Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09015


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Full Text
AMO niYi. HOMERO (4.
Por tres mezcs adian'ados 5S0O0.
Por tres mezes yenciJos 6$0OO.
SABBADO 17 DE MARCO DE !86C.
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
EN'CiRHEG.VDO DA SLBSCRIPgAO DO NORTE.
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o Sr.
A. de Lemos Braga;Cear,o Sr. J.JosdcOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribeiro
Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnnior ; Tara, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas, o Sr.Jeronyrno da ("osla.____________
P A U111> A DOS CO K REI os.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anlo, Bczerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreios parte mas IQhoras da manhfta.)
AUDIENCIAS DOS TRIBU* AES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: trras feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMEMDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheia as 10horas c24 minutos da manha.
14 Quarto minguaute as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 Loa nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS da semana.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. doul da igr.
13 Terga. S. F.ufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Quarta. S. Malhildes rairiha ; S. Afrodizio m.
15 Quinta. S. Henrique rei ; S. Zacaras p.
16 Sexta. Ss. Cyriaco e Taviano rnm.
17 Sabbado. S. Patricio ap. da Irlandj.
18 Domingo. S. Gabriel Arclianjo ; S. Narrizo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr.Claudino Falco Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manoel Figueiroa d
Faria.na sua livrara praca da Independencia ni.
6 e8.
PARTE OFFICIftL.
GOYERXO DA I'IIOVIM I V
DESPACHOS DO DA 8 DE MARCO.
Requerimentos.
1127 a 1130. Abilio Fernandes Trigo do Lou-
rciro Amaro Fernandes Daltro Chrislovo de
Jlollanda Cvale*ole Mello e Jos Lopes Carneiro
a Cunha concurrentes arremalaco da con-
sorvacao da estrada da Victoria.Te ni de ser
eitos por administraco os trabalhos de que se
trata.
1131. Antonio Jos de Souza, guarda do ar-
senal de marinha, pedindo un gratificaran de
400 ris diarios pelo lempo que servio de por-
teiro no inesmo arsenal. Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha.
1132. Antonio Jos Bezerra, pedindo entre-
ga dos documentos nnexos a una pelico diri-
gida a S. M. o Imperador.. Como requer.
1133. D. Clia Francisca da Silva Coiitinho.
v. n." 60b' Como requer, sendo este despa-
cho presentado ao Sr. direcior geral aa nslruc-
co publica para o fin conveniente.
1134. EneasBruce v. n. 744. Como re-
quer, sendo este despacho apresentado ao Sr. di-
rector geral da instruccao publica para o lim con-
veniente.
1135. Epifanea Pereira Tarares de Lira, pe-
dindo dp novo que se Ihe entregue urna Bina que
cm Janeiro ultimo deitou na roda dos expostos,
obrigando-se pelas despezas que se houver fei- \
to. Informo a administraco geral dos cstabe-
lerimcnts de caridade.
1136. Flix Rodrigues Pinheiro. Como re-
quer, sendo este despacho apresentado ao Sr. di-
rector geral da instruccao publica para o lita con-
veniente.
1137. Guido Martins Duarle, pedindo ser
alistado no 4." batalho de artilharia de liana.
A presente-so inspeceo no quarlel general.
1138. Henrique Augusto Milel. v. despa-
cho de 24 de novembro de 1859. Na forma re-
querida.
1139. Joo Hypolito de Meira Lima. v.
n. 552. Valle ao Sr. director interino da re-
parlico das obras publicas para proceder na
conformidade de sua informadlo de 29 de feve-
reiro ultimo sob n. 88.
1140. Jos Joaquim Nogucira v. n. 826.
Podeni seguir.
1141. Lourenco Jos de Rosario, pedindo se
mande por em liberdade seus tilhos Goncalo e
Francisco, recrutados o primeiro para a marinha
e o segundo para a companhia do aprendizes
marinheiros. Informe o Sr. JDr clicfe de po-
lica.
11 2. Manael Alves Guerra v. n. 10 7.
Passsc-se portara concedendo licenca na forma
requerida.
4143. Manoel Polycarpo Moreira d'Azevedo.
eterivio do arsenal de guerra, pedindo dous me-
zes de licenca. l'asse-se portara concedeudo
a licenca requerida.
1141. Pedro Alcxnndrino de Barros Caval-
Cante de Lcenla, pedindo entrega de um reque-
rinienlo devolvido da secretaria d'eslado do im-
perio, alim de satisfazer o que foi exigido. Co-
mo requer.
1145. Pedro Rodrigues da Silva, pedindo li-
cenca para fazer transportar para esta cidade 500
duzias de pranchoes de varias madeiras, cortados
cm mallas de sua propriepade. Informe o Sr.
capilo do porto.
1146. Rosa Maria da Conceico, apresentan-
do os documentos, com que pretende provar a
isenco legal de seu lilho Felippc de Santiago,
Tecrulado para a marinha. Informe o Sr. Dr.
chefe de policio.
1147. Padre Joo Servulo Teixeira v.
n. 584. Como requer, sendo este despacho
apresentado ao Sr. director geral da instruccao
publica paraolini conveniente,
O/Licios.
1148. Do Dr. chele de polica, apresentando
a diaria abonada a um desertor do corpo de po-
lica. Hemeltido ao Sr. inspector da ihesoura-
ria provincial para mandar pagar, estando nos
termos legaes.
1149. Do mesmo, solicitando se mande pa-
gar a Eslevo dos Alijos da Porciuncula a quan-
ta de 1539400 rs., despendida com o sustento
dos presos da cadeia do Cabo, do 1." de Janeiro
ao ultimo de fevereiro. Hemeltido ao Sr. ins-
pector da Ihesouraria provincial para mandar
pagar, estando nos termos legaes.
1150 Do mesmo, communicando que remol-
lera para a campinhia de aprendizes do arsenal
de guerra os menores Jos Felippe de Mello e
Sil vino Jos de Barros, que se achavam em com-
pleto desamparo e abandono. Informe o Sr.
director do arsenal de guerra se os menores es-
li as condicoes legaes, para seren admitlidos
un respectiva companhia.
1151. Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Pao d'Alho, apresen-
tando o prct para pagamento dos vencimentos
dos guardas nacionaes em destacamento. In-
forme o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
1152. Do inspector da Ihesouraria de fa-
zenda, declarando haver crdito para pagamento
da compra da madeira olferecida por Francisco
lavares Lima, nao sendo ella em quanlidade ex-
traordinaria. hemeltido ao Sr. inspector do
arsenal de marinha para fazer urna cscolha das
madeiras mais convenientes, enviando nota dol-
as e da respectiva importancia.
1153. Do mesmo, informando, com referen-
cia aos despachos n. 973 e 1051, que nao ha
collectoria geral em Cabrob, mas sim em Boa-
Vista, onde se arrecadam os imposlos pertencen-
tes ao termo de Cabrob. Informe o Sr. Dr.
chelo de polica vista do que se declara as
informaces das thesourarias de fazenda e pro-
vincial.
1154 Do capilo do porto, representando so-
brea inlelligencia dada pelo inspector do arsenal
de marinha disposico do art, 4." do decreto
ii. 800 de 30 de junho'de 1851, prohiDindo a sa-
bida oo pralico-inr por occasio de sinistros oc-
curridos a qoaesquer navios [ora do porto. In-
forme o Sr. inspector do arsenal de marinha.
1155. Do cirurgio Manoel dos Guimaraes
Peixoto, encarregado do curativo dos accominet-
tidos de bexigas na villa da Escada, pedindo la-
minas de pu/. vaccinieo. Informe com urgen-
cia o Sr. commissario vaccinador provincial.
- Viva a honrada assembla geial.
Hoje, ao meio dia e um quarto da larde se
reuni no salp do suas sesses o honrado corpo
legislativo em assembla geral, em numero de
52 entre senadores e representantes, sob a pre-
sidencia do Sr. Dr. D. Florentino Castellanos.
Feila a leitura da ultima acta antecedente,
foi approvada.
O Sr. presidente annunciou assembla que
se ia proceder eleico de presidente da rep-
blica.
Em seguida procedeu-se a recolher os votos
que em cdulas lacradas levavam os Srs. senado-
res e representantes.
Feilo o escrutinio rcsultaram eleitos :
O Sr. D. Diego Lamas, com 2 votos.
O Sr. Dr. 1). Bernab Caravia, com 2 ditos.
O Sr. D. I. F. Gir, coro 1 dito.
O Sr. D, Bernardo Berro, com 47.
Resultando o Sr. Berro com a maioria legal,
foi proclamado pelo Sr. presidente da assembla
presidente constiiucional da repblica.
Acto continuo foi chamado o Sr. presidente
eleito a prestar juramento, o que fez sobre os
Santos Evangelhos.
a As galeras eslavam apinhadas de povo : c
no momento de conliecer a eleico proromperara
nos mais enlhusiasticos vivas e demonstraces
de regozijo pela eleicu acertada da II. C. G. na
pessoa do Sr. Berro.
O novo presidente da repblica sahio do re-
cinto do corpo legislativo, acompanhado de um
immenso povo, que o viclonava em lodo o seu
transito al hogar a igreja matriz, onde leve lu-
gar um Te-cum.
A praca da Consttnico, as varandas da to-
dos os edificios adjacentos scena da rcpresenla-
fo nacional achavam-se coberlas de senhoras,
que tambem tomavam parle no regosijo publico.
Os sinos dos templos, os fogueles e os vivas
enthusiaslicosdo povo annunciavam a nacao que
havia sido eleito o liomem de suas ofleices o es-
peranza.
Todas as corporaces civis e militares prepa-
ravam-se nesse momento para ir fellicilar o su-
premo ehefe do estado.
As dilTerentes bandas de msica dos corpos
' 'da capital locavam nessa noite na casa cm que
mora o Sr. presidente.
Sabemos tambem que os amigos do novo pre-
sidente preparam urna formosa serenata que per-
correr as ras da cidade, e lhe faro una guar-
da de honra.
Felicitamos a todos os habitantes da rep-
blica por urna eleiro que satisfaz as aspiracoes
de lodos, c que oferece a esta patria desgracada
dias de paz, ventura e bem-eslar geral.
Cumprimos o dever de manifestar nossa gra-
tdo II. C. G. pela eleiro que acaba de fazer,
visto que com ella soub corresponder digna-
mente aos desejos do paiz inteiro.
Baixou igualmente no dia Io de marco o de-
creto de posse do novo presidente. A Coustittti-
co publica-o no seu numero de 2 do correte,
e dola aqu o Iranscrevemos :
Decreto.
Montevideo, Io de marco de 1860.Haven-
do a honrada assembla geral, em sesso desla
dala, eleito para exercer o presidencia constitu-
cional da nacao ao ctdado D. Bernardo Borro, e
lendo este prestado peraulo ella o juramento
proscripto pela lei, o poder executivo accorda e
decreta:
Art. Io. Fica em posse da presidencia da re-
publica Oriental do Uruguay o cidado D. Ber-
nardo Berro.
Art. 2o. Ordena-se o reconhecimenlo ; com-
municou-se a todas as autoridades e ministerios
do estado; publique-se c registre-se no livro
competente.
O novo presidente anda nao havia organisado
o seu ministerio. Nao obstante, o ministerio do
Sr. Pereira deixou de funcionar desde o momen-
to, em que toniou posse o Sr. Berro, retirndo-
se lodo do poder com o ex-governador, confor-
me a praxe seguida nos pazes republicanos.
Em virtudedisso baixou no mesmo dia o pri-
meiro decreci do Sr. Berro, encarregando interi-
na mente das pastas aos officiaes maiores dos res-
pectivos ministerios.
Este decreto nos seguales termos:
Decreto.
Ministerio do governo.Montevideo, 1 de
marco de 1860.Emquanto nao se procede a or-
ganisaro dos ministerios do estado, o presiden-
a respeilo do Sr. Pereira, das antes da eleico,
ler pnssado o poder ao presidente do senado, na-
da vemos nos jornaes que a confirme., Ao con-
trario, no dia da eleiro a assembla geral foi pre-
sidida pelo Sr. Castellanos, oque prova que este
cavalleiro nao se achava exercendo as funeces
de presidente.
Indo em pessoa ao Herval, conseguiu S. Exc.
fazer prender os famigerados assassinos Luiz Va-
lerio, Pedroso Pereira, Abel Costa, Aslrogillio de
tal, Jos Ramo, Crespo, e o celebro Chaparro,
companheiro de Paraguay.
Oestes assassinos cr.nseguiram pvadir-se As-
Irogillio e Abel Costa, e foi morlo em acto de re-
Foi adiado no senado, em ssesso de 29 de sistencia, nove leguas distante de Jaguarao, o cc-
fevereiro, a votaco do projecto sanecionado pe-
la oulra cmara, elevando o Sr. 1). Gabriel A.
Pereira ao posto de brigadeiro-general, que c o
maior posto militar da repblica.
O Sr Ruiz pedio que se votasse esse assump-
to antes da eleico do novo presidente ; o Sr.
Vellasco porm requereu adiamento eoadiamen-
to passou.
Entre os que votaram contra o adiamento. que
f ora ni apenas quatro, achava-sc o Sr. Berro.
De Buenos-Ayres as noticias nao sao milito r-
sonhas, e ludo induz a crer que anda dcsta vez
Buenos-Ayres nao entrar de facto no seio da
confederarn. Opa-'odell de novembro est
ameacado de ir fazer companhia ao pacto littoral
e a lanos oulros que desde a independencia das
provincias argentinas lem sido feitofl apenas para
seren desfeilos.
A qucslo agora ja nao com o general Urqui-
za. que permanece na sua abstenco recolhtdo
lebre Chaparro.
S. Exc trouxn comsigo os assassinos da la-
mina Ribeiro, to Arroio Grande, Jos Ramo e
Crespo, c os assassinos de Porciuncula, do Her-
val, Pedroso e Valerio, o trouxe mais, para re-
crula, um irmo de Crespo, ladto de vaccas e ca-
vallos.
Diligencias lo importantes como estas bem
poucas se contaro na historia da represso do
crime de nossa provincia.
Mil heneaos caiara sobre S. Exc. pelo im-
portante servico que acaba do prestar ao muni-
cipio de Jaguarao, o por conseguinte provincia
inteira, por ter expurgado da sociedade taes faci-
noras.
S. Exc. parou cm casa do Sr. Dr. Canarim,
aotide foi comprimentado por muitas pessoas
gradas, e hoje pelas 8 horas parle para Porto-
Alegro
O Mercantil de Porlo Alegre do 1. do corren-
x Una carta que hontem recebemos de D. Pe-
drlo, dislricto do Bagi, com data de 10 de feve-
reiro, cniitm o seguitite trecho, que julgamos
til publica-lo :
.... Quando aqui chegou o Eco de 10 do pas-
sado, as autoridades locaes lomaram as medidas
necessarias e instauraram dous processos ao Cura
Bastos Ros, um pelo facto das ccrlides que se
negou a passar, e outro pelos tpicos accusalorios
da correspondencia.
O cura vendo que nao podia destruir as aecu-
saces que lhe sao feitas, tomou o partido de
vingar-se do insolente que se atreven a levar ao
dominio do publico os escndalos de sua reve-
rendissima pessoa; e assim resolveu, ao que se
diz, mandar tirar a vidadequem elle suspeilou
ser autor da correspondencia.
Reatisando seus intentos, deu-se o facto do
ser o cidado Manoel Antunes da Luz victima de
um assassino, quo na noito do 26 do passado,
serian] 10 hras mais ou menos, violentando a
casa d aquel le cidado, desfechou-lhe dous tiros,
que o deixarain gravemente ferido. O assassino
eslava vestido de branco, e trazia o rosto atado
com um lenco.
Procedeu-se a corpo de delicio no ferido, e
instaurou-se o processo.
A voz publica apona o padre como mandan-
te do attentado, e as teslemunhas que tetn sido
inqueridas me consta que tambera condemnam o
padre.
trema
correo o hornera que se denomina ministro de
Dos.
INTERIOR.
Itio 8 de niari'i. de 1860.
Entrn hontem dos porlos do Rio da Prata o
paquete inglez Mersey, que j tardava. Demo-
rou-se desta vez em Montevideo mais do que
costumava fazer em sua passagem por all, alim
de poder trazer a importante noticia do resulta-
do das eleices de presidente daqoella repblica.
Por elle tivemos datas e folhas desta capital
at 2 do corrente; de Buenos-Ayres al 28 do
me/, passado ; da Confederarlo Argentina at 23,
e de Paraguay at 20 do mesmo mez
A eleico de presidente do Estado Oriental te-
ve lugar no dia Io de margo, como eslava mar-
cado. Foi eleito presidente, ej se acha de posse
Coatirmaram-se pois as nossas noticias anteriores.
Uro supplemcnto da Presse Oriental, que cir-
culava a ultima hora, d conla dclalhada desse
facto no seguinte artigo :
A8tembla geral.
Viva a constituido do estado.
Viva a republca Oriental do Uruguay.
le da repblica accorda e decreta .
Art. Io. Os officiaes-maiores autorisaro era
qualidade de ministros interinos o despacho de
suas respectivas reparlicoes.
Art. 2. O official-maior do governo autorisa-
r o presente decreto.
Coraraunque-se, publique-se, etc. Berro.
Carlos Carvalho.
Nao podemos deixar passar sera reparo, que no
escrutinio que d a Prensa Oriental das eleices
de presidente da repblica, nao appareca com vo-
l algum o Sr. D.Julio Pereira, candidato que as
ultimas nnlicias que aqui tullamos davam anda
como nico competidor do Sr. Berro.
Isso faz-nos crer que os amigos do Sr. D. Ju-
lio Pereira, reconhecendo-se em minora, ou por
qualquer outro motivo, nao compareceram no
dia da eleico. Confirma cssa nossa supposico
o numero de senadores e representantes que se
rcuniram nesse dia, e que nao forma seno duas
tercas parles pouco mais ou meaos das duas c-
maras reunidas.
Nao comprehendemos, porm, a ser assim, a
razo por que a Prensa Oriental cala cssa cir-
cumstancia. A victoria do Sr. Berro nao seria
menor por isso ; ao contrario seria maior, poique
partido algum que teuha consciencia de sua for-
ra e nos seus meios deixa de aceitar a lula na
occasio solemne ; sobretodo no Rio d? Prata, em
que a eleico de presidente decide sempre da
sorle da expatriaco do partido vencido, com-
quanlo desta vez esperemos da prudenciare popu-
landade do Sr. Berro que a sua presidencia aca-
be para sempre com isso.
Picamos, pois, anda suspensos sobre a razo
da nenhuma votaco do Sr. D. Julio Pereira.
A fepublica, jornal que defenda a sua candi-
datura, e que naturalmente laucara alguma luz
a esse respeito, nao appareceu no dia 2 de marco
por ler sido feriado o dia antecedente. Anda em
sua revista niensal do dia anterior revela esse
jornal urna grande confianca no triumpho do seu
candidato.
Apezar, porm, da falta de noticias completas,
podemos allirraar, pela leitura de outros jornaes
da ultima data, que a eleico foi feila na mais
perfeila paz.
Sao eslasas noticias mais importantes de Mon-
tevideo ; lodas as mais crecem de interesse.
O Sr. Olio W. Wildner foi reconhecido no ca-
rcter de cnsul de Hamburgo.
O engenheiro Luiz Rabu foi nomeado inte-
rinamente vogal scientifico da commisso topo-
graphica.
Foi concedido ao porto do Paisandu o deposito
de eieilos mercantis procedentes dos porlos da
repblica ou directamente do exterior por Ierra
ou por agua, comas raesraas condicoes que tcm a
alfandega de Montevideo e a do Salto. Essa con-
cesso comer i a ter vigor quando se achem ter-
minados a alfandega e caes daquella cidade.
A este respeilo diz a Repblica que o commer-
cio de Paysandu secotisou para a realisaco des-
sas obras, devendo os capitaes invertidos ser in-
demnisados mais larde pelo erario publico.
Em oulra occasio publicaremos o rotatorio du
ex-ministro da fazenda apresentado as cmaras
no dia de sua abertura, assim como o discurso
de abertura do ex-presidente.
Quanto noticia que ha dias publicamos, refe-
rida pelo capite do brigue porluguez Improviso,
sua fazenda. Buenos-Ayres parece mesmo con- lo transcreve a seguinte carta de D. Pedrilo :
lar com elle na luta que ja prepara contra a con-
federarn durante a prxima presidencia do Sr.
Derqui.
A Trtouna chega mesmo a dizer cheia de f.
defeudendo o pnclo de unio, que o Sr. general
Urquisa nao consentir que o Dr. Derqui rompa
o ajuste que elle firmou e garanti.
Exlranha, nao obstante, esse jornal que o Sr.
general Urquiza, achando-se anda de posse do
governo, nao lenha submetlido ao congresso fe-
deral legislativo o pacto de unio, havendo so-
breludo convocado o congresso extraordinaria-
mente para submelter-lhe o tratado ltimamen-
te celebrado entre a Hespanha e a confedera-
cao, que de menos importancia.
Um fado sobreludo serve de cavallo do bata-
Iha imprensa de. Buenos-Ayres para a sua in-
triga contra o Dr. Darqui. Esse facto o se-
guate :
Como ja dissemos, o governo do Paran passou
urna nofa ao de Buenos-Ayres reclamando a na-
cionalsaco das alfandegas dessa ptovincia
apoiaudo-se no paci de 11 de novembro. O go-
verno de Buenos-Ayres, apoiando-so lambeta no
pacto, negou-se exigencia do goveino da con-
federaco.
Este governo, porm, nao replcou, deixando
suspenso o assumplo. Insina eato a imprensa
porlenha que a qupslo dormir al a subida do
Sr. Derqui presidencia o qual nao attender s
razos apresentadas pelo governo do Buenos-
Ayres.
A isso acompanha um cortejo de boatos com
fundamento ou sem elle, que a raesma imprensa
se incumbe de fazer circular ; entre outros, o do
restabelecimenlo dos dreitos dilferenciaes, que
lem intima connexocora a quesloda nactona-
lisaco das alfandegas.
Tudo isso, porm, nao passa anda de receios :
nao sppareceo por ora nelo algum do governo de
Paran que revele desrespeilo aberto ao pacto de
unio. Se lem havido imeacas, ossas nmenens
anda nao se encarnaran! era tactos e em hostili-
dades.
Assim assustada e amedrontada, deixou a cida-
de de Buenos-Ayrp3 o paquete inglez Mersey. A
convenco provincial continuava os seus traba-
lhos no meio desses temores.
A commisso encarregada de esludar a consti-
tuieo de maio e de apresentar as reformas, an-
da nao havia dado o seu parecer.
Essa commisso conipunha-se dos Srs. D. Bar-
Iholomco Mitre, presidente da commisso Dr. D.
Dalmacio Velez Sarzelield, Jos Berros Passos,
Antonio Cruz Obligado, Luiz D. Domingues, Do-
mingo Sarment, Jos Marmol.
Deses membros, s o Sr. Dr. Domingues pe-
la annexaco sem reforma.
Osliaballtos da commisso ainda nao sao co-
nhecidos: consta, porm, quejase acharo promp-
las as reformas de alguns arligos da consliluico,
sendo o que diz respeilo capital da repblica
o que mais duvidas e divergencias tem occasio-
nado, porque Buenos-Ayres nao deve ser a ca-
pital, outros que deve s-lo ; oulros finalmcnta
que deve federalisar-se urna parte da provincia
para servir de sede s autoridades nacionaes. Es-
tes apresenlam S. Nicols para a capital.
Confirma-se a noticia que ja demos ha tempos;
o Sr. Alsina c o Sr. Conesa. deputados confe-
derarlo provincial, renunciaran e nao lomaram
assento.
As eleices de representantes devem ter lugar
no dia 25 do corrente, conforme a constituido
do estado. Para ellas ja irabalhave o Club Li-
berdado.
Tinham sido trocadas enlrc o governo de Bue-
nos-Ayres e o de Paraguay as ratificaces do
pacto de 11 de novembro.
A Campanha havia soffrido urna grande secca
que ja ia desapparecendo.
O governo celebrou um contrato com D. Alfon-
so Leliebre para a construcQo de urna nova es-
Irada de ferro que correr em direceo ao sul por
urna extenso de 100 kilmetros.
Da confederaco pouco ha a mencionar. O no-
vo presidente eleito Dr. Darqui doria tomar con-
la do governo no dia Sdesle mez.
Coniinuam os boatos antigosde que o seu mi-
nisterio sccompora dos Srs. Guido, guerra ; Al-
vear; estrangeiros ; Pujol, governo ; Calvoi, fa-
zenda.
aquolles, a quera conliasse o mando, livessem
falta de energa, ou de criterio.
A situaco do outi'ora era por tanto de risco
permanente para a sociedade, e dava em resul-
tado o seguinte :
1. A necessidade de satisfazer o governo at
os instinctos, e as paxoes de seus amigos,
como coadico de vida e de seguranca.
2." A prsalo excessiva do Governo na accSo
do poder legislativo, como a recompensa de seus
favores ao espirito de partido.
3." Fmbaracos para a coroa no exercicio de
suas mais importantes faculdades.
O geverno era o cscravo dos parldos, c os
partidos escravos do Governo no parlamento.
Vejamos agora o que a situaco actual, ou a
poltica de hoje.
[Jornal da Tarde.)
142
139
57
5pc que alcancio
assembla
Os institutos de agricultura,
A creseo dos institutos agrcolas fui o facto
mais memoravel da visita do Imperador as pro-
vincias do Norte.
A agricultura, que nada tnha ainda
dos altos poderes do estado seno quatro
oblido!
lindas
de estradas de ferro de 20 leguas cada urna, e
que via-se razada pelo imposto, pelas seccas,
pela alta do juro, e sobreludo pela falla de bra-
eos, e de caminhos regulares, achou-sede repon- I
e elevada a altura do primeiro interesse brazi-
teiro, que devia ser protegido, e auxiliado.
O Imperador organisando pessoalmenle asso-
ciaces, que toniem a peilo a promoco dos me-
Ihoramenlos, de que carece a cultura, fabrica-I
cao dos principaes gneros de producio naci-
nal, dcmonslrou claramente ao paiz, que (ara
d'esse assumplo o objecto de seus constantes dis-
vellos, de sua paternal sollicitude.
Quando a maior personificaco do despotismo
curopeu se reeomtuenda ao mundo, e a Franca
por sua dedicaco a agricultura, ao commercio. ;
c a tudo quanto capaz de activar a prodcelo
do solo, do t raba I lio, e da inlelligencia inus- ;
trial, nao podia o Sr. I). Pedro II, o chefe do
mais livre, o poderoso estado da America Meri-
dional, deixar de fazer votos ardeuies, e de em-:
pregar tambem es maiores esforcos para tirar:
do abandono em que jaz, a primeira fonte da i
riqueza brazileira.
A creaco dos instutos agrcolas pois um
grande acouteciinento para o Imperio, e para a
Bahia, do que nenhuma nutra provincia, tlagel- j
lada n'esses ltimos aunos por mil contrarieda- '
des, que se conspiram contra sua lavoura, e es- l
pecialmenle a do assucar:
Essa creaco indica.
Que o Governo Imperial ha de pedir as cama-
Suppleiites.
Francisco Ribeiro Moreira
Aurelio Ferreira Espiaheira
F. A. Rodrigues Vianna.
Le-se no Diario da Bahia
Recebemos folhas de Serg
a 7 do corrate.
No da 5 do corrente abriu-sc a
provincial.
l.-se no Correio :
Na villa da Cipella deu-se ha dias um facto
I de bastante arrojo c de seria attenco para sub-
1 sequenles.
Constou ao subdelegado quo em Ierras de
I una propriedade d'engenho exista um quilom-
bo de prelos fgidos a diversos senhures, os
quaes commetliam varios crimes.
Foi perseguil-os em seu coulo com l pra-
cas do destacamento de polica, commandadas
por ora oflcial do mesmo corpo.
Chegadas ao lugar s encontraran) dous ne-
gros em urna senzala ou palhoca ; cercaram-n.i,
e sentidos pelos negros estes* declararam lugo
que se nao rendan seno morios.
A (orea dispoz-se. Arrumbada a porta pe-
la manli, os negros sallaran a campo e al-
raram em dous soldados que cahiram logo mor-
talmeate feridos um na cabera e outro no peilo
direlo.
A tropa tambem fez fogo ; mais foi mais in-
feliz ; de seus tiros s tesultou a morte de um
negro, e o ouiro zombou dos 12 soldados dis-
ponveis. deu asgambas e foi-se I I
Cremos que a diligencia foi mal dirigida, o
por isso mal succedida .
PERNAMBUCO.
ras proteceo elficaz para a agricultura, e quo os!
Todas as pessoas sensatas do luga* eslao ex- serviros prestados a esse ramo importante da in-
L'mamente admiradas de ver o meto a que re- dustria nacional nao de ser muilo apreciados
por S. M. o Imperador.
poucas
iIAIIIa 2 MARCO.
Apolitjca de outr'ora, e a poltica
"* do hoje.
Ha no imperio duas ordens de esladislas, dous
grupos de homens polticos, sobre cujas opini-
oes a dissolueo dos antigos partidos, que j
um facto consumado, itiflue de urna maneirano-
tavel, e diversa.
Esludar o carcter da poltica de outr'ora, e
da poltica de hoje, para comparal-as, e tornar
salientes seus defeilos, suas vantagens, nao ser
seguramente trabalho sem ulilida.de, e mesmo
sem merecimento.
Ha dez annos o imperio eslava dividido em
dous partidos, dos quaes um se dizia defensor
sincero da ordera e mantenedor convencido das
prerogativas indispensaveis ao prestigio do prin-
cipie de aucloridade.
O outro va perigos, e pongos serios para o
elemento democrtico da constituico e suspeilava
cruelmente da boa f com que |sus adversarios
procuravam apregoar-se ordeiros por exccl-
iencia.
D'ahi urna lucia cruenta, aleada por injuslicas
reciprocas, e utna aniraosidade, que tirara a to-
dos amparctalidade indispensavel gerencia da
publica admnislraco.
O governo atacado sem rebuco, calumniado
desabtidamente, tnha necessidade ile collocar a
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESS.U) ORDINARIA EM 15 DE MARCO. DE
1660.
Presidencia do Sr. bardo de Camaragibe.
Ao meio da, feita a chamada, achando-se
presentes 25 senhores deputados, abre-se a
sesso.
Lida a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do secretario do governo, remetien-
do por copia o do Exm. hispo diocesano acerca
do incluso compromisso da irmantfadc do Nossa
Senhora do Lorelo.A commisso do negocios
ecclesiaslicos.
dem do mesmo, remetiendo as actas de 13,
14, 17, 18 e 23 do Janeiro, 4 e 10 do fevereiro ul-
limo e de 13 do corrente, abriudo crditos nos
toimos dos artigos 30 da lei n. 473 de 5 de maio
do anno prximo passado.A commisso de or-
namento provincial.
ReprescnUco dos habitantes da freguezia dos
Afogados, sobre e necessidade de collocaco de
um chafariz naquella localidade.A commisso
Nao pretendemos n'essas
inhas com du obrcls l,ublitas-
que agradecemos cordialmenle ao Imper'ador,. KequeJimento da.dirocrao do collegto de S. Vi-
csse beneficio, que nos preslou, discutir o que
cente de Paula eslabelecido nesla cidade, para a
educro do sexo feminno pedindo a dispensa do
pagamento das passagens dos professores desso
collegtc, que exigido pela Ihesouraria provin-
cial.A commisso do orcamento provincial.
dem de Joo Evangelista Ferreira da Paz, es-
crivo do jury do termo de Caruar, pedindo so
devora desde j fazer o governo, e o instituto
para darem vida a agricultura desfallecida.
Apenas desojamos fazer um pedido, c mani-
festar uuia esperanca.
Pedimos ao governo que nao so esquena de
esludar, e do empreaender um grande systcmi I marque quot para pagamento do qneso lhe de-
do viabildade, que sirva as Zonas productoras vc d" custas de processos decahidos. commis-
do assucar, do car, do fumo, o do algodo. | sao de orcamento municipal.
Pedimos ao governo quo para isso nao se re- i dem de Hermenegildo Marcelino de Miranda,
Kceie de despezas, e de compromissos ianrados ao bedel do. gymnasio, pedindo augmento de urde-
futuro. nado.A commisso de ordenados.
L'm estado nao deve temor os grandes empe- i dem de Flix Gavalcant deAlbuquerque Mel-
nhos tomados para desenvolver seus germens I 'i pserivo do jury do termo do Santo Aalo,
Quaato s nossas relaces com aquelle gover
no, conlinuavam na mesma. O escudo da lega-
<;o imperial tinha sido retirado do Paran. O
Sr. Jos Maria do Amaral continuava em Monte-
video a gozar da sua licenca.
Do Paraguay finalmente todas as noticias sao
do paz e tranquillidade. A queslo ingleza, po-
rm, ainda nao se achava terminada.
Semanario de 18 de fe>creiro publica urna
nota que o governo paraguayo havia recolado do
miaistro de S. M. B., lord John Russell, rela-
tivamente queslo pendente.
de prosperidade, e de grandeza.
Para as grandes crizes as grandes medidas.
Abandane-se a poltica dispendiosa do Rio da
Prata, e venham os melhores engenheiros da
Europa, e da America do Norte esludar o Brazil,
e verificar como se ha de ligar ao littoral do
Imperio seus terrenos mais ricos, e mais acces-
siveis a colonisaco europea.
Se tormos fotts e ricos havemos de liquidar
mais tarde, e raelhor do
do termo do Santo
pepindo a divisao dos olficios de escrivo naquel-
la comarca. commisso*de pelico.
dem de lcllaimiao dos Sanios Bolco, no
mesmo sentido.A mesma commisso.
Sao lidos e approvados sem discusso os se-
guinles pareceres:
A commisso do constituco o poderes a
quera foi prsenle o diploma do* Sr. Dr. Ignacio
do Barros Brrelo, quo achem legal, por isso o
por haver reconhecido a ideulidado do mesmo
e raeinor do que agora, as nossas
quesles de limites com as traveseas repblicas i senhor, de parecer que se lhe d assento na ca-
do Prata. mar, como membro eleito pelo dislricto elei-
Manifestamos a esperanca de que o instituto toral.
Agrcola ha de desempctiliar perfeitaraente a sua Sala das commisses 15 de marco de 1860.
misso, e corresponder a coulianca extrema de Epatninondas de Mello.Barros de'Lacerda.
defeza na altura do ataque, e satisfazer mesmo que o revestiu a generosidade do Imperador. A commisso de itisirucco dublica a que
as paixcs e os instinctos d'aquelles que se mos- I A agricultura tem no conselho fiscal homens f prosente o requermenlo incluso de varios
travara mais corajosos, e mais dedicados em seu muilo distinclos da provincia, c aquellos de quem professores pedindo augmento da quanlia desig-
favor. I ella pode esperar mais no empenho de sua re- nada em lei para o alugucl de casa precisa para
Os adversarios da administraco a seu turno, I generaco. dar seu parecer que se obtenha informacocs da
e sem dar cotilas das necessidades, que elles i No conselho direcior encontramos tambem os directora geral de instruccao publica pelos ca
mesmos haviam criado para o governo, se iudig- nomes mais recommendaveis." naes competentes o que requer.
navam das injuslicas repetidas e pralicadas' Dirigido pelo delegado do Impercdor n'esla ; Sala das commisses 9 de margo de 1860.
pelos interesses, e pelo espirito de partido, os provincia, e em sua falta pelo cidado, cuja de- j Epatninondas de Mello.Joo Braulio.
encontravam no despeito. e na paixo, as armas dicaco a provincia maguera pode contestar, es-; A. commisso de posturas c negocios de ca-
de que deviam usar na lucia barbara, cm que peramos que nao deixar elle de elevar-sc al niaras a quem foi presente a pelico inclusa de D,
todos se achavam empenhados. la altura da confianca publica, c do primeiro Josefa Clara da Silva, precisa para dar o seu pa-
0 governe pois n'essa epotha, que passou, era prolector do instituto.
mais o chefe pronunciado de um partido de que
precisava para defender-se, do que o director
supremo de todos os interesses brazileiros, eo!
defensor conciencioso de todos es dreitos.
D'ahi a sua maneira de existir as cmaras, e
no pai/:
as cmaras seus alliados votavam com elle
desejava, com tanto que no paiz o governo fizes-
se quanto conviuha aos interesses de sua susten-
taco.
A posico dos plidos nao era tambem nor-
mal, e a que conviuha mais aos interesses do
Bral
As opposices sempre apaixonadas, os doestos.
vio no governo um inimigo a combater e de
fado o combaliam na cmara, sempre, e em
qualquer parte, quer o governo fizesse o bem ;
querse perdesse era censuraveis desmandos.
A lei n'essa situaco excepcional do paiz era
substituida frequeutemento pelo interesse do
partido.
A honra do liomem publico nao era o voto cons-
cencioso as cmaras, a conducta grave e mo-
derada no encontr das paixcs.
A honra era enlo a dedicaco a seu partido,
(Jornal da Tarde).
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Nessa ola lord John Russell respondeu que o ao 1ual se uev'a sacrificar tudo. Quem nao es-
consul inglez Hendcrson eslava competentemen- '
autorisado para tratar dessa qneslo, para o que
cxpedia-lhe as instrueges necessarias.
O paquete Apa, entrado hontem dos porlos do
Sul, traz dotas do Porto'-legre al o 1., do Rio
Ciaude at 2 e de Santa Calharina at 4 do cor-
rente.
No collegio de Algrete, nico de que nao li-
ndamos conhrcimento, a eleic&o para deputados
provinciaes den o seguinte resultado :
Feliciano Ribeiro de Almeida,43 votos
Teneute-coronel Manoel Lopes Teixeira, 41
votos.
Malinas Teixeira de Almeida, 40 votos.
Dr. Antonio Gomes Pinheiro Machado, 36 vo-
tos.
Dr. Luiz Alves Leite de Olivcira Bello, 33 vo-
tos.
No Diario do Rio Grande de 18 do passado
l-so :
A canhoneira Apa regressou hontem de Ja-
guarao, conduzindo a seu bordo o Exm. Sr. Dr.
Eduardo Pindalnba de Mallos, muilo diguo che-
fe de polica da provincia.
S. Exc. gaslou em sua viagem a Jaguarao 35
dias, lempo este que soube emprega-lo as mais
importantes e bem succedidas diligencias.
Sendo um dos maiores empenhos de S. Exc.
a captura dos assassinos que cm quadrilha asso-
lam o municipio de Jaguarao e Herval, S. Exc.
tere o prazer de ver cwtoado esse Uesejo.
livesse disposlo a to pungenlo tarefa devia a-
bandonar a vida polilira.
A dilficuldade do Governo eslava em poder
vencer os seus adversarios, o em poder dominar
os seus amigos : seus desgostos provinham da
necessidade de pesar muitas vezes sobre uns de
utna maneira irritante, e der a outros, o que o
interesse do Estado nao aconselhava ; ou antes
o governo era arrastado fatalmente a violencia e
a iajuslica para merecer a coulianca de seus de-
fensores
A aeco ministerial, eslava entregue mais, ou
menos a direceo dos cheles de partidos : em
compensaco sua misso as cmaras era fcil,
se elle tinha conseguido abater a opinio adversa
etn dias de eleico.
Nao precisava discutir as questes, porque o
seu partido dava-lhe razo contra lodos, e con-
tra tudo, mesmo porque os seus adversarios nao
lhe achavam razo etn cousa alguma.
Esta situaco tornava tambem muito embara-
zosa a posicao da coroa era relacao s organisa-
ces minisleriaes.
Substituir urna poltica por outra, um partido
por outro, era decretar enlo a oiudanca de todo
o funecionalismo em um paiz em que o funcio-
nalismo a industria mais procurada pela classe
media, isto pela gente que tnaipr influencia
lem nos pblicos negocios,
A coroa nao podia pois usar de urna de suas
mais nobres presogalivas, sem expor o p*iz a
lulas desesperadas, e arrisca-la a cxploses, se
reccr que a cmara municipal desta cidade com a
possivel brevidade, informe sobre o que requer a
supplicanle.
Sala das commissoos, 14 de marco de 1860.
Gilirana.^Barros e Silva. ,
A commisso do ordenados a quem foi pre-
Assembla provincial oceupou-se hontem com I sent o requermenlo incluso de Jos Beato da
a Ia. discussao do projecto n. 18 do anno pas- Costa director do collegio dos orphos, em que
sado, transferindo para acamara do Bonito a | pede augmento de seu ordenado, precisa para dar
sesmaria concedida s do Santo Anto, em vir- .' seu parecer, que a respectiva administraco u-
ludo do alvar de de julho de 1811. | forme com a possivel brevidade acerca da peti-
Orarara os Srs. Ignacio de Barros, contra, e cao do supplicanle.
Martins Pereira, favor. Sala das commitses, 14 de marco
Posto votos foi regeitado, apenas votando
favor os Srs. Marlins Peireira, Joo Braulio, e
Francisco Gilirana.
Entrando em 3a. discussao as posturas da c-
mara de Bonito, approvaram-se as emendas of-
ferecidas em 2'. dos aits. 63 e 68.
Nao havendo mais casa, o S presidente le-
vanlou a sesso 1 1/2 hora da tarde, dando
para ordem do dia, a mesma do antecedente.
O vapor inglez Tyne, trouxece-nos jornaes do
Rio al 10, e da Baha at 14 do corrente.
Em oulra parle vao transcriptas as noticias
de importancia.
Rio de Janeiro. Por decreto do 25 do pas-
sado foi mandado execular o regulamento orga-
nisando a reparlco do quarlel general da ma-
rinha.
Por ditlo de 3 do corrente foi concedida a de-
misso que pediu o 1". cirurgio do corpo de
saude da armada, Dr. Malheus da Cunha Xavier
Pragana, e por aviso de 6 a que egualmente
pediu o guarda marinha Francisco Pereira Leite
Ribeiro.
Por dito de 7, foi prorogado, por seis mezes, o
prazc concedido pelo decreto a 2400 de 2 de
abril do anno passado para encorporaco e co-
meco de operaces do banco industrial, com-
mercial e territorial do Rio de Janeiro.
L-se Correto Mercantil ;
Resultado dos desenoce cotlegios conhecidoe.
Barbacena, S. Joo d'El-Re, OuroPreto, Ma-
tiana. Leopoldina, Sabara, Campanha, Ub, Ha-
lara, Baependy, Ponso Alegre, Formiga, Serr,
Caldas, Diamantina, Minas Novas, Pitangui, libe-
raba e Patrocinio ( Fallao cinco) .
Os Srs. : votos
1. T. Ottoni. 779
2.Teixeira. 629
3. Firmino. 566
Cruz Machado. 506
Bahia. No dia 12 procedeu-se eleico dos
directores do Banco da Bahia, sainado elcitos
Os Srs, votos.
Manoel Joaquim Alves 546
Dr. L. Rodrigues Dutra Rocha. 453
Dr. Jos de Barros Pimentel. 398
de 1860.
J. J. de Souza Leo. Barros de Lacerda.
A commisso de instruccao publica, pata po-
der dar o seu parecer sobre" o incluso requeri-
mento de varios professores qne pedem augmen-
to no prazo das ferias, requer que se pecam pe-
las tramites regulares informaces a directoiia
geral da instruccao publica, ouvido o conselho
director.
Sala das commisses, 9 de marco de 1860.
A. Epatninondas de Mello, J. P. M*. Porlella.
L-se e approva-se sem discussao o seguale
requermenlo:
Requeiro que se peca a thesourara prorin-
oIbI por intermedio do Exm Sr. presidente da
provincia, informaces a respeito das quantias de
50j)275 ris pertencente ao padre Manocl'Games
de Brlo ex-coadjuctur de Bezerros, que eslavam
em exercicios lindos: 85120 do delegado de
Boa-Vista, quem os recebeu, c o que houvea es-
se respeito na mesma Ihesouraria; 82J0O0 da
professora I). Candida Carduzo de Mello e 51.
do professor Antonio dos Sanios Falco, quem os
recebeu, e no caso contrario, porque tozo na
so eflectuou esse recebimenlo.S. R.Braulio.
0 Sr Coelho Cintra: Pedi a palavra, Sr.
presidente, para fundamentar una iudicaco que
pretendo mandar mesa, e que diz respeito aos
negocios da companhia do Beberibe. Nao foi sem
fundados motivos, quo ha poucos dias requer ao
governo da provincia por intermedio de V. Exc.
informacps relativas ao curaprimentu das ulti-
mas cslipulaces celebradas entre a companhia c
o governo para a collocaco de quinze chafari-
zes, ampliando-se assim o seu numero, para c-
modo publico; essas informaces foram-me en-
tregues ha dous dias, e em lugar de dissiparem
os temores que tinha concebido a respeito da
sorle da companhia c do estado pouco lisoagciro
das suas obras, vieran) robustecer a miuha opi-
nio esse respeilo.
Telo contrario, a resposla dada pela compa-
nhia, manifesta claramente, que nenhumas len-
ccs tem ella de por cm pralica as cslipulaces
ajustadas com o governo da provincia. Foi-lhe
com effeito marcado o prazo de dez anuos pare a


