Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09025


This item is only available as the following downloads:


Full Text

ANP XXXVI. HUMERO 74,
Pop tres mczes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos C$000.
OBTA FEIBA 29 DE HIRCO DE 186?.
Por airno adinnlado 19$000.
Porte fia neo para o subscritor.
ENCAHREGADOS DA SUBSCRII'CAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrno de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cora, o Sr. J.Jos do Oli-
veira; Maranho, o Sr. Mannel Josc Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos do
Moraos Junior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmn da Cosa.
PARTIDA DOS UURRE1S.
Olinda todos os das as U 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goianua e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Ano, Bezcrrns, Bonito, Cantara, Allinhoe
Garanhnns as torras feiras.
Pao d'Allio, Nazarelh, Limoeiro, Rrojo, Pe*-
queira, lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricnry e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinheni, Rio FormoM.Una, Barreiros.
Agua Preta, Pinenteiras e Natal quintas feiras.
Tn los os correios parlom as 10 horas da manhaa.
bl'tibflKKlUKS n litz de ai ahijo.
7 LoaeheiaaslOlsera.se 2'* minulosda "manhaa.
14 Ouarto minguanto as 6 horas e-19 minutos da
manhaa.
22 Loa nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nhaa.
30 Quartocrescenle as 4 horas e 33 minutos da
mauha.
PREAMAB DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 51 minutos da manhaa.
Segundo as II horas o 18 minutos da larde.
AUDINECIAS DOS TBIBU.NAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
fazenda : trras, quintas o sabbados as 10 horas.
Juzo do commercio : quintas ao meio dia.
Dilo do orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Prime!ni vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil ; quartas o sabbados oo
meio dia.
PARTE OFFICIAL
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. I.udgero b. ; S. Braulio b. m.
27 Terca. S. Roberto b. ; Ss. Fileto e I.ydia.
28 Quarta. S. Aloxandre m. ; S. Castor m.
29 Quinta. S. BertholdoC.; Ss. Joas Barrachie.
30 Sexta. As dores de N. Sra. ; S. Joo Climaco.
31 Sabbado. S. Balbina v m.; S Benjamiri*m.
1 Domingo de Ramos. S. Marao : S. Valerio.
ENCARREGADOS DA SEQSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Palcao Dias; Baha, o
Sr. Jos Marlins 'Alvos; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMftUCO.
O propietario do diario Manocl Figueiroa de-
Faria, nagua livraris prega da Independencia ns.
f> e 8.
GOYERAU DA FIJDVl.M'IA.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra era 22de evereiro de 1800.
lllm eEsm. Sr.Remello a V. Exc o inclu-
so lequerimento em que Antonio Pedro das Ne-
ves pede pagamento da quanlia de 4 7618iH, de
fieles do navios de sua propriednde para Fernan-
do de Noronha, alini de que V. Exc. laca constar-
ihc que deve habilitar-sc nessa provincia, nos ter-
mos exigidos pela circular lo Ihesouro nacional
ile f de agosto de 1847, para poder haver do
n.'smo Ihcsturn n respectivo pagamento.
Dos guarde a V. F.xe. Sebastio do llego
Barros.St. presidnnto da provincia dePernam-
buco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernam-
bnco, 2 de marco de 1860Lniz Barbnlho Mu-
nis Fiusa
7.' Scccao.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 22 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Nao estando comprohendido
na lellra do contracto celebrado rom a compa-
nfila brasileira de paquetes a passagem pedida
por l.in/ Manocl Rozendo de linio, no requeri-
mento que V. Exc me remetleu com oflicin n.
139 .de 9 de Janeiro ultime, nao pode por isso ser
deferida esta pretendi : o que communice a V.
Exc. em resposta Aquello offirio.
Lio ouiro, u quailo pariuu linalmciile o russo-1 posta de delegados de lodas as iiiHerenics parles
prussiano. Durante alguna lempo se observou do estado geral, e que durante o estado proviso-
ein Pclcrsburgo e em Be.rlim urna posico muilo rio nao se decrelem leis com vigor no olstein,
reservada na queslo Italiana, porm desde que sem approvaro da Dieta do mesmo Ilolstein. No
soube das inlencoes da Friura a respeilo da So-; caso de nro serem aceitas pola Dinamarca essas
contra-propostas, a proposla reserva i Dicta o
boia 0 de Niz/a, essa reserva fez lugar o una vi-
va participarlo no negocio, porque a questo da
Saboia loca os interesses inimeilialos da Europa, ;
e as duas grandes potencias do nordeste jolgam
son dever tratar de salvar o equilibrio curopeu, !
ameagado pela dita questo.
Seja annexacao, seja um reino Elrorico, isso
llies mais ou menos indilferenle, lano mais de-
cidido 6 osen esforro para impedir o engrande-
prorediment execulorio.
Enlre os outros negocios pendentes na Dieta
Alloma, os mais importantes sao o da constitu-
cao do Hesse eleiloral c a revisan da constitui-
rn militar da Dicla.
Em ambas as quesles se acham diamelrai-
menle nppostas as ideas da Prussia e as da Aus-
tria o dos Estados contraes. Na primeira a I'rus-
cimonto da Franca, ou se isso nao se poder con- si i exige o restabelecimenlo da antiga constitu-
uir, para gmliar garantas contra os perigosqfie <;o de 1831, ao mesmo lempo que do outro lado
querem sustentar a consliluicao inlroduzida for-
resultaro do mesmo engrandecimento. No ul-
timo caso ellas consideraran) como seniclhaotc
garantia a defeza da liulu do Mncio e da Veno-
lia Austraca, e qualquer aggresso sobre as mes-
mas seria em primeuo lugar para a Prussia um
casas bclli.
Tcndo assim mostrado em traeos geraes a jio
sicj das dinVrenles potencias fallaremos dos
cadamente no anno de 1852.
Quanto questo da consiilnicao militar da
Dira, irala-se da exigencia da l'rossia, segundo a
qual o exercito federal deveri para o futuro ser
dividido em dous exercilos ; um exereito dos
eslados allemes do norte, sempre debaixo do
enmmaudo da Prussia, e um segundo exercito
mais importantes aconlecimenlos as ultimas se-' formado pelo estados do sul da allemanha, sem-
inauas. pro debaixo do commondoda Austria.
Ja se sane que nao se realisou o congresso A constituir militar da confederaban pre-
qoe deva ler lugar sob base da paz de Zurrn senlemenlo bascada na undade do exercito fode-
Seguiram depo negociacoes especiaos entre Pa- ral, e determina a eleicode um general emclie-
ns e Roma a respeilo da queslo da Romagna. I fe para todo o exercito federal.
As negociacoes com Roma nao tiveram nenhum a' primeira vista essa determinadlo parece
>.. rw inuinm Mmiiii uinu. i resultado, porque ella nao quz ceder em nada, minio conveniente, mas na pralioa 'olla nao se
leo!ipjuardea V. EXc. Joan de Minada Pe- lea politca franceza se mostrou muilo irritada pode execular, porque nem a Prussia nem a Aus-
reirn Ftlho.Sr. presidente da provincia de Per- em eonsequencia dessa resistencia. O program- Ira, como grandes potencias europeas, em caso
namouco. ma cnlo era o spguinte : complcti annexacao de guerra, se acharao na posico de renunciar
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambu-
cn, 2 de marro do 1860. Luiz Barbalh-> Muniz
tyizn.
N 0.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio.Repartirn geral das Ierras
publicas, eni 25 de fovereiro do lt60.
lllm. e Exm. Sr.Em solurao ao oflirio de V.
Fvr. de y de Janeiro ultimo, declaro a V. Exc.
que S. M. o Imperador liouvc por bem indeferir
i) requerimenjo em que .los Antonio Pereira pe-
de ser admiilido como Diestro carpinleiro na co-
po
dos ducados da Italia central e da Rumagna sua propria importancia militar, c mesmo se se
Sardenha, urna nova guerra para forrar as ulli- i exigisse que ellas subordinassem os seos con!lo-
mas posicocs da Austria na Italia, e a entrega da gentes federaos um commando'superior eslran-
Venetia a Sardenha, cedendo essa em compet- geiro, ellas reservaran) o seu proprio cora man-
sarao a Saboia e Nizza Franca. Porm csse do em ebefe para os seos outros exercilos, o as-
programma at mesmo assuslou o ministerio li-^stm em lodosos casos entrariam em campanha
glez. E' verdade que em Londres se favoreca j tres differentes exercilos allemes debaixo de
diferentes commandos, e:n lugar de um exercito
federal.
Os eslados contraes, porm, nao querem aban-
donar o direito da escolha do chefe do exercito
a completa annexacao, mas nada se quena saber
de una nova guerra contra a Austria, nem da an-
nexacao da Saboia e de Nizza.
A Inglaterra, pois, se sabio com scu proprio
tonia militar de Pimenteiras. Em atlencao po- programma.o qual ella primeramente Apresen- federal, na qual lem a maioria de votos, e receiam
lm, nos serviros militares do suppHcante* deler-' lou Franca, e depois Austria, assim como em perigo a sua soberana.
Prussia e Russia. Esse programma consista de A Austria precisa da lilicea dos estados cm-
qualro potitos; o reconbecimento do principio traes na confederacao, para fa'zer face Prussia,
da nao intervencao na Italia, a retirada de lodas j e por isso lamber se rolla contra as propostas
as tropas eslringeiras de paizes italianos, o re- prussianas.
mina o mesmo Augusto Senhor, que V. Exc. Ih
mande dar um lote de trras, na conformidade
do arl. 5" do regulamcnto de 9 de novembro de
1850, com as mesmas condigoes que eslao su-
jeilos os que recebem Ierras era virtude do citado
artigo.
Dos guarde a V. Eic.Joaod Almeida Pe-
reira Filho.St presidente da provincia de Per-
nambuco.
Curnpra-se. Palacio do governo de Pernanibu-
eo, 10 de marro de 1869.Lu: Barbalho Muniz
Fiuza.
Rio de Janeiro. Ministerio' dos negocios da
guerra, em 27 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Informando o lente gene-
ral ajudanle general do exercito, ern oflicio de
24 do correnle, que a reparlirao sen cargo nao
fui remetlido rcquermenlo algum de Macario Ro-
drigues dos Passos, pedindo remuneracao deser-
viros, com a sua escusa, 5 qual reclama ; assim
ocommunico a V. Exc. para Ih'o fator conatar, e
em resposta oo seo ollirio sob n. 159 de 9 de Ja-
neiro ultimo, cobrndo outro requetimento em
que.o suppHcante pede a dita escusa.
Dos guarde a V. Ex.Sebastio do Urjo Bar-
ros. Sr. presidente da provincia de Peruam-
buco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambu-
co, 10 de marro de 1860.Miz Barbalho Muniz
Fiusa.
i.* Secco. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 28 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Devolvo a V. Exc. o reque-
rimenlo de Raymundo Sonres da Silva que aeom-
panhou o seu otTicio de 9 de Janeiro ultimo, no
qual pede ser prvido em um emprego ; afim de
que V. Exc. faca constar ao supplicaiile que seu
pedido nio pode ler lugar, por nao haver vasa.
Densguardo a V. ExcJoao de Almeida Perei-
ra Filho.St presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco ID de marro de 1860 L. B. M. Fiuza.
1.a Scccao.Rio de Janeiro. Ministerio dos
conhecimento das possessesaustracas na Italia,
e a solurao da questo da Italia central por meio
da Hvre vola'/ao da populacao da Toscana, de
Modena, de Parma e da Romagna.
A queslo da Saboia, como se v, nao se acha-
ra mencionada directamente nesse programma ;
o motivo era que a Franca s tinha fallado drlla
na imprensa olliciosa, mas nunca em declara-
rnos ollicines.
Entretanto esse negocio se acha em discusso,
m^s o cerlo que assim como muilas nutras-
cousas, a revisao da consliluicao militar da con-
federacao, para a qual necessaria a unanimida-
dK dos votos, continuar a serumpium deside-
rtum .
Quanto Austria, as cousas na Venelia e na
Hungra do motivos para receios.
Na primeira, o governador conde de Bissingen
Em Paris as propostas inglezas foram appro- foi dimiltido, porque nao se mostrava bastante
vadas em geral, mas acompanhadas de um nu- severo, tendo subslabelecido pelo Sr. de Toggen-
mero de reservas que deixaram abalar mais de bourg, anligo ministro do commercio, o qual co-
lima porta. j me^ou o scu novo emprego, dimilli'ndo grande
Em Vienna ellas fotam immediatamente regel- ; numero de empregados, e por numerosas prisoes
ladas, e lambem a Russia e a Prussia nao encon- de pessoas suspeitas.
Iraranrnellas garantassufRcienlea para a paz Na Hungra, depois de haverem falhado nego-
Os esforcos inglezes foram pois baldados: a ciacOes lendenfes urna conciliafo. os protosion-
Russia tomn agora a iniciativa, e de accordoltes fozeni renhida opposico ao governo, opposi-
com Prussia propoz conterencios livres dascin-1 cao apoiada moralmente'pela popularo e al
co grandes potencias para solver as complicacoes i mesmo pelo clero catholico.
europeas. O resultado entretanto nao foi favora- | as duas cmaras prussianas tiveram lugar ni-
vel. A idea de conferencias livres, isto confe-, portantes discussoes.
rencas sem programma fizado, fez recelar a In- A le sobre o casamenlo civil, j aceita na ul-
gtatrra, que a proposla da Russia s tinha por j tima sesso pela camarades deputados, fui apre-
fim una revisao da paz de Paris de 1856 e das; sentada volaco na cmara dos senhores.
suas determina;6cs incommodas para a Russia,: A cmara dos senhores. porm. hostil
sobretudo acerca da neutralisaro do Mar-Negro. '
Assim como o congresso nao se realisou, como
depois falhou a mediaco da Inglaterra, tamben)
as conferencias livres da Russia s foram um bom
desojo.
Entretanto a Franca nao ficou inactiva, e abri
de novo negociacoes com o Papa, fazendo ao
mesmo lempo urna nova tentativa com a Aus-
tria.
Ao Papa se propoz quo a Romagna lhe perten-
ceria por pnnripio, mas que el-re Vctor Eni-
manuel exerceria o vicariato secular debaixo da
superioridade da Santa S.
Ao mesmo lempo se quiz fazer a Austria ce-
ao pr-
senle ministerio, receilou o casamento civil de-
baixo de qualquer forma que fosse. e se decidi
pela suslenlaco do casamento exclusivamente
pela igreja.
Entretanto se discuti na cmara dos deputa-
dos o regulamcnto dos impostos terriloriaes, que
traa da uniformidade das tatas para loda a mo-
narchia, e as propostas do ministerio foram acei-
tas com grande maioria.
Tanto mais duvdosa c a sua sorle na cmara
dos senhores, e geralmenlo se pensa, que essa
casa lambem n'essa questo far opposico ao
governo.
Talvcz que nesse caso o governo empregar os
qual pedo um emprego para sen Ribo, alim de
que V. Exc. faca constar a supplirante que nao
po le ter lugar sua pretenco por nao haver vaga.
lieos guarde a V. Exc. Joo de Almeida Pe-
reira Filko.Sr. presidente da provincia de Per-
n a ni buco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambu-
co, lo de marro de 1860.Lui: Barbalho Muniz
Fima.
EXTERIOR.
Correspondencia do Diario de
l'ernambueo.
HAMRURGO
5 de marro de 1860
Os mezes se seguem, mas as complicacoes na
Europa em lugar de acharem urna soluiu se
cmbrulharn cada vez mais.
Nao preciso ser propheta para prognosticar,
sem receio de ser desmentido pelo futuro, que s-
mente urna guerra europea nospoder finalmen-
te procurar a solurao. Todos assim di/.em, c lo-
do o mundo disso falla como de una cousa que
se emende de si mesmo Mas o como ? e o quan-
do "? isso a queslo.
De Roma se sabe j que ella nao aceilar nem contra o regulamenlo dos impostos terriloriaes,
essa, nem qualquer entra Irangaceo, c topou- fcilmente poderla fazer cahir a nova organic
co se deve esperar o consenliniento da Aus- do exercito, pela qual o principe regenle se inle-
na. j ressa vivamente.
A resistencia da Sardenha lambem se enlende As propostas de leis respeilo desse negocio se
Comtudo essa a solucao, que o imperador
Napoleo sustenta ainda expressamcnle na falla
do Ihrono, em que no dia primeiro do correnle
abri em Paris o corpo legislativo, somonte
ver.Iade ern forma mais moderado, querendo
apresenlnr a questo da Saboia a approvarao das
grandes potencias.
A sensaco porm que causou a falla do Ihro-
no do primeiro de marco, lano niaior, como
nella pela primeira vez so exprimem oficialmen-
te as inteiieoes da Franca sobre a Saboia e Nizza,
e isso d'uma maneira quo suppocm como cousa re'a,ar digno de mensao.
entendida a sua approvaco. Aqu em Hamburgo se espera novas propostas
Entretanto ja temos presente os primeiros ae-j ^ senado em negocios da conslituijo.
los de resistencia directa contra o programma da ---------
falla do Ihrono da Italia central. _
Osgovernos da Romagna o da Toscana corto- 'tondros 8 de marco de 18CO.
caram a nacao para o dia 12 do correnle, para O paquete Oneida, enlrado em Soutar
6 milhes de Ihalers por aune, resulta agora que
a sua plena execuco requerer ao menos urna
despeza maior do 12 milhoes de thalers por
nno.
Debaixo dessas circumstancias, o regulamenlo
dos impostos lerriloriaes mais urgente ainda, e
segundo se diz, a cmara dos deputados far a
nova organisaco do exercito, dependente da
aceilarjao da proposla respeito dos impostes
lerriloriaes pela cmara dos senhores.
Dos outros estados da Allemanha nada temos a
preparou um chaos no qual nada ccrlo do que ; O seu parlamento ao menos se aproveilou at
a incerteza de ludo. A nica cousa clara nesse I agora de teda a occasio para protestar contra a
chaos a lirrnc perseveran';.! da Austria e da Cu-; annex iro saboiana, e smenle o motivo de lia-
na Romana ; mas como, essa perseeranca se l- ver-so o ministerio Palmersion, Russell declara-
mita sobre a Simples confuso, consistilo onica-, do casa respeilo sempre contra o engrandec-
ment da Franca, lhe assegurou a maioria noces-
mente em regeiar loda c qualquer solurao que
nao a do Hat* quo ante ella s augmenta a
confuso, e torna impossivel qualquer mediaco
Do outro lado a politi. do Njpoleonismo, que
sem cessar muda de fortua, quasi lodas as sema-
sarta para a sua existencia as votacoes que l-
veram lugar sobre o tratado de commercio cora
a Franca e o novo budgel.
A eontinnacio da resistencia contra a poltica
r.is os orgos da polilica franceza apresenlavam napoleonisla a respeito da Saboia, por.isso urna
novas combinace, ora era a completa annexa-
cao da Tosrain, de Parma. de Modena e da llo-
magna Sardenha, ora a formaro de um assim
chamado reino da Etruria dos estados subleva-
dos da Italia central, ora urna combinadlo de
ambas as combinacoes, da annexaco edeum
CSlado Elrurico separado, e ao mesmo lempo da
sustentadlo nao da soberania, mas sim do senho-
rio do papa na Romagna.
No meio disso, ameacas de urna nova guerra
contra a Austria, para lhe arrancar tamaem a
Venelia, cao lado de todas as combinacoes a
sempre de novo presentada exigencia da anne-
xacao da Siboii e de Nizza Franca, como re-
compensa dos servicos por ella prestados causa
nacional da Italia. L'm terceiro cerco formim a
Sardenha e a Inglaterra, esforcados para tirar do
contraste enlre a Austria c a Franca a maior vau-
tagem possivcl a respeito da Independencia da
Italia, sempre promplas para impedir qualquer
pproximaro enlre ambos, trabalhando em favor
da completa annexacao, c fazendo toda opposico
aos desejos da Franja sobre a Saboia e Nizza.
queslo vital para o mesmo ministerio, no caso
contrario um ministerio Tory ser iuovitavel.
Mas um (al ministerio poria em duvida a intimi-
dado com a Franca I
as relacoes internas da Allemanha domina
ainda o anligo ontrasto enlre a Prussia de um
lado, e a Austria e os assim chamados eslados
cenlracs do outro lado.
Smente na queslo do Ilolstein esse contraste
Eos couros do Rio Grande, salgados 7 a. a 8
1/2 d. por Ib.; seceos9 d. a 11 d. ; seceos salgados
8d. 1/2 a 9 d. 1/8.
O nosso algodo tem oblido em Liverpool os
seguinles pre>s; o de Pernambuco c Maranho
8\ 1/2 por libra: e o da Babia 7 d. 1/2 por
libra..
Os 5 por11 brasileiros ficam colados a 103 1/2 ;
e os 1/2II 0 a 9:11/2.
Os consolidados inglezes a9i Ii2.
Os Chilenos de 3 |() a 75.
Os fundos mexicanos de 3 Oift a 21 3it.
Os Peruanos de 4 1|2 0|0 a 3 1(8.
Os Porlugaezes de 3 (>|0 a 43 Ii2.
Os Bussosde3 0|()a65 1j8.
Os Sardos de 50)0 a 85.
Os Turcos garantidos do 4 0|0 a 102.
As aeros das nossas emprezas frreas conti-
iiuarn com algum disronto : assim as de S. Pau-
lo estn de 3|8 a l; disconlo ; asila Babia a 1|4;
e as de l'ernambueo a S 1 3(8 a S 1 5|8.
A procedencias do Brasil para Inglaterra nos
ltimos das de fevereiro foram as seguimos ;
De l'ernambueo ehegou a Graesend [23] o
l'anl Auijiist, que em breve dever all regressar
achando-se a carga lara aquello destino ; da Pa-
ralaba a Greeuock (23) o James llull ; e do Rio
Grande a Gravesend (26) o Anua
2i) o Belina de Liverpool
. ..S mesnias
I folhas, que lambem izeram menco dos grandes
preparativos que no Rio so fazia'm para festejar
o regresso do Soberano a capital do Imperio.
Felizmente recebemos por esta mala melhores
noticias a respeito das condices sanitarias do
porloda Babia, lendo diminuido abi a febre ama-
relia ; mas ao mesmo lempo foram aqu ouridas
cnmabaloascommuuica^oesquedallifazem varios
individuos de eslar reinando a fome naquella
provincia.
Lamento semelhanle successo, de que nos re-
sultar graves embarazos nao s para a coloni-
saro como para a realisaco da empreza frrea
da Baha.
O correspondenle dessa provincia noticiou para
aqu pela presente mala que a colheila do assu-
car fra all muilo limitada neste anno. Por era-
quanto no mercado de Londres nao influio essa
noticia para a alca daquclle genero ; mas pro-
vavel quo mais* ou menos venha isso a suc-
desappareceu. e a respectiva commisso dirigi j ceder.
Dieta urna proposla esse respeilo. apoiada pela O assucar branco da Babia fira colada de 27
l russia o pela Austria commummente, e por isso j a 32 s. e o mascavado de 21 \ 6 d. a 27 .
certa de unnime apptovago u'uraa das prxi-
mas sessoesda Dieta.
A nova proposla se refere sobre as ultimas pro-
postas do governo dinamarquez, que tenciona
convocar urna assombloa de delegados do Ilols-
tein e do conselho do Reino para tralar de mo-
dificacoes na consliluicao geral quo lornem pos-
sivcl ao Ilolstein a entrada nella.
A proposla da respectiva commisso da Diela
se declara de accordo com a convocaco da as-
sernbla, porm exige que a inesma seja cora-
lem havido al esla dala o
martimo destn reino para
O de Pernambuco e da Parahyba lem oblido os
seguintes precos :
Branco 27 *. 6 d. a 32 '. 6 d. per ewt., masca-
vado 21 s. a 27 \ 6 d.
O cuco do Brasil fica de 45 s. a 67 '. per cwt.,
pago 1 d. de direito por Ib
O caf de 1." qualidade de 62 *. a 72 s.; 2.a
dila 55 5. 6 d. a 61 s.; 3.a dita de 50 \ 55 '. per
ewt.
Pao Brasil 100 ', a 105*. por tonelada sem di-
reilos.
Seguio nesse mez
para o Maranho.
No mez de marco
seguinte movimenlo
o Urazil e vice-versa
De Gravesend seguio para a Babia (I) o Dirk
llendnk; e de Liverpool (6) para o Maranho o
Vancouver.
Chegarim do Brasil a Falmoutb (I) o Mnry
Wcir da Parahyba ; e a Llyde (5) o Cora de Per-
nambuco.
O paquete que amanha seguir de Souiamp-
lon com a mala deste mez o Magdalena. Esle
vapor andar na linha das Autilbas ; c de mili-
ta velocidad eseguranca.
Bom ser que a companhia o conserve na linha
do l'risil.
lia dias publcou o Daily News, jornal desta
capital, que a companhia anglo-luso-brasileira
fra subvencionada pelo governo portuguez com
quinze mil libras esterlinas, e que onlro tanto es-
perava receber do governo brasileiro.
Nao sei o fundamento de verdade que poss.i
ler semelhanle noticia ; mas posso allirmar qu
Mr. Roebuck, um dos directores daquella empre-
za, faz todos os esforcos naquelle sentido, e que
lambem pretende elle conseguir do governo bri-
tnico urna subvenro para a mesma linha. Mr.
Roebuck membrudo parlamento ingles, e pes-
soa que goza aqui de grande inlluencia ; c por
tanto nao lhe ser difficil advogar peranle o go-
verno britannicoa conveniencia de?er subvencio-
nada urna linha que abri outra nova e importan- i
te communicaco enlre a Inglaterra e o Brasil.
Ainda nao ehegou a Milford laven o paquete
Brasil que deixou o Rio no dia 1." de fevereiro.
O nosso ministro nesta cftrlc acaba de autori-
sar 3 rreaco de um vice-consulado brasileiro
em Milford.
Mr. Julin B. Harries foi nomeado para esse
lug.ir.
O acontecimento mais importante desles ulti-
mes dias acerca da poltica europea o discurso
com que no dia 1." do correnle o imperador Na-
poleo abri o parlamento francez. Por esse do-
cumento se esclareceu a opinio publica a res-
peito da poltica que pretende seguir o gabinete
de Paris na aclual queslo italiana ; e por elle se
ve que a Franca, concordando com o Piemonte
quanto annexacao a este reino de parte da Ita-
lia central, pede todava para si a Saboya o o
condado de Nice como garanta propria contra o
engrandecimento da Sardenha que lcar sendo
urna nacao de mais de nove milhes de habi-
tantes.
S. M. imperial declarou positivamente na sua
falla que consente na annexacao de Parma, Mo-
dena, e mesmo das legaces* Pontificias ( salvo
o respeilo devdo aos dircilos da Sania S, obr-
gando-se o re de Sardenha a reronhecer o Papa
suzerain dessa porcao de territorio ) ao Pe-
monte ; mas que a Toscana dever ser eregida
em reino independenlc. Drizando porem iulei-
ra liberdade ao rei Viclor Emmanuel de seus ac-
tos, mesrno a ponto de nao o eslorvar quanto
annexacao da Toscana. O imperador Napoleo
manifesla todava a sua intenco de nao apoiaro
Piemonte ern semelhanle poltica e at de o aban-
donar s consequencias de seus errados passos,
coso era virtude disso tenha o governo sardo de
achar-se a bracos contra a Austria. O discurso
allude lambem ag lacio creada em Franca pe-
lo partido ccclesiaslico contra a poltica do go-
verno a respeilo da Santa S; e a proposito recor-
da o imperador ao publico os longos servicos
que desde onze annos lem elle constantemen-
te prestado ao Papa, em quem lem sempre e hu-
mildemente recouhecido o chefe da igreja, para
assim combater o prejuizo que o partido clerical
lem procurado plantar, allegando inlencoes hos-
tis da parle de sua magcslade para com o Au-
gusto Chefe da Igreja. Finalmente termina a
falla do Ihrono, insistindo as vantagens do tra-
tado de commercio com a Inglaterra, e concluin-
do com as seguintes pal vras cheias de sabedoria
e liberalismo quanto mais um paiz qualquer
se enriquecer e prosperar, tanto mais contribui-
r elle para a riqueza e prosperdade dos ou-
tros.
O effeilo que esle dor.uraonlo veio aqu pro-
duzr tem sido mu desfavoravel poltica fran-
ceza no que toca a questo italiana. Os cons-
tantes esforcos do gabinete britannco, para con-
seguir das grandes potencias contineniaes um
aecrdo acerca da livre manifesaro do voto po-
pular na Italia, lcaro sem nenhum resultado
desde que vigore o programma do discurso im-
perial para a solucao da grave questo da Italia
central; porque a Toscana, assim como as lega-
ces pontificias, nao obstante seus votos pela an-
nexacao Sardenha, ficar a primeira sujeita a
escolher outro soberano que nao seja o re Vc-
tor Emamnuel, e a segunda a consagrar em prin-
cipio o respeilo pelos direilos do Papa, contra os
que se havam pronunciado Deste modo o ga-
binete francez veio a rejeilar a mais importante
dasqualro propostas que ltimamente lhe fuera
lord John Russell, como devendo ser o accordo
enlre as grandes potencias, para a solucao da dif-
liculdade que tern olferecido a queslo da Italia
central. Tamben) a parle relativa cesso, que
dever a Sardenha fazer Franca, quanto Sa-
boya e Nice susctou aqu vivo descontentamen-
lo, porque nisso descobre a Inglaterra um meio
ae engrandecimento que a Franca busca, c mais
urna violarn dos tratados de Vienna.
No parlamento inglez tem por vezes o minis-
terio Palmersion silo inlcrpcIlaJo acerca de se-
melhanle annexacao, e ntida ltimamente em
eonsequencia de urna moco de Mr Kinglake
nesse sentido, levo lord John Russell do explicar
contara dos com mutis, que a poltica de Ingla-
terra lem sido sempre contrario aquellas vistas
do gabinete francez. anda quaudo ( a pretexto
de compensaco pedida pela Franca para consti-
tuir suas fronieiras militares ) a Sardenha venha
a compor-se tambem de lodos os estados da Ita-
lia central porque mesmo enlo nunca precisara
a Franca, que urna potencia militar forte de
36 milhes d'almas, daquclle supplemenlo para
manter a sua independencia contra o Piemonte
que anda caso mais favoravel como fica indica-
do, Picar sempre urna na^o sem frootera pelo
lado de Veneza e por conseguidle sem urna tini-
dde capaz de causar serios receios A Franca.
Em summa a idea de annexago da Siboya
e ,Nice Franca 6 aqui inteiramente impo-
pular, e a possibidade c at a possibilidade
nJaile de ser ella levada a elleito nao del Xa de
causar serias aprehenses ao gabinete britann-
co ; lano mais que este apias se limitar a
dar consol hos em contrario, pois que cerlo nao
(tosejar quebrar por modo algum a allianra que
o une com a Franca 1 Lord John Russel apre-
sentou ha dias na cmara dos commims loda a
correspondencia relativa queslo da annexacao
da Saboya e Nice, mererendo o apoio da cmara
pelo modo com o.uo enrgicamente lem combali-
do semeihante idea.
Segundo affirmam varias correspondencias de
Vienna, o gabinete austraco respondeu ao mi-
nistro inglez naquella corle, sendo pergunlado
qual seria a poltica do imperador no caso de ir
Franca por diante com o projoclo de incorpo-
rar Nice e a Saboya no imperio francez, que a
Austria eslava disposta a conservar loda a liberda-
de d'acro neslae nutras qiioatOCS e que por isso [
nao condescenda em exprimir a sua opinio ; tan-1
lo mais que nisso segua a conduela da Inglaterra '
que por occasio da guerra d'Ilalia durante o
atino passado e\ iiou sempre quaesquer compro-;
missos ou declaradnos que mpo'rlassem nisso. I
E' cerlo que depois da entrada de lord Palmis- i
Ion no poder, as relaces da Inglaterra com a
Austria tem cada da srrefecido.
O plano finaneciro de Hr.Gladstone, que impor-
tara como disse nsminha ultima correspondencia,
grandes reformas na piula das alfandegas deste
paiz, sabio Iriumphanle por urna maioria de 106
votos ; e n'elli- parece confiar plenamente ,1
classe commercial da Gra-Rrct inha, anlevendo
um inmenso incremento de consumidores. IV
lambem islo com que o anual ehanccller do
Exchequer corita sjlvar os sacrificios que de mo-
melo lem de fazer o Ihesouro publico em razo
de urna nolavel dminuico de suas rendas pela
redueco dos direilos e naquella esperan; sns-
tentou elle com energa o seu plano e orcameu-
lo, propon lo parasupprmcnto do que hade fal-
tar uestes primeiros anuos na renda geral,nao s
a conservado do income tax como est, mas
lambem cerios Impostos de 1 d sobre varios arl-
gos do consumo. A imprensa ingleza lem quasi
loda applaudido as reformas inicalas por Mr.
Gladstone, com quanto na opinio de muilas fo-
lhas devessem essas medidas ser tomadas em
circumstancias polticas menos melindrosas ; ou-
Iras porem lem sustentado que a occasio era
esla, e que pelo tratado de commercio com a
Franca, cimentou o governo tima paz dundoura
com aquello paiz.
Por urna resoluro da cmara dos rommuns a
seguinte redurco sobre direilos dos vinhos quer
de produccao ingleza, quer eslrangeira, foi adop-
tada desde o I de marco correnta al o lim
do correnle anno os direilos sobre vinhos serode
3 s per galln vinho brinco ou linio ; e do l. de
Janeiro de 1861 em diante esses direilos lcaro
redtizidos 1 s, 1 s 6 d, e 2 s per galln, con-
forme conliverem 18, 26 ou degs de espirito ve-
rificados pelo bydrometrodeSykes.
\-sc porlanto que o favor das paulas e das
alfandegas inglezas se estender lambem a
quaesquer vinhos eslrangeiros alm dos franco-
zes.
Bora ser agora que nao appareca no mercado
inglez esse artigo adulterado, porque isso seria a
sua propria ruina : a concurrencia que agora se
cstabelece deve apenas servir para que cada um
procure vender o seu producto, coi preferencia
oulrem pela excellencia do que liver a o flo-
recer.
No decurso do rtez de uoril prximo lera lu-
gar a abertura do congresso sardo, se os aconta-
cimentes polticos da Italia nao exigirem urna
nova dictatura. Tudo deixa receiar que islo ser
o que ames tem de acontecer, porque nao pare-
cendo provavel que o programma de Napoleo
seja acceilo pelo gabinete de Turin, nem pelos
governos da Italia central, o recurso ser recor-
rer s armas para sustentar sem o apoio da Fran-
ca urna posicao que Ibes ser provavelmente
disputada pela Austria, aples, e al pelo Pa-
pa, tanto quanto esle poder concorrer para esse
fin. Esta eventualidade parece ternero gabinete
de Pars, que acaba de a fazer sentir Sardenb,
como meio de nduzi-la acceitar o programma
do imperador Napoleo. Mas Viclor Emmanuel
est hoje dominado pelo seu ministro Cavuur,
que o horaem com quem o Italia de ha muilo
sonha para sua cabal independencia ; e por con-
seguinte ser muilo provavelmente arraslado
pela forea de circumstancias locaes, sem que
possa ouvir um conselho que domis pode nao
ser em sua opinio o mais acertado.
A Austria nao lem cessado de reprimir vio-
lentamente a expanso do voto italiano as suas
possesses de Veneza. Mais de noventa mil
pessoas lem d'alli emigrado para os Estados
Sardos depois da paz de Villa-franca, mas nem
por isso a aotoridade austraca lem minorado sua
rigorosa aeco ; antes pelo contrario o governador
deVeneza.Mr. Rissingen,acaba de publicar um de-
creto imperial, estabelecendo um alslamento for-
eado contra lodos os horaens que, sendo subdi-
tos austracos se moslrasem desairelos ao go-
verno do imperador.
Sao dispensadas por esse decreto as condices
que se requer para o alslamento ordinario ; lu-
do est apio para ser feilo soldado, visto quo o
fim dessa medida incutir terror. Algumas fo-
lhas annunciam que o governo austraco faz gran-
des preparativos militares, e isso cora o fira de
observar a Italia.
Nao admira que isso assim seja, quando ifgora
parece que a Austria lera de combater na Italia
apenas os nacionaes, visto que segundo a formal
declaracode Napoleo a Sardenha nao seria ap-
poada pela Franca, caso rejeite o ultimtum do
discurso imperial para a solucao da queslo da
Italia central.
aples reforra-se cada vez mais do lado dos
Abrasaos ; e parece eslar integramente disposlo a
reprimir qualquer sublevaco e mesmo a inler-
vir em favor do Papa, urna vez que possa contar
com o apoio da Austria.
O Papa longe de assentir s proposlas do go-
verno francez insiste em protestar contra o des-
membramento dos seus eslado3 ; apenas parece
disposlo a fazer certas reformas, se lhe forem ga-
rantidos os seus estados no eslado anterior sub-
levado das legaces.
Era Trieste acaba de organisar-se urna com-
misso para levar a effeilo urna subscripeo em
favor do Papa ; e daquelle porlo sahem diaria-
mente grande numero de voluntarios allemes
com deslino aos eslados da egreja, para entraren)
no servco militar do Suramo Pontfice.
As noticias de Roma at 28 de fevereiro an-
nunciam que Uvera lugar em Gubbio (territorio
pontificio) urna sublevaco em favor da annexa-
cao Sardenha.
Tal o quadro queem geral se pode fazer da
situaco poltica na Italia, onde se receia que de
novo e brevemente lera de correr osangue, at
que alinal urna das causas em litigio saia com-
pletamente Iriumphanle.
o Morning Chronicle, jornal desla capital, pu-
blcou ha das a noticia de urna allianca offensva
e defensiva entre a Russia e a Austria." Segundo
essa folha, o fim daquella allianca era por parle
da Russia conseguir que asuaalliada appotasse a
poltica rus3a na Servia, Moldavia, Vallachia e
at nos Lugares Sanies, para deste modo desap-
parecer a derrota quo ella soffreu com a guerra
do Oriente; e por parte da Austria era como com-
pensaco conseguir da Russia o seuappoio em fa-
vor da conservaco da Hungra e do Veneza. Es-
le documento porm hoje reputado de pura in-
venco e de mera especulaco poltica do parti-
do whig, quaudo ha dias quz fazer triumphar no
parlamento o seu plano financeiro e o tratado
com a Franga ; pois que por aquello rae3, bus-
carado alarmar o publico cora o receio de urna
terminara ni
nova guerra europea, buscara facilitar a allianca
da Inglaterra com a Franca e por ronscguinle
dispor a cmara a favorecer a negociar,) cele-
brada com essa potencia : assim ao menos lera
sido explicada aquella falsa noticia.
Acredila-se porm que existe um tratado se-
crelo entre a Russia c aples, pelo qual o gover-
no russo se comprometiera a defender o throno
napolitano em qualquer eventualidade.
As ultimas noticias recebidas da capital das
Duas Sicilias, annunciam que as autoridades pro-
cedern) all a numerosas prisoes entre pessoas
da alta nobreza por suspeitas de machinaron no
sentido liberal italiano. O principe Tonda fi-
gura no numero daquelles individuos
De Messini se commiinicou para aples qu,;
um alternado conlra h vida do eommtssaro de
policia daquella cidade Uvera all lugar por moti-
vos polticos.
Grande numero de soldados alistados em Alle-
manha por con la do governo napolitano, a che,
gando capital das Duas Sicilias e entrando em
diversos regmentos para comeearem o servco
activo.
A' ultima hora publicara os jomaos algumas no*
lirias de Roma que sao dignas de menco. Os
psiudanles da universidade da Sapienzza se ti-
nhain declarado em aborta revolta contra o go-
verno pela priso de alguns delles, que ultima-
mente havam protestado contra o voto de svm-
palhia apresentado ao Papa pelo cardeal VYSC-
man em noriie de militares de calholcos. As
autoridades romanas intervieram com toda a
energa, dispensando o tumulto ; e leriam feito
mais se nao fosse a intervencao do general ftan-
cez Goyon, que se enoarregou de levar pre-
senta do cardeal Alteri o protesto dos acadmi-
cos, urna vez que estes se dispersassem, como li-
zerara.
i.inJuYi 13 tic marco do ik:;)
Todas as allences convergem aqui n'eslo
momento para o contrario Salamanca, para a
ronstrueco dos nossos caminhos de ferio 1
norte c froitteira. Este contracto consta de una
oitenla e tantos arllgos, dos quaes CS copiados
do todos os contractos, havenJo 17 que ceiileem
disposicocs novas a saber:
1.a Que o eamnho do Porto
raargem direita do Douro.
2.a-Que o eamnho de leste passar ao sul
do Santarera.
3 Que a largura da va ser do 1, 67 metros.
4.a O'ie o pezo dos carros ser de 37 kilo-
gramo! as.
5.a Que a rescisao pode ser feita no fim de 15
annos e reputada a annuidade pela media do
produelo lquido dos ltimos 7 annos.
6.a Que a subvenco de 5:400 litiras por
kilmetro para o caraiulio do norte e do i:0
para o de leste.
7.a Que o valor do eamnho de ferro que se
acha construido at a ponte d'Asseca (Saniarem)
lixado em 612 mil libras [S kilmetros] e o
deposito de 00:000 libras.
Ouantoaos artigos relativos a pormenores do
construecu e de servicos da exploracio, sao
conformes ao que se acha em quasi lodos os
regulamentos de caminhos de ferro.
Grtra-se aqui muito contra o ministerio
LoulAvila por acceder a modificacos ao
contracto Pello. Como a concesso tinha sido
directa, sem preceder concurso, nao houve ento
quebra de principios. O primeiro passo do
gabinete, que hoje se acha frente dos uegocios,
foi intimar o concessionaro inglez para que for-
raasse immedialamente urna companhia, sob
pena de se lhe rescindir o contracto nao o
fazendo.
O segundo passo foi celebrar um contracto
provisorio sera nenhuma obrigaco de formaro
de companhia.
O terceiro, foi levar-se o contracto, a praca e
pedir-se ao parlamento que o disculisse.
A concluso foi dissolver-se a cmara em 2G
de novembro de 1859 antes da discusso do con-
tracto, aceitando o governo as alteracdes que
Salamanca lhe exigi, e consenlindo 'por urna
portara qne se dsso comeco a esses trabalhos
n'essa conformidade.
A directora conlraclada para a fronteira,
m porque passa por ura territorio despovoado,
deixando a muilas legoas os conselhos mais ricos
da provincia do Alerntejo. E m porque nao
passa pela nossas fortiQcac&es da fronteira com-
prometiendo seriamente a independencia nacio-
nal na eventualidade nao provavel, mas possivel
de urna invasao! E" m emlni porque cusa
1.800 coritos mais ao estado, do que se fosso
prolongada a linha frrea de Eoora a Badajoz.
Ha pouros annos foi estudada pelo engenheiro
civil Kumball urna direlnz para a prolongaco
do troco da linha de leste a Badajoz, muilo rais
acceilaveis por todas as consideracoes estratgi-
cas e prefenvel debaixo do ponto* de vista eco-
nmico, porque linha a percorrer 45 kilmetros
menos que esta que o governo portuguez con-
iraclou com Salamanca desde a Ponte da Pedra
a Badajoz.
A largura das vias, que o concessionaro cas-
lelhino pertende igular do caminho de ferro
hespanhol que vera a Badajoz, nao se pode ap-
provar por ser contrara aos nossos nleiesses de
defeza, e lano mais para desconfiar que o
concessionaro se sujeita a levantar os 68 kil-
metros de carris na linha de leslc, aponlando-os
pelo novo lypo, o que o obriga a perder lodo o
material rolante, wagons, locomotivas &c. &C.
sem compensaco 1
Como, talvez, para indemnsar-se d'esle en-
cargo, pede n'uma de suas modilicares :jue se
Iho conceda desde j a faculdade de addiar os
movimenlos de ierra e obras d'arle para a 2." \ia
frrea, at que o produslo bruto da exploraco
attnja proporces que bem larde realisar.
Este addiaraento de despezas exigido, sem
que o governo goze semelhantemenle da vanta-
gem de addiar tambem as suas, porquanlo a
subvenco ha de ir sendo toda entregue em-
preza fazendo esta s melado das obras a que se
obrigou Equivale islo urna verdadeira anreci-
paco, c dga-se a verdade, o nosso estado fi-
nanceiro mal pode lutar com os encargos per-
manentes ou inevitaveis, quanto mais faztr face
a despezas d'aquelle vulto, e em parte de carc-
ter lo urgente.
Na sesso de 17 do mez passado o viscondo
de S da Dandeira, cuja honradez e patriotismo
imprime grande aotoridade s suas pilavras,
por occasio de se discutir a resposta a talla d<
Ihrono na cmara alia, pronunciou um discurso
nolavel, delendo-se em ponderosas consideracoes
sobre a directriz conlraclada esobre o quanto
ficar problemtica a defeza do paiz dessa coli-
pulaco for sanecionada pelo corpo legislativo.
llontem fez o nobre velercno um requerimen-
to ao governo, na cmara hereditaria para queso
mandem desej suspender os trabalhos decons*
truego a que o emprezario est procedendo no
Alemlejo, em quanto o contrato estiver pendente
da deciso parlamentar.
Esle voto de muilo pezo, e nao falla por ah
quem desconfe d'esle Salamanca c o repule ura
instrumento de planos poucos legtimos.
Nao se pode ser indiferente a eslascousas. Os
debates bao de apresentar-se agitados e nao sei
calcular at que poni chegar a docildado da
maioria da cmara electiva.
Ha all muilos homens serios que se nao pres-
tara de certo a volar s cegas. A opposico c nu-
merosa, bem dirigida e conta bons oradores, cu-
tre os quaes sobresahera os Srs. Avila o Carlos
Bcnlo da Silva.
As medidas de fazcrala calcio era tregoas. Dz-
S


