Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09031


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Full Text
AMO XXX7I. SHERO


Pr (res mtzes adianlados 5000.
Per taes mezes vencidos 68000.
OffllTA FEFBA 5 BE ABBIL BE 1860.
Por anno a4ianla4o .9$000.
Porte frauto para o subscritor.
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTK. Olinda lodos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarassii, Goiaaua e Parahiba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima e s",as fe,ras-
Natal, o Se. Antonio Maraes da Silva; Araca.y. o^CS Ss' C"Uar' *"** *
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de li- Pao d'Allio, Nazareth. I.i'moeiro. Brojn. Pe-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribci- queira, lngazcira. Ploras, Villa Bella. Boa-Vista
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de I 0rlc,,r>' e Ex nns quarlas-feiras.
Moraes Jnior; Par, o Sr. Justino J. Ramos ; A^So^wlSS&^tV'^ B?rreir0s-
AmMnn,, a. i___ i Z?"r *rela- l imenteiras c N.ital quinla9 feras.
_" Sr 'Pr"nvm" ''" Costa. (Todos os crrelos parlero as 10 horas da manhaa.
a larde.
13 minutos
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se hunlem do
seguidle :
.OiTlco da cmara municipal do ftcoife, pedilo
autorisaro para aforar un terreno de sua pro-
prindade Francisco Jos FernAndes Pires.
Itequerimento de diversos arrematantes de lujas
da praca da Independencia, pedindo abalo de pre-
;o por que arremataram.
Orcamento provincial, apresentado pola com-
missao respectiva.
Parecer da commissao de obras publicas dizou-
duque precisa ouvir a repartiro respectiva acer-
ca da prclencao de Pedro l.ei'te de Albuquerque,
arremtame do acude do Buiquc ; o qual ap-
provado sem dbale.
Segunda discussao do projeclo n. 34 do anno
passsdo, ao qual o Sr. Pina ollereceu o segiiinte
projecto substitutivo :
Arl. Io Fica creado o termo de Itamb, com-
prehondendo o lerrilorio das freguexias de N
Senhor* do Desterro de Itarob, e de Nossa Se-
nhor.i do O' de Goianna.
_ Art. 2o O novo termo lera por sede a povoa-
?o doTimbnba.quc ser elevada cathegoria
de villa, revogadas as disrfosioes em con-
trario
O Sr Joo Alfredo pede que seja elle enviado
commissao de eslalislica. para dar seu parecer
respeito, com urgencia.
Os Srs. Pina o Sonsa Carvalho, defendem o
projecto, comoatendo esle o requerimento do Sr.
Joao Alfredo, conctiiindo que, sem embargo do
parecer da commissao, contine o projecto em
discussao.
O Sr. Joao Alfredo diz que nao admiti a insi-
noaco, emittida na casa pelo orador que opro-
cedeu. de que o seu requerimeulo quer a mrte
do projeclo ; o conclue dizendo que como autor
da idea, defendc-la-ha tanto quanlo esliver em
su as forcas.
Posto votos 6 approvado o requerimento e o
addilivo do Sr. Souza Carvalho sendo regeilado
o projecto substitutivo do Sr. Pina, e continuan-
do em vigor o primitivo.
Primcira discussao do projecto que eleva a
lOJrs. o subsidio dus depuCadus provinciaes ; *o
qual se oppe o Sr. Nnscimento Porlella, sendo
posto votos approvado.
Segunda discussao do projecto que divide co-
marcas.
Depois de orar em favor o Sr. Miranda,
provado o arl. Io.
O Sr. Raphael opp-sc ao art. 2." por motivos
que aprsenla, ronclue enviando um requeri-
mento para que seja ouvido respeito o Exm.
presidente da provincia.
Consultada a casa, approvado o requerimen-
to. Arando o projecto addiado at que volle in-
formado.
Segunda discussao do art Io do projeclo que
concede un subsidio de 10 conloa de ris ao Ins-
tituto Agrcola.
O Sr. Fenelon oppoc-so ao arligo. dizendo que
a delkiencia do coico nao permute essa des-
peza.
O Sr. baro do Vera-Cruz, sustenta o arligo,
xpondo diversasconsideracoes a casa.
O Sr. Nascimenlo Porlella responde ao Sr. Fe-
nelon, sustentando o seu projeclo.
Havendo dado ahora, e com a pnlavraos Srs.
Souza Res, Fenelon e Ignacio de Barros, levon-
ta-se a sosia, dando para ordem do dia : primei-
ra discussao dos projeclos ns 14, 16 e 36 desle
anno ; e segunda do de n. 20 desle anno.
hPDtiituifcS uu k ufc A bu u."
S La ciiea as 5 horas e 40 minutos d
12 Quarle minguanto as 11 horas e
da lar le.
21 La nova as 3 horas e 26 minutos da ma-
28 Quarle crescenle as 3 horas e 16 minutos da
larde.
PRF.AMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo nos barcos de vapor, a navegacao do rio Guian-
na, igualmente de eslabelecer "e manter, desde a
cidade do mesmo nomc at o porto das Pedri-
nhas um servir de transportes c condueco de
gneros por mcio de carris de ferro.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quinlas.
Belagao : tarcas eiras o sabbados.
Fazcnda : torgas, quinlas e sabbados os 10 horas.
Juizo do commercio : quinlas ao rneio dia.
Dilo de orphaee: ierras e sexlas as 10 horas.
Pnmeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quarlos e sabbados
meio dia.
ao
ap-
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO DE 26 DE MABgo.
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
Ao meio dia, feila a chamada e verificando-se
havor numero legal de deputados, abrio-se a
sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do governo remetien-
do as informarles ministradas pelo director das
obras acerca da estrada provisoria de Tamanda-
re.A quem fez a requiscao.
Outro do mesmo, remetiendo por copia o offi-
10 da Cmara municipal de Olinda representan-
do a necessidade de serein approvados os arligos
de posturas que acompanham o oflicio dirigido.
A' commissao de posturas e negocios do c-
mara.
Um requerimenlo da componhia da estrada de
ierro, pedindo Ihe seja concedido o mesmo pra-
zo, para concluso da estrada, que fdra estipula-
do pelo governo geral.A' commissao do legis-
lacao.
Outro da mesa regedra da imperial capella
das Fronleiras. pedindo a osla assembla provi-
dencias acerca da ex'.racco deduas loteras que
Ihe foram concedidas pela lei provincial n. 330
de 19 de abril de 1854 visto como al o presente
so tem sido extrahidas duas quarlas partes da
pnmeira loteraA' commissao de petico.
Lt-se e 6 approvado sem dbale o seguinle re-
querimento :
Reqiieiroquese pe$am ao governo as informa-
Coes seguinles :
l* em que poca se vencerao a pnmeira e a
segunda preslarao dos juros de 2 l-0/o a que a
provincia est obrigada a companhia da estrada
de ferro.
2 Quanlo se lem dispendido no 2osemestre de
59 a 6'' com a illuminacao gaz desla cidade.-
A preslarSo para pagar aos arrematantes de
diversas obras publicas, se procedem do obras
enectuadas dentro do exeretcio de 58 a 59?Quaes
as que se ho de vencer no correr do anno finan-
ceiro de 59 a 60 e sua importancia em rs.
Sala das sessoes26 de marco de 1860.Coelho
Cintra.
Sao julgados objeelos de deliberarlo e manda-
dos imprimir diversos projeclos e pareceres :
A commissao de legislacao, allendendo as con-
seraces feitas por Firmino Theodorico da C-
mara Santiago sobre a necessidade da interpre-
ta cao do ortigo 41 da lei n. 452 de 21 de junho de
1858, que aulorisou urna indemnisacao ao con-
traladordo exlincla illuminacao desla cidade, e
se conhecendo pelas Icis provinciaes n. 289 arl.
6 e 861 arligo nico que as indemnisacoes e aba-
tes emvirtude de arrematarles e cntralos com a
tazenda provincial devem aprescnlar n lodo aquel-
lo que por contratos particulares cora o arrema-
tante ou contralador principal soffrem os mesmos
prejuizo que este, de parecer que se adopte o
seguinle projecto :
A assembla legislativa provincial de Pernim-
btico resolve :
Arligo unioo. A indemnisacao concodida pelo
arl. 41 da lei provincial n. 452 de 21 de jnnho
de 1858 ao contiatador da exlincla illuminaco
da cidade do Roeife extensiva a lodos aqoelles
qu houverem contratado com o mesmo contra-
lador qualquer parle da mesma illuminaco des-
do Janeiro de 1857 at a dala da mesma loi.
Ficam revogadas todas as disposiroes em con-
trario.
Sala das commisses 24 de marco de 1860.
Dr.-U. do N. Portella.Dr. Francisco Cario
Brandan.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Arl. 1. O presidente da provincia Ara aulori-
aado emprestar, sem juros, a quanlia de cem
conloa de ris a companhia que se encorporar
com o Um de eslabelecer, por meio de peque-
Ari. 2. Se a Ihesouraria provincial nao poder
ministrar aquella quanlia mencionada no art. 1,
ser garantida por conla da provincia, e pesando
sobreest os juros, com ocmpreslimo da mesma
quanlia ou da que fallar para completa-la
Arl 3- Cinco annosdepois de realisado ocm-
preslimo, a companhia comerar a fazer o pa-
gamento em prestaeoes anniiacs de dezconlos de
ris, e quando a divida esliver em um terca, co-
nieor a ler a subvencao de seis cotilos de' ris
1 por anno.
Art 4- O presdeme da provincia poder.'i su-
jeilar a companhia, em compensado dos favu-
i res concedidos, ao onus e mullas que julgarcon-
! ducenles regularidade da navegacao e a sua
I niaior iitilidade.
Oconlralo que fuer, ser submellido appro-
vacao desla assembla.
Arl. 5. Ficam {revogadas as disposices em
contrario. ,
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambuco 26 de Janeiro de 1860. Ur. Joao
Alfredo C. de Oliveira.
O Sr. C-de Oliveira:Sr. presidente, confa-
me que engenheira Marlincau, encarregado pe-
lo governo de esludar os mclhoramentos do rio
de Goianna, voltou de sua commissao, apresen-
lando como resultado de seus estudos a seguinle
opiniao :que muito dillicil a abertura do rio
lal como se tem projeclado, o que o meio fcil de
osiat>elerer-se a navegacao do.mesmo rio man-
ler urna linha de barcos de vapor al o porlo das
Pedrinhas, no rio de Japomim, c fazer una es-
Irada, que facilite os transportes o conducroes de
gneros, desse porto para a cidade de Goianna.
Ha muilo lempo, eu pens do mesmo modo, c
ofl'erecendo hoje considetagao da casa um pro-
jeclo, que aulorisa o governo a conceder cortos
favores companhia, que organisar com seme-
Ihante Oro, jolguei conveniente pedir ao presi-
dente da provincia o parecer do dito engenheiro,
para na occasiao competente ter um dado lao ini-
porlanlo com que possa argumentar era favor do
meu projeclo.
Neslo sentido mando mesa esle requerimen-
lo, cuja approvacao peco aos mcus honrados col-
legas : (lo)
Val a mesa e apoa-se o seguinle requerimento:
Requciro que se peca ao governo a seguinle
inforraacao:
Qual a opiniao do engenheiro Marlineau a res-
peito do melhoramenio do rio de Goianna ; como
emende dilo engenheiro que seja mais 'fcil e
mais conveniente a navegacao do mesmo rio.
S. R.Correa de Oliveira.
E approvado.
onnKM no da.
Conlinuarao da segunda discussao do projeclo
do (ixaco de forca policial.
O Sr. Itu/ino de Almeida :Ped a palavri Sr
residente, para responder ao oobr doouado
pelo circulo do Ouricury, o Sr Livino de Barros
que acaba do estrear a sua carreira parlamentar
por um discurso da mais decidida opposieao
adminislracao provincial.
Nao me arrependo de ter provocado o nobre
depuiado pedir a palavra. e pronunciar o
discurso que honlem pronuncioi-: desejava mes-
m" ouv'-lo respeilo dos negocios de Ouricury
e de Cabrob, pois que pelos seus apartes, dados
durante a discussao do projecto Je lixacao de for-
ca policial, conheci. que nao eslava salisfeito
cora a marcha que levam as autoridades policiaes
daquelles termos.
Nao^rae enganei. e o discurso do nobre depu-
lado e a prova disso.
ComeQou o nobre depulado dizendo que eu me
ha va consiiluido defensor da adminislracao pro-
vincial e da polica, que uem de leve hav'iara si-
do aecusadas nesia casa.
Oh I Senhoresl Ou cu nao comprchendi os
nores populados, que impugnara o projeclo em
discussao, ou o nobre depulado pretendo que eu
engulauma pilula bem amargosa, mas primoro-
samente confeilada.
Nao so aecusou a adminislrajao da provincia
e mutio menos a polica: entretanto so disse
governe4a provincia lem concorrido para os fac-
los criminosos que se lem dado na provincia :
Nao se aecusou a adminislracao provincial e
nem lao pouco a policia. cuja frente se acha
um magistrado modelo : entretanto se disso, que
ambas concorreram indirectamente para a peroe-
tragao do brbaro assassinalo pra:icado em Ou-
ricury na pessoa do delegado.
Um Sr. Depulado :Nisto ha.
O Sr. Barros e Silva : Porm quando eu
le o aparte, anda se nao havia dilo islo na
casa,
O Sr n. de Almeida :Nao se aecusou a ad-
minislracao, e a policia. mas se disse, que o osla-
do da provincia era asss lastimoso, que temos
retrogradado, tornado mesmo as desgraciadas po-
cas de. 4 i e 45 :
A ninguera se fez aecusagao, .ninguem se fez
responsavel put esse estado, em que se diz v-
temos: enlretanto se repeli que nao ha garan-
ta para a propnedade, que a vida do cidado vi-
ve a merc do punhal do sicario : que os roubos
eassassinatos se repelera com escndalo todos os
fclfi?; h cnbora isla urna forca policial, urna
forca de pnmeira liaba, muito embora exislam
autoridades policiaes legalmente consliluidas e
encarregadas de reprimir ocrime.
E quando, senhores. proposites taes sao ave-
luradas nesle recinto, quando se declara alto e
bom som, que a propriedade, honra e vida do
cidadao eslao era p^rigo pdese nvancar a pro-
posicao. de que nenhuma aecusago se fez a ad-
ministragao e a polica da provincia ?
Crcio que houve censura, e censura muito
agio e injusta aos dignos presidenle o chefe de
polica, e por sso prolostei contra a opiniao dos
que docemente os cenauraram.
E porventura teria eu creado castello para ter
o gosto dos destruir ? CertameDle que nao ; e
a prova disso o nobre depulado encarregou-se
ae ministrar no discurso a que respondo.
Tratando dos negocios de Ouricury, disse o no-
bre depulado que o governo era responsavel al
certo ponto pelo brbaro assassinalo do infeliz
capilao Domingos Alvos Bram-o Muniz Brrelo
delegado daquclle lermo. porque apesar de sa-
ber quo ello era um militar genioso, desptico
o que mullos actos de prepotencia havia com-
meltido, ainda assim o conservava no exercicio
das tuncedes de delegado de polica.
Disse mais o nobre depulado que o governo da
provincia devia ser o responsavel pela morlo da-
quelle malfatfado capilao, porque tendo chegado
ao seu conliecimenio, que por ocrasiio da qua-
liflcagao havia aquello delegado inlervindo com
forca armada, para expellir da egreja matriz o
juiz do paz, que legalmente presidia os trabalhos
da qualilicaco, alini de dar ganho do causa a
urna (accao poltica a quo so havia ligado, ainda
assim demorara a solucao da queixa que contra
aquella auloridade fra dadj, concorrendo assim
para que o bacamarle decidisso a questao em ul-
tima instancia.
Parece que o nobre depulado est muito mal
informado acerca do que so lera passado relati-
vamente aos aconlccimento8 do Ouricury, e que
porianto veio aqui fazer aecusacoes sem provas
O pobre depulado que nao capaz de provar
que os fados, que narrou, chegaram ao conheci-
raenlo do presidencia e da polica, equo nenhu-
ma providencia 'se deu.
O Sr. Barro e Silva : Foram
pelo Diavio.
O 8r. d Umta : Quid indo ? 0
o presidente da
um thelegr^pho
prova a pjDlicacao Uu Otoo? (juaes erara as
providencias que o nobre depulado quera que o
presidente dsse ? Desejaria a demisso do dele-
gado, nao ?
O Sr. Jarros e Silva :-Sim. senhor.
O Sr. Rufino de Almeida :Pos bem dga-
me agora o nobre depulado quando se deu o
helo de I >r o delegado expellido o juiz- de paz
da igreja nalriz de Ouricury ? Foi a 15 de Ja-
neiro do frrente anno ? Km 17 do mesmo tuez
ioi oemitl do o infeliz capilao Muniz Brrelo do
cargo de telegado daquelle termo !
Ja v, pois, o nobre depulado que mesmo an-
tes do pri sidei.le ter noticia do facto, que servia
de maior.arga ao delegado, j tinha decretado %
sua exoneracao, exoneracSo que j em i de Ja-
neiro se filljva em Ouricury, como se l era
urna correspondencia daquelle lugar publicada
no />iano de Pernambnco.
O'ie rulia, porm, pode ler
provincia de nao havor ainda
elctrico rara Ouricury. alim de c
dai dcmiss'io do capilao Muniz Brrelo rl.egasse
all, antes que o bacamarle o decrelasse ?
.Uu0. ^al?? i"jbre dcPu'do que a demisso da-
quelle del -gado, que apenas exerecu o cargo por
ires mezes, fot decrelada apenas soube o gover-
no da pro iifcia, que elle nao marrhava bom, e
que se haua bandeado faeco, a testa da oal
deve achai -se o rigario Francisco Pedro ?
U presidente nao se limiten lio somenle a de-
misso de delegado, pretenda manda-lo respon -
sabihsar pelo fado que se Ihe allribuia, e para
isso mand ira oi.vir ao juiz de direito e a cmara
municipal de Ouricury sobre a represenlacao quo
lizera o ju z de paz, que se diz fdra violentado
pelo delegado.
Que culpa lem o presdanle da provincia que
no da 14 .le fevereiro se nao soubesse em Ouri-
cury da sua decisao, e Irabalhasse o bacamarle?
nobre depulado prete querer allenuar. se-
tojMtiftsar do algum modo o assassinalo do
infeliz Humz Barreta, attribuindo-o quesloes
polillcas, ( a outru causas, que nao as que leva-
rara o auu r do assassinalo a perpelra-Io-
. Desle nudo parece que o nobre depulado quer
jusiilicar i iheona do bacamarle: semclhante
heria nao pdete o nobre #ieputado suslen-
O Sr. Barros e Silva .--Nao suslentei.
U Sr. ( tfino de Almeida : J deve, pois es-
lar convencido o nobre depulado, de que a res-
pono de Ouricury o governo da provincia fez o
que poda e devia fazer : deu todas as providen-
cias aose alrance. e que o caso exiga.
vamos agora ao lermo de Cabrob.
Passando dos negocios de Ouricury para os de
t-atirobo, r,,Hou o nobre depulado o estado da-
quella locilidade de um modo lao medonlio, que
e do presumir que mais hoje ou mais araanha
leremos de ver repelida a scena do Ouricury :
ao menos issim peoso em vista de um aparte da-
do polo nobro depulado que assim se exprimi
conserve m em Cabrob o delegado actual e de-
pois nao su queixem.
I 9, fr-torr-o Silva Nao foi tanto assiq.,
O Sr. n.tfino de Almeida .Mas 0 nobro do-
putado nao contesta que so for conservado o de-
legado de Cabrob terera^ de ver trabalhai o
bacamarle
O Sr. Berros e Si/po : E o nobre depulado
pode amanear que nao lenha de haveralli algu-
ma cousa "
OSr. B.
nao per.da, ou mesmo
algum dos lados.
O Sr. Barros e Silva
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Francisco de Pau!a fundador.
3 Terga. S. Ricardo Rei ; S. Benedicto f.
4 Quarta. de Trevas. S. Izdoro are; S. Zozimo.
5 Quinta, de Endoenc,as* domeroda em danle)
6 Sexta, da Paixo ( SB at ao mcio dia. )
7 Sabbado. de Alleluia. S.Epianiob. m.
8 Domingo de Pasehoa da Itesswreicao
quo nao estoja ligado a
O nobre depulado
o nobre
impossivel encon-
uma mudanza para
no mesmo
juiz niuni-
publicados
que
de Almeida : Nao afTianco nada :
ninguera melhor que o nobra depurado pode sa-
ber dessas cousas.
Permita, porm, que cu diga cmara, que
nao dcvejulgir do eslado de Cabrob, lo l-
mente polis informales dada3 pelo nobre depu-
lado, um lano suspcflo nos negocios daquelle
termo.
Segundo boas inormacoes sei que Cabrob es-
l devidido em dous campos : exislem alli duas
faccoes : a testa de urna est como chefe o ac-
tual jutz municipal supplenle, pessoa bem co-
nhecida de nobre depulado, e a testa da outra
acha-se o delegado Jos Soares de Mello Avel-
lins : cada urna deslas faccoes acensa a outra de
querer por meios illegaes intervir na prxima
leicao : o juu municipal queixa-so do delegado
e vtce-versi, esie daquelle. O que quer o no-
bre deputa lo quo faca o chefe de polica ?
Um Sr. eputado :Deve indagar.
O Sr. fl de Almeida : justamente o que
est fazendo : procura saber de que lado existe a
juslica. Antes disso seria urna imprudencia des-
equilibrar es duas faccoes dando mais forca a urna
do que a oilra Conlente-se o nobre d'eputado
com o estaco aclual dos chamados partidos do
seu termo, que quanlo a mim esto equilibrados
em v-rcas: se um tem o delegado, o outro tem
o juiz municipal : disputem a eleico no terreno
da legalidade. lancem mo dos seus recursos
roas o que quer e pretende nobre deputado pa-
rece-me que nao lera lugir; nao se dove tirar
a auiondado policial de um lado para dar ao
outro, quo j tem o uiz municipal que exerce
aiiribuicoes iguaes, seno superiores s que lera
o delegado, tanto pode prender um como o
O Sr. Berros e Silva :O juiz municipal po-
de prender sera ordem do delegado?
O Sr. B. de Almeida: E porque nao ? Nes-
te poni as atlribuices sao as mesraas.
Quando t;m de prender um criminoso requisi-
ta ao cemrr andante du destacamento a forca ne-
cesaria pata realisar a priso, da mesma forma
que requisita o delegado.
O Sr. Bo rros e Silva :L nao ha destaca-
mento.
O Sr. f. de Almeida :Bem : se n5o ha des-
tacamento, requisita a forca ao comraandaute su-
perior da guarda nacional no municipio.
O Sr. Be rros e Silva : Nao est organisada
a guarda nacional.
O Sr. B. de Almeida :Ainda assim tem
curso- recerra aos paisanos, exija das
do povo a necessario coadjuvaco
lei.
Se para t priso dos criminosos cncontra a au-
tondade tantos obstculos, se o juiz municipal
por Talla de forca nao prende os criminosos, por-
que aecusa o nobro deputado o delegado ola
raesma fall % '
O Sr. Barros e Silva :-Entao nesse caso o de-
legado nao leve prender ?
O Sr. f. de Almeida : Nao digo isso F.
porque o jmz municipal nao prende lambem ?'
tnlao as razos que justiflcam o procedimenlo
do juiz municipal, nao dovem valer em favor do
delegado ?
na realidade mo modo da distribuir ius-
lica. '
O Or. chefe de policia procura com toda a pru-
dencia e lino de que dolado, esludar a situaeao
naosde Cabrob como de outros lugares'- e
nao podendo mandar para o primeiro um delega-
do militar, contra o quo certamenlc gritara o
nobro deputado tomando o dominio militar, en-
tende que > melhor partido ir conservando as
cousas no fstado em que^e acham, do quo apear
um lado para reforjar outro.
O Sr. Berros eSilva .Nomeie um hornera
imparcial.
O Sr. B't/mo de Almeida :Onde encontrar
este homeni mparcal era Cabrob ? llavera por
sabe mais do ir eu. que seu filho da!!..
h,ii el',. I l"!eida :~No preciso ser fiiho
dalli para poder calcular estas cousas. Pelo que
vin.a>2 u m*"a na caPital- PSS0 "anisar do que
Esse homem imparciil, que procura
deputado ser iffi.il, seno impossivel
irar, e se ha de fazer-se urna m
peior. ames se*onservem as cousas .
eslado, emquaiMo o delegado maichar como tem
marchado.
As aecusaedits que o nobre depulado fez a
aquello delegad sao improcedentes o destituidas
de provas.
Aecusou o primeiro. de nao prenderos crimi-
neces'JL"^*0 *Cnos dar Providencias
iiecessanas par a captura delles.
Ha ..,'-rSe qi"e nobrc d*Po se encarregou
fe ", f/?" ponl- S. declnro" q "ao
ha en Cabmb* deslacamenlo.*que a guania na-
cional nao esl organisada, que os paisanos se
nao preslam s requ.sieoes da auloiidade, como
quer que o delegado, sen. os meios para obrar
ose?SP0nM PCla "a0 caPlura dos crim'-
OSr. Barros^ Silva :- Tralei do
cipal.
O Sr. B de Almeida :.\s mesraas causas que
ob,lam a accao do um, obstara a aceao de outro.
juizraunicipaLlem lauta obrigac'o de prender
os criminosos cojbo o delegado.
O Sr. BarrosMilva :A praxe quo ao de-
legad compele K prises.
O Sr. fl. de Anuida:E' urna praxe m, o se
deve acabar com olla.
A segunda acoosaco, a mais gravo que fez o
nol.ro depulado ao delegado, involvendo nella o
chefe de polica, fui, a da fuga do um crimino-
so ; fuga auxiliada pelo delegado, e da qual leve
noticia o chefe de policia, em virlude de una
apreseiilae;ao do juiz municipal supplenle, que
mencionara os promenores o connivencia do de-
legado.
O nobre depulado foi lao infeliz tiesta aecusa-
cao, como o foi a segunda : deixou levar-se
por falsas informYes.
Nem o facto da fuga do criminoso, de que tra-
tou o nobre depulado, se deu estando em exer-
cicio o Sr. Jos Soares de Mello Avelins. c nem
exisle ou exislio essa represenlaeaa do juiz mu-
nicipal contra aquelle senhor, pela fuga do dito
criminoso.
O Sr. Barros e Silva :Como sabe-se disso ?
O Sr. f. de Almeida :Sabe-se pela secretaria
da policia : sabe-se que nunca existi na secre-
taria o olTicio mencionado pelo nobre deputado
pela cerlido negativa, que passo a ler
(L.)
O Sr. Barros t Silva :Foi
Dr. Jos Mara Cardozo.
ENCABREGADOS DA SBSCBIPgO NO SL.
Alagoas o Sr. Claudino FalcSo Dias; Baha, o
Sr.Jos Martins Alves; Bio de Janeiro, o Sr.
Joao Peretra Martins.
EM PEBNAMBUCO.
O propnelario do bubjo Manoel Figuciroa de
t-ar.a. na sua livraria praca da Independencia ns.
6e8.
O Sr. Branda :Eiuo o quadro e risonlio ?
vamos a mil maravilhas I
que dizia respe
ito ao Ouricury, nao negou nada
do quo eu dissera, e que pelo contrario conOr-
mou ludo, accresvenlondo
-------- apenas que o delega-
do a achava deni.ltido na occasiao em que com-
metira as violencias que eu f.z ver
O .Sr. f. de
a c*sa.
O Sr. B. Je Almeida :Se nao muito riso-
nho. ao menos nao temos retrogradado as memo-
ravc.s pocas de 1844 e 1815 ; ao menos os cr-
nies se nao repelera cora a frequencia. e escn-
dalodaquellas pocas.
Nao disso que o estado aclual era o melhor
possivel. que nada mais lindamos a desojar :
quem rne empresta semclhanlos exure'ses faz- ...
me urna injus.ica. O que disse. e repilo, foi que S 2Tl Joiil' e*?e indiviJu> o tinha porta-
o eslado aclual nao admiile comparado com do c^l .?> TTy\ ,anl as.sim 1ue fornitura
pocas anteriores, em relaco as quaes vamos i nJ / Jdel!,*i,do: sc >eni disto sabia que
indo raui.o bem : a policia desenrolle grande ac-' 1 nciTnc0 dem,U1'do- h*V* co-imet.ido vlo-
Uvidade; e se mais nao faz porque Ihe fallara ,roT. t* 10C'as,a" da uual.licacao. como o no-
cerlos meios de aeco : falla-lhe cirios recursos^ > ?>SflfJB "** commigo. qual
naoconta nfelzmenre com dedicaces e anxi- 1" n ,.por que 0",!,1 conservara no Ouricu-
lios de cidado em certas
nao linha sido omlSo!"* : ~ qU6 PreSden'e
to0^r;/'U',n,0 de Barros : ~ M". Sr- Presiden-
te eu pergunto agora ao nobre deputado. se e>
entregue pelo Sr
re-
pessoas
como de
O Sr. B. de Almeida:O que posso alTirmar
que o Si\ Dr^ chetf.de policia. uao.recebeu seme-
I libante ofaost.
Sr- *tV* Sra:Enlo foi extraviado
na secrctarfsWes <>> Sr. chefe de policia o ler.
O Sr. H. dfAlmeida : Por qnem ? Confessa
Tle ofQcio fVoio por mo particular, podia ser
pelo portador extravilo, o enlroianlo o nobre
deputado vanea lemerariaraenlea proposco de
que foi extraviado M secretaria da polica para o
r. chore de polica nao o ler I Semelhanle pro-
posco injuriosa, e eu como secretariodaquella
reparticao a repillo, oempraso o nobre deputado
para que prove a sua asserco.
OSr. Borros e Silva di um aparte que nSo
ouvimos. I
O Sr. B.*4e Almeida : Enlao quer o nobro de-
pulado que mereca mais f um dilo particular
do que um documento ofcial ? Aonde aprendeu
essa tlieori? r
O nobre deputado quer que Ihe falle com fran-
queza, o din o que sel ? Pois bem, o que sei
que nao existi esse oBlcio do juiz municipal sup-
plenle. e q*e o nobrc deputado, e alguna seus
prenles neala cidade, foram os que verbalmenle
disserara ao8r. chefe de policia que o delegado
Avelms havia concorrido para a fuga desse crimi-
noso, o que'foi urna falsidade, pois nao estava
em exercicto, quando se deu esla fuga ; e de mais
esse delegado acaba de provar a sua innocencia.
O criminoso fgido da endea do Cabrob, acaba
de ser novamente preso pelo Sr. Aveliio. apenas
recebeu um IBcio do chefe do policia communi-
cando-lho o lugar de seu homisio.
O Sr. Barros e Silva :Eu responderei nesla
parto ao nobre deputado porque eslou mais infor-
mado do que elle.
0 Sr. fl. dt Almeida :Eu fallo fundando-me
em documentos ouciaes, o nobre depulado por
inforraacoeimexactas de pessoas suspeilas. eoue
(he minio necessario : lula anda com a
insirurrao da popularan, com ospecialidade do
nienor da provincia : lula finalmente com mi-
tras dilliculdades, llhas de causas geraes, que
desgracadamenle esla assembla nao pode remo-
ver; que dependem de providencias dos pode-
res genes. '
Nao querendo desccr aos fados voltou o nobre
depulado a carga, oceupando-se outra vez cora o
reguUmenlo dos pedestres, e addirinnando mais
a analyse de um ou dous arligos de
trueces dadas pelo chefe do
rondas.
Eslepforedimenlo do nobre deputado de alta-
ros sorte me lisongeoo,
lado horroroso
nao exisle
lamento d
'ali ?
soube do
no
ludo isto, nao
com dedicaces. c aoi- ry ?^ Por uuo^'n6,,0''.
as localidades, aonde io Sp^SUtoSS
OuricuryL60legtsa:-lheq,'ed'^-
1.^ A,'1 I"'" dt Barros : M,s nobre depu-
lado dis,e ha pouco que elle foi deraiuido no
da 17 de Janeiro : ora o seu assassinalo, srgun-
SSff dnrs P"t.cipa. oes r-niciaes. leve logar
ra ni'4 aV6:0''':0' ""-ha drrido por tanto
m mez da sua demisso para a aua morte -
d onde eu concluo que. aisrtU quandu o governo
nao fosse culpado de se adiar
ell
tcia"rpara'nas!onPUS qUP s!'^d-vio.encnVs com^Sdas"^
para as elle na occasiao da qualilicaco. todava o de-
vra de o ser por nao ler mandado relira-lo d'ali
quando o deiuillio. vislo como o havia deraillido
iie i.songeou. porque parece que o es- or |he coslir no.' .11 "."_oemiltido
.roso da provincia por elle pintado, ou n Sr Ti Vu S "a0 K9^ h-
. ou sr existe dovido apenas ao rogu- dens immi. ^. !','! v '' ~ L "a f"rara as or"
e pedestres cora" o qual por lano lem- radr!?""*"*** d P" elle ser reti-
po se oceupou o nobre depulado na ausencia de 0 Sr livino d, R*,. p
eovornn ^ V.' V Barros : Foram depo s que
governo n soube _do que ello pralicra na occasiao da
fados, que provassem a negligencia do
da provincia.
OSr.Brandao :-Para que estar relacionando ttK'XUi
quizara quo ellas fossam
na
Supponbo. Sr. presidenle. que com islo lenho
respondido ao nobre depulado, quanlo ao que
e a respeilo do Ouricury
os fados ?
Um Sr. Depulado :Ellos sao (aritos! !
O Sr. Brandao :O nobre depulod) est
provincia, v e sabe de ludo como eu Z', V" ,,:sl,,e" U "uricury ; e por isso pas-
OSr. fl de Almeida :-Ignoro que o ter.ham SS !L "!f'"ar V* do seu curso quo
dado fados, que au.orisera as propsir-oes do no- Sr 1f P '09 Mg0CO? de C,broM-
bre deputado rPns"-oos ao no | Sr. presidenle, a casa vio que o nobre doputj-
Anda so demoro., novamente o nobre depnla- i M ir^."'0"103 T '"? podess.c des"
do sobre a grati.icaeo que pereebem os nedes- L'ZZ&LS? -* "?*" ******
i. caorobo, assenlou que o melhor
tender essas autoridades ao 1. sup-
municipal em exercicio daquelle
esle intuito comecou o sen discur-
., orB a grai.ncaeao que porcebem os pedes- policiaes d C
ires pela captura dos escravos fgidos ; eu porm j ,,. o de defen
no.rei o mesmo,j disse o que entend, que c e do jfiz
^^r:^:^^" o de-|rerrao. ?JR
so acorra de (
cipal supplenle em exercicio tinha lamboin o'd-
reilo de processar e prender criminosos, e que
por conscguiule elle lambem era culpado se cm
fenderam perfeilanienle, e o negocio de tanta
insignificancia que me parece nao dever lomar o
lempo a essa casa oceupando-me nutra voz dello.
Se ura grande mal a existencia desse reg-
lamento, so ello talvez se deva o mo eslado
da provincia, nada mais fcil do que acabar
com eile : proponham a sua revogaco.
Tambefi
reito
coost
instruccoes
tre
so acorra de Cabrob, dizendo que o juiz moni-
nao havia essa persegui<;5o aos crinii-
Cabrob
nosos.
Ora. Sr. presidente, esla censura do nobre de-