n.
COllocaeude qnllize uuios diol.ni/.cs, j l vao
seis anuos e apeaos se cullocou um no ra do
Cotirordi-a ; restan) menos de qnatro annos para
fimla'r o prazo convencional. Entretanto, cons-
ta-aro, que- ella longc de se Ikt pteparado para o
comprmanlo de sc ajuste, h* se quer parece
haver pensado nisso.
sabor se forum procesando! us individuos accusa-
dos da delapidacao dos diuhciros pblicos.
O Sr. /'. de Brilo :- -Eu nao ngo o direilo da
casa, noto a contradirn.
O Sr. R. de Almeida :Nao estou em contradi-
cao ; porque oque qiiii, volando contra o reque-
riraenlo do Sr. Joao Cavalcanli, foi evitar ques-
loes ptNOMi, lando qne disae, queso o reque-
nmento do nobrc depulado fosso reformado no
DlABTO DE PERNAJT^g ^ XjMm y DE MAT,Co nE 1geo
Sem duvida, Sr. presidente, que para isso eon-
"ribuio o contracto celehrado pelo presidente da
provincia, que nado tarme o publico o so sentido de se pedirein inoTraacdes gerae* eVJo"
companhia ; porqoonlo leude a aggloin-rar qus- taha poc elle,como acabo de-fazer pelo requeri-
si todos -os chafamos em tomo da arteria princi- ment do meu coltega o Sr Braulio
pal do encanamont, oixando os extremos da O Sr. Perora de Brilo : Disso
cidade fallos i agua. uao era competente.
Shito dizer que acompanhia desde sua instal-
lacfto ate hoje uao tem tratado de cumplir seus
vompromissos part com o govorno ; tendo-se ab-
legado ella a fomecer agua potare! rom abun-
dancia para o cunsump de luda a cidade, nao
xem preenchido esse lim.
Accro-.se air.da mais, que tif.do o governo
obiigaeo restricta de vigiar sobre a marcha dos-
la companhia, de mancira a n;;o se sentir taha
tracto, isso se nao te.n (dio.
Eis o qeediz o coniraete: (lo)
Nao me consta que al boje a comanlas te-
lina side roagida a por em platica esla confhco,
tratando da limpeza dos canos e abunduncia da
requen-
que a casa
O Sr. kaflno de Almeida:Para lomar cotilas
a um juiz por nao ter processado.
O Sr. Pereira dt Brilo: Al tambem vamos
lomar cotilas.
O Se. Bufinn de Almeida : Apenas quero sa-
ber se levo ou nao conclusao o processo.
O Sr. Per;ira d.: Brilo :Eia a mesma coosa
que quera o requerimcnlo regeitado.
O Sr. fi:/lno de Almeida : O lim era oulro,
todos o saben,...
Vai a mesa c apoia-se o seguinte rcqaeri-
mento :
Kcqueiro que se pecan) informaces per in-
termedio do Exm. presidente da provincia sobre
o estado em que se aclia o processo instaurado
agua nesla capital, o parece que a Procidencia contra os ompregados da thcsouraiia provincial
'Divina nos vai aconselhando que devemes lomar
alguno providencia, porque j por veros temos
lido falta d'agua fies ohaati/r s.
O Sr. Pereira de liriio : Prora que tm havi-
*lo indolencia dos sdmiuislradorcs da provincia.
O Sr.Coelko C-intra : Se pcov alguma coli-
sa, centra a companhia, r'si; trf.o tern em sen
seio pessoa hatililada que lite -pessa indictf c
que se devo facer.
Todos nos sr.bemos, Sr. presidente, que ose )r-
pos quer animados, quer inanimados esle-su- i
jeitos accm destruidora < tura a m;u> reparadora i* tiomeiu nao uctrrali-
sar cssa a.\\.o : a cu:npa;i1:ia, lia seguramente
violo anuos, que asseiitou os canos, e e;.o Icm
feito o menor reparo neUcs.
A fdlia .i asua que nos sontieaos, nao c por de-
Qciencia della no acude do Piala, estou bem per-
suadido que c defeito qne-eitelo neis respiradou-
ris, porqne ha bem ponen tempo ofeservou-se
taita d'agua no Itcie, e fazendo-se ni examo
n um desses respiradouros, os para fosos cslavam
ni tal estado, que foi preciso quebra-los a mar-
reta, c asaiin do presumir que os litros este-
jain nos mesmas cundieses.
A companhia lem, verdade, trm monopolio
concedida por le; mas nao lem o aHreilo de abu-
sar desso privilegio, SKgcilando a populacao des-
ta cidade, triste evenlualidade de faltar-lhe
agua para beber, e impedmdo :il6 corlo poni o
desenroltimento da edificacao pela falla de cha-1
an/.es, asiminediaedes dos ceir'.ros povoados e
seus arrabaldes.
Se ella onearasse mollior.seus inleresses, nao
s teria enllocado chafarizes nesses lugaresqne
acabo de indicar, como teria at solicitado auxi-
lio do governo provincial pora isso; so por ven-
tura nao sao sutKctentes, os favores que loo rc-
norosamenle llio lem sido concedidos pelo go- i
verno o por esta ca^a.
A visia destas breves consideracoos, tenho de
mondot \ mesa tuna indfcarao, "que se a casa ;
julgar couvonrante, poder ser transformada em
projoclo de iosel-ces. [le)
Esla concordata a que eu lia pencme refe- !
n ; i compaiiliia apenas esiabeleceu nm chafa-I
na, laliam quatorae, c como seria mais conve-
niente a iliterario das estipulaces feitas entre a
rompatihia e o 0101110 para a rollocacao dos'
clia.uizis nos estreios do cidade, eu a indico,
porque fallos d'agua como sao o; nussos arrabal- '
<1's, c,s lugHiosquo foram destinados pora a col- tein
locflj-ao dos ovos chafarles, apenas rcvelam o laclo
commandanie e otlkiaes do corpo de pelicia em
o mino do 1853, por causa do alcance cnconlndo
nos cofres da thesouraria provincial : se ja fo-
ram julgados todos os individuos processados, e
no caso negativo quaes os motivos que lem obs-
tado o julgatnento linal,S. It.lUlino de Al-
meida.
O Se. Pereira de Bril, faz algumas considera-
ces em ordem a mostrar a contradicao em que
se acha o precedente arador o declara que vola-
r pelo requerimento.
Encerrada a discusso e posto a votos o reque-
rimento c approvado.
OKUEM DO DA.
Io discussao do prujecto n. 2 deste anno que
diz :
A assembla provincial de rernanibuco de-
creta :
Arl. 1." Pica concedido ao Instituto de agri-
cultura, fondadonesia provincia por S. M. o Im-
perador, umasubveneao animal de 10 conlos de
res por espaeo de 10 anuos.
Arl. 2. Ficam revogadas as dUposicdcs em
contrario.
j Sala dassessoes. 6 de marco de 1860. Dr.
Manoel do Naseimento Machado l'ortella.
E' approvado sem debate.
2a discussao dos -emendas oll'erecidas em 3a as
posturos da cmara municipal de Ipojnca.
Sao approvadas.
Sao tambem approvadas em 2a discussao as
posturas da cmara municipal do Bonito.
Dada a hora o Sr. presidente desigtla a ordem
do dio e levanta a sessao.
favoj.pi,
Discurso pronunciado na sessao de
IO do eoraaate pelo Sr. deputado
Francisco (. irius Itrandao.
O Sr. Itrandac ; Srs., n nobre depulado pelo
3 circulo, deviater completado a sua obra, de-
via ter sido franco, devia ter dilo ludo quanlo oc-
correu a respeito do lacio, que acaba de revi-llar
a casa relativo ao processo do meu amigo viga-
rij Francisco Pedro da Silva, mas quiz ter una
reserva, que por ccrlo nao merece o meu agra-
decimento.
Fui i'ii. Sis., quem npresentei, nao ao nobre
depuiado nicamente, mas ha muitos outres
membros, urna cerlilao autlienlicodes.se decan-
tado processo, a respeito do quallantbulha se r?ro. companupiro.
levantado neste recinto, mas foi este um 7?.0.?no.Pp.W:"."1
que sepassnu nn ante-sala entro amigos e
direlo* poliucos, porque Uo < .,,,^7^,, s,tll,, ull
automato, ou. como muito bem isse o nobro
segundo secretario, urna chanceara dos colle-
gios eleitoraes.
Sustento porUnto, que quando so-trata de ve-
rificar poderes, a assemWa nao pode prescindir
do exorne profundo de todas as quesloes, que
acompaa*ram,. surgirara da eleiyjo, nao po-
de renunciar o iteilo que tem de investigar a
verdade nos documentos, quelhc forem apresen-
tados, de apreciar, e moralisar os .fados, que
hoiiverem chegado ao sen eonhecimenlo, para
decidir, se ellos sao, ou nao verdadeiros, e de
natiiresa tal, que possoni invalidar a eloioao.
Vm Sr. Deputado:Tem o direito de despre-
nunciar tambem ?
O Sr. Brandao :Tem o direito do examinar,
seo processo foi feito segundo a lei, por juiz
compolcntp, e por um facto que a mesma lei le-
nha classilicado como criminoso ; lem aiuda o
direito de apreciar os motivos, que deram ori-
gem a esse processo, para nao sor instrumento
de urna vinganca, de urna perseguic&o.
Um Sr. Depulado :Mas isso em virlude de
lei ?
0 Sr. Branda :Em virlude da conslitui.ao,
porque ella nao quer, ncm pode querer que a
mentira prevaleca contra a verdade, e que ocida-
dao seja privado de um direilo poltico importan-
te, somonte porque houve quem contra elle pro-
ferisse urna pronuncia irregular, cnulla.
Agora, senhoies, submctierci a vossa aprecia-
cao o processo, que na villa do Ouricury se fez
contra o vigario Francisco Tedro, segundo consta
do documento que vos aprsenlo, e pennilti-ine
que faca o seu histrico, acompanliado d'algumas
reflexoos.
O Sr. I. de Miranda,:Nao
isso.
0 Sr. Brandao :Ora essa a sua opiniao.
temos noda com
guma o r. teen le coronel Alvaro, reeordo-me
de Ihe ter pedido aos lempos alraz ( cuja poca
nao posso lixar) cinco mil ris emprestados para
jogar, ello ra'os negou, mas sem que conversas-
sernos cousa alguma a respeito do Sr. doulor e
do do Sr. vigario.
Delegado:E o lenlo coronel Alvaro vota-
le odio, ou lem para com vot-e qualquer motivo
para Uto imputar o crime de mandatario em caso
tao grave ?
Indiciado :-Nao senhor, nao me consta que
elle me vote iudisposicoo alguma.
Delegado :Voe lem fados ou provas a alle-
lou-se d.guamenie, mostrando7nobreza do seu
carador, a reclidao do seu ,.sprt0
O Sr. Barros e Silva 'Apoadj.....
^'l^.epulado:-^^, ,' / era ,|b ,;
O Sr. Brandao:-.,. era pois misler ||laUU sa-1,, por algum f.-mpo era necessario arrancar-
me a_\ara para quC u vigario fosse pronunciado,
e assiui se fez, '
Urna das testemunhas dj processo (Zeferino
ooncali es Granja,) que era entiio delegado sup-
pieme, aprovtiiai.do-sc da circumstancia de ter gra do """tigo 9i da ronsliinieao nara o seeun-
do do art 8. 2., e para o erceiro aa do
art.7 combinado com as lcis regulamenlares
daseleicoes. Aojamos, porm, so alguma des-
sos regras prejudi.a as- condiees em que se
acbava o vigario Francisco Pedro ac temoo em
que fui eleito. F
Quando foi votarlo para
Ja fe ver, qne o processso do vigario, senda,
como era monstruoso e nullo, n.ia o inhiba do
ser vallidamenle votado; mas concedamos por
um momento, que esse proaesso lera regular o
conforme a lei, anda assim sustento que a elei-
cao do viario nao pode ser annullada.
Senhores, Ircsfactos distinclos, c muito im-
portantes se da> n vida do cidado, a saber : o
da acquisigao, oda suspenso, eo da perda dos
direilos polticos. Para o primeiro temos as re-
depois de ouvir ler e adiar conformo, indo tam-
bera assignado e rubricado pelo mosmo delegado
do que ludo dou f.
Eu Domingos da Silva Sardanha, cscriv.io lo-
meado ad hoc que o esc revi. Jos Joaquim de
.tarros, eapilao delegado.Thorna/. Pereita Piulo.
I.m vista disto, e da oxrontricidade do urna tal
historia, o delegado, poranle quem foi dada a
queixa.julgou-a improcedente, desproniinciando
o vigario, como consta do seguinte despacho :
Visto este processo julgo improcedente aquel-
la contra o reo o reverendo vigario desla fregue-
sa Francisco Podro da Silva, porquanlo as razos
de conviccao em que me fundanit-nto sao. que
queixando-se o bachatel Joao Aniones Corn-a
Luis Wandeiiey, enlao juiz municipal deste ter-
mo do mencionado reo, motivando a sua queixo
. por ha ver um individuo descoborlo ao leuenlo-
raa, consm a que outros pensem de diverso mo- | coronel Alvaro Ernesto de Carvallio Gronia (los
110, e Olio ill-si'iem .ilinr da ., ..al....... /. n--^ I l.......l.,......,_____ J
entrado em exvreicio, proceasa o honrado lenen-
gar. que justifiquen! que exacta esta declaraco corOMel Cornelio por crime de responsabilida-
do lenente-coronel Alvaro, que moslrc ser vce e Prn""fia-o par que ello ficasse suspenso
innocente ?
Indiciado: NSo senhor, nao tenho.
E como nada mais responden, ncm Ihc foi per-
gunlado, mandn o juiz delegado lavrar o prsen-
le aulo quo vai assignado por Thomaz Pereira
l into, a quem pedio o indiciado a seu rogo as-
signpsse, por nao saber ler nem escrevoi, e isso
passasse a vara para oulro supplenle do juizo
municipal, que era conivente na trama. Feilo
isto, c achando-se o vigario ausente em desobri-
ga, o queixoso bicharel Wanderley inlerpe re-!
cniso poranle o novo juiz, e como nao convinha- v'girio era eleitor da
que esse recurso subiste ao jmz de direito, por rc^on.heeido como tal pela cmara dos depuiados'
que o (un ora oulro, foi reformado o despacho secundo consta do documento que aprsenlo*
que susleiilou a deipronuricia, e o vigario pro- (tei e pois se era eleitor. podia validamente ser
por tentativa de turra A inlimacao 'Otado para depulado, visto como Ihe nao falla-
oes exigidas pela cousli-
ra depulado provincia!,
freguezia rio Ouricurv '
. --------------- ^ -.. w ^ ,.,. ,,, ---------------r... r-j... >,
U este novo despacho foi fola por corla, que nn- M de m lis condic
ca Chegou a mo do vigario, j se sabe, e de um lui'.on.
para oulro momento achou-so elle pronunciado e r Uin Sr. Depulado :
sem mois poder recorrer I poda ser eleitor. 1
Um &t. Uepulado :Que auloridade fez o pro- '
So de responsabilidauc ?
Perguiito, se na occaso
cesso ac resp
O Sr. Brandal: 0 supplenle do delegado.
L esla a historia d'essa monstruosa pronuncia, e
se ella, quo alias ja desapparereu pela unnime
decisao dos jurados, livor a (orea d
eleico do vigario Francisco Pedr'o.
sequizfaMr companhia, ogglome- collegas, e a primeira vez que vejo fazor-se
lanos junto da arteria principal do capitulo d" aeeusacao, e denunciar-se
pura poupar as despezas con- os
- em urna
discussao publica o que se lem conversado nos
corrodores, o que se tern ouvido conlidencial-
meole do um collega, ou de quem quer qoeseja.
l-az.-m seis annos que frequnlo os assomhlas
delilieratiras, e nunca fui Icsleinunha de lio dc-
pioravel procedimenlo.
O Sr. I de Miranda : Confidencialmente
neg, foi publico na ante-sala
0 Sr. Jirancao : Eu nao dei apartes ao no-
bre deputado.
O Sr. 1. de Miranda : Mas me provoca a
U Si. Coetke Cintra: Eu nao quero destruir 1 da-los. '
sidT-,',,^10, a'"" 'b ,i,.'S''j"' ',1"' B.Vftrtn) V*C,J"-1 Sr brandao : 0 nobre dop.,l,do ainda
rn a\. L'?*** ""r"-n;..es, oprove.tan.lo o Ion. .lem a palacra pa.a conleslor-me ; f.ca o, porquo
po que anda resta 6 companhia para a colima- | cu Ihereaponderej
hm,it,nli,''t1d'''W"eS' r0SnCOra ''"" e,lM S'- '' diss,; ''"" "Presenlei a rorlidao do processo
mldos mais renvcnientemente, tendo a diversos collegas
encan.irrionto
ron aos.
0 S'-. Pereira de ; lio 0 governo para que
nao lem f it.i cumplir o contrallo?
O Sr. Cotlkn Cinlra : Ainda nao acabou o
prazo; mas se em seis annos apenas collocou-se
mu chaariz, se senao lem dado a menor provi-
dencia...
0 Sr. Pereira deL'ro: Mas se ha um con-1
ira.to, se o governo j est autorisado,
nova autoi is.-n ao ?
para que
mais em vista o boin publico, do que os inleres-
ses particulares da companhia.
Designam-se por ezemplo mais Iros chararizes
pora o bairro do .Recfc. osqoaes, menos o do
rilar, podem ser dispensados ; oilo na Boa-Vis-
1 sendo um dellos na ra Pormosa,
pe da ponte existe um ; o do pateo
Croz la.r-.hi-rn julgo dcsnecessorio por
deposilo d,i ra des"Piro3, e mclhor seria que se I
colloeassc um no Gbora-menino. Por estas ra- ''
-'""" :" eu pi eo que o governo reconsidere a .
convencao, e trote d entrar em novo ajuste com I
acompanhia ; mandando lamben) inspeccionara
c-ncanamenlo para se l
rio Santa
ine tern o
; 0 0 que serve do prava de
que nunca Uve nten;&e do subtratar esse docu-
mento ao cenhecimento desla assembla, que
quando em urna das sosses paseadas tallas a so-
bre a materia o nobre deputado por Goianna eu
dedaroi quo linba esclarecrmenlos pora dar a ca-
p creto que (n-
iao de recordar
las-artes ?
O Sr. Brandao :-Em direito.
Oueam, c admireui. (Le).
Illui. Sr. rapiao delegado do termo do Ouri-
cury 0 actual juiz municipal deste lermo o ha-
chare! Joao Antunes Correa l.ins Wanderlov, vem
peranle V. S. qucixar-so do viRario desla fregue-
zia padre Francisco Pedro da Silva, sendo o mo-
tivo de sua quera o que passa a expender.
Estando o queixoso no dio 21 do correnle em
sua casa, appareceu o primeiro supplenle do de-
legado dosle termo, ca piteo Zelinno Gone.alres
Lima Granja, e diste que o motivo quo all ton
duna era loo somonte scieniilicar-me de urna
historia que no da antecedente Ihe contara o la-
belliae deste termo Rufino Jos da Cu una, a qual
foro ao mosmo labelliao contada pele tenenie-
coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, sen-
do osla historia a seguinte:
Estando o mosmo lenente-coronel Alvaro em
sua caso nesia villa, em dias do mea do jimeiro
do corrente anuo, ch.;gou-se i clleurn individuo
e pedio-Ihe um palaco ao que respondeu-llu- o
mesura lenente-coronel que nao linha dtnheiro
trocado nessa oceasiao ; pergiintou-lhe o indi- .,
vidno se o padre Francisco Pedro da Silva, .-.indo I pondeu que baria sJo con vid ido
nao Ihe novia fallado eui cousa alguma, respon-
deu-llio o lenente-coronel que nao, e o que ha
.pergunlou-lhe o lenente-coronel com muita ins-
tancia, respoudou-lhe o individuo, que o podro
Francisco Pedro havia controto Jo com elle e mois
componliPiro. para darem urna sorra de
erley. pelo que consideran-
do o mesmo lenente-corouei, que a poneos dias.
havij lido seu irmo o coronel Jos Severo
Granja urna conlestaco com o Dr. Wanderley, o
que pparecondo este fado se diria ler sido sen
relirido irmao o autor, por isso immediaianienlo
mandou chamar o seu relirido irmao, o qual che-
gando conversaran] a respeilo do que se havia
pausado, e aseatareni de removerem estes indi-
viduos, de eoinmelterom senvlhanto atlentado,
0 que conseguirn*, fazeinlo ver a esie individuo
ao que elle c sen companheiro se expunham se
tal lizessem, pois que, islo nao deixava de ter
descoborlo, e o maiormal seria dellos. E assim
dcuarara de por em pralica.disse mais que o in-
dividuo disseraque j nao inliam praticdo por-
que o mesmo doulor agasalhaya-sc muilo redo,
e que de sorle alguma o linham podido encon-
trar na ra.
Do exposto v V S. que o querolalacomroel-
teu o crime iiicnrion*d<> ao nrt. 2k;
pregada contra os
que actualmente so agseoiam n'eslas cadeiras.
Um Ur. Deputado : I-;1 a isso que o Sr. Jos
Anlomo Lopes chama geometra do mato. (Riso )
cesso, e destas sele, seis se referindo unnime-I *r' ,!r<"idl A cmaro ouca o leilura do
mente historia da surra propalada pelo leen- 1 documento, que prova o que venho de dizer.
te coronel Alvaro, 110 son dopoimenlo diz :
O Sr. D.tando : 'Tanto podio ser, uue o
era. *
Adquirido o direito poltico de. eleitor, na
D pode ello perder-se, emquanto corre o prazo do
, sua duracoo, seno as hypothescs dos arligos
. annular a } e 8. da consliluico, mas, em nenliuma del-
.0, fijar estabe- 'aa ncorreu o vigario Francisco Pedro, logo era
lecwn, qne dora em diante nenhumo eteicaese-l a contina ainda a ser eleitor, e por consequun-
ra segura, e que e eleito que contra siliv'eruni. c|n podia ser votado paja depulado
ou mais nimigos, que disponhara de alguna V* Sr. Depulado :Est discutindo sem ue-
meios, nao poder jamis ler ingresso n'esle re cessidide, a caja osl convencida.
cinto. (Apoiados.)
Um Sr. Deputado:-A nica garanta a de-
cisoo da casa.
. !... 11,iu svi iccuiniece, que um uircim pi
Utico ad<|iiirido s se suspende porienlenea con-
demnatoria a prisio 011 degredo, nu na hypothe-
sodo S 1" do art 8 da coiistiiuir;o. como tam-
| icrsiaaiip, a raja esto convencida.
O Si: Brandao : tm abono do que venho de
- ?,lfer,ani e8,s. av,iso de la e elembro de 1856,
le o qual nao s reconhere, que um direito po-
. qui-
no dia 21 de mor,;-) indo caso do labelliao Ru-
fino Jos do Cunta, ah appareceu urna converso
oulro ello o o dilo Rufino propalado pelo lenle
coronel Alvaro, testero un ha quinta, d em re-
sultado que gmente urna toslcruunho que fi-
gura no processo.
A primeira leslemunha Zeflrino Concalves Li-
ma Granja, sobrinhodo lenente-coronel Alvaro,
no seu dopoimenlo diz : que no dia 21 de marc
indo casa do labelliao Rufino Jos da Cunha,
ahi appareceu urna conversa entre elle e o dilo
Rufino, que o lenente-coronel Alvaro Ihe havia
contado ; ello Rufino] oslando banhando-se, qun
em dios de Janeiro deste correte anuo havia 1 lo
suo casa um individuo pedir-lhe um patacao, o
que elle Alvarodesculpou-sc em nao ler dinhei-
10 trocado, e nesla mesma occosio perguntou o
mesmo individuo ao dilo Alvaro, se o vigario
Francisco nao Ihe havia enmmunicado alguma
cousa. o que o mesmo Ihe dissera que nao ; mas
sendo replicado pelo mesmo lenente-coronel Al
raro ao dito dito individuo que cousa era, res-,
. com oulro seu
companheiro, pelo vigario Francisco Pedro para
darem una surra Je chicote no Dr juiz munici-
pal Wanderley, o que causou essa resposla ao '
mesmo lenente-coronel espanto.
E sendo pergeniado ao individuo, pelo mesmo
lenente-coronel o que havia feito, responden quo
noda podi ter feilo em razo do mesmo doot..r
agazalhar-se muilo cedo ; e elle lenente-coronel
vendo que linha havldo ha poneos dias, entro o*
coronel Severo e o Dr. Vaiiderlcy, urna conles-
lagao, Iratou de desvanecer ao dito individuo de
assim o proltcar ; e mandando chamar a seu ir-
mao dito coronel Severo, c communicando-lho
toda essa oecorrencia, que ambos
removerem do intento,
A segunda leslemunha o tabollio Rufino Jos
bem declara, que o arl. 58 do cod'. crim. so ada
em plano vigor.
O Sr, I. de Miranda : Quesloo constitucio-
nal resolv,l,i por aviso !
O Sr. Brandao :Aprsenlo a opiniao do go-
vorno, que julgo mais segura do que a sua. E
se islo verdade, me parece, que seria um
Em comprtmonto do despacho supra doIllm. dessr para esla assembla, que sempre -ozou
sr. ur. chele de polica, certifico que a informa- dos loros de patritica, e Ilustrada dar urna in-
coo Ue que faz meneau o supplieante do theor lelligencia violenta, e errnea a consliluico
sefut.\l: para expellir de sen seio*a um cidado que s
< Primeira seccSo.-N. 1869.Secretaria da ""'.....* "
pohcie de Pcrnambiico, 19 de novembro d.-
Illm. eExm. Sr.Informando acerco da ma- sa
o :hava
no gozo e exerci-io dos seus direitos po-
lticos ao lempo emque foi eleilo. \poiados)
i'Sr. Deputado :Issoj de mais ; a cau-
"* do Sr. vigario esl ganda.
0 Sr. Brandan : |).-os o permita.
Senhores, muitas outros consideracoos loria a
tazer, mas nao queio cansar-vn amtnrrin a
teria do incluso otlicio da cmara municipal do
villa do Ouricury, cumpre-me dizer que para evi-
tar, que os negocios all continuem a lomar urna
marcha inconveniente pelo lodo do policio muito
convida que all se apresentasse o delegado mi-
litar ltimamente noraado : e nesse sentido ro-
go a V. Exc. se digno determinar, que esse de-
legado quanlo antes siga para o seu destino se
acaso anda o nao ti ver feito.
Em quanto ao ex-delegado capilao Joaquim
lose de Horros, acha-se elle j condemnado em
crime re responsabilidade, tendo appellado da
senteiica eondemnalorlo, como pelo juiz de direi- sc "h'> attenierdes s eonsiderces, que acabo
10 101 eommnnicado a esta reparticao. e apresentar-vos. [MuHo bem,'muito bem )
a () primeiro supplenle do delegado do termo
de Ouricury /
resposla dos .pie combalem a eleico do vigario'
o voltarei discussao ; entretanto roncluindo
vos direi, que se qoizerdes dar ganho da causo
ao escndalo e immorslidade, razei-o, mas fi-
en certos, que deixareis estabelocido nm prece-
denle, que ou cedo ou lardo, vos ha de ser fatal.
Uando depois de urna grande luda fordes
eleitos.um processo monstruoso c falso resolver
piesto. E Merino Goncalves Lima Granja, j
se acha demilUdo e nomuado oulro cidado para
o substituir ; c a demisso havia sido por mim
REVISTA DIARIA.
por mim I Entre nos nao ha nada que nao seja sus-
proposta em presenca de documentos, que pro- ceptWel de um mouopjho com detrimento dos
varara a mancira irregular, porque elle proceda consumidores unrimtiiio aos
""TSS d;-S:Sl,"s fl",c^',eV ?Pn. 10. pelas condicoes benignas actuaos
neio c o rn \ \Tm'lC'l'a. S"P} L>" C'"'" n S0,' ''av,a de8ci0 lia di,s ;'" PP d6" o
111 Larlos Carlos de Alcncar Peixoio, de que 10 rs. por feixe. hontem por combinadlo sem du-
Iralaa cmara municipal 1.0 sobredito ollioio, 1
vida dos diil'eronies vendedores suSio ao triplo
u quadruplo deste cusi, deixando este de the-
undo nos iuforinam, algumas canoas que
conseguir ni
resollado de um acto irregular do dito JeleaaJo
/"lii 1110 Goncalves Lima Granja, que nao escru- gor.se
puls ou em processar como auloridade policial ao se erapregam nesse TraTcso'
J" ThZr'lfZ TJ:! SP" ,,,i';il, Parecia-lhes lalvcz ser poiico o lucro que lira-
A haver crime no acto imputado ao dtto juiz varo na venda por tal mero ao n isso uue em
. < -*. I ,0. a pr^ira-se-refeeTero seu S5SS2 P>^~ 8^485. ^*
A lerceira leslemunha Joaquim Gomes Fe freir Meco>M>>alifl \uM}h^ f-'S Podo8so cl!e I Bonl seria 1ue s donos de cocheiras. que sao
ero seu dopoimenlo, cont,, a mesma eousa7r oal ?,,V,^n.;,^lb^!l;,'^ ^ .,mu,,,cl 1 ?s Pr"'"'""s e mais importantes consumidores
lerindo-se 00 tenente-coronol Alvaro.
A quarta testeraunlia depoz tambem a mes
historia, e sempre cora referencia ao dilo teen
te-coronel Alvaro.
son o pronuuciou, para que assim podosso elle
delegado na qualidade substituto de juiz munici
^obr' e^te fael V j'lrisdil'^' dT- | ^massem seu lomo alguma medida.pTe'veni
sma m ,s T u- ,, f* Prov.,dena" como de tal abuso de circumstan.-ias. aflm d. que. por
2^S?oto^aiaS5l '. q".'; "a "'"'? 1 J"u ,""'' Jt' ''' reaca' rwm equilibrio e-
itu competente e U-gitimo loro do excrcicio do seu (re a compra c venia nue ora nSn -niiid-im
cargo en, virlude de um acto irregular e a.bi- on.ro si ai decidas rlZrcoes
crime inoneonadi) o arl. 2K secunda A niiiuln tpi..m...,i,. .
P.HO do cdigo criminal Este Mrio dr- Ernesto de C^ffo^ST^SSS^^
quoos muilo frequen.es en, urna so,-ie.iade bem quanlo h.via deXo "iftunda^ tXnmha o 'S S2"ie V' E^.-Illm. Exm. Sr. Dr.
organista, ,mo a nossa, ollec8 plldP, er fre- i labelliao Rufino omittio a ci cr nstam t 1. '-"U -.'rl"' niz Fiuza presdeme da
Irano.
Exc
Dos guard
Eis quanto julgo dever informar a V.
queme entre selvagcns, enlrelanto elle com- | irmo o coronel S.-vero
quando ao sa ; o que f.nia OppOrtunamenl
dos os mors nebes collegas se
destas patarras.
Por consegrante nao era mistor quo o nobre
depulado moslFasse tonta soreguidao em de-
nunciar a existencia de um documento, que devia
necessariamente epparoecr, porque com elle
'A"0. I"(.'le,!'^" roostrar, que o vigario Francisco
que deve lomar
ornar alguma providencia, i Podro foi logalmente eleilo c
porque mais das, menos dias fira-mos sem agua, assento nesla caso
visto que a companhia nao lem precedido o mo- Nem pense o nobre depulado que tenho modo
ro, e isso seria una calainidade para : de apreseniar esse documento, de
a circunstancio de .
metido pelo quorelodo Vigario d.. nrv poV tol^Jb Ah^'585TmUSJJZ '
l-.elle mesmo que a sua minio neste mundo intento en, que eslava dn -, n ,?lr co n de !
Seio'^ro^-n-^'r"0^0- "ssr.....i*iri^^a4i,i^5SCi^!:
, I!.? diiS';aS Velh"1S "leS- d3' e e8U 'Hinn.M.do o dilo da primeira.
SSS,- r0,'a -d- ^tmmm Uw- Drnse mais a quima lesterau. I,,,
lar contra o queixoso primeira autonJade desle '""
provin-
cia, Trislao de Alencar Araripe, elide de poli-
cio.