<1-\
DARO DR PRRWAMBUCO. QUINTA FF.1RA 23 DE MARgO DE 1860.
se que o tiuque d.i Tercena que iem amiauo Qo-
cnle, esl rcsolvido a pi-dir a sua dcmitsio.
No da 10 do corrcuie raez onlrou de larde no
Tejo a esquadra inglcza do Canal, compoc-se de
seis naos, sendo una de qualro ponlos, e una
fragata, todas a hlice, sendo o lotal das pravas
5,!)iM>. E eommandada pelo almirante C, Fie-
sequenc-U tlu lempo tiveiam que ecolliui a Al-
geiras.
O exwcito segu em direccao a Tnger pela
parle occidental da Serra de P-villons. e jnlga-
sc que ser ein Fondac, campo cnlrincheirado
do exercilo marroquino que lera lugar a bata-
uta que decida da sorle de Tnger, porque a
maullo; lem 631 pegas, e a forca de 3.91J0 cavab-i derrota do exercilo marroquino importar a to-
los, moda da praca, cuja construccao apezar de for-
te nnassislir arlelharia.que'em rano dos teus
aliantes, jogar fura do alcance da {traca.
A tomada de Tnger trara novas expficaces e
inquieta*.oes ao parlamento inglez : j ha poucos
dias honro una inlerpellacao na cmara dos
comiuunsem relacao a Ilcspanha, c suas vic-
torias em Marrocos.
Lord Carinaron perguntou ao governo se o en-
grandccituenlo" da Ilcspanha em Marroros era
una das condices da proposla por O' Donnell,
e que julgava tal cn^randccimenlo contrario, s
seguranzas que tenham sido dadas a Inglaterra
por parto do gabinete de S. Itdefonco. Lord
John Russell illudio a pergunta respondiendo
que ignorara se o territorio pela victoria tinha
ou nao sido dado ao novo duque, pela sua sobe-
rana, Lord Wood-housc tambem tomou parte
na inlerpellacao di/.e^do quo tinha sido infor-
mado deque a Ilcspanha pedir a Marrocos urna
importante contribuirlo de guerra, e inuitas van-
tagens cummcrciaes, exlcnrao de territorio,
eslabelecirnenlo de um bispado era Fez e a ad-
missao do um embaxaidor.
A Ilespanha parece niio querer n'esla queslao
Nao a vapor /loyal Alhert, comruandanle o ca-
pilao Ilbiwn, com 1,070 pracas, 121 peras, c da
forca de 500 cavallos.
Nu a vapor Edyar, cemmandante o capitiio J.
E. Katon, com &0U puras, 91 pecas, de forca
de 500 cavallos
Nao a vapor Donegul, commanaantc o capitiio
II. Bmndliead, com 866 pracas c 101 pecas, de
forca de 810 cavallos
No a vapor Abonkir, commandantc o capilao
l). Curry. cora SJ pracas, 'JO pecas e da [orea do
40 cavallos.
Nao a vapor Algier. cimmandanle o capilao G.
B. Callagtiam, com 830 pracas, 86 peras, j
turca de 500 cavallos.
Nao a vapor (Jueen, commandantc o capilao C.
H. Mojar, com 830 pracas, 86 pecas, da torca
de 800 cavallos.
Fragata a vapor Mclpomene, commandantc o
capilaoC, J. Ewarl, com 60 pracas, 51 pecas,
<]a turra de 600 cavallos.
Esta esquadra sabio de W'clmonth em 9 dias, e
de Foikey em 5.
Entren no mesmo dia a nao ingleza a vapor
reis nao so o numero dos cadveres, como
os nomos, idades e condices.
AGRICULTURA C.MMERCIO E
INDUSTRIA.
A agricultura nesta provincia lem tomado
um maior desenvolvimento depois do anuo
de 184, pois que al esa poca quasi que a
nica industria dos seus habitantes era a
criaco do gado. As sceas tcm demonstra-
do que nao prudente confiar o bem estar
dos povos, principalmente nesta zona, a es-
ta indwtria, que urna cLiniidade, por do-
mis frequenl e, pode fazer intetramente pe-
recer. Demais reconhecido geralmente que
a agricultura gosa maiores riquezas capi-
taes, do que a criadio. Os povos pastores
sao os ruis pobres, que a historia aponta.
Esta provincia produz perfeitamente a can-
na de assucar em algtins pontos, principal-
mente nos feriis valles do Crar-inirim, 6
Gapi. J existem Ititi engenhos de ferro, el
l de madeira. alm de cerca de 20enge-|
nliocas para o fabrico da rapadura. O qua-
dro de letraLvos demonstrar a destri-
buiro desses engenhos pelos diversos mu-
nicipios. A sua produccao animal de.......
372,480 arrullas de assucar.
Alm disto bastante algodSo produzido
as serras do Martins e do Pires, e outras
localidades.
Possue esta provincia 1,194 fazedas de
cntenlo vigente. Despendida essa primeira, obra, nao pode satisfa/.er ao met pedido,
quantia com a continiiacao da obra da ma-i por depender do corpo legislativo geral a
triz, que j tem os alicerces, mandarei en- decretara) dos fundos.
tregar a outra melade.
PONTE E ATERRO DO CARNAUBAL.
FAZENDA PROVINCIAL.
O estado das' finanzas proviuciaes pde-
Visitando o importante municipio do Cea-' se considerar florescente, por quanto a ren-
r-miiim. Uve occasiao de reconhecer com|da tem ido sempre em augmento, e nao
quantos tem por all passado, que urna pon- tem esta provincia divida passiva ; quando
te sobre o rio Agua-Azul, e aterrono lugar alias vemos outras provincias importantes
da villa, de indeclinavel necessidade. As-! A progressao ascendente, porm, a que
sim encarreguei dessa obra ao proprietario i a despeza naturalmente leude, faz recetar
Manoel Leopoldo Raposo da Cmara, que;que possa baver dezequiUbrio no budgel
com a melbor vontade se encarregou de tan provincial, se, por ventura nao houver mui-
abertura do parlamento francez, prununciando o
imperador o seguinte discurso :
Senhores senadores, senhores deputados :
Abrindo a ultima legislatura, confiado no
palriotismo da Franca, cu Iratava de precaveros
vossos nimos contra os receios exagerados do
urna guerra provavel.
Hoje o mcu desejo Iranquillisar-vos a res-
peilo das inquietacoes, que havia de ser alterada
a paz, pela qual anhello sinceramente c para cu-
ja manulef^.ao nada hei de perdoar.
Nao?enho motivo seno para me felicitar pe-
las minlias amigareis rclaces com todas as po-
tencias da Europa.
-: Os nicos pontos do globo, onde as nossns
armas lutam, sao no extremo do oriente ; porm
o valor dos nossos marinheiros, o dos nossos
O general Eehojoeja deixou o scu acampa- Angicos, Santa Auna, Campo Grande, Con-
ceicSo do Azevedo, e Sena Negra por nao
terem anda se obtido as informacoes. A
produccaoanimal dascoiihecidas d 0,333
crias; devendo calcular-se, que a produc-
cao total deve subir 00,000 com as fazen-
menio do Serrallo, emprehendendo um raov-
inento olVensivo, cujo lim anda se ignora.
Trata-se era Madrid, da conslmco do vias
trinas, sondo OS liansporlcs movidos por forca
animal; as vias que se tratan! de esludar for-
mara una rede que envolver Madrid.
ssr^rr&ss: ffassz ^j^^, *****
uleiicao il'ura porluguez, para funrcionarem
ras estradas ordinarias quaesquor que sejam
as ilill'i ienr.-is de nivel e curvas que as estradas
api>tesentem.
Brevemente se ra experimentar o systema
de fazer parar os Ircns instantneamente e cora
a maior suavidade qualquer que seja a reloci-
dade adquirida.
A coi le vai para Aranjuel rio dia 22.
L.
INTERIOR.
Itero de Portsmmth, commandantc o capiu C. acceder as reclmacoes iagfezas, c os jornaes de
U. Sevriiour, cun 980 pracas, 91 peras, da for- todas as cores argumentara : pergunlaudo se o
ja de 6U0 cavallos. I dircilo que tem a Inglaterra a conservar o ter-
Na cmara electivo no dia 10 o ministro da ma- riloric dos Indios, e o da Franja ao de Argel,
rinha leu dous lelogra tomas eerea do naufragio I valere ruis que o da Ilespanha a conservar o
ludia. Consta desls partes do nosso cnsul del Acha-se. ancorada no Tejo a esquadra ingleza criar lias enmarcas do Natal, S. Jos, Ass,
Nantes, que se salvaram sessenta e tantas pessoas! que v.ii de observaro para o Medilemueo ; Serid, e Maioridade. nao se leudo podido
c cenlo e tantas que consl.iva a tripolicao, in- I com pon-se de seis naus, e urna fragata, tem 031 t..,i.,... ,,,,,.,,., ,i .'..;., ., ,-
clorado nes.enuinVro o cou.raandaote.bolliciaes peral-, 5990 horaens de tripulara, e forca de "' mitmiO daM'MsIr.itrs lias ln-urzia>
55 pracas da gusrnicao, teirto podido aportar 13:900 cavallos. |e *> joncalo, Goiannmba, CanguaieUuna,
silbas Mauicias, 'oodc os levou para Nantes
u'urna barca franceza.
Parece que o infortunio fui quera guiou este
navio desde que sabio de Maco.
ltel.f'.arei o ,|ue raais minuciosamente, por ora
se sabe, acerca da causa que nioveu este aconte-
cimento, islo por urna caria do Singupura.
Pie dia 1" de dezembro ultimo, levaHleu ferro
lo ancoradouro de Macn, eseguio viagem cora
*<-sluio para Lisboa, logo no dia 4 houve urn de-
sastre ; um segundo grumete cabio ao mar, e foi
Je tal inoJo envolvido as ondas, que nao loi
possivcl salrar o infeliz, apezar dos grandes es-
iorcos que para isso se uzeram.
No da 5. a uieia hora depois da n.eia noile,
falleceu o cirurgiu do navio Jus Moraes Rodri-
gues.
No da Scoraernuo navio a fazer30 potleiradas
l'agua diarias, 'tratou-se de examinar a causa
disto, c o ii.esle calafate disse, que provinha de
urna i'ustura u'uma laboa na bochecha do navio,
prxima lraha d'ogua, a qu.il eslava aluida e po-
dre,
Atravessou-sc o navio e a custura foi calafetada
pregando-se-lhe era cima urna pracchada de
chambo.
O resultado fui dcsavoravel, porque era vez da
agua nstagnar, ao contrario subi a 4S poUegadas
por dia.
A" vista (lisio o com mandante reuni o< olficiaos i
< i m |iisnira do calafate, dccidtratu que arriba-
riam ao porto mais prximo.
No dia 10 para 11 molhava o infeliz brigue as
aguas de Sngapura.
O cnsul veio a bordo no dia 13 juntamente rom
ora i oiisli in lor, o qual foi de opiruo, que o na-
vio se a| proxiinasse da Ierra para ser reparado,
I i sto i' navio ('.' lado, conheceu-se que o mal
era causado das costuras das tabeas do costado,
e que una das laboas eslava completamente pu-
dre.
Rcparou-se este prejuizo, segunde ciemos, a-
Irapalliadaraeiilc, niio s porque a despeza que
fez foi insignificante, mas porque consta-nos, que
l'aziam tenro de sabir no lira de lies ou qualro
di< 9.
A' c.na das minuciosiJades do naufragio nada
mais se sabe.
Passado poneos minutos depois que c ministro
da marraba o Sr. Fcrrcri, !er lido os lelegram-
mas acerca do naufragio do brigue Moitdegu an-
tes de se entrar na ordein do dia, fui asfaltado
d" uma congeslao cerebral. Fui levado para um
quarto, e immediatamente soccorrido por raui-
os facultativos da. caanara, que se apressarsm era
prestar os seus serviros ao Ilustre doenle.
rias fni tambem chamado, e foi <:
tacilo invernosa, e que o agrcola c rico val-!
le do Cear-niirim rcclamava, emerecia.
MATRIZ DA VILLA DO CEARA'-MIRIM.
Ao procurador da irmandade deNossaSe-
nhora da ConceicSo, Jos Joaquim de Cas-
tro Barroca, mandei que se entregassea
quantia de 1:0006000 rs. para auxilio da
continuacao da obra dessa matriz, que se
ada com os alicerces fritos e parte da ca-
pella-mor. A cresceiile populara.i daquella
villa, e freguezia, exige a construecSodesse
templo, que alias, tem j merecido a atten-
cao dos eleiios da provincia.
ESTRADA DO ALDO A' CUATI U'LS.
Nao leudo esla capital urna estrada dig-
na desse Hume, que sirva para assuascom-
municaces com o resto da provincia, de
modo que quasi em completo solamente
est esta cidade, cercada de morros de areia,
C las aguas do rio, nao poileiiiln vir a este
mercado cavallos, neiu carros carrejados
com gneros alimenticios, entend de ur-
gente necessidade a abertura de urna eslra-
>ptar-s
bem elaborado relatorio do inspector
da tbesouraria provincjal vos demonsti-ar
irapor o castigo da sua perfidia.
Confio que a Europa ve que as diPiculdades
locara o sen termo, e que a Italia esl.'i em ves-
minUClOSamentC O estado dos negOCIOSdesta peras dse constituir livremenle : sera tornar s
largas negociacoes que se prolongam ha linios
rnezes, limiiar-me-he a alguns ponlos princi-
paes.
O pensamento dominante do tratado de Vil
'a franca eraobtrr a independencia quasi corri[ile-
ta do Venlo era troca da restauracao dos archi-
duques.
Falhando esta transaeco, apezar das minhas
ni lis vivas instancias, manifest! o raeu senii-
niento ein Vienna, as-ini como em Turin, porque
proloitgando-se uma lal siluarao, ame.irava tor-
uar-se indcfinivcl.
l'.in quanto se davam expcaces leaes en-
tre o meu governo e o da Austria, a Inglaterra c.
.aRussia davam passos, cujo conjuncle-revela
ICUliar O COmmerciO do gado, e mesmo por I claramenlo as grandes potencias o desejo de ob-
lllgar menos procedente a raziO'dc que O ^ja conriliacao 4e lodosos intciesses.
reparticao, e as razes ponderosas, que acon-
selliam severa economa. Desse documen-
to, que vai sob a letraPveris que a
receita para o futuro exerccio de lKiil foi
oreada em Rs. 20:25I/JO91, e a despeza
em Rs. 214:492^1530. A explica;ao desses
orcamentos encontrareis noanncvos de le-
trasQ e .
Nao concordando com o imposto, que nes-
se relatorio se prope sobre o gado expor-
tado, por quanto entendo que basta o pa-
gamento do dizimo, e que nao convm dif-
tio cuwui: ik \ohti-:
Relatorio com t|o@ o Exm. Sr. Dr. Joo
Jos de OH \ rira .! un ([tfica a lili o a
sessao da Assemlitca Legislativa Pro-
vincial do Hio Graidc to Norte cm o
coiTcntcaiiiio.
[Conclusa).
PENSIONISTAS DA PROVINCIA.
Emvirtudeda le provincial n. 378delG
de agosto de 1858 foram designados os estu-
dantes Fraitcisco Gomes da Silva Jnior, e
Uermogenes Joaquim Barlxisa Tinoco, natu-
lellraMvos indicar o numero que per-
tence a cada romaica.
A exporlaeao de madeiras de tinturara,
e construcees tambem um ramo impor-
tante de commercio nesta provincia. 0 pao-
Itrasil. depois da aholicao do privilegio na-
cional, tem sido um dos artigos de maior
exportacao, tendo-se feito ultimamenle im-
mensos corles dessa preciosa madeira. A
latajuha tamhem exportada em quautida-
de para a franca.
O sal egualmente um dos importantes
artigosde exportacao, e omovimeuto do por-
to de .Maco demonstra essaasserco:
Kiilrarain nesse pollo do I" de feveieiro
at :tl de dezembro do anuo prximo passa-
do 7o emharcacoes, com U,534 toneladas.
0 porto desta capital j vai sendo mais
flequen lado. Km Janeiro ultimo enliaiaui 'i
vapores nacionaes, :t7 barcacas. 1 galera. 1
barca. 1 brigue, e I patacbo estrangeiros,
que vieraiu carregar gneros de produccao
do paiz.
A industria fabril pequea, e atrasada
nesta provincia: limita-se aos misteresmais
consumidor desta provincia fica em neiores P,ra secui,dar 8 '* uispnsiees, imporu-
...i--, i va a ranea apresenlar a combinacao que reu-
COfMhfoes lo que OS que as OUtras consu- llisse ,j;i probabilidades de ser aceita pelaEu-
nureiu gado proveniente desta, por quanto ropa.
0 imposto municipal, e mesmo 0 provincial Garantida a Italia cora um exercilo contra a
de consumo existe tamhem lias demais pro- '",erenSao *'* j-Jlgava-me cora direho
i de marcar os lnmles dessa aranlia.
vuje.as: nao concordando egualmente com roreau razo nao hcsilei em declarar ao
da, que, partindo do lugar chamadoBal- a elevacao da taxa ue mil reis, tambem pro- re da Sardenba, que querendo deixar-ihe pio-
doten ha de percorrer uma chapada livre posta, sobre o consumo da carne verde, pois na Kberdade
-........- r--.v. ....... ^....1....... ..... ,,.............-..................,.... ,^..., ,,.-. nos seos actos, nao poda segui-lo
de areias at o .Morro Grande, segundo eu que ira gravar as classes pohres, entendo L'"' "ma senda polmca, qe incorresso no erro do
mesmo tive occasio de examinar; e dabi. pptm, que s......ja razo aconselha a eleva: WSSfos S.LSa SSTS
aperfeiroandO-SC a estrada actual, va pro- cao a i por cenlo dos direitOS dos gneros cal-a cora nivas conaagraces. Aconselhei-o a
purar 0 valle do (iiiarapes. (ronde ser de exportacao de producn da provincia, ,,e ""spondesse favoravelmenlc ais Jes-jos das
fcil ao viandante seguir para o centro pela direitos, que actualmente se acham reduzi- "'"vi,,(-'ias- 1U* so ll'" off-reciam, para que con-
Mac......?, OU para a cidade de Sao jse pe- dOS 3 por rento, e que foram de :, p ir Sr^W^KiS Staota M^'^0
la estrada contratada pelo meu antecessor, cento. Esta pequea elevacao repartida por j So este arranjo nao satisfaz todo o mundo,
aproveitando-se, assim, o dispendio feito I mimares de productores, n5o pode oflender lCB| M menos vauagem de salvar os principios,
comella. Desla forma pode O viajante ir a lavoitra. aanassomie da'ia renda um Je aca,,nar os recejos, econverlcro Piemonle
..esta capital Sao Jos sem passar pelos sensivel accreiimo. ^ ? 5S tr^Z^^'Z^t
uue percorre presentemen- Chamo tambem a vossa Ilustrada atten-I-norte, que franqueia & um estado poderoso io-
fSo para as reflexes do inspector da ie- souraria provincial acerca da excepcao feita
em favor das lavouras dos senhores de in-
b
le. e que desaniman! a vontade mais deci-
dida de visitar esta capital, a que smente
raes desta provincia, para irem seguir o eur- essenciaes da vida, com pretericSc do que e
destinado ao conforto domestico, e do ipie
so He engenharia civil em Pars, percebendo
o subsidio de 1 :0OOlKI reis cada um.
Partirampara esse destino a 19 demarco
do anuo prximo passado, e. tendo chegado
Franca, tem recehdo regularmente essas
prestacoes pecuniarias. Anda nenhum docu-
mento oflicial tenho acerca do adiantamento
desses pensionistas : mas consla-nie que elles
tem aproveitado.
MELIIORA.MENTO |m ) l'( HITO DESTA
CIDADE.
0 commercio desta provincia, convidando
j a vinda mais frequente de navios naci-
ermo.edepoi. de se julgarem cSrc^K|nae^ *** ao porto teto c.nU
das favoraveis, foi levado para sua casa acompa- 'illia-se de suimiia necessidade ra/.cr-.scaqucl-
nb.ido de alanos iacuiiaiivos. I< 'S liielhoi anieiilis, jiie iiireiit Jliais urgeu-
Todos lamentara este aconlecimento. qoelodajtes. A entrada do porto nao lo m romo
ordinariamente se procura descrever, e o
a ramarasenlio sera distinccao d'amigos ou ini-
HgOS pOlilkoS.
Consta-me que est em icrigo de vida c que
perder a falla depois de ser sangrado.
A fulba semi-ouicial do governo oi boje que
nao ha esperanzas de o salvar.
I mi dos jornaes da capital annunciou cora
magua a perda de um ios nossos escriptores
mais estimados o Sr. Alexandre Magno de Osii-
llio:
Felizmente a noticia au era exacta ; e queni o
declara o profiri cavalbeiro que se diziafalle-
cido.
Kis a espirituosa caria gueoSr. Caslilho escrc-
veu redaecao daquelle jornal:
ancorailoiiro e magnilico pela sua profundi-
dade. abrigo e se^uranca para as embar-
'aees.
lia, porm, um mal, que preciso irn-
o
cao primitiva, ternando-se assim maisestre-
la. eo ingresso s embarcaroes maisdiflicil,
precisando ellas de manobras algumas vezes
perigosas para penetrarem no ancoradoura
a Senhor redactor -l'or multo que seja o ere- : gj |;ly;(.,. examhiar .'Ste il.iportanle ob-
nilo que a sua ful lia me merece, nao passo acre-
por
ditar na noticia de que inorri, boje, dada
V. S. !
tslou verdade, gravemente enfermo, lia j 2b
mezes.
\a cola da febre amarella rae deram incommo-
dos pulmonares, que bstanle rae leern feilo sof-
lo:r, mas por ora anda nao morro, ueui mesmo
tenco de morrer tio cedo.
.sse Bocage n'um de seus epigrammas que
certo doenle al a urna junta escapara ; eu que
escapei a qualro, paiuce-uie eslar a prova de
Lomba.
Por quera senbor redactor enxugo Eslagri-
^^i. ':7V'dnun1;rol:illll,sulll,Jfs1,li;P'^,'a;ni.mtis lo oeste, tem-se empregado com
< ompassn as, declarando na prxima folia do seu !,..,,... r ,
.jornal que o moderno Alexandie Magno espera V,";l"''1" ** ,1"', de tolller BMrPCha daS
corlar lamn ni o seu n pertinaz das molestias.
Que isso nao obste, porm a que os bons rhris-
taos se en pi rilo ni cora Ileus pela loo sorle da i
rainlia alma, pois candtia que vaicdianlealumia ''(k' uutuU,'>> ''" aim" prOXHBO passado, teill-
C sia candeia, por era, anda,
iSOfirivel ;iu/. de candeia) apezar de >i
;:uas peses.
d urna luz
1 alguem ter as-
severado que at vira passar o mou enterro. Eu
t por mira declaro que niio o vi.
Sou -srnliur redactor, sincero ote U morto vi-
vo A'exanaie Magno de Caslilho. *
O contrato feilo cora o barao de Eslanger de
(Pranrorl asss oneroso, pelas seis cenias mil
libra? negociadas, enlregou o governo um iiiiibo
> qui;ibenlas mil libras, era fundos da divida ex-
lerna consolidada ao prc^c de -10 por cenlo, os
nossos fundos estavam a 4' \\ perdeu-se por
tanio3e rucio era ura millio e quinientas rail
libras que pouro mais de Ingenios -conlos do
t-is. Veio a sabir quasi a doze por cenlo lis-
te escndalo d culdjdo ao g.averno, o urna ar-
ma lecrivel para a opposiio.
l'or ponte lelegrapbica viuda de Londres, sbe-
se jue sesusle.iil.im os piceos aos tintos, mas
que uo lia va raovinienlos. *
Receiasa-.se que os vinhos Laixos hespaonoes
n fracce/.cs inicif. tissem niuiloconi os vincos iu-
feriores do Douro.
Pareocimc gue rar. (.listone annuira ar mo-
oificada a sua escala aicoolica, era conseauentia
la qual us nossos rishos rinara a pagar 1 dic-
Jing i C ti. por galaa.
?'s^aiilui.
As noticias que lemos desle reino atrancara
a i) do crreme, e sao em geral desliuidas de
jriteresse :
OBRAS PUBLICAS PHOVNCIAES.
Diversas obras publicas tem sidoempre-
hendidas por decretaco desta assembla, e
mitras por urgente necessidade. empregan-
do-se para esse lim a verba dos I!) e21
das duas leis de i de novciuhro do auno
passado. e 13 de setembro de I8.*i8. Km
um paiz novo, como o nosso, em que ueste
importante tamo de servico, quasi ludo est
por fazer. deve-sc prestar a mxima atten-
cao s obras principalmente de viac3o, pois
que os productos da agricultura fenecem sem
valor no lugar da produccSo por nao have-
ren unios de se os tranportar para as loca-
lidades de commercio, e de consumo.
Aqui lueta-se eoni imnieiiNis diliculda-
des: a falla de operarios, a falla de male-
riaes, e a ausencia de pessas profissionaes,
sao obstculos constantes aos projectOS da
administraco. Nestas causas encontrareis a
tai" de obviar quanto antes, e a marcha in-1 justificada razio de se nao terem podido
cessante das arrias de sul a norte, de fr-1 realisar todas as obras decretadas, porquan-
ma que abarra j tem mudado a suaposi- to algumas ha. que dependem de plase
orcamentos bein confeccionados: no entre-
tanto serei sqicito em procurar realisa-las,
esperando para isso um engenheiro, que
mandei contratar.
Passo a apresenlar-vos o estado das diver-
sas obras proviuciaes.
MATRIZ DESTA CIDADE.
Reconhecendo-se que a matriz desta ci-
dade careca de promptos reparos, e mais
da construccao de urna torre paraneilacob
locar-se o relogio, que se mandn por su-
bscripcrai vir da Europano anuo de 1836, e
que jazia sem applicaeao. nonieei urna coin-
misso composta do reverendo vigario Bar-
tholomeo da Rocha Fagundes, do lente co-
ronel Bonifacio Francisco Pinheiro da Cma-
ra, e do negociante Domingos lleiiriques de
Oliveira para se encarregar da administra-
elio dessa obra, e tenho mandado entregar,
em tres prestacoes. dita conunissao a (pian-
lia de :)0t):Ml0O reis. A obra do frontispi-
cio vai adianlada. e de esperar do zelo da
conunissao que brevemente esteja a matriz
completamente reparada, e a torre con-
cluida.
ACUDES NA VILLA DE ANGICOS E
POVOACA'O DE NOVA CHUZ.
Para cumplir o disposto as leis n. 391
e 400 de 24 e 31 de agosto de 1858 encar-
reguei aos cidados Jos Pedro Xavier da
Costa, e lenle coronel Miguel Francisco
da Costa Machado, a coiistruccoo do acude na
villa de Angicos. mandando adiantar-lhes a
quantia de 5000000 reis, percebendo a ou-
tra metade, que prefaz o total votado, (pian-
do se concluir a dita obra. Da mesma sorle
encarreguei a construccao do acude na po-
voaeao de Nova Cruz aos cidados, major
Jos Altes de Menezes e Joiio Evangelista
de Vasconcellos lima, e ordenei que Ibes
fosse entregue para o comeoo da obra a
quantia de 400:>()00 reis.
CEMTERIO DE S. GONCALO.
Ao r idlo Manoel Machado de Miranda
llciiriquc que a- tem encarregado de agen-
vni 0 individuo, que tetn grande negocio
tratar.
Com o coronel Lstevo Jos Barboza de
Moma contratei a construccao dessa estra-
da, pois foi o nico contratante, que appa-
receii ao convite da tbesouraria provincial
e pelo pirro de 1:400)5000 reis, recebendo
melade da quantia no principio da obra, e
metade no lim. Entre outras condices obri-
gou-se fazer a estrada rom ;() palmos de
largura, e a dal-a prompta no lim de julho
(leste auno.
CADEIAS DEEXTREMOZ EPOU'fALE-,
CHE.
Passando na antiga villa de Extremoz exa-
minei o estado da casa da cmara e radeia.
clamar para seguranea das nossas fionlciras as
verienles francezas da nossas raonlonhas.
Nessa reinvindicacn de urn lerrilorio de
gento, ipie as plailtarem para consunio pro-! pone exienso nao lia'cousa nenhuma, que deva
prio. Me parece que seria conveniente re- s?8lara Europa.nem que sejaconirana po-
vogar essa excepcao. que Ira/, em resultado
a nullilicaeo do imposto.
Do balanco deOnitivo do exerccio de 1838
annexo Slereis occasiao de verificar que
a receita desse exerccio foi de Ets............
~i::kW,*hx-i. e a despeza de Rs.............I
38:8o9?5714, havendo um saldo de Rs.
37:OG7f5lC8, que passou para, o de 18-*.
Tambem conhecereis do annexo sob letra
T0 balanco da receita o despeza do
exerccio de 1850. Foi a receita de Rs.
hltca desintert'ssada que raais de u-na vez tem
proclamado, porque a Franca nao hade proce-
der esto cngrandecimenlo por pequeo que
seja, nem por raeio de urna oecupacaa, nem
por urna insurreicao provocada, nem por sordos
manejos, mas expondo francamente a queslao s
grandes potencias.
Na sua equidade, sera duvida, comprelicn-
derao, como cm circumslancias idnticas com-
prehenderia a Franca que a importante troca ter-
riierial que ss vai cITectuar nos d direilo a
urna garanta indicada peta propria nalureza.
Nao posso deixar passar era silencio a com-
mocao de urna parlo do inundo calholico ; ceden
38:35777, e a despeza de Rs.............. repentinamente a impressdes io irrefleetidas,
l.":i:7ISr>843 : mas Smente se saberailefi- conce1be.u recei03 ll apalsonados, que o pass I i
reconheci que com pequeo dispendio dos nitivan.ente quaes essas importancias depois| ?0K^^^^^ '
cofres se poda conservar aquclle proprio da liquidacao do semestre addicinal.
provincial, que jide servir para guarda dos
prezos do Jerino do Cear-inirini, ondeain-
da nao ha radeia propria. Assim encarre-
guei ao subdelegado Joo Baptista Soares
esses reparos, para os ipiaes mandei dar-
Ihe 300)J000 reis.
A' requisicSo do delegado de polica da
villa de PorfAIegre mandei entregar-lke a
letrasU e Vvos de-
a divida activa, e qual a
Os quaTOS de
monslrarao qual
passiva pertencente a esse exercicio de 18S8.
Tanto uma como outra sao insignificantes.
Pelo relatorio do procurador fiscal da lin-
os serviros
prestados, a poni de ser necessaria uma conv'ic-
580 mullo profunda, com a absoluta conflanca na
razo publica para conservar no raeio das agita-
c6es, que se procurara excitar, o socego que
uniaameute nos conserva o conhecimento da ver-
dade.
Km vio os fados fallara eloquenlemenle'. lia
souraria provincial tetis occasiao de e.xa- ,n" T' q, susic\0 s cm Roma o poder
ilr..,,- ,. .1...1.-. 1___ 1 i- 1 do Padre Sanio, sem ter cessado um so da de
Minar O estado dessa SeCPao, qual a divida (er reverenciado nee o carcter agrado de chefe
enviada, e ftinl n colir.id.i. C" .silisCi.n-
[ue sendo enviadas a sen-fio contas e letras
no valor (le Rs. 17:855^764' foram cobra-
quanlia de HlosiKlO reis para reparos da rio o resultado da col nanea da divida, puis
cadeia dessa villa.
ATERRO DE GUARAPES,PONTE DAMA-
CAIIIIIA, E ESTRADA DE SAO JO-
SE\ E SERIDO'.
Estas obras contratadas pelo meu anteces-
sor esto em andamento. A ponte muilo
til, e bem assim o a estrada do Serid.
O aterro, no lugarConceicos pedera
sagr
da riossa religio.
Por oulro lado, os povos da Romagna, do
repente abandonados a si mesmos, seguiram um
impulso natural, tratando de fazerem com a guer-
ra causa commum coinnosco.
Devla eu abandona-las, e enlrega-las outra
vez por lempo illirailado s eveulualiiades du
ilos Rs. 13:414>042, restando apenas lis.
1:4410722.
Pai-ece-me rasoavel a providencia indicada I,,ma oceupa-.ao estiangeira ?
pelo procurador fiscal para obviar o toeo^UilK^
veniente ne (eixarem os arrematantes e seus porm conseguir, procurei ao menos salvar as
jecto logo que tenha um engenheiro a quein
oencarregue; confiando que brevemente
aqui vira para esse lim o eugeiiheiro hvdr.iu-
IC0 Mr. liertliolt. que se arha no Cear, e
que nestas materias lem a sua especiali-
dade.
Me parece que a plantacao de certas ar-
vores, e de gramma, e aprohibicao dapas-
tagem dos animaes, que destruem as plan-
tas, e capim iKisceiites, seria da maior conve-
niencia. Em Franca, em alguns departa-
Pela capitania do port, que nesta provin-
.cia foi creada em vil tiale (o decreto 11. de
* tomado algumas medidas em ordem a obs-
tar o delerioi amento do ancoradouro pelo
lu.icaniento ao rio dos lastros das enibarca-
coes. Deteriiiiuei o lugar do alerro da K-
beiQ para nelle se laucaremos lastros, apro-
ven indo-so para edilicaco esse tito til ter-
reno em um bairro commercial, e quepro-
mefie augmentar.
JLLL.MINACAO PUBLICA DESTA
CAPITAL.
Euu viriude do disposto no 11 doarL
2 da lei do orcaniento do exercicio'passado.
mandei buscar cidade do Recite (JO lam-
pees. (jue aipii chegaram, inclusive o frete,
pelo ju-;o de 2:460^000 reis. I'oram con-
certados ese acham assentados deridamen-
te, seade 10 no bairo alto desta cidade, e 20
no da Lui'ira. Ordenei que fosse posto em
arrematacao o costeio desses laspees, e
anda Baeweio ao meu eonhecimente que li-
citante algum tivesse apparecido.
ESTATJSTICA.
A esUitislicji como sabis, a base mais
necessaria para o legislador. Infelizincte en- ciar urna suteerqacao entre as pessoas da-
trens anda amo foi possivel obtero recen-: quella freguezia para tao til lim, mandei
ceamento da populaciodo paiz, comdescri- entregar a quantia de 400?jOO0 reis. romo
nnnacao das respectivas provineias. Civio. auxilio, lirados da inianlia de 1:000*9000
servir para base de urna ponte, que leria pectivas letras e autos; porm creio que
de costar cerca de trinta contos de res, bastariam as outras penas embradascom
alm de oito ou dez com o resto do aterro eliminaco da de przo.
no lugar mais profundo. A quesUio, por Deyo aqui informar-vos que ao escrivao
lauto, saber-se se o lugar chamadoCon- Joaquim Jos de SanfAuna Macaco assignei
ceicoque nao tem condices para vir a
ser lima cidade. merece da provincia esse
sacrificio de quarenta contos, quando as ren-
das proviuciaes nao sao muilo avultadas.
Pela seceao que vi. a estrada de Sao Jo-
s parceu-me bem feita. Sob as letras
N e 0encontrareis as exposicoes, que exi-
g dos contratantes dessa estrada, e da do
Serid sobre 0 estado das obras respectivas.
Alm destas obras outras pequeas teni-
se comecado e concluido, como seja 0 cal-
fiadorCS de assjgnar immediatamente as res- provincias sublevadas o principio do poder tem-
poral do Papa.
Pelo que acabis de onvir redes ijne se an-
da nao-est ludo terminado, licito ao menos
esperar uma solueo prxima ; pareco ler che-
gado o|momcnlo de (r termo a receios de-
masiadamenle extensos e do inrettigar os meios
de inaugurar resolutamente em Franca uma no-
a gratificacSo de 3000000 reis. e a de
200^000 reis a um oflicial de justca, con-
forme 0 disposto na lei n. 463 de i de
iiovembro do
no
va era de paz.
O imperador Napoleo termina o scu discur-
so, limiando-sc a dizer subslancialraenle que
veinbro do auno passado, nara servirem exercil francez j foi reduzido a 150,000 ho-
iuizo los feitos da fazenda nrovincial T'-T^0 'l"e- J',"ll S n!ediJas ProP!i1as. lliC
_ l"o/"i< i.u. daesperanca de augmentar a prospendade do
ApreseniO-vOS, SOO a letra\, copia imperio, e confia que o tratado de commercio
de um officio, que, em data de 20 de de-
zembro do anuo prximo passado. dirig ao
juiz municipal do Ass acerca do inventaro
dos bens deixados por Maria Francisca de
Mello, fallecida na freguezia de Campo Cran-
camento interior da cadeia desta cidade, I de. Nesse oflicio solvi eu a duvida, que
forro, e tarimba para a mesma, e a pintu-lsurgia a respeito do inventario: mas peco-
porem. que nao errara quein assignar a e-
Ilepoisda conernch que lhe nnrrci na minha la provincia 200(KM) almas de popularan
iliima, e em que se adiara.ni as esperaneas de <) mann-i miAwa annorn sol. i latva Ivas
um Iralado do paz entre a Krspanha e Marrocos '' ,UC '' '" V '' '' ,ld,l X,l?
o exercito hespanliol, prepara-sc para tentar a i',rril a '"diecer i].u- nesta Iregue/ia da C-
prep...
o:..,:,isia de Tnger. A-s forcas do exercilo i"I;il houve durante o auno prximo passado
S ..ir.ujiano nao te calculam bn, ora sediz quo ,01*2 haptisados. Seiwki :i(i:i do sexo niasruli-
aiuiey-Atbasdispoe nicamente de tres mil ho- iM, t- 'iHl h> fr>minin n 81 fiuanuntnc
mens, ora se eleva esta forca a qainze ou mes-;I- ,emu"00* c M tasamentOS.
jo quarema mil homens. uQ|>aranuo-se este inappa com o que vai
Esta-se embarcando com toda a deligencia o lettra J se veda (pie O numero (le
trem de siiio, e o material para a conlinuacao obitofc nesta Cidad," en egual periodo lica
;".xrAl,Sorie!^..inr.si- ^** d >rr ^ toi,li,dos-pois
no acsmpamenio. (\l\t Mam sepultados no cemiteiio pu-
A esquadra d'operaccs liorobardeou Lavache blt'O 155i cadveres ; digo <|Ue ficam muto
?mr'-ma ; as l"rtal,,fas. d0 l0' i10"10 um ju pecas 0 arle""
Os navios tivernm
bardeamenlo de J.araclie houve ura homem mor-
io, o alguns feridos. gUzia est tiesta cidade. e seus suburbios.
A cquadra driga-sc a Bata i, duas cm con- 1X> referido niappa soj a lettrar3ve-
Ao reverendo vigario dessa freguezia na-
i equens Va., Tolom^ iVr doS l^^mOos, tendo emconsideracu dre Manoel Ignacio Bezcrra CavalSut orde-
Laracbe houve ura hornera mor- 'lue a mai0'' P1"^ (la P"Pu'ac5o .desta fie- nei que a theau
quantia
reis. v.dada na lei nu W.\ de 20 de abril do
armo passado. A obra acha-se j contratada,
0 seu pjano bom, ficando o dito cemiterio
bastante espacoeo.
ESTRADA UO PAPAR1 A' LAGOA DO
I'L'XI.
Autorisado pela refiouc5o n 382 de 16
de agosto de 18i8, mandei entregar ao pre-
sidente da cmara municipal da villa de Pa-
pan a quantia de 30Of5O0O reis para appli-
car i abertura da estrada dessa villa la-
gala do Puxi.
MATRIZ DE CANGUARETAMA.
que a thesmiraria. provincial entrega.-se
a quantia de J :0000(X) res metade da foi votada pelo 19 do art. 3o du le door*
ra da casa, que serve para aula de primei-
ras letras no baino alto desta cidade. Co-
mecou-se a constrticio no hospital de cari-
dade de um quarto forte, que sirva para
Iralanieiito dos criminosos.
A tbesouraria provincial teve ordem de
entregar ao Ihesoureiro da irmandade do
Senhor Bom Jezus dos Passos a quantia de
300/9060 reis, votada na lei do orcaniento
vigente para construccao de urna capefia do
dito Senhor na matriz da villa de Sao Con-
falo.
A obra do aterro do Ribeiro no munici-
pio de Sao Jos, sendo posta em praca. au
teve concurrentes.
OBRAS PUBLICAS GEHAES.
Concert da fortaleza, e pharoiete.
Acha-se concluido o concert da fortale-
za dos Santos Heis Magos, e limito achanta-
da a construccao de um pharolete, que man-
dei levantar nessa fortaleza, onde prsenle-
mente para guia dos navegantes existe um
mo lampean, que se ica em uma baste de
ferro, dando immensa Irabalho em acudil-o
todas as frequentes vezes. ein que se apa-
ga durante a noite por causa do milito ven-
to : sendo que alm disto a luz fiara, e
oscillante.
ATERRO SOBRE O SALGADO.
Tendo-se arrumbado esse alerro em dis-
| tanda de cerca de urna mima da cora, e
i estando mais ou menos deteriorado em va-
rios pontos, mandei per em arrematacao
essa obra, e apparecendo dous licitantes.
oflfereceu fazer por menor preco os reparos
necessaros, e mais urna ponte no lugar ar-
n inbado. o capilao Canuto Ildefonso Kni-
merenciano. O preco da arrematacao foi
4:500)5(000 reis, e o praso para dar a obra
prompta, 12 mezes.
PONTE DESTA CAPITAL.
Considerando que a primeira obra desta
provincia uma ponte nesta capital, que
facilite a comniunieaeao com o norte da
provincia, e, al certo ponto, com toda el-
la, dirigi-me ao governo imperial pedindo
uma -quantia para romero dessa obra,
qual,-por r{0, os cofres pr< vinciaes nao
podiam entncebender gmente, mas que aju-
dariam opportwament. O governo impe-
rial nao descorditioendo a necessidade da
enlic a Tranca e a Inglaterra iurliQcai a alliau-
i;a dcslas nacoes.
O conde de Carour, cm uma circular que diri-
gi ao corpo diplomtico, chama a sua attcnco
para a medida lomada pela auloridade de Vee-
za, que sujeita ao servico militar lodos os Vene-
cianos que se rcpularem opposlos a governo
austraco. Esta medida considerada pelo mi-
nistro piemontez como alleotatoria dos direitos
vos que lirmcis una regra para oscasos.fu- induiduaes, por isso que. nos termos della, io-
turos.
RENDA GERAL.
Apresenlo-vos os quadros de letrasY (
Z,petos quaes%e conhece qual a renda
da provincia uestes ltimos <<[< .in-
dos os habitantes do leino veneziano podera li-
cor snjeitos jurisdiceao militar.
Conlirma-sc a noticia de ler o governo pie-
raonlez respondido ola da Franca, que nao
poda acceitar os Conselhos daqoell'a potencia,
manil'csiando ao raesnio lempo os compromissos
geral da provincia uestes ltimos sete an- nianifesiando ao mesmo lempo os compromissos
los. Para que observis a escala ascenden- '< -"oulrahidos para acceitar a aiinexirao, se os po-
te, (pie tem lido a renda ireral basta oue i vo ^'-'Sf >" "'se senlido
',.,,:,,.,., r ';' L<"isla lambeta que o gabinete sardo rnnuira
,^o ieuda> dos exerciCIOS de I8->2 proposla {jranceza, renunciando pela sua parte
1853 rom o de 18.*7IS."8. intel'vallo anoexacao da Tosraoa, leudo esla resolucao sido
de cinco anuos : teve o primeiro desses exer-
cicios 25:550)5023 reis. e o segundo........
267:543^743.
CASA DA ASSKMBLEA PROVINCIAL.
Mandei fazer os reparos.de que necessi-
tava o circulo existente ueste recinto., e bem
assim pintar as portas deste salo, eem Per-
nambuco foram fritos os dez bancos com as-
SentO de paliiinlia para as galeras.
Esle edificio est ein mo estado por cau-
sa da sua pessima construccao. eprecizade
urgentes concertos, e grandes modificacSes
para continuar a prestar-se aos vossos tra-
balhos. e aos da Ihesouraria provincial..ipie
OCCUpa o pavimento terreo.
SECRETARIA lio GOVERNO.
Continan! os seus empregados a dazem-
penhar silislactorianiente os seus deveres.
A secretaria est mal accoiiunodada. e pre-
ciza de varios utensilios.
A insuflirieiicia tiestas informantes eiicun-
trar deSCUlpa na dilliculdade de obter-se
OS dados necessaros, e ser considerada com
indulgencia por vos, que as supprireis pelo
conhecinienlo. que leudes da provincia, e
pelo vosso zelo. e Ilustrarn.
Outros quaesquer esclarecimentosque exi-
girdes, durante o eurso dos vossos traba-
Ihos. vos sero proiuptainenle transmittidos.
Palacio do governo do Rio Grande do
.Norte, 15 de fevereiro de isoo.
Joiio Jase d Olicria Juhqtttint.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Pelo vapor Magdalena, da c^rreira transatln-
tica, recebemos coriespandencias e jornaes da
turopa com as seguimos dalas : Pars 7
Londres 8. Bruxellas 7, -- Haraburgo 5
e Lisboa 13 de marco.
No da 2 do corrale leve lugar em Taris a
lomada por influencia da Inglaterra.
Os documentos relalivcs annexacSo da Sa-
boya Franca foram apresentados na'carnara dos
commuus pelo governo luitannico. O ministro
dos estrangeiros disse, quando fez a aprescnla-
jao, (jue a Inglaterra jamis consentira n'cssa
annexacao sera que as grandes poleadas annuis-
sera ao novo eslado de cousas.
Alguns jornaes alleraaes siislenlaram que o ac-
cordo entre os gabinetes de Berln e de Vienna so
'orna cada vez mais intimo, o asseguran que, na
evenlualidade de ura ataque da Franca contra a
Veneza, a Prussia marchara, sera hesitar, *m
auxilio da Austria ; parece porm que, antes da
Prussia dar tal passo, relecteria muilo. c lalvc
hesilasse era o dar; porque se a linha do Bncio
llie parece importante, raais charas lhe sao, sera
duvida alguna, as provincias rhenanas, e o <-a-
binele prussiano hara de atlender muilo aos
seus inleresses. antes de se envolver cm uma
guerra na Italia, (ue nada lera cora os inleresses
alleraaes.
Duia-se que H>. Thouvcnel pedir ao impera-
oor dos lrancczes a sua demissao do cargo do
ministro dos negocios estrangeiros, mas al a
ultimas noticias anda nao fra acceila. Julga-so
que no caso de o ser ser outra vez chamado o
conde de Walewsk
Tem causado muila sensacao a noticia de uma
allianca entre a Ilussia e a Prussia sobre a ques-
lao italiana ; mas parece que tal noticia niio tera
tundaraeulo.
As declaraces expedidas pela Russia o Prussia
aos gabinetes francez e inglez sao resumidas na
Noom Cazeta do lanocer do seguiule modo :
Era consequencia do mo arolhiinenlo quo
se fez em S. l'elersburgo s proposlas inglezas.
a Franca o a Inglaterra rannifeslaram o desoj
de ouvir a opinio do gabinete de S. Pelersbur-
go sobre a maneira de regular a queslao italiana.
A Russia rrspondeu a esle podido expressando
quaes erara as suas vistas, c a Prussia aproveitou
ao mesmo lempo a occasiao para tambera desen-
volver M suas ideas e fazer egualmenlo conhecer
o accordo em que eslava a esle respeilo com a
Ilussia. Pelo que consta, sobre o conledo des-
las roramunicacoes, sao baseados em uma coope-
rario amigavel da p^rle dss grandes potencias, o
nao envolvem de maneira alguma o carador do
provacaco.
Nao dever deixar de dizer-se que a lingua-


