, limpa-osa5f, chumba com msssa diaman-
tina a 5j> e com prata a 3>, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 10$, sendo para fora da cidade qual-
quer operacao ser o prego que se convencionar.
Ninguem confie tazendas ou qualquer ob-
jecto pedido fui meu nomo ou de minha fami-
lia sem bilhete mcu, porquanlo somonte assim
me considero obrigado. F. Menna Calado da
Fonseca.
No domingo 25 do margo auscnlou-se da
casa do senhor um preto muilo conliecido por
bebado, e o norac de catraio, perlencente a Jos
Baptisla Braga : por isso roga-so a quem o pe-
gar, leve a ra Nova n. 33, que ser gratificado.
GHAIE HOT
Ra Nova, em Bruxellats (Blgica),
SOR A DIRECTO DE E- KMV.UiD.
.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o ahnanak da provincia para
o correnfe anuo de
oqualsevende a 800 rs. na
praga da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
Civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associacoes comnferciaes,
agrcolas, industriaes, lutera-
nas e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidaaes cuino lu-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
nerciante, agricultor, mari-
tmo e emfim para todas as
tlassesda sociedade.
ObacharelWiTRvio tem
o seti escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
Caixeiro.
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes mporlames da Europa, toma-sede "rande
valor paraos brasiletros e portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua nosicao
una das memores da cidade, por se achar nao s prximo s estncoes de caminhos de ferro da
Allemanha e Franca, como ,ior ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentes'- e
alm disso, os mdicos precos convidara. '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, alleraao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as lounstas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
pordTralOdaaEUr0Pa'POrpreS8 t\" i i coni ludo se algueni se julear seu credor 'anre-
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residirn) os Exras. Srs. conselheiro Silva Fer- '
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Port jgal ) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edeserabargador Pontes Visijueiro (do Brasil,) e multas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de lodo oservico, por da, regulara de 10 a 12 francos (4S000 4500.)
iN'o hotel encontram-se informag5is exactas acerca de tudoqje pode precisar um esirangeiro
Na loja de fazendas da ra da Imperatriz n.
4, se precisa do um caixeiro de responsabilidade
que tenha pratica, e de ouiro que tenha chocado
ltimamente do Porto.
Albino Jos da Silva vai a Europa levando
em sua compauhia sua senhora e dous lhos
menores e urna criada.
Joaqun. Pereira Arantes vai a Europa, dei-
xa ficar por seus bastantes procuradores sua mn-
lher D. Anna Pereira Arantes, Antonio Francisco
I ereira da Luz e Antonio Jos de Siqueira e ge-
rente de sua casa de negocio o Sr. Antonio Fran-
cisco Pereira de Lyrfl.
Fallaram no da 3 do crranle mez da pra-
ga da Independencia, dous cavallos, sendo um
russo e outro rudado, cor de chumbo, lendo o
pnraeiro urna malha vermelh na p, peque-
no e em grao, e o segundo tem urna marca n'um
das cuartos. 6 muito novo, tem um carogo no
joelho dc una mao, tem a cauda rento : levaran
cangallas e 3 encerados encarnados : quem os
pegar leve ao engenho das Maltas, freguezio do
Cabo, a entregar ao proprielario do mismo en-
genho, que ser generosamente recompensado.
Manoel Rodrigues Vieira das Neves, portu-
guez, vai para o Rio de Janeiro.
Domingos Bernardiuo da Cunha vai para
Portugal. v
Na casa n. 6 da ra da Alegra ha quem se
encarregue de mandar extrahir na corte os ttu-
los dos agraciados no dia 14 de marco. A tabel-
la das despezas raspectivas ser patente a quem
convier.
O abaixo assignado bem persuadido est de
i sente-lhe a conta no prazo de 8 dias, contados
da data dcste, que se for legal, ser paga em
continente ; assim como pede a todas as pessoas
que lho sao devedoras, que no mesmo prazo ci-
ma lhe vo pagar, do contrario lero de ver o seu
nome por extenso nesla tolha e em oulras.
Antonio Jos Pereira di Miranda.
Sirop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos oais eminentes mdicos de Paris,
.,..,, ... oomo sen? o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e ouiras,
affeccoes dos broncoios, ataques de peito, irritactes nervosas e insoninoleocias: urna colberad
pela manli, e outra noite sao sufcientes. O elleito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doenie e o medico.
O dspotito na ra larga do Rosario, botica de Dartholomeo rrancisco de Soaza, n. 30.
Fornecimento de papel
para imprimir.
O proprielario dcsle Diario tem eTeclivamente
8ortimenlo de papel para imprimir, de difieren-
tes formatos, desde o raais pequeo at o emque
se imprime o Diario ; c contrata o fornecimento
regularla porco que se quizer, dando-o nesla
cida"4 ou em qualquer outra : os pregos serio
, f ^aveis, por quanto este papel importado em
'i.'reitura. dos lugares em que elle se fabrica.
Agencia de passa-
porteefolha corrida
Claudino do Reg Lima lira passaporle para
dentro e fura do imperio por coramodo prego e
presteza : na ra da Praia n. 43, primeiro andar.
Ferdeu-se no pateo de S. Pedro dous va-
roes de cama de ferro, pintado de encarnado :
quem delles der noticia dirjase ao pateo do
Corpo Santo, armazem de niassamc n. 17, que
ser recompensado. .
Muilo importa saber era poder de quem
exisle a escrava Mara, mulata clara, fillia da cs-
crava Barbosa, que foi de Jos F.crnandcs do Ro-
go, de Sobral, passou a Antonio Ferreira de Fon-
tes das Lavras e esle vendeu a Joaquina Pereira
Tamboat negociante do Aracaly no Cear, que
supoe-se ter vendido na praga de Pernamuco
em 1847 : fallar com o vigario Francisco Jorge
de Souza na ra da Imperatriz n. 5 ou annuncie
pelas folhas.
A pessoa que trouxc urnas cartas de Macei
para Francisco Jos de Olivcira Rodrigues queira
fazer o favor de cnlrcga-'.as no caes da Alfandeg
n. 7, armazem dos Sis. Lopes Irniaos.
Fmicisco da Silva Cardoso mm ij do ai
faiatu e ruupa leita na ra do Crespo n. 12, pri-
meiro andar, participa aos seus amigos c freguc-
zcs que mudou-se para a ra do Imperador n. 6
[amiga roa du collegio) aondo semprc o acua-
rio prompto para servir a todas as pessoas que
o queiram honrar. Neste eslabelecimento nao
s se vende todos os obiectos perlencentes a ho-
mem co.no lambem se faz obras de cucommenda
com lodo o esmero e promplido.
= Aluga-se a loja da casa n. 17 da ra do
Imperador lado do cares: tratar no jjrmeiro
andar da mesnia casa.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Jonnstctn & C. ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegade loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas o espnhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para Jimpar e fazer crescer os cabellos,
,,:, ._ i, ,' assm como pos imperial de lyrio de Florenca,
CUJA entraa pelaCaiHboa(loiPara ,bortueJ,tsc asperidadcs da pello, consr
r va a frescura o o avel'
Carmo.
Jos Rodrigues do Passo, invcnlarianlc dos
bens de sua finada tnai D. Mara Rosa d'Assump-
cao, passou sn resiiencia para o terceiro andar
do sobrado n. 37 da ra da Imperatriz : portanto
os devedoresd fres de terrenos pertcncenles a
beranca ou os .le dividas, assim como os credo-
res devcro all acha-lo, isto no prazo de 12 das,
pois tem de se fechar o inventario. Recife 27 de
margo de 1860.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta f rana duas legoas, vende-se
urna parte no nesmo ngeuho, machina nova
vapor, dislilac; o nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, safira
plantada, etc. t te. : trala-se na ra do Crespo n,
13, oja.
FOLIIWS PAR 1860.
Eslo venda nu livraria da praga da Inde-
pendencia ns. >3 e 6 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla ypographia, dasseguintesquali-
dades :
K OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalenda.io e rcgulamento dos direitos pa-
rochiae, a conlinuago da bibliotheca do
Crislo Urasileiro, que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imitagao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoragao ao SS. Sa-
cramenio e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para orago mental,
dividide pelos dias da semana, obsequios
ao SS. r.orago de Jess, saudages devo-
tas s caaga de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora. io patrncinio do S. Josa o anjo da
guarda, respongo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
Engomma-se com asseio e promplido : no
ceceo do Marisco n. 20.
Precisa-sc alugar um preto ou prclo, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servigo
ue urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circumstancias : quem Uvr e quizer
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40*
primeiro andar.
Ligoes de francez e\
piano.
Mademoiselle Clemence de Ilannetot
de Manoeville continua a dar ligoes de
francez e piano na cidade e nos arrabal-
na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
vicia.
elludado da primavera da
NOVO DEPOSITO
DE
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada eu dirigir-se
livraria da praga da Iadepeadenaia que se preci-
sa fillar-lhe. -
Ra do Imperador, confroate
ao oito do deposito do gaz.
Borolt & C.altendendo a que os senhores,con-
sumidores de gelo sao pela maioc parle residen-
tes nos bairros de Sanio Antonio e Boa-Vista, e
que lutariaracom grande diOiculdada se este es-
te eslabelecimento eslivesse collocado no bairro
do Recife, poderao encontrar na ra do Impera-
dor confronte ao oilo do deposito do gaz, um
armazem com as proporgoes exigidas para depo-
sito deste genero, o quaf estar aberlo concur-
rencia dos mesmos senliores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde, do dia 3 do correnle m
diante.
ITA.DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regilamento dos direitosparochiaes.e
urna co'lcccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coi los, labulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruetcs. I reg 320 rs.
WirADE PORTA, qual, alm dastoalerias do
costumi;, conlm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
(i)
moedas de ouro de 16$ e 20$ :
da Cadeia do Recife loja a. 22.
Vendas.
Polojuizo docommercio desta ci-
dade a cha m-se embargados os bens de
Joao Paulo de Souza, pelo que previ-
ne-se aos devedores deste que nao pa-
guem seus dbitos constantes dos livros
do referido Joao Paulo, os quaes tam-
bem foram embargados, isto sob pena
de paga re m segunda vez.
= Jos Antonio Texeira Pinto segu para a
Europa no primeiro vapor a tralar de sua sude.
O Sr. Francisco da Silva Lisboa queira ppr
favor ir a ra do Cabug, loja n. 11.
Attenco.
Joaquim de Souza Galvao faz sciente ao res-
pcilavel publico, que de hoje em dianle fica cha-
mando-sc Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Sacase para o porto e
Lisboa, qualquer quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C. ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal,
O dono da casa n. 10 da ra Bella, a qua
quer-se comprar, drija-se a ra larga do Rosa-
rio n. 17.
Quem precisar de um caixeiro que enlenda
o francez c inglez, escrevendo as mesmas ln-
guas, com pralica de escripta, queira dirigir-se
a esta lypographia, daudo-se exaclas iuformages
a respeilo.
Jos Jorge re lira se para o Ro de Janciso,
ejulga nada dever a ninguem.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
corpo de commercio desta praga, que deixou de
ser caixeiro da casa do Sr. Bernardino Francisco
do Azcvedo Campos ; e prevatece-se da occasiao
para lhe agradecers maneras altenciosas, e o
bom tralamento que do mesmo senhor recebeu,
c de sua familia, durante o curto espago de 4
annos que csteve em sua casa. Recilo 4 de abril
de 1860.Joaquim Caetano da Silva.
Irmandade dfi Senhor Boin Je-
ss das (jjpigas da igreja do
Paraizo.
A mesa regedora dosla irmandade julga cum-
prir um dever de solemne gratido, manifeslBn-
ilo publicamente o seu recoiihecimenlo s com-
munidades religiosas dos Rvms. Carmelitas e
Franciscanos desta cidade, as sociedades dos Ty-
pographos, dos Saccorros Mutuos, dos Selleiros
e dos Marcineiros, e as pessoas particulares que
concorreram para o brilhanlismo da procissao
que expz & vista dos fiis domingo prximo pas-
sado, 1 do correnle. Oulro sim, agradece cor-
Bom e barato.
\ende;ilesPPrmacc,e em Iibf a640 rs., tou-
cinho a 360, ervilhaa a 160, passas a 480, man-
toiga mgleza a 800 rs.,d.la franceza a 560, chou-
ncas a 600 rs., hlalas a 40 rs., doce de goiaba
1 o caixao, ceblas a 800 rs. o cenlo, painco
a 160 a libra, por baixo do sobrado n. 16, com
oiiao para a ra da Florentina.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receberam a primeira
rcniessa mensal do objeclos de modas ao ultimo
nntn .irJ! ''- 9u,i1o. chegados do Paris
Lni.,1 naTI0' e avisaro as senhoras desta
?nfnlr,,q- Cnineu eslobelecmento. na ra da
,u"'10'iCra u,na sala destinada para,
ellas escolherem dilas fazendas," a saber :
rn.api008ic.manle!0te" d0 D0breza Piala c de
n^T^Lu' eHde rlndas-dc variados sosto.!
Lindos entones de cabega, gostos modernos.
Ricos vestidos de nobreza de cores e prelo<=
saf.a5rewob,s:.rd F,ara *
Veslidinhos para criangas, dc diversos goslos :
bem como o melhor sorlimenlo dc oulras muilas
tazendas modernas por os menores pregos : no
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ra da
imperatriz.
Cabra bicho.
HnaendCK uLraa cora muil e bom leite. lendo
dous cabnlinhos ; a tratar na ra estrella do
Rosario n. 34, primeiro andar.
Vi
fe
'-' *-* NJ V7 ^ ^SK Kt* x> ^- Sndalo!
1 45Ra Nova45
i Variado sorlimenlo de leques dc
dalo a 105000. H
Mada polilo a
3$
Na ra do Queimado n. 19.
3S000 aCS madnpolao cora Pequeo loque a
Palitos de brira a 3S.
Palitos de brim de linho a 3j cada um : na ra
do Queimado n. 19.
peca.
Algodo com toque de avaria a 23 a
ra do Queimado n. 19.
Cobertas dc chita : na ra do Queimado n.19.
Chales de
Pedimos (oda attenco.
mos pregos para liquidar, ludo recebido em"-
reitura da Europa, assim como sejam
Bicos de seda prelos e brancos de lindos
goslos.
Ditosdeliohode todas as larguras.
Ditos de labyrinlho de muito lindos padroes
Franjas prelas com vidrilho e sem elle d
lindos goslos. '
Trangas prelas e dc lindas cores.
Franjas de cores e lindos padrees.
Ditas de linho brancas e dc cores.
Ditas com belota e seifi ella para cortinado.
Franjase trancinhas de laa de lodas as cores.
rancinhas e galoes de linho.
Fitas do seda de lodas as larguras o mais rico
que se pode encontrar.
Enrcilesconi vidrilhos e de outras mais quali-
dades. *
lindos1" ^ larlaruga lisos e vira"0S muilo
Leques muilo lindos dc madrepcrola c de ou-
Ira quahdade.
Fitas de velludo abertas e lisas dc loda as lar-
guras.
Pentes de massa lisos e virados que imitara,
tartaruga.
Ditos de bfalo dc desemharagar.
Chapeozinhos para menino e menina.
Boles de todas as qualidades.
Pentes de Iravcssa para menina.
Assim como muilos mais objeptos de lodos os
goslos; que vista do freguez se far iodo o ne-
gocio.
Os couxeiros.
Vendm-se saceos cora milho a 4 cada sarco
na_rua doRangel n. 62, armazem da porta larga'
\cnde-seum garrote, boi tourfno, muito
novo, gordo e bonito no sitio Cojueiro. em Be-
beribe de baixo.
= Vende-se urna preta crioula, de 30 a 35 an-
nos, perfeila lavadeira de roupa, com principios
dc engommar, e oulras habilidades, que s om
a presenga do comprador se dir, por preco mui-
to coinmodo : na ra Oova n. 20.
Vende-so urna porgao de sola, chegad.i l-
timamente da Granja, de muito boa qualidade e
pregos muito commodos: na ra Aova n 20
loja do Vianna. '
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes pg-
dem testemuiihar as virtudes deslc remedio in-
comparavcl c provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
ores inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prendentcs que admiran, so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois dc ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde do viam soflrer i
amputacol Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padeeimcnlos, para seno
suhmcttercm essa operacao dolorosa furam
curadas complelamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, an de mais autenti-
caren! sua firraativa.