prop ..
o .Sr. r. ctete Jo pjicia nao orha-se ins-
taurando o processo sobre o assosiinolo de An-
tonio FranjJtsco do Reg Danos, do engenho Ge-
ntpapo, como dissemo-lo d'outra vez ; mas troto
de colher luformaces e dados acor.
.No dia 15 do correnle
1R2?:"" *" co"-' P-oroV^VanoTeTcerc
termo
esta capital.
O Sr. Pereira .tic-Frito : Se o governo est
aulorisad >, islo superfino.
0 Sr. Cintra aliodcuernos deixar as cou-
sasnoesUdoem que esto 1 Nao basta a fomo.
nao basta eexeeesivo proco do domicilio, c outros
vexamesque sggrav^m aserie do povo, ainda
se quer que marramos asede? I Entendo que
nos coi re o dever do (ocermu alguma couso para
cautelar os c-lfoiios da incuria e do deleixo.
k-vado por estas coneiderecoos que me anlmei a
presentar esta wdicaaM.
1 ''-se. 1 remeilidn commisso de obras
blicas a seguinte indicad 1 :
Pica o presidente da provincia autorisado a
mandar proceder por peritos um rigoroso eiame
em ludas as obras do encmenlo da
de Beberibe, indagan-lo
pu-
qua
companhia
o esludo de perfei-
anilvsar o
processo ; nao foi esta sempre a niiulia inien-
co, porque estou persuadido, que quando a c-
maro souber de que processo se trota, quanlo
examiiia-lo. ha de coinproliender que nao deve
privar do exerci-io de um direito polilico impor-
tante a um cidado respeitavei, sement para sa-
lisi'azer vingancas < > sen inimiges, c dar a vic-
toria a urna Irania urdida i-onira elle.
Um Sr. DepulaCo : Oueixo-sc da constitui-
dlo.
O Si: Brandao : Dilo isto senhores, feito osle
repico quanlo ao procedimenlo, que acabo de ler
o nobre deputado, procedimenlo esse, que me
serve de aviso para o futuro, que me aconselha
que divo dora em diaole esconder, a sublrabir
das vistas, e conlrocimonlo do nobre depulado
todo .- qualquer documento, que se refira a ne-
gocio, que lenha de ser tratado nesla assembla
m,,!->e/reg"r'"";'' d'' ""'s'"-'' 'ndo a cumpa- i entrarei na apredfce da questo.
urna a remove aseaasaauue por ventura passam J nao se trata desabor se o vigario Groncisco
XiSlicem prejuizue-seguraaca do ditocucameiilo
2. Fi a egualmente
rar a conces-o l'eita
em ralo do 16de oulu
cao re 15 nonos
autorisada a recouside-
couipanliia de ll.-beribe
ro de 185 para colloca-
chafaiizes. preleiindo em lodo '
o caso que ellos sejam .dialrbuidos pelas ras e
nracas extremas desla cidadee em seus anebal-
es. inclusive o da povoacae dos Afoliados
Cintra.
"V.-. Bn/ino de Almeida :-
que
qui-
jo uao SO
Podro da Silva eslava ou nao pronunciado'ao
lempo em que foi eleito depulado pelo circulo qui-
en tambem represento nesla casa ; por que
exacto, que exista um processo contra elle, e
havia pronurnia, como consta da certido
vou opiesoular.. ..,
O Sr. I de Miranda : Agora.
O Sr. Brandao : Uli I Sis I cito o lesleniu-
j ribo de lodos os nobres depulado, ell'es que di-
r. presidente, te-1 gam se eu proeurei sseondur esse facto sonio
.5o u, rp' r"', a ^rsc"iari "- "'" <^ oerU*o a muiloa tfentro
* o, ?C i'S d': tM*f' 'l"l" J"sl'r 0 Sr. 1. de Miranda : Se
os nioUjos que leahe poca o opr.senior. condido, por quo se offonde ?
t*U asserobta, em eessao^e 3 de marco de OSr. Brandao : timo me
^ 1-' i" P *Wru^'^l, ,nu requorimentodo Iranho que o nobre denutapo
os Pedro da SUa, inspector da thesoura- '
E' pois em vista de lodo o exposlo qne o
queixoso s espera que ao querelado Ihe sejam la v
impostas as penas do art. 20(j, segunda parle do A
cdigo criminal grao mximo, combinado com o
art. 34 do mosmo coligo, visto como so deram
os circiimsuncias agravantes mencieoadas nos
porographos 8 do arl. 16, e mais as dos para-
graphos 3 e do arl. 17 do inencionodo cdigo
criminal. 0 queixoso espera a justa puniclo do
querelado, pois nella que pode descancar a so-
ciedaue. O queixoso jurando ser verdade qennlo
Bega, quer que V. S. tomando i sua prsenle
queixa as li-slemunlus a margem que ull'erece.
reslemonbas. primeira Zofurino Goncalves Li-
ma Granja, segunda lenle Amonio Ferreira
Lima, lerceira Iwienle Joo Ui asilen o Lima
branja, quarta Uutino Joo da Cunha. quinta Joa-
quim Gomes Ferreira, sexta coronel Jos Seve-
rtno Granja ; leslejnunljo referida, lenente-coro-
ne Alvar,, Luoslo de Carvallio Granja.
Assim pede a V. S. quo anloada o jurada se
procela a inslauracao do processo com cilaco
ao querelado para assistir a elle com pena dore
rolla e intimadas as lestemunhas com pena de
desobediencia.E. R. M.
Villa do Ouricury 21 de margo do l839.-/ooo
Animes Coma Lins Wanderley.
Ve pois, a assembla. que o objerto da q-iei-
xa foi urna historia de projetto de sorra, que leu-
da p.issado por diversas boeens, vete ao coiiho-
cimeiito 110 queiKOSO, o qual Ihe don o carcter
de tentativa contra a sua pessoa. indigitando o
vigario. como autor desse imaginario crime. Ju-
raran! no processo o lenle coronel Alvaro Er-
nesto doCarvallio Granja, seu irmo coronel lo-
que o mis-
.euoso individuo era Aloxandre Jos de Souza
conhecido por Alex.111 Jie Bonifacio, morador nos'
la.
sexta leslemunha o coronel Jos Severo
jUania, disse que em dias de Janeiro estando em
~ casa na Boa-Vista receben um escripia di-
mano o lenente-coronel Alvaro, em que esto
commiimcava o que Aloxandre Bonifacio
o nao
lies,
irouxe es-
sua
seu
ihe
acabara de revolar [ a narraeo da historia t
surra, ] ao que tile leslemunha imojediaiamento
responder que toda a sua caulella eslava na sua
rozao, quena dizer, na ausencia de lo! penea-
menlo com elle leslemunha ; e que no dia se-
guinte veio em pessoa a onlender-se com o dito
seu mano, mas ja vio o tal Alexanire.
A stima loslemuaha jOUo llrosieiro Limo
i.ronja, sohriiiho da quinta e sexta leslemunha
em seu dopoimenlo reforio-se ao dilo, que seo'
mono /.eler.no ( primeira teslemuuha ) Ihe havia
contado.
Passaud-se a combinar o dito do primeira tes-
lemuuha, refern.do-se a segunda, com oda quin-
to, o lenente-coronel Alvaro, se ve lo I ts as |-
zes a desparidade o contradicho em que esla
cabio ; pois que confirmando indo o que a se-
gunda lesloinunha hacia dito, nao disso que elle
leslemunha Alvaro, junio com o seu irmo o co-
ronel Severo dessuadissem Bonifacio do intento
mandoi passar a presente.
Dad, nesla secretaria de polica de Pernam-
nuco, aos 3 das do mez de morco de 1SGJ ui
olucial servindo de secretorio Jos Xavier Faus-
tino Hamos, o
Oro, pergunlarei, um acto que leve a origoni
que acabo de assignatar, que por sua natureza
nullo, arbitrario, e violento, pode por ventura
produztr o eifoito de privar do exercicio dos seus
direitos polticos a um cidado, que obleve regu-
larmente os suflfragios de um circulo, para reure-
senia-lo nesta cosa ?...
O Si: Gilirana :Nao sem duvida.
OSc. Brandao:Chamo pois a atlenco des-
la assembla para isto ; invoco o seu bom senso,
a sua illuslracao, aura de que nao cousinla que
iriumplic urna iramoralidade, um escndalo.
Eu sei senhores, que ha por all urna opiniao
minio singular, segn io a qnal basta haver pro-
nuncia anterior, c estar ella sustentada, para se
dever julgar milla a eleico de ciJado, que a li-
rer soliriJo, mas aquellos que assim pensara con-
sentiram, que Ibes diga, que este nao nem po-
do sor o espirito da conslitiiio.io. \ pronuncia
evidenlemente nulla como seno existir, c
pretender que ella prodaza o effleito de annular
non eleico, importa o mesmo que ficar prezo a
nialerialidade da letra da constitu-ao com pre-
juizo do sen verdadeiro e lgico* sentido. Fu
pens que quando ella falla em criminosos, e
pronunciados associou as ideas de regularidad
rea desse fado.
(quinla-feira] foram
minha, repre-
sentantes da cosa Cainiuba i; Filhos desla piaco
e do Aracily v *
Esla incumbencia foi dada ao Sr. msjor Lourei-
10, qll0 nella se houve coii a diligencia e mba-
nidade que Ibes sao conhecidas.
A causa da detencao dos referidos Srs. Cami-
nnas o fallencia da casa commercial
lencem.
a que per-
referido Alex.rndre
Sr. J
lia prowarial, pediado se n'uraeaase urna 1 m-
nussjo especial, para examinar as conlos do cor-
po de noticia : e tambem approvou e discutio
doua add:;omenlos, ura de Sr. Mello Reg para
qne so examinasse toda a p.srfiptuiadio do corpo
de polica,*oulro do Sr Paes Brrelo, para qu
aquella eomesse podesse requisitor da piesi-
d-inio o concurso de qualquer emurogado que
julgasso poder sor-lhe til.
Em viriudo desse requertmenlo, nomeou-se
urna commisso, que pruoedeiido e.xajje as
cenias do corpii de polica, reconliccem, que h-
ia rwn grande alrauco UM Lu;'rcs da.tbesou-
raria provincial, e em virlude do resultado da
comiu;ssao,foram instaurados prucessos.contri os
emprogados da Shesouraria {daguella poca; e
contra u commandanie e oficuts do corpo de pa-
oITcndo, mas es-
se anticipasse em
documento, que
'i-nunciai a existencia de um
vio em coiilianca : assim nao procedera eo.
O Si: I. de Miranda: Enlo eu denuu-
cioi ?
tm Sr Depulado: As conversas da anta-
sala, nao sao para o solo. (Apoiados.)
O tr. Brandao : a primoira vez que vejo
ido.
Cfo-aV. Depulado : o que se folla na anta-
sala, Irazer-se para o recinto da assembla
mceme e.
O Sr. itrandao : Apoiao, me.xerico.
O Sr. P/vsi'iicHe Allenco. O termo iio pal-
men lar.
se severo Granja, o olguns sobiinhos, e prximos
prenles destos, lodos inimiges do vigario, e co-
" o pi-imeiro (lenle coronel Arvaro)
'r ouvido essa historia do um indiv
lora pedir um palaco, e que Ihe d
1 eucarregado pelo vigario de dar 11
|iieixoso, foi pdo juiz mandado vir c
-icia.
Sao decorridos
que esse
qnasi sele anuos, e me consta
O Sr. Brandao Muilas vezes
pregado na cmara geral.
O Sr. Presidente : Mas diga eu
parlamentar.
O Sr. Brandin : Gomo eu dizia senhore,
nao ha mais duvjda a respeilo do lelo d,.- achar-
tem sido em-
que nao e
iar.orn,^Srti^l"em1JCO"CllkS; 'lua"- M 'W Fna0 Pedro da Silva pronuncia-
diz respe
Jess
marco
marco
m cosa
d^eS;!;e-r:omSrTido%mas ^-c:=*" "'-^SiiiSrr: zzsz
sar esse
esso nao lem sido julgadj,
ido um juiz de direilo,
ment ao procesno ; todos
, porque nao lem ha- iruoso, o millo, ou se pelo contrario, Abrigada
que lenha dado anda- a aceiia-lo, qualquer que ello soja, como meio
, quer eiieciivos, quer, do impedir, que lome assento nesla cosa um de-
acfo d assemll-M 2el2 V^ dC 8?rtS 1"e Pu,a^ Sc merecen a COOjuoea de seus conci-
olio na assembla esui nuliUsado pela demora | dados.
eu relardamento da marcha do processo, vista I
do
00 que aprsenlo casao seguiatb requerimeno : j der'osT -pUa SCn''rCS' a VCrfic,s5 dt P"
WrVZ d' eSW re^e"meil, nSo PW ser | se ellas foram escripKeum ertu modo' ? Creio
O
que nao.
estou em minhas ideas, nao estou em coalradi- O Sr Brandao
que nao se Ihe
exaine dequl-
que seja, de
acto, que di-
ado Jtsti assettiWa. c do
mo o pnmeiro (lenle coronel Arvaro) declara-
ra ler ouvido essa historia do um individuo, ,ie
Ihe lora pedir um palaco, e que Ihe descubrir
esiai-encarregado pelo vigario de dar una surra
1)0 q
viduo, que no seu inlerrogalorio affirmou o con-
irario, como os honrados membros verao da po-
ca que passoa C-r:
lul.rrogalario Alexamlre Rodrigues d? Sou-
zo. Anno do iiascimenio do Nosso Senhor
Lhrislo re lek>. aos 29 dias do moz de
da Boa-Vista, provincia do Pernambuco, en. .
da cmara lUWHoipal, onde se achov,: preseufe O
elegaJo de_polica o capito Jos Joaquim de
Borros, comigo osenvo ad hoc a sen cargo abai-
xo nomeadn, sendo ahi presente Aloxandre Ro-
drigues de Souzo, indiciado no presente summa-
""., Il,*'l delgado pelo modo seguinte :
uoir-gado :Como vocO se chama?
ndiciario:-Alexandr Rodrigo.-s de Souza.
I), egado :-Alguns Ihe chamom aqu Alexan-
rlre Boiulacio ?
Indiciado :-Sim senhor, algumas pessoos me
ClIolJllI).
Delegado :Onde natural ?
Indiciado :Son natural daqui mesmo.
Delegado :Onde reside r
Indiciado :Resido aqui mosmo nesla villa.
Delegado : Desde quando reside aqui ?
Indiciado : Desde criaoea i
Mda0?'1**' :~U"al sua l"olis*'o o meios do
Indicilo:Vivo de
icio particular.
Delegado :Unde osleve voce duraale o mez do
janeicef
Indiciado: Eslive
caso.
Delegado:Vot conhece o
Alvaro?
Indiciado:Conheco-o, sim spnhor.
Delegado :Vpc om dias de Janeiro foi casa
deste senhor. pediudo-lhe mn palaco. o reve-
lando que eslava asalariado cora mais oulro
companheiro. pelo vigario da freguezia, o senhor
padre Francisco Pedro, para dar urna surra Minia
muuicipal Vtalo termo o senhor aoulor Wan-
. une junto cora seu mano Al-
varo, o dessuadissem de dar essa surra.
Independenle da palmar conlrodicao demons-
trad 1. bosta o inlerrogalorio feito nesla delegada
de AJexandre Bonifacio sem a menor cooco para
ooslilinr a queixa da necessaria prova para so,
procedencia por quanto dizendo elle que nada
noi 1 dito ao lenente-coronel Alvaro, relativa-
mente a essa surra ; abato-se, por eouseguinte,
a base em que se sustentova a queixa.
A tentativa do crime mu dos pontos mais
miiindrosos da jurisprudecia criminal ; porque
sendo a conseqoenci de urna vontade intern
oceulta aos horneas, sement dondo-se o princi-
piode execoco essa deliberado vontale que
pode dar-se a tentativa ; mas assim mesmo ne-
cessario quo a nao consumraac&o do crime
independenlo da vontade do olTons
enlre a vonlode o a oxecucao ha
Nao sera possnel acabar-se esse costuae
de laucar aguas puia a ru torio e direilo?
lora quo se nao fazem dledivas as posturas
que o respeito existem f
Este abuso j lem invadido al as roas mais
pblicos, os logares mais transilaveis desla cida-
de de sorle que anda domingo ultimo, na ru
Ua Aurora, foi lno,.0 aue p0|. ,Hi passav
completamente molbado, sendo-Ihe preciso rc-
colher-se a orna cas,, at queenxugasse a roopa,
para poder seguir seu destino.
V-se pois que nao pode conlinuar um seme-
Ihante abuso sem una represso efficor, pois que
da tolerancia deile podem provir resollados dos-
convenientes, quando a prudencia do molhado
ultrapossar os justos limites da rooderacSo; quo
no enlrelanto sempre aconselharemos com recur-
so aos meios legos por mois insuflicienles riue
ellos parecom. *
Consta-los que S. Exc. o Sr. presidente do
provincia ordenara qne da fon-a do S" batalhao
de arlilbaiia, que vlnlia de vol'ta para cs'.i capi-
lal, deslocassem para o Ouricury 159 homens
coinmand idos por um offlcial superioi de conli-
111. 1, com dous eapies e qnatro subalternos.
Nao ha S. Exc. p-mpado esforcus para que a
. impunidade do assassinalo do' capito \lvo*
entrar as vistes do legislador, ncm ser quilla- Braoeo nao fique eomo um antecedente nara
cado perene como actosufllcienleparainterroro- prosettoimenlo deto nefandos oci, on/q,e se
per o exercicto dos duelos pohltcos. [Muitos a-, dao os maes o canil, .lismo eom a p*$
poaao.; lodos OS deveres saciaos. Neste intuito pois i.
alaVors\0ndon,a nSTT^TJSS^ fiSSl^ '*** > nom'oU' im
sor,
mn
obrigado a despcdi-lo, e a dizer-inevossa elei-
co nullo, porque estovis pronunciado ao
, lempo em que (osles eldio. Apoia Jos : muito
bem.] (-: mais fcilmente esla hvpoibese se roali-
, sana.se fosse om qualquer supplenle do dele-
pois que ,a' do juiz municipal, quem, usa'pando a
niomeiito J"ns'lir^10' mterviosseiiesso processo, como j
fazer viagens como cor-
eve
aqui mesmo em minha
lenlo coronel
_ essa eleico, I .derley ?
u a pessoa do tlftte no 1M respeita aos eus | indiciadj :-Senho, eu nuea revele cousa al-
processo
juiz municipal do
e
remolla
termo .-
Villa do Ouricury 25 do jnnho de 1859.Jos
Joaqun] do Barros.
Seguio-se a suslenlacao da despronuncia pelo
muilo digno piimeiro supploiite do juizo muni-
cipal, que se achava om exercicio, tenente-coro-
nol Conidio Carlos de Aleneor PeixotO o qual
nao obstante ser de um credo polilico diverso do
do vigario, leve a precisa diguiJade, para nao
preslar-se a servir de instrumento de urna to
atroz perseguico.
Ouca a cmara o seu despacho ( 10.)
Valos os autos etc., sustento o despacho de
nao pronuncio proferida a folhas, por conforme
o direilo e ao que consta dos mesraos autos.
0 cscrivo passe o airar de soltura em favor
do reo, se eslivor preso, e devolva o processo ao
juiz donde veio.
Villa do Ouricury, 28 de junho do 1859.Cor-
nelio Carlos de Alencar Peixoto.
Chegodas as cousas a esto ponto, foi misler que
se rec.orresse a urna nova estrategia, para ter o
vigario pronunciado ao tempo da eleico. A c-
mara vai ver o que se passou, e ha de" necessa-
rjamenle (car sorprehendida.
O Si: 1. de Miranda : A assembla nao esl
Irausforuiada em tribunal de jurado*.
O Sr. Brandao :Nao fallo para o senhor ;
folio para a cmara e nara o publico que alleuta-
eute me etuo ouviri Jo.
Como disse, o (eiieute-eoronel Cornelio per-
do por sua conla, formando procesaos,
cendo actos de plenajurisdiecao.
O Sr. B.irros e Silva ; Euconlrarain-se al
DIMM audiencia.
O Sr. Brandao :E 'exacto.
Do que lica dito pois, deven ver os nobres
denotadas que leen trotado da materia, quanto
pengo/.o seiia admiltir a doutrno que ellos sus-
tntalo do que a assembla nao lem o poder de
examinar, moraiisar, e conheeer da pronuncio
proferido contra um depulado eleito, dCvendc li-
milor-so a olhor molejialmento para ella, e o
declarar milla a eleico, embora conheca que
monstruoso o processo, quo Ihe serve de base
Isto seria o mesmo que proclamar a immor.ilidi-
dn contra a verdade, e espirito da constituidlo
lpotados, muito bem).
Persuado-me, senhores, que por este lado a
quesloo est elucidada, e que provando-se, como
tenho provado, que o processo organisado contra
o vigario Francisco Pedro foi obra de um calcu-
lo, de urna perseguidlo, foi urna cslrategi* paro
inulilisar a sua eleico, nao pode esla assembla
comjustica, ehoneslidade deixar de reconhecer
como legtimos os seus poderes. (Apoiados, mui-
to bem) : passarei a dizer agora algumas pala-
vrai sobre a qnaslo de direito.
0 nobre depulado pelo 3. circulo fez o se-
guale raciocinio : Em vista da eonstituieao o
pronunciado nao pode ser eleitor, masquen! nao
pode ser eleitor, lambem nao pode ser depulado
logo o vigario Francisco Pedro nao pjia ser
|eleilo.
Parece-nos escusado notar, quo muito acerta-
da I01 esla escollia de S. Exc nao s plo indi-
viduo em que ello recahio, como lamben pela
necessidade de ser incumbida urna tal commisso
a lima pessoa com coribeciment.i especial de di-
reilo, de maneira que. quilqnor processo quo
sojiorganisido, acerca d'ajuella emergencia uf-,>
lenha de Uecohir por omisso de formalidades
ensenases, dllias da filia de pratica da juJica-
E' mois um aclo. que recommenda S l'xc a
nossa gralido.
Hontem leve logara procissSo do Sr dos
Marinos com o solemoidade do coslume
..il 2f .1 be'";,icio ds Srs. Rozendo e Car-
valho, no Iheatro de Sania Isabel
A peca que vai a sceoa a Cruz ou Talis-
mn, seguida da comedia o Algarismo.
Os beneficiados esperara do publico desla cida-
de a protccoo, que elle soe sempre oulorgar aos
nossos artistas, que confiados a ella recorrer.
Iossogeiros do vapor brosileiro Oyapaelc
viudos dos pantos do sul : Morcoliuo de Sooza
Trovasso, Joaquim Antonio da Costa e 1 llho C
II. W. Allgelt, Antonio Tollos de Menezes, Do-
mingos Henrigue, Jos do Souza Cruz, Francisc>
da Costa Ferraz, Jos Francisco di Silva. Vntonio
de Souzo Leao e sua familia, alferesAutonio Rai-
mundo Compeli e sua familia,
Passogeiros do vapor ingez Tune entrado
dos porlns do sul : Luiz Francisco J. Limo.
Joao de Macado Araujo. Tarquiuio Braulio de
Souza Amaranto, De. Francisco Pinto Pessoa,
Antonio de Drummond, Jaleis Grolhe.
Seguem para Southamplon : Arilph, Luiz
C. de Souza Maia, Jos Antonio Pereira Pacheco,
Sohruettau, e sua familia.
Passageiro do brigue inglez Ianthe entrado
re l.irerpool : William Sawyer.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 15 do corrente para o con-
sumo desla cidade 31 rezes.
No dia 16 do mesmo.52.
MORTALIOAOE DO DIA 16 DO CORRENTE \
Gaolano, pardo, 8 annos, bejigaj.
T
ILEGVELi


M anuos,
50
Francisco Pimo..,o, ormco, soltuiro,
febrc amarclla.
Nimpha, parta, 6 mezes, convulces.
Mana Antonia da Conceieo, preta, solleira,
annos, hydropesia.
Maria Isabel d! Jess, branca, casada.'. 28 annos, Hyppolilo Machado Freir Pereira da Silva.
gastro menle. Claudiano Xavier do Oliveira.
Herraina, parda, 18 mezes, denlicao. l)r. Jos Flix de Brito Macedo.
- Hospital de cambad*. Existen 65 ho- Dr. Eugenio A. dorfouto Belmont.
seas, 54 raulheres nacionaes, 5 horacnsestrau-i Jos eir ,1 *~* """.I | r,r. Jos Joaqilim de Moiaes ,,
Ka tetalidaJ dos doentcs exislem 43 alie- Dr. Firmino Anlonio de Souza.
nados, sendo 33 "Iheros e 10 horneas. Francisco X. da Fonseea Couliaho.
Foram visitadas as ei'.'.,ermanas pelo cirurgiiio Antonio Correia Cabfal.
horas da manliu.1! c pelo Dr. Dornel- Judo da Cruz Macedo.
DAIIO DE PEBNAMBDCO ^ 8ABBAD6 I? DS MAPCO D 186.
l.iiU Amavfl OubuuiC'i Juuloi.
Jos A. da Costa e Silva.
Dr. M. C. Cintra Jnior.
O conselho foi constituido dos segunics ju-
adus
m
Jas as 8 horas da manhaa.
JURY DO RECIFE.
Pili.VI El KA SESSAO.
DA 15 DE MARCO.
Presidente, o Sr. Dr, juiz de'direito Bernardo
Hachada da Cosa Doria.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gusmo Lobo.
Eteripo interino o Sr. Joao Saraica de Araujo
Gah'o.
As 10 e 1(2 horas da manhaa verificndose es-
rem presentes 39 jurados, o Sr. Dr. presidente
uo jury abri a sesee.
Foram multados em '205 cada um dos Srs. ju-
rados que nao comparecern) sessao e relevados
das multas eni que haviam incurrido aquellos que
com legitima razio de escusa molivaram as suas
fallas em sesses anteriores.
Estando Abarra do Iribuial o reo preso Jos
Ferroo. soldado da companhia de arlilices, pro-
nunciado no art. 192 do cod. crim., por haver as-
sassinado em 18 de marco de 1859 com duas cu-
tuadas de urna foice sua sogra Mana Joaquina
do Espirito Sanio na Estrada Nova da Iiuberi-
beira, o Sr. I>r presidente iio jury nouieou para
se encarregar da defzajao Sr. Dr. Cicero Odn
Peregrino da Sil/a, e havendo-se este recusado,
foi designado ao Sr.Jos Amonio de Magalhaes
Bastos, estiidanlo do 5" auno da f.iculuadc de
direilo, que oceupou a eadeira de advogado.
Precedendo-se ao sorleio do conselho, foram
recusados pela aecusacao, os senhores jurados ;
Antonio de Moura Rolim.
Carlos Augusto l.ins de Souaa.
Ignacio Jos da Luz.
Claudiano Xivier de Oliveira.
I lysse Juliojano do Oliveira.
Jos Rodopiauo dos Santos.
Jos Antonio da Costae Silva.
Fioriano Jos de Carvalho.
Joao Jos de Carvalho Jnior.
Joao Jos do Albuquerque.
loaquim Gilseno de Mosquita.
Dr. Manuel Moreira Guerra.
Foram recusados pula defeza os senhores ju-
rados :
Joao da Cruz Macedo.
Dr. Americo Fernandos Trigo de Loureiro.
Dr. II a noel Francisco Teixeira.
I.ui/. Ainavel li'ilmurcii Jnior.
Harcolino los Pape.
Manuel Jaciutho Pereira.
Thom Lopes do Sena.
Joviuo Epiphanio da Cunha.
Dr. Firmino Antonio de Souza.
O conselho de senlenca consliluio-se dos Srs.
jurados :
!)r, Manoel Coelho Cintra Jnior.
Dr. Jos Joaquina de Moraes Navarro.
Dr. Jos da Cunha Teixeira.
Dr. Cicero OJon Perigrino da Silva.
Joaquim Januario Pereira de Brito.
I >3 i Nunes da Fonseea Galvo.
Francisco Xavier da Fonseea Coulinho.
Anlonio Correia Cabral.
Ign fi Rento de Loyola Jnior.
Anselmo Jos Duarte Cedrira.
Francisco Joaquioi d Oliveira Baducm.
Tristo Jacomc de Araujo.
Deferido 30 conselho o juramento do eslylo
em un los livros dos Sanios Evangelhos. o Sr
Dr. Aureliano A. Pereira de Carvalho
Dr. Jos da Cunha Teixeira,
Deferido ao conselho o juramento do eslylo,
Sr. Dr. presidente do jury fez o interrogatorio do
reo. que negou o fado d que era acc.uiado.
Findo o debate, o Sr. Dr. presidente propoz ao
jury de senlenca os quesitos do eslylo, convi-
das as ,,,as respostas cada ura delles, absolveu
o reo, eono'^ronando a municipalidadc as cusla3
Feita nova chamada, e verificando-so haver
numero legal de jurados, o Sr. Dr. juiz do direito
dirigi ao tribunal p'Jgumas palavrns altenciosas
em que renden a homt.'uagem devida ao meroci-
mcutn de cada um de seu membros.
O Sr Dr. presidente, entre outras reflexocs
ponderosas que eloqueutemente expoz. fez sen-
tir, a sua adinjracao pela juslica inequvoca de
ca 'a unn das divisos do tribunal.
Proposla a prorogacito da lei, a queseincli-
naram cerca de uns 15 votos, o Sr. Dr. presi-
dente do jury encerrou a prsenle sessao do
jury.
ComriiUiiicados
Dr. presidente do jury procedeu ao iutecragalo-
r:n do reo.
Disse o reo chamar-se Jos Ferro. ser natu-
ral de Muribeca, e inorar ha quatorre annos na
cidade deOlinda. Dopoz que, havendo deserta-
da em dezcinbra de 1853 di companhia de arli-
:es, fora preso o ai 21 de mergo de 1850 por se
Ihe imputar o assassinsle de *sua sogra ; mas
que elle respndeme sd enlo soubu do faci
desta morle, para pie de nenhuin modo con-
correra. Allribue o proeesso perseguicao do
subdelegada de Imberibeira, que elle respou-
deniesuppe lernt comprado leslemunhas.
I.i lo o proeesso integralmente pelo escrivio
Siraiva, foi concedida a palavra ao Dr. promo or
publico, que produzio a aecusaco; pedindo com
o libello, a condemnac&o do reo na pena de
norte, grlo mximo do art. 192 do cod. crim.
Deferida a palavza ao advozado, desenvolveu
esta defeaa Je seo cliente, pdindo a sua ab-
solvicao, por s consiarem do firocasso provas
conjeetnraes e vehementes prosumpeoos.
I)-pois da replica e treplica, o Sr. Dr. presi-
dente fe/, a synteso do dbale e propoz ao con-
selho ds seguimos quesitos ;
1 n reo Jos Ferro, em lS.ie marro de 1850,
matou Joaquina Maria do Espirito Sanio com
duase.utilad&s, em casa da olTondida, na Estra-
da Nova da Imberibeira ?
a 11 Mise nesle delicio a circunstancia aggra-
Vante de oslar a olTendiia na razan de mi
respeo do offeneorf
:!' Deu-se nesle delicio a circumstancijaggra-
vau'.e de abusar o reo da coulianga nelle posta ?
' Deu-se ueste delicio a circuDistancia aggra-
vantc de set o delinquente superior eiu sexo,
forcas e armas offeudida, de modo que esta
nao poda defender-se com probabilidado de re-
pellir a ofTensa .'
9 Exislem circumatancias allcnuantes fa-
vor do reo '
Recolhendo-se o conselho sala das conferen-
cias secretas, ondeelegeti presidente ao Sr. Dr.
Coelho Cintra Jnior, e secretario ao Sr.
Peregrino da Sil va, vollou de-
Man
Dr Cicero Odn
pois ile (0 minutos, respondendo ao
1" quesitoSim, por onzo volos.
2" qui siloSim, por eaie volos.
3" quesitoNao, por unauiuiidadc de votos.
4o quesiioSim, por onze votos,
5o quesitoSim, por onze votos.
Existe em favoi du reo a eircmusUncia atle-
piMiite do ^ 8, art. 1G do coJ. crim., por haver
6do o io provocado.
I.i'io ao tribunal os quesitos com as suas res-
po-lis pelo Dr. Cintra Jnior, presidente do cuii-
eelho, o Sr. Dr. presidente do jury lavreu e pu-
blicou a sentenca eaudemnaloria, concebida nos
seguimos termos :
Vll.-ndendo decsao do jury sobre o fado
principal e suas circumstiusias constantes dos
quesitos prepnslos est oreo Jos Ferrflo incur-
-.i na< penas do art. 192 do cod. crim., gro me-
dio ; assim pois, o conJeiiiuo pena de gales
perpetuas c as costas do processo, e appello
ex oflicia.
Nada ni ais liiverelo a tralar-sc, o Sr. Dr. pre-
sidente do jury levaniou a sessao s 5 1|2 horas
da larde, adiaudo-a para o da l s 10 horas da
manhaa.
DU 10 DI BASCO.
f residente o Sr. Dr. juiz de direito Bernardo
Machada du Costa Doria.
Promotor publieo interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gusino Lobo.
I: (altan.
As 10 e t|t horas da manhaa, verificando-se
eslarea presi nies 40 jurados, o Sr. Dr. presiden-
te do jury declaran aberta a sessao.
Foram multados 1111 2 e? cuta nui dos Srs. iu-
7,i,i(i< que nao com paree oram sessao. e releva-
dos das multas em que haviara incurrido aquel-
lesqne enm fundada raza o de escusa molivarini
is suas (alias em sessns aiiti'rioies,
Estando a baria do tribunal o reo preso Anto-
nio IO/erra da Sida, pronunciado no art. 257 do
cod. crim., combinado com o Jec. de 15 I oU-
li ro de 18J7.0 Sr. Dr. presidenlo do jury fez
procede! ao sorleio do conselho de sontenca
Foram recusados pelo aecusador publico os se-
nhores jurados :
Dr. Pedro SiMiiinino Mendcs Lilis.
Anselmo Jos Duarle C>'drim.
Fioriano Jos de Carvalho.
Marcelino Jos Pope.
J'rnnris.o de Paula C-ouvcia.
Thou Lopes de Sena.
Joao Jos de Albuquerque.
Joao Js de Carvalho Jnior.
I'raneisco Joaquim do Oliveira Baduen.
Manorl Jacinta Pereira.
Fclio Cleslino Mindelo.
lie armio do Reg Barros.
Foram recusados pelo advogado do reo os se-
nhores jura los :
\uloH de Moura Rolim.
|jr. Cicero Odn Peregrino ds Silva.
Trisio JjecMBe.de Araiio.
Joaquim Janoario Pereira do Brito,
Dr. M. E. Reg Yulcoja.
oniiMii.n.1. ii,> ofJicio em rcspusta
ao Illai Sr. Dr. Aquiaa
Nao an'unio, e nein allinuei nunca que as fal-
las d'agua de que se rcenlo o meu estabeleci-
nienlo venham da companhia, assignando-lhes a
origem 011 a causa : nao, a lano nunca me aire-
vi, e nein atrever-me-hei jamis : para miin, as-
sim como para a nobre companhia, nao ha por
ora, seuao presumpedes mais ou menos vehe-
mentes ; e cntao o meio seguro de sahir desse
estado de dubiedade ser esse exame reflectido, i
minucioso s imparcial, que ha lano tenho recia- j
ruado, e pelo qual anda insto.
Delle certa monte ncuhum djmno e ofTensa po-
der resultar a nobre companhia ou a mim : de
minha pane juro a f de christo, que, reconhe-
cida a causa, o sendo possvel remedia-la, ludo
farei, mas se ao contrario, enlao contente bem-
direi a Providencia soffrendo urna perda, que es-
tando na razio inversa de meus leres. esl to-
dava na razio directa de minha longanimi-
dade.
Emfim, o para dizer ludo, desta vez portlas,
Rque-se saliendo, que o que desejo e peco com
o exame redamado saber se a forra da cor-
rele d'agua da companhia de Bebcribe, suasdis-
posiges cestado de eucaoamenlo permuie que
naja em Pernambuco urna casa regulardebanhos,
ou se pelo contrario tena s pioporcoes para abas-
lecer os chafamos*mais baixos.
Resolvida assim a questao, livre fiCJr a egre-
gia companhia de minhas exigencias, dignas cer-
ta menle de desculpas, porque as fa<;o pungido
polo aguilhao de prejuizos que so repelara todos
08 das, tornando-so cada vez mais graves F.
enlo assim desengaado irei a sos carpir a bocal
credulidad eooi que ouvi a aquellesque me dis-
seram, eainda dizero, que estando desobstrui-
do e perfeilo o encana ment da companhia, nao
ser possivel nunca d irem-se fallas da natureza 1
dessas que me eslo martyrisando e tanto islo '
parece razoavelquo todas as rezes que mequei-l
xo alguna concertos, anda que imperfeilos, lera
memorado o situago.
Significando a V. S. o meu cordeal agradec-
milito pelo iuteresse que moslra lomar por meu |
eslabelecimento, e igualmente pela dor de meus |
azares, devo lambem osseverar a V. S., como !
digno director da companhia do Beberibe, que
perfeitamenie sei, e comprehendo o que com ella
conlratei : que entendendo o senlido genuino do
pacto que celebrei com a nobre companhia,fazen-
do parlicipai;oes e avisos e nao reclama^oes, na-;
da mais faco do que exercer um direito que por i
elle me outorgado. Une ra'o snisfacam se es-
liverera de boa vontade para satisfaz-los.
Ou 111I p a esse alvitre que V. S. j de agora me
revela de man lar abrir um furo ou brecha no I
cano do largo do Carino, porania leslemunhas, e
bem assim quanta as mais expresados que com
laivos deameacas se achara estampadas nessel
trecho do ollicio de V. S pego venia para dizer a
V. S., que nada disto me amedranta, e iiuo se I
assim obrar, pralicara um acto s de sua vontade I
e nunca da lei que rege o caso, e que o digno
administrador di companhia do Beberibe, para
mantr a sua dignidade o velar em seus nteres-
sos nao precisa do locar a excessos.
Nada disto 1110 assusla c lorroriza. anda o re- ;
pilo com luda serenidade, porque, escudado na 1
lei de meu cuntalo nao taco para a companhia 1
que V, s. dignamente dirige, a figura do tnen ligo
na oseada do opulento ; nao, exijo direilos, mas
uao esmolo favores.
Feilas islas observaces, em ultima analyse,
nao coiicluirei sera dar a V. S. urna explicacao
do meu pens ment, que por nao ser interpreta-
do em seu verdadeiro sentido, sera durida pela
dieuldade que tenho de eiprmir-mc, parece
ier offen lido a suscepllbilidade de V. S a quera 1
alias assevera que tributa e tribulareisempre to-1
do respeito e consideracao, porque ,-si nos meus I
interessos evitar ludo que possa disgostara V. s.
e dahi fazer-me encorrer em sen desagrado.
Sim. com toda candura afflrmo que nao fui
meu pensamenlo dizer n ollicio que ja dirijri,
que a V. S. fallaram eonliecimentos da maleriaj;
pelo contrario roeonhecendo, e remiendo a de-
vida homeuagem aos vastos canhecimentos de V. '
S.. o que disse foi que os multiplicados alazo-
res de V. S. llic nao perinilti un dedicar-se ex-
clusivamente aos negocios da companhia.
Disto, pois, j V. S. quede nenhuin modo
loquei em seo melindre, e seria incapaz de faz-
lo ; com relaco, poriu, a pessoa do honrado
administrador actual disse tlguma cousa ueste
senlido, mas mesino assim falle i de um modo to-
do bypothtico e conjeclural, nao negando loda-
via, e antes reeonhecendo e confessando o mri-
to deste empregado, que lano se distingue por
seu zelo e incansabilidale.
Devendo, portiiilo, V. S. aceitar e'sla explica-
cao, que Ih'a dou com o cuoho da sinceridade,
rono-IUe que aceite lambem os meus agradec-
mentes pela noticia que venho de ter V. S. man-
dado chamar ao artista J. Schelmerdine, para,
acoaipanhado do administrador e deoulros, pro-
ce jeiem um exame no eaeanamento.
Prevendo nesse exame algara beneficio para
meu ealabaleciment, desde ja o reputa urna fi-
neza que lano mais agradece, quanlo nutro os
melhores esperanzas deque por elle conseguir-
se-ha algum resultado benfico, pois que o es-
colhido como V. S. sabe, hornera otelligente,
e perito na histeria'
Dos guarde, etc. Brrife, 7 de marco do 18*.0.
Illm. Sr. Dr. Joaquim de Aquino Fonseea, dig-
uissimo diieclor da companhia do Beberibe".
'Jbti M. S. Aguiar.
abaixo irauscnpio, e w-Uescouerlo pelo excesso
de zelo da mesma thesoraria, visto que nao se
achaclla obrigada avasificar se sao ou nao fal-
sas as procurscoes que Ihe sao opresentadas re-
conhecidas pelos tabellies desta cidade.
Dignem-se, Srs. redactores, de publicar estas
linhas, que muito obrigado Ihcs flear o seu
constante leitor.
Jos Pedro da Silva.
16 de marco de 1860.
Illm. e Ex'm. Sr Tondo-se dado nesta Iho-
sourana o faci que passo a relatar, julgo de
meu devor leva-lo ao conheeimento de V. Exc. ,
para que dignando-se de dar as providencias que dem de Goiaba
julgar acertadas, seja elle averiguado como con- dem seceos
vera e punido scujaulor e seus cu matices se os
houverem.
Em um dos das do>orrenle moa um fulano .
Limaqua me dizem achar-se enipregado na Esleirs do prepori
reparlieo das obras publicas como srvenle, 1 Es(0upa nacional .
procurou cobrar 5l170 rs de vencimentos di- I .. H> ar ,
v.dosao professor do Crlenles. Antonio do3 larinha do araruta
Santos Falcao, cujo pagamento foi ordenado em j dem de mandioca
1855. Tendo ptfrem apresentado ao portero des- j Feijo. ....
LSff'SSf T" Prof',ra':io par1 obter a I0' Fumo em foll.a hora
iroga do despicho desle pagamento, reconho- L. .. ..
ceu o mesrao portero que a firma do dito pro- 'ldora ldcm oraina''io
fessorera falsa, visto sor a letra muito difieren- j dem idem restolho
le das de outras que exislem nos documentos | dem em rolo bom
comprobatorios dessa daspeza, e por isso recv-
sou entregar-lha esse despacho, e procurou com-
municar-mo osla oceurrencia.
Nao me foi possivel fallar-Uto nessa occasio
por achar-me muito oceupa I ,. e antes que o
podesse fazer apresentou-so o referido professor
para cobrar a quantia que Ihe era divida, o de-
clarou-me que nenhuma procurarlo havia dado
para este lim, e por isso devia conslderar-sc
fals esso que l.nha-o dito Lima. I Louro pranchoes de 2 custados
ue\o mais informar a V. Ex. que o requer- Costadinho.
monto em que ltimamente se pedio o paga-
mento de que Iralo est assiguado por Francisco
Antonio Pereira como procurador, e com esta
mesma assignatura ouiro me foi dirigido pedindo
o pagamento de 8GJ111 is. de ordenados do fi-
nado professor do Brejo, vencidos 110 exercicio
de 1854 a 1855, e que hoje perlencera a sua mu-
Iher ; mas como se requeresse em njme de Can-
dido, e nao de Candida, como ella se chama, o
secretario o retem em seu poder at que se apr-
senle o dito procurador e explique o motivo de
seu engao. Estou convencido que este segun-
do pretndeme o mesino Lima, e por isso mais
urna razao tenho para requisitar sua punico.
Dos guarde a V. Exc. Thesoraria provincial
do Pernambuco 10 de novembro de 1858.llira.
e Evin. Sr. Benvenulo Augusto do Hagalhes
Taques, digno presidente da provincia.O ins-
pector, Jos Pedro da Silva.
*