geni e muito reservada
DIARIO DE PEBNAMBPCO, QU.NTA FEIRA 2Q PE MaBCO DE 186*.
mas .10 mesmu lempo a Manuel Forreira Nobel, Ju;>e l'ererra no Azevu-
tnancira por quo so Irata do diroilo que os Italia- do, Manoel Pereira de Azcvedo. Ignacio Joaquim
nos leem de decidir a sua sortc e das fronleiras Forreira, Jos da Silva, Manoel Jos Ramos, Se-
1
naluraes, nao deixa a menor duvida de que na
queslao da annexagao da Italia central c da Sa-
boya, se nao tratar de garantir os direitos que
pertenco nos dilTerenlcs estados europeos para
tomarem una dcciso definitiva. Manifesla-se
por consequencia a esperance de que se nao
commelter um ataque a esscs direitos, com
quaesquer actos que possam ser prejudiciaes.
Confirma-se, alm disso, que as propostas
conciliadoras presentadas pela Russia, e apoia-
das pela Prussia nao esto positivamente formu-
ladas, mas limitam-se a indicar de urna manei-
ra geral as bises, que se consideran mais pro-
prias para urna conveniente soluto das compli-
earoes italianas.
viano Ahes Pacheco, Jos Ferreira da Costa, Joo
Carrilho Rogo Barros. Clara Maria, Dr. Jos Li-
berato ".arrozo, E. Conradi, Fortunato, Manoel
Martins Cnmacho, J. Arago, Vicente Arago, Fran-
cisco Niger, Forido Blass, Jos Goncalves dos
Reis, Tliereza Maria de Jess, Francisco Manoel
dos Passos, Antonio Francisco Cascaos, Joao
Rodolpho Gomes e Francisco Carvalho Rogo Bar-
ros.
_ Passageiro que veio na barra brasileira Re-
cife, do Riod^ Janeiro: Creoncedcs do Castro
Ferreira Chaves.
Mohtai.idade do da 28 do coriientr
Cnlisto Jos Ferreira, branco, solleiro, 26 aunos;
eolito chronica.
# O Morning-Chronicle que linha dado a noticia j Uoaldo de Almeida Sarino, pardo, solleiro, 18
insiste na veracidade, apezar de st negada por anuos; hydropisia.
quasi todos os jornaes, do ministro d'Austria ern Joao Libn, branco, solteiro, 35 aunos; licpa-
Londres, declarar que tal tratado nao exista, e tilo.
da folha ofkial do S. Pelersburgo desmentir po-
sitivamente a noticia. O jornal inglez appella
para o lempo que diz provar quanto sao exactas
as sitas informaedes
Circualo boatos de guerra fundados nos pre-
parativos bellicos que se facen em Turin, e
principalmente no chamamento is amias das
classes de 1850 a 1851 Esta medida moliva-
pcla necessidade de por os soldados das novas
m
Izidoro, branco, 10 mezes convulsoes.
Antonio dos Santos, preto, sotteiro, 30 annos ;
diarrha.
Joanna, preta, solleira, escrava, 46 annos ; hy- '
pertrophia.
Gerlrudes. prota.9 mozos: donlicao.
Eugenia, preta, escrava, solleira", 35 annos ; c-
maras de sangue.
Antonia, preta, 18 mozos ; espasmo.
provincias do reino em contacto com os das an- i Maria, branca, um auno ; diarrha.
ligas, afim de assegurar a homogeneidade do i Hospital dk caiudade. Existem 64 ho-
exercito e tornar uniforme a inslrccao. mens, 53 mulheres nacionaes, 5 homens estran-
Continuam a apparecer e circular brochuras a ; geiros, 1 homem escravo, total 123.
favor e contra o poder temporario do Papa. Os
bi-;> >s francezes continuara o publicar pasloraes
a favor do poder temporal do Papa o a protesta-
ren] contra a suppresso delle. O partido ultra-
montano Je qoasi todas as naedes lem feilo pro-
testos de adherencia S. Santidade.
U brigue de guerra portuguez Mondego que
voltava da sua eslago em Macau, submergio-se
perdendo-se nmaa quarenla pessoas, e salvan-
do-so o capilao e a ollicialidade, e algons mari-
nlieiros. Esta noticia, Irazida par una barca
franceza que deixra os nufragos uas illiaa Mau-
rieias, lem causado em Lisboa grande sonsacan
; e fazendo-so na cmara dos deputados nina
interpellacap ao ministro da marinin Fcrrori,
para saber se o vaso eslaria em estado defazer
tal viagem, este, impressionado pelo accidente
desastroso, cabio com em ataque apopltico, es-
tando, segundo se diz, um perigo de vida
la comecar na assembla legislativa de Por-
tugal a diseusso do contrato Salamanca pa- |
ra a coijslrucgao djs liuhas frreas do Porto c
fronteira de Hespanha. A resposta ao discurso
lamento, o Sr. Fon les, ministro do reino, fica-
va interinamente encarregado da pasta da ma-
nha.
Os despachos lelegraphicos que de Paris rece-
beuonosso correspondente d>- Lisboa, ao fechar
O Ira Indo Je commereio entre a Franca e
a Inglaterra fax approcado definitivamente ni
cmara dos communs, e acaba de sei
gado em Franca.
Na totalidade dos docntes existem 42 alie-
nados, sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto, as Shoras da manhaa, c pelo Dr. Dorncl-
las s 8 horas da manhaa.
Commimicados
Aos senbores socios do liospitni
n>:tn;V!"" le beneficencia e ao
publico. i
O genio do mal, quo disfarcado ou
despejado tem por nica misso so-
bro a Ierra iranslornar, perverler e
perturbar o andamento regular das
mais santas inslituicocs, lia de tam-
ben! procurar eslorvar-vos.
A discordia o tmulo das empro-
zas collectivas, a omulaco um ini-
migo trairoeiro, que as tere solapada-
mente.
[Do discurso do Sr. Dr. Jos de
Almeida Soaret de Una tastos,
(Ungido nos socios do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia, no dia da
sua installari).)
(Conlinuaco do numero 72.)
Que fui supprimido do quadro o regulamento
r pro mu- \ *ntr* deixado pela primara adminisiracao,
ern que fosse. previamente derrogad > e substitu -
.1 Sardenha concern ern annnir a nue a Sa- do> Candl> Por es'' modo os empregados sem lei
boya e Niza se pronuncien pelo sufragio uni- 1ue os gocmosse.
tersal sobre a sua annexaeo t Fan?
REVISTA CURIA-
Das publicaedes mandadas fa/.er pela illustris-
sma cmara acerca do calcamento das ras do
bairro da lina-Vista, que se prestan) entrada e
sabida dos carros, vimos que solicita, como el-
la, nao deixou no olvido o que sobre esta mate-
ria escreremos.
Em verdade nao podiam nossos delractores ler
adiado um ponto de maior importancia, e que
melhor so prestasse a urna aecusacao, que ellos
tanto se esforcio por tornar grave" e severa, do
que essa parva e ridicula censura, contra a qua]
diremos apenas por mero descargo de nosso cora-
paomisso :que a administracao supprimindo o
regulamento interno que enconlrou no eslabele-
cimento, nao sigui mais que o comprmanlo de
seus deveres ; nao s porque a reforma pela qual
passarara os estalutos.se oppunha ao feudalismo
nelle consignado ; mas ainda por que a prepo-
tencia que n aquel le era commetiida a cerlo em-
So pois se nao roalisa o mnlhoramento daquel- i T?8?110, Jmoi.s P0llla compadecer-se com a dig-
les pontos, se de presente nao pode elle ler lo- ,."'lJe ua ndmimslracao, nica a qnem somenle
fiar, outratausa. que nao a iudiflerenca da mu-l a'la.a 8uP'oma gerencia do estaholecimonlo.
nicipalidado, se deve linar este elfeilo; uno toda- .. s" J""la tnrinislra n.io
va nao deixa de ser para lastimar.
A deficiencia actual dos cofres a causa as-
slgnsda inexequibiii lado daquelle melliorameu-
to, |ue sendo oreado em cerca de quareuti eoli-
tos de ris, ve-se por i-sa em p do nao ser ef-
fecluado sena o com morosidado.
Neste estado de procraslinacao do execucao
Iralou de subs-
tituir por oulro esse regulamento nutitisado, foi
pelo erabaraco que encontrn na disposicao ter-
minante do art.O 5 dos estatutos ; que a" ler de
allendo-lo, ou seria forrada a manler urna lula
pertinaz e caprichosa, ou a transigir com o pre-
dominio abusivo do seu consultor: c assim mais
conveio o flcar no silencio, do que dar-so ao cs-
recla possivel
(i
te
Com elTeilo, ao passo que deVe-s gastar qua-
renla contos datis cora o caiga ment das ras
roferidas, na .if^, 'a destaque lembramos pou-
co se lera de dispeiufer; pois que a exapropria-
co ilo espaeo pora a passagein nao montar
grande quantia. Esla ra acha-se j mui adtan-
tada; para dar na Passagem falta-lho apenas
alravessar dous sitios, que se nao podera fjrtara
perrailtir a respectiva abertura, porquanto ella
de ulilidade publica; e isto realisado, todo o
i das ordens dimanadas da administracao e a ellos
e-
as
Da rantagem desla abertura j IraUmas mais transinitii.Jns pelo digniasimo ompregadu supe
e espaeo. e ora volvemos olti, pois quo o- i nor 'lo cslabelceimcnlo, jamis se desusaram da
Mili n'uma razo de dupla importancia. [obrigartea, que haviam conirshldo; ao passo qu
aquello, que lana sciencia Unha do anligo, como
do moderno, nao s poslergou a lei, mas al
desallendeu aos mais convenientes preceilos, a
ponto desol'ier o castigo moral de duas derais-
soes.
Porm a razao obvia : aquellos, estavam dis-
poslas a obedecer c servir; osle, a s mandar, re-
calcitrando, nada cumprir.
Que as obras d> hospital nao se guardaran
as condicoes diealnbridade, nem foi ouvido o me-
E' preciso conceder ao genio do mil um pode-
cujas r' '"'ll)'li|J'J esempre absoluto, para que so pos-
sa admiltir a possibidade de que ello j sera
transito de entrada e sabida dos carros pode e dico do hospital, contra o espirito do arl. 95 dos
deve exclusivamente ser por ella feilo, pois que i estatuios, nem outros quaesquer estranhos ao es-
n amplido della d espaeo para isto sem receio tabelecimento.
de abalroamontos.
Removido por tanto o transito das ras, que ora
se prestara este inister, para esla nova,
vantagena indicamos, Dcarao aquellas com um
pequeo reparo em estado satisfactorio, e laolo uu .ce P>*w publico urna torrente de
mais duradouro quanto slibtraliida a causa ef- mc"us. U'1 qoalidade desaas que nossos aecu-
ficiente, quo todos os dias acta na damnifleseao ?. res dt,Po31lara "esse periodo de lao curtas
que apresenlam ; ao pas30 quo esta proposta v'ir I I'as',
ampliar o numero das boas mas, e embellecer; cerl Porem e 1ue clljs al" se ach'1m .-
mais a [uelle ponto, dando toda a facilidado do-1 a."" c ,i"e "5S;* tefesa, em c.onlraria-las, podo-
rel ao transito, abrindo urna perspectiva na f.">r cx'nraiamonle resumida, se devessemos
onconladora avista, que de um lae d'olho3 e.xP5aC02s somonte a nossos consocios ; queso
abranger toda a extensio coraprehendida da pon-
tezinha da Passagem ou Chora-Menino praga da
Roa-Vista.
A dcsapropriaco, ropelimo-lo, nao pode'mon-
far grande quantia, visto que a abertura da ra
tera de utilis.tr os terrenos por onde ella passa,
por rrcio da edifleaco que se ha de promover
na extenso lateral della, romo j ha ti Jo corne-
jo na parle que acha-sc aberta. Esta considera-
cao nao pode ser omiltida na avaliaco, e por
tanto nm motivo para que ella seja por prec.o
na al nenhuma so respondessemos a nossos ac-
cusadores; mas como devenios respeilo ao pu-
blico, a quera assisle lodo o diroilo de querer ser
esclarecido, vamos j sem a menor reserva olo-
recer-llies os fundamentos da domoostraco que
vera era no?so apoio.
A coinmisso encarregada das obras do hospi-
tal, que apenas se julgava adstricla obrigai o
de harmonisar a necessidade e conveniencia das
obras que tinha de fazer execuiar, cora as pro-
porces que lhe olfereciam a parte j concluida
dous proprictarios ^ Mincio, sera cora ludodesprezar as melhores
razoavel, se por ventura
d
i
quo fhs deven! provir dahi ncccssarimentot"' '; *"1belecimcnto, nao s por que nenhnm dos ar-
n ste desvio do transito dos carros, a parle ll*J0S do9 eslalutos a isso a conslrangiam, mas
que tem de absorver mas algura dinhoiroser a I?,.?u.eal Jesconhecia nesse empregado as ha-
rua da [mperatriz, que por certo o comple-
azoavel, se por ventura os dous proprictarios ^. ." ot,uco muoproar as memores
los sitios, que tora de dar passagem, nao quizo- ClJ"J''.es de salubridade a que elle propriamen-
em-n'a conceder gratuitamente, jattendendo a ^ ,nui'0 su P'csla ; nunca presumi correr-lbe o
nie ella um bcoelicio publico, j asvanlagens tvc.c ue consultar a hermenutica do medico do
deserapeulio cum que se liouve a luuihiissuu Hu-
meada para contratar anigavelmenle com o Sr.
coronel Menezes e mais herdeiros, relativamente
ao legado deixado ao hospital, pelo finado Joo
Vieira Lima.
Franco como sou, e responsavel pelos meus
actos, os quaes nunca desment, sou por isso Tor-
eado a urna resposta, para que o publico naojul-
gue que eu fui sempre solidario nos actos dessa
coramissao e nem cm outros muilos que se de-
ram nessa administracao.
Se a defeza alludida publicasse ludo quanto eu
d3se antes de fazer-se esse negocio, eu estara
por certo livro do incommodo de restabelecer a
verdade; porm como nao o fez, vejo-me obri-
gado a declarar, que combat sempre c com lodas
as minhas debis forcas, qualquer negocio com
o Sr. coronel Menezes, que n.io versasse sobre o
recebiraenlo total do legado por parte do mesmo
hospital, no que infelizmente Uve o desgoslo ser
sempro contrariado pela coramissao encarrega-
da dessa Iransgo, a qual era opposicao rai-
nha opiniao insista sempre pela necessida-
de de urna convengao, para a qual pedir po-
deres Ilimitados; argumentando lambem que
essa conveneo so tornava absolutamente neces-
saria, por isso que se o hospital nada recebesse
por esse modo, por oulro ainda menos, nem
pelos meios judiciaes, visto nao estar reeonheei-
(io pelas leis do paz, e porlanlo nao poder pos-
suir bens, nem lao pouco addir legado, acrescen-
lando que era esta opiniao dos melhores advo-
gados consultados para tal fin.
Era vista desla Opinio da commissao, a qual
julguei sufficienlemeule habilitada, por declarar
ler-se aconseliado neste negocio,- foi que na me-
lhor boa f, e cora a ingenoidade com que sem-
pre dei o raeu vol, que eu disse, que a ser real
o que declarava a commissao, e visto ter ella
realisado urna convengao, com tal ou qual-pro-
veito para o estabelecimento era digno do um
voto de reconheciraento.
Nao desejava muto ver involvido o meu nomo
nesta queslao. Tenho miaba opinio a respeito
della, mas nao me adiando ligado nenlmma das
parcialidades que disenlem. quizera continuar a
cooservar-ino estranho ella.
A publicaco deslas linhaa mullo lhes agrade-
cer, Srs. redactores, o seu assignanle
Jos Joaquim Lima Bairao.
nenio desse ramo que propomos viago publi-
bilita.es para tal lira requeridas, c assira prefe-
rio anles seguir a regra e o compassodos piols-
ca ; mas o ralcamehto desta ra send'o de ns- s!0,in,'s na materia, do que ouvir somenle apho-
tanle necessidade, sendo urna obra que iiiijioita ris:n03 hypocraticos daquelle; que, naia mais
[azor i, nao deve g t comprchendida consequen- P".ai? "dianiar: e com tanto acert er a com-
temonte na computacao das despezas cora a ra- ; missi, Je obras haver desla forma procedido,
micacSo indicada. lra de que, importa notar il,ue. servo ",IHl uc abono o parecer scienlifi-
que no calgamento da nova ra a despeza lam- c0 ln!S "'^speitavcis mdicos desla capital, que
I.em ser mui diminua, porque a natureza do I ,.60?"^ da *ommialae prestaram ao exame
terreno quasi que o dispensa, pelo menos por al-,1P,anla r*pectiva, e das obras que em virlude
gura lempo. deMa foram eiecutadas.
A vista do exposto, esperamos que a illustris- -,',"iSl!, Parer, firmado em 27 de agosto de
sima cmara promora este mcllioramento para os J, D.J P1'1'^ lllms. Srs. Drs. Ignacio Firmo Xavier,
seus muuicipacs, e realise mais esle aformosea- ,'a'" ,lfi Alli;iyle Lobo Moscoso o Jos Joaquim
ment da cidade. >K,ri,|,s Sarment, se vera satisfeiios os que-
mquanto Sll3 'I'"' Pelos merabros da nossa commissao" fo-
invcrtcm r'un Iiru,os!usnos seguintes torraos:
A planta pode, sem ollender as regras hy-
gienuas levar-se a olTeilo?As obras j feilas
e quo formara os dous ralos do lado do sul, e
os que se eslo conslruiu lo dolado do norte,
para diversos misteres, atfeclam a salubridado
das enfermaras existentes no andar terreo da
antiga casa, ou compromellern a surte dos doen-
tes por diminuir-Ibes alguma ventilagao, nao
Emquanlo nao chega o invern, e
difTerenles pontos desta cidade nao se tonvertem
em grandes lagos com as aguas pluviaes, como
acontece todos os annos, lembramos que se cui-
de desde j em mandar despejar carrogus de en-
tnllio ou caliga nellts, danJo-Ihes ao mesmo
tempo urna forma que faga as ngtfas despedirem
e no permanecer:^estagnadas com detrimen-
to do publico.
esla urna medida do fcil oxccuefio, e por
tanto mui pralicavel anda cora os recursos or- obstante lerem janellas sniricientes ?
diarlos. Assim. contamos que seja ella ordena-
da e elTeclivamento realisada.
Amanhia faz a irmandade do Terco a pro-
cisso do Senhor Bom Jess dos Desamparados.
a qual lera de percorrer dilTorenlcs ras desta
ieguezia e da de S. Jos.
E de crer que seja celebrada coni a magnifi-
cencia, com que a coslumam solemnisar.
Passageiros que viciara no vapor inglez
Magdalena, entrado de Southampton c portos
Ao que se dignaran! responder aquellos inlelli-
gentes o Ilustrados senbores.
Q"e nao obstante, sendo as enfermarias pe-
quenas, e recebendo ar livre por sullicienles
janellas de dous lados, nenhum inconveniente
pode resultar para a saude dos doentes, de de-
feilo real na plantado eugenheiro.
Em face pois desta e outras provas, todas j ti si i
calivas do discernimenlo cora que se houve a
intermedios:Thompson Pater, lose Fernandes commissao das obras, ea administracaoque a di-
Morctra Bragai. Thomas Cestello, Dayid Ge Is. Joao rigia e acompanhava ; eremos ler'plenamente
Pike. Samuel Ring, 1 liornas Ashley, William descalvado a m<:nlira de nossos acc.usadores, e a
Ballie. Pater Taylor, John Raynard, Henry Moo- raeledicencia do Irifauce horrendo, que nao cs-
re, Jos Moreira Lopes, sua senhora, una criadi iremeceu ao infiltrar nos bicos da penna, a baba
o Iros filhos menores, Jos Joaquim Ramos e peconhenta da sua asquerosidade.
(Connuar-se-/ia.)
HOSPITAL POUTIGIEZ
DE
Publicacoes a pedido.
Relaco dos offieiies de Justina que traba-
lliam no 1"e2 dlslriclos da sulidelegacia da fre-
guezia de S. Frei Pedro Goncalves do Recite.
Francisco Joao Honorato Sorra Grande.
Albino Jos Bandeira,
Manoel Goncalves Branco.
Francisco d Paula Beal.
Amancio Godofredo Luna.
Bernardo Jos Brrelo.
U uno uidatauuo vale lioje 10 IS l\' niaico
de banco.
O de Pernarabuco branco vale hoje 2123
marco do banco.
O dito mascavado vale hoje 1718 mnreo de
banco.
Impa-rtaco de assucar al fins de fecereiro.
1860. 4 mlies de libras.
1859. 6
Deposito em fins de fecereiro.
186J. 73i4 niilhoes de libras.
1859. 4
O tabaco em folha falla inlelramentc, as novas
chegadas do boas qualidades obliveram fcil-
mente os procos notados.
Colamos :
Tabaco do Brasil 5 3i4 8 schillings.
da llavana 12 80
de S. Domingos 6 16
de Cuba 6 1G
Os couros conliniiam muito procurados e os
pregos se conservnm firmes; os salgados sao
procurados, mas nao ha quasi nenhum depo-
sito.
Colamos :
Do Rio Grande do Sul :
Seceos. 12 13 schillings.
Salgados 7 l|2-5 3|
De Montevideo e JIuenos-Ayres :
Seceos. 12 1|2-14 schillings.
Salgados 7 1|2 8
Pornambuco e Baha 9 9 12
O algodo loi menos procurado, provavelmen-
te em consequencia da pouca escolha.
As qualidades do Brasil fallam quasi inteira-
menle.
As imporlagesat fins de fevereiro Toi nesle
anuo de cerca de 19,000 bolis. e a existencia em
lins do fevereiro era de 10,000 balas.
O algodo do Brasil vale hoje do 78
schillings.
As existencias da borracha sao muilo
ras, e este genero so vende fcilmente.
O cacao muilo procurado e os precos sao fir
mes.
O cacto o Maranliao e Tara vale C 3|86 Ii2
schillings.
0 da Baha vale 4 3|55 schillings.
Existencias, importaces e vendas de assucar o
caf nos seis principies impelios da Eu-
ropa.
ASSCCAR.
Existencias.
1|4
peque-
9 da!3d
8 d a 10 d
7d a 8 l|
7 d a 8 d
7da8d
8| a 10|
10 a 13|
6| a 91
8 d a 9 1 i'mI
9 il a 10 IfS
9d a 10 d
5 d a 6 1(2 d
1."
Holianda.
Antuerpia
Ha m burgo
Trieste .
Havre. .
Inglaterra.
Total. .
I v.


a
,
de Janeiro.
1858
215.00)
40,000
75,000
53,000
34,000
1859
2IG.000
23,000
35,000
149.000
3,000
18G3
140,000
39.000
115,000
100,000
130,0 JO
Uc VdCCa S O a 12
Cobre velho porlt.....11 fJ2d
Couros por f, do Rio,
Seceos de 30 a 35 <8.
a de 20 a 21 %
de louro?, 35 a 40
dem do Rio Grande, por ft :
Salgados,de 65 a 70 "S
de 45 a 50
de vacca 40 a 48 9,
Cavallo eccos.lO a 13
6. ira
dem salgados, 23 a
30 .....
dem idem 16 a 20 a
dem de Ptrnambuco, Rahia,
Maranho e P*r por a
Seceos salg.,26 a 30 a
espirhadoj 16 a 20 "S
Curtidos 7 3 9-8. .
Moldados salg., 40 .
a 46 8. .
dem do Ceara, Parahiba e
Macei por .
Seceos sale. 30 a 32 t.
Moldados 15 a .50 "i.
Cumar por libra bom.. .
Ordinario ....
Fdrinha de niamliecd boa par
112. .....
Jacaranda por luneldda.do Rio.
dem da Radia......
(jerzelirn, por quaileirflo. .
Piassava por 220 Ib. do Para'.
i.i Ualiia.....
Salsa parrilda por libra boa. .
Inferior.....
Tapioca por 112% Rio superior.
L'ruc por fi do Pura dora. .
Metaes preciosos.
Ouro em barra.....P. onga 77|0
n Portuguez era uocJa.
Brasil.....
Ouras despalilllas. .
americanas.
Prala em barra ....
Patacas brasileiras .
Pesos columnarios despan.
Carolus. ...
1'erriiinnd .
Pesos das repblicas dasp.
Moeda ile 5 ir.....
Cruzad- s iuvoi ....
8 d a 9 112
5 d a 6 112
1,4
1,2
18 a 25
9 a 17
50|
30
II
1,8
1|4
65| a 70|
8d
77,6
77(9
n
D 77,3 77,9
)) 62 a 62 118
60 d
61 J e 71 d