---------pedes- lem estado seraorc em
a levar a presenca da autondade, o individuo' O "
Sr. f. de
que se lomar suspoiio. yegando-se a dar ronda
infjiaaasu.i hbbro oj motivos de seus actos
quando v. a. for encontrado em um losar m I i.a"-"'-' "" "" vroi: nos o nobre depu-
une sospgei.o. ou quando d" i?d e 'deTr' o obe "^XrJZ??*- *T<* "**
;t exercicio.
Almeida : Se nao tem eslado
esle, bavia de ter eslado oulro.
O Sr. Lrino de Barros: Mas o nobre depu-
se chara
lermo.
Continua
sacojs poB
contra o del
importancia
Urna vcx q
la-hei para d
F, que disse o n
l algura toreefru partido onde se possa escolhcr ?esposla ao d
ii quo sirva de mediador plstico en-1
nao
Ir os dous?
O Sr. Barros Siea :Ha homens que
esli envolvidos nestas lulas. que apresen
O Sr Ai/ino de Afmeida :-Permilla o nobxo! proierlo em
ifinlsrln diin aai duvidA i4a**> k~__ __ -------- *.
Ur s raesra
priedade, A
rolvidas em lulas polticas daquelle
o noure deputado em suas aecu-
a. disseque havam representacoos
ido de ljabrob, e que nenhuma
os deu o cnee de polica.
Temos oulrs proposito inexacta, o que sou
forgado a destruir. Nao existem representacoes
de natureza alguma contra o dolegado de policia
Jos Soares da Mello Avellins: o que exisle po-
rm sao representacoes deste delegado i presi-
dencia da provincia contra o juiz municipal sud-
plenle de Cabrob. K
O delegado queixa-se de que o juiz municipal
se declarou em guerra aberta com elle, e por isso
nao ha criminoso pronunciado por elle que nao
seja despronusiciado por aquelle. e para pruva
acompanhou* sua repfeaentaco de urna lista de
criminosos pronunciados pela delegada, des-
pronunciados pelo juiz municipal. Agorando no
numero delles um dos assassinos do infeliz sub-
delegado Manoel Florentino, de que falln p no-
bre deputado f quem respondo como querendo
por mais esta carga as cosas do delegado.
Se existisserp representacoes contra o delegado
havam de esle* na secretaria da polica, como
esto as quo dizem respeito ao juiz municipal.
Parecc-rae iesnecessario abusar da aitenco
desla illustraja. assembla para me oetupar por
mais lempo com a reputacao das aecusacoes fei-
tas polo nobrp dopntado ao chefe de policia da
provincia, e a* delegado de Cabrob, porque j
disse o quant Jolguei mistar, para convencer a
casa da mprr
ensacos, (II
raembros da
legado daque
Esta assem
prudencia qn
r lencta, e inexactido dessas ac-
dv despeito em que sp acham os
ta do nobre deputado coas o de-
termo.
podo descancar no zelo, tino e
taclensara o actual chefe do po-
lica, o Bear certa que ella procura destribuir
justica recta, p rilar que as autoridades policiaes
abusein.do.seif. cargos para violentaren, o vol
do cidadao.
O chefe de pajicia tem perfeito conhccimenlo
dos negocios de Cabrob, onde tem prenles, e
amigos; e se Mm conservado o delegado, por-
que nao se tajpVdeixado levar por informaces
daquelles, qu Ib tem constituido orgos de re-
>s .Sbriizades polticas.
ou com a palavra, aproveiU-
duas palavras com referencia ao
Reputado o Sr. Dr. Brando ero
P, que pronunciei nesla rasa
projeclo de Bxaco de forca
commcttjdo. ou pretenoer comtnetier um crime
Esta disposico esl muilo de accordo com
aquella do art. 128 do cdigo do processo e com
as do regulamenlo n. 120 que d a qualquer ci-
dadao o direito. do prender e levar a preaenca
da autondede. para assignar termo deseguranca
a todo e qualquer individuo que se tornar su's-
peilo de haver commellldo um crime, ou oue
pretendo pratica-lo. H
Parecejiois que a parle das inslrurres ana-
lysada, nao contraria a lei.
O nobre deputado embirrou com a palavra
prender, esuppoz que o pedestre prenda, era o
juiz que apreciava o motivo da priso. e mettia o
cidadao na cada pelo tempo que bem lhc pa-
reca. r
OSr. Brando: Nao.
0 Sr. fl. de Almeida :Ser conveniente ex-
plicar como execulada a jnstrucco da ronda na
parle argida. Se a priso so elTeclua de dia o
preso iromediatamente levado a presenca do
chefe de polica, ou de outra autoridado, que toma
conheciuaento do facto. e resolve como de lei:
se porm feila de nolle, o preso recolhido
um xadrez, e apenas amanhece procede-se como
j disse.
Um Sr. Deputad:Mas o cdigo do processo
marca os casos em que alguem podo ser preso,
o o regulamenlo aulorisa urna priso que nao
esl marcada no mesmo cdigo.
(Cruzam-se muilos apartes.)
O Sr. fl. de Almeida :-Nao duvrdo que o re-
censura nicamente ao 1. supplenle que pre-
sentemente se acha era extrcicio.
O Sr. fl. de Jlmeida : Foi o que o nobre
deputado fez a respeilo do delegado.
! O Sr. Livino de Barros: Boa maneira de
escapatoria I j
Sr. presidente, eu disse no raeu primeiro dis-
curso que o delegado de polica de Cabrob li-
m sr gUma "orl.e """> Para a fuga de
um individuo que linha sido processado, e preso
pelo jmz municipal: o que o juiz municipal ha-
via levado ao conhecimenlo do governo este pro-
cedimenlo do delegado. O nobre depulado res-
poridendo a osles dous trechos do meu discurso
disse que o delegado nao eslava mais em exerci-
cio quando fugio ease preso ; e quena repart-
cao da polica nao exista essa representaco do
juiz municipal contra o delegado por este facto
Pelo que diz respeilo primcira parte, islo ,
que o delegado nao eslava mais em exercicio,
quando fugio o preso, eu lenho a dizerao nobre
depulado. que verdade que elle j tinha ofTicia-
do ao 1. supplenle para entrar cm exercicio ; mas
islo nao obsta a que elle nao seja culpado pela
fuga desse preso, por isso que elle fugio no mes-
mo da em que o delegado ollcou ao 1. sup-
plenle que eslava distante, da villa 20 legoas.
O Sr. fl. de Almeida : Que culpa leve ello ?
O Sra Livmo de Barros: Tem toda a culpa,
porque este facto mesmo de ter fgido o preso
no mesmo dia era que o delegado otliciou ao 1.
supplenle, prova exubersntemente que foi um
era sustenta^
qolc.ial.
O nobre des
deputado que eu duvide dessasua asserco : du
vido muito que um" Cabrob, no estada em. que
se acham aicounas como pinlou o nobre deputa-
do, se nccuire jm hornero lao. imporoial,. qjue &.
pdi-r
lo abundou as mesmas ideas,
jpundo falln em opposieao ao
cusso: para elle contina a exis-
de segranos de rida, e pro-
o"quadro. luguare, e awdoaho :
te coUJpra?asse"m'as suss asser-
coro ninhanas taes se esleja oceupando a alten-
cao da casa. Se um mal grave, proponha-se a
sua revogaco, o eslao as cousas accomodadas.
Sr. presidente, nao estando em discusse o re.-
gulamento dos pedestres, abusar da paciencia
da casa, eatarmos aqui disculindo semelhanle re-
Kolamenlo, quando temos negocios muito mais
importantes a.tratar.
Findo aqui as reflexes quo'a respeito julguei
conveniente fazer, aguordando-me para quando
lor discutido o referido regulamenlo dizer mais
alguma cousa.
O Sr. Livino de Barros: Sr. presidente
como representante do circulo da Ba-yista, co-
rno natural e residente ali, e por conseguinle in-
formado de (odas as suas necessidades, eu Oz na
sesso passada urna breve exposico da marcha
por que teem seguido os negocios pblicos uas
freguezias de Ouricuri e de Cabrob
Moslrei que os delegados militares, que tem
tido o Ouricury, teom aido a causa primordial
da3 desordens que teem havido ali: mostrei
tambera que em Cabrob existiam as mesmas
deaordeos quo teem havido m Ouricury, e lina
lizei o meu discurso pedindo ao governo que
IL"-?*0 B,es tomasse medidas* conducentes a re-
'"22 -* "c*u.ga *** .O0M e8 deaordens.
. !P*de assim o raeu raco discurso, o
Py* Sr. Pinto de Campos pedio a pala-
Tr\**2**3L;e justificar o governo da provincia,
e ITstMar a essas autoridades policiaes a
quem en de alguma sorte havia censurado ; es-
tava em eeu direito, e nem por isso eu lenho a
menor queixa delle, porque cada qual conta da
fesla conformo Ihe va! n'ella. Eu, Sr. presiden-
ta, argumente! com o que vi. com o que presen-
oeei durante tres mezes que agora passei em
a-Viia. ao pateo que o nobre deputado argu-
mento* com o que lem ouvido dizer, com infor-
maces que talvez-lbe livessem sido ministra-
da ; e porlanlo e publico seaaato'que avalie de
que lido se acha tt verdade, se do lado daquelle
que presenceou, que vio com seus proprios
olnoa, o* se do lado daquelle que ludo quauto
dia e somenia per informaces; e supponho
com dizer islo lenho respondido so nobro
O Sr. Pinto de Campq^jk~. lu na0 {
zo a respeilo dessas desMens, apenas
o governo lomou as Jsovideacias
tomar. I
O Sr. Lino de flipfpl; Nao hav-------------
quem pedase a palavra, Sr. presidente, epen-
sei que eslava lerminp||,jpUqjialio ; mss ten-
do o nobre deputado7t. R0no de Almeida
o mesmo que, com suas ifUerpellases roe havia
arrancado do silencio em que eu eslava, pedido
hoje a palavra, para refutar de novo o meu dis-
X; B e.nd' W era d0 meu "o dever
nal ? fitm M,U d8Co. e foi somonte
par* este m que ped a pslavra.
a #VP.re*denle' \"M io 1U8 o n0Dre depets-
ao, tratando de refutar e parte dp meu discurso
sua
nao tendo o 1. supplenle entrado ainda
exercicio, cumpria a elle vcllar na guarda do-
preso at que o supplenle Ihe otlieiassc auo linha
entrado em exercicio.
O Sr. Correia de Oliveira ; Fados defta or-
dem s com provas.
O Sr. Livino de Barr.is : Eu provo-dizen-
do que o delegado nao se impurtou ept "botar
guardas na cadeis, e que at ordenou fo careo-'
reiro que abrisse as portas da cadeia, o que dei-
xasse o preso andar por fora delta. Ucearas estas
que derara lugar a sua fuga.
Um Sr. Deputado : Islo que carece dfr
provas.
O Sr. Livino de Barros : Bu provo com o
proprio officio do juiz municipal supplente, di-
rigido ao lllm. Sr. Dr. chefe de polica. F' ver-
dade que o nobro deputado contcstou que na
repartirn da policia nao existia esse oflicio ;
roas eu invoco o leslcniunbo do Jionrado Sr. Dr.
Cardoso, juiz munidpsl de Cabrob, qual rin-
do para aqui gozar de urna licenca que Ihe fora
concedida, foi quem Irouxe este officio, e se a
memoria me nao falha, roe disse elle que havia
deixado este officio na reparlico da polica : en-
tregasse elle a quem quer que fos3, islo o quo
nao posso alirmar.
(Ha um aparte que nao podemos ouvr).
O Sr. Livino de Barros : Podia muife bem
ter entregado algum porteiro ou outra qual-
quer pessoa que o estraviasse, ludo pode ser ;
mas o que 6 certa que o nobre deputado n
pode contestar, quo este oflicio veio, tanto as- "
sim que eu tcoho aqui urna copia dello lirada
pelo proprio juiz municipal que o havia manda-
da, e cuja lellra conbecida por pessoas da casa :
eia o oflicio : (l).
Um Sr. Deputado : Como se charo a va o
preso f
OSr. Livinord Marros: Chamavs-se Ja-
cintho P ere ira da Coala.
O Sr. H. de Almeida : Que
delegado.
oi preso pelo
fui
0 Sr. Livim de Barros : Enganou-se,
preso pelo juiz municipal.
Sr. presidente, pela copia do oficio do sup-
plenle do juiz municipal dirigido ao lllm. Sr.
W. cheo de policia, que cu arabei de apresen-
r a casa, jv V. Exc. que eu nao estava le~
vanlando cqatfjJM no ar, quando disso na sesso
passada qudame havido urna representaco dr
juiz municipal, eeea que todava se tiveese dado
at hoje ineaar providencia, e que por conse-
guinle o sobre deputado nao linha razio quan- .
do i pouco disse que eu nao linha um documen-
to que provasse islo.
O Sr. f. de Almeida ;Que provasse o que f
O Sr. trino de Barros : Que o juiz muni-
cipal livesse officiado ao lllm. Sr. Dr. chefe da
poiteiaparticipando a fuga desse preso.
uSMr. M. efe Almeida: A questao consiste
om que cu prove que esso officio nao tinha che-
gado ao conhecimenlo doDr. chefe de polica, e
que porlanlo elle bao era culpado.

II II M\

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> m ., i H
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BWMO DE T^CT^A^mCO. QCjWA FCTU 5 PE ABRIL PE W60.

O Sr. liiiuo de llanos : Lu quuera que o
robre depulado flzcsse a sua dofoza diaende eue
elle nao tinha recebido esse officio, parque clao
u tinha-nie calado a este -cspciio. visto como-o
que sustenlei c anda sustento, foi que elle do t
parti, por intermedio do Sr. Dr. Cardoso. Maso
sobre depulado nrgou que o juiz. ajinicipal :li-
vesse olTniado ao lllm. Sr. Dr. Cheto de polica
ncsle sentido.
O Sr. R. de Almeida : Nao consta da se-
cretaria.
O Sr. Liino de Barros :Bem.se o nobre Co-
pulado se expressa dcsta maueira eu niio trata-
res irais desla qneslo. *
Sr. presidente, o nobre depulado dissu ainda
em eu discurso que o que exislia na secretaria
le polica era una representaco do delegado
de Cabrob contra o primeiro supplenlo do juiz
municipal daquello termo, allegando que nao
jmdia obrar como auloridade, porque todos os
'seus actos oraai contrariados peio juiz municipal.
Sr. presidente, respondendo este aparte do dis-
curso do nobre depulado, seja-me pcrmillido di-
zer, que infelzcs dos habitantes do lermo de
Cabrob, se porventura esse juiz municipal de
jucm falla o nobre depulado niio contrariasse
inulos artos do delegado daquello termo I
Porque enlo ver-se-ha a cada passo sarem
tirados processos monstruosos filhos unir.ameule
la intriga, do odio, do despeito e de planos clai-
to raes.
verdade, Sr. presidente, que esse juiz mu-'
nicipal leni despronunriado alguns processos ;
uias tem feiio por seren militas vezes montuo-
sidades filhas de intrigas, e de planos eleitoraes.
O Sr. It. de Almeida : Para que fallou nos
assassinos do subdelegado de Cabrob, querendo
fazer com isso carga ao delegado actual ?
O Sr. Liiino de Sarros : A que vem esla
pergunta do nobre depulado i O nobre depula-
Jo disse que nao exisliam criminosos em Cabro-
b, cu enlao pergniitoi-lhc pelos assassnos do
subdelogodo Manuel Florentino, que foram os
le quem me lembrci na occasiao.
O Sr. R. de Almeida : Foram despronun-
ciados.
O Sr. titilo de Barros : Consla-me que
cram 12 e s porque un fui despronunriado, se-
giie-se que nao hajain niais criminosos em Ca-
brob ? V. pensa o liebre depulado que allegando
aqu a despronuncia de um dos individuos que
oi indigitadn como cumplice na moile do sub-
deleg*do Florentino vai manchar a subida re-
putadlo que o primeiro suppleule de juiz muni-
ripal de Cabrob tem honestamente adquirido
cutre seus concidadns '.'
O Sr. Liiino de Barros : Sr. presidente, o
juiz municipal supplenlo livrando esse indtriduo
;m recurso, nao o fez por peila e nem por pa-
tronato.
O Sr. R. de Almeida : E nem eu disse isto.
O Sr. Livino de Barros : l.ivrou, porque
examinando o processo desse individuo, nao
achou nelle provas suiricientes ; tanto assim que
nao querendo ello dirigir-se somonte por sua ca-
beca em uin negocio dessa ordem, foi com o pro-
cesso a casa do ex-juiz de direilo da comarca, o
Jionrado Sr. Dr. Joo de Souza Iteis, e como seu
traigo pcdio-llie particularmente que examinas-
te o referido processo, eihe dssesse, se a vista
tlelle poderia elle conceder o recurso a aquello
individuo st-m que dahi Ihe podesse vir algum
losar, alguma quebra de sua integndade. Enlao
i juiz de direilo. depois do examinar o processo
disse-llie que nelle nao liavia prova ncnliuma, e
que elle podia muito bem conceder o recurso co-
10 era de lei.
mullo escrpulo no ajusi" das possous, Je que
(-se -compoe os eorpos de policia Entre ns-e
contrario i sao admitlidos no corpo de.pooia
Individuos, que nao exhibem sufTieienles .prov
-te boa cof)duela.; -que se nao mostram lio -acti-
vos o energiees quanto necessario para que
desempeohem as funecoes, a que se desti-
nara ; individuos, Sr. presidente, vagabundos
ou sem domicilio, que nao tem proftesao, ou
officio. nem renda, nem meio conhecido deeuo-
sislcnria, finalmente verdadeiros reos te po-
licia.
Um Sr. Deputrfdo : Em sua n.aior parte ?
O Sr. Cotuda de Oliveira : Sim.
Em min ha comarca, Sr. presidente, este ve
destacado infelizmente um lente do corpo de
policia, que chamou para esse corpo quasi todos
os individuos, que all baria, lias condiees
ditas.
Em Muribeca foi perseguido Joo Vicente
Ferreira, na occasiao de vender com Jeronymo
Joo de Oliveira cavallos, que hadara furtado
em Goianna. O primeiro pbudc fugir, o segun-
do foi preso, e ruorrcu de varila na casa de
detencio.
Queris saber, Seuhores, o que fez Joao Vi-
cente Ferreira, quando se vio livre da polica
de Murbea ?
Eu vos digo. Trazia urna carta do tenenle,
que enlao commandava o destacamento de Goi-
anna, para ser admittido no corpo de policia ;
o, gragas lal recommendago, o laJro de ca-
vallos converteu-se em soldado de polica, sem
a menor diffieuldade !
Uu Sr. Depulado : lato prova um fado.
O Sr. Suuza Carvalho : Mas quem recru-
ta para o corpo de policia sao as autoridades
da confianga do Sr. chefo de policia d'accordo
com elle.
O Sr. Correa de Oliceira : Nao ha recru
lamento para o corpo de policia, ha ajuste. Se
o nobre depulado esl mais adiantado do que eu
nos nego?ios da Fran;a, mostra-se atrasado
nos negocios da provincia : una compensa-
cao. ( riso J
O Sr. Sonsa Carvalho : Mas o nobre depu-
lado disse que tinha sido recrulado.
m i mimoso e ujusiitica-vel, e pelo contralto
mi ilo rozoavel a dispesicao ciUta lo regula -
minio.
Singoem pode suppor que o senfcer lo um
es;ravc ugido se recuse a pagar a algMsso Ira-
balho, que leve para-captura-lo.
nao liverem inaior peua, do que u deseis mezes
de prUao, ou desterro para {ora da comarca, po-
deri o-fio livrar-sti sollo....
O Sr. Barro de' Lacerda :~Eo ser condu-
zido .priMo.
06r. Correa de Oliveira >Espere um pouco.
1