libra

um

litera oruiuanos.....
dem reglia.......
Chifrcs........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem soceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos .
Idefd dd rhv Dosce de calda.. libra
. 1
...
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
. una
. arroba
,
. alqueire
. alqueire
, arroba
dem idem ordinario. ...
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua.......arroba
cenlo


unta
m
urna





Lenha em ochas grandes .
dem idem pequeas. .
dem era loros 1.....
Madeiras cedro taboas de forro.
COSMGHCIO.
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem qiiiriz.......
Virnhtico pranchoes de dous
custados.......
dem idem cusladinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dilo de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem (ra obras cixos de secupi-
ra para carros ..... par
dem idem rodas de dita para
33OOO
5000
43000
280
400
175
300
lOjJOOO
500
400
J$000
3JJ200
1*600
300
1360o
UgOOO
2JJ600
6g0O0
liJJOOO
OgOOo
7g000
12S000
68000
3i)00
35j000
2g500
1S600
128000
3g000
103000
63000
80()0
23500
-SO00
23240
1360U
'e clara com grandes nevoeirus e uguacei-
E, veio para o terral e assim ama-
ros, vento c.
nhoceu.
Nada mais conlinha era dita peti^o aqu co-
piada na qual dei o despacho seguinte, por ter
'.acO da har. sido no juizo conciliatorio pulo supplicantc jus-
Preamar as llTol -'^' .m,,,hf"' al'u" 50 p' ficado auzencia dos herdeiroi do supplicdb
Baixamar as 6 h 6 da toi1e' ^h 16 de'mar- em ,ugar n5 sabido ~~ dlf"a eomo- H8- B'
Observatorio do arsenal de m^ Juniob cife 9 de fevereiro de 1860, A. F. Pereiti.
co da 1S60 y,K(;,9 :--------- Por forga es(e meu despaQh0) 0 escriv.0 qu
PriA. i J*",vw lahtdo n? rf,?i5- t, com-jeslo subscreveo fez passar.o prsenle, pelo theor
de Sania Barbara. \P<> Wanoel Pereira Jardim por lodo o conteudo
Navios entrados no dia 16. 1 ->a petro aqu incerla ; portanto todas as oes-
^dlXlon^^^
Liverpool-34 dias. briguo ingloz Jantht, dv? 173o fcJ,t'p"cado Ihes fa^am sentir de que por este
toneladas, capitao It. Augior, equipagem 9, 1 j,!"v "m citados para todos os termos de urna
carga ferio e c.irvo de pedra ; a Feidel Pint> "'
ordn I3' af"n da 1l,e dentro do prazo de
3o'dias comi/ar^ 3n em Juiz0 PaLra alle3ar, 1ua
Ihes for a ber HK d,re" wb P3na d9 re"
velia. .
E para que rodos lenharn >t,na' ma,ul*
Editaes.
ura

- dilas .
Praga do Iteifc 16 de marco de 1860.'Mci. |
AS TRES HORAS DA TABDE. Milho. .
. ,. Cotaeoes oflieiaes. Pcdras de amolar,
.ambios sobre Londres 25 l[i e 25 Ij2 d.
230()0
II3OOO
45300
163000
53000
103000
303000
90 div.
Georne Patchell Presidente.
DttbourcqSecretario.
Alfaiiilej^a.
Rendimonlodo da 1 a 15. 801:3529129
dem do dia 16.......ll:557&689
2I2.909381S
niovimentn la alfanilej
Volumes entrados com fazendas .
com gneros .
Volumes sabidos com fazendas
cora gneros
111
775
886
80
217
------297
[dem de Qltrar. ,
dem rebolos .
Piassava em molhos .
Sabo......
Salsa parrilha .
Sebo era raraa. .
Sola ou vaqueta (meio)
Tapioca.....
Unhas de boi .
cauada
alqueire
urna


um
libra
arroba

urna
arrba
CrlllO
Vinagre........pipe
800
9SOO0
13120
20C
120
253000
I03O0O
33200
3-5000
g30O*
503000
ge
Descarregam hoje 17 de marco.
Barca francesaPernambuco-mercaderas.
Brigue portuguez Harmona diversos
eros
Barca portugueza Srmpothiadiversos gneros
B ni.1 americana Brasiieira farinha e milho.
Brigue suecoTersmedertsboado.
Caniilailu geral.
ltio, 9 de marco.
A' ultima hora.
Cambio.Incluiido as operaces realisadas ho-
je, sommam os saques pelo piquete Tune.
Sobre Londres, i 610,000, da maior parle a
_2 3, id.
Pocharam-se os ultimas trasaeces a e>se al-
garismo lirnie.
Sobre Pars, 3.200,000 francos, as maiores
so minas, a 3&J rs., e o reste a 33 rs.
Baha11 diis, brigue brasileiro/iicanarfor, de
211 toneladas, capitao Anlonio Pedro dos San-
tos, rquipagem 0, em laslro e alguns gneros;
a viuva Amorim & Filhos.
Uha de Fernandoj dias, brigue escuna nacional
Xmg, commandaiite o primeiro tcnenie No- r passar caria o edic'.os tjrre sero >. s no*
nS'"' .,! lugares do cosime e pnhlreaitos pela ini,.''rensa*
Dado e passado nesta cidade do Ketrf- de
Pernambuco aos 13 de fevereiro de 1860. Ev -v
Francisco Iguaco Torres Bandcira, escrivao do *
fuizo commercial o fiz escrever.
4nulmo FranciscoPerelti.
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti. cornmen-lador
da imperial orleni da Ilusa, e juiz de ilireito
especial do eommercio desta cidade do Recife,
capital da provincia do Pernambueo e seu ter-
mo, por S. M. 1. e C. o Sr. 1). Pedro II, que
Deus guarde, etc.
Faco sabor SOS que o prsenle cdilal virern, ir
delle.noticia liverem, que reiiuerimento de ['..
A. Hurle & C, Kalkmann, Irmos & C, repre-
sentantes de Henry Bruno A C, Mello Lobo & C,
acha-se aberla a fallencia de Caniinha & Filhos,
pela sentenca do theor seguinte :
Das letras, carias e exposicoes juntas aos au-
tos, se mosira ter cessado os seus pagamentos
firma de Caminha c Filhos. eslabelecida rresla
cidade, com cscriptorio na roa da Cadeia n. 60,
pelo qual declaro dila Firma em estado de que-
bra, e tizo termo legal da existencia desta con-
tar do dia 6 de fevereiro ollimo. Nomeio cura-
dores fiscaes da lallencia nos credores l".. a.
Burle & C e depositarios merinos Knlfcmann.
1 maos & C, representantes dos credores Henry
Bruno iC ; c [iroslado pelos curadores liscaes"
juramento do estylo, d pelos depostanos assig-
uado termo ite deposito, ser remeltda copia da
presente senlenca ao juiz do paz Competente pa-
ra a appsiciio de Sellos, que ordeno se pon ha m
em lodos os ben?, livros o papis da firma flli-
da. Feito o que e publicada esla sentenei em
conformidadedosarts.812docod.com, o 129
do reg. n. 7;JS, se darn as sobsequenles provi-
dencias que o indicado cod go e regulamenl
prescrevem. Itecife 1 do 111. re ) de 1860..lii-
selmo Francisco Piretli.
L mais se nao coolinh* em dita senlenca aqu
transcripla, e pora cumprimento da mesma con-
voco lodos os credores presentes dos fallidos
pera romparecerem na sola das audiencias ni
dia 22 do curente inez, pidas 10 horas da ma-
nhaa, alim de se proceder nomearo de lepo-
sitario ou depositarios, que hao de receber o
administrar provisoriamente o casa fallida, cita-
do Vrenle Ferreirs dos Santos Caminha, ausen-
te, niembro da dita firma fallida para os termos
da referida (aliencia.
V. para que chegue ao conheeimento de lodos,
mandei passar editaes que serao publicado pela
imprensa e aflixados nos lugares designados nos
mencionados artigas 129 do reg. n. 736, e 612
do on.). cora.
Hado e passado nesla cidade do Recife aos 18
de ni.irco de lbd, Irisegiino nono da indepen-
dencia e do imperio ilo Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimenlo,
escrivao a subscrevi.
Anselmo Francisco Pirelti.
O padre Jos l.eile Pila Orligueira, juiz de paz 4*
supplente emoxercieio do 1." disiricto da fre-
guezia de S Frei Pedro Goncalves do llecfe,
em vrlude da lei, etc.
Faco saber, que tendo o Exm presidente da
provincia, por ollicio de 23 de fevereiro prximo
passado, designado o dia 15 de abril prximo
vindouro para a reunan da junta revisoura da
quallflcacfto dos cdados votantes, visto que, por
impedimento dos respectivos juizes de paz, dei-
xou de ler lugar no lempo mareado na le n.
387 de 19 de agosto de 1846. Convoco por isso a
todos os eieitores e supplentes desta raguezia
para que comparecam s 9 horas do indicado dia
15 de abril na i-reja matriz, do CorpO Sanio, para
que se possara prehencher as disposicoes da
mesma lei ; os quoes eieitores e supplentes sao
os segrales ;
Eieitores.
Domingos 11 Nafra.
Anlonio II. Mafra.
Manoel Amando da Santa Cruz.
O coronel Anlonio Gamos Leal.
Manuel Antonio da Silva Antuncs.
Flix da Cunha Teixeira.
Anlonio Marques de Amorim.
Francisca Xavier de Oliveira.
10>UUU Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Cosa Soares.
Jos Pedio das Neves.
Antonio Jos de Castro.
Joao Marques Correia.
los Joao de Amorim.
280 i Ignacio Anlonio Borges.
23500 i Alll""" Bolellio l'nlo do Mosquita Jnior.
R(M1, Eslevo Jorge Coplista.
Simlenles.
Jos de Aquino Fonseea.
Felisberlo Ignacio de Oliveira.
Thomaz de Aquino Fonseea Jnior.
Manoel da Silva Neves.
I'.1 Ir Jos Lei le Pita Orligueira.
Antonio Jos Silva do Brasil.
I Candido Thomaz Pereira Dulia.
Manuel Bastos de Abreu Lima.
1 M.moel Estanislao da Cosa.
Luiz Antonio Goncalves l'euna.
Constancio da Silva Neves
Joaquim Jos de S.int'Anna Barros.
Andr Xavier Vianna.
Joao Prudencio da Cruz.
Alcxandr.e Augusto de Fras Villar.
Jos Roque Antunes Villana.
Jos Alexandre dos Passos.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Antunes.
Cerios de que serbo puslas em vigor as dispo-
sicoes da nii'snia lei para os que follaren] sem
causa justilicada.
1'. para que chegue ao conheeimento de todos
Sobre Ilamburgo, 100,000 m. b. a 7;i"> o 740rs- "no s^' possam chamar a ignorancia, mandei
Sobre Lisboa e Porta houveram saques regu-
Rendimento do dia 1 a 15. .. 4l.9.tl#U9 I u conforme a tabella seguinte .
dem do da 16.....a\ 3:Ullf6J.j I230/0...............?.. a 3 dias.
<*423814 I2ln().................. a 00
12O0/0..................
Diversas p.rovlneias.
Rcndimeniu do da 1 a 15. 6:731 $8i-i
dem do da 10....... 226$977
6958*821
a 90
Descontse.Nao houve alieracao na laxa an-
terior.
Acn S.j\s da bnneo do Brasil foram hoje
vendidas .1 6 'i Je premio, a diuheiro.
Mi.ivis.Tein sido negociada a raoeda nacio-
nal de ouro em pequeas sommas cora 8 0/0 de
premio.
Eleva-s a exporla^o desdo o dia 1." al hoje
aos valores seguinles:
O no Para Soutbamptoo, pelo paquete Tyne :
Despaclaos do exportauio pela me
sa ili eonsulatli lcstu eiJaile n
lia 1 li de marea de 1HII
ValparaizoLustre bremence Themis viuva
Amorim & Filho, 600 saceos assucar branco.
Liverpool Barca ingleza Bonita, S. Mellors &
C.,48saccas algodio.
CanalBrigue inglez Gcorge, Rastran Booker
& C, 200 saceos assucar mascavado.
Rio da Prata Potoca sarda Mara Elisa, T.
Basles S & C, 120 barricas assucar masca va-
do o 180 ditas dito bramo.
Rio da PrataBrigue ingloz John & Hary, A.
Irmaoi, 200 barricas assucar branco e lOi dilas
dito mascavado.
PortoBarca porlugueza Sympathia, B. Oli-
veira, 58 cascos mel.
I.isbo.'ml'alaeho portugus Jareo, J. S. Perei-
ra Jardim, 18 cascos mel.
LisboaBrigue portuguez Soberano. T. de A.
Fonseea, !00 saceos assucar branco o 120 ditos
dilo 111 iscavado.
Lisboa Barca portugueza Tejo, Manoel Igna-
cio de Oliveira, 200 saceos assucar mascavado;
A. Irraos, 22 barra doce de calda.
LisboaBrigue portuguez Tarujo I, Manoel J.
Ramos e Silva, 4UJ saceos assucar mascav.ido.
LisboaPatacho portuguez Unio, Manoel A.
Guerra, 3! pranchoes de amarello.
San-MiguelPatacho pnrluguez Souza & C. ,
Jord.io Jos de Oliveira, 2 barricas assucar pelo paquete Alercy :
branco. Em raoeda..............-
Rvpnrtaeo.
Rio Grande doSul, barra brasileir Saudade,
conduzio o seguinte : 50 pipas cacharas, 1,185 ^"' raoeda...............
barricas e 115 barriquinhas assucar, 2,100 cocos
cora casca, 60 couros seceos.
ltecebeduria de rendas internas
seraes *le Pernambuco
Rendimento do dia 1 a t5. 31:071109
dem do dia 16.......I:65ni632
Esa tiarra................
Em p..................
Em raoeda..............
Para Lisboa pelo pa-
quete .1/ If-trd laven :
Em "ioeda..............
dem pelo paquete
'jne :
Em moeda..............
Para o Porto pelo pa-
quete Milford laven :
Km mueda..............
Para o Rio da Piula
pelo paquete Jlercy :
Eui moeda...............
Pacta: para Lisboa
pelo paquete Milford
Un ven :
Em moeda..............
Para a Baha pelo mes-
: mo :
Em moeda.............. 8:000$000
Para o Rio da Prala
3 4:400*100
1:j0;IH)
5bl300J
---------------36:497?OU0
1:180?000
passar o presente, que ser alxado no lugar
mais publico desta niesma ireguezia e publicado
pele riiiprensa.
Da lo e passado nesla freguezia de S. Frei Pe-
dro Goncaives do Recife, ios 13 de marco de
1S60.Eu Manuel Alexandre Gomes de Mello,
escrivio e escrevi.
Padre Jos l.eile Pita Orligueira.
O Dr. Anselmo Francisco Piretli, enramen lado:
da imperial ordem da Rosa e juiz de direito
especial do eommercio d'esta cidade do Recife
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo por Sua Uagestado Imperial, o constlu-
OeciaracOtjs.
RECEBEDOBIA DE RENDAS.
O administrador da recebedora do rendas in-
lernos, 0111 cumprimento da circular n. 6do mi-
nisterio da azenda de dez de Janeiro prximo
Qnitoc da portara n. 76 da thesoraria de 16 do
coirenlj. leudo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades que teni sido foculladus
pelo minisleriu do imperio e encorporadas com
suaaulorisnen, e que nao tinhara pagos noves
e velhos direilos pela approvaco de seus estatu-
tos eo sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que eiilrassera cora sua importanciae revali-
conal, o Sr. Pedro II, que Dos guarde I ?aoPara mesma recebedora, as quoes socie-
elc.etc. I dados e componliias constara de urna, rclarao as-
1.8C0SO0O
3205000
300;00o
02:00.KO.i 1
----------------101:657000
IOO5OOO
Mein pelo Princtza de
Joinville :
3:000;000
2:0002000
------------------5:0008000
Somraa lotal do ouro e prata...
13:1003000
114 9573060
Erratas aocommunicadoTeslemunho de
amizade.
No 2." periodo, 1.a liiiha supilou em vez de
respeitou ; 110 3 o periodo 4." lianapor sua
familiaem vez depor familia ; na 5." lio ha
gnnaldaem vet decrinalda ; no 6." perio-
do 10.a liuhasocconiaem vez derecorra ;
no raesmo perodo 12.a lnhapeiorera vez de
veior.
i Correspondencias.
Srs. redactores. K impulac.ao injuriosa que
sem neuliiim fundamento fez thesoraria pro-
vincial o Sr. depillado Braulio na sessao da as-
serabla provincial do 13 do correnle, obrgn-me
a recorrer a sen conceiluado Diario para fazer a
este senhor as eguinlcs declances: 1" que
nao cza'-to ler essa reparlieo pago a procura-
dores aulorisadorc) por prucuraces falsas os
vencimentos de alguma proessora, nein os do
vigarioe coadjutor de Bezerros ; 2o que esse pa-
gamento da quanlia de 851j20!>. que se diz de-
fraudada, mais que esl como despendida cora o
sustento dos presos pobres da cadeia do termo
da Boa-Vista, foi requisilado pelo Sr. Gama,
quando chele do polica desta provincia, e f-lo
a thesoraria a pessoa por ell* indicada em seu
ollicio, e por ordem da presidencia, que foi con-
ferida por se adiar a conla do3sa despeza cum-
pleamenie logalisada com as rubricas do dito
chele e do delegado do referido termo, com o
Visto do promotor fiscal, e com as assignaluras
do earcerero e Jo (mecedor, o por iso nao
poda e neiu pode anda essa reparlieo conside-
rar falso esle documento; 3 finalmente, que o
nico faci conhecido o que consla do ollicio
33:322*041
Consulado provincial
Rendimenlo do dia 1 a 15. 37:9948519
dem do dia 16....... 3:8604461
41:65 -J9S0
Pauta dos procos dos principacs gne-
ros e producce*nacioaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
12 de a 17 de marro de 1860.
Agurdenle alcpol ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana...... y,
dem gonebra...... >
dem idem.......botija
dem licor.......caada
dem idem.......garrafa
Idera restilada e do reino caada
Algodao em pluma 1.a sorte arroba
dem idera 2.a dita ....
dem idera 3.a dita ....
Idera em caroco.....
Arroz pilado......arroba
dem com casca.....alqueire
dem branco novo.....arroba
dem mascavado idem ...
Azeitc de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......arroba
Idera grossa......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho .
dem idem com casca .
dem moido......
Carne secca......
Carvo de madeira .
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bon?.....


y>
a
genio
800
470
500
610
210
640
280
720
8J700
7g7D0
6g700
2$ 175
3g000!
33500
4g60O
2$8(J0
900
2560
JgOO
*4S00O
7g000
4S50Q
5SOO0
9S6O0
7S0O0
2J00O
lOjJOOO
12g000
21500
Prara da Rahia 13 do marco.
S 3 IIOIIXS DA iAHIlK
Cotaroes da junta dos Srs. corretores.
Assucar mascavado da Baha e Sorgipe 2}900
a 9ffca).
Dilo branco, idem 4} a 4S300,
Cambio sobre Londres 2o d
t'.uilherme Evans, presiden le.
Joao Francisco Fres, secretario.
Vcndeu-se cerca de 20i> en isas de bom masca-
vado o branco a 39:11.) e i$>00, e algumas ca-
xas de regular a 2>90 e 3j
NOTICIA'S MARTIMAS.
Chegaram ao Rio ile Janeiro :
A' 7, a barca Bebtdo'iro, cora 31 dias, do
Ass.
A'8, a canhoneira Araguary, com 5 1/2 de
Pernambuco.
S.ilurain do mesmo porto :
A'8, a barca porlugueza Feliz l'nio, pa-1
Maranliao ; e o brigue Pedro 11, para o Ass.
Achivam-se a carga
No Re, o brigue Bella Alaria, para Pernam-
buco pela Bajis.
Na Baha, o brigue Alarinho II, para Pernam
buco.
Paco saber nos que o presente odital virem
d'clle noticia liverem, em como o coninumdadoi
Manoel Goncalves da Silva me fez a peticao de
theor seguinte :
Illm. e Iaui. Sr. O commendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante matriculado e estsbe-
lecido n'esla cidade, quer fazer citar a I). Isabel
Carolina BoUrgard Jardim, viuva do finado .Ma-
nuel Pereira Jardim, assim como os berdeirot
d'csle para verem propr c responder a urna ac-
cao ordinaria era que o supplicantc lera de pedir-
lites a quanlia de 727;:J2G rs., que aquello Jar-
dim (icou a dever-lhe iior saldo de conta come
melhor espressar na mesma acedo o requera V.
Exc se digne miniar cilar a supplicada que i
moradora n'esla cidade, e que visto ler o suppli-
conte juslillcado no juizo da conciliacao seren
incertos os supraditos hrdeiros c morarem err
lugar nao sabido, para ellos te passe carta de c-
dilos citados os Dis. curador
signada pelo official maior interino da secretaria
da niesma thesoraria e sao : companhia de se-
guros martimos utilidadc publica, dem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernanibu-
cana le navegacio cosleira, idem de segurns
martimos iudemnisadora, idem de colonisaco
em Pornamburo, Alagos e Parahiba.das qu'aes
Smenle os duas de seguro martimo menciona-
das moslra rain haver pago o sello de seo tundo
capital o os novos e val os direilos pela appro-
vaco deseos estatutos, fz Iranserever o art, 9
S mico do decreto n. 20 de 30 de selcmbra
do auno prximo passado que sujeita is penas
do art. 87 do rcgulamento de 10 de julho de
l50 aos empregadose autoridades aministrali-
vas ou judiciarias que do qual quer modo reco-
nhecerem a existeucia das sobreditas cempa-
nliias.
Arligo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
sau'jo, (i.iiii cues .-e passe caria ue e- "........... -w*.e
los os Drs. curador geral e procurado! d""'s nonynia*?u companlnosqueentroremein
ozenda nacional, sob pena de revelia : "''''Coes ou esmeren, funccionando contra o
islas, eficando logo lodos citados para 0,SP08'U nosarls. 295* 296do cdigo commercwl
- -------------------- j ........,- ....... .... ..... ,,K
do regulamenio de lOde julho de lb50, alem
1. Sr. Dr. iuiz especial do os ma,s penas *m l^e incorrerem, na confor-
j.-K. a. Mc.-Advogado : m'da,lc ,,a 1^,li":5 i" ,"or.
Ilscal da fazenda nacional, sob pena de revelia "l'eracues ou esnyereo ninccionanoo contra o
juros o cusas, e licando logo lodos citados para a,sP08'0 nosarls. 295* 29b do cdigo commerciai
lodos os termos da causa e sua esecuedo al real L' l'or fonscquencia sem pagamento do sello do
embolso do supplicantc ndependente de nevaci- s.e" capill, estao sujeitos a disposicao do art. :J
lacio
Pede a V. ExcIllm
eommercio defirimento.
Jucomc Pires. nico. Aos empregndos e autoridades ad-
F. mais se nao conlinha em lal peicao que foi 'm,lis,r-ll'vns >'. judiciarias que aceHarem. at-
por mim despachada pelo theor segui'nle : lenderem, deferirera ou ddmitrem redamacoes,
Distribuida como roquer. requenmentos, represenlsr^oes, accoes, timlos e
Recife, 9 de fevereiro de 1860-A. F. Pe- comentos de lualqaor natura^, apreseniados-
r0H j em noiiie de coinpanliiase sociedades aiioiivmas,
suas caixas filiaos c agencias em laes circumstan-
dniiuislraroes ou de qualquer
modo reconhecereni sua existencia Hcoro exlen-
penasdoarl. 87 do rcgulamento de 10
de lb50.
Recebedora de Pernambuco 25 de fevereiro dt
18G0.=rJfijioe/ Cnnieiro de Souza Lacerda.
referido prazo comporecara nVsie riiizo, alim do I ~ A "mar municipal desla cidade faz pu-
aHegarera a sua defeza "sobre o expendido na pe- bl"' para conheeimento de quem interessorqu*.
reui. >......_.____-----,
li mais se nao conlinha em mou despacho que ua* c*1*88 n"8*8
vai aqui transcripto, em vrlude do qual fui a |,;ias." ,'.;*"..IS.i1."
mesna pelicii deslrbuida ao escrivao des e jui- I m0 r0*
zo Manoel Hara Rodrigues do ascimento, que I Slva3.?s '
fez passar o prsenle edilal cora o prazo de 3U ; J,'.JU"'0
dias, pelo llieor do qual chamo, rilo e hei por ci- I
tado aos referidos hrdeiros, para que dentro de |
Mo viiimuiIo lo porto
05 < 0. f 73 0. 0 c (n 0 ? s 1 Horas.
* 2 1 n en Pl Atmosphera
Direceo. 1 H 2 3
w V a * i Intensidad.
t u 00 fl Centgrado. M O
10 M 1* i-* 1 Reaumur.
00 -a -JE. 2 IV ao ce | Fahrenheit
os 00 Hygrometr
c
es
v.
* o
n
~. CA
1
en
-4
Ol
W
en
w 00

Barmetro.
licTio cima transcripla sob pena de revelia ; pe-
lo que toda e qualquer pessoa, prenlos, amigos
ou condecidos dos mencionados supplcados OS
P'iderao fazer sciente do que cima tica dita.
E para que chegue a noiicia de todos mandei
passar editaes que sero atusados nos lugares do
eostume e publicado pela impransa.
Dado e passado n'esla cidade, nos 13 dias do
mez de fevereiro de 1800, S'J da independencia
o do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do ascimento,
escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco l'ereiti, commenda-
dor da imperial ordem da roza, juiz de direito
especial do eommercio, nesta cidade do llecfe
de Pernambuco etc.
Fajo saber pelo -.resente, em como por parte
pe Jos dos Santos IVeia Jardim, me fra di-
rigida a peiigao seguinte : Illm. e Exm. Sr.
Jos dos >anlos Pereira Jardim, commerciante
estaiielecido nesla praca, quer fazer citar a D.
Isabel Carolina Bourga 1 Jardim, viuva do falle-
cido Manoel Pa-'eira Jardim, assim como os
heideiros dste para, verem propor e responderera
a urr.a accao ordinaria em que o stipplicanle tem
de pedir-lhes a quanlia do 1,47 3*975, que a-
qnelle, Manoel Jardim ficou a dever-lhe prove-
niente de urna poicao de agurdente, como me-
lhor expressar na ruesui* ac^ao ; e requer a V.
Exc, que se digne mandar cilar a supplicada
que moradeira nesta cidade, e que, visio ler o
MippluNinie justificado no juizo conciliatorio a
incerteza e auzeocia dos herdairos em lugar nao
sabido, para estes se paste caria de edictos, a te-
dos os doutores, cuiador geral e procurador fis-
cal da faze.'.d 1 nacional, sob pena de revelia,
juros, e cusas, e (icamlo logo citados para lodos
os tormos da causa e execiico at real embolso
do supplicartie independeote de nova cilac.ao.
Pedo a Y. Exc. Illm. Sr. Dr. juiz especial
do commorcio, defirimento E. R. M.
adevogado, Jacome Pires.
o prazo de 18 mezes marcado para os proprda
rius de terrenos por edilicar, mura-los, segundo
o disposlo as posturas de 10 de novembro do.
1855, se Onda no dia 2 de maio prximo vin-
douro.
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
sao ordinaria de 13 de marco de 18i0.Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, pro-presidente.Ma-
nuel l'erreira Accioly, secretario.
Pela, delegaca do termo de Olinin, foi ap-
prehendido um cavallo alasao, que condiuia um
individuo, o qual foi preso por suspeitas de qua
o (ivesse furiado. Delegada de polica do termo
de Olinda em 9 de marco do 1860.Caelano Fit-
gueiras.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para f ornee i menso
do arsenal de guerra, teru de comprar os ohjeetol
segnintos:
Para provimenlo dos armatens do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
40 meios de sola garrotiada.
Para o meio batalho de caradores da Parahiia
do norle.
Papel almaco, resma 0: canelas %; tinta preta
para escrever, garrafas 6; colleccao de cartea
para principiantes, exemplaies ") ; tabeadas,
exemplares 20 ; giammnlicas portuguezas jioc
Monte-verde, ullima edico 6; compendios de
arithmeticas por Avila, exemplares 6; paulas Cj
traslados de escripia, exemplares 20.
Quem qii'zer vender laes olijectos apreseal
as suas pro] oslas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do dia 21 do
correte mez.
Sala dassess5es do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, H da
marco de 1860.Denlo Jos Lamen ha tia.
coronel presidente. francisco Joaquim Pcret-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
Pela administrarn do correio desla cidada
se faz publico a quem ioteressar possa, o artigo
10 das instrucees que pelo ministerio do impe-
porio foram iransniilldas Ji directora geral des
correios cora o aviso de 1G de der.embto do an-
uo passado, ruja rigorosa execnc,j>o deverfi le lu-
gar do 1. de julho do correnle. anuo em dianie :
Art. 10. As cartas seguras deveruu, alm dos
mais requisitos exigidos pelo regularaeiilo, ser
fechadas com lacre de una so-cor, em dous ou
mais lugares visivejs, o os fechos sellados com