60 de 62 1,2 rl
60 1|8- 0 11-5
B 01 d a 71 d
Praca do Recife 28 ilc marco tic 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Colneoe.s ofiviaes.
Assucar mascavado Canal2^500 por arroba.
George PatcheltPresidente.
. DubourcqSecretario.
Existencia total
1." do Janeiro
1.760,000 1,810,000 1,981,000
2,227,000 2,236,000 2,505 000
1859
ern
1858
o
. 2,227,000
Alfamlc^ra.
Rendiraento do da 1 a 27. .
dem do dia 28......
362:8585953
11.0483113
373.907 J096
Importancia toral nos
12 mezes:
Na Holianda......
.Na Antuerpia......
Em Hamliurgo.....
1-m Trieste.......
No Havre........
Na Inglaterra......
2,145,000
310,000
470,000
763.000
317,000
9,105,000
2,236,000
1,915,000
315,000
530,000
283,000
436.000
8,922,000
15,4 87,000 l,615,000
Movimento da alfandega
Volumes entrados cora [azendas 190
com gneros 673
Existencias em
dezembro. .
31 de
2,336.000 2,505,000
Volumes sabidos com fazendas .
. com gneros .
863
------470
Descarregain hoje 29 de margo.
Galera franceza=Oer.th=fazendas.
Barca nglezaNorvalbacal bao.
Barca americana Express Tdereseo reslo.
Brigue portuguezFlorindadiversos gneros.
Consulado greral.
Bendimcnlo do dia 1 a 27. 69.6I0S96G
dem do dia 28....... 2,6 i2*318
72 283A28I
Diversas provincias.
Rendinieuto do dia 1
dem do dia 28. .
a 27.
11:3028402
218t
11:515524
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia S S le marco de 1S60
New-YorkBirca americana Brasileiras, Wha-
tely Forster & C., 2,100 saceos assucar mas-
cavado.
LiverpoolBarca ingleza Carolina, Paln Nash
.& C, 800 saceos assucar mascavado.
Bio da PrataBrigue portuguez aPaulina, A.
Irmaos, 150 barricas assucar branco.
Bio da PrataBrigue inglez John & Mary, A.
Irmaos. 40 barricas assucar branco.
PortoBarca porlugueza Sympalhia, B. & Oli-
veira, SOsaccas algodo.
Lisboa Patacho portuguez Jareo, JosiS dos
Santos Pereira Jardim, 35 cascos mel.
LisboaBrigue portuguez Constante, Amorira
Filho & C., 25 saceos assucar tranco e 50 di-
tos dito mascavado ; Jos Ferreira da Silva, 49
cascos mel.
Exportaciko.
Bio de Janeiro, barca nacional Atrevida, con-
duzio o seguinle : 389 barris banha de porco,
40 ditos toucinho, 2,000 saceos assucar, 100 di-
tos arroz, 3,077 meios de sola, 1 eaixo espa-
dadores.
Lisboa, barca porlugueza Tejo, conduzio o
seguinle : 3,840 saceos o 2 barriquinhas assucar,
22 latas doce, 8 pranchoes.
Uecebedoria le rentlas internas
geraes de Pcrnambuco
Rendimentodo dia 1 a 27. 45:147f07
dem do dia 28....... 975g303
46:1225710
Vendas lotaes......13,211,000
Expedido d'um impono
para oulro....... 815,000
Expedido por mar dos
seis impones para ou-
Iros paizes ......
Total .
Vendido
sumo .
951,000
1,796,000
12,110,000
612,000
1,075,000
1,687,000
Lisboa.....
Parlo.....
Rio de Janeiio. .
Radi e Pernamb."
Amslerdam. .
llamburgo .
Pars.....
Cambio.
90 d. d.52 5,8 d a 52 3,1 d
53
60 d. v.23 el ,2

3 m. d. 11.15 1,4
11,5
25 35
o.....3 d. v. 25 10 e 25.15
Navios a carga para o Itrasil.
Paral'rincess /or/a15.
Cupid15.
Pernarabuco //er ni ione9.
,> Thrtis'd.
Lindsfarne9.
Urania15.
Belle15.
Algodo.O total do algodo entrado este an-
no al 2 do correnle, monta a 867,760 saccas,
donado a sua loja sita na ra do Livraracnto n..,
ccessado assim os seus pagamentos, declara a
referida firma em estado de quebra e fixo o lermo
legal da sentenca desta a contar do dia 15 do fe-
vereiro prximo passado.
Nomeio curador fiscal ao credor Henry Gibson
e depositarios interinos aos credores Rostron
Rooker & C., e prestado pelo primeiro o jura-
mento do estylo, e assignado pelos segundos ter-
mo de deposito, o escrivo remetiera copia desla
aojuizdo paz compclcntc para a apposigo fo
sellos, que ordeno so ponham era todos os bens
livros e papis dos fallidos.
Feilo o quo e publicada a prsenle senlenga
nos termos dos artigos 812 do cdigo commercial
e 129 do regulamento n. 738, sero dadas as sub-
sequentes providencias, que o sobredilo cdigo u
regulamento prescrevem.
Bedfe 21 do margo de 18G0.Anselmo Fran-
cisco Perdti.
E mais se nao continha e nem alguma ou-
Ira cousa se declarava era a dita senlenga, e
para curnprimento da raesma convoco lodosos
credores prsenles dos referidos fallidos, para
comparecerem na sala dos auditorios, no dia '.i
do correnle mezas 10 horas da manhaa, afim de
so proceder nomeagao de depositario ou depo-
sitarios que hu de reeeber e administrar provi-
soriamente a casa fallida.
E para chegar ao conhecmento de lodos, nian-
dei passar editis, que sero publicados pela
imprensa, c allixado nos lugares designados nos
mencionados artigo 129 do regulamento n.728,
c 812 do cdigo commercial.
Dado e passado nesta cidade do Becife, aos
23 de margo'de 18611, trigsimo da independen-
cia c do imperio do Brasil. Eu Manoel Mara Ro-
drigues do ascimcnlo,escriro o escrevi.
Anselmo Francisco l'irelti.
Pela inspecgo da alfandega s faz publico,
que cxislindo era deposito em arinazem alfan-
degado de Prxedes da Silva Gusmo, a reqoe-
rimento do Barroca & Castro, desdo 2dejulho
de 1857,-700 podras para moinbo. viudas da
Ubi de S. Miguel na escuna porlugueza Roi-
nha dos Agores ; pelo presente sao os mesmos
avisados a vir despacbal-as no prazo de 30 dias
contados desta dala, lindo o qual sero arrema-
tadas era hasta publica do conformidade com o
arl. 27i do Regulamento, sem que era lempo
algum possam reclamar contra o efleito desta
venda. Alfandega de Pernarabuco 20 de margo
de 1SG0. O inspector Berilo Jos Fernandes
Barros.
Oeclaracoes.
Por esla secretaria se faz publico, para co-
rihecimcnto de quera possa iuteresaar, que no
dia 3 de abril prximo vindouro, s 11 horas di
manhaa, poderao apresenlar-se na mesma secre-
taria os pretendonles aos dous lugares vagos de
amanuenses della, afim de sugeilarem-sc pro-
va de suas habililaeoes para 0 exercicio daquel-
Ics lugares. Secretaria do governo de Pcrnam-
buco 28 de mareo de 1SG0.
Jos liento da Cnnha Figueiredo Jnior.
A direcloria das obras militares tem de fa-
zer diversos reparos no quartcl de Olinda, nndo
se acha aquartelado o quarto batalho de arti-
! Iharia a pe : qufrm deste servico se queira en-
; carregar, compareca na referida direcloria. das
para o con-
11,415.000 10.423,000
Holianda.
Antuerpia ,
llamburgo
Trieste .
Havre. .
Inglaterra.
Tolal .
CAFE.
Existencia*.
1 de Janeiro.
1858
'J'I 1,065,01)0




230,000
3 80,000
113,000
153,000
212,000
1859
715,000
78,000
1 io.oilO
57,000
41,000
ltiG.000
1860
657,000
36,000
65,000
48,000
67,000
172,000
Existencia tolal em
1." de Janeiro .
Importancia tolal nos
12 mezes :
Na Holianda......
Ne Antuerpia......
Em llamburgo.....
Em Trieste.......
No Havre........
Na Inglaterra......
2,113,000 1,197,000 1,045,000
1859
2,113,000 1,107.000
1858
o
1,468,000
193,000
670,000
196,000
235,000
518,000
1.23S.OO0
295,000
785,000
200,000
452,00(1)
575,000
3,280,000 3,515,000
Existencias
cues. .
Existencias
dezembro.
e importa-
era 31 de
Vendas tolaes.....
, Expedido d'um impono
para oulro......
Expedida por mar dos
seis imperios para os
onIros paizes ....
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 27. 61:631*157
dem do dia 23.......2:3165736
5,393,000
1,197,000
4,196,000
210,000
150,000
Tu'al......... 390,000
para o con-
8,7 2.000
1,085,000
3,697,000
118,000
230,000
387.000
Vendido
sumo.
3,806,000 3,310,000
66-950S893
Silva, Candido Edcburgo Carneiro Leal, Maria
Julia do Rosario Henriqucs e Alcxaridre Fernan-
des Vega Lima.
Passageiros que vieram no vapor brasileiro
Ignarass, entrado dos porlos do norte :Nicol-
las John l.idslon, Anna Rosa do Sacramento,
urna oicrava c um filho, Anlero Augusto de
Abreu, Firmino Leocadio Lima, l.iiiza, David Na defeza publicada no seu Diario de 26 do
Sluber. Jos Laurenno de Azevedo, Antonio correnle, pela junta administrativa do anno de
Pernardino
Iho, major
BEHEFICENCA.
de Aranjo, Antonio Jos de Carva- 1859, sou eu envolvido no final de seus tpicos,
Jos Martins Ferreira e un criado como autor de um vol de gralidao, pelo bom
Hamlmrgo, T le marco de 18GO.
BOLETIM COMMERCIAL.
Durante lodo o moz passado o mercado de
llamburgo continuou na sua tranquilla, mas fir-
mo posigo ; nao existe nenhuma vonlade para
especulagoes, o as vendas que sefazem sao tni-
camente para o consumo. A' isso accrcsce que
sendo os depsitos muilo diminutos, os possui-
dores sao muilo reservados.
O caf acha-se cm posico muilo favoravel;
as ultimas transaegoes s livoram lugar dentro
dos eslreitos limites prescriplos pelo's diminuios
depsitos, quo apenas bastara para supprir as
exigencias do consumo.
O negocio so tornar muilo activo logo que
mais consideraveis importaces otTerecerem ao
nosso mercado urna melhor e'scolha ; faltam lo-
das as qualidades inferiores, que continuara a
ser muito procuradas. As avultadas vendas de
cargas cm caminho sao a melhor prova da favo-
ravel posico. No rnez passado se venderam
cerca de 35.000 saceos.
As ultimas vendas se reasaram pelos pregos
seguintes ;
Caf do Rio e Sanios 6 I18-6 3|S schillings ;
ignora-se os precos das cargas floctuanles.
Caf do S. Domingos 6 1(86 3[8 schillings.
Dito de Porto Rico 7 7 5|8.
Importaro de caf al fins de fevereiro.
1860. 10 milhoes delibras.
1859. 11 1r(
1858. 3
1857. 4
Deposito em fins de fevereiro.
1860. 5
1859. 13
1858. 21
1857. 12
mercado do
milhoes de libras.



O mercado do assucar nao foi muito ani-
mado no principio do moz passado, e apezar de
que a noticia de um desfalque na colheila da
Brasil, e a i-meza dos pregos na Holianda e na
Inglaterra pruduziram bom effeito e deram mo-
tivo para consideraveis negocios, as transaegoes
foram limitadas no fim do mez ; mas nao liou-
ve mudanga nos pregos.
Os assucires brancos fallam inteiramenle, e os
precos sao nominaos.
O'assucar branco da Rabia vale boje 2022
marco de banco.
BOLETIM.
LIVERPOOL. 8 DE MARCO DE 1860.
Importaro.
Livres de direitos para o vendedor.
Genexoi. Preros.
Algodo de Pernambuco por lib.:
Rom. .
Mediano. .
Ordinario,
dem da Rabia, bom ....
Mediano .
Ordinario .
dem do Maranhae, fibra langa
Alcntara .
Itapicur .
Caxias .
dem de machina bom .
Mediano .
Ordinario. .
Assucar por 112". do Rio, b. .
I.ouro .
Mascavado .
dem de Pernambuco branco.
Lomo. .
Mascavado .
dem da Rabia e Macei b. .
Louro. .
Mascuvado .
Ralsamo de cupaiba por g, claro
Turvo .
Borracha por fc, fina. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cabega deNegro
Sernamby .
dem doCtar, palles. .
Sernamby. .
Cacao, por 112 libras :
Para bom.....
Babia, .....
Caf, por 112 Rio l.asorte.
Segauda .
Escolhido .
dem da Baha primeira sorle.
Segunda
, Escolhido .
dem #j Car ordinario .
Castanha por 112 $ do Para n.
Maranno.
Assucar.As vendas desde a nossa ultima
montara a 21,515 saceos, 739 caitas c 5'J barri-
cas aos pregos de 21 a 24/6 pelo da Parahiba e
Macei ; 24/6 a 25,3 pelo do Pernarabuco e 23/ a
55/6 pelo da Babia.
Azcite de palma.Mercado quieto. Vendas
3,550 toneladas a 45, SB 45 10/ e S 46. Em
ser 2,020 toneladas em 29 de fevereiro de 18G0
contra 1,570 toneladas no mesmo periodi de 1859. I
Prego boje < 45 a 46, e S 43 a 46 no mes-
mo "periodo de 1859.
Borracha. Mercado firme, procura regular
As vendas montara a 1,080 saceos e 640 caixas
aos pregos de 2,1 pela lina, 1/10 1|2 a 2.2 1,2
pela mediana e ordinaria e 1/8 a 1/9 pelacabeca
de negro.
Cacao.Vendas 1,310 saceos da Baha a 42/6 e
43/ cora defeiti, c 45/ pelo bom.
Caf.Vcndefam-se duas caritas em viagem, a
saber : urna de 5.500saceos da Babia para o Me-
diterrneo a 54/6 l. a. p ; e outra de 4525 sac-
eos do Rio a um porto chegado, a prego reser-
vado.
Caslanha.Em Londres a do boa qualidado re-
gula de 35/ a 10/ por barril.
Couros.Pequeas partidas de couros salgados
do Para de 5 H a 6-5|8 por ? e de couros sec-
eos salgados de Parnahiba de 32 1|2 l a 6-112.
Laranja.Ha abundancia em ser, o nao f-
cil sustentar os pregos. Era ser ha 3,432 caixas
de Lisboa, c Porto, 2,062 de S. Miguel e 3,950 de
outros porlos. As ultimas vendas foram de 16/ e
17/ pelas de Lisboa.
Qucijos fia mongos.Custam hoje 74/ por 112
vt era Rotterdam.
Qucijos londrinos.Regulam 81/ por 112 ffi.
Sarro de vinho.Venderam-se 252 cascos do
Porto aos pregos de 46.' 48/ 49/ e 50/.
Movimento do porto.
8 l|2da8 3| d
7 1|2 d a 73(4 d
7 d a 7 li a
7 3,4
7 l| d a 7 3|i d
7 d a 7 118 J
9 da9L4 d
B3t4 d
8 l|8 d a 8 3|8d
8 d i 8 118 7 1|2 d a 7 5|8 d
7 1|4 d a 7 3, d
26(6 a 30[
25|6
22| a 25[
26|i 30i
25 6 a 26i
22| a 25|
26 [ a 30(
25(6 a 26|
22| a 25[
2|0 d
1|I0 d
2|4 d
2|I
tito
lis a 1|9
1,8
1|9 d
Nados entrados no da 28.
Southampton e porlos intermedios18 dias, va-
por inglez Magdalena, de 1,677 toneladas,
commandanle Roberto Woolward, equipa-
- geni 126.
Portos do norlo8 dias, vapor brasileiro Igna-
rass, coramandanto 2." lente Joaquim
Alvos Moreira.
Montevideo32 dias, sumaca hespanhola Dolo-
res, de 250 toneladas, capitn Silvestre Mar-
lilis, equipagern 11, carga 3,800 quintaos de
carne ; a AranagaHigo iC. Seguio para lla-
vana.
Montevideo 37 dias, barca americana lo-
man, de 261 toneladas, capilao Brooks, cqui-i ?f.'" Pu,,1,co aquem nter
pagem 12, carga 87 mullas e 38cavallos ; a J^jIm rastrucedes ijpia peUi
Borotle i C.
liba da AssumpgoSdias, barca ingleza Roben
Cray, de 293 toneladas, cap too David Dick,
equipagern 12, era lastro : ordem.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca brasileiro Recife, capi-
lao Manoel Jos Presidid, carga assucar.
Rio de JaneiroRarca brasileira Imperatriz
Vencedora, capilao Augusto C. de S Perei-
ra, carga assucar.
Rio de Janeiro Patacho brasileiro Capuan,
capilao Jos Manoel Fiuza, carga assucar.
Rio de JaneiroCanhoneira brasileira de guerra
Tiet, commandanle o 1." lente Manoel
Antonio Vital de Oliveir a
Cnnsellin administrativo.
O conselho administrativo, para fornecirnento
do arsenal de guerra, tera de comprar os objectos
seguintes:
Para o 10. batalho.
Papel almaco, resmas 6 ; pennas de gango 400 ;
canelas 2 ; Unta preta, garrafas 6; lapis 72;
areia preta, libras 6 ; collecgcs de cartas para
principiantes 20 ; taimadas 20 ; grammaticas por-
luguezas per Monte-Verde, exemplares 6 ; com-
pendios de arithmelica por Avila, exemplares 6 ;
paulas 6; linteiros c arceiros de estnho, p-
rese; traslados de escripia, exemplares 20.
Para o meio batalho do Cear.
Papel almaco, resmas 6 ; pennas de gaoco 400 ;
caivetes 2 ; tinta preta, garrafas 6 ; lap'is 72 ;
areia preta, libras 6 ; taboadas 20 ; grammaticas
portuguezas per Monte-Verde, ultima edico.
exemplares 6 ; compendios de arilbrnelica "por
Avila, exemplares 6 ; pautas 6 ; traslados de es-
cripta, exemplares 6.
Para a fortaleza do Brum.
Caldeires de ferro eslanhados, para 50 pra-
cas 2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas cm carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do dia 4 de
abril prximo vindouro.
Sala dassesses do conselho administrativo,
para fornecirnento do arsenal de guerra, 28 do
margo do 1860.Denlo Jos Lamenha Lins,
coronel presidente. Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo coronel vosal secretario interino.
Pela recebedoria de rendas internos geraes
se faz publico que o prazo da cobranri no domi-
cilio dos conlnbuintes ao impost de 20 por
conloe do especial de 80}, relativo ao Io semes-
tre do exercicio torrente, linda no ullimo deste
mez, depois do que seguir-se-ha a cobranca exe-
cutlva. Recebedoria de Pernambuco 26 de'mano
de 1860.O administrador. Monoel Carneiro de
Souza Lacerda.
O conselho econmico do 8o balalhao de
infantaria precisa co: A'Jar o fornecimciilo dos
gneros abaixo mencionados r.os 3 mezes vin-
douros a saber : paos de 4 e 6,8, caf muido Jiu
em grao, assucar refinado, nianleiga franceza,
carne verde, dita eecca, bacalho, eijao, fari-
nha, arroz, toucinho, azeile doce, vinagre e le-
nha, as pessoas que se julgarem habilitadas a t"a-
ze-lo dirijam-se a societaria do mesmo batalho
no dia 29 de marco correnle pelas 11 1|2 horas
da manhaa a apresentarem suas proposlas. Quar-
lel do 8'batalho de infantaria ua Soledade 28
do margo de 1860Arislides Ralthasar da Sil-
ve i r a. alteres secretario.
Pela administracao do correio desla cidade
se faz publico a auem* inleressar possa, o artigo
ministerio do impe-
perio foram transmitidas directora geral dos
rorreios com o aviso de 16 de dezembro do an-
uo passado, cuja rigorosa execugao dever ter lu-
gar dol." de julho do correntc'anno em diante :
Art. 10. As cartas seguras devero, alm dos
mais requisitos exigidos pelo regulamento, ser
fechadas cora lacre de urna, s cor, em dous ou
mais lugares visiveis, e os fechos sellados com
sincte particular do uso do segurador, lomndo-
se quaesquer outras cautelas que a experiencia
for indicando como necessarias, e forera ordena-
das pelo ductor geral. Correio de Pernarabuco,
12 de margo de 1860.O administrador, Domin-
go' dos Passos Miranda.
64,
4)(
60|
5716
621.
541
50[
56|
56
46f
611.
59,
a 68,
a 56,
a 53,
a 60,
a i
nenhuma
Cebo por 112% do Rio Crnde :
Bom e duro.. fiO, a 66,
Mediano. 58,6 a 59|
Escuro. ... 58, a .58[6
Cera de carnauba, por 112 ft 56,
Orifrs, por 123 ffi de vaeca. 20( a 23,
Ds boi. 30, a 35,
Cinzas de osos por tonelada :
Branca. I 4 10, a 5
Prela 3 H)|
Clina por de mallo 10 d a 14 d
C3 w c * O. es 2 1 B 1 Horas.
W t -n C s 1 S 1 1 Atmosphera -
* * Direcco. z H O
* % 53 1 1 Inensidade.
r3 en ce CC i * 1 2 .1 en i Centgrado. PI s o B o
i- co l>S CC 03 00 --> i hSn -i en O en 1-I--. ii i Reaumur.
oc co ^. -1 en os 00 53 1 Fahrenheit
w ^1 o ~ O S .1 Ilygromelr 0.
en en O 3 | ^3 1 l Barmetro
THEATRO
DE
c
V.
s
> c
CC V.
M
-
C

C
O
>
V.
A noite clara com grandes nevoeiros, vento
SE, veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLACAO OA MARK.
Preamaras 8 h 5i da manhaa, altura 5.50 p.
Raixamar as 3 h 6 da tardo, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 28 de mar-
co de 1860 Viegas Jnior.
Editaes.
O Dr. Anselmo Franrisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa, ejuiz de direitoes-
pecial do commereio da provincia de Pernam-
buco, e seu termo, por S. M. Imperial, que
Heos guarde, etc.
Fago saber aos quo o prsenle edilal virem c
delle noticia tivercm, que a reqnerimento de
Henry Gibson acha-se nberla a fallencia de Ca-
minha Irmaos 4 C, pela senlenga do ther se-
guinle :
Tendo os eommerciantes estabeleeidos nesta
cidade com a firma Caminha, Irmaos & C, aban-
ULTIMA RECITA
COMPANHIA DRAMTICA NACIONAL
SOI A DtMCtj&O HO AUT1SI A
AXT0M0 JOS DIARTE C0IMBRA.
SARRADO, 31 DE MARCO DE 1860.
Finda a introduego do estylo, subir scena,
a pedido de militas pessoas. o drama em 3 actos,
do Sr. Mondes Leal (Antonio), que lanos opplaj-
sos recebeu nesle theatro :
laoaa
Seguir-se-ha a comedia era 1 aclo. j por vo-
sea representada com immensos applausos :
0 HOLLANDEZ.
Tomara parle na reprcsenlsco os artistas
Coinibra, Vicente, Raymundo, Skyner, Lessa, D.
Isabel e I). Maria Luiza.
Os inlervallos serao prcenchidos com agradi-
veis e melodiosas pegas de msica, escolha do.
Sr. Queiroz, afim de mais abrilhantar c espec-
tculo,
Eis o divertimenlo, que o director e seus ccl-
legns prepararan! para encerrar seos trabalhos,
aproveilando a occasio para dar um publico tes-
lemunho de sua gralidao, ao publico que (o be-
nignamente os acolheu, duraute o lempo da so-
ciedade.

MUTILADO


,4)
Os senhores que para o prsenle espectculo
cncommeii laram camarotes o caileiras, sao ro-
gados a procuraren at sexta-eira por lodo o
da, no escriutorio do thoatro.
Avisos martimos.
Cear
no da 31 do mez correnlo o hiato Cames, an-
da recebe carga : a tratar cora Caetano Cyriaco
da C. M ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para a Ilha de S. Miguel
a escuna Ranina dos Afora, seguir at o da
10 de abril, nao recebe carga da praca e so sim
pissageiroa : a Iralar na ra da f.adc'ia do fieci-
e n. .
LISBOA E PORTO.
Pralende seguir cora multa brevidade o vcleiro
ebem contiendo brigue portugnez Hirmonia,
lera pule de sen carregamenlo prompto : para o
resto que Ihe falla e passageiros, para os quaes
tem exee lenles comraodos, trala-se rom os seus
consignatarios Azevedo V Mendos, no scu es-
criploro na ra da Cruz n. 1, ou com o capitao
ArnalJo Feriiaudcs dos Res.
IUo de Janeiro.
A barca nacional Planeta ra seguir breve-
mente : qiiem na mesma quizer carregar o res-
o da carga que falla, entenda-su cura os consig-
natarios Rallar & Oliveira,
Para Lisboa
vai seg,;ir com muila presteza o liem conhecido
hrgue porlugucz Constante, eapito Augusto
Carlos dos Reis : quem no inesnio quizer carre-
gar ou ir de passagem, dirjase ao consignatario
Thomaz de Aqnino Fonseca. na ra do Vigario n.
19, priraeiro andar
Para o Aracaty
sahe com brevidade o Mate Sania Rila, j im
a maior parlo da carga : para o reslo, trala-se
com MartiusA Irrao, ra da Madre de Deosnu-
raero 2.
vender em leiiao 1 caixa DC&C n. 52,
contando \0 duzias de camisas de algo-
dao a cariadas a bordo do navio francez
Pernainbiico, capito Corduan, tendo
lugar o leilao no armazem alandegado
no caes de Apollo casa de Jos Antonio
de Araujo: quinta-fl-lra 29 do corrente
as 11 horas em ponto.
Consulado de Franca.
Leilao
A requenmento do Sr. Dr. Jos Ber-
nardo Atcoforado e por ordem do Sr.
cnsul de Franca, o agente Hyppolito
lara* leilao pot conta e risco de quem
pertencer, e cm presenca do mesmo $e-
nhor cnsul, de urna caixa mar JBGA
n. i contendo dous grandes espellios
avariados no navio francez Pernambu-
co, capitao Corduan : quinta-feira 29
do corrente as 11 horas em ponto no
caes d'Apollo armazem alandegado ca-
ja do Araujo.
Csnsulado de Franca
DIARIO PC CTRWAMBPCO. QUINTA FEIRA 29 DE MARCO DJB 1860.
Vai sabir brevemente a muito veleira
e bem condecida barca
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiros para os dous
pollos cima, a tratar coin Caivallio
N'oeueira S C, na ra do vicario n. 9,
prime!ro andar, ou com o capitao na
praca.
A requerimento dos Sis. Vaz & Leal
e porordem do Sr. cnsul de Franca e
em sua presenca o agente Hyppolito da
Silva 'ara' leilao de urna caixa marca
VAL n 288, coitendo 15 duzias de cri-
nolinas diversas, avariadas no navio
rancez Pernambuco, capitao Corduan,
e por conta e risco de quem pertencer :
quinta-eira 29 do corrente as 11 horas
em ponto no armazem alandegado no
caes d'ApjlIo doSr. Araujo.
Fugirun no da | de marco de lbtju, do
nge nho Gamdeira, comarca de' Santo Antao,
tres escravos, ocm os signaes seguinles ; = um
crioulo de no me Manoel, idodo 25 anuos, seceo
docoipo, sem barba, olhos vermelhos, e tem
urnas glandolas na pescoco. e ps muito peque-
os; oulro de nomo Benedicto, cabra, Idade 20
anuos, grosso do corpo, rosto redondo, olhos pe-
queos e vivos, c ps pequeos : e outro de no-
em Honorato, rouloto, de idade 20 annos, seceo
do corpo, muito abeslalhado, ps pequeos e
muito limpos; todos estes escravos costumam
andar sempre bebados : pirlanto roga-se as au-
toridades policiaes tonto do lugar como de ou-
lro, os queiram capturar, assim como nos capi-
lacs de campo que os peguera e levem-os ao dito
engenho, ou nesta praca, na na Imperial n. 33,
que serao generosamente gratificados, alem das
despezas feitas qnc pagnr-fc-hao.
== Aclia-se justa e contratada a compra do
caixao em respaldo de lijlo e cal, chao proprio,
sito no lugar dos Coelhos, bairro da Boa-Visla,
que faz quina com a ra do Jasmim, perlencenle
Francisco Avellos Mcndonca: se alguem tem
naja de
,iro-
ximo futuro, rujo annuncio se faz para evitar
duvidas futuras. Becifc28 do marco de 1860.
O escrivao da irmandade do .Senhor Rom
Jess dos Passos, erecta na matriz de S. Fr. Pe-
dro Goncalves do Rccife, cm nomo da mesa rege-
dora, convida a lodos os seus irmaos para sexta*
feira, 30 do correle, s 2 horas da larde, se
acharen} em nosso consistorio para, reunidos,
acompanharem a procissiio do Senhor dos De-
samparados, que sahir da igreja de N.
Terco, para a qusl livemcs convite.
F. M. dos Sontos Lima.
Altenco.
Vcndc-se a elegante arraacao (Iluminada a
gaz) da casa n. 12 do paleo do Terco, prapria pa-
ra loja de fszendas. para o que hoje esse lugar
muito procurado, miudezas, deposito, taberna,
ou loja de charutos.
a francisco Avellos Mcndonca: se alguem
de nppr-se a realisaco des te negocio, hajf
declarar por este jornal al odia 2 de abril |i
Attenco.
r.
f"
i

COMPAXUIA PERiUlBUCAXA
DE
avegaflto cosleira a vapor
O vapor Persinungo, rommamlantc Lobato,
sabe para Maceio, com escala por Tamandar,
Barra Grande, Porto de PedraseCamaragibe, do-
mingo 1. de abril s i horas da larde. Recbe-
se carga al o dia 30 de larde e encommeiidas
ale 31 is 4 horas da tarde.
Maranho e Para.
O patacho Alfredo, capilo e pralico Manoel
(a Silva Sanios, segu rom muila brevidade aos
porlos indicados : os senhores que nelle quize-
rein carregar, queiram declara-h al o fim da
prsenle semana, no escriptoro dos consgnala-
los Almeida Gomes, Alvos & C., ra da Cruz
tero 27.
Ama deleite.
Precisa-se de urna ama de leitc sem Glho : na
ra da Cruz do Recfe n. 6i.
= Perdeu-se na noite de sexta feira de Passos
na occasiao de so ver os passos, urna pulceira de
ouro : quem a liver adiado o quizer a restituir
dinja-se a ra da ra da Cruz do Rccife n. 6'
queso dir os signaos da mesma, e se gratificar
Precisase de um caixeiro de 14 a 1G annos
com pratica de taberna, que de fiador a sua con-
duela ; dirija-se ao pleo do Terco n. 12.
Antonio Marques de Aworira faz publico
que no da 21 do corrente fui recolhida em sei
silio na Ponte de Ucha urna preta velha por
rime Auna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por miseaes. O sen oslado nao permillio
obler dola informadlo alguma que indicasso se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
(ralada acha-sa quasi restabelccida, mas apenas
sabe dizer que pericr.ee a urna senhora viuva
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o prsenle annuncio para que a pessoa a quem
podenca a mande buscar.
O bilhele o. 330 da loleria da Via Sacra foi
veudo na loja n. 48 do abaixo assignado lem
ooslo a venda os da miarla parlo do Gyiunasio
que lem do correr 4 de abril.
Rilhele.... 6g000
Meio....... 3^000
S. do de 1003 para cima a 5{j50O.
Autonio da Silva Guimaraes.
Attenco.
Adiase na ra do Brum, urna lenda de er-
reiro quo se oirerece ao respeitarel publico, a
fazer todas as qualidades de obras, comosejam :
ferros econmicos para qualquer casa de familia,
de todos os pcense lamben, grade para varn-
das, portdes o quaesqner cncommendas perlen-
cenle a ferreiro e serrallioiro, com a maior bre-
vidade possivel: a Iralar na mesma com Pedro
I Dias dos Sanios.
Sr. Franklin Malveira, que
| trouxe do Maranbo un livros pata o
5* 2
B"B
H3 c S r-
:- -
o o ^ cr
3 s -1
C-


9
o-
= ^ -
B g, S. g 3
'S ese
= 3 cr
5 S
s* ^
03 ^ rp
3,3 S-3 S-3
c -1 a -
CD -1 O
3 o 3 5.0
C* 3 Cfc
0 (6
a.'
3
o 3 x:
3 2.
-3 o
ELo o
S-.-Z 3-
5?88
II2
s O-3
ES ? -
^ 3 O
'O.
5 3 g-
B = !
c-
w ^-
tc > z>
g B-9
C.2. -B
s.
F^3
t
9
#*

B
"S
-
p
o
X
o
%
o
v>
o
o
>
G
H
7>
n
"^
c
m%
03
t
o
c
3
o
o
c
3
o
3
CA
3
3
e
o
a

sjz as

%
a
oc
e
ZS2
r^s
creg
CX2
CZ5

3500CACA0 Inpogvaplxca
Dcvcndo a Associaco Typographca Pernanl-
bucana, assenlindo ao conviie que lhe foi dirigi-
do pela irmandadedo Senhor Bom Jess das Cha-
gas, acompanhar domingo Io de abril a procisso
de Ramos, que lem de sabir da igreja do Para>-
zo, sao convidados todos os Sis socios elleclivos
da mesma adiar se nesse dia, s 2 horas da
tarde, na casa da Associaco, para encorporados
se diriglrem reciida igreja do Paraizo, para o
iii! indicado.
J. L. Dornellas Cmara.
Io secrelario.
zz>
do correle mez, abaixo assignado, queira manda-Ios on-
;so, grande, bonilo, ardigo c cas- trepar ra das I 1117. s n 't
lous cascos das mos prelos e dos L l,fs +*
arcado com dinVrciites ferros, en- "l'- -anoel de Figtieui
Fai-i
na.
Vende-se una mulata de 20 e tantos annos,
com 2 lindas mulatiuhas, qor motivos de fami-
lia, a qual sabe engommar muilo bem, coser, fa-
zer labyrinlho e rozinhar : quem pretende-la,
dirija-se ao pateo do Terco n. 16.
Furlaram do engenho Ramos, na noile do
dia 2 ou na manha do dia 25
um cavallo russo
Irado, tem os d
ps brancos. m
trcelles o de ( I prolong-indo-sc urna linha recta I H P *
longa sobre o lado superior com a forma de um I 'AlfKCAP lt'M i I <\l)
S n.i extremidade ; e mais urna especie de 3 li- 1 VlViJOUI U\_15IhU
gadoao I, que representa a primeira vista um B] r> 1 /^
nolado direiloieuiCnapernaesq.ierda ;ola'- i\[\L UOCrUZ llUlllOrO h
drao foi perseguido e deixou entre vanos objec-
tos olgumas letras e o alvar de soltura de ouira
espeileza queja fez, perlence o referido cavallo
ao major Joao do Reg Barros Falcao : quem o
.... .. .y ovm ttauaidll 41IU COIIlllllId 110 PXCri
a maior rapidez
casa c fura della
O agente Hyppolito ara' leilao em
seu armazem,sito na ra do ImDerador
n. 11 C. de 5 caixas com couros" enver-
nisados: sabbado 31 do corrente as 11
horas em ponto.
ao major Joo do Reg Barros Falcao : quem o ] [,ll'" conhccimenlo da |
peg,r o poder entregar em Pao d'Alho a senho- za se". '"balho que conli
ra do mesmo major ou nesla cidado a Joauuu 8ua Pro"SSa<> lira denles co
Bernardo de Meiidonca, que ser bem recum- I '"'.^'V'1, a '^ 1 'J9 s,Mldo e
pensado. a ;,S- lmipa-os a g, chumba
&UE
Quinta-feira 2\) do corrente.
O agente Camargo fara' leilao nesle
dia as 11 horas da manhaa no armazem
da ra doAmorim n. 19
DE
Cento e tantas suecas com milho.
Chapeos do Chyli.
Aranaga Hijo & C. faro Lilao por
intervercSo do agente Hyppolito da
~ i Silva, de urna escollada poteao de cha-
Leara e A carac. !-tos do Cl,yli' .st1 qi,t ">am osmh
,,,,, ; linos que tem vindo a esta prac, e nara
() pilbabule Jorae sahe iniprelerivclmenle no t r -j 1 r
dia/de abjil para o Cear o Acarad, tamben, | eSte llm convld.ara a todas aquellas pes-
recebe carga para a Granja descarregan Jo-a no SOaS que negociara COin esta tazenda de
tSSt: SS tSIS oPue,coma,o comPc "*?*?*> to na
capilo Mafia. i'"3 oo Ira piche : sexta-loira ."0 do cor-
Venle-se urna das melhores barcaria que rente as il ,,oras er" ?*%>
nave-i para este porlo, a qual carrega d 29J a
d00 saceos com assucar ; 6 nova, bem construi-
da, e ffluito veleira: quem a pretender, dirija-se
a ra da Cadeia do Recife 11. 56, a Iralar com
aosc Comes Leal.
Para o i^catv.
S _-ue em poneos dias o hiale Sergipano.
quem no mesmo quizer carregar ou ir do passa-
gem, dirija-se ra do Vigario n. 5.
pensado.
O abaixo assignado rendeiro do engenho
Serrinha, sito na freguezia de Nossa Senhora da
Clona de Coila, comarca de Pao d'Alho, avisa ao
publico que Simplicio Jos de Andrade, propie-
tario do mesmo engeiiho, se acha de posse de
cinco letras saecadas pelo abaixo assignado a seu
fayor, da quantia, cada una, de quinhentos mil
ris, una j vencida em main prximo passado,
outra a vencer-se em maio prximo futuro, e as
mais a rencerem-se de maio a maio al sessenld
e Ires, sendo quo o abaixo assigdado .nao pagou
a letra j vencida porque havendo condices de-
; claradas na escriplura para o rendeiro fazer cer-
1 las obras indespensaveis e bular ferragem de
moenda e tachas, occorre que o abaixo assignado
j tem fcilo obras impor'anles para poder moer
o engenho equivalente a importancia de Ires ou
mais letras, que oslando acabadas acham-sesu-
jeitas as condices da escriplura. pois nella de-
clara-se que ser desconlado seu importe nos
primeiros pagamentos da renda ou das letras que
lhe sao proveniente ; e como mo consta que o
mesmo Sr. Simplicio tem querido negociar algu-
masdcllas, avisa pelo presente a toda e qualquer
pessoa a quem forem offereridas, que nao facam
negocio algum, pois ditas letras s serao pagas
com allenco as despezas feitas por mim, levan-
do-secmconla o valor das despezas. Engenho
Serrinha 20 do marco de 18C0.Joao C. de Le-
mose Vasconcellos.
Hetira-se para Europa Jos Na-
/iazeno de Albuqucrque, para estudar.
Siijnik. -'!ii ,-j n: iniL.jmniJiii.tfii'.rociJ*
Leiloes.
flojc 29 do corrate.
V porta do armazem do Sr. Annes defronte
da alfanlega o mencionado agente vender por
< nl 1 de quem pertenoer pelas 10 horas da raa-
nha
200 caixas com massas.
103 meias ditas lita com sortimonlo de estreli-
nha, pevide etc., desembarcadas na prsenle
semana.
.xas com charulos.
armazem do agente
Sabbado 81 do corrente
ao mcio dia.
u r-fendo agente vender em seu armazem da
ra do Vigario n. 11
Movis de toda a qualidade de madeiras como
' de'iras, sot&s, mesas, consolos, marqiiezas,
comrnodas, guarda roupas, guarda loucas, es-
lanles, secretarias, pianos, cabidos, quarti-
nheiras, lavatorios, quadros, jarros do porce-
lana e de cristal etc. .
I ma porcao de cobertores.
Lina iniiila de 22 ana s, bonita figura, lava per-
feilaroente e rosinha o diario de urna familia.
1 o moleque do 14 annos proprio para todo scr-
^ ico.
Na mesma occasio vender-se-ha urna porco
de loros de coqueiro e cerca de 150 palhas de-
1 "Sitadas as trras do sitio que foi da socieda-
dfl d liaco, assim como enchadas, massclas,
machados, quadro e meis perlenccs.
Consulado de Franca.
1>I
A requer ment dos Srs. Daroayer
C.iineiro & C. e per ordem do Sr. vis-
conde de Leracnt cnsul de Franca e
em sua presenca e por conta e risco de
quena pertencer o agente Hyppolito
A 30 do corrente.
O' Donnell, capitao do navio inglez Johon &
Lucy, far leilao por inlerrenco do preposto do
i agente Oliveira, com aulori.saco do lllm. Sr.
i inspector da alfandega desla cidade, em presenca
: do agente de Loydes, o por conta e risco de
'quem pertencer, de una excellente machina
, vapor para sonar, 1 ancora e 2 correles de (er-
I ro de 2 pollegadas de grpssura e 105 bracas de
comprimenlo cada urna, salvados do sirpradito
( navio, naufragado no lugar das Carcas em oulu-
: bro de 1659 : sexta-feira 30 do correiiie s 11 ho-
ras da manha, no armazem alandegado do Sr.
Araujo no l'oite do Mallos.
i Avisos diversos.
AOS SUS. ASSKiXAXTES.
0 pagaseaio da sobscripeo desle
Diario nesta cidade, na de Tinda, e!
aiiabaldcs, deveser feita vista de re-
cilios iapresses, com a quanlia tainticiii
im|M*essa. Os recebedores nunca esli-
veram ncm eslaao anlhorisados a pas-
sai* recibos maniiscriptos, ncm a cnicn-
par quantias a seu arbitrio.
- Nesla typogra-
ia precisase de
compositores ly-
pographicos.
_ Joao Pinto tegis de Souza retira-se para
fura do Imperio, e deixa por seus procuradores,
durante a sua ausencia aos Srs. Jos Joaquim de
Lima Bairao, Rosas A Iiiuao, e Domingos Jos
Ferreira Guimaraes.
Cirso de geometra.
Antonio Iridio da Silva, professor de malha-
malicas no Gymnasio Provincial, pretende no dia
16 de abril abrir um curso de geometra parti-
cularmente : os senhores esludanies que quize-
rcra aproveilar as suas expUcaces, alim do se
preparaiem para os exames em novembro do
corrente anno, queiram dirigir-se & casa de sua
residencia, na ra Direita n. 74, para seren ma-
triculados.
= Jos Francisco Barrolle, subdito portuguez,
vai a Europa, e deixa por seus procuradores, du-
rante a sua ausencia, os Srs. Francisco Guedes
de Araujo, Miranda & Mello, e Jos Correia
Braga.
Quem precisar de um moleque para o ser-
vico de copeiro, dirija-se a ra da Cruz n. 27,
segundo andar.
Pela delegacia de polici2 do termo de Olin-
da se faz publico, que no dia 2 do corrente, pe-
las 10 horas da noile, foi entregue nesla delega-
cia pelo subdelegado do t. dislricto desla cida-
de, um menino por nome Justino, pardo, de ida-
de de 7 ancos, pouco mais ou menos, diz ser es-
cravo, c que foi seduzido no Recife por urna
preta qne o conduzio para o Rio Doce, onde foi
encontrado pelo respectivo inspector daquelle
quarteirao, e remeltido subdelegada o mencio-
nado Justino. Olinda 27 de marQo de 1860.
Cattano Filgueira.
I
=i
9

