Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09018


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Full Text
AMO XXXVI. HUMERO 67.
Por Ires mczes adianlados 58000
Por tres mezes vencidos 6$000
QUIMA FEIfcA 21 DE MABCO DE 1860.
Por anno adiaulado 19$000.
l'orle franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE..
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martina Rbei-
ro Guimares; Fiauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Par, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. J<-ronvmo da ('.osla.
PARTIDA DOS CUIUIEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Jguar.iss. Goianua e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anta, Be/.erros, Bonito, Caruar. Altinho e
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brojo, Pes-
queira, Ingizeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Orcury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Scrinhom, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prola, Pimcuteiras c Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha.
EftlhUKillDliS MJ y\t l)l\ MARCO.
7 Luacheia as 10 horas e 21 minutada manha.
14 Quarto minguanto as 6 horas e49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nhaa.
30 Quarlo crescente as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira ai 4 horas e 51 minutos da manha.
Segundo as 4 huras o 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Rclaco : lerdas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: Ierras e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil ; quarlas e sabbados ao
meio dia.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Jos Esposo de N.Senhora.
20 Terca. S. Martinho Domiense nrc.
21 Quarls. S. Berilo ab. fundador; S. Berilio b.
J2 Quinta. S. Emygdeo b. m. ; S. Bcnvenuto b.
23 Sexta. Comm. da Paixo do Jess Chrislo.
2{ Sbado. Instituicio do SS. Sacramento.
25 Domingo, da Paixo ou de Lzaro.
Desta data era diante e nosso agente
na villa do Cabo, o Sr. Sebastio Anto-
nio do Reg, em cuja casa devero os
Svs. assignantes mandar ver o Diario
torios os dias, logo a pos a ciegada do
tren das Slioras da mnnl.a. O mesmo
senhor adiase autorisado a receber
importe dasassignalurss, e tomar novas.
PARTE OFFICIAL
G0YERX0 DA PROVINCIA.
Estatutos para o Imperial Instituto
Pornambueano le Agricultura.
CAPITULO I.
Do fin do Inslilulo e de sua organisaro.
Artigo 1. O imperial instituto pornambueano
de agricultura, fundado na capital da provincia
de Pernambuco por S. M. o Imperador c sob
tem por fim animar e
provincia, j direcla-
Icance, j indirecla-
geral c o provincial
rrer para este fim.
em proporco cotn
escolas o eslabelo-
ensinem os princi-
ae mais convenientes
Imperador, un soerelario, o o consolho uval,
alm do presidenta e do vice-psidente, que
sao tambera de nomeaco imperial, dous secre-
tarios com a designarn de 1 u e 2., sendo estes
e aquellos escolhidos d'enlrc os seus isombrus
pelos respectivos presidentes. Os secretarios ser-
viro por dous amos, e nos seus impedimentos
ou fallas, serao substituidos por quem designa- lim do instituto.
ik **"** "s "crarosque a experiencia acn- j ser conliada i guarda e o asseiu do edificio e os
sclnar nos presentes estatutos pelo modo indi- movis, machinas e mais objoctos iiullc exis-
cado no art. 57. I tentes.
Art. 28. as sessdes ordinarias poder-se-ha O mesmo empregado servir o lugar de conli-
tratar de todos os assumptos comprehendidos no nuo as sessdes da assembla geral, da directo-
artigo antecedente, sendo absolutamente prohib- ria c do conselho fiscal,
da qualquer discusso sobru materias alheias ao Art. 50. Ter tan
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL'L.
Alagoas, o Sr. Claudinoi Falco Dias; Baha, o
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
loo Pereira Marlins.
EM PERNAMBLCO.
I
O proprietario do dumio Manoel Figueiroa de
Paria, na sua livraria [iraca da Independencia ns.
lie 8.
sua immediata protece
desenvolver a lavour"
mente pelos meios a
mente auxiliando o go
em ludo quanto possa c
Art. 2. O instituto
os seos recursos : 1." fu
cimentos normaos em qn
pios e se ensaiem os syglo
ao cultivo da trra c sirfprpararo, os metho-
dos que melhor possam concorrer para aperfoi-
coar o fabrico dos productos agrcolas, fazendo a
expensas suas a ir.trodudro de machinas o ins-
trumentos, que faciliten! o trabalho e melliorem
os processos at agora empreados : 2. esludar
por si e por meio de commisses suas nos diffe-
rentes ponlos da provincia osJmcios de facilitar
o transporte dos gneros paraos seos principaes
mercados, tendo em attetr?Tio a commodi.dadc do
preco da condueco, t-'sflb menor morosidado, e
representar acerca d'aqjBitas meios ao governo
ce ral e provincial, indiBn a conveniencia de
leva-Ios a effeilo : 3. Hffiar o rever annual-
mente a estalislica ruraljpjprovncia, acompo-
irhando-a de urna memoria, cni que se exponha
o estado da agricultura^a marcha favoravel ou
prejudicial das estcoEfteceio pu esperanra
dns collieilos, a oscassez o abundancia dos g-
neros alimenticios ou causas a quo'se possa ot-
tribuir a sua decadencia ou, rAjJrcsso, a nolure-
za dos novos processositfjUTGlidos, quaes as
suas vanlagens, as provTdWrras que se devam
tomaj para combater as epizoocias e outras mo-
lestias de gado, animaes e aves domesticas, quaes
os remedios applicados q\ie.Jnf/fhr>res resultados
pralicos apresonlarau^ o^h^jlaho. decadencia,
e progressos dos estaMeirnciU.Qs ruraes mais
importantes, o estado de administrar o dos que
perlencercm a orphaos, ausentes, ej pessoas le-
gurmenlo impedidas de por si mesmas dirigi-Ios,
ai causas permanentes ou tranSjtDria dencjf ou progresso da ;incu4jH^(,c((Jhip:iran-
do-a com o estado dos tres anno^jnleriore, fi-
nalmente, tudo qunnlo posn f/itc-ressar a lavou-
ra : 4. crear e manter a expensas suas um jor-
nal que exclusiTamentetraledaagricultura.no
qual, alm dos Irabalhos proprios do instituto,
se publiqurm anigos. memorias, traducres e
noticias importantes para a lavoura, e que expo-
nha em linguagem accornmodada intelligencia
da geiiorolidade dos lcvradores, os melhores
meios de cultivar nao s os gneros mais usuaes
c conheridos no paiz, c os novos que devam ser
introduzidos ; como o tralamento, criacao do ga-
do, animaos c aves domesticas : 5. cuidar da
stibsliluico dos bracos necessarios lavoura,
j por meio de machinas e instrumentos apro-
piados, csludando : eusaiando o systema de co-
lonisaco nacional e estrangeira que parecer
mais proficuo, j auxiliando o governo n'este
empenho : 6." mandar vir novas semenles, reno-
vas e plantas j cultivadas na provincia, c do ou-
tras que devam ser introduzidas e distribuidas
pelos fazenderos elavradores: 7." promover
exposico annual dos productos da lavoura, ani-
mando-a por meio de premio, c facilitando o
transporte e venia dos mesmos productos.
Art. 3. Os socios do instituto sao em numero
Ilimitado, e distribuidos em tres elasses com a
denominarlo de effeclivos, correspondentf s e ho-
norarios. Io S podem ser socios efTectivos
os fa/.endeiros e lavradores, os proprietarios, ca
pitalistas ou negociantes matriculados residente
na provincia, que se tenham inscripto como^so
cios do instituto. 2." Os socios correspondente
devem reunir as mesrnas condices estable-
cidas no 1." com a diTcrcnca de terem a sua
residencia fra da provincia. 3. Socios hono-
rarios s podem ser os que, omborltaiao tendo
M condiroes dos SS 1 e 2, tenham conebrrido a
lwm da lavoura, j por meio de escriptos mror-
tantes que tratem de melhoramentos relativos
agricultura, e j pela invcnc.o c intrnducco de
novos processos e machinas, que facilitem o tra-
balho da agricultura c do fabrico, e de quaes-
quer melhoramentos tendentes *ao"beneficio da
agricultura nos seus diversos rms.
Ar-._4. Os socios effectivos e correspondentes
paga rao no acto da inser peo urna joia que nao
ser nunca menor de duzerrios mil ris. Alm
da joia concorrero os socios effeclivos com urna
prestaco annual de cem mil res.
CAPITULO II.
Do fundo social.
Art. 5. O fundo social ser formado dns joias
dos socios effectivos c correspondentes, das an-
imidades dos primeiros, dos donativos que o ins-
tituto receber do governo geral e provincial e
dos particulares, da renda do capital do institu-
to c de todo quanto este vier a adquirir por ou-
tros meios.
Art C. O fundo social em que nao tiver ap-
plicaco ofiVcliva, ser poslo a juros na caixa fi-
liil do banco do Brasil n'esla capital, ou em ou-
tro eslabelecimenlo igualmente acreditado.
CAPITULO Il.
Da adminislraro social.
Ait. 7. Todos bs negocios do inslilulo, que
nao sao expressamente reservados por estes es-
tatutos assembla geral dos socios, sero deci-
didos por urna directora de sete membros, e por
um conselho fiscal de vinte e um memluos.
Art. 8 Os membros da directora e do conse-
lho fiscal sero nomeados da primeira vez por
S. M. o Imperador, c subsequentcmente pelo
presidente da provincia d'entre os socios effecli-
vos. as vagas ou impedimentos por mais de
seis mezes dos membros da directora e do con-
selho fiscal, sero estes substituidos dentro dos
primeiros dous annos por quem o imperador de-
signar, c passados dous annos pelo presidente
da provincia.
Art 9." As funeces, quer de uns, quer de
todava ser novamcnle nomeados, se assira o en-
tender conveniente o presidente da provincia
Art 10. A directona e o conselho fiscal seio
presididos por um do seus membros que S. M. o
Imperador dignar se de noraear, excepto quando
o mesmo Augusto Senhor houver por bem de-
signar para presidir a directora o presidente da
provincia, porque n'este caso ser o presidente,
quer da directora, quer do conselho fiscal. Nos
seus impedimentos ou fallas, o presidente da di-
rectora c do conselho fiscal sero substituidos
pelos seus respectivos vice-presidentes, e na fal-
ta destes por quera designar o presidente da pro-
vincia.
Art. 11. A directorio ter, alm do presidente
e do vice-presidente, ftue sao de nomeac/io do
rem os presidentes da directora e do conselho
fiscal.
Art. 12. Compele diectora :
1." A gerencia do todos os negocios do Insti-
tuto, que nao pertencerem a assembla geral ou
ao conselho fiscal.
2." a nomeaco e demsso dosempregadosde
que trata o artigo.
3. Apresenlar ao conselho fiscal 15 dias an-
tes do anniversario da installaro do Instituto
um relatoro minucioso do estado da associaco,
de todos os seus actos c de tudo quanto pssa
inlcressar a marcha e progresso do mesmo Ins-
tituto.
4." Organisar o orcamenlo do recela e despe-
za para o anno sogninte, e envia-lo 15 das an-
tes do anniversario da installaco do Instituto ao
conselho fiscal com o bataneo e documentos
comprobatorios das contas pertenecntes ao anno.
5." Prestar ao mesmo conselho todos os escla-
recimontos, que por este forcm exigidos, tanto
no que concerne aos objoctos de que tralam os
8 3 e 4 desle artigo, como no tocante aos outros
assumptos de sua competencia.
6." Apresenlar assembla geral os livros, re-
latnos, e ornamentos impressos com os parece-
res, aditamentos e observaces do conselho fis-
cal, que para este fim lb'os devolver com a pre-
cisa antecedencia.
7. Convocar a assembla geral para as scasoes
ordinarias e extraordinarias.
Art. 13. A directora celebrar sesso, semprc
que for convocada pelo respectivo presidente por
n
as extraordinarias tratar-se-ha exclusivamen-
te do objecto especial que tiver motivado a con-
vocado da assembla geral.
An. 29. Na sesso ordinaria de cada anno,
depois de proceder-sn a nomeaco dos secreta-
rios, quando esta deva ter lugar, comeraro os
Irabalhos pela distribuico dos relatnos' da di-
rectora, e do projecto d'e ornamento com os pa-
receres e observaces do conselho fiscal, seguin- vos lugares, s podero ser' determinados pela
ao se a apresentacao das contas e do respectivo assembla geral, sob proposta da directora, de
?!I!!!.,:."^?.C0J'se.:h".r'Sfali c d.os !raball,.os "as accordo com o conselho fiscal, ficando todava
dependente de definitiva approvaco do go-
verno.
Arl. 52." As escolas e estabelecmentos nor-
maos de que trata o I.* do art. 2." s se;o
fundados pela directora depois de terem sido
mbem o Instituto um ama-
nuense que roadjuvar o sncrelario em seus Ira-
balhos o far a escripturai.o da recela e despe-
z sob a direceo do thesoureiro e cuidar da
bibliolheca.
Art. 51. Os vencimentos deslc empregado no
primero anno sero marcados pela directo-
ra, e nos annos segumtcs pela assembla ge-
ral.
O numero dos emprogados, e a creaco de no-
commissoes munuipaes de agricultura de que
trata o capitulo 4o art. 39. as propostas que os
socios quizerem fazer c a discusso de quaesquer
assumptos roncernentes aos fins do inslilulo.
Arl. 30. A assembla garal poder trabalhare
deliberar com qualquer numero de socios effecti-1 npprovadai pelo governo "as istruces espo-
ros que comparecerem no lugar o hora designa- ciaes porque se devam regular, propostas pela
o com tanto que as convocares para as sos- directora, depois do ouvido o presidente da pro-
sees extraordinarias tenham sido todos avisados vincia.
cora a precisa anteceden;ia por annuucios m-: Os projectos contendo taes iiislrurcrs sero
pressos nos jornaes da capital e nos municipios acompauliados de orcamenlo das respectivas des-
da residencia dos socios ou por cartas quando pozas, c de urna exposico declarando os meios
ah nao hajam jomaos. de execuco com que conls o Instituto para leva-
Ail. di. A sesso animal da assembla geral los a cITeilo.
poder durar mais de um da se ella assim o re- Art. 53. Ascxpesic5es de productos de agr-
solver, tendo em allenrao a alllueiicia e impor- cultura, S que se refere o 7." do art. 2." de-
tancia dos negocios que houver de decidir. pendero de um programma proposto pela di-
Arl 32. Se alguma resoluto da assembla rectora e approvado pelo governo. Este pro-
geral for contraria ao parecer da directora e do gramma prescrever o modo da distribuico dos
conselho liscal, e entenderem ambos que devem premios, com que houverem de ser distinguidos
sustentar o seu voto, julgando prejudicial aos in- os productos quo rrais se recommendarem por
teresses do instituto a deliberaco tomada ficar sua superiordade,' raridade e outras circiimstan
assim o exigirem os negnos seu cargo, c pelo, esta suspensa, e sera a qucslo levada ao conhe- cas, e regularisar a organisaro de um jury es-
menos urna vez. As delibcracoes da directora amonio do governo imperial cjm informacao I perial quedeva concede-los "
sero tomadas por maioria de votos, tendo o pre-
sidente o de qualidade nos casos de empale.
Art. 14. Ao presidente da directora cabe exe-
cutar e fazer exceular as deliberai;5es desta, e as
signar com o secretario as acias das sesses e to-
da a correspondencia e expediente, excepto as
reprcsenlaces dirigidas aos poderes geraes,
assembla provincial, ou ao presidente da pro-
vincia, as quaes sero assgnadas por todos os
directores que liverem volado sobre a materia.
Art. 15. A directora por s, por algum de seus
membros, ou por delegados, visitar os estabe-
lecimentos ruraes mais adianlados, e procurar
anima-los, j por meio do Inslilulo, j solicitan-
do a cooperaco do governo geral, e provincial,
quando entender que algum delles a merece e
carece de protocolo especial para seu maior e
mais rpido desenvolvimento.
Art. 10. Nao s para o fim declarado no artigo
antecedente, como tambem para auxilia-la no
desempenho das funeces a seu cargo nos mu-
nicipios de fra da capital, a directora nomear
commisses de Ires a cinco membros dentro os
socios effectivos residentes em cada municipio
com a denorr.inaco de commisses municipaes
do agricultura, c com as altribuices declaradas
nos artigos.
Arl. 17. A directora procurar corresponder-
se com a sociedade Auxiliadora da Industria Na-
cional do Rio do Janeiro, e com outras destes ge-
nero nacionaes ou eslrangeiras.Assignar tam-
bem a Hevista e os jornaes mais interessantes de
agricultura publicados no imperio c fora delle.
Art. 1>>. o cor^elho fiscal incumbe :
1." Tomar conlas^. direcloria e examinar as
proposta de orcamenlo, inlerpondo sobre ellas
seu parecer por escriplo antes de seren presentes
assembla gerai.
2." Autorisar as despezas extraordinarias, que
a directora tiver ncce'ssidade de fazer, sendo
como taes consideradas todas as que, nao tendo
sido determinadas no orcamenlo em vigor, po-
rm todava "reclamadas" urgentemente. Nesta
disposic nao se inclue a faculdade de aulorisar
qualquer'emVcstimo sob. responsabilidade do
Instituto. ^
3." Aconselhar a direcloria em tudo que for
por ella consultado.*"
4." Chamar a altenco da directora, em ter-
mos convenientes, aejjrca de quaesquer actos que
Ihe parecam prejudiclacs ao Instituto.
5." Representar ao' presidente da provincia
contra as medidas em que insistir a directora a
do presidenle da provincia para final solucao, Art. 51.
Instituto
ao Instituto e dos nomes das pessoas que os ti-1 Este jornal oceupor-se-ha exclusivamente de
veiem prestado e os votosde agradecimento. objeclos concernenles aos fins do Instituto, sen-
do absolutamente vedado ao seu redactor oceu-
que por esse molivo a assembla geral lhes ti-
ver dirigido.
As copias deslas acias sero pelo presidente
transmctlidas ao governo imperial.
Art. 34. O presidente da provincia, quando
nao stja effectivo, sempre presidente honora-
rio do Instituto, e tanto u'um como n'outro ca-
so, poder assistir s sesses da assembla geral,
par-se com quaesquer assumptos alheios agri-
cultura.
Arl. 55. O presidente da provincia ter o di-
reilo de reunir a directora e o conselho fiscal,
sob sua presidencia, ofim de ouvi-los sobre
qualquer medida importante para o Instituto,
ou para a lavoura da provincia, ierapre que jul-
da directora ou do conselho fiscal, lendo assen- gar conveniente proferir este meio ao da reuno
lo igualmente ao do respectivo presidenle e a extraordinaria da assembla geral.
direila, tendo o direito do sustar al definitiva ; Art. 56. A direcloria formular um regiment
occisao do governo as deliberaces que entender interno para regular as sus sesses o as da as-
prejudiciaes ao fim para que creado o Insli- sombla geral edo conselho fiscal.
lut0- Este regiment s ter execuco depois de ap-
Art. 3a. As vezes que cada socio poder fallar provado pelo presidente da provincia, que poder
as sesses da assembla geral, o modo de vo- fazer as modilicaces que entender necessarias
tar-se e a ordem das discusses sero reguladas no projecto, que 'ihe deve ser apresentado pre-
plo regiment interno de que trata o art. 56. j viamente pela direcloria, tendo-sc em altenco
Arl. 3b. O instituto ter um thesoureiro, que' que nao contrare as dioposices dos esla-
ser iioineado por dctptaw^|aaaaf^iicumbir a lutos.
arrecadaro das joias e annudades e o recebi-I Art. 57. Os presentes estatutos s podero ser
ment de qualquer donativo ou quanlia que por alterados pela assembla geral precedendo pro-
qualquer titulo pettenca ao mesmo instituto, e o poslo da directora c parecer do conselho fiscal,
pagamento dos vencimentos dos empregados e; As alterarles porm nao sero cxeculadas sera
das despezas autonsadas por ordera escripta da \ approvaco do governo ouvdo o presidenle da
provincia.
directora.
Art. 37. Qualquer quanlia que o thesoureiro
receber, ter no primero dia til, depois do re-
cebimento, o destino recommcudado no art. 6"
do cap. 2".
Art. 38. O amanuense deque trata o art. 50
servir sob a direceo do thesoureiro, regulndo-
se no tocante escripluraco pelas normas que
forcm proscriptas no regiment interno da direc-
tora.
CAPITULO IV.
Das commisses municipaes de agricultura.
Art. 39, As commisses municipaes de agri-
cultura de que faz raengo o arl. 29 tero por
dever :
Io Esludar as necessidades da lavoura nos res-
pectivos municipios, e de 6 era 6 mezes informar Filppe Carneiro de
direcloria em
todos os assum
arl. 12.
CAPITULO VI.
Disposicoes transitorias.
Art. 58. Dignando-se Sua Magestade o Impe-
rador approvar esses estatutos, os socios abaixo
assignadassolicitaram do mesmo Augusto Se-
nhor a graca de designar o dia, lugar e hora di
inauguracodo Instituto e bem assim de honrar
a sesso da installaco com a sua imperial prc-
senca.
Recife, em 23 de dezembro de 1860.Visconde
da Boa-Vista.Domingos de Souza Leo.Ma-
noel Jos da Costa.Francisco do Bego Barros
de Lacerda.Boro do Rio Formoso.Francisco
de Paula Cavalcauti de Albtiquerque,Baro de
Capibaribo.Francisco Joo Carneiro da Cunha.
Olinda Campello.Joo
nira as medicas em que insistir a directora a | 2 Organisar a estatstica rural dos municipios
speito de _suas observaces, quando entender seu cargo.
relatoro circumstancado sobre \ Joaquim da Cuuha Reg Barros.Lourenco de
pos comprehendidos no 4o do S eAlbuquerque Henriquo Marqus Lins*.
Conforme.Fausto Augusto de Aguiar.
dovnjn ser desde log suspensos.
gir da direcloria, e, quando esta o nao
solicitar do presidente da provincia a
>^occo extraordinaria da assembla geral.
rt. 19. As'deliberaces do conselho fiscal se-
lambom tomadas por maioria de votos, ten-
deo presidente o de qualidade no caso de em-
As representadlos que o conselho julgar con-
veniente dirigir aos poderes do Estado, assem-
bla provincial ou ao presidente da provincia as-
signadas pelos membros do conselho que estive-
3
das es
Por esla
secretaria se faz publico, que no
Representar directora acerca do oslado dia 25 do corrente, anniversario do juramento
estradas e da navegacao dos seus respectivos, constituco poltica do imperio, haver cortejo
municipios, das obras e outras medidas que jul- ; cffigie de S. M. o Imperador, no palacio do go-
garem necessarias para o desenvolvimento da
agricultura.
Prcstoro alm disto os esclarecimenlos que
forem deltas exigidos pela direcloria acerca de
qualquer assumpto concernente aos fins do ins-
tituto.
Art. 40. Os relatnos deslas commisses ser-
viro de base ao que a directora tiver de apre-
senlar assembla geral e sero publicados pela
rem prsenles deliberarlo lomada, sendo toda imprensa expensas do instituto.
a mais correspondencia assignada pelo presiden-
te e pelo secretario
Art. 20. As actas e todo o expediente e cor-
respondencia quer da directorio, quer do conse-
lho fiscal c da assembla geial sero feitas pelos
respeclivos secretarios ou sob sua immediata di-
receo.
Ait. 21. Tanto a directora como o conselho
fiscal devero prestar promptamente os esclare-
cimenlos ou pareceres que forem dirigidos pelo
presidente da provincia acerca de objoctos con-
cernenles agricultura.
Art. 22. A ossemblco geral reiinir-sc-ha sob
a direceo do presidente da directora ou quem
suas vezes fizer em sesso ordinaria no anni-
versario da installaco do Instituto.
Reunir-se-ha alem disto extraordinariamenle
sob a mesma presidencia, sempre que for convo-
cada pela direcloria com accordo do presidente
da provincia ou por designaoo deste.
Art. 23. Compor-sc-ha a'assembla geral de
lodos os socios effeclivos, honorarios e corres-
pondemos que quizerem comparecer. Della fa-
verno, s5 horas do tarde.
Secretaria do governo de Pernambuco 20 de
marco de 1860. Jos Vento da Cunha Figueire-
do Jnior.
EXTERIOR.
Art. 41. O presidente da provincia enviar lo-
dos os annos ao governo, depois de ter obtido
informarles da direcloria, urna relagao dos no-
mes dos membros de taes commisses, com es-
pecificada menco dos servidos que liverem pres-
tado.
CAPITULO V.
Disposirdes geraes
Art. 42. O inslilulo, logo que seus recursos o
permittam, tratar de obler urna casa com tta
accommodaces necessarias para celebraco das
sesses da assembla geral, da directora", e do
conselho fiscal, para guarda c conservaco das
machinas e utensis da lavoura, dos modelos e
desenhos de instrumentos uleis agricultura e
para sua bibliolheca.
Art. 43. Em quanto o inslilulo nao poder rea-
lisar a disposic do artigo antecedente, solicita-
r a directora do presidente um edificio para os
fins no mesmo ortigo declarados, u em ultimo
caso o alugar.
Art. 44. Todos os annos a assembla geral,
sobre proposla da directora e parecer do conse-
rao parte a directora e o conselho fiscal, e a cu- lho fiscal consignar urna quanlia para se ir for-
jos membros dar-se-ho lugares separados c bem ; mando umo bibliolheca composta de livros apro-
assim oos socios honorarios e correspondentes. priados aos fins do instituto, c que constaro de
Todos os socios podero propore discutir, mas i urna lista previamente organisada pela directora
somonte os effeclivos votaro.
Arl. 21. Na falla ou impedimento do
ou impedimento do presi-
denle da directora serviro para a direceo de
lodos os Irabalhos era subsliluico do mesmo
presidente :
1. O vice-presidente da directora.
2. O presidente do conselho fiscal.
3." O vcc-presidenledo mesmo conselho.
4.a O rnembro da directora ou do conselho
que for designado pelo presidenle da provincia.
Arl. 25. A assembla geral ter um Io e um
2.secretario que sero nomeados pelo respec-
tivo presidenle na sesso auniversara, e servi-
ro por dous annos.
Art. 26. Todas as delberagoes da arsemblca
geral sero lomadas por maioria de votos, tendo
o presidente o de qualidade, lancando-se a vo-
taco na acta e publcando-se sem demora no
jornal do instituto ou em outro da capital da
provincia era falta daquelle.
Art. 27. A assembla geral compete :
1. A approvaco definitiva das conlas e dos
actos da directora e do conselho fiscal.
2. A dccrelac.o das despezas e o modo do sa-
lisfazc-las.
3. Representar aos poderes geraes, a assem-
bla provincial o ao presidente da provincia so-
bre tudo quanto possa concorrer para o melho-
ramenlo da lavoura.
urna lista previamente organisada peladirecl
Art. 45. Volar tambera annuolmenle a som-
ma que parecer necessaria, c tendo atlenco ao
fundo social para a compra de machinas uten-
sis, semenles e plantas, modelos e desenhos
adequados aos misteres da lovoura. Esles ob-
joctos sero preparados e collocades de modo que
possara ser fcilmente examinados por quem o
desojar.
Art. 46. O instituto publicar no sen peridi-
co as memorias e descripces das machinas e
modelos, e alm disto para constar sua existen-
cia aos fazenderos c lavradores da provincia por
meio das commisses municipaes
Art. 47. Aos socios que forem fazenderos ou
lavradores, podero ser concedidas algumas ds
machinas ou instrumentos que o instituto man-
dar vir, mediante indemnsaco de seu custo o
das despezas fetos com o sua conservaco ; po-
dendo o pagamento realisor-se por mei depres-
lacoes pela forma porque convencionarera com
a directorio e precedendo os cautelas necessarias
para o effectivo reembolso.
Art. 48. A directora poder, com tanto qu6
nao exceda agforcas do ornamento, mander bus-
car qualquer das ditos machinas ou instrimen-
los por encommenda dos fazendejros e lavrado-
res, mediante os cautelas recomraendadasno ar-
tigo antecedente.
Art. 49. O Instituto ter uro porlciro a quem
Convencao entre S. S. Papa Pi IX
eS.A. 11, Frederico,'gran-duu.ue
de Baile.
Em Nome da Sanlissima e Indivsvel Trinda-
de, Sua Santidadeo Papa Po IX, c sua alteza
real Frederico, gram-duque de Bade.
Querendo regular os negocios da Egreja ca-
lliolica no gram-ducado de Bade.uomcaram para
seus plenipotenciarios:
Sua Santlade o Papa sua eminencia Carlos
i Augusto do Reisach, cardeal da santa Egreja ro-
mana, do titulo de Santo Anastacio ;
Sua alteza real o grara-duque de Bade ao mui
nobre ChrslianoGustavo baro de Berckheimr
seu enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario junio Santa S ; e Francisco Canos
Boszhst, doutor in troque jure, seu couselheiro
na corte suprema.
Esses plenipotenciarios, depois do ter trocado
os seus olenos poderes, que forom adiados em
boa e devida forma, convencionarara nos seguin-
tes arligos :
Art. 1. A forma de nomeaco para o arcebs-
pado de Friburgo (1), pora os canonicatos e pre-
bendas da cathedral, ser manlda tal qual se
acha convencionada entre a Santa S e o gover-
no gram-ducal.
Art. 2. O arcebispo, antes de entrar no gover-
no da sua egreja, prestar as mos de sua alte-
za real o juramento de lidelidade concebido nos
seguintes temos :
Juro e prometi sobre os Santos Evange-
lhos, como convem a um hispo, obediencia e li-
delidade a vossa alteza real e aos seus successo-
res. Juro e prometi egualmenle nao cntreter
relaces contrarias tranquilldade publica, neni
liga alguma fraon dentro das fronteiras dogram
ducado ; e se so tibor que alguma cousn se fazem
prejuizo do estado, nao pouparui esforcos para
arredar o perigo.
Art. 3.0 governo gram-ducal assegurar, logo
que as circumstancias o pcrmiltem, a dotaco
do arcebispo em beus de raz.
Art. 4, Na administrarlo da sua diocese o ar-
cebispo exercer livremente todas as funeces
inherentes ao seu cargo pastoral,conforme o sen-
tido e disposicoes das leisccclesiasticas, e segun-
do a actual disciplina da egreja, npprovada pelo
Sania S ; em particular :
1. Nomear para lodos os beneficios, excep-
cilo daquelles que se acharo submellidos a um
direito de.padreado legtimamente adquirido ;
(I) Antes da eleicao de um arcebispo ou, de
um canego o capitulo dirige urna lista de can-
didatos, da qual o governo gram-ducal elimina
os nomes, que Ihe nao agradam, ficando-lhe. in-
da sobre os curros o direito de escolha.
2. Escolher o nomear seu vigario-geral <
pessoal da adminislraco ecclesiaslica, e confir-
mar a eleico dos dees dos cabillos ruraes ;
3. Regular, far conhecer pelos vehculos da
publicidade, c dirigir as proras para a admissuj|
ao seminario, e ao excrcico do ministerio pasto-
ral ;
4. Poder ordenar os sacerdotes, nao s sobre
os ttulos cannicos, mas tambera sobre o titulo
de mesa (2)titulas mensa ;
5. Conforme as prescripces dasles ecclesias-
ticas o arcebispo determinar ou suspender tudo
o que for relativo ao culto, solemnidades religio-
sas, adminislraco dos sacramentos, e exercicios
pios, que conservante forlifcam. a crtica dos
liis ;
6. Ter o direito de ntroduzir na sua diocese
ordens religiosas, ou congregaces de um ou de
outro sexo approvadas pela Santa S ; todava
em cada um desses casos se entender anticipa-
damente com o governo gram-ducal.
7. Convocar e conservar syuodos diocesanos
e concilios provnciacs.
Art. 5. Tudas as questes de direito ecclesas-
lico, concernenles f, aos sacramentos, o s
funeces eclesisticas, assim como todos os de-
veres e direitos do ministerio pastoral, sero da
attribnioo do tribunal eclesistico, que delles
lomar conhecimento, segundo as leis da egreja
h as prescripces do concilio de Trente. O mes-
mo tribunal julgar tambera as causas malrtno
naes, ficando todava salvo o direito dos tribu-
naes leigos de regular o que diz respeito aos ef-
feitoss civis do'casamento.
O arcebispo exercer livremente a sua vigilan-
cia sobre os ecclesiaslicos ; citar para o seu tri-
bunal aquellos que por sua conduela ou qual-
quer outro motivo houverem dado justos motivos
de qucixo, e lhes impor penas conformes s
leis da egreja, ficando sempre garantido o recur-
so cannico.
O arcebispo ter outro sim a faculdade de usar
das censuras ecclesaslicas contra os leigos que
transgridircm as leis da egreja.
Ainda que o direito de padroado soja da allri-
biiico do tribunal ecclesiastco, todava a Santa
S permute que, quando se tr.ilar de um padroa-
do leigo, os tribunaesseculares julguem sbreos
encargos e direitos civis a elle inherentes e regu-
len) o direito de successo, ainda que o conflicto
se manifest ou entre os patronos reaes e os sup-
poslos, ou entre os ecclesiaslicos designados por
esses patronos para o beneficio.
A Santa S, atlendeiido as circumstancias ac-
luaes, perinille que os negocios dos ecclesiasli-
cos, que tenham um carcter puramente civil taes
como os contratos, dividos pelos tribunaes secu-
lares
A Sania S permiti que egualmenle por esses
tribunaes sejam julgadas as contendas relativas a
encargos ou direiios civis concernenles as egre-
jas ou beneficios, ou mesmo relativos dizima
ou conslrucco das mesmas agrejas,
Da mesma sorle nao se oppe a quo os clri-
gos que commelterem crimes ou dolidos previs-
tos no cdigo penal do gram-ducado sejam citados
para o tribunal secular, daudo-se todava conhe-
cimento disto ao arcebispo.
Se ojulgamenlo contra o clrigo importar na
pena de mora ou em priso por mais de cinco
anuos, sero remeltidns ao arcebispo todas os
pecas do processo, e se Ihe facilitar o meio de
ouvir o delinquente, afim de conhecer se elle
merecedor de urna pena cannica. O mesmo a-
contecer, seo arcebisto o exigir, quando a pe-
na for menor.
Art. 6. Quanlo negocios ecclesosticos o or-
cebispo, pelero, e o pevo se correspondero li-
vre e reciprocamente com a Santa S ; da mes-
ma maneira o arcebispo se corresponder com a
Santa S c com os liis da sua diocese. Por con-
seguidle as instrucoes c decretos do arcebispo,
os actos dos synods diocesanos, do concilio pro-
vincial, e at mesmo os da Santa S, que smen-
le tratem de negocios ecclesiaslicos, podero ser
publicados sem o exame e sera o consenlimento
de govcrnogram-duc.il.
Art. 7. Conforme exige odeer particular do
sen cargo pastoral, o arcebispo dirigir o velar
sobre a mstrucco religiosa, e sobre a educaco
da mocidade calholica em loaas os escolas pu-
blicas e particulares ; e determinar os cate-
chismos e livros religiosos que se devam adoptar
as mesmas escolas.
as escolas primarias a inslrucco religiosa se-
r dado por ecclesiaslicos das localidades ; nos
outros estabelecimentos por aquelles somonte
que liverem recebido essa misso do arcebispo,
em quanto este nao julgar que a deve retirar.
Arl. 8. O arcebispo poder estabelecer um se-
minario, conforme prescripeo do Concilio de
Trenlo, e a elle admitlir educandos segundo as
necessidades e ulilidade da diocese. Quanto
organisaco, direceo, e adminislraco dessese-
minario, assim como quanto ao meihodo de cn-
sino que deve ser nelle adoptado, o arcebispo
tem ltvre e plenodirelo de obrar. Nomear por
tanto directores e professores. os quaes far su-
bstituir todas as vezes que julgar conveniente e
necessario.
Art. 9. Em quanto nao for installado esse se-
minario, a Santa S permilte,atientas as circums-
tancias, que os candidatos em theologia freqnen-
tem os cursos da l'niversidade d Friburgo, e que
so restabeleca ura internlo theologico [Convict]
sob os mesmas condices do que existi em ou-
tro lempo.
Ao arcebispo competir a direceo e a vigilan-
cia desse intrnalo. Prescrever o regulamento
da casa, nomear os membros da commisso pora
aadministrace material do collegio, assim como
o director, os repilidores, e o mordomo.aos quaes
dirigir no desenpenho dos suas funeces, dimit-
tlndo-os assim o julgtic necessario. Nenhum a-
lumno ser admittido sem o seu consenlimento
e os alumnos admiilidos podero ser despedidos
a qualquer lempo, se necessario for. O arcebispo
poder tambem receber oesse intrnalo aquelles
que elle desojar que estudem de urna maneira
mais completa as scicnciasphilosophicas na L'ni-
versidade, na previso porem de que elles se
destinarn carrfTira ecclesiaslica,
A Santa S permilte que o arcebispo continu
para a conservaco desse intrnalo, a responder
a mesma somm que se costumava tirar para
esse effeilo das rendas do seminario, com acott-
dico de que os recursos tirados al o presente
dos fundos geraes ecclesiaslicos, e de outros que
sao destinados s necessidades religiosas da po-
pulaco catholilica, continen! a ser fornecidos,
e no caso de insufficiencia o governo gram -ducal
conceder as subvences que forem julgadas ne-
cessarias, depois de se hiver entendido cora o
arcebispo.
Os alumnos d*internato, conrluindo os seus
esludosna L'niversidade, sero admillidos no se-
minario de S. Pedro.junto de Firbitrgo, e ah se
conservaro at que sejam ordenados. O ar-
cebispo dirigir com inteira liberdade esle se-
minario como hade dirigir o que for estabeleci-
do, segundo o artigo precedente, o conforme a
prescripeo do Concilio de Trenlo.
Art. 10. Como o governo gram-ducal lera in-
tenco de estabelecer alguns intrnalos as lo-
calidades em que existem j lyceus ou gyranasios
destinados aos cathelcos, com o fim do promo-
ver melhor educaQo para a mocidade, poder-
se-ha, em quanlo nohouvcrpm pequeos semi-
narios, receber-se nesses intrnalos, alera do ou-
tros alumnos, aquelles que so destinaren! ao es-
lado ecclesiaslko.
Os estatuios e rcgulamenlos desses intrnalos
sc-ro combinados entre o governo gratn-ducal
0 e o Arcebispo, e no caso de necessidade podero
ser modificados de commum accordo.
Os directores e ropilidon-s sero escolhidos en-
tre os membros do clero, mediante urna combi-
narlo com o Arcebispo. Todos os outros em-
preados devero ser catholicos
Da mesma maneira nao se poder admitlir pa-
ra alumnos pessoas que nao sejam cathojicas ;
as quaes se submeltero a um exame a que as-
sistir un delegado do Arcebispo. Ninguem se-
r adiniltido ao intrnalo sem consenlrnerito do
mesmo Arcebispo, o nom ah se consrvala con-
tra a sua vontado.
Nos gymnasios ou lycus respeclivos, todos os
lugares "de professores sero oceupados por ca-
tholicos.
Se o Arcebispo houver motivos de queixaa ou
contra os mestres e pessoas empregodas no i ti
lernato, ou contra o meihodo de etisno e dis-
ciplina adoptadas all, o governo gram-ducal
empregar, quanto Ihe for possivel, os meios em
fazer justica s representaoes e aos votos do-
Arcebispo.
Alm disto esle regular livremente o que for
concemenle educaco e mstrucco religiosas
dos alumnos desses internlos ; velar para que
em nenhum ramo de ensino se avance proposi-
tos que sejam contrarias f calholica e pu-
reza dos coslumes. Ter mais o direito de ins-
peccionar os intrnalos, enviar delegados seus
para assistirem aos exames, e a exigir informa-.
ces. em iutervallos peridicos, dos cheles des-"
ses estabelecimentos.
Art. 11. A faculdade do theologia calholica
na L'niversidade de Friburgo, dever ser sub-
metlida direceo c vigilanc'a do Arcebispo,
quanto ao etisin da Egreja. Para este fim elle
dar aos professores, e outros mestres, a aulori-
saco para leccionar theologia, a.utrisacio quo
poder retirar quando julgue conVfctMenle ; e ve-
r o direito de exigir-lhes a sua prolisso de f,
e examinar suas lices escripias c seus ma-
nuaes.
Art. 12 Os bens que sao actualmente proprie-
dade da Egreja, assim como aquelles que ella
de futuro adquirir, Ihe sero inviolavjlmenle
conservados; nao obstante, esses bens eslaro
sujeilos a qualquer otms publico, s cootribui-
cites e s leis geraes do gram-ducado, como ou-
tra qualquer propriedade.
Os bens ecclesiaslicos sero administrados,
era nome da Egreja e sob as vistas inmediatas
do Arcebispo, por aquelles que ftem chamados
a esse cargo, segundo a prescripeo das leis ec-
clesaslicas, ou pelo costunie, ou por previlegio,
ou finalmente por urna distuyico especial do
fundador Poim lodos os aqministradores tero
obrigaco de dar antiualmenl contas do sua ad-
niinstraco ao Arcebispo, ou seus delegados,
ainda mesmo no caso em que tenham egual
obrigaco para com outras pessoas, em viriude
das causas ou ttulos mencionados.
A'vista das cirrumslnncias actuaos, e na sup-
posco de que o thesouro conceda subvences.
quando sejam necessarijs para as necessidades
goraes e locaes das Fgrejas, observar-se-ha du-
rante a situaco presente, nao s quanto con-
servaco, como tambera quanto adminislraco
dos bens ecclesiaslicos, as disposicoes dos arligos
seguidles: m
Arl. 13. Os Dcns provenientes de fundaces
pias nao podero, sem o consenso da autoridado
ecclesiaslica, ser vendidos ou escambados, dados
em emphitlieusis ou sobrecarregados de hypo-
thecas ou outros encargos, alienados por mei
de conciliaco ou arrendados por mais de nove
annos ;alm disto es rditos de taes bens nao
podero, sem o mesmo senlimento, ter um
destino contrario aos fins das fundaces.
A Santa S permilte que, no cas em que so
consinta alienar os bens da Egreja, ou sobrecar-
rega-los de novos empenhos, ou empregir os
seus rditos de una maneira que nao responda
ao lim das fundaces. se busque sempre o con-
senso do governo giam-ducal.
Art. 14. Os bens do beneficio archiepscopal.
os do cabido da cathedral, os da Egreja metro-
politana, bem como os do seminario, sero li-
vremente administradas pelo Arcebispo, e res-
pectivamente pelo cabido, segundo as prescrip-
ces d.is regras cannicas ; da mesma forma se-
ro administrados os rediles ou economias que
se poderem haver de aes bens, o que restar ern
consequ eticia da vacancia da sede archiepscopal
ou dos outros beneficios da Egreja metropolita-
na, ou o que pelas pessoas particulares tem j
sido accrescenlado a laes bens, e o forera sendo
no decurso das novas fundaces.
(2 Renda jbbaicial,
As torras e outros bens de raz que lem j si-
do dados pelo governo gram-ducal, e os que ain-
da liverem de ser dados pelo mesmo governo
que tem do estabelec-r urna doaco Egteja
metropolitana, nao podero ser alienados neni
sobrecarregados de qualquer onus sem o consen-
so desse governo, o qual poder de lempos era
lempos indagar se os sobredilos bens se achara
no seu estado primitivo.
Art. 15. Os bens i'os cabidos chamados ruraes
sero administrados pelos mesmos cabidos, sob
a vigilancia nicamente do Arcebispo.
Art. 16. Todos os bens das fabricas, c outras
fundaces lcaos, que tenham um carcter ec-
clesiastco, podero ser para o futuro administra-
dos por commisses creadas ad hoc as differen-
les communas catholicas, segundo o uso eslabc-
lacido no paiz, urna vez que a administiaco le-
nha lugar em nome da Egreja, e os curas, bem
como os outros ecclesiaslicos, exerQam os fune-
ces inherentes s suas commisses, em virtude
de urna delegar-o que emane delle.
Demais, aquelles que forem escolhidos pelos
catholicos do cada lacalidade paia faz^er parte
da commisso, e o thesoureiro que ser de es-
colha da propria commisso, sero confirmados
as suas funeces pelo governo gram-ducal e pelo
Arcebispo, e respectivamente pelos delegados dos
dous poderes. A adminislraco dessas commis-
ses ficar sob a vigilancia commum dos dees
nomeados pelo Arcebispo, e dos funecionarios
civis nomeados pelo governo.
Art. 17. Os bens das fundaces pias dos
deslrictos sero administrados por corarais-
ses compostas de calholcos escolhidosmo-
tado pelo governo gram-ducal, melade pelo Ar-
cebispo, e todos approvados por ambas as par-
tes. O presidente de cada urna dessas commis-
ses ser escolhido pela commisso respectiva ; .
e a eleico do thesoureiro ser coofirmada pc';>
governo giani-ducal, e pelo Arcebispo.
Art. 18. Alm disto se crear urna commis:-3a
mixta que velar era nomo da Egreja, na admi-
nislraco dos fundos intercalares (fftertaor
fond], assim como dos outros fundos gersas^ t
ter ao mesmo tempo o alto encargo de nelar
sobre a adminislraco de todos os fundos, eccle-
siaslicos do gram-ducado. Essa commisso, em
nome do Arcebispo e do governo gram-ducal.
lomac conlas a todos os administradoras parti-
culares, sobre cujas administrages darl ura avi-.
so conveniente. O governo gran'-ducal e o Ar-
cebispo concertaro sobro os bens qive devam sec
(idos como bens geraes ecclesiaslicos.
Art. 19. Cada commisso mixta ser coroposta
de catholicos, metade de escolha do governo
gram-dual, e metade de escolba do Arcebispo,
sendo todos appiovados por ambas as. parles, Q
presidente da commisso. ser calholico, e ambas
essas partes lerao o direito d,e propdx as pessoas
que julgarcm capases de preencher o cargo em
qneslo ; a pessaa. que o preencher dever ser
escolhidae nomeada por ambas ellas de commum
accordo. 0 estado dar essa presidencia mes-
m pesso que for cncarregada da direcc-no das
escolas catholicos d.o gram-ducado, e da vigilan-
cia no mesmo tempo sobre a adminislraco do?
ILEGVEL


