Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09014


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Full Text
(
MN(J IXXYI. HOMERO 63.
Por tres mezes adianados 5$0O0.
Por tres mezes yencijos 6$oOO.
SEXTA FEIRA 16 DE MARQO DE 1660.
Por anno adjuntado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A.de LcmosBraga;Ceara,oSr. J.JosdeOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Guimares Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. amos;
Amazonas, o Sr.Jeronymo da Costa.
PARTIDA DOS COKKEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segunas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhe*
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Na/areth, Lirnoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quartas-eiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parte mas lOhoras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaeo: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados aslOhoras.
Juizo do commercio: quintas ao mciodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 hura.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meiodia
Segunda rara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMEBIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheia asl0horase24 minutos da manh3.
14 Quarlominguante as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas
nha
30 Ouarto crescente as 4 horas
manha.
PREAMAR DE nOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manha.
Segundo aos 30 minutos da tardfi.
e 37 minutos da ma-
e 33 minutos da
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. doul da igr.
13 Terrea. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Quarta. S. Mathildes rainlia ; S. Afrodizio m.
15 Quinta. S. Ilenrique rei ; S. Zacaras p.
16 Sexta. Ss. Cyriaco e Taviano mm.
17 Sabbado. S. Patricio ap. da Irlanda.
18 Domingo. S. Gabriel Archanjo : S. Narcizo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Figueiroa d
Faria.na sua livrarapraca da Independencia ns.
6e8.
PARTE OFFICIftL
Ministerio la guerra.
.decreto n. 2,534 e 25 dekkvereiro de 1860.
Autorisa o crdito supplemenlar de 1,400:000$
Jaro as despezas de diversas rubricas no exer-
cicio crrante.
Attendendo iusufficicncia do crdito votado
-no art. 6 da lei n. 1,040 de 14 de seleinbro do
anno prximo passado para as despezas da re-
parlicao daguerra as verbasArsenaes de guer-
ra, corpo de sadc e hospitaes, rcparlieo eccle-
siastica, gratificaces diversas, pedestres, recru-
tamento eengnjamenlo, fabricas, presidio de Fer-
nando do Noronha e diversas despezas e even-
luaes do corrento exercicio, hei por bem, tendo
ouvido o conselho de ministros, e em conformi-
jpplcmenta
1,400;0005 na forma da tabella que com este bai-
la, devendo esta medida ser levada ein lempo
competente aoconhecimcnlo do corpo legislativo.
Sebasliio do Reg Barros, do meu conselho, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
guerra, o ten ha assim entendido e expeca os des-
pachos necessarios.
Palacio do Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro
de 1S60, Irigesimo-nono da independencia c do
imperio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Sebaslio do llego Barros.
Tabella distributiva do crdito supplementar au-
torisado por decreto desla dala para o exercicio
corrente.
Art. 6 da lei n. 1,040 de 14 de setembro de 1859.
remediar a falla esse geuero, mu sentida no
tempo de vero.
Ainda est por concluir a obra do novo
acougue.
Nao sendo sufliciente para eadea, sessoes da
cambra, jury o audiencias o proprio nacional
existente na cidade, cntende a cmara que seria
conveniente converle-lo em proprio provincial,
mediante urna indmnisac.o de 5:0008, que so
applicaria compra de outro editleio com rae-
Ihores proporces
O cemilerio que se projecta fra da cidade,
orgado na quantia de 12:0009, e a sua construe-
co poder comecarcom a quantia de 1:0009, of-
ferecida por Sua "Magestade o Imperador.
Esto paralysadas as obras da matriz, que ca-
recer de algum auxilio do cofre provincial.
Um particular contratou construir sua cusa
o com vantagem para o municipio, curraes para
Indo do S => do irl i Ai le n ^RO, ,.,, o de selcm- l! com ,a"laK':m l'l,r" """<-'l". iu f
local para esse fim, algumas consideraces sobre
G 6. Arsenaes de guerra............
7. Corpo de sade e hospitaes....
111. Repartidlo ecclesiaslica.......
S 12. Gratificacoes diversas..........
1 i. Pedestres......................
S 15 Recrulamculose engojamento.
5 lt!. Fabricas......................
5 17. Presidio de Fernando de N___
19. Diversas despezas c eventuaes
1,000:0005
90-000$
10:000c
30:000
20:000$
60:0005
30:OtM)$
10:000$
100:0005
1,400:000$
Palacio do Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro
de 1860.Sebaslio do llego Barros.
C A DEAS. A despfia do pessoal no semestre fui de
Concluida a casa de delerreo desla cidade, s-! 230:4665909, e das obras publicas 202:5875779, a
mente devem havor as localidades casas de so-'saber: com reparos e conservado 89 2975400 :
gurar/ra para os presos, que respondem a procos- hospital Pedro II 3:7505000 ; calcamento de ras
sos. Entretanto convem nao fazer grandes dis- 11:8495370; caes de palacio 7:0335275 ; gym-
pendios, e mesmo proceder aalgum estudo sobre' asi provincial 11:5G2$400: obras por adminis-
essas casas de seguranza. O estado das prisoes
das diversas cidades e villas eonsla dos relatorios .
das cmaras, e mo.
A casa particular de taipa, que serve do cada
na villa de Tacaral, nao atfraitte raelhoramento
algum. Arruinada o velha, mal pode alojar o
GOTERA DA PHOYIXCM.
Iklalorio coni que o Exm. Sr. Dr. Luiz
Barbalhe Moniz Fiuza, presidente da
provincia, abri a sesso da Asscm-
bla Legislativa provincial, no 1.
do correte.
(ConclusoJ.
NEGOCIOS MUN1C1PAES.
Municipio do fecife.Preparou-se e nivcllou-
se o terreno para o cemilerio do Poro, c contra-
lou-se pela quantia de 6:05i$000 o do 6'. Louren-
o da Mulla, cuja construeco acha-se adianlada.
Foi rescindido o contrato feito pela cmara
rom Paria, Fiuza & C. para a limpeza c irriga-
gao das ras da cidade.
Trato dn levar a effeito o calcamento das ras
onde elle me parece mais urgente.
Do relalorio da cmara veris o que so tem
occorrido relativamente s desaproprinrdes.
Da consignacao votada para o comec'o da edi-
ficai.-o do paco da cmara, nada se tem despen-
dido.
Na falla de fundos decretados por lei, aulori-
bou a presidencia a despeza necessaria cora a
obra do maladouro.
Cmicluio-se a segunda cisa da malanca do la-
do do sul, deu-se grande impulso estrada qup
conduz ao esiabelcrimcnto, c conslruio-so un
muro de altura sufcienle para a seguranza da
referida estrada.
J se acha concuida a estrada da Varzea.
Ser-vos-ho presentes alguns arligos de postu-
ras que approvei provisoriamente, e oulpos que
por nao serem urgentes resolv subraetter vos-
sa deliberacao.
Alm de urna grande somma do esmolas con-
cedidas ncsla cidade, e nos diversos lugares hon-
rados com a visita imperial, Sua Magostado dis-
tribuio no municipio da capital os seguintes do-
nativos com dill'erenles instiluces : 10:000$
para o Instituto de Agricultura,' 5:0005 para o
Azylo de Mendicidade, 5:000 para o hospital
Pedro II, 1:000$ para o dos Lazaros, 3005 para o
instituto Pi Luterano, 1:0005 para a casa dos
i vosles, 300$ para a egreja di Estancia, egual
Eomma para urna egreja na Varzea, 5:0005 para
o collego dos orphos e 2:000 para o das or-
phas.
Municipio de Olinda Continuando alli a falta
d'agua no vero, insta a cmara pelo encanamen-
to do rio Beberibe, trazido em camos de ferro
pelo Ierro frito no pantano at a cidade. Ao
individuo que contratou o aforamenlo daquelle
pantano impoz-so a enndico de fazer correr a
gua do Beberibe o mais prximo que fur possi-
vil da cidade.
Nao tem apparecido licitante para a arrematarao
do telheiro que serve ainda de maladouro, e logo
que o conseguir, a cmara remover a mataoca
para o Forle do Montenegro.
O cemilerio loni ldo ltimamente alguns pe-
queos melhoramcntos, mas faltani-Ihe outros
dt maior importancia.
Municipio de Iguarass.--Representando de
novo sobre a necessiuade de urna ponte que li-
gue a ilha de ltamarar povoago de llapissu-
ina, cntende a cmara que um pedagio poda-
ra indemnisaro cofre provincial da despeza que
com esse melhoramento se lizesse.
L' tambem indicada a construeco de outra
ponte menos dispendiosa que, na m'esma ilha, d
passagem sobre o rio junto povoaco de Nossa
da Conceicao.
Pedera abrir-sc com vantagem o rio que corta
a villa, c cujafoz.com oque passa por Itapis-
sum'j, forma urna barra meia accessivel em Ita-
marac.
Com a quantia de 1:0005 dada por Sua Mages-
tade o Imperador, e com a extraccao que orde-
nei de urna parle de lotera, espera-so que em
breve fique concluida a obra do cemilerio.
Alera das necessidados que ficain referidas, a
cmara indica as seguintes :
Ia O reparo de um predio municipal muito
arruinado que actualmente serve de quartel, con-
vindo que para esse fim concorra a rcparc,o
competente com a importancia do aluguel.
21 O aproveitaraento. para obras municipaes
do material que se pode exlrahir das ruinas de
um edificio, oulr'ora destinado para cadea e caa
da cmara.
3* A restiluico do territorio que, pela lei pro-
vincial n. 336 de 12 de maio de 1854, passou a
pertencer ao termo do Rccife.
4a O augmento do imposto das passagens dos
rio-:, que por exiguo nao tem achado arremalante.
Na minucijsa exposiQo apresentada pela c-
mara, encontrareis as razoes com que ella fun-
damenta todas assuas reclamares.
Al-m da quantia cima indicada, S. M. o Im-
ierador dignou-se dar 500 para o recolhimento
!0(>5 para a capella do Ramalho.
Municipio de Pao d'Alho.-Ha falta de agou-
gue e cemilerio. Alm disto faz sentir a cmara
a necessidadede duas pontes, sobre o rio S. Joo
em lugares diversos.
Municipio de Santo Ho.Em sua visita
aquella cidade deu Sua Magestade o Imperador
o quantia de 1:000 a fim de auxiliar os meios
necessarios para abastecer d'agua os seus habi-
tantes.
A cmara necessita de mais algum recurso para
as quaes trato de resolver.
Municipio da liscada.O nico templo que
existe na villa e serve de matriz ameaca de des-
abarno prximo invern, se nao for opportuna-
menle reparado, o os fiis j se arreceiara de
ir assistir nelle aos actos religiosos.
Para o cemilerio que ressenle-se de falta de de-
cencia, S. M. o Imperador se servio de dar a
quantia de 1:000.
A necossidade do tima cadeira de instrueco
publica para o sexo feminino mui sentida na
villa.
Acanhada o mal construida, a cada de mais
e mais insalubre.
A construeco de urna ponte sobre o rio Ipoju-
ca no lugar onde a estrada do sul, atravessando-
o, vac encontrar as ras da villa, julga a cmara
que seria um melhoramento importante que rc-
moveriaas difficuMades do transito no vero o sua
impraticablidade na estaco invernosa.
Com um rendimento que no anno financeiro
municipal de 1858 a 1859 importou na quantia
de 1:9783145, destinado a salisfazer a despeza de
1:630$782, bem se v que nao possivel occor-
rcr s necessidades.de certa ordem, que a cma-
ra julga poderiom ser remediadas concedendo-
se-lhe titulo de patrimonio na villa urna ex-
lenso de sessenla mil bracas de terreno, ora
pertencente aldea dos Indios, que existen] em
mui pequeo numero.
Municipio de Goianna.Este municipio carece
da construeco de tica cemilerio, de um mercado
publico, da ponte de Japumim, da estrada da ci-
dade para Goianna-Grande e do aterro da estra-
da que vae a Bujary. Foram dadas por S. M. o
Imperador a quantia de 2:000 para o hospital
de Misericordia, de 1:000$ para o cemilerio, de
500$ para o Recolhimento, e de 200$ para a egre-
dos Martyrios.
Municipio do Rio Formoso.Quando S. M. o
Imperador se dignon visitar aquelle municipio,
chegou ao scu conhecimento a existencia de um
olho d'agua cuja serventa, sendo publica, era
entao obstada pelo senhor do engonho Siquera.
Ouvi este respeito acamara municipal, que era
sua informaco declara ser inexacta a opposco
.i'iii'ui Jj ao dilo scnlior de engenho, que apenas
procura evitar a destruico de suas lavouras
plantadas em terreno contiguo ao olho d'agua.
Neslas circumslancias prope a cmara a fac-
tura do um pequeo encanamonto, que satisfar
as necessidados da populaco, sem prejuizo do
proprietario. Para este fim j foi levantada a
planta, e feito o conveniente orcamento. S. M.
dignou-se concorrer com a quantia do 500$ para
a capella do cemilerio, com egual somma para o
aformoseamento da egreja do Rozario, e com 3005
para a crea^o do cemilerio entre Serinhaem c
Rio Formozo.
Municipio de Serinhaem.A conslrucrao de
um cemilerio publico, e de urna ponte sobre o
rio Serinhaem,no lugar denominado Porto de Pe-
dras, c o concert da casa em que a cmara faz
suas sessoes, e que tambem servo de cada no
pavimento terreo, taes sao as necessidades indi-
cadas como mais urgentes.
S. M. o Imperador, por occasio de visitar o
municipio,deu a quantia de 1:000$ para as obras
do cemiterio, e 3005 para a egreja do Rozario.
Municipio do Lirnoeiro.Alm da creaco de
cadeiras de instrueco primaria, sendo um para
o'sexo masculino na freguozia de Taquarclinga,
outra na povoaco de Pedra Tapada, oulra na de
Oueimadas, e outra para o sexo feminino na po-
voaco do Bom JarJim, a cmara mostra a ne-
cessidade de raelhorar o edificio da cada, dan-
do-se outro comraodo ao destacamento, e do
construir-sc um acude na villa, porque ao exis-
tente falta-lhe agua quando cessam as chuvas.
Municipio de Caruar Representando sobre
a m diviso do seu municipio, como veris de
sua exposicao a cmara, lembra tambem a crea-
cao de urna escola para o sexo masculino na po-
voaco de S. Cactano, bem como a construeco
de urna ponte sobre o rio Ipojuca, e de urna casa
com proporces para cada, sessoes da cmara,
jury, e audiencias.
Municipio do Buique.Insiste a cmara so-
bre duas necessidades mais urgentes. A casa
particular que serve de priso nao offerece segu-
ranza alguma e os presosdemorando-se muipou-
cos dias na villa, em quanlo nao seguem para a
de Garanhuns, que dista daquella 22 leguas, con-
servam-se no tronco, pelo perigo das evasoes,
que j se lera dado durante o trajelo entre as
duas villas. Torna-se pois ncccssaiia a cons-
trueco de urna cada em Buique.
Os habitantes da povoaco da Pedra, onde se
reunem duas estradas bastantes transitadas, vao
buscar agua a una legua de distancia no tempo
de vero. Seria de grande vantagem a construe-
co de um acude alli.
Municipio do Brejo. Carecem de concertos o
predio que constilue o patrimonio da cmara, c
a cadea, que se considera o mclhor edificio da
villa. O cemilerio ainda nao est murado. sen-
sivel a falta de urna professora no municipio
Municipio de Villa Bella O augmento das
rendas da municipalidade, a creado de uma ca-
deira de instrueco elementar para o sexo femi-
nino, c a construeco de uma casa para cada,
sessoes da cmara e* do jury, sao as necessidades
mais palpitantes daquelle municipio.
Municipio de Flores. A; cmara indica a ne-
cessidade de fazer-se um aQude e concerlar-se a
estrada que vae da villa povoaco de Baixa-
Verde.
Municipio de Cimbres. Entre mitras aponlam-
se como necessidades mais urgentes a construe-
co do um acude na villa dePesqueirae outro na
povoaco de Cimbres, a crcagao de uma escola
nesla, e a concluso da cada naquella.
Municipio de Cabrob. A respectiva cmara
insta pela construeco de uma casa para as suas
sessoes, c de uma cada, assim como pela crea-
co de duas escolas do ensino primario, uma
para o sexo masculino e oulra para o feminino.
Municipio da Boa-Vista. Nao exisle alli
edificio proprio para as sessoes da cmara e tra-
balhos do jury. A cada que urca pequea casa
de 17 palmos de frente, 30 de comprimeato, e
12 de altura nao offerece seguranza alguma por
achar-sc em completa ruina, vivendo todos os
presos juntos indislinctamenle por falta de ac-
commodaces, que a cmara se oppe fazer con-
forme a exposicao e orcamento que vos scro
presentes.
Municipio do Cabo. S. M. o Imperador dig-
nou-se de auxiliar as obras do cemiterio publico
com 1:000 rs. A' egreja do Rosario foi dada pelo
mesmo Augusto Senhor a quantia de 300000.
De alguns outros municipios da provincia nao
chegaram ainda as informacoes quo exig oppor-
tuaamente.
destacamento, restando para a priso de homens
c mulheres dous quartos, um dos quaes nao tem
uma s janella.
Para evitar a evaso de presos, que j se tem
dado por vezes, forcoso traae-los acorrentados
e mettidos no tronco; tal a falta de seguranca,
que offerece o pequeo edificio.
Nestas circunstancias, e nao havendo outra
casa,que se possa alugar parao mesmo fim. acced
a requisQo do juiz de dreilo, autorisando-o a
contratar, com quera melhores vantagens offere-
traco e arremataco 79>:06s33i.
A receita especial do calcamento das ras
eomposia do saldo de egual receita do exercicio
prximo lindo, do producto do imposto de 15
por cenlo e de 8:000000 destinados para cssa
c-bra na dislribuiqo da consignacao do i do
art. 13 da lei do ornamento vigente importou
em 15:4355015, o deu o saldo de 3.585$645
ris.
A receita ordinaria do exercicio tem de sup-
prir a deficiencia da so-mma de 11:270$000, que
produziram as loteras concedidas s obras do
Gymnasio para fazer face despeza de 11:592540)
que se fez com a referida obra. O proJucto das
loteras qu tem sido extrahidas ate o ultimo de
deaembro prximo findo foi de 112:926$666,
e a despeza feita com esse edificio chesa a
cer, a construeco de uma cada. para cuja des- 171:438$" Ha portanlo um excesso de.....
peza, que por elle oreada em 2:0009000, torna- 58:5123078 que deve ser indeiunisado com o ren-
se insufliciente a quantia de 16:0005000 destina- i dimento das loteras.
da para obras novas em virtude do 4 do art. 13 O orcamento da receita para o exercicio de
da
pn
le
ei do orcamento vigente. 1860 a 1861 calculado era 1,186:894$000 rs.
ELE1CES. A deficiencia das rendas que nao chegavam
A cmara municipal do Rio Formoso, a qual foi para pagamentos de ordenados dos empregados
incumbida de fazer a apurarlo dos volos da de pblicos, e outras despezas de necossidade ur-
Barreiros e Agua Preta, representou sobre nulli- sent, como fussem pagamentos de contratos de
dades, que achou ; e se lera de mandar vir as obras publicas, reparacao de estradas na occa-
actas respectivas e documentos para que haja sio da safra, c para que o invern as nao des-
uma deciso, que faga cessar essa reluctancia da
cmara de Barreiros, e se possa organisar o ser-
vico municipal dessas localidades
SECRETARIA DO GOVERNO.
Vai bem esta icpartico, apezar do immenso
trabalho com quo carrega, gracas ao zelo do seu
chefe e dos seus empregados.
Usando da aulorisaro que me foi concedida
pelo art. 4 i da lei n. 452 de 21 de junho de 1858,
truisse do todo, rae obrgou a mandar contrahir
pelo inspector da thesouraria um emprestino
cora a caixa filial do Banco do Brasil a juro de 8
por cenlo ao anno sob cauco de letras de
102:093400, quo realisou-se em 26 de outubro
doanno passado, desla quantia foi paga caixa
filial em 26 de Janeiro ultimo a somma de
27:093i00, aceitando a thesouraria uma letra pe-
lo restante na importancia de 75:0005000, que
resolv por acto de 26 de Janeiro ultimo, que os com o juro e sello ficou elevada a 76:5675890.
sua grande uberdade, coingir seus desvos, e
vencer os obstculos de sua cultura, difundir os
conhecimentos professionaes, inlroduzir metho-
dos aperfeicoados, e econmicos, que supram a
falla de bracos Inslalladoo Insliluilo ainda nao
pode dar principio aos seus proveitosos Irabalbos
por aguardar a rcmesa dos estatutos, que devem
vir da corte, por te-Ios levado o Sr. ministro do
imperio.
A segunda seria a prompta realisaco do cr-
dito territorial, que facilitasse a acquitico de ca-
pitaes por mdico juro, e lenla araorlisa'qao. Nem
acho grande obstculo para isso na eonstiluigo
de nossa propriedade territorial ; era todasas
propriedades sao do limites duvidosns, e de dif-
cil avaliaco, como dizem. Ao contraro as quo
se achara prximas as grandes cidades, e villas
commerciaes, as nicas que por ora podem ter
preciso do credio, esto descriptas e avaliadas
em quasi totalidade nos diversos invenanos e
partilhas porque tem passado, e nos outros ttu-
los de suj acquisico. Nestes mesmos inven-
tarise partilhas, nestes ltalos, outros de do-
minio se achara tnmboin os onus reaesdessas pro-
priedades, bem como nos livros de lutella, e as
escrpturas dotaes, nos livros das thesourarias as
dividas de privilegio que sao sujeitas, bem co-
mo as hypolliecas nos respectivos registros. O
governo imperial consulta os libunacs, facilida-
des, jurisconsultos e associacoes professionaes, e
eollige documentos para reaisar esta ulilssima
instituico. Coifvinha tambem que as assem-
lilas provinciaes coaduvassem esse trabalho e
solicitassem a realisaco dessa medida.
O estado da divida hypothecaria desta comar-
ca da capital de julho de 185 at julho do 1859
verificado em cumprimento de ordem do governo
imperial pelo Ilustrado Dr. juiz municipal da
2' vara desta cidade Francisao de Araujo Barros,
aseguinle divida hvpotheca-
ria existente....... 1210:8595761
Divida hypothecaria paga no
mesmo periodo...... 2fiG:28tcO00
empregos da secretaria do governo, que eram pr-
vidos por meio de concurso, sejim da livreno-
meac.io do presidente da provincia ; Picando as-
A divida em que est alcancado o cofre pro-
vincial para com o gcral peio abono dos juros
de 2 por cenlo garantidos companhia da es-
sim alteradas as disposicoes do atto de 26 de ja- | trada de ferro, e pela commisso de 1/4 por cen-
neiro de 1853. O concurso s poderia servir de lo paga aos agentes do imperio em Londres so-
' bre a somma de 66.051588 relativa aos semes-
tres decorridos de 9 de fevereiro a 31 de julho
de 1858, o de agosto daquelle anuo a Janeiro de
1S-.0
embaraco e nao produziria vanla?em alguma
para empregos inleiramente de confianca.
Nao use da autorisaco para reformar todo o
servico, por que ainda nao pude formar um juizo
seguro do todas as circumslancias, que devem
ser attendidas em trabalho desla ordem. Por ora
conheco a necessdade de ser examinado lodo o
archivo para se methodisar, ese colher todos os
documentos, quo podem servir para a nossa his-
toria ; mas isto poder-se -hia conseguir com urna
commisso de pessoas habilitadas, a quera fosse
incumbido esse importante trabalho, que, ao pas-
so que fosse sendo feito, se ira formando o iu- j
dice, que deve existir para facildade das buscas
e para numeraco dos documentos :
FAZENDA PROVINCIAL.
A receita do exercicio prximo lindo elevou-se
quanlia de 1,440:2865038 rs., da qual deduzido
o saldo do exercicio anterior de 498695937, ;
da renda extraordinaria 39 507$656 ; e de movi-
rpenlo de fundos 201:045$468, vem a ser renda
propria desse exercicio l.t49:852$977 ; exceden-
te a receita oreada em 76:6785977 ; menor que a
do exercicio anterior era 68:318455.
A causa dessa differenca proveniente, se-
gundo o parecer do inspector da thesouraria, da
dimnuico dos direitos de exporlacao, meia siza
de escra'vos, sello de heranpas c legados, multas
por infraeces, pedagio e divida activa cobrada,
que nao foi contrabalancada pelo augmento da
renda dos impostos sobre bebidas espirituosas,
sabo, tabaco, charutos e cigarros, reslituicoes,
dcima de predios urbanos e outros.
A despeza do exercicio prximo findo impor-
tou em I,372:7576i3 rs. ; como movimento de
fundos em l,43:788j?923, ficando por pagar-se
2:412429 rs.
O saldo foi de 5:497115 ou de G7 497j)115 con-
tando-se cora a quantia de 62:0005000, que pas-
sou por emprestimo para a caixa do exercicio
corrente, atim de occorrer s despezas que ap-
pareciam.
Confrontando-so a despeza cfTectiva com a
decretada na importancia de 1,516:8615570, reco-
nhece-se que houve urna differenca para menos
de 144:103$927.
Resulta esta differenca da que d-se entre o
total das sobras de algumas consignares, do ex-
cesso de outras, das obras pagas em apolices e
despeza extraordinaria.
Com o pessoal despendeu-se 559:6I0$823, a
saber: com os empregados pblicos 305:S-J8$712;
com a mensalidade dos alumnos do Gymnasio
2:133$000 ; com as recolhidas de diversos con-
ventos e religiosos capuchinhos 7:1643000; com
os estibelecimentos de candado c sustento de
mendigos 28:159$876 ; com o sustento e cura-
tivo dos presos pobres 46:846083 ; cora o sold
das pracas do corpo de polica 145:516">62 ; e
com a guarda nacional destacada 23:952590
ris.
Despenderam-se com as obras publicas rs.
546:9283795 ; sendo com cstudos graphcos
4:62 $670:com reparse conservaco 157:621142;
com as obras de raatrizes 10:8553000; com a
casa do Gymnasio 40:723$819 ; com o calra-
menlo das mas da c'"
hospital de Pedro 1130
culadas por administraco e arremataco ris
221:735$267.
Da quanlia de40:0003000 que o governo geral
consisnou para o caes de palacio, alm da de
20:OOOOOO do exercicio de 1857 para 1858 re-
sultou ao passado o saldo de 7:054$4I8 rs.
Foi tambera despendida no presente exerci-
cio a quantia de 20:000000 ris que o go-
verno geral concedeu para a estrada do Ro For-
moso.
Tendo sido somonte de 21:O98O00 o producto
das loteras concedidas para a construeco do
edificio do Gymnasio, cuja despoza elevou-se a
40.723$819, foi por ordem dos meus antecesso-
res paga a differenca pela receita ordinaria do
exercicio.
A despeza com calcamento das ras foi feita
com a quantia de 37:812725 proveniente da
quota que lhe coube na distribuico da consig-
narlo do 4 do art. 13 da lei do" orcamento vi-
gente, e do producto do 5 por cento "pagos pelos
proprielarios das casas situadas as ras que
tem sido calcadas. Dessa quanlia ficou o saldo de
3:803$215.
A receita do primeiro semestre do exercicio
corrente elevou-se a 612:610371, incluindo-se o
saldo de 5:4975115 do prximo findo, 13:848$524
de renda extraordinaria, e 185:298$086 de movi-
mento de fundos.
Deduzidas estas quatro parcellas vem a ficar
liquida a renda de 407:966$646; inferior a de
egual semestre do exercicio prexmo findo na
somma lo somente de 84688
A despeza cffccluada no mesmo periodo foi de
528:52J070, sem contar-se a extraordinaria c
movimento de fuaos.
Houve portanlo um saldo de 84:086$301 ris.
Cumpre notar quo esta despeza somento a que
foi paga ; dcixando de o ser por defDciencia de
renda a que se realisou no mesmo semestre na
mente para esquirar-se do servico, em que se
lera mostrado remissos, que os guardas Jos
uarie Ribeiro e Joo Cardozo d'Almeida, solli-
citaram dispensa a prctcxTp de serem carteiros
do correio.Informe o'Sr'. administrador docor-
reio.
1040.Do inspector da sade do porto, apre-
sentando a conla dos medicamentos, que enlrc-
gou ao Dr. Pedro Antonio Ceser, mandado em
commisso para a villa da Escada Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1011.Pedido do delegado do cirurgio-mr do>
exercito, para se mandar concertar urna mesa e
seis cadeiras.Remullido ao Sr. director do ar-
senal de guerra para mandar salisfazer.
1042 e 1043.Dos commandantes da fortaleza
de Tamandar e dos fortes de Gaib e Na/areth.
de fios de algodo e azeilo do carrapato, para
luzes no corrente anno.ForneQa-se.
fequerimentos.
5
10.Fr. David da Nalivdade de Nossa Se-
nhora, capellao da repartco ecclesastica d
exercilo, designado para servir no 4. batalho
de infantaria estacionado no Rio Grande do Sul.
pedindo30 das de liernca para ir provincia da
Parahiba, antes de seguir para o scu destino.
A'vsta das ordens do ministerio da guerra, nao
tem lugar.
1045.Ilenrique Augusto Mllet, empreiter
da estrada provisoria de Tamandar !c Piabas,
pedindo indemnisacio do accrescimo de despe-
zas occasionado pea factura das pontezinhas dos
4., 5. e 6. leos, com madeira lirada de luga-
res longiquos, em vez das matas vizinhas que de-
signava o seu contrato.Informe o Sr. diroclo:
interino da repartco das obras publicas.
1046Dr. Jernimo Vilella de Castro Tavares.
lentecatliedratico da faculdade de direito, pedin-
do 15 dias de licenca.Passe-se porloria, cou-
cedendo a licenca tri forma requerida.
107.Manoel Alves Guerra, pedindo licenca
para embarcar para Lisboa 200 pranehdos de
i, para
18 da
1859.
Rceonhecendo os apuros do cofre provincial
ainda mais aggravados pela escassez das rendas
nos ltimos lempos, levei considerarlo do go-
verno geral estes motivos, que tem retardado o
pagamento exigido.
Por deficiencia das diversas verbas do orca-
mento, abri os crditos seguintes, em virtude do
art. 30 da lei n. 473 :
1. De 2:7453047 ris. em 13 de Janeiro,
as despezas, de que trata o S 2. do art.
citada lei, visto que da respectiva consignacao
apenas resta a quanlia de 103;593 rs.
2. De 3:0003000 rs., em 14 de Janeiro, por se
adiar esgolada a consignacao do arl. 26 da mes-
ma lei.
3. D* 678$ 100 ris. era 17 de J3ueiro, "visto
que da vtyrba consignada no S 8 do arl. 21 da
lei apenas restava a quantia de 1377I0
ris.
4. Do 22:0005000 ris, em 19 de Janeiro, por
ser insufliciente para as despezas do corrente
exercicio o crdito aberlo por portara de 14 do
referido mez.
5." De 1:835960 res, em 28 de Janeiro, pa-.
ra as despezas do corrente semestre pela verba
consignada no 2 do art. 3, da qual apenas res-
tan a quantia de 8555040 ris.
6. De 40:909$0O0 ris, em 4 de fevereiro, pe-
la verba do art. 14, por se ter extinguido a res-
pectiva consignacao.
7." De 3:0399483, em 10 de fevereiro, para a
continuacao das obras da casa de detencao no
corrente exercicio; porquanto da consignacao pa-
ra ella destinada na distribuico, quo em22de
julho do anno passado se fez do crdito votado no
4 da lei n. 473, apenas restava a quantia de
4.9605017 ris.
8. De 6113700 ris, em 10 de fevereiro. pela
verba consignada no 20 do art. 12 da citada lei.
visto que apenas restava a quantia de 2223000
ris.
Uma provincia do um solo fertilissimo. como
esla, prospera em sua agricultura, situada tjj
ventajosamente para o commercio ; mas que sua
posico a vaneada no ocano, sem grandes bahas
e sem ros interiores navegaveis, a priva do na-
tural, c fcil meio de transporte pela navegacao
interna, tem necessidade de boas estradas, que
faclitem a condueco de seus productos ao mer-
cado. sta nscessidade felizmente tem sido re-
conhecida pela vossa sabedoria, e dos governos
que me precederam, e boas estradas se tem con-
cebido, e emprehendido, o os orcamentos de-
monstran! a grande atlenco que o"s legisladores
da provincia tem presladoa esse importante meio
de vossa prosperidade.
Parar essas obras, ou deixa-laj imperfeitas, o
sem os reparos necessarios seria perder ludo e
comproraetter vosso prospero futuro. mesmo
improvidencia nao tratar do outras necessarias
para que de todos os lados possa a produeco a-
char sahida para scu3 resultados ; para que" a lo-
dad7*347009$5i0 "com "o dasas ParV;s Possam se dirigir aquelles que quei-
0:0005000; e em obras exe-1ram traballiar. ou emprehender eslabelecimen-
tos. ISem a geracao presente, somente deve con-
correr para esse grande beneficio, as geraces fu
turas sobre ludo lucrarao dessas estradas.
Felizmente a provincia nao tem divida alguma,
e tem reservado intacto o poderoso meio de ere-
dito, que applicado em obras dessa nalureza fer-
tilisa em vez de esgotaras rendas.
O pequeo alcance ern que esto os cofres pro-
vinciaes, e proveniente de causas passageiras,
pode, nem deve causar receio ; uma s safra boa
bastante para faze-lo desapparecer.
Parece pois conveniente que autoriseis o go-
verno provincial para conlrahir dentro cu fra
do imperio um emprestimo para a applica;o
nica estradas. Do augmento de rendas, que
ellas traro, se tirar com quo abundantemente
se paguem os juros, o amorlisaces ; e as estra-
das ficaro, e sero incentivos para que se em-
prehendam a cultura dos terrenos baldos, que
ja/.em improductivos para a riqueza publica c
privada ; ser tambem em favor a lavoura exis-
tente, que j soffre da falta de bracos, e o que
poupar na condueco de scu producto ser um
fundo, que a njudar a supportar os primeiros
ensaios da intradueco dos colonos, deque tanto
ella precisa.
Outro meio vos recommendo que autoriseis, e
emisso de bilhelesdo Ihcsouro provincial com
o juro de 6 a 10, como antecipacc de renda a
prazos nao maiores de seis mezes. Este meio
usado era todos os paizes, e no nosso thesouro na-
cional, nao aprsenla inconveniente algum, e
privar o thesouro provincial de no ler com que
occorrer a pagamentos que se vencem, e cujos
inleressados fcilmente se contentaran) receben-
do esses ttulos de fcil descont, e seguro pa-
gamento.
Senhores, en vos disse em principio que era
tempo do inicar-se algumas medidas, que tcn-
dessem a aproveitar os grandes elementos de
mportancia de 113 3305848, e que foi em parte prosperidade agrcola de que abunda esla ferlilis-
amortizada pelo referido saldo, que resullou da sima provincia ; dizer, sem indicar quaes as me-
Atlendendo-sc que os contratos tem sido feito'
com o menor premio de 10 por cenlo ao anno, e
o maior de 21(2 por cento ao mez, alias 30 por
cento ao anno araontoado o premio ao capital, o
vencendo da dala do vencimenlo. era diante 2
por ao me/, alias 21 por cento ao anno, o assim
mesmo pode haver a amorlisa^ao de mais de 1
quinto da divida total em 4 annos, c sendo ella'
coutnhida com premios verdaderamente uzu-
rario, esto em contrario de lodos os principios,
que devem servir de base ao crdito territorial ;
deve-se de corto reconheccr a forra de vossa pro-
priedade, para que podesse supportar lo forte
grvame, c a necessidade de constituir o crdito
respectivo, e rom tuda a seguranca. segundo os
si.'us verdadeiros principios, para libertar a pro-
priedade de to escandalosos encargos.
Para cultura da caima e o fabrico do assucar
to prospero tiesta provincia deveis favorecer o
eslabelecmento das fabricas contraes, que con-
centrindo as forcas, devindo o trabalho, introdu-
zindo machinsmo de grande laboraco, c aper-
feic,ados productos, foram applicar, "se mais nao
lizerem, os fructos dos suores e fadigas que se
sugeitam nossos lavradores de cannas. A pro-
vincia j tiuha para esso estabelecimento um
contrato com o Sr. Carlos Luiz Ricardo do La-
bauliere, que estando a lindar o prazo cu proro-
guei por mais 3 annos, porque dessa prorogago
nao provinha mal algum, o podia provir bens da
sua realisaco emo tempo da prorogace. Egual-
mente conced a autorisaco prevista" no contra-
to de poder applicar no iiitervallo dos safras os
edificios, c machinas para outra industria. O
mesmo Sr. me apresentem uma memoria que
submelto a vossa considerarn.
Cumpre-me agora congratular-me cora vosco
pela vossa esperancosa reunao. A provincia con-
liando-vos a gest dos seus mais ntimos e di-
rectos interesaos deu a mais clara prova do a-
preco que faz de vossos merecimentos, de vosso
aivsmo, e de vossa illustraco Eutenhoacon-
vieco do que sabis corresponder a sua confian-
ca, promovendo seus melhoramentos, e assegu-
rando a sua prosperidade com a dedicacao e sa-
bedoria do que vossos anlecessores dram cx-
emplos deque sao testemunhas as leis que de-
cretaran), todas dictadas por um transcendente
amorfa patria.
Cumpre-me ainda pedir-vos indulgencia pela
imperfeico de meu irabalho, que ouso subraet-
ter a vossa esclarecida considerarlo somente por
cumprimento do preceilo legal* assegurar-vos
que serei solcito em facultar-vos todas as infor-
macoes, e meios de que carecerdes para mere-
cerdes a gratido da provincia c o galardo de
vosso patriotismo.
Palacio do governo de Pernambuco, 1 de mar-
co de 1860.
Luiz Biirbalho Munis Fiuza.
Total 14. i :1435ibiyouroInforme o Sr capito do porto.
nl I *,. I o r. lint "i.ln fftln I (1 *|-1 >. ir_-
1018Manoel Joaqun) Delmondes, pedindo ai
sua patente de alferesda 3.a cwmpanbia da sec-
Co de reserva da guarda nacional do municipi
do Ouricury.Passe-se patente.
Officlos.
1,049.Do Dr. chefe de polica, sollicitanJo se
mande pagar o aluguel da casa quo serve di;
quarlelao peslacamento da freguezia do Poco.
Informe o Sr. inspector da thesouraria "pro-
vincial.
1050.Do inspector da thesou-aria de fazenda.
informando, era cumprimento do despacho nu-
mero 944. que a despeza com os reparos do tecto>
da parte do proprio nacional, oceupada pelo con-
sulado provincial deve correr per conla dos co-
fres provinciaes, salvo se aquella repartco Je-
soecupar a dita parte do edificio, que ser oceu-
pada pelamesa do consulado geral, segundo ji
foi resolvdo pelo thesouro nacional.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
1051.Do inspector da thesouraria provincial,
declarando, em cumprimento de despacho n.973.
que nao ha collectoria provincial em nenliuii
dos termos da comarca da Boa-Vista, por se
acharem arrematados todos os impostos dessa
comarca.Inf)rme ao Sr. inspector da thesou-
rariade fazenda na parte quo thepertence.
1052.Do curador dos africanos livrcs, rogan-
do a expedico das convenientes ordens para que,
quera competir d cumprimento ao aviso de 12
de Janeiro ultimo, que eraancipou a Africana Es-
peranza Mara do Rosario, a qual contina no>
servico do hospital do caridade.Informe a ad-
ministraco geral dos estabelccimentos de ca-
ridade.
1053 Do director interino di repartco da3
obras publicas, declarando inaceitavel a proposta
de Amaro Fernandes Daltro para a conservac.o>
da estrada da Victoria, e pedindo que, attenta a
necessidade de um reparo geral naquella estrada,
se lhe informe se o cofre comporta a despeza.
afim de apresentar o respectivo orcamento.
Iuforme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
1051.Do mesmo, declarando nao haver in-
conveniente em incumbir-sc ao delegado de
Iguarass os concertos da respectiva cada, como
prope o Dr. chefe de polica. Informo o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
1055.Pedido de azeite de carrapato e fioss
de algodo para luzes na fortaleza do Brnm.
Forneca-sc.
6
Reguerimentos.
1056.Anna Maria da Concejco, v. n. 857.
Volle ao Sr. director do arsenal de guerra para
mandar admittir o menor, de quera se trata.
1057.Joaqun) Malaquias de Souza Cossero.
ex-cadete do exercilo, pedindo pagamento do far-
damenlo que se lhe ficou a dever.Informe o>
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1058. Manoel Marques da Cosa Soares, pe-
dindo se exija da cmara municipal a informa-
cao que se lhe ordenou, que dsse sobre a recla-
niaco que osupplicante fez contra o aforament
de parte do pantano realisado com HenryGibsoo.
Iuforme com urgencia a cmara municipal de
Olinda.
1059.Pedro de Almeida Guimarcs, pedindo
urna portara de passagem para a Europa, viste
nao ter lempo para tirar passaporle. Informe e
Sr. Dr. chefe de polica.
1060.Scolt Hett & C.\ pedindo se mande fa-
zer, sob responsabilidade, por nao haver quota, a
indemnisaco da quantia de 172$500 rs. mandada
effuciiiar por despacho de 14 de agosto do aune
passado.Informe o Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.
Officios.
1061.Do tenentc-general commandante das
armas, informindo os requerimentos em que
alferes Manoel Jos dos Santos Portella, pede pa-
gamento da forragem para uraa besta de bagagent
que lhe compete pela marcha que fez da villa de
Garanhuns para esta cidade ; e a indemnisace
da quantia de 4$080 rs. que despendeu com o
fornecimenlo de luzes para o quartel da 7* com-
panhia do 8* batalho de infantaria, que comman-
dou interinamente naquella villa.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1062.Do mesmo, informando o requeriment
do alferes Jos Francisco da Silva Guimares.que
pede indemnisaco da quantia de II58OO quo des-
pendeu com o aluguel da cavalgadura que con-
duzio a sua bagagem da villa de Garanhuns para
esta cidade.Informe o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda.
1063.Do mesmo, transmittindo as conlas das
despezas feitas no mez de Janeiro ultimo com o
certido da patente de con!irmac,o no posto de hospital militar, e o parecer da junta miliiar de
Despachos do dia '.l de marco,
fequerimentos.
1021.Angelo Francisco da Costa, pedindo
licenga para ensinar primeiras lettras, ficando
dispensado da prova de capacipade.Informe o
Sr. director geral interino da instrueco publica.
1025.Benjamim Constant da Cunha Sales,
pedindo ser nomeado guarda d'alfandega.Pas-
se-se portara notneando-se o supplicante guar-
da do 2.a classe.
1026 a 1029. Amaro^ Francisco de Moura e
Oliveira, Francisco Jos dos Santos Jnior, Joa-
qun) Jos Pereira, dem.J foi prvido o
lugar.
1030.Flix de Franca Lumachi Miguisv.
n. 936.Segundo c parecer da junta militar de
sade, o supplicanle nao pode ser alistado no
exercito era quanto nao fizer a operaco da hy-
drocelle que soffre.
1031.Francolino Augusto de Hollanda Cha-
cn, pedindo se mande admitlir um filho no
gymnasio como meio pensionista gratuito.In-
forme o Sr. regedor do gymnasio. .
1032.Ildefonso Cavalcanli Bttencourt de La-
cerda, pedindo se submella ao governo imperial
o requerimanto pelo qual sollicila ser prvido no
lugar de escrivo de lerceira classeda armada.
Informe o Sr. commandante da diviso naval.
1033.Joo Antonio Mondes, operario do ar-
senal de marinha, pedindo a reciso do seu con-
trato. Informe o Sr. inspector do arsenal de
marinha.
1034.Jos Cesar d'Albuquerque, e Manoel An-
tonio d'Albuquerquc, pedindo se submetta ao go-
verno imperial um requerimenlo.Sejasubmet-
tido ao governo.
1035.Jos Rufino Barboza da Silva, pedindo
arrecadaco feita no ultimo dia do mez de de-
zembro.
O restante dessa divida e os pagamentos soli-
citados neste mez e nao pagos por excederem as
forjas dos cofres, elevam a divida do corrente
exercicio a &3:|0$TS,, nao comprehendidos os
empresURus,
didas que enlendo proficuas, seria uraa banali-
dades
Um j felizmente possuimos, que o institu-
to de agricultura Pcrnambucana, que o Nosso
Magnnimo. Wonarcha fundou nesta provincia.
Esta aptima instituico facilitar o conhecimen-
to la nosso solo^ os meios de mclhor aproveitar
capilo mor da villa do Lirnoeiro de Antonio Bar-
boza da Silva.Como requer.
1036.Sabina Anglica de Barros e Almeida,
pedindo se mande admittir duas filhas menores
no collegio das orphas.Informe o conselhoad-
ministralivo do patrimonio dos orphos.
1037.William Martineau, engenheiro da pro-
vincia, pedindo o pasamento de seus venrimen-
tos do mez de marco.Remetldo ao Sr. inspec-
tor da thesouraria "provincial, para mandar pa-
gar o que se dever ao supplicante, que tem esta-
do em excretos.
Officios.
1038.Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recife, apresentando
a filaco do piffaro Francisco Jos de Abreu, en-
gajado para servir no 2. batalho do infantaria.
Remctlido ao Sr. inspector da thesouraria de
fazenda para os convenientes assenlamentos.
1039.Do dito da comarca-do. Rio Formoso,
transmilindo um oflcio do commandante do 2.
b.iiullo de artilharia, que faz vor que foi s-
saudc que as examinou. Remettido ao Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda parao fim con-
veniente.
1064. Do commandante superior da guarda
nacional do municipio de Nazaretli, apresentando.
o pret para pagamento dos venciraentos das 17
pracas destacadas naquelle municipio.Informe
com" urgencia o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1065.Do mesmo, pedindo 50 armas e2 tam-
bores para o servico da guarda nacional destaca-
da.Informe com urgencia o Sr. director do ar-
senal de guerra.
1066. Do dito da comarca do Rio Formoso.
apresentando uma representaQo do commandan-
te do batalho de infantaria n. 45, que pede 100
armas e o pagamento dos vencimentos dos guar-
das nacionaes destacados na villa de Barreiros.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial sobre o que tem occorrido relativamente ao
pagamento das pracas.
1067.Do jui! (J direito da comarca de Na-


I
DIARIO DE PEBflAMBCO. SEXTA FEilU 16 DE MAR^O DE 1860.
zarclh, rcpreseniaivdo coma a merendado que i lema da palpoura interior uirelia, cum li'sao ou
apparolho lacrimal..Informe o Sr. 'Be. chefe de
polica,
se da na condueco das mala? do corrcio desla
capital para aquella comarca, devida dilliculda-
de do se obier pessoas. que se preslcm aquello
servico, pelo mdico estipendio que percebem :
pedindo providencia esto respeilo.Informe
o Sr. administrador do correio.
1063.Do dito da comarca do Brejo, iufor-
que os Im pucos e que os preserva Oe scicm
simples rebanhos.
Se Ka sessenta annos a esta parte as rcvolu-
111 .Do mesmo., informando o requermen- cites na Europa abalara de lodos os lados as so-
lo em que o alferes do quinlo balalhao de inan-
taria Antonio Raymundo Campillo, que tcm do
seguir para a provincia do Maranhiio, pretende
consignar do seu sold nesta provincia a quanlia
mando sobre a rcprcseulaco dirigid* por Anlo- ; de 20$ mensaes.Informe o Sr. inspector dathe-
nio Cordeiro do Micena, contra as autoridades de | souraria de fazcuda.
Caruar. Informe o Sr. Dr. juiz de diieilo da
comarca de Bonito.
10G1). Dellomo da Cunha Amaral, conimu-
nicando que, por se ter mudado o juiz de paz do
anuo do 2o dislricto da freguezia de Ilamara-
c e por se nao achar juramentado nenhum dog
suplientes, assumira a presidencia da junta qua-
1115. J mesmo, solicitando se mande collo-
car nova fechadura na porta do xadrez do hospi-
tal militar, por se haver quebrado a uulra.Be-
metlido ao Sr. director das obras militares para
mandar salisfazer.
1116.Do commandanle superior da guarda
nacional do municipio do 11 coi fe, requesitaudo a
eidot daquclla freguezia, e nessa conform-, soltura do guarda nacional Antonio Augusto Cor-
idade exigir do respectivo subdelegado as rea l.cal, ree.rulndo para a marinha. Informe o
listas paniaes do arrolamenlo.Informe a cania- j Sr. f)r. chele de polica.
ra municipal de Iguarass, declarando quando j 1117.Do dito dos municipios de Flores, Inga-
foi feita a convocando para a reouwio da junta zeira e Tacarat, aprcsenlando una proposta pa-
qualificadora no 1. de abril prximo vindouro. ra os postes vagos no cstado-maior. Volte ao
' Sr. commanJante superior da guarda nacional
confoiuie a dehberaco pres:dencia de 31 de Ja-
neiro ultimo.
Rcquerimentos.
dos municipios de Villa-Bella, Ingazora e Taca-
ral para reconsiderar a proposta, leudo vista
o queso rocommenda no aviso do ministerio da
1070. Auna Joaquina de Souza, pedindo o .juslca de 18 de Janeiro ultimo, cora referencia a
praso de 30 dial para provar que seu Ulho Ma-
noel Cesar de Souza nao pode ser rccrulado por
ter isence legal.Concedido.
ucranias, se os llironos treiuem ao mais peque**
sopro das revollas populares, lembrem-sc que a
hbil e infernal cnnjuraco de impiedade occa-
siona esses abalo* pelo despreio laucado sobre o
Cliefe da Igreja Se o papa fosse nos nossos
dias o que 4ra amigamente, quanlo mais certas
scriam os nossos destinos temperaos! Sim ; so
o papa podesse escrever hoje (e elle o pode, mas
quem o allender ? I...)dizia cu, so o papa
podesse escrever hojo aos soberanos, seus -
ilios, essas palavras locantes de Innocencio III
Inscriptas no direilo canonizo, como o titulo sa-
grado de que depende aseguranca dos estados
Loon, bispo d'Oslio, no livio pniueiro da Chro-
nica do Monto Cassin, cap. 0, falla das outras
possessoes da Santa Se, e no livro lerceiro, cap.
48, faz menguo da doaeo da condessa Malhildc,
no anno de 1079 (7): *
Nada por conseguinte mais bem eslabelecido
pelo lado do dircito publico do que a auloridade
temporal dos pipas. Na Europa, mesmo no mun-
do inleiro, qita a soberana, cuja fundago jus-
ta, regular, necessari.i por tantas razoes, remon-
ta a umaorigem lo antiga, e se lera conservado
com tanta perpetuidad ? Dir-se-ha talvez que o
papa te ni sofirido algumas reslriecoes as suas
amigas provincias. Mais ser islo urna razao para
impor-se-lhe novas reslriecoes? Os papas por si
mesnios as lem podido legitimar: porm quan-
do isto nao acontecer, quando o papa nao der a
olhosdo honicn I Porm lirai ao sol os seus
raios, ou quando menos obscurecoi o seu biilho
bemfazejo, o que podereis esperar do astro das
nuiles ? Titai o diadema ao papa, como se po-
der conservar elle sobre a fro-itc dos res? No
dia em que a revoluco, consumando as suas
urdem gradual do accesso.
1118. Dj Dr. chele de polica, pedindo se
mande completar o destacamento do termo de
1071. llosa Mara da Conceieo, pedindo igual Goianua, que, sendo de 30 pracas, est rcduzido
praso e para o mesmo lim relativamente a seu a vale, sendo o resto supprido por guardas na-
liiho Filippc de Santiago.Concedido. ciouaes, que se prcslam com ni vonladc ao ser-
1072.Rosa Maria da ConceioSo, idem rehti- vico.Informe o Sr. Dr. choto de polica do que
vainenle a seu tillio Jou Cornelio,Concedido. torca o destacamento, se de liaba, ou de po-
1073 e 1074.Anua Maria da Conceieo e Au- {Licia.
tonia Maria do Espirito Santo, pedindo lieen.'a 1119.Do inspector da thesouraria, declaran-
pira ir ao presidio de Fernando.Informe o Sr. ido pirecer-lhe muito tortea penso decncoenta empresas monstruosas, conseguir reduzir o so-
I)r. chefe de polica. ris por braca quadradade terreno, que tur cul-j berano pontifico nao ser mais que hispo de
1U75.Antonio Jos Teixeira de Mendonca Be- tivado na ilha do Fernando, como propoe o res- : Boma, o bispo errante c fugitivo, nesse dia nao
lem, v. n. 889.Indeferldo. pectivo commandanle, entendendo que devora ser um rei que os payos leo deslhronisado,
107G.Antonio Manoel Bibeiro, pedindo a sua ella ser reducida a trinla res.Volte ao Sr. ins- ser a realeza que elles teroo abatido. Explicai,
patente do alfares do balalhao a. 20 de iufanlaria | pactar da thesouraria de fazenda para mandar I a pdenles e umamaneira mais salisfatoria
proceder ao calculo de quanlo monta a renda dojOSSa sanha incomprehensivel das polilicas cagas
urna legua a razao de liiuta ris por braca qua- oontra a verdadeira sabedona, essa paiao dos
drada.
1120.Do inspector do arsenal de nnrinha,
declarando nao ser precisa a madera que olore-
ce vender Antonio da Silva Gusmo. Informe o
Sr. director do arsenal do guerra.
1121 e 1122.Do capitao do porto, pedindo se
declare o destino quiidevc dar aos recrulas Ma-
noel Antonio de Moraes, Manuel Cesar de Souza,
Manoel Goncslves de Lima, Candido do Sena e
BclaroiDO Jos Marques, que foram julgados u-
capazes do servico da armada Informo o Sr
Dr. chefe de polica.
1123.Do inspector da thesouraria provincial, I sados nao se alrevera a coniesia-lo, lem-sedilo,
informando que nao existe collccloria provincial, repito, que misler que o papa seja iodepen-
108 IAntonio Caelano Colho da Silva, qnei- i na Escada para salisfazer as despezas com o sus- denle. au o poder ser se pasar ao estado de
xando-se da violencia que di/, platicara contra lento n curativo dos presos pobres da respectiva I subdito; compre portanlo que seja rei. O papa
elle supplicante o jui/. municipal supplentc em cadeia ; sendo que talvez possa dsso euoarrogar- nao pode mudar a sua sede para a Austria, para
exercicio do termo do Brejo, Caelauo de Oliveira se a collecloria geral. Informo o Sr. inspector a Franca, Hespanha etc., sem submellcr-se a um
Helio, que, simples requerimculo de parle, da thesouraria de fazenda.
112.Do mesmo, declarando nao competir
aquella thesouraria, c sin a de fazenda, minis-
trado os eselerncimentos pedidos pelo presidente
dasAlagoas, relativamente ao pagamente das
catholicos, quanlo se exaltara a soberana lem-, sua sanco, as provincias nunca cessavam do lhe
poral I
Dos para o firmamento do co, isto ,
Igreja universal, creou dous grandes luzeiros,
duas grandes iustiluices, duas dignidades su-
premas : a auloridade pontifical e o poder dos
res. O poder pontifical o maior, e preside aos
dias, quero dizer, s cousas espirituaes ; o ou-
tro menor, o preside As noiles, isto s coli-
sas lampones. lia tanta dilTerenc.a entre 03 pon-
tfices e os res, como ha entre o sol e a la.
[1)
Quando os dous astros do mundo moral bri-
1 pertcncer, ainda mesmo que lhe sejam arranca-
da das a litulu de necessidades polticas, das quaes
deve ello ser o principal juiz.
Scoi duvida os estados da igreja podem ser rc-
duzdos; porm s pela violencia, expolioco,
sacrilegio o pelo roubo. O papa soberano le-
gitimo. Desapossa-lo dos seus dominios In-
troJuzir o principio mais perigoso que se possa
produzir tas sociedades fundadas sobre a pro-
priedade como sobre una base esscncial.
Os estados do papa nao lhe poderam ser dados,
porm lhe foram confiadas c garantidos pelos
a lavouia, a industria, nos parecem assumptos
pouco dignos de oceupar nossa allencao e an-
da menos o nosso lempo e trabalho; d'ahi con-
sequencias bem graves c funestas para a socie-
dade.
Era primeiro lugar vemos, contristados, odefi-
nhamento d'esses grandes e importantissimos ra-
mos de riqueza publica e particular, depois a im-
possibilidade ac arranjar essa multidao de pre-
tendentes, consumidores, quo nada preduzem
e que vivendo somenle a cusa dos cofres p-
blicos, esgolam seu thesouro sem deixar ne-
nlium recurso para ser empregadonaulilidade de
todos.
E' essa a principal causa de vermosa nossa in-
dustria o o nosso commercio desnacionahsados,
a nossa populaeo empobrecida, sem aquella in-
dependencia que d a fortuna ganha fora das po-
sicoes oficiaes e da proleccao directa e immedia-
la do governo. E' tamben! essa a causa de ver-
mos o governo mingoa de iecursos, impossibi-
lilados de emprehender c realisar obras uteis ao
descnvolvimeuto de nossa riqueza publica; o
nosso ornamento, que poderia dispor de avullada
somma dcsliaada estradas, pontos, canaes etc., Dseurso proaiiueiailo na scssu de
dade Sendo tamba approvados om sua tota-
lidade os arls. 31, 32. 34, 35, 36, 37, 38. 39, AO.
41. 42. 43, 41. 45, 46, 47. 48. 49, 50, 51. 52, 53,
5. 56. 57. 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66. 7, 68,
73 e 74 ; com emendas, os arls. : 33 e 55 ; e re-
geitados, os arts.: 69, 70. 71 e 72 das postu-
ras da cmara municipal do Bonilo, que, pe-
dido do Sr. MertinsPereira, foram dispensadas do
intersticio, sendo dadas para ordem do dia de
hoje, assira como a primelradscusso do projec-
to n. 15 do 1858, e contnuac,a da do dia ante-
cedente.
Na sessao de 12 do corrente foiapresentado e
approvado o seguinte requenmento :
Bequeiro que se pegara ao presidente da
provincia informaces do estado em que acha-se
a estrada provisoria de Tamandar Una, arre-
matada por Ilenrique Augusto Milet.S. R.,
Gitirana.
PERNAMBUCG.
lharn na sua ordem, recebendo um a luz do ou- recentes tratados que reconstituirn! a Europa em
tro, que harmona, que belleza apparecem aos 1815,
da guarda nacional,Passe-se patente.
1077. Francisco Cadena Bsndeira de Mello,
pedindo a sua patele de capitao do mesmo ba-
lalhao.Violas as informaces nao tem lugar.
1078.Benedicto do Rosario, v u. 811).Vol-
te .10 Sr. director do arsenal de guerra para man-
dar admitlir o menor de quem se trata.
1079. Caelano Piulo de Veras, pedindo cerli-
do : Io do theor do ofBcio da cmara municipal
testa cidade, declarando porque impedir o sup-
plicante de exercer o cargo de juiz de paz do '
anno do Io dislricto de Santo Antonio ; 2o do
theor da nforniaeao que a respeilo deu o conse-
llieiro presidente da relag.io ; 3o o despacho que
resolveu deQuitlvanicnte a queslo. Como ro-
quer.
inimigos da ordem conlri o papa Elles sabein
o que fazem, e qor isso sao menos desculpaveis
fue osjudeos decidas. e menos dignos de per-
dao fc' iuitc, rcies,inlelgile : erudimini, qni
judicalis terram !
A realeza do papa, ventajosa e conveniente
Igreja, digna de Jess Clirslo Rei e Poniiiice,
itil aos soberanos lemporaes, anda moralmen-
le necessaria ao exercicio da junsJiceao espiri-
tual.
Tem-sc dito, e este poni est lo bem es-
labelecido, que os nossos adversarios menos on-
da comarca do Brejo para que, enviudo o
lunicipal supplente, informe sobre esta
nnndou arrancar as porteiraa e destruir as cer-
cas de sua proprieda.ie.ltemetlido ao juiz de
1 da
juiz 111
queixa.
1081.Peelden Brolhens* C, v. n. 981.Sa-
rao .-.Hendidos em lempo opportuno.
10S2.l'ranctlno Augurio de Hollanda Cha-
cn.Volte ao Sr. regedor do gymnasio para
mandar admitlir o lilho do
mein pensionista.
d'miuio que o impedira de ser livre, e verda-
deiro soberano ; logo misler que seja re no
seu proprio paiz. islo c, em Roma. Qualqucr
oulro dominio para o papa repugnara Iradi-
ado, o de outro indepeu-
Alacar hoje esses estados atacar o direito mais
sagrado,comprometler a ordem geral,salisfazer s
paixoes revolucionarias, e consternar as pessoas
conscienciosas; porque a consciencia dos catho-
licos se assusta perante os ataques incessantes
de um partido bastante habituado, ha sessenta
annos. ver que ludo cede ao terror que elle
lem sabido hbilmente iucutr. A audacia o
seu dolo; elle mente, elle obra; e as suas
mentiras disponhem a opinio, c os seus actos
consliluem o direito do fado consumado. En-
tretanto acceita-se essas mentiras, saneciona-se
esses actos, e o direito da revolugao, mesmo da
iniquidade, subslituindo o direilo eterno da ver-
dado e da juslica, ousa dizer :
Nao ha direilo contra o direilo I invoca-seo
direilo dos povos, falU-se de reformas Cazar
de progresse social! o direilo dos povos ser le-
giliuiamente governados; as reformas a fazer
compotera aos soberanos, queasdevero com-
plctar.segundo as necessidades de que sao uizes,
e conforme as-liues que a experiencia lliesfornc-
rc ; o progresso a marcha recular das socie-
dades na pralica das virtudes muraos, e para um
povo christao na pralica das virtudes christaes.
nanlo ao progresso material puramente
relativo, cor'espoude, nao rnera, mas s eugeacias do lempo ; por ludo se
produz, se modifica, e varia com o lempo.
Se os soberanos da Europa pelo o iuteresse
coiiiuiiini, e por motivo de benevolencia Blial
para com o papa, julgain oppoilmio reclamar
elle cenas reformas, teem a liberdade de o fa-
zer; porm guardando o segredo da diploma-
cia, e o respeilodovido ao chefe deduzenios mi-
, Ihoes de catholicos, que devorara propor suas
i medidas, o nao fazendo soar aos ouvidos dos
; mos o grande e funesto braJo de abuso c de
se esvae era pagar ordenados c ainda assira sao
esses, pequeos, insignificantes e absolutamente
insufficienles para as pruieiras e mais urgentes
necessidades da vida. Anda c essa urna das cau-
sas de vermos, lodosjos das, encarecer de modo
espantoso c medonho, os gneros alimenticios c
os nbjectos mais iudispensaveis vida. E corno
nao ser assim'? Entre nos se trata de poltica,
lis ti crrente pelo Sr. Deputado
Dr Rufino Aug listo de .Vlmeida.
O Sr. Rufino de Almeida :Sr. Presidente, o
fim que se leve em vista accressentado-se con-
sderaeo da casa o requerimenlo em dscusso,
bem claro; o fim nao oulro seno fazer pe-
zar sobre um membro desla Assembla a sus-
peta de qua elle um defraudador da 'azcuda
medicina, iinancas, literatura, legislago. chica-' publica ; e se assim pens porque o reoueri-
na, ludo cmlim menos dos mcios de" desenvol-
ver o commercio, de cultivar nossos campos, de
aproveitar nossas materias primas e de tudo em-
Qm que, enriquecendo os cidados enriquece o i
paiz.
O lempo consumido nos enredos eleitoraes, as
intrigas Ja chicana, no exame do theorias abs-
tractas, nos passos baldados para obler logares
pblicos, em lecubracoes esteris para descubrir proras para poder "fazer "urna" impul.i
uniros nietos de vida, em aparar peonas e encher! sairosa a um seu collega ? Ou se qoer constituir
resmas da papel com urna correspondencia van o a assembla em urna arena, onde se vem osar
intil, seminando em preverlo da lavoura, do apodos e insultos? Por cerlo que nao concorre-
eommercto e da industria, que resultado nao rei cora o meu vol para que passe scniel'hanle
daria. precedenlc.
Acaso se pensa n'isso? Por toda a parte ouvi- Para que esta assembla lenha conliccimcnto-
nios clamores repelidos conlra a crise, que nos do faci, de que trata o requerimenlo e do oua
devora ; bradamos contra a inconstancia almos- ja respeilo delle se lem passado, vou dizer o uo
phenca. que devasta nossas searas, conlra a cou- sei a respeilo, porque, todos os papis relativos
currencia cslrangeira que arroda do commercio e a essa questao passaram pelas niinhas maos
da industria os nacionaes, contra a roluia que nos i Primeiro que tudo diiei ao nobre depulado
ment est concebido do modo seguinte;
(U:J
Pode haver nada mais claro?
(Juem esse 1." escripturario Joaquim Pedro
Brrelo de Mello Reg, sobre quem se lauca o
labio do delapidadur dos cofres pblicos, seno
um membro desla assembla?
o nobre deputado autor do requerimenlo lem
1CS3.Capite Francisco Antonio de SA Br-
relo, v.n. 894.Indeerido.
1081. Francisca^os Ferreira, recrnla do exer-
i '. ', pedindo o praso de 20 das para provar isen-
co legal.Concedido.
108), 1086o 10S7.Francisco Pedro Rales de
Itrana, Luiz J^s de Franca e Pedro Francisco
las Chagas, reclutas, pedindo a sua liberdade.
Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
1088.Francisca Jos Goncalvcs da Silva, pe-
dindo portara de passagein para seguir viagem
pira a Europa, virio nao ter lempo de tirar pas-
- 1; orle.Informe O Sr. Dr chefe do polica.
1089.Ildefonso Cavalcanli Bltcncourt de Ea-
i, v. 11. 1032.Seja subiiittlido ao governo
imperial.
1090.Joo Antonio Mendos, v. n. 1033 Vol
teao Sr. inspector do arsenal de marinha para a
resciso do contrato na conformidade de sua in-
formaco de honieui sob n. 12.
cao hisionca de um
subvenidas devidas companhia Pernambuca- I dencia do poder espiritual. Como soberano pode
na.Informe o Sr. inspector da thesouraria de enviar seus nuncios para as difiranles cortes das' reforma.
fazenda. I potencias catholicas; ah tratado com respeilo I A publicdado nesse ponto tem o inconvenien-
1125.Do director interino da repnrtico das as pessoas dos seus einbaixadorcs ; toma pule le de comprometler a soberana do papa, sujei-
obraspublicas,enmmunicandoque o arrematante nos consclhos da Europa; a poltica nada em-
Supplicanle, como da illirniinaco da freguezia dos Afogalos cmn- prebende de importante para a religuio, sem que
prio com as condices do seu contracto durante elle nao se veja envolvido nos consclhos da di-
coll
verno, que nao nos salva c nao nos d a abastan-
za como o man no deserto, e que fazemos para
conjurar todas essas Contrariedades? Por ventu-
ra podero ellas ser superadas ou ao menos dimi-
nuidas jielos gritos da desesperacao?
E' com criminosa resignaro 'que havemos de
melhorar essa estado do cousas ? Nao ; mil ve-
zes nao.
Entre nos ludo se espera do governo ; quer-se
que elle seja um Prollieu que appareca, sob di-
versas formas, em lodos os lugares ; exige-se sua
ntervengo em ludo sem se calcular com a 111-
possibilidaJe d'essa exigencia, e mesmo com os
perigosque d'ahi emanara. Todo o melhoraraen-
lo, loda a empreza, lodo o Irabalho. que nao
oca na bagagem do progresso, contra o go- autor do requerimenlo,que a historia do SuOjOO
deque acaba de fallar em um aparte, nada tem
que vr com o Sr. Joaquim de Mello Reg, pois
que nenhuma ligago tem com o facto, que se
altribue a este Senhor:E' um facto mu o dls-
lincto, e sobre o qual nada poude a polica des-
eo brir.
Oque se du a respeilo do Sr. Mello Bego foi o
seguinte:
Na thesouraria provinchlfoiappresenladauma
procuraeo, passada por um professor de fora
da cidade um empregado das obras publicas,
para o lim de receber 0O5OOO de ordenado cabido-
tem exercicio findo: essa procuraeo foi erquida
I de falsa pelo emp*egado cncar/egdo de a exa-
minar : levada esta occurrencia ao ennhecimen-
reansado pela mao do governo as parece impos-l lo d inspector da thesouraria, este ollicio ao Dr.
o mez de fevereireiro, pudendo pagar-sc-lhea
prestigio respectiva.Remellido ao Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial para mandar salis-
fazer.
1126.Da junta qualilcadora da freguezia de
Grvala, remetiendo a copia da lista de qualrfi-
rac5o dos volantes.Volte junta qualilcadora
da freguezia de Grvala para ajurilar a copia da
acia da forma'.o da tunta.
lirarcm a realeza, em que
a Igieja todas essas garan-
EXTERIOR.
Ticemos j occasio de annunciar o trabalho
publicado ltimamente por M. abbade de Alx
com o titulo de Estada Ihtologico sobre o poder
temporal do Papa. Reproducimos aqui as ulti-
mas paginas desse sabio e eloqucnle folheto.
Seria illuso perigoza conceber para a csre-
como fazem al
100f.-Joo TheoJoro dos Santos, pedindo se I y'\ .,'"i'" 1;'fm P.MOas. a pobreza e a
inspector a
thesouraria de fazenda.
1092.Joaquim Ignacio de Carvallo) Mendon-
ca, pedindo ceriido da informaco, com que em
18(7 se submetieii ao governo imperial o reque-
inta, em que solicitara una condecora'o.
Como reqner.
1093.Pidre Jos Mallieus dr Aran jo Lima
1 Idas, pedindo s;r nomeado censor do gymna-
sio.Informa o Sr. regedor do gymnasio pro-
vincial
10'J.Jos Manicio Bi'.lenconrl de Lacerda.
v. 11. 797.Nao tem lugar por achar-se preen-
C'hida a companhia.
1095.Jos Rufino Barboza da Silva, niajor da
antiga guarda nacional do Limoeiro, pedindo se
eubraetla ao governo imperial a sua pelico de
reforma no posto de lenle coronel.Seja sub-
inctldo ao governo imperial,
1096. luvcncio Temporal, v. n. 902.Passe-
se porlaria concedendo a lieeaca com vencimen-
tos na forma da le para tratar de sua saude.
1097.Lauriana Mara do Amparo, v. n. 1023.
o lilho da supplicante nao pode pertcncer
companhia dos menores,por lhe faltarem as qua-
lidades necessarias.
ti 98.Jos Rabello Padilha, 2 lente refor-
mado ajudaule do presidio de Fernando, pedin-
1 1 pagamento de seus veacittenlos.Nao cs-
lo sellados os documentos.
1099.Luiz de Azevedo Souza, 2 csctiplura-
I 1 consulado-provincial, pedindo se prorogue
or 2 mezes a licenca, com que est tratando de
.-ua saude fra desta cidadc.-Pas6c-.se portara
concedendo a prorogagao da liceuea na forma ru-
querida.
1100.Manoel Francisco de Almeida, v. n.
833.Avistadas informaces, iudelendo."
1101.Bacharel Manoel Pcreira de Moraes Pi-
nheiro, v. n. 726.Indeerido, avista do parecer
lio conselho director.
1102.Mua Felicia do Espirito Santo, v. n.
910.Nao tem logar.
1103.Mesa rogedora da irmandade do Sr.
Don Jess dos Aficios, pedindo una guarda de
honra para acompanhar a proeisso que pretende
tazersaturno da 11 do corrente.Ao comman-
danle superior da guarda nacional se eipede a
iidem necessaria.
1104.Salustiair da Silva Cajueiro de Cam-
pos, v. n. 692.Como requer, sendo este depa-
chu apresentado ao Sr. director geral da iustruc-
' publica para o fim conveniente.
1105.Coronel Tiburtino Pinto de Almeida,
pedindo a admisslo da um lilho no collegio, na
qualidide de meio pensionista. Informe o Sr.
regedor do gymnasio provincial.
1106.Vicenle Ferreira do Paula, recrula do
zercito, pedindo que se lhe mande assentar pra-
.a na companhia de artfices.O supplicante nao
oi apresentado.
Hu7.Victoriano Jos da Assumpco, v. n.
432.Indeerido.
O/ilcios.
1106.Do Exm. presidente da provincia das
as, Iransmiliiiido a pelico documentada
que a S. 11. p Imperador dirigi Jos Pedro de
Araujo, acerca da capella por elle edificada,
qual peticiose daca o deslino ou veniente, por
neex a esta provincia.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal do termo de Caruar.
1109.Do mesmo, transmitlindo por copia,
. Im de se informar o o'Jicio que lie dirigir o
commandanle superior interino diu; municipios
da Imperatriz e Assembla. solicitando esclare-
< imenios acerca da gua paesada ao alferes Joa-
quim Pereira Avila, quo pertenec! ao j;') bala-
lhao do infanlaria desta provincia.Informe o
Sr. commandante superior da 'jarda nacicial do
micipio de Garanhiinc.
1110.Do mesmo, solicitando que se d<5 oiu'cm
1 que um dos vapores da ftxmadaLnaciocal,
seguir para o sol, loque em Jaragu, alrade
er o cirvao de pedra existente na capitana
do porto.Informen Sr. commandante da uivi-
Sao nsval.
lili.Do lenle general commandaule das
armas, v ,, 308.-Volte no Sr. inspector da llic-
> om -..na d. fazenda para mandar pagar na coa-
(ormidade da informaco da contadura.
II 12.-1)0 mesmo, informando o requerimen-
lo do capitao Jos Joaquim de Barros, que pede
/amento da forra ge m, para urna bosta de ba-
gagem, pela marcha que fez da comarca da Boa-
Visla para esta cidade.Informe o Sr inspector
ta theseurana de fazenda.
1113.Do mesmo, declarando haver sido jul-
incnpaz para o servi.o do eaerciloo recrula
JjoOoincj do Silva, que lem perda departe i-
memoria, sobre essas doutrinas subversivas, ds
chrisles as circumslancias adunes nao serio
to temerarios que as queiram ranovar sao
doutrinas essas, dizia o soberano pontfice, que
nada de bom presagian! nem para a rcigi.io,
era para os Estados. E' corlo, poiem, que os
desejosos de-urna liberde independenle temeram
em lodo o lempo a unido do sacerdocio e do lm-
fnro, umo cojos effeilos alias foram setnpre
salulares ordem civil e a ordem religio-
sa.) 1) Deixemos pois a egr.ja unida s cousas
desle mundo para emprega-lns no bem das almas
e no sen proprio reino ; com isto nada perder
a perfeic&o chrislaa. Assim como o rei deve ser
humilde sob a purpura, e pobre no meio das ri-
quezas distribuiido-as em favor dos infelizes, e
applicando-as obras de utilidade publica ; as-
sim tambera a egreja, em cada um dos seus
mamaras desde o simples sacerdote at o Papa,
deve professar a humildade, a pobreza, a carida-
de, emllm todas as virtudes ; e ninguem ignora
que ella as pralica. e a prava est nos seus San-
los Porm, conectivamente, em relacao ao seu !
estada publico o social, convm que ella seja ;
grande, rica, magnifica, esplendida ; em urna
palavta convm que ella reine como o sen divi-
no Esposo, a respeilo de quem diz o Psalmisla :
< Na vossa graca, e na vossa belleza, prosegu,'
marrhai com feliz successo, e reinai Sperie
la el inkliritiidiiie la, iuleude, prospere pro-
cede el regnn (2) E quern nao v que esse rei-
no manifest, 6-jb a relacao da ordam temporal,
como que o symbolo do reino espiritual, de
quem, para bem dizer, forma elle o corpo".' li-
rai esse symbolo, fazei desappareecr esse corpo,
e tirareis o triumpho vizivel da egreja ; e esta
tmida, vacillaUanle, pedir aos res, seus Qlhos,
a permissao para representar osen papel publi-
camente I Seu chele, reduzido a qualqucr lugu-
rimn campestre, depender nos seus actos da
vi la civil to estreilamcnle ligados nos actos
da vida religiosa de urna magistratura, e de urna
polica cslranhas. Sejamos mais generosos para
nossa gloriosa Mai, e para com o ressenliracnto
do gran'e Bei, seu divino Esposo Prosigamos
nos sentimentos dos nossos aves; elles funda-
ran), enriquecern), e prologaram o dominio da
Santa Enreja ; elles Gzeram dola urna realeza, e
lauto maior consolidacao deram ao seu tbrono
plomacia. Se lhe
se loruaro para
lias ?
O papa, rei dos estados da igreja, a ninguem
se acha submetlido ; nao tem quedar cantas das
rendas despendidas ndisponsavclnieulc com o
exercicio do sen poder; txige-as com moleraeo
! e com jiistica ; nao poilano um salario que
I recebo, o rondimento do patrimonio de S. Pe-
1 dio. Lina dotarn poria em risco suas obras, .sua
I aeco, sua dignidaiie, o respeilo que lhe deve o
mundo inleiro. Seus estados mu pequeos para
comprometler a seguranza dos povos visinhos,
sao todava bastante grandes par poder confiar
no systema geral do equilibrio das torcas polili-
cas. E' o que deve ser para poder obrar na qua-
lidade de rigariode Clirslo, com a efficacia pro-
cisa. por loda a parle a que se esleade o seu do-
minio espiritual. Poitin osle poni nao precisa
ser por mais lempo discutido ; o quo elle eucer-
ra importante ser mais bem comprehendido as
seguinles considerar oes.
O papa deve ser ao mesmo lempo rei c pon-
tfice. Este systema convm digmdadc da
groja, mil nos principes teraporaes, e moral-
mente necessario neeao independento dajuris-
diceao ospirilual.
Com elfi'ito esse duplo poder existe ; os pa-
pas lem sido e sao res e ponlifir.es ao mesmo
lempo; e isto pela insiiluico a mais legitima, a
mais aulhencn, sabia o gloriosa ; sao maniras
na possesso desse dimito por una iradicao de
mais de de/, scalos, pelo inleresse religioso dos
.povos catholicos, pela (urca da direilo, e final-
mente pela senecao das penas cannicas iuligi-
das contra os violadores do dominio pontifical.
A soberana temporal dos pipas un focto
providencial, e remonta lempos anteriores
Pepino ; antes desse principe os papas erara se-
nhores em Roa ; a propria inlerveiicfio de Pe-
pino conlra Aslotpho suppe essa soberana.
E' evidente, exprima-se respeilo o douto
lando-a aos dbalos da opiniao.
Esla soberana hoje sem duvida violada
as Bomagnias. A igreja desprevenida de tor-
cas suilcienles para repellir os seus aggressores
se soceorre usando do poder de analhema.
Os catholicos se lembrario que o papa pro-
lexlou contra os violadores do seu do
sivel ; o cidado lera seus esforcos em iieniiuma
tonta ; julga-se impotente para realisar qualqucr
beneficio ; a forca de associaco quasi que nem
merece a pena de ser explorada.
Essa cuenca deploravcl e funesta para o paiz.
Os EstadosniJos pensara inleiramenle o conlra- [, esciipturrio da thesouraria Joaquim de Itcl-
io, e a isso, em grande parte, devida sua ri-''
queza publica e particular. O cidado norte am-
llete de polica remetiendo a procuraeo,c a alie
gacao, do empregado que declarou falsa. Pro-
cedeu-se diligencias necessarias, e verificou-
soque}aproeura(oeracom efeito falsa,o que fora
entregue aoquese dizia procurador, pelo enlao
poral, e sobre elles lancou a excomniunho-
O duadecimo concilio de Lyon, em 1,27 i,
no seu canonn XII, u o concilio de Tiento na
sua sessao XXII, cap. XI, sanecionaram por nma
constfiie.io geral que lodos, e cada um de per
si daquclles, qunlquer que soja a sua dignidade,
que lverem a presumpeo de usurpar ou do con-
verter om uso proprio por artificio ou sob qual-
qucr pretexto que seja, os bons de nina egreja
qualquer secular ou regular, ou impedir qu
ess 'iis sej im z da I 13 por a (uolles a quem do
direito pcrleuccm,sero submetiidos ao analhe-
ma por lodo o lempo erqnanto nao forera inte-
gralmenle restitu Jos igreja os bens, os direi-
los, os halos e as rendas de que se hajam apo-
derado. Quanlo ao direilo que tem a Egreja
de laucar o analhema sobre os usurpadores de
sus bens, o concilio de Coustanca. confirmado
n.-te ponto pelo P.ipi Martnho V, considera
embuidas nos errus de Viclcp aquelles que ne-
gara esse direilo lj.
Assim pois da parle dos verdadeiros fiis.
nao pode haver conivencia do boa f com os mi~
da S bi rail0 temporal do Paps. O ue>e'r
do e.iiholiei), i^iiu desse nomo, uestes lempos
inl'ii es mostear em todas as suas palavras gran-
de respeilo, amor lernu o filial, generosa dedi-
caco ao vgario de Jess Clirslo.
Proclame/nos a verdade bem alto,-o sem te-
mor ; oremos laubem, c ospocamos ludo da ora-
co. Dos faz muitas vozes provir o bem dj
mal. Dos, diz Santo AgOStinbo, deixa vivar
os mos sobre a ierra, ou para a experiencia dos
bous, ou para converso de si mosmos Em
quanlo Heos nao m.inifesta a sua juslica, os ini-
migos da Egreja ge desligara dos liomens hones-
tos do lodos os partidos, e es'.a a sua primeira
minio tem- i ricino einpreheu le e real isa quasi tudo por si
' vai mesmo ao excesso
o governo dispensado do muila cousa, que a nos
parece perieucer-lho exclusivamente, e rrita-sc
de sua iiiierveucio em muitos negocios, que a
nos parece de sua propria competeucii. Esta
ret ;a aguc.i o espirito de empieza, promove as
associacocs lo uteis e poderosas em suas comb-
is ; a nossa crenca d o resultado contrario,
olforece a ociosidade o parece queier legitimar
suas tendencias cenlralisadoras contra as quaes,
lo llego, que declarou te-la recebido de um
amigo.
O Sr. Manoel Joaquim :Declare logo o no-
opposto ao uosso ; julga mc desse amigo.
O Sr. Rufino de Almeida :Dr. Cardim.
l'tn Sr. Depulado :Bem eoiiheeido nesla pro-
vincia por seus bons actos.
O Sr. Rufino de Almeida:(Jue lhe pedia li-
vesse a bondadedo oncaininhar o individuo cons-
tituido procurador, pera que podesse fcilmente
receber os50$.
Concluidas as ayeriguaces policaes, o chefe do
polica re.'iieileu lodos OSsclarecimenlosao presi-
comjnsla razao clamamos; equelo prejudiciaes dente da provincia, que por sua vozosremelteuao
sao para o paiz inicuo e principalmente para as juiz de direito da 1" vara,o Sr. Dr.Doria.paraesto
provincias. proceder contra o empregado que recebera aprova-
E misler que nos compenetremos da necessi-1 Cao, nao por ler defraudado a fazenda publica,
dalo de confiar mais era nossos recursos, na ri- I mas sun por ter na qualidade de empregado pu-
queza dYste solo ubrrimo, as vanlagens do blico agenciado negocios particulares que corriam
commercio, nos donativos da industria e no poder (lC|a Slla repartido, 0 que c prohibido pelo regu-
da inlelligencia e aclividade. bnenlo da thesouraria.
E misler que nos eonvencamos de que nao a i o Sr. J. Caralcnnti: E a deciso?
la de empregado publico a que mais commodos o Sr. Rufino de Almeida:03 papis relativos
e independencia Itaz, a que melhor porvir nos as-
sogura e a nossa familia; a que mais vantageos
prooiette.
E' misler que eduquemos lambcm nossos (Mitos
para o commercio, para.a industria c para a la-
a questao existen) em poder do Sr. Dr. Doria,
iaix de direilo, quo Icio lo empregado, da thesouraria, que hoje j nao faz
parte delle.
Os actos do juiz de direilo nao eslo sujeilos a
voira, onde os esforcos de sua intelligencia eap- napeccao desla assembla, que uo tem que lo-
pltcarao_devora dar ptimos resultados. mar-lhe cantas por ter deixado de dar o devido
E misler liualmeute que, sem desconheccr andanuulo ao processo contra o ompregodo Joa-
a enseque, ha anuas nos atormenta, fagamos quim de Mello llego, processo que ignoro se oi
para conjura-la, ludo que or humauaiueiile pos- instaurada.
S1 O Sr..l. Cavalcanli:Faz mais de um anno
Asestarnos irregulares, a cessacao do trafico, que se du esle fado I
as epediraias, a accumulacao da populacho as f> Sr. Rufino de AImeida :A assembla pro-
capitaes em quanlo os campos permnecem de-1 vincial nao tr.bunal competente para tomar
serlos, u augmento de consumidores, a diminu- comas aos juizes de direilo por nao teremins-
cao dos productores, a retina que repelle o pro- Durado este ou aquclle processo.
gresso. c rexeila seus instrumentos ; o abandono | o Sr. Rejo Ranos:A. assembla pede os es-
Thomassin ; primeiro, que o papa governava lo- sentam como um terror social nlacanbo
do o estado de Boma c do exarcado, islo 6, o
que resta va anda do imperio de Conslanlino-
I pa. Era elle que fazia a paz, evitava as desor-
doiis da guerra, prologia as cidades, rwpellia
os inimigos, mantiuha a correspondencia com
o imperador e com os res visinhos, de quem
e Be poda esperar soccorros. Assim o dominio
lhe Invia cabido as mos por unir disposicao
'.< do co ; segundo, o papa mantinlia todas es-
v< sis provincias na obediencia do imperador.
v< Foi desle que imploren soccorro, quando re-
< du/.ie s ultimas oxlreini lades ; e foi somenle
.< quando vio a Italia inleiramenle abandonada
por seu legitimo soberano que buscn a pro-
Iccco da Franca.
O papa Eticnnc II, antes do se dirigir para a
Franca, foi acompauhada dos embaixadores do
< imperador e do rei Pepino ouconlrar-se com o
ro dos Lombardos na Pava, e reclamon desle
Ravonna, lodo o Echarcado, e todas as 011-
Iras pracas usurpadas no lempo da repblica,
ou por elle ou por seus predecessores. O pa-
pa roelamou todas essas cidades e provincias
como pertencenles so puntillee romano, que
dolas era pai espiritual o temporal, que as
< protega e governava ha longo lempo, e que
lautas ve/.es havia exposto a sua vida, e gasto
*< os seus thesouros para conserva-las. Pelo que
nao pedia aos l.ou.h.irdos mais do que urna
rcslitucao.c a ella os forcou sendo favorecido
pelo rei Pepino, e pelas anus franeczas. Pe-
pino lhe jurou era Pontyon que lhe seria res-
vergonha, o seu primeiro castigo Elles se apre- de 'ossas lenas que nao sao rogadas, estrumados clarecimcnlos que julgar|necessarios, e ninguem
SI
rao lempo, nos diremos lemporaes do Papado,
os principios da historia, as leis da razao huma-
na, iis sentimentos dis povos. os inleresses da
Egreja, dos res e dos principes da ierra, a au-
loridade lis insliluiecs que fixam e garanlem
urna origem pura, una possesso incontestada
por longos seclos, ni.iiivos scnipre subsistentes | males pa
da ordem a mais elevada, una penalidad-' espi-
ritual forra ida vel para aquellos a quem ella at-
tinge !
Temos concluido esle estudo. Possa elle escla-
recer lguma cousa a queslo que preoecupa to-
dos os osprilns I Possa elle pelo menos dar um
um lesteuiuiiho da nossa dedicaco, do nosso
amor para a egcoja, e para sen augusto chefe !
^ O' Pae i)' Pontfice O' Bei! Nobre Pi IX '
Grande o sagrada i mago m da juslica era lula com
a advor.sidado, Dous combater "por vos! As
nosas lagrimas supplicarn o sen soccorro, e con-
solara o vosso coraco. AbonQoae, nbeecoae a
lianci. e nunca esquecais que o seu povo por
vo. Um dos nossos predecessores dizia desle
povo que entre luds as naces a das francos
< era a que mais dedicaco havia sempre mos-
Irado ao apostlo S. Pedro, c sua Egreja.
Nos nao desmentiremos essa gloria hereditaria,
imitaremos sempre as virtudes dos nossos ante-
passados, o completaremos as suas obras. Tra-
balhando por vos, trabalharemos pelo mundo,
pela patria universal das almas ; porque como
disse o poeta ;
ala
. 1 e zeladas, a permanencia de instrumentos e uten-1 \\u! p0ilo negar este diteito : por tanto por
cis, que eslo em dosarmouia com a civilisaco I nao vai bem o nobre deputado.
do seculo, a falta do vas de communicacao e q Sr. Rufino de Almeida :E nem cu lhe ne-
tuilas outras sao causas asss conhecdas da cri- \ guei este direilo. O qu 1 disse, c repilo que a
une nos devora, diminuindo e enfraqueeendo assembla nao se conslituio em tribunal paralo-
mar comas aos juizes de direilos: digo que nao
estamos aqu para a tarto e a direito andarines
Consideravclmente nossa produrco. Pois bem
estudemos lodas essas causas; examinemos os
Duas grandes iusliluie.oes, duas ideas, dous
principios da mais alia importancia, conservan)
e regeni as sociedades humanas : a religio e a
auloridade poltica ; a idea, o principio de re-
s sagradas enlre Deus e os homens de um
lado, e de oulro lado a idea, o principio de urna
hiararchia de poderes para o bem commum dos
individuos, que formara urna mesma sociedsdo
sobra a Ierra, hierarchia do poderes que parte
de 11:11 poder soberano e remonta sua origem
pela aecoao mesmo lempo pacifica o poderosa.
E-.-e.s poderes veem de Deus, assim como a pre-
rogalvva do sacerdocio lem nolle a sua origern ;
soberano pontfice, lao indignamente violados.
Assim pois Bavenna e loda Ponlapole perlen-
ciam ao papa unios de Pepino ; esle principe s
fez ((infirmar os direilos da igreja corabaiemlo
por ella. E* a islo que chaman) a doac&o de Pe-
pino. Pepinos rex Bavennam, lolaraquc Penla-
polm S. S. Aposlolis Pelro el Paulo tradidit.
Ouanlo a Ca los Magno e a Luiz I, seu filho, o
deciolo de Graciano certifica Restes termos as
suas religiosas liberalidades para cora a igreja
En Luiz, augusto imperador dos Romanos,
decreto e concedo por este pacto, que confirmo,
vos liomavenlurado Pedro, principe dos apos-
Tout hommc calholique ost ciloyen romain.
L'antique drol civil s'estend bors se l'enceinte.
Par la grnce do Dieu, Bomo, la villc sainte,
Esl la cit du gente huraain .< (11)
(Un ivers-Sihc ira}.
descubrir c applicar os remedios.
empenhemos loda a nossa solicilude no intui-
to de augmentar nossa prodcelo e a crise ces-
sar.
Os operarios d'essa obra lerao merecido do paiz
a imincdiala recompensa as vanlagens de sua
fui luna e posifo.
Ovala que nossos dcsejos se realisem ; oxal
que as vistas sabias, magnnimas e providentes
de S. M, 1. sejam preenchidas o que o Iiistulo
por elle creado nesia provincia presto luda a uli-
lidade, que de esperar do alio e grandioso
: -unenlo que o creou, e da illuslra.ao e pa-
smirilhaudo quanto processo ha. Temos muito
em que nos oceuparmos.
O Sr. Crrela de Olireira :Si para aecusar
a administraeo da provincia vciiham os pa-
pis.
Sr. Rufino de Almeida :Si para o fim do
ferir s reputagodo um membro desta casa, quo
domis a mais est auzente, nao dou o nieu voto
para que passe u requerimenlo.
Se o requerimenlo fora para obler esclarcci-
roentos sobre fictos occorrdos na thesouraria, e
que podessem interessar a casa, ou recaberem
dclla algura remedio, vulava por elle : mas co-
trioiismo dos diniinclos membros, que o cora- ahecenda que o fim nico delle lan-ar urna 111-
pem :enlo urna era nova, brilhinte de pros-
peridades, nos indemnisar, com nio prodi-
ga, de todis as provancas porque temos pas-
sado.
Felizmente ese vol esl no coraco de to-
dos os bahianos, que muito podem quando que-
ro ra.
Pomos alm do que pretendamos; a impor-
f.'mia sobre um col'oga nosso por motivos parti-
culares, nao lhe presto o meu velo, salvo se o
nobre depulado, autor desse requerimenlo, mo
provar que oulro o seu fim, v. g. de privar o
Sr. Mello Rogo de continuar a ter ossento nesta
casa, pelo tacto de ter sido mandado proccssnr.
Parece-me pois, que nenhuma neeessidade ha
de se estar cncommodando a presidencia com
lancia do assumplo nos disculpar a prelixida- informaces sobre fados que em nada nos ote-
de ; nusso fim, eserevendo oslas linhns,, foi re- resso, como os de que traa o lequciimento em
discusso.
IHTERIOB.
O vicario de csus Cliristo. ro o sacerdote ao
" \^'o, 01.111 iviinvnu una iikjiiiu 11 iitta c ut# 111 < > l -11
mesmo lempo, proclama a todo o universo que fl,i:liij10, seus porlos, lodasaa suas cidadec, cas-
oaacaraaaioa a realeza vem de Daos por es- (.|nSi aM<5as e povoaces situadas no i;a;z da
" virlude dos mais graves in- Xoecana 6).
te sao prescrptos -ora
leresses do homem ; e desta sorte adquire para
a realeza o mesmo respeilo que se tributa ao po
der sacerdotal, Collocado sobre o cu rae mais
elevado das oBtiluicdes publicas, elle prega o
P
de
os

[I, ^d'firmamenlum cseli, hocost,
Eccleaim, fect Deus do luiiunana
universah
magua, \
iialiiu, 1 de mareo.
Profundamente convencidos de que o futuro e
a fclicidade d'csle grande paiz dependem cssen-
cialmeule da lavoura, procuraremos, quanto em
nos coubcr, auxilia-la e assim nosso jornal dar
publicdado a todas aquellas ideas que, directa
ou indirectamente, tendara a esse lim.
E ile deplorar que o'ura paiz ondea ferliliiade
do solo offerece urna fonte lo perenne e inezgo-
lavel do riquezas, onde a vida, tranquilla e inde-
pendente da agricultura devii altralur, de prefo-
- rencia, os seus Qlhos, seja olla lo esquecida e
lida em lo pequea conla !
Entro nos ha um furor (nao i:hamos oulro ter-
mo que melhor exprima essa vocaco frnnelica)
para o funcconalismo, ha um ardor na demanda
de oraprogus pblicos, que quasi so torna una
aspiraco exclusiva, o futura possivel de lodos os
nossos lilhcs.
Nao pensamos, logo que temos a accommodnr
nossos tilliosou alilhidos, em oulra proQssoque
coinniend.ir a leitura e esludo ilo oxcellente ar-
tigo; transcripto do Jornal do Commercio, do
Sr, Dr. A. Marques Rodrigues, a quem felicita-
mos sinceramente pelo criterio, bom senso e
illuslrnco com que lala desse objecto para nos
0 mais importante o serio da aclualidade.
Continu o Sr. Dr. Rodrigues n'essa proveito-
sa tarefa; imitem-n'o os habilitados; realizeml
suas ideas os pralicos c nos, homens da impren-
sa, nos congratularemos sempre que tivermos oc-
casio de enriquecer nossas columnas na propa-
goco de escriptos iaes. Nosso jornal, que nao
s da poltica, nas tambera do commercio, da
lavoura e da insduslra, se regosijar sempre que
poder prestar o seu contingente n'esses ramos da
fortuna publica : nossas columnas, francas a to-
das as ideas uteis, se honrar recebendo ludo
que liver por fim desenvolver os germens de
engrandecimento c riqueza do nosso abengoado
solo
[Jornal da Tarde.)
DIARIO DE PERMAMBUCO.
ERRATA.
Na sessao de 13 do torrente, publicada no Dia-
rio de honlem, na sexta columna da primeira
pagina s liabas 20, em lugar do nobre lea-
se sobre.
Na mesma columna, linhas 77, COI vez de
furto lcia-sc fado.
REVISTA DIARIA.
Nao podemos deixar de acompanhar a S.
Exc. o.Sr. presidente da provincia no seu seniir
acerca de ser dolado o curso commercial desta
provincia, creado pela le n. 41-, e posto en)
exeoucao por acto presidencial de 2'J do passado
mez, com mais una cadeira de economa poltica
e direilo commercial.
A salisfaco desta neeessidade servir como quo
de remate ao edificio do ensino commercial ; e o
corpo legislativo que votou este instituto, nao ha
de por cerlo deixa-lo assim deficiente, quando
desta medida provlr vautagem real para a moci-
dado, que lenha de dar o curso respectivo.
Uma cadeira que ensinc a economa poltica
na parte que diga respeilo propriamenle ban-
cos, cambios e moedas ; na parle que cnlenda
lf) toqiic Iieliora el religioni ct principalui
ominifi iPossemus ex corum volis que Ecclesiam
regnd reparan", mutuamque imperii cum
sacerdocio .concordiam abrumpi discupiunt.
Corista! quippe, perliniesci ab impudentissimce
lbertalis amaturi.''us concordiam llam, quie
Ecmpcr re et sacro,1 e C'?'D' fausta extill ac
salutaiisGreg; XVI. En ".el. 18.. Kal. Sept
1832,
(2) Psalm XLVI, 5.
(3J Psalm. II, C. !
idade- ila,_ PX(ra ^ujorilate et obedienlia,
(5) Thomassiu. De la Discipline ecclcs.
1, Jiv. III, ch. 9.
(6' Ego l.odovicus Bomanorura Imperalor Au-
timeii, Siguriam et Pusciam provincias el Gre-lde novos chafarzes, segundo a disposicao dos
par, i gorio papte, et S. 1!. E devotissime oblulit. Leo i contratos feilos com o governo. Foi lemctldo
Episc. Osl.j lb. III, Cliron. Cassin., c. 1S. commisso deobras publicas.
lUj Couciliuin Conslanieusc...staluit...ut qu-I A pos esse senhor, o Sr. Bufiio de Almeida,
A assembla provincial oceupou-sc honlem,
depois de ser introduzido com as formalidades
do estylo, ter prestado juramento e tomado as-
senlo, o Sr. Ignacio de Barros Rancio, da lei-
tura do expediente, pareceres de commisses c
projectos ; passando em seguida a tomar conna- directamente coma industria commercial, addi-
cimenlo deum requerimenlo do Sr, Braulio pe-cionsndo loes materias a explicaco do direilo
commercial brasiloiro cm relacao as dilferenles
operacoes coinmercaes, cortamente urna ne-
eessidade, que a simples vista indica ; porquanlo
nao basta que o commercianle saina somenle es-
cripturar os seus livros e lenha noces geraos de
commercio, seus usos, etc., para di'zer-se habili-
tado pcrfeitamente om sua profissao.
O jogo da nossa legislocb commercial, com as
suas devidas applicaces ; o conhecimento mais
pralico das materias bancaes ; o desenvolvimen-
guslus ttaliio, el cojjcedo per hoc paclum coullr- libel de his erroribus WicJefi) suspeclus nter- oblve a palavra para mandar mesa um icqne- lo da theoria do direilo cambial e a sua pralica.
mationisnostro;, tib boato Pelro principe apos-1 rogaretur, ulruw credal quod a ufe rentes, tollcn-
tolorom, el per te vicario luo Domino Paschali^te
el iiivadentcs J-'ona ipsa ecclcsiasica sini
sacrileg puBendi.Prolccl juris ca-
ponlifice sujiuio, el succcssorlbus 'jus iu perpe-, tauquam sacrilegi puniendi.Prolccl
tuum, sicut prcedecessoribus vealris usque l-noo, etc. T. III, p. 5. Pars1851).
uunc in vesta polestale et dUjone leuuistis, el [II] ledo homem calholica cidado romir.o
diposuislis, Bomanam ci.vitateai cum ducatu IO Aligo direito civil se csieiido. alu do cecinU
su, et suburbanis. el teniloriis ojos montanis, Pela graca de Deus, U ma, cidade s. ila,
ej on:;:.;::s lUprius, el porliius, seg cuncl JE'a cidajedo generohuuittflo J
rimenlo pedindo 00 governo informaces acerca
do estado em que se acha o processo instaurado
em 1;53 contra os oficiaes do corpo de polica e
era pregados da i&esourara provincial, foiegual-
menle approvado.
Foi approvado sena debate em primeira dis-
cusso. o projeclo n. 2 detle anno, que concede
uaa sobvtii;o de W:000J s Azyla de McnJid-
so materias que nao esto comprchendidas na-
quellas duas caderas, masque no entretanto sao
essonciaes inslruccu commercial.
Islo posto, de esperar que na consderacao
da lembranca do Exm. Sr. presidente, se vol
por ella pela raanifesta utilidade resultante da
sua adopcao.
A parl relativa s malcras preparatorias para


DIARIO DE PERNAMBCCO SETFA FFIRA 1C DE MARCO DE 1860.
a matricula do curso, devo ser lamber modllca-
1segundo a indicacao de S. Exc. ; pois que 6
diliicultar esta matricula a exigencia de tantas
materias que todava nao sao cssenciaes em sua
totalidade.
Em complemento da noticia da eleico do
Instituto Pi e Luterano, que demos ha das, fo-
Tam oleitos pela mesraa occasiao para a redacoo
e direccao do respectivo jornal &s Srs. Drs. Auto-
Rio Ringel de Torres Bandeira, Jos Soares de
Azevedo, e Aprigio Justiuiano da Silva Guima-
raes.
Chamamos a attenco do Sr. fiscal desta
rroguczia para o local da praca do Capim, no
Mundo Novo, onde n lixo c em tamanha copia
que acha-se a ponto de invadir ra da Roda.
Parece-nos que esse local foi designado para
o despejo publico ; mas convra distinguir que
foi a raar, e nao a trra firme, que para islo se
determinou.
Neste intuito forca que sojam compellidos os
despojadores de lixo a lancarem
movendo-os da sua pratica ac
venioncia patente.
Consta-nos que j fui marcada a direccao,
que lem de levar a inhumaeo dos canos para a
S1
particularmente o mesmo aiieuuilaule reclama-, por das, poreui so Uu lloras 0 momentos, essas
do, e ncnhiim remedio pie obler, e at o ad- faltas eram logo de prompto remediadas,
ministrador dos chafarizes, pessoa estipendiada | Nao ser fora de proposito di/cr aqui, que
pela companhia, e obrigada a percorre-los sem-i causando admiraco a celeridado rom que o Sr.
pre, aflru de observar as oceurrencias de qual- S c Souza restabeleeia o curso d'agua para meu
quer falla, nem por all apparece ; pelo que pro- estabolccimonto, por muitas vezes inslei com el-
tesla o niosmo arremalanie pelos prejuizos so- le para que me revelasse qual o nial, o qual o
fridos, e pelos que tiver de soffrer ainda por se-
melhanles faltas, e invoco o leslemnnho publi-
co para prova da verdade, que acaba do expor.
Minlia clnica cirurgica em Sobral.
(Conlnunco.J
10 Urna senhora de 40 annos de dado apro-
sontava um lypoma gorduroso sobre a regio
posterior do pesclo, o qual tinha principiado,
havia mais do 20 annos, ia sempre augmentando
de voluraeocenpara toda regio; chloroformisada,
ti/, una inciso crucial, extrahi a massa gnrduro-
sa que devia pesar urnas quatro libras. Nos pri-
reniedio, mas elle guardando nislo segreJo in-
violavel, deu islo lugar a que algumas pessoas
me dissessem ao ouvidoque a falta era machia-
velicamenlc produztda por ello, para ter occasiao
de remedia-la, o assim lornar-so neccssaiio ao
eslabelecimeulo.
Entretanto, e em obsequio verdade, forra
eonfsssar, que o procedimenlo sempre honesto
deste ex-administrador da nobre companhia sem-
pre ficou cima da torpeza de taes conjecturas:
elle vesso uiao pioceiiuenio uesau que o co-
nheco.
Serrinha 10 de marco de 1860.Manocl Joa-
quim de Lemo3 Vasconcellos.
Atiesto que o supplicanle de bom eomporla-
mento.alo presente nao lem nota em seu pro-
cedimenlo, e se alsuma cousa lem adquirido
com o seu irabalho ; o que affirmo ser publico
seu vivar.
10 de marco da 1860.Vicente Ferreira Ta-
boza.
Atiesto que o Sr. Jos Luiz de Souza lem boa
couducta civil e moral.
Antas 10 do margo de 1860.Antonio Jos de
Maura.
Atiesto que e .upplicanta de bom comporta-
ment, al o presento nao lem nota em seu pro-
rannn m,rf d meiroa dias Pelle conservou-se placida, foi de- .. '' I"""' Br',lu .". Mld ". snoonuo na os-
s?uil cuia^desrnn" : Poisconlrahin.lo-.se c no (ira de tres semanas os- I *"5* *2 queja Se, ?fhtT" "" PW*" no
Llual, cJ descon- .a dc3trisida a foriJ emprego da companhia e provedo que essas
- ru'a da pelle. faltas d agua em meu eslabelocimento, bem que
come-ar esse
cisao, estamos que deva em breve
trabalho.
Passageiros do brigue brasileiro Novo An-
glica sabido pan o Aracalv : Manoel Joaquim
de Alcntara Saraiva e 1 escrava, Antonio de
Holanda C. do Mello, Guilherme l'ereira de Aze-
vedo c 1 criado, Raimundo Nonato da Silva.
Passageiros do vapor brasileiro Persinnnga
sabidos para os porlos do sul : Jos Guedes de
Mello, Flix Jos Gusmo de Lira, sua senhora
el escrava, Dr. Jernimo Vilella lavares, Delo-
risanno Pinto de Araujo. Ricardo Antonio Gon-
calves Braga, Jesuina Maria da Conccieo 1 so-
limpeza desta cidade.
Aguardando Mr. Cambronne somonte esta de-' f""a da 8>dula mamaria dircita. o tumor bai-
lante duro era sujeilo a dores lancinantes c ter-
roadas.no baria glanglios engorgilados ; chlo-
roformisada, fiz urna inciso em meio circulo, ex-
I Irahi o tumor com porco de tossido gorduroso
sao em roda, reun porprimeira intenco. O tu-
j mor extrahido apresenlou o aspecto scirroso. A
cicatrisaco da pelle fez-se em oilo dias, menos
I em um ponto, por onde evacuou um porco de
1 lypha durante mez e meio. AdmiriistranJo-se
, remedios internos veio a cicatrizar. Muitos mezes
j depois nao havia repelioo.
i 12. Asenho'a do Sr. francisco Ribeiro, nego-
I cianto em Sobral, tinha, havia annos, um tumor
| fungoso na tcmpoia esquerda, do lamanho de
er toque o fa-
al comprehen-
margens com
pontos, usando da compresso para auxilia-los.
e com osles meios obtive a reunio immediata
em do/.e dias.
13 Una senhora de 50 annos soffria fstulas do
anus com diversos canses que vinliam reunir-se
em um s, pratiquei a incisao, extrahi um Corpa
estranho de um canal fistuloso, houve difficul-
d.ido na cicatrisaco, e depois ainda senta algu-
ma ddrnessa parte.
1 Um homem do 20 e tantos annos tinha um
lypoma as costas, extrahi por inciso. em pon -
cus dias ccslaboleceu-se.
15 O Sr. Joaquim Veras, de idade de 30 e tan-
pelL.
11 Oulra senhora de 60 annos de idade tinha I rae1nla.,as. PodRrla"' concorrer para aggra-
um Umor do lamanho de um pequeo ovo em '" sua siluacao, decidi-me a reba.xar os dep-
sitos, para, como j Uve occasiao do dizer, ir
i,-;, i ifi... V r """rar"' "" i iuiignso na icmpoia esquema, do
lmiha, \ cente Bezorra Montenegro Hermogcns j uma nioeda de um viniera, qualqu
ULtauanno A Figueiredo, Lugemo Jos Noyaes zia s,ngrar. pfc nm, incisao 0'vn
deAndiade, Jos Fe.jo de Mello, joaquim Jos dendo em roda ?lk, saa roilIli a3
r MTMfa H- J ni, ,i r. '
Ferreira da Cunha.
MonTALIRADE DO DA 15 DO CORBENTB :
Joanna Lins Vanderley, branca, viuva, 40 annos,
bexigas.
Deolina de Amorim, branca, soUeira, 22 annos,
pthlisica,
Flix, prcto, escraro, solleiro. 50 annos, tubr-
culo pulmonar.
Domingos Marques Soares. preto, solleiro, 60
annos, infiammaco nos intestinos.
Domingos de Tal, branco, solicito, 30 annos, afo-
^ gado.
Francisco de Oliveira Guedes, branco, solleiro,
31 annos, febre perniciosa.
Maoocl. branco, 11 dias, espasmo .
Hospital de caridadb. Exislem 63 ho-
mens, 56 mulliercs naconaos, 5 homcnsesiran-
geiro 1 homem escravo, total 125.
Na lotalidade dos doenles existera 43 alie-
nados, sendo 33 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo ctrurgio
Pinto, as & horas da manlia, c pelo Dr. Dorncl-
ias s 8 1 i horas da manlia.

Communicados
1 i.i testeiiuiiiiiu to niuizuile.
Sorprezo e quasi que fulminado pelo p.is-
samenlo inoxperado de um amigo, ocenr-
rido a 23 do fevereiro prximo passado,
homem pouco conhecido do grande publi-
co, porque ora pobre, mas de quem a voz
unissona d>> seus amigos cxclamou no
momentoera um bom e modesto chris-
to, era um bom pai, era nossso bom ami-
go ; ja nao existe !
A conslcrnaco rcspeilou por muilos
dias a nossa voz. Deixemos ao tempo
produzir o seu effeilo ordinario, islo ,
tranquillisar as emoees instantneas e
violentas do coraro humano.
Tencioriemos d'cpr ao tmulo do finado
Sr. Jos Maria da Costa Carvalho, que se-
r sempre lembrado por seus amigos c
nunca esquecido por familia, urna peque-
a crinalda de simples c agredes perpe-
tuas or val hada das lagrimas de ura desses
que nao o esqueceram E pois conside-
rando me collocado junto a lapida que o
encobre, nao adianlaxei mais phrases s
phrases sinceras e verdicas daquelles que
0 tralaram, que o vinm ser chrislo, pai,
amigo e roteclor, sem oulra prclencao
que a de cumpzir deveres muilo simples,
pue elle jaigava commum em lodos os
homens.
Repilo sempre o testcmunho dos seus
amigos que eu recolhia em minha memo-
ria quaudo os ouvia : repito, as exclama-
coes significativas o verdadeiras de sua
grata tamil a que o amava, que o respei-
lava mais como irmao benfico e offitieso
do que com os respeilos servs um ami-
go, a uro chufe pretencioso. Elles sao que
ittestam, que Jos Maria da Costa Carva-
lho foi de carcter brando, vida honesta,
que cumprio com fidelidadc os deveres
conjungaes, e foi austero no seu ultimo
oslado de viuvez '. pai com extremo cari-
tihoso, masque nesse nfiVclo nao deixava
inergulhar-se a firmeza que demanda a
educaco de ilhos. Ficaram cinco de seu
consorcio e sobre todos lhe levava o co-
ra;o o futuio das duas do sexo (minino;
amigo sincero e sempre develado, nunca
esculou com indiferenra o queixnme de
alguem que se lhe aproxlmava ; homem
presliraoso acompanhava a affeco albeia
com a magoa do seu coraro e com a be-
neficencia de sua mo quanto poda. As-
sim cr-.se bi'in que um prximo ama o
sen prximo como recommenda a lei
cristd 1 I
A respeito dos seus contratos, dos seus
negocios, do cumplimento exacto de sua
palavra, do methodo licito de suas expe-
culacoes ineicantis, da exactido do seu
mTcado, porque elle vendia a retalho, ah
esto os que com elle mercadejavam les-
uticando a lisura do seu prncedimento.
')h e reftrindo o quanlo elle lamentava
o paiz pelo seu estado anormal por essas
expecularoes Ilcitas, de illoso e de op-
presso publica, pela ruina que a m t e
o do!o d-rramam sobro a proisso alias
nobre e licita do commercio.
Nao pretendo delinear um quadro de san-
tidades em que o meu amigo soja cornado
de aureolas mas se o conhecestes leitor,
sabis sera durdi que a pratica do muitas
virtudes evanglicas eram por elle de-'
desempenhadas com perseverarles e sem
oslentaco; saliereis que a caridade nao
se milava nelle somonte ao bom desojo
nao ; eram obras, eram fuclos, protega a
viuvez, recorra a orphandado, recolhia
em sua casa infeiizes, cuja existencia o
veinr ainda, (un abandono foi e anda
hoje, um esligrna, urna negra mancha so-
bre ocorooo de pais desnaturados Nun-
ca ura mendigo o invocava que recebece o
nao cm norae de Dos : recebia sempre um
recurso por amor de Dos ; um recurso que
muilos homcus ricos se comprazem de di-
vidir por vezes, crendo assim mesnio se-
ren esmoleros I Fallo ante seus amigos,
seus ilhos, os pobres que favoreceu, os
freguezas com quem Iratou, os socios com
quem negoeiou.... estes nao sao eslranhos,
habitantes de um c otitro hemispherio,
que por um preconecilo ante-chrislo,
ante-fraterno, onte-humano, nem sempre
se olham bem, ueste mesmo ponto elle
nao leve desairelos, elle contava amigos,
familia, ilhos, prenles de sous ilhos e
pupilos o muilos aftVicoados ; era serndu-
vida um coraro lavado ; lavado, sim, as
mximas dochrislianismo e da honra.
Este bom corarlo foi accommetlido de
urna malemesc mais poderosa que os re-
cursos da scieucia, mais forte qne os an-
tdotos da medicina ; foi um bom homem
e expirou como um bom christo. Delle
se pode dizer sob a impresso das ideas
de virtude que o lucio que deixou aos que
o conheceram foi misturado de alegra por-
que Dos o recebeu em gloria.
___________ O amino exrortle.
1 IIIII .....WBIIMIIII II II
ello foi sempre grave e sizudo, quer para o pro- cedimento. Se alguma cousa tora adquirido
priotario da casa de banhos, quer para com cada com o seu trabalho, o quejaffirmo ser publico seu
um de seus empregados. viver.
R, pois, grato a sua solicitiide, sabendo da os- Agostnhos 11 de mango de marco de 1860,
Luiz Jorge Vera de Amorim.
Refiro-me aos atteslados cima mencionados.
Agostinholl de marco de 1860. Aulonio Luiz
Amorim.
Atiesto por me ser pedido que ha quatro annos
pouco mais ou menos que moro nosta frexuezia
da Gloria que conheco o Sr. Jos Luiz de Souza,
e lenho conhecido nelle excellenle procedimenlo,
vivendo recatadamente no scio de sua familia
com urna raulo honrosa vida, e que vire sempre
ampregado no laboro de seu servico, c conheco
despido de qualquer mancha que nodoe.
Queimadas 12 de mari;o de 1860.Mo Soares
de Albuquerqne Mello.
(Eslavam reconhecidos.)
Illm. Sr. Dr. juz de direilo de Po-d'iho.
acompanhando o eufraqueciraento sempre cres-
cenle do curso das aguas da companhia, resolu-
Co que loraei mesmo por consolho do pessoas
entendidas, e que me asseguraram que com islo
punha-se um colxele discussoes e exigencias
continuadas.
Tendo pois islo assim aeontecdo. maravilha
sobremaneira ouvir dizer que as fallas d'agua sao
desde o principio altribuidas iinperfeico que
houve na distribuiyo c collocaco dos canos de
transmisso de meu estaboleci'menlo, o que cer-
t.inienlo parece iuverosimel por duas ra/.oes que i Jos Luiz do Souza, conhecido por Calulii, para
nao soffrem coniesiaco, e que- ronvencem : 1*, I '
porque se a lalla prviessn de defeilo no ramal de :
meu cslabelecimenlo, seria ella continua o geral, i
e nao peridica o parcial : 2\ porque humana-
mente nao crivel que essas pessoas entendidas
quem consulTei taxassem de defeituosa nma obra,
para que eoncorreram com seu consclho, com
seu risco, o com sua propria execo;o.
Como j disse em meu olRcio anlecedenle,
agora ainda repitirei,queessa idia desero de-
feilo de meuestabelecimento venido alguem que
(alias habilitado) s por eonsideracoes mesqui-
nhas lembrou-se de a propalar: entretanto um
lal parecer, cheio de prevenidos, porra razio
mostrar-se livre de culpa, precisa que os escri-
ves tal lem fulha do supplicanle com culpa,
ou sem ella : n'estes termos pode oVferimenlo.
E R. M. advogado, Figueiredo Camargo-
Despacho por airara, pagando o donativo na-
cional. Pao d'Alho l.u de marco de 1800. Pei-
xoto.
O Dr. Manoel Teixeira Peixoto, juiz de direilo
n"esta villa comarca do Pao-d'Alho, por Sua
Magostado Imperial e Constilujienal, que Deus
guarde, ele.
Mando aos escrives desle auditorio fallem &
foi ha do crime ou sem elle. Cumprara.
Pao d'Alho! demarro de 1860. Eu Francis-
New-luik, barea americana FaouiS res-
haes, de 412 toneladas, conduzio o seguinte :
5,300 sacos assucar.
Marsclln, barca franceza Leverrier, de 328
toneladas, conduzio o seguinte : 4,400 saceos
assucar.
ftecebedoria tle rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendmentodo da 1 a 14. 30:4538110
dem do dii 15.......1:2183200
31:6713409
Consulado provincial
Rendimonlo do da 1 a 14. 35 1463674
dem do dia 15'
2:8i7.*85
37:994-3519
Movimento do porto.
Navio entrados no dia 15.
Ilallfax 38 dias, barca i'igleza Celia, de 209
toneladas, capilo M Dolby, equipagem 11,
carga 2.607 barricas, 516 caixas com bacalho;
a Saunders Brothers &. G.
Rio Grande do Sul 30 dias, patacho brasileiro
Flor da fuhia, de 210 toneladas, capi'o An-
tonio Goncalves Lima, equipagem 13. carga
900 arrobas de carne ; a Hallar & Oliveira.
Baha 12 dias, patacho portuguez S. Jote, de
273 toneladas, capilo Joo Vioira Ferrinbo,
equipagem 9, em lastro ;a Jos Joaquiru Dias
Fernandos & Filho.
Navio sahido no mesmo dia.
Aracaty hiale brasileiro Novo Augelica, capi-
lo Joaquim Jos da Silveira, carga difieren tea
gneros.
Porlos do Sul vapor brasileiro Persinunga,
conimanlanle Manoel Joaquim Lobato.
ce
o. ha
C
I
de criterio, por lhe fallar o preciso examo e ins- co Anlonoio ltesende deSouza Rangel, cscrivo,
peccSo ocular, firmado emfira apenas cm con-l o escrevi. Peixoto.
jocluras e idealidades, nao deveria actuar no ani-! Nada contra o supplicanle Jos Luiz de Souza,
mo dos dignos directores da companhia do Bebe- | conhecido por Calul, al.csla data pelo cartorio
Horas.
0 2!
1 I
Si
-
B
c
Atmosphera.

Direccao.
g I
| Intensidade.
ni * co ce co ce en ' Centgrado.
ItS til co o i-a 1-1 O Reauwur.
ce >* oc ce ce . ce c . Fuhrenheit
encontrei ura calculo, tencionei quebra-lo por1
meia da lilhotrilia, principiei a fazer-lhe injec-
ces aquosas, mas nunca as pode tolerar, e por
isso praliquei-lhe a operaco da taina lateralisa-
da, depois de chloroforraisado, na operaoo hou-
ve pequea hemorrhaga que foi suslda pela
co
o
d
a oiirina passava parte pelo canal natural
vinte e cinco (lias eslava curado.
6 L'ma parda de 70 annos tinha um grande
Correspondencias.
Com razo hoje geral o clamor que se levan-
ta contra o cloro de nossa provincia. Com effeilo
ompressao; extrahi una pedra de cinco oilavas eis dous vigarios dando bem triste copia de seus i s ,,' V CicnVi
meia, de coasistencia mu forte. Os incommo-1 caracteres aouza Hangei. _
os foram desapparecendo ; no fim de doze dias' Nao sei oque mais admire se o eomportamento LuJ* 'I"f0,li"1 .
Pao-d'Alho 1. de marro de 1860: Era f e
lestemuho de verdade o "cscrivo do subelegado
Alexadre Barboza da Silva Jnior.
Nada contra o supplicanle pelo meu rol de
culpados.
Po-d'AIho. 1." de marco de 1860. Em f de
| verdade. O cscrivo Francisco Antonio B. de
j
ce
o 3 8 Sel Ihjgromelro.
c
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Barmetro.
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V.
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ct tr.
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1 |
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P O
C"
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c.
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v.
e em
indigno, qne comigo leve o decantado vigario da
froguezia da Gloria do Goil Joaquim Ignacio
Goncalves da Luz, que offereci apreciaco do
I lypoma de gordura na tmpora esquerda, tirei-o publico em minha correspondencia insoria no
dor inciso, em Ires semanas cicatrisou. Diario n. 23 deste anno, ou se a estupenda cor-
17 Um hornera de 50 annos foi operado de um respondeneja com que so sabio no Diario de 23
outro na mesma regio c leve o mesmo resul- de fevereiro ultimo seu nao monos decantado
lado.
| 18 Urna senhora de vinte annos tinha um ki-
i loide em urna coxa,tinha amarrado com urn ca-
bello de cavallo a parle saliente, corlando-a, dei-
xou urna ferida sobre a base que estiva unida a
I pelle sa. l-'iz a inciso, reun-a por primeira
intenco, c havendo seguido immooMatamente
para sua casa, .que distava urnas Irinla leguas,
nao live noticia do resultado.
ha mais escrivSes n'este au-
ditorio que fallem folha do supplicanle Jos
Luiz de Souza.
Pao d'Alho 1. de marco de 1860. =Em f de i
verdade. O cscrivo Francisco Antonio B. del
Souza Rangel.
Publicaees a pedido.
A noite clara com alguna ncvoeiros, vento SE,
veio para o terral e assim amanheceu.
OSC1LLA<;.\0 DA MAR.
Prenmnr as 11 h 6' da nianha, altura 5.25 p.
Baixamar as 5 h 18 da tarde, altura 2.50 p.
Observatorio do arsenal demarinha 15 de mar-
OC de 1860- VlEGAS Jl'NIOB.
Editaes.

II.1IA LAGRIMA
Sobre o tmulo do Sr. Lourencn Ma-
nuel le Suuzn, oirerceida 'si seu
saudoso lil!n e meu aini^o. o
Rvni. Dr. Patricio III. de Souza.
O fri vendaval da elernidade
Apaga sobre a fronte macilenla
.1 lampada da vida
(A. de Azevedo.)
Envolla as sombras, as brumas da niorle,
Nos gelos da campa seu corpo ficou.
Bem como as Irevas, vagando sem onrte,
O barco as pedias o naula quebrou.
Dexando os destrocos d'um barco perdido,
Sua alma se asyla no Eterno solar,
(Jual ave que deixa seu horco pendido,
Nos ramos das arv'res, nas aguas do mar.
E pura, som mancha, mas livre d'enlraves,
Quebrando as cadas. seu corpo deixou :
Nos gi JS) nao nioram, nao pousam as aves,
Nem ii.SJfcc o piloto que a nao encalhou.
irmo o vigario de Tracunhaem Basilio Goncalves
da Luz!
Nao sei o que mais de indagar, se as injurias
que s moscheias lauca o Sr. Basilio sobre mira
o meu pai, se as fanfurrias, de que esl pojada
dita correspondencia ao ponto de focha-la o Sr.
Basilio cora urna antevea terrivel, que to pouco
assonta em um ministro do aliar, ou se o desta-
camento, com que se confessa o modo vil, por
19 Um cabra de idade de setenta e seto anuos qne fui tratado em minha justa pretenco, que
tinha, desde rapaz, um lypoma de gordura na I depois aceita e protegida, foi afina] indignamente
regio posterior do pescoco, oslo foi crescendo a rogoilada pelo Sr. Joaquim Ignacio, que com a
poni, de formar ura tumor de dous palmos de mortc do padre Antonio da Silva Cavalcanli
comprmeme e unido dimetro na parle inferior, achou occasiao arada para rcalisar o apetecido
era sustentado por um pedculo da grossura do casamento de sua sobrinha com o afilhado do dito
braco de um homem, a pelle que cobria era pro- padre Antonio, que nunca eonsontio e pelo con-
veniente do couro da cabeca, o que se reconhe- trario sempre seoppoz essa unio.
cia pelo asperto e os cabellos proprios brancos e Nao insislirei sobre esse fado, porque, como
I raros sobro todo elle. Ao v-lo dir-se-lua que j'1 disse, nada perdi cm nao ter rasado rom a
' trazia um suTao as costas, e para andar, encli- sobrinha do Sr. Basilio. Nao fallarei da descen-
: nava-se para dianle, grossas veas notavam-se \ dencia dos Cabelleiras, que o Sr Basilio calum-
: sobre a superficie. Dous mdicos que estiveram ; niosamonle me atlriSue, nao s porque quando
i em Snbr . pelo bom resultado das minhas operacoes, e re- silio so diz ministro, fazer-me resnonsavel por
tfonhecendo a necessidade de aliviar ste pobre accoes que nao commelti, como porque o Sr. Ba-i r .
. homem de um peso que em breve lhe impoaaibi- | sio o menos competente para fallar em des- : as ;.iza -Sl'"'liasdos onjos guiada,
lilaria de andar, fiz una inciso de um e oulro eendencia. Nao Iratarei da maneira pouco cari- ,evcrle as alturas, remoi.la-se a Dous :
: lado, dexando pelle para cobrir o pescoro c o dosa, porque o Sr Basilio expoe era publico a b gara?m ""Joa, de plume ncvada,_
! crneo, extrahi o tumor com o rosio da pello, o minha face, que diz, lambem calumniosa e revol- y"e aaeja "as "UVC1IS se perde nos ecos,
'qual pesou onze libras. Nao empregnei o chlo- lantemente, esbofeleada, porque se quizesso se- E raudo o cadver, gelado sem vida,
roforraio atienta a idade, nao houve emorrhagia.; guir o exemplo generoso do Sr. Basilio e do seu pasto de vermes, estatua no chao,
precioso irmo cu contara a historia de urna Ou naufrago resto de larva despida,
violencia pralicada contra este. Nao narrarei a De negro sudario, de formas emr'p I
amoaea ltimamente foil.i pelo Sr. Joaquim [a>! r
naci meu pai, nem apontare o bom genio do S*f0"'H fa,iercas. solucose prantos,
Sr. Basilio, que nao se conteolou em sua col- "^aiii-lhe """ba, derramam-se alera,
berrima correspondencia em injnriar-me, como : ?! d"bres- as P^ces. os fnebres cantos,
eslendeu-se pessoas inleiramenle estr.nhas -Sao ,hrenM de morle. ^o Tistes tambera.
nossa questo. Apenas procurare demonstrar a Na paz dosepulchro repousa, descansa,
f.-lsidado da aecusaco, que o Sr. Basilio, que \ Distante do mundo, bem porto de Deus,
cortamente deve oslar convencido que curapre o Mas Icj a saudade... nao morre a lembranca,
acto, proprio da misso de pastor da igreia, fez Gravada, esculpida, na mente dos seus.
meu pai.
So eu quizesse fazer rccriminac'es lambem
nao lea falta de materia para aecusaces bcra
graves ao Sr. vigario da Gloria do Goil, que
conscio de seus actos nao osou responder-me em
seu proprio ame; porm contento-mo em o flo-
recer ao publico os documentos abaixo transcrip- Praca do HrCC 13 tlfi mai'CO tic 1880.
f
izas 5
A cicatrisaco fez-se cm tres semanas.
(Co)i(inuar-se-/ia.)
Alem de oulros erros nolam-se : i" observaco
Ires chian, leia-setres chiasisciosa lea-s
viciosana 3a ptynigios lea-se ptyrigiosna 4"
neriomc loia-se nevrone.
Dr. Joo Ferreira da Silva.
Devendo replicar-se a rcsposla do Sr director
da companhia do Beberibe, islo o que vero os
leilores no cilicio que se segu :
Illm. Sr'Kecciando que o meu silencio, do-
| pois pa bem elaborada rosposla que V. S. se dig-
| non dirigir-me em dala de 5 do correnle, possa
ser traduzldo por impossibtlidade de discutir, e
que por falta do razos explique urna acquiescen-
cia tacita, vejo-mc por isso ainda na indeclina-
vel necessidade de pedir a Ilustrada attenco de
Recite, 14 de marco de 1860.
M. de B. Machado
Paira.
E para que cheguc a noticia de todos mandei
passar editaos que spro afiliados nos lugares do
costme c publicados pela imprensa.
Dado o passado n'esta? cidade, aos 13 dias do
mez de fevereiro de 186tj>30'' da independencia
e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do" bastimento, cs-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Ptretti.
Declarares.
COJ1I1EHG10.
V. S. sobre as eonsideracoes que ouso fazer aos l,os; lslu c-oll,a corrida. c attesladjs das anturi-
dfferenles trechos da referida resposta. | acs pessoas mais agradas da froguezia, polos
Primeiramenle, e antes de ludo, permilta-mc q"iaeS sn conh.cccr- T10 s satnico desojo do
V. S. dizer-lhe.que ha completo esqueciinonto om l';1!,.lmll'ar sena capaz de fazer o Sr. Basilio vo-
V. S., quando om sua resposta allinna que foi
Tendo-se dado falla d'agua nos chafarizes
prximo passado, e comeco do presente, tornou-
nou-seella sensivel em grande escala no decur-
so do presente mez, cm que as aguas dos chafa-
rizes da ra do Sol e praca do Imperador tem-sc
conservado estagnadas diariamente al 0 horas
da manha, e as vezes at mais tarde, resultando
disso atropello publico, e nao pequeos prejui-
zos ao respectivo arremalanie, pois a concur-
rencia habitual das pessn.13, qne vo all buscar
Agua, se tem afugenlado para oulros cliafarizes,
que nao pertencem oo mesmo arrematanto ; e
sendo que muitas vezes as mesmas fallas se do
das 6 as 7 horas da larde ; contra tudo i?to tem
s hontem (i do raez que corre) pelas 5 horas da
larde que soube da falla d'agua que eu experi-
montava cm meu eslabolecimento, pois que lem-
brado devora oslar V. S., de que no sabuado (3
desle raez) das 11 horas para o meio dia. na ra
da Cruz, c era presenta do pessoa do meu e do
coiihecimcnio de V. S, o fiz sabedor d?ssaoc-
currencia: cumprindo-me ainda observar, que
se o olficio de pnrtlcipacao, que live a honra da
endorecar a V. S no dia 4, s foi visto por V. ,S.
s 10 horas e meia da noite, sendo entregue na
casa de sua residencia depois t'n' 6 horas da tar-
de, nasceu tudo islo, nao do negligencia riu rao-
rosidade de minha parte, porquo fui solicito cm
olliciar logo s 2 horas, porm de nao sor V. S
encontrado cm casa, apzar de procuiado por
vezes.
Islo posto, c entrando na materia que me de-
ve oceupar, pereceme que o faci, affirmadopor
V. S., de correr no dia i agua sem o menor em-
banco nos chafarizes da ra do Sol, Concordia,
largo do Carmo e ra Augusta, nao podo autori-
zar a consoquencia que V. S. tira ; islo dahi
jamis deve resultar, como corollario, que parla
o dofoilo, segundo V. S. conjoclura, da m dis-
posicao dos canos da casa do banhos: porquan-
to, a ser assim, en to esses chafarizes que esio
ollios vistos em ura nivel mais baixo, que os
depsitos da casa de banhos, deveram fluir pe-
rennemente, mas so islo o que nao acontece
sempre, porque algumas vezes paralysam sua
torrente, a ponto do sentir-se falla d'agua na ci-
dade, logo, sem reccio de erro se deve concluir,
que existe lal ou lal dofeilo e desairanjo, geral,
ou parcial no cncananionto da nobre companhia
do Beberibe.
E lano sto verdade, que V. S. mesmo, no
ver estes acanlecimenlos, atiribuio-os ao abuso
do alguns arrematantes servirem-se dos respec-
tivos osgotos, occasiunando assim o enfraqueci-
menlo da curenlo das aguas.
Continuando V. S. em sua resposta sempre no
designio de convenecr-rae que o nial e dofoilo
parle, nao do cano de communicaco, porm da
m dislribuico o collocaco dos do meu estabe-
locimonlo, aprsenla como prova dalarem as
minhas queixase reclaniacoes de falta d'agua lo-
go da porha em que foi franqueada ao publico a
casa de banhos, accrescentando mais, que desde
enlo deixou a respeilavol companhia de alten-
der-me, cm consoquencia de lor recorrido pes-
soas entendidas, que reconheceiara, que a falta
' provinha da imperfeico de minhas obras.
Pois bem, comquanlu as palavras de V. S. le-
nham para mtm, bem como paia todos, loda f,
c eu jure sem pro nellas, como oulr'ora os peri-
palhelicos nas palavras do seu mestre, todava
peco pcrmisso para dcixar de acompanhar a V.
S. no que diz relativo no lempo de minhas quef-
xas, aflirmando comludoquanlo a espnntaneida-
dfl tem de mnis sincero, que nao dalnm ellas
dosse tempo n que V S. as faz remontar, porm
sim de algum lempo depois.
I.embrarei lambem a V. S., que duranle a ad-
ministraco do Sr. S e Souza, quem recorr
por algumas vezes, pedindo providencias fal-
las que se davam, tio como agora duradoiiros.
milar sua peconhenta baba sobre meu pai. Muilo
maior numero de atteslados poderia apresenlar,
se nao tomosse abusar da paciencia do publico.
Os Sis. Basilio e Joaquim Ignacio podero con-
seguir o mesmo de suas ovelhas?
Manoel de Souza Lial.
Illm. Sr. shdclegado da.Gloria.Jos l.uiz de
Souza, condecido por Calul, a bem de sous di-
roilos, jirecisa que as pessoas gradas desta fro-
guezia da Gloria, alteslem qual o seu comporta- Volumes entrados com fazendas
ment civil, e moral : nestes termos pede dote-
rmenlo.E. R. M.Como procurador, Manoel
de Souza Lial.
Atiesto que o supplicanle al o presente lom
tido regular conduela como allega em sua peli-
oo.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes oficas.
Cambios sobre Londres 25 3[8 d. 90 dry.
George PatcheltPresidente.
aboarcqSecretario.
.Ml'amli'ga.
Rendmentodo da 1 a l. 1S0.291$108
dem do dia 15.......21:0519021
201:352*120
Movimento da
alfandega
209
com gneros
Volumes sabidos com
com
fazendas
goneros
------589
80
572
652
Palmerinha 2 de marco de 1800.Barros Al-
buquerqne.
Atiesto que o supplicanle de bom comporla-
mento e at o presente nao lera nota em seu pro-
cedimenlo e so alguma cousa tem adquirido
com seu trabalho o que allirmo ser publico seu
vi ver.
Povoaco da Gloria de Goil 3 de marco de
1860. Manoel Antonio de Souza Costa, cscrivo
do juiz de paz e subdelegada.
Atiesto que desde que conheco o Sr. Jos Luiz' Barca "francezaPernambuco-niercadorias.
de souza t.alulu sempre tem tido bom nome. ..l,.,1i.l,ill ..,....,.
Goil 3 de marco de I800.-Antonio Vicente "*
de Aranjo.
Doscarregam hoje 16 de marco.
Barca inglezaBel ia bacalho.
Brigue inglozAdelaidecerveja e barrlha.
Brigue inglezLimosforroccarvo.
Brigue inglezEcclipsebacalho.
Barca portuguesaSympaihiadiversos gneros
Brigue portuguez Harmona diversos g-
neros
Barca americana Brasileira farinha e milho.
Brigue sueco=William Tersmeder = laboado e
ferro.
Allosto o mesmo.Antonio da Costa Poreira.
Alleslo que o Sr. Jos Luiz de Souza, conhe-
cido por Calul tem bons coslnmes.
Gloria 3 de marco de 1860.Joaquim Pedro
do Nascimenln, inspector.
Attoslo que o Sr. Jos Luiz de Souza lem boa
conducta civil e moral.
Gloria do Guita 4 de marro de 1860.Joo
do Prado Miranda Biboiro.
Beflro-me aos atlestados cima declarados.
Olhos d'agua 4 de marco de 1860.Pascoal
Soares de Figueiredo.
Refro-me aos atlestados suppra.
Garaileira de margo de 1860.Francisco de
Souza Pinho.
Befiro-me aos atteslados cima mencionados.
Engenho Bom Jess 4 de marco de 1860.
Francisco Virginio Bodrigues Campello.
Refiro-me aos raesraos cima declarados.
Joo de Souza Cosa.
Refiro-me ais atteslados supra por ler inlcro
conhecimerilo do supnlicnnle.
Gloria 5 de marro de 1860.Joaquim Barboza
do Souza.
Refiro-me aos-tleslados supra por ser inlei-
ramenle verdade o que me consta.
Engenho Canavieira 5 de marco de 1860.Jos
Marques de Araujo Pnheiro.
Alleslo que o Sr. Jos Luiz de Souza tem boa
conducta civil e moral.
Palheta 6 de marco de 1860.Caetnno Corrcia
do A mural.
Refiro-me ao atlestado supra por ter inlcro co-
nhocimonto do supplicanle.
Patete 8 de marco de 1860.Alexandre Cor-
rc-U do Araaral.
Atiesto que o siipplicaBte o Sr. Jos Luiz de
Som.** vire-cem decencia,, e aunca vi fallar que
Renlimonto do dia 1 a 14.
dem do dia 15 .
38 700S896
3:2305303
41.9318199
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1
dem do dia 15
a 14.
6:429*861
30159801
6:73158 0 \
Despachos de exportacio pela me-
sa do consulado desta cidade n.
dia 1 de marco de tSflO
CanalBrigue inglez George, Roslron Rooker
& C, 500 saceos assucar mascavado.
Rio da PrataBrigue inglez John & Mary, A.
Irmos. 23 cascos cachaca.
ValparaizoLugre bremence Thcniis viuva
Amorim & Filho, 1,100 saceos assucar branco.
New-YorkBrigue americano Bahio, Borolt &
C-, 500 saceos assucar mascavado.
Rio da PrataBrigue portuguez oPauline, A.
Irmos, 300 barricas assucar branco c 15 ditas
dito mascavado.
LisboaBrigue porluguex Soberano, T, de A.
Fonseca, 108 cascos mel,
LisboaBrigue portuguez Tarujo I, Manocl A.
Guerra, 20 pranchoes de omarello.
LisboaBarca porlugueza Gralido, C. No-
gucira l C, 16 saceos assucar branco, e 120
ditos dito mascavado,
San-MiguelPatacho portuguez Soaso & C. >,
Joo T. Cordeire, 44 cascos mel. ; viuva Pe-
iclra da Cunha, 3 barritas assucar branco.
Kvportacao.
Rio Grande-do Sul, harca nacional Meclanna,
de22 toneladas, cotidozio o.seguale. 1,150,
barricas, o 102 saceos msucjic
O padre Jos l.eile Pila Orligueira, juiz de paz 4"
supplenle em exercicio do 1." districto da fre-
guezia de S Frei Pedro Goncalves do Recife,
em virtude da lei, ele.
Fuco saber, que tendo o Exra presidente da
provincia, por olficio de 23 de fevereiro prximo
passado, designado o dia 15 de abril prximo
vindouro para a reunio da junta revisoura da
qualificaco dos cidadaos votantes, visto que, por
impedimento dos respectivos juizes de paz, dei-
xou de ler lugar no lempo marcado na lei n.
387 de 19 de agosto de 1846. Convoco por isso a
lodos os eleitores e supplentcs desta froguezia
para que comparecam s 9 horas do indicado dia
15 de abril na igroja matriz do Corpo Santo, para
que se possain prehencher as disposicocs da
mesma lei ; os quaes eleitores e supplentcs sao
osseguintes :
Eleitores.
Domingos II Mafra.
Antonio II. Mafra.
Manoel Amancio da Santa Cruz.
O coronel Antonio Gomes Leal.
Manoel Antonio da Silva Antunes.
Flix da Cunha Teixeira.
Antonio Marques de Amorim.
Francisco Xavier de Oliveira.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Cosa Soares.
Jos Pedro das Noves.
Antonio Jos de Castro.
Joo Marques Corroa.
Jos Joo de Amorim.
Iznacio Antonio Borges.
Antonio Bolelho Pinto de Mesquita Jnior.
Estcvo Jorge Baplista.
Supulentes.
Jos de Aquino Fonseca.
l'olisberto Ignacio de Oliveira.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Manoel da Silva Nevos.
Padre Jos Leile Pila Orligueira.
Antonio Jc.se Silva do Brasil.
Candido Thomaz l'ereira Dulia.
Manoel Bastos de Abrou Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves
Joaquim Jos de Sant'Anna Barros.
Andr Xavier Vianna.
Joo Prudencio da Cruz.
Alexandre Augusto de Trias Villar.
Jos Roque Antunes Villara.
Jos Alexandre dos Passos.
Dr. Cosme de S Percira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Antunes.
Cortos de que serao postas cm vigor as dispo-
sicocs da mesma lei para os que faltarem sem
causa justificada.
E para que cheguc ao conhecimenlo de todos
e nao se possam chamar a ignorancia, mandei
passar o presente, que ser afixado no lugar
mnis publico desta mesma freguezia e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla freguezia de S. Frei Pe-
dro Goncaives do Becifo, aos 13 de marco de
1860.Eu Manool Alexandre Gomes de Mello,
cscrivo e osero vi.
Padre Jos l.eile Pila Ortigueira.
O Dr. Anselmo Francisco Piretti, commenlador
da imperial ordeni da Rosa c juz de direilo
especial do commercio d'eela cidade do Recife
capital da proMncia de Pernambuco e seu tor-
mo por Sua Mageslade Imperial, e constitu-
cional, o Sr. D. Pedro 11, que Dos guarde
etc., etc.
Furo saber aos que o prsenle edital virem e
d'elle noticia liverem, em como o commendador
Manool Goncalves da Silva me fez a pelico de
theor segu ule !
Illm. e Exra. Sr. O commendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante matriculado e eslabe-
lecido n'esla cidade, quer fazer citar a D. Isabel
Carolina Bourgard Jardim, viuva do finado Ma-
noel Pereira Jardim, assim como os herdeiros
d'este para verera propr e responder a urna ac-
co ordinaria em que o Supplicanle tora de pedir-
Ibes a quanlia de 727^326 is., que aquello Jar-
dim ficou a dever-lhe por saldo de conta come
melhor expressar na mesma aeco o roquer a V.
Exc se digne mandar citar a supplicada que c
moradora n'esla cidade, e que visto ler o suppli-
canle justificado no juizo da concilaro sorem
incerlos os supradilos herdeiros o mora re ni em
lugar nao sabido, para ellos se passe carta de e-
dilos citados os Drs. curador geral c procurador
fiscal da fazenda nacional, sob pona de revelia,
juros c cusas, e Picando logo todos citados pava
todos os termos da causa e sua execuro al real
embolso do supplicanle independentede nevaci-
laco
Pede a V. Esc.Illm. Sr. Dr. juz especial do
commercio defirimenlo.E. R. Me.Advogado
Jocomc Pires.
F. mais se nao conlinha em tal peticSo, que foi
por mim despachada pelo iheor seguinte :
Distribuida como requer.
Recite, 9 de fevereiro de 1860 -A. F. Pe-
relti.
E mnis se nao conlinha em meu despacho que
vni aqui transcripto, cm virtude do qual foi a
mesma pelico deslribuida ao cscrivo des'e jui-
zo Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, que
fez passar o prsenle edital com o prazo de. 30
dias, pelo theor do qual chamo, cilo e hei por ci-
tado nos referidos herdeiros. para que dentro de
referido prazo comparecam u'este juizo, a fim do
allegaron a sua defeza sobre o expendido na pe-
lico asima transcripla sob pena de revelia; pe-
lu qpe loda e qualquer pessoa, prenles, amigos
ou conhcii los dos mencionados stipplicndos os
pud.crao fazee Kicntc do que cima tica dte.
Pela delegacia do termo de Olnda, foi np-
prehendido um cavallo alaso, queconduzia um
individuo, o qual foi preso por suspeitas deque
o tivesse furtado. Delegacia de polica do termo
de Olinda em 9 de marro de 1860.Caetano Fil-
gueiras.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lera de comprar os obiectoo
seguinles:
Para provimentr> dos armazens do almoxari-
fado do arsenal de guerra.
40 meios de sola garroliada.
Para o meio batalho de caradores da Parahiba
do norte'.
Popel alniaro, resma 6 : canelas 2 ; tinta prela
para escrevor, garrafas 6 ; collecco de cartas
para principiantes, exemplares 20 ; laboadas.
exemplares 20 ; grammalicas portuguezas por
Monte-verde, ultima edico 6 : compendios do
arithmlicas por Avila, exemplares 6 ; paulas 6;
traslados do escripia, exemplares 20.
Quem quizor vender taes objeclos aprsenlo
as suas proposlas era carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manlia do dia 21 do
crrenle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
marco de 1800.Bento Jote l.nmenha Lint,
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo coronel vosal secretario interino.
BECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rondas in-
ternas, em cumplimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da faicnda de 10 de Janeiro prximo fin-
do eda portara n. 76 da thesoorarta de 16'do
corrento, tendo mandado intimar no dia 21 s
companhiasc sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorparadns com
sua autorisacn, e que nao linham pago os novos
e velhos direitos pela approvaro pe seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos lgaos pa-
ra que entrassem com sua importancia -e revali-
daco para a mesraa recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constam de urna relaco as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao : companhia de se-
guros maritimos ulilidade publica, idom da estra-
da de torro de Pernambuco, idom pernambucana
de navegaco cosleira, dem de seguros marti-
mos indf ranisadora. idem de colonisacao om Per-
nambuco, Alagoas c Parahiba, das quaes somenla
as duas de seguro martimo mencionadas mos-
traram haverpago o sollo de seu fundo capital e
os novos e velhos dreilos pela approvaro de '
seus estatutos, faz transcrever o art. 9 e nico
do decreto n. 2490 de 30 de selembro do anno
prximo passado que sujeila s penas do art. 87
do regulamenlo de 10 de julho de 1850 aos em-
pregades e autoridades administrativas ou judi-
ciarias que de aualquer modo reconhecerem a
existencia das sobrcdilas companhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anoriymas ou companhias que entrarem em
operaroos ou estvorom funecionando contra o
disposto nos arts. 295 o 296 do cod.go commerciel
e por consoquencia sem pagamento do sollo do
seu capital, esto sujeilos a disposiro do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de" 1850, alem
das mais penas em que iucorrerem, na confor-
midade da legislaro m vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitaren), at-
tenderem, doforirem ou adrailiirem reclamacoes,
requerimentos, represenlaroes, acedes, ttulos e
documentos do aualquer natureza, apresenlados
em nome do companhias e sociedades anonymas,
suas caixas filiaes c agencias em taes circunstan-
cias ou do suas adminslraroes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia flearo exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Ptla administrado do corroio dosla cidade
se faz publico a quem interessar possa, o artigo
10 das instmrroes que pelo ministerio do impe-
porio foiam Transmitlidas directora geral dos
crrelos com o aviso de 16 de dezembro do nn-
no poooado. ruja rignrnsa cxecirSo dovoi lor lu-
gar dol.u de julho do correntc'anno em Oanle :
Art. 10. As carias seguras deyerao, alm dos
mais requisitos exigidos pelo regulamenlo, sor
fechadas cora lacre de urna s cor, em dous ou
mais lugares visiveis, c os fechos sellados com
sinete particular do uso do segurador, tomndo-
se quaesquor oulras cautelas que a experiencia
for indicando como necessaras, e forera ordena-
das polo diretor peral. Corroio ae Pernambuco,
12 de marco do 1800.O administrador, Domin-
gos dos Pa'ssos Miranda.
Pola contadura da cmara municipal do
Recife se faz publico que no fim do correnle mez
se termina o prazo para o pagamento, sem mul-
ta, do imposto municipal sobre estabelecimen
tos.O contador, Joaquim Tarares Rodovalho.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment>
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jeclos segu u l es :
Para a fortaleza dos Santos Res Vagos da pro-
vincia do llio Grande do Norte.
2 bandeiras de seis pannos de flele con. ar-
mas imperiaes.
Para o 10 batalho de infnntaria.
211 esleirs de palha do carnauba ; 200 grava-
fas de sola de lustre ; 2t)() manas de la.
Ouem quizer vender taes objectos apresenta
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manlia do dia 18
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
marco de 1860.Bento ios Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho de compras navacs.
Tendo-se de promover a acquisico do mato-
riel abaixo declarado, bom como de contratar-se
o fornecimento de vveres e de oulros objectos,
por lempo do iros mezes a contar do 1. de abril
ao ultimo dejunho, para o consumo dos navios
da armada, e eslabelocimenlos de marinha ;
manda o conselho de compras navacs fa/or pu-
blico, que tratar deesa acquisiro na sesso de
20 do correnle mez, e do contrato na do 21
tambora do correnle, vista de proposlas pre-
sentadas al s 11 horas da manha, c sob as
clausulas ou condicocs do estro, sendo que os
pretendemos ao coiilrafo devero achar-se acora-
panhados dos Dadores para, concluido que soja,
assignarem de promplo o respectivo termo-
Aquitigo os objectos do material.
400 medida's azoilc de peixe, 1 cabo de couro.
2i calcas de panno azul para imperiaes mari-
nheiros, 100 camisas de brim.100 calcas de dito.
100 cobertores de la, 24 fardas de panno az:il
para aprbudizes maruheiros,20 arrobas graxa do
Rio Grande, 100 lencos de soda prela, 12 lanter-
nas de patente, 2 arrobas progos de forro de 4
pollegadas para coslado,60 arrobas ditos de cobre
de 4, 5 c 6 pollegadas, 100 j cadornos papel de
Hollaiida. 24 paros de sapalos, 3 arrobas sebo
em pao, 20 arrobas zinco em barra.
Fornecimento dos vveres e oulros objectos.
Arroz do Maranbo, agurdenle branca de 20
graos, assucar branco grosso, azeitc doce de Lis-
boa, bolacha, bacalho, caf, cangica, carnauba,
carne verde, dita socca, farinha de mandioca,
feijo, manteiga, malte, pao, estearina, loueinho
de Lisboa, vinagre dem.
Todos os objectos da melhor qualidade.
Sala do conselho de compras navaes', era 12
de marro de 1860.- O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos A njos.
THEATIO
DE
anta Isabel,
SABBAO 17 DE MARCO DE 1860.
EM BENEFICIO DOS ACTORES
ROZENDO CARVALHO.
Logo que a orchestra terminar urna escoHiida
ouverlura, abrr-se-ha a scena e a companhia
dramtica sob a direccao do artista Coimbra, re-
presentar o magnifico drama de grande espect-
culo, cm 5 actos;
nauTiLflDoi


C4-)
o wmm.
No qual tomar parle toda companhia dando
lim o divertimenlo com a bem conhecida farca :
O REGRUTAMENTO
NA
%a\>^A\a
-
Na qual o Sr Rayajundo, e as Sras. D. Isabel,
c I). Julia dansaraoyJinVnteressante lundum.
E este o espectculo que os beneficiados leem
honra de olTerecer ao digno e respcilavcl publico
desta cidade. ..
Os beneficiados, bem como seus dignos compa-
nheiros nao se pouparoa esoreos e sacrificios
para bem salisfazerem a espectaliva daquelles qu
se dijnarem honra-Ios e protege-los.
Os beneficiados protestara desde j a sua eter-
na gratidio.
<'s bheles acham-se venda no lugar do cos-
tume.
Coraecar s 8 horas.
Avisos martimos
I'ara
Rio de Janeiro.
Segu nestos dias a bem conhecido e veleira
barca nacional Recife, por ter a maior parte da
carga prompta ; para o resto que Ihe falla trata
>m o consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Carneo, na ra do Vigario n. 17, priraeiro
andar.
Parao Aracaly
seguir o maia breve possivel o hiate Exhala-
cao ; para o resto da carga e passageiros, tra-
pom Gurgel Irroos, na ra da Cadeia nu-
mero 28.
CEAlt r. ACARACL".
S( gue com muita breviJade o hiate Bom A-
migo, recebe carga e passageiros : a tratar com
Cactano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Sanio
numero 25.
Para Lisboa.
Sabe infaliivelmente no dia 17 do
coi rente, a bem conhecida barca Gra-
tido.ainda recebe alguma carga miuda
e passageiros para os quaestem os melho-
res commodos : a tratar com os con-
ignatarios Carvalho Nogueira & C. na
rua do Vigorio n. 9, primero andar,
ou com o capitao A. P. Bjrges Pestaa
m praca.
Para o Porto
O veleiro e bem conhecido brigue portuguez
Harmona, pretende seguir com muita brevida-
de, tem parle de scu carregamento promplo :
para o resto que lhe falta irata-se com os con-
signatarios Azeredo Mendes. no seu escriplorio
rua da Cruz n. 1, ou com o capitao Arnald Fer-
n andes dos Reis, na praca
Para Lisboa
tai salar mpretcrivelmcnle no dia 25 do corren-
le, o brigue portuguez Soberano, para carga e
i issageiros, a quero, offerece bons commodos,
trata-se com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capitao na praca.
Attencao.
Vende-se a borcaca Douradinha, de 750 ar-
rullas 800 .suecos, co'nslruida com as melhores
mailciras e bom massame, de segunda viagem :
quem pretender dirija-se ao caes do Ramos n.
2, a f..ilar com Prxedes da Silva Gusmo.
patacho portuguez Souza & C. capitao
FranciscoJoaquim de Sc/a, pretende sabir im-
prelcrivelmente no dia 20 do correnle para a
ilhade San-Miguel, ainda pode receber alguma
carga miuda : quem pretender entenda-se com
JrSo lavares Cordeiro, na travessa da Madre de
Dos n. 9, ou com o referido capitao.
Porto.
_ A bem conhecida barca portugueza Sympa-
thia, por sua cxcellcnte marcha e conslruceo,
acha-sc proposla a lomar carga c passageiros,
que se deslinem cidade do Porlo, par* onde
tem de seguir brevemente : os pretendentes. de
una ou ouira cousa, eniendara-se corr os consig-
lrios, rua da Cadeia do Recife a. 12.
Maranlmo c Para.
O veleiro patacho Alfredo, capitao Manoel da
Silva Sanios, lem parle do carregamento con-
tratado e pretende seguir cora toda a brevidade
aos portosindicados: para a carga que lhe falla
trata-se com os consignatarios Almeida Gomes,
Ai', es i C, rua da Cruz n. 27.
MARIO DE PERNAMWJCO. SEXTA FETRA 16 DE MARCO DB 1860.
real anunu
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Por/iiga/, espera-se da Europa de 19
(.' corrento era diante c segu no inesmo dia
ara os [torios do su!, para passagens trata-se
com n agentes Tasso Irmos.
Leiloes.
Consulado de Franca.
O agente ilyp|jolito fara' leilao a re-
q-ierimento dos Srs. Joo Keller & C,
por orJem dos Srs. visconde de Lcmont
em pre$enca do mesmo senlior, e por
conta e risco de quein pertencer de urna
catxa marca P diamante n. 1, com
2) duztas de chales de mussulina bor-
dados avadados no navio francez L'Oc-
cident, capitao Hauthois, na sua recen-
te viagem do Havre, a qual caixa se
a cha depositada no armazem dos Sis
Joao Keller & C. na rua da Cruz e ahi
sera'eirectuadoo leilo: sabbado 17 do
corren te as 11 horas em ponto.
C3
20cabecasdegado
Sabido \"2 do crvenle.
O agente Borja aulorisado pelo Sr. capitao
Leopoldo Augusto Perreira, que so acha no Rio
de Janeiro, far leilo na porta de seu armazem
na roa do Imperador n. 15, de 20 canecas de ga-
rio, consislindo em garrotes, novilhas, vaccas,
e vaccas lurinas, acostumadas a esle paslo ; que
serio vendidas em um s lote ou a vontade dos
compradores.
Principiar s 10 horas em ponto,
LEILAO

PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilo por conta de
quem pertencer. hoje 16 do crreme s 10 ho-
ras da manha no armazem do Sr. Annes de-
fronte da alfandega
DE
100 barrisinhos com sardinhas sendo os barris
de 500 sardinhas.
O agente Hyppolilo da Silva far leilo no dia
17 do corrente, de 9 cavallos de Montevideo,
chegados ltimamente pelo navio francez Fgaro,
osles cavallos sao os niais bonitos que lem vindo
al hoje a este mercado, o dito leilo ter lugar
na cocheira do Sr Joaqnim Paz Percira da Silva
confronte ao arsenal de mannha as 10 horas em
ponto.
LEILAO
o 9-a-
a r si
(O o, 2 =
o? 3 o
O. 2 SS I'a
< c-
o m Ca (t>
c a a
c a -5
/.
5-P
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3
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so
o
>
o
55
T*Z
C
A a60 rs.
Laas para vestidos eroupas decriangas, fazen-
das de padroes modernos : na rua do Queimado
n. 17, a primeira loja passando a botica.
Por metade de seu valor.
Sedas pretas lavradas em corles, pelo diminu-
to preco de 20$ o corte : na rua do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
Nos dias 16, O e 23 do corrente mez de
marco, vai praca o engenho do Brum, de renda
por lempo de tres annos pelo juizo de orphaos,
comecando a renda do 1. de maio desle anno
em dianle : os pretendentes examinem com an-
tecipacao. As condices do arrendamento exis-
tetn em poder do porteiro do mesmo juizo.
Precrsa-se alugar una pessoa que rena as
qualidades de saber tratar bem de ravallo, e ser
felor de sitio, sendo para servir a um moco cs-
irangciro que mora fora da cidade: quem se
julgar neslas circumslancias, e possa dar flanea
de sua conducta, dirija-se rua do Crespo n. 4
casa do meio, que far bom ajuste
EifiJB) '
I
9
P
----- -^^. -- --i i ^kj^v i i II 1l__||r T||_iL"
Seguro coDtra Fogo
COUPAKniA
tK
Jrocg
Aluga-sc urna loja excellenle para deposito!
de massas, ele sita na rna das Cinco Ponas, lar- '
go do Ierro : a tratar na rua da Cadeia n. 33,
Sexla-fcira
corrente.
O agente Boija aulorisado por urna familia
que se retira para fora da provincia, far leiliio
em seu armazem na rua do Imperador n. 15, do
sua rica mobilia de Jacaranda, candelabros, fti-
ca, crystaesetc., etc.
Assim como
vender na mesma occasiao urna porcao de ca-
deiras de vime que sero onlregues sera reserva
de preco.
Principiar s 10 horas em poni.
LEILAO
DE
Un escrayo
Sexta-feira 16 do corrente.
O agento Borja far leilo em seu armazem na
rua do Imperador n. 15. por despacho do lllm.
Sr. Dr. juiz de orphaos e a requeriraenlo de
Hermenegildo Eduardo Reg Monleiro, curador
do prodigo Claudino Jos Alves de Amorim, do
escravo \ cente pertencenle a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no dia cima designado.
Na mesma occasiao.
se vender urna escrava peca com habilidades.
Dar principio s 11 horas em ponto.
Consulado de Franca.
Leilo
O agente Hyppolito fara' leilo a re-
quenmentodos Srs. Rocha Lima &Gui-
maiaes, por ordem do Sr. visconde de
Lemont cnsul de Franca em presenca
do mesmo eunlior, c por conta e risco
de quem pertencer.de urna cai\a mar-
ca JJGBn. 18, contendo 8 duzias de
crinolinas avariadas no navio francez
Ville de Bologne, a qual caixa se acha
depositada no escriptorio dos Srs. Ro-
cha Lima na rua da Cadeia do Recife
por cima da loja dos Srs. Martinho &
Oliveira, sendo no inesmo escriptorio
eifectuado oleilao : sabbado 17 do cor-
rente ao meio dia em ponto.
LEILAO
LONDRES i
AGENTES {
G J. Astley & Companhia. |
j-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro para |
purgar assucar. I
Eslanho em barra.
marci-
neito.
Vinhos finos de Mosclle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
zem de C.J. AstlevAC.
:loja.
Caeano Pinto de Veras faz sciente a quem
| inlercssar que esl em exercici da vara do juiz
]de paz do 4 anno, do priraeiro dislriclo da fre-
guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-
! la cidade, para que foi eleito c que despacha na v^im-ii'i ^. 1
I casa de sua residencia rua de S. Francisco n. 8, i V CI IlIZ COpai.
o em qualqucr parle que for encontrado ; e que P-ilK irhi r\ii
da audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 lfi t lllll"lua pia
horas da larde como ja lem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recite 2'J de fevereiro ,
de 1860.
9m Dr. Cosme de Sa' Fereirag
ir'lde volt de sua viagem instructi-^
ltiva a Europa continua no exer-HI
'^ciciodesua profissao medica. W
Da' consultas em seu escripto-^E
rio, no birro do Recife, rua da^f
tiCruz n. 55, todos os dias, menos]
A nos domingos, desde as G horasL
^t as 10 da manhaa, sobre os'
\ seguintes pontos :
I*. Molestias de olhos ;
i'. Molestias de coracao e de O
peito ; p
5-. Molestias dos orgaos da gera-|
cao, e do anus ;
-". Praticara' toda e qualquer^
operacuo quejulgarconvenien-S(
te para o restabelecimento dosf*
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- s
wSsultarein sera' 'eito indistincta-^
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excep^ao os doen-:
g tes de olhos, ou aquellesque porm
& motivojustoobtiverem hora mar-^
cada para este lira.
A applicacao dealguns medica'-
;3|mentos indispensaveis em varios
^. casos, como o do sulfato de 0l_
ag pina etc.) sera'feito.ouconcc. ido^(
^^gratuitamente. A confianca que&
"Snelles deposita, a presteza de sua |)
accao, e a necessidade prompta ^
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
ATTENfM
Vendem-se velas de composicao de muito boa
qualidade, em arrobas, por prego muito com-
modo : na labrica do largo do Terro n. 29.
= Vendem-se ps de sapolas grandes, em
barris, propriospara embarque : na rua do Mon-
, dego, otaria do Sr. Marcelino Jos Lopes.
= Tergunla-se ao Sr. Manoel Pedro Florencio
I Gomes da Silva, se crirae que seu filho traba-
I lhe era alguma obra, quando elle procura.
Antonio Joaquim de Almeida e sua mulher
lem justo e contralado vender a sua casa na
campia da Casa Forte : se alguem liver direito
a mesma, ou ao terreno em que se acha, queira
annuuciar.
Deseja-so fallar a um Sr. Joaquim Ferreira
Pinto, que tem transaeces com o Sr. Jos Can-
dido llamos : na praga da Independencia n. 26.
Giusppe Pansa e Biase Brando, subditos
Napolitanos, reliram-se para Marselha.
Pechincha.
Vendam-se queijos muito frescos a 15800, ar-
roz a 100, e 80 rs a libra, latas do ervilhas a
500 rs., manleiga ingleza a70)rs, dita franceza
a 600 rs.. bolachinhas finas a 320 a libra, e ou-
tras rnuitas cousas, tudo por barato preco, que
s a vista faz fe : uo deposito do largo da* ribeira
de S. Jos n. 15.
Attencao.
Vestem-se anjos para procisso, com todo o
asseio o perfeico ; na pa da Cruz do Recito n.
50, por cima do escriplorio dos Srs. Scve, Fi-
ltras & C.
Precisa-se de um moco portuguez de 14 e
16 annos, para caixeiro de urna taberna, pree-
rece-se que j lenlia alguma pralica da mesma,
e que d'j abono a sua conduela : no pateo do
Terco i). 32.
Novo armazem de tandas
ASSOCIAgO
e modas
DE
PELO AGENTE
ISflSl
O referido agente farii leilo por cotila de
quem pertencer, sexta-feira 16 do corrente s 10
hora; da manha na porta do armazem do Sr
Annes defronte da alfandega
DE
100 barricas com cerveja marca cobra.
20 barris grandes cora manteiga americana.
30 saceos com feijo mulalinho muio novo-
15 barris com toucinho de Lisboa.
50 barricas com bolachinha americana.
Caixas com queijos flaraengos.
[doentes.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA
LE-
SALSA PABBIL0.4
DE
Avisos diversos.
Perdeu-sc
por volta das 6 para G e meia /jotas da
tarde, do dia 14 para 15 do corrente,
da rua de Ilortas ao becco dos Martv-
rios ate a botica do Sr. Torres, urna
chave c umsinetc imitando ura copido,
tudo de ouro, enfeitesde relo/jo: achou se qaizer restituir, dirija-se a es-
ta typo{jrapha ou na rua Augusta, casa
defronte da de n. 20, que sera' grati-
ficado generosamente.
mm%wz eeMnams smmsy&n
I Liquidaco a |
I dinheiro. I
g Vestidos de barege e de gaze de seda j
f| de duas saias c tres babados a 20*; na f
3> luja amarella da rua do Crespo n. 4 de a
I Antonio Francisco Pereira: 9||
iW nr s*% P.V Wfe 93W WS Bcmjquizeramos que n5o fosse a
scena o RECUUTAMtiNTO NA ALDEA,
velha enojenta farca, s digna de c-
dades de quinta clisse.mas nao nos dan-
do com os beneficiados, vimos pedir-lhe
pelo presente, tirem essa nodoa que se
acha inscripta no seu programma, le-
vando os DESAFOS.
O bilheteiro.
Quer-scalugar
urna boa casa terrea ou um andar de sobrado nos
balrrosdeS. Jos, Sanio Antonio o Recife : quem
liver pode dirigir-se, para iralar, a praca da In-
dep?ndencia n. 34, loja de chapeos, ou onnuncie
por es te Diario para ser procurado.
QK
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades dofigado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e crupcoes que resultam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, achara-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitaces da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao ellos os nicos proprietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anuo de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
mente em poder dos referidos La'nman & Kemp.
Para evitar engaos com dcsapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizercm comprar o verdadeiro devora bem ob-
qual-
servar os segrales signaes sem os quaes
quer outrapreparaco falsa '.
i" O envoltorio "de fora esl gravado de um
lado sob urna chapa do ago, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOLB AGEKTS
N. 69 Water Street.
New York.
2* O mesmo do outro lado lera ura rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3" Sobre a rolh acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Bristo/ em papel cor de rosa.
4e Que as aireces juntas a cada garrafa lem
nma phenix scmelhaule a que vai cima do pre-
' sent annuucio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega "n. 89.
Bahia, Germano A C, rua Juliao n. 2.
Pernarabuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz 11. 22.
Na noite do dia 8 do corrente
perdeu-se urna pulseira de ouro desde
o aterro da Boa-Vista at a rua Nova:
a pessoa que a tiver adiado a va' entre-
gar na typographia deste Diario ao
Ferreira, pelo qu?l sera' recom
sada.
Na rua da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar um prelo para o trabalho interno
c externo de urna casa de familia.
Precisa-se alugar um sitio que lenha boa
baixa para capim e boa casa de vrvenda : a tra-
tar ua rua da Itnpeulm a. 18, loja.
:*C I recisa-sc de um criado forro ou captivo,
para servico de urna casa de pouca familia : na
i rua do Crespo n. 2, priraeiro andar.
Joo Jos da Silveira faz sciente ao respei-
. tavcl corpo do commercio, e a quera mais inte-
j ressar possa, que lem dissolvido na data do pre-
: sent annuncio, a sociedade que linha na taber-
na sua na travessa da Carvalha n. 1, icando o
i annunciante obngado a pagar todas as transac-
, coes contrahidas para a dita taberna anteriores
i a dala do presente annuncio, nao se respoosabi-
I lisando por qualquer transacco.que o dito socio,
que Oca com a taberna, possa fazer dahiera dian-
I te, c para era lodo lempo constar, faz o presente
, annuncio, para se nao allegar ignorancia. Recife
114 de marco de 1800.
O negocio, para o qual, se pedio ao Sr. Joao
I-ranusco do Araujo Lima, o obsequio de decla-
rar a sua residencia, unicamenla afim de salis-
fazer um pedido de pessoa de sua familia resi-
dente em Portugal.
Precisa-se arrendar ura bom sitio e que
, seja perlo dos arrabaldes da praca : quera tiver,
dirija-se ao hotel Francisco, a tratar com o dono
, do mesmo hotel.
I Procisso do Senhor Bom Je-
ss das Dores em S. Gon-
ralo.
A sabir, rua da Santa Cruz, largo da
dita,rua Velha .travessa do Veras, ruado
Aragao, rua do Rosario, rua da Concei-
cao. praca, rna do Hospicio, rua For-
moia. rua da Aurora, rua da I na pera-
triz, rua da Matriz, rua da Gloria, a
recolher. Pedimos aos nossos irmos,
que heerem capa em seu poder e nao
podercm acompanhar, tenham a bon-
dade de restituir.Dent Francisco da
Cunha, escrivo.
Domingos Alves Matheus embarca para o
Rio de Janeiro urna escrava de nomo Auna Ha-
ra, a qual vai ser entregue a seu senhor Igna-
cio Jos Alves de Souza.
= Um moco brasileiro que lem alguma prali-
ca de cobranzas o de despacho na alfandega of-
ferece-se para alguma casa commcrcial : quem
do seu presumo quizer utilisar-se annuncie.
Oabaixo asignado precisa fallar com o
Sr. Antonio Basles Pinto, na rua dos Pescadores
n. 1 e 3.
Jos Duarte da CunhaVinto.
Ama portugueza.
No caes do Ramos sobrado n. 2, no segundo
andar, precisa-se de urna mulher portugueza,
que siba dirigir os trabalhos de urna casa de fa-
milia, e mesmo que saiba cozer: a que esliver
neslas condiccoes e poder justificar a sua boa
conducta dirija-se a mesma casa ;das 3 as 6 ho-
ras da tarde) que ahi encontrar com quera trata
Pag-se 25$ pelo aluguel mensal de una
escrava que saiba cozinhar : a tratar 111 rua Im-
perial 11. 07, segundo andar.
= Jos Manoel de Carvalho subdito portuguez
retira se para a Europa.
C0MPANHIA PERSAMBICASA
Os credores daJCompanhia l'ernara^ueana sao
rogados a apresentar suas cotilas al ao flirt do
mez, no escriplorio da mesma companhia no
Forte do Mallos.
COMPAXIIA PERNAMBCANA
A direceo da Companhia Pernarabucana de
navegaco cosleiraa vapor, participa ao publico
que acaba de empossar na gerencia da mesma
companhia ao Sr. Frncisco Ferreira Borges,
com quem de hoje em dianle poder qualquer
entender-se a respeilo dos negocios da mesma
companhia.
= OITerece-se um rapaz portuguez de 18 an-
nos com alguma pralica de negocio, para caixei-
ro de qualquer eslabelecimento : ua rua da Ca-
deia do Recife n. 4.
@ O abaixo assignado alumno do 4o anno &
SS Ja faculdade de direilo desta cidade e "
Faria C, rua da Cruz
numero 45.
Os proprietarios deste novo eslabelecimento,
recebendo directamente de Pars e Londres por
: lodos os paquetes rticos de modas, que consti-
tue o mais bello sorliraenlo de fazendas em apu-
rado gosto, fazcm sciente aos seus freguezes e ao
publico em geral, que todas as fazendas de seu
eslabelecimento sero vendidas por preco muito
mdico.
Para o Aracaly
nestos dias o hiate Sergipno ; para o
resto da caiga c passageiros, trata-se na rua do
Nigario n. 5.
Vende-se por muito commodo preco, a di-
nheiro ou a prazo, um engenho d'agua, bom
moedor, com boas Ierras, situado entre a villa do
Bonito c a F.scada, distante daquclla villa tres le-
goas : quem o pretender, dirija-se a rua Bella n.
14, que ahi achara co:n quem tratar, das 11 ho-
ras do dia s 2 da tarde.
Coma geral.
Relaco das cartas seguras, viudas do sul pelo
vapor Oyapock, e das existentes na adminis-
iracao do correio, para os senores abaixo de-
clarados :
Antonio Joaquim dos Passos.
Carlos Fiallir & C.
Custodio Domingues Codeceira.
Claudino de Hollandd Cavalcanti.
Francisco Telles de Carvalho Menezcs Vascon-
cellos.
t Heniique Jos da Cunha.
; Jos Antonio Pinto.
(Jos Marciano de Campos.
Jos dos Santos Nunes Lima.
j Lourenco Luiz das Neves.
[ Manoel Alves Ferreira.
Manoel Buarque de MaceJo Lima.
, Manoel Joaquim de Oliveira.
; Manoel Viceutede Oliveira.
Octaviano do Souza Frauqa.
Quincas de Oliveira.
Rufino Jos Mara.
Vicente Ferreira Gomes.
Economa para os estudantes.
Riquissimo sorlimento de cadieiros econ-
micos para csludantes e para qualquer pessoa
que precise ter urna luz acesa toda a noite ; os
ditos candieiros conten em si urna economa
certa, pois o proprio comprador assim poder
verificar cora a sua preserva ; os mesraos can-
dieiros contera logo o competente, liquido que
lem de gaslar durante urna semana, e depois que
se acabe fica sempre o deposito para estar ven-
da o dito lquido no mesmo cstabelecimenlo em
queso vendem os ditos candieiros ; garanle-se o
mesmo candieiro com a condico de tornar a
rollar, no caso do nao satisfazer "ao mesmo com-
prador : na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Bombas dejapi.
Grande sorliraenlo de bombas de jap do todos
os nmeros, e tambem canos de chumbo para as
mesmas, ludo por preco muito commodo : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Cadeiras do rame.
Grande sorlimento de cadeiras de ferro com
assenlo de rame, por baratissimos procos : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Na loja de miudezas, calcados
e funileiro, no aterro da
Boa-Vista n. 78,
vende-se bezerro francez muito novo e boa qua-
lidade a SOOa pelle, tranca com vidrilho, bo-
nitos padroes, branca e prela a 560 e a 50u rs. a
vara, bico com um palmo e mais a IfSOQ a vara,
alunte de ferro para armador a 120 rs. a carta,
penles de tartaruga virados, bonitos padroes, a
9tf, papel de peso paulado a 38500 a resma.
Attencao.
Vendem-se palelols de alpaca pretos a 2^500,
3-3 e 4-3 : no Passeio Publico, loja de urna por-
ta s.
= Vende-se um lindo molequo de 12 annos de
idade : no segundo andar do sobrado no becco
do Marisco, as Cinco Puntas, por cima da fabri-
ca de charutos do Sr. Varejo.
DE
Soccoitos Mutuos c Lenta Emancipaco
dos Captivos.
O lllm. Sr vice-presidente manda fazer publi-
co, que no da domingo, 18 do corrente, s 10
horas da manhaa. no lugar do costume. tem de
se proceder era assembla geral a eieicao do no-
vo consclho ; e recommenda aos seuhores socios
que tenham muito em vista as disposices do
art. 37 dos estatutos, para que nao haja obstculo
ao acto eleclivo.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 8 de margo do
1860.Modesto Francisco das Cliagas Canabarra
2.|secrclario.
Oabaixo assignado, negociante tiesta pro-
vincia ao Rio Grande do Norte.na villa de Goian-
nmlia, faz sciente aos negociantes da praca do
Recife, que se acha saldo de seus dbitos venci-
dos at 31 de dezembro de 1859, o que assim sa
taz porss terem desencaminhado algumas letras
iPsmS" w I8o0.-/os Thomaz de Magalhes Fon-toro.
O abaixo assignado faz sciente ao respcila-
vel publico e a quem inlercssar, que no dia 13
do corrente venden a armaco da loja de chapeos
da ruaD.re.ta n.H, pertencenle ao Sr. Joo
Antouio de Oliveira, ao Sr. Joo Baplista da Sil-
va morador nai rua do Rangel, pela quantia de
oHWS, a prazo de 0 das, contados da dala do
da cima declarado, passando-lhe o mesmo Sr
uaptisla urna obrigaco, na qual assignaram co-
mo testemunhas os Srs. Dioni/.io Cavalcanti Fer-
reira e Bernardo Alves Pinheiro : portento res-
ponsabiliso-me a fazer dita venda iirrae e valio-
so a vista da procuraco que me passou o dito
co'I^hA"10'!10, Je 'ivejra' "cite 14 de mar-
co de 1800 Antonio de Souza Marinho.
A pessoa que annuuciou um sitio para hv-
polhecarou vender, dirija-se a rua da Cruz a.
3, priraeiro andar.
= Um homem solteiro, morador na villa do
cano, precisa de urna ama para cozinhar e diri-
gir o asseio da casa : quera quizer, dirija-se a
S2/SSTra?08"10 32' ^ a"L "h"4
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5 CJD O 3s
es -> - z sea
^cT?
T H - 5 *T5 m
= Z o %2t
p 7 O o O
Sr.
pen-
, advogado pela relaco de Pcrnambuco, ^
$ otlerecc o seu humilde patrocinio s pes- @
soasque liverem arrecadacoes a fazer na g-
@ comarca do Rio Formoso u as 2.1, 3.", m
4., 5 a, 6.c e 7.a da provincia da Parahi- @
ba do Norte: na rua do Jasmin nos Coelhos. @
Joaquim Borges Carneiro Si
@@g@ @@@ @ggg
Joaquim da Silva Pessoa vai Europa tra-
tar de sua sade, deixando nesla praca por seus
bastantes procuradores, em priraeiro fugar io Sr.
Tiburcio de Souza Neves, e era segundo ao Sr.
Manoel Lourenco Corroa de S.
. &
aos beneficiados Rozendo e Carvalho,
queiram trocar o rancoso RECUUTA-
MEXTO XA ALDEA, po"r qualquer ou-
tra comedia, tal comoACORDx SEX-
S1VEL, a SONMBULA, lsto lliepe-
dem os
Inimigos do recrutamento.
O Hybrido acadmico, escriptor
da Chronica Dramtica, declara a aquel
tes que o pretendem desconceituar, que
elle nao o autor dos versos que se es-
palharam em o beneficio da Sra. D.
Mari a Luiza de Oliveira, assignado o
Brilhante, ao contrario censura um tal
procedimento que revela pouca educa-
do e sensaez da parte de quem os fez.
Fornccimento de papel
para imprimir.
O proprielario desle Diario lem effeclivamente
sorlimento de papel para imprimir, de diferen-
tes frmalos, desde o mais pequeo ateo em que
se imprime o Diario ; e'conlrala o fornecimento
regular da porc,o que se quizer, dando-o nesla
ciaade ou em qualquer outra : os precos sero
razoaveis, por quanto este papel importado em
direilur dos lugares em que elle se fabrica.
SOCIEAE
DO
Iastituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente, convoco sesso
ordinaria da assembla geral para domingo 18 do
corrente, as 10 horas da manha, presidida pelo
socio honorario Dr. Antonio Rangel Tcrres Ban-
deira. Assim como convido aos senhores mem-
bros do consclho director para compirecerem as
9 horas, afim de funecionar o mesmo conselho.
Secretaria do Instituto Po e Ltlerario, 15
de marco de 1860.francisco Paes Brrelo,
1." secretario.
Antonio Moreira Viuha retira-se para a pro-
vincia do Cear.
= Manoel Cabral, subdito portuguez, retira-se
para a llha de S. Miguel.
Precisa-se de ura caixeiro que d conheci-
raento de sua conduela : na padaria da rua D-
reta n. 24.
Precisa-se de urna ama para casa de um
rapaz solteiro : na rua do Livramento n. 19, so-
brado de um andar.
Precisa-se de urna ama secca para tratar de
um menino com um anno de idade, prefre-se
escrava : na rua do Trapicho n. 7, hotel Fran-
cisco.
Nos dias 27 c 30 de marco so ha de arre-
matar o sobrado de dous andares e soto na rua
larga do Rosario u 40, avaliado em 1:200$ an-
imal, pelo juizo municipal da segunda vara, es-
crivo Baplista : quem quizer laucar, pode ver o
cseriplo na rao do porteiro do juizo, para as con-
W{Mf.
Nodn fado crreme, fugio do engenho
Lclioa, o escravo Iilippc. cabra, estatura regu-
ar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, falla bem e representa ter 32 annos de idade ;
e no da 8, o escravo Marcolino. de naci Ango-
i, cor Arta, No, secco, sem barba, lem nos bra-
08 signaes de vaccina, no testa una cicatriz ne-
qucoa era forma de meia la, c era cima oe um
ousal SlVHr'S '1U rpucha a,8um cousa-
cousa a pelle, falla descansado, bem feito de ros-
es'o J-P;"Cr", 'er 28 annoi e idad'' ambos
csaes escravos levaram calcas de algodo azul
transado ecamisa de al2odo de listrf, aem de
outra roupa que possuiam ; suppe-se que estes
Curlr; i3' d0,nJe Pri"'eiro escravo veio.
Z>? n Tialquer serto, porque consta
que seguiram para o centro : roga-se a lodas as
no n'dadef- P?,Cnes' "C'5eseou a qualqu r
^'PaV'C.Ulari 3e os apprehenda, ou avise
ao rnajor Anlomo da Silva Gusmo, no Recife,
ou no engenho Lchoa, que-sendo autoridade lh
uara em eterno agradecimento, e compronict-
ie-se a pagar generosamente as despezas com a
conduccao ou aviso dos referidos escravos, assim
m.n/1 C,TUl" dC CaraP ou Ppssoa particular
que l.zer o favor prende-los a ambos ou a qual-
quer um dos referidos escravos, ser generosa-
mente, recompensa do. ecneosa
hlTr^J- V, d corre,,,c f'-giram da casa do
abaixo assignado, os escravos Paula, crioulo 2o
annos de idade e Jos, cabra de 22 anuos, am-
bos foram vestidos com roupa de algodo azul
de iislras. e o Paulo serrado, secco do corpo e
iuio oa cer ; presume-se que andera aqu mes-
mo na cidade pede-se s autoridades polciaos
e capitaes de campo, a captura dos referidos es-
cravos, c os levem rua do Imperador n. 21,
l.1''V;,sora, gralliraJos Recife 16 de marco de
\i>W.Silcino Cuilhe.ime de Burros.
Fugio desde o dia 14 de fevereiro ultimo, o
escravo Pedro, pardo [edr de niel), beicos e na-
riz grossos, reforcado, cora 18 anuos incomple-
tos de idade, boa estatura : londo as costas um
signar(vulgarmente chamado calombo) de urna
pancada que lhe deram : quem o apprehender,
lca-o a rua senhor abaivado, que d 5()S. Re-
cite 15 de marco de 1860.1). Francwco Bal-
Mazar da Silveira.
Do sitio de S. P. Johanston na Cruz das Al-
mas, desappareceu em a manhaa do dia 14 do
correle um rapaz ingle por nome Robert Re-
fers, idade de 14 annos, o qual veio no ultimo
vapor, engajado como criado, e por nao saber a
Iingua do paz, nem os caminhos, suppe-se ter
perdido a casa em algum passeio que dera; por
isto pede-se a qualquer pessoa que delle souber
o favor de avisar em o dito sitio, ou na rua da
vnzala Nova n. 42.
No dia 2 do corrente mez, pelas 11 horas
da manha, depois da audiencia do Dr. juiz de
orphaos, se arrematar de venda, por ser a ulti-
ma praca, urna casa Ierre no Campo Verde, cou>
30 palmos de frente, 50 de fundo, cozinlia fora,
avaliada em 1:8009. perforada a Joaquim De-
metrio de Alraeida Cavalcanti, por execuco dos
orpios de Francisco Carneiro da Silva, cuja
casa fica entre as casas de Joaquim de Almeida
Lepes e D. Josepha Leo de Castro, o escriplo
do edital acha-se em mao do poiteiro.
Aviso.
O senhor........ venha entregar na rua da Ca-
deia do Recito n. 8, a carta que tirou do correio,
dirigida a Manoel Adalberto Menezcs, viuda pelo'
vapor ililford-Haven contendo tres meios bHie-
les do Rio. do contrario usar dos meios que a-
Iei lhe faculta em lace casos, porque ha pssoas-
que estavara presentes na occasiao em que o se-
nhor tirou a caria, que alias nao lhe perlencia-
e que eslo promptos a depor em juizo ; dous
dias smente esperarei.
Precisa-se de urna mulher que saiba cn-
gommar: a fallrr na rua do Seve : casa terrea
junio ao sobrado de 5 varandas, vismho grando
casa que se est fazendo para o gymnasio pro-
vincial.
Precisa-se de um conlos de ris a premio
por hypotlicca em bcus de raiz : quera pretender
annuncie.
Francisco Manoel Alves, Porlugucz, retira-
se para o Rio de Janeiro.
XenJe-se urna loja de miudezas na
rua Direita, a qual tem poucos fundos,
e por uso propria para quem quizer
priueipiar neste negocio: quem pre-
tender dirija-se amesmf rua Dir ta lo-
ja de calcado n. 7.
*


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 16 DE MARCO DE 1860.
V
Liquidaco
O abaixo assigoado por causa de seu estado de
saude, nao podendo continuar com o seu esla-
belecimenlo de molhados da ra da Cadela do
Recife n. 25, defronte do becco-Largo, assim se
faz preciso liquidar lodos os seus negocios : roga
por favor a todas as pessoas quelhe sao devedo-
res virem pagar o que devela at o lim de
margo.
Manoel Jos do Xucimento e Silva.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correnfeanno de
GRANDE HOT
E2
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIUGClO DE E- KERVWD
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posigao
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s eslacoes de carainhos de ferro, da
Allemanha e Franja, como ,ior ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
Ko hotel hasempre pessoas especises, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 4?000 )
pordia.
Durante o sspaco de oito a dez mezes, ah resiJiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Nelto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de lodo o servico, pordia, regulam de 10 a 12 francos (45OOO 48500.)
No hotel enconlram-se informabais exaclas acerca de tudoque pode precisar um estrangeiro
Sirop du
DrFORGET
Este xrtrope est apjrovado pelos mais eminentes mdicos de Par?,
(como sendo o melhor para curar conslipacoes, tosse convulsa ouiras,
aflecces dos bronchios, ataques de peito, irrii^cNes nervosas e ii'isomnolenci. s: tuna colherada
pela manlia, e outra noite sao suflicientes. t-uYito desle exceluute x^roue satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposito na ruu larga do Rosario, botica de Barlholomeo Francisco de Souza, n. 3G.
iiOTfiltl
Faz-se comidas com todo o aceio n promp-
j tidiio, e por preeo rommudo: no Campo Verde,
I rasa da esquina defronlc ao oiliio do sobrado que
foi o hospital portugticz.
O abaixo assignado tem justo c contratado
a loja demiudezassita na ra Direila n. 83, com
o Sr. Joaquira Antonio Goncalves da Rocha :
quera se julgar rom direilo a iesma apicsenle-
se no prazo de qualro dias a contar da dala des-
: le. Itecife 1 de marco de 1860.Jos Rimalho
U br. thesoureiro manda fazer pu-de Souza.
bheo que se achara a venda todos 03 dias Precisa-se de urna ama, e que lome conta
das 9 horas da manhaa as 8 da noite, I c casa.quc cozinhe o engomme para um hornera
oqualse vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. G e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
epoliciaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados chis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
uhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witrvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
Na hvraria n. G e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se fallar a Sr-
Joo da Costa Maravilha.
Engomma-so cora asseio e promplidao : no
becco do Marisco n. 20.
Precisa-se alugar um prelo ou preta, ja" ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servido
de urna casa de familia, ou mesmo una ama as
mesillas circumslancias : quem tiver e quizer,
annuncie ou dirija-se a iua de Santa Hila n. 40,
primeiro andar.
^Lices de francez em,
' ;: agencia los fabricantes amerlca-
PICIHO. \* os Grouver & Uaker.
j& Madcraoiselle Clemence de Hannetot ?] J5S?2 rde COie/ \em ?* de S\ra,uelP-
U de Manneville continua a dar liroes de U i JobQS?n & Cv ra.d? *W"ft Nova n. 52.
& francez piano na cidade e nos arrabal- S'nnTxLJ'n8- Ju ^om e' Mf" da
II des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. cBnt '' fcxcelle"le lo! e v'r"maI de ro"
?MMfli.M-t-aMe-^ m% """""-,( sa branca para refrescar a pelle, tirar p-innos,
eliei BHiEMS CT8Sic885l8ga3i@ME sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
I babosa para limpar c fazer erescer os cabellos,
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire- assim como pos impetial de lyrio de Florenca,
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se para bortuejas c asperidades da pello, conser-
livraria da praca da Independencia,que se preti- va a frescura e o avelludado da primavera da
sa fallar-lhe. vida.
(i)
DE
Commisso de escravos
NA
= 2
~> re s"
~, =
g s 2
_ O = => c
3 -. 2. 3
lalrt
lilis
a c 2
2 c o =
C ^> -i zs
c~ 5
= S =s
o 2.
JARABE DO FORGET;
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commisso
para serem vendidos por conla de seus senhores,
a nanea-so o bom trataraenlo e seguronca dos
niesmos, e nao su poupa exforcos para que sc-
jam vendidos com promplidao, o lim de seus se- | S!S S'
nhores nao solTrcrem empale com a venda del- ^ c 3 n'
les. KetlO estabclecimctilo ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, moeos c bonitas
figuras.
Sociedade bancaria em
commandita.
Sao convidadas as nessoas j|ite assig-
naram para a sociedade Amorim, Fra-
go/.o, Santos & C. a realisarem a pri-
rneira entrada de 25 por ecnto do capi-
tal ate odia 1G do corrate me/, no
escripicrio da mesma sociedade ra da
Cadeia do Re"ie n. 5, recebendo-se
anda ate o da 14 algumas asignaturas.
DELICIOSAS E I.NFALLIVEIS.
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Hit
5 &
V! SS
CfO

Constante-
mente
compra-se. vende-se e troca-se escravos : r.a ra
Direila n. 6C.
Compra-se urna mulalinha do 13 a 14 ati-
no, rccolhida, c que saiba cozer alguma cousa ;
png,i-sc hem : na ra Direila n. CG.
_______Vendas.
Carro.
Vende-se um erro americano de 4 rodas, para
um scavallo, de elegante modello : na ra da
Cadeia Velha n. 35.
DE
camas de ferro.
1=.-
111
2.S u
o
'" .
-X c o
a
7li~Rua da luiperalriz 7S
Ncsle eslabeletinienlo encontrarao um grando
sorlimento de camas de ferro fundido c balido,
de lodos os tamaitos, o gostos os mais moder-
nos.
Jacaranda superior.
Tem para vender Azevedo armazem do largo daAsscmbla n. 9.
Aos senhores donos de cocheiras.
VenJem-se saceos grandes com milhu a i-Mlfl .
no palco da Ribeita n. 2 A. Tambeni ha -
com boi farinia a 6 e Tj.
Pennas de ac indezas.
O br. Manoel francisco Luiz da Silva tem ,. *,.,".. T.
umacarla.c urna eneonimenda vinda do Rio Gran-1 *eDdem-sena ra da Cadeia do Recife, loja n.
j de do Norte, na livraria c. G e 8 da pra
i pendencia.
! A rTTTTT7TTTYYTTYTTTTTTTYTTr>
<
C
ac da lude-:' ^"ides \ Goncalves, as rerdaden -
j de ac ingle/as, mandadas abrttar relo
tJT'b'Txr* | srde calygraphia Guilherme Scuty, pelo u. :
Paslilhas vegetaes de KempS DENTISTA FRANCEZ.
i no\nmUin Paulo Gaignoux. dentista, rua da
contra aslombrigas
approvadas pela Exm." inspecro de estudo de
Habana e por muilas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnera sensaroes debilitantes.
Teslcmunho exponlaneo em abone das parti-
Ihas de Kemp.
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p denlifico. ^
XX A-i A*J.JULtJ. X A i X tli. i. t X 'A. A XX
Por um corle de cabello e
frisainenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecomlc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Pars. Esta eslabele-
preeo de 2* a caiza.
Actia-se venda era casa do Sr. Joo Fro-
derico de Abroo Reg, rua das Aguas-Vi
urna escrava de bonita figura, que eoiinl a
diario de urna casa e lava perfeitamente, por
prego comraodo.
Apechincha
esl se acabando.
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26enascasas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero 14 e 16,
e na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
te3 e meios da terceira parte da pt i
meira lotera do Senhor Bom Jess da
Via-Sacra, cujas rodas deverao andar
impreterivelmente o dia 24- do corren te
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numerarao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 10 de
marco de 18G0.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Publicacao jurdica.
Acha se no prelo a 2.a edico dos Elementos de
Direilo administrativo, mais correcta e cooside-
ravelmenle alterada, pelo Dr. Vicente Pereira do
Reg, Ionio cathedrattco da mesma sciencia na
FaculdaJe de Direito desla cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Noguei-
ra & C, defronte do arco de Sanio Antonio n. 2,
a 03 {or cada cxcmplar, pagos ao receber as
, duas partes ijue j eslo impressas.
Ricos corles de seda prelos bordados a 75
80?, grosdenaple prelo de todas as iiuali la i
melhor que ha no morcad a 1S;, e a -s, .
e 3JJ o covado, ricos eneitcs de ridrilhos ;
ni, ricas sedas
pannos Onos,
lempo, co-[de liraao, de superior qualiade e diferorites
: rjpaz padeca de lombrisas, exhalava um chei-1T 8eam :. marraIas *.Lul* XVtadeiaa de relo- pregos, cascroira preta de todas as qualidad
ri!i i;.u. i _> .- Ros, braceletes, atinis, rosetas, ele, etc., ca- o mais barato possivcl, e un completo suri:i,"ii-
la o estomago incitado e continua | balleiras de toda a especie, para linmcns e se- lo de fazendas de todas a.s qualidades, que
,// k l e.Kemp.-rort Byron cimento est hoje as melhores condices que | e de core* a3 e 4$ cada um
12 de abril de 1859.Senhores. As paslilhas possivel para satisfazer as encomraendas dos lavrodas a 1&500 o covado,
que Vmcs. fazera, curaram meu filho ; o pobre objectos era cabellos, no mais breve
comichao no nariz, lao magro se poz. nue eu nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos' se vende barato por ser luja retirada, e os d:

0 a igreja do Terco.
Gratificase.
NOVO DEPOSITO
DE
snlleiro idoso : na rua da Cadeia
48, loja de Leilc c IrmSo.
Precisa-se de urna ama para cozinhar: na
rua Nova n. 8, loja.
Traspassa-se o arrendamento de umenge- temia perde-lo. Nestas circumslancias um visi-1 Estados-Unidos, sem deixar urna so' pelcula nalquerem-na acreditar: na' rua Direila u. 104,
nho distanlcdesta praca duas legoas, vende-se'
urna parte no mesrao "engeuho, machina nova
vapor, disiilacio nova ebem montada, 22 bois
de corroa, seis quartaos, algumas obras, salra
plantada, etc. etc. ; trata-se na rua do Crespo n,
13, loja.
11!HUMUS PAR 1860.
Estao a venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 c 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintesquali-
dades :
w
OLIIINIIA RELIGIOSA, contendo, alem do
kalendario e regularaentodos direitos pa-
rochiaes, a conlinua^ao da bibliutheca do
Crislo Rrasileiro. que se compoe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyninos ao Espirito Sanio e
a N. S., aimilaeao do de Sanio Amluozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramcnlo c N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Saera, dircelorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaeoes devo-
tas as chagas de Chrislo, orares a N. Se-
nho meu disse que as pasudas de Kemp tinham f"abei* fcJ!"li8' Pff sa'isfazer os pretende,,-; chegmdo
, ni i ic>, os oujeelos em cabello serao felos em sua i > eude-se urna poreao de scmon'e de r n-
curadosna tilha. Logo quesoube disso, com- prcsenca.se o desejarem, c achar-se-ha sempre tro em garrafas i 2i rs.'. na rua Im l nu-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvci a urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e mero 35.
penlear as senhoras em casa particular.
CASI LlSI.-BKSIlEilA,
2, Golden Squarc, Londres.
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos propietarios D. Lanraan e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandcga n. 89.
Baha, Germano & C., rua Juliaon. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Compauhia rua da Cruz n. 22
I DENTES
i
J. G. OLIVEIRAttndo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excollenlcs ac-
commodares para muito maior numero de hos-
Attencao.
Vende-se una pequea raobiia de Jacaranda .
niaisalguns trastes, tudo em bom e.-!ado i
\ AMtTIFICIAC^.
Rua estreita do Rosario n.
Francisco Pinto Ozorio colloca denlos ar-
@ tiOciaes pelos Jous syslemas VOLCANITE, @
chapas de ouro ou platina, podendo sor M
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da procurado na sobredila rua a qualqucr %
pedesde. novo se tecommenda ao favor e lem-lpreco commodo ; na rua do Aragao n. 10.
branea dos seus amigos c dos Srs. viajantes que Vende-se ou hypotheca-se um sitio distan-
';!.1:0"1-0?'3.001"18,! ;.conlnuaja prestar-Ihesseus | te desla praca meia legoa, com pono de embar-
que, baixas de capim, muitos arvoredos, ierra
para plantar ; q>icm pretender, annuncie pare
ser procurado.
Fil de cores.
Almcida ^ Burgos, em sua loja do fazendas *
ruado Cabug n. 8, leem para vender fil de li-
nlio branco, C'ir de rosa, amarello, preto e azul
claro, que seno para cortinados, e cobrir-se i i-
jectos que quer-se evitar os oiragos das moscas
a O a vara.
serviros e bous odcios guiando-os era todas as
cousas que preciscm conhecinienlo pralico do
paiz, ele. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hespanhol e francez.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se u en-
de-se em grandoo > Pr1ucns porcoes bichas
humburguezas, e tambera cal da mnio nova que
lia, para fabrico do assucar, por preco commodo.
t| =^ Precisa-se alugar urna prela escrava, que
@ saiba lavar, engommar e cozer : na rua da Cruz
j; n. 23, segundo andar.
3m rede-sc a senliora viuva ou algum dos fi-
& lhos do finado Antonio de S Cavalcante Lins, o
favor de drigir-se a rua de Surtas n. 22, que se
desoja fallar a negocio de seu inleresse.
= Precisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
!co n.2C
Por 100S

guarda, respondo pelas aimas, alcm de
outras oracoes. PreQo 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamenlo dos direilosparochiaes.e
urna colleceo de ancdotas, dlos chisio-
sos, conlos, tabulas, pensamentos moraes,
Vi hora.
Attencao.
Passa-se as chaves da loja da rua Direita n.
86, com armacSo ou sem ella, propria para qual-
qucr eslabelecimenlo que nella se queira bolar,
receitas diversas, quer acerca de cozinha, ^Ltt .w!!0 qifl tem a Wa'
- i -..n ,t garaute-se as chaves ; a halar na rua da Impc
quer de cultura, e preservativo de aores | ratrz n. 72 A, loj.i de miudezas
As qualro figuras das estacoes do anno, para
collocar em jardins : no laboratorio de Gamillo
& C caes novo por Iraz da rua do Imperado:.
Attencao
Desencaminhou-sc do Corredor do Rispo um
carneiro gordo que seguia um cavalleiro, o qual
carneiro tem pequeas manchas pardas as mos
ou nos ps : pede-se a pessoa que o pogou live
80 bazar da rua do Imperador, ou a rua da Con- Rua do Imperador, COllfrOllle
ce rao n 20. onde sera recompensado. -i- i i
- Na rua da Gua, taberna n. 9, deseja-se aO OltlO 110 depOSltO do 2-1Z.
fallar com o Sr. Fortunato Jos de Araujo, viudo Tir/,ii v r ..nj. a t.
de Naco do Ass, e na mesma taberna vende-se JSmSL^M6^ a qu? 0S S0"'1^!?0"-
o i ii- que lutanam com grande dilliculdade se oslo es-
rrecisa-seueuma ama de Ieite, te eslabelecimenlo estivesse collocado no bairro
que otenha em abundancia, que seja do Recife, poderao encontrar na rua do Itnpera-
bem sadia ede bous costumes : napa-se"f",CTfron,eao oilao o-deposito do gaz um
P-. K-'ja"gXM^* l'"(iu ,c armazem com as ptoporcoes exigidas para depo-
ne in. Dirigirse a praca de Pedio 11 sito desle genero, o qual estar aborto coacur-
(antigO paleodo Collepio) n. 37, seeun- reIlcia d"s cosmos senhores, das8 horas da ma-
.----*------:----- i nhaa s 6 da tarde, do dia 3 do trrenle em
Jo e tere-jiro andar.
dianle.
e fruclos. Preco 320 rs.
ITA DE rORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Treco ICO rs.
<' w&9&&9 S ; <, es fe-*? | Attencao.
P Curso pratico e theorico de lingua fran- @
<} ceza por urna senhora franceza, pora d 8
') mo'.as, segunda-e quinla-feira de cada se-
53 mana, das 10 horas al meio dia : quem $$
S quizer aproveilar pode dirigir-se a rua da .
@ Cruz n. 0, segundo andar. Pagamentos
;-;i adiantados. S
@@@* sss @@
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren 6eus dbitos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou oa rua do Queimedo loja
n. 10.
Antonio Jos Soares da Silveira
para a Ilha de S. Miguel.
COMPAMHIA
Estabclccida em Londres
sigp m mu.
CAPITAL
Cinco milnoes de liaras
eslerlViias*
Venle-se milho em saceos a .>, farello de
Lisboa a fjo sacco, farinha de mandioca de i-
perior qualidade em saceos, arroz pilado, di
jcasca, couiinhos de cobra, esleirs do palha, ludo
Avisa-sc a lodosos Srs. fazendeiros e agricul- se vende por menos do que em ouira qualqucr
_torcsdc algodoquc na fazenda denominada Li- parte : na rua do Rangel n. C2, armazem.
beralzinho no termo de Cimbres) propriedade do = Vende-se urna taberna na rua de [lorias
rclira-sc Rv,ud- Joli Rodrigues Valonea existe una gran- n. 10, com os fundos a vontade do comprador,
" i de quantidade de burros hespanhoes proprios pa- ; a prazo ou a dinheiro : na mesma se prcei-
ra carregar algodao e todo servico pesado, pos i um caixero pira tomar conta de urna
nosso bastantes fortes para viagem, como lanoo, dando-se a motado dos lucros : quem
sao de longa vida, pois o menos que vivera quizer, dirija-se a mesraa, que achara com quem
50 anuos e tem mais a vantagem de serem utcis tratar.
para os nossos sertpcs, por ser o seu primitivo Vende-se urna escrava de nacao, represen-
sustento palha de capim secco e conservam-se ta ter25 airaos de idadn, cozinha c lava do i-
sempee gordos, sao de marca muito superior aos bao : na rua da Santa Cruz n. 30, das 6 hor Ss
desla provincia e aos do Cear e geraliaeuic sao ,8 da manhaa, e das i s 6 da larde : ni m
mu.'.-o passeiros. casa vende-se por lodo preco urna fabrica c
Attencao.
Desapparcceu do Campo Verde urna cabra [bi-
cho] com os signaos seguales : preta, com ma-
llas brancas, moixa, e sera urna orelha, prxima
la parir quera a pegar, ou der della noticia na
rua do Sebo n. 30, ser gratificado.
A padariafda rua do Cotovello n 31, preci-
sa-se de um bom forneiro, para todo o servieo.
Saunders Brothers & C." tem ationra de tn- Precisa-se alugar urna escrava que se pres-
formar aesf.rs. negociantes, proprie(arios de
casas, eaguem mais convier, qe estao plena-
mente autopiados pela dita compauhia para
effectuar eguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cober'.os de telha e igualmente sobre os
mesmog edificios,
em fazendas de
te a lodo o servico iulernoe externo do urna ca-
sa de pouca familia : na rua do Caldeireiro nu-
mero A\m
SDBT^J)il'J)3
nhecidos do publico -esta capital.
FUNDICAO
Uoga-se aos Srs. devedor-es a firma sorio!
de Leite & Correia em liquidagao, o obsequie
de mander saldar seus dbitos na loja da rua de
Queimadc n. 10.
O Dr. Francisco de
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
i.ai Pernanibiico.
O 1. secretario por doliberaro do conselho
convida a lodosos senhores socios para compa-
recerem domingo 18 do crrenle, as 10 horas da
Rua do Brum (passando o chafariz.)
^io de\tozAlo Acsic csta\c\ccimcato sempre ba grande sovnieiio de me-
cUanismo pava os engennos de assucar a salicr:
Machinas de vapor modernas, de (jolpe cumprido, econmicas de combuslivel, e de aclimoassento ;
Rodas d agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira *
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguhoes de azas :
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, nioinhos de mandioca, formas para cozer fari'nba ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois',
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, ei.xos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
ecrelano.
Taurino Cuntido de Moraes.
Cidade di Victoria.
O abaixo assignado pede as pessoas que tem
Paula 5u,ptista continua advogar em 'uanhan, em asserabla geral, para elegerera o
seu escriptorio na rua das Tiincbeira, IZ^,vVe'!' d r,eger a ?,cie ^U.-^Ar. K, o i a i j d"n0, seSu'"Jo disponhe o artigo 17 dos esta-
sobrado n. 19, 1- andar, onde pode tutos.
ser procurado para rste lim todos os' Secretaria da sociedade UnioBeneflcente dos
dias litis, das 9 horas e melada na. ^IS.fSi.^s e'" KnMrtlM* U de raai
nhaa at as 3 da tarde.
Ensino particular.
Oabasoasinado, residente ko terceiro an-
dar do sobrado u. 58 da rua Nova, contina no fra scu poder penhores de ouro e prata, que ha-
exercicio de seu magisterio, ensin*ndo priineras am do tirar no prazo de 30 dias, contados de
letras, laliic e fraecez, e tambem admille alum- ',0Jpi so Pena de serem vendidas para seu pa-
nos internos.
Jos Mria Machado de Figueiredo.
Convoco a assemblea geral dos
accionistas do novo banco de Pernam-
buco para as 11 horas do da 17 do
corrente as casas do banco, afirn de
dar-se cumprimento ao ait. 23 de* es-
tatutos. Recife 9 de marco de 1860.
Barao de Camaragibe, presidente.
Acha-se justa k vr<1.i do eslabelecimenlo
para seu pa
gamento, por quanto nao pode mais esperar, e
para que nao se chame a ignorancia se faz este
aviso.
Joao de Freitas Tinto e Souza.
Cidade da Victoria, 8 de marco de 1860.
Compras.
== Cooipram-sc moedas de ouro de 163 e
20000, moedas de 5 francos e pataecs mexica-
nos : na praca da Independencia n. 22.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
ia praca da Boa-Visia o. 16 A, perlencenle ao lorio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andarr.
fir Scbastiao Jos Tcixoto ; roga-se aoscredores
da mesma que haja de se entender com os Srs.
Motta & Irmao, cotuo maior credor da mesma.
Deseja-se saber 6e cxisie nesla praca ou
aonde Joao Francisco de Araujo Lima, que ja
morou na rua do Queimado, e roga-se a alguma
pessoa que dclto.possa dar noticia dirigir-se
rua da Cadeia do Recife n. 5f.
pteta para o fabrico de velas de carnauba.
Attencao.
m
Vende-se urna armario e utencilios da mesma,
propria para taberna ou outro qualqucr negocio,
na rua do Aragao n. 16 : a tratar na mesma.
Vende-se urna parte do engenho Brejo. dis-
triclo de Serinhcm, o dito engenho perler.ee
aos herdeiros do fallecido Francisco Xavier Lo-
pes : quem pretender, dirija-se a rua do Vigari
n. 10, segundo andar, que achara com quem
tratar.
ARMAC-AO
Vende-se a da casa da rua de Hor tas n. 29,
sera gneros: trata-se na mesma u. 31.
SCKIO rs.
A sacca de milho : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Zeredo, na rua .\ Madre de
Dos n 12.
5&000 rs.
Asscca de milho novo deKamanguape : ven-
de-se no armazem de Francisco L. V Zeredo,
na rua da Madre de Dos n. 12.
5S500 rs.
A sacca do farinha superior com o peso de 1 i
libras : vende-se no armazem de Francisco L. u.
Zeredo, na rua da Madre de Dos n. 12.
Vcndc-sc ura negro canoeiro muito. mo{0 o
robusto, e um mulatinho de idade 8 annos .' ua
rua Nova n. 52, primeiro andar.
Ferros de engom-
mar econmicos.
Rua da Imperatriz n. 37.
Na cocheira da rua cima, recolhem-sc carros,
cabriolis, cavallos e Iralam-se por menos do
que em outra qualquer parta, podendo as pmoas
que ah recolherero, ir r.er OU examinar du-
rante o da e noite.
Alleiifao.
Do-se a contento.
Vendem-se esles magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Traca do Corpo Sanio n. 2.
Rua da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Compram-se, vendem-se e trocam-se escravos:
na rua do Imperador n. 21, primeiro andar.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonscca, compram-se
continuadamente moedas de 16 e 20000. aguias Dita do Imperador n. 20
dos Eslados-Lnidos, moedas do cinco francos, Dila do Queimado n. 14.
oncas nespannolas e mexicanas, era grandes e Dila Direila n 72
pequeas porcoes. Dila da Praia n 8
_ ^ompia-sc urna negra crioula, de bonita fi-. Dita da Praia n. 46.
gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba cozi- Dita do Livramento n. 36
nnare engommar muito bem. que cosa alguma 'Dita da Santa Cruz n. 3
: na rua do Brum n. 16, armazem de Ma- Dita da Imperatriz n. 10, rraazcm de fazendas
noel Jos de S Araujo.
Ifito ua n yii u i l l), IV, (iuaeiu u
de Raymuudo Carlos Leite 4 Irmto.

'^p


(61
DIARIO DE PERWAMBUCO SEXTA FF.IRA 16 DE MARCO DE 1860.
llua Nova n. 34.
Madama Rosa Hardy annuncia ao respeitavel
publico que acaba de rccebcr de Pars um sorti-
mento de ricas vestidos para noiva do prego de
30fc e 40j> o corte, de 90p a 110 de 2 babados,
ricos corles de vestidos pretos bordados de vel-
ludo, um sortimento variado de grosdenaple pre-
to e de cores, luvas de pellica, ricas capellas pa-
ra nolva, ricos manteletes pretos do prego de 2&>
a 35$ cada um, ricos chapeos de seda com veos
para senliora do prego de 20$ c de 3()?, chapco-
ziuhosde seda para iaplisado de 7$ a 12}, vcsli-
dinhos de soda e muilas outras fazendas.
Vcodem-se duas opas de gorgurao." a tra-
tar na ra da Cruz, no segundo andar do sobrado
numero 14.
Vende-sel
Relogios patentes.
Lstopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
reilos para camisas.
Bisco utos.
Em casa de Arkwight 4 C
Cruz n. 61.
Altenco para a pechin-
cha.
Na ra Direila, sobrado de um andar n. 83-
defronte da padaria do Jos Luiz, vendem-se do*
ees seceos e decada, caj, mangaba, limao, pi-
(anga, sidro, jalea, e outras finalidades, por pre-
cos commodos; tambera se fazem bandejas de
bolinhos de lindos modellos que serviram no
baile de Suas Magestades Imperiaes ; tambem se
fazem doces d'ovos, pudins, po-de-ls cora en-
feites de alGnins, pastis de nala e de carne, ar-
roz de leite, jaleas de substancia : quera preci-
sar mandar fazer o arronjo de comidas para ca-
sas particulares, na mesma se faz.
Vende-se sebo em pao e em velas, vindo
de Porto : no arraazem confronte porta da al-
fandega n. 7 A.
Vendem-se saceos com milho muilo novo a
4*: no armazcm do Sr. Anncs defroute da alfan-
dega.
^Vs
iVU&,\iAX
PA
Relogios
CALCADO
Grande sortimento.
43-Ra Direita45
Osestr-agadoiCs de calcado encontra-
ra} neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Honiem.
Borzegj'ms aristocrticos. 9.SO0O
Dito (lustre e bezerro)..... 85OO0
Borzeguins arranca tocos. 8#000
Ditos econmicos....... GsOOO
Sapatoes de bater (lustre). 5,>'000
Senliora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5$000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....A#500
Borzeguins paia meninas (!'or-
tissimos). ....... 1 4.s000
E un pe"feito sortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marrorjuins, cou-
ro de lustre, lio, itas, sedas etc.
Ohqucpechincha.
Superiores cortes de seda pretos adamascados
do babados, pelo baralissimo prero de 4;00
corte : na loja do sobrado amarello, nos
qnatro cantos da ra do Queiuiado n. 20, de Jo-
s Moreira Lepes.
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
& C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronometros, meios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro; sendo
estes rologios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
vendero por precos razoa-
veis.
Vendem-se arcos de pao e precos
pira bar icas : no escriptorio de Car-
valbo Nogucira & C, ra do"Vigario n.
9, primeiro andar.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedia: ludo Dor Breos muito
"KEM"P VNUEVaORrp
P1LULAS VEGETAES
ASSCARADAS
.NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares, ictericia, affecroes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Hemorihoidas, diarrbea,doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANCUE.
75,000 caixas deslc remedio cousommem-se an
nualmcnte 1 1
Remedio da natnreza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amenlo vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslo bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operago, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa.pelo
qual se Ccar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetem efTcctuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes c propietarios.
Acham-se a venda em todas as boticas daspriu-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ruaJuliaon 2.
Pernambuco, no armazcm de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
FUNDIDO L0W-10W,
Ra da Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixus
de ferro batido e coado. de todos os taannos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pegas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4^500 e 5$, lencos de cam-
braia delinho a 3 a duzia, cambraias muilo fi-
nas c de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senliora a 3S00 a duzia, ditas cruas in-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 63, paletotsde
alpaca preta e do cores a 5#, ccroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1&100 a vara, cortes de ca3sa chita a 3$, chita
franceza-a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolo com 30 varas a 4$S00, 5, 5J30,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4$, cortes de
calca debrim de linho a 2J>, ditas de meia case-
mira a 2#240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato prepo.
Cheguem a Pechincba
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupes evesiios de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 res o cova-
do Challes de merino estampados muito fiaos pelo
deminuto prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padres
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fanlazia.o
mais moderno possivel a 1* e 1200 cadauma, e Romeirfls de fil de seda preta bordadas
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Dae-se amoscas com pealiGr.
Corles de vestido de seda de cores com
babados
Ditos de dita preta com babados
Ditos de dita gaze phantazia
em em
razoaveis
>S*
- :/
AS HtLUOPiES MINAS DE COSER
DOS
Man afamados autores de New York
I.M
AVIIEELER
SINCER & C.
E
& WLSOX.
No novo oslabelecimenlo vendem-se as machi-
ras destes dous autores mostram-sc a qual-
q'.ier hora do dia ou da noite e responsibilisamo-
HOS por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zera de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmao, ra da Imperalriz n. 10, antigamente
aterro da lioa-Vista.
U .....:......!.'823.1.'22}1233fS22..... "'.
':
i
(:
GRANDE E VARIADO SORTIMENTO
DI
! RoHasp feilas e fazendas
NA
L*oja
(l
c armazcm
DE
:

' :"
:
:
:
Na ra do Queima-
do n. 46.
:
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos
j: e de cores a 26$, 303 e 35?, tambem temos :
- paletots dos mesmos pannos a 223 e 23, ja
: paletotsde casemira de cores de muilo ::
: bom goslo e finos a 123, 1 <5. 1G$ e 18. di- g
. ; tos de panno preto para menino a 18-3 e -l
i\ 203, ditos de casemira de cores a 83 e 103, i4
c caigas de casemira de cores e pretos e j
tamente para meninos a 73, 8-, 9-3, 103
t: 12, colletes de porgiiriio de seda e ca
' : mira a 53, 6$ e 73, paletotsde alpaca pre- j
I tos de cores saceos a 43, ditos sobrecasacos 11
: a 73 e 83, ditos de brim, de esguiao o de h
; f usa o tanto brancos como de cores a 43, \
f} 43500, 53e6, cairas de brins brancos mui-
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidado da Grma de Leite & Correia, as
quaesse vendom por deminuto prcro, sendo en-
tre outras as seguintes :
Macos de meias cruas para liomc-m a 19600
Ditos de ditas de cores 2^000
Ditos de ditas cruas muito superiores 44000
Ditos de ditos para senhora 38000
Diios de ditas muilo finas 4&000
Corles de calja de meia casemira 25J000
Diiosde ditas de casemira de cores 5JJ000
Ditos de ditas de casemira preta a S3 e 69000
Brim tranrado branco do linho fino
\aia
Corles de coleta de gorgurao de seda
Pao preto fino, prosa de limao 3 e
Gravatas de seda preta e de cores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado
18000
29000
49000
19000
Chitas francezas largas finas covado
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalel, idem : no
armazcm de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Farinha de man-
dioca.
Yende-se por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra da Ciuz, armazem u. 26.
Bezerro francez
grande e grosso;
Na ra Direita n. 45.
pechincha.
No armazem de tintas c vidros da ra Direita
n. 39, vende-se vidros de gomos de lodos os la-
manhos para caixilhos, excedente verniz copal
proprio para carros e obras de folha, a 13000 rs.
a libra, agoa-raz a 2JO00 o galao; assim como
titilas de todas as qualidades, tanto para fuuilei-
m como para pintor, e por proco commodo.
Farelo de Lisboa
por commodo preco : na ra do Vigarto n. 19,
primeiro andar.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
ente Jos de Brlto & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade dcste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
taco que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para coohecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
Abrise
urna nova casa de pasto na ra do Imperador
defronle do armazem de gaz, onde encontrarlo
semprc escolenles peliscos com o maior aceio
possivel: na mesma casafornecc-sc comida para
fra por assignatura, por prero razoavcl.
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado ljf e
Dila