Seguro contra Fogo
031PAHniA
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.
Ycnde-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro para
purgar assucar.
Estauho em barra.
Ve miz copal.
Palhihha para marci-
neir<>.
Vinhos finos de Moscllc.
Folhas de cobre.
Briin de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
D. Juan Nogus, fax scienle aos seus freguezes
e ao respeilavel publico em geral os quacsi
lem pleno conhccimenlo da pcifeicao o delicade-
za do seu irabalbo que continua o excreicio de
m
ni
com massa diaman-
tina a u$ e com piala a 3j, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a ldg, sendo para fora da cidade qual-
quer operaco ser o proco que se convencionar.
Arrenda-.se um excellenle sitio nos A inic-
ios, com militas cummudidades : a Iralar na ra
do Mondego casa terrea junto ao quarlel general.
Piecisa-se de una ama para casa de pouca
familia, para cosinhar : na ra Nova n. 50.
O engenheiro Antonio Feliciano Rodrigues
Selle, sullidonlomcnle habilitado com os melho-l
res instrumentos mathematicos, como sejam o '
Iheodolito de M. Reichenbach, o graphomelro de :
l.enoir. o circulo repetidor de Borda, a planchula
de Cngnol, urna excellenle bussula c um nivel
debollheid'ar com lunetas de alcance.se offerece
para emprehender os mais serios e delicadas
trabalhos geodsicos c lopographicos, quer seja
preciso o emprego de grande ou pequea Irian-
gulacao, e coiisegueulemenleseeiicairega de to-
da o qualquer demarcaco de limites de proprie-
dades ruraes, com toda precisao e probidade re-
commendadas pelos professionacs Lcferre I i-
croix, Bonort c Tuissant. Escusado annnciar
que U anuos de exercicio de engenheiro archi-
chilecto e de ponles o calcadas o habilam a
executar lodo trabalho de'ediOcacao. levanla-
mento de plaas lopographicas, nlvellamento e
orcamenlo de obras, quer sejam concerncnles a
construccao de edificio, qur digam respeilo a de
ponles-* estradas : na ra eslielia do Rosario'
sobrado n. 30, lercciro andar.
O Sr. Ilermilo Pereira Monlciro lem
encommeuda na ra do Cabug loja n. 11.
Lotera da provincia.
O abaixo assignado vende bilheles da lerceira
parte da quarta lotera do Gymnasio garantido
dos 6 por ceolo da le os quaes sao pagos pelo
mesmo. r
Rlicte........ 6*000
Meio........... 3$000
Joaquim A atunes de Oliceira.
Por se ler fin Jo os dias da lei vai ser ar-
I rematado, findas as audiencias do juizo municipal
da segunda vara, o sobrado de dous andares e
g jsolo na ra larga do Rosario n 40. por Ires an-
gjnos, avaliado a renda annual por 1 200 ; as Ires
pracas principia no dia 28 o 31 de marco, e de
O engenheiro Antonio Feliciano Rodrigues
Selle profundamente compenetrado da excellcn-
cia das doutrinas censlanlea do manual do en-
genheiro do Cadaslro por II. Manoel Pommis
cuja instruccao habilitar iuconteslavelmcnl
; qualquer individuo a exercer com pericia a nobre
arle de agrimensor, tora aborto um curso das
referidas materias, na rmeslreila do Rosario n
d0. lerceiro andar. E lomando em consideradlo
os pedidos de alguns amigos ha igualmente aber-
io um curso de arithmelica commercial, leccio-
nando as materias da excellente obra do arith-
melica commercial de Prederico Wanlzel, amigo
negociante e professor da escola especial do com-
mercio, c de Joseph Garnier, anligo professor e
inspector dos estudos da mesma escola.
Onlcm tercera de S. Francisco
O secrelario da mesma em nome da mesa re-
gedora convida ros seus charissimos irmaos a
comparecercra na nossa igreja paramentados com
seus hbitos, na sexta-feira 30 do correnta pe-
las 2 horas da larde, para encorporados acom-
panharmos a procissaa do Senhor Rom Jess dos
Desamparados, para o que tomos convidados.
Bernardo Jos da Cotia Va le ule,
Secrelario.
O Sr. Jos Malinas da Fonseca, que fez pro-
posta cmara municipal desla (idade para ven-
der madeiras pata os curraes do matadouro pu-
blico, enlcnda-se com o Sr. rereador Joaquim
Lucio Uonleiro da Franca.
Antonio Gomes do Araujo relira-se para
Portugal. '
Precisa-se de una mulher de maior idade,
de honesta conduela, e que saina tratar de me-
ninos, e do governo de urna casa de familia,
quem estiver nestas circumstancias, dando abo-
no a sua conducta, dirija-se a ra de S. Fran-
cisco como quem vai para a ra Relia, sobrado
n. 8, das 6 as 7 1|2 horas da manha, e das s
8 horas da noile para Iralar do ajuste, e nos das
feriados a qualquer hora do dia.
= Traspassa-sc a taberna da ra Imperial n.
102, perlencenle a Severino Jos de Almeida
Leal : se alguem liver alguma reclamacao a fa-
zer, a faca no pra/.o de tres dias, depo'is desla
dala aneda se anuir. Recito 25 de mano de
1860.
No domingo 25 de marco auscnlou-se da
casa do senhor um pelo muilo conhecido por
bebado, e o nome de calraio, perlencenle a Jos
Raptista Brasa : por isso roga-se a quem o pe-
gar, leve a ra Nova o. 33, que ser* gratificado.
u^ yeclfa-e fH o Sr. Jos leixeira da
, Molla Lavalcanli, que morou no termo de Igua-
nmii rT"88"*.' 'Snora-se onde reside acUalmente : na
" f Iivrana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-so de um homcm para distribuir
este Uiario cm Olinda: na praca da Independen-
cia ns. 6 o 8.
Acha-se justa e contratada com o Sr. An-
tonio Domingos Severiano de Souza a casa da
ra de S. Miguel, nos Afogados, n. 23. por com-
pra : quem se julgar com direilo a ella, compa-
rece as Cinco Ponas, taberna n. 152, uestes
oilo dias.
Consultorio medico,
Gloria n. 3.
O r. Lobo Moscoso continua
seus trabalhos mdicos.
D. Mara Felicia da Conceico Leitc, D.
Maria Felicia da Conceico Goncalves.' D.
Isabel Mara da Tnndade* Silva, Jos joa-
quim da Cosa l.eile Jnior, Joao Joaquim
da Cusa Leite,D. Anna Ferreia da Silva
l.eile, I). Josepha Guillermina da Mosquita
l.eile, Manoel Jos Goncalves e Manoel
Fernandos da Silva, agradecen} cordial-
meo le a todas as pessoas quo acompanha-
ram ao ultimo jazigo os restos moilaes de
seu muito prezadoesposo, pal sogro Jos
Joaqmm da Costa l.eile. e de novo Ibes to-
ga a assislirem a missa que pelo descamo
eterno de sua alma mandam celebrar o
da 31 desle mez pelas 5 horas Tda manha
na igreja do Divino Espirito Santo.
Pola segunda vez pede-se ao sr.
Jos Goncalves da Silva morador no
t'ngeriho Aripibu'.o favor de apnarc-
cera ra da Cruz n. 62, terceiro" an-
dar, a oegocio que S. S. nao ignora e
caso nao appare^a se dim' (iuul o ne-
gocio.
Vendes;: um cavallo melado mui-
to novo c grande, proprio nara carro :
a tratar no puteo do Terco n. 33.
Rernardino Francisco de Azevedo Campos
parlnipa ao respeilavel corpo do commertio, qu
no da 0 do correnle, vendeu a sua fabrica de
charulos, sila na Irave-sa da Lingucli > nu
Sr. Antonio de Souza Moreira Pinto, Bcand'o o
Sr. I mo obligado a qualquer divida q.Je a mes-
ma lubrica es teja devendo.
Mello Lobo i C. tazem scienle ao publica
e rom especnhdade ao corpo do comraercio. ana
boje 281 do conenie dispensaram de seus serv-
coa ao Sr. Francisco Ignacio Fon. ii i.
Precisa-se de urna ama pera urna pessoa :
na ra Della n. 10. '
Amonio Jos de Lima Guimaraes retira-so
una lora do imperio, e declara nada dever nes-
la praca nem fora della, assim como nao existe
, letra alguma ou obugaco de seu acule ou en-
cloco, e deixa por seus procuradores aos Sis.
Joso Anloniu Goncalves da Rocha c Joao Haoocl
da \ oiga e Stixas.
Attenco.
a
rranclsco Ignacio Ferreira declara, que deixou
de ser caixeiro dos Srs. Mello, Lobo & C, o iiue
faz prsenlo para ronliecimcnlo do publico.
Precisa-se de urna ama para lodo o scrvjro
de casa de pouca familia, preferindo-se de me-
nor idade: na ra das Cruzes n. 20.
Precisa-se lomar:! a i cotilos de tis a i re-
mu com bypolhcea em predios nesla praca : a
quem ennvier annunrie para ser procurado.
Vende-se
com urna par
um rico coup sem uso algum.
ha de cavallo?, ou sem ella
Iralar na ra de S. Francisco, cocheira n. 7.
Vende-se um sitio em Bem-fica mar^em
do Capibanbe. com casa para grande familia, ium
jirvoreflOS de Inicio, c algum Ierren para p an-
lacao: a tratar na ra Real n. 1. at s J horas
da manhaa, e das : da larde em (liante.
. vnde-se urna negra com habilidades e bo-
nita figura : na ra do Collegio n.- 25, lerceiro
andar.
Vende-se una morada de c;>sa lenca na
ssa Imperial, com 2 quartos, 2 salas cozi-
nha fora, quintal pequeo ; quera a pretender
procure na ra Augusta n. 58, que a poder vec
e tratar o negocio.
yejjdem-se saceos com milho muito novo,
pelo boralissimo prego de -500; na ra do
IJiHwnado ii. S.
Baralissimo.
I
e
i
I
e
--------------j ^. s
i Tnf"i*'siti-'ijoniii i-* am tnwanivmSjj^'if *
Aluga-se urna ptima escrava, a qual cn-
gomma, cozinha e cose : na ra da Praia, pri-
meire andar n. 43.
Attenco.
*
Compram-se algumas casas terreas, endobem
conslruidas, e por precos razoaveis : trala-se na
ra da Cruz n. 2.
As floristas.
18 de abril ; para as condices so acha escriplo o
edilal em nio do porteiro dos auditorios ; lem
bons commodos e o local nao c mo.
Ninguem confie lazendas
jecto pedido em meu nomo
lia sem bilhete meu, porquanlo Smcnlc .i
rae considero obrigado. F. Menna Calado da
Fonseca.
Roga-se a pessoa que tem urna carta para
Antonio Fernandos de Castro lenha a bondade de
mandar entregar na ra do Crespo n 1 A, ou an-
nnciar sua morada.
Juan Arcvalo Villacio, subdito peruano re-
lira-se para o Rio de Janeiro.
Permuta-so um sobrado nesla cidade
Ierras ou propriedades na ilha de S. Miguel
ra do Imperador n, 20.
ECONOMA.
Lava-se engomma-se e fornecese al-
moco e janti.r por commodo preco na
ra da Alegra cusa n. 58.
ra da
nos
Precisa-se de urna ana
para tratar de dous meninos:
Tinta
na ra da Madre de
s ou uual'itier oh- op i
ou de minha aroi- G, priiJieiroaiidar.
Dos
u,
por
na
Um moco com bastantes habilitacdes
para ocommercioe fine falla c escre-
ve perfeilamente os lmguas ingleza e
o
Na ra da Santa Cruz.'casa n. 28, ha para ven- Prtugu^a e "ul,1 COrreiiteinente O al-
ero mais bem escolliido sorlimenlo de papel '^mao, ollerece se para caixen o dequal-
para llores, bem como folhas de todas as quali- --------------------!-----'
dades para as mesmas flores, clices para rosas c
apndices, o que ludo se vender em conta.
Perfumaras.
Ranhas em diversos vasos, extractos e sabone-
les, ludo de qualidades, o fabricantes diversos,
Pivet, Violet, Monpelas, Pinaud Regnier, Ker-
ben, ele, ele.
Os apreciadores da boa
fumaca
i
Charulos de qualidades e fabricantes diversos ;
vende-se na loja do vapor, na ra Nova n. 7.
Cliajieos.
Chapeos de sol de seda a 8g, ditos do feltro fi-
nos para cabera a -# : na loja do vapor, na ra
Nova n. 7.
Vende-se um boi de carroca, muito manso,
e era conla, ao p da sitio dos engajados, em
Santo Amaro para fallar e ver, no mucambo ao
p do dito sitio. a
GIMLJL miU*
Vende-se cebla sola por baratissimo prego :
no armazem da ra do Amorim n. 46.
O abaixo assignado faz scienle a quem pos-
sa interessar, que nesla dala nao existo coi cir-
culado letra alguma de su aceite ou indosse.
Rccife 28 de marc de 1860. Jos F. Barrolle.
O abaixo assignado. em virlude de h ver
outro com igual nome. faz scienle ao respeila-
vel publico, que do 1." de abril em diantc assig-
nar Antonio Augusto do Amorim.
Amonio Jos- de Amorim.
quer cas nacional ou estrangeira
quem precisar dirija se a ra Direiti n.
7, 2^- andar .entrada pela ra da Penda
das 3 as doras da tarde, ou annuncie.
Na ra da Palma n. 2, offerece-sn urna ama
para o servico interno de urna casa, prefere-se
honiem solleiro ou eslrangeiro.
Domingos Bernardino da Cunha vai Por-
tugal.
J. F Rothechild vai Europa.
Antonio Fernandos de Azevedo vai Por-
tugal.
Precisa-se de una ama forra ou captiva
para o servico do una casa de pouca familia : a
Iralar na ra da Madre de Dos n. 7.
O abaixo assignado declara nada dever ao
Sr. Jorge Pereira Fe mandes.
Jos Teixcira Leite.
Precisa-se de urna ama escrava ou livre
ques.iiba cozinhar para so alugar, paga-se bem :
na ra da Imperalriz n. 66.
Arkwrigbt & Companhia, consignatarios do
brigue inglez Adelaida, vindo de Liverpool no
corrente mez, pedem a quem for o dono de urna
caixa de marca WBn.l de dirigir-se ra da
Cruz n. 61 para poder fechar-se contas com o ca-
pitao do mesmo.
Perdeu-se na noite de sexta-feira
*23 do corrente da ra larga do Rosario
ate a igreja do Corpo Santo,* urna pul*
seira de ouro: quem a acdou querendo
restituir pode ir a' ra larga do Rosario
n. 28 primeiro andar, que se dar' os
signaes e se recompensara'.
Predsa-se de urna ama do bom leite:
ra do Rosario u. 8.
na
TROVADOR.
wa do Hosavlo larga nu-
mero 48.
Este novo eslabelecimento bem montado e
servindo a lempo aos freguezes por mdico pre-
co, continua a servir melhor ( se possivel *
avista das distinctas pessoas que se dignara obse
quia-lo : dao-se igualmente comidas para lora
com todo o aceio e proniDlidao.
5j O r. Cosme de Sa' PereiuiV
Ide volt de sua
viagem
instructi
y. nos domingos, desde
Y: t as 10 da manda
Yl! seguintes pontos
>^tiva a Europa continua noexci- "v
jicicio de sua proissao medica. i'C
Da consultas em seu escriptO-gp*
rio, no bairro do Recife, rua daj^j
'Cruz n. 53, todos os dias, menos&
as G horaff
sobre es
Molestias de odos ; |'
Molestias de cora cao e de;.V
peito ; ;^.
.Molestias dosorgSos da gera-|v
cao, e do anus ;
Praticara' toda c qualquer SI
opetaeao quejulgarconvenien- -;f-
te para o restabelecimento dos?
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
Jsultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excepcao os doen-
tes de odos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem dora mar-
cada para este im.
A applicacao de alguns medica^
mentos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feito,ou concedido
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de sua
ac^ao, e a necessidade prompta
$5 de seu emprego; tudo quantoo
demove em beneficio de seus
doentes.
Papel de impressao do formato do Libera] a
maior, multo alvo e de superior qualidade,'.!
poni de sujeitar-se a toda e quer experieii-
pia q-se o comprador esigitrJ com Unta do
inipressao, como cora outra qualquer, em lote do
10 resmas a 9j a resma : na rua do Imperador
defronle de S. Francisco.
para cscre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs. a garrafa : na
liviana ns. 6 e S da praca da Independencia.
Compra-se urna casa terrea que nao exce-
da de 3:000-5 ; lambcm recebe-se por bvpolheca,
que o aluguel da mesma seja o juros da quanlia
emprestada : nesla lyoographia.
Compra-sc um bom papagaio : na loja n.
3, prximo ac arco de Sanio Amonio.
\. 27-Raa da ImperatrizX. 27.
L. Pugi.
tnica ofcina cm Pernambuco para lavar ns
palhinhas das mobilias a mais encardidas, tor-
nando-se ouira vez Lio alvas como no estado
primitivo ; esla magnifica prepara cao chimica
tem a pronriedode de desenfeclar as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas na
mesma casa lavam-se chapeos de palha de Italia,
e poem-se moda.
Nao lindo havido lancador casa da rui
Imperial n. li. vai no dia S/i praga com o
abate da quinta parte, depois da audiencia do
juiz municipal da primeira vara.
_ Pornerc-se comida com aceio e prompti-
dao : a Iralar na ru i a Roda n. 2! ; e lambcm
lava-se c engomma-se rom perfeico.
Pedimos encarecidamente ao Sr. Dr. S,
juiz municipal c de orphaos &o termo do Pao
d'Alho, que renunciando o resto da licenra (no
lhe foi concedida, se digne de reassumir o" excr-
eicio de scu cargo, alim de que nesse Ierra o a
jusliea seja realidade ; evilando-se os espectcu-
los ahi repetidos na ausencia de S. S. Ceilo do
que S. s. naoduvidari atlender ao bem publico,
e que encontrar bastante actividade e /.do as
autoridades policiaes do lugar, esperamos ser
allendidos.Os amigos da uidem.
Precisa se alujar
urna preta que saiba cti-
ronea familia, paga-so
Para um sitio na Ponte de Uchoa, necessi-
ta-se de uro feitor : a Iralar na rua da Cruz, ca-
sa n. 45.
pon.mar, para casa de
bem : na rua da Cruz n. i, segundo andar.
= Lavase e engomma-se roupa, lano de ho-
mem como de senhora : quem quizer, dirija-so
ao Corredor do Hispo n. 5.
= Precisa-se alugar uina criada para cozi-
nhar: a halar na fabrica de sabo da rua Impe-
rial.
Jos Amonio Alves de Brilo vai a Portugal.
O abaixo assignado vai a Europa Iralar de
sua saude, dcixando cncarregado dos seus nego-
cios, durante a sua ausencia, o Sr Antonio da
Costa. Recife 20 de marco de 1860.
Domingos Affonto liaiuia.
.OLINDA.
Aluga-se o sobrado da na de S. Benlo n. 25,
confronte a academia; a iralar no Recite, rua d
Cruz n. 23, segundo andar.
A mesa icgedora da irmandade do SS. Sa-
eramenlo da Boa-Visla convoca mesa geral para
o dia 1." de abril, no consistorio da mesma, as 10
horas do da, para se discutir o novo rompromis-
so que fora apresenlado pela commlssao encarre-
gada da factura do mesmo, e roga a lodos os ir-
maos que nao deixeni de comparecer essa reu-
niao, que para beneficio da sania Irmandade e
de todos os irmos.
Sr. redactor.Tendo mandado publicar um
annuncio no scu Diario de 7 de feverriro prxi-
mo passado, chamando algumas pessoas que tem
penhores em meu poder, acontcccu, por ura
equivoco, chamar-se lambem um Loyola para
remir um relogio de ouro, e como o Sr. Ignacio
Benlo Loyola reclamasse, venho declarar ao pu-
blico, que o Loyola que figura nesse annuncio,
nem o dito Sr. Ignacio Bento Loyola, nem ne-
nhum deseus ilhos. Queira, Sr. rodador, pu-
blicar estas linhas em seu Diario para conhcci-
menlo do publico. Becife 28 de marco de 1860.
Alaria Joaquina das Merca Chyrzologas.
Vende-se um mulato de 18 a 20 anuos,
sem achaques, proprio para engenho ; inticm
se vende a prazo na rua da Guia, taberna n. 9.
Vende-se ura cabriolet em bom eslado,
muito maneiro e cora boas molas, por preco cora-
modo : na rua da Aurora n. 52.
TmiTIL ADO
./.



Diario d pernambu. quinta fEira 29 de marco de isgo.
Curso das lingoas grega e
italiana.
ab.iixo assignado pretende abrif era sua casa
uro curso particular dessas linguns, que promet-
i ensina-las em oito mezes a lr, escrover, tra-
duzire fallar grammaticalmento, principiando pe-
lo da lingua italiana, em quanto uo lhe chega-
rem os livros neccssarios para a primcira que
mandou yir da Europa. As lines lero princi-
pio no dia 3 de abril prximo, e findaro no
dia 3 de dezerabro corrente anno, sendo tres
em numero por cada urna semana, das 7 at as
9 horas da noite. As condices e mdica recom-
pensa estabelecidas, agradro por cerlo aosse-
n tures que quizerem se matricular. Principiado
o dito curse nao ser possivel admiitir-sc mais
inenhuraa oulra pessoa : os senhorc3 que quize-
rem em lempo assignar seu nome, apparceam
na ra Direila n. B9, primeiro andar, a qualquer
hora do da. i. Fachinetle.
~ Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Na ra do Trapiche n. 9, arniazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se
continuadamente modas de 1G e 20*000, agrias
dos Eslados-l'nidos, modas de cinco francos,
oncas hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porgos.
Precisa-so de um caixeiro de lia 16 an-
uos, que suba lr o escrever: na ra do Gatdei-
reiro n 60. taberna.
OTereeese urna ama para casa de pouca
familia ou homem solteiro. cozinha e faz o dia-
rio tfe urna casa : as Cinco Pontss n. 69.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o cor rento anno de
W
M3
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DlREGGiO DE E- KfcRVASD.
DE
Gommisso de escravos
Agencia de passa-
portcefolha corrida
olle e descanco : na loja de ierra,;, i,s
de Vidal & Bastos, ra da Cadeia do Itc-
cife n. 50 A.
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao
para serem vendidos por conta de seus senhoros,
afianca-so o bom tralumcnto e seguranza dos
mesmos, c nao se poupa exforros para que sc-
jam vendidos com piomplido, afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate com a venda del-
les. Neslc eilabeledmcnlo ha semprc para ven-
der escravos de ambos os sexos, moros e bonitas je 1860.
figuras. o abaixn nssignado
Na ra do Imperador n. 28, alnga se c ven- publico que deixou de ser caixeiro do Sr. Joa-
de-sc em grandes e pequeas porroes bichos I qUim Piulo Alvos desde o dia 17 do correle
hanibuaguezas, e lambem cal da mais nova que! mez.Ilenrique Pinto Alvos,
ha, para fabrico do asaltear, por preco commodo. i n ,
-Existe na administrado do correio dcsla -Offerec ese um rapaz de 16 .innos para cai-
xeuodeloja do miude/.as ou armazem de
Sndalo.
Ricas bengala, pjlcera* e loques:
vendem-se na ra da Emperatriz n. 7,
Claudino do Reg Lima lira pnssaporte para
dentro e fra do imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia n. 43, primeiro andar.
= Caeiano Pinto de Veras faz scicnle a quem I i
inieressar que est em exercicio da vara de juiz ^i^uo^Lecouate.
de paz do 4o anno, do primeiro digirilo da fre-
gue/.ia do SS. Sacramento do Santo Antonio Oja-
la cidade, para que foi elcito e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
'e em qualquer parte que ur encontrado ; c que
d,l audiencia as tercas c soxlas-foiras as 4 11'2 ^
horas da tarde como ja tem annunciado, na casa tambem lin^em se i
publica das audiencias. Recite 29 de foverciro Lua|fuer bora.
declara ao rcspcilavel
Impe-
cidade ires macos dejornaes sem direeco, para
Antonio Pereira" Baracho, Jos Correia de OlivM-
ra, o Jos l.uiz Alvos Rocha : os inteiessados
comparecam para dar-lhes os devidos destinos.
Aos Srs. terceiro
anistas.
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande
Valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confurtavel. Sua pos cao
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estaques de caminhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos do si, todos os ihealrose divertimentos ; e,
alera disso, os mdicos precos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, lamengo, inglez e por-
uguei, para acompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur Est n0 Prel i""a anasyse do cdigo criminal
cmftm para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 45000 ) ^^^^^
por da. ^ pelo preco de 10, na livraria Universal, onde
Durante o aspnco do oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheireSilva Fer-, aquelles que quizerem assignar poderlo ir bus-
rao, e seu Glho o l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Fehppe Lopes ; car_ $ Sfi publicado
| Netlo, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e nimias ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de toJo o servico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (43OOO i?.">00.)
JN'o hotel enconlrsm-se informneis exactas acerca de tudoque pode precisar um estrangeiro
motilados, uu para cobranza, dando boa infor-
macio a sua conducta : quera quizer, queira un-
nunciar para ser procurado.
Lojada boneca ruada
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em de/, minutos, como
mesraa casa a
Compras.
a
n
n~t<~
r
i
s^H
Na ra do Queimado n. 19-
Vende-se madnpolo com pequeo loque
13000 a peca.
affecces bi
pela iiKinli, e oulra
lempo n doenle e o me
O ttpoti na ra larga Jo Rosario, botica de Barthulomeo Francisco d>
o f[uai se vende a 800 rs. na
praea da Independencia livra-
ria n. G e 8 contendo alera do
Calendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com ,
r mmMMVM ^w v w. | (cs frfllill0Si (toede o mais pequeo aleo em que
O Homo idade CtC. de SllS im- st'''pf,rim*i I>'ar'o ; e contraa o fornecimenlo
peradores, res e presidentes.
Resumo dos impostas ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiacs.
Tabella dos emolumentas
parochiaes.
1i ... .... i laque li se le, ent'.'nde-ie com o
regados CIVIS, milita- abaixoassignadoou algum de seus fi-
llios.Ignacio liento de Loyola.
Atteuco.
JARABE DO FOKGET.
Este xaiopc esl apirovado pelos mais en'in.nles mediens de Pars,
icomo sendo o mt-llior pan curar conttipacoef, U-sse convulsa e oums,
nebios, auqnes de peilo, irrilcdea nervosas e iusomnolenci:s: nina colheraila
noite sao sutlieienles. O ilcito desie ixcelente zarape satisfaz ao mismo
ico.
Soma, n. 3G.
Fornceimcuto de papel
para imprimir.
O preprieiario deste Diario tem cffectivamonle : "ivao Baplista : quem quizer laucar, pode ver o
tmenlo de papel pora ir.....imir, do d.lleren- JP^P1 aa mao do porlcirodojuuo, para as con-
Nos dias 27 e 30 de marco se ha de arre-
maiar o sobrado de dous andares c solo na ra
larga do Rosario u 40, avahado em 1:200$ s-
pelo juuo municipal da segunda vara, es-
ii u.i I
Manoel Antonio dos Santos Fontes relira-se
para Portugal, levando em sua cumpanhia dous
afilhados, sendo um Jos Ferreira da Costa, e
Candida, ambos de menor idade.
Jo' Rodrigues do Tasso, inventarianle dos
bena de sua tinada mai D. Hara Rosa d'Assump-
co, passou sua residencia para o terceiro andar
do sobrado n. 37 da ra da Imperatriz : portanlo
moedas de ouro ele 16# e 20$ : na ra
da Cadeia do Recifti loja n. 22.
Compra-se urna escrava recolhida para ca-
sa de familia que lenha de ti a 20 annos de ida-
de '. quem a liver para vender dirija-se ra do
Cabuga, loja do Sr. Vicenta Villas Roas, que en-
contrar com quem tratar.
Compra-se ura cahiiolct de qua-
tro rodas, que esteja cm bom estado e
tcnlia coberta : narua da Gloria n. 5.
Compra-se nina carroca que estoja em bom
estado : quem a livor annunrie por este jornal,
Pals de brin a 3>.
Palitos de briin de nlio a 3 cada um
do Queimado n. 19. ^^
na ra
os devedores de loros de terrenos pertcncenles a ou dirija-se ao Corredor do Dispo, silio junto a
heranca ou os de dividas, assira como os credo- fabrica de ferreiro.
res deveiio alli acha-lo, isto no prazo de 12 dias, i Compra-se moedas de 16 e 20-3 : na praca
pois tem de se fechar o inventario. Recite 27 de da Inde|iendcncin n 22.
n.
marco de 1850.
Na livraria
Indepenecia
Joo da Costa Maravilha.
G e 8 da praca
pieciza-se falLr ao
da
Sr.
da porcao que se quizer, dando-o nesla
cidade ou em qualquer oulra : os precos serao
razoaveis, por quanto este papel importado em
ireitur dos lugares cm que elle se fabica.
O abaixo assiynado rogn a Sra,
Mara Joaquina das Alerces Crysole, au-
tora do annoncio juddicado no Diario
d ; IVrnainbuco de 7 de f'evereiro deste
anno, cliamando diversos devedores
ra remi
i
= Compia-sc urna negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba cozi-
nhare engommar muito bem. que cosa algunia
cousa : na ra do Brum n. 10, urmazem de Ma-
noel Jos de S Araujo.
Constante-
A 2$000 a peca.
Algoilo com loque de avoria a 2^ a peca :
ra do Queimado n. 19.
na
2S000 a km,
Cuberas
mente
Sr. thesoureiro manda fazer pu-
na ra
compra-se, vende-se e troca-sc escravos
Direila n. 66.
Compra-se um cavailo muito pequeo para
menino ainda que nao lenlia audares : na ra
Direila n. 8i.
pa-
V ondas.
res, ecclesiasticos, litlerarios
de toda a provincia.
Roga-se aos Srs. capitao Cardoso o lente Tei
ASSOCiaCOCS COinilierciaCS, xcia do S." batalhlu a bondade do declararen!
pot esle Diario qual o mo trato que reeeberam
ialidadedo 10." baialho, durante o tem-
agricolas, industriaos, liltera- dTomcl
ras e particulares.
Eslabelecimeutos fabris, in-
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues,
nhos.eto., etc.
dii.oi s.
OlTerece-so um rapaz porluguez para cai-
xeiro de qualquer estabelecimenlo, o qual tem
pratica o d fiador a sua cunducla : quem quizer,
dirija-se a praca da Bua-1 isla n. 10, que achara
com quem tratar, ou annuncie por esla fulha.
= Precisa-se de una niullier de idade para fa- ,
zcr companliia a urna scnhoia. dando-se-li.e cu- ljLlC0 4ue se acham a venda todos OS das
mida, casa etc.: a tratar na ra Direila n. 1, loja das 9 horas da manha as 8 da noite,
de miudezas. no pavimento terreo da casa da ruada
ru7No'vCadna8.Clo1jeaUmaama *"* "' Da ; Aurora n.26e nascasas commissionadas
Traspass-se o arrendamento de um enge- pelomesmo Senhor thesoureiro na pra-
e.nseus penhores, seoLoyo- nbo distante desta praca duas legoas vende-se ca da Independencia numero 14 e 16,! Vende-se um bonito escravo crioulo de 22
una parte no mesmo engenho, machina nova f n i -r < ui. se um ooniio escravo criouio, ae ^
vapor, distilaco nova e bem montada, 22 bois j e na ,ua a Cadeia do Kccile nume- annos de idade, mullo reforjado do corpo c pos-
de correia, se'is quarlos, algumas obras, sallra ro 2 armazem do senhor Fontes at !s,an-r' Propnopara servico decampo; bom pa-
Plantada, etc. etc.; trata-sena ra do Crespn. as 6 horas da tarde SOmente, OS bilhc XrVTiSWS B?J!tF*" ""
' roLHHHis par 1860. S^Tl!^^^ de Lisboa em
Estiro venda na uvraria da praca da Inde- rao andar impreterivelmente no dia 4 do
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im- : futuro mez de abril.
pressas nesla typographia, dasseguintesquali-j O mesmo Sr. thesoureiro manda:
dades
Queimado n. \.
e
Vendem-se estampados a 2o5t)0 cada um : na
ra di) Oueimado n. 19.
Vende-se um quariio muito novo, proprio
para carga : naCarnboa doCarmo n. 18.
filHBMS HMSiM"
IS.
y
po que csliveram adidos aorefcrido batalliiio nu-
! mero 10.=Um curioso.
pedra.
enge-
Publlcacao jurdica.
Acha-se no prelo a 2.a edQO dos Elementos de
Dircilo administrativo, mais correcta e conside-
ravelmente alterada, pelo Dr. Vicente Pereira do
Regi< lente ealhedratico da mesma sciencia na
Faculdadc de Direilo desta cidade. Subscreve-se
para esla obra na livraria econmica de Noguei-
ra (%... defpimte do aico de Santo Antonio n. 2,
'SorVOoIIft ilffrni/i .Pim a 103 Por eoda ejemplar, pagos ao receberas
.JCl > l, OlIC UC ,111a aO LOIll- du08 parlWi qll. j eslao mprcssaa
"morrinnlo irrr cmiHap TVai*i Esla obra recoioiiuiiiavcl porque nella o
C, tl0l Uill ildll- autor traa de um moda especial de cada paiz.
fazendo coahecer seu governo, rcligiao, rendi-
niento, torca martima c terrestre, etc., saiisf3-,
zendo deste modo a necessidade desses conhe-
cinicnliis.
A parte astronmica 6 cscripti com bastante
clareza e coccisao, lornando-se por isso fcil o
' seu esludo.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Uaker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
ra da Senzala Nova n. 52.
gado loja de l.ccomte, aterro de
Boa-Visla n. 7, o cxcellente leilc virginal de ro-
sa blanca para refrescar a pello, tirar pannos,
Engomma-ee com asseio c promplido : no sardasc espinhas, e igualmente o afamado oleo
bc-oco do Harisco n.SO. babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
Precisa-se alugar um pretoou preta, j ido-! assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico para borluejas e asperidades da pello, conser-
liiiio einfin para todas as
elasses da sociedade.
O bacharel WiTnuvio lem
o seu escriplorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Gamboa do i Jobnston& cV.t
J l E' cht-ado
Carmo.
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circumslancias : quem liver e quizer,
annuncie ou d:rija-sc a ra de Sonta Rila n. 40,
primeiro andar.
aBg-5ggg6SSSS6gS33?8SiiSSIS SSS3S
n
m
u
w* SS" &S&-ZS1 vSvfSSZ &S&e!SZ &* &S&-
**Licoes de francez
va a frescura e
vida.
o avelludado da primavera da
NOVO DEPOSITO
DE
aV OLIIINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliotheca do
Crislo Brasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
crament c N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corac,ao de Jess, saudaces devo-
las s chagas de Christo, oraedes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Proco 320 rs.
; igualmente fazer publico que ras casas -^^ n g
icima mencionadas se acham bilhetesi
de numerarao sortidas a vontade dos
a
compradores.
Thesouraria das loteras 2- de
marco de 1860.O escrivao, J. M. da
Cruz.
= Precisa-se de um caixeiro portuguez de 14
a 15 annos, para urna taberna na Capunga : a
Iralor na musmn junto a tonda do Caldeirciro.
l'ede-sc ao Sr. lente Braz J. dos R o
favor|de ir ou mandar na ra do Cabuga loja uu- ,
mero 11.
O Sr. Manoel Francisco Lutz da Silva tem j
urna ca la.c urna cncommenda vinda do Rio Gran-1
de do Norte, na livraria n. 6e 8 da prara da Inde-
pendencia.
g DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Goignoux, dentista, ra das La- ^
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p denlifico. *<
No aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente ra
da Imperatriz, vendem-se :
Lindos transparentes para jancllase portas, do
diversos precos, lisos e pintados, muio proprios
liara a cidade c casas de campo.
Lampeos de nova invenco que do urna luz
i melhor qne o gaz, Irabalhai'n em um novo liqui-
do muito econmico.
Oroscopos, novo instrumento para conheccr
com toda a txaclidJo o estado dos ovos.
Esleirinhas para descanso dos pralosnas mesas
i de janlar.
Espreniedores de fructas, como soja caj, la-
| ranja, liraao, ele, ele.
Afiadores mgicos para navalhas de barba.
Panno marroquini para forrar mesas, sofs,
a mais nova cal de Lisboa colchos, travesseiros, muito usado tambem pira
forrar carros por imitar a casemira.
Panno couro de lustre, m.ignili.a invenco,
serve para lodos os usos em que se applica o
! couro de lustre, sendo muito mais duravel e La-
! ralo.
Cambitos para segurar roupa as cerdas para
! cnxugar, sao boje procurados e estimados em to-
da a parle.
Slereoscopos com variado sorlimento de ri-
qusimas vistas de todo o mundo ; vende-so o
instrumento a 4#, e as vistas a 40 a duzia.
Bem como oulros muitas cousas de uso don s-
lico, que sao da niaior ulilidade, t que pouco te
conhecem ainda neslc mercado.
Vende-se nicamente na ra do Tra-
em peoras e por preco commoao.
= Vende-se urna casa terrea sita na ruada
Gloria : a tratar na ra do Sol, casa terrea junto
ao sobrado, de manha at as 8 horas, e de tar-
de das 4 cm dianle.
numero 8
feijo
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna colleceao de ancdotas, ditos chisto-
sos, cotilos, fbulas, pensamenlos moraes,
^ por m cor|e ,jc eabeifo c
Batatas em gigos de 40 libras a 800 rs
amarello a 13 o 14$ o sacco.
Escrava.
Na ra da Cadeia do Recife, primeiro andar,
n. 28, vende-se urna escrava muala de 10 a Ib
annos.
Velas de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife n.;2S, vendem-se'
exccllenles velas de carnauba fina.
Cera de carnauba, sebo refinado e lio.
de algodgo.
Contina a render-se no largo da Assembls,
armazem n. .