Ninguem desesperada do cslsdo de saude sa
ivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza do nii
cujo resultado seria prova riucoutestavclmeute '
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Cainibras.
Callos.
san-
na
merino
Vendem-se estampados
ra do Queimado n. 19.
a 2j500 cada um : na
1P,
-.m ftMt ^meVtelormrdorests rS SRBS
1 Attenco. I
@ Curso pritico e tlieerico de KTigua fran- @
ceza por una senhora franceza, para dez
@ mocas, s&rundae ruinta-feira de cada se- @
mana, das 10 horas at meio dia : quem @
@ quizer apreveiter pode dirigir-se a ra da *
@ Cruz n. 9, segundo andat. Fagamenlos @
adiantados. S
Roga-sj aef Srs. dtvedores do estabela-
cimento do fa lectdo Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de salearen) seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 1. '
Grava-se e doura-se em marmore ttulos tu-
mularescom (mbleraas morluarios, ou sem elles
assim como ledo e qualquer Irabalho em mar-
more, como sejam : relogios de sol, brasoes do
armas, etc., 1c, por menos prego de que em
outra qualquer parte. Os trabalhos do aniMin-
ciante j sao l.em condecidos do publico, e po-
dera ser apreciados ooceroilerio publico, nos t-
mulos dos Illins. Srs. Dr. Aguiar, Vires, Tasso,
e outros : a tratar na ra Nova n. 80, ou na ru
da Caixa d'Agia n. 52,
Na ra de Impercdor n. 28, alaga se e -r-en-
de-se em %ra ides e pequeas poreoos bichas
hamburguezas,* tnmbem cal da mais nova ha, para fabrieo do assucar, por prego commdo.
FUINDUJAO
DO
I
Ra do Brum (passando o chafariz.)
^io depozo deste esta\e\eeiment sempve lia grande s ovmento de me-
eUausmo pata os engentaos de assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoasseDto ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cannos de ferro, e port s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras Metas moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois. acunhadas em aguill oes deazs: .
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Paroes eb.cas para o caldo, crivos e porta* de'ferro para as ornalbas ;
iZ^r, A !Tl mmhOS de Lman4ca, fornos para cozer farinba ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos nar van. n u
Aguilhoes, bronzes e parafusos, ^^Tr^T*' ^r > M
k auos, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.. etc.
npn?;Lm0I^C0QfiaqUe0SS-Usfreguezes acharao tudo digno da preferencia com
? 1.^ ? p.ela.lona experiencia que elle tenido mechanismo proprio para os agricul-
T2 .T^FiTff't' .ePe'cl?,de "andar construir pessoalmente a6 suas obrls as
^^!S^^W^^ toT!:^W^oUe,i'iB8^, anDual Para o dito flm,
2?^.^ PI co.Dt,nuaSao *8ua fabnca em Pernambuco, para mo JificSr o mechanis-
m a vontade de cada comprador, de/azer os eoncerlos de que poderSj necessitar.
.__.uuu.v _V_ ...w._v.ww ~w i un. |>Vi U11UV (1(111
sitou a procissao, pelo estado de limpeza das res-
pectivas testadas dc suas casas; pedindo dcscul-
pa aos moradores daquellas ras por onde, se-
gundo o annuncio anteriormente publicado, dei-
xou de passar a mesma procissao, por scmelhan-
le falta, nicamente devida tardanca de. com-
parecimento do capcllo da irmandade, o que
Mccasionouquea procissao nao-podesse sahir da
igreja se nao j bstanle tarde. Consistorio da
irmandade do Senhor Bom Jess das Chagas da
igreja do Paraizo 3 de abril de 1860.
Bemjamin do Carmo Lopes.
Escrivo.
Precisa-se alugar um negro escravo : na ra
da Moede n. 27.
Precisa-se alugar um escravo para o servi-
go interno e externo de una casa : ca ra das
Cruzcs n. 41, loja.
Precisa-se de um criado de 14 a 16 amws,
dande ador sobre sua conducta, assim como
una menina dn mesma idade para pensar urna
crianga, dando-se alguma conveniencia : na pra-
ga do Corpo Santo n. 17, terceiro andar,
Os abaixo assignados declarara que desde o
dia-31 do prximo passado deixou de ser nosso
caixeiro o menor Alexaadre Correia Cabral; por
issoroga-sea lodos que leaham contas com os
abaixo assignados de nao pagar-lhe conta algu-
ma ; assim avisamos para noignorarem. Reci-
fe 4 de abril de 1860.Sampaio Silva & C.
Joo Pires Ce Almeida Lopes scienliica ao
muito respeitavel corpo de commercio, que deu
sociedade em seu -armazem te carne secca na ra
da Praia n. 10 ao Sr. Manoel Jos de Miranda
cuja sociedade fica.gyrando sob a razao de Pires
4 Miranda, podendo qualquer dos socios usar da
firma s nos negocios tendentes ao dito arma-
zem, e principiar desta dala em diante. Recife
2 de abril de 1860.
= Os abaixo assignados disolveram amiga-
velmente nesla data a sociedade que tinham no
armazem da ra da Praia n. 13, que gyra-va na
razao de Ramos & Silva, Picando todo o activo e
passivo a cargo do socio Ramos. Recife 31 de
marco do 1860.=Jos dos Santos Ramos de
01iveira.=Joaqoira Baplista da Silva.
________Compras.
No aterro da Boa-Visla n. 10, actualmente ra
da Imperatriz, vendem-se :
Lindos transparentes para jancllas c portas de
diversos pregos, lisos e pintados, muilo prop'rios
para a cidade e casas dc campo.
I.ampces de nova invengao que do urna luz
melhor qne o gaz, Irabalhain em um novo liqui-
do muito econmico.
Oroscopos, novf instrumento para conhecer
com loda a exactidao o estado dos ovos.
Esteirinhas para descanso dos pralos as mesas
dc jantar.
Espremedores de fruejas, como seja caj la-
ranja, limao, ele, ele. '
AQadores mgicos para navalhas de barba.
Panno raarroquim para forrar mesas, sofs,
colches, Iravcsseiros, muito usado tambera pura
forrar carros por imitar a casemira.
Panno couro de lustre, magnifica invencao,
serve para todos os usos em que se applica o
couro de lustre, sendo muito mais duravel e ba-
rato.
Cambitos para segurar roupa as cordas para
enxugar, sao hoje procurados e eslimados em lo-
da a parte.
Sicreoscopos com variado sorlimenlo do ri-
qusimas vistas de lodo o mundo ; vende-se o
instrumento a 4& e as vistas a 4 a duzia.
Bem como outras muilas cousas de uso domes-
tico, que sao da maior ulilidade, e que pouco se
conheccm ainda nesla mercado.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfcrmidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbuli-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla dc
Calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces
Infiammacao dofigado
Inlannnagao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males d-.is pernas.
dos peitos.
de othos.
Moideduras de replia.
Picadura de mosquitoc-
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuragoes pulndas.
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor dc ervos.
Ulceras na bocea.
do figndo.
das arliculagoes.
Vcias torcidas ou noda-
<= 45R1IA NOVA45
[Armazem de fazendasj
e modas i
**.ra Nova n. 35, compra-so o compen-
dio de dtreilo administrativo por Vicente Pereira
o Reg, !.aedig5o.
== Compra-se ouro ai moeda na praga da
Independencia n. 22.
Compra-se um cabriole! de qua-
tro roda*, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 5.
= Compra-s urna negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que faiba cozi-
nhare engommar muilo bem, que cosa alguma
cousa na-rua do Brum n. 16, armazem de Ma-
nuel Jos de S Araujo.
Constante-
mente
compra-se. vende-se e troca-se escravos: ama
Direita n. 66.
Compra-se urna preta boa engoramadeira e
cozmheira, e que seja moca e de boa conducta :
no escriptorio de Manoel Ignacio de Olivcira.
Compram-se moedas da ouro .- no escrip-
Imp d ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Corles de vestidos prelos de lodas as qua-
lidades.
Ditos do sedada cores.
Ditos de blonde.
Ditos de phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Ditos de cores.
Capas prelas e de cores.
Grande sorlimenlo de bordadas para se-
nhoras em cambraias e flls.
Variado sorlimenlo de enfeites para ca-
bega, prelos e de cores.
Dito dito de chapeos de palha o de seda.
Grande sorlimenlo de veslimenlas para
meninos.
Dito de chapeos e bonets para ditos.
Vidros para vi-
draca.
A6Ja caixa: na ra larga
do Rosario armazem de Louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga dovRosaro loja n. 28
armazem de louca, mandanvse botar vi-
dros em casa/ particulares por preco
muito com modo, assim como vendem-
se vidros a reta lho do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contera
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Fabrica e loja de chapeos na
ra Nova n. 44, de Christia-
ni e Irmo.
Receberam pelos navios chegados ul-
timamente do Havre, um escolhido
sortimento de chapees e bonets, como
sejam chapeos de castor preto (Velours
Zephir), ditos de castor branco, ditos de
maca francezes de ultimo gosto e supe-
rior qualidade, bonets de velludo e pa-
lha para meninos, ditos de panno nara
homem e meninos, chapeos de palha es-
cura para senhora e meninas, ditos de
feltro enfeitados,tanto para senhora co-
mo para meninas,ludo do ultimo gosto ;
no mesmo estabelecimento ha um gran-
de sortimento de chapeo, de palha da
Italia, escuros eamarellose chapeos do
Clryle a preco de 3jf a G0,s e outras mili-
tas qualidades de chapees e bonets,
vende-se tudo por precos razoaveis.
Attenco.
inV f-Se SOfa de amarel. *> "'limo rosIo,
6 Cm0 ve' da 'Ja' i caraa franceza
cora lodos os preparos, 1 loucador, 1 par de
consolos, 1 par do bancas. 1 commoda. 1 par de
lanternas, 1 candelabro de bronze ainda mrVo,
o cadeiras, 1 cadeira de balango, 1 mesa redon-
da, ludo isto de amarello, 1 mesa de jantar ainda
nova, e mais necessarios proprio para urna coj-
nna : quem pretender, dirija-se a ra das Agoas-
Verdes n. 32, confronto ao oilo de S. Pedro.
Milho e farelo a
5*500, saceos grandes : na ra Nova n. 52
ATTENCO 0 PUBLICO.
Vende-se urna cann franceza de Jacaranda
nova : na ra estreila do Rosario n. 16. primeiro
andar.
Vende-se um excellenle carro do passeic-
com rodas de sobrecclenle, e muito novo : na
ra do Queimado n. 15.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sera ellas, tanlo o prazo cs-
mo a dinheiro, e por prego coramodo : na rne
Direila n. 66.
Attenco.
Vendem-se e concertam-se carrinhos de mo :
na ra da Concordia confronte a reflnagSo.



w
F.-jSo e trelo.
Na ra da Imperolriz, loja do boceo
iciros, vende-se feijao amarello e pardinh
lo barata, a vista do comprador ge dir o preco.
e vera a boa qualidade dos gneros mencionados.
fende-sel
i Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
dos re.I Carne de vacca salgada.
no, mu- O
Vende-se na ra da Cruz do ecifo n. 50, prl-
raeiro andar, por menos preoo do que em outri
qualqucr parte.
Pecliincha.
Fumo americano.
jHl
m
<>
DIARIO DE PERHAJIBUCO. SABBADO 7 DE ABRIL DE 1860.
Fotassadaftussia
E CAL-DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
roa da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Itussia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor procos muilo
razoaveis
;#S 99999
m
AAxRNCVA.
Di
CALCADO
Grande sorlimento.
45Ru Direita-45
Os estragadores de calcado encontra-
m, oeste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeg.iins aristocrticos. 9#000
D.tos (lustre e bezerro)..... 7^000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos....... 6jj000
SapatSes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primciraclasse (sal-
to de quebrar) i 5f000
Ditos toios de marin contra
calos (salto dengoso).....4$300
B >rzeguins para meninas (Cor-
tissimos). .- ......4#000
l un perf/ito sortimento de todo cal-
ci lo e daqaio que serve para fabrica-
la, como tala, couros, marrorjuins, cou
ro de lustre, lio, fitas, sedas etc.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
care fazer cigarros : na ra da Cruz do Recite n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
1 Engenho. ||
Vende-sc o engenho Santa Luzia, silo na GJ
freguezia de S. Lourengo da Malla, entre $
os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de ($
} Cima : trata-sc no mesmo engenho ou no (j&
engenho Mussambique com Felisbino de $
":} Carvalho Rapozo. <$
@@@@@i
Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos prelos de seda,
Ditos brancos c prelos de algodo.
Luvas pretas Je torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo cm novellos : vendcm-ie
por precos commodos, em casa de Southall Mel-
lors Sl C., ra do Traoiche n. 38.
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidacao da firma de Leite & Corris, as
quaesso vendora por deminul prec,o, endo en-
tre outras as seguintes :
Majos de raeias cruas para homem a 1&600
Vende-se
Estopa.
Camisas inglezas.
e
Biscoutos em latas. 18
@ Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu-
mero 61.
@-@-@@@@
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
h iston & C. ra da Senzala n. 42.
Chales bordados a mil rs.
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales borlados a seda com deleito
do agua doce, a I9 cada um ; a ellos, antes que
se acabem.
Attenco.
AS MEMORES MAIHXAS DE COSER
DOS
Idus afama.los autores de New York
I.M. SINCERA C.
E
WIIEELER & WILSON.
No novo estabelecimento vendera-se as machi-
ras destes dous autores mostram-sc a qual-
quer hora do da ou da noite c rcsponsibilisamo-
nos porsua boa qualidade o seguranca :no arma-
zera_ de faz-indas de Raymundo Carlos Leite &
' io, roa da Imperolriz n. 10, auligameute
atcno da Boa-Vista.
............. ..:.:............:;.;.::::-.
iooo
29000
49C00
1(00
S.OO
40
160
.
:
1 :
:
i i
\
':
1 :
t-:l
GMBSE VARIADO S0RTMENT0
Dilos de ditas de cores 29000
Ditos da ditas cruas muito superiores 4*000
Dilos de ditos para senhora 3*0)0
Diios de ditas muito finas 4#0 )0
Corles de calca de meia casemira 290 DO
Diu>sde ditas de casemira de cores 5*000
Ditos de ditas de casemira preta a 5* e 69000
Brim tranjado branco de linho fino
vara
Cortes de coleta de gorgurao de seda
Pao prelo fino, prova de limo 3* e
Gravatasdeseda preta e de'cores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado
Chitas francezas largas finas covado
Ditas estrellas
Riscados de cassa de cores lindos padrSes e
superior qualidade covado -80
Cassas de cores covado 540
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
raspor. 29000
Tiras bordadas 00
Cambraias lisas muito finas peca 4*000
Ernestinas de cores para vestidos covado S40
Challes de laa bordados de seda um 2*000
Grodenaple prelo, largo covado 1*800 e 2*000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 2*000
Vestidos brancos bordados para baptisado 59000
Veos bordados para cbapeo 29000
Entre meios bordados 19000
Athoalhado adamascado largo vara 1*'580
Lencos de chita escuros um 100
Gangas de cores para palitos covado '200
Vende-se a elegante arraaco (Iluminada a
gaz) da casa n. 12 do pateo do Terco, propria pa-
re, loja de fazendas. para o que hoje esse lugar
punto procurado, miudezas, deposito, taberna,
01 loja de charutos.
8$ dinheiro avista.
Ferros econmicos americanos com
folie e descanco : na loja de ferragens
de Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Re-
cite n. 56 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, pu Ice i ras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
ljja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
A 2SO00 cada duzia-
FlNDIClO LOW-MOW,
Roa da Senzala Hova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas enieiasmocn-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de lodos os tamanhos
para dio.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recite n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 c 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3* a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3J800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 6$, palototsde
alpaca preta e do cores a 5*, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglczas muito superiores a
60* a duzia, organdys de lindos desenhos a
1$100 a vara, cortes de cassa chita a 3g, chita
ranceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4g800, 5J, 53500,
6,7 e 83, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs. o
covado, toalha3 para mesa a 3 e 4tf, cortes de
cal$a de brim de linho a 2$, ditas de meia case-
mira a 2j240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
\ender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de montaa de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortimento defazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por haratissi-
mos precos para acabar.
