Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09023


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Full Text
ANUO mVI. HUMERO 72.
Por tres mezes adianlados 5$t)00.
Por tres mezes vencidos 6$000.
TEfiC FEIBA 27 DE MARCO DE 1860.
Por anno aflautado 19$000.
l'orle franco para o subscritor.
ENCARREGADOS D\ SUBSCRIPgAO' DO NORTE.
r-arahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty. o
Sr. A. de Lemos Braga; Cora, o Sr. J.Jos de Oli-
voira; Maranhuo, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Muraos Jnior; Par, o Sr. Justino J. Ramos ;
A'iia/.oms. o Sr. Jr-renymo da Cosa.
PARTIDA DUSCOKIIEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianua e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Aniao. Bezerros, Bonito, Caruar, Allinlioe
Garantios as trras feiras.
Pao d'Allio, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira. Florc3, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-eiras.
Cabo, Serinhaom, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas di manha.
El'iitMElltDCS l)U MEZ CE maiicu.
7 I.ua cheia as 10 horas e 2 minulnsda manha.
14 Quarlo minguantu os 6 horas e49 minutos da
manilla.
22 I.ua nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha.
30 Quarlo crescente as 4 horas e 33 minutos da
mauhaa.
PREAMAR DE HOJE.
PrimeirD as 8 horas c 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 51 minutos da larde.
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comniercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
fazenda: ternas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do comniercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: trras e sextas as 10 horas.
Primen vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quarlas e sabbados ao
meio dia.
DAS da semana.
26 Segunda. S. I.udgero b. ; S. Braulio b. ni.
27 Terca. S. Roberto b. ; Ss. Flelo e I.ydia.
28 O'iarta. S. Alexandre m. ; S. Castor m.
21 Quinta. S Bortholdoc. ; Ss. Joas Banachio.
30 Sexta. As dores de N. Sra. ; S. Joao Climaco.
31 Salbado. S. Balbina v m.; S Bcnjamin m.
1 Domingo de Ramos. S. Marao ; S. Valerio.
PARTE OFFICIAL
.O\ IHAO DA IMtOVIM'IA.
Despachos lo da 1S de marco.
Requerimenlos.
VS?-Epiphania IVreira Tararea deLyra. v.
r. J15.Valle a administrado geral dos estaba-
leciuientos do caridade para allender a suppli-
caiitc Da conformidad^ de sua informaco de 8 do
cerrme. *
1*88 Francisco Pedro Ralis de Braga, v. n.
i.Prove ser lilho nico de mulher viuva c soc-
lorrer sua ntai.
11S7.Guitiinracs & Oliveira, v.n. 272.Val-
le a adminislrac3o geral dos eslabelecimeiilos de
candado para allender oos supplicantes nacon-
formidade de sua informaran de 8 do correnle.
1188.--Ignacio do Nascimenlo Gonrahes da
Luz, pedindo se mande certificar se fo'i alguma
voz demolido do posto de lenle doexiinclo
sexto batalho de guardas naciunaesdeste muni-
cipio Como roquer.
118!).Juo Rispo da Igreja, msico da capel-
la imperial, pedindo permissao para dar dous be-
neficios no theatro de Sania Isabel. Como re-
quer, sondo o primeiro concert no dia 22 do
cerrenle. para o que devora o supplicanie ar.re-
s. ntar esle despacho directora do theatro de
Sania Isabel.
1190.Jos Flix da Cmara Pimenlel, pedin-
do so mande certificar se Coi alguma vez demitti-
oo ou reformado no posto de teucnle-coronel da
amiga guarda nacional.Como requer.
1191.Jos do llego Barros, v.n..... Volle
ao Sr. Dr. chefe de polica para mandar transfe-
rir o supplicanie para o quartel do dcimo bala-
Inao de infantaria, cerlo de que se faz asrecom-
mendieoes precisas para a soguranca do preso.
1192.Jos Marcelino Alvos da Fonseca.
Vista da informarao nao pode ser isenla da impo-
sigao a olaria do supplicanie.
1193.Jos Antonio dos Sanios, pedindo sor
alistado no exertito. AnicseMe-se a inspeceo
lio quartel general.
1191Joao Francisco da Silva, mostr de
gj mnaslica do arsenal de guerra, pedindo se or-
dene o pagamento de seus ordenados. Informe
o Sr. inspector da thosouraria de fazenda.
H5---Loureuco Cavaicanti Bezcrra, pedindo
se mande passar a sua patente de capilo da
quarle companhia do bitalhiio n. 20 de infanta-
ria da guarda nacional de Nazareth.Passe-se
patente
1196.Maria do O' da Concei.-ao, pedindo se
mande por era liberdade seu lilho Antonio Ma-
noel I-rancisco de Oliveira,recrula de marinha -
A vista dajusliicacaosoja posto em liberdade.
1 IJ.Scoil Ilolt & Companhia. A' vista da
informaco espere que haja credilo.
1198.Padre Tranquilino Cabral Tavares de
Vasconcelos, pedindo o lugar de censor do gym-
nasio.Informe o Sr regodor do gymnasio pro-
vincial. r
Oficios.
1199.De tononte-general commandante das
armas, solicitando que se mande concertar o por-
lao do hospital militar.Remetlido ao Sr. direc-
tor do arsenal de guerra para mandar salisfazer,
declarando opporlunameW a despeza.
1200.Do mesmo, informando o rcquerimenio
cm que o lente Sancho Ribeiro do Amaral pe-
d: ser nomeado almoxarife do presidio de Fer-
nandos.Informe o Sr. commandante do presi-
dio de Femando.
1201.Do commandante superior da guarda
nacional do'municipio do Recife, apresenlando o
prct e folha pata pagamento dos ofliciaese prae.as
do primeiro balalhaode infantaria da guarda na-
cional.Reineltido ao Sr inspector da thesou-
raria de fazenda para mandar salisfazer.
1202.Do mesmo, apresenlando a feliaoao dos
cornetas engajados para o quinto batalliao de in-
fantaria. Remedido ao Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda para os convenientes assenla-
mentos.
1203.Do inspector do arsenal de marinha,
solicitando providencias para que o secretario da
inspecgo soja pago de seus ordenados, para o
que nao ha quota. Informe o Sr. inspector da
thosouraria de fazenda.
1204 Do mesmo, solicitando que se mande
pagar a Francisco Tavares de Lima o outros, a
importancia dos gneros que forneceram. Rc-
nellido ao Sr. inspector da thosouraria de fazen-
da para mandar salisfazer.
1205.Do chefe da commisso astronmica e
hydrogrsphica, apresenlando a conla das despe-
2 is feitas no mez de fevereiro, na importancia
d" 23?90 rs. Remedido ao Sr. inspector da
thesourari de fazenda para mandar payar sob
minha responsabilidade.
-13
fequerimentos.
120G.Anna Maria da Conceico, pedindo se
mande por em liberdade seu filio Antonio Ma-
Doel, recrutado para a marinha. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
12o7Antonio Manoel Estevao, pedindo ser
addido thosouraria provincial para o fim de
ooadjuvar os respectivos empregados em seus
Irabalhos.Informe o Sr. iuspector da thosoura-
ria provincial.
1208.Companhia brasiloira de paquetes a va-
por, pedindo certfdao da informarao dada pela
thosouraria de fazenda sobre o aforamento pedi-
do pola supplicanie de um terreno de marinha
na praia de Santa Rila.Como requer.
1209.Francisco Augusto da Fonseca e Silva,
t. n. 895. Volle a administracao eral dos esta-
belecimentos de caridade para attender no sup-
plicanie na conformidade de sua iiiformoe.ao de
8 do correnle.
1210 e 1211.Guimares & Oliveira, pedinde
pagamento dos livras que vtnderam ao arsenal
de guerra.Informe o Sr. inspector da thesoura-
ri de fazenda.
1212.Henrique Jos da Silva Quinlanilha, se-
gundo tinente de rngenheiro3% encarregado da
medicao das trras dos indios, pedindo pagamen-
to dagralificacao mensal de 20OO acontar do
dia 7 de fevereiro, em que parti da corte para
esta provincia.Informe o Sr. inspector da the-
sourari de fazenda.
1213.D. Honoria de Albuquerque Barros, pe-
dindo is.-neo da prova de capacidade para con-
tinuar a cnsinar primeiras letras na cidade da
Victoria.Volle ao Sr. director geral interino da
instrueco publica para attender a supplicanie na
conformidade de sua informaco de honlcm, sol
n. 37.
1214.Innocencio Garca Chaves, pedindo li-
cenca para vender a Jos Martins da Silva, urna
casa terrea edificada sobre terreno de marinha.
Informe o Sr. inspector da thesourari de fa-
zenda.
1215-Januaria Maria da Conceico, pedindo
se mande por em liberdade seu lilho Januario
Alves do Nascmento, recrutado para a maiinha.
Informe o Sr. capitn do porto.
1216.Joao Francisco da Silva, v. n. 1194.
Vulto ao Sr. inspector da thesourari da fazenda
-para mandar pagar sob mioha responsabilidade.
1217 Laurenlino Antonio Ferreira de Araujc,
y. n. 428.Passe-se patente.
1218.Luiz Cyriaco da Silva, v. n. 487.Co-
mo requer, sendo esle despacho apresentado ao
Sr. director geral interino da inslrucco publica
para o lim conveniente.
1219.Luir Jos de Franca, v. n. 1087.Nao
se musir isencao legal.
1220.Manoel Joaquim Ramos e Silva, pedin-
do permissao para fazer embarcar para Lisboa,
no brigue Taruj I, tres duzias de laboas de lou-
ro cm pranches. Informe o Sr. capilo do
porto.
1221.o mesmo, peuido licenca para fazer
embarcar para Lisboa no patacho Unio, 86 pran-
ches de louro. Informe o Senhor capito do
porto.
1222.Maria Albertina Ferreira Lopes, pedin-
lonio Francisco dos Sanios.Informe o Sr. ins-
pector da Ihesonraria de fazenda.
1256Do mesmo, informando o requerimento
do enformeiro mor do hospital militar Joaquim
Jos Pessa, que pede o pagamento de seus ven-
ENCARItEGADOS DA SUBSCRIPCO .V5 SL'..
Alagoas, o Sr. Claudino Paleto Dias; D.^i.i, o
Sr. Jos Martins Alvos; Rio de Janeiro, c Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERftAMnUCO.
O proprielario do invino Manoel Figuciroa de
Paria, na sua livraria pra;a da Independencia ns-
6 o 8.
do se Ihe mande entregar sua filha Mara iiuvi- rmenlos do mez de Janeiro, em que estevede li-
ges Ferreira Lopes, educanda do collegio das or-1 cenca.Informe o Sr. inspector da thesourari de
phaas, para o fim de tratar-so cm sua companhia I fazenda.
da molestia que soffre.Informe o conse'.ho ad- 1259.Do mesmo. apresenlando um officio do
minislralivo do patrimonio dos orphaos. commandante do 9" batalho de infantaria, re-
122.3.Bacharel Podro Camello Pessoa, chefe quistando 0 msicos lirados da companhia de
de polica da provincia do Paran, pedindo a oju- menores do arsenal de guerra, ntlm de completar
da de cusi para a sua viagem. Informe o Sr. a rnusica do seu batalho.Informe O Sr. direc-
inspeclorda thesooreria de fazenda. tordo arsenal de guerra
1224.Pedro Francisco das Chagas, v. n. 1086 1260.Do Dr. chefe de policia, solicitando o
Indeferido.
1225.Pedro Rodrigues da Silva, v. n. 1146.
Passe-se portara na forma requerida.
Offlcios.
1226.Do tonente-general comnianiante das
armas, apresenlando urna represcnlaco do com-
mandanle do quarlo batalho de arlilharia a y,
relativamente aos reparos de que carece o quar-
tel de Olinda, designado para o alojamento do
dito balalho, ea indemnisaco daquantiade
pagamento das despezas fetas desde 5 de dezem-
bro ao ultimo de Janeiro, com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia da cidade de Olinda.Re-
medido ao Sr. inspector da thosouraria provin-
cial" para mandar pagar.
1261.Do mesmo apresenlando as contas e re-
cibos das despezas feitas com o sustento dos pre
das funcoes, que lites ri-
Swniblcn legislatura prvvinuial em Deiielieio das Imiiii 3e iniirnl
obras da sua egreja. '.
Dos guarde a V. Ex.Angelo Muniz da Silva CUT a "''
Ferraz.Sv. presidente da provincia de Pe.iuam- i ''jorv, com qiianto aintla nao tetina atlni-
'x'f"- gidoogro de perfei$ao, a que chamado
nCW2!;JS&mn0 g,VPr"? ih] r,,;r,,n1ml,u- como omtribunal em que o iulgamento pelos
co, de marco de 18o0. Lmz Uarbalho ilun'z .,,.. ,i ., ,>...., T- '
iparestleve olieicctT as garantas de tmpar-
Fiuxa.
3.J Soccio.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, om 8 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm, Sr.Dcvolvo a V. Exe., para que
delira .'orno entender de jusiica. o incluso req 10-
rimonto que acompanhou o seu officio n. 188 de
de Janeiro ultimo, no qual a irmaudade do S.
Jos de Riba-Mar, erecta nessa capital, pede a
extraccaa das parles que restam das loteras que
foram concedidas pela assembla legislativa pro-
vincial om beneficio las obras de sua egreia.
Dees guarde a V. Exc.Angelo Munh da Silva
Perras.St. presidente da provincia do Pernam- de criT (|IH' a piTseveranra c as reformas n-
buca.
cialidade, e independencia, com tudojava
tiesta provincia melborando, tenflo infligido a
inuitos criminosos as severas penas, em que
elles incorieram polas graves offensas feilas
sociedade.
Gertamente que n3o podemos ainda ler es-
sa instituido no estado, em qui
Inglaterra, pois que nessepai:
Defloramentos........ i
Estellionatos......... t
Roubo............ i
Damno............ i
Injurias........... \\
Fuga ile presos....... \
Tomada de presos...... 1
Armas defezas........ -1
Resistencias......... \
Dous tactos deptoraveis e dignos de severa
punicSo deram-se em fins do anuo prximo
passado. O primeiro foi o assassmato do ri-
que apossuea|tiadao Amonio Cavaicanti de Albuquerque,
aiz e ella niuio ju;z municipal e delegado supplente em exer-
antiga, e coeva das sitas liberdades; porm cicio do termo de Pao dos Ferros, victima do
Compra-so. Palacio do govorno de Pernamliu-
sos pobres da cadeia do lermo de Ingazoira nos co, 2 de marco do 1860.Luiz Uarbalho Muniz
mezes de Janeiro c fevereiro ltimos, e corn o a- Fintaz.
luguel da casa que serve de quartel ao respecti-
192^000. despendida com a caiacao do quartel da I vo destacamento. Informe o Sr. inspector da
Soledade, que val ser evacuado para receber o i thosouraria provincial.
oitavo de infantaria.Informe com o orcamenlo 1262.Do inspector da thesourari de fazenda,
o Sr. director das obras militares. I devolvondo 2i documentos da despeza com os re-
1227.Do mesmo, informando dous requer- paros de palacio,afim de se mandar solver as du-
inontos do major do stimo batalho de infanta- i vidas que sobre ellos oppor a contadoria.Re-
ria Jos Francisco da Silva. Informe o Sr. Dr. medido ao Sr. director interino da reparlico
chefe de policia. das obras publicas para mandar solver as du'vi-
12281)0 Dr. chefe de policia, informando o das.
requerimento em que os empregados de sua se- 1263.Do mesmo, solicitando que se mando
cretaria podemquese ordene o pagamento de seus indemnisar pola thosouraria prorinciil aquella
vencimentos do correnle mez em diante, visto reparlico da quantia de 1 iOjOOO res dispendida
Ibes constar nao hiver quota.Informe o Sr. ins- i pela colleloria da villa da focada com o suslcn-
pector da thesourari de fazenda. lo dos presos pjbres da respectiva cadeia nos
1229.Do inspector do arsenal de marinha, v mezes de dezembro e Janeiro ltimos.Remelti-
n. 1015.Voltean Sr. inspector da ihesouraria do ao Sr. inspector da thesourari provincial pa-
de fazenda para mandar snlisfazer. ra mandar salisfazer.
1230.Do mesmo, informando o requerimen- 1261.Do mesmo, devolvendo as contas, man-
to de Antonio Jos de Souza (n. 1131).Informe dadas pagar pelo despacho n 1205, das despe-
o Sr. inspector da thesourari de fazenda. Izas feitas pela commisso astronmico e hydro-
1231.Do capilo do porto, solicitando que se \ graphica no mez de fevereiro, afim de que se
mande pagar a Francisco Antonio BjsIos a quan- mande exlrahir segundas vias dos documentos
lia de 438000, proveniente da encadernaco de
16 livros.Informe o Sr. nrpector da thesoura-
ri de fazenda.
1232.Do inspector da thosouraria provincial,
communicando que vistas as informales, po-
doin ser approvadas as contas da calza de farda-
mento de corpa de policia, perlencentes ao anuo
do 1857, una vez que nao obste dita approvar/o
a falta dos documentos da despeza, que nao fo-
ram apresentados.Informe o Sr. commandante
que as justilcam.Remedido ao Sr. astrnomo
Emmanuel Liis para salisfazer a exigencia da
ihesonraria.
1265.Do presidente doconselho administrati-
vo para o fornecimenlo do arsenal de guerra, a-
prosenlando as contas dos raslices e jarros pra-
teados, comprados Joaquim Hilario d'Assump-
oo, para o presidio de Fernando.Informe o
Sr. inspector da thesourari de fazenda.
1266 el267.Do inspector do arsenal de ma-
1.' Serco.Rio do Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 8 de fevereiro de 1860.
lllm. e Esm. Sr. Em rosposta ao seu officio
de 9 do mez passado. com o qual V. Ezc. Irans-
mitlia-me o memorial em qu Graciliana Feli-
cissima Marinha P.ilco o Vicencia Mara do Car-
flectidas, traan os melhoramentosdesejavets
^ nos conservarao esta poderosa garanta do
cidadao em um paiz constitucional e livre.
E' urna das condicoes para a marcha regu-
lar da administracao da justica nascomarcas,
i a existencia de cadas seguras, e aceiadas,
I afim de evitar-se nosd a fugados presos.
punbaldeum sicario de nome Vicente Fer-
reira Brasil,oqual tendo entrado com o ir-
mao de nome Justino Manoel de Araujo e
outros criminosos na povoacSo de Luiz Go-
mes, eabi corrunettendo desacatos, deram lu-
gar a que o subdelegado fosse com tuna es-
colta prende-los, a que elles resistiram; e,
acudindo ao conflicto o mencionado delegado
me Cezar Harinha pedera que seu pai soja provi- tes, para outras cadas de comarcas differen-
como tambem a remessa de presos importan- sopplente, recelieu do facinora de nome Vi-
" julgamento.
Da exposico feita pelo doutor chefe de po-
licia interino, a qual vai sobrea lettra A, veris
queexistem ia provincia onze cadas, quasi
todas sem as condicoes necessarias, e bem
assim veris o mximo e mnimo dos presos,
requerimento de Antonio Jos Ribeiro, que acom- que lidias t-stiveram l'cciilliiilos iliiranli- oan-
buco.
Cumpra-sc. Palacio do govorno de Pernam-
buco. 2 de marco de 1860.Luiz Uarbalho Mu-
niz Finta
Rio de Janeiro. Ministerio dos
imperio, em 9 de fevereiro de 1860.
lllm. e Eira. Sr.Dovolvo a V. Exc. o incluso !
negocios do
panhou ao seu officio n. 282de 17 de Janeiro pr-
ximo passado, afim de que V. Exc. o delira con-
forme Ihe parecer justo.
Dos guarde a V. ExcAngelo Muniz da Silva
Ferraz.Sr. presidente da provincia de Pernam- mnimo de 50.
no prximo passado; sendo que adesta capi-
tal, que recolbe os presos mais importantes
de toda a provincia, tere o mximo de 78 e o
do corpo de policia porque nao foram remedidos rinha, v. ns. 227 e 49.Volle ao Sr. inspector
03 documentos a que se refere esta informac.o. da thesourari de fazenda para mandar pagar sob
1233.Do mesmo. apresenlando a importancia minha rosponsabilidade.
feita pela contadoria ao pagamento da despeza 1268.Do director geral interino da inslrucrao
com os presos pobres da cadeia da Escada, man- publica, informando o rcqucrmenlo em qu o
dando effecluar pelo despacho n. 564.Rometti- professor publico Francisco Berenger Cezar de
do ao Sr. Dr. chefe de policia para o fim convc- Menezes pede a gralificaeo de mais de 12 annoa
"ente. de exercicioInforme Sr. inspector da ihe
1234.Do director interino da reparlico das ; souraria provincial,
obras publicas, communicando que, lendo o ar- 1269.Do inspector da thesourari provincial,
rematante dos conceitos da ponte dos Carvalhos,
concluido as obras, a que era obrigado, est no
caso de recebera prestado que Ihe competir.
Remedido ao Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial para mandar pagar.
1 14.
Requerimenlos.
1235.Anselmo Jos de Moura, recruta de ma-
rnha.Jreclamando contra a sua priso.Informe
o Sr. capilo do porto.
1236.Manoel Francisco Xavier, idem.Nao
consta ser recruta.
1237.Antonia Maria do Espirilo-Santov. n.
1074.Pode seguir.
1238.Vigario Camillo de Mcndonca Furtardo
v. n. 890.Como requer, sendo este despacho
apresVnlado ao conselho administrativo do patri-
monio dos orphaos.
1239.Elena Francisca de Mello-v. n. 891.-
Quando hou-cr vaga poder ser adendida.
1240.Feliciano Francisco Xavier de Hollanda
Chacn.Nao podem ser admididos os lilhos do
supplicanie por nao seren orphaos.
1241.Felicidade Maria da Conceico, pedindo
a liberdade de seu filho Manoel Francisco Mar-
tins, preso para recruta.Nao consla ler sido re-
crutado o filho da supplicanto.
declarando, a vista do despacho n. 1066, quo a
collectorii do Rio Formoso tom dcixado de pa-
gar os pros dos guardas nacionaes, cm vi'tude
da recommcndaco que se Ihe fez para cumpri-
menlo da ordem de 10 de Janeiro acerca do aviso
de 18 de outubro ultimo.Informe o Sr. inspec-
tor da thosouraria de fazenda.
1270 e 1271.Do presidente do conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphaos, Informando
sobre os requerimenlos de Maria Joaquina das
Dores, Maria Theodoro das Mercs Guerra, Luiza
Maria Lopes, Maria Elisa de Mello e Antonio, os
qnaes de ordem de S. M. o Imperador, foram de-
volvidos para sercm deferidos como mereccrem.
Quando houver vagas, podero ser admididos
os menores, provandu-sc a idade, naturalidade e
ser orphaos.
1272,Do mesmo, informando o requerimento
de Joo Joaquim Ribeiro, que para o mesmo lim
foi devolvido de ordem de^>. M. o Imperador.
Nao podem ser admitti Jas as menores por nao se-
rcm orphas.
1273.Do inspector da saude do porto, v. n.
1010.Volte ao Sr. inspector da Ihesouraria de
fazenda para mandar pagar sob minha rosponsa-
bilidade.
1174.Do director interino da reparlico das
1212.Francisco do Reg Rarros, ajudante da obras publicas, pedindo-se-lhe declare a cargo de
:ompanhia de pedestres deTacarat, pedindo o | quem seacham a ponte e caes da ra d'Aurora,
pagamento de seus vencimentos do mez de janei- nao s para cessarcm de urna vez as reclamaees
ro.Indefindo. que levantam quando se trata da conservaro e
1243.Germano Francisco do Oliveirav. n. reparaco das referidas obras, como para o fim
811A' vista da informaco da directora,s de! dse executarem os concertos de que procisam.
15 de setombro prximo vindouro em diante po-' Informe o Sr. inspector da Ihesouraria prorin-
der ter lugar o que pretende o supplicanie.
1244.Izidoro de Franca Rarros, srvenle do
arsenal de guerra, pedindo augmento de salario.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
1215.Joo Pinto de Miranda, apresenlando a
exposico de um machinismo de sua invenfo
para fazer moer com bomba um engenho de fa-
bricar assucar movido por agua ; afim de que,
sendo approvado, so Ihe faculte os meios de mon-
tar um em grande ponto.A vista do parecer da
commisso nomeada pela presidencia, nao pode
ser allendido o supplicanie.
1246.Joaquim Rezerra de Carvalho, repre-
sentando contra um juiz do termo de Caruar,
que relirou do poder do supplicante e fez depon-
bucc.
Cumpra-sc. Palacio do govorno de Pornambn-
co, 2 de marco de 1860.Luiz Uarbalho Muniz
Fin: a.
INTERIOR.
ItIO GH.WDF. DO NORTE
Havendo vagos varios lugares de supplentes
dos juizi-s munictpaes em quasi todos os ter-
mos da provincia, nomeei cidados idneos
para preenchimento dessas vagas, proceden-
do-se na forma prescripta pelo decreto n.
2012 de 4 de novembro de I87.
Nos annexos B e (i encontrareis urna repre-
vincial do Itio Grande do \orle em o
correnle anuo.
Senhores deputaiios da assetibla legislativa
provincial :
E' sempre para a provincia nolavel aconle-
cimento a reuniao
ca ueste recinto d
receram ser .encarregados de tao honroso annexos. O juiz municipal da mperatriz e
mandato. I Apody, bacharel Manoel Antonio de Oliveira,
Em novembro do anno prximo passado! foi recondu/.ido por decreto de 8 de dezem-
tive a honra de assistir instaai;ao dos tra- bro de 185).
O mo estado do servico docorreio nesta
provincia (o que tenlto procurado melhorar)
fez cun quesomente em meiado de Janeiro
viessem esses factosaomeu conhecimentn, e
immediatamente dei todas as providencias,
que o caso requera, fazendo sem demora se-
guir para aquellas localidades um oflkial de
Ia linda cun urna forca,a reunir-se que l
existia, e dei-Ihe as precisas instrueces, e
ordens, assimcomosautoridades loces, para
a captura do criminoso de nome Justino .Ma-
nuel de Araujo, e de seus sequazes, afim de
serem entregues ao rigor das leis. Muito es-
pero tl(zelo do digno juiz dedireito da co-
marca, e das autoridades a <|iiem me dirig.
llevo, porm, accrescentar que todos este
criminosos pertencemao termo da cidade de
Souza na provincia da Parahiba, equeestao
dadas as providencias para que sejam elles
capturados nesse mesmo termo.
0 segundo fado foi o assassmato do in-
dividuo de nome Joo Gamboim pelocrimi-
Est a provincia dividida em 5 comarcas, noso de nome Manoel Ignacio, que andava va-
43 termos com conselhos de jurados, e 23 gando no districto de Santa Anna doMattos,
municipios. As comarcas se acham prvidas;comarca do Ass. A razao dessecrime foio
dos respectivosjuizesdedireito; epossuem obstarJOao Camboim a que Manoel Ignacio
i a provincia nolavel aconte- juizes muuicipaes formados os termos da ca- estuprasse tuna rapariga de 12 anuos o
> dos seus eleitos, a presen-'pital e S. Goncalo, S. Jos e Goianninha, ,,,. esse brbaro .uieriapubUcamente fazer.
aqueUes cidados, que me-, Principe e Acafy mperatriz e Apody, Asse .\5o leudo sido bastante diligente o sul.de-
IIios desta assembla em urna reuniao extraor-
dinaria para a votacao da lei do orcamento
triotismo, que vos adornam.
Antes de comecar a exposico que me im-
cumbe oart. 8" do acto addicional dacons-
tituicSo do imperio, cumpro um grato dever
declarando-vos que S. M. o Imperador e S.
M. a mperatriz, bem como as Serensimas
Princezas gosam perfeita saude: e mais que
SS. M.M., tendo sabido da corte do imperio
no dia Io de outubro do anno passado, visi-
taram as provincias da Babia, Pernambuco,
Parabyba, Alagoas e Sergipe, recebendo em
todas ellas as mais entusisticas demonstra-
rnos de lealdade, veneraco e respeitosa es-
" 1275Do mesmo, declarando, em comprimen- !tima' d(! 'Lue a redores por Suas altas vir-
io do despacho n. 1000, quo a rampa do caos da : tildes. J SS. MM. teio chegado Cl'te,
alfandega faz parte das obras do porto, devendo ; pois, segundo as ultimas COmmuilicacoes. OS
inspector do arsenal de marinha, eucarregado ,lu P;'^1 me/._ do Morro de S. Paulo, na
das obras do porlo.
Os termos do Cear-merim e Tomos foram
desligados dos desta capital eS. Goncalo por
mas agora nao posso deixar de con- \ decreto n" 2309 de 8 de dezembro passado,
gratular-me coma provincia e comvoscopela ;e nomeado para respectivo juiz muniuipal e
abertura da presente sesso ordinaria, que de orpbos o bacharel Manoel Ignacio Pires
tantos beneficios promette pelas luzes, e pa- de Figueiredo Camargo.
vigente
3." Sccco.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 6 de fevereiro de. 186J.
lllm. e Exra. Sr.Dovolvo a V. Esc o incluso
requerimento em que Francisco Luiz do Carino
Ribeiro pode se Ihe cont effectmda.de do servico
em que lem estado empregado ha oilo annos. o
lar no de Launnda Roza da Silva tres escravos I cemilerio publico desta cidade, afim de que V
rjue o supplicanie comprara ao mando desta An- Etc. o transmita cmara municipal dessa ca-
tme Sever.no Mar.il.-Informe o Sr Dr. juiz de piU| para ella o deferir como julgar convcnie.il...
d.reilo da comarca do Benito, ouvindo o juiz de Dos guarde a V. ExcAngelo Muniz da Sil-
quem se queixn o supplicanie.
1247.Joaquim Pedro do Reg Cavaicantiv.
n. 986.Nao pode tor lugar.
fi Ferraz.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se. Talacio do govorno de Pornambu-
2f8.-P.idreJos Matheus de Araujo Lima co. 2 de marco de 1860. L. B. M. Fiuza
Caldas-v n 109J.-Nao pode ser allendido, vis- 3.a Socrao.-Rio de Janeiro. Ministerio dos
lo ler pretencao de futuro que uupossibilila-o de negocios do imperio, em 6 de fevereiro do 1860
servir permanentemente.
1249.Jos Loureneo Goncalves, pedindo para
sor admittido no collegio das orphas urna afi-
lliada.Quando houver vaga poder ser allen-
dido.
1250Jos Rabello Padilha. 2" lente refor-
mado ajudante do presidio de Fernando, pedindo
pagamento de seus vencimentos.Aguarde o cr-
dito.
1251.J. Sonm & C, v. n. 987.Volle ao Sr.
inspector da Ihesouraria de fazenda para mandar
pagar sob minha responsabilidadc.
1252.Manoel Carneiroda Cunha n Albuquer-
que, v. n. 832.A vista da informaco s pode-
r lerlug.ir oque requer o supplicante quando
houver vaga.
1253 12ii.Mezas regedorasdas irmandadesdo
Senhor Bom Jess da Cruz do bairro da Boa-Vis-
ta e do Senhor Rom Jess dos Marlyrios da fre-
guezio de Sanio Antonio, pedindo guardas de hon-
ra para acompanhar as procisses que pretendem
fazer sabir nos dias 18 e 25 do corrente.Ao Sr.
commandante superior da guarda nacional do
municipio do Recite, se expede a ordem neces-
saria.
1255.Maria Celho da Silva, professora pu-
blica da freguezin dos Afogndos, pedindo ser con-
siderada habilitada as materias do primeiro grao
de inslrucco primaria para o fim de perceber as
as vantagens respeclivas.Informe o Sr. direc-
tor geral ds inslrucco publica.
1256.William Marlineau, v. n. 1185.Volle-
ao Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda para
mandar pagar, vislo a sua informaclo,
Oficios.
1257.Do lente general commandante das
armas, informando o requerimento em que o l-
enle Jos Alves Ferreira pede indemnisaco das
elapes que forneceu ao desertor de marinua An-
Illm. c Exm. Sr.Devolvo a V. F.xc. o requeri-
mento qne acompanhou o seu officio n. 194 de
12 de Janeiro ultimo, cm que Anastacio Xavier
do Cont pede ser aposentado no lugar, que exer-
cc, de amanuense da secretaria da cmara muni-
cipal da cidade do Recife, afim de quo V. Exc. o
faca entregar ao supplicanie, que deve dirigir-so
quem competir deferij a sua preienco.
Dos guarde V. Exc.Angelo Muniz da Sil-
va Ferraz.Sr. presidente da provincia do Per-
nambuco.
Cumpra-se. Palacio do govorno de Pernambu-
co, 2 de marco de 1860. Luiz Uarbalho Muniz
Fiuza.
2.* Secco.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, om 7 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Transmuto a V. F.xc. o in-
cluso requerimento, em que Francisco de Rarros
l'alcao Cavaicanti de Albuquerque c Pedro Alc-
xandrino de Barros Cavaicanti de l.acerda, po-
dem o foro de fidalgo cavalleiro da casa imperial,
para que faca ajuntar-lhe os documentos exigi-
dos pela lei, o o devolva & esta secretaria do es-
tado, afim de ser tomada cm considerarlo a pre-
lencao dos supplicanles.
Dos guarde a V. ExcAngelo Muniz da -Sil
va Ferraz.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo do Pernam-
buco. 2 de maree de 1860. Luir Uarbalho Mu-
niz Fiuza.
3." Serco.Rio de Janeiro. Ministerio din
negocios do imperio, em 8 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Devolvo a V. Exc, para que
de o deferimento que merecer, o requerimento
qu acompanhou o seu officio n 185 de 11 do Ja-
neiro ultimo, no qual a irmandade do Senhor Bom
Jess dos Marlyrios, erecta na freguezia de S. Jo-
s desla cidade, pedo que sejam cxtraliidas as
partes que restam da lotera concedida pela as-
provincia da Babia, para a provincia do Es-
pirito Santo, em que se demoraran! dedez a
quinze dias.
TRANQUILIDADE PUBLICA.
Nenhnm acontecmento tem perturbado a
tranquUidade de que gosa a provincia, e que
Acha-se nomeado para o cargo de chefe de
policia desta provincia o juiz de direito Lud-
gero Goncalves da Silva, estando servindo in-
terinamente 0 juiz de direito desta capital
Joaquim Pedro da Costa Llx), que satisfacto-
riamente tem desempenhado as suas hnceles
desde 1(5 de novembro do anno passado. po-
ca da retirada para o Cear do juiz de direito
Antonio de Brito Souza Gaioso, que para essa
provincia foi removido, para nella oceupar o
mesmo cargo.
Nomeei os hachareis Paulino Ferreira da
Silva para promotor publico da comarca do
Serid, lugar que eslava sendo oceupado por
pessa leiga, e Pedro Secundino Mendes Lins
para o do Ass, em razao de ter pedido e ob-
tido demisso o bacharel Jos Antonio Coelho
Ramalho.
SEGURANCA INDIVIDUAL E DE
PROPRIEDADE.
Esta provincia tem feito rpidos progressos
em relaco seguranca de pessas e de pro-
priedade. O observador que comparar o que
se passava ha quinze annos com o que boje
felizmente se estende a todo o imperio. As se d a esse respeito, ficar satisfeito com os
excellentes instituiees constitucionaes, que
possuimos, sao hoje perfeitamente aprecia-
das pelo povo brasileiro, que s almeja pre-
sentemente a paz, e todas as suas benficas
consequencias.
O espirito vertiginoso de outras pocas tem
resultados obtidos, apezar da escassez dos
meios, de que tem disposto a publica admi-
nistracao.
Sendo, porm, grande a dfferenca entre
osactuaes, e esses tempos calamitosos, em
que a aeco da lei jamis attingia os potenla-
cedido o lugar calma e reflexo sobre os inte- j dos, nao se deve comtudo considerar a situa-
resses reaes do paiz, e nao temos mais a receiar cao presente como a melhor, e mais anima-
aquellas infelizes e desastrosas explosoes de
mal entendido espirito de partido, que tanto
barateou o sangue de cidados, quepoderiam
ser Otis patria, si, e suas familias.
A direceo das ideas hoje cncaminhada
para o engrandecimento do imperio, para o
desenvolvimento dos seus immensos recursos
naturaes, e para as noces de civilsaeo, e
progresso, de que esto de posse as nacoes
mais cultas.
Nao se pode, porm, considerar extinctoo
antagonismo poltico, porquanto da essen-
cia dos governos livres, e que se regem pelo
systema representativo, a existencia de opi-
uies, que se debaten: porm as conquistas
da civilisaco fa/emeircumscrever esse deba-
te as raias licitas da tribuna, da imprensa,e
das urnas eletoraes, sem o rancor, que fazia
dos habitantes da mesma lix'altdade inimigos
iinplacaveis em todas as circumstancias da vi-
da, por mais alheias, que podessem ser a" po-
ltica. A moderaco, pois, hoje urna neces-
sidade para o governo, e para os povos, e a
justica deve ser nao somente urna palavra,
mas sim urna realidade na pratica.
ADMINISTRACA'O DA JUSTICA E DIVISA'O
JUDICIABIA.
A destribuico da justica, esta primeira
necessidade dos povos civilisados, vai sensi-
velmcnte melhorando com a nomeagaode
magistrados probos e ntelligenles, e com o
concurso, que Ibes presta o governo para o
dora, pois que ainda muita cousa resta a fa-
zer, muitos abusos ha a extipar para obter-se
o desejadofim.
Conhecendo que urna das razes da facili-
dade de commeter-se dimes o habito de
andarem os individuos armados pelas estradas
e povoados, ordenei, em circular de 19 de no-
vembro do anno prximo passadoa, todas as
autoridades policiaes da provincia, o cumpri-
mento de suas obrigaees este respeito, fa-
zendo apprehender as armas defezas e pro-
cessar os portadores dellas; eestou dispos-
to a exonerar aquellas autoridades policiaes,
que se inostrarem negligentes na execufo
desta ordem; e ltimamente me dirig s c-
maras municipaes para cumprirem o que Ihe
incumbe o art. 299 do cdigo criminal, e art.
3o da lei de 26 de outubro de 1831.
O mappa que vai annexo sob a letra D, vos
indicar o numero de crimes commettidos
nesta provincia durante o anno prximo pas-
sado, com especificaco da qualidade desses
crimes, e comarcas onde elles se deram. V-
se, pois, que atotalidade desses delictos su-
bi a 78,sendo:
Homcidos.......... 9
Infanticidios......... 2
Tentativa de raorte...... 2
Ferimentos graves...... 9
Fcrimentos e offensas phvsicas 34
Offensa para fim libininbso. 1
Rapios............ %
legado de^ polica em perseguir esse crimi-
noso, entend dever demitti-lo, o que li/..
nomeando para substitui-k) o alteres de po-
licia Joo Carlos Lins Bezerra, que seguio
para aquello districto comoito pracas, e as
competentes instruccoes.
SAUDE' PUBLICA.
Nestes ltimos tempos nao lem sido, gra-
cas Divina Providencia, flagellada esta pro-
vincia com epidemias mortferas : as condi-
coes de salubridade nao tem sido alt.-tildas
seno em um ou outro ponto, e por motes-
tas de carcter pouco grave. Neste muni-
cipio, e no de Sao Jos appareceu recente-
mente a varila, porm benigna, de tal sor-
te que nos lugares Boca da Picada, Lingua
de Vacca, Sobrado, Umburanas, Sao Ma-
theus, Santa Cruz do Cirurgio, invadidas
por ella, smente falleceram duas pessoas,
e isso, segundo informa o facultativo eucar-
regado do tratamento, por falta de rgimen
regular. Nesta cidade tem apparecido va-
rios casos, mas smente me consta o falle-
cimento de um soldado de 1.a linha.
Ordenei a construccSo de um rancho no
lugar denominadoMorropara o tra la-
mento solado dos bexiguentos pobres, pois
nao era conveniente leval-os para o hospi-
tal de caridade, onde a enfermara i um
grande salo commum.
Nao tem sido possivel innocular a nacci-
na as pessas a que tem sido applicado o
competente processo, e de lamentar que
assim fique exjwsla urna populaco inteira
invaso de to cruel epidemia. Me pare-
ce que o pus contido nos tubos c laminas
viudos da corte chega aqui degenerado, e
sem forca. Mandei buscar a Pernambuco al-
gum, que chegasse aqui em melhores con-
dicoes, mas infelizmente tambem nao tem
produsido effeito.
O commissario vaccinador provincial me
informou que durante o anno prximo pas-
sado smente conseguio vaccinar trez crian-
Cas, nao lendo aproveitado o pus, que te-
ria de extrahir das pstulas, por se have-
rem retirado desla cidade as familias, a que
essas enancas perteneiam.
O Dr. Firmino Jos Doria foi o medico
encarregado do tratamento da varila no mu-
nicipio de Sao los, levando comsigo a ne-
cessaria ambulancia de medicamentos, ten-
do igualmente ido a Pirangi, duas vezes, pa-
ra curar s pessas pobres atacadas de fe-
tare, queapresentou-se em algumas pessas
com o carcter de amarella, falleeendo del-
la cinco individuos, porm na maioria dos
casos com carcter intermitiente.
Cabe aqui mencionar que, por portara de
25 de novembro do anno prximo passado,
foi o Dr. Joaquim Anto de Sena nomeado
medico do partido publico da comarca do
Ass, emprego este creado pela lei n. 384
de 17 de agosto de 1858.
HOSPITAES.
0 hospital de caridade desta cidade, com
quanto nao tenha grandes acconuriCKiacoes.
com tudo presta-se bem ao fim a que des-
tinado, visto que pequea a affluencia de
doentes. O quadro annexo sob a letraE
vos demonstrar^ o movimento desse hospi-
tal durante o armo prximo passado, notan-
do-se que apenas se deram 15 bitos nesse
periodo. Neste hospital se tratam as pes-
sas pobres, e os soldados de policia. Se-