ITT
i j
Os pedestres nao sao obrigados i esta er-i O que-onsjituicao eslabelece no artigo que ci-
- tei.-est repetido no artigo IQO do codio do pro-
cesso criminal.
O Sr. Soica Reii : Torcm elle nao era mais
juiz de direilo da comarca.
O Sr. Livino de Barros : E' verdade, elle j
tinha sido removido para a comarca do li.
Avista, pois. do parecer de una auloridade
como a do Sr. Souza Res, magistrado probo o
honrado loda prova, o juiz municipal conce-
leu o recurso que lhe lora pedido, l'oi tanto, Sr.
presidente, j ve V. Exc. e loda a casa, que o
nobre depulado com a allegaeo deste fado nem
jiode defender as autoridades policaes de Ca-
brob, e nem larnbcm manchar u repuiacao des-
se juiz municipal.
O Sr. T. de Almeida d um aparte que nao
podemos ouvir.
O Sr. cuto de Barros: Em sumina, Sr.
presidente, cu podera levar esla dsetissiio mais
adiante, mas como o nobre depulado nao con-
testen noiiluim dosoulros fados por mim apre-
sentados, por isso vou sentai-me pedindo des-
culpa a casa dea haver niassado lauto com urna
Jisr.ussao lo f.isldiosa. (Nao apoiados).
O Sr. Correa de Oliveira : Sr. presidente,
a ueccssidade de cxplicar-me a respeislo do um
incidenle, que se deu nesta discussao, me foi-
cou a pedir a palavra ; e j que a lenho, oceu-
parn\p-hei primeiramenle do alguns pontos,
sobre os quacs teem versado os debates.
O nobre deputao pelo distiielo eleiloral da
Boa-Vista, iniciando a distyis&o do projeclo,
que Gxa a forra policial para o ai.no futuro,
Jisse que o corpo de polica, com vicios radi-
caes em sua organisacao. lem uina existencia
quasi nominal, e nao presta os bous servidos,
paraos quaes manlido com grande parte" do
rendmento da provincia.
Emendo com o nobre depulado, que ha na
verdade um grande vicio na organisacao do
corpo de polica ; roas nao enlendo, como mu-
tos dos meus honrados collegas, que esso vicio
consiste em ser o uiesmp corpo militarmente
r^auisado.
A diversa organisacao dos eorpos de policia
las grandes cidades parece indicar, quo til
tnuilo depende da ndole, usos, n coslumes dos
respectivos habitantes.
A polica em Londres toda civil ; quatro mil
homens sem nenhum dislinctivo mililar, e
apenas munidos de um pequeo basto com as
orinas de Inglaterra, exercem na cidade, a mais
vasta e a mais populosa da Europa, urna policia,
a mais activa, a mais rigorosa e elcaz
Em Paris, a par de urna polica secreta par-
ticularmente dedicada prevenco, e cuja base
5 a cspagem, ha a policia propriamcnle repres-
siva com urna organisacao perfetainenle mili-
tar. N'aquclla grande cidade o corpo de Gen-
darmes niaa deixa a desejar.
O Sr. Soma Carvalho : Nao lia mais Gen-
Jraes em Paris a polica est exactamente
como a de Londres.
O Sr. Fenelon : Exactamente.
OSrv Correa de Oliveira : A mudanca
ova? .
*>Sr. Fenelon : Sim, Seuhor.
O 6r-i Correa de Oliveira : Acceitom os
nobres debutados os meus parabeus por esla-
rcm mais adiantados do jue eu ; agradeco-lhes
crdialmento o lico.
Dos livros, que lenho, ainda nao coosla hile-
ra gao da policia em Pars ; agora qu sei da
Kincco do corpo de Gendarmes ; mas, nao obs-
taute urna tal mudanca, posso argumentar com
os bons servidos d'esse corpo, em quanto existi,
para chegar concluso, que me convem.
E se na Franca adoptou-.se ltimamente como
nielhor a policia ingleza, na Hespanha succedeu
o xinlrario.
Os ilespaohoos quizeram experimentar a po-
lica ul como organisada em Londres.
Instituirn) os terenos, imitagao dos police-
nten inglezes ; mas nunca obliveram um resul-
tado satisfatorio, careceram sempre do exercilo,
CAinseguintcmenle esUbelccerara a guarda ci-
vil, corpo nmeros, militarmente organisado,
mas sem luxo, o sem a apparencia e o garbo da
amiga policia franceza.
Em Lisboa a policia tem organisacao mililar,
e presta muito bons serviros.
Do que lenho dito, dos exemplos citados, con-
cluir* todos tominigo quo niio da organisa-
cao mililar. ou civil da policia, que depende a
sua bondade.
Entre nos, lenho para mim que se nao tirara
vanugem de urna policia civil ; por quo o nosso
povo, por que a genio, sobre quem tem de recair
a aeco da policia, respeila primeiro que ludo
a tarda, e conlero-se mais pelo temor do emprc-
go das armas, com que anda o soldado de poli-
ca, do que pelo respeilo o obediencia, que se
leve a le, a autoridado e aos seus agentes.
Mas em que consiste o ricio, que-eu rcconlieco
na organisagao do nosso corpo de policia 1
Sennores, senos poizes de que allei ha diver-
gencias quanto a organisag.io das forcas policiae*
ha uniformidade em um ponto : na escolha ri-
gorosa dos individuos, de que se compem essa*
torgas. ~
. Os quatro mil homens, de que se cempoe
policia de Londres, sao escoltados da claase dos
ofliciaes inferiores do eicrcito, e.d'entre os ci-
Jados de bo* conduela povada.
Os Gendarmes cram tambem escolhidoe pela
roaior parle do exercito, e como urna recompen-
sa de bons senigos, e de orna conducta exeni-
Slr.
JJm Sr. Diputado j Has olhe que quando
vao para o exercito nao ao exigem essis provas.
,0 Sr. Lorria. de Qliveir* : Que importa ?
no exercito mostrad-se bons ou mo e. depois
sao aproveiUdos conoimc a onducl' que ten
Em Portugal na iiespanha ha egunlteal*
O Sr. Crrela de Oliveira :Anda nao usci
d'esse lermo.
O f.iclo, que cite, Sr. presidente, e o que se
pratica lodos os das no ajusto dos soldados de
policia, prova o nenhum escrpulo, a reprehen-
sivel facilidade, com que so assalariados para
garantir nossi vida e a nossa propriedade, para
iiiauter a ordem c a Iranquillidade publica, c pa-
ra reprimir o crime individuos, que nao merecem
couiianga, e que certamenle pelas condi;es, em
que se acham, nao podem desempeuhar tan irti-
poi tapies funecoes.
Explicando-mo as-iitn, eu devo confessar. Sr.
presidente, que para se completar a Curca lixada
lodos os anuos por esta assembla, nao* possi-
vel drixar de haver alguma facilidade c pouco es-
crpulo no ajuste dos soldados de policia.
S poderla haver escolha escrupulosa, se a po-
lica fosse entre nos, como na Inglaterra na
Franca, e em oulias naces, generosamente paga.
Infelizmente isto nao pode suc ler. Com os pe-
queos recursos da proviucn nao po.-sivel pa-
gar bum os serviros dos soldados de pulida. Com
o exiguo sold de mil ruis diarios nao so pode pre-
tender, que a torca policial seja coaiposla de bous
soldados, e enireianlo a pioviucia pi^cisa d'illes
em grande numero
O que faremos nos? Como provereraos to
urgenlc necessidade ?
Eutende o nobre deputado pelo districto elei-
loral da Bua-Vista, culeudo eu com elle, quenas
vi ;o, inteiramcnlo particular ; mas a vida, ijue
k.am, habihta-eapera fazaram fcilmente, sean
piejui/o doserriipoipublico, esse ou I ro psriicu-
Ur e justo que lenham urna retribuicao.
1'" undado asetea principios, o regula me o lo es-
ta belece a laxa de um tal servieo ; isto faz um
tu noticio aos douos de escravesfgidos, pondo-oa
A salve das exigencias excessivas e dezarrezoa-
144, que costuniavoin fazer es capilet de caa*~
p<. e que fazcm quaesquer individuos, quando
C( pin rain os eseravos fgidos.
O rcgulameuto pois, muilo faroravel aos
dimos de ecravos, nos quas nao se faz extorsao
alguma ; porque n5o se lhos pede para o pedes-
tre, senae urna retribuigo a que ellos nao se
o.ipem, e que muito inferior que teriam ou-
tros individuos, que lhes preslasscm egual ser-
v go.
Nao deve haver temor de abusos praticados
p;los pedestres ; porque contra estes pode qual-
q ter cidadao quexar-se ao chefo do policia,
din certeza de haver a conveniente correegio.
Porque motivo, pois, se combate com lana
vehemencia urna disposigao do regulamento,
que alm de nao ser injusta, nao lem importan-
cia, ou lem muilo puuca ?
A **gnda iiionslruosidade esta no 9. do
art. !, do regulamento para as rondas. Em vir-
l ido deste paragrapho a ronda tem obrigadio de
prendpr as pessoas, que frem encontradas
correndo, ou paradas po' muito lempo em um
1 igar espreilaiido casas, so acaso essas pessoas,
cepois de interrogadas pelas rondas, nao derem
tazao sutficieute do seu procedimento.
Leudo estas palavras, cxclarnouo nobre depu-
lido: o pedestre foi elevado altura de juiz ;
lem de julgar das razes, que oscidadaos deveui
Car nos casos previstos no regulamento !
Eilo, nccresccntou o nobre depulado, 6 mons-
truoso e irrisorio.
O Sr. Brandao : Niio foi tanto assim.
O Sr. Corren d'Oiiveira:Creo ter repelido
ns palavras do honrado deputado Perdoe-me,
re exagero. A hyperbole urna figura favorita
de muita gente.
O Sr. Brandao : Nao soja hyperbolco.
O Sr. Corren d'Oiiveira : Sigo o cxemplo de
nuita gente boa mas hei de corrigii-me, por-
que o nobre depilado niio quer que eu o
imite.
O Sr. Brandao :Enlo cu sou hyperbolico ?
Agora c que sei.
O Sr. Correa de Oliceira :Sr. presidente, lia
duas hypoiheses no paragrapho era discussao.
Se os pedestres encontrara alguma pessua cor-
rendo, rae parece que lera bora fundamento para
acre(|itarem, que ella conimelleu algum crime ;
que \jgc da policia, ou da porseguicao do indivi-
duo quem offendeu : e al nicsmo que per-
mente para dizer o quo sabe, para
O artigo 37 da lei de 3 do dezerabro de 18fl
ampliou essn disposicao aos crimes de que trata
e artigo 12 7 do dito cdigo, e ao raesmo lem-
po exceptuou es ros, que forem vagabundos ou
ou sem domicilio.
Os crimes comprelun Jidus no artigo, a que se
refere a lei das reformas, sao osseguioles (10):
i. As contrareiises as posturas das cmaras
municipios :
2." Os criroes a que nao estoja imposta pena
maior que a multa at cem mil res, prisao, de-
gredo, ou desterro al seis raezes, com mulla
correspondente melado deslc lempo, ou sem
ella, e tres mezes de casa de correccao, ou ollici-
nas publicas, onde as houver.
Nao ha divida quo era lodos estes crimes o
reo pode livrar-se sollo, excepto o quo for vaga-
bundo ouxsem domicilio.
Mas veja o nobre depulado o fundamento da
disposigao combatida nos artigos 131, 132 e 133
do cdigo do processo.
O Sr. Brandao ; Nao est.
O Sr. Correa de Oliveira :Tenha a bonJade
de ouvir,
O artigo 131 lulorisa qualquer pessoa do povo
e obriga os ofliriaesdojustiga a prender o levar
presenga da auloridade competente qualquer
que for encontrado cornmellendo algum delicio,
ou era quanto foge perseguido pelo clamor publi-
co ; e declara que entcnder-se-hiio presos em
flagrante delicio os que assim forem presos.
artigo 132 determina que o criminoso preso
em flagrante soja interrogado pela auloridade,
cuja presenga for levado, sobre as argugoes que
lhe fazcm o conductor e as lestcmunhas que o
acompanhnrein ; e manda dislo lavrar lermo por
lodos assignado.
O'artigo 133 diz que, resultando do interroga-
lorio srispeila contra o conduzdo, a auloridade O
mandai por era custodia era qualquer lugar so-
guro, que para isso designar ; excepto ocaso de
so poder livrar solt, mi admillr lianca, e elle a
dr ; e proceder na forraago da culpa, obser-
vando o que est diaposta na lei.
Ora, Oj regulamento no 13 manda prender as
pessois, quo esliverem commettendo qualquer
crime, ou iufraegao de posturas ; logo manda
I prender em Sagrante delicio.
Como se v d artigo 133, pode ser preso em
! flagrante o delinquen le, raesmo no caso de se li-
| vrar sollo, para ser interrogado ; o que nao pode
ser mandado para a priso depois do interroga-
, torio.
E'descobre-se fcilmente a razio justificativa
de tal disposigao. O legislador quiz que se nao
perdesse um encellante raco de ser instruido o
processo, avaliando devidaraenle a importancia
O Sr. Souza Carvalho :-Pcco a palavra.
O Si. Correa de Oliveira :-Declaro que es-
lou promplo para entrar com o nobre deputado
na apreciacao da conduela das autoridades de
Goianna, que lem sido lao calumniadas, Desojo
principalmente qne o nobre depuUdo.su explique
cora franqueza a respeilo do aclual delegado de
policia, que, como sabe, meu prenlo, meu cu-
nhado, e amigo intimo. Diga o nobre depulado
o que emende sem reservas. Isto ser um acto
mais louvavel c mais bonito, do que o que ou-
lias pessois i ralicam, indo diariamente s se-
cretarias da presidencia c da policia dizer mexe-
ricos, intrigar e calumniar.
O Sr.. Souza Carvalho :Que
narrar esse Lda^roeiiMa^o pouco respeilo que ainda se tem
' lei.
Passaiido oeewpw-seiaro actual systema de
puiiigao c julgameiilo daspracs do corpo do po-
lica, Considerado fnfbnveTrierite e inconstitucio-
nal pelo orador que encelou a discussao, pede
permisso para aparlar-se de suaopiniao: qne
nao sendo liquide e queslo d* incoualitNatoDeci-
dade, pois nao lem ido tambem o da organisa-
cao o pagamento do corpo de polica pelos co-
fres proi incisos, entende que so os poderes ge-
raes do estado teem assentido no faci constante
de julgar-so a assembla provincial competente
para organisar, pagar, e dar attiibuigoes ao cor-
po de polica, e alem disto al para prescrever
Souza Carvalho :-Que pessoas sao "^fdf reformas dos que neile servern. nao
essas? r e muito que livesse auiorisado a cenfeegao do
O Sr. Correa de Oliveira :-Nao sei. O nobre' ^"^e.nl" q" ,aue'e novo systema de tal-
rniihee.'-' gamenio recorda queem um dos annos anterio-
res foram demonstrados de um modo muito ex-
depulado nao as conhece
O Sr. Soasa Carvalho: bom dizer.
O Sr. Correia de Oliveira :-0 nobre depulado K^.r^^Oe'p.Sde'S
nao igno a que se tem procurado desacreditar as I glli^, ae sujelar as su as oraras* a
raana edeS ,de ""*< ^ lJS d,M ** i Cf- < '".VVV; Ts,
^n;;nc',ul!r q,e Uma ,ha U "i ren,ov'^ '. os soldados do exercito e ao mesmo sy
tra responsbllisada, c oulras, finalmente, demil- processo. e se enlo a assembla julgeu
Em outubro do anno passado o delegado sen-
, lia-se incommodado, e desejava ser deinilldo ;
; j tinha feilo o oficio, pedindo exoueracao do'
cargo, quando os tnimigos do nobre depulado,
serviudo-se do seu nome, espalharam em Goi-
anna a noticia falsa desuademisso, e al diziam
quera o havia de substituir.
A vista de um lal boalo o Sr. Dr Jos Igna-
cio resolveu nao mandar o officio que tinha fei-
lo; porque ouieiiile.il muito bem quo a sua de-
missao devia exprimir clara e posilivaraenle o
tim, que se lhe attribuia ; porque enleudeu que
deva esperar a piova da grande iutluencia do
nobre deputado na realisa^ao da promessa, que
seus amigos linham.
Conseguir 0 nobre deputado fcilmente a de-
ruisso do aclual delegado de Goianna, mostran-
do as suas fallas, cxbtUiudo os fados, que o des-
honrara
Vislo queja pedio a palavra......
O Sr. Souza Carvalho :Huide fallar, c dizer
o que enlendo.
O Sr. Correa de Oliveira:Espero com a
raaior calma c paciencia o discurso do nobre de-
pulado. e responderei como poder.
Toulio concluido.
(V'ozes: multo bem; muito bem.)
l'ni Sr. Depulado: Pura mi ni nao est expli-
cada a fuga dos presos.
O Sr. Oitirana :Eu nao fjqnei satisfeito com
a explicacao
O Sr. Sonsa Carvalho:(Nao resliluio seu dis-
curso.)
O Sr. Correia de Oliveira :(Daremos em ou-
Iro numero.)
Dada a hora, fica a discussao adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do da e le-
vanta a sesso.
presso es grandes inconvenientes quo resulta-
eiua, antes se-
jeilar as suas praeas serem julga-
ao sujeitos-
systema de
_u dever sa-
nar semelhante mal, aulonsaudo a confcegao do-
regulamcnlo que lioje vigora.
Observa finalmente que teiia de fallar sobre as-
censuras feilas ao regulamento da companhia de
pedestres se ja nao o tu esse precedido O Sr. Joto
Alfredo e dito lauto quanto era bastante ; mas
que nao pode dcixar de entender que o regula-
mento nao mo, pois sendo o sen impugnador
dotado dciiilelligencia e illuslraco. apenas no-
lou no exame que fez tres artigos cujas disposi-
ces censurou ; e sendo-lhe respondido em apar-
te que oulros mullos havia para apiesenlar. con-
cluio observando que nao pode arredilar que es-
se honrado menibrocensurarse seno aos artigos
que julgasse mais inconvenientes, e que se sobro
esees a censura foi to iuiprocedente muitos mais
| oscria respeilo dos oulros que n.lo foram iu-
dcados.
[Cunilna)
HEV1STR DIARIA.
seguido pelo clamor publico. Em qualquer um j das respostas do reo preso era flagrante sobre as
desti's casos necessario que a ronda interrogue argui:es que llie fazera o conductor e as lesle-
o individuo, que se torna suspoto pelo fado de miiiilias. na presenga da auloridade.
correr. O regulamento nao exige que elle seja Era vista do quo
ge que elle sej
preso independenteraentc de quaesquer averi-
guagdes ; d aos pedestres, que em gcral sao
homens de conflanca, e lodos responsaves pelos
abusos que conimetlerein, o direilo de inlerro-
garcm-no, para que nao passe impunemente por
ellos um individuo que pic at oslar era fla-
grando delicio.
Um Sr. diputado : O cdigo exige que soja
que a
truid;
circunstancias, em que nos adiamos, cumprc di- perseguido pelo clamor publico.
ininuir o uumeio dos soldados, e augmeular-lhes
o sold.
S deste modo podero ser assalariados bons
cidadus para o servigo da policia. Antes poucos
soldados bons, que inultos como, os que temos
preseuleraeiile.
Voto, pois, pela emenda do honrado Sr. Io se-
cretario, porque a que fixa urna furga menor, e
volarei pelo augmento possivcl do sold.
Em mirilla humilde opinio, esta dilliciildadc
cora que luamos para a lixagao de una forc po-
licial suliciciilc, o capaz de invitar bous sorvigos,
provera fie uma m interprelaco do aclo ad-
cional. E sempre com espauto que eu odco o se-
guinte argumento : a todo o direilo corres-
ponde um dever: as asseinblcas provinciana lem
o direilo de lixar a forca policial, logo lem o de-
ver de pagar os seus servaos.
Conesso que linda nao pude comprchender a
sublimidado e o valor, que ligaru este syllo-
gismo.
E nao considero mais valioso csl'outro argu-
mento :
Se as assembtas provinciaes (dizem os de-
fensores da interprelaco, que repulo errnea) ti
v esse ni o direilo do lixar a foiva policial, sen
a obrigaeo de sustenta-la. gravariam os cofre:,
ge raes coiu despe/as excessivas para svem sus-
tentadas forcas policaes supcrlluas.
Este .irguuieiito lira a sua procedencia da pos-
sibilidade do abusos, com os quacs nao licito ar-
gumentar : e taes abusos leiu o seu conectivo no
proprio aclo addicioual.
As asscuiblus provinciaes fixam a Torga de po-
lica sobre informadles dos presidentes da pro-
vincia. Estes, delegados do goveino geral.naj
podem concorrer para o grvame dos cofres ge-
raes; e nem se deve presumir que as asscmblas
por mero capricho, se desviem de suas informa-
ces quando sojam fuudadas
O Sr. N. Pottella : E o presidente tem a
Sdncgo.
O Sr. Correia de Oliveira : E verdade.
Sirva o que acabo de dizer de um protesto con-
tra a pratica abusiva do ser paga pelos cofre s
provincioes a forca policial, nao sendo a despega
respectiva, porsa nalureza, e nem pelo aclo ad-
dicional, do numero das que compotera pro-
vincia. Enlendo quo ae deve reclamar contra
scmelhanlc pratica em bem da provincia ; e darei
sempre o meu voto em favoi de urna e muilas r-
clamagcs n'este sentido.
Sr. presidente, os oradores, que rae precede-
rn), fallaran) a respeilo do estado da provincia
no tocante repressao do crime, e seguran a
individual. Eutendem uns que temos nielhori-
do; enlendem oulros que nos acharaos no mes-
rao oslado, se uo temus peiorado.
O nobre deputado pelo districto eleiloral la
Boa-Vista, a quem ten no a honra de responder,
explicou-se n'este ponto de um modo menos fi-
voravcl adrainislrago policial.
O honrado membro nao aecusou direelamerte
o chafe de polica, nao emiltio claramente o s?u
juizo a respeilo da adminislrncao da provind i ;
mas, abundando om muilaecoiisideraees no sen-
tido de mostrar, que mo o nosso estado, paio-
ceu recusar s pessoas que se acham a freuto do
governo provincial a jusliga, que lhes devid3,-
parecou pensar, que ellas devem mudar de cen-
ducta, para que nos melhoremos.
Um Sr. Depulado: Enlao censurou-os.
OSr. Correia de Oliveira :Nao foi oirecli a
censura.
illa alguns apartes.)
O Sr. Correia de Oliveira:Drci sobre este
ponto multo pouco, mais direi,-Sr. presidente, o
que est de accordo com uma convegao lo .Ir-
me, tao profunda, quanto desinteressada
Enlendo que a provincia de Pernambuco nun-
ca leve afrente do seu governo dous homens,
que melhormenle curapritsem os sus de re-
res.
O inlegerrimo magistrado, que dirige n policia
ililficilnienle poder ser imitado na ausloiidate e
inllexibilidade com que perseguo os crimino-
sos.
Em que lempo vimos nos to grande *nurr ero
do prisoes?
Em que lempos policia penetrou, como pre-
sentemente se v, lodosos anlros e escondijos
de criminosos, para (azor jusliga publica o gran-
de.servigo de puul-los?
Creio, quo se nao pode negar muitos louv>res
a um magistrado, que procede de um modo lo
glorioso, com tanta reelidaooonergia.
Enlendo que nao tem fundamento a opiniao
d'aquelles que dizem ser o mesrao, seno peior o
nosso. estado.
iiesumo o que tinha a dizer a respeilo desea o-
piniao infundada, declarudo quo aeccilo plirro-
mepio o conceilo pessoal, que faz do aclual she-
fe de policia, o nobre depulado pelo districto de
Flores, bem como o Juizo impardal e verdad?iro,
que elle emiltio cerca ni estado da prov nVia
Apoiaiiaa.)
Pwsa/ei,agora o rasponJer aparte do discurso
do nobre depulado, na qual elle Iratou do i rc-
gulamentoe para a ewnpaahia de pedestres x pa-
ra as rondas dos mesmos.
iO nobre nepiUjid^fallando em zeral cimlra
taos regulamentos, cfcrou que elle* coutm
erdadeiraa moatirwmieaea. E, passanco a
espeertcar, e a provar essas- monstruosidades,
eetMde.u, que primeira est no 8 3." do art.
. *) refulameiite ; isto entendeu,! lado.
O Sr. Correa de Oliveira : verdade : mas
o el imor publico pule estar um pouco distante,
de modo que nao seja ouvido pela ronda, quan-
do a possa, que corre, passar por ella.
Em lodo caso, seuhores, um individuo, que
assim procede, crea suspeilas contra si ; e nada
mais simples do que exigir-se, que d o motivo
do seu acto suspettoso.
So elle pelas respostas que der, nao destruir,
e polo contrario confirmar as suspeilas ; se elle
revular-sc criminoso, justo que soja preso.
O Sr. Brandao : Quem o juiz ?
O Sr. Correa de Oliveira :Eu respondo Se a
inconveniencia, a injusga, ou monstruosidade
do regulamento consiste, como pensa o'.nobre
deputado, em ser o pedestre o juiz da razo sufii-
cienlc ; porque un? individuo corre, ou est pa-
rado n'este ou n'aquelle lu?ar; cu lhe direi que
peior seria sujeilar o individuo em lal caso a ser
levado presenga da auloridade policial, poden-
do esta nao ser encontrada, e podendoHn indi-
tas oceasios soflrer por mais tempo. essa espe-
cie de priso um cidado innoceyie, de quem
uma s palavra poderia ter tranquilizado a runda,
e removido todas as suspeilas. )
Dcinais, seuhores. o pedestre unr homem de
confianga, o nao um inimigo de todos os ci-
dadus, de modo que, tendo tal atlribuico, use
d'ella mal contra olles.
O Sr. N. I'orlella :E est sujeiio correc-
coes.
O Sr. Correa de Oliveira : E' verdade. Se
prulicar.abusos, ser punido.
Vamos outra hypolhese :pessoas paradas
por muilo tempo em um lugar espreilaudo
casas.
Nesle easo me parece que o procedimento, a
que o regulamento obriga os pedestres, egual-
niento juslilicavel.
Um individuo, qua est parado por muilo
te upo era um lugar espreilaudo casas, indica
querer praticar algum furto, roubo, ou oulro cri-
m ; indica esperar quo os seus co-reos vellora ;
parece ser o espa, que tem d'avisa-los da ap-
proximagao da polica.
Em qualquer deslas hypothcses o ptocediuicn-
to aulorisado pelo regulamento tem por fimou
que seja punido ura criuie, ou que seja preve-
nido.
que monslraoso ter o pedestre pela eaplma de
cada escravo fgido eineo a viole mil ri? ne-^
gundo n rjifficuldade e risco da copturs.
Entende, Sr. oMjdeole, que hoge de ser4
Se s autoridades policaes compele, em vista
do art. 4. .(.> da lei de 3 de dezembro de
1811, vigiar e providenciar sobretodo quo per-
lence prevenco dos delictos ; me parece que
o disposigao do regulamento nao pode ser com-
batida, quando tem por fim prevenir delictos, o
muito menos, por outras razes, que lodos sa-
b;m, quando manda prender delinquemos para
serem devidamcnle punidos.
(Apoiados.)
O 12 determina que as rondas prendara as
pessoas quo recusarcm prestSr-se, sendo neces-
SJrio. s indagaces policaes.
Ainda nao ado razo no nobre depulado,
quando pensa que esla disposicao contraria
aos principios, que garantem a libcrdade'iiidivi-
dual, a que autorisa o pedestre a excrcer um po
der descricionario para insultar e.iniriar a qual-
quer cidado.
Seuhores, enlendo que esta disposicao so dc-
fende com alguns dos fundamentes, em que so
basea a disposigao do 9.
Um individuo que se nao presta a certas inda-
gages policiaos, que nao responde certas per-
gunlos, conformo as circunstancias em que so
acha, indica ser ura criminoso ; indica ser inte-
ressado na ignorancia de quem s ura crirae que se investiga ; moslra estar mais
ou menos ligado a elle.
Nestecaso a policia deve ter algum meio de
:oacgSo, para bler as informagoes, de aue ne-
:essila, ou para serem confirmadas, ou destrui-
das as diiidas e suspeilas, que contra si crea ura
individuo que se obstina em 'nao responder s
perguntas que lhe sao feitas.
O regulamento est neste ponto fundado em
lei clara, quo manda punir tal desobediencia.
O nobre deputado, dando a esla disposigao do
regulamento.urna extensao que ella uo'leio, in-
terpretando-a de um modo que me nao parece
razoavel, lem apprehenses exagoradas, e pensa
que em virlude de uma tal dispusigao, pode ser
preso o proprio presidente da provincia.
Um Sr. Depulado: Ahi nao se faz dffe-
renga.
O Sr. Correia de Olireir.a : Descubro-a eu
por uraa interprelago desapaixooada.
(Ha um aparte.)'
Eu exprimo a minha conviego ; nao costenao
fazer defezas forgadas.
O Sr. -Gitirana : Tanto assim que o Sr. sq-
gundo secretario pensa com o nobre depulado.
O Sr. Correa de Oliveira :O nobre depulado
pelo districto da Boa-Vista combateu em ultimo
lugar o 13 do regulamento para os rondas de
pedeajres ; porque em virlude delle devem ser
presas as pessoas, que esliverem commettendo
qualquer crime, ou iufraegao de posturas
Disse o nobre depila'do que smelhahle dispo-
sicao do rcgulamcnlo .iajusla ; porque ha cri-
mes,os do que falla o artigo 179 9 da cousti-
tuico, nos quaes os reos se podem livrar sol-
tos : e por quera posturas, cuja infracgao nao
c imposta pena de prisao.
De teda a argumentado do nobre deputado S
este o-ponto, que mais.fcilmente p^le ser.xeu-
quo acabo de dizer. me parece
argumenlago do nobre depulado est dos-
; porque prove cora a lei na mo que
nos crimes do que Irala a conslituieo no artigo
179 9,em urna palavra, em lodosos crimes em
que o reo pode livrar-se sollo, legal a priso
em bgranle para se proceder ao interrogatorio
exigido pelo artigo 132 do cdigo do processo cri-
minal. (Apoiados ]
O Sr. Brandao : Ha uma confuso da par-
te do uobre depulado, porque conlraveiico nao
crime.
OSr. Correia de Oliceira:Muito bem. O no-
bre deputado j nao faz queslo dos crimes de-
elaradcs no art. 179 9 da consiituigo, e nos
arigos do cdigo do processo o da lei de 3 de
dezembro de 1811, por mim citados. Sua ques-
illo limita-se s iufraeges de posturas.
Scnhores, os conlravcncds s posturas das
cmaras ruunicipaes sao factos processidos cri-
minarmeiite o julgados. como lodos os crimes
igualmente mencionados no art. 12 7 do cdigo
do processo. Sao factos em que o reo se
livrar sollo, como os oulros do que tratara os
mesmos artigos e paragrapho.
A razio, que ha para ser preso era flagrante o
autor de ura dos crimes comprehendidos no art.
12 7 do cdigo do processo, ha para serem
presos no mesmo caso os infractores de postu-
ras: a conveniencia de nao se perder ura im-
portante fon Jmenlo,para o processo.
UmSr. Depulado : Contravengo de posturas
nao crime. O nobre deputado esl orgumen-
lando bem ; mas trata-Si de uma hypolhese dif-
ieren te
Oulro Sr. Deputado:A argumentarlo nao
procede para o caso.
O Sr. Correa de Oliveira : Perfeitaraenle.
[Apoiados.]
O Sr. Brandao : Seria preciso provar que
conlravcngo crirae.
O Sr. Correa de Oliveira :T expend as mi-
nhas ideas.
Sr. presidente, lendo-mo explicado a respeilo
de lodos os pontos, sobro os quaes versou a dis-
j cussao do projeclo, que fixa a forga policial ;
| direi agora ipialro palavras, quatro palavras d-
menle, sobre o incidenle, que me chamou tri-
buna.
Quando o nobro deputado pela Boa-Vista di-
zia, que o corpo de policia lem uma existencia
quasi nominal, e que nao presta bons servicos,
o honrado Sr. segundo secretario disse enlapar-
le, que os presos da rada de Goianna fugiram
por causa da insulficiencia da forca, que est
destacada n'aquella cidade. Eu em'oulro aparte
disse, que a fuga de taes presos leve outras cau-
sas. Esle pequeo incidenle deu lugar a um
convile da parlo do orador c do oulros senho-
res depulados, para quo nos explicassemos. Nos-
sa occasia se disse que havia mysteiio.
Um Sr. Deputado :Pareca haver.
O Sr. Correia de Oliveira : Vou descortinar
o mystcrio ; e fiquem todos sabeudo quo para os
negocios de Goianna s desojo franqueza e pu-
blicdade. (Apoiados.)
Um Sr. Depulado :Do toda parle.
O Sr. Correa de Oliveira :Mas eu trato dos
negocios de Goianna, que rao interessara parti-
cularmente.
Um Sr. Depulado :A todos.
O Sr. Correa de Oliveira :Eu declaro quo oc-
cupo-me mais us negocios do meu circulo, c
que, 3em ser indifferente ao bem das outras, in-
teresso-ine principalmente pelo bem da minha
comarca.
Lm Sr. Deputado:Isto nao ser ogoismo ?
O Sr. Correa de Oliveira : Nao Vamos
explicago da fuga dos presos, descortinemos o
mysieno, que suppem haver alguna dos meus
collegas.
Sr. presidente, a commisso, que se encarre-
gou em Goianna de preparar aposento e hospeda-
ge ra para S. M. o Imperador, na couformidade
dos desejos manifestados pelo mesmo Augusto
Seuhor, tralou de preparar a casa da cmara mu-
nicipal, que por cima, da cada.
Representou-9e ao governo a necessidade de
mandar remover os presos, e ellos foram removi-
dos incontinente para esla cidade.
Desoccupadas as prisoes, todos' os movis da
comarca foram guardados ncllas, sendo que pa-
ra isto foi necessario quebrar a corrente, que
segurava a porta da priso principal.
Depjis da visita do S. M. cidade de Goianna.
o dignoSr. chefe do polica remelteu inespera-
damente para all os presos, entre os quaes havia
individuos, que causavam receios doafuga, e cuja
conservacao nesta cidade tinha por isto peJido
outr'ora o delegado
Vollando assim ineseradamenle os presos, e
quando ainda a cmara nao linha desoecupado as
prisoes, por necessidade encheu-se "de vinte e
um criminosos uma pr,iso muilo acanhoda.
De mais a mais um soldado do policia forne-
cu armas a todos os presos, e mostrando-so par-
ticularmente interessado pela fugado Jos Gui-
jherme, que tem bons protectores, levou a sua
infamia ao poni de tomar um cavallo de um
malulo, quando realisou-sc a fuga preparada por
elle, para da-lo ao mesmo Jos Uuilherme.
tuuo esl determinado que nos critnes, que
Eis, Sr. presidente, as causas da fuga dos pre-
sos em Goianna ; cis discortinado o myslcrio.
O que poderia fazer o pequea guarda da ca-
da, composta de 3 soldados n'essa occasiao, ven-
do o carcereiro atacado com sorpresa por viole
e um criminosos bem armados, na occosiao.de
abrir o porlj para entrar agua?
Fugiram os presos, Sr. presidente; masa po-
lica fez o que era possivcl; persqguio-os, c pren-
deu com difiieuldade onze.
Digo com diffieuldade ; porque houve resisten-
cia da parteado algups-presos, sendo que um, Jos
SESSAO ORDINARIA EM 27 DE MP.ACO.
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
Ao meto dia, feilaa chamada c verificando-so
haver numero legal de deputados, abro-se a
sesso.
EXPEDIENTE.
Um officio do Exra. Sr. presidente da provin-
cia, enviando as informagoes ministradas peio ins-
pector da thesouraria provincial acerca de quan-
lias alli recebicas indevidamente.A' quera fez
a requisigo.
Julgado objecto dedeliberago mandado im-
primir o seguinte :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decrola :
Art 1. Fica elevada a categora de villa a po-
voaeo de S. Jos de Eezerros com a mesma de-
honiinaco.
Art. i. Esta villa comprehender em seu mu-
nicipio todo o territorio circunscripto as duas
fregueziasde Grvala e Bozerros.
Art. 3. Ficam revogadas as disposces em
I contrario,
p'de' _l>a Ja assembla provincial de Pernambuco
ui os2^ tirana.Joo Braulio Correa da Silva.
OlUiEM DO DU
Continuadlo da segunda discussao da fixaco
de forca policial.
O Sr. N. i'orlella, diz que nao lencionava to-
mar parle na discussao do projeclo de fixago de
forga policial, mas que havendo pedido a pala-
vra na occjsio om que na sesso passada ia ter
lugar a votaco do art. 1, com o fim de addia-la
para que a assembla devidamenlc apreciasse as
diversas emendas e adoplasse a mais convenien-
te satisfacao das necessidades publicas, passa-
va aventar algumas proposicoes : que a discus-
sao, nao relativa factos de referencia remeta
materia do projeclo, mas que directa e posili-
varaenle se liga ao artigo 1, deixou conhecer a
divergencia de opinies sobre pontos importan-
tes1 acerca dos quaes tem de emittir suas ideas.
Folga do manifestar a assembla que deposita
conliunga, lana quanta bastante para Um de-
pulado em relago ao governo, na adrainislrago
provincial c na primeira auloridade policial da
provincia, e quando mesmo nao alivessenodei-
xario de dar auloridade os nidos de acgo que
lhe sao indispensavcis, mormenle para a repressao
do crime, pois esse o meio de tirar pretexto ao
nao ciimprimcnto do deveres- folga tambera de ro-
conhecer que a provincia nao esl ameacada de
serios comprometimientos no que respeta a se-
guronca individual c de propriedade ; e que em-
bora alguns crimes se lenham perprelado, nelles
nao apparece a perversidade no mesmo grao em
que appareceram os de outras pocas, signal de
que a provincia esl mais moralisada, alem de
que corto tambem que nao poucos ciiminosos
teem sido capturados, o que deve fazer-lhcs per-
der as esperances de impunidade. Apczar disto,
porm, julga dever volar pelo artigo e nao (tolas
emendas, embora houvessc no anuo pascado vo-
lado pela emenda que redara a forca 400 pra-
gas. por quanto nao s os trabalhs da estrada
de ferro e de oulras cmprez.is reclamnm lodo o
cuidado da polica para evitar a perpetrago de
crimes que facilmenle sao oc.casionados pela ag-
glomoracao de pessoas de difforcnles hbitos e
coslumes, como porque o numero actual de pra-
eas do corpo policial lal que, segundo ja foi
dito, s vezes apenas exislem no quartcl vinte
pragos, estando as domis destribuidas pelas co-
marcas : que o augmento do numero de praeas
designado no artigo nao muito mais gravoso
aos cofres provinciaes do que o da lei vigente,
pois so esta reduzio a forca augmenten o seu
venrimonto na razo de^OU rs. diarios para cada
praga, ao passo que o projecto concede apenas
a melado desse augmento das diarias.
Tendo assim declarado e justificad* o seu voto,
passa Iral.ir de diversos pontos da discussao,
Discorda da opinio da nelles que buscara a
origeni do mal na organisacao do corpo do poli-
cia, e tambem dos quo pretendern olha-la no
pessoal deque ella so compoe* que respeilo da
primeira parle as refloxcs do Sr. Joo Alfredo
sao procedentes o seria superfino repel-Hs,
mas quanto segunda discarda desse honrado
membro : que o fado por este allegado de haver
um offrial remetlido ura ladro do cavallos para
assenl3r praca no corpo de polica, e mesmo ou-
lros de igual nalureza que possam ter havido,
sao excepges, que nao podem servir do regra e
era de motivo para julgar-so que o pessoal
mo.
Respondendo ao aparte enlao dado pelo Sr. Dr.
Joao Alfredo de que havia apiesantado aquello
ficto por incidento, mas que o mal esl na pe-
quena paga quo se d aos soldados, Ibiilinuou
observando que se essa razo procedesse seria
tambem contra os soldhdos do exercito, cujos
vencimentossao menores; econtra os quaes n5o
se allega serem causa da nao repressao dos cri-
mes : que as pragas do Morera sao liradas da
mesma classe de que saliera os soldados do cor-
po de polica, sendo anda de notar quo nesta
nao ha intervenco de recrutamenlo, como se d
uaquelle, occresccndo ainda que a pessoa encar-
regada da administrago das pragas do corpo de
policia procedo com lodo o escrpulo, proceden-
do a exame c investigacao sobre os precedentes e
inoralidade do quo pretende engajar-sc, escrpu-
lo tanto mais necessario quanto cerlo o toteres-
se e zolo que tem de que sirvom sob suas ordens
homens dignos ; c que o fado do nao ter-se, al
hoje preenohido o numero de pragas prova de
que da parle de quem as engoja tem havido es-
crpulo era nao admitlir quanlos so apresen-
Icni, sojam quaes forem os seus precedentes.
Respondendo um aparte diz que reconhece
que o exercito ressenlc-se de fallas que se no-
tara em quasi todos os exercilos, mas que mere-
ce elogios:por sua dedicago aoservico e icaran-
0 Sr Branifi:Vampa.a refulacSo.
O Sr. Correa it Oliveira : verdade, e-
tfior presidente, que pelo artigo 179 g 9 da cons- diisc, e o nobre deputado o ropele; para que.ap-
-- m ,"V"'----~~ ~ ~'* ---- -j iw tt- i --!------o--------r"----- *.vbv HU L.I vaVv w ,ui ci|
aria Lavaicante, foi erido gravemente e morreu lia que tem prestado ordem publica (apoiados)
ai"ncs dias depois. Posto que naoesieja longc de pensar que uo
Sr. Souza Carvalho: Disseramnmc que foi c perfeila a organisago do corpo policial, e de
barbara e desnecessariamenle assossinado. qne o seu pessoal nao o melhor, entende que
rrea de Oliveira :Pois que isto se nem una e nem outra causa .causa do mal, cu-
ja nrigem se investiga: que nutras sao as causes,
sendo a principal o oslado do pouca moralidadc
parejo a verdade, eu o convido franca e directa-
O digno prefeito da Pcnha, que hoje tam-
bem commissario geral apostlico de todos o
missionarios capurhinhos deste imperio, o Rvm.
Fr. Caelano do Meesina, em sua correspondencia)
para esta cidado, muitos elogios lece aos sent
; mentes religiosos do nosso governo, que muilo o
ha considerado no sou actual duplo carcter de
sacerdote dstinclo o de commissario da ordem.
O govem imperial, em allenco ao* relevan-
tes servicos quo essos missionarios tom prestado
e contintiam a prestar a osla provincia o diocese,
modifico o decreto de 18 relativo elles, ex-
pfdindo para a Santa S a piposta c base ds>
nova concordata. Esta medida, que eslava reser-
vada ao commissorado do referido prefeito, as-
sonta em fundamentos ajustados, e conforme
liberdade evanglica, lo necossaria aos missio-
naiios capuchinhos para o dcsenvolvimcnlo do-
scu aposlolico ministerio.
IIojo ha a benco dos sontos leos no con-
venio do Carme.
Esta ceremonia com a assslencia do Exm.
Sr. hispo diocesano.
No dia 3, deu so na secrelaria do governo o
concurso, que eslava aiinunri.ulo pora o preen-
chiroento das duas vagas de amanuense, que ha-
via alli.
Apreseniaram-se dflTerentcs concurrentes, mas-
apenas nove candidatos entraran em provas do
habililoro.
O arlo foi presidido polo Sr. secretario interi-
no, Antonio I.oite de Pnho.
No dia 25 do passado foi publicado nesta
cidado um jornal poltico, lillerario o noticioso
com a denominadlo de Piule e Cinco de Marco.
Na arena das discusses promelte nao atablar-
se dos principios que consagram e forman) o c-
digo de seas deveros, occupandocntr'cllos o*pri-
ineiro logara tolerancia, ao passo que'apresen-
ta-se sob as feiges caractersticas da conciliago,
que entende ser a poltica que mais nos convm.
Acha-se Horneado lliosoureiro dos loteras
da provincia o Sr. lonente-coronel Manuel Camil-
lo Pires, por domisso que pedia o Sr. Francisco
Antonio de Oliveira.
Em sesso da junla da fazendo provincial,
de hoiitem, foi resolvida a procedencia do contra-
bando de couros, apprehondidos pelo guarda do
consulado provincial Jos Luiz de Souza.
Sob o fundamento do parecer fiscal, deve ser
submettido auloridade criminal o faci dos pro-
priolorios do trapiche Cunha se terem negado
recepeo dos rouros.ofim de serem responsabili-
sados ou processados por desobediencia, na for-
ma da lei.
Tomos a salisfaco do communicar aos nos-
sos leitores, que a noticia deler sido o Exm. Sr.
padre Joaquiui Piulo de Campos elevado dir-
imale de prelado domestico de Sua Santidadc,
acaba de ser confirmada ofiiriaimenle porS. Emi-
nencia o Exm. Sr. arcebispo de Alhear, inter-
nuncio aposlolico e enviado extraordinario do
Sua Santidade no corle do Ilio de Joneiro.
Ris aqu, em sua integra, a parliciparo offi-
cial que Iraduziraos do original italiano":
Excellencia Revercndssiraa. Tcrtdo podido
apreciar, desde-que vira residir neste imperio,
os principios calholieos professaites por V. Exc.
fUm.", bem tomo o venorago que V. Exc. Rvm.*
tributa Sania S, c sobreludo os esforgos o
tnlialluis sustentados para se oppor preposla
sobro oMatrimonio Civilcom o seu memora-
bilissimo parecer, liz conhecer estas' qualidades
que distinguen) a V. Exc. Revm *, ao Soberano
Ponlilicc Po IX por graca de Dos actual Papa
reinante, o qual, por um rasgo do sua incompa-
ravel bcuignidade, c atienden lo minha propos-
ta, dignouso de namoar a V. Exc. Rvm.* seu
prolado domosiico,
Chcio de satisfago em communicar a V. Exc.
Uvm." a parlicipaco, que recebi, desla soberana
munificencia, nao posso dspensar-mc de recora-
uiendar a V. Exc. Revm." a pratica dos seus p-
timos piiucipios e virtudes ralholicos ; porquan-
o, condecorado hoje com esle novo tilulo hono-
rfico, e contemplado sob as bandeiras dos Ilus-
tres varos da Sania S, oslou corto do que V.
Exc. Rvm." se ha de mostrar digno, era qual-
quer conjuncliira, dos la graga que lhe foi mere-
cidamente conferida.
Convido, portante, o V. Exc. Rvm.11 a quele-
nlia o bqndado de ver, quando lhe for conve-
niente, a esta nunciatura, para dar-mc a honra
de lhe apresentar pcssoalmente o as proprias
mes o Breve Pontificio; c prevalego-ruo deste
occasiao para rciterar-lhe os sentimenlos da mi-
nha estima e cousiderago. l'etrnpolis. Nuncia-
tura Apostlica, 9 de margo de 1860. A' Sua
Excellencb Reverendsima, inonseuhor Joaquim
Pinte do Campos, prelado domestico do Sua San-
tidadc. U. Arcebitpo de Athenas, Inlern. Apost.
o F.nv. Exlraord.
Uuje haver raissa solemne, com exposi-
co do Santissimo Sacramento noite as igro-
jas soguinles :
Rairro do Recife.Corpo Sanio.
Santo Anlono. Conventos do C.-rnio e,do S.
Francisco, ordens lerceira de S. Francisco e do
Carino, igrejas daConceigo dos Mililues, Espi-
rito Sanio e Livramento.
S. Jos.Igrejas de Nossa Senhora do Tergo e
Santa Rita do Cassia.
Boa-Vista.Matriz e Santa Cruz. ',
llavcro lodos os actos da Semana Santa
nos convenios de S. -Francisco e do Carmo.
Nos igieps de Santa Rila c Santa Cruz tero lu-
gar alguns dos actos.
o lugar da Bizarra do primeiro districto
do freguezia do Rom Jardiin no termo do Limoei-
ro Francisco do Paula e Manuel Ferreira, assas-
snaram no dia 25 de margo com um tiro a Joa-
quim Francisco, e feriram gravemente a Jero-
nymo Francisco Manso com um tiro na face e
duas tacadas, sendo uma no lado esqueido das
cusidlas e outra as costas.
Depois do perpetrados os crimes lograren) os
assissioos evadir-se, nao obstante as diligencias
empregadas pelo inspector de quarleiro do lu-
gar para o i capturar.
Pass. geiros do hiato nacional Bom Amigo,
sabido para a liria de Fernando :Dr. Jos J.
G. de Carvalho, lente F. Gongolves dos Passos
Miranda, ijenente Carlos E. de F. Guimares e
sua senhora c 1 lllio menor, Jos F. Marinho.
Manoel Boplisla Barbosa. Pedro de A. Lima, 1
alteres, 1 sargento. 6 praeas; 14 sentenciados, 8
mulhcres e 5 lilhos perlencentes aos mes-
mos.
. MORT.LlDADE DO DU 4 DO cohubrts
I'. Marta Amelia Lilis Barrada, branca, 50 an-
uos ; gastio-inlerite.
Joaquim Jos Barboso, branco, solteiro, 25 en-
nos; tubrculo pulmonar.
Feliciano, preto, escravo, solteiro, 30 asjpos-
hepatile.
Caelano, prelo, escravo, solteiro, 40 annos. tu-
brculo pulmonar.
Mara Anglica, branca, solteira, 13 ajmes *, re-
mia.
Matadoubo publico ;
Mataram-so no dia 4 do corrente para o con-
sumo desla cidade 18 rezes.

i MI ITM ArVM


T"
unicados
--------------- WI I I II. .11
Aos senlioros stelos do hospital
portuguez de beneficencia e ao
publico,
0 genio do mal, que disfamado ou
despejado letn por nica misso so-
bre *a Ierra transtornar, perverter e
perturbar o andamento regular das
ninis s.intis fnstituicocs, ha de tam-
bera procurar esforvar-vos.
A discordia o lumulo das empre-
zas collectivas, a cmulacao um ini-
migo traicoeiro, que as tere solapada-
mente.
{Do discuti do Sr. Dr. Jos de
Almeida Soaret de Lima Bastn,
dirigido aos tocios do Hospital Por-
luguez de Beneficencia, no dia da
sua mslallaco.)
( Continuarlo do n. 77.)
Concluido, como temos, a justa repulsa das in-
vectivas laiquas, que o ceg furor de nossos de-
tractores irouxe para fra do verdadeiro terreno
onde convmhan ser dr batidas, impclllndo-nos
por esta forma a dar-lhes urna lirao de mais al-
to do que craui nossos desejos '; vamos anda
pela mesnia forra de razes^rocurar sahir do
inlnucado Isbyriulho era que nos obrigaro a
penetrar; sendo para sso indispcnsavel lomarmos
o lio de Ariadna, a din da nielhor conhecer-so o
principio, c a causa funoamental desso liirhilho
dmales incnlciilareis, trazidos associac.no do
hospital porluguez de beneCeencia coni a' des-
comedida publicacao dessa longa serie do em-
bustes malignos, vomitados sobre as adminislra-
coes dos dous annaes prximamente decor-
ridos.
^ Jase v, pois, que nao mais urna refotaro
as arguices contra nos urdidas pela maledicen-
cia, a tare quo agora tomamos peiio trazer
perante o tribunal de nossos mesmos julgadorcs,
nao: smente urna, plena manifestacao do
quanto nos interessamos, para que a verda'de ve-
tilla oceupar scu legitimo lugar na questo quo
se tem debalido, emb.ira parecemos deshumanos
em arrancar gralha as peonas dopavao com
que se ha enfeitado.
. Este trabalho, que seria por rerto superior a
nossas forcas, so a razao e a juslica nos nao em-
preslossem armas de lao rija tempera, impnssi-
?el de so llies embutqr o gome, torna-se j de
tao fcil desempenho vista da torrente de
provss, que affluem em nosso auxilio, quo s
nos resta o ir buscar de sob os nauseabundos
andrajos do anonynoaquellc que nos atirou
face o pjenlo cartel do desalio. E rom quanto
nao seja irnpcnetravel o escondrijo infernal onde
ello se acha a canloado, porque vizjvelmeiftc sobs-
creveu outrosli'"'
csseqi^e tamos
farcinos conheciuu, iranscie*enuo nos
mente o seguintc verso castelhano :
Quien el Autor de tanto
Soez infame libelo .'
Quien ha de ser sinc aquel
nico que pude serlo.
Seja pois descoberlo ou nao, csse perturbador
da mais santa das instiluiroes, nada obsta
marcha que urna vez encelamos ; c nese pro-
posito proseguiremos al descalcar a luva, que
despeilosameiile nos foi laucada como urna formal
provocarlo.
A lgo ha-de cu.star-lhe cara, nos o protesta-
mos ; e es remorsos, que devoro arompnharo
seu arrependimento, sero o verdadeiro castigo
aos males que elle lem j accarrclado para esse
templo da caridede, em cujo scio deixa implan-
tada a terrivel discordia.
Mas vamos ao que por agora interessa nossa
causa, delxando ao lempo, o que s o lempo ri-
gorosamente far evidenciar.
Voltemos portanto ainda ao libello, e obser-
vando as bellezas, que alii se encerran, por ellas
inesmas sigamos o norte que muito convm para
chegar conclusao do quanlo haveinos promelli-
Eis o que all so diz ;
Qi:e o respectivo medico, que desdi o bcrco
4a insliluiro aaeompanhara e servir sempr'e,
nunca fra censurado, antes pelo contrario elo-
giado por todas as administrares.
Este pequeo trecho, que lido sem reflexao pa-
recer de una singeleza e ingenuidade tal a
nada poder desejar-se, acha-se elaborado lao
sagaz e arleiramento, que desconhecemos a ra-
zao por que o propiio Sr. Dr. Almeida, de quem
all se trata, nolenha recUmado contra a falla-
ra n'elle contida : cerlo como deve eslar S. S.
do quanlo sao all mal cabidas, c at impruden-
tes aquellas palavrasnunca fora censurado ;
mas j quo S. S. o nao tem feito, como lano lhe
cumpra, pediraos-lhc venia, para que, compul-
sando as actas da nossa associaf". demos a
a canloado, porque vizjvplmeuic sobs-
(slibellosnao menos dnramabrios que
ios impugnado ; tedavia ajpenas o
Incido, transcrevendo nos fimplcs-
TT
ul ?* P'S de lao iiiumkjjMi* o so.eiunos
testeairahe orno sao etes que acabamos de
produir: haver anda quem se artreva contra -
na-Ios. ou mesmo, esqueoendo os fndamelos,
que os originaran., renha porania o recio- juiz
de nossa conducta, pretender offuscar a verdade.
olfereceudo a assercracao de um fact invero-
smil I
. Cremos que nio ; o to certos estamos disto que
apellamos para a propra eonscioncia do Sr. Dr.
Almeida, supposto que o seu silencio at hoje
lenha dado moslras de repugnancia prstica de
urna uceo que muito o distinguira.
Mas ainda Uto nao ludo : convindo portauto
o nao passarmos avante sem fazer conhecido
lambcm o valor significativo das palavras que
antecedem aquellas, que viraos de definir; para
que ninguem se desvanec em considerac,cs de
reconheciniento aos serviens prestados pelo Sr.
Dr. Almeida, como medico do- hospital, na per-
suaso lalvcz de quo era todo o lempo de seu
exercicio, como multo se tem querido inculcar,
nao foram clles semprc circumdados do i ule res-
so", como parecem querer convencer quando as-
sim se exprimem : que desde o berca da as-
sociacao a acompanhara e servir semprc.
Perdoo-nos, pois, o Sr. Dr. Almeida, se o va-
mos magoar com essa demonslraco lao nnecs-
saria a nossa intento; mas cuja culpa s- deveS.
S. fazer recahir sobro aquelle quo dapejou
lanas invectivas contra os imioTensivos mem-
bros da administra;ao de 1839; pondo-nos as-
sim no rigoroso dever de nao deixar occullo um
s ponsamento, urna simples palavra, um moro
accidento, quo venha era abon-i da causa, quoem
juslicaco de nosso procodiinento nos obrga-
rain a pleitear.
Dse n role ni os pois oquadro; o rasgando o vo
que at esto momento lera servido para o aco-
bertar, palentoomos a (oda a sociedade e ao pu-
blico quoo Sr. Dr. Almeida desdo a installaciio
do nosso Instillo at que dello foi exonerado,
jamis preslou o menor semen ao hospital, que
nao fosse por oslo remunerado e sempre muito a
seu apiazimcnto. Rehilemos:
Apcins instaurado o hospital porluguez de be-
neficencia nesta cidade.e franqueadas suas por-
tas aos enfermos que as deinandavara, conuvou
nellefunccionaiulo como medico o proprio pro-
vedor, que ento era o Sr. Dr. Almeida ; e esta-
blecida a admissao de doentcs particulares, im-
poz-se a estes o pagamento de 2JJ rs. por cada
visita em favor do facultativo, e segundo osen
proprio arbitrio .que mais larde e quando leve
de seguir viagem Europa, adiando exagerada a
contri buicae
MirEIO DE HBBVAMBtJCO. ~ QUINTA PKRA'5Hg A!*IL.-M> IjW.
jiii i Juiuisiraliva uo liMpual potlugoez x-SJo
a sin abertura em 1855 at o flm do anuo de
185, e devendo por isso ter conhecimenlo dos
facUs, que so deram oesse lempo, vot rogar a
V. S. qutira, sob sua palavra de honra, ter a bou
dad( -responder nos seguintos quesilot:
P, iineiro.Se sabe, que destino- tev quan-
tia a cera mil ris, que o Illm. Sr. Joao Josdo
i, cAito
Zl(# o
^Mt*
SdtCUS
Heladas
assucar.*
Ji1'd'M*. Wa partugue. Paulina*, de
3d9 Uiaeladn, conduxie o Mguioic: 48 pipas
f o4,?lM.0ts rguardenle. 12 pipas espirite,
1,875 uurncss-e 44U barnqukihes- assucar.
*Kec*^*_gi> de readsM internas
Carvarho Moraes dera de esmoladera o hospital; RtoMmfZS^,*? *?"*
VIStt mitin EawalKml, (tumli^nAfl.<.......n. .. .. *a -
sU nomo semelhanle quanlia-nao figura na res-
psat va rseeila.
Stguno.-So sabe quem recebeu esta somnla
do riesraaSr. Moraes, e quem mandn ornar o
quat ro dos bemfeitores com o respeitavel nome
desl'i snior, por esse motivo.
Terceiro. Quaes foram as circumstanclas, pe-
las ( uaes a junta administrativa desse lempo,
deixuu de exigir a dita somma do respectivo es-
mol r.
Rcgo-lhe igualmente o obsequio da declarar-
me, quanto recebia o Illm. Sr. Dr. Jos de Al-
meida Soiiros de Lima Bastos, porcada vistaqae
fazia diariamente aos doenles particulares reco-
Ihjdcs e t-alados no hospital, fomecendo-mc pa-
ra piova disso as contas quo o mismo Sr. doutor
tirav, para se incluir as despozas dos mesmos
doenles, cujas contas, consta-tnc que, t-xisiem
cm seu poder.
Esiero ^ue me faca o favor do responder ao
pdisla econceder-me a Taculdade de usar de
sua espoa como me convicr.
So i com toda a considerado de V. S. muito
aliento, venerador e criado
Jas Teixeira Baslot.
Rrcife.j de dezembro de 1859.
IIIn. Si. Jos Teixeira Basios. Em cumpri-
raenio ao que V. S. de mim exige na carta su-
pra, tenhu a responder: ,
Ao 1.O Illm. Sr. Joao Jos de Carvalho Mo-
raes, mandou dentro de um officio dirigido ao
provoilor do hospital porluguez provisorio a quan-
tia do cerr mil ris, de csmola para o mesmo
hosp tal, esso oflieio foi publicado no Diario e a
respesta domesrao agradecenlo-lho; no lim do
anno de 1!I56, quando so organisaram as conlas,
dand) cu por falta di entrada daquella qoanlia
cm caixa, procurei o Sr. Jos Moreira Lopes, que
tinha sido o esmoler daqnello lempo, alira do
ver se por esquecimento leria deixado de dar- ,
lhe entrada em caixa, respondeu-me que nao se I
embrava de tor recebidoscmelhante quantia, cm
vista disto procurei o Illm. Sr. Dr. Almsida, quo '
era o provedor, c elle foi entender-so com o Sr.
Moreira Lopes, e assentaram de entrar cada um
com 30$ para preenchimento daquella falla, mas
eslardo a esse lempo as contas j fechadas nao
pode mais entrar.
Ao 2.Quem recebeu esta somma foi o pro-
Idem do da 4