Dfto-sc amostras com penlier.
a
do Challes de merino estampados muito finospelo Corls le vestido de seda de cores com
deraiouto preco de 2:500 cada nm musselinas babados
modernas, bastante largas, de variados padrSes Dilos de dila Pre,a com babados
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fanlazia,o
mais moderno pos-ivel a le 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos preces extraor-
dinariamente baratos, slisfaio a expectativa
do comprador.
DE i,J
yasp follas e fazendas.fi
i
ja
NA
e armaiciii
DE
'.
.:
.:
i
na do Queima-
do n. 46.
Ricas sobrecasaras de panno fino pretos ii
: .' de corr-s a 2>3, 30>e 3oJ, tambem temos g
i paletotsdos mesmos pannos a 22} e 248, ;i
1 j paletols de casemira de cores do muilo k
: bora gosto e finos a 12#, 14$, 16g e 18. di- 9
I los do panno prelo para menino a 18$ e ':
o 10, g
i 20J, ditos de casemira de cores a
calcas de casemira de cores e pretos ejun- ??
, lamente para meninos a 7*, 83, 9$, 10;) e Sj
1 : 12, colleles de gorgurao de seda e case- |J
' i mira a 5$, 6$ e 7$, paletols de alpaca pre- \]
los de cores s'accos a 4-3, ditos sobrecasacos \
'.
:''
i i a ."3 e 83, ditos de brim, de esguio o de
' 3 fnio tanlo brancos como de cores a 4*. '
[ j 43"jI)0, 5je63, calcas de brifis brancos mui- B
': lo tinos a 5g, 63 e"73, colleles brancos ede -
I cores 33 e 33500, camisas para meninos 5S
E de diversas qualidades, calcas de brins de :
: cores finas a 33500,4J e 5*, um rico sorti- S
: ment de vestidos de cambraia brancos i-J
j j bordados do melhor gosto que lem appa- !
c; recido a 283, manteletes de fil preto e de j
I cor muilo superior gosto e muito moderno U
' \ a 203 cada um e 24*. ricos casaveques de -^
I tambrai bordados para menipo a 103, di- ;
: tos para senhora a 15$, ricos enfeitcs de U
' froco de velludo goslo melhor que lem ap- =3
f parecido a 103 o 123, e outras muitas fa- yj
j zendase roupas feilas que com a presenca !|
I do freguez se far patente.
: Casacas para a quaresmaf
j) Nesto mesmo estabelecimento ha um M
grande sortimento de casacas pretas, as- ij
si 11 como manda-su fazer por medida a von- ;!
lade do freguez, cscollicndo os mesmos os vi
pannos a scu goslo sendo os precos a 35* '
. e 403.
M
':
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
Botica.
Barlholoraeu Francisco de Souza, ra lirga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezScs.
Dilas.vegetaes.
* Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febret).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico. ^
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 on(-as a
12 libras.
Assim como tem um grande sortimenfo do pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mt dico
prero.
Ferros de engom-
mar econmicos
A SSOOO.
Ra do llueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2,7 a duzia.
Cobertas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tambem se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca prela pelo baralissimo preco de 320 rs.
o corado, brim de linho branco trancado a 1* a
vara, ganga franceza de cor para calca e paletols
a 500 rs. o cova'do, lencos de cassa de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2$500 cada chales.
' Roa do Queimado n. 19.
Chales de merino eslampados a 2g500.
Algodo monstro com 8 pal-
mos a 600 rs. a vara.
Vende-se na ra do Queimado 19.
Cambraia adamiascada.
Vende-se cambraia adamascada para cortinado,
de lindoslavrores: na iua do Queimado n. 19.
Para a semana anta.
Na ra da Cadeia, esquina dat Madre de Dos,
ha para vender ptimos manteletes e taimas de
fil prelo com bico a 16 e 183, luvas pretas de
pellica a 23500. lencos prelos bordados, com bi-
cos e vidrilho, calcas de casemira preta, o me-
lhor que ha no mercado, casacas e sobrecasacas
pretas, tudo por prego commodo : na mesma ca-
sa tem sortimefrto'de calcado para homem, se-
nhora c meninos.
Pennas de a^o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recite, loja n.
7, deGuedes& Gonc.alves, as verdadeiras pennas
de sc.o inglezas, mandadas abricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1*500 a caixa.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ver
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de scu autor como pela acei-
tadlo que gcralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgospulmo.
nares. ara conhecirnento do publico declara-
se que o verdadeiro conlm uo envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
Attenco.
Vende-se una muala de 20 e tantos annos,
com 2 lindas raulatinhas, qor motivos de fami-
lia, a qual sabe engommar muito bem, coser, fa-
zer labyrinlho e cozinhar : quem pretende-la,
dirija-se ao pateo do Torco n. 16.
97
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com atguns pires de borzeguins que Ihe
restara, do famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sera o menor defeito, re-
duz.ii-> do os ao preco de
i
Com (oque de avaria
a 1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lengos de cambraia. brancos a 2:000 2:500 3??
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Vende-se algodo da Bahia para soceos e
fio de algodo : no escriptorio de Manocl Igna-
cio de Oliveira, dcfronle do Corpo Santo.
n 1 GRANDE AMIAZE5I |
DE
oupa feita
Ra Nova n. 49, junto
I a tgreja da Conceico dos
K Militares.
5,5 Neste armazem encontrard o publico
um grande c variado sortimento de ron- .;
M pas fetas, como sejam casacas, sobreca- ^
^ sacas, gndolas,, fraques, e paletols de 3
X panno fino prelo e de cores, palelols e A
* sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- g|
zina pretos e de cores, paletols e sobre- t
cosacos de seda e casemira de cores, cal- ^
|| sasde casemira preta e de cores, ditas de
i merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
coicas de algodo, collete3 de vellud^ "
{j preto c de coros, dilos de setim preto e
*b branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
|g tos de fustos e brins, fardaraentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas franeczas, chapeos e
grvalas, grande sortimento do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
fcitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da couvencio-
nado.
anos
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel ncsle genero, e de diversas larguras,
por prego commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
ATTENG10.
Vendem-se saceos com fjrelo de Lisboa, sac-
eos grandes, e superior qualidade, por menos
proco que em outra qualquer parte: na ruado
Bangel n. 62 armazem da porta lai a.
Tachas para engenho
Fuudigo de ferro e bronze
Saunders Brothers i C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood &Sons de Londre3, e
muito proprios para este clima.
para
em grande sortimento
homone, pnrmrat; p
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua
lidade a 650f),7 e 8. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e

DE
Camisas inglezas
Temos ovamente chegados: ricos vesti- j
dos pretos bordados a velludo a 90$, dilos |
(i bordados a seda a 75& c 60?, assim como y
! ricos manteletes pretos da ultima moda a W
g 165,20S e 30.
Vinde! vinde!
Ao barar da ra do Imperador, aonde se quei-
mam os gneros pelos modicissimos precos abai-
xo declarados.
r.iixinhas de bolachinha do soda a 1&200.
Hilas maiorescom cerca de 6 libras a 3J.
Tresunto do fiambre a libra a 400 rs.
Cixas cora 12 garrafas do vinho Bordeaux a
8g000.
Ameixas francezas em latas de 2 li2 libras por
200. v
Queijos a escolher a 1*500.
Krvilhas novas, a libra a 140 rs.
Ccvadinha franceza, a libra a 200 rs
Vinagre branco engarrafado, a garrafa a 280 rs.
'.lamparilla, a garrafa a 2#.
Frascos com paslilhas de escolhidos aromas a
9000.
Charutos finos em caixinhos de 100 a l$00O,^
Farinha do reino muilo propria para bolos'e
po-do 16, arroba a 2500
Italasia superior, a garrafa a 600 rs.
Caixinhas com 12 garrafas de superior cerveja
a 4g500.
Amendons de casca mole, a libra a 200 rs.
Macarrio francez, a libra a 200 rs.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as sguin-
tes casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recite n. 44.
Dita da cadeia do Recite n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dila do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72,
Dita da Traa n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dila do Livramento n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dila da Im eratriz n, 10, armazem de faenda*
de Raymundo Carlos Leite Sl Irmao, era todo.j
estes lugares dao-se por um'ou dous dias para
experimentar-se.
Aviso as praqas do 1.* esquadrSo de
cavallaria.
Chegou 4 loja de Guimaraes 4 Lima, na es-
quina da ra do Crespo, casemira mescladn pro-
pria para calcas do mesmo esquadro.
. Balca'o
Vende-se um balco de amarello em muito
bom estado, proprio para qualquer estal eleci-
ment, c se d por preco commodo : na iua da
Cadeia do Recite, loja n. 23.
Vende-so urna carrosa e um boi por preco
commodo : na ra do Rangel n. 15.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente Kosto.
** Elegancia i
Bonilas e elegantes caixinhas com !}>>
amendoas para brindes : vende-se do ra ^
Nova n. 45, no armazem de fazendas e
modas do Faria & C.
ssy No mesmo estabelecimento se ven-
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condega d'Arc a 45500 r. o
corte.
mv&mz smd&mws mw^^n
Loja da boa f, na ra
da Imperatriz n. 74.
Vendem-so verdadeiras luvas de Jouvia muito
novas, brancas, pretas, edr de canna, para ho-
rnera e senhora, a 2$40 o par, pretas de retroz
com palmas de vidrilho a 10600, ditas de seda
enfeiladas a 2J20O, lisas a 19280, ricos pentes de
tajtaruga virados muilo fortes a IOS, ditos sem
seren virados a 4$, ditos virados imitando lar-
taruga a 19600, ricos enfeites de vidrilho prelos a
3$ e 4$, esparlilhos de linho com carreteis a 69
cada um, ricos leques imitando marfim a 28500,
ricos manguitos com camisioha e gollinha de
cambraia bordados a 69 o par, manguitos com
gollinha a 49 e 59, camis com gollinha a 39 e
395OO, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e 19500, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfinetes em caixioha de-
cabeca chata, brancos e prelos, ricas franjas pre
las com vidrilho, dilas sem vidrilho, prelas e do
cores, fita de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, la, linho, galdes de cores e brancos, tesou-
ras, caivetes, facas, garfos e colheres de todas
as qualidades, sapatos de marroquim e couro de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracatr
para homem, e muitos mais objectos que se ven-
de m por menos do que em outra qualquer parte,
babados bordados para manguitos e calcinhas de
meninos.
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEM MEDICO DE HOLLOWAY;
PILULAS HOLLWOYA.
Este nestimavel especifico, composto inleira-
mente de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complekao mais
delicada igualmente promplo c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doeneaa de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saudc e tercas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-Fe a de-
sesperarlo ; facam um competente ensaio dos
efficazes efleitos desta assoinbrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
de cores, muito finos a 69 e 79, dito3 do chile a
3$5oO, 5, 6, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2j$5O0 a 7g, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
los de casemira cora aba forrada de palha, ou
sera ella o 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escoia, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e
Dilos de dila gaze phanlazia
Romeiras de fil de seda prela bordadus
Taimas de grosdenaple prelo bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado ljj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de eores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Mantas do blonde brancas e pretas
D.las de fil de linho pretas *
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades. covado
^v. Casemiras dem dem dem
|j I Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
M i Chales de touquim brancos
{I Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceses preto3 e
de cores ,
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
!"Camisas francezas, peitos de linho e de
algodo brancas e de cores
f l Dilas do fustao brancas e de cores
I Ceroulas de linho e de algodo
91 Cabellas brancas para noivas muilo finas
1 completo sortimento de fazendas
ara vestido, sedas, laa e seda, cam-
aia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luvas de Do de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pelas e de co-
res, o par
Dilas de seda idem dem
Um sortimento completo de u-as de
seda bordadas, Hsss, para siahoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collcte de gorgurao de seda
do cores
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marqucztas ousombrnhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Tafel rxo, covado
aeum prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Setim liso de todas as cores, covado
Chitas francesas claras e escuras, co-
vado a 260e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao prelos
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um complete sortimento do roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletols,
colleles, caigas do muitas qualidades
19200
s
39000
19500
109000
161000
19000
9

I
I
9
8
$900
9
9
59OOO
9
3950o
9
69000
89500


9
8
9
*m
9
19600
*
9320
1920O
9700
2$000
lffOO
9
9
89OOO
29500
2S^oo
19000
$500
19600
9
9325
iCi
I
15000
.?

outros; ,je fazen'Ha.
muitos objectos que os senhores freguezes. vis- ; neloos p Xm rl* a..
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei- '
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Dircila n. 61, de B. de B. Feij.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteiuia-
co.
Debilidade I ou falta de
torgas para qualquer
cousa. _y
DysintHa.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei midades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Heryspela.
Febre biliosas.
Febreto internitente.
UMB
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindespelo ultimo paquete inglez: 301 casa de
Southall Mellors & C.*
Febrek da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Irr egularidades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consumo-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
llceras.
Vendem-se fazandas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a rea-
lho : na ruado Queimado loja de 4
porlasn. 10.
' MI
Algodo monstro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodo com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodo serve
para toaihas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabeecimenlo
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conlm urna inslruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se osar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Nova invencao aperei-
(oada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cie n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ra do llueimado n. 37.
A 303 cortes de vestidos de seda que custaram
609; a 169 cortes de vestidos de phautasia que
custaram309; a 8 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-so que nao
desbota: na ra da Cadeia do Recite a. 48, lo-
ja de Leite & Irmo.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de-4 portas.
Em casa de Rabe Scfamettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tsso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmios.
Milho
l nos armazens da Tasso & Irmos.
Cortes do casemira de cores de 59 a
Cocos italianos
de folha de flandre3, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4jS o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Para a quaresma;
Sedas prelas lavradas. lindos desenhos
r CVa- a a 1S60
Oorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado gOOfl
Grosdenaple preto, covado 1S808
Dito largo e muito superior a 29 e 25500
Sarja prela larga, covado SjOOC
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
m Conliuua-se a vender fazendas por baixo
g preco at mesmo por menos do seu valor,
3 am de liquidar contas : na loja de 4 portas
na ra do Queimado o. 10. ^__^_ n
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston S C. va-
quetas de lustre para carros, sellms esilhesin-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inslezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para merinas,
raneas e riscadas: rende-se na toja de Leite
& Irmao na ra da Cadeia do Recite n. 48.
Vende-se
o engenho Aremun silo na freguezia da Esca-
da, no limite do Cabo, arredado ura quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas,
virgens, edificado de novo e lodo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado foca,
terrado de panno fino, e tudo bem arranjad* :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ruado
Trapicho n. 38; vendem-so os seguintes artigas:
Chumbo de municao sorlido.
Pregos de todas as cualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barlis.
Dito de Mosclle em caixas.
Coguac em caixas de duzia. e barra.
Relogios de ouro e prata, patente echronoBc-
tros, cobertos e descobcrlos (bem acreditadis).
Trance.lins de oure para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.




DI1BI0 DE PERNAMBUCO. SABBAD 7 DE ABRIL DE 1860.
ARMA PROGRESSO
DE
Manteiga perleramente flor a 800 rs. a libra e cm barril se far nuil algum abalimenlo.
QueVJosinuiVo hoyos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abalimenlo nicamente no armozera Progresso.
A.n\exas vaucczas
em latas de olha e campoteiras de vidro a 900 rs., e em porcao se far algum abalimenlo s no
Trogresso.
Cartocs de uo\Vi\\vos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e era porcao se far algum abalimentos no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeiladas o proprias para mimos s no Trogresso e com vista se far
um preco commodo.
"Latas de soda
com 2 1[2 libras de difleronlcs qualidadesa 1>G00 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-so nicamente no armazem Progresso.
olaelimlia ingleza
muilo nova a 320 rs. a libra c barrica $, nicamente no Progresso.