(MUTILADO
ILGIVEL


M)
-
Siuoie particular Oo uso uo seguradar, lomando-
so quaesquer oulras caulelas que a experiencia
for indicando como nectssarias, e forem ordena-
das pelo direlor peral. Correio de Pcrnambuco
12 de marro de 1860.-O administrador, Domin-
go} dos Passos Miranda.
Pela contadoria da cmara municipal do
Herir so faz nublico que no im do correnle me/
se termina o prazo para o pagamento, sera mul-
ta, do imposto municipal sobre estabelecimen-
tos.O contador, Joaquim Tavares Rodovalho.
Conselho de compras navaes.
Tendo-so de promover a acquisico do mate-
riol abaixo declarado, beiu como de contratar-.s,
0 forneeimento do vveres e de outros objeelos
por lempo de tres mezes a contar do 1. de a. ',
ao ultimo dejunho. para o consumo dos r> .'
da armada, e estabelecimenlos de ir .-'^'os
manda o conselho de compras nava" -aniina ;
blico, que tratar dessa acquisb;1 fazer Pu*
20 do correnle mcz. e do f "a sesso de
tiimbem do crrante, 4 vi'" -ntralo na de 21
sentadas al s 11 lio'- -'" de propostas apre-
clausulas ou cond'-' ,,s da manhaa. e sob as
prelendentes -'.,ll's 'lo esiylo, sendo que os
panhados conlralo devero achar-se ncom-
assicn aos fiadores para, concluido que seja,
.rem de prompto o respectivo termo.
Ar/uisicio ns objeclosdo material.
4G0 medidas azeite de peixe, 1 cabo de couro,
21 eileaa de panno azul para imperiaes roari-
nheiros, 100 camisas de brim, ICO calcas de dito.
100 cobertores de lia, 2i fardas de panno azul
para aprendi/.es marinlieiros, SO arrobas graxa do
Itio Grande, 100 lencos de seda prela, 12 lanler-
n;is de patente. 2 arrobas presos de ferro de 'I
pollegadas para coslado,60 arrobas ditos de cobre
>'' i, 5 c G pollegadas, 100 cadernos papel de
lollanda. 21 pares de sapalos, 3 arrobas sebe
em pao, 20 arrobas zinco cm barra.
Forneeimento dos viven e outros objeeto.
Arroz do Maranlio, agurdente blanca de 20
graos, assucar braneo grosso, azeiledoce de Lis-
1 ta, bolacha, bacalho, cat, tangir, carnauba,
carne verde, dila secea, farinha de mandioca,
feij, manieiga, malte, pao, estearina, toucioho
de Lisboa, vinagre dem.
Todos os objei'los da mrlhor qualidade.
Sala do conselho de compras navaes, em 12
de marco de 1800.- u secretario, Alexandre Ro-
i es dos .1 njos.
THEATRO
Para Lisboa.
MARIO D PftNAMfcUC. > BASBAD IT DE MABCO ftt 860.
Sahe nfallvelmente
coi rente, a bem ur
tidao.aindare''
e
no da 17 do
..iiiicc'ula barca Gra-
be alguma carga miada
passafe>^o para osquaestem os raelbo-
. .mraodos : a tratar com os con-
'atarioi Carvalho Nogueira 4 C. na
ra do Vigorio n. 9, prime! o andar,
ou comocapito A. P. Borges Pestaa
na praca.
Attencao.
Vende-se a barcaca Douradinha, de 750 ar-
robas 800 saceos, construida com as melhores
madeiras e bom massame, de segunda viagem :
quem pretender dirija-se ao caes do Ramos n,
2, a fallar com Prxedes da Silva Gusmo.
Para o Araiaty
segu nestes dias o hiale Sergipano ; para o
resto da carga e passageiros, Irata-sc na ra do
Vigario n. 5.
Porto.
A bem conheoida barca portugueza Sympa-
lhia>\ por sua excellente marcha e construirn,
acha-se proposta a tomar carga c passageiros,
que se deslinem a" (idade do Porto, par onde
tem de seguir brevemente : os prelendentes, de
una ou oulra cousa, cn'endam-sc com os consig-
natarios, ra da Cadeia do Recife n. 12.
Maranhao c Para.
O veleiro patacho Alfredo, capitao Manoel da
Silva Santos, tem parte do carregamento con-
tratado e pretende seguir com toda a brevidade
aos portes indicados: para a carga que Ihe falla
tratase com os consignatarios Almcida Gomes,
Airea & C, ra da Cruz n. 27.
I
SABBADO 17 DE MARCO DE 1860.
ES BENEFICIO Pos ACTORES
ROZENDO E CARVALHO.
I.ogo que a orchestra terminar uma escolhida
nora, abr'r-sc-ha a acea e a companhia
dramtica sob a direcgo do artista Coimbra, re-
presntala o magnifico drama de grande especta-
tilo, em 5 actos :
REAL COHPAKHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Portugal, espera-se da Europa de 19
do correnle em diante e segu no inesmo dia
para os porlos do sul, para passagens trata-se
com os asentes Tasao Irmaos.
GRANDE E VARIADO
LEILAO
DE
~t
Leies.
Ni qual tomar parte toda companhia dando
Gm o divertimento cura a bem conhecida farra :
ALGARSMO.
Os beneficiados para melhor salisfazer aos seus
lores, bem como a muilos pedidos, que
em lugar do Recrutanicnto, levam a farea cima
mencionada.
-le o espectculo que os beneficiados leem
i de offerecei ao digno e reepcilavel publico
doaia cidade.
i la beneficiados, bem como sens dignos compa-
nheiros nao se pouparaoa eaforgos u sacrificios
para bem saliafazercm a especial iva daquellea que
se dignarem honra-Ios e protege-loa.
Oa beneficiados protestam desde j a sua eter-
na gralido.
i .iliieies acham-se venda no lugar do cos-
t.ime.
Comernr as 8 horas.
'MI
Avisos martimos.
Para a Babia.
O bem conhecido patacho nacional Amazo-
nas II pretende seguir cora niuila brevidade,
tem dous tercos do seu carregamenti a bordo :
para o reato que Ihe falta, isata-se com os seus
signatarios Azevedo & Meados, no seu cscrip-
ario ra da Cruz n. 1.
1 veleiro e bem conhecido brigue portuguez
liarmonia pretende seguir com muita brevida-
de, tem parle de seu carregamento prompto: pa-
0 resto que Ihe falta e passageiros, para os
qitacs tem aceadoa commodoa, trata-se com oa
- consignatarios Azevedo e Mondes, no seu
es riplorio ra da Cruz n. I, ou com o capitao
Anacido Fernandesdos Reis, na pra<-a do coru-
mercio.
Para Lisboa.
' patacho portuguez Jareo*, novo o milito
i, dererd seguir com brevidade ; quem no
> qoizer carregar, eutenda-sc com Jos
aiiios Pereira Jardira, cu com o capitao do
navio Jos MariuesCoelho Subrinho.
COHPAMIA B1USLIEIIU
DE
MPR18 TOKR.
) vapor Toeantins, commandanle o pnmeiro
lente P. II. Duarte, espera-se dos porlos do
norte cm scguiracnlo aos do sul al o dia 20
do coi rente niez.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandantc o
i apitao de mar e guerra Gervasio Mancebo, es-
so dos porlos do norte era seguimento aos
do sul at o dia 2 de marco.
I*ara
io de Janeiro.
Segu nestes dias a bem conhecido e velcira
barca nacional fecife, por ter a maior parte da
carga prompta ; para o resto que Ihe falta trata-
se com o consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Carneo, na ra do Vigario n. 17, primeiro
andar.
CEAIt E ACARAC'.
Segu com muita brevidade o hiate Bom A-
rnigo, recebe carga e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Sanio
numero 25.
Para o Porto
O veleiro e bem conhecido brigue portuguez
Harmona, pretende seguir com muita brevida-
de, tem parto de seu carregamento prompto:
para o reslo que Ihe falta trata-so com os con-
signatarios Azeredo & Mendes. no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1, ou com o capitao Arnald Fer-
nn des dos Reis, na praca
Para Lisboa
val sahir imprelerivelmenle no dia 25 do corren-
te, o brigue portuguez Soberano, para carga e
passageiros, a quem offerece bons commodos,
irala-se com o consignatario Thomaz de Aquino
Ponseca, ou com o capilao na praca.
Terra-feira 20 do correntc.
PELO AGENTE
DE
Requissimas mobilias de Ja-
caranda e mogno, camas de
ferro, carros, cabriole!, ca-
v a los, piaoos, quadros de
variado gosto etc., etc.
Honrado com a conlianca e benvola
consideracao do Sr. Scliammeteau que
se retirou para Europa no prximo pa-
quete o referido agente aia' leilOo no
mencionado dia pelas 11 horas da ma-
nliaa na casa que foi de residencia
d'aquelle senhor no Chacn.
DE
Uma rica e elegante mohiha de Jacaran-
da' cora tampos de marmore a Luiz
XV obra muito bem acabada.
Un.a dila da mesma madeira sem pedra,
mas de apurado gosto.
Guarda loueis e guarda vestidos de va-
riadas maderas e modelos.
Uma rica secretaria de risco admiravel.
Camas francezas de mogno para casa-
dos, ditas de ferro para casados e
sol tetros.
Bellissimos aparadores para sala de
jantar.
Tres excedentes pianos dos autores mais
acreditados.
Mesa elstica para jantar.
Finissimos quadros com encantadoras
vistas'e ptimas molduras.
Um perfeitissimocarro americano de i
rodas com arreios para um e dous
cavarlos.
Um commodo e elegante cabriolet com
arreios.
Dous cavallos para carro.
Um dito para passeio de senhora.
Emuitos outros objectos que seao
descriptos em catalogo e distribuidos
com antecipocao.
Havera' mnibus para os concurren-
tes meia hora antes da nnunciada pa-
ra o leilo, postado na estrada da ra
do Crespo.
Lanche e refrescos para os compra-
dores.
Consulado de Franca.
O agente Hyppolito fara' leilao are-
queri ment dos Srs. Joao Ktller & C,
por ordem dos Srs. visconde de Leraont
em presenca do mesrao senhor, e por
conta e risco de quem pertencer de uma
catxa marca P diamante n. 1, com
25 duzias de chales de mussulina bor-
dados avariados no navio rancez L'Oc-
cident, capilao Ilauthois, na sua recen-
te viagem do Havre, a qual caixa se
acha depositada no armazem dos Srs
Joao Keller & C. na ra da Cruz e ah
sera'eflectuado o leilo: sabbado 17 do
corren te as 11 horas em ponto.
Gneros c esuva.
PARA LIQU[DAC.\0.
Ter'fa-feira 20 do cor-
renle.
J. Praeger & C. ar5o leilo por n-
tervencao do agente Borja, em seu ar-
mazem na ra do Apollo n. 13, de
muitos de seus superiores gneros de
estiva como sejam : vinhos de todas as
qualidades em barns e cacas, sendo do
Porto, Madeira, xerez, bordeaux, cham-
pagne etc., licores, cognac, cerneja de
todas as qualidades e marcas, genebra,
batatas, velas, biscoutos, queijos, c ou-
tros muitos gneros de muito superior
qualidade, que animarao aos seus fre-
guezes a compra-Ios.
Principiara' as 10 horas em ponto,
Consulado de Franca.
_______________________ <^.
' i P J I I i /- 1 I Z ufrercccseum "paz portuguez de Ib an-
LijLi J tLim.\r nos com a,S"ma pratica do negocio, para caixei-
, -, ro dequalqucr estabeleciincnlo : na ra da Ca-
A req.ieriraonto dos Srs. Lals Irmaos deia do Recife n. .
negociantes desta cidade e autorisacao '. Cac|a" finio de Veras faz sciente a quem
do Sr. cnsul de Franca, o agente Hyp- T^S'o V\Z\2 S S o f
polito da Silva vender em leilo pu- guezia do SS. Sacramento do Santo Antonio dcs-
blico na chancelaria do consulado de la cidade- Pra_que foi cleilo e que despacha na
,- -A -. j r_ i- n ; casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
Hanca, oO acc.>es da Companhia Per- c era quaiquer parle que for encontrado ; o que
nambucan de vapor COSteiro, perten- <" odiencia as tercas e seztaa-feiras as 4 1|2
cente a massa fallida de Fremont & Las-! ,'"w?,a1,ardcoino"ia ,cIn ".?nun.cido'.Ba c!sa
... i i publica das audiencias. Recife 29 de evereiro
ne, a dita venda tera lugar quarta-de 1860.
feira 21 do corrente em presenca do iMS^^r^ri-?^Sr^
mesmo Sr. cnsul de Franca as 11
horas da manhaa em ponto,a dinheiro,
e por conta do liquidatano da massa
fallida de Fremont & Lasne.
Procisso do Senhor Bom Je-
ss das Dores em S. Gon-
galo.
A sabir, ra da Santa Cruz, largo da
dita,ra Velha.travessado Veras, ruado
Aragao, ra do Rosario *rua da Concei-
cao, praca, rua do Hospicio, ra For-
mla, ra da Aurora, rua da Impera-
triz, rua da Matriz, rua da Gloria, a
recolher. Pedimos aos nossos irmaos,
que ttferem capa em seu poder e nao
poderem acompanhar, tenham a bon-
ade de restituir.Rento Francisco da
Cunha, escrivao.
$ej .iitji'SxnKoejKLgtiintcDixsLnv'*^
Seguro contra Fogo
COMPAUniA
STB
LONDRES
AGENTES
J. Astley fe Companhia. [
Vende-se
para
ereiraKJ
5de volta de sua viagem tnstructi-: "
O r. Cosme de Sa' P
u
tiva a tiuropa continua no excr-
Icicio de sua prohssao medica.
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
| Estanto em barra.
I Verniz copal. 6
| PalKinha para marci- s
neirt.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
I Brim de vela: no arma-
i zem ileC.J. Astley & C.
*;tfflT4i* 3: :[Mi;.-'ifPi-ii a a:t m
Prerisa-se de um criado forro ou captivo,
para servico do uma casa do pouca familia
Idmiracao!.....
Appresenta ao re-speilavel publico o abaixo as-
signado (>'m lettras iniciaos) uma ac^ao da maior
honra, capacidade o mesmo de gencrosidade que
na presente poca 6 bem raro acontecer com
pMlqoer oulra pernea ; porrn acontecen com o-
lllm. Sr. Milcliiadcs Vieira...... esludanle mo-
rador na rua de Santa Rila, n. 26. que etbando-
era lugar publico ond se loma banbo nesta ci-
dade junto ao rio, a horas da maftia do dia 21
de fevereiro prximo passado, um ol,oclo de n5c,
pequeo valor, esleve Com ello guardado, al
que o dono annuhcSsM o l-lo perdido, e vendo
aononcio cotiheceii que era o que guardava com
lodo o cuidado ; iiianJou que esle se dirigisse i
sua casa, e drgindo-se dando os signaes ccrlos,
entrega o objecto conservado tal e qual se per-
don, a sen dono, e este querendo gralillcar-lhe,
nada quu recebur do gralilicacao, sem ter ne-
nlium conhocimenlo com o dono !___ Anda
miis, mostra uma nota de aiiLuncio que linha
feilo, e estar para annunciar, por o dono se
demorar tanto com o seu annuncio, para entre-
gar o objecto que bem Ihe poda servir: mas nao
era delle I Faco este alim do fazer publica a
capacidade e honradez de mu bom moco eslu-
danle lio generoso, sendo s esta a recompensa
que posso olerecer : porrn o Ente Supremo lho
dar um futuro muito feliz na carreira que esl
seguindo, nao s por esla boa decao que prati-
cou, como que capaz de obrar milas oulras de
mais subidos graos. Com o maior respeilo e
ser eternamente grato ao mesmo Sr. Vieira, o
constante leiior, j. a. L)
abaixo assiynado pede encare-
cidamente ao Sr. Casemiro Gomes da
te Silva, que se sirva de declarar por este
11 Diario o motivo porque o mesmo abat-
| \o assignado dei.xou de estar em seu es-
tabelecimento.
n,i
\ rua do Crespo n. 2, primeiro andar.
Joao Jos da SiWeira faz sciente ao respei-
Da' consultas em seu escripto-^; ".e'corpo do commereio, c a quem mais inle-
i i ., -f &S'r0SSir possa, que tem dissolvido na data do pre-
uo, no bairro do lle.cile, rua da^G sent annuncio, a sociedade que linha na laber-
Cruz n. 53, todos OS dias, menos^f? "a.sila .na,lra|',,ssa da Carvalha n. I, licando o
nos domingos, desde as horas
sobre os
1
Segunda-feira 19 do corrente. |
O agente Borja autorisado por uma familia
que se relira para tora da provincia, far leilo
em seu armazem na rua do Imperador n. 15, de
Ba rica mobilia de Jacaranda, candelabros, l'ou-
ea, crystaes etc., etc.
Assim como
t as 1 0 da manhaa,
seguintes pontos :
. Molestias de olhos ;
, Molestias de coracSo
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-|
cao, e do anus ; g
del
annunciarrte obngado a pagar todas as Iransac-
.oes conlrahidas para a dila taberna anteriores
adata do presente annuncio, nao se responsabi-
lisando por qualquer tansacco.que o dito socio,
que ficacora a taberna, possa fazer dahi em dian-
te, e para em Iodo lempo constar, faz o prsenle
annuncio, para se nao allegar ignorancia. Recife
14 de marco de 18(i(.
negocio, para o qual, se pedio ao Sr. Joao
I'ramisco de Araujo Lima, o obsequio de decla-
rar a sua residencia, unicamenta aim de salis-
fazer iim pedido de pessoa de sua
do ca-
reserva
vender na mesma occasiao uma poreo
deiras de virae queserao ontregues sera
de preeo.
Principiar s 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
esrcravo
Segunda-feira 19 do corrente.
O agente Dorja far leilo em seu armazem na
rua do Imperador n. 15, por despacho do lllm.
Sr. Dr. juiz de orpbos e a requeriraento de
iferraenegildo Kduardo Reg Monteiro, curador
do prodigo Claudino Jos Alves de Amorm, do
escravo Vicente pertencente a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no dia cima designado.
Na mesma occasiao.
se vender uma escrava pera com habilidades.
Dar principio sll horas em ponto.
Consulado de Franca.
Leilo
O agente Hyppolito fara' leilo are-
quenjnenlodos Srs. Rocha Lima &Gui-
maiaes, por ordem do Sr. visconde de
Lemont cnsul de Franca em presenca
do mesmo senhor, e por conta e risco
de quem perlencer.de uma caixa mar-
ca JJGB n. 18, contendo 8 duzias de
crinolinas avadadas no navio francez
Ville de llologne, a qual caixa se acha
depositada no escriptorio dos Srs. Ro-
cha Lima na rua da Cadeia do Recife
por cima da loja dos Srs. Martinho &
Oliveira, sendo no mesmo escriptorio
ellectuado o leilo : sabbado 17 do cor-
rente ao meio dia em ponto.
i qualquerSden7eUePCl2,-~a ^ fa,m,ia rcsU
Precisa-se arrendar um bom sitio o que
, seja perto dos arrabaldes da praca : quem lirer,
|; dirija-sc ao holel Francisco, a tratar com o dono
ilo mesmo hotel.
operarao quejulgarconvenien-i
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-S*
sultarem sera' feto indistincta- K
mente, e na ordem de suas en- ju
I tradas; fazendo excepco os doen-1'
| tes de olhos, ou aqnellesque porfy
motivojustoobtiveremhora mar-^f
jcada para este im.
Paulino Hcrculanode Figueiiedo.
Curso das lingoas grega c
italiana.
O.abaixo assignado pretende brir em sua casa
um curso particular dessas linguas, qoe promet-
lo en8ina-la8 em oito mezes a 1er. escrever, tra-
tlu/.ire fallar grammalicalmente, principiando pe-
lo da liugua italiana, em quanlo nao Ihe ebega-
rem os livros necessarios para a primeira que
mandou ir da Europa. As licoes lerao princi-
pio no da 3 de abril prximo, e lindaio no
ia 3 de dezerubro correnle anno.Tsendo tres
em numero p-.r cada uma semana, das 7 at as
I horas da noile. As condicoes c mdica recom-
pensa eslabelecidas, agradarao por corlo aos se-
nil iros que quizerem so matricular. Principiado
O dilo curso nao ser possivel adrniitir-sc mais
nenhuma oulra pesoa : os senhores que quize-
rem cm lempo assignar seu nome, apparecam
na rua Direiia n. b'J, primeiro andar, a qualquer
hora do dia.
VILLA 1)0 CAAO.
Armazem do Machado.
Os senbores do engenho que tenham de fazer
obras hydraulicas alli acharo cemento de supe-
rior qualidade.
Irmandade das Dores em S.
Goncallo.
A mesa regodorada irmandade do Senhor Bom
Jess Oas llores, convida a todos os seus ir-
ii.aos o devotos para que se dignem acompanhar
a nossa procisso do Senhor cima mencionado,
que lei lugar no domingo 18 do corrente, pelas
i horas da Lude. O escrivao,
Vento Francisco da Cunha.
M.
mm?m$* mmmim mzmitm
5
su
Liquidaeo
dinheiro.
a

y
ai
menl
hielles deposita, a presteza de suaSj ~ Um mo brasileiro 'l"c ler
ao-oo, a ned.de prompta lSot-rp\r.ir.7rr
Vestidos de barege e de gaze de seda
de duas salas e tres babados a 208 ; na
Aapplic^odealgnnsmedica^ -.
,entos .nd.spensave.s em Tarios^\Mmmmmmmm} &&&&&*
CasOS, Como O do sulfato lleatro-?!; Domingos Alvos Mallieus embarca para o
Rio de Janeiro urna escrava de nomo Auna Ha-
^ lia, a qual val ser entregue a seu senhor Igna-
ggiatuitamente. A conlianca queggjcio Jos Alves desonza.
>m alguma prali-
ia alfandega of-
-........ Para Iguaia casa commercial; quem
r. r k i do seu presumo qoizer utilisar-sc annuucie.
Oabaixo stigoado precisa fallar com o
Sr. Antonio Bastos Pinto, na rua dos Pescadores
n. 1 e 3.
Jos Duarte da CunhaYinto.
Ama portugueza.
No caes do Ramas sobrado n. 2, no segundo
andar, precisa-se de uma mulher portugueza,
que saiba dirigiros trabalhosde uma casa de fa-
milia, e mesmo que saiba cozer : a roe estiver
poder justificar a sua boa
Precisa-se de uma ama para cozinhar c com-
prar : na rua do Crespo n. 19.
. Existe na adminislraro do correio desta
cidade tres macos de jornaes sem direceo, para
Antonio Pereira Caracho, Jos Correia de Olivei-
*gra, o Jos Luiz Alves Rocha : os nlercssados
H comparecam para dar-lhes os. devidos destinos.
i i Uuem pretender comprar uma escrava, a
H ?ual se vende por proco commodo, de Angola,
^ de meia idade, sem vicios, vinda do mato lia
| pouco lempo, dirija-se as Cinco Ponas, casa do
rancho do Sr. Theolonio Pereira de Albuquerque.
Attencao.
tte seu emprego; e tudo quanto o
heneicio de seus
jdemove em
^doentes.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
Precisa-se alognr duas escravas para casa de
pouca familia, sendo uma que saiba eiigommar e
coser, c oulra que saiba tratar de meninos o eo-
lia rua da Cruz dn Rneifo n n ') o ..jar
,, bem
construida: a tratar na praca do Corno Santo
numero 17.
SALSA PARRILIIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os maisiminentes
como remedio infal-, companhia ao Sr. Francisco
mo, enfermidades aVfigado',TKSTBfc 25JCi'.ta|! T ,dia
dade geral, febre Mliosf e ifcSSEft nfc- SSSSZ "*** ^
Avisos diversos.

DE
20 caberas de gado
Sa\>\>ai\o n do corrente.
O agente Borja autorisado pelo Sr. capilao
Leopoldo Augusto Ferreira, que se acha no Rio
de Janeiro, far leilo na porla de seu armazem
na rua do Imperador n. 15, de 20 caberas de ga-
do, consislindo em garrotes, novilhas, vaccas,
e vaccas (urinas, acostumadas a esle pasto ; que
serao vendidas em um s lote ou a vontade dos
compradores.
Principiar s 10 horas em poni,
Perdeu-se
por volta das 6 para G c meia horas da
tarde, do dia 1* para 15 do corrente,
da rua de Hortas ao becco dos Marti-
rios ate a botica do Sr. Torres, urna
chave c umsincte imitando um copido,
tudo de ouro, enleitesde relogio: quera
achou se quizer restituir, dirija-se a es-
ta typographia ou na rua Augusta, casa
defronte da de n. 20, que sera' grati-
ficado generosamente.
O abaixo assignado faz sciente ao respcila-
v blico e a quem interessar, que no dia V
corrente venden a armacaoda luja de chapeos
da rua Direita n. 114, perlencente ao Sr. Joo
Antonio de Oliveira, ao Sr. Joao Baptista da Sil-
va, morador na rua do Rangel, pela quantia de
J00g, a prazo de 30 dias, contados da data do
da cima declarado, passando-lhe o mesmo Sr.
Baplista uma obrigafo, na qual assignaram co-
mo teslemunhas os Srs. Dionizio Cavalcanli Fer-
reira e Bernardo Alves Pinheiro : portanto res-
ponsabihso-me a fazer dita venda firme e valio-
so vista da procuracao que me passou o dito
Sr. Joao Antonio de Oliveira. Recife 14 de mar-
co de 1860 Antonio de Souza Afmrinho.
DA
PROVINCIA.
Na pra?a da Independencia n. 22 acham se ex-
poslos a vendt os bilheles e meios da 3a parle
da Ia lotera do Senhor Bom-Jesus da Via-Sa-
crj. garantidos por Santos Vieira, os quaes se
conlinuam a vender as casas em que se ven-
diam os de Vioira & Rothechild.
Bilhcles 6f000
Meios 35000
Antonio dos Santos Vieira.
midades resultantes do em prego de mercurio
ulceras e eiupeoes que resultara da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peilavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitares da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vende neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprielarios da receita
do Dr. Brislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o stegredo da sua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos La'nman & Kemp.
Para evitar engaos cora desapreciaveis co-
binages de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa '.
Io O envoltorio "de fora est gravado de um
lado sob uma chapa de ago, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOLB AGENTS
N. 69 Water Street.
r: na rua da Cruz do Recite n. 23, i nda
Vende-se urna barcaca do '8 caitas,
instruida: a tratar na praca do Corno S
niero 17.
Aos iraanles do baralo.
Confronte a travessa de
S. Pedro.
7Ilua Direita7
O proprietario desle eslabelecimento, queren-
f ranee-
zia OjOO.
Ditos ditos de pellica e lustre 8L
Ditos econmicos 6J.
Sapatoes ancezes de lustra a phantazia C;
Hilos ditos democrticos 55500.
Ditos econmicos :i?500 e 4j00.
Sapatos do entrada baixa com sallo feOO.
Ditos de dita sem sallo 3J50.
Borzeguins a phanlazia para senhora 5-3.
Ditos de cores a 4j>500.
Ditos democrticos para menino 4-"\
Ditos de cor 3g800.
Tamancosde marroquim para hornera CSenho-
ra a 540 rs,, e outros muitos calcados, cojos pre-
sos extraordinariamente baratos, aalisfarao as
expectativas dos compradores.
Vende-se um cxcellenle boi muito manso
5* da aculdadc de direito desla cidade e
v advogado pela relaeao de Pcrnambuco,
oll'erece o seu humilde patrocinio s pes-
@ soasque tiverem arrecadacocs a fazer na
@ comarca do Rio Formoso o'u as 2.a, 3.a,
@ 4.a, 5 a, 6.e e 7.a da provincia da Parahi-
ba do Norte: na rua do Jasmin nos Coelhos.
Joaquim Borges Carneiro
i
New York.
2* O mesmo do outro lado lera um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. hrislol em pape! cor de rosa.
4 Que as airecoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhaute a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
Pcrnambuco 110 armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Na noite do dia 8 do corrente
perdeu-se uma pulseira de ouro desde
o aterro da Boa-Vista ate' a rua Nova :
a pessoa que a tiver achado a va' entre-
gar na typographia deste Diario ao Sr.
Ferreira, pelo qual sera' recompen-
sada.
Na rua da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar um prclo para o trabalho inlerno
e externo de uma casa de familia.
- Precisa-se alugar um sitio que lenha boa
baixa para capim e boa casa de vivenda : a tra-
tar na rua da l.nperalriz n. 18, loja.
JosManoei do Carvalho subdito portuguez
retira se para a Europa.
n COMPAMIIA PERSAMBICAYA
Os credores daiCompanlna Pernara^ucana sao
rogados a apresentar suas contas al ao um du
mez, 110 escriplorio da mesma companhia no
Forle do Mallos.
COMPANHIA PER \AMBUCANA.
A direceo da Companhia Pernambucana de
nnvegacao costeira a vapor, participa ao publico
que acaba de empossar na gerencia da mesma
Ferreira Borges,
ilc poder qualquer
negocios da mesma
panilla.
as ^ggffl^aasg I''ira ?arroc-a- pr ara,Pre5? ; t* p m**-
Oabfixo4ignadra^mnodo^> H umeroi?."86 '" CCeiCa0 da Bo"V8la
PECHINCHA.
I Ovas frescaes deC bote Jorge, por atacado 2 carios, e a realho :
em casa do Joo Jos de Gouveia, rua do Quci-
mado n. 27.
^ =: Vende-se na rua Imperial n. 82, casa do
Sr. padre Albino, una negra moca, bonita figu-
ra, propria para engenhopor ser do mato e acos-
4umadaa esses servidos, reforcada e nao tem
achaques.
SOCIEDADE
DO
Instituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente efTectivo, lenho a
honra de scieniificar aos socios, que amanha
haver sesso do conselho director as 9 1|2 lio-
ras da manhaa, o as 10 horas sesso da assembla
geral.
Secretaria do Instituto Pi e Luterano, 17
de marco de 1860. francisco Paes arrelo,
1. secretario.
Aluga-se uma escrava para todo o servico
inlerno de uma casa : na rua Direita n. 56. *
Pede-se ao muito digno actor Coimbra, que
lance suas vistas sobre a orchestra, poisque ues-
tes ltimos espectculos tcm-se tomado insu-
portavel.Um espectador.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou
loja de alguma casa as principaes ras desta
cidade : quem tiver, dirija-se a rua da Aurora
numero 42.
Precisa-se de um menino de 12 a 11 an-
nos, para caixeiro ; na rua do Rangel o. 6.
Precisa-se de uma ama : no paleo do Ter-
o n. 26,
= Na oficina e galena da rua Nova n.18, pri-
meiro andar, continua-se a tirar retratos 'pelos-
systeraas mais moderuos, garantindo-se a sua
perfeita innallerabilidade. Os trabalhos sahidos
desse eslabelecimento sao bem conhecidos do
publico desta capital. Encontrara-se nessa casa
e para os retratos, os mais bellos quadros e cai-
xinhas que existe nesta cidade.
= Ura homem solleiro, morador na villa do
Cabo, precisa de uma ama para cozinhar e diri-
gir o asseio da casa : quem quizer, dirija-se a
rua estreita do Rosario n. 32, que ah achara
cora quera tratar.
Forneeimento de papel
para imprimir.
O proprielario deste Diario tom elTeclivamente
sortimeuto de papel para imprimir, de difieren-
tes formatos, desde o mais pequeo aleo em que
se imprime o Diario ; e contraa o forneeimento
regular da poreo que so quizer, dando-o nesia
cidade ou em qualquer outra : os procos sero
razoaveis, por quanto este papel importado em
direilurh dos lugares era que elle se fabrica.
Antonio Horeira Vinha rclira-se para a pro-
vincia do Cear.
= Manoel Cabral, subdito portuguez, rclira-se
para a Uha de S. Miguel.
Precisa-se de. um caixeiro que de conheci-
mento de sua conduela : na padaria da rua Di-
reita n. 24.
Precisa-se de uma ama para casa de um
rapaz solleiro : na rua do Livramento n. 19, so-
brado de um andar.
Precisa-se de uma ama secca para tratar de
um menino com um anno de idade, prefere-se
escrava : na rua do Trapiche n. 7, hotel Fran-
cisco.
Nos dias 27 e 30 de marco se ha de arre-
matar o sobrado de dous andares e soto na rua
larga do Rosario n 40, avaliado em 1:200j an-
nual, pelo juizo municipal da segunda vara, es-
crivao Baplista : quem quizer laucar, pode ver o
escripto na rao do porteiro do juizo, para as con-
digoes.
O Sr. Julio Gomes Villar, dirija-
se a loja n. 16, esquina d rua do Cr. s-
po para o im que nao ignora.
Vendem-se dous mulatinhos com
a dade de 7 e 11 annos : na rua do
Crespo n. 23.
Vendem-se 90 apolices da com
panhia do Beberibe : a tratar com Mar-
colino Jos Pupe, no eicriptorio da
mesma companhia.
Quer-sealugar
uma boa casa terrea ou um andar de sobrado nos
balrros de S. Jos, Santo Antonio c Recife : quem
liver pode dirigir-se, para tratar, i praca fla In-
dependencia n. 34, loja de chapeos, ou annuucie
por esle Diario para ser procurado.
MUTILADU
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 17 DEMARCO DE 1860.
fS}
Liquidaco
O abaixo assignado por causa de seu estado de
saude, nao podendo continuar com o seu esla-
belecimento da molhados da ra da Cadeio do
Recife n. 25. delronte do becco-Largo, assim se
faz preciso liquidar todos os seus negocios : roea
por favor a todas as pessoas quelhe sao devedo-
res virem pagar o que. deyeqj at o Uro de
marco.
Manoel Jote do Nascimtnto t Silva.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correnfe anno de
32
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclcsiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocbiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, littcvra-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
uhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciaute, agricultor, mar-
timo e emfin para todas as
classes da sociedade.
ObacharelAViTRUvio tem
o seu escriptorio no i" andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo. v
Na hvraria n. ti e 8 da praca da
Indepenecia, picciza-se fallar a Sr.
Joo da Costa Maravilha.
Fngnmma-sc com isseio e promplidao : no
becco do Marisco n. 20.
Precisa-sc alugar um prelo 011 pretu, ji ido-
sos, para comprar na ra e azer o niais servico
de urna casa de familia, m mesmo urna ama as
mesmas circumstancias : quem liver e quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
Ra Nova, enl Bruxellas (Blgica),
A DIlEGClO DE E- KKKYARD-
k
DE
Commissao de escravos
NA

Rua larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao
para sercm vendidos por conla de seus srnhoros,
alinn^a-so o boiu tralaniento e seguranza dos
mesmos, e nao se poupa cxforgos para que se-
am vendidos com promplidao, afim de seus se-
nhnys nao solTrcrem empale com a venda del-
les. Neste eslabeleciracnto lia sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, moros c bonilas
figuras.
Oabaixo assignado, negociante ntsla pro-
vincia ao Rio Grande do Norle.na villa de Goian-
ninha, faz scicute aos negociantes da piara do
Recife, que se acha saldo do seus dbitos venci-
dos al 31 de dezembro de 1859, o que assim se
faz pors* tercm deseiicaminbado algumas letras
pagas. Villa de Goianninha 21 de fevereiro de
1860.Jos Thomaz de Uagalhes Fonloro.
Antonio Joaquim de Almeida e sua mulher i
lemjuslo e controlado vender a sua casa na
campia da Casa Forte ; se alguem tiver direito
a rncsma, ou ao terreno cm que se acha, queira
annunciar.
Deseja-se fallar a tira Sr. Joaquim Ferreira
:
% a 8 8
a> o"
o
= -i.
ou :
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o 2.
s g-f-1
2. 2. 8 5-
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, toma-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posic.no
urna das melliores da cija Je, por se adiar nao s prximo s estacdes de caminlios de ferro, da
Allemanha e Franca, como ,ior ter a dous minutos de si, todos os thealros e divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por- pinlo. que' lem \7a'nsa"eecs com" o Sr. Jos Can-
uguez, para acompanhar as tourislas, qur em suas excurses na cidsde, qur no leino, qur dido Ramos: na praga da Independencia n. 2ti.
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (38200 4#000 )'.. Giusppe Pansa e Biase Brando, i
por di a.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por da, regulam de 10 a 12 francos (4?f000 4*500.)
No holel enconlram-se informarais exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
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3
compra-se, vende-se e troca-se escravos: na ra
Dircila n. 66.
Compra-se urna mulalinlia de 13 a 1 { an-
no, recolhida, o que saiba cozer alguma cousa ;
pag.i-se bem ; na ra Direila n. 66.
= Compram-sn mondas do ouro de lCcj e
20S000, moedas de 5 francos c palacocs mexica-
nos : na praQ.t da Independencia n. 22.
*.-
Vendas.
e
e
0^2
CZ5
Carro.
Sirop du
DrFQRGE
JARABE DO FOKGET.
Este xarope est approvado pelos mais rniincnlcs mdicos de Pars,
orno sendo o melhor para curar consliparces, losse convulsa e ouircs,
all'ecces dos brjncliios, auqnes de peito, IrriUCAea nervosas e iusomnolvuci. s: nina colluraila
pela manlia, e outra oite sao suflicienies. O tllVito deste excelente xarope saiisfax ao mesmo
lempo o doenle e o medico.
O dspusito na ra larga do Rosario, botica de Dartholomeo Francisco de Souza, n. 3G.
DA

Licoes de francez e
piano.
jj Madcmoiselle Clemencc de llannetot
^ de Manneville continua a dar lices de
2| francez e piano na cidade c nos arrabal-
A> *** na rua *^a *"ruz ^' segundo andar.
O Sr. tliesoureno manda lazer pu-
blico que se achara a venda todos 03 dias |
dus 9 horas da manhaa as 8 da noite, \
no pavimento terreo da casa da rua da 1
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senlior tliesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na rua da Cadeia do Ilecife nume-
ro 2 armazem do senlior Fontes at
as 6 horas da tarde somonte, os billie-
tes e meios da terceira partstra pri
mi ira lotera do Senlior Bom Jess da
Va-Sacra, cujas rodas deverao andar
impreterivelmente o dia 24- do corrente
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
{cima mencionadas se acliam bilhetes
de nuraerariio sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 10 de
marco de 1860.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Publicacao jurdica.
Acha-se no prelo a 2." edicao dos ICIemcntos de
Direito administrativo, mais correcta e conside-
ravelmente alterada, pelo Dr. Vicente Pereira do
Reg, lente cathedratico da mesma sernela na
Faculdade de Direilo desta cidade. Subscreve-se
para osla obra na Hvraria econmica de Noguei-
ra & C, drfrotite do ateo de Sanio Antonio n. 2,
a IOS Por cada cxemplar, pagos ao receber as
duas parles que ja eslo mpressas.
Precisa-se alugar urna pessoa que rena as
qualidades de saber tralar bem de ravallo, e ser
feilor de sitio, sendo para servir a um moco es
irangciro que mora lora da cidade : qiim se
julgar nestas circumstancias, e possa dar flanea
de sua conducta, dirija-se rua do Crespo n. 4,
casa do meio, que far bom ajuste.
I'az-se comidas com todo o aceio e promp-
lidao, e por preco enmmodo: no Campo Verde,
rasa da esquina defrontc ao oilao do sobrado que
foi o hospital porluguez.
l'recisa-se de urna ama, e que lome conla
de casa,que co/.inhe e engomme para um homem
snlleiro idoso : na rua da Cadeia do Recife n.
8, luja de Leitc & Irmao.
Prccisa-se de urna ama par-i cozinhar : na
rua Nova n. 8, loja.
Traspassa-sc o arrendamenlo de um enge-
nlio distante desta praca duas legoas, vende-se
urna parle no mesmo engcuho, 'machina nova
vapor, dislilarao nova c bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, saffra
plantada, ele. ele. ; Irata-se na rua do Crespo n.
13, loja.
F0LEI1MIAS i'Ut 1860.
Eslao venda na iivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, m-
pressas nesla typographia, dasseguintesquali-
dades :
aT OLIIINIIA RELIGIOSA, conlcndo, 3lm do
kalendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliotheca do
Cristao Brasileiro, que se compoe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hvnuios ao Espirito Sanio e
a N. S., a imitaran do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commcmoraro ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Saera, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corarao de Jess, saudares devo-
tas s chagas de Christo, orares a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda; respongo pelas almas, alm de
outras oraces. Prego 320 rs.
Pansa
Napolitanos, rctitam-se para Marsclha
Precisa-sc de um moro portuguez de 14 e
16 anuos, para caixeiro de "urna taberna, pre'e-
recc-se que j lenha alguma pratica da mesma,
e que d abono a sua conducta : no pateo do.,
Trro n. 32.
Do sitio de S. P. Johanston na Cruz das Al-
mas, desappareceu em a manhaa do dia 14 do
corrente um rapa/, ingle/, por nome Robert Ro-
berls, idade de 14 antros, o qual veio no ultimo
vapor, engajado como criado, e por nao saber a
lingua do paiz, nem os caminhos, suppe-se ter 1
perdido a casa em algum passeio que dera ; por
isto pede-se a qualquer pessoa que delle souhet
0 favor de avisar em o dito sitio, ou na rua da
Seniala Nova n. 42.
No dia 20 do corrente raes, pelas 11 horas i
da manhaa, depois da audiencia do Dr. jui de
01 pliaos, se arrematar de venda, por ser a ulti-
ma praca, urna casa terrea no Campo Verde, com
' 30 palmos de frente, 50 de fundo, cozinha fora, j
avaliada em 1:800$, penhorada a Joaquim De-1
metrio de Almeida Cavalcanli. por execucao dos
orphaos do Francisco Carneiro da Silva, cuja
casa lica entre as casas de Joaquim de Almeida
Lepes e D. Josepha Leo de Castro. O escripto
do edital acha-se em inao do porteiro.
23 C S"
o o
fll
3
-_
O
a
-o
C?5 =5
98
^2
Vende-se ume^rro americano de 4 rodas, para
um soca vallo, de elegante modello : na rua da
Cadeia Velha n. 35;
HDIiDI.piDS:II'
li
i
O Sr. Manoel Francisco Luiz da Silva teta
urna carta,e urna encommenda vinda do Riu tiran-
do do Norte, na liviana 1:. 6 c 8 da piara da Inde-
pendencia.
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- m
r- rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e j
p dentilico.
camas de ferr
7oRua da Iiii|>cralriz-7o
Neste estabelecimento enconlrar&o um grando
sortimento do ramas de ferr^fundido e hatillo,
de todos os tamanhos, e^osUs os mais moder-
nos.
Aos senhores dond% de cochearas.
Vendem-se sacros grandes com tnilho a i$500 ;
no pateo da Ribeira n. 2 A. Tambem ha saceos
com boanarinha a 6 c 7#.
-5 O 2 -3
e a 1 s -2
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.

