Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09030


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Full Text


* "
I I
->
h
1110 m?I. HUMERO U
Por tres mezes adiantados 58000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
_____ ---------------"""
DIARIO
i
QABTA FEIRA 4 DE ABRIL DE 1860.
Por anno adiantado 49$000.
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parolaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, p Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribci-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo ra Cusa.
I'AUTIUA. UU COllULlUs.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguorass, Goaana e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Arilo, Bezcrros, Ronilo, Caruar, Altinhoe
Garanhuns tas tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Rrejo, Pc-
queira, Ingazera. Flores. Villa Bolla, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas tetras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manlia.
l.l'lll .lihlUDL |U Mfc l 5 La eheia as 5 horas e 40 minutos da tarde.
12 Ouarlo minguanto as 11 horas e 13 minutos
da lard.
21 I.na no' a as. 3 horas
nha.
28 Quarlo cresconto
tardo.
e 26 minutos da ma-
as 3 horas e 16 minutos da
PREAMAR DE HOJE.
Primcira as 4 lloras e 6 minutos da raanha.
Segundo a* 3 horas e 42 minutos da tarde
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relago : lerdas feiras e sabbados.
Fnzenda: tercas, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao mcio dia.
Dilo de orphaos: torgas e sextas as 10 horas.
Priraeira vara do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE OFFICIflL
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel general do comniando das
armas de l'ernambuco, na ci-
dade do He vire, 1" de abril de
18GO.
ORDEM DO DIA N. 375.
Em cumprimcnto ordcm do dia do quarlel
general do exeicito de 17 do sotcmbro de. anno
prximo passado, sob o numero 150, e do que
oi declarado em officio do mesmo quarlcl-ge-
neral de 6 do mez fiudo, e nesta dota exonerado
docmprcgo de njudontc de ordcns desle com-
mando, o Sr, lente do corpo do cslado-maior
do segunda classe, Berardo Joaquim Correa,
que foi removido desta guarneo para a da
corle.
O tenenle-general cninmandante das armas,
declara que o referido Sr. tenonle^ nem s des-
empenliou a contento e satishdoriamenle os
funcces que deixa de cxercer, como os serviros
de que o incumbi antecedentemente, quer "na
companhia lixa de cavallaria, com respeilo ao
exorne das contas do respectivo conselho econ-
mico, quer no quatlo balalho de artilharia a
pe, em o qual funrcionou como secretario.
O mesmo lenenle-general noma para servir
inlerinamento no lugar deajudanle de ordens do
coinmando, o Sr. lente do nono balalho de
infatuara, Joaquim Fabricio de Mallos.
Assignado. Uaro da' Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
enle ajudanle de ordens interino do cora-
mando.
2-
ORDEM DO DIA N. 376.
O leoente-general commatidanto das armas
declara ausentes por excessode ltcenra, os Srs.
capilo da lerceira companhia do de'cimo bala-
lho de infanlaria Manoel Luciano da Cmara
Guaran desde o dia 30 de marco ullmo, o te-
jiente do noio balalho da mesnia arma Antonio
dos Santos Carias desde o dia 24 do dilo mez, os
quaes sao nesla data chamados por cdilal,
m conformidade da lei de 26 de maio de
1835.
Assignado. Baro da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabrici-i de Mallos, l-
ente ajudantc de ordens interino do com-
luando.
EDITA L.
Baro da Victoria, fidalgo cavalleiro da casa im-
perial, Grao-Cruz da ordeni de S. Benlo d'A-
viz, dignatario da do Cruzeiro, condecorado
com a medalha doexcrcito Cooperador da Boa
Orden., lenente-ganeraldoexercito, conselhei-
ro de guerra e conimandanle das armas da
provincia de Parnombuco, etc., ele.
Fago saber aos sanhores capilo da lercrira
companhia uu dicmo naialhao de ixmuaria ma-
noel Luciano da Cunha Guaran, e tcnente do
nono balalho di mesma arma Anlonio dos San-
tos Carias, c a todos aquelles quo poderem c
quizerem fazer chegar ao conheciraente dos mes-
mos senhores offictaes, que nao tendo o primei-
io comparecido no dia 30, e o segundo no dia
24, ludo do mez de marro prximo passado, em
quo Onalisaram as liccncas que obliveram, fo-
ram declarados ausentes em ordcm do dia des-
ta guarnigo, sob o numero 376, datada de boje,
e sao chamados pelo presente edilal, para que
ae apresentcm dentro do prazo de dous mezes, a
contar da data desle, sob pena de proccdcr-sc a
respeilo da falta no comparecimenlo nos termos
da lei de 26 de maio de 1835.
E para que o referido Ihes conste, fu lavrar o
presento cdital, que assignei e iz sellar com o
sitelo das armas imperiacs, e que ser publi-
cado as gazetas desta capital.
Quarlel na cidade do Recife, 2 de abril de
1860. .
Assignado. Baro da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricto de Mallos, l-
ente ajudanle do ordeus iulrrino do com-
niando.
encelar a discusso. estabelecer puromenle a i desta aonoxagao. I'orquu razio '! Porque sem
questo sobre que ella deve versar, dispensar as duvida o governo francez nao julga que o direito
provas da lisonja, finalmente por em pralica, o! de annexago teja um dircilo absoluto que possa
arl. 5 da conslituigo de 1852, isto 6, a responsa-j ser cxerciilo en-.re estados differentes sem con-
bilidadcdo imperador, tanto quanlo cssa respon- sultar os estados visinhos. A annexago utna
sabilidade pode ser pralicada por aquello a quem conquista persuasiva, e o direito de conquista
ella imposta? | lem sido r.-conlecido pela Europa, mas nao as-
Citamos o discurso de Sainl-Cloud depois da sim de improviso ; este direito se Icalisa* pelos
paz do Villa-franca, porquo o discurso do pri- | tratados, isto pela inlervengao legislativa da
meiro do margo, de 1860 parece-nos ter o mes- Europa, p mesniosuccede com o dircilo doattne-
mo carcter : ello encela igualmente a discusso, xaco.
e combina com umitas cousas que nao se diziam e o Fr nga espera que a Europa se pronuncie
mas que eslavam guardadas no pcnsamenlo de sobre a annexacao da Saboia e de Nice porque
lodos, oii que eram soraenlc ditas do outro lado nao ha de larobem os estados italianos esperarem
da Mancha com esse egosmo inglez que julga que a Eunpa se pronuncie sobre a sua annexa-
que o seu pcnsamenlo deve prevalecer sobre
ludo.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Francisco de Paula fundador.
3 Terga. S". Ricardo Rei ; S. Benedicto f.
4 Quarta. de Trovas. S. Izidoro are; S. Zozimo.
5 Quinta, de Endoengasf* do meiodia em diante)
6 Sexta, da Paixao( at ao meiodia. )
7 Sabbado. de Alleluia. S. Epifanio b. m.
8 Domingo do Paschoa da Ressurreicao._______
pela inlervengao legislativa da .los o corpo de polica.
E nao vimos que se disse em plena sesso do
Parlamento inglez que o governo francez havia
completamente abandonado a poltica da paz de
Villa-franca e do tratado de Zurich para adoptar
a poltica da Inglaterra?
Essa poltica eramulo simples: deixar Vcncza
sem garantis entregue a Austria ; fuzer do norte
da Italia um Estado poderoso que so possa er-
guer boje contra a Austria, e que am.inhaa se
poder lambcnrcrgucr contra a Franca, um pode-
roso Estado 7ado pela Franca a poder de suas
armas, e diplomticamente protegido e augmen-
tado pela Inglaterra Na realidade, nao foi esse
o peiisamenlo da paz de Villa-franca; nao o foi
Franca, nem para a Italia
cao ? A lalia nao pode negar Europa um di-
reito que i Franca lhc reconhece. Tal a dou-
Irina eslalelecida pelo discurso do.prmero de
marco de 1860, sem que todava fosse proclama-
da. A ne:essidade desta doutrina lem sido con-
firmada desde o dia em que, depois da paz do
Villa-franca, a questo de unidade na Italia subs-
do e liaviaui 58 para completar ; em 1858 lixa-
ram-se em 350 pracas e faltaram 15. em 1859 o
numero foi o mesmo e faltaram para o comple-
to 12, e no crrente annj que o numero fixado
de 401) fjitarsm pira o completo 43. sem contar
com o augmento dos engajameiilosda companhia
do pedestres, os quo se nao houvesscm daria lu-
gwm permanecer em numero inferior de tresen-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcfio Dias; Bahia, o
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietoro do purio Manoel Fguciroa de
Faria.nasua livraria praga da Independencia ns
6e8.
O artigo Io do projecto que se discute eleva a
forca policial incluindo a companhia do pedestres
a 561 pracas : ora observando eu os tactos que
se tem dado nos anuos anteriores e continuando
a existirs mesmas causas que deram lugar a
nao completar-se o numero Hxado, a conclusao
ser quo esse numero se nao completar este
anno, que a flxacao delle urna desneces3idade,
eque srvar nicamente para figurar de umi
grande verba no drgaitiento da provincia, o que
nos tirar embaragos, para o que nao quero con-
correr procurando com o meu fraco apoto fazer
com que esse faci se nao realise, o quo enlen-
liluioa questaode independencia, em que o di- do comigo com a materia do artigo substitutivo
reito de annexavao internacional lomou o lugar queja li e que espero ser approvado pela casa
cao nacional, usando deste Eu quero. Sr. presidente, que permanega a dis-
posico aalei que vigora que d ao governo am-
ultimo dirjito a Italia s tinha pela frente os
principes intalianos; usando do dircilo de anne-
xacao, ello esbarra-se com a Europa, e a Franca
I c apnmeira a dizer-lhe : O direito de anne-
xacao muda a coiidicao territorial da Sardenha, o
I quo contraes principios do tratado de Villa- j artigo como est, no quafdeu ao governo
mudanca deve determinar urna ou- i culdade do distribuir e organisar a forga como
por entender mos conveniente ao servigo publico.
nem para a
'i --------- -- ...... Kxamincmos a um lance d olhos como odiscur- tra raudain;a na minha condiccao territorial
??.?._,hro"0, fe,il-"'lando-so pelos lacoscommer-iconseguime opponho annexacao annexagiio.
ambicio ambicio : e a Europa que decido
pa liberdade de distribuir o organisar a forga
como julgar conveniente, nao quero cercear os
meios de acgfto de que deve dispor.
O governo, e por isto foi que confeccionei o
a fa-
EXTERIOR,
ciaes que nos unem Inglaterra, c" que Ihe fa-
zem nossa allianga preciosa, se aparta todava do
pcnsamenlo inglz quanto Italia, e se approxi-
ma do ,pensamcnto de Villa-franca o do Zu-
rich.
Em 1856, quando a Franca fez a paz com a
Russia, todo mundo se deve" lembrar de quo es-
sa paz descontentou Inglaterra. Porque razo?
Para i Franca s guerra do Oriente harta rbogado
ao sen fim ; essa guerra havia mostrado ao Orien-
te c ao Occidente quo jamis a Franga consenlc-
ria em que a successo na Turqua "estivesse ao
arbitrio de urna ou duas potencias vizinhas, quan-
do era fado em que deveria inlervir toda a Eu-
ropa. A independencia do territorio lurco eslava
firmada, garantido o futuro das populace3 orien-
taos, e estabelecido o seu patriotismo." Urna vez
posto em seguranca esso novo c grande interes-
so que se allia ao anligo interesse do equilibrio-)
curopcu.a Franca e a Europa nada mais tinham
a esperar da guerra. Para que pois ir adianto? A
Inglaterra tintn enlo um outro inlcressc a sa-
tisfazerenfroquecer a Russia por meio da Fran-
ca. Exista entre a Russia ea Inglaterra urna ri-
valiilade do influencia c ambigo no Oriente que
levava a Inglaterra ao desojo de ver abatida a
Russia, mesmo depois da tomada de Sebastopol,
mesmo depois do recouhecida a independencia
do Oriente ; quera pois continuar na guerra. A
i-.......u n.iu u lonsi'iiiiii, e le/, a i -!-......
lo urna paz liancoi. ,. oump^n. isto urna paz"
que garanta o equilibrio curopcu ; e nao urna
paz ingleza.
A guerra da Italia de 1859 fui movida para a
satisfago de um grande interesse ftanco-italia-
no, isto a independencia da Italia. Era cssa
independencia que a Franga piocurou firmar com
o poder das suas armas. Queria destruir na Ita-
lia a preponderancia da Austria. Acaso o conse-
guio completamente? N?o; c o discurso do Saint
Cloud disse abcrlamento que foram frustradas
militas esperancas generosas, A nobre e infeliz
Veneza abandonada anda s maos da Austria, o
deleito anligo do tratado ifc Campo-Formio que
esperramos extinguir, subsislindo a nosso pe-
zar, tudo istb prova que a guerra de 1859, anda
que deslruisse a preponderancia da Austria na
Italia, nao conseguo todava estabelecer a inde-
pendencia de todas as populacoes italianas, l'o-
rcm o plano de paz que propoe" a Inglaterra nada
permiti absolutamente em favor do Veneza. A
paz de Villa-franca pelo menos procura va dar a
esse reino urna conuico melhor, senao a inde-
pendencia, o tratado de Zurich manlnha essa
boa intengao ; mas a proposico ingleza entrega
Veneza pura e simplesmente'ao dominio da Aus-
tria.
E, em resuma, esta a doutrina do discurso do
Io de man o. Os fados conformar-se-ho a ella,
ou ficarao anda por muito nesle oslado revolu-
cionario? Eo que havemos de ver. Apenas
quizemos ojo apresenlar a doutrina quo, nos-
so ver, encerra o discurso imperial ; quizemos
lambem rrostrar em que ponto a poltica france-
za nao combina com a poltica ingleza ; e para
notar a mancira por que se d a discordancia ;
porquanto o fado que a constilue urna conse-
quencia da poltica ingleza. A Inglaterra adop-
ta o di rei o do annexacao, e pretende, com a
ajuda dello formar da Lombardia um reino pode-
roso. A -"ranga nao nega absolutamente esse
direito, so nenio o applica Saboia, assim como
elle applcado Italia ; o de maissubmetle-o,
quer quan o Saboia, quer quanlo a Italia,
sariego da Europa ; porque elle um direito cs-
scncialmeule internacional quo toca manuten-
cao do equilibrio europeu.
V-se pjis era que a poltica franceza differe
da ingleza. Resta ver como ella se approxima,
por esse f co mesmo, da poltica do Villa-franca
e de Zurich ; como ambas se coadunara, sem que
todava o oensamentoseja p mesmo Essas os-
cillages da poltica sao importantes e dignas de
merecer um estudo ; ellas dclerminam e carac-
terisara a siluago da Franga na Europa.
[Jornal dis Vfoaw:^-aiw\rtt:
iDlMIIB DE PERNAMBUCO.
Agora sou obrigado, Sr. presidente, a conti-
nuar com a palavra para dzer alguma eouaa ao
honrado depulado pelo distrido a que lenho a
honra de pertencer. (o Sr. Dr. Francisco Jos
Fernandes GiliranaJ : sou obrigado a isso porque
sobre mm fez posar o nobre deputado urna gra-
ve aecusaro quo se IraJuz em deleixo da minha
parte na qualidade de funecionario publico na
comarca do Bonito, cora vistas do obler cu o
triumpho da eleigo em 1859.
Alm desta aecusago quo o nobro deputado
fez pesar sobre mim, fez ainda urna oulra ao
digno juiz municipal do Bonito, o Sr. Dr. Lou-
renco Jos de Figuciredo.
O Sr. Gilirank:E' muilo digno 1
O Sr. Mar lint Vercira :O nobre deputado
antes de passar s duas aecusacoes, mencionou
as pessoas quo havam commeltido esses fados a
que se referi c_^isse : a inlervengao das auto-
ridades na tleici deixam elementos que mais
tarde trarao trarfstornosa admiuistraco da jus-
lica.
O Sr. Gitiranm :Se contestar esse principio
dou-me por convencido.
O Sr. Martint Pereira:O nobre deputado
nunca ser vencido....
O Sr. GUirana : bom que o confesse.
O Sr. Martins Pereira :....tem andado por
mares nunca d'aues navegados ...
O Sr. GUirana:Isso agora de Gimoes,
ov>n ^TOtnr j^-\-j.i rtn nnmn d l --vo. lm-
0 Sr. MarlP*i'-*~ n -. .
se quer que llV'a ^": O nobre deputaau
que devidn 'e resP0I,da, guarde a delicadeza
provincial api
"ciou hontem o
Pars, 3 de marco.
O discurso do imperador do 1." de margo de
1860 delirio a situago da poltica franceza*; se-
ja-nos pois permillido comparar esse manifest
do governo francez com a paz de Villa-franca o
com o tratado de Zurich, a fim de que possamos
provara conformidade, e lambem differenga, que
existe entro esses tres actos de grande alcince.
Hadozeannos o discurso da cora, sendo obra
dos ministros, poda ser discutido as cmaras;
lioje o discurso do imperador, que obra sua, nao
polo ser discutido no senado e no corpo legisla-
tivo ; porra o pode ser peranla o povo, porque a
cousttuico declara que o imperador peranle
este responsavel; e sendo assim, os seus actos
sao discutiveis ; podem ser comparados uns com
os outros, observado o sou andamento, determi-
nadas suas diversas dircccoes.e assignalado o seu
fim.
Tudo isso deve ser feilo com muilo respeilo,
roas lambem com bastante franqueza. Absler-sc
da discusso, sob o pretexto pueril do ceremonia
renunciar de proposito pratica do arl. 5 da
conslltuico do 1852, que diz : o imperador
responsavel peranto o dovo francez para quem
lem o direito do appellar.
E' evidente que a discusso publica o nico
meio do por em pratica esse artigo da constitui-
co ; c digamos em abono da verdado ( volunta-
riamente que presto esta homenagem) que o im-
perador jamis deivou de explicar altamente pe-
rante o povo os seus aclos e as suas inlenges; e causa.da Sardenha.
al mesmo tem empregado na sua linguagem
tanta firmeza e liuefiado qne, cumpreconfessar
s ello o pode fazer sera inconveniente; o que
nao obstante a historio nao deixar de observar.
Quantas vezas temo-Io vislo nos dous dircursos
combinar com pensamentos que nom as provin-
cias, nem a corte ousaram publicamente cxprimir
mas que entretanto eram a idea e o cuidado de
lodo o mundo?
Lembromo-nos do discurso de Sant-Cloud de-
pois da paz de Villa-franca ; nnguem tinha dilo
que essa paz imprevista contraria va bastantes es-
perangas, e muitas paixes generosas; o impe-
rador foi o primeiio que o disse ; e explicou ao
mesmo lempo a raso por que fora toreado a con-
lrariar essas paixes generosas, apezar das suas
pruprias palavras; ainda mais, indicou elle mes-
roo urna conlradicco, que nnguem seguramente
se atrever a indicar.
Alguem disse por ventora_antes do discurso de
Sant-Cloud qu a paz de VHla-franca era neces-
saria. por isso que se a guerra contnuasso pede-
ramos ser forrados a sustenta-la ao mesmo lem-
po no sul e no norte, porque passar" alm do Min-
ti era collocarmo-nos na necessdade de defen-
lermo-nos sobre o Rheno?
Alguem disse por ventura antes desse discurso
jjue a paz de Villa-franca era necessaria, por isso
que sem ella seria preciso fovoreccr a rcvolugo
na Italia, e nnguem sabia at que ponto ebegaria
essa revolugo?
Muitas pessoas reconheciam essas Tcrdadcs po-
xm ningucm as di/.ia.
Os discursos dirigidos ao imperador s trala-
vamde elogiara sua moderago; elle foi o nico
'loe manfestou as necessidades, o nao buscou oc-
culta-las.
O que quer dzer essa liberdade, essa sinoeri-
dade de linguagem, que aqu recordamos, seno
explicar-se o imperador altamente peranle o povo
Quanlo i mim, sempre fui partidista declara-
do do tratado de Villa-franca. Em primeiro lu-
gar va nesso tratado um grande betn para a hu-
raanidadea paz; em segundo lugar osla c.ora-
quanto nao tivesso conseguido tudo, pelo menos
tinha fello muito em favor da independencia da I
Italia. Nao quero com islo alfirmar que a paz de
Villa-franca nao tivesse o seu lano ou quanto de I
utopista, que tornava dfficil a" sua execugao. A
Confederago italiana sob a presidencia do Papa,
a organisago do Veneza italiana sob o governo
austraco, a reslaurago dos principes decahidos,
a manutengan integral do poder temporal do Pa-
pa, eis-aqui graves questes, cuja dilficl execu-
gao ningucm pode negar; mas tambera o quo
nnguem pode contestar que essas disposiges
lveram por principio e por fin a independencia
da Italia. Tiveram o mesmo principio que a
guerra. Poderiam ter o mesmo fim ? Seram suf-
licientes para firmar essa independencia ? E esta
urna questo que s o lempo pode resolver.
As difllculdades deexecuco apontadas no tra-
tado de Villa-franca foram "por ventura a causa
de se haver mallogrado esse tratado? Achei uellc
e seu lado de utopia ; porm essa utopia foi-lhc
por ventura funesta ? Por ventura dcscobrio-se
quo elle era impraticavcl quando quizeraoi p-lo !
em pralica? Nao. O tratado do Villa-franca mal- '
logrou-se por oulra causa ; mallogrou-so peranle
a idea da unidade da Italia, idea quo nao dala de
1859, nem do dia em quo foi assiguada a paz,
mas de 1843, idea que nessa poca era republi-
cana, que hoje monarchiea, que nessa poca
servia a causa da revolugo, que hoje serve a
A assenba
seguinte:
Parecer da ccmmisso de Constiluigo e Pode-
res, mandando admittir a tomar assento na casa
o Sr. deputado polo Rio-Formoso Paulo de
Amorim Salgado; que cntroduzido com as
formalidailc do estylo, e toma -assento.
Officio do Exm. Sr. presidente da provincia,
enviando as informages pedidas sobre a casa de
delengo.
Dilo do Sr. deputado Braudo, partecipando
que nao pode assislir s sesses por estes dias.
Requerimcnto de Joo Paes Bezerra, o diver-
sos moradores de Pesqueira, pedindo se por de
novo em vigor algumas posturas da cmara
d'alli.
Dito do Luiz Francisco Vieira de Luna, con-
tinuo da secretaria do governo, pedindo um
auno de ordenado adiantado.
Dito de Manoel Barbosa da Silva, replicando
do despacho desta assembla, que lhc nogou o
abate no imposto de 2,500 ris por cabega de
gado yaceum da Victoria e Escada.
Projecto do orgamento municipal.
Dito d>s Srs. Raphael e Martins Pereira,
rula,"
ncias quo so exigem nesla casa,
o coslume tratar-mo-nos, se nao
uforme entender conveniente.
de as conved#ao? sous collegas, rcspcilc o gur-
ate-me ^
rcnalli
- ,, ... rtouforme cr
O Sr. GUirana .-Quando eu o nao Bzer, ah
esl o Sr. presidente para me chamar A ordem.
Dcmais -o nobre depulado nunca me vio andar
por mares nunca d'antes navegados (lisadas),
O Sr. Martint ?ereira : Sr. presidente nao
houve inlervengao -da auloridade' em 1859 na
eleigo que em resultado deu lugar ao nobre de-
putado a quem me refiro, oceupar urna cadeira
desta casa, eu oulra, e o outro nobre collega que
tambera tem assento entre nos ; nao houve I-
tervencao da auloridade porquo os tactos que o
nobro deputado referi nao sao verdadeiros, nao
foram praticados, nao se deram. O Sr. Dr. Lou-
renco Jos de Figueiredo verdade que procu-
rou votago para seu inuao o Sr. Dr. Jos Anto-
nio de Figueiredo, sera este senhor ser sabedor
desse fado, sem que o Sr. Jos Antonio de Fi-
gueiredo desse o menor passo para ser eleito pelo
districto que lenho a honra de representar nes-
ta casa.
nclito de ineus deveres, quero conservar tu-
lacla a heranga que pretendo deixar a meus II-
Ihos, naqual o nobre deputado impunemente
nao locar.
Nao sendo esse fado da a meara referida senao
pelo nobre deputado, nao liivcndo pessoa algu-
ma no Bonito que saba quo o jniz municipal
ameagon. nao constando islo do outra fonto se-
nao da do nobre depulado, o que se deve con-
cluir, senao que o nobro deputado deixando-se
dominar pelo despeito que hoje nutre para com
o juiz municipal de quem immigo, quiz boje
aqui nesla casa, abusando do cargo quo oceupa,
langar o odioso sobre esse juiz municipal c ver
se suas palavras produzem algutn ctleilo ?
O Sr. GUirana :D um aparte.
O Sr. Martins Pereira: Eu nao quero, Sr.
presidente, manifestar aqui quaes sao es meus
amigos da comarca do Bonito, quaes os amigos
que concorrem para a minha eeicao, quaes os
amigos leaos c quaes os desleaes.
Na comarca do Bonito, aondo por tres vezes
lenho saludo trumphante as lisias eleitoraes,
lenho a honra de ser bem considerado pelas in-
fluencias Iones...
O Sr. GUirana :Graras aos esforcos do iota
de direito.
O Sr. Martins Pereira : ... na comarca do
Bonito, aonde nao obstante naoter familia
lenho procedido de modo a captar a amzade o
alTeicao dos homens omnenles de ambas as par-
cialidades polticas, pertencentes aos partidos sa-
quarema e liberal.
A intervenco dos juizes de direito, diz o no-
bre depulado, devo eu a minha eleigo : vejamos
se c verdade.
Em dezembro de 1856, quando cu tinha apenas
exercido o cargo de promotor no Bonito cinco
mezes e meio, quando pela primeira vez se pro-
ceden a eleicao geral por district>s, cu que esla-
va nesta cdado no gozo de urna licenga, fui ele-
lo depulado supplente assembla geral, lendo-
mo apresenlado no pleito eleitoral as vesperas
da eleigo, sendo que nesse lempo nao havia juiz
de direito na comarca, porque o Sr. Dr. Joaquim
Gongalves Lima, tinha sido removido, c o juiz
que o subsliluio anda nao chegado comarca,
quando a vari de dircilo era exercida pelo Sr.
lenlo coronel Joo Vieira de Mello e Silva, que
nesso lempo anda nao cnlrclnh comigo as re-
lagesde amizade quo hoje entrelm. cu pude
ser, Sr. presidente, eleito supplento de deputado
geral, sem influencia, sem protecgo di juiz de
direito.
O Sr. Gittkna :Por forga, que o circulo ti-
nha do dar um supplente o o nobro deputado
nao leve competidor.
OSr. Braulio :Tevc, e muilo forte.
O Sr. Martins Pereira :O meu nobro colleg
(o Sr. Braulio) dispensou-me responder a esso
aparte impeitincnte.
Se verdado quo cm 56 tendo eu apenas cinco
raczescmeinde.jynmninr da comarca do Boui-
u^-pwreW"' M votos, quando
compuuka de vt clcilores...
w ... ?ttfona;Uto s meu fe-.
apenas tinha a seu favor o lugar que oceupava.
O Sr. Martins Pereira :... quanto mais nosta
eleigo, que j era mais conhecido, que j tinha
estado mais lempo na comarca ?
Se enlo eu nao Uve o apoio do juiz de direi-
to e fui eleito, como precisara desse apoio as
circnmslancias favoraveis em quo mo achei as
occasies das ultimas eleices quo lenho plei-
teado?!...
O St. Dr. Corra Lima nao est na provincia,
esl na do Maranho. verdade ; mas os jonues
podem l chegar, ello podo lcr o quo cu digo
agora, o poder conlestar-me era bem da assevo-
racao do nobre deputado que procura a toda tran-
se que eu nao continu a merecer o aprego em
quo sou tido ua comarca, jamis o conseguir.
O Sr. GUirana :Quo diz, Sr. Braulio?
O Sr. Braulio:O senhor sabe mais disso do
que eu, porque o senhor seu pai foi candidato na
occasio.
O collegio se
l'iitnuu
Nao serei eu quo reuilarct jamis -os aclos de
qualquer soberana nacional. Reconhego que um
povo qualquer tem o direito de reinviudicar a
sua independencia, c do regulara forma do seu
governo ; emquanlo esse povo obrar nos limites
do suas fronteiras soberano senhor das suas ac-
edes. Nada lenho pois que dizer sobre as revolu-
goes que se lem feilo e que se faro as diversas
provincias da Italia. A minha questo oulra :
a Italia podo querer a unidade como o meio mais
seguro de resistir Austria ; c nao ha por isso
motivos par censura-la ; crcio mesmo quo esse
foi o seu pensamento quando tratou de unir-se ;
quiz primeiramente formar um exercilo, o quer
hoje constituir um Estado ; por ronseguinle na-
da mais legitimo do que esse seu voto de anne-
xacao ao Piemonth; mas convm observar que
esse direilo do annexacao, que se excrce alm
das fronteiras lgaos dos Estados, cnconlrn um
limite, urna represso no direito que tem a Eu-
ropa de velar na conservago do equilibrio cu-
ropcu. O direito d annexago ullrapassa por sua
naiure/.a os limites da soberana nacional. Altera
as relagoes dos Estados curopcu cutre si. Logo
nao pode ser absoluto.
Supponhamos que as populages catholicas do
Oriente queiram annexar-sc Rnssia, e que, de
annexago em annexago, o imperador da Russia
avance al os Dardanellos ; a Europa consentira
no exercicio do direito de annexago assim enten-
dido, o praticado ? Nao, seguramente. Essa an-
nexago seria urna offensa teila ao equilibrio eu-
ropeo Durante a guerra do Oriente a Tnessala
a o Epro quiseram anexar-se Gtccia ; a Fran-
ga e a Inglaterra nao consentiram. O mesmo de-
sejo houve da parte das ilhas Jonias ; a Inglater-
ra recusou favorcelos nesse intuito. Hoje a
Saboia o o condado de Nice querem, segundo af-
firmam, annexar-se i Franga. O governo fran-
cez declara que consultar A Europa a respeilo
mandando fazer parte, do orgamenlo provincial
os impolos comidos nos 23, 24, 25, 26, 27,
e 28 do irt. 22 da lei do orcameuto vigente,
c revogando o art. 2 da lei n. 350.
Dito do Sr. Figueroa, creando urna cadeira de
primeira; lettras para o sexo mascolno em
Villa-Bella.
Passando-sc ordem do da, foram approva-
das, sem debate, as emendas presentadas em
3a. ao p"ojedo de forga policial.
Entran Jo a o depois em discugo o projecto
quo crea diversas comarcas, oraram os Srs.
Costa Dcurado, Luiz Filippe, Conego Campos,
Martins Pereira, Machado Portella e TheoJoro.
Todos esses Srs. dcpulados, excepeo dos
Srs. Martins Pereira c Portella, quo suitenta-
ram todas as paites do projecto, oraram favor
da divisa o da comarca da Boa-Vista, e contra as
do Olind i e Garanhuns.
O Sr. Hego Barros raandou meza um reque-
rimcnto para ser o projecto enviado ao Exm.
Sr. presidente da provincia, para dar seu
recer.
Posto i votos regeilado ; sendo approvado
o projecto tal como foi apresenlado a casa, e,
dispensa lo o intersticio, pedido do Sr. Piua,
dado para crdera do dia de hoje.
Sao a iprovados era 2a discuso os arligos
additivos, offerecdos pelo Sr. Costa Dourado, s
posturas de Garanhuns.
Nao hivendo mais nada a tratar, o Sr. pre-
sidente levan .a a scsso, dando para ordem do
da :
1'. discusso dos projectos ns. 18, e 20 do
corrente anno, o primeiro, reformando o syslc-
ma de espectculos no thcalro de Santa Izabel ;
o segn lo, elevando o subsidio dos Srs. dcpu-
lados.
2*. do de n. 13 deste anno, desmembrando
diversos termos, e creando comarcas.
3a. di de n. 21 do anno passado, elevando
calhegoia de Vilia, a povoago de Nossa Scnhora
do O' de Ipojuca.
pa-
PERNAMBUCO.
aSSLMBL legislativa provincial,
sesso de 24 de mabco.
Presidencia do Sr. Baro de Camaragibe.
(Conclusao )
O Sr. Martins Pereira :Quando pela pri-
meira ras se discutio nesta casa o projecto que
Gxa a ferga policial, eu me compromelti a tomar
parle ni segunda discusso se enlendessc con-
veniente oferecer emendas. Agora que esl em
discussiio o artigo Io do projeato, entend que
rae corra a otirigacoo do satisfazer a promessa
ainda que nao positiva, que eu havia feilo, para
o que cITerec. urna emenda ao art. 1 que con-
cebida nosseguintes termos ; (l).
Exarrinando, Sr. presidente, os relatnos dos
diverso pres denles, que tem dirigido os negocios
pblicos da provincia de 1857 at o presente,nob-
les enconlrei que nao obstante a torga funda ser
emuun ero inferior ao fixado no artigo 1 do pro-
jecto qie se discute, esso numero nao se com-
plotou, o corpo nao conseguo chegar a seu es-
tado completo.
No auno d; 1857 o numero das pracas foi fixa-
do em X'O, taas esse numero nAo foi prelienchi-
0 Sr. Mello Reg : E se o fosse nao deshon-
rara esta casa (apoiados).
O Sr. Martins Pereira : O Sr. Dr. Lourcn-
c.o Jos de Figueiredo procurou votos para seu
rnio c dizia :racu irmo um hornera j co-
nhecido fio paiz, j oceupou por algura lempo
urna cadeira na assembla provincial, deu pro-
vas de que nao deshonrava esse lugar; meu ir-
mo mereceu a confianga do governo na reforma
das academias, oblendo o lugar de lente substi-
tuto na faculdade do direilo do Recife ; meu ir-
mo um hornero conhecido por sens principios
polticos que nao sao ignorados, pela conscicn-
cia do dever que sempre lem manifestado nos
cargos quo oceupa, elle est no caso de merecer
um lugar de depulado, s o conseguir nao ser
desconhecido ao distrido que o eleger, e envida-
r todos os estorbos ao seu alcance para promo-
ver o bem desse districto.Mas disse o nobre
deputadoo juiz municipal do Bonito ameagou
aos eleitorcsdizendo que anda havia de ser juiz
4 annos, c que o eleilor que nao votasso cm seu
irmo, com elle se haveria. Senhores, essefacto
nao me consta que se tivesso passado, esse fado
foi ouvdoe narrado to someule pelo nobre de-
putado de quem o ouvi.
O Sr. GUirana : O nobro deputado igno-
ra os fados que se deram mesmo comigo !
O Sr. MarlinsPereira : Eu invoco o teste-
munho do meu nobre collega o Sr. Braulio, elle
que diga se soube desle fado a nao ser lo s e
nicamente referido pelo nobro depulado ?
OSr. Braulio: Soube disso pelo nobre de-
pulado.
O Sr. GUirana : Quando l eslava?
O Sr. Braulio : Sim senhor.
0 Sr. Martins Vereira : Esse fado pois s
foi referido pelo nobre depulado que hoje ini-
mgo do Dr. Figueiredo.
O Sr. GUirana : Eu nao, ello que. meu.
O Sr. Martins Vereira : Nao desconheci-
da a causa da intriga que existe entre o nobre
depulado e o Sr Figueiredo. e eu vou referir
um fado que nao honra muito o nobro depu-
lado.
O Sr. GUirana : Pcgo-lhe que por favor
o refira
O Sr. Martins Vereira : O nobre deputado
despeitou-se com esse juiz por Ihe haver elle
imposto urna multa.
O Sr. GUirana : Foi hontem ou ante-hon-
tem que recebi a noticia.
OSr. MartinsVereira ; Eu soube muito an-
tes desle lempo.
OSr. GUirana : Anles da eleigo?
O Sr. Martins Pereira : Depois da eleigo
foi que o nobro depulado ficou indisposlo com o
Dr. Figueiredo.
O Sr. GUirana : Mas eu fui eleito e o irmo
delle nao foi, por coosequencia quem ficou mal
comigo foi elle.
O Sr. Martint Pereira : Eu Sr. presidente
eslava no Bonito, assisli a eleigo, fui candidato,
eslou a par, porlanto, de todos os meios empre-
ados para o Iriuropho da eleigo, estou a par
das intrigas do que alguem se "sirvi para ex-
cluir ao Dr. Figueiredo, para me excluir, mas
nao quero Irazer este tactos para a casa, porque
nada interessam a ella, aqui nao se pleitean)
elcigoes.
O Sr GUirana :Quer fallar de si s.
O Sr. Martint Pevtira (com forga). -^ Nao
quero tallarse do mim, lo somonte quero con-
servar a reputaco que lenho sabido adquocir
eacia, d.o gumpiv
O Sr Martins Pereira :O Sr. Dr. Pedro Ca-
mello Pessoa esl nesla cidade, mais prompla-
mente me contrariar se nao digo a verdade, o a
proposito delle, permitta-se-me fazer urna de-
claraco.
O nobre depulado. que cora todo ardor, quan-
do soubo dasprisoes havidas em Caruar, levan-
lou sua voz nesla casa, apresentando um reque-
rimcnto para pedir informages ao governo da
provincia a respeilo dessas prises, que com
tanta pressa so manfestou eto, agora que se
Irala da fixaco da forga policial, na occasio op-
portuna para apreciar esses fados, o nobro depu-
tado nao deu urna palavra sequer ao menos sobre
taes prises...
Um Sr. Depulado :J podio a patarra.
O Sr. Martins Pereira: O nobro deputado
jogou nesla casa censuras ao juiz de direito da
comarca, taxou-o de magistrado poltico, mas
quando enconlrou esse juiz do direito as ras
desta cidade, deu-lho urna satisfago, disse que
com ello nao so entenda o que havia dito na as-
sembla provincial, que o respeilava muito, que
respeilava muito os seus precedentes, ele. En-1
tretanto que quando cu o provoquei para quo dis-1
sesso quaes eram os magistrados polticos, o no-
bre depulado ladeiou, deixou-mc sem resposla e
muito depois disse o juiz municipal do Boni-
to I Maso juiz municipal do Bonito nao eslava
om Caruar, o juiz municipal do Bonito lem sua
jurisdigo limitada no termo do Bonito, nao tem
jurisdico cm Caruar, porconseguinte nao po-
da responder pelos fados havidos era Caruar...
O Dr. Correa Lima oceupou o lugar de juiz de
direito da comarca do Bonito o resida enlo em
Caruar, c na noilo do 12 de junho de 1858,
quando recolhido seu lelo s 10 horas da noi-
le desse dia, soffreu um insulto grave, deram-lhe
um tiro nessa noite, as janellas posteriores da
casa em que habitara ; eu eslava nesta cidade
quando semelhante fado se deu ; porque no da
11 de junho do 1858, vespera desse aconteci-
mento, foram encerrados os Irabalhos desta as-
sembla, de que enlo j fazia eu parle. Soube
dous ou tres dias depois desse fado, o enlend-
me immediatamcnle com o Exm. Sr. Taques,
que enlo mu dignamenlo sustenta va as redeas
da administPiro da provincia, conlei-llie o oc-
corrido, e o Sr, Taques me pedio que eu imme-
diatamente me dirigase para a comarca ; ondo
cheguei no dia 29 de junho, e achei miiilos ha-
bitantes da cidade desanimados, inmediatamen-
te, entrei no exercicio das funrges do cargo do
promotor, c procure! indagar das circumstancias
do fado dado na noite do 12 de junho. Depois ds
bem examinados os fados, de procurar, como me
cumpria, nao levar-mo por essavoz publica-
pelo que quer O nobre deputado que as autori-
dades se dirijam, quo lalvez fosse fatal a muita
gente se os promotores se quizessem guiar pela
voz publica para denunciar os fados, mas eu
que lenho conscieucia do inleiro cumprimcnto
de meus deveres, tendo consciencia da posigo
e do cargo que me foi confiado, nao mo deixo
levar por essa voz publica, porque nao quero fa-
zer recahir sobre o innocente o resultado de um
processo, porque nao quero que a autoridado pu-
blica ae deamoralise com processos improficuos
e precipitados. Dirig ao Sr. Taques o oIBcto que
passo a lr:
Illra. e Exm. Sr.Folgo em communicar a V.
Exc. que esta cidade esl em paz, c que a des-
confianza que dominava alguns espirilos, adia-
se nieiramente espancada. Na minha chegada
a esta cidade fui procurado por algumas pessoas
que raanifestavam desejos de quietaco, atlri-
bundo semelhante (alta a intriga que, sendo pe-
culiar as pequeas localidades, havia tido aqui
grande incremento ; devido isto ao fado desagra-
dare! e altamente reprovado do tiro dado na ca-
sa da residencia do digno juiz de direito da co-
marca que. se leve o desgosio de haver solTrido
insulto lo grave, leve lambem a gloria de rece-
ber provas nao equivocas do alio aprego ero qne
o km a populaco sensata da comarca".
Ao Dr. M. Corroa Lima se fwerara promplos e-
espontneos oITcreciraentos do valiosa coadjuva-
co ; sendo que julgo conveniente lembrar ao ex-
commandanlc superior F. Xavier de Lima, ebefo
de una importante familia que, morando sci
legoas desla cidade. assim que soube do desagra-
dad acontecimenlo, para oqui se dirigi e pes-
soalmcnte olTereceu seus servigos e os dos pres-
trnosos membros de sua familia ; ao tenente-co-
ronel J. J. Bezerra de Mello, primeiro supplente-
do delegado e juiz municipal da villa do Bonito, '
que expedio portadores a saber da realidade de
fado, a que rae lenho referido, pondo-se a dspo-
sco do digno juiz de direito ; ao capilo Joo
Themoleo de Andrade. digno delegado de Panel-
las, que em urna noile reuni doze homens v
vencen a distancia de dozo legoas, de cusise
transito em lempo de invern, e o juiz de pa*
do Altinho I). B. Jacobina que as mesmas horas-
do delicio parti rom olficios ao director da co-
lonia militar de Pimenteiras, prestando valioso
auxilio a auloridade, que pode conseguir prorap-
to auxilio da forga publica.
Sou contente era mencionar fados queprovam
que a autoridado, justa o ilustrada, encontr
prompto apoio era cidados to prestrnosos o
sinto-mo porm acanhado era communicar a V.
Exc. que anda nao foi possivel chegar-sc ao das-
cobrmciito da verdade, quanto ao autor c man-
datario, seo houve do ficto criminoso praticado.
era a noite de 12 do mez prximo passado, isto
, o tiro a que me lenho referido.
Algumas suspeitas apenas existen) o tao bracas-
quo julgo que aquelles inesraos que as alimenta-
ran), nao tero a coragoni precisa c a conscien-
cia bastante tranquilla, para era juizo dizercru
aquillo que cm particular procurara fazer acre-
ditar, motivo porque nada he (cito no sentid
de desagravar a lei grandemoole offendida.
Espero que V. Exc. rae disculpar eslas refle-
xdea o me permillir renovar os protestos de m
nha particular eslima e alto aprego que tributo o
pessoa de V. Exc. a quera Dos guarde.
12 de julho de 1858.
Esto ollicio que chegou s mos do Sr. Taques
foi por S. Exc. enviado por copia ao ministro da
jusiica, o que prova quo o Sr Dr. Taques liaba
cuidado nos negocios da provincia, tinha confian-
ca no promotor do Bonito, que muilo se lloara
em t-la merecido.
O Sr. Gitirana : Isso se deprehende de ter
S. Exc. mandado copia do ollicio ao ministro ?
O Sr. Martins Pereira :Nao s desse fado
o Sr. Taques lano depositava confianga no pro-
motor do Bonito que urna pessoa indo-lhe pedir
a minha demisso ouvio de S. Exc. o seguinte:
em quanto o actual promotor do Bonito quizer
ser promotor do Bonito, s-lo-ha. estando eu na
presidencia desta provincia, s sahird de l se
quizer
*** "'omef tu vaboi Je ler ra*pundou o S*.
Dr. Taques o segrate (le):
Palacio do governo de Pernarabuco, eralT
de julho de 1858.
Becebi o seu officio de 12 do corrente, e 0co>
inteirado do ijuc me communica Vmc. acerca das
boas disposicoes manifestadas nessa comarca de-
pois do aconlccimento a que se refere.B. A. do
M. Taques. *
Depois disto nada mais houve, nada mais so
souhe, esse fado mereceu pouca importancia do>
Sr. Taques, mereceu to pouca importancia que
o Sr. Taques no relalorio com que enlregoua
presidencia da provincia a seu successor nao
o mencionou porque eslava bem cerlo que esse
tiro r.o tinha sido dirigido contra a pessoa do-
Sr. Dr. Correa Lima.
OSr. Souza Reis! Urna farga?
O Sr. Martins Pereira :Foi urna perfeita fir-
ga cora o fim lalvez do atemorisar. ao Dr. Correa
Lima.
O Sr. GUirana :Penelrou no quarlo em que
elle dorma ese nao o malou foi porque elle so
havia levantado naqnelle momento.
O Sr. Martins Pereira :O nobre deputado quo
frequentava a casa do Dr. Pedro Camello Pessoa
nao obstante ser magistrado poltico que a mes-
ma em que morou o Dr. Corrra Lima, sabe mui-
to bem a posigo que tem essa cusa que deita os
fundos para oagude, edificada em terreno encli-
n-uo e nao deve avancar semelhante proposigo.
A casa c feita n'uraa ribanceira e um tiro dado
de fra quo penetr as janellas do pavimento
superior, nao possivel acredilar-se possa pene-
trar no quarlo aonde dorma o Dr..Correa Lima,
(ta um aparte.)
A bala varou a vidraga e a janclla indo emprc-
gar-se na parede quasi junto do forro e o Dr-
Correa Lima ja eslava deilado quando ouvio
tiro, tanto que elle nosuppoz que era tiro, pen-
sou que era algum objecto que havia cabido so-
bre o forro da casa. *
Um Sr. Deputado:V. quem quer malar ou-
tro vai dar tiros alravez da parede e portado
alguma casa ?
O Sr. Martins Pereira : So fosso para isso
o individuo entrava na casa aonde eslava s o>
Dr. Correa Lima o o malaria.
O Sr. Gitirana:Para mira seria urna tentati-
va de tragedia, mais farga nao
O Sr, Martins Pereira : Tcndo-se dado esse-
facto em 1858 c tendo eu continuado merecer
a confianga dos presidentes quo (em governad
a provincia, porque anda sou promotor do Bo-
nito, nao oDStante os bons desejos do nobre de-
pulado, por muilas vezes manifestado, tendo cu
merecido a confianga de todos os juizes de direi-
to, tendo o Dr. Correa Lima sahido da comarca,
meu amigo particular, tendo eu continuado a en-
treter relagoes de amizade com o Dr. Correa Li-
ma al o momento da sua retirada da comarca
que foi mais de anuo depois desse facto,
claro que eu proced como devia proceder, que
eu fiz o que pude, que cu nao poda fazer mais,
quenenhum outro. a nao ser algum imprudente,
faria mais, porque mais nao poda fazer-se
Me parece que eu tenho respondido a tudo
quanlo o nobre deputado disse com o que acabo
de dizer ; o mais nao inleressa para esta casa e
quem quizer procurar recursos para si que os pro-
cure de oulra forma, que quanlo a mim tratando
cu do bem do dislricloque meelegeu lenho cum-
prido com meu dever, porque para isso a lei me
d recursos, e nada mais me resta fazer.
Parece-me que ainda quando as palavras do
nobre depulado podessem ter produzdo nesta ra-
sa algum cffeito que me pode ser desfavoravel
este desfavor nao deve permanecer, porque rrei
ler-me justificado plenamente.
OSr. GUirana : Sr. presidente, quando com
tanta lcaldade, quando com tanla franqueza,
usando das tracas torgas de que posso dispor, eu
entrei primeira vez "nesta discusso ; e expendo
casa as razos porque prestara o meu roto ao
art. Io do projecto, e ao mesmo lempo porque
tenho mandado a mesa urna emenda elevando
800 o numero das pragas do 'corpo policial cm
caso de necessidade, Uve de entrar na precia-
go de fados al mesmo pralcados pelo illuslro
primeiro secretario n qualidade de promotor
do Bonito ; nunca esperei, Sr. presidente, que
esse honrado depulado, corapromctlendo-se a
responder-me, viesse hoje faze-lo de modo por-
que o oavisles : elogiando-se, julgondo-se assim
dispensado de acompanhar a discusso, de enca-
rar de frente a minha argumentaco, de mostrar
que ella era falsa, qu falsa era lambem a nar-
rago que aqui fiz de cerlos acnntccimenlos, ou
que, sendo certa a applicago nao se achava do
harmona com as regras de ama verdadeira l-
gica.