tf>
puiido infama u medico do parado pobftco^i
r. Luiz Carlos Litis Wandwley, as moles-
lias predominantes nos individuos ali trata--
dos sao a siphilis, e as inftamaces direiir-
PaM Mgularidade Vste estabelecimento
xpedi o regulamento de :tl do dozeiubro
do anuo posadOv Mandei buscar lVrnam-
bvco mu estejo ciiwgico, cuja falla se tor-
uava mui sensivel, e urdenei o rbrnecinien-
to dos iiirnsilios. que se Guian precisos.
Com a rciiioi-ao. que orenei dos nieilr-
amentos pertencentes ao ociado eprovfn-
4-ia, e que se acliamaggkmeradosemqmir-
tos do bos[!lal, iit-ar mus ospaco, e>Om-
medidade para os usos da casa, o tMfc&ae&u
dos empr-egados.
A eimrmaria militar da companliia lixa es-
t siiiivi.i mi quartel de !. Italia. Mandei saber-s oais que a lingua patria.
que io iilieneu existem as cadenas dt; lit
lectura e lingua nacional, latim, fratftez,
potica e eloquencia, geographia historia,
geometra, pbilosopbia, e achu-se Vvra a de
iiiglcz. O numero de estudantcs, que du-
rantcj anuo prximo passado, frequenta-
ram^Testabelecimento fui de 77, distribui-
dos pela forma, que veris no indicado
inappa.
Revoguei, por por-tat-ia de G do crrente
mez, o artigo 8 dos estatutos do atheneu,
que exiga a smela de certas materias de
instruccao smutdaria. para que o estudan-
te fosse adinittido matricula de algumas
aulas. Asssn se exiga o conbecimento da
lingua Ihmeeza para a matrcula na aula de
geograpbia, guando qualquer comprehende
que se pede sr versado em geograpbia sem
JMUjHf) DE PRRWAMBCO. YER^ TOrU SY TM MATlffi *>E 1860.
passa! ui a ivuiiiurar algumas cuuside-
appliar-lhe as disposifes do decreto n.
!)(Ht de 7 de marco de 185?, que anda
nScestava em execugao nesta jnovincia.
FORCA POLICIAL
Tendo noticia deque o consemeiro Jos
Feliciano de Castlbo hara composto um li-
vro intituladoIris ehusicopara o uso
das escholas, e que fcr elle adoptado para
Seuliii
r3QO's.
Tenho, senhores, alguma difliculdade rm vol-
lar pela- quntilidadc de Torra, que o projeclo anar-
ca, a ninda mais pelo acrescimo, de que trata o
emenda offerecida pelo nobre representante do
circulo do llonito.
O Sr. Gitirana : smente para o caso de
necessidade.
O Sr. Ilrandao '.A commisso se ha de lem-
brar que o anno passado fropugnd pelo augmen-
lo do carpo de polica, chegando a aprcsenlar,
de acenrdo com o meu nobre amigo, o Sr. Se-
battio Lacrrda, um prajeclo subslilulivo, para
clevu-lo a 600 [raras, mas hoje vejo-me emba-
razado em votar por esse augmento que a com-
misso prope, ao menos emquanto ella me nao
esclarecer sobre certas duvidas, que pesara no
meo espirito.
Quizera dar ao presidente e chelo de polica
urna torca, nao de 600, mas de 800 pravas, por
que considero, que o nosso estado, quanto a se-
guranza individual, bem longe de ser satisfacto-
rio, ra se tornando de da em dia mais assusla-
pulaco pobre, que a mullos anuos sotlrc por essa
cansa.
Apenas trnho noticia de um destacamento de
volido em Camai de outro em Pesqueira, e de
outro no cabo...
O Sr. Rufino:Em quasi todas as commar-
cas.
0 Sr. Pina :Menos cm Nazareth c Pao d'A-
lho.
O Sr. Brando :Esdarecam-me, porque eu
quero saber aonde est o corpo de polica.
O Sr. Rufino:No Cabo, no IUo Formoso em
Goianna, no Limociro.
O Sr. Souza Carralho :Em Goianna estao
lo poucas pracas que deixaram fugir os presos.
0 Sr. Correa de Oliveira :Isso tcm causas
muilo diversas e se o nobre deputado, qui/.er en-
trar nessa apreciaste, en mostrarei.
O Sr. Sonsa Carvalho :Nao quero entrar
cm cuusa nenhuma mas eslou prompto para res-
ponder a qualquer aecusaro do nobro depu-
tado.
O Sr. Brando:Pelo que de o nobre secre-
tario da polica esso corpo est distribuido por
A companhia de policaacha-se no seu es-jas aulas publicas da Babia, IVrnambuco e
tado completo com toifirjaesc 120 pracas. Ioutras provincias, mandei buscar, sob pro-
Ev diminua esta loica pacaos necessidades posta do l)r. director geraJ dos estudos.
d polica em unta pcivinci;:. que coiita :t 400 exi'tnplares desse livro, que assim l-
uunicipios: no entretanto vista da gran- con adoptado tambem para as aulas desta
de despeza que se faz com essa compa- provincia. Ja ebegaram, e forana destrbui-
iibia, nao Julgo piud'"i(>'^ropr-vos a ele- dos esses exemplares.
varo a corpo com dua-.niipanliias : e as- GOLLEGIO DOS EDUCANDOS AHTIF1CES.
siui peco-vbs que rotis ainsmaforca, que Este til estabelecimento cunta presente-
est votada para n contente auno, comoac- mente 2!) educandos, sendo que 20 foram
crescimo apenas de tuna pequea secc3o de da intallacao e os 9 enlraram este anuo,
cavallaiia. composta de sete soldados, ewn era viititde da disposicao do artigo 2. da
cabo, e que licara addida coiupanliia. lei do orcamento vigente. Com dDculda-
Vs comprebendes fcilmente a necessi- inherentes ao comeco dessas casis tcm
dade que existe, dessa iiiacao. que trata lutado o estabelecimento; mas de espe-
iiin augmento de despeza de ceita de h*ez rar que \ melborando sensivelmente.
contos de reisanmiaes, mas que delxai lar- A' meu ver a jiiimeia necessidade, de
gas compensaeoes desse pequeo sacrificio, que elle se resente, a falta de um edifi-
Se entenderdes-conveniente podis mesmo ci com as precisas condiees para dorm-
autorisar a suaeriacao desde j. torio dos educandos, sala de estudos, e re-
Seria conveHieute criar o posto de teen- feico, e salas especiaes para as diversis
te ajudante, am de encarregar-se ddela- oflicinas. A votacao de urna quantia para
Ihe da compaidiia, e (la sccao de challara, construceae desse edificio seria um acto mui
Alera disto mais um ollicial disponivel (-conveniente da parle desta assembla.
ra ser empreado em qualquer dengencia, Vai appenso sob a letraIIo minucio-
pois que presentemente glandes embaracos so relatorio, que rae dirigi o director, e
apparecein por falta de um ollicial. no mo- com a leitura desse documento, e desmap-
raento era que lia necessidade. pas, a que se elle refere. Picareisinteirados
ti anii.iiuentn e corrame est bastante I do estado do estabelecimento. A renda no
velho e estragado ; os centuroes, porm.
estao em bom estado.
HORCA Id: I.1 l.IMIA.
E' mui diminuta a torca de 1.a liuba exis-
tente tiesta provincia. Consta, apenas, de
urna coiupanltia lixa com 1(K) piaras, ie-
nlio pedido ao govemo imperial o augmen-
to dessa luir .- porm au tein sido por
ora possivel esse augmento era razao do des-
falque, que est soltreiido o exercito pelas
numerosas baixas, que se lera concedido s
pracas. que lio completado usen lempo.I
a guarnicao
mandar des-
do estado do eslab
anuo prximo passado, que l'oi 0 primeiro
da instiluicSo, subi a 2:323^080 res; sen-
do provavel pie v em escala ascendente,
at que possa fazer face ;is despezas. se
houver um buin rgimen, e severa econo-
ma.
Estando estragados algues des instrumen-
tos da msica, mandei buscar a I'ettiambu-
CO outios. que os substittiatll. bem como
algumas operas de autores celebres.
i Continuarse-ka. >
Pelo atropello do servico
DIARIO DE PERNAMBUCO.
i Ten Jo-so lounido 2G Sis. depotados, a assem-
1 oillerenteb pon- M, provincial tomou conhwimeDlo do eguinte:
desla culaile. e liecessitladc il
tacameutos d<
tOS, teuhu per duas ve/es chamado a serv- r. ntlicio do Eira. Sr. presidente da
CO algumas pracas da guarda nacional com- ,''''. remcUeno copia do officioda cmara muni-
inandadaS |Mir un ollicial. cpal delinda, pedindo approvaco de posturas.
Foi eniuvidu no m.smo nnetar nan al Pn,.di,- enviando as_inf,.nna.:.n-a; ministradas,
1
dor, nao obstante o grande zelo a actividade do diversas commarcas, mas eu vejo que os crimes!
digno magistrado, que dirige a polica : mais re- j continuara em grande escalla, que os presos esle.
ceio que o cofre provincial nao possa comportar, a fugir das cadeias, e isto me faz crer que ha vi. !
a avullada despeza, que a commisso pretende ; ci profundo na organisacao dessa for^a, e se 1.a-
crc,ar- -. Ivemos de occiipar-nos ci dividir freguezias, em
Consta-rae que ja existe um dficit nao peque- crear municipios, em dar abates, mellior que
no, que mullos Iraballios se achara parados por cuidemos n'esla occasiao de discutir um melhor
falla de dinheiro, e que
fui
Depurado :isso e imp
0 Sr. Brando :Diga pos cada um o que se
passa no seu destriclo, como foita a polica nel-
le... '
o Sr. Correa de Oliceira : Isso compete a
quera rom denunciar os fados.
Um Sr. Deputado :Isso l no foro.
O Sr. Brando :... lembre o que iulgar con-
rorahinaovou cu. porque considero que a nos- veniente, para .llegamos a descubrir um mi-
sa popularan ja se ada tributada de mais.
Por ronsequencia convera que a commisso nos
diga cora que mcios conta. para pagar o augmen-
como poderemos nos augraeular a despeza, sem
termos certeza- de que a receita tambem aug-
mentar '?......
O Sr. Mtllo fego: Acrescenle, que existen)
muitos ttulos de divida por pagar, e que nao
tera sido sntisfeilos na tbesoorarn.
0 Sr. Brando: Crearemos novos tributos"?
lo do corpo de policio, c se indicar esses molos,
e rae parecerem razoaveis, nao lerda menor da.
villa em volar pelo projeclo, e at mesmo pela
emenda, que eleva a forca a 800 pracas: em-
quanto porem nao vir isto" elucidado, trci todo
cuidado cr* nao dar o meu voto para augmento
do despeta, afim de quo o povo nao venlia a ser
sobrecarregado cora novos impostes, como ne-
cessariamenle acontecer, se augmentarmos o
pessoal no estado presen|Q da receita da pro-
vincia.
Senhores, eu vos disse que I orna va' a palavra
para abrir o debate ; por isso me limilarei s pon-1
cas cousas, passando a tratar da companhia de
pedestre! creada nesta eidade.
0 presidente da provincia foi aulorisado pela ;
lei v cente a distribuir -
llior meio da organisa;5o da forra policial, que
previna a repeliciio de desgranados acontecimen-
tos da na tu reza do que leve a pouco lempo lugar
na villa do Ouricury.
0 Sr. RufinoNao obstante ler l umdes-'
(acmenlo de tropa de linha.
O Sr. Brando : Mas de quanlas pracas !
O Sr. /tufillo : De 1(1.
O Sr, Brando : Faga cada un o que acabo
de dzer, e s assim cumpriremos a nossa mis-
ei, mas consentir que continu o corpo do po-
licia no estado em que se acha, o que nao roe
parece admjssvel.
O Sr. Braulio : Ha poucos das na villa do ;
Bonito era occasiao da eira se deu un assis-'
siuato.
O Sr. Brando : liis o estado da provincia,
assassinalos por todas as parles I
O Sr. FigueiroaItepio'duzein em toda aparte. [
'3 .
a tor;a de polica da ma- j O Sr. Brando : Mas por que se d.io, fados
neira que ju gasse mais conveniente d'esta orde.n em outros Paizes nao devenios cui-
0 Sr. Mello Reg .-Organisar e distribuir. dar em rolhorar a nossa situaro ?
i..-'?.r Ti "~ "'. ,.- S'^ essa rai8 Procedessc, procedera de mais;
lievlecendo-sepo.s desta ttllriboicao crenu I aconsdharia a dissolucao do corpo de polica
a companhia, e deu-llie um regulamento ; mas e cu enlendo que assim nao deve ser. Concluin-
do, Srs. lirei algumas ptlavras sobre a parle
pcrgnnlo ; os pedestres tcm os raesmos deveres,
e esli sujcilo s mesmas dsposirocs, que os
soldados de pulida '?
0 Sr. Rufino : Nao.
0 Sr. Brando:JE porque?
(Cruzam-se apartep).
do Itegulamenlo d'esso oStpo que trata do julga-
niento dos crimes.
Vi jo ahi creado um Tribunal de segunda ins-
tancia, cumposlo de offidaes do exercito, para
julgar era ultimo recurso os crimes dos ofTiciaes
ni removido no raesrao raracter para a ""^'""""""""ai
,... ., I '. pdo director uiieiino das obras publicas, acerca
|i|o\m. ia Jo ( para O major assislelite NlCO- do estado da estrada provisoria de Tamandar
ao Hilentino de Vaseoneellos, e transferido Una.
para igual cargo nesta provincia O major Jo- Lni Projeclo do Sr. Joao Alred
S I.ikms Suares lluiusu da Cmara >"csldc", da t>'
' pieslar, sem juro, a quantia dfl
INSThLCC.V'0 IHIILICA. res, companhia que se incorp
A instruccao publica primaria cunta nes-
ta provincia '.'>-> aulas, sendo il para o se-
xo masculino. 11 para o leniinino. A to-
landxde dos alumnos de amitos os sexos,
|tie ic.pieiilam essas aulas, sl.e a l.'i'i.
sendo |73 meninos, e 71 meninas. ()
mapiia. pie se anne\a suli a letra!'in-
dica as localidades, a que perteuceni essas
aulas, u numero de alumnos de cada una.
I ni projeclo do Sr. Joao Alfredo, aulorisando
a a m, miar eni-
ceni contos de
[lanina quo se incorporar para esta-
deixuii-se passar por alto a sererdade da disci-
plina, que alias lao ticccssatia em crcacoes
de>ia ordem.
Um Sr. Deputado :Essa necessidade em prin-
cipio podia dillicullar a organisaco da com-
panhia.
(Cruzam-se outros apartes).
O Sr. Brando :E a sua falta inlroduzo nes-
sa organisaco um vicio, que leude a descnvol-
ver-se.
0 Sr. Dr. Rufino:E' um ensao.
O Sr. Dr. Brando :Nao admiti ensaios vi-
ciosos, e |>or isso que as nossas cousas sempre
marchara mal.
Ha no regulamento a quo me reflro urna dis-
posicao que me parece absurda, c yem a ser
.iquilla que di dircito ao pedestre de exigir gra
tielccer a navegacao a vapor no rio e a raanter, desde a eidade do mesmo iiomc at cumplimento dos seusdeveres alui do sold que
o porto de Pedrinhas, um servico de transporte e recebem.
condueco de gneros, por meio de carros de ier-
ro ; mandando egualiui nte que, caso nao se pos-
sa elle re alisar por deficiencia dos cofres, teja
garantido pela provincia, com a condico da com-
panhia romecar o reembolso, em prestbaos an-
nuaes de ilez contos de reis, cinco anuos depois
de realisado elle.
Um parecer da commisso de legislacao, pro-
jaaes as aulas iidade >\"
fessoies.
Acerca da instruccao primaria em aulas
p;:t li'tilares au e pussi\e| apresentar tuna
Kstatisfca, porque os respectivos professo-
res nao tera i rrviado os relatnos trimes-
liaes. a que sao olui^ados.
K" da ntaior necessidade que tomis urna
dos aquelles que liuuvorcra contralado rom o
i dos rt^peetROS pro- ,.x-arremalanle da illnminacao desta eidade, a
iiidcniuisai.o concedida pelo arl. 1 da lei pro-
vincial n. 452 de 21 de jiinho de 1859.
L'm requerimeiilo do Sr. Cintra, pedindo nfor-
mneoos acerca da poca dos pagamentos, e das
quantfas pagas s companhas do caminho de
Ierro e illumiuaco gaz, o mais entras informa-
roes acerca de soinmas despendidas cora obras
publicas.
medida definitiva acerca d r^ularnento .- ^^^^:,i%Z^ll
i ae 1. de iiuveml.ru de J8.S, expedido .loteras que Iho foram concedidas.
para i Ste ililere>silite raiuu de servicu pu- ^'m dito da companhia da estrada de ferro do
Miro : pui' quanto nao s nao COvl inte d S- ''lancisco, pedindo a mesma prorogacao
l-niiaiiera ole e>tado de oscillaciio as n'.r- J^,'880' q"C eoactdMi pelo governo
mas que deveni dirigir 0 ensino publiCO, e O Sr. Joao Alfredo motivou o mandou & mesa
parlicular. como pulque enlendo O dito re-|um requerimento, ncsles termos:
ulameuto carecedor de grandes reformas ..RetPeiro < ? !* Mgoerno: quaiaop-
ou raesnio de eoratdeta substitu,^ afirad KStS <8^K&1SZ
ulna sen u preciso nexo, dito engenheiro que. ser mais fcil e mais con-
lleve toda ella Obedecer veniente a navegaco do mesmo rio.
mesma inspraco, e aos mesraos principios Entrando em discussio; a loica policial, adda-
No ti.eu entender peca esse retrulamen-''' V, 'Vsesnsnc '"'!;''".'!' 0Srara: .
, ,. ,. '. ^iii.iiiii ii O Sr. Rufino de.Mmcida, responde ao Sr. I.-
lo pi la exageiatJat., e innmeras exigencias, j vino de Barros, sobre as censuras feitas |ior este
le que Cerca 0 profeSSO/ato, indo adiantelSr. contra o Exm. presidento da provincia e chefe
de tudo quanto se tera legislado para as
nao Picar urna
quando, abas,
provincias mais adiantadasde imperio. Dis-
posicoes lia que s poderm ser cumplidas
em paizes eumu i Tranca OU a Prussia. on-
de ha um grande numero de pessas habi-
litadas, e cuja educaco desde os lentes
airaos, eiicaiiiiiiliada j.ara o magisterio, co-
mo a de oulrus juvens se eiu- armas, para o estado ecdeastico, e outros
misleres da sociedade. Alffl disto s a fa-
cilidade e barateza de coraraunicaces nes-
dc poftda, concluiidd com urna breve resposl.i
ao Sr. Ilrandao, sobre fados semeihantcs.
O Sr. Lrvi'node Daros Tolla aos argumentos
do seu discurso anterior, refutando o d Sr. Ru-
fino de Almcida.
O Sr. Joao Alfredo respondeaoscombatentes do
projeclo de forca policial, di/endo que os males
resultantes do corpo de polica, tal como elle 6,
nao emanam da sua organisaco, mas sim da ma-
neira porque se fazem os engajamentos das pra-
cas, e da insignificancia dos ?encmenlos; enien-
dendo que lalvez convlesse mais a diminuicao do
pessoal e o augmento dos ordenados. Piss mais
que, interpretando o acto addicional, vio, que os
SOS paizes pode peiiniltir certas disposi-1 cornos de polica devem ser pagos'pelos'cofres
coes. que para o l'egulameetO citado se i Kcracs. Resiondendo afinal ao Sr. Brando, quan-
Uansplantaram sem, consideraeo especia-
lidade d>> nosso paz, onde, por exemplo,
nao se pode rasoaveunente exigir ijue um
individuo, que quer abrir una aula parti-
cular em um povoado do sertao, venha
capital prestar um e\ame de ktbililacrio.
percorrendo oitenta e cera legoas na viuda
e outras tantas no regao, fiusendoenoiN
mes despezas, e sacrificios para poder ter
teis ou oito discpulo&
o relatorio que vai appenso sol a letra
tdo digno Dr. director geral da ins-
truccao publica, encontrareis agitada a ques-
ir.u dos castigos corporaes. (auno ao dito
director, tambem a mim parece que nao se
'leve ja desanimar da ellicacia dos meios.
4jue cbamarei moraes, era substiucao dos
castigos phvsicos. Chamo a vossa illitstrada
attenco sobre esse relatorio, onde encon-
trareis militas outras consideacoes rasoa-
veis sobre a instruccao publica da provin-
cia, o flrseiivolvimcnto de muitos defei-
tos do regulamento, a que alludi.
Algons professores de ensino primario
lera-se matriculado as aulas do alheen
para se habilitaren) a prestar novos exames,
l'a/.erem direito gratificaran marcada pela
lei.
A instruccao secundaria est nesta capi-
tal ceiitialishda no atheneu riogiandense, e
na_ provincia desttiliuida por quatro ca-
deiras de latim, e trez de francez. Bando
estas as cidades de Sao Jos de Mipib,
Ass e Imperatriz, e aquellas as mesmas
cidades e mais na villa do Principe ; e sao
essas aulas frequenladas por oo alumnos,
acbando-se vagas as da Imperatriz e Ass.
)o piaj-ji snf.. a leraPse conbece
do aecusou a adminislraco provincial, defendeu
o chefe de polica das rguices que Ihe foram
feitas, e ezplicou, um um, os arligos dos reg-
lamentos de pedestres, apresentados como arbi-
trarios poi esse Sr. Concluindo por justificar a
nenhuma culpa, que leve o destacamento de
Goianna, na ultima fuga de presos da cada da
mesma eidade ; e engajar.do o Sr Souza Carva-
lho a discutir os negocios dessa loealidade.
O Sr. Souza CanaUo limita-so responder ao
que disse o precedente orador acerca da fuga de
criminosos, e do f xercicio do actual delegado,
terminando por pedir, ao Exm. Sr. presidente da
provincia e chefe do polica, providencias para a
comarca de Goianna.
0 Sr. Joo Alfredo orou de novo, respondendo
no Sr. Souza Carvalho.
Achando-se dada a hora, e com a palavra o
Sr. Goncalves Guimaraes e Nascimenlo ToileUa,
o Sr. presidente levanta a scsso s 2 horas e um
quarlo da tarde.
PEBNAMBUCO.
Discurso pronunciado na sessao 28 do corrento pelo Sr. depula-
do Francisco Carlos Brando.
Concluso).
O Sr. Brando :Senhores, r; a segunda vez
que em occasiao lao solemne como esta, quando
se trata de dar ao governo elementos de acrao,
e de dolar a polica com os unios necessarios pa-
ra garantir a vida, honra e prosperidade do cida-
do, que eu vejo reinar nesta casa um silencio
lo profundo.
Tomo, pois, a palavra nicamente para provo-
car 3 discussao, porque seria paraJa*twar, que
tialando-sd Ua'fixa(ab .'da fon.a policial, que
por sua natureza aesumptu milito importante, o
negocio corjesse capucha, como vulgarmente
se diz, sem que houvesse quero levanlasse a voz
para tr.ic.ar o quadro lenibrar algr.ma mpdida que possa auxiliar a ad-
ministradlo na rpprcssao dos crimes.
Nao tenho poilanto em \ islas fazer um discur-
so, porm tao rnente atorir-o debate, e ueste
O Sr. Rufino :0 mesmo que se d na corte.
(J Sr. Brando :Pois, senhores, a provincia
paga ao pedestre paro servir, e alflm di>io elle
ha de ler o direito de exigir das parles urna gra-
lficaco, porque cumpli com os seus devores !
li por que n nao deu o mesmo direito nos sol-
dados de polica 1
O Sr. Figueiroa :Que nada fazem na capital.
Um Sr. Deputado Mas devem fazer.
O Sr. Brando :Se nada fazem pioponha o
nobre deputado a extineco do corpo.
Estimo muilo, felicito-me mesmu por ler abor-
to a discussao, porque queio saber o que se pas-
sa no corpo do polica e o nobre diputado que
.liaba de dar-me o aparte tera obiigacio de en-
trar na discussao, de dar-me explicacoes a esse
espeilo.
Porm, como cu dizia, em que se funda esse
direito dado ao pedestre, c nao concedido ao sol-
dado de polica, pertencendo nmbos a mesma
forca? Isto para mira una cousa estupenda.
Um Sr. Deputado :L' quanto a prisao de es-
clavos.
O Sr. Brando :Bem, mas nao v o nobre
deputado que a provincia d um sold ao pedes-
tre para servi-la, e que ncslo servico entra a
proteccao que devida a propridade do cida-
dao ?
O Sr. Rufino:Nao foram creados para pegar
escravos.
Ha um outro aparte.)
O Sr. Brando:Convcnho, que o dono de
um estrave fgido lenha a obrgaiao moral de
gratificar aquello que o liver apprehendido, mas
que se dexe isto ao seu arbitrio, e que nao se es-
labeleca, como se eslabeleceu, a laxa de 205000,
que elle ser obligado a pagar ao pedestre ifes-
se caso, segundo delirminou o regulaiuenlo
0 Sr. Rufino:e 5 a 20.
O Sr. Brando :Isto rae parece'urna exlor-
eso incompalivel cora a senedade da institui-
cao.
O Sr. Lacena :Eu acho que maisum esti-
mulo.
0 Sr. Rufino: At agora ningucm
mou.
O Sr. Brando :Redamo eu em nomo de to-
dos, e da dignidade dos principios, que devem re-
ger taes organisaces.
O Sr. Lucena :(Juera tcm oscommodos de-
ve ter os encommodos. .
O Sr. Brando : exacto ; mas em tal caso,
o pedestre devera ser gratificado por lodo aquel-
re servico. que possa enteressar nos individuos.
Se cu, por exemplo, passando por urna ra, foi
accommetlido por um faccinoroso, e uro. ou raais
pedestres rae salvaran da aggrcscao, lerei obri-
gacao de pagar-Mies, e com muito maior rsro,
porque o negocio foi mais serio, visto como se
tralava da minha pesson. e eu tre rommodo (o
melhor que pode liaver) de escapar das nios do
assasmo.
'"' Sr. Deputado:Para seguranca da pessoa
tem elles os seus vencimenlos.
O Sr. Brando : E ciniriitos abrangem todos osseivims propros da
insiituirao, e por isso continuo
O Sr. Ignacio de Barros :E' urna iuconst-|
tocionaldade.
O Sr. Brando:... porque nao reconheco nos
presidentes auloridnde para crear Trbunaes,
marcar-Ibes altribuic,es. c obligar os oOiciacs do
exercito a fazer parle d'clles.
Pens pois que isto deve ser tomado em con- I
sideracao, c quo nao devemos consentir que o ;
corpo de polica continuo a reger-se n'esla par-
le por um Itegulamenlo monstruoso, e contrario
a consliluico. Est aberto o debate, e espero
ouvir os nobros deputados que naturalmente le-
raoi de acompanhar-me, e de esclarecer a ma-
teria com as suas luzes.
O Se. Lucena. Senhores, submisso lei in-
flexivel do dever, eu me levanto para com os'
cscassos recursos de minlia inlelligencia aventu-
rar algumas palavras, favor do projeclo, ela-
borado pela commisso de fixacao de forca po-
licial,da qual taco parle, para.qe nao se diga em
'tupo algum, que elle leve a mesma sorle d'n-
quelles ilhos, que, ao nascer. sao, por pa.s des-
naturados, abandonados candada publica.
Novo anda nos det..ntes parlamentares, des-
tituido dos recursos oratorios indispensaveis,
[ nao apoiados) todos aquelles, que leera de
fallar, perante una assembla lio illoslraaa, co-
mo esta ; sem possuir ao menos os conhecimon-
tos llieoricos e (iraticos sobre o que versa a ma-
teria, eu. mais que nenhura outro, tenho neces-
sidade da vossa attenco, da vossa indulgencia,
est da vossa generosidade ; o confiado, que'
nao recusareis a mim o que a outros, em idn-
ticas crcuinstancias, leudes prodigalisado. que
espero levar ao fin a minha ardua larefa
Senhores, o projeclo de iixacoJ de forca poli-
cial que acaba de ser contado em algns dos
seus pontos por um orador, que ja tem a sua
nonieada d'enlro e fura d'e*te recinto, o mais
consentanco, que se pode dar, com o eslado dos
cofres pblicos, cas necessidades da provincia.
Nao digo; que o projeclo seja perteilo, que
nao preciso mesmo de correecao, porm digo,
que as razos eos argumentos.'apresentados pe-
lo nobre deputado nao nianifestavam de modo
algum a sua inconveniencia, anlcs, pelo contra-
no, derani-me amias, para sustcnta-lo d'11111
modo vantajoso, por que ao passo que o nobre
depuladc reconhece, que o estado actual da pro
viiii i.i, em rclago a seguranca individual, nao
c lisongeiro, recusa, negn a" admnistracoo os
meios de mdhora-lo I
Continuando, diz anida o nobre deputado, que
as Ruancas da provincia pedem que nao so aug-
mente os vencimenlos das pracas de pret do
corpo de polica, como exegio projeclo, e a
este respeilo eu nao poseo dcixar de estranhar,
que fosse logo o nobre deputado que se apre-
senlasso em opposico nina medida,
commisso considera de
digo, que o nosso eslado nao satisfalono, e o
chefe de polica hade reconhecer islo mesmo.
, O Sr. Lucena :Senhores, possivel o com-
parar-sc o estado actual da provincia no que diz
respeilo a seguranca individual, garanta da
propriedade com o em que se achava ella, ha
oito anuos passados, era cuja poca erara esque-
cidos por una grande parte da populacao os sen-
tiraenios mds puros e mais sanios?
O Sr. Brando :Nao era tanto assim.
O Sr. Luctnaa :Enlao quer dzer, que temos
retrogradado, ou icado eslacionario T
O Sr. Brando:Pouco temos adiantado.
O S\ Lucena :Os fados ahi estao para fal-
laren! bem alto favor da adminislracao policial
da provincia...
O Sr. Brando : Nfm ningucm alacou a ad-
minislracao policial da provincia
O Sr. Lucena ... e livre-nos Deus, que vol-
temos a essas pocas de tristes recordacoes, quo
tanto depem contra .1 nossa cvilisacao.
O projeclo de flxaclo de forca policial, senho-
res, pouco ou nada diffeic da lei que o anuo pas-
sado decretasles. A lei do anuo passado mar-
co u 22D0O3J ; o projeclo pede ura augmento de
68:0()0, isto c lixa a quantia de 2H80O05 para
ser despendida com a forca policial: a lei do
anno passado fixou o numero de 100 pracaseom
0 arbitrio ao presidente da provincia de e'lev-la
seis cenias, em raso de necessdiide : o pro-
jeclo pede um augmento de tCi pracas e d ao
presidente o mesmo arbitrio. A "lei do anno
lassado tcitamente reconheceu, que os actuaos
sidos das pracas de pret do corpo de polica gao
insufflcientespara poderom subsistir, o projeclo
augmentando esses sidos, clevando-os a 100
res diarios e dando una graliflcaco de cento c
cinenenta mil ris aos que se quizerem d'orn em
dianle engajar, esta de accordo cora essa mesma
le. E senhores, como possivel complelsr-se o
numero de pealas, que fixardes com o sold d.'
rail ris diarios, quando um jornaleiro, sem es-
tar sujoito a trabalhos lao pe/.adose continuos, e
urna djsciplina tan severa ganha tres ve/es
mais ? Augmentemos os sidos se quUcrmos
completar o numero a 300 iracas, que pede o
projeclo.
Um Sr. Reputado :E 500 snfflcientef
11 Sr. Lucena Sem raais IC pracas, que
augmentamos ; vamos gradualmente comple-
tan lo o numero sullicienle.
l'm Sr. Deputado :Deixs de ficar aquartela-
da a guarda nacional .'
0 Sr. Lucena :Nao ; mas, pouco e pouco,
isto gradualmente, havemos de chegar ao es-
tado de despensarraos os servicosda guarda na-
cional cora o que muito lucrai a provincia,
anda que continuem a ser pagos pelos cofres
geraes os seus serviros. Mas para isto preciso
desde irmos elevando a torga policial, tanto
raais que cora esta medida nao pralicarcmos um
fado novo, porquanlo era 1833 a forca policial
constara de 600 pracas. O augmento dos venci-
menlos das pracas de pret tambera de rigorosa
juslica....
t ni Sr. Deputado :E quanto augmenta ?
O Se. Lucena :Cem ris diarios, e mais una
gratificaran para os que de novo se engajarem.
Essa jratifleacio, e esse augmento sao anda
mesqrnnhos. nao compensam o trabalho que
presta, o soldado de polica, que muilissinas ve-
zes nao pode al respirar.
Ora, Sr. presidente, se como j disse, c repi-
to, a vida do cdadao, a sua propriedade. o a sua
honra merecem ser garantidas pela administra-
cao publica ; se essa obrigacio, que incumbe
adminislracao est cima de lodas as outras
obrigaedes, lgico, que'no se Iho deve recsal-
os nidos precisos para d'alguma site poder ella
satlsfaze-las. Nem se diga, que o estado dos
cofres pblicos nao permiti um augmento lo
diminuto ; nem se dua, que esta assembla
deve ser econmica nesle pouie, purque eu nao
posso conciliar a economa com a necessidade
momentnsa e urgente. Eu enlendo, que a eco-
noma d'asseinbla devo se dirigir para outros
objeclos muilo ditferentes, como, per exemplo,
O Sr. Brando : t se o dono do escravo nao
quizer psgar?
O Sr. Lucena :E que remedio lera elle ? est
obrigado ao pagamento.
O Sr. Biofldo : Mas como? por que meio?
O Sr. Lacena :Nao sei ; deve existir alguma
pena no regulamento.
E depois, Sr. presidente, esta faculdade de ap-
prehender escravos fgidos, dada ao pedestre,
prevenio um abuso, sentido c lamentado por lo-
dos os donos de escravos desta eidade.
Quom ignora que entre nos, no.centro desta
capital, exista urna companhia de rapitafs do
esmpo, verdadeiros lodioes, que torio e i di-
reito ogarravam os escravos que enconlravam
pelas ras, e conduzia-os presos s suas casas,
onde os eonservavam por espaeo de quatro e cinZ
co semanas, para poderera exigir de seus senho-
res pagas exorbitantes ?
O que fez, porm, o regulamento ? acabou com
essa cfila de ladroes. (Nao apoiados.)
l'm Sr. Deputado: Elles tnliam licenea da
polica.
O Sr. Lucena Fallo da mnndrn por que elles
exerciam essoemprego, dos abusos que comnicl-
tiam, e que eram sentidos por lodos.
O regulamento acabou com os abusos, e disse :
O senhor do escravo fgido mais que ninguem
inieressado na sua captura : o pedestre, pois,
alm do outras obrigaces, lera mais a de cap-
turar os escravos fgidos, mediante urna peque-
a gratificacao paga pelos senhores dos escravos,
depois d'apresciilacao de urna ordem da aulori-
dade.
Ora, corn esta disposicao do regulamento evi-
dente, que os abusos cessaram, porque a imposi-
cao d'essas graiilicacoes, dora em diantc perien-
ce autorldade, c nao tica ad libitum do ap-
prehensor.
Sao estas, Sr. presidente, as mucas consde-
racoes, quejulgnei fazer assembla
Reennheco que o numero actual da forca de po-
lica hoje insuiTiciente para o bom policiamen-
to desta provincia, j lao populosa, c que moroco
que cada nina de suas povoaroes lenha destaca-
mentos, que serio penhores seguros da ordem o
tranqulidade publica, c ser smente, depois dis-
tas garantas, que o cstrangeiro nao so receiar
de aventurar no nosso paiz seus capitaes o ua
vida.
Convencido, pois, deque estas razoes sao de
bstanle peso, e que reconhecida por esta casa
senca de orna forra permanente em lodosos
pontos povoadosda provincia, principalmente nos
pontos da linha frrea,em que Irabalha um numero
crescido de pessoas ; convencido, de que a as-
sembla compartidla o lerror e o alarma que si
apodera de toda urna popular-), quando se ve
aggredida em seos direitos, e que presurosa cor-
re aulordade. dando-the lacil iraenle a facul-
dade de ludo obrar, para protege-la r. garant-la,
convencido, digo, de todas estas razoes, nao pos-
so deixar de esperar a approvaco do projeclo,
tal qual se acha. Muito nem.)
O Sr. ilirana : (Daremos cm outro nu-
mero.)
Dada a hora, tica a discussao adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do da e le-
vanta a sessao.
REVISTA DURIA.
llentem varias meninas da casa dos expos-
los flzeram a sua primeira communbo na capel-
la da mesma casa, recebendo-a das mes do
monsenlior Mu/ lavares; que nesse dia all
celebrou o Santo Sacrificio da raissa. A mages-
tade desse acto solemne do nossa religiao faz
curvar as cabecas dos mais adinrenles, cora-
niove e excita aslagrlmardos liis, que se acham
a elle presentes*
As pobres Jesvaldis, a quera a sociedadoser-
e de amparu natural que llies falta, esta vara
vestidas com a decencia condigna a sua stuaeao
cao acto a que assesliam. O ministro do Senhor
depois de haver consummado o sacrificio, vol-
lou-se para ellas c exliortou-as a recebercm dig-
a conservado de indemnisaqes e regalas, que ,
nao (orem "fundadas no direito, na razo, e na mente o Sacratsimo Corpo do Ilederaptor ; u
juslica, porque se o forera a assembla est na que ellas fizeram por entre cnticos de aeco de
gracas ao Omnipotente.
Os desapiedadospais liaviam-n'as abandonado,
us Jess as aculhia cm seu seio : o [iai celeslo
anda cora
rigorosa obrigaco de salisfaz-lss,
sacrificio da provincia.
L'm Sr. Deputado :Conforme.
O Sr. Lucena :Se qualquer prelenco justa
se apresentar nesta casa, a assembla deve rc-
ceb-la. e nao regeit-la ; assirc o enlendo.
a ninguem abandona.
Por occasiao nao podemos
nsiderac6sro(ro3peclivas aci
co
omittir algumas
erca deste estabolc-
Deraonstrado, como fica, Sr presidente, que cimento po, na corporacao de seu citado de hon-
0 angraenlo das pracas de torca policial & do lc"J com de n0Je-
absoluta necessidade para a boa marcha d*ad- Enl 'fuade, a differenca palmar. A casa
ministracJJo publica demonstrado, que esse 1 "os poslos de boje nao a mesma d'outr'ora
ugmenlo nao so podo re.ilisar sem o augmonto ; "' "5"a gosto : por-fuanlo mal baria enri esle-
dos sidos, e a graliflcaco proposta, que servir r,s tM" '1" a.s ""seras erianc is repousassem, ao
de incentivo para o engajaraeuto, eatou conven- liass 'Iu,! hoje cada una lera u seu leilo de ferio
jeidoqoe a asseinblt nao pora durida alguma cora colcho, loueoes e cubera. Alm disto na-
' era adoptar o projeclo, submeitido sua dis- lu"e lempo ncuhuua instruccao se loes minis-
1 nava ; de prsenle o que nos n.elliores collegios
se ensina, a ellas tambem nao falta, nao laitanJo
no asseio que cm toda a casa se observi.
As piedosas lhas de S. Vicente de Paula nada
poupao era beneficio das abandonadas, que Ihes
turara dexadas era heranea de seu anglico pai.
Dous Ihes reinbua tambera a caridade.
J nao a primeira vez que fallamos sebre
esses tiros que pelas ras dao os soldados, quan-
do rejjressam de algum acto festivo, era que ha
arrumamento de tropas e salvas. A inconvenien-
cia deste (acto nao precisa ser demonstrada para
paeado nao se I l01"nn|"-se conliecid.i, c dar na pralica una me-
' dida repressiva delle.
Se os taes aliradores avulsos gostam de dar l-
cussao.
Um Sr. Deputado :Informe a commisso de
, ornamento.
O Sr. Lucena : E de mais esse augmento,
tanto da forca, como dos sidos, nao medida
I nova nesta casa, porquanlo em 1833 a forca poli-
cial, comoj Uve occasiao de dzer, ronslava de
G00 pracas, e o anno passado a assembla inteira
reconheceu a necessidade do augmento dos sol-
dos, lauto quo a verba designada foi calculada,
lendo-se cm vista o augmento de 200 ris dia-
rios.
Um Sr. Reputado : O anno
den augmenlo.
O Sr. Lucena :So nao se deu augmento lixa
d
2
do na lei, nem por isso sosegu, que a verba de ros- Para 'Juc "ao kz*m "a parada, onde Ihes
220:000$ nao fosse calculada, lendo-se em vista 0- cumpredar as tres salvas, paro que recebera car-
augmen'o dos sidos. Os nobres deputados fi- tuc,'"'s '.....
a nina medida, que a
maior importancia.
O Sr, Brando : Porque"?
O Sr. Lucena "Poiquesendo o nobre deputado
o defensor das regalas da elasse militar, sendo
0 nobre deputado o dolo do exercito, parece,
recia ''"e "B0 l,evol'a 8C 0f"Jr a atacar una concesso
mesquinha, sem razoes muito valiosas.
O Sr. Brando ;Mas eu nao ataquei.
O Sr. I. de Barros :A forca policial nao faz
parte do exercilo.
OSr. Lucena :Isto nao passa d'uma sublile-
za ; eu conside'o lodosos soldados, toda a forca
militar, como signonimo do exercito, porque toda
ella lera ura lim commum. que a manatenco
da Iranqiiilidade publica.
A lei de rtxaco de forca policial do anno pas-
sado roarcou 00 pracas para o policiamento da
provincia : mas osla forca foi nsufficienle ; na
distrbuicao d'ella muila's localidades ficaram
sera o seu contingente, o aqu na capital em
muitas occasioes s se enconlravam 110 quartel
cm disponibilidado seis e as vezes 3 pracas Pa-
rece isto incrivel, mas urna realidado. "l)e con-
formidade com a mesma lei foi creada urna com-
panhia de pedestres, que apezar da ler prestado,
e continuar a prestar sen icos extraordinarios i
capital, nao s por si sufficienle para sawsfazer
lodas as necessidades d'ella. Islo esl prova-
queni convencidos, que o augmento dos sidos c
condco essencial da conservadlo do corpo de
polica.
l'm Sr. Deputado : Mas, se o anno passa lo
nao soode preenchero numero do 400 pracas,
I como se poder prceocher este anno o de 300 '
O Se. Lucena : Porque nao hadara ranla-
gens, que convidassem os individuos so enga-
jarem. Agora, porm, que a commisso proue
uma gratificacao e augmento de sold, hade ha-
, iH?r necessariamenle concurrencia para o engaja-
j ment. Se, porm, a assembla nao est dispos-
j la adoptar o projeclo, se considera a forca po-
licial di'snecessaria, se cntende, que ella um
mero Iuxo, uma va ostentadlo, ento trate de
decretar a sua extineco, porque era todo o
caso ser ura nmnus de menos para a pro-
vincia.
.Mas.se pelo contrario,esl convencida de que os
hori.cns nao sao aojos, c que a forc.i policial
j necessaria, e que tera prestado relevantissimos
i sorvicos, en lao deve empregar lodos os meios
para que ella so matilenha no p de poder pres-
tar lodos os servicos para os quaes fj crea la.
Devo acrescentar que na quantia de 288.QMy
i estao contempladas diversas pareellas correspon-
dentes s despezas, que se lera de fazer cora a
compra de armamento, luz, rorreantes, agua, ca-
l rallos para as 10 pracas, de que trata o artigo
!, etc.
A commisso, senhores, nao tera a p'csump-
I Cao de crer, que o seu projeclo o nidlmi-quc
[ se podara rcdgr ; ella aceita todas as emendas,
desde que so pruve
j jecto.
Antes de concluir, Sr. presidente, devo dizer
Como pois infringi] esses aliradores deveres
era rasao dupla, dando muitas vezes lugar a suc-
cessos desagradaveis, bom seria que a polica os
agarrasse e desso-lhcs urna correc;o fraterna.
Temos noticias de ltambe, q'ue chegam a 20
do frrente, o dao essa loealidade era tranquli-
dade ; na povoaco porm de Tinibauba occorreu
ura sinistro mui lamcntavel, quo passamos a des-
crever :
Sabbado 17 do correte, pela manliaa quando
a feira eslava mais animada, solta ura menino
um butea-pi que era suas evolures foi dar na
taberna de um porluguez Seme Cordeiro,quan-
do este venda plvora. Apparoceu immediata-
raento a exploso, cuj estampido Coi ouvido a
mais de legua de distancia, e della resullou a
morte incontinente de sote pessoas, era cujo nu-
mero foi coniprehendido o referido porluguez, e o
ferimenlo de vinle, que acham-se era curativo
era una casa, estando um sem ollios, estes cora
a cabeca fracturada, e aquelles de tripas as
mos !
Ouadro horrivel, que cortaba o coraco mais
duro.
Ilonve outros ferimentos leves. O quarlo em
que eslava a taberna foi derribado.
1 eraos a saiisfaco do anuunciar, que, nessa
serna de dor c luto, lodos os habitantes do po-
voado e o alteres cura as pracas de seu destaca-
mento se prestaran! na destritwico desoccorros
louvavdmenle. ,
Domingo deu-se para o Campo-verde uma
briga entre ura sujeito e una raoIher. slenlo
ella aceita todas as emendas. ; ,*, fcf|d ^ lancad por
claramente os dde.tos do pro-:esle ^u,, aue all? cxisle> e g1^
rada por uma pessoa do povo.
Esta mesma pessoa realisou a prisao dos bri-
uuniiado que aprehenden).
l'm Sr. Deputado:E os soldados do linha
nao lera uma gratificacao pelos desertles que
pegao? '
O Sr. Brando:Isso fui establecido por dis-
posicocs especiaes cm beneficio da disciplina do
exercito
Um Sr. Deputado :Assim como osli o .
0 Sr, Brando :Nao vejo paridade, e passa-
rei a oulra materia.
O Sr. Lucena :Vrdadeira extorco havia com
capitaes decampo.
O Sr. Brando .Eu disse, senhores, o anno
passado que eslava intimamente convencido de
que havia vicio profundo na uiganisacao do cor-
po de polica, [appoiados) continuo a pensar da
tambem nao sao sulTcientes.
O Sr. Lacena :Nem 500, nem S00 tambera :
porm isto nao argumento, nem razao para que
se dimina o numero de pracas, que pede o pro-
jeclo. E depois, Sr. presidente, se uma ver-
dade, que nao precisa de demonslncao, que a
seguranca individual, e de propriedade sao d-
reitos sogrados, que devem ser pelo poder publi-
co protegidos, anda com sacriticios : que as
despezas que se tera a fazer cora a sua raanu-
lenco devem ser ahteposlas todas as outras,
parece-me, que ser muilo diflicil a exbibicu
de argumentos procedentes, para se restringir o
numero de iracas fizado pelo projeclo.
Disse anda o nobre deputado que me picee-
deu, que a provincia se acha em um estado mais
|/>< us iiuiiim, .ijipoinuos] coiiiiiiuo a ncnsar 111 i 1 i ----------------
mesma forma?' purque vejo que despendido a : Wonve]. f chava nos lempos passa-
provincia com elle uma somn.a i.V, consideravel. f ; *u? hoJe ao lomos garana dovida.de
parece antes ser um corpo nominal, do que real,
sem que com islo qurira dnvidar de sua cifra.
Muitas vezes entro em duvida aonde se acha o
corpo de polica...
OSr. Epaminondas :=Cs4 no quartel.
O Sr. Brando :=...porque *e ulho para mor
.parte das comarcas, s vejo destacamentos de
'.i ; j Q Sr. Pina :E de guarda nacional.
O iSr. Brando :=K a guarda nacional conti-
oiua dostaeada, ne obstante o>lainorea dapo-1
honra e de prosperidade..;
O Sr. Brando :Nao disse lano.
O Sr. Lucena : Essa dedaracao do nobre de-
putado faz com que eu o considere um pessi-
misla !
OSr. Brando d um aparte.
O Sr. Lucena : Essas espressors mesmo sao
uma censura tacita ao chele de polica, que cora
o maior lino e habilidade tem dirigido a admi-
nislracao policial da provincia.
0 Sr, L'raudo ; Pw ah nio v bem. Ej
presidente, q
pillado nao fez 3 distincyao precisa, 011 nao com
prehendeu a distneco. que existe entre o sol-
dado ue polica, o o soldado de pedestre. A for-
ca de pedestre uma forca sui generis. espo-
; cial, que se acha a lodo niouiento s ordena do
I chefe de polica, independenle de requisicoes
I os pedestres sao raais particularmente creados
' para a polica publica, secreta, e enlao devendo
andar muitas vezes a paisano, para nao seren
ICanhecidos, nao podem estar sujeitos ao regula-
mento do corpo de pulicia, como quer o nobre
deputado.
Anda mais, o soldado pedestre nao tem quar-
tel ; o quarlel a sua casa, a ra, o lugar onde
estirar.
Ora, sendo os pedestres, como realmente sao,
uma forca sui generis, qual a razao do nobre
deputado querer dar-lhe o mesmo regulamento
do corpo de polica ?
Disse anda o nobre deputado, em referencia
gratificacao dos pedestres pela apprchensu de
escravos fgidos, que ella nao passava de uma
vrdadeira extorco, ura desarpara o sol-
dado.
Ora, realmente, como se pode considerar ex-
lorsao e desar a percepfo de uma pequea gra-
tificacao, aulorisada por le ?
Nao comprendido nem uma, nem oulra: extor
sao nao pode haver, porque essa gratificado Ihe
paga pelos senhores dos escravos apprehendi-
dos, em viitude da lei, de uma ordem d'aulorida-
de ; nao ha injuria, porque o pedestre que appre-
hende um escravo fgido, presta um servido real
a seu senhor.
em nosso poilo acanbonbeirade guerra nacional
Tieti, conimandada pelo dislnclq Io lente Ma-
nuel Antonio Vital de Oliveira. Este navio sihio
do Maranhao no dia 17 do correte, e segu pare
o U10 de Janeiro apenas tiver recebido carvao.
Julga-se que ir fazer parte da diviso do evolu-
coes era Santa Cntharina.
Pelojuizo municipal da segunda vara foram
honlem sustentadas as seguidles pronuncis era
processos, que para esse lim Ihe foram conclusos
no mesmo dia :
Contra Belcluor Amando Montciro arl. 201 do
C. Criminal.
Contra Luiz Paulo Noblal, 110 art. 205 do mes-
mo C.
Contra Paulo Jos Francisco, no art. 201 do
mesmo C.
Contra Vicente Ferreirn, no art. 205 do mes-
mo C.
Contra Manoel Jos doCarmo.no art. 201 do
mesmo C.
Contra o crioulo Antonio Mara, no art. 193 do
mesmo C.
Desles reos acham-se somenle presos os sc-
guinles :
Belchior Amando Montciro.
Luiz Paulo Noblal.
Vicente Ferreira.
Antonio Mara.
Andando eu fors, nao pude mais cedo dar-lhe
noticias das ocrurrencias da quinzena, o que fa-
ro agora, posioque um pouco ntrazados.
A villa do Ouricnry foi ha dez das o thealro
do ura horrivel assassinato, praticado na pessoa
do delegado dahi, o tenentc Bran:o. O fado o


DlAlTO DE PER^MBCQ. TERCA FEIRA'27 D fcARJJ0.D.,M<:
S)
as circudistancias que o luuvaraui luiaui do mu-
do que passo a expor: -
O vigario Francisco Pedro da Silva, tendo con-
seguido jognrfora da influencia poltica do Ouri-
cury ao tonente-coronel Alvaro Ernesto de Car-
Taino Granja, seu irmo coronel Jos Severo
Granja e outros prenles destes, attrahio sobre si
os odios desses exclusos, que por demais aggra-
vados com os quolidianos pasquins, descompos-
turas de calcada calcada, c oulros queijandos
insultos dirigidos aos influentes decahidos teem
sobremodo exacerbado os nimos, que augurava-
S6 naquella villa um rompimento iofallivel, quan-
do nao anles, ao menos pela eleico.
O lenle Branco havia-se por tal modo dedi-
" a causa do vigario, que nao s nao fazia
cado
cousa alguma que nao fosse determinada por es-
te, mais ainda o acompanliava. e ajudava no
ampo das descomposturas e pasquins.
Este procedimenlo havia indisposto bastante os
nimos contra o delegado, que depositava asna
no termo a Uua-visia, ot cujas aulurmaes r,u
exercicio nao ousou fallar o seu escriplor, por,
serem da liga ; entretanto qua lembrou-sedo f)r.
Passoa qire ha mais de 4 mezes se acha era Ouri-
cury com parlo de doenle.
Fallei dochefe daquello assassinato; e os pei-
los largos que esfaquearam e sangraram aquelle
subdelegado, existem uns livres no jury, outros
em recurso e outros derramados por este rio
aciraa.
Do que fica dito j ve que o nico comman-
dantc da forra volante desla comarca, que per-
seguio aos criminosos,' fui o Penteado, todos os
seus successores eslacionavam no Ouricury, e
dalli nao se sahiam, onde a sua presenca s ser-
via de alimentar a inlriga do vigario com a fami-
lia Granja, cujos tristes resultados estamos ven-
do. Em o lempo do Penteado, o criminoso que
nao era agarrado, vivia incommodado e sobre-
saltado ou emigrado ; ninguem fellava em com-
mclter um crime, porque contavade certo com a
juslica as nios de um poltico, que quer cobrir persoguco. Fui elle quem ainda conseguo cap-
de ridiculo aos seus inimigos.
Acliam-sc as cousas nesse estado de excilaco
quando em a feira de i 1 do corrente foi preso m
pobre almocreve, por haver vendido ao Alvaro 2
ou 3 cuias de farinha contra a prohibiro do de-
legado. O Alvaro, vendo que o pobre fra preso
por seu respeito, senlou de ir fallar por elle ao
delegado, como defacto foi hito. Simstra hora
ora a era que dirigi elle os seus passos para um
tal fin.
delegado avisado por um soldado de que o
Alvaro quera fallar -lhe, chogou baluaslrada
(pois elle adiava-se nessa occasio no soto da
casa da cadal e pergunlou :
O ijuc quer o Sr. ?
Responden o Alvaro :Venho fallar a V. S. a
cerca de um pobre almdcrcve que foi preso.
Disse-lhe o lenlo :Pois nao se importe com
a minha juslica, c ponlia-sc na ra, bandalho,
cabro. bebado ; bode, bebe agurdente para vir
c tomar-me cotilas, negro !
O Alvaro enibicou com essa cnxorrada de in-
sultos, todos de grosso calibre, c como nao po-
desse desall'roiilar-so incontinente por que ole-
rente eslava em cima oelleem baixo, reiirou-sc,
uizem, com Ligninas nos olhos.
No dia 15 ao oscurecer dous vultos armados,
espreiiavam que o toncte entrasse em casa do
vigario, para de subilo darem sobre ellos, de-
vendo atirar um em um delles, o outro e:r. o ou-
tro ; mas quiz o Aojo da guarda do vigario que
assim nao aconlecesso, c fez com que o lente
entrando all, sahisse logo, sein que desst; lugar
aos assassinos aproximaren)-se, por isso, vend-
se osles contrariados no seu calculo, formado, se-
gundo as oidens [vaina a verdade] descarregaram
ambas as armas de que o cravaram com quatro
balas, urna na losla, oulra na bocea e as Oiitras
pelo peilo, do que cabio morlo entre os ps de
um cadete, ou do alteres, se que fui bem in-
formado.
peuinuo C teKisiru uvaua uuiiieocau de ageulc U
companhia ? Seguros Martimos feguridade.
Mostrem primeiV!mC"le terem salisfeito o sello
do capital realisado, c OS Hotos e velhos direilos.
Outro de Amorim, Frago/o, Santos & Compa-
nhia. pedindo o registro do seu contrato de so-
cedario collectiva ecommandita.Rpglstre-se.
Outro de Theodoro JusJ-, satisfizendo o despa-
cho de 19 de dezembro do anno lindo, para o
mesmo fira.Na forma do parecer fiscal
Outro de Ricardo Caduff e Jos Pinto Ribeiro,
para o mesmo fim.Na forma do parecer fiscal
Um do Joo Jos Snldanha, do Crar, pedindo
a nomeacao do lugar de agente de leiloes da ca-
pital da mesma provincia. Passe-se titulo de
agente de leiles, pagos os direilos.
Outro de Jos Antonio Moreira Das k Compa-
luuvit.que quena luiiirjiai a wmtiwmfi uo Bf.
tenente-coronel Feliciano : nao estando o nego-
cio cm acto puramente da memoria, bem pode
ser que fosse assim como diz o Sr. tenente-coro-
nel, mas o que c verd 'de, c o que affirmo rom
toda singeleza que dislome nao record abso-
lutamente, e que apezar dos tratos que tenho da-
do a minha reminiscencia (alias ainda muitn vi-
va e prompta sempre) apezar]de ler recorrido
meus loncamentos particulares, e at memoria
da olguns amigos que enliio me requenlavam, e
com quem poderia lalvez ler conversado a tal res-
peilo, nada me lem feto recordar desta circums-
tancia indicada pelo Sr. tenente-coronel Feli-
ciano.
Devo dzer mais. que ja tendo eu conferenciado
com o Sr. tenenle-roaencl a esse respeito, o d-
nha, pedindo o registro do distralo do sua so- zendo-me eHei que o portador da remesad do pro-
Assim, pois, acabaran! com o delegado de um
termo, e commandsnte de una companhia o os
assassinos rvadiram-se.
No da 17 foi da mesma sorle assassinado com
\im tiro de duas balas na rabera Manoel Francis-
co de Magalhaes, natural de Pajea, e casado no
crmo do Ouricury com urna viuva, de cujos pa-
rentes proveio-lhc a morle.
Acha-sc por tanto em alarma aquelle lermo ;
lodosos mais gozara do tranquildade, se bem
que apparecam algumas efiervcsccncias eleito-
raes.
Depois dosm longo lidar com a secca, temos
tido algumas cliuvas do da 19 a esta parte, mas
ainda assim nao teem sido geraes, todjvia sem-
pre 8alvaram as afllicoes daquelles creadores, cm
cujas fazendas derara.
Os gneros conservam os altos procos da ulti-
ma que lhe dirig, d'ondc, sem duvida s dcsce-
r0 quando houver legume novo.
Achava-me sem disposico de cscrevcr-lhe
por esse correio, porque eslava um pouco pregui-
goso ; mas a leitura de urna caria dirigida desla
comarca em data de 11 de Janeiro prximo findo
c transcripta na revista do seu Diario de i de
fevereiro tambera ultimo, em qne o seu autor
transpe os limites da verdade em um trecho re-
lativo a este termo, fez-mo pegar da penna para
Bcientifica-lo de que esse escriplor prelende 1-
ludi-Io, i]ue essas insinuaces malvolas, feitas
ao delegado c subdelegado" daqui, sao itlusoes
fallazes, que, acudindo em snnhos a mente desse
escriplor. completamente falharo na execuco,
[o que nao raro acontecer a quem metle-se a
prodizer o que ha de succeder,) c por conseguin-
te.Qcarao sendo menos verdadeiras.
L'm .imples golpe de vista na dala dessa carta
daixa ver, que o seus escriplor eslava prognosi-
cando o futuro, pois escrersndo alta a ii do Ja-
neiro, e lendocomccoa qualficaeo a 15 dcse
mez, j elle naquella caria va que o delegado e
subdelegado eslavam furiosos, ameacando ludo
com recrutamenlo o prises, e islo na" qualifica-
co, que dii quando chegar a eleicaol Infeliz-
mente para o prognosticador nao se deu fado
iienhura dos que avenluiou ; por conseguinle,
nienlio.
Se o tal escriplor arripiar com a expressaa do
verbo (menlio), que cite as pessoas amcacadas
de recrutamenlo o prsoes, e bem assim, 03 tactos
que denunriam a sua furia.
O liomem que se soccorre a mentira para des-
acreditar e do-montar aos que nao sao de sua
parceiria poltica, um vil calumniador que s
.merece o despreso publico.
Ninguem melhor do que eu.sabeo motivo que
tere esse escriptor para propalar lao malvolas
insinuacoes.
! ina idea poltica odomina; e por que conla
quasi como certo que essa idea nao apoiada
l"'r nenhuma daquellas autoridades, deseja des-
tar-so deltas. E como nenhuma dolas ainda ,
tivesse i rslcado actos, que sendo levados a pu- i:,^'.' -i..;
blicidodo, Ibes podesse marear a sua prohijado,' '
alirou-se no campo dos prognosticos, c logo com
tul infelicidade, que nenhuma se reolisou.
Presumi, sem duvidaclle, que essas fallacas
lurar dous dos assassinos do Manoel Florentino.
Depois de sua retirada desta comarca os crimi-
nosos considerara-sc sem perigos cm seus ja-
zigos
Afrouxando-se assim a pouco e pouco a ac-
cao da polica, toram-se de novo chegando os
mal intencionados aos seus antigos hbitos do
quererem acbar quanta rixa, quanta contenda
com a faca e com o bacamarte, de sorle que "se
nao lem apparecido mullas mirles, porque
jncm sempre ambos os conlendorcs eslao dis-
postos.
Mas por csses disirictos c pequeos arraaes
de toradas villas.ja rao havendo seus pequeos
hachas, que ludo decidem bofetadas, arre-
ganlios de denles, e mo*tra das agudas pontas
da faca etc. Nao ha no todo reccio de ser
preso.
O que venho de dzer acha-se exuberantemen-
te provado pelos dous ltimos assassinatos com-
meltdos, um dentro da villa do Ouricury na
pessoa do lenlo Branco, cujos i ulor e execn-
tores eslao milito fresca, c o outro comiiii'tli-
do no lugar Caipora na pessoa de Manoel Fran-
cisco de Magalhaes, a quem corlaram urna ore-
llia, e cujos autor e assnssino estao muito sa-
tsfeitos de si, e sem necessidade do se oc-
cultar.
Quando o juslica nao pune ao criiiiinoso o a
polica nao o persegue, vemos o desespero levar
as parles a punirem csses e oulros deudos com
a pena de Tlio, e assim urna morle podo 1ra-
zer a pos de si muitas morios.
F. poderi haver oslado mais desesesperado na
bociedade ? Por certo que nao. Assim, meo ami-
go, os m.'ios exemplos de impunidade esto tor-
nndoosla comarca ao statu quo ante Penlia-
dum quol Deus averia!.
Noliciei-lhe urnas chuvas a 20 de fevereiro que bVro
nao foram geraes. Deram outras no 1. deste
mez, que da mesma sorle nao foram geraes; de
sorlo que, excepc.ao de cm urna ou oulra fa-
zenda pelos pos d sorra, nao ha gera!mente
ainda paslo. Hi lorlanlo muilo receio de que o
bissexlo nao nos t'aga urna dupla desgraca de !
intrigas, malquorencas, desordens, assassinatos,!
o como coroa a todas essas miserias urna lerri-!
vel secca, que at pouca gente deixar Desde!
que entrn este mez, o ullimo, em que se lir-
mam as esperances de Invern, lem conslante-
menlc aprcsenlado muito nevoeiro, relmpagos
e trovos; mas ludo se desfaz em vente, e
noiio um co puro como o de setembro Iraz o
desengao ao pobre homeni destes" malfadados
sertes, que v a sua fortuna borda do abysmo.
Com o da seguale novos iievoeros reanimara
os esperanras do scrlanejo, mas sendo do novo
dissipados pelo vento da larde a noite limoa, o
refrescada pelo sul, inimigo desla torra, cala no
animo de seus habitantes ornis terrvel desen-
gao.
Assim vve-sc aqu cm um perpetuo mixto do
esperncele desengao. Mas quando apozde tan-
las afflicces e prejuizos apparcccm chuvas em
quantidade, o serlanejo esquece ludo, reanima-
se e sorri, cheio de nina conlianca deque aquel-
la felicidade ser perenne.
Os gneros eslao carissimos, a cuia do oilo de
farinha costa-nos lj|25i), a rapadura 160, a libra
de carne fresca 160, o esta ultima nao \\i sem-
pre; felizmente lem aqui o mercade sido sempre
abastuido dec lo esperoque por c peixe
secco importante do rio de cima.
O dinheiro desappareceu complelamenfe do
centro ; nao ha negocio, nem Iransaccao alguma
cm que elle alimpo as cataratas dos contractan-
les; de sorle que alera de ser essa falta bastante
sonsivel, aos que vivem de vender seus objeclos,
^uma nova calamidade para o prolelario. que
nao descobre Relos de o ganhar, e por isso roui-
lo rirom Jo comer o milo do chlquo-ohlque
assado, que, posto nao seja de muito a precia vel
p.-iladnr, do nlguma sabslanHa, s isso ludo ;
peto menos os que entregues a este meio do sub-
sistencia passim a vida com menos dispendios c
mais livre do cuidados no pao d'amanha
Tenho-mc tornado ale fastidioso, mas lenha
paciencia, pois forra que eu lhe pinte com as
verdadeiras coroso quadro das calamidades quo
pesam hoje sobre os habitantes desta comarca.
Foram rccolhiJos casa de detenco nos
dias2{ o 25 do concille, 7 homens e 4 niulhe-
res, a saber. 5 livres c 6 escravos; sendo 2
ordem do Dr. delegado do Io distrielo, 2 do
subdelegado do Recifc,ldo de Sanio Antonio,
3 do de San-Jos, ^do da Boa-Vista e 2 do da
MuriUeca.
Matadocuo pblico :
Mataram-se no da 25 do corrente para o con-
sumo desta cid.ide s rezos.
No dia 86 do mesmo 8G.
Mohtaliuade do da 25 no corhfste
Hara, preta, solteira, 30 annos, congeslo cc-
riedade, em relagao smente ao soio Jo. Anto-
nio do Azcvedo Santos Jnior, que^c retirara da
mesma sociedade.Como requerem, annotando-
se no regislro do contrato social.
Outro do Francisco Antonio Fernandes Pinhci-
ro, pedindo carta do mMricula, como cotnmer-
cianle as Alagoas.Justifique n importancia de
seu negocio, e que pode salisfazer as obrigacoes
de commerciante matriculado.
Com vista ao Sr. desenibargador fiscal, os se-
guintes rcquerimenlos :
Um de Almeida Gomes, Alvos & Companhia,
pedindo que osle tribunal declare qual devo ser
a commissao que deve levar qualquer commer-
cesso fra um pardo, dahi infiro nao ser outro se-
nflo um liomem de nomo Justino, que ento ser-
vil de protocolislado Sr Atahyde ; eneste caso,
a vista de minha falta de lembranca, e total cs-
quecimento de semelhante remssa", inclino-rae a
crrque fosse lalvez feila mesmo pelo Sr. Ata-
hyde sob o meu nomo, e islo sem duvida pelo
acanhamento que quasi sempre tem o escrivao
para lembrar aojuiz esses descuidos que muitas
vezes so do na mulliplicidade de rubricas que
exige um processo.
Dada por tanto esta succinla explicaco, ja
vcemosque teem discernimento, que nao se me
dando como sumidordo processo, claro est que
cianle pelo frctamenlo de navios, porquonlo nao ncuhum interesso ou calculo me poderia levar a
.. ._i_. -:.. j. ...,i..u.:4. _____i.j. .____ii____ !.i.. ..,.- r. ..: .___________.. .....
se acha" ainda estabelecida e regulada semelhan-
le commissao.
Outro de Linden Wild A Companhia, pedindo
o registro do seu contrato social.
Outro de Manoel Goncalves Ferreira Mendes.
pedindo o regislro de seu navio, a barca nacional
Atrevida.
Nao havendo nada a tratar-so, o Sr. presidente
encerrou a sossao.
SESSAO JUDICIARIA EM 22 DE MARCO DE 1860
PHES1UENC1A DO EXM. SR. JIESEHBAUU.VDOH
SOUZA.
A 3/1 de hora depois do meio-dia, achando-sc
presentes os Sis. desenihargadores Villares, Silva
Guimares c Guerra, c deputados Reg, Bastos
e I.cinos, o Sr. presidente declarou aborta a sos-
sao ; e foi lida c approvada a acta da antece-
dente.
Jl I.CAMENTOS.
Appellantes, o bacharel Jos Nicolao Pereira
dos Santos e outros herdeiros do finado Francis-
co Antonio Pereira dos Santos ; appcllado, Joo
da Rocha Wanderlcy Uns.
Foi confirmada a sentenca appellada.
Appellanle, Jos da Silva" Ferreira ; appcllado,
o Dr. Joaquira Antonio Alves Ribeiro (por cm-
Foram desprezados os embargos.
MSTRIBIICES.
Appellanla, Anlonio Jos Moreira Ponlcs ; op-
pellado. Jos Goncalves Malveira.
Ao Sr. desenibargador Villares.
(Escrivao Albuquerque.J
Nada mais houve a tratar.
Bego Rasgel,
Secretario inlerino.
CMARA CKICIPAL DO RECITE.
Presidencia do Sr. llego e Albnquerque.
Presentes os Srs. Franca, Reg, Oliveira,
Pinto e Gameiro, faltando com causa participada
o Sr. Mello, e sem ella os mais smihores, abri-
se a sesso, c foi lida c approvada a acta da
antecedente.
Foi lido oseguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Dr. Ignacio Firmo Xavier, res-
pondendo que nao po lia tomar parte nos Iraba-
llios desta cmara, por nao se adiar do todo
reslabelecido do grave incommodo que lem sof-
frido desde novembro do anuo passado.Iutei-
rada.
Outro do engenheiro cordeador, informando a
peticao de Albino Jos Ferreira da Cunha, que
requereu lhe fosse concedido construir a sua ca-
sa entre o pateo de S. Pedro e a ra de Dorias,
de modo que tenha de frenle nesta ultima 30
palmosAdiado.
Oulro do mesmo, informando acerca do rque-
rimento de Chrisliano Jos lavares,
licenca para fazera cubera do sol
Imperador, n. 17, desorle que liq
aguas, fazendo lambem cornija o parapcito, e
limpaudo a frente.Indeferid.
Outro do contador, pedindo ordenasse a c-
mara ao porteiro quo se demorasse por algum
lempo depois da hora, em que se deve fechar a
casa, al que elle cal>e cortos Iraballios de ur-
gencia que est fazendo.Que ao secretario
cumpla providenciar.
Outro do fiscal de S.Jos, pedindo lhe decla-
raste a cmara se devia ou nao cuntir na edili-
caco do muro que pretende Joaquina Goncalves
Salgado, no seu terreno na ra do Forte, avan-
zando para o alinhameiilo 30 palmos, pouco mais
ou menos, visto que depois que Salgado obteve
licenca para essa conslrun-o, em maio ou ju-
nhodel856^ recebera elle fiscal urna portara
desla cmara, ordenando-lho que nao corisea- I
lisse nclla, sem que posteriormente a cmara |
resolvesse. Posto em discussao, resolvou-se j
que se respondesse ao fiscal que nao consenlisse
na edilicaeao do muro, sem que Salgado indem- i
nisasse ao cofre municipal do valor do terreno
accrescido.
Tendo o cdado Roque Antunes Confia ender
refado cmara urna policio, fazendo ver que o
junta de qualilieaco remetiera para o archivo
desta cmara o livro da acta do qnalficaco d-
freguezia da Varzea, anles de lempo, pois qua
tendo havido reclamaces desatlendidas, os reo
clamantes nao podiam "recorrer para o conselha
municipal de recurso, sem quo se lavrasse c
dzer i[uc nao vi auprncesso Icnlo-o visto por es-
ta ou por aquella razo, e*qualquer desar que
anda se me queira enxergar devo de lodo desva-
ncegr-se vista do desassombroo franqueza com
que depuz no processo novamente instaurado
contra o Sr. Jos do Reg.
Recite 26 de marco do 1860.
Jos dos Anjs Yieira de Amorim.
hospitalTortlglez.
A commissao deexamc dos abusos e illegaliJades
commetlidas no hospital porluynez de benefi-
cencia pela adminislrarao de 1859, em re-
posta ao primeiro com mullicado da mesma
adminislraco. (")
Finalmente apparece a adminislraco do hos-
pital porluguez com o seu primeiro communi-
cado oin defeza das accusar;es que lhe foram
feitas pela commissao encarregada d'essa
tarefa.
Bem vinda seja a Ilustra administrarlo. A
commissao a sada!
Infelizmente porm parece ella ler procralo
mais aturdir a sociedade com palavres imp
prios da simplicidado daquestao, ou dislrahi
cora alluses virulentas e odiosas; do que lr-
Iliar o camiuho de una joslificaco airosa c
proccdenle. Nem por um, era por outro
d'esses camiohos ser acompanhada pela com-
missao. A commissao argumenlou desde prin-
cipio com os fados cm una mo, c cora a lei
do eslabelecimento cm outra.
Continuar a proceder do mesmo modo dei-
xondo que a Ilustre administrado continu a
injuriar c a ofender a quem lhe aprouver ea
seu bel prazer, porque n'esle campo odioso e
indecente ella de ante-mo lhe cede c dcixa.
livres terrenos, palmas e gloria.
A commissao pois fiel ao seu programma, e
antes de entrar na materia principia por decla-
rar, que acala e respeila as palavras do Ilustre
presidente da commissao fundadora do hospital
porluguez do beneficencia em Pernambuco,
o lluslrissimo Sr. Dr, Almeida ; mas que nunca
presumi, que essas palavras ditadas peloestudo
e experiencia dos homens podessem servir um
meliltf v l
devia a sua
gcral urna delibt.
2, propondo-a a un,
arl. 90); 3". fallando
amo a ledo e.ilalieleciiuelHu, a qual
"eicao, Io, propondo a asscmbln
aio irrila e nulla (arl. 55);
ooder incompetenle ( 4o do
seus compromissos e a
72.1 Se ao Sr. Jos
seus deveres. (? 13 do arl. provedor dnlhos-
Teixeira Bastos nao ronvinhn se, n0 eslabeleci-
pilal com o estatuto, que exislia si)l; o mo-
mento, devia regeitaro cargo; mas de. >stalu-
menlo ijue o aceitn, devia respeilar esse c ,.
lo, e fazer com que tods a associaco o respe.
lasse.
Mas S. S. julgou melhor aceitar para depois
Irahir a lei que o hara eleito S. S. eslava no
seu direito, assim como a commissao esl lam-
bem no de reprovar esse provedimenlo.
A commissao nao censura o Ilustre provodor
por ter presidido a essa sesso; censura-o por
nao ler eumprido com os devores de presidenle
( 13 do arl. 72.)
Mas essa reforma converleu ou nao em pro-
priedade dos socios o que era propriedade dos
pobres?...
Nos primeiros estatutos em vigor quando o Sr.
Jos Toixeira Bastos foi eleito provodor. eram
consideradosdoacpstodos os donativos feilos
ao hospital, superiores de un cont de tis, in-
clusive arl. 45 (d) ; e como taes constituiam um
telv Forster & C, 2,200 saceos assucar masca-
vado.
Hecebetlura <1e rondas Internas
geraes le Pernambuco
Rendimentodo dia la 21. 40:1185554
dem do dU 2C.......3:97lfl031
44:119-3585
Consulado provincial. *
Rendimenlo do dia 1 a2. 57:93Gj965
m do dia 26....... 3;7G2j403
Iv
61:7195368
Movimen;odoPrto.
?5.
Navios tahilos no dia .
BarbaddesPatacho nglez Llizabelh, apilad
James Wood, em lastro.
LiverpoolBarca ingle/a Bonita, capitao Tilo-
mas Smil. Carga assucar ealgodo.
Havre pelo Rio-Grande do Norte Baica fran-
cesa l'eritaiiibuco, capilo f.ordu ni, cargj
couros
fundo especial de rendimenlo, sobre o qual o los- MontevideoBarca frainjeza Fgaro, capilo Les-
pilal apenas linha o direito de adminislraco e ljer, em lastro.
uso-fruclo, arl. 45 [', por que em caso de disso-
luc,o do hospital linham essas sonimas do pas-
sar ao segundo possuidor indicado pelo doador,
art. 53 (f): ou deviain ser repartidas pelos pobres
por tenco do doador, arl. 5 (a).
Oue fez a reforma ?
LisboaBrigue porluguez Taruja I, capilo Ma-
nuel de Oliveira Faneco, car^i assucar.
Terra-NovaBarca ingleza Fleettoing, capilo
Karighl, era lastro que trouse da Babia. Sus-
icndeu do lamaro.
Nav*0$ entrados no dia 26.
Apenas considerou comodoaceso por con- I'0.0"0 Janeiro20 dias. patacho brasilciro Bebe-
seguinte sob o dominio dos arligos citados, ou rl0*' de -Jl) loneladas, capilo Joaquira Jos
seus equivalentes nos novos estatutos, es dona-1 dos Bois, equipagem \2, carga caf e milhu
Uvos acompanhadps da dedaraco expressa de
applicaco soniente do seu rendimenlo em be-
neficio do hospital, (art. 63 dos novos estatu-
ios (h).
Tudo mais considerado esmola, arl. 59 (i), e
como tal de propriedade e dominio da associaco.
rt. 61. (j).
A commissao pensa. que a presenca ou ausen-
cia da clausula indicada nao pode nem deve del
modo algum influir na essencia da doaco, mes-
mo porque pode o doador deixar 00 faze-la por |
esquecimento ou de proposito sem que comtudo
se possa concluir, por ser 3bsurdo, que elle pre-
lendeu fazer essa doaco aos socios do hospital e
nao aos pobres do eslabelecimento.
Resulluu dessa dispo>ico viciosa, que leudo o
Uado Joo Yieira Lima, deizado ao hospital um
a Azevedo \ Mendes.
Terra-Nov34 das, barca ingle/a Norval, do
219 loneladas, capilo David Cune, cquipa-
gem 1 i, carga 2760 barricas com bacalho; a
Johnslon Palor & C.
Cear 1 das, caahoneira brasilera de guerra
Tiel. commandante 1' lenlo Manoel Vital
de Oliveira.
Gabon30 das, brigue francez Diasmo, do i\'.>
loneladas, capilo Brendoiu, equipagem 12,
em lastro ; a Tisset Frre & C. Seguio para
Maitimcula.
' legado importante ainda no lempo dos primeiros
ro" I estatutos, e nao o tendo aeompanhndo dessa clau-
1 sula, a illuslre adminislraco de 1859, Ihescha-
mou propriedade dos socios, e era voz de em -
prega-lo era bens de raiz, ou ttulos pecuniarios
de fcil rcalisaco, de modo a constituir um pa-
trimonio para o eslabelecimento, dispoz desse
dinheiro a seu bel prazer, e como o enlendeu
Dez contos de ris desse legado j l vo em- !
pregados em obras de simetra, canos, me Ja-
has, estatuas, mausolcus, logeles, msicas,,
etc., etc.
O resto sendo de propriedade dos socios as
futuras admioistraces o dispendero lamb m,
como o entenderem, mais infeliz do hospital se I
ellas seguirem os nios exemplos da administra-1
cao de 1859 !
A commissao termina o prsenle artigo deca- g
i raudo que nao quer nem|podc ser jui/.o da illus- I oo
Iraco do 111 m. Sr. Dr. Almeida, nem (o pou-
co da humildade e obscuridade do Sr. Jos Tei-
xeira Bastos; no entanto reconhece no Sr. Dr.
Almeida o organisador do primeiro estatuto de
um eslabelecimento que nao exislia, o no Sr.
55 ce o. p Id o. <0 O 1 O. 1 s I Horas.
* n i Vi V. " 1 i = 1 S 1 5" 1 m | Atmospkera
V irecro. < tf. a -i o
* * w ? 1 1 Intensidade.
K3 -.1 -1 te. te) > (X bB --1 O * S 1 b 1 Centgrado. -i g a X H ~ 3.
1* ti C: ce ce --i Ii 1 Reaumur.
_ 4* :: -1 ^1 1 CO s 1 Falirenhcit ffugromelr
O
M
al
* o
O-. Vi
= =3
c-.
j:
C.T
C5
^1
C5
a 3 |
='~ i
Barmetro.
!
dia de Ihema e razo explicativa do proced- Jos Teixeira Bastos, s' pode ver o seu infractor
ment de urna adminislraco, que verga sob o e iransrcssor
pezo de graves e ponderosas accusacocs.
A commi-sao nunca presumi que essa illus-
lre adminislraco quizesse arvorar-sc em genio
do mal contra o eslabelecimenlo por meio do
repetidas conspiraces contra os seus intereSses,
e disperdicios incessantes dos seus capites; que
promovesse a discordia, entre os associados pra-
licando quanta arbilrancdade lhe veio mente
e procurando depois enlre as fileiras da socieda-
de propugnadores, que as conlirmassem e final-
mente que dominada por esse espirito de emu-
laraopertendesse ferir o eslabelecimento,
{Con/iiHfli'-se-/iil
Correspondencias.
Tendo recolhido casa de saudc dos Dis. Ra-
mos e Seve um meu escravo que appareceu aliio-
nodo, hoje o tenho j ern servico em perfeilo es-
tado de saude.
Julgo dever attribuir o bom resultado d'esla
cura ao zelo o cuidado cora que meu escravo foi
e | alli tratado pelos dignos propietarios e empre-
rcs. que pede MrMS'ar 0 lu,n"10 un,a institumo, que tontos gados do eslabelecimento de que fui (estemunha
brado da ra do sacrificios custou a seus fundadores! Nao. A ; nas respectivas visitas que fiz: por lano conside-
liquo de duas ." Presumi. Foi a n.esma ro.me na 0brigaco de agradecer publicamente
adminislraco quem o relevou tomando essas
palavras prophelicas por epigraphe de seus
actos, e do sen procedimenlo altamente abusivo
o Ilegal! So nislo ha honra fique-se cora ella
a illuslre adminislraco. A commissao nao
Ih'a oveja. Entremos* na queslo.
1." Poni.O illitxtre provedor de 1858 e
1859, offendeo ou nao deslealmente os dous pro-
redores que o liaciam precedido ?....
Pereira, prelo, solteiro, 60
annos, bcxigas.
Valeriiiui Vassoul, branco, casado, 31) annos, gas-1 competente lermo do mesmo livro, na foi roa d-
tro intente. decreto n. 511 de 11 de marco de 1817, allegan-
paro logo ealariam no animo'ds autoridades su- Dc,ina> Preta. solteira escrava, 60 annos, gastro do o peticionario que osdez dias para se inteo-
, e estas unmediatamente dimittiriam 0"lenlL'- por recurso anda haviam de expirar no dia 16
o do correlo, a cmara, verificando a verdade do
Mana, branca, 5 mezes dyarrha.
.. [o lias ; quanlo porm vive elle engaado, pois
ainla nao sabe unco chefe de polica por estes
actos guia-se pelasinformaroes boosou ms,que
lhes do os juizes de direito, autoridades estas,
que de ordinario esto sobranceiras a manejos
mis raveis de poltica.
I):i-s" urna phrase mais sera substancia, do que
a em que di/, esse i riplor, que a policio de
'abro! urna miseria isso dito assim descar-
nadamente, sem a citaco do mais simples fado,
que a comprove! ? Qum nao descobre no con-
teudo de loda essi caila o miseravel manejo po-
ltico. Fallando no Ouricury de cerla gente, na
Boa-risia lambem de certa, e finalmente cm Ca-
brob do delegado e subdelegado, cotio que an-
dou catando os que nao lhe servia ni .'
Nao ha lugar que offereca lana materia para
encher-se folhs de papel,' como o Ouricury, o |
mais anmalo que eu j conheci ; entre-
tanto o tal escriplor encolhendo-sc a seu respei-
to, elogia a um, vitupera a oulro, c deixa-se no
tinteiro os faclos indignos praticados por todos.
Em Cabrob da ordinario as cousas correm pa-,
cidas e serenas, principalmente na e subdelegacie i
delegacia contra os quaes nada ha at o presente
o que se alegue.
Entretanto foi onde o escriplor quiz en-
cliergar fados, que nao lobrigou,
a
Gordiana, pida, escrava,"solteira, 50 annos, apo-
pleja.
Benedicto, pelo, 4 annos, escravo, asinina.
Mara, 5 annos, parda, angina.
Serino, pardo, 13 me/es, dentcnco.
Hospital e cauidade. "Existem 61 ho-
mens, 55 mulhercs nacionacs, 5 horaens eslrau-
geiros, 1 hornera escravo, total 12i.
Na tolalidado dos docnles existem 42 alie-
nados, sendo 32 mulhercs e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto, as 8 horas o 1/2 da manha, c pelo Dr.
Domellas s 8 horas e 20 minutos da manha.
Fallei erara 1 mulher de congeslo cerebral e 1
homem de bexisas.
CHRONICUUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COIfllflERCIO.
deixou no silencio tantos, lo escandalosos, pra-
ticados por certa auloridade daqui, que por se-
ren to graves, j mereceram a atlcnco e syn-
dicaco do promotor publico.
Sem duvida s olvidou esses faclozinhos, por
que o seu autor da liga, e como tal tudo quan-
lo ortica sao maravilhas.
Peco-lhe pois, que recommende a esse escrip-
tor que que s lhe cominunique o succedido, e
abandone os prognosticos, que se urna vez se
realisem, cem falham.
As cousas por c andam de pernos para cima.
Tendo-se dado no termo de Ouricury os dous as-j
sassinalos, de que lhe noticiei na minha ultima,
era de esperar quo viesse alguma forc.a de fra,
afim de chamar os desvainados a obediencia s
leis, e garantir aseguianca individual dos amea-
cados, que se vem na necessidade de ter gente
armada rmneira de urna guarJa em sua casa
para garantir a sua pessoa.
Acontece porm o contrario, as poucas pracas
que ha, sao chamadas e descem a recolher-se a
essa capital. O mo exemplo vai lomando pro-
proporces.
No anuo de 1853 foi assassinado nesta villa o
subdelegado do lermo, Manoel Florentino de
Albuquerque Montenegro, no meto da gritara
dos assassinos que produzio o maior alarma, cm i
S.ESS.VO ADMINISTRATIVA EM 22 DEMABCO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBAUCADOR
SOUZA.
As 10 horas da manha, achando-sc presentes
ao passo que | os Senhores deputados Reg, Baslo, c Lems.
o Sr. presidenle declarou aberla a sesso.
Foram lidas e approvadas as actas das duas
antecedentes.
Leu-se o scguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do secrelario do merilissimo tribu-
nal do commercb da provincia do Maranho, de
1" do correle, communieando ler-so matriculado
D. Leopoldina Carolina Malheiros da Silva, e ex-
pedido titulo de interprete, a Alfredo Bandeira
Hall.Accuse-se a rceepr5o.
DESPACHOS.
Um requerimento de Leal & Borges, salisfa-
zendo o despacho deslc tribunal de 19 do corren-
te, para ser registrdo o seu conlralo social.Co-
mo requerem.
Oulro de Mello, Lobo (Si Companhia, pedindo o
registro da nomeacao deseo caixciro Jos Her-
mino de S e Souza.Regislre-se.
Oulro de D. Francisca das Chagas Ferreira Sa-
raiva, por seu procurador, salisfazendo o despa-
cho de 15 do corrente, afim de obter caria de re-
gistro do seu lugre Sanio Amaro Ajunte o ti-
tulo de posse.
Oulro de Pankras Wld c Theodoro Jusl, pe-
dindo certioao da matricula de Antonio Francis-
co Martins de Miranda.D-se-lhe.
Outro de Barroca & Castro, em liquidacao,
que se pode achar urna villa.sendo sangrado don-! aprcsenlando o registro da barca Yaya, por" ler
tro da propna casa, arrombada. a golpes de ma-! sido abandonada na Bahia.Facam-sc os neces-
chado, e o chefe desse assassinato, apenas solTreu sarias annotaroes para ficar isento da responsabi-
perseguigao do capitao Penteado, que deu-lhe' lidade.
casa por diversas vezes, cercando para esse lira j Outro de Jos Herniino de S e Souza, pedin-
rasas de cidados os mais respeitavris da comar-|do cerlido das matrculas de Antonio Antunes
Em quanlo ao Sr. Lisboa o mesmo Sr. prove-
dor nao nega que lhe foram feitas censuras, mas
declina do si a rcsponsabilidade d'ellas p.ua
razel a recahir sobre a commissao, que as fez.
Mas o Sr.provedor deve lembrar-se.de que era
n'esso lempo o chefe da associaco, o guarda di<
archivo, e superintendente dos" negocios do es-
labelecimento; que foi elle ou devia ser o ins-.
truclor da commissao em virtude dos documen-
tos, que existan) em seu poder; por conseguin-
le nao devia consentir, je o seu cx-collega
fosse deslealmente censurado por ter desatendi-
do os direilos do Sr. Jacomc L'lysses, porque o
Sr. provedor, devia saber, que o respectivo Ulu-
lo conferido a esse bemfeilor do hospital, foi
assignado pelo proprio piinho do provedor olfen-
dido. Das i]nas urna, ou o Ilustre provedor nao
inslruio, como devia, a boa f da commissao ; ou
i associou-se a alguem para ferir deslealmente o
' seu collega, o que deu em resultado essa lirada
j de recriminaces injustas, que se l a pag. 7 do
j relalorio do 1858.
E em quanlo ao Sr. Dr. Almeida a commissao
! Ii ni 11 a-so a publicar o seguinte otficio, que para
) em seu poder legalmente authenlicado :
lllm. Sr.Estando um barullio no hospital
aos inesmos senhores, o que faco por este meio,
tudo quanlo li/.ercm era beneficio de meu escravo:
asseverando-llips ao mesmo lempo quo sempre
que ti ver precisan, recorrer a seu eslabelecimen-
to, que sem duvida o nico lugar a onde um
escravo pode ser devidarnenle Iralado.
I.uiz Antonio l'ereira.
Becife, 19 de marco de 1851).________________
~OMM.EItCiO.
a noite clara com algn-; nevo iros, vento va-
riare!, tirando no terral assim amaliteu.
OSCILtAf.O DA HAR.
Preamar as 7 h 18 da manha. altura 6.75 p.
Uaixamar a 1 h 30' da tarde, altura 1.20 p.
Observatorio do arsenal demarinha 26 de mar-
co de 1860 Viegas J'jnior.
imu-lJf.^^r'-'^'
-.-T--W. 7JK5T".
eelaracoes.
A ITa mi;
Rendimenlo do da 1 a 24.
dem do da 26. ,
ra.
326:359*77.1
12 G1C012
Ulovimento da
Voluntes entrados com [azendas
com gneros
3:j3.97S786
alfiindcsa
Volumes sabidos cora
t com
fazendas
gneros
166
103
------26'J
132
568
------700
Descarregam hoje 27 de marco.
Barca ingleza=Margarelh bacallio.
Barca sarda=Paulo=rdiversos gneros.
Barca frauceza r= TheoJicer = pipas ebarrisde
vinho.
Galera francezar=Berlh=mcrcadoras.
Barca anicricina Expressc Theresefarinha de
trigo.
Brigue porluguezFiornda diversos gneros.
Brigue austracoTriestefarinha de trigo.
Escuna portugucza=Rainha dos Acores=baga-
gera.
Consulado geral.
Bendimenlo do dia 1 a2i. 59:9288835
allegado, vista do livro, mandn que fosse este ,
reenviado aojuiz de paz presidente da junta qua- !/>''"';/''=. capitaneado pelo Dr. Jos a" Almeida I Rendimenlo do da 1 a 21. 5J:928S83o
lilicadora daiiuclla freguezia. Soares Lima Bastos, pero a V. S. venha manter dem do da 0....... ;80IS8iu
a ordem. Hospital porluguez 15 de Janeiro de \
O Sr. Gameiro fez osseguintes requerimentos,
que foram approvades c mandados remetter
commissao de edilicaces (Barata c Oliveira) para
de accordo com o engenheiro dar seu parecer a
respeito.
Requeiro que pelos meios legaes seja rovo-,
gado o arl 10 lit. 7 das posturas de 30 do ju- | da ssociacaojlo hospital porluguez de ben. li-
nho de 1819, permillindo-se somenle d'ora era"
1860.lllm. Sr. Dr.'delegado do llecife
Provedor.Jos Teixeira Bastos.
Toda a associaco sabe, que o Sr. Dr. Almeida
nunca capitanean barulhos, e muito menos en-
contrara soldados baruIhentos enlre os membros
64 7305C8i
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 24.
dem do dia 26.
ca, no que pralicava juslica, visto como elle Hel-
ias aroilava-se. Entretanto desde a poca da
retirada daquelle honrado militar, nenhum oulro
dos que o substituirn] o encommodou mais:
tem perianto estado no seu amado soteguinho
Lobo, Anlonio Lopes Pereira de Mello e Antonio
de S e Souza.D-se-lhe.
Roquerimeiilos oOiciados pelo Sr. desembarga-
dor fiscal :
Um de Guilherme de Carvalho & Companhia,
dianle a construeco de aguas furladas nas casas
que so edificaren] ou reedificaren], mancira
daquellas feilas nos sobrados dos herdeiros do
fallecido Luiz Gomes Ferreira, na ra do Impe-
rador, marcando a cmara as suas dimen-
ses.
Sala dassessocs, 1.4 de marco de 1860.Ga-
meiro.
Requeiro que por urna postura se obri-
guc os propriclarios de presidios nesta cidade,
que lem telheiros tora da beira e sobeira dos le-
Ihados, a domolir esses telheiros, marcando a
cmara um prazo razoavel para a demoli-
co.
Sala dassessocs, 14 de marro de 1S60.Ga-
meiro.
Despacharam-sc as peticoes de Chrisliano Jos
Tavarcs, Francisco de Santiago Pereira, Jos
Peres da Cruz, Luiz Jos da Cosa Amorim, Vir-
gino Fidclis Ramos ; e levanlou-se a ses-
so.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, a es-
crevi.Reg, pro-presidente.Barala d'Almei-
da.Oliveira.Pinto.Gameiro.
*t wiipce3w-^m*
Communicados
O Sr. tenente-coronel Feliciano Joaquim dos
Santos rectificando pelo Liberal de 21 do crren-
te a parle da Noticiara do Diario do llecife, que
se refere a seu depoiraento prestado no processo
que so esl organisando agora contra o Sr. Jos
do Bego, quanto ao segundo ponto diz assim ;
Jurei que o processo desapparc-
cido estivera cm mo do Sr. Dr. Jos
dos Anjos Vieira de Amorim, ento de-
legado, por que esto me enviara o pro-
cesso afim de rubricar o depoimento de
una testemunha, que eu bata deixado
de rubricar ; mas nao jurei, nem nunca
disse a ninguem que elle o houvesse
pronunciado.
Pois bem, depois desla reclificaco do Sr. le-
nenle-coronel Feliciano, devo por minha vez lam-
bem dizer alguma cousa. que ao menos me po-
nha fra dessas conjecturas sempre malignas e
dcsairosas que nos custumam fazer os que rece-
bem os fados em sua estampa, sem averiguar as
rircuinslancias, c ora tirar as liacesaque ellos
se prestara.
Sabem todos queja sao passadosl4ou 15 an-
nos sobre a poca em que se devona ter feilo es-
se processo que hoje se nao ncha ; e entao come
um dos elcitos do lempo Irazer o esquecimen-
to dos fados, nao screi cu to emperrado, ou tro
cenca; sabe mais a associaco que como presi-
denle da commissao fundadora do mesmo hospi-
10:116J852
3I838
10.435*201
tal essa iuslluico lhe deve a sua origem, sa-
crificios e o crdito do que lem gosado desde os
primeiros dias de sua fuudaco ; se o mesmo Sr.
Dr. Almeida coraporeceo a'secco do dia 15 do
Janeiro foi para oppr-sc tambera torrente de
abuzos que minavara o estabeleriraenlo e ame.i-
caram o seu fuluro. Mas o Sr. Jos Teixeira
Itaslos assentou quo devia ainda n'essa occasio
injurial-o, e injuriar a associaco I Pode haver
n'esle procedimenlo do Sr. Jos Teixeira Bastos
nanita delicadeza e muita urbanidade, mas a
commissao nao pode deixar de classilical-o, como
altamente desleal c ollensivo I
2. Ponto.O mesmo Sr. provedor violou ou
nao, Irahio ou nao a lei do estabelecime.nlo
qual devia a sua elleirao ?
O Sr. provedor foi eleito em face e pela forca
de um estatuto, o qual continha em si um cap-
lulo sobre doacoes,cojo artigo final dedarava
irrt'nse utas ludas equaesquer alleracocs, que
por ventura se lhe fizessem, art. 55 (a). Alm
d'eslc artigo um outro prohiba expressamente a
assembla geral o engerir- se era materia d'esta
ordem. 4." do art. 90. (t>)
E finalmento um outro, que recommendava
ao provedor do hospital a mais severa vigilan-
cia na fiel execuco do mesmo eslalulo, t 13 do
arl. 72. (c)
Ora o Sr. provedor de 1858 el859, mesmo no
comraunicado de sua defesa nao nega nem poda
Despachos de exportacfio pela ini--
sa do consulado desta eidade n
dia SG de mareo de 186
Rio da PialaSumac3 hosdanhola Dulcinea,
A. Ilejo Canal=Barca ingleza Margareth, Johnstcn Pa-
ter i C, 1,000 saceos assucar mase*vado.
Rio da PralaBrigue porluguez al'auline, A.
Irmos, 325 barricas assucar branco e>50 ditas
dilo mascavado.
Rio da PrataBrigue inglez John A Mary, A.
Irmos. 250 barricas assucar branco.
Bio da Prata = Patacho porluguez Sobcrbo>\
Guilherme Carvalho c C, 45 cascos agur-
dente.
Porto=Brguo porluguez Harmona^, E. J. dos
Santos Andrade & C, 1,100 chifres.
Costa da MinaPatacho porluguez S.Jos, A.
Irmos, 5'J pipas agurdente.
Ca nal Escuna dinamarqueza Adelina, Adam-
son Huvvic & C, 600 saceos assucar masca-
vado.
LisboaBrigue porluguez Constante, T. de A.
Fonseca Jnior, 42 cascos rae!.
New-YorkBarca americana Brasilera, NVha-
(d) Arl. 45. Todos os donativos fetos ao hos-
pital, superior 1:0009, inclusive em numerario
ou em bens de raiz, sao considerados como
doaces.
(e) Art. 46. As doacoes consttueh um fundo
especial de rendimenlo para o hospital, sobre o
negar que o referido capitulo sobre doacoes! qual o mesmo hospital apenas tem o dominio de
k sua presidencia e I adminislraco e uso-fruclo.
foi reformado e alterado sob
proposto cm urna sesso da assemb'la geral dos
senhores socios ; c 9 commissao atlritmc a S. S
crilerio e inlelligencia bastante para conheccr
que, procedendo deste modo, violou manifesla-
(*) Vide o Diario n. 68.
(a) Art. 55. E' absolutamente prohibido al-
terar o presente capitulo dos estatutos do hospi-
tal porluguez de beneficencia, e esta prohibicao
estende-sc mesma assembla geral, cujas deli-
berares a esto re6pelo sero em todo terapo
irritas e millas.
(I>) g 4. art. 90. A assembla geral cumpre,
alterar e reformar o presente estatuto, no que
a experiencia mostrar necessario, menos no que
diz respeito ao capitulo das doacoes.
(c) $ 13. art. 72. Ao provedor compete, re-
presentar om sumira p hospital e a junta admi-
nistrativa do mesmo na sustontaQo de seus
direilos, o vigiar execico des presentes
eslatuios.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fomecimenti
Jo arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jeclos seguinles :
Paro o 10 balnlhao de infantaria.
ll>9 beloes grandes de metal bronzeado com
011. 10; 747 dilos pequeos do mesmo metal
bronzeados com o n. 10 ; 211 esleirs de patita
de carnauba.
I'ara provimenlo dos armnzens do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
300 grosas de botos pelos de osso.
I'ara a botica do hospital militar.
Alambique de folha de Flandres de duas cana-
das 1 ; acido estrio, libras 16; aniz esln!'
libras 2; baelilha branca para coadores, cui-
dos 10 : capas de vi lio lapidados 2; ossencia de
salsa parrilha, vid ros 2: essencia de rosas, onca
1 ; enxofrn dourido de anleiiionio, oncas 2 ; ex-
ilado de Rhuibarbo, oncas 8; funil ao vidru do
1 libra 1 ; dito de dilo de 2 ditas 1 ; flor de ro-
I sas, libras 2 gramma. arroba 1"; iodo, oncas 4 ;
I iodoreto dcenxofar, oncas 4 ; jarra de barro pa-
ra agua 1 ; marmitas de folha para cosmentol2;i
marmita de folha grande 1 ; rnel de abelbas, li-
bras 8 ; moscas de Hilo 50 ; phosphato de ferro
de seros, vidros 20 ; peneiras de cabellos 2 ;
pastas de Na He, caixaslS; ditas de zeguaolel,
caixas 12 ; parectoria, libras 2 ; sabo medicinal,
libras 4 ; espermacele em rama, libras 4 ; lijel-
las de folha de Flandres 6; lurlrilo de potassa e
soda, libras 4 ; Ihesoura de corlar raiz com cai-
ta de madeira 1 ; dila pequea de um palmo I :
tarop de NalT, vidros 24; xarope de Lamou-
roux, vidros 21; xarope peitoral ingle/, gorra-
fas 12 ; xarope do pontas de espargo, garrafas Iz.
(Juera quizer vender taes objeclos .-presente
as suas propostas em caria lechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia i
de abril prximo vindouro ; sob a condi o do
serem entregues os medicamentos e maisobiec-
tos pedidos para o hospital militar, naquella re-
parii.o/m presenca do respectivo pliannaceu-
lieo de semana.
Sala das sessoes do canselho admini.slralico
para fornecimento do arsenal de guerra, 26 de
marco de 1860.Beato os Lamenha Lins, co-
ronel presidenle.Francisco oaqiam Pereira
Lobo, coronel voga.r'secrelario interino.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumplimento ao art.
22 do regulamento de 14 de dezempro de 1852.
faz publico, que foram aeccitas as propostas dos
senhores abaixo declarados:
Para o arsenal de guerra.
Joo Jos de Carvalho Moraes40 meios do
sola "arroliada a 6JI75 rada meio.
Jo.fo Jos da Silvai 20 arrobas de arcos de fer-
ro de 1 pollegoda a 2-J20 a arroba, 10 ditas Jo
dito del 1/2 pollegada a 2$400. e arroba.
Para o meio bnlalho de caradores da ParaMbm
do norte.
Guimares 4 Oliveira6 resmas de papel ai-
maco, a resma a 3,>6'>), 2 caivetes de 2 lutrias
por IjsoUO, 6 garrafas de tinta preta para escre-
ver a 480 rs., 20 collecces de cartas para prin-
cipiautes a 60 rs., 20 la-boadas a (it) rs., grarama-
licas portugue/.as per Monte-Verde, ultima edi-
co a 1?, % compendios de arithniclica por Avila
a IDILIO, 6 pautas a 40 rs., 20 traslados de es-
cripta a 60 rs.
O conselho avisa aos mesmos vendedores que
devem recolher os gneros cima declarados, na
secretaria do conselho, s 10 horas da nianhia do
dia 28 corrente mez.
Sala das'sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 26 d
marco de. 1860.Francisco Joaquim Pereira Lo-
bo, coronel vosal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo de fazer-sc a acquisico de diversos ob-
jeclos de material, abaixo decclarados, prra pro-
vimenlo do almoxarifado do arsenal de inar.uha.
manda o conselno fazer publico, que tratar dis-
so em sesso de 4 do mez de abril prximo,
vista de propostas em cartas fechados entregues
nesse mesmo dia al s 11 horas da manha, a-
companhadas das amostras que caibam no pos-
sivel, cerlos os concurrentes de sugeilarem-se a
multa de 50 O/o do valor de cada objeclo nao
entregue da qualidade e na quanlilade cunliala-
das e de rarregarem alera disto cora o cxresso
do preco, se o houver, quanto pela falta se recor-
ra ao mercado, bem como de seieui pagos do>
que venderera pela forma ha muito era pratica.
Objecics.
Borracha vulcauisada, a quantidade que for pos-
sivcl obler-se.
Cabo de lnho de 1/2 o 6 pollegadas, 56 pecas.
Caderones de ferro de 3 gomes tora rodas de
metal 2.
Cadernaes de dito de 2 ditos, e rorto3 de dito %.
Calcas de panno azul para impelaos marinheU
ros 4.
Chumbo em barra, 20 arr&bas.
(f) Art. 53. Em caso de dis?oluco do hospital
as doacoes passaro ao segundo possuidor, que o
doador'(iver indicado.
() Arl. 54. Nao se adiando previsto na doaco
o incidente de que falla o art. antecedenle, todas
as propriedades doadas ou compradas cusa das
sominas doadas sero nessa occasio vendidas, e
o sen produelo repartido pelos pobres por lenco
do doador.
[h] Art. 63 (dos novos estatuios). Todos os do
nativos feitos ao hospital, qur em numerario ou
bens de raiz, com dedaraco expressa de appli-
Cfco somente de seu rendimenlo, em beneficio
do hospital, sero considerados doagoes.
(i) Art. 59. Toda e qualquer quanli, ou valor Colches de brim chcios de la 12.
representativo, offertado ao hospital, nao acora- Dobradics de metal lie 4 pollegadas. dtcomori-
pannad de dec'laraco expressa i!e sua immedia-
la a'pplicacao, ser considerada esmola.
(j) Arl. 61. Todas as offerlas feitas ao hospi-
tal, no sentido do arl. 59, flcaro sendo de pro-
1 priedade c donitnio-uliV tia associn^io.
ment, 50 pares,
Fardas de panno aul, para aproaJizos maiinlui-
ros 12.
Fardas de dito dito, oara irapcctas m?rinhci-
ros4
ILEGfVEL


'4)
Fio do vela, 4 arrullas ~------
Gaxcta de palenle, a quanlidade que for po*sivel
obtor-sc. /
Garrafa de ferro I
Linhi de barco, 5 arrobas.
Lina Inglesa eslreila, 100 peas.
Lences de biim 18.
Navalhas de marlnheiros 100.
Pennas d'aco 5 raixas.
Presos de ferro de 5 pollegadas, costado 2 bar-
ricas.
Sola ingla/a preparada 50 nie09
Sapalos para marinhoiras. i parra..
Ditos para aprendices ruariuheiros, 10''
Sondaleza, { pares. ,-arcs.
Sacatrapos para gixela l.
Turnos de ferro grandes C
com Mariiusc Irmo, ra da .Madre
mero 2.
bARO DE PRNAMBUC. ^- TEHC* FEIRA > bfi MAfiCO & &O.
e Dos nu-
Lisboa e Porto
Va
, sabir brevemente a muito veleira
uem conhecida barca
Torradlas completas '
1 jogo.
.oa macho e desamoador,
COMPAMHA FER^i VMUCAXA
DE
avegacao costeira a vapor
O vapor Persinunga, com mandante Lobato ,
sahe para Macei. com escala por Tamandar,
Rarra Grande, Porto Be Pedras e.Camaragibe, do-
mingo 1. de abril s 0 horas da'lardc. Recbe-
se carga al o dia 30 de tarde e encommendas
ate 31 as 4 horas da larde.
Maranho e Para.
O patacho Alfredo, capilo e pratico Manocl
da Silva Santos, segu com rnuita brevidade aos
portos indicados : os senlnres que nelle quuc-
rem carregar, queiram dcclara-la al o fira da
presente semana, no cscriptorio dos consignata-
tios Almeida Gomes, Alvos & C., ra da Cruz
numero 27.
*Tvc8Si'iro -t brim chcirt5 de |fl 12
*y~ coloridos e ovados 16.
Zftcti 5 arrobas.
^ala do consclbo de compras navaes, em 2G do
"Inarco de 1860. O secretario.
\lexandre Rodrigues dns Alijos.
Pela recebedoria de rendas internas goraes
so faz publico que o prazo da cobranc no domi-
riii dos contribuimos, ao imposto de 20 por
conloe do especial de 8O5, relativo ao lsemes-
Ire do exercicio correnle, linda no ultimo deste
me/, depnis Jo que sognir-sc-ha a'cobranca exe-
CuUva. Recebedoria de IVrnambueo 26 de marco
de 1860.O administrador, Manocl Carneiro de
Souza Laccrda.
() consclho econmico do 8o balalhao de
infantara precisa controlar o fornecimento dos
gneros abaixo 11 eurionados nos 3 mezes vin-
ilouros a saber : p.ios de i e 6;S, caf muido 011
cm grao, assurar refinado, manteiga francesa,
carne verde, dita cica, bacalho, feijo, fari-
nha, arroz, (oiuinho, azeite doce, vinagre e le-
nlia, na pessoas que so julgarem habilitadas a a-
zc-lo dirjan-se a secretoria do misino balalhao
no dia 29 de marco correnle pelas II- 1|2 horas
da manha a npresentarem suas propostas. Quar-
lel do 6o balalhao de infantara ua Solcdade 26
de mareo de 1860Arislidea Ballhasar da Sil-
veira, afeies secretario.
= Pi r orden do [lint. Sr. Dr. vigario geral
jui/. dos casancnlos se previne as pessoas, que
liverem prestado na cmara ecclesiasca Bancas
banhos do lugar de sua naluialidade, e houve-
reni incorridu em mullas, que snente as devem !
pagar era vala de um conhecimenlo impresso, \ O vapor Cruzeiro do Sul, commandanle o
rubricado pelo Rvm. Sr. conego Fabriqueiro da i capilao de mar o guerra Gervazio Mancebo, es-
.sc, e pelo Rvd. escrivao mesmos Srs. fiadores ou afianzados devem apre- ', do norte at o dia 29 do correnle mez
sentar na referida cmara em blinda, ou no Re- | necebe-sc desde ja passag'eiros.freie de dinhei-
Cile ao Sr. vigario geral os recibos das mullas ro e encommendas e engaja-sc eondicionv.lmen-
10 a pagaran, e no prazo que Ihes foi conce- te a carga que o vapor poder conduzir, sendo os
dido os respectivos proclamas afin de que se volumes despachados com onlecedcncia alea
agencia ra do Trapi-
CQMPANHIA BRASILEIRA
DE
PA01JETES A VAPOR-
O vapor Cruzeiro do .Itii rnmm.inif.-intn
leilau do casco, a ppai cilios e inais per-
tcnces do brigue nacional E'vira, per-
tencente a massa fallida de Machado &
Pinheiro.
Os Srs. pretendentes o poderao exa-
minar na volta do Forte do Ma'to, on-
de $e acha ancorado.
^*
A 30 do corrente.
O' Don:iell, capilao do navio ingle/. Johon &
Lucy, far leilo por ntervencao do preposto do
agente Oliveira, com autorisacao do lllm. Sr.
inspector da alfandega dcsla cidade, em presenga
do agente de Loydes, e por conla e risco de
quem perlcncer, de urna cxcelleiite machina
vapor para seriar, 1 ancora e 2correles de fer-
ro de 2 pollegadas de grossura e 105 bracas de
compnmento cada urna, salvados do sup'radito
navio, naufragado no Jugar das Carcas em oulu-
bro de 1859 : sexta-feira 30 do correte s 11 ho-
ras da manha, no armazera alfandegado do Sr.
Araujo no Forlc do Mallos.
LEILAO
DE
alim de
i-iimpra as disnosces da le.o escrvie da ca-
raira episcopal, padre Joaqun da Assunpgao.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe da diviso c capilo do
pniio, faz-so publico a navegarn, que foi ar-
' o iii.iehiiiisrno du pliarol de Sant'Anna. cni
osc [ucncia do mi estado do edificio, confor-
me os annuncios dessa- reparlico de 3 de sc-
1 -nbro do auno possado, e 10defevereiro ultimo;
0| "i tunamente se marcar o dia em que deve
principiar a funcionar o que se et constrnindo.
Capilania do porto do Marnho 9 de marco de
1860.=No impedimento do secretario, Raimun-
do Querino Denfca. Conforme, Antonco Leile]
de l'iuho
vespera de
che n. 40.
sua chegada
REAL COIP ANUA
DE
Paijiietes inglezes a vapor.
FAZENDAS.
A 28 do corrente.
Henry Gibson far le lio por interveneo do
preposlo do agente Oliveira, do mais completo e
melhor sortimento de fazendas inglezas, que se
procura ueste mercado : quarta-feira 28 do cor-
renle, s 10 horas da manha, no scu armazem
ra da Cadeia do Recife.
LEILAO
DE
Al o dia 29 dcsla mez espera-se Aa Europa o
Capilania do porto de Pernambnco 23 do mar- ya\'0T indalena. commandantc R. Rivett, o
Ba\ ;....i.......... .,.. qual depis da demora do costme seguir pra
co de 186.=No impedimento do secretario,
Francisco Firmino Monleiro.
Tribunal to Coninicrciu.
ror esta secretara se faz constar, que por mu-
Ina conrenco de todos os socios da firma de
Jos Amonio Morera Das retirada do socio Jos Antonio de Azevcdo San-
tos Jnior, tendo rncebibo osen capital, segundo
laneo procedido em 30 de dezembro ultimo.
Leiloes.
LEILAO
o Rio de Janeiro tocando na Babia, para passa
gensetc, trala-se com os agentes Adurason lo-
wie & C, ra do Trapiche n. i.
Flor de S. Simo
recebe carga e passageiios para os dous
vdi.o .vzevedo VnoTMOMnto g">rto.*?. a tratar com CarvalUo
de toda e qualqaer responsabilidade social. ->Oiueira o L., na ra do virano n. 9,
Secretaria do tribunal di commercio de Per- priraeiro andar, ou com o canitao na
nambuco24 do marco de 1860.-i)ftaiierco Au-Inraca
ijiifto do Reg Rangel, official maior interino. *
Tribunal do commercio ; --------------
Por esta secretaria so faz publico, que nesta
dala Cea registrado no competente livro o con-
socal em nome colletlivo e commandia
ni Leal & Borges, da qual s.io socios
larios Manoel Ro .111 Jos Pereira Borges, Portugiiczes, mo-
radorese cslab lecidos com loja de fazendas na
ra do Livramenlo n. i; devendo durar tres an-
uos, a contar do I." de jmeiro do correnta, com
o capital de 10:000$, foroecidos seis pelo socio
uo.nmanditario, e dous por cada um dos oulros.
Secretaria d> tribunal do commercio de Per-
iiaiubnco, 1\ de marco de IjGO.U. a. do Reg
tngel. official maior interino.
Tribuiiat lo commercio.
Por esta secretaria si? faz publico, que na dala
infra foi competentemente registrado o contrato
'.' sociedade em nome co/eclivo e em comman-
dia que fizeram Antonio Marques de Araorin,
Baptsta Fragos 1 e Jos Antonio de Azcvedo
Santos Jnior, socios so/idarios, e varios con-
mandilarios, era 6 do correnle mez, com o cap-
tai de mil coutos de reis, fornecidos 150 conlos
por aquel les, c850por estes; devendo a roesmai 1......... vmwiim uu
sociedade, que leve principio no 1." do referido massa fallida de E. II. Wyalt, o referido agente
mez, durar tres omos. 80b afirma de Amorira, '
Fragoso, Santos i C.
Secretaria do tribunal do coranorcio de Per-,
nambuco 23 de marco de 1860.= lo do llego Rangel, official maior interino.
Pela delegara de polica de Iguarass se
/. publico que se acha preso na cadeia do termo,'
Terca-feira 27 do corrente.
O agente Borja fara' leilao por des-
pacho do (Um. c E\m. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, e permissao do
lllm. Sr. inspector da alfandega, a re-
I querimento de Pinto de Souza & lairao,
1 depositarios da massa fallida de Antonio
:da Silva Rocha, das fazendas salvadas
, da barcaca Amizade Peruambucana, e
jconduziJas outra vez a este porto pela
i barcaca Paran', cujo leilao lera' lugar
em scu armazem na ra do Imperador
n. 15, as l horas em ponto.
Conlinuacao do leilo
DE
Quarta-feira 28 do correnle.
PELO AGENTE
Gneros de estiva.
Segunda-fcira 2G do
correnle.
J. Praeger C. conti-
nuaro o seu leilao de
gneros de estiva por in-
tervenco do agente Bor-
ja, no dia cima designa-
do s 10 horas em ponto,
sem reserva de preco co-
mo tem sido.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
' commercio a requerimenlo dos depositarios da
massa fallida de E. II. Wyalt, o referido agente
I vender em leilao publico no dia cima determi-
1. nado e pelas 10 horas da manha
Urna factura de ferragens c culilerias, composla
de 50 volumes como da ola em roao do agen-
te na importancia de 7:670g525, a qual pode
ser examinada pelos pretendentes a toda a oc-
casiao.
A 27 do corrente
DOS
ci ionio [gnicio, rjuo disse ter fgido de seu se-
nhor, Pedro Perreira de Almeida, do lugar Ria-
na freguezia de S. Rento de Garanhuns.=0
res delegado, Jnronio Jos Ribeiro.
Pila adoiinislraco do correio desta cidade ,
se faz publico a quera inleressar possa, o artigo
I'i das insjruccdes que pelo ministerio do impe- i
peiio foram transmitilas directora geral dos
correios com o aviso de 10 de dezembro do an- '
no passado.cuja rigorosa eiecncao deveri lerlu- Carneiro & C. e por ordem do Si-
no cm dianle: i ,r ,
rao alm do conde de Lemont cnsul d<
Consulado de Franca.
Natanes do Trapiche
Novo.
ie Franca e
gar do 1." de julho do corrente an..
Art. 10. As carias seguras dercrao, alm dos,- --------------... w- x
rnais requisitos exigidos pelo regulamcnto, ser em sua pres?nca e por conta e risco de
i, ha as com lacre de urna s cor, cm dous ou om i-,,.,-i..'..- X o._# n i-
mais lugares visives. e os fechos sellados com ('uem Pertencei o agente Hyppohto
sinele particular do uso do segurador, tomando- vender em leilao 1 caixaDC&C n. 52,
aeaquer outras cautelas que a experiencia contando 40 duzias de camisas de al"-o-
lor inlicando como necessarias, c foreni ordena- j-_ i > o
das pelo direlor geral. Correio de Pemambuco, dao apariadas a "ordo do navio francez
Pernambuco, capitao Corduan, tendo
lugar o leilao no armazem alfandegado
no caes de Apollo casa de Jos Antonio
O preposlo do agente Oliveira far leilao, por
ordem do lllm. Sr. Dr. Joao Antonio de Souza
Beltrao de Araujo Pereira, de todo o material do
A requenmento dos Srs. Damayer '"piche denominado Novo, consistindo em te-
lhas, estivamedebo-is madeiras, taboas de lou-
ro, csteios, pilares de pedra, guindastes, etc.,
lerga fcira 27 do corrente, ao meio dia cm ponto
no mencionado trapiche, ra do Trapicho Novo.
12 de marro de lbGO.O administrador, Domin-
gos do Pastos Jliranda.
Avisos martimos.
Cear
lia 31 do me/, correnle o libio Cames, aln-
cebe carga a tratar com Caelano Cyriaco
da C. M ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para allha de S. Miguel
a escuna Rainha dos Acorss, seguir at o dia
10 de abril, nao recebe carga da praca c s sim
pissageiroa : a tratar na ra da Cadeia do Rcci-
' n. .
LISBOA E PORTO.
Pratende seguir com multa brevidade o rele ro
' bera couherido brigue poriuguez cHirmonia,
de seu carregamenlo prompto : para
resto que Iha falla c passageiros, para os quacs
lem excorenles commodos, trala-se rom os seus
de Araujo: quinta-feira 29 do corrente
as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Chapeos do Chyli.
Aranaga Hijo & C. farao leilao por
ntervencao do agente Ilyppolito da
Silva, de urna escolhida poicao de cha-
peos do Chyli, sendoque sejam osmis
linos t|ue tem vindo a esta praca, e para
..-n. ni.-, luiuiiiiiuu.s, iraio-s 5este lim coyidam a todas aquellas pes-
eonsignatarios Azcvedo & Mendos, no senes- soas que negociara com esta l'azenda de
r2?A^taMj' U Cm0caf,i," comparecem em leu escriptorio sito na
Porto. rua ^ lraPIclie : sexta-feira 30 do cor-
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia >, por sua excellente marcha c conslrucco,
acha-se propasla a tomar carga c passageiros'
que se deslinem a cidad do Porto, par* onde"
lem de seguir brevemente : os pretendentes, de
urna ou outra cousa, eniendam-sc com os consig-
natarios, rua da Cadeia do Recife o. 12.
Rio de Janeiro.
A barca nacional Planeta vai seguir breve-
mente : quem na mesma quizer carregar o res-
to da carga que falta, cnlenda-se com os consig-
intarios Bailar & Oliveira,
Para Lisboa
vai seguir com muila presteza o bom conhecido
brigue portuguex Constante, capilao Augnsto
Carlos dos Ileis : quem no mesrao quizer carre-
jar otl ir de passagem, dirjase ao consignatario
Tboraaz de Aqaino Fonseca. na rua do Vigario n.
19, primeiro andar.
Para o Aracaty
sahe com brevidade o hiate Santa Rila, j tm
a maior parle da carga : para o resto, trata-se
rente as 11 horas em ponto.
Quarta-feira 28 do corrente,
na portada associacocom-
mercial,s 10 horas em
ponto.
O AGENTE
CAMARGO
por despacho do Exm, Sr. Dr. juiz espe-
cial do commercio e a requerimento do
Sr. Jo$ Joaquim Das -Fernandes, fara'
LEILAO
. DE '
ma casa no Afogado
Terca fcira 27 do corrente.
O agente Borja fara' leilo em seu
armazem por despecho do lllm. Sr.
r.juiz municipal da segunda vara, e
a requerimento do testamntelo inven-
tsrante dos bens deixados pelo (nado
vigario Joao Antonio Tome, da casa
terrea n. 28 sita na rua do Motoco-
lorab freguezia dos Afogados, a qual
tem cinco janellas envidracadas e por-
to ao lado, 50 nalmos de frente, e 80
de fundos, quatro salas, sete quartos ,
cozinha fora, copiar ao lado, quintal
murado, cacimba, tanque, portao para
a rua do Qerimun, e quatro quartos
para escravos no fundo do quintal.
Os pretendentes poderao examinar a
referida casa, tendo lugar o leilSo na
rua do imperador n. 15as l horas em
ponto.
LEILAO
Terca-feira 27 do corrente.
DE
lu corte de eipim.
O agente Borja, autorisado pelo Sr.
capitao Leopoldo Augusto Ferreira fara'
leilao em seu armazem na rua do Im-
perador n. 15, do corte de capim do si-
tio do fundao em Beberibe : os pre-
tendentes o poderao examinar, e sobre
elle lancar no supra mencionado dia as
10 horas em ponto.
Avisos diversos.
AOS SRS. ASSIGXANTES.
0 pagamento da souscripco deste
Diario nesla cidade, na de linda, c
arrabaldes, deve ser feita vista de re-
cibos impressos, com a quantia tanihem
impressa. Os rcccbcdores nunca csti-
veran nem estao authorisados a pas-
sar recibos manuscriptos, nem a emen-
par quanlias a seu arbitrio.
-- Nesla typogra-
phia precisa-se de
compositores ly-
pographicos.
Aencao.
Na padaria da rua Direla n. 81, precisa-se com-
prar um cavallo muito pequeo, proprio para
menino, ainda que nao soja bom andador.
O Secretario da irmandade de N. S. do Terco
convida a lodos os seus charos irmaos, para coni-
parecerem, sexta feira 30 no corrente pelas ho-
ras da larde, em nossa igreja para ncompanhar
a procissao do Sr. Bom Jess dos Desamparados.
O Escrivao da irmandads do SS. Sacramen-
to da freguezia de S. Jos do Recife convida a
seus irmaoes, para comparocercm no Concistorio
da igreja de N S. do Terco que serve de matriz,
sexta feira 30 do correnle "pelas 2 horas da tarde,
afim de acompanha/cm a procissao do Sr. Bom
Jess dos Desamparados, que lem de sabir da
mesma igreja.
Precisa-se de um moco para caixeiro de ta-
berna, preferindo-sc dos chegados ltimamente
do Porto : a Iralar na rua da Impcratriz, luja
Na rua da Praia do Caldeireiro n. 15, se a-
cha urna pessoa habilitada para exercer o cargo
de contra-mestre de una casa de alfaiale ; a mes-
ma pessoa esl prompta a solTrer um exame.
Quem precisar de una ama secca, dirija-se
ao becco do Rosario n. 1G.
as Cinco Pontas n. 89, ha urna ama para
casa de pouca familia ou solleiro, a qual sabe
fazer lodo o servico.
Um torno de tornear madeira e melal mui-
lo bom e grande, tocado por urna roda gran Jo :
a fallar cora o porleiro da fabrica do gaz
No dia 27 do corrate mez, pelas II horas
da manha, depois da audiencia do Dr. juiz de
orphaos, se arrematar de venda, por ser a ulti-
ma praca, urna asa terrea no Cimpo Verde, com
30 palmos de frente, 50 de fundo, cozinha fra,
avahada em 1:800, penhorada a Joaquim Deme-
trio de Almeida Cavalcanli,por execucao dos her-
deiros de Francisco-Carneiro da Silva", cuja casa
tica entre as casas de Joaquim de Almeida Lo-
pes e D. Josepha I.eao de Castro. O escriplo de
edilal acha-se tm mao do porteiro.
Permuta-so um sobrado nesta cidade por
Ierras ou propiedades na lha de S. Miguel: na
rua do Imperador n. 26.
Piibiicoco Iliteraria.
Acha-se venda na livraria Universal, rua do
Imperador n. 20. osElementos dcgeograpbia
obra em 2 volumes por Manocl do Reg Barros
Souza I.eio, razo de 6$.
Rua da Impcratriz n. 37.
O abaixo assignado pede encarecidamente a to-
das as pessoas que lhe devem alugueis de carro,
que lhe venham pagar nesles tres dias, se nao
qucreni ver os seus nomes ueste Diario.
Jenuino Augusto I'eixoto.
= Aluga-se a loja da casa n. 17 da rua do Im-
perador, do lado do caes : a tratar no primeiro
andar da mesma casa.
Henrique Pinto Alvesdeixou de ser caixei-
ro do abaixo assignado, desde o dia 17 do cor-
renle. Joaquim Pi'iio A tes.
A meza regedora da irmandado de N. S. do
Terco, tendo de e.xpor vista dos fiis, em solem-
ne procissao quaresmal, como costuma, as ima-
gens do Sr. Bom Jess dos Desamparados, e de
Hara Sanlissiroa Sra. da Soledade, sexta fcira de
Tnumpho 30 do correnle i.elns a horas da lardo .
Boga or isso aos moradores das ras abaixo'
declaradas, queirao mandar limpar as testadas de
suas cazas, para o bom tranzitoda procissao. Roa
Direila, Livramenlo, Oueimado, Largo e rua do
Imperador, Travessa de S. Francisco, Cruzes-
Oueimado, Travessa c rua do Rosario Larga, Ca-
linga, Nova al o fim, Flores, Gamboa c paleo do
Carino, Ortas. Martirios, Augusta a vo'.tar no Vi-
veiro, Cinco Pontas, a recolher Pede lamben
as respelaveis corporacoesque tem.de a compa-
nhar a procissao o obsequio de as" 3 horas, se
acharem na igreia.
Novo salo de mo-
das para senhoras.
Os abaixo assignados j receberam a priraeira
rcmessa mensal de objeclos de modas ao ullimo
goslo, e melhor qualidade. chegados de Paris
pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que em seu eslabelecimento, na rua da
Impcratriz n. 10, tem urna sala destinada para
ellas escolherem dilas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza prala c de
cores, bordados, o de rendas, de variados goslos.
Lindos enfeiles de cabec.a, goslos modernos
Ricos vestidos de nobreza de cores e prelos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a
2g20O, 28400 e 2;6u0 o covado.
Vcslidinhos para criancas, de diversos goslos ;
bem como o melhor sotlmenlo de oulras muilas
fazendas modernas por os menores precos : no
aterro da Boa-Visla n. 10, actualmente" rua da
Imperatriz.
- Vinho superior em caixa do una duzia :
vendem Azevcdo & Mondes, no scu armazem no
largo da Assembla n. 9.
Altenco.
Vende-se milho em saceos a 5, farelo de Lis-
boa a 63 o sacco, farinha de mandioca de supe-
rior qualidade. en saceos, arroz pilado, dito de
casca, courinhosdo cabra, esleirs de palha ; lu-
do se vende por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Rangel n. 62, armazem.
Vende-se urna linda crioulinha de 10 annos,
com principio de costura, muito habilidosa, lira-
pa e sadla : na rua Pormosa, casa do Sr. Dina-
menco Augusto do llego Rangel.
= Por so ter lndo os dias da Iei vai ser ar-
rematado, lindas as audiencias do juizo municipal
da segunda vara, o sobrado de dous andares e
sotao na rua larga do Rosario n 40. por tres an-
nos, avaliado a renda animal por 1200 ; as tres
pravas principia no dia 2s e 31 de mareo, e de
18 de abril ; para as rondiioes se acha escriplo o
edilal em mao do porteiro dos auditorios; tem
bons commodos e o local nao mo.
. = Hoje 27 do corrente tem de sahir em praca
porta do juiz de paz da freguezia do S. Jos do
Recife, os bens seguinles : 12 cadeiras de ama-
relio e 1 marqueza da mesma madeira, ludo cm
muito bom estado, que foram penhorados a Bal-
bino Simes Camello Pessoa por execucao de
Joao Adriano de Mello Dutra & C.
No dia 2 do corrente mez fugio da fabrica
de sabo de Joaquim Francisco de Mello Sanios,
o seu escravo Antonio, crionlo, cor bem preta,
nariz chato, baixoeum poucogrosso, com idado
de 25 annos, o o signal mais conhecido ter a
(alta de um dente na parlo de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabo,
na rua do Brum, que ser recompensado.
=: Precisa-so de um caixeiro poriuguez de 14
a 15 annos, para urna taberna na Capunga : a
tratar na mesma junto a lenda do Caldeireiro.
No dia 11 do correnle fugio do engenho
Santa Rosa, freguezia da Luz, o escravo crioulo
do nome Domingos, costuma tratar-so por Joao,
com os signaos seguinles : cor fula, alto, corpo
regular, 40 annos de idade, pouco mais ou me-
nos, tem urna cicatriz no rosto pouco abaixo do
olho esquerdo. bragos compridos. mos e ps re-
gulares, tem falta de denles na frente, urna cica-
triz em um dos hombros que parece ser de faca,
marca de chicle as nadegas, lem cravos nos
ps, muilo prosista, gaba-se de valenle, car-
reiro, foi escravo do engenho Minas Novas : pe-
de-seas autoridades policiaes e capites de cam-
po a captura do mesrao, e mandarem a seu se-
nhor Antonio Luiz dos Santos, morador no mes-
mo engenho.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leitc-scm filho : na
rua da Cruz do Recfe n. 64.
= Perdeu-se na noile de sexta feira de Passos
na-occasio de so ver os passos, una pulceira do
ouro : quem a tiver achado e quizer a restituir,
dirija-so rua da rua da Cruz do Recife n. 64,
que se dir os signacs da mesma, e se gratificar
bem.
Prccisa-se de ura caixeiro de 14 a 16 annos
com pralica de taberna, que d fiador a sua con-
ducta ; dirija-se ao piteo do Terco n. 12.
= Antonio Marques de Amor'im faz publico,
que no da 21 do correnle foi recolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna
nome Anna, em estado de ombra
dida por uns caes.
JACARANDA.
Acabam de chegar algunas duzias desla ma-
deira, e vendem Azavedo & Mendes : para ver,
no seu armazem no largo da Assemblan. 9.
Vende-se urna duzia de cadeiras com as-
sonto de palhinha, urna marqueza tarntem com
assenlo de pilhinha. e duas banquinhas de co-
lumna, ludo do amarelto, e em bom estado, por
preco muito coramodo : na rua de Santa Rita u.
85, loja.
lfrIHIf
No aterro da Boa-Vista o. 10, actualmente rui
da Impcratriz, vendem-se :
Lindos transparentes para janellas e portas, da
'preu'Veiha por' d'VtrS0S precos, lisos e pintados, muito proftios
ariaguez c mordi- ^ P\ra a cidade o casas de campo,
do nao permitlio I ';amPees de nova invengan que ilo urna u
O seu oslado nao permitlio ,
obler della informano alguma que indicasse se mclnr 1c o gaz, trabalhatn em um novo liqui-
era livro ou escrava." Tendo sido cuidadosamente i do multo econmico.
tratada acha-so quasi restabelccida, mas apenas' 0rscopos, novo instrumento para conhecer
sabe dizer que perlencc a urna senhora viuva com toda a exactidao o estado dos ovos.
Esleirinhas para descanso dos pratos as mesas
: de jantar.
Espremedores de fructas, como seja cij, la-
moradora na rua do Collegio, c por isso se faz
o prsenle nnuncio para que a pessoa a quem
pertenga a mande buscar.
-=. Ainda est fgida desdo o dia 23 do mez
passado, a minha escrava de nome l.uiza. costu-
ma mudar o nome para Joaquina, de naco Hu-
cambique, cega do olho direilo, denles limados,
lem um pequeo caroco alraz de urna orelha,
muilo conhecida: consta que tem andado lavan-
do roupa do ganho cm Beberibe, Poco e na Tor-
re, e oulras parles ; dizem eslar oceulta, e o
abaixo assignado protesta ir haver os dias de
servido de quem -i tiver em seu poder: roga-se
a qualquer pedestre ou capilao de campo a ap-
ranja, limo, ele, etc.
Afiadores mgicos para navalhas de barba.
Panno marroquim para forrar mesas, sofj.
colchcies, Iravusseiros, muito usado tamben para
forrar carros por imitar a casemira.
Panno couro de lustre, magnifica invenco.
serve para todos os usos em que se applica o
couro de lustre, sendo muito mais duravel e ba-
rato.
Cambitos para segurar roupa as cordas para
enxugar, sao hoje procurados e eslimados em lo-
Dire
O bilhele n. 330 da lotera da Via Sacra foi
vendido na loja n. 48 do abaixo assignado tem
posto a venda os da quarla parle do Gymnasio,
que lem de correr a 4 de abril.
Bilhete.... OJOOO
Meio....... 39000
de 1003 par* cima a 5^500.
.lufonio da Silca Guimarcs.
uso domes-
e que pouco se
prebendara elevem-narua da Cadeia Velha n. t, daea narle-
que ser pago o seu tiabalho.Jos Goncalvcs Stereoscopos com variado sortirnenlo de r-
Ferreira. quiasimas vistas de lodo o mundo ; vende-se o
Vende-so doce de caj a 1# a libra : na rua ; inslrumenlo a 43, e as vistas a 45 duzia.
ireita n. 72. "em como oulras muilas cousas de uso 1
tico, que sao da maior nlilidade,
conhecem ainda ueste mercado.
Loja do Ramallio.
Rua Direita numero 83.
Fenle pintada de amarello.
Agulhas francezas a 200 rs. a caixa, clcheles
a 60 rs. o carian, grampos a 40 rs. o maro, car-
teirasde verdadeiras agulhas francezas a 400 rs.
agulheiros do melal a 60 rs.,-meias prel-is para!
senhora a 20 o par, bicos finos a 40, 60, 80 c
de fer- 100 rs. a vara, estampas de todos os sanios a 160
reiro que se olTerece ao respeitavcl publico, a rs., ricas toncas de laa para menino a 1-3203
fazer todas as qualidades de obras, coraosi'jam : cartas portuguezas a 200 rs o baralho, ditas fran-
ferros econmicos para qualquer casa de familia, cezas a 2(0 o baralho, pentes virados' para alar
do todos os precos e tambera grade para varan- cabello a lgOOO, sabo non-prosultra a 610, ca-
das, portoes e. quapsqner encommendas perten- misas de mcia a 13, trancas de lnho de caracul
cente a ferreiro e serralhero, com a maior bre- a 2S0 a peca, galao de lnho para cnfeilar caa-
vidade possivcl: a tratar na mesma com Pedro vcque 100 e 120 rs. a vara, luvas de torcal coni
Das dos Santos. vidrilho a 1J800 o par, papel alrharo a 2J200a
resina, toncas para menino a 500,' boloes para
Atteneo.
Acha-se na rua do Brum, urna tenda
Antonio de Drummond, c Dr. Joo Ne-
pomuceno Dias Fernandos e Luiz Francis-
co Fonloura Lima, agradecem cordialmenle
a todas as pessoas que se dignaram acom-
panhar ao ultimo jazigo os restos mortaes
de seu prezado irmo, cimbado e primo o
Dr. Jos de Vasconcellos Menezcs de Drum-
mond, e de novo Ihes roga de assislirem a
una raissa que pelo descanco eterno de sua
alma mandan celebrar no dia 28 do cor-
rente s 9 horas da manhaa na igreja ma-
triz da Boa-Visla.

U Se. Frankhn Malveira, que
trouxe do Maranho uns livros para o
abaixo assignado, queira manda-Ios on-
trcjjar rua das Lruzes n. ii.
Dr. Manoel de Figueiri Faria.
ao digno director da companhia drama-
tica, queira levar a' scena, em o pri-
meiro espectculo que de'r, o drama
ABEL E CAIM.
O pae Adao.
A' quem competir, pede-se que,
lem um dos prximos espectculos dra-I
calca a 2i a groza, franjas de lnho bordadas a
160 a varo, dilas do cr a 200 rs., beecas de
choro a 500 e 6 0 rs., ricas luvas de fio de Esco-
cia para senhora c homem a 500 rs. o par, espe-
Iho do Jacaranda a 2;800, sapalinhos de la para
menino a 500 rs. o par, franjas de seda a 320, 400
e 500 rs. a vara, grvalas muito linas a lg, ricos
enfeiles de vidrilho prelos a 33, ditos de cores a
43, franjas prelas de seda a 400, 500 c 640 rs. a
vara.cinteiros de borracha a 500 rs., pontos para
alisar de baleia a 240, babado do Porto lavrado
a 160 o 20 rs. a vara, franjas para loalha a 140
3 vara, penles de tartaruga fina a 43 ; alem des-
les objectos encontrar o publico um completo
sortimento de ludo quanto ha do melhor no mer-
cado, por menos preco do que em outra qualquer
parte ; dao-sc amostrase lamben se manda le-
var amostra (adinheiro).
Pede-se ao Sr. lente Braz J. dos R
favor de ir ou mandar na rua do Cabug
mero 11.
Oengcnheiro Antonio Feliciano Rodrigues
Selle profundamente compenetrado da exceden-
cia das doutrinas constantes do manual do en-
genheirodo Cadastro por M. Manoel Pora mies,
cuja inslrucrao habilitar in.contestavelmeritc
qualquer individuo a exercer com pericia a nobro
arte de agrimensor, tem aberlo ura curso das
referidas materias, na rua estrella do Rosario n.
30, lerceiro andar. E tomando em considerado
os pedidos de alguns amigos ha igualmente abor-
to um curso de arithmctica commercial, leccio-
nando as materias da excellente obra de aiii/i-
mmlict commercial de l-'reden'CO W'antel. )|
O
Dja nu-
maticos, Suna a scena, o mu apptauui- negociante e professor da escola especial do cora-
do drama do Sr. Mendei LealABEL "orcio. c de Joseph r.arnier, antigo professor o
E CAIM.
Oamante do drama.
tlinhciro avista.
Ferros econmicos americanos com
folie e descanco : na loja de ferragens
de Vidal Si Bastos, rua da Cadeia do Ue-
cie n. 56 A.
Sndalo.
Ricas bengalas, p deeiras e leques :
vendem-se na rua da Imperatriz n. .7,
loja do Lecomte.
jadaboneca ruada tiiijio-
ratriz d. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em de/, minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
inspector dos esludos da mesma escola.
-- Vende-se um moleque de 16 a 18 omos
sadio, de bonita figura e sem vicios: na ruado
Imperador [Collegio] n. 19, primeiro andar.
Chegou urna porco de canoas de amarello
do Pilar das Alagoas, de diversos tamaitos, quo
yendera por preco coramodo : quem pretender
rua da Madre de Dos u. 1, primeiro
dirija-se a
andar.
Ordem terceirade S. Francisco
O secretario da mesma em nome da mesa re-
gedora convida aos seus chari-siuios irmaos a
comparecercm na nossa igreja paramentados com
Seus hbitos, na sexta-feira 30 do correlo pe-
las 2 horas da larde, para cricorporados acom-
Loja da boneca ruada Impe- K.^SK^^SSr?lia!ld',
Bernardo Ju da Cosa Valenle,
Secretario.
Compra-sc un cavailo muito pequeo pan
menino anda que nao tenha audaies : r:a rua
Direita n. 81.
O Sr. Jos.' Malinas Ja Fonseca, que fez pro-
posta cmara municipal desla cidade para ven-
der madeiras para os curraos du matadouro pu-
blico, entenda-se com o Sr. vereador Joaquim
Lucio Monteiro da Franca.
Antonio Gomes de Araujo retira-sc
Rua da Cruz numero It.hT-,.....,,.......,Mm ,
Professor dentista.
para
D. Juan Noguea, fax sciente aos seus freguezes
e ao respeitavel publico em geral os quacs j
lera pleno conhecimenlo da peren o e delicade-
za do seu Irabalbo qiie continua o exercicio de
sua proisso. lira denles com a maior rpido/,
possivel, a 2S e a 30 sondo em casa e fora della
a 5g, lmpa-osa5|, chumba.com massa diaman-
tina a 53 c com piala a 3j, colloca-ossobre cha-
pa de ouro a 10$, sendo para fora da cidade qual-
quer operaco ser o preco que so convencionar.
Arronda-so um excellente sitio nos Aduc-
ios, com muilas commodidades : a tratar na rua
do Morniego casa terrea junto ao quartel general.
== Precisa-so de una ama para casa de pouca
familia, para cosinhar : uu rua Nova n. AO.
Vende-se
urna crioula de idade 15 anuos, com principios de
'costura e engommado, cun crioulo de 9 annos
do idado : na rua da Conccicao n. 4.
O Sr. capilo Mauricio Francisco do Lima
i queira mandar receber urna carta viuda da villa
de Cabaceiras, provincia da Parahiba, na Passa-
gem da Magdalena n. 29, antes da ponte grande.
Vende-se ura escravo que cntende de bo-
' lica visto scu primeiro senhor ser boticario,
; por preco commodo e alliauea-se a conduela :
para Iralar na rua da Impcratriz n. 47, primeiro
andar, das 9 al s 4 da tarde.
Vende-se doce de caj cm calda, frasaos
grandes com tarapas com 14 a 16 libras cada
um, bem preparado para aturar o proprio para
viagem: na rua do Rosario da Boa-Vista n. 55,
na padaria da bolacha turada.
Cabra bicho.
Vende-se nma cora muilo e bom leite tendo 2,
cabiiiinhos : a iralar na rua eslreita do Rosario n. o
3i, primeiro andar.
O engenheiro Antonio Feliciano Rodrigues
Selle, sulTcienlaincnle habilitado com os melho-
res instrumentos mathemalicos, como sejam o
Iheodolilo de M. Reichenbach, o graphometro de
Lenoir. o circulo replidorde Borda, a planchuta
de Cugnot, urna excellenle bussula c um nivel
debollhei d'ar com lunetas de alcancc.se olTerece
para ernprehender os mais serios e delicados
Irabalhos geodsicos e topographicos, quer seja
preciso o emprego de grande ou pequea Iriau-
gulagflo, e consegucnleraente so encarrega de to-
da e qualquer demarcarlo do limites de propie-
dades ruraes, com loda precisao e probidade re-
commendadas pelo3 professionaes Lcferre, La-
croix, Bonort c Tuissant. Escusado 6 annunciar
que 13 annos de exercicio de engenheiro archi-
chitecto e de pontos o calcadas o habilitam a
executar lodo Irabalbo de 'edificaro, levanla-
mento de plaas lopogrsphicas, niVellamento e
orcamento de obras, quer sejam concernentes a
construecode edificio, qur digam respeilo a de
ponles e estradas : na rua eslreita do Rosario
sobrado n. 30, leFcciro andar.
O Sr. Hermilo Pereira Monteiro tem
enconjmenda na rua do Cabug loja n. 11.
urna
O abaixo assignado
publico que deixou de ser caixeiro do Sr. Joa-
quim Pinto Alvos desde o dia 17 do correte
mez.Henrique Pinto Alvs.
OlTerece-se um rapa/, de 1C auno? pan cai-
xeiro do loja do miudezas ou il i nrrnazem da
molhados, ou para cobranca, dando boa Infor-
mac o a sua conducta : quem quizer, queira un-
uunciar para ser procorido.
Esl justa e contratada a compra do enge-
nho Martapagipo do porteira fechada, com o Sr.
coinmondador Antonio de Siqueira Cavalcanli:
quera se julgarcum direilo a uii.i propriedade e
no mais, annuncie por osle Hiario dentro do-pre-
fixo prazo de tres dias, corlo de que nao ser
aliondivel e nem valiosa reclamado alguma de-
pois deste lempo.
Precisa-se de una mulher de maior idado,
de honesta conduela, e que sai ha tratar de me-
ninos, e do guverno de urna casa de familia:
quem estiver neslas circunstancias, dando abo-
no a sua conducta, dirija-se a rua de S. Fran-
cisco como quem vai para a rua Bella, sobrado
n. b, das 6 as 7 1[2 horas da manha, e das ;'is
8 horas da noilc para tratar do ajuste, e noj dias
feriados a qualquer hora do dia.
-- rraspawr-se a taberna da rua Imperial n
102 perlencentc a Sevcrino Jos de Almeida
l.eil : se alguem tiver alguma reclamaco a la-
zer, a raes no prazo de tres' dias, depois desla
dala a nada se anuir. Recife 25 de marco do
looO.
No domingo 25 de marco ausenlou-se da
casa do senhor um preto muiio conhecido por
bebado, e o norae de calraio. pertencenle a Jos
Baptisla Braga : por isso roga-se a quem o pe-
gar, leve a rua Nova n. 3S. que ser gratifi;ado.
Fugio no dia 21 de marco do correnle mez
moleque de nome Justino, de cor fula, idade
de 11 annos, pouco maisou menos, andar manso
por causa de nina unha arrancada no dedo m-
nimo do p esquerdo : quem o pegar.levo a rua
de Sania Rila n. 71, qee ser gratificado ; oulro
sim, levou camisa de algodo branco.
" Mara Manoella da Encarnaco, propriela-
na da casa do largo da Paz, na po'voaco dos \-
fogados, n. 23, quer saber a quem deve pagar os
foros do lerreno da mesma case, pois ha muilo
nlnguera os procura.
= Prcclsa-se fallar ao Sr. Jos Texcirn da
Molla Cavalcanli, que morou no lermo de Igua-
rass', c ignora-se onde resido aclualmente" na
.ivrana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
recisa-se de ura hornera para distribuir
este Diario cm Olinda: na praca da Independen-
cia ns. 6 e 8.
Acha-se justa e contratada com o Sr An-
tonio Domingos Severiano de Souza a casa da
rua de S. Miguel, nos Afogados, n. 28. por com-
pra : quem se julgar com direilo a ella, compa-
reca as Cinco Puntas, taberna n. 152 uestes
oito dias. '
Para ura sitio na Ponte de Uchoa, necessi-
ta-se de um feitor : a tratar na rua da Cruz, ca-
sa ii. 45.
"
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 27 DE MARCO DE 1860.
Curso das lingoas grega e
italiana.
O abaixo assignado pretende ubrir em sua casa
um curso particular dessas linguas, que promet-
i ensina-las em oito ruezes a lr, escrever, Ira-
duzre fallar grammalicalmente, principiando pe-
lo da hngua italiana, em quanto nao lhe chega-
rem os Iivros necessarios para a primeira 'que
mandouyir da Europa. As lices tero princi-
pio no da 3 de abril prximo, e Ondarao no
aia de flezerabro corrente anno, sendo tres
em numero por cada urna semana, das 7 at as
a horas da noite. As condiroes e mdica recom-
pensa eslabelecidas, agradro por certo aos sc-
nhjrcs que quizerem se matricular. Principiado
O dito curse nao ser possivel admiilir-se mais
nenhuma outra pesoa : os senhorc3 que quize-
rem em tempo assignar seu nome, apparcc,am
na ra Direita n. 89, primeiro andar, a qualquer
hora do dia. /. Fachinelle.
Perdeu-se na noite de sexla-feira de Passos
23 do corrente. urna pulceira de ouro, desde o
passo da ra da Cruz at a ilha dos Ratos : quem
a liver adiado e quizer reslitui-b, mediante a
competento gratiicaco, dirija-so ra da Ca-
dea do Ilccife, casa n. 56, a fallar com Jos Go-
mes Leal.
Precisa-se de um caixoiro de 14 a 16 an-
nos, que Mitra lr o escrever: na ra do Caldei-
rciro n 60. taberna.
Offerece-se urna ama para casa de pouca
familia ou liomem solteiro, cozinha e faz o dia-
rio de urna casa : as Cinco Ponas n. 69.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
(5)
DE BOT
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIBEGClO DE E- KERVAKD-
DE
Commisso de oscravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa reeebem-se oscravos por commisso
para screm vendidos por conla de seus senhores,
afianca-so o bom tralumciilo e seguranza dos
mesmos, e nao se poupa cxforc,os para que sc-
ara vendidos com prainptidao, alim de seus se-
nhores
J. Falque paiticipa a seus fre-
guezes a a lodos em geral que elle aca-
ba de receber de Pars tun sortimento
artigos de borracha, consistindo era bo-
ta*, perneiras de diversas qualidadcs e
feitios, paletots e saceos de visgem tudo
de supej'ior qualidade e de preco core-
modo : na ruado Crespo n. i.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Mosccso continua nos
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estaces de caminhos de. ferro, da lar na'rua da mpeiairiz"n"l8"oja
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertimentes ; e,! A _.-, Cto t/t-m/a/v*
alm disso, os mdicos precos convidara. jlOo O S LCFCv II O
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca exceder de 8 a 10 francos (38200 4SJ000 )
por dia.
Durante o aspado de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filhoo l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
O Sr. tbesoureiro manda fazer pu-
blico que se acbam a venda todos os dias
das 9 boras da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n.26e nascasas commissionadas '
nao sonreren! empale com a venda del- i_. o i .!..,. ii i-
les. Neslc eslabelecimento ha semprc para ven- ; pelo mesmo Senlior thesoureiro na pra- seus trabalbos mdicos.
der escravos de ambos os sexos, moros e bonitas ca da Independencia numero lie 1.6,
"'-"a ra do Imperador,,. 28, aluga se c ven- enf, ,Ua da ****** d ecife nume- (JfJJJ([A OfllCna (IC falCcUlft
dc-scem grandes e pequeas porres bichas armazem do Senbor FonteS ate 'V11
hamburguezas, o lambrm cal da mais nova que | as 6 boras da tarde Somente, OS bilbe-
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo. | t(l. m<1;n. .i t-rnin nirtf da miara
Existo na administraco do correio desta I [C c.mt110,/1a tucura p.U te da qudltd
cidade tres macos dejornaes sem dirceo, para lotera do Oymnasio cujas rodas deve- I .
Antonio Pereira" Bar.cho, Jos Corris de Dllvei- rao andar impreterivelmente no dia ido Rua W* Rosario n. !3, defronte da
futuro mez de abril.
O mesmo Sr. tbesoureiro manda
ra- j Igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acbam bilhetes
de nurueracao sortidas a vontade dos
compradores.
ra, 0 Jos I.uiz Alvos Rocha : os interessados
comparceam para dar-lhes os devidos deslinos.
Precisa-se alugar um silio que lenha boa
baixa para capim c boa casa de vivenda : a
botica do Sr. Bartbolomeo.
anistas.
O allUaiiak da provincia para Netlo, ManoeldeFigueiraFaria, edesembargador Pontes Yisgueiro ( do Brasil, } e muilas ou-
O POPPon/p inriA lo tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de iodo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4&000 4500.)
JN'o hoiel encontrara-se informoeis exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. G e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, rcis e presidentes.
Resumo dos impostas ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados chis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda a provincia.
Sirop du
DrPORGET
JARABE DO FOKGET.
F.sie xaroiie est approvado pelos mais eniinrntes mdicos de Taris,
Icomo sendo o melhor para curar conslipacoes, tosse convulsa e outras,
luecces dos tn-jiictiios, ataques de peilo, irrilac&ea nervosas e insouinolenci. s: urna colberada
pela manlia, e outra noite sao sufficientes. O effelto deste excelente xaropc satisfaz ao mesmo
lempo o doenle e o me U Isposito na rua larga lo notario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
Fornecimcnto de papel
para imprimir.
O proprielario desle Diario tem effeclivamente
sortimento de papel para imprimir, de diflercn-
les formatos, desde o mais pequeo aleo em jue
se imprime o Diario ; e contraa o fornecimcnto
regular da porgao que se quizer, dando-o nesla
cidade ou em qualquer outra : os precos serao
Mzoaveis, por quanto este papel importado em
'ircilur dos lugares em que elle se fabrica.
| Nos dias 27 e 30 de marco se ha de arre-
I malar o sobrado do dous andares c solio na rua
I larga do Hosano n 40. avaliado em l:2C0j an-
nual, pelo juizo municipal da segunda vara, es-
crivo Baptisla : quem quizer tancar, pode ver o
cscriploaa raao do porteiro do juizo, para as con-
dices.
Gabriel Domingues, subdito hespanhol, re-
lira-8e para os Estados-Unidos.
Anlonio Jos Ribeiro, retira-se para fora
da provincia.
MUL
Na rua do Crespo n. 12, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna ama para co/.inhar, pagase bem,
agradando o cozuihado.
Traspassam-sc diversos pcnbores do ouro o
prata, que se acbam empenhados por 450$, cor-
rendo o premio de dous por cento ao mez, e cujo
devedor paga regularmente o respectivo juro lo-
dos os mezes ; sendo que os penhores excedem
em valor esla quanlia : na loja de I.eile & Ma-
linas, rua estreila do Rosario n. 2, se dir quem
traspassa.
AsSOPnffn* Pf>mmrr*iec Aluga-seum sotaocora 4 quartose2 saloes:
ilVu COmmerCiaeS, quem pretender, dinja-sc a ra Augusta, sobra-
do defronlc a cocheira do Sr capilo Manoel Joa-
quim Ferreia Estoves.
PLBLICACAOLITTERARIA.
Tratado de Economa Poltica pelo Sr.
conselheiro Pedro Aulran da Malta
Albuqucrque.
Sao rogados os Srs. assignantes desla inleres-
sanlc obra a receber o primeiro volume que esl
prompto, e a salisfazer a segunda piestacao da
assignalura, na livraria dos editores Guimnraes
& Olivcira, rua do Imperador n. 20.
Est no prelo urna anasyse do cdigo criminal
com a denominado deLices Acadmicas,
para as qoaes acha-se aberta urna assignalura
pelo prego de 108, na livraria Universal, onde
aquelles que quizerem assignar poderao ir bus-
car o que se achar publicado.
Casa em Olin Ja.
ArrenJa-se uina boa casa com sitio
na rua do Cabral na cidade de Olinda, |
com o fundo para a estrada do norte, j
e.do outro lado desta grande baixa para
capim: na livraria n. t e 8 da praca
da Independencia.
Pelo juizo de orphaos, carlorio do eserivao
Guimar"'os, tem de serem arrematadas nos dias
20 e 27 do crrenle mez, sendo a ultima prara
no dia 27, as dividas activas constantes de letras
j vencidas, aceitas por diversos, perlencenles
aos berdeiros da finada Joaquina Jeronyma de
Jess, requerimenlo do Sr. Dr. procurador lis-
cal da fazenda provincial, para pagamento do
sello.
Na livraria n. G e 8 da prara da
fndepenccia, preciza-se falLr ao Sr.
Joo da Costa Maravilda.
. = Trccisa-se de urna pessoa que tenha boa
= rrecisa-scdeumamulberdeidadeparafa- le(ra proprii1 para escrever em Ihtos em urna
zer companhia a uroasenhora, dando-se-Ihe co- ca8a decommerdo, desde as 7 horas da manida
mida, casa ele.: a tratar na r,ua Direita n. 1, toja as c da tari)e qiiera se achar com oa|as hnMi_
e miuaezas. j iac5CS e qUe tenha informantes de sua regular
Trccisa-se de urna aml para cozinhar : na conducta, senao for conhecido, orocurc no laigo
rua Nova n. 8, loja. do Corpo Santo, armazem do fallecido Miguel
- Traspassa-se o arrend|amcnto de um enge- An4onio da Csla c Sllva- 1ue sc lhe dir 1uera
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
urna parte no mesmo engenho, machina nova
vapor, dislilacao nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quartos, algumas obras, stira
plantada, etc. etc. ; trata-se na rua do Crespo n.
13, oja.
Thesouraria das loteras 21 de vera" menor falla.
marco de 18G0.O eserivao, J. M. da
Cruz.
Neste eslabelecimento acha-se um completo
sortimento de calcado e (amneos por meos
, preco que em oulra qualquer parle, toma-so !o)a
e qualquer encommeiida, e fazem-se lodos os
i concerios com muila perfei^ao e por preco com-
modo, afiane.i-se nao engaar os freguezes no
', dia (jue se. tratar, d-sc a obra prompia sera ha-
Precisa-se de urna ama
para tratar de dous meninos :
na rua da Madre de Dos n,
36, primeiro andar.
- o
m c"
rr
aaim
TROVADOR.
Rua do Wosavo \arga nu-
mero 46.
Esle novo cslabelecimcnlo bem montado o
servindo a tempo aos fregueses por mdico pre-
ro, continua a servir inelbor ( sc possivel
avista das distinctas pessoas que se dignara obse
qoia-lo : do-se igualmenle comidas para fura
com lodo o aceio e promplidao.
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l V
2 +^*
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
elasses da sociedade.
O bacharel Witruvio tem .*.P- uefrlc do a,cdc SaulAn
a 103 [)r cada exemplar, pagos ao
o seu escriptorio no 1* andar duas,,ail(,S(lucJa.csl0.im[,rt,ssas^
1 agencia dos fabricantes muer lea-
do sobrado n. 23 da rua Nova, i nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
CUja entrada pela Gamboa dO Johnsion & C. rua da Senzala Nova n. 52.
* E' ebegado loja do I.ccomte, aterro da
LarmO. Boa-Visla n. 7, o exccllente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
Fngomma-sc com asseio e promplidao : no! sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
beceo do Marisco n. 20. babosa para limpar e fazer crcsccr os cabellos,
Precisa-se alugar um prelo ou prcla, j do- assira como pos imperial de .lyrio de Florenca,
sos, para comprar na rua e fazer o mais servico para bortuejas e asperidades da pello, conser-
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as va a frescura e o avelludado da primavera da
mesmaa circunstancias : quem liver e quizer, vida.
annuncie ou dirija-se a rua de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
FOLHIJilIAS PAR 1860.
Esto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1SC0, im-
pressas nesta typographia, das seguintes quali-
dades :
precisa.
AtteiiCclo
F
OL1IIN1IA RELIGIOSA, conlcndo, alm do
Publicacao jurdica.
Aclia-sc no prelo a 2." ctliro dos Elementos V
Dircito administrativo, mais correcta e conside-
ravelmenle alterada, pelo Dr. Vicente Tereira do
liego, lcnle caihedratico da mesma sciencia na
Faculdadc de Dircito desta cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica dc Noguei-
lonio n. 2,
receber as
NOVO DEPOSITO
DE

ico es de francez
plano.
Madcmoisclle Clcmence de Ilannetot .
de Hanncvitlecontinua a dar lices de W
francez piano na cidade c nos arrabal- $ j> .... .in TmnP,.,lAp r>ruifrnnlp
des : na rua da Croz n. 9, segundo andar, p jttua uo HUpeiaUOr, COllIIOllie
ao oilo do deposito do gaz.
e s&m se^ie ^^^ msmu
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Figueire- Rorolt & C .altendendo a que os senhores con-
do queira annunciar Biia morada ou dirigir-sc suroidores de gelo sao pela maior parte residen-
livrariada praja da Independencia.que se preci- tes nos bairrosde Santo Amonio e Boa-Vista, e
ia fallar-llie. qUC lulariam com grande dilliculdade se este cs-
Precisa-se de tima ama de leite, le eslabelecimento estivesse collocado no bairro
Os abaixo assignados protestara contra toda e
qualquer transacrao que tenha de fazer o Sr. Ig-
nacio Nunes dos Santos, morador no Itongi, por
intermedio do seu procurador Melquades, mo-
rador era Agua Fria, sobre a escrava rrioula Se-
verina, a qual pertenecaos abaixo assignados por
lieranra de seu pai, o tinado Jos dc Araujo Pi- I s
nheiro, como em juizo provar, para o queja
esgolaram os nxios conciliatorios. Jos J-'tli-
kalendario e regulamcnlo dos dircilos pa-' ctoiio de Araujo Pereira, Joaquina Januaria
rochiacs, a conlinuaco da bibliotheca do l*01 Praxeret, .Varia Froncisca da Conceico.
CrislaoBrasilciro.quesecompe: dolou-i, ~*e1?:8! uma olana "> Coelhos, cm
M terreno proprio, por uma casa para familia, sendo
vor ao sanio nome dc Dos, coroa dos ac- no bairro da Boa-Visla. assira como compra-se
tos de amor, hyn.nos ao Espirito Santo e oulra, que seu preco nao exceda de 1:000$ a
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio, i l:200i : na '"vessa do Mondego n. S, se dir
~~..--------w -., Pereirajgj
Jf de volt de sua viagem instruct!-^'
j.< tiva a Europa continua no exer-g
y^cicio de sua prolisso medica.
Da' consuitas em seu escripto-^
rio, no bairro do Recife, rua duf\
Cruz ri. 55, todos os dias, menost>
! nos domingos, desde as G Loiass
$ t as 10 da manl>aa, sobre osS
seguintes pontos :
l*. Molestias dc ollios ;
l*. Molestias de corarao e
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e do anus ; \\
. Pra ti cara' toda e qualquei ~h
operacao quejulgarconvenicn-^C
te para o restabelecimento dos*1
S C -3
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C/Cs
3*^
^"^2
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Compras,
c-f : quem compra e faz esse negocio,
jaculatorias c commemoracao ao SS. Sa- i x .-.-_. ..1 -..
cramenlo e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para orarao mcnlal,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco dc Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
seus doentes. BE
O exame das pessoas que o con-!^
sultarem sera' fetto indistieta- i
|mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazenJoexcepcaoosdoen- \..V
Jal I t ~ "
- Antonio Jos de Freilas, subdilo portuguc/. ^ tes de olhos, ou aquel'esque poi \>
vai ao Rio do Janeiro. ifi inotivojustoobtivercm hora mar- >
iro Pinto, relira-se para Jcada para este lm.
retira para fora da pro-
mentos indispetisaveis em varios*:
casos, como o do sulfato de airo-f
da provincia.
Joaquim Pedio,
vincia.
O Sr. Mauoel Francisco Luiz
da Silva lera
uma carta,c urna encommenda viuda do Rio Gran-
guarda, responco pelas almas, alm de I de u No.rto "a vraria n. 6e 8 da praca da Indo-11
. ba pendencia,
outras oracoes. Prc-QooaOrs.
^nelles deposita, a prestez
a dc sua vr
)rompta ;-/
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalcnda- >* DENTISTA FRANCEZ. *,;
rio, regulamento dos direitosparochiaes,e Z Taulo Caignoux, dentista, rua das La- 3 S?^ a neccsSlda^e PromP,a ^
uma collecc5o de ancdotas, ditos chisto- rang.-iras 15. Na mesma casa tem agua e ^ ; me Seu emP^go; e tu
sos, conlos," fbulas, pensamentos moraes, *\ ."'' ''l'- i^temove em beneficio dc
receilas diversas, quer acerca Je cozinha, ^AAAAAAAlAAAAAlAAAAl^AAAl.: ^doentes.
Compra-se um cabtoiet de qua-
tro rodas, tenha cobet ta : narua da Glora n. ".
Compra sc uma carmen que estoja em
estado : quera a liver annuncie por esle jo
ou dirija-se ao Corredor do Hispo, silio junta a
fabrica de ferreiro.
Compra-se inoedns de 10$ e 20-5 : na pra;a
da Independencia n 22.
Compra-se uma morada dc casa li
sendo que agrade paga-se bem, sendo en I
rua : a fallar na rua do Qucimado n. (iit. leja.
Attenco.
Coinpram-se algumas casas terreas, endo I
construidas, e por precos razoaveis : trata-sc a
rua da >a\/. n. 2.
Compram-se moedas ele ouro : no i -
lorio da rua do Trapiche n. 11, primeiro ai
Na rua do Trapiche n. 9, armazem do as-
-ji pina etc.) sera eito,on concedido^ sucar, deJos de Aquino Ponseca, como ra
^gratuitamente. A coni.inra Quem continuadamente modas de 16 e 200(0. ag
uos l.stados- nidos, moedas dc cinco frar
para .
A applicacao de alguns medica ~fe
seus m
quer dc cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
1TA DE TORTA,a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco ICO rs.
V:> x> 'O- xS1 "Cy *> w y> cy \y o i? xsy \ly xjr xi* \
Attenco.

que oteaba em abundancia, que seja
bem sadia e de bous costumes : pagase
bm. Dirigir se a' praca de Pedro II
(iiit'io-n nntAnrln fall.-fr;^ n V7 comn tencia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
v,n.t.go patcodoLolIcgioj n. 07, segn- n!i-a il 0 UL1 ,ardc> do dia 3 do corrcnte Cin
do e terceiro andar. [ dianle.
do Recife, poderao 'nconlrar na rua do Impera-
dor confronto ao oo do deposito do gaz, um
armazem cora as proporcoes exigidas para depo-
sito desle genero, o qual estar aberto concur-
Por um corle de cabello e
risamenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba dc receber do Rio dc Janeiro
O primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro viudo de Paria. Esta estabelc-
ciiiienloesl boje as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as encommedas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a I.uiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rselas, ele, ele, ca-
bolleiras de toda a especie, para homens c se-
nlioras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
Estados-Unidos, sera deixar uma s pelcula na
cabega des clientes, para salisfazer os prctenden-
tcs, os objectos em cabello sei"
;-
oneas hesoanholas e mexicanas, era gran
pequeas pones.
=r Cornpia-se uma negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 anuos de idade, que .'.liba i
nharc engammar muilo bem. que cosa alguma
cousa : na rua do llriini n. 16, armazem di
noel Jos de S Araujo.
= Caciano Tinlo de Veras faz scientc a quem
inlercssar que est em exercicio da vara de juiz
do paz do 4" anno, do primeiro dislricto da fre-
guezia doSS. Sacramento de Sanio Anlonio des-
la cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa de sua residencia rua de S. Francisco n. 8,
e era qualquer parte que for enconlrado ; e que
d.i audiencia as tercas e sexlas-feiras as 4 Ii2 compra-se. vende-se c troca-so escravos : na : ,,i
I
FUNDICi
DO
1
IUia do Brum (passando o chafariz.)
No Ae\>oiio desic csia\ie\ccViiieio sempvc \ia grande sovUnicnio Ac me*
eVianismo para os cngcn\vos dc assucar a sawcr:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimoassento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cinnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgensmuito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinha ;"
Rodetas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tenido mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagein annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
(Sfc Q iQi ^
5? <> \> X-r
i
I
@ Curso pratico e theorico dc lingua fran- @
Ij ceza por uma senhora franceza, para dez
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada sc- $SJ
$ mana, dasl horas al nieio dia : quem
* quizer aproveitar pode dirigir-se a rua da '&>
} Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
0 adiantados. A
^@S@@@@lcs,08objecl08emcabell0 8er50fel08 ,
Roga-se aos Srs. devedores do estabele- presenta, sc o desejarem, c achar-se-ha sempre
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o oh- uma Pt,ssoa disponivel para corlar os cabellos, e
sequio de saldarem seus dbitos na rua do Col- ^^^^tL
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loja L:\aA LlMl'nAMLLinA
,0- v 2, Golden Squarc, Londres. I
Na gallera e officina pholographica da rua J. G. OLIVCIRA lendo augmentado, com to- 2
Nova n. 18, conlinua-se a lirar retratos pelos mar a casa contigua, ampias e excellcntes ac- <-" T
niais modernos c perfeitos syslemas. Os liaba- commodarocs para muito maior numero de los- J t. J. AStlCV & LOilipanhia. f
pedesde. novo se iccomnienda ao favor e lem- S_
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que 1 --------------------m
visiten] esla capital; conlinuaa preslar-lhesseus
servieos o bous olficios guiando-os em lodas as
cousas |uc precisem conhecimenlo pratico do
paiz, etc. : alm do porluguez e do inglez alla-se
na casa o hespeiihole francez.
DENTES |
ARTIFICIAE^. 1
{Ruaeslreitado Rosario n.3||| Verniz copal.
Constante-
menle
horas da tarde como ja tem annunciado, na cosa
publica das audiencias. Recife 2(J de fevereiro
de 18G0.
I;.'J'i.-oiL CaCJHO'dOUEl TT!L3 0iat.!rj
I Seguro coiiraFogo |
C03IPA.1THI |
LONDRES
AGENTES
Uireila n. 66.
Vendas.
ios sabidos desse estabelecinienlo sao bem co-
nhecidos do publico desta capital.
5
m
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
para
#$ Francisco Piulo Ozorio colloca denles ar-
tificiaes pelos dous systemas VOI.CANITE, ;
chapas de ouro ou platina, podendo ser i
procurado na sobredita rua a qualquer @
@ hora. m
S8@ @5 @@@
COMPAilIHlA
ALLIANC
Estabclecida em Londres
(814,
Ae libras
para marci-
EH
CAPITAL
^iiieo mVIYioes
PalKihha
neibt*.
Yinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Briin de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
esterlinas.
ECONOMA.
Lava-se engomma-se e fornece se al-
moro ejantar por commodo preco na
rua da Alegra casa n. 38.
Attenco.
Um moco com bastantes habilitarnos
S Cal de Lisboa em
pedra.
I Vcndc-se nicamente na rua do Tra-
f- piche n. 9, a mais nova cal de Lisboa
| em pedras e por proco commodo.
i E' admiravel a pe-
ehincha a
6SS0O o corle.
Vende-se na rua do Crespo n. 15, corles Je
casemira prcla selim a 6gj0O rs o corle.
Aoliaiar
Pcrnamliueano da rua do
Imperador.
Neste eslabelecimento ha para vender uma
factura de excellcntes charutos de diversas mar-
case qualidades a Isa caixa de 10, assim co:::o
cevadinba nova a 200 rs. a libra, queijos chega-
dos rcccnlemenle, os melhores que se encon-
trara no mercado a 1(600 eadi um, amend as
de casca mole a 210 rs a libra, presunto de fi-
ambre de superior qualidade a -{00 rs. a libra,
batatas irlandesas desembarcadas hontem a la
arroba, ditas hamburguezas a 800 rs. a arroba,
emitas novas, fazenda muito superior, a 1-10 rs.
a libra.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes,. proprietarios de
casas, e a gera mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia nara **n -._______ .. i n
electuar seguros sobre edicios de lijlo ene- i Para commerc.o e que falla e escre-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os ve perfeifamente as linguas ingleza e
objectos que coiitiverem os mesmos edicios, portujueza e falla correntemente o al-
quer consista em mohna ou emfazendas de' i___- rr i
qualquexqualidade. j emao, ollerece se para caixeuo dequal-
IVoga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia era liquidac,ao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da rua do
Queimado n. 10,
Vidros para vi
draca.

A 6$ a caixa: na na larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario.loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar v-
quer casa nacional ou portugueza : dros em casas particulares por preco
quem precisar dirija se a rua Direita n.
7, 2.- andar.entrada pela rua da Penha
das 3 as 5 horas da tarde, ou annuncie.
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retatho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.


fi
Na loja
E ncy clopedica
de fazendas finas da ra do
Crespo n. 15, de Gaspar An-
tonio Vieira Gomes, geren-
te Jos Gomes Villar
vende-sc sedas, lias, linhas, algodes, perfuma-
ii.is, (airados, ole. ele.
Reste eslabelecimenlo de fazendas finas, se
acaba de receber de Taris sedas de todas quali-
dades prelas e de cires, manteletes de gupure,
ditas de gros bordados, chapelinas para senhoras,
lano de palha como de seda,'liquissimos chales
de touquim de lodas as cores, e outras fazendas
de muito goslo como manguitos e gollas para se-
nhoras, eassas chitas, mussclinas brancas, que se
Tendera por menos do que eni outra parte, afim
do fazer-se muito negocio.
Carne de vacca salgada.1 Potassa da Jttussia
Vende-sc na ra da Cruz do Recite n. 50, pri- E CAL DE LISBOA.
meiro andar, por menos prego do que em outra
qualquer parte.
Pechincha.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car c fuer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
50. primeiro andar, caixiuhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
DIARIO DE PERWAMBUCO. TERCA FEEIRA 27 DE MARCO DE 1860.

Engenho.

Rflngios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas.
Bisco u tos.
Lu rasa de Arkwight &. C ra da
Cruz u. 01.
B
@> Vende-se o engenho Sania Luzia, silo na
froguezia de S. Lourenco da Malla, entre
os engenhos Penedo dcBaixoc Penedo de
$) Cima : trata-se no mesmo engenho ou no
engenho Mussambiquc com Felisbino de #
Carvalho llapozo. @
@@@@@@@
Vende-se a taberna do paleo do Terco u.
4, bem afreguezada para a torra, a dinheir'o ou
a prazo, com boas firmas : a traUr na mesma,
ou na travessa da Senzala, armazcm n. 4.
Vende-sc um terreno proprio, promplo a
edificar, lado de raarc pequea, na ra Imperial,
com 110 palmos do frente sobre 140 ite fundo, e
se dar mais, cora excellente vista por trai: para
ver c tratar, na mesma ra c lado, casa de fren-
te azul, envidracada, ao p do porlao de ferro
| n. 17, a fallar com Victorino francisco dos
, Santos.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo aor urecos muito
razoaveis
Salmo.
Em casa de James Crablrce & C, na ra da
Cr"* "42, vendera-sc latas com salmao de 1,2
e J libras, de" superior qualidade, chegado pelo
ultimo navio em direiturada Terra Nova.
Casacas, sobrecasacas e
collees.
Na ra da Cadeia n. 23, vondem-se casacas e
sobrecasacas de superior panno, e colletes de
seda pretos feilos por Coulard, o mais acredita-
do fabricante de Paris.
'@ HiHfM g?s
Vende-se s
Eslopa.
I Camisas inglezas.
Bisoutos em latas.
Grande sorlimento.
45Roa Direita*-4S
Os estragadora de calcado encontr-
is) ueste estabelecimento, obra supe-
rior pelos procos abuixo :
Homem.
Borzegainiaristocrticos. O.sOOO
Ditos (lustre e bezerro)..... 8^,-OOq
Borcegu ns arranca tocos. 8$(M)0
Ditos econmicos. ...... 6,s'000
SapatSes de bater (lustre). 5>000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5^000
l todos de merino contra
calo; (salto dengoso).....A/!500
B)rzeguins pata meninas (br-
tissiios)..........4,^000
E u n pereitosorti meato de todo cal-
cado e da. tillo que serve para fabrica-
Jo, coma sata, couros, mano [uius, cou-
ro de lustre, io, fitas, sedas etc.
j
AS MELIIOftES }\ VHiXAS DE COSER
DOS
.;iiis afama los autores de New York
f.M sixci-h & c.
E
VVIEELER & WLSON.
No novoeslabelecimenlo veodem-se as machi-
- dous autores inoslram-so a qual-
1 r du i a ou da noile e responsibilisamo-
or sua boa quali lado o seguranza :oo arma-
do faz-indas do Ilaymundo Carlos l.eite &
', ni* da Imperalriz n. 10, amigamente
rro da Bo i-Vista.
a-..............-----.....'.................. ;a
i
i
i
------------------------------- gf
Em casa de Arkwighl & C. ra da Cruz nu-
mero 61. |>
@@-@@-@
Arados americanos e machinas
para lavarroupa: em casa de S. P Jo-
linslon & C. ruada Senzala n. 42.
A. re tul lio e em porches, por menos
preco do que em outra qualquer I
parte.
Na grande fabrica de (amneos da ra Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, vendem-
so lamancos de loJas as qualidades, por menos! ^\ rila do Qlieinifldo n 19
Chales bordados a mil rs.
preco do que em outra qualquer parle, tanto a
retalho, como em pejuenas e grandes porcoes;
a casa est sempre sortida de dez mil pares
promplos.
Armaco.
Vende-se urna, na ra de lortas n. 2'J, sem
gneros: Irala-se na mesma n. 31.
A pessoa que perdeu um lenco de labvrin-
llio com bico ao redore com algumas letras ini-
ciaos, dando os signaes cortos, pode procurar na
ra do Livramcnlo n. 26, primeiro andar.
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidarlo da Grma de Lcite Correia, as
quaesse vendera por deminut proc,o, sendo en-
tre outras as seguintes :
Magos de meias cruas para homem a 15600
29000
45000
35000
45S000
2J000
5000
11
' 9
GRANDE E VARIAD!) SORTIHEKTO
ilouasp feilas e azendasJ
Vendem-se chales borlados a seda com defeito
de agua doce, a 1$ cada um ; a elles, antes que
so acabera.
Franjas de vidrilho
e retroz.
Vendem-se franjas prelas de vldrilho e retroz,
de todas as larguras : na ra da Cadeia do Re-
cife n. 23.
Vestidos de seda bordados
a velludo.
Vendem-se ricos corles do vestidos de seda
pretos bordados a velludo e a seda frxa, do mais
moderno gosto : nu ra da Cadeia do Recife nu-
mero 23.
Manteletes e taimas.
Vendem-se ricos manteletes e taimas do gros-
denaple preto bord.ido a agulha eenfeilados com
gosto e igualmente de lil : na loja da ra da
Cadeia do Recife n 23.
A 2*000 cada duzia.
Ra do Uueimado n. 19.
Lencos brancos de cambraia para algibeira a
2# a duzia.
Coberlas de chita a 2$.
Na ra do Queimado n. 19.
Tambem se vende a 320.
Ra do Queimado n. l).
Alpaca preta pelo baralissimo preco de 320 rs.
o covado, brim de liuho branco trancado alja
i V01"?. ganga francesa de cor para calca e palelols
2_|0 a oOO rs. o covado, lencos de cassa 'de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A2$500 cada chales.
liiin do Queimado n. 19.
Chalos de merino estampados a 2500.
Algodao monstro com 8 pal-
mos a G00 rs. a vara.
Vende-se na ra do Queimado n. 19.
Cambraia adamascada.
Vende-se cambraia adamascada para cortinado,
de lidos lavrores : na iua do Queimado n. 19.
IIEM'SI
KA.
.
Tuoja e armazcm
DE
:
Na ra do Queima-
do n. 46.
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos
e de cores a 283, 30 c :15*. tambera temos :'
palelots dos mesmos pannos a 223 e 21;},
palelotsde casemira de cores de muito' :
bono goslo e finos a 12#, 11$, 16$ e 18. di-
tos de panno preto para menino a 18-3 e j '
203, ditos de casemira de cores a 83 e 10>. :
oleas de casemira de cores e pretos eiun- :
lamente para meninos a 7#, 83, 9.3, IO3 e j
123, colletes de gorguro de seda e case- ;
mira a 5g, 6$ e 7g, pajclolsde alpaca pro- :
( isde cores saceos a 4, ditos sobrecasacos i I
a 73 e 8!, ditos do brim, de esguiao o de ;'
fustao tanto brancos como decores a 4-3, :'
43500, 5>e6, calcas de brins brancos mui- a
lo linos a 5g. 63 e73, colletes brancos e de "
cores a 3j e 3J00, camisas para meninos
de diversas qualidades, calcas de brins de
cores finas a 33500, 4J e 5$, um rico sorli-
raenlo de vestidos de cambraia brancos
bordados do melhor gosto que tero appi-
reeido a 28, manteletes de fil preto e de
Coi multe superior goslo e rauilo moderno
a 20g cada um e 24, ricos casaveques de
cambraia bordados para menino a 10, di-
tos para senhora a 15$, ricos enfeites de -
froco de velludo gosto melhor que lem ap- M
parecido a 103 e 123, e outras multas fa- \f{
zendase roupas feitas que com a presenra ;
_ do freguez se far patente. H
Casacas para a quaresma
Ncslo mesmo eslabelecimenlo ha um
grand" sorlimento de casacas prelas, as- $
siin como manda-so fazer por medida a von- %
tade do freguez, escollieudo os mesmos os 3
pannos a scu goslo sendo os precos a 353
e 40#.
Camisas inglezas
! Temos novamente chegados: ricos vesti- W
-: dos pritos bordados a velludo a 90$, ditos H
: bordj los 1 seda a 75 e 6O3, assim como !i
! SS2oV"eS03 PrelS ^ UUma mda a 5
\ende-seum sitio era Bemfica, margem
do Capibanbe cornessa para granlc familia, tem
arvuredos de fruclo. e algum terreno para plan-
Kicao : a tratar na na Roal n. 1, ateas 9 horas da
manhaa, o das 3 da larde em dianle
.
;

;
:
i
Ditos do ditas de cores
Ditos da ditas cruas muito superiores
Ditos de ditos para senhora
Diios de ditas muito Gnas
Corles de caiga de meia casemira
Dilosde ditas de casemira de cores
Dilos de ditas de casemira preta a 59 e 69000
Brim trancado branco de linho fino
vara 1J00O
Corles de coleta de gorguro de seda 2#000
Pao prelo fino, prova de limo 39 e 45)000
Grvalas de seda preta e de cores 13J000
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes o
superior qualidade covado 280
Cassas Je cores covado 240
I Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 2??000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 48000
Ernestinas de cores para vesliJos covado 240
Challes de la bordados de seda um 29000
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 1800 e 29000 A^h,d Porl0' do, mais,,suPerior. engarrafado,
,. J *"u dito champagne, dem, dito muscalel, dem: no
Vestidos brancos bordados para baplisado 55OOO armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
Veos bordados para chapeo 2$000 d"Recien- 4- .
Entre meios bordados 157-6001 "CmiaS (C aCO llIglPZaS.
Alhoalhado damascado largo var 19280 Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
Lencos de chita eviuns un tn V de Guedes Gonealves, as verdadeiras pennas
Lengos oetnia escuros um 100 ;de aCo inglezas. mandadas fabricar pelo ,'rofes-
- Vendem-se foges de ferro econmicos, de ; prCS dc 1*50 a caixa-
patente, para casas de familia, conlendo 4 forna- '
llias, e Torno para cozinha cora lenha ou carvao,
oplima invemio pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvao dos antigos, e de cozi
nhar com mais presteza, tem a differenca de se-
ren amoviveis, oceuparem pequeo espago da
casa, e de fcil conducrao : vendem-se por'pre-
cos muito mdicos, na fundico de Francisco A. i
Cardoso (Mesquia) ra do Brum, e as lojas dej
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon- C., praca do Corpo Santo, relogios do afma-
le do Recife, e ra do Queimado n. 30. do fabricante Roskell, por precos commodos,
GhapeOS (le CaSlOr pretO e_ tambem trancellins e cadeias para os mesmos]
e brancos
Na ra do Queimado n, 37, vendem-se os me-
Ihores chapes de castor
A pechincha
est se acabando.
Ricos cortes de seda pretos bordados a 75g e a
80, grosdenaple prelo de lodas as qualidade* o
melhor que ha no morcado a 18, e a 2g, 2SCO
c 3 o covado, ricos enleiles de vidrilhos pretos
c de cores a \i e 45 cada um, ricas sedas prelas
lavraias a 1500 o covado. pannos finos. proa
de limo, do superior qualidade e diflerentes
precos, casemira prela de todas as qualidades, e
o mais barato possivel, eum completo sorlimen-
to de fazendas de lodas as qualidades, que tudo
se vende barato par ser loja retirada, e,os donos
querom-na acreditar: na ra Direita u. 104
chegando a igreja do Terco.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra Iar do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Dilas veetaes.
Salsaparrllha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
EUixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 ongas a
iztibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
prego.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Ltnguasde vacca emialmoura rindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deroDte da
porta da alfandega.
iVUfcINiA.Y
DA
FUNDICiO LOW MOW,
Ra da Senzala Rova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas e meias moen-
das para eu3enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos os lmannos
para dto. -
Cheguem ao barato.
O Leile & IrmSo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5$, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padrees a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 39800 a duzia, dilas cruas in-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 6, palelotsde
alpaca preta e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodao, camisas inglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapoln com 30 varas a 4g800, 5?, 5gJO0,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, cortes de
calca de brim de linho a 2#, dilas de meia case-
mira a 2240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
dheguem a Pechincha 40 Kua do Queimado. 40
Na loja do Preguica na ra do Grande sortimento defazen-
Oueimadon. 2. t.pim nnrn a__________*
Queimado n. 2. tem para
\ejider:
ftaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupdes evestidos de motilara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e -100 ris o cova-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baralissi-
nios precos para acabar.
Do-sc amostras com penhtr.
A^Ot, 11 J ,---------. '--vw..- ww *, umu.>ii,n MB |H'IIIII
aouiailesde merm estampados muilo finos pelo Cortes de vestido de seda de cores com
dp.minntn nrann A o. \nn j. ___ ..'___i:___' i,ni,.i,.-
deminuto pre^o de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a lje 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Com (oque de avaria
1:800.
Corles de vestido de chila rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3i>
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite & M;
Irraaos. ra da Imperalriz n. lf. Ti
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prcro commodo.
wm%& mm mm $% sm%$m: J2
GRANDE ARIAZE1
DE
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem dc drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido credilo de scu autor como pela acei-
tado que geralmente tem lido. Um cera nu-
mero de curas se lem conseguido com applca-
eao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
udlo para lodas as molestias dos orgospulmn.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contera, uo envoltorio a pro-
pria asignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
Attenco.
. i"}!-0 Vendem-secarrinhosdc mao
a lo?, fejao amarello muito novo a560 rs. a cuia
nSH MU Pr Prefi0 con,raoJo. farelo a 60. mi-
mo a 500, e oulros gneros por enmmodo preco.
\ endem-se dous carros de conduzir gne-
ros da alfandeg*. assim como ama casa de laipa
com muilos commodos, e estribara para dous
cavallos sita na estrada do Cabo, no lugar deno-
minado Jordao, prxima ao rio do mesmo nome.
e distante um quarto de legoa do ponto da Boa-
Viagam : na ruada Penha n.27.
\ende-se urna negrinha de idade de 12 an-
nos. coso liso, o enlende de fazer algum servico
do una casa : na ra do Sebo n. 29.
-- Vende-se urna parle do sobrado n. 1 da ra
de Sania Hjta Mova : a tratar na ra Direila n. |
t7. defronle do oilo da igreja do Terco, a qual-
quer hora. ^
Vende-se na ra eslreita do Rosario n. 16
esquina da ra das I.arangeiras, manleiga inle-
za boa a 800 rs, a libra, c mais gneros a propor-
cao deste : quem quizer apparcm.
Vendem-se 90 apolcf?s da com-
panhia do Beheribe : a tratar com Mar-
colino Jos Pupe, no eicriptorio da
misma companliia.
Vcnde-se um grande sitio com casa de vi-
venda, muilo perto desta praca, com grandes bai-
us para capim, que se corlara 100 feixes de ve-
rao a invern, com pasto para vaccas de leile e
planlacoes de verduras, com alguns arvoredos de
Inicio, boa agua dc beber, tanque para banho
quem o pretender, dirija-se a serrara n 55 da
ra da l'raia, de Jos lligino dc Miranda.
Taclias para engento
Fundico de ferro e bronze
baba dos
Ditos de dita preta com babados
Dilos de dita gaze phanlazia
Roraeiras de Ql de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdensples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado ltf e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
ras e entremeios-bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
D.tas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia dc linho bordados
de dita dc algodao bordados
Panno preto e de cores de todos as qua-
lidades, covado
Casemras dem idem dem
IGollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de COO rs. a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados dc lodas as qualidades
Enfeites de vidrillio francezes pretos e
Ra Nova n. 49, junto
, .J 3i Enhiles
a igreja da Concctco dos[ de cores
Militares. p Aberturas para camisa de Ii:iho e algo-
Nesle armazem enrnnir.ir ni.i; dao, brancas c de cores
armazem encontrar o publico tfl
um grande e variado sorlimento de ron- ffi ; Saias balao de varias qualidades
sSmtss: tanwsrt 11! c"apoos ,m> "^ Ma -
panno lino preto e de cores, palelols c
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba
zina pretos e de cores, palelols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cl-
casele casemira prela e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco c de cores, de fuslao c riscados,
calcas de algodao, collete3 de veyudo
prelo e de cores, dilos de selim preto e
branco, dilos de gorgur.io e casemira, di-
los de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas c camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr-
dando ao comprador algumas das roupas
| feitas se apromplarao outras a goslo do
comprador dando-se no da convenci-
Saundcrs Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
ilguns pianos do ultimo gosto. recentimente'
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres, e
muilo proprios para este, clima.
Bezerro francez
grande e grosso ;
Na ra'Direita n. 45.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &.
de excellente gosto.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Loja da boa f, na ra
da Imperatriz n.74.
Vendem-se verdadeiras loras de Jouvin muito :
novas, brancas, prelas. < Or de canna, para no-1
mera e senhora, a 2400 o par, prelas do retroz
com palmas de vidrilho a I56OO, ditas de seda!
entenadas a 2j|200, lisas a 1&280, ricos penles de
lajtaruga virados muito fortes a lOg, dilos sem I
seren virados a 4J. ditos virados imitando tar-
taruga a 13600, ricos enfeites de vidrilho pretos a
dj> e 4j, esparlilhos de linho com carreleis a 6
cada um, ricos ieques imitando marfim a 24*500
ricos manguitos com camisioha e gollinha de
cambraia bordados a 6 o par, manguitos rom
^n aJKe 53 camis cora gollinha a 33 e
d500, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e l50O, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfinelcs em caixinha de-
cabeca chata, brancos o pretos, ricas franjas ore
las cora vidrilho, dilas sem vidrilho, prelas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas fran-
jas, la, linho, g*loes dc cores e brancos, iesou-
ras, caivetes, facas, garfos c colheres de todas
as qualidades, sapatos de raarroquim e couro de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muitos mais objectos que se ven-
dem por menos do que enroutra qualquer parle,
babados bordados para manguitos c calcinitas de'
meninos.
L'm sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
j Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
I Ditas de fustao brancas e de cores
; Ceroulas de linho c dc algodo
Capellas brancas para noivas muilo finas
L'm complelo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
1 covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas
Ditas de seda para menina, par
I Luvas de Do de Escocia, pardas, para
menino
Vclludiiho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Dilas de seda idem idem
Um sortimenlo completo de u-'as de
seda bordadas, lisss, para s zahoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ete de gorguro de soda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplsados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
1 TaCvt ixo, covado
Selim preto, encarnado c azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
' Setim liso de todas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras co-
I vado a 260 e
I Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorguro pretos
Collarinhos do esguiao de linho mo-
dernos
ninas de escula, chapelinas rom veo para senho- Um conmleln Cnri;. .,
ra, muilo em conla e do melhor goslo passivel con,Plcl sortimento de roupa folla
i chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei- S01?, casacas. sobrecasacas, palelots
Fl'anCSC0 AntOUO Corroa Cwdmn trs.f,;,ra beca, luvas, chapeos de sol, e outros' co'letes, calcas de muilas qualidades
^WII Lid tdl U0Z0, minios objectos que os senhores freguezes, vis- d(? nz
' ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar ; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de R. Fej.
-.^^PHBiM l de fo,ha de flundrej, muito bem
>endem-se fazondas por barato BSU dos nnd.'n-lri nm Hi.r,r t .
proco e algumas por menos de sen ? P' "-nJ U.m dUrar tanto
valor para acabar, era peca e a
lho : na ra do Queimado" loja
portas n. 10.
9
1200
8
3*000
1S500
10*000
164000
19U00


I
I
9
8
900
S
9
5gO0Q

39500
8
65000
89500
t
S
9
9
1;600
:tio
1:20o
>700
2g000
ljOOO
i
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes dc superior qua-
lidade a 0500. 7cSJ, ditos dc velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 c 10,?, ditos de lonlra prelo e
de cores, muito finos a 63 e 7?, ditos do chile a
JS500, 5, 6, 8, 10 e lSf, dilos de fellro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2*500 a 7g, di-
tos de gorguro com aba de couro de lustre', di-1
tos de casemira com aba forrada dc palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha i.igleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninas, chapeos de muitas qualidades para me-
DB
lem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Eslc inestimavel especifico, compo-lo inicua-
mente de hervas medicinacs, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c scgio para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
inleiramente innocente em suas operac5es c ef-
feitos; pois busca e remove as doenca de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude c forcas, depos de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem cntregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
effieazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiqucr das seguintes enferraidades :
Heiogios e obras de ouro
I Cortes de casemira de cores de 5* a
Cocos italianos
83000
2*500
I
25000
S500
1*500
*
#325
660
I
1$00U
123000
acaba-
quanto
Algodao monsiro.
AG00 rs.avara.
do Queimado n. 19.
No armazem da ra
de-se a
ralo preco
p..ra toaihasde mesa po
dade.
por sacca de
Irmos.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A mpolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
co.
DeViilidade ou falta dc
forcas para qualquer
cousa.
Dysintcria.
Dor de garganta,
de. barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Rilas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intermtente
Febrcto da especie.
Go'.la.
Hernorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Irregularidades
raeiistruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal dc pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Relencao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo mal).
wm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool!
^""l?8 rf 'lltim2 Pq"ele ingle : em casa d
Southjll Mellors & C.*
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Uespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. esda urna
dellas, coKtem urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz a. 22, em Per-
nambuco.
reta- ^ 'duram qualrodos nossosa 400 w. um
d 4 t e ^ uma dllza : na rua Dil'eita n. 47,
' Acab^ de chegar do Ro de Ja
neiro alguns exempiares do
primeiro e segundo volurae
da Corographia.
. ven- Histrica clionolopica. pon^dno-Va
godaocora 8 palmos de largo, pelo ba- nohiltarm o wilitC A b-" '<>g-Ca,
co de 600 rs. a vara ; este algodao serve n"iail e PO! tica do imperio do Bra-
ilhasde mesa por ser de superior qaali- *" Pel "l- -'Iel.'o Moraes : vende-se a
_ AA. -H volume, podendo-se vender o se-
4A ){){) F<5 Rundo em separado : na livraria n. 6 e
T ia* iSdapracadalrdeoendencia.
milho; nos airaazens de Tas,, para fl quarcsma>
. Sedas prelas larradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
I qualidade, para vestido, covado
j Grosdenaple preto, covado
Hito largo e muito superior a 2$ e
j Sarja preta larga, covado
"Xiifj Oueimado. loja de 4 portas n. 10.
$ Conlinua-se a vender fazendas pof'baxo E
% preco al mesmo por menos do seu valor 3
afirn de liquidar contas : na loja de 4 portas I
na rua do Queimado n. 10. f&
Kua da Senzala JNova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros e
montana, arreos para carro de um e dous caval-
.. .-----v.. .. os. e relosios d'ouro patente inalezes.
Brim trancado de linho todo j Meias de seda de peso
PretO, L"^^La:?;.a.nca_lAPret. W anias,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeii do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmo.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37. loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da
Nova invenfo aperfei-
Ccada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Rua do Queimado n. 37.
A 30g cortes de vestidos de seda que custaram
60$; a 169 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram30; a 85! chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
1600
2*000
1S808
fcMC'
2c00C
brancas e riscadas : vcnde-se ba 'loja de Leite"
a lrmao na rua da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho Aremund sito na freguezia da Fsca-
da, no limite ao Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada tle ferro, coro bastantes mattas
Cadeia n. 37. vendem-sp .'""P"51 Cd,icado de n?vo e lodo emarcado a
n-e I tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se uro cerro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
ilbo
nos armazens d Tasso & Irmos.
para fallar, com
42, rua da Cruz.
o Sr. James Crabtree & C. n.
0 gaz liquido purificado.
Na rua Nova n. 20.
Riquissimo sortimento de candieiros grandes
c pequeos, de nova invengan, com todos os
competentes prepares pnra dar luz um anno in-
teiro sem que possa falhar, o que muilo deve
agradar aos compradores, e tambero fiea se for-
necendoos preparospara os ditos quandoso aca-
bar ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
|
#
/
i


DIARIO DE PERNAMBCO. TBR^A FEIRA 2? DE MAB^O DE 1860.
CO
ARMAZEM PROGRESSO
o da Penha-
fura algurn
abatimento
Mantciga perfectamente flor a 800 rs. a libra c era barril se far mais algurn abatimento.
Quejos muito ovos
a 1J700 rs. e ero caixa se far mais algurn abalimcutc- nicamente no arroazem Trogresso.
A-meixas f raueczas
em latas de folha e campoleiras de vidro a 900 rs., e cm porco se far algurn abatimento s no
Frogresso.
Cavtocs ueboUnlios
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porco se far algurn abatimento s no Progresso.
Figos &e comadre
era caixinhas elegantemente enfulladas e proprias para mimos s no Trogresso e com vista se far
um precocommodo.
lautas de soda
cora 2 1|2 libras de differenles qualidades a l^GOO rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazera Progresso.
Ynnos engarrafados
Porto, Madeira, Xeroz, Muscalel, Feitoria, Bordeaos, e oulros muilos mais u com a vista se fai o
preco commodo, conforme a quaiidade sno Progresso.
"Vanos cm nina
Porto, Lisboa, Figueira o Pralos de 800 a 6i0 rs. a garrafa cm porco se
vende-su [nicamente atlendcndo a quaiidade) no nrinazom Progresso.
Bolaclunua ingleza
muilo nova a 320 rs. a libra c barrica 4g, nicamente no Progresso.
Potes vidvados
de 1 a 8 libras proprias para mantciga ou outro qualquer liquido de 400 a 1^200 rs. cada um, se
no Progresso.
IVocc de goiaua
muilo uno de la lj500 ocaixo, s no Progresso.
CAvocoialc vaneci
a IjS a libra, assim como vendem-se os soguinlcs gneros ludo recenlemento ebegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriea muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, niara de tomate, pera sueca, pasas, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas", confcilos, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaiix proprio
para conservas, charutos dos melhorcs fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gom-
ma muilo fina, ervilhas fr.incczas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermatule baralo, licores francezes muilo ti nos, marrasquino de zara, azeile doce purilicado, azci
ionas muilo novas, banha de porco refinado e oulros muilo gneros que enconlrariio ledente a
molhados, por isso prometem os proprietarios venderem por muilo menos do que oulro qualquer
promelern mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem pur outras pouno pralicas como
se viessem pessoalmenle ; rogam lambem a lodos os sanliuros de engeoho e senhores lavradores
qneiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que su Ihos afianca a boa quaiidade c
o acondidonamenlo.
Vcrdadciva goma de matarana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
chaios paro denles a 200 rs. o maco eim 20 macinhos, s no Progresso.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles .por sua durarlo, levesa o com-
modidade para os animaes : cm casa de Henry
Gibson, ra da Cadcia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua quaiida-
de e eterna duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le ; oxi.-lem venda unicamcnle em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do RecHe n. 62, por
precocommodo.
Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guiuho, era frento do sitio do Sr. Accioly.
Pianos venda
Em casa do E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorli-
mento de ricos e excellenles pianos de todos os
precos e qualidades, os quaes sao de muita du-
raco pela sua boa construeco. Estes pianos
que foram premiados com a medalha de primei-
ra classo na exposico universal de 1855, alem
de serem de 7 oitavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren) podem cmpralos com 20 ou 30 t\0 de
menos que em outra qualquer parle.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
/ende-se superior linha de algodo, bran-
cese do core$, em novello, para costura : em
casa de Scuthall Kellor & C, ra do Torres
n. 38
Em casa de Henry Forster & C, ra do
Trapichen. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas idera.
Foges idem.
Arados idem a 30^000.
Champagne e cognac.
Rologios americanos.
Farinha de irigo de todas as marcas.
Lampces de Dtenle cora azeile proprio.
Violio de Bordeaiix.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10. enconlro-se o deposilo das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandcnburg Frres.
c dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
DeBraudenburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
ChAleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & 3Iareilhac.
SI, Julien.
St. Julien Mcdoc.
Chateau Loville.
Na mesilla casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris. quaiidade fina
Cognac em caixas quaiidade inferior.
Cerveia branca.
FABRICA
MUUML
DE
m ie?ES.
Sita na 1 ua Imperial n. 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre promplos alambiques de cobre de dilfcrentcs dimencoes
(de 300# a 3:000$) simples e obrados, para destilar agurdenle, aparclhos destilatorios cominos
para rcslilar e destilar espritus com graduarlo at 40 graos (pela graduaeo de Sellon Cartier) dos
melhores sysleraas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze c ferro, lorneiras
de bronze de ioda's as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passaduieas, espumaderas, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo cm lencol e barra, zinco era lencol e barra, lsno.es e
arroellas de cobre, lenccs de ferro o lato,ferro suecia inglezde todas as dimenses, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e outros muilos artigos por menos proco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeioo j conhecida
e para comrnodidade dos freguezes que se dignarcm honrarcra-nos com a sua onfianca, acha-
ro na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Escravas.
Vende-se umaexccllcnto escrava prela, de 22
annos de idade, com 2 filhas mulalinhas, cuja
preta chegou agora do Maranbo, c sabe coser,
engommar, fazer labyrinlho, e lodo o mais ser-
vico d& urna casa de familia ; tambem se vente
urna negra da 17 annos de idade, boa cozinheira
e hbil para todo o mais servico de uma casa do
familia : a (ralar na Iravcssa Ca Madre de Dos
u. 16, armazem de Fcrreira & Martins.
Vende-se sebo derretido em barricas, el e-
gado ltimamente do Porto, proprio para os s<;-
nhores fabricantes de velas : na ra do Brum n.
14, armazem de Morena Cosa & C.
Madapolo a
para
UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAKORADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. ParaosA. Guima- i
A 300 rs.
I.aas para veslidos cronpas decrianoas, fazen-
das depadres modernos : na ra do Queipiado
n. 17, a primeira luja passando a botica.
Por metade de seu valor.
Sedas prelas lavradas em corles, pelo diminu-
to proco de 20g o corte : na ra do Qucimado 11.
17, a primeira loja passando a botica.
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendomaA. Xavier I i *lr*ll*lQ ITI f f* Yi 1 Ife C
Bodrigucs CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva" c CunhaF. I llvllao C/. 1IHJC/1HJLC1.5
Gomes de Amorim-F. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de Rraea snva h R tf>m sfimnrP nn .. donnsitn
Andrade Corvo-J. da Costa Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhaes Coulinho-J. G. Lobato ,,.?? ad, *?.' T Sf,P" "H! C"ZBI
Pires-J. H. da Cunha R.vara-J. J. da Graca Junior-J. Julio de Oliveira Piulo-Jos llaria I ^ tachs e mocrdS^ara e.f-rnhS "do MlS
Latino Cocino-Julio Mximo de Oliveira Pimenlel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz- 1 JcredUarto fabricante Edwin fw a rat"r no
Jos de Torres-J. X. S. da Molla-Leandro Jos da Costa-Luiz Filippe Leitc-Luiz Jos da I IS dK
Cunha L. A. Rcbello da Silva-Paulo Midosi-Bicardo Julio Ferraz-Valentim Jos da Silveira mesa' deposito ou naEua do Dche n i
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira
da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houvcr occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
iria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo lniversal,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem salisfeilo aos seus ius, com a maior
eiaclido o regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa lodos os semestres
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignalura : pelos paquetes vapor 10$2U0 por auno ; por navio de vela 8$ (moeda
brasileira).
Ha algumas collecQes desde o comego da pubcaco do jornal.
CONSULTORIO
F
BDBDNRIB PMOTM) E fllJUDDl.
3 RIJA DA GLORIA, CASA DOFUNDlO 3
CViuca por ambos ossystcmas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os das pela manhaa ede tardedepois de 4 horas.
Contrcta partidos para curar annualmeule nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o oome da
pessoa, o darua eo uuiuuro da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Becife podero re-
metter seus bilhetcs a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Soasa na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnncianie achar-se-ha constanteraent e os melhores medica-
nsentoshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos precos seguinles:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10$000
Ditos de 21 ditos...............15S00O
Ditos de 36 ditos..............20J090
Dito de 48 ditos...............25$000
Ditos de 60 ditos...............OaOO'J
Tubos avulsos cada um.............IgOOO
Frascos de linduras........,.....2000
Uanoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............20*000
Medicina domestica do Dr. Hening, com diccionario. lOgOOO .
Bepertorio do Dr. Mello Moraes. ........ 6JJ0OO
Espirito de vinho eom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
icrfs, chegadoda Europa, as garrafas ou as cs-
andas: na ra larea do Rosario n. 36
Vendem-sc ceblas em caixas e aos ceios,
por baralo preco : ua ra Direila n. 69.
Ceblas novas.
Eslo-se acabando, ceblas grandes de molho,
o cento a 1*600, e solas a Ij300, barricas com
sardinhas muito novas, e chegadas ltimamente
ao mercado, tambam se eslau acabando, e saceos
com feijio imarello de 6 alqueires. do Porto,
por dimiuulo preco : na ra do Vigario n. 27.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOI.LOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacSes po-
dom lestemunhar as virtudes deslc remedio in-
comparavol e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosintciramenle saos depois de hayer emprega-
do intilmente outros Iratamentos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relalam
lodos os dias ha rauitos annos ; e a maior parte
deltas sao to sor prndenles que admiraa: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos c peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitacs, onde de viara soffrer *
amputaco I Bellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submelterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu rccouhecimcnto daclararam es
tes resultados bunecos diante do lord correge-
dor e, outros magistrados, afim de maisauteuti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianc.a para ensaiar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessilasse a natureza do mi
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Quetudo cura.
O ungento lie til, mais particu-
larmente nos seguintescasos.
Neste proveitoso estabelecimenlo, que pelos no vos melhoraraentos feitos acha-se conve-
cientemente montado, far-se-hao tambum do Io de novembro em vantc, contratos mensaes para
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera,
das costas,
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
maior comrnodidade e economiado publico de quem os proprietarios esperam a remunerajo de Ditas do arius
tantos sacrificios.
Assignatura de banhosfriospara,uma pessoa pormez.....lOgOOO
> momos, de choque ouchuviscos por mez 15J000
Series de cartues e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDIC&O D'AURRA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico cm geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
lodos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias muendas, tachas de Ierro balido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivadores, pontes, "aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal tira forera apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimenlo na ruado Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperadorn... moradia do cai-
xeiro do estatelecirnento Jos oequim d* Gesta Pereira, com quem os pretendentea se podem
nteeder per* quaVjuer obra.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
lnchaces
Inflammaco doflgado
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
dos peilos.
de olhos.
Moidedurasde replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Quciraadelas.
Sama
Supuracoes ptridas.
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das naspernas.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Qucimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pe^as de algodo encorpodo, largo,
com pequeo loque de avaria a 2$500 cada uma.
Aos amantes da economa
Na ra do Qucimado n 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas do cores lixas bastante escu-
ras, pelo baralissimo preco de 6{J a peca, e 160
rs. o covado..
Vende-se uma loja de mude7as na
ra Direita, a qual tem poucos fundos,
e por uso propria para quera quizer
principiar neste negocio: quem pre-
tender dirija-se arnesm.. ra Dir ta lo-
ja de calcado n. 7.
Vende-se por muito commodo prec.0, a di-
nheiro ou a prazo, um engenho d'agua. bom
moedor, com boas Ierras, situado entre a villa do
Bnnitoc a Kscada, distante daquclla villa tres le-
goas : quem o pretender, dirija se a ni Bella n.
14, que ah achara com quem tratar, das 11 ho-
ras do dia as 2 da tarde.
No yo armazem de azendas
e modas
DE
Faria C, ra Nova
numero 45.
Os proprietarios deste novo estabelecimenlo,
recebendo directamente de Paris e Londres por Ag
todos os paquetes artigos de modas, que consti-
tue o mais bello sorlimento de fazendas em apu-
rado gosto, fazem scienle aos seus freguezes e ao
publico em geral, que lodas as fazendas de seu
eslabelccimculo serio vendidas por preco muilo
mdico.
Hclogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorli-
mento de relogios de ouro e prata, chronomc-
I ros, muios chronoinetros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
4TTEN(1\0.
Vendem-se velas de composicBo de muito boa
quaiidade, cm arrobas, por preco muilo com-
modo : na tabrica do largo do Turco n. 29.
37 Ra do Qucimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimenlo um completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de lGg at 28g, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 353, um completo sorlimento de paletots de
riscadinho de bnra pardo e broncos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$ |
cada uma, chapeos francezes para homcm a 8#, i
ditos muito superiores a IOS, ditos avelludados, I
copa alta a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha- ,
peos de feltro para homcm dc4#, &)eat 7#1
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10#, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 163 al 35S000,
gollinhas de cambraia de 13 at 53, manguitos
de l$500at53, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e calcas de 33500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2^500
al 10$ o covado, cortes de collete de velludo
muilo superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de coree, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 13280 a Tara,
cortes de-casemiras de cores de 5 at 9#, gresde-
naples de cores e pretos de 13600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12* cada um, ditos lisos para ho-
mcm, fazenda muito superior, de 12 al 203 a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2$40O, barege de seda para vestidos, covado a
13400, um completo sorlimento de colletes de
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslo de cores, os quaes se vendem por baralo
preco, velludo decores a 73 o covado, pannos
para cima de mesa a 103 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 23800
o covado, bandos para armacao de cabello a
13500, saceos de tpele e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se rende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimenlos, meias
de seda inglezas de peso c mais inferiores, bran-
cas e pretas, por precos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n.<52.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de relogios
de ouro, patente ingles, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem uma
variedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Em casa de Borolt & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modcllo intciramcnle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior quaiidade.
Fumo americano de superior quaiidade.
Ghampanha de primeira qualiJade.
Carne de vacca em barris de superior quaii-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Ca"
Sherry Cordial, Ment Julop, Pitters, Whiskey i
C, ludo despachado ha pomos dias.
Na ra do Queimado n. 19.
Vende-so madapolao com pequeo toque a
33OOO a peca.
Palitos de brim a 3$.
Palitos de brim do linho a 33 cada um : ni ra
do Queimado n. 19.
c^
A 2#000 a peca.
2$ a peca
Algodo com toque de avaria a
ra do Qucimado n. 19.
na
Vende-se um bom engenho na fregu- S
'V' zia de Pao d'Alho, lendo Ierras para mais *S
3fe dous engenhos as quaes lambem se ven- |fc
<" dem em separado : quem pretender airi- JC
ja-se ao Sr. Joaqnim Marques Santiago as
na ra lo Brum desta cidade, primeira ^
casa depois do chafanz. gr
Afianca-se a qua-
iidade*
Vende-se ervilha a 100 rs., pninco a 100 rs. a
libra, milho a 43600 o sacco : por baixo
biado n. 16, com o oilo para a ru
lina.
= Vende-se ou arrenda-se o engenho Leao,
silo na freguezia da Escada, moenle u correnlc ;
este engenho fica a nina legoa da eslrnda de fer-
ro c a pequea distancia de porlo do embarque :
seu terreno contera varzeas corladas por riosque
peridicamente, os alagam c por isso os fertili-
sam : foi movido por agua, e se-lo-ha com pe-
queo trabalho porque existo um grande acude e
levadas necessarias ; suas obras sao antigs, mas
em perfeito estado de conservaco, solidas, vas-
tas, u com iodos os commodos desoja veis. Po-
rm o que loma este engenho um predio verda-
deramente ambicionavel, c sua exlenso de mais
de legoa coberta de molas virgens, convidando
o trabalhador a rasgar-1 he as enlranhas pela cer-
teza de grandes colheilas : pela natureza do solo
e suas dimensoes, o engenho Leo pode fornecer
terrenos para dous grandes fngenhos sem per-
der asqualidadas que o distingu m : com Ernes-
to Goncalves Pereira Lima, no engenho Vicente
Campcllo da roesma freguezia, poder entender-
se qualquer pretendenle
Villa do Cabo
Ra do Livramonto. esquina da Ira-
vcssa da Toninha.
O Machado esl queimando carne c bacalho.
por todo o preco ; chegueui freguezes antes que
se acabe.
Ferros de engom-
mar econmicos.
Cuberas de chita : na roa do Queimado n. 19.
rales ce
mevin a Vendem-se estampados a 2-3000 cada um : na
ra do Oueimado n. 19.
Vende-se um quailo muito novo, propiio
para carga : na Camboa do l'.armo n. 1S.
Esera\os fgidos.
No dia 6 do correntc fugiram do engenho
FJcha o escravo Filippe, cabra, eslalura regu-
lar, pouca barba, com signacs de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de dado, falla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fu!a, alto c secco, sem barba, tem nos
bracos signacs de vaccina, na testa urna cicatriz
em forma do mcia la, ecm cima de oro dos pi's
uma sicatriz que repinhou alguma oousa a pelle,
lem a falla descansada, bem ci'.o de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es-
clavos levaram calca de algodo azul trancado o
camisa de algodo de listra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-se que rcuniram-se pa-
raso do SO ra SPj.ulrrm viagem para o sertao do
a da lloren- ". '
onde o pnmeiro e natural : a nuen. os
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e llespanha.
Vende-se a 800 rs., C3da bocetinha contera
uma insirucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste unguenlo.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, cm Per-
oambucc.
Dao-se a contento.
Lotera da provincia.
O abai.to assignado vende bilhetes da terceira
parle da quarla lotera do Gymnasio garantido
dos 8 por cento da le os quaes sao pagos pelo
mesmo.
Bilhete........ 6f)00
Meio........... 3$000
Joaquim Anlunes de Oliveira.
Na roeheira do porto do Capim
nos fundos do sobrado do Sr. Dr
Sabino, gu3rda-se carros e Ira-
la-sede cavallos mais barato do
que em outra qualquer parle.
Oleado de
cores.
Vendem-se estes magnficos forros as seguin-
les casas :
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Becife n. 4.
Bia da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita da Penha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dita do Livramenlo n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dila dalmperalriz n, 10, rmazem de fazendas
de Baymundo Carlos Leite & Irmo.
Ra da Cadeia do
Recife n. 23,
Confronte ao Vjccco l^avgo
Saia balo superior rendada, dila de mussu-
lina para senhora por 6#. ditas para menina por
5^, lodas da melhor quaiidade e com filas pro-
prias para o bom commodo, manteletes bordados
do grosdenaples preto de dilTerenlcs gustos, ditos
de fil, corles de veslidos pretos superiores bor-
dados a velludo a 50$. dilos de seda a 80j000,
oulros muilas fazendas. proprias para a quares-
ma, que se maudam amostras.
= Vende-se um lindo cosmorama de caixa
ainda novo : na roa da lmperatriz, loja de mu-
dezas n. 58. de Jcao Augusto.
Escravos baratos.
Vendem-se 3 moloques e 2 escravos pecas, de
13 a 20 annos do idade, 1 escrava engomraadeira
c cozinheira, 1 dila quilandeira, cozinha e lava
por 1:000a, 1 dita mucamba de 20 annos de ida-
de : na ra das Aguas Vordcs n 46.
Verd&deire I uvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na ra da lm-
peratriz n 7, loja do Lecorcte.
Vende-so um cabriolel de duas rodas, no-
vo, sem ser forrado, porem muilo bem feito :
Sobral de
pnmeiro e natura! : a quem os ipprt hen-
der joules, ou a cada um de per si, ou d lies de*
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
rios, no referido engenqo Ucha.
200,000 de gralif-
cacao.
Desde odia 15 de fevereiro prximo passado,
fugio do engenho S. Joo do Cabo o negro Ama-
ro, de naco, oflicial de pedreiro e mostr de as-
sucar, alto, bom carpo, com 35 anuos da idade,
meio Bota, anda desembarazado e um lano cra-
barado, lem na testa e na massa esquerda assim
como na canella da perno direila urnas cicalrizes
esbranquicadas e nos peilos um rergo atraves-
sado. Foi comprado em 1857 ao Sr. Til.urcio
Anlonio de Oliveira e antes desta dala lem esta-
do em Santo Ignacio e engenho Novo do Cabo :
provavel que se intitule de for.o ou de pagador
de semana : quem o pegar ieve-o ao engenho
S. Joo do Cabo, ou as Cinco Ponas, na fabrica
de vinagre, que se pagar a recompensa promcl-
tida.
Fugio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe.de naco An-
gola, de idade 45 a 50 annos, cora os signaos
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla fina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas fon tes,
parecendo ser muilo mancinho, porm muito
vclliaco e mellao a curador deemposlurias, de
bom corpo, pernas um lano finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprielario do engenho
Providencia, na rreguezia de Agua Prela quem
o pegar ou disser onde de certo est ser bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, uma sua escrava da Cosa de nome
Hara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, lem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno alado roda da cabeca, tendo por signal
mais salime as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava lendo sabido como
de costume, com venda de arroz, niio voltou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades pol-
ciaes, capitos de campo e mais pessoas do povo,
a apprchcnso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronlo
da cocheira do Illm. Sr. lenle coronel Scbas-
tio, qne sero generosamente recompensados.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel nosle genero, e de diversas larguras,
por prec,o commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Fcij,
Vende-se a taberna sita na praca n. 12, a; quem o pretender dirija-se ra dos Pires n. 22,
qual lem poucos tundos e muilo afregnezada, que achara'rom quem tratar,
tanto para a torra como para o malo; vende-sc* Na estrada dos Afilelos, junto ao Mangui-
em consequencia de seu proprielario querer re- Jnho, no sitio de porlo de ferro, vende-se um boi
tirar-sc paro a Europa. I maso por commodo prejo.
No dia 6 do correnlc, fugio do engenho
Ucha, o escravo Filippe. cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaos de bexiga no ros-
to, falla bem e reprsenla 1er 32 annos de idade ;
e no dia 8, o escravo Marcoiino, de naco Ango-
la, cr fula, alio, secco, sem barba, tem nos Ilia-
cos signacs de vaccina, no testa una cicatriz e-
quena em forma de meia la, ecm cima de um
dos ps uma cicalriz que repucha alguma cousa
cousa a pelle, falla descansado, bem feilo de ros-
to, c reprsenla ter 28 annos de idade ; ambos
esses escravos levaram calcas de algodo azul
trancado c camisa de alsodo de listra, alem do
outra roupa que possuiam ;, suppoe-se que osles
escravos reuniram-se e seguiram viagem para o
serlo do Sobral donde o primoiro escravo veio,
ou para oulro qualquer serlo, porque consta
quo seguiram para o centro : roga-se a lodas as
autoridades policiaes, capites ou a qualquer
pessoa paiticnlar, que os apprehenda, ou avise,
ao niajor Antonio da Silva Gusmo, no Recife,
ou no engenho Ucha, que sendo sutoridade lhc
ficar em eterno agradccimenlo, e cotrpromei-
te-sc a pagar generosamente as despez; s cum a
condueco ou aviso dos referidos escravos, assim
corno a capilo de campo ou pessoa particular
que fizer o favor prendc-los a ambos ou n qual-
quer ura dos referidos escravos, ser generosa-
mente recompensado.
Desappareceu do peder do abaixo assigna-
do, es escraves Clemente e Manoel, ambos de
naco, os quaes sao pertencentes a Manoel Jos
Fcfreira Gusmo, e se achavam em pudor do a-
baixo assignado, cm consequencia de haver as-
signado driles pela penhora nclles feila por llen-
rique mercio, csrrivo Manoel Mara : quem dollcs ti-
ver noticia ou approhendo-los, leve-os & ra Im-
perial n. 40, que ser gratificado.
Jf a noel Joaquim Ferrtira Eatev s>.


(8)
DIARIO DE PERXAMBUCO. TERCA FEIRA 27 DE MARCO DE 1860.
L literatura.
O rcoYimento tnilario na Allemanha.
v
[ Conlinuaco.)
A vista da declaracao prussiatia o duque de
s ive-t.uboawg nao poda dar mais um passo. A- '
i! i parecer des mais exaltados entre os rc-
'.is, o Ju^no tratou de accalmar antes do
nitir oVgabiiiele de. Vicnn i. Responden a
i a ila Austria toni u:n memoran-
nnstanciado. '
sa missiva foi datada de 15 de sotembro,dous
di antes da reosla dada pelo governo prus-
i ao memorial de Sieitin.
duque recordou em primeiro lugar os ser-
- qu prestan Austria dorante a guerra da
i, e que se sclioii proinpto etnpunhar as
alguns gabuuslos se preparavora para pedir l'ius-
sia que llies declarasse se ella persista sempra
no seu systema de reconhecer oit nao, conforme
lhe ipraiia, a validade dos decretes da assembla
federal.
Este passo fui coni eTeilo projeelado ; porm
nao foi realisado vista da declarar-So da Prus-
sia, a qual, como cima referimos, suspendeu
por assim dizer sobre a caben dos pequeos es-
tados a questao da reforma.
Antes de ludo, estes sentan a ncressidade de
conjurar a leflnpestade qo,i anda hramia.
O nicio mais natural de rombater a Prussia,
segundo o parecer dos guiemos de Dresde e de
Munich, era Colloear-se sobre o seu proprio ter-
reno. Iratar-se das reformas possvcis, e impedir
o gabinete de Berln de lomar a inicieliva no
se i o da Dieta.
Para esse effeito rcuniram-sc em Munich no
fin de setembro os ministros dos negocios es-
aunas parar ajodar o imperador ni eonservaco de ','' sclen,l'u os "ll"1
sses que nao eslavam coniprehciididas na traMS''m,s-
confederaco germnica. O llat.nrer, egualmen
lleclamaVa para seus subditos e para si mesmo ""O. recusou lomar parlo nella :
dircito de exprimir o vol pela reforma do pac-; "irenciao de qu* o paelo foderr
o u i reno oe exprimir o vol pela relorma do p
tu federal, sem que por isso devesse serjulgado
capaz de proseguir nesse Instante contra o ac-
Cordo de qualqoer dos interessados. A Austria,
pi 'guia a nota ducal com alguma irona,
/ ha anuos una revisan na consliluicao fe-
deral, a qual importara em urna quebra uolavel
dos direilos de nluitos estados; ninguem ousra
8 i por enlo que o gabinete de Vieuna quizesse
di volver o seu projeclo sem o consenso das
i es inleressadas
ii Juque Ernesto julgoii que tambem assim
- u realisadaa as reformas aclualmente pro-
i tas.
0 governo austraco devera ter-se convencido
com a guerra da Italia do quanlo era para dse-
te a naco allema podesse fazer valiosa
a sua influencia nos negocios exteriores. Alm '
da Austria ha anda desoito milhoes de Alternaos
menle descontentes porque o pacto federal
n< utralisa as torcas oaciouaes para com o eslran- ;
I
i'-- u:cessos del8i8 1819 deveriam ter mos-'
ado .i Austria que nao se deve suppiimr votos
le convidado para essa
parto nella : esle gover-
ral nada dei-
xava a desojar, quera oceupar-se exclusivamente
de medidas de represan o contra os signatarios de
programma de Eisenach ; e como es oulros go-
rernos nao partilbassem inteiramente dessa opi-
nio, deixou por sua parte o negocio correr te-
vclia, em Munich.
A Austria eslava um pouco inclinada essa
allionca diplomtica.
M. de Beust, ministro da Saxonia, deu canta
em Vienna do resultado das conferencias, e all
ficaram mili naturalmente bastante salisfeitos
com essa combinaco lo bem calculada que li-
li ha por fim crear embarazos para a poltica da
Prussia.
As conferencias de Munich marcam urna nova
nio de Wuraouig duna ser, segundo a nleii-
o com que foi promovida, o ponto de partida
para a liga dos estados secundarios. Impedir a
absorpeo dos estados alliados pela Prussia ou
pela Austria, ou mesmo por ambas estas duas
potencias reunidas, ccombaler subsidiariamente
o movimenlo reformista, tal era o fim a que se
propunha essa liga. O futuro nos mostrar mili-
to breve quaes os resultados piaticos sahidos das
conferencias de Wur/bourg ; aqu s nos 0CCU-
pamosde determinar osen papel no movinicnlo,
cuja historia relatamos.
VI
O movimenlo reformista, que se tem manifes-
tado ha seis mezes na Allemanha, procede di-
rectamente do de 1818 a 18i9. Comtudo nota-se
entro esses dous periodos das tentativas unita-
rias una differenca, na qual consiste al
corlo ponto a yanlagcm do movimenlo ac-
tual.
Era 1848 a Allemanha lutava ainda com o ab-
solutismo feudal, e com os obstculos que op-
priinam a liberdade individual. A necessidade
de liberdade. fez apparecer o ffesejo de unidade.
Espcrava-se v-la expargii-se de um foco cen-
tral sobre todas as fraco.es da patria com-
i un.
lempo comecou-se por discutir estatutos o cons-
tituices ; hoje comec^a-sc por fazer da unio urna
necessidade, conferindo-se Prussia desde logo
a dirceco militar e diplomtica da Confederaco.
Apresenlamos no decurso deslc trabalho as oppo-
sices e rivalidades que provocou o programma
de Eiscnach, especialmente por seu carcter prus-
siann. As populares do sul da Allemanha fizo-
ram-lho um libio atolhimento. A Austria pro-
tes.lou ; os oulros govemos lomaran) una attitu-
de hostil ; o o que mais, responderm idea
d.i supremaca prusiana com a idea de liga entre
os estados secundarios.
Nessa liga consiste a lerccira soluco dada ao
problema unitario di Allemanha. a tercera
combiuar&o, ronhecida sob o nome de trade, e
appelldada pelos paludarios da supremaca prus-
siana Allemanh'.i-Mcnor [Zajerg-teulscllland .
Proccdeudo da Confederado do Rheno ella so
funda nos principios que tendem a dividir a Alle-
manha ; em malcra de f catholca ; sob o pon-
to de vista econmico proteccionista ; c quanlo
poltica exclusivista para com a Prussia ; em
una patarra c o sul opposlo ao norte.
A naviera esl frente desta combinaco cujo
fim, como fizemos ver mais cima, a reuniao
de lodos os estados medios c pequeos n'um s
Confundindo desl'arte dous principios mu estado, formando una tercera potencia allema.
longo de approxi-
vez mais do seu in-
distincto;, a Allernauln
mar-se, alfistava-sc cada
lento.
O movimenlo de 1850 nasceu do temor por
um perigo exterior, contra o qual pareccm impo-
tentes as antigs insliluicoes federaos. As po-
pulacoes consideram boje como verdadeiru lim
da sin salvacaoessa unidade, a qusl ha de an-
uos ellas encaravam como o instrumento da sua
liberdade. Cousa eslranha Os hmeos que di-
gabinelo
de
quasi lao respeitavel como a Austria e a Prussia.
O ponto de partida da poltica do
Munich c o seguiste :
As pequeas dynastias da Allemanha tem duas
sortcs de inimigosa revoluco e as tendencias
unitarias em primeiro lugar; e em segundo as
grandes potenciasAustria e Prussia. Contra as
revolucocs acharam sempre recurso quer em urna
quer em oulra dessas potencias; mas contra a
ambicio desses dous gabinetes niio teem oulra
liosa B ir"PoTI;">|e pliase da queslo federal da Alie- las experiencias de 188, se alirain as mesmas
rgem o movimenlo reformista, apezardas funes- garanta mais que o seu antagonismo. As riva-
inanlia.
Todo o que depois se passou nos leva a crer
que em Munich os estados secundarios determi-
nara m os resultados de nina nova liga, dessa liga
que tinha por lim reunir em torno da llaviera os
veredas que conduzio ruina o movimenlo da-
quella poca.
lidades entre Vienna e Berln sao a salvaguarda
dos estados de segunda ordem ; porm no da em
que a Austria e a Prussia se pozerein do accordo,
Ser, pois, verdade que a causa da unidade, ser forlemenle comprometida a independencia
alm do ltheiio, esleja ligada causa da li-' desses estados,
berdade por tal modo que esses dous
princ- i Depois de bastantes anuos a Raviera encontr-
pequenos oslados da Allemanha, e formar ao la- pos devain triumphar ou suecumbir simultanea- ra garantas menos precarias" para a sua existen-
do da Prussia e da Austria una lerceira agglo- mente ?
ca as dynastas de Wurlemberg, da Saxonia e
nos limitaiido-su uuicameute a nega-los e n,era.So 'J"9 M'CSse a sua parle na dircegao dos Nesse cabos de projeelos inventados para cons- do Hanover, cujos inlercsses sao quasi idnticos
repeli-los. negocios federaos. ^ tituir-sc a unidade da Allemanha, distnguem-se aosseus.se associaratn voluntariamente ao pla-
Alm de ludo, o duqqp lastimaa toda a even- u-.,.^'?!
lade que nao twiislizesso aos interesses do ',,','
que nao salislizessc aos interesses do, "'.'', f2?.'!i"?5!
cro austraco, a que o ligavam nao s as de- '
iislrardes benvolas do imperador, como as I
possessoes lerriloriaes do sua familia. Nao era I
j --.il mais por muito lempo a conservado
o simples do latit guo na Allemanha; odu-l
q .. desejava, pois, de todo o coraco que quanlo
i I se estabelecesse una ordem de cousas con- ;
i .me aos interesses da Austria e da Allemanha.
caso o gabinete de Vienna grangearia mais.
sympathias que analhemas,tratando da fuso ac-
tual dos paitidos parlamentares, fuso que o :
ado do interesse excitado na Allemanha]
11 la luta recento da Austria. Foi somonte lies- ,
St mido que o duque approrfira o mormenlo.
As explii-aces dados pelo governo de Gotha,
fon-i confessar, se disliuguiam pela dignidade
C lu que eram concebidas, i> que conlraslava com j
fiopomo diplomtico do protesto austraco, I
lavia ellas nao combinavamitteiramentecom I
i urso pronunciado antes pelo duque, ese!
iiivlitiavam sensivelmenle s ideas da Austria.
'. mais poderia querer esta poleiica senaoo]
-. ilo de pormillirou recusar o sen Rssenlinion-
I i execueo do programma de Eiseuach r Urna
i .: concedido esse dircito, seiiam iufuudados os
ios di Austria.
A Prussia respoudeu no mesmo sentido do me-
indum Juc:-l. Quanto maneira porque en-
a o miivimciitu lelormsla.o gabinete de Ber-
ipi dio para Vienna, com data de 23 de se-
. ; o, a declaracao provocada pelo memorial de
ttiu.
ii iiiinistro dos negocios estrangeiios da Prus-
, ri'ferindo-se .i essa declaracao, accrcscentou
, i suu ver, o discurso do duque de Saxo-Ci-
. irgnada encerrava que podesse motivar urna
I : lecfo da parte dos oulros soberanos, 0 que o ea* |(] ,a .
duque jamis tivera em mente dispensar a sua
' reformas, cuja realisacito fosse cm-
i ndida por meios illegaes. O governo prus-
, prosegua o ministro, seguro da loaldadc
'i is suas nleiKes, nao acha motivo paraoulras
explieacOes, mesmo quanto ao faci de tero seo
. independenle da sua volitado, figurado
lauto no movimenlo actual. Quanlo s recorda-
- do 1850, evocadas na ola austraca, o ga-
lo de Berln respondalembrando por sua I seu""
i iue a conveneo de Ulmutz deixou suspensas'
i [uesles, que antes e depois delsiO:
i preoecuparam o gabinete de Vienna, e cuja
Soiuco lica sempre reservada ao futuro.
Por lies ve/.cs, no espaco de quin/.e das, Ese-
iinba sido desengaada pelos dous gover-
nos que lhe pareceiem favoraveis.
(I gabinete de Vienna BOU be sem duvida a queni
dirigir-se para semelhanles explcacoes ; assim
havia elle Iriunipbado; o seu amor proprio acha-
va-sc salisfeilo, e salvo o seu prestigio.
.Na> curtes secundarias da Confederaco a 8a-
hi fui anda uiaor; quaiiln mais a Prussia
iva, mais era aggredida pela poltica de Mu-
i. li, Dresde e Slultgaid, e oulros oslados pe-
queos.
Do Munich sobre lodos parliam os ataques con-
tri u programma de Eiseuach e contra a Prussia,
que era considerada cmplice do movimenlo.
Veremos como os autores do programma sosa-
experiencia. Quanlo aos
oes de Munich nao larda-
ran! muito em apparecer no seio da Dieta de
Francfort.
O gabinete bvaro, esperando pela reunan di
assembla federal, procuren attrahir sua polti-
ca, e com especialidado sresolucdes de Munich,
todos os estados secndanos Aos govemos de
Munich, Slullgard, e Dresde reun rain-so o Ha-
nover, os dous Ilcsses, Nassau, e Mecklembourg-
Schwerin. l'oi em nomo desses oilo gabinetes
que na sesso da Dieta de20 de outobro, o ple-
nipotenciario bvaro, M. Voii der Pfordien, apre-
sentou unin declaracao sobre a questao da re-
forma.
Os oilo govemos lomaram para motivo da sua
exposuo a opnio geralmenie adoptada deque
o pacto federal era prejudicial aos interesses
commiins da Allemanha : ellos combatan! essa
opnio como errnea, e alludindo attilude lo-
mada pela Prussia din ante a guerra exprimiam
sua intima convieco de que, se lodos os esta-
dos confederados execulassem fielmente os esta-
tutos federaos, o pacto de 1815 seria sulficienle
paia garantir os interesses o a soguranca da Al-
lemanha. Todava nao so oppiinliam a alguns
mellioranienlos desse pacto, sobretodo a aquellos
que lendam a destruir as objecedes reccnlcmen-
te aprosenladas (pela Prussuinj contra a execueo
das disposicoes do pacto e dos decretos da Dieta.
Domis, accreseenlavam esses gabinetes, em-
quanlo as leis actuaes do pacto federal nao fo-
rera constitucionalmeule modificadas, da obri-
gaco de todos os confederados velar e concorrer
para a nianulencao e execueo dessaa leis, bem
como oppor-se a todas as tentativas illegaes para
a deslruico desse pacto.
_ Finalmente, julgando-se defeiluosa a organisa-
Confoderac5o, os oito govemos
propuiihan Diela que jixasse a questao sobre
a sua .reorganisacao entregue aos cuidados da
commisso militar federal.
As censuras c oceusaces dirigidas contra a
Prussia nessa declaracao dos oilo gabinetes.eram
bastante claras para que o plenipotenciario prus-
siano deixasse de a ellas responder.
M. de Usedon apressou-se em declarar que a
organisaco militar da Confederaco pareca ao
joverno comer disposicoes irapralicaveis c
capazes de comproineller, em caso de guerra,
i sua acio unitaria.
Quanto questao da rt forma o mesmo governo
persista na opnio que demonstrara por occa-
sio da ultima crse.
O melhor meio, acrescenlava M. de Usedon,
de assegurara autoridade c a efcacia das reso-
lucoes ederaes fazer com que essas evoluces
se encerreai nos limites das altribuices da
Diela, oque a sua execueo seja realmente pos-
svel. Se a Dieta nodesenvolvimeuto ulterior das
instituicoes federaos firmarse as bases 'testas, e
altender ao mesmo lempo para as uecessidades
geracs da naco, e particulares de cada um dos
estados confederados, poderemos esperar que no
dia do perigo a Confederaco apreeentar essa
forca e essa aeco unitaria proprias a garantir a
sua seguranza.
As posicoe's de ambos os lados eslavam defini-
Ires grandes combinar-oes que, per diversas ve-
zes combatidas e repellidas, se bao reproduzido
com persistencia, slgnal evidente de que ellas
rorrespondem ao quer que seja de lixo e decidi-
do nos nimos.
no do gabinete de Munich, que so desenvolveu
sua unidade. u nioviuienlo aclual produzr o
efieto de fazer penetrar essa convitco no animo
das populaces, o est circunstancia que lhe d
sohrctudo lana importancia ; tambem ella que
explica s medidas de precauco, quecertos esta-
dos ho adoptado respeiloda associai;ao nacio-
nal de Cobourg. A excepeo deste resultado
moral, nada mais de pratico vemos que possa sa-
bir do movimenlo actual.
A Allemanha leude inconlestavelmenle para o
systema federativo, isto para urna consliluicao
em que o poder estoja concentrado n'uma s mo,
e as populaces sejam representadas por nina as-
sembla. Porm seria preciso que para realisar
n'um par/, nionarchica como a Allemana o syste-
ma adoptado na Suissa, e nos Estados-Unidos, os
principes se delorminassem faier sacrificios. A
independencia relativa.de que hoje goza o mais
pequeo dos oslados alterones, tem creado em
cada paiz nina sorte de baplismo local que en-
conlra apoio as dynaslias, naluralmente ciosos
das suas prerogativas.
A unidade allema exige sacrificios da parle
dos principes, d/.ia o duque de Saxc-Cobourg ;
elle devia ter acrcscnlado : e da paite dos
povos.
Os povos da Allemanha se moslram presente-
mente mais dispostos que os seus principes a fa-
zer sacrificios reaes em prol da unidade nacional ?
O reda Baviera e o rei da Saxonia nodescjam
descer classe de vassalos do imperador da Al-
lemanha ; o esli o motivo porque ellos se op-
poern concentraco do poder federal as inos
de um mitro principe. Mas esl acaso bem de-
monstrado que a resistencia desses soberanos
desapprovada por seus subditos ? Ha por ven-
tura certeza de que as cmaras dos representantes
de Munich e de Slullgard cor.sentirao emdeixar-
se substituir por um parlamento nacional, e em
sacrificar a una assembla legislativa federal seus
direilos de liberdade ?
Seja-nos, pois, permildo dizer que, a nao dar
se aconlecimentos extrao'dinarioscapazos de der-
ribar todos os obstculos, a unidade da Allema-
nha tem a percorrer um caiuiuho bastante longo
e penivel.
A egualdade civil e poltica de todas as classes
da sociedade. a liberdade religiosa, a emancipa-
cao do trabalho. e, como consequencia dessas
conquistas moraes. a lininogcncidade de princi-
pela primeira vez em 18I sob o titulo deira- pios na legislarlo particular dos estados, laesso
lado dos quatro reis. Esse tratado que, como o no nosso entender as condicoes preliminares in
dispensareis transformacao da Confederaco
tal que as accoes de 25 francos tem duplicado da
valor,
Em Portugal, paiz essencialmenle agrcola o
onde as machinas sao para assim dizer quasi des-
coiihecidas. desojaramos ver implantadas insti-
tuicoes desla ordem, do que se bavcriain de co-
Iher consideravcis beneficios para o desenvolvi-
mentoe progresso da nossa agricultura.
Por esle modo aquelles que nao livessem os
meios necessarios para a compra dos instrumen-
tos e machinas agrcolas, obteriam o seu emprc-
go por um mdico precn, economisando assim
muito lempo o um trabalho penoso. Chamamos
para este assumpto a atlencj das pessoas com-
petentes.
GENTILEZAS DE LM PEVEREIRO.
O feverciro de 1800 vai fro de arripiar, mas
por ora nao tem passado d'ahi a sua maldadc.
Tem havido fevereiros muito mos ; feverciros
que pralicaram grandes diabruras. No anno de
1731. por lodo este reino se seutiramos lerriveis
elfeios do mez de No>iuno ; vento, churas, ne-
ves o lemporaes causaram grandes perdas.
Aqu, em Lisboa, nos das 7, 8, !) e 10, hotivo
forlissimos lemporaes, que deram em resollado
perdas considera veis. S de assucar so perde-
rn) na nlfandnga 4,400 caixas, entrando a agua
em lana quanlidade, que chegou a 4 ps de al-
tura naquulte edificio, o alguns navios naufra-
garam.
Na torre de S. Julao subi o mar lio alio,
que entraudo-llie por cima da murallia inuun-
duu, deixaudo-lbe salgada a cisterna ; e o impe-
to das vagas foi lo extraordinario, que partiram
e separaiaui em duas_uma rocha viziuha da for-
taleza.
Niquelles dias, em Elvas, c Campo Maior ca-
bio muita nove, e tanta, que em partes chegou a
ter a altura de urna vara ( com liceuca da res-
pectiva iuspecco dos pesos u medidas ], seguin-
do-sc copiosas ebuvas.
Por Santarem e Alemquer aconleceu o mesmo.
0 Tejo inuuudou os campos, e perdeu-sc muito
b-ado.
islo forma-
germanica em estado federativo
cao da unidade allema.
A revolucao ou a guerra externa polcm, ver-
dade, tornar superfina essa empreza pacifica.
Deus us defenda de entrar t es previses nos nos-
os ; nossa poltica nunca ser proseguir
atravs de males cortos na satisfagao de um bem
duvidoso.
Nao concluiremos este trabalho j bastante
longo sem mencionar una nalavel coiilradicao,
que tem abalado constantemente muitos nimos,
oque se d entro a attilude tomada pelo partido
unitario, vista das questoes italianas c a marcha
por elle seguida para introducir na Allemanha o
Iriumpho das suas ideas.
A Italia, segundo
projeclo da .uno prussiana, nao leve execueo
delerminou entretanto dahi era diante a conducta
A primeira dessas combiincocs comprehende das quatro cortes. Vimos a prova disto nascon-
loda a extenso territorial da Confederaco ger- ferencias de Darmstadt em 1852, de Rambcrg em
roanica, augmentado com as possessoes nao al- 1854, de Munich e de Wurzbourgem 1859.
lemas perlencenles Austria. Deram a essa primeira visla o projeclo bavaro p noce res-
combinacao o titulo pomposo de Grande Allema- ponderde urna maneira bastante satisfactoria s sos caicu
ulta (Cress-Deulchland) titulo que merecera conveniencias dynaslicas, e aos votos de unidade
cerlamenle urna potencia com urna populaco das populaces.
de mais de setenta e um milhoes de habitantes, Na realdade, que de mais simples e mais cn-
e urna superficie de rinte e duas militas quadra- genhoso que essa reuniao de lodos os estados
das geograpbicas. secundarios era um s estado, e este poderoso ?
Sabe-se que osla a podr que fecha a abobo- Os estados considerados como a Austria e a Prus-
da de lodo o edificio da poltica inaugurada em sia sentem menos a necessidade da unidade alie-
1849 pelo principe Srhwar/cmberg. Ha por ven- ma, porque ellos teem em si praprios todos os
tura necessidade de presentar o que encerra de clemenlos sufficientes para a sua grandeza c de-
vicioso uni systema que tem em lo pouca corita senvolvmento.
as nacionalidades? Que vilalidade poderia ter A fuso dos pequeos estadoseis-aqui urna
uma agglomcracio de tantos elementos beleroge- necessidade urgente que constituira a verdadeira
neos? Que ganharia a Allemanha em ser unida unidade dos povos germnicos 1
a trinta milhoes de Slavos, Magyars Italianos ? Sao estes os raciocinios dos defensores da
Essa idea que realisada augmentada sem duvida Iriwle; mas elles nao porecem ser a expresso do corro u
o esplendor da dynasla dos Habsbourgs, e que pensamenlo de lodos os pequeos estados. Se a
em seu proveto creara no centro da Europa um rivalidade j a grande entre Vienna e Berln,
imperio manir que os imperios de Carlos Magno, ou entre Munich ou Dresde e Berln, ella ain-
e de Carlos V, nao poderit ter elTeilo seno rae-I da maior entre os estados pequeos c os se-
diante a condieo do desapparecer a Prussia do cndanos. O Hanover reconheceu-se inferior
numero das grandes potencias,e de concentrar-se j Prussia ; mas para com o ducado de Nassau pre-
todos os poderes as mos do governo austraco. lendo evocar os privilegios de grande potencia,' a" opinio da Europa, se tanto for necessario. O
Os pequeos reinos e principados, que com a ao mesmo passo que Nassau se considera supe- j programma de Eisenach a ncaro a mais cner-
Prussia e cora a Austria,formam hoje a agglome- r rior ao ducado de Sciisvrazbourg. A naviera desua.gico, quo nenhuma naco europea ousou anda
racao germnica, nao seriam mais que estados I parte' reivindica a supremaca sobre todos os ou- formular, dos tratados "de 1815. Nao dirigimos
feudatarios, obrigados a contribuir, como suceedia : tros secundarios. uma censura ao partido reformista, porque par*
na edade media, para todas as lulas que o sobe- ltesulla desla situaco que a maior parle dos' tilhamos da opinio do cscriptor que nao ha
rano feudal quizesse emprehender. A Europa,! pequeos estados quereni antes submetlir-se ao ; niiiilo. disse :
que j uma vez protestou contra a concepeo | jugo da Austria e da Prussia do que reconhecer
da Saxonia. A in-
tadns so acha alem
garantida po pacto de 1S15 ", elles
opinioes na Allemanha que, regeilando totalmen-1 ternera, cora razo. vir a ser absorvidos pela Ba-
viera, Saxonia e Wurlemberg, se por acaso re-
nunciaren! aos privilegios de que gozara actual-
mente, pira se collocarem sob a proteceo des-
ses reinos e que cobicam as suas possessoes.
Esta razo por si s bastara para lomar im-
possivel essa lerccira combinaco, quando mes-
mo oulras causas nao oppozcssem sua rea-
Em branles foi lal o fri, que os passarosen-
travam pelas casas para se chegarem ao calor do
logo, e bou ve uma pessoa que apanhou quatro no
seu gabinete. Nao havia memoria de tanto fro
e de lauta nev.
No Porto, a nev chegou as ras o nos tclha-
dos u quatro palmos de altura.
No Algarve, a mai cresceu tanto e o vento foi
lao rijo, que as aguas dos ros eiam ropellidas a
mais de um quaito de legua pelas ierras dentro,
iiinuadando os arrabaldcSde Villa Nova de Por-
limo, e anda a maior distancia, com quatro
al palmos de altura (esta meddsela de 1731,
por isso ha desculpa).
Emfim, aquelles das de ftvereiro foram hor-
rorosos, at troiiverain praia de Villa do Conde
m visiulio poderoso. Entretanto o libe-
ralismo allerao, que se apresentara para susten-
tar esses tratados de 1M5 por meio da forca con-
tra o povo italiano, trabatha prescnteinele por
aiiniqiila-los, porque ellesservem de obstculo
para a unidade da Allemanha ; e procura anni-
quila-los por sua propria autoridade, o al contra
verctro, que, com ser bissexio,
derado.
brando e mo-
c pio.esiou contra a concepeo jugo ua Austria e da l'russia c
atrevida do principe de Schwarzemberg, nao con- j a supremaca da Baviera e de (
sentira na rcalisaco desse souho, c a ella oppor- dependencia dos pequeos est
se-lna cora a mais legitima energa. Ha ainda j disto bastante garantida po p;
opinies na Allemanha que, regeilando totalmen-
te a idea dessa confederaco gcrmano-slava, abra-!
Cara todava a idea do que seja realisada a un- '
dado nacional com a participado, o mesmo sob '
a dirceco da Austria. O governo federal de
Prancfort seria maiscentralisado, c augmentadas |
as suas allribuices; e finalmente estara sob as i
vistas de un parlamento. As provincias allemas
da Auslria seriara as nicas comprehendidas j lisaco obstculos insiiperaves.
nessa Confederaco regenerada, e tenam institu-1 A llaviera que reclama a dirercao desse ter-
ces distinctas das domis provincias nao alie- ceiro grupo de estados una potencia catholca;
maas. Esta idea da Grande-Allemanlia do prm- | a Saxonia que pretendo depois dell.i o lugar mais I
cipe Schwar/emberg, nao parece mais praticavel. I importante, bem que tenha sido o lierco do pro-'
Ella suppoc em primeiro lugar que o gabinete tcsianlsmo, todava regida por um dynaslia
de Vienna renunciar definitivamente a proseguir > catholca ; ao passo que dos trinta c lautos esta-
a unidade do imperio austraco, e aceitar as dos, que formaran) a unidade bavara, dous tercos
Os tratados que ligara os governos sao as
leis inlcmaconacs dos povos, as quaes smente
seriam iuvariaveis se o mundo se conservasse
immovel.
Desojamos pelo contrario que. quando a Alle-
manha quizer sacudir o jugo ini[iosto em 1815,
nao encontr no sen caminho os obstculos que
ha pouco quiz oppor regeneracao da Italia ; e
dirigimos sinceros votos ao co para que, se assim
acontecer, veja chegarasi um amigo lo valenle
o desinteressado, como o que enconliou a Italia
na Franca de 1859.
EllOl'ARD SlMOS.
(Revista Contempornea.Silveira.)
Variedades.
brochura, attribuida a ora alto funecionario > liramentedeterminadas.
s da Prussia i A Prussia, na qualidade de grande potencia,
protestara contra o estado de cgualdade em que
SU| remacia da Allemanhi. O autor procurara
demonstrar que nao existiam taes ttulos.
A populaco lotal dos estados medios e peque-
as, segundo a expresso da brochura, supe-
rior em numero da Prussia; quanlo financas,
as coutiibuices deste ultimo estado sao niais
onerosas do que as dos oulros oslados ; quanto ao
desenvolvimeuto material, ha cgualdade em lo-
dos os oslados do Zollverein ; quanlo ao desen-
Tolvimento inlelleclual, dizia o autor, cuja opi-
nio errnea, perinitla-se-nos nao adoptar, nc-
Jilnini dos oulros estados cede o lugar Prussia ;
Analmente quanto a sua organisaco militar, a
Prussia para conserva-la impe sacrificios mui
pesados aos seus subditos.
Por lodas essas razes o autor di brochura con-
clua que nada poda dar Prussia o direito de
supremaca na Confederaco germnica.
A diplomacia das cortes secundarias nao se
niostrava menos activa que os publicistas. Sema
resposta 5 supplca de Slettin, o gabinete de Ber-
ln eslava arriscado a ser inlerpellado pela Ba-
rii ra, o Wurlemberg, e o II mover, sobre um in-
cidente que remomava ao lempo da crise. A
Prussia, quando os oulros governos pareciam
querer forca-la a uma guerra com a Franca, de-
claiou quo na sua qualidade do grande potencia
europea, nao obedeci aos decretos da maiorida-
de dos pequeos estados.
Em fins de agosto vulgarisou-seo boato deque
FOLiraTlJl.
PUOPAGACAO DE MACHINAS AGRCOLAS.
Perlo de Genebra, na communa de Meryn, n..
consequenciS do rgimen parlamentar; em se- pelo menos perteucem ao culto protestante. Dis- Suissa, formou-se ha lempos uma sociedade,
gundo lugar suppoc a submissSo da Prussia sernos que este ultimo projeclo se fundava na di- cujo fim a propagaco do uso das machinas
supremaca austraca. Rasta enearar-se os obs- 'so do norte e do sal da Allemanha ; esta divi-
laculos para conceber-se que este plano lo sao sera igualmente o principio de dissoluco da
oexecutavelcomo o primeiro. agglomeraco projeclada.
Excluida por conseguinle a idea da unidade da Urna grande potencia pelo prestigio do seu po-
Alleniaiiha sob o protectorado da Austria, passe- der e de suas tradieces histricas taires conse-
raos segunda das tres grandes combinaces. E' guisse por termo esses antagonismos, concillan-
esta appelldada por seus advrsanos a Pequea-
A lemanita (Klein-Ueutschland); porque ella en-
volye at certo ponto a excluso da Austria. O
projeclo de orgera prussiana e remonta ao se-
clo XV11I, islo poca em que Frederico II
do os interesses oppostos ; tira estado fraco como
a Raviera, que por si mesmo resisti a muito cus-
i s tormentas de una poca revolucionara, nao
poderia conservar o poder sobre populaces to
divergentes no carcter e na religio. "Como a
Conslanca Verrier.
POR
GEORGE SAND.
IX
( Conlinuacao. )
Oh Sim disse madama d'Evereux, como
falla bem se v que nada entende da materia.
Ha miquillo que voss chama de phanlasias,
emocoes violentas e ardores irresisliveis. Nao
11 leudo conhece-los por mim mesma, mas te-
nho visto muito o mundo, lenho tido amzade
com bastantes mulhercs para saber que, nesse
terreno, nao so caminha sempre fcilmente a
passo de phantasma. Botem quanto sebo qui-
i) as portas, algodo nos tapetes, que os
ervos ilgumas veies scro ahilados to forte-
mente, que a gente esl por ura Iriz a trahir-se.
Conheci uma pessoa que me disse ter-sc
lo mais para nao deixar advinbar as suas
phanlasias do que se lhe fura necessario edificar
uma cathedral E quem lhe diz. que o coraco
nao tivesse parle nisso ? Ella nao se gabava, co-
mo a finada Nnon, de unir o prazer amzade;
bana do seu vocabulario ludo quanlo era pala-
^ro, mas era boa, servical, dedicada, indulgen-
te, corajosa em suas peraces, generosa em
seus liiumphos. Essas mulhcres sao as melho-
res e as mais amareis, o que est muito co-
nhecidu.
- E sabem por que razo eu estimara
a queriam collocar os estados secundarios para
com os oulros membros da Diela, e pedia a mo-
dificaco do paci federal, quanto sua inlelli-
gencia.
Os estados secundarios reclamavam por seu
lado que se manliresse intacto o principio de
cgualdade,tal qual se achata cstabelccido no pac-
to em 1815 ; e pedan) a liga dos pequeos es-
lados como o meio mais seguro.
Em Munich o chefe do ministerio saxonio M.
de Beusl propozera que os governos dos estados
secundarios se reunissem peridicamente, a lira
de enlendereni-se sobre as questoes importantes
da actualidade, e obrarem de accordo uo seio da
Dieta.
Tal foi a causa das conferencias havidas em
Wurzboiirg na ultima semana de novembro. O
gabinete de Munich convocara para essa reuniao
todos os estados allemes, exceplo as duas prin-
cipis potencias, o Luxembourg, e Holstein.
De trinta governos nove somenle responderam a
esse appcllo. e esses nove foram : a Baviera, a
Saxonia, o Wurlemberg, os dous Hesses, Nassau,
Mecklembourg-Scwerin, Saxe-Allembourg, c Sa-
xe-Meningen. As deliberaces de Wurzbourg
sao de data mui recente para que possamos
determinar com preciso o seu carcter e resul-
tados.
Todava o fim principal nao secreto. A reu-
car a dignidade de sua possessao, nao se pode
imaginar. Tevc as mais brilhanles conquistas
e as mais picantes aventuras de romance, e nin-
guem pude nunca dizer que ella tivesse faltado
s mais austeras conveniencias. Nem sempre
era reliz na sua lulla terrivel contra esse olho
do mundo, que nao o sol, mas a opinio. En-
contrava obstculos,, costeava perigos extremos.
Mas tinha as consolac.es interiores do poder sa-
ciado. Senta-se forte, ardente e razoavet ao
mesmo lempo ; reuniao de cou3as lo rara, que
desafio a me mostraren) uma egual.
Conslanca e Sophia olliaram-se involuntaria-
mente furto, emquanto a duqueza fallara com
auimaco. Arabas conheceram que ella fallara
de si, e ambas experimentaran) uma especie de
terror, adevinhando semelhanle energa em um
ente de formas to puras, de raanciras to
procurou oppor poltica invasora da Austria l Batiera, paiz industrial, imporia o seu systema
uma liga de todos os oulros membros do corpo doanario a Hambourg, cidade comniercial ? Co-
germanico sob a direceo da Prussia. A unio rao oito milhoes de Alternaos obligaran) a um
dos principes allemes se tinalisou com Frederico egual numero dos seus compatriotas do norte
para renascer, dez annos mais tarde, depois da ;submeter-se sua le? Por outro lado a Prussia
dissoluco do imperio germnico, sob o titulo de se vera obrigada a combaler enrgicamente a
Uniao do norte. Esta nova liga egualmente di- formaco dessa liga, que invadirla o circulo da
rgida pela_ Prussia deveria firmar o equilibriosa sua aceo, e se nterporia de uma maneira amea-
Confederaco do Bheno ; ella porm desappare- i cadra entre as duas grandes linhas terriloriaes*
ceu com a cataslrophe de 1806. M. de Radowitz de que se compe a monarchia.
fez reapparecer em 1849 o pensamenlo de Frede- A liga bavara longo de ser proveilosa unida-
rico II. Quando se niallograva o projeclo do no- de da Allemanha, tornara permanente a guerra
vo imperio germnico com um imperador aus-1 civil. Limitar-se-hia somenle a abranger os es-
triaco ou prussiano, o gabinete de Berln lancou lados do sul 1 Enlo nao seria nem una sombra
as bases dessa unio federativa, que devia abra--, de potencia, e nem preeneberia de sorte algunia
car todos os estados allemes, menos a Auslria. o papel preponderante que se lhe altribue.
O govexno austraco moslrou-se resolvido a im- i Por conseguinle, recusando a Allemanha o pre-
pedir a realisaco dessa unio, al mesmo com a dominio da Austria, a supremaca da Prussia, e
forca, se fosse preciso ; a Piussia, porm, remit- a lutella da Baviera, o pacto federal de 1815 parc-
ciou o seu projecto na convenco de Olmutz. E'! ce ler ganho nesse movimenlo novos penhores
esse mesmo projeclo que, sob difireme forma,
constilue actualmente o fundamento db program-
ma de Eisenach. Rem sabemos que nf.o se trac-
ta ainda de formar um verdadeiro estado federa-
A COVA, OU O PURGATORIO DES. PA-
TRICIO.
Patricio era um devoto enthusiasta de uma ci-
dade insignificante da Irlanda, que viveu na pri-
meira melado do seculo V, e lornou-se famoso
por seus milagros. A exemplo de S. Paulo, que
ivrou a ilha de Malta das serpentea, que a as-
solavam, Patricio extingui, ou fez raorrer todos
os aiiimaes venenosos, queexisliam as florestas
do seu paiz. Depois de sua morle, suas reliquias
curavain lodas as molestias, e fa/iam cousas lo
maravilhosas.que os IrUndezes dedicaram a mais
devola admraco a esto santo. Entretanto,
como em lodos os paizes ha incrdulos, parece
que muitos dos seus compatriotas duvidavam dos
seus milagros.
N'um dia, em que o santo eslava n'uma das
illias de Rery para confundir os incrdulos, ello
oslcndeu a mo e logo se abri um aliysmo a
seus ps. Enlo elle convidou-os a "descer
aquella cova ; muitos afToilaram-se a isso, e
quando sahiram, coutaran cousas maravi-
I liosas.
Os frades conslruiram um convenio junto
com de s. Patricio, e correu logo a fama, que
os pecadores que entrassem naquella caverna, e
n'ella se conservassem por vinle horas smenle,
poderiam, cora o auxilio de suas preces, passar
as penas do purgatorio nesta vida, o depois da
sua morle irem direitinlios para o co.
Conseguintemente, as perigrinagens cova de
S. Patricio foram em muito pouco lempo lo nu-
merosas, como lucrativas.
Os devotos concoman) em multidito, c quasi
que em lodos os dias do anuo, para visitaren)
o purgatorio do santo; e logo que o peregrino
chegara ao convento, era encerrado n'uma celia
por espaco de nove dias, onde os frades o fazam
jejuar, o lhe davam outras penitencias corpo-
raes.
Ao nono dia, tcnJo-seconfessado, e commun-
gado, diziam-lhe o que elle ia ver no purgato-
rio. Fraco e abatido, depois de ter tomado uma
bebida narctica, descia ao abysmo, onde ador-
meca, o de ordinario sofra um terrivel pesa-
dello ; senlindo pouco mais ou menos quanto se
lhe tinha dito d'antemo. Quando acordara era
agrcolas aperfeicoadas. O proco de cada aceo
apenas de 25 francos. Es o regulamento que
rege os associados entre si :
_1. Os utensilios e instrumentos agrcolas se-
ro de preferencia concedidos aos socios, depois
aos habitantes da communa, finalmente depois
aos moradores de fora. Estes utensilios sero
entregues segundo uma ordem de inscripeo.
2. O socio ou locatario nao peder alu'gar o
utensilio seno por um dia no caso em que esse
utensilio seja tambem requerido por outro socio.
S a machina de debulhar que pode alugar-se
por alguns dias.
_3. As pessoas que se servirem dos utensilios
sao responsaveis pelos estragos que elles possam
solfrer, quando sejam causados por falla sua. O
pagamento tem logara dinheiro de contado. As
dspezas do transporte dos utensilios tanto na lirado da cova, plido, fraco, abatido, e perfeila-
sahida como ua volta para o deposito sao por mente impressionado com todas as superslicoes,
que lhe hariam sugerido. Se elle notornava a
apparecer, publicivam que o paciente nao tinha
e fura condemnado.
tiro com o rei da Prussia sua frente, absorven-
do era parte a liberdade dos oulros estados ; po-
rm taes seriam as consequencias do programma
de Eisenach, e os seus autores sao os priraerosa
confessa-lo. O projeclo de 1859 segu um mo-
vimenlo mais pratico que o de 18'J. Naquelle
esse movimeulo novos penhores
de duraco.
Portm acontece a psse pacto o mesmo que ao
imperio ottomano ; elle subsiste porque ainda
ninguem descobrio a combinaco que deve subs-
tituido ; e a velha consliluicao da Confederaco
germnica prolonga a sua existencia smente para
com mais clareza demonstrar aos Allemes a ne-
cessidade de ser ella reformada. No dia em que
essa necessidade for geralmenie reconhecida, a
Allemanha ter dado um passo immenso para a
conta daquelle quo os emprega.
4. Para cada utensilio ha um registo d'inscrip-
ces e de pedidos.
5." No caso que qualquer utensilio se descon-
cert, as inscripces seguirn immcdialamento
depois de feilosos reparos.
6." O locatario da machina di debulha obri-
gado a mandar busca-la sua custa e a restitu-
la na noile do dia em que acabar a sua inscrip-
eo.
7. A machina da debulha nao sV concedida
tido a f necessaria,
Em 1491, um Francez. pouco crdulo, rizitou
aquelle purgatorio, e all passou a noile sera ter
visto cousa alguma ; econlou quando sahio que
apenas achara uma caverna com'sessenta ps de
comprimento o trinta de largura, e que ludo
quanlo se dizia daquelle lugar nao era mais do
que o resultado de uma imaginaco previamente
sem o operario que con. ella trabatha. O lcala- ^ZV^" PC'aS nar"5cs mra"w *
rio deve sustentar este operario e pagar-lhe sc-
luptuosidade que lhe fugia ? Pois eu lhe declaro sisto nisso, nao se offenda uma hypocrisja ler-
que nao foi outro o seu ideal, e que nao poda rivel, a mentira do falso pudor, e o orgulho da
alcanca-lo porque procurara s avessas. Anda solido inlelleclual. Se essa mulhcr forte esti-
hoje, o seu sonho encontrar um semi-Deus que resse aqui, eu lhe dira que desprezou todos os
a ame exclusivamente e a quem possa ser fiel homens que honrou com sua escolha, o se eu
sem grande mrito, porque a sociedade de um '. fosse homem, se apaixonado pela sua graca c
sem-Deu3 deve ser agradavel e preerivel a seu maravilhoso prestigio, eu l-se de rep'ente
ludo. ^ ] no intimo do seu pansamenlo, tornar-me-ia fri
Mas nao os ha, como voss sabe bem, e e talvez arrogante com ella
quando se confiou simples morlaes, nao podia Deveras I disse a duqueza ; enlo dir-lhc-a
Ibes pedir oulra cousa seno que represenlassem ; injurias !
a comedia do enthusiasmo durante cinco ou seis I Nao, responden Conslanca ; mas eis talvez o
das. Era mesmo muito, e talvez nao tenha en- | que lhe dina, suppoudo que "rae olerecesse a
contrado nenhum quo se podesse sustentar du-' honra de enriquecer a sua collecco. Muito agra-
rante cinco ou seis horas; ao passo que se nao : decido, rainha senhora : roas, en) falta do amor
tivesse pedido seno o que achou, isto 6, o pra- do coraco e do espirito, no qual nao acredita,
zer, tena podido mudar romos vezes e nao odia- ou me tea contentado com sonlu-la a seus
na a ninguem. A sua rida contada, ainda ha ps, e vejo que, gracas s suas Iheoras. mesmo
pouco, min mais do que uma serie de maldcoes, esse sonho nao possivel. Se nao rae diz que
Nenhuma das suas recor-
te voss, e chega a despre-
no passo de um animal agradavel, c porque c
pulida e graciosa. Mas vejo isso escriplo no sen
.. melli-
lluas.
Pois bem, conlinuou a duqueza sera dar \ isto de injustieas.
por essa emoco, ou sem fazer caso delta, a razao dages acha grag an
dessa mulher, isso a sua forca, vinha talvez j zar-se a si mesmo por ter sido engaviada rauitas cerebro transparente, e a inais engenbbsa pala-
de uma verdadeira nocao do amor. Ella nao pe-vezes. Mas quem lhe enganou, nao foram os Ivra que posso adiar para altrahir-rae aos seus
a aos homens o que elles nao teem, o ideal!' seus amantes, foram as suas chiraeras. Entre tacos nao para mim mais do que uma mentira
lodos esses senhores muitos talvez valiam mais com que nao quero enganar-nie. Tomemos,
do que voss : porque o que voss quera era a '
idolatra, e ninguem nesle mundo merece culto;
nem a mesraa innocencia, que nao tem consc-
encia do bem e do mal, e o enfraquecimento do
coraco que chega ao mesmo resultado.
A sehora 6 muito forte nessa these, dis-
se mademoisello Verrier. tomando a palavra
------rw. n.. ,rt>w tu cauumva parli-
cularmentc aquella de quem fallo? Porque jun-
tara uma inlelligcncia sa uma grande volita-
do. Toda a finura, perseveranea, habildade e
imperio que desenvolva sobre si mesma para sa-
lisiazei-se sem offender a ninguem e sem atta-
*J Vide o iar.s n. 68. '
Sabia que o fogo sagrado arde por um instante
em urna alma commovida, mas sabia que a vida
inspida, prosaica, muito mesquinha para lodos,
homens e raulheres. Sabia que era urna ex-
cepeo, raasdisso nao se prevaleca para tornar-
se misantrpica. Pensava que suas seraellianles
teriam sido tao fortes como ella, se livessem felo
as mesmas refiexes e se livessem abandonado
resolutamente dou3 erros graves: o primeiro
consista, na opinio delta, nessa sede de subli-
midades irrealisaveis que torna insaciaves de
ventura as pessoas romanescas; o segundo, nes-
sa grosseria dos prazere3 sem escolha que de-
grada o espirito e o caracler. Passiva ao meio
termo, risonha, convencida, accessivcl pedade,
animando o mrito, aitista em sua propria vida,
e resumi Jo toda a sua doutrina em uma s pa-
lavra, que bem comprehen o omga do amor; essa palavra, voluptuosi-
dade.
Ora rejamos, minha chara Mozelli, accrcscentou
a duqueza rollando-se para a cantora e fascinan-
do-ocom o seu olho azul, lmpido como o fundo
de um lago; imagina talvez ter feito oulra cou-<
sa, em sua yida de febre do que procurar a to-
gundo uma tarifa eslabelecida pela sociedade.
Esla tarifa de 7 francos por dia de esto de
10 horas pelo homem c machina, de 4 francos
por meio dia de 5 horas, de 5 francos por da de
invern de 8 horas, e de 3 francos 51) cntimos
por meio da de 4 horas.
Um semeador alugado a 3 francos por dia.
Os beneficios da sociedade sao empregados na
compra de novas machinas e o seu progresso
Isto foi dito cora um tom secco e altivo que a
duqueza ainda nao tinha mosttado.
A senhora, disse niademoiselle com os
olhos cheios de lagrimas, mais cruel do que
parece, porque est zombando de mim. Pretiro
as durezas francos de Conslanca.
Ora vamos I replicn.a duqueza dando-lhe
um beijo na testa,hei-la-ahi est com ataques de
ervos I Ambas nos fallamos muito e revolve-
mos de mais as cn/.as do passado. Competera
mademoiselle Verrier distrahir-nos um pouco
das nossas penas fallando-nos de si, esse qui-
zesse contar-nos tambera a historia dos seus
pensamenlos, por mais vagos e incertos que se-
No seculo desessete, esta cova anda consona-
ra uma formdavel repulaco, mas Henrique VIII
a mandn fechar como um lugar profanado por
superslicoes abominareis.
Finalmente no seculo desoilo, a cavorna foi
complelamente obstruida, e o purgatorio de S.
Patricio, que havia gozado de urna fama immeu-
sa, foi totalmente esqueci lo.
a fallar de mim, desde o momento em que a sua
zombaria me interroga como um orculo.
-- Quer isso dizer, replicn mademoiselle de
Evereux, que nao nos julga dignas de ouri-la ?
Pois sim, disse a Mozzelli, tem razo. Nao
diga nada. Somos indignas da sua confianza ;
rerdade, eu por ler amado mal, a senhora, bella
duqueza, por nao ler amado !
E quem lhe prora que ella ama bem ? re-
plicou a duqueza. E' muito fingida, eis o que
sabemos della. Olhe, deixemos em seu orgulho
ou em seu terror a nossa deliciosa vestal, porque
o fogo sagrado nao c fcil de alimentar e ella
far bem em velar. Eu temo que ella perca no
jam, de suas emoces, por mais virginaes que!ig|>- Amar ha muito lempo, esperando o casa-
possam ser.... Ora ento, Conslanca, tica ah | metilo, islo enlanguecer, sonhar. exaltar-se no
como uma estatua de Iris? Nao tirar uma das solTrimento, preparar para si horriveis deeep-
pois, o nosso partido e dgamo-nos francamente
um ao outro que, nao nos amando, nao lemos
que fazer de urna voluptuosidade de loucador,
que lano de uma como de outra parte, nao pas-
saria de uma comedia.
A duqueza nao se zangou com essa lceo.
Se voc fnsse homem, responden ella, talvez
em lugar da artista, que pareca espantada, c nao fosse to fina. Nao leria no cerebio de uma
taires abalada em suas cohviccdcs pela certeza
arrazoada da duqueza; nao lenho a experiencia
necessaria para rctorquir-lhe categricamente,
mas cumpre que lhe confesse islo ; comprehen-
deria muito melhor a existencia atormentada e
condemnada deSophii, do que comprehendo a
vida Iriumphante da sua amiga anonyma. Que
a Mozelli era injusta exigindo muito, fui a minha
opinio de ha pouco ; mas depois que a senhora
me moslrou os casos da sua indulgencia, interes-
so-me mais pela procura ardente dessa ambicio-
sa. Pebre por febre, fadiga por fadiga, decepcao
por decepeo, comprehendo melhor a artista que
aspira a um sonho de felicidade e fideldade, do
que aquella que se contena com uma intmidaoe
positiva e passigeira. Do ludo dessa, vejo, per-
mulhcr de espirito, visto como em amor todos
os homens sao vaidosos e por conseguinle um
pouco tolos I
Ah esl vendo cxclamou a cantora, a se-
nhora despreza-os mais do que eu, porque eu os
aecusoaposa decepeo, e a senhora zomba del-
les e calca-os aos ps de enterlo.
Elles gostam disso I replicou a duqueza a
rr. Mas quem lhe falla de mim ? O meu ni-
co amanle foi o Sr. duque, meu marido, e se
fui avillana alguma vez na minha vida, foi pela
honra que me fez de dormir a meu lado sonhaii-
do com uma mulher perdida 1 Eu Ih'o perdoei
e voces nllo perdoam a iiingiiem. Eu sou per-
ianto se nao lo sublime como voc, mademoi-
selle Mozzelli, pelo menos melhor pessoa.
suas flores sauradas, anda quando nao fosse se-
no para derramar o seu perfume na nossa at-
mosphera corrompida ?
Nao, minha senhora, replicn Conslanca,
porque os meus segredos de collegial nao lhe i'n-
leressariam. Eu sou uma virgem. como j thes
disse, e ainda no estado de innocencia em que
nao se distingue provavelmente o bem do mal.
Amo alguem com quem hei de casar, quando as
circumst incias o permittirem, eis toda a minha
historia, que se cunta com duas palavras, co-
mo v.
Oh mas essas duas palavras na sua bocea
sao grandes corno o mundo-; disse a duqueza.
Nao causar extrema curiosidade, Sophia, saber
que genero de amor sent uma alma lo altiva e
to pura ? Consianca, necessario que nos cunte
isso, ou enlo pensarei que voc justamente
dessas pessoas prudentes que excommunga, e
cujo amor lo pequeo, to pequeo que po-
dein occulta-lo na algibeira como uma carta de
namoro. Eu pego-a mesmo pelas suas palavras
e ousarei accrescenlar que voc lo mysterio-
sa nesse ponto, que poderiam bem julga-la dis-
simulada.
Por ser-se mysleriosa nao so dissimulada,
e com elTeilo, talvez eu seja mysleriosa, respon-
deu Conslanca. E' o meu direito, sou inteira-
mente boa, e a minha escolha muito conve-
niente. Nao goslnria de mentir, e talrez nao me
julgasse nunca forcada a faze-lo ; mas gosto de
catar-me, e sinlo-fae menos que nanea disposta
roes! Tome cuidado, querida Conslanca, que o
sen noivo nao esleja neste momento, como ou-
Ir'ora o meu, nos bastidores da opera !
Oh l por isso nao tenho receio, disse
Conslanca a rir.
Ento elle esl muito Ionge d'aqui ?
J lhe disse que nao quera dizer nada.
Ento adeus I E' meia nuito e minha cu-
nhada espera-rae para ir ao baile Ah, meu Dos !
e quando pens que nem .se quer anda eslou
vestida I
A duqueza abracou Conslanca e parti muito
depressa enlregando-lhe o seu endereco em In-
glaterra, no caso em que tivesse que lhe dar com-
misses. Apenas disse boa noile Mozzelli, o
nao lhe offereceu leva-la para casa porque pm-
sava, segundo disse, que ella devia ter all a sua
seg. Moslrava muita impaciencia de se ir em-
bora, depois do ter parecido esqueccr completa-
mente que era esperada. O facto que espero
fazer com que mademoiselle Verrier confesse
e reconheca ter errado. Mais qu nunca dese-
josa de conhecer a falla da armadura dessa
Amazona, dizia comsigo e com razo, que Cons-
lanca se defendera menos com a Mozzelli, e que
em Londres, qualquer da, seria fcil fazer com
que esla fallasse.
(Confintiar-se-fta).
PERN. TYP. DE M. V. DEFaRIA. U&)

ILEGVEL


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