Potes Yidrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1 200 rs. cada um. se
no Progresso. '
CAiocolate f ranecx
alga libra assim como vend^m-se os seguales gneros ludo recentemento chegado e de superio-
res quaiiuaaes. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmclada do mais afamado fa-
Dncanie de Lisboa, maca de tomate, pora secca, pasas, (rucias em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, eonfeitos, paslilhas de varias qualidndes, vinagre branco Dordeaux proprio
para conservas, cliarulos dos mclliorcs fabricantes de S. Flix, magas de lodas as qualidades, goni-
mamuito una, ervilhas francezas, champagne das mais acreditados marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeile duce puntuado, azei
lonas muilo novas, banha de porco refinado e outros muilo gneros que enconlrarao tendente a
moiliados, por isso prometem os propietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promelem mais tambem servircm aquellas pessoas quemandarem por outras pouco pralicas como
se viesscra pessoalmente ; rogam lambeni a lodos os s.inhorcs de engenho e senliores lavradoies
queiram mandar stias encommendas no armazem Progresso que se Ibes affianca a boa qualidade o
o acoiiduionamcnto.
Vcrdadeira goma de matavana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhados para denles a 200 rs. o maco com 20 maciuhos. s no Progresso.
CU \\yson, frula c \>vclo
os melhores que lia no mercado de ljOOO a 250O a libra, s no Progresso.
Passas em caixinnas de 8 libras
as mais novas que lem i-indo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2S5G0, s no Trogrosso.
Magas em caixinlias de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, estrelinha, nidria branca c amarella e pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se fai um preco commodo.
Cnouvigas e*\aios
as mais novas que tem vindo ao mercado.s uo Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a visla
se fara um preco commodo.
Superi jie* chapeos de manilha.
Estes oxeajlenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exiatera a venda nicamente em casa de
Uenry Gibson. ra da Cadeia do Reciten. 62, por
preco conimi do.
Pianos venda
Em casa da E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorli-
mento de ricos e excellentes pianos de lodos os
precos e qulidades, os quaes sao de muita du-
racao pela sua boa construccao. Estes pianos
que foram piemhdoscom a medalha de primei-
ra classo na exptsico universal de 1855, alem
de serem do 7 oitavas e 3cordas,sao de Jacaran-
da e chapcacos do metal. As pessoas que preci-
sarem poden. compra-Ios com 20 ou 30 OO de
menos que em outra qualquer parte.
Carne te vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do coros, em novello, para costura : em
casa de Seulhall l!ellor& C, ra do Torres
n. 38.
Virio de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann Irraosd-C, ra da
Cruz n. 10. mcontra-se o deposito das bem co-
nhccidas marcas dos Srs. Brandenburg Frcres.
e dos Srs. Oldckop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburpr freres.
SI. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
La rose. '
Chlcau Lcville.
Clileau Maigaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien.
St. Julien Udoc.
Chalcau Lcville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em 1 arris.
Madeira em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia braiica.
m
FABRICA
(gL(i)EEiEC<
DE
fW6> El
Til
Sita oa rea Imperial o. 118 e i 20 junto a fabrica de sabo.
DE
J^S?0.'*da ?ilva d"S'd Pr Francisco Belmiro da Costa.
de
Par,i! ~w....." -">.," tum jagao aie w grao iela graduaco de Selle '.artierl
melhores sysleraas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impolio bomb-.
de todas as d.mencoee asperantes e de repudio tanto de cobre como de bronze e ferro ton. "iras
de bronze de lodas as dimencese feitios para alambiques, tanques ele pnrafusos da bronze o
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas ecrivos de fe ro? tubos decobree chumbo de toda'
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e m P||, 2.1?,,?,
econmicos, tachas e lachos de c, bre, fundos de .lamWuc,! ^SSLSfZ^Si!H^
s e
tornos
commodidade dos reguezes que "se dignarem raremPnw rnm* YtZ ci& calie'c[a
37 loja WV pco. tom^XSa:a?%^S
e para
rio na ra Nova n.
para
11*2 Wfi
9
Chapeos re sol de seda a 8g, ditos de fcllro fi-
nos pararabeca i -ij) : na loja do vapor, na ra
Nova n. 7.
Na ru, Nova n. 33, vende-se farinha de
mandioca, i dinlieiro visla, pelo baratissimo
preco de 5g)0O i sacca.
Mobilia.
na ra
REVISTA HEBDOMADARIA
GOLLABOBADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa -A. F. de Castilho-A. Gil-Alexandre TIorculano-A. G. Ramos-A. Gnima-
raes-A. de Lima-A. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonca-A. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva' e Cunha-F
Gomes de Amonm-FM. Bordallo-J. A. de Freilas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. de
AndradeCorvo-J. da Costa Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhaes CoulinhoJ. G. Lobato
?![Tr r iLda Cu"ha R'rara-J- J-daGraca Jnior-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Hara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de SouzaJ S. da Silva Fcrfaz
r^Xe, rrenTJMX^S-cd? Mol|a-'-eandro Jos da Cosla-Luiz Filippe Leite-Luiz Jos da
Cuuha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazVuleulim Jos da Silvcira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CaminoI. F. Silveira da MottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a oTerecer aosleitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scicocia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos onginaes sobre qualquer destes assumplos, o archivo universal,
desde Janeiro de 18o9, em que comecou a publicar-se, tem satisfeito aos seus ns, com a maior
exactidao e regulandade.
Publica-se todas as segundas fciras em folhas de. 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escrptoro deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
br n?5l da assignatura: pelos Pa1ueles vapor 108200 por anno ; por navio de vela 8$ [moeda
Ha algumas colleccoes desde o comeco da publicado do jornal.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. Kobo Hoseoso
em ouro :
Oliveira,
yendem-iie 12 cadciras, 2 consolos e 1 sof,
ludo dcam,rellc de qualidade, obras novas e de
a ? modcrn. I'or menos de seu valor
da Madre de Dos n. 30 A, so dir.
Vendem-se libras slerlinas
escriplorio le M.moel Ignacio de
fronte doCcrpo Santo.
Taclias e moendas
Braga Sil 'a & C, tem sempre no seu deposito
da ra da .Vocda n. 3 A, um grande sorlimento
do tachase moeedas para engenho, do multo
acreditado abricante Edwin Maw: a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n Ai.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-sc espirito de vinho verdadeirocom 44
raos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pe?as de algodao encorpado, largo!
com peque 10 loque de avaria a2S500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fixas bstanle escu-
ras, pelo buratissimo preco de 6g a peca, e 160
rs. o covac'o.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife ii. 62, ha para vender um completo sorli-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
tros, meios chronometros.c de ptenle, es me-
lhores que vero a este mercado, e a presos ra-
zoaveis.
gmmmm ^s ^^ smmmm
c=*-45-RB\R0VA-45
de roupa feita para
" homem.
=g= Dilodlo de chapeos de castor e de seda. g|
.0
B Grande

37 Eua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejara : pale-
lols de panno fino de 16$ al 28$, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muilo superiores
a 35?, um completo sorlimento de palelols de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5S
cada urna, chapeos frantezes para homem a 8#,
ditos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 13J, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para-homem de4j>. 5eat 7}}
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a IOS, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamenle enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
d'^ at 150$, ditos de phantasia de 16* al 35g000,
gollinhas de cambraia de 13 at 5j>, manguitos
do l$500at5#, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, palelols e caigas de 3>500 at
4$ o covado, panno fino prelo e de cores de 2JSO0
al 10$ o covado, corles de colletede yellu do
muilo superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodao a 1*280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9*, grosde-
napVes de cores e pretos de 1*600 at 3*200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12* cada um,
lencos de caipbraia de linho bordados para se-
cada um, ditos Usos para ho-
muito superior, de 12 at 20* a
s de cores para coeiro, covado a
e seda para vestidos, covado a
bmplelo sorlimento de colletes de
2,000
3 RA HA GLORIA, GASA BOFCllDlO 3
Clnica por amitos os systemas.
horas,
outras
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escriplo em que se declare o nome da
rnniroPa ^rf.0 Moscoso d consultas todos os dias pela manha e de tarde depois de 4
propriedaPdei!urol"* Curarannualmente no s Pa a cidade como para os engenhos ou
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo
.pessoa, o darua e o uumro da casa.
mi ?in? ?Ue nl.f.orem *? ucencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
SZl bhe'.* b0hHa r Sr- JoaoSunn & c- ni ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
ogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha
iJlrA5 a Cala d anLnnnJciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes; euica
Botica de 12 tubos grandes,..........10$000
nhora a 9 e
mera, faze
duzia, cas
2$400, bare
1*400, um
Vende-se
linha de noyello de todos os sortimenlos, meias
?. n i?g,eM" de ,,eS e mais inferiores, bran-
cas e prc as, por precos commodos : em cusa de
Henry Gibson, ra da Cdeia do Recife n. 62
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler i c ra
do Vigarfb n. 3, um bello sorlimento de rel"io-
de ouro patente inglez. de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
vanedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n 5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos do Havana verdadeiros.
Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha prelo de superior qualidade.
tumo americano de superior qualidade.
Ghampanlia de pritneira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior auali-
dade. '
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam
o muito afamado licor intitulado Morring Cali
Sherry Cordial, Menl Julop, Ditters, Whiskey
C, tudo despachado ha poucosdias.
Leiteao p da vacca.
Na cocheira da rua da Florentina n. 3, que foi
do leneiile-coronel Sebasliao, vende-se Icile ao
peda vacca em abundancia para os bons regue-
zes. Na mesma cocheira recebem-se ravallos pa-
ra Iralar-se a 500 rs. por dia, melado do preco
por que se trata cm outra qualquer parle, e tudo
com a bundancia, como se pode ver
ESCRAVO.
Vende-se um prcto moco, bonito, muilo re-
foicado do corpo e pnssante : lem elle habilida-
de para qualquer servico : na rua dos Guarara-
pes ii. 30 II, cm Fora de Portas.
Verdodeires luvas
Ditos de 24 ditos.
Ditos de 36 ditos. ....'"""
Dito de 48 ditos......
Ditos de 60 ditos.......!.'!!." '
Tubos avulsos cada um.....\
Frascos de tincturas. .' .' .' .' ." ." / *
Manoal de medicina homeopathica pelo br.* Jahr trduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. '.
Repertorio do Dr. Mello Moraes......
15$000
20$090
25g00O
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igooo
2$000
20*000
ogooo
6S00O
CASA DE BANHOS.
-*-4!8l.eprOV^,?so,estaDe1ecimento' que pelos no vos melhoramentos eitos acha-
mentemente montado, far-se-hao tambem do Io denovembro em vante, contratos me
uan\0ra T0 Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por raez.....
> momos, de choque ou chuviscos por mei
Seres de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
OJOOO
15*000
FUNDIQAO D AURORA.
..!, A.Pr0pneUrlt!S erecem a seus numerosos reguezes e ao publico em geral, toda e
fi^htX'r ,? Ura.da em seu recnhecido estabelecimento a sabor: machinas de vapor de
p mpu ^ o*f rod.as u agua ,Para n5",h0 lodal de fe"o ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos euindastes uin-
dhocaeel?Sd;.S;ro?ele/-'aguilh6es e bocca8 ra forn.alha- ^"iSBS2aiS!-
inmn l f e?carar aldao, prendas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-
bofp, j iL?.0h0h de1,venlo, arados, cultivaJoiee, pootes, taldeir.s e tanues. boias^ alvarengas.
AJnc S 8S ?Ab"S de mach\nsmo. Eiecuta-se qualquer obra seja qui for sua natureza pilos
desenhos ou moldes que para tal Qm forera aposentados. Recebem-se encommendas neste esla-
SaZp ?ahairua d" ?rUira 2\K A- e na rua d0 Col,eio he d0 ^P^^ot^moniSoui.
^t^^^^te e podem
a velludo,
, imitando
Luvas de pellica Juvin brancas e de
cores para homem e para senhora : na
rua do Crespo loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Rua Direita n. 76.
Vendem se" tres cscravos pe^as, sendo urna
prcla de 2E anuos de idade, urna mulalinha de
13, e um niulatinho de 18 a 20 annos, cores bem
escuras, llegados ltimamente de Garanhuns.
Vend;m-S3 palelols de ganga, calcas e col-
letes de casemira pretos rom o forro bordado,
muito bem fetou, ditos do brim de diversas qua-
lidades a 5? e 4j : os preteitdentes podem diri-
gir-se ao aico daXonccigao, que ahi acharo Ma-
nanno Francisco de Oliveira, alfaiale bem conhe-
cido, para tratar do ajuste, que se quizercm, ven-
der por atacado.
Fazendas de gosto
para a quaresma.
Vpndem-sc na nova loja da rua da Cadeia do
Recife n. 2J, confronte ao boceo Largo, asseouin
tes fazendas :
Cortes de vestidos pretos bordados
com barra aquille.
Ditos pelos bordados a velludo
avcutaL
Ditos ditos bordados de seda, de duas saias.
Mantas irelas de blonde.
Ditas di: as de fji de linho.
Manlele.es pretos de fil de linho.
Pelerinas pretas de fil de linho.
Taimas pretas de fil de linho.
Manteletes pretos de grosdenaples bordados de
seda e vidrilhos.
Ditos pelos de grosdenaples cora duas ordens
de bicos.de limo.
Pelonezas superiores pretas de gorguro, pre-
sentemente o mais moderno e proprio para se-
nhoras. Neste novo eslabelecimeno existe gran-
de quanlidade de fazendas modernas e de gosto,
que se farS o prego vista dos compradores ; pa-
ra casa di familias mandam-se amostras : na rua
da Cadeia n. 23, loja de Augusto & Perdigao.
O Demonio Familiar.
Vende-;e esta excellenle comedia, na rua da
Cadeia do Recife n. 11 : bem como a Corda Sen-
sivel 29 ou Honra e Gloria.
E sem exemplo.
Borzeguins para senhora (dengosos) a 45500.
Ditos p ira dita (inferiores) a 49.
Ditos pira homem (chique) a 6$.
Bonete:! pan meninos (muito lindos) a 1$280.
Sabonele aromtico, duzia a Ift.
E outras muilas qualidades de calcado por ba-
rato prego, quo s com a vista se desengaarlo :
na grando loja de calgado na rua do Livramento
numero 2).
gorguro, CaSemira prela lisa e bordada, e de
fusto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
cochoado proprio para palelols e colletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabello a
1JS500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
Rua Nova n. 34.
da Jouvin de
todas as cores: vendem-se na rua dalm-
peratiizn. 7, loja do Lecorr.te.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs a garrafa : na
llvraria ns. 6 e 8 da praga da Independencia.
Rua da Cadeia do
Recife n. 23,
Confronte ao licceo L.argo
Saia balo superior rendada, dita de mussu-
lina para senhora por 6j>- dilas para menina por
&D, todas da melhor qualidade e com Utas pro-
prias para o bom commodo, manteletes bordados
de grosdenaples preto de differentes gostos, ditos
de Ol, cortes de vestidos pretos superiores bor-
dados a velludo a 50$, ditos de seda a S0$000, e
oulros muitas fazendas, proprias para a quares-
ma, que se mandam amostras.
Albardas inglczas.
j Ainda ha* para vender algumas albardes ingle-
zas, exceenles por sua duraco, levesa e com-
_ Madama-Rosa Hardy acaba de receber no na- modidade para os animaes : em casa de Uenrv
vio Berthe um lindo sorlimento de fazendas Gibson, rua da Cadeia do Recife n 62
vindasemdireilura por sua conla, ricos chapeos Vende-so urna negrinha do 15 a 16 annos
sabendo coser, cozinhar e eugommar : no Man-
de seda com veos, sorlidos, de cores, para se-
nhora, lindos chapeozinhos a Garibaldi para mo-
gas de 8 a 13 anuos, chapeozinhos de baplisado,
um grando sorlimento de manteletes do ultimo
goslo do prego do 25J at 55J, lindas mantas
pretas para cabega, enfeites de vidrilho para se-
nhora, ricos cortes de vestido de seda brancos,
pretos e de cores, grosdenaples de lodas as co-
res, capellas as mais modernas para noiva, bai-
les e thealros, luvas de pellica para hornera e
senhora, ricos loques, bouquet, flores, osso c
madreperola, um grande sorlimento do chapeos
de sol de todas as qualidades, vestidos de baplisa-
do, perfumara, espartilhos,chita, cambraia bran-
ca e de cores, musselina branca, organdys, ma-
dapolo, e muitas outras fazendas que se vendem
muilo em conla.