ilsttj

Paslilhas vegetaes de Kemp
coatra as lombrigas
approvadas pela Exm.a inspeceo de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnem sensacoes debilitantes.
Testcmunlio expontaneo em abono das parli-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron '
12 de abril de 1859. Senhoros. As paslilhas:
que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o pobre1
rapa//padeca de lombrigas, cxhalava um ebei-
ro felido, tinha o estomago inchado c continua
comichao no nariz, tao magro so poz. tema pcrde-lo. Nestas circumstancias um visi-
nho meu disse que as paslilhas de Kemp tinham
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
hvraria da praca da Independencia,que se preci-
sa fallar-lhe.
W:- agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, rua da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de I.rcomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllenle leile virginal de ro-
sa bianca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas0 espionas, e igualmente o afamado oleo
habosa para limpar e [azor crcsccr os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para borluejas e osperidades da pello, conser-
va a frescura c o avelludado da primavera da
vida.
NOVO DEPOSITO
DE
ASSOCIACAO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emanciparao
dos Captivos.
O Illm. Sr. Tice-presidente manda fazer publi-
co, que no dia domingo, 18 do correnle. As 10
horas da manhaa, no lugar do coslume, tem de
se proceder cm assembla geral a eieicao do no-
vo conselho ; e recommenda aos senhores socios .
quelenhammuilo em vista as disposcoes do' i\lia UO IlllJieraUOr, COnl'Ollle
arl. 37 dos estatuios, para que nao haja obstculo *,-i~ i i ___*i_ i
ao acto electivo. O OlUlO UO UCpOSltO UO
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emanciparlo dos Captivos 8 de marro de
1860.Modesto Francisco da* Chagas Canabarro
2."secretario.
- Precisa-se de uina ama de Ieite,
queotenlia em abundancia, que seja
bem sadia ede bons eos tu mes : pagase
bem. Dirigir se a' praca de Pedro I
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamerrtos moraes,
DlTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
k
k ^
Por um corle de cabello e
frisanieno 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lccomlc acaba de receber do Ilio de Janeiro
0 primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro viudo de Pars, lista estabele-
cimento est hoje qas melliores condicoes que
6 possivcl para satis fazer as encomnioudas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
' mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
I gios, braceletes, atinis, rosetas, etc., etc., ca-
' bolleiras de toda a especie, para homens o sc-
| nhoras, lava-sc igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelieula na
, cabeca dvs clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello serao fritos em sua
j presenra.se o desejarem, c achar-se-ha sempre
! urna pessoa dispi nivel para corlar os cabellos, e
1 pentcar as senhoras em casa particular.
CASA LI'SO-BRASHIIIIA,
I 2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVtlUA leudo augmentado, rom te-
mar a casa contigua, ampias c excellcntcs ac-
commodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se iccommcnda ao favor e lem-
brama dus seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitem osla capital ; continua a prestar-Ibes seus
serviros e bous oflicios guiando-os em lodas as
cousas que precisrm conhecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez alla-so
na casa o hespanhole francez.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se cm grandes e pequeas porcoes bichas
hamburguezas, e tambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo.
=: Precisa-se alugar una prela cstrava. que
saiba lavar, cngonimar c cozer : na rua da Cruz
n. 23, segundo andar.
Prciisn-se de um cont doris apremio
por hypotheca em bous de raz : guern pretender
annuncie.
Francisco Manoel Alvos, Porluguez, retira-
se para o Itio de Janeiro.
Precisa-se de una mulher que saiba cn-
gommar: a fallrr na rua do Seve : casa terrea
rande
casa que se est azcndu para o gymnasio pro-
vincia!.
i
(amigo pateo do Collegio) n. 37, segn- JJ**- Z^t^t
do e terciro andar.
gaz.
Borott (S C.allendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairrosde Sanio Anlonio e Boa-Vista, e
; que lntariam rom grande dillculdado se este es-
. te estabelecimento eslivesse collocado no bairro
do Becifr, poderao encontrar na rua do Imper--
dor confronte ao oilao do deposito do gaz, um
armazem rom as proporcoes rxigidas para depo-
sito desle genero, o qual estar aberto concur-
das8horas da ma-
corrente em
curado sua lha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de paslilhas e com ellas salvei a junto ao sobrado de 5 rarandas, visinho a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd. y>
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Cold
Street pelos uincos proprtetarios D. Lanman e
receitas diversas, quer acerca de cozinha, i KemP. droguistas por atacado em New York,
quer de cultura, e preservativo de arvores Acham-se venda era todas as boticas das
e fructos. Preco 320 rs. P"npacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Bio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C., rua Juliao n. 2.
Pernambuco,no armazem de drogas de J. Soum
& Comoanhia rua da Cruz n. 22
@ Utlllho para os nossos sertoes, por ser o seu primitivo
3$ WTPWW^Bl^M L B*att sustento palha de capim secco e conservam-se
imMal A II1 jH^M-AEj!^ $ sempro gordos, sao de marca milito superior aos
moras, segunda e quinta-feira de* cada se- i@n... ^r,i^:i .1^ i>^^.^: .. O dcsla provine" e aos do Ceai e geralmenle sao
Vende-se ou hypolheca-se um sitio distan-
te desta praca meia legoa, comporto de embar-
que, bailas de capim, niuilos arvoreJos, torra
para plantar ; quera pretender, annuncie para
ser procurado.
Fil de cores.
Almeida cV Burgos, em sua loja de fazendas na
ruado Cabug n. 8, lecm para vender QW de ii-
nlio branco, cor de rosa, amarello, preto o azul
claro, que serve para corliuados, e cubrir-se ob-
jectos que quer-se evitar os estragos das mi
a CiO a vara.
?or
As quatro figuras das estncoes do anuo, ; .
collocar em jardins : no laboratorio de Gannllc
& C caes novo portraz da rua do Imperador.
V lien cao
D @@S
Attenco.
Curso pratico e Iheorico de lingua fran- @
ceza por urna senhora franceza, para dez @
Avisa-sc a lodosos Srs. fa/.endeiros e agricul-
tores de algod;;o que na fa/.enda denominada Li-
beu.il/inlio (no iermo de timbres) propriedade do
Bvmd. Jos Rodrigues Valema existe urna gran-
de quanlidtde de Durroshespanhoes proprios pa-
ra carregar algodae e lodo servico pesado, pois
n5o s sao bastantes fortes para viagem, como
sao de lunga vida, pois o menos que vivera
50 anuos e tem mais a vanlageni
VcnJe-se milito em sarros a 5, tarcllo de
Lisboa a <'5 o sacco, farinha de mandioca di -
perior qualidade em saceos, arroz pilado, dito do
casca, coiirinhos de robra, esleirs de palha, ludo
se vende por menos do que cm outra quj
1 parle : na rua do Rango] n. 62, armazem.
= Vende-se urna taberna na rua de Hortas
n. 10, cem os fundos a vontade do comprador,
a prazo uu a dinheiru : na mesma se precisa '!>:
i um caixeiro para lomar conla de urna por ba-
lando, dando-se a motado dos lucros : quem
quizer, dirija-se a mesma, que achara com quera
Iralar.
Vende-se uma escrava de naco, reprr.srn-
ta ter 23 anuos de idade, cozinha c lava de sa-
bio : na rua da Sania Cruz n. 3(1, das 0 huras s
de sercm uleis 8 da manhaa, e das s 6 da tarde : ni mi -
casa vende-se por lodo prero uma fabrica com-
pleta para o fabrico de velas de carnauba.
mana, dasl horas at meio dia: quem I fBuaeStrta dO ROSariO 11. 31
quizer aproveilar pode dirigir-se a rua da & @ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- {:>
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos lificiaes pelos dous syslemas VOLCANITE, @
adiantados. {i? 'i chapas de ouro ou plalina, podendo ser @
;W @@3@@ @@@@,3 procurado na sobredila rua a qualquer
i hora. ?
1: ; S." S-lQl 5?>'3fli >?i'? t^ r> & \i* Ory^v > <xix^x^> o- -z* cf ->sy 'x xr*
muilo passeiros.
AUencao.
ittenco.
diante.
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na rua do Col-
legio venia n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Na gallera e officina pholographica da rua
Nova n. 18, continua-se a lirar retratos pelos
mais modernos c perfeilos syslemas. Os irabn-
Ihos sabidos desse estabelecimento sao bem co-
nhecidos do publico desta capital.
COMPArtHIA
PUrNDIQAO
Rua do Brum (passando o chafariz.)
^io Acpozio deste estaYieieemciilo sempre lia grande sorlmenio de me-
elianlsmo para os engenlios de assucar a saber;
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens multo fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes de azas ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.. etc.
D. \V. Bowman confia que os seus fregueses acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismoproprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
Eslabelecida cm Londres
CAPITAL
Cine* Ha\\Yu>es de Vibras
esterlinas.
Saunders Brothers & C* tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eaguem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita componhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de lelha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidaco, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
O Dr. Francisco de
Paula Baptista continua advogar em
seu escriptorio na rua das Trincbeiras,
sobrado n. 19, 1 andar, onde pode
ser procurado para este im todos os
dias uteis, das 9 horas e meia da ma-
nhaa at as 3 da tarde.
Ensino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando primeiras
letra?, latim e francez, e tambem admilte alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Convoco a asseoobla geral do
accionistas do novo banco de Pernam-
buco para as 11 horas do da 17 do
corrente as casas do banco, afim de
dar-se cumpriraento ao art. 23 dos es-
tatutos. Recife 9 de marro de 1860.
Barao de Cmara gibe, presidente.
Desappareceu do Campo Verde uma cabra (bi-
cho) com os signaos seguinies : preta, com ma-
llas brancas, moixa, e sem uma orelha, prxima
a paiir ; quem a pegar, ou der della noticia na
rua do Sebo n. 30, ser gratificado.
A padariajda rua do Colevello n 31, prcci-
sa-se de um bom forneiro, para todo o servir.
Precisa-se alugar uma escrava que se pres-
te a todo o serviro interno e externo de uma ca-
sa de pouca familia : na rua do Caldeirciro nu-
mero 44"
3DBTJ)il'J)3
r
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
I.ni Pemumbuvo.
01. secretario por deliberaeo do conselho
convida a lodosos senhores socios para compa-
recer^ domingo 18 do correte, as 10 horas da
manhaa, cm assembla geral, para elegerera o
conselho que lem de reger a sociedade no futuro
anno, segundo dispouhe o artigo 17 dos esta-
tutos.
Secretaria da sociedade L'nio Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 1 de mareo
de 1860.O 1." secretario.
Taurino Canlidio de 3Ioraes.
Cidade da Victoria.
O abaixo assignado pede as pessoas que tem
em seu poder penhores de ouro e pra la, que ha-
jam de lirar no prazo de 30 dias, contados de
hoje, sob pena de sercm vendidas para seu pa-
gamento, por quanto nao pode mais esperar, e
para que nao se chame a ignorancia se faz este
aviso.
Joo de Freilas Pinto e Souza.
Cidade da Victoria, 8 de marco de 1860.
Compras.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Aenco.
i
Vende-se urna armaco e utennlios da mesn i,
propria para taberna ou oulro qualquer negocio,
na rua doArago n. 16 : a tratar na mesma.
Vende-se urna parle do engeulu Orejo, dis-
liicto de Serinhaem, o dito engenho perlence
aos herdeiros do fallecido Francisco Xavier Lu-
pes : quem pretender, dirija-se a rua do Vigario
n. 10, segundo andar, que achara cem quem
tralar.
ARMAQAO
Vende-se a da casa da rua de Hortas n 29,
sem gneros: Irata-sc na mesma n. 31.
i-.000 rs.
A sacca de niilho : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Zeredo, na rua da Madre de
Dos u 12.
5*000 rs.
A sacca de milho novo de Mamanguape : ven-
de-se no armazem je Francisco L. O Zeredo,
na rua da Madre de Dos n. 1:2.
58500 rs.
A sacca de farinha superior com o peso de 128
libras : vende-se no armazem de Francisco L. O.
Zeredo, na rua da Madre de Dos n. 12.
Vende-se um negro ranoeiro milito moco c
robusto, e um mulatinho de idade 8 anuos ." no
rua Nova n. 52, primeiro andar.
Ferros de ensora-
mar econmicos.
Dao-se a contento.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Rua' da Cadeia do Recife n. 44.
Dila da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita da Penha n. 16.
Compram-se, vendera-se o trocam-se escravos:
na rua do Imperador n. 21, primeiro d>r.
Na rua do Trapiche n. 9, armueaaLde as- Dita do Cabug n. 1 B.
socar, de Jos de Aquino Fonscca, compram-se Dita Nova n. 20.
continuadamente moedas de 16 e 20J0OO, a guias Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
dos Estados-Unidos, moedas de cinco francos,
oncas hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porcoes.
as Compra-sc uma negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba cozi-
nhare engommar muito bem, que cosa alguma
cousa : na rua do Brum n. 16, armazem de Ma-
roel Jos de S Aroujo.
Dita Direila n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dila da Imperatriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite & Irmo.


18

Attencao.
Vende-se urna pequea roobilia de Jacaranda n
mais algnns irasles, ludo era boro estado c por
preco commodo ; na ra do Aragao n. 16.
Vende-se urna por^ao de sement de coen-
Iro em garrafas 210 rs. : na ra Imperial nu-
mero 3a.
Ra Nova n. 34.
Madama Rosa Hnrdy annuncia ao rospeitavel
publico que acaba de recebcr de Pars um sorli-
menlo de rios vestidos para nniva do preco de
0j> o 40;) o corte, de 90$ a 110 de -2 babados
nos cortes de vestidos prelos berdadja-dc-.vol-
ludo, um sorlimenlo variado d.? grosdenap^^JL
to c decores, luvas de pellica, ricas capellns pa-
ra nniva, ricos manteletes pretos do preco de 25
a 355 cada um, ricos chapeos de seda com veos
rara sen hora do piteo do 20$ e de q$, chapeo
nabos de seda para baplisado de 7$ a 12}, vesli-
v dinhos de seda e militas outras fazendas.
Altenco para a pechin-
cha.
DIARIO DE PEftSAMfetlCO SABBADO 17 DE MARCO DE 18o.
Na ra titila.
defronle da
ees seceos e
tanga, sidro.j
eos commodos
bolinhos de lin
baile de Suas Mr"
fazem doces d'ov
feiles do alfiiius.gaj
roz de leite, jalase
sar mandar fazer (T
sas particulares, na
Vende-se
Je Porto : no arraaze
IOS
sobrado de um andar n. 83-
do Jos Luit, vend-ni-se do'
caj, mangaba, liraao, pi-
tras anualidades, por pre-
m se fazem bandejas de
dellos que eorvirara no
Imperiaes : tamben se
ns, piio-de-ls com en-
de nata e de carne, ar-
u.bstancia : quera preci-
nto .de comidas para ca-
ma' se faz.
pao" e em velas, viudo
onfronle porta da al-
ndega n. 7 A. r
r Vendem-se sa.ef'os com milho rauilo novo a
4: no armazem Jo Sr. Annes defronte da alfan-
dega.
sebo
V?
rda da
IMogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas ingftjjfeas.
Paitos para caMyfT*
Biscoutos.
Km casa di UL) Cruz n. 61*~*W
mm-m
zmmo
Grande scfrTttlCuto.
45-Ra Direita*45
O* estragadores de calcado encontra-
i&SPJSSS'Ai*
supe-
9.S0D0
8S000.
8<000
'> oeste est ibelecimento, obra
i ior pelos precos abaixo :
lio mera.
Borzcgaim aristocrticos. .
:) l >s (lustre e bezerrp).....
Borzeguins arranca tocos. .
Ditos econmicos....... G.S'000
loes de buter (lustre). 5#000
Senhora.
!! >rzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
I todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4 B reguQi pina meninas (lor-
tissimos)..........4,>000
E um vtf ilosoiti ment de toJo cal-
i I ) e daquio que serve pura fabrica-
corno sala, couros, marro:piiriS, cou-
: j lie lustre, lio, fitas, sedas etc.
EKEMP<|UE^YOItK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS

NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONIIECIDO
Conlraconstipacoes, ictericia, affeccoes do figado,
[etres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Heraorihoidas, diarrhea.doenoas da
pelle, irupc5es,e todas as enferraidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPIRO DO SANLE.
75,000 cauas deste remedio cousommem-se an
nualmente I I
Bcmedio da natnreza.
Approvado pela faculdado de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilotas
nao contera ellas nenhum
--..,..,, nem algum outro mineral;
1 OUrO ; SeildO estao bem acondicionadas em caixasde folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efflcaze
em sua operario, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-seofolhetoqueacompanhacadaeaixa.pelo
qual se ficar conhcccndo as montas curas milagro-
sas quetera elTectuado. D. T. .anman & Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios. \
Acham-se venda em loas as boticas dasp\in-
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
fc G., na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sertinientode relogios de algi-
rfoeinr horisontaes, patentes,
clironoinelros, meios chono-
jwtros, de ouro, prata deBnt-iaKlZSt
'estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
AlifcMulxY
DA
FNDIC10 LOWMOW,
Ra da Scnzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
coma fleto sorlimento de moendas e meias moen-
das para eu3enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de lodos os lmannos
para dtb.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa cora 10 jardas a 4500 e 53, lencos do cara- mais moderno possivel a l"e 1200 cadau
Cheguem a fechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evesiidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Quilas de merino eslampados muito finos pelo' Cortes de vestido de seda d
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas babados
modernas, bastante largas, de variados padres
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
40 Ra do Oueimado. 40
Grande sorlimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com pento.
cores com
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender \ e'Paes cidades do imperio.-.
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova | DEl''SITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfandega n. 89.

::
US

IS MELHORES MABIMS DE COSER
DOS
afamados autores de New York
r.M smcER&c.
WIIEELKS 4 YVLSON.
i iva estabelecimento vendem-se as machi-
doiis autores mostram-ee a qual-
li ira do lia imi d noile e respons*bilissmo-
- 11 boa qualHade e seguran^a :no arma-
de fazendas d>: Kavmiindo Carlos l.eito
1 nao, rii da
Ira pera Iriz n. 10,
&
, amigamente
11 rto \-\ isla.
';...........;. ..'...............;. ;
___
GRANDE E VARIADO S0RT1HEST0
DE
;I!ouas> Scilas e azeudas
luoja
e de superior qualidade, assim como lambem
cal virgom em pedra: ludo nor urecos muito
razoaveis
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Anda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidado da firma de Leite & Correia, as
quaesse vendom por deminuto proco, sendo eu-.
tre outras as seguintes : t
Macos de meias cruas para hornera a 1600
Ditos de ditas de cores 2JM)00
Ditos de ditas cruas muito superiores 4^000
Ditos de ditos para senhora 39000
Diios de ditas muito finas -$000
Cortes de caiga de meia caseraira 290001
Ditos de ditas de casemira da cores 5J>0 Ditos de ditas da casemira preta a 5* a 63P0OO
Brim tratiQado branco de Itabo fino
vara IJOOO
Cortes de coleta de gorguro de seda 2^000
Pao prclo fino, pro va de limao 3J a 43OOO
Grvalas de seda preta e de cores 19000
Siseados francezes, largos, cores fixes
covaJo 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estreitas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes o
superior qualidade eovado 280
Cassas ,le cores covado 240
Pe-sas do cassa branca bordada com 8 va-
ras por m 29000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas pega 4J00O
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda um 2&00O
Grodenaple preto, largo covado I$800 e 2&000
Seda, e sarja lavrada 15800 e 28000
Vestidos brancos bordados para baplisado 59000
Babia, Germano & C, ra Juliao n" %.
Pernambiico, no arraazcm de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
IISBMffi
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscatel^dem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
no Recife n. 4.
Pennas de ayo ingle zas.
Vendem-se na ra da Ca.leia do Recife. loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennos
ue aro ingle/as, mandadas fabricar pelo profeB-
sordccalygrapl.ia Guilherme Sculv, pelo mdico
preco de 2J a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
pechincha.
No armazem de tintas e vidros da ra Direita
n. J, vende-se vidros degomos de todos os la-
manhos para caixilhos, excellciite verniz copal
proprio para carros e obras de folha, a laOUO rs.
a libra, agua-ra a 2JO0O o galo; assim como
tmlas de todas as qualidades, tanto para fuuilei-
ro como para pintor, e por preco commodo.
Farelo de Lisboa
por commodo prego: na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 6, paletots de
alpaca preta e do cores a 53, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, corles de cassa chita a 3J, chita
franceza a 240, 230, 300 e 400 rs. o cova jo, pecas
de madapolao cora 30 varas a 4g800, 5?, 5S500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes do
calca de brim de linho a 2$, ditas de meia case-
mira a 2$240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
outras muitas fazendas, cujos pregas ext'ao'r- j Taimas de grosdenaple preto bordad
dinarianjente baratos, satisfaro a expectativa Grosdenaples de cores com quadrin
do comprador.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e kques :
vendem-se na ra da Itnperatiiz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rna di Impc-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em de/, minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
: nene msim mm sss^k
GRANDE ARMAZEM
DE
?2
O agente do verdadeiro xarope do Rosque tem '
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-'
Ilia n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Rrlto& Filho: desnecessario fa-
zer elogios a bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
.lago que gcralmente tem lido. Um
m'eVo de curas se tem conseguido
caodo xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
Hdotovara todas as molestias dos orgios pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contera no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lilhographada.
cem nu-
om applica-
Abrise
>i
ma nova casa de pasto na ra do Imperador
dorme do armazem de gaz. onde encontrarao
sempre exccllenles petiscos com o maior aceio
possivel: na mesma casa fornece-se comida para
lora por assignatura, por preco razoavcl.
Roupa feita
I Ra Nova n. 49, junto
i a igrcja da Conceico dos
Militares.
\ Neste armazem encontrara o publico
i um grande e variado sorlimento de rou-
pas fetas, como sejam casacas, sobreca-
| sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletots c
1 sobreeasacas de merino, alpaca ebomba-
! zina pretos e de cores, paletots
casacos de seda e casemira de toros, cal- yj
M cas de casemira preta e de coros, ditas de c
merino, de pnnceza, de brim de linho '0
branco e de cores, de fusto e riscados, 5%
calcas do algodiio, collctos de velludo M
M preto c de coros, ditos de selim preto e SK
^ branco, ditos do gorguro e casemira, di- >
m los de fustoese brins, fardamenlos para 3R.'
$ a guarda nacional, libres para criados, **>
^e ccroulas e camisas francezas, chapeos e M
K grvalas, grande sortimento do roupas 5
para meninos de 6 a 14 anuos ; nao agr-
Ditos de dita preta com babados
Hilos de dita j?aze phantazia
Romeiras de fil de seda preta bordadas
as
quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda dogaze trans-
parentes .
Ditos decambraia e seda, barra .10 lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos o bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho prelas
Chales do seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem dem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
j Ditos de merino bordados, lisos c
I lampados de todas as qualidades
Eiifeiles de ridrilho franceses
de cores
Aberturas para camisa de linho
do, brancas e de cores
I Saias balao de varias qualidades
Chapeos fraccezes finos, forma moderna
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
8 sobre- g> Camisas francezas, peilos de linho e de
algodo brancas e de cores
Ditas d fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e dealgodao
Capellas brancas para noivas muito finas
lira completo sorlimenlo de fazendas
pan vestido, sedas, 15a e seda, cam-
seda lapadas e transparentes,
m
8
i
a
es-
prctos e
e algo-
a
m
l
9
9
9
9
1&200
8
35000
19500
10000
16J000
lJjoOO
9
9
9
9
9
t
900
9
9
59000
9
9
35500
C>000
8J500
9

braia e
covado
Meias cruas
brancas e do cores para
K ....."* v v a amius ii,iu agr- ge m
dando ao comprador algumas das roupas gl... n1lnM
relias se apronifilarao outras a gosto do M Ullasde seja Pa menina, par
Lavas de fio de Escocia, pardas,
menino
comprador
nado.
dauilo-se no
Superiores charutos Traviata, em caixinhas de
100, que as outras partes se vendem a 4f00 rs.
Abriiobos e ameixas
aoiyedttV08HbrW:BObmrdarua
- Vetdadciies luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na ra da Im-
peratriz n 7, loja do Lecomte.
Vllencao.
2oon
1??600
19280
100
2C0
NA
DE
:

Na it;a do Qucima-
iio n. 46.
6j Ricas sobreeasacas de panno fino pretos V
; c de cores a 2^3, 30|e 35#, tambera temos :.
letots dos mesmos pannos a 223 e 219,
casemira de cores de muito
lo e lino, a 12j, 1 16 e 18, di-
do panno preto para menino a 18$ e '
I, dilos de casemira de cores a 83 o 10;},
;asde casemira de cores e pretos eiun-
lamenta para meninos a 7$, 83, 9j, IO3 e '',
colletes de gorguro de seda e case-:
1 < 5J, 6$ a 1, paletotsde alpaca pre- I
los de cures saceos a 49, ditos sobrecasacos !j
: a ijc S!, ditos de brim, de esguiao o do :
) _l;inin branros como decores a 4$, : 1
O, 50 p 6J, calcas do brins brancos muil :
i; lo linos a 5$, 6.J e 75, colletes brancos e de :
i coresa :i$ e 3*500; camisas para meninos :
: de diversas qualidades, caigas de brins de 2
; cores linas u 39500,4| e 5, um rico sorti-
: mt!:to de vestidos de cambraia brancos t
bordados do melhor gosto que lera appj- S
l" a 28, manteletes de fil preto e de i
milito superior gosto a muito moderno :>
, : a 203 cada.....e 2i;>, ricos casaveques do ':'
braia burilados para menino a 10$, di- :
i: los para .-.'chora a 153, ricos enfeites de :j
j: frocu de velludo gosto melhor que tem ap-
, parecido a 10 e 12}, e outras muitas fa- ''
-i las < nmpas feitas que com a
. do freguez se far patente.
\ eos bordados para chapeo
Entre meios bordados
Ithoaihado adamascado largo vara
Lengos de chita escuros um
Gangas de cores para palitos covado
Vendem-se fogoes de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, contendo 4 forna-
Ihas, e torno para cozinha com lcnha ou Carrito,
ptima invenrao pela economa de gastar um-,
terco de leona ou carvo dos antigos, c de cozi j
nhar com mais presteza, tem a dilterenca de se-
ren ainoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e do fcil conduccao: vendem-se por'prc-
eos muito mdicos, na fundicao de Francisco A
Cardoso (Mosquita) ra do Brum, e as lojas de !
ferragens de Cardoso, junto a Conceico da pon- |
le do Recife, e na do Queimado n. 30.
Chapeos Je castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
mores chapes de castor.
para .< um
Ra da Cadeia do Recife nu-
mero 23, de fronte do becco
Largo.
Os novos proprietarios deste estabelecimento
desojando acabar com o resto das fazendas que
anda existem na loja, resolverm-se a vende-las
por lodo o proco para acabar, alim de sorlirem,
como tenciouaio, o mesmo eslabelecimerito com
fazendas de gosto
Cambraia organdys a 300 rs. o covado.
Chitas francezas de lindos desanos a 40 rs o
covado
Manguitos bordados a 3$300.
Alpaca preta fina 500 rs. o covado.
Briiizinlio de linho a 400 rs. o covado.
Ganga de cor a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 610 o covado.
Chales de la a 2j5O
Dilos do algodao a 1$.
Vestuarios para crianza a 3J.
Cortes de vestido de seda a 16jj.
Ditos de dito de fil a lujj.
Vesitas de merino a 8$.
Paletots de brim de cores a 3j.
Calcas de brim de seda a 3$.
Enfeites de flores a 1.
Cassas de cores a 2U rs. o covado.
RELOGIOS.
est se acabando.
Ricos cortes do seda prelos bordados a 75S e a
,80-5, grosdenaple preto do todas as qualidades, o
I melhor qoe ha no mercado a 18#, e a >$, 23 ico
e 3-3 o covado, rices enfeites de vidrilhos pretos
c de core-i a M e 49 cada um, ricas sedas pretas
lavralas a l.;500 o covado, pannos finos, prca
de limo, do superior qualidade e difieren los
precos, casemira preta de lo las as qualidades, e
o mais barato possivel, c um completo sorlimen-
lo de. fazendas de todas as qualidades, que ludo
se vende barato pir ser loja retirada, e os donos
qiierem-na acreditar: na ra Direita u. li
chegando a igreja do Terco.
Vende-se em casa deSaunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskcll, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexceilenla oslo.
presenta :
f.,
:--asacasparaa qoaresma
Neste mesmo estabelecimento ha
grande sorlimento do casacas pretas,
um ;
. as- s
simcomo manda-sn fazer por medida a von- ::
l do freguez. escolheudo os mesmos os "r|
pannos a seu gosto sendo os precos a 35a 3
: .1 .Iim w m

Camisas inelezas
::
i
lomos novamente chegaiios: ricos vest- ''
dos pretos bordados a velludo a 90$ dilos S
j bordados a seda a 75$ c 60$, assim como :?
;: ricos manteletes pretos da ultima moda a H
i 169, 29 e 30. :
\endem-se na taberna do Guria de cima
4 cernaos gordos e sem achaqup, do 8 annos,
pouco mais ou menos, 3 vareas parideiras. en-
trando nesla conta 1 novilha da primeira bar-
gj, parida ha 10 das, csto gordas.
Botica.
Partholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguiutes medica-
mentos :
Bob L'Affectour.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsapnrrha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
lampe do Bosque.
Pilulas americanas (contra febrask
fJngiiento Holloway. i '
Pilulas do dito.
Elliiir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 1 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasdevacca emsalmoura /indas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para horuem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C*
Vidros para vi-
draca,
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por.preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retaho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas
Relogios de onro e prata, cobertos e descober-
tos patento inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veua, rus. da Cadeis do Hecie n. "
indar.
i
iJ*?r? rma cscrava- p*rda- d vinte tan-
osanno>,Sdl.e engoramar muito bem, tozo o faz
K.iyii-.iioe cozinha ; vende-se com duas fllhs,
urna com 4 annos c oulra com mor. de nascida !
estes escravos sao vendidos por circumstancias
acamilia : qncm pretender dirja-se as palco
do Icrco n. 10. '
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Taclias para eagenlio
Fundicao de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTE.1IA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenia infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c scguio para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
6 inteiramente innocente em suos operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doeneas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavam as portas da
mortc, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do inulilrueute todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestos recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
para
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
nuito proprios para este clima.

1
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulsearas do velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
m sortimento completo de u-as do
seda bordadas, lis:s, para sjahoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'cle de gorguro de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda roxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Fafel roso, covado
inl, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
lf600
&30
1-200
"00
2IO0
1S00
em grande sorlimento para
homens, sentaras e
meninos.
\endeni-se. chapos franeezes do superior qua- ,
lidadc aC5n,).7 e K. ditos de velludo copa al- ,m Prc>. encarnado o
la e baixa a 7#, 'J o 10$, iiiios de lonlra pre tos e
*Z29& ?uoUo?no2 ,a 0 e 7* dilos do cl"' a
400O, 5, 6, S, 10 e 125, ditos de feltro em gran- 1 c,
de sorlimenlo, lano en. cores como em qualida- odas ascores
des, para homens e meninos, de 2c"00 a 7g di- clutas francezas claras
tos de gorguro com aba do couro de lustre' di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sera ella 8 4$, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
i franeezes e da Ierra, de diversas qualidades para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
(ra, muilo em conta e do melhor goto pessivel
i chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
. les para caneca, luvas, chapeos de sol, e oulros
muitos objectosque os senhores freguezes vis-
| la do proco e da qualidade da fazenda, na'o dei-
jiaro de comprar; na bem aonhecida
chapeos da ra Direita n. Gl, de B.
covado
escuras, co-
9
S;000

25^00
19000
S500
i;600
Vendem-se fazandas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a reta-
tho : na ruado Queimado'loja de 4
portas n. 10.
%
oja de
de l. Feij.
C325
iGiO
f
ISOOO
9
12-;000
Ampo las.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extciuia-
cio.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteiia.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfetmidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipola.
Pebre biliosas
Febreto inlenutente.
Felinio da especie.
Colla.
He.morrhoidas.
llydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Iuflaramaces.
Ir r eg u la ridades
menstruacco.
Lomhrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruco de ventre.
Phtysica ou cousump-
pulmonar.
Rcten^o de ourina.
Hheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras
Venreo (mal).
AMo inonslro.
A 600 rs. a vara.
No armazem da ra do Queimado n. 19 ven-
de-se algodao cora 8 palmos de largo, polo ba-
rato proco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
p,ra toalhas de mesa por ser de superior quali- | sil, pelo Dr. Mello Moraes"':
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vnn a 500 e
Lencos de seda de gorguro prelos
Collarinhos de esguiao de linho mo-
demos
m completo sortimento de roupa feita
sendo casacas, sobreeasacas, paletots,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
""'"gios e obras de ouro
Corles de casemira de cores de 5$ a
' Eqcos italianos
de folha de (landre*, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
durara luatrodos nossosa 400 is. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de uuileiro.
Acaba de chegar do Ro de Ja
neiro alguns exempiares do
pnmeiro e segundo volume
da Gorographla.
Histrica cl.ouologica, gen-a lgica,
" .."* C i?.o!.'.tic?.do mpei-iod Bra-
vende-se a
4,000 rs.
por sacca de milho
Irmaos.
nos armazens de Tasso
apenei-
Coada.
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cite n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ra do Oueimado n. 37.
cn 3S cortes de vestidos de seda quecustaram
BO; a 16c* cortes de vestidos de phautasia
custaram'"
*jj o voluine, podendo-se vender o se-
gundo ern separado : na liviaria n. 6 e
i 8 da praca da IndeDendencia.
Para a quaresma.
radas, lindos desenhos
Sedas pretas la v
covado
Gorguro de seda lavrado, superior cm
qualidade, para vestido, covado
Orosdenaple preto, covado
Dito largo e muilo superior a 2 e
Sarja preta larga, covado
1JC0O
"lE"a4-V'i!'ira;"10- loJa de Pr,;,s n. 10.
25000
1S8H8
2p50C
2J00C
- por uaixo
gj preto ate mesmo por menos do sen valur H
atan de liquidar cuntas : na loja de 4 ponas S
j{ na ra do Queimado n. 10. t'i
Kua da Senzala iNova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bromeados lo-
na ra do
30 a8l chapelinhas pPa senhora T ff^*^<^r*Z\
Queimado n. 7. P ra" i """ana. arreos para carro de um e dous .-aval-
lrnp.-iiln Aa i;U~ ..j- os" eil0?'"3 d'ouro patenteinalezes.
Brim trancado de linho todo
preto,
Meias de seda de peso
fazenda muito
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
Irmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
superior; garante-se que nao
oesDota : na ra da Cadeia do Recife n 48 lo-
ja de Leite & Irmao. '
Enfeites de vidrilho e de retroz a 45 cada i
um : na ra do Queimado n.37, loja de4 portas, ,0"?-1?:-0:. -""'i'"." sil "a freguezia da
tn casa de Rabe Scbmettan di
C, ra da Cadeia
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Davina e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna inslrucgao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
6Vprimeiro I pharmaeeutico, na ra da. Cruz n, 2S, e per-.
I Bambuco.
n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio da Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmios.
Milho
nos armazens do Tasso & Iraos,
Esta-
da, no limite 0o Cabo, arredado um quorto de
legua da estrada de ferro, com bastantes
virgens, eoiticado de novo e lodo
maltas
demarcado '. a
Iratar no mesmo engenho com o proprietario
- Vende-se um cerro d 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cem assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arrar.jado :
para fallar eora o Sr. James Crablree & C. n.
it, ra da Cruz.
- Vend.em-se 90 apolices ja Compa-
nbia de Biberibe: na ra Nova n. 14,
pnm.eiro anda-, das Q as 9 horas da
f'.anliaa.
Batata muito nova.
V'endrVy hlalas a 8C0 rs. a arrsba e em libra
a 40 ritern* ra>o do Enraizo casn com oitio
para a ra da l'Iorenlina.
ILEGIVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 17 PE MABCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO DE
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste olabelecimento acha-sc um completo e variado sortimcnto dos melhores mais
cieganie.se maisbem construidos pianos de que ha noticia. Nao s se encontrara lcitos raa"-
nilicos pianos allemes, entre clles os de CAItl.OS SCHKELo melhore mais insigne fabricante ate
noje contiendo como lambem ptimos pianos francezcs de Erard. A construcco de todos clles o
mus seguro, o mais lindo e inteiraraente apropriada ao clima deslc paiz, e as'vozes de lodos eles
sao excedentes e mu harmoniosos. Este eslabelecimenlo efferece as maiores garantas aos fre-
guezes eaos compradores emgeral, porque alm de seren mu razoaveis os procos deslcs instru-
mentos, ha toda a promptidoe fidelidade as compras ; sendo ahi responsavel* por qualuucr de-
leito que possa existir e que se deva reparar.
Na mcsina casa aflna-so e concerta-so pianos cora a maior perfeico possivel.
AUciicio.
Na ra Nova n. 7! .vendem-se carrinhos de mo
a 15, feijo amarello muilo novo a 560 rs. a cuia
era saceos por preco commodo, farelo a 6$, mi-
lho a 4j>500, e oulros gneros por commodo preco.
i Almcida & Burgos.
II
DE
Com loja de fazendas na roa do Cabuga
n. 8, fazem scicnte ao respeitavel publio,
aos seus amigos e freguezes, que se acham
prvidos do mais completo sortimcnto de
fazendas tinas e grossas, como lambem de
roupas citas francezas e perfumaras.
Icm ludo quaoto preciso para apromp-
lar-so para a quaresma. e esto resolvidos
a venderem demasiadamente baralas, o
mutas fazendas por menos de scu valor
. para fecharen) coritas. Dao-se amostras.
lua dalmneratriz
m
8
Sita na ra Imperial n. 418 e 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Scbasluio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa.
Neste estabelecimonlo ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimonces
(de 300 a 3:000fr) simples e dnbrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios comino
para resillar e destilar cspinlos com graduarlo at -10 gios (pela graduarao deSellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos tiesta e outras provincias do impario bombas
de todas as dimencoos, asporantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
ae bronze de odas as dimenrose eitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
trro para rodas d'agua,portas para fomalhas ecrivds de ferro, tabos de cobre e chumbo de todas
as uimencoes para encmenlos, camas de ferro com armario e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo era.lenco! e barra, zinco era lencol e barra lsnces e
armellas de cobre, toncos de ferro a lato,ferro su ocia inglez de todas as dimnsoes, safras, tornos
e tollos para ferrnos etc., e outros muitosartigos por. menos preco do que em outra qualquer
parle, dcsenipenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza c perfeico j conhecida
e para commodnJadedos freguezes que se dgnarem honrarem-nos com a sua confianca acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar ola das encommeudas
IVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELO3 SRS.
.Antonio da Costa -A. F. de CaslilhoA. Gil-Alexandre Herculano-A. G. Ramos-A. Guima-
raes-A. de Lima-A. de Olireira Marreca-Alvcs Branco-A. P. Lopes de Mendonca- Xavier
Rodrigues Cordero-Carlos Jos Darreiros-Carlos Jos Caldeira-E.'Vin.o daS "va o Cunha-F
Gomes de Amonm-FM. Rordallo-J. A. de Freitas Oliveira-J. A Maa-J A. Maraes-j de
S. J TS^taST'r DDel Cf^-\ E; *> "*** Coutinho-7. G Lobato
I Ir'n \h mi'-a ra~J'r di' GW '"'i'orJ. J.lio de Oliveira Piulo-Jos Hara
Latino Coclho-Jolio Mximo de Oliveira l'imenlel-J. Pedro de Souza-J S da Silv Ferraz-
JosedeTorres-J X. S. da Molla-Leandro Jos da Costa-Luiz Filippe ileite-Lu.z Jos ^
fopt-.XL Camama'3 ST-Pm10 Mlt0*-*lw* Julio Ferraz-VaTntim L'da Sllcira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Pairanhio.
Impe
numero 2.
Vende-se superior vinho madeira secca, dito
xerez, dito do Porto, chocolate francez, queijo
suisso a 800 rs. a libra, peras sercas a 6i0 a li-
bra, vinagre branco primeira sorte a 480 a gar-
rafa, dito segunda sorte a 400 rs., verdadeiro
fumo deGaranhuns al a libra ; a elle, que se
acaba.
m&mmmm as emmm&ei*
|Vestidos pretos!
de grosdeuaples.
a Vende-se na ra do Cabuga n. 8, cor- Sn
H tes de vestidos para senhora, de grosde- 9j
5| naples pjeto com saias ricamente borda- M
S| das, em seus grandes carios, com o alia- $
5* le de 30 por cenlu do preco que nao ha <
|g muilo se venda, d-se a 70g. M
Pianos venda
Era casa de E. A. Rurle & C, rua da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti-
mcnto de ricos c excellentes pianos de todus os
precos e qualidades, os quaes sao de inuila du-
racao pela sua boa construcco. Estes pianos
que foram premiados com a medalha de primei-
ra classo na exposico universal de 1855. alem
de seren de 7 oitavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podem cmpralos com 20 on 30 OO de
menos que era outra qualquer parle.
I Carne de vacca salgada, em barris de 200
: libras : em casa de Tasso limaos.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Kellor J C., rua do Torres
n. 38
Em casa de Hcnry Porster & C, ruado
Trapiche n. 8, vende-se :
rcelos americanos.
Rombas dem.
Foges idem.
Arados idem a 30&000. "
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de Higo de todas as marcas.
Lampeoi's de oalenle cora azeite proprio.
f$
8
a