iLKll IL\JmA^A/\ II r\f% ji,


m
r, \
MAMO DE PEPtAWBCl0. ^ QPAtiTA FEltX I DF ABRIL DE 1*60.
E pergunlo-vos, senhores, o nao OTvlteS do r
discurso do nobre deputedo, que cabo de asse n-.
tar-se, na parle relativa |ao quo hontem profer
nesta casa? Dsdc o seu principio al o final,
eu s o vi esforzar-so por moslrar-vos que sem-
pre gocou da confianza dos presidentes, dos jui-
zes de uireito da comarca e que por isso nao pre-
cisara do regar que oceupa de promotor, para:
ser elcito diputado, que foi devido sera duvida
alguma ao cu merecimento, a sua importancia,
a sua influencia.
Moa, Sr. presidente, eu sempre dirci quo em
meu vniilde pensar, o nobre depulado respn-
denos cora gravidade a minha argumcntaeao, de-
vt-ria antes esperar que nos oulros lirassemos de
su resposla esses elogios quo a si mesmo prodi-
gaisou e nunca que o nobre deputado flzesse
O Sr. M. Vertir* :Quando for mea mestre
om'arei o consclhe.
O Sr. Vitira-na'Entretanto eu vejo-raeobri-
gado a dizer jinda alguma cousa, pnTa justificar
o me comportamento, para convencer casa
Oe que cu uo vim aqu abrir urna lula pessoal
vnlre mimo o nobre depulado ; qisc eu nao tive
ciu vista abusar da posiio que me foi confiada,
de representante do dcimo dtatricto, para de-
awawolvinrealo a intrigas pessoas e uern seria es-
ta a occasio mais prapria pare faze-lo. *
En disse, Sr. presidente, qite votava pelo aug-
mento da (orea, que constando a nossa provincia
de militas localidades, essas localidades wcecs-
sitavam de destacamentos, que garantissem a
crio da auloridade adra de quo podessem ellos
garantir os di re i tos do cidedo.
Eu disse, senhores, que votava pelo augmento
da forra, porque quera o rorpo de policio or-
ganisado de modo a fetflitar ao presidente da
inovincla os recursos Kecessirios para acudir de
qiromplo asTiecessiJades das diversas localidades,
mostrando ao mesmo lempo, por minbr. parte,
desejos do su dispensaren! os servaos de guarda
nacional.
'Entretanto, senhores. eu manifcstat-Jdo assiin
meu pcnsamcnlo, disse a casa, disse ao paiz in-
teiro, |iurquu fallei claro e [raucamente, que nao
querta deste n.odo animar ao governo ou aulo-
ridade alguma le qualqucr localidade alim de
ochar-se mais fortalecida, mais enrgicamente
preparada para as lulas eleitoracs ; porqno dis-
-se-o tambera que entendi, que e campo das
lutas eleitoracs devia ser entregue francamente
os prelendoulcs, por isso que estes pelos seus
principios, pelo inleressc que Icm do resultado
l.i lata, podem mantera ordem, dispensan !o a
loridade-e smente intervindo ella no caso de
ser pelos respectivos juiz.es de paz, requisilada
para evitar desordena.
Sendo assim, senhores, eu-apresentava ento
nina theoria, quejulgo nao fui-Combatida, ape-
lar dos recursos utellcctuaes do ilobrc depura-
do. -Mosirci, devendo a analyse dos fados da mi-
tin* comarca, que essa theoria, confirmada pe-
ios principios de direito, era le mais a mais ro-
bustecida pela experiencia,-e para sustenta-la eu
vi tactos da minha comarca, mostrando que a in-
lerrenr&o da auloridade na lula elciloral,-devia
trazer para o futuro, so j nao o livesse feilo,
mnias vezes, marcha regular da administra-
do da juslira ; que sem duvida algiima Iraria
-Impeli do direilos rfue devim ser resuci-
tados.
Agora, senhores, precisarci ainda mais das ni-
nhas ideas sobro esto ponto.
Eo disse que o juiz municipal do Bonito, Dr.
Figuoirv, chegandu alli nessa qoalidade dous ou
tres niezes antes daeli-ico.ifoi logo no primeiro
lia de sua ihegada a aquella rilfa, declarando
que apresentava seu irmao para candidato
elicao provincial, aim .le liabilila-lo mclhor-
itiente paia as proprias eteieeos geraes que eram
suas vcrdadejras wstas.
O Sr. Martin Vertir :Disc-o onde ?
O'Sr. Braulio d un aparte.
O Sr. Gilirana: U liebre depulado (o ora-
dor refere-se ao Sr. I)r. Braulio) muilo se re-
accin do sua cleico pela aprcsenlaco do irmao
desse empregado da comarca, a mim o disse
murtas vezes, que era a nica candidatura que o
podia prejudicar era sua elciVo.
O Sr. Marlins I'ereira : Isso c outra
cousa.
O Sr. Gtiirana :J conessa o nobre depu-
lado que o juiz municipal apresentou seu irmo
para a provincial 1 >
De facto, senhores, se den -essa aprcsenlac,ao, e
sse juiz municipal i-.)m^ai)p i>a rijmaj;^ hapou-
*.*?.lliaS' principiou aUogafldo.-O verdade,"iii\l\i
disseo aobre depurado, es procedentes honrosos
le-seu irmao, o Dr. Jos Antonio de l'igueiredo,
; esses precedentes, unidos apresentacao feita
pelo juiz municipal do termo, seriara cerlamente
a mt-lhor recommenda^o que se poderia invo-
car, teriara mesmo um resultado satisfactorio, se
esse juiz, marcando depois os honrosos prece-
dente de seu irmao, nao quizesse fazer da sua
candidatura urna imposicao tilha da auloridade,
para a qual somonte se servia do earadler de au-
loridade, do poder de que se achara revestido
como juiz municipal do termo.
E digo isto, Sr. presidente, porque o presen-
cie!" por mira, ouvi, como j disse nesta caso,
sse juiz municipal dizer, quo p.ra os eleilores
juiz municipal qualro annos ; ouvi muilos elei-
lores de una c outra parcialidade. queixarem-
se tambom da imposicao, da nianeira grosseira
por que pretenda o juiz municipal obler o seu
lira ; ouvi esse juiz municipal dizer peranteo
leucnle-coronei Jlanoel Gomes Pedrosa eoutros,
que se lhe prometlessem para seu irmao a di-
rectoria goral, elle cedera da dcpulacao provin-
cial, que-s a quera como um elemento prepa-
ratorio para o hora xito daquella ; e sei que o
lenenle-soronel Pedtosa.com a dignidade, [ran-
nao aceitara esse conipromisso. Ouvi ainda, Sr.
presidente,-esse juiz municipal perguntar rai'voso'
ao tenentc-coroiicl Pdilha, se realmente este
UM volara em sea irmao ; ouvi esse juiz muni-
cipal dizer-me,lenho muilos feitos em minha
casa, mas so dospachare depois da cleico. Vi
anda. Sr. presidente, que. sendo amig desse
juu municipal ale a v-espera da eleicao.-por mo-
Uvos, neo meus, mas smente iiihos de sua
volitado, elle dcixara a minha amizade o
le nao pudo atribuir seno ao facto de te'r eu
sido elcito.
O Sr. Marlins Pcreira :Nao foi isso, o nobre
.Jeputado sabe.a.razo qual.foi.
O Sr. 6'iirona :Eu ignoro qualquer outra
ou franco, nao temo por lim desabafar paixoes
particulares, nem quero abuzar da*paciencia da
casa, e pecoao nobre depulado, provoco-o a que
cont esse fado ce ni a maior franqueza.
O Sr. Marlins tercira :Nao tacto que des-
honro ao nobre depulado, mas o nobre depulado
sabe quo antes da-elcico proraelleu proteger a
candidatura do Dr. ,1'gueiredo e por Unto nao
diga que nao sabe do motivo.
Q Sr. Gilirana :Veje que o nobre depulado
est muilo engaado : eu nao tiuha recursos pa-
ra promelter a pessoa alguma votaco, u nao
proraclli ao Dr. Piguciredo votos para o eu ir-
mao. disse, verdade, que nao combata a sua
candidatura; c que se por ventura eu fosse elcito
uo primeiro escrutinio, e o seu candidato eetras-
-se no segundo, com os.recuraos dos meus ami-
gos o ajudana E por ventura sabe o nobre de-
putado se cu fiz isto ou nao?
Se pois cu nao me comprometa por mais do
^ue aquilto que poda fazer, se.wso mesmo Gz
.pial a razao para se roo atlribuir urna falta oue"
nao bou ve de minha parle? '
2 f'" ^."do :~V O Sr .Ulirana :J .ve a casa .que ha diver-
gencia entre os nobres depuladus acerca da razio
.porque esse juiz municipal hoje-secenserva meu
.MlllgO.
E p*rgunlo-cu ao nobre depulado^" secretario
.pcrgunle lambem ao meu collega o S. Braulio'
por ventura a .udiosidade do juiz municipal de-
pois da elenco limitou-se mira corente, ou
'leumao3 ldl6;"'ue"es. V**io .rolacam em
lo ^' Marlins teni* : A*tesenle .M (ac-
VadosSn^te* N:, Vreciso apcesenlar
Digo que nose emende a mim rnenle mas
,3,ntCun tenC*e t0roDcl Jus JK ten-
te de Mello com quem esse hornera at euto
ZL?i %mfC ronel Padilha, queja est sendo processado.
O Sr. Braulio;Como ouiros por causa de
ierras devolulas.
-?'"C iUra,ia Depois da eleico, antes
nao navia molivo. Afflrmam-me. que lera dado
os mandados absurdos, lem praticado nsmaiores
f.uir'vaancias contra o primeiro lenle coro-
nnnf.'lui0 mo,refer'. querendo que elle eja res-
""SSSSl0' qUflde Orma a,gU,aa,e f-
t-,,Fn.(leO8SC,,!orcs-se os remos nobres depu-
erdajrauSnCnllCga8deCrCU!- ncordai quo
nrdade que o juiz municipal de Booilo declarou
apresentar seu retnao para candidato, se cuules-
sar romsifo-, 'que esse juiz nao tinha alli nmiza-
des, no tinha alli recursos, qwc nao aquelles
que a le lhe d em virlude de seu cargo, como
de conheccr-se que d'ahi deizaram de nascer in-
eonveoientcs, que mais tardo loriam de apresen-
lar os resultados, qireja troje vo apparecendo?
Cerlamente nao me pbdero negar.
V pois V. Exc. ijire opresentei a minha titeo-
ria, narrei factos ^ro o comprovem c me parece
que as consequencias, por mim liradas, sao as
mais lgicos e se acham comprehfndidas nos
principios que estabeleci.
Eu disse senhores, poder-me-ha negar iAgnm.de
vos e muilo 'menos o nobre secretario, que
promotor do Bonito, >ie a sua teico, nao sen-
do motivada por urna influencia pro pa, du de
atgHcm quo- quizesso susteirtar, no sendo Oio^
bre deputr.to conhecido na -Mcalidade de Bonito
antes de oli chegar coma promotor, nao gozan-
do nein mesrao das considerocoes, que os parti-
dos politcos do aos scus correligconarios quan-
do firmes era seus principios porqae ora lem so-
licitatle sua deputacao de um dos lados polticos
ora no outro, ora do chefe da praia, gra do chefe
conservador alli. digo, no'tentts mesmo em seu
recurso esse principt de solidarieda le no par-
tida a que se diz pertcncer que at boje o ignoro,
neo lendo nem mesmo isso em seu favor.
O Sr. Marlins Tercira : E qual o partido
ssolitiro a que perlenrc o Robre depulado?
O Sr. Gitiran< :Os'meus principios teim-
os manifestado de alguma sorie, e agora a minha
conduela ncsla nssembla servir para compro-
v a-Ios.
(Cruzam-se algurts apartes.)
O Sr. Gilirunia : Eu felizmente nao ouvi o
aparte do nobre depulado.
Mas dizia eu, um homem como o nobre depu-
lado, que c promotor de urna comarca, que pelo
lado dos patudos nao considerado, porque nin-
guein pode dizer so elle deste ou daquelle par-
tido, eentret-snto, forra confessar, que na co-
marca do Bonito, as lulas eleiloraes, os par-
tidos se extreman), desconbccem as melliures
amizades ; um honieni tiestas circumstaiicias,
que nao lem prestigio elciloral, que a sua clei-
co nao composta pela'governo, que nao re-
commendado pelas influencias da provincia, e
entretanto sahe depulado, e a depulaco, nos o
sabemos, c feita pelos eleilores c os eleilores sao
feitos pelo povo e sao lambein homens do povo,
que ora estao precisando de justica em seu favor,
ora de jttlica contra si, poder 'deste modo nao
comproraelter a boa marcha, o bom desempenho '
do lugar que oceupa ?
V. era se diga que nao ha nesle fado a menor i
responsabilidade, porque a lei dos circuios nao i
exclue os promotores de seren can Irdalos,porque j
a isto eu responder!, senhores, que nao sou da-
quelles que eulendcm, que do governo ludo de-,
vemos esperar, que o governo lulo pod, nao. !
senhores, eu enfeudo'que o governo tambera de-!
ve esperar da nossa moraldade alguma coadju- :
vacan, e o contrario disso, Sr. presidente, quc|
esses que nao lem oulros recursos, que esses que
nada mais os recommenda seno o lugar que oc-
cupam.lerio de fazer um mo uso de seira era-
pregos, Icio de pagar com elles as dividas que
conlrahiram, ou enrao lornarem-se inimigos en-
carnizados desses de quem obtiveram fovores, e
que precisand), nao (orara compensados.
Ve-se. portanio, Sr. presidente, que ainda este
cxemplo prova a minha Insoria, que est justifi-
cada pela experiencia ; que eu nao vim aqui,
como.disse, eslabeleccr urna lula pessoal entre
mim e o nobre depulado. c que nao vim apresen-
lar fados que o facam injuriar, cstou usando dos
recursos de minha inlelligencia, por ter submet-
tido considerar.) da casa una theoria, que
tambera pode ser combatida pelo nobre depu-
lado.
Estabeleco principio?, nao reconheco pessoas,
e nem tinha para isso motivo, porque entre mim
e o nobre depulado, no lem liando at hoje
motivo para nos malquislannos.
O Sr. larlins Pereira : Isso c o que ad-
mira.
O Sr. Gilirana :No se diga, Sr. presidente,
como disse o nobre depulado. que eu procedo
assim pelo desejo que lenho do oceupar no Boni-
to o lugar que elle oceupa ; nao. senhores, e
vou Tiesnio justificar esta proposieo com factos
que o nobre depulado nao poder contestar.
Um Sr. Depulado : Nao piccisu, n,u
acreditamos.
^w-^i uiiiiuiiu .~. de lenho residido, onde nasci, aonde tenhu pro-
tectores, homens de influencia, pessoas que em
altenro a essa influencia de que gozam. c pela
sua dedicaco causa publica, merecem lodo o
eonecito para o governo, e preslam-me seus
bons officios, resido como adrogado, o ncsla qua-
lidade tiro lucros sufTicientes para minha subsis-
tencia, ot mesmo para me assegurar um bom
futuro.
O nobre depulado sabe muilo bem, que j em
Bonil). j em Cmara, eu lenho ganhoavultadns
qiunlias, adrogando, j peranlc o jury, j peran-
te o civel, lambem nao ignora que os meus reu-
dimentos durante um anno.tem montado a mais
de cinco coritos de res.
O Se. Marlins Pereira:Est fazendo inven-
tario ?
O .Sr. Gilirana : Nao eslou fazendo inven-
tario, cstou mostrando, que nao lenho necessida-
dc do lugar do nobre depulado pelo ordenado
que vence, pois ganho muilo mais como advo-
cado.
Tambera espero que acreditar, que nao preci-
so ser promotor para ser depulado, porque o fui
o espero se-lo sem isso. O nobre depulado nao
poder alliancar de si outro tanto e com igual
franqueza, lano assim que, apezar de oceupar
este lugar lia annos, entrando na lula elciloral.
vio que a sua candidatura perigava, e para sal-
va-la. pedio, lodo humilde, a prolecco de mais
alguem, que nao aquelles que u sustenlavam.
Martn sl'ereira : Isso calumnia do nobre
depulado ; a dilficuldade que encontrei foram as
ntrigas do nobre depulado.
- .Sr; Presidente: O que est em discus-
sao-e aforra policial.
O -Sr. Gilirana: Mas, dizia eu, Sr. presi-
dente, se traleidesses factos dados em minha co-
marca, em relaco, j ao promotor publico, que
o nobre primeiro secretario, j em relacao ao
juiz municipal e o Dzcom a ranqueza e indepen-
dencia necessarias, foi porque entend que elles
se prostaram a sustentar a theoria cora a qual eu
pretend e pretendo ainda sustentar o meu vote
na discussao de torca do polica, porque divid a
questaoem dous punios, j enlendendo que c
augmento do corpo do polica lnbililava o gover
no a poder distribuir mais torga pelas localidadet
do centro, dispensando a guarda nacional e fazen
do recolhor as companhias de tropa de linha, que
experiencia tem-mostrado dover sempre esta-
dcbaixo da .vigilancia de seus respectivos chotes
c ja finaluionte explicando que nao era por en-
tender quea.ca torca se pode governar, qu
rendo assim armar ao governo e todas as autori-
dades para faaerem eleicoes, qio eu votava pelo
proiecto, pois entendo que a lula perlence s
aquelles quenella tectu inlercsse, aos candidato >
entre si.
Se assim, Se. presidente, entrei em delalhes
do lacios, que poslos de parte as consideracoes
pessoaes que elies involvem, nem por issodei-
xam de apoiar a minha opinioo, nao o lenho fci-
torsr. presidente, cora inlengao de abusor di
bondade da casa, de injuriar nu molestar ao no-
bre primeiro secrelano, e im somenle poequ*
os meus fracos reoursos inlcllecluaes exigirn
que assim o fizesse, para sustentaco dos princi-
pios que aqui emiti.
'Entretanto, nao sei*e deva deixar passar em
ailunow. se deva deixar em resposla a maneia
porque expoz o nobre depulado o acontecimeoto
dadocm Caruar, relativamente ao juiz de dir -
to., o.Dr. Correa Lima.
.Confio., porm. que o hem-*enso da casa, qie
os nobtesdepurados que bem ouviram que eso
laclo tratado nesln capital, nao o qualiUcraie
farca coraos nobro depulado, porque ainda mes-
mo quando-nao passasse de uwa far^a, quanc o
nao livesse exeedido mesmo de urna aineaca, ni.o
deixava de .serum facto degradadle para o lugar,
porque cora .elle todos peusaraai que se queria
roubar a existencia a primeira auloridade da co-
marca.
E isto impttitha ao nobre depulado o rigo-
roso dever de, como promotor publico, de envi-
dar todos os seus sfofcds, afini de descobtir >s
autores desse atleulado. porque nelle coueord.i-
rao todos os meus coll|ta(irhouve mais do que
a represenlacao do umn arca 1
nol?Sd8i0, P-/ianl<>. o miaha opinio de voiir
emenda que offereci, o contra a que reduz a
t^oja enl,M,,,er1unhoquea i*-
naav^/lC? adi.ussao adiada.
0
pen
gerr
gen
ram]
em
nSoj
con
go
cuo
e
HEVISIt QlARMls
O Evm. Sr. prelado domcslioo^deSS. Joa-
qiiirot Pifio de Campos, celebrou; effectiTamen-
le hcnlom, a matriz de S. Antonio, a misa que
anntnciaiuos pela alma do wnadarJoaquim Mar-
tima 10 Ce Alencar, a cuja acto osslstiram os
ixm Srs. viscoBdos de Camaxegibe o Suasoana
bara) de Vera-Ccuco \vmm pessoas dislmctss
da j rovuicia.
senlmcnto que e ha desenvolvido por essa
a, prova-evidente do mrito da persona-
que anda do tmnulo despena noscoraedes
rosos mamfeslaocs pouco commtins.
Hontem por obra das 4 horas do tarde, to-
dadas a sepultura os restos morUes do Dr.
modeeina, Joo Jos Innocencio Poggi, que
pode resistir ao mol que o accommettera
rebldto a lodos os cuidados.
Cjdadjia honesto, bom lilho. bom esposo, ami-
incero e dedicado, o Dr. Poggi deixa um va-
impreenchivelpara suaviuva, que opranlea,
>ara os amigos que o apreciaram decida-
me il.
-- A povoacao dos Atogados, lem nestes ulti-
mo i das passados, por sensivel privaoo d'agua
potivel. a ponto deser alli vendido pbr ceiris
um baldo d'gua de 'cacimba, que s a sede faz
bel er, por sua m qualidade.
1 lin disto,a penuria sobe do ponto, porque j
ra apparecemas carroeas que all iam prover a
po ulocao, e mesmo nao fcil achar-se quem
va arrogar agua anda de cacimba, ao passo que
a s fde se nao faz esperar
.ssim, seria couvenieulo que urna medida fos-
se lomada pira arredar esse mal, que complica
ali com presenpeo religiosa : dar de beber o
'ju !m d'Hi sede.
- Iiiorraam-nos que nos pilares do adro da
'g eja de S. Pedro, todas as noiles, toma ossenlo
ui a be a cohorte de ociosos, que por dis'.rn'-o
pr >pria vo incommodar ao oulros, que moramj
n; pichas vizinhancas, com herreiros descompas-
sa los e temperados de .vez em quando com obs-
ctnidaiics, que fazera corar ainda ao mais desfa-
cr do r.yni'o.
O inspector desse quarleire nao deve consen-
In em semellianle pralica, pois que rom ella nao
si' perturba-se o socego publico, como offende-se
Ihgranlcmentc a moralidade lambem publica,
p ra cijas ollensas ha communicaccs na nossa
U ;isla;o criminal. >
ISo lem sido al hoje conhecido a pessoa
q*e foi adiada mora no eugeuho Contra-Acude
o nem lo pouco foi rccouhecida
iil
lio, na iravessa do l'uinUal.MauJou-so enviar
a plaa ao engenhoiro, para o flm convonienlc
^Oulro do mesmo, respondendo cora a inforraa-
^ao ministrad a pelo diroclor interino da reparti-
do das obras publcaselo ofOcio que a cmara
dirigir* presidencia, pedindo a preferencia no
calcamento de certas ras da cidadc-s^Rcsolvou-
se que, para conhecimento do publico, se publi-
casse pela imprensa o ofTieio da cmara c a in-
formaco do referido director.
Outro do mesmo, communicando que, em vis-
ta da informacu que por copia rcmellia, do di-
rector interino das obras publicas, nao podia ler
lugar, por ora, o que pede Marcelino Jos Lopes
no requerimento quo devolva. Inleirada, e
que se restiluissem os popis ao peticionario.
Outro do mesmo. dizendo que, em virludo da
deliberaco da assemblca legislativa provincial,
conviuha quo a cmara nformasse sobre o rc-
queriiuonlo que rcmellia, de D. Josepha Clara da
Silva, proprielaria do sitio q"uc faz quina com a
estrada do Pomoal. Que se
nh '
-
h^?ad*%oulan^m^ ',U' a rl.eae MaJnd> ['. quo ho emprestasles ? A quem assim vos
os conaufaus^ ft?ti?frtanf" 5U0**n"? n- provoca, e so descobre, uo-pode alcancaro liro
rwZdolStoAflrJ?!** dr Br8S' ePa" censorio de usurado. EnlreVernambuco, cl'a-
EstadodoMaranhu ? t0[l"f "0T* rahlba eslava a capitania de Itamarac. da qual
EttJZES ,^qu_al ?Dn? parle do era donatario Pedro f.opcs de Souza. Pela vossa,
territorio do Ccar. ao rae tcm sido posswH i
discriminar qual foi Q^outo do divisao entre os1
dous Estados ; mas collijo de muilos textos que s
grande parle do Cear /icou perUnendo a Per-
nambuco, pelo menos toda a bacia do Jaua-
ribe.
tambein o donatario de Pernamburo a
stados"; o^emuricVutos7 que uanhoII-.wn.lirrle.- ne#uar-tede Upes do
Nostes lempos ja era nascllo Camarao, pois
morreu em 1618, leudo ja certamento mais de 2i
annos de idade, pois os historiadores o chamam
velno eapito. Ignoro complelamenlo de que
idade morreu Camarao. mas suppondo que fosso ; ?Ia,l,10lnln,0 da coro*
de 58 annos. leria nascido ora 1590. e em 1615. ? e .raesma capilam
poca em que BcTredo falla delle. tera 25 au- niVs\ -mc Pr'8o:,s,
nos. Logo mscendo elle no territorio que forma
hoje o Cear, torna-se eviJenle quo era lio Per-
uambucano como se nascesse no Recito, ou em
ouvisso ao enge- | Olinda, ja que demnnstre sem replica que antes
ni,'nj... ii n ... i de lt>2l todo o Cear era parle integrante da ca-
uulro do caMo Recito, pedindo se mandas- Ipitania de Pernambuco. At aqu o Sr. Dr.
diarmnrt,., ^_"_". .....i- .w, h- "ciu u iiouiem ue uno saoer, invocare apenas
a^^Z^JJ^^T^fJ9'^^? q"al,,ucr cratura du simples senso commum a
ElSEFTZZTZ!?'1TTJ^^tMi* 'I"" me aponte aonde no razoado aciraa trans-
despaciio nia CrcsP--0 nesmo criplo o seu laborioso autor tfemonstroi sem re-
Ouira ii, n...i i. i-, v. I p'ca, que a capitana de Pernambuco compre-
nenlim1rm.^^ i "i onna1nd. 1U0 > ""bem os territorios das actuaes pco-
shmdk?JiMC!!?i?ta 'aVla Cm. Ma,,u.el Come.3 "nda" da P"hiba, Rio-Grande, c Cear ?
Mondes edificar una meia-agua do pedra c cal, de
Ou-
Foi assim ? Vamos, meusamigos ; dig-
nai-vos explicar isto ao publico ancioso, aSpiera
otTerecestes a apreciando dos vossos raciocinios.
Perdoai-me esta rabugem, ou causlicidade :
dai-nos, ao menos, algiimas polavras. pomo
que, vista dos limites, que vos aptcsenlei da
capitana de Pernambuco (dominio particular)
o Cear (dominio da cora) tornou-se parle inte-
nia de Pernambuco at
astes com tanta ufana ?
- prwvasles: denenhum modo exis-
to o vosso demonstrado sem replica. E cu pos-
so, c devo deciarar-vos : Enganastes-vos. far-
.iaC.apilani-a d" Coara nunc;l fji Parle i,,lc-
grante da capitana de Pernambuco at 1624.
Ledo anda, a respeilo da Paralaba, o Rio
Grande do Norte a Carla Regia segutote do 26
de Janeiro do 1662, a qual se acha registrada na
secretaria desta'provncia.
Francisco Brrelo. Amigo. Eu el-rei vos en-
vi muitosaudar. Havendo mandado vor o quo
me escrevestesem carta de 9 de junho do auno
passado sobre as dundas, o differeucas quo hou-
ve entre Francisco de Brito Freir," governador
do Pernambuco, e o capito-mr da Parahib.i
Malinas de Albuquetque Maranho, era razo de
pretender que aquella cidade lhe sejn suburdina-
da, e o que elles lambem me escreveraro sobre a
mesma materia, allegando cada um as ondea quo
tem por sua parte, me pareceu dizer-vos que a ca-
casas, edificadas sobre pilares
das Cun-
quor que lhe aceitemos,
quis.as, con, i> palmus de altura, conservando". icit,1"0" reaUdade^f^ Vff'"" "T
coberla na altura' em que se acha'.-Indefirio-se.' & farahiba Rio ] "** "**"
, a visia do que expoz o Sr. Gamciro sobre o esta- legrantes do territorio
! do da obra' ......... ~6......-au,mllu uacapitania nc l'ernam-1 c,0 fosse soccorrhi-,
Outro^fiscalde S .os. informando ojeo ^J^'S^VS!?^
ulin .rU11r'nper,'a1, Ba q"e pnle"de edl"Car l00 csla demonstra sem replica a mesma real
er eno ,U 9.?l",'f ?'V CXSa ^"t' ^ T U',!"1'> Cer, 1ue d3slc modo **> nada qne
o-.r,iti r2U-pa"nos d-;'"gura, est marcado se uto possz dizer demonstrado sem replica-mzs
a respectiva ^SHltt com e-sla n,waa larSur?; c "lut lamben, semelhantes demonstrares sem replica
rrono.Mandou- nunca resolrerio as controversias.
de mariiiha. O que desse discurso contrario se conclue a
..formando que a sua nimia confusao, contradicro c fanlasia
lia familia d'uma filha, auulhcr, irma ou outra "ra qdo Mauod PerQira Caldas, pretende fazer nao acho palavras mais urbanas e commed'i.ii
lalqncr senhora. que lhe pertenca por qualqucr "*, d s(obra^ c um andar, na ra Di- de que me sirva. Confunde capitana de donala-
,u- f,",a ", "V dlCl,,ol,r tole,,a eerte, e fa- rio. e capitana da corda. D.i q-.,0 o governa-
o quei- que seja, a polica nao ha ficado f^-i.' a a .li,ro"ra da mesma casa, com tres dor da capitana (provincia
idenlidade sendo paro admirar que nao baja ain- u VUeloDano s possuia esse ten
df aparecido alguem.que alease verificar esse fac- sc Ju"lar titulo, visto ser o solo
t' saliendo da sua existencia e adiando falla em "u'o do fiscal de S. Jos, inf
Joo Femandes Vieira ( que depois das guerras
Grande c mKm in acabadas f(,i s,ervir ^ capitto-m6t da Parahiba.
.S^^^ri:: srEL"J^ K!%i!S5S
de nido, e ,
Pernambuco. emquaolo nella nao houvesse ren-
das mnhas, de que se lizesse. E sendo isto as-
sim, e havendo-vos ordenado que assislissem
naquclla-praca de Presidio as companhias da gen-
te da Parahiba, que nndava servindo em Pernam-
buco, -seno devia alterar to boa ordem, pondo-
se o negocio a risco de succederem alguroas in-
quiclacesprrjudiciaes a meu servi.-o, sc Malhias-
Albuquerque, e os olciaes d cmara au
I co.
i activa, e de presumir quo mais hoje ou mais Jannllas ^ frente em semetria com as portas do
ananha entre no conhecimento de todo o oc- a,,,lar torreo.lndeorio-sc.
irrido, satisfazendo a expectaco publica, que 9'Jlro do fiscal de Muribcca, perguntando se
osa aguarda a soluco desse sangrentu'pro- "is,lc "'guma ordem do^chefo de policia, prohi-
ani-
cjirri
alucie
bindo que no lugar das Curcuranas pastera
b lenta,
A v clima desse Irama horrrel leria de 25 a 30 i n,ne?- como de coslume de longa dala, c per-
amios de idade ; era branca, tinha cabellos cas- mil,i"doquese facam plialaces sem cercado.
lhe conslara que os moradores do 2"
estavam procedendo de conforinidade
psre-|lul". ''" or.dcm, o os inspectores de quarlclro
t;ularcs. haviam feilo varias correicoes de gado vaccuiu,
linhos, olhos negros e um pouco grandes; a es- v'slo.1"e
lalura era abaixo de mediana, o corpo era cheio, i dlslll<:l0
as miios pequeas, os dedos grossos c os ps re-' om. lal '
inlans. haviam I
Como j dissemos trajava sais de montara de cavallar
merino escuro, aqual j era usada, c.isaveiiuc de conslava a cmara a lal respeilo, c que fosse dan-
loussulina branca, vestido de ris'cadinho, ana- do ^""'Primcnlo as posturas.
;;oa di .adapolo, camisa de igual fazenda'. Entrando em discusso a informacjio do enge-
Tinha snalos ralos de couro de lustre, e
dous pares do mcia de algodo, annel deourono
d Jo, um brinco do mesmo metal na orelha um
penle de segurar cabello e TjOO no boleo do ves-
ido.
Corn taes ndicaedes, que a polica Irata de cs-
Dalhir. para os lins convenientes,esperamos que
iiBaal sechegue a algum resultado.
Sahe amaulia para o Maranho com escala
pelo Cear, o vapor de guerra nacianal eouiri-
inonha.
No jornal La Repblica, de Montevideo, de 13
le margo, encontramos as seguintes noticias
ommerciacs 'aquello porto, o de Valparaizo.
lavam chegado ah no da 11 a escuna dina-
narqueza Elisa Uaria, com 800 barricas e 120
saceos de assucar, e berganlin da mesma naco
llindal, que fundiou tora, aibos procedentes
Jesle porto: este levava um carregamento de
neValpflfH-,ay^.... ^_
ruiro : o mercado do assear diir31"* ultima
quinzena tinha apresentado muita .Jnimaco, ef-
fecluando-sc as seguintes fortes i trnnsaccos ;
60,000 airabas: refinado americanc a 2 P- 5"5-
oO.IKl arrobas is hollandez, 2 pe 37 1/2 e
13 3/4 cts.; 5.000 arrobas is. fr #
1/4; 32.000 arrobas bronco da Ha. ana, a
1/1; 2,000 arrobas raascavado dol'ei '
2p
56 1
31
2
2
I p.
nheiro cordeador sobre a peliQao de Albino Jos
Ferreira da Cunh.i, lida na sesso anterior, le-
querendo permisso para construir casa entre o
paleo de S. Pedro, e a ra de Hurtas, de modo
que (eolia a frente nesta ultima 30 palmos, foi
diferida esta prelenco.
Presin juramento, por procuracao o juiz de
paz do 4" anuo do Io diairicto da freguezia de S.
Lourenco da Malla, capitao Jos Francisco de
Barros Reg. ,
Foram approvadosos 3 sguiiles pareceres da
commisso e edilicajc%.
Um dizendo, que para poder eniiltira sua opi-
nio acerca dos requerimenlos de Jos Moreira
da Silva, D. Francolina Ermina da Silva Pereira
e Francisco Bolelho de Aiidrade, era preciso quo
fosse ouvido o engenhetro cordeador.
^ Outro, nao se oppundu que Jos Goocalves
Ferreira Costa edifique una ineia-agua em seu
terreno cm Santo
Si
\
, a subdividia a seu
arbitrio cm capitanas-mores, cm que punham
capilcs-mres quoas governavara cm seu li-
me, o dcbaixo de sua responsabilidade, o que
nesle caso estove o Cear ; mas logo ah mesmo
se conlradiz apresentando a nomeaco feita pelo
governador gcral do Brasil, de Marlim Soares
Moreno, para o presidio, ou capilania-mr do
mesmo Cear.
E nao pjdendo as concluses que tira, conle-
rem-sc jamis us principios que pocm, o que
sao essas concluses, se nao fantasas?
O modo com que o discurso predilo argumen-
ta, c conclue, se resolve exactmeule neste.
Era da competencia do governador da provincia
de Pernambuco (usamos da palavra provincia
para mais clareza) dividi-Ia, c as subdivises
por capiles-morcs de sua nomeaco.A prova?
(lhe dizemos.)A prova sem replica se nos res-
ponde) a nomeaco que o governador geral
do Brasil f"Z de Martim Soares Moreno para o
Cear, territorio da provincia de Pernambuco.
Ou, por outra : O governador geral do Brasil no-
meou a Moreno capiuio-rar de urna subdivisao
da provincia de Pernambuco : logo o governa-
dor da provincia de Pernambuco tinha a attri-
buico dessa subdivisao, e nomeaco E tam-
bera : o governador gcral do Brasil nomcou a
Moreno capito-mr da capilania-mr do Cear :
logo esla capilania-mr do Cear evidentemente
destacava-se da provincia, de Pernambuco, mas
fazia parte integrante delta.Moreno execntou
a sua empreza de conquistar, e povoar o Cear :
logo licou na dependencia de Pernambuco at o
auno de 1624.E finalmente : A corle de Ma-
rimento do bacharel Abilio Jos loMtes- ja Sil-
n a segunda .parle Ja iforma^50
ni
6S ; e era provavel qne anles de fechar-se a qui
zena se vendessem mais 50,000 arrobas.
Alm deslas partidas, outra de 10.000 arrobas
bianco de Pernambuco. receuido pelo Oriana sc
la vender em hasta pnblica por estar avariada
com agua salgada, e da mesma sortc seria
dida urna grande parle de, c^nduzida da
Iioward, ojanco, por estar
riada.
ven-
Havana
igualmente ava-
Esse deposito em poder dos importadores, e
dragados desde o Io do Janeiro haviam :
Chegadas.
44,200 Op refinado
11.500
107.000 20,000 88,000 400 50,000 brauco
americano
francez
barburguez
hollandez
Pernambuco
Jiavoira
Per
ludia
Existencia.
57,000
10,000
1,000
85.000 a
59,000"
56.000
56,000
90.0.K)
do enge-
u coi-jeador, visto as razos por este expen-
didas. Maudou-zc ulliciar ao engenlieiro para a-
presenlaresla alteraco da planta da Solidade.
A' vista da declara'eo feita pelo Sr. Reg, no-
meou-se um commisso dos Srs. Barata e Ga-
meiro, para se xiitender com o commendador
Henriques Marques Lins sobro a desapropriaco
da sua casa queimada na ra da Imperalriz
Mandou-se remelter ao Sr. Franca urna proposta
de Jos Malhias da Fonscca pira vender certas
madeiras, para a obra do matadouro, declarando
o seu preco.
Uespacharara-se as peleos de Antonio Joa-
qun da Triudade, Antonio Pereira Pinto, Abilio
Jos lavares da Silva, Antonia Francisca Cada-
val Piulo, Albino Jos Ferreira da Cunha, [21
Barlholomeu Francisco de Souza, Chiisliano Jus
i'avares, Candido de Albuquerque Maranho,
Claudio Dubeaux, cnsul porluguez, David Wll-
liau Doman. Evaristo Mendos da Cunhi Azevcdo,
Francisco Alves Viegas, FranciSJO Jos reman-
des Peres, Gerino Francisco Antonio da Rosa,
Hcnrique Gibson, Jos Fernandes Bastos, Jos
i Goncalves Ferreira Costa, Jos Baptisla Braga,
Jos Joaquim de Abreu. Joaquim Gonyalves Sal-
31H i9 4 4t4-000 9
o da l de marco findo, na ra da Cruz K"dP Joaquim Lobato Ferreira, Joo Baplisto da
da cidade do Nazareih, deu-se o facto de teiem Sl'va, Joo Sergio Cezar d'Anurade, Uaneel Pe-
sido estaqueados Jos Serapio da Silveira e Le- ri'lra Caldas, llanoel Ribeiro Fernandes, Manuel
oncio da Silva Cabral. por Antonio Calunga da Gomes Mendos, Miguel Ualheus Vera-Cruz.Manoel
ailva, que sendo perseguido pelo segundo olton- dc Souza lavares, Uufinu Cavalcauti doAlbu-
didu foi preso c recolbido cadera ; sendo que o 1"erque, Rita Munizdo Carino, Rufino Jos Gou-
erapiao falleceu iramedialainenle fxw so- calves. Vktoriiio da Silva Leilo ; c levanlou-se
rem os (orinientos graves,
No districlo de Lagoa-Secca da- referida ci-
dade, foi assassinido no dia 21 do sobredito mez,
as no Horas da notle. um vclho pacfico de nome
Luiz Jos de Farras, por Antonio Ferreira da Sil-
va, JoSo Gomes da Silva e Manoel Zeferino, que
accommetreram a victima, dando-lhe umaiacada
o varias caceladas, do que resullou a morle ins-
tantnea do sobredito Paras.
Os delinqucnles -foram prasos e esto sendo
processados.
Passageiro da barca, brasleira Thereza I,
entrado do Uio-Grandc do Sul: Manoel Goncal-
ves rcrreira Tigre.
rr7i>aSSa?e?3 ,Janla"cha nacional flor do Rio
grande, entrada do Rio-Grande do Norte : Anto-
a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accio, secretario a escre-
vi.Franca pro-presidenlo.Reg.Mello.li-
li veira.Piulo.Gamciro.
Communicados.
casada, 43
sico-
RbeiroDan.aseios-XiV^Ma^ns ,0'1U,n '* I
Passageiros do hiale brasilero Sanio Lu- |
o .sabido para Camaragibe: Bernardo Gomes I
ue Mcndonca e Joao Francisco.
Matadouro publico :
Mataram-sc no dia 3 do corrente para o con-
sumo desta cidade 26 rezes.
MORTALIDADE DO DA 3 DO CORllENTE
Mana Magdalena de Jess, branca
airaos, iuflammaco no figado
Marra, parda. 2 das, espasmo
Antonio, pardo, 20 annos, soltero. ph(vs;
Benedicta, parda, 18 mezes, convlgocsJ
Marra Co.tinho.da Lira, branca, casada, 31 annos,
desyleria. '
M:lra^^\daaDores' P^'a, casada. 60 anuos,
emente ehronjea. '
D'qnnnn^ Innocenci rgg. branco. casado,
dO annoe, mflanimacao de entt-stiuos
Mana, parda, 1 anuo, dyarrhea
.Hf"TitDK CARIUADE- Exislem 60 ho-
2.!r i r'hcreS naciona. 5 homens esiran-
geiros, 1 homem escravo, total 120
A*.l!!iJl Md d,l doontes exis,cm" Hena-
dos. sendo 32 mulheres e 10 homens.
p^Th'?/,^ as e"fcr"ia"s pelo cirurgao
n u V V} hr8 da manhaa, e pelo Dr.
Dornellass 10 e 1/i.Jjoras Ja maoha.
CMARA MUNfPAL DO RECIFE.
6.' SESSAO ORDINARIA DE 20 DE MARCO DE
MoU
Presidencia do Sr. Reno.
Prsenles os Srs. Barata. Olivcira. Pinto o Ga-
ineiro. alUtido com causa participada o Sr. Mel-
Iok o sem ella os mais scubates, abiio-se a ses-
sao,P foi hila e approvada a acta da antece-
dente.
Lo-se o seguiule
Eil'EDIENTE,
Um olicio do zbu presidenta da provincia,
di.volffondoapprovada planta que esta cmara
cnviou i pren.'ioncia, ca dala do 88 da retem-
bl do anao pascado, do Manoel Joaquim fer-
Li com toda a aeneo no Uiario n. 18 a res-
posla, que por parlo do Illm. Sr. Dr. Thobcro
ultoreceii apreciaco do puDlico o Illm. Sr. Dr-
Wilruvio, em consequencia do meu pedido ao
primeiro seuhor para discutirmos a naturalijade
do commendador D. Antonio Filippe Camarao,
que e.u digo ler nascido em Pernambuco, o o Sr!
Dr. Thcberge insiste que nasccu no Cear. Prq-
ponho-me a contestar essa resposla do meu eru-
dito contrario em diversos artigos, o cingir-me-
hei no presente ao primeiro achiles da sua dita
resposla, a saber:, que a capitana de Pernam-
bucocomprehendia lambem os territorios das
aclnaes provincias da Parahiba, Rio-Grande, e
Cear, e que lodo este antes de 162i era parte in-
tegrante da capitana de Pernambuco.
Sao e3las as proprias palavras, e argumenta-
cao do Sr. Dr. Thegerge : Esta vasta capitana
(Cernanituco) alera do territorio da actual pro-
vincia de Pernambuco, comprehendia tambera os
territorios das actuaes provincias de Alagoas, Pa-
rahiba, Rio-Grande e Ccar, como logo provarei.
Os autores, porlanlo, que escreviam durante
o decurso do XVII s'culo, deviam considerar co-
mo Pernambucano, ou alias 01 lio da capitana de
Pernambuco, lodi a pessoa nascida no territorio
que mais lardo formou a provincia do Cear. Mas
0 faelo de chamar-se naquelle lempo Pernambu-
cano a quem nascia na serra de Ibiapaba, ou no
valle do Jaguaribe, nao autorisa 3. S. a chma-
lo hoje lilho da provincia de Pernambuco, por-
que esta nao comprchende presenlementese nao
urna diminuta parle da antiga capitana.
Vamos prova-lo.
Durante osseculos XVI, XVII e XVIII, o Es-
lado do Brasil era administrado por un governa-
dor geral, rom jurisdiejo em toda a sua exten-
so; mas esse Estado subdivdia-se em capitanas
geraes. cujos capiles generaes, de nomeaco
1 de el-rei, dirigiam os negocios de tolo o terri-
torio perlencenle sua capitana, eslabelecendo
a seu arbitrio subdivises para onde~cnvavam
capiles mores alim de governarem epj seu no-
me, e debaho do sua responsabilidade. Est bem
claro que estas capitanas mores eram parte in-
tegrante da capitana geral, erabora tomassem
urna denominaco diTcreute da della. o nesle ca-
so eeteve o Ciar.
Marlim Soares Moreno, inculcado pelo sar-
gento-mor d Estado Diogo de Campos, seu p-
renle, foi enviado pelo nono governador geral D.
Drago de Menezeo ao CearA, com o titulo de capi-
lao-mr. para conquistare povoar esta sua capi-
lania-mdr, que evidentemente destacava-se da
capitana geral de Pernambuco. mas fasia parle
mlegranUdelia. Elecutou Moreno a sua em -
^toto^dor4W^exlK*^I^V^^
e lgico, isto aemonstraco sem replica, i
senhores, ou o que e como so chama ii0
Dundo, e torno a duvdar, que o Sr. Dr. Thoer-
go diseorra com tanto parologismo; quererei
antes suppr que esse discurso obra de algum
informante lambem nao inleiraJo plenamente da
questao, ao qual segua o Sr. Or. Thcberg (am-
bos em boa-() na irapossiblidadc lalvez de fa-
zer por si l onde se ada, sem o auxilio dos
tivros especiaos, o completo came que lhe era
mdispensavel.
Se o mouconlrario'no sedeslerabrasse daori-
gera, c classe da capitania de Pernambuco antes
do reunida a cor-ra, outra? seriam as consequen -
cas que tirara do seu came : conheceria ento
a vcrdadeira eilenso desta capitania e que se
o governador geral do Brasil, estando em Per-
nambuco. foi quem nomcou. c mandou a Martim
Soares Moreno governar o presidio do Cear foi
porque o governador da capitania de Pernambuco
nao o poda Tazer; pois que Pernambuco era sc-
nhorio de um particular, e o seu donatario nem
por si. nem poi seu proposlo, ou delegado, podia
exerccrjurisdicco sobro Ierras nao suas. sobre
presidios, e capitauias-mres do dominio exclu-
sivo di cora 6 eiUo concluira diversamente
concluira, que as capitanas da Parahiba. Rio-
Grande, c Cena, nao eram parles integrantes do
tcrritoiio da capitania do 'cinambuco.
Ora vejamos qual era a capitana de Pernam-
buco, vista da caita de sua doaco pelo re I).
Joao ni | Duarte Coelho em 25 d'e setembio de
loJ.
D. Joo, por granado Dos, etc. Hei por
bem, e me praz de lhe fazer, e como de feilo por
esta prsenle carta faco merco, e irrevogavel
doacioentre vivos, e valedora deste dia para to-
do sempre de juro o bordado para elle e lodos
os seus filhos, netos, herdeiros, successores, que
apos elle viorem, assim descendentes, como
Jransversaes c collaciones, segundo adianto ir
declarado, de sessenta leguas de Ierra na dita
costa do Brasil, as quaes se comecaro no rio de
Sao Francisco, que do cabo de' Santo Agosli-
nho para o sul, e acabarao no no que cerca em
redondo toda a ilha de Ilamarac, ao qual rio ora
novamenlc ponho o nome rio do Santa-Cruz, e
mando que assim se nomcie, c chame daqui em
dianle, e islo com tal declaraco que (cara
com o dito Duarte Coelho a tefra da banda du
sul, e o dito no onde Christovo Jacques fez a
pnmeira casa de minha toiloria, o a cincoenln
passos da dita casa da toiloria pelo rio a dentro
ao longo da praia se porl um'padrao de mnhas
armas e do dito padrio se lngara urna linha
corlando a oeste pela trra firmo a dentro, e a
ierra da dita linha para o sul ser do dito Duarte
Coelho, e do dito padro pelo rio a baixo para a
barra e mar. Picar assim mesmo com elle l)u-
arleCoelho a melado do dilorio de Santa Cruz
para as bandas do sul, e assim entrar' na dita
terra.o demarcaco della todo o dito rio do Sao
Francisco, e a metade do rio Santa-Cruz pela de-
marcaco sobredla, pelos quaes ros ello dar
serventa aos vzinhos della, de urna parte o da
outra, e havendo na fronlaria da dita demarcaco
ulgumas lhas, hei por bem que sejam do d'ito
Iluarto Coelho, e annexar a esta sua capitana
sendo as taes ilhas al a dez leguas ao mar n
fronlaria da dita demarcaco pela linha de leste
e qual linha sc entender Jo meio da barra do
dito rio de Sania Cruz, corlando de largo ao longo
da costa, e entrarn na mesma higura pelo ser-
tao e Ierra firme a dentro, tanto quaDlo pode-
rem entrar e fr de minha conquista, na qual
Ierra pela sobredUa demarcaco lhe assim faco
doacao, o merc de juro e de'herdade para lodu
sempre como dito e quero, e me praz que o
dito Duarte Coelho, e todos seos herdeiros e
successores que a dita trra hcrdareni e succe-
derera.se possam chamar capiles e gocernado-
res della.
Essa era a extenso, esses os limites da capi-
tana de Pernambuco, cm quo se raantiverara os
seus donatarios, desde o primeiro al Duarte de
Albuquerque, que a governou pessoalmenle em
lempo da invasao hollandcza al 1638 ; e ne-
nhum d'elles seria lo ousado que usurpasse
corda esses ceios de leguas de Ierras que se
nao continham no seu titulo ; o mais quando
para eonaervorem as suas proprias Ierras, e ain-
da para as descobnrem, econheccrem, luxlavam
com embaracog, e trabalhos sem conla
i..<\!d0 6 P.018' e Somo accresceram aos limi-
es desta capitana de Pernambuco os Centos do
leguas ao norte, que os senhores que do mim di-
vergem, ta'o caihegorica, e lbcralmenle lhe
eawidam ? Provai-nos lo, senhores: dizei-nos
ao-meoos, como que a capitana de Pernambu-
co *raleadcu-se al quo engoio qualro capita-
nas, e cp ellas passou a isiss&jiuonne corpa-
trataram do aquietar aquelle povo. E tambera ros
quiz dizer que ueste negocio ves houvestes com
c.misso, em nao aecudir pela jurisdiego do vos-
so governo, e consentirles que oulrem (sendo-
subdito vosso) pretendesse entiar nella, anda
quo tosse com vossa subordinaco ; e o que
ueste negocio se devia fazer ( anda quando na
estivera claro) era recorrer mim, sem se heve*
alterado nelle cousa alguma, como se fez depois
de se haver procedido na forma referida. Pelo
que logo que esta receberdes ordenareis que so
reponha ludo no primeiro estado, sem se inno-
var mais cousa alguma. E ncsla conformidade o
mando tambera avisar ao governador Francisco- .
de Brito. Escripia em Lisboa aos 26 de Janeiro
de 1662.Rainha.O conde de Soure. Para o
governador do Brasil.Segunda va
Depuis de lerdos essa carta regia, (ende ainda
a bondade de recordar que o presidio, capitana,
ou (erras do Cear, eram do dominio exclusivo-
da corda, c as da capitana de Pernambuco se-
rmono de um donatario : e ento dignai-vo
(anda vol rogamos) dignai-vos-de nos explicar,
como que o Cear dominio da coroa) perma-
neceu elle s [que nao j Ilamarac, Parahiba, e
Rio Grande) parle integrante do territorio da
capitana de Pernambuco (senhorio particular!
ate o anno de 1621 ?
lalvez a alguem occorra dizer-me, que nao
da capitana ierra que sc trata, e sini da capi-
laniajnrisdrfdo ; bem que nao este o obvio,
e natural sentido das palavras. [c hypolhesi quo
sustentara os meus contrarios.
Mas o recurso desta invengan, este oulro mo-
do, e classe de capitania [novo raooslro biforrae,.
ou amObologico) jamis poder ulilisar opi-
ma* que me contrara ; porque tal capitana
de jurisdicco de Pernambuco al o Cear. di-
versa da canilani.-i H PornambuCO d ealanea.
ae solo ato o rio Sania Cruz, por nenhuma lei.
uctermiiiaeao, ou concessao do rci foi consllui-
da c cncorporada jurisdieco dos donatarios
de lernambuco.ou dos governadores emrno.ne
o por nomeaco dos mesmos donatarios desde
lundaeao da capitana de Pernambuco al o anno
de lt>2. prefixado pelo Sr. Dr. Thcberge rceu-
lava sira o conlrario. islo as Ierras do Brasil
de que o Re nao linha fcito doacoes particu-
lares eiistvara no supremo, e absoluto dominio
do Monarcha, e no Brasil dcbaixo da jurisdie-
co do governador geral do Estado ; o que se
conclue da caria regia transcripta, da nomeaco
que tozo governador geral do Brasil de Marlim
V.ares Moreno para commandante dopiesidodo
Lear. de que lomou posse em 1612, e' do pro-
viraento do mesmo Moreno pelo monarcha para
o mesmo presidio por caria regia de 24 de maiu
oe lOiy, e por oulras cartas regias aos que ho
succeoerum.
O que ludo visto : aonde que est rfemons-
tradosem replica, que anles de 1624 todo o Cea-
r era parte integrante da capitana nambuco ?
E nao sendo o Ccar at 1624 vou com o lem-
po prelixo pelo meu nobre contendor] parte inte-
grante da capitana de Pernambuco ; como
-ue se chega a affirmar- quc 0 houielll nascido
la tnrna^d,'SS0 ,n" Para lra> cra. c se chama-
ya Iernamb,.car.o ? Ou qc o historiador con-
T"M5' 1ue crcru-nascido.na provincia
"l!"buC,-Vlom es, Palabras dizer
hit.6-''-' t "epIo?3vel ei.rava-
ffi di ce ? "ss,m l,ue preoecuparao, co
Sdln',"*,6n,ar- quan, a," "> tlieso.'no-
co r ?in"rmin"1: ""P'^ncme lodo o seu
contra, poden, fazer Iresvariar as cabecas me-
lltor formadas, c os espirtos mais recios.
Proseguic.
Antonio Joaquim de Helio.
Uiu completo esUbeleciinento de
fazendas.
Acha-se aberto um eslabelecmento de fazen-
das finas egrossas na ra Nova n.... que ofTe-
rece ao comprador (odas as coromodidades
elle se enconlra como era nenhum oolro
um asseio e bom goslo admiraveirragua fresC'i
para beber-se, assenlos etc.A armacao a me-
tiiur da cidade, fazendas todas mo lernas e do
pnmeira qualiiade. Os donos do eslabelecmen-
to recebem por todos os vapores encommcodas o
por isso sempre tem e ho de ler fazendas.novas
do primeiro gosto que se usara na Europa?
Apar de lodo comraodo e elegancia do eslabe-
lecmento o fazendas melhores do mercado en-
contrado com os Srs. Jovino e Paria, qu sa-
liera captar a eslima e preferencia dos reguezes :
o primeiro Brasilero e de merecraento real, o
segundo Porluguez mas de perfeila educado o
ihanezo que, sem o menor antagonismo unlo-se,
ao primeiro.
Porlanlo, um estaabelecimenlo desle genero
deve ser preferido a qualquer oulro : seus donos
comprehonderam a misso de negocanles de ac-
cordo com a civi|sa.;ao acual da cidade do Re-
cito ; tanto que ao rico o ao pobre tratara delica-
damente sem dislincco.
Todos os fizendeiros e negociantes do centra
devero preferir o novo eslabelecmento visto co-
mo nelle se enconlra o que nao so encontra cm
nenhum da cidade. Nelle nao ha os taes lencos
de abaco para sorabriar as lojas e poder o pobre
matulo achar boa a fazenda que nada vale.
;.- qi a Ln\ ami9 do Progress'o.
ecne di de marco de 1860.
Correspondencias.
Senhores
redactores.Em resposla a corres-
pondencia do Sr. Dr. Carolino, inserta em sen
Diario de hoje, digo:
1. Que o que cscrevi acerca decurandeiro foi
bascado na informaco de pessoas fidedignas.
2. Que lu o medico que esleve U eabeceira
de Souza Lobo, no dia 25 de margo, vespera de
sua raorte. (Occasio em que necessitou de meus
auxilios mdicos).
3." Que nao sou desconhecido do Sr. Dr. Caro-
lino ; pois nao ha longo lempo esti?e com "o mes-
mo Sr. Dr Carolino. Cosme c Souza, na ra d
Moeda n. 29. casa onde esl a operada da celebro
Kglid;> ,dse T W,B. Oario d de maio do-
18o9. Do l saturaos juntos, e na occasio de se-
parar-uos. duitimos-eos palavras de corlezia o
nos flzeraos bem conhecer.
raSa0oU,elecnb0^e8redaC,0^eS, COm M* cWde-
-t a0/' ian.otl EiHdino Reg Valenca.
Recite, de atril de 1860.
Senhores redactoresMo lendo podido, per
MI
J
ii r-s+x #ii


mol
itoe.da honieat- awa mt~
rcspondenciacom. sua terceira parte por unica'respsta ao cyreneu,
Sr.- Florian Crrela da Brllo.
Quanto ao Sr. Df. Carolino quo domadoal-
Rum quer^aoeitar coraigo d?euisio no campo
descienda, e pretende ver en mea primeiro ar-
tigo um dwlo do Sr. Dr. Cosrao illude-se de alto
* baixOi- Bu s me determino, Sr. Or. Carolino,
por vontade propria. E esta iflinha asseverarao
eu a colloco to alio quo despraso todo outro
meio de corrobora-la.
Nao roo importa o ladrar de caes que se anula
contra raim, nem o ridiculo amis ser o escu-
do da verdado.
Confessaudo o Sr. Dr. Carolino o nao haver
rapregado a expressaocurandeiropara tejir
collcgas, eu aceito essa sua declaraeo e lhe des-
culpo em parle a oiTensa.
Sou, senhores redactoros,. eom lona conside-
rado, etc. etc.
Dr. Manoel F.nedino Reg Valtnca.
Recite, 3 de abril de 1860. f
COMMERCIO.
Praca do Recife 3 de abril de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacues oNii-iies.
Cambios sobre Londres 25 3t4 c 26 d. 9D d[v.
George PatchellPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimento do dia 2 .
dem do dia 3......
18:1363010
20:122>6SO
38.2589720
MovImentoda alfande^a
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumcs saludos cora
com
fazendas
gneros
49
------131
188
585
------773
Doscarresram hoje 4 de abril.
Barca francesaTheodeccevinlio.
Brigue nglezGorivard fazendas.
Barca portuguezaFlor da Maia = diversos g-
neros
oe Ua-pur^a-Aniouiu Feeira da Cos Guwea.
4 caiwes chapeos; E. A. Burlo 4 C.
3 larae sebee! pies; a iaouc Jos M. de
3IITI;
palitos peales e jmhas; a Tflopwz Keroandes da
iuriir0-',M.6,rcds de PSo Salvador Bap-
lisla Nunes Barboza.
2 caixas obras do palheta falsa o penles de chi-
ire; a Honteiro Lopes 4 C.
10-caixoles pomada. 136 caixoea vinho-, 35 di-
tos velas de sebo,' 55 bsrris sardinhas, 1 caixao.
peras 88ccas, 1 dito linha a Jos Antonio da
Cunha & Irmos.
1 caixao penles, 4 ditos linha, 3 voluntes ves-
tidos e linha ; a Jos Fraircisco de S Leilao.
100 caixes vinho, 3 ditos calcado, 2 lalas pei-
xe ; a Antonio Luiz deOlivciroAzevedo.
Consulado geral.
Rendimento do dia 2..... 4 4885602
dem o dia 3....... 2;345tf60i
Diversas
Rendimento do dia 2
dem do dia 3 .
provincias.
6:834>206
170J837
73*j250
Importacao.
Brigue porlu^uez Flor de Maia, vindo do
Porto consgnalo a Manoel Joa-iuim llamos c Sil-
va, manifeslou o scginln :
150 saceos foijao, 200 aneorelas azeilooas, 150
rod.is de arcos de pao, 2 caixes rolhas, ao con-
signatario.
55 barris vinho ; Jos Joaquina Das Fernan-
dos.
1 caixao salpices : aJoaquim Antonio Poreira.
02 saceos foijao, a Antonio Lopes Rudrigues.
10 ditos dilo, a I.ourenfo Pereira Merodea Gi-
ro a raes.
31 barris sardinhas, 45 caixes ceblas, 1 dilo
pantos ; a Silva Sanios. dem
1 dito vinho, 7 saceos foijao. 1 caixa carne, 1
-dita panno, meias c chincllas ; a Jos de Paiva
ternura Jnior.
8 pipas vinho. 180 porlas c grelhas de forro 1
caixao um lomo ; a Davfd Ferreira Bailar.
10 caixes foucos, 35 dilos cobo e pomada
I). A Matheu5.
902J087
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n t
dia 3 de abril de 1860
HavreBarca franceza Berth, T. Freres, 2,216
couros slgalos.
New-York=Birca americana oBrasileira, Wha-
tely Forster & C, 150 saceos assucar raas-
cavado.
CanalBrigue inglcz Norval, Johnston Pater
4 C, 800 saceos assucar mascavado.
Rio da PrataBrigue nacional Marinho II,* A.
Irmos, 50 cascos agurdenle. '
Rio da PrataBrigue dnamarquez Agalh, Jos
Rodrigues Pinto Coimbra, 30 cascos aguarden-
te. e 10 ditos espirito.
LisboaBarca portugueza Flor de S. SimSo, C.
Nogoeira PortoBarca portugueza Sympalhia, Jos da
Silva Loyo jC, 100 saceos assucar mascava- I
do ; David Ferreira Bailar, 100 saceos assucar
mascavado.
Exportacao.
Abarca nacional Imperalriz Vencedora con-
loo seguinle : 4 caixa3 chapeos de palha
A
veio
B*i
anw claia com alguna iiooerros, vento Sfc,
para o terral e assim amaoheceu.
OSCILIACAO DA AR.
iraar as 7 h 18 da i
Preamar n 1 h 30 da larde, altura 6.50 p.
Ot servutorio do arsenal de marinha 3 de abril
del
th
eq
ca
ca
Rio
re
lil
ro
Rio
Fl
Mi
ca

PyaiOPE PERNA^BCO. OARTA FEIBA 4 Efe *BflL DE 1860.
manhea, altura 1.25 p.
too
VlBGAS JURIOH.
Navios entrados no dia 3.
Hob; rt Tnwn 80 das, galera ingleza Lies of
South, de 812 toneladas, capitao J. Grey,
lipagetn 22, carga laa e mais gneros ; ao
lilao Conduz 28 passageiros, veio refres-
e seguio para Londres.
Sraodc do Sul31 dias, barca nacional The-
a I, de 287 toneladas, capitao Joao Hypo-
> do Coulo, cquipagemlU. carga 10,500 ar-
ias de carne ; a Ballar& Olivcira.
"rarnle do Norte5 dias, lancha nacional
ordo Rio Grande, de 42 toneladas, capitao
{uel A. da Costa, cqjiipagcm 5, Carga assu-
a Joao da Cunha Magalhaes.
Ri2 ^,aneir 26 dias. hiele nacional Viedade,
de
De ordero ;o lllni. ^r. cbelfe de. diniiao Fran-
cisco llanocl Barroso, com.*""*,lJ*n'' *a estocao
naval desta provincia, pre iao _ao grumete do
2l loneladas, capitao Jos Marques Van na",
npagem 10, era lastro ; a Barlholomeu
p1
Lo tronco.
Cam
ge
Cost;
tat
Navios sahidos no mesmo fia.
ragilieHiale nacional Sania Luzia, capi-
o mais
laij Estevao Ribeiro, cSrga fazendas
loros.
d'AiricaPolacho portuguoz S. Jos, capi-
JoaoVieira Ferrinho, carga varios gneros.
CanalEscuna dinamaque/.a Adelina, capitao W.
Ul'edcscn, carga assucar.
Editaes.
de Italia, 3,670 saceos assucar, 70 saccas algodo
Rio de Janeiro; patacho nacional Capuon'
uo 12 toneladas, conduzio o seguinle : 3 inri
do
saceos assucar, 3,000 cocos Com casca.
Rio de Janeiro, barca nacional Recife
duzo o seguinle = 3.474 saceos
sacras algodao, 300 mullios palha
1.154 meios de sola.
Recebedoria
con-
assucar, 70
de carnauba.
de rendas internas
Seraes de Pernambuco
Rendimento do dia 2.....l:09f}31)
......I:628f221
do dia 3
2:722jo3l
1 barril vinho, I diloazeilc, 2 dilos pregos, 50
rodas de arcos de pao ; aJoaquim Juvencio da
Silva.
3 caixes carne de porco ; a Franco Jos l.eitc
barris dita dita, 2 saceos foijao ;a Jos Pin-
to da Cosa.
1 caixao salpices ; a Jos Goncalves do Oli-
vcira.
ldito ditos ; aJoaquim Duailc Campos.
15 saceos foijao, 2 cadeiras ; a Antonio Cam-
ine dos Santos.
6 canaslras ignoro
Sanios Maia.
1 caixao imagens, 1 barril prezuntos
coes ; Jos dos Santos Noves.
80 caixes btalas, 29 dilos ceblas
Francisco Corsa.
Consulado
Bendimenio do dia 2 .
dem do dia 3 .
provincial.
7:3725278
2:481i,636
9:853;91f
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
Ralanco do \ovo Banco de Per-
nambuco em 31 de
18GO.
marco de
131
139
92
94
96
a Joaquim Francisco
e salpi-
a Manoel
Garanta do omisso..
Depsitos.....
i Letras depositadas
dos' AS'-:5es. depositadas.
DEBITO
2 dites santuario e perlcnces, 8 duzias de ca-
oeiras, 1 barril prezunlos e salpices
Jos Coimbra Guiraaraes.
Joias deposiladas..
Letras caucionadas
Letras descoutadas..
Letras protestadas
Aluguol de casa..
de Fil
imgeas ;
Jos
a Jos Antonio Soares Aze-
13 volumos movis, sancluario e
Francisco dos Sanios Macedo.
48 cadeiras; a Jos Joaquim Ramos c.Silva.
I caixao luuya ; a Manoel Antonio Vicira.
II barris aia ; a Albino Jos da Silva.
1 caixao chouricas; a Francisco Jos de Barros,
cauoes figuras de barro, 1 dilo livros impres-
sos, 2 ditos palitos. 2 ditus forro3 de brides : a
Domingos Ferreira Noves..
6 canastras btalas, 1 caixao doce, coturnos
etc.; a Joaquim Ferreira de Souza.
1 embrulho meias, 1 lata salpices ; a Jos
Concalvos Villa-verde.
1 caixao ferraduras e crivos ; a Bonto
P'llto.
8 ditos ceblas
vedo.
200 saceos feijao ; a Jos Marcelino da Rosa.
9 volumes cadeiras ; a Thoraaz de Aquino Fon-
ccff4Fillios.
5 barris pcixo ; a ordem.
50 caixes ceblas ; a E, J. dos Santos Andra-
de Vicira.
2 barris pcixe, 1 saceos feijao : a Narciso Jo-
s da Costa Pereira.
1 dilo e 1 caixao prezuntos c salpices, 2 latas
peixe, 1 caixao imagens; a Joaquim da Silva
Castro.
30 caixoos sebo em pies ; a Pinto do Souza &
Bairao.
3 aneorelas azeilonas, 1 caixa salpices, 1 far-
do palha d^e junco ; a Manoel Antonio Torres.
1 caixacf coxins ; a Rocha Lima & Guiraaraes.
ditos linha, 1 barril o 1 lata salpices ; a P-
renle Vianna 4 C.
1 barril podra pomos, 1 calxa alampada de
metal, 1 embrulho polvo ; a Jos Baplista Braza.
lu cadeiras el sopha, 1,232 lianas de rime,
2 caixoos renda de liiiho, coxins e g'raxa de lus-
tro ; a Antonio Lopes Braga.
1 barril carne do porco. 1 pacole panno de li-
nno ; a Jos Baplisla da Fonseca Jnior.
21 barris sardinhas e pcixe salgado; a Antonio
ilibeiro Lopes.
4 caixes azulejos, 10 canos de ferro ; a Manoel
Jos Dantas.
6 barris sardinhas; Jos Francisco da Costa No-
vaos
1 caixao salpicao; a Manoel Ribeiro de Car-
valho.
1 dito agua-forte, 1 dilo imagens obrts
lela e ferragens ; a Francisco Gomes do
Jnior.
1 barril lieguincas ; a Lima 4 Azevedo.
1U caixoles pahtos, 7 fardos capachos ; a Bar-
roca 4 M.
1 caixao pilulas de familia ;
Oliveira Braga.
1 condeca nozes, castaDhas c macaos; a Jos
Nunes dos Res.
1 barril azeilonas, 1 lala salpicos; a Julio da
Costa Ribeiro.
2 caixes chapeos; a Gaspar A. Vieire Gui'V
maraes.
2 ditos salpicos; a Jos Antonio de Andwde
30 saceos feijao, 1 caixao pentos ; a FrA seo
Al ves de Pinho.
lOO ditos"oTt; a MaoT" Joaquim de Oliveira
& C.
1 lata salpices; a Antonio Pereira Costa
Comes.
1 caixo paios ; a Manoel de Souza.
4 dilos movis, 1 dilo podras, 14 cadeiras; a
Itraga & Antunes.
2 barris vinho; a Manoel de Oliveira Maia.
50 caixas velas de sebo; a Jos Tereira da
Cunha.
1 dilo obras depraia; a Manoel Antonio Gon-
ralves.
1 dilo ditas de dita ; a Moreira 4 Duarte.
ldilo loalhas. camisas e coxins; a Ges 4
iSaitnr.
30 cunhetes velas de sebo, 2 caixas pentes e
linha ; a Francisco Guedes de Araujo
10 barris presuntos: a Manoel Ferreira da Sil-
va Tarroso.
1 cii.xo salpices ; a Antonio
reir Porto.
1 barril vinho ; a Maximiano Mariins da Silva.
1> caixas machina do cobre para destilado, 2
yoles de cobre para cita; a Luiz Anlouio da
Sil vi.
50 caixotes sebo ora velas; a Joao. Jos Rodri-
gues Mendes.
2 calas livroa impressos; a Guimares 4 Oli-
veira.
100 caixao e 5 barris sebo em paes 1,500 res-
teas e 40 canas ceblas, 23 ditas batata, 1 cai-
xao palitos aapalose loalhas; a Donnugos Ro-
drigues de Andrade.
350 apcoretai-azeilonas ; a Pereira 4 Batatoi.
4 barr enjadas, 6 caiiea fecnadurM; a
me Jos dos Santos Calado.
200 Hacas de vime; Jos Joaqaim Diaa Far-
nandes & Filhos.
1 barril vinho, l caixao presunto,! lata car-
Jos Antonio
a Antonio ,. "iol\ /
I lornecinienlo .
Juros.....
Remessas .
Dospezas geracs
uciredo Ju-
Caixa..
Reis.
CREPITO.
Capilnl..........
Eniissao...... "
Depsitos da direceo ....
Letras por dinhero recebido a
juros .........
Ttulos em caucao......
Cotilas correntes com juros. ".
Fundo de reserva.. ... .
Kuowles & Foster.....
Banco da Bahia S/C .
Banco da Bahia N'C. .'
Letras a pagar.......
Dividendos.........
: Saipios.......
1 Comuiissao do presidente o geren-
tes. :
Descontos. ....
Premios de saques o remessas.
Lucros e perdas.......
772:18l715
80:0003000
101:590j>D3 i
9:630>O00
5:735g28J
90:125>!000
2,568:609 j853
4:51J>500
1:575^000
15:H97j266
7:766g485
102g758
76:9295906
1:12lg596
420:399:j71
4,155:70576{
2,000:0005000
1,490:0008009
80:O00000
383993
116:9>5jj:jl4
179:4853259
27:l 290
5:759|989
4:8571356
2 2.063;? 277
61:605! 48
39:3699200
43:639#093
4:855g275
16:O4O570
66S772
274*289
,,---/__
_ Ris. 4,155:703g70i
nemonstraco do estado da caixa.
Ouro ( garanta de '
craisscio) .... 12:66|?000
Notas do Ihesouro,
(garanta de emissaoj 365:2 3o000
. an---------------377:839,?000
de 200 2:4009
100 3:300
5*& 750i!
203 1:120
10 j 2:560
---------10:130000
195*000
60gOOO
103800
998000
64j600
275000
3200
24-5900
9000
26*200
1800
36$0O0
18u00
183000
sooou
23.?2(J0
27*000
36g()00;
36g000I
-- O lllni. Sr. inspector da Ihetpuraria provin-
cial, em cumprimento da ordem era vigor, man-
da cinvidar aos proprietarios abaixo declarados
enlregarera na referida thesouraria, no prazo
do 31' dias, a contar do dia da prime'ra publica-
gao ceste, a importancia das quotas rom que de-
yem entrar para o calcamenlo das ras abaixo
indicadas, conforme o'disposto na lei provincial
n. 350. Adverliudo que a falta da entrega vo-
luntaria ser punida cora o duplo das menciona-
das quotas, segunJo o art. 6 do regulamcnto de
22 di dezembro do 1854.
Caes de Apollo.
Na
43 A Jos Mamedc Alvos Ferreira
Largo da Ponha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Direila.
Manoel Romao de Carvalho*
Joaquim Lopes de Ahnoida
Ra dos Marlyrios.
Candido Francisco Gomes
Rua das Cinco Ponas.
Annn Maria de Carvalho Ucha
Joanna Francisca dos Santos
Francisco Martinsdos Anjos Paula
100 Rita Maria ila Concoicao
102 Tiburcio Valcrianno Baplisla
10 Ignacio Jos Coclho
106 Anlouio Joaquim dos Sanios
Andrade
108 Maria Luza da Purificacao
110 Padre Jos Antonio dos Santos
Lessa
112 Jos Pinto de Magalhaos
114 Jos Joaquim do Oliveira
120 Manoel Rumio Corroa de Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
124 Joaquim de Souza Miranda Coulo
125 Antonio Francisco de Carvalho
128 Dilo
130 Joaquim Toixeira Pcixolo
132 Antonio Nobro de Almcida c
oolro
134 Candido Jos di Fonseca
136 Pedro Banal da Cosa Soares
138 Francisco das Chagas Mcndonca
140 Angela das Virgens do Socr-
mento Vianna
142 Antonio Goncalves de Moraes
144 Dilo
146 Maria Vicencia de Abreu Lima
148 loo doAmaral Raposo
150 Marcelino Antonio Pereira
152 Dilo
154 Joao Mathcus
156 Antonio Jos do Magalhiies Bastos
158 Marcelino Antonio Pereira
160 Dito
71 lo.io Fernandes Lopes
. 73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Modeiros de Souza
77 .oao Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 loaquim Gongalves Salgado
83 .los Joaquim" Ferreira de Mon-
donga
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 :.adre Luiz de Araujo Barbosa
89 )r. Francisco de Assis de Olivei-
ra Maciel
91 ,'oanna Francisco de Mcnezes
93 l'ilhos de Joo Rodrigues de
Honra
Travesa do Dique.
1 i., Auna Joaquina da Sania Cruz
Rua do Rangel.
62 Jos Joaquim de Novaos
altos]
Rua Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
corpo da armada Jos Gomes V8 Noves, desertor
daguarnicao do brigue de guerra nacional Capi~
iaria, que, para ser lomado cm ^onsideraeao o
seu requenmento dirigido a Sua 'gestade o
Imperador, pedindo perdi o baixn, <&/ so
apresenlar primeiro ao mesmo senhor ch,*^. se-
gundo o despacha coramuoicodo polo quari>l-ge-
neral de manoha, o que manda o mesmo seu'hr
comraandanle da cstagao fazer publico era coi-
sequenca da determinacio que para isso leve.
Bordo do bngue-barca Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860 _0 .primeiro lenle da
armada. Euztbio-Josi Milunes, secretario e aju-
dantc do ordena.
~ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
\ acial manda fazer publico que do dia 3 do cor-
rente por diaute pogam-se os oidenados dos em-
pregados provmciaes relativos ao- mea de marco
prximo lndo. Secretara da ihesouraria
vincial de Pernambuco 2 de abril de
pro-
cairtTeies Xri'nia prcra. garrafa; tBins T2~
rea prela, librase: laboadasSO; Rranunalici
portuguezas per Monte-Yerde, ultima edirao
exempiares 6; compendios de arithmelica por
Avila, exempLaja,6 ; paulasC ; traslados de es-
cripia, exemptores 6.
..... Payt3 fortaleza do Brum.
xas 2 "U0S eslanl,odos> Para 50 Pra"
.'!m 1u,ie'-wn<'er es ohjeetos aprsente
assuas propostu era carta rochada,na secretaria
do conselho s 10 horas da manh& do dia 4 de
"Bjfi-proximo vindouro. -
Salj dassessocs flo conseibo administrativo,
para fornccimenlo do. arsenal de guerra, 28 de
marjo de mO.r-Benlo Jos Lamenh Lln,
coronel presidente-Francisco Joaquim Perei-
ra- Lobo coronel ojjai secretario interino.
Pela administraco do correio desla cidade
se taz publico a quem interessar possa, o artigo
l das nslruccoes que pelo ministerio do impe-
peno foram transmitiidas A directora gerl dos
crrelos -com o aviso de 16 de dezembro do an-
JS.
Para Lisboa
ue aouza tcm promn o a m3m.L,in T.T1Z.
promplo
regamenlo, e para o resto a
croa, trala-se com^Amorin lrmaosPara {""M-
Cruz n. 3,
mercio.
ou com-o
. na rua da
capitao na praja do com-
:......e 1860,-0 se-i no passado, cuja rigorosa execucao devei lerlu-
cretano. Antonio Ferreira d Annunciacao. gar do 1. de julhc do trrenle anno em diante :
Art. 10. As cartas seguras deverao. alm dos
mais requisaos exigidos pelo regulamento, ser
Directora geralda instrucc^o
publica.
Fa?o saber que o Illm. Sr. Dr. director geral
interino,
interino manda1 declarar aos
prazu dei5 mezcs arcados no cdilal
outubro do anno passado para os protessores c
professoras, directores e directoras de escolas e
co legios de ensino particular se habiillarem crc-
gulansarem os seus cslabelacimoulos na forma
expirar no da 15 do correnle. ficando os omis-
daS1855 M Pen" da Id 369 da 14 de maio
Secretaria da inslniceo publica de Pcrnamhu-
!??dS a,V[ de 1860--O secretario
Salvador Henriqne deMbuquerque.
inspecfuo do arsenal do mnrinl.a,
o lilm. Sr. rrspcclor manda fizer constar ao
Sr. Antonio Henriquc de Miranda, que, como or-
denou o Exm.- Sr. presidecle da provincia cm
dala de di do mez findo, deve pagar na recebe-
dona de rendas internas, a impoilancia dos di-
reilos e emolumentos correspondente ao lugar de
atmoxanu! desta reparlicao, para o qual fui no-
meado pdo governo imperial por decreto de 18
de fevereiro ultimo, conslando essa importancia
da nota enlregor-lhe esta secretaria, logo que
a solicite. '
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, cm 2 de abril do 1860.O secretario,
Alexandie Rodrigues dos Alijos.
Conselho de compras na vaos
Tendo de ser contratado o fornecimcnlo de car-
no de vacca salgada para o consumo dos navios
da armada e estabelecimentos de marinha, na
quanlidade de 30 a 4u barris, manda fazer publi-
co que isso ter lugar na sessao de 4 do corrente
mez, as 11 horas da manhaa, em presenea de
proposlas acompanhadas da amostra desse o'hjec-
lo, corto o que foruec-lo ter de pagar a mulla
de cincoenla por cenlo a favor da fazenda so nao
lizer isso com o da qualidada conlralada, alm do
carregar com o excesso do preco no mercado
caso haia por semclhanle falla molivos a ahi rc-
correr-se; c corlo mais deser pago do forneci-
inento pela forma ha muito cm pratica.
,1 rn Ld aLnl de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
. ~ Peia subdclogacia da freguezia de S. Jos
do Recife, foi recolhida casa dedetencao
fechadas cora laae de urna s cor, cm dous ou
mais lugares visiveis, c os fechos sellados com
sinrte particular do uso do segurador, tomando-
iilcrossados. que e so qwaesquer outras cautelas que a experiencia
do 15 de! for indicando como necessarias, e orem ordena-
das pelo diretor geral. Correio de Pernambuco,
2 de marco de 1860.O administrador. Domin-
gos dos Passos Miranda.
Directora geral da instiuccao publica.
Faco saber a quem convier, que* lendo o Exm.
br presidente_da provincia por portara de 21
do correnle, transferido o professor publico Ma-
ximino Narciso Sobreira de Mello, da cadeira de
inslruccao elementar do 2. groo, do Curato da
S de Olinda, para a do 1. grao da freguezia de
IS. S, da Saudo do Poco da Panella, acha-sr?
aquella vasa pela subredila transferencia ; cm
consequencia do que. manda o Illm. Sr. director
-geral interino fazer publico, marcando o prazo
de 30 das, a copiar da dala deste, para a inscii-
pcao e processo de habililacao dos oppositoro
na forma das nslruccoes de 11 dejunho de 1859*
Secretaria da nslruceao publica de Pernam-
buco aos 30 de marco de 1860.O secretario in-
terino, Salvador lenrique de Atbuquerque.
365000
361000
e&Klfl j-------' v-"-",,""" u .asa uo uuiencao a par-
%nM "raC B"Maa> que.declaro.! andkr fgida,
XSn 6 oscrava do Sr. PeJro de Alcntara Ribeiro
dOJSWU morador era N. S. do O' da villa do Cabo quem
Isejulgarcomo direito a olla, oppareca perante
1 la subdelegada. Subdclogacia de S. Jos do
Recife 29 de margo de 1860. Jos Antonio Pinto.
ttffiM I =.Alha-se recolhido casa do detencao o pre-
-i.ouu ic Joac, que diz ser escravo de Francis'co Apri-
giodc^asconceilosBrandao, moradar na villa de
S. Joao : pnrtanto, quem for seu senhor, dirja-
se a este juizo, que provando lhe ser entregue.
Subdelegada da freguezia de Santo Antonio, 24
de margo de I860.--Antono Bernardo Quinteiro.
45)5000
30JQOO
369000
1O5-XXI0
105500
54SO00
1080
25J200
S5|800
2I000
28g000
18*000
3240O
28^800
18i000
45J000
30JOOO
12g600
correntn,
companf
pelo mir
sua auto
e velhg
los e o sj
os
affixar o presente
.(a
Ditas deste ban-)*!0
co. ^ue
k
do
Ditas da caixa filial
Brasil .
Piala e cobre.. .
do Banco do
31:320*000
1:0605371
Ris. 420:399jj371
de pa-
Mallos
a Antonio Jos de
Joaquim Fer-
Demonstra^ito da emisso.
olas de 200$ 1
2
serio
enlradas por su-
bsliluieao neslo mez.
83
2405
2488
125
16:600S
481:00)jj
497:601)
23:00^8
2613
Notas de I09J Ia serio 242
2a 2,420
---------522:600*
2I.200S
242:00^5
E para constar so mandou
e publcar pelo Diario.
'Secretaria da thesouraria provincial de Per-
marco de 1860.O secretorio,
nambuio, 28 de
A. F. i'a Annunciar.
"-mraM111 ib
Declaracoes.
lo regulamento de 14 de dezembro de 1852,1 teodercm, deferirera 01. admillirem reclamader
publico que foram acceilas as proposlas dos, requerimentos, represenlscoes, aeces ttulos e
Iiok s abaixo declarados : documentos de aualqner nalureie. aoresentado'
entradas por su-
bstituido neste me.
505 .^ ,
>>-''205 .
retiradas por su-
bsliluicao neste mez.
2662
200
2862
3,220
8,900
900
266:2005
20:0003
9 "-------
178:0005
18:0005
286:2005
161:000$
8000
10J 38,720
retiradas por su-
bstituirlo nesle mez. 2,700
------------160 000
387:200
27:0003
36,020------------360.200$
Reis 1,490:000$
O guarda livros,
Fiuncisco Joaqun Pereira Pinto.
Movimento do porto.
s> Cd m e a> D, w Q. .* ai B 1 Horas. t
?. 1 e *> w S B w c _____ g Atmotpktr*.
' s Direccao. < H H O
so S Si Sg !S t"'" 2Sfl_ s>* Centgrado. H n 0 M H O
r S iS g < (4 b * Reaumur.
3 S 2 8 3. Fahrenheit ,
3 2 3 S . Hygrorhttro.
w> 0* /r s/t 3 5 a> o qjig 0 w to 5 Barmetro i
2
o
S s
f
C
C-
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimcnlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art.
22 do
faz
senhon
Para a botica do hospital militar.
Joo Ignacio Ribeiro BomaEm varios raedi-
camrntas prla quanlia de 315?, sob a cndilo
de enlr'galos na enfrmaria do mesmo hospital,
onde tcm de serem revistados conforme as or-
dena do Exm. Sr. presidente da provincia.
I ara o 10 balalhao de infantaria.
Jos Uaptrsta Binga1169 botos grandes bron-
zeados rom o n. lOdourado a 140 rs.. 747 ditos
pequeos da mesma qualidade dos grandes e com
a mesmj nuniro 10, parigual proco de 140 rs.
Joao .'os da Silva300 grosas de'bolees pre-
tos a gnsa n 260 rs.
O conselho avisa aos mesmos vjndedorcs que
devem tecollier os gneros cima declarados, na
secretar a do conselho, s 10 horas da manh do
dia 9 correnle mez.
Sala las sessoes do conselho administrativo,
para foinecirnento do arsenal de guerra, 2d
abril de 1860. Francisco Joaquim Tereira Lobo,
coronel vogal secretarlo interino.
CondecoraQes.
O aba xo assignado, empregado no Ihesouro
nacional, e residente na coito, se encarrega de
tirar e nmetler com promplidao os competentes
ttulos iuelles senhores, que foram agraciados
no dia 14 de marco, anniversario natalicio de S.
M. a Im icralriz. Ser porem necessario que lhe
remetan a autotisacao competente, ou caria do
ordem, indicando-lhe a provincia elugar de suas
residenc as para facilitar a romessa dos mesmos
ttulos. Encarrega-se igualmente de todos e
quaesquer negocios pendentes das secretarias de
estado, :hesouro nacional e internuncio apost-
lico. Ro, 20 de marco de 1860.Joo Baplista
Carneirt da Cunha.
= Na rua do Queimado, loja n. 8, precisa-se
conlratai para criado nesta cidade, um menino
porluguez de 10 a 14 annos ; garante-se bom
tralamcnlo, e igual ordenado.
DaupharilGeorgc!, Devernoix Laurenl, Dau-
phent Muunciot Douphant Jean, Mathot Josre,
395600
45000
455000
363000
fnZ subJeIegado supojnte."
RECEBEDORIA DE RENDAS..
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, em ciruiprimenl da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
endo mandado intimar no dia 21 s
as c sociedades que lera sido faculludas
bario do imperio e cacorparadas com
saciio, e que nao (inham pago os novos
reitos pela approvacao de seus estatu-
o do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que cnirassem cora sua importancia c revali-
dacao psra a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias conslam de urna relarao as-
signada pelo olBcial maior interino da secretaria
da mesma thesouraria o sao ; companhia dse-
guros martimos ullidade publica, dem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idera pernambu-
cana de navegago cosleira, idom de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisarao
era Pornambuco, Alagoas e Paralaba, das ques
somenlc as duas de seguro martimo menciona-
das mostraram haver pago o sello do seu fundo
capital o os novos e velhos direilos pela appro-
vacao de seus estatuios, faz Iranscrever o arl 9
nuco do decreto] n. 2490 de 30 de setembro
do anno prximo passado que sujeila s penas
do ait. 87 do regulamento de 10 do julho de
18a0 aos emprogados e autoridades aminislr.il-
vas ou judicianas que de qualqucr medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas compa-
nhias. r
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operacoes ou estiverem funecionando contra o
disposio nos arls. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, eslao sujettos a disposicao do art 31
do regulamento de 10 de julho de' 1850, alem
das mais penas em que incorrerem, na conmr-
midade da legislacao jrn vigor.
nico. Aos emprogados e autoridades ad-
Iralivas ou judiciarias que aceitarem. at-
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e ,2o,ooo da
emissao do banco.
Tribunal do Commenio.
Pola secretaria do sobredito tribunal so faz pu-
blico que ncsla data ficou registrado o thror do
contrato do seciedade quocm 12 de dezembro do
anno prximo passado, para durar tres annos a
contar do Io donovembro do dito anno, fuera'ni
Manoel Joaquim da Silva Lefio e Jos Manoel
Baplista, porluguezes, domiciliados na cidade de
Naceifi, capital da provincia das Alagoas. soba
lirma de Silva I.eao & Companhia, sendo o fim so-
cial o commercio do importar c exportar gneros
i7iPq9r^!-TCSlang'!ir?3' com caf.ilal de res
i/-.^o-,*o7, fnriiecldo por ambos os socios aoc
quaes Oca pertencondo o uso da firma social!
Secretaria do tribunal do commorcio de Per-
nambuco, 3 de abril de 1860.-f)namerico Augus-
to do Reg Rangel, official-maior interino.
NOVO BANCO
DE
PERNAMBUCO.
EM 3 DE ABRIL DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cenlo at o prazo de 4 mezes, e a 12 por cenlo
ale o de C mezos, c toma drfhoiro cm conlas
correntes simples ou com juros pelo premio e
prazo que se convencionar.
Para o Rio de Japeiro.
O brigue escuna Joven Arlhur, pretende seguir
nestes das, tcm o seu carrogatnento pronipiu
apenas recebe algunas miudezas, escravos a re
le t passageiros para os quaes tem excellentos
commodos: irata-se com o seu consgnala rio
Azevedo & Mondes no seu cscriplorio rua da
Cruz a. 1.
Lisboa e Porto
Vi aliir brevemente a muito veleira
e bem conhecida barca
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os dou*
portos cima, a tratar com Carvalho
Nogueira & C, na rua do vieario n. 9.
primeiro andar, ou com o capitao na
praca.
OfTerece-se urna pessoa para ensinar latn e
francez. dando ligues em casa de sua residencia
quem do seu prostimo se quizer ulilisar, diriia-
se a rua do Queimado u. 18. Por preco com-
modo.
Avisos maritinios.
1503000
60#000
2:2229100
Os consignatarios da escuna portugueza z?a-
2L^ AJre$' av.isam aos Passageiros abaixo
declarados que anda nao saliszeram suas pas-
sagens e adianlamentos que o venham fazer at
odia 10 de abril prximo futuro, do contrario
sera o as respectivas obrigaces devolvidas para
a una de S. Miguel, atini de seren cobrados dos
respectivos fiadores, com os joros vencidos.
Antonio de Medeiros e sua familia
Delgada.
Joao Jos Vicente e sua
Cear e Acarac.
O palhabole Jorge sahe imprelerivolmenle n
da /de abril para o Cear e Acarac, tamben
recebe carga para a Granja descarregando-a no
Acarac donde ser transportado pelo hial
/ alpito : a tratar com Tasso Irmos ou com o>
capitao Mafra.
REAL COHPASBk
Aoglo-Laso-Brasileira.
O vapor Vorlugal, espora-se do suido dia 8
em dianle e seguir no mesmo dia para Europa
l ara passageiros o ciicommeiidas a tratar cuui
Tasso Irmos.
Para o Aracatv.
Sogue em poucos dias o hia'le Sergipano
quem no mesmo quizer rarregar ou ir de passa-
geni. dinja-sc rua do Vigario n. 5.
Leilles.
Vaccasenovilhas.
de PonJa
joverno do Maranhau
peno
1'ribiunal do commercio
Por es .a secretaria se Taz publico, que na data
infra se icgistrou o theor do papel de dissoluco
da soeiec ade que linham Jaquim Cerdoso Ayres
c Jos Antonio de Araujo Jnior, Brasilciroj
domiciliados na eidade dePencdo, provincia das'
Alagaas, onde (oramercinvaro, sob a flrma de Ar-
res & Anujo, feilo era 8-de marco prximo pas-
sado, estabelecendo-se nelle, que, da liquidacao
social s(r eucarregadd o tenenle-coronel Jos
Vicente de Medtuos, cargo do quera flanom os
livros e o aclivo di sociedade.
Secrcliiria do tribunal do commercio de Per-
nambeco, 3 d? abril de 1880.Dinamerico An.
gusto do Reg" Rangel, offlcial maior Interiuo.
aualqner natureza, apresentados
era no rae do companhias e sociedades anonymas
suas caixas filiaes e agencias era laescircumstan-
clag ou de suas adminislraeocs ou de qualquei
modo reconhecerem sua exialencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamento de 10
do julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=J/anoe/ Carneiro de Souza Laceria.
C ipituia do porto.
De ordem superior se faz publico a scuinte
circular:
1 scccao.=PaIacio do
10 de marco de 1860.
Illm. o Exm. Sr.=Tendo sido arreado o machi-
nismo do enligo pharol da ilha de Sanl'Anna, afim
de ser collocado no que all se est edificando, as-
sim oparlicipoa V Exc, rogando se sirva de o
fazer publico-nessa provincia, na certeza de que
logj que o novo pharol estoja concluido e Ilumi-
nado me apressarei em dar disso conhecimenlo a
V. Exc. Dos guardo a V.Exc, Illm. o Exm Sr.
presidente de Pernambuco.=0 presidente, Joo
Silceira de Souza.
Conforme=,lnon{o leife de Pinho.
CircuUr.=l.*secc6o.=Palacio do governo do
Maranhao 15 de marco de 1360. = Illm. o Exm.
Sr. = Em addilamenl ao meu ofllcio do l.-do
correnle, remello a V.Exc. afim de que se sirva
de dar lhe loda a publicidade nessa provine i o
incluso annuncio, pelo qual se previne n navega-
caoquefoi arreada o machinismo do pharol de
Sanl'Anna, e'm consequencia do mo estado do
edicio. Dos guarde a V. Exc, Illm. e Exm.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco. O
presidente, Joo Silveira de Souza.
Por esta secretaria se faz publico, para co-
nhecimenlo da quera possa inleressar, que no
da 3 de abril prximo vindouro, s 11 horas da
manhaa, podero apresenlar-so na mesma secre-
taria os prelendenles aos dous lugares vagos de
amanuenses della, afim de sugeitarem-se pro-
va de suas habilitages para o exerccio daquel-
les lugares. Secretaria do governo de Pernam-
famlia, dem.
Jos Antonio da Silva, idom.
Mara Isabel da Silva, idem.
Virginio Augusto Quintal, dem.
Jos Cabral Pacheco, de Villa franca de Campo.
Manoel Joaquim Corroa, idem.
Manoel Vieira, idem.
Julio Lovres de Oliveira. idem.
Jos Antonio da Silva, idem,
Manool de Souza Pimenlcl, idem.
Jos de Medeiros, idem.
Lourenco de Medeiros, idem.
Manoel Rodrigues Lima e sua filha, de irrifes
Francisco dos Santos Molla, da Laga.
Manoel Domingues Bcnevides, de Campellos
Francisco Crabral, idera.
Agncllo Augusto da Silveira, da Relva.
Francisco Raposo, de Medeiros, da Povoaco.
Francisco Pereira, idem.
Jos de Medeiros Torres, Agua Retorla.
Antonio Raposo de Vasconcellos, de Quindes.
Albano Raposo de Vasconcellos, idem.
Manoel de Aguiar, idem.
Manoel de Almeida Raposo e sua familia, idem.
Mauricio Pacheco de Oliveira, do Rabo do Pcixe
Jos Tavares de Couveia, idem.
Manoel Jacinlho Raposo dos Reis, da Povoaco
Pedro de Mello Bolelho, de Santo Antonio '
Antonio.Bolelho, de S. Vicente.
Para o Rio Grande do
Norte,
sahe com mnita brevidade a barcaga Concejero
de Maria ; oinda recebe carga : a tratar na rua
da Madre de Dos n. 2.
Para o Ass sahe o hlale Beberibe ; pa-
ra carga e passageiros, trala-se na rua do Vicario
numero 5.
COMPANHIA
rERXAMBlCm
DE
subditos francezas, retiram-se para fra da pro- buco 28 de'marco de 1860
vmcia, e tal vez do imperio. tnkt n.,-n An. r;
Jos Benio da Cunha Figueiredo Jnior.
Conselho administrativo.
O conselho administraliro, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objectos
seguintes: *
Pitra o 10* latalho.
Papel almaco. resma 6; ponnas de ganco 400:
canelas 2; tinta prela, garrafas 6; lap'is 7* ;
area prela, libras 6 ; collecces de cartas para
principiantes20; taboadas20"; grammaticas por-
tuguezas por Monle-Vcrdo, exempiares 6 ; com-
pendios de aTilhmelica por Avila, ejemplares 6;
pautase; tinleires c areeiros de estanho. pi-
res; traslados de script, ejemplares SO.
Per* otneio batvlho do Cf^w,
Papel almoco, resma," ; pwnjujteg^a 400
Navegado cosleira a vapor
O vapor Iguarass, cominandan'.e o segundo
lente Moreira, seguir para os portos do norte
com escala pelos da Parahiba, Rio Grande, Ass,
Aracaly e Cear do dia 10 do correnle s5 horas
da larde, Recebe carga para o Cear no dia 3,
para o Ass 4. para o Rio Grande do Norte nos
diaa 5 al o meio dia e 7, no dia 9 at meio dia"
para a Parahiba.
O releiro e tora conhecido patacho nacional
Beberibt, pretende seguir.com muila brevidade,
tem o seu carrottnienlo prompto. pudendo ape-
nas receber algunas miudezas, esciravos a froto,
passageiros para os quaes Uai exc&Uenles cora-
modos : trata-se com Xzewd & Mentes, o o
esenptoflo ruadji Crjjj a, i-
Qoarta-feini 4 do corrente.
NA
Rua da Florentina.
O agente Borja far leilo
na cocheira da rua da Floren-
tina, na mesma occasio em
que Vender os burros
DAS
Melhores vaccas
destesarrabaldes
e de milito boas
novilhas
acostumadas a este pasto. O
mesmo agente convida aos
moradores do campo para se
provereni dasmaislindas vac-
cas deleite que por aqu ap-
parecem, que lhe seio en-
tregues sem reserva de preco.
As 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
Gavallos e burros-
Borott &C. fai'5o leilao por interven-
cao do ageute Hyppolito da Silva de 20
cavallos e quarenta e tantos burros de
Montevideo, todos muito limpos e de
linda igur.. llegados u I ti m arrien te na
barca americana loman : hoje 4 do cor-
rente as 11 horas em ponto no arma- '
zemamarello confronte ao arsenal de
marinha.
LEILAO
DE
Burros e cavallos.
Quarta-feira i do correa'*.
(ABRAZO.)
Brunet capitao da barca
franceza S. Louiz, far leilo
por intervencao do agente
Borja, na cocheira da ruada
Florentina, de urna porgao de
burros os melhores que tem
viudo a este mercado, nao s
pela sua boa qualidade como
por serem mansos e quasi to-.
das as parelhas certas, pro-,
prios para carros etc., sobre-*
sahindo d'entre ellas tres to-
das brancas, assim con'-'
cavallos de inai-
boa
com todo -os tto^
raca e

mi
s licitantes podero exa-
na coefeira que foi



)
DIARIO DE PERUtiMBOCD. ~ OAftTA FlIRA 4 bE AfettIL Mt 4860.
do Illi. Sr. major Sebastio
un ra da Florentina.
Principiar s 10 horas em
ponto. ___________
Avisos diversos.
= 2
" g*
S-s
188*8 m
Jas?
o = "-
3 -Si 3
=> ora S.5
3
fi* *D
S
c -j
o -* S
CJ Precisa-se de urna pessoa para dis-
tribu dorMeste Diario : a tratar na pra-
ca da Independencia n. 6 e 8.
Fabrica e loja de chapeos na
ra Nova u. 44, de Christia-
ni e Irmo.
Ueceberam pelos navios chegados l-
timamente do Havre, un escolhido
sortment de chapeos e boaets, como
sejam chapeos de castor preto (Velours
Zephir), ditos de castor branco, ditos de
maca francezcs Je ultimo gosto e supe-
rior qualidade, bonets de velludo e pa-
llta para meninos, ditos de panno oara
homem e meninos, chapeos de pallia es-
cura para senhora e meninas, ditos de
feltro cnteitados,tanto para senhora co-
mo para meninas,tudo do ultimo gosto ;
no mesmo estabelecimento ha um gran-
de sortimento de chapeo', de palha da
Italia, escuros e amarellos e chapeos do
Chyle a preo de 3$ a 60<> e outras mui-
tas qualidades de chapeos e bonets,
vende-se tu Jo por precos razoaveis.
Attenco. '
O abaixo assignado faz saber a todos os se-
nhores mercantes ou capiiaes de navios, nncio-
naes ou eslrangciio, que lem mestrc para cor-
tar c fazor qualquer velas para navios, tol-
dos o encerados : quem se quizer ulilisar de sen
presumo dirija-sc ao becco da Boia n. 39, se-
cundo andar. .
Marianno Joaqutm da Costa.
= O abaixo assignado roga ao Sr. Bernardo
Gomes de Mello morador no Passo de Caniaragi-
be o obsequio de dirigirse a ribeira da Boa-Vista,
taberna da entrada, para tratar negocio de sen In-
tercsse. do contrario so fai publico porque razio
se Ihe faz esto pedido.
Francisco Antonio iarlins.
Os abaixo assignados dissulveram amiga-
vclmeiitc nesta data a sociedade que tinham no
armazem da ra da Praia n. 13, que gyrava na
razo de Ramos & Silva, Picando lodo o activo e
passivo a cargo do socio Ramos, llecife 31 de
marco do 1860.=rJos dos Santos Bamos de
01ivira.=Joaquim Baplista da Silva.
Osenhorquc lirou hontem urna ceriido na
secretaria da cmara queira vollar a mesma se-
cretaria para ser advertido de um engao. Bccife
3 de abril de 1860.
Precisa-se de nm menino que tenha pralica
-de taberna : na pra^a da Independencia n. 22.
Pretcnde-se comprar a taberna n. 141 da
ra do Pilar, em Fora de Portas : quem se julgar
com direito a impedir esta transaeco reclame
no prazo de 3 dias.
Alexatidrc t. Slaedin relira-sc para Europa.
Aluga-se a loja da ra da Imperador n. 17,
lado do caes : a tratar no primeiro andar da mes-
ma casa.
Agora me lembra.
Persunla-se ao Sr. director e raais membros
la sociedade de dansa Trois de Juillet, qual o
motivo porque uinda se acham as cotilas desla
sociedade por liquidar? O socio
O larri, de quinto.
VfiHEEAVEL C03FIURIA
DE -
Sania Bita de Gassia.
ConviJj pelo presente a lodos os'charissimos
irmos acomp.irocerem paramentados de liabilo
cm nossa igreja nos dias 5 do correte s 8 ho-
ras da manhaa c 4 da tarde, 6 s 4 horas da tar-
de, 7 s 8 horas da imnha e 8 s 8 horas da
manhaa, afim de assislircm aos actos da semana
santa e acompanharem as procisses do Senhor
Jlorlo e Besuscitado ; assim como peco era nome
da mesa regedora, aos moradores das ras pelas
quaes lem de passar as mesmas de mandarem
varrer as testadas de su.is casas, que sao as se-
guintes : ra de Sania Bita, ra e travessa do S.
Jos, ra de Sania Cecilia e resto da de Santa
Bita, largo c ra da Peona, ras do I.ivrament
e Queimado, praca de Pedro II, ra do Impera-
dor, travessa do Ouvidor. ra das Cruzes, praca
la Independencia, ras do Cabug, Nova e Flo-
res, Camboa e pateo do Carmo, ras de Hurlas,
Marlyrios c Augusta ao vollar no chaariz, ra
Imperial, Cinco Ponas, ra Direita ao vollar pa-
ra o paleo da Penlia, ras d'Assumpcao e o-
gucira resto de Santa Rita ao recolher-se. Peco
as respeilaveis contrarias o irmandades que se
diguarein acompanhar as procisses do compa-
recerem as horas do convite.O escrivo,
Antonio It. Pinheiro.
Precisa-se de um bom ortelo pa-
ra um sitio distante dcsta cidade 5 le-
guas, paga-se bem: dii-ijam se a liba
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
ja a. -
a. n
"SISmS;
& ~- -i o
C "3 o a =>-o
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Ra N(Kva n. 34.
lla< ama Rosa Ha/ .y awba de reCeber no na-
to llerih ora ndo sorlimento de fazendas
Tioda iemdireilvara por gua contai t\COi cn^pce,
de seila com v'e0s, sorlidos, de cores, para so
iihorr, linde- chapeozinhos a Garibaldi para mo
cas d :8 a 13 anuos, chapeozinhos de baplisad-o,
um grari()D goriimento de manteletei do ultimo
ggsto jo preco do 25 at 55|, lindas minias
Pre' is pira cabera, enfeites de vidrilho para sc-
nt".oia, ricos cortes de vestido de suda brancos,
'iire >s e de cores, grosdenaples de lodas as co-
res, capellas as mais modernas para noiva, bai-
les <: thelitros, lnvas de pellica para hornera e
seniora, ricos loques, bouquel, flores, osso e
madreperola, um grande sortimento do chapeos
de s A de todas as qualidades, vestidos de bapt isa-
do, perfumara, esparfilhos,chita, cambraia bran-
ca e de cores, musselina branca, organdys, ma-
dap ilao, e inuitas outras fazendas que se vendem
muitoem conla.
CC>
C
<^J
c
Ti
O abano assignado faz saber a publico,
que a casa lerrea da ra de S. Miguel ti. 28, que
lem annuMciado, nao se podo vender, porque est
em questlo com Jos Harlins de Mello; exisle a
qaesio na relaco, e anda nao houre decisao
alguma. .
Franquilino Manoel de Parias.
o o
2.S.-
Hl
CJ O 3
i n.
fH o o
e
3
3
o
^
bandejas enfeitadas.
(ontioa-sea preparar com differcnles model-
los c figuras, bandejas dos mais escollados boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
era libras separadas, pesado vista c contento
da encommenda ; assim como bolos inglezcs,
fraicezes e de massa secca da mandioca, pudins.
crcme, pastis do nata, e lambem os pastis de
cainc de porco proprios da paschoa, ludo cora
mi ilo asseio, bem feilo, e o mais em conla ; di-
rij.i-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que cai' bem servido. '
Candieiros econ-
micos.
Para baloes.
MIL
Precisa-sc de um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna c que fiador a sua conducta ; nao
se olha dar-se bom ordenado : na ra do Rosario
da Boa-Vista n. 56, taberna.
O l)r. Cosme de Sa Pereirajj
de volt de sua viagem instructi-:;
Itiva a Europa continua no exer-|
Iciciodcsua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-|
[no, no bairro doRecife, ra da[
[Cruz n. 55, todos os dias, menos?
nos domingos, desde as' 6 horasj
t as 10 da manhaa, sobre os?
seguintes pontos :
1*. Molestias de olhos ;
i-. Molestias de coracao e de?
peito ;
5-. Molestias dos orgaos da gera-i
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquer!
operacao quejulgarconvenien-J
te para o restabelecimento dos?
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
[sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suasen-i
trsdas; fazendo excepto os doen-
| tes de olhos, ou aquel les que porj
i motivojustoobtiverem hora mar-/
cada para este lira.
A applicacao de alguns medica |
mentos indispensaveis em varios]
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feto.ou concedido
^gratuitamente. A confianza que|
nelles deposita, a presteza de sua I
jaccao, e a necessidade promptaj
i de seuemprego; tudo quanto o '
Idemove em beneficio de seus i
Precisa-sede urna ama para casa de pouca
fa nilia (2 pessoas), que faca lambem as com-
pras ; .no paleo do Carmo n. 20, primeiro andar.
=.Aritonio Jos de Souza Guimares rctiia-sc
prra fia do imperio, e declara nada dever nes-
la praca nem fora della, assim como nao existe
leira alguma ou obrigacao de seu aceite ou en-
d(ico, e deixa por seus procuradores aos Sis.
Jcs Antonio Goncalve da Rocha c Joao Manoel
di. Veiga e Seixas.
Attenco.
*
Vendem-se e concerlam-se cairinhos de mo :
n 1 ra da Concordia confronte a reflnaco.
Roga-se ao Sr. fiscal do bairro ile S. Jos
oa quem competir, que lance suas vistas com
a tendi para a casa que se est reedificando na
rua Diieila n. 121, com um oilo singelo a ma-
neira de gaiola ou raloeira para pegar genio e
manda-la para o cemiterio : islo Ihe pede um
medroso que nao tem medo de ficar pegado.
Antonio Zacharias da Silva Cotlho vai para
Tortuga!.
O abaixo assignado, subdito inglez, retira-
se para Inglaterra. James Soulhuard.
PESCA-SE
Na quarta equint a-feira santa, no viveiro do
Muaiz.
No largo do Paraizo, nica praca publica
tiesta freguciia, no acougue novo, o melhor que
ha tiesta praca por sua localidade o aformosea-
inenlo, tanto" exterior como interior, o ser muiio
Iresco, que conserva as carnes sem que ellas se
corrompam tao depressa e larguem mo cheiro.o
que grande vantagem para os donos e mesmo
jara os compradores, anda existe dous talhos
jara alugar, porprec,o commodo : a fallar na rua
lo Imperador n. 28.
Na rua do Socego no Campo Verde, d-sc
linheiro a juros sobre penhores de ouro, prala
ou predios, assim como rebalc-so lettras com
Qrmas boas e rebate ordenados.
Precisa-sc de um menino porluguez de 12
a|14 annosde idade para ser caineiro de una das
melhores casas em Nossa Senhora do O' : quem
pretender dirija-se rua Direita n. 53.
O proprielario Manoel Jos Pacheco de Mel-
lo e sua senhora, retiram-se para Ltslfca, levn-
doos criados era sua companhia por nome
Precisa-se de um amassador que seja bom :
na padaria da rua larga do Rosario n. 48.
Precisa-so de um bom amassador pare a
padaria da Passagera da Magdalena ao p da pon-
te grande : a tratar no aterto da Boa-Vista, pa-
daria de Domingos Anlonio de Sonza Beiris.
= Domingos Bernardino da Cuoha vai a Por-
tugal, e deixa por seus procuradores osSrs. Jos
Anlonio Perreira Vinhas, Joo Luiz Ferreira Ri-
beiro o Domingos Jos da Silva, a quem deixa
poderes para receber e pagar lodos os seus d-
bitos.
Antonio Fernandes de Azcvedo vai a Por-
tugal o deixa por seus procuradores os Srs. An-
tonio Harlins do Carvalho Azevedo c Joa^uim
Domingucs Fernandes, Antonio Avelino Leite
Biaga.
= Manoel Joaqulm do Olivcira vai a Portugal
a tratar do sua saude, levando em sua compa-
nhia sua miii D. Mara Burges.
Precisa-sc de urna ama que saiba cozinhar
e engommar para casa jle homem soltciro, prefe-
rndo-se de mcia idade : na rua do Camaraon.7.
= Acha-se estabelecida na rua do Jasraim do
bairro da Boa-Vista una nova fabrica de ferreiro
com lodas as propon-oes necessarias para bem
desempenliar toda e qualquer encommenda lano
novas como de concertos. O proprielario da dita
fabrica Guilhcrrao Daniel, promelto a mais res-
tricta poulualidade no cumprimenlo das obriga-
ces que contrahir o por isso espera ser coadju-
vado pelo publico desta cidade.
Willam Charllon retira-se para a Europa.
Aluga-se um bello predio de dous andares
o sotao, que equivale a um lercciro andar, sito
silo na rua Augusta : quem o pretender dirija-se
rua Direita, casa da esquina do becco da Peuha
segundo andar.
Precisa-se alugar urna preta que saiba en-
gommar, pira casa de pouca familia, paga-sc
bem : na rua da Cruz n. 23, segundo andar.
O abaixo assignado faz publico ao respeila-
vel corpo do commercio e mais a quera inieres-
sar possa. que venden o seu estabelecimento de
molhados da rua da Cadea do Recito n. 25. ao
Sr. Anlonio da Silva Campos, livre e desombara-
cado, ficandoo mesmo abaixo assignado encar-
regado da liquidacc. Recite 2 de abril de 1SG0.
Manoel Jos do Nascimenlo Silva.
= O Sr. AnJonio D. F. dirija-se rua da Roda
n. 11, para o lira que nao ignora, islo no prazo
de30 dias, contados da dala deste, ose o nao fi-
zer passar pelo dissabor de ver o seu nome por
extenso nesta mesma folha, c talvcz em outras
mais, eentio s explicar melhor o negocio.
Contina estar venda um completo sorti-
mento de candieiros econmicos, pela experien-
cia j conhecidos. assim como lambem contina
a estar venda os preparas para os mesmos, em
porco e a retalho, com preferencia, o consumi-
dores que compraran! na mesma loja : na rna
Nova n. 20, loja do Vianna.
= Thomaz Whilly, subdito britnico, vai para
o Rio de Janeiro.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PAuMLHA
Na loja da aguia de ouro, na> rua do Cabugi n.
1 B, vende-se peca com 50 metros de astia para
faze'r baldes a 6J, luvas de seda e bis* com vi-
drilho a o par, dilas de cores a 1J100 at 2,
ditas de pellica branca a 2*, louquinhas de la
muito lindas a 1 c tp00, sapalinhos de la 0
merino ricamente enhilados.
LSa para bordar.
Na loja da aguia de ouro. na rua do- Cabug rr.
1 B, vende-se la muito fina c de todas as cores,
pelo baratissimo proco de 6J a libra.
Figo especial.
Na rua do Cabug n. 1 B, vende-se riquissimo
figo em caixinhas de 8 libras a 2j.
Linhadogaz.
E chegada a loja da aguia de ouro, na rua do
Cabug n. 1 B, a superior linha do gaz, em cai-
xinhas com 30 uovcllos, quo se vende pelo bara-
tissimo preco de 1(200 a caixioha.
PaTa agredas.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug o.
1 B, vende-se volante largo e estreito, trina e
gales de lodas as larguras, que se veude*por ba-
ralissimo preco
Catangas.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabugi n.
1 B, vendem-se boneelas de choro a 500, 600,
700 c800 rs., boneelas de massa e de cera rica-
mente vestidas, esplngardinhas, espadiuhas, am-
berzinhos proprios para meninos, apparclhos pa-
ra almoQO e para jantar para bonecas.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspcpsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erupgoes que resultam da impureza do
sangue,
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de alguraas te- mui, '10003 com oalchouly a 800 e 1JJ, aguado
perfumaras.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, venJo-se superior espirito de alfazema, a
garrafa 500 rs oleo de. babosa proprio para con-
servar cabello a 500 rs., a vcrdadeia agua de co-
lonia em garrafas grandes a 18500, dita em gar-
rafinha ou frasco quadrado ,a 500 rs., frasquinhos
Para um sitio na Ponle fle Uchoa, necessi-
la-se de um feitor : a tratar na rua da Cruz, ca-
sa n. 45.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, professor de mathe-
malicasno Gymnasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir um curso de geometra parti-
cularmente : os senhores esludanles que quize-
rcm aproveilar as suas explicacoes, afim de se
preparaiem para os exames m novembro do
correle anno, queiram dirigr-se casa de sua
residencia, na rua Direita n. 74, para screm ma-
triculados.
Mienta.
Vende-se 1 sof de amarelo, do ultimo gosto,
ainda est como vcio da loja, 1 cama franceza
cora todos os preparos, 1 toucador, 1 par de
consolos, 1 par de bancas. 1 commoda, 1 par de
lanfernas, 1 candelabro de bronze ainda novo,
6 cadeiras, 1 cadeira de balando, 1 mesa redon-
da, ludo islo de aroarello, 1 mesa de janlar aioda
nova, e mais necessarios proprio para urna cozi-
nha : quem pretender, dirija-se a rua das Agoas
Verdes n. 32, confronte ao uilo de S. Pedro.
Milho e farelo a
5J500, saceos grandes : na rua Nova n. 52.
ATTliNCAO O PUBLICO.
Vende-se urna cann franceza de Jacaranda,
nova : na rua estrela do Rosario n. 16, primeiro
andar.
Vende-se um excellente carro do passeio
<-om rodas de sobrcccleute, e muito novo : na
rua do Queimado n. 15.
Vendem-se 20 escravos de ambos os sexos,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo co-
jno a dinheiro, c por preco commodo : na rua
Direita u. 66.
Vende-se ou aluga-se urna cscrava com
bom leile e algumas habilidades : na rua Direita
numero G6.
lieos e rendas
da llha.
Chegon loja do Ramalho da rua Direita n.
83. um completo sorlimento de bicos e rendas de
um dedo al um palmo e tanto de largura, os
mais finos que lom vindo ao mercado, e se ven-
de mais barato do que em oulra qualquer parle
(a dinheiro).
r- Quem precisar de um criado para comprar
na rua e juntamente cntende de cozinha, ou mes-
mo para administrar algum estabebeimento, pois
entende de negocio, c pela sua indigencia se su-
jeila a lodo e qualquer servico, dando fiador a
sua conducta, dirija-se a tratar na rua da Praia,
taberna n. 60.
Precisa-se de urna ama secca-que saiba co-
zinhar e engommar, e que sirva para comprar
na rua, para casa de tima senhora solteira : quem
pretender dirija-se ruados Marlyrios, sobrade
de um andar, 11. 9.
1 Seguro contraFogo |
COMPAIMIIA
i LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
do
1 Marcolino Pacheco de Mello e Flippc pacheco de
Mello ; e julgam nada dever, se pon4- alguem
se julgar credor aprsente suas cont s iio prazo
de oilo das, que depois de conferidai1 Ihe serao
pagas. Becifo 3 de abril de 1860.
Joaquim Carneiro Leo deixa de ser caixei-
ro de Valonea & Companhia desde o dia 26 de
marco prximo (indo
Vicente Ferreira da Costa vai Lisboa, le-
vando em sua companhia o menor JooMarlins
de Barros Jnior. Fica encarregado da gerencia
de sua casa seu entcado Joaquim Filippc da
Costa.
David Williara Bowmann vai Inglaterra.
Manoel Joaquim de Oliveira deixa por seus
procuradores durante sua ausencia os seguintes
senhores .1. o Sr. Antonio Bodrigues de Mei-
relles, seu socio ; 2o os Srs. Prente Vianna &
Companhia ; 3a os Srs. Vianna & Guimares.
Nova fama.
Toucados de velludo e fita.
Ricos toucados de velludo e fila, lodos engra-
nados a retro/., obra do ultimo gosto, chegado a
este mercado pelo baratissimo preco de 65 e 8S :
na rua do Grespo, loja do miudezs de tres por-
tas 11.5.
Enfeites de vidrilho.
Enfeites de vidrilho, o melhor que tem appa-
recido a este mercado, tanto em gosto como em
qualidade, pelo barato preco de 3, 4, 5 e 6$ ca-
da um : na rua do Crespo, loja de miudezs de
tres porta" n. 5.
Leqnes de saudalo
Ricos leques do Sndalo, o melhor que se po-
de encontrar, para senhora de bom gosto, pelo
menos preco do que em outra qualquer parle : na
rua do Crespo, loja de miudezs de Ires portas
Para a quaresma.
Luvas de lorcal bordadas a vidrilho, obra do
ultimo gosto, p'elo baratissimo preco de 13800 o
par, ditas sem vidrilho, bordadas' a rctroz, a
1$280, ditas para meninas algo par, tanto de
seda como de rctroz : na rua do Crespo, loja de
miudezs de Ires portas n. 5
Pentes de massa.
Bicos pentes de massa virados, todos dourados,
a imitaco de tartaruga, tanto em desenlio como
em goslo, pelo baratissimo preco de 3J) cada um:
na rua do Crespo, loja de miudezs de tres por-
tas n. 5.
nes imitaces da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietaiios 8a receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparado acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos cora desapreciavets co-
binagoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signacs sem os quaes qual-
quer outraprcparaco falsa '.
1" O envoltorio'de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ac.o, Irazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOLB AGENTS
/Y. 69 Water Street.
New York.
2 O mesmo do oulro lado lera um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. ristol em papel cor de rosa.
3o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semlhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandegan. 89.
Baha, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuco 110 armazem d drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz 11. 22.
oriente cm garrafinhas enfeitadas a loOO, vina-
gre aromtico proprio para ddr de cabeja a 1>200,
os verdadeiros pos para denles cm frasco de vi-
dro a 600 rs., banha de urso e de outras muitas
qualidades, que visla do freguez se far lodo
negocio.
Meias.
mxssB'Ai*
ExIraccao dos denles!
Jos Anacleto da Silva bem conhecido
dentista e sangrador est eslabelecido na *
rua da camboa do Carmo, em seu gabi- *
nele n. 19 ; tira lambem denles e raizes
como qualquer cirurgifl dentista, calca os *|
furados e separa bem os denles da frente,
lano cm seu gabinete n 19 a qualquer
hora como lora, mandando-lhe cscripto @
com o nome da pessoa indicando o lugar e &
numero da casa, sangra muito bem e ap- @
plica ventosas sarjadas o @
Tambem fabrica
para cncommendas dentro e fora da cidade @
Vende-se
para
I
3
I
i
gnezde
Leitura.
A directora do Gabinete Portugutz do Leitura
*2 publico, quo se.acha vago o lugar de ajudan-
lo"de bi'lolnec,rio' Por i89 cnvida a 1ual-
puer socio accij:,isl* (u Pe9Soa -1uo ??ia no
caso de o ser) quot^.1* Preeces a dilo car-
0, de apresenlarem suas p.^oostas no mencio-
nado estabelecimento, para os co.":veD,.enl?s.nns-
Scciotaria do'Giibincle Porluguez n .*'
em Pernambuco os 3 de abril de 1860.
Manoel Jai de Furia,
i." secretario.
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
i Vernz copal,
i Palto hha para narci-
neibt.
Vinhosflnoi deMoselle.
Folhas de cobre.
I Brimdevela: no arma-
I zem de C. J. Astley & C.
= Bernardo Anlonio de Miranda arrenda o nn-
genho Maraucaia. sito na freguezia da Luz, os-
lante da praca menos de qualro legoas, mocnlo e
corrente d'agua, lendo casa do vivenda e n ais
obras de pedra e cal em bom estado: quem o
quizer arrendar procurar o annuncianto na rua
do Imperador, as tercas-feiras e sabbado de ca-
da semana, ou no Cachang nos domis dial da
semana.
Para domingo de
paschoa.
Queijos a lg800. doce de goiaba a 1J000 o cai-
xao, bolachlnhas de soda a 11600, banba do por-
co a 560 rs. a libra, toucmho a 360, vinagre a
280 rs. a garrafa, linguicas a 600 rs. a libra, cha
hyson a 1760, maoleiga ingleza a 800 rs dita
franceza a600rs., alelria a 400 rs., talher.m a
320, espermacele a 640 rs. a libra: na taberna da
estrella do largo do Paraizo r. 14.
O Sr. Luis Ayres de Almeida Freilas ou o
Illm. Sr. Dr. J. Ayres de Almeida Freilas, Jt*-
gadoachegar rua da Cruz q. 27 pararateber
urna arta de importancia ruda a Babia.
excellenle pomada e banha imperial mu
fina e cheirosa, em latas com meia libra
para manler com solidez e bello lustre pre-
to os cabellos, esta nova forma de poma- #
das e do banha imperial superior e pre-
ferivcl para o uso diario, a toda especie do 0
banhas fabricadas nesta praca a 2jc 3$ a @
l.iia. @
SOCIEDADE BA^CARIV
Amorim, Fragoso, Santos
Compenhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
a realisar asegunda entrado de 12 \\2 por cento
sobre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
Quem precisar de urna ama de leile diri-
ja-sc ao paleo do Hospital n. 26-
O abaixo assignado vai a Europa
icando, na administrado des seus ne-
gocios tendentes ao seu eicriptorio de
cousignacoes o Sr. Miguel Jos Rodri-
gues Vieira, e procuradores os Srs. An-
tonio Lopes Pereira de Mello, Antonio
Bernardo Vaz de Carvalho e Joao JJap.
tista de Campos. Pernambuco 31 de
marco de 1860.Joao Ferreira Mou-
tinho.
O abaixo assignado vai a Europa
deixando na gerencia dos seus negocios
tendentes a sua loja de fazendas ao seu
socio o Sr. Luiz Domingues de Souza,
e como procuradores os Srs. Miguel Jo-
s Rodrigues Vieira, Antonio Lopes Pe-
reira de Mello e Antonio Bernardo Vaz
de Carvalho. Pernambuco 31 de marco
de 1860.Joao Pereira Moutmho.
Joao Pereira Moutinlio, portuguez
vai a Europa, levando em sua compa-
nhia sua mulher, tres meninas q um
menino de menor idade.
Perdeu-se domingo pela manhaa,
um relogio patente inglez, caixa de
prata : quem o achou querendo resti
tui-lo pode aze-lo no pateo do Paraizo
cocheira n. 10, que sera' gratificado por
lote Pinto de Magalhaes.
Bonetes para meninos.
Bonetes de palha, obra do ultimo gosto, a 4$,
dilos de velludo a 6$, ditos de panno lino a 3c :
na rua do Crespo, loja de tres portas n. 5.
Ricas Olas de sarja, largas e estreitas, franjas
de seda e la, trancas de seda e la, e outras mui-
tas fazendas para enfeiles de vestidos o cazave-
ques : na rua do Crespo, loja de miudezs de tres
porlas n. 5.
ESCRiPTORIO DE ADVQCAC1A
nos nouTOiiES
FILLIPPE DA MOTTA DE AZEVEDO C0RREIA.
E
MANOEL JOS OAS SALGADO CARNEIRO.
Rua do Carmo n. 18 B.
avia o)'js jalma
Os Drs. Molla de Azcvedo e Salgado advogam
tanto no foro civel e commercial como no crimi-
nal e ccclesiastico, em qualquer das instancias ;
encarregam-se de qualquer queslo, emtim, tra-
tam de ludo quanto diz respeito a sua prolisso,
c por um honorario razoavel.
Tendo em vista o inlcresse daquelles que ha-
bitan as provincias o que lendo dependencias
na corte, a maor parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supraditos advogados
leem annexado ao seu escripiorio um oulro, es-
pecialmente de prociiradoria, no qual, debaixo
de sua inmediata vigilancia c dirceco, se cu-
conlram cuipregados habilitados que lomara a si
o tralarem de lodos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e reparliees publicas
da corte c capital da provincia do llio de Janei-
ro ; fazerera lirar alvars de raerces, ttulos, di-
plomas, extrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, tartas de juizes de direito, munci-
paes e de orphos, de escrives, tabellies, con-
tadores, distribuidores, partidores, pro.visoes pa-
ra advogar c sollicilar,dispcnsas para casamrnlos,
respostasa consullas,dadas pelos niaisabalisados
advogados ; agenciaren! pelo thesouro geral o
recebimento de diuheiros que lenham cahido em
exercicos lindos, Iralarem de carias de nalura-
lisaco, ele.
Os procos sao mu razoaveis, e garante-sea
promptidao c zelo no deScmpcnho das diversas
commissdes, sendo sempre bom que as parles in-
diquen) qual a pessoa da corte cncarregada do
negocio e do pagamento das despezas. As par-
tes que nao liverem correspondentes na corle,
pndera dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capiiaes das provincias: trata-se em Per-
nambuco com Frederico Chaves, na rua da lm-
peratiz n. 17 ; Cabo c Escoda o Dr. Carlos Eu-
genio Donarchc Mavignier.
PILUUS VEGETAES
AS'SUCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Conlraconslipagoes, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesloes,enxaqueca$.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SAXGUE.
75,000 caixasdcsle remedio cousommem-se an
nualmcnte 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
comraendaoo como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pitillas
pu-amentc vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro minero/ ;
esto bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradareis ao paladar, seguras e efcaze
em sua operacao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhce.
Lea-se o folheloque acompanha cada caixa,pelo
qual se ficar conhecendo as mullas curas milagro-
sas quetem ellectuado. D. T Lanman & Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes c propretarios.
Acham-se venda em todas as boticas daspriu-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandcga n. 89.
Baha, Germano & C, rua Julio n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
Na loja da aguia de ouro, na rua do Cabug
i). 1 B, vendem-se superiores rucias lano para
senhora como para hornera, dilas para menino o
menina, que afianzamos vender por baratissimo
prec,o.
Vende-se, por ter de moer a vapor, urna
porco de animaes de roda, novos, gordos o
bous, e mesmo uina moenda ; quem precisar,
dirija-se ao engenho Paraizo da freguezia de Mu-
ribecs, que achara com quem tratar.
Veudem-se libras sterlinas em ouro: no
escriptoro de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Sanio.
Vende-se por preco commodo 12 cadeiras.
1 sof, 1 mesa do meio do sala, 2 consolos, 1
cama franceza, ludo de araarclto, c cora pouco
uso, assim como 3 mesas para engommar, I ap-
parelho de porcelana para ch e meio dilo azul
para mesa, 1 par de lanlernas, 2 compoleiras e 2
garrafas brancas, e lambem se Iroca um rico ora-
torio com imagem : na rua do Queimado, loja
numero 11.
Vende-se una cscrava de naco, cozinha e
lava de sabo : na rua da Santa Ctuzn.'dO.
Manoel Rodrigues Vieira das Neves, poitu^
guez, vai para o Rio de Janeiro.
Domingos Bernardino da Cuoha vai para
Portugal.
= Precisa-so alugar urna preta que saiba co-
zinhar, para casa de familia : na rua do Trapi-
che n. 26, taberna.
Joo Pires de Almeida Lopes faz publico,
que em 31 de marco prximo passado contrahio
sociedade cora o Sr. Manoel Jos de Miranda cm
seu armazem de carne secca, silo na rua da
Praia n. 10, cuja sociedade fica gyrando sob a
razo de Pires Miranda. Recite '2 de abril de
1860.
= Precisase saber onde residem os herdeiros
do fallecido Antonio de Souza Viveros, natural
do lugar de Santo Antonio da llha de S.Miguel,
o qual veio para o Brasil ha' annos, o dizem fdra
casado ncsla provincia de Pernambuco, ou na de
Alagoas, com urna senhora chamada D. Dorolha.
c islo se deseja saber a bem dos iuleresses dos
mesmos herdeiros : na rua do Crespo n. 12, loja.
IRMANDADE
DO
Divino Espirito Santo
ILrccla no convento Ae S^
Francisco.
O abaixo' assignado, cm nome da mesa regedo-
ra da mesma irmandade, convida a lodos os ir-
mos para comparecerem aos actos da semana
sania que tem de solemnsar nos dias quinta,
sexta e sabbado os religiosos; assim como acom-
panharem a procisso da reuurreico no domin-
go, polas 5 1[2 horas da manhaa.O escrivo,
Francisco Landelino da Silva.
Na casa n. 6 da rua da Alegra ha quera so
cncarreguc de mandar exlrahir na corle os ttu-
los dos agraciados no dia 14 de marco. A tabel-
la das despezas respectivas ser patente a quem
convier.
Ama.


Attenco.
i
Vende-se urna preta com urna cria, a qual co-
zinha, engomma, cose, marca: faz labyriutho,
boa enfermeira, cmfim sabe fazer cora perfeigo
todo o servico de urna casa do familia : na rua
da Iraperlriz n. 9, segundo andar. Na mesma
casa se vende urna raulaliuha muito geilosa, de
8 annos de idade.
Esposices de metaes.
Grande sorlimento de metaes de todas as qua-
lidades, chegados ltimamente da Europa, dos
mais lindos raodcllos que se podem en onlrar
para servidos de cesa, du almoe.o e jantar, por
precos muiio commodos : na rua Nova n. 20, lo-
ja do Vianna.
Na loja n. 4 da praga da Independencia,
vendem-se os seguinles calcados :
Borzeguins para homem a 6#000.
Ditos para senhora a 3ft.
Ditos para meninas a 2J500.
Dilos para enancas a 2)
Sapatos de couro do lustre para homem a 5$.
Ditos de bezerro a 4$500.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabaihos mdicos.
= Precisa-se alugar urna criada para cozi-
nhar : a tratar na fabrica de sabo da rua impe-
rial.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspeceo de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sensaces debilitaules.
Testcmunho exponlanco em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vracs. fazera, curaram meu fllho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, lo magro se poz. mu eu
temia pcrde-lo. Neslas circumstancias um visi-
nho meu dsse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua Dlha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu- Clho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio d. 36 Gold
Street pelos uincos propretarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas i
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 8t.
Bahia, Germano & C.rua Julio n. .
Pernambuco.no armnzem de drogas de J. S
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Precisa-se de urna preta para ama de urna casa
de pouca familia, que sirva para comprar, cozi-
nhar, c algum engoramado : quem a livor e
queira alugar, dirija-se a ruada Cadea do lleci-
fe n. 19, armazem, que achara com quem tratar.
A. SchalHcr vai a Kuropfl.
Emile Didier vai a Europa.
= Antonio Jos Pereira de Miranda vai a Eu-
ropa a tratar de sua saude, e leva em sua com-
panhia sua mulher D. llcnriqueU ferreira de
Miranda.
O abaixo assignado bem persuadido est do
nada dever nesta prac,a e nenu^ora della, nas
com lodo se alguem se julgarjpeu credor, apre-
senle-lhe a conla no prazo dff20 das, contados
da data dcslc, que se for legal, ser paga em
continente ; assim como pede#a todas as pessoas
que Ihe sao devedoras, que no" mesmo prazo ci-
ma Ihe vo pagar, do contrario lero de ver o seu
nome por extenso nesta folha e era outras.
Aiiiio Jos Vertir di Miranda.
Na rua Vclha n. 61, aluga-se um criado,
que presla-se a todo servico.
Quinlafeira, 5 do crrente, ha ver pelxe do
viveiro, das 8 s 9 horas da manhaa : na rua
Imperial, travessa do Lima, porto do mesmo
nomo.
** Cajxeiro*
Na loja de fazendas da na da Iraperalriz n.
i, so precisa do um caixeiro de espoiisabilidadc
que lenha pralica, e de outro que tenha chegado
ltimamente do Porto.
Na rua Nova n. 35, compra-se
r
/:
o compen-
dio de direito administrativo Qbr Yicenlc Pereira
do Reg, 1.* cdic.o.
= Compra-se ouro cm moeda : na praca da
Independencia n. 22.
Albino Jos da Silva vai a Europa levando
em sua companhia sua senhora c dous lilhos
menores e urna criada.
Joaquim Pereira Arantes vai a Europa, dei-
xa fkar por seus bastantes procuradores sua m-
lher D. Anna Pereira Arantes, Anlonio Francisco
Pereira da Luz e Anlonio Jos de Siqucira e ge-
rente de sua casa de negocio o Sr. Antonio Fran-
cisco Pereira de Lyra.
Faliaram jio dia 3 do corrente mez da pra-
ca da Independencia, dous cavallos, sendo um
russo e oulro rudado, cor de chumbo, lendo o
primeiro urna malh'a vermelh na r-, peque-
no e em grao, e o segundo lem urna marca n'um
dos quartos, muito novo, lera um caroco no
joelho do urna mo, tem a cauda rente : levaram
cangalhas'e 3 encerados encarnados: quem os
pegar leve ao engenho das Maltas, freguezia do
Cabo, a entregar ao proprielario do mesmo en-
genho, que ser generosamenle recompensado.
i i mesa regedora da confraria
de 9shn Cassia, se a meia emana sania
feo s a cusas du esmolas, ou
mos; se for I de esmofas
entradas direi que a me-
m fugeles o di-
ser applieado catacumbas ;
o Sr. I eca e Silva, actual
ser para as catacumbas o quo
I aauilo dvida
O Irmo novo.
Jal
ITII AW
ii
A/I-I


m^^^mm
Atten<$o.
Vax moco com bastantes habilitares
para o commercio e que falla e escre-
ve perfeilamente as iinguas ingleza e
portugueza e falla correntemente o al-
lemao, olTerece-separa caixeiro dequal-
quer casa nacional ou estrangeira :
quem precisar dirija.se a ra Direiti n.
7, 2.- andar,entrada pela ra da Penha
das 3 as 5 horas da tarde, ou annuncie.
Professor dentista.
Ra da Cruz numero 44,
e ? IM,0!^3' f" scienle os seus freguezes
e ao respeilavcl publico era geral os quaes j
era pleno conliecimcnto da pcrfei<;ao e delicade-
za do seu trabalho que continua no exercicio de
sua proQssao. tira denles com a raaior rapidez
Pl V? a 2* a 3* send0 era casa e furn della
a >8, !impa-osa5f, chumba com msssa diaman-
tina a 5J> e com prata a 3j, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a tOg, sendo para fora da cid3de qual-
quer operacao ser o pre.~o que se convencionar.
_ Ninguem confie lazendas ou qualquer ob-
iecto pedido em raeu nome ou de minha fami-
lia sem bilhete mcu, porquanto smente assim
me considero obrigado. F. Menna Calado da
ronseca.
No domingo 25 de marco ausentou-se da
casa do senhor um preto muilo conhecido por
cebado, e o nome de catraio, pertencente a Jos
Baplista Braga : por isso roga-sc a quem o pe-
gar, leve a ra Nova o. 33, que ser gratificado.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o cOrrenfeannode
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, lilterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
D ARIO DE PERNAMBUCO. -- QUARTA FEIRA 4 DE ABRIL DE 1860.
Ra Nova, em Bnixellas (Blgica),
SOB A DIRECODEE- KKBYAND*
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes i nportantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estac/Ses de caminhos de ferro, da
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de m, todos os theatrose divertimenlos' e
alm disso, os mdicos precos convidan). '
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o frunces, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excursSes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3$2Q0 49000 )
pordia. v J
Durante o aspago de oito a dez mezes, ah residiraio os Exms. Srs. conselheiro Silva Fr-
reo, e seu filho o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservijo, pordia, regulara de 10 a 12 francos (43>OOO 4500.)
No hotel enconlram-se inforraacis exactas acerca d< ludo que pode precisar um estrangeiro
GASA '
DE
Commisso de escravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commisso
para serem vendidos por conta de seus seohores,
iana-so o bom tralamento e seguranca dos
mesmos, e nao so poupa exforcos para que se-
iam vendidos com promptido, aflm de seus se-
nhores nao soffrerem empale com a venda del-
Ies. Nesle eslabcleciracnlo ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, mocos e bonitas
figuras. v
Na ruado Imperador n. 28, aluga seo ven-
de-se em grandes e pequeas porrees bichas
hamburguesas, e tambera cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar. por proco commodo.
Na hvraria n. G e 8 da praca da
fndepenecia, preciza-se
/oao da Ck)sta Maravilha.
Preciaa-se de urna ama de leile :
Direila n 2. primeiro addar.
J. Keller & C, gricntifleam ao respeitavel
corpo do commercio desta praja, que leem cons-
tituido seu bastante procurador ao Sr. Jos'Mar-
ques dos Santos Agujar.
Precisa-sede um menino de 10 a 14 annos
para caixeiro de taberna e urna ama para todo
servico de pequea familia ; na ra da Impera-
Iru n. 74. .
Agencia de passa-
LOTIBI1
porte efolha corrida
dPra"dnf"d0,Rego Lima lira Passaporte para
aenir0 e fr do tatfteno por coramodo pre?0 e
Presteza : na ra da Praia n. 43. primeiro andar.
in.~~ Cao,ano ,,n, de Ver,s fz scienle a quem
mieressar que est em exercicio da vara do juiz
oe paz do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guesa doSS. Sacramento de SaDto Antonio des-
la cidade, para que foi cleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
-iV" 1U0,1,,er parte que for encontrado; oque
fallar a Sr. < Z udJ,cn','a,na; tercas e sexlas-feiras as 4 liU
"oras da larde como ja tem annunciado, na casa
de 1860 d3S audieucias- Recife 29 de fcvereiro
Precisa-sc de
na ra Bella n. 10.
Sirop d
JARABE DO FORGET.
Este \arope esla approvado polos mais eminentes mdicos de Pars,
icomo sendo o melhor para curar consiipacoes, tesse convulsa e ouiras,
broncbos, ataques de peno, miucftes ner osas e nsomnolencus: urna colberad
a noite sao sufcienies. O rffeito desle excelente xarope satisfaz ao
aOeccoes dos
pela manila, e
lempo o doenle e o meilico.
O dsposUo na rua larga (lo Rosario, botica de Dartl olomeo Francisco de Sonta, n. 36.
mesmo
Fornecimento de papel
para imprimir.
O propietario dcste Diario le~m eTecli va mente
ou em qualquer oulra : os precos serao
razoaveis, por quanlo este papel importado em
'.reilurh dos lugares em que elle se fabrica.
Pela segunda vez pede-se ao Sr.
Jos Goncalves da Silva morador no
engenho Aripibu', o favor de appaie-
cera' ra da Cruz n. G2, terceiro an-
dar, a negocio queS. nao ignora e
caso nao appareca se dir' qual o ne-
gocio.
rerdeu-se no palco de S. Pedro dous va-
res de cama de ferro, pintado de encarnado :
quera dclles der noticia dirija-so ao pateo do
Corpo Santo, armazcm de massaaic n. 17, que
ser recompensado.
Muilo importa sabor era poder de quem
exisle a escrava Maria, mulata clara, Giba da es-
crava Barbosa, que Coi de Jos6 Fernandos do Re-
g, de Sobral, passou i Antonio Ferreira de Fon-
les das I.avras e este vendeu a Joaquim Pereira
Tamboat negociante do Ar.icaly no Cear, que
supe-se ter vendido na praca de Pernainl>uco
em 1847 : fallar crfm o vigario Francisco Jorge
deSouza na ra da Imperalriz n. 5 ou annuncie
pelas folhas.
A pessoa que trouxe urnas cartas de Macei
para Francisco Jos de livcia Rodrigues queira
fazor o favor de enlrega-as no caes di Alfandeg
n. 7, armazem dos Srs. Lopes Irmaos.
. Francisco da Silva Cantoso, com loja de al-
aiate e roupa feila na ra do Crespo n. 12, pri-
meiro andar, participa aos seus amigos e fregue-
zes que mudou-se para a ra do Imperador n. C
(antiga ra do Collegio) aonde sempre o acua-
rio promplo para servir a tods as pessoas que
o queiram honrar. Nesto cslabelecimenlo niio
s se vende todos os onjeclos perlencenies a ho-
rnera co.no tambera se faz obras de encommenda
com todo o esmoro c promptido.
= Aluga-se a loja da casa n. 17 da ra do
Imperador lado do caes : tratar no urimeiro
andar da mesma casa.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de l.ccomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllcnte leile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardase espinlias, e igualmente o afamado oleo
to sobrado n. 23 da ra Nova osa pa,n limPar e fnzpr os cabellos.
' assirn como pos imperial de lyrio de Floren;a,
l Li.vase e engomraa-sc roupa, tanto de ho-
mem cerno de senhora : quem quizer, dirija-sc
ao Corr-dor do Bispo n. 5.
ic.f Rodrigues do Passo, inventariante dos
_ bens de sua finada mai D. Maria Rosa d'Assump-
sortimenlo de papel para imprimir, de difieren- I -ia0' P8:;S0U s"a residencia para o terceiro andar
tes formatos, desde o mais pequeo al o em que sobrado n. 37 da ra da Imperalriz : porlanto
se imprime o Diario ; e contraa o fornecimento I ?Sr,v,,(!'1res cA fJ?s-e ,errcnos pertcncerrtes a
se quizer, dando-o nesta (
regular da por^o que
cidade
erang.- ou os de dividas, assim como os credo-
res devjrao alli acha-lo, isto no prazo dol2dias,
pois ten de se fechar o inventario. Recife 27 de
margo de 1860.
Tiaspassa-se o arrendamento de umengo-
uma ama para urna pessoa :
O Sr. thesoureiro manda azer pu-
blico que se acham a venda todos o dhft
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26 e nascasas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra- assira como todo e
ca da Independencia numero li e 16, S'?,0 Sf":
e na ra da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazcm do senhor Fontes at
as 6' horas da tarde somente, os bilhe-
tesemeiosda terceira parte da quera
lotera do Gymnasio cujas rodas deve-
rao andar mpreterivelmente no dia 4 do
futuro mez de abril.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente azer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeracao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loterias 2\ del
marco de. i 860.O escriyao. J. M. da
Cruz.
,, OLINDA.
Alnga-se o 3obrado da ra do s. Rento n. 25,
confronto a academia.-
numero 8
.nSSSV.gSode2o,bW m fc-
Cera de carnauba, ,ebo refinado e fio
de algodSo.
arraazemn.9VCnder-Sen0,ar0 dn A"W..
Bom e barato.
Vende-se espermacele em libra 640 ra lou-
cinho a 360, ervilhas a 160, passss a 480 man-
teiga ingleza a 800 rs.,dita franceza a 560; chou-
riQas a C'OO rs., hlalas a 40 rs., doce de goiaba
' caixao, ceblas a 800 rs. o cenlo, painro
a 160 a libra, por baixo do sobrado O. 16, co'oi
oitao para a ra da Florentina.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
nM'.,?melhor 1uall pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que em seu eslabelccimento. na ruada
Inf. .,"fwB- 10' .Cm ,uma sala destinada para
, ellas escolherem ditas fazendas, a saber
Chapeos e manteletes de nobreza prata e do
e prelos,
vestidos a
N. 27-Uua da Imperalriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cfficina em Pernambuco
pallni.has das raobilias as mais
para lavar as
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
Engomma-sc com asseio e promptido : no
boceo do Marisco n.20.
Prccisa-se alugar um preto ou prcla, j5 ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais ser vico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer,'
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40*'
primeiro andar.
de
para bortuejas e asperidades da
va a frescura o o avelludado da
vida.
de
pello, conser-
uriinavcra da
NOS/0 DEPOSITO
DE
^MMUH^;^ do Imperador, confite
ELicoes de francez em
i piano.
Maderaoiselle Clemence de Hannetot
de Mannevillc continua a dar licoe3 de
2g des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
'^m
0 Sr. Honorato Jos de 01iveiraFigueire-
do queira annuuciar sua morada ou dirigir-se
livrana da pra^a da Indepeudencii.que se preci-
sa fallar-lhe.
ao oitao do deposito do gaz.
Rorott & C.altendendo a que os senhores con-
sumidores degolo sao pela maiur parle residen-
tes nos bairrosde Sanio Antonio e Boa-Vista, c
que lutariamcom grande dilliculdade se osle es-
te estabelecimento eslivesse collocaJo no bairro
do Recife, poderao encontrar na rua do Impera-
dor confronte ao oito do deposito do gz, um
armazem com as proporces exigidas para depo-
sito deste genero, o quaf estar aborto concur-
rencia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde, do dia 3 do correle
dianle.
em
13, oia.
FOLIIIPilIAS l'ARl 1860.
Eslo venda nf tivraria da pra^a da Inde-
penden ;ia DS. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintes quali-
dades :
V OLEINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
1 alendario e regulamentodos direitos pa-
lochiaes, a continuado da bibliotheca do
Cristao Rrasileiro, que se compoe: do lou-
or ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
i. N. S., a imitagao do de Santo Arabrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para orago mental,
cividido pelos dias da semana, obsequios
o SS. coracao de Jess, saudacocs devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
rhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
cutras oracoes. Preco320rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
iio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
leceitas diversas, quer acerca Je cozinha,
caer de cultura, e preserva/o de aores
i fruclos. Prego 320 rs.

nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
, pJor..,,n? caes- O seu estado n.io permillio
obler della inforraacao alguraa que indicasso se
era livro ou esc[ava. Tcndo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que pcrter.ee a urna senhora fiara,
moradora na rua do Collegio, c por isso se faz
o prsenle annuncio para que a
peilenga a mande buscar.
pessoa a quem
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do ;
costume, contm o resumo dos direitos |
i arochiacs. Prego 160 rs.
I Attenco.
Ci rso pralico e theorico de ngua fran- S
ceza por urna senhora franceza, para dez @
S mors, segunda e quinta-feira de cada se- #
: mana, das 10 horas at meio dia : quera
quiz;r aproveilar pode dirigir-se a rua da m
Cruz n. !), segundo andar. Pagamentos
9 adiantadcs. S
@@l@ @ @@
f.oga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio fe saldarera seus dbitos na rua do Col-
legio veida n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10. '
Trc isa-sc de um caixeiro desses chegados
ha ponto de Portugal : quem tiver algum pira
arrumar, dirija-se a rua do Queimado n. 37, loja
de fazendas.
Esl jusla e contratada a compra da casa
torrea da rua do Pilar n. 25. pertencente ao Sr.
Joao Pereira da Silva e mais herdeiros dos fina-
dos Joaquim Rsptisla dos Sanios c sua niulher
Rila Baplisla dos Sanios : roga-se a querali-
ver alg ma cousa a alegar sobre esla venda o
aror declarar por esta folha at o dia 4 do abril
DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- %
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
^ p denlifico. -<
Por um corle de cabello e
frisamcnlo 800 rs.
Rna da Imperatriz n. 7.
LeconrbMwba de receber do Rio do Janeiro
oprimeu* contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c ulnViuIro vindo de Taris. Esto estabele-
cimento eJfa hoje as melhores condices que
nossivellpara satisfazer as encommedas dos
ot>jectos eVn cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, bracelete, anneis, rosetas, ele, etc., ca-
uaiteiras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-sc igualmente a cabe?a a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabrea dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objeclos era cabello serao feitos cm sua
presenca, se o desejarem, e achar-sc-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pernear as senhoras era casa particular.
a CASA LIS0-BRAS1LEIM,
i 2, Golden Square, Londres.
{ J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentos ac-
commodacoes para muilo raaior numero de hos-
| pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
I branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
wsiiera esta capital; continua a prestar-lhes seus
servicos e bons officins guiando-os cm todas as
cousas que precisem ronhecimento pra tico do
paiz, etc. : alm do portuguez o do inglez iulla-se
na casa o hespanhole francez.
i DENTES |
ARTIFICIAES. 1
Ruaestreita do Rosario n. 3|
Francisco Pinto Ozorio coJJoca denlos ar-
tificiaes pelos dous syslcmas VOLCANITE, m
chapas de ouro ou platina, podendo ser *
procurado na sobiedita rua a qualaucr
hora. H *
@@@
ser
de
g@@@@'
primitivo ; esla magnifica preparaco chimica
lera a pronncdadededesenfecUr as raobilias dos
pessoas moras de molestias contagiosas : na
mesma casa lavam-se chapeos de palha de Italia
e poem-se moda. '
Grava-se o dourase em marmore ttulos tu-
mutarescom emblemas raorluarios, ou sem elles
- qualquer trabalho em mar-
relogios de sol, brases de
. por menos proco do que em
oulra qualquer parle. Os traballus do annnn-
cianle j sao bem conhecidos do publico, e po-
dem ser apreciados no cemilerio publico nos t-
mulos dos Illms. Srs. Pr. Aguiar, Viriles, Tasso.
e outros : a tratar na riw Nova n. 30, ou na rua
da Caixa d'.Vgua n. 52,
Precisa-sc de urna prela que saiba bem co-
er e engommar : para tratar, na rua do Irapera-
orn. 7. antiga rua da Cadeia de Sanio Antonio.
_ Na rua do Rangel n. 20, loja de relojociro,
precisa-se fallar ao Sr. Jos Maria Ramonda.
Joao Wigan, subdito Brilannico, relira-se
para a Luropa
Laboratorio de lavagein
NA
Casa de banhos do paleo do Carmo.
Ncste estabelecimento, cojos peifeilos apparc-
Ihos vindos da melhor fabrica da Europa, tcem
de sor era breve ampliados com outros novos e
de maiorc3 dimensoes, j se lava e engomma
com perfoirao toda c qualquer qualidade de rou-
pa no curio prazde 12 a 15 dias. Consegue-se
este resultado pelos syslcmas mais simples, ex-
actos e inofensivos, ajudido pelo concurso in-
telligcntede obreiras frincezas, inglezas, portu-
guesas e nacionies, e pela certeza que resulla de
urna pralica de anno e meio.
Garante-se o bom resultado, tiram-se lodas as
nodoas, inclusive as do mofo na roupa branca.
Rccebe-se i roupa nos dias 1. 2 e 3 de cada
raez, c enlrcga-sc nos dias 15, 16 o 17, e a que
se recebe nos dias 16, 17 o 18, entrega-se nos
das 30, e 1 e 2 do mez seguinto.
No mesmo estabelecimento precisa-e ainda de
peritas engoromadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, livres, nacionaes ou estrangei-
ras. Paga-so at 1# diarios, dndole sustento, e
podendo ellas dormir no cslabelecimenlo, ou
irem as 6 horas da manhaa e vollarera as 6 da
tarde; mas em todo o caso deve dar garante
sua conduca.
Manoel Jorge Gomes, portuguez, vai para o
Rio de Janeiro
Domingos Henrique de Olivcira manda pa-
ra a Luropa seu filho menor de nome Domingos
Henrique de Olivcira Jnior, cidad.io brasileiro.
Est jusla c contratada a compra da casa
torrea si'a na rua dos Marlyrios n. 14, com o Sr.
Aiexandnno Mximo Leal de Barros, e se algucm
se julgar com direito a ella sobre hypolheca ou
outra qualquer transaeco, deelare-sc por esla
folha no prazo de 3 dias, a contar do primeiro
annuncio, e lndo o dilo prazo Picar sem vigor
qualquer reclamaco que por ventura possa ap-
parecer. r '
Precisa-so alugar um prelo forro ou capti-
vo, para coznihar o fazer o serrjeo interno de
urna casa estrangeira: a fallar na rua do Trapi-
che Novo ii. 18. '
Irmandade acadmica de IV.
S. do Bom Conselho.
O secretario nteiiuo desta irmanda-
de, por ordeni do irmao juiz, avisa aos
seus chaissimos irmaos para compare-
j cerem no convento dos religiosos fran-
ciscanos aim de assistirem aos actos
da semana santa, na quinta-feira as 9
horas da manhaa, na sexta as 8, no sab-
bado as 7, no domingo as 5.
= Vende-se um garrote, boi tourfno, muito
novo, gordo e bonilo : no sitio Cajuoiro, em De-
beribe de baixo.
= Vende-se urna prcla crioula, de 30 a 35 an-
uos, perfeila lavadeira de roupa, com principios
de engommar, e oulras habilidades, que s com
a presenca do comprador se dir, por proco mui-
lo commodo : na rua Oova n. 20.
Vende-se urna porco de sola, chegada l-
timamente da Granja, d muilo boa qualidade e
. procos muito commodos: na rua Nova n. 20,
loja do Vianna.
Precisa-se de una prela para o servico de
casa de pouca familia, sendo forra ou escrava :
I na rua da Imperatriz n. 1, loja.
= No Caf & Restauranl do commercio, na
rua do Trapiche Novo n. 22, precisi-sc de ser-
ventes
Ricos vestidos de nobreza de cores
M nlSflP,ti2 "0brCZa Pre, P
2&XS0, 2400 e 2J600 o covado.
bomrnmn1'08 Tu' CranaS- de ^'versos gOStOS
pc-m como o melhor sorlimento de
fazendas
-0 oulras muitas
modernas por os menores preqos : no
rapreOradtrizB00-V,Sl1 D' 10' aClUal"1C"lE rua da
Cabra bicho.
do
doSlitSfi T3 COm rauit0 e bom lclle. endo
Rosannn ^f08'' ? '"'" na rUa CSl"'la
Kosano n. 3, primeiro andar.
g@@@ ###! i!######

i
Sndalo
i 45Rua Nova45 i
S da;oaa10O50O0rUmen, "' ,CqUCS d SOn" i
t@@@@@@ @ 8@@8
Nadapolo a
3$'
Na rua do Queimado n. 19.
Vende-se madapolo
3?000 a peca.
cora pequeo toque a
Palitos de brim a 3S.
Palitos de brim de
uo Queimado n. 19.
linho a 3$ cada um : na rua
A 2$000
Algodfio com loque de avaria
rua do Queimado n. 19.
a peca.
a
a peja: na
E-AIHIE-
Compras.
Rua do Brum (passando o chafariz.)
^4o i\c\voito desle esta\je\ee*m\enlo sempre lia gvanle soTnienlo Ae me-
c\ianisiao pata os engenitos de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Ginnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgensmuito ortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cava
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre *
los, oubois, acunhadas em guilhOes deazs ;
Parr e btcas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, momhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetai dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilhoe, bronzes e parausos, arados, e'ixos e rodas para carrocas, formas galranizadas para purgar etc..etc.
W. Bowm tfia que os seus freguezes acharo tudo dij;no da preferencia com
que o nonram, pela loi i experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
torei desta prov
mais acreditadas fabric
assim como pela conf
mo a Yontade de cada
>to de mandar construir pessoalm^nte as suas obras as
Inglaterra, para onde elle fazviagem animal para o dito fim,
i sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
, e de fazer os concertos de que podero aecessitar.
Eslabclecida ca Londres
Kiu& m mu,
C1P1TAL
TAneo mVWiocs de liaras
esterVinas.
Saunders Brothers & C* tem a honra de tn-
Tormar aes Srs. negociantes, proprietaros de
casas, eaguemmais convicr, que esto plena-
mente autorsados pela dita companliia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou em fazendas d
qualquer Qualidade.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de leite & Correia em liquida$ao, o obsequio
de mandar saldar seu3 dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
GABINETE PORTUGUE
DE
w. LEITLRA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leilura
scicntifica aps senhores associados, quo o catha-
logo da respectiva bibliotheca j se acha impres-
so, o encarregado o empregado do Gabinete o
Sr. Estima de os distribuir, bem como, que o
Gabinete aeaoa de receber urna factura de obra
novas, pubUca?oes no-issimas, no generoco-
media, dramas, historia, litlratura, romance
poesa; as quaes j se acham clasificadas, e'
promptas wra os senhores associados podarem
gozar da leilura. '
Secrtala do Gabinete Portuguez de Leilura
em Pernaljuco aos 29 de maio de 1860.
Manoel Josi de Faria.
1. secretario,
o assignado, socio da casa de J.
lendo de relirar-se muito breve para
iga nada deer nesta praca, mas se
:ar seu credor, naja de presentar
\ prazo de 8 ila.~Aichlopprix.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
ten ha coberta : narua da Gloria n. 3.
a= Compia-se urna negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba cozi-
I nhare engommar muilo bem. que cosa alguma
! cousa : na rua do Drum n. 16, armazem de Ma-
nuel JosdeSAraujo.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos : na rua
Direita n. 66.
2S000 a duzi,
Cobertas de chita : na rua do Queimado n. 19.
Vales de
mevln? a 2.$500.
Vcndem-se eslampados a 2O cada um na
rua do Oueimado n. 19.
(eemb mm
IEEM
No aterro da Boa-Viata n. 10, actualmente rua
da Imperatriz, rendem-se :
Lindos transparentes para jnnellase portas de
diversos pr(eos, lisos e pintados, muilo prop'rios
para a cidade c casas do campo.
Lampeos de nova invencao que dio urna luz
melhor que o gaz, Iraballiam em um novo liqui-
do muilo econmico. >-
Oroscopos, novo instrumenlo para conhcccr
com toda a exactidao o oslado dos ovos.
Esteirinhas para descanso dos pralosnas mesas
do jantar.
Espremedores de fructas, como soja caj, la-
ranja, liraao, ele, etc.
Afiadorcs mgicos para naralhas de barba.
Panno marroquim para forrar mesas, sofs
colchos, travesseiros, muilo usado lambcm para
orrar carros por imitar a casemira.
Panno couro de lustre, magnifica invencao.
serve para todos os usos em que se applica o
couro de lustre, sendo muito mais durarel e ba-
rato.
Cambilos para segurar roupa as cordas para
enxogar, sao hoje procurados e estimados em to-
da a parte.
Slereoscopos com variado sorlimento de ri-
quissimas vislas de lodo o mundo ; vende-se o
instrumenlo a 4#, e as vislas a 4 a duzia.
Bem como oulras muitas cousas de uso domos-
tico, que sao da maior ulilidade, e que pouco se
conhecem ainda neste mercado.
-45-REAWYA-48 "
[Armazem de fazendas
e modas
' -Oa
Keller &
a Europa
alguera
sua conta
moedas de ouro de 16$ e 20# : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compra-se urna prela boa engommadeira e
cozinheira, e que soja moca o de boa conducta :
no escriptorio de Manoel Ignacio do Olivcira.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de Be-
sucar, de Jos de Aquino Fonseon, compram-se
continuadamente moedas do 16$ e 208000, aguias
dos Estados-Unidos, moedas de cinco francos
oncas hesoanholas e mexicanas, em grandes e'
pequeas porcos. _______________
Cortos de vestidos prelos de lodas as qua-
lidades.
Ditos de seda da cores.
Ditos de blonde.
Dilos de phanlasia.
Manteletes prelos de todas as qualidades.
Dilos de cores.
Capas prelas c de cores.
Grande sorlimento de borda las para se-
nhoras em cambraias e filos.
Variado sorlimento de enfeiles para ca-
beca, prelos e de cores. Sf,
Dilo dito de chapeos de palha e de seda. (E>
Grande sorlimento de vestimentas par $
meninos. s(V
Dilo de chapese bonels para dilos. 3?
waaa ct/a *.vaa kc. tis m aa ga tusa u-rz x'
Vidros nara vi-
Vendas.
Vendcm sccoramendas, hbitos o officiala-
los de diverjas ordens, com brilhadtes e sem
elles, e por precos commodos : na rua Direila
numero 66.
Vende-se um caixao prin-
cipiado
para duas casas, assim como se vende a meiaco
do oilao dobrado da casa parede-meia, no Garo-
po > erde confronto ao oitao do sobrado do Sr.
Joaaum Ignacio HibcirO Jnior ;a tratar na rua
da Imperamz n. 78.
dra?a.
acaixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, maadam.se botar vi-
dros em casas par'tcnlare* por preco
muito commodo, assim como vendm-
se ridros aretalho do tamanho mais pe-
queoo at mais de 6 palmos.



w
Vende-so una pscrnva crloula, com muila
liabilidaJc, cozinha, lava e engomroa-ludo soffri-
velmeule : a tratar na ra da i'rai u. 29, segun-
do andar.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QDARTA FEUU 4 DE ABRIL DE 1960.
Veiide-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
rcitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
Ni bem conhecido e acreditado deposito da
ra la Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
pot ssa'da Russia e da do Rio de Janeiro, oova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal irgem em pedra: tudo Dor creeos muito
razcaveis'
91 99999 8e $$f

Vndese
i
CALCADO
Grande sorlimento.
4S--UUI1 Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
ra) neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzogaini aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... "'$Q%
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos....... 6#000
SapatoJS de bater (lustre). 5,*>'000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ...... 5^000
Ditos todos de merino contra
calos (salto denjoso).....4J500
Bjrzeguins paia meninas (Cor-
tissirnos)..........*#000
U un piT<;itosortimento de todo cal-
cil) c diquillo que serve para fabrca-
lo, com) sala, couros, marroquias, cou-
ro de lustre, lio, fitas, sedas etc.
Carne de vacca salgada. I Pjotassa da Russia
Vende-se na ra da Cruz do Recito n. 50, pri-; E CAL DE LISBOA.
meiro andar, por menos prego do que em ostra
qualquer parte.
Pectncha.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ra da Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 o 40 libras i
a 400 rs. a libra.
| EDgenho. i
9 Venderse o engenho Santa Lusia, silo na
J freguezia de S. Lourenro da Malta, entre @
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de M
@ Cima : Irata-se no mesmo engenho ou no
gj engenho Mussambiquc com Felisbino de |p
& Carvalho Rapozo.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodo.
Luvas prelas de torcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo cm novellos : vondera-se
por precos commodos, em casa de Soulliall Mel-
lon & C., ra do Trapiche n. 38.
GA\
Sstopa. @
"amisas inglezas. @
Mscaulos em latas.
mero 61. &
@@-@-s@
U- Arados americanos e machinas
pata lavarroupa: em casa de S. P Jo-
hiiston & C. ra da Senzala n. 42.
Chales bordados a mil rs.
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales bor Jados a soda com defeilo
de agua doce, a 19 cada um ; a elles, antes que
so acaben).
Attenco.
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Anda restam algumss fezendas para conclu-
ir a Hquidacao da firma de Lcite &Correia, as
quaesso vendem por deminut p roco, sendo en-
tre outras as seguintes :
Magos de meias cruas para homem a 1&600
Dilos de ditas de cores
Ditos da ditas cruas muito superiores
Dilos de dilos para senhora
Di ios Je ditas muito finas
Corles de caiga de rneia -casemira
Ditos de dilas de casemira de cores
Ditos de dilas de casemira prela a 59 e 69009
Brim transado branco de liaho uno
vara
Cortes de colete de gorgurao de seda
Pao prclo fino, prova de liraao 3} e
Gravatasdeseda prela e decores
Yendo-se a cleganto armaco (Iluminada a
ga:;) da casa n. 12 do psleo do Terco, pr jpria pa-
ra loja de fazendas. para o que hoje esse lugar
muito procurado, miudezas, deposito, taberna,
ouioja de charutos.
8$ dinheiro avista. .
Ferros econmicos americanos com
folie e descanco : na loja de erragens
di Vidaldi Bastos, ra da Cadeia do Re-
c e n. 50 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, pjlceiras e leques :
vtndem-se narua da Irnperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
joo Loja da boneca ra da Irnpe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
na mesma casa a
Roa da Senzala R ova n. 42.
Neete estabelecimento continua a haver um
comaplete sortimento % mocadas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamaho*
para dto.
Chegum ao barato.
O Leite & Irmo continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pegas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 49500 e 5J, lencos do cam-
braia delinho a 35 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 39800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 43500, e bordados a 65, palelolsde
alpaca prela e do cores a 59, ceroulas de linho
e algodo, camisas iugtezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
l$lO0 a vara, cortes de cassa chita a 8J, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pegas
de madapolo com 30 varas a 4J800, 5J, 5 6,7 e 8J, chitas inglezas de cores Das a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 45, cortes de
caiga de brim de linho a 29, ditas de raeia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Chegoem a Pcchiucba
Na loja do Preguica na ra do
Queimadon. 2.tem para
\ender:
40 Ra do Quemad. 40
Grande so/tknento dfazen-
das para a qaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com peihtr.
29000
49000
39000
4$000
2300O
Chalye merino decores, ptimo nae topara
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo 1Corles d vestido de seda de cores
minuto preco de 2:500 cada nm musselinss "abados
modernas, bstanle largas, de variados padres | Dilo d<* dita preta com babados
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o Pllos de dita gaze phantazia
mais moderno possivel alie 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos pregos extraor-
dinariamente baratos, stisfaro a expectativa
do comprador.
Xarope
Com (oque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lengos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35?
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymund Carlos Leite &
Irmos. ra da Irnperatriz n. 10,
Vende-se algoJo da Babia para saceos e
fio do algodo : no escriptotio de Manocl Igna-
cio de Oliveira, defronle do Corpo Santo.
19000
28000
4000
UfOOO
AS MELIIORES MA1IIMS DE COSER
DOS
Man afamados autores de New York
I. M. SINCERA C.
r.
WHEELER & WILSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas dcstes dous autores mostrara-sc a qual-
quer hora do dia ou da noile e responsibilisamo-
nos por su a boa qualidade e seguranca :no arma-
zem do fazeudas da Un) inundo Carlos Leite &
lrmao, rni da Imp
aterro da Coa-Vista.
O
< .
i:
i:
t :
;:
i :
i:
i:
:
ratriz n. 10, antigamento
M
:
M
I
h
:;
h
GRADEE VARIADO S0RT1MEXT0 ::
DB i
;Souasp feitas e lazcndas,;
KA
l^oja
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padrSes e
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 2*000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 29000
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 29000
Vestidos brancos bordados para baptisado 5*000
Veos bordados para chapeo 2*000
Entre raeios bordados 1*600
Aihoa'hado adamascado largo vara 19280
Lengos de chita escuros um 100
Gangas de cores para palitos covado 200
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
i :
i:
c a vuiazcm
DE
Na ra do Queima-
do n. 46.
Botica.
tambem tingem se
q jalquer Lora.
A 2SO00 cada duzia.
Ra do Rueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2;t a duzia.
Cobertas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
lambem se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca prela pelo baralissimo prego de 320 rs.
o covado, brim de linho branco trangado a 19 a
vira, ganga franceza do cor para calca e paletols
a 500 rs. o covado, lencos de cassa 'de cor para
n eninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2^500 cada chales.
Ra do Queimado n. 19.
Chales de merino estampados a 2,5500.
Algodo monstro com 8 pal-
mos a 600 rs. a vara.
Vende-se na ra do Queimado n. 19.
Cambraia adamascada.
Vcnde-se cambraia adamascada para Cortinado,
de lidos lavrores : na tua do Queimado n. 19.
vinho do Porto, do mais superior, enfeari*afado,
cito champagne, idem, dito muscalel, jdem : no
ermazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
co Recife n. 4.
Pennas de ac inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as-verdadeiras pennas
ce seo inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
ordccalygraphia Guilherme Scly, pelo mdico
I reco de 19500 a caixa.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade dcste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que gcralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro con'.m no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
Altenco.
Vende-se urna mulata de 20 c tantos annos,
com 2 lindas mulalinlias, qor motivos de fami-
lia, a qual sabe engommar muito bem, coser, fa-
zer labyrintho e cozinhar : qnem pretende-la,
dirja-se tio paleo do Torco n. 16.
As floristas.
Na ra da Santa Cruz, casa n. 28, ha para ven-
der o mais bem escollado sorlimento de papel
para flores, bem como folhas de lodas as quali-
dades para as mosmas flores, clices para rosas c
apndices, o que tudo se vendor em conta.
Romeira de fil de soda prela bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples.de cores com quadrnbos
covado
Dito liso preto e de cotcs, covado
Seda lavrada preta e branca, covado l| e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria par/i forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lidos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lomos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Tanno prelo e de cores de lodas as qua-
lidadcs, covado
Casemiras idem idem idem
Gullinhas de cambraia de lodas as qi:a-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
j Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as quadades
Enfites de vidrilho franceses prelos e
de cores
i Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao de varias quadades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as quadades
Camisas francezas, pcilos de linho e de
algodo brancas e de cores
j Ditas de fusto brancos e de cores.
! Ceroulas de linho c de algodo
calcas deeniCgord1o.decoS3 ."S ^ apollas brancas para noiva.muito finas
prelo e de cores, ditos de setim preto e ^
branco, ditos de gorgurao e casemira, di- R
GRANDE ARXAZE1
DE
jRoupa.feitaj
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceicao dos
MHitares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande c variado sorlimento de rou-
pas feilas, como sojam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletols de
panno lino preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
; zina prelos e de cores, paletots e sobre-
; casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira preta e de cores, dilas de
i merino, de princeza, de brim de linho
! branco e de cores
9
14200
5
3.5000
19500
lOOOO
16)000
15000
I
I
*
$
S90O
9
9
55000
-350o

62000
855OO
8
9
S
9
tos de fustoes e bros, fardaraenlos para
? a guarda nacional, libres para criados, 9
se ceroulas e camisas francezas, chapeos e 3*
3j grvalas, grande sorlimento de roupas ?
||j para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- *
( dando ao comprador algumas das roupas S
| feitas se apromplaru outras a goslo do R
3 comprador dando-se no da convenci-
SW 9ai3SM8BBeS89gB6ie MeB
Um completo sorlimento de. fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
brancas e de cores para
para
\\
i j
\ Ricas sobrecasacas de panno fino pretos .;
E e de cores a 23$, 3i)5e 35j, tambem leraos '-.,
1; paletots dos mesmos pannos a 225 e 2S, %
fe palelolsde casemira de cores de muito 1;
?:: t>om gosto c finos a 12?, 11$, 16Je.l8, di- l>
^.; los do panno preto para menino a 18# e y-
M 20J, dilos de casemira de cores a 88 e IOS, S
j: calcas de casemira de cores e pretos e jun- K
f \ tomento para meninos a 7J, 8-j, 9{>, 10# e :*
t: 12, colletes de gorgurao de seda e case- 3
J: mira a 5g, 6j e 7)5, palelolsde alpaca pre- \4
S los de cores saceos a 4#, dilos sobrecasacos \'\
1: a 7) e 8j!, dilos de brim, de esguio o de- 3
j fustao lano brancos como de cores a 49, y}
t 4J)50, 53c63, calcas de brins brancos mui-
I lo tinos a 5, 63 e'73, collcles brancos e de 3
N cores a 3$ e 33500, camisas para meninos :. i
g de diversas quadades, calcas de brins de ;
(;; cores finas a 33500,4J e 59, um rico sorti- :|
j monto de vestidos de cambraia brancos :
bordados do melhor goslo que lem appi- U
\ recido a 283, manteletes de fil prelo e de 9
i cor muilo superior goslo e muilo moderno M
y a 203 cada um e 249, ricos casaveques de
"j cambraia bordados para menino a IO3, di- '
^i tos para senhora a 15$, ricos enfeiles de :;
Jr- froco de velludo gosto melhor que tem ap-
f'- parecido a 109 e 123, e outras muitas fa- j|
zendase roupas feilas que com a presenca j-5
| do freguez se far patente.
Casacas paraa quaresmaf
i: Nesle mesmo estabelecimento ha um'g
*: grande sortimento do casacas pretas, as- H
ja simeomo manda-se fazer por medida a von-
'. lade do freguez, escolhcndo os mesmos os
li pannos a seu gosto sendo os precos a 359
% c 409.
Camisas inglezas
Temos novamente chegados: ricos vest- W
I dos prelos bordados a velludo a 90$, ditos g
64 bordados a seda a 759 c 6O9, assim como 9
W ricos manteletes prelos da ultima moda a 8
% 169,209 e 309.
Vinde! viode!
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermifugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-'
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
prejo.
Loja do vapor,!
NA.
, .. 1 1 1 urna cscrava boa cozmheira por 1:0009, urna
brande e vanado sortirnento de calQado] dita por 9009, ua dita por 7009, dous mole-
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
!., prac,a do Corpo Santo, relogios do afma-
lo fabricante Roskell, por pregos commodos,
; tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
le expeliente gosto.
Escravos bous e baralos.
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7.s000
Os couxeiros.
Vendm-se saceos cora milho a 43 cada sacco :
na ra doRangel n..62, armazem da porta larga.
\TTENC10.
Vendem-se saceos com trelo do Lisboa, sac-
eos grandes, e superior qualidade, por menos
preco queem oulra qualquer parte : na ra do
Rangel n. 62, armazem da pona laiga.
Tachas para engenho
Fundi^o de ferro e bronze
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recenliraenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
DB
francez, roupa,
perfumara.
Gafado francez.
Borzeguins de couro de luslre de fabricantes,
c qualidades diversas, e de lodo prego, para ho-
mens, senhoras, meninas e meninos, dilos de
bezerro, amansa calos, a 109. sapotees de couro
de lustre, ditos gaspiados, dilos de bazerrn para
homem e menino, e muilas oulras quadades
que deixamos de mencionar.
miudezas finas, e' 1ues pecas de idade de 12 a 13 annos, uma.es-
crava perila cozinheira e engommadeira; na ra
das Aguas Verdes n. 46.
f^
Elegancia
Roupa.
Paletols de casemira cor de caf com leite a
22$, ditos prelos cora gola de velludo a 229, di-
tos mesclados a 229, ditos prelos a 18J, paletots
do alpaca, dilos de brim de diversas qualidades,
coicas de casemira, camisas de fustao e de linho,
ceroulas, camisas de meia, meias, lencos, gra-
vatas de seda e de torcal, prelas e de cores a
19500.
Bonitas e elegantes caixinhas com 36
amendoas para brindes : vcnde-se na ra ^
Nova n. 45. no armazem de fazendas e v>
Diadas de Paria & C. |g
SST* No mesmo estabelecimento s ven- vj,
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11 g
varas, gosto Condeca d'Arc a 4J500 rs o g
corle. jJI
IMBV WM VBM J^BWM WSVTOiV f BOT &SW iM
Loja da boa le, na ra
da Irnperatriz n.74.
Vnndem-sc verdadeiras luvas de Jouvio muilo
novas, brancas, pretas, tOr de canna, para ho-
mem e senhora, a 2840 o par, pretas do relroz
com palmas de vidrilho a I96OO, ditas de seda
enfeiladas a 23200, lisas a 1&280, ricos penles de
Bicos de seda de diverjas larguras, ditos fin- tajlaruga virados muilo fortes a 10$, ditos sem
gindo linho, rendas, franjas c trancas de seda screm virados a 4$, ditos virados imitando lar-
-relas e de cores, fila de sarja larga e estreilo, taruga a I96OO, ricos enfeiles de vidrilho prelos a
Francisco Antonio Corroa Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DEII0LL0WAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compooto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio, nein alguma outra substancia delec'.eria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c scguio para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
iuleiramente innocente era suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie egriopor mais antigs e enazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afllirtas nao devem entr-egar-se ade-
sespera^ao ; fagam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
covado
Meias cruas
meninas
Dilas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas,
menino
Velludilho de cores, covado
V'elbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de u->as do
seda bordadas, lisss, para sshoras,
homens e menines, de todas as qua-
dades
Corles de coHele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de ocres de duas larguras niui-
lo superiores, covado
TafetS rxo, covado
Selim preto, encarnado c azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Selim liso de todas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao pretos
Collarinhos de esguiao de linho mo-
meninos, chapeos de mullas quadades para me- 1 demos
ninas de escola, chapelinascom veo para senho- Um completo sortimento de roupa feita
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel. sendo casacas, sobrecasacas, paletors
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- colletes, calcas de muilas qualidade;
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros de fazendas 4""uauea
mullos objectos que os senhores freguezes vis- elogios e obras de ouro
(a do preco e da qualidade da fazenda nao dei- CorUa do casemira de cores de 5 a
xarao de comprar; na bem conhecida loja de !
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feij.
9
1600
9320
1920O
9700
2S0O0
15W)0
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade o6350(), 7 e 89. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 o \0$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 c 79, ditos do chile a
3g5oO, 5, 6, 8, 10 e 129, dilos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como em quada-
des, para homeus e meninos, de 29500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha inglcza, copa alia
e baixa, superiores c muilo em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas quadades, para
chapeos de muitas quadades para me-
9
89OOO
2900
tyoo
19000
$500
19600
9
9325
9640
I
1$000
9
9
12-;000
Vendem-se fazandas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a rcta-
lho : na ra do Queimado loja
portas n. 10.
de 4
Algodo monstro.
A 600 rs.avara.
n. 19, ven-
No armazem da ra do Queimado
de-se algodo
ralo preco de
p..ra toalhas de
dade.
Miudezas.
Ao bazar da ra do Imperador, aonde se quei-
mam os gneros pelos modicissimos presos abai-1
so declarados.
Caixinhas de bolachinha de soda n 19200.
Ditas raaiores com cerca de 6 libras a 39.
Presunto de fiambre a libra a 400 rs.
Caixas com 12 garrafas do tinho Bordeaux a
8$0O0.
Amcixas francezas em latas de 2 Ii2 libras por
2J0O0.
Queijos a escolher a 19500.
Ervilhas novas, a libra a 140 rs.
Cevadinha franceza, a libra a 200 rs
Vinagre branco engarrafado, a garrafa a 280 rs.
Champanha, a garrafa a 29.
raseos com paslilhas de escolhidos aromas a
90OO.
Charutos finos cm caixinhas de 100 a 1J000.
Farnha do remo muilo propria para bolos e
po-de l, arroba a 2*500
Ralasia superior, a garrafa a 600 rs.
Caixinhas com 12 garrafas de superior cerreja
a 4J500. r
Amendoas de csea mole, a libra a J00 rs.
Macarrao francez, a libra a 200 rs.
lisa e lavrada, fita de velludo estreita, preta e de
cores, ricos chapeozinhos para meninas, bonetes
para meninos, pentes de tartaruga a irnperatriz a
8$ e 10$, enfeites de vidrilhos a 3#, penles de
regaco para menina, eufiadores de seda para es-
piriilhos, dilos de linho, penles de tartaruga pa-
ra alisar, carteiras e charutelras, oculos e lune-
tas, escovas, etc., etc., e muilos outros artigos
perlenceules ao mesmo negocio, que o publico
encontrar na loja do vapor, na ra Nova n. 7,
por menos do que em oulra qualquer parte.
Arreios.
Vende-se um completo arreio para cabriole!
cujaa erragens sao de melal principe : 6 novo, c
o prero commodo : na ra Nova. n. 11, loja.
Aviso as pracas do 1. esquadro de
cavallaria.
Cliegou & loja de Guimaraos 4 Lima, na es-
quina da ra do Crespo, casemira mesclada pro-
pria para caigas do mesmo esquadro.
Balcao
Vende-se um balcao de amarello em 01 ni lo
bom estado, proprio para qualquer estabeleci-
mento, e se da por prego commodo : na ra di
Cadeia do Recife, loja n. 23.
39 e 4$, esparlilhos de linho com carreteis a 69
cada um, ricos leques imitando marfim a 2J500,
ricos manguitos com camisioha c gollinha de
cambraia bordados a 69 o par, manguitos com
gollinha a 49 o 59, camis com gollinha a 39 e
39500, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e 19500, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6a 15, elfineleg em caixinha de-
cabera chata, brancos.o prelos, ricas franjas pre
tas com vidrilho, ditas sem vidrilho, pretas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, la, linho, gales d cores e brancos, tesou-
rai, caivetes, facas, garfos e colheres de todas
as quadades, sapatos de marroquim e couro de
lus re-para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muilos mais objectos que se ven-
dem por menos do que em outra qualquer parle,
babados bordados para manguitos e calcinhas de
meamos.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidade ou extenua-
cao.
etilid
Debilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza noventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela. .
Febre biliosas.
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta. 1
He m o rr rundas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Ir r eg ularidades
menetruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtjsica ou consump-
plmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto rinanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
je 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguos exenipiares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
com 8 palmos de largo, polo ba- nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
601) rs. a vara ; este algodo serve ,;i -..,in mqii_ r ..._. j
e mesa por ser de superior qua- 'i' Pel l Mel,p Morae8 : vende-se a
4# o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Para a qaresma.
Sedas prelas lavradas. lindos desenhos
covado
Corgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado-
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 29 e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
& Conlinu3-se a vender fazendas por baixo
|| preco at mesmo por menos do seu valor,
afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
m na ra do Queimado n. 10.
4000 rs.
milho nos armazens de Tasso
por sacca de
Irmos.
Nova invengo aperfei-
coada,
Bandos ou almoadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite i Irmo.
Ra do Queimado n. 37.
A 30$ cortesde vestidos de seda quecustaram
609; a 169 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram 309; a 8$ cha pe inhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota: na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmo.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra'do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, yendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Trauma nn de Hamburgo.
l$60O
29000
1$80
S9S0O
250C
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 0 senhora,
de um dos melhores fabricantes de "Liverpool,
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cSlrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada, urna
aellas, coutem urna inslruccao emportuguez pa-
ra explicar o modo de ae usar des tas pilulas.
O deposito geral em easa do Sr. Soum
viudos pele ultimo paquete ingles: m casa de pbannaceutico. na ra da'Cruz n,. ti, em Per-
Southafl Altnra & C .* lnamhiirn
Soulb,u Mello 4.-C.1
I nambuco.
do deposito geral do Rio de Janeiro : a tratar
com Tasso A Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Milho
nos srmazeas de Tasso & Irmioa.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, scllins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relouios d'ouro patente fnalezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas e riscadas: vende-se na loja de Leite
& Irmo na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
o engenho Aremn da.no limite flo Cabo, arredado um quarlo de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
^ende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabiree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Soulhall Mellors 4 C, ra do
Trapiche o. 38, vendem-se. os seguintes artigos:
Chumbo de mwcao sortido.
Piegos de todas os quadades.
Aivaiade.
Vinho de SUery, ferio, Hungariau era barr.
Dito de Noselle em caixas.
,1 Coguac em eaixa de duiia e baoris.
Relogios de ouro e erais, patente echronomc-
tros, cebeitos e descolarlos (bem acredlttdoe).
olios de ouro pera os meamos.
Qsfcitos sortidos em latas pequeas.
md MI ITII ArVM.
rr^


D1ABI0 DE USBNAMBUCO. QAfcTA FEIA 4Jfrg ATOILDE 180.
M HM31M
-largo da Penha--
Manteiga perfectamente or a 800 rs. a libra e em birril se far mais algum abatimenlo.
Queijosuuio novos
a 1J700 rs. e em caixa se fara mais algum abatimeuto nicamente no armazem Progresso.
Vmeixas l'rauccxas
pllri? de flha e caniPteiras de vidro a 900 rs., e em porcao se far algum abatimenlo s no
Cartocs de V>oVin\\os
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porcao se far algum abatimeuto s no Progresso.
Figos de eomadvc
era caixinhas elegantemente enfeiladas c proprias para mirnos's no Progresso ecom avista se far
um preco commodo.
1.alas de soda
com 2 1|2libras de dfferenies qualidades a 1&600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se unicamenle no armazem Progresso.
ftolaeuiiina ingleza
muito nova a 320 rs. a libra c barrica 4, unidamente no Progresso.
Potes vldrados
no Pro^ 'i,)raS propriasPara manteiga ou outro qualquer liquido de -100 a lg200 rs. cada um, se
C\ioeo\ate rancez
eWuiUdiH^'i"00"1,0 "en221'Se 0S.1so8"i'l,C3 Sueros ludo reccntemcnle chegado e de superio-
brTcaote d17^-, TV f T a '*" churia muit0 nova- ma"^lada do" mais afamado fa-
com amendotrnh.r H-a de ,?ilt! P*5". P.. Quetas em calda, amendoas, nozes. frascos
na cSvt?h" ,S' CHntcil0,l' paSlj',aS de "" IW*M. vinagre branco Bordean,! proprio
mTmuTi n, '., mk Srd0S raclhorc1s >"canlcs de S. Flix, macas de lodas as qualidades, gom-
Snermipin h,',,i '"""zas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
io.ns mn iin n KueS rancezcs m,,lt0 fin(,s. marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
molhiTn, Ir?''1 banhadePrco refinado coulrosmuilo gneros que encontrar. tendente a
r'"lI'por.lsf Promelem os propietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
vncVa t01n'ben, servirem aquellas pessoas que mandarom por outras pouco pralicas corno
m.oir, Pcssoalmente ; rogam tambera a todos os sonhores de engenho e seuhores lavradorcsi
2,'m.mandars'Jas cncommendas no armazem Progresso que se'lhes affianca a boa qualidade c:
o aconurcionamonlo. *
Vevdadcra goma de malarana
a 400 rs.a libra, s no Progresso.
Palitos
cribados paro denles a 200 rs. o maro cjm 20 nacinos, s no Progresso.
Cha hyson, pevula c nrclo
os melhores que ha no mercado de 1*600 a 250O a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinl\as de 8 libras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2g560, s no Progrosso.
Ma?as em c ai vi n has de S libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, cstrclinha.alctria branca c amarella o pastilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um prero commodo.
Chouvieas e paios
se ttSTSffiSSSt merCad0* Pr0greM' afian^"dc-se a boa laudado e a vita.
Alfirdas iriglezas.
Aiod.i ha para vender.algumas alburias ingle-
zas, exilenles por su a durarlo, levesa e com-
modidaie pora os'animaes : em casa de Henry
Gibson, rus da Cadeia do Hecife n. 62.
Se periotes chapeos de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
ae e etjroa duracao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exUtem venda unicamenle em casa d
llenry Jibson, ra da Cadeia do Reciten. 62, por
precocmmodo.
-- Vende-so urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabend) coser, cozinhar e engommar : no Man-
guinho em frenlo do sitio do Sr. Accioly.
Pianos venda
Em osa.de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti-
mento le ricos encllenles pinos de todos os
precos e qualidades, os quaes sao de muita du-
rado pela sua boa conslrucco. Estes pianos
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Ctsta
eSOOaTa-MoMS' ifaK,e?pi6' ProP*?,s alambiques de cobre de d.fferentes dimencoes
,_e ouus a a.uuu&j simples e dobrados, para destilar agurdente", aparelhos destilatorios continn*
mdhoreswfemn hirrl0* T ""W al 40 *raos (Pe> raduaCa de SellonCartier 'dos
TEErSES aPProvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
^^ZT^S'^^ efd.?.rePucho lant de "bre como" de bronze e ferro, Wnelras
bronze de iodos as dimencoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para tomainas e crivos de fe ro, tubos de cobVee chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro cora armacao e sem ella fu4cs de f^r Dotaveis I
S2S KM -"-I ** 1S55P, alera ^^4^*^.^.^!^
,, p I mcnos prero do que em outra qualquer
Pechincha.
de serem de 7 oitavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren! podera compra-Ios com 20 ou 30 U|0 de
menos jue em outra qualquer parle.
Carne de vaccasalgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmios.
/nde-se superior linha de algodao, bran-
CBse d) cores, em novello, para costura: em ^
um do seuuu Menor* c. ra do Torres Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
ndem-se pecas de algodao encorpado, largo,
m pequeo toque de alaria a2$50O cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado-n. 2, loja do Preguica,
ndem-se chilas de cores lisas bastaule escu-
ras, pelo baralissimo preco de 68 a pera, e 100
rs. o covado.
c=3r4SHMIAS0VA-4f5 f
Grande sortiruento de roupa feita para
homem. j
g Dito dito de chapeos de castor e de seda, b
Mfflifl OTMPl siimw mim a
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS SBS.
D'rw n a3 ?S,a ~.A-/-'!? Cas,i,no-A. Cil-Alexandre Ilerculano-A. G Bamo-A Gnima
raes-A. de Lima-A. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes deriendo na- S
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E Pino da sv^elnha F
Goraes de Amonra-F. M. Bordallo-J. A. de Frailas Oliveira-J A Maia-J A Marao, ]~L
pS-J CH VdVcJundhaCRiiarCaaSCrSJ-J V* "f^^ *' de &*ZTS&
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitores ron-
^TnlC C,m a r,eV1Sla d? qUe maS "0tavd houver occorrido na polilica. na scienda na indus-
tria ou as arles alguns artigos onginaes sobre qualquer destes assumpios. o Aaassvr'rnnSS.
eSiuroT?4uSa'deem qU CmeSU a publkar-se. tem -"Se aoPs seus ns,' com a mao'
um ssts ^^r^^^:iz^^:^s^e complela ,odos oa semesir-
Assigua-se no esenptorio deste Diario, ra dasCruzes, enarua Nova n. 8
brasilera). aSSlg"alura: Pelos Paqueles vapor 10g200 por anno ; or navio de vela 85 (moeda
lia algumas collecres desde ocomego da publicarao do jornal.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. lobo Hoscoso,
fflMKB Miirsnia s ipmili!.
3 RA DA GLORIA, CASADO FUNDI 3
ClinVca poi ambos os systemas.
Botica de 12 tubos grandes...... mennn
Dios de 24 ditos. ~ lSuS
Ditosde36aitos...... ...... i3fto
Dito de 48 ditos..... ........ 2&K2
Ditos de 60 ditos. .... ........ *2X2
Tubos avulsos cada um. J \ ', SS22
Frascos de linduras..... ..... 2000
Manoal de medicina homeopalhicil plo Dr.' Jahr' traduzid'o
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ..... 20SOOO
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario! '. 10S0O0
Repertorio do Dr. Mello Moraes. 6J000
CASA DE BANHOS.
nientemeneCnSrrar-sS?^^^^^^^ fe5los ^^ =onve-
maior commodidadeeI economadorSTl l 1 fe noverabro era vante, contratos mensaes para
tantos sacrificios. economia d Publico de quem os proprietanos esperara a remuneraco de
Assignatur. de banhosfrios para urna pessoa por mer. .. 105000
Series L riirtno. A^0TD08i de cho1ue ou chuviscos por mez 15000
senes de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados. ^^
***
'"'""" D
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos fresuezp r,..w; ..i tn*.
qualquerobra manufacturada,em seu reconhecido eslabSetm^i^. Jw"*? geT/h loda/
todos os lamanhos rodas d'am n*m R.<,hM inA.a a iecimenl a saber: machinas de vapor de
dase meias raoenda,. Ssje iS! baffdo p fundido**!*$ ***n cuboS de madeir. oen-
1/dIio de Bopdeaux.
-,Einc8S de Kalkmann IrmaosAC, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidiis marcas dos Srs. Brndenburg Frres.
o dos Srs. Oldekop Mareilhad 4 C, em Bor-
deaux. Tern as seguinles qualidades
DeBrandeaburcf frres.
St. Eslph.
St. Jul en.
Margai x.
La rose
Clnica j LoviUe.
Chilea 1 Margaux. .
Di Oldekop & Mareilhac.
St. Jul.en.
St. Jul en Mdoc.
Chatea r Lcoville.
Na
para
mesma casa ha
vender:
Shcrry em barris.
Madeiri em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade iuferior.
Cervejr branca.
Cliaiieos.
Chfeos de sol de seda a 8$, ditos de feltro fi- '
No*nPE:a7abS" "5* : na l0ja d Vapr' na rua
"'ende-se urna casa na rua Bella n. 10, con
tendo .1 quarlos, 2 salas, cozinha, quintal o ca-
cimba ; quera pretende-la, dirija-so ao sitio no
principo da estrada do Arraial.
Pe rua Nova n. 35, vende-se farinha de
mandioca a dinheiro vista, pelo baralissimo
preco >ie SfftOO
> ende-se um rico conp sem uso algum
com una parelha de cavallos, ou sem ella : a
tratar na rua de S. Francisco, cocheira n. 7.
Feijao e larelo.
Na rua da Impcralriz, loja do becco dos Fer-
reiros, vende-se feijao amarcllo c pnrdinho, rabi-
lo llanto, a vista do comprador se dir o prero
e ver a boa qualidade dosgeueros mencionados
Mobilia.
VenJem-se 12 cadeiras, 2 consolos e i sof
ludo ceamarellode qualidade. obras novas e de
fetio rrioderno, por menos de seu valor : na rua
da Madre de Dos n. 36 A. so dir.
== "''endem-se libras sterlinas em ouro : no
SSSS&SASC,gnaci0 de 01i'eira-Ue"
Tachase moendas
Braca Silva & C, tem sempre no ^eu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de la :hase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Uaw : a tratar do
mesmo deposito ou na rua do Traoiche n 44.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vanie-se espirito de vinho verdadeirocom 44
(trSos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36
"endem-se ceblas em caixas e aos ceios
por barato prego : na rua Direita n. 69.
RCMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharcs de individuos de todas as nacOes po-
den loslemunhar as virtudes deste remedio in-
compcravele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros ir teiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascur3s maravilhosas
pela loitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos ds das ha muitos annos ; ea maior parte
dellas sao to sor prndenles que admirara so
medios mais celebre Quantas pessoas reco-
brarara com este soberano remedio o uso de seu
braco.' e pernas, depois de teepermanecido Ion
go tenpo nos hospitaes, onde de viam soffrer
ampuacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado csses asylos de podecimentos, para seuo gosl.os-
r>liKm.>IFnu. lilil;
es
S3
suhm.itterem essa operaco dolorosa foram
curadis completamente, mediante ouso'desse
preck soremedio. Alguraas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam
tes re julUdos benficos diante do lord conce
dor e outros magistrados, aim de maisuteut
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude
livesse bastante confianca para cnsaiar este re-
medir constantemente seguindo algum lempo o
mentiatatoquenecessitassea natureza domai
cujo resultado seria prova rincontestavelmenle
Que t ido cura.
O ungento he utll, mais partcu-
la r-mcute nos seguimos casos.
Inflaramacao dabeiiga.
Alpor:as
Caiml ras.
Callo.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos mernbros.
Eufemidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas
Fstulas no abdomen.
Frialc ade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiras escaldadas.
InchaQoes.
Inflanmacio do ligado.
Verde-se este
da matriz
Eepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
dasvarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
de
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja _.
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encar-egadaa de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Verde-se a800 rs., cada bocetinha contm
umalnstruccao em prtuguez para o modo
fazer aso deste usguente.
O deposito gerai ea casa do Sr,
de
DE
Sita na rua Imperial n. i i 8 e J 20 jnnto a fabrica de sabao.
DE
arie dsemnpnhnH^l iJ. ."" rugos por menos prego do que em outra qualquer
pane, aesempenhando-se toda e qualquer encoramenda com presteza e oerfeicao i conhecida
ITul ruaTova n3'^^^^3 qUe S dignarem honrarem^nos com a'sua confn a? tcht
MDrua^tan, 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas.
Vendc-se
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ruada Cadeia do
Rccife n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, clironomc-
Iros, muioschronomelros o de peiente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a preros ra-
zoaveis.
57 Rua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno tirio de 16$ at 28g, sobrecasacas
de panno Ano preto e de cores muito superiores
a 355, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prejo commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g at 5g
cada urna, chapeos francezes para, homem a 8?,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10|, cha-
peos de feltro para homem de 4$, 5)) e at 7g
cada um, ditos de seda e do palha eufeilados pa-
ra meninas a 108, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 169 at35g000,
gollinhas de cambraia de lj> at 59, manguitos
de 1$500 at 59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrftcs novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para, colletes, palelots e calcas de 395O0 at
o coviMo, panno fino preto e de cores de 2$500
at 10$^Lpovado, corles de collcte de vellu do
muito supriores a 9 e 12$, .ditos de go-guro
e de fusfao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 19280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 99, grosde-
naples de cores e pretos de I96OO at 39200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
linha de novello de lodos os sortimenlos, meias
de seda inglezas de peso e mais interiores, bran-
cas c prctas, por procos com modos : em rasa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recito n. 62. -
Relogios.
Vendc-se em casa do Johnston Paler i C, rua
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro. patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tarabem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n 5, veu-
de-se:
Carros de 4 rodas de um modello integramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha deprimeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o rauilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Billcrs, Whiskey &
C, ludo despachado ha puucosdias.
Vende-se um sitio no principio da estrada
do Arraial, tendo os seguinles conimodos : 4
quarlos, 2 sals, cozinha, estribara, chao pro-
prio, contendo as principos arrores fruitiferas,
bem como jaqueiras, manguciras, coqueiros,
urna excellente baixa do capim, um riacho no
mtio do sitio, e outras commodidades que -
comprador "
sitio.
as apreciar : a tratar no mesmo
Na loja dcSiqueira & Pereira, ni ruado
Imperador, se acha para vender una lindissima
commenda da ordem de Christo, para quem Inm
goslo, rh> para se fazer um importante presente,
atianja-se que se vende por preco commodo.
Leiteao pe da vacca.
Na cocheira da roa da Florentina n. 3, que foi
do tenentc-coronel Scbosliao, vende-se lcite ao
p da vaeca em abundancia para os bons fregue-
zes. Na mesma cocheira recebem-se cavallos pa-
ra tralar-sc a 500 rs. por dia, melade do preco
por que se trata ern outra qualquer parle, e todo
Icom a bundancia, como se.pode ver.
ESCRAVO.
Vendc-se um preto moro, bonito, muito re-
forrado do corpo e pnssanle : Um elle habilida-
de para qualquer servido: na rua dos Guarara-
pes n. 30 R, em Fora de Portas.
Cebla nova.
No amigo deposito de assucnr da rua do Viga-
rio n. 27, ha para vender ceblas de mlho e
soltas, chegadas ltimamente do Porto, as me-
lhores que ha no mercado, e vendem-se batatas
para acabar, assim como saceos com feijao ama-
relio, de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias
Ferros de engom
mar econmicos
Pedimos (oda allenco.
Na loja daaguia de ouro, na rua do Cabug n.
1 B, vendem-se todos os objectos por baratsi-
mos preros par liquidar, ludo recebido em di-
reitura da Europa, assim como sejam
Bicos do seda pretos e brancos de lindos
Ditos de linho de todas as larguras.
Ditos de labyrintho de muilo lindos padres.
Franjas prelas com vidrilho e sem elle de
lindos gostos.
Trancas prelas c de lindas cores.
Franjas de cores e lindos padroes.
Ditas de linho brancas e de cores.
Ditas cora belota e sem ella para cortinado.
Franjase trancinhas de laa de todas as cores.
Trancinhas e gales de linho.
Filas de seda de todas as larguras o mais rico
que se pode encontrar.
Enfeilescom vidrilhos e de outras mais quali-
dades. '
Penlcs de tartaruga lisos e virados muito
lindos.
Loques muilo lindos de madreperola e de ou-
tra qualidade.
Fitas de velludo aberlas e lisas do toda as lar-
guras.
Penles de massa lisos e virados que imitara
tartaruga.
Ditos do bfalo de desembaracar.
Chapeozinhos para menino menina.
Boles de todas as qualidades.
Penles de Iravossa para menina.
Assim como muitos mais objectos de todos os
goslos; que vila do freguez se far iodo o ne-
gocio.
A &$000.
de casemira ricamente bordados a 12&""cada um. mai? bara, P0S3|vel, e muito novo, o sordinh'as
lencos de cambraia de linho bordados para se^
nhora a 9 e 129 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 209 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2$i0O, barege de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sortiraenlo de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslo de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 298OO
o covado. bandos pora armaco de cabello a
I95OO, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
de
\endem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras
por prego commodo : na rua Direita n. 61. loia
de chapeos de B. de B. Feij,
Venie-sonma carroca e um boi por preco
commodo : na rua do Rangel n. 15.
Para a semana sania.
Na rua da Cadeia, esquina da Madre de Dos,
ha para vender ptimos manteletes e lalmas de
fi! preto com bico a 16 e 18*, luvas pretas de
pellica a 29500 lencos pretos bordados, com bi-
cos c vidrilho, calcas de casemira preto, o me-
Soum, ,ll0f 1U1 n no mercado, casacas e sobrecasacas-
pielaa, ludo por preco commodo : na mesma ca-1
Ca Mn cnrlimnnU J ..t~_ I. ____ 1 l
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a conteuto para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
les casas :
Praca do Corpo Santo n. .
Rua da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Rua Nova n. 8.
Rua Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dila do Crespo n. 5.
Dila daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Ira eratriz n, 10, irmazem de fazendas
de Raymundo Carlos LeHe & Irmao, em lodos
estes lugares dao-se por um ou dous dias para
experinientar-sc.
Rua da Cadeia do
Recife n. 23,
Confronte ao becco l^avgo
Saia balo superior rendada, dita de mussu-
lina para senhora por 69. ditas para menina por
59, todas da mclhor qualidade e com lilas pro-
prias para o bom commodo, manteletes bordados
de grosdenaplcs preto de disientes goslos, ditos
de fil, corles de vestidos pretos superiores bor-
dados a velludo a 50$, ditos de seda a 80$000, e
outros muitas fazendas, proprias para a quares-
ma, que se mandara amostras.
Verd&deires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na rua da Im-
pera trizn 7, loja do Lcomte.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal'vendem-se carneiros
gordos por prero commodo.
gurao para senhora.
u^hfl8^00, d" Cadel d Recife n. 23. confron-
Ll**"? L8g0 venden'-e 'icos bronzes di.
gorgurao de seda preto para senhora do mclhor
que at o presente temos visto iodos ornados
assim como saias balo com babados fazenda in-
teiramente nova.
Em casa de Basto & Lemos
rua do Trapiche n. 17, vea-
de-se:
Churuboem lenccl.
Cantos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro. .
Baldes dezinco.
Livrosem branco ingltz.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de ciystal.
En.vofre em caixas de o arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparelhos de navios.
Chapeos de palta de Italia singelo?.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banbeiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Rua da Impcralriz N. I.
Madarae Ru<~ ~d Millocheau lem a honra da
avisar a todas as suas freguezas, que illa araba
do receber um rico sortimento de modas as mais
modernas que sao de uso em Pars, como cha-
peos de seda para senhoras 8 meninas, ditos da
palha para ditas, fichus com suas mangas rica-
mente eufeilados. biros de guipara verdadeiro
brancos e pretos, gollinhas do mesmo. de costo
mais moderno, manas de bico preto, ricos en fai-
tea de cabeca, de bico, capellas de flores cora
seus cachos, enfertesde todas as qualidades para
noiva, um rico escalhimento do franja c tranca
para vestidos, de cores e pretas. chapeos relos
para luto, neos enfeiles de cabera. priW oro-
pnos para greja, luvas de Jouvi, brancas e de
cores, tudo por preros muito em conta
mmiA scoti.
Vende-se cebla solta por baralissimo preco
no aimazpm da rua do Amorim n. 46.
Eseravos fgidos.
Tinta para escre-
ver.
pharaiaceutico. na rua 4a Cran 22 em Por- ***;** lud.? Por Pr5 commodp ; na mesma ca-i ? \*
L.W ^ to"-. *' em PW SS,,iSS;0Bto "'^ "* h | e -Perior aualidado a 500 rs. a garrafa
'Jvrarw ns. 6 e 8 da prtfra da Independencia
na
No dia 11 do crreme fugio do engenho
Santa llosa, freguezia da I.uz, owcrovo "?0I o
de nomo Domingos, cosluma lralar-sc por Joo
com os signaes seguinles : cor fula, alio ',
regular, 40 annos de idade, pouco mais ou me-
nos, icm urna cicatriz no rosio pouco abaixo do
olho esquerdo, bracos compridos, raaos c os re-
gulares, tem falla de denles na frente, una eica-
tnz emum dos hombros que parece ser de faca
marca de chicle as nadegas, lem errosnos
pes, muilo prosista, gaba-sc de vleme car-
reio, foi escravo do engenho Minas Novas nc-
dc-se as autoridades policiaes e eapiaes de cam-
po a captura do mesmo. e mandarem a seu se-
nhor Antonio Luiz dos Santos, morador no mes-
rao engenho*
No dia 6 do corrente fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippc, cabra, estatura regu-
lar, pouea barba, cora signaes do bexiga no ros-
lo. reprsenla ter 32 annos de idade, falla bem :
c no da 8 O escravo Marcoiino, denacao ArU
gola, cor fula, alio e seeco, sem barba, icm nos
uracos signaos de vaccina, na lesta urna cicatriz
era forma do racia ua, eera cima de um dos pa
urna sicalrz que repuchou alguma cousa a pelle
tem a falla descansada, bem feito de rosto c re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos esles cs-
cravos Icvaram calca de algodao azul trancado o
camisa de algodao de lislra. alem de mais 'roupa
que possuiam, e suppoe-seque reuniram-so pa-
ra seguirtm viagem para o serlao do Sobral de
onde o primeiro nalural: a quem os ,PPrehen-
aer junios, ou a cada uro de per si. ou dellesder
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engemio Ucha
a eTcravf'prilu1 h 6 de raarCVoxmo passado
do Par U .LdG n,0me Mo,ia Hosa. "'""I
cheln, ;fi m pre,a' ro,n '""cas de keaigaa,
cabello alto pouco e repartido na Trente icnl <>*
IVLX'T**9'' SCndn mas "reHo que c-
querdo, c raais urna cicatriz ae lalho entre o
Sr,,nd X .P0"Pgar de uma n.o? Csla
deSouazaqr,rS.'CC a SrIGi'h"me Frlderico
i,S/ lh0' es,cvo Iia Pco fgida se in.
Ululando de forra em Olinda, muito ardiles.
ardil a'Jnft",'.' ^^ ^o do m "J
ardil quem della souber e der nolicia cert a
oehfi,,.TnOrnncO.da30ud-C' m!,rc- P,"oximo Passado,
Sm m,h da ra,nhaa. ocabra Luiz. a ro. rom
de ca^nireirn"" VCrlha CSquerda- ""Vslh.
Ranwln ,q.UeiBOupegar' ,eve'0 ruaJ
inL; f'/ seusenhor Jos Anl>n'0 de Sou-
za Jnior, onde ser recompensado.
Fugio no da 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe.de naro An-
gola, de idade 45 a 50 annos, cora os'signaes
seguinles : um tanto baixo do corpo, cor fula
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla fina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas fonles
parecendo ser muito mancinho, porm muit
vclhaco e melliao a curador de emposturias, de
bom corpo, pernas um lanto Anos, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
liago Pereira da Cosa, proprielario do engenho
Providencia, ua fregueziadftAgua Prela: quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, uma sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela,' tem
bastantes cabellos broncos, cosluma traz-r um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as raaos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprchenso de dita escrava, e icva-la loja
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
d sua residencia na rra da Florentina defronle
da cocheira do Illm. Sr. lenle coronel Sbas-
o, ane sero itenerosamente recompensados.
A 5 de mareo de 1860 fugiram Joo e V-
renle, tendo arabos levado fouces de mao os
quaes tlverara bexigas.e conservom as marcas-
o primeiro levou camisa e ceroula do algodao
azul, chapeo- de palha, lera 40 annos de idade,
altura regular, cabellos ralos, testudo, olhos
brancos e amortecidos, sem barba, dentes per-
illos, muilo pintado, bracos e pernas finas, que-
brado de uma verilha, e muito besta : o segundo
levou camisa e calca de algodao de risrado, trra
ol) annos da idade, altura regular, testudo, olhos
vivos e vermeihos, sem barba, dentes perfeitos,
bracos e peinas finas, ps pequeos, tem marcas
do chicle as nadegas, tem urnas cicolrizes em
ambas as candas, muilo regrista, traballum
ambos de carroiro o canoeiro : mrem os pegar,
traga a Francisco H. Teixeira de Araujo e Silva*
que ser bem recompensado.
No dia 2 do corrente mes fugio da fabrica
daabo de Joaquioi (raneico de Mello Santos,
o seu escravo AnloniKcria'nlo, edr bem prela,
nariz chalo, baixo euro pouco grosso, com idade
do 25 annos, o o signal msis eonnecido ler a
falla de um dent na paria de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabao,
ua rua do Brum, que ser recompensado.