Milho.
Venden-se
barato prjeo
saceos com milho superior, por
na rua da Cadeia n. 57.
Cantdiieiros econ-
micos.
Contini a estar 4 venda um completo sorli-
mento de candieiros eeonomicos, pela experien-
cia ja conhecidos. assim como tambem contina
guinho, em frento do sitio do Sr. Accioly.
Meias.
Para bales.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vende-se pega com 50 metros de astia pora
fazer bales a 68, luvas de seda e bico com vi-
drilho a 2$ o par, dilas de cores a 1$200 at 28,
ditas de pellica branca a 28, touquinhas de laa
muito lindas a 18 e 1$200, sapatinhos de laa e
merino ricamente enfeitados.
Laa para bordar.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vende-se laa muilo fina e de lodas as cores,
pelo baratissimo prego de 68 a libra.
Figo especial.
Na rua do Cabug n. 1 B, vende-se riquissimo
figo cm caixinhas de 8 libras a 2$.
Linha do gaz.
chegada a loja da aguia de ouro, na rua do
Cabug n. 1 B, a superior linha do gaz, em cai-
xinhas com 30 novellos, que se vende pelo bara-
tissimo prego de 1)200 a caixinha.
Para igrejas.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, venderse volante largo 6 eslreito, trina e
gales de todas as larguras, que se vende por ba-
ratissimo prego.
Galangas,
Na loja. da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B. vendem-se boneclas de choro a 500, 600,
700 c 800 rs., boneclas de massa e de cera rica-
mente vestidas, esplngardinhas, espadinhas, tam-
borzinhos proprios para meninos, apparellios pa-
ra almoco e para jantar para bonecas.
PERFUMARAS.
Na loja da aguia de ouro. na rua do Cabug n
1 B, vendo-se superior espirito de alfazema, a
garrafa 500 rs oleo de babosa proprio para con-
servar cabello a 500 rs., a verdadeira agua de co-
lonia em garrafas grandes a 1$500, dita em gar-
raflnha ou frasco quadradn a 500 rs., frasquinhos
muito Hndo3 com nalchouly a 800 e 18, agua do
oriente em garrafinhas enfeiladas a 18500, vina-
__ gre aromtico proprio para ddr de cabega a lj)200.
-enda os preparos para os mesmes, em os verdadeiros pos para denles em frasco do vi-
preferencia, e consum- dro a 600 rs., banha de urso e
porco e a ret; lho, com
dores quo cooipraram na mesma loja : na
Nova a. 50, lo a do Vianno.
rna
. de outras muitas
qualidades, que vista do freguez se far todo o
negocio.
Na loja da aguia do ouro, na rua do Cabug
n. 1 B, vendem-se superiores meias tanto para
s enhora como para homem, dilas para menino e
m onina, que aOanramos vender por baratissimo
pr cgo.
Para domingo de
paschoa.
Queijos a 1$800. doce deigoiaba a 1$000 o cai-
xao.bolachinhas do soda a ls600, banha do por-
co a 560 rs. a libra, loucinho a 360, vinagre a
280 rs. a garrafa, linguiras a 600 rs. a libra, cha
hyson a 18760, manteiga inglcza a 800 rs dita
f/anceza a600rs., aletria a 400 rs., talherim a
320, espermacelo a 640 rs. a libra : na taberna da
estrella do largo do Paraizo n. 14.
Vende-se ou atuga-se urna cscrava com
bom leile e algumas habilidades : na rua Direita
numero 66.
Nova fama.
Toucados de velludo e fita.
Ricos toncados de velludo e Ola, todos engra-
zados a relroz, obra do ultimo gosto, chegado a
este mercado pelo baratissimo preco de 68 e 8$ :
na rua do Grespo, loja de miudezs de tres por-
tas n. 5.
Enfeites de vidrilho.
Enfeites de vidrilho, o melhor que lem appa-
recido a este mercado, tanlo em goslo como em
qualidade, pelo barato prego de 3, 4, 5 e 68 ca-
da um : na rua do Crespo*, loja de miudezas de
tres portas n. 5.
Leqnes desndalo
Ricos leques de Sndalo, o melhor que se po-
de encontrar, para senhora de bom gosto, pelo
menos prego do que em outra qualquer parte : na
rua do Crespo, loja de miudezas de tres portas
Para a quaresma.
Luvas de lorgal bordadas a vidrilho, obra do
ultimo goslo, pelo baratissimo prego de 1J8O0 o
Jar, dilas sem vidrilho, bordadas a relroz, a
280, ditas para meninas a 1$ o par, tanto'de
seda como de Tetroz : na ruado Crespo, loja de
miudezas de tres portas n. 5.-
Pentes de massa.
Ricos pentes de massa virados, todos dourados,
a imitagao de tartaruga, lano em desenho como
em gosto, pelo baratissimo preco de 38 cada um:
na rua do Crespo, loja de miudezas de tres por-
tas n. 5 r
Vendo-se urna C3crara de uago, cozinha e
lava de sabao : na rua da Santa Cruz n. 30.
Vendem se commendas, hbitos o oficiala-
tos de diverjas ordens, com brilhantes e sem
elles, e por precos commodos : na rua Direita
numero 66.
Bonetes para meninos.
Bonetes de palha, obra do ullimo goslo. a 45
ditos de velludo a 6$. ditos do panno Qno'a 3?
na rua do Crespo, luja de tres portas n. 5.
Ha c'faor3 d, sarJ. largas e estrellas, franjas
de seda e laa, (rangas do seda e laa, e outras mui-
tas fazendas para enfeites de vestidos e cazave-
ques : na rua do Crespo, loja de miudezas de Ires
portas n. 5.
Atlenco.
Vende-se urna prcta com una cria, a qusl co-
zinha, cngoinma, cose, marca, faz labyrinlho, c
boa enferineira, emfim sabe fazer com peifcirao
todo o servico de urna casa de familia : na rua
da Imperalriz n. 9, segundo andar. Na mesma
casa se vende urna mulalinha muito geitosa, de
8 annos de idade.
Esposieocs de metaes.
Grande sorlimento de metaes de lodas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa, dos
mais lindos modcllos que se.podem en entrar
para servigos de cosa, de nlnioco e jantar por
precos muilo commodos : na rua Nova n. -20 lo-
ja do \ ianna.
Na loja n. 4 da praga da Independencia,'
vendera-se os seguintes calcados :
Borzeguins para homem a* 6-jOOO.
Ditos para senhora a 35.
Ditos para meninas a.cOO.
Dilos para crianga* a 2j
Sapalos de cour de lustra para homem a 5f.
Dilos do bezerro a 45UO.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Mosccso continua nos
seus traballios mdicos.
Vende-se. por ler de moer a vapor, urna
porcao de animaes do roda, novos, gordos o
bons, e mesmo urna moenda : quem precisar
dirija-se ao engenho Paraizo da freguezia de Mu-
ribeca, que achara com quem tratar.
Vettdem-86 libras slerlinas em ouro: no
escriptonode Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Sanio.
Vende-se por prego commodo 12 eadeiras,
1 sof, 1 mesa de nieio do sala, consolo.-. 1
cama france/.a, ludo de amarcllo, o com pou'co
uso, assim como 3 mesas para eugommar. t ap-
parelho de porcelana para cha c ineio dito azul
para mesa, i pardo lanlernas, 2 compoleiras o 2
garrafas brancas, elambem se Iroca um rico ora-
torio com imag. m : na rua do Queimado, loja
numero 14.
Vende-se um caixao prin-
cipiado
para duas casas, assim como se venda a meiacio
do oitao dobrado da casa parede-meia, no Cam-
po Verde confronte ao oiliio do sobrado do Sr.
Joanuim Ignacio Ribeiro Jnior ; a tratar na rua
da Imperairiz n. 78.
IMlDDttiDDIBlHS
numero 8
Btalas em gigos de 40 libras a 800 rs (eijao
amarello a 13 o 148 o saec.
Cera de carnauba, scLo refinado e fio
de alftodo.
Conlina a vender-se no largo da Asscmbla,
armazem n. 9.
Cebla nova.
No anligo deposito de assucar da rua do Viga-
rio n. 27, ha para vender ceblas de mllio e
solas, chegadas ltimamente do Porto, as me-
lhores que ha no mercado, e vendem-se batatas
para acabar, assim como saceos com ftijio ama-
relio, de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias, o
mais barato possivel, e muilo novo, o sardiuhas
cm barricas, muito novas.
Bronze de gor-
gurao para senhora.
I* Na rua da Cadeia do Recife n. 23, confron-
te ao beceo Largo vendem-se ricos bronzes do
gorguro do seda prelo para senhora do melhor
que al o prsenlo temos visto todos ornados,
assim como saias balo com babados fazeuda in-
teiramente nova.
Em casa de Basto & Lomos
rua do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chumbo em lenco!.
Cannosde dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
Pi'nellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livros em branco inglez.
Gadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de crystaL
Enxofre em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparelliosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de marmore.
Tullas de barro vidrado.
1
Vende-se cebla sola por baratissimo
no armazem da rua do Amorim n. 46.
preco:
Escrayos fgidos.
No dia 6 do corrente fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, falla bem ;
e no dia 8 o escravo Marcoiino, dena^ao An-
gola, edr fula, alto e secco, sem 4>arba,-lem nos
bragos signaos de vaccina, na testa urna cicatriz
em forma do meia la, eem cima de um dos pifs
urna sicatriz que repuchou alguma cousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feilo de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes cs-
cravos levaram calca de algodao azul trancado o
camisa de algodao de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppe-se que reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlao do Sobral do
onde o primeiro natural: a quem os apprehen-
der junios, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, urna sua cscrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma Iraz-r um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, provenieute do
calor de ligado. Esla escrava tendo sohio como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dila escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
liao, qne sero generosamente recompensados.
No dia 2 do corrente mez fugio da fabrica
de sabao de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, crionlo, edr bem preta,
nariz chalo, baixo e um poucogrosso, com idadd
do25annos, o o signal msis conbecido olera
falta de um dente na parle de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabao,
na rua do Brum, que ser recompensado.

_....._
/ A


w
DIARIO DE PEBNAMBUCO. -- SABBADO 7 DE ABRIL DE 1860.
Litteratura'
A agitaco protestante na Hungra t o
protestantismo na Austria.
A agilaro prolestanto na IlungrU 6 ajudada
pola imprensa revolucionaria ; o quo nao dcve
admirar A Austria como potencia conservadora
c catholica quo d-so pressa cm demol-la. To-
dos os moos sao buns para prejudiea-la, e a ca-
lumnia uro dos ruis usados. Nao so rema auto
as acensamos, que eahiriam sobre as cabecas do
si'iis autores, se no campo revolucionario liouves-
sc algum desojo do loalilade. Deste modo vemos
todos os dias os protestantes hngaro* represen-
tados romo piadosos marlyres da lyrannia aus-
traca. N8n intil demonstrar a m t da esco-
la revolucionaria, nem justificar principies ea-
tbolicos. Telo quo f slabeleccmos :
1." Que toda a egreja doveria julgar-se feliz de
possuiras liberdados offereridas pela Austria s
conflssoes protestantes da Hungra;
2." Que a agilaeao hngara nao tcm carcter
algara religioso;
U. Que o espirito religioso ncha-se quasi in-
teirameoto exlincln entre os protestantes austra-
cos.
l'.oino a autordade da rozos catholicas seria
coniostavcl nesta discusso, reunindo nossas
ideas, o soccorrendo-nos do excellentes artigos
publicados pelas Fulhas histricas do Munich,
fallaremos mullas vzes segundo os orgaos "mais
acreditados do protestantismo ullra-renhano.
I
Todo o homcm instruido sabe, na Alleraanha,
quo a liberdado dos protestantes hngaros foi per-
fililamente respcilada desdo os tratados de reli-
giao .asignados em Vienna o l.inlz, no soeulo
XII, al a poca de Jos II. Teria sido fcil aos
impera lores retirar esses privilegios; comtudo
ellos subsistirn) integralmente, o Jos 11, que
to ruderaonlo atlacou a liberdado da
A Austria leiiiuu salislazer t*.les volos : lTia
podido impor uro regulamento constitutivo; io-
rm fiel conviecodo que a egreja dove, lauto
quanto for possivel, reger-sc por si mesrua, pi tu
cipalmcntesob um principo d'uma religiao lif-
ercnle,_contentou-so em rrdigir um projecto de
constituico, que submetteu em 1856 aos re ar-
mados e evangelices di Hungra.
Era muilo tyrannico por ventura tal projerto?
Nao, prora retnenla, por isso que os Inlheronos
da Transyhana declararam-se satisfeilos, e os
protestantes estrangeiros ter-sc-hiam jaleado
muilo felizessc oblivcssem um tal rgimen. Nos
nos loriamos agradavolmcnte sorprendido na Al-
lemanha, escrevia o doulor liase, se M de 11 au-
mer, renunciando a dputrina do prwcipuum ec-
clesice tnembrtim, promulgasse um projecto lao
leal como o do coudo de Thuu, no qual fosse tao
garantido, como no projecto imperial, o dimito
di communidade. (5)
Em Hsdclberg lambem M. Schenkol baseou-
se sobre as proposires austracas contra o rgi-
men prusso ; no qual ludo est sugeito ao oslado
e poltica. Elle lembrava do accordo com M.
Runscn que o self-government, a autonoma, era
a regra nos primeiros lempos chrislos. (C) Pode-
riamos multiplicar estes exemplos.
.Os protestantes hngaros rcpelliram comtudo
o projecto, e combateram forlcmcnte as priuci-
paes disposigijes.
A primeira. propunha que a dirceco geral das
egrejas protestantes fosse submetlida um con-
selho supeiior de des membros, cinco por coi.fis-
s5o, que seria nomcada pelo imperador. Evang-
licos o reformados da Hungra declararan! que
elles antes queriam ficar subordinados & aut >ri-
dades polticas, exercendo o direilo imperta de
rigilancia. Nao podemos, diz o litoral (deudo]
de Presbourg, reconhecer nesse consclho supre-
mo mais do que um desses consistorios olTie aes
formalistas, fastidiosos, burocrticos [bureaucra-
liqnes) ret.irdsdores c complicadores da maicha
dos negocios por suas innunieraveis papeladas.
O argumento era valioso, o o governo o toinou
Desdo o iiirsire escola primaria ato o pastor, deu toda a cunilenca entre os horneus d.:
o deo [snior), o superintendente geral, todas as
funeces sao deixadas livre escolha da commu-
nidade.
Todas as rennioes convenluaes sao livre, dea-
de o conventculo communal al o synodo geral.
Suppriraem-se os commissarios do governo. Os
mestres e professores podem ser escolhidos no
cslrangeiro. Q paragapho 12, relativo s escolas ;
o 23 que diz respeito livre acqnisieo e gesto
dos bensda communidade ; o 10 relativo aos ne-
gocios rrirainac3 dos ecclesiasticos ; o 54 que ga-
rante forca civil aos decretos espriluaes sao co-
piados dos arlgos equivalentes da concordata.
Em una palavra, o estado renuncia absoluta-
mente governar as egrejas no que qner quo Mr,
e limita seu poder simples approvaeo das es-
colbas resultantes da elcico e dos decretos sy-
nodaes, aos auaes d forra de le. Os Inspecto-
res; legos sero restabelecidos, pois que assim
reclamado ; mas a paridade devora reinar enlre i r r
as duas ordens ; os negocios de casamento serao ."llssao d Augsbourg e da helvtica cahirara tao
... lo ; esla
ultima folha afUrma que muitas vezes a recom-
mendario deste conselho superior basta para fa-
zer affaslar um candidato quando a communidade
crente.
Eia um oxemplo de seu espirito : em 1855 elle,
rocommendou de urca vez cinco livros diferentes
de offioios o cnticos. Parecera que o governo
cscolheu os horoens mais capazos de arruinar o
protestantismo Dar colloca-los a frente de seus
negocios espiriluaes o do seu ensino superior ;
m's seria diflicil ao ministro dos cultos encontrar
proleslantes crentcs, pois que nao existen) quasi
mais n Austria.