5

i

""IWY AltlIAZEH
DE
Fazendas c modas.
DE
IMIIl' (E,
.-i
Publica-se todas as segundas reiras era folbas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escciptorio desle Diario, rua das Gruzes, e na rua Nova n. 8.
Preco da assignatura: pelos paquetes vapur 10J200 por anuo ; por navio devela 8$ moeda
a alsumas cUccqocs desde o comeco da publicacao do jornal.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A* Lobo HoseosOy
fflSIDIKBdD IPJUBTIBEa S IPSlDdl.
3 RUA DA GLORIA, GASA DOFVKDlO 3
Clnica po ambos os syslemas.
rnir,fl r;,T^b MoscosodA CnsuI,as todos os das pela manhaa e de tarde depois de 4 horas
ro rk'da^.'sn"raesraCUrara'1I1U eUle na SPara a Cdade como Pard osengenhos ou outras
Os chamados 'devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da uoite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uiiraero da casa. c ua
m.Ho^!? ',IUC nl0!otc"} dce "Wnz. as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
N^JZr, q hC,CS d b0,1^a d. Sr Joao,S?",mSC- na ruada Cruz oa loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
MtJh!!!ftu "" "? d annn"cianle achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguales;
Rotica de 12 tubos grandes, lOCfinn
Ditos de 24 ditos. ...... p.S, ,
Ditos de 36 ditos..... ..... muimn
Dilo de 48 ditos.............. 2^00
! Ditos de 60 ditos........'.'.'.'.'.'.'. 0*000
Tubos avulsos cada um.........'.!.". 1S00O
Frascos de linduras........,...'.'. 2S0OO
Manoal de medicina homcopalhica pelo Dr.' Jahr traduzido
em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. ele............ 20000
Medicina domesUca do Dr. Hering, com diccionario 105000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6jjj000
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-sc-hao tambera do 1 de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economa do publico de quem os proprietarios esperara a remunerado de
lanos sacnlirio9. *
Assignator5 de banhosfrios para urna pessoa por mez 105000
> momos, de choque ou chuviscos por mez 15$00O
henes de cartocs e banhos avulsos aos precos annunciados.
8

i
m
145 RUANO VA451
@i Os proprielaiios desle novo estabeleci- &)
ment que desde hoje se acha aborto a @
concurrencia publica, recebendo directa-
menle do Pars e Londres por todos os *i
paquetes arligosde modas que constitue o @
mais bello sortimcnto de fazendas em apu- @
lado goslo, tem resol vid o para merece- S
9 rom a attencao do respeitavel publico,
w. venderem as soas fazendas cora muila mo- Sit
j dicidade de proco.
Yinlio de Bordcaux.
Era casa de Kalkmann IrmosA C, rua da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bera co-
nhecidas marcas dos Srs. Rrandenburg Frres !
c dos Sis. Oldckop Mareilhac & C, em flor-1
deaux. Tem as seguinles qualidades
De Brttleiibuir frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
J)e OIdekop fe Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mcdoc.
Chateau Loville.
Na mesma
vender:
Sherry em barris.
Hadeira em barris.
Cognac em barris. qualidade tina
Cognac em caxas qualidade iuferior.
Cerveja branca.
A 300 rs.
1.5as para vestidos e roupas de enancas, fazen-
das de padroes modernos : na rua do Queimado
n. 17, a primeira loja passando a botica.
Por metade de seu valor.
Sedas pretas lavradas em cortes, pelo diminu-
to preco de 20 o corle : na rua do Queimado n.
li, a primeira loja passando a boiica.
ATTEi\(\0.
Vendem-se velas de composicao de mnito boa
qualidade, em arrobas, por preco muilo com-
modo : na labrica do largo do Terco n. 29.
= Vendem-se ps de sapotas"grandes, em
barris, proprios para embarque : na rua do Mon-
dego, olaria do Sr. Marcelino Jos Lopes.
Peehineha.
Vendam-se queijos muilo frescos a 1J800, ar-
'"al0- e 80 rs lilJra, latas de ervilhas a
oOOrs., manteiga ingleza a 700 rs dita franceza
a 600 rs.. bolachinhas finas a 320 a libra, e ou-
tras muitas cousas, ludo por barato prego, que
so a vista faz f : oo deposito do largo da ribeira
deS. Jos n. 15.
casa ha para
Com loque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1 :#00
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
14:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
j zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmios. rua da Imperatriz n. 10.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este, estabelecimento um completo
sortimcnto de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28g, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muilo superiores
a 35}, um completo sortimcnto de paletots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2$ at 5g
cada urna, chapeos francezes para homem a 8,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditws copa baixa a 10g, cha-
peos de fellro para homem del}. 5-eat 7
cada um, ditos de seda e de pallia eufeilados pa-
ra meninas a 10}, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricmenle enfeita-
dasa 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
25jJ, corles de vestido de seda cm cartao de 40$
at 150$, ditos de phanlasia de 16j at 35SOOO,
gollinhas de cambraia de 1} at 5}, manguitos
de Ig500at5}, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, cascniiras de cor-
les para colletcs, paletots e calcas de 3500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 25500
al 10$ o covado, cortes de collete de velludo
muito superiores a9o 12$, ditos de gorgurao
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, aloalhado de algodo a 1}280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9}, grosde-
naples de cores c pretos de 1#KM) at 3}200 o
lovado, esparlilhospara senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordado? a 12} cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12* cada um, dilos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20} a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2$40O, barege de seda para vestidos, covado a
1}100, um completo sortimcnto de colletcs de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao decores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7} o covado, pannos
para cima de mesa a 10} cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletcs a 2}8O0
o covado. bandos para armario de cabello a
1}500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gera, e um grande sortimcnto de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
C
i
<9 Estopa. Z
@ Camisas inglezas. >
@ Riscoulns em latas. gj
@ Em casa de Arkwighl & C. rua da Cruz nu-
mero 61. T-
Peehineha.
Com pequeo loque de avaria.
Na rua do Oueimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pecas do aljjodio encorpado, laro!
com pequeo oque de arara a2$50O cada urna.
Aos amantes da economa
Na rua do Queimado n 2, loja do Preguica
vendem-se chitas de cores flxos bastante escu-
ras, pelo baralissiino preco de 6$ a peca, e 160
rs. o covado.
Algodo com de-
leito, a 2,500 a
peca:
na rua do Queimado n. 19, est se acabando.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
peca :
na ruado Queimado Q. 19, antes que se acabe.
Algodo monstro
com oito palmos, a 600
rs. a vara:
Ni na do Queimado n 19 vende-se este al-
godo proprio para loalhas e lencoes, por ser
muilo largo.
Cobertor
A 2^000 ris cada una.
Coberlas de chita : na rua do Queimado n. 19.
Cambraia
de 320porlG0 rs. o covado,
para acabar, rua do Quei-
mado n. 19.
Cambraias de listras o quadros muito largos
pelo preco cima, c nao se do amostras por ha-
ver muito pouco da fazenda.
Chapeos de sol para mi-
niaos de escola.
Vendem-se na rua do Queimado n. 19. cha-
peos de sol de seda para meninos, a -igOO ca-
da um.
(1)
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C.,*rua
do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de relogios
de ouro, palenle inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharcs de individuos de todas as nacoes po-
dem testemunharas virtudes desle remedio 1b-
t comparavel e provar em caso necessario, que,
Eelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mesa-
ros inteirameiile saos depois de haver emprega-
dp intilmente outros tralameiilos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dossascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lli'as relatara
todos os dias ha muitus annos ; e a maior parte
dellassao tao sor prndenles que admiran, so
mediros mais celebris. Quantas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido Ion-.
go lempo nos bospiia.s, onde de viara sofirer a os nmeros, e lambem canos de chumbo para ai
ampuiacaoJ Deltas h muitas que havendo dei- mesmas, tudo por preco muilo commodo na
xado esses asylos de padecimenlos, para senao rua Nova h. 20, loja do Vianna.
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse I Cfldeiras t\o ramc
pre.iosoremedio. Algumas das taes pessois na' mnU r ,
enfuso de seu rccouhrcimento decli,arara es ,..t,",n''h sor,,mcnl dc, d""s de ferro
tes resultados benficos diante do lord correge- e a2.mf p?r .^os precos
dor e outros magistrados, aiim de mais autenti-
caren] sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de ande so
tivesse bstanle eonflanca para ensaiar este re-
medio constanlemenle seguindo algum lempo O
meiitralatoquencccssilassea nahircza do mal,
cojo resultado seria pruva rincontestarelmenle :
! Que tudo cura.
O ungento he til, ,as particu-
larmente nos se^uintes casos.
Atteucao.
Vendem-se paletots de alpaca pretos a 2JS500,
Si e 4$ : jio Passeio Publico, loja de urna por-
ta s. r
Economa para os esludan tes.
Riquissimo sorlimenlo do candieiros econ-
micos para estudantes o para qualquer pessoa
que precise ter urna luz acesa toda a noite: os
Uitos candioiros conlm cm si urna cronomia
certa, pois o proprio comprador assim poder
verificar com a sua preseuca ; os mesmos can-
dieiros conlm logo o competente liquido quo
tem de gaslar durante urna semana, e depois que
se acabe tica sempre o deposito para e.-lar ;'i ven-
da o dilo liquido no mesmo eslabelerimenio em
queso vendem os dilos candieiros ; garante-se o
mesmo candieiro com a con.dirao de tornar a
vollar, no caso do nao salisfazer 'o mesmo com-
prador : na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Bombas de japi.
Grande sorlimenlo de bombas de japi de lodos
rua Nova n.SO, loja do Viatma.
co m
: na
Escravos rugidos.
1 Alporcas.
Caimbras.
; Callos.
j Canceres.
Cortaduras.
l Oores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ritas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Erialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
l'iiiiras.
Gengivas escaldadas.
tnchaces
Inflammacao dofigado

Vndese
Inflammacao da bexiga.
da matriz
l-'|iia.
Hales das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de nervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das urliculacoes.
Veas torcidas ou nada-
das as peinas.
No da 6 do correte fugiram do engenho
enoa o escravo FilippJ, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com sgnaes'de bexiga no
lo, reprsenla ter 32 anrios do ida de, falla bem ;
e no dia 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fula, al'o e seoco, sem barba, em nos
bracos signaos de varcina, na testa urna cicatriz
em forma de meia la, eem rima de um dos pr"s
juna sicatrizque repuchod alguma cousa a pello,
lem a falla descansada, bem leilo de roslo e re-
presenta ler 28 airaos de dado ; ambos estl s -
cravos levaram calca de algodo azul trancado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppe-selque reunirm-se pa-
ra seguirem yiagem para o sertau do Sobral de
onde o priroeiro natural : aqun, os ipprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles d< r
noticia, ser bem rorompeosado pelos seus de-
nos, no referido engeaqo Ucha.
vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do sol Havana e Hespanha.
Ven Je se a 800 rs., cada bocelinha contm
urna iistruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
('deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Crun. 22, emTer-
oambuco.
Millio a 5SO0O a sacca.
Vende-se milho americano novo a 55 a sacca
grande : no armazem de Travassos Jnior & C,
rua do Amonm n. :J.
Ouem deixar
de comprar?
I'ugio no dia C de feverejio prximo passado
a escrava I.eandra, crioulaJ cor. fula, alta, ma-
gra, bem rallante, com os nenies da rcnl -
dres e ulguns quebrados, p com alguns cab
brsnios, levando toda a ana roupa. Esta escra-
va natural d* lidade de/Olinda, e ha p<
dias fui pegada no bairro do Recife [ioj- un;
lo, o qual querendo levarla para casa, foi
ella illudido, e evadio-so na mesma occa
por isso julga-se que el'a aula por ei tes lugan s
cima mencionados : roga-se a qualquer i
que a pegar, que a leve a rua de Sania Hii
lirado n. 40, primeiro andar, que ser graiii;
50,000.
Luiz Caelano Dorges, offerece 5d! do gialifira-
gSoaqucm penar elevar o seu escravo Antonio,
mualo aciuoclado, com id.nie de 22 annos, -
barba, eslaiura regular, tendo os bracos arquea-
I dose canoeiro, fugionu dia 5do correte le i
[ I encostado a canoa na ponte de Uchoa, levando
em um sarco urna pouca de roupa e se intitula
por lvre : quem o pegar pode leva-lo a rua da
Concordia n. 2.
Fugio no dia 7 de novembro do anno pro-
No Bazar Pernambuc.no'da rua do Imperador S???*& Km ff'rlr T'^
ni!"?" ;. -i . barba, falla fina e 3 voz sempre baixa, I
larga, com alguns cabellos brancos pelas fon I s,
Hlalas inglezas novas a 700 rs. a arroba.
Presunios de fiambre a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 20a libra.
Caxinhas com cerca de 3 libras de amendoas
a 1J500.
Cerveja superior a dn/.ia a 4;500.
Queijes flamengos, cada um a IgOOO.
Charutos de diversas marcas e qualidades por
baratissims precos para liquidar.
Roiiuas para senhora, obra elegante, a 2> o par. "
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modcllo inleirameiite
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.'
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Gltampanha de primeira qualidade.
I pareceudo ser muilo mancinho, porm muito
velhaco e mettioo a curador de emposlurias, de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo 6 de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do i ng
Providencia, na freguezia de Agua Prcta
o pegar ou disser onde de certo est sera bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de i
Mana, que representa lente idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma traznr um
panno alado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sahio i
de costume, com venda de atroz, nao voltO'l
mais : roga-s, porianto, s autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do :
a apprehenso de dita escrava, e leva-la .
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina delimite
Carne de vacca em barris de superior otiali- de sua residrn,'ia na n,a da Elorenlna defronte
dade. H da cocheira do lllm. Sr. lenle coronel Sebas-
leados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morriog Cali,
Sherry Cordial, Meni Julop, Bitlers, Whiskey &
C, ludo despachado ha poneos dias.
_ Vende-se um sitio com 1,200 palmos de
undo e 400 de largo, Ierras proprias, com boa
casa de vi-venda de pedra c cal, oiloes dobrados.
toda cercada de calcada, com bstanles aores
de fruclo, e cora excedente agua de beber, na
estrada de Joo de Barros, defronte do beeco do
Espinheiro : a tratar na rua do Cabuga n. 2 C.
Para apurar dinheiro.
Na grande fabrica de lamancos da rua Direila,
esquina da Iravessa de S. Pedro n. 16, ha eirec-
livamente um grande e rico sorlimenlo de ta-
mancas de todas as qualidades, que se vende
muilo em conla para apurar dinheiro; i estacan
invernosa esi na porta, porlauo, os senhores
commerciantes da praca e de fra devem-se pre-
venir: vende-se a retalho, e em pequeas e
grandes porc0es.
Attencao.
Vcslem-se anjos para procisso, com todo o
asseio e perfeico ; na rua da Cri do Recife n.
50, por cima do escriploiio dos ors. Sove, l"i-
lhos & C.
Tachase moendas; Algodo azul americano Novoarmazem de fazendas
lio, qne serio generosamente recompensados.
Fugio do engenho Bom Amigo da provincia
de Alagoas, comarca do Porto de Pedras, o es-
! cravo crioulo de nome Luir, de 36 a 40 annos de
idade, altura regular, beicos grossos, (roca um
pouco os olhos, dous denles da frente abe
este escravo foi comprado ao Sr. Joan Beliz, se-
nhor do engenho Camulengue em Barreiros, ;
onde sejulga andar : roga-se a toda e qualqui r
pessoa que o encontrar, o mande pegar o levar ao
dito engenho, ou no liecife ao seu senhor, mo-
rador no caes do Ramos, sobrado encarnado d.
1, onde ser generosamente recompensado.
100$000
d o abaixo assignado de gratificarn a quem lhe
levar rua de S. Francisco n. 68 A, scu o escravo
Antonio, conbecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do correte, levando um caneco de
folha proprio para carregaragua, um cancho ao
pescoco, lem 35 annos de idade, falla bem. per-
nas pouco arqueadas; ha 15 dias chegou de ou-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Anlo ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j con-
tra quem lhe tirou o gancho.
Francisco Balelhn de Andrade.
No di i 6 do correnle. fugio do engeijio
Ainda resta alguna corles do chita rdza do r- P1'08, e?T* FiliPPp- rahra. fst-lura regu-
res lixascom Scovados ; assim como tambera !ar,tp.(uca barba- com ,lgn''u'Soe bex,8a "." r"4-
Chta franceza a 220, 2O e 260 o covado : na rua '' faL,a *?m rpPrcsenta ler 32 annos de idade ;
o no da 8, o escravo Marcoiino, de naco Ango-
da Madre de eusn. 7.
FUNDIQAO DAURORA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada era sen reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos rodas d agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fuBdido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, todas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prendas para mandioca e oleo de riciui, porldes gradara, co-
lumnas e momhos de vento, arados, cultiva iojes, pontes, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas
botes e todas as obras de machmismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenlias ou moldes que para laljlm forera aposentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ruado Brura n. 28 A e na rua do Collegiehoje do Imperador n... moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Jeaquim-da CosU Pereira, com quem os preieodectes se podem
entender para q lalquw obra. s
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da rua da Mceda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante- Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche o 44.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36
Modista Lisbonence.
Na rua Nova, sendo a entrada pela rua das
Fcres, n.34, existe um lindo c variado sorlimen-
lo de chapelinas de seda e enfeiles de cabeca
para senhora, cora grande differenca de prerjo
para mais barato do que em outra qualquer
parte, sendo ludo de bom goslo.
Vendem-se ceblas em caixas e nos ceios,
por barato proco : na rua Direita n. 69.
= Vende-se um lindo molque de 12 annos de
idade : no segundo andar do sobrado no becco
do Marisco, as Cinco Ponas, por eima da fabri-
ca de charutos do Sr, Varejao.
proprio para roupa de es-
cravos,
por ser muilo encorpado, a 320 rs. a jarda, di-
nheiro vista: no armazem da rua do Quei-
mado n. 19.
Salmao.
Em casa de James Crabtree& C, na rua do
Cruz n. 42, vendem-se latas com salmao, do 1,
2 e 3 libras.de superior qualidade, chegado pelo
ultime navio em direitura de Terra-Nova,
Ven Jc-se uma laja de miudezas na
rua Direita, a qual tem poucos fundos,
e por uso propria para quem quizer
principiar neste negocio : quem pre-
tender dirija-se a mesui; rua Dir ta lo-
ja de calcado n. 7.
Vende-se por muilo commodo prego, a di-
nheiro ou a pra/e, um engenho d'agua. bom
moedor, com boas trras, situado entre a villa do
Bonilo e a Escada, distante daquclla villa tres le-
goas : quera o pretender, dirija se a rua Bella n.
14, que ahi achara com quem tratar, das 11 ho-
ras do dia s 2 da tarde-
c modas
M
Faria C, rua da Cruz
numero 45.
s proprietarios desle novo estabelecimento,
recebendo directamente de Paris e Londres por
todos os paquetes arligos de modas, que consti-
tue o mais bello sortimento de fazendas em apu-
rado gosto. fazem scienle aos seus freguezes e ao
publico em geral, que todas as fazendas de >eu
estabelecimento sero vendidas por preco muilo
mdico.
Na lojadc niiudo^as, calcados
e funileiro, no aterro da
Boa-Vista n. 78,
vende-se bezerro francez muito novo e boa qna-
f'dadc a 4&400 a pelle, tranca com vidrilho, bo-
la, cor fula, alto, secco, se ni barba, lem nos lira-
eos signaes de vaccina, no testa una cicatriz pe-
quea eni forma de meia la, eem cima oe um
dos ps uma cicalriz que repudia alguma cou-i
cousa a pelle, falla descansado, bem feilo de ros-
lo, e representa ler 28 annos de idade ; ambos
esses escravos levaram calcas de algodo azul
trancado e camisa de algodo de lislra, alem do
outra roupa que possuiam ; suppde-se que estes
escravos reuniram-se e seguiram viagem para o
sertao do Sobral donde o primeiro escravo veio,
ou para onlro qualquer sertao, porque consta
que seguirara para o centro: roga-se a todas a-i
autoridades policiaes, capiles ou a qualquer
pessoa particular, que os aporehenda, ou aviso
ao major Antonio da Silva Cusmao, no Recife,
ou no engenho Uchoa, que sendo auloridade lhe
Bcar em eterno agradecimiento, e compromet-
te-se a pagar generosamente as despezas com a
condueco ou aviso dos referidos escravos, assim
como a capitn de campo ou pesso-i particular
que Dzer o favor prende-IOS a aml'os ou a qual-
quer um dos referidos escritos, ser generosa-
mente recompensado.
No dia 15 do -orrente fugiram da casa do
abaixo assiarnado, os escravos Paula, crioulo, 26
annos Ac idade e Jos, cabra de 22 annos, am-
ho-- loram vestidos com roupa de algodo azul
Oe listras, e o Paulo serrado, secco do corpo c
fulo da cr ; presume-se que andera aqui mes-
mo na cidade pede-se s autoridades polica' s
e capils de campo, a captura dos referidos es-
cravos, e os Icvera rua do Imperador n. 21,
que sero gratitirados Recife 16 de marco do
1860.Si/fino Guilheume de Barros.
Fugio desde o dia 14 de fevereiro ullimo, o
escravo Pedro, pardo (cor de mel], beicos e na-
riz grossos, reforcado, com 18 annos incomple-
tos de idade, boa estatura : tendo as cosas um
.W..U.- a mwn pene, tranca com vianino, po- ios ae aaae, Doa estatura tendo as cosas um
mos padroes, branca e prela a 560 e a 500 rs. a'signe! {vulgarmente chamado calombo] de uma
vara, bico com um palmo e mais a 1#200 a vara, naneada mo Iho domm m.>m n .nh^Ka^.
vara, bico com um palmo e mais a 1}f200 a vara,
alfinete de ferro para armador a 120 rs. a carta,
lentes de tartaruga virados, bonitos padroes, a
"\ papel de peso paulado a 3J500 a resma.
"" | O"*-*** ni"UIOUU VOlWllUIWj U*7 uilj
pancada que lhe derarn : quem o approhender,
leva-o rua sen'oor absivado, que d 50g. Re-
cife 15 de mateo de 1860.D. Francisco Dal-
thazar da Silvtva.


