Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09016


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Full Text
II
-
ANJfl XXXI. NHEEO 65,
Por tres mezes adianlados oSOOfl
Por tres mezes cencidos 68000
SEGUNDA FEIHA 19 DE MACO DE 1860.
Por anno Musitada 19$000.
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTK.
Parahibn, o Sr. Antonio Alcxnndrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques di Silva; Aracaty, o
Sr. A. di- Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Gutmar&es; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos Moraes Jnior; Par, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jcronymo da Cosa,
PARTIDA DOS CORHElOS.
Olinda todos os dias os 9 1/3 horas do da.
Iguarass, Goianna e l'arahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as ierras feiras.
l'.io d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pet-
qneira, Ingazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhaom, Rio Formoso.Una. Birreiros.
Agua Preta, Pimenteiras o N ital quintas feiras.
[To li> os correios pnicm as 10 horas da mantia.
7
l
22
El'HhJIErllDES DO ME/, DE MARCO.
Lnacheia as 10 horas o 2iminutosda manhaa.
Onarlo minguantc as 6 horas e 49 minutos da
manlia.
Lua nova as 11 lloras e 37 minutos da ma-
nha.
30 Quartocrescente as 4 horas c 33 minutos da
manlia.
PREAMAR DE HOJE.
Prime! as 3 horas c 18 minutos da manhaa.
Segundo as i horas o 51 minutos da larde.
ADINECIAS DOS TR1BUNAF.S DA CAPITAL.
Tribunal docornmercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fnzenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commerci : quintas ao meio dia.
Dito do orphos: lercas e sextas, as 10 horas.
Primeira vara do civil: ternas e sextas ao meio dia
Segunda vara Jo civil ; qnarlas c sabbados ao
meio dia.
PARTE FFICIAL
COllllAADO DAS AMIAS.
Qiiartel Kcneial lo cmiuitaiiil das
armas le TernaiiiImic, na ci-
laile lo Recite, 1 de mareo le
iH*;t>.
ORDEM DO DIA N. 207.
(i lenente-general commandanto das armas
determina que Oque audido do !>." balalho de
infantado oSr. Joo Paulo de Lima em quanto
nao segu para a prorincia do Para a reunir-se ao
balalho II." d.i mesma arma que Rea porten-
do por troca ; e que seja desligado da 1 com-
panhia do 8." balalho o Sr. lente secretario
dolo." Guilherme dos Santos Sazes Cade!.
Assignado. Jos Joaquim Coilho.
Conforme. Heraldo Joaqun* Correa, l-
ente ajudanle de orJens do comniaudo.
16
ORDEM DO DA N. 368.
O lenente-general comroandantc das armas
declara paraos flus convenientes, que approvou
o engajnnienfo que no dia 18 de fevereiro deste
anno contrahio em Villa Bella o soldado di 2.a
companhla do 8. balalho de inf miaa Venan-
cio Pinto Padilha para servir por mais 6annos
nos termos do decreto e regulamentu do 1. de
rnaio do 1858,*segundo participou o respectivo
Sr. romraandante emofficio daquella data.
Assignado.Jost1 Joaquim Coelho.
Conformellerardo Joaquim Correa lenle
ajudanle do ordena do commando.
INTERIOR.
A Poltica de outr'ora e a poltica
de lioje.
II
Asaignalamos asficoes goraes da poltica que
tnorrcu, un cuja morte foi pnmposamenle an-
iimouda pelo gabinete Paran a poltica dos
pulidos.
Essa poltica para muilos se aflgurava tiro f-
cil, quo diflicil aquella, que toraou posse da so-
ciedade brasileira, e que sofre tambem anda
agora censuras as mais graves e severas.
Para um observador superficial e para aquel-
las, que aprendern- c envelheceram na escola
ontiga dos partidos arregimentados c intoleran-
tes, a polilica de hoje, ou antes a polilica de
-cnnciliaco o do paz como se a tem chamado.;
olierece esclitos lo perigosos e mais perigosos
ale do que aquellos, que vinhain embaa :ar ou-
'.; ora os gocemos e os individuos.
So ha dez auno?, dizem elles, a lula era gran-
de, 'orle, apaixonada; se a ordem publica corra
riscos, lambem o governo tinlia amigos dedica-1
dos para o'ppor a seus adversarios, o havia entre !
os correligionarios a conianca, que nao existe
hoje, o cuja falla colloca todo o mundo n'unia]
Babyloma de decepecs, n'uma Babel do enredos
' do logros, que desacuroeda os caracteres os
mais dobres e os mais puros, e faz appareeer em
os mais habis nu, intriga e estratgiea po-
ltica.
Vejamos por tanto o que ha de justo nossa ac-'
cusaoo, que merece ser estudada ; dcscrevamos 1
porm, e aillos de ludo, os pontos mais salientes
da poltica de hoje.
Qucm tiver estudado a historia parlamentar da
Franca, ha do inaraviihar-se da semellianea das
phasesde sua poltica com a nossa.
All lambem a poltica dos partidos fortes, com-
pactos, decididos, e mosmo apaixonados, existi
como urna necessidade de siluacao interna e ex-
terna.
All tambem, como no Brasil, a palavracon-
iliacofoi ouvida como urna necessidade do
siluacao, como urna esperanca para os desespe-
ros, como um abrigo salutar para a ordem publi-
ca o como o meio de reunir em torno do monar-
chia constitucional a maioria c a opposco dy-
nastca.
Alli tambem, como no Brasil, havia urna es-
cola, que no acreditava seno as maoriasgra-
ves e silenciosas da cmara, como a expresso do
paiz, como a nica eondico possivel de gover-
no, e oulra, que fura da cmara, via o paiz e que-
ra agradar-Ihe, allender seus interesses, e
mesmo poupai seus prejuizos e seus caprichos.
Alli, como no Brasil, os chufes destas duas es-
colas sahirtim das fileiras do partido conserva-
dor, ou aniesdo partido que nos dias fataes da
Franca, leve a misso de domar as paixes, de
reprimir os excessos de lodos, homens o ideas, e
de servir com vantagem e comfelicidade extre-
ma i ordem publica perturbada c constantemen-
te a mi arada.
Alli, a lula pessoal dos Thiers e dos Guizol,
foram as conscquencias das divergencias polticas
e essa lula trouxe muilas desgranas o militas ca-
lamidades publicas para a Franca. Esludemos,
portanto, nossa poca com interesse, ao menos
para que o paiz tambem a cstude e verifique se
a apreciamos com aceito, sem prevencoes
O ministerio Paran defini a poltica de hoje,
quaudo disse ao paiz:Nao sou Luzia, nem Sa-
quarema : o merecimento ser a niinha reeom-
xiiendnco para o governo.
Esse pensamento quer dizer :De ora em dian-
te o governo so collocra cima dos partid >s o
nao aceitar nem seus odios, nem suas affeices,
nem seus caprichos.
De hoje em dianlc o governo ter seu pensa-
nienlo c serfto seus amigos aquellos que o ajuda-
rem, seus adversarios aqueiles que o conlraria-
rem.
Os adversarios do governo, porm, n!to serao
excluidos seno dos lugares de conianca, que re-
pugnarem com seus brios e conscienci.i.
Eis formulada e betn formulada a poltica de
hoje.
O carador pois dessa poltica essencialmente
urna grande conianca nos sentimentos de or-
lom do paiz e a convieco forte de que esses sen-
timentos permaneceram se o governo procurar
dar a seus actos una cor de justica, urna feico
de tolerancia, que desarme a lodos, e nao deas
paixes alimento para a combusto.
' Essa polilica roconheceu que nao se pode cu-
rar ura mal enlrelcndoo desenvolvido as suas
causas.
Ella vio que as amoacas ordem publica pro-
vinham do odio do governo, e que o odio do go-
verno nascia das violcucias commellidas em seo
nomo.
Acabar a violedcia, malar o odio ao governo
era extirpar a causa do mal c conseguiutemente
.nabar com a constante amcaca ordem pu-
blica.
Acabava-se com o odio ao govorno. nao sendo
o governo chefe de um partido, o inimigo encar-
nigado do outro, porm o director dos interes-
ses da sociedade, o protector de lodos os di-
rettos.
A polilica de hoje, pois, tem urna feico no-
bre, grande e digna de governantes e govrnados
Ella substitue a juslca ao iuteresse, a calma a
paixo.
Ella acabou com o polilica dos partidos extre-
mamente lioslis, dos partidos que se guerreavam,
como que pessoalmento c so guerreavam sem-
pre, otnda mesmo fazendo de urna queslo o mes-
mo tfuko.
Ella inauguron o principio de respeito liber-
dade de pensar do adversario e nao pune ai opi-
jiioes divergentes.
Vejamos agora as consequencias des'a polti-
ca on dessa pbase de marcha do syslema repre-
sentativo no Brasil, que ligeiramente estudamos
em rpidos arlgos, escriplos diariamente para
um jornal, sem aquella ordera qne s as medi-
taces podem produzir.
Essa polilica nao d, uo pode dar no gover-
no urna maioria, que previamente, e sem came
aceite lodos os seus projeelos, lodos os seus
ponsamentos : Uso impossivel sem a polilica
dos partidos extremos, porque a poltica de con-
cordia o do paz, de que traamos, tem a rirtude
de servir mais do que neuhuma outra ao dosen-
volvimcnto do rgimen parlamentar, isto do
exaino livro pelo parlamento dos actos do go-
verno, e das uuesles graves do paiz.
Mas se ella nao d ao governo urna maioria,
que lhc ache ra/.oeri] ludo, nao d tambem ao
governo urna opposico que lhe descob'o dofei-
tos em lo los os seua actos.
Mas se ella, como dizem alguns, nao d ao
governo amigos dedicados, porque a idea nao
a paixao, o pensamento nao c o odio ou o
amor, tambem nao d ao governo inimigos irre-
conciliaveis o permanentes.
Se o governo pois com essa polilica nao tem
as paixes por instrumento do sua accio, nao
tero lambem contra si os odios e os rancores
grandes, o a ordem publica uo precisa de de-
tensores dedicados, quando nao lem ad rersarios
para combaler.
A poltica de hoje nao gera dedicacoes, mas
nao produz conspiradores.
Se nao d oj governo o amor excessivo de
uns, nao lhe d o odio violento de oulros.
CollocanJo o governo, ministerio e cmaras
cima dos partidos e das paixes, d a lodo go-
vorno depulados e cidados urna nobreza de
acco e de aspira^oes, que deve ir creando no
paiz hbitos consiilucionaes, iguaes aquellos de
que a Inglaterra se ufan.i.
Dissemos que a poltica de outr'ora entenda
que a honra consista na dedicaco a seu partido
A polilica de hoje quer que a "honra seja a de-
dicaco a seu paiz.
Outr'ora quando um deptilado combata um
governo s se quera saber oque era elle e o
que eram os ministros.
Hoje quando um deputado combate o gover-
no, qner-se saber o motivo de interesse publi-
co, que o conduz a esse ponto : se em lugar des-
se motivo nao se cncontra seno um despeito,
um logro, a opinio o deixa entregue a seu cal-
culo, e nao o cobre com seu manto dourado cha-
madopopularidade.
A id a que hoje adquiri maior domiuio mais
do que o liomem.
Anligamerite os chefes de partidos fallavam e
eram acompanhados.
Outr'ora ellos impunham como intereso *c
partido os seus proprios interesses e at os in-
leressea de seus amigos particularos e de seus
prenles.
Hoje e no dominio da polilica que descreve-
mos, os chefes sao os que mais discutem, os
que inspiram mais conianca por seu desinicrcs-
se, ou antes os chefes sao "os que se apossaram
mais da idea e mais bein a comprclienderam,
embora nao sejam os mais habis na distribui-
code favores pelos amigos, nem os mais dili-
gentes no exterminio dos adversarios.
Em concluso e para nao lomar mais exten-
so esle artigo, queja longo,a poltica de bo-
je 6.
Mais impossoal.
Menos apaixonada.
Mais dominada por principios do que por in-
teresses
Mais favoravel verdade dosystema represen-
tativo, c portanto mais nobre o mais digna de
todos, governo e cidados, porque deixa a todos
mais liberdjde de aceo e mais grandeza as
deliberaedes
Mais conveniente ao uso das faculdades cois-
litucionaes concedidas ao poder moderador.
A liberdade emini domina o fundo da poltica
de hoje, como a escravido o da de outr'ora.
lia dez annos.c no reinado da poltica dos par-
tidos arregimenlados e pessoaes, todos obede-
can! fatalmente lei da necessidade desde o
maior e mais opulento at o mais humilde e obs-
curo cdado.
Actual mente a liberdade de pensar e de deli-
berar acerca dos negocios pblicos domina com
mais forca os movimentos de todos o por isso
que a poltica de hoje deve agradar mais a
lodos os caradores nobres c indepcndenles,
que nao acredilam depender a felicidade do paiz,
da escravido das opinies e de sua sugeico a
meia duzia decabecas privilegiadas, que esl'abe-
lecem como mxima : nao ser verdaie seno o
que dito por Pedro ou por Paulo, acerca de laes
ou taes assumptos.
Nao queremos endeusar a poltica de hoje,
nem confessar que ella c extrema de vicios e de
fallas.
A falalidade da poltica de outr'ora ainda pesa
muilas vezes sobre a polilica de hoje*
Um edificio vellio nao pode ser remorado sem
que subsistam muilos defeitos.
Os homens acostumados a mover antga ma-
china nao podem sujeilar-se sem pesar aos pro-
gressos que se tem inlroduzido na practica actual
do syslema representativo.
Que esses pesares, que as maldic5es arranca-
das muilas vezes a elles pelos Irablhos da poli-
lica de hoje, nao nos facam perder o cam'inho
andado, o que desejamos, e o que faz o objecto
dos nossos votos e dos nossos esforcos,
(Jornal da Tarde, da Baha.)
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Jos Esposo de N.Senhora.
20 Terca. S. Martinlio Dumicnse are.
21 Quarta. S. Beuto ab. fundador; S. Berilio b.
22 Quinta, S. Eotygdeo b. m. ; S. Octavian o m.
23 Sexta. Ss. Flix e Do micro mm.
2 Sbalo. S. Instiluicao do SS. Sacramento.
25 Dnmingo. S<. Dula o Pslogia mm.
0LARI0 DE PERNAMBUCO.
Anie-honlem (17) nao houvc sessao da assem-
bla provincial por falta de numero legal.
O aspecto que vo apresentando os negocios
pblicos em algumas comarcas do centro, sem
duvida o mais melindroso e complicado. Desde
a comarca da Boa-vista al a de Tacaral, e
desta al a do Bonito, encontram-se elementos
de combusto. As ultimas noticias da primeira,
com especalidade, tem posto em abalo esta capi-
tal ; e convidam o governo ao mais serio exame
dos motivos que vo produzindo nessas localida-
desadiscoidia, e a recrudescencia dos odios.
O assassnato atroz, revestido de lodas as cir-
cunstancias de premedlaco, que se acaba de
perpetrar na pessa de un agente da auloridade
publica, um fado de tanla consequencia, e af-
fecta lo intimamente civilisaro da nossa pro-
vincia, que nao podemos deixar de estygmal-
za-lo com toda a forca da indignacao ; auxilian-
do deslo modo com o fraco concurso de rossas
vozes s providencias, que, segundo nos consla,
lem lomado o Exm. presidente, e o Sr. chefe de
polica, em ordem serem severamente punidos
os autores de lo brbaro attenlado.
E' lamcntavel que donlro de lo pouco lempo
tenham suecumbidoao trabuco do assassino dous
delegados, e dous subdelegados de polica I
Ouanlo nao perde nessas tragedias o principio
da auloridade E ser isso devido impunida-
de, ou i perversa o dos instnclos ? Crcmos que
ambas estas cousas tcera actuado grandemente
na progresso dos deudos. Cumpre, porm,
que se examinem bem as causas primeiras, afim
de que se procure remedia-las a todo o transe.
Quanto nos, urna dolas a nossa actual or-
ganisaco policial, profundamente defeituosa,
que nao olercce estmulos dedicago, nem
crea das garantas necessarias os agentes de seu
funccionalismo. Que quer dizer um delegado e
um subdelegado de polica atirados por esses
sertes, sem forca publica que os faga respeitar,
esem urna subvenco pecuniaria que os como
pense dos prejuizos que soffrem seus interesse-
particulares, e que os habilite satisfazerem as
variadas e quolidiauas exigencias de seu cargo s
1 Quem nao sabe os duros e pesados sacrificio?
que laz luje um cdado era acceitar oa eucars
gos de delegado ou de subdelegado ? E roro-
lia-de cumprir seus deveres orna auloridade,
que nem lem forca sua disposico, nem meios
de sustenttr patr'ulbas le paisanos, corn que
deve da o noile andar em busca dos crimi-
nosos ?
Se o infeliz subdelegado de Cabrob, Manoel
Plorenlino de Albuquorque Mello, livesse um
bom doslacamenlo sua d'isposii;o, nao seria
lo barbara, o ostentosamente assassinado dentro
da villa, por um grupo do sicarios, nenhuro dos
(fuaes al hoje leve a punico devida Se n infe-
liz subdelegado do Brejo,"Horluino Bezerra Ca-
valcanti, livesse sua disposicao um hom des-
tacamento, o facinoroso, que lhe disparen o Uro,
que lhe cortou o coracao, o nao teria feto com
tanta audacia, e seguro de que nao havia quem
o prendesse, embora pagasse no mesmo instan-
te o arrojo de sua atrocidade. Se o infeliz de-
legado de Ingazeira, Joao do Prado Ferreira, nao
vivesse a sos em luda com os criminosos, o li-
vesse sua disposicao um bom destacamento,
nao teria silo ferozmente assassinado dentro da
villa, sera liavcr ao menos quem seguisse O as-
sassino, que al hoje nao se sabe ao corto quem
fura. Se finalmente infeliz delegado de Ouri-
cury livesse sua disposicao um bom destaca-
mento, nao seria assasnad com tanto escnda-
lo dentro da villa, sem haver quem prendesse
os dous assassinos, que com toda a calma e san-
gue fri sahiram mui frescamente contando
quem cncontravam a sua barbara acanita !
Ora, avista .deste quadro medonho* e feo, nin-
guem dir que nao temos razo quando impu-
tamos aos defeitos do nosso systenia policial, e
falla de destacamentos fortes e permanentes
as localidades a repelico dos crimes que la-
mentamos I O governo" central, que pese bem
estas nossas lgeiras observarles, e procure por
um lermo ao progresso da barbaria ; do contra-
rio nao haver dedicaco que nao esmorcca,e
patriotismo que nao degenere em egosmo !
Nao ignoramos que as regios mais cultas da
Europa se repelem scen is rguaes As que temos
registrado ; mas tambem c cerlo que la polica
paga, e tem immensos recursos sua dispusi-
rlw ; nao ha criminoso por mais audaz, e indus-
trioso n'arle de subtrahir-se ac^o da juslca,
que nao seja capturado ; porque a polica levan-
ta contra elle um balalho de invisiveis, que o
vo arrancar al das enfermaras dos frades I
Aproveilamos esta occasio para lamentar ou-
tro infortunio, que pesa sobre as provincias, a
que necessariamenle Ihes lem embaracado -
marcha de seu progresso e prosperidade." Esle
infortunio a inslabilidade prodigiosa dos presi-
dentes Estamos quasi reduzidos aos lempos ca-
lamitosos da repblica romana, em que os cn-
sules se succediam do da para a noite, cujo esta-
do de cousas dcsafiou a clera de Cicero, que no
senado assignalou como orignm de males essa
amovibilidade espantosa na esphera do poder
publico.
E' isto o que infelizmente nos vai acontecen-
do. Por tal modo nao sahiremos nunca da
aprendzaqem ; nao poderemos ter nunca um
bom syslema de adminislraco, que alias uo po-
de ser completo, legitimo *e eslavel, sem as lu-
zes. sem os arestos da experiencia, que s pode
dar o estudo longo e alurado das principaes ne-
cessidades publicas, da ndole e coslumes dos po-
vos, de suas tendencias, de suas aspirares, e
de seus modos peculiarissimos de viver.
Esta mudanca e contradanza continuas de pre-
sidenles, alm de revelar enfraqueeimento as
molas do nosso maqumismo governativo, sao fa-
lalissimas ao prestigio, moralidade de quem
governa. Os povos vo-se habituando a s ve-
rem iics presidentes uns viajantes de recreio s
provincias, d'onde, passada a fesla do natal, rc-
liram-se a dar conla, nao do que fizeram, mas
do que viram em sua apressursda periusiraco !
Esle facto tem mais alcance do que se peusa !
O seu clfelo moral terrvel.... Fazemos votos
para que o Exm. Sr. Dr. Fiuza nao participe do
contagio, e que continu por muito lempo no
meio de nos; porque s assim peder lavar a
effeilo os planos de melhoramentos, que lem
concebido, a bem da nossa provincia,
PERNAMBUCO.
ENCARREGADOS DA STJBSCHIPCO NO SUL.
AlagOSS, o Sr. Claudino Palcfto Dias; Babia,
Sr. Jos Martina Alvos; Ro de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livrarh praca da Independencia ns.
li o 8.
que dovu d'ora em dianle esconder,
e subtrahir | deixaram do por em praliea; disse mais que o in-
das vistas e conhocimento do nobre deputado dividuo disseraque j nao Itnham pralicado por-
1;' .?.e!"-?!'e.r ?'""ento. que se refira a ne- que o mesmo doutor agasalhava-se muito cedo,
nina o lnhaiu podido eucon-
aU
joeto, que leuha de ser tratado nesta assembla,
entraren na apreciacao da queslo.
J nao so Irata de salwr se o vigario Francisco
Podro da Silva eslava ou nao pronunciado no
lempo em que foi ele.lo deputado pelocirculo que
eu tambem represento nesta casa ; por que
exacto, que exista ura processo contra elle, e que
havia pronuncia, como consta da cerlido que
vou presentar......
O Sr. I. de Mintuda : Agora.
O Sr. Brandiio : Oh Srs I cito o tcstemu-
nho de lodos os nobres deputados, elles que di-
gam se cu procure! esconder esse facto, se nao
mostrei essa cerlido a muilos d'entre elles.
O Sr. I. de Miranda ; Se o nao trouxe es-
condido, por que se offnde ?
'io me offendo, mas es- j impostas ns peas do art. 2IG, seg
tranho que o nobre deputado se anlecipassc em cdigo criminal grao mximo, com
denunciara existencia de um documento, que
vio em conianca assim nao procedera cu.
O .Sr./. de Miranda : Ento eu denun-
ciei ?
t'i Sr. Deputado: As conversas da ante-
sala, nao sao para o salo. (Apoiados.)
O Sr. Brandan: a primeira vez que vejo
isto.
L'm Sr Deputado : O que se falla na ante-
sala, Irazer-se para o recinto da asscmbla
mexerico.
OSr. Brando : Apoiado, mexerico.
o que de sorte
liar na ra.
Do exposlo v V. S. que o querela lo commet-
leu o crime mencionado no art. 206, segunda
parte do cdigo criminal. Esto crime nao da-
quellcs muio frequentes em urna sociedade bom
organisada, como a nossa, ellos ppder ser fre-
queute entre selragens, entretanto elle com-
mettido pelo querelado (vigario do Onricury] por
aquelle mesmo que a sua misso neste mundo
luda evanglica ou do cordeiro, por aquello que
devendo ser o espelho de suas ovelhas o mos-
mo que tomando a capa da hvpocrisa ousa ten-
tar contra o quexoso primeira auloridade desle
termo E, pois em vista de lodo o exposlo que o
quexoso s espera que ao querelado lhe sejam
O Sr. Hrandao ; Nao me offendo. mas es- iuinoslas as nonas do art. 2llfi segunda parte do
mbioado com o
art. 3 do mesmo cdigo, visto como se deram
as circumslani'ias aggravnntos mencionadas nos
paragraphos 8 do art. 16, e mais as dos para-
graphos 3 e i do art. 17 do mencionado coligo
criminal. O quexoso espora a justa puniQ&O do
querelado, pois liella que pode descancar a so-
ciedade. O quexoso jurando ser verdade qoanlo
allega, quer que V. S. lomando sua presente
quoixa as teslemunhas a mirgem que olVeiere.*
Teslemunhas, primeira Zeferino ('.oncahes Li-
ma Granja, segunda lente Antonio Ferreira
Lima, lerceira lente Joo Brasleiro Lima
O Sr. Vresidente: Attenco. O lermo nao 6 ; Granja, quarta Rufino Joao da Cunha, quinta Joa-
rlsroentar. IquimGomes Ferreira, sexta coronel Jos Sevc-
O Sr. Brando : Muilas vezes tem sido em-, rio Granja ; (estemunha referida, lencnle-coro-
pregado na carnara geral.
O Sr. Presidente : Mas digo eu, que nao
parlamentar.
riel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja.
Assim pede a V. S. que autoada, e jurada se
processo com citaco
com pena do re-
as com pena de
proceda instaurarn do
O Sr. Brando : Como eu dizia, senhore, ao querelado par assislir a elle
nao ha mais duvida a respeito do facto de achar-I velia, e intimadas as lestemunli
se o vigario Francisco Pedro da Silva pronuncia- desobediencia.E. K. M.
do ao lempo cm que foi eleito ; mas o que antes Villa d* Ouricury 2i de marco -
de ludo cumpre saber, se esta asscmbla tem Antunes Correa /.iris WanJerley.
ou nao o diretode examinar, e inoralsar esse1 Ve pois, a asscmbla. que o objecto da quei-
proeesso, de manifestar um juizo a respeito del- xa foi urna historia de projecto desurra", que ten-
do passado por diversas boceas, veio ao conho-
cimento ao quexoso, o qual lhe deu o carcter
de tentativa contra a sua pessoa, indigtando o
vigario como autor dosse imaginario crime. Ju-
le, de repelli-Io mesmo, se o considerar mons-
truoso, e nullo, ou se pelo contrario, obrigada
a accta-lo, qualquer que elle seja, como meio
de impedir, que lome assenlo nesta casa um de-
putado que mereceu a conianca de seus conci- i ra'ram no processo o lenle coronel Alvaro Er-
dsdos. neslo de Carvalho Granja, seu irmo coronel Jo-
O que significa senhores, a verificaco de po- s Severo Granja, e alguns sobrinhos, e prximos
de res ? I prenles (lestes, todos inimigos do vigario, e co-
Ser apenas o acto material da contagem dos mo o primeiro (lorenle coronel Arvaro] dcckr-
volos, c da simples nspecco das actas, para ver ra ler ouvido essa historia de um individuo, que
so ellas foram escripias de um certo modo ? Creio lhe tora pedir um pataco, c que lhe descubrir
T"! nao. j estar encarregado pelo vigario do dar una snrra
Ouaudo a assembla verifica os poderes de I no quexoso, foi pelo juiz mandado vir esse indi
seus membros, excrce una faculdade ampia, ; vduo, que no seu interrogatorio alTirmou o con-
que se eslende a npreciaco da clcco, e de to- trario, como os honrados membros verao da pe-
das as circumslanciss, que essencialmenle se ca que passo a lOr:
prendom a ella.
ni Sr. Diputado :Ainda mesmo contra a
consiluco ?
Interrogatorio &. Alexandre Rodrigues d; Sou-
za. Anuo do nascimenlo de Nosso Senhor Jess
Chrislo de 185'J. aos 29 das do mez de marco
Discurso pronunciado na sessao de
tO do eorrente pelo Sr. deputa-
do Francisco Carlos Brandan. (')
O Sr. Brando : Srs., o nobre deputado pelo
3o circulo, devia ter completado a sua obra, de-
va ter sido franco, devia ler dilo ludo quanto oc-
correu a respeito do facto, que acaba de revellar
i casa relativo ao processo do meu amigo viga-
rij Francisco Pedro da Silva, mas quiz ter urna
reserva, que por certo nao merece o meu agra-
decimenlo.
Fui eu, Srs., quem apresentei, nao ao nobre
deputado nicamente, mas a muilos outros
membros, urna cerlido aulhenlica desse decan-
tado processo, a respeito do qual tanla bulh-i se
tem levantado neste recinto, mas foi este um
facto, que se passou na ante-sala entre amigos e
collegas, e a primeira vez quo vejo fazer-se
capitulo d' aecusaco, e denunciar-se em urna
discusso publica o que se lem conversado nos
corredores, o que se tem ouvido confidencial-
mente de um collega, ou de quera quer que seja.
Fazem seis annos que frequento as assemblas
deliberativas, e nunca fui testemunha de to de-
ploravel procedimento.
O Sr. I de Miranda : Confidencialmente,
neg, foi publico na ante-sala.
O Sr. Brando : Eu nao dei apartes ao no-
bre deputado.
O Sr. 1. de Miranda : Mas me provoca a
da-los.
O Sr. Brando : O nobre deputido ainda
lem a palavra para contestar-me ; fiQa-o, porque
eu lhe responderci.
J disse que apresentei a cerlido do processo
a diversos collegas ; e o que serve de prova de
que nunca tive inlcneo de subtrahir esse docu-
mento ao conhecimento desla assembla, que
quaudo em urna das scsses passadas falla\a so-
bre a materia o nobre deputado por Goinnna, eu
declarei que linlia esclarecimcnlos para dar a'ca-
sa ; o que faria opportunamcnte, e creio que to-
dos os rneus nobres collegas se ho de recordar
destas palavras.
Por conseguintc nao era mister que o nobre
deputado mostrasse tanta soffreguido cm de-
nunciar a existencia de um documento, que devia
necessariamenle appareeer, porque com elle
que pretendo mostrar, que o vigario Francisco
Pedro foi legalmente cleilo, c que deve lomar
assenlo nesta casa.
Nem pense o nobre deputado que lenho medo
de apresentar esse documento, de analysar o
processo ; nao foi esta sempre a niinha inlon-
Co, porque estou persuadido, que quando a c-
mara soubcr de que processo se trata, quando
examina-lo, ha de comprehender quo nao deve
privar do exercicio de um direito poltico impor-
tante a um cdado respeilavel, somente paro sa-
lisfazer vingancas de seus inimigos, e dar a vic-
toria a um trama urdido contra elle.
Um Sr. Deputado:Queixe-so da constiluigo.
O Sr. Brando : Dilo isto, senhores, feilo ste
reparo quanto ao procedimento, que acaba de ter
o nobre deputado, procedimento esse, que me
serve de aviso para o futuro,, quo me axonselha
(*) Tcndo o seu aulor nevislo- as provas, e dei-
xado a casa de fazc-io do novo, sabio com al-
guns erros notaveis, polo que repelimos hoje o
prsenle discurso,.
O Sr. Brando : E' assim, que nao se lhe do dito anno, nesta cidade do Ouricury, comarca
pode negar o direito de entrar no exame de qual-, da Boa-Vista, provincia de Pernambuco, cm casa
quer queslo por mais importante que seja, de | da cmara municipal, onde so achava presente o
qualquorf documento, do qualquer acto, que di-I delegado do polica o capilao Jos Joaquim de
reda, ou indirectamente se retira n essa eleico, Barros, comigo escrivao ad hoc a seu cargo abai-
uireitos polticos, porque do contrario Soria um drigues de Souza, indiciado no presente summa-
aulomato, ou, como muito bem disse o nobre i rio, pelo mesmo delegado pelo modo seguinte
segundo secretario, urna chancellara dos eolio- i Delegado :Como vocc se chama?
gio_s elcitoraes. Indiciado :Alexandre Rodrigues do Souza.
Sustento, portanto, que quando so trata de ve- Delegado :Alguns lhe chamara aqu Alcxan-
rilicar poderes, a assembla nao pode prescindir: dre Bonifacio ?
do exime profundo de lodas as questes, que Indiciado :Sim senhor, algumas pessoas me
acompanharnm, ou surgiram da eleico, nao po- "
de renunciar o direto que lem de investigar a
verdade nos documentos, que lhe forem apresen-
lados, de apreciar e moralisar os fados, que
houverem chegado ao seu conhecimento, para
decidir, se ellos sao, ou nao verdadeiros. e de
natureza tal, que possara invalidar a eleico.
Um Sr. Deputado :Tem o direlo de 'despro-
nunciar tambem f
O Sr. Brando: Tera o direito de examinar,
se o processo foi feilo segundo a lei, por juiz
competente, e por um facto que a mesma lei le-
nha classificado como criminoso; tem ainda o
direto de apreciar os motivos, que deram ori-
gem esse processo, para nao ser instrumento
de urna vinganca, de urna perseguico.
Um Sr. Deputado :Mas isso em virlude de
lei ?
O Sr. Brando :Em virlude da conslituico,
porque ella nao quer, nem pode querer que a
mentira prevaleca contra a verdade. e queocida-
do seja privado de um direito poltico importan-
te, somenle por que houve quem contra elle pro-
ferisse-uma pronuncia irregular, e nulla.
Agora, senhores, submetterei vossa aprecia-
cao o processo, que na villa do Ouricury se fez
contra o vigario Francisco Pedro, segundo consla
do documento que vos aprsenlo, e permlli-me
que faca o seu histrico, acompanhado d'algumas
reflexoes.
O Sr. I. de Miranda :Nao temos nada com
isso.
O Sr. Brando :Ora essa a sua opinio,
mas consinla que oulros pensem de diverso mo-
do, c que desejem saber de'que natureza esse
processo, e que motivo houve, para instaura-lo,"
e pronunciar-pe o vigario Francisco Pedro algn!
lempo antes da eleico.
Eis a pelico de queixa apresentada pelo ba-
charel Joo Antunes I.ins Wanderley, que mui-
los dos nobres depulados conhecem..".
O Sr. Gitirana :Bacharel em direito ou bel-
las-artes ?
O Sr. Brando :Em direilo.
Ouram, c admirem. (Le).
Illm. Sr. capilao delegado do termo do Ouri-
cury O actual juiz municipal desle lermo o ba-
charel Joo Antunes Correa Lins Wanderley. vem
peranle V. S. queixar-se do vigario desta fregue-
zia padre Francisco Pedro da Silva, sendo o mo-
tivo de sua queixa o que passa a expender.
Estando o quexoso no dia 21 do eorrente em
sua casa, appareceu o primeiro supplcnte do de-
legado desle lermo, capilao Zelinno Gcncalves
Lima Granja, e disse que o motivo que alli con-
duzia era to somonte scientilicar-me de urna
historia que no dia antecedente lhe contara o la-
bellio desle lermo Rufino Jos da Cunha, a qual
fura ao mesmo tabelliao contada pelo lenente-
coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, sen-
do esta historia a seguinte :
Estando o mesmo tenen'e-coronel Alvaro em
sua casn nesla villa, em dias do mez de Janeiro
do eorrente anno, chegou-se elle um individuo
c pedio-lhe um pataco ao que respondeu-lhe o
mesmo lenente-coronel que nao liuha dinheiro
trocado nessa occasio ; perguntou-lhe o indi-
viduo se' o padre Francisco Pedro da Silva, ainda
nao lhe havia fallado em cousa nlguma, respon-
deu-lhe o lenente-coronel que nao, e o que ha
perguntou-lhe otenente-coronel com muita ins-
tancia, respondeu-lhe o individuo, que o padre
chamam.
Delegado :D'onde natural?
Indiciado:Son natural d'aqui mesmo.
Delegado :Onde reside 1
Indiciado :Resido aqu mesmo nesta villa.
Delegado : Desdo quando reside aqu ?
Indiciado :Desdo crianca ?
Delegado :Qual a sua' prolisso e meios de
vida?
Indiciado :Vivo do fazer viagens como cor-
reo particular.
Delegado :Onde estere vocc durante o mez do
Janeiro ?
Indiciado:Estivo aqu mesmo era niinha
casa.
Delegado:Yoc conhecc o lenle coronel
Alvaro?
Indiciado:Conheco-o. sim, senhor.
Delegado :Voc em dias de Janeiro foi casa
deste senhor. pedndo-lho um pataco, c reve-
lando que eslava assalariado com mais outro
coinpanheiro pelo vigario da freguezia, o senhor
padre Francisco Pedro, para dar urna sorra no juiz
municipal desle lermo o senhor doulor Wan-
derley ?
Indiciado:Senhor cu nunca revelei cousa al-
guma ao Sr. lente coronel Alvaro, recordo-me
do lhe ter pedido a lempos alraz ( cuja poca
nao posso fixar) cinco mil ris emprestados para
jogar, elle m'os negou, mas sem que conversas-
sernos cousa alguma a respeito do Sr. doulor e
do Sr. vigario.
Delegado:E-o lente coronel Alvaro vota-
Ihe odio, ou tem para com voc qualquer molivo
para lhc imputar o crime de mandatario em caso
lao grave i
Indiciado : Nao, senhor, nao me consta que
elle me vote indisposico nlguma.
Delegado :Voc lem fados ou provas a alle-
gar, que jusltiquem que exacta esta declaraco
do lenente-coronel Alvaro, que mostr ser voc
innocente ?
Indiciado:No, senhor, nao lenho
E como nada mais respondeu, nem lhe foi per-
gunlado, mandou o juiz delegado lacrar o presen-
te auto que vai assignado por Thomaz Pereira
Pinto, quem pedio O indiciado a seu rogo ns-
signnsse, por nao saber ler. nem escrever, e isso
depois de ouvir ler e adiar conforme, indo tam-
bem assignado e rubricado pelo mesmo delegado,
do que ludo dou f.
Eu Domingos da Silva Saldanha, escrivao no-
meado ad hoc que o escrevi. Jos Joaquim de
Barros, capito delegado.Thomaz Pereira Piulo.
Era vista disto, e da exceutricidade de urna tal
historia, o delegado, peranle qucm foi dada a
queixa, julgou-a improcedente, despronunciando
o vigario, como consta do seguinle despacho :
Visto esle processo, jolgo improcedente a quei-
xa contra o reo o reverendo vigario desta fregue-
zia Francisco Pedro da Silva, porquanlo as razes
de convieco em que me fundamento sao, que
queixando-sc o bacharel Joo Aniones Correa
Lins Wanderley, ento juiz municipal deste ter-
mo do mencionado reo, motivando a sua queixa
por haver um individuo descoberlo no lenente-
coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja (les-
lemunha neste processo), que o reo havia contra-
tado com elle e mais outro para darcm urna sur-
ta de chicote no quexoso; e que por esta razo o
reo havia commetlido o crime mencionado no ar-
. ligo 206 do cdigo criminal, e que assim lhe fos-
I-rnncisco Podro havia contratado com elle e mais se imposta as ditas penas no grao mximo, combi
oulro companheiro, para darem urna surra de
chicote no r. Wanderley, pelo quo consideran-
do o mesmo lenente-coronel, que a poucos dias,
havia lido seu irmao o coronel Jos Severo
Granja urna conteslaco com o Dr. Wanderley, e
que apparecendo este fado se diria ler sido'seu
relindo irmo o aulor, por isso immediatamente
mandou chamar o seu relindo irmo, o qual che-
gando conversaran a respeito do que se havia
passado, e assentarnm de removerem esles indi-
viduos de commeiterem semelhanlc altcnlado,
o que consegniram, fazendo ver i este individuo
| ao qne elle e seu companheiro se expunhsu se
IIal fizessem, pois que, islo nao dcixava, de ser
descobetto, c o maior mal seria dalles, E assim
nado com o art. 34 do citado cdigo; v-se, que
sendo sete as testemunhas que juraram neste pro-
cesso, e destas selo, seis se referindo unnime-
mente historia da surra propalada pelo tonen-
le coronel Alvaro, no seu depoimento diz : que
no ds 21 de marco indo casa do tabelliao Ru-
fino Jos da Cunha, ah appareceu urna conversa
entre elle e o dilo Rufino, propalada pelo lente
coronel Alvaro, testemunha quinta, d em re-
sultado que somente urna testemunha que fi-
gura no processo.
A primeira leslemunha Zefirino Goncalves Li-
ma Granja, sobrinho do lenente-coronel Alvaro,
no seu depoimento diz; que no da 21 de marco
indo casa.ee tabelliao Rufino Jos da Cunha,
aln appareceu lima conversa en I re elle e o dito
Rufino, que o lenente-coronel Alvaro lhe havia
contado [i ello Rufino] esiondo banhando-so, que
em dias de Janeiro desle torrente anno havia i-Jo
sua casa um individuo pedir-lhe um pataco, o
que elle Alvarodesculpou-so em nao ter dinhei-
ro trucado, e nesta mesma occasio perguntou o
mesmo individuo ao dito Alvaro, se <> vigario
Francisco Pedro nao lhe havia communiado al-
guma cousa, eque o mosmo lhe dissera que nao ;
mis senilo replicado pelo mesmo lenente-coronel
Alvaro ao dito individuo que cousa era, res-
ponden que havia sido convidado com oulro seu
Companheiro, pelo vigario Francisco Pedro, para
darem urna sorra de chicote no Dr juiz munici-
pal Wanderley, o que causn essa resposta ao
mesmo lenente-coronel espanto.
E sendo pcrgunlado no individuo, pelo mesmo
lenente-coronel o que havia feilo, responden que
nada podij ter feilo em ra/o do mesmo doutor
agazalhar-se muito cedo ; e ello lenente-coronel,
vendo que tnha havido ha pouCOS dias, entre i>
coronel Severo e o Dr. Vanderley, urna contes-
taban, Iratou de desvanecer ao dito individuo de
assim o pralicar ; e mandando chamar a seu ir-
mo dilo coronel Severo, e cnmmunicando-Ihc-
lol.i essa occorrencia, que ambos conseguirn!
removerem do intento.
A segunda leslemunha o tabelliao Rufino los
da ( unha, ( a quem a primeira se refere,) cm seu
depoimento reproJuzo a mesma historia, que a
primeira leslemunha contou.
A lerceira leslemunha Joaquim Gomes Ferreira.
em seu depoimento, contou a mesma cousa, re-
ferindo-se ao lenente-coronel Alvaro.
A quarta testemunha depoz tambem a mesma
historia, e sempre com referencia ao dilo toneii-
te-coronol"Alvnro.
A quinta testemunha o lenente-coronel Alvaro
Ernesto do Carvalho Granja, conlirmanda ludo
quanto havia depdslo a segunda leslemunha o
tabelliao Rufino, omiltio a circunstancia de seu
irmo o coronel Severo ( testemunha sexta jun-
to com elle Alvaro dissuadirem o individuo do
intento cm que eslava de dar a surra, como de-
poz a primeira leslemunha, referi lo-se segun-
da, e esta allirmando o dito da primeira.
Disse mais a quinta testemunha que o mis-
terioso individuo era Alexandre Jos de Souza,
condecido por Alexandre Bonifacio, morador nes-
ta villa.
A sexta testemunha, o coronel Jos Severo
Granja, disse que em das do jamuro estando em
sua casa na Boa-Vista receben um escriplo de
seu mano o tonenle-coronel Alvaro, em que esto
lhe communicava o que Alexandre Bonifacio.
acabara de revelar (a narradlo da historia da
surra, ) ao que ello testemunha inmediatamente
responder que toda a sua caulella eslava na sua
razo, quera dizer, na ausencia de tal pensa-
mento com elle leslemunha ; e que no dia se-
guinte veio em pessoa a enlonder-se com o dilo
seu mano, mas ja nao vio o tal Alexandre.
A stima testemunha Joo Brasleiro Lima
Granja, sobrinho da quinta e sexta leslemunha.
em seu dopoimenlo reforio-se So dito, que seu
nnno Zeferino ( primeira testemunha lhe havia
contado.
Passnndo-se a combinar o dito da primeira les-
lemunha, reoriiido-se a segunda, com oda quin-
ta, o lenente-coronel Alvaro, se v todas as lu-
zes a disparidade e contradicco era que esta
cabio ; pois que confirmando 'ludo o que a se-
gunda testemunha havia dilo, nao disse que elle
testemunha Alvaro, junto com o seu irmo o co-
ronel Severo dissuadissera Bonifacio do intento
em que se achava ; e nem caba no possivel, por
que, vindo smenle o coronel Severo, no oulro
dia ao do recebmenlo do esenpto, como disse-
em seu depoimento, e nao encontrando mais o
referido Alexandre, que junto com seu mano Al-
varo, o dessuadissem de dar essa surra.
ludependente da palmar cnntradco demons-
trada, basta o interrogatorio feilo nesla delegada
de Alexandre Bonifacio sem a menor coaco para
destituir a queixa da necessaria prova para sua
procedencia ; por quanto dizendo elle que nada
havia dilo ao lenente-coronel Alvaro, relativa-
mente a essa sorra ; nbate-se, por conseguinle,
a base em que se sustenta va a queixa.
A tentativa do crime um dos pontos mais
melindrosos da jurisprudecia criminal ; porque
sendo a consequencia de urna vontade interna.
occulla aos homens, smente dando-se o princi-
pio de execuoo essa deliberada vontade que
pode dar-sc a tentativa ; mas assim mesmo ne-
cessario que a nao consummacao do crime seja
independenle da vontade do o'ffensor, pois quer
entre a vontade e a execuco ha um momento
no qual o homem pensando melhor suspenda o
seu intento : nestes principios de justica se fun-
da o artigo 1" S 2" do cdigo criminal. "
Perianto-julgn-improcedente a presente queixa
e pague o queixoeo as cusas. O escrivao ad hoc
remella este processo ao juiz municipal do
termo.
Villa do Ouricury 25 de junlio de 1859.Jos
Joaquim de Barros.
Seguio-se a sustentadlo da despronuncia pelo
muito digno primeiro supplente do juizo muni-
cipal, que se achava em exercicio. lenente-coro-
nel Cornelio Carlos de Alencar Peixoto o qual
nao obstante ser de um credo poltico diverso do
do vigario, leve a precisa dignidade, para nao
prestarse a servir de instrumento de urna to
alroz perseguico.
Ouca a cama'ra o seu despacho :
Vistos os autos etc., sustento o despacho de
nao pronuncia proferida a folhas, por ser confr-
melo direito e ao que consta dos mesmos autos.
O escrivao passe o altar de soltura cm favor
do reo, se estver preso, e devolva o processo ao
juiz d'onde veio.
Villa do Ouricury, 28 de junho de 1859.Cor-
nelio Carlos de Alencar Peixoto.
Chogadas as cousas este ponto, foi mister que
se recorresse a urna nova estrategia, para ter o
vigario pronunciado ao tempo da eleico. A c-
mara vai ver o que se passou, e ha de' necessa-
riamenle Picar sorprendida.
O Sr. I. de Miranda :A assembla nao est
transformada em tribunal de jurados.
O Sr. Brando :Nao fallo para o senhor ;
fallo para a cmara e para o publico que attenta-
menle me eslo ouvindo.
Como disse, o lenente-coronel Cornelio por-
tou-se dignamente, mostrando a nobreza do seu
carcter, a reclido do seu espirito.....
O Sr. Barros e Siha :Apoiado.
Um Sr. Deputado :Mostrou que era libera!.
O Sr. Brando :... era pois mister inutili-
sa-lo por algum lempo era necessario arrancar-
Ihe a vara para que o vigario fosse pronunciado,
e assim se fez.
Lina das testemunhas d) processo (Zeferino
Goncalves Granja,) que era ento delegado sup-
plente, aproveilaiido-se da circumslanria de ler
entrado em exercicio, processa o honrado len-
le coronel Cornelio por crime de responsabilida-
de, e pronuncia-o para que elle ficasse suspenso
e passasse a vara para outro supplenle do juizo
municipal, que era connivente na trama. Feito
islo, e achando-se o vigario ausente em desobri-
ga, o quexoso, bacharel Wanderley, inlerpoe re-
curso peranle o novo juiz, o como nao conviuda
que esse recurso subisse ao jvaiz de direito, por
quo o fim era outro, foi reformado o despacito
que susteulou a despronuncia, e o vigario pro-
nunciado por tentativa de surra A intimuco
d'este novo despaedo foi feita por caria, que nun-
ca edegou a mo do vigario, j se sabe, e de um
para outro momento achou-se elle pronunciado e
sem mais poder recorrer 1
i/ Sr. Deputado :Que auloridade fez o pro-
cesso de rcsponsabilidade?
OSr. Branda1}:O supplenle do delegado.