Consmlad
Rendimento do dia 2 a 3
dem do dia 4 .
2:72SJS3
1:3815958
4:106581
provine*!
9:8534914
2:278*130
12:1320044
Movimento do porto.
s.
como honorario dado ao medico,
mas somonte porque nao mais lho aproveitava, o
sita ao medico adjunto que o tinha de substituir,'
f.ul P0l^^il? mcs,n" m"o lixamenjo o ordena- vedo- de entao, e por isso se ornou o nuadro dos
do de 6i)0j rs. quo era seu regresso, e ponco- bemfoitorea com o respeitpvel nome daquclle sc-
de|>ois de roassunnr o seu cmnrcgo no hospital, i uhoi.
reclamou. nao o augmento da mencionada quan- as contas quo se tiravam aos doenles parli-
!1I'1,J."-0 l'l1lc[.^""on"n;,va gratificarlo, mas sim j culaies. se inclua a quantia do dous mil ris dia-
rios iara o Illm. Sr Dr, Jos de Almeida Soares
de Lima Bastos, medico da casa, e remello a V.
S. alzumas copias que cnconlrei entre mens pa-
pis, i'ode V. S. fazer o uso quo lho convicr des-
la minlia resposta.
Son coi:iloda a considerado de V. S. muito
allet lo, venerador e criado
Bianoel Ferreira de Souza Barbota.
(Eslava reconhecida.)
acensara de 5g rs. por cada vez que osso ao hos-
pital exercer osen servico clnico.
Para clareza pois de que nem de leve avanza-
mos o que nao possamos provar, varaos o flore-
cer os documentos que exuberantemente jusiili-
cam quanto haremos referido.
Illm. Sr. Manoel l-'erreira de Souza Barbota.
Temi V. S. exercido o cargo de secretario da
Navioi entrados no dia 4
dV^n^2,1 Hdi" "'?** inJoM Punteakc,
ii ? C8.p,lao S- S,reet" e1'Pssem
frec.P Wlr: a Capt'- Vai0
Barcelona Vwalaga-58dias do prfmeiro porto
H-,7r,Ses?n4du' nrigiie hespanhoi Vigilante
da l^i toneladas, capito Jos Mirombell, eqoi-
pasen 12, carga vinho e mais genero : a Amo-
nm a Irraaos.
Ilhas Sandwich-165 dias. galera americana Sa-
raoja, de 512 toneladas, capilao- Frederic
Shcuie, equipagom 3, carga 2.500 barris com
azettede peixo : ao capilao. Veio refrescar e
segu para New-Bedfoni.
Mathilde. de 233 toneladas, capilao Jos Fer-
reira linio, equipagem 9. carga 10,000 arro-
bas dJ carne : a Manoel Alvos Guerra.
Navios sonidos no mesmo dia
New-Y)rk-Barca americana Brasileira. eapitao
Baxter, carg assucar.
Rio Gnnde do SulEscuna nacional Volata ca-
pilao Antonio Jos rcrcira Parob, carga os-
suca-. "
CaliforiiaHiate americano Adriano,capilao \V
Portond80"'CarS> meSma q"e ,rcu:'e de
Nio deJaneiroBrigue nacional Encantador ea.
iii! a v m0,Pin,',0 dos s,n,O- carS assucar.
Ilha de Fernandoltate nacional Dous Amigos.
capiol. M. Pereira Marinho, carga difereites
gneros.
ue souza ; icm prompto a nwior parle do car-
regamento, e para o resto a frelo- ou para passa-
geiros, lrata-se con Amorim Irmio. na ra da
mrciS: ,*^ C'P,M Pro5* d0 com-
Para ft Rio Grande do
_ Norte,
whe.com muitt-brevidade a barcaca Gonceico
i%rdeo,D^rIr:rcarga:atrai8rna-
. Pfl" o Astt sahe o hlale Boberibe n.
ra carga o passagtiros, trati-se na ra do Vicario
uamero 5.
m
'fuwieada defroate do caes nova da Lin-
goeta, o ttitrido agente tara' feilSo por
con*a e ritoo de qmit pertefreer hoje 5
de abril as O horas da rnanliSa em pon-
to bordo do referido navio
I
1200 arroba de carne secca vinda de
Buenos-Ayre$.
. i r- mm
Avisos diversos.
COMi'AMIIA
PERMMBCCANA
DE
i\avegaeo cosleira a vapor
O r*por lguarass. commandante o segundo
lente Morc*re,-eguir para os portos do norte
com escala pelos da Parahiba, Rio Grande, Ass,
Aracaly e Cear no dia 10 do correle s 5 horas
da larde, Recebe carga para o Cear no dia 3,
para oAssu-f. para o Rio Grande do Norte nos
das 5 at o mcio dia e 7, no dia 9 al meio dia
para a Parahiba.
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publico a contrariedade d'aquelle Mo lo inconsi
derado, quanlo sao manifest ss provas que se
lhe oppoem : achando-ns com ellas autorisados
paca poder affirraar que, excepco das admi-
>istracop= ^-unos de 1855 e 1856 em que S. S.
foi provedor e medico ao mesmo lempo, em to-
das as mais se offereceram sempre occasioes de
seren provocadas censuras, c censuras de nao
pejuena gravidade, contra o procedimento do
medico do hospital.
E para que nao valhara smenlo nossas pala-
tras, que podcrio notar-se de parciaes, pasca-
mos a exarara parle das acias das sessoes das
juntas administrativas nos annos de 18i7 e 1888
que se reterem ao ponto em qucslao ; aguar-
dando para maisaodianle a Iranscripcao de 011-
tras, queliveram lugar em 1859,asquaes apro-
vcilando ao caso presente, servirao tambcms e
com mais propnedade, para outras diversas com-
provacoes.
Vejamos aquellas :
lllra. Sr. provedor do hospital portugue7.
Diz Jos Teixeira Basto, que se lhe faz preciso
que o Sr. pnmeiro secrelario lhe d por cerli-
dao_o que constar das actas de 20 de oulubro de
18o< e 28 de novembro de 1858 na parle que
disser respetlo ao medico do hospital, ludo em
termos que faca f. Pede a V. S. assim lhe de-
flra.E ft. M. ^
Passo querendo. Recife-20 de Janeiro dol8G0.
J. I'. 1. Braga, provedor.
Em vlrludeo despecho supra, certifico que
revendo o lino das actos das sessoes da junta ad-
ministrativa do hospital porluguez de beneficen-
cia nesta cidade nclle a folhas 20 verso me loi
aponlado e pedido a parle da acta de 26 de oulu-
bro de 1857, que c a segunte :
O Sr. Honleico di Cruz requeren, que a visla
das fallas e abusos platicados pelo Dr. do nos-
ptlal, que se lhe dereria oflciar esiranhando seu
procediraenlo para com a junta : foi approvado.
A follias O verso do mesmo livro se acha lan-
cada.-aclada sesso da junta de 28 de novem-
bro da 18d8, da qual me foi pedida pelo supiili-
cenle a parte que se segu ;
O Sr. presidente disseque ainda nao se tinha
respondido ao Sr. i)r. Carneiro Monteiro : que
apresentava urna copia do officio para a junta to-
mar dola conheciracnlo, e fazar-lhc alguma mo-
diGcigao que julgasse Conveniente.
O Sr. Ribeiro Bastos, disse qua a resposta es-
lava flecoiiforraidadc cora o que se passou.
O Sr. tabello Braga, dlsse que nao desejava
entrar mais na questao, mas que na parte em
que fazia mencao da desintelligencia ejntre o pri-
meiro medico e o adjunto, nao a jolgava conve-
niente, mas que desista dsso. Submeilida a
copia a volaco foi approvada.
O Sr. Ribeiro Bajos disse que reconhecia que
o hr. Pr. Almeida havia prestado ao hospital
bons servaos nao s na sua fundacao como tam-
bera na qualidadede primeiro medico; mas que
desde cerla poca a esta parte o Sr. Almeida
tem-se mostrado algum tanto enfadado, a poni
de tratar a junta administrativa com algum des-
dem, o que bem proyava o fado de haver-se au-
sentado pira fora da'provincia sera haver parti-
cipado mesma junta a sua tcsoIuqo. afini de
que ella providenciasse acerca de sua subslifui-
(Sodeum modo conveniente: estas razoes se-
riam suIRcicnles para o animar a propor a d-
niissao do Sr. Dr. Almeida, porm como no es-
lava nos seus principios condemnar' a ninguem
indefeso, se contcntava em presentar conside-
raco da junta o requerimento seguinte :
Requeiro que se offlcie com urgencia ao Sr. Dr.
Jos de Almeida Soares de l.ima Bastos, convi-
dando-o a vir quanto antes oceupar o seu lugar,
sospendendo-o por em quanto do seu respectivo
ordenado. O qual sendo pelo Sr. presidente posto
em discossao, e depois de dadas algumas expli-
etcoes. submetlido a votacSo foi approvado.
0 referido e verdado e a cujo hvro e acias me
reporto. [
Recife 26 de Janeiro de 1860.
Manoel Ribeiro Bastos, '
1 "secretario.
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A icite clara a principio, Ibrnou-se "nublada e
de a.'iiaceiros, vento SE, veio para o terral e as-
sim amanheceu.
OSClLLAgO DA MAHK.
Baiximar as 8 h 6 da manha, altura 1.0 p.
Premiaras 2 h 18' da tarde, altura 7.0 p.
Olservatorio do arsenal de marinha de abril
de B60 Vise as Jcniob.
Rio de Janeiro.
0 veleiro e bem conhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir.com muita brevidade,
tem o seu carregamento prompto podendo ape-
nas receber algumas miudezas.'escravos a frele,
e passageiros para os quaos tem exccllcntes com-
modos : trata-so com Azevedo t Mendes, no scu
escriptorio ruada Cruzn. 1.
Para o Bio de Janeiro.
O brigue escuna Joven Arlhur. prelenJe seguir
nesles das, lera o seu carregamenlo prompto
apenas recebe algumas miude.2as, escravos a fre-
le e passageiros para os quaes tem excellentes
commodos: lrata-se com o seu consignatario
Azevedo & Mendes no seu escriplorio ra da
Cruz n. l.v
&mum DA >IA FRREA
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
limitado.
a sexta-
Avisa-seao respeitavel publico que n
reir 6 do crreme nao hovera trera.
Saca so para o porto e
Lisboa, qualquer quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C. ra do Vgario n.
), primeiro andar.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal,
2,000
pellica Juvin brancas e
lomem e para senhora :
ra do Crespo loja amarilla n. 4,
Antonio Francisco Pereira.
Polo juizo do commercio desta ci-
dade acham-se embargados os bens de
Joao Paulo d Souza, pelo que previ-
ne-se aos devedores deste que nao pa-
guem seus dbitos constantes dos livros
do referido Joao Paulo, os quaes tam-
bem foram embargados, isto sob pena
de ^pagarem segunda vez.
A veneravel con-
Luvas de
cores para
de-
na
de
Declaracoes.
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COBREIO.
Pea administraran do correio desta provincia
se fa. publico, qu no dia 10 do crreme, pelas 2
horas da tarde em ponto, fechar-se-had as malas
que tsm de conduzir o vapor cosleiro Iguaras-
s mm destino as provincias do norte, limitan-
do-sesua marcha nicamente at a do Cear.
.*i \lHOt 5r, Dr. chefe de polica manda fa-
zoi puSbeo, iiue de conforraidade com as ordens
esnbel/cidas, absolutamente prohibido transi-
taBmjpelas ras desla capital nos d jas e noiles
dequ'Hita e sexta-feira sania quaesquer carros ou
yenculos, o pessoas a cavallo, sob pena de ser
iwposla aoi infractores a cominada as posturas
mmicipaes de 18 de julho de 1855 e regulamen-
topolicial de 4 de agosto do mesmo anno.
iecrelaria da polica de Pcrnambuco 4 de abril
del860.O official se^vindo de secrelario,
Jos Javier Faustino Ramos.
THEATRO
DE
abbadode Alicluia, 9 le abril.
BEE^fEFICIO
DO
)cpois da symphonia do estylo, subir scCna
o lesejado drama em lies actos :
MUNDO, DIABO
Que bellissimo quadro nao 6 osle que acaba-
mos de dr estampa, para reconlicccr-sc a ab-
i negacao do caridoso medico, provedor e fundador
1 do hospital porluguez. que em cinco mezes, (afo-
: ra outras umitas contas quo nao podemos co-
ilhei! lira de 29 doenles um beneficio apenas de
: 2;j5j316 rs. para o Instillo, quo preslou a esses
enfermoscasaluzcamaroupasenfermei-
; ros c ou'.ros muilos servicos de ulildade; no
! passo quas para o medico provedor colhe
um proveilo de 905 rs., correspondente a um
i ordenado de mais de 2:01)0 I
! One candado evanglica quo philantropia so-
' cial !
c "O
85 0
>"S
C/2 O c 35
"n C
ce ce
OJ e<
Oh
Que amor da patria, nao movido
iPor premio vil, mas alto o quasi temo:
Pois nao premio vil ser conhecido
Desfruclador do ninho seu paterno I
quem nao djejaria acompanhar e-servir
sempre una nsiiiiiirao do beneficencia, podando
usul'ruirdella remuneracoes lo pingues, o ainda
alardear desinlercssos, cal ser reputadopai dos
pobresamigo da humanidadeamparo dos des-
validospatricio generosoirmao fidelissimoe
quantos ttulos podem caraclerisar o homcm qua-
si divino!! 1
(Con(nuar-s-Aa
ATTENg.4.0.
Triurapliou finalmente o juslica. O digno sub-
delegado de Jaragu, o Sr. Carioca, desprezando
lodos os empenhos. e s tendo em vista a sua
roputjco e a juslica da causa, acaba de pronun-
ciara Manoel Joaquina da Silv^i Leo no crime de
eslellionato.
Maceib, 28 de marco de 1860.
Publicares a Dedido.
BecebidoIUm.Sr. Dr. Pedio Bezerra Pereira
do Araujo Belliao a quantia de quatroecntos mil
r. de sua assignatoM para o asylo de men-
dtcidade, como morador da freguezia de Sauttf
Antao.
Recife, 20.de ferereivo de 1860.
Mano'Lo Nascimento da Costa Uonteiro.
>2W
Alfandlesa.
Rendiaient^do dia 2 a 3*. 38.2583720
dem do dia 4 17:471^228
ornara parte
O
artistas,
representacao os
Combra, Carvalho, Lessa, Vicente, Rosendo, la-
mpa D. Isabel.
Terminar o espectculo com a jocosa comedia
en umacto:
JIDAS EH S.\BB\D0 D'.VLl.ELI'i.V
55.729A98
Movimento da alfandega
Volunies entrados com fazendas
com gneros
Voluntes sabidos
>
com
com
fazendas
gneros
31
456
180
267
------447
487
Descarregara no dia 7 de abril.
Brigun inglezGorivardfazendas.
Barca porluguezaFlor da Maia = diversos gc-
nens
TERSOSAGES. '
Faistino .
Capito. .
Cao Jos Pimenta.
Anlooio Domingos.
Maricela .
Francisca
ACTOUES.
Vicente.
Rosendo.
Santa Rosa.
Jos Al ves.
D. Isabel.
D. Julia.
Cear e Acarac.
O palliabote Jorge sahe impreterivelmenle no
dia7 de abril para o Cear e Acarac, tambem
recebe carga para a Granja descarregande-a no
Acarac d'onde ser transportado pelo hiate
Palpito : a tratar com Tasso Irmaos ou com o
capito Mafra.
REAL C0MPA8BIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor PortMjn, espera-se do sul do dia 8
em diante e seguir no mesmo dia para Europa.
Para passageiros o cncommeiidas a tratar com
Tasso Irmos.
fraria.
Leiloes.
LEILAO
DE
Im cabriolet.
Segunda-fe ira 9 do corrate.
0 agcnle Borja far leilao em seu armazem
ra do Imperador n. 15, do um rico e bem aca-
bado cabriolet de duas rodas, novo gosto moder-
no, com dous assentos e muili bons arreios.
Dar principio s 11 horas om pouto.
LEILAO
DE
Um escravo.
Seguuda-feira 9 do corrente.
O agente Borja far leilae em seu armazem
por despacho do Illm. Sr. Dr, iuiz de orphos e
a requcrmenlo de Hermenegildo Eduardo do Ro-
go Monteiro, curador do prodigo Claudino Jos
Alves de Amorim, do escravo Vicente perlencen
le a este, o qual estar a exatno dos Srs. com-
pradores no dia cima designado s 11 horas cm
pon lo.
Consulado gem.
Rendiaienb do dia 2 a 3
dem do dia 4 .
6:8343206
2:2778875
9:112*081
livcrsas provincias.
Rendimento do da 2 a 3 902J087
dem do lia 4....... 307g843
1:209J'J30
Des]acIiOS de ex por la cao pela me-
sa do consulado desta cidade n
da 4 de abril de 1860
Rio da Prata = Patacho porluguez Soberbo,
Gui hermn Carvalho & C, 620 barricas assu-
car branco.
LisborBaica porlugueza Flor de S. SimSo C
Nogueira & C, 20 barricas c 400 saceos assu-
car mases vado : Amorim, Filhoi C, 45 bar-
rica iassiwat branco e 24 ditas dito msseavado.
Porto Barca porlugueza Sympatbia^ David
Feneira Hallar, 252 saceos assuc*r branco e
154 ditos dilo mascavado.
Expojrtaco.
, Canil, baca icg^leza Marg,!cU
0 beneficiado, achando-sc gravemente docnte,
e tendo por consulta de niediebs, de relirar-se'
para a Europa, recorreu aos seus companheiros,
quo de bom grado se prestarara para Irabalhar
em scu beneficio, por isso que lhe faltara os
meios para se poder transportar. Agora, porm,
implora a valiosa protceco do publico desta ca-
pital, onde lem tres filhos, aos quaes precisa as-
segurar-lhos um futuro, seno feliz ao menos de-
cente.
O beneficiado, sobre mancra grato aos sous
collegas d'arle, faz votos ao co para que lhe pro-
longue existencia, a lim de melhor patealear
lites o seu reconbecimento.
Os bilheles podem ser procurados no theatro.
Baile nacional
Sabbado 7 do corrente haver grande baile nos
saldes do caes do Apollo,
O baile deste dia ser dado com toda a pom-
pa e brllhaotismo ; a msica locar variadas pe-
cas todas novas, os salees esiaro elegantemen-
te ornados, e a boa ordem ser manlida.
O. regularaenlo do Illm. Sr. Dr. chefe do poli-
ca ser Clmenlo execulado, e nao terao ingres-
so as pessoas que nao se apreseniarcm decente-
mente vestidas.
Os bllbetes para senh^rss gratis e homens 3$:
avisos martimos.

Para Lisboa
ptetonde sabir coi mun. brevidade o tmgae
ie 320 b- porlugz FjQrinda, csftlo. Jjjatijim AugusUv
Segunda-feira 9 do corrente.
PELO AGENTE
PSTANA.
O referido agente honrado com a confianca do
Illm. Sr. Joo Pereira Moutinho que se retira
para Europa, far leilao na sua casa de campo no
Mondego confronto ao sitio do finado comraen-
dador Luiz Gomes Ferreira
DE
Movis de gosto e boas made:ras para ornatos de
sala, quartos ele.
Ougas, crystaes, porcelanas, candelabros, ser-
pentinas, espelhos.
Efpravos de ambos os sexos todos com habili-
dades.
Obras de rala de gosto moderno etc.
Principiar s 11 horas.
Haver mnibus s 10 horas, gratis na esquina
da ra do Crespo. a
A. bordo da barca fia aceza Ceaia'
viada de Rueafe^Avres e cfu acha .
Pergunta-se a jeneravcl confraria de Santa
Rita de Cassia se a-; futuras procissoes sao tollas
a custa da mesa re-e-dora ou dos liis que con--
correram com aun esmolas ; so for a cusa da
mesa, nada diremos, mas se nao for, qual a ra-
zao delta nao passsir na roa de Santa Rita, no
quarteirao desde o beceo do Nogueira al' o de
Santa Cecilia? per ventura os moradores dessa
quarteiao nao concorreram com suas esmo-
las?!!!!!! !
l'm esmoler.
= Jos6 Antonio Voixcira Pinto segu para a
Europa no primeiro vapor a tratar de sua saude.
OSr. Francisco da Silva Lisboa queira por
favor ir a ra do CabugS, loja n. 11.
Allenco.

Joaqmm de Souza Calvan faz scicnte ao res-
peitavel publico, qub de hoje em dianlo fica cha-
mandoso Joaquim Oavalcanli deAlbuquerque.
O abaixoassig lado pede aos Ulms, Srs. re-
dactores desle uiaijio, qua a bem da verdnde, '
declarem-llie ae p deste, se foi elle, ou se lev
eerencia em urna pergunta feila a confraria de
Santa Rila de Cassi i no Diario de hontem.
Joaiuim da Fonseca c Silva.
N-jo foi o Sr. Joat uim da Fonseca e. Silva o au-
tor da pergunta ci na.Os redactores.
O dono da casa n. 10 da ra Bella, a qual
quer-se comprar, d.rija-se a ra larga do Rosa-
rio n. 17.
Quem precisa de um caixeiro que entenda
o francez e mglez, escrevendo as mesmas liri-
guas, com pratica i le escripia, queira dirigir-so
a esta typographia, dando-se exactas informacoes
a respeilo.
Jos Jorgo re raso para o Rio de Janeiro,
ejulga nada dever a ninguem.
Roga-se ao Si. thesoureiro das loteras da
provincia o favor d nao pagar o meio bilhete n.
\')'J da terceira paito da quarla, que foi perdi-
do, cujo mcio bilheie est ossignado as costas
por Geraldo Jos de Souza Lima, Franklin Fran
cisco Brrelo e Isabil Juliana.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
corpo de commercio desta praca, que deixou de
ser caixeiro da casa do Sr. Bernardino Francisco
de Azevedo Campos ; e prevalece-so da occasio
para lhe agradecer is maneiras altenciosas, e o
bom tralamento qui do mesmo senhor recebeu.
c do sua familia, d ranle o curto espado de 4
annos.que esleve en sua casa. Recile 4 de abril
de 1860.Joaquim Caetano da Silva.
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss das C tiagas da igreja do
Paraizo.
A mesa regedora desla irmandade julga cum-
prir um dever de sdemne gratidao, manifestan-
do publicaniQnle n sju reconhecimento s com-
munidades rcligrosis dos Rrms. Carmelitas o
Franciscanos desla :idde, as sociedades dos Tv-
pographos, dos Sact orros Mutuos, dos Selleiros
e dos Marcineiros, < as pessoas particulares que
concorreram para o brilhanlismo da procisso
que expz visla di s fiis domingo prximo pas-
sado, 1 u do corrente. Outro sim, agradece cor-
diulmente aos mor dore3 das ras por onde tran-
silou a procisso, p >lo estado de limpeza das res-
pectivas testadas de suas casas; pedindo desctl-
pa aos mofadores d iquellosjua por onde, se-
gundo o annuncio menormente publicado, dei-
xou depassar a meima procisao, porsemclhan-
Ic falla, unicament devida lardanca do com-
parecimenlo do ca icllo da irmandade, o que
occasonou que a pr>cisso nao podesse sahir da-
igreja se nao j bailante larde. Consistorio da
irmandade do Senhc r Bom Jess das Chagasda
groja do Paraizo 3 le abril de 1860.
flen jamin do Carmo Lopes.
Escrivo.
Precisa-so alugar um negro escravo : na na
da Moeda n. 27.
Precisa-se alufar um escravo para o servi-
co interno e extern) de urna casa : na ra das
Cruzes n. 41, loja.
O peixe dos curraes do norte, quinla-feira
santa chega de mndr jgada cm Fra de Poilas n.
95, o qual ser vend do por todos os precos que
apparecerem niss3 occasio.
Ra On-cita n- 76.
Vendem-se ircs escravos pecas, sendo urna
prela de 2S annos de idade, urna mulalinha de
15, e um mulatinho fe 18 a 20 annos, cores bem
escuras, chegados u timamentf de Garanhuns.
Precisa-sc de un criado de 14 a 16 annos,
dando dador sobre sua conducta, assim como
una menina da mesma idade para pensar urna
enanca, dando-se alguma conveniencia: na pra-
ca do Corpo Santo nj 17, terceiro andar.
Os abaixo assignados declarara que desde o>"
dia 31 do prximo passado deixou de ser noss
caixeiro. o menor Aldxandre Correia (iabral; por
isso roga-se a todos que tesham conlas cornos
abaixo assignados de nao pagar-lhe cunta algu-
ma ; assim avisamos para nao ignorarem. Reci-
fe 4 do abril de 186(1.Sampaio Silva 4 C.
Joao Pires de Almeida Lopes scicntifica ao
muito respeitavel corpo de commercio, que deu
sociedade em scu armazem de carne secca na ra
da Praia n. 10 ao Srj. Manoel Jos de Miranda,
cuja sociedade tica gvr6ri8osob a razio do Pires
4 Miranda, pudendo qualquer dos socios usar da
firma s nos negocio i tendentes ao dlo arma-
zem, e principiar des la data em diante. Recifo
2 de abril de 1860.
Vendem-se paLctols de ganga, caifas e col-
Ictes de casemira prios com o forro bordado,
muito bem fetlos, ditos de brim de diversas qua
lidadjs a 5S e 4j : os pretendenles podem diri-
gir-se ao arco da Conceicao, que ahi acharSo Ma-
rnnno Francisco de Jliv'eira, alfaiate bem conhe-
cido^ para tratar do ajuste, que se quizerem, vca-
djer. por alocado.

Mm^


)
CIMUIOTO PERRMMOCO. QUINTA FEIRA 3 BE ABBIL DE t86.
N
Altencao.
0 abaixo assignado fiz saber a toos es se-
nhores mercantes ou capites de navios, nacio-
naes ou citrangcito, quo lem meslro para cor-
lar c fazer qualquer velas para navios, lui-
dos e encerados : quem se quizer ulilisar de seu
presumo dirija-se ao beceo da Doia n. 39, se-
gundo andar.
Marianno Joaquim da Costa,
= O abaixo assignado roga. ao Sr. Bernardo
Gomes de Mello morador no Passo do Camaragi-
be o obsequio de dirigirse a ribeira da Boa-Vista,
taberna da entrada, para tratar negocio de seu in-
teresse, do contrarise fa( publico porque razo
se lhe faz este pedido.
Francisco Antonio Wartins.
ss Os abaixo assignados dissolveram amiga-
vclinenlc nesta data a sociedad* que linham no
armazem da ra da Praia n. 13, que gyrava na
razio de Ramos & Silva, Tirando lodo o activo e
passivo a cargo do socio Hamos, llccife 31 de
marro do 1860.=Jos dos Santos Ramos de
01iveira.=Joaquira Baplisla da Silva.
Osenhorqnc tirou honlem urna cerlido na
secretaria da cmara queira vollar a inesrna se-
cretaria para ser advertido de um engao. Recife
3 de abril de 1860.
Precisa-se de um menino que tenha pratica
de taberna : na praca da Independencia u. 22.
Pretende-se comprar a taberna n. 141 da
ra do Pilar,m Fora de Portas : quem se julgar
cora direilo a impedir esta transacc.o reclame
no prazo de 3 das.
-- Alcxandre 1'. Staedin relira-se para Europa.
Aluga-se a loja da ua da Imperador n. 17,
lado do caes : a tratar no primeiro andar da mes-
na casa.
YESERAYEL CONFRAMA
nE
Santa Rila de Gassia.
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Si
Si