Em 1818 nao foi adoptado o bello projecto da
nova relgio universal dos Amigo* das luzes
para a renniao dos pastores em Vienna? Desde
essa poca elles nao sao mais dfuceis em mate-
ria de religiao.
Os nove-decimos dos pastores o mestres da
Indica n\TT* ffl'n"! cn> consJeraco>~iiovo'projeMo do primeira do
pouco locou na liberdado do culto pro-
tstenlo na Hungra. Depois do sua niorlc, um
movimento tendente un leiguismo omnipoten-
te manifeslou-se no synodo geral de Pesth, em
1791, o qual synodo reclamou urna organisacao
quasi anloga .constituidas civil do clero de
Franca. Nem o imperador Leopoldo, netn sous
succossores ractiflcaram os artigos propostos por
esti assembla, e jo I gara ni com razao que o ele-
menlo leigo eraj muilo forte as egrejas pro-
testantes da Hungra. Elles dcixaram-nas gozar
d'uma completa liberdado, o al 188 adminis-
trarani-so ellas por si segundo os principios da
autonoma ou do self-government.
Os proleslantes dirigen suas egrejas o esco-
las com nina grande independencia, sob a vigi-
lancia da autordade real, escrevia Harandy em
1817. (1) .Vo lostemunho deste liberal Hngaro
ocrescenlemos o d'um lutherano crente : A:-
Cusa-se o governo de opprimir os protestantes,
dizia elle emlSiO; dover-se-hia, pelo contrario,
admirara paciencia com que ossupporla: c cor-
to que os evanglicos deveriam smplesmenle
portar-se mais honrosamente para obterem toda
a concesso lazoavcl no ponto do vista polti-
co. (2)
O mesmo espirito do intolerancia prevalecen
nos conselhos austracos depois da insurrcico de
18 S.
Os protestantes Ha Hungra moslraram-se, nes-
sa poca, dignos*descendentes dos soldados de
Tii'k'li, do Hetiilen-Uabor e do llagocsi. Os cal-
vinistas, prineipalmortte, que forrnaram os dous
tercos dos proleslantes hngaros, entraran) qua-
si unnimemente no movimonlo sob as ordens
de seu correligionario Kossulh. c foram os mais
ardentes em reclamar a queda da casa d'Auslria.
Elles em geral pertoncem & vaca inagyare, om-
quantn os tres quarlos dos lulherauos da Hun-
gra sao de origem germnica.
O gorerno austraco lea podido aproveilar es-
ta ocrasiao para abolir franquezas, de que se li-
nda abusado.
O numero total des protestantes do imperio
nao rhega quatro milboes ; em 1819 elles for-
rnavam apenas urna duodcima pane da popula-
r o austraca. A Austria nao so deixou comtudo
levar essas medidas, que tcriam podido pare-
cer do perseguirlo. Veriiado que seu general
em ehefe, o protestante Ilaynau, durante o esta-
do de sitio, deslituo os superintendentes eleilos,
supprlmio os inspectores c curadores leigos e
nao deixon Bubsislir oulra assembla conventual
seno a da communa. qual assistio ollicialmen-
te um commissario imperial ; mas esta silu>co,|
pouro mais ou menos semclbanle da egreja
protestante na naviera o mesmo na Pmssia, nao
se mantera por muilo lempo. Desde 1818, diz a
Gazeile (protestante) de H. llengslenberg, a Aus-
tria teve rriuilos respcilos para com os protestan-
tes e concedeu-lhes muitas melhoras: elles fo-
ram tratados cora paridade lano, quanto podiam
s-lo cm vista da grande superioridade numri-
ca dos calholicos. (31 A Caseta ecclesiastica
(protestante) de Darmstadt, tao zelosa pelos inte
resses do prolestanlismo, desinentio energica-
menii! as pretendidas sevicias imputadas Aus-
tria pela nnprensa judia e racionalista.
O governo austraco, escrevia um correspon-
denlo deste jornal, opprime, di/.cm, de lodo o mo-
do aos proleslantes : cu devo protestar contra
esta asserco segundo as dcclaraces do lodos os
pastores e ldos os leigos evanglicos, que lenho
visto. O imperador, ao contrario, 6 por elles
muilo louvado, e o ministro da inslrucco pu-
blica, na confuso dos protestantes, tomou a ini-
ciativa de expellr das escolas os livros raciona-
listas. Os nenies ecclesiasticos e leigos quoixam-
so muilo menos do conslrangimcnto exterior do
que do aluirncnlo interior da egreja evangli-
ca. (-1)
Um decreto de 3 de julho de 185 levantou o
estado de cerco na Hungra e permillio as reu-
nios conveiiliiaes do dislricto e do circulo ; mas
cslipulou que os pastores novamenlo cieilos de-
veriam ser confirmados pelo governo. Esto esta-
do de musas constituira um nolavel acrcscimcn-
to de liberdado na l'russia. Todava os protes-
tantes hngaros licaram muilo descontentes e de-
clararan) que nao olhariam como valida, ordem
alguma conferida pelos administradores eccle-
siasticos nomcados pelo governo. Elles reclama-
ra ni a realisaco das propusieres synodaes de
1 j91.
setembro do 1859. Queriam sor governados por
synodos cleclivos, eo governo conveio nisso
A segunda proposieo capital do 185Gsubordi-
nava o poder leigo "antoridado ecclesiastica as
egrejas protestantes. Crer-se-ha que esta ii no-
vaco ou antes reforma foi principalmente a ;au-
sa da opposieo? Comtudo islo rima verd ido.
Os sciihores leigos governavam as duas enre-
jas proleslantes da llungria antes de 1818, c exor-
nara nellas urna doniinaco quasi absoluta. Sob
o nomo de inspectores ou curadores presidiara a
todas as assemblas, dirgiam todas as eleicoes,
velavam lodos os templos e escolas; e os >as-
tores, annicjuilaJos, esmagados, dependiam 'les-
ses patronos, milito ciosos da autordade de seu
patronato, porin pouco zelosos pelos inlercsses
confessionaes do seu culto.
Nao se podo fazeruma idea da ignorancia : do
scepticsmo desses genlilhomens, lio altivos pa-
ra com os pastores, c as nossas afrmar.oes se-
riara reputadas errneas ou exageradas, se nao
nos servissemos das palavras de excellentes )ro-
testanteg. Escutcmos o Ileperlorium de fhei-
mcald :
A nobreza evanglica faz edificar as egrejas
por pobres campone/.es, nao contrbuc habilual-
mento com cousa alguma, e smenle da signal
de existencia ao pastor, tratando-o corr gross;ria,
fazendo-lho soffrer mil vexares e inlenlando-
Ihe processos quando Assim os pastores mais felizes sao os que 'eein
nicamente da jurisdieco dos pastores, que le-
ro a directo das escolas que muitas superinten-
dencias reclamaram para si em 1856.
Tal o espirito do decreto de 1 de setembro
de 1859, valioso para a Hungra, Transylvania e
Croacia. So o governo livesse consultado a mui-
ts proleslantes, nao teria sido to liberal em suas
concesses.
Una superitendencia da Hungra escrevia em
185i : ,
Sabe-se por experiencia qu6 a egreja protes-
tante nao pode convenientemente constiluir-se
por sua propria.Torca o que nao ha unaniroidade
possivel entre ella. Em cada queslao agitada em
seu seio, tcm-se visto lt capita quol sensus. O
que Ihe coiivcm formar urna associago reli-
giosa moderada por-uma forto disciplina e collo-
cada sob a influencia de Sua Magestade (9).
O supt'riutcndclo Hoffmann, de Berln, pirti-
Ihandu esla opinin, esersvia ha alguos mezes
ao archiduque Alberto para supplicar-lho que
nao deixasse restituir as escolas e egrejas protes-
tantes ao magyarismo violento.A unidade da f,
dizia elle, devo ser posta cima das nacionalida-
des. Sob o magyarismo exclusivo, a egrej-
hungara nao pode ser mais do que urna degene-
rescencia, vivendo apenas parcamente, do mun-
do evanglico ; a dominaco da nobreza far del-
ta um instrumento poltico. Elie pela que,
tanto por interesse da religiao como do imperio,
osseesta ijreja mantida sob a dirceco imperial.
Aiodi nao chegou de cerlo o lempo de una or-
ganisacao da egreja neste mundo por si propria.
conclua ello (10). O celebre canonista prusso
Richlcr dava os mesmos conselhos. Muila li-
berdado, dizia elle, far somenlo abrir una aro
na de lulas. Ambos desejavam
fosse imposta urna constiiucao.
baixo quo nao sabem mais o que ha na Biblia e
com maioria de razo o que de seu dever pre-
garen) Tal o leslcmunho de zeladores ar-
denles do protestantismo (12).
A mesma folha confessa que os predicantes cal-
vinistas da Bohemia sao todos racionalistas : por-
1ue. djz ella, o ensao de uniao tentado por elles
em 1818 foi repellido pelos lutheranos. Na Bo-
hemia os predicantes tuheques sao geralmente
panslavistas como os pastores calvinistas hngaros
sao unanimente magyarista. O magyarismo nes-
te pau o principal culto dos protestantes. Elles
sao tao exclusivos que o senioraldo Prosbourg
recusou urna dadiva de 2,000 florins Offerecda
pela sociedada de Gustavo-Adolpho rima esco-
la com a condico de que nella se fallasse alle-
mao o magyar.
Esta degraqo espiritual influc incvtavelmcnle
sobre o osudo da sciencia e dos costuraos
Em lugar de tomona virtuosos, que desap-
Pr^M?l en n'Ptrtrum de Rheinwald, vie-
ran) seus filhos educados sera religiao. e, dssra-
Cadamente, a egreja evanglica lora em suas ca-
deiras nao so descremes, como ainda gente sem
coslumes. enlrea qual acha-se sem dilhculdade
Uebados, jogadores e adlteros (13!.
A g-yetla protestante do Berln (de 26 de mar-
co de 18o9). renovando estas quexas, dizia que o
scepticsmo provado dos ministros.protestantes
da Hungra levava ao catholicsmo coramunasiii-
teiras.
O quo vieram a ser as escolas proleslantes sob
esta direcco autonmica? A Nova Gazetlaevan-
glica de Berln va dizer-no-lo :
As escolas dos calholicos fizeram tanto pro-
_ gresso sob a relamo religiosa e scieniillca, que
que de cima os Pro'osianles recuaram. O sceptisismo, os mos
i coslumes, a libertinagem, de lal modo crcsccrara
Z
colas, cuja adliesao elles djaru. Se o estado
l'i'f estrvesse eslabelecido. sena ama sangui
nolonta arena aberta lula da Alleraanha colra
a ttiissia o o panslavismo. Seriamlnsensatos os
conservadores, mesmo protestantes, que se illu-
d.ssem sobre as tendencias da agtalo protes-
tante da Hungra. r
Poder-se-ha dizer que censuramos o governo
austnico, por toslamunhar respeilos i essas egre-
jas, eofferecer-lhes grandes liberdados? Nao de
certo. E' para desejar que os proleslantes since-
ros o leaes abram os o'.hos e rollen) a verdadei*
ra f.
Ora, nenhum argumento milita mais cm favor
do catholicisrao, do que a evidente importancia
do protestantismo para vker pela lberdade.
offiiio da liberdado religiosa ser n mesmo na
Austria que na America : ella approveilar ao
calholicismo, com a condico todava de que as
tendencias e os actos anarchcos do prolcslantis- '
mo sejam reprimidas quando lal repressao for
necessara sociedade.
Sabe-se que o protestante Gentez ria no pro-
testantismo a origem de todas as desordens so-
ciacs de nsso tempo
A Hungra deveu esta seila mais de um se-
culo do lulas o desgranas.
Desejamos que nao se Ihe abra urna nova era
de crises sanguinolentas, e que nao seja redo
despedazada entre a Russia e Alleraanha como foi
oulr'ora entre a Turqua o Austria.
G. de La Tour.
____________ (te Monde.S. Filho \
As consideraces physiologicas, s quaes dao
lugar os casos deste genero, sao rauito nu-
merosas e arduas para que sepossa dar aqui
urna explicaco satisfactoria. Basta que se
saiba.quo qualquer alleraco quo possa soffrer
um individuo monstruoso, nunca sao completa-
mente mudadas as.grandes relacocs dos orgaos;
nunca a sua textura se modifica a ponto que se
tornem desconhecidas ; finalmente, nao se conhe-
ce desriacolao exagerada, que faca sahir o ani-
mal da especie, a qual pertence para apresentar
modificarles tao profundas, que o faca subir ou
descer da escala zoolgica.
Donde se v quanto ralcm essas historias ma-
ravillosas de centauros, de tries, de animaes
com cabeca hunian, de criancas com cabera da
animal, as quaes teem sido tao facilmenlo'aco-
lidas o to complaccntemetito repelidas pelos
nossos pais. evidente que essas narfacoes
lera por fundamento, commenlaros absurdos" ou
mentirosos a proposito de fictos roaes, desfigu-
rados pela ignorancia e charlatanismo.
Variedades.
que nellcs se produziam.
Eis as quexas desses religionarios mu pouco
religiosos, aos quaes tudo permetli Jo : syno-
dos geraes, acquisices, vendas, fundamos, no-
Hieages; elles, que constiluera urna repblica
quasi independente,mais livres que seila algu-
ma protestante na Alleraanha,mais livres que
a egreja catholica em quasi todos os paizes do
mundo e esper.ialmculc em Franca. Eslo redu-
zidos, pera adiar uro pretexto de agilaeao p.ili-
ca, a reclamar concesses contrarias 'f religio-
sa, quer protestante quer catholica.
que seu carcter geral screm hostis a fe. A
grandissima maioria dos protestantes austracos
cabio no mais ba'xo grao do racionalismo.. Para
prova-lo recorreremos ainda iactos colhIJos e
ml-irco^^tmlna^^xc'Civrdor* C*? ^ P4t ago.de. des-
ma esp
elle livesse recorrido ao absolutismo, em vez de
tender para a liberdado ?
Qual sao agora as reclamacoes dirigidas pelos
proleslantes hngaros contra o estatuto imperial?
Pelo quo podemos comprehender, ellas sao mi-
seraveis.
Uns bradam por que a'separaco das confissoes
catholica e protstame ordenada nos cetnile-
rios ; outros por que seus minislrosso designa-
dos sob o nomo de pastores e nao de curas, estes
quexain-se de quo os sacerdotes apostatas nao
i podem casar-se legalmente, bern comuas religio-
por senhoi- nm proprieuirio catholiconf. Ain- ?" VlTiL8i q"6."uC-? t''0
da un. memorial assignado por lulherauos c-en- I "os "mcnlos mixtos. Minios protestara con-
les
inspoct
sengoes
dob
assembla geral conserva ainda alguma clignida-
de, nao obstante a escolha cuidadosa de seus
membros. Nao se tora mais o antigo costume
pedoso de invocar o Espirito Santo no coneco
das sessocs... Aquello que lem pulmocs mais
fortes c mais impudencia est seguro de fazer f-
cilmente adoptar as rcsoluccs as mais avenl ira-
da..... Os nobres nao sao'fiis ao protestantismo
senao por odio dos papistas... Nao lalvez 3xa-
gerado afllrmar que nao ha actualmente dez des-
ses senhores, que conhecam o chrislianismo. ou
mesmo quo tenham lido a historia sagrada (ti).
Comprehende-so agora porque o governo aus-
traco procurava realsar una sorte de restaura-
cao espiritual na dirceco das egrejas protestan-
tes,
o
gos, podida pelo synodo do Pesth. O imptera-
dor, que acabara de dar lberdade aos prelados
calholicos, quera conceder a mesma auloridade
espiritual aos ministros protestantes, c prop inha
confiar-Ibes a presidencia de todas as assem'>lcas
o a disciplina ecclesiastica. Vos vos illudis sobre
a essencia de nossa rclgior foi-lhe respe ndi-
do de todos os lados. Essa prepondoranci; dos
pastores, diz o seniorat de Presbourg, fere a dou-
Irina evanglico, segundo a qual os membros lei-
gos e ecclesiasticos da egreja sao juntamenl; os
sustentculos do sacerdocio geral. Toda a sorte
de hyerarchia fui alias sempre estranha e.jreja
protestante da Hungra.