quer de cultura, e preservativo de aores
e fruclos. Treco 320 rs.
ITA DE TORTA,a qual, alm Jas materias do
costurae, contm p resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 r.
piano.
M&dcmoisclia Clcmence de Ilannetot *f
de Alar.neville continua a dar liceos de s
francez < piano na cidade c nos arrabal- Si <
d*s : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. U I i^Ua do ImpeFador, COllfrOlllC
OSr. Honorato Jos de Oliveira l'igueirc-
ao oitao-do deposito do gaz.
Rorolt & C,altendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parlo residen-
tes nos bairresde Santo Antonio p Bot-Visla, e
que lulariamcom grandedifflculdade ^je oslo es-
le te, te estabelecimenlo estivesse collocado no bairro
uC seia l' Bccife, podero encontrar na ra do Impera-
J dor confrntelo ao do deposito do gaz, um
DeiB ladiaede bons costumes : paja-?e armazem com m proporcocs iiigidas para depo-
ujm. Dirigirse a' praca de Pedro II |i*o deste genero, qual estac abprto cur-
ian ti go p-tieodo Collegio) a. 37, tgun- rt^ciadol mcfra"fi senhores das8horas a ma-
, i "haa as 6 da tarde, do da o do corrente
do e terceiro andar. I diailt0.
do queira mminciar sua morada ou dir;ir-sc &
livraria4a praca da Independencia.qtte se preci-
ta lallar-Je.
Precisa-se de urna ama de
queotenfaa eta abundancia,
em
Attenco.
^ Curso pralico c theorico de lingua fran-
frisamento
soo
rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
O primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c iim oulro viudo de Paris. Esto estabele-
cimentoesl hojo as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as eneommedas dos
ceza por urna scnbor franceza, para dez m : objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mers, segunda e quinta-feira de cada se- ,r:u s,'J;,,n : marrafas a l.uiz XV, cadeias de relo-
mana, das 10 horas at meio dia : quem Kios.bracelelps, aunis, rosetas, etc., ele, ca-
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da f'5 truz n. !), segundo andar. Pagamentos f> '>hor^, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
fa) adiantados. a Eslados-Lnidos, sem deixar urna s pelcula na
SSS*Sg@ SS @@ !ofnnmwJ',,P|,1HSalSf-"('lf0f Pr0le"d'ln-
es, os onjeclosem cabello seao felos cm sua
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-I presenra, se o desejarem, c achar-se-ha
Uua Direila n. 8:)
Com a [ventepintada de ama-
relio.
Ricos prelos de seda muito finos a 160, 2 0,
320 e -iOO rs. a vara, atacadores pelos para pa-
letoi e casaca a 160 rs., fila com clchete a 400
rs. a vara, leques finos a 2c500 e ii?., Doldes para
punho finos a 320 is. o par, obreias para os na-
moiados a 200 rs a Cflia, ricos pentes de massa
virados com flores douradxs a 3$. ; alem deslcs
objeclos o publico encontrar um completo sor-
limento de ludo quanto l-a de melhor no merca-
do, por menos do que em oulra qualquer parte,
(a dinheiro).
pnn-
cimeno do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
legio venia n-. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
Na gallera e officina photographica da ra
Nova n. 18, continuarse a tirar retratos pelos
mais modernos e perfeitos syslemas. Os traba-
liios sabidos desse estbelecimeuto sao bem co-
nhecidos do publico dosla capital.
sempre
una pessoa disponivel para coitar os cabellos, e
penlear as senhoras cm casa particular.
CASI LISO-BBASILEIBA,
% Gold^n Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA leudo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
Vendc-se um caixo
tipiado
para duas casas, assira como se venda a meiaco
, do oilao dobrado da casa parede-meia, no Cam-
po Verde confronte ao oilao do sobrado do Sr.
] Joaiuim Ignacio Ribeiro Jnior ; a Iratar narua
da Imperaiiiz n.78.
Bom c barato.
Vende-se
Loja do Raraalho.
Raa Direila numero 8
Frente pintada de amarello.
Agulhas francezas a 200 rs. a caixa, clchelos
a 60 rs. o carlo, grampos a !0 rs. o ni,n;o, car-
teirasde verdadeiras agulhas francezas a 00 rs.,
, agullieiros dn metal a G0 rs., meias prelas
Isenbora a 240 o par, bicos tinosa -id, Ct). 80 e
100 rs. a vara, estampas de todos os saniosa ICO
I rs., ricas toncas de Lia para menino a IJfiOO,
cartas portuguezas a200 rs o baralho, dilas fran-
cezas a 2SO o baralho, pentes virados para alar
cabello a 1(600, sabio non-prosullra a CO, ca-
misas de meia a 1?, nticas de linho de caracul
a 280 a peca, g.ilao do linho para enfeilar casa-
veque 1U0 e 120 rs. a vara, turas de lo rea i rom
vidrilho a 1J810 o par, papel almaco a 2ff2C0a
resma, toncas para menino a 560, bolees para
calca a 210 a groz, franjas de linho lindadas a
ICO a vara, ditas de tur a 200 rs., nonecas do
choro a 500 e 60 rs., ricas luvasde fio do Esco-
cia para senhora e homem a 500 rs. o par, espe-
Iho do Jacaranda a _'> ii, sapalinhos de la para
menino a 500 rs. o par, franjas de seda a :I2(), | l
; e 500 rs. a vara, grvalas muito finas a I?, re >s
, enfeitcs de vidrilho prelos a :!?, ditos decorosa
i, franjas prelas de seda a 400, 500 e GOrs. *
. vara, dulciros de borracha a 500 rs., pentes para
alisar de baleia a 20, babado do Porto lavrado
a 160 e 240 rs. a vara, franjas para toalha a 10
; 3 vara, pentes de tartaruga lina a i*S ; alem des-
tes objeclos encontrar o publico um completo
, sortimento de ludo quanto ha do melhor no mer-
cado, por menos proco do que em oulra qualquer
parle ; d,io-se amostrase lambem se manda le-
, var amostra ^a dinheiro].
,cinhoamtfSSEfts:X"Tm'^: W*m^mszmmmmsm$
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que lMSa mgleza a 800 rs.. dila francesa a 560, chou- ( g h V *; f 4 VA VI... I fj
vistiera esta capital; continua a prestar- Ibes seus i r"-ns a c00 rs., hlalas a 0 rs., doce de goiaba servicos e bous ufGcins guiando-os em todas as a J$ caixo, ceblas a 800 is. o cenlo, painro '& A 1*111^70111 (\p filVa^nHaCaj
cousas que precisem conhecimento pralico do a.100 a lll,fa. por baixo do sobrado n. 16, com M "**"-"* vtu- Kl-l. llUtU^
paiz, etc. : alm do portuguez e do inalez iulla-se : oUsr> Para a rua da Florentina. ffi p TinHac
Novo salo de mo-1
fe3S
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No flepozilo dcslc cstaliclccimeuto scHi\ve \ia gvaiidc sotimcikio de mc-
cVianismo pava os cngci\\\os de assuear a sa\iev :
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas ci combustivel, e de faciilimoassento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cinnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Mtiias moendas com rodetas motoras para r.gtia, cavallos, oubois, acunhadas em agulhocs de azas ;
Taixas de ferro fundido c batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhes de mandioca, fornos para cozer farinlia ;
Bodetas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz yiagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concert de que podero necessitar.
______________________________________ -\ -----------------------------^
na casa o hespanhole francez.
DENTES
ARTIFICIADA.
|Ruaestreita do Rosario p. 3|
Francisco Pinto Ozorio colloca dentes ar- @
uliciacs pelos dous syslemas VOLCANITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita rua a qualquer @
8
f
l
J
das para senhoras.
hora.
GOllPMIU A
ALLIANC
Estabelecida em Londres
EM
mm& fi i mi.
CAPITAL
Ciyteo mlUoes de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dila companhia para
elfectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objeclos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobtlia ou emfazendas de'
qualquerqualidade.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em quidajao, o obsequio
de mandar saldar eeus dbitos na loja da rua do
Queimado n. 10.
Os abaixo
assignados j reeeberam a primeira
reniessa mensal de objeclos de modas ao ultimo a
goslo, e melhor qualidade, chegados de Paris %
pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta i
capital que cm seu estabelecimenlo, na rua da I
Imperatriz n. 10, lem una sala destinada para 3
ellas escolherem dilas fazendas, a saber : | j
Chapeos e manteletes de nobreza prata cde<
cores, bordados, e de icndas, de variados gustos, i
Lindos enfeites de cabeca, goslos modernos l'
ljeos vestidos de nobreza de cores e prelos
!J',!;a,dos, superior nobreza prela para vestidos al
2S2CO, 240O e 2^600 o covado. i
> estidinhos para enancas, de diversos goslos |
bem como o melhor sorlimeuto de outras muitas i f
fazendas modernas por os menores precos : no I
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente" rua da i
Imperatriz.
Cabra bicho.
Vende-se nma cora muito e bom leite tendo 2
cabrilinhos : a iratar na rua eslreita do Rosario n.
o, primeiro andar.
(0
Corles de vestidos prelos de todas as qua-
lidades.
Pitos de seda da cores.
Ditos de blondo.
Dilos de phanlasia.
Manteletes prelos de todas f s qualidades.
Ditos de cores.
Capas prctas e de cores.
Grande sorlimenlo de brdalos para se-
nhoras em eambraias o filos.
Variado sorlimenlo de enfeites para ca-
beca, prelos e de cores.
Ditodilo de chapeos de palha e de seda.
Grande sorlimenlo de vestimentas
meninos.
Dilo de chapeos
al
.

bonets para dilos.
para p
1^-Sndalo
Variado sorlimento de loques de
dalo a lOjOOO.
draca.
A 6$ a caixa: na rua larga
11 do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
*45Rua Nova45 viuros pai
an- |,: Na rua larga do Rosario loja n. 28
@ tJMH>0>## | armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamaito mais pe-
queno at mais de 6 palmos.
Vende-se doce de caj a 1?) a libn i Vru
Diretta n. 72.
8$ dinheiro avista.
Ferros econmicos americanos
com


w
Na loja
ncyclopedica
de fazendas finas da ra do
Crespo n. 15, de Gaspar An-
tonio Vieira Gomes, geren-
te Jos Gomes Villar
vende-se sedas, laas, liabas, algodOes, perfuroa-
rias, calcados, ote. ele.
Neste estabelecimenlo de fazendas finas, se
acaba de receber de Taris sedas de todas quali-
dades pretas e de cores, manteletes de gupure,
ditas de gros bordados, chapelinas parasenhoras,
tanto de palha como de seda, riquissimos chales
de louquira de todas as cores, c ouir do nmito gosto como manguitos c gollas para se-
nhoras, cassas chitas, musselinas brancas, que se
vendem por menos do que coi oulra parle, aim
de fazer-se muito negocio.
DIARIO DE PERRAMBUCO. QUINTA FEIRA 29 DE MARCO DE 1860.
CALCADO
Grande so rl i ment.
45-Hua Direila-5
Oscstrajjadores de calcado encontra-
ra o neste c*t.ibclccimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
lo me m.
Borzegains aristocrticos, OtfOOO
D.tos (lustre e bezerro)..... S^jOOq
Borzeguios arranca tocos. 8$000
Ditos econmicos....... G.sOOO
5*000
>at<5es de bater (lustre). .
Senhora.
Borzegains priineiraclasse (sal-
t) de quebrar) ......
>i todos de marin contra
culos (salto dengoso).....
Borzeguios para meninas (br-
tissimos)..........
E um perVriosortimento de toJo cal-
cado edaquillo que serve para fabrica-
"o, como sala, couros, mano uins, cou-
ro de lustre,fo, fitas, sedas etc.
5^000
4$300
4<>000

Carne de vacca salgada.
Vendc-se na ra da Cruz do Recita n. 50, pri-
meiro andar, por menos preco do que em outra
qualquer parle.
Pechincha.
Fumo americano.
Vendc-se fumo americano proprio para mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
de 20 e 40 libras
50. primeiro andar, caixinhas
a 400 rs. a libra.
I Engenho. \
@ Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na @
freguezia de S. Lourenco da Malla, entre %
os engenhos Penedo de'Baixoe Penedo de
39 Cima : trata-sc no mesmo engenho ou no @
engenho Mussambiquc com Felisbino de j&
Jg Carvalho Rapozo. @
= Vende-so urna cruz de ouro, contendo sele
bullanles com urna volla de perolas, obra mo-
derna c de muito goslo, por proco commodo : oa
ra Augusta n. 48.
Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos prelos de seda,
Dilos brancos e prelos de algodo.
I.uvas pretas de lorcal.
Cintos elsticos.
Lindas de algodo em novellos : vendem-se
por precos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
A retal lio e em
do
Potassadaftussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo sor precos muito
razoaveis
que
porcoes, por menos
em outra qualquer
Vndese
AS MELH0RESIAHUUS DE COSER
dos
Mau afama ios autores de New York
I. M SINCER fe C.
E
WHEELER & WLSON.
PO novo eslabelecimento vendera-se as machi-
- dous autores moslram-se a qual-
' i hora du da oa da noiie e rcsponsabilisamo-
>r sin boa quali jade e seguranen :no arma-
Jo fazendas de llaymundo Carlos Leile &
;.,nn;la_.Io,peralnz n. 10. amigamente
................. *,
.
preco
parte.
Na grande fabrica de lamancos da ra Dircila,
esquina da Iravessa de S. Pedio n. 16, vendem-
se lamancos de todas as qualidades, por menos
preco do que em oulra qualquer parle, tanto a
relalho, como em pequeas e grandes porcoes;
a casa est sempre sorlida de dez mil pares
promplos.
Armaco.
i
Vende-se urna, na ra de Horlas n. 29, sem
gneros : trata-sc na mesma n. 31.
Vinho superior em caixa de urna duzia :
vender Azevedo & Mendos, no scu armazem no
largo da Assemblea n. 9.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidando da Qrma de Lcite & Correia, as
quaesso vender por deminut p roc,o, sendo en-
tre outras as seguintes :
Magos de meiss cruas para hornera a 1*600
Ditos de dilas de cores 29000
Ditos de ditas cruas^rnuito superiores 4*000
Ditos de ditos para senhora 3*000
Diios de ditas muito finas 4#000
Cortes de calc,a de meia caseraira 25OOO
Ditos de ditas de casemira de cores 5*000
Ditos de ditas de casemira preta a 5* e 62*000
Brim trancado branco de linho fino
vara 1&000
Cortes de colete de gorgurao de seda 22*000
Pao prelo fino, prova de limao 3* e 4??000
Grvalas de seda preta e de cores 12*000
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualidade covado 280
Cassas Je cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 22*000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4*000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de 15a bordados de seda um 2*000
Grodenaple preto, largo covado 1*800 e 2*000
SeJa, e sarja lavrada 12*800 e 2S00O llnho,do Porl. do mais superior, engarrafado,
v*.\i u i_ uu" dito champagne, dem, dito muscatel, idem : no
vestaos brancos bordados para baptisado 52*000 armazem de Rarroca & Mcdeiros, ra da Cadeia
255000 |dRedfen-4-
Salmo.
Em casa de James Crabtrcc & C, na ra da
o u542, vendera-sc latas com salmo de 1, 2
c d libras, de superior qualidade, chegado pelo
ultimo navio em direitura da Terra Nova.
Casacas, sobrecasacas e
colleles.
Na ra da Cadeia n. 23, vendem-sc casacas e
sobrecasacas de superior panno, e colleles do
seda prelos feitos por Coutard, o mais acredita-
do fabricante de Paris.
*#@@g> @@ @g@

o
1
9 t
Estopa. S
Camisas inglezas. @
Riscoutos era latas. gg
Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu- @
mero 61. 2
@@@-@-@@S-J
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Chales bordados a mil rs.
Na ra do Queimado n. 19.
Vendem-se chales borlados a seda cora defeilo
de agua doce, a 1* cada um ; a elles, antes que
se acabem.
Franjas de vidrilho
e relroz.
Vendem-sc franjas prelas de vidrilho c relroz,
de todas as larguras : na ra da Cadeia do Re-
cite n. 23.
Vcstidosdescda bordados
a velludo.
Vendem-se ricos corles do vestidos de seda
prelos bordados a velludo c a soda froxa. do mais
moderno gosto : na-rua da Cadeia do Recife nu-
mero 23.
Manteletes e (almas.
Vendem-sc ricos manteletes e taimas de gros-
denaple preto bordado a agulha e enfullados com
gosto c igualmente de fil : na loja da ra da
Cadeia do Recite n 23.
A 28000 cada duzia.
Ra do Rueimado n. 1!).
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
--; a duzia.
Cobertas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tambera se vende a 320.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca prela pelo baralissimo preco de 320 rs.
o covado, brim de linho branco trancado a Ija
va. ganga franceza de cOr para calca e palelols
a 500 rs. o covado, lencos de cassa de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2$500 cada chales.
lina ilo OjHMinailn ii 19.
Chales' de merino eslampados a 2$500.
Algodo monstro com 8 pal-
mos a G00 rs. a vara.
Vende-se na ra do Queimado n. 19.
Cambraia adamascada.
Vende-se cambraia adamascada para cortinado,
de lindos lavrores : na ra do Queimado n. 19.
AAiENUlA.
DA
FUNDICIO LOWMOW,
Roa da Senzala Kova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas e meias moen-
das para euienho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos 03 lmannos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 45O0 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de linios padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3#800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4^500, e bordados a 6#, palctotsde
alpaca prela e do cores a 5?}, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4J800, 5$, 5p)0,
6,7 e 8jf, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs. o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4$, cortes de
calca de brim do linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2249, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha 40 Ra do Queimado. 40
Na toja.do Preguiea na ra do Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
Queimado n. % tera para
\ender:
Chalye merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestiJos de moniariade Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e -0O ris o cova-
do Challes de merino estampados muito Qoospelo
deminulo preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padroes
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Dao-so amostras com penher.
Cortes de vestido de seda do cores com
babados
Hilos de dila preta com babados
Ditos de dita gaze phantazia
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fanlazia.o
mais moderno possivel a 1 e 1200 cadauma, e Romeiras de fil de seda preta bordadas
outras muitas fazendas, cujos presos extraor- Taimas de grosdenaple prelo bordadas
dinariaoiente baratos, stisfaro
do comprador.
a expectativa
Com loque de arara
a 1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35?
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face I Dilos de cambraia e seda, barra ao lado
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma- 0r,a"dys de cores, lindos padroes, vara
com quadrinhos
Crosdenaplos de cores
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado Ijf e
Dila lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda degazo trans-
parentes
9
8
zern de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
. cl>egou urna por^ao.de canoas de amarello
do I ilar das Alagoas, de diversos lamanhos, que
se yendem por preco commodo : quera pretender
dinja-se ra da Madre de Dos n. 7 primeiro
andar.
O agente do verdadeiro xarope do Rosque tem
estabelecido o scu deposilo na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade desle xarope, nao s pelo
reconhccidocredilo do scu autor como pela acei-
lago que gcralmente tem lido. Um
mero de curas se tem conseguido
Cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaospulmo. ! nares. Para conhecimcnlo do publico declara- |
se que o verdadeiro contera no
pria assignatura dos pro
do esta lithographada
oupa
Ra Nova n. A9, junto
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodo bordados
Tanno preto c de cores de todas as qua-
lidadcs, covado
Casemirasidem idem idem
Gullinhas de cambraia de todas as
lidades de 600 rs. a
32 Chales de touquim brancos
91$ Dilos de merino bordados, lisos c
f^ lampados do lodas as qualiades
P Eufeites de vidrilho franceies
US qua-
es-
pretos e
cera nu-
com applica-
:
,-, -. de cores
a igi Cja da ConceirtW dOS i Abcnuras para camisa de linho e algo-
MHitares. M\ do- bran"3 o de cores
Nesle armazem encontrar o publico M Sai'1s "alao de varias qualdade3
um grande c variado sorlimento de ron- M Chapeos francezes finos, forma moderna
panno lino prelo e de cores, palelols e AV L de lodas aa VU"4ei
sobrecasacas do merino, alpaca c bomba- M Camisas francezas, peilos de linho e de
zina prelos e de cores, palelols e sobre- K. algodo brancas e de cores
C??.de se.da e casemira de cores, cal- % ; Ditas de fus.ao brancas e de cores
l$20O
8
3?000
1500
10$000
163000
awoo

v
i
9
8
g900
8
Sc-COO
3;500
65000
830OO
t
9
lera no envoltorio a pro- i Ca^ de caseraira prela e de cores, ditas de S | cZZ2ih 7 i V*
dietarios .ZlX ,;& nier.no, de pnnccza, de brim de linho $ ,,as ,dc ,lnho c de algodo.
)pntianos. e no falsifica-11 branco c de cores, de fustao o riscados, Capellas brancas para noivasmuilo fin
SS ^ a'soda?: colleles de velludo "M Um completo sorlimento de fazend
IllHIDiSI
15600
H
GRASDE E VARIADO S0RT1MEMO
DE
ouaspeiaselazendasJ
NA
c armazem
DE
Na ra do Queima-
do n. 40.
Ricas sobrecasacas do panno fino prelos ""
e c .res a 26$, 30 e 35?, tambera lemos g
lelols dos mesmos pannos a 2? e i.
. : .lelols de casemira de cores de mui M
bom goslo e linos a 12-, 1(, I6j e 18, di- R
3 de panno prelo para menino a 181 e
l, ditos de casemira de cores a 8 e l(>-<, :
;as de casemira de cores e pretos ejun- '
| lamente para meninos a 7, 8-5, 9.J, 10* e \'
\S, colleles de gorgurao de seda e case- S
a t .>. 6$ e 7$, palelols de alpaca pre- U
< 'le cores saceos a 49, ditos sobrecasacos :
' ? "3. 8S. di'os de brim, de esguiao c de 3
-ao lano brancos como decores a t :
IJ50O, 5j e 6$, calcos de brins brancos mui- .;
: '" Qos e 79, colleles brancos e do S
l cores a 3g e 3c50(), camisas para meninos M
de diversas qnalidades, calcas de brins de ''>
' "'s finas a 39500, 4J e 5, um rico sorli-
i ment de vestidos de cambraia brancos |
lardados do melhor goslo que lera appj-
I recido a 289, manteletes de fil preto e de :
i muilo superior goslo e muito moderno W
. : a 0$ cada um e 23, ricos casaveques de 3
cambraia bordados para menino a 10 di- 3
i para senhora a 15$, ricos enfeitcs de :
de velludo gosto melhor que lera an- :l
! parecido a 109 e 123, e outras muitas fa- 1
; zendase roupas feitas que com a presenca 3
l do freguez se ar patente. : i
raa quaresmaj
Neste mesmo estabelecimenlo ha um
inde sorlimento de casacas pretas, as-
. sim como manda-se fazer por medida a von- 9
lade do freguez, escolhendo os mesmos os :',
a 35#
Veos bordados para chapeo
Entre meios ttordados
Athoalhado adamascado largo vara
Lencos de chita escuros um
Gangas de cores para palitos covado
Vendem-se foges de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, contendo 4 forna- I
Ihas, e Torno para cozinha com lenha ou carvao, I
oplima invenco pela economia de gastar um !
tergode lenha ou carvao dos antigos, e de cozi '
nhar com mais presteza, tem a differenca de se-
rem amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil conduccao : vendem-se por pre-
cos muito mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso [Mesquila] ra do Brum, e as lojas de^
[ ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
mores chapes de castor
Pennas de ac inglezas.
, im?,?"1 71.vendem-se carrinhos de mao
a oj, le.jao amarello muilo novoaGO rs. a cuia
I'"' ror preco commodo, farelo a G-9, mi-
no a 4-S500, eoulros gneros por commodo preco.
= Vende-se a casa terrea da ra do Pilar n.
-J. com 4 quartos, cozinha fura e copiar, quintal
bstanle grande com porl.io para a ra do l'ha-
rol .-quera pretende-la, dirija-se a ra da Guia,
loja do marcineiro de Joao Pereira da Silva, que
achara com quera tratar.
E' admiravel a pe-
chincha a
6S500 o corle.
\ ende-se na ra do Crespo n. 15, corles de
casemira prela setim a 650O rs o corle.
Vendem-se 90 apolices da com-
panlua do Beberibe : a tratar com Mar-
colino Jos Pupe, no eJcriptorio da
misma companliia.
Vcndc-sc um grande sitio com C3sa de vi-
venda, muilo perto desla praca, com grandes bai-
xas para capim, que se corlara 10O feixes de vc-
rao a invern, com pasto para vaccas de leile c"'
planlacoes de verduras, com alguns arvoredos de
inicio, boa agua de beber, tanque para bnnho
quera o pretender, dirija-se a serrara n. 55 da
ra da Praia, de Jos lligino de Miranda.
H prelo e de cores, dilos de setim prelo e 5W
l branco, ditos de gorgurao e casemira, di- *%
; los de fustes e brins, fardamentos para 5^
q* aguarda nacional, libres para criados, <"*
jm ceroulas o camisas franceza?, chapeos =8
_^> grvalas, grande sortimento do roupas 5
^ para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- m
dando ao comprador algumas das roupas S
felasse apromplarao outras agosto do m
comprador dando-se no da convenci-
3-g) nado.
brancos e de cores para
para engenho
Fundicao de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio
as
das
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas
meninas
Dilas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas,
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo piel
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sorlimento completo de u->as de
seda bordadas, lisas, para 3horas,
homens e meninos, de todas c.3 qua-
lidades
para
;tas e de co-
Saunders Brothers & C. tem pira vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n 11
alguns pianos do ultimo gosto. recentimente" ,
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa- : 3 de coI'cl de gorgurao de seda
de cores
i Dilos de velludo muito finos
I Lencos de seda rxas para senhora
Harquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
, Sapatinhos de merino bordados proprios
para bnplisados, o par
Chinelas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
fa fel rovo, covado
m prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura.
bricantes J. Rroadwood &Sons
muito proprios para este clima.
ft,
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
, Vendem-se chapos francezes de superior qua-
idade a 6500, 7 e R, ditos de velludo, copa al- ,SeU
a e baixa a 7jfc 0 o 10 de cores, muilo finos a 63 e i
. 6, 8 "
de sorlimento
dilos do chile a covado
3$500, 5, 6, 8, 10 e lj, dilos de fellro em gran- S|1,if
tanto em cores como em qualida- ^.'. de lodas BScores, covado
es, para homens e meninos, de 2-3500 a 7$ di- cllltas francezas claras e escuras
tos de gorgurao com aba de couro de lustre, di- j vado a 260 e
s
9
1{?600
9320
I92OO
5700
2J0O0
l-r000
9
9
SjOOO
2?50
25i00
13000
S50
15600
9
co-
los de casemira cora aba forrada de palha. ou
sera ella a 4$. dilos de palha ingleza, copa alta
B baua, superiores c muilo em conta, bonetes
19280'_ Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n. tem 11 ni CTaniP cnrlimanln ^lad
7, dcGuedest Goncalvcs, as verdadeiras pennas b dlle SOrtimentO de xari
u"; de 3;o inglezas, mandadas fabricar pelo profes- tartlflR fia fp.rpn fnrwlM^ ,^^:_ cha
francezes e da torra, de diversas qualidades
meninos, chapeos de muitas qualidades para" me-
ninas de escola, chapelinas cora veo para senho-
ra, muito em conla e do melhor goslo passivcl
chapeos de seda, ditos do palha amazonas, enfei-
Corrcia Cardaro -?ara Vhcra'luvas- chaPeos de o, e outros
^wi i cu i,,u UOZO,, muiios objeclos que os senhores freguezes ris-
SOrtiniftllto flp U d0 p^e-0 e da 1,jalidadc da fazenda, na'o dci- '
9325
fcG
9
Bezerro francez
grande e grosso ;
Na ra Direita n. 45.
RELOGIOS.
Vende-se em cass de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deeicellenle costo.
)i
os mesmos os
I huios a seu goslo sendo os precos
e 03. r

::
Camisas inglezas
Temos novamentc chegados: ricos vesli-
pratos bordados a velludo a lados a seda a 75 c 60, assim como
r '"'eos manteletes pretos da ultima moda a
l5,2O3e30.
:.
:
:
M
Vende-se doce de caj em cilla, fras.ms
grandes com lampas com 14 a 16 libras cada
um, bem preparado para aturar e proprio para
viagom: na ra do Rosario da Boa-Vista n. 55
na p'adaria da bolacha furada. '
A pechincha
esta se acabando.
Ricos cortes de seda prelos bordados a 753 e a ,
BU, grosdenaple preto de todas as qualidades o '
melhor que ha no mercado a 183, o a 2S0
e 33 o covado, ricos dimites de vidrilhos prelos
e de cores a 8 4| cada um, ricas sedas prelas
lavraJas a 1500 o covado, pannos finos, prova
de hiuao, de superior qualidade e difierentes
precos, caseraira prela de todas as qualidades e
o mais barato possivel, e um completo sortimen-
to de fazendas de todas as qualidades, que tudo
se vende barato por ser loja relirada, e os donos
querem-na acredilar: na ra Dircila u. 104
chegando a igreja do Terco. '
Botica.
T.artholoraeu Francisco de Souza, ra larga
meios"10 n" 36' VeUde S seSuintes medica-
Rob L'AfTecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.arope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febresl.
Ungento Holloway.
200 sor de calygraphia Cuherme S^.^lo modio taChlS de ferr0 andido, aSSm
I como se faz e concerta-se qual-
quer ohra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
menle de berras medicinaos, nao conlm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecten*. Be-
nigno mais lenra infancia, c a compleicao mais
delicada igualmente prompto c segio para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta
c intciramente innocente em suas operaces e ef-
teitos; pois busca e remove as doenea' de qual-
quer especie egro por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afilelas nao devem cntregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
irao de comprar ; na bem conhecida loja de
^PPS^da_rua Dircila n. 61, de B. de B. Feij.
15000
9
12;000
l'ilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
12HbrrasSde bCa Urga Com rolhas- de 8 D5as a
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vcude a mdico
preso.
Superior ao melhor.
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vinda
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Aunes defroDte da
porta da alfandega.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recite n. 62, primeiro
andar.
Loja da boa f, na na
da Imperatriz n.74.
Vendem-sc verdadeiras luvas de Jouvin muilo
novas, brancas, pretas, (r de canna, para ho-
rnera e senhora, a 2$400 0 par, prelas do relroz
cora palmas de vidrilho a I5COO, dilas de seda
entenadas a 23200, lisas a 1280, ricos penles de
tajtaruga virados muito fortes a lj?, dilos sem
seren virados a 4$. ditos virados imitando tar-
taruga a 15600, ricos enfeites de vidrilho pretos a
39 e 4g, esparlilhos de linho com carreleis a 69
cada um, ricos leques imitando marlira a 2500,
ricos manguitos com camisinba e gollinha de'
cambraia bordados a 6 o par, manguitos com
*! ci?5U0, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e l$50O, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfinelcs em caixinha de
cabega chala, brancos e pretos, ricas franjas prc
tas com vidrilho, dilas sem vidrilho, prelas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, laa, hnho, galoes de cores e brancos, tesou-
ras, caivetes, facas, garfos e eolheres de lodas
as qualidades, sapatos de marroquira e coutp de
lustre para menina c senhora, ditos do Araitv
para hornera, e muitos mais objectosque se en-
dem por menos do que cm outra qualquer parle
babados bordados para manguito o calcinitas d
meninos.
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao pretos
Collarinhos do esguiao de linho mo-
dernos *
Um completo sorlimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, palelols
col leles, calcas do muitas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores de 5$ a
Cocos italianos
de follia de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
'durara quatrodos nossosa 400 rs. um
e \S urna duzia : na ra Direita n. 47,
lo]a de unileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven- Histrica clionolopica pr-n^lnolra
de-se algodo cora 8 palmos de largo, pelo ba- nohiliaria ZJu-^5 ^n^/Ogica,
ralo preco de 600 rs. a vara ; este aTgdao serve nb,,,ar,a c poltica do imperio do Bra-
P-ra toalhas de mesa por ser de superior quali-; Sl1 peloDr. Mello Moraes : vende-se a
; 4^ o volume, podendo-se vender o se-
cundo em separado : na ivraria n. 6 e
I 8 da praca da Independencia.
Para a quaresma.
Vendem-se fazondas por barato"
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a rcta-
lho : na ruado Queimado'loja de 4
porlasn.lt).
dade.
Algodo oonslro.
A 600 rs.avara.
4,000 rs.
por sacca de milho ;
Irmaos.
nos armazens de Tasso
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
sub9alPlt.lorf^Tetengle2: emCa8a ^
A iplas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exteiwaa-
cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza noventre.
Enfeimidades no ventre.
Dilas no ligado.
Dilas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intcrnitente.
Febrcto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao dourii
Rhcumatismo.
Symptomas secunda-
nos
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal.
na.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hcssanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHtem urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O oposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na ra da Cruz n. 22. em Per-
nambuco.
Nova inveBfo aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
Sedas prelas tarradas,
covado
Gorgurao de seda
lindos desenhos
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cite n. 48, loja de Leite & Irmao.
.avrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
c.rosdcnaple prelo, covado
Hilo largo e muilo superior a 2S e
Sarja preta larga, covado
ua 2J2H!SSSJ2l dc Portas n. 10."
.'".:
as por baixo 53
1600
2;000
1Sil!-l
2^506
SftOOC
I ^VMe a vender fa/.end^'p.Tr'DaW
.^ preco ate mesmo por menos do seu valor
alim de liquidar con tas : na loja de 4 portas
;.; na roa do Queimado n. 10
"ii lili ililiilliillllllTfflMII|IIIIlliillH||inini|M|||i|-
Ruado Queimado n. SJJ^adaSenzalaNovan.ia
wuv u., va.| V ende-se em casa de S. P. Jonhslon & C va-
Rcut 3S cortes de vestidos de seda que custaram q,"e'aS de lu,stre iara carros- sellins e silbos in-
60; a 16S cortes de vestidos de phautasia aue glez?s'"
custaram 30;. a 8$ chanelinhas pa'ra" smIom^
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recite n. 48. lo-
ja de Leite & Irmao. '
candeeiros e casticaes bronzeados lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montana arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora. brancas e pretas, e para meninas,
Drancas e nscadas : vende-se na loja de Leite
& limao na ra da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
um na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas, i engcn!> remun sito na freguezia da Esca-
Em casa de Rabe ScLmptfan !, no ,lmi,e a Ca0", arredado um quarto de
C ra da raHeia ^7 1 ** 'egua da estrada de ferio, com bastantes maltas
n. 7. vendpm.^ v.rgens, edificado de novo e lodo demarcado '.a
tratar no mesmo engenho com o proprietario
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cora assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado tora,
forrado de panno fino, e tudo bem arrar.jado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
- Em casa de Soulhall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes arligos:
Chumbo de munico sorlido.
Piegos dc todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto. Hungarian era barris.
Dito de Mosclle em caixas.
Cnguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente echronome-
iros, coberlos e descobertos (bem acreditados).
Trancelms de ouro para os meamos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABA
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso 4 Irmaos.
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso < Irmaos
Milho
nos armazens da Tasio & Irmo.