e
3
Ra Nova n.U4.
liad inw Rosa Hardy crta d receber no na-
vioRrthe um lindo orlimento de fazendas
fiadas cm direitura per -sua coala, rico* chapeos
de sed i com reos, serties, do cores, para sc-
nhora, lindos chapeeenhes a Garibaldi para me-
tas de 8 a 13 anuos, chapeozinhos de baplisado,
um gr tnde soriimento de manteletes do ultimo
goslo lo pnco do 2S> al 55/, lindas minias
pretas para cabera,-enfeitea de vidrilho para sc-
nhora rico cortes -de vestido de seda bramos,
prelos e de cores, grnsJenaplos'de todas as co-
res, capellis as mate modernas para noiva, bai-
les e theattos, luves de pellica para homcra e
senhoa. ricos leques, bouquel, -flores, osso e
madreperola, um grande soriimento de chapeos
de sol de le das as anualidades, vestidos de baptisn-
do, perfumara, esparlilhos,chita, cambraia bran-
ca e d; cores, musselina branca, organdys, ma-
dapoli.o, e imitas oatras fazendas que se vendem
muito em conta.
VC
C^J
ce>
s&s
en
zsz
QO
*ers
bandejas enfeitadas.
Cor tini-sc a preparar com diderenles modcl-
los c figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholcs do nosso morcado, e delicados bolinhos
era liiras separadas, pesado vista e contento
da encomrnenda ; assim como bolos inglezes,
franezes 0 de massa secca da mandioca, podios.
crern carne de porco proprios da paschoa, ludo com
muilo asseio, bem frito, e o mais em conta ; di-
rija-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que i cura bem servido.
Precisare de um caixeiro que tenha prati-
ca de taberna c que fiador a sua conduela ; nao
se ollia dar-.-L' bom ordenado : na ra do Rosario
da lina-Vista n. 56, taberna.
f52 f*E?
ConviJo pelo presente a tolos os charissimos
irmaos acomparecerem paramentados de habito
co nossa ixreja nos das 5 do correte s 8 lio-
ns da manhaa e 1 da larde, 6 s 4 horas da tar-
de, 7 s 8 horas da manhaa e 8 s 8 horas da
manhaa, afiui de assislirem aos aclos da semana
santa e acompanharem. as procisses do Senhor
Morlo e Resuscilado ; assim como pe^o em nome
da mesa regedora, aos moradores das ras pelas
quaestem de passar as mesillas de mandarcm
varrer as testadas de suas casas, que sao as se-
trninlos : ra de Santa Rila, ra e Iravessa de S.
Jos,"ra de Santa Cecilia e rcslo da de Santa
Hita, largo e ra da Penha, ras do Livramento
? (Jueimado, praca do Pedro II, ra do Impera-
dor, Iravessa doOuvidor, ra das Cruzes, praca
da Independencia, ras do Cabuga, Nova e Fi-
ros, Camboa e paleo do Carmo, roas do llorlas,
Martyrios e Augusta ao vollar no chafarz, ra
Imperial, Ciicj Ponas, roa Direila ao vollar pa-
ra o paleo da Penha, roas d'Assonipc.io e o-
gueira rcslo de Santa Rita ao recolher-se. Poco
as respeilaveis confrarias o irmandades que se
dignaren acompanhar as procisses de compa-
recerem as horas do convite.O escrivo,
Antonio I(. Pinheiro.
Precisa-se de um bom ortelao pa-
ra um sitio distante desta ciciade 5 le-
guas, piga-se bem: dirijam sea lllia
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
s= Caciano Tinlo de Veras faz scienle a quem
inlcressar que cslem excrcicio da vara do juiz
de paz do 4o anno, do primeiro dUlriclo da fre-
guezia doSS. Sacramento do Sanio Antonio des-
ta cidade, para que foi cleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
e em qualquer parle que for encontrado ; c que
d audiencia as tercas e sexlas-feiras as 4 i\'
horas da larde corno ja lem annunciado, na cosa
publica das audiencias. Recife.29 do evereiro
de 18G0. ?
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
N. 27-Rua da Impciatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cfficina em Pernambuco para lavar as
palhinhas das mobilias ae mais encardidas, lor-
nando-se oulra vez tao a Ivas como no estado
primitivo ; esta magnifica preparaco chimica
(em a propricdadcde.dcsenfecUr as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
nicsinacasa lavam-se chapeos de palha de Italia,
o jioem-se moda.
Laboratorio de lavagem
NA
Casa de banhes do pateo do ('.armo.
Neslc eslahelccimento, cojos perfeilos apparc-
lh.is vindos da melhor fabrica da Europa, leem
de ser nm breve ampliados com outros novos e
de maiores dimensoes, j se lava e engomma
com perfeicao loda c qualquer qualidade de rou-
pn no curto prazodel2 a 15 dias. Consigue-se
osle resultado pelos systcrnas mais simples, ex-
actos e inofensivos, ajudado pelo concurso in-
lilligcnlede obreiras frincezas, inglezas, portu-
guezas e nacioiries, c pela certeza que resulta de
una pratica de anno c meio.
Garante-se o bom resultado, liram-se todas as
noloas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Rccebe-se t roupa nos dias 1,2 o 3 de cada,
mez, e entrega-se nos dias 15, 16 c 17, e a que |
se recebe nos dias 16, 17 e 18, entrega-se nos:
dias 30, el e 2 do mez seguinte.
No mesmo estabelecimento precisa-se ainda de
peritas cngominadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, livres, nacionaes ou estrangei-
ras. Paga-sc at 1$ diarios, d.indo-se sustento, e
podendo ellas dormir no cslabelecimento, ou
irem as 6 horas da manhaa e voltarem as 6 da
tarde; mas em lodo o caso deve dar garante
sua conduca.
= No Caf fi Restauran! do commereio, na
ruado Trapicho Novo n. 22, precis-se de ser-
enles
9
D JJr. Cosme de Sa fereiraj
de volt de sua viagem instructi-
tiva a liuropa continua no exer-j
cicio de sua. proGssao medica.
Da*.consultas em seu escripto-|
rio, no bairro do Recife, ra dai
Cruz n. 53, todos os dias, menos!
nos domingos, desde as 6 horasS
te as 10 da manhaa, sobre os',
seguintes pontos
&M&
Procisa-se de urna ama para casa de pouca
familia (-.: pessoas), que faca lambem a> com-
pras ; no pateo do Carmo n."20, primeiro andar.
Precisa-se de um amassador que seja bom :
na padoria da ra largado Rosario n. 48.
Precisa-sa de um bom amasssdor para a
padoria da Passagem da Magdalena ao p da pon-
lernde : a tratar no aterro da Boa-Vista, pa-
daria de Domingos Antonio de Sonza Beiris.
= Domingos Beroardioo da Cuoha vai a Por-
tugal, e deixa por seus procuradores os Srs. Jos
Antonio Ferreira Vinhas, Joo Luiz Ferreira Ri-
beiro o Domingos Jos da Silva, a quem deixa
poderes para receber c pagar todos os seus d-
bitos.
Antonio Feroandes de Azovedo ai a Por-
tugal o deixa por seus procuradores os Srs. An-
tonio Martins de Carralho Azevedo e Joaquim
Domingues Fernandes, Antonio Avelino Leite
Braga.
= Manoel Joaquim do Oliveira vai a Portugal
a tratar de sua saude, levando em sua compa-
nhia sua mi u. IIaria Borges.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar para casa de homem sollciro, prefe-
rindo-se de racia idade : na ra do Camaraon.7.
= Acha-se estabelecida na ra do Jasmim do
bairro da Boa-Vista urna nova fabrica de ferreiro
com todas as proporce3 necessarias para bem
desempenhar loda e qualquer encomrnenda lano
novas como de concertos. O proprielario da dita
fabrica Guilhernic Daniel, prometi a mais res-
tricta ponlualidado no cumprimenlo das obriga-
cocs que contrahir c por isso espera ser coadju-
vado pelo publico desta cidade.
Willam Charllon relira-separa a Europa.
Aluga-se um bello predio de dous andares
e sotiio, que equivale a um lerceiro andar, silo
sito na ra Augusta : quem o pretender dirija-so
a ra Direita, casa da esquina do becco da Penha
segundo andar.
Precisa-se alugar urna preta que saiba en-
gommar, pira casa de pouca familia, paga-so
bem : na ra da Cruz n. 23, segundo andar.
O abaixo assignado faz publico ao respeila-
vel corpo do commereio e mais a quem interes-
sar possa. que vendeu o seu estabelecimento de
molhados da ra da Cadeia do Recife n. 25, ao
Sr. Antonio da Silva Campos, livre e desembara-
zado. Picando o mesmo abaixo assignado encar-
Candieiros econ-
micos.
Contina estar & venda um completo sorii-
mento de candieiros econmico?, pela experien-
cia j orinecidos, assim como lambem contina
a estar a venda os preparas para os mesmos, em
porcao e a rctalho, com preferencia, econsumi-
dores que compraram na mesma loja : na rna
Nova n. 20, loja do Vianna.
== Thomaz Whilty, subdito britnico, vai para
o Rio de Janeiro.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
, = Na ra do Querimado, loja n. 8, precisa-se
{contratar para criado nesta cidade, um menino
porlugnez de 10 a 14 annos ;. garante-se bffni
tralameiiio, e igual ordenado.
Para bales.
SALSA PARRILHA
DE
Remedio sem igual, sendo recoohecido pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
livel para curar escrophtilas, cancros, rheumalis-
mo, enferraidades do ligado, dyspepsia, debili-j 700 c 800 rs., bonec
dado geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erupces que resultam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
Na loja da guia de ouro, na ra do Cabuga n.
1 B, vende-se peca com 50 metros de aslia para
fazer bales a 6$, lufas de seda e bico com vi-
drilho a 25 o par, ditas de cores a 1J200 al 2,
ditas de pellica branca a 29, touquinhas de laa
muilo lindas a 1} o 1$200, sapaliahos de la e
merino ricamente enfullados.
Laa piara bordar.
Na loja da aguia de ouro, na ra do Cabuga n.
1 B, vende-se laa raaito fina c de todas as cores,
pelo baralissimo prego de 69 a libra.
Figoiespecial.
Na ra do Cabuga n. 1 B, vende-se riquissimo
figo em caixinhas de 8 libras a 2$.
Liuha do gaz.
E chegada a loja da aguia de ouro, na ra do
Cabuga o. 1 B, a superior linha do gaz, em cai-
xinhas com 30 novenos, qun se vende pelo bara-
lissimo prego de l2u a caixinha.
Pava i; ve jas.
Na loja da aguia d.e ouro, na ra do Cabuga n.
1 B, vende-se volante Utrgo o estreito, trina e
galoes detodas as larguras, que se vcudepor ba-
ralissimo preco
Carlingas.
Na loja da aguia de ouro, na na do Cabuga n.
B, vendem-se boncclas de choro a 500, 600,
= Antonio Jos de Souza Guimaries lira-so I regado da liquidacae. Recife 2jle abril de 1860. j New York, achara-se obrigados a prevenir o res-
, peilavel publico para desconfiar de algumas te-
para fra do imperto, e declara nada devtr nes-
ta praca nem fora della, assim como nao existe
letra alguna ou obrigaco de seu aceite 011 en-
dono, e deixa por seus procuradores ans Sis. ,
Jos Antonio Goncdve da Rocha c Joao llanoel zer passara pelo dissabor de ver o seu nomo por
da V'iga e Seixas.
Manoel Jos do Nasciuiento Silva.
= O Sr. Antonio D. F. dtrija-se ra da Roda
n. 11. para o liin que nao ignora, isto no prazo
de 3 dias, contados da data desle, ose o nao fi-
'. Molestias de olhos
de
coracao e
de
*. Molestias
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquer!
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-!
sultarem era' feto ndistincta-j
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepejio os doen-
tes de olhos, ou aquellesque por!
imotivojustoobtiveremhora mar-;
[cada para este Gm.
A applicacao dealguns medica!
jtnentos indispensaveis em varios]
casos, como o do sulfatodealro-
1 pina etc.) sera' feto.ou concedido!
gratuitamente. A confianqa que|
! nelles deposita, a presteza de sua I
^accao, e a necessidade prompta!
de seu emprego; tudo quanto o
demove era beneficio de seus!
idoentes.
Roga-se ao Sr. fiscal do bairro de S. Jos
ou a quem competir, que lance suas vistas com
alten cao rara a casa que se est reedificaido na
ra liireili n. 121, com um oitao singlo a ma-
neir; de gaiola ou ratoeira para pegar gente e
man la-la para o cemilerio : isto lhe pele um
medroso que nao lera rnedo de ficar pegaio.
O abaixo assignado, subdito inglez, telira-
se pora Inglaterra. James Soulhuarl.
_ Na ra do Socego no Campo Verdo, d-se
dinli.Mio 3 juros sobre penhores de ouro, prala
ou 1 redios, assim como rebatc-se lclliai com
flrmis boas e rebate ordenados.
Precisa-se de um menino porlugnez le 12
extenso nesla mesma folha, e talvcz em outras
mais, o entio s explicar melhor o negocio.
ESCRiPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOliTOKES
F1LLIPPE DA MOTTA DE AZEVEDO COR REA.
E
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNEIRO.
Ruado Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molla de Azevedo e Salgado advogam
tanto no foro civel c commercial conio no crimi-
nues imitaedes da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao ellcs os nicos proprietaiios da receita
2-5r- Brisl0". lendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de
as de massa e de cera rica-
mente vestidas, esplngardinhas, espadinhas, tam
borzinhos proprios para meninos, apparclhos pa-
ra almoQO e para jai tar para bonecas.
PERFUMARI4S.
Na loja da aguia dio ouro, na ra do Cabuga n.
1 B, venJ-se superior espirito de alfazema, a
garrafa 500 r9 oleo de babosa proprio para con-
servar cabello a 500 rs.. a verdadeira agua de co-
lonia em garrafas grandes a 18500, dita em ar-
rafinha ou frasco quadrado a 500 rs., frasquinhos
muilo lindos com palchouly a 800 c 19, agua do
alguma tem or'en,e garrafinhas enfeitadas a 19500, vina-
gre aromtico proprio para dArde cabeca a 1J20,
- Bristol, |
porque o segredo da sua preparaeo acha-se so- os Terdadeiros pos para denles em frasco de vi-
mente era poder dos referidos Lanman & KemD i^ro ? ^ ^s UM,',!' ^e urso e de oulras muitas
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binages de TJrogas perniciosas, as pessoas que
quizercm comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguales siguaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa !
Io O envoltorio de fora est gravado de um
qualidades, que vista do freguez se far todo o
negocio.
Aleias.
lado sob urna
nal e ecclcsiastico, em qualquer das instancias ,
a!14 annes de idade para ser caixeiro de una das i encarregam-se de qualquer queslo, emfim, tra-
mcll ores casas cm Nossa Senhora do O' : juera, lam de tudo quanlo diz respeito a sua profisso,
pretender dirija-sc ra Direita n. 53.
O proprielario Manoel Jos Pacheco d< Mel-
lo e sua senhora, retiram-se para Lisboa, Uvan-
do lous criados em sua companhia por tome
Manolinc Pacheco de Mello e l'ilippc Pache-o de
Mella ; e julgam nada de ver,. se porm aljuem
se j'ilgar credor aprsente suas contas no jrazo
de oilo dias. que depois de conferidas lhe tero
pog.-s. Recife 3 do abril de 1860.
Joaquim Carneiro Leo deixa de ser caxei-
ro de Valencia & Companhia desde o dia 6 de
mar;o praximo findo
Vicente Ferreira da Cosa vai Lisboa, le-
vamlo cm sua companhia o menor JoaoMalins
de Barros Jnior. Fica encarregado da germeia
do ;ua casa seu entcado Joaquim Filppi da
Costa. YV
David William Bowmann vai Inglatirra.
Manoel Joaquim de Oliveira deixa porseus
procuradores durante sua ausencia os seguntes
o por um honorario razoavel.
Tendo em visla o interesse daquelles que ha-
bitara as provincias o que lendo dependencias
na corte, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supraditos advogados
teem annexado ao seu escnptorio um oulro. es- inventor C. C. Vristol em papel cor
pecialmente de procuradoria. no qual, debaixo .3" Que as direcoes juntas a cada g
de sua immediala vigilancia e direccao, se en-1 nma phenix semelhante a que vai aci
conlram euipregados habilitados que lomam a si
o Iratarera de lodos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e repartieoes publicas
da corte c capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar airars de raercs, ttulos, di-
plomas, extrahir patentes para oflkiaes da guar-
da nacional, cartas de juizes de direilo, munici-
paes e de orphaos, de escrivaes, tabclliaes, con-
tadores, distribuidores, partidores, provisoes pa-
ra advogar e sollicilar.dispcnsas para casaraentos,
respostasa consultas,dadas pelos niaisabalisados
a_
Para um sitio na Ponte de Uchoa, necessi-
la-se de ura feitor : a tratar na ra da Cruz, ca-
sa n. 45.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, professor de mathe-
malicasno Gymnasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir ura curso de geometra parti-
cularmente : os senhores esludantes que quize-
rcm aproveilar as suas explicaces, aim de se
prepararem para os exames em novembro do
corren! anno, queiram dirigir-se casa de sua
residencia, na ra Direita n. 74, para scrcm ma-
triculados.
. Quem precisar de um criado para comprar
navua e juntamente enlcnde de cozinha, ou mes-
mo para administrar algum estabelcimento, pois
entende de negocio, e pela sua indigencia se su-
jeila a todo e qualquer servico, dando fiador a
sua conducta, dirija-sc a tratar na ra da Praia,
taberna n. 60.
Precisa-se de urna ama secca que saiba co-
zinhar e engommar, e que sirva, para comprar
na ra, para casa de urna senhora solteira : quem
pretender dirija-se a ra dos Martyrios, sobrado
de um andar, n. 9.
peona O'iiiusuiOto o oo>j>cb>$
I Seguro contra Fogo |
! companiiia
scnl. ores I. o Sr. Antonio Rodrigues de VIei- advogados; agenciarem pelo thesouro geral o
recebimento de dinhelros que tenham cabido em
exercicios lindos, tralarcm de cartas de natura-
lisaco, etc.
Os precos sao mu raeoaveis, e garanle-se^a
promplidao e zelo no desempenho das diversas
comraisses, sendo sempre bom que as partes in-
Idiquem qual a pessoa da corte encarregada do-
| negocio e do pagamento das despezas. As par-
: tes que nao liverem correspondentes na corte,
relies, seu socio ; 2o os Srs. Prenle Viania &
Con panliia ; 3 os Srs. Vianna AGuimaracs
llixlrafcao dos dente.!
chapa dcaSo, trazendo ao p "a< I fcfliP! de 0ur0- na rua fo Cabuga
seguiutes palavras: H UlA.:.^ndem-se superiores meias tanto pa
D. T. LANMAN & REMP
SOL AGENTS
N. 09 Water Street.
New York.
2* O mesmo do outro lado lem ura rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
pietarios.
0 Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
de rosa,
garrafa tem
phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. 89.
Bahia, Germano i C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22.
lJWSffiKK.
Jos Anacleto da Silva bem conheco
lentisla e sangrador est estabelecido na
L4! C4aomb.'-| Ipodem dirigir-se directamente aos advogados aci:
nele n. 19 ; tira Umbera denles e ra^es ;;!,. .. i-----*. ..,*ic .en-
corn qualquer cirurgio dentista, cal a os*
turados e separa bem os denles da frriie, i
tanto cm seu gabinete n 19 a qualquer
hora como fra, mandando-Ihe cscripto
com o nome da pessoa indicando o lugar el
Domen da casa, sangra muilo bem e ap-i
plica ventosas sarjadas c
1 Tambem fabrica I
3 para cncommendas dentro e fora da cidade @
S excellenle pomada e banha imperial mu
fina 2 cheirosa, ero latas com mcia libra
para manter com solidez e bello lustre pre- @
@ to os cabellos, esta nova forma de poma-@
@ das 3 de banha imperial superior e pre-
ferivcl para o uso diario, a toda especie de
~) banhas fabricadas nesta praca a 2j e 3$ a
i lata. d
i
i
i.
na rua
LONDRES
AGENTES
5
Precisa-se de urna ama de leite.:
Diieita n 2, primeiro addar.
Precisa-sede um menino de 10 a 14 annos
para caixeiro de taberna e urna ama para todo
servico de pequea familia ; na rua da Impera-
triz-n. 74.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se fallar a Sr.
Joao da Costa Maravillia.
ol n da.
Aluga-se o sobrado da rua de S. Bento n. 25,
confronto a academia: a tralar no Recife, rua da
Cruz n. 23, segundo andar.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 do correnle foi recolhida em seu
sitio na Poni, de Uchda urna preta vclha por
nome Arma, era estado de embriaguez c raordi-
dida por uns caes. O seu estado no permiltio
obTer della informacao alguma que indicasse se
era livre ouescrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-so quasi reslabelecida, mas apenas
sabe dizer que perlcr.ee a urna senhora viuva,
moradora na rua do Collegio, c por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quera
pcrlenca a mande buscar.
Gabinete Portuguez de
Leitura.
A directora do Gabinete Porlugu faz publico, quo se acha vago o lugar de ajudan-
.ic de bibliothecarlo, e por isn convida a qual-
puer socio accionista (ou pessoa que esleja no
caso de o ser) que tenha prelencoes a dito car-
go, de apresentarem suas proposias no mencio-
nado estabelecimento, para os convenientes fins.
Secielaiia do Gabinete Portugus de Leitura
em Pernambuco aos 3 de abril de 1860.
Manoel Jos de Faria.
i." secretario.
= Offerece-so urna pessoa para ensinar latir e
francez, dando Uces em casa de sua residencia :
quem do seu presumo se quizer ulilisar, dirija-
se rua do Queimado n. 18. Por preco cora-
modo.
DauphantGcorges.Deverhoix Laurent, Dau-
phant Mauncie, Douphant Jean, Malhot Josre,
subditos francezas, retirara-se para fra da pro-
lincio, e talvcz do imperio.
G J. Astley & Companhia.
Vende-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro para
purgar assucar.
Estanto em barra.
Vernii copal.
PalKmha para marci-
neirt.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre,
g Brimdevela: noarma-
9 zem de C. J. Astley & C.
3
i
S0CIEDADE HWCIIIIV
Amorim, Fragoso, Sanies
(fcCompenhia.
Os Srs. socios commandtarios sao convdalos
a realizar a segunda entrado de 12 1|2 por ceito
stbre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cr-
rnte, do conformidade com o respectivo conta-
to social.
Quera precisar de urna ama de leite dii-
ja-sc ao paleo do Hospital n. 26.
|! DENTES 1
1! ARTUFIGIAES, i
ma mencionados, ou a algum dos seguinles agen-
tes as capitaes das provincias: Irata-sc em Per-
nambuco cora Frcderico Chaves, na rua da Im-
peralriz n. 17 ; Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarchc Mavignier.
Condecorares,
O abaixo assignado, empregado no thesouro
nacional, o residente na corte, se eiicarrega de I
tirar e remetter com promplidao os competentes i
ttulos quelles senhores, que foram agraciados
no dia 14 de marco, anniversario natalicio de S.
M. a Imperalriz. Ser porem necessario que lhe
remeltam a autorisaco competente, ou carta de
ordem, indicando-lhe a provincia e lugar de suas
residencias para facilitar a remessa dos mesmos
ttulos. Encarrega-se igualmente do todos e
quaesquer negocios pendentes das secretarias de
eslado, thesouro nacional e internuncio apost-
lico. Rio, 20 de marco de 1860.Joao Baptisla
Carneiro da Cunha.
Os consignatarios da escuna porluguezn Rni-
nha dos Acores, avisara aos passageiro3 abaixo
declarados, que ainda nao satisfizeram suas pas-
sagens e adianlamenlos que o venham fazer at
o dia 10 de abril prximo futuro, do contrario
ser.io as respectivas obrigaces devolvidas para
a ilha de S. Miguel, afini de seren cobrados dos
respectivos fiadores, com os juros vencidos.
Antonio de Medeiros e sua familia, de Ponta
Delgada.
Joo Jos Vicente e sua familia, dem.
Jos Antonio da Silva, dem.
Maria Isabel da Silva, dem.
Virginio Augusto Quintal, dem,
i Jos Cabral Pacheco, de Villa Franca de Campo.
| Manoel Joaquim Corroa, dem.
Manoel Vieira, idem.
y Julio Lovres de Oliveira. idem.
|;nuaestreita do Rosario n.JiJos Antonio dasiva, idem,
|3 Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- l Manool de Souza Pmentcl, idom.
) tifbiaes pelos Jous systemas VOLCANITE,.!Josc de Medeiros, dem.
i
i
O Sr. Luiz Ayres de Almeda Freilas ou o
IUra. Sr. Dr. J. Ayres do Almeida Freilas, ro-
gado a chegar rua da Cruz n. 27 para receber
urna caria de importancia vinda da Bahia.
Por um corte de cabello e
lisamenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contrr-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenloesl hoje as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, ele, etc., ca-
balleras de loda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello scrao feitos em sua
presenca, se o desojaren), e achar-se-fa'a sempre
urna pessoa disponivel para cortar os .cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
ch; pas de ouro ou platina, podendo ser
| precurado na sobredita rua a qualquer
* hora.
:@3S@ @@
U abaixo assignado vai a Europa
icando na administracao des seus ue-
{;ocios tendentes ao seu eicriptoriode
jtousignacoes o Sr. Miguel Jos Rodri-
gue Vieira, e procuradores os Srs. An-
tonio Lopes Pereira de Mello, Antonio
Bernardo Vaz de Carvalho e Joao Bap
lisia de Campos. Pernambuco 31 de;
tnarro de 1860.Joao Pereira Mou-i
linho.
O abaixo assignado vai a Europa
leix.indo na gerencia dos seus negocios
rendentes a sua loja de fazendas ao seu
ocio.o Sr. Luiz Do mingues de Souza,
o como procuradores os Srs. Miguel Jo-
:; Rodrigues Vieira, Antonio Lopes Pe
'eirt de Mello e Antonio- Bernardo Vaz
le Carvalho. Pernambuco 31 de marco
ie 1860.Joao Pereira Moutinho.
Joao Pereira Moutinho, portuguez
ra s. Europa, levando em sua compa-
nhia sua mulher, tres meninas e um
menino de menor idade.
DENTISTA FRANCEZ. ^
rua das La- m
Lourenco de Medeiros, idem.
Manoel Rodrigues Lima e sua filha, de Arrifes.
Francisco dos Santos Molla, da Laga.
Manoel omingues Bcnevides, de Carapellos.
Francisco Crabral, idem.
Agncllo Augusto da Silveira, da Relva.
Francisco Raposa de Medeiros, da Povoacao.
Francisco Pereira, idem.
Jos de Medeiros Torres. Agua Retorta.
Antonio Raposo de Vasconcellos, do Quindes.
Albano Raposo de Vasconcellos, dem. ,
Manoel de Aguiar, idem,
Manoel de Almeida Raposo e sua familia, idem.
Mauricio Pacheco de Oliveira, de Rabo do Peize.
Jos Tavares de Couveia, idem.
Manoel Jacintho Raposo dos Reis, da Povoacao.
Pedro de Mello Botelho, de Santo Antonio.
Autoniu Botelho, de S. Vicente.
CPEKEMP vNUEYArYORK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
IglSJSlilP,
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONIIECIDO
Contraconslipacoes, ictericia, afeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes,enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SASGl'E.
75,000 caixasdeste remedio cousommem-se an
nualmente I I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendaao como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas era caizas de folha pa-
ra rcsguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operacao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheloque acompanha cada caixa.pelo
i qual se (cara conliecendo as muitas curas milagro-
'; sas quetera etlectuado. D. T Lanman & Kerop,
droguistas por atacado em Nova Vork, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acharn-se & venda cm todas as boticas daspriu-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E I.NFALL1VEIS.
seiihora como para homem, ditas para menino o
menina, que aiancamos vender por baralissimo
preco.
COMPANHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
um i m.
CAPITAL
Cinto miluoes de Ubt&s
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que estao plena-
mente aulorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telia e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
lloga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruarlo-
Queimodo n. I O.
Manoel Rodrigues Vieira das Neves, porlu-
gnez, vai para o Rio de Janeiro.
Domingos Bernardino da Cunha vai para
Portugal.
= Precisa-so alugar urna preta que saiba co-
zinhar, para casa de familia : na rua do Trapi-
che n. 26, taberna.
Joo Pires de Almeida Lopes faz publico,
que em 31 de margo prximo passado contrahio
Eocicdadc com o Sr. Manoel Jos de Miranda em
seu armaren! de carne secca, sito na rua da
Praia n. 10, cuja sociedade fica gyrando sob a
8c5? de Pires u'rir"la. Recite S de abril de
IboO.
. == Precisa-se saber ono residera os herdeiros
do fallecido Antonio de Souzo vilerus natural
do logar de Santo Antonio da Ilha de s. .ui...i.
o qual veio para o Brasil ha annTJs, o dizcm fra
rasado nesta provincia de Pernambuco, ou na do
Alngoas, com urna senhnr,a chamada D. Doroih4a,
e isto se deseja saber a bem dos iuliresscs di^
mesmos herdeiros: na rua do Crespo n. 12, loj>.
1RMA1NDADE
DO
DE
Gommisso de escravos
Pastilhas
vegetaes
Kemp
Paulo Gaignoux, dentista,
- rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e H
* p dentifleo. 2
^LJLlJJLJLJULXJUJLXXXJLJs.JLLt.^^
CASI LliSli-BRASlLEIIIa,
2, Goltlen Square, Londres.
i. i*. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar i casa contigua, ampias e excellenles ac-
comriodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo-se recommenda ao favor e lem-
brani'.a dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esta capiul ;.eonlinuaa prestar-Ihesseus
NA
Rua larga do Rosario n. 22.
Nesta casa recebem-se escravos por commisso
para serena vendidos por conta de seus senhores,
afianca-so o bom Iratamenlo e seguranca dos
mesmos, e nao se poupa czforcos para que se-
jam vendidos com. promplidao, afim de seus se- i que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
nhores nao solTrerem empale com a venda dal-
les. Neste eslabelecimcnlo ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, mogos e bonitas
figuras.
Perdeu-se domingo pela manhaa,
um relogio patente inglez, caixa de
prata : quem o acliou querendo resti
tui-lo pode faze-lo no pateo do Pa raizo
cocheira n. 10, que sera' gratificado por
Jos Pinto de Magalhaes.
No largo do Paraizo, nica praca publica
desta fregueiia, no acougue novo, o melhor que
ha nesta praca por sua localidade e aformosea-
menio-, tanto exterior como interior,
contra aslombrigas
approvadas pela F.xra.a inspeccao de estado de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
gene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nocausam nau-
seasnem sensacoes debilitantes.
Testcmunho exponlaneo em abone das part-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kcmp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhnlava um' chei-
ro ftido, tiuha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, tao magro se poz, que eu
tema perde-lo. Neslas circunstancias um visi-
nho meu disse que as pastabas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho. .
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-ee venda em todas as boticas das
c ser muuo
-fresco, que conserva as carnes sem que ellas se
corrompam tao depressa e larguera mo cheiro.o
servaos e boas offleins guiando-os cm todaa as qne graodo vantagem (para os donos e mesmo
cousas que precisem cenhecimento ortico do para.os compradores, anda existe dous (albos
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez alla-se para alugar, por prejo CQmmcdo : 5 fallar na rua
nj .cusa o hespoahoie r*n^7. i "imperador o. 28.
principacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua do Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C., rua Juliao n. 2.
Pernambuco,no armazem i Companhia rua' da Cruz cu 22,
Divino Espirito Sanio
ILrccta no convento i\c L
Francisco.
O abaixo assignado, em nome da mesa regedo-
ra da mesma irmandade, convida a todos os ir-
maos para comparecerem aos actos da semana
santa que lem de solemnisar nos dias quinta,
sexta e sabbado os religiosos ; assim como acom-
panharem a piocissiio da ressnrreiKio no domin-
go, pelas 5 1(2 horas da manhaa.O escrivo,
Francisco Landelino da Silva.
Na casa n. 6 da rua da Alegra ha quem se
encarregue de mandar extrahir na corle os ttu-
los dos agraciados no dia II de mirco. A tabel-
la das despezas respectivas ser palele a quem
convier.
Ama.
Precisa-se de una preta para amado nma casa
de pouca familia, que sirva para comprar, cozi-
nhar, e algum engommado : quem a liver e
queira alugar, dirija-se a ruada Cadeia do llcci-
fe n. 19, armazem, que achari cora quem tratar.
A. SchalTler vai a Europa.
Emile Didicr vai a Europa.
= Antonio Jos Pereira de Miranda vai a Eu-
ropa a tralar de sua saude, e leva em sua com-
panhia sua mulher D. Henriquela Ferreira de
Miranda.
O abaixo assignado bem persuadido est do
nada dever nesla praca e nem-fra della, mis
com ludo se alguem se julgar seu credor, apre-
sente-lhe a conta no prazo de 8 dias, contados
da dala dcste, que se for legal, ser paga em
continente ; assim como pede a todas as pessoas
que lhe sao devedoras, que no mesmo prazo ci-
ma lhe vio pagar, do contrario tero de ver o seu
nome por extenso nesta folha e em outras.
Antonio Jos Pereira ds Miranda.
Quinta feiro, 5 do correnle, haver pelxe do
viveiro, das 8 as 9 horas da manhaa : na rua
Imperial, iravessa do Lima, porto do mesmo
nome.
Caixeiro.
Na.loja de fazendas da rua da Iuiperr.iri/. n.
4, se precisa de um caixeiro de responsabilidad;
que tenha pratica, e de oulro que tenha c,legado
ltimamente do Porto.
Albino Jos da Silva vai a Europa levando
em sua companhia sua senhora e dous filhos.
menores e urna criada. .
Joaquim Pereira Arantes vai a Europa, dei-
xa ficar por seus bastantes procuradores sua mu-
lher D. Anna Pereira Arantes, Antonio Francisco
Pereira da Luz e Antonio Jos de Siqucira e ge-
rente de sua casa de negocio o Sr. Antonio Fran-
cisco Pereira de Lyraj
Faltaram no dia, 3 do correnle mez da pra-
ca da Independencia, dous cavallos, sendo um
fusso e oulro rudado, cor de chumbo, lendo o
primeiro urna malha vermelha na pa, peque-
no e em grao, e o segundo lem urna marca n'um
dos quarlos, muilo novo, tem um caroco no
joellio do urna mo, lem a cauda rente : levaran
cangalhas e 3 encerados encarnados : quem o
pegar leve ao engerjho das Maltas, frefuezia do
Cabo, a entregar ao' proprielario do mcamo en-
Jgenho, que ser generosamente recompensado.
miitii Ann
ll P^v/ri i__



Ataca
Um moco com bastantes habilitacoes
para o commercio e que falla e escre-
ve perfeitamente as tinguas ingltza e
portuguesa e futa corren temen te o al-
lemo, oferece-separa caixeiro denua I-
quer casa nacional %u estrangeira :
juera precisar dirija-se a ra Direita n.
7, 2.- andar,entrada pela ra da Penlia
das 3 as 5 horas da tarde, ou annuncie.
Professor dentista.
Ra da Cruz numero 4i,
D. Juan Nogus, fax scienle aos seus freguezes
e ao respeitavol publico era gem os quaesj
lem pleno conhccimenlo da perfeico e delicade-
za do sen trabalho que continua no ejercicio de
sua profissao. tira denles com a raaior rapidez
possivel, a 2 o a 3j sendo em casa e fura delta
a o$, limpa-os a 5f, chumba com msssa diaman-
tina a 5j> e com prala a 3, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 10$, sendo para fora da cid3de qual-
quer operacao ser o preco que se convendonar.
m Ninguem confie tazendas ou qualquer ob-
jecto pedido em raeu nome ou de minha fami-
lia sem bilhele mcu, porqusnto smente assim
me considero obrigado. F. Menna Calado da
Fonseca.
No domingo 25 de marco auscnlou-se da
casa do senhor um preto muito conhecido por
bebado, e o nomo de calraio, perleoceuie a Jos
QUISTA FFJRa DE ABRIL DE 1860.
Baplista Braga : por isso roga-se a quem o pe- i:"""' """"D" ""'"' "" mmmmm
gar, leve a ra Nova n. 33, que ser gratificado. lras Pessoas ,anl de "m, como de outro paiz.
() lirornc da Inrtr. n M>tn> IU.J!.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCAO DE I, lElVAND-
Esle hotel collocado no centro de urna das cap'uaes; rapo lames da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasleiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicoe"
urna das memores da ciJaJe, por se achar nos proiimo sestaces de caminbos de ferro, da
Alleraanha e Franca, como or ler a dous minutos de si, todos os theatros e diverlimentos ; e,
alm d'rsso, os mdicos precos convidara.
No hotel basempre pessoas especiaes, fallando o francet, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez," para aeompanhar as touristas, qur em suas excirss na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nuoca exceoVm do 8 a 10 francos (3J200 4*000 )
por dia.
Durante o espado de oito a dez mezes, ahi residir d os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu filhoo r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( Je Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
Iras npnus Innln rio um P^mn ra r\ui*n n._
Almanak da provincia.
Sahio a luz-a folhinha com
o aluianak da provincia para
o correneannode
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Noticiados principac^esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos labris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
Os presos de todo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4J&000 4*500.)
IVo hofal encontrara-se informacois exactas cerca da ludoquepde precisar um estrangeiro
Sirop du
urPORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eniiofn.tes mdicos de Paris,
oomo sendo o melhor para curar con-Uipacoes, l anecces dos broncoios, ataques de jeito, irrit-coM nervosas e iiisomnolenci s: urna liberada
pela manlia, e outra a noite sao suficientes. O ttalo de;le excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
____ aposito na rua larga do notario, botica de Iiarl wlomeo Francitco de Suuza, n. 30.
Fornecimento de papel
para imprimir.
! Jnf Rodrigues do Passo, inventariante dos
i bens d( sua finada mai D. Mara Rosa d'Assump-
! cao, passou sua residencia para o terceiro andar
I do sobrado n. 37 da ra da Imperatriz : portanlo
O proprietario desle Diario tem efTnctivamente | ?s devrC5de foros de terrenos pertcncentes a
sorlimenlo de papel para imprimir, de difieren- neranci <> ? dividas, assim como os credo-
tes formatos, desde o mais pequeo al o emque'res deieri, a"1 acha-lo, isto no prazo de 12 dias,
se imprime o Diario ; e contraa o fornecimento p01s te n regular da porcao que se quizer, dando-o nesla I raarc ie l-60.
cidade ou em qualquer outra : os precos serao f'aspassa-se o arrendamento de umenge-
razoaveis, por quanto este papel importado em dlla,lU,aesta P"Qa duas legoas. vende-se
<:reilurx dos lugares em que elle so fabrica uma V"}? n0 mcsrao engeuho, machina nova
i vapor, disiilacao nova e bem montada, 22 bois
de concia, !eis quarlos, algumas obras, saffra
Compras. -
,.~\ N "a-Nm a. 35. compra-sa o compen-
dio de dircito admioialraTo por Vicente Poreira
do Reg, \* edijcio.
Independencia n. 22.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodal, que esteja em bom estado e
tenha coberta : amada Gloria n. 3.
= c.0B,,p-),a"*0> um negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 30 snnos de idade, que aiba cozi-
nhare engommar muito bem. que cosa alguma
cousa : na ra do Brum n. 16, armazem de Ma-
noel Jos dfe S Araujo.
Constante-
jnente
compra-se, vende-se e troca-ae escravos: na ra
Direita n. 66.
moedas de ouro de 16# e 20$ : na ra
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compra-se uma preta boa engommadeira e
cozniiieira, e que seja moca e de boa conducta :
no esenptorio de Manoel Ignacio de Olircira.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, prmeiro andar.
Na ra do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de A quino Fonseca, compram-se
continuadamente moedas de 16 e 20JOOO, aguias
dos Estados-Unidos, moedas de cinco francos,
oncas hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porees.
Vendas.

\gencia de passa-
porteefolha corrida
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fura do imperio por comrnodo preco e
presteza : na ra da Praia n. 43, prmeiro andar.
Terdeu-se no palco de S. Pedro dous va-
ros de cama de ferro, pintado de encarnado :
quem delles der noticia dirjase ao paleo do
Corpo Santo, armazem de massaaie n. 17, que
ser recompensado.
Muito importa saber era poder de quem
existe a escravaMara, mulata clara, filha da cs-
crava Barbosa, que foi de Jos Fcrnandes do Re-
g, de Sobral, passoua Antonio Ferreira do Fon-
tes das l.avras e este vendeu a Joaqnim Pereira
Tamboala ncgorranle do Aracaly no Cear, que
supe-se ter vendido na prara de PernamDuco
em 1847 : 6 fallar com o vigaria Francisco Jorge
de Souza na ra da Imperatriz n. 5 ou annuncie
pelas folhas.
A pessoa que Irouxe urnas rarlas de Macei
para Francisco Jos de Olircira Rodrigues queira
fazer o favor de enlrcga-'.as no ces da Alfaadega
n. 7, armazem dos Srs. Lopes Irmaos.
'- Itiiicsco aa snva c faiatc e roupa foila na ra do Crespo n. 12, pr-
meiro andar, participa aos seus amjgos e fregue-
zes que mudouse para a ra do Imperador n. 6
(anliga rua do Collegio) aonde seinpre o acha-
ra o prompto para servir a todas as pessoas que
oqueiram honrar. Neslo eslabelecimenlo nao
s se vende todos os objectos pcrlencentes a ho-
mem co.no tambem se faz obras de encommenda
com todo o esmoro c promptido.
= Aluga-se a loja da casa n. 17 da rua do
Imperador lado do ces : tratar no urimeiro
andar da mesma casa.
agencia des fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, rua da Senzala Nova n. 52.
E' chegado
plant.ua. u:
13, oja
etc. : trata-se na rua do Crespo n.
FilLHIMI.VS l'VIU 1860.
Eslao renda na tivraria da praca da Inde-
penden cia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, dasseg^uintes quali-
dades
FoLHNUA RELIGIOSA, contendo, alm do
Italetdaro e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuacoda bibliotheca do
Crisliio Brasilciro. que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos du amor, hymnos ao Espirito Santo e
p N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
aculitorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via->acra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao Sil. coracao de Jess, saudar.ocs devo-
tas chagas de Clirislo, oracoes a N. Se-
Qhom, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
zuarca, responco pelas almas, alm de
jutras oracoes. Preco 320 rs.
IFlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, rsgulamento dos direitos parochiaes.e
uma collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
receias diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
efru;tos. Prego 320 ra.
_ ov loja de Lccomte, -aterro da
Boa-Visla u. 7, o cxcellenle leile virginal do ru-
p seu escriptorio no 1* andar sa binnca {,i,ra rt-'frescar a pellc. lir'"' pannos,
\ r | sardasc espionas, e igualmenioo afamado oleo
(,sa Para li.mPa_r_l>/'1. f cres9er os cabellos,
cuja entrada pela Camboa do
Carmo.
da
assim como.p** imperial de lyrio de Florencaj
para boi'tuejas e asperidadrs da pello, consr-
.-u a frescura e o avelludado da Drimavera
" NOVO DEPOSITO
DE
Engomraa-se com asseio e promptido :
becco do Harisco n. 20.
Procisa-scaliigar um prelo ou rela, j ido-
sos, par1 comprar na rua e fazer ornis trrico
de umacasa de familia, ou mesmo uma ama ns !
mesmas circunstancias .- quem tiver quizer,
annuncie ou dirija-se a rua do Santa Rila n. 40
pt'.nciro andar. '
Lieoes de francez M
m piano. S
g Mademoiselle Clemence de Ilannelot *
g| de Manneville continua a dar lines de 3
-w francez piano na cidade e nos arrabal- *
jg des : na rua da Cruz n. 9, segundo andar M
%L$&m m$m mmmmmmm
Tnuir, n nr S de P1"" F'gueire- silo desle geuero, o qual estar aberte coneur-
livrariTda nrTT/iSHa m?da- U d'rf!r-se & Kncla d"s"*' senUotcs, das 8 horas da m-
XlhS dalndep ndcncw.queaeprcci-al.aa s 6 da larde, do dia 3 do crreme em
Rua do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Rorott & C. .nitcndendo a que os senhores con-
sumidores degolo sao pela maior parte residen-
tes nos bairrosde Sanio Antonio e Boa-Vista, r
que lutariamcom grande dilliculdade se es le es-
te eslabelecimenlo eslivesse collocado no bairro
do Recife, poderao encontrar na rua do Impera-
dor corrfroflteao oilao do deposito do gaz, um
armazem com as proporcos exigidas para depo
Bicos e rendas
dallha.
Chegou loja do Ramalho da rua Direita n.
83, um completo sorlimenlo de bicos e rendas de
ura dedo al um palmo e tanto de largura, os
mais finos que tem rindo ao mercado, e se ven-
de mais barato do que em outra qualquer parte
(a dinheiro).
Para domingo de
-paschoa.
Queijos a 1A800, doce de goiaba a 1 $000 o cal-
ilo, bolachinhas de soda a 1(600, banha de por-
co a 560 rs. a libra, tounnho a 360, vinagre a
280 rs. a garrafa, linguicas a 600 rs. a libra, cha
hyson a 1$760, manleiga ingleza a 800 rs dita
franceza a600rs.. aletria a 400 rs.. talherim a
320, espermacele a 640 rs. a libra : na taberna da
estrella do largo do Paraizo n. 14.
Vende-se ou aluga-se uma escrara com
bom leite e algumas habilidades : na rua Direila
numero 66.
Nova fama.
Toucados de velludo e fita.
Ricos toucados de velludo e Ola, todos engra-
zados a relroz. obra do ultimo gosto, chegado a
esle mercado pelo Jiaralissimo preco de 6* e 8g :
na rua do Grespo, loja de miudezs de lies por-
tas n. 5.
Enfeites de vidrilho.
Enteiteldc vidrilho, o melhor=que tem appa-
recido a cate mercado, tanto em gosto como em
do Crespo, loja de miudezs de
lili
numero 8
r*
Batatas em giros de 40 libras a 800 rs feijo
rnmnr amarello a 13e 14$o saqco.
P" Cera de carnauba, ebo remado e Go
de aigodao.
Contina a rendtfr-se no largo da Assembla.
armazem n. 9.
Bom e barato.
Vende-se espermacele em libra a 610 rs., tou-
cinho a 360. errilhas a 160, passss a 480, man-
loiga ingleza a 800 rs.,dila franceza a 560, chou-
rlcas a 600 rs., btalas a 40 rs.. doce de goiaba
a 18 o caixio, ceblas a 800 rs. o cento, painro
a 160 a libra, por baixo do sobrado n. 16, com
oilo paja a rua da Florentina.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receheram a primeira
rcmessa mensal de objectos de modas ao ultimo
gosto e raelhor qualidado, chegados de Paris
pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que em seu eslabelecimenlo, na rua da
imperatriz n. 10, lem uma sala destinada para
ellas escolherem ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza prala c de
cores bordados, e de rendas, de variados goslos.
Lindos enfeites de cabeca, goslos modernos
Kicos rcslidos de nobreza de cores e prelos,
w*ffit0?%&Tpara veslidosa
\estidinhos para criancas, de diversos gostos ;
ocm como o inelhor sorlimenlo de oulras muitas
tazendas modernas por os menores precos : no
aterro da Boa-Vistf n. 10, actualmente rua da
Imperatriz.
Cabra bicho.
Vende-se uma com muito e bom leile, tendo
dous cabnlirihos ; a tratar > rua estrella do
osario n. 34, prmeiro andar.


Sndalo
45Rua Nova45
W Variado sorlimenlo de loques do san-
9 dalo a 1OJ0O0.
3
Madapolao a
3*00o
Na rua do Queimado n. 19.
-)J!^dc'sc madaPlao cora pequeo loque a
J^OOO a peca.
Palitos de lirim a 5S.
Paulos de brim de linho a 3* cada um : na rua
uo Queimado n. 19.
peca.
Aigodao com toque de avaria a 2g a peca
rua do Queimado n. 19,
da um
tres porla!
rua
5.
(eqnes de sndalo
Ricos leques de Sndalo, o melhor que se po-
de encontrar, para senhora de bom gosto, pelo
menos preco do que em outra qualquer parle : na
rua do Crespo, loja de miudezs de tres portas
Para a quaresma.
Luras de torc.al bordadas a vidrilho, obrado
ultimo gosto, pelo baratissimo preco de Ij800 o
par. iliias sera vidrilho, bordadas a relroz, a
1280, ditas para meninas a 1J o par, lano de
seda como de relroz : na rua do Crespo, loja de
miudezs de tres portas n. 5
Pentes de massa.
Ricos pentes de massa virados, lodos dourados,
a imitacao de tartaruga, tanto em desenho como'
em gosto, pelo baratissimo preco de 3j cada um:
na rua do Crespo, loja de miudezs de tres por-
tas n. 5
Bonetes para meninos.
Cobertas do chita : na rua do Queimado n. 19.
Chales de
merino a 2S50Q.
Vendem-se eslampados a 2&500 cada um na
rua do Queimado n. 19.
'ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
I AUenco.
Curso pratico e theorico de lingua fran- '
cezi por uma senhora franceza, para dez ;
mo.as, segunda e quinta-feira de cada se-
maia, das 10 horas at raeio dia : quera
@ qui:er aproveilar pode dirigir-se a rua da Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
@ adnntados. S
@:g @@ @@@^
rioga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de s;ldarem seus dbitos na rua do Col- .
lesrio v.nHa n 9un... a, f\ j i- ae s"a'' e ,aa- ,ran5as "e seda e laa, e oulras mui-
UglO Mi n. 25 ou na rua do Queimado loja tas fazendas para enfeites de vesl dos e cazave-
n- 10- qocs: na rua do Crespo, loja de miudezs de tres'"fVe P\* dS VUS0 ,em quc c a^lica
5 couro de lustre, sendo muilo mais duravel e ba-
No aterro da Boa-Visla n. 10, actualmente rua
da Imperatriz, vendem-se :
Lindos transparentes para jnnellasc portas de
diversos prfeos, lisos e pintados, muilo pioprios
para a cidade e casas de campo.
Lampees de nova invencao que dio uma luz
raelhor qne o gaz, trabalhan em um novo liqui-
| do muito econmico.
Oroscopos, novo inslrumenlo para coiihcccr
j com toda a exactidSo o estado dos ovos.
Esleirinhas para descanso dos pralosnas mesas
, de jantar.
Espremedores de fructas, como soja caj la-
Bonetes de palha" obra do ultimo gosto a 43 raDj?' !im5" etc- e,c-
ditos de velludo a 6$, ditos do panno fino a 3 ADndorc ma8'c.os Para """ Je barba,
na rua do Crespo, loja do tres portas n 5 I ,,PaKn-n0 marrotIu'.m P./rrar mesas, sofs,
Ricas Otas dejara, largas e eslreilas. franins ?lchoM 'vesseiros. muito usado tambem pura
de seda e laa. .raneasde seda e laa e ou ras mu! | l0rr<" P"J"\.r.a CaSem,ra.
Panno couro de lustre, magnifica invencio,
Pedimos toda allcncao.
Na loja da aguia de ouro. na rua do CabucA r>.
1 B, reudem-se lodos os objectos por barassi-
mos precos para liquidar, ludo receido em di-
reitura da Europa, assim nomo seiam
Bicos de seda prelos e brancos de lindos
goslos.
Ditos de linho de todas as larguras
Ditos de labyrinlho de muilo lindos padroe*
Franjas prclas com vidrilho e sem elle d"
lindos gostos. '
Trancas prelas e de lindas cores.
Franjas de cores e lindos padres.
Ditas de linho brancas e de coros.
Dilas com belota e sera ella para cortinado. -
Franjase trancinhas de laa de todas as cores.
Trancinhas e gales de linho.
Fitas de seda de todas as larguras o mais lifo-
que se pode encontaar.
Enfeites com vidrillios e de outras mais quali-
dades.
Pentes de tartaruga lisos e virados muilo
lindos.
Leques; muilo lindos de madreperla e de ou-
tra qualidade.
/Fitas de velludo abortas e lisas de toda as lar-
guras.
Penles de massa lisos c virados que imitam-
tarlaiuga '
Ditos de bfalo de deseroharacar.
Cliapeozinhos para menino e menina.
Boioes de lodas as qualidades.
Pentes de travessa para menina.
Assim como inuilos mais objectos de todos os
goslos; que a vis la do freguez se far iodo o ne-
gocio.
Os couxeiros.
Vcndra-se saceos cora milho a 4$ cada sarco
na rua do Rangel n. 62, armazem da porta larga.
= Vende-se um garrote, boi tourfno, muito
novo, gordo e bonito : no sitio Cajuciro, em Ite-
beribe de baixo. -,
= Vende-se uma prcla crioula, de 30 a 35 a-
apa, perfeita lovadeira de roupa. com principios
de ciigonnunr, o oulras habilidades, que s com
a pr.'sonca do comprador se dir, por proco mui-
lo coinmodo : na rua Oova n. 20. .
Vende-se urna porcao de sola, chegada ul-
limamenle da Granj?. de muilo boa qualiJad- o-
precos muito commodos: ua rua Nova u. 20
loja do Vianna.
REMEDIO INCOMPARAUEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacaos po-
dera testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar cm caso necessario, que
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emproga-
do intilmente oulros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatan
todos os dias ha muilos annos ; e a maior parto
dellas sao tao sor prc-ndentes que admiras so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilacs, onde de viam soflrer i
amputacaol Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para aenSo
suhmcllerem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosorcmedio. Algumas das taes pessoas na
eufuso de seu recouhecimento declaroram es
tes resultados benficos dianle do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren] sua firmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessitasse a nalureza do mu'
cujo resultado sera prva rincoutestaveluionte
Que ludo cura.
O ungaento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em ge ral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escalda las.
Inchages
Inflammaco dofigado
Grara-se c doura-se em marmoto ttulos tu-
mulanscom emblemas morluarios, ou sem elles
assim -omo todo o qualquer trabalho cm mar-
more, :omo sejam : relogios de sol, brasoes de
arms, etc., ele por menos preco do qi:e <=m
oulra qualquer parle. Os Irabalhos do annnn-
cianle |a sao bem conhecidos dq publico, e po-
dem s mulos dos lllms. Srs. Dr. Aguiar, Vires, Taso
e outns : n tratar na rua Nova n.-30, ou na rua
da Can a d'.igua n. 52,
Na rua do Imperador n. 28, aluga se e ven-
dc-se em grandes e pequeas porees bichas
hamburguesas, e l3mK'm cal da mais nova que
na, para fabrico do assucar, por preco comrnodo.
portas n. 5.
AUenco.
FUNDIQO
DO
i-w.
Rua do Brum (passando o chafarte.)
^io depozio Aeste eslabeleeimenlo sempve lia grande sorlimenlo de me-
enanismo pata os engenHos de assucav a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combus.tivel, de facillimoassento ;
Rodas d agua de ierro con cubos de madeira largas, leves, (orles, e bem balancadas ;
Cannos de ferro, e port Moenda inteiras com virgens muito (ortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, carallos, oubois/acunhadas em aguilhCes deazas :
Taixas de ferro tundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'feno para as ornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo dino da preferencia com
que o Honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para oude elle faz viagera animal para o dito fim,
assim camo pela cootinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
Vetde-se uma,preta com uma cria, a qual co-
zinha, engomma, cose, marca. Lt. labyrinlho,
boa cnformeira, emfim sabe fazer com petfeic'ao
lodo o servico de uma casa de familia : na rua
da Imperatriz n. 9, segundo andar. Na mesma
rasa se vendo uma mulaliuha muilo geitosa, de
8 annos de idade.
Esposiedesde nietaes.
Grande sorlimenlo de metaes de todas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa, dos
mais lindos roodellos que se podem en o'ntrar
para servicos de cosa, de almoco e jantar, por
precos muito commodos : na rua Nova n. 20 lo-
ja do Vianna. '
Na loja n. 4 da praca da Independencia,
vendem-se os seguintes calcados :
Itorzeguins para homem a 6000.
Ditos para senhora a 3*.
Ditos para meninas a 2500.
Dilos para criancas a 2jj
Sapalos de couro de lustro par'a homem a 5.
Dilps de bezerro a 4J500.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
_ Vende-se, por ter de moer a vapor, uma
porcao de animaes de roda, novos, gordos e
bons, e mesmo uma moenda; quera precisar,
dirija-se ao engenho Paraizo da freguezia de Mu-
ribeca, que achara com quem tratar.
Vendem-se libras slerlinas era ouro: no
escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Vende-se por preco comrnodo 12 cadeiras
1 sof, 1 mesa de meio de sala, 2 consolos, 1
cama franceza, tudo de amarello, e com pouco
uso, assim como 3 mesas para engommar, 1 ap-
parelho de porcelana para cha e raeio dito azul
para racsa, I par de laolernas, 2 coropoleiras e 2
garrafas brancas, e tambem se troca um rico ora-
torio com magem : na rua do Queimado, loja
numero 14. '
Vende-se uma eacrava de nagao, cozinha e
lara de sabao : na rua da Santa Cruz n. 30.
Vendem secommendas. hbitos o officiala-
los de diversas ordens, com brilhanles e sem
elles, c por precos commodos : na rua Direila
numero 66.
Vende-se um caixo prin-
cipiado
para duas casos, assim como se tende a meiaco
do oilo dobrado da casa parede-meia, no Cam-
po Verde confronte ao oilao do sobrado do Sr.
Joaauim Ignacio Ribeiro Jnior ; a tratar na rua
da Imperairiz n.8.
ralo.
Cambitos para segurar roupa as enrdas para
enxugar, sao boje procurados c eslimados em to-
da a parte.
Stereoscopos com variado sorlimenlo de ri-
quissimas vistas de lodo o mundo ; vende-se o
instrumento a 43re as vistas a 4 a duzia.
Bem como outras muitas cousas de uso domes-
tico, que sao da maior utilidade, e que pouco se
conheccm aindaneste mercado.
" 45-1114 BOYA-4 5
Armazem de fazendas
e modas
Corles de vestidos pretos de lodas as qua-
lidades.
Ditos de seda da cores.
Dilos de blonde.
Dilos de phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Dilos de cores.
Capas prelas e de cores.
Grande sorlimenlo de bordados para se-
nhoras em cambraias e filos.
Variado sorlimenlo de enfeites para ca-
beca, prelos e de cores.
Dito dito de chapeos de palha o de seda.
Grande sorlimenlo de vestimentas para
meninos..
Dito de chapese bonels para dilos.
Vidros para vi
dra A 65 a caixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito comrnodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Inflammaco dabexia.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de ollios.
Moidcduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcs.
Queimadclas.
Sama
Supurarles ptridas.
Jinha, e'm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do figado.
dasarlicula'jcs.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estalocimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, llavana e Hcspanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha conlro
uma instruccao era prtuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Fabrica e loja de chapeos na
rua Nova n. 44, de Christia-
ni e Irmo.
Receberarn pelos navios chegados l-
timamente do Havre, um cscollmto
sortimento de chapees e bonets, como
sejam chapeos de castor preto (Velours
Zephir), ditos de c.storbranco, ditos de
maca francezes de ultimo gosto e supe-
rior quulidade, bonets de velludo e pa-"
Iha para meninos, ditos de panno nara.
homem emeninos, chapeos de palha es-
cura para senhora e meninas, ditos de
feltto enfullados,tanto para senhora co-
mo para meninas,tudo do ultimo gosto.;.
no mesmo estabelecimento ha um gran-
de sortimento de chapeo*, de palha da
[taha, escuros e amarellos e chapeos do
Chyle a preco de 3 a (30$ e outras mui-
tas qualidades de chapees e bmet,
vende-se tudo por precos razoaveis.
Aflcncao.
Vende-se 1 sof de amarelo, do ultimo goslo,
ainda esl como veio da loja, 1 cama franceza
com lodos os preparos, 1 loucador, 1 par de
consolos, 1 par de bancas, 1 comraoda, 1 par de
lanfernas, 1 candelabro de bronze ainda novo,
6 cadeiras. 1 cadeira de balanco, 1 niesa redon-
da, tudo isto de amarello, 1 mesa de jantar ainda
nova, e mais necessarios proprio para uma cozi-
nha: quem pretender, dirija-se a rua das Aguas
Verdes n. 32, confronte ao oilao de S. Pedro"
Milho e farelo a
5J(500, saceos grandes : na rua Nova n. 52.
ATTENQ..0 O PUBLICO.
. Vende-se uma cami franceza de Jacaranda,
nova : na rua eslreila do Rosario n. 16, prmeiro
andar.
Vende-se um excellenle carro de passeio
com rodas de sobreceleute, c muilo novo : na
rua dn Queimado n. 15.
Vendem-se 20e3tra#o de ambos os sexos,
com habilidades ou sem elas, tanto o prazo co-
mo a dinheiro, o por preco comrnodo : na rua
Direila n. 66. /
Vendem-se e concprlam-se catrinhos de raSo r
na rua da Concordia ^enfronte a renaco.


%
m
W
J
F-ijo e (arelo.
Na rua da Imperairiz, lojo do boceo dos Fer-
reiros, vende-se feij&o amarello e ptrdinho, mul-
to barato, vista do comprador se dir o prego,
e ver a boa qualidade dos gneros mencionados.
^^B^DEgRWAMBDCQ-. fiHWr+ FElftfrr&.ftfrAfolL D& 1860.
Carne de vacca salgada.
Vende-se na rtf da Cres do Recito n. 50, pri-
mciro andar, por menos prego do que em outra
qualquer parte
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Teitos para camisas.
Biscoutos.
Em rasa de Arkwight A C
Cruz n. 61.
?
Fumo americano.
Vendo-se fumo americano proprio para-mas-
car o fazer cigarros : na ra da Cruz do Recite n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
l'otassalafiussia
B CAL DE LISBOA.
lio btm eonhecido e acreditado deposito da
rui da Cadeia do Recife n. II, ha para Tender
po .assa da ftussia e da do Rio de Janeiro, nova
e c e superior qualidade, assim como tajabem
cal virg ;m em pedra: tudo sor creeos milito
ra;.oavei
I
se
$
Graude sortimento.
4a-Hua Direita*4S
Os estragadores d.
calcado encontra-
ra) neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos ab:iixo :
Horaein.
Borzeg.iimar!>toi:i ticos. .
D.tos (lustre e bezerro). .
arranca tocos. .
9<000
7$000
7#000
6^000
5<000
Uoreguins
Ditos econmicos.....
Sapatoes de bter (lustre).
Senhom.
B jrzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ,....*. 5#000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4$500
Iijr/.eguins pua meninas ('or*
tissimos)..........4#000
E un ;)_';f."to sorlimento de todo cal-
ca 1j c diq tillo rpie serve para fabrca-
lo, cy.m sil:, conros, marroiuins, cou
rj de lustre, fio, fitas, sedas etc.

-!t?l
ery*"
AS MELHOIIES JIAIIIXAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINGER & C.
E
WflEELEa & WLSON.
No novo eslabelecimento vendera-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora du dia ou da noile e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem de fazendas de Rnymundo Carlos Leite &
lrmno, rua da Imperairiz n. 10, antigamente
sierro da Boa-Vista.
V .......--' 'L. ... :232?;&2Z-f
i
i:
:
:
i:
u
<:
vi
.
GRANDE E VARIADO SORTISIENTO \
DE
Isouasp feilas e fazendas,
! i
Lioja
:
i :
>
I !
t :
t
NA
e armazem
DE
Engenho.
Vende-so o engenho Santa Luzia, silo na
y freguezia de S. Lourengo da Malla, entre
os engenhos Penedo de Balxoo Penedo de
Cima : lrata-se no mesmo engenho ou no dj
engenho Mussambique com Felisbino de $
@ Carvalho Itapozo.
Aos senhores logistas de miudezas.
Dicos prelos de seda,
Ditos brancos c prelos de algodo.
Luvas pretas Je toreal.
Cintos elsticos.
I.inlias de algodao em novellos : vendem-se
por presos commodos, em casa de Southall Mel-
lors & C., ra do Trapiche n. 38.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidagao da fuma de Leite & Corris, as
quaesse vendem por deminul p rogo, sendo en-
tre outras as seguiros : /
Magos de meias cruas para homem a 1*600
Ditos de ditas de cores 2$000
Ditos da ditas cruas muito superiores 49000
Ditos de ditos para senhora 39000
Diiosde ditas muito nas 49000
Cortes de caiga de raeia casera ira 29000
Ditos de ditas de casemira de cores 5f 000
Ditos de ditas de casemira preta a 59 e 69000
Brim trancado branco de liaho fino
vara 19000
Cortes de colete de gorgurao de seda 29000
Pao prelo fino, prova de Hmao 39 e 49000
Grvalas de seda preta e de cores 19000
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas eslreitas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualidade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 29000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 29000
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 29000
Vestidos brancos bordados para baptisado 59000
Veos bordados para chapeo 29000
Entre meios bordados 19600
Athoalhado adamascado largo vara 19280
Lengos de chita escuros um 100
Cangas de cores para palitos covado 200
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
Ihores chapes de castor
!
M
Na ra do Queima-
do n. 46.
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos '
;; e do cores a 283, 303 e 3o?, tambera lemos "i
i; paletots dos mesmos pannos a 223 e 248, '
; : paletots de casemira de cores de muilo H
b >m goslo e finos a 12?, 14$, 16$ e 18, di- i
;; tos de panno preto para menino a 1&9 e li
i j 2}, dilos de casemira de cores a 88 o 103, f
: caigas de casemira de cores e prelos ejur- 8
; lamente para meninos a 78, 83, 93, 103 e :
Botica.
I: a 73 e 8, dilos do brim, de esguio e de 3
' fustao lauto brancos como decores a 48, N
i- -5-joOO, 53e6!, calcas de brins brancos mui- ]
: 1 to linos a 5$, 63 e73, colleles brancos edo 3
' cores a 3$ e 33500, camisas para meninos 3
'. : de diversas qualidades, calcas de brins de a
% cores finas a 33500, 4J e 5, um rico sorti-
c\ raento de vestidos de cambraia brancos :
': borJados do melhor goslo que lem appj- :
,.; recido a 233, manteletes de fil preto e de j
(: cor muilo superior goslo e muilo moderno l
: a 20 cada ume 243, ricos casaveque3 de W
( cambraia bordados para menino a 108, di- 9
t': los para senhora a 15g, ricos enfeites de 3
' S froco de velludo goslo melhor que lem ap- |-5
i arecido a 108 e 123, e outras muitas fa- 3
/ ndase roupas feilas que com a presenga 3
W do freguez se far patente.
i;Casacasparaa quaresmal
Neste mesmo eslabelecimenlo ha um j|
j grande sorlimcnlo do casacas prelas, as- ,
iii como manda-se fazer por medida a von
<; lade do freguez, escolhendo os mesmos os 5}
\ ii.Minos a seu goslo sendo os precos a 358 9
;:e403. I
! Camisas inglezas
J* temos novamentc chegados: ricos vcsli- w
( dos pretos bordados a velludo a90g, ditos |
': bordados a seda a 753 c 608, assim como i
*J ricos manteletes pretos da ultima moda a M
"= 163, 20 e309. g
Viiide! vinde!
.Vo bazar da ra do Imperador, aonde se quei-
1,11,11 os gneros pelos modicissimos precos abai-
xo declarados.
Caixinhas de bolachinhn de soda n 18200.
Ditas maiore8com cerca de 6 libras a 3.
Presunto do fiambre-a libra a 400 rs.
-autos com 12 garrafas do vinho Bordeaux a
AftfSUfts frencezas em latas de 2 lilibras por
Ouelj^.a escolher a 1500.
Krvilhas novas, a libra a 140 rs.
Cevadinha frarrceza, a libra a 200 rs
Vinagre branco engarrafado, a garrafa a 280 n.
Champanha, a garrafa a 2#.
Frascos com paslilhas de escolhldos aromas a
9000.
Charutos fiuos em cafihas de 100 a 1J0O0.
Farinha do reino muiDa propria para bolos e
pao-de l, arroba a 28500\
RaUsia superior, a garrafa a 600 rs.
Caixinhas com 12 garrafas\de superior cerveia
a ig500. \
Amendoas de cosca mole, ajibra a 200 rs.
Macarrao francez, a libra a2(|0 rs.
Carlhoiomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AlTectcur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3-do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
prego.
Ferros de engom-
mar econmicos
A S$000.
Estopa. @
Camisas inglezas. @
@ Biscjutos em latas. t \.G
% Em casa de Artwight & C. ra da Cruz nu- @
mero 61.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa; em casa de S. P. Jo-
n.istoii & C. ra daSeozala n. 42.
(Ihales bordados a mil rs.
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales borJados a seda com defeilo
de agua doce, a 19 cada um ; a elles, antes que
se acabem.
Attenco.
Vende-se a eleganto armaco (Iluminada a
gaz) da casa n. 12 do pateo do Tergo, prapria pa-
ra loja de fazendas. para o que li'oje esse lugar
muito procurado, miudezas, deposito, taberna,
o. loja do charutos.
8$ dinheiro avista.
Ferros econmicos americanos com
folie i9 descanco : na loja de ferragens
dt Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Re-
cife n. p6 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, pjlceiras e ieques :
vendem-se na ra da Iraperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca roa da Impe-
- ratriz u. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
4 2S000 cada iluzia.
Ra do Rueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2* a duzia.
Cobertas de chita 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tainbem se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca preta pelo baratissimo prego de 320 rs.
o covado, brim de linho branco trancado a 1$ a
t'caA 8anga franceza de cdr Pa" calg"a e paletots
a 500 rs. o covado, lengos de cassa de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2$500 cada chales.
Ra do Queimado n. 19.
Chalos de merino estampados a 2J500. "
Algodo monstro com 8 pal-
mos a 600 rs. a vara.
Vence-se na ra do Queimado n. 19. ,
Ca mbraia adamascaba.
Vende-se cambraia adamascada para cortinado,
do lindos lavrores: na iua do Queima< i n. 19.
Para a semana santo.
Na na da Cadoia, esquina da Madre de Dos,
ha para vender ptimos manteletes e taimas de
fil prelo com bico a 16 e 18, luvas pretas de
pellica a 2JJ500. lengos prelos bordados, com lu-
ces e vidrilho, caigas de casemira preta, o me-
lhor que ha no mercado, casacas e sobrecasacas
pelas, ludo por prego commodo : na mesma ca-
se tem sorlimento de calgado para nomcm, se-
nhora c meninos.
Ferinas de ayo inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recite-, loja n.
7, deGuedesr Gongalves, as verdadelfajpennas
d<; ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordeealygraphia Guilhcrme Sculy, pelo mdico
p:ego de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
fu da Senzala Hova n. 42.
Ne*** tabelecimento continua a haver um
coma|OM1%ottimeiito demoendameiasmoen-
das para en8enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamarrhos
para dto.
Cheguep ao barato.
O Leite & Irmo ctralmuam'a torrar na ra
da Cadeia do Recife"-n48Hwcas de cambraia li-
I sa com 10 jardas a 4$50 e 5f, lengos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias li-
nas para senhora a 3800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no Usos a 4J500, e bordados a 6, paletots de
alpaca preta e do cores a 5*, ccroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muilo superiores a
60 a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, cortes de cassa chila a 3J, chita
rtnceza a 240,280, 300 e 400rs. o covado, pegas
de madapolio com 30 varas a 4g800, 5J, 5$6o,
6,7* 8g, chitas inglezas de cores flxas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
caiga de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a-29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato prego.
Ch
Na loja do PreguiQa na ruado
Queimado n. 2. tem para
tender:
Chai y e merino decoras, ptimo ni* s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestiarios de meninos 360 e -i00 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deoinulo prego de 2:5i cade-om musselinss
modernas, bstanle largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantasa,o
maismoderno possivela le 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos pregos extraor-
dinariamente baratos, siisfaio .a expectativa
do comprador.
Com loque de ayaria
40 RwMienift. 40
Grande* lehihinto ifkzen-
das para a quaresma, e.oun
tras muitas por baratissi*
mos precos para acabar.
Xarope
Dao-sc amostras com penher.
Cortes de vestido de seda de cores com
buhados *
Ditos de dita preta com babados
Dilos de dita gaze phaatazia '
Romeiras de W de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covadoi
Dilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1 e
Bita lisa prcla e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
O agente do verdadeiro jarope do Bosque lem
estabelecidp o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na bolica earmazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido credilo de seu autor como ppla acei-
taco que geralmcnle tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
gao do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro conlm no envoltorio a pro-
pria assignalura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lithographada.
Attenco.
Vende-so una mulata de 20 e tantos annos,
com 2 lindas mulatinhas, qor molivos'flc fami-
lia, a qual sabe engommar muito bem, coser, fa-
zer labynnlho e cozinhar : quem pretende-la.
dinja-se ao pateo do Tergo n. 16.

wsmm
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
corn alguns pares de borzeguins que lhe
restam, doi famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., esem o menor defeito, re-
duzindo-os aopreco de 7^000
OleaAo de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
6 possivel neste genero, e de diversas larguras
por prego commodo : na ra Direila n. 61 loi
de chapeos de B. de B. Feij,
ATTENCiO.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa, sac-
eos grandes, e superior qualidade, por menos
prego queem outra qualquer parte : na ra do
Rangel n. 62 armazem da porta lai a.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Vende-se algodao da Baha para saceos e
119 do algodao : no escriptorio de Manocl Igna-
cio de Olivcira, defronte do Corpo Santo.
meen %$&m m&m mm mmm
GRANDE ARMAZEM
DE
Roupa feita.
1:800
Corles de vesiido de chila rocha fina a 1:800
lengos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face I D"03 de Cimbraia c sed. barra o lado
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma- 0r,andy8 de ores, lindos padroes, vara
em de fazendas de Raymundo Carlos Leite & D"ui,w de cambraia lisos e bordados
Irmaos. ra da Imperairiz n. 10. as e entrcnicios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de Ql de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Longos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de lodas as qua-
lidades, covado
Casemiras dem idem dem
jS! I Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquirn brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
Tiim iVnn/* odos do qualidades
UliaftOVa 11. 49, JlintO m Enfeites de vidrilho francezes pretos e
a igveja da Conceicdo dos j: de cotcs
MUittVPt S Aberturas para camisa de lit.ho e algo-
ltllUiailS. a| dao, brancas e de cores
Neste armazem encontrar o publico S>! clina h,,- ..,
S um grande o variado sorlimento de ron- W. I bal,a Tan" llU8l,dadea
SI vas feilas, como sejam casacas, sobreca- g !t-apeos francezes Onos. forma moderna
V sacas, gndolas, fraques, e palelots de t Um sorlimento completo de grvalas de
panno fino prelo e de cores, paletots c A seda de todas as qualidades
sobrecasacas de merm, alpaca e bomba- M Ramio fr,n ,t ^\ ,
ejl zina pretos e de cores, paletots e sobre- ^ Lamisas francezas, peilos de linho e de
H casacos de seda e casemira de cores, ca- %$ \ a'godao brancas e de cores
Hf, casde casemira preta e de cores, ditas de e j Dilas de fuslao brancas e de cores
qto merino, de pnnceza, de brim de linho S Ceroulas
32 branco e de cores, de fuslao e riscados, S
calcas de algodao, collete3 de velludo W>
preto e de cores, dilos de setim prelo e j2j
branco, dilos de gorgurao e casemira, di-
tos de fusloes e brins, fardamenlos para ^
a guarda nacional, libres para criados, 9
ceroulas e camisas francezas, chapeos e 3
grvalas, grande sortimento do roupas Si
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- a|
dando ao comprador algumas das roupas S
feilas se apromptarao outras a gosto do %s
comprador dando-se no da convenci- ^
nado. W
um ntmmwttmmmm ew
9

9
9
1*200
I
360O
19500
10*000
16J0OO
19000
9
9
9
9
8
S900
9
9
55OOO
9
3950o
.
6&000
8^500
e transparentes,
e de cores para
para
Pianos
em
Saunders Brothers & C. tem para vender
seu armazem, na praca do Coreo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegadoe, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
, Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e s^Ja lapadas
corado
: Meias cruas brancas
meninas
; Ditas de seda para menina, par
I Luva? de fio de Escocia, pardas,
menino
j Velludilho de cores, covado
Vclbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sorlimcnlo completo de u-'as de
seda bordadas, lisss, para s.ahoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Corles de coDele de
de cores
Dilos de velludo muilo finos
Lengos de seda rdxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhos de merino borJados proprios
nara baptisados. o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, corado
Tafeti rxo, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
s
S
9
9
19600
9320
1&20O
9700
2g0O0
IfrOOO
gorgurao de seda
claras e escuras, co-
DK
RELOGIOS.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou diis
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Becite n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita ddPenha n.16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dila do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dila Direila n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramento n. 36.
Dila da Sania Cruz n. 3
Dita da Im cratriz n, 10, armazem de fazendas
de Rnymundo Carlos Leite & Irmo, em todos
esles lugares do-se por um ou dous dias para
experimentar-se.
Aviso as pracas do 1.* esquadro de
cavallaria.
Chegou loja de Guimares & Lima, na es-
quina da ra do Crespo, casemira mesclada pro-
pria para caigas do mesmo esquadro.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, pr.iga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente eosto.
mi
IB
3*
Elegancia
Bonitas e elegantes caixinhas com
amendoas para brindes : vende-se na ra
Nova n. 45. no armazem de fazendas e
m;>das de Paria & C.
5S&" No mesmo eslabelecimenlo se ven-
de corles de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condeca d'Arc a 4J500 13. o
corte.
7;
Lya da boa f, na ra
da Imperairiz n. 74.
Vondem-sc verdadeiras luvas de Jouvin muilo
novas, brancas, pretas, lOr de canoa, para ho-
mem <( senhora, a 28400 o par, pretas de relroz
nfeilidas a2320O, lisas a 1*280, ricos pentes de
lautarjga virados muito fortes a 10J, ditos sem
lererr virados a 4J, dit03 virados imitando lar-
taruga a 1J600, ricos enfeites de vidrilho prelos a
<9 e *%, espartilhos de linho com carreleis a 69
lada im, ricos Ieques imitando marfim a 2J500,
lieos manguitos com camisinha o gollinha de
eamb -aia bordados a 6 o par, manguitos com
! cn a 49 59. camis com gollinha a 39 e
IJJ500, gollinha de bordado aborto para menina e
nenhcra a 800 e 1500, agulhas francezas com
lundo azul de n. 6 a 15, alOnelcs em caixinha de-
cabega chata, brancos e prelos, ricas franjas pre
as com vidrilho. dilas sem vidrilho, pretas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, lia, linho, galoes de cores e brancos, esou-
as, caivetes, facas, garfos e colheres de todas
is qualidades, sapatos de marroquiui e'couro de
uslre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para lomem, e muitos mais objectosque se ven-
Jem por menos do que em ouka qualquer parte,
babadas bordados para manguitos e calcinitas de
monictos.
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
techas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este nestimavcl especifico, composto lntelra-
mente de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio, ncia alguma outra substancia delecleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente promnto c seguro para
dcsarreigar o mal na compleigo mais robusta;
inteiramenlc innocente em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remove as docnga3 d qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mais afllictas nao devem enlregar-se a de-
sesperarao ; fagam um competente ensaio dos
eficaces effeitoa desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
O
\ende-se um balco de amorello em muilo
bom estado, proprio para qualquer estabeleci-
mento, e se d por prego commodo : na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 23.
Venle-sc urna carroga e um boi por prego
commodo : na ra do Rangel n. 15.
cobeitos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de un ilos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paqu^te inglez : em casa de
SoutUal Mellors & C*
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Vepdem-se estas pilulas no estabelecimento
geral do Londres n. 224, cSlrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Pavana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. esda urna
dolas, coutm urna inslrucc.o em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O dspusito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na ra da Crua n. M, em Per-
nambuco.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
InUigestoes.
Inflammacdes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
em grande sortimento para
humeus, sennoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650o,7 e 8. ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 78, 9 o 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 63 o 79, ditos do chile a ,
38500. 5, 6, 8, 10 e 12, dilos de feltro em gran- Selim liso de tod a, rnr a
de sorlimento, lano em cores como em qualida- S aS COres' coyado
des, para homens e meninos, de 2S500 a 7g, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre', di-
tos de casemira com aba forrada de palha.-ou
sem ella a 4J, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para j
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas cora veo para senho- : Um completo sorlimcnlo hit
ra, muilo em conta e.do melhor goslo possivel j. ,10 e roupa fela
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- ; !T.??Sa?s' brecasacas, palelors.
les par-a catoo.1. iUvas, chapeos de sol, e outros
mullos objectos que oS senhores freguezes s-
la do prego e da qualidaoe da fronda, nao dei-
xarao de comprar; na bem conhecik. |03 ,je
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. iv.y.
9
8JSO0O
2500
9
igfHM)
190OO
S50
Chilas francezas
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lengos de seda ^le gorgurao pretos
Collarinhos de esguiao de linho
demos
mo-
sendo casacas,
colleles, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores de 58 a
Cocos italianos
Vendem-se fazondas por barato
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, era pega e a rea-
lho : na ruado Queimado loja de 4
porlasn. 10.
de fuU.n de flandies, muito bem acaba-
Idos, podendo m durar ianlo ^anto
i duram quafrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
. loja de funileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exempiares do
primeiro e segundo -volume
da Gorographia.
Histrica clionologica, genealgica,1
ralo prego de 600 rs. vara ; es.e algdo serve I Sll"!, f ifu^J0 mpei d, Bra"
para toalhas de mesa por ser de superior quali- Pe, uc- Mello Aloraes : vende-se a
4$ o voluine, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria 11. 6 e
8 da praca da Independencia.
>,
Algodao mooslro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, veri-
de-se alsodo com 8 palmos de largo, pelo ba-; nobiliai
4000 rs.
por sacca de
Innos.
milho; nos armazens de Tassj
Nova raeo aper&i-
toada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite Irmo.
Roa do Queimado n. 37,
A 30JJ cortes de vestidos de seda quecustaram
60; a 169 cortes de vestidos de phaulasia que
cuslaram 30)); a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
que
Para a quaresma.
Sedas pretas larradas. lindos desechos
COvado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para' vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo*e muito superior a 2 e
Sarja preta larga, covado
1J600
2JJ009
igsoo
2550C
2j00C
nao
Continua-se a vender fazendas por Xaixo K
g prego at mesmo por menos do seu valor, B
am de liquidar cuntas : na loja de 4 portas S
gj na ra do Queimado n. 10. '
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalews.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para menina,
brancas e nscadas : vende-se na loja de Leite

fazenda muito superior; garante-se H
desbota: na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo- Imao Da rua da Cadeia do Recife u. 48.
ja de Leite & Irmao. VpriiP cf
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada i pnpnIm lr '.J :.'
um : na rua do Queimado n.37. loja de 4 portas. 2,eng^ mi i. ZlTI k Ml naa fr(,8e" di> Esca-
Em ra8a rLo Bl lmofi, A,! ?"'''"" \eJ. cAab?. "redado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um cerro d 4 rodas, bm cons-
truido e forte, com assnto para 4 pessoas d8
dentro, e um assento para beleeirij e criado fra
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado
para ftllor, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Em casa de Southall Mellors 4 C, rua do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguales artigos:
Chumbo de munico iortido.
riegos do todas as agilidades. '
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porlo, Hungarian em brris.
Di lo de Uosclle em cuixos,
Cdguac em caias de duzia e barris.
Relogios de ouro e prals, slente echronome-
tros, cotiertos e descobertos (bem acreditados).
Trancolins de ouro para os mesmos.
BiscoHos sorlidos era Utas pequea.
Em casa de Rabe Scbmettan Si
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SAB40
do deposito geral do Rio
com Tasso de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
Tasso & Irmi
ilbo
nos armazens de Tasso & Irmaos.
i sos armazens de Tasso & Irmaos.
I
IHk
11 iA.r _. t


- -
L.L^
-


X
DJAftIP DE ftamrMjmfly
IMITE MMM
-largo ila Penha--
Manteiga perramente flor a 800 rs. a libra c em barril se f.r mais algum batimento.
^lucijos multo hoyos
1J70O rs. e em ca.xa se far mais algum abalimento nicamente no armazera Progrcsso.
,. lfc Mieixas fiaucezas
Progresso. camPolciras d* vldro a 900 rs, e m porcao so far algum abalimento .6 no
Cantees i\c \)o\ui\ios
mullo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porcao se far algum'abalimenlos no Progrcsso.
Figos Ac comadre
um pr'cX;ohcomS^!CmCnlC enfe,adaS pr0praS P"a mira08 8 n0 Pro8resso e cora visla 8 ar
-.., L.atas de soda
com 2 1,2libras de differentes qualidades a I96OO rs., nicamente no arraazom Progrcsso.
_.. Conservas
* 700 rs. o frasco vende-se nicamente no ffrmazem Progresso.
Bo\ac\\in\\a ingieza
muilo nova a 320 rs. a libra c barrica 4$, nicamente no Progrcsso.
Potes \ii\rauos
oo Pro-reso" Pr0pna para manlC'Sa ou oulro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada um, se
CAiocotate franeez
resaualidado, J? ven?m->0 os soguinlcs gneros ludo reccDlemcnte chegado e de superio-
.brica'nted I isbS Ta^rtof T" U*M Ch0Ur5a mul n0Va- raar'n<=lada do raais afamado a-
cora amendoa2rohPrt..C Ml!,Ta,C' P"Tlsccc. P"'. '"ictaa em calda, amendoaa. nozes, frascos
para conservas ?^ .7" S"fc,l0,i: P85'!11'? dV'aTsuahd.ades' vinagre branco Bordeai proprio
mim^lof oa \rvZ f,me,hons fabricanle de .Fel*. S" de (odas as qualidades, gom-
nZS^lSlfK champagne das ma.s acreditados marcas, cervejas de ditas,
ionaTrnuiTo novas' baXS T'"? fln08'n,I*r*> de zara, azeile doce puricado. azei
molhados por is'o'oromo.m^nrn ?d e ""'T mu" ecneros "uo "coolrarao .tendente a
prometen, mais ,nC '0S ProPe,r,0 ndorem por muito menos do que eulro qualquer
niiwemnm^Z^l^TZ"" Pfs?^qemaDd.rem poroulras pouco pralicas como
^tTamm^!!Xronrk^SnVna^mtiodosi -"horea de engenho e aeuhores lavadores
o acondicinamelo encommendas n0 "mazem Progrcsso que se Ihcs affianca a. boa qualidade e
VcraaAclra S^ma de matavana
a 400 rs. a libra, s no Progrcsso. *
PaVitos
Cunados para denles a 200 rs. o maco cm 20 macinhot. s no Progresso.
*_ Clia Vsow-> peru\a e preto .
os melhores que ha no mercado de 15600 a 23500 a libra, s no Progresso.
Passas ciii caixinlias de 8 Ulnas
as mais notas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2*500. s no Trogrosso
MLaeas em eaixinlias de 8 libras
maDXTp5o^ c amarella c Pastilhasde
Va so no rrogrosso, e com a vista se fara um preco commodo.
Caiouvii;as e \vaios
USfi^p" rciSLoa0 merC8 Albardas inglesas.
Anda ha para-vender drgnmas albaras regie-
res, cetlentes por sua ^Jura^io, levesa o com-
moudads para os anitnaes: cm casa de Hnrv
Gib! r, rua da Cadeia do Recite n. 62.
Superiores chapeos demanfllia.
Eitesicellenles chapeos que por sua qualida-
ae i! ele-na duraco\ sao preferiris aos do Chi-
e exislem venda nicamente em casa de
Uer ry G bson, ra da Cadeia do Recie n. 62, por
prc o commodo. r
-i7 y* sab.ndo coser, coznhar e engommar: no Man-
guu.no. ;m frente do sitio do Sr. Accioly.
Pianos a venda
Em casia do E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
mi*H pre para v,?nder "m completo sorli-
mento de ricos e excellenles pianos de todos os
raga o pela sua boa construego. Estes pianos
?aUr DnP.rn!!d^-C0111 a medalha de Primei.
L^te^^4id
en
DE
Sila na roa Imperial n. H 8 c i 20 junto a fabrica de sabo.
ra c asse na exposigao universal de 1855, alem
de serem de 7 o.tavas e 3cordas,so dejcaran
fL'l,a,,.ead08demelal- Aspessoas que pred-
sareupodem compra-Ios com 20 ou 30 0.0 de
menos que em outra qualquer parte
tihT .Ca"e de Yafca 8al8ad. em harria de 200
libras-: um casa de Tasso Irmos.
7 *.endc-se superior linha de algodeo, bran-
Viuho de Bordeaux.
Eiocsfa de Kalkmann IrmaosA'C, ra da
L,nj2 n. 10. encontra-se o deposito das bera co-
nhe. idas marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e d>s Srs. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
ueai x. reta as seguintes qualidades r
De Braodeburg frres.
St. Sstph.
St.. ulien.
Mar;aux.
I. a n se.
ChAleau Loville.
Chteau ltlargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julier.
St. ulien Mdoc.
Chateau Loville.
Va
DE
Nol^f1?0 J> da Si,va dfSda Por Francisco Belmiro da Costa
mmmmMmm
econmicos, SuTuSm4^^^^^V^SS^ e sem ella'- fu8es defro potaveis e
r^onaru. Novan. 37 lo;. 5. ^^^^^^.-^0^0^^^^^^
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Reare n. 62, ha para vender um completo sorti-
menlo de relogios de ouro e prata, chronome-
ros. meios chronomeiros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zo a veis.
Grande sorlimento de roupa feta para
horaem.
Dito dito de chapeos de castor e de seda.
Vende-se
casa ha para
mesraa
ve ader:
Sheiry em barris.
Mad .'ira cm barris.
Cognac cm barris. qualidade fina.
Cog ac en caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
y
tpeos
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLA ROBADO
_ PEL0S SRS.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CamlboL P. Silvdra da HotoRodrigo Paganino.
unuS^omSaSKSSSEMfefia %%&* e ',-oSeKcei a08Ieitor^-
tria ou as n^S^m^M^^^fi^^ "* polltafa' na scieD< "*"*-
umvtti^^ os semeje
Pi5Uir*e "9 e"r|Ptorio ,deste Diari. dasCruzes, e na ra Nova n 8
nrasilS.'18 aSS,gDalUra: Pa^Ueles "P "IW Pr ZTSAL de vela 8S (moeda
Ua algumas collecjoes desde o cornejo da publicado do jornal.
C apeos de sol de teda a 8$, ditos de fcllro fi-
"i"n?T"*eS' 4S : "a l0ja d0 raPW. "a
ra~,.Na uaN,?v? P- 35, vende-se farinhn de
prcn!,ae85S600,"heir0 ^ PC, baratSSm0
Mobilia.
i.J^nHdem"Se ? cadei". 2 consolos 1 sof,
ludo de amarello de qualidade, obras novas e de
leiiio moderno, por menos de seu valor : na ra
dajadre de Dos n. 36 A. se dir.
Vendem-se libras sterlinas cm ouro: no 1
?ron iSWSS. l8naC dC 01Ve"' de'1
Tachase moendas
Biaga Silva & C, tem selnpre no seu deposito
da na da Mceda n. 3 A, um grande sorlimento
vfflf m acreditada fabricante Edwin llaw : a tratar no
mes.no d-psito ou na ra do Trapiche n 44.
Espirito de vinhocom U
graos.
CONSULTORIO
DO
m. P. A. lobo Hoscoso,
mmm ipeoti i fmjji.
3 RA DA GLORIA, CASJLDOFUNDlO 3
Clnica por ambos os systemas.
Co.lr.5^S^;tSr:S0S pelamanh|aedelardedepo.sde ^
propriedades ruraes. "nuaimenie nao sO para a cidade como para os engenhos ou outrai
W^^o^S^X^^J^X^J^ M ,0 h.ra da manh" "so de ur-
pessoa, o darua eo numero da caw d Pf eCnpto que 8e declare 0<>me da
Botica de 12 tubos grandes, ... inannn
Ditos de 24 ditos........." '..... J^ffi
Ditosde 36 ditos. ............ l^SOOO
Dito de 48 ditos. .......... I
Ditos de 60 ditos. ........... 2
Tubos avulsos cada um...... '..... ?SXX
Frascos de linduras..... ...... I^X
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr.' Jahr *tra"duzido ^
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cinarcirargia etc.. etc. ..... 20*noo
Mediana domesticado Dr. Hering, com diccionario! '. '. loloOO
....... 6J000
Vaade-se espirito de vinho verdadero com 44
jn-Sj, chegado da Europa, as garrafas ou as c-
anaa*: nn ra larga do Rosario n. 96
Pechincha.
Com pequeo toque de avria.
N ra do Queimado n. 2, loia do Preoica.
vendero-** pe^as de -algodo encorpado, lar^o
com pequeo loque de avaria a2J50O cada ma'
Ac s amantes da economa
Na ruadoOueiraadoo. 2, loia do Preguica
vendem-te chitas de cores flxas bastante escu-
ras, pelo iiaralissimo preco de 6J[ a peca, e 100
rs. o covndo.
i37 Roa do Queimado 37
Loja de 4 portas.
j Chegou a este eslabclecimenlo um completo
I sorlimento de obras feitas, como sejara : pale-
tots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
' de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 353, um completo sorlimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2J at 5g
cada urna, chapeos rancezes para hornera a 8,
ditos muito superiores a 10#, ditos avelludados,'
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10J, cha-
peos de feltro para homem de 4J. S} e at 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
125, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25S, ditas de palha de Italia muito finas a
255, cortes de vestido de seda em carto de 40j
at 150g, ditos de phantasia de 16 at 35S00O,
gollinhas de cambraia de 1 at 5. manguitos
de 1$500 at 5, organdys escuras e claras a
, 800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
j e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes., paletolse calcas de 3500 al
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2&500
at OJ o covado, crtes de collcte de vellu do
muito superiores a e 125, ditos de gorgurlo
e de uStao branuL de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9, grosde-
naples.de cores epretos de 1600 al 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos d$ cambraia de linho bordados para se-
e 12J cada um, ditos lisos para ho-
nda muito superior, de 12 at 20 a
|D>ira8 de cores para coeiro, covado a
i completo sorlimento de colletes de
casemira preta lisa e bordada, e de
ores, os quaes se vendem por barato
velludo decores a 7 o covado, pannos
par cima de mesa a 10 cada um, merino l-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabella a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sorlimento de-macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitaa (azendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
do^iUM6"0 2C l0d0s os 'memos, meias
do seda mglezas de peso e mais inferiores, bran-
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Tatcr & C. ra
do Vigano n. 3, um bello sorlimento de relogios
le.5UroV 3'6016 in8lez' de um dos mais ifa-
lados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Lmcasa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n 5, ven-
de-se:
Carros de 4 rodas de um modello inleiramenle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
tumo americano de superior qualidade.
Uiampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Larne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como seiam
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
feherry Cordial, Menl Julop, Ditlcrs, Whiskey
C, todo despachado ha poucos dias.
Leitao pe da vacca.
Na cocheira da ra da Florentina n. 3, que foi
lo tenente-coronel Sebastiao, vende-se Icile ao
pe da vacca em abundancia para os bons frene-
zes. Na mesma cocheira recebem-se cavallos"pa-
ra lratar-.se a 500 rs. por dia, melado do preco
por que se traa cm oulra qualquer parle, e tudo
com a bundancia, como se pode ver
ESCIUVO.
Vende-se um prelo moco, bonito, muito re-
forcado do corpo e pnssante : tem elle habilida-
de para qualquer servico : na ra dos Cuarara-
pes n. 30 B, em Foro de Portas.
Verdadeires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na rua dafm-
peratrian 7, loja do Lecorcte.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prec,o commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs a garrafa na
llvraria ns. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
Rua da Cadeia do
Recife n. 23,
Confronte ao beeeo l^avgo
Saia balo superior rendada, dita de mussu-
lina para senhora por 6. ditas para menina por
5. todas da melhor qualidade e com Otas pro-
pnas para o bom commodo, manteletes bordados
de grosdenaplcs prelo de differentes goslos ditos
de (16, cortes de vestidos pretos superiores bor-
dados a velludo a 50g. ditos de seda a 808000 e
oulros multas fazendas. proprias para a (iuares-
ma. que se mandam amostras.
Cebla fM)va.
rN^ aSi2'eposilo de assucar da rua do Viga-
m?; l't^para .veDd "boa3 do mlho e
25! J!** a- >>. vndenle btalas
faiu aI.' ?S8,m como sacco8 <*" (eijio ama-
relio do 6 alqueires, do Porto. ou30cuias, o
mais barato possivel. e muito novo. t sardinhas
em barricas, muilo novas. ruimia
Bronze de gor-
guropara senhora.
UNa rua da Cadeia do Itecif n. 23, confron-
LIJI -? L8rg0 vendem-sc ricos bron/.es de
5?.KS0 SPda Prel0 Para senhora do melhor
que al o presente temos vislo todos ornados,
teh?amee0nrenova!ba,a0 "J" baLadS fazenda ta"
Em casa de Basto & Lemos
rua do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chuuiboem len^cl.
Carios de dito.
Cabos de linho inglez.
Selms patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes,de zinco.
Livrosem branco inplez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de ctystal.
Eoxofre em caixas de 5 arrobas.
Alvaiade de Venezn.
Cordoallia para apparelliosde navios.
Chapeos de pa.a de Italia smgelos.
Vassouras genovezas.
Drogas liiverfas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vichado.
v ONU SDlTiS.
\ende-se cebla solta por banfssrmo preco
no armazf m da rua do Amorim n. 46.
Escrayos fgidos.
- No d.a 6 do correntc fugiram do engenho
Lchda o escravo Filippc, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes de bexiga no ros-
i0;^!!^111" ,0r 32 a"nos de idade. Wla bem
c no d.a 8 o escravo Marcolino. Jenacao \:
gola, cor fula, alio e sceco, sem barba, em nos
bracos signaos de vaccina, na testa urna cicatriz
cm forma do meia la, eera cima de um dos pfs
urna sicatriz que repuchou alguma rousa a pdle.
tem a falla descansada, c bem feito de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es-
cravos levaram calca de algodo azul Irangado e
camisa de algod.io de lislra. alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-sc quo rcuniram-sc pa-
ra seguirem viagem para o sertao do Sobral de
onde o primeiro natural : a quem os ipprelieo-
der juntos, ou a cada um de per si, ou dellesder
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engeniio Uchoa.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrcnle, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos broncos, cosluma traz-r um
panno alado roda da cabera, lendo por signal
mais salienle as maos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poO-
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensao de dila escrava, e iova-la loj
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronle
da cocheira do Illm. Sr. lente coronel Sebas-
o, qne sero generosamente recompensados.
No dia 2 do corrente mez fugio tia fabrica
de sabao de Joaquim Francisco de Mello Sanios
o seu escravo Antonio, rrionlo, cor bem preta*
nariz chato, baixo e ura pouco grosso. com idad
de J5 annos, c o signal mais conhe. ido ter a
falta de um dente na parte de cima ; i pe.ssoa
que o pegar, dirija-se a mesraa fabrica de sabao
mi rua do Brum, que ser recompensado.
I
m
e os melhores medica-
NS. J'REHS.iNS. PREMS. NS. PREMS.
426 50
Dos premios da tereeira parte-da quarta lotera a beneficio doGymnazo
________________extrahida em 4 de Abril de 1860.
- _______________ -11 ______________.
Repertorio do Dr. Mello Moraes.
CASA DE BANHOS.
mentemem?nSa^ feitos achare conve-
maior commodidade e Sou A^lT 4 denoveDbro. "> .?"te, contratos mensaes para
tantos sacrificios. n>l*d0 pubhco de 1Um 8 propnetanos esperara a remunerado de
Assigaafair* de banhos tries para urna pessoa por mez.....logOM
Series de carteos e'banh^^fi! ChqUeU cnBV8C9sPor m 150
uc. mimo, avulsos aos precos annunoiadoi.
todos 08 tamanhos, rodas d'agua para ongenhos '--' i7l!? "!?!'. .aI?^'^? T.
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido Si^^^^ST ?'",e"Bi wwm-
chos e bombas, rodaa.xodetes, aguilhdes e boccJ para fo?aafb. ^^W' Pnndas dioca e para deaca.ocar algodo. pronas para mandioca I^&A^&FVXm tmiS" mD~
lumnas e moinhosde vento, ^ados, ultvaJojes, poniese"^e\r?j?,5e? V**?' co"
boteselodasasobMade machiniamo. Erecuta-se aualcSer'obra wiaSSP *0^.^renf-
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I 141 ITTT APSrVl


JSL
Heligio
A Paixao .'o Iledemplor!
Consuinmatum est I
_. ,. (s- Jo c 18.)
Uinstaos Un assumplos que eslo rima da
in tcliigcneis humana A meditarlo, verdade,
pode pisa los na mxima batanea das cuas tor-
cas ; a imaginario pode fazer dc*ll>s urna idea
qualqner; mas nena a razan vulgar, ncm o la-
leiilo disimilo, nnii o proprio genio, podo nunca
fazi r tiii:n dea poncha, rabal c integra do que
esVa especio do assumplos conten em rxlenso
transcendencia de verdades. Tal entre nu
ii, n como piiaciro do lodos, a Sagrada Pai-
ln de Jess Chrislo.
Lina forra unir pude rompor dosla trage-
dia divina um idea aproximada.E'o f.
i'.' a f unida ao espirito, e esclarecendo a ra-
c3a : a f unida ao coraco. compungndu o
gen I < ment e inspirando a alma.
Alm da ha oinda oulra forca E' a
graca.
b a graca communirandoum desenvolvimcnlo
superior para a vida do horaem, por meio da
{arlieipacio da vida divina, o indefinidamente,
p-allumia os horisontes do espirito do ho-
liu'in.
Torei eu, porm. essa f, rste impulso supe-
rior e divino, que arraslrava os marlyres do
Evangelho al os tribunaca do Roma paga, pa-
ra fazera generosa e sublime contissao, que Ihos
valia o cadaf.il.io '? Terei a graca communicada
polo vspiilodo Senhor ao Apostolado reunido no
Cenculo, para levar aos povos e aos reis a Boa
Nova do una recento e magnifica allianca feita
entro Deus c os homens, e sellada no Calvario
coni o sangue do Curdoiro sem mancha ?
Christaos Trono sub a consideraco da res-
posla que a miaba consciencia d ueste momen-
lo minha palnra !
Teitlio de tratar tiesse assombroso assumplo
do Jess Chrislo como llomcm, como Rei, como
Supremo Pontiflce, como Supremo Legislador, e
cono Deus, leudo em cada urna deslas qualida-
desa alma divina com que dava una lucidissi-
ma lico aos homens, aos reis, ao sacerdocio,
ans novos eseus representantes, a naluroza in-
icua nos actos do Poder e de Misericordia, que
brilharam nu sublime instante de sua pai-
lao.
Quem son eu, porm, para tratar de Jess
Chinto como liomem ? onde esto os nieus ser-
viros aos do minha especio '? Em que tenho il-
lustradu a minha individuaiidadc ? A conscicn-
cia prostra-SO humilhada per,me esla
gunta I
Tenho do tratar do Jess Chrislo como Re, c
nunca ine approlitnei da realeza se nao na fa-
miliaridadc com a historia. Alm de que, os reis
nem seinpre nuveiu reverentes a palavra do
Evangelho. Se lia inonarchas, cuja razise cur-
va peranlo a razio do Crucificado ; se ha mo-
naichas, como S. Luiz, que expirava pela f e
pela dedicarn raus do Evangelho ; se lia mo-
uarchas que leram a pesadissima, mas gloriosa
cruz de scusdevores, ale cnlrarcm em cheio no
caminho sublime da sanlidade ; ha oulros, co-
mo Prcdcrico II, (iie preslam de mellior grado os
seu Meslro nao um ucpois o valor e o conles-
sar perante a injnslica doaque o condemnavam.
As lagrimas do nrrependimento salvaram o pri-
meiro vicario do Jess Chrislo, mas a iicao ficou
para a poslendade humana aprender della, que
n valor moral de todas as especies de vigor a
nais digna do homem. A coragem quo procede
da verdadeira forca nao se emprega seno n'uma
causa justa, co seu verdadeiro cararlerislico a
soremdade.
Tal foi a coragem de Jess Chrislo contra a
traicao que o procuravn, que elle confunda, e
contra a calumnia que o desacreditara, e que
elle eguolmrrite prostrava sens ps ; e depois
permite a covardia moral de Pedro, que a cou-
tricao lavou da consciencia doPiincipe dos Apos-
tlos.
Acabamos de ver Jess Chrislo provar-se Ho-
mem no mais sublime acto, que o homem pode
exorcer : no acto do verdadero valor, que prova
o homem, contra os drus crime*, ecentra o vi-
cio que mais o degradaraa traicao, a calum-
nia, e a covardia moral.
Vejamos agora Jess Chrislo como Pontifico no
decurso de sua Paixao.
Apresenlado ao grande sacerdote, este o inler-
rogou sobre a sua doutrina, esobre os discpulos.
Fallei ao mundo francamente responden o
fi 1 lio de Deus ensinei na Synagoga e no Tem-
plo, dianlo de lodosos Judcos. Nao fallci s es-
condidas. Porque me interrogis ? Perguutai aos
que me ouviram sobre a doutrina que ensinei.
Christaos O sacerdocio da lei anliga eslava a
expirar. A hypocrisia era o vicio daquella classe,
queperteucia especialmente aseila dos Fariseos.
Era por islo que Jess Chrislo na sua resposla in-
clua urna tremenda censura. Fallei franca-
mente ao mundo.
A hypocrisia farisaica nao fallava assim. Co-
ndeca a pureza da doulrna de Jess Chrislo ;
conheca a sanlidade de sua vida e costumes, co-
nheca-lhe os milagros e a inllneucia, que lodos
estes prodigios, exerciam sobre o povo, e cora re-
cejo de perder a auloridade, pretenda assassinar
Jess Chrislo com nina forma de processo, que a
po/.esse folie i lo, perante a postcndide, do gra-
vissimo crime que ia cominclter.
Daqui, o interrogatorio intil, por que quera
fazer passar o Filho de Deus ; daqui, a sincera e
elnquenle resposla de Jess Chrislo.
Qual era a lico desta resposla dada ao sacer-
docio na pessua de seu primeiro represenlante ?
A lico da sinceridade contra a hypocrisia.
Ministros de Jess Chrislo, sacerdocio da lei
nova, nao permita Deus que eu vos arcosa de
un vicio de carcter, que perdeu rtemidiavcl-
menlc o anligo sacerdocio, o que merecen esla
remonda, mas delicada censura do Salvador do
mundo!
Bastas, e cerradas accusaecs nos faz hnje o
seculo, o entre ellas a da hypocrisia de cerlo a
mais pungente. De um lado, o mundo que vos
acensa, e precisi cada vez mais do vosso minis-
terio : de outro, o descrdito moral de vossa clas-
se, de que preciso levantar.-vos pela sincerida-
de da vocacao religiosa.
Sabis em que consiste hoje esta sinceridade
de vocacao ?
Nao basta a das intenroos ; nao basla o desojo
ardentc do vos dedicardes Deus. Estas duas
qualidades, he ni sei que sao o principal : mas o
ouvidos 'aos sophismas da philosophia sem f, ao! estado do secuto reclama mais habililaces.
que aos consclhos da f sem os sophismas da i E preciso compulsar os archivos da sciencia
MARIO &K PERXAMRCti. QV1MTA FE.tU 5 DE ABBlt DE. 860.
per-
philosophia Como poderei tratar da subli-
mo realeza de Jess Chrislo perante estes ho-
mens, cuno proveitosa aos ungidos do Se-
nil, .r ?
calholica, armar nao s a consciencia com o es-
cudo da virtude, mas Iluminar os horisontes da
razan com o esludo refleclido da f.
A Croz o estandarte do mundo. Sciencia,
Tenho de tratar de Jess Chrislo como Suprc- lilleralura, poesa, arte, ludo dove marchar aps
mi > Sacerdote, rom a lico que elle d na sua
Sacralissima Paixao no'sacerdocio ; e queni nao
dir que esla urna missao amarga c ardua do
cumplir ?
Por urna parle o clero catholico precisa desla
lico de Jess Chrislo ; por oulra os scus adver-
sarios, que o sao egiialmcnto da Egreja, pndem
prevolecer-se do que dissemos no desenvolvi-
mento desla lico para lovaiem o descrdito mo-
ral desta classe (veneranda por sua insliluieao)
at os mais iniquos limites, em prejui/o da 'ins-
liluieao e dos seus resultados moraes e reli-
giosos : Sinlo-me fraco para lamanho as-
sumplo.
Tenho de tratar do Jess Chrislo, como Supre-
mo Legislador, e se j suhi tribuna dos povos,
se j eutrei lio concilio da naro, se j conceilei
normas polticas, fallecem-me todava as torcas
da nlelligoncia, c a agudeza do engenho, para
descrerer com vantagem e auloridade incon-
russa este sublime carcter do Supremo lleor-
ganisador de todos os cdigos e legislacoes do
inundo.
E' verdade, christaos, que luz do Evangolho
todas as qucsloes se elucidara. E' verdade que a
razan pratica, que a f imprime no espirito, ea
inspiraco, que a gracn accenda n'ana, podem
tancar urna admirarel torrente do lnz nos mais
dilheois c escuros assumplos ; mas oh meu
Deus, lerei eu esta f, e esta graca ?
Se niio tenho, ou se a que possuo nao tem o
verdadeiro e ardentc zelo da vossa causa, dai-
me a f c a inspiraco, Senhor ; dai-m'a hoje,
que da de misericordia, de grana, e de per-
do. Nao ollieis para a minha vida passada, nao
olhcis para a mnltido de fraquezasdu que es-
li cheias as paginas de minha existeucia .' Se
olhardes para as minhas iniquidades, nao pode-
rei cortamente sustentar a gravissiraa responsa-
liilidadc da palavra que vou annunciar.
Senhor I dai-me hoje fardente, que o dia
em que a plantaste na Ierra com o mais SU7
nrcniu tcstemunho que vram os seculos.
ral, pernmiio esla vergoohon esposta, u*on t>
Pilat is pela seita farisaica :
c Ho temos o poder de azer morrer mu-
guen.
Co no 9; a pratica da lei fosse- seropre o fazer
morrer I uomo se anle o julgado, se oubesse j
que esus Chrislo havia de ser condemnado ul-
tima pen; 1
Hiuve depois um dialogo breve entre Jess
Chrii lo, e o governador romano.- Mas o tumulto
fra lo Pielorio era inmenso ; o dialogo fui in-
lerrcmpdo, e Plalos ebegou oulra vez veran-
da d) tribunal e disse ao povo amotinado :
Eu nao encontr nesle onmem mnlivo
algu 11 de condemnacao. E' uso entre vos dar a
libeidadc um criminoso pela Paschoa, queris
quo vos salle o Re dol Judeos ?
O aemimenio religioso deve achar-se no tundo
de todos os coratdes, e s tendo-se urna alma
incoasplrto, poder-se-ha estar face & face com a
unmensidade do universo, o nao referir-se o pen-
samenlo i um ser supremo.
E' para render-lhe esla adora-ao, que as flores
ao nascer do dia exhalao seus odorferos perfu-
mes ; para o mesmo Qm que o edro das aves
desfaz-se em harmonas nos ares ou as crimpas
das arvores ao despontar do sol, que se levanta
do oriente; ainda no mesmo intuito, que lo-
toma urna voz e se eleva ao co
<;onneiit.raco da Sena SbI,
OiTereeiala ato lllrn. Sr. Dr. Joaqailan
Jos da Foaeeea en siaraal ole
aanisadto.
- Contmtno(trM (.
E hoje que sobre o monte Golgoiha, o Filhode
Deus, hostia pacifica cnlre o mesmo Deus e o ho-
mem, vai lerbiinar a grande obrada Redempcao
do Genero Humano!
hoje que elle vai reunir em um so myslerio
. 1 em urna s> lei, as lines sem numero que deu aos
por mil_ i-antiros dilTerrntes de gralidao ineTavel. Albos do desgracado Ado !
hoje que pendente dos bracos de urna cruz
elle se loma o divino resumo de tantas les pro-
mulgadas !
Jess Clnisto consubstancial a sru pai, ptde-
A religiao pois coeva do hornero, e so nessa
coelaneioade nSo houvessc um principio vital
sublime, que nao pode ser attingido por nenhuma
forca humana, seria o uosso destino errar \ie\a\
V">.*", eilor,me fhio daquclla turba maldi- : ruinas, e, como os filhos exilados de Israel, ao
ts, 'xcitda pela seila farisaica ; e nesso grito
prefi ra-so a liberdade de um malfeitpr liberda-
de d3 Jess Chrislo !
_ Fe i nesle momento, e com o (lm tal vez de apa-
sigu r a turba e compung-la, que Plalos ordo-
flsgellaco.
o'ado, coreado de espinhos, cuberto com a
ura do escarneo, Jess Chrislo sahio condu-
longo do no de B.ibylonia, deplorando ao mesmo
passo a magnificencia preleria, que fura olTusca-
da pela transgressao.
A f nao podo nesla stua^o ter-sc ausentado
de nossos coraces, como oulr'ora o fez a The-
mys da mylhologia deixando a Ierra entregue
aos cnme3 ; ella subsisle nelles, a despeilo dos
osforcos da mentira e da carne para arranca-la urna lei do ferro e de sangue,vuma' lei Draconi'ca ;
por I ilatos i presenta do povo. E.s o ho- dah :e subsiste tanto mais nessa sede de amore porm s.m para nos mostrar o verdadeiro cami-
, trazo-vo-lo para vos fazer ver, que nao gralidao, -
ene nlro riel le nnhum
dem e.
nou
A
purpj
X i lili
merrl

Jiidr

lato
Irucillcai-o. crticiDcai-ol Foi a resposla dos
os ao governador da Juda.
gcdi,
mar o.
A
den
roso, sabio, e infinito como elle, descendn volun-
tariamente dos cos a Ierra, vcio ensinar a ver-
dadeira doutrina, vcio chamar a todos os povos
do Universo, a urna s communhao. a urna s re-
ligi&o, e a urna s fralernidade.
Annuncido pelas prophelas, desejado por lo-
dos os povos do mundo, elle toma a uossa carne,
e se appresenla enlre nos; vo para nos impor
dao, quautu somos christaos. e o chrfslia- "ho do co : nao par fallar com caosiosidade e
motivo por que o con- nismo na phrase iuinfltayel do autor das Con- mentira ; porm sim para nos aer patarras de
ferencia ae N. S. de Parirlo maior phenome- amor e candado, nao para nos perturbar
no que ae tem naturalisado no mundo, o maior ciencia ; porm sim pa'ra nos esclarecer em nos-
phenomeno intellectual, o maior pherromeno mo-1 sos deveres ; nao para nos filiar como homem
romiu-o, crucificai-o vos. Respondeu Pi- ral. o maior phenomeno social, o pjicoomerio li-
nalmente quo lem um carcter de especiilidade,
de tnico era sua especie, e por conseguinte'
ainda urna vez, de divino.
Alm de que, nao pode hacer ineredulidade
Temos urna le, pela qual elle deve morrer,
pon uo ao faz acreditar por Filho de Deus.
O temor, diz o historiador desla sublimo Ira-
scbresallou aindamis o magistrado ro-
porm sim para nos abrir as portas do co como
um Deus!
Sua palavra sa em toda a circunferencia da
Ierra,sua lei vai ganhando terreno, sua doutrina
vai sendo abracada, e sua candado vai sendo res-
1 latos encerron-se outra vez cora Jess Chris- i dossa igreja, que domina os espirilos pela crle-
lo n) Pretorio para o consultar sobre esla pro- u e regula as almas pelis mais alias virtudes o
na qual a conviccao, a sanlidade, a uuidade a
que nao caa por Ierra na conleraplacao das pha- peitada. No meio de um povo ingratoJess
ses marivilhosas da vida e morte do instituidor Chrisloprova a necessidade que temos deamar-
posii do;, Judeos.
vocco que ia passar do Oriente
e pareca comecar a Iluminar este
ao Occi-
Filho da
universalidade, a eslabilidado e a vida formara
um lecido do urna belleza sobrehumana e incon-
Euripa. Depois de" um colloquio breve, em que leslavtl. na phrase daquelle cscrimor'
s Chriso disso ao magistrado,----------'----- *-
Jesi s Chris'o disso ao magistrado, que nnhum
pod-r teiia sobre elle, se Ihe nao fosse conced
do o al o, Plalos quiz dar.Ihe libnrdade.
raiva farisaica, porm, crgueu enlo o ex-
Ireno grito, quo o suicidio das naeoes.
Se suliaes osle homem, nao sois amigo de
Ces r; quem se quizer levantar por monarcha
dec.are-:se contra Cesar
P talos fez anda um ultimo esforco ; quiz ap-
pel r para a nacionalidade.
Nao temos outro rei, seno Cesar. % Res-
por derain os pontfices.
A
da.
Nascido apenas Jess Chrislo, urna msica ce-
leste festojoi/tlhe o natalicio ; e os ires magos,
sob a direceo de urna estrella mysleriosa, atra-
vesando esparos inmensos, os ardemos deser-
tos da Syria, vieram Beihlem render-lhe ado-
raco. E anda nao linhs expirado, anda eslava
pendente da cruz, j o sol linha escondido a sua
face, j as irevas eobriaru toda a Ierra ; e ao ex-
pirar, esla tremeu, os rochedos parlirara-se, o
veo do templo rasgou-se, os tmulos abiiram-se
e toda a nalureza advertid humanidade de que
um grande phenomeno so dava.
causa da nacionalidade judaica eslava julga- | luriio romano e os espectadores a baterem nos
A Judea f..ra urna nacao independente. Cri- pulios por enlre a exclamacao : Aquelle era ver-
me con Ira Deus a sujoilaram varias vezesaoju- dadeiramenle o Filho de beas; e o nroopigita a
go straugeiro. A proleccao divino, porm, nuil- proromper nestas palavras : Hoje oh se acaba o
ca '"' '"'.'ou. 'mundo, ou soffre o autor da nalureza.
1 Pro videncia apparecia com o arrependimen- Este Homem Deus, que assim foi aquilatado licor coruosco
. J'I.?:.L(;?m ?.. !'.r.0!ld.t'"ri-'1 e ar!ePen'1'- his sua morte, e de quem no seculo pasaado(Tomando em .anas sacrosantas mos. um pouco
Se a morte de Scrates foi de de pao que all se achara, o elevando seus San-
tsimos olhosaoco, oabencoou, e deu aos seu9
mos o nosso scmelhaiitc ; elle confirma a lei pro
mitigada por Deus no monle Sinai, em 2513 an-
uos do mundo; e zios maudou amar ao nosso
prximo como a nos meamos: seus milagrea se
multiplican!, sua diviudade se palenteia, c vai
o mundo conhecendo a sua verdadeira lei!
Jess Chrislo aeiiliudo em sen coraco lodos
os trancos pelos quaes deve passar. su'alma
abrasada em vivo amor por todas as croaluras,
vai collocar-so no centro de seus amados disc-
pulos, para dar-nos a ultima prova do seu divi-
no amor. O cenculo, esta mysleriosa easa.essc
lugar providencial, aonde "Jess Chrislo sen-
larido-sc com seus discpulos a mesa, assim Ihes
Talla :
Meus amados dissipnlos, chogada a hora
em que eu hei de ser a victima expiatoria em ho-
locausto, ou enlao a espada da justiea eterna ra-
hir sobre vossas cabeeas! Ma eu que por minha
propria voniade rae constitu vosso irmo em na-
lureza, vou em demora suspender o raio da eo-
leradivina! E nao so contentando sosenlo em
despedazar o raio que nos vern forir, elle quer
>sco al a consummaeo dos seculos I
as
cia
Tratemos de Jess primeiro como Hornera, ao
comecar da sua Divina Paixao.
Sabis o que um homem [vir] em toda a
grandeza moral de sua organisacao ? E' o enle
forle por excellncia : forte especialmente dianlo
do perigo, dotado de urna serena e invencivel
coragem contra o risco por maior que elle seja ;
indo alronta-lo, se preciso, por urna grande
causa.
E' ila palavra homo (vir) que se lira a gran-
de qualdado que Ihe adorna o peito ( vir-
tus ).
Vi'rusVirlude pois a mxima expresso do
vigor moral. Abr as paginas da historia desse
grande da, e lede comigo a prodigiosa licao, que
Jess Chrislo como Homem deu todos os lilhos
de Ado. Notal bem todas as circunstancias,
porque cada urna um ensino.
Era noite: Jess Chrislo eslava no Jardim
das Oliveras, o como homem. e na vespera do
grande e sublime da sua morte santissioia orava
a seu Eterno Pae, que se era possivel alTastas-
se de seus labios aquelle calix de amargura ;
que todava so izesse a vonlade de seu Pac
Que o espirito eslava promplo, mas a carne era
iraca.
Nunca homem algum vio approximar-se o
momento do perigo sem um cerlo temor. A
coragem est em que o espirito renca a carne.
Esse temor nao condemnavel, porque Jess
Chrislo quiz senli-lo. Como tratou, porm, de
venc-la Pela oracio.
Mas corroborado com ella, e senlndo que a
traicao o procurara para o entregar fi morte, es
'como Jess se prova nao s homem, roas o pri-
meiro dos homens na coragem com que se le-
vaniou.
Judas, com urna cohorte de soldados, servos e
domsticos dos Sacerdotes e dos Fariseos, pro-
curavam-no com lanlernas, tachos e armas. Je-
ss adiantou-se.eperguntoulhes : < Quem bus-
cis ?
Sabis quem procurava Jess Chrislo ? A qua-
lidado de gente, j a sabis ; a qualidade de
sentimenlos era a traicao o a calumnia. A trai-
cao, que mover Judas a entregar a seu Mes-
ir ; a calumnia que movia aquella mullido a
praticar o maior crime que homens podem coro-
mellerO Deicidio 1
Ora, nao ha do cerlo dous crimesque corrom-
pam mais profundamente a nalureza do homem,
como a lrair;ao e calumnia, de lal arle que que-
rendo Jess Chrislo dar urna lico eterna uni-
versal do poder do homem recto conlra estes
dous crimes, com urna" simples resposla obrou
-olli um prodigio 3ublme.
Sou eu. Ego sum.
A chusma cahio aterrada.
No enlanto a licao de Jess Chrislo como Ho-
mem nao so limilava a ensinar a rectido ao ho-
rnera ; quera influir-lho o valor desla rectido,
a coragem de urna consciencia pura Tiuha dian-
te de si a traicao e a calumnia confundidas ;
restava-lhe dar tambem urna lico ao falso va-
lor, que linha ao p de si.
A turba, recobrada de rereio daquelle prodi-
gio, ia apoderar-sede Jess Chrislo ; Pedro des-
embainha a espada, e fero um Jelles. O verbo
feilo carne reprehende a temeridade do disc-
pulo. Reprehende aquelle acto de coragem, que
nascera do sangue e nao da refiexo do espirito.
Esle ocio, porm, que podia merecer a sdrairajo
daquclles, quo obedecem mais ao impulso da
carne, do que ao valor da consciencia, ia car,
dentro em pouco, confundido com outro acto de
fraqueza moni.
este glorioso predio. A uniJade do grande re-
banho de Jsus Chrislo s poder consegiiir-se
com estas coiidicocs. A prediccBo do Filho de
n'eus, de haver um s rebanho, e um s pastor,
hado realisar-se.
Ficar o clero indifTerente esta grande pro-
phrcia ? Nao dever concorrer para a sua gene-
rosa, e sublime realisaco? Nao eoutin esla pro-
phecia urna especie do respeito ?
Sacerdotes de Jess Chrislo, vivificante sol da
Ierra da lei nova, respondei aos detractores do
Evangolho, abrndo de par em par as portas do
futuro christSo. Obedecei le do progresso pro-
mulgado por Jess Chrislo naqucllas admirareis
palavras : a Sede porfolios como meu Eterno Pue
perfolo. As portas daquelle futuro clirisio,
que conten a mximacivilisaco da humanidade,
lem duas chaves nicas a virlude do Evange-
lio, e a sciencia do rhrislianismu, e de seus mag-
nficos esplendores.
Adquir eslas duas chaves, e fallai depois fran-
camente ao mundo, como o Cheto Augusto e Di-
vino da Egreja Calholica.
Mais ditlicil, porm. a minha tarefa agora.
Tenho de tratar de Jesus Chrislo como Rei : por
quanlo ainda que a sua resposla ao governador
da Juda foi que seu reino nao deslc mundo ;
elle proprio, instado pela auloridade romana, con-
firmou que era rei Tudicisquia rexsum ego
sou Re, tu o dzes.
Dcilaram-lhe aos hombros um manto de pur-
pura, c po/eram-llio na caliera urna coma de
espinhos. Sou Rei, tu o dizes. respondeu P-
lalos, acrescenlando immedialamenlo : Foi para
dar lesleuiunho verdade. que nasci, c vim ao
mundo.
Todava, esto monarcha m lugar da corda de
ouro, tiuha urna cora de espinhos; em lugar da
magestade da purpura, linha a purpura da ir-
riso 1
Christaos I que a realeza do nossos dias apren-
da nesla lico immensa. Se a cora nesles lem-
pos de espinhos, se a purpura a do escarneo,
nenhuma lei a dispensa do dar lesleuiunho
verdade, de nascer o vir ao mundo para esle
Qm.
leii
do
na
ca
vi)
do
a 11
os
lu .
Mas o que a verdade na sua accepcao mais
ampia? Qual a verdade que so espera da rea-
leza ? A justiea, o direilo. o justo. Fra destas
condicoes, a realeza falla sua mais nobre e ur-
gente missao. Eslas condicoes sao a origem da
realeza ; esse tambem o seu fin, embora Ihe
cuspam no rosto o vilipendio, e a affronta, como
o Rei dos cos e da trra; embora o corcm
de espinhos, e Ihe dem por sceptro urna canna ;
o melhor, o mais luzentc sceptro, que j ver-
dade, que o justo, que o direilo, esso nao
Ih'o podem tirar.
Podem dar-lhe urna bofetada no seu throno de
tormentos ; podem argumentar com este sacrile-
gio, quo o direilo da forca vale apparenlemente
mais do que a forc,a do direilo ; mas a realeza,
que leve a Jesus Chrislo por Mostr, a verda-
de por lestemunho. o justo por base, o direilo
por origem e por fim, una realeza superior ao
direilo da forca, porque lbe d o proprio Jesus
Christo a forca do direilo.
Sigamos a continuado de Jesus Chrislo na sua '
Sagrada Paixao, e se corado de espinhos o vi-
mos fallar aos reis, vejamos que tremenda ligio
deu aos povos que se alTastam de Deus.
Das duas mais noiaves regioes do globo, Occi-
dente e Oriente, o paiz da aurora pareca ter sido
o predilecto da creaco. O Oriente fra o berro
do homem, e da religiao, e a sede du povo esco-
Ihido. O Oriente recebeu a lei no Sinai ; recebcu
as revelaces feitas aos Patriarchas, e fra com
elle que o Senhor fizera a primeira alrianc.a.
Apezar, porm, de conter toda a verdade dos
deslinos do homem, quanta podia caber na hu-
manidade, antes da sua restaurarlo em Jesus
Chrislo, o Oriente era ingrato. O proprio povo
eleito eslava dividido em setas, algumas das
quaes al chegavam a duvidar da mmortaldade
d'alma. O impulso da idolatra era tal, que nem
poupou a Juda I E no entanto, Jesus Chrislo
para dar a ultima prova i esla regiao ingrata, at
quiz nascer na Juda !
A ingralido nao parou nem no proprio Deici-
dio I Foi um homem do Occidente, que, sem co-
nhecer Jesus Christo, seno pelas suas obras, o
quera a todo o cusi salvar das mos dos Judeos.
Esso homem foi Plalos, enlao governador da
Juda pelo imperio dos Romanos. Foi i cusi, e
instado pela seila farisaica, quo elle consenlio
em que Jesus Christo fosso acoitado ; e lal era,
apezar de pagio, o desejo de salvar da morte o
autor da vida, como se deprchende do Evange-
lizo, que o causa que mais influio para consentir
nesla flagellaco foi a de apresentaf Jesus Chrislo
ao povo depois dos tormentos, para com mover a
cidade com este espectculo sanguinolento, e
piedoso 1
< De que especie de crime aecusaes esle ho-
mem ? pergunlou o governador.
Se nao fosse um malfeitor nao t'o entrega-
riamos respondern! os fariseos.
Plalos vacillanle, e nao querendo tomar a res-
ponsabilidade da accu.sac.ao de um innocente, re-
darguo, dizendo :
Enlao julgai-o tos mesmos, segundo a vossa
lei.
Urna naci onde houvesse verdadeiro sentimen
lo da patria, leriaaccolhido com alegra estares-
posta de um governador eslrangeiro, para exer-
Cor os seus foros, e entrar na posse de sua na-
cionalidade 1
Jesus Christo, porm, que quera provar ao
mundo, que urna necio que se alfosia de Deus
rar lo conlra o Filho de Deus feito Hornera 1 O
im lorio romano cahio ; mas de suas ruinas sala-
ra 11 urnas pomas do naeoes florcscentes, que
ab icarum a causa de Jesus Christo, e que toma-
ra 1 o Evangelho por lei do cvilisago.
3 Occidente surgi com melhorcs bros, com
jimias e um progresso rresccnle i luz da
[ilrini de Jesus Chrislo.. O Oriento adormecen
visees de ura statu quo dploravel que o
ligo do sua ingralido para com Deus ; o po-
que represeniava esla regio, pela undade da
ilrni, epcla vocacao especial, gome sob um
liberna tremendo; os oulros povos precisara
procure ao Occidente, para abrirem os plhos
Elles quo foram os possuidores desta luz e
qu a derramaram na Europa, antes da viuda de
Je us Christo, recebem hoje desla mesma Euro-
pa Ion ada frtil pelo Evangelho, a sement da
illjislraoo, e do saber, a moral, a religiao e a
cruz, que nao souberam aprovertar, e que era
tji sua pela nacionalidade 1
Jess Christo, como supremo legislador, deu
miste exemplo naci judaica, e a todoNOrenle
uiina gravissma lico do que fazera OS povos,
'lijando se afastam do Deus.
[Christaos 1 ama considerarlo anda s r. o su-
bame destecho deste drama divino da I' democio
universal, no qual veris signaos m. cari --
rnicos da vocacao do Occidente, e a ui.jna tro-
va de Jesus Christo. como Deus, ligando toda a
h imandade i infinita o dulcissima lei do seu
aijnor. \
O m igistrado romano, perante a aecusaco po-
ltica que Ihe faza a naci judaica, tremeu, e
dixou condemnar Jesus Chrislo sem processo.
JO Filio de Deus sobe i colina do Calvario,
onde a tradicio oriental concorde em afflrmar
qiie estavaru sepultados os reslos do primeiro
hbmcni.
J E' pregado na cruz com o rosto voltado para o
Ojccidente, sobre o sepulcro do primeiro homem,
eldepos de ter pedido i seu Eterno Pac perdi
p.ira o que o cruciQcavam, leudo provado o fel e
vinagre, que Ihe approximaram aos labios, que
ekala 1) ultimo suspiro, pronunciando a divina pa-
lavra, que nos servio do cpigraphe, e que o
cbmpl mento de ludo quanlo os Prophelas haviam
pjrognosticado sobre a sua morte: Consumma-
l *m eii l
meilo apparecia a independencia da naco. dsse Rousseau
lepoi desla conlissao, depois desla'impeni- umphilosopho, a de Christo foi de um Deus-"e
ion :ia final de um povo conlra o seu Deus, e con- n actual disse o conquistador das Pyramides e
a sua independencia, ao lado do maior crime d'AuSlerlitZ Eu entendo de homens, epois te
corimoltido contra Deus-o eicidioduvia ap- dg0 m jeSHS chrislo nao eraum homem! esse
parecer o maior crime commetlnip conlra o ho- Homem Deus, repilo, fui compassivo para com
l 11-o suicidio de urna nacao. ,ud0Si a ponU) ue uizcr Tudu 0 lle fi-errfes a0
1 .sse povo vivo anda, curvado ao jugo de todas mmor je meus ir mos, fa-lo-heis a mim mesmo
" cas. Vive sern patria, sem independen- I asserilava-se i mesa do peccador, por que nao
decoro de nacao. Vive para mostrar por vera para o 6onx, mas sim para os que soffrem-
toca a parle a maldtcao do Jesus Chrislo, o sou a0 repellia a pecadora a quem pefdoava por
cas igo perpetuo, a deshonra de seu vol contra /,,. amado extraamente; naoCMderansva a
icionalidade. o crime do seu co- ndullora devolvendu o seu supplicio aquelle da
turba que nao lioesse peccado; e na sua crucili-
xo s leve palavras de perdo psra os seus al-
gozos: Senhor, ptrdoae-lHes.por que nao sabem
o que fazem I
Esles o oulros muitos factos, diz um escriptor
portuguez, vivem em todas astradices; esto
consignados em todas as historias sagradas e
profanas, as do povo deicida mesmo.
Quem duvidar deltas, que cous.i poder haver
de que nao duvide egualmentu?
Quem se nao enternecer ao commemora-las,
com que se enternecer ?
Nenhuma oulra vida olTerece um complexo
idntico de luz eamor; e nem oulra muri ha
que lao fecunda fosse pora o mundo pelos novos
elementos de vida, que Ihe communcou, pela
transformado que produzio por meio da fraler-
nidade chnsia, da qual ha resultado essa fuso
dos poyos sem deslruir-lhes com ludo o lypo na-
cional : Vos todos sois irmos. Por lal forma Je-
sus Chrislo, cuja palavra um accenlo de ternu-
ra e urna revelacio sublime, consagra, a iderui-
dade fundamental do genero humano. Esle dog-
ma philosophico, elle o comprova, saneciuna-o,
autorisa-o finalmente com a s*ua palavra, porque
esla a me.iiua philosophia ; e ao passo que
Oro-nos o infinito por meio do seu olhar, aper-
la-rios ao eu seio, de modo que, quaudo suppo-
nios elevar-nos pelo peiisamenlu, licamos doli-
dos nesc vo pela caudado.
So ros agora fossemos i Jerusalm. di-lo un
dislincllo pensador, nao veramos menos de dez
ou*t."uA! mil pwegrnos, de diversas-naces, ado-
rando o Deus huraanisado, nos propribs lugares
em que se aperaram os maiores prodigios. Cus-
lar-nos-hia a penetrar na egreja do.Sanio Sepul-
cro, a percorrer a va dolorosa, por causa da
mullido daquclles peregrinos. Veramos a maior
parte delles vertendo lagrimas, e-a sua f viva
reanimara d nossa libia f.
Mas nem lodos pouern ir lao longe ; e o chris
lianismo, assim como possue em toda a parle a
presenca real de sen divino fundador, em loda a
parle lem procurado tambem solernnisar os
acontecimentos da sua Paixao dolorosa e da sua
Morte por meio de figuras Representativas del-
les, em que os fiis retempcrain sua arenca, o co-
brar novos alenlos para a lula dos dous ele-
mentos de que se corape o vida terrena, para
acquisico dess'outra iramorlal a de glora sem
fim.
Nessas figuras sobresaho a qe boje recor-
dada nacrucifixao e morto de Jesus Chrislo, a
aurora da redempcao do genero humano ; e os
templos em queso reproduz esso drama de r-
deme amor, em que nesla semana propriameme
denominada santa est o Radcmptor exposto s
nossas devidas orages, rcpr.esoolam outras tan-
' las estacos a quo nos deve levar, nao urna cu-
1
A Paixao de Christo.
No quasi iodfTerenlismo religioso que lavra ou
sje vai insinuando na nossa sociedado ; quando
udo como que nella se encaminha ou tende
ma tregua nos sentimenlos de religiao, quenos
prain insufflados com o primeiro leile, ainda
im allivio para as almas piedosas, para os espi-
llos crentcs depararem na massa da popularn
om um como que oasis, onde vio repousar, por '''dado estril, mas urna fervorosa pie-
herdejar e florescer ahi a f na rudeza primitiva i dado.
9 na forca dos lempos patriarchacs. rrequenlemos estes templosv continua o mes-
Coiu elTeito, sem embargo dos espirilos fortes: mo pensador j citado, roas- deixemos s suas
jue cm miniatura so repruduzem m nossa po-1 portas ludas as lembrangas, todos os cuidados
ine nao
jpagens
oltarianas, a ( nao desamparou as nossas al-
as, enem os nossos coraces se achara apode-
ados desse fri glacial, que amortece essa su-
i'.ime aspiraco ao immaterial, em que os peitos
ieis te nutrem, como um alimento, que os deve
riar e dar-lhes (oreas para essa vida descenbe-
ida d'alom-lumulo.
A r egaco da divindade nao pode ser seno o
producto extravagante de urna cabera que tres-
vana, ou alias um parto de exquisita celebridade,
que por si mesmo se nuUlica, reduzindo-se s
proporcoi's de insignificancia, que Ihe competen
na sua existencia ephemera. Pederemos nos mes
mos crer, cm plena posse de senso, que somos
a_causa que ha produzido o phenomeno da nossa
vida ; que somos a razio deste problema indefi-
nivel para o humera ?
j Seria isto urna insania completa, a que s um
cerebro enfermo poderia dar corpo.
Mas todo o phenomeno lem urna causa, c esta
nao exislindo em nos, cumpre ir procura-la n'ou-
tra escala de enles, ascondendo existencia de
urna inteligencia superior, do que tudo procede,
e a que nada eslranho.
O homem pois essencial o necessariamenle
levado i sdoracao dessa intclligencia ; e essa ado-
rec) ou reconhe.ciment da superoridade nao
podendo reslnngir-se lio sroenle ao espado do
coracio, rcvesle urna forma ostensiva e traduz-
se cm fado demonstrativo d'ella.
Isto j arrancou i consciencia do corpho da
pa ; i\ despeilo dos nossos racionalistas, quo nao I profanos e depois de adorarmos o Deus, que
e dedignam de lomar as inusitadas roupagens I tanto jior nos solTrcu, transportmonos em tnta-
gincko 00 jardim das Oliweifas, ao Pretorio, ao
Calvario ; assistamos .flagellaco, coroecao de
espinhos, aos improperios, s injurias,'i cruciQ-
cacao, morte d'Aquelle, que nao monera, que
nao padecera, que nao descena do co leva,
se nos nao amasse tanto*
Que maior lestemunho com elTeito poderia ello
dar-nos do seu amor sem limites e de urna ir-
gindadesem macula, do que o immolan-se por
nos, derramando o seu sangue, que o sangue
universal, e legando-nos cm heranca o Evango-
lho, essa declaracao do direilo tambera, univer-
sal, quo se nao poesassede urna palacra, seria a
palavra mais bella, do mundo ?
E nos oulros o-quo dar-lhe-hemos em reti-
buicio desse amor to provado, que ehegou ao
sacrificio ?
Como manifestaremos o quilate do uosso amor
o dp nosso reconJiecimento '.'
O meio nao diflicil ; os coraces indicam-no
e a razio abraca-o.
Pujamos de olhar com indiffercnJismo culpa-
vel para o maior dos holocaustos, que a ierra
ha visto ; uo paguemos finezas eom ingrali-
des; e nem abramos espaco reaUsacio destas
palavras do proprio Jesus Chrislo : Crt4'. vos que
quando a Filho do Homm voltar a trra, en-
contrar a f em Israel ?
O mi filho nao pode ser bom pai, e quem
nao recofthece a mi que o ampara, nio mereee
: os efleilos da proleccao. A inderenca, portan-
impiedde, n'ura momento de smpleid'adeori- i,u insensbildado de nossa parle para com ta-
ginal, a proposito do que, nao houvtsse reli- 1 v.ure.8 lDa>hos msrea a ausencia da nossa reli-
Se Pedro prrancou da espada para defender | um povo cahido na mais abjecta degradacSo mo -
gio, fra mister inventa-la.
Ora, se a philosophia essa nuvem sublime, em
que pisou Jesus Christo para subir ao co, segun-
do a phrase bellissima do romancista franeez ; a
rclijo essa sarca myslira em que se coromu-
nicnu o co com a ierra ; essa escada da visao
de Jacob, pela qual as rozes desla se elevara al
aquelle, estabelecendo a cada de amor quo liga
o Creador i crea tura.
Nio ha por tanto atheismo possivel, e sob este
aspecto esta urna palavra vasia de significaco
e despida no todo de urna realidado objecliva ;
pois visto qua a adoracao ao Creador desponla
com 0 inslincto infantil n'ura aspirar vago, e en-
raizi-se com o raciocinio viril na conlemplaQo
phy sica e moral da nalureza; visto que a todos di-
cen) o coracio e a alma,.que aumento sua bonda-
de infinita ffi-lo sahir do silencio sagrado que o aasim se ovilla nio discriminando as nocoes do
cenara,psra do nada tirar seres,aos quses quera I hern e do mal, nao reconhecendo o beneficio da
torrar felizes, aos quaos aditou com a sua graca. vida outorgada por um enle superior.
** i lio esperis, concluimos com um escriptor,
Se tens altelos n alma, sao de Deus. que seja grnlo aw horoens quem ingrato
Sangue no coracio obra sua a I Deus. witruyio.
giosidade, indica a existencia fatal nu fermento,
do scepticismo e da incredulidadn em nossa al-
ma, ao passo que o maior epigramina do nosso
carcter pessoal, quo assim se exhibe sob o as-
pecto menos conveniente i dignidade racional do
ser humano.
O homem irreligioso, que ingrato para com
Deus, poder jamis conheper osinuulsos da gra-
lidao para com os seus semclhautes ?
A religiio previno a aridez da alma, e islo,
dic Chateaubriand, que symbolisa esse oleo santo
com que o chrisliausmo consugrava a realeza, a
infancia e a morte, para nao deixa-las na esteri-
lidade.
O homem sem religiao lem a alma secca para
oaaOeclos.'e esle estado &a negacao do proprio
SM! assim se ovillo nio discriminando as m
dissipulos, dizendo:
Come, meus amados discpulos, deste pao.
transubslanciado era meu corpo, nelle estoo co-
mo no eco ; e todas as vezes que o comerdes a
1111111 mesmo comeris.
E depois lomando entre scus divinos dedos,
o cata curo mu pouco de vinho e com os olhos
pregado no co o abencoeu do mesmo modo, e
dando aos seus discpulos, disse-lhes :
Eia-aifui. o meu sangue que daqui a poneos
momelos hei de derramar pela redempcao do
genero humano ; aquello qi>e o beUer punticar-
se-ha de suas culpas, e se tornar um omigo :
fazei sempre islo ero memoria de mim
O' Judas Escariosles, porque le nao confundes
nesle momento estas doces palavras de leu
Diestro, este amor infinito, esla doutrina sem
exemplo, nao-sao bastantes para despedacarem
leu maldito coraco? L 1 E anda le atreves a di-
zer-lhe quo o nao linhas vendido t Instrumento
vil da perversidade do seculo, tu recebersa pa-
ga de leus nefandos projeclo! !
O horlo de Gelesemani, esse theatro de tantas
maravilhas, nos d urna licao beru expressiva dos
milagrea operados pela pesaoa de Jesus Christo.
e seu coraco nao pudendo onler as chammas
do amor que por nos padeca, procura esse fa-
moso lugar, para principiar a senda de seus hor-
riveis tormento I
Alli,. nao como senhor de todas as cousas crea-
! das, porm sim como humilde servo, elle nio re-
cusa prosiar-se aos ps de seu Eterno Pai I sua
boccque s se abra po-a fallar como meslre,
agora se torna o- menor dos- discpulos ; suas
maos que s se erguam para curar os enfermos,
agora colocadas com liumiio\ide, servem do meio
para conciliar a seu Eterno Pai I e todo seu cor-
po, finalmente, que era o receptculo das glorias
do Eterno, agora est prosudo, est immovel, e
apenas s pode pronunciar estas allliclas pala-
vras :
Senhor, se queris que bebo este amargo ca-
lix, oh meu rcspeitavel Pai-! O meu espirito
est promplo, embora a minha carne sja iraca,
nao recuso os vossos decretos;: seja feita a vossa
vonlade
Quando Jess Christo asarte fallava, quando o
Filho de Deus, faza correr de sen corpo nnu-
raeraveis goitas do sangue, asrazes se periur-
bavara e esses homens, que se diziara juizes e sa-
bios do mundo, preparavam a mais revollaule
scerja, para nella sepresenlar o-Filho de Deus
vivo !
Jerusalm. oh os leus sabios desaparecero
como a sombra ao travez dos corpos : tu as leis
do soberba e de orgulho, se rasga rao, e o liomem
do Calvario, a quem la ingralido o faz morrer
rcssutsilar com glora e magestade, para te con-
fundir e derrubar! 1
J.sc ouve em toda a parlo-o alarido, j se vai
forjando a maldita traicao, 6 Judas Escariosles,
ingrato o cruel a lanos beneficios, vende por vil
o mesquinho dinhero o.sou. Divino Meslre, que
tontas verdades Ihe linha entinado 1
O alarido contina, a synagoga se revolta, e
todo a Jerusalm se conspira conlra Jesus Shrs-
to, e de envolta com esso infame traidor, o vio
procurar por todas as ras 'iquella*cidado : e
Jesus Chrislo vai enconlrar-se com esla cohorte
de miseros filhos, que osqjiecidos de tantos bene-
ficios o querem prender 1 Seus passos se adian-
tam, sua alma se dilata, o sua vonlade s procura
aousummar a grande-obra da Redempcao!
Elle solfrc a prisao, ello releva o cscarneo, elle
se entrega ao algoz, elle se torna victima. Aban-
donado de seus proprio> discpulos, zumbado de
seu poder, recebo a sentenc-i de ser cruelmente
acontado; suas carnes se rasgara, sua cabeca se
(ere, e no meio de oxeerandas apupadas, ac-
clamado, como por irrizao.O Rei dos Judous.
Oh Plalos juiz venal c corrupto, ainda te nao
satisfaz esta mullido sem conlo de chagas, que
a pouco acabas de abrir no Sacrosanto Corpo de
Jesus Christo ?-l: ainda o queres de novo, senten-
ciar 1 1
Augmenta-so coufuso, interrogise a Jesus
Chrislo, e Elle qual mansa ovelha entre lobos car-
niceiros, a ludo rresponde com bramlura e rmn-
sdo : suas palavras sao desprezadas, e pre-
ferido n'csta occasiao Barrabs Jesus Chrislo-!
Prepara-se enlo a Cruz, colloca-se sobre os
hombros de esus Christo, e entre mil injurias e
a Uro nas peceoiro as tristes ras de Jerusalm :
seu corpo baldo do torcas cabe umitas vezes por
Ierra, as ras se alagara de sangue, as. Santas
Matronas chorara, e Jess Christo. cliega ao Cal-
varo I
Sim, monle Santo e abencoad, shojeo, altar de
paz entro o Co e a Ierra, s u mais uaiuado de
todos s lugares 1 sobre ti expirar o Rei do Co
e da torra, o Legislador di todos os Legisladores,
o compendio de todos os coroptndios, o sabio de
lodos os sabios, c o pai Je todos os homens !l
Tres horas j soam, ea natureaa principia a
sentir a perda de seu mesmo Autor! Ires horas
j soam em que o Filhode Deus, sobre os bracos
da Cruz, ancioso procura salvar o Genero Humano!
Ires horas j soam, em que Jesus Chrislo depois
de completamente ludibriado, maltratado e es^
carnecido pela desenfocada plebe, apenas respira
o ultimo alent da vida! tres horas j soam, cm
quo Jesus Chrislo leran,londo^eus olhos ou Co
implora o perdi para aquelle povo ingrato, e
paraos seus proptios inimgos I Ires horas j
soam, em que a mesma nalureza submissa as leis
de Jesus Chrislo, entrislece-se, e tremendo de
horrorisada, palenteia a todos os habitantes do
mundo, a cruel ingralidji eroticas na pessoade
Jesus Christo-! tres horas ja soam em que o Rei
da nalureza, abrndo a sua Saulissima bocea pro-
nuncia ;O Consumtnalwn es
J. J. Raimundo de Mem.om v.
Variedades.
Carta de um lavrador de Penajosa ae
seo compadre de Itio-Tiuto.
No dia de Sania Mara,
Heceb a sua rarta,
Oue me ehegou retardada,
, K nio viha eslampilhada.
Por ella vejo que CU
Que padate do nariz:
Tambem cu, louVado Dos,
Padero dos callos meos.
Que o pedicuro francs
Curon pela quinta vez,
E os deixou. Dos louvado.
No mesmo ou peor estado.
Saber compadre Antonio,
Que por arle do demonio
A palra deu i luz
Um rapazote de Iruz, .
E leve un porto feliz.
Segundo a parleira diz,
Porque cu c, isso est visto,
Nio entendo nada disto.
O rapar cabelludo,
Nariz grande : e sobre ludo,
Se assemelha no focinho
Ao vgario meu visinho.
Nao suspeite o meu compadre.
Que anda cora aqui de padre.
Vade retro Satn iz,
Eslou certo que o rapaz
E' s meu, porque a Quitea
Sempre foi mulher roui seria
E sempro as costos virou
A quera della aira/, andou.
O vgario c dos meus,
K' muilo tomento a Dos,
Traz sempre os olhos no chao ;
E' meslre de canlochio.
Tem 11 ni vicio, e nao mo.
Toca s vezes bermbo.
Ja v o compadro Antonio
Oue eu nao sou nnhum bolonio ;
Se o padre vrmasse o anzol,
l'uiiha Ihe as tripas ao sol.
O meu compadre talvez
Nao saiba que des'a vez
Fui lambem dos figuros
No acto das eleices,
E serv de presidntf,
Mas nao por falla de genio,
Pois affinno-lhe que havia
Muita vasta senhoria, .
E alguns hbitos de Christo.
Os quaes'nunca eu linha.vislo :
Al o filho da Rila
Apresentou-se com fita.
O filho do Pimenlel,
Que tem grao de. bacharel.
E que quer ser delegado,
Procurou ser depulado.
E as irms, duas ranhosas.
Que nada> sendo formosas,
Vvcndo das macarocas,
Que ellas trabalham as rocas,
J queriarn por decencia
Que se Ibes dsse excellncia ;
Porm cu que entendo d'horta,
E nao sou mosquinha mora,
Lhe fiz'soar o tpele,
Tois s votos dezesete
Arranjou, a por favor.
Do prente regedor.
Acerca desle animal.
Traficante eleitoral,
Muilo tenho quo dizer.
Em breve o hei-do fazer ;
Por agora so direi
Que elle calca aos ps a lei.
Que n'esle pobre terreno
Reina como rei pequeo.
Que recebe os seus presentes,
Porque lem as costas quemes.
De mais a mais, tem amiga
Que Iraz El-Uei na barriga,
E descompe as visinhas
S por causa das gallinhas ;
E' por fim o carrapato
Ladriosinho como rato,
E nao lem religiao,
Pois me consta ser .macan.
Murmurando a rada canto
Contra o nosso Padre Santo.
N'um jornal que ao meu barbeiro
Impingio por bom dinhero
O rato do regedor.
Amigo do redactor,
Li, compadre, cora espanto
Cousas conlra o Padre Sanio,
Quo me fizeram suar. "
-Queira-me pois indagar
O que ha a lal respeito,
Pois Santa S sujeilo.
Na grande questao do Rapa,
Eu sou a favor do Papa,
O depulado quo en fiz
E' senhor do seu nariz :
y.' casmurro, casca grossa.
E nao pe lenco tal troca
Que a ludo diz sempre sim,
Lfi franeez, sabe tatim,
E' versado ras gazelas ;
Tambem descobre os cometas,
E de mais a mais, compadre,
Dizcia que Ulho de frade.
' da Ierra o boticario.
Representa o campanario,
Posso affirmar-lhe que sei
Que bous projectos de lei.
Que nao sao nenhuma asneira,
J tem dentro d'algibeira.
J de Coimbra ehegou
Meu filho que se formou ;
Eu bem quizera faze-ln
Um bom doulur de capelo,
Mas a cousa cheira ao afilo,
E eu ao naipe ando mu falli.
Porque a cousa corre mal;
O anno foi-mc fatal ;
O mal daa vinhas malou-rao ;
O invern assassinou-me,
E como a cousa desanda.
Al perd a demanda,
O meu juiz se vendeu,
A minha parle lhe deu
Um cartuxo de soberanos,
E quando a mulher fez anuos
Lhe mandou para a panella
Tres peruse urna vitclla.1
Nao gosto desle meu filho.
Que bastante peralvilho ;
Elle escova muilo o fato,
Tem balda de litterato.
Faz romances, fulhetins,
E outras cousas ruins ;
Em vez de chelrarrap,
Como filho de quem .
Fuma charutos, que sao
Pelo preco de um lustio ;
Ergucndu a cabeca dea,
E de palito na bocea,
Proc ura engajar consorte.
Que o sustente, que o supporte,
E com seus olhos bonitos
Lhe fornica sob'ramios.
Vai por c grande alegra
Na genta da freguezia.
Por causa d'um brasileiro
Que trouxe muilo dinhero
Do Brasil, onde viveu ;
E' o filho do Thadeu, .
Pobre lavrador visinno.
Que gosia muilo de vinho,
E que anda salta barrancos
Agarrado aos seus tamancos,
A Maricas, sua fllha,
Usa saia de tenilha.
Sendo seu maior thesouro
Um mu grosso cordo d'ouro.
O tal filho o sobredilo
Aspira a ser fidalguilo,
Com pejo d'andar a p,
Mandou vir o seu coup.
Onde se encaixa trotando,
E- scus paes enlameando :
J mandou edificar
Um palacio beira mar,
Cora armas, torres quadradas,
E com soberbas escadas.
As raparigas visinhas,
Com suas lindas carinhas,
Nelle tem os olhos filos.
Por causa dos soberanilos ;
Mas o filho do Thadeu.
Ou nao gosta d'hymineu,
Ou pretende cousa boa,
Cousa que cheire a barda.
Este mundo, meu amigo.
Ja nio o mundo anligo,
Em que a geule jejuava,
Ouvia missa. e resava ;
* Ja nio somos portuguezes
Temos costumes francezes ;
Valsas,, polkas e quadrlhas
D'jo conta das nossas Glhas,
Que morrem porque o seu par
Seja nobre ou titular.
A chita mor eu de lodo,
O velludo arrasla o lodo.
Todos querem figurar,
Ninguem quer alraz fi'car
Deste luxo exorbitante;
Do Portugal delirante
E' que vera a corrupcio,
Que se nota na nacao.
PERN. -TW. OS U. F. DEFAEA. ^ \W
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