(2)
DIARIO DE PERWAMBUCQ. SEGUNDA FEIRA 1P DE MABQO DE 1860.
K esta a hisiunn Tea muiistiuusa pronuncia,
se ella, quo alias j desappareceu pela unnime
deciso dos jurados, livor a [urca de onnular a
eleicao du vigario Francisco Pedro, fkar eslbe-
lecid", que d'ora cin diaule nenhuma eleieo se-
ra segura, e que o eleilo que conlra si livor um,
ou mais iiiimigos, que disponhain de alguns
meios, nao poder jamis ler ingresso n'esle re-
cinto. (Apoiodos.)
Um Sr. Depu.lu.do :A nica garanta a de-
ciso da casa.
O'Sr. Brandao :E' essa deciso que en invo-
co eni favor do viga rio Francisco Pedro, para que
nao prevales* e iriumphe urna estrategia, que a
seu lempo pude tambera ser einpregeda contra os
que actualmente se sssentam n'ectas cadeiros.
Um Sr. Depnlado : t' a isso que o Sr. Jos
Antonio Lopes chama geometra do malo. (Hiso )
O Sr. Brando :A cmara ouca a leitura do
documento, que prova o que venho de di/.er.
Km coinprimenlo do despacho supra do lllm.
Sr. r. chefe de polica, certifico que a informa-
r o de que faz menco o supplicanle do theor
seguate:
Primcra seceo.N. 1269.Secretaria da
polica du Pernambuco. 19 de novembro de
i 859.
lllm. e Exm. Sr.Informando acerca da ma-
teria do incluso ollco da cmara municipal da
villa do Ouricury, cumpre-me dizer que para evi-
tar, que os negocios all continen) a tomar urna
marcha inconveniente pelo lado du polica, milito
> onviria iiuc all se a presen tasse o delegado mi-
litar ltimamente uomado : e nesse sentido ro-
go a V. Exc. se digne determinar, que esse de-
legado quanto anies siga para o seu deslino, se
acaso aiuda o nao liver feilo.
. c Em quanto ao ex-dclcgado capito Joaquina
Jos de Barros, acha-se tile j condemnado cm
crime de responsabilidade, leudo appellado da
sentenca coiidcmnatora, como pelo juiz de dirc-
to foi communcado esta repailiro.
O primeiro suptente do delegado do termo
de Ouricuiy, Zefcriuo Goncalvcs Lima Granja, j
se acha demitido o Romeado outro cidado para
0 substituir ; e a demisso hav;i sido por mim
proposla em preseoca de documentos, que pro-
varan a maneira irregular, porque elle proceda
no desempenho das suas funeces.
< A suspensu do juiz municipal supplentc r.or-
nclio Carlos de Alcncar Pcixolo, de que trata
i cmara municipal no sobredilo ollicio, c re-
sultado de um acto irregular dj dilo JelegaJo
Zefirino Goncalvcs Lima Granja, que nao cscru-
pulisou em processar como autoridade policial ao
juiz municipal por acto de seu offlcio,
A haver crimenu acto imputado ao dilo juiz
municipal supptenle e de que trata a referida c-
mara municipal, era crime de responsabilidade e
inleirameiile lora da aleada policial: todava 0
diiu delegado supplcnie* com o tim de arredar o
dito juiz do exercicio do sen emprego, o proces-
soue proHttneiou, para que assim podesso elle
delegado na qualidade de substituto de juiz muni-
i, al entrar no exercicio da jurisdieco civil.
i Sobre este acto V. Kxc. providenciar como
Oais acertado for, afim de que nao fique o juiz
competente c legitimo, fora do exercicio do seu
cargo em virlude de um acto irregular e ai bi-
liario. Lis quanto julgo dever informar a V.
Exc.
Dcus guarde a V. Exclllm. F.xm. Sr. Dr.
Lime Barbalbo Moniz Fiu/.a, presidente da provin-
i a, rristo de Alentar Araripe, chefe de puli-
1 '
I- [ara que o referido consle aonde convier
inandei passar a presente.
- Dada nesta secretaria de polica de Pernam-
ico, aos 3 das do me/, de marco de 1800.O
I ser indo de secretario, Jos Xavier Paus-
tiuo Ramos.
Ora, pergunlarei, utn ocio que leve a origeni
acabo de assignalar, que por sua natureza
nullo, arbitrario, e violento, pode por ventura
izir n ell'eito de privar do exercicio dos seus
direitos polticos a um cidado,que obieve regu-
larmente os sufragios de um circulo, para repre-
si n l a-I o nesta casa .'...
O Sr. (Utirana :Nao, sem duvida.
0 Sr. Brando :Chamo, pos, a attenco d'os-
!.i assembla para isto ; invoco o seu bom sonso,
i sua illuslrago, atina de que nao consinta que
Iriumphe urna immoralidadc, um escndalo.
Eu soi senhores, que ha por ah una opinio
iiiiilo singular, segundo a qual basta haver pro- \
iiunria anterior, c estar ella sustentada, para se
dever julgar milla a eleicao de cidado, que a ti- t
mi sotfrido, mas aquellos que assim pensam con-
sentirlo, que Ibes diga, que este nao nein po-
de ser o espirito da conslitiiico. A pronuncia
evidentemente nulla como "se nao existir, e
pretender que ella produza o effeilo de onnultr
urna ekieuo, importa o mesmo que icar prezu
rialidade da letra da coiisliluicao, com pre-
juizo do seu verdadeiro e lgico sentido. Eu
"uso que quando ella falla em criminosas, e
pronunciados associou as deas de regularidade
do proresso, 'apoiados), de competencia dojuiz,
de observancia das formulas, porque me parece
|uc um proresso feilo por juiz incompetente, c
ni ntra as regias estabelccidas pela lei, nao poda
ntrar nos vistas do legislador, nem ser qualili-
cado porelio romo acto sulliciente para nterrom-
: o exerciera dos direitos polticos. (Muitos a-
poiados.)
Da opinio contraria seguir-sc-hiam grandes
absurdos, sendo um delles, que um individuo
[ualquer, embora autoridade nao fosse, poderia
essar, e prenunciar, antes da eleicao a um
candidato, de quem fosse inimigo, e quando osle
depois da lucia sahisse vencedor, c se apresen -
tasse para lomar aasento, a cmara impossibili-
ada de examinar, e moralisar o acto, ver-se-hia
obligada a despcdi-lo. e adizer-lhe vossa elei-
eo nulla, porque estaveis pronunciado ao
tempo em que fustes eleilo..(Apoiados : muito
h ni.] K mais fcilmente esta hvpothese se roali-
snria,se fosse u-m qualquer supplente do dele-
gado, ou do juiz municipal, quem, usurpando a
jurisclicco, inlervicsso ni'sse processo, como j
-uceedeu no Ouricury, onde se vio o escarnalo
estarem ao mesmo lempo em exercicio dous
supplenles do juiz municipal...
O Sr. Carros e Silva :Apuiadissimo.
O Sr. Br andao ;..... cada qnal funecionan-
do por sua conta, loi ni jndu processos, e exer-
' nd.i actos de plenajurisdiccao.
O Sr. /Jarros t Silva : uconlraram-se at
n urna audiencia.
O Sr. Brando.:L exacto.
Do que lica dito, pois, duvcm ver os nobres
ieputados que leem tratado da materia, quanto
I i rigoso seria admiltir a douirina que ellos sus-1
tentara de que a assembla nao tem o poder de
x.iniii;,r, moroligar, c eonhecer da pronuncia
proferida contra um deputado eleilo, devendcli-
mitar-ee a olhar materiaWnente para ella, e a |
clarar nulla a eleicao, embora conheca que
monstruoso o processo, que Ihe serve de base.
-lo seria o mesmo que proclamar a immoralida-
! contra a rerdade, o espirito da consiiiuicao.
[Apoiados, muito bem).
Persuado-m-e, eenhores, que por esle lado a
queelau esl elucidada, e que provando-se, con)o
lenho provado, que o processo oiganisado contra
o vigaro Francisco Pedro foi obra de un calcu-
lo, de uia persoguico, fui urna estrategia para
inulilisar a sua eleicao, nao pode esta assembla
"ni jusliea, ebonesiid.ule deixar de reconhecer
i legtimos os seus poderes. (Apoiados, mu-
la bem] : passarei a dizer agora atguntaa pala-
vas sobre a queslo de d.reilo.
O nobre deputado pelo 3 crculo Ceso se-
guate raciocinio : Lm vista da cousliiuir-o o
pronunciado nao pode ser eleilor, mas quem" nao
pode ser eleitor. tambeni nao pode ser deputado,
logo o vigaro Francisco Pedro nao poda ser
l'ilo.
l liz ver, que o procesase do vigaro, sendo,
-caino era monslriioso e nullo, nao o alubia de
ser vellidamente volado; mas concedamos por
um momento, que essa processo fora regular c
' onbirmc a ki, ainda assim sustento que a elei-
cao do vigario nao pode ser auuullada.
Senhores, tres tactos dislinctos, c muito im-
portantes se da j na vida do cidado, a saber o
;.i acquisicao, e da suspenso, e o da perda des
ireilos polilicos. Para o primeiro leinos as le-
gras do artigo S da ronstiluieao ; para o segun-
do as do arl. 8. 2.", e para o lerceiro as do
arl. 7., combinado corn as leis regu lamenta res
dsseleice*. Vejamos, poim, sc.alguma des-
-i- legras prejuica as condices em que se
achara o vjg.irio Francisco Pedro ao lempo em
que foi eleilo.
"Juando. foi votado para depulado provincial,
o vigario eia eleitor da freguezia du Ouricury,
i ecorihecido como tal pela cmara dos deputados,
segundo_ consta do documeulo que aprsenlo,
le) c pois se era eleilor, poda validamente ser
volado para dopulado, visto como lite nao alta-
*am as demaie condices exigidas pela consti-
tuirlo.
Um Sr. Diputado ;Pergunlo, se na occasio
poda ser eleitor. ?
O Sr. Brando :Tanto podia ser, que o
era.
Adquirido o direito poltico de eleitor, nao
< pode elle perder-se, emquanto corro o prazo
sua dura;o, se nao nos hypolhescs dus arti
de
gos
7." e ti." da coiisiiluicao, mas, em ueiihumu Uel-
las incorreu o vigario Francisco Pedro, logo era,
e contina anda a ser eleilor, e por consequen-
cia podia ser volado para deputado.
Um Sr. Deputado :Est disoatlindo sem ue-
cessidade, a casa est convencida.
O Sr. Brando :Em abono do que venho de
dizer,ah est o aviso de 13 de selembro de 1856,
(l) o qual nao s reconhere, que um direito po-
ltico adquirido s se suspende porfcnlenca con-
demnatora & priso ou degredo, ou na hypolhe-
sedo 1. do art. 8. da constituido, como tam-
ben) declara, que o art. 58 do cod. crim. se acha
em pleno vigor.
O Sr. /. de Miranda : Questo constitucio-
nal resolvda por aviso I
O Sr. Brando :Aprsenlo n opinio do go-
verno, que julgo mais segura do que a sua. E
se isto verdade, me parece, que seria um
desar para esta assembla, que sempre go/.ou
dos foros de patritica e Ilustrada, dar urna in-
telligencia violenta, e errnea constituicao,
para expedir de seu seio a um cidado que se
achava no gozo e excrchio dos seus direitos po-
lilicos ao lempo em que foi eleito. [Apoiados)
Um Sr. Deputado :Issoj do mais ; a cau-
sa do Sr. vigaro est ganha.
O Sr. Brando :Dcus o permita.
Senhores, umitas outras considerares teriaa
fazer, mas nao quero cansar-vos; aguardo a
resposla dos que combalem a eleicao do vigario,
e voltarei discusso ; entretanto, concluindo,
vos drei, que se qnizerdes dar gauho da causa
ao escndalo e iinmoralidade, fazei-o, mas fi-
cai cortos, que deixareis estabelecido um prece-
dente, que ou cedo ou tarde, vos ha de ser fatal.
Uuando depois de urna grande lucia fordes
elcitos, um processo monstruoso o falso resolver
a queslo. Esta sei a siluaco, que creareis,
se nao altenderdes s consideacoes, que acabo
de aprescnlar-vos. (Muito bem, muito bem )
Discurso pronunciarlo na scsso i .i lo corre iit', pelo Sr. deputado
Dr. Manod do Xaseinicnto .Hacha-
do l'octella.
0 Sr. N. Porlella :Sr. presidente, agora que
me loca a palavra, cabe-mu dizor alguma cousa,
nao s sobre o parecer e sobre o modo porque
leve lugar a discusso, como lambem sobre as
de mais circumstancias que acompanharam
aprescntaio desse parecer a sua discusso, para
isso peco casa alguma atlein o para que possa
expender as minlias ideas com toda a franqueza
Sr. presidente, nos primeims das das seseos
preparatorias desla assembla, cu, leudo urna
rapresenlaco, relativa negocios eleitoraes da
freguezia do Ouricury, e saliendo que um dos
eleiios do 13." circulo se dizia estar pronunciado,
antes da poa da eleicao, e lambem se me in-
1 ii in.indo enlo por essa pronuncia era urna per-
feila flecan, que nao linha nada de real, tive oc-
casio de manifestar a um dos membros desta
casa, deputado por aquello circulo, as boas dis-
posiedes, em que eu eslava para com a causa do
Sr, vigario Francisco Pedro ; enlo se me asse-
verava que ludo era fieco, que nenhuma base
havia para a pronuncia, e por isso, desde logo, a
miiilia posicao lornou-sodecidida em favor desse
deputado. Eslava nestas dposices, Sr. presi-
dente, quando ao depois que tullamos de discu-
tir o parecer da commisso, va sua assignalura
COrp restricedes por parte de um dos membros
da commisso. e ness.i occasio disculndo-se o
parecer, foi efterecido consideraco da casa por
parle do meinbro da commisso, que havia assig-
nado com reslrircoes, documentos, em que se
toinava declarar, que Ilegal o llezttima linha
sido a eleicao do Sr. vigario Francisco Pedro,
que elle linha sido pronunciado, miles do dia em
que leve lugar ,i eleicao. A vista disto, Sr. pre-
sidente, suspend inmediatamente o met juizo,
porque me parecen que os documentos, que esse
mimbro da commisso a presenta va, erara de or-
dem tal, que delerminavam a existencia de urna
pronuncia, pronuncia tanto mais fandamentada,
quanto linha levado esse individuo eleilo barra
do tribunal dos jurados para ser julgado. Decor-
ridos alguns das, Sr. presidente, em que V. Exc.
muito acertadamente julgou prudente nao sub-
metler o parecer discusso, por nao estar pr-
senle o memoro que havia oherecido 5 conside-
rarn da casa csses documentos, que me relro,
eu como que descobri um mysterio em todas as
circumstancias, que acompanharam ou deviam
ter acompanbado ao mesmo processo : e mis di-
ziam a pronuncia nunca existi, ouiros diziam,
ella infundada, entres, o processo irregular,
monstruoso, ouiros anda, apezar di prenuncia,
esteja ella bem ou mal fundada, lera a assembla
o direile de entrar na apreciaco, no exame dos
seus fundamentos, e assim lomar una delibera-
cao e pronunciar-se, embora a dsposco da lei,
que considera corno nao lendo direito de lomar
assento aquellos que se acbam pronunciados.
Essa confuso, Sr. presidente, me leven ainda na
occasio em que por parle do nobre deputado,
que ge assenla do lado opposlo, foi requerida a
urgencia pura entrar em discusso O parecer,
pronunciar-me contra essa urgencia, allegando
como motivo do meu voto o facto por V. Exc. j
allegado de nao existencia desses documentos,
pelos quaes feriamos de formar um juizo sobre a
materia. E tanto mais se augmeniava a miaba
convirco da neeessidade da existencia desses do-
cumentos, quanto vi, que da parle do mesmo no-
bre di pillado, autor da urgencia, nao linha havi-
do a franqueza de declarar a existencia desses
documentos em seu poder.
O Sr. Branda" :Nao se rocorda, que quando
se tralou pela primeira vez desse negocio,(u disse
que linha dorumeiitus para apresentar cosa f
O Sr. .Y. PorUtla :0 [uobre deputado disse
enlo que linha esclarecimenlos dar rasa em
occasio npportuna, e o nobre deputado, bem
como a casa votararo pela desnecessidade de in-
fnrmarocs da parte da administrado publica ;
mas na occasio em que o nobre deputado justi-
licava a sua urgencia, na occasio em que eu me
manifestava contra ella, sol fuudamento de nao
existencia de documentos, nada mais fcil do que
o nobre deputado apresentar a copia desse pro-
CC3SO, por pie premplamente teria acabado a
queslo ; bastava o nobre deputado declarar que
linha esse traslado, porque elle seria por si pre-
ferivel qualquer outro documento que livesse
de ser apresentado.
O Sr. Brando:Eu reservava-mc para quan-
do se tratasse da questo.
O Sr. N. I'ortella :Eu estou expondo as cir-
cumslancias que se deram, para lambem ler oc-
casio de poder justificar as minhas ideas de
hoje.
Dizia eu, Sr. presidente, que todas estas cir-
cumstancias concoman) pare eu convencer-me,
de que existia umapr oriunda formal contra o vi-
gario Francisco Pedro, que ella eslava sufficien-
temrute fundamentada para que nos nao cou-
besse mais a occasio, o direito de entrar na in-
VL'siigaco, no exame de todas as circumstancias
que se linham dado, dos fundamentos que linha
lido a autoridade para julgar procedente a pro-
nuncia, siislcnlando-a como se dizia que havia
Sido sustentada. Nesta posico pois, Sr. presi-
dente, eu nao podia deixar de licor em completa
indecisao acerca da existencia desse processo.
nao podia deixar anda de empregar todos os
meios, de pedir mesmo, que o que havia, fosse
com franqueza exposto para ser examinado. Foi
enlo, Sr. presidente, que o nobre deputado que
se assenla a minha direita, leve orca.-io, de to-
rnando a palavra, em primeiro lugar na sesso
pasuda, declarar com toda a franqueza, que ha-
via visto o traslado dos autos em una das mesas
das ante-salas, e que nao s elle, como ouiros
depulados o hartara lido e examinado.
O Se. Brando E eu bem que o moslrei.
O Sr, /. de Miranda : Depois de eu o ler
visto.
O Se. .V. Portella :Enlo, Sr. presidente, pa-
rereu-me, que a queslo para mim eslava divi-
dida, porque esperava queem concluso decla-
raco feila pelo nobre deputado, o honrado mem-
bro que possuia o traslado, nao trepidara cm
a presenta-lo casa, tanto mais quanto o nobre
deputado foi o primeiro mesmo a declarar que
esperava na meema occasio oopoctuna traze-lo
Consideraco da casa, que disto nao fazia se-
gredo. E sendo assim, Sr presidente, seje-ate
permilldo dizer que para mim admiravel, que
o nobre deputado que fez esta d.eclaraco, hou-
veesc lido para com o honrado raembro que fez
essa declaraco, um procedimento que esierava
que nao livesse o nobre deputado, ltenla a sua
longa praticada parlamentar, c principalmente a
consideiiico que no seu animo devia pesar mui-
to, de ser o nobre deputado autor dessa declara-
cao quele que pela primeira vez loma paite nos
irabalhos esta casa.
Mas 6ondo isto incidente, conlinuarci.
Enlo, Sr fjesidenle, parcecu-me definida a
nossa posieio ; *ra claro que leudo vista o pro-
cesso para ser-examinado podamos lomar urna
deliberaco ; era clara para mim que eslava jus-
tificado o motivo da urgencia; porque desde o mo-
nvenito em que se apresonUra o documento, que
era indispensavel para a discusso da questo,
desapparecia a duvida da miiib parte.
Coa) efieii^ Sr, pr*sjdenie, i* leitur* desse
traslada, quu le u uuure uepuiauo se cotige.
que houve nullidade manifest na formaco desse
processo, se conhece anda, e o nobre deputado
o demoiislrou muito bem, que tinham havido da
parle daquellcs que funecionaram nelle. o desejo
de nulliflcaro Sr. vigario Francisco Pedro para
poca da eleieo; est, porm, para mim ain/ia
demonstrado eudcnlemenlc, o que sem duvida
escapou ao nobre deputado,a consideraco de que
o Sr. vigariu Fiancisco Pedio foi pronunciado,nao
em crme, porque crime nao existo ah. (Appoia-
dos).
Sendo assim, Sr. presidente, claro, que a nii-
nha posico ontra muito differenle daqnella
que o nobre deputado, mesmo os propugnadores
da causa do Sr. vigario, me levaram ler nesta
casa, poique nessa dubiedade de maiiifaslneoes
do que realmente se havia passado, ou (peri'nit-
tam-me |a franqueza) era obrigado a concluir,
que alguma cuusa de mysterioso havia, de que
alguma cousa de real existia contra a causa do
Sr. vigario.
Um Sr. Vepulado :Esperava-se a opporlun-
dode.
O Sr. Brando'.O nobre deputado procede
nobre e honrosamente.
O Sr. N. I'ortella :Dizia cu, e anda o repito,
com toda a franqueza de que peco perdo aos
nobres depulados, foram elles meamos os propu-
gnadores da causa do Sr. Francisco l'edro, os que
me enllocaran) na posico de se.se nao livesse
apresentado esse processo, dar o meu voto coti-
lla a admissoilVIle, porque, Sr. presidente, en-
tre a oceusaco que havia sido fela nesta casa
por parte de um dos membros da commisso en-
tre a apreciaco dos documentos em que esse
membro se havia fundado para julgar Ilegal a
elcicAo e o silencio, a dubiedade de opinioos que
se iiolam entre os nobres depulados, era obriga-
do a loriar urna posico dijVerenlc daquella que
agora lenho.
Mas dizia eu, Sr. presidente, que a leitura e
exorne que o nobre deputado fez do processo ou
da copia delle, resullava a existencia de um abu-
so, qual o de urna autoridade quem a lei nao
deu o direito de responsabilisar a outro, arvorar-
so desse direito e tornar elfectiva a responsabili-
dade para nullilicar aquella que liaba de susten-
tara despronuncia.
Digo ainda o, Sr. presidente, que essa leitura
fez nascer em mim a convieco, de que o Sr.
francisco Pedro quando mesmo livesse sido pro-
nunciado legaliiienie, quando urna pronuncia real
houvcsse na organisaco do processo, nao pode
ser considerado criminoso, porque a pronuncia
nao mais do que um ineio estabelecido na lei,
pelo qnal se declara qual o individuo que prati-
ca o crime, isto prova-se a existencia do cri-
me. Pode haver porm, que o fado que aulori-
sar a pronuncia nao consume um crime, o indi-
viduo pronunciado nao se pode considerar crimi-
noso.
Ura o facto de que so trata, o seguate:O
Sr. Francisco Pedro foi chamado ao juizo por
urna queixa dada pelo juiz municipal, o esta quei-
xa consiste em um individuo de localidade de-
clarar, que havia recebido do Sr. Francisco Pe-
dro um pataco para dar urna sorra no juiz mu-
nicipal.Este fado levou a autoridade a pronun-
ciar o Sr. Francisco Pedro, como criminoso de
tentativa; mas quando mesmo estivesse provado
que o Sr. Francisao Pedro mandn esse hornero
dar no juiz municipal, isto nao constitua um cri-
me c menos crime de tentativa, porque a tentati-
va de crime como sabe a casa, e como sera dts-
necescario repeti-lo sono fosse por amor de ma-
nifestacao de um pensamento, o resultado do
complexo do tres elementos indspeusaveis que a
'ei tem exigido, existencia de actos exteriores,
irincipto do execusao e ainda mais, o nao etfei-
ga a submciur ao cunbeennepto das camaiaa
um acto do poder jodiciario, ah s o poder judi-
ciario tem o poder de apreciar as circumstancias
do facto e pronunciar ou nao, como entender, o
individuo.
(Ha um aparte.)
Essa manifestao como um protesto contra
as consequenciasque resultaran! da duulrina do
nobre deputado.
Supponha-se que se nao trata de um individuo
pronunciado em crime afaiicavei; est o indi-
viduo eleito pronunciado antes da eleieo, reco-
Ihido a urna priso, se prevalecesso a doutrina
do nobre deputado, a assembla provincial, a
cmara dos depulados le ia o direito de dizer
sultai esse individuo, porque a vossa pronuncia
nulla, porque esse individuo nao pode sotTrer
pena:e o nobre deputado poder aceitar a jus-
tificacao de seracllianle concluso de seus prin-
cipios?
OSr.Ii.de Helio:Quando se rcalisar essa
hypothese eu responderei.
po pdese ser eleilor leudo UOtf de renda, c
s su pode ser deputado tindo-se 100.
O Sr. N. Portella :Dizia eu, Sr. presidente,
que nao era procedente este argumento do no-
bre deputado, porque a sua opinio d lugar a
taes consequencias.
OSr. Brando :Porece-lhe isto, a mim nao.
O Sr. y. I'ortella :Sr. presidente, quando
a constituicao considerou como aptos para strem
depulados aquclles que o sao por seren elelores,
quando a constituido reconhece que nao pode
ser eleilor o que pronunciado, por ventura
quer que urna vez adquirida a qualidade de
eleitor ficasse esse individuo sempre aPl P"ra
ser deputado ?
O Sr. fraitdo :Isso nao.
OSr. N. I'ortella :Creio que o nobre depu-
tado nao poder sustentar essa doulrina, o nem I
Ihe serve o aviso para isso, porque o aviso nao
respeta nada questo, o aviso refere-se a hy-
potliese muito diferente daquella que nos OCCU-
Eu nao me
pa. Eu uo me lembro da dala do aviso que o
u Sr a. lorletla .Se se admitlissc a don- nobre deputaJo citou, mas lendo-o lioi.lem mes-
trina do nobre deputado a consequencia era mo, ;onheci que nao apioveitava ao nobre de-
esIa- out.ido.
Ainda mais : a constituicao marca a dade ne-
cessaria para que o individo possa ser senador;
mas suppouha o nobre deputado. que um indi-
viduo nao tema id-ade'que a consliluico exige,
mas que no entanto a provincia o elege senador,
que o monarcha o escollic, nas na discusso da
vericaco de seus poderes, se conhece que elle
nao lem a idade, porventura o senado autori-
de pora reconhecer, que o individuo que nao tem
idade, eiTectvamtnle a tem, embora a prova
que existe contra esse facto ?
Eis-aqui materia, objecto de exame e apreca-
Assim pois, Sr. presidente, tenho manifestado
08 motivos ou fundamentos da minha opinio em
desacord com a dos nobres depulados no que
respeta queslo de direito ; a divergencia en-
tre a minha e a opinio dos nobres depulados
consiste no modo porque elles eiilendcrn que
cabo a assembla provincial ou a assembla ge-
ral o direito de distruir a pronuncia, quer no
caso desla ser anterior eleicao, quer no caso
de ser posterior; para mirn ha urna differenca
immensa e por isto, que as disposees da lei,
sao applicaveis ao caso da pronuncia posterior
cao do poder legislativo; c no entanto nao de na-; eleicao ; mas nao obstante slo, como para mim
lureza daquella que se d na occasio de proniui- i inqueslionavel que a constituicao nao quiz que
ca de um depnlado antes de sua eleicao. fosse eleilor o que lzesse parle d assembla pro-
Um Sr. Deputado :A queslo agora Iheo- I vincial ou geral, um individuo pronunciado em
rlc"- I crme, sendo esse crme estabeleciJo na lei,. mas
O Sr. N. Portella :E, mas eu tive occasio como para mim o facto pelo qual foi pronunciado
de dizer, que se nao izer hoje a manifestacao do o Sr. vigar.o Francisco Pedro nao se possa consi-
minhas ideas a respeilo, ao depois talvez se pos- derar criminoso, embora o considera pronuncia-
do, perqu nao isto motivo para que eu Ihe re-

sa argumentar conlra o modo de minhas pala-
vias e ile meu procedimento nesta queslo.
O Sr /:. de Mello ;Eu sempre entend que o
nobre depnlado eslava com a minha opinio.
O Sr. Nascimenlo Vorlella :Mas que o no-
cuse o direito de fazer parle uesla casa.
Creio hoje ter conseguido o proposito qno li-
nha em vistas, declarando ainda aos nobres de-
putapos que a minha divergencia de opinioes
bre deputado recusa ante a consequencia de suas com as dos nobres depulados nao era o preme-
tlitoi ias
O Sr H. de Melto :Nao quero mais fallar,
se nao Ihe dara a resposla.
O Sr. N. Portella : assim, Sr. presidente,
dilado desejo de fazer arredar desla assembla o
Sr. vigario Francisco Pedro, nem mesmo creio
que da parte d'aquelles que se pronunciaran!
contra a sua elcico, porque a questo era com
que eu, posto que entendoem face de nossa cons-1 disse, dependente da apreciaco do tacto, felo
tlluirao, que assim como s cabe, assembia ge- ; que nao poda ser apreciado seno un vista da
ral o direito de examinar a pronuncia posterior i prova que era o processo e que longo de haver-
contra qualquer de seus membros, do mesma sor-
te cabe s asscmblas'proyinciaes, quando algum
de seus membros depois de sua eleicao tenlia
siJo pronunciado, examinar os fundamentos d-s-
sa pronuncia, porque a respeilo destas nao ap-
plicavt'l a dsposco expressa na doulrina cons-i parte de
litucional : a consliluico nao quer que seja j honras i
eleito o pronunciado, nas a consliluico nao
diz que O pronunciado perca o direito de e.xercer
as funeces que llie foram conferidas, e assim
como na assiiiibla geral este exame se torna
necessario, assim ua assenbla provincial elle
iidispensnvel.
E' assim, Sr. presidente, que nesta assembla
leve lugar o exarne dos fundamentos de una
pronuncia proferida no anuo de 1S")0 conlra um
membro da casa,c o nobre depulad) que enlo cao de parecer, na parle em que se refere elei-
mos considerado a eleicao do Sr. Francisco Pedro
como nina circunstancia contraria aos nossosde-
sejos, peL menos por mira, digo, seria indiffe-
rente a sua eleicao ou a de outro qualquer, com
I'tanto que seja como estou certa, digno de fazez
sla casa e lie digno que mereceu as
da elcico de.um circulo.
Discurso pronunciado na sessao de
BIS do correntc peEo Sr. deputado
Dr. Joo Alfredo Correa de Oli
ve ira Andrade
O Sr. Correa de Olireira cometa por declarar,
qt.....steve fora da cidade, quando piiucipiou a
discusso do parecer da commisso de veiilica-
fallava, e que apresentava esto precedente da co-
sa, como argumento poderoso contra os minhas
ideas, leve a bandado, a delicadeza talvez de me
perguutar se o artigo da consliluico eslava mu-
dado, ou se era o mesmo; era porque o nobre
depnlado eslava convencido deque o parecer que
lia, deque o facto que me apresentava em oppo-
, sico s minhas deas, nao era da natureza que
actos exteriores, maso principio de execuco, e oisuppunha o nobre diputado as que quera que
seu nao elfeilo por circumstaucias independemos | elle livesse.
A pronuncia do depnlado de en'o o Sr. Dr.
Joo Floiipes, leve lugar depois de terem sido
seus poderes aqu recotihccidos, depois de ter
lo poi circumstancias independeutes da vontado
do reo.Aqui seriliores, o que que apparece?
(Juando muito a existencia de um dos elementos.
de vontade do ro, aonde que existem ? Se pois
quando muito se podia considerar existente o 1"
dos elementos do crime, nao apparecendo os dous
Ouiros elementos, nao se poda, jamis, nao ser
por nina jurisprudencia anmala, considerare
Sr. Francisco Pedro criminoso, considerar esse
facto pelo o qual o pronunciaran como um cri-
me, lano mais quanlo esse mesmo elemento dos
fados exteriores que se d ueste caso, nao da-
quelles que, segundo a nossa lei, consliluem um
crme especial, porque enlo embora elle se nao
livesse mostrado coinocriinino.se de tentativa, po-
dia ser punido pela criminalidade que rcsultasse
da existencia do elemento de tentativa.
Sendo assim pois, Sr. presidente, para mim
evidente, que nao houve o crme u que pqr lauto
a pronuncia do Sr. Francisco Podro nao produz
iieiibum elVeilo, porque a consliluico nao quer
une sejam elelores, e nem que fecam parle das
corporares electivas, aquellos individuos que sao
pronunciados em um crime ; o ficto por lano de
pronuncia em si, nina vez que nao est provada
a criminalidade do fado, pelo qual elle se deu,
nao foi o Sr. Francisco Pedro cemprehendido na
disposico da constituicao, que a pronuncia em
crime.
E por isso Sr. presidente, que eu, posto que di-
virja dos nobres depulados no ponto do direito,
quando enleudem elles, que a assembla lem em
todos os cosos o direito de entrar no exame e a-
preciacao dos motivos de pronuncia e das circums-
tancias do faci.
O .Se. Brando ;' nesse sentido que us in-
dagamos.
lia um outro aparte.)
O Sr Brando :A consliluico Sr. presiden-
l", diz que nao podem ser elelores c que nao po-
dem ser depulados os individuos pronunciados
em crime ; claro pois que se d a neeessidade
de examinar a pio.iuncia para julgar-se dola, c
de sua legalidade.
E' por sio Sr. presidente, que ou pensando as-
sim disse em aparte ao nobre deputado o r. E-
paminondas de Mello, quando dizia que a assem-
bla liniia o direito de entrar no exame, na apre-
ciaco da pronuncia, eu diziaque duvida! nao
resla duvida o o nobre deputado me respondeu
bravo, muito bem.
E' exaclo, a assembla tem o direito de fazer
esse exame, mas ella nao tem o direito que o
nobre depnlado enlende que ella linha; isto ,
eutrando no exame da jusliea, e nao jusliea de
pronuncia, de criminalidade*ou nao criminalida-
de do ado, nullilicar as funeces do poder jodi-
ciario. Foi por isso que cu disse, que diversifi-
ca va muito a hypothese de pronuncia anterior
elcico de pronuncia posterior, foi por islo anda
que eu disse ao nobre deputado que em diversi-
dade de disposiees que existe ha nossa eonsti-
liluico acerca de um e oulro caso, asseula cm
razes dinerenles e distinctas.
Sr. presidente, quando a consliluico esla-
beleceu que o individuo eleito c ao depois pro-
nunciado, o seu processo nao prosiga sem que
seja examinado pela comarca respectiva, sem du-
vida faz una excepeo ao principio geral de di-
reito cominum, sem duvida fez una modilicaco
ao principio regulador das funcQes do poder ju-
dicial io, fez urna modilicaco ao principio geral
da consliluico que consagra a independencia
dos poderes polilicos: mas porque? Porque, ra-
zes de alia consideraco, inleresses polilicos li-
zeram com que a constituicao conferisse cma-
ra respectiva o direito de examinar os fundamen-
tos com que esse membro da comarca tiuha sido
pronunciado, para regular se o processo dtvia ou
nao continuar 1
Foi porque, Sr. presidente, alii havia a con-
sideraco de que o governo como nido de
nullilicar os votos que na cmara dos depulados
poda ler contra s, ou mesmo de nullifiear os in-
dividuos que por sua inlellgenria e Ilustrado
podessera fazer-lhc aecusaco. ou guerrear as
suas doutrinas de adminislr'aco e enlo se va-
lesse dos seus agentes polciaes ou judiciarios
para denunciar esses depulados. Mas, Senho-
res, quando se trata de pronuncia antes de elci-
co, d-se por ventura isto ?
O governo conhece, por ventura, lodosos can-
didalos, que os eleitores devero eleger depula-
dos para manda-Ios processar? Nao, porque os
individualidades do urna eleieo nao podem ser
previstas com a mesma seguranza com que pode
o governo eonhecer dos scutimentos de uuia c-
maro eleita; e por coiiseguinte c por isto que a
cousliliiicp nao sujela a pronuncia feila ao de-
putado antes da eleieo apreciaco e exame da
cmara, como se diz depois da eleicao.
O Sr. Correa de Olireira :Entretanto exami-
nou-sc aqui.
O Sr. Epaminondas :Eu enlendo que sim,
porque ca attribuico de verfica^o dos poderes
est incluida esta competencia.
0 Sr. t. Portella:O nobre deputado diz que
comprehende que existe esse direito, esse exa-
me, essa oprcoiaco ? Nao, Senhores, o oxame,
a apreciaco que se d de pronuncia anterior
eleicao, nao pode-ser o mesmo que se d de-
pois da eleicao, porque no segundo caso a c-
mara geral ou o senado Irata de pronuncia fei-
la a na de seus membros., roas no oulro caso
ti ala-S de um cidado como .outro qualquer que
aspira,ao.-.rcIcio de um direita como oulro pode
aspirar; i-rDok; d a ctrciuiistfijuia que bri-
cao do vigario Francisco Pedro da Silva ; que
est fatigado em consequencia da viagem, que
fez hoje mesmo, c que s pede a palavra para
explicar a sua conduda, que pode ser mal julga-
da em face do discurso do nobre deputado pelo
primeiro circulo, o Sr. E. de Mello.
Passan lo leitura d'esse discurso, diz que n
mesmo nobre deputado parece allribuir-lhe ig-
norancia do que. seja um documeulo valioso, ou
pre*cnco, m f, parcialidade e importancia....
0 Sr.Wiuo de Campo : 0 carcter do nobre
depnlado est a cima d'cssas aecusacocs.
O Sr. /;. de Mello : Mas para que isso ludo ?
exercido as (linceos de deputado durante todo Tem mais puntas, nao lera s cssas a discurso,
o auno de 1851), porque entre 50 e 51 que elle j nao ha demiua ah. Pois o nobic deputado nao
foi pronunciado por crime de responsabilidade: I est convencido de que eu nao podia atlribuir-
iio auno de 1851, enlo quando se reuni a as-
sen.bla entrn em duvida, se elle pronunciado
como estova linha ou nao direito de lomai parle
I nos lr>baldos da casa, e foi enlo que muilo
acertadamente deliberou a assembla, entrando
no exame da pronuncia, porque direito Ihe as-
sislia e nao podia scr-lhe negado, visto como a
constituicao nao se refere seno ao effoito da pro-
nuncia anterior eleicao, e esle caso era muilo
posterior eleieo, e ao exercicio das funeces
de deputado : bem ve, pois a casa, a differonga
que ha entre urna e oulra hypothese.
E, Sr. presidente, manifestando assim os mo-
tivos que lenho para fundamentar a minha opi-
nio, seja-ine permilldo agora dizer ao nobre
deputado, que na sesso passada fallou cm ulti-
mo liiaar, que a sua argumentarlo nao pro-
cedente.
O nobre deputado julgou que poda demons-
; trar a legilimidade da conferencia dos poderes ; vas dos autos, o decidir que, por
de representante da provincia aoSr. vigario Fran- decretada a pronuncia, nao nrodu
Ihe senielhanies senliiiifiitos, nem ignorancia?
0 orador diz que nao desejava deixar diz que
nao desejava deixar em duvida a prudencia e a
justica, com que proceden ; que n'esle intuito
ia recordar casa ludo quanlo fez. c quanlo disse
por occasio de oppor duvidar validada da
eleieo do vigaro Francisco Pedro ; mas que re-
cebe a parle do seu honrado collega como una
explicaco justa e honrosa, que Ihe agrade,-,'.
A respeilo da validado da eleieo do referido
vigario, depois da cerleza, <(jic se obieve com a
apreseutaco do processo, de ler sido a sustenta-
cao de sua pronuncia anterior elcico, o ora-
dor anuncia a sua opinio conlra o parecer, e
faz breves consideradores no sentido de mostrar
que a assembla provincial s podo lomar conhe-
cimenlo da pronuncia em tal caso, como um fac-
to, para accelar suas consequencias declaradas
pela le, e nunca entrar na apreciaco das pro-
ler sido mi
pronuncio, nao produza os seus cf-
feiios.
O orador declara finalmente que linha muito
desejo de empenhar-se n'essa discusso ; mas
que estando caneado, e vendo que o debate, que
houve em sua ausencia, creou nova opinio em
anterior a pronuncia que se de va concluir o di- I favor do vigaro Francisco Pedro ; nao Ihe sendo
I cisco Pedro, pelo simples facto de ler sido elle
; no auno de 1856 eleilo eleilor. e pelo facto sim-
ples de terem sido reconhecidos os seus poderes
ela assembla geral.
Mas, Sr. presidente, ser de um facto muilo
reito de ser eleito o individuo pronunciado?
0 Sr. Brando:Era um direito poltico ad-
querido.
O Sr. N Portella :Ne resta duvida, mas
. porque um direito poltico adquerido, que o
eleitor pronunciado nao deixa de ser eleito, mas
, nao exerce as funeces.
O Sr. Brando :Em virlude de que 1er?
O Sr. :V. Portella : Em vil lude da lei das
ele rese dos avisos que a leem explicado.
O Sr. Brando :Nao vejaMSO.
O Sr. .Y. I'ortella Posso assegurar ao no-
: bre deputado, que a le daseleices manda que o
i individuo pionunc.ado nao possa mesmo fazer
! parle das juntas de qualificaco, eso faz urna
nica excepeo, que 0 acerca do juiz de paz mais
; votado como presidente da junta.
Um Sr. Deputado : O juiz de paz nao elei-
tor.
O Sr. N. Portella : Isto para mostrar, que
acerca de todos os ouiros membros da junta se
nao d a excepeo.
Ha um aparte.)
de mais a mais licito esperar que suas palavras
produzom a mudanca d'essa opinio, que reputa
infundada, conlenta-se em volar coulra o pa-
recer.
RECIPE, 17 DE MARO) DE l>60."
s SEIS HORAS DA TARDE.
Rctrospccto semanal.
ti vapor Oyapock, entrado no dia 14 dos por-
los dosul, nada ou quasi nada adiantou as pou-
cas noticias de que foi portador o Milford-JJacen
da enmpanhia anglo-luso-brasilcira.
O Tync porm, entrado dous dias depois do
Oyapock, trouxe-nos olgumas noticias das re-
pblicas do Prala, que sabemos interessarem aos
nossos leitores porque infelizmente a paz do im-
| perio depende hoje da boa vonlade dos polilicos
que dirigen) os deslinos d'aquelles desgranados
paizes. Nao se confirma o boato de haver o Sr.
| Gabriel Pereira entregue a presidencia do L'ru-
lira urna tal exigencia. Osanimus se irritan), e
Dos sabe se a convengo tleila para rever o pac-
to federa] tei lempo de ultimar sua tarefa. A
commisso por ella encarregada de estudar esso
paci, anda nao havia apresentado o sea pare-
cer ; sabe-se porm que ella propoe algumas re-
formas, sendo a que se refere capital da Rep-
blica a que suscitar niaior discusso, porque
uns opinara que seja Ruenos-Ayres, ouiros nao
qnerem tal, e um lerceiro partido vota pela fe-
deralisaco de urna porte do territorio da pro-
vincia, onde devem resiair as autoridades.
O es-presidente Alsina e o Sr. Conesa quize-
ram lomar assento na represeiilsco provincial.
As eleicoes de representantes devem ter lugar n
dia 25, o o Club liberal j predispunha-so para a
luta.
Do Paraguay s adiamos de interesse o con-
trato quo o governo celebrou com I). Alfonso
Lelie.bre para a construco de urna nova estrada
de ferro.
As nossas relages com a confederaco conli
nuavam no mesmo p. O Sr. Amaral"eslava do
licenca em Montevideo.
As provincias do sul do imperio fieavam
ora paz. No Itio Grande se haviam terminado as
eleicoes provineiaes. O collegio de Algrete a-
presenlou o segrale resollado :
Feliciano ftibeiro de Almeida -i3 volos.
Tenenle-coronel Manoel Lopes Tei-
xeira .]
Malinas Texeira do Almeida 4
Di. Antonio Gomes Pinhciro Machado 36
Dr. LuizAlves I.eiio de Oliveira Pello 33
O Dr. chefe de polica Eduardo Pindahiba
de Mallos realisou a captura de importantes cri-
minosos, que enfeslavam os municipios de Ji-
go a rao e llerval. dos quaes um conseguio eva-
dir-se, e oulro fui morto em resistencia. Na ler-
mo de Bag havia-se dado um assassnato,
que era geralmcnle imputado ao cura Bastos
Res.
Ilinos-Gerae?.J era conheeido o resul-
tado da votaco dedezenove collegios eleitoraes
para a elci'.o de um senador. Ncsses collegios
obliveram rolos os Sis. :
T. Oltoni 77 roixeira cz9
Uruz Machado r^Q
Faltara ainda a votaco de cinco collegios.
que talvez altere a ordem em que se acham os
dous ltimos nomeados.
Nesta provincia a segaranca individual era
quoiidiaiiariii.nl,. violada, devida lo deploravel
estado, segundo se diz, covardia das autorida-
des polciaes.
Em S. Paulo proseguam sem novidade os
Irabalhos da a gero Goncalvesda Silva ossumira o exercicio do
lugar de chefe de polica.
Em Uallo-Grosso os gneros alimenticios
eslavam por presos exorbitantes.
Espirito Santo A secca em Uapemerim
eslava assolando ludo.
A companliia ne naregaco a vapor Espirito-
Santo contradir a coostruccao de um vapor pa-
ra oservico da liulia entre s! Uatheus o o Rio do
Janeiro com a .-asa de Metra Irmus & Mavlor,
de.-ta ultima cidade.
Na Rabia havia (ido lugar a eleieo dos
directores do respectivo banco, que deu resul-
tado seguiule :
Manoel .loaquim Alves, 546 volos.
Dr. L. Rodrigues Dulra Rocha, 453 votos.
Dr. Jos de Ranos Pimenlel, 3'JS votos.
Supplenles.
Francisca Uibeiro Morcira, 1 2 votos.
Aurelio Ferreira Espiibeia, 139 Mitos.
P. A. Rodrigues Vi.inna, 57 volos.
Scrgipe. Punccianava a assembla legisla-
tiva, que se havia aberto no dia 5 do (oriente.
Na villa da Capella havia-se dado um conflicto
entre urna forca policial de l soldadose dous
negros fogidos, de que resultou a morle de ura
desles, e graves ferimenlos cm dous soldados.
De Alagos nada constou-nos.
A assembla legislativa de nossa provincia
prosegue em seus irabalhos com toda a calma o
regularidade.
No dia 17 eomecaram os irabalhos da Fa-
culdade de Direito.
Durante a semana apenas chegou ao noso
conheciment o seguiule fado criminoso :
Era Ouricury, comarca da Boa-Vista, foi as-
sassinado com dous tiios debacam.nte o delega-
do de polica, capilo Domingos Alvos Bronco
Hunlz Barrlo. O autor mandante desic crime
diz-se ser o lenenle-coronel Alvaro Ernesto de
Oarvalho Granja, que segundo ama raila parti-
cular, qua leoi.i.s a vi.si.i, um pi.tentado inso-
lente e de raaos precedentes. OSr. presidente
da provincia tem tomado as necessaria3 previ-
dencias, atim de nao Bear impune lo audacioso-
altentado.
Demandaram o nosso porto, 1S embarcaces
mere vites, com a lolaco de C.bdl toneladas. Sa-
Iiiijiii durante osmesmos dias, 1(1 embarcaces
mercantes, com a lolaco de 5,981 toneladas.
Renderam, do dia 1() ao d3 10 do corrente :
a alfapdega, 87 S)5178rs. ; o consulado ge-
ral, 0:7.")75(I(J5 rs. : a recebedoria das rendas ge-
raes internas, 15: 75$387 rs. ; o ccnsulado pro-
vincial, 209{8O#203 rs
0 movimento geral da alfandcga, no mes-
mo lempo foi de 8,188 volumes, a saber: vo-
lumes entrados com fazendas 947 com genc-
ios, ; total dos volumes entrados, 5,406;
volumes saludos com fazendas, 652;com
gneros, 2,130 : total dos volumes sabidos
2,78.
Pal locera m duranle a semana il pessoas-
sendo livres ; 10 horneas, 11 mulhercs e I parvo,
los,: escravos 2 liumcns, 1 mulhcr c 3 pr-
vulos.
0 Sr. fV. Portella :-0 ..obre deputado traten- i gm?. > PrfSjlenlO do respectivo senado I). Flo-
dodos direitos polticos, fez observar, que, no : \ l?t"* *' 6 re?,r.,,,0_se R8'*1 ""'a qu.l-
vida do cidado existiam tres faclos
procedimento, quera
polticos.
O Sr. Brando :Isso
conslitiiico.
0 Sr. N. Portella :Quando
, hilos daquelles governos, o resollado das alei-
e- no | aes provou a toda o luz que o governo nenhu-
e trata dos di- \ ma illlluoncia lil,1,a l,a respeitavel corpora;ao, a
desses direitos polilicos pode deixar de existir
em sua lolalidade, pode diminuir.
O Sr. Brando :Pode exercer uns c nao ou-
iros; porque o exercicio dos direitos polilicos
rallara para completar o numero total dos cle-
lores, recalaram dous no Sr. Diogo Lamas, dous
no Sr. Caravia, e um no Sr. Gir. Como v-se,
o Sr. Julio Pereira. que era apresentado como o
va accrescendo dadas certas condices; eu pea- !*?! COopeti nico voto. Anida que os jornaes do paiz. nada
digam sobre esta singul iridade, conjeclura-se
so ser eleilor o uo poder ser deputado.
0 Sr. N. Portella :E isto entro o que se-
no a diminuco do exercicio de direitos poli-
licos "?
E por slo, Sr. presidente, que embora o in-
dividuo se diga no exercicio de seus direitos po-
lilicos, lodovia alguns ha que por disposicoes
expressas da consliluico ou das leis regulara'en-
lares. podem ser restringidos e delles uo pode
servr-se o individuo.
E' assim, Sr. presidente, que posto que o vi-
gario Francisco Pedro livesse sido eleilo no anuo
que os partidarios de Pereira deixaraiu de com-
parecer, conjetura que parece ser a rerdade al-
iento o pequeo numero dos representantes pre-
sentes.
Esl pois a repblica do Uruguay confiada ao
lino e prudencia poltica o administrativa doSr.
Berro. Nao podiam ser mais favoraveis os aus-
picios corn que receben o governo. O povo ap-
plaudio a esculla de seus representantes; o li-
me de Berro foi saudade por toda a cidade, de
! modo que, a nao eliminarmos a3 hype boles in-
de 1856 eleitor e tivessem os seus poderes sido i fallveis nas boceas hespanholas, em Montevideo
reconhecidos pela cmara dos deputados, islo
nao obslava para que, depois pronunciado, a sua
pronuncia o inhibase de ser eleilo membro desla
assembla.
Apresenlarei ainda urna razo ao nobre depu-
todo. O nobre deputado sabe que a lei tem exi-
gido um rendimento certo para que o individuo
possa ser eleilor, no entanto supponha-se (a hy-
poll.cse gratuita neste caso) supponha o nobre
deputado que o Sr. vigario Francisco Pedro coha
em estado de pobreza tal que nao livesse o ren-
dimento da lei; por ventura, pergunlo eu, pelo
facto da acquisicao de a.reito poltico, qual o do
ser eleitor, eslava o Sr. vigario Francisco Pedro
nesta hypothese com o direito de ser eleilo mem-
bro desta assembla ?
E' por esla rjzo, porque nao basta ser elei-
tor para poder ser eleilo deputado, porque a
consiiiuio tem exigido outras condicc.cs.
(Ha ura aparte.)
0 Sr. Brandan:Parece-me que a concluso
do nobre deputado nao exacta, porque a cons-
tituicao marcou condiceoes para se poder ser
eleitor e nutras pjra se ex deputad; por exem-
dous homens nicamente deixaram de unir suas
vozes os vozes da mullido, o Sr. Julio Pereira,
pela razo bem simples de haver sido candidato
e o ex-presidenle, porque dcscia do poder, o do-
mis pai do mecionado pretendenle.
Talvez que o novo governo comprehenda e de-
senvolva os inleresses da repblica. Sao esse os
nossos volos ; quanto, porm, a sua boa f ele-
oldade para comnosco, neuliuma conflanca nos
merecen) os homens polilicos daquelles estados.!
Na subsliluico de um chefe por oulro. nao ve-!
mos seno o Irimnpho de urna parcialidade das
que se dispulam a posse do poder supremo, a
inudonga de um nomo proprio, e jamis umaal-
teracao profunda radical da poltica al hoje se- '
guida com o Brasil O presidente da repblica
chamava-se hontemPereiro, hoje chama-se Ber- '
ro. Esperamos que o futuro revele qual o resul-
tado desta mudanca de nonios.
Julga-se que ainda desta vez a provincia de
Buenos-Ayres nao entrar para o gremio da Con-
federaco. A nota do presidente Dorqui exigindo
a ncioRalsae.o das alfandegas da provincia foi
mal recebida do governo, que negou-sc a assen-
REVISTA DURIR. '
Hoje pelos 10 horas da nianhoo, dever pailir
da eslacoo das Cinco-Pontas, un. tiem espacias,
que conduzir eslaco do en^enho Olinda, S.
Exc. o Sr. presidMeda provincia, os membros da
ssembla provincial, e die.sas autoridades, para
visitaren) as obras e.xeculadas, e em execuco na
nossa linha l'eirea.
Enviam-nos de novo queitas contra o inspector
de quarleiro do Fora de Portas, de que j nos
occupanios de oulra vez, na isposieo de algum
selo seu.
Consisiem essas queixas era fados cuja praii-
ca repugna com a idea de autoridade, que deve
sera primeira respeilar e fazer respeitar os
dreilos dos cidados, e nao j por em obra
quanla arbitrarieJade ha para consecuco de
seus fins.
Narram-nos a occurrcncia havida no da 10 do
crreme com um individuo que viudo do mar
com pe.xe all aporlou ; occiiri'ncia que olm
de desrespeiladon do direito ol.co, nolabisa-se
por sua immoralidade, que chegou a ponto do
prender aquello individuo, por haver reclamado
em consequencia do esbulho e desappropriacao
indevida, que elle l'ozia-lhe do peixe para d'is-
Iribuir pelos seus atTcicoodos.
E' preciso que esse inspector entre no conhe-
cimento de que Fora de P*itas nao algum
districto l da Tartaria, onde possa o seu querer
ler um predominio egual seno maior ao oma-
vel si'c vol siejubeo ; preciso que seja chama-
do s raias dos seus deveres, pois que a autori-
dade nao pode estar subordina Ja velleidades
com detrimento dos governados.
Chamamos a a llnete de quem competir
dar a providencia, para um oolebre atravessador
de pexe que existe em Fora da" Poilas, e que,
reunido dous lilaos de um inspector, seqnestra
quanto peixe apparece para revndelo altos
preos popula^'o.
Quera nos Iraosmilts esta noticia diz-nos que
esse individuo zoraba de ludo, porque dispe de
grandes prolecces. quer do inspector, quer de
oulrar entidades aproximadas. Mas como ha
quem es teja cima desses protectores,recorremos
para elle neste pedido de alguma providencia
para o caso.
Nao sao permttidos adjuntos, mrmenle
de escravos, cm vendas ; nem lo pouco alari-
dos dos mesmos com incommodo do publico.
E' esta urna advertencia urna venda da
Camboa, onde laes farlos se do, e d'ondc j foi
lirado, segundo nos informara, um dedal deouro
roubado por um escravo ao seu senhor.
Com taes fados que se improvisain multas
rezos olgumas fortunas, que ah vemos.
A segiiinle correspondencia nos foi remel-
lida, e como nella se conlenha a narraco de um
abuso de que j tratamos, damo-la publicida-
de, chamando allcngodo Sr. fiscal para o seu
contexto ; pois nao possivel que prosiga impu-
ne um semclhaiile estado.
Sr. redactor da Revista Diaria. J vimos
una vez em sua Revista urna exclamado res-
peilo das aguas, que urna familia moradora cm
um segundo andar da ra das Cruzes, lancava
para o quintal, e como viiiihos desse quintal,
julgamosquc ficariamos livresdessa immundicia,,
logo que vimos em sua Revista notado o ficto.
Mas qual nao foi nosso espaulo, quando pre-
senciemos urna pesada dessa familia dizer quo


xsrem Ue
sena mais lacil o ni;ir seecar do que dei
lardar agua para o quintal ?
Nao duviJamos que islo aconteccsse cm al^nm
Curra! do seriaos mas no meio de urna capital
o de urna populacho cirlisada c que tem Icis
inunicipaes, que prohiben! o despeo cm quin-
taes cuas ras, duvidamos que islo continuo
logo que o respectivo fiscal tome conhecimento
cnpazes de jurar peranlo a auloridade, se mister
or.
O rizinlio do quintal.
, ~T Asegrate correspondencia fui-nos envia-
da da Capunga, e como se oceupe ella de un:
laciaque rcvolla por sua n a tu reza e circu ins-
tancias, damos-lhe inscrcao aqu cm todas as
suns particularidades.
Reunimos nossas vozos do correspondente'
no sentido das providencias pedidas por elle.
Sr. redactor da Revista Diaria. Nao posso
donar passar em silencio um tacto rovoltanlo'
que so acaba de dar ueste arrebal le, nao s por-'
que elle em estremo desabonador para a pro-
vincia, como por ler originado um sinistro,
quasi quedevido inleiramcnle incuria da poli-
ca que valla no scelo publico deste lugar e na
seguranca individual.
llontem por rolla das 10 horas da noilo appa-
receu vagando pelas ras deate suburbio um
Portuguez em completo estado de nlien.i i i
mental, bradando soccorro. A auloridade poli-
cial fe-lo recolher aocorpo da guarda onde exis-
te aquartelaio o pequeo destacamento de poli-
ca aqu cxvslentc. Dizom que pela manhaa o
br. Silva, inspector do quarteiro, o enviara ao
subdelegado da Boa-vista e juntamente a quan-
tia de 7jj que nos boleos do mesme portuguez
lora enconlrada. Oizem que o Sr. subdelegado
rospondendo ao offlcio do inspector Ihe declara-
ra que nada podia lazor respeitn desse invi-
duo, e que portante o pnzessem cm liberdado, o
que foi ofloclvado s 10 para 11 horas da ma-l
nhaa. portuguez, poror, chegando na venda '
do Sr. Amaral, declarara que possuia a quantia I
de Ti, que Ihe fura loma.la, anda que vaga o
contusamente fosse sua declaraco feita, todava i
deduzia-se islo das suas palavras.
A'vista disto o caixeiro doSr. Amaral dirigi-'
se ao cabo do destacamento c pcrguntou-lbc se
sabh o destino que tonara essa quantia, visto
como pretend a esse mandar o seu patricio paral
o hospital, e cria conveniente enviar esse di-i
nheiro ao director do estabelecimento onde fosse |
o aoente recolhido ; o que nao fez por estar elle
preso de ordem do subdelegado respectivo.
O cabo de usquadra julganJo-se entidade lat-1
cou o caixeiro do Sr. Amaral pela porta a (ora, :
acompanhando-o at a porta da venda coni pa-j
larras injuriosas, o como esse 111070 Ihe disscssel
que nao obstante esse menospreso como o fazia
a um ostrangeiro, quera priv-lo com o seu pro-
cedimenlo ostranho o criminoso que se minis-
trasse soceorro ao pobre alienado. A isto o
cabo revesiin lo-se de enfase, proprio de son
estupidez responden : .Vud faz mol que elle
morra, um galega de menos Momentos depois
o doente erguendo-se disse : roa ao rio lamr-
*B. E sabio o caixeiro do Sr. Amaral, virando-se
para o caboe mais soldados presentes na ven- f
da disse : nao deixcm esse homem sabir porque
esta vario, e vai afo^ar-so : ao que o amavel
cabo responden pela segunda vez ; de torrar,aval um gnlego de menos. E de faelo,
Sr. redactor, o Portuguez tomando a direceo do
rio,, passou a cerca que extrema a estrada e
penetrando pelo sitio do fallecido Joao Evange-
lista foi direilo ao rio, lancou-sc n'agua, e afo-
gou-so !! E o que de tudo "mais assombra que
a polica ouvio muda e queda os clamores das
pretas escravas da viuva do Joao Evangelista,
c so meia hora depois do hornera alegado appa-
rocou o Se. Cubo vestido a paisano com recolo-
r, chibatinha na mao, asemelhanca de um bey,
c para mais requintar a sua malvaJ-za, fez reti-
rar d'agua um soldado por nomo Flix, que se
lineara n'agua, nao ja para salvar o infeliz
afogado, porra para tirar o corpo do rio ; c so
com o auxilio de um canoeiro que passava, e de
urna canoa mandada do oulro lado do rio,
foi que se conseguio retirar o corpo d'agua, e en-
trega-loaos soldados presentes, visto que o Sr.
cabo retirara-se dizendo que ia levar o occorrido
ao conhecimento do Sr. subdelegado. Os solda-
dos a vista de taes exeniplos de morigeraco e
candado de seu chefe atiraram com o corpo no
chao junto a urna mangueira e retiraram-se ale-
gremente.
A vista de tal fado pedimos a Vine, que cha-
ra e a atiene-iodo Sr. Dr. chefe de polica para
as suas circunstancias e desfeiches, tratandoc
do por um paradoiro a estes e outros desmandos
Semelliantcs da polica dnsln podro Cnpungn.
Para prova do occorrido ah estao os mirado-
res da roa denominada do Jacobina, o a que
iica era frente a casa do Sr. Dr. l'ereira do Car-
ino, e mais a familia da lllma. Sra. D. Mara E-
vangelista e a Ex roa. Sra. do Sr. Peres, que Io-
dos presenciaram o canbal procedimento da po-
lica
Siio 2 horas da tarde o corpo eslfi insepulto.
Si publicaren] essas linhas encarregar-me-nci
de cnderessar-lho apoiitamontosdo mui'os tactos
importantes que por c se do diariamenle
O V.
Aclia-se na gerencia da companhia peruam-
ina o Sr Francisco Ferreira Borges.
Hontem cffecluaram-sc as duas procisses
do Senhor Bom Jess dos Afflictos, e do Senhor
Bom Jess das Dores ; esta no bairro da Boa-
Vista e aquella n'este de Santo Antonio.
Ambas foram feitas com a conveniente decc-11-
cencia pelas respectivas irmandades e devotos.
--No da 10 do crlenle foi encerrada a pri-
1 sessao indiciara do jury desle termo do
Recife.
No mesmo dia liveram comeco os trabalhos
escolares da faculdade de direit 110 presente
ilfldO.
Temos 0 prazer de annunciar o appareci-
mcnlo de um novo campeo a scena jornalisli-
ca da corle do imperio.
Rodigido exclusivamente por urna das pennas
mais habis e distnclas do paiz, o Regenerador,
(tal 6 o seu titulo), prope-se, das alturas de seu
bello talento, enipreza de advogar os ulereases
espiriluaes da sociedade brasileira, infiltrando
li'alma da uaco as santas verdades do catholi-
cisrao, alliado eterno da liberdado e do pro-
gn sso.
Regenerador ra ostra-se tao orlhodoxo em
senlimenlos religiosos, quinto as doutrinas po-
ltica-, que vai disculindo. Os seus artigos em
ambos os gneros sao primorosos na idea, e na
forma ; c, n julgar pelas nossas impresses, ere-
mos que merecerSo o mais sympalhico e geral
ocolhiraenlo.
AppUudindo, pois, com toda a sincordade a
resoliiQo generosa do eminente escripior flumi-
nensc-, b au tamos de corarn c fazomos votos
pelo bom exilo de seos louvaveis esforcos.
No da 17 do corrente, leve lugar'a reunino
ifassembla geral dos accionistas do Novo Banco
de Pern imboco, para tomada d is contas das ope-
s do Banco, c eleicao dos empregados que
tem de funecionar uo bieunio seguidle, sendo
eleitos :
Pan presidente da assemblaa geral.
Barao de Camagibe.
Secrelarios
Dr. Josi: Bernardo Galvao Alcoforado.
Dr. Jos Hamede Alvos Fcweira.
Directores.
Luz Antonio Vjera
Jos Joao d'Amorim.
Uanoel Joao d'Amorim.
Manoel do Nascioiento da Costa Monteiro.
Joao Ignacio de ledeiros Reg.
Manoel Qoncalvesda Silva.
M inoel Igna' io de Oliveira.
Jos P.Trira Viauna.
Jos Pires Ferreira.
Supplenles.
I.uiz Jos da Costa Amonio.
Manoel Goncalves da Silva Jnior.
Jos Antonio Basto.
Joao da Silva Bogadas.
Coipnisso de contas.
Bento Jos Fernandos Barros.
Domingos Alfonso Nery Ferreira.
Manoel Alves Guerra.
Foram rcrolhidos casa de detonco, nos
das 15 e 16 do corrente 12 homens e 1 mulher,
sendo : 7 livres e 6 escravos, a saber : 4 & ordem
do Dr. chefe de policio, 1 ordem do Dr. juil de
direilo especial do commercio, 1 ordem do de-
legado do 1J dislriclo, 3 ordem do subdelegado
da freguezia de S. Jos, e 4 do subdelegado da
Boa-Vista.
Um jardinoiro do departamento do norte,
(em Franca) indica o sal como um meio de reno-
var as plantas dos espargos. Os espargos plan-
tados e cultivados segundo o nicthndo ordinario,
roceboram na ultima primavera 50 kilogrimas
de sal comraum por cada plautacao de 10 me-
tros de compriuienlo e un metro e 80 centme-
tros de largura, os espargos antigos e j caucados
tleram urna coldeila dupla da juella que se pode-
rla esperar de urna plantacan nova e cliea de vi-
(.0, Apesar do sal ser infelizuieale aiuda caro,
OTARIO DE rERlVAMBUCO. SFr.UNDA FHHA 19 PE MAHC') DE I86rt.
e^tri procesao de reaovacao pude oileiecer vuota-
gens reaes. Segundo seu mencionado jardi-
noiro, o sal deve-se espaldar nos canteiros dos
espargos pouco mais ou menos no meiado do
raez de marco.
Actualmente, diz um jornal belga, siio cinco
os jornaes cm Franca, que ja roceboram duas
advertencias do governo ; a sabor: o Universe
Pars; a France Cntrale, de Blois; o 'c/io de
Fronliero, de Xelleuriens ; a Union de l'Ouest
d'Angors; e a Gironde de Bourdeaux.
Ha aiuda doze que tem una advertencia, e
sao; o Memorial de VAllier c Monlins ; o Cor-
respondan, o Amidt la Religin o Conrrier des
Uimanche, a Opinin Nationali, o Journal du
Ville et des Cornpagniei, a Gazelle de France,
de Pars; o Independan! de l'Ouest, de Laval; o
Memorial dos Ueux Secres de Niorl; a E ce de Nancy a Fsperanra do Peuple, de Nanles;
e o/Yc/to de l'Aveyron de Boder.
Captura de um navio negreiro.I.-so no
Globe. O navio de S. M. Britnica, Piulo, acaba
do lomar um navio negreiro.
A carta que levou esta noticia a Inglaterra
acha-se concebida nestes termos :
H. M. S. Piulo, no mar, 30 de novembro de
1859.
Deixamos Mazemba soxta-feira ultima para
continuar o cruzeiro. Estamos agora a 200 nn-
Ihas do trra. llontem c ante-bontem demos
caca a um bergantn yonkee, e esta manhaa lo-
mamos o Orion com 8S3 esenvos a bordo. Era
11 m espectculo curioso, c que nao pode esque-
cer a quem a presenciou. Pela manhaa o navio
perseguido estar a distancia de 10 mlhas; logo
corremos sobre elle com todo o vapor, e no llm
de urna hora eslavamos falla. Arvoramos o
nosso pavilho, e o cap tao dirigi as perguntas
do costume ao porganlin ; que responden ser o
Orion, e dirgir-sc a Nova-York. Tendo nosso
capilao declarado quo quera ir a bordo, o ne-
greiro arreou logo a sua bandeira. E' urna cap-
tura esplendida. Os negreiros tem ido m.il 110
sen trafego ; ha dous mezes que se tem tomado
3,();>0 ne-ros.
Segundo a mesma carta, parece que este ber-
gantin o mesmo Orion quo escapou em abril
ao navio do guerra ingloz Tritn, mas que foi
depois lomado pelo-- cruzeiros americanos, e con-
duzido para Nova York,
Tr.i.Ki.uu'iiiA.O cabo submarinho entre Sin-
gapura e Balavia funeciona de urna inaneira sa-
tisfactoria, segundo diz o Morning Herald. Os
despachos lelegraphicos de Batavia apparecom
regularmente publicados nos jornaes de Singapu-
ra. O navio ahiana que voltou a a este porto,
devia partir para Bambaim no principio do anuo.
Relac&o dos baptisados havidos na fregueza
de Santo Antonio do Becife do Io a 17 do cor-
renlo.
Silvino, branco, exposto, em casa de Francisco
l'ereira l.emos.
Juliio, pardo, escravo de Theolonio Flix do
Mello.
Hara, branca, fllha legitima do lenle Manoel
Joaquim Machado e Mara da Concei'(-ao Silva
M eliado.
Juvencio, branco. filho legitimo de Ventura Pe-
niri Pessoa c Maria Joaquina de Araujo.
Adolaydo, branca, ilha natural de Emilia Rosa
da Silva.
Francisca, parda, fllha legtima do Jos Barboza,
j fallecido, e l.reula Mara das Virgeus.
Ernesto, branco, lilio legitimo de Ignacio Bento
de Luylae Errailinda Candida Augusta.
Mara, parda, lilha natural de Felicia Torres Ga-
lndo.
Benigno, crioulo, escravo de Antonio Jos de
Oliveira Miran la.
Victoriua, crioula, escrava de Manoel Ferreira
Pinto.
Luisa, parda, fillia natural de Mariana Liberta.
Ca smenlos.
Manoel Soares de Albu iiierquc com Candida
l'ereira Das
Basilio Baptista Furlado com Candida Helena de
Faria Bogo,
Retaceo dos baptisados havidos na freguezia
da Boa-vista de 11 a 17 do corrente.
Sevorino, crioulo, com 6 mezes c nascldo, filho
natural de Joaquim Jos de Santa Auna e Fran-
cisca de Assis.
Francisco, branco, com 3 mozos do nascido, filho
natural de Francisco da Silva Neves c Maria da
Coneeico.
Olyrapia, crioula, com 3 mezes de nascida. filha
natural, escrava.
Manoel, branco, nascido om 20 de setembro do
auno passado, filho legitimo de Domingos de
Souza c Mello e Antonia Ferreira Diniz. '
Carolina, branca, nascida aos 19 de Janeiro do
correle anuo, filh.i legitima do Dr. [nnooeii-
cio Serfico de Assis Carvalho e Ortencia Cla-
rilla Barrilier Carvalho.
Casamentes.
Jos Gomes do Nascimcnto cora Anua Francisca
dos Reis, brancos.
0 brigue brasileiro ifafra, sabido para o
Bio Grande do sal, conduzio a seu bordo o pas-
sageiro seguinle :
La u ra no J. de Carvalho.
Matadouro pini.ico :
Mataram-sc no da 17 do corrento para o con-
sumo desta cidaJe 93 rezes.
MOaTALlOAUE DO DU 17 00 COlVttEME:
Candida, parda, 4 di.is, spasmo.
Luz d I-ranea Firmino, parJo, casado, 3J an-
iMi-, dearr'iea.
Barlholeza Mana da Concei;ao. parda, casada, 45
annos, febre thyfoide.
Franeino, pardo, 8 das, convul;oes.
Persia Maria dos Santos, branca, solteira, 20
annos, tubrculo pulmonar.
Alexandre Pinto Novo, branco, solleiro, 2S an-
nos. inflamraacao nos enlestinos.
Hospital i>e cakiiudi:. Existem 65 ho-
mens, 5 mulheres nacionaos, 4 houiens esirau-
geiros, 1 homem escravo, total 125.
Na lotalidade dos doenles existom 43 alie-
nados, sendo 33 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo ctrurgio
Piulo, as 7 3| horas da manhaa, e pelo Dr. Dor-
nellas s S horas da manhaa.
CHRONICH JUDICIARIA.
. TRIBUNAL DO COIlERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 15 DE MARCO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. ESEMBARCADOR
SOUZA.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presentes
os Senhres deputados Reg, Basto, e Lomos,
o Sr. presidente deelarou .aborta asesso.
Foram lidas e approvadas as actas das duas
antecedentes.
DESPACHOS.
Outro de Antonio de Souza c S, informado,
pedindo caria de matricula.Malriculc-se.
Outro de Leal & B irges, tambora informado,
pedindo o registro do seu contrato, de se.iedado.
O artigo 7 do contrito contrario aog i do
artigo 797 do cdigo do commercio
(futro de I). Francisca das Chagas Ferreira 5a-
raiva, informado, pedindo carta de registro para
o seu hiato SanfoAmaro.Ajuuli aprocuragao.
Um de Julio Cesar Pinto de Oliveira, pedindo
rnatr.ular-se.Como requer.
Outro de Aiireliano Augusto do Oliveira, pe-
dindo malricular-se.Como requer.
Lin de Martinho de Oliveira Borges, pedin-
do matricular-so.Como requer.
Outro de Rabc Schameltau & Companhia. pe-
dindo o registro de urna procuraco que ajuntam.
C'imo requeren!.
Outro de Julio Alsino de Castro Oliveira, pe-
dindo certido de tor-se 011 nao recolhido a car-
la de registro do brgiie /.cao.Como requer.
Outro de Candido Nunes de Mello e Joao da
Cuuhd Waudorloy, pedindo o registro do seu con-
trato social.Regisire-3e.
Oulro do Manoel Joaquim da Silva Leo e Jos
Manoel Baptista, pedindo o registro de seu con-
trato social soba firma de Silva Leo & Compa-
nhia.Na forma do parecer fiscal.
Outro de Irancelino Xavier da Fonsoca e Joao
Marlins do Rio, pedidlo o registro do seu con-
trato social.Bogislre-se.
Outro do Antonio Peieira de Oliveira Ramos e
Jos Joaquim de Souza Abren e Lima, talisfa-
zendo o despacho deste tribunal do Io do corren-
te.Begistre-se o contrato social.
Outro de Hetirique & Azevede, replicando do
despacho diste tribunal de 26 de Janeiro ultimo.
Na forma do parecer fiscal.'
Oulro de Xislo Vieira Coclho & Companhia,
lifdindo o registro do seu cntralo social.Como
iciiuerem.
Oulro do Antonio da Costa Rogo Lima, pedin-
do o registro de sfua nomeacn de caixeiro, de
Antonio Francisco Martins de Miranda. Como
requer.
Com vista ao Sr. desemhargador fiscal, os se-
guimos reqiirrimentos :
Uin de Guilherme de Carvalho & Companhia,
pedindo o reistro do sua nonicacao de agente da
companhia de Seguros Martimos f-eguridade,
nesta provincia.
Iluliuile Ati.ulluj, 1'iaguZu, ddlilus OC CulupU-
nhia. pedindo o regislro do seu contrato social.
Wo havendo nada a tratar-se. o Sr. presidente
encerrou a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 15 DE HARQO DE 1860
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEARCAl)OR
60 IZA.
A mei* hora depois do meio-dia, achando-so
presentes os Srs. desembargadores Villares, Silva
Guimaraes e Guerra, e deputados Reg, Bastos
eLcmos, o Sr. presidente deelarou aborta a sos-
Sao ; e foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
Jl'LCAXENTOS. .
Appellante, Antonio Jos da Silva Guima-
raes ; appcllados, Antonio Anncs Jaconie Pires
e outros.
Foi confirmada a sonlenca appellada.
Appellante, Gaspar Antonio Vieira Guimaraes
como cessionano de Bruun Praeger & Compa-
nhia ; appelladss, a viuva e lilhos do Manoel
l)i,7s Fernandos e o Dr. curador geral.
Confirmada a sentenca.
Appellante, Joaquim" Ferreira Mondes Guima-
raes ; appcllados, Barroca & Castro.
Confirmada a sentenca.
Appellanlcs, o baclirel Jos Nicolao Pereira
dos Santos c outros herdeiros do finado Francis-
co Antonio Pereira das Santos ; appellado, Joao
da Rocha Wandcrloy l.ins.
Foi designado o prlmeiro dia til.
Appollanles. Bento Jos da Costa, o Dr. Joo
Jos Ferreira da Aguiar e outros ; nppeltados, a
viuva o herdeiros de Agostiuho Henrlqucs da
Silva.
Foi assignado o accordo.
Nada mais houve a tratar
Rf.oo Ranoel,
Secretario interino.
TRIBUNAL DARELAC&O.
SESSAO EM 17 DE M.UtCO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELllEIllO EIIMEL1NO
DE [.BAO.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Sil reir, Gitirana, Lourenco Santiago. Silva-
Gomos e Caelano Santiago, procurador da conia,
foi aborta a sessao.
'"assidos os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos soguintes
JULGAMENTOS
APPELLACOES C1VEIS.
Appellante, Jos Cantillo Cavaleanti Pessoa e
outros ; appellado, Joao Sergio Cesar de An-
drade.
Reformou-se a sentenca.
Assignou-se dia para j'ulgamento dasseguintes
appellaces civeis:
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel lava-
res de Albuquerque.
DISTRIRCICES.
Ao Sr, desemhargador Figueira de Mello, as
appellaces crimes:
Appellante, Jos Barlholomcu da Silva ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel An-
tonio.
Appellante, Jcsinno Huniz da Silva ; appella-
do, o juizo.
AoSr. desembargador Silveira, as appellaces
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Leandro Gon-
calves.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim dos Santos Coirana
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ale-
xandre da Silva.
Ao Sr. desembargador Gitirana, a appellacOes
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Pedro do
Nasciraenlo.
Appellante, o juizo ; appellado, Benedicto, es-
cravo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellante, o juizo ;-appeHaJo, Joao Lopes de
Andrade e outros.
Appellante, o juizo; appellado, Lourenro Fran-
cisco de Sampaio.
Ao meio-dia encerrou-se a sesso.
)
CMARA ONIdPAL DO RECIPE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE 8 DE BARCO
DE 18G0.
Presidencia do Sr. Franca.
Presentes'os Srs. Reg, Mello, Pinto e Ga-
meiro, fallando com causa participada os Sis.
Hejfo o Albuquergue, Barata e Oliveira, c sein
ella o Sr. Barros Bogo, abri-se a sessao e foi
lida e approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguidle
EXPEDIENTE:
L'm ofiicio do Exm. presidente da provincia,
cxigindo em cumprimenlo do aviso expepedido
pelo ministerio do imperio de 20 da fevereiro
ultimo, o (['ladro do numero dos volantes qna-
liiica los nas paroebias deste municipio, nos an-
uos de 1857, 1S58 e 1859, advertindo que ssse
numero devia ser aquello que so houvesse apu-
rado, depois das reclamaco"s, apresenladas s
juntas qualilicadoras em segunda reuniao, c dos
recursos aniepostos para es conselhos inuuici-
paos c tribunal da relacao.
Handou-sc rcspondc'r a S. Exc. que a cmara
municipal nao podia satisfazer com tanta pressa
seraelhaoteexigencia, porque os livros onde exis-
tem as._ qualiQcacocs dos mencionados anuos,
ain Ja nao estao (indos, e so acham em poder dos
juizes do paz, presidentes desjuntas qualiflcado
ras, quera foram remeltdos, para servirem nas
quslilicaooes do corrente anuo, e s devem rol-
lar ao archivo da cmara depois que liver fune-
ciona lo o conselho municipal de recurso, salvo
os daquellas paroebias 011J0 nao Icuhara havido
reilainacoes,
Outro do subdelegado da freguezia dos Afoga-
dos, perguntando se o art. 20 do til. 4 das pos-
lunas do 30 de junho de 18S0, que trata de cur-
raos, onde so recolhom as rozes destinadas a
matanca para o consumo, c o art. 6 das mes-
mas posturas que se refere a limpeza da idaJe,
estao em vigor.
Mandoo-se responder que lodos os artigos ci-
tados vigoravam.
Outro do engenheiro cordeador, informando o
rcjuerimenlo de Antonio Goncalves de Moraes,
que pede para ser medido o terreno em fronte da
ra de S. Miguel da freguezia dos Afogados, o
qual ja a assembla provincial autorisra a c-
mara aforar ao dito peticionario, declarando o
engenheiro que o terreno lera trinla e sele pal-
mos de trente e 120a 14ude fundo, e que o foro
animal que devora pagar o peticionario podia ser
avahado em 200 res cada palmo.
Oulro do mesmo, oppon lo-se a que Manoel Pe-
reira Cal las, construa a trapeira em sua casa n.
121 da ra ireits, para a qual pede licenca, di-
zendo que a casa tao baixa, que a ser construi-
da a trapeira requerida, conforme as posturas
em vigor, tkar mais alta que o seu primoiro
andar, o que cortamente nao concorrer para o
aformoseamenlo da ra.
Indefero-se a peticSo.
Outro do contador, remetiendo a relaco, que
Ihe foi exigida, por portara de 22 de fevereiro
ultimo, dos carros, seges e cabriolis.
Mandou-se devolver a relaco para o contador
declarar quanlos carros eram de aluguol.e quan-
tos de uso particular, bem como a numeracao de
caita um delles.
Outro do Fiscal do Recito, communicando
, achar-se restabelecido e ntralo no exercieio de
1 seu eruprego.
IiitciiaJa.
Outro do fiscal dos Afogados, informando a pe-
licao de Jos Lucio l.ins, em que pede de novo
licenca para malar gado naquella freguezia, visto
como por osijuecimenlo deixara de sellar a liceu-
oa que Ihe tora concedida era agosto do auno
passado, dizendo fiscal ser verdade o allegado
pido peticionario, e que o lugar onde pretende
elle continuar a fazer a matanca, o mesmo que
i niarcou a commissao de saud'e o anno passade.
Coucedeu -se.
Despacharam-se as petieoos de Antonio Bole-
lho Piulo de Mosquita, Claudio Dubeux, Francisco
Joo Honorato Serra Grande, Gabriel Campello
da Costa, D. Joaquina Maria de Dos Gomes Fer-
rao, Dr. Joo Nepomocono Das Fernandes, Joo
Mauricio do Sena, Jos Antonio Ferro de Fi-
gueiredo, Joo Antonio de Moura, Joao Jos Fer-
nando de Carvalho, Manoel Pereira Caldas, Pau-
lo Colho da Coneeico e levantou-se a sessao.
Eu Francisco Canut da Boaviagein, olcial-
mnior a escrevi no impcdirneulo do secretario.
P.presidenle. Reg. Mello. Pinio. Ga-
meiio.
Cominunicados
O dcimo segundo fundamento diz :
Oue se os peritos, geralmente fallando, de-
vem limilar-se a emiltir sua opinio nos exa-
mes por comporaeao de letras, como reconhece
a seilciio.1, scrtliiuo (ouas U-: paiectr o st'U
laudo nao foi legitimo q .c desle doduzisse o
juiz una prova da falsidade, elle que confossa
que os peritos podom lomar escripias e firmas
verdaderas por emiladas ; arrescendo que 03
examos larabem fornecem argumentos cm favor
da veracidade das letras .
Este fundamento dedacio dos antecedentes
e nao coniem nova razao de decidir, devendo
nolar-ae, Io. que o accordo nao concidorasse
legitimo que do examo deduzisse o juiz urna
prova de falsidade elle que confessa que os
peritos podem fcilmente lomar escripias e fir-
mas emiladas por verdadeiras e que nada
obsteve deste mesmo cxa.no quizesso deduzir
prova da veracidade das lelcis.
Almiltida esta jurisprudencia, os exames por
comparaco de letras nao tem valor ou signifi-
caco alguraa, e assim nao s sera intil ro-
correr a esse meio alias indisponsavel e fre-
quenlemenle empregado na; causas era que se
trata de falsidade de tirinas ou escriplos, como
aiuda doixaria de ler applicaco ao art. 138 8
do Bogulamento 11. 737 que expresamente o ad- !
millo como prova, como demonstrei era artigo :
anterior.
2o. que declarando o mesmo accordo que os
exames tambem fornecem argumentos cm favor1
da veracidade das letras, nao indicou quaes fus-
aem esses argumentos, escapando assim a ana-1
lyse, por quo nao possivel saber quaes sao ;
PS36S argiinioiilos. qu ostavo na mente de
quem redigio o accordo.
Para que esta parte do fundamento lvesse
algum valor, era de mslcr que ao menos indi-
casse que dizeros dos peritos ou. a rerignacoes
feitas nos exames forneriam argumentos em
favor da veracidade das letras.
A declaraco vaga de que os autos fornecem
esta ou cquella prova, de que OS exames forne-1
com argumentos em favor di veracidade ou tal-
sidadedo titulo que faz obiecto da lido, sem re- i
ferencia aos fados ou crcuruslancias em que
se funda, nao prova censa alguraa, o nao se
pode mesmo considerar fundamento, que sem- ;
pro deve ser conforme ao allegado e povoado, '
ou consistente em direto
Nos exames, que proceden, declararam os
peritos, e sempre por iiuaini lado, que as letras
oreo falsas por diversos motivos, que foram
consignados em ditos exames, e asenleiiea apel-
lada os expoz e apiiciou lougamoute "como se '
pode ver na que corre impresso de f c f, mas :
o accordo apenas diz que estes exames tambem
fornecem argumentos em favor da veracidade
das letras.
Este tambemde quo se servio o Tribunal
na redacao deste fundamento merece particular I
reparo e aproeiaoo, principalmente se elle for
interpretado de contbinaco com os outros fun- I
damentos do accordo, cm que se nao conclue
posiliviraenle pela veracidad.! das letras, mus
siin pela vaga probabelidado de que seiam ellas
antes verdadeiras que falsas.
Deve-se por tanto attender que nao affirman-
do positivamente o accordo que as letras sao
verdadeiras diz algumas vezos que o descutido
conspira mais pela veracidade das letras do que
pela sua falsidado, dando assim a entender que
na alguraacousa do discutido que conspira por
esta falsidade, que apenas se nao desse por ple-
namente provada, e que afina! confesse o mes-
mo accordo por este tambem que assim como
os exames provam a falsidade tambem nao del-1
xam de provar a veracidade.
Onde ji se vio julgar-se por semelhanlo for-'
ma, tratando-se por una parle de provar a ve-
racidade das letras, que por oulra sao argidas
o provedas falsas ?
A sentenca approvada desenvolveu as suas
razoes de decedir e julgou falsas, as letras. O'
accordo reforma esta sentenca, deduz esta re- '
forma de fundamentos taes cmo os que Qcam I
analysados, c decide ; o que? que as letras sao
verdadeiras? Nao, positivamente; masque1
ellas, se nao sao absolutamente verdadeiras,!
sao mais verdadeiras do quo falsas, dizendo
que o discutido conspira mais para veracidade
d'ellas do que para sua falsidade ; e alinal que
os exames tambem offereccm argumentos para
sua veracidade.
Fico saliendo que entro a veracidade e a falsi- |
dade de um titulo ha um meio termo, ha una1
comparaco, ha um quer que soja que nao ver-
dadeiro nem fallo, mas que d como resultado
a condemoacao de duas firmas respeitaveis a I
pagarcm letras, que nao sendo falsas, nao sao
tambem absolutamente verdadeiras.,
O accordo revela om todos os vseus funda-
mentos urna vaciladlo e una duvida sobro aquil-
lo que lera de decidir, o n'este estado de du-
vo1,1 .,:,., absolve, rrs condemna I !
Sefextranho osle modo do julgar 6 por que o
veja empregado pela primeira voz, e nao ha
exemplo de julgamento tal nos anaea do foro.
Proseguindo direi que nao sabendo quaes
sejam os argumentos de que falla o fundamen-
to por nao haverem sido indicados, vejo-me na
impossibilidade de combtelos ou aprecia-los:
i por lano evidente que nesta paite o accordo
includente c nao passa do una asscrco vaga
e conseguntemente Infundada.
Por osle iheor, anda o espirito, aprova nao
possivel, e tica burlado o preceito, que minia
julgar peto allegado e prova lo : o juiz. que e
tem de-apreciar, o de julgar na eonformidade
d'elle, como ordena a lei e de razo obvia, diz
simplesinente, as leslcmunhas, nao depoem por
modo favoravel parle contra quem julga ; que
os exames, que aliaos declarara clara o positiva-
mente a falcidadeem que se fundaaesfera,tambera
fornecem argumentos em favor da veracidade ;
em urna palavra, falla em termos genricos e va-
gos das provas que existem nos autos, sera en-
trar era sua apreciadlo, ou apuntar as rasos,
era que se apoia ; e est tudo dito; fundamentos
desta ordem se podero considerar como taes,
ou conten razo de decidir' Respondam os
homens impartaos e entendidos na materia.
E' bem notavel quo o accordo ou se exprimo
em termos vagos e inconcludentes, ou quando so
refero aos autos sejam os fundamentos, contra-
rios evidencia d'estes, como j demonstrei em
relaco ao thesoureiro, ao depoimento de Joo
Pereira Reg, o ao ter ido hontem fundar urna
casa em Londres ; e por ellos decida filialmente
nao pela veracidade ou falsidade mas por um
mais verdadeiro Jo que falsp.
Nada mais seria precizo para mostrar a sua
inconcludencia e injustira o o seu fecho iniu-
riduo.
Tratarei agora dos trez fundamento que so rc-
gem e que sao 13.
Que para notar que a sentenca appellada
nao trala-se de demonstrar qual a prova dos i
embargos f 16 e replico f 113 pois tendo na I
presente questo os embargos f 16 o carcter
de libello d'etlesdeviara demanar, e com ellos
deviara ser confrontadas as provas :
Nao fundado o reparo que se faz de nao de-
monstrar a sentenca appellada qual a prova dos
embargos e teplica, porque dita sentenca apre-
ciou tongamente a prova de una e outra parle,
e faz d'ellaapplicaco nao s aos embargse re-
plira Como conteslaco e treplica, e demons-
trou a procedencia dos embargos.
Estes so fundaro priucipalnientc em tres pon-
tos : 1. falsidade das letras; 2." irregularidade
da proposla, 3. boa reputaco das casas cujas
ferinas eram declaradas falsas, c de cada unidos
membros que acompanham.
A primeira parle foi provada pelos exames, e
d'elles se oceupou longaraente a sentenca appel-
lada, f e f, da que corte impressa, demons-
trando a procedencia e concludenca dos ditos
exames e apreciando e refutan lo as obiecoes
que se Ihesopposcram ; a 2." o foi com a mesma
proposta, que o accordam no entallo de desva-
necer a prova que filiada falcidade das letras
procurou errommamente desUnguir do offereci-
raento para o descont das letras ; e a 3.a final-
mente com o depoimento de tostemmihas maio-
res do toda a exeepeo, assim como outras cir-
cunslancias que foram allegadas.
Se a sentenca appellada analisou e apreciou a
prova tcslemuohal de una contra parte, segun-
do se v da referida sentenca appellada de Fe f,
e finalmente se recapitulen a prova dos appella-
dos em as concluses de f 100, como dtsor-se
que o nao fez ?
Conceda-se porcm que assim o praticam, con-
ceda-se aiuda que a decisoda cauza nio dependa
da apreciacao do allpgado provado por urna e
oulra parte, o quo a sentenca appellada se de-
vesse oceupar exclusivamente da prova dos em-
bargos e nao conjunctamonle da dos embargados,
sera embargo de havet o mesmo arcordo pro-
curado basear-se na prova d'esles. d'ahi se nao
podia addusir motivo para reformar a senltenca
appellada, e caberia ento ao juiz superior en-
trar na analise d'esta prova, e decidir na eonfor-
midade d'ella.
Do que se v que o referido reparo sobre ser
infundado, nao rasao suflicienle para a refor-
ma, enera mesmo se pode considerar como um
fundamento e como una rasao de decidir.
( Continuaroi )
Recife t6 de marco de 186.
Alcoforttdo-.
Publicares a pedido.
o ritma w brasil.
O Times, coran sabe o geral do nosses leilores,
urna das tullas mais concettuadas e de maiores
dimensdes que se publica na Europa.
Alguemtom protendido comparar rom esla fo-
Iha o nosso Jornal do Commercio ; mas no Bra-
sil ha una oulra folha que incontestavelmente
tem maiores direitos a esla comparaco : o Dia-
rio de Pernambuco, propriedade do Sr. Manoel
Figueirda de Para.
Publica-se ha 36 annos ; e portanto o deca-
no da imprensa brasileira, porque o Jornal do
Commercio publiea-se ha 35.
As Iranserpccs da imprensa europea sao de
milito lino o apurado gusto : as cortespondvncias
lcaos sao graves e bom informadas, o Iliteraria-
mente considerado o o Diario de Vernambuco
urna das primeiras follms do Brasil.
0 u moviraento reromercial igual reno
superior a 1 do Jornal do Commercio. Ha dia em
que publica de 400 a 500 annuncios, que tomam o
inelhor de tres a quatro paginas.
O frmalo de oilo paginas, a seis columnas,
o nas dimensoas das do Jornal do Commercio, quo
tem 32 columnas, em quanto o Diario de Per-
nambuco lera 18.
iuconlostavelrr enle o Diario de Ver-
t Times c o decano da imprensa do
E' pois
nnmbuco
Brasil.
[O Cruzeiro de Santa Calhariiia.]
A0 PIDLIC0.
Sendo o contelo do ultimo offlcio do Illm.
Sr. director da Companhia do Beberibe urna per-
felta re petaca o o insistencia dos argumentos de
seu primoiro ollicio, diversificando apenas no es-
lylo j um pouco mais doce e suave, julguci
prudente nao replicar de novo ; porque seria
cauca rmo-nos reciproca mente.
Foi-me lo dillicil conven or da verdade ao
pobre Sr. director da Companhia, quanto rae foi
impossivel deixar seduzir e arrastrar por nr-
gumenlos sophisticos, que, negando-me razo,
parecan), 011 ftlhos do capricho, ou fdo g
desojo de qnestlonar, o por em duvi la as o -
aiuda as mais claras.
Tendo appellado para o publico, salis'"aco-me
com a deci-o de seu juizo imparcial, e convido
aos que solTrcm contigo a terem firme esperance
na patrstica e Ilustrada assembla provincial,
no milito dijiio Sr. Dr. chefe de polica, e bem
assim na solicito le eactividade do governo geral
e provincial, que entendero sem duvida a mais
palptantie das necesidades de urna populaeo
inteira.
Muilo, 011 pelo uienos alguraa cousa se deve
ir tombemda prudencia de.-: accionistas da
Comoanhii do Beberibe, que nao consenliro por
corlo quo (por mero capricho) venham a emmur-
checer os louros colbidos com a concepeo e
execiico da niclhor e mais til euipreza da nos-
sa provincia, ou para melhor dizer, da nossa bcl-
a capital
l'aca cada un o juizo que melhor Ihe convier,
mais o que cerlo que todos licaro sa-
bendo .
1"Que estanco o acude do Prata, nos Apipu-
cos, om um nivel muilo superior a esta cidade,
evidente que nunca faltar agua, quer nos
clnfarizes, quer no meu estabeleeinicnlo, urna
vez que o encanamenlo da companhia estoja per-
feitamcnle vedado, isto sera defeito corrente e
linipo.
2oQue a Companhia do Reberibe [lalvcz por
mal enlenjdida economa] nao lera presentemen-
te um empregado com os conhecimentos precisos
para bem volar na conservacao do encanamenlo,
como aconlecc em todos os paizes do mundo,
onde existen) emprezas semelhantes.
J. M. dos Sanios A guiar.
r.ecife 10 de marco de 1V'JU.
Para os habitantes Ja comarca le
l'iio .l'Allio lercui
2.-n Socro. Palacio do governo de Pernam-
buco om de marco de L880.
Ao seu officio de 5 do corrente respondo, de-
clarando, que vista da terminante deciso do
aviso u -!3 de 23 de novembro do 1857, que
explicou a inlelligencia d.> art. i." do decreto n
1,801 de 7 de agosto de 1856, nao ha duvida que
os habitantes dosengenhos Aldeia o Carauba, des
menibrados da freguezia de Tracunhem para
[lerleiicerem a de l'o d'Alho, pela^i provincial
n. 469 de 5 de raaio do anuo proxrrno passado,
devem continuar a sor qualillcados na freguezia
de Tracunhauii, e nclla exercer o dircito elei-
toral. -
Dos nardo a Vmc, Sr. juiz de paz, presiden-
te da junta qualiticadora da freguezia do Pao
d'Alho.Luiz Barbalho Uuniz Eiuza,
Algodo-----------O regular venden-se a 8j1V)
e o superiot A 8300 porarroa.
Assucar-----------O branco veudeu-sc de 4g40
a 5?>600, o soraenos de 3fr9O0 a
4j>200 : masca vado purgado de
"* 3 a 33200, America 28700 a
2*800, e Canal a 2j00 por ar-
roba.
Agurdenle-------Tora sido procurada, obteve d?
IOO5OC a 105Ja pipa.
Couros- Os seceos salgados vendercm-
se a 285 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se a 2g600 por arroba.
do pilado.
Azeilo doce-------dem a 25SOO por galo.
Bacalho----------Era atacado vndense a 1400i>.
e a relalho de lj> a 16g<>
por barrica. Picando era deposito
8,500 barricas.
Batatas-----------Venderam-scdcOO al#200por
arroba.
Carne secca A ti .va do Rio-Grende do Sul
retalliou-se de 4* a 5p60O, ea
% velha do lia 3>000; e a velha
do Bio da Piala de 29 a 3j0IK>
por arroba; ficando om ser
6,000 arrobas desta c 2,200 da
nova do Rio Grande, e 3,000 da
velha.
Caf----------------Venden se de 65JOO a TjpOOi
por arroba.
Cha----------------dem de 1$520 a 1?900 por
libra.
Carreo de podra- dem de 20-3 a 21J a tonelada
Farinha de trigo Retalhou-ss de I7j? a 19*00'
por barrica Jo Richmond.Slf a
22:000 a de Trieste, 133 a ,ir
Philadelphia. e 17 a 18j000 .
de New Orteans, ficando era ser
14,0 0 barricas di primeira ;
11,100 da segunda ; 200 da ter-
ceira. e 2,000 da ultima.
Dita de mandioca- Vendeu-se de OOOO a 7*000
a sacca.
Feijo ----- dem de 1$600 a 3jj00 porar-
roba.
Louca ----- a inglcza negeciou-se com
275 per cenlo de premio.
Manteiga- A franceza vendeu-se a 480 rs.
e a inglcza a 700 rs. por libra,
ficando em ser 1,800 barra' de
ambas.
Queijos------------Venderam-se do ls600a 2#00).
120-30O a ltjOOO
Vinagre -----------
Velas-------------
Frotes ---------------
Descont- -
dem de
a pipa.
As slearinas venderum-se
60 rs. por libra
Para o Canal a 25.
Os relales regularam de 10 a
2 por cento ao auno, coi
me as firmase lempo de paga-
mento, senlin lo-se falla de di-
nheiro no mercado, falta que
sem fundamento foi allrbuida
aos bancos, por quanto estes
disconlaram nesta semana o
nieliior de oito ceios eolitos
de ris, nica quantia de que
poderam dispdr, alenlo sous
comproraissos cora outras pra-
cas.
Moyirn-fiiio do porto.
Karios entrados no dia 17.
New-York28 das, barca americana Daten, de
3*3 toneladas, capilao Ghasc, equipasen! lli,
carga varios gneros; a Roslron Booker&C.
Vejo receber agua c segu para Buenos-
Ayres.
.Varios sabidos no mesmo dia.
PhiladelphiaBrigue americano Uranchg Wine,
capilao I.uiz C. Hermn, carga assucar.
Rio-Grande do SulBarca brasileira Mariana,
capilao Jos Francisco Praca. carga assucar.
Rio de JaneiroBrigue escuna brasileiro A -
graes, capilao B. A. de Carvalho, carga as-
sucar.
Rio-Grande do SulBrigue brasileiro Ufafra, ca-
p lo Jos Joaquim Das dos Prazeres, carga
assucar.
MarseilleBarca franceza JIont-Bearn, ca|
Peroneelle, carga assucar.
Nev-YorkBrigue americano Bohio, bapito Da-
vid Barttett, carga assucar
=1
r-.
Alfmiile:;;.
Rendimento do da
dem do (lia 17
lia 1 a 16.
2l2.909g818
10.27>522
Hovlmcnto Un
Vohuiies entra Jos com azenda
cora gneros
823:437*340
alfanil'jjf^
85
401
\ oluraes sabidos cora fazendas
com gneros
------486
150
------232
Descarregam hoje 18 de mareo.
Barca portugueza Sympathiadiversos gneros
Barca ingleza Celiabacalho.
Barca americanaBrasileira farinha e milho.
Brigue sueco=Wi!liatn Tersraeder = taboado e
ferro.
Brigue inglozAdelaidomorra lor S.
Brigue portuguez Harmona o resto.
Brigue ingiezLimesferroecarvo.
Eecuna iuglezaMary Blochmercadorias.
Impiu-tayao.
Escuna inglcza Rclypte, viuda de Hathefax,
consignada a Whastlcy Foster&C, manifestou o
seguinle :
1 6 barricas bacalho : aos consignatarios.
Barca ingleza Celia, viuda de llalifax, consig-
nada a Saunders Brother & C, manifestou o se-
guidlo :
3108 borricas bacalho, 20 ditas de baldes, 21
vergas. 17500 ps de taboado ; aos mesmos.
Barca franceza Fgaro, vinda de Montevideo,
consignad.; a Tissel frres, manifestou o se-
giiiute :
46 mullas, 9 cavalloS, 80 fardos do pasto, 60
tangas de milho, 5 ditas cevada. 30 ditas fardo,
39 fardinhos de bnm ; aos consignatarios.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 16. 4>-2:vi
dem do dia 17....... 9d7~ul
g- S S" 1 Horas. t u Si
- *** = !; tmosphera. s 1
5 ** ~ irecco. -1 p
? 1 V 1 Inlensidade. 2 1
IS t ti t hi 1 S S T- t. Centgrado. |
i s- i ti, hi 1 ^ Lt ;1 r p Reaumur. iC KS O -1 O 1 c
" Y 2 2 : | Fahrenheit -0
w &-: 3 l S 1 Uygromelro.
-I -J ~4 "4 ~l3 -' g g ?) s-'H 1 Barmetro ?' ?-' 3 i.i ce 3 w ^ 1
s o
> ~r-
= 9
= a
00
A noite clara com alguns nevoeiros, vecto SE
reio para o lerral r assim amanheceu.
OSCII.LAC.VO DA JIARK.
Baixa mar as Oh 30 da manhaa, altura 2.8 p.
Preamar as 0 h 42' da larde, altura 5.8 p
1 l-serratorio dnars nal de marinha 17 de mar-
co He 18R" Vive 15 I.MOR.
Editaes.
45:8 Wcbh
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 17......
0:95S;S2I
8 000
7 O2821
E.vportaeao.
Lisboa, barca portugueza cGratido, de 351
toneladas, conduzio o segrate > =2.697 saceos
assucar, 219 cascos niel, 132 meios de sola, 90
saceos gomma, 13 pranchdes de auiarello. 24 gar-
rafas de agurdente.
Bio Grande do Sul. brigiie nacional Mafra,
le 270 toneladas, conduzio o seguinle : 1,401
barricas assucar, l,l)0U couros seceos
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia la 16. 33:322*041
Ideai do dia 17....... 885)3820
34:2078861
Consulado provincial
Rendimento do dia 1
dem do dia 17.
a 16.
41-65J930
880*738
42:575*718
Praca do Rccifc
19 demarco de ISliO.
As 3 horas da tarde.
REVISTA SEMANAL.
Cambios"- Saccou-se sobre Londres a 25
1/i e 5 1/2 d. por l0i). 380 a
385 rs. por fr sobre Pars, 720
a 750 rs. por m b. sobre Hani-
bnrgo, 110 a 112 por cento de
premio sobre Lisboa, e meio
por cento de rebate sobre o Bio
de Jan-iro Os saques da se-
mana sumaram ceiea de cento e
vate mil eo total de que
tot portador o paquete de Sou-
thampton regulou f or 240,000
Se.
Pela nspeceo da alfandega se faz publico,
que no dia 20 do torrente miz, depeis de meio
di i, se hao de arremalar, paila da mesma re-
partico, sendo a arremalacio livre de direiti.s
ao arrematante, 7o ancorlas com 1,575 libras
de an;ei\as. no valor de 400 rs. cado libra, viudas
do Bio de Janeiro no navio nacional Julio, e a-
bandonadas aos direitos por Azevedo \ Mendos ;
o 15 barricas vasi.is. rindas do Ncw-York v
brigue americano Bohio, e abandonadas por
roll k C
Alfandega de Pernambuco, 17 de margo de
1860. U inspector,
Renlo Jas Fernandes Barros.
Declaraos.
'i'ri9>iina do Conimereii.
Por esta secretaria se faz publico, que na da: i
ii competentemente registrado o papel de
so.'iedado que Gzerara Cai.did) Nunes de .Mello
e Joao da Cunha Wanderley, sobre a loja de fa-
zendas sita na ra da CaJeia do baiiro do Recife
n. 60, per lempo de dous anuos, que se eonla-
ro de 25 de fevereiro do corrente anuo a igo 1
dia e mez de. 1862, gvrando dita sociedade sub a
razao social de Candido Nonos de Mello & C, e
cara o capilal de 20:000,}, fornecido por ambos os
socios, eompeliudo somente a Nunes o uso da
firma social.
Secretaria de Tribunal do Commercio de Per-
nambuco 16 de marco de 1860. Dinamerico
Augusto do Reg Rangel, ofciai-maior interino.
Tribunal lo eommereio.
Pela secretaria do tribunal do commercio se
faz publico, que tica competentemente registrado
nesta data o papel de sociedade que. por lempo
de lies annos, lizeram Francolino Xavier da tfon-
seca eJoo Narlinsdo Rio, moradores nesla pro-
vincia, c oslabelecidos tiesta cidade do Recite
com loja de fazendas na ra da Madre de Dos
n. 7, sob a firma de Fonseca & Martins, devendo
dita sociedade finalisar no 1. de fevereiro de
IS03, e gvrando cora o capilal do G:O0;j, forne-
cido por ambos os socios, aos quaes tica perten-
cemio o uso da firma social.
Secretaria, 16 de marco de 1S60.Dinamerico
Augusto lo Reg Ra-n'ocf, oflicial-maior inte-
rino.
Pila dministracio do corroio desta cidade
se faz publico a quera inleressnr possa, o artigo
10 das inslriiicoes que pelo ministerio do impe-
perio foram Irnsmiiiidas A directora geral des
crrelos com o aviso de 16 de dezembro do an-
uo passado, cuja riporosa execucao dever ter lu-
nar do 1." de julho do corrente auno em dianle :
Art. 10. As carias seguras deveru, alm dos
mais requisitos exigidos pelo regulamculo, ser
fechadas com lacre de urna s er, em dous oa
mais Jugares visiveis, c estechos s liados com
sinele particular do uso do segurador, lomndo-
se quaesquer outras cautelas que a experiencia
for indicando como necessarias, e forera ordena-
das pelo divetor geral. Correio de Pernambuc o,
12 de marco de 1860.O administrador, Domin-
go* dos Passos Miranda.
Pela contadura da cmara muscipal do
Recife se faz publico .ue ne Qm do cruente mea


'4)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FE1RA 19 DE MARCO EE 1860.
determina o prazo para o pagamento, sera mul-
|a, do imposlo municipal sobre eslalielecimen-
os.O contador, Joaquim Tavares fodovalho.
Consetlio de compras iiavacs.
Tendo-sc de promover a acqiiis5o do malo-
rii'l abaixo declarado, bem como ufe contralar-se
o fornecimenlo de viveros e'Je oulros objectos,
ror lempo Je tres mezes a conlar do 1. de abril
ao ultimo dejunbo, para o consumo dos navios
da armada, e. cslabelccimculos de marinha ;
manda o conreino do compras navaos fazer pu-
blico, que tratar dossa acquisigao. na scsso de
20 do crrenlo n:ez, c do conlralo na de 21
tambera du crreme, vista de prpostas pre-
sentadas at /sil boras da manla, e sob as
clausulas ou condiedes do cslylo, sendo que os
preleiidentes ao contrato devoran acbar-sc acom-
panhados dos Dadores para,concluido que seja,
assignarem de prompio n respectivo termo.
I JUticO dos o'jjectosdo material.
400 modidas azeilo de peisc, 1 cabo de couro,
21 caifas de panno azul para imperiaos mari-
uheiros, loo camisas de brim.lGO calcas do dito,
100cobertores de la, 2 fardas de panno aznl
para aprendizes marDheiros,90 arrobas graxa do
Hio Grande, 100 lencos de seda prcta, 12 lanler-
nas de patente, 2 amibas presos de ferro de 4
pollegadas para coslado.60 arrobas ditos de cobre
de !, 5 o 6 pollegadas, 100, cadernos papel de
ollanda, 24 pares de sapalos, 3 arrobas sebo
em pi,20 irrobas zinco em baria.
/'i.riiciiiiientn dos riceres e outrosobjei
Arroz do Uaranbao, agurdenlo branca de 20
KrJos, assucar branco grosso, azeilc doce do Lis-
boa, bolacha, bacalho, caf, rangica, carnauba,
carne verde, dita secca, farinha de mandioca,
f'ij.io, manteiga, malte, pao, estearina, loucinho
de Lisboa, vinagre dem.
Todos os objectos da inelhor qualidade.
Sala do couselho do compras na va es, em 12
de marco de 1860.- (i sec-ctario, Alexandre Ro-
drigue* dos Anjos.
Coiiscllt administrativo
O couselho administrativo, para fornecimentc
do arsenal de guerra, lera de comprar os objecloi
seguintes:
Para prociaienli dos armasen do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
0 monis de sida arrollada.
Para o nieto balalho de cagadores da Farakiba
do norte.
Papel almaeo, resma C: canelas 2 ; linfa prcta
para escrever, garrafas 6; collceo de eartai
para principiantes, exemplares 2> ; laboadas,
exemplares 20 ; grammaticas portuguezas por
Monte-verde, ultima edico *; compendios de
arillimelicas por Avila, exemplares 6; paulas ;
Irasla los de escripia, exemplares 20.
Quem quizer vender laes objectos aprsenle
assuas propostas em caria fechada na secretaria
do onselbo s 10 horas da uianhaa do dia21 dt
nte mez.
Sala dassesses do couselho administrativo,
para (ornecimento do arsenal de guerra, 14 dt
i de 18.z?< i Joti Lamenha Lina,
I n sidenle.Francisco Joaquim Perd-
i Lobo roroncl vnjjal secretario interino
TI1EAT1U)
l'ara o Aracaty
segu nestes dias o hiale Sergipano ; para o
reslo da carga e passageiros, Iralu-se na ra do
yigario o. 5.
REAL (MtmiK
Anglo-L uso-Brasileira.
O vapor Vorlugal, espera-se da Europa de 19
do crtenle em fiante e segu no tnesmo da
para os portos do snl, para passageos trata-se
com os agentes Tasso Irmos.
Le loes.
eiiao
DE
&&&&&$&
O agente Ilyppulito da Silva (ara
leilao de 9 cavallos vindos de Bucnos-
Ayre aa barca francesa Tigaro, se-
gunda Lira 19 do correnje as 11 horas
em potito na coxeira da Sr. Joaqnim
Paz Pereira da Silva : defronte do arse-
nal de marinba.
TELO AGENTE
r* i
O a {jen te cima ara' leilao por con-
; ta de quena pertenec- na porta do Sr.
Annes defronte da alTandega, boje pelas
10 horas da manliaa
12 quartolasvinho bordeaux.
15 h:tiricas com ervilhas.
I 0 ditas com pnico.
200 caixas com erveja d'uma duzia,
marrasquino de Zara.
14 caixas com fusphoros em eaixas de
(landres.
GRANDE ESPECTCULO
ENEFICIO Pi) ACTOR
AXT0XI0 JOS DARTf COIIIffiA.
QARTA-PEIRA 21 DE MARCO DE 1SC0.
Subir scena pela primeiro voz neste Ihoalro
em 3a los, cotnposieo do Sr. Alfredo
Llmmisi mmm
PELAS APPAREMIAS.

I'F.LO AGENTE
PERSOXACEXS. Al K>RES.
I'r. Cindido de Andrade...... Coimbra,
I >' l i Lago.............. Il.vmundo.
1 ............... Vicenle.
le de S. Marcos............ Carvalho.
l igenio do Henezes............ Lisboa.
-' ae Castro.............. Rose
I da Silva.....,........... I.essa.
1 ': '"'.......................'. Skiner.
II. Mina de S. Marcos.......... 1), Isabel.
" -a........................ II. \laria Luiza.
,-'""!",n........................ I). Julia.
FiJalgos cavolli iros.
A accao lera lugar em Lisboa na. actalidade
Rematar o espectculo, cora a muilo linda
i media ornada de msica :
* SMUUELl SE)! 0 SEIS.
0 actor Coimbra pede ao publico sua valiosa
|' leccao.
Os bi I helos esli, desde j, venda no escrip-
lorio do ihealro.
Comprara" is 8 horas.
Avisos martimos
O referido agente fara' leilo hoje
: pelas Id horas da manbaa na porta do
armazem do Sr. Annes defronte da l-
fandega, e por conta de quera per.cn-
eer,
DE
200 ancore-tas com azeitonas.
MF O barris comcbouncas de tima ar-
roba.
T 10 dito ditas de tima arroba e 2 li-
bras.
50 barricas com cerveja cobrinha.
i 20 barris com manteiga injjleza.
xplefiido
O bem conhecido patacho nacional Amazo-
1 ~,! pretende seguir enm inuia brevidade,
! :n dou3 tercos do sen carregamenl) abordo:
j reslo que Ihe falta, Isata-se com os seus
gnatarios Azcvedo & Mendos, no seu escrip-
! rio na da Cruz n. 1.
Terga-feira 20 do eorrente.
PELO AGENTE
" veleiro e bem conhecido brigue portuguez
Harmona pretende seguir rom muila brevtda-
?m partedeseu c rregamcnloprompto: pa-
ra o reslo que lhe falta e passageiros, para os
quacstera acetados com modos, trala-se com os
consignatarios Azcvedo & Mondes, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1, ou com o capito
Vnacleto Fernandesdos Reis, na piara do com-
mercio.
Para Lisboa.
alacho portuguez Jareo, novo o muito
i s.'guir c mi brevidade ; quem no
mesmo quizer carregar. enlenda-se rom Jos
dos Santos Pereira Jardim, cu com o capitao do
Lavio Jos Marques Coelho Sobnuho.
G0IFA3HU BP.ASLIEIRA
DE
IPiD'MWS 1HTDB.
0 vapor Tocantins, rommnndanle o primeiro
iie P. II. Duarte, espera-se dos portos do
norte em seguimeiilo aos do sul al o dia 2(1
do correle mez.
O vapor Cruzeiro do Sul, eommandante o
capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, cs-
pera-se dos portos do norte em seguinicnto aos
'.'< sul at o dia 2 de marco.
CEARA 1. ACARACU'.
Segu com muila brevade o hiale Rom A-
migo, recebe carga e passageiros : a tratar com
< aetano Cyria'ce da C. M., no lado do Corpo Sanio
numero 25.
Para o Porto
O veleiro e bem conhecido brigue portuguez
Harmona, pretende seguir com muila brevida-
de, tem parlo do seu carregamento prompto:
para o resto que lhe falla Irala-sc com os con-
signatarios Azercdo & Mcndes. no seu escriplorio
roa da Cruz n. 1, ou com o capilao Arnald Fer-
nandesdos Reis, na praca
Vende-seuma barcada de 38 caixas, bem
construida : a tratar na praca do Corpo Santo
numero 17.
Porto.
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia, por sua cxccllontc marcha e construccao
acha-se proposla a tomar carga o passageiros
que se deslinem cidado do Porto, para onde
tem do seguir brevemente : os prelendentes, de
urna ou outra cousa, enteodam-sc com os consig-
natarios, ra da Cadeia do Recite o. 12
IRequissimas mobilias de Ja-
caranda e mogno, camas de
ferro, carros, cabriolet, ca-
va los, pianos, quadros de
variado gosto etc., etc.
Honrado com a confianca e benvola
consideracSo do Sr. Scbammeteau que
se retirou para Europa no prximo pa-
quete o referido agente (aia' leilao no
i mencionado dia pelas 11 horas da ma-
ndila na casa que foi de residencia
d'aquelle senlior no Chacn.
DE
Urna rica e elegante mobilia de Jacaran-
da' cota tampos de marmore a Lniz
XV obra muito bem acabada.
Urna dita da mesma madeira sem pedra,
mas de apurado gosto.
Guarda loucise guarda vestidos de va-
riadas madeiras e modelos.
Urna rica secretaria de risco admiravel.
Camas francezas de mogno para casa-
dos, ditas de ferro para casados e
solteiros.
Belssimos aparadores para sala de
jantar.
Tres excellentes pianos dos autores mais
acredilados.
Mesa elstica para jantar.
Finisfimos quadros com encantadoras
vistas e ptimas molduras.
Um perfeitissimo carro americano de 4
rodas com arreios para um e dous
c.ivallos.
Umcommodo e elegante cabriolet com
arreios.
Dous cavallos para carro.
Um dito para passeio de senbora.
Emuitos outros objectos que setao
descriptos em catalogo e distribuidos
com a nte cipa cao.
llavera' mnibus para os concurren-
tes meia hora antes da nnunciada pa-
ra o leilo, postado na estrada da ra
do Crespo.
Lanche e refrescos para os compra-
dores.
GRANDE E VARIADO
LEILAO
DE
Gneros de estiva.
PARA LIQUIDAQA..
Tcrca-fcira 20 do cor-
rele.
J. Praeger & C farao leilao por m-
tervenrao do agente forja, em seu ar-
mazem na ra do Apollo n. 13, de
muitos de seus superiores gneros de
estiva como ejam : vinhos de todas as
qualidades em barris e Qaixas, sendo do
Porto, Madeira, xerez, bordeaux, cham-
pagne etc., licores, cognac, cerveja de
todas as qualidades e marcas, genebra,
batatas, velas, biscoutos, queijos, c ou-
tros muitos gneros de muito superior
qualidade, que animarao aos seusfie-
guezes a compra-Ios.
Principiara' as 10 horas em ponto,
Consulado de Franca.
EILAO
iNa Itvraria n. e 8 da praca da
fndepenecia, preciza-se fallar ao r.
Joo da Costa Maravilha.
4Mi C*CJiC>ttiiaia>ii'!tt'-S
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Seguro coaira Fogo
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LONDRES
AGENTES
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= Caeiano Tinto de. Veras faz scienlc a quem
inleressar que esl em exercicio da vara de iulz
de paz do 4o anuo, do primeiro disinti da tre-
A reipierimonto dos bis. Cals limaos guezia doSS. Sacramento de Sanio Antonio des-
^ C J. Astley & Companhia. j
S g
i Vendc-sc
Tintas de oleo.
Formas de ferro para |
purgar assucar.
| Estanto em barra.
1 Vert/iz copal.
PalKiiiha [tara marci-
| neiit*.
I Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
3 Briindevela: no arma-
zem-de C.J. Astley & C.
8fM i: l< i i I | og|i
Salmo.
ico na cliancelai
rnnsiiTdn tlr> ''^rasda tardo como ja tem annunciado, na risa
''publiea das audiencias. Recite 29 de fevereiro
U Ur. Cosme de Su' PereiraS,

franca, 50 acc/ies da Companhia Pe- de 1860.
nambucan de vapor costeiro, perten-l^fiS
ce nte a massa fallida de Fremont & Las-
ne, a dita venda lera* lugar quarta- J|de volts de sua viagem instructi-;V
feira 2 do eorrente em presenca do .^ ti va a Europa continua noexer-fv
cicio de sua proissao medica. p
Da' cousuitas em seu escripto-
Em casa de James Crablree i C, na ra da
Cruz n. -i2, vendem-sc latas com salmo de 1, 2
e 3 libras, ultimo navio em direilurada Terra Nova.
Na ra da Impcralriz, loj-i de miudezas,
vendo-so um lindo diorama com vistas, por pre-
go comino io.
AUenco.
Perdeu-sc
por volta das 6 para 6 c meia horas da
tarde, d > dia f4 para o do eorrente,
da ra de Hortal ao becco dos Marty-
rios ate a botica do Sr. Torres, uina
chave c umsincte imitando um copulo,
tudo de ouro, cnleitesde relogio: quem
acbou se qui/.er restituir, dirija se a es-
ta typographia ou na ra Augusta, casa
defronte da de n. 20, que sera' grati
lie ido genciosamente.
O abaiio assignado faz sciente ao respeila-
el publico e a quera inleressar, que no dia 13
do correle venden a nrmaraoda leja de chapeos
da roa Diieila n. 11 f, perlenrenle ao Sr. Joo
Antonio de Oliviira, ao Sr. Joo Bapiista da Sil-
va, morador na ra do Itangel, pela quantia do
300$, a prazo de 30 dias, contados da dala do
dia cima declarado, passando-llie o mesmo Sr.
Baplislauma obrigaco, na qual assignaiam co-
mo lestemunhas os Srs. Dionizio Cavalcanti Fer-
reira e Bernardo Aires Pinheiro : portanto res-
| ponsabiliso-me a fazer dila venda firme c valio-
i so vista da procurarlo qne me passou o dilo
| Sr. Joo Antonio d.- Oliveira Recite 1 i de mar-
eo de 18G0 Antonio de Souza Marinha-.
Franjas de \idrilho
Vendem-se franjas prelas de vidrilho e retroz,
de lodas as larguras : na ra da Cadtia do Re-
cite n. 23.
Vestidos de seda bordados
a velludo.
Vendem-sc ricos enres de vestidos de sed.-;
- rilados a velludo e a seda fria, do mais
moderno goslo : ni ra da Cadeia du Recite nu-
mero 23.
Slanlelecs c taimas.
Vcndera-se ricos manteletes e taimas de gros-
denaple preto bordado a agulha eenfeitados com
oslo e igualmenle de fil : na loia da rea da
Cadeia do Recite n 23.
Casacas, sobrecasai
a(as c
mesmo Sr. cnsul'de Franca as 11
horas da manLaa em ponto,a dinheiro,
e por coula do liquidatano da massa
(aluda de Fremont & Lasne.
A pessoa a quem for apreaenlada urna ordem
de tul)}, vinda da Babia, e assiguada por Joo
Carneiro da Silva llego, lenha a bondado de nao
paga-la, edirigir-ca ra du l.ivramcnlo, subra-
p. do n. 8, ou aiinunciar a sua morada.
no, nobairro do Recie, ra da|| m&&mmm&fc&fflmffil
Cruz n. 53, todos os das, menos^Mj Athcneii Pornamlmcaiio.
ig nos domingos, desde as" C horas#j> ^> No dia 22 as 10 horas da manha, no &
sobre OS^ w sa'" ^a (cuidado, ter lugar a sesso :M
de abertura, em que se proceder a elei- qu
cao da mesa. Secretariado Alheneu em
foleles.
Le as 10 da manhaa,
seguintes pontos
Segunda-feira 19 do eorrente
O agente Boija aulorisado por urna familia
que se relira para ora da provincia, far leilo
em seu armazem na ra do Imperador n 15, do
sua rica mobilia de Jacaranda, candelabros, lou-
5a, crystaes etc., ele.
Assim como
vender na mesma occasio urna porro
deiras de virac quesero ontregucs sem
de preco.
Principiar s 10 horas em pon'.o.
1 Molestias de olhos ,
*. Molestias de coracSo e
peito ;
3-. Molestias dos orgaos da gera- X,
efio, e do antis ; m
i'. Praticara' toda e qualquer-V
operacSo quejulgarconvenien- C
te para o restabelecimento dos^V
cus doentes. f&
O exame das pessoas que o con- v/!
S^sultarem seta' feto indistincta- W
su- 3
rih'.M 17de ma"' de 1860.-J. Ribeiro,
der> \am cre a rio.

A 2S000 cada dozia.
Ilua do Rueimado n. 19.
Lenros brancos de cambraia para algibeira a
a duzia.
, mente, e
na ordem de suas en-
serafn
Segunda-feira 19 do eorrente.
O agente Borji fara leilao etn seu armazem na
ra do Impera Jor n. 15, por despacho do Illm.
Sr. I)r. juiz de orpbos e a requermento de
Hermenegildo Eduardo llego Monteiro, curador
do prodigo Claudino Jos Alves de A mor m, do
eseravo Vicento perlencentc a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no dia atima designado.
Na mesma occasio.
se vender urna escrava pera com habilidades.
Dar principio s 11 horas cm poni.
de ca- n
reserva K^tradas; fazcndoexcepcoosdoen- fe*
i, tes de olhos, ou aquellcsque port!
:J% molivoiustoobtiverrm hora mar- '
cada para este im. f_
A applicacao dealguns medica S
inentos indispensaveis em varios^
casos, como o do sulfato de ati o- f
"^ pina etc.) sera' feto.ou concedido f
gratuitamente. A confianca que|g
nelles deposita, a presteza de sua Be
aceao, e a necessidade prompta h-fl
|de seu emprego; tudo quanto o >/?
ijydemove em beneficio de seus i^
OB doentes. L>
NICA, VERDADEIRA
G1TIMA.
E LE-
m
DE
Movis, ouro, ^e escravos per
tencentes ao casal do tina-
do Luiz Antonio Vieira,bem
cmoda arinacao, fazendas;
e utencilios da toja de cha-!
pos da ra da Cadeia do
Recife numero 40, que 'oia
d'aquelle finado.
Quarta-feiraJti do crvente.
O agenle Borja aulorisado pelo lllm. Sr. Dr.
juiz deorphos e a requermento de D. Senho-
rniha Francisca Vieira, invenUriaote dos bena
Cobertas de chita a %$.
Na ra do (Jueimado n. 19.
Tamliei se vende a 520.
Ra do Queimado n. 19.
Alpaca preta pelo baralissimo preco de 320 rs.
o corado, brim de linho branco trancado a l i
vara, ganga Iranceza de cor para cal; o palelols
a oOO rs. o covado, lenco3 de cassa de cor para
meninos e meninas a 80 rs. cada um.
A 2^500 cada chales.
Una do Queimado u. 19.
Chales de merino eslampados o 2J5O0.
Algodao inonstro com 8 pal-
mos a 000 rs. a vara.
Vende-se na ra do Queimado n. 19.
Cambraia adamascada.
Vende-se cambraia adamasca li para cortinado,
de lindos lavrores : na iuu du Queimado n. 19.
SALSA PARRILIIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
Iivcl para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspopsia, debili- '
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego-de mercurio
ulceras e erupedes que rcsullam da impureza d
sangue-.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por alacado
ueiiados por Vnlonio Luiz Vieira e tutora dos New York, aeham-sc obrigados a prevenir o res-
os. far leilo no dia cima de-1 peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vende nesle imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprielarios da receita
do f)r. Brislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa. al"uma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredoda sua prepararao acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binaedes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devora bem ob-
signado, dos movis, ouro e escravos que per-
lenceram ao dito seuhor, asaim como da arma-
fao, fazendas e mais objectos de sua raui sorlida
loja de chapeos na ra da Cadeia do Recite.
Os licitantes poderao examinar os referidos ob-
jectos e dingir-so a mencionada loja, onde sera
eflecluado o leilao s l horas era ponto do su-
pradilo dia.
Consulado de Franca.
o
A requermento de Mello Lobo ct C.
e por ordem do Sr. cnsul de Franca e
autorisaeo do Sr. inspector da alfan-
dega, e por conta e rirco de quem per-
tencer, oagenle Ifynolito da Silva, ven-
der' na po.rfa da lfandega 2 caixas
marca n. 4 & C. n. 1220 e 1221 ava-
dadas abordo do navio francez l'Oe-
cident capitao Ilantbois, -ontendo 103
queijos e 6 duzias de pallitos de fogo :
terca eha, 20 do eorrente ai 11 horas
em ponto.
servaros seguintes signaos sem os quaes qual- i Vf>11'idu.
quer oulrapreparaeo falsa :
Io O envollorio'defora est gravado de um
lado sob urna chapa de aeo, trazendo ao p as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
Avista faz fe.
Na ra Direita n. GS, loja de fazendas o rou-
pas feilas, se vendem por baratissimos preeus
fazendas de diversas qualidades, como sejam :
Cambraia organdvs, a vara.
Ditas de salpicos bordadas, a peca.
Enfeites d vi Irilho prelo de crochet.
Camisas francezas, peilo de Custo.
Unas ditas inferiores.
Palelols de alpaca pelos.
Hilos de dila de cores.
ilos sobreeasaeos de alpaca preta Qnissimos.
tirsvaias de selira tinissimas.
Dilas dilo.
Hilas de chamelote.
Palelols francezes de panno prelo muilo linos.
Hilos dilos de cssemira Je cor, superiores.
Hilos ditos de dita, linos.
Luvas de seda preta para horaens c senhoras.
Ditasde castor amarillo muito linas, proprias
par.i militares, e motilara.
Peilos do linho para camisas.
Hilos de algodo
Ccroulas de linho muito finas.
Hilas de dito mais inferiores.
Borzegnins de fuslao bordados.
Esparlilhcs francezes com carreteis.
Algodo alvo, trancado, de duas larguras, pro-
prio nara loalbas. !
Chapeos de sol de seda cora mola.
Chales francezes de duas ponas, bordados a
troco.
Hitos ditos de merino.
Cortes de vestidos do chaly de goslo riquissirao
Dilos de dilos de ga/.e, iinissimos.
Hilos de dilos de barcg>> superiores.
Hilos de dilos dilo mai? inferiores.
Ditos de dilo de grosdenaplo prcto bordados a
Avisos diversos.
Sumio-se na sexta-feira, s 10 horas do dia,
pouco mais ou menos, do paleo d-i Sania Cruz,
urna carhorrinha branca meia cabelluda, orelhas
um tanlo amarcllas, levando urna colleira de la-
to com dous cascaveis de cada lado : rojta-se a
pessoa que a enconlrar, querendo restitui-la, diri-
ja-se ao mesmo pateo da Santa Cruz n. 14, se-
gundo andar, ou na ra de Apollo o. 22, onde
se gratificar tanlo a quera lcva-lo, como a quem
dola der urna noticia.
No dia 21 do correnle, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara
provedor de capellas, se ha do arrematar is ren-
daa dos silios denominados Campo Grande, per-
tenecntes fazenda nacional.
Tem-se para alugar na roa Velha n. 105,
um dos mais perfeilos cojinheirns apto para os
servicos domsticos e exteriores, sondo muilo
ntelligenle e de um procedimeulo exemplar.
N. G9 Water Street.
New York.
28 O mesmo do otilro lado tem um rolulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Uristol em papel cor de rosa.
4o Que as aireeoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada lfandega'n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
Fornccimento de papel
para imprimir.
O proprielario desle Diario tem effectivamente
sortiraenlo de papel para imprimir, de differen-
les formatos, desde o mais pequeo aleo em que
se imprimo o Diario ; c contraa o fornecimenlo
regular da porco que se quizer, dando-o nesla
cidado ou era quaiquer outra : os precos serio
raznaveis, por quanto este papel importado em
direitura dos lugares cm que elle so fabrica.
# Antonio Moreira Vinha retira-se para a pro-
vincia do Cear.
Durante a molestia do Dr. Aqui-
no, os doentes de sua clinica podem
dirigir-se aoSr. Dr. Ferreira, que esta'
encarregado de substitui-Io.
Hilos de dilo de seda piola bordados a retroz.
Polacas de grosdenaple prelo, ricamente enfei-
tadas, e oulras mais qualidades de fazendas que
so vendem por imii mdicos procos vista do
comprador.
Aos amantes da boa
iniira.
Na loja da Lealdade n. 2. na ra da Concei-
cao da Boa-Vista, ha excellentes charutos tra-
viata, por menos que em quaiquer parle.
Vendc-se urna mobilia completa de jaca-
randa, com lampo de podra : no escriplorio do
agenle Oliveira, ra da Cadeia do Ilecffe.
PROVINCIA.
Na praca da Independencia n. 22 achara se ex-
poslos a vend os bilhetes e meios da 3a parle
da V lotera do Scnhor Bora-Jesus da Via-Sa-
cn. garantidos por Sanios Vieira, os quaes se
conlinuam a vender as casas em que se ven-
diam os de Vieira & Rothechild.
Bilhetes 6g000
Meios 3&000
Antonio dos Sanios Vieira.
Urna casa eslrangeira quer alugar um es-
eravo que seja fiel, Irata-se bem : na ra da Im-
peratriz n. 9, loja.
A pessoa que annunciou um silio para ven-
der ou hypothecar, queira vir a ra da Senzala
Velha n. 110.
Na ra da Cadeia n. 23, vendem-se casaras o
sobrecasacas de superior ynuu-, e (olilos de
seda pelos feilos por Coutard, o mais acredita-
do fabricante de Paris.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50, primo:...
andar, vende-se :
Saceosgi-Mijes com farinha de mandioca.
D s eom cera do carnauba.
Hilos eom farelo.
Meios de s da.
Vinho do Porlo em caixinhas de du/.ias.
Hii i dilo superior.
Toalhas de panno de linho e algolao de diffe-
renles lamanhos.
H ni i> c iva cal.
i "ilhas ou babados de linho e algodo,
C ratas douradas.
A pifos.
Cadeiras de palhinha.
hales liordados a mil rs.
Na ruado Queimado n. 19.
Vi ndera-se co.los borJados a seda com di
de agua doce, a lj cada um ; a ellos, antes que
se acabem.
= Esi justo o contratado o sobrado de dous
andares esoto da ra Direita n. i, com i
proprios, quintal murado, e saluda para a ra do
Poso, com os Srs herdeiros e herdeiras, J -
Teotonio da Silva Borges, D. lien ncia da Silva
Hama, D. Joaquina Maria do Carmo, D. Rosa
Mara do Bemparto, u. Plorinda Prxedes do
Sani'Anna, Francisco Antonio da Silva Boi
' quera se julgar rom direilo a dila propriedade,
annuncie por eslo Diario dentro em tres dias.
Francisco Correia Liodinha segu para i
[Iba de S. Miguel.
Para um sitio o* ri)nio do Uchda, necessi-
la-se Je um feilor : a tratar na ra da Cruz, casa
numero 15.
Vendo-so urna mesa redonda, dous conso-
los, lio- cadeiras e urna commuda, ludo de ama-
' relio: a halar na ra Direita n. b2, primeiro
andar.
Perdeu-se da ra Direita ate a
casa do Sr. Soares na ra estreita do
Rosario, um alfinete de peilo de senlio-
ra, tendo o feitio de urna fblha de ma-
ractija', com seto brilliant ?s e um par
de rozeta, tambem de brdliante, apes-
( soa que achou querendo entregar diri-
ja-se a praca da Independencia n. 22,
que se gratificara*.
Vende-se na freguezia de S. Ben-
to termo de porto Calvo da provincia
j das Alagoas, o engenbo Fiabas do Bom
ISuccesso. muente e eorrente de agoa,
com urna legoa de terreno, obrado em
ponto pequeo, tem terreno sulicien-
; te para levantar mais tres propriedades,
tem uma excellenfe casa de vi venda com
comino Jos para grande familia, quem
pretender dirija-se ao mermo engenbo
a tratar com o sen proprielario Joao u-
aite Lo)es de Vasconccllos.Tambem
se troca por outro engenbo ; sendo na
provincia da Pernambuco.
Vende-te a taberna n 111 da ra
do Pilar, tendo poucosfundos : a tratar
no primeiro andar da mesma,
Tijollosde marmore branco a
400 rs. cada um.
Vende-se no.laboratorio de -Gamitta
& C. : no caes novo por traz da ra do
Imperador.
oes & Basto.
Saiasabalo.
Becebeo-so neste cslabelecimenlo um rico
sortimcnto de balos de todas as qualidades, sen-
do de oira, miissullna, fuslao, madapolao, o lo-
das do goslo moderno, que ainda nao veio a cs-
la praca.
Ksprmaceto aGOrs., man-
teiga ingleza a 800 rs.,
dita francesa a 600 rs., cha hysson a 1*760, bo-
lachinha a 2t0 rs.. loucinho de Lisboa a 360 rs ,
lelna a 400 rs talharim a 320, queijos a 1^800,
milho o arroz a 280 rs. a cuia na taberna da es-
trella do largo do Paraizo n. 14.
Aos Srs. terceiro
anistas.
Est no prelo uma anasyse do cdigo criminal
com a denominado deLices Acadmicas,
para as quaes acha-se abera uma assignatura
pelo preco de 10, na livruria Universal, ondo
aquelles que quizerem assignar poderao ir bus-
car o que se achar publicado.
Perdeu-se no dia 15 do eorrente, na estra-
da do Recife, enlre Duros e Prazeres, um peque-
no caderno contendo o resultado de algumas ob-
servages feilas em Olinda por Luiz Antonio do
Souza Pilada : quem o achar pode entregar ao
consulado francez, pelo que lera uma boa grati-
Qcagao, se a exigir.
Alugi-se um silio na Torre, com baixa de
capim, (endo a casa do boas accomraodaces para
urna familia: a tratar no silio do coselheiro
Jos Bento, na Ponte de Uchoa, ou na ra estrel-
la do Rosario n. 26.


-
)
I
i
\
Ama portugueza.
No caes do Rimas sobrado n. 24, no segundo
andar, precisase do urna niulher portugueza,
que saiba dirigir os trabalhos de urna casn de fa-
milia, c mesmo que saiba cozer: a que esliver
nestas condiecocs e poder justificar a sua boa
conduela dirija-se a mesma casa (das 3 as 6 ho-
ras da.larde) que alii encomiar com quera Iralar
C0HPAM1IA PERMMB104NA
Os credores da.Companhia l'ernau^ucana sao
rosad- a aprcsenlar suas coalas al ao fiai do
raez, no escriptorio da mesma companhia no
lorie do Mallos.
COMPANHIA PERvAMBUCANA
A direccao da Companhia reruambucana de
navegacao cosleira a vapor, participa ao publico
que acaba de empossar na gerencia da mesma
companhia ao Sr. Francisco Forreira Burgos,
com quem de hoje em dianle poder qualquer
entender-se a respeilo dos negocios da mesma
companhia.
@ abaixo assignado alumno do 4 anuo f
C-i- da faculdade de direilo desla cidade e f
@ advogado pela relami de rernambuco, @ offerece o seu humilde patrocinio s pes-
soasque tiverem arreeadacocs a fazer na fe
@ comarca do Rio Formse o'u as 2.a, 3.a, jg
4.a, 5 a. C.e e 7.a da provincia da Parahi- fe
0 ba do Norte: na ra doJasmin nos Coelhos. fe
Joaquim Burgos Carneiro ;'
fe @@@ $>U ##MMJj>I
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corren feanno de
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 19 DE MARQO DE 1SG0.
.5}
32
DE
Coimisslo de escravos
"8-a s

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' r. S ES
O 5 i" C
*" a 9 2. a
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n rs o-
a.
NA
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2 = x -i
Ra larga do Rosario n. 22.|||
Nesla casa iccebein-se oscravos porcommissio -.a 2-
para screm vendidos por conla de scus senhoros, S a g
afianoa-se o bom (ratanicnlo e seguranza do*1"
liua Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCAO DE E- KtRVVNQ
Este hotel collocado no cenlro de ums das capitaes imcorlanies da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posic.no
urna das melliores da cidaJe, por se adiar nao s prximo s estacos de caminhos de ferro, da
minutos de si, todos os ihealros e diverlimcnlos
Allemanha e Franca, como ,ior ler a dous
alera disso, os mdicos procos convidam.
Ao hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por- [B|
uguez, paraacompanliar as tcurislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur dido
emfim para loda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 -^OOO )
mesmos, c nao se poupa oxforcos para que se-
jam vendidos com prmptidao, adra de scus se-
nhores nao snfTrerem empale com a venda dri-
les. Neslc eslabelecimento ha sempre para ven-
der escraros de ambos os sexos, mocos e bonitas
figuras.
I O abaixo assignado, negociante nesla pro-
I vjncia ao Rio Grande do Norte,na villa de Goi.m-
ninlia, faz seionlc aos negociantes da praca do
Reci>\ i|ue se acha saldo de seus dbitos venei-
dos at 31 de dezenibrn de 1859, o que assim se
; faz pors torero desencaminhado algumas letras
i pagas. \ illa (le Goianninha 21 de everciro de
1860.Jos Thomaz de ilugalhes Fontaro.
Antonio Joaquim de Almcia esua mulhor
lem justo e contratado vender a sua casa na
campia da Casa Forte : se alguem livor direilo
a mesma, ou ao lerrcuo em que se sena, queira
annunriar.
Deseja-sc fallara um Sr. Joaquim Forreira
lo. que lem Iransacces com o Sr. Jos Ean-
Ramos: na praoa da Independencia n. 2G.
: Hanoel Cabial, subdito porluguez, rclira-se
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Quer-sc lugar
urna boa casa lerrea ou um andar d* sobrado nos
balrrose S. Jos, Santo Antonio c Recite : quem
liver pode dirigir-ge, para tratar, prac-i da In-
dependencia o. 34, lo)a de chapeos, au annnncie
j por es le Diario para ser procurado
I = Uro hornean soltereo, morador na villa do
: Cnbo, preclsn de urna ama para COzinhar e diri-
\ gir o asseio da casa : quem quizer, dirija-so a
roa pslrcits do Rosario u. 32, quo ahi achara
cura quem tratar.
Curso das 1 incoas gresra c
&'
italiana.
51
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3 .* '/>
O
es
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pordia. P" a Ilha du s- "uel.
Durante o pspnco de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms, Srs. conselheiro Silva Fer- Trecha-se de um moco porluguez de li e
rao, eseufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal ) e os Drs. Felinne Lores > nos, para caiseiro do urna taberna, pre'e-
v., M___i i p : *. ?..:. .j x. i n w / j rece-se que j lenha algunia pralica da mesma,
Netto, Manoel de Figueiroa Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e mullas ou- P quo de' ab'ono a Sll^ CUIlducla : no paleo do
Iras pessoas tanto do um, como de oulro paiz.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alin do
kalendario ecclcsiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nomo, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, li Itera rios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
Ospncosde todo oservigo, pordia, regulam de 10 a 12 francos (43000 49500.)
No hotel enoniram-se informa^ls exaclas acerca de tudoque pode precisar um estran^eiro
Sirop du
DrFORGE'
.1AABE DO FOUGET.
Este sarape est aprrovado pilos ma;s eiuinrntes medios de Pars,
Iconio sendo o melhor para corar constipa^oes, ti sse convulsa e ooin .-,
iffeccdes lio branebios, ataques do p.-iio, irrii $te* nervosas e insomnotenci:s: urna colfaeraila
pola manlia, e outra noite sao sufGcenles. O iffeito desle excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o duenle e o medico.
O tlspusito na ra larga do Rosario, botica de Brhotomee Francisco de SoUxa, n. 30.
Terco n. 32.
Do sitio de S. P. Johanston na Cruz das Al-
mas, desappareceu em a manhaa do dia 14 do
concnle um rapa/, inglez por nome Robert Ro-
berts, idade de l anuos, o qual voio no ultimo
vapor, engajado como criado, e or nao saber a
Tingua do par/, nem os caminhos, supi oe se ler >
perdido a casa em alguin passeio que dora ; por *
islo pede-se a qualquer pessoa que delle soubei
o favor de avisar em o dito sitio, ou na ra da |>
Sen/ala Nova n. M.
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O Sr. Hanoel Francisco Lmz da Silva lem
una caria.o urna em nmmenda vlnda do Rio Gran-
'lendencia'0' "a llTra^" l:- 6c 8 da |ir;"-:a dn Ind- tabelecimento.
DENTISTA FRANGEZ.
Paulo Oaignoux, dentista, ra das La- "
rangeiras 15. Na mesma casa tena agua e *
p denlilico. : *<
O abaixo assignado pretende abrir em sua cas i
' um curso particular dessas lingnas, que promet-
| te cnsina-las em oito mezes a ler. escrever, Ira-
du/.irc fallar grammaliealmente, principiando pe-
lo da lingua Ualiana, em quanio nao Ihe chega-
, rcm os livros neccssaiios para a primeira quo
,'mandou vir da Europa. As liooes lefo princi-
, pi no dia 3 de abril prximo, e lindarlo no
dia 3 de dczeiuhro correnle anuo, sendo tres
em numero per cada una semana, das 7 al as
9 horas da noite. As condicoes e mdica recom-
pensa eslabelecidas, agr i ira por corlo aos sn-
inlnros que quizerem so matricular. Principiado
o dito curse nao ser possivcl admiilir-sc m lis
nenhuma outrap.csoa os senhorc3 que q ...
rem em lempo assignar seu nomo, appare^am
na ra Direita n. b'J, prmeiro andar, a qualquer
hora do dia.
VILLA DO CAAO.
Armazem do Machado.
Os senhores de engenho que tenliam de tazer
obras hydraulicas all acharao cemento de supe-
rior qualulade.
O abaixo assignado pede encare-
cidamente ao Sr. Casem'uo Gomes da
Sdva, q:ie se sirva de declarar por este
Diario o motivo porque o mesmo al
xoassignado deixou de estar em seu
Paulino Rorculanode Flgueire .
A padaria da ra do Cotov lio n 31, pi
sa-se de um bom orneiro, |iara lodo o si rvi o,
amrvmjizm:-. ~.'ji
.'.TcrmamM
Trocisa-se alugar urna pessoa que rena as i orl,|laS- sc arrematara de venda, por sor a ulti-
qualidades de saber tralar bem de ravallo e ser: .T'1 D"?a- uma ''ilsa terre* no Camf A frde.
foilor ^ siiio, sendo pora servir a um mo'on es- J0 Palnu,s dc frente, 50 de fundo, coznha fora,
trangeiro que mora fora da ridade: qum se ava c,n ,:80l*, penhorada a Joaquim De-
julgar nestas circumstaneias, e possa dar (langa "ul,, ''C ,A1iVl'lda .^avakanli, porox^ei -u.jao dos
de sua conducta, diiija-se ra do Crespo n. !,
No dia 20 do correnle mez, pelas 11 horas ^^44 V 4 Vi h(hh(mm ^* *"?
lanha, depois da audiencia do Dr. juiz de | JJ****--tA-a-AA.AAAAAAAl* <> tAlA
Compras.
Sr. thesoureiro manda azei pu-
se acham a vi
9"hoi
im-
nas e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues,
enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
mercianfe, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
escr.ua que saiba co/in.iar : a tratar na ra
. j pcrial n. 67, segundo andar.
blico que se acham a venda todos os dias A ~ Prccisa-se. d.e ama. c que lome conla
1 ni j 1- 01 c casa.qun cnzinhe o eiigomme para um homeni
das SI horas da manhaa as 8 da noite, solteiro idoso : na ra da Cadeia do Recite n.
no pavimento terreo da casa da ruada !s- loJa de Lcilc Alrmao.
Aurora n. 26 e as casas commissionadas rrecisa-sc de uma ama para cozinhar:na
pelo mesmo Senlior tliesoureiro na pra- rua Nova s- loJa-
ca da Independencia numero lie IG, I Jraspassa-se o arrendamento de umenge-
_ __ .,, 1 r> j 1 c uno distante desla praoa dnas legoas, vende-sel
ena rua da Cadeia do Hecife nume- Umaparte no mesmo engenho. maemnanova"
10 2 armazem do senher Fontes at "
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
tes e meios da terceira parte da pi i
meira lotera do Senlior Bom Josus da
Va-Sacra, cujas rolas deverao andar
imprcterivclmente o dia 2i do corrente
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilheles
'de DUtneracao sortidas a vontade dos
compradores.'
Thesouraria das loteras 10 de
mareo de 1SG0.O escrivao, J. M. da
I Cruz.
P ubi cacao jurdica.
Arlia so no prolo a 2. ed(5o dos Elementos de
Diroilo administrativo, mais correla e conside-
i ravclinente alterada, pelo Dr. Vicente Percra do
Uego, lento calhedratico da mesma scieocia na
Faculdade de Direito desla cidade. Subscreve-se
para osla obra na livraiia econmica de Noguei-
orphos de Francisco Carneiro da Silva, cuja
casa liea entro as casas de Joaquim de Almeida
l.cpes e I). Josepha Leso de Castro. O cscripto
n^'a-sc 253 pelo aluguel mensal do urna do edilal acha-se em mao do porleiro.
' casa do meio, que far bom ajusto.
Por 1101 corle de cikiio e
frisamenlo SOO rs. I
Compram-se mondas de ouro : no i -
lorio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Aeico.
DELICIOSAS E LNFALLIVEIS.
O bacliarel Witruvio tcm raAc- defro.nl,. 2,
a KW"J a 10$ por cada exemplar, pagos ao receberas
o seu escriptorio no i* andar duas parlcsque ja csiailBnrcssas'
do sobrado n. 23 da rua Xova,! ftscncIa dos alicantes menca-
nos Grctuver & Rakeri
Cllja entrada pelaCamboado Machinas de coser: em casa de Samuel P.
_, ; Johnslon & C, rua da Sen/ala Nova n. 52.
CarniO. E' chegado luja de I.rcomte, ale rio da
Boa-Visla u. 7, o encllenle leito virginal de ro-
Fngomma-se enm asseio e prmptidao : no sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
boceo do Marisco n. 20. sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
Prccisa-se alugar um preloou prcla, j ido- babosa para lirapar e fazer crescer os cabellos,
sos, para comprar na rua e fazer o mais servigo assim como pos imperial de lyrio de Flor'enga,
do urna casa de familia, ou mesmo uma ama as para bortuejas e asperidades da pello, consr-
mesmas circumstaneias : quem liver e quizer, va a frescura c o avclludado da primavera da
annuncie ou dirja-se a rua de Santa Rila n. 40, vida.
primeiro andar.
NOVO DEPOSITO
vapor, distilacao nova c bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, saffr.i
plantada, etc. ele. ; Irala-se na rua do Crespo n.
13, Joja.
F0LDim\S PAttl 1860.
Eslao venda na livraria da praoa da Inde-
pendencia ns. C c 8 as folhinhas para 1SC0, im-
Compram-se, rendem-se c Irocam-se i sci
R,, .T i tm no rua do Imperador n. 21, primeiro andar.
lia da IinperalriZ U. /. Na ruado Trapiche n. 9, armazem de as-
Lecomtc acaba de recebe do Rio dc Janeiro sucar.de Jos le Aquino Fonseca,
o primeiro contra-mesire da casa Augusto Clan- continuadamente modas de 16j c 20:000, aj
dio, o um nutro viudo de Pars. sto estabele- dos Estados-Unidos, modas de i
cimento est hoje as melhores condiges ^ue onraa hesoanholas e mexicanas, em gran
posMvi-l para salisfazer as encommendas dos i luei }l ,;.
I objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de i elo-
gios, braccleles, aunis, rosetas, etc., etc., ea-
ballelras de loda a especio, para homens o se-
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as Lombrigas
approvadas pela Exm." inspeceao de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
pressas nesla typographia, Uasseguiutesquali- glcne Pul)lica s slad"os Unidos e mais paizes
dad es
TOI.inNHA RELIGIOSA, conlendo, alm do
kalendario e rcgulamcnlo dos direitos pa-
rocliiaes, a conlinuaco da bbliotheca do
Crista > P.rasileiro. que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
nhoras, lava-sc igualmente a cabeca a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar orna s pelcula na
cabeea des clientes, para satistazcr os n Und. li-
les, os objeclos em cabello serao feitos em sua
presenca.se o desojaren), c achar-se-ha sempre !
urna pessoa disponuel para coitar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
CASI LUM-BRASILEIRA,
2, Golden Square, Londres. '
J. G. OI.IVEIRAleudo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e exccilenles ac-
commodages para muilo maior numera de hi -
pedesde novo se leeommenda ao favor e lem-
branca dorseus jmigos c dos Srs. viajantes que
;: Compia-sc urna negra crioula, de bonita u-
gura, de 18 a 20 anuos de idade., que
nliaic engommar muilo bem, que cosa a'.
cousa : na rua do Brum n. 16, armazem de J!a-
r.oel Jos de S Araujo.
menle
compra-se, vende-se e iroca-sc escravos
Din ita n. 6G.
Compra-se urna mulalinha de 1 '
:
a 15an-
sei vicos c bous officios guiando-os em loo" 9 : -
da America.
Garantidas como puramente vegelacs, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nio causam au- 2^|5^.JK?2f fonnecimento pralico do
___.. .... f10". olc- alem do porluguez e do inglez alla-se
seasnera sensaeoes debilitantes. na casa o hespenhol e francez.
Testemiinho expontaneo em abone das part- Na rua do Imperador n. 28, singa se e ven-
illas de Kemp. de-se em grandes e pequea.-: poreos bichas
Srs n T 1 inmn Komn Pnri Tt,-r ^""'hurgiiczas, e tambem cal da mais nova que
a N. S., aimilaeao do de Sanio Ambrozio, 12 L JS I P' r\ h"' p8* fa-brico do aS8Ucar' Por Fce- "mmodo.
... .. J1"' de 1859. senhores. Aspaslnhas; Precisa-se dc um cont doris a oromio
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa- | min Vmcs. hzea f.uraram mcu fi,ho /Q ^ ; r,or ,,ypllieca CU1 ,
no, recplliida, o que saiba cozer alguma ce
paga-s bem : na rua Direila n. 66.
=z Compram-sc moedas d ouro do lG e
visitera esta capital continua a prestar- lhes seus 20&000, moedas de 5 francos o pataees mexica-
nos: na praca da Independencia n. 2.
V-,nki.

comraemoracao ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carino, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido polos dias da semana, obsequios
que
rapaz Mdecia de lombrigas, enhalava um chei-
ro ftido, linha o estomago incitado e continua
comiebo no nariz, tao m.-igro se poz. eiue eu
ao SS, coraeao de Jess, saudaeoes devo- lcri)a pcrdc.]o_ ^s circumstaneias um visi-
tas as chagas de Chr.slo oracoes a N. Se- [lho meu disse ,luc as has dc K
nhora, ao patrocinio de S. Jos e onjo da curado S1)a filha_
guarda, respongo pelas almas, alm '
respouco
outras oracoes. Preeo320rs.
ae
SLifdes de francez
m
m
piano.
Madcmoiselle Clemence de Ilannetot
a^ de Mannevillecontinua a d3r ligos de
? francos piano na cidade c nos arrabal- ?.
dos : na rua da Cruz ... 9, segundo andar. f| HUil (lO Imperador, COnfrOlUC
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praga da Independenci t,quc se preci-
sa lallar-lhe.
Precisa-se de urna ama de leite,
ao dito do deposito do gaz.
Roroll & C,altendendo a que os senhores con-
sumidores dc golo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Sanio Antonio e Boa-Vista, o
que lulariam com grande diiiculJado se esle es-
te estabolecinienlo eslivesse collocado no bairro
liieotenlia em abundancia, que seia do Rf,cifl\ poderao enconlrar na rua do Impera-
bdin sadiaede bons rostiimcs nia ii-dop conronle0 o*o lo deposito do gaz, um
jem lauaeae uons cosrurnts pagase armazem com as propor?6es exigidas para depo-
betn. Dirigir se
praca de Pedro II sito deste genero,"o qual estaraber-ta
I
do c terCi'iro andar.
(antigo pateado Collegio) n. 37, seeun- reu"ci"dl ?efm2s se>'l'ores, dasShoras da
G ; -e"" nhaa as 6 da larde, do da 3 do trrenle
dianle.
a concur-
ro a-
e era
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parocliiaes, c
uma collercao do ancdotas, ditos chisto-
sos, ceios, fbulas, pensamentos inoraos,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de aores
c tractos. Pceo 320 rs.
FITA
Logo quesoube disso, eom-
prei 2 vidros do pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu fillio.
Sou de Vincs seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 3G Gold
Street pelos uincos propriclarios D. I.anman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Leus de raiz : quem pretender
annuncie.
Francisco Maneo! Alvt?, PorlogUCZ, ICtira-
se para o Iliu de Janeiro.
Precisa-se de uma mulhor que saiba en-
gommar: a fallrr na rua do Seve: casa lerrea
junio ao sobrado de 5 rarandas, vismho i -raudo
casa que se est fazendo para o gymnasio pro-
vincia!.
^^^
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
DE 1'ltTA.a qual, alm das materias do Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
costume, contera o resumo dos direitos Babia, Germano & C, rua Juliaon. 2.
Avisa-so a lodosos Srs. fazendeiros e agricul-
Aciiam-se a venda em todas as boticas das lores de algodo que na fazenda denomin
parocliiaes. PreQo 1G0 rs
............-.,. g, a,Ae &,, p>r>^-?>s': ;.
vv -^. <_> ^> ^> v_. -> ^ ^, ^y .:f w ^ v> k> v> -o- --_.-> -
Altenco.
m a- 9
;i^ Curso pralico e Iheorico dc lingua fran- }?
ce*a por uma senhora franceza, para dez n
J-J mocas, segunda e quiuta-feira de cada sc-
jy mana, das 10 boros al meio dia : quem @
gi quizer aproveilar pode dirigir-se a rua da &
J* Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos ^
J. adiantados. t
*., <^ -Vi > <> viV t> i> *> ^. c> S :, -..-,. 2? Roga-se aos Srs. devedores do esiabcle-
cinen|p do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na rua do Col-
legio venia n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Na gallera e officina photographica da rua
Nova n. 18, continua-se a tirar relralos pelos
mais modernos e perfeilos systemas. Os traba-
rnos sabidos desse estabelecimeulo sao bem co-
nhecidos do publico desla capital.
Pernanihuco.no armazem de drogas de
& Companhia rua da Cruz u. 22a*
"... ? '' '.? '7.- -,' '.-: -:.'?. Sf-'sh:-^ *,*r-T: O i>'?:: G
ada l.i-
beral/inho no termo de Cimbres] propriedade do
i Rvmd. Jos Rodrigues Valenca existe uma gran-
de qunndfde de burroshespanhoes proprios pa-
ra carrogar algodao c lodo servfco pesado, pois
nao s sao bstanles forlrs para viagem, como.
J. Soum s30 de longo vida, pois o monos que vivera
; 50 aunse tem mais a vantagem de screm uteis
para os nossos serios, por ser o sou primitivo
sustento palha de capin secco e conservam-se
uipre gordos, sao de marca muilo superior aos
@ desla provincia e aos do Cear e geralnsente sao
CC muilo passeiros.
f'Irmandade das Dores em S.
Ruaestrella o Rosario n.3 uoncaiio
,':J Francisco Piulo Oaorio colloea denles ar-

DENTES
ARTIFICIIS.
G o lie a
ificiaes pelos dous systemas VOLCAN1T A nic,sa rpScdora Ja rmandade do Senhor Rom
% chapas de ouro ou platina, podendo ser. i?? nflJ* J?,0r6S' COnv,da ,odos 03 seus
'rj procurado na sobredita rua a qualquer @
U liora. (3s
*.:.' i> -f *.-.x. Sh* a-lfi* < > > <^. ** ^7> T> V < .
\- o v^ -^ o vy \> -_.<:. tx> v> v> vi vi v> \iy xj J
FUNOIIJ/
I fl I
Rua do Brum (passantlo o chafariz.)
l\o depozAlo dcste cstaViclcciiivcuio sempre Via gvan&c soVUincnto de mc-
e\iansmo para os engenAios de asswcar a sa\*er :
Machinas de vapor modernas, de {jolpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimoassenlo ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cmnos de ferro, e port>s d'agua para ditas, e scriilbas para rodas de madeira ;
Moendas inteira com virgensmuito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguilhoes de azs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinlia ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocis, formas galvanizadas para purgar etc.. etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito flm,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modicar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
COMPANHIA
LLIANC
Eslabclecida em Londres
li-
maos e devotos para que sc dignera acompanhar
a nossa procissao do Senlior cima mencienado,
que lera lugar no domingo 18 do correnle, pelas
3 horas da lajde.0 escrivao.
Dent Francisco du Cuulia.
TV

cozinhar
c com-
F.M
CAPITAL
lineo mUiioes
S2
de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C.a tem a honra de in-
rc.rmar aes Srs. negociantes, propriclarios de
casas, 6 a gera mais convier, que esto plena- I
mente aulorisados pela dita companhia para -
eftvctuar seguros sobre edificios de lijlo Jpft. coser, e outra que saiba trolar dc meninos
ente sobre os I Ser: n" n,a da Cruz ',0 ,,ec,1 ?. "2 nu-
dra, cobertos de tena e igualme
objeetos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consisla em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
Vende-se orna parte do engenho Brejo, dis-
, trido do Serinhaem, o dilo engeno pe
aos herdeiros do fallecido Francisco Xavier ].. -
pes : quem pretender,dirija-se a ruado Vij
n.lO, segundo andar, quo achara com quem
tratar.
' 4g000 rs.
A saeea de milho : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Azevedo, na rua da Madre de
cos n 12.
r>000 rs.
Asacca de milho novo de Mamanguape: ven-
de-se no armazem de Francisco L. o Azci
na rua da Madre de Dos n. \2.
5#500 rs.
A sacca de farcllo superior com o poso de 128
libras : vende-se no armazem de Francisco L. O.
Precisa-se alugar dnas escravag para casa de Azevedo; na rua da Madre de Dos n. ti.
""?iFerros de en"om-
Precisa-sede uma ama para
prar : na roa do Crespo n. 19.
Exisle na administracao do correio desta
cidade iros macos dc jomaos sem direccao, para
Antonio Pereira Baraeho, Jos Correia do Olivei-
ra, o Jos Luiz Alves Bocha : os inleressados
eompareeam para dar-Ihes os dcvidos destinos.
Quem pretender comprar uma escrava, a
i qual se vende por preco commodo, de Angola,
de moia idade, sem vicios, viuda do malo lia
pouco lempo, dirija-se as Cinco Ponas, casado
rancho do Sr. Thcolonio Pereira de Albuquerque.
Altenco.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social i
n f i i numero 42.
& Lorrea em luiuidac^ao, o obsequio i p
Alusa-se una escrava p.ira lodo o servico
interno de uma casa : na rua Direila n. 56.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou
loja de alguma casa as priucipaes ras desli
cidade : quem liver, dirija-se a rua da Aurora
'
mar econmicos.
de Leile o. junen ciu in)uiu^au, ooosuquioi __ prp(.
de mandar saldar seu3 dbitos na loja da rua do'nos, para calxeiro
Queimado n. 10.
Ensino particular.
O abaixo assignado, residente no lercciro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando primeiras
letras, lalitne francez, e tarabem admilte alum-
dos internos.
Jos Hara Machado de Figueiredo.
Precisa-se de um caixeiro que d conheci-
mento de sua conducta : na padaria da rua Di-
reila n. 24.
AUen<$o.
Vestem-se anjos para procissao, com todo o
asseio e perfeigao ; na rua da Cruz do Recife n.
50, por cima do escriploiio dos Srs. Seve. Fi-
lhos & C.
Na rua da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar um preto para o trabalho interno
o externo de uma casa de familia.
Precisa-so alugar um sitio que lenha boa
baixa para capim e boa casa de vivenda : a Ira-
lar na rus da Imperalriz n 18, loja.
um menino de 12 a l an-
na rua do llangol n. 6.
Prccisa-se de uma ama : no palco do Ter-
co n. 26.
== Na officina e galera da rua Nova n.18, pri-
meiro andar, continua-se a tirar retratos pelos
syslemas mais modernos, garanlindo-se a sua
perfeita innalterabilidade. Os trabalhos sahidos
desse eslabelecimento sao bem conliecidos do
publico desla capital. Encontram-se nessa casa
e para os relralos, os mais bellos quadros e cai-
xinhas que exisle nesla cidade.
Precisase de uma ama para casa de um
rapaz solteiro : na rua do Livramcnlo n. 19, so- tes casas-
brado de um andar. Prir do Corpo Santo n. 2.
1 recisa-se de uma ama secca para Iratar de Rua da Cadeia do Recife n 4
um menino com um auno dc idade, preftre-se Dita da Madre de Dos n'7 '
escrava: na rua do Trapiche n. 7, hotel Fran- Dita do Crespo n 5
ClbC'\nS Hao 97 ia i u i Dita daPenha n,16.
:>os ias i c JO de marco se ha de arre-' Dita do Cabue n IB
malar o sobrado de dous andares c solao na rua Dit Nova n 20 '
,n,!\ ?tnR?,r U 40, aaiad Cm. 1:200J an" Dila d Imperador n. 20.
riv4Pnin s.,. UDIC,Pl.aa f Kunua es- ; Dila do Queimado n. 14.
cruao uaptisla : quem quizer hincar, pode ver o Dita nireiln n 7->
Do-se a content.
Vendem-se esles magnficos ferros as Seguin-
escriptona mao do porleiro do juizo, para as con-
diges.
O Sr. Julio Gomes Villar, dirja-
se a loja n. 16, esquina da rua do Ci\s-
po para o im que nao ignora.
Dila da Prais n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramento n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dita da Imperalriz n, 10, irmazem de fazendas
de Raymuudo Carlos Leile & Irmo.
<



(I
Attenco.
Vende-so una pequea mobilia de Jacaranda e
mais alguns trastos, ludo ero botn estado c por
preco commodo ; na ra do Aragao n. 16.
Vende-se urna por^o de sement de coen-
tro em garrafas i 2i0 rs.: na ra Imperial nu-
mero 35.
llua Nova n. 34L
Madama Rosa Hardy annuncia ao respeitavel
publico quo acaba de recebor de Paris um sorli-
menlo de rios vestidos para noiva do preQo^e
300 c 40.5 o corle, de 90 a UOjJ de 2 babados,
ricos corles de vestidos prclos bordados de vel-
ludo, um sortimento variarlo de grosdenaple pre-
toe decores, luvas de pellica, ricas capellas pa-
ra noiva, ricos manteletes prelos do preco de 25$
a 359 Q3^3 "tu, ricos chapeos de seda com veos
para senhora do preo de 20J e de 3o,?. chapeo-
zinhos de seda para haplisado de 7$ a 12}, vesti-
dinhoa de seda e rauilas oulras fazendas.
Aitenco para a pechin-
cha.
Na ra Direila. sobrado de um andar n. 33-
defronte da padaria do Jos Luiz, vendera-se do'
ees seceos _e de calda, caj, mangaba, limo, pi-
tanga, sidro, jalea, e oulras qualidades, por pre-
cos comino los; lambem se fazem bandejas de
bolinhos de lindos modellos, que serviram no
baile de Suas Magestades Imperiaes ; tambera se
fazem doces d'ovos, pudins, po-de-ls com cn-
feiles do alQnins, pastis de nala c de carne, ar-
roz de leile, jaleas de substancia : quem preci-
sar mandar fazer o arranjo de comidas para ca-
sas particulares, na mesma se. faz.
Vende-se sebo em pao o em velas, viudo
de Porto : no arraazem confronte porta da al-
fandega n. 7 A.
Vendem-se saceos com milho muilo novo a
4? : no armazn) do Sr. Aunes defronte da alfa ti -
dega.
DIARIO DE PERSAMBUCO. SEGUS DA FEIRA 19 DE MARCO DE 1860.
Reoslos patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas.
Riscoulos.
1'ni casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
| &C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogiosdealgi-

Grande sortimento.
4=>-~Rua Direila*4
Osesti\igadores de calcado encontra-
iai neste estabeleciment, obra supe-
rior pelos procos abaixo :
Homem.
Borzegins, aristocrticos. .
".) i )s (lustre e bezerro).. .
arranca tocos. .
(?eKEMP^wework)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MEI.HOR REMEDIO CONIIECIDO
Contra constipacoes, ictericia, a([ec;6es do figado,
febres biliosas, clicas, indigestoes, enxaquecas.
Hemon hoidas, diarrhea.doenras da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANCl E.
75,000 caixas deste remedio cousommem-se an
nualmenle I I
Remedio da natureza.
i w Approvado pela faculdade de medicina, e re-
Ueira nOriSOlllaeS, patentes, coromendado como o mais valioso catrtico ve-
ChrOllOmelrOS, meOS chOllO- J getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
mi'trnq rip nurn npfttfl lnnpi-pu"araente vesetaes nao contera ellas nenhum
metros, aeouro, prata ooura- venenonimura nem algum oulro mineral.
da, e IOleadoS a OUrO ; SendO lestao bem acondicionadas cracaixas de folhapa-
~ p. raresguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e cfficaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
I rzeguins
O.sOOO
S000
8|000
Ditos econmicos....... G,<000
Sapatues de bater (lustre). 5;;000
Senhora.
/.eguins primeiraclasse (sal-
to ile quebrar) ......
Ditos todos de merino contra
calos
tor
5900
4300
4,>000
(salto dengoso). .
R >rzguins pata meninas
tissitnos).......
E um pe feito sortimento de todo cal-
) e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marro uins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
r:

?* t*.
M IJ
-.....-
AS HELH0KESIIAUIWS DE COSER
DOS
afamados autores de New York
i. M SINCER & C.
E
WHEELER A WLSOtf.
No novoeslabelecimento vr-ndom-se as machi-
Das destes dous autores moslram-sc a qual-
i do da ou da noite e responsibilisamo-
>r siin boa qualidade e seguranza :oo arma-
de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
', na da Imperalriz n. 10, anliganicte
al rro da Boa-Vista.
.......... ,.". ....:,.......... a
AGENCIA
DA
FUNDIDO LOWMOW,
Roa da Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para eu2enho, machinas de vapor e taixus
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, peras de cambraia li-
sa com 10 jardas a 400 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias-muilo fi-
nas e de linios padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a a^SOO a duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos a 43500, e bordados a 63, paletoUde
Ipaca prela e do cores a 5$, ccroulas do linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60j>a duzia, organdys de lindos desenhos a
ljlOO a vara, corles de cassa chila a 33, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covaJo, peras
dejnadapolao com 30 varas a 4!S00, 5jt, 53500,
6,7 c 83, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, cortes de
calca debrim do linho a 2#, ditas de meia case-
mira a 2240, vestuirios bordados para meni-
nos, t oulras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha 40 Ba do Queimado. 40
Na loja do Preguica na rua do Grande sortimento defazen-
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes d Suissa, que se
vende rao por precos razoa-iuvcntude> Puberdade c veiiuce.
.-o:0 Lea-se o folhetoque acompanhac
veis.
PotassadaRssia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo cor .precos muito
razoaveis
Ra do Queimado!*
loja de A portas n. 10. TOIMaIE
Ainda renam algumas fezendas para conclu- vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
ir a liauidarao da firma de Leite & Correia, as! dito champagne, idem, dilo muscalcl, idem : no
... armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
quaesso vender por deminuto preqo, sendo en- do Recife n. 4.
tre nutras as seguintes : | PeilIaS de aCO ll^l^ZaS.
Macos de meias cruas para homem a 1600|_ vendom-se na ra da Cadeia do &c. loja n.
Ditos de ditas de cores 2J000 ". de Guedes & Goneahes, as verdadeiras pennas
Ditos de ditas cruas muito superiores 4000 t,!ff J5S2^?5SfffJ^SSL Rf?. L'rof1"-
que acompanha cada caixa,pelo
qual se fiear conhecendo as multas curas milagro-
sas quetem efTectuado. D. T. Lanman 4 Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas das prin-
cipies cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfatidega n. 89.
Baha, Germano & C, ruaJuliaon 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Soum
C, ra da Cruz n. 22.
l0OO
25000
4000
l??00O
n

:
:
GRADEEVmm SORWHESTO
Ditos de ditas cruas muito superiores
Ditos de dilos para senhora
Diios de ditas muito 6nas
Corles de calc,a de meia casemira
Ditos de ditas de casemira de cores
Dilos de ditas de casemira preta a 5* e 69000
Brim transado branco do linho fino
vara
Cortes de coleta de gorgurao de seda
Pao preto fino, prova de limao 3> e
Gravatas de seda preta e decores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covaio 200
Cliilas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes o
superior qualade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 29000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4$000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda um Sf 000
Grodenaple preto, largo covado 1800 e 2*000 Rua (]a Cadeia do Recife Illl-
Sjda, e sarja Iavrada 19800 e 2000 nxn, ^ s^o ir i i i
mero 23, defronte do becco
A non UV0- "'"o 'e/as. mauuauas lauruar pelo proics-
** "sordccalygraphia Guilhermc Sculv, pelo mdico
3S000 proco de 2j> a caixa.
So Bezerro francez
grande e grosso :
Na rua Direita o. 45.
pechincha.
No armazem de tintas e vidros da rua Direita
39,- vende-se vidros de gomos de lodos os l-
mannos para caixilhos, cxcellcnte verniz copal
proprio para carros e obras de folha, a ljOUO rs.
a libra, agua-raz a 2000 o galao; assim como
tintas de ludas as qualidades, tanto para funilei-
ro como para pintor, e por preco commodo.
Tardo de Liski
por commodo prcro : na rua do Vigario n.
primeiro andar.
10,
para acabar.
Vestidos brancos bordados para bptisado 59000
Veos bordados para chapeo
Entre meios bordados
Athoalhado adamascado largo vara
Lencos de chila escuros um
Gangas de cores para palitos covado
29000
19600
1*280
100
200
DE
:' I
(ooasp iesias e
as.
a cavmazcm
DE
Milu)
Largo.
Os novos proprietarios deste eslabelecimento
desojando acabar cora o resto da^ fazendas que
ainda cxislem-na loja, resolveram-se a rende-las
por lodo o proco para acabar, afim de sorlirem,
como Umcionara.o mesino estabelecimenlo com
fazendas de goslo.
Vendem-se foges de ferro econmicos, de Canibrai^rgandys a 300 rs. o covado.
patente, para casas de familia, contendo 4 fuma- I c0^' raDCezaS de h"dos deseuhos a 2i0 a-
Ibas, e Torno para cozinha cora lcnha ou carvo, \ Manguitos bordados a 3j500.
ptima invencao pela economa de gastar um
\ Na rua do Queima-
. do n. 46.
; Ricas sobrecasacas de p^nrio fino prelos ''
, e Je cores a 2>3, 3i)Je 35>, lambem lomos -
elots dos mesmos pannos a 22$ e 24# ,
; palc'.otsde casemira de cores de amito :
O goslo e finos a 12, 1. 10e 18, di- '
:dfl panno prelo para menino a 18$ e 3
los de casemira de cores a 8J e lOJ, :'
.as de casemira de cores e prelos ojiin- ;'
ente pan meninos a 7*. 8o, 'Jj, 10s e S
; l>, colletes de gorgurao da seda e case- :-!
1 v, 6S e 7j. paletolsde alpaca pre-
t Sde cores sacc.is a 4-5, ditos subrecasacos 3
.; a ij e 8|, ditos de brim, de esguiao o de 3
.- tustao lano brancos como decores i 49 :,
I 1 K), 08 e C, calcas de bros brancosmui- :'
I 10 linos a 5j 63 c75. colletes brancos e de
' >;> e dsaUO, camisas para meninos 3
fj de diversas qualidades, calcas do brins de S
; cores linas a 3;-D00, 4j e 5, uaj rico sorli- :
! mente de vestidos de cambraia brancos!!
: bordados do melhor guslo que lera appi- :
j rccid.j a 233, manteletes de tilo preto e de :
muite superior goslo e muito moderno S
,. a i0 rada ume 23, ricos casaveques de 9
- cambraia bordados para menino a O di- I
K los para senhora a 153, ricos enfeites de 2
: rroco de velludo gosto melhor que teman- :,
(; parecido a 10 e 125, e oulras muitas fa-
: sendas a roupas feilas que com a prese;. 1
j do freguez se far patente. ::
;;C!sacasparaaquarcsffla
Neste mesmo eslabelecimente ha um %
': grand-sorlimonto de casaras protas, as- 9
t simeomo manda-so. fazer por medida a' von- 3
: tade do fregus, oscollmndo os mesmos os M
: pumos a seu goslo sendo os precos a 35 !j
: 50.
Camisas inglezas
Temos novamenlc chegaos: ricos vest- '
is prrtos bordados a velludo a90, dilos 2
I bordados a seda a 75 e 60. assim como 3
I ffmfSS*prelos da allima "Jfl a 3
leo de lenba ou carvao dos antigos, e de cozi-
nliar com mais presteza, tem a diflerenga de se-
rem amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e do fcil conduccao : vendem-se por pre-
cos muito mdicos, na fundico de Francisco A.
Cardoso (Mosquita) rua do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Hccife, e rua do Queimado n. 30.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
ihores ci.apes de castor.
I A pechincha
est se acabando.
Ricos corles de soda prelos bordados a 75g e a
(SOS. grosdenaple prelo de todas as qualidades o
m'Mhorque ha no morcado a 18, e a 2J, 2!rH)
e 39 o covado, ricos enTeites de vidrilhos prelos
e do corc-s a 3 o 5 cada um, ricas sedas pretas
lavralas a 1>500 o covado, pannos finos, prca
de limao, de superior qunliJadc e diflerenlcs
precos, casemira rela de todas as qualidades, e
o mais barato pssivel. e um completo sortimen-
to de fazendas de todas as qualidades, que tudo
se vende barato por ser loja retirada, e os donos
quercm-na acreditar: na rua Direita n. 104
chegando a igreja do Terco.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. b6, vende os seguinles medica-
mentos :
Rob L'AfTecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegelaes.
Salsapnrrilha Crislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Alpaca prela fina 500 rs. o covado.
Brinzinho de linho a 400 rs. o covado.
Ganga de cor a 500 rs. o covado.
Baroge de seda a 640 o covado.
Chales de laa a 2;500.
Dilos de algodao a 1*
Vestuarios para crianza a 3.
Cortos de vestido de seda a 16.
Dilos de dilo de fil a lg.
Vesitas de merm a 8.
Palelots de brim de cores a 3.
Calcas de brim de seda a 3.
Enfeiles de flores a lj.
Cassas de coros a 200 rs. o covado.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
o tambem trancollins e cadeias para os mesmos,
deexcellente sosto.
tafMID
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa do
Southall Mellors & C.
' ros para vi-
draca.
a caixa: na rua larga
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestiJos de monlariade Sra. como para '
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo Cortes de vestido de seda
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas babados
modernas, bstanle largas, de variados padroes Dilos de dita preta com babados
a 260 e 280 ris o covaJo gravatas a fantazia.o Dilos de dita gaze phantazia
mais moderno pssivel a 19 e 1200 cada urna, e Romeiras de fil de seda preta bordadas
outras muitas fazendas, cujos presos extraor- Taimas de grosdenaple prelo bordadas
Jlfinriimiinti hmnlfMi r." i! f. ...a.bS. i 1..._!.^..J_______ _.__
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com penher.
de cotes com
dinariaiuente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceirat e leques :
vendem-se na rua da Emperatriz n. 7,
loja do Lecomie.
Loja da boneca rua da Impe-
ralriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para un-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem se na mesma casa a
qualcjuer bora.
GRAXDE AMIAZEM
DE
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na rua da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acci-
tacao que gcralmenle tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimonto do publico declara-
se que o verdadeiro con'.cm no envoltorio a pro-
pria assignalura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
urna nova casa de pasto na rua do Imperador
defronte do armazem de gaz, onde encontrarao
sempre excellentes peliscos com o maior aceio
pssivel: na mesma casa fornece-se comida para
a por assignalura, por prc-o razoavel.
Rua Nova n. 49, junto
8 o, igreja da Conceicao dos
Militares.
fNesle armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou-
j$= pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
> sacas, gndolas, fraques, e palelots de
35 panno fino preto e de cores, palelots e
<** sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
tj| lina prelos e de cores, palelots e sobre-
a? casacos de seda e casemira de cores, cal-
'M casde casemira prela e de cores, ditas de
& merino, de princeza, de brim de linho
M branco e de cores, de fuslao e riscados, ^5.
'& calcas de algodao, colletes de velludo M
M preto e de cores, ditos de setim preto e S|
** tos de fustes e brins, fardamentos para
* a guarda nacional, libres para criados,
|3| ceroulas e camisas francezas, chapeos e
Vj) gravatas, grande sortimento de roupas
5^5 para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptarao oulras a goslo do
comprador daudo-se no da convencio-
/S) nado.
:
:
:
- Aendoin-sp na taberna de Gurin do cima
4 quartos gordos e sem achaques, de 8 annos
pouco mal ou menos, 3-vaccas paridoiras, en-
trando nosla conla 1 novilha da primeira barri-
ga, panda ha 10 dias, esto gordas.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemrrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na culis.
Obstrucciio devontre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
tetencao deourina.
Itheumalismo.
Symptomas secunda-
nos
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras,
Venereo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 224, eStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
Relogios de ouro e preta, cobertos e descober- dellas, contera urna instrueco em portueuez na-
precos razoaveis: no escriptorio do agente Oli- a,Poslto 8eral 6 em casa do Sr. Soum
veira, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22, em Per-
m nambuco,
A.
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar v-
t Vidros de'bolaTa'^om rolhas.de 2 encasa .dr? em CaSaf Part.ic'ares por preco
121ibrGs as, uezoncasa muito commodo, assim como vendem- .
se vidros a retatho do tsmanho mais pe- F-'brcto intermtenta.
queno at mais de 6 palmos.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem* de Luiz Annes deronte da
porta da alfandega.
Vendas.
Superiores charutos Traviata, era caixinhas de
100, que as oulras parles se vendem a 4J00O rs.
Aliriios e ameivas
a 2;000 a caixinha de 3 libras : no bazar da rua
do Imperador n. 6.
Verdadeires luvas de louvin de
todas as cores: vendem-se na rua da Em-
peratriz n 7, loja do Lecomte.
Vendem-se dous mulatinhos com
a dade de 7 e 11 annos : na rua do
Crespo n. 23.
Vendem-se 90 apolices da com-
panhia do Beberike : a tratar com Mar.
colino Jos Pupe, no eteriptorio da
mesma compunhia.
Arados americanos e machinas
para lavarroupa : em casa de S. P J0-
hnston & C. rua da Senzala n. 42.
Taclias para engenho
Fundico de ferro e brouze
em
11,
Saunders Brothers & C. tem para vender
seu armazem, na praca do Corpo Santo n.
alguns pianos do ultimo goslo, recentimenl
Chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons
muito proprios para este clima.
em
*rande sorlimenlo para
lio me ns, senhoras e
m cuinos
Grosdenaples de coros com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda Iavrada prela e branca, covado 1? e
Dita lisa prela o do cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes "
Dilos de cambraia e seda, barra ao lado
Oilaudys de cores, lindos padides, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Manas de Monde brancas e pretas
Dilas de fil de linho prelas
j Chales do seda de todas as coros
a;a X$es.?2A*e I Le,".os e cambraia de linho bordados
I! Ditos de dita de algodao bordados
Panno prelo e do cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
trjS D'los de merino bordados, lisos e es-
!? lampados de todas as qualidades
H j Enfeites de vidrilho francezes pretos e
fgj: de coros
S|IAbcrluras para camisa de linho e algo-
55 i dao, brancas c de cores
jrf Saias baldo de varias qualidades
II Chapeos fraccezes finos, forma moderna
Um sorlimenlo completo de grvalas de
M | seda de todas as qualidades
jfe i algodao brancas e de cores
f Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
?' Capellas brancas para noivas muilo finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores par3
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulsciras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de u^as de
soda bordadas, lisss, para s.'jhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
: Corles de col'ele de gorgurao de soda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rdxas para senhora
! Harqezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinelas de coros de duas largurasjnui-
lo superiores, covado
9
I
9
I
1*200
s
3000
19500
i0j>oco
16000
ai'oo
l
9
9

5
g'joo
9
t
5?000
$
&
39500
3
63OOO
8900
s
9
8
9

I96OO
3320
asoo
9700
SgOOO
I9OOO
DE
Vendem-se chapos francezes de superior qua-1 I*ffl r6x0' covado
lidade a G00, 7 e 8, dilos de velludo, copa al- Selm Proto- encarnado e azul, proprio
la o baila a 7g, 'Jo 10,?. ditos de lontra prelos e Para forros, com 4 palmos de larzura
de cores, muito finos a C8 o 7, dilos do chile a covado '
dj>5eo, 5, 6, 8, 10 o 12-3, dilos de fellro em gran- Selim liso H i-wf.c
de sortimento, tanto ern cores como em qualida- pfl! e todas cores, covado
dos, para homens o meninos, de 2*500 a 7g, di- Cm,as francezas claras
tos do gorgurao com aba de couro de lustre' di- i vado a 260 e
los de casemira cora aba forrada de palha, ou Cassas francezas de coros vara a inn
pal"1 rfaas I Y:r ? ^ ^^
CoIIannhos de esguio do linho mo-
e escurft, co-
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWAY.
HLULAS HOLLWOTA.
Este inestimavcl especifico, comporto Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c scgiio para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteirameute innocente em suas operares e ef-
feitos; pois busca e romo ve as doencaa 'de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
quesejam.
Eulre milhares de possoa3 curadas com este
remedio, muitas que j eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn!
recobrar a saude e tercas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoulres remedios.
As mis aflictas nao devem entregarle ade-
sesperacao ; facara um competente ensaio dos
efficazes cfreitos desta assombrosa medicina, e
prestos recupcraro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo era tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
o baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes c da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- I demos
ninas de escola, chapelinas cura veo para senlm- rjm comnlelo riim.ni, a,
ra, muilo em conla e do melhor goslo pssivel cn'Pul so-tmente de ruupa fela
chapeos do seda, ditos de palha amazonas enci- Sen casacas, sobrecasacas, paletots,
l(i_- r\it>i h^I.m," 1.>> ^1...^-- j.
I
8^000
29500
2$<100
IjOOO
$500
I-'
5
9325
96 O
I
isooo
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
nimios objeclosque os senhoros freguezes, vis-
la do proco e da qualidade da fazonda, nao dei-
xarao de comprar; na bem conhocida loja de
; chapeos da rua Direila n. 61, de B. de B. Feii.
Vcndcm-sc fazondas por" barato
proco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a rea-
lho : na ruado Queimado" loja de 4
portas n. 10.
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
9'
0
129000
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areius(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysintena.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Ecbre biliosas
Algodao monslro.
A 600 rs. avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19, ven-
do-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; esle algodao serve
P-ira toalliasde mesa por ser de superior quali-
dede.
4000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmaos.
Nova iiiveB?o aperei-
CoaiJa,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite i Irmao.
Rua do Queimado n. 37.
A 30J cortes de vestidos de seda quecustaram
60; a 169 cortes de vestidos de phautasia que
custaram30; a 8g chapelinhas para senhora-
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeii do Recife n 48 lo-
ja de Leile & Irmo. '
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37. loja de 4 porta?.
Em casa de Rahe Schmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendm-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
a tratar
1S60O
do deposito geral do Rio de Janeiro :
com Tasso & Irmaos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasao Si Irmaos.
JKilbo
r
nos armazens de Taiao & Irmiioa.
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores do 5J a
Cocos italianos
de follia de ljndies, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urca duzia : na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Mello Mora es : vende-se a
4 o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Para a quaresma.
Sodas pretas larradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 2*000
Orosden.-.ple preto, covado l|S00
Dito largo e muilo superior a 29 e 2>50C
Sarja preta larga, covado 2l)0C
narua do Queimado, loja de 4 portes n. 10.
gsBB& :-. ;':-; r .y.\.\--:- ;--^:- -- -:-~r*-*
Conlinua-sc a vender lazn'da.s por' batxo '
g preco at mesmo por menos do seu valor 5
aura de liquidar cuntas : na loja de 4 portas S
Partado Queimado n. 10. S
Rua da Senzala JNova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeciros e casticaes bronzeados lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carro's, e
montana, arreos para carro de um e dous val-
os, e relogios d'ouro patente inslezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretae, e para meninas,
raneas e nscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na rua da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho Aremun sito na frrguezia da Esta-
da, no limite oo Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes mallas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro do 4 rodas, bem cons-
truido e furto, com assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno Cno. e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr James Crabtrce & C? n.
2, rua da Crui.
Vendera-se 90 apolices la Compa-
nbia de Biberibe: na rua Nova n. 14,
primeiro andar, das 6 as 9 horas da
manbaa.
Btala muito nova.
Vende-se balates a 8C0 rs. a arroba e em libra
40 ris: no pateo do Paraii casa wm oitio
para a rua da Florentina.

-


DIAftIO DE PERNAMBUCO. 9EG5DA FEIRA 19 DE MARCO DE 1860.
DEf OSSTO DE PIANOS FORTES
CO
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIHESTO DE
Atlenco.
Na na Nova n. 71,vendem-se carrinhosdc rr.o
a 15}, feijao amarello muito novo a 560 rs. a cuia
o cm saceos por preco rom modo, fardo a 6$, mi-
lito a 45500, o outros gneros por commodo preco.
Aloicida i Burgos,

Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabelecimento acha-sc um completo e vanado sortimenlo dos melhores, mais
elegantes e niaisbcm construidos pianos de que lia noticia. Nao s se encontrara bellos e m af-
raleos pianos allcmes, entre ellos os do CANCOS SCHEELo melhore mais insigne fabricante al
boje conhecido como tambera ptimos pianos francezes de Erard. A conslrucoao de lodos elles o
mus seguro, o mais lindo e iiileiraraenle apropriada ao clima dosle paiz, e as vozes de lodos elles
sao excellenles e mui harmoniosos. Esle eslabelecimcnlo Offerece as maiores garanlias aos fre-
guezes caos compradores emgeral, porque alm do seren mui razoaveis os precos desles instru-
mentos, ha toda a promptidao e lidclidade as compras ; sendo abi rcsponsavel" por qualquer de-
tono que possa existir e que se deva reparar.
Na mesma casa aflna-se e concerta-se pianos cora a maior perfeii.ao possivel.

i
DE
UQtUMi I msiu e Ig?m*
Sita na ra Imperial n. 118 e 120 junto a fabrica de sabao.
Cem leja de fazendas na ra do Cabug
n. 8, fazem scicnle ao respeitavel publio,
aos seus amigos e freguezes, que se acham
prvidos do atis completo sortimenlo de
fazendas unas e grossas, como lambem de
roupas eitas francezas o perfumaras.
Tcm ludo quanto preciso para apromp-
lar-se para a quaresma. e estao resolvidos
. a vendereni demasiadamente baratas, o
muilas fazendas por menos de seu valor
i para fecharem conlas. Do-se amostras.
\ende-se um excellente boi muito manso
para carioca, por barato prego : quera p reten-
der, diiija-se a ra da Conceicao da Boa-Vista
numero G. fct&i
I Vestidos pretos!
de grosdenaplcs.
E Vendc-sc na ra do Cabugi n. 8, cor-
j| tes de vestidos para senhara, do grosilc- ?fl|
naples pjelo cora saias ricamente borda-
j das, em seus grandes carios, cora o aba- $
le do 30 por cenlo do preco que nao lia jg
muito se venda, d-se a 70$. |fc
Gom (oque de avaria
1:800
Corles de vestido de chila rocba fina a 1:800
longos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35:
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leile &
Irmos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Cliegou a este eslabolecimento um completo
sortimenlo de obras feitas, como sejara : pale-
lols de panno fino de 163 at 28g, sobrecasacas
de panno fino prcto e de cores muito superiores
a 35tf, um
riscadinho de
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linbo de diversos taannos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g at 5$
cada urna, chapeos frantezes para bomem a 8,
ditos muito superiores a lfjij, ditos avelludados.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de relogios
de ouro, patente ingles, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
variedade de bonitos tranceln* para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naror-s po-
dem lestcmuuhar as vii ludes desle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle Bzeram tora seu eorpo e mera-
bros inteiranienle saos depois de haver crapn ga-
do intilmente outros tralamcutos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravillosas
pela lcilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias lia mui toa annos ; e a maior parte
aellas sao tao sor prndenles- que admiras so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
completo sorlimento de palelots de 1 v'raTam cora es,e soberano remedio o uso de seus
t u >. bracos e pernas, depois de ter permanecido Iim-
le brira pardo e brancos. de braman- i g0 fempo nos hospitaes, onde ^eiam soVer ,
ampulacao! Pellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
suhmeltrrcm essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
pnrinsoremedio. Algunias das, taes pessoas na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
copa alta a 13J>, ditos copa baixa a lOg, cha- .,cs resultados benficos diante do lord correge-
peos de feltro para bomem de 4. 53 eat 7#|dor e outro.? magistrados, alim de mais autenti-
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa- |
ra meninas a 10, ditos de palha para scnbora a '
carera sua firmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo do saude so
livesse bastante confianza para ensaiar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratalo que necessitasse a natureza do nial,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente !
(Jue tudo cura.
DE
nos a \
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti- '
ment de ricos e excellentcs pianos de lodos os !
j precos e qualidades, os quacs sao de muila du- I
nHS,lu^!ar,c,Pcim,Cn, l,a,SP,pre Promp!?,8 n,i,ml,i?H0,s dc co,,fp de ifferentes diawnclies qte orm* premidwcJmKa'lh
ra classe na eiposicao universal dc 1655, alem
12J, chapelinlias de velludo ricamenle enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25#, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
al 150$, ditos de phantasia de 163 at 35S000, un&Vueto he til, mais partieu-
gollmhas de cambraia de 1JJ at 5}J, manguitos larmente nos sc^uintes casos.
de Ig500at5$, organdys escuras e claras a Alporcas.
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores c,aj"li"as.
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor- j Canceres.
tes para collelcs, palelolse calcas de 3*500 at Cortaduras.
4g ocovado, panno fino prelo e de cores de 2j500 Ures de cabeca.
al IOS o covado, corles de colletede velludo
Scliastiao J. da Silva dirigida por Francisco Celmiro da Costa.
le 3003 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilalorios contos
a restilar e destilar espiritos com graduagao al 40 graos (pela graduacio de Sellon Cartier] dos
para resinar e destilar esi
melheres systemas boje approvados c conhecidos nesta" e o'lras provincias do imporio, bombas
ce todas as dimenroes, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze c ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalbas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas dc ferro cora armacio e sem ella, fugos de ferro potaveis e
conomicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandrcs, chumbo cm lencole barra, zinco em leneol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, toncos dc ferro a lalao,Ierro suecia inglez de lodas as dimnses, safras, lomos
e folies para forreiros ele., e outros muilosartigo.s por menos preco do que em oulra qualquer
, arle, desenipenhando-se loda e qualquer cucommenda cora presteza e perfeico ja conhecida
para commodidado dos freguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua confianca, acha-
ro na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encommendas.
de serem dc 7 oilav'as e 3 cordas.sao de Jacaran-
da e chapeados dc metal. As pessoas que preci-
sarem podera compra-Ios com 20 011 30 UpO de
menos que em outra qualquer parte.
Carne de vacca salgada, cm barrs de 200
libras : em casa dc Tasso Irmaos.
Vende-sc superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Uellor & C. ra do Torres
u. 38.
Em casa de lien ry Forster & C, ruado
Trapichen. 8, vende-se :
Arreios americauos.
rionibas idem.
I'oges idem.
Arados idem a 30000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farnha de Higo de lodas as marcas.
Lampees de oalente com azeite proprio.
' '' 1r> '-.- !:^ '-i

p
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SRS.
. Anlcnio da Costa -A. F. de Castilho-A. GilAlexandre Ilerculano-A. G. Ramos-A. Guima-
raef-A- ^ LimaA. de Oliveira Marreca-Alves Itranco-A. P. Lopes de Mendonra-A. Xavier
llodngucs CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva'c CimbaF
(.ornes de Amonm-F. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A Maa-J. A. MarquesJ de
AndradeCorvo-J. da Costa Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhes Coutinho-J. G. Lobato
Iires-J. II. daCunhaRivara-J. J. da Caca Jumor-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Mara
Latino CoelboJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ S da Silva Ferraz
Jos de TorresJ.X. S. da MollaLeandro Jos da Cosla-Luiz Filippe LeileLuiz Jos da
i.unhaL. A. Bebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio Ferraz Vulcntim Jos da Silveira
LopesAislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. dc CarvallioI. F. Silveira da .lottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
f lulamente cora a revista do que mais notavel houver occorrido na polilica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer desles assumptos, o aiiciiivo universal, '
tsde Janeiro de 1859, em que comecou a publicarse, lera salisfeito aos seus Qns, com a maior
xacliuo e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras era folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres '
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigua-se no esciiplorio desle Diario, ra dasCruzcs, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura: pelos paquetes vapor 10g200 por anuo ; por navio de vela 88 [moeda
l.asileira).
Ha algumas collecces desde o comeco da publicacao do jornal.
** KOVO ABH.ZE1
DE
Fazendas c modas
i
i
DE
C
1 im& c. w
145 RUANQUA451
g Os proprielarios desle novo cstabeleci- @ :
./ ment que desde boje so acha aborto a m\
@ concurrencia publica, recebendo directa- S \
@ mente dc Paris o Londres por lodos os a
@ paquetes arligosde modas que conslilue o @
ij mais bello sorlimento de fazendas cm apu- @
v; rado goslo, tem resolvido para mente- **
A^-rem a atlenco do respeitavel publico, *
^ vendereni as suas fazendas cora rauita rao- &
;:. dicidade de preco.
Violto dc Bordeaux.
Em'casa dc Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
ndecidas marcas dos Srs. Brandeuburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Hareilbac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Braudeiiburg frres.
St. Estph.
Si. Julicn.
Margaux.
La rose.
Cbleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
muito superiores a 9 e 12g, ditos de go:gurao
e de fustao brancos de cores, tudo por pre^o
barato, atoalhado de algodao a 1$280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 al 9#, gresde-
nnples de cores e pretos de 4600 at 3*200 o
covado, esparlilhospara senhoraa 6g, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12J cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
rnero, fazenda muito superior, de 12 at 20$ a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2g00, barege de seda para vestidos, covado a
1$400, um completo sorlimento de collelcs de
gorguro, casemira prcla lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7# o covado, pannos
para cima de mesa a 10* cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 29300
o covado. bandos para 'armacao de cabello a
lff500, saceos dc tpele e de marroquim para via-
gera, e um grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, c outras rauitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
:&@33 @^@ @g-@@@
1
i
i
i

das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Krupcoes e escorbuti-
cas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Geng,vasescai,jajas-
Inchacoes
Ifflammaco doflgado
Inflammacao da beziga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de oihos.
Mordeduras de repts.
'(Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Qucimadelas.
Sama
SupuracScs ptridas.
Tinlia, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das artieulaedes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vndese
DO
IUDIE IPMlTim II flili.
S RA DAGLORI^GilLSAfi^OfflJIlDJIO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os dias pela manhaa ede tarde depois de 4 horas.'
Contrata partidos para curar aunualmeule nao sopara a cidade como para osengenhos ou outras
propiicdadcs ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manhaa e era caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o uome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Ttocife poderao re-
mt Iter seusbilhetes a botica do Sr. Joao Sounni C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte reina.
Nessa loja e na casa do annnncianie achar-sc-ha conslantement e os melhores medica-
ff.tLtoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......lOgOOO
Ditos de 24 ditos.............. 15800O
Dilos de 36 ditos...........'. '. 20j()90
Dito de 48 ditos.............\ 25g000
Ditos de 60 ditos...............0^000
Tubos avulsos cada um.............IgOOO
Frascos de linduras........,.....2$000
Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr traducido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............ 20*000
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. lOgO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6J00
casa ha para
St. Julien Mcdoc.
Chateau Loville.
Na mesma
vender:
Sherry em barris.
Madeira cm barris.
Cognac era barris. qualidade fina
Cognac em caxas qualidade inferior.
Cerveia branca.
A S60 rs.
Lias para vestidos e roupas decriancas, fazen-
das de padroes modernos : na ra doQueimado
n. 17, a prinieira leja [lassando a botica.
m
i
i
i
S Estopa.
g$ Camisas inglezas.
$} Riscoulos cm latas. t-'
@ Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu-
JJ$ mero 61. &t
Pechiiicha.
Com pe([iieno loque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
veuJcmyse peras de algodao encorpado, largo,
cora peo/ueno loque de avaria a 2g5'JO cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baratissirao preco de 6g a peca, e 160
rs. o covado.
Algodo azul americano
proprio pararoupa de es-
cravos,
por ser muito encorpado, a 320 rs. a jarda, di-
nheiro vista: no arraazem da ra do Quei-
mado n. 19.
VenJe-se uma 1-jja de miudezas na
ra Direita, a qual tein poucos fundos,
e por uso pi-opria para quena quizer
principiar neste negocio : (juena pre-
tender dirija-ce a mesuu.. ra 4re ta lo-
ja de calcado n. 7.
Vende-se por muilo commodo proco, a di-
nheiro ou a prazo, um engenho d'aga. bom
moedor, com boas ierras, situado enlre a villa do
Bonito o a Kscada, distante daquella villa tres le-
goas : quera o pretender, dirjase a ra Bella n.
'14, que ah achara cora quem Iralar, das 11 ho-
ras do dia s 2 da larde..
Vende-se esle ungento nd* estabecimento
gcral de Londres n. 224, Strand. e na luja de ;
iodos os boticarias droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda era toda a America
00 snl. Havana c Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instrueco cm prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito gerat em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, era Per-
nambuco.
Miilio a 5S00O a sacca.
\cnde-se railho americano novo a og a sacca
grande : no arraazem de Travassos Jnior J C,
ra do Amorim u. i:3.
Fil de cores.
Almeida & Burgos, emsua loja de fazendas na
ruado Cabug 11. 8, leem para vender fil de li-
nbo branco, cr de rosa, amarello, prcto e azul
claro, que serve para corliuados, e cobrir-se ob-
jectos que quer-se evitar os estragos das moscas,
a 640 a vara.
Attencao.
Vendem-se paletols de alpaca pretos a 2jf500,
3 c (3 : no Passeio Tublico, loja de uma 1 1 -
la s.
ARMAfAO
Vende-se a da rasa da ra de Borlas n 29,
sem gneros: trala-se na mesma n. 31.
Economa para os estudantes.
Ilquissimo sorlimento do candeiros econ-
micos para csludanles e para qualquer pess ia
que precise ter urna luz acesa toda a noile ; 03
Uilos candeiros conten em si urna ccon
certa, pois o proprio comprador assim pi lera
verificar cora a sua presenca ; os mesmos can-
deiros contera logo o competente liqufd
lera de gastar durante uma semana, e depois quo
se acabe tica sempre o deposito para eslar ven-
da o dilo liquido no inesrao eslabeleciraento em
queso vendem os dilos candeiros ; garanle-se o
mesrao candieiro com a condicio dc turnar a
vollar, no caso de nao satisfazer ao mesrao com-
prador : na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Bombas dejapi.
Ciando sortimenlo dc bombas de jap de todos
os nmeros, e tambera canos de' chumbo para 1;
mesmas, ludo por proco muito commodo : na
ra Nova 11. 20, loja do Vianna.
Cadeiras de rame.
Grande sorlimento dc cadeiras de ferro
assento de rame, por baralissimos procos : 1a
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
EscraYOs fgido;;.
No dia 6 do correnle fugiram do cnu- >
L'choa o escravo Filippe, cabra, estatura 1
lar, pouca barba, cora signaos do bexiga 1
to, reprsenla ler 32 anuos Je dado, f c no dia 8 o escravo Marcoiino, llenaran An-
gola, cor fula, alo e seeco, sem barba, tem nos
bracos signaos de vaccina, na testa uma ricalriz
era forma de raeia la, eem cima de um dos ; (a
urna sicalrizque repuchou alguma rousa o |
tem a falla descansada, bem feito dc roslo e re-
prsenla ter 28 annos dc idade ambos osles rs-
cravos levaram calen de algodao azul tranca lo o
camisa de algodao de lstra, alera de mais roup
que possuiam, c suppe-scque reunirara-s -
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral do
onde o prmeiro natural : a quem os ippn
der junios, 011 a cada um dc per si, ou delli -
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido e;geni[o UchOa.
I'ugo r.o dia C dc feverciro prximo pas
alta, rna-
frente po-
11. ii, iipumeira mja passauo a uoiica.
Por metade de seu valor. AOS amaOlCS O ralo.
Sedas pretas tarradas em cortes, pelo diminu-
to preco de 20> o corte : na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
*mi
eBCSiCwi
Vendem-se velas dc coraposicao de muito boa
qualidade, em arrobas, por preco muito com-
2doj_na tabrica do largo do Terco 11. 29.
1^
CASA
Neste proveiloso estabelecimento, que pelos no vos melboraraentos fcitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do 1o de novembro em vante, contratos mensaes para
maiet commodidadee economa do publico de quem os proprielarios esperam a remuneracao de
tallos sacrificios.
Assignatura de banhos fros para uma pessoa por mez.....lOgOOO
momos, de choque ou chuviscos por mez 15$00O
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos aununciados.
Liquidaco a
i dinheiro. |
Vestidos de barege e de gaze de seda Jp
de duas saias e Ires Jabados a 20J>; na 3K
n loja amarella da ra do Crespo n. 4 de 9
J Antonio Francisco Pereira:
mm$gm sm&R&Bm mmsrn*
Peehineha.
Vendam-sc queijos muilo frescos a I58OO, ar-
roz ala, e 80 rs a libra, latas dc ervilhas a
o0P.r.s-- manteiga ingleza a 70) rs dita franceza
a 600 rs., bolacbinhas finas a 320 a libra, c ou-
tras muitas cousas, ludo por barato preco, que
s a vista faz : no deposito do largo da* ribeira
de S. Jos n. 15.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorlimento
de tachase moendas para engenho, do muilo
acreditado fabricante Ldwn Haw : a tratar no
mesino deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Espirito de viulio cora 44
Confronte a travessa de
S. Pedro.
7Ra Direita7
O proprietario deslo estabelecimento, queren-
do acabar cora uma factura decalcados france-
zes, expz ao publico, pelo prego abaixo ;
Burzeguins inglezes 1OS000.
Ditos franeczes. lastro dc pbanlazia 09500.
Ditos dilos aristocrticos 9J.
Ditos ditos de pellica c lustre 8f.
Dilos e onomicos 6$.
Sapates francezes de lustre a phautazia Ga-
rlitos dilos democrticos 59600.
Ditos econmicos 350O e 4}500.
Sapatos de entrada baixa rom sallo 4$500.
Dilos de dita sera sallo 39500.
llorzcguins a pbanlazia para senhora 5?.
Dilos dc sores a 49SOO.
Ditos' democrticos para menino 4J.
Dilos dc cor 3g800.
Taraancos de marroquim para hornera esenho-
i ra a 510 rs,, e outros muitos calcados, cujos pro-
cos extraordinariamente baratos, salisfarao as
expectativas dos compradores.
PECHINCHA.
Ovas frescaes dc C-inoropim, vindas no palha-
bote Jorge, por atacado 2 caixcs, e a retallio :
. em casa de Joo Jos dc Gouveia, ra do Quei-
mado n. 27.
= Vende-se na ra Imperial n. 82, casa do
. Sr. padre Albino, uma negra moca, bonita figu-
ra, propria para engenho por ser do malo e acos-
1 turnada a esses somgos, 6 reforcada e nao tem
achaques.
de comprar?
No Bazar Pcrnambucano da ra do Imperador
vendem-se os seguintes gneros, pelos comrao-
dos precos abaixo declarados :
Batatas inglezas novas a 700 rs. a arroba.
Presuntos de fiambre a 4UJ rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 240a libra.
Caixinhas com cerca de 3 libras de amendoas
a 1JJ500.
Cerveja superior a duzia a 4)500.
Queijos Hamengos, cada um a l$C0O.
Charutos de diversas marcas e qualidades por
baratissimis precos para liquidar.
Bolinas para snhora, obra elegante, a 2^000
o par.
Em casa de Borott AC, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de. un modello inlciramcntc
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos dc Havana verdadeiros.
Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne dc vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como srjam :
o muito afamado licor intitulado Uorring Cali,
Sherry Cordial, Jlcni Julop, Bilters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Vende-se um sitio cora 1,200 palmos de
fundo e 460 de largo, lenas proprias, com boa
casa de mecida de pedia o cal, oites dobrados,
toda icrcada decalcada, com bastantes arvores
de fruclo, e com excellente agua de beber, na
estrada de Joao de Barros, defronlc do becco do
tspinheiro : a iralar na ra do Cabug n. 2 C.
Para apurar dinheiro.
Na grande fabrica de tamancos da ra Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16. ha ellec-
livamenlc um grande e rico sortimenlo de ta-
mancos de lodas as qualidades, que se vende
muilo era conla para apurar dinheiro; a aftacao
invernosa est na porta, porlanlo, os senhofes
corainercianles da praca e de radevem-se pre-
venir : vende-se a retalho, o em pequeas e
grandes porces.
a escrava I.canda, crioula, cr fula,
gra.bem fallante, com os denles da
dres e alguns quebrados, e cora alguns Cal
brsncos, levando loda a sna roupa. Esta es : -
va natural da cidade de Olinda, e ha |
dias foi pegada no bairro do Recife por um re-
to, o qual querendo leva-la para casa, fui o -
ella Iludido, c evadio-se na mesma occas ;
por issojulga-se que ella anda por les lug
cima mencionados : roga-se a qualqui r ; 1
que a pegar, que a leve ra dc Sania Bita, so-
brado n. 40, prmeiro andar, que ser grailficaia.
5_
50,000.
Luiz Caclano Borges, offerece 50$ c gral
cao a quem pegar e levar o seu escravo Anl
mulato aciooclado, cora idade de 22 annos, n
barba, estatura regular, leudo os bracos arquea-
dos e canoeiro, fugio no dia o do correnle I :. 1
encostado a canoa na ponic de Uchoa, U
em um sarco uma pouca de roupa e se in
por livre: quem o pegar pude lvalo a iu 1
Concordia n. 2.
Fogio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Fclippe.de nar 1 An-
gola, de idade 5 a 50 annos, com os" sij
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor
lesta carregada, olhos pequeos, cara larga, .'
barba, falla lina e a voz scm| re baixa, I
larga, com alguns cabellos brancos pelas [1 1 I
pareceudo ser muito mancinho, porm 0 1 .
velhaco e mctli.no a curador de emposturias, de
bora corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do eng
Providencia, na freguezia de Agua Treta ',: m
o pegar ou disser onde de cerlo est sera bem
. compensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia H
do correle, uma sua escrava da Costa de :.
Hara, que representa ter de idade (5 annos, I-
tura c corpo regulares, cor nao muilo pela, ;. m
bstanles cabellos brancos, costuma IrazT um
pantio alado roda da cabeca, leudo por -
mais saliente as mos foveiras, provenieute le
calor de ligado. L;la escrava leudo sabido como
de coslume, cora venda de arroz, nao v
uias : roga-se, porlanlo, s autoridades -
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do |" ,
a appn.b.'nao de dita escrava, e leva-la ioja
do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina dt .
da cocheira do illm. Sr. lente coronel S
liao, que strao generosamente recompensados.
100,0000
Ainda resta alguns corles de chita rOxa de co-
res lizas com 13covados ; assim como lambem
chita franceza a 220, 210 e 200 o covado : na la
da Madre de Deus 11. 7.
Alten cao
FUNDIQAO D'AURO
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, loda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
lodos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ierro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, gu-
enos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para dcscarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, pontes, 'aldeiras eianaues, boias, alvarengas.
botes e lodas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal llm foreoaapresentados. Recebem-se encommendas nesle esta-
belecimento na ruado Brura n. 28 A c na ra o Collegiohoje do Imperadorn... moraia do cai-
eiro da estabelecimento Jos Joaquina da Costa f-ereira, com quem os pretendemos se podem
atender para qualquer obra.
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Modista Lisbonence.
Na ra Nova, sendo a entrada pela ra das
Fores, n. 34, existe um lindo e variado sortimen-
lo de chapclinas de seda e enfeiles do cabeca
para senhora, com grande dfferenca de preco
para raais barato o que em outra qualquer
parle, sendo tudo de bom goslo.
Vendem-se ceblas em caixas c aos ceios,
por barato proco : na ra Direila n. 69.
= Vende-se um lindo moleque de 12 annos de
idade : no segundo andar do sobrado no becco
de htarsoo, nos Cinco Ponas, po: cima da fabri-
ca de chnulos do Sr. Varejo.
Carro.
Vende-se um erro americano de 4 rodas, para
um scavallo, de elegante modello : na ra da
Cadeia Velha n. 35.
1OT(D 1(DOT
DE
camas de ferro.
7!i"Rua da Imperatriz7o
Nesle estabelecimento encontrarlo um grande
sortimenlo de camas de ferro fundido e batido,
dc lodos os lamanhos, e goslos os mais moder-
nos.
Aos senhores donos de cocheira*.
Vcndera-fe saceos grandes com milho a 4*500 ;
no paleo da Ribeira n. 2 A. Tambera ha saceos
com boa farnha a G e 7j*.
Vende-so um negro canoeiro muito moco e
robusto, c um mulalinho dc idade 8 annos :* na
ra N,ova n. 52, prmeiro andar.
o
Vende-se railho era saceos a 5$, farello de
Lisboa a f#o sacco, farnha de mandioca de su-
j perior qualidade era saceos, arroz pilado, dito de
casca, courinhos de cobra, esleirs de palha, ludo
se vende por menos do que em oulra qualquer
parle : na ra do Rangel n. 62, arraazem.
Noto armazoin de fazendas
e modas
DE
Faria C, ra da Cruz
numero 45.
Os proprielarios deste novo estabelecimento,
recebendo directamente de Paris e Londres por
lodos os paquetes arligos dc modas, que consli-
lue O mais bello sortimenlo de fazendas em apu-
rado goslo, fazem sciente aos seus freguez,es o ao
publico era geral, que todas a3 fazendas de seu
estabelecimento sero vendidas por proco muilo
mdico.
Na lojadc miudezas, calcados
c fuilileiro, no aterro da
Boa-Vista n. 78,
vendc-sc bezerro francez muito novo e boa qua-
lidade a 4j!00 a pelle, tranca com vidrilho, bo-
nitos padroes, branca e preta a 560 c a 500 rs. a
vara.bico cora um palmo o raais a 1#200 a vara,
alaete dc ferro para armador a 120 r%. a carta,
Sentes do tartaruga virados, bonitos padroes, a
5, papel de peso pautado a 3#500 a resma.
d o abaixo assignado de gralificaco a quem l!:o
levar ra de S. Francisco n. 68 A, seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio CampPSSO, o qual
fugio em 1!) do correnle, levando um cinc
folha proprio para carregar agua, um gane!
pescoco, ten: 35annos de idade, falla bem, per-
nas pouco arqueadas; ha 15 dias chegou de :-
ira fgida, leudo sido pegado em Santo An
o raesmo abaixo assignado protesta desde j
Ira quera lhe tirou o gancho.
Francisco Do'.elho dc Andrade.
No dia 6 do correnle, fugio do eng
Cclia, o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, falla bem e representa ler 32 annos de idade ;
e no dia S, o escravo Marcelino, de naco Augo-
la, cor fula, alto, seeco, sem barba, tem n".
>;os signaes de vaccina, no testa uma cicatriz jo-
quena era forma de raeia la, e em c i ir. a di
dos ps urna cicatriz que repucha alguma cousa
cousa a pelle, falla descansado, bcra feito do ros-
to, e reprsenla ler 28 annos de idade ; aml
esses escravos levaram calcas de algodao azul
trancado c camisa de algodo de listra, alem de
outra roupa que possuiam ; suppe-se que estes
escravos rcuniram-se e seguirarn viagem para o
sertao do Sobral donde o prmeiro escravo
ou para outro qualquer sertao, porque consta
que seguirarn para o centro : roga-se a todas as
autoridades policiaes, capitaes ou a qual ; ; .
pessoa particular, que os apprebenda, ou i
ao major Antonio da Silva Gusrao, no Ri
ou no engenho Ucha, que sendo autoriJade lhe
ficar em eterno agradecimento, c compromi i-
le-se a pagar gencrosamenle as dspotas c
conduccao ou aviso dos referidos escravos, assim
tomo a capitn de campo ou pessoa particular
quo fuer o favor prendc-los a ambos ou a qual-
quer um dos referidos escravos, ser generosa-
mente recompensado.
No dia 15 do correnle fugiram da casa : i
abaixo assienado, os escravos Paula, crioul
annos de idade e Jas, cabra de 22 anuos, am-
bos foram vestidos cara reupa de algodao azul
de iislras, e o Paulo serrado, seeco do corpo%
fulo da rr ; presume-se que andera aqui mes-
rao na cidade. pede-se s autoridades policiaes
c capilar de campo, a captura dos referidos es-
cravos, e os levem ra do Imperador n. 21,
que sero gralilicados Recife 16 de marco de
1860.Silvino Guilhe.ime de Barros.
Fugio desde o dia 14 de feverciro ultimo, >
escravo Pedro, pardo (cor dc rael), beicos e na-
riz grossos, reforcado, cora 18 annos neo:
los de idade, boa estatura ; tendo as costas um
sigucl (vulgarmente chamado calombo) de mea
pancada quo lhe deiam : quera oapprehi
leva-o 3 ra senhor abaivado, que d 50$. Re-
cre 15 de marca de 1800.1. Francisco tiil-
thazar da Silceira.


(9]
Litlcraturo.
Discurso pronunciado pop M. Martin no
Instituto Histrico to Pars, sobre a
jiieslao seguintc:
Detei minar o* periodos principacs
il le^lslacito si?r os esejrnvos,
iremos c Bauuaiaos antes'
c!; era eliristna.
res.A cseravidBe, este estala anormal
. ihto hiimnno que a mura'
seus caprichos e luxo,
a virorna submissao e estupidez,
I m, por isso, provocado em di*
- ndentes a reler mis nesta su-
qnalo direito do irais forte, mi al
l relendid i.il.ji L,;,"io de seu nascimento os linha
reduzido; c a osseguror a oulros o exercicio
mais ou menos arbitrario de urna auloridade que
a '.doria ou a fortuna Ihoa linha feito al-
ean ;ar.
Km direi mesmo que a escravido nao existi
realmente seno do moinenio cm que o legisla-
dor erigi em direilo. que urna elasse de homons
par-sc-nia exclusivamente dos cuidadosos
i.iais vis e penosos, o seria privada de todas as
vantagens sociaes, o algumas vezes mesmo do
nocess-irio, sem proveilo de oulras classes, pira
gurar-lhcs menos Irabalho e mais commo-
los, e impoz ao mesmo lonipo silencio a
voz da ii.ilurc/a, que levada a lodos os hu-
mens que cues lera por seu Irabalho a por sua
istria, em dircilo egual suas producidos, e,
emllm ronlradissc esle principio de boni sonso
ersal, que cada um, para pensar e para obrar
particular, deve seguir nao a tentado, capri-
i e falhvel de seus semethantes, mas sim o
exemplo deslas boas aeros o os avisos da pro-
pria conscieneia.
Comparando as primeiras leis promulgadas so -
i escravido com as que se promulgaran)
d s, unas nos apparecem cheias de urna mo-
deacao que caracleiisa homons anda em face
dan dureza para darcm-so innuvaces que
uii maule muilo a ofTendem, assim cues
' admitiera a escravidio senao como em di-
reilo poUlico do vencedor sobre o vencido ;
ju'gando mesmo lerciu alcanzado algum iro-
so em subslituircra o direilo cruel c injusto
Je ma! u brbaramente um inlmigo desarmado,
> ir um outro dircilo mais humano, porm nao
menos injusto, de tirar partido de sua existen-
cia, i mpregando-a salsfacco de suas necessi-
d ades.
As leis posteriores dictadas pelas novas nc-
i ssidades que urcasionam o lu\o e apuro de ci-
o, se exprimen com mais precisan e abso-
mo sable a doscgualdade das (ondeos, 0
acabara por exigir em dircilo civil epermanente
al cnlo nao linha sido mais do que um
lo accid nial c mal eslabelecido. Fui assim
istumes liouve nidos, cspalhados primiti-
va mente enlre os povos, (eram ajuulamenlo
- leis que o govenuram depois.
o Instituto Histrico propondo esta questo :
- Determinar os periodos principacs da le-
gislaeao sobre os cscravos entre os Gregos c os
lio manos, antes da era christae, quizsemdu-
v.da, fazer assignalar, por meio dos dous povos,
cujas instituiedes conluccmos molhor os difTe-
n tiles caracteres que cada periodo de civilisa-
cau imprimi Das leis relativas escravidio ; tal
t ; elo muios nicu im aprcsciilando-nic para
responder esta queslao.
l'RIMF.lltA PAUTE.
Legitlaro dos G-egossobre os escravos.
PRIKE1H0 PERIODO.
/j A Grecia, nesta poca, agitada por guerras
i nlinuas, linha punco lempo para formular leis
slabelecessera de um modo definitivo os di-
reitoS e privilegios de cadver, a distinecao das
- 3 C las piulssoos.
\- pOucas insliluices que nessa poca se en-
rontram ressentcm-se desse direilo brutal, estabe-
lecido pela guerra, do mais forle sobre o mais
fraco, il > ccucvdor sobre o vencido; ca escravi-
do, consoquencia defeiluosa da sorte dos com-1
bates, nada linha de carcter civil que a paz e1
civilisacao Ihc imprimiram mais larde ; todava |
existia nao somonte de fjelo, mas ainda
loas j recebidas sobro poltica e reli-
Homero, guia mais certo a respeilo de lodos
Irabalhos de que esta poca fui objeclo, no j
cantol7. da Odyssa (1) cscreve esta passa-l
Os cscravos, desde que um senhor dei-'
xa de govcrna-los, nao querem mais cumpnr1
i- deveres, porque o grande Jpiter rouba aos !
ns melado de suas virtudes quando llics
- i o da da escravido.
I -' i passagen) nolnvcl nos moslra, cm pri-
i lagar : que os cscravos nao eram lo
captivos que nao podessem aproveitar da ausen-
cia de seus scnliores, para livrarcm-sc de urna
rdinaco, em que o jugo das leis, jugo sem-
presente, os releve mais tarde por meio da
minacoo dos mais crues castigos.
I ii segundo lugar, esta passagem nos mostra j
esta dislinceo de escravo e senhor era lao,
excessiramente oslabclecida as ideas polticas c
nioraes, que era mesmo udmillida na religiao
que sancrionou esla insliluicocomo lodas aquel-
las que foram o resultado dos primeiros esforeos
do espirito humano.
Assim a escravido eslava j em vigor muilo
i antes desla poca. Sabemos ainda por
Homero () que os Gregos linham duas especies
- irvo3 : cscravos, a mor parle prisioneiros de
: a, o pessoas livres que recebiam salarios.
Suas funeces consisliam em guardar os reb.i-
nhos c cultivar a Ierra. Os cuidados domsticos
nao reservados s mulheres, e a Odyssa (3) nos
eee a este respeilo um grande numero de de-
l.iH.es curiosos.
A oceupaco (4) de agricultor c pastor era as
mais das vezes preonchida pelo possuidor das
tenas ou do gado. De s>rto que os cscravos, que
deyiam ser pouco numerosos, acharara algum
ollivto sua sorte, vendo seus Irabalhos, posto
que mui penosos, partilhados cora honra, o exer-
cidos por seus proprios senhores,cuja confianca
1 em que inleressada, os captiva va mais efficaz-
menle do que as leis rigorosas promulgadas dc-
ios a esle respeilo.
l-.u au me aVtnurnria sobre esta rpora Uettro
paiz considerado, como fazendo parle da Greiia
senao por seus successos polticos, ao menos pe-
las suas Insllluic&es cv c pida lingua, quero
tallar da Crea, nao possuisse mesmo antes desia
poca una leglslacao que all'ibuem a um de
seus reis, Minos. Portn Clavier, cm sua Histo-
ria dos lempos primitiva da Grecia (b), provuu
que esle re estando continuamente em guerras
nao poderia le lempo pora fundar instiluices,
que era mais rnzoavl etlributr seu irmao Bho-
danrante,a quem elleconfiou ogoverno.
Con.o quer queseja, esla legisla-;ao cujos dc-
lalhcs searham dissetpinados cni grande numero
de autores, 6 untados primeiras que se ortupa-
ram da vi la civil d'um pavo e principalmente da-
quiilo que \i respeilo aos cscravos.
A Creta Teconhccia duas especias de cscravos, I
os cscravos pblicos c os eserawis privados, por
oulra aqnejles que erara oceupad,>s pelo estado
eos que eram oceupados peloscidndaos em par-,
licular. Nolam-sc entre os primeiros os denomi-
nados Hitles ((!,', e os Caliphore* [7] ; uotain-sc
entre os segundos os Aphamiotes, ou Ampha-
iio/es(8)qiie, como indica onume, habitramos I
campos e cullivavara-os, os Ea carrejados das sepulturas, e os Chrisoneles (10)'.
que trabalhavam ni cidade.
Aristteles falla de una nutra especie de es-,
eraros (ti) chamados Perieces; que Cultivaran)
a Ierra de seus senhores, dos quaes eram de al-
guma sorle os rendtiros, pois que tiraram desta
cultura um lucro mais ou menos consideravel,
do que o erario recebia urna parle.
Suppoe-se rom bstanle fundamento que es-
tes ltimos Cscravos eram a mais anga popula-
cao da ilha, quecolouias rieran redu/ir a esle
estado servil para emprega-lus na cultura [12)
de um terreno cujas propriedades nao conheciam
bem
Os oulros cscravos eram cstrangeiros que a
guerra ou a piralaria tinha-os reduzido escra-
vido, e como os reis ou governadores da Creta
applicaram-sc urna e ouira.seu numero eres-
ce u deum niv,do prodigioso. Quando Fabius (l'i)
l.abo veo a esla ilha no lempo da segunda
guerra pnica, ah nao havia menos de qua-
tro rail Romanos captivos dos Cretenses.
Os esclavos, que se sorleavam para scrcm alis-
tados no cxerriio cm occasioes urgentes, deno-
uiiuavam-se Clarles (14) os quaes adquiriam,
desde a suaadmissao no exercito, os direitos d*
cidadao c seus descendentes eram designados
pelo nome de Nocreles ou novos Cretenses ;
porque os proprios habilanles da ilha chainavam-
se Elocreles ou rerdadeiros Cretenses.
Esla legislaeao conliuha poucos artigos prohi-
bitivos, poucas medidas repressivas a respeilo'
dos cscravos. Somentc Ibes era prohibido agyra-
nastica e trazerera armas. (13) s escravos pu-
biieos so dependan) dos magistrados da cidade,;
e todos linham romo os cidadaos o direilo de
asylo nos templos, e podiam lambem invocar os
liibunaes contra seus senhores.
l'oini, urna maior pro va da doeura das leis a
este respeilo, quoaapezar do grande numero de
escravos habilanles de u:na ilha cora poucas re-
lacoes amigareis com suas visinhas (16), con-
serva rarn-se conslanlemenlt submissos sua
condico, c nao lenlaram revolia alguma.
Quanlo ao que refere Atheneo 17) que os es- \
ciavos Clarles linham cm Cvdouia una fesla
reconhecida pela lei, durante' a qual cedia-se- ,
Ihes todo poder, podiam agoutar comraivaosl
homens livres a quem nesta occasio a entrada I
da cidade era interdicta, resta seinelhanle s
saturnaes, com a diffeienca de celebraren-se I
nos dias consagrados Uercurio (18), c durante
as que o senhor era obrigado a ouvir a seu es-
cravo ; eu crcio que nos nao devoraos admitlir
isto sera bstanles restriegues, porquanlo apezar
da doeura desla leglslacao, o amor da iiberdade,
natural a todos os homons, e o grande numero
de escravos, nao permitlem supporque elles es-
lando com lodo poJer, se despojassem mui f-
cilmente daquillo que lhcs linham cedido. E'
preciso reduzir esses direilos momentneos a al-
go ns privilegios que se Ibes conceda nesta oc-
casio sem acabar a sujeieao, e seria lao temera-
rio rejeitar lodos os duialhes desta festa de que
fallara lanos escriplores amigos, quanlo ridculo
admitlir ludo quanlo elles contara.
Ve se por esses poucos dctalbes que a escravi-
do neste primoiro periodo j coraecava a ser
estabelecda no direilo civil porm as medidas,
ainda pouco rigorosas a seu respeilo, moslram
que os senhores quasi sempro ausentes de seus '
dominios ; e pouco dados ao luxo c fausto que
exigem Irabalhos penosos e continuos da parto
dos subordinados, linham menos necessidade da
submisso forrada do seus escravos, do que de
sua confianca e zelo ; e leis rigorosas, longo de
fazer obter este feliz resultado, osteriara cotlo-
cado no perigo & que Oca va m exposlos os paizes
onde os escravos, empregados como vis instru-
menlos de caprichos, de luxo, e de ullrages, ten-
taran mais de urna vez sublevaren-se.
SEGUNDO PERIODO.
H/>oca de l.ycurgo.
Sabe-so que l.ycurgo servio-se do3 principacs
arlgos de legislaeao das naces que visilou, e
que a Creta, enlre oulras, forneceu-lhe ura gran-
de numero ; mas a parte de suas leis relativas
escravido nao parece ser lirada da legislaeao
de Crea, julgarmos pela sorte dos escravos
de Sparla, bem iifferente da sorle dos de Creta.
Havia tamben em Sparta a raesma diviso de
escravos pblicos e escravos privados, mas osys-
tenia de bens corainuns cstabelecido por Lycur-
go, pode fazer considerar estes ltimos "como
pertencentcs em commum a todos os cidadaos:
os cscravos, sendo considerados como um immo-
vel, como urna cousa, cada Lacedmonio poda
servr-se do escravo de seu compatriota, como
servia-se de seus cavados, cao e do oulos objec-
los quando a rara (I9.
0 nome genrico dos escravos Sparcatas li-
les ou Helles; mas alguns escriplores fazera
raencao de urna especie de escravos chamados
Motnaces, que eram educados com os .filhos dos
DIARIO DE PERNAMBCO. ~ SEGUNDA FFJRA 19 DE MARCO DE 1880
Lnceiteniomose pnrlillinvaui com elb-s os''xe.ci-
'cioagymnasli.os (20). Alheen chama os KWes,
porm nao Lacedemonios (21) F.lien e Ilesichins
corKideram-os como escravos (22).
Como quer que seja, como os fazera remontar
, ao lempo de l.ycurgo, muito provavel que este
' legislador cstab lecesse urna elasse de homens,
( mais habituados para servirem e acompnnharera
, a mocidade lacedemonia, cuja educado era
| para elle um objeclo de to grande soliciltide,
que esses Ilutes, lao despresados e avinados rom
as prolssoes que se Ibes impunha, eram quasi
ap-
ue
(1 Odyssa 1.17 v. 325 e seg.
[ Coninient. nep. pref. p 59.
(3 Odyssa, 1. 3., v. 338. L ., v. 23,37 e
seg.
i Gognel. Orig. das leis, til. 2., 1. 4., p.
FOLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBCO-
a cTtera.
17 DE MARGO DE 1860.
RAPIBA VISTA n'ol.UOS SOBnF. 0 ESTADO CERAL DO
n ISSO l'ii/, l BSPEC1ALMEKTB d'e.STA PROVINCIA,
(5) T. i.\ p.878.
(6) Atheneo I. 4.", cap. 2."
(7) lbid. 1. 5. 18.
(8) Strahao I. 12, p. 512.
9) Heursius 1. 3., cap. 14.
10) Plutarco Quest. gr. !j 21.
11) Polilica 1.2., cap. 10.
12) Pasloret. llist. da Leg. t. 5., cap.
13] Tito Livio I. 37, 60.
14) Atheneo 1. 6.. 18
151 Aristteles. Poltica 1. 2., cap. .">."
16) A/istoleles. Poltica 1.2, cap. 5-u
il7) Atheneo 1.14, 10.
(18) Meursius 1.3., cap. li.
[19] Xenophontc ltep. lacn, p. 681.
4."
' todos desterradas para fura da cidade, onde ;
, plica/atn-sq agricultura e iuduslria, de c
l.ycurgo exclua os eidadibs.
.Muilo se leni dito sobra os liles respeilo da
queslao de saber se elles eram verdaderamente
escravos ou se existan) em um estado medio en-
tre a escravido e a liberdale ;21). N'cste ulii-
mo caso, tratados someule coaio ini.nigos venci-
dos, deixaram-llies a propriodade das Ierras si-
tuadas na l.aconia, sob a condico de darcm
repblica, como trbulo, urna porcao de suas co-
llieitis.
Pausanias (2i) nao falla senao dos Mecenios,
mas a ultima derrota d*este povo, reduzo urna
parle couuico de liles, e foram cora osles
confundidos, pela mesma denominaeo e pelos
raesmos Irabalhos, e d'ahi que Tilo Livio, ral-
lando dos Hules, chama-os Agrestesgeuus.
Porm para mostrar que elles erara realmente
escravos, basta remontar origen da sua escra-
vido. No lempo do rei Agis, que reinen em
Sparla, dous seclos antes de Licurgo (em 1100
antes de Jess Christo), esla cidade quiz ler so-
bre as oulras cidades da l.aconia, urna aulorida-
de sem limites, e subordino & jurisdiccao de
magistrados os decretos da Confederarlo. Algu-
as cidades lenlaram sublevarem-se, e Helos, i
que mostrou mais resistencia, vio seus muros I
destruidos e seus habilanles reduzidos escravi-
do (25).
Depois os Mecenios tendo sido vencidos, ex-
perimentaran! a mesma sorle 26). Os habilan-
les da Lacona receberam as mesillas instituiedes
de Sparta ; mas como receiassein que ellos se
sublevasssro, como pretendan, Agis privou-as
dos seus direilos, e decidio-se que os liles'
nunca podessem ser libertos, ncm vendidos ao '
eslrangeiro.
A raesma escravido foi imposta aos Laced.-rao-
nios, que, no lempo da primeira guerra contra a
Mecenia, recusavara pegar em armas (27). Foi
no nter'alio que separou a victoria dos Sparcia-
t;rs sobre os lotes ea guerra contratos Mecenios,
que l.ycurgo ordenou a partilha das ierras A ;
Liconia, assim como o territorio que sercava a
cidade foi poisdviJido ; foi isto que lirmou mais
que nunca a escravido dos lotes, longe deado-l
;a-!a, pois que elles se vara definitivaniente des- |
pojados do tirritorio que cultivaram al cnlo
sob a jurisdiccao de Sparta. Accrescfjnlemos
ainda que os Irabalhos, dos quaes Lycurgo afas-
ia va os Sparcatas recahiam sobre estes inf.-lizes
que, segundo refere Alhcuuo, eram obrigndos, a
trazerera autecipadamenle os producios cida-
de (28).
lira dito de Anaxandridc vem ainda apoiar
nossa opino quo os liles eram verdadcirauen-
le escravos.
Pergunlavam-lho porque os Lacedemonios fa-
ziam cultivar suas trras pelos liles, era lu^ar
d'ellos raesmos as cultivaren. Nos temos Hules |
disse elle, nao para ter cuijado d elles, mas sim
para que elles lenham cuidado de nos.
o que fazia dizer tambera que ein Sparla, o
homem lvre era soberanamente livre: e o escra-
vo,, soberanamente escravo.
A acredtarmos cm Atheneo, tobos os anuos
inllngia-se estes infelizcs ura certo numero de
acoules para lembrar-lhes sua escravido (29).'
Este requinte de crucldade, alen de serimprali-
cavel, merece pouco crdito ; n.esrao segundo
afirmam mullos escriplores, cerlo que os fa-
ziam servir de instrumentos dos vicios, de que se
quera inspirar horror aos rapazes ; assim mos-
travam-os embriagados, para afaslar os Sparca-
tas da embriaguez e de outra qualquer iuienipe-
ranca.
Plutarco refere quo os rapazes se exercilavam
era sorprende-los em emboscada ; c d-irem-
sc urna especie de caca barbara contia elles,
afini de inslruircm-se na" arle de matar um iui-
migo (30). K Ihe acrescenta que os Ephoras
entrando em funccOes, molvavam o duver de
declarar-lhes guerra. Esla declaraco era va e '
ibsurda, pois que estes desgracad'os eslavara
eempre a merc de suas crueldades, isto era so- |
mente um pretexto para impunemente matar um
grande numero.
Motivos polticos Icvavam-os a pralicar estes
actos barbaros contra os lotes, cujo numera) cres-
cendo cada vez mais, tornava-se temivel lepu-
blca, que receiava elles nao se aproveilasseiu
de alguraa occasio tal como alguma guerra ex-
terior para sublevarem-se como tuntaram mu-
tas vezes 31). Tamben) lodo lote, que se el-
levava por suacoragea. ou de outro modo, sua
falal condico, era condemnado a morte e o se-
nhor a urna multa (32).
A mais celebre insurreico dos liles foi a que
se deu por occasio de um tremor de Ierra que,
destruindo os muros de Sparta, matou vinte ral
de seus habitantes (33). Elieu diz que este succes
so foi um castigo dos deuses contra os Sparca-
tas, que linham feilo morrer liles refugiados no
templo de Neptuno, apezar da promessa que Ihe
linham feilo de poupa-los (3i). Thucydides re-
fere que durante a guerra do Peloponeso, os La-
Cud 'monos, tcmendo a sublevaeo dos Ilutes,
promulgarara um decreto pelo qul se promeltia
a liberdade a aquelles d'enlre os lotes que pare-
cessera mais bravos (35). Dous mil foram desig-
nados ; lizeram-os dar urna volta ao redor do
templo, coroados de flores [ceremonia que acom-
panhava a raa^imisso em Sparta), depois elles
desappareceram de repente sem que se soubesse
o que linha sido feilo delles.
(20) Aristteles Poltica I. 2." cap. 5.
211 Alhcneu I. 6 20.
(22) Elien 1. 12 cap. 43. llesich, na palavra Mo-
thaces.
23 Pollux 1. 3. 83.
24 Pausanias 1. 4." cap. 14 3.
25 Plutarco Lycurg. 51.Slraho 1. 8 p. 303.
Pausan 1. 3.8O
26) Thucidides 1. 4 101.Justino 1. 3 4.
27) Slraho 1.6 p. 278.
28) L.14 8 21.
291 Plutarco vida de Lycurgo.
30) Plutarco vida do Lycurgo 50.
311 Plateo leis t. 1. p. 633.
32 Aristteles Politica 1. 2 cap. 9.Atheneo
14 21.
(33) Em 469 antes de Jess Christo.
(34) Hist. var. cap. 7. Thucid. 1 tj 128.
[35 Thucidides 1. 14 p. 80.
Algum tempn depois, os Lacedemonios furam
obrigados moderarem-se desla herbaria ; porque
Irinta annos dep.ois dcsle successo 36). Agesilo,
disposto ir combaler os Tersas, manumillio
realmente dous mil escravos (37). Pouco depois
anda, os Lacedemonios, vencidos na balallia de
Leuclrcs o vendo-se ameacados de perto, promel-
leram a liberdade nos liles que lomassem ar-
mas : seis mil foram alistados (38;.
(Jiiaudo Cli'Oineno fii atacado por Antigono, ia
senhor de nmias ridades \sinhas, acbando-se
encerrado i.a l.aconia, prnmnlgou um decreto se-
gundo o qual se conforta a libordado aos (Erra-
ros <\w pole>sriii pagar cinco minas nliiin-
Ja algum lempo antes, os toles foram postos mis
exi'ieilos ; foi assim que na balalha de Platea,
onde s haviam cinco mil Spareatas, ca la um
destes linha em sua comitiva sete Uoles, o que
tlevava estes ltimos ao numero d Irinta o cin-
co mil (40). Estes Untes nao Qcavam por isto li-
bertos, e nao foi senao longo lempo depois do cs-
tabelecimeiilo das leis de Lycurgo, e quandoVl-
las comecavan caliir em desuso, que se deram
exemplos de nianumissn. Demais elles nao a
obtinbaui senao por meio de um decreto por-
que, como disseraos, cada um destes iiifclizes,
pertencendu a Iodos os cidadaos, era preciso que
elles consenlissem de commum accordo nesta es-
peeie de desapropriaco (II). Era por um pre-
50 reservado nina aeco ulil a todos, una de-
dicaco pela repblica'. Nao ha exemplo que'
um senhor libertasse seu escravo por oulras ra-
zoes. Tambem nao ha exemplo de que o liberto
adquiissc 0 dircilo de cidadao se excepluarmos '
um f.iclo referido por Atheneo : no lempo da '
guerra conlra os Mecenios leudo perecido ura
grande numero de Sparcatas, lotes foram col-!
locados ras listas dos morios. Ileconheeidos por
cidadaos, recebaran o nome de Bpeumaeles que
marca origen desla manumisso.
Tal foi o estado da escravido em Sparla : sem '
altribuir Lycurgo a conducta inhumana de seus
compatriotas, pode-se eomiudo facer remontar
suas instituiedes a origem da miseria e abjecen
que conslanlemente foram reduzidos os Uoles
emquanto ellas esliveiam era vigor. "Nao
foi Lycurgo quem funlou a escravido dos liles,
mais foi elle quera oceasionou todos os rigores,
achando-so ja cstabelecida pelo direilo da guer- :
ra, ella deixou-a subsistir como favoravel aver-
sao o ao desprezo q concidados aos Irabalhos agrcolas c industriaos.
Porque seus Irabalhos eram necessarios s ne-
eessidadts da vida privada como s de toda re-,
publica, a agricultura casarles mecnicas so-'
bretudo, sera as quaes nao se podia viver, dc-
vam pois ser impostas urna elasse de homens
habilanles do paiz, [visto como Lycurgo prohiba
todo commercio e coramuntcaeo rom o eslran-
geiro) objeclo de desprezo como suas orcupacoes,
e por conseguinte privados de direitos inherentes
sorle daquelles que destas oceupaedas eram '
isentos.
Con elfcio, l.ycurgo nao teria correspondido I
son fim, se aquellos dos Sparcatas, que expe-l
rinientassem alguma nclinaco para estas espe-'
ces de irabalhos, nao encontrassem, npplirando-!
se a elles, nutro obstculo mais do que o ndicu- !
lo ou a vergonha. Assim a escravido era una '
consequencia rigorosa das instituiedes de Lycur-
co, e pode-se dizer que se elle nao a achasse de 1
todo cstabelecida, seria obrigado eslabclec-la !
Ha (odavia notar una differenca entre esses j
escravos agrieullores e indostriaes, empregados'
ao servico publico, e esses es.Tavos civis ou pr- j
vados, sem mais oceupaces especiaos, do que
aquellas que lhes impunha os caprichos de seu '
senhor.
Os primeiros nosparerem ter anda urna exis-
tencia que Ihe perlenoe, parecen formar una es-
pecie de riaco ou Irib, Irabalhando en cora-,
mura, nao reparando na sua escravido seno
as pocas marcadas por suas relaces com seus
senhores ; podendo auxiliarem-se consolaren-!
se mutuamente, mesmo concertare! nos meios
de quebrarem seus ferros.
Os segundos, serapre debaixo das vistas de um
senhor, por conseguinte seiiliodo sempre sua es-
cravido, duplamente captivos, por esla presen-
ea lerrivel e caprichosa, e pelo jugo das luis, que
os foziam soffrer iucessanlenienle torturas ou sup-
plicios era caso de fuga ou insubordinado ; os
segundos sao muilo mais cscravos e muilo mais
desgranados.
Tal pilo menos, a diffcrene.i que notamos
entre os escravos de Sparla, de Alhenas e de lio-
rna, isto enlre a escravido erigida meos em
direilo civil queem direilo poltico e mal cstabe-
lecido, e a escravido erigida era direilo civil e
absoluto.
Teuceiro periodo.
Depois de Soln atea reducro da Grecia a pro-
vincia romana.
Soln obrou de una maneira Inteiramente op-
posla de Lycurgo, esle esforcou-se por confor-
mar o modo de viver dus Sparcatas s suas no-
vas iiistiiuicoes; o legislador ailieniense, pelo
contraro, conformou suas insltuicoes nos caiac-
leres e hbitos de seus concidados. verdade
que en sua poca cei los usos e mesmo certos
abusos se linham enraizado nos eostumes deste
povo para que se os podesse extirpar com violen-
cia como Dracon lentou fazer, porm sem resul-
tado, pouco lempo antes delle : Soln nao tez
mais do que por mais reguteridade, mais harmo-
na e doeura naquillo que elle achou eslabele-
cdo. e sua obra leve hora xito. Quanlo aquil-
lo que dizTespeilo escravido, v-se quo elle
reprimi a lyiannia domestica dos Alhemenses
sobre seus escravos, cuja serlo, mais que nunca
encadeada pelas leis, deve-lhe lambem mais al-
livio econcessoes. Ellas os autorisavam mesmo
citarem seus senhores em justica quando estes
os aflligsscm com indignos tntamentos 42). El-
les podiam exigir que-sc os- vendesse outro- se-
nhor ; e nesse caso retiravm-se para o templo
de Theseu, d*unde apreseatavam suas suppli-
cas 43).
Quando a violencia parta de um outro o nao
do senhor. nina acro era intentada contra aquel-
lo que linha commellido a violencia, como se ol-
la fosse teta .i urna pessoa livre. Podem dis-
to admirar-so, diz Kuchino, () mas foi isto urna
grande sabedoria do legislador que quiz por m ais
ura obstculo ijuc se ollendessem pessoas li-
vres. prohibindo mesmo nffeuder asescraras.
Comoem Crela.'om Alhenas a disiinccao enlre
escravos publicse privados, foi lambem cstabe-
lecida. Os eseravosViblicos eram empregados
em diversos Irabalhos recommendados pela rep-
blica (45) ; elles eram mirrias vejes era produe-
lo das eonflscaces fcitas um producco das con-
hscaroes em proveilo do oslado, que os lornava
a vender quanlo nao nccessilava de seus ser-
Entre os escravos privados n"!am-se aquelles
que o eram roluoiariemente (46). Eram cidadaos
a quem fallando recursos, olienavam a liberda-
de por algum lempo ; podiam ser livres desde
que se podessem rcsgalar.
L'ma outra especie de esciuros formavam
aquellos que una sententenca condemnava i .--
ado, domiciliados que nao pagavam a lasa
animal que lhes era imposta ou que exerciam di-
reilos de cidadao sera t-Ios oblido 7 .
A maioria dos escravos de Alhenas vinha da
Lydia, da Cassia.da Phrygla c de oulras ridades
da Asi 1 menor, onde o commercio dos Gregos li-
nha innmeras feiloiias (18). Os escravos conser-
vavam a denominaeo de seu paiz natal (J9).
Iloineram militas leis relativas venda dos es-
cravos 50). Elles pagavam muitas vezes as suas
dividas [51), entregando-as aos credoros ; ser-
van lambem corno um penhor e sobre elles
se fazia hypolheca 52'. Os captivos permane-
ciam no poder de quem lhes linha fornecido o
resg.ite at o pagamento do proco convenciona-
do (53).
Aquello que venda um escravo doente, era
obligado a indicar d molestia ; era citado em
justica seo nao linha feiio (51). Naachatemos
esta mesma orden estabelccida entre os Ito-
111 a nos.
.Muilas medidas prohibitivas e repressivas di-
ziam respeilo aos escravos em pailicular(55). Asi
acensa ;oes dirigidas co:;lra elles s podiam ser !
feilaa na tribu de seus senhores, e estes nao li-
nham o direilo de fa/erem juslica a si mesmo.
Mesmo os paos daquelle a quera um escravo assas-'
sinasse,naOjpodiam vingar-se, ou maia-lo(50).
0 poder d.; inflingir penas confirmadas, era !
tambera suspenso em certas circunstancias, como
por exemplo era lempo de guerra. Urna lei or-
denou, que um escravo, que nesse lempo fosse1
acontado varas, fleasse inmediatamente lber-;
lo (57) ; lambem Aristophanes em una de suas
comedias faz nialdizer a guerra por un de seus1
personagens. porque ella o impeda de castigar seu
escravo [58).
Era prohibido ao3 escravos servrem-se de per-
fumes. E elles s podiam beber vinho 110 da da3
festas anlhfslerias. Tambera se Ibes prohiba
assislircm aos sacrificios em honra de Cures, e I
refugiarem-se no templo dos Eumenides.
Ci ras tunecoes eram para ellos interd cas, por'
exemplo, as de medico, e exercicios gimnsticos
59). Quando elles eram empregados no exercilo,
ora para Irabalhos martimos, d'oudc a fuga era
mpossivel 60).
Algumas leis seu respeilo eslavsm contami-
nadas de una especio do barbara : leslemunhain
aquellas que prohiban considerar seus depoi-
menlos como validos, se elles nao fossemo resul-
tado do torturas. Era-se obrigado entregar
aquellos que o aecusador designava para esta!
cruel aeco (60). A lei era to absoluta este
respeito, quo nao se poda inflingir urna pena a ;
qualquer declaraco falsa de um escravo, sobro o
qual nao se houvesse empregado esto meio. Es-
laboleceu-se para presidir a estas torturas e re-
ceber os depoimeiito.'ldc 14 15 funcionarios p-ar-
liculares.
Um juiz designado pelas parles, aprosenlava-se
no templo de Vulcann 62). onde se COmCQ&vaj
por acontar varas O escravo, que se linha dsig-
nado. Mas o consenso de ambas as partes era
nocessario para que se Ihe inflingase a tortura ;
entretanto havia perigo para o aecusado em re-
cusar esta provn ao aecusador, que muilas vezes
remeda por cscripto ao juiz os inlerrogatorius,
aos quaes deviara responder osinfeHzes escravos.
Se succedi] morrer o escravo, pagava-se o proco
ao senhor, que linha perdido cauco [63). Uinl
habitante, nao cidadao- d Atheiras, nao podia :
exigir esta especie dedepoimenlo.
A* punicoes mais cominummenle empregados
contra os escravos, consista 111 em aeoula-los,
amarra-Ios urna collumna, um pillar, ou '
una roda, separa-los das mulhercs, faze-los vi-
rar m- de um iuoiu4to 61' ; manda-Ios tra-
balhar as minas com as mus aludan. Aquello
que fugia, ora marcado- com um forro cm bra-
za (65}.
Os rigores exclusivamente Inherentes sorle
dos escravos de Alhenas-, eram de- algu-ma sorle
compensados polas innu numissao que elles podiam obler.
Quanlo- aos escravos pblicos, unvdecrclo da
assembla geral conferiaMhes a liberdade ; niui-i
las vezes davam-lhes no theairo era pveseiiQa de
lodos os- A'tbeneiises (66 .
Olanlo-aos escravos privados, ora um presento;
espontaneo da parte de um senhor que tambem os ]
manumiatid por testamento, juntando< este be-
neficio alguns bens movis, en dinheiro, ou em
subsidio annual. Lycon, que manumiti- rauilos,
deu-lhes urna somma de dinheiro, o ssegurou-
lhes um subsidio. Aristteles assignoo urna do-
iiii urna cscrava, que manumiti.
O escravo podia lambem libertar-se mediante
urna certa-qiwinta ; porquanlo elle linha direilo
a urna parle do lucro, lirado de sua industria ; e
Xenophonle observa que muilos-escra-vos viviam
en urna especio do niagui'.icencia (67).
Quando um escravo faaio grandes serviros
36)
371
38
39)
10
II)
plll IIII
(12)
(43)
2. p.l
p. 693
()
Em 367 antes de Jess Cbrisio.
Plutarco. Vida de Ages-ilo.
Xeno^ionle. Hist. grog. L. 6 p. C08k
Piularen. Vida de Clouiue.
Ilerodolo 1. 9 28.
Aristteles. Politica 1. 2. cap. 5. Xeno-
Rep. lac. p. 681.
lbid.
Plutarco, t. 2. p. 776.Pollux. 1. 7 cap.
3. Atheneo I. 6. 19. Xenophon. Rep. alh.
Oral. cost. tmarq. p. 263.
15) Lvs. cauh. Nicora. p. 183.
16 Pollux 1.3. cap. 8 S 81.
47) l>mosthnes, conlr timoc, p.
i- Slraho 1. 7 p. 30.
49) Thophr. cap. 30,
795.
5!
1I.
M
55)
56)
57
58)
dem resultar do conservatorio, j em relaro sob a especial relaco do proveilo que esse lus- da mais razoavel do que encaninhar o drama
arlo dramtica enlre nos, j em relaco ao dor- titulo deve proporcionar ao estudo da linsua, a era suas monifeslaces, e era sua marcha para o
sua importancia redobla a olhos vistos, e assuiue ; desenvolvimenlo pratico dos bons coslumcs, sem
os quaes a sociodade nao [>de dar um passofir-
ramamento de conhecmeutos uteis na esphera
das lctlras, e j, finalmente, quanlo ao nosso
proprio apcrfeicoamenlo moral.
Escusado ser, vista das consideraces cnlo
expendidas, entrar em mais largas cxplanares
sobre este mesmo objeclo : o que disseraos
d'aquella vez crcmol'-o sufJicicnte para poder fir-
mar no espirito do lodos a opino do que, se-
molhanle respeilo, nos acharaos dominado.
Iloje, porm, nao nos podemos sublrahir ao
desojo de chamar mais delidamento a alteuco
dos nossos Icitores para esse mesmo poni, que
qi anto \os mei.horamentos moraes e mate- alis foi to bem comprehonddo c lao perfeila-
111 ves. Necessidades publicas. Tendencias
para o mnvimkmo puoghessivo da industria.
Interesses de primeira ordem para a so-
ciedade BRASlLEliu. 1- Harmona o e os
l'HI ND1 .
V
Ainda o conservatorio dramtico de
'ernambuco.
Vantagens que rcsullariam de urna bibliolheca
ce mico.
Palestras lillcrarias. -
Quando elaboramos o folhelim da semana pas-
sada, relativamente ao conservatorio dramtico
desla provincia, fomos preoecupado, n'este propo-
sito, pela convierto que temos de que cssa Insli-
tuieao nos summanicnle til c al necessaria.
Pensando d'eslc modo, nao poderiamos deixar
di recorrer a illuslraco e ao patriotismo dos
nossos representantes n'assembla provincial, os
quaes, alenla a.posicooem que se achara, e os
recursos de que dispoem, eslo amplamenle ha-
bilitados para proporcionar aquello cslabeleci-
r.icnlo todos os melhoramcnlos e condices fa-
voraveis, de que elle nccessila.
Esta idea se lornava para nos tanto mais pon-
derosa e digna de apreco, quanto certo que o
nosso conservatorio dramtico, instaurado desde
1853, apenas lera vivido al hoje urna vida de
quasi completa inaeco, destituido, como se
ocha, do meios proprios sua especial manulcn-
co e subsistencia.
Poi egualmcnte por este motivo que tanto in-
sistimos na conveniencia e nos proveitos quo po-
as mais elevadas proporces.
Que beneficio immenso nao poder Irozer a
analyse dos bons modelos de lltoratura dramti-
ca, sludados e perscrulados, de dia a di uas
classes do conservatorio !
Quanto so nao ganhar com o obsorvaco e ro-
flexo constante dos escriptos de primeira or-
dem, que, cm assumptos de scraelhaulo ualurc-
za, ah se offerecem a todos os momentos, nos
thesoiros Iliterarios das mais cultas Metes do
globo 1
Entretanto, se o conservatorio se iwo propo-
menle apreciado pelo Exni. presidente d'esta pro- zesse lambem iniciar os espritus na pcsquia e nos rcraettenios
me e seguro.
Tudo isso pode ser desempenhado pelo Con-
servatorio dramtico, urna vez que a aecao na-
tural d'esla iustiluico se tornar extensiva a Lo-
dos os ramos que ella se propoe abranger, e fr
auxiliada pelos esforeos dos homens cvunpe-
lenles.
N'esla parle, e n'este sentido, nada vc-mos. de
mais atlendivel, e que morera mais aliviado es-
ludo, do quo a opino do Exra. presidente d'es-
la provincia, no trecho do seu rclalwrio, a que
vincia, na parle do seu relalorio que se oceupa no conhecimcnlo do nosso especial idioma : se
do theairo publico. ^ essa instiluico se nao eslendesso ainda inves-
As ideas emiltidas n'aquelle lugar, proposito ligagao particularissima da nossa hislori, dos
do nosso conservatorio^ dramtico, parecen)-nos' nossos eostumes, da nossa sociedad, enilim : se
de tanto alcance e lo judiciosas, que nao ser nao dligenciasse promover o desenvolvimenlo do
mister muito estorbo do intelligencia para perce- bom gosto e a marcha segura do genio nacional
bar-lhes toda a importancia e convencor-se da nos cstudos c as composiges d'artc :. mui lim-
Ih'inosln. contr. Nirlast. p
Mein conir. pal. p. 989.
52) Id. conl. aphob 808.
53 Id. cant. Nicost. p. 1105.
Neurs. them. all. 2 cap. 2.
Plutarcu. Yida de Saln.
Berard. 4 cap. 4 5.
Menis. them act. cap. 20.
Nues v. 6.
591 Eschino, cent. p. 281.
60! Xenophoute Rep. alt. p. 60*
61) Plutarco. Vida de Autocide J2.
62) Isocr. Irapez.p. 361.Dmost. conl. pout.
n. 99^.
(63) Echiue. id. p. 269. Venophon. coco
p. 844.
fi4J
65
(66
(7.
1.6 20.
repblica, urna lei ordenou, alm de sua manu-
misso. que seu nome fosse inscripto era urna co-
lumna. A falta de soldados occasionon algumas
vezes manumisso de escravos que se alista-
vam. (68) Mudavam de nome alcancondo a liber-
dade, assim o pac de Echine chamado principio
Thoms, mudou o nome para Allmele, quando
foi manumit lo (69).
Era na elasse dos Mlirques ou eslrongeiros do-
miciliados que enlrtivam principio os libertos :
e eiiian pagavam como elles a copiagfio ou laxa
annual. Nao podiam, entretanto, csrolher como
elles ura Prasfracebu 'atron : o senhor a quem
perlenceram era sempre sen patrono de direilo :
nao podiam mesmo fazer cousa alguma sem o seu
cnnsonlincnlo 70). E se fallassom ao roconhe-
cimento e respeilo para com elle, o senhor po-
da annullar o beneficio o rcduz-los a escra-
vidio (71).
Quanto ao q respeila aos depoimontos, os
libertos eram tratados como estrangeiros ; isto ,
seu tostomunho s era aduiissivel em utncaso,
que era quanlo um Mlu-quo era aecusado de se
nao haver collocado sob o patroualo de um ci-
dadao 72).
Vimos que os escravos, cm Alhenas, linham
iodos os caracteres civis que fazendo d'ellos um
objeclo de Iralco, assomelhavam-os a urna cou-
sa ou a um animal de carga, com a differenca do
que, o dircilo de vida e de morte nao era ainda
admiliido, como o foi entre os Romanos. M.13
j era muilo ler era posse livre e conlirinada pelas
leis, homens a quem se podessem impor Iraba-
lhos repugnantes delicadeza, ao orgulho e
preguica, que linham allingido un alt grao nos
COSlumes dos Athenienses.
K nocessario ainda juntar a isto o prjimo na-
cional, que fazia crcr aos Gregos, que a rraiurcza
os havia desuado seren In res, e os barbaros
a seren escravos. (. esla um crenea que Eur-
pides pe na bocea do lphygenia (73) ; e V-SO
por Aristteles, que os philosophos fallavanrpou-
co mais ou menos como os poetas ; porque, cm
sua Pulilicn, Aristteles desenvolve esta idea nnc
enlre os seres creados, uns, nascendo, sao desti-
nados obedecer, e oulros a govemar [74).
Urna causa que lomara principalmente a es-
cravido necessaria ao povo atheniense, era o
direilo que cada um linha de tomar parte as de-
lboraces publicas, de modo que sacnlieava-so
polilica urna grande parle das oceupaces do-
mesticas ; e intregava-se o interior da casa e
algumas vezes a industria s mulheres c aos
escravos, em quanlo iain informar-sedas no-
,ieias do exterior, disputar sobre os decretos do
dia, e ouvir eslreiar um novo orador.
Esla siluaco de Alhenas, nesta poca, so pa-
rece muilo com aquella cm que veremos os Ro-
manos, no segundo periodo de sua legislaeao : c
nessa poca que elles comerain i imitar os cos-
lunies e algumas insliluicos gregas, enlre ou-
lras aquellas que sao relativas aos escravos ;
augmentando todava o poder de um senhor so-
bre estes infelizcs, o as medidU de rigor inven-
tadas coiitia elles.
E este o objeclo da segunda parte desta me-
moria
SEGUNDA PARTE.
Legislaeao dos tmanos sobre os escravos.
PR1MEIRO PERIODO.
Depois da fundaeo de loma al pramvlgaro
da lei das Doze Taboa [no anuo 303- de to-
ma.)
Roma em seus comeos, eslava cor pouca
differenca, na- mesma siluaco quo a Grecia no
lempo da guerra de Troya, is-o nosses momen-
tos de crse que precedem sempre urna nova
ordem do cousas para um povo apenas coos+itui-
do o impaciente em lixar-se por meio de in-sli-
luicoes cm relaco com os seus hbitos e genio
particular. Enlao as dislnicccs-de classese pro-
lissessao pouco reconheciilas-ou nial estabele-
eidas. Os mesmos e-cravus, qwis lodos-prisio-
neiros de guerra, o, por conseguinte,. estimados
antes como soldados do que como- escravos, eram
tratados mais cono-compauneires- de arma* do
que como subordinados.
Stibe-se que homulo linha em.' sua compaoh
homens fugitivos cu expelidos de suas patrias ;
que elle remio principio para oompor um ex-
ercilo, e, depois una- uaco ; pede-sc pois pre-
zumir que em grande numero de. escravos, nao
somonte aquellos que tivessem fgido- da caso
do seus senhores do?paizes visinhos, mas tam-
bersi- os perseguidos por alguns erimes, cede-
seu!. promessas deimpuridade, de liberdade e
fortuno. I.ivres, apenas alistados-, Romulo no
poda exigir delles mais doque uma-participaco
sincera era sua enprezat
Mas desde que um momento de IranquillidaiJe
e da paz volvou sua atteoeio para o eslabeleoi-
nento de urna cidade, nao resta duvida que os
ltimos alstamenlos de escravos cu.prisioneiros
de guerra fossoin oupregados as- balalhas auo
oxigiam sua fundaeo-;. e na agricultura e indus-
tria, do que o afastaram muilas vezes as lulas
que elle linha sustentar com seus visinhos.
Em quinto durou eslasiluaeo dos-primeiros Ro-
manos,, seus subordinados se acharan) em um
estado medio entre a escravido e 3 liberdade,
ou anies, nada doslingjiia os escravos dos se-
nhores, quanto s oocupacoes domesticas e mo-
do de vida. A distinecao, pois, apporecouno dia
era que as primeira* leis vindo dividiros Roma-
nos era muilas classes-e fixar os direilos de uns
] e de oulros, supprimiram os cscravos de todos
os privilegios polticos e civis. Todava, debaixo
desta ultima relaco sua siluaco. pouco difteria
da dos cidadaos que com elles viviam e tomatam
parte era seus Iraba-lrios.
_ l'Vutarco refere que, no lempo< do Coriolnno
(75), a maior pon que se lhes inllingia era pr-
Ihes ao pesroeo ujn pao radiado e faze-loS: pas-
sear | ca cida'ie, d'ahi a palavra, furcifer. Elle
acrescenla que poucas vezes eram aecutados, e
mui raramente os-aziam morxer. vna prova
da confianca de parto dos primeiros Romanos
para seus escravos, que elles nao lhes prohib-
alo o direilo de laazerem armas-, direilo esle que
nao tardou ser 'abolido.
Os difTeroules- motivos de escravido eram
cinco.:
1. Quando alguem ora filho. de me- escrava
Micilla ;
(Conl in tuMse- ha.)
Demost. cant- Sleph. 1. 1 p. 973.
Lamb. Bos^ Anliq pag. k 2? cap. 15.
Echine. do covo. p. 434.
XenophoiUe. Rep. att. o. 692. Atheneo
solida base, em que lodas ellas se apoiam.
Tanto mais lisongeiro nos no assumpto de
que nos encarregamos, o concurso illuslrado da
publica adminislraco, que lo abundaiilemoutc
confirma o nosso modo do ver o o nosso intimo
lados seriara os seus boneliciivs, o o> resultados
a esperar d'ella apparecerian acanhados, tenues
e pouco dignos de alten(o.
O que se nao poderia negar que, sondo lam
commum o vicio do estrangeirsmo, que, em
grandissiraa parle, vai deturpando a nossa bella
Nada niais
respeito.
diremos, portanto, semelhante
Parece-uos, porm, que nao seri fura de pro-
posito, j que fallamos das vantagens resultantes
do esludo da nossa liugua, ao qual tanto se pode
prestar o Conserva lorio, lembrar a creaco do
lima Bibliollteca classica n'esla provincia, mi-
lacio das que exisleni em muilas cidades da Eu-
ropa, e da que, segundo nos consta, se acha cs-
tabelecida na capital da Baha.
_Nsque tanto nos nteressamos pela inslalla-
co de un Gabinete de leitura, cuja influencia
pensamento por csso lado.
-nos inteiramente satisfactorio este concurso, i excellente linguagom, muilo convem oppOr- i benfica, om relaco s lctlras, se nos augura
porque o reputamos umainiciataode summo va- Ihe um paradeiro poderoso ; e nada ser lam inmensa : nos que mostramos j a convemen-
lore eflicacia, no sentido em que nos haviamjs ( conducente a esse resultado como o esludo re- ca de um Instituto histrico c gcographico, es-
pronunciado antes ; e nada pode aprazer mais no ; flectdo, e a practica apriraorada dos trabalhos pocialmenle pornambucano : seriamos conlra-
escripler publico, do que observar quo suas ideas d'arle que se podern considerar! ypos om seu ge-' dictorio com o proprio pensar que adoptamos,
em qualquer materia de que se trete, sao reco-
nhecidas, fortificadas e sanecionadas al com par-
ticular empenho por aquelles que eslo coloca-
dos frente dos negocios c da adminislraco do
paiz.
Exm. presidente nao deixou escapar, na par-
le do seu relalorio, a que alludiraos, a circuns-
tancia, por demais atlendivel, do muito que se
pode colher do conservatorio, tal qual o lomos
instituido, para o augmonto e progresso da litle-
ratura nacional, para o aperfoicoament regular
c methodico do genio patrio cm ludo quanlo se
refere arte, o ainda para a cultura depurada e
substancial da nossa lingua.
Sao principios estes que nao podem ficar ina-
preciados porquera quer que os haja de exami-
nar e comprehendor: e nos diremos que, aind
ero. E;la conveniencia ainda mais sobresae,
se se notar que esses defeilos de linguagcm,
lam talaos ao andamento c progresso das lctlras
patrias, apparccem com mais frequencia na es-
pecialidade de que hacamos, no drama : por-
que esta, por ventura, a composigo Iliteraria
mais apropriada nossa siluaco c ao estado do
nossa vida publica. Tor outro lado, importa
muito constituir urna liUcralura dramtica pu-
ramente nossa, e concorrer para que as ideas e
as acces, .que tendera a figurar entre nos, c que
devem ser "representadas em o nosso theairo, se
corrijan c evitem cssa exagerarlo, que nao raro
desfa as mais bem concebidas produeces do
ingenho artstico. Accresce que se deve por lo-
do o cuidado em que cssas mesmas produeces
irsgtn impresso e cunho da morcidade ; e na-
so nao nos dessemos ao Irabalho de pugnar por
qualquer oulra insliluico, que, bem como aquel-
las, sem propo um fim eminentemente civili-
sodor e progressivo.
N'este caso est a Bibliolheca de que fallamos.
Ha, verdade, urna bibliolheca provincial,
queja nos podo sor de muila utilidade, e que
anda mais nos devora aproveitar, quando se
realisar a sua mudanca poro um dos salos do
convenio da Carmo, onde Arar rnais accessi-
vel ao commum dos Icitores, que a podero fre-
quenlar mais commodamente. Entretanto, essa
bibliolheca, ainda em principio, bem que v
bora dirigida e administrada, satisfar sempre as
necessidades geraes da populaco, que l e se
dedica ao esludo das lctlras e da sciencia ; mas
np preencherji sempre as aspiraces d'aquelles
que ah tonhanj.de procurar os melhores e mais
preciosos mdulos da nossa ilteratura classico.
E visto, pois, que um est-ibelecimenlo, em que
se possam encontrar, collocados regularmente, c
segundo os gneros Iliterarios, todos os escrip- i
tos classicos, ser de indisputavel utilidade para
todos que eslo no case de aprecial'-os, ou mes-
mo de esludol'-os c de aprender n'ellcs
Bom sera al que essa Bibliolheca, destinada
para servir de repositorio dos boas obaas escrip- |
las em nosso idioma, eontivosse tambem os me-
lhores ndelos das lklteraturas romana e grega,'
c de todas as oulras^ que offerecem em seus ao~
minios obras verdodiramente uota-veis.
A nao ser possivet ludo isso, nao se devera
perde? de vista, pelo menos, que-n'um esiabele-
cimealo d'essa ordem convem muilo que se a-
chem as preciosidades, que, era ledras e scien-
cias, nos tem legado os mais disiinctos e acre-
ditados escualores portugue-zes c brasileiros ;
orque n'isso justamente que consiste 3 nossa
itteratura clussica.
Se semos que se deva por de parte e despiezar, co-
mo inulil ou cscusada, a denominada ilteratura
mu.aniiea, de cujos Iriumphos e do cuja riqueza
somos o mais constante admirador. ,
Nao o pretendemos ; e sim que se estude a
nossa lingua era suas tontos primitivas u legiti-
mas que ah se procure comprehendor, nao so
a ndole peculiar e dsliucla d'essa mesma lin-
gua, seno tambem o genio especial da nossa
ilteratura, o carcter que Ihe assenla, o lypo de
que se deveni aproximar todos que se dedicam
vida das ledras, considerada prcticamente.
Queremos, sim, que hoja mais ura campo di-
rectamente reservado para a cultura do engenho
e da intelligencia, em nossa provincia ; o que se
facilite mais um meio para encaminhar a lodos
. no estudo reflcctidu e serio da nossa opulenta
linguagcm, que alias lo mal interpretada vai
sendo, o lo desnatural j se raoslra em compo-
sicoes de lodo o genero.
Com taes auxiliares, hauridos em origom pura
e sem msela de corrupto ou de barbaria se
poder ir aliante no caminho das ledras' no
corapor c no escrever em lodos os assumptos e
esiylos.
Chegados a esle ponto, sero romnticos aquel-
les quo o poderem sor, que para isso tiverera
forjas, e ora cujo espirito e imaginacao jA se.
(68) LysiaSvCOnt. agorat. p-. 136.
(69) Ueiuuslh. do conon. p. 493.
(7.0 Poder L. 1" cap 25 lit. 6.
(711 Valerio Mximo I. iJ cap. 6. 6.
(72) Pasloret. Historia da. Legislaeao lit. 9.
cap. 7.
(73) fph.yg. em Aulid v. Ii00.
(74) I..33. cap. Io.
(75) Vida de C.onolano. >38 quest. rom. 70.
Iinuvecci;i iinplautado OS. preciosos C iii-Jispeiisa-
veis principios, adquiridos na leitura dos clas-
sicos.
Parece-nos (repetil-'-o-hemo*.) que nada se le-
ria a perder com aia5lituka0.de urna Bibliolhe-
ca, no sentido cm ojie a. coacebemos :um es?
labelecimenlo semalhante vera tornar mais-rea-
lisaveis os fins di biblintkeca provincial qpe j
lnos, e do gabinete de- leitura, e do instituto
histrico e geographico> des quaes tante.preci-
sauos.
* *
Cabe aqui reiterar o que j tivemos. occasio
de dizer sobro as-pa.lestas litterarias
A conveniencia d'essas reunies quasi familia^,
res, entre os. amigos e cultores das latirs, lv>
iucoulestave!, que nio demanda a monor demons-
traco. Seria, a conveniencia mututi dos. espirt-
tos, que so- elevara em suas aspir.ac.ocs para o
progresso e civilisacao do paiz aseria um, en-
trelimeato, de algumas horas em,conforencias de
incalc*lavel utilidade, e semprs deliciosas.
Para, que isto se rcalisasse nao nao fovea mis-
ler, nem a organsarjo de urna sociedado espe-
cial,, ncm a fixaco de estatutos ou leis regla-
me alares. Deixar-se-ia au pleno wbJIrio, e ao
senso dos inleresssdos, o. por em practica essa
idea, do modo e segundo, ns condices que lhes
parecessera mais apropiadas. ?udo csiaria ei
chamar para um centro de unidada lodosos cul-
tivadores das ledras, tue, assim reunidos e> fra-
ternsados, se poderiom utilisar reciprocamente,
fomentando cada vez mais o gosto, excitando ca-
da vez mais o talento, a dando mais largas s.
ardentes aspiracoes do genio e do espirito.
Compenetrem-se d'esta idea aquelles que a po-
derem por om praclica : dispam-so de certas pre-
venidos de egosmo, que eslo sempre mal os
irmos de ledras e ortos : e estamos certo que
as palestras litterarias, como as desejamos e as
comprehendemos, viro a ser necessariamenta
uteis.
D'essa pharlange compacta dos que se dedica-
ren) a contejcncias d'esta ordem, se levantarn
os novos Atlantes da ilteratura patria ; e a nos-
sa provincia ainda ver n'esse resultado um
grande melhoramento social.
T. B.
PERN. TYP. DE M. F. DEFAUIA. 1860"


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