1 lis eeclesiasiicos, de que os lulholicus eslo de
posse no gram-ducado.
Ogoverno gram-duc.il c o Arcebispo concer-
ta ro nos meios porque a commissao mixta dc-
ver preenrhersuas funccps.
Os administradores dos fundos intercalares e
dos outros fundos geraes eeclesiasiicos, de que so
tralou no art. 18, sero igualmente catholicos, c
vscolhidos de'coinmiini accordo pelo governo
gram-ducal e pilo Arcebispo.
Art. 20. O nmbispo lera o direilo de conliecer
do estado, administraco, nalureza o encargo de
cada fundaco pia, asstm como tambero exami-
nar os documentos relativos a essas fundaces,
paca que, depois de haver seriamente refleotido
sobretudo o que a rilas diz respeilo, possa de
coramum accordo coro a governo gram-ducal cs-
abelecer urna regra pre< isa que determinar o
modo da administradlo de rada fuudaoo occle-
siaslica, c o omprogo que se devora fazer dassuas
rendas annnaes.
Art. 21. A commissao mixta no excrcicio de
suas innocuos dever cingir-se a essa regra, que
(era ero vista especialmente na verificaco das
untas. Quando furem Rudas as sommas que
devero ser consagradas ao culto em cada Egre-
ja particular, ler-se-ha milito em consideracao
os pedidos e os votos do Arcebispo, a quero io-
nionle competir determinar o em prego das som-
mas abonadas, para melbor organisar.au e realce
do culto. No caso em que o Arcebispo qu"ira
fmpregar o exccdeijle das rendas em proveiio
das neeessidades extraordinarias do mesmo cul-
to, dev-cr-sc-ha antes entender com o governo
gram-ducal.
Art. 21. Os beneficios seio administrados por
titulares segundo as leis ecclesiasticas, e sola
vigilancia das commisscs cima mencionadas.
,Se os beneficios so tornarem varantes, os scus
boas soro regidos pelos administradores dos
cabidos ni raes, ou por outras pessoas que o Ar-
cebispo e o governo gram ducal designaren de
com mu m accordo o as rend.'S de cada beneficio
vacante q*n> restaren), depets de salis'eilos lodos
os comprometes, serse laucados nos fundos in-
tercalares se, visla de razos particulares s
diferentes localidades, nao devan ser emprea-
das em augmentar o capital do beneficio, ou
consagradas despezas litis e necessarias em
proveito da Kgroja do lugar respectivo.
Art. 22. O Arcebi.-po se corresponder direc-
tamente com todas as autoridades do gram-du-
cado.
Art. 21. Ficam revogadas as ordenanzas c
disposicoes contrarias i presente convenci.
Art. 2!. Se apparecer qnalquer difllcuidade
iuo obste o cumplimento da presente convenci,
Sua Samlidade o m alteza real se enteude-
iio para remover amigavelmetite essa dcfficul-
dade.
A troca das respectivas ratificar-es ten lugar
em Roma, dentro de prazo de dus meses, ou
menos se or possivel.
Em f do fue os plenipotenciarios cima men-
cionados assignacam esta convenci, o nolla de-
p'ositaram o sen respectivo s lio."
Feita em liorna no 28" dia do maz de junho do
auno da graea d-o 1859.
Carlob-A-u-gusto, rardeal de Reisach
(L. S.)
Christiano-Guslaro, bario de Berckhriro.
(L. S.)
Francisco-Car los-lloszhiit
('- s.)
, ?Asaltas partes contrallantes, queren-
co facilitar a execuoo da ronvencao, regularan!
mullos pontos particulares pela troca de simples
olas Basas totas lerdo a mesma forca o valor
que a convenci, e faro della parte intc-
gcan te.
[Univer.Silceira.)
C IRRESPONMXCIAS 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BL'CO.
Lisboa
! de marco de 18G3.
0 governo lem trazlo cmara diversas pro-
postas do lei que Jatiuir.wn o seo pensamente ;__
as que apresentou o ministro da fazo ma nu dia
15 de fevoreiro, sao :
Orcaracnln geral do estado para o oi:i:e econ-
mico de 18601461.
Rotatorio do ministerio da fazenda, dando eon-
la do uso ftiio pelo mesmo ministerio de diver-
sas autorisacoes concedidas ao governo ; acompa-
libado de 90 documentos.
Relaiorio sobre o estado da fazenda publica,
acompanhado das seguintos propostas :
1." Regularisando o estado da applicacM dos
bonds creadosem virtude das lea de dejuuhu
de 1857 e 5 do marco de 18.JS ;
-'.' Aulorisando o governo a fa^r crear os li-
tlos de divida publica neeessarioa para occorrer
aos encargos dos caminhos de forr de Lisboa
fronteira do llespanha edo Torio; e das Vendas
Novas n Evora o Boy; da consiruccao das-eslra-
das rnnlraetadas com Charles Uangfois, outras
despegas, que especialmente forero designadas
por lei :
3.a Autoris.imlo ogoverno a pagar em dinbci-
ro cao par os saldos de diversos emprestiroos
con laclados sobre impostos das estradas, o do de
60 (untos sobre rendimcnlns atrazados, apprera-
do por decretos de 21 de fevereiro e 30 de maiu
de 1859, podendo para esse lim vender a parle
que for necessaria dosiiiulos de divida fundada,
que Ihos servom do penhor, ou umasoinraa equi-
valente de semclbautt's '.lulos;
-i Alterando aljrom i- disposic5e8 do decreto
de 31 de dezembro de 1C2 sobre a contribuirn
predial ;
." Estabeleccndo a contribuirla induslrial subs ituicao da decima industrial c malicio das
fabricas;
6." Estabeb rendo a coiirihuicao pessoalei
subsl ituicao dos impostos de criados e cavalga-
doras, quatro por rento sobre nudas decasas;
7.J Estahelecettdoa contrrtiuicfco de registro,
em substituido das ceras e imposto de irans-
tmssao;
8.a Exlinguindo o imposto addicional para a
.-imnrlUaood.-is notas, c o nove imposto addicio-
nal esta bel ocido pola lei do I ice agosto de 1838
e elevando de 15a 20 por cont o imposto das
estradas,com a denominado de imposto de via-
c.io, devondo ser applicado aos encargos prove-
nientes da cunstrui-cao < consereaeo de cami-
nhos de ferro, es i radas c onlras obras e despe-
ne tendentes a facilitaras commin:icacoes inter-
nas e externas do paiz ;
9.a Exlinguindo a.torea dos ronsolbos e con-
Iribuicao de c nselhos para a universidade ;
10.- Exlinguindo os dizimas e outros impostos
speciaes as ilhas desde o primeiro de Janeiro
de 18(,2 e subslituindo-os pelas cenlribuices
predial e pessoal;
II." Autorlsando ogoverno a publicar urna
'dicao de pautas geraesdae alfandogas e da al-
fandega municipal de Lisboa, servindn de lypo
de pesos e medidas uS do syetema mtrico deci-
mal, e reduzinil.ia umaso verba o imposto prin-
cipal c os aiidiciouacs, nao eacedendo a 4ei por
cento as differencas para roaisou para mecos em
relaeao nos acluaes direitos ;
12.* Bsabelecende a adminiatraeao daoxolusi-
vo do tabaco por conta do govotse desde o :iia
em que '.'.ida o actual contracto ;
13/ Estabeleeendd ivorsas disposicoes aceces
do impona do selio ;
1 .a Eslalelecendo diversas dispcsices aserea
dos direilos de merc ;
15.a Repnrtiudo pelos dL.'.rictos oontribaicao
prediral rulal'na ao auno civil de 18G1 ;
16.a Ri-parliado pelos dietnietos a eo^iribuico
peasoal respe, iva ao anuo ,i,.|| de 1801 ;
17.' Aiitorisando o governo i leformtr a ad-
mimstra(ao da fazenda, riunpnebendendo a se-
cretaria de estado dos negocios ^la fazeoda Ihe-
.5onro publico o reprticao de fazenda dos dielric-
ios e consellios, e efiabelecendo ditersa? posi-
Hoiiovou Uinbem a iniciativa das seguidlos
propostas: "
1." Autorisando o curso c gyro das a u ti as
moedas de prata at 31 de janerao de 1861 ;
. Aulorisandfl o governo a inderonisr os
poss^ndores dos bonds, que foram losados polo
#x-delegado da agencia Uaanel porlugueza em
l'aris ;
'." Aulorisando a emisso de mil conloe de
res cm inscripcos, atim de preeneber a somma
necessaria para realisar o emproftimo de mil e
cem contos para estradas, volado por lei de 7 dc-
junho de f859.
O miiiisiro das obras publica, em sessiio do
da Idtinliaapiesenlado cmara os siguiles
tlocumenlos: "i
1.a Con irado para a consiruccao das estrado
Vfl'i'.0 e Sua comPe,e"t propo'sla de lei;
i. i .roposla de lei para ser approvado o con-
tracto do caroinho de ferro das Vendas Novas a
tivora c lt'ja *
Aihl ?,r-P',a ^e '' P'1" serem approvadas as
dispoMcoes do decreto de 5 do ouiubro de 1859
que reformo.! o mjnislerio das obras publicas ; '
4. I roposlo deolei aulorisando o eoverno a
conlraclar a consiruccaoc exploracao de un. ca-
minho de forro imwwu, mrs a miua de S.
Ilomingos de Meilula e o Gunuiaua, sem garan-
ta de JHro, nem subvenco alguma ;
5. Proposla de lei aulorisando o governo a
conceder s empre/.as nadotta.es de navegacao a
vapor, certas vantagens alero das que Ihes sao
concedidas pela lei de 25 de julbo de 18SC;
6. Proposla de lei aulorisando o governo a
peiiniliir a entrada de ccrcaes ale 30de julho do
correle anno;
7." Proposla de lei pan ser approvado o con-
tracto do eaminbo de fero de Lisboa ao Pono Ja
fronteira de llespanha.
Todos esles projectos, bein como os da fazen-
da se mandaram logo imprimir e foram remedi-
dos s respectivas commisses parlamentares.
Na scsso de 29 foi apresentada, pelo ministro
da justea urna serie de propostas, que versam:
1." Para approvacao do credilo predial.
2.a Proposla do cdigo de crdito predial.
3.a Proposla do lei de orgauisacao judicial, con-
leudo:
1." Syndicancias judiciaes ;
2." Jolgamenlo criminal por liibunaes de as-
sentada ;
3." Extinccao *os juizes ordinarios eleitos e
reforma dos juizes de paz ;
4. Habilitaciies dos magistrados do ministerio
publico ;
5. Da abolico das mullas judiciaes, o emolu-
mentos dos juizes e agentes do ministerio pu-
blico :
6." Ilabilitacio dos tabellies de notas e escri-
vaes.
4." Proposla de le do assislenciacivil;
5.a Proposla de lei orgnica Je priso ;
6.a Pioposta de lei para a suppresso da rea-
cao dos Acores e do tribunal com inercia! de 2.a
ajislan.i.i ;
7. Proposla de lei alterando a forma de jul-
gamvnrt) por tenco.
8.a Proposla de lei alterando a reforma da dis-
lribui(;o as comarcas de Lisboa e Pirlo.
I)ee boje ser apresentado camera electiva o
parecer das commisses de fazenda c obras pu-
blicas sobic o contracto Salamanca para a cons-
iruccao dos caminhos de ferio do norte e fron-
teira.
Ha importanles modilicaedes que o governo
aceita, mas laes sao ellas que alguna niemtiros
da maioria que tambero o sao das commisses
refeiidas se nao atreven) a approra-las.
Alm deslas ha outras sobie tarifas que o mi-
nistro no seu relaiorio disse ler acceilado por llie
parecerem de menor importancia. Islo c urna
burla. Seo conload solTre modilicaces, abrs-
sem nova praca. E sao estes os mesinos borneas
que tanto gnerrearam o ministerio Loul pelas
alloraces ao contracto Pello. Allio facto ufo era
escandaloso, porque a cmicessao nao adjudicara
a Pello em concurse. Ilavendo licilacao, nao
pode o contracto ser alterado sem nova praca.
O honrado visconde de S, na discussao da
resposla ao discurso da corda, pronuuciou ha
das un substancialissimo discurso na cmara
alta, em que provou ser a directriz adoptada pa-
ra a fronteira urna cousa ruinosa e deploravel,
lano debaixo do ponto de vista comuiercial e
agrcola, como estratgico. Alm disso o estado
perde 1,800 contos. que deixaria de perderse a
linha da fronteira lomssse a verdadoira direceo
aconselhada pelas inais elementares noces da
economa publica. Salamanca nao qttec perder
as tences reservadas que o inspiran) podem ser-
nos milito funestas.
O governo obseca-se em nao ver islo, e a
maioria se frsubseniente sanccijnar um dis-
parate ominoso pelo que nos costa, vergonhoso
pelo que. arrisca a independencia nacional, e ini-
qua porque defrauda a paite mais populosa do
Alerolojo dos beneficios da viaco accelerada,
emquanlo leva a linha por sitios despovoados e
ile nsignificanlo produccao.
A siluaco muilo grave, e se as cmaras fo-
rero condi ceiiilentes, muilo se comptomelter o
futuro desle paiz.
Vorilicou-se na cmara hereditaria a inlerpel-
la^So do marquez de Vallada so' re moeda falsa,
no dia 24 de fevoreiro. O orador comecou di-
zendo que este lanontavel nego-io, nao conve-
niente nem poltico Iraze-lo para o campo das
nacionalidades, nem fazer delle meie de aggrcs-
so contra o gabinete. Que em ditl'erenles po-
cas, o ministro do Brasil se tem dirigido ao go-
verno portugus para que lome previdencias
centra osle trafico. (N'uma das ulteriores sesses
da cmara alta, o visconde de Alhougnia den
Icstomunho desta asserco do interpellante).
Depois de nprescnlar pon lerosaa consideracOes
sobre o assumpto, o marquez concluin dirigindo
as soguinles pcrgtinlas ao ministro da justica :
Ia. Se o ministro do Brasil reelamou contra o
artigo do jornal acerca da moeda falsa, e se o
governo lhe deu alguma satisfagau.
2'. Qualera o motivo porque linha sido exo-
nerado presidente da relaeao do Porto [Dias de
Oliveira), transferido o delegado e demiltido o
carrereiro da cadeia da mesma relaeao.
O ministro da justica comecou declarando que
so comprometi nao largar de mao esle impor-
tante negocio e quena cmara dos depulados li-
nha apresentado lodos os documentos que tem
relaco com a questSo da moeda falsa, pedindo
que se nomeasse urna commissao para eonhecor
do modo porque o governo se tem con'lnzido
oeste negocio, e que apezar de haver quero le-
nha considerado mal este passo, ello orador jul-
ga ler obrado prudentemente ora presenc de
circumstancias especiaos em que se atha. Enu-
merando os passos que tinha dado como ministro
no and a melo deste negocio, declaren que desde
muilo lempo e lom perseguido os moedeiros fal-
sos Que ero 1858 foram pedidas informaces
sobre este aseumpl ao presidente da relacau da
Porto, que as deu, coittinuando-se neste negocio
t aos fins de agosto daquelle anno ; que desla
dala al entrada delle orador no ministerio, lia-
viaro continuado S"rnpre os processos pendentes,
mas que as indagaees tinbam parado. Quando
entrara para o ministerio, achara na commissao
de legislaco da outr.i cmara una proposla de
le sobro o crine do moeda falsa ; c que nao
concordando com ella, redigira nutra que foi ap-
prevada em de agosto, e que depois publicara
os legulamenlos neeeesarins para essa lei poder
ler execuco. Que desta poca ero dianle curoe-
cara a necupar-se mais especialmente deste ne-
gocio, at que se deu em oulubro o fado de urna
imprtanle apprehensio ; ordenando que a au-
toridad e administrativa procedessea um rigoroso
inquerito para se descobrir quaeseram osverda-
deros criminosos. Quanto aecusacio feila ao
ministro do Brasil nesta corte, deve di/.er que
mandou querellar do jornal secusador por abuso
de liberdade de imprensa, dando o governo, den-
tro da espliera da lei, a satisfaco que pudia dar
aquello diplmala. Em relaeao aos motivos por
que tinha sido exonerado o presidente da relaeao
do Porto, Irausferindo um delegado o demiltido o
carcerciro da prisao da relaeao, absteve-se de di-
z-los, allegando que o governo eslava no seu
diri'ito fazendo-o, poi-eram empregados dasua
cunfianca.
Tomaram tambem parlo nesla discussao os pa-
res do reino Jos Mara Eugenio de Almeida.
conde da Taipa o Agniar
DIARIO DE PERN1MBUC0. QUARTA FEIRA 21 DE MARCO T>E 1860.
S. A lleal o infante l) Luiz deu tambero um
janlar a bordo da corveta Cari/ioonie Uia* cm
obsequio a S. A. o principe Alfredo da Graa-Bru-
lanha. El-re D. Pedro, seu augusta pai e infan-
les assislirain ao janlar. Foram convidados as
cominandanles dos navios eslrangeiros surtes no
Tejo, os ministros dos negocios eslrangeiros e da
marinha, nao coniparecendo o primeiro por es-
tar doenle ; o inspector do arsenal, chefe do es-
lado-roaior, Soares Franco. No paco honre cor-
jejo por haver completado 15 annos a senhora
infanta D. Antonia.
No da 15 S. M. el-rei dignou-sc dar a primei-
ra audiencia, ao conde d# Comniingc Guilaud,
enviado extraordinario e ministro plenipotencia-
rio do imperador dos France/.os. Assisliram a
esle acto o cardeal patriarcha, osoficiaes mores
da real casa, os ministros e conse.lheros de esta-
do, ministros de estado honorarios c outras pes-
soas. 0 conde de Coniminge enlregou nesla oc-
casiao a sua credencial, e pronuuciou um discur-
so, ao qual S. M. se dignou responder.
Foi arrematado porordem e contado S. A. R.
a senhora infanta D. Isabel Mara, o convento de
S. Domingos de Bemfica, pela qnantia de ris
10.501)5000. Iliz-se que S. A lenciona eslabe-
lecer all um hospicio religioso. E' neste con-
vento que descancam os restos moraos do insig-
ne escriplor classfco Fre Luiz de Souza.
Segundo se diz, partir para o Poilo um em-
preiteiro, por parle do concessionario das liuhas
lerreas de late e norte, com o lim de principiar
os Irabalhos da linha do norte entre o Porto e
Coimbra. Consta que o referido empreileiro le-
vou algumas ferramentas.
ta villa Real de Santo Antonio corra a noti-
cia no dia 11 de que lendo sabido de Olhao pua
Gibrallar Iros cahigues coro comeeliveis, foram
Abrigados a arribar a Tnger, e ah foraro rouha-
dos pelos mouros, queimadas as embanaces e
degoladas as Iripulaces I Este negocio grave,
a ser exacto.
Fallecen no dia 17 o marechal de campo Flo-
rencio Jos da Silva, vogal do supremo conseibo
de justica militar. Comroandou a aeco de Al-
cacer do Sal, no exercilo libertado!, e era res-
peitado gcralmente pela sua reconhecida circums-
poccao.
Ha poucosdias espalhou-se em Lisboa o pni-
co de apparecerem na circulaco notas falsas do
banco de Portugal, com a chapa de 17JSOO0. Em
pnucaa horas se desvanecen viudo a direceo da-
quelle estabclecimenlo bancario declarar que os
recelos se haviam originado ero se ler ha alguna
annos aproveitado o papel coro marra d'agua pa-
ra notas de li)2(K), eslaiupando-se-lhe as notas
de 18JOO0. ilouve no mesmo sentido urna in-
lerpellaceo na cmara dos pares, mas ogoverno,
informado pelo banco, deu as eiplicacoes neces-
sariis.
Faca por aqu urna idea da impresso que no
espirito publico tero produzido a queslo da moe-
da falsa.
*
P. S Por ler rocebido cartas de Lomlics de-
pois de se ter fechado a mala do ultimo paquete
para o Brasil, lhe nao pude enviar as ultimas no-
ticias, sobre a importanlissima queslo dos v-
nhos ero relaeao s reformas aduaneiras da In-
glaterra.
E'aqui laboro o lugar de dizer que o despacho
do seu correspondente de Pars roe foi entregue
tres dias depois da primeira transcripeo, o que
Aigucs dos presos que avancaram ele o cus-
idlo que tsiava a ardei. perecerm alli.
Mas erara imitis lodos es esforcos que alli se
fizessem ; os Mouros ftlavam j de'possc dos in-
Irncheiramentos ; os soldaaos hespanhes erara
1,100, c entre estos, um batalho provincial, no
ataque entraran) 8,000 Mouros.
Diz-se que as perdas se podem calcular era al-
gur.s oBciaes e raals de 100 soldados morios.
Nos hospilaos ha quasi 200 soldados feridos.
Parece que o brigadeiro Buceta pedio para que
se lhe forroasse o compelenlo summario para
averiguar as causas do desastre soffrido em fren-
te da praca de Malilla.
Nada mais encentro nos jornacs hespanhes
digno de menco.
L.
DIARIO DE PEBNAMBUCO.
Ao meio dia de honlem, reunidos 25 senhores
depulados, foi aborta a sesso da assembla le-
gislativa provincial, sendo lido um projecto do
Sr. as.-enlo Portella, elevando cathegoria
de cidade a villa da Escada.
Passou-se 2" discussao das emendas apre-
sentadas em 3' s posturas do Bonito, sendo ap-
provadas.
Em seguida entraran) em Ia discussao as pos-
turas da cmara da Boa-Vista, as addicionaes das
do rejo, Cabo, Villa-Bella e Ca'-ob.
Havendo pedido dispensa do intersticio o Sr.
Brandan, foram dadas para ordera do dia de hoje
as da Boa-Vista.
Segunda discussao das posturas de Garanhuns,
sendo approvados os arligos 1, 4, 5, 6 e 7, dis-
culindo o artigo 2, fillaram, contra o Sr. Car-
neiro da Cunha, e a favor o Sr. Brando, sendo
por fin approvado com urna emenda do Sr. i.u-
lino de Alnioida.
ll.ivendo-se esgotado a ordem do dia, o Sr.
presidente levanlou a sesso, c deu para ordem
do dia de hoje : Ia discussao dos projectos ns. 3,
11 e 12 do crrenle anno, n. 22 do anno passaao
e posturas da cmara municipal da Escada.
Anda nao aei quando vai oo jury o jornal o
gapilo. A sesso deve ser muilo curiosa, por-
que este assumpto prende a atleneo geral, por
que nelle se acha involvida a dignidade do paiz.
Teve lugar no da 15 de fevereiro, no arsenai
de marinha. j ceremonia da collococo da pri-
meira eavilha de urna nova corveta,' que se vai
construir.
El-rei deu a ptimeira pancada, o infante D.
Luiz a segunda, a terreira o ministro da mari-
n'ia, a quarta o duque da Terceira, c depois a
cerpuracao da armada e consiruccao naval ; dan-
do S. M. na occasiao de baler o'prego, o nome
de Visconde de S da Bandcira, neva cor-
veta.
Depois de S. M. ler sabido do arsenal, oi toda
a corporaijo da armada e empregados do minis-
terio da marinha, para a sala da inspecc.io onde
Ibes fui servido um lunch ; fazendo nessa occa-
siao oconselhciro Soares Franco um pequeo
discurso, terminando dando vivasaS. M. a quero
toda a coeporaco correspondeu..
Ao fonselhei'ro Cardoso, inspector do arsenal,
caie mais a Jinnra ; por isso que leve a nobr
idea de convocar os seus collegas para que em
doputico fossem felicitar o nobre visconde de S
pela alta deferencia que S. M. leve para com elle,
dando-lbe o seu nomo nova crvela ; orman-
do-se urna deputaco composta dos F.xnis. Soa-
res Franc", Cel-sliuo Soares, inspector do arse-
nal, Sergio de Snuza, Andr Pinto, e conde de
Linhares ; que se dirigram irnmedialanienle i
felicitar o nobre e honrado Visconde de S.
No dia 14 chegou de Inglaterra, a bordo da fra-
gata inglcza Eurzulus, S. A. o principe Alfredo,
filho segundo de S. M. rainha de Inglaterra.
Um batalho de infanlaria n. 2, 60cavallusde
lanceiros, e as carruagens do paco foram 8o ar-
senal para rcceb-lo : mas o principe dispensou
todo o ceremonial desembarcando como particu-
lar em Alcntara.
No dia 16 Jiouve no paco das Necessiia.dcs um
grande janlar para hor;r S, A. Bcal o prjncipe
Alfreda de Inglaterra.
ja nao c a primeira vez que succede, licando por
isso privado de Ih'o enviar como desejaria.
Sbreos vinhos resolveu ogoverno inglez que
lodos ficam pagando Ssrhilings por galo.
Agurdenle 8 schilings.
Laranja e lim&o, livres de direilos.
V-se pois que licaram igualnados em direilos
aos vinhos franceses,e como os nossos sao mais
generosos e fortes, terao maior consumo naGra-
Bretanha
Parece que o nosso governo entrar ero ludo
islo como Plalos no Credo.
Foi a nossa boa fortuna que nos salvou desta
vez.
HESPANHA.
As noticias desle reino alcaneam a 27 de feve-
reiro.
O exercilo hesponhol continua era Toluan. Beu-
nio-se em Madrid urnas poucas de vezes o con-
selho de oslado, presidido pela rainha D. Isabel
II, c a que assislio o general Uslraris, enviado
p'lo general O'onnell, duque de Toluan ; a rai-
nha depois de ouvir os alvitres de seus graves
conselheiros, mostrou-se inclinada a aceitar a
paz, mas com a condicae do ser a mais honrosa
para as armas hespanholas, disse, que eslava
mesmo prompta a derramar o seu sangue para
conservar com ludo obrilho o sceplro iiui\ ein-
ponhava.
Parece que o general O'Onnell levo caria bran-
ca para contratar a paz coro o imperador de Mar-
reos.
Corre que as basas do tratado Be rio as so-
guinles :
1.aDominio sobre lo lo o territorio conquista-
do pelo exercilo hespanhol ;
2.aConservarn perpetua de Toluan e seus li-
mites naturaes de defoza, contados os pontoscir-
cumvisinhos;
3.aPagamento de 200 milhos de reales para
indemnisar as despezas da guerra ;
4."Respeilo absoluto ao cullo da sanie reli-
giao que a llespanha professa.
5-"F.stipulaces commerciaes em que se trate
a llespanha como a uaclo mais favorecida.
No dia 23 ao roeio dia* apreseulou-se ao duque
de Teluan, um coromissario do Muloy-Abbas, ir-
mao do imperador de Marrocos, Califa, e segundo
do imperio, diaende que aquello se achava de ea-
minbo para Tange" a urna hora certa da distan-
cia dos postes arencados para assislir primeira
entrevista ; ero consequencia do que o general
I O'Donnell niaVchou para aquclle poni com o seu
quariel general.
Muley-Abbas, que para ir a esta conferencia,
linha feilo urna mar-ha de quatro leguas, espera-
va o general hespanhol acoinpanhado pelo sen
ministro Hahomed-et-Kelib, como se lhe linha
exigido.
Principiou a discussao pelo poni relativo ,i
cesso di cidade de Teluan ; o Kelib.. roanifes-
tou que hles era impossivel conceder o que se
Ibes exiga.
0 general O'Donnell deu por concluida a dis-
cussao, mas instado por Abbas, ouvio o que lhe
expunha o Rehile, que dizia que nao poda deci-
dir em assumpto to gravo, por nao ter anda ro-
cebido resposla do imperador, relativamente s
eondicoes da paz, o pedia que se Ibes concodesse
mais algunsdias de prazo.
Ogeneral O'Donne! nao acceden a osla proro-
gacao, e vendo que nao podiam vir a uro acord,
poz lerroo s entrevistas, declarando queda nia-
nha seguinte Rcava em completa liberdade para
obrar como enlendesse.
Relirou-se a Teluan para conferenciar com o
general Buslillos.
Ignora se quaes sejam as medidas que se lo-
maran em vista das dillicnldades para a conclu-
so da paz com as eondicoes propostas pelas lles-
panha.
Corre que a rainha lenciona agraciar o general
[tosd'Ulano com o ululo de marquez de Guad-el
Zelu, coma grandeza de primeira classe. pelos
ervicos prestados no exercilo d'operares em
Maocos.
f.,sc crn a'gu"s jomaos correspondencias de
Malilla ero que se narra una calaslrophe occor-
rida reccnteuiente s tropas hespanholas que se
achavam naquella praca ; cis como succederam
os Itrios :
No dia 6, os Mouios fizeram quatro ou cinco
tiros de arltlheria ; o brigadeiro Buceta mandn
sabir urna forca s i horas da manhaa do dia 7
que se compuuha de 500 homons, os quaes lo-
maran posse do ataqup da forca, emquanlo que
os presos armados, e os Mouros fiis praca sa-
hiam por oulro lado, e lomavam posse do' ata-
que secco c rxo.
Este ponto foi defendido pelo major da praca
I). Gabriel Prez, durante os dias 7 e 8, mas s5
horas do da 9, leve que retirar-se ferido em um
hombro.
Durante estes lres dias armou-sc um caslello
de madoira, e correu-se desde elle urna linha en-
inncheirada at a punte que d vista para o mar
e oulro desle a praca it ao dito ataque.
Na noile de l loruou-se a ouvir nutro tiro de
arlilhena, a cujo signal, e no meio de urna es-
pantosa gritara, os Mouros, com foreas muilo
considerareis, alacaram por lodosos pontos, pe-
nen ando as Irincheiras, e generalisando un fo-
go permanente por espaco de sois horas, lendo
os sidos hespanhes de ceder o terreno, impe-
lidos por mais de 8,000 Mouros.
O brigadeiro fiucela que se achava enfermo,
vio-sc obrigado a confiar o commando da linha ao
chefe da piovincia de Granada ; mas sabendo do
conflicto em que as forcas se achavam, mandn
dizer na mesma noile de 6 que emprogasse todo
o esforco para se suslenlar, porque elle acudira
alli immeiiataor.enle.
Sahio elTectivamenle da praca armando as pou-
cas forcas de que dispunlia, "e os presos da ca-
deia perpelua se organisararo as tropas e prose-
gua, dando novas cargas contra oe SJouros.
Pelo vapor Portugal da companhia anglo-luso-
brasileira recebemos carias e jornacs com as se-
guinles datas : llespanha 28 do passado o Lisboa
1." do correte.
A queslo da Saboia e Niza foi de novo trala-
da as cmaras inglezas. Depois de deconidos
os dous dias que lord Russell linha pedido para
pensarse poda a presentar acamara osdocu-
mcnlos relativos a osle negocio, foi o ministro
interpellado por Mr. Disraelli, e declarou que
iulgava prejudicial a apresentacao dessos docu-
inenlos. Todava algumas explicacdes deu, das
quaes se conclue que o ministro dos negocios
eslrangeiros de Franca assegurou que e governo
nao pensava na annexaco da Saboia, o lord
Russell acrescenloii que o gabinete inglez maui-
fesl.iva, por isso, a sua salisfaco.
Notam-se pois segurancas positivas cm rela-
eao s disposicoes pacificas na queslo italiana
das tres potencias nella mais directamente inte-
ressadas, a saber : a Austria a Franca e o Pie-
monte.
A allilude do imperio austraco cala voz
mais extraordinaria, porque todos os dias aug-
mentan] as duas medidas bellitosas Crescein
por tanto os recelos de urna nova lula. Os Aus-
tracos construero novas obras de fortilicaco em
lomo de Peschiera, e substitua em todasas pra-
c:is do quadrilatcro a artilharia do antigo syste-
ma por pecas rajadas de grosso calibre. Us jor-
nacs (uc temos vista baseam-se ueste despa-
cho para por ero duvida as garanlias de paz da-
das por lord Joliu Russell e pelas follias austra-
cas.
O Jornal dos Dbales de parecer que os Ira-
balhos de foriiiicaco e armamentos excculados
as pracas do quadrilatcro, nao provjm eviden-
temenle que a Austria estoja disposla a lomar a
oll'ensiva e a provocar urna nova guerra, mas
que laes medidas tem um carcter apenas o (Ten-
sivo. Entretanto a agitaejio de Veneza todos os
dias toma serias proportes, dando lugar a ludas
as disposicoes lomadas as pracas do quadiilate-
iu [i na previnii qualquer tentativa de sorpreza
ou insurreico.
Os jornaes publican) o texto da circular que o
conde Cavour ilirigio ha punco a todos os agen-
tes diplomticos da Sardi nlu. O chefe do gabi-
nete sardo indica os diversos incidentes que occa-
sionaram o addiamenlo indefinido do congresso ;
aviva a legitima impaciencia que substituio a
conuanca e esperanzas que se depositaram na
reumao do congresso, e traa de mostrar que a
mineira do ri^u^ir a ojiestaa relativa Halia
central nao poda sef por niuito lempo deferida.
Insiste particularmente em tres pontos a res-
lauracao dos amigos governos nao poderia ser
mais adinillida em Bolonha e em Parma do que
ero Plorenca e em Modena, a nica solucu pos-
sivel, a aunexaco j ronsummada de fado ero
loma a Italia central. Finalmente, diz que os
povos italianos depois de havereni esperado cm
vao pela decisoda Europa, leem o direilo de ir
mais alem, c de se darem o governo que Ibes
convier.
O conde Cavour conclue declarando que os po-
vos da Italia central esto resolvidos a i.o espe-
rar mais lempo, e a aproveilarem a primeira oc-
casiao favoravcl : para dar annexaco do
sen paiz ao Pieinoule una execuco completa e
definitiva. *
Daqui podem ver os nossos leitores que o con-
de de Cavour conclue formalmente pela annexa-
co. A linguagem de que usou aquello minis-
tro e a mais franca e decisiva uuo se poderia
su p por. r
Em aples cresce a nquietacao c o descon-
erilamenlo. O rei obslina-sc a recusar as re-
formas, e falla-se de movimentos de insurreico
entre o exercilo. De lodos os lados se apresen-
tara considerados para mostrar ao rei a urgen-
cia de adoptar una poltica mais conforme "com
as necesidades da naco e coro os seus proprios
nleresses. r
O re porero sustenta a poltica que sen pai li-
nha adoptado, eo Times, em presenca dessa
obslinacao declara que o reino de aples es-
la desuado para una grande revoluco. ou para
ser invadido por uro exercilo italiano nacional
ou lalvez ambas as cousas ao mesmo lempo, a
nao ser que a Austria nao venha em seu auxilio.
Urna fuga veigonhosa para longo dos seus esta-
dos a sorle que infallivelmentc esl reservada
ao re.
Em Hospanha trala-se da queslo da paz com o
imperio do Marrocos. O duque de Teluan foi
encarrogado das negociarles. Diz-se que as ba-
ses do Iralado sao :
lado- "linio sobrc ldo lenilorio conquis-
2." Conservaeao perpetua de Teluan o seus li-
rones naturaes do defeza, contados os postos cr-
cumvizinhos ;
, 3.a Pagamento de 200 milhes de reales para
indemnisar as despozas da guerra ;
i." Respeilo absoluto ao culto da sania reli-
gia_o que a llespanha professa ;
5a EfclipuUcdes commerciaes em que se trata
a llespanha como a naco mais favorecida
Ero Portugal tinha-se na cmara alta discutido
c approvada a resposla ao discurso do Ihrono
Na popular, disculia-se. Esl pendente o jol-
gamenlo do peridico que fez aecusaces ao mi-
nistro da jusliga e ao nosso embaixad'or de con-
nivencia com os moedeiros falsos. Na sesso do
2f de fevereiro leve lugar na camera dos pares
urna nlerpellacao importante, em que o governo
fez honrossimas declaraces acerca desle ob-
jeclo. Os vinhos portuguezes foram igualados
aos fiancezesna paula ingleza,. Os ministros da
fazenda, obras publicas e josllca aprcsenlaram
propostas de lei de grande alcance.
O capitalista Salamanca pede modificaces ao
contrato para a.couslruce.io das linhas frreas do
norte e fronteira.
O estado sanitario era satisfactorio sabida do
paquete.
Para mais pormenores, remellemos os leitores
para o texto das correspondencias recebidas c
que iremos publicando.
i.-to mostramos que nao nos oceupa interesse dif-
ferenle da sustcnlaco da moralidade publica,
como j lemo-lo dito por roais de urna vez.
Devemos, por lano, urna reclficago noticia
que honlem demos acerca do Sr. lenle Lyra ;
visto como nao so deu a tentativa de roubo, segun-
do no-lo haviam contado. .Efectivamente leve
lugar a morte de um dos soldados nhayam. mas nao pela causa alli assignada.
Victorino Ferreira da Costa, chegado em das
do mez prximo passado com passagera do Io re-
giment da corte para a companhia dccavallaria
desla provincia, lendo seguido cora outros cama-
iidasaoSr. lenle Lyra na commissao referi-
da, embriagou-se era eaminbo; e no soguimenlo
da viagem no engenho Pelrbu, duas leguas ci-
ma de l ao d'Alho, desfechou um tiro sobre o sol-
do llaymundo Rodrigues da Costa, tiro que acer-
lando-lhe no qm-ixo e viudo a sabir na cabera
ileiinu-o por (erra morlo.
Os domis soldados preuderam o homicida, o
referido lente com ellos vollou villa de Pao
1 Alio, d onde iralou logo de Iransoiiliir a noti-
cia do necorndo s autoridades complenles d'a-
qui. depois de haver rccolhido priso o soldado
occnsionador do (rime.
No racimo dia sogui logo o Sr. alteres Gon-
dim para substituir ao Sr. lenle Lyra naquella
commissao. sendo aeompanhado pelos mesmos
soldados ; o que prova exuberaulemenle a con-
liance que elles merecem, e que ora nos aprai
le manifestar por esle modo solemne, devendo
alcm dislo acrescentar que oslas pracas gozara
no sen corpo de excellenlc rcpula.-o" militar e
moral. '
O cano que deila para ama do Carnario
do que j tratamos de urna oulra vez, depois de
urna interropcao de cerca de oito das em que foi
accumulando as materias ptridas, deu de si, de
modo que sabbado ningiiem pode suppoilar na-
quella ra o mo cheiro, que d.-lio exhalava; ao
que accrescenlou ler ficado ella convenida n'uro
lamacai, que nlerrompia o transito.
Consta-nos que algueni, qucixando-sc disto ao
respectiva fiscal, dissera estesimploriamentcque
ja nana reprehendido ao autor, roas que elle Con-
linuava a mlnngir a respectiva postura por lei-
III uso. r
Como pois o homem teimoso, e o cano se nao
presta ao seu Oro, oesgoto das aguas pluviaes,
roas sim aquclle das aguas ptridas, a munici-
palidade deve manda-lo obstruir, iclirando a
concessa.i dada para a sua abertura.
O procedimenlo que ahi se altribue ao fiscal
reprehensivel, e nao deve ser imitado, mas pelo
contrario relrahido em sua pralica.
Informara-nos que nos Affliclos apparecem
, durante a noile lies vullos cmbu.'ados, ora reu-
nidos, ora em separado.
J alacaram para reconhecer carros por duas
vezes, assim como afugonlaram a uro soldado de
polica, que por alli passava a noile
Este fado lera-so produzido ha dias, e como
ignoramos se tem ou nao apparecido alguma pro-
videncia subre elle, a iui consignando lo para esle
lim.
No dia 1 desle mez falleccu na villa do Ca-
bo Joao Jos de Sant'Anna que havia sido grave-
raente ferido pelo inglez Vylliam Smilh no lugar
do Pavo.
.^Ordenando o delegado de Scrinhem a pri-
so do criminoso de morlo Manoel Joaquim ao
inspector do lugar Jussara, esle collocou-st cm
una emboscada com 4 homens para o capturar,
porm passando o criminoso, ao cnlimar-se-lbe
a voz dn prizo, puxou de um punhal c com
elle resisti e ferio o inspector conseguindo por-
se depois em fuga, por tercm os quatro homens
que acompanhavam o inspector abandonado-o.
No di i 1 i do correnle no termo de Limoe-
ro, foi preso polo delegado o criminoso Bazilio
Rodrigues de Freitas pronunciado ero villa Bella.
A cadeia de Scrinhem foi recolhido o cri-
minoso de morte Joaquim Moreno conhecido pelo
alcunho de l.ic no acto de ser preso resisti f.i-
tendo fogo sobre a forca que o prendeu no termo
da Escada.
Suicidou-se no dia 15 do correnle as 7 he-
ras da' manhaa una escrava de Jos de Barros
Wanderley, morador ero Porto do Calimba.
"Foram recolhidns casa de dcienco no dia
19 do correnle, 7 hemena ei mulheres, sendo
livres 5, escravos 5 e liberto 1, a saber 2 a or-
dem do delegado do 1" districlo, 2 i ordem do 3',
a ordem do siiblolegado do Recite, 1 a ordem
do de Santo Antonio, 2 a ordera do da Boa Vista
c 1 a do de S. Jos.
Passageiros do vapor porlugnez Portugal,
violo Lisboa: Joaquim Mara de llanos. Eduardo
Raymundo Ferreira, J. Flelcher, Thomas llobis-
son, J. Eduard.
Passageiros do hiato bnailtro Santa Hila, in-
do de Cear : Manuel Joaquim Unidlo e sua fa-
milia.
Matadouiio rciiLico :
Hataram-sc no dia 20 do crrente para o con-
suiiu desta cidade 6'J rezos.
Mohtalidade no oa 18 do coiuiente :
Manoela Hara Monleira, branca, casada, 22 an-
uos ; eclica.
Antonio, pardo, escravo, solteiro, 35 anuos ; in-
nammacdo nos intestinos.
Geraldo de tal, pardo, solteiro, 13 annos. l-
lano.
Isaac, preto, eseravo, solteiro, 5 annos, enfor-
cado.
lacintlio, branco, 2 mezes, convulses.
Rila, pida, viuva, 60 anuos, cmaras de san-
gue.
Juliana, prela, solleira, 45 annos, apoplicia.
Morrada Hara da Conceico, branca, solleira, 26
anuos, inftammaco nos intestinos.
Hospital de 'caiudade. Exisiem 65 ho-
mens, o3 mulheres nacionaes, 5 homens eslran-
geiros, 1 homem escravo, lolal I2.
Na lolalidade dos docnles existem i2 alie-
nados, sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto, as 8 horas da manhaa, e pelo Dr. Doruel-
las s 7 horas 3(4 da manhaa.
Falleceu urna alienada de apoplexia.
appelladgs, Fraucisco Antonio de Vasconccllos O
outros.
As appellacoescrimes
Appellanie, o juizo ; appellado, Jos ieaquira
de Siqueira.
Ao Sr. desemhargador Silva Gomes, a3 appel-
lacoesciveis :
Appellantes, Domingos de Oliveira Dias e ou-
tros ; appellado, Antonio Cardim de Mello.
Ao Sr. deserabargador Silva Gomes, a ap-
pellacao crime
Appellanie, o juizo ; appellado, Antonio Car-
dim de Mello
Ao meio-dia encerrou- se a sesso.
Communicados
PEBNAMBUCO.
REVISTA Bfiftlf.
O nosso trabalho de natureza tal. que por
ni ais que nos esforcemos por aprsenla-lo em le-
da a pureza da oxaclido, muilas vezes succede
que pelo contrario saia elle resenlindo-se do cf-
felo opposto.
Tendo por base informaces, visto que nem
sempro podemos por nos mesmos apreciaros fac-
tos, de quo-ttalaroos, apezar de viren elles de
ongem boa, liarnos possivel suslentar o p de
yeracidade e imparcialidade que fora para dese-
jar, ainda que n'esse inluilo tudofacamos.
Jslo posto, nao nos devem ser notadas algnmas
redifleacoes is noticias dadas n'esla fevista, pois
que ella.s sao em resultado quai necessario da in-
flle deste servia, como deixnmw dito; e cem
v
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DA RELAQaO.
SESSAO KM 20 DE UARQO DE 1860. -
PRESIDEN) IA DO EXM. SU. CONStLUhlUO BRMBLfflO
DE LE.O.
As 10 boros da manhaa, achando-se prsen-
les os Sis. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, liitirana, Lourenco Santiago. Silva
Gomes e Caelano Santiago, procurador da coroa,
tui slierla a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do, procedeu-se aos seguintcs
JULGAMENTOS
ACGKAVO DE PETICAO.
Aggravante, Jos de Barros Campello ; aggra-
vado. o junto.
Relator o Sr. desemhargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira
e Lourenco Santiago.
Deram provimento.
APPELLAC.OES C1VE1S.
Appellanie, Joaquim Manoel do llego Brrelo
appellados, os herdeiros de Paulo Pcreira Si-
mos.
Confirmaran) a sentcnea.
Appellanie, o bacbare Bernardo Duarle Bran'
dao ; appellado, o desembargado!- Bocha Bastos.
Beformoii-se asentenoa.
Appellanie, Odorico Segismundo de Arnaud :
appellado, Francisco Jos de Hedciros.
Gonfirmaram aaentenca.
Appellanie, Joo Manoel da Veiga Seixas; ap-
pellado; Francisco Rodrigues dos Santos.
Confirmada a sonlenea.
DILIGENCIA CIVB18.
Manlon-sc proceder a habililaco na appella-
cao civel : '
Appellanie. Joo Ferreira dos Sanios ; appcl-!
lado, Francisco das Chacas Cavalcanti Pessoa.
Assignou-se da para julgamenlo dasseguintes
oppellacoes crimes :
appellado, Jos Corroa
appellado, Manooi Joa-
Appellanle, o juizo
de A tanjo.
Appellanie, o juizo ;
quii Xavier Ribeiro.
DISTRIBUICES.
Ao Sr. deserabargador Figueira de Mello, as
appellocoea eiveia:
Appellanie, Jos Calazans da Silva Fragoso-
appellados, os herdeiros de Angelo Cuskdio da
Silva Fragoso.
As appellacoescrimes:
Appellanie, o juizo: appellado, Antonio Mon-
tciro de Almcida.
AoSr. deserabargador Silveira, as appcllacoes
civeis : rr
Aopellanle, Clara Haria da Assumpco Sam-
paio, appellado, Aristides Duarle Ca'rneiro da
Cunha.
As oppellacoes crimes :
Appellanie, o juizo"; appellada, Joo Francis-
co da Silva.
Ao Sr. desembargador Gitirana, a appcllacoes
civeis :
Appellanie, Jos Bruno de Almcida Valado ;
O Sapo dos repls amphibos o que miis cus-
la a morrer.
Por corto que o letor j lera tiJo accasio do
observar o que succede com esla casta de ani-
maes, quando alguemacerta ceir debaixo da ira
de uro grupo de meninos : choven) as podras aos
milheiros sobre as costas do infeliz, que deses-
perado de soflrer vira o costado para a Ierra o
onerece o venlre aos botes do inimigo, anio.
o qual poc as maos como supplicanle : nolho
vale a posico supplicante ; reJobra-se a furia
meninal, conliniiam as pedradas al que o pobre,
de olhos esbugalhados, bocea aberla, ventas go-
tejando sangue, venlre achatado, pernas e bracos
dilacerados, nao d mais signal de vida : enio
atirado com um ultimo ponta-p ao meio da ra
alli soOro o animal os ardores do sol, e mais o
marlyrio de alguma pisadela de boi, cavallo, ou
mesmo de alguma roda de carro. Mas lchega
a morle e o animal, que todos suppunham j pas-
to dos vermes, vai com o fresco da virac.no, e*li-
vificante orvalho-corno que rosusciUmdo, e pelo-
despoiitar da aurora l se vai arraslando lodo
cheio de dores para a valla ou charco d'onde rr*
nha sabido, e onde vai carpir a sua sorle.
O redador ero chefe do Liberal Pernambucano
parece lera vida, e sorle do ampliibio, cujo aca-
bamos de descrever.
Baido p>)r lodos oslados, apodrojadnpe/os me-
ninos que outr'ora com elle se divertirn), atira-
do para uro emito, por aquellos com quoin con-
lava na hora dos aperlos pecuniarios, deu-sc por
morlo, emquanlo o orvalho do Olinda lhe nao
restitbisse o alent perdido, c permillisse-lhe
amia viver mais algum lempo na lagoa, d'onde
OS meninos o ti rara ni.
Per isso vimos no Liberal de 2 do correnle a
declaracSo, de que em quanto nao fosse o redac-
tor cm chefe reeleilo nao mais appareceriam na-
quella folha arligos da redaeco. e menos com-
municados que dieirassoro a "politica. o que im-
portara di/.er que o rcdjkclor em chefe era solus,
mu, el unus, quetn esffcvia os arligos da re-
daccao, e communicadafe polticos do Liberal; on
em melbor portuguezique o redactor em chefe
era o ditador de uro sipposto partido liberal.
linse passado os|d1as, c a promessa se ha
cumplido a ruca at 6 dia 13 do crrenle em quo
o redactor em rhofe, que se dora por morlo, deu
uro eslribuxamento, c como signal de alguma
vida ainda ; quebrou o juramento, publicando
um communicado poltico, sob a epigraphe
Chroniea da semana.
O tapo no eslrebuxanienlo que deu, quiz ver
80 linha forca para atirar alguma lama na assem-
bla provincial, no presidenta da provincia,eno
chefe de polica, sondo notare! a cobarda que
moslrou no modo porque ferio o segundo : fal-
ln-lhe a forca c a coragajni, nada conseguio.
Para darroos jo publicavuina idea da cobarda
do redactor em <-Uv(uiMber,il, vamos publicar
alguns liecbos do col^Knicado a que nos lemos
fU-r\io' ^p
0 redactor em chefe" do Liberal nao tendo a
precisa coragem para atacar os actos da actual
administrado da provincia, usou di estrategia de
se duer retirado da TeWaccao, para depou em
communicados procurar rediculariza-la.
Tratando da assembla provincial diz o grande
curur :
A assembla provincia! tero officiado natural e
suavemente, erobora se diga que um grupo se ha
formado mais ou menos hostil velha iiillueucia
do Sr. bardo de Camnfagibe.
Nao fiequcntafios- esse areopago pernambuca-
no, onde lanos talentos ctanlas illustracos se
, alirain soft*rego9 salvadora la boa do bein geral.
Calcando aos ps o pequenino interesse particu-
lar. Mas podemos dizer o que lomos ouvide ;
bem se ve ojio nao temos a preter) o de dirigir a
opiniopublira^ .
Dous pontod^cm chamado para esse vireiro
dos homens grandes e das ola bil Ja Jes legisla-
tivas da provincia, a allencao publica. Sao :o
relaiorio presidencial, e a queslo de ser ou nao.
excluido oSr. vi-.uv, Francisco 'Cedro, para en-
trar em seu lugar o Sr. Dr Joaquim de Souza
Keis, sendo que nos consla que a opiniao do Sr
barao de Camaragibe ero favor desle c contra-
ria aquello.
Em ludo qu. isse o redactor em chefe, ha
muila iiiveja, n. .a raiva, muia mentira e muita
minga.
lia inveja e raiva, porque o redactor do Libe-
ral, hade/ aunas que chura por umi cadeira ao
menos na provincial, e nem sequer obtuve ainda
umasupplencia.
O Bonito, e Ouricury proerem mandar a as-
sembla provincial hachareis ha poucos forma-
dos, e al um estudante do3."anno da fjculdade
de direilo, a conferirem semelhante mndalo
um homem capaz de vender o proprio Dos, com
quero j andou as rollas para lirar-lbe a liber-
dade.'
Se elle livesse asenlo na provincial 'pelo que
morro como macaco por bananas) cnto sim a
cousa era oulra, a pralica eslava salva.
Ha mentira porque alli nao ha semelh inte Tu-
po coro o lim d molestar, e conlrariar o Exm.
barao de Camaragibe.
Ha linalmenlc intriga, porque nunca se procu-
re u combator 0 eleico do vigatio Francisco Pe-
dro para entrar o Dr. Souza Res. O resultado
i rolacao (somenle tres vularam conlra) prova
que fica dito.
Tratando do relaiorio apresentado pelo Exm.
Sr. Dr. Fiuza a assembla provincial clogia-o iro-
Diramenle j"elo modo e forma seguinte :
Olanlo o relaiorio presidencial, dizora os en-
tendidos que una peca nota.el pelo estylo
pelo profundo conhecimento das mais urgentes
neeessidades publicas, c especialmente no que
diz respeilo ao futuro da nossa agricultura, o an-
da pela exempUrcaridade evanglica para com o
Sr. barao de Camaragibe; pois dizem que, sendo
notorias as pirracas que sollrera S. Exc. do Sr.
de Camaragibe, ludo esqueceu para elev.i-lo
altura de um semi-Deus, e culloca-lo no meio das
mais celebres conslcllacoes. genciosidade que
taz honra ao carcter de S. Exc.
Di/em ainda que S. Exc. lancou neste relaiorio
os fundamentos de urna allianca permanente en-
tre a Babia e Peruambuco, duas provincias im-
portantes, de cuja uniao e iderilidadc de inte-
ressos nao podem dexar de resultar grandes be-
neficios para o paiz.
Emlim accrescenlam mais que S. Exc. consi"-
uou em seu relaiorio o benfico pensamenlo de
que cm Peruambuco nao haviam partidos pol-
ticos, o que prova que o elemento popular nao
encontrar d'ora em vante mais oposioo a ma-
nifestaro de seu voto as urnas eleitoaes-
Ser bem para lamentar, se alguns homens
menos amantes do elemento popuIar,.iio quize-
rero annuir ao pensamenlo de S. Exc, alias dig-
no do mais benvolo acolhimenlo. Porque seria
om erobaraeo para que a unidade pernambucana
realisasse ueste nosso imperio a iiypolhese de ser
este mundo o melbor dos round" possveis
Nada diremos a respeitodo que tica transcrio-
to, deixanilo ao publico descobrir, qual seria o
motivo porque S. Exc. j vai sendo aggredido.
lalvez haja repelico das mesmas sconas e e-
pisodio que se deram no lempo da administra-
cao do sr. conselheiro Sergio, que tambera foi em
poca de cleicoes : lalvez esle como aquclle nao
quizosse chegar ao proco.
Finalisa o curur lirando-se a polica ues-
tes termos :
A polica prosegue activa na dcscoberta e cap-
tura dos criminosos.
Urna prova de seu zelo nos consta haver ella
dado cm um dos dias d i semana.
Essa prova consiste em haver coadievado a fu-
ga de urna senhora o quatro fillxas do poder do
mando, contra quera se diz.que ella allegavaar-
razoadas queixas de falt3 de sizo.
Di/em-nos que o negocio se passara a noile na
ra da Impealriz. no domicilio do desatizado.
sendo que mediante o auxilio da policia a senho-
ra e suas filhas, escalando o muro do quintal,
passarara para o casa visinha que nos coaslaser
do Sr. commendador Lemos, levando a senhora
seus vestidos e joas. um meio muilo aetl de
evitar processos de divorcio ccuralcllas, sempro
dispendiosos, e muitas vezes escandalosos.
O Dr. chefe de policia nao pode passar da gar-
ganta do curur : aquclle processo do Sr. Jos
Joaquim de Miranda, ha de lhe custar caro alm
do desaforo de vir para chefe de policia desta
provincia sem procurar vir a consignadlo do re-
dactor em chele do Liberal, que, como diz o
4#

ILEGVL


DIARIO DE PCTNAKBpCO. QUARTA FEIRA 3i DE MARCO DE 1860.
m
oso amigo o gmalu Freitas Hartioza, s litar
satisfeito quando recebe um presidente chele
de polica a sua consignaban.
Talvez que o carur nao censurasse a policia
se ella tivesse ajustado contas com certo chefe
de partido; que acompanhou a prochiso do Sr.
dos Passos era o anno passado, levando seu
l'ido dous guarda-costas armados de punhaes
que se faz acompanhar em passeio dentro e fora
da cidade por liomens armados sem licenca da
policiaquo nao respeita a moral publicaque
prnmove scena dp escndalo com meretrizes etc.
oBsla Por hojo-Rtcife, 15 do marco de
Icol).
r.
AO PUBLICO.
Tiveram os srs. Jovino Carneiro Hachado Ros
o Lino de Paria a feliz lembranca de abrirera
na ra Nova um belissimo cstabelccimento de f i-
zondas finas, de reqnissima armar-a toda feila
de mannore o de Jacaranda, aonde par da
jimpesa c da orden se encontrara a riquesa o
bom gosto. Muito nos regocijamos quando vo-
ltios que ponen a pouco vai-se transformando o
aspecto de nossas ras, que vao apparecendo
bellos edificios, lindos estabeleeimenlos, que
cmbellesam o nosso risonho Recite. Esperarnos
que o publico, como nos, exulto da lembranca
dos srs. Paria & C. e coopere para o adlanta-
mento desle rico armazom com os raeios que
esli a seu alcance, que desle mil) a prosperi-
dad
me que herdoii, na imiia de una iltsctuiiiuiicu
legitima, urna divida sagrada, quo deve aos seus
antepagando*.
Maris, sua filha, o urna menina bella e inge-
nua ; ama desdo muitos anuos Eugenio, alma
de poeta, coracao nobre e leal.
Era umamor insensato oam >r de Mara e Eu-
genio ; pois o orgulhoso duque de S. Marcos nun-
ca annuria ao casamento destes amantes, to
affaslados um do outro por suas condicoes so-
cines.
Mas, para o hornern que ama a palavra impos-
sivel urna palavra sem significaro, quo deve
ra ser abolida de todos os diccionarios.
Eugenio, que era lilho do povo, e um simples
esludanlo de Coirabra, apenas sabio da universi-
daJe, fez-se poeta e esrriptor publico ; depois
woa guerra das novas ideas, c Eugenio, nomea-
do addido a legacao do Rio de Janeiro, prastou
lo valiosos serviros, que foi agraciado com urna
commenda pelo governo do Brasil, e com o titu-
lo de visconde de Villa Nova da Serra, pelo de
Portugal.
Assim rerommendado, volla no lira de (rosan-
nos a patria, ao amor, c Hara ; apresenla-se
oni casado duque, e, por urna singular coinci-
dencia, no dia mesrao em que deve ter lugar a
leilura do contrato do casamento do Maria com o
marquez de Lago, personagom ridiculo, que a no-
bre moca despreza, mas, a, quem seu pai desoja!
ter por genro, ja por ser fidalgo de antiga linha-j
gem, ja porque o marque/, ren, e a casa do du- '
[ue nao est solida pelo lado Bnanceiro.
dovtudo ella u escapar ua prisao a mesma aii-
nhora a quem calumniara, a qual, como um anjo
que era, permittio-lhe,^iue dormisso aquella
noito em sua casa, encaWegando depois ao l)r.
Candido de Anirada de procurar-lhe um asylo
sogueo e decenle.
Ninguem deve julgar pelas npparencias.
Correspondencias.
Srs. redactores.No seu Diario de quaita-foi-
ra 7 do correnle, vem publicado um communiea-
do do Sr. padre Fortunato JosdeSouza, no qual
lgicamente se defende mostrando ao publico """i"" Vow a mesourana 11 u sr. ms-
que nao mereca a demssao que leve de vigario Pclur 8f* de ma,s f?"id'de se honvesse reves-
l'r conlinuo a sentir, que houvessem transiladu por!
urna reparlico fiscalisadora documentos falsos,
e que somonte fossera reconhecidos taes pelo
excessivo zelo do ultimo erapregado, a cujas mos'
paravam laes papis, nao sendo alias esse hon-
rado empregado o que mais devera sindicar da
legalidad ou falsidade delles.
Eis pois, mais urna razo fon iamental do meu
procedimenlo, lirada das provos, que o Sr. ins-
pector oxhiMo Cm seu favor.
Nao sem grande reparo meu, e mesmo ara-
nhamonlo, que passo a responder a outra phra-
sodo Sr. inspector, cm que diz que cu fizera ac-
cusaro injuriosa a thesouraria !! O Sr. na-
dado do commercio o do progresso desla Cap- Todava, os amantes se entendem, s
tai revestir em proveilo d'elle mesmo. cios sao poslos c
P. Andtadc.
Mulla clnica cirurgica em Sobral
*0 L'm lioniem de 30 minos, morador em
Piauliy, tinlia um tumor fungoso sobre a regio
anterior do externo, pratiquei a oxtracco por
meio de una incisao oval, reuni as margens
com pontos separados e por cima com liras do
achylo, acicalrisacio operou-se em dez das.
21. L'm Portugucz de-SOannns morador no
Ip, vein operar-se de um potypo que, baria
muilo solTria, reconlieci ser do n.itureza mucosa,
exlrahi por arrancamento. Em o dia segrale
voltou para sua casa, constando-me que rostabe-
leceu-se.
22.L'm homcm de 30 anuos veio em compa-
nhia domesniodoenteacima.com o mesmo mal.
menos adianlado, fo operado na mesma occaso
com idntico resultado.
2(. Trouxeram-me tima menina de 7 annos
d dado, tendo o qneixo inferior sdherente ao
externo por ama cicairiz nodular, resultante de
queimadura. Depois dechloroformisada liz urna
incisao de detraz para dianle, interceptando toda
a pello desde os muspulos do pescoro at sem-
phise do qucixo inferior, reuni depois as mar-
gens coto pontos separados ; mas cm consoquen-
ca de alleraco da pello que eslava dura e com
mu poneos vasos, nao se fez a reunan por pri-
rnpira intensan ; logo depois voltou para a Serra
Grande, onde mora, conslando-me terapo depois
que anda nao eslava s.ia.
24.Um rapaz de 15 annos consultou-me so-
bro um lumor, que Ihe oceupara toda regio en-
tre margom posterior do maxllar inferior e o
pese ico do lado diroilo. Este lumor sobresahia
urnas tres polegadas, pelo monos, slm da super-
ficie da pello, e penetrara profundamente naquclla
regio, de consistencia dura, irregular, coberlo
pela pello, nao era niui doloroso. Chloroformi-
Sei-0, separe sobre o tumor pello sufficiente para
cobrir a base,depois de extrahdo.live de laquear
algumas
a massa.
postos em da, suas contas fieara corren-
tes, e, ai do marquez Maria nao ser sua es-
posa, a candida vjrgom recusa vender seu cora-
cao por urna nota de banco, e, cortamente, nao
l-nTo^n^C'1riCLaSa^de',,eS-,?,UinmOQOe,1pi^il,.,0" 'phemcros trmmphos senUro o peso
o pelas seinsabonas inspidas de um vclbo estu-
pido.
O duque, que islo conhoce, declara com orgu-
Ibo de raga Eugenio, que a nnbreza, quo des-
cende de res, nao pode nivelar-so com a qtreas-
cende do povo: era um liiulo do qualro soclos
com o quo apenas simples graca de um gover-
no moderno 1
a demssao que leve
cncommendado desla freguezia de Itamarac. Eu
son o primeiro, segundo me parece, a confessar,
queoSr padre Porlunato nao eslava no caso de
a merecer por faltas eccfesiaslicos (salvo as jus-
tas razoes do virtuoso prelado, que me sao Jes-
conhocidas) pois nao aggravanJo aos domis sa-
cerdotes, um dos melboros que lera tido esta
freguezia.
A excepeo de algumas pessoa3 que so mos-
i Irsm descontentes por motivos que nao os quero
verificar, a mor parlo do povo dessa ilha eslava
satisfeilo com a sna administrac&o.
Poro ra, Srs. redactores, continuando o Sr. pa-
dre Porlunato Jos de Souza cora a sua defesa
nao a quiz concluir, sem que muito de perto me
viesse ferr na minha honra o probidade, com
as palavras seguinles :
Agora, Srs. redactores, pmilti mo desco-
biir-vos lodo o enigma, e mostrar-vos o princi-
pio de aulipathia com que me honra um limita-
do numero de pessoas daqui (e contina te as fi-
naos palavras). Nao importa. No meio de seus
do suas
maldades, e em seu egosmo do idiotas reconhe-
cero a sua nihildade, cm sua ceguera s pro-
curara fazer mal, sem se lembrar que quem des-
embainha a espada do odio, a dirige contra a pro-
pria cabera ; equem pratiea o mal para quedahi
Ihe venha o bem, faz anda peior do que se so-
measse ojoio para colher Ion ras searas de Irigo ;
planlassc o cardo bravo e sil
lido, se honvesse reflectido por um momento de
um modo mais digno do nos ambos, por certo
llio da frutaUrigiiM inglez cJolin a Hary, \
Irmos, 250 barricas assucar branco c 200 di-
tas dito mascavado.
Rio da PraiaBrigue nacional Infeliz, Bastos
& Lemos, 100 cascos cachaca.
LisboaBrigue porluguez Tarujo I, Manoel J.
Ramos e Silva, 400 saceos assucar brrnco e
200 ditos dito .nascavado.
LisboaBrigue portuguez Constante, T, de A.
. Ponseca, 77 cascos mel.
Lisboa Patacho porluguez Souza & C. ,
Loiz Ferreira da Costa, 25 raeios de sola ; E-
liae Jos dos Sintos Andrade & C, 21 meios
desoa ; Joaquim Lemos Ferreira, 72 garrafas
agurdente de canna.
Dia 20.
Liverpool Barca inglesa Bonita, James Ryder
&C, 277 saccas algodao.
:omo Eugenio Ihe responde, que. ha duzen- I ^BS^STJST ^^ ^ '^
Ora, senhores redactores, para que o Sr. pa-
dre Fortunato Jos do Souza, que comiso en-
--------......~...^....,----------,-. .... .. ,lr.lnm..l.AS___J____:__j. i.
pitea, que cima das lagrimas e do coraco u
mo o aprecio, me quiz offender por mnio do urna
los e de/.esele annos nubre lodo o homcm
junta ao seu lilulo de portuguez um coracao de-
iicado e una cabera n.elligente, o duque Ihe re- trelom re| 6m dc amMdc -f n^ es(._
ramiOcaces arteriacs, e separei toda
O lumor era do um teni'lo scimoso,
aprotimanlo-se do corlitlaginoso, o em diversos
pontos notavara-se pelaros deossos bastante so-
lidos. Reun a ferida por primeira intenso, ci-
calrisou em tres semanas.
250 Sr. Antonio Rodrigiies.com idade do 81
annos
agrimas e do coracao do
urna senbora est a ventado de um pai, princi-
palmente quando esta volitado regid i pelas
convcuiencies de una familia inteira : diz-lhe,
que lem disposto da mo de sua filha favor do
Sr. marquez de Lago, c convida-o com irona pa- j
ra assislir a leilura do contrato, que deve lee lu- ,
gar meia noile do mesmo dia.
Ent.io Eugenio quer retirar-so, e abandonar de
novo, e para sempre, a patria, que Ihe fo madras-
ta ao amor, e que matara -Ihe desapiedadanfente :
a esperanza mais fagueira, e o mais formoso so-
nho deque susceptivel um coracao apaixonado
e urna alma ebeu dc crenca,
Tendo referido ao Dr. Candido do Andrada o
que se paseara, na conversa quo tiveracom o du-
que, o doulor, quo Ihe era como um pai, quer
com elle retirar-se de Lisboa ; por que espera
que a distancia, o lempo, e depois a rellexo, sa-
naran! a profunda chaga, que (oz o amor oo co-
racao de seu amigo.
E, quando Eugenio e o doulor se dispunham a
partir, Mara, que nao perder urna s das ulti-
mas palavras dos-dous amigos, apresenla-se, o
obriga-oa Qcar depois vai a pasta do velllulo,
onde eslo as escripturas, e lira-as :uaia mu-
lher que ana nao se vendo.
uve-so meia noile, entra o duque seguido dos
convidados, e diz ao labellio, que proceda lei-
lura das escripturas.
O labellio nao as encontra na pasta, o duque
pergunta por ellas ; Maria apreseui-as aoscon-
cidados, e rasga-as, dizenuo que o seu casa-
nnnos apresentava una alcerarao cancerosa, que ment com o marquez era irapossivel, porque
ilie tiavt.1 destruido a macaa direila do lado do nao pode entregar outrem o coracaoque lo-
nariz, e conservava-Ihe o ollio do mesmo lado do e Eugenio.
leichado pela intumescencia do maxllar. Exa- Todo o Io aelo produzgrande elTelocm scooa.
minando nolei. que a face anterior do scio ma- Como eslo mudadas as secnas, no pouco lem-
XUIar estar dcslruida e o cslillcte o penetrara. I po que ha decorrido, depois do casamento de Eu-
Nao qncrendo sujeitar-se a operarao sem estar! genio c Mara.
chlorofoniiisado, e ochando eu .-s funeges respi-' Eugenio acredita, que sua mnther Ihe infiel;
rator as e circulatorias em bom estado, nao obs- o, dominado por essa cruel suspeila, sob o peso
tanie suo idade, liz applicaco com bom resul- j de t"o esmagadra idea, atira-se aos bracos de
a uma n,u""'r bella, porm, deprvala, que", gra-
A operaoie fm tonga, conlei as margens da fe- ras aos parvos que depennou.vivo na abundancia,
rula cm tola a exlenso em que estavam duras e frequeulada pelos figuros da corte : I.in-
alteradas, penetrei no seio maxillar, cuja mucosa za o seu nome, ou, ao menos, aquello por que
participara da mesma altcraco, e obstrua loda conhecida.
aesridade, dopois de limpa-la raspei a superll- Mara, sabe que seu marido frequenla i casa
ce c spplquei um cauterio vermellio sobre loda do Luiza ; que passa os dias ao jogo. e as noiles
follia publica com phrases injuriosas? Como dc
capricho cgoconveniencia muilo privadama-
ledicencia e calumniaenredomachinas vs_
niistlicaces autmatasdiolas c nihildade ?(
Porvenlura ignora (o que no admillo por ma-
neira alguraa) o Sr. padre Fortnalo que cu fui
o autor, que represente contra essa mudanca
ajudado de alguns amigos? Nao possivel, pois
lodos os passos que dei, foram publicamente,
lano assim que, Srs. redactores, dirig urna pe-
tCo aos illuslres depntados provnciaes de en-
to por meio de seu digno Diario a tal respeito.
O Sr. padre Fortunato Jos de Souza fo in-
grato para comigo, peoso que nao ha motivos de
ler assim procedido, porm o fez, permita que
Ihe diga que nenhuma de suas asserces me
conspurcam, o que se sou idiota de minha m.'i
estrella rae qneixo do nao ter lido por preceptor
aoSr. pa,drc Fortnalo Jos de Souza (sem iro-
na) a quem faro ver que nao fazendo excepeo,
. lo bem me quiz do seu raotu proprio injuriar,
e que lendo eu o seu communicado nao enxuga-
ra as offonsas referidas por causa do meu ilio-
tismo; porm Dous louvado o meu respeitavel e
voltio amigo o Rvd. conego Joo dos Sanios Fra-
goso, como meu mostr sempre me esclarecen o
entendimenlo para conhecer das sgnilicares de
algumas palavras.
Eu, Srs. redactores, nunca live inimigos que
llio procurasse mal, c os uicus foitos tanto publi-
co como particular assim o provam, avista disso
nunca fui aecusador dc ninguem. embora o Sr.
padre Fortnalo entciida que eu o eurodei para
com o Exm. Sr. bispD, te quo S. Exc. Rvm. o de
militase*
S. Exc. Rvm. jusliceiro como nao esl no
caso do fazer iujusticas, mrmente por enredos
de idiotas, o elle que o diga se algumas vezes
que me lera honrado com sua benvola altonco,
se oslo idiota o aecusou, anles pelo contraro,
palavras ininhas o abonavam, e lano assim qu
nao me leudo desmerecido o Sr. padre Fortuna-
to, ainda o idiota preslou a sua traca assignatura
em abono do Sr. padre, como consta do docu-
mento que se acha publicado junio ao commu-
nicado.
Nao se importando o Sr. padre Fortnalo Jos
nao emprestara proposilo de injuriar ao depula-' Ro da Prala=Rriguc nacional Infeliz, Basto &
do que indaga competente c imparcialmente de
fados des3a ordem. O Sr. inspector antes de me
obsequiar com esse cmprestirao forcado, devia
ler mellior o meu pequeo discurso o ver que a
minha missa) nio injuriar, mas syndcar do?
negocios pblicos provim-iaes, em cojo numero
enlra sua reparlico. Seiba mais o Sr. Jos Pe-
dro da Silva (pie'se em ludo islo que se lem paa
sado era relaco a thesouraria provincial, ha
cousa que o injurio, nao fui eu por certo quem
creou las injurias, mas sira algucm talvez nao
eslranho a ella.
Acodem-me militas observarnos a oppnr tfl-
pularo injuriosa do Sr. Jos Pedro : mas, por
toda a resposta, passo a lembrar a osle senho-r.
quanto sua primeira declaraco. que nao falla
na assembla do coadjutor e vigario actual do
Becerros, mas sim do es-coadjutor padre Manoel
Gomes de Brilo e do finado vigario padre Manoel
Clemente Torres Gallindo, de quem daquollc se
tirou a_ qnantia de 509000 e desle 200f900, os
qnaes OjOJO perleneiam aquello e se achavara
nos cofres provinriaos.
Esse recebmento eft*ectnou-se em novembro
ou dezcnibro de 1858, o aflirmo ao Sr. inspector,
qoe a ninguem deu o ro verendo padre Brilo pro-
curacSo para lal fim. Quer de um quer de. ou-
Iro modo nao liz infundadamente impulacao in-
juriosa a essa reparlico, apezardoseu excessico
ze.lo.
Ouanlo segunda deelararo do Sr. Jos Pe-
dro, convidoo a pedir a sua propria remincen-
ca, a existencia do fado de ler baxado uma
porlaria, afim de se verificar a pessoa a quem se
havia entregado os papis tendentes ao recebi-
mento dessa corita de presos pobres lo termo da
Boa-Vista. Porque razie quera S. S. saber qual
a pessoa que recebera na porta esses papis ?
Por que razo esses papis nao veram estacio-
nar porta, afim dc serem entregues a pessoa
o. ta
a.
Horas.
I
i ttuotphtra.
Lemos, 3H0 barricas assucar bronco.
Rio da PrataSumaca hesdanhola Dulcinea,'
A. Ilejo & C, 150 barricas assucar branco e
100 ditas dilo masca fado.
Rio da Praia Brigue portuguez aPauline, A.
Irmos, 450 barricas assucar branco.
Rio da PrataBrigue inglez Johu & Hary, A.
Irmos. 250 barricas assucar branco c 50 ditas
dito mascavado.
LisboaBrigue porluguez cTarujo I, Manoel .1
Ramos e Silva, 300 saceos assucar branco e 50
dilos dito mascavado ; Jos da Silva Logo &
C, 40 saceos assucar branco e 20 dilos dilo
mascavado ; Jos Antonio de C, 2caixas doce.
Evportaefio.
New-York. brigue americano Boho, de 196
toneladas, conilu/.o o seguinte : r= 2,000 saceos
com 10,1)00 arrobas do assucar.
Recebeiloria le rendas internad
geraes de Pernambuc
Rendmentod dia 1 a 19. 35:719-5011
dem do dia 20....... 683$ 87
w se ireceo. -
w %; w 53 a C9 o 3 1 Inlensidade. O
ai ^-1 ra 00 co ra -4 lo d b * Centgrado. 53
ha ta 03 ra O b i Reavmur. O K
co o oo oo n Falirenheil S

llygrumelro.
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Vi
A noile clara, rento S, veio para o terral e
ao amanhecer rondou pelo N.
oscili.acvo da MAn.
Baixamar as 8 h 5i '"da manhia, altura 1.50 p.
Preamar as 3 h 6' cb larde, altura 7.50 p.
Observatorio do arsenal demarinha 20 de mar-
co de 1860 V'igc.AS JumIOb.
Editaes.
36:402$493
Consalado provincial
Rendimeiilo dn da 1 a 19.
dem do dia 20. .
46-9843865
2:6T3>335
49:G8;2U0
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que no da 20 do correnle mez. depois dc meio
da, se bao de arrematar, porta da mesma re-
parlico, sendo a arremelaco livre de dircitos
ao arrematante, 7o ancorlas com 1,575 li'oras
do aip.eixas, no valor de 401) rs. cado libra, viudas
do Rio de Janeiro no navo nacional Julio, e a-
bandonadas aos dircitos por Azevedo & Mendos ;
e 15 bairicas vasias. viudas de New-Vork no
brigue americano Boho, e abandonadas por Bo-
rot & C.
Alfandega de Pernambuco, 17 do marro de
1860.0 inspector,
liento tose Fernandes Barros.
Pauta dos precos dos principaes gene-
ros e produce-Oes naciuaes,
que se despncham pela mesa do consu-
lado na semana de
19 rfc a 2 de marro de 1860.
visvel, e eslo assignar ? Nao islo uma irregu-
laridade? S. S. mesmo pode jurar em boa cons- 'Agurdenle alcool ou espirito
ciencia, como fol a pessoa competente, quem
recebcu essa bagalellas de 8515)200?
Eis, Sr. inspector, oulro farto que me du que
nao liz infundadamente imputaco injuriosa >
thesouraria.
Quanlo terceira declaraco respond cima e '
me aguardo acerca dos oulros pontos do meu
requerimenlo, para quando livor o pra/.er do ver
de agurdente
dem casara,
dem de cana
dem genebra
dem idem .
dem licor .
as nfermaroes por mira exigidas. Ellas, espero, Iu,!m idem .
serio a nossa inleira jusliflcaco, e nessa occa- \ dem resillada
a c do reino
s.o responder! cabalmente o Sr. inspector ; I Algodao em pluma l. sorte
pois nao eslou disposlo a faze-lo mus por meio
do correspondencias.
Sinlo profundamente quo o Sr. Jos Pedro
procurasse justificar asna reparlir-io [confossan-
do as a existencia do factos criminosos) do
modo como se poriou. Sei que ha ahi empre-
gados de muilssma honradez e inlelligencia, o
que esses de modo algura poderram ter concor-
ndo para a perpeiraro d'um acto torpe, mas
admiro pretender o Sr. Jos Pedro serrar os res-
posteiros de sua reparlico s syndcancias do
cor;' i legislativo, ao passo que as escancara a
jostica criminal, a cuja aleada entrega seus su-
balternos.
A' vista da resposla, o publico, a rujo dominio
perlenre esses faclcs, que diga so liz sem ne-
uliiirn fundamento impulacao injuriosa > the-
souraria provincial.
Com a publicaco da presente, muilo obriga-
ro. Sis. redaciores, ao Do Vmcs menor
criado.
Joo Braulio CorreaeSilva.
Recfe, 19 de marco de 1860.
dem idem 2.'1 dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroro .....
Arroz pilado......
dem com casca.....
dem branco novo.....
dem mascavado idem .
Azeile de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina......arroba
caada


botija
caada
garrafa
canada
arroba



arroba
alqueire
arroba

caada

em orgias
I za ; mas, o
ella, demorando-me menos na face superior.com
receio de offender o olho. Nao haven lo pollo
para cobrir toda a exlenso da3olucro deconli-
nuidade, Iralei a ferida por segunda inlensao,
tendo o cuidado todos os dias de ir approxman-
do os tessidos por meio de pontos falsos appli-
cados em diversos sentidos. Com este trata-
monto a ferida lomou bello aspecto, a cicatrisa-
<;o foi-se fazendo da perephera para o cenlro,
o olho abro-se. No fim de mez e meio voltou
para o lugar de sua babilacao achartdo-se quasi
urado.
26. L'm hornera de 50 annos tnha um grande
rypooia gorduroso na parle anterior do externo
csleu Jendo-so al ao pescoco ; ao mesmo lempo um hnmem sem mora
solTria de aslhma. Em cousequeocia deste in-| reo de policia.
commodo, nao quiz emprogar o chloroformio.
Por meio de uma incisao, parlindo da carlillagem
thyroide al abaixo da regio media do externo
ti/, a desscccSo do tumor, ao approximar-mo da
fuicuja e das claviculas inlerrorapi-a, e por meio
do:
co
dem grossa......
Caf cm grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem rom casca ...
dem nioid.......
Carne secca.......
Carvo de madera ....
Cera de carnauba em pao
dem dem era velas. ...
Charutos bons ...... cento
dem ordinarios.....
c que se balera com Anibal de Sou-
que ella ignora, qoe Eugenio leva
essa vida desregrada para distarcar a magna, que
Ihe causa a sua supposla inOdeiidade, c que o
duello Uvera lugar, por que Eugenio enxergava
ora. Anibal o amanto de sua mulher i
E na casa dessa mulher infame, que o Dr. Can
didodc Adrada encontra osen amigo, e d'onde o
retira, qnando elle, acreditando as caricias que
Luiza prodigalisa ao marquez de Lago, ejul-
gando-se deshonrado por sua mulher, e despre-
zado pela sua amante, procura um abrigo contra
o ridiculo, que parece nmenr.i-lo !
Jorge Potlalt'xra um instrumento de Luiza,
um vadio dourado, uro
na.
Trabalha com afinco na discordia de Eugenio
e Marn, porque essa a vontade de Luiza, e por
que elle mesmo prelenie tirar proveilo do sua
obra nefanda.
Sabe, que Maria (cm entrevistas secrclas com
de Souza ollonder a susceptibilidado de ninguem' fiiv Filial ilnTl-inor iln Reacil dem regala....... 3g0C0
emquanto a mndanca da matriz, convida a quera LdlXdl lliaitlO li.inCO 110 151 aSU *
se julgar off.-ndido para urna discussao : eu con- pm PiM'll.l lllhilfa emires........ oftuuu
fesso que n&o aceito a Uva por me julgar mu- tul i uildlltltutO. Cocosseccos....... ugOOO
tissimo desprevenido das armas poderosa ilj : EM 20 DE M.VUCO DE 1860. Couros de boi salirados libra 28S
its dedos da mo direila separei Iros ponas um homem, que elle julga ser seu amante, e, s"
ira que terminara o lumor, estando una entre senhor desse sesredo, que sorprehendera, espera ll
Iracha e a face interna do externo, e as ou- [ colher doli, innmeras vanlagcns. i bi
tras duas as regioes das jugulares internas di-
reila e esquerda. Nesta operoco longa o me-
lindrosa, fui auxiliado couio em quasi lodas ellas,
pelo meu mu estimare! amigo o Dr. Antonio
Domingues da Silva, a quem devo em grande
parle o resultado que oblive. Este doonte de
uma coragem que excede a todo o elogio, por-
tou-se com lano sangue fri, como se esto ficto
Ihe fosse eslranho. No lira de oito dias, achan-
do-so em bom estado, voltou para sua casa que
dislava rauilas leguas.
Dr. loo Ferreira da Silea.
IConlinuar-se-ha.}
Com tal intento apresenla-se no j-.rdim da
rasa de Mara ; diz-lhe, que est apar de suas in-
fidelidades, e ameaca denuncia-las seu marido.
Mara estremece," elle aproveita a opportuni-
dade, raz-lhe uma declaraco de amor, que Ma-
ria finge aceitar.
Entao o peralvilho exige uma enlrevista, que
Maria prometi, depois de ler o rfame jurado
segredo eterna, em penhor do qual Maria Ihe
pede, que escreva no seu albura a dala desse dia
e seu nome.
Por esse modo prelende Maria saber o non:e do
homem, que a insulta, afim de tomar suas me-
didas convenientes cautellas-
lissimo desprevenido das armas poderosas da
Minerva para entrar em lide com quem as tem de
sobra e as sabe manejar, embora o idiota emen-
da que a dscusso para a qual convidado nao
Ihe parees precisar de grande recurso de scien-
cia, porque no caso da dscusso, nada mais do
quo apparecer a verdade.
Agora faro ver ao Sr. padre Fortunato Jos de
Souza que lenho muilos amigos, e que enlre es-
tes, muilos representara na soeiedade elevados
cargos, e que estes amigos leudo lido o seu com-
municado lioariam vacillanles sobre a minha pro-
bidade, sao, estes c o publico quo me forcam,
Srs. redactores, a recorrer ao vosso eslimavel
Diario, para que inseridas sejam estas toscas li-
nhas, que cscrevo adoenlado, pois firmado na
vossa imparcialidade, que tanto publcaos as pa-
lavras do sabio como tambera as do ignorante,
indo em termos legaes, por isso cnnlo com a vos-
sa equidado par bem de minha defesa, promet-
tendo-vos, nao vos importunar segunda vez, em-
bora so diga de mira o que a imaginaco in-
ventar.
Sou, Srs. redaciores, vosso assignantc o cons-
Dirorlores da semana os Srs.
Jos Pereira ra Cunha e Dr. Joo Capistrano
20 DK M.VUCO DE 1800.
B
Bandeira de Mello.
A caixa descont letras a 11 O/o, loma saques
sobre a praea do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/o-
Alfandega.
Rendimentodo da 1 a 19. 236.in0660
dem do dia 23.......11.729*815
247.-8293S75
iHovImenlo la alfamlegra
Volumes entrados cora fazendas 157
com gneros 515
lanle leilor
Engenho
Francisco Cordeiro Caralcanti.
Mscaxeira, \i de marro dc 1860.
Volumes sabidos cora fazendas
cora gneros
------702
166
338
------504
Srs. Redulores.Os Sr. Honorato, que julgo
ser o capito Honorato Jos de Oliveira Figuei-
redo. consla-me que propal-a termo visto enlre
a forca que elTectuon o cerco da casa do sr. Jos
do Reg Barros, poroccasio da priso deste sr.
Nulrndo relacoes de amisade, e mesmo deven-
. do eu finesas e nltcncoes ao sr. Jos do Reo
Mas, Jorge, que rocela ser apanhado na raloei- muilo mo molesta asperco dessa ordem lano
t boje levado a scena no thcatro de S. Izabe, ra, escreve o nome de Anbal de Souza. como se mais que. a nao ser lilha de engao maifes o
r-a comedia-drama emtresactos-N.nguemjul-1 fora o seu ...... I passa do mais pronunciado espirilo de mai
Entretanto, o doulor vem visilarVana, c esta,; fazer, oque nao coubr no sr capitao Honorato
para ver-so livre de Jorge, que. poda ser visto si de quem di/.em partir o boato,
pelo doulor, permi'te, que o infamo Ihe tiro a '
pulceira, que Irazia em si, pulceira que Jorge vai
vender Luiza, a amante de seu marido !
Luiza, que quer todo transo affaslar Maria
Je Eugenio, atreve-so a procurar
gur- pelas opparrncias.
E produccao de um joven talentoso, que se
chama Alfredo Hogan, o que goza na europa dos
foros, regala*, privilegios c inmunidades du lil-
terato e dramaturgo.
Como comedia-drama corresponde salvra
thealraldos Creeos, e s .Helianas dos Latinos.
Sou mais propenso a crer nao ter islo partido
do sr. Honorato, que julgo-o incapaz de la-
innnlia f.ilsi lado : nia como tal boato se tem
propalado, e me corra a imperiosa obrgaro de
e em sua esquivar-me de lo injuriosa
Descarregam boje 21 de marro.
Brigue inglezAdclaidcbarrilhas e gaz.
Brigue inglezLimesferro c carvo.
Escuna ioglczaMary Blochmercadorias.
Barca americana Brasilera arroz e banha.
Barca amcricina Expressc Hiresefarinha
trigo.
Barca ingle/aCeliabacalho.
Brigue austracoTriestefarinha de (rgo.
Brigue porluguezFlorinda diversos gneros.
Barca rancezaP.erlhmercadorias.
Brigue nacionalEncantadordiversos gneros.
Couros do boi salgados
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos
dem de onra......
Dosce dc calda......
dem de Guiaba .....
dem seceos......
Espanadorcs grandes. .
dem pequeos......
Esleirs de prepori .....
Estoupa nacional.....
Farinha de aramia .
dem de mandioca r .
I'eijo.........
Fumo em folha bom ....
dem idem ordinario ....
'dem idem restolho ....
dem em rolo bom
a J. Praeger & C.
. i 'i'"i lera de drama o jogo dos seniiraenlos, eo mo- propria casa, e ah, depois de asseverar-lhc que ao nresenle meio afim do firm- roii-ii ,.i,.,.'.i, .
vimenlo dos affeclos ; c do comedia as fraquezas Maria Ihe infiel, moslra-lhe a pulceira roubada ieril "
da nossa soeiedade, e o ridculo de cortos perso-
nagens que se reveslem de gallas, quemis ser-
ven! para fazer realcar as miserias dos que as ira-
zera, que para cobrir seus defeitoa esenoes :
a gralnacom as pcnnisda ave de Juno.
Seu merecimonlo foi reconhecido pela cora-
roissau dc censura dramtica de Lisboa, quo ap-
provou-a com louvor, para ser representada no
thcatro do Gymnasio Dramtico, onde o autor Coi
cliamade ao prosceniopor um publico cheo de
cnthusiasmo, que o colirio do vozes animadoras,
c de nppiausos sinceros.
Nao de certo um Irabalho perfelo, ninguem
o julgar uma obra prima; mas, uma produc-
cao que prometi outras melhores, o que deu.a
esperar muilo de seu aulor; uma tentativa feliz
de uma imaginaco fecunda, que revela um co-
rnean bem formado um espirito llorido e culti-
vado, uma vocaco decidida e pronunciada por
esse genero do liileralura, um conhecimenlo apu-
rado da soeiedade actual, c uma alma eminente-
mente religiosa.
Nada venios dc inverosmil na arcan da come-
dia-drama : uma. ou duas sernas pouco naluracs
oi 0 nico defelo que Ihe encoulramos.
As secnas prendein-se naturalmente urnas as
ouiras ; os dilogos sao vivos, espirituosos e ani-
mados.
O leilor, ou expeclador, recebe, alem do mais,
uma grande lco de prudencia, cora a conviccao
que penetra em seu espirito, de que ninguem de-
ve julgar pelas apparencias.
E de faci, quanla magua lem tido pororigem
4ima falsa suppos<;ao, uma desconlianca infun-
dada
por Jorge, e diz-lhe, que uma lembranca de
sua mulher Anibal ; o qual, precisando do d-
nheiro, a vender ao marquez de Lago, que a of-
fereccra ella Luiza.
Eugenio nao quer acreditar; mas, ella mos-
tra-lhe a folha do lbum de Maria, em que Jorge
assignra o nome de Anbal, o pobre marido nao
pe mais em duvida a sua deshonra.
0 doutor, qut tem ouvido as calumnias, que
Luiza atira sobre a mulher de seu amigo, nao
consenle que ella se retire, e auer que Maria
responda s aecusacoes, que so Ihe fa/.cm, na
lado.
Nao lenho proposito dc magoar o sr. capilla
Honorato, que, repito, nao creio ser autor de
lal propaganda, o mesmo |nao sei si, pessoa
que rom este nome rao foi dada como auloro
(relia, o mesmo sr. capitao Honorato Jos de
Oliveira Figueredo, por islo nao se oll'enda V S.
com a prsenlo publicacio, em a qual muito
obrigam srs. Redatores a'o de V. S.
Eslaquio Antonia Gomes.
prosenca de quem a calumnia. Maria entra, falla disse no /harto de 17 do correte, quo eu fizera
com dignidade, o declara que, existindo Buspei-I sem nenhum fundamento impotacao injuriosa a
tas respeito de sua conducta, louge de dar ex- thesouraria de que elle inspector, na sesso
plicacocs. pede-as ella ao Sr. Visconde. da assembla provincial de 10, c procura juti-
Luiza diz, que lem em suas raaos a reputar-o ficar sua reparlico, declarando-me : 1." que elle
do Mana, cuja mascara arranca sem d aosolhos nao pagara a procuradores falsos os venc raen los
o mando, que ella atraieda : o doulor pedo de professora alguma, nem os do vigario e coad-
Maria que se defend, ao que esta responde que,' julor de Bezerros ; 2." que a quanlia de 851$200
defeiide-la, o dever de seu marido. ; fui regularmente entregue a pessoa indicada pe-
As desconfianeas de Eugenio sbom de ponto \ lo chefe dc polica Dr. Gama, em um offlcia des-
ao ver a perlubaco de Mura, que se enlloca de- te, que se referia a respectiva conta das despezas
fronte da porta, afim de evitar que por ella enlre ; dos presos pobres da cadeia da Boa-visla ; 3. fi-
0 homem, quem costuma conceder entrevistas ; nalmente, que o nico fado conhecido o que
no pavilho ; homem, que sou marido julga seu consta do um ofiicio que fez publicar cm seguida
amante, oque devia chegar naquello momento, a sua correspondencia, fado este que foi rcv-
Eugenio nao pode mais conler-se, Ira va do
braco de sua mulher. e arroja-a para longo dessa
porla. por onde espera verenlrar o infame, que
manchara sua honra, e que envenenara a Sna
existencia; e tirad i com fuwr : Maria, aquello
homem que alli eslava.. seu amante 1! !!
A porla bre-se enlo com violencia, e o du-
que de S. Marcos apresenla-se na solcira, sereno
Rrig'ie nacional Encantador, vindo da Baha,
consignado viuva Amorim & l'ilhos, manifes-
tou o seguinte :
1 caixa pannD da cosa ; a J. Kellcr & C.
1 dita vestidos dc seda ; a Kalkman lrs. & C.
25 barris alvaiade
1 caixa rap ; a II, Gibson.
12 volumes chitas; a James Ryder & C. .
4 pipas vinagre, 9 duzias loros de Jacaranda,
1 il fardos de algodao trancado. 17 caixoes e 596
caixinhascharutos, 50 jacases fumo ; ordem.
i pipas vinagre, 20 fardos peras de algodao,
10 siccos fio do dito, 2 fardos sceos vasios ; a
Domingos Alvos Matheus.
600 bolas de piassava ; a Miguel Antonio Cosli
& Silva.
300 catos com 30,000 charutos ; a Manoel
Tarares Cordeiro.
Hiato nacional Santa llosa, vindo do Ceer,
consignado a Martins & Irmo, manifestou o se-
guinte :
2 caixas diversas merra lorias, 271 meios de
sola, 252 sacos caf, 6 barricas sebo em rama,
106 saceos cera de carnauba ; ordem.
Vapor nacional Persinuwja, procedcnles dos
portos do sul, manifestou o seguinte :
400 couros salgados, 1 barris peixe dito;
ordem.
Brigue nacional Alfredo, vindo do Ass, con-
signado ordem manifestou o seguinte : .^*
987 alqueiros sal, 212 mullios ftfh.i dc car-
nauba ; ordem,
Brigiiejiiglez Junlhe vindo dc Liverpool, con-
signado a Peidel Pinto & C. :
229 toneladas carvo de pedra ; aos mcsrr.os.
Consulado goral.
Rendimonto do dia 1 a 19. 49 625J723
dem do dia 20....... 3:42662
dem idem ordinario. .
Gomma polvilho.....
de Ipecacanhua.......
. Lenha cm ochas grandes .
dem idem pequeas. .
k!o% em toros......
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranclies de 2 custados
Cosladinho. ...'...
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnlilico pranchoes de dous
costados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dilo de dito uzuaes
dem idem dc forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos dc secupi-
ra para carros .....
deni idem rodas dc dita para
ditas........
Mel. ... I ....
libra


um

libra


um

uma
arroba

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cenlo


una
un
uma


.


um

0 Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador
da imperial ordem da Rosa, e joiz de djreilo
especial do commerrio desla cidade do Recite,
capital da provincia de l'ernam'.uieo e seu ler-
mo, por S. M. I. c C. o Sr. 1). Pedro II, que
Deus guarde, etc.*
Pa0 saber aos que o presente cdtal vrem, o
delle noticia liverem, que requerimenlo de E.
A. Burle & C Kalkmann, Irmos & C, repre-
sentantes'de Itenry Broun & C, Mello Lobo &C,
acha-se abcria a fallencia deCamioha i Fiihos,
pela si'iiienca do theor seguinte :
Das letras, cartas e exposiroes juntas aos au-
tos, se mosira Irr cessado os seus pagamentos a
500 firma de Cnmnha & Fiihos, estabelecida nesta
6 0 ; cidade, com cscriptorio na ra da Cadeia n. 60.
' pelo qual declaro dila firma era oslado de qne-
bra, e Oz o termo legal da existencia desla con-
tar do dia 6 de fevereiro oliimo. Nomeio cura-
dores fiscae.s da fallencia aos credores E. A.
Burle & C c depositarios interinos Kalkmann,
Irmos & C. representantes dos credores Henry
Brunn & C ; c prestado pelos curadores ftscaeso
7$00' juramento do estylo, e pelos depositarios assig-
nado termo de deposito, ser remettda copia da
presente sen lenca ao juizdc paz competente pa-
ii a apposi^ao de sellos, que ordeno se ponbam
em lodos os bens, livros c papis da firma falli-
da. Feilo o que e publicada esta sentenc em
conformidade dos arts. 812 docod. com 12!)
do reg. n. 738, se dardo as sobsequenles provi-
, dencias que o indicado cdigo e regnlamentoi
prescrevem. Reril'c 1 de nisrro de 18G0.,1a-
selmo Francisco Pirttti.
E mais se nao continha em dila sentenra aqu
! transcripta, e para cuniprimenlo da mesma con-
voco lodos os credores presentes dos fallidos,
i pera romparecerem na sala das audiencias no
dia 22 do correnle mez, pelas 10 horas da ma-
. I nha, afim de se proceder nomeaco de depo-
I)fe'"u | siario ou depositarios, que bao de receber o
9GO0 administrar provisoriamente a casa fallida, cita-
7$000 do Vicente Ferreira dos Sanios Camioha, ausen-
2 en (o ''' cembro da dita firma fallida para os lermos
da referida fallencia.
E para que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandei passar editaes que sero' publicado pela
imprensa e afiixados nos lugares designados nos
mencionados artigos 129 do reg. n. 738, e 812
do cod. com.
Dado e passado nesta cidade do Recfe aos 16
de marco de 1860, liispgimo Bono da indepen-
dencia do imperio do Brasil.
Eu Manuel Hara Rodrigues do Nascimenl.i,
escrivoo a subscreri.
Anselmo Francisco Piretti.
800
470
20
CO
280
720
8$700
6S00
2$ 100
3$000
3$560
4$600
29860
000
2$560
7S000
4$C0O
7$O00
4$500
10$000
12J006
sgsao
isooo
28S
400
175
300;
10$000
500
400'
1$000
33200
1$600
300
1$600
3$000
2.S60O
"JjOOO
1 $000
Declara Qes.
12$000
C$000 :
3$000
S5f000
2S50
1$600
12$000
3g000
10$000



par 10$000
canada
[Ido
53.0528347
Quantos esposos desgrarados, quintos amantes e tranquillo : Nao seu pai I
infelizes tem feito uma apparencia engaadora,
uma suspeita- falla de criterio I
Pois bem I amigos, esposos, amantes, s nm
meio tendes de evitar as desgracas, que ameacam
compromeller o socego dc lodo vossa vida ; e es-
te meio, ei-lo : nao julgues nunca pelas appa-
rencias.
O duque de S. Mrcese o chefe de uma casa e
de uma familia nobre, sujeilo todos esses ve-
Ihos preiuizos, que sao o privilegio de uma as-
cendencia Ilustre, dc mais de 50 avs nobres;
por islo julga que, sustentar sera mancha o no-
Os preconceilos dc uma familia dislncla, leva-
dos ao maior apuro pelo duque, obrigavara-o a
vir occultamcntc, desde 3 mezes, enxugar o pran-
to innocente de sua filha !
O rcslo dessa scena commove, e faz chorar aos
leliorcs, 011 expecladores I
E o sublime do scnlmer.lo, as lagrimas do
prazer, e a felicidado de uma familia, que se re-
pulava perdida para sempre.
Quanlo Jorgn foi preso pela policia, c leva-
do para o I.moeiro.
A casa dc Luiza foi cercada rcpcuenmenle,
ado por excesso de zelo da mesma Ihesourari.
A jusla defeza do Sr. inspector, a quem alias
nao acusc, filha do zelo excessivo, que elle rou-
fessa ler as cousas publicas, fez-lhe esquecer
de que nao foi sem fundamento, que eu no exer-
cicio do honroso cargo, que rae foi confiado,
procurei (e insisto anda) saber o desuno que se
deu aquellas quantias diversas, especificadas 110
rcquprimenlo, que Uve a honra do apresenlar
assembla provincial na sesso do 14 ; e a prova
de que o meu procediraento nao foi infundado e
Vinles me satisfaz com minha conscencia, o
tacto relatado no proprio ofiicio do Sr. inspector.
Se o zolo do porteiro da thesouraria (veja bem
V. S que desla vez o zelo foi somenlc do portei-
ro ) levou o Sr inspector a denunciar desso Li-
ma, que desassombradamente requera ordenados
de oulrem cora procurarlo falsa, como nao acha
razo em querer eu saber, como deputado pro-
vincial, se com effeito essa defraudarn, cousu-
mou-se,ou nao? !
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 20. .
19. 7:3564325
1:618$882
8:9758207
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. urna
m de filtrar......
ra rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo ora rama......
Sola ou vaqueta (meio) uma
Tapioca........ arrba
Unhas de boi...... "cento
Vinagre........ pipe
Movimento dp porto.
Despachos de exportaco pela ine-
sa do consulado desla cidade n .
. dia 19 de marco de I86O
ValparaizoLugre bremence "Themis, viuva
Amorim & Filho, 600 saceos assucar branco.
MontevideoBrigue dnamarqnoz Concordia,
viuva Amorim & Fiihos, 75 barricas assucar
mascavado.
Rio da FrotaSumaca hespanhola Dulcencas-,
Aranaga Ilejo & C. 200 barricas assucar mas-
cavado e 50 ditas dilo branco.
Rio da Pratas-Briguc portuguez Pauline, A.
Irmos, 200 barricas assucor branco e200 ditas
dito mascavado,
.Varios entrados no dia 20.
Lisboa17 dias, vapor portuguez Portugal, de
2,500 toneladas, capito Henrique A. de Brion,
equipagom 110 a Tasso & Irmos.
Tendo-se do fazer a numeraco de lodos os
predios desla cidade sujeilos ao imposto da d-
cima urbana, o administrador do consulado pro-
rincial pelo prsenle convida a lodos quantos
se queiram encarregar de um lal snico a com-
parecerem no dia 2G deste mez no mesmo con-
sulado com suas propo6tas cm carias fechadas,
as quaes declararlo o menor prero porque pos-
sam fazer cada numero, assim como quaes os
seus fiadores. Mesa do cousula lo provincial ii
de marco de l&Ot).O administrado, Antonio
Carneiro Machado ROS.
Pela delegara de polica de Iguarass so
faz publico que se a< lia presa na cadeia do termo.
lil 0 crioulo Ignacio, que disse ler fgido de seu se-
7$000 nhor, Pedro Ferreira de Alraeid, do lugar I!ii-
rho, na freguezia deS. Rento de Gaianiiuns.=:0
alferes e delegado, Antonio Jos Ribeiro.
Ptla administrarn do enrreo desla cidade
se faz publico a quem interessar possa, o artigo
1U das instruceoes que pido ministerio do impe-
perio foram Iransmiltidas directora peral dos
correios com o aviso de 16 de dezembro do an-
no passado, cuja rigorosa exeenrao dever ler lu-
gar Jo 1." do julho do correte anno em dianle :
Art. 10. As carias seguras devero, alera dos
mais requisitos exigidos pelo regulamenlo, ser
C$000 fechadas com lacre de uma s cor, em dous nu
^000 ] rnais lugares visiveis, e os fechos sellados cora
2500 5'np, particular do uso do segurador, tomando-
,,' se quaesquer outras cautelas que a experiencia
;>00 ror indicando como neressarias, e forera ordena-
2$20 das pelo dirotor peral. Correio de Pernamburo.
1S600 '- ^(> "|arCn de 1860.O administrador, Domin-
gos do* Passos Miranda.
Pela conladoria da cmara municipal do
Rerifo so faz publico que no fim do correnle mez
se termita o prazo para o pagamento, sem mul-
la, do imposto municipal sobre estabelecimen-
tos.O contador, Joaquim Tarares Rodoralho.
Consellto de compras na vaos.
Tendo-se de promover a arquisico do inale-
rirl abaixo declarado, bem como de rnntratar-se
o forneciment de vveres e de oulros objectos,
por lempo de tres mezes a contar do 1." de abril
ao ultimo dejunho, para o consumo dos navios
da armada, o eslnbelecmentos de mantilla ;
manda o conselho de compras iwvaes fazer pu-
blico, que tratar dessa arquisico na sesso do
20 do correnle mez, o do contrato na de 2i
tambem do correnle, vista de propostas apre-
sentadas al s 11 horas da manba, e sob as
clausulas 011 condicoes do estylo, sendo que os
pretendentcs ao contrato devero achar-se acora.-
pan hados dos fiadores par, concluido que soja,
assignarem de prompto o respectivo termo.
Aquisin'io dos o'jjeclosdo material.
400 medidas azeile de peixe, 1 cabo de couro.
2i calcas de panno azul para iinperi.ies mari-
nheiros, 100 camisas de brn, H'O calcas de dilo.
100 cobertores de la, 21 fardas de panno azul
para aprendizes marinheiros,20 rrob..s graxa do
Rio Ciando, 100 lencos de seda preta, 12 larici-
nas de patente. 2 arrobas pregos de ferro de
pollegadas para costado,60 arrobas dilos de robro
$3(!0 de 4, 5 o G pollegadas, 100 ; cadernos papel do
50.S0Q0J Hollanda. 21 pares de sanlos, 3 arrobas sebo
em pao, 20 arrobas zinro em 6arra.
^ Fornecimentodos vivera e ou tros objectos.
Arroz do Haranhao, aguaideule branca de 2l>
I graos, assucar branco grosso, azeile doce do Lis-
i boa, bolacha, bacalho, caf, langic, carnauba,
j rarne verde, dita secca, farinha do man, h. no,
, feijo, maiiti-iga, malte, pao, estearina, touciuho
' de Lisboa, vinagre idem.
Todos os objectos da melhor qualidade.
Sala do conselho dc compras navaes, cm 12
2$000
14^000
453 iOO
16SOO0
5S000
10SOOO;
30$000
280
2$500
809
9JOO0
1S120
200
120
25$000
10$000
3^200
3J0O0
Cear16 dias, hiato nacional Santa Rita, de
55 toneladas, capito Jos Antonio Fernandes,! do morco do 1860.- O secretario, Ate.vandre Ro-
equipagem 5, carga caf e mais gneros; a drigues dos Anjos.
Martins & Irmos.
Fiurac113 dias, brigue austraco Trieste, de
225 toneladas, capilo Ciovanni Guiriovich,
equipagera 9, carga 1,200 barricas cora farinha
de tiigo ; a ordem. '
Kavios sahidos no mesmo dia.
MarseillePolaca ranceza Zouave, capilo J.
Crouzat, carga assucar.
UaltfaxHiale inglez Elipse, capilo A., a.
Smiih. era laslco,
Conselho administrativo
0 conselho adminislrativo, para forneciraento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objecin
segunles:
Para provimenta dos armasen* do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
40 meios 4e sola garrotiada.
Para o tnoio hatathao de caradores da Parahiba.
do norte.
Papel almoeo, resma 6; coactes 2; tirata preta
TLEGTVEL
-



(*)
para escrever, garral,is t ; colleccao ilc oartM
[ora principiantes, exemplares 20 ; laboadas,
templares 20 ; grammalicas porluguczas por
Monte-verde, ultima edioo G; compendios de
nrillimclicas por Avila, exemplares 6; paulas 6;
traslados de escripia, exemplares 20.
01ii'm quizer vender laes objcclos aprsente
assnas proposlas em caria fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da nianliaa do dia 21 do
torrente mez.
Sala dasscsses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 d
margo do 1860.Dent Jos Lamenha Lint,
coronel presidente. Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo coronel vogal secretario interino.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
administrador da recebedoria de rendas in-
loinas, em cumplimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fnzenda de dez de Janeiro prximo
lin.lo e da portara n. 70 da thesouraria de 1G do
Crrenlo, tendo mandado intimar no dia 1 s
companhias e sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadaa com
sua autorisaeao, e que nao tinham pagos novos
< velhos direitos pela approvacio de seus estatu-
ios c o sollo do seu capital nos prazos lgaos pa-
ra que entrassem com sua importancia e revali-
dacito para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constm de una jclaciio as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da iiH'ina thesouraria e sao ; companhia de se
martimos utilidade publica, idem da es-
Irada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegaqo rosleira, idem de seguros
martimos indeinnisadora, idem do colonisac&o
ni Pornnmbuco, Alagoas e l'araliiba, das quaes
lite as duas de seguro martimo menciona-
das mostraran) haver pago o sello Je seu fundo
capital i; os novos e velhos direitos pela oppro-
vacao de seus estatutos, faz transcrever o art. 9
S iniro do decreto n. 2480 de 30 de selembro
uno prximo passado que sujeita s penas
Bit. 87 do regulamenlo de 10 de julbo de
1850 aos empregados c auloiidades aminislrali-
vas ou indiciaras quede qualquer modo reco-
nhecercm a existencia das sobre-ditas cempa-
nhias.
Artigo 9." Os contratos ou estatutos de socie-
da les anonyrnasou companhiasqne entraren era
opera;"!# un c.-tiv<>i. dispostu nosarts. 2'J e i'JC do cdigo coinmereial
e por ronsequencia sem pagamento do sello do
seu capital, estiio Bujeilcsa disposieo do art. 31
do regiilamento de 10 de julbo de 1850, alem
das oais nenas em que incorrerem, na confor-
ir: idade da legislaco jm vigor.
5 nico. Aos empregados e autoridades ad-
strativas ou judiciarias que aceilarem, ai-
teuderem, deferirera ou admiitiiem reclahiaces,
requer montos, represenlardes, acedes, titules e
documentos de uualqucr natureza, a presentados
em iiamc do companhiase sociedades aitonymas.
suas caixas filiaes eagencias em laes circumstan-
clas ou do suas administraedes ou de qualqiier
modo reconhecerem sua existencia Qcarao exten-
sivos as |.....as do art. 87 do regulamenlo do 10
dejulho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=lfanoeJ Carneiro Je Souza Lacerda.
N0V0BANC0
O Banco paga o qunrto dividendo na razio de
lOfriOO par acedo.
Conselho administrativo!
O conselho administrativo, para forecimenti
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jcclos seguinlcs :
/'ain o meio batalhao do Tiauhtj.
Cordes para cometas do soprod.
1' ira proviment > ios rmaseos do almoxa-
rifado do arsenal de gutrra.
Arcos de ferro de 1 1 2 pollegada, arrobas 10,
dito de ditodo 1 pollegada, arrobas 20-
Quom quizet vender taes objoctos aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
iio conselho, &s 10 horas da manhaa do dia 28
do cnenle mez.
< das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
margo do SGO.Bento Jos Lamenha Lins, co-
lmo 1 presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Coi icio gerl.
Hela-jo das cartas seguras, viudas do sul pelo
vapor Oyopock, e das existentes na adminis-
tra cao do curreio, para os sennores abaixo de-
clarados :
Antonio Joaquim dos Tassos.
Jarlos l'iallir & c.
Domingues Codeceira.
;io do Hollandd Cavalcanti.
Francisco Telles do Carvaiho Mcnezcs V'ascon-
cellos.
He migue Jos da Ctinlia.
Antonio Pinto.
Mari tao de Campos.
- Santos Nones Lima.
l irenco Loiz das Noves.
i icl Alies Fcrreira.
' Buarrjuc de Uaccdo Lima.
wlJoaquim deOliveira.
Manoel Vicente de Oliveira.
O :ta*iano de Souza Franja,
as de Olive ira.
io Jos Hara,
ole Ferreira Gomes.
CEARA E ACAKAOL".
Segu com muita breviiade o hiale Bom A-
mlgo, recebe carga e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. II., no lado do Corpo Santo
numero 25.
Para o Porto
O veleiro e bom conliecido briguc porluguez
Harmona, pretende seguir com muita brevida-
de, tem parlo de seu carrcgamcnlo prompto :
para o rosto que I he falta trata-so com os con-
signatarios Azeredo & Mondes, no seu escriplorio
na da Cruz n. 1, ou com o capilao Arnaldo Fer-
nandos dos Itcis, na praca
Vende-se una barraca de 38 caixas, bem
construida: a tratar na praca do Corpo Santo
numero 17.
Porto.
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia, por sua excellenle marcha e construc^o,
acha-se proposta a tomar carga c passageiros,
que se deslinem a cidade do Porto, pan onde
tem de seguir brevemente : os prelcndenles, de
urna ou outra cousa, enlendam-se com os consig-
natarios, ra da Cadeia do Recite o. 12.
Para o Aracaly
segu tiestos das o hiato Scrgipano ; para o
resto da carga c passageiros, Irala-se na rita do
Vigario ii. 5.
Rio de Janeiro.
A barca nacional Planeta vai seguir breve-
mente : quom na mesnia quizer carregar o res-
to da carga que falla, entenda-se com os consig-
nttarios Bailar c Oliveira,
Para Lisboa
vai seguir com muita presteza o bem conliecido
hrgue porluguez Constante, capilao Augnslo
Carlos dos Reis : quem no mesmo quizer carre-
gar ou ir de passagem, dirija-se ao consignatario
Thoraaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario n.
19, primeiro andar
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 21 DE MARgO DE 1860.
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i quem
do juiz
DE
Cavallos, carneiros,
vilhas c 3 canoas
carregar capim,
Quinta-feim 22 do crrante
O agente Borja uulorisado pelo Sr.
capilao Leopoldo Augusto Ferreira, Ta-
ra' leiloeua seu armazem na na do 'afinos dominaos
Imperador n. 15, es 10 horas em pon-
to, de cav.illos, carneiro*. novilltas e 3 58
= Caeano Pinto do Veras faz sciente
inlercssar que esta em exercicio da vara uu JU.
de paz do 4" anno, do primeiro districto da fre-
guesa do SS. Sacramento do Santo Antonio des-
la cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco
o em qualquer parte que for encontrado ; o que
d audiencia as tercas e soxtas-feiras as 4 1|2
I horas da tarde como'ja tem annunciado, na casa
i publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
|de 1S60.
j p OjJr. Cosme de^S?'
\g&de volta de sua viagem nstructi-l
/^tiva a Europa continua no exer-t
.eJscicio ci sua proissao medica.
Da' consuitas em seu escripto-^
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53. todos os dias, menos^
Bois fgidos,
Desappareeeram emfcnoile de 18 do correntc,
da casa do Hospicio, que foi propri'dade do fi-
nado Arcenio Fortunato da Silva, dous bois man-
sos, um dos qtiaes tem a cor caslmha, e o oulro
mesclada, c cerradas as ponas dos chifres :
quem delles tiver noticia ou os apprehcnder, le-
vc-os a mesma casa, que ser generosamente re-
compensado.
*Precisa-se alugar urna ama livre ou escra-
va para o servico de urna casa de pouca familia:
na ra do Trempe, sitio n 2.
Pcdc-se ao Sr. Manoel Marques da Costa
Soares que apparora na rita da Glurii n. 17, em
casa de Oionizio Cavalcanti Ferreira, para tratar
de um negocio do, sua incumbencia.
Precisa-sc de um caixeiro que de flanea a
sua conduela : na ra da Scnzalo Nova, podara
numero 30.
^ C. Slarr, subdito britnico, faz viagem para
fura do imperio.
= O secretario da irmandade de N. S. do Ter-
co convida a seus charos irmaos, para sexta-(eir
23 do crtente s 3 horas da larde em ponto,
comparecerem em nossa groja, afim de em cor-
poraco acompanharmos a procisso do Senhor
Bom Jess dos Passos, para que houvu convite.
AulonioMartina do Suaura i.oino, Fran-
cisca Valvina de Seabra Lomos e Clara
Leopoldina de Seabra Lomos, cordealm-enlc
agradeccm a tollos os Srs. irmaos da or-
dem terceira do Carmo aue se dignaram
aromp.inh.ir os restos mortaes de seu pre-
zado pal Francisco Marlins de Lomos ao
remilerio publico dosta cidade
Attenco.
rmaadade do Senhor Bom Jess das
Portas.
O actual escrivao da irmandade do Senhor Bom
Jess das Portas, erecta na igreja da Madre da
leos, em norae da mesa regedora, convida a lo-
dos os seus umaosa comparecer no dia sexta-
ft ira 23 do corrente, pelas 2 horas da tarde, na
mesma igroja, para, encorporados. irern acom-
panhar a procisso do Senhor Bom'Jesus dos.
desde as 6 horas
emoas de carregar capim
Consulado de
t as 10 da manhaa,
seguintes pontos :
soh
- Molestias de olhos ;
. Molestias de cora rao e
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-^
cao, e do anus ;
Praticara' toda e qualquer
Attcncao.
Na padariada ra Direila n. 8, precisa-so com-
prar um cavallo muito pequeo, proprio para
menino, ainda que nao soja bom andador.
Altenco.
Precisa se alugar um preto, c sendo que o do-
no precise de algum dinheiro, pode dar-se por
coma dos aluaneis do dilo preto: na ra de Hor-
. 1. : t li,s numero 82.
D-se 1:500$ sob hypolheca cm alguraa
casa sendo nesta cidade : quem quizer, [alie na
praca da Independencia ns. 0 o 8, que l se dir,
quem d.
Scientifica so a quem interossar possa, que
, a casa n. 4, sila na ra Direila desta cidade, e
rereiraffi 1"e to1 annunciada venda pelo Diario de Pcr-
I,imt4>-fm' n.amu,1C0 d,! , sim como todos os mais bens deixados por I).
Josepha Mana da Paixo, s dividas activas do
seu casal, sendo que vo-sc j propor ns respec-
tivas arcoes : quem a compiar, litar obrigado
pela soluco dessas dividas.
Na estrada nova de Olinda, o conservador
da estrada lera tirado Ierra do lado da estrada, e
feito cscavaeoes em prejuizo dos donos, quera
fez reclamar tal abuso, polo que protesten ir ha-
ver esses prejuizosde quem direilo livor, nao va-
lendo qualquer recibo do torra para tal obra do
principio da estrada que nao soja assignado pelos
herdeiiosde Manoel Luiz da Veiga.
^SOVO ARHAZEH 8
de m
i
m
Um moro cora bastantes habilitacoes
para ocommercioe que falla e escre-
ve perfeilatnente as linguas in^leza e
portugueza e talla correntemente O al- lassos.Joaquim Irancisco da Silva Jnior
lemao, olerece se para caixeiro de qual- I m~ l'0"'!'"5""3 ^^^T'in? 30- um'7
. I mesa de escrever, urna dUa de iantar umi msr
quer casa nacional ou portugueza : queza c urna cama de armacao, ludo m bom es-
quem precisar dirija se a ra Direiti D. lado> c P<"" preco commodo.'
7 entrada pela rita da Penha das o as 5
horas da tarde.
Ordcui lerceira do Carmo.
Etn norae da mesa regedora convido
a todos os nossos charissimos irmaos
para que se dignem. comparecer cm
nossa igreja paramentados com seus
hbitos no dia 23 do corrente pelas 2
horas da tarde aura de a corapanhar-
raos a procissSo do Senhor dos lassos,
para o que lomos convidados pela ir-
mandadeO secretario adjuncto, Fran-
cisco Lopes da Silva.
Ordein terceira do Carmo.
A mesa regedora faz sciente aos seus
charissimos irmaos e ao publico em ge-
ral que nao Ihe sendo possivel expor cm
solemne procisso as suas santas ima-
gen, tem i\ sol vi do conservar no dia 50
do corrente a igreja ab rti dosde as 5
horas da tarde ateo itii do sermao di
PLULAS VEGETAES
AZUCARADAS
IEHiII>a
ISEW-YORK.
O MF.LHOR REMEDIO CONUECIDO
ContraconstipacCes, ictericia, affeceoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
Hemonhoidas, diarrhea,doenras da
pee, irupcoes,e todas as enfermidades,
rtlOVEMEXTES DO ESTADO IMPURO DO SANGIE.
75,000 caixas desle remedio consommem-se an
nuaimcnle 1 I
Remedio da natureza,
Approvado pela faculdade de medicina, e rc-
COmmcndado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amente vegetaes, nao conlem ellas nenhura
veneno mercurial nem alsum oulro mineral :
re
DE
Fazendas c modas.
0;>eracaoqucj'ulgarconvenien-ff?'l:' Tinmnf it /n
te para o restabelecimento dos^f iillJil L
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- ?5:
i-sultarem sera' feito indistncta-^
mente, e na ordena de suas en- ^SI
trsdas; fazendo exceprao os doen- ^
| tes de olhos, ou aquellesque porp
motivojustoobtiverera hora mar-i
este lira.
A requerimonto dos Srs. Cals Irmaos'^
negociantes desta cidade e autorisaeao *
do Sr. cnsul de Franca, o agente I \ p-
polito da Silva vender' em Ieilao pu-
blico na cliancelaria do consulado de
franca, 50 a croes da Companhia Per-
nambucant de vapor costeiro, perten-
cente a massa fallida de Fremont & Las-
ne, a dita venda lera' lugar quarta-
fe'
mesmo
horas
o
taluda de Fremont & Lasne. || gratuTtamente.* a" co7fianrr que I
%i nelles deposita, a presteza de no Sf/
^|acrao, e a necessidade prompta h
KS le seu emprego; e tudo quanto o |,
j^demove era beneficio de seus
Bloveis.ouro,te escravosper ^5doentes-
leiicenles ao casal do lina- ^*^vr!vv?"v--v>rvvr'y?:*ss \
45-RA NOVA-45
---------------------- u m m ni i n n; lU!IIU n. G e 8 da prara da escoamento as ras t
:iza-se fallar a Sr. Pendencia, ruado Cafc
i, cenes, laes como as

m
9
Os proprielarios deste novo eslabeleci- @
ment que desde hoje se acha aborto a *>
concurrencia publica, recebendo directa- m
mente do Paris c Londres por todos os m
paquetes arligos de modas que constitue o
mais bello sortimentode fazendas cm apu- A
rado goslo, tem resolvido para merece- S
rem a atlencao do respeilavel publico, S
venderem as suas fazendas com muita mu- ,-
3 prego. g
* *.:.* ?* fi ^O "O **> <~v -tx -T\ o *> -.
WVWf X> V> ;t 99V \5\lr C @
eza co aceio
publico.
C. L. Cambrone, emprezario da limpeza e as-
seio das casas desta cidade, previne ao publico,
que em rirtude da autorisaeao do Exm. presiden-
te da provincia, edeaccordo com a lllma. cma-
ra municipal, segundo as cotidiccs do contrato
de 25 de setembro de 185S, propc-sc dar imme-
diatamente comeco a collocacao dos canos de
do Crespo, praga da Inde-
ibug, ra Nova e ras adja-
i do Imperador, (Jueiniado,
Cruzes, Rosario larga o travessas respectivas.
__------------------_ ,-----------......_,.. v... o,b
sencerrados OS altares e expostas as San- to bem acondicionadas en! caixas de folha pa-
las imagcnsli venerarao dos fiis. ra rcsguardar-sc da Iiumidade.
Pechilicha. S:i0 aSraJavcis ao paladar, seguras e eflicaze
Ovas frescaes de camoropim viudas no ZSSTSZL!?. ""t?" Pder0, P"a a
_ ii w r, ju\cntuue, puberdade e velhicc
pa habote Jorge, por atacado dous ca-; Lea-se o fo.hoto9de .comp.nl,.cada cai.a pelo
xoesearetalho : na caa de Joao Jos! qual se .icar couhcccndo as muitas curas milagro-
de Gouveta, ra do Queimado n. 27. su queiem clectuado. D. T. Lanman & Kcmp,
Ordem terceira de S. Frail- dro?,''sas por atacado em Nova York, sao os uai*
piepo C0S fabncantes e proprielarios.
n-. i j Acham-se venda era todas as boticas dasnrin.
O secretario da mesma, era nomo da mesa re-'Hmn^..! i i .uasdS ooucasaasprin-
gedora, convida a seus charissimos irmaos a pJCS Cldades d lrnPt,rl-
comparecerem na nossa igreja paramentados com
seus hbitos, para szta-feira23 docorrenle, pe-'
las 3 horas da tarde, reunidos em comtnunidade,
acompanharmos a procisso do Senhor Rom Je-
ss dos Passos, para o que foram convidados.
Bernardo Jos da Costa Vatcute.
Secretan .
Precisase de urna ama para cozinhare com-
prar : na ra de lorias n 75, esquina da Ira- '
vessa dos Morlyrios.
O Sr. I.ui/. Gonzaga do Nasciment lenha a
bondade de apparecer na ra Direila n. UI, a ne-
|gocio que nao ignora, visto se ignorar a sua mu-
rada para ser procurado.
Rapazcada!
Hoje d o insigne actor Ruarte Coimbra, o seu !
benelicio Prevemos ainda urna vez que somos .
apreciadores do mrito! Sim! Provemo lo nos
que damos ao verdadeiro dono o que de direilo
lhe compete provemo-lo nos que temos por
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano &C, ruaJuliaon 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C, ra da Cruz n. 22.
DELICIOSAS E I \ FALL VEIS.
..'
THEATIiO
GU.WDE ESPECTCULO
i:m beneficio do actor
ANTONIO JOS DI ARTE COIMBRA.
QARTA-FEIRA 21 DE UAItCO DE 18G0.
Subir fiscena pela primeira ve/, neslc thealro
media em 3 actos, composcaodo Sr. Alfredo
'"liniraM j'oiti'o
PELAS APPABEKCI.4S.
ACTOKES.
Coimbra.
l lymundo.
Vicente.
Carvalho.
Lisboa.
Rosendo.
Lessa.
Skincr.
1). Isabel.
I>. Haria Luiza.
O. Julia.
oa na actalidade
ora a muito linda
do Luiz Antonio Vieira, bem ;r Mvrana
, Indepenecia, nreciza
como da armacao, razendas joao da Costa M.raviiha.
C U lenClllOS da lOJl (le CIIU- -..... fJ?Lj.irwiij| cnsc ii3mLit.aiir>~ Em cosequeocia, o mesmo emprezario^rog aos
pos da ra da Cadeia do j
Recife numero i(, que fora |
d'aquelle finado.
Seguro contra Fogo
C031PA1VIIIA
roprietarios o moradores dos quartei-
= | roes cima trocados, queiram dirigir-so ao es-
g criplorio da administra'o, na roa do Imperador
n. 7. primeiro anlar, m deescolherem os ap-
diviaaviclorior o genio Corramos a o adorado
Santa Isabel em procura de bilhctes para n'r o
divertido espectculo de quarta-feira 21 do cor-
rente me/. Vai scena o encllente drama
Ninguem julguc pelas apparencias coraposigao
do dislinclo dramaturgo brasileiro, Alfredo lio-
gan. Em seguida subir scetia a l'iida come-
dia fr.nceza, ornada de msica, que se intitula
a somnmbula sem o serA influencia mui-
; la 1 Depressa. ao Sania Isabel, rapazcada ao
| Santa Isabel !
Os frequentadores.
Precisa-sede um menino de 12a 14 annos
; para caixeiro de taberna: na ra do Nogueira n.
: Y), bairro de S. JJosv.
I = No dia 23, depois da audiencia do Sr. I)r.
| juiz de orphaos, vai praca pt.]0 lempo de dous
annos, os alugueis da casa terrea com sol.io, na
freguezia dos AfogaJos, roa do Molocoloml n.
!0, servindo de base aiiuual a quanlia de 60jl ;
a ultima praca.
Precisa-se de urna ama para cozinliar o
: diario do urna casa de poura familia ; na ra da
i Cruz, do Recife n. 31, segundo andar
Alnga se o segundo andar do sobrado n.
1C7 da ra Imperial, outr'or. aterro dos Aboga-
dos, com coinniodos para grande familia : a tra-
ta' na loja do mesmo.
Necessita-se de um copeiro que tenha boa
conducta e enteuda bem seu servico : na ra do
Crespo n. !, casa do meio.
Compra-se em muito bom estado u:n fa-
queiro.de ouro, moderno, paga se bem a halar
na rna Nova n. 53.
Quarta-feira 21 do correntc.
O agcnle Borja aulorisado pelo Illm.
juiz de orphaos p a requerimento de D.
rinha Francisca Vieira, inventariante dos bens
deixados por Luiz Antonio Vieira e totora dos
orphSosseus filhos, for lcilo no dia cima de-
que per-
Sr. Dr.
Senho- I g
i
i
ser =
'' IGERS.
Dr. Candido de Andrade___
; uv. do Lago............
Jorge Por la legre.............
Ii : ue de S. Marcos..........
i igenio de Menezes..........
Vugusl i ile Lastro...........
Anbal da Silva..............
Takellio.....................
Ii. lUria de S. Marcos.......
n. Luiza......................
Carlota.....................
Hidalgos e car.Ueiros.
v a o lera lugar em Uab
Rt matar o espectculo, c
comedia ornada de msica :
A S0RAHHIL4 SEU 0 SEfi.
O actor Coimbra pede ao publico sua valiosa
,io.
Os bilhelee esto, desde j, venda no cscrip-
lorio do thealro.
Comecar s 8 horas.
Avisos mar i timos.
signado, dos movis, ouro e esccavos
tenceram ao dilo senhor, assim como da arma
jad, fazendas c maisobjectes de sua mui solida i
loja de chapeos na ruada Cadeia do Recife^L
Os licitantes podero examinar os referidos ob-' i
jeclos e dirigir-se a mencionada loja, onde ser '
effecluado o Ieilao slO horas cm poni do su-
pradilo dia.
CcnHiiiacio do Ieilao
DE
Gneros de esvti.
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Vendc-se
c parelhos que quizerem enllocar nos seus domici-
' los. E que visto o collocncio e assentamenlo de
| laes apparelhos exigcm algum lempo, elle roga
i ainda aos mesmos senhores, que nao se demorem
lem fazera dita escolha, afim de que nao haja
interriipcao, e sobre tudo repeticao e perda de 1ra-
balho no servico, o que lorn.ii' este mais one-
roso aos que se demorem, e ltimamente dii-
cullar o transito publico, que o emprezario nao
deseja por modo algum embaucar. Os Irabalbos
serao comecados immediatamente pela ruado
Crespo, a pailir do reo de Santo Antonio. O es-
criplorio da administiacao conservar-se-ha aber-
1 to todos os dias uteis, das 9 horas da manhaa at
3 da larde.
para
SEXTA-FEIRA 23 DO CORRENTE.
J. Praeger & C. coiitfnuaro o seu Ieilao de g-
neros de esiiva por interveneo do agente Borja,
nu Jia cima designado s 10 horas em ponlo^
sem reserva de preco como lem sido.
Para o Rio de Janeiro.
Prelr le sabir no dia 23 do corrente a barca
Rtcift :bo alguma carga mtuda e passagei-
| os quaes lem aceiados commodos: a
Irattj un Manoel Francisco da Silva Carpico,
r 'iio Vigario n. 17, primeiro andar.
Para a Babia.
O bem conliecido patacho nacional Amazo-
nas II pretende seguir cora muita brevidade,
lem dous lerdos do seu carrcgamcnlo a bordo :
para o resto que lhe falla. Isata-se com os seus
consignatarios Azevedo & Mendes. no seu escrip-
lorio ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa.
O patacho porluguez Jareo, novo e muito
veleiro, dever seguir com brevidade ; quem noi
mesmo quizer carregar, entenda-se com Jos*
dos Santos Pereira Jardim, eu com o capilao do
navio Jos Marques Coellio Sobrinho.
SEM LIMITE.
Quinta-feira 22 do correntc.
O agente Boija far Ieilao
na ra do Imperador n. l, de ricas niobiliasde
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
Verniz copal.
Palhinha para marci-
neirt.
Yinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
zem de G.J. Astley & C.
Altencuo.
Paslilhas vegetaes de Kcmp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm. inspeccSo de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
gicne publica dosslados Luidos c mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nocausam nau-
scasnem sensacocs debilitantes.
Testcmunho espontaneo em abdW5 das parti-
Ihas de Kcmp.
Srs. D. T. Lanman e Kcmp. rorl Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As paslilhas
que Vmcs. azem, cumrara meu fillio ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro feudo, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, lo magro se poz. o.ue ea
lemia perde-!o. Nestas circumslancias um visi-
nbo rueudisse que as paslilhas de Kemp tinham
curado sua Clha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de paslilhas e com ellas salvei a
vida de meu ilho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd. a
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Slrcet pelos uincos proprielarios 11. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado cm New i'ork.
Acham-se venda era todas as bocas das
Vende-se a taberna n. 10 da ra do Arogo,
a dinheiro ou a prazo, com boas Orinas: aira- nrnrin
tar na mesma. e os pretendemos dirijam-se, .ue paes Cldadcs u0 Imperio,
se nao deixar de tazer negocio
Altenco.
Altenco.
I mGK ^ q".(>n?1 Lr aI'r*sen'^a urna ordem
era seu armazem do 1009. vmda da Baha, e assignada por Joao
Carneiro da Silva llego, tenha a oondad-de'a'o
paga-la, cdir.gir-se a ra do Livramcnlo, sob.a-
uo n. ou annunciar a sua morada.
s^jaj Fornecimento de papel
==V gara imprimir.
n2m?, h d?'e Diari0 ,cm eu-eclivamenle
______ i fO'timcnto de papel para imprimir, de difTcren-
- Quem lv- para vender btf | SflCftftl fSSSSrStSSSS
Jacaranda com podra e sem ella, candelabros,
serpentinas, camas e muilae obras do marcinei-
ria de apurado goslo elrabalho, os quaes sero
vendidos sem reserva de preco, no referido
s 11 horas em ponto.
Anna Josepha Duarto dos Sanios, Anto-
nio Jos Conrado. Ignacio Nery da Silva
Lopes e Jos Hygino dos Santos agrade-
cera mui cordialmenle a todas as pessoas
que se dignaran! acompanhar ao jazigo os
restos mortaes de seu querido consorte e
pai Joao Eugenio dos Santo?, e especial-
mente tributam esses agradecimentos ao
muito Rvd. padre provincial Frei Jorge de
Sani'Anna Lodo e seus dignos companhei-
ros, e esperara ainda que estas mesmss
pessoas se dignnro assislir s exequias do
stimo da, que dever ser celebrada na
igreja matriz de Santo Antonio polas 9 ho-
ras da manhaa do dia sabbado 21 do cor-
rele.
Avisos diversos.
caca em bom estado de lote de 250 a
"00 saceos de assucar, queira apparecer
na ra do Trapiche n. 11, escriptono,
para tratar.
Casa em Olinda.
Arrenda-se urna boa casa com sitio
na ra do Cabral na cidade de Olinda,
com o fundo para a estrada do norte,
e do outro lado desta grande baixa para
capim: na livraria d. ( e 8 da praca
da Independencia.
: AnaJyse da constituicao,
pelo Dr. Joao Jos de Motira Magalhaos,' publi-
cada por seu filho: as pfssoas que quizerem di<*-
Jiar-se assigna-la, podem dingir-se a livrara
universal.
V^- Offercce-se um rapaz para caixeiro, de 18
Afinos, que d fiador a sua conduela, para co-
branzas, ou para armazem ou loja de miudezas e
fazendas. que j tem alguma pratica, inda mes-
mo para alguma das provincias do sul : quem
SEU' por5ao 1ue se quizer' dando-o nesta
cioade ou em qualquer oulra : os precos sero
razoave.s, por quanto este papel importado em
direilur dos lugares em que elle se fabrica.
Durante a molestia do Dr. Aqui-
no, os doentes de sua clnica nnrlem i
Hl-lo!.. c n r, *-,.M,Cd Poaem'i'.'ua. coeneira ti. 14, perlenceti
aingu-se aobr. Dr. Ferreira, que esta'q'i'm Paos Pereira da Silva, um
encarregado de substitui-lo. rou.Pa dc scu uso- 508 era di"he
- v- a-., ni j. i recibos cm um s papel, passados
No da 21 do corrente, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara
provedor de capellas. se ha de arrematar as ren-
uaa dos sitios denominados Campo Grande per-
tencenles fazenda nacional. '
Tem-se para alugar na ra Velha n. 105
um dos mais perfeitos cozinheiros apto para os
servicos domsticos e exleriores, sendo muito
nietligente e de um procedimenlo exemplar.
Carros fnebres.
No cstabeleciraento do paleo do Paraizo n. 10
alem de oulros bem arranjados carros fnebres'
ha uro ricamente ornado de columnas e cpula o
raolhor nesle genero, para enterre* de primeira
ordem : ah so encarrega de loofl o necessario
para qualquer enterra, contento e economa
dosmieressados.
0 escrivao da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos, erecta na malriz de S. Fr. Pe-
dro Connives do Itecifc. em nomo da mesa re-
gedora, convida a lodos os seus irmaos e aos se-
nhores reverendos clrigos, para, em o dia 23
docorrenle, as 2 horas da larde, comparecerem
na igr-ja convenio de N. S. do Cairao, para
acompanharem a veneravel imagem do Senhor
dos Passos que vem em procisso para o Corpo
Sanio. Consistorio 20 de margo de 1800.
F. M. dos Santos Lima.
Escrivao.
Furtaram do abaixo assignado, no dia 19 do
corrente, as 9 horas da noile, na ra da Senzala
na- cochoira ti. 141, pcrlencente ao Sr. Joa-
bah contendo
iro, e diversos
pelo Illm. Sr.
De sexta-feira para sabbado 17 do correnle,
ausenlou-se do engenho Cassupiru da freguezia
da Escada. pertenceiile ao auaixo assignado, as t-7-t,,, .
seguales pessoas que lhe roubaram urna grande "IC-1,
porcao de moedasde prala e ouro : una mulher j
branca de nomo Luz.la, bem moca, tem pelo rosto
algum.8 marcas do bexigas inda de fresco ; ou-
tra de nomo Harija, branca, idade de 15 a l an-
nos, pouco mais ou menos, com muitas morezs
de bexigas tambem inda de fresco, e proveniente
dellas esta-lho chindo o cabello ; um cabocli-
nho de 12 annos, pouco mais ou menos ; urna
escrava preta, de norae' Lisbanca, idade de 18
annos, pouco mais ou menos, com o rosto muito
bexigado; ejulga-se ler ido em companhia desta
gente um filho do abaixo assignado por nomo
Antonio, branco, moreno, idade de 18 a 20 an-
nos : roga-st, porlauto, as autoridades de toJ:is
as localioades, as pesquizas necessarias afim de
effectuar a prisao desta gente ; assim como ro-
ga-so a qualquer pesso. que delles tenham no-
ticia, participar iogo nao s a polica como ao
abaixo assignado no referido seu engenho, ou
nesta praca a Jos Joaquim da Silva, no paleo do
Carmo, que ser generosamente recompensada.
Jos Francisco Ferreira.
Um homem de boa conducta se offerece
para criado de homem suUeiro ou de pequea
familia, preslando-se a comprar, tazer recados e
cozinhar o diario de urna rasa : a tratar na ra
da Alegiia, casa n. 4.
Irmandade das almas do Cor-1
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 69.
Baha, Germano & C, ra Julaon. 2.
Pernambuco,no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 2.
YERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PARMLBA
DE
msa*, ">*.
y>.
^r^^.
Remedio sem igual, sendo reconhecido polos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas,cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente enfor-
dades resultantes do empreso de mercurio
po Santo.
O actual escrivao da irmandade das almas do
Recife, em nomo da mesa regedora, convida a lo-
dos os seos irmaos a comparecer no dia sexta-
feira 23 do correnle, as 2 horas da tarde, na
igreja malriz do Corpo Sanio, para, encorpora-
dos, irem acmnpanh.ir a procisso do Senhor
Bom Jess dos Passos.
Manol Moreira Campos.
Leoline Amelio Braga segu ao Rio de Ja-
neiro
Ceblas novas.
ardmhi, JEffi 1 l .? l^f' buC'a COm qu"" comprar o verdadeiro devem bem ob-
;SH "u',"1 ""vas, echega.las ltimamente servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
ao mercado, tambara sei estao acabando, e saceos quer outrapreparaco falsa
ulceras e erupcoes que resultara da impureza do
sangue. r
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado '
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitarnos da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vendo neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprielarios da receita
do Dr. Busto!, teudo-lhe comprado no anno dc
loOD.
Casa nenhuma mais ou pes?oa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol.
porque o segredo da sua prepararlo acha-se so-
mente era poder dos referidos Lanman & Kemp.
Elias Baplisia da Silva, firmando lodosa quanlia
de 903 que ao mesmo senhor havia entregue
para guardar, a quemj preveui para nao pagar
dita somma, e sim passar-mc novo titulo, can-
do aquclle sem validado : rogase a quem tiver
de semelhantdroubo qualquer noticia, o favor do
declarar ao Sr. cochero, que so gratificar ge-
nerosamente.Manoel de Souza Marques.
- Compra-se urna morada de casa terrea,
sendo que agrade paga-se bem, sendo em boa
ra : n fallar na ra do Queimado n. 63. loja.
Vende-se una casa terrea nos fogacos,
na ra de S. Miguel, com commodos sufficicntes
para familia : quem pretender, dirija-se a ra
Direila n. 68, que achara cora q icm tratar.
Vende-se urna escrava de meia idade e um
moleque de 10 annos : na rita do Collegion. 9.
J*cgufldo indar.
com fejao .imarello de 6 alqueires. do Porto,
por diminuto prego : na ra do Vigario n. 27.
De sogunda-feira para terca, 12 do correnle
margo de 18f0, fugio a minha escrava Bernarda,
parda, idade 25 annos, pojada, em dias de parir,
com os signaos seguintes : baixa. grossa, cara
redonda, olhos grandrs, 6 filha de urna preta de
nomoMargarida, que a vendi a Sra. D. Francis-
ca, filha do finado Antonio Leocadio, que foi se-
nhor do engenho Arendepe, cuja senhora ir-
ma do lenlo Joao M.iinho, senhor do enge-
nho Roncador: presunic-se que seguio ou se
acha par as partes do Recife, por onde se acha
a tni da dita mulata vendida : quem dor noti-
cia ao senborda mesma, no lugar de sua mora-
da, em seu sitio Canoas da freguezia dc Ipojuca,
ser generosamente gratificado.'
Pedro de Alcntara fibeiro.
Vende-se sebo derretido em barricas, che-
gado ltimamente do Porto, proprio para os se-
nhores fabricantes de velas : na ra do Brum n.
lf, armazem de Moreira Costa & C.
Io O envoltorio "de fora est gravado de um
lado sob urna chapa do ajo, trazendo ao p as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 Water Street.
New York.
2* O mesmo do outro lado tem uro rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. rislol em papel cor de rosa.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa leu
nma phenit semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julo n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
1

LEGIVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 21 DE MARCO DE 1860.
!
[
Curso das lingoas grega e
italiana.
O abaixoassignado pretende fbrir em sua casa
ura curso particular dessas linguas, que promet-
te ensina-las em oito mezes a ler, escrcver, tra-
duzire fallar gramiDalicalmento, principiando pe-
lo da Ungua italiana, em quanto nao lhc choga-
rem os livros necessarios para a primeira que
mandou vir da Europa. As libos lerao princi-
pio no dia 3 de aliril prximo, e indaro no
dia 3 de dezenibro corrente anno, sendo tres
em numero por cada urna semana, das 7 at as
9 horas da noite. As condieocs e mdica recom-
pensa eslabelecidas, agradro por rcrlo aosse-
nrores que quizerem se matricular. Principiado
> dito curso nao ser possivel adraiilir-sc mais
uenhuma oulra pesoa : os senhores que quize-
rem em lempo assignar seu nome, appareeam
na ra Direita n. 89, primeiro andar, a qualquer
hora do dia.
. Antonio Mara da Silva retirase da pro-
vincia.
Ama portugueza.
No caes do Riraos sobrado n. 24, no segundo
andar, precisa-se de urna niulher portugueza,
que saiba dirigir os trabalhos de urna casa de fa-
milia, e mosmo que saiba coser: a que estiver
nestas eondcooes e poder justificar a sua boa
conducta dirija-se a mesma casa das 3 as 6 ho-
ras da tardo) que ahi encontrar com quem tratar.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o eorrenfe anno de
(5)
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB k DIREfif\0 DE E- KKIVARD-
Cominissaii de escravos
3 = <=
2 te
31
U> U
HO c
r-
S = a 3
O 2 = =r
o.
;/. >,
n. ct>
e= o
C. O
D
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao
para serem vendidos por conla de scus senhores,
afianea-so o bom trataraenlo e seguranra dos -* g re
mesmos, e nao se poupa exforfos para que se- g o. o
jam vendidos com proroptido, afim de seus se- I g %2,
nhores nao soflrerem empate com a venda del- a .-5
les. Neste elabelecimcnlo ha sempre para veu-'-j "
ooxos, mocos e bonitas '
figuras.
-3 a %
C.J3J0
litis
2 = 2=3
- ro
S;
a.
ro
g"|
M S
O
cscrava : na ra do Trapiche n. 7, hotel Fran-
cisco.
Na ra do Imperador n. 28, alaga se e ven-
de-se em grandes e pequeos poreoes bichas
bamburguezas, e tambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por proco commodo.
Precisa-se de urna mulher que saiba cn-
gommar: a fallrr na ra do Seve : casa terrea
der escravos de ambos os sexos, mocos e bonitas
Altencao.
Precisa-se alagar duas escravas para casa de
pouca familia, sendo uinaque saiba engommar e
coser, e oulra que saiba tratar de meninos e co-
ser : na roa da Cruz do Kecife n. 23, 2 ndar.
Precisase de urna ama secca para tratar de
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande ^J^noeom "m ann0lle dude, prefcje-se
valor paraos brasileiros e porluguezes, por seus bons coramodos e confortavel. Sua posicao
urna das memores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacoes de caroinhos de ferro, da
Allemanlia e Franca, como ,>or ter a dous minutos de si, todos os theatrose dive limemos ; e,
alera disso, os mdicos presos convidam.
Ko hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
ugtiez, para acorapanhar'as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no leino, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (33200 4#000) junto ao sobrado de 5 varandas, visinho grande
nordia. i casa queso esl, fazendo para o gymuasio pro-
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-1 4to na adminislracao do corrcio dcsta
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Fehppe Lopes ; cidade tres maros deiornj.es sem dirceco, para
Nelto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e nanitas ou- Antonio Percira Daracho, Jos Corrcia de Olisei-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz. ra- c Jos luh *|* Rocha : os interessados
/-\ j.i i- i i 1 i ,-1 r ./ i'Hnnn x '*-aa \ comparecam para dur-lnes os dovutos destinos.
Osprecosde todo o servido, por da, regulam de 10 a 12 francos (45JOOOa 4&500.)
No hoiel enconlram-se informabais exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
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commodos para grande familia, (juera
pretender dirij-i-se ao meroo engenlto
a tratar com o seu propnetario JoaoDu-
arte Lopes de Vasconcellos.Tambem
se troca por outro engcnlio ; sendo na
provincia de Pernambuco.
5a



CX5
G^J
S 3
C5
53

Sirop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope efi ap; royado pelos mais rminrntes mdicos de Paris,
imo sendo o mellior para curar constipacoe, tesse convulsa e ouirss,
a'eces dos braacbios, ataques de peilo, rriU(0s nervosas c iusomaoleacias: urna colberada
pela manli, e outra noile sao suHicieules. O ill'.-ito desie excelente xiropc. Bltisfaz ao mesmo
lempo o cloente e o meilic*.
' O dspositt) i na ra larga do Rotarlo, botica le fartkolomeo Francisca de Sonta, n. 36.

o qual se vende a 800 rs. na
praea da Independencia livra-
ria n. G e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Nolicia dos principacs esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos imposlos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelccimeutos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de!
'de numerarao sortidas a vontade dos
todas as ([ualidades como lo-1 compradores.
jas, vendas, acougues, euge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emim para todas as
classes da sociedade.
Obacliarel \VITRUVIO lem a 10g por caJa esempi8ri pagos ao receberas
o seu cscriptorio no 1* andar duD3 partes q,ie j csl0 imi""essas-
do sobrado n. 23 da ra Nova, ascncla df tabrieantes menea-
' nos Grouver & Baker
Clla entrada pela Gamboa do' Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnslon & C. ra da Sensata Nova n. 52.
CamiO. E' chegado luja de I.ccomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o cxiellenle leilc virginal de ro-
sa branca para refrescar a pellc, tirar pannos,
sardas c espinhas, e igualmente O afamado oleo
babosa para limpar c taier cresccr os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenco,
para bortuejas c asperidades da pclle, conser-
va a frescura e o avelludado da piimavera da
vida.
no paleo do Ter-
parceam par
l're'cisa-se de una ama
co n. 20.
Precisa-se alugar um sitio que tenba boa
baixa para capim e boa casa de vivenda : a tra-
tar na rus da Irnpealriz u 18, loja
w c- ^ n o 3
r" c
1 B B
.O____
B s; - a

o = ^a
g.l T3
n
ZS2
S.g,
C o o
o
Nos dias 27 c 30 do marco se ha de arre"
mi
gAtheneu Pernambucano.
^g No dia 22 as 10 horas da manliaa, no
^ sali da faculdade, lera lugar a sesso
^ de abertura, em que se proceder aclci-
^ cao da mesa. SecreUria do Alheen em
(j> 17 du marco de 1860.J. Ribeiro, Io so-
|rjc crea rio.
ffi
<;.:
O Sr. Manoel Fiancisc* Luiz da Silva tein
una ca la,e tima encommend* rinda do Rio Gran-
de do Norte, na linaria n. 6e 8 da prafa da Inde-
pendencia.
J DENTISTA FRANCEZ. I
) Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- -A
|> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p denlifleo. *
matar o sobrado de dous andares c soliio na ru
larga do Rosario n 40. avallado cm_ 1:2003 an- ^SC^S|g^ ^i'imW^^ ffiS^lS-
z= Esi justo e contralado o sobrado de dous ;
nual, polo jnizo municipal da segunda vara, os-
trivao Baplista : quem quizer laucar, pode ver o
! escriptona mao do porleirodojuizo, para as con-
dicoes.
Miguel Carroll vai ao Bio de Janeiro.
Aluga se um prcto *para o serviro interno
ou externo de una casa de familia ou do bomcm
manda azei pu- solleiro, sendo o dilo escravo bom* cozinheiro :
Sr. thesoureiro
blico que se acham a venda todos os dias i na ruando Crespo, loia n. 16.
j ni i i ni Paga-se 25-5 pelo alugu
das y horas da mamiaa as o da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26e nascasas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ea da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeta do Kecife nume-
ro '2 armazem do senher Fontes ate
as 6 horas da tarde somente, os
tes e meios da terceira parte da pri
meira lotera do Senhor Bom Jess da
Via-Sacra, cujas rodas deverao andar
mprcterivelmente o dia 24 do corrente
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
25-3 pelo aluguel mcnsal de urna
cscrava que saiba cozin.iar : a tratar na ra Im- !
perial n. 07, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar: na i
ra Nova n. 8, loja.
Traspassa-se o arrendamenlo de umengc-i
nho distantedesta praca duas leguas, vende-seJ
tuna parle no mesmo ongeiilio, machina nova ,
vapor, distilaco nova c bem montada, 22 bois
bilhe-l corre'a> se's qoarlos, algumas obras, saffra
"' plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n.
13, oja.
FOUHMUS PARl i 860.
Eslo venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1800, im-
pressas nesta lypographia, dasseguintesquali-
andares c solao da ra Direita n. 4, com chaos
proprios, quinta] murado, e sabida para a ra do
rogo, com os Srs berdeiros e herdeiras, Jos
Teolonio da Silva Borges, D. Herencia da Silva
lama, D. Joaquina Maria do Carmo, 1). Bosa
Maria do Bompartn, D. Florinda Prxedes de
Sanl'Anna, Francisco Autonio da Silva Borges :
quem se julgar com dircilo a dita proprieoade,
annuncie por esle Diario dentro em tres dias.
Francisco Corrcia Lindinha segu para a
I'.ha de S. Miguel.
Para um silio na Ponte de UchOa, necessi-
la-sc de um feitor : a tratar na ra da Cruz, casa
numero 45.
Por un corle de cabello e
Ffisaiicnlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Leeomte acaba de recetor do Bio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da rasa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. lisia estabele-
cimenlo esta boje as melhores condjces que
possivel para satisfazer as encommeiidas dos
objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafns a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceleles, atinis, rselas, etc., etc., ca-
balleiras de loda a especio, para hoinens c se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
, Eslados-Unidos, sem deixar urna so pelcula na
I'erdeu-sc da : a | cabega dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello serao fiilos em sua
presenca.se o desojarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
pontear as senlioras em casa particular.
Avista faz fe.
Na ra Direita n. 68, loja de fazendas e rou-
pas feilas, se vendem por baralissimos procos
fazendas do diversas qualidades, como sejam :
Cambraia organdys, a vara.
Hilas de salpicos bordadas, a peca.
Enfeites de vidrilho prelo de crochet.
Camisas francezas, peilo de fusto.
Hilas ditas inferiores.
Palolols de alpaca prelos.
Dilos de dila de cores.
, Ditos-sobrecasaens de alpaca prcta finissimos.
Grvalas de selim linissimas.
Ditas dilo.
Ditas de cbamalole.
Paletols francezes de panno preto muilo finos.
Dilos dilos do casemira de cor, superiores.
Dilos ditos de dila, finos.
I.uvas de seda prela para homeris e senlioras.
Ditas de castor amarello muilo linas, proprias
para militares, e montara.
Peilos de linlio para camisas.
Dilos do algodao
Ceroulas de linbo muilo finas.
Ditas do dilo mais inferiores.
Borzeguins de (ust&o bordados.
Esparlilhcs francezes com carreteis.
Algodao alvo, trancado, de duas larguras, pro-
prio para loalhas.
Chapeos de sol de soda com mola.
Chales francezes de duas ponas, bordados a
troco.
Ditos ditos de merino.
Cortes de vestidos do chaly de gosto riquiss
Dilos de ditos de ga/.e, (inismos.
Ditos de dilos de barego superiores.
Ditos de ditos dilo mais inferiores
Ditos de dilo de grosdenaplo prelo bordado- a
velludo.
Dilos de dito de seda prela bordados a retroz.
Polacas do grosdenaple prelo, ricamente enfei-
ladas. e oulra". mais qualidades de fazend.ie que
das loteras 10 de
-O escrivao, J. M. da
Thesouraria
marro de 1SG0.-
i
Cruz.
Publieacao iuridica.
Ai 1 j so no prelo a 2." ediro dos Klcmcnlos de
Dircilo administrativo, mais correcta e conside-
ravelmente alterada, pelo Dr. Vicente Fereira do
Bego, lento calhedratico da mesma sciencia na
Faculdade de Dircilo desta cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Noguci-
ra & C, defronlc do arco de Sanio Antonio n. 2,
Engomma-sc cora asseio e promplido : no
beceo do Marisco n. 20.
Precisa-se alugar um prelo ou prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais ser vico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
rnosmas circumstancias : quem tiver n quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Bita n. 40,
primeiro andar.
^Lices de francez M
I piano, 1
Mademoisclle Clcmence de Hannctot ^
aK de llanneville continua a dar liedes de ^
k, francez < piano na cidade c nos arrabal- ^
j&j des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar. ^
nw?$ ^sm t*2^e m O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira atinunciar sua morada ou dirigir-se
linaria da pra^a da Independencia,que se preci-
sa fallar-lhe.
Precisa-se de tuna ama de leite,
cpie o tenha em abundancia, que seja
bern sadia ede bons costumes : paga-se
ben. Dirigir se a' praca de Pedro II
(antigo pateo do Collegio) n. 57, segun-
do e tercero andar.
dad es
f7
OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario c rcgulamento dos direitos pa-
rochiacs, a conlinuaco da bibliolheca do
Crislo Brasileiro, que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, bymnos ao Espirito Sanio e
casa do Sr. Soares na ra estreita do
Rosario, um alinete de peito de senho-
ra, tendo o eitio de urna f'ollia de ma-
racuja', com sete brilliant's e um par
de rozeta, tambem de brtlliante, a pes-
soa que achou r[uerendo entregar diri-
ja-se a praca da Independencia n. 22,
epte e gratificara'.
Aos Srs. terceiro
*t*m&.
Avisa-se a lodosos Srs. fazendeiros c agricul-
lores de algodao que na fazenda denominada Li-
beralzinho no lermo de Cimbres] propriedadedo
Bvmd. Jos Rodrigues Valenca existe una gran-
de quantidide de burros hespatilioes proprios pa-.
Est no prelo urna anasyse do cdigo criminal ra carregar algodao c todo servico pesado, pois Pr3'lr : na na Nova n. 20, loja do Vhnn.i.
anislas.
se vendem por mui mdicos presos vista do
comprador.
Allenco
o
Venle-se niilho em saceos a 5j!, farello do
Lisboa a f 3 o sacco, farinha do mandioca d.' su-
perior qiialijade em saceos, arroz pilado, dilo de.
casca, courinbos de cobra, esleirs de palha, ludo
se veude por menos do que em oulra qualquer
parte : na na do Ilangel ti. 62, armazem.
Fil de cores.
Almeida iS; Burgos, emsua loja de fazendas ni
ruado Cabug n. 8, leem para vender fil de li-
nlio bronco, cor de rosa, amarillo, prelo e azul
i claro, que serve para cortinados, e cobrir-se ob-
jectos que quer-se evitar os estragos das moscas,
i a 6 a vara.
Economa para os estudanles.
Riquissimo sortimcnto de candieiros econ-
micos para esliidanles e para qualquer pessoa
que precise ter urna luz acosa toda a noile ;
ditos candieiros conini em si urna economa
certa, pois c proprio comprador assim poder
verificar com a sua presenca ; os mesmos can-
dieiros contm logo o competente liquido que
tem de gastar durante urna semana, e di pois que
se acabe lica sempre o deposito para esl ir ven-
da o dilo liquido no mesmo eslabelecimenlo em
queso vendem os dilos candieiros ; garanle-se o
mesmo candieiro com a condicao de tornar a
vollar, no caso de nao satisfazer ao mesmo com-
com a dcnominaeao deLiees Acadmicas,
para as qqaes acha-sc aborta urna assigualura
pelo preeo de 10#, na livraria Universal, onde
a N. S., a imitacao do do Sanio Ambio/io, aqaolles que quizerem assignar poderao ir bus-
car o que se adiar publicado.
NOVO DEPOSITO
DE
jaculatorias c commeraoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercieio da
Via-Sacra, direclorio para oraeo mental,
dividido polos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaccs devo-
tas's chagas de Christo, oraces a N. Sc-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e aiijo da
guardo, responco pelas almas, alm de
outras oraces. Proco 320 rs.
LFlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, rcgulamento dos direilosparochiaes.e
una collccfo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e Eructos. Pceo 320 rs.
aWITADE TORTA,a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Proco 160 rs.
,o. o. , ^>, r. , g
Perdeu-se no dia 15 do corrente, na estra-
da do Km te, entre Duros o l'i.v/eres, um peque-
no caderio contendo o resultado do algumas ob-
servaees feilas em Olinda por Luiz Antonio de
Souzi rilada : quem o adiar pude entregar no
consulado francez, pela que lera una boa grali-
ficacao, se a exigir.
Aluga-se um sitio na Torre, com baixa de
capim, leudo a casa de boas accominodacdes para
u'na familia: a tratar no silio do conselheiro
Jos Denlo, na Ponte de L'clioa. ou na ra eslrei-
la do Bosario n. 26.
nao s sao bstanles fortes para viagem, como I
sfio de longa vida, pois o menos que vivem
!jtl aunse tem mais a vantagem de serem uteis
para os nossos serloes, por ser o seu primitivo
sustento palha de capim secco e conservam-se
sempre gordos, sao de marca muilo superior .
desta provincia c aos do Cear c geralrsente s i
muilo passeiros.
GASA LIS0-BHIS1LE1RA,
2, Golden Square, Londres.
2 p
3 -3
O
c
C 3
r
o s.
n -.
p
^
o
O
X
J. G. OLIVEIRAleudo augmentado, com to- I
mar a casa contigua, ampias c ezccllentes ac-
commodacijes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor elem-l
branca dos seus amigos e dos Sis. viajantes que
visiten! es'la capital; continua a prestar-ibes seus
serviros o bous ofRcios guiando-os em lodos as
colisas que precisem conliecimento pralico do!
paiz, ele. ; alm do porluguez e Jo inslez falla-si
na casa o hesprnliol o francez.
T
S" (O ps
c- 3
o
Cfi '
X
-
s
Altencao.
Ra do Imperador, confronlc
ao oituo do deposito do gaz.
Borolt C.altendendo a que os senhores con-
sumidores degelo sao pela maior parlo residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lulariamcom grande dilliculdado se esle es-
te eslabclecimcnto eslivesse collocaJo no bairro
do Becife, poderao encontrar na ra do Impera-
dor confronlc ao oiiio do deposito do gaz, um
armazem com as pioponoes txigidas para depo-
sito desle genero, o qual estar aberto concur-
rencia dos mesmos senhores, das 6 horas da rr.a-
nha s 6 da larde, do dia 3 do correnie em
> diante.


adiantados.
- hfttt^ftlfil ^.v/>.^v \*- *ri -,x
vVwweiBi <>apP'' i ->^>>_> i<8' 'isv
Roga-se aos Srs. Jevedores do estabelc-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Cul-
legio venda n.
n. 10.
Na praca da Independencia n. 22 acham se ex-
poslos a vendt os bilhetes e meios da 3a parle
da i* lotetia do Senhor Bom-Jess da Via-Sa-
cra, giranlidos por Sanios Vieira, os quaes se
conlintiam a vender as casas em que se ven-
dan os de Vieira & Bolliechild.
Buhles CgOOO
Meios 3;rC00
Antonio dos Sanios Vieira.
Una casa cslrangeira quer alugar um os-
era
pera
A pessoa que annunciii um silio para ven-
er ou hypothecar, queira vir a ra da Senzala
Compras.
o
o
2/S

00
3 x
3-
--------- *
vO Curso pralico e theorico de lingua ran-
(; ceza por urna senhora franceza, para dez
w mocas, segunda c quiula-feira de cada se-
$ mana, das 10 horas al mcio 'dia : quem
quizer aproveilar pode dirigir-so a ra da
.': Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos $ ,
Velha n. 110.
I DENTES I
25 ou na ra do Queimado .oja gRmi ^.^ dQ ^^ Q g|
@ Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar- ft
Na gallera e ofTicina pliolographica da ra a ciaes pelos dous syslemas VOI.CAMT1", 0
Nova n. 18, continua-sc a tirar retratos pelos @ chapas de ouro ou platina, podendo ser
mais modernos e perfeitos syslemas. Os traba- -vjj procurado na sobredila ra a qualquer
|S hora.
Allenco.
a
Cutnpram-sc algumas casas terreas,
construidas, e p"or procos razoaveis :
ra da Cruz n. 2.
- Compram-se moedns de ouro :
endo bem
trata-se na
no escrip-
lorio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
x c
Ki
O
if> i* g H
S.
4ecao.
Compram-se, vondem-sc c trocam-se escravos: t
vo que soja fiel, trala-se bem : na ra da Im- na rua j0 lmperador n. 21, piiinciro andar.
alriz n. 9, loja. NaJna do Trapiche n. 9, armazem de as-1
sucar, t^Tjos de Aquino Fonseca, compram-se
continuadamente modas de I65 e 20s00, agnias :
dos Estados-Unidos, modas de cinco francos, j
oncas hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas poreoes.
= Compia-se urna negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba cozi-
; nbare engommar muilo bem. que cosa alguma 1
cousa : na roa do Brum n. 16
1 noel Jos de S Araujo.
o g c
c
3- a p-r/5 .<
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3" 3-
C O
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armazem do Ma-
Ibos sabidos desse eslabelecimenlo sao bem co-
Vende-se urna parte do engerido Brejo, dis-
triclo de Serinbaem, o dilo engenho pe once
aos lierdeiros do fallecido Francisco Xavier Lo-
pes : quem pretender, dirija-se a na do Vigaro
n.lO, segundo andar, que adiar cim quem
tratar.
nhecidos do publico des'.a capital
UIND

Rua do Brum (passando o chafariz.)
^io Aepoz.Uo Acsic cstalsclccimeiito sembr \*a grande sovUmculo Ac me-
eliauVsmo para os engenhos Ac assacav a saber;
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimoassento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Catinos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgensmuito (ortes, e convenientes ;
Muas moendas pom rodetas motoras para agua, cavallos, 011 bois, acunhadas em aguilhoes de azs ;
Taixas de ferro fundido c batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.. etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia corn
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fino,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
menle
4$/000
rs.
A sacca de milho : vende-se no armazem de
Francisco L.
Dos n 12.
O. Azevcdo, na rua da Madre de
53000 rs.
compra-se, vende-se c"lroca-se escravos: na rua
Direita 11. 60.
Estabclccida era Londres
EM
wim si {su,
CAPITAL
Cinto buIYiocs de Ultras
esterlinas.
Saunders Brothers & C tem a horff"de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios -de
casas, e a guem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para
elTectuar seguros sobre ediiicios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edicios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
-r- Roga-se aos Srs. devedores a Grma social
de Leite & Correia em liquidarjao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da rua do
Queimado n. 10.
Ensino particular.
O abaixo assignado, residento no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exerciciode seu magisterio, ensinando primeiras
letras, latim e francez, e tambem admitte alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Fijrueircdo.
*Sumo-se na sexta-feira, s 10 horas do dia,
pnuco mais ou menos, do paleo d-i Sania Cruz,
urna cachorrinha branca meia cabelluda, orelhas
ura tanto amarellas, levando urna co'leira de la-
to com dous cascaveis de cada lado : roga-se a
pessoa que a encontrar, querendo restilui-la, diri-
ja-se ao mesmo palco da Santa Cruz n. 1 se-
gundo andar, ou na> rua de Apollo n. 22, onde
se gratificar tanto a quem leva-lo, como a quem
Je!la der urna noticia.
draca.
A6#acaixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vid ros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros aretalJio do tamanho mais pe-
queo at mais de G palmos.
Piano.
Vcnde-sc um riquissimo piano e com muilo
pouco uso, por menos de seu valor, a prazo ou a
dinheiro : na rua da Imperatriz n. 88, segundo
andar.
Vende-se na reguezia deS. lien-
to termo de porto Calvo da provincia
das Alagoas, o engenho Piabas do Bom
Successo. muente e corrente de agoa.
com urna legoa de terreno, obrado em
ponto pequeo, tem terreno suficien-
te para levantar mais tres propriedades,
tem urna excelente casa de vivenda com
A sacca de milho novo e Mamanguapc : ven-
de-se no armazem de Francisco L. 0 Azcvedo,
na rua da Madre de Dos n. 1:2.
5j?500 rs.
A sacca de farello superior com o peso de 128
libras : vende-se no armazem do Francisco L. O.
Azevedo, na rua da Madre de Dos n. 12
Ferros de engom-
mar econmicos.
Dao-sc a conteni.
Vendem-se esles magnficos forros as segua-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ba' da Cadeia do Recite n. 44.
Dila da Madre de Dcos n. 7.
Dila do Crespo 11. 5.
Dita daPenha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Novn n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
Dila Direila n. 72.
Dita da Traa 11. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dila da Imperatriz n, 10, armazem dt fazendas
de Itaymundo Carlos Leite & Irmao.
ILEGIVLl


(I
Aos amantes da boa
fumara.
Na Ioja da I.caldadc n. 25, na ra da Concei-
rao da Boa-Vista, ha encllenles charutos tra-
viala, por menos que em qualquer parle.
Vende-se urna mobilia completo de jaca-
randa, com lampo do podra: no escriptorio do
agente Oliveira, ra da Cadeia do Recite.
yimmuiMimmi
En gento.

\ ende-sc o engenho Santa Luzia, sito na
freguezia de S. Lourenco da Malta, entre
os eogenhoa Penedo de Baixoe Peoedo de &
Cima : Irata-sc no mesmo engenho ou no @
engenho Mussambiquc com Felisbino de $
Carvalho Rapuzo. $a)
Vende-sc um negro com algumas habili-
dades : na ra nova de Santa Rita serrara n. 23.
!: :;:: *
AUenco para a pechin-
cha.
Na ra Direita. sobrado de um andar n. 33-
defronle da padaria do Jos Luiz, Tendem-se do'
ees seceos e de calda, caj, mangaba, limo, pi-
langa, sidrao, jalea, e outras qualidades, por pre-
sos conimodos : lambem se fazcm bandejas de
bulinhos de lindos mudellos que serviram no
baile de SuasMogestades Imperiaes ; tambem se
fazein doces d'ovos, pudins, po-de-ls com en-
feiles de alinins, pastis de nata c de carne, ar-
roz de Icile, jaleas de substancia: quem preci-
sar mandar fazer o arranjo de comidas para ca-
sas particulares, na mesma se faz.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUABTA FEIRA 2i DE MARCO DE 1860.
Salmo.
Em casa de James Crabtrce & C, na ra da
Cruz n. 42, vendem-sc latas com salmo de 1, 2
e 3 libras, de superior qualidade, chegado pelo
ultimo navio em direiluiada Terra Nova.
Casacas, sobrecasaeas
colletos.
c
Na ra da Cadeia n. 23,
sobrecasaeas de superior
vendem-sc casacas e
panno, e colletes de
Vende-se sebo em pao c em volas, vinda so,recasacas, .je superior panno, e colletes de
de Porlo : no armazem confronte porla da al- s.eda f,re,os "V Coulard, o mais acredita-'
fandega n. 7 A. do jaoricanle de Pars.
Vendora-se saceos rom milho muito novo a
i: no armazem do Sr. Annes defronte da alfan-
dega.

Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Pellos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C
Cruz u. Gl.
i2
ra da
Grande sorlimento.
4d"Rua Direita*4o
Os estragadora de calcado encontr-
is.) jeste estubelecimentp, obra supe
rior pelos procos abuixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. .. O.sOOO
Ditos (lustre e bezerro)..... 8$OOo
Borzeguins arranca tocos. 8<00C
Ditos econmicos....... Gi'OOO
Sapatoes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
:! rzeguin primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
culo (salto dengoso).....4<500
Borzeguins pata meninas (l'or-
tssiinos)..........4#000
E una perfeitosortimentode toJo cal-
ca b e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marro itro, cou
vo de lustre, fo, fitas, sedas etc.
Reloj ios
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
& C, na rua da Cruz n. 38, ven-
de-se un grande e variado
sorlimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronometros, meios chono-
UielrOS, de OUrO, prata dOUra-i^VeTdc-seuma mesa redonda, dous conso-
da O, folpndflc: n mirn QOllfln los' ,rescadeiras euma commoda, tu do de ama-
ua, t, lieau^b aouio, senuo rcMo. a lralar na rua Dirclan: 82> primeiro
estes relogios dos primeiros fa- f
bricautes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido c acreditado deposito da
a rua da Cadeia do Recite n. 50, primeire
andar, vende-se :
Saceos grjndes com farinha de mandioca.
Ditos eom cera de carnauba.
Ditos com farelo.
Meios de sola.
Vinho do Porto em caixiuhas de duzias.
Dilo dilo superior.
Toalhas de panno de linhoe algodao de difle-
rentes lmannos.
Han is com cal.
Toalhas ou babados de linho e algodao,
Conlasdouradas.
Apitos.
Cadeirasdc palhinha.
Chales bordados a mil rs.
Na rua do Queimado n. 19.
Vendera-se chales borJados a soda com defeilo
do agua doce, a 1$ cada um ; a elles, antes que
se acabem.
FINDICIOLOW-MOW,
Roa da Scnzala tova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas e meias moen-
das para eu9enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuara a torrar na rua
da Cadeia do Recite n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3-5800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 68, paletots de
alpaca preta e do cores a 5$, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muilo superiores a
60* a duzia, organdys do lindos desenhos a
18100 a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
(raneen a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5S300,
6,7 e 8, chitas inglezas de cores Otas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 48, cortes de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2^240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fa/.endas que se vende por
barato preco.
Queimado n. 2. tem para
vender:
Clialy e merino decores, oplimo nao sopara
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 res o cova- j
Man
"iB ii*/
AS MEMORES M\mMS DE COSER
nos
afama los autores de New York
. M SIXCER & c.
E
WHEELBR ,\ WILSON.
No novo eslabelecimento vendera-se as machi-
na? destes dous autores moslram-sc a qual-
[uer hora do lia onda noiteeresponsibilisamo-
nos por sua boa quali lade e seguranza :no arma-
zem de fazenda* de llaymuiid.) Carlos Leite &
lrmo, rua ,1a mperairiz n. 10,
alerro da Roa-Vista.
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Roana e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgera em pedra: ludo or precos muito
razoaveis
Franjas de vidrilho
e retroz.
Vendera-se franjas prelas de vidrilho e relroz,
de todas as larguras : na rua da Cadeia do Re-
cife n. 23.
Vestidos de seda bordados
a velludo.
Vcndein-se ricos cortes do vestidos de seda
j pretos bordados a velludo e a seda frdxa, do mais
moderno goslo : na rua da Cadeia do Recifo nu-
mero 23.
Rua do Queimado Manlelclcs e lalmas.
Ioja de 4 portas n. 10.
Anda re?lam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidado da firma de Leite & Correia, as
quaesso vendera por derainuto preco, sendo en-
anlignmeule
Z.1

i
:
:
:
...................-............................ a
tre outras as seguintes :
Magos de meias cruas para hornera a 18600
Dilos de ditas de cores 2&000
Ditos de ditas cruas muito superiores 4J000
Dilos de dilos para senhora 38000
Diios de dilas muilo Gnas 43000
Corles de caiga de meia casemira 2$000
Diiosde ditas de casemira de cores 55000
Dilos de dilas de casemira preta a 5 e 69000
Brim trancado branco de linho fino
vara 1000
Corles de coleta de gorgurao de seda 2$000
Pao prelo fino, prova de limo 3& e 45>000
Grvalas de seda preta e de cores 17000
Rispados francezes, largos, cores fixes
coado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas eslreitas ICO
Riscados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 28000
Tiras bordadas 200 ; vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
Cambraias lisas muilo finas peca 4000 dito chamPaSn. iJem. dito muscalel, idem : no
r .... armazem de Barroca 4 Medeiros. rua da Cadeia
Lrnesiinas de cores para vestidos covado 240 do Recife n. 4.
Challes de laa bordados de seda um 29000 PciHiaS de ICO l^lP/IS
Grodenaple prelo, largo covado 1800 e 2000 | Vendem-se na rua da Cadeia do Rpcife. Ioja n"
Seda, e sarja lavrada 1J800 e 2J>000 7- deGuedes& Gonealves, as verdadeiras ponnas
n,;i. v-. 1 1 %. j --. de aro in^lo/.as, mandadas fabricar polo iirofos-
Vestidos brancos bordados para bapt.sado 5000Sordecalygraphia Guilhernie Sculy, pelo Ldico
^endcm-sc ricos manteletes e lalmas de gros-
denaple prelo bordado a agulha eenfeitados com
goslo e igualmente de fil : na Ioja da rua da
Cadeia do Recife n 23.
A 2SO00 cada duzia.
Rua do Rueimado n. l).
Lenros brancos de cambraia para algibeira a
25 a duzia.
Coberlas de chila a 2^.
Na rua do Queimado n. 19.
Tamkm se vende a 320.
Rua do Queimado n. 19.
Alpaca prela pelo baratissimo prco de 320 rs.
o covado, brim de linho branco "raneado a Ija
vara, ganga franceza de cr para caira e patriis
a 500 rs. o covado, lencos de cassa *de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A2*$500 cada chales.
Hua to Queimado n. 19.
Chales de merino estampados a 2$500.
dios a G00 rs. a vara.
Vende-se na rua do Queimado n. 19.
Cambraia adamascada.
Vende-se cambraia adamascada para cortinado,
de lindos lavrores : na iua do Queimado n. l'J.
7IEHDEI
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lem
estabelecido o sen deposito na rua da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo& Filho : desnccessaiio 6 fa-
zer Plogios bondade dcste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
taco que gcralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an
lidolo para (odas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro conlm uo envoltorio a pro-
pria assignalura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lilhographada.
Ges k Basto.
Saiasabalo.
Receben-so neslo eslabcleciraenlo um rico
soiiimenlo de balesdc todas as qualidades, sen-
do de dina, raussulina, fuslao, madapolao, c to-
das de goslo moderno, que ainda nao veio a es-
ta piara.
Espermacete a G40 rs., man-
teiga ingleza a 800 rs.,
(lila franceza a 600 rs., cha hysson a 1*760, bo-
achinha a 240 rs., loucinho de Lisboa a 360 rs
lema a 400 rs lalharim a 320, queiios a ISSOO*
milho e arroz a 280 rs. a cuia : na taberna da cs-
liella do largo do Paraizo n. 1 .
Verdudeires luvas de Jouvin de
Cheguem a Pechincha 40 Rua do Queimado. 40
Na Ioja do Preguica na rua do Grande sorlimento defazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com penhei*.
do Challes de merino estampados muilo finos pelo Corles de vestido de seda do cores com
deminulo preco de 2:500 cada um musselinas! babados
modernas, bstanlo largas, de variados padroes! Di'os de dila preta com babados
a 260 e 280 ris o cova Jo grvalas a fanlazia.o | Hitos de dita gaze phantazia
mais moderno posiivel a l}e 1200 cada urna, e Romeiras de fil de seda preta bordadas
outras muitas fazendas, cujos presos exlraor- | Taimas de grosdenaple prelo bordadas
dinariauente baratos, slisfaro a expeditiva .Grosdenaples de cores com quadrinhos
do comprador.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e loques :
vendem-se na rua da Emperatriz n. 7,
Ioja do Lecomte.
Loja da boneca rua da mpe-
rairiz n. 7.
Vendem-se caixas de tintina para tin-
gir os cabello* em dez minutos, como
tambem tingem se* na mesma casa a
qualquer bora.
mmm &&m mm em% ?
| GRAPE ARMAZEM
vl> DE
Roupa feita.
H Rua Nova n. 49, junto l
a ujreja da Conecalo dos \
Militares.
m%
an
. r----------v------ ~. v.....^o ruid) UU JU11VII1 UO
AlgOtlaO monslro COlll 8 pal- todas as cores: ven Jem-se na ruada Im-
... or\f\ __ ___ iui--.*.;-. i l:_ j- r___
GH.HDEEVALUADO SORTHE^TO
DE
fouasp fcilas e fazendas
NA
L.oja eavaiazcm
fes
:
i :
Na rua do Queima-
do n. 40.
i
Ricas sobrecasaeas de panno fino pretos S
;: e de cores a 2s, 30j c 35#, lambem lomos ::
t: paletots dos mosmos paoaosa 22? e 2!-?, -
: paletots de casemira de cures de nul :
! : bon gario e Tinosa 12#, I4jf. ifi c 18, di- |
- de panno prelo para menino a I8g e 3
j 20J, ditos de casemira de cores a 8J e los '
calcas de casemira de cores o pretos eiun- i-
. i lamente para meninos a 7#, 85, 9-5, IO5 e !!
t: 12S, colletes de gorgurao de seda e case- :-
j mira a 55, 6$ e 7$. paletolsde alpaca pre- ''
\ tos de cores saceos a 4j, dilos sobrecasa,
: i ije 8<{, ditos de brim, de csguio c de ''
lao tanto branros corno decores a 4?, R
Veos bordados para chapeo
Entre meios bordados
Alhoalhado adamascado largo vara
Lengos de chita escuros um
Gangas d8 cores para palitos covado
Vendem-sc fogoes de ferro econmicos, de
patele, para casas de familia, conlendo 4 forna-
loas, e Torno para cozinha com lenha ou carvo,
: I aplima invenco pela economa de gastar um
.. j lergo do lenha ou corvo dos anligos, c de cozi-
nhar com mais presteza, tem a diTerenca de se-
rem amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil condueco: vcndem-s'por pre-
cos muito mdicos, na fundico de Francisco A.
Cardoso (Mosquita) rua do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceieao da pon-
te do Recife, e rua do Queimado n. 30.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
mores chapes de castor.
259000 '' PrcC de 2j> a caixa.
1#600
1280
100
200
Bezerro francez
grande e grosso:
Na rua Direita n. 45.
Fardo de Lisboa
por commodo prceo
primeiro andar.
na rua do
Vigario
n. 19,
peratrizn 7, loja do Lecomte.
Vendem-se 90 apolices da cora-
panlna do Beberibe : a tratar com Mar-
cobno Jos Pope, no etcrtptorio da
misma companlna.
Arados americanos e macbinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo
hnston i C. rua da Senzala n. i2.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
:
S>#e6J,_ calcas de bros brancos mu- i
: lo linos a 53, 63 c7j, colleles brancos e de
cores a 3g e 3;500, camisas para meninos
i
::
']> diversas qualidades, calcas de bros de
. cores finas a 3j>5GV), 4j e 5, um rico sorli- '
: ment de vestidos de cambraia brancos i
r: borJados do melhor goslo que lera appa- :i
r. 1 ido a 28, maoteleles de fil preto e de :
; cor muito superior gosto e muilo moderno !
: a 20j! cadaume 24, ricos casaveques de
cambraia bordados para menino a 10, di- -
, : tos para senhora a 15$, ricos enfeiles de H
- froco de velludo gosto melhor que lem ap- '')
parecido a 109 e 125, e oulrus muilas fa-

:
. zeodase roupas fcilas que com a presenca
do [reguez se far patente.
^asacas paraa ijiiarcsma ^
IkT__l_ __________. ...l
Nesto mesmo eslabelecimenlo ha
: grande sorlimento de casacas prelas,
um
as-
: snn como manda-se fazer por medida a von- ;
lade do [reguez, escolheudo os mesmos os M
'e: pannos a seu gosto sendo os precos a 35 ;
. e 409. v I
Camisas inglezas
*1 Temos novamenlc chegados: ricos vesli- 1
,- dos pretos bordados a velludo a90J, dilos a
rdados a seda a 75 e 60^, assiiu como
>a nnnNlPtoo pretos da ultima moda a "9
" lo}, 2"? e Ji>.
-":'v"",.......-:
\endem-se na taberna de Gurja de, cima
4 quarlos gordos e sem achaques, de 8 annos
pouco mais ou men-s, 3 voceas parideiras, en-
trando nesla conta 1 novilha da primeira barri-
ga, paiida lia 10 das, eslo gordas.
A pechincha
estil se acabando.
Ricos cortes de seda pretos bordados a 75g e a
OS, grosdenaple prelo de lodas as qualidades. o
melhor que ha no mercado a 18$, e a 2, 2S0O
e 3g o covado, ricos enreiles de vidrilhos prelos
e de cores a 3 e 4| cada um, ricas sedas prelas
tarradas a 1&500 o covado. pannos unos. proa
j de hmuo, de superior qualidade e dillerenles
precos. casemira prela de todas as qualidades e
o mais baralo possivel, e um completo sorlimen-
to de fazendas de lodas as qualidades, que ludo
se. vende baralo pnr ser loja retirada, e os donos
querem-ua acredilar: na rua Direita u. lu
chegando a igreja do Terco.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua lara
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegrtacs.
Salsaparrilha BrUtol.
Dita Sands.
Vermifugo inglez.
Zarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollowa7.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Anues deronte da
porta da alfandega.
BELOGIO
Vende-se em casa de Saundcrs Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deeicellenle osto.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, cobertosedescober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Loja da boa f, na na
da mperairiz n.74.
Vendem-sc verdadeiras luvas de Jouvin muilo
novas, brancas, prelas, tGr de caima, para ho-
mem e senhora, a 28400 o par, pelas de relroz
com palmas de vidrilho a 1^600, ditas de seda
cnfeiladas a 23200, lisas a 1|280. ricos pentes de
taalaruga virados muilo fortes a 10g, dilos sem
seren virados a 4S. dilos virados imitando tar-
'afuga aJt600, neos enfeiles de vidrilho prelos a
<* c 43, espartilhos de linho com cairelis a 69
cada um. ricos leques imitando marfim a 28500,
ricos manguitos com camisinha e gollinha de
cambraia bordados o 6 o par, manguitos com
^rmhaa4*,e 5S' cami5 com gollinha a aje
9O0, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e l*5UO, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alinetcs em caixinha de
cabeca chala, brancos c pretos. ricas franjas pro
las com vidrilho. dilas sem vidrilho, prelas ido
cores, Ota de seda, velludo, bicos, rendas fran-
jas, laa, linho, gloes de cores e brancos tesou-
ras, caivetes, facas, garfos e colheres 'de lodas
as qualidades, sapatos-de marroquim e couro de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muitos mais objeclosque se ven-
dem por menos do que cm oulra qualquer parle,
babados bordados para manguitos e calciuhas de
meninos.
mmm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
viudos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C,
DB
Francisco Antonio Correia Carduzo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEIA MEDICO DE IIOLLOWAY.
rl LULAS KOLLWOYA.
Este inestiniavel especifico, composlo inteira-
mente de berras mcdieiuaes, nao conlcm mercu-
rio, neio alguma outra substancia delecleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a Compleico mais
delicada igualmente prorapto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiraraente innocente em suas operaroes e cf-
feitos; pois busca e remove as doenca de qual-
quer especie egro por mais antigs e icuazes
quesejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se ade-
sesperacao ; faeam um competente ttisaio dos
efflcazes efTitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguinles enfermidades :
Febrcto da especie.
Coila.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflaramaces.
Ir r eg u a ridades
menstruaeo.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstuccao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Relenjo deourina.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal).
g Neste armazem encontrar o publico
| pas feitas, como sejam casacas, sobreea-
sacas, gndolas, fiaques, e paletots de
panno lino prelo e de cores, paletots e
sobrecasaeas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
ai cas de casemira prela e de cores, dilas de
*S merino, de princesa, de brim de linho
S* branco e de cores, de fuslao e riscados,
S calcas de algodao, collele3 de velludo
P prelo e de cores, dilos de selim prelo e
branco, dilos de gorgurao e casemira, di-
jg los de fusles e bros, ferdamentos para
j a guarda nacional, libres para criados,
!| ceroulas c camisas francezas, chapeos e
^ grvalas, grande sorlimento de roupas
|g para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
ag dando ao comprador algumas das roupas
'& feilas se apromptarao oulras a goslo do
^ comprador daudo-se no da convencio-
ffS nado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
lguns~pianos do ultimo gosto, receutimente
chegados, dos bem conheeidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
multo proprios para este clima.
Ir
em grande sorlimenlo para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes do superior qua-
lidade a 0500, 7 e 8a. ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 78, y e 10,$. dilos de lontra preto e
de cores, muilo finos a 68 o 7>, dilos do chile a
.18500, 5, 6, 8, 10 e 12>, dilos de fellro em.gran-
de sorlimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2-5500 a 7)J, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palh.i, ou
sem ella a 48. dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores c muilo em cotila, bonetes
lrariKv.es e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muilas qualidades para me-
ninas de escola, ehapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conla e do melhor gosto possivel
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e 00tros
muitos objeclos que os senhores freguezes, vis-
la do preco e da qualidade da fazenda, n'o dei-
xarao de comprar ; na bem cor.hecida loja de
chapeos da rua ircila n. Bl, de B. de B l'tij
covado
Dilo liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado la e
Dila lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda degaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
OrWindys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos a bordados
Tiras e enlremeios bordados
Manas de Monde brancas e prelas
Das de fil de linho prelas
Chales de seda de lodas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
I Dilos de dita de algodao bordados
. Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Collinhas do cambraia de lodas as qua-
lidades de 600 rs. a
p i Chales de touquim brancos
I i Dilos de merino bordados, lisos e es-
fl lampados do lodas as qualidades
p Enfeiles de vidrilho francezes pretos e
5 I de cores
I Aberluras para comisa de linho e algo-
9 dao, brancas e de cores
5 ; Saias baliio de varias qualidades
I Chapeos francezes finos, forma moderna
I Um sorlimenlo completo de grvalas de
1; seda de todas as qualidades
,,! Camisas francezas, peitos de linho e de
. algodao brancas e de cores
II Dilas de fuslao brancas e de cores
j 1 Ceroulas de linho e de algodo
S Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sorlimento de fazendas
11 para vestido, sedas, laa e seda, cam-
g 1 braia e seda tapadas e transparentes,
?. I covado
g Meias cruas broncas e do cores para
g I meninas
I i Ditas de seda para menina, par
j Luvas de fio de Escocia, pardas, para
g I menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de coros, covado
Pulseiras de velludo pretos e de co-
res, o par
Dilas de seda idem idem
Um sorlimenlo complelo de u-'as de
seda bordadas, ls:s, para Sahoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
j Corles de col'ele de gorgurao de seda
de cores
, Dilos de velludo muilo finos
i Lencos de seda roxas para senhora
Harqoezilos ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
: Sapolinhosde merino bordados proprios
i para baplisados, o par
; Casinetas de cores de duas.largurasmui-
to superiores, corado
Tafel ixo, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Selim liso de lodas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao pretos
I Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
j Um complelo sorlimenlo de roupa feita
sendo casacas, sobrecasaeas, paletots,
colletes, calcas do muitas qualidades
de lazendas
Hologios c obras de ouro
Corles de casemira de cores de 58 a
Cocos italianos
9
9
1
$
9
1200
5
35000
15500
10-8000
16000
18000
9
9
8
8
8
I
gooo
8
9
5?000
f
9
3$50O
68000
8j5(jO
3
8
9
I56OO
8320
1J20O
8700
28000
18000
9
88000
28500
9
2ooo
18600
$500
18600
9
8325
640
5
iooo
8
8
12;000
Vendem-se fazondas por baralo
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca o a reta-
lho : na ruado Queimado'loja de 4
porlasn. 10.
Algodao monslro.
AG00 rs.avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19 ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
ralo preco de 600 rs. a vara ; esle algodo serve
pjra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
i Accidentes epilpticos.
"' Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asilima.
Clicas.
Convulses.
Uebilidade ou exteaua-
co.
Dehilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dorde garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Knfeimidades no ventre.
Ditas no igado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto interrntente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrond, e na loja de
todos os boticarios droguistas a oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contem urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz n. ii, em Per-
nambuco.
4000 rs.
por sacca de milho; no armazens de Tasso
Irmos.
Nova inven?o aperfei-
(oada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite 4 Irmao.
Rua do Queimado n. 37.
A 303 cortosde vestidos de seda quecustaram
608; a 168 cortes de vestidos de phautasia que
custaram308;.a 8g chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeia do Itecife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 48 cada
um : na rua do Queimado d.37, loja de 4 portas.
Etn casa de Rabe Sclimettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumanh de Hamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos
Milho
nos armazens de Tasso & Irmao*.
1S60O
2c000
igbou
2j500
2;OC
de folha de (landres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
| loja de funilciro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exempiares do
primeiro e segundo volunte
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moiaes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na Iivraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Para a quaresma.
Sedas prelas larradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muilo superior a 28 e
Sarja prela larga, covado
naruado Queimado, Ioja de 4 porlas n. 10
rzr-srm-*
illliniK.cn _____1 ._ 1- _.". '- %
Lonlinua-se a vender fazendas por'"bai\ i
^ preeo al mesmo por menos do seu valor S
- alim de liquidar coritas : na loja de 4 porlas 5
na rua do Queimado n. 10. i\
Kua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
giezes, candeeiros e caslicaes bronzeados lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros e
montana arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e nscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na rua da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho .4renin da, no limite Oo Cabo, arredado um quarto de
legua da eslrada de ferro, cora bastantes mallas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado : a
lralar no mesmo enjpcnho com o proprielario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assenlo para 4 pessoas de
denlro, e um assenlo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado k
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Vende-se a taberna n. 141 da rua
do Pilar, tendo poucos fundos : a tratar
no primeiro andar da mesma,
Tijollos de marmore branco a
400 rs. cada um.
Vende-se no laboratorio de Gamitta
& C.: no caes novo por traz da rua do
Imperador.



DIARIO DE PERNAMBUCO. Qt ARTA FEIRA 21 DE MARCO DE 1860.
Ct)
ABMAZEH PUOGfiESSO
DE
Mantciga pcrfe.tamentc flor a 800 rs. a libra e cm barril se far mais algum abatimento.
Quecos mu Vio no\os
ljiOO rs. c em caixa se far mais algum abalimeulo nicamente no armazem Progresso.
Ameixas raueczas
Proue** dC flha 6 can,poleiras de vidro a 90 rs-> (m PorC5 se ari a,gum abaliraenlo s no
Cavtocs dc \h>\'u\ \vos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., c em porco se far algum abalimenlos no Trogresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadas c proprias para mimos s no Progresso e cora vista se far
um preco commodo. '
L.atas de soda
com 2 1|2libras de diflerenles qualidadesa 1#600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-sc unicamenle no armazem Progresso.
YioAvos engavval'ados
Turto, Madeira, Xoroz. Muscalel. Feiloria. Bordeaux, c outrus muilos mais e com a vista se fai o
preyo commodo, conforme a qualidade sno Progresso.
Ainlios cm pina
Torio, Lisboa, Figueira o Pralos deSM) a 60 rs. a garrafa cm porco se far algum abatimento
\ende-so (uuicanieute allendendo a qualidade) no armazem Progresso.
Ko\ac\iin\\a inglez.
muilo nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidvados
de la 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de -00 a lj200 rs. cada uro. se
no Progresso.
Hoce de goaba
muito fino de Jga 1JS500 ocaixo, s no Progresso.
Cuoco\ate vaucci
alj a libra, assim como vendem-se os seguintos gneros tudo recentemenle choga Jo e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, ehourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maca de trnale, pera secca, pa"sas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, coqfeitos, pastiNias de variasqualidades, vinagre branco Bordeaux proi'iio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gom-
nia muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacole barato, licores francezes muito linos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei'
lonas muito novas, lianlia de porco refinado e oulros muito gneros que enconlraro tendente a
inolhados, por isso promelem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promelem mais tambero servirem aquellas pessoas que roandarem por oulras pouco pralicas como
so wessem pessoalmenlr rogaro lambem a lodos os sanhores de engenho e senl.ores lavradoies
queiram mandar suas encomroendas no armazem Progresso que se Ibes aflianca a boa qualidade e
o aconduionamento. *
A'crdadeva goma de matarana
a 00 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
lidalos par? denles a 200 rs. o ma<;o om 20 machino*, s no Progresso.
Attenco.
Com (oque de avaria
1:800
hosdemo Cr'6S de V.eS,.d(\de chi,a "'^'.VSS
a 15S, feijao aroarello muito novo a 560 rs. a cuia lencos de cambraw brancos a 2:000 2:500 3?>
o. em saceos por preco commodo, farelo a 63, mi- i 4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
lho a 45500, e oulros gneros por commodo preco. I e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
|eS@@S@^@@*S@|;iem de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
1 Almeiua & Burgos, *rm~aos-^w-'-->
S Com loja de fazendas na ra do Cabng
2 n. 8, fazem scicnle ao rcspeitavcl publio,
2? aos seus amigos e freguezes, que se acham
prvidos do mais completo sorlimento de
fa/endas finase grossas, como tambero de
i

37 RuadoQucimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
r* roupas eilas francezas o peifumarias. & sorlimento de obras feitas, como sejara : pae-
@ Tero tudo quanlo preciso para apromp- ,ots de panll0 no de 16$ at 28g, sobrecasacas
8$ tar-se para a quaresma. e eslao rcsolvidos | ,___ .
a venderem demasiadamente baratas, e $ de panno Gno paelo e de cores muito superiores
muitas fazendas por menos de seu v.ilor a 353, un completo sorlimento de palelots de
@ para fechnrem cnlas. Dao-sc amostras. riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
*@t^8$$im$$$&S89e te. que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos lmannos.
Fardo a oSoOO.
DE
eMiis.m i ffigifi m iiflis,
Sita oa roa Imperial o. 1 8 c \ 20 jonto a fabrica de sabao.
DE
Ra da Imperatriz, loja do beceo dos Fcrreiros
saceos gr'indcs para acabar.
= Vende-se urna casa terrea com pequeo
silio em Sanio Aroarinlio, c viveiro no fundo :
quem a quizer comprar, dirija-se a Manoel Luiz ,
da Veiga, na ra dos Pires n. 44 A, que lhe dir j ca quem vende. ; ra meninas a 10$, ditos de palha para senhora a
PodltllOS luda attenCaO. n$< chapclinhas de velludo ricamente enfeita-
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabg n. 1 B, das a 25S> di,as de Palha de Italia muito finas a
vendem-se lodos os objecios por baratisslmos 25$, cortes de vestido de seda em carto de 40
precos, iiara liquidar, assim como sejam :
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de ditTorentcs dimences
(de 300J) a SiODO-) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar t destilar espirites com graduacao al 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nest? e outras provincias do iroporio, bonuas
de todas as dimeneoos, asperanle3 c de rep^UIho tanto de cobre como de bronze e ferio, torneiras
de bronze de iodas as dimences e feilios^aca alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalMs e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de tolas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
manilos, camisas econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
francezas de linho e de panninho de 2j[ at 5$ para engenho, folha de Flandres, chumbo cm lencol e barra, zinco era lenco! e barra, ls'nces e
cada urna, chapeos francezes para homem a 8 "roellas de cobre, lenccs dc ferro o lati,ferro suecia inglez de todas as dimnses, safras, tornos
ditos muito suncriores a 10^ ditos avpllnrt-i.los' e follcs para ferrciros 'c. e oulros muitos aiUgos por menos preco de que em oulra qualquer
ditos muiio superiores a 10, ditos avclludados, | parie, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieo j conhecida
copa alta a ijj>, ditos copa baixa a 10g, cha- j e para comraodidade dos fregsezes que se dignarem honrarera-nos com a sua confianca, acha-
peos de feltro para homem de 4$, 5$ e at 7# rio na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Relogios,
llicos de seda e do linho de todas as larguras.
Franjas pretas coro vidrilho c sem elle.
Ditas de todas as cores e lindos padres.
Trancas proias e brancas com vidrilho.
Franjas de linho brancas e decores.
Hilas com belota e sem ella para cortinado.
Ditas dc l.ia de todas as cores.
Galeszinhos proprics para enfeitar roupoeszi-
Vende-seem casa de Jolmston Pater i C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogioc
, de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
; at 150J, ditos de phantasia de 165 al 35SOOO, mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
gollinhas de cambraia de 1} al 5j>, manguitos variedade de bonitos trancelis para os niesmos.
! de l$500al5j>, organdys escuras e claras a
' 800 rs. a vara, cass.is francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor- I UNGENTO HOI.I.OWAY.
! les para collctes, palelots e calcas de 3-500 at Milharesde individuos de todas as naeoes p 4g o covado, panno fino preto e de cores de 255O0;dorn Icstemunliar as virtudes deste remedio in-
REMEDIO INCOMPARAVEL.
nhos de meninos.
go5os! fcied- d ldaS 0slarsuros clindos muilosuperioresa9el2, ditos de gorgurao
F.nfeiles com vidrilho pretos e de cores. c de t^ao brancos de cores, tudo por preco
Penles de tartaruga lisos e virados muito lindos barato, atoalhado de algodo a 1$280 a vara,
Dilos de massa lisos e virados. \ corles de casemiras de cores de 5 at 9, cresde-
v!anZril0nSamadrC^^ ^ WOOat 392(K) o
Filas dc velludo lisas c abortas de todas as cov'ado, esparlilhos para senhora a 0$, coeiros
larguras. de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
Penles de desembaracar de lodas as qualidades lencos de cambraia de linho bordados para se-
Chapeozinhos para homens. | nl"
Gravatinhas decores para meninas
al lOg o covado, corles dc collete de vellu do comparavel e provar cm caso occessario, que,
pelo uso que dellc lizeram lein sen corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente oulros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao tito sor prndenles que admiran; so
mdicos mais celebres. Olanlas pessoas reco-
braran) com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de le permanecido lon-
go lempo nos hospitaos, onde de viam soffrer i
amputacao! Dellas ha niuilasque havendo dei-
xado esses asylos de padecijaentos, para seno
submetterem essa operadao do'.orosa foram
curadas
hora a 9e 12^ cada um, dilos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20$ a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2$0O, barege de seda para vestidos, covado a
1$400, un completo sorlimento de collelcsde
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
Trancinhas de caracol de laa e de linho.
Rotos de lodas as qualidades.
Oculos muilo finos, armacao dc ac.
Binculos muito finos.
Penles de Iravessa para menina.
Saboneles finos a 2)00 a duzia
Oleo de babosa verdadeiro para conservar o ca-
bello a 500 rs. o frasco ; assim como muilo su- preco, velludo dc cores a 7 o covado, pannos
periores perfumaras de todas as qualidades, que' Para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
vista do fregnez se far lodo o negocio. cochoado propno para palelots e cohetes a 2^800
Lila para borda*. o covado. bandos para armacao de cabello a
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 11 l#00, saceos de tapete e dc marroquim para via-
R, vende-sc laa muilo pura para bordar ou para jgem.eum grande sorlimento de macas e malas
ocas a 0$ a libra. | jc pr0garia, que tudo se vende vonlade dos
Figos torrados.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabiifr n IB,,
vendem-se lalinhas de folha muito lindas coro 8 ; poss"cI aqm mcnc,onar. Prm com a vista dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
m
Vegeto- clepuralivas-Pau-
listanas.
PLANTAS ERAiZESMKOlCINAESBRASILEIRAS
1)0 DESCOBB1DOR
Carlos Pedro Dchccoin.
Estas Pillas Pauli.-lauas, ja tao conhecidas o
lao afumadas em lodos os lugares deste imperio
pelas maravilhosas curas oblidas com seu uso,
sao_as pravas evidentes c inconteslaveis di
acedes e influencias que operam fin lodos os ca-
sos dc enfermidades. As ditas pillas sao as me-
lhores que al agora se descobriram, pelo u oli-
vo que ellas sao nicamente compostas de piros
vegelacs, recolbidos nos raro pos e manos da pro-
vincia de S. Pauh), 0 ellas sao sem duvida de
urna efljeacia iucontestavel. Tratamenlos rom-
pidos de morpha, hypropisia, erysipella-brau-
ca. etc., etc. : ra do'Pailo n. 119, no Rio de Ja-
neiro.
Escravos fgidos.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SHS.
D. Antonio da Costa -A. F. de Caslilho-A. Gil-Alexandre Herculano-A. G. Ramos-A. Cuima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlvos BrancoA. P. Lopes de Mendoro-aA. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' c Cunha-F
Gomes de Amonra-F. M. Bordallo-J. A. de Freilas Olive-iraJ. A Maia-J. A. Marques-J. de
Andrade Corvo.!. da Costa Cascaes-J. Daniel CollacoJ. E- de Magalhaes CoulinhoJ. G. Lobato
Iires-J. 1 daCunhaRivara-J. J. da Craca Junior-J. Julio de Oliveira PiuloJos Hara
Latino CocinoJulio Mximo dc Oliveira Piraentel-J. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de Torres-JX. S da Molla-Leandro Jos da Cosla-Luiz Filippe Leilc-Luiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValoutim Jos da Silveira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
POR
libras do melbor figo torrado como ainJa nao
lera vindo a este mercado.
Vende-se urna negrinlia de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinliar e eng mniar: no Man-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
'wn mi- rmi tii m un rm r 11 mu ih
|Veslidos pretos!
de grosdenaples.
(K Vende-se na ra do Cabug n. "
H les de vestidos para senhora, de
Sx naples pjelo com saias ricamente borda-
M das, cm seus grandes cartees, com o aba-
Jij te de 30 por cenlo do preco que nao ha
muito se venda, d-se a 70J.
comDradores se mostraro
&
@@) 9999999 @
Vndese
99999
m
i
i

9
cor- rt>
bfosdc- SR
9 E-'lopa. Q
@ Camisas inglezas. @
Riscaulos em latas. $
9 Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu-
\@ mero 61. ;.;
[iMMt99S-893S-S9fSSS@
Pechincha.
A. P. dc CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
SgSgggg&ISaJS-aBaiSSieeiSaCSKW Cora Pequeo loque dc avaria.
Pianos venda
_ No da do correle fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippe, cabra, cstalora rega-
lar, pouca barba, com signaos dc bexiga no ros-
to, reprsenla ler 32 anuos de idade, falla bcra ;
completamente, mediante o uso desse I 2w &L. TSfl0. M'",:oi"'h d'n,io An"
,. i gola, cor fula, alio e secco, sem barba, tem : s
prectosorcraedio. Algiimas das taes pessoas na bracos signaos de vaccina, na testa urna cicalriz
enfusiio de seu reconlieciineiilo declararara es' ern forma de meia la, eem rima de um dos pa
tes resultados benficos diante do lord corree-' !""a fifca,1rizJ1ue repuchou alguma cousa a pello,
,i. ......___.. ,- ,tum a alia descansada, c bein eito de rosto e re-
dor e oulros magistrados, afi.n de maisaulentr : presenta ter 28 annos de idade ; ambos esles es-
carem sua firmativa. | cravos levaram caiga de algodo azul trancado o
Ninguem desesperara do estsdo de saude so c'm'8* de algodo de listra, alero dc mais roupa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re- I SflES!liB,. suppe-sc que reunirm-se pa-
,. BBBMucoicie ra scguirem viagem para o serlao do Sobral Je
medio constantemente seguindo algum lempo o onde o primeiro c natural : a quem os ippivlien-
ineniratato que necessitasse a natureza do mal, der juntos, ou a cada um de per si, ou dellesder
cujo resultado seria prova riuconlestavclraente "CLa'fL.:^ro.!omp6.???? pclos seus do"
Que ludo cura.
O ungento he ulil, mais particu-
larmente nos segruiuteseasos.
nos, no referidoangcmiu Ucha.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vcndem-ie ..-ras de ulgoao enrorpatto, largo.
' com pequeo loque de avaria a 2j$500 cada una.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con- 1. AUIU.\JU 11. 1/1 lili AOS OPlintOS (\i\ f*01101llt
funlamcnte com n revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-' v ^ V4M %/y%i **-'**a
tria ou as arles, alguns arligos orignaes sobre qualquer destes assumplos, o archivo universal, Fm ,nt, H. '. r Na ra do Oueimado n 2, luja do Preguica,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicarse, tem satisfeito aos seus ns. com a maior' s u & C-' rua Cruz n- vcndcm-se chitas de cores xas bstanle cscu-
exaclido e regularidade. | ha stmpre para vender um completo sort- ras, pelo baralissimo preco de 6 a peca, e 160
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres nc.iseexcellenles pianos de lodos os rs. e covado.
um volume de 420 paginas com indic.ee frontispicio competentes.
Assigna-se no escrptorio desle Diario, rua dasCruzes, e na rua Nova n. 8.
Prero da assignatura : pclos paquetes vapor 10g20 por auno ; por navio de vela 85 [moeda
brasilcira).
lia algumas collccc.oes desde o comeco da publicaco do jornal.
CONSULTORIO
DO
>I*0 I
. nmiDiKB iPiHETruma n ipieejSlIDidie.
3 BA DAGLORIA9GxlSADOFIJXDlO 3
Climca por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os dias pela manhaa ede tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar animalmente nao sopara a cidade como para osengenhos ou outra?
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hora do da ou da noite scudo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
metter seusbilhetes a botica do Sr. Joao Souun A C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constanteraent e os melhores medica-
mentosliomcopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10000
Dilos de 24 ditos...............lgOOO
Dilos de 36 ditos......#........2(1I)9
Dito de 48 ditos...............25$000
Uitos de 60 ditos..............OfiOOO
Tubos avulsos cada uro.............IjJOOO
Frascos de linduras........,.....2j000
Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
cm portuguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........20^000
Medicina domestica do Dr. He ring, com diccionario. 1OJ00O
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6g000
precos e qualidades, os quaes sao de multa du- Ven los" iimi lora dc miudeyas na
racao pela sua boa construccao. Estes pianos1 lV ". J miuaczas na
que foram premiados com a medalha de primei-!iua U'mu*, a qual tem pOUCOS turnios,
ra elasse na exposieo universal de 1855, alem e por ifSO pronria para quem quizer
de serem de 7 oilavas e 3 cordas.so de acaran- ,;.,;~;_
d e chapeados dcroelal. As pessoas que pr^i-!pn"ePJ..nCSte negoc, : luem Pre"
sarem podem compra-Ios com 20 ou 30 UiO de'tenL"er d'nja-se araesuii. rua Dir ta l-
menos que ero oulra qualquer parte. ja de calcado n. 7.
Carne de vacca salgada, em barris de 200 v,ii -. i
libras : em casa de Tasso IrmaoT. r.~ 1 J Pr amt Cnim?do Pre- a1*dl-
veiide-wiinprioriini\a al ,, v nlieiro ou a prazo, um engenho dagua. bom
CMednLKI algodSo, bran- mordor> com boas Ierras, situado entrea villa do
cese do cores, era novello, para costura : em Bonito e a Kseada, distante daquella villa tres le-
do Torres I goas
Alporcas.
Cairo bras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas do antis.
Eru[e'oes e escorbti-
cas.
Pstalas no abdomen.
Frialdade ou falla d
calor as extremida-
des.
I'rieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaees
Iuflammaco dolsado
Inilammaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura dc mosquitos.
Pulmdcs.
Dueimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas.
In ha, em qualquer 'ar-
te que suja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arlieulaioes.
Veas torcidas ou noda-
Fugio no dia 6 de foverciro proxino passado
aescrava Leandra, crioula, cor fula, alia, ma-
gra, bem fallante, com os denles da fenle po-
dres e alguns quebrados, c com alguns cabellos
brsncos, levando toda a sna roupa. Esta escra-
va natural da ridade de Olinda, e ha poneos
dias foi pegada no bairro do Recife por uro pre-
to, o qual querendo leva-la para casa, foi por
ella Iludido, c evadio-se na mesma occasio ;
por isso julga-se que ella anda por etjes lugares
cima mencionados : roga-se a qual |'uer ; i
que a pegar, que a leve rua de Sania hita, so-
brado n. O, primeiro andar, que ser gratificada.
casa de Seulhall Uellori C. i
n. 38
Torres | g0as quera o pretender, dirija sea rua Bella n.
Aos amaues do barato.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-lio lambem do Io de noyembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economa do publico de quem os proprictarios esperara a remunerado de
tantos sacrificios.
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mez. lOgOOO
momos, de choque ou chuviscos por mez IbjuO
Series de carloes e banhos avulsos aos precos auaunciados.
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus propietarios offereccm a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase mcias moendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilboes e boceas para ornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarogar algodo, preos para mandioca e oleo de ricial, portes gradara, co-
lumnas e moinhos d vento, arados, cultivaJoies, pontes, 'aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
boles e todas as obras de machinismo. Eiccuta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal lim faremapresent3dos. Recebem-se encommendas neste esta-
belecituento na ruado.Bcura n. 28 Ac na rua do Collegio hoje eiro do estabeleeimeflie Jos Joaquim da Cosa Pereira, com quem os preteodentes se podem
entente* para qualquer obra.
Arreios americanos.
Rombas dem.
Fogdes dem.
Arados dem a 30^000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Familia de trigo de lodas as marcas.
Lampeos de nalcnle com azeite proprio.
Viho (le Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, rua da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandcnburg Frres.
o dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
Dc Brautleiiburg freres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
ChAlcau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oklckop & Mareithac.
St. Julien.
St. Julien lidoc.
Chatcau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior. .
Cerveja branca.
A 360 rs.
Laas para vestidos e roupas de enancas, fazen-
das de padres modernos : na rua do'tjueiraado
n. 17, a primeira loja passando a bolica.
Por melade de seu valor.
Sedas prelas lavradas era cortes,' pelo diminu-
to preco de 20g o corle : na rua do Qucimado n.
17, a primeira loja passando a boiica.
ATTE^O.
Vendem-se velas de composicao dc muilo boa
qualidade, em arrobas, por preco muilo com-
modo : na labrica do largo do Terco n. 29.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da rua da Mceda n. 3 A, um grande sorlimento
do tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44.
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao cm prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22, em Per_!fe8u">lcs : um tanto baixo do corpo,
, wuu. **, mu testa carregada. ollios pequeos, cara
Bambuco.
50,000.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
sadas: na rua larga do Rosario n. 36
Vcndem-sc ceblas em caixas e aos ceios,
por bareki proco ; na rua Direila n. 69.
Confronte a Iravessa de
S. Pedro.
7ttua Direita7
O proprielario desle estabelecimento, queren-
do acabar com urna factura decalcados france-
| zes, expoz ao publico, pelo preco abaixo ;
Borzeguins inglezes 10200.
Ditos francezes. lastro de phantazia 9^500.
Ditos dilos aristocrticos 9.
Dilos ditos de pellica c lustre 8J.
Dilos c onomicos 6g.
Sapatoes francezes de lustro a phantazia Oj-
Ditos dilos democrticos 5;500.
Dilos econmicos 3i500 e iJOO.
Sapatos de entrada baixa rom sallo 4S500.
Ditos de ditasein sallo 35500.
Borzeguins a phantazia para senhora 5$.
Dilos de cores a 4S0.
Dilos democrticos para menino i;.
Dilos de cor 3j}800.
Tamancoa de marroquim para hornera e senho-
ra a 5i0rs,, e oulros muitos calcados, cujos pro-
cos exlraordinaiiaincnte baratos, satisfariio as
expectativas dos compradores.
PECHINCHA.
Ovas frescacs de C-rnoropin, viudas no palha-
bote xJorged, por atacado 2 calzos, e a rctalho ;
em casa do Joao Jos dc Gouveia, rua do Quci-
mado n. 27.
Cadeiras de rame.
Grande sorlimento de cadeiras de ferro com
assento de rame, por baralissimos precos : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Novo armazem de fazendas
e modas
DE
Faria C, rua Nova
numero 45.
Os proprictarios deste novo estabelecimento,
recebendo directamente de Paris e Londres por
todos os paquetes arligos de modas, que consti-
tue o mais bello sorlimento de fazendas em apu-
rado gosto, fazem sciente aos seus freguezes c ao
publico em geral, que todos as fazendas de seu
estabelecimento se rao vendidas por preco muilo
mdico.
Na lojadc miudezas, calcados
e 'unileiro, no aterro da
Boa-Vista n. 78,
vende-se bezerro francez muito novo e boa qua-
lidade a 49400 a pelle, tranca com vidrilho, bo-
nitos padres, branca c prela a 560 e a 500 rs. a
vara.bico com um palmo o mais a lj>200 a vara,
alQncte de ferro para armador a 120 rs. a caria,
penles de tartaruga virados, bonitos padres, a
9ff, paoel de peso pautado a 3*500 a resma.
Na rua da Imperalriz, loja de miudezas,
vende-se um lindo diorama com vistas, por pre-
jco commodo.
Jliilio a 5S000 a sacca,
Vende-se milho americano novo a a sacca
grande : no armazem de Travassos Jnior & C,
rua do Amonm n. 43.
Em casa de Borolt & C, rua
da Cruz do Recife n 5, ven-
de- se:
Carros de 4 rodas de um modello iutciramenle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charulos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuulos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
0 muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Meni Julop, Bitlers, Whiskej &
C, ludo despachado ha poucos dias.
Para apurar dinheiro.
Na grande fabrica de tamancos da rua Direili,
esquina da Iravessa de S. Pedro n. 16, ha effec-
tivamento um grande e neo sorlimento dc ta-
mancos de todas as qualidades, que se vende
muito em conla para apurar dinheiro; a estacao
invernosa est na porta, portanto, os senhoies
comrocrcianlcs da pijaca e de fra devem-se pre-
venir : vende-se a rctalho, e ero pequeas e
grandes perces.
Carro.
Vende-se um erro, americano de 4 roda?, para
uro socavado, de elegante modello : na rua da
Cadeia Velha n. 35.
Bombas de api.
Grande sorlimenlo dc bombas de jap de todos
os nmeros, c lambem canos de chumbo para as
mesmas, tudo por preco muito commodo : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
gs$3?>? &dimwa tmmmm
Sfj Vende-se um bom engenho na fregu- j
* lia de Pao d'Alho, leudo Ierras para mais dous engenhos as quaes tambem se ven- |&
B dem em separado : quem pretender oiri- W
ja-so ao Sr. Joaquim Marques Santiago |rl
jg na rua do Brum desla cidade, primeira ?K
fs casa depois do chafanz.
M&w?m mmv&vi v&msiftx
Aflanca-se a qua-
lidade.
Vende-se crvilha a 160 rs., painco a 160 rs. a
libra, milho a 43600 o sacco : por baixo do so-
brado n. 16, com o oito para rua da Floren-
lina.
Vende-sc um moleque do 18 annos, que
serve para criado o copeiro : na rua do Impera-
dor n. 16, terceiro endar,
Luiz f.aetano Borges, offerece 50$ do gratiflea-
coa quero pegar elevare seu escravo Antonio,
mulato acboclado, com idade de 22 annos, sem
barba, estatura regular, leudo os bracos arquea-
dos e canoeiro, fugio no dia 5 do rorrente tendo
encostado a canoa na ponte de Uchoa, levando
em um sarco urna pouca de roupa o se intitula
por livre : quem o pegar pode leva-lo a na da
Concordia n. 2.
Fugio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe, de naco An-
gola, de idade 45 a 50 annos, com os' signaes
cor fula,
arga, sem
i barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
i larga, com alguns cabellos brancos pelas fonti -,
I paiecendo ser muilo mancinho, porem muito
velhaco e mollino a curador deemposturins, de
boro corpo, pernas um lano finas, segando o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Cosli, proprielario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Pela quem
o pegar ou disser onde de ce rio est ser bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia IS
do rorrente, urna sua escrava da Costa de nome
Hara, que representa lerdo idade 45 anuos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo picta, lea
baslanles cabellos brancos, costn.a trazar um
panno alado roda da caneca, tendo por signa!
mais saliente a; mos foveiras, proveniente dc
calor de ligado. Esta escrava tendo s hido como
de coslume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, eapites de campo e mais pessoas do povo,
a pprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do Qucimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronle
da cocheira do lllm. Sr. lente coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente recompensad 8.
No dii 6 do crlenle, fugio do engenho
chda, o escravo Filippe, cabra, csllura n gu-
iar, pouca barba, coro signaes de bexiga no ros-
to, falla bem e representa ler 32 annos de idade ;
e no dia 8, o escravo Marcelino, de naco Ango-
la, cor fula, alio, secco, seni barba, lem nos bra-
cos signaos de vaccina, no lesta una cicatriz pe-
quea em forma de meia la, cen cima de ura
dos ps urna cicalriz que repudia alguma cousa
cousa a pelle, falla descansado, bem feito de ros-
to, e reprsenla ler 28 annos de idade ; ambos
esses escravos levaram coleos de algodo azul
trancado c camisa dc alsoda de listra, alero de
oulra roupa que possuiam : suppde-se que estes
escravos reuniram-se e seguirain viagem para o
seitao do Sobral donde o primeiro escravo veio,
ou para- oulro qualquer serlao, porque consta
que seguirn) para o centro : roga-se a todas as
autoridades policiaes, eapites ou a qualquer
pessoa paiticular, que os apprehenda, ou avise
ao mojor Antonio da Silva Gusmo, no Recife,
ou no engenho Uchoa, que sendo antoridade ihe
Qcar ero cierno agradecimenlo, e compromet-
le-se a pagar generosamente as despezas com a
condueco ou aviso dos referidos escravos, assim
como a capilo de campo ou pessoa particular
que fizer o favor prende-loa a ambos ou a qual-
quer ura dos referidos escravos, ser generosa-
mente recompensado.
No dia 15 do correnlc fugiram da casa do
abaixo assienado, os escravos Paula, crioulo, 26
anuos de idade e Jos, cabra de 22 annos, am-
bos foram vestidos coro roupa de algodo azul
de iislras, e o Paulo serrado, secco do corpo e
fulo da cr ; presume-so que andero aqui mes-
mo na cidade. pede-se s autoridades policiaca
c capi-'S de campo, a captura dos referidos es-
cravos, c os levera rua do Imperador n. 21,
queseio gratificados Recife 16 de mareo de
1860.Silvino Cuilhe.ime de Barros.
Fugio desde o dia 1 i de fevereiro ultimo, o
escravo Pedro, pardo (cor dc mel), beicos e na-
riz-grossos, reforc.ado, com 18 annos incomple-
tos de idade, boa estatura : tendo as cost3S um
signel (vulgarmente chamado calombo) de urna
pancada que lhe deram : quem o apprehcnder,.
leva-o a rua senhor abaivado, que d 50$. Re-
cife 15 de marcj de 1860.D. Francisco al-
thazar da Silveira,
ILEGVEL


(S)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FFIRA 21 DE MARCO DE tsBO.
Litleraturo.
Liles ii,iu una.un casamento ; menos que se
nao queira considerar como tal o cnntubcrnium
que parece nao exprimir outra iila, seno a
t\|osi|;aosiimmaria (la legislaran ro- ,inia Jus se1- servus nuium rapul ha-
itiana SObl'COS CSCrjlYOS dirtOte i 4NlU.de de cscravo nr,o havia difieren
rcouhlica e O iinpCI'O al 0 CODICCO en,re elles: tuaerrorenrcondilfooe nulla rsi
a capiiIa VI ,U .-i pliio^f.-,., I differenlia. Mas nem lodos erara egnalniente
< SUHIO ii (hl Cid COriSiaa. tratados por seua senhores, cuja vonlndo ou ca-
rao propru da palavra launa per- \ prieho lordWva a sorte de una rauilo superior de
outros. Assim uns eram consideradosaos mais
baixos empregos chamados mcdiaslini, focarii,
furaacarii ele. ; entretanto que oulros, com o
nnmi; Jo c seribee, dispensatores, davam-se
proflssoes liberaos, e crjm honrados com a con-
I flanea de seus senhores : viviam com esles en
urna especie de eglialdado. Alguns immorlali-
saram -so por grandes tlenlo?, virtudes sublimes,
grande eoragem, genio, grandeza d'alma : taes
forara Pliedro. Tcrcncin, Epiciclo.
mascara da Un? iiro >. Os cmicos
i i .-. -II anlgi seno com gran-
' tu is u-i, k i i ii -; havi.im luba< de brou-
; du lile .'< d i vi/, m iis eslro-
i. Comprelienle-se que smenle
aquellos-, ] i; .- faxiaui nuvii-, por outra, es que
isenlwrnm u'ii papel, que deviain tra/er
iras, e ni aquellos que vinham scena s-
i ligunar ; d'ah a accopro de perso-
nagem dada esta palavra.
Eia etpresMO, na linguag*m do direilo, nao
designara indistinclamente lodos os bomens, mas
gmenle aquellos que gozavam de um papel na
vasta scena do inundo.por outra, aquellos que en-
Iravam em qualquor das cathegoriasformadas ou
pela familia, ou pela cidade, ou pela liberdade.
e Personna esl homocum sl.itu considralos.
Ncsta accepeo, o cscravo nao urna pessoa :
a escravido ca ausencia, a negaco de lodo es-
lado. Tal o sentido literal,vigorosocrilitera
da palavra pessoa : porm entendida mais am-
plamcnte c naturaliler, osla palavra synoni-
nia Je hornera ; porquanlo os JClos Komanos o II-
zeram sempre considerar nadirisAo das pessoas ;
e aliu disso disse : personna sorvi
Nos primeiros lempos de Roma, o dircito que
tinliain certas pessoas sobre outras que se acha-
ran) ora sua dependencia, era absoluto e quasi
intciramenle somclhante ao direilo que tinham
sobre as rousas ; res assim urna s palavra
exprima esse direilo dominumum. Este ramo
do direilo, relativo s pessoas, seni conlradioo
o que experimenlou as maiorese mais importan-
tes modificaces. Todava nos devemos desde ji
advertir que a palavra dominium nao se con-
i s nao para exprimir a idea do poder do
um senhor sobre sen escravo, e poslo que algu-
iii is rezas esta palavra se ache substituida pela
nxpresso potestas ; forra confessar que es-
ti ultima locuco, exprimindo a dependencia de
urna pessoa calieni juris, designa especial-
mente o poder do pac sobro seus lilbos. Na la
mais contrario nalure/a do que a escravido ;
tojos os bomens sao eguaes : quaes sao os que
nascem com o ferrle da escravido?
Rceonhecendo a escravido como contraria i
natureza, publicistas modernos, consideram-a
como conforme ao direilo natural : ellos se fun-
dam sobre algumas passagens da Biblia e sobre a
origem da escravido, que, segundo ellos, um
principio de humanidade.
Esta opinio parece to estranha, que najuelle:
lempo, que a escravido era legal o geralmelc
consliluida, os JClos Romanos nao hesitavam em
declara-la contraria natureza e ao dircito natu-
ral : .'Oiunes liberi nascuntnf. Ornaos u> nales
sunl. udgnationcm juamdam natura constituili.
Dominio alieno coniram natura ni subjicitur.
5 2"
Como seadqnire o poder dominical.
Em Roma um homem livre poda tornar-so
escravo por dous modos : ou pelo dircito das
gentes ou pelo dircito civil.
E' reduzdo escravido pelo dircito das gen-
tes aquclle que na guerra vencido : o vence-
dor, torna-se senhor desptico, o vencido, expe-
rimenta a mais dura privarn, deixa de ser li-
vre. Todava tojo vencido "nao c rcduzido es-
cravido; sso nquellcsque forarn vencidos com
as armas as mios oppondo resistencia, mas
quanto aquellos que se cntrcgaram discri-
Cao do povo romano, permanecais livres Sao
estes os deditirii qui se dederunl.
Da guerra se deriva o dircito de escravido ou
pelo menos fui ella a causa.
Mas basta disputar com as armas as mos
a posso de um territorio ou o dominio sobre tal
ou tal tribu ? llosle hi sunl di/em os JClos
Romanos ; qui nobis aut quibus nos publici
bellum decrenimus ; ecteri lat roes aul pro-
dones sunt.
Os prisioneros que se faziam as guerras c-
vis nao erara reduzidos escravido ; quanto ao
mais,segundoTacilo,a humanidade leve muiloque
felicitar-se desta liberalidade, quando se via os
vencedores inquietos pelo grande numero de
prisioneiros, mala-Ios lalvez por temor.
lima outra fonlc de escravido, segundo o di-'
reilo das gentes, o nascimento. O iilho de
uma mulher cacrava perlence ao senhor desta.
l'ars viscerurn sequilur.
Passcmos agora segundi maneira de per-
der a liberdade ; islo por uieio do direilo
civil.
1." Segundo una le de Servio Tulla, todos
os cidadosqoo nao lizessem as deolaraces exi-
gidas relativamente seus noines e de suasmu-
Iheres e filhos, edade, quantdae de bens, ou
que i/esseni inexactas ou fraudulentas, era urna
palavra os inrensi eram condomnados A
screm aroutados e vendidos em leilo, e os
seus bens erara confiscados em proveilo do ca-
tado.
2." Nos primeiros lempos da repblica, o di-
rcito chamado noxus degenerara em urna
verdadeira escravido. Os devedores insolvaveis
Se a natureza eo direilo natural nao sao os ins- lornaram-so eseraros de seus credores. e estes
til.: lores da escravido, ser, como querem as exerciam sobre aquellos horneis barbaridades ;
leis romanas, o direilo dasgenles ? preciso foram os abusos deste direilo j muilo odioso
confessar de houveum assenlimenlo tacilo e unnime para
distinguir os homcMS em livres e em escravos.
A escravido lira sua origem do direilo do mais
forte. Quando o mais forte quiz arbitrariamente
assenliorear dos fracos, estes,para subtrahirem-se
sua lyrannia, reuniram-sc em sociedade. For-
madas essas agglomeracdcs de pessoas nao vive-
ram em boa harmona ; dahi nasccu a guerra,
contraria, sem duvida nenhuma, natureza e ao
direilo natural, mas lilhado primeiro grao de ci-
vilisaco o conforma ao direilo dasgenles. Dj
guerra nao deriva nencssariamenle a escravido,
cirno pensara os JClos Romanos, do abuso do
direilo do mais furte : a guerra motiva a occa-
sio.
Segundo ellos, o vencedor lem o direito de
malar seu prisioneiro, e se elle nao usa do seu
direito, porque lhe brada a voz do interesas :
Vender cum possis ; caplivum occidere noli:
Serviel ulilius.....
(Horacio).
Coloriam esta injuslica com um pretexto de
humanidade ; nao tirar a" vida ao vencido, dar-
la i lo grande beneficio merece urna re-
retompensa. D'ah todos os dircitos tyrannicos
e inhumanos que os senhores se arrogaram sobre
i p ssoa do escravo, servus assim chamado do '
verbo servare >, salvar, conservar.
Nunca se acreditar que fosse a piedade quem
lecesse a escravido...
E" falso que soja permitlido matar na guerra,
sem s
um 11
de dizer
ser um caso de necessidade, mas desde que
hornera fez um antro prisioneiro, nao se po-
no anuo 2) de Roma. (Tito Livio 11. 23. VIH.
28)
3." Segundo a lei das dozc Tabas, o ladro
de eondicoo livre, preso era flagrante delictj du-
rante o dia, era acontado cora varas e tornava-
ae escravo daquelle quem tinha roubado.
ou quem tentara roubar. (Aulo Gellio. XI
18)
4. O cidado que recusara tomar armas para
fazer parte do exercilo, era condemnado sera-
coutado com varas e vendido sub hasta, seus
bens erara confiscados.
5." Augusto privn da liberdade o de seus bens
cavallciro que, para dispensar seus filhos do
servico militar, corlou-lhes os dedos polegares era
quanio eiles estavara na adolescencia. (Suetonio.
Aug. 2i.) J antes, o senado tmha estatuido, no
lempo da guerra itlica, que Caius Valienus seria
privado de seus bens e laucado em urna prisiio
ateo lira de seus das por ler cortado os dedos
da rao esquerda, aim de que nao o podessera
empiegar nesta guerra. [Val. Max. VI. 3.)
6." O eteilo da condemnaeo raorte ou
traba!liar perpetuamente as minas, era privar o
condemnado da liberdade : chamavam-o ser-
vus puma;. as condemnaces morte a pena
pode verdadeiramente ser considerada como o
senhor; mas naque lias penas em que a morte
nao couscqueiicia nao se pode dizer que apena
seja o mi'lhor ; mas sira o lisco, que aproveila-
se do traba'.ho do condemuado. Uemais, esse
direito nao pertence s ao povo romano ; eulras
nacoslem usado delle ; os condemnados eram
privados dos beneficios da l'berdade. Pliuio epist.
clamare ad liherlulem ; porque a libcnlade
nao objerlo decommerrio. D'ahi abusos alro-
zes ; ninguem se venda outro, mas engnnava-
sc a boa f dos compradores, fazendo-se vender
por um lerreiro como escravo ; depois recla-
mavara sua liberdade c parlilhararu o proco des-
la venda. No lempo de Claudio SCto punto esla
fraude com a escravidito real.
Qualro condi^oes eram necessarias: 1.a, que
aquello que se liuha deixado vender fosse maior
do 20onnos; 2.a,qu tivosse recibido urna par-
le dopreco; 3.", quesoubesse de sua condico ;
4.% que o comprador ignorasse.
Cujas requer urna quinta cundirn : elle pensa
que um lilho familia ou um liberto nao podem
perder por si ni es m os a liberdade, porquanlo is-
lo seria piejudicar e poder do pai de familia, ou
osdireilosdo patrono.
Assim um cidado romano, que, sendo maior
de 20 aniiDs, se deixasse vender para participar
do proco, lornara-se escravo do comprador. Por
esta fraude, elle se despojava dos privilegios que
lhe leriam feilo alcancar seu direito deingenui-
dade, ou simplesincnte de liberdade : privilegios
queso nao podiam perder, ainda que por temor,
em presenta do presidenle preenchendo suas
funeces, livesso dito falsamente ser escravo ;
porque o temor ou a violencia bstanle fortes
para obrigar alguem negar sua verdadeira
condico, nunca podem causar-lhe prejuizos
quando depois elle defendo seu verdadeiro es-
tado
Seo pretendido escravo era menor de 20 an-
uos, era incapaz de apreciar seu comporlamenlo,
e podia reclamar sua liberdade, comanlo que de-
pois de ter attingido os 20 anuos, elle nao per-
manecesse iu servil ule : e nao parlilhasse do
proco.
Considerando este SCto em seu principio, nos
reconhecemos sem difficuldade que seu lira nao
era legitimar urna venda nulla, eatlribuir qual-
quor elTeilo um aclo incapaz de produzir al-
gum. Era urna disposicao penal, pronunciara
perda da liberdade contra aquella, quelinha sido
assaz vil para zumbar deste direito sagrado,
peencecomlemptiE liberlatis. Elle puna urna
fraude mui perigosa, indemnisava o comprador
de boa f do damno que poderia soffrer, allri-
buindo-lhe a propriedade daquelle que lhe quiz
causar este damno.
I.eo, o philosopho, commutou a pena do es-
cravido em acuites.
Parece entretanto que apeznr do que dizem os
JCtos Romanos, fui permitlido no Imperio lto- I
mano ao homem livre vender-se para bater-sc '
em espectculo como gladiador
Nunc capul in moriera vardunt, el funus aren,
Al qam liasii'tu jihi 11 > |u parat, enni b^lla quioMHiil.
(Manil, aslron. IV v. 225 )
Theodosio aboli os cmbales de gladiadores,
que dizem ler aido inventados para inspirar aos
Romanos o desprezo da raorte ; de tal sorle que, j
referen! que as raparigas conridavam os veuci-;
dos a receberem a morte sem repugnancia.
Consurgit ad ictus,
Et, quoties victor forrera jugulo insevil, illa
Delicias ait esse suas, pecios que jacenlis
Virgo modesta jubel converso plice rumpi.
(Piudeut. contra Symraaclum, liv.2. v.1093.)
O mesmo poela dirigindo-so Theodosio, ac-
crescenta (v. 1121 )
Arripe dilatara tua, dux, in tmpora famam,
Ouod que patri superes!, successor laudis habeto.
Nullus in urbo cadat, cujus sil peona voluptas.
Jara solis contenta feris infamis arena
Nulla cruentalis homicidia ludal iu armis.
Oa primeiros Romanos empregavam uestes
combates os criminosos ; depois, os senhores de-
ram ou antes condemnaram por seu goslo estes
cmbales; seus escravos criminosos ou innocen-
tes, c nao foi seno na decadencia do carcter
romano, que cidados se venderm para este fim;
ento vio-se nao simples cidados desgranados,
mas senadores e cavalleiros descerem S arena, o,
o que quasi incrivel, mulhercs, como tcste-
muuham estes dous versos :
Slal sexus rudis, insciusque ferri,
El pugnes capit improbus vigiles.
(Stat.syl. 61. 1, v. 51.)
que promulgado no auno MJ5 de Roma, nao lena
mais do que quinze annos de existencia, o Ves-
pasianoaubio ao throno no anno 823: porm,
segundo a engenhosa observaco de Fabre, Ves-
paaiano lendo sido designadoc'onsul no lempo de
Claudio, preencheu as funeces, e muito pro-
vavcl que fallasse ao senado sobre este SCto, nao
como imperador, mas aim como consol.
Quanto ao mais. segundo os escrpts de Gaio,
Paulo o Ulpiano, nao parece que em seu lempo
este SC.Io cahisse em desuso ; porm, o que lira
todas na duvidas, nina consliluiro do Alexnn-
dre Severo, que decide a questo de saber se o
homem que communirar com una cscrava dcou-
trem, loina-se esclavo do senhor da esclava,
desdo que nao cessasse, urna vez que lhe lives-
sem intimado ut se abslinnrcl.
Qual era o fim deste St'.lo ? A primeira idea que
se aprsenla, c que a corrupeo eslava no seu
auge, o alim de depurar um pouro os costumes
das matronas romanas, infligio-se-lhes una po-
na lo severa. Entretanto eu me record de ler
ouvido sustentar que cate SCIo tora feilo nao pa-
ra punir, mas nicamente para manter os costu-
mes. Pretendia-se que oa escravos tinham um
casamento contiibernium e que como nioha-
ra '< conunbium entre nina pessoa livre e ou-
tra escrava, era preciso ou que urna se elevasse,
bu que outra se abaixasse, o quo perniillia esto
SC.Io.
Eu adoptara esla opiniao, que lem sido to ca-
lorosamente sustentada, se os textos nao nos vies-
sera ensinar que una [airona nao podia (ornar-
se eserara de seu liberto ; e sobretudo se nao
conhccesscmos as exprcsses de que se serve
Paulo para justificar que um filho nao pode ler
sua rne era seu poder dominical: ora lollit
senaliis consullum Claudianum erubescendara
matrisetiam in re lurpui rererentiam.
Que o conluberniun scji o casamento dos
escravos, exacto, mas que urna ingenua se tor-
no escrava para contrariar este casamento, ir
um pouco longo, porque esta mulher poderia
comprar este cscravo, manuraili-lo e dcsposa-lo
com dispensa, ou antes cede-lo um lerceiro
com a condico de manumiti-lo, porquanlo o
connubium existia entre a cidadaa u o liber-
to de outrem.
Jusliniano abrogou este SCto, como indigno de
seu seclo ; o com cToito. longo lempo depois a
escravido dos anligos desapparecin no imperio
romano sob a feliz influencia do christianismo.
i)." O liberto ingrato para com seu patrono
lornava-se escrao, era a annularo da liberda-
de conferida.
10." Taes eram os difTerentes modos pelos quaes
um homem livre cahia em escravido. Resta-nos
fallar de urna especie muilo particular; sua ori-
gem mais recente, c se lem prolongado at
I. Pela lei Cornelia, de accaaiis >, promul-
gada no anno 673 de Roma. Esla lei dolermina-
va que aquelle que malasse o escravo de outrem
sofl'reria a pena de homicidio. Assim, antes
desta lei, os escravos nao eram incluidos no nu-
mero daa pessoas sobre as quaes podia commel-
ler-sc um crime ; elles nao eram considerados
seno como cousas; e matar um escravo quena
daes eperigosos inimigos. Muilos cidados pe-
receram victimas de suas viiigancas.
2. A escravido conferia ao proprietario d'um
escravo um tal direilo, que mesmo depois de o
ler manumialldo, elle conservara anda o direito
de padroado.
O escravo que livesse fgido nao podia ser ma-
niimilidosem o consentimcnlo que elle tinha a-
ireiio de vidi e
de morte pertencia ao senhor,de um modo abso-
luto durante a repblica, o, segundo refere Le-
ionio, .!olio Cesar fez moricr um de seus escravos
por ter seduzido a mulher de um cavalheirn.
2." Pela lei Pelrooia, de servia, promul-
gada no reinado do Augusto ou de Tiberio (1).
Esta le prohiba aos senhores darem arbitraria-
mente suo arbitrio seus
balerem cora os ani
vercasse se a pe
3. Por um uso ntroduzido no lempo de Tibe-
mente urna posse, que lambe.m um dominio
debaixo He mais de urna relaco, o que por isso
se poderia chamar ex jure guslium. Um senhor
podia para evitar a reparscio do damno causado
outrem por-scu escravo, d-lo em noxa como
indeninisaco. Adriano prohibi a venda de es-
cravos para os combales do circo ou para prosli-
tuieo. (Spart. Hadr 18.) Foi provavelmente de-
.0 seus escravos para com- po, uesu pruilil)1(.rl0 qu os cd;ld5os su ven(jc.
maesferozes. antes que ojuiz ram para os combates dos gladiadores, combales
!!..' ,.)'\. ... ._____.. *:,.- i 1"e Theodozio aboli.
4." Tudo quanto um escravo adquire, torna-se.
aun. III, 36.)
4." Pelo uso em vigor em Roma de expor os
escravos docnles ou defeituosos em urna illia
consagrada Esculapio, alim de poupar os gastos
da cura. Claudio ordeuou que este aliando no
zesse cora que o escravo recuperasso sua liber-
dade, e que se o senhor o malasse em lugar de
expo-lo. seria punido como herniada. (Sucl.
Claud. 35.)
5." Por uina consliluiro de Adriano, que pro-
hiba vender os escravos para os combates do cir-
co o mala-Ios : elles nao podiam ser coudenfna- ',
dos morte seno pelo juiz. (Spart. 18.) Era lal-
vez n'esta consliluicao que so continha esta deci
sao conservada por Ulpiano : Divus etiam Ila-
dranus L'mbriciam quandum malronam iu quiu-
quennium relegasit, qnod ex levissimis causis au-
cillas atrocissim tractassel.
6." Por urna consliluicao do Antonino, em vir-
lude da qual O senhor que malasse seu escravo,
sem justo motivo, soll'reria
pro do capricho do senhor priva-loa deale pecu-
lio, que era sua propriedade, se bem que elle fos-
so a garanta das nbrigaces contratadas pelo
escravo como administrador.
5." Para com o escravo nao hava injuria, por
quanto elle eslava em um estado de completa de-
gradado ; mas commettendo una injuria para
com a pessoa de um escravo, ella recahia sobre o
senhor do escravo, de modo que injuriara a qual
quer homem livre ferindo-se seu escravo
8 4.
De que modo se perde o poder dominical.
Quanto ao senhor: por sua morte, pela ven-
" | da, ou pela entrega em noxa que elle Uzease do
escravo ; mas notemos que isto nao mais do
que nina mudanca de senhor, a escravido nao
cessara para o cscravo.
Ouanio ao escravo : o poder dominical se dis-
sojvia todas as vezas que seu captiveiro era ter-
minado pela volta seos lares; porque o capli-
\ ro, quer por fuga, quer era consequencia de tra-
nossa poca: fazem remonta-la Constantino.
Esla especie de escravido oceupa o centro entre nlior era forrado vende-ios
a escravido propriamenle dita e a liberdade ;''
ella participa de arabas.
Charaava-se adscriplitii glelup, censiti servi,
una rlassc de individuos submellidos urna
escravido real; taes eram os esclavos dos Ger-
manos, segundo o lestcinunho de Tcito, e nos
sos anligos servos de mo morta.
port
las dos principes.
fado mas que nao reconhecida nelas leis
Jusliniano nos dizque ose- c~;. ,.L
, ,. Assiin nos idio
bonis condilioui-
vemos mais do que duas cau-
iiiioi era lorrajo a veiic:-is uonis toiiuiiioui- tns r,,, f,.. ,i.,.,, ... ------------
bus. isto e. que elle nao dev.a ser losado quan- ^ J afeMT"' ^ ^^ P"
to a sua propriedade. mas quanto a seus d.re os i A ,,,,; j
exped! Ileipubliciu nequis tua re raale uta- 2. a manumissao
pois do calor da aecao sao registrados por todas
as naces <\o mundo." [Monlesquicu, Espirito1
das Leis, lir. 15 cap. 2.)
5 1.
L/us pessoas que tem o poder dominical e dos que
este poder sao submeltidas.
As pessoas in a m-se senhores domini, e aquellas que es-
te poder sao submellidos, cliamam-se escravos : :
serri raancipia quod ab hostibus manucapi-l
untur Os senhores lem sobre os escravos o po- i
der absoluto de um despola ; c ao estes podem I
exercer alguns dircitos nao seno por excep- |
cao, e antes por tolerancia: assim os comparara
muitas rezos s cousasres ; todava nao de
um modo to absoluto ; porque se assim fosse
para que os leriam feilo figurar na diriso das
, iOas ?
Com tu.o, debaixo de mais de urna relaco,
- podem ser comparadas s cousas : ellos se
reputam pessoas e cousas ; existem por assim di-
zei em un estado mixto.
ti escravo, eslranhn sociedado, era incapaz de
- os empregos e funeces que ella confere
membros. Elles nao" podiam ser testemu-
nhas em um aclo solemne, nem ser revestidos de
alguma magistratura ; nao podiam nem postular
nem sor instituidos procuradores ; em urna pa-
lana, quod altinct ad jus civile servi pro nul-
lis habentur : nom lamem et juro rialu val ;
quia, quod ad jus naturale alliuel, umiies homi-
' |uales sunl. >
temporaria o condemuado nao perda os direitos
de cidade. Assim erara esclavos todos aquellos
que a capeti damnali sunt aut ad gladium, aut
ad bestras re dia peona qute viiam adimil >, e
aquellos que in perpetuo in melallum, dam-
na fuerunt.
A' respeito destes ltimos, este vigor foi um
pouco suavisado por Jusliniano ; esta escravido
desappareccu mesrao, mas somenle para os in-
genuos benc natos.
~. A liberdade como tal um proco; mas o
liberdade conferida por um senhor "um escra-
vo, lera um valor real e apreciavel como outro
qualqucr objeclu de commercio. Assim, pois,
ningucm pode alienar sua liberdade, lornar-se
escravo por seu gosto ; porque a venda que um
homem livre zesse de sua pessoa, nao conferi-
ra direito algura ao comprador, pois que elle
lornava-o no mesmo instante proprietario da
somma dada.
diz M j 11 -
o cap. 2.)
porque a liberdade de cada cidado urna
paite da liberdade publica : desde cnlo ella 6
inalicnavcl. Domis, um contrato pelo qual
urna das parles recebe urna cousa que sem
preco, conten a leso a mais enorme de todas,
e deve ser rescindido.
Um homem lrre vendido como cscravo, po-
dia sempre e sera que lhe podessom oppor pres-
cripro alguiii3,[reivindicarsua liberdade pro-
A liberdade c de direilo publico,
tesquicu, (Espirito aas Leis lir. 15
VOIJIETm.
Coiislanca Vcrrier.
8. As mulhercs
cegas de um lonco
amore hacchalce;
sin juns, ingenuas, que,
amor por escravos ( servile
e que proslituiram-se estes
contra a vontade de seus senhores, c que nao obs-
tante tres denuncias, isto notificaces para re-
nunciaren!, perseverassem em continuar ueste
mesmo commercio ( in eedem contubernio, por-
diam ao mesmo lempo a liberdade c bers.
Toda pessoa sui juiis e ingenua podia as-
sim lornsr-so eserara ; mas quanto una liber-
ta,, nao aconteca assim : era preciso que o pairo-
no nao ignorasse o commercio, de outra sorte el-
la tornava-sc escrava de seu patrono, e perda
para sempre a esperanca du tornar-so cidada
romana. Se ella cohabitava com um escravo per-
lencenle seu paliono, se este lhe intimasse que
cessasse, ella continuando nao permaneca livre
quia do domum palroni videlur dcscrcrc no-
luisse.
Urna filha familia nao podo ser reduzida es-
cravido contra a volitado de seu pai, quia fado
lilliorum pejor condilio paientum fleri non po-
tes! : porm, se nao obstante as notitieari s do
senhor, ella permanecesse a in contubernio por
ordem de seu pao, ento tornara-so escrava. Tal
c o poder absoluto do pae de familia sobre seus
lillios, posto quo Constantino nos ensina que a
liberdade era to preciosa aos antig03 Romanos,
que nao era permitlido ao pae privar della seus
filhos.
A escravido era urna consequencia da notfi-
caco, se bem que o escravo que tinha muilos
senhores, a mulher que cohabilasse com elle
tornava-sc escrava daquello qui peior denun-
cavit. Todava as tres nolificaces nao torna-
vam escravo de direito, era misl'er que o magis-
trado viesse inlerpor sua autoridade. adjudican-
do a mulher como eserara ao senhor do escravo
cora quem ella tinha cohabitado.
Ha duas excepces nolaveis:
1.a Para a palrona que livesse um commercio
semelhante com o escravo de seu liberto ;
2.a Para a me que cohabitava tora o c
de seu filho.
Esta maneira de cahir em escravido foi in-
troduzida por um SCIo, attribuido Claudio.
Urna passagem de Suelonio tinha feilo acreditar
que Vespasiano linhi poslo em vigor este SCIo,
escravo
/
POR
GEORGE SA.ND.
vi
t Conlinuarao.)
' Fiz muitas caridades c preslei muilos servi-
ros, ensinei a msica de graca pobres meninos,
cantei para todos os proscriptos. Procurei em
toda a parle os eruditos e compre um papagaio
de que muilo me oceupo. Adquir noces em
archeologia e em historia, loraei inlere'sse as
excavacoes dePorlici, nojoguei as loteras dos
capitaes. fiz dous annos de economas, e cem-
prei em Nice urna casinha para nao pigar alu-
gucl quando fosse velha.
". Tudo isso 6 muilo sensato, como veem. Pois
bem o meu trabalho assiduo e os meus verda-
deros progressos nao me lera produzido melho-
res resultados do que o tinham feilo as minhas
audacias improvisadas na scena. As minhas ca-
ri lados nao lera diminuido o numero dos pobres;
que cada vez se (orna maior: Os artistas a quem
fiz favores lem lodos sido ingratos. Os meus gra-
ves amigos sao muilo enfadonhos e o meu papa-
gaio falla turco : a minha casinha custa-me mais
no costeio do que as economa que espero fazer.
Olanlo aos horaena considerados e suppostos se-
rios entre os quaes hei procurado o phantasma
de um amigo verdadeiro, lenho achado nelles
sem excepeo mais prclenc,6es e perfidias, tan-
ta frivolidade, variedade e ingratido, emfim
muito menos espirites e expontaneidade que nos
meus anligos companheiros de preguica e de pra-
zer. Dsse:
Resuma-moa, diaae a duqueza dirigndo-se
Conatanga ; a nossa querida Sofia chegou 4
impotencia do coraran pelo caminho da socieda-
de ; ser a sua opiniao.'
Vide o Diar.j n. 66.
VII
A Mozzelli chegou, nao importa como ao
scepticismo, respondeu mademoiselle Verrier.
Que seja sua culpa ou dos outros, nao estamos
aqui para fazcr-lhe o processo. Viven em um
mundo mo, e all viven lo boa c saba quanto
era possvel, relativamente.
Assim d-me a absolvico? dsse a cantora
a mademoiselle Verrier. Voce o bello anjo dos
cos nao me condemna ?
Nao condemno innguem e desculpo-lhc par-
ticularmente ; entretanto nao lhe abaolvo tanto
quanto pensa. Creio no livre arbitrio, e apesar
de lancar as culpas das tallas e deavarios da sua
mocidade urna certa fatalidade, ainto que nao
tenha chegado a umasoluco melhor, terminan-
do a sua historia. Esperava de voce outra cousa.
O que esperava della? respondeu a duqueza.
Esperava, conliuuou Constanza, ou a sua hu-
milde reconciliado com o genero humano, que
talrez nao tenha o direito de despresar lano, ou
urna especie de submisso religiosa s miserias
desse mundo.
Bem I comprohendo. Eiso meu arresto, dis-
so a Mozzelli um pouco offetidida e muito triste.
Mas sabe o que eu poderia responder?
Responda, minha chara, uo so vexe, disse
Conslanca.
Pois" bem responder-lhes-hei quo a virtu-
dc nao muita vez seno a ignorancia do mal, e
que se Ibes tvessem atirado desde a infancia era
urna aociedade egual a minha, lalvez nao vales-
sera melhor do que cu a estas horas.
Oh 1 muito possivcl 1 respondeu Conslan-
ca com brevidade. Deixeme justamente par r
dahi para dizer-lhe que voce uo c o que pode-
ra ser. Vori: tem urna intelligencia muito gran-
de o forras admiraveis para operar revulures
na sua existencia. Tudo o que nos disse prova
disso. Nao sei se, as raesmas siluaces, eu te-
ria achado tantos recursos na minha vontade e
eoragem no meu carcter. Eis a razo por que
nao quero que voce lenha o direilo de ficar era
caminho e de deter-se nesso paradoxo, porque
creio que ocio dizer que urna metade do gene-
ro humano lem o monopolio do amor verdadei-
ro, ao passo que o outro sexo est desterrado ao
circulo do brulo. Essa bella mxima parece-me
ditada pela amargura do coraco e" por um reslo
de infermidade da intelligencia. Depois do an-
nos de suicidio moral, natural que voce anda
tenha dossas qucixas nos labios, por habito !
Mas voc6 deveria, creio eu, racciocinar ainda e
1 muitas yezes, aai de chegar ao espirito de jus-
vos nao eram occupados na casa com oficio al-
gum servil ; davam seus senhores una certa
quanlidade de trigo, gado, eslofos. Elles e sua
posleridade pertenciam nao ao senhor, mas ao
solo que deviam cultivar. Tambera o proprie-
tario d'um campo, alicnando-u nao podia delle
separa -los.
Estes escravos eslavam em urna condico pri-
vilegiada, mas tambera nao podiam gozar de
corlas vanlagens dos outros escravos; assim,
elles nao podiam ser manumitidos, eram perpe-
tuamente ligados Ierra que cultivaran).
11.a Pela venda que um pae faz de seu filho
una pessoa estranha, elle se despoja d'oma par-
te do seu poder paterno, mas nao reduz
escravido sua progenie; esta venda fozia-SQ em
presenra de lestemunhas e com palacras sacra-
mentaos. Quando um pai d seu filho para se-
pararn do damno causado por este, elle nSofica
escravo. Noxir: dedilii.
Os filhos ueste estado csta-am n mancipio >;
o possudor dara gozar da mor parte dos dirci-
tos conferidos pelo poder dominical ; porquanlo
elles nstaram loco serrorum : todava os seos
filhos nao ficavam em sua dependencia, e a!m
disso nao podia obrar injuriosamente contra elles
sem incorrer na aeco de injuria. Quanto ao
mais, o poder desapparecia pela manumissao, ou
mesmo pagando o proco da venda ou a somma
do damno causado. E' um errocrer que um pae
de familia tinha o direito de reduzir escravido
aquelles que, sendo livres, eslavam sob sua de-
pendencia.
12.a Um cidado romano privado da liberda-
de, por causa da guerra, nao era aos olhos de
seus concidados um escravo ; nao o considera-
vam escravo, poslo que cstivesse realmente entre
oa inimigna. Elle eonserrara o gozo e nao o exer-
ccio de seos diieitos chis ; de modo que so elle
rollasse seus lares, em virtude do jus pos-
tlimiuii considerava-se que elle nunca os ti-
nham deixado, e reassumia o excrcicio de seus
direilos momentneamente suspensos.
S 3.a Dos allributos do poder dominical.
Os primeiros Romanos Iratavam seos escravos
com a maior dorura. (Senec. epist. 47). Os se-
nhores cliamavam-se < paires familias >, c os es-
cravos familiares ; esles eram os companhei-
ros daquelles : viviam, dormam e trabalhavam
juntamente. Durante celtas festas, oa escravos
comiam com seus senhores. Exerciam cargos e
mesmo administraran! justica no interior da
casa.
A maior pena que se lhcs infliga, consista em
atar-Ibes os bracos em cruz s duas extremidades
d'uma turca, e oeste estado passearom pela ci-
dade. Mas quando o poder de Roma cresceu.os
vicios se inlroluzirarn lambem, e lodos os senl-
mentos de justica e piedade foram banidos, En-
to os escravos.em lugar de serem os companhei-
ros de trabalho de seus senhores. nao foram mais
que vis instrumentos do suas voluptuosidades, e
as desgracadas victimas de seu luxo e orgulho.
Opprimiam-os com mos tratamentos pelas mais
leves faltas, torloravam-os c malavain-os
A escravido conferndo, segundo o direilo das
gentes, um poder absoluto, o senhor tinha o di-
reilo de conservar ou tirar a vida seu cscravo ;
pois que segundo as ideas dos anligos, o vence-
dor tinha o direilo de malar seu inimigo,vencido
e desarmado. Este direito reconhecido, segundo
Gaio, apud omnea peneque gentes nao o era
muilo entre os Parlhas, Germanos e Alhenicnses
[Tcito de mor. ger. 25 athen. 6.) Ello foi modi-
ficado em moitos pontos.
tur.
7." Por urna consliluicao de Constantino no
anno de 312 da era christaa, foi ordenado que o
Esses escra- senhor que usasse immodetadmente de seu di-
reilo, fazendo perecer seu cscravo por sua pro-
pria vontade pauladas ou pedradas, seria con-
siderado como homicida.
Entre as dill'erentcs modificaces que acabamos
Quando o direilo das entes reconheceu a es-
cravido, devia necessariamente instituir sua
dissoluro, chamada manumissao, que para
o senhor urna garanta da felicidade de seu es-
cravo, o para esle um beneficio nolavel com que
o gratificara aquello que o contara entre os seus
bens. D'ahi esse direilo de padroado, que se
hntre as dilterentcs modi icacocs que acallamos ,. a,,!,.,:,.. a ,.,., i i"""" i"" -c
de notar sobre o direito de vida c de morte ; urnas K,rSil2^ "-lacoes considerar como
parecem somonte confirmar un. estado de cousa ""hc. Uma ""'' P
anterior, e este respeito nos nao podemos apre-
sentar seno conjecturas mais ou menos prora-
veis.
Primeiramentc se a lei Cornelia de seccarisse
applica, como parece dizer Marciano a todos os
escravos (p. 1 J 2o ad leg. Cornel -18-8.) para
que a lei l'etrouiaassim como as conslituices de
Antonino c Constantino.
Em resumo os qual seria nossa explicaro: A
lei Cornelia de siccariis nao deelarou homicida
seno aquelles que malassom o escravo de outrem;
de sorte que a lei Petronia foi de fado a primei-
ra que atacou os direitos dosennor sobre seu es-
cravo, sua propriedade.
O edicto de Claudio e a conslitoico de Adria-
no vieran) tambera modificar o direito absoluto
de escravido.
Era qualqucr destes tres actos do poder legis-
lativo, nos nao percebemos anomala com otsub-
sequenles. A lei Petronia nao mais do que una
prohibiro sem sensaco, pelo menos nos nao co-
nhecenios.
Quanio consliluiro de Adriano, trata-se ahi
de um (aclo particular, e alen disso o senhor uo
sofi'ri'i mais do que o desierro.
Essas penas nao eram muilo fortes, ou antes
essas prohibieres nao sendo observadas, Antoni-
no publicou una nova consliluiro, pela qual o
senhor que, sem causa, malasse seu escravo era
declarado homicida e condemnado como tal. E
aqu que nos adiamos uma antinomia nolavel
cora a consliluiro de Constantino que pronuncia
a mesraa pena. Eu direi hesitando que, confor-
me Antonino o escravo devia morrer dos mos
Iralamentos que lhe dsse aeu senhor para que
este solresse a pena, Paul. V. sent. 23 6) en-
tretanto que Constantino nao examinara seno a
nlenco do senhor e nao o successo : de modo
quo, bastara que o escravo fosse maltratado com
alrocidade por seu senhor, para que esle incor-
resse na pena de homicidio.
Por causa do direito de vida e de morte, lem-
bra-nos as disposices do sanguinario SCIo osi-
lanianum promulgado no auno 763 de Roma;;
que, em caso de assassinalo do senhor, condem-
nava morte sem distineco lodos os escravos
habitantes da mesma casa ou de um lugar bas-
tante peito d'onde podessem ouvir seus gritos.
A manumissao rceonhecendo no escravo sua
qualidade de homem livre, d-lhe a faculdade
de adquirir para si mesmo, o nao violentamen-
te para outro.
Como dissoluro do poder dominical, ha a
considerar duas circunstancias essenciaes. K
preciso d'um lado, uma justa escravido, legiti-
ma, legal justa servilus, di qual se quer liber-
tar aquelle sobre quem ella peza : de outro lado,
preciso um acto de manumissao chamado pelos
textos "niaiiun.is.-io-.
A palavra manumissao tira sua origem das
formulas particulares n'ella empregados, c pelo
menos esta a opinio de alguns esrrplores* quo
se bascara neslas palavras de Llpiano, cstma-
numissio de manu missio etc. e nesle verso de
Pliedro, mullo majoris ulano: mecura veneunl,
porque o l.ictor dar cora a mo no escravo que
se quera manumitir. Isto exacto quando a
manumissao por meio da vindicta, mas quan-
do ella resultara do censo ou testamento, nao
era preciso dar com a mo no escravo para li-
be rta-Io ; demais, notemos quo as formalidades
da vindicta mesmo nos primeiros lempos, nao
passaram de figurativas. Assirr Hugo, em sua
Historia do Direilo, combale esla opinio, fa-
zendo nolar que se dar missio e manu da
parle do verdadeiro proprietario ludas as vezes
que elle fazia passar a propriedade de seu es-
cravo entre as mos de um lerceiro. Mas nao se
poder lambem dizer que ahi hava despojo cm
vanlagem da sociedade ? e debaixo desla relaco
missio e manu.
N'este sentido as palavras de Ulpiano seriam
justas, porque nao se deve contrariar essas al-
lomas fcilas sine manumissione, pois que
esle JCIo nao dcsignou o acto da manumissao.
Os escravos que deixavam de permanecer na
escravido, chamavam-se hbulos, liberlini,
liberti. (2)
A manumissao nem sempre lomara uma pes-
soa liberta. Esla qualidade nao c nao pode
ser sen3o a consequencia da cessarao de uma
justa escravido legitima ; ou antes, ella nao
rigorosamente necessaria para tornar um escra-
vo liberto. Um cidado prisioneiro nao injusta
servitute; um filho familiar in mancipio, isto
, vendido ou dado cm noxa por seu pai, nao
Hou ve necessidade disto, porque no lempo das, est em escravido, poslo que estoja loco sci-
lica, sem o quo nao ha nem razo nem bonda-
do serias. A meu turno disse.
Pois bem,foi muito bem dilo, exclamou a du-
queza que ouvia Constanza cora muita silencio, c
que conservara os olhos filos nella durante' luda
a historia da cantora. Vejo que estamos perfei-
lamcnle de aecrdo ambas, porque vnnos log- '
cas e estamos tranquillas. Quanto 1 esta exal-
tada, os o que digo ; esl com a rabera doente.
Perdo, Sofia; mas. vendo a lo encantadora,
nao podia cu crer que vote fosse louca ; mas es-
t, c est dilo ludo.
Como! estou louca ? Porque?
Porque pede o amor que nao "ioss capaz
de sentir. Esl vendo, repilo o queja disse.
Pensa assim? disse a Mozzelli estomagada.
Sim, creio, disso a duqueza. VocS nao amou
realmente seno uma vez, a saber : a primeira,
quando senlio o amor sem racciocina-lo Des-
de o momento em que o analysou e desecou, s
a sua imaginaco se apaixonou pelas suas pro-
prias chimeras c hoje, s tendo para dar imagi-
naco, vocfi exige em Iroca um. coraco. Isso
nao justo, e o homem que lhe desse o seu, se-
ria muilo para lastimar. Nao isso o que pen-
s lambem Contanca ?
Talvez lenha razo, responden mademoiselle
Verrier; mas eu nao fui lo longe. Nao son
muilo competente para isso. E' a primeira vez
na minha vida que se offerece ao meu exame
una siluaco desse genero. Seria necessario une
reficciisse nella, e em todo o caso, confesso-ihe
que nunca lenho pressa em condemnar e em di-
zer-lhes pessoas. Estaos perdidos!
Obrigado, Constanza, exclamou Sofa, voce
deixa-mc a esperanca de curar. Declaro que vo-
c c boa e que a Sra. duqueza muito dura.
Nao, minha filha, respondeu niacame d'Evc-
reux. Creio, que de ludo se sara, mesmo da lou-
cura Oura muito a mademoiselle Verrier, e fa-
Qa-lhe perguntas a respeito do que entendo so-
bre o amor verdadeiro. Estou certa que ella lhe
dar uma dessas delnijes que os grandes esp-
ritus sabera adiar c que uos locam ponto de
fazer poca o mesmo reroluco n nossa vida
moral. Quer Conatanra ? Vejamos, eu que fallo
preciso lambem de urna syntaxe. Se roc nao
conlasse a sua historia.
Eu respondeu CoDstanca corando ; nao le-
nho historia, e o que poderia contar seria muito
inspido. A Sra. duqueza que poderia nos dar
uma sabia lico se nao nos achasse indignas de
ouvi-la. A senhora tem reflectido muilo, escrip-
to muito, segundo se diz, e para a senhora s,
infelizmente, ou para um pequeo numero de
amigos previlegiados.
So eu lites contar a minha vida, disse a du-
queza, prometlem-ine ambas, e vece principal-
mente, Conslanca, julgo-la francamente, e nao
me poupar a critica de modo nenhuoi ?
Se o exige... dsse Conslanca.
Oh quanto a mim, disso a Mozzelli, promcl-
lo-lhe str muito severa, e se acha-la... illogica,
declaro que chama-la-hei do louca sem am-
bages.
V feilo disse a duqueza. Pois bem, co-
meen e digo : segunda parle__ do nosso sero.
Historia [da duqueza d'Evre-ux.
Sabem ambas d'onde provenho ; nao preciso
enfastia-la com os meus quarleres a nobre/a.
Nunca fui mais enfatuada do que me veem ; mas
devo dzer-lhes que meus pas eram loucos pelos
seus privilegios e que meensinaran o brazo an-
tes de mo ensinarum a 1er.
O que me enamorara nao fatigou os milos
da minha aa. Minha ni ai enlendeu que uma mo-
ca nobre deve saber redigr bilhetes de convite,
cantar seu romancesiiiho, e montar a cavallo para
acompanhar. um dia, cm caso de necessidade, as
cacadas da corte ; demais, ter gran des maneiras,
islo um coito modo de olhar, de moveros bra-
cos desenlar-se, de conservar cada qual no seu
lugar abominar certas locuccs, como a boa
sociedade, baralhur as cartas ele, julgar as pes-
soas antes de tudo por esses gravea indicios; nun-
ca perdoar uma falla da educacao ; emim, fe-
char, em um crculo de certas conveniencias, a
nica porro sa e ulcrcssantc do genero huma-
no ; olhar tudo o mais como tuiba ordinaria c s
chamar meussemclhantes cm un ponto de vista
religioso c chrwtio, sera nenhuma applicaco
real vida pralica.
Minha mi tinha sido bella no lempo do im-
perador, mas gabava-sc de nunca o ler visto, e
mesrao de ler sabido da janclla, em um dia que
j elle la passando pela ra. Era na Allemanha ;
| a minha familia lnha emigrado c s vollou
Franca com os llourbons.
carcter de nicu pai era sem iniciativa.
Era um homem de espirito que s via pelos
olhos de sua mulher, mas que. com receio de
uma lula qualquor jamis caminhara sem ser por
ordem della, ou rom sua permisso. Vingava-se
da sua escravido com o sarcasmo ; minha mi
nao romprehendia ou nao queria comprehender.
Comanlo que fosse ella o chelo adivo da familia,
a maior ou menor adheso ou salisfaco pessoa
do marido ou dos filhos pouco lhe imprlavam.
Era, no enlanto, uma exccllenle mulher, ca-
guerras civis, os escravos tratados asperamento
por seus senhores (ornaram-se seus mais liga-
(I) No inlervallo dos annos 763 c 76'J de Ro-
ma. E' sem razo que Heinecio (Antiq. rom. I.
VIH S 5) data esta lei de 814, e depois delle Du
Caurroy, [Inst. expliq. loin. 1.) Esle erro porm
de que no lempo de Nisoum Sbto turpillianum
de tergiversatirnibus, pnesasicalonbus et aboli-
tionibus foi chamado le peluonia em urna
consliluiro dos imperadores Valerus o Gallia-
nus. (Cost. 16 ad. leg. jul. de adult. 99.) Ante-
riormente Pedeo Fabre (l.emest. II. 11 p. 134]
tinha enllocado a data desta lei no auno 815,
pretendendo que devia chamar-so pselinia. >>
(Vid. Noodkork dss. de leg. Petr.) E possvel
que esla lei fosse promulgada na occasio do
exemplo de barbaria que nos conserva a historia
no janlar que assislo AukusIo em casa do Po-
luto. (Senec. de ira III, 40. Dion. bass. lir. 52.)
vis Assim a manumissao nao tornara liberto
neiihum dos dous ; sendo ingenuos, a manumis-
sao nao pode faze-los perder esla qualidade,
natalibus non officit manumissio.
[Conlinuar-se-ha).
(2) Segundo a opinio de Ligonius, estas duas
palavras nao exprimen] a mesma idea. Libertus
so lomava mais ordinariamente em opposico
patronus, entretanto que liberlinus se euipr'eia-
va era opposico ingenus. Parece-me que
estas palavras sempre foram empregadas no
mesmo sentido como vemos de Cicero em sen
3. discurso contra Verrs: P. Teihonivs fecit
liberlum summ : equil romano liberlinus fit
Iteres. Notemos todava que segundo Suelonio
Claud liberlinus significara na anliga Roma
nao o liberto mas sim o sen filho, o que nos
confirma Horacio (Sal. 6. v. 206) Mas os JClos
empregam indistinctaraente estas palavras.
lidosa, justa, jovial. Desde os primeiros annos,
u reinaren) cm torno de mira a ordem e a unio;
mas devo na verdade dizer que nao hava ahi ter-
nura nenhuma c que o verbo amar nunca me
soou aos ouvidos. Meus pas nao pireciam crer
que a affeico fosse necessario ventura. Ti-
nham collocado o seu conlentamento em cousas
muilo exteriores ; a fortuna, a considerado, a
opinio, as relaces, as alliaiicas, que Bci eu ?
Era uma estufa fra em que eu crescia tranquil-
lamento, sem sol e sem tempestades.
Tinha apenas dezeseis annos quando me ca-
saran) com o encantador duque d.Kvereux. o
mais amavel, o menos amante dos bellos. Era
intciramenle o hornera que convinha minha fa-
milia. Nao me pcrgunlaram se me convinha. E
para que ? se se m'o perguntassem, cu teria res-
pondido olirmativamenle. Elle era de todos os
ropazes da nossa sociedade o mais elegante, o
que melhor trajava e o mais bem educado. Eu
era uma loleirooa ingenua, e um pouco epprimi-
do pelas puerilidades systeniatcas do nosso inte-
rior, a vida de desconhecido, que de nada duvi-
da, e orgulhosa de ser chamada senhora ; era
em uma palavra, uma laboa raza
Os vestidos, as seges, os brilhanles. os bra-
zes encheram-mc a cabera e os diaa por espaco
de dous mezes, Depois dos quaes, cobriram-me
de pcrolas e rendas, e ordenaram-niequc respon-
desse sim a ludo quanto me perguntassem o mai-
re e o cura. Respond sim sera hesitar; nem
tinha escotado as perguntas.
Todava nao penscm que eu fosse uma crea-
tura estpida. Tinha a minha crticasinha inte-
rior sobre todas essas cousas que pertencia, o
conhecia bem que deveriam perlcncer-me ; mas
o quadio frito para o retrato e nao o retrato
para o quadro ; mas, com o espirito de men pai
cu tinha herdado o seu haver pela lula, o nico
pruceilo que elle medeu, ma tinha-m'o dado a
proposito de tudo e dez retes por dia,era: Pro-
curemos ler a paz !c quando eslava urr pouco
zangado, dizia com encantadora graca : Procure-
mos que nos imponham a paz Nunca avancou a
mais na sua colera, c a docilidade exterior, "com
ou sem razo, passou para o meu sanguc no esta-
do rhronico.
Oito dias depois do meu casamento, fiquei
muilo admirada de accordar uma bella manha
com uma chamma no coraco que nao sei que
era. A minha negligencia ficou como que des-
lumhrada. Eu eslava montada e perturbada ao
mesmo tempo. Senlia vergonha c alegra. O
querido duejue admireu-sc da aninaco da mi-
nha physionomia o olhou-mc durante lodo esse
dia com ar inquira :
O que tem ? disse-mc ello quando ficamos
sos.
Nao sei ; respondi-lhc eu.
Mas eu quizera sabe-lo. Procura explicar
isso 1
Explicar o que ?
Esse desazo emque eu ainda nao tinha re-
parado; esses olhos hmidos, esse estremecimen-
los de fabre, essas gargalhadas forjadas, e de re-
pente urna meditacao opprimida. Esl doente'.'
est aborrecida ?
Deixe-me procurar, respondi-lhc eu. E de-
pois de pensar um pouco com os ps sobre os
coxins, com os cabellos desalados, e com os meus
hombros de dezeseis annos expostos aos seus
o Ihares tranquillos; creio quo achei, disse-
Ihe ru ao menos s acho isso ; eu o amo !
Toda a minha alma, lodo o meu ser, toda a
minha vida eslavam nessa palavra !
O duque achou-a encantadora. Beijou-mc
as mos declarando que eu era uma moja arre-
batadora.
E voc ? ama-mc '? pcrgunlei-lhc eu com
alguma iuquielaco.
Nao responden; dessa veza palavra pareca
lhe perigosa ou ridicula. Dsse-me lindas phra-
ses e fez-me graciosas caricias. O meu coraco
aterrou-se e eu nao pude dormir.
Quando elle ac;ordou, sorprendeu-me da
joelho. Ficou enlo de g-lo.
O que significa isto? disse fazendo-me sen-
tar ; continuamos ? Voce leu algura romance !
Nunca '
Enlo com que sonhava antes de casar?
Com ror ?
L isso nao verdade porque estou aqui e
voce parece-me que chora por alguem ausente.
Choro talvez, por um bello sotiho, quo era
ser amada por voc.
E acha que nao a amo ?
Assim parece.
E cm quese v isso?
Em nada eeni tudo.
Est sonhando ; amoa-a muito .
Muilo s?
Que mais? quer que diga, desesperada, apai-
xonadamenle ?
Essas palavras, ditas desse modo, parecem-
me um fri gracejo; mas so voc as dssesse de
outro modo talvez me toruassem louco de ale-
gra ; quera sabe ? (Conintiar-se-na.)
PERN. TY1\ DE 41. F. DEFAMA. 1360.
II FGX/Fll


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