(-8)
Litleraturn.
A CMARA ARDERTE.
i
Em casa do Sr. secretario.
N'uma formla noite do mez de junhodc 1717,
ilrid, dos jovons s-1)horas eslavam assen-
' into de urna janolla que dcitava pora o
! i cnaa retirad i da patria de Cervan-
oiiio so onvia o barulho d'uma pequea
orada dcbaixo da j.niella, c e lempos
s os sons loiigiquos de alguna serenata
pi.i qualqi/cr sent madrileo, cuja msica
via irisCe e melanclica. As duas-jovens
as pareca quo sotTriam; alumiadas pelos
da la, nos seus roslos paludos e trales,
uliava-se vivamente o solliimcnlo.
E' muito tarde, Safira, dis urna d'ellas, c
milito tarde; vai deitar-te, vai minha pobVe
lillia, quo eu esperarei s ; nao sojamos duas a
sollrer.
Nao, minha scnhnra, ficarei junto de vos,
porque se me afi'aslo. Dio retereis as lagrimas, o
rada una dessas lagrimas avance urna hora a
niorle suspensa, vos o sabis, "robre a minha
cabera. Nao, ficarei.
Fica pois, j que assim o queros, mas as toas
dores sao espantosas; mudas a cada momento
de cor" porque dcixasles, Safira, a nossa queri-
da Granada, e le obslioastes em seguir-me?
Porque? porque prefiro niorrer mais cedo e
faze-lo junto de vos; porque Granada eoseu
co cram tiio smenle vos, porque nasci a vosso
lado, e quero merrer tambem a vosso lado. Que
me importa a senlenca dos mdicos, e que me
nl'l.....>l lilil tal II t
DIARIO t>E PERNAMBC. ~ MBADO I* DE MABCO t) tg.
or poesa, que poelis.n i a sim como naqueiias, lam mais longu ao que nos e
obnegaoao, e que humtlhondose rom facilidade
se elevava altura dos anjos. Urna tal dedica-
<;ao era um tliesonro, e o seu deslino era pul-
anlo quasi sempre ignorado : raro que aquello
que a inspira a aprecie e mcreca ; nada loma lao
ingrato como a multiplicidad) dos beneficios;
parece que enlo se depoe o reconhecimenlo
romo um fardo bem pesado ; poucos homens sa-
n m quanlas lagrimas podeni pagar uro sorriso
Depois de mcia hora, anda Ignez esperara
SO. Esle oslado era urna consa horri\p| para
una mulher eondrmnada a rxperimenla-lo, sem
o poder abreviar linha-se larantado, assenlado,
t* ojoelhado noramente; ernfim rollocando-se
junio de una mesa, deteve os ollios sobre urna
caita mcia despedazada, que eslava laucada alraz
dos livros. Apanhou-a vivamente, o, juntando
os podaros decifrou algumas phases s"in smlide,
mas bem signilicalivas para ella, que com o ins-
linclo das almas apaixonadas, adirinhou que
vinha d'uma rival, sem mesmo saber que a
linha.
Vos o que queris, Fernando, irei junlar-me
com vosco.... o perigo de ser descoberta... o rci
o a rainha parliram muilo cedo. .. para que du-
vidas do nicu amor... Comprehendcis me ?
Morrerei se me Iludiros.
Ignez leu duas vezes esles fragmentos, e o
nico signalde emoco quesenliu foi urna palu-
das e tremor tal, que cahiu sobre unm cadeira
icou assim sem movimrnlo alguns instantes
com o olhar fixo. es bracos cabidos e o corpo
opprimido. O olpe que" acabara de dar-lhe,
mata fia-a
Ha patarras que matam com mais seguranoa
do que nm punhal; lerantando-sc armada d'uma
resolueo inabalarel, aprosimou-se a'uraa pe-
importa a prohibirn de toda c qualqucr c'moco I JK^SLi.ISS*?: ^""^ "T un! "n^ rd papPS'
violenta! A drmala mais len.acneule, mas' J"J ^ ,8"Bdo-,ne foS = mas
mata.
Querida Safira Jamis nos separaremos,
porque viveras sempre para mim, e de mais,
nunca mo fostes lao necessaria; estou agora
tuntas vezes s! meu marido temanlos ne-
gocios !
Sim, muitos negocios, e muitos prazeres;
elle deixa-vos, lgnez, e deixa-vos tristes o sola-
da ; apresenla-se na corte, no meio dos grandes,
mostra-se ern todas as feslas, e vos que ludo
abandonasteis por elle, que recusasteis os mais
bellos partidos de Caslella. que obtivosleis de
vosso pai, o mais altivo senhor de todas as lles-
uiilias, o desear at um simples gentil-horucii),
sois abandonada por elle, o porque?
Pela ambicie, Saflira, cu o sei, pelo nobre
dezejo de se mostrar digno dos meus sacrili-
- So nao fura assim, eres que o meu Fer-
nando renunciara adore vida que passavamos
no iiobso caslello de Serrana* Nao, repito-le
mil vezes; a duqueza d'E'bo chamou-o para
junio de si na qualidade de secretario, por isso
que era a amiga de sua irma, e depois que a
I erdeu foi sobre Fernando que recahiu toda a
sua aiTcirio; ella quer fazer d'elle um hornera
do Estado, talvez um grande de Hespanha. Que
sei cu! nao pode Fernando aspirar a ludo i
les rcleu essas cartas una por una, ora baixo,
ora alio, beijando-as, acariciando-as com os
olhos, c unindo-as ao peilo. Quando a chamma
comeeou a brilhar, Ignez murmurou suave-
mente :
Era assim que elle me amara quando es-
creviamos estos cartas ; agora son cu to s-
menle que as escrcro, e nao a mim que elle
responde ; para que conserrar a lembrance do
que morreo? Domis, nao pode haver'dous
i senhores n'uma caso, nem dous amores n'um
| coraoao : esta mulher loma o meu lugar por toda
a parle. A sua ietra niio deve junlar-se com a
minha,, assim como nos nao devenios encontrar
aqui. Oh! jamis, exclamou ella com energa,
jamis, nada de comraura com ella; lem ra-
saojamis duas'.
E pegando as oulras cartas, lancou as no fogo,
sem as abrir, queiuiou-as al ultima, lancando
as tintas ao vento.
Pobre Safira
acabado
tiuba raso ; agora ludo esl
lo?
E porque nao eslende essa duqueza os sens
favores at ros? Porque se nao recorda da po-
sicio a que o vosso nascimeuto vos chama?
Porque o recuso, inlerrompeu vivamente
Ignez, detesto o brilho e a corle; adoro a soli-
e quero viver occulla. Se soubesses quantos
encantos lem a felicidade ignorada.., e depois ha
entre mim e a duqueza urua barrena que jamis
Iransporei a vonlade de meu pai.
Engais-me, senhora, porque nao sois fe- I
]:/. Nao a felicidade que vos faz emmagrecer,
que enpallidece as vossas faces, e embranquece;
i saos cabellos : nao a felicidade que vos tor-
na triste, porque o vosso sorrir c triste como as
lagrimas, Nao, nao a felicidade, o desespe-
ro, o ciunie, lgnez o ciume, a mais espantosa
das dores d'uma mulher. Hasta ollirar-vos para
0 conhecer.
Eu ciosa Ests engaada Safira ; meu ma-
rido adora-me, sendo cu a nica mulher que
ama, e j que assim o craio odioso da rossa
parte o querer lirar-me osla (renca ; dezejo es-
lar s, Marcela, dar-vos-ha o "braco at ao
vosso quarlo; esperarei D. Fernando" no meu
oratorio.
Ao langer de urna compijnliia, acudu Marcela.
Safira, plida e troca, levanlou-sc no brac;o de
Marcela, saudou com a cabera sua senhora, sem
dizer una patarra, e dirigiu-sc para o seu
quarlo.
I, lgnez seguiu-a com a vista ; o seu olhar
exprima lana piedade e una affoioo to verda-
deira, que se a pobre Safira o hourera visto, teria
com certeza compiehendido quanlo Ihe havia
custado o fallar-liie com dureza. Ha mulheres
que defendem o homem que amam, mesmo coli-
tio os fados. Quando a porla se fechou, e que
H. lgnez se viu s, ficou alguns instantes immo-
vel, encostada i janclla. O som d'um relogio
que dava duas horas da manha, a desperlou ;
levanloo-so suspirando.
Djas horas, c o rci relira-se mcia noi-
1 Depois cameeou a passear. ora lenta-
mente, ora apressadainente ; levanta va-se, sen-
lava-se e toruarva a levantar-se para olhar o
jardim, escutando com anciedade ; por ultimo
collocou o rosto enlre as maos, cahiu de joelhos
e orou. Os suspiros despedacavam-lho o peito.
e apezar de lodos os esforoos nao pude impedir
que. rebentassera.
Meu Dos, dizia ella, meu Dos, elle j me
inio ama!
E esse grilo do coraro, era acompanhado de
una expressao lap desesperadora, que loria en-
ternecido todo o mundo, excepto talvez aquello
a quem devia enternecer!
Ignez era urna dessas naturezas excepcionaes ;
ca urna dessas mulheres que alguns homens
privilegiados encontram urna nica vez Ta vida;
am.iv seu marido como aquello amor exclusivo,
que supporla ludo, que ludo perdoa, que se sa-
muro com felicidade, e que se esquece inteira-
E apoiou tristemente a calmea nos ridros de
porcelana que do s bordas das janellas, em
Hespanha, a frescura dos alcarrazas O odor
Jas cartas queimadas, dominara o das larangei-
ras do jardim. Ignez ourio airida Ires horas na
caibodial; caneada de fadiga e de soffrer,
adormeceu......
II
No palacio.
Na poca em que se pasea esla historia, Fc-
lippe 5.", neto de I.uiz 1 .", reinara em Hespa-
nha. Chamado ao Ihrono pelo (estamento de
Carlos 2., linha tido bastantes campanhas a
sustentar para triumphar da opposico austraca
ernfim o paiz eslava pacifico, e elle, depois de
alguns annos, governava este povo lao difiicil de
submetler. Felippe era um bomem fraco, ainda
que bravo ; fcil de governar todo o lempo que
1 durou o seu primeiro casamento e a riurez que
se Ihe soguiu, viven dcbaixo da lulela da priu-
ceza de Ursino.
Esla mulher, que pertence historia, e cujo
carcter foi Iraeado por tantas vezes, procurava
em toda a Europa urna prnceza que podesse
governar, como linha acontecido com l.uiza de
Saboyalancou os olhos sobre Elisaberth Far-
nse, mas em lugar d'uma creanca dcil, enecn-
trou urna mulher enrgica, que se serriu da sua
influencia sobre o rci para opor fura do reino com
um barborismo e urna falta do delicadeza inacredi-
tavel. Todo o mundo sabe o modo como a cou-
duziram para Franca, sem mesmo aeixarem
substituir OS Seus vestidos do corlo. A nova roi-
iba adquiriu sobre o espirito de Felippe. todo o
imperio que urna mulher lem sobre um homem,
quando Ihe absolutamente necessaria, e a
quem a devoco mais rigorosa impede de pro-
curar urna outra qne nao soja a suaella obri-
gava-o a acceder a todas as suas vonlsdes, aiwea-
eando-o de se retirar para o seu quarlo noiie,
ou ielhor ainda, como di/.em as memorias
d'esse lempode repousser son lit d'aupris de
celui du roi.
por
Pude fcilmente comprehende-se como
tal meio, se lornou tao poderosa.
Urna outra pessoa o ora talvez mais do q.ne
ella, porque se a rainha governava o rei, a
duqueza d'Ebole governava a rainha. Era
una mulher de 27 anuos, terna, insidiosa, cheia
de espirito e de anslucia, sem fe, nem lei em
ludo quanlo tinha relacio com os caprichos do
- coraro e da sua cmbicao, capaz de ludo
seu
para cheg'ar aos
todos os papis,
serea.
seos fins, sabendo
bella e suductora
representar
como urna
no palacio da duqueza qne vamos introduzir
oleilor. Esle palacio, construido por una du-
queza d'Ebloi, que foi amante do Felippe II, era
notavel pela sua magnificencia e pela riqueza- dos
seus adornos.
Aquellos que quizerem fazer urna idea deste
palacio, podeni remonlar-se ao secuto de Luiz
XIV. O gesto hespanhol, pouco mais ou menos,
era enlo o da Franca ; assim, um corteza, par-
lindo de Versaillcs com os olhos vendados, o che-
gando a Madrid, ao palacio do mais rico seuhor
da curte, julgar-se-hia ainda em Pars.
Montrcuil, que assistio s ceremonias da ilha
da Conferauce, e ao casa-mcnio do Felippe IV,
mi nte pelo objecto amado A sua alma nobre e conla nassuas Cartas, que em nimias cousas, as-
no entorilo, pora ludo se dizer, a Hespanha sen-
lia-se um pouco da corle de Franca e do Moris.
Modelen e Calos des Precieuses, nao eram typos
lo exclusivos que a contra-prova se nao encon-
trasse em Madrid, Sevilha c mais parles.
Monlrcuil goslava de conversar com os geutis-
homens hespanhoes, que se collocavam ao p
das muralhas, em Toutarabia, debaixo das janel-
las dos damas da infanta, s quaes enviavnm bei-
ios com a mo, e olhares lernos. e fuUant des
compliments dan les quels il entrait plus de sij-
soleits, vinal etoiles el trente roses.
Este modo de fazer a edite era muilo parecido
com o de Aslra e Ctelie ; assim, Monlreuil. di/.
mais longoem ludo lato me pareceu sentir le
grand Cyons ilpleine bouche.
M. o duque de Orleans, depois regenlc no rei-
nado de Luiz XIV, ahi conduzio as bellas' manei-
ras dos seus rous que se nao chumavam assim.
Esle principe.tir.ha feilo urna curie muito assidua
a duqueza d'Ebloi. que, soja por calculo, seja por
que Ihe nao agradasse, o despresou altivamente.
Esta resistencia eslabeleceu a sua reputado
sobre bases to solidas, que todas as ph'antasias
que realisava depois, quasi occullamente, Ihe nao
laziam mal.A raima, sobe ludo, teria'garanti-
do com a sua cabeca a virtudeda sua amiga. E
urna grande arte, aquella que possuem as mulhe-
res corrompidas e espertas de r.'cusarem a lempo,
para depois acceilarem sem temor.
Esta affinidade com as modas francezas, que
se revelara por toda a porto em Hespanha, fazio-
se notar muito mais nos cnstumrs: encont'ravam-
se nos grandes senhores ricos hombres, os gibes
e calcos de filas, os phapos de plumas, e toda
a devassidao do rara, de que to sarcaslicamen-
le inofva Moliere.
Assim, a duqueza lacia vestidos estofados, as
rendas de Veneza, os mil armis de cabello sobre
as fontes, e perolas nos cabellos. Esta mesma
noite ella tinha recusado ir partida da rainha,
debaixo do pretexto de urna dr de cabeca, mas
tao soroenlc com o fim de recebero seu secreta-
rio, D. Fernando de Naxara, que adorara ha seis
semanas, e ao qual linha iuleiramenle feilo per-
der a cabeca ; este mancebo, de boa familia, li-
nha acceitado o titulo de seu secretario para se
approximar della, sem mostrar a sua paixo ;
ambos desejavam um desenlace ao seu romance
sentimental, mas tanto um como oulro se sen-
tiam presos, pelos mil lacos das conveniencias e
da opinio publica.
A duqueza, com o seu leque de plumas na mo,
eslava deitada n'um divn, por rimando qual se
admirara um bello espelho, preso poraguiasdou-
radas, como se v nos bellos retratos de Carreni:
olhava framente o seu secretario, que passeava
pelo quarlo. Eslavam ambos calados, mas a ogi-
lacoque deraonstravam era tal, que por ella'ge
conhecia a de suas almas : D. Fernando pareca
occullar urna emorfio vilenla ; a duqueza sorria-
se, mas com um sorriso duvidoso, com um des-
ses sorrisos que matam o amor nos labios da mu-
lher amada. D. Fernando eslava to agitado que
o nao corihcceu.
Pois que, senhora, disse elle em fim, nao
acreditaos no meu amor ? nao me acredtaos
quando ludo deixoi por vos, quando enrlret na
vossa casa como um criado, quando trago quasi
que a vossa libr, pojendo dizer-me, senhora.du-
queza,Sdhi, quando os da minha classeen-
Iram em vossa casa; e ainda me nao acreditaos !'
Creio na vossa ambicio, senher secretan
acredito que se nao fora a confidente, a favorita'
da rainha, nao tenis abandonado por mim o
vosso caslello e a vossa pacifica existencia ; per-
dao, ereio ainda que tereis feito o mesm por
mee liecossarTf -me necessaria o via uesla
mulher necessarlo que ella morra' Mata-
la-heis ?
minha mulher, matar eu aquelle
Fernando deu um grito to espantoso, que se-
na ouvido em todo o palacio, se a duqueza Ihe
nao pozesse a mo na bocea.
Matar
anjo I
Bem o vedes, hesitis!
Matar mhiha mulher, a minha Ignez !
E principiou a chorar como uma creanca ello
quejustantes antes s cuidava era obteru'ma con-
issao da sua amante, chorara agora lo somon-
te com a nlea i)e destruir o nico obstculo
a separava doli. O corseio humano lem
mos espantosos !
A
ei bi
que
abvs-
duqueza aproximou-se, passando a mo pelos
llo3 do seu secretario : som Ihe ili/or ,..
no ; som Ihe dizer uma
nica palarra ; exercia sobre elle esse poder fas-
cinador, que se allribue serpenlc.
sorc'ioso?repICU C"e' VS amais-mc' Pr1uc
Si.n, amo-vos, Fernando, o a sua voz era
-ccomo osacccnto3 do uma terna melodij de
sim, amo-vos, e por um modo exclusivo
quero que sejaes s meu, quero que nin-
guern nos embarace no caminhn que lomos a per-
correr. Estou enllocada muito alto, e quem pode
impedir-me de vos elevar al junio de mim ?
Sou rica, poderosa e viuva ; que barreira pode
existir entro mim e o hom
bstanlo poralho sacrifi
Bellini
doudo
Ousarels repetir diante de mim o que cd-
bais de proferir, D. Fernando ? exclamou ella e
tallareis anda em mnla-la, quando estou aui
para a defender? *
O punhal cahio da? mos de Fernando, que
recuou dianle desta donzella, a quem esta sce-
na linha feito voltar todas as Torcas; recuou
dianlo della, como dianle da
ca.
ua conscien-
assit o quero destino ; mas eu nunca leanlia-
ci. Fernando, ou meu s, ou adeusl
Dzendo islo, cingio-o ao eolio e levanlou-se.
Fernando cahio de joelhos.
Luizita, Luizla, nao me deixes, nao me de-
testes!... Affirmo-leque ella partir, que a nao
verei mais, e que a abandonarei : fica, oh!
fica !
Um Signa) negativo com a cabeca foi a nica
resposts da duqueza.
Tu nao queros tu nao queres I
Nao posso. Ainda urna vez, escolhe : a for-
tuna, a grandezn romign, o a obscuridadu com
ella... Adeus!... adeus I
Perco a cabera I Tu queros, pois, sangue !
queros ini espectro entre n, queres que noite
renha collocar-so juqto da nossa cabecelra o es-
pectro de uma creaturi to agradavel, lo dedi-
cada e lo terna Ns nao teremos um instante
de descanc;o, o remorso despedagar a nossa ex-
istencia o remorso tambem uma amanlc,
Luizita !
Serei eu que commettao crime. Nao temo
os espectros, c os remorsos sao nicamente para diz-Ihe que um infame, porque nao er que tu
fracas. Que eu quo le dou ludo, inclusive a mi-j o sejas ; diz-lhc que o duque de Toledo e a sua
nha consjenla, porque o crime sou eu que o gente, nunca chegou at junto de vos; que
comrneito pelas las mos, e tu nao podes dar-j uma invenco de corlezos ; que repellistes lo-
me a vida de uma mulher, para quem a morte "Jas as homenagens, todos osofferecimentos, to-
Reliai-vos, Safira, replicn p'.io cmfim ;
deixai-me explicar com D. Ignez, nada tendes
fazer aqui.
Nosahirei em quanlo a vir ameacada ; ju-
rei de me nao separar della, e nao me separare,
ain la mesmo no lumulo. Apromptai-vos para
dar dous golpes, Sr. Fernando, somos duas a
morrer !
Ignez nao fez um nico gesto durante toda es-
ta srena ; absorvida na sua dor, eseulava sem
ouvir. Salira tomou-lhe as mos.
Mas, diz-lhe que nao s culpada. Ignez
lem quo amo, que amo
c.r brillianlcs esperancas, trava to depressa eo
comprehendcis-me? emflm encontrn u
serum beneficio? Deixa-me sou eu que l'o iligo,
nao me amas !
Depois levantou-se o dirigo-se uma pequea
secretoria de marino, da qual abri precipitada-
mente todos as garetas. Pareca que nao encon-
tavez o meu futuro ; co
_ Nao, nao vos comprehendo, e amando-me
nao querereis fazer do mim um assassino. Nao
conheceis Ignez, nem sabis que anjo o vosso
barbarismo condemna : nao sabis
>mo quena o que procurava ;
m pergaminho, cudadosa-
| mente dobrado, e lacrado : era um alvar em
, bronco do socrelario da rainha.
Vedes, disse ella, aqui falta s um nome !
que esses sa-1 E correu a lanoar-se-lhe ao peseoco, e abrar.a-
s quats exigs sangue. ella os fez por lo coma urna corieza que est presurosa do ri-
un, miseravel ingrato, que Ihe pago umpho. O seu olhar brilhava de altirez, de con-
Porquc nao estaes contente com to- lentamcnlo e de audacia. Sabia quanta for5a ti-
nha a ambicio no coraco desie homem.
crificios pelos
mim, por mi
dos os seus direilos, com o meu nome ? Dcixai-a
viver, deix.u-a occullar-sp na sua virlude : que
mal vos faz ella ? que tendes a invejar-lhe 11 ui-
sita, tende piedade mim, e do ros, nao mecon-
demneis a fugir de rus, ou a detestar-ros I
epilo-vos que me necessaria a sua rda.
Se m a recusaes. eu mesma saberei tirar-lh'a !
Femando lancou mo do seu capolo, diriga.
do-so para a porta ; a duqueza o de tere.
Onde ides ?
Para junto d'ella. pedir-lhe perdo e defen-
do-la sealguein a ousar atacar.
Creanca, respondeu a duqueza n'um admi-
rare i lam do comedia, creanca, que acredilou em
quanlo Ihe disse, e que nao sabe distinguir o fal-
so do rerdadeiro Tomaes-me por uma ka ?
Acreditaos que eu lenha ciumes d'uma crealura
cujo nome nfto chegaria al mim se eu a nao fosse'
procurar na obscuridado ern que vegeta Nada
temis por ella, vinde para aqui, esqueramo-Ia e
tallemos de nos-. "
Fernando, convencido como todos aqu-oliesque
amam, pur una nica palacra da duqueza dei-
xou conduzr-se ao divn e ahi se collocou'vtr-
io e emboracado, c nao recuperou oa-sen-
Neste momento eslava to bella, que Fernando
encarando-a, o reflectindo profundamente, nao
resisti mais.
dos os lacos ; diz-lhe que elle que vos engaa,
o amanto d duqueza de bloi, e que a ella
que te sacrifica. Diz-lhe isto, Ignez, afim deque
caa de joelhos, e que peca, pela sua vez, a sua
morte !
D. Fernando rollando a si da primeira mpres-
sao, ordenou de novo a Salira quo se rstiasse, o
que ella recusou.
Ficai, pois, visto que o queris asoluta-
monle ; pouco me importa, nao vos temo, lgnez,
conlinuou elle, perdoa o meo primeiro arreba-
tamento, perdoa a um ciume excitado talvez por
circuinstancias exageradas. Se eslas innocerHo
fcil provar-m'o : deixai Madrid esla noite, vol-
lai para Andaluzia......
Comligo "7 exclamou
gria.
Ignez, theia de ais-
Nao, sem mrm, porque
Obedecer-te-hei, Luizla, juro-o, nao ters
nada mais a temer desta mulher ; quanlo rollar !sr^:,ssi,n loJas as m'nhas
serei o mais despresivel dos homens...
Quando vallares, far-te-hei o mais feliz c o
mais invejadode todos. Vai, meu Femando, que
te espero aqui.
D. Fernando cnvelveu-se no seu capote, c di-
rigio-se para a pon. A duqueza seguio-o cora
um sorriso do alegra iu-Came, e exclamou :
Emfnu !
liHi.o oi a i---- '"""r11"1 3-avn- iiiiiuuruvin iiu-iouo no caa
,,o L,t i? de?0l*de ouvlr m's ternas palar- : lo bella, adormecida junio da
ras aosjlabios da ana nobre amante Luisita.
nr
Ferro contra ferro.
As duas scenas precedentes pnssaram-sc &
mesma hora no palacio d'a duqueza, e no pe-
queo qu-aTto de Ignez. Quando Fernando, cheio
de alegra e desespero, entrou no sanctuario da
nnoceucia ; quando rio esta mulher to pura e
pequea imagem
O futuro betlo, meu Fernando, porque t> fPr
amo ; tu s ambicioso e eu muito poderosa. & ,
los, tratando de manha dos negocios do Estado
a noite dos nossos prazeres. De ti farei o mais
alio e feliz senhor de todos as Hespanhas O re
lu o sabes, nada recusa rainha, e esta gua-s
ern ludo pelos meus eonselhos. Ainda homem
Ihe ratleide li, do leu mrito c-da la boa espe-
lodas as confidentes e favoritas da rarh7rdes mufher Se le tfSf?^ C ^ serAa
que aprecio a vossa ded-rcaeo.
. Turnas-me doudo, I>. Luisita, como vosso
ridiculo, e fareis de mim u-m bobo, depois-de ler
feito um escraro. Que queris pois? explicai-vos
em nome do co.
A duqueza nao responda. Conhecia-sa que
se travara neMa uma lucta- violenta ; o seu olhar
irnico foi substituido pelo- de uma resolucao
selvagem ; levantou-se, e eollocou-se dianta 'de
Fernando, que tiulia parado;
O que etr quero, o que eu-quero... Vs nao o
fareis, ojuntouella, deixando- cahir os braeosnde
Femando, em que linha agarrado. V
O que eu nao farei, sentiora I dizei pois- o
que ; como qusreis que o saiba se m'o nao dt-
zeis? E-vos neeessario o meii'sangue, a minha
felicidade, a nimia vida ?
Nao: mais que ludo isso, ourtudo ssojuntsT
Luisita, torturais-me com,uma crueldade
alre-z ; fallai, fallai; seja o que fbr que pedirdes,
eu o farei ; o meu sangne, a minha vida, a mi-
nha felicidade, dzeis-vs, tomar UhIo que ainda
assim vos amo niaiss
Pois bem, vs o-exigis, Fernando, mas rc-
cordai-vos que fostes-v's que o exigisles, e recor
de Nossa Senhora de Alcal, como um anjo fati-
gado de orar, tremeu e ajoelhou junto ileila sem
a coragenvde a despertar. Uma lagrima ti-
ha ficado suspensa das palpebras de ignez, e
lomar pela ^o^rt^V'?h" Sfi*-" U">J**t
Ihe occorreu nesiu momento.
Se a matese assim, nao soffreria mais-, e
Deus recebe-la-hia no seu seio !
Um suor fro o innnndou com esla idea, ao
mesmo lempo qite lancava a sua capa sobre r.ma
cadeita. Durante este lempo, Safira,.sustentan-
do-so apenas, liiiha*sc arrastado at outra ja-
nella, e oc.cultoda como o reposleiro que a co-
bra: Inquieta por sua senhora tinha desobede-
cido s suas ordene,- pora a observar, c vela-la
Minha Luizita, verdnde que lir me amas'
m.sim. amo-te, o a idea doseparar-m
de (i mais cruc
que tu ficars
que a- morte. Nao verdade
ella, depois-de SL^f^'n^'e^l'C"W am
gando uma lagrima, isio pude realsov-'se?
~ fraque-chora, minha Luisita, neo sou eu
Nao, um sonho de que nao deremos fal-
tar mais ; o dever te chama ; que queres lu que
cu faca-aqui de um hornam. lgalo pelos lacos
que lo- prendera ? Nao necessario quo tu ese-
jas junto de tua mulher ? Nao ests tu-obrigado
a ,r.0n'.^L".a ees lu 'Oh! era um bello- sonlio, ma* -neces-
sario renuncia-lo !
Meu Deus, meu Deua-! perder-te;.quando
me amas; quando nada se oppoe nossa licida-
de ? espantoso, horrirelf
Oh I!sim, a tua felieicade. meu Fernando
porque serias-completamente-feliz : eu nao pos-
so perlencer-te, por isso que jmas serei acaman-
te d alguem ; se o tiresse querido, e se ainda o
quizesse, o duque d'Orleans ter-me-Irta co-i-
duztlo cirio de Franca, c talvez elle renuncias-
Be por mim a essa curte lio brilhante Nao te-
nno necessidade da3 grandeza, tenho necessida-
de do amor. Nao casarei senio com um homem
dai-ros tambera que-acabis de prometl'er dla-' i m" es0*a- ma mulher que nao ama-
sar t* por mira, tvdo \ Amaim? dSis ros l!l uma rai.lhor m.uto inMiz 1 Atoa, por cx-
senhor Fernando, e pensasteis que eu Tosama-' ^[^^l^jj^11^^ cll ."
ria. que a duqueza d'Ebloi, quo-oonsenliria
nao ?oso renun-
esperancas, o en-
tanto que esliverdes aqui, enlanlo qeeslivcr-
des exposta s seduceoes dos libertinas da corle,
nao terei um nico instante de repouro. Obri-
gado a sahrsem cessar, a seguir o rei as au-
diencias, a rainha, e os ministros, corno pode-
re i velar sobre ti ? Quando estou no palacio o
meu espirito esl a leu lado, o quantas- occa-
siees, viole vezes por hora, quero voltar para
juMode ti, afim de saber o que fazes : esta-pre-
occopaco rouba-me todas as ideas; assim,.nun-
ca terei boin xito as minhos ambicoes, ne-
cessario que partas.
Primeiro que ludo, ajurrtou elle, depoia
d'um tostante de hesilacio ii> amas-me?
Ignez"
sano.
nao respondeu, porque nao era necc^-
Amais-me sem duvida, mais do que o
mereco, por isso que ludo fareis por mim ; lu-
do, ainda que ca exigisse o maior dos sacrifi-
cios ?
Ahi tens a minha vida, visto qie a queres
absolutamente.
Nao, j le diseque era um primeiro im-
pulso de colera ; detesto as minhao-suspeifas, o
imploro o csquecimeiilo. Escuta-me eom pa-
ciencia, com indulgencia sobre tudo. Ignez,
amo-te, e por um modo lo exclusivo e tira cio-
so, que quero que seja minha lio so-mente ; que
quero que os nossos lacas sejara ignorado de lo-
dos ; quero rtue esteja mora para todo, e viva
s para mim : coiiseiite?
Se eu consinto sm me julgar mora
eu
para todos 3 viva s* para ti? Oh
que necessidade tenho de viver pwa
tos !
os ou-
sim.
ser vossa amanle. em quanlo quo outra tivesse o
vosso nome, podendo pedir-me cenias de seu
marido ?_ Nio me conheceis, senhor, eu nao nas-
ci para to pouco onde cu reino quero reinar s-
escolhci, vossa mulher,.ou eu.
Minea mulher Q.iiom vos diese que eu sou
casadv)?- Euganaram-vos, juro-oj. sou livre, e
amo-vos.
Nao sois livre, sou cu quem v.T-lo digo ; se-
fosso uma amante ja a.terieis expulsado. vos-
sa mulher, e habitaes- junios a urna pequea ca-
sa, junto da Porla do Sol ; occulta-so a todas as
vistos ; toda a gente, ella mesma.acredita que
o-ros6o ciume quo a faz viver to-ignorada. S
eu sei a verdade... tendes niedo t
Medo!
Sira, tendes medo de mim,. do-meu ciume,-
por isso que sabis quo eu nao soffreria uma ri-
val, e que seria extrema lourura lutar com ella.
Adevinhasteis justamente ; e agora sabis o que
FOL11ETI1I
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAIK.BUCO-
SEHHA BIARITWA.
VIII
Si mmmiio.Decadencia do material o do pessoal
de nossa marinha de guerra.Causas que a
orijzinaram, c que a aliuienlomMedidas sal-
vadoras urgentemente exigidas pela situacio.
I ma reclificaeo ao que informou o correspon-
dente do Correio da Tarde em Macei, rela-
tivamente ao levantamento da carta das leguas
do sul e norte.
Bem desagradare! por ccrlo, a missio do
nassas relac.es? acreditas uue a sua existencia
, nao soja uma agona prolongada.? Se estivera no
(seu lugar, matava-nie.
A duqueza conlinuou :
Mas sabe, Fernando, que ella Sconseto.
Os meus espioes dizern rno que o duque ledo a ama, e que at. j entrara emeua ca3a :
os seus criadoserram conluruamente enivolta dos
muros do seu retiro...
Calai-vos, senhora, en! n.to iusa-tleis a ia-
nocencia a i.ias pura.
Tens roseo, eu ivago, deixa-me.
Luizita, estou a leus joelhos, peso teu amor-
como a vida ; ella partir, eu l'o prometi.;
nunca mais ouvirs fallar della, e entu serei !eu'
leu para sem ore I
Nao, nao, Fernando., nao, nada de riraes.
Dirijo-leo m*u ultimo adeus, nao t- verei nwis
meu amigo.
E comeeou a solucar.
Volla. com tua bautfeef para o.teu caetello,
esquece a corte e uma desgraeada,.que jamis te
t'squeccri. Tu o queros, ou para melhor dizer.
E, pois, a uma necessidade da primeira ordem
que offerecemos o fructo de nossas vigilias, e in-
vesligaces especulativas, e praticas.
Provamos na Itesenl-.a possoda, eremos que
exuberantemente, que o material de nossa ma-
rinha de guerra est em completa decadencia, o
que o pessoal igualmente se acha na mesma cn-
dicio, comecando pela oiTicialdade.
Falla-nos agora demonstrar, para comphjlar
nossa primeira these, que nao temos ofDciaes
uiarinhtiros, e nem niorinhagem.
Quando a nossa forca naval contava dez na-
vios de alto bordo, cujos nomes citamos j, es-
lavam ellea bem tripulados, ainda que cora pla-
cas estrangeiras na mair paite.
Quasi todos os offkiaes marinheiros que nelles
serviam, eram porluguezes, c habis, e ficaram
em nosso servido.
Os anuos foram fazendo seus estragos, e ra-
rcando as lileiras desle pessoal importante. Uns
niorreram naturalmente, outros se eulregaram
embriaguez, e se perderam completamente pare
seu marido, junlou asmaos e agradecen a Deus.
Comludo. o rosto do Femando eslavo cohorte de
urna sombra nuvem : Ignez perguntou-lhe lirai-
damonle o que tinha;
Ides sabe-lo, senhora ; levaulai-vos-e escu
la-mo.
Ignez obedecen.
Sei ludo, replieou Fernanda, sei que me
trahisles; sei quo vendestes a minha honra ao
duque u>e Toledo ; viraw-no culrar nestocasa e
reconheceram os seus criados em volla do jar-
dim ; nao podis amar esle vclho, c foi !5o so-
menla pelo seu ouroque o esculastes ; sois por-
tadlo mais culpada, mais vil e deveis morrer ;
fazei a6-vossas oracoes, 'gnez.
A's primeiras palavras de D. Fernando, Ignez
linha-lhe-lancado os braeosem volla do pescoeo,
procurando inlerromp-io com beijos e caricias ;
julgava a pobre senhora que brincava, e nao Ihe
passou pela dea o jusli'kar-se senio quando as
ullimas. palavrasdeveis morrerrelumbaram
em seus-ouvidos como um dobre fnebre : dei-
xou ento cahir os bracos, e opprimida sen-
lou-se.
Fernando, disse ella, tu nao acredites o
que dissesles ; cu cao te trahi, e amo-le
muilo !...
Rc-pilo-vos que sei-tudo, senhora, sei-o de
modo que nao admilto duvida ; de.ram-mc os
delalhos- mais minuciosos e por isso que nao
posso duvidar, sendo-me necessaria a vitiganen :
niorrereis !
Meu Fernando, ests doudo ; calumniarora-
me, e foi sera duvida uma mulher que me-de-
testa, nao verdade ?
O nico modo com que respondeu foi tirar o
punhal, e vollando a cabeca, dirigi-lo para.a sua
victima, que nao cuidava era defender-so, que s
pensara em que ia morrer, e qual s icava um
nico pozar, o de ser aecusada por seu marido,
o idolo da sua alma, s cuja (roliieo a tnhades-
peda'^ido ha poucos.momentos.
Uma mo doteve a de Fernando, uma- outra
iessoa se collocou entro elle e ella ; no-lremu-
a e abatida, mas sim forte e resoluta, com o
olhar inilammado couioodo ligre que defende
seus filhos : era Safira.
Comprehonde aqui! que promc'.tes: dei-
xars esta casa u-ma hora, e muguen to ver
sabir; regressarsao nosso caslello de Serrana,
e ahi riveras s, deboixn de um nome supposto ;
ninguem te rerij e follars nicamente i'Sa-
fira.
E lu, meu Sentando?
Irei com certeza jnntar-mc comligo.- D'a-
<}i al l juras de observar essas condices ?
Erna scmelliante prova de amor grande," ma3
que ha de impotisivel paca uma mulher-dedi-
cada ?
esenptor publico, que tendo por guia smente a si e para o servico, outros, emfim, desenibarca-
sua conscicncia, e aspirando realisar o adianla-
inento do seu paiz, se v forgado a pintar um
quadro sombro da siluaco delle pora expo-lo
vepeiiiinamente no meio de uma sociedade des-
cudosa do futuro, como a nossa, que pensa ape-
nas em tender, comprar, descontar e rir, impres-
ndo desagradavelmenle; porque obliga
reflexao, e a apreciar-se, ainda que por instantes
ram, ou por eslarera incapazes realmente, ou
porque queriam descansar. Alguns houveram
tambem que abandonaram a moriuha de guerra,
para correrem os azares de urna viagem llici-
la Cosa d'Africa. que se alllgurava cutio como
um novo El Dorado.
Se tivessemos lido a previso de crear uma es-
cola de meslranra como possue a Franca, em
os falaes rosullados dcslc descuido e imprevi- i que os nossos melhorcs morinheiros se habiluas-
dencia sem aos arduos deveres de um official marinhei-
Na poca do nieitantilismo em aeco, da agio- ro, encontraramos boje quem substituisse aqucl-
togem seductora, da 43rtssio dos bancos, das ca- las ragas.
zer, delicadeza, que out'rora se admirara, e fao
talidade homens excellentes, que, como gagei-
ros nio liiham tivaes, elevados guardies~sa
desnorteam completamente, e so abandouam oom
todo o deleixo aos vicios os-mais dearadan'.es,
comohovemos risto- muitos exomplos.
Esia classe intenmedia enite os officiaos o a
marinhagem, inlspensare Abordo, onde cons-
ume o segundo estado, lenda, portante, a desap-
parecer; porque raros, mu>i raros sao os ropre-
seslanles genuinosdella qe ainda existem, co-
mo sabeni perfectamente todos os olliuiees de
marinha, que sao toreados, pelas circumstancios
e que estamos, i se multiplicar, e owrcer
bordo nao s. os suas obrigoeoes, como- os da-
queiles, e aleda marinhagem, para nu.sollrer o
servico.
pi que ni proceder assim, lera o. desgosto
de ver o navio sem o aceio exigido ; lodo o ser-
vico demorado, ese expor ouvir bom cabidas
censuras do comniandanle.
E' preciso at que acompanhe os grumetes
quando forera chamados vassouoas, e que os
dirjanosle trabalho inlimo.
Infelizmente aquellcs mesmos. ruins sao rm
lo pequeo numero que sao disputados, sc-
guindo-se o rifo portuguezmal com elles, pcior
semellesl Tristissima siluaco que poderiamos
chegar, e que nao soffrer modificaco com os
ullimas medidas adoptadas, augmeulaudo os
vencimenlos, e rogularisanda os exames ; o que
prova, ao menos que o nosso actual govorno
cuida em procurar remedia para salvar-nos dCsle
detinhamenlo.
Oulr'ora nm gageieo. em sua gavia entre nos,
era mais soberbo quo um rei em.sens vastes pa-
lacios. All era tudo.;. linha para ella calicillos c
desvelos-que faziom. admirar, e a diriga.com um
ciume lodo particular, lano quo quem ousasse
iiivodi-li, sendo profano, pagava um imposto de
suzerania. Agora nao ha marinheiro quo lenha
paixo pola vida do mar. Quasi todos servera
mal, porque o azeni forjadamente, com o pen-
ssmento somente em Ierra, formando mil planos
para s* subirahirao servico ; oque os.preoccupa
iodos os instantes,
Nem pode deixar de ser assim. A profisso
rada, e requor vocacio panbella. Noa se faz um
marinheiro como se faz um soldado, verdade
muito sdica,, o- que, Clrolanlo, parecemos des-
conhecer.
Pelo attual systema d recrulamento para a
armada, que o maior allonlado. contra a cons-
tiiluico que conheccmcs, do cem homens apu-! "Sdaceiro com semclhaute gente, que morosa-
rados, apunas dous ou. tres pertonecro viJa nicnl e sem ,.'no algum se move como uma ma-
mariliaa, e tero alguns hbitos della ; todos! nalla de caineirs em circumsUincias ordinarias,
os mai&sio tiabalhadares de cachadas, arranca-' 1,innto mn'8 dwbaixo de uma brisa mais fresca
dos violaiilanicnle agricultura, que fazem j 1" repentinamenlo se declare I
Por isso nossos navios fazem sempre longos
guoiiH^oque o au.\ilie, vem a deser<;o.roubar-
Ihe estas pravas, e obrga-la um oulr supplicio
de lata.
Quem nao ofoial de marinha nao- faz idea,
nem pode acreditar, senio observando, enibora
o aiilrmemos, das-tor turas quo hojo se ?cha
exposto quera o em um navio da nossa es-
quodra.
Seu serviro ponosissimo, mais do quo em
qualqoar outra marinha ; deve redobrar de vi-
gilancia, de cautelas, quasi que nao pode dormir!
A nenhuma c.nnlioBca que agora inspira a oa-
rinhogom lomo lombem os olDciaes tmidos e
aconhados. A msiaaf nuvem que se levanta no
horisonte, e qual.com uma gusrnico regular
uo sed agencio,.os nossos ofilcias por cau-
tela mandara fechar panno com uma grande an
tecedencia ;. porque nao prudente esperar pelo
balas eleiloraes, quem pesas em marinha de
guerra, quem nos pode prestar ouengao?
Mas ns escievemos para uma cas distincta,
e por ella, a qual j se hobiluou Ouvir-no com
indulgencia, e que por isso mesmo que se i4
entregue mais desoladora orphandade contem-
pla-nos com alguma espernnea ; porque sempre
odvogamos a sua causa, a mais jusla c mais no-
bre que nos poderiamos dedicar.
Alera disso, temos tambem dircilo roubar
alguns instantes i essas prcocupacoes que ol-
ludimos ; porque trabolhando pelo desenvolvi-
Ignez,
fim :
olhanda-o silenciosa, replicau- eni
Nao parlirel sem vs, D. Fernando : sou
vessa mulher diaele de Dtueedos homeass na-
da-me for renunciar esle lilulo.
Nao consideris, senhora, interrompe Sa-
lira, peider-vos-hieis! Que vos siga, visto que
teme rivaes ; que vos vele, que o seu dever :
roseo pai, moribundo, conlou-ros a elle o a
mim ; nem elle nem eu podemos fallar as pro-
messas feilas no leilo -da mor iv.
Fernando roltou^-se furioso, agarrando o ca-
bo 'do punhal, Ignez encarou-o d'um modo
singular, expriniiudo o desprezo e a cora-
gem.
Nao partir: sem ros! Matai-me,. repe-
li- Ignez, se o queris, ueste mesmo mo-
mento !
Pois bem que seja assim, exclamo^ el-
le, desesperado cora a resistencia desta crealura
lo doce ordinariamente, e lo altiva nesle mo-
mento ; pois bem,.que sepassim, visto, que o
podes I
Ouvio-se um grito horrivel, levantou s-punhal
e ferio....
Duas horas depois, urna liteira fechada, sabia
pela pequea porla do- jardim. Todo o bairro
sou be da morte da nobre doma D. Igiu?z- de Na-
xaras, mulher do secretario intimo da.duqueza
d'Ebloi.
[Continnr-se-he.)
Forem nos nos inquietamos pouco com o dia
seguinte, e s quando elle nos chega com todos
os seus encargos e exigencias, e nos grita lar-
de, que avallamos ou sentimos a nossa culpa.
Nao admira, por conseguinte. que, nio tendo
o "slodo preparado uma nova geranio para esle
servico, qUe nao hoja quem ello se applique ;
principalmente nao olTercccndo vanlogens to
pronunciadas ira convide alguem, e dispense
esta iniciativa do guarno.
Alguns e nossos maniiliPros, que por seren
mais activos foram promovidos pelos comnian-
ment c progresso de nossa marinha de guerra, dantes, herdaram daquelles smente a brutali-
tiabalhamos para o desenvolvimento c progresso j dade que alguns ostenlavara, o uso das palavras
do comraercio, do qual ella garante, visto que pesadas etc., que muito nos lem custado ds-
sua sombra elle caminha desembaracado, cf- truir.
fectuando-se por meio dessas frotas de vavios | Raro actualmente o nosso navio de guerra
mercantes, que se erapregam no trofego de nosso' em que se observe tima obra de marinheiro feita
littoral.
[com aquella perfeico, capricho, e, pde-se di-|Seu$tralali)O,
Ko temos marinhagem E' igualmente uma
dolorosa verdade, que completa a asser^ao da
decadencia, do pessoal de nossa marinha !
Nao obstante estarmos reduaidos i terca parle
da forga naval activa que tinhamos em 826, na
qu3l haviam embarcadas seguramente de cinco
seis mil pracas, v-se asguornices de todos
os narios incompletas ; apresenlado apenas os
dous tercos de que devem ter, embota j aslo-
taces sejara diminutas em tempo de paz.
Note-se ainda que isto s numricamente
follando, nio atlendendo-se s qualidades ou
habililaeoes ; porquanto, neste numero insuOi-
cenle de pracas, quasi ncuhum marinheiro ha
digno desle nume, que seja um safa rascada em
uma garia, e cnthustasme o oOicial pela preste-
za e agilidade em sua manobra, pela perfeicao de
muila falta, e quo nunca se habituara aora
exisloncia, lao diveisa da que teravam, e para a
qual teera toda a negaro, e at decidida repug-
nancia.
Alm desles s apparece recruiado algum la-
dro do cavallos, ou algum nio de polkia incor-
rigivel que a sociedado repelle do si para alis-
tar as lileiras de uma classe nobre, cujo pes-
soal, paro garanta publica, deve ser morigerado
e nimiamente obediente
Quantas lulos, quanlas fadigas nao lem os olTi-
ciaes, para polir aquelles, para domar e cotrigir
esles oulros de nalureza rebelde ?
Dahi resulla a necessidade de castigos fre-
viagens e manobrara de uma. manoira que
vos grangear crditos por sem duvida.
O Exi. Sr. conselheiro Pnranhos, ministro da
marinha em 1854, e um dos que mais lera enfa-
dado esla repartico, expedio uma serie de me-
didas em que depositara plena osperanca. Ellas
tiveram alguma ulilidade ; porque regularisaram
o lempo de serrino dos voluntarios c recrular, e
augmenlaram os rcncimenlos ; mas pouco. cei-
to proJuziram, assim mesmo.
Eis o esbYo fiel da siluaco. Embora carre-
gadas os cures, a quadro exacto.
Nem ha que admirar uisso, como rremos
quentcs, que se applicam com repugnancia, mas adianto. Ello a consequencia natural da aecu-
que sao indispensaveis, e fazem crer em um ri-
gor inaudito bordo, que loca a barbaridade,
preconceito infundado e injusto !
Outra consequencia igualmente nocir pro-
rm desta pratica : o contacto desta rale des-
prezirel da sociedade com a parte mais si de
bordo, contamina c corrompe esta inteiramcnle:
a repelico do vicio faz perder lodo o horror que
elle aguns podcrian ter, e cni pouco tudo
mo.
Depois de um Irabalho longo, fastidioso, em
que quasi sempre se perde a paciencia, mos cu-
ja continuado a necessidade impoe ; quando os
mulacao dos erros de mais de um quarlo de s-
etilo.
Manifestando-a sem rebuco allencao publica
chamamos sobre ella o esludo do nossos homens
de Eslado, a discussio de todos os proessio-
naes competentes, o concurso, emfim, de todos
os cidados, que queiram lomar parle em uma
reforma salutar. Ns concorremos com o fraeo
contingente de nossos recursos intellecluaes para
ella, usando da mesma franqueza que at agora
lemos empregado, meio mais adequado para au-
xiliar a ndmi:iiiraco do Exm. Sr. ministro da
marinha actual, que tem era su?.s mos uma glo-
Agora permillir-nos-ha o illustrado corres-
pondente do Correio da Tarde era Macei, que
depois de Ihe dirigirmos nossos comprimen tos,
Ihe couleslcraos urna de suas assercoss, qual a
de ser umdinheiro gasto supcrfluamenlc o em-
pregado no-lerantamenlo da caria das lagas do
sul e norte, somente para proteger-so ao genro
do sgro, 3 que ainda hoje estara nossa pepinei-
ra cscaudalosa so o ministro da marinha nao gri-
tasse l da cortobasta, nem tanto !
Se com proras desta forca que o digno infor-
mante quer demonstrar esbanjamenlosnos rendi-
menlos da provincia vai mal; e nao provar se-
nao que quer aggredir ao distincto presidente, o
Exm. Sr Dr. Dantas, que a ra administrando de
um nudo muito brilhante:
Prendendo-se estabelecer naquellas duas lo-
goas onavegaco vapor, naJit. mais natural do
que mandarse levantar uma planta pela qual
se reconhecesse a pralicabilidade desta empreza.
Foi o que fez judiciosaraenle o Exm. Sr. Ana-
ral, incumbindo este serrica.ao Sr. Io tenedle Vi-
tal de Olireira, que offerecia. garantas de desem-
penha-lo perfeitamen;e.
Esle caprichoso ollicial dentro era quatro. me-
zms, apresenlou um trabalho- que muila honca fez
ao nosso paiz, Irabalho to. perfeilo, que- o Sr.
coronel Nyemcr, enge-nheiro perito, e competen-
te para aprecia-lo, nao. duvidou servir-se delle
para baze de seus nirelameutos, e proieclo do
cncanamento d'agua potavel, de que fot encar-
roado na adininistraijio do Exm. Sr. Gama.
Esta coramissoo, que desempenhada por algum
engenheiro eslrangeuo, talvez com menos es-
crpulo, nao loria custado a provincia menos de-
dez contos de ris, foi paga com pouco mais da
um cont
Ella de infinita ulilidade para a provincia.;
porque provou que o vapoj podia conquistar
aquellas aguas para sua prosperidado, e armou
a explorado fela pelo rapo* Piraj, em ue so
achara S. M. o Imperado, e que conirmou as
consequencias tiradas de seus exames, pelo l-
ente Vital, e o cuidada que elle emprageu nisso.
Se commisses deslaoidem sao superiuas, e
se os diiibeiros pblicos parcamente concedidos
& quem as desempenham bem sao pepinoiras,
deca tamos quo vivemos em um mundo que real-
monte nio cumprehendomos.
cotutnandatiles se lisongotu de ler educado uma tiesa tarefa. a d.ese.mpeohar.
E A.
PEKN. TYP. DE M. F. DEFAMA. 1S6Q
-
IILEGVEL


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