[MUTILADO
r' *k


DIARIO DE PERNAMBUCO. QU1RTA FEIRA 29 DE MARCO DE 1860.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
Manteiga pcrfeUamcnte flor a 800 rs. a libra c cm barril se ar mais algum abatimenlo.
Qucijos muito no\os
a J$700 rs. e cm caixa se far mais algura abatimenlo nicamente no armazera Progresso.
A.nieixas francezas
ProIeSod.e t0lba C can,Pleiras de fMro a 900 rs., e cm poreo se far algum obaliraento s no
Cartocs dc\>o\in\vos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em poreo se far algum abatimenlo s no Trogrcsso.
Figos Ac coma Are
um Cpaa>'o!comraudol0raCnt eDfeiladas c ProPris para mimos s no Trogresso c com vista se brf
l^a tas Ac soAa
cora 2 li2 libras de difTerenlcs qualidades a I36OO rs., nicamente no armazera Progrcsso.
Coi\sev\as
a -00 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
\Anuos engarrafados
nwnV^f!?' X<'^0z M,lscalc'. I-eitoria, Bordoaux. e oulros muilos mais e com a vista se faj o
preco commodo, conforme a qualidade sno Progresso.
Yfinnos cm ipa
Torio, Lisboa, Figueira o Prntos de 800 a CO rs. a garrafa em poreo se far algura abatimenlo
\enue-se (nicamente allcndcndo a qualidade) rio armazem Progresso.
Bolacliinlia inglcza
muito nova a 320 rs. a libra c barrica -j}, ricamente no Progresso.
Potes viAvaAos
de la 8 libras propriaspara manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 12200 rs. cada um, se
no Progresso. '
Hoce Ae geialia
muito fino de ISa ljOO ocaixo, s no Progresso.
C\voco\ate francez
a 1$ a libra assim como vendem-se os seguimos gneros ludo recentemente chegado c de superio-
res qualidades. presuntos a 480 rs. a libra, chouriea muito nova, marmelada do mais afamado fa-
uricaue de Lisboa, niara de tomate, pera socca, pasass, finetas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, confeilos, pastillas de varias qualidades, vinagre branco Bordoaux proprio
para conservas, charutos dos melliores fabricanles de S. Flix, maras de lodasas qualidades, gom-
inaniuito lina, f-rvilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, corvejos de ditas,
. perniacetc barato, licores franeezea muito linos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azci
lonas muiio novas, banha de porco retinado e oulros muito gneros que enconlrarao tendente a
nioinaiios.por isso promelem os propietarios vendorem por minio menos do que oulro qualquer
promeiem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandaron por outras pouco praticas como
se viessem pessoalmenle ; rogam lambem a lodos os sanhores de engenho e senliores lavradoics
quurant mandar suas eaconrmendas no armazem Progresso que se llies allianoa a boa qualidade c
o acondicionameno. *
YerAaAcira goma Ac mataraua
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
licha Jos para denles a 200 rs. o maro com 20 macinhof, s no Progresso.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAHORADO
PELOg SRS.
D. Antonio da Costa -A. F. de Castilho-A. Cil-Alexandre Ilercnlano-A. G. Ramos-A. Gnima-
BnHril; c L'ma-A-de, 01',velra Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonca-A. Xavier
rnmif Jf pord:Iro-Ca1rI18 Jose.Barrciros-CarlosJus Caldeira-L. Pinto da Silva c Cunha-F.
i Ih r "TTV1; Bordallo-J. A. de Freitas Olivoira-J. A Maia-J. A. Marques-J. de
v?rt ? C,irV?~r .a Cn Ci,sc;les-J- Dlcl Collaro-J. E. de Magalh.ies Coulinho-J G. Lobato
ir r .",".,RlVara-J- J-daGfaa Junior-J. Julio de Oliveira Piulo-Jos Maria
Latino Coell.o-Julio Mximo de Oliveira Pimenlel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz-
r?,,i^ 0,rrCn_K-,,X-.S-cd?MolIa-,Leandro Jos da Costa-Luiz Filippe Leite-Luiz Jos da
Lopes-Xi'sio Cama? SllT*~P*uI MidosiRicardo Julio FerrazValentina Jos da Silveira
DIRIGIDO
ron
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da .MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir lodas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
rnntamento com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo lnivehsu.
desde janeiro de 1859, em que comecou a publkar-se, tem satisfeito aos scus ns, com a maior
exactido e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras cm folhas de 16 paginas, e completa lodos os semestres
um volume de 420 paginas cora indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
rreco da assignalura : pelos paquetes vapor 1020 por auno ; por navio de vela 8J [moeda
brasileira). '
Jla algumas colleceoes desde o cornejo da publicaco do jornal.
Albartlas inglezas.
Ainda lia para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua duraeo, lovesa e com-
modidade para os animaes ; em casa de Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de manilha.
Esles excellentes chapeos que por sua qualida-
de c eterua durarlo, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exi.-tem venda unicanienlc em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recite n. 62, por
proco commodo.
Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
saliendo coser, cozinliar e engommar: no Mau-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Pianos venda
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti-
mento de ricos e excellentes pianos de todos os
presos e qualidades, os quaes sao de muila du-
raco pela sua boa construeco. Estes pianos
que forara premiados com a m"edalha de primei-
ra classo na exposico universal de 1855, alera
de serem de 7 oitavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
sarem podem cmpralos com 20 011 30 UiO de
menos que em outra qualquer parle.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irroos.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cese do eores, em novello, para costura : em
casa do Seuthall Mellori C, ra do Torres
n. 38
Em casa de Henry Forslcr & C, ra do
Trapiche n. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bomtias dem.
Fogcs idem.
Arados ideni a 30s*000.
Champagne e cognac.
Rplogios americanos.
Farinha de irigo de lodas as marcas.
Lampeos de oatente cora azeile proprio.
Yiiilio de Bordcaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. cncoiilra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Rrandenburg Frcres.
o dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades
De Brandciiburq frres.
SI. Eslph.
St. Julii'ii.
Margaux.
La rose.
Clilcau Loville.
Chteau Margaux.
i)e Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mcdnc.
Cliateau l.ovillo.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Uadeira em barris.
Cognac em larris, qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
A 300 rs.
I.as para vestidos eroupas decriancas, fazen-
das de pndres modernos : na ra do'Queimado
n. 17, aprinit'ira luja passandoa botica.
Por metade de seu \ alor.
Sedas prelas lavradas cm cortes, pelo diminu-
to preco de 20 o curie : na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a
m
DE
Sita na rna Imperial n. i 18 e 4 20 jonlo a fabrica de sabao.
DE
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Bcluiiro da Cosa.
Ncsle estabelecimento ha sempre promplos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
(de 300^ a 3:000<) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos desliUlorios conlinos
para resillar e destilar espiritos com graduarlo at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier dos
melliores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas
de todas as dinion^oes, asperanles e de repudio tanto de cabr como de bronze c ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques ele., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas parafornalhas ccrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, ospumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandrcs, chumbo cm lencol e barra, zinco era lencol e barra, ls'nces e
arrocllasde cobre, lcncos de ferro a lalo,ferro suecia inglezde todas as dimnses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda cora presteza e perfeico j couliccida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua onfianra, acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na rna do Queimado n. 2, loja do Pregnica,
vendem-se pe^as de algodao encorpado, largo,
com pequeo toque do avaria a 2g500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Pregnica,
vendem-se chitas de cores tixas bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 6g a peca, e 160
rs. o covado.
Vende-se por muito commodo prero, a di-
nheiro ou a prazo, um engenho d'agua, bom
mcedor, com boas Ierras, situado entre a villa do
Bonito e a focada, distante daquclla villa tres le-
gn : queiu o pretender, dirija se a ra Bella n.
14, que abi achar com quera tratar, das 11 ho-
ras do dia s 2 da tarde.
%mwmsm ese mm mm%m
c=3r4SRDAN0VA---4S |
de roupa feta para k
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimrnlos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores, bran-
cas c pretas, por procos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 02.
Relofiios
ge
i
Grande sorlimento
homem.
Dito dito de chapeos
(98
de castor e de seda.
ilSiliili.
botica.
Taclias e moeodas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Mccda n. 3 A, um grande sorlimcnlo
de tachase moer.das para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Jlaw : a tratar no
mesmo deposito 011 na ra do Trauiche n 44.
Espirito de viuho com 44
Vende-se em casa de Johnston Taler & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogiof
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricanles de Liverpool ; lambem urna
variedade de bonitos trancclis para os mesmos.
Em casa de Borott C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas deum modello inlciramcnle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodao americano Irancado.
Presuntos para fiambre.
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanlia de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como
o muito afamado
sejam
Vende-se urna cxccente escrava prela, de 22
annos de idade, com 2 filhas mulatinhas, coja
preta chegou agora do Maranbao, c sabe coser,
engommar, 'azor labyrinlho, e todo o mais
vico ds una casa de'familia ; lambem se vt n le
una negra da 17 annos de idade, boa cozinheira
o hbil para todo o mais serrico de umn ca do
familia : a tratar na Iravcssa da Madre de Ueos
n. 10, armazem de Ferreira & Marlins.
Eseravos fgidos.
I-ugio no da 2i de marco do correle mez
o molcquede nome Justino, de tr fula, idade
de 11 annos, pouco maison menos, andar o
por causa de urna unha arrancada no dedo m-
nimo do pesquerdo : qiiem o pegar,levo a na
de Sania hila n. 71, qe(! ser gratificado ; oulro
sim. levou camisa de algodao franco.
No dia 11 do corrento fu
io do enger ho
4i?.
m
^S
COIVSLLT
DO
Di1. P. A. lofeo Hoscoso,
JUDIE IPIEirinE S (DIPimM)(DE.
3 RA DA GLORIA, GASA DO FIJI1DO 3
CVmica por ambos os systcmas.
O Dr. Lobo Moscosod consullas todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas
Contraa partidos p;:ra curarannualmente nao sopara a cidade como para osengenhos ou outra^
propnedades ruraes. ""as
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uuniero da casa. """"3 un
Nos casos cinc n5o forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
metterseusbilhetes a botica do Sr. Joao SounniC. na ra da Cruz ou loja de livros doSr. Jo'
fnogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do anonadante achar-sc-ha constantemeul e os melhores medica-
meLtoshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos procos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, mcn/ifi
BSSttH- ......... ". : uBS
Ditos de 36 ditos.......... 20^090
r ^e d,0S...........'.'.'.'. 25g000
Ditos de 00 ditos...............OaOO
Tubos avulsos cada um. .........'.'.. 1S00
Frascos de linduras........,.'..'.'.' 2000
Manoal de medicina homcopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc. ,........ 20$000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. OSOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 6$000
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoraracntos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tarnbem do Io de uoverabro em vaole, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperam a remuneracn do
tantos sacrificios. c
Assignatu^a de banhos fros para urna pessoa por mez .... 1OJ00O
momos, de choque ou chuviscos por mez 15;0U0
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciadoa.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
Krflns, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas- na ra lanza do Rosario n. 3fi
Vendem-se ceblas cm caixas c aos ceios,
por barato preco : na ra Dircita n. C9.
Ceblas novas.
Eslo-se acabando, cbelas grandes de molho,
o cenlo a JCOO, e solas a lj3O0. barricas com
sardinhas muito novas, e chegadas ltimamente
ao mercado, tambam se estilo acabando, e saceos
com feijo atnarello de 6 alqueires. do Porto,
por diminuto preco : na ra do Vigario n. 27.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLWAY.
Milharcsde individuos de lodasas nacSes pg-
dem testemunhar as virtudes dcsle remedio in-
comparavel e provar cm caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo c mem-
bros inteiiarnenle saos depois de haver emprega-
do intilmente oulros tratamcnlos. Cada pesoa
ppder-se-ha convencer dessas curas maravillosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que admiran; so
mdicos mais celebres. Quantafi pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seu,
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer h
ampulacao! Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padeeimentos, para senao
submettercm essa operacao dolorosa forara
turadas completamente, mediante o uso desse
preciosorcmedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhcciracnlo declararara es
tes resultados benficos diante do lord corree-
dor e oulros magistrados, alim de maisauteuti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperaria do eslsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza domi,
cujo resultado seria prova rincontestavelmenle :
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Vendem-so 12 cadeiras, 2 consolos e 1 sof,
tudo de amarcllo de qualidade, obras novas e de
feitio moderno, por menos de seu valor: na ra
da Madre de Dos n. 36 A, se dir.
Vende-se um cscravo moco c robusto, co-
zinheiro e boleeiro ; os pie leuden les dirijam-se
a ra Dircita n. 88.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorli-
mento de relogios de ouro e prata, clironome-
Iros. meioschronomeiros e de ptenle, os me-
lliores que vem a esle mercado, e a precos ra-
zoaveis.
Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : pale-
lols de panno fino de 163 al 28S, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 30?, um completo sorlimcnlo de palclots de |
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-i
te, que se vendem por preco commodo, cerou- |
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2g at 5g
cada urna, chapeos francezes para hornera a 8#,
ditos muilo superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13j>, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 49, 59 e at 7$
cada um, ditos de seda e de palha eufeilados pa-
ran,eninasal03,d,losdepalhaparasen.,oraa|Rua do Limmcn( 12$, chapelmhas de velludo ricamente enfeita- ,_ T '.
das a 25, ditas de palha de Italia muitoinasa! m, >essa lOITinlia.
; O Machado est queimandn carne e bacalbo,
por lodo o proco ; cheguem freguezes anles
se acabe.
Sania Rosa, freguezia da Luz, o cscravo i
de nome Domingos, coslurna tratar-so por Joo,
com os signaes seguintes: cor fula, alto, coipo
regular, 40 annos de idade, pouco mais ou me-
os, lem una cicatriz no rosio pouco abaixo do
olho esquerdo, bracos compridos, mos e ps re-
gularcs, lem falla de denles na frente, urna cica-
triz em um dos hombros que parece ser d
marca de chicle as nadegas, lem travos l os
pes, muito prosista, aba-so de vlenle, -
reiro, foi cscravo do engenho Minas Novas : pe-
de-se as autoridades policiaes e capitacs de
po a caplura do mesmo, e mandaren] a son <-
nhor Antonio l.uiz dos Santos, morador no mes-
mo engenho.'
= Ainda esl fugida desda o dia 23 do mez
passado, a minba escrava de nome Lu/a, coslu-
rna mudar o nome para Joaquina, de naco Mu -
(ambique, cega do olho direito, denles lima los,
ti m oin pequeo caroco atraz do urna orell
muito conhecida : consta que lem andado i.; an-
do roupa de ganho em Bberibe, Poro e na Tor-
re, e oulras parles ; dizern oslar occulla, e <>
abaixo assignado protesta ir haver os dia-
serviro de quem i livor em seu poder: ro{
a qualquer pedestre ou capitao de campo a ap-
prehendam e levem-na ra da Cadeia Velha n !
que ser pago o seu liabalho.Jbs Goncalvcs
Ferreira.
No dia 6 do correte fuiram do engenho
fJchda o escravo Filippe, cabra, estatura gu-
iar, pouca barba, com Biguaes de bexiga no <' i-
lo, reprsenla ter 32 anuos de idade, Ma :
e no dia 8 o escravo Harcoiino, denaeo An-
gola, efir fula, alto e seeco, sem bar a, i
bracos signaos de vaccina, na testa un.n ci
em forma do rneia la, ecnr rima de um dos ; i i
urna sicatriz que repuchou alguma musa a
icor intitulado Horring Cali, tem a falla descansada,bom feiloder
Sherry Cordial, Ment Julop, nilters, Whiskey & prsenla ler 28 annos de
C, ludo despachado ha pomos das.
FUNDIC&O D'AURORA.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
iodos os tamanhos, rodas d agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, agnilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, portees gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cullivaJojes, pontes, 'aldeiras e tanuues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual r sua natureza pelos
desenhos oa moldes que para tal fim forem apresentados. Recebcm-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Bruin n. 28 A c na ra do Collegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
eiro do estabelecimento Jos Joacjuim da Costa Pcreira, com quem os oreteadentes se podem
entender $ ara qualquer obra.
_______________--------------*
Alporcas.
Caira bras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do antis.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fstulas no aidomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengrvas escaldadas.
Inchaces
Infiammacao doflgado
Inflanimacao da boxita.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peits.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulaeoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda cm toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna Instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Pcr-
nambuco.
25g, cortes de vestido de seda cm carto de
at lOjJ, ditos de phanlasia do 16$ at 35000,
goliinhas de cambraia de lji at 5{J, manguitos
de 1500 at 5#, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, paletolse calcas de 3^500 at
4jJ o covado, panno fino prelo e de cores de 2#500
al"10g o covado, corles de colletede velludo
muito superiores a 9 e 12g, ditos de go-gurao
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a ljj280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 al 9$, grosde-
naples de cores c prctos de 1^600 at 3#200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6t, coeiros
de casemira ricamente bordados a 125 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muilo superior, de 12 at 20J> a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2g{00, barege de seda para vestidos, covado a
1$-00, um completo sorlimento de collclesde
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
proco, velludo decores a 7) o covado, pannos
para cima de mesa a 10# cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e tolletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabello a
1JJ500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
Altenco.
a
Vende-se milho em saceos a 5{J, farelo de Lis-
boa a 69 o sacco, farinha de mandioca de supe-
rior qualidade. em saceos, arroz pilado, dito de
casca, courinhosde cabra, esleirs de palha ; tu-
do se vende por menos do que em oulra qual-
quer paite : na ra do Bangel n. 62, armazera.
JACARANDA.
Acabam de chegar algumas duzias desla ma-
deira, e vendem Azavedo & Mendes : para ver,
no seu armazem no largo da Assembla n. 9.
Vende-se urna duzia de cadeiras com as-
senlo de palhinha, urna marquesa lambem com
assento de palhinha, eduas banquinhas de co-
lumna, ludo do amarello, e em bom estado, por
preco muito commodo : na ra de Santa Rita u.
85, loja.
Vende-se um escravo que entende de bo-
tica visto seu primeiro genitor ser boticario,
por preco commodo e aflianca-se a conducta :
para tratar na ra da Imperatnz n. 47, primeiro
andar, das 9 at s 4 da tarde.
ll Vende-se um bom engenho na fregu- iS
^ zia de Pao d'Alho, lendo trras para mais <**
se dons cngpnhos as quaos lambem su ven- $
K dera em separado : quem pretender niri- Jjj
=*j ja-se ao Sr. Joaquim Marques Santiago -^fi
g, na ra do Bruin desla cidade, primeira St
|g casa depois do chaanz. is
mtmw&m ^5^?#^ m^mn
= Vende-se 011 arrenda-se o engenho Lco,
silo na freguezia da Esrada, moentc e correnlc ;
esle engeiibo flea a una legoa da estrada de fer-
ro e a pequea distancia de porlo de embarque :
seu terreno contm varzeas corladas por ros que
peridicamente os alagara c por isso os fertili-
sam : foi movido por agua, e sc-lo-ha com pe-
queo trabalho porque existe um grande acudee
levadas necessarias : suas obra* sao antigs, mas
em perfeito eslado de conservadlo, solidas, vas-
tas, e com lodos os commodos desejaveis. Po-
rm o que torna esle engenho um predio verda-
deiranienle ambieinnavel, sua exlenso de mais
de legoa robera de malas virgens, convidando
o Irabalhador a rasgar-lhe as erilranhas pela cer-
teza de grandes colheitas : pela natureza do solo
, e suas dimensdes, o engenho Le5o pode fornecer
terrenos para dous grandes engenhos sem per-
^ der asqualidadas que o dislnguem : com Ernes-
to Goncalvcs Perera Lima, no engenho Vicente
Campello da mesma freguezia, poder entender-
! se qualquer pretendente,
! Villa do Cabo
da (ra-
que
i'la' ; ambos esl< 1
cravos levaram calja de algodao azul Iranr
camisa de algodao de lislra, alen de mais
que possuiam, e suppoc-seque rcuniram-si i-
ra seguirem viagem para o sertau d.o Sobi
onde o primeiro natural : a quem os ipprt hen-
der juntos, OU a cada um de per si.ou li
noticia, ser bem recompensado pelos seus
nos, no referido engentio Uchda.
200,000 de ffral
c5
cacao.
kk-
n. 1 -Ir 1! as-
annos de idide,
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8SOOO.
Nacocheira do porto do Capim
nos fundos do sobrado do Sr. Dr
Sabino, guarda-so carros e tra-
la-se de cavallos mais barato do
que em outra qualquer parte.
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direila n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Foij,
W-~ Vende-se a taberna sita na praija da Boa- j
Vista n. 12, a qual tem poucos iundos e rnuit
A 8,000 rs. com lodos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba" da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Reciten. 49.
Rna Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dila do Crespo n, 5.
Dita da Penha n. 16.
Oita do Cabug n. 1 B.
Dila Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
Dita Direila n. 72.
Dita da Praia 11. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dita daIm eralriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leilc & Irmao, em todos
esles lugares dao-sc por um ou dous dias para
experinientar-se.
Ra da Cadeia do
Recife n. 23,
Confronte ao bceeo Vavgo
Saia balo superior rendada, dita de mussu-
lina para senhora por 6?. ditas para menina por
5?, todas da mclhor qualidade e com filas pro-
prias para o bom commodo, manteletes bordados
de grosdenaples preto de difl'erenles gostos, ditos
de lil, corles de vestidos pretos superiores bor-
dados a velludo a 50g, ditos de seda a 80JJO00, e
oulros muilas fazendas, proprias para a quares-
ma, que se mandam amostras.
Verdadeires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na ra da Im-
peratnz n. 7, loja do Lecorcte.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos jior preco commodo.
Vende-se sebo derretido cm barricas, che-
gado ltimamente do Porto, proprio para os se-
nhores fabricantes de velas : na rita do Brum n.
14, armazem de Moreira Costa & C.
-i j v tu |niuioa luuuwa i mu u ^H\AV> OV>
afrcguezsda, tanto para a trra como para o maojiima crioula de idade 15 annos, com principios de
o; vende-so em conaequencia de prseuopric- costura e engomraado, c um crioulo de 9 anuos
tao querer rc-ttrarse para a Luropa. I de idade : na ra da Conceico n 4.
Desde o dia 15 de fevereiro prximo pass
fngio do engertho S. Joao do Cabo o negro
ro, de naco, official de | edn
sm-ar, alio, bi m c irpo, com '','>
meio Gola, ijnda desembarocado u um
barado, tem na testa c na massaa esquerda n
come na canella da perna direila binas ci a
esbroiiquicodas e nos peilos um vcrgiio ati
sado. Foi comprado em 1857 ao Sr. Tibu
Antonio de Oliveira e anles desla dala leu. i ata-
do em Sanio Ignacio e eng i li N no doC I
provavel que se inl lule de for.o ou de
de semana: quem o pegar leve-o ;m .',.
S, Joo do Cabo, ou as Cinco Ponas, na i
de vinagre, que se pagai a recompensa promti-
Uda.
Fugio no dia 7 de novembro do anno ro-
mopassado u escravo Felppe, de na ao An-
gola, de idade 43 a 50 annos, com os sif
seguintes : um lano baixo do corpo, cor
tesla carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla fina e a voz sempre baixa, : ,
larga, com alguns cabellos brancos pelas fentes,
parecciido ser muito maocinho, porm muito
velhaco e meltiao a curador de emposlurias, de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Amonio San-
tiagoPeieira da Cost, propriotario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Pela .
o pegar ou disser onde de certa est ser bem
recompensado.
Escrava fugida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do crreme, urna sua escrava da Costa de neme.
Maria, que representa ter de Jado 45 anno?, al-
tura e corpo regulares, cor nu muilo pela, lem
bastantes cabellos brancos, coslurna trazar um
panno alado roda da cabeca, tendo por -
mais saliente as mos foreiras, proveniente de
calor de ligado. Esla escrava lendo sabido comit
de costume, com venda de arroz, nao roltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do poco,
a apprehenso de dila escrava, e leva-la leja
do Pregnica, na ra do Queimado n 2, on casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da ctheira do Illm. Sr. lente coronel Sebas-
tio, qne serao generosamente recompensedos.
No dia 6 do correnlc. fugio do engenho
chda, o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaos de bexiga no ros-
to, falla bem e representa ter 32annos de idade ;
e no dia 8, o escravo Marcolnn, de nacu Ai go-
la, cor fula, alio, secco, sem barba, lem nos bra-
cos signaos de vaccina, no lesta una cicatriz pe-
quena em forma de nieia la, e em cia Ce um
dos ps u"ia cicatriz que repudia alguma ci osa
cousa a pelle, falla descansado, brm feilo de ros-
to, e reprsenla ter 28 annos de idade ; ai
esses eseravos levaram calcas de algodao azul
trancado c camisa de alaod de lislra, alem do
outra roupa que possuiam ; suppde-se que estes
eseravos reunirau-sc e segniram viagem rara o
scrlo do Sobral donde o primeiro cscravo vcio,
ou para outro qualquer serlao, porque i
que seguiram para o centro : roga-se a lodos as
autoridades policiaes, capiles ou a qualquer
pessoa particular, que os apprcbenda, ou aviso
ao major Antonio da Silva Gusmo, no Recito.
on no engenho Ucha, que sendo autoridade I lio
Otar em cierno agradeiirr.onlo, e compro! ti-
le-se a pagar generosamente as despeas ci m a
condueco ou aviso dos referidos eseravos,
como a capitn de campo ou pessoa particular
que fizer o favor prende-los a ambos ou a qual-
quer um dos referidos eseravos, ser gon<
mente recompensado.
A 5 de marco de 1860 fugiram Joo e Vi-
rante, tendo ambos levade fouees de mao, os
quaes tiverara bexigas e conservam as mal
o primeiro levou camisa e ceroula de algodao
azul, chapeo de palha, lem 40 annos de idade,
altura regular, cabellos ralos, lee'udo olhcs
brancos e amortecidos, sem barba, denles per-
feilos, muilo pintado, bracos e pernas linas, que-
brado de uma verilha, e-omito besla : o segundo
levou camisa e calca de algodao de riscado, lem
30 annos da idade, altura regular, testudo, olhos
vivos e vcrmclhos, sem barba, denles perfeiles,
bracos c peinas finas, ps pequeos, lem marcas
do chicote as nadegas, lem urnas cicatrizes em
ambas as candas, muito regrisla, trabalham
ambos de carreiro c canoeiro : quem os pegar,
Iraga a Francisco H. Teixeira de Araujo e Silva,
que ser bem recompensado.
No dia 2 do correnle mez fugio da fabrica
de sabo de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, erionlo, cor bem pela,
nariz chalo, baixo e um pouco grosso, com idade,
de 25 annos, e o signal mais conhecido ter a
falla de um denle na parle de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabiica de sabo,
na ra do Brum, que ser recompensado.