(8)
DIARIO DE PERNAMBU
c-
Lteratwa*
A cmara ardente.
numero 64.)
QUABTA FE1RA 4 DE ABRIL DE 1860.
ra uma jnveii que loria en-: elevi r-vos ate posico da meu
elegante do Madrid ; mas!ji tlcancado essa posico ? N
(Conlinuaco do
IV
0 funeral.
No din segnintp, pela mala noite, um liomem
c tuna mulher, alravr-ssaram silenciosamente as
mas de Madrid. O homem tinha o rosto oceulto
por um sombrero ; a mulhcr bavia deilado ovia
do chapeo sobre o rosio, do inancira que se nao
I n lia conhecer : caminhavam apressadamcnlc e
pareciera recelar o serem rcconhccidos Pararam
iunlo d'uma pequea porta de jardn), o ho-
rnera abri essa porta, e dcpois de ler entrado
com a sua cmpanhelra, fi-chou-a cuidadosa-
menlo.
Lma grande quanlidade de luz.sabia das ja-
nellas da casa, mas essa claridade nao linha o
brilho d'uma fesla. Brilhara na sombra, nao co-
mo um pharol de esperanza, mas sim como um
signai de luto. Domis, esta casa era lgubre e
silenciosa Os dous personagens aproximaram-sc
da janclla, e atravs os cortinados, vram urna
joven donzella deilada n'um soberbo lcito, no
meio do quarto ; muito frisada e elegantemente
ponteada, vestida de branco e coroada do rosas,
segundo o usj de Hespanha, pareca que dor-
ma. as mos, cruzadas sobre o pello, linha um
crucifixo e um rosario : linha os olho* fechados,
9 o seu rosto pallido, sem estar decomposloj!
conservara a pureza do suas linhas.
l.m volia do leilo haviam bastantes chorado-'
res o choradeiras, gente que se singa em Hespa-
nba para estas tristes solemnidades. Para che-'
gar junto do leilo era necessario subir seis de-
finios, coberlos de tapetes da Turqua ou da
Penil ; era sobro estes degros que linham col-
locado as tochas, que brUhavam como estrellas
as (apegaras negras e sombras deslc grande
quarto : o docel, os colimados e cadeiras esla-
vam guarnecidas do rendas de piala. Aquella
que jazia* no leilo niorluario. linha anda no
poscoco uma bella rosa de diamantes, que nesse
lempo iraziam as nobres damas da corte, brin-
cos e lros muilo ricos. Os escudos do cario
pretos, linham as armas da sua casa, e eslavam
junios de quinze cnslicaes c \elhos e doura-
dos. Lu perfumador com incein arda a seus
oes e oscureca com a sua sombra ondulosa as
luzes c grandes cspelhos. Um velho padre, de
joclhos, junto do leilo, inlerrompia de lempos a
lempos as suas oracoes, para Ihe lancaragua-
beula, e approximar dos labios da fallecida uma
-pequea eaixa que continha os ossos de Santo
Amonio de Paula....
Dcpois de lerem contemplado um inslanlc es-
te quudro Lio triste, U. remando disse a du-
queza :
Espcrai-me aqu, .uizita, vou fazer retirar
o mongo e enio entraremos; veris quo vos
nao Ilud. A vossa cruel vinganca prlucipia a
dar frudo; o rcniorso do crime pertcnce-vos,
pois assun o qulzesles !
Alguus instantes dcpois o cmara funeraria
eslava complelanienlc s. A duqueza ahicnlrou,
opoiada no braco do seu secretario, mais trmu-
lo que o seu, quando se encontraram em face da
sua victima.
Quizestes squi vir,senhora, encarol-a pois;
veris o lugar onde cu feri, veris como fosles
obedecida ... Eis ludo o que resta da mais aman-
tc o dedicada de (odas as crealuras Tinha vio-
le anuos, o fui cu quem a matei Fizesles della
um arijo domis no co, e de mlm, neste mun-
do, um demonio l
Fernando oceultou o rosto cntre>as duas mos
c duas grossas lagrimas lhe cotreram pelas fa-
ces ; a duqueza as mpou voltando a cabera ;
Tcmia de encarar esle cadver, receiava que elle
se levanlassc c apregoasse o nomo de seus as-
sassinos. De repente o seu olhar fixou-sc sobre
os escudos presos ,is velas, nos quacs o bra-
zao d'armas eslava pintado ; aperlou violenta-
mente o braco de temando, e roostrando-
lh'o :
Para que as minhas armas aqui, Fernando?
Para quccollocar ao lado desla mulher o escudo
c as armas dos Fuentes ? 1" um insulto ou uma
temeridade espantosa I
Neni uma, ncm outra cousa, senhora ; esta
mulher, que fnimiuha, D Ignez de Naxaras, era
ilha legitima c nica do chele da vossa casa, o
niarquez de Fuentes, que no leilo da morle lhe
perdonu o seu casamento cotnigo. obrigando-mc
a jurar sobre a cruz de a tornar feliz. No ver-
dade, conlinuou elle, que cumpri bera a miuha
promessa ?
A duqueza cahio involuntariamente de joe-
Ihos. Nesla alma sem principios havia um nico
culto que era o de seu nome ; e estenome pro-
nunciado diante de um cadver, neste momento
solemne, a alemorisou.
Qual o motivo por quo eu ignorava essa
circunstancia, conlinuou ella, dcpois de estar
um pouco mais tranquilla.
Vosso tio linha-me lambcni exigido a pro-
messa de vo-lo occullar, porque nao poiia uu-
vlr pronunciar o vosso nomo sem horror.... eu
era pobre, desconhecido, e dar lices de italia-
no em Sevilha, aos vinle o dous annis, quando
um velho e nobre senhor me procurou um dia
na sua carroagem. Nao o conhecia seno de vis-
ta, mas recordava-me de ter admindo a sua boa
presenca e a sua dslincco as ceremonias da
coroacao :
Senhor Fernando, me disse elle, nao vos fal-
ta intelligencia ; vi cartas vossas escripias ao du-
que de Medina, que provam que sois ao dedica-
do como hbil. A carroagem em que estamos
vai conduzir-nos o um palacio que eu lenbo pr-
ximo daqui; um castcllo no qual nodou bai-
les, mas onde encontrareis urna donzella mais
toclla que um anjo, qual vos peco que ensincis
o italiano, porquo desojo casa-la com um nobre
dcslo paiz. Nao tenho preclso devo-la recom-
mondar como o diamante mais precioso ; nica-
mente vos sabercis o quo oceulto a lodos sou
seu pai.
Depois, como a carroagem tinha chegado ao
fim do nosso deslino, apeamos e vimos a filhado
marquez dos Fuentes.
Eis minha ilha, disse-me o velho ; uma
familia interessera me cerca, e eu quero conser-
var Ignez longo do ar da corte : basta que uma
neta degrade o meu nome por intrigas...
A duqueza d'Eboli, respond eu tmidamen-
te, podo ser vctima da calumnia...
- N5o, mancebo, ella que calumnia... A
me dcsta cranla, durante a sua vida, esleve
cxposla'aos seus ullrages, e jurei que Ignez nao
conheceria esta mulher, que goza das honras o
grandeza da corte. Instrui-a como uma digna e
virtuosa herdeira, e agradecei sobre ludo ao du-
que de Modtna pilo zelo com que vos reconi-
mendou.
Fallando assim, o velho aprsenlou-me a
Ignez ; tornei-mo seu mestro, mas ao mesmo
lempo seu escravo. Lia uma joven
doudecer o primeiro
como nobre dama, mal se dignava encarar-me
pajsava horas inleiras a contempla-la sem que
me prestasse a menor considerarlo ; viva pre-
oceupada c n'uma tristeza indeflnivel; e eu ama-
va-a como uma creanca .que acaba de deixar os
Recollels de Burgos. As nossas lices linham lu-
gar ordinariamente ao r puro, junto de um bos-
quo encantador, d'altas arvores. que nos dava
uma sombra embalsamada do perfume da giesta
I de Hespanha e dos jasmins. Para que ensinar-
| vos o italiano ? disse eu un dia minha bella
| educanda ; idos casar com um nobre de Floron-
ca, que vo-lo ensinar muito melhor, o conde
l.uigi Serra, por exemplo... E ella princpiou a
chorar ; cpriheckcnlo que o nao amvi. Procu-
rei consola-la, persuariindo-a que este casamen-
to poda nao effectuar-se.
Isso- s lera lugar pela sua morte, pois
chega amanha.
O golpe fero-me horrivelmente; anda nao
bavia um mez quo dava lices a Ignez, quando
na noite scguinle eslava asscnlado tristemente no
mesmo lugar, oceulto porespessas arvores, e ou-
vi passos sobre as folhas seccas : vi a claridade
da la um homem, d'alta estatura, que dava al-
guraas ordens a um criado. O criado recebeu en-
tre outras a de conduziras suas malas ao castel-
lo que doria habitar seu nobre senhor, por isso
que o casamento eslava contratado. Deixei o con-
de l.uigi entrar pensativo no bosque, e seguio-o,
notando que trazla asna espada.
Senhor conde, exelamei no accesso do
meu desespero, tirai a vossa espada e deten-
dei-vos !
Como era um homem bravo e resoluto, nao
me fez repetir ameaca duas vezes. e fazeudo-
me recuar at junto d.-s arvores, cuidou que on-
dea
mando, lenea
o tendea, pens
eu, i eda do atemorisar-me ; seria isso im-
men menle ridiculo. Sois vos que deveis te-
mer Fernando ; eu nao derraraci sangue I
O secretario franzio as sobrancelhas, mas can-
leve -se.
As minhas mos esto puras, conlinuou
lentamente a duqueza, olhando-so n'um bello
espolho do Veneza, c nao creio que o metra
possa prender a minna, carroagem, por um crimo
do norte. %
Nao motejis, senhora, "murmurou Fernan-
do, nao motejis! ^
Nao motejo, nao, meu charo secretario.
Matasteis rossa mulher, isso muito serio c nao
ha ah de'que motejar. Dispensadme lodo o
qualquer conselho ; bastara fallar.. acreditar-
me hiam. e vos sabis o que 6 a juslica do rei
Filippe V....
Tranquillisai-vos, senhora, lempo que
corhecais a verdade. Nao matei aquella que
acreditaos ; as mos nao eslo tintas do sangue
do Ignez.
Enganastes-me!...
Deus levo piedade della rtesse momelo e
col rio-a com a sua prolnccao, senhora duqueza.
Sa Ira, sua irma do leite, que jamis a abando-
naba, recebeu o golpe, quo na minha cegueira
deutinava esse anjo. Nao foi Ignez que vistes
no leilo mortuarlo, nao era junio de Ignez que o
sacerdote entoava os hyranos da morle. Ignez,
de esperada, Ignez, quasi douda, rollara duran-
te esse lempo para Andaluzia, debaixo de urna
bi guarda. Com ludo .. .
Acabai, lnterrompeu a duqueza, vendo que
a ''oz de Fernando tremia.
Eis aqui, sonhora, a carta; que ha um an-
no recebi do meu mordomo de Serrana. Vede,
contrava um fraco combatenle. Com ludo, eu L< fita, eslava fechada com lacre preto, e an-
lltlUa IT.I-fltliltil.. n ;......r h m^..^.Im <1........*.. nl...i. lilinni.ll* ni........^1. ..... .. t !_ II
tinha aprendido a jogar a espada, durante cinco
anuos, o batido em Sevilha pela menor cousa...
Dirig -lhe um rpido golpe que o ferio por forma
tal, quo cahio. Pensando t-lo morto, corri ao
quario de Ignez ; linha visto o ourido ludo, e es-
lava prompla. Fugi cora ella, e oito mezes de-
pois era minha mulher...
Ador du] marquez foi espantosa, aecusava-me
e dirigia-mc nomes mais odiosos. Lmtim a tem-
pestado passou ; decdi-mc ento a aproveilar as
disposires religiosas do velho, que se tinha fol-
io irm.io de S. Francisco, depois do rapto de
Ignez. Rccebeu-me vestido de monge ; nao da-
va urna nica ordem ; era um religioso agradarcl
e triste ; o odio nao brlhou no seu rosto seno
quando lhn fallei do ros...
Fernando calou-se; 1). Luitita tlnha-o escala-
do, encostada ao leito da morle, qual vcliava as
costas, teniendo sem duridn encara-ln. A obs-
curidado era profunda, e as luzes lancavaiu a
claridade do sepulcro...
Siiamos daqui, disse ella, porque estou
despedazada; julgara-me mais lorie. Obrigada,
Fernando, e rers que o futuro le tara esquecer
esles das de luto.
Sahiraro por onde linham enlrado.c dirgram-
so com as mesraas precauces para o paleo.
No da seguintc, um maguiliu) enter-o cha-
mou As janellas, desde pela i/inha, todos os
ociosos do bairro. Tio smente se fallava na
quanlidade de gente que acompanhava o prsti-
lo fnebre, para agradar duqueza, cujos criados
em grandes libres,o seguiam lambem. Fsllara-se
sobretudo, do pesar de D. Fernando, marido da
pobre Ignez, c do soberbo tmulo que tinha man-
dado fazer ao eseulptor Torreno, em memoria de
sua mulher.
O secretario nao quiz ficar na casa que habi-
tara, e estabeleceu-se em rasa da duqueza de
Ebol, onde o seu lugar o chmara.
V
A expxaco.
Dous annos se tinoaos panado. A duqueza
eslava no mesmo salao onde a vimos no segundo
capitulo desta historia. Nao havia n>lla, ncm
em quanto a cercara, mudanca alguma ; a sua
belleza conservava todo o seu trilho, o seu toi-
lette, toda a sua magnificencia, e tinha lalvez
as mos o mesmo laque de plumas ; ornado
de pinturas, com que escutra as mesmas pa-
lavras d'ainor. nicamente tinha mudado o
seu interlocutor; j nao era I). Fernando : era
um velho d'alta estatura, e boa presenca, teudo
U peito ornado com o rico colar do Tozao de
Ouro.
Senhora duqueza, alzia elle, a ralnha o
quer, e eu desojo. Para que nao accedis aos
uossns rogos 1 Nao ocredilaes na minha dedi-
cacao ? Ou a minha posir.o nao vos parece
basiante bella para a parlilhardes ?
nunciava-mc claramente que nao tinheu rival
A duqueza tumou indilfercnlemento a carta
que Fernando lhe aprosenlava, c leu a desciip-
ca3 da morle de D. Ignez, sepultada havia um
a roo no seu castcllo de Serrana.
E agora, replicou o secretario, julgais, se-
nhora, que vos nao compri-? Sr a duqueza, per-
tenceis-me, lornasles-me culpado, e por isso pe-
se o prego do sangue que derrameil
Todos esses logares communs do drama me
aborrecem, Sr. secretario. Olido queris che-
g.-r? Acabemos com isto. eslou caneada, tenho
nocessdade de desoncar, encommodais-me.
Nao vos encommodare por muito lempo;
eis era duas palarras o que exijo. Nao tornareis
a receber o duque, do Toledo, trar-mo-heis
di classe secundaria em que eslou, emflin fareis
d i mim o que pronieliestes fazer no dia em que
ii e lornasles culpado.
A duque/a comecou a rir, compondo as almo-
fudas do divn, em que eslava asscnlada.
Estis, doldo, Sr. Fernando, nao tornar
a receber o duque de Toledo, o primo do rei, a
prlmeira persouagern do reino, porque essa a
vossa vontade, e (rar-vos da posiciu em que
estis [ Ni verdade, sois mui agradarvel!...
Senhora, eu sei o que matar uma mulher !
Meu Deus! nao me matareis; sabis que
me nao deixarel assassiuar assim, pois, nao sou
Ignez. Nao, reflecti maduramente, o a vossa
loa intelligencia vos mostrar que nada ha ter
no neste mundo. Amei-vos, hoje nao vos amo,
t uma desgraca ; mas como remedia-la ? Sepa-
i ando-nos como bons amigos, esquecermo-nos
mutuamente, o sobre tudo nunca mais nos ver-
nos. Tendea a vossa estrada c eu a minha ; si-
ir.nno-lu sem nos odiarmos riera nos encontrar-
nos ; c a nica maneira de comprehender a
da.
Tende cuidado, senhora, publicarei por to-
la a parte as nossas relacoes.
Nao vos acreditarlo Que provas tendes
para apresentar ?
Pois bem, matar-vos-hei 1
Parecia-moque bastara mostrar-vos o cami-
nho que tendes a seguir; mas nao assim ; que-
ris tornar-vos assassino de mulheres : matasles
uma com o ferro, outra com o pesar Uepitn-
vos anda mais uma vez: na vossa consciencia
ha duas mortes. Consolai-vos, a nica cousa
que deveis fazer.
Ignez Ignez! exclamou Fernando solu-
cando.
Concordo que ella valla mais do que eu
para um homem como vos; enganamo-nos, por-
que nos nao compreliendemos: vos, com mil
terrores, com a vossa ambicao mesquinha, com
o vosso extravagante amor; eu, que ambiciona-
ra muito mais do que podis snppor ; nao podia
durar muilo uma ligaco assim ; todo est aca-
gradaa desemprose amarem.e finalmente a noite
ein queffugindo da casa paterna, Ignet se tinha
confiado a sua guarda.e o tinha aeompanhado at
junto duma pequea groja d'aldeia, onde um mon-
ge.o primeiro mestre de Fernando os linha unido;
os das de rentura quo se seguiram a este casa-
mento, quando, retirados na sena, nao linham
outro pezar senao o odio do marquez de Las
Fuentes, bem depressa exlinclo pela morle I
A felcidado no passado duplica as dores do
pjesonto. Fernando julgou que nao tinha Torea
para fuglr desta porta, queren Jo ahi morrer ; mas
bera depressa tere uma idea consoladora ; pensou
no castcllo do Serrana, primeira testemunha de
sua felcidado, o onde repousara agora aquella
que tinha perJldo : nao leve mais que um dse-
lo, seno o de tornar a ver esses lugares queri-
dos, e o de acabar uma vida de erros e decep-
ecs, as saudades o na penitencia ; laneando
um ultimo olhar sobre Madrid, dirigi-so para
Andalusia, onde chegou dentro de poucos dias.
No centro das imponentes montanhas da Sier-
ra dirisou o caslello Irlslo e sombro. O mais
profundo silencio all reinara ; as portas esta-
ram fechadas, as ponles levadlcas suspensas, e
nlnguem se via as muralhas edificadas no lem-
po dos mouros. vastas umeias, em quo a hera
brilhara como uma tapecarin fnebre. O criado
de Fernando baleu porta, ourindo como res-
posla os latidos d'um cao ; pouco depois, um
velho criado vestido do preto, entre-abrio o pos-
ligo para perguntar quem era.
O senhor, depois de ler dito quem era, foi in-
troduzco, sempre com o mesmo silencio ; con-
duzlram-no, segundo as suas ordens. ao quarto
que indicou, e logo que a porta so abri ficou es-
pantado.
Certamente, senhor, nada mais posso riese- hado entre nos ; dcixe-me, tenho prt sao de rc-
jar, tanto por mlm, como por outro lado ; mas pouso
deploro a minhi hberdade, sta existencia lirre
que vou perder, e por isso demoro quatito posso
o momento fatal; e depois nao terei cu uma ri-
val ? Dizem quo sois lo gahnle para com as
damas I... Comtudo, se a rainha o ordena, se
vos vos dignaes perguntar-m'o, consinto da me-
lhor vontade em apressar a ceremonia, bera per-
suadida de quo nada posso fazer com tanto
acert.
Eis que ludo est conrencionado, replicou
o principe, beijando-lhe a mo ; em tres das
esla belia mo ser minha para sempre.
E o coracao tambem, que, senhor, vale
multo mais.
Vou annuncar esla boa noticia a S. M. e
voltarei nova.menle a agradeccr-vos. E' neces-
sario deixar-vos, mas voltarei bem depressa,
duqueza. Oh como me tornis feliz I
A duqueza conduzio o velho al porta, sau-
dou-o com respeilo e vollou para o seu lugar.
Um quadro se voltou atraz d'elle, e um homem
enlrou no quarto : era o secretario.
O'ic queris, Fernando, pergunlou negli-
gentemente ; a hora da cesta e quero dormir
Dormiris depois, senhora ; necessario
que rae oucas ; eslava atraz desta lapcgaria, n
so bem ouri, promeltesteis de casar dentro em
Ires dias com o duque de Toledo.. .
E quando assim fosse, Fernando ?
O que nunca acontecer! Nao pensasteis
que cu podia oppor-rao a esse casamento, ou
julgasteis que vos teria comprado por um crime,
para me ver expedido como um criado I
Que entendis por essas palarras ? Quen
falla em expellir-vos ?
Vos, senhora, vos que anda hontem no
theatro italiano me prohibisteis a entrada no
vosso camarole, por isso que o duque ahi es-
lava, e nao querieis quo o vosso secretario ap-
parecesso junto de vos! Senhora duqueza !
Esse secretario c o vosso senhor ; olrid-lc-
heis ? Vos, lo esperta, lo altiva, nao con;-
prehendeis que nao posso ficar na posir.o e n
que me acho, junto do vos, que quando oseo
Iherdes um marido, uinguem o pode ser su-
nao eu ?
D'ondc vos vem essa presumpeo, Fernan-
do ? Nao comprehendesleis que se eu quizes*e
FOLHETOl
Gonstanca Verrier.
Fernando j a nao escolara ; meruilhado nos
seus remorsos, na sua dr, pronunciara a cada
instante o' nome de Ignez. I.eraniou-sc e sahio
do quarto sem dirigir uma nica palavra aquella
que lhe tinha despedazado o coracao. Junto da
porta voltou-se:
Tendes razo, Sra. duqueza, disse elle, nao
vos malarei, porque nao valis um golpo de pu-
nhal I........
Em quanto quo elle alravcssara a antecma-
ra ouvp'um criado annunciar:
Vi Sr. duque de Toledo.
Pobre duque, murmurou Fernando: muito
devo soffrer I
Esta nica idea fez comprehender a Fernando
que j nao amara Luizila ; quando ociume nao
existe, porque a paxo est extincta. Reuni
os seus papis n'uma pequea caixa, e deixnu o
palacio d'Eboli para nunca mais ahi voltar.
VI
O caslello de Serrana.
Quando se lem soffrldo muito, e especialmen-
te cora pezares que ferem ao amor proprio, ha
unicamenta um s refugio a solldo : expo-
rimenta-sea necessidade de virernum completo
retiro, de procrame mais intimo d'almaos no-
bres pensamenlos d'outro tempo, e mistar que
decorram muitos annos, para que se possa per-
doar a nossa propria desgrana.
Assim era Fumando : desde que dcixou Luizi-
la, e que se encontrou s na ra, respirou mais
vontade, e dirlgio-se insensivelmento para a
pequea casa que tinha habitado com sua mu-
lher ; todas as janellas estavam fechadas, por is-
so que ninguem mais a habitara. Um verda-
delro desesperse apoderou delle, a um lo l-
gubre aspecto ; leria dado a existencia por ser
anda o hornera obscuro, que dous annos antes
tinha conduzido Ignez a Madrid, depois.de a ter
roubado.
Assentou-se n'um pequeo banco de podra,
cocou a canece, apoiada as mos, e recordou o
passado : lembrou-se da sua primeira entrevista
com ignez da sua primeira lico, das suas longas
conversas noito, os rendet-vous juntos dos jas-
mins perfumados e enebriantes, as promessas sa-
POR
GEORGE SAND.
XIII
( Continuarlo. }
Excitada pelo seu sorriso de duvida conlinuou
Sophia:
Ja que isso a dverte, nao oraittirei cousa
nonhuma. Elle recebeu esse ramalhete com or
indeciso como se ficasse admirado do lo grande
favor. Vi quo elle ainda conhecia as liberdades
da vida de artista e que lomara isso como um
avanco. Da parte do outro eu teria zombado dis-
so, mas com elle, que ja me agradava, nao quiz
nem parecer-lhe leviaha, nem moslrar-mo ridi-
cula. Estas cousas, disse-lho eu, nao compro-
metiera fora do scenario. Somos aves de arri-
baco, o s temos a dar e a levar arecordaco"
Era muito bem dito I disse a duqueza.
Nao, era tolice, replicou Sophia. So setem
espirito quando nao se ama ; mas como esse.....
Mol vil ja me amara, pegou no ramalhete e na
minha mo c vi quo o delle trema. Sim, tremia
c uma mulher nunca se engaa cosa uma emo-
cao ingenua e forte A sua communicou -se-mc
lo rpidamente que quasi desmaici. Constanza,
nao so\i louca para fazer isso I Nao me disse no-
ce uma vez que o amor era uma sorpreza e que
isso fazia parle do suas dilteias ?
Ella disse-lhe isso ? pergunlou a duqueza.
iT r ii- m^ em rePeli-lo, respondeu a Moz-
zelli; fallemos s delira. No dia seguale pe-
la manhaa achei Oxjmeu salo cheio de flores ma-
ravilhosas eno perguntei da parle de quem li-
nham vindo. Essas flores nao tinham o perfume
dos oulras. O dallas s podia vir do co. Fi-
(") Vide o Diar.j n. 75.
quei ebria lodo o dia, c nao quiz sahir, receia i-
do respirar outro ar, que me distrahisse desse ar
impregnado de amor c de poesa. noite, ador-
mec sobre o divn. Pareccu-me que essas flo-
res cantavam. Ouc opera sublime que poema
divino Nunca ouvi nada seraelhante I lias
calaram-so de repente. Elle eslava all I Nao
sei que verligom me atacou. Confessei-lhe que
esperava-o.
Era espontaneo 1 disse a duqueza.
Era absurdo. .Devia julgar que eu era l-
guma namoradeira. Mas sabera por que ame -o
tanto ? 6 porque tudo quanto me deveria perder
no seu espirito foi justamente oque ocncanlou
c lodavia um ente puro e de coslumes aus-
teros, que agoia o sei. Mas, o que querem? T*m
uma grande intelligencia, urna razo superior
de todos os homens. Adevinha tudo, compe-
liendo ludo ; le as almas como em um lirro !
Comprehendeu, pois, que nao era a impu-
dencia que rao irapellia aos seus bracos, mas
uro attrativo invencivel, uma syrapathia excep-
cional ; e quando, no dio seguinte, lhe pergur tei
o que pensara de mim, disse-me elle : Nao pun-
sei nada, pensei que vbc era sincera.
Isso bello, disso a duqueza, e roc qiasi
que me faz querer bem ao exccllente mncelo !
Para quejsombar? disse Conslanca, que
escutava a SopWa com benevolencia ; elle sabia
bem que Sophia rivia cora sizudez, e pttdia estar
to orgulhoso como comraovido com a sua fnn-
queza.
Ohl eis-ahi justamente o que elle me dis-
se replicn a cantora. Nao houve entre nos na-
da do que defiora a primeira emogao ; ncm co-
qiroterie da Binha parle, nom machiavelismo, ou
cmphase da delle; nem condi$es, nem astucias,
nem reservas, nem desconflansas. Nao sei so
elle me disse qW me amara, nem so rao podio
que o amasse antes do mo obter; tluhamos an-
ta confianga um no outro !
E ento, desde a primeira intrevisla... dis-
se madama de Evereux.
Constanza nada quer saber o respeito, lis-
se cora altivez a Mozzelli. A conlinuaco da lis-
tona que elle s podia passar dous dias em
Londres, e passou uma semana escondido e na
opinio das pessoaa que alli cunhece, fora do rei-
Esta grande cmara eslava cobcrla de velludo
prclo, como aquella em que Safira tinha sido
cxposla em Madrid : pareca mesmo que tinha
sido para alli transportada. No meio, sobre um
estrado, via-se um caixo de velludo fechado,
tambem preto, em volla do qual havam duzen-
las luzes de cera.
Esla cmara era igual de Madrid, com a dif-
ferenea de que naquella baria um caixo fecha-
do, e nesla um rico lcito, e que un zelo a toda a
prora cuidara nos seus menores delalhe3 : um
missal estar junto do caixo, segundo o uso da
nobreza, cercado de jasmins, cujas brancas pe-
alas, brilhavam no escuro das paredes. Um pe-
qneno cao eslava deitado n'um cochim, junto do
oratorio : pareca que esta cmara era habitada :
havia alli, junio da janclla, urna manlilha e uma
guitarra*
Oh 1 meu Dos exclamou ello, eis quaulo
me resta della. Perdoai-me, senhor, para que
ella me possa perdoar I Levanlou-sc e dirign-
do-se para o caixo, balcndo no peilo excla-
mou :
Perdoai-me.
Dcous perdoou-lhc sem duvida ; o clemencia
uma rirludc do co.
Depoispercorreu lodo o castcllo, iramerso na
dor profunda que o compunga, e procurando
por toda a parte a sombra adorada de Ignez, s
cncontrava a solido : voltando cmara arden-
le chamou o seu mordomo,
Vasquez, disse elle, quando D. Ignez mor-
reu estaris s neste caslollo para tratar delle ;
agradece todos os vossos cuidados ; nessa occa-
slo ordenei-vos, deveis lembrar-vos, para con-
servar esla cmara no estado em que se ocha*
at minha volta. Hoje ordeno-ros quo a dei-
xcis assim perpetuamente. Quo estas tochas ar-
dam sempre, que estas la pecaras cubram as pa-
redes, que tudo conserve aqui um aspecto de
lulo. Agora podis relirar-vos, e que ninguem
entre sem ser chamado.
O mordomo nelinou-se c saho.
S, o para sempre 1 connuon D. Fernando,
fallando alto, como se algucm o podesse ouvir :
dcpois que tu me doUast.es. Ignez, uo tive um
nico instante de descanso Despedazado pelos
remorsos, caberlo do desprezos, torturado pelos
ciumes, sffri tanto quo perdi a coragerc. Nao le-
ras tu piedade de mim, nao viras em raou auxi-
lio I
Sento desusar pelos cabellos um beijo, o jul-
gando que era uma illuso, nao se moveu com o
reccio de a destruir.
Ainda me ouves, espirito celeste s um
anjo.
Nao Fernando, mas a ranlher que le ama,
nao a mesma cousa 1
E tinha razo : nada so parece tanto, sobre
tudo quando a desgraca purifica o amor.
D. Fernando voltou a cabera ; Ignez estava
junto delle, vestida de branco, pallida como um
espectro, mas o seu olhar era brilhanle, o cor-
ceo bata-lhe vivamenteabra os bracos para o
receber: era Ignez !
Pcdisles perdo a Dos, meu amigo, e sou
eu que t'o trago, nsm como a felicidade dos
nossos primeiros anuos, se quizeres esquecer as
dores do passado !
s tu, querida, s tu, repello ello ; para
que illudir-me. Se arajt-besses quanto tenho sof-
frido !
Depois que perd a minha pobre Safira,
Fernando; perd a nica amiga que tinha. Or-
denastes-me quo morrease para lodos excep-
tu de ti : comprehendi mais tarde quo a minha
existencia te era pesada, e morri para todos as-
como para t, esperando o da em que me cha-
masses; saba que esse dia chegaria ; ei-lo, eis-
me aqui Mas ainda assim velava sobre ti. Vas-
quez, o leu velho mordomo, era o nico que sa-
bia da minha existencia. Kecordas-le das flores
que encontraras no teu quarto 1 Becordas-le do
capitulo da imilacao, aborto aobre uma meza,
quando desesperastes do co ? Ful eu que o esco-
lhi para (e recordar a misericordia divina. E de
noile os sons da harpa quo adormeciam. as las
dores, eram obra minha.
Es a minha Providen cia agora, como n'outro
tempo.
Como sempre, Fernando ; para uma alma
como a minha, a dedicarlo a vida-
F.mquaulo que Ignez assim fallava, Fernando
admirava-a c eseulava-a com delirio: depois
passou a mao pelos cabellos de seu marid ), en-
xugou-lhe a frenle, o acariciou-lhe as faces ca-
davricas ; emfim poz em pratca todas aquellas
puerilidades do amor, que tornam to feliz a exis-
tencia.
Fernando, disse ella, depois de torera sen-
tido todas as alegras e lodas as dores desta dra-
ma penivel : ordenasles que e3la capolla ficasse
assim pepeluameulc ; o quo julgavas fazer por
mim, deves fazc-lo por uma outra victima ; devo-
mos aqui deplorara pobre Safira e orar. Se olla
so nao tivesse sacrificado, agora que a outra te
abandonou, estarlas completamente s !
Fernando ajoclhou e pedio novamenlo perdo
a Ignez. Inslituio uma missa era oxpiaco do
seu crirnc, e anda durante um seculo os seus
descendentes cumpriram piedosamente a sua
vontado : a capella ardente conservouo30 sem-
pre no mesmo estado.
Na invaso de Hespanha pelos Francezes, as
tochas extinguirara-se, assim como a nobro fa-
milia de Naxaras : o seu ultimo descendente
morreu na batalha do ciga.
O caslello foi arruinado, e ainda hoje se mos-
tr aos viajantes, nao havendo um nico pastor
da Sierra que nao cont a historia do Ignez,
convencido de que ainda nao morreu, e de que a
ouvem muila3 vezes cantar do noite no cume
das torres desertas.
roger of. BK.vrvoin.
( Daz Tizan. )
Variedades.
no, e isso a custa do immensos sacrificios, como
depois me disse. Nao sei quacs foram os sacri-
ficios, porque nunca se quiz explicar a esse res-
peito ; mas o que aflirma sempre verdade ; nin-
guem se pode engaar.
Quando separou-se. de mim julgou que mor-
ria e eu tambem. Eu chorara, oh I meu Dous I
como chorei aos quinze annos, no jardm do pa-
lacio Doria, e lodavia nesse dia eu chorara bem!
Vi que elle fasa a si mesmo uma violencia
atroz, e nao pode olfender-me de que rae deixas-
se. Nunca soube a razo disso ; talvez que nun-
ca a saiba, e heide ignora-la absolutamente
quando torna-lo o ver. Elle disse-me apenas:
Tu bem vs o que sofTro. Nao posso dizer-le
outra cousa. E eu disse, se soffres por que
me amas, impossvel que uo aches um meio
de voltares a ter comigo I.
E roce tornou a enconlra-lo ? pergunlou a
duqueza.
Em Edimburgo. Elle fallara de ir Escos-
sla, ojquando lhe propuz acompanha-Io, disse-me
que era impossvel. Insist, respondeu-me ento :
Nao vou mais. Reaunciei paaa nao por impe-
dimentos sua libordade. mas-apezar disso l
fui, nao para desobcdccer-lhe, mas para v-lo
lalrez ; era o nico lugar do mundo pora onde
eUu mostrara querer ir I Se me tivesse indicado
aChitia, houvesse o que houvesse, eu leria ido"
China.
Foi por isso que roce canlou era Edimbur-
go e nao me fez honra de dar signaos de ida?
Todava eu estava muilo porto dalli, as Ierras
da minha amiga lady...
A senhora estava l e eu nao soube disse
a Mozzelli empallidccendo.
Ento cu a perdo. Ento o seu delicioso
Melvil estava realmente em Edimburgo?
Sim, estava. E a senhora ignorara-o ?
Naturalmente. Ento adoraram-se cada
vez mais ?
Sim, mas sem dizermos nada. A primeira
vez que o vi no concert fiquei louca de prazer.
Ah como cantei bem I S cantei para elle, que
estara muito comraovido, mas que nao se apro-
xtmou de mim ecomo comprehendi que ello li-
nha para isso motivos de que nao poda ser juiz,
fing que nao o conhecia. Mas esperei-o a noite
Carta do visconde de Kikiriki sna es-
posa a vhcondessa do mesmo titulo.
i
Tenho estado docntinho.
Por causa do certa dr,
Porm disse o meu doulor,
Que o pulso me tem tomado,
Nao ser cousa de cuidado.
II
Assim mesmo quatro dias.
Da cama me nao ergu,
E foi na cama que li
A sua caria, que lera
Muita pilhcra, meu bem.
III
Vejo que quer ir Roma,
Derendcr o Padre Santo,
Nao me opponho, sei de quanto
A viscondessa capaz,
Mas reja bem o que faz.
IV
Olhe que esla cousa est
Algum tanto estapafurdia,
Vai por l grande balburdia,
O povo das legaces,
Nao quer mais os cabeces*
E nao quer sor governado
Por padres do Vaticano,
K se eu me nao engao,
Pi Nono passa mal
Na questo do temporal.
VI
Nesla cousa anda metida
Gente que todo lo manda,
Eu c pela miuha banda,
E que faco. o que farei,
O rosar, e resarei.
VII
Se for preciso assignar,
Algum papel a favor
Do nosso Santo Pastor,
Perlilo o meu nome aos mais
Que se cnconlram nos jornaes.
VIII
Istq, prima, puco cusa,
EnO faz mal a ninguem,
Ninguem melhor quo o meu bera,
Que a miuha viscondessinha,
Heconhece a vida minha.
IX
Bem saLe que segui sempre.
Desda a pia, a lei do Chiisto,
Quando me deito ou me visto,
Consultando o kalendario,
Ileso sempre o meu llosario.
Sou liberal das pontnhas.
Mas calholico nos nossos.
Se nao rso Padre-nossos,
Nas'egrejas em voz alta,
Essa vrlude me falla,
XI
Mas, que quer ? se cu nunca tive
Desarranjo cana bola,
Nunca fui, nem sou carola.
Tenho f e sou christo,
Porm, hypocrita, nao.
XII
Pode, pois a riscondessa,
Formar a sua crusada,
Com isso nao tenho nada.
Mas segundo o meu pensar,
O melhor era rosar.
em miuha casa ; eslava certa de quo elle ira.
Mas nao foi nem nesse dia nem no seguinte. Da-
hi a dous dias encontrei no passeio. Elle estava
s e eu com genio. Olhou para mim, porm
sem comprimentar-mc, fui obediente ao que pa-
reca prescrever-rao; deitci-lhc apenas um olhar,
contcntei-me com pensar que elle estava alli, e
quo ainda podia alravessar alguns dos meus tris-
tes dias como um relmpago ou antes como um
instante, ainda era um favor immenso, e cu lh'o
linha dito, como lhes disse ainda agora ; por es-
sa felicidade, eu leria ido ao fim do mundo.
Elle o comprehendeu e essa a minha re-
compensa. Um dia do corrida de cavallos, quan-
do llque s por um instante, elle foi ler comigo
e disse-me : Parlo e agradeco-lhe a delicadeza.
Ah 1 agradece-me 1 disse-lie eu desesperada ;
nao era provanca?Ento porque lem aqu al-
guma amante So a tivesse Ih'a sacrificara.-
Casou IVoss j me pergunlou isso o respondi-
Ihe : nao.E parle ?Assin. necessario.Quer
esquecer-me ? Quanuo o quizesso, nao rae seria
possivcl.Diga-me ainda que me ama, e se quer
que eu viva.Diga-me, voss que nao me ama
mais, se tem pena de mim.
Vierara separar-nos e elle fuglo. Nunca mais
o vi. Mas hara tanto combate interior, lauto
sofl'i imento, tanta verdadeira dr no seu ultimo
olhar I Elle me ama 1 Ama-me tanto quanto cu
o amo, e como nada resiste ao verdadeiro amor,
algum dia ha de ser lirro pela forra desse desti-
no que o coracao prepara. Ento poder procu-
rar-me, e encontrar-me-ha, esleja eu onde esti-
ver, e desde a nossa separaco espero-o lodos os
instantes da minha vida. Estou como voss,
Conslanca. Vivo de um presenlimento, do uma
esperance, de umsonho de ventura, e se esse so-
nho tiresse de durar quatro annos, tenho con-
fianca, creio e amo !
Ento, esto aberlas as apostas. Voltar ?
nao rollar ? Eu apostara pelo noivo de Cons-
tanza ; elle tem cem mil libras do renda, vinle
e cinco bellos annos de rirlude ; mas pelo sou
apatxonado, voss quo s lem paixo entbusiasta,
nao aposto nem dous sidos.
Mas porque esso mo prognostico? disso ma-
deraoiselle Verrier. Pois cu julgo de outro mo-
do. Creio nos bous deslinos.
Ha muito acaso c desconhecido no seu I re-
plicou a duqueza. Ella nao conhece esse phenx
adorado Aposto que nem sequer sabe-lhe o ver-
dadeiro nome E' algm lindo avcnlureiro !
Quer agora que diga o nome dello ? respon-
deu Sophia. Se verdade que o esqueceu tanto
melhor por que nao o saber Elle pedio-mese-
gredo. Quanto ao seu carcter o amigo que m'o
apreseutou disse-m'o em duas palavras ; um
homem de mrito. Eu nao precisara disso por
que eslava-o vendo. Um homem vulgar nao
tem aquello parecer. Quanto sua posico no
mundo, sua fortuna e oceupaces, ignoro ludo,
porque nao lh'o perguntei. Nao passei os curtos
c preciosos momentos queme pode consagrara
fallar em negocios, ma/ a fallar de amor. Se
ello rico, tanto peior; a riqueza uma cada.
Se pobre, tanto melhor, libcrlar-se-ha !
voss nao leveacuriosidado de perguntar
alguns detalhes ao seu amigo, ainda quando nao
fosse se nao para saber se podia esperar alguma
cousa do futuro?
Nao, esso amigo sahii de Londres poucos
das depois de m'o ler aprcsenlado, e ainda quan-
do uvesse Picado, eu nao me atrevera a uilerro-
ga-lo. Fra Irahir-me, e cu via bem que. .
Melvil quera que nos nossas relajos houvesse
mysterio I Tinha bem razo. O myslerio a
poesa do amor. Nao essa a sua opinio, Cons-
tanza ? Voss mesmo nooctulla o nome du seu
noivo ?
Poderia dizc-lo agora, mas um ame obs-
curo que nada lhe adianlaria. ,
E depois, disse a duqueza, na sua posico s
se deve dizer isso as vesperaa do casamento faz
muito bem.
Trata-so de Sophia, replicou Conslanca
Acho a sua historia muilo romanesca c nao lh'o
oceulto; mas agora que vejo-a lerna, absorta
julgo-a mais no cammho da selvaco do que
quando a deixei negando tudo e al a'si.
Pois olhe, disse a duqueza, acho-a' no apo-
geu da sua loucura! Amar un desconhecido!
Imagina talvez ter cnfeiiirado algum grande per-
sonagem ; quem sabe se,"como nos dramas ro-
mnticos, nao o carrasco, ou simplesmenle. co-
mo pode acontecer na vida rcal.-um simples via-
jante de commercio?
XIII
Pedir a Deus Ilumine
As rachlmonias roes,
Pois j li nos annaes,
Que lambem (estas coroadas
Tem dado suas paladas,
XIV
Talvez queira a viscondessa,
Que cu lhe cont o que o ha de novo,
E o que diz o nosso pero,
E tambem o que l fra.
Come, bebe, vive o mora.
XV
Pois eu vou contar-lhc ludo,
Tudo, tim-im, por lim-lim :
Os pacs da patria, por fira,
4 ocenpom, romo os pares.
Os bancos parlamentares.
XVI
Todos lem osolhos filos.
Nos fabricamos de leis.
Se estes cento e tantos res,
A quem consagro respeilo.
Nao fazem cousa com geito ;
XVII
Ser melhor que o doenlo
Mudo de receituario.
E mesmo de boticario,
Se elle nesles se embasbaca,
provavel dar casca.
XVIII
Uma sucia de larapios,
Cousa que nunca fot boa, ^
Est sujando Lisboa,
Nifiguem, mesmo havendo la,
Pode por os ps na ra.
XIX
Zombando dos Canarios,
E de faqninha na mo,
Os taes larapios esto,
Por mil diversas manciras,
Depenando as algibeiras.
XX
Inda hs tres noiles eu ia
D'ouvir madame Tedesco,
Choviscava, eu ia fresco.
Quando ouco faca alto 1
Confesso o meu sobresalto.
XXI
lulguei ver ante os meus olhos
Um ggance; era um ladrao,
E de ferrinho na mao,
Com carcter de corlante,
E tambem de perforante :
XXII
Eu nao quiz capitular,
Apilei, fazendo bulha,
Eis acode uma palrulha,
E o ladro, largando a capa.
Vira as costas, foge, escapa.
XXIII. .
Se nao fra o meu valor,
A estas horas, meu bem.
Estara sem vinlem ;
E talvez quo o tal ferrinho
Me flzcsse um buraquinho.
XXIV
A grande questo do dii,
E que da noite tambem,
A grande questo, quo lem
Alarmando os arreiaes
D'csses differenles jornaes,
XXV
F.' a questo importante
D'esses moederos falsos,
Que nao sao homens descalcos,
Porm que tem o seu moro,
E tambem len^o ao poscoco.
XXVI
Os verdadeiros e os falsos
J dao fogo, j pelejam ;
Eu nao sei quem cites sejam.
Mas se o olho me nao mente,
Todos lera cara de gente.
XXVII
As balas com quo so ferem
Nao sao do ferro, sao d'ouro.
Parece que ha thesouro
D'alguma moura cncoberta,
Que deixou a porta aborta.
XXVIII
Neste negocio, Priminha,
tu nao mello o meu nariz :
O nosso dictado diz :
Quem te manda, rcmendo, -
Tocar tambem rabeco
XXIX
Hontem me disse um patusco,
Com cabera d'avel,
Que quem vem buscar a l,
A gritar pelo Cbiado,
Pode ficar tosqueado.
XXX
Ho-do haver morios, ferdos,
Tambem contusos do ccrlo,
Quem tiver o olho aberto,
E nao se deixe morrer, .
Ha-de ter muito que ver,
XXXI
A respeito de Maocos,
Sebera que os marroquinos
Sao animaes muito tinos :
No meio desta tormenta
Tem cabellinho na venia.
XXXII
Nao querem comer loucinho.
Menos beber agua-ardonte,
Mouro ferido ou doente,
Deitado nos hospilaes,
Tambem geme como os mais.
XXXIII
Mas nao quer. nao sei porque
Ver do leilo a cabeceira,
A fazer-lho de enfermeira,
Apezar da piedade.
A lrm, da caridade.
XXXIV
Basta por hoje, Priminha,
Que a macada nao foi m ;
Que se divina por li,
Mas sem ofteuder a Deus,
Sao sempre os desejos meus.
(Bras Tixan*.
Vi
i
Burger ou principe, replicou a Mozzelli of-
fendida, linha alma elevada e proclamara gran-
de desdem o uma especie de averso aos amores
philosophicos.
De veras? disse madama d'Evereux, sempre
jovial. Era ento partidista da paixo desenfrea-
da, do drama? um poeta do desespero? O Lara
de Lord Byron pelo menos ?
A senhora o conhece! bradou a Mozzelli,
agarrando com uma especie do raiva no formoso
braco da duqueza. Agradou-lho talvez outr'ora !
E ha uma hora que zumba de mim, que faz oque
pode para me causar ciumes. ou ento a senho-
ra mesmo os tem! Porque nao diz as cousas como
sao, em vez de me querer torturar.
Conslanca. disse a duqueza, mudando de lu-
gar e collocando-se atraz de mademoisclle Ver-
rier, rcfugio-nie alraz de voss, porquo realmen-
te receio ser hoje assassinada I Tive bera m idea
em vir aqui!
Itespondo pela senhora, tranquiliso-se, disse
Conslanca. Estou aqui para fazer a paz. Mas
acho que ambas sao ms, ella em nao a julgar
leal, c a senhora em denegrir uma affeico que a
torna feliz!
Jure sobre a cabeca de sua ilha que nao co-
nhece a quem amo, que ento acredila-la-hei,
disse a Mozzelli.
Minha querida senhora, disse com altivez a
duqueza, por obsequio nao me falle da minha fi -
Iha. Ella nao est aqui ; quero rir das aventu-
ras quo nos conla, mas nao me convm que seu
nome seja invocado em taes materias, Quero
tambera dizcr-Ihe ainda uma vez que nao tenho
pretenres sobre o seu Melvil. Encontrei outro
Melvil era Londres, ao mesmo lempo que voss
eslava apaixonada pelo seu, c se lhe dou o mes-
mo nome para evitar o Irabalho de procurar
outro. Occupada com o meu Melvil por motivos
dilTercnies de amor, nunca me passou pela idea
o objeclo dos seus souhos
Que enigma esse que me propoz? disse a
Mozzelli inquieta; nao comprehendu. Diz-mequo
tinha l uma ligaco agradavel, ao passo que a
minha era seria, e que isso me deve Irauquilisar?
Expliquc-se. (Confi'nuar-w-Aa.)

PERN. TYP. DE M. F. DEFAMA. 136
tr
iaJ aVJI 11-11


Full Text
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