A superintendencia lutherana de'Theisz eml-
lio opinioes idnticas c reclamou a paridac o da
ordem leiga com a ordem ecclesiastica em urna
adminslraco outonoma dos negocios religiosos;
era, dizia ella, a nica constituico conforme aos
primitivos lempos da egreja.
O governo procurou ainda jeceder estes
votos.
Ello julgava have-los salisfeito nos principaes
artigos do presente projeelo, porm, nao foi este
molhoramenlo rtcebido por seu antecessor de
1856.
Qual c, pois, essa obra de compresso lyr.iqni-
ca?
II
O decrefo do 1" oe setembro de 1859 nao im-
pe rima constituico ; limita-so apenas a fixar
os principios, segundo os quaes o eslabelecimen-
to religioso dever funecionar "na communa, no
dislricto, na superintendencia e no synodo (eral.
A base do systema o self-government; cada
confisso se reger por si. O governo desiste do
direito de conferir urna s funeco protesiantc.
ia
i
(1) Ucher Ungarns Zuslande, p. 22.
(2) llheinwalds Repertorium [ protestante.
XXX. p. 263.
(3) V. Feuilles historiques, XXIV. p. 310.
(<) Numero de 13 do fevereiro de 1855.
1.
FOiLHETUl
(5) Kirchenseilung (protestante) de Berlin, 3
de novembro de 1856.
(6) Feuilles hisloriques t. 44.
(7| T. XXX p. 259.
(8) Rheinwald* Repertorium, XXX, p. 258 e
segg.
se estado de abatimento.
111
Urna profunda dviso reinaJL '-oda a Austria,'
entre o pequeo numero de. creles protestantes
e a mmr-nsa maioria de seus cjriiligionaros'ra-
cionalstas. A maior parte dos. homens de f se
encontra na confisso lutherana ; muitos conhe-
cemos infinitamente respeitaveis. O cepticismo
brutal domina quasi sera excepeo entre os cal-
vinistas. Os pastores nao sao menos infecciona-
dos que as ovelhas, e sua ignorancia Iheologica
extrema. As fallas protestantes do ultra-Bheno
relincm, proposito disto, de laraentaQes con-
tinuas. '
O consistorio superror ao Vienna, que preside
lodos os paizesslavo-gcrmanicos, c asfaeuldades
protestante desta capital nao sao menos severa-
mente julgados.
Ha trinla annos, diz a Gazetla evanglica de
M. Hengstenberg, nao appareceu n'Austria urna
obra iheologica (protestante) que nao esteja mul-
to abaixo da mediocridade.
Este jornal imputa principalmente ao Consisto-
rio e a Faculdade de Vienna urna tal falta (11).
Arabos, diz elle, to ignorantes quanto scepticos,
trabalharn nicamente por impedir que o mysi-
cismo e o pielismo penetre as communidades.
Era 1835, cora elTeto, os pastores da Alia-Aus-
tria quizeram fundar urna nssociacao scientica :
a Faculdade de Vienna pedio que esla associaco
nao fosse autorisada senao cora a condico de o
publicar cscripto algum, nem na Auslria nem no
eslrangciro. Porque? Os doutores renesianos
temiam que o ponto do vista dogmtico e tradi-
cional prevaleccsse nos esludos. O Ncerdlinger
Freimund(detf e27 de julho de-1856), a Gasella
evanglica de Darmsladl (de 24 de julho de
1858) e o jornal que acabamos de citar, concor-
dan) em dizer que o consistorio renesiano per-
nellas se encontra ordem, disciplina, algum sa-
ber ; esahem dellas mais pessoas dignas de era-
prego do que dos estabelecimentos evang-
licos (14).
Pergontamos todo o homcm de boa f : Como
pode um governo, por urna constituico qualquer
s ersucr egrejas aluidas e arruinadas este pon-
to r ludo do urna vezlhos talla, nem mesmo lm
mais amor proprio. senlimenlo do conveniencias
e de decencia, liram lo tempestuosas suas reu-
nios corivenluaes antes de 188, que urna testo-
munha ocular escrevia :
Quern leve occasio de assistir urna s as-
sembla de distrelo devo dos-jar quo essas reu-
nies tumultuosas se nao renovum muitas ve-
zes (15).
Nada mais Inste quo suas egrejas trias e nuas,
manlidas smenlo pelos pobres camponezes, qu
nao dexam de sacodir este genero de encargos
quando podem & elle subirahir-so. Assim os ri-
cos Saxonios da Transylvania nao quizeram vo-
lar seno urna ridicula renda para prefazer o di-
zimo, que pagaran seus pastores.
Se os protestantes d'Auslria, diz o Glaubens
lite de Czervenka quizessem smenle dar um
sold por auno para suas escolas, ellas leriamem
cinco annos ura fundo importante de dol.ico.
Nao ser dado este sold escola, pois que di-
fcilmente elle dado egreja e aos pastures. Os
protestantes austracos, segundo Czervenha, ds-
tinguom-so principalmente por urna crassa ara-
reza. Elle cotila que urna rica communa evan-
glica nao corou do assignar um florn para a
construeco da egreja de Efferding ; que urna ou-
tra ousou enviar sele .toldos e meio. Assim
miscrarola condico ,do3 miaistros, o moilos
delles temos visto, pais do numerosas familias,
solTrerem fume na llungria. Elles apenas recebiam
duzenlos ou trezentos francos do seus numerosos
fiis.
Na Bohemia o porqueiro da communa muitas
vezes rnelhorraenle pagu que u pastor. Na Mo-
0 VOLCAD TAAL.
O volco Taal est situado n'uma das IIhas
Philippinas, o arclripelagn das Ph'tlippinas for-
mado de um grande numero de ilhas do diversa
grandeza. Os Hespanhoes eslo eslabelecidos
em algumas, as outras sao apenas conhecidas.
Sua superficie total de 200,000 milhas quadra-
das pouco mais ou menos. Luzon o Nindano
sao as duas ilhas principaes. A parte mais sep-
tentrional do archipelago est a 80 milhas da
l'ormosaa nordeste, o dista da China-3(10 milhas;
Borneo est a 45 milhas. ao sul da ilha mais rae-
ridional deste importante grupo. Todo o archi-
pelago abunda em formac.oes volcnicas. As
Phihppinas foram descobert'as cm 1551 pelo "fa-
moso navegante Magalhes, c liveram o nome de
Philippinas quando Phlippe II de Hespanha se
apossuu de Portugal. Desde entau este archipe-
lago lem perlencidoaos Hespanhoes.
Em 1702, as tropas inglezas fizeram um desem-
barque m Hanilfaa. que elles tomaram cm dez
das, obrigando o governador. que era um arec-
bispo, o pagar um imposto de guerra de quatro
rnilhoes de dollars, sob a condico de nao sa-
quear a cidade, seno pelo cspa'co do tres ho-
ras. Apenas, porm, poderam receber cm di-
nheiro de contado a quarta parto da somma cs-
lipMlada ; o resto foi salisfeito por urna ordera so-
bre o thesouro de Madrid ; mas a corle recusou
pagar urna obrigacao de lal natureza. Os Ingle-
zes, era rirlude do tratado de Paria, entregaran)
Manilha Hespanha, depois de a terem oceupa-
do por dez mezes. Esta famosa expedico foi
dirigidi'^coniniandada por sir William Doaper.
O volco Taal pertcr.ee ilha de Luzon, onde
se acha Manilha, capital do archipelago. Elle
est situado no centro de ura lago, que lem pou-
co mais ou menos una circunferencia de 55 mi-
lhas. O ilhote ou vulco lora porto de 9 milhas
de circumfefencii, e est 1,667 milhas cima do
nivel do mar. Todo o ilbole est coberjo de la-
va com muitas polcgadas de espessura. Era 1746
linha-se obiido nona excellenle colhcita do algo-
dio no ilhote, mas a 24 de setembro foi tudo
destruido por una erupeo, quo du'rou quatro
dias, 01 exploso estendeu-se a 40 milhas de
distancia, causando violentos tremores em toda
a ilha.
Em 1851 outra erupeo ainda mais violenta ar-
ruinen quatro cidades.
A ilha estove cobcrla de trovas, e as cinzas
volcnicas chegaram at Manilha.
O photographo do lltnslraled hondn News,
quo ltimamente foi de proposito ao lugar para
ubler urna vista do volco, com bastante dilTicul-
dade a conseguio ; porque, rodeado de ura vapor
GRAVURA NOVIDRO.
O Monileur universel publica o scguinle pro-
cesso :
1. Materia empregada.Como cerlas substan-
cias oleosas e resinosas nao sao atacadas pelo
acido fluorhydico, preferido o bitume da juda,
ao qual se devo ojunlar urna sexta parle de gom-
ma mastique, e o lodo deve ser roduzido a p
i impalpavcl.
2." Desenho.O desenho pole ser feito em co-
bre, eslanho, zinco, chumbo, etc., ou em papel,
pergaminho, c quaesquer tecidos. Urna vez 1ra-
?ado, lodo forado por meio dos ridos, se
em metal ; se em papel Corla-so em forma de
moldes.
Assim preparado o desenho, este posto sobro
o vidro de forma que cubra as parles, que devem
ser atacadas pelo acido.
3. ,1 appliearao do processo.Vo%\.o o vidro
horisonlalinente, passa-se-lhe urna ligeira cama-
da de trebontina, e applica-se o desenho sobro
esta carnada ainda fresca, agilando-se por cima
urna peneira finssiraa com po de asphalto.
4." Processo pelo acido.Ficando assim repro-
ducidas as partes do desenho deseoborlas, ro-
deiam-sc estas com rolosinhos de cera molle, e
sobre as parles descobertas derrama-se o acido
ftuorydicc, e no lira de quarenta minutos, frea
terminado o trabalho.
Para sacudir o p do asphalto pode empregar-
se qualquer oulro instrumento cm lugar de pe-
neira, que espalhe o p com mais rapidez o
egualdade.
Este processo permiti a reproduco nao so-
mente de todos os desenhos que se podem com-
por e corlar, como anda de lodos os tecidos
transparentes, laes como a tulle lisa o bordada,
aprendas, bordadoras, gases, etc. Alm disto
os desenhos podem servir indefinidamente.
Por este meio mechanico pode-se produzr
n'um da, mais do que um homcm o mais prali-
co podo fazer n'um rnez ; porque, por este me-
thodo, dous operarios podem gravar n'um dia 20
metros de superficie, por mais exemplifkado que
seja o desenho.
FABRICAlUO DO ASSUCAR.
A descoberla da presenca do assucar chrysta-
lisavel, na belterada, data" de mais longe do que
muitas pessoas pensam. Ha mais de cem annos
que um chimico allemo, MargrafT, presidente da
academia da scioncias de Berlin, nao s reco-
nheceu que a bc.lleraba e outras raizes conti-
nlian assucar anlogo ao da canna, mas indicou
os processos,-por meio dos quaes e'.lo podia ser
exlrahido.
Os sabios tralaram logo de verificar a realidade
desta nova conquista da ebrnea ; quanto aos in-
dustriaes, ningncm pensou em aproveita-la, e
meio scula se passou sem que se fizesse assucar
do betteraba seno nos laboratorios scienliQcos.
Em 1800, oulro presidente da mesma acode-
sulphuroso, apenas poda respirar, o o niachnis- ma, Frederico Achard, rcsolveu o problema sob
mo de que se servia nao poda resistir acomodo o ponto de vista industrial, o, depois de longos
mesmo vapor, (ornando-se intil dentro de duas ensato., creou na Silesia a primeira manufactura
""s- de assucar de bctleraba. Teve logo alguns imi-
. Segundo o mesmo photographo, ha unj^ago (adores, mas somenlc em 1809 que cm Franca
pequeo ao nordeste da crtera, cujas aguas es-! se coraccou a tratar seriamente dessa fobricac.
ravia o chefe dossete pastores luiheranos perce-
cebe apenas 130 ihaler^ de retribuico. Todivia
os protestantes sao geralmente mais ricos que os
calholicos.
IV
Estes rascunhos sao sufTieicnlcs para fazer jul-
gar o carcter da agitaco protestante dos Hn-
garos. Todo o hornera sincero deve reconhecer
que nao o de modo algum interessada sua reli-
giao e que elles devessem ser combatidos pelos
evanglicos renles e conservadores.
As egrejas reformadas da llungria, longo de
screm oppriroidas, sao evidentemente mais livres
que egreja alguma protestante na Allemanha.
I.ongede restringir esta liberdado, o governo pro-
cura augmenta-la, ainda quo protestantismo para
elle deva significar racionalismo o tendencia para
a rcvolta.
O que os agentes proleslautes procurara, no
ponto de vista religioso, 6 o progresso do indi-
ferentismo, a dcslrui;o do todo o principio de
fe : seu Oni poltico na Hungra a separarlo
votada em 1849 e a dominaco do magyarismo.
Urna parle do Slavos e Alleraes da-Hungra
favorece, dizem, este movimento, o que possi-
vel, porque o revolucionario por sangue, nao lem
mais nacionalidade nem patria.
porm um grave erro cror que as populaces
se deixaro levar a mudar do lingua o coslumes
depois de oito dez seculos de separaco nacio-
nal. Nunca os cinco seis mlhoes de Magyars
poderao fundir-sc com os dez milhoes de reini-
pe
lo sempre cobertas do un) vapor branco como
a nev. As margeos eslo coalhadas do urna
substancia sulpliurosa crystalisada como vidro;
a agua do lago da cralera aprsenla urna- tem-
peratura de 116 graos Fahrenheit.
PIIYSIOLOGIA.
I.e-se no Memorial d'Aix :
Foi, ha dias, .presentado na reparlico do es-
tado civil da municipalidade de Aix, uina enan-
ca recem-fallecida, do sexo ferainrio, que tinb
iodos os caracteres das creaturas, que a medici-
na qualifica de monstros. Este ente organisado
ni'is incompleto, pertencia a classe dos amence-
phalos, ou privados do cerebro, genero de mons-
(ruosidade asss rara, principalmente no grao
que apresentavao objecto do que se trata.
Eis as curiosidades anatmicas que este mons-
tro ofTerccia ~ observadlo.
O canal vertebral, airerlo em toda a parle pos-
terior da regio o pescoco, deixava a descobcr-
too comeco da raedalha 'espinhal, donde ema-
navam os norvos particulares osla regio.
A face, regularmente construida, eslava forte-
menle inclinada sobro o peilo, e a pelle passava,
sem linha de demarcaco, da barba ao thorax.
Todava os orgaos da regio anterior do pescoco
exisliam do urna maneira completa cora sus
arterias e ganglios do grande lymphalico.
O crneo era
Ainda que as circomsiaunas fossem eminente-
mente favoraveis a esta nova industria, porque o
assucar colonial valia 6 francos a libra, e que cm
breve fallara de todo, a inexperiencia de uns, os
prejuizos de um publico incrdulo o grrulo, obs-
taran! os primeiros passos ao poni, de que
quando chegou a restauradlo, o fabrico do assu-
car de betlcraba ainda nao era um objecto do
importancia.
Effeclivamenle, quasi lodos que se tlnham oc-
cupado desla industria, haviam perdrdo seu tra-
balho e seu dinheiro ; porm os direitos eleva-
dos sobre o assucar extico, as primas concedidas
exportaeo do assucar refinado, e principalmen-
te o aperfeicoamenlo do fabrico, e o emprego de
molhores methodos e de apparelhos econmicos,
fizeram com que as fabricas de assucar sahissem
do estado precario, e realisassem beneficios va-
liosos.
Urna vez salva da phase penivel, quo atraves-
sam todas as industrias nascentes, a fabricaco
do assucar de bctleraba augmentou e se forlifi-
cou a ponto de resistir redueco dos direitos
protectores, que o tinham defendido da concur-
rencia tropical, e a vr a ser o quo hoje, urna
das riquezas agrcolas c manufactureras do paiz.
Resta, com ludo, ainda mais de um progresso a
a i
prir
Constanca Verrier.
POR
GEORGE SAND.
XIII
( Contnuaco. )
Nao lenho ligoces no genero das quo voc
designou pela palavra'.dclicada agradaveis.e deixo
as ingenuas como voc, as que lhc agrada cha-
mar de serias. Conto-lhe urna historia para dis-
Irahi-la da fanlasia de me estrangular e ao mes-
mo lempo para lhc dizer em que estire oceupada
em Londres. Tenho l urna sobrinha muito in-
teressanle c muito pobre, a quem a minha ama
lady m quera casar com um mancebo sem as-
cimento, porm ricoe muito bem educado. E'o
sujdto a quera chamarei Milvil para nao dizer o
nome de ninguem e para Ihe dizer como ura ho-
rnera de espirito e de grande bom senso me fal-
lou das mais em geral e das mulhcres apaixona-
das em particular.
o Naturalmente nos nao raelliamos a sobrinha
acara, mas lady *** apalpara o terreno, como
se diz, c fazia-lhe na minha presenca, pergunlas
deslras, isto desastradas, a respeito do seu
passado, do seu futuro, e dos projecto3 que po-
da ter. r
O casamento, respondeu-nos elle, nao est
era nunca chegar cm mim ao estado de pro-
jeelo, como o entendem no mundo. E' ura es-
tado sublime, urna idea de amor e de ventura
ou ura negocio em que nao se devo procurar
nem felicidade, nem amor. Ora como sou muilo
rico para procurar a felicidade, nao fago negocio
desso genero, e tambera nao me deixarei, figu-
rar romo urna quaola mais ou menos redonda nos
projecios de outrem.
Fiz signal a lady *** que nao se adiantasse
niaia. O sugeito eslava prevenido; mas, como a
() Vide o Diarxu n. 79
(1) Em o Diario de terga-feira ser publicada
.a nossa Resenha Martima.
(9) Freimund (protestante) de 23 de marco de
1856.
(10) Nene eoangelische Ktrcheuzei tung de 20 de
agosto de 1859.
(11) 18 e22 de fevereiro de 1854.
A Redacco.
sua independencia de ideas, me agradava o elle
tinha urna franqueza vcrdadeiramcnlc original,
conversei por muilo tempo com elle e tomamos
maisamisade do quo eu esperava. Ha alisados
que se improvisan), nao previlegio exclusivo
das paixoes nascerem primeira vista. Conver-
sando, ambos nos fizenio-nosimpressoreciiroca.
Alguera appareceu e fallou-me em negocios do
dinheiro. O Milvil em questo disserlou tambera
como sobre philosophia e moral. Devo cenfiar-
lhes que cu tinha na Inglaterra grandes inlercs-
ses, que cstavam solTrendo, e vendo-o tan aba-
usado na materia, pedi-lhe conselhos. O con-
selho que elle me deu era excellenle, mas como
segui-lo? Por mim mesmo nao podia faze-lo,
porque ia partir para a Escossia. Tamben pon-
eos dias me demoro em Londres, me dissj elle,
mas possivel quo olravez das mnhas orcupa-
coes se acho occasio do servi-la, aproveita-la-
hei vidamente. Se por acaso lver bom xito
ondo lh'o mandarei participar? Dei-lhe ) rne
endirego na Escossia, parti agradeecmlo-lhj
muito, mas nao contando com o bom e::ito do
negocio.
o Pois haviam oito dias que eu eslava nessas
trras de lady "* perto de Edimburgo, quando
vi chegar o Sr. Mclvil. Trazia-mc as pecas de un
resultado magnifico, e posso dizer-lhes qi. e dc-
ver-lhe-hei realmente urna bella parte da mi-
nha existencia. Ahitera, disse-me elle com al-
guma malicia, com que dotar sua sobrinho e po-
la em estado de casar sera recorrer calculo3ero
que a sympalhia nenhuma parte lem.
Voces bem comprehendem que eu lomara a
peilo reparar a falla de lady *** e pro vr o meu
reconhecimento ao digno mancebo. Denorai-o
dous dias no castello da minha amiga, e divod-
zcr que esses dous dias sao a melnor parte das
minhas recordacoes. Nunca enconlrct lorneni
mais distinelo, menos plebeo de carcter, 3 mai
dolgo pela elevago das idease do3 seu inten-
tos. A islo junta-so nelle urna philosoph ama-
vel, urna admiravel lolerflncia e um bom senso
pralico, o mais espirtuoso que possivel Man
onde quer chegar com toda essa historia? per-
gunlou a Mozzelle-cada vez mais assustad.
Aoccuparuma hora de recreio fazendo-lho
conhecer o juizo de um hornera notarel sobre a*
ideas quo Ihe translornara o cerebro, obre n
paixo em particular. As paixoes, me disse elle
sao as mesraas em todos, e para lodos. Tenho
viajado um pouco, percorri toda a Europa, vi rei-
narem em toda a parte dous apetites supimos;
(12) Darraslcedier Kirchenzeilung de 27 de fe-
vereiro de 1858
T. XXX. p. 267.
20 do agosto do 1859.
Feuilles hisloriques, T. XLIV.
o amor ao dinheiro e o amors mulheres. A am-
bigo exclusiva do poder, ou da celobridade
parlilha de pequeo numero; a massa Corre ao
prazer e a riqueza. E nessa mesma massa, ha
urna immensa maioria, que, nao podendo espe-
rara fortuna, guarda vivas o ardor dos sentidus.
Pode-se pois dizer que a sede do amor sob to-
das as formas que domina o mundo. Os que o
negam eslo mal informados.
A mulher, continuava elle, pois sempre
rainha porque o homcm, seja quem for velho ou
moco, rico ou pobre, intelligenle ou inepto, oc-
cioso ou acabrunhado de trabalho, poeta ou scep-
tico soffre sempre o imperio da graca c da bel-
leza. K' mesmo urna npiuio reinante no'meio
de lodas as outras, e mais poderosa que todas as
outras, o olhar como um tolo perfeilamentc.re-
diculo o homcm que resistisse, por moralidade,
or prudencia, aos avances de urna bella mu-
lier; e talvcz toda a sabedoria, toda a habilida-
de, toda a forra moral da nossa poca consiste em
saber da lurt dos inlcresses contra as paixoes
depois de ter sido bastante hbil e ardentc para
salisfazer urnas e outras.
Estou. tranquilla I disse Sofa respirando
ctm forca. Deus me perdoe l julguei que quera
me fazer advinhar urna infidTdade daquellc a
quem amo? Mas o seu Melvil nao o meu; ago-
ra o vejo I Elle nao lem frieza e esse positivis-
mo!
O seu Melvil pretende pois, replicou a du-
queza, que se ame urna mulher a ponto de se
Ihe ficar fiel toda a vida?
Nunca fallava nisso. Nao discuta nem ra-
ciocinava. nisso que era amavel. Era todo
rectido c fsponlaneidade, e quando dizia amo,
conhecia que elle nao amara lodas as mulheres
porem sito urna s 1
_ Pois bem replicn a duqueza, o meu Melvil
nao dizia o contrario e yoc6 lembra-me que elle
linha lambem urna theoria muilo boa sobro esse
ponto, e dizia que se prefere sempre nma certa
mulher, com a qual se tcncrona passar a vida,
ou com quem sente-se nio poder fase-lo. Elle
reconhecia a fldelidade do coraco e os doces la-
gos da amisade, do habito, da eslima c do res-
6eilo. Mas nao fazia-se emphatico por isso.
ada tinha de rediculo c nao se mostrava rigo-
rista. Nao zombava da lberdade concedida ao
hornero pelo uso e pela opiniao, e longe de mal-
dizeras mulheres que dao felicidade sem iropdr
obrigacoes penosas e perigosas, fallava dellas
com termo e.perfctto reconhecimento. Ellas
roo o splenordc. o elhmorde, e urna parle do
frontal esto nao se elevava cima da arcada do
fhr'olho. Substancias molles reuniam somente
diversas parles existentes da cabeca com a co-
lumna vertebral. Mas quanto ao cerebro nada
havia quo moslrasse sua existencia.
As mais parles do corpo tinham chegado ao
seu completo desenvolvimenlo.
Urna egual anomala nicompativel com a vi-
da extra-uterina. Do cerebro partera ervos,
que se distribuem pelo coraco, os pulrnoes, o
estomago, grande numero de rausclos, o aos or-
gaos dos sentidos. A falla desto centro que os
liga, explica a impossibildade dcstas grandes
funecoes da vida.
O monetro em queslao nao podia respirar, e
assim o provou o estado dos seus pulrnoes.
erara sempre o objecto do seu respeito corno as
vestaes. Dizia-seumpoucoS.Szinonanofouricrista
lambem nesse poni, sem Ihe faltar um certo
ideal. A mulher austera, dizia elle, merece um
culto, quando o amor a moral da sua virludc,
mas ha, embaixo dos altares, thronos para as
outras potencias, a belleza, a bondade e mesmo
arvoluptuosidade !
Tudo isso quer dizer, disse a Mozelli agi-
tada de um tremor nervoso, que elle se proslrou
airle o ultimo desses thronos inferiores, e a Sr.a
morre do desejos de me fazer persuadir que os
nossos dous Melvil nao fazem mais do que um
s !
Ainda I exclaraou a duqueza. Conta ento
bem pouco com o seu ? Olhe para Constanca !
Na vida delta ha de certo algum Melvil c ella'es-
t a escular-me mui tranquillamenle.
Muito tranquillamenle, como est vendo,
disse Constanca ; mas nao approvo a especio de
perseguidlo cruel qne faz nossa amiga. So
urna vinganca das suspeitas gratuitas c reflecti-
das que sorprendeu ainda ha pouco, cumpre con-
fessar que tom durado muilo. Tomo sua ex-
trema bondade natural, e diga-lhe que nada ha
de comraum entre esses dous personagens...
Nesse momento, a singla da grade do jardira-
zinho foi tocada com forca. Constanca eslreme-
ceu involuntariamente ; ra lalvez Abel que che-
gara tres dias mais cedo do que annunclra, e
que, nao a adiando em casa, soubera onde ella
eslava. Mas- nao desejava lorna-lo a ver era
presenga da duqueza e levanlou-se para occul-
lar a sua emoco.
Ahi vero"urna visita para voc, disse ella
Sophia ; vou-me embora.
Nao respondeu a Mozzell, prohib a en-
trada da minha porta, e nao espero ninguem, a
menos que... E immedialamente vindo-lhe o
pen3amento de que podia ser aquello por quem
ospera a lodas as horas, correu para a grade,
alravez das llores que o seu vestido desfolhava
ao passar.
Seria muilo engracado, disso a duqueza a
Constanca, que fos^e -o desconhecidoda Sophia I
Pois so o seu, obserrou Constanca, nao
appareca... tenha piedade...
O meu I o meu I respondeu a duqueza, o
que diz?
Mas nao poude conserrar-se sera e accrescen-
tou :
O Tacto rainha querida, que o mesmo
e que seria urna cena do alta comedia se elle se
Segundo lodosos dados, diz o Journald'Agri-
culture Pratique, os Allcmaes tiram da betlcra-
ba muilo mais assucar do que em Franca, pro-
cedendo isto da qualidade das raizes, que elles
empregam. Elles lem o maior cuidado na qua-
lidade da betteraba, e nao cultivam seno a va-
riedado chamada imperial, cujo producto sacca-
rino est na razo de 17 por ccnlo.
Ora, ha cm Franca urna varedado ainda supe-
rior, que aquella obtida por M. Wilmorin, a
qual contera 24 por cento de assucar,
Era esta que se devla principalmente cultivar,
afim do que o producto corapensasso cabalmente
o trabalho do industrial.
encontrasse ao mesmo lempo com a Mozzell e
comigo I
Ouca! disse Constanca cora um movimento
brusco.
A duqueza poz-se escuta. A Mozzell dei-
xra escapar um grito de alegra, e o desconheci-
do urna exclamacode sorpreza. A duqueza su-
bi ao banco em que estivera sentada, c na mys-
teriosa claridade do co estrellado, vio por cima
dos arbustos dos canleiros a Mozzell aportar nos
bracos com transporte um mancebo cuja voz ella
reconhecia.
elle, disse ella Constanca. o seu aman-
te c o meu servidor, aquelle a quera esta tarde
chamamos Melvil e quo so chama smplesmenle
Ral Mahoul. Entao, mioha querida, o que rae
diz ?
Para mira o mesmo respondeu framente
Constanga.
E como nao pareca pensar em demorar a du-
queza, osta deixoti-a e foi ter com a Mozzell,
curiosa e conlentissima por ler um divcrtiraenlo
de gosto, suspendendo a vinganca sobre a cabe-
ca da sua rival A duqueza nao tinha ciumes
do Mahoult, mas cuslava-lhe perdoar 6-Mozzelli %a intima, sua confidente ?
o ter julgado elevar-se cima della pelo amor.' ~~ E a nica ? nao ha aqui outras pessoas ?
Sophia arrastava o seu amante para o salo j Havta outra pessoa que nao o conhece o
contando sem duvida dexa-loalli o tempo necea- 1ue 'nJa mas discreta do que cu, retirou-se
sario para despedir as duas amigas ; mas o man-!fem luc,rcr olnar para o mysterioso prncipe da
cebo hesilava muito cm segui-
la, desesperada; mas a duqueza representara
perfeitamente o seu papel e Ral eslava impassi-
vel. Ella tranquillisou-se o lembrando-se do
Constanca, correu para o banco em quo a tinha
deixado, afim de conlar-lhe a sua alegra e dcs-
pedir-se della.
A duqueza e Ral Mearan por alguns instan-
tes sf no salo. A troca de patarras foi rpida;
Nao esperava ter a felicidade de encontra-
la aqui, Sra. duqueza.
Nom eu o prazer de ve-lo chegar.
Est morando em Nice ?
Estou. E o Sr. demora-se aqui algum lem-
po ?
Nao, parto amanha peta raanha.
E passa a noile aqui ?
Porque o suppe ?
Nao supponho, ser !
Ah I e a pessoa em casado quem V. Exc.
est sabe tambera...
Desconfa Mas eu sou lo generosa qujn-
to o Sr. discreto.
Ella proclama pois...
Euto o Sr. nao sabia que cu era sua ami-
Voc nao est s, dizia-lho elle era voz bal-
xa, sei que voc nao esta s
Mozelli ?
A Mozelli disse o racu nome T
Nao disse a duqueza que nao qoiz gabar-
D'aqui a pouco eslarei s, renha depressa, so a'a sua indiscripco, ella chama-o Melvil.
responda Sophia.
E Ral Mahoult que conhecia a necessidade de
urna prompta explicaco com ella,acompanhou-a.
Mas no momento em que entravam no raio de
luz, que reverberava das janellas do salo sobre
as arvores do jardim, a duqueza dirigio-se para
elles, bella, serena e amarga Nemsis do ca-
bellos louros e vestido de rendas.
Mahuult estremecen o relrou a mo das de
Sophia,mas era homem do mundo ecomprimen-
lou i duqueza som dar moslras de veixado. Nio
Ihe rinha ao pensaraento quo osla se podesse
gabar de urna de suas mais audazes phantasras.
A duqueza teve piodade da Mozzell, cujos
olhos ardentes iam della ao seu amante. Cum-
primentou Ral como se o vira pela primeira
vez, e conlentou-se com entrar no salo para lo-
mar chale, podrndo a Mozelli que dsse as suas
ordens para que Ihe fizessem chegar o carro.
A Moazelli tocou a campanhia. Eslava tremu-
Raul venecu urna anciedade violenta, e rirou-
se para a parede como para examinar um qua.-
dro, mas cora elTeit), para subtrahir-se ao exaro
da duqueza. Tardara-Ihe achar-se s com a
Mozelli para fallar-lhc francamente, e fugir o mais
depressa que Ihe fosse possivel.
A Mozzell voltou dizendo a^luqueza ;
Ento, onde esl Constanca ? Nao a ac
no jardim 1
que se foi erabpra sem dizer uado, res-
ponden a duqueza. E o que tinha de me'lhor a
fazer e o que eu imito. Adeus, minha chara I
E depois de ter comprimentado a Ral, dizia
a Sophia, que a acompanhara ;
Ento I o seu Melvil me parece melhor do
1ua; eu Pensaval Physionomia dislincta, bello
porte I Fago-lheos raeus sincero comprirnentos
o desta vez voc bera v que os taco em voz bat-
la (Continuar-st-ha.) *
riSRN. TYP. DE M. F. UEFARJA. tWo"
I ;


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