(8)
L literatura.
O Congrcssoe a Italia,
i
A convocaeo do eongresso, qualquer que se-
ja a demora que sua reunio pareja experimen-
tar, (ollorando a soite da Ilalia as maos de um
na| do potencias europeas, velo desmentir
-irs predicnos, de que nao nos haviara pon-
depois da asignatura dos preliminares de
\. la-fianca.
O mludo, so demos un grande passO, a la-
i r.i do eongresso, forcoso icconhece-lo, nao
rnou mai la. 1 pelos, precedentes diptoma-
- Vicnna, en-, 1815, s se Iratava do repar-
im s potencias uolligeranles os paizes re-
: lados; em i'uis, em l56. as potencias
q te n,io tinham lomado parle na guerra, foram I
chamadas ao eongresso, mas achavam-se em
minera ; e se urna qneslo anloga queslao ,
italiana, queremos fallar das provincias danu-l
b:as, fosse submellida ao eongresso, seria muilo
monos importante que as entras questes j re-
sol vidas e al as bases de urna soluco seriara
anlecipadamenlo quasi que determinadas. Boje
a situarlo bem diversa.
O eongresso de 1860 ser composlo em maio-
ria de potencias, que nao tomarara a mnima
pacte na guerra ; e entretanto lera que resolver
as mais numerosas e as mais importantes das
questes que esta guerra suscilou
Um s laclo foi consagrado pelo tratado de
7. irich : a ce?sao da I.oinbardia ao Piemonlo
Austria na lurmai
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 29 PE MARCO t>K fSfiO.
rao l urna coiifeduracao
. iu- lempo solio i ano espiritual de. loos os neis a su-
ltana nacessao de duas fortalezas e na orga- l.erano temporal dos Estados romanos. Invfola-
nisaoao de um exerelio federal. vel cm seu poder espiritual, ainda sob o pon-
Sena dillieil de comprehender o penoso pen- lo de visla temporal, objeclo de solicilude de lo-
sar que esses resollados nao fossem apreciados dos os Estados christaos em que se aham catho-
pclos estadistas que se deviam ipar felizes por : lieos ; mas esse legitimo interesse nao ll.c pode
. rc.n'_Proniiiiciado o nomo da Italia no eongresso dar a infallibilidadc temporal.
de 1856. Alias justo notar que o tratado de
Zurich, re-alisando definitivamente mudanzas que
se lomararh leo importantes para o futuro da
Italia, ainda mesmo que se houvcssc de resta-
belcver o enligo estado de cousas, ms provin-
cias do centro, neixassc no entretanto Intactas
lorias as outrS quosloes.
Se os direilos dos duques do llodena, Parma e n
E' preciso, pois, conciliar as justas prerngal-
vas o os deveres do poder temporal c fazer rea-
tar a confusrioqne os nculralisa, ou que sacrifica
um o oulro.
Quando propnzemos essa soluco, sem nos apar-
lar da reserva respeilosa que ordena o assumple,
suscitando bjoogos .que permitiem supporque
Tosrana sao reservados, os d<>s povos da Ilalia
central nao sao abandonados O protocolo
Oca aborto paru toam as combinarles que pode-
rem Ur julgcdas mais proprias 'paira pacificar a
Italia e consolidf/f os novas condirdes de existen-
ao tomos intoirameiite emprchendidns ; ra-
mos repisarisso, porque temosa convircaosince-
ra ej anliga de que servimos a religio, susten-
lando principios que alguna dos defensores do
papado julgaram que deviam combater.
lia no bomeni duas existencias, a existencia
missa a egreja e que filia se declara aTa so por-
que pretendo secularisar a sua legislacao civil.
Se esta confusao dogmtica da egreja e'do Esta-
do apoiada por alguns espirilos rasoaveis, se
temi alguma cousa de especioso, nao menos
verdade que ella bem nova. Nao urna das
antigs liadicges da orlhodoxia ; apenas um
legado da edade media. Nao pensamos que quei-
ram fazer de todas as opinies daquella poca
regras appliraveis ao nosso lempo.
Segundo a theoria da edade inedia, que de mais
a mais fura a dos pagaos e que mais lardo foi a
dos niraigos do calholieismo, os dogmas doviam
ser leis, os padres legisladores, os aliaros refu-
gios.
Nao era assim nos primeiros lempos do cliris-
lianismo e al os ullimos bellos dias do imperio
romano; a separacao da legislacao civil e
ri t un
esp-
ela as quaes ella s ocha enllocada Taes sao temporal que lem um fim, e a existencia espiri-
- tual que nao acaba. Precisan), pois, as sorieda-
1 o Jas as oulras questes aasenladas pelos preli-
ininares do Villa-franca sao reservadas c seu
proprio ezame esta sujeito a duas quosloes pre-
juiiciaes, ambas mui importantes : o eongresso
competente ? lera o direilo de ini|ior suas re-
uedes ?
A compelencia do eongresso serii incontesla-
vil, se por ventura 3e limilassem adizerque as
divseos lerritoriaesda Italia, leudo sirio estabe-
lecidas pelas oilo potencias signatarias do aclo
final do eongresso de Vienna, nao podiam ser
loa las seno com o cunseu ti meato dessas
n smaa potencias.
Este ponto de visla, porra, preciso notar,
i o nico sob o qnal se deva julgar a com-
petencia do eongresso. Este, com effeito, nao
ii :.i somenle de confirmar a mudanza de fron-
ti iras operada entre a Austria e o Picmonte pe-
la paz de Zurich ; lora de se pronunciar sbrela
* rlc de provincias que nao foram tiradas de
anligos possujdores por una guerra seguida
de um tratado, mas por um movimenlo popu-
lar ; al corlo ponto, lera mesmo de intervir lias
questes de organisacSo interior. Alim de jus-
lllicar essa intervencao c marcar-lhc os limites,
preciso remontar scircumslancias que prece-i
dorara e (ucran jnascer i ultima guerra, essa
i queji nos parece to dislaolc e que ain-
da cs. to porio de nos.
N ui convni esqueccr que as mu lanras que so
apresentam boje no oslado do fados consumados
eram postas em tlieoiia na primavera paseada c
que algunias potencias, principalmente aquellas
que se linliam conslituit orgaos de esperanzas
de votos comprimidos^ pensaram que deviam
rocar a Europa para deliberar esse respei-
to. E'preciso Icmurar-se que houve una ag-
- io inopinada v. donde menos se esperava ;
que um joven imporador recusou o juizo de seus
paros e appeUou para o juizo de Ueus ; que o
Dens dos i tcrcilos .leu sua sentcnca nos campos
debalalba o que rcsla cscreve-la uodircito pu-
blico da naces.
So a Europa pode duvidar de seu direilo de
jurisdirgu antes da guerra, todas as objeccoes
II refutadas pela victoria ; ha um aresto da
lencia e a Italia nao loria mais razio que a
pa para declinar essa auloridade.
Se a coapelencia do eongresso legitima,
se segu dahi que elle ten ha o direilo de
i:.' por suas decises pela torca.
n eongresso nao de ve ser considerado senuco-
n a alta Justina de paz,o estejribunalsupre-
ii o s pode dar a seus arestosuma sanegao: a
iini .i que concede ou nega o direilo de cidade na
ic publica europea.
as exprossos da circular do gabinete frineez aos
seus agentes diplomticos ; 6 o commenlario
ofllcial do artigo 1'J do tratado de Zurich ; o
roconl.....imento formal das novas condicoes de
existencia dj Italia. Se se tem visto oulros con-
gressos dispor dos povos sem os consultar, a Ita-
lia nao lem que temer nm semelhante abuso da
torca ; os alliados que liberlaram-na, nao cui-
dam em colloea-la de novo sob o jugo que ella
repelle, e o tratado de Zurich nSo deixa aos ven-
cedores seno o direilo de servir no eongresso a
causa da civisacilo e di independencia ita-
liana.
Por oulro lado, i Europa nao tem que se quei-
xar do papo! que a Franca e a Austria Ihe lera
reservado. Ellas lornaram a parle do direilo pu-
blico to ampia como a do direilo das naciona-
lidades. Apenas decidirn) de urna manei-
ra definitiva urna cesso de territorio, e que per
lencia evidentemente s potencias bolligerantes.
estipular aquillo de que a Europa nao lem mais
do que activar no eongresso. Oque! nao se for-
iniloii no tratado de Zurich, ims o que dclle de-
corre evidentemente, que a Europa nao deve
dispor da sorle da Ilalia, sem seu consenti-
menlo. e que a Italia, por sua vez, nao.pode
se constituir sem approvaco da Europa. jus-
tamente essa reciprucidarie de deveres que expu-
nbamos ha pouco, e que a Italia 6 mui intelligen-
le para nao comprehender.
Quercriam que a Italia central fosse
ment representada no eongresso? Obraran)
mal. Os novosgovernos da Italia central nao Sao
reconhecidos, o este nico motivo seria bastante
para se repellir seus mandatarios. Aprosenta-se,
porm, una objecc:ao mais seria, segundo o nos-
so pensar.
Os gnvernos provisorios, eleitns e constituidos
precipitadamente, sob a proleeco evidente das
baioiielas cstrangeiias e sob a influencia dos par-
tidarios da annexacao, lem realmente essa Inves-
tidura nacional, sobre a qual fuudaui ellos seu
direilo ?
Eis um ponto que poderia suscitar questes in-
lerminavcis.
A Franca e o Picmonte, a quem a Italia cen-
tral deve sua independencia, sao seus mais ver-
daderos, seus mais legtimos representantes, e
olla nao seria bastante cega para desconhece-los.
Ainda notudo: esses repiesent mies, os mais
legitimos, sob o ponto de vista da direilo publi-
co e do direilo nacional, serao lambem inconles-
lavelmenle os mais intelligenles e os mais segu-
ros defensores dos verdadeiros interessos da
Ilalia.
Entregues si proprios, os povos da Ilalia cen-
tral arrisear-se-hao evidentemente acompromet-
ler seus inleresses ; nao isto urna censura que
Ibes queiraro'os dirigir, um laclo que registra-
mos, fado alias t.io natural que niugueui deve
admirar-se cu queixar-se.
povos da Toscan i, do Mo.lena. de Parma e
das I.eg.icoos, for.im do corto, mais louge cm 1859
do que linliam previsto e desojado: o que suc-
cede quasi seinpre ; o que tem succedido mili-
tas ve/os em Franca. Passaram alm do alvo que
lucriam alcaucar, e se hoje podessum interrogar-
se riamenle, cstudar co:n calma seus verdadei-
ros inleresses, elles pronunciar-se-biam, segun-
do o eremos, pelo que desejavam lia vespera an-
tes do que, pelo que realisaram no dia s
des de
era cntao con,pela. Justiniano, que pro-
legeu altamente a religilto chrislia e que secora-
pcnelrou de seus principios, entretanto nao pre-
tenda impo-los legislacao civil. Fsse erando
um governo espiritual e de um governo I legislador, cujos cdigos servirara dehese a todas
temporal, governos cuja miss.io leude, 6 verdade,
a um mesmo alvo, mas cujas leis ecujn accao di-
versillcam. Essa dislinccj.io, por multo 'lempo
combatida em Franca, acbou por prevalecer, e' ciedade ei\
o casamento.
aslegislaeea modernas, separava claramente as
legislagoes civil e espiritual. Dou a prova mais
ente na lei mais essencial de toda a so-
..vil e religiosa, na propria lei cine reza
.boje existe em grande proveito da auloridade es.....-........-
piritual e temporal. Porque nao existira ella
nos Estados romanos? Porque, dizem, all o
Ponlilice e o re eslao reunidos na mosma possoa, | gios'a proclamara, como proclama semn're a
porque "
tem
mu
con?
E' verdade di/.er-se quc'o Pontifico, como pos-
os mais
Encontrase as instituas de Justiniano urna
le que autorisa o divorcio, ainda que a lei reli-
n-
soa, perdoa as fallas e pem os herticas fra da
communbam d >s liis. Nao porm, exado
di/.er-se que o rei pune como pessoa ou exerce
como pessoa a proleccao da libordade de cons-
ciencia. Se a justica espiritual feita pido Pon-
lificc, a justica temporal c feila pela lei ; se o
Pontife executa, por assim dizer, os culpados es-
pirituaes, nao
lemporaes.
h'crlesia uptiaruiH non sol ion vinculnm sed
etiam sacramenliiin commendatnr Liv. da f,
c VII, a lei civil eslabelecia como principio tu-
do o que se liga soluvcl, quidqui'dlijalur sola-
bileesl, or. H, c. III. E', pois. corto que a
separac-ao das duas logislacck'S anliga e que foi
consagrada pelos primeiros imperadores roma-
nos ; foi nos lempos mais modernos que se esla-
c o re quem execula o* culpados belece.i essa coniusao, foi justamente na poca
I em que a auloridade espiritual e temporal eram
confundidas e em que so pregn, como conse-
quoncia natural dessa confusao, a supremaca
temporal da egreja sobre lodos os estados do
mundo. Mas foi entilo que se manifesiou urna
grari do novo principio lizetsm comprehender os peri-
gos dclle.
O Pontfice pode, pois, permillirque o rei faca
juslioa lomporal como o Deus dos exercitos per-
mitle que o rei faca a guerra. O Ponlilice o o
rei desempenbam sua missao dirigindo-se para o
mesmo a4vo ; mas as leis segundo as quaes el les
irecla- 55 ro"ulnm e "s penalidades que upplicam, sao
differenles. Esta queslao apparece bem clara-
mente na delicada queslao da libordade de cons-
ciencla : sob o ponto de visla espiritual, o Pon-
lilice nao admiti seno urna rcligio, aquella de
que representante ; banne da sociedade espiri-
tual os dissidenles, porm. como rei, 03 maniera
m sociedade temporal. Nislo, n rei nao esli em
opposicao com o Ponlilice, pois este nao deve
nena pido, ainda em nome dos principes ebris-
los, bani-los da sociedade temporal ; nao pode
nem deve oxercer sobre os espirilos senao a sua te
accao espiritual.
Para julgar a doulrina oppnsta, bastante ver
quaes sao os seus defensores e a que consequen-
ciasconduz ella. Quem admltle, quem sustenta
com ardor essa doulrina ? Em primeiro lugar os
inimigos mais encarnizados do pipado.
Tomando esse poni de partida, chegam ellos
mu lgicamente a recusar ao Papa qualquer so-
berana-temporal. Se, com elleito. o Ponlilice o
o rei sao fatalmente condemnados a confundir
seus poderes, sua missao o sua justica, forcoso
Os soberanos,COSOS de sua auloridade tempo-
ral, ergueram-se primeiramente contra a supre-
maca poltica de um soberano eslrangeiro Den-
tro em pouco sustentaran) sua independencia at
no terreno da lei civil o acabaran) por Irium-
pbar. Emilio, e islu c de grande importancia,
OS Soberanos Pontfices reconheceram o legitima-
ran) essa independencia assignando concrdalas
para regular de novo as relaces das autoridades
.mporal e espiritual sobre este principio que
o nosso, isto que ludo o que espiritual est
reservado i egreja no passo que tildo o que
temporal esl reservado auloridade civil.
missao e sua justica, forcoso K"SSC!*!uw e cunear a condemnar o que <
) Pontfice nunca poderia' ser n,'?ur,'a. dar a entender que a Santa S d
Por oulro lado, porm, forcoso reconlieccr1!-'',"" ,'l'"-',ptl'0 (,".c realisaram no dia seguinl
i.eii.ndj u inliuencia das circuinstancias, precipi-
lando-se para um futuro seductor, elles condem-
narain mui se veja mente seu passadu, e uaual-
cancaram, talvez, para si proprios urna completa
reparagao.
Os espirilos exaltados ou supcrilciacs, que lem
fallado acerca da Italia, as mais das vezes a lem
que esse direilo de cidade indispensarcl a >s
estados da llalla central e que elle os pe na ne-
ide do aceitar a deciso do eongresso s b
1 de se coudemnarera a um perfoito isols-
lo.
Ora, o solamente cedo
t il, a auarchia o
I icio .'i oderada
ou larde, a guerra
a oeeupacao estran;
e digna de elogios
01 ra. A
dos go-
calumniado. Os eolitos publicados a respeilo dos
provisorios da Italia centrarpode quando I ',0.vaporl08 dos *ollea,1oa lei" representado a
na ao mesmo lempo como una prisao e como
muiio ahar cssas instes consequencias. O direi-
lo de ti lade, polo contrario, c a consagrac.io da
lepcndeiicia italiana e das liberdades civis e
polticas que comporta o estado da llalla. Em
urna palacra, o triumpho de ludo o que O le-
gilmo as conquislas do 1851).
Podcriam duvidar das ideas que acabamos de
enunciar se comparrssem o eongresso dc^ 18C0
aqu lies que j livciam por objeclo regu-
1 1 os negocios da Ilalia desde 1815, com os
coirgressos de Loybach e de Ve roa, porexem-
i I '
Em Lavbaeh Iratava-se com efTeilo de dar um
nliuuiilo formal ou tatito intervencao ar-
1 d'Austria na Italia, em Verona, de limitar
os efleilos dessa inlervenc;aj sem contesta-la em
cipio. E'verdade que a Inglaterra deixou ou-
vir eniao alguns protestos, mas sabem lodos que
ellos nao liveram a menor consecuencia c que a
idea que prcoecupava a Inglaterra nao menos
id potencias reunidas nos congressos de Ve-
e Laybach era urna idea de retorno para
1815 e de consngraco dosdireitos que a Austria \
so arrogava sobre a Italia, em prejuizodos inle-
S da pennsula e do equilibro da Eu-
ropa.
A idea que domina o eongresso de 18G0,
liiiu diversa : una idea de reforma dos trata-
dos de 1815 c de opposicao s pretences da po-
tencia austraca. Trata-se hoje, nao de retrogra-
dar, mas de marchar para adiante; nao delutar
cunta o andar natural do lempo, mas de consa-
grar oque elle tem fcilo ; nao de perpetuar as
allas que a embriaguez da victoria fez commetler
cm 1S15, mas de repara-las ; mi de abandonar
a ltjlia ao fatal destino que fez della o campo
de batallo d'Austria e da Franca, mas de prote-
ger seus feriis campos contra todas as invases ;
de condemnar os oslados da Italia a viver
sob um rgimen excepcional, mas de permiltr
elles lomcm urna justa parle nos beneficios
de urna civilisaco da qual poden
es fundadores e guardas.
Estes principios j receberam um comeco
applicaco no tratado de Zurich pela cessao
Lombardia ao Picmonte, pela acquiescencia
Se cssas concrdalas foram negociadas e con-
cluidas entre os poderes temporal e espiritual
em alguns eslados, comprchcude-se difflclmen-
le que as regras admillidas nesses oslados nao
sojam applicsdaa aos Estados romanos ; aconse-
Ihar a Sania S medidas excepcionaes em suas
pnssesscs criticar a condemnar o que ella fez
,ue a Sania S den sig-
naos de fraqueza para com potencias cathnlicas.
E verdade que a confusao dos poderes espiritual
e temporal existe ainda em alguns eslados da Eu-
ropa, mas naquclles em que dominara as com-
munlies chrislaas dissidenles, c ah o poder
temporal quem absorveu o poder espiritual, pj-
zeram a egreja no estado, pois a confusao conduz
sempre a dominac_o de um ou de oulro. Na
idade media, linliam pelo conliario posto o esta-
do a egreja, por que enlo a influencia do clero
xeroplo, que o Ponlilice que t'rl P.ri'i'"derante ; depois que cahio essa in-
religio, nao pode, como rei, """".a egreja perdeu sua supremaca
e do estado, aiira Oe consolidar a lieruade a
propria egreja.
Achar-se-ha talvez que ha da parle de um se-
cular alguma temeridade. nao s cm decidir, mas
ainda cm tratar dessas questes. Assim, nao fui
sem hesitaco que procuramos eslula-las. Mas
os seculares dedicados egreja nao eslao direc-
tamente interessados 111 manulemo de sua pros-
peridade e na defeza de sua honra ? Podamos
guardar silencio quando riamos alguns defenso-
res imprudentes comprometer sua cans asso-
1 ando-a a urna ibooria do boje era diante ron-
demnada, revolver essa doulrina da confus.io dos
po lores, que, depois de liaer aleado por lanas va-
osas guerras civis e religiosa, tend. ri.i a perpe-
tuar em nossos dias urna falsa interprotaoo das
mximas evanglicas ea desviar a egri'ja da ver-
dadera iradiccao? Nao devenios esquecer de que
essa interpretacao foi o mais poderoso auxiliar
dos inimigos da religio em nosso seculoeo iir.'-
cursor dos desastres religiosos de 9-J. ao passo
que no meiode lodasas conlradicces, em fa-
ce.de todas ns liberdades, que a religio calholi-
ca se rehabiliten em Franca e formou
eminentes pastores.
Ha escriptores que querem que n.io se leve em ;
conla cssas recordares 110111 que se procure mi-
ar a Franja no que ella lera Icito de bora. To-
lerara entre nos n libordade de consciencia c a
separacao d) temporal o do espiritual, mas S I
permitiera essas excentricidades naeo france-
za. tila e inimilavel, dizem elles. Em lodos os
oulros povos, liberdade do consciencia o
alheismo ; a separacao dos poderes, a guerra I
declarada so catholic smo. Como, porm crer
que ocalholicismo prohibe alera dos Alpes aquil-i
lo que adrante ? c que religio no seja de to-
dos os lempos c de lodos os lugares ? Como por
oulro lado, prohibir a lodos os povos que sigan
o exemplo daquelle que marcha a frente da ci-
vilisacao, daquelle que ape/ar de seus erro's o de
suas fallas anda o modelo menos iinperfcito]
entre ludas as imperfeices humanas?
Propomos, como se v, o exemplo da Franca no I
que diz respeilo s reformas civis, isto ,aquellas
que interessam o lionera particular, cuja natu-
reza e a mesilla por toda a parle. Nos seriarnos
mui'o menos afvoraveis a ideas de imitaefio es-
trangeira no que di/, respeilo as reformas publi-
cas, que intercssam a totalidade dos cidadlos e
que devora dillerir segundo o genio particular dos
povos.
Ja fizemos n'um esludo precedente novas re-
servas sobre esse ponto. Assim nao desejamos d.'
maneira alguma que se iutroduza nos Estados I
romanos mu organis.ie.io que boa em tal puro
seria de nenhuma applicaco em oulro.
Entretanto preciso convir que os Eslados ro-
manos nao formara um lodo asss homogneo
para que a separacao dos podares o as reformas
( civis satisiacam u ludas as necessidades e todas
as aspiraonos.
Se salisfa/.em as provincias situadas entre os
j Apeninose o Mediterrneo, as quaes lera suas
; principies retardes polticas e cornmerciaes com
a cidade de Roma e sao dominadas por sua justa
e poderosa influencia, as provincias'situadas n-
treos Apeninos e o Mar Adritico lem oulras
necessidades c nos ousamos dizer, oulros di- ,
retios.
E corlo que Bolonha nunca pode resignar-so
decadencia poltica e moral que soffreu : apro-
veitou-K sentado de iPconquistar os privilegios aos quaes
deyia sua anliga grandeza, e se laes fossem suas
nicas pretences, ninguem poderia negar a jus-
illa dellas. Segundo o nosso pensar, nao seria
sufficienle mesmo reslabefocer pura o simples-
mente o estado de cousas, que exislia antes da
revoluco h-anceza. Soria preciso atlender aos
fados consumados na Europa c conceder urna
parle maior a adminislracao provincial das Ilo-
manbas : entregando-lho a geslo de suas 0-
nancas, a diiecoao de lodos os seus trabalhos, o
voto e a percep.?5o de todos 03 seus imposlos ;
para resumir, emfim, o espirito antes que os de-
lalhes de suas reformas, seria preciso restituir a
anliga Emilia suas vel has franquezas, corrgelas
o desenvolvidas segundo as legitimas exigencias
do urna nova civilisacSo.
Vio-se mais cima o que Bolonha fc'.ra ob o
imperio de suas instituyos prnvinriaes e romo
ella servir a causa italiana. preciso lembrar
lambem, cm honra dessas instituirdes, quanlo
contribuio essa cidade para o esplendor ouc as
arles e as letras espalharam sobre a Italia.
Bolonha possuio urna escola de pintura que se
poderia di/er sem egual : os Francisco Francia*,
os Carracho, os Dominiquinos, os Cuido, os
Guerchin foram seus discpulos, Perugino e o
proprio Raphael Ihe pertenceram. A nnirersi-
dade de Bolonha brilbou entre as mais celebres
da Europa ; fondada em 1119. dentro em pouco
merecen o nome de lacho do direilo, lucerna
juru; seus glozadores recolheram eespalharam
por toda a Europa o cdigo de Justiniano ; ella
descobrio o galvanismo ; receben ilm disso um
esplendor que se podo chimar excepcional, das
niullieres celebres que se conta no numero de
seus professores
A historia nos lera transmitido que Noveila
de Andrea ocennava muitas vezes a cadea deseo
pai, i* 111 dos mais Ilustres camionistas cenheci-
dos e essa joven sabia era to bolla que era pre-
ciso collocar-se um veo entre ella e seus ouvin-
les para sublrahi-la da admiraco delles. Laura
ilossi ensinou molhematicas e philosophia natu-
ral : Hadona Uongolina, a anatoma ; Halhildc
Ioml.roni lilloral.ira grega na cadena em que 3
segmoo illostreMezzofanti, que lord ByronVgos*
lava de frequenlar, e que chamara oBriareoda
linguagcm, a bibliothcca viva, o interprete uni-
lat. que deveria exislir na poca da torre de
Babel.
Em frente
quollas cjuc?
mais recente
que o renascimenlo
III
dessas brilhanles reenrda^oes, da-
apresenla egualmente o' passado
da Toscan.i, perraillido pensar
da llalii, a unidade que
e recoubecer que o
um rei e que ludo o que so tem passado em Bo-
ma ha seclos leria sido orna longa usurpaco.
E, como os exiremos se locara, a ntestna doulxi-
na sustentada pelos casuistas que, julgado-se
os mais fiis de- tensores do papado, querem para
elle ludo ou nada e resisten) n.io somenle a nina
separacao de pessoas entro o rei e o Ponlilice,
mas anda a separacao dos poderes.
Sao esses casuistas que tem applicado regras
religiosas a actos puramente lemporaes ;
pretendern), por exemplo,
s reconhece urna
que
tolerar dissidenles.
Essa doulrina errnea. Foi ella que desva-
rou os nossos padres e os condu/.io levollacon-
r o poder temporal, guerra civil e religiosa,
nquiscao ei perseguic.io religiosa assim romo
inspirou os afogamcnlos do Loire e carnificina
de selemhro.
Gracas a Deus, esses tristes aconlecimenlos es-
lao bem longo de nos. O Soberano Pontfice nao
e a se-
paracao da egreja e do oslado foi a raelhor solu-
eao do problema, a melbor garanta contra as
usurparles do poder temporal. Se a influencia
do clero em Boma lem ahi prolongado natural-
mente a supremaca di egreja, justamente essa
supremaca que hoje contestada e pela qual
prudente substituir a separacao afnn de evitar
una soluco mais perigosa.
Se a legilimidade dessa separacao livesse ne-
accita doutrinas que podiam conduzr a ronse- cessidadede ser ainda raelhor demonstrada se
Ha muito que a toleran- fiis que se preoecupam de preferencia com
podem dizer que sao
de
da
da
FOiLHETlM.
Gonslanca Yerrier.
POR
um covil de ladros. Diguaram-se saudar de
passagem alguuias recordac/esgloriosas dos lem-
pos decorridos e distinguir alguns monumentos
celebres; mas, a excepeo disso, nao virara mais
nada.
A riqueza dos campos, os progressos da agri-
cultura, as liberdades municipaes, as instiluicOes
scientificas, os estabelecimenlos de caridade, a
doce fraleruidade das classes abastadas edas clas-
ses pobres sao com tudo vanlagcns. que mais de
um povo que se diz mui civilisado poderia com
razo nvejar Italia. Ahi est talvez, ao me-
nos em paite, o segredo da calma c da ordem
que presiden) revoluco italiana.
Todos esses resultados foram alcancados sob a
direceo de governos que, de corlo! nao eram
peifeiios, mas que boje sao julgados com dema-
siado rigor.
A Italia, gracas a Deus, nao precisa renegar-sc
toda paia ebegar altura das nac.es maiscivili-
sadas. O que pesara principalmente sobre ella,
era o jugo d'Austria. Quebrado este, a soluco
das questes pendentes loma-se fcil na Toscaiis,
em Modena e em Parma. Em aples, ella se
produzir naluralmenle, quando o governo desse
paiz nao contar mais com os auxilios da Austria.
Nao necessaiio, para salisfazer as necessidades
reaes das populacoes, nao dar quarlei a nada do
que rcsla do passado, como queran os espritus
absolutos.
O queso deve aconselhar a Italia que refor-
me e nao que deslrua suas insliluiees. Os Ita-
lianos nao lem nala melbor para'fazer, do que
aproveitarem-se das circumslancias, que sao lo
favoraveis para trocaren) suas liberdades proviso-
rias por liberdades definitivas e para sacrificaren)
o sonlioda unidade aos melboramenlos mais s*
nos, que serio garantidos pelo coogresso.
II
Nos Estados romanos, as quosloes nao sao lo
facis. Ahi. j o dissemos e repetimos, a natu-
reza excepcional do governo lorna todas as cou-
sas mais complicadas. As reformas civil e poli-
tica sao alii tanto mais difficeis, quanlo o poder
soberano reside n'um chefo que ao mesmo
os
as
Iradicces evanglicas, quiz-sserr consulta-las,
arhariam nos tratados Iheologicos mais estimados
argumentos que nos p a recera sem repli -a. A Ideo-
loga moral de Mgr. Coussel, t. I. p. 55, d a se-
guidle definicao de lei civil as leis civis ema-
na m do poder temporil : ellas sao estnbelecidas.
se minias vezes do respeilo devoto aos estados por aquellos que governam para manter a ordem
da egreja, ao ooi-erno da egreja. Mas bem apolicu. a tranquilidad.- publica nocsladoe lixar
exacto que baja sob o poni de vista temporal em I os ( cia enlrou nos Eslados romanos ; esta urna
grande conccsso feila s necessidades governa-
mentaes e nao a nica ; resta pouco a fazer
para realisar gradualmente a separacao complot.-'
da egreja e do Estado.
lia oulro equivoco na quesUo romana. Falla-
que se costum.im collocar, um estado e um go-
verno da egreja.' A egreja, segundo os Idelo-
gos, que bom citar aqu, a sociedade do todos
os fiis reunidos pela prolissaoda mesraa f, pela
participadlo dos mesmos sacramentos e pela sub-
misso aos pastores legitimos, principalmente ao
Pontfice romano, Uergier, dice. Ibeol., t. V, p.
2. Se esla definicao exacta c seria dilcil con -
testa-la, errneamente que se qualifica os Es-
tados romanos de estados da egreja e o governo
romano de governo da egreja, pois islo quererla
dizer que os Estados roncnos pertencem socie-
dade dos fiis e sao governados por ella.
Quando as doaces de Pepino e da condessa
Malhildc foram feitas aos chefes da egreja, nao
vis obrigara a consciencia. Perguntando os Ju-
deos se era perraillido pagar o tributo a Cesar,
Jess Christo Ihcs respondeu : dai a Cesar o que
de Cesar a Deus o que de Deus. Toda alma,
diz Sao Paulo, sugeiie-se as polenciassuperiores;
pois todo o poder vera de Deus '. foi elle
esiabeleccu os que existen)
que liies resisten), resisten)
e condemnam-se ; sede.
quem
Assim, aquelies
ordem de Deus
pois, submssos. nao
Cumtudo nao sao innoracoes propriamente di- :
as de que scfprecisa as legaces c na Boraanlia,
sao reparaees.
Se ha mais que fazer cm Bolonha do que cm !
Boma era 1859 c por que a oceupaco franceza
era 180) e a restauraco do poder pontificio em j
1815 destruirn) em Bolonha instituu-es que ti- ,
nhao feilo sua gloria e sua forca c que alm dis-
SO linham sido a clausula de sua submisso so-
berana temporal dos Papas.
A repblica de Bolonha urna daquellas que
contribuirn) para repellir a invaso dos impera-
dores d'Allemanlia c seu papel foi grande nessa
lula iiaciunil.
i Foi ella quem expello o partido gibelino da
I Romanha e quem o vencen ate; cm Modena, onde
i desthronisou e fez prsinneiro o lho natural do
imperador Fredeiico II, o rei Encio. K mais
tarde, no XIV socolo, quando os odios de farai- '
lia re-abnram as portas de Bolonha ao partido
glucinio que o partido guelfo reclamou a inter-
vencao do Papa Nicolao III e em reconhecimen- ,
| lo aceilou pela priraeira vez a suzerania dos So- pend
i bcranos Pontfices; mas
Irahir-se, para se livrar
excrcer o legado representante da auloridade su-
zerana, e foi enlo Tideo Pepoli, um dosante-
passadosdo actual governador de Bolonha, quem
restituio a Bolonha sua independencia. Km 1513
Julio II conseguio tornar a collocar Bolonha sob
a suzerania da Santa S, mas concedendo-lhe pri-i
vilegios polticos e administrativos, cojo gozo I
conservou al a epoen dn doniinneao fruncezn. I
Durante esse longo periodo, Bolonha era gover-
nada por un legado a latere e por um senado cu-'
jos poderes eram mui extensos. Al succcdco
que osenado, soguindo o exemplo de todas as
oligarcbias, quiz estender seus privilegios c sus- !
cilou no povo opposicos squies o, legado a la-
tere se associava algumas vezes u que expli-
ca como a administrac.io franceza achou o paiz
disposlo aacollierfavoravelinenleo novo governo
cjue ella Ihe trazia.
Quando os tratados de
nao s pelo temor do castig,' mas ainda por mo-lf.0"'3 ^ "a P^',li'"e de sua
Uvo de consciencia, dai a cada um o que Ihe '!5omn'!1 "i 'er-se-hia vivamen
devido ; o tributo, o imposto, o respeito, a hon-
ra que Ihes pertencem. Por oulro lado, nao
se tem necessidade de recorrer aos tbeologos
para saber que as leis espintuaes emanara do po-
se eslipulou que as soberanas espirilual e lem- der ecclesiaslico c que vem de Deus ainda
poral se confundissem, quizerara somonte que
ellas se auxiliassem reciprocamente.
Os Estados romanos nao s5o nem podem ser,
nos sempre o dissemos, senao Estados governa-
dos, debaixo do poni de visla temporal, como os
oulros : se ha um estado e um governo da egre-
ja, na verdadeira accepeo (testas palavras, sob
o ponto de visla espiritual somenle. Se a egreja
tem possesses lemporaes, sao bens movis ou
immoveis que Ihe foram legados ou que ella ad-
quiri, mas nao lem soberana temporal ; se o
Soberano Ponlifice o soberano temporal dos Er-
tados romanos, se sempre ao eleito do sagrado
collegio que recabe essa soberana temporal, se
essa soberana particularmente estimada pelo
mundo catholico o se elle deve mover-se quando
ella aineacada, nao islo urna razo para con-
fundi-la com a sobermia espirilual, cuja accio,
mais
directamente que as leis civis.
Eis, pois, duas legislaees que aos olhos dos
fiis sao egualmente obligatorias para a conscien-
cia ; supponde agora, como o fez a edade media,
que sua aeco nao seja reciprocamente indepen-
donle, entao forcoso lomar a soluco daquelle
lempo ou a dos reformadores do XV sculo, isto
, subniclter o estado da egreja ou a egreja ao es-
tado. Se suppozerdes. porm, que sua accao
differente, como mostramos, liareis de adoptar a
soluco do imperador Justiniano, haveisde con-
servar a separacao das duas legislaees esta
ultima soluco que obier a preferencia em nosso
seclo, c ella que nos parece mais conforme
com o espirito dus primeiros tempos do chrislia-
nismo.
Do que precede resulta que a egreja e o oslado
justica e deveres difieren) essencialmcne da'ac- i Pucm ^cr separados, que o foram na poca em
cao, da justica e dos deveres da soberana tem-' 1l,e se fr,nou a legislacao civil da qual a Euro-
poral. l,a moderna extrahio quasi todas as suas leis ;
r a aue enliuma Iradiccao evanglica se oppe
Conceder-se-ha talvez que o governo, propria-! essa separaoao : que os legisladores da idade me-
mento dito, da egreja. s deve eslender-se ao : dia andaram em falso ; que os legisladores mo-
dero e a d.reccao espirilual dos fiis, mas dir- dernos esl.io disposlos a reslabefocer em Boma
nos-bao que l ida a sociedade civil deve ser sub- como no esto do mundo, a separacao da egreja
foMogo obrigado a suh-
da* lyrannia que quera
mesmo modo como no dia era que partiu, lao
moco, lao serio, lo fiel, e lao amado.
Mas como que nao vollou logo? espera-o Ahi esla o quo voss se engaa,
cnl&odc um dia paia oulro?
GEOKGE SANO.
XI
J linliam passado dous anuos e Abel pro-
curava esperar. Mis a tranquillidade do meu
loslo e o abandono das minhas maneiras nao o
Iranquillisavam. Elle julgava nao poder preten-
der se n.io a minhu omizade. Era ciumenlo sem
objeclo, porque nossa caso s iara homens ca-
sados e meninos. Mas se eu me inleressava por
nm personagera celebre, se olbava para um re-
trato, mesmo o de algum defunlo illuslre, licava
logo desesperado, julgando-se feio e vulgar.
E estou cerla que 6 bello como um anjo,
n manee do coraco de Conslanga.
E' bello para Dim, respondeu raademoi-
sclle Vcrrier. Nunca indaguei o quepensavam os
oulros a seu respeilo. Elle claro, de boa al-
tura, simples no trajar e serio as maneiras.
Acosiumado muito cedo a se achar em conlelo
com pessoas de todas as condigos, nao o desas-
trado nem arrogante. Concordan) todos em
achar-lhe urna disluceo e urna clareza extraor-
dinaria na palacra.
Para mm, o sen roslo e sua alma sao a mes-
nia cousa. E' a belleza moral em pessoa, a rec-
tidao inabalavel de um homcm feilo, na caudura
lerna de urna enanca, e nao deva ter mudado de
physionomu.. porque sempre rae lem escrplo
como pensa e como ama ; ha qualro annos que
nao o vejo.
_ Qualro annos! qualro annos sem so vercra
f. sem se esqueccrem disse a Mozzellc: ser
ppssivcl ?
E" possivel. porque aqu eslou eu, diante
de voss, elle no meu corarlo, absolutamente do
{) Vide o Diar-.y n. W. '------
NSo o espero antes de tres ou qualro mezes.
Deve viajar muito e muilo longe, ainda mais
tempo do que meu pai prever. Nao me pergun-
te, a respeilo dos negocios que o lera demorado,
detalhes que aqu scram sem inleresse. Sei que
deva fazer esse sacrificio a deveres de posico
que Ihe sao sagrados, pois que Ihe foram impos-
los por meu pae e por sua propria dignidade.
".lie quer, nao receber de mim urna fortuna, po
que elle S as mulheres sao capazes do seme-
lhantes provangas I
Ahi esla no quo voss se engaa, lira ho-
rnera cusa ruis do que nos a amar bem. Segn-1 amor oWou-'^m^aeTn7nm Tem;
do dizera, elfo lera raais lentagoes facis de sa- sar profundo, que voce .ao conhece
lisfazer, e certamente, quando activo c blelli-
, gente, mais deveres absorveutes e preocuparles
dessecaulea.
rea trazer-me duas. a sua e a toiaha que, du- 252*' il,.ei.df?5'.!.?s.PonUnel,,.adc'
plicado pelos seus cuidados, ser ainda obra sua
c nao seu salario. Deploro, como voss pode
crr, essa espera que o seu orgulho nos irape.
e da qual talvez a nossa ventura nao tivesse ne-
cessidade so eu tivesse nascdo pobre como elfo.
Mas a opiniao ahi est que quer que um homem
muito digno c muito delicado nao seja obrigado
a sua mulher, e segundo pensa, seu inferior.
Como pois voss reconhece a lei de seme-
lhante preconceilo ?-
cao que se opera no espirito quando o coraco
saciado sent se enlanguecer e suecumbir sob
sua propria plenilude. Quando se percebe que o
rror c um pe-
A cbam.
ma c urna cousa muito activa para nao se esgo-
tardepressa, e quando nos abandona, ou morrer
Mas quando, apezar de ludo >sso, ou procura-la cm outra parte
ama como sou amada, eu quo nao lei.ho oulra Procura-la anda Sin) procura-la seranre I
cousa a azor, lera certamente mais mrito do respondeu Constan?" *YY que procu?a-la
que nos! De que o amor tem mudaneas diTe- era oulra parle ? (Julo homem W Suir
amoresTfieXe^o'!''0 2T U ^ ^ F" Uma d,i,,"'"a '',u < ''"ti, ve?
omorea oillerenies. O homem lem a iniciativa.
Porque nj, quando nosso coraco
deroso e vivaz ?
po-
Emprego esse poder cm cura-lo de seu pro-
mulher, mais sedentaria e mais contemplativa,
vive pelo pensamenlo do amor lauto como pelo pro cancass*
UC'n?!Sn,-r" uada U.m de'.leS l.em "S falculuades i Mas quando o amante indigno ?
da missao quo lhes cabe. U> diz, amemos para Isso outra queslao em que nao posso en-
para amar. irar. Decidamos somenle a prrneira. Disse vo-
viver;
ninguem
Sim. reconheco-a porque o ho.nem a quem
amo solTre o seu jugo. Se, em toda a liberdade
de consciencia, elle livesse julgado de oulro mo-
do, cu leria visto pelos seus olhos. Mas meu pai
liaba pronunciado ; nem ura nem oulro podia-
mo-nos julgar melhores juizes que elle.
Ah pobre Conslanca
tersoffrido muito !
Sim, sem duvida ; mas quao menos feliz
seria se nao ainasse a ninguem e nao e.slivesse a
espera Ha tristezas que se podem superar, o
o meu roslo deve dizer-lhe que no estou nem
desanimada nem doenle. A espera nao me de-
vora, sustenta-me. Eu nao a tinha previsto to
longa. Quando Abel partiu, lisongeava-sc de po-
der terminar ludo cm dous annos. Passindo
esse termo, contamos por eslaces a.prolongaco
da ausencia, e consegu, vendo como elle soffia,
dar-lhe mais coragem do que cu mesmo tinha a
principio, e lana quanta lenho agora. Essa co-
ragem faz parte hoje da religio do nosso amor,
e depois vemos emfim approximar-se o lerrao e
desla vez sem illuso ; o que nos resla de von-
tade est na altura do que nos resta a vencer da
impaciencia.
Aposlo que voss muito mais corajosa do
responde o outro, vivamos
wUia!" e8l ParaiP"lS dC accordo- Elle 1uei<* 1"e oseu coraco se'ca'nsa'v'a'peia possTmeV
decrelou que a vida e o amor se nao separaran) mo da fcliddade, 'isso nao culpa de ningu
ou que o universo perecera. sua s.
E isto to verdade, que voss foi infeliz, ; L' da natureza humana,
minba querida Sophia, por ter querido impr aos Ah Sim, a natureza humana! O que .
hornera a quem amou a sua m.neira de amar., isso ? Onde a busca voc 1 Nos Orientaes que
Comprehendo-o pelas conlisses que fez do seu tem cem mulheres, ou nos padres ciiholicqs que
ciume continuo. Creio que se faz com que um nao s tem Nos selvageus que queimrni ou
homem se torne infiel pela suspeila excessiva do comen os seus inimig03, ou entre nos que os lo-
*"*.."_ il Jade.c ,,ue a riule"cla .la P-iixao cm vamos a mosma ambulancia que os nossos sol-
dados ? Quem se dir mnis submisso s leis
naluraes ou mais livre dos inslinclos do bruto ?
1815 reslabeleccram a
soberana sobre a
te desojado a res-
tauraco^ simultanea dos antigos privilegios con-
cedidos essa provincia ; mas esses votos nao fo-
ram acceitos e o cardeal Gonsalvi, cedendo ao
predominio da poca, commelteu o erro de fun-
dar um poder absoluto e cenlralsado, cujo prin- i
Cipio feria os senlimenlos das populacoes de en-
liga Emilia o cujo excrcicio acabou le descon-
tentar os nimos; os legados da Santa S nao le- i
meran mesmo lomar a respeilo de Bolonha me-
didas de rigor desusadas cm Boma e que deviam
tornar mais inloleravel o novo systema. Man- i
dou-se fechar lodos os armizens, al mesmo
aquelies que eram indispensaveis atimenlarao.
Os regula raen los admittidos por toda a parle' no :
inleresse da moral publica e mais parlieularmen- ;
te necesearios em toda a cidade que tem guarn- !
cao, foram interdictos a polica municipal. Esses
rigores, verdaderamente excepcionaes, longe de
servirem causa do Soberano Ponlilice, lizeram
sentir mais vivamente aos habitantes da Boma-
nha o gozo de seus anligos privilegios.
Comprehende-se a vivaeidade desse pozar e
os votos de cmancipacac) cmplela que se produ-
jera hoje quando se reOiCle que a Sania S foi
levada algumas vezes, desde 1815, a acceitar a
oceupaco da fiomanha pelas tropas austracas,
i>lo a apoiar-se as armas dos gibelinos para
extinguir o partido guelfo, o verdadeiro partido
nacional, em um de seus mais ardentes focos,
naquellc em que o odio contra os gibelinos nao
deixou nunca de ser hereditario.
pensa que
e que todos
peni-
uma mulher alguma cousa que Ihe tira a forca
e o ascendente da sua natureza. Cumo uma
qualro annos deve furca toda de persuasu o de consolar.i, desde | N.io sei quo Deus singular querem fazer da
que usurpa os privilegios da prolecgo activa, lureza humana, como se ella fosse urna causa ab-
porde os seus direilos legilinios exclusiva pro- soluta, immulavel, sagrada por si mesjio, ao
iccQo. Era a bri/a e o roci, torna-se uma bor- passo que na realidade a cousa mais mulavel
rasca e o raio. Era uraa fraqueza sagrada e ve- que existe nesle mundo. Todava ha bellos sys-
neravel, lorna-sc um energa que lula conlra o temas s respeilo, e lambem os lia muito pcrnicio-
principio da sua energa. O hdinem senle que o sos; mas direi era oulro ponto de vista, diverso
seu verdadeiro bem Iho escapa, resiste ou can-
sa-se.
Ah I Conhcco que voc tem razo, disse
Sophia, o se podesse recomegar a minha vida,
governa-la-hia era lugar de me deixar levar por
ella ; mas muitu larde Tudo o que agora me
diz nao me parece mais applicavel ao meu des-
lino. Ouco a iliooria do amor na bocea de uma
virgera, e digo que ha entre ella e mira, para
ella o desconhecido, para mim a recordago.duas
causas que o nosso pensamenlo nu pude ultra-
passar. Esse desconhecido do que Ihe filio, nao
a maior on menor inliraidade ; a transforma-
do da duqueza, nao me embaraco com nenhum.
O bello me apparece como a exprsala mais ele-
vada do verdadeiro. Sinlo-o, elle ama-me, at-
lrohe-me, encanta-mo, manifesla-se em mim
cm um pequeo numeto de preceitos que me
arrebatara pela sua grandeza e simplicidade.
Exallo-mc na alegra de comprchcn-los e na
eraogo de adora-los. Eslarei em falso ou so-
nhando? Nao sinlo que a nalureza brnde que
mo engao. No homem quo so atira s chatn-
mas. para salvar outro ho.ri.om, e naquclle que
foge do incendio sera cuidar em ninguem, a ui-
lurcza humana ebra cota a mesraa cncrgia, ape-
nas com alguma allerenca, e no enlanlo uma
s ; nas e heroica ou cobarde, segundo sobe pa-
ra o ideal ou desee para o inclnelo.
Entendo, disso a Mozzelli Voc
o ideal nao osl cima da natureza
podem attingi-lo quando amara.
Sim, creio isso.
''/I11'; voc una santa, cu bem o dizia !
), disse Constang rindo ; admitamos que
eu soja uma santa : mas quem a impede de se-lo
tambera ?
E posso lornar-me pura ?
Os nuiores santos n.io foram algumas vezes
os rnaiores petcadores ?
Nu me sinlo com turcas de fjzer
lencia I
-- A pcnilemia uma bella cousa no passa-
do, mas mud de natureza com os seclos. A
sociedade e o respeito humano tem-s lomado
to activo e lio complicados que as Tebaidas s
acolheriam virtudes esteris. Nu o espect-
culo da morte que cumpre dar ; o exemplo da
vida. O maior mal do seculo ter muri o
amor, diz voc ? Pois bom, procure resuscila-
lo em si para ter o direilo de reanmalo nos ou-
lros- Nao o adiara no descro, e alm disso o
deserto, est all, no cauto do lar, entre meia
noile c uma hora da madrugada, su vec quizer!
Eis-nos ambas ahi, porque o seu cur.vo est
vasto e o meu est cheio cura a imagen' do um
ausento sem o qual tudo vasto em lomo de
mim. Temos acaso necessidade de verrochedos
sobre nossas cabegas e senlirmos o vento nos
nossos cabellos para nos solarnos do mundo e
nos cuncenlrar-mos ? Nao estar o nosso pen-
samenlo ebeio desse ideal que voc fomcnla e
que eu espero ? Essa grande patarra amor que
resume tudu ;a f em Deus cacoufianca cm nos
mesmos. a caridade para com lodos e a paixao
para com um s, a esperanca do co c do ver-
dadeiro hymineo sobre a Ierra, ser o ruido dos
carros que passam, o ranger de no-sos vestidos
de seda ou o perfume dos lyrioj brancos nos nos-
sos vasos da China que us podem dislrahir?
Nao oslamos aqui peranle Deus como S. Joo
cm l'almos.e podemos sondar um apocalypsc su-
blime, se livessemos o fogo no coraco c na cabe-
ca. Oque esse grande poema d apocalypse !
Sabc-o voss? E' a prophecia di regeneraco do
mundo pelo amor, um monslro horrivel que se
chama a prostitua, e quo 6 vencido, e um cor-
justa e possivel assegnrar-lhc, o desenvolvinento
de seu poder moral e material, a pacillcaco de
todas as rivalidades i a paz da Europa, seriara
garantidos por uma separacao tranca da Egreja e
do Estado, pela deslruic.io da preponderancia
exclusiva d'Austria e pelo estabelectmento de
uma confederaco que permilttsse Venecia do
entrar na patria coranium ; ccrlo que ella obte-
na, debaixo desla forma federativa, uraa inde-
pendencia que a Austria, em qualquer outra
comlunaeo, nao poderia conceder sem ferir sua
dignidade e seus inleresses.
Esla soluco nao ha de salisfazer todos : o
espirito de roiiciliaco nunca leve essa fortuna.
Os reformadores, porm, que querem medidas
mais radicaos e que chegam a pedir a reunio da
Italia Central ao Piemoule e repellir a forma-
gao de ura oslado independenlo, composto dos
ducados e das Bomanhas, nao propem elles um
plano mais disculivcl e sobretodo mais dilcil de
realisar-se do que o que acabamos de Iragar 1
Anles de fazc'-lo acceitar pelo eongresso, seria
preciso obler-se em apparencia o cunsentimentu
dos principes depostos e principalmente do So-
berano Ponlifice, pois nao se pode Suppr que
as proprias potencias protestantes, adraitlindo
que ellas nlervenham directamente, o que du-
vi-Joso, na decsao da queslao catholica, qnizes-
sera encarregar-se de pronunciar a deposico do
Soberano Ponlilice, nao se poderia admittir to
pouco que ellas eonsontisseui em Ihe tiraras Ro-
manhas sera Ihe offerecerera uma compensaco
propria a resguardar sua dignidade e sua inde-
pendencia ; pois, despeito de lodas a.s dissidon-
cias, as rcligioes s.io irmas e devem-se nm mu-
tuo respeilo. Por oulro lado, a annexacio loria
como cITcilo redii7ir Bolonha c I'lorenca'sem fal-
laren) Parma e Modena, coodico de cidades
provinciaes em nm tempo cm que' o predominio
das (apilaos dissipa e aniquila a vida poltica c
intellectual das provincias. Emfim, nesse sys-
tema que se aparla das bases postas as ego-
ciaees de Villa-franca e de Zurich, sera diflicil
obier d'Austria as rencesses que a Venecia
deve desojar e cuja esperanca Ihe foi dada por
esses preliminares.
Que os reforma loros, secretamente Inimigos do
poder temporal do papado, bem como da munar-
chia, repillara qualquer transaecu ; que recla-
men) a unidade a tolo o custo ; que se esforcem
por cavar entre o passado e o futuro um abysmo
invadiivcl e convidem as mais bellas cidades da
Italia a se precipitaren!, qual novo Curcio, nes-
se pego era que dove anniquillar-so sus- 'gloria
passada e futura ; que eseesreformadores, fazen-
do-se ultranionianos por um dia, encadem a
accao temporal do papado nos lagos espirituaes
d.i edade media, alian de laucar m'u dessa confu-
sao de poJeres que nao lera "mais razoo de exis-
tir ; para condemnar em nomo da Cvilisaco e de
um falso direilo christo, a soberana temporal
do vigario de Jess Christo; ludo isso esli na
ordem c na lgica das paixes.
Mas os reforma.lores monarchoos, aquellos que
aconselharam ao Soberano Ponlifice as reformas
que, segundo elle.*, deviam remogar e consolidar
sua auloridade, nao podem proclamar boje a in-
eapacidade origina! do Soberano Ponlilice sem dar
um grande desmentido a si proprios. Protestan-
tes ou catbolcos lodos devora comprehender quo
se trata aqu de uma queslao decisiva para a ci-
vilisacSo moderna; todos devera lembrar-se que
a Europa deve Italia suas leis. suas .cienciasO
suas artes, e que a Italia por sua vez, deve ao
papado seu trplice renascimenlo ; torios devein
reconhecer que essa poderosa inslituico poda
s levantar a Italia dessas invasocs succr-ssivaa ;
das quaes uma s teria sido bstanle para derri-
ba-la por urea vez; que finalmente o engenho
humano nao pode tres vezes retomar o camiuho
de Boma seno para ahi robustecer a civilisacao
em uma fonje inexgelavel. Esclarecidos por es-
las record iges, advertidos por eslas opinies in-
quietas e alientas, os estadistas que vu represen-
tar a Europa podem menos que nunca desconhe-
cer ou ullrapassar os direilos que as circumslan-
cias os chamara a excrcer.
[/.'oiift'n uar-se-Ao.)
deiro, symbolo de innocencia, que quebra 55
sellos do livro do futuro. Logo o mundo noss,
se o quizermos; o mundo da verdade, do bello
o do bem, islo a felicidade O livro foi aberlo
como outr'ora tinha sido aberla a mysleriosah-
cela de Pandora, donde sahiram as paixes cegas,
e os apetites funestos, instrumentos de tortura o
de morte. Do livro evanglico, o que sabio, foi
a vi la Temos pois a lei escripia, sigamos -i lei
viva, amemos De joclhos, Magdalena, c nao
blaspii,-mes mais; o amor est aqui!
Ah! se eu podesse crer! disse a Mozzelli
debulhando-se em lagrimas. Mas voss {nostra-
mo um cirao a quo nunca poderei subir.
Paroco-lhea estrada muilo comprida e difli-
cil ? explicou mademoiselle Verrier; todava nde-
sale se, era cerla altura e depois de passados
cortos escullios, o reslo do camiuho muilu sua-
ve. Eu ainda nao estou ahi ; o amor sem o ca-
samento necessariamente incompleto, mas subo
de vagar, com Obslinaro, com paciencia. Voss
perdeu muito lempo era radiar; mas aqui nao
estamos peranle um jury de dnque/as philoso-
phas, de cassuislas intolerantes. Eslavos sos
peranle Deus ; creio que elfo nos ouve, e acullic-
os ambas egualmente. porque ouve lodas as vo-
tes que sobcm para Elle, quer sojam innocentes,
quer arrependidas. Podemos, pois, orar para que
elle nos d forc, e se nao atteudesse a ura deso-
jo pudoroso e verdadeiro porque nao existira.
Ah voss tem f esse ponto 1 Coinpre-
liendo ; nao fiz nada para perde-la !
Nao diga voss que 3 perdeu, porque n3o
fez muito para adquir-la.
j -- Tla-hia e consorva-la-hia na villela de
llecco, se o velho conde nao fosse um infame.
O que prova a infamia de um homem con-
lra a sanlidade de Deus? O seu espiitu fui per-
turbado na sua f e sua consciencia nao reagio
muilo victoriosamente. A agitacio da vida, o
amor da arte, uma sede de gluria "e de emoges,
eis a sua dcsculpa 1 Aceilo-a ; mas seja mais se-
vera para comsigo mesraa do que eu quero ser,
e ver que a procura do verdadeiro c do belfo
moral n.io foi o principal objeclo da sua vida.
E' verdade Tudu quanlo mo diz, parece-
mc lao novo que al tonho verligens.
(Coninnar-se-no),
PERN. TYP. DE U. F. DEtAlUA. 3t"
TTLEGVEL
>^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EKKXCSIMN_7PJHHP INGEST_TIME 2013-04-30T23:07:51Z PACKAGE AA00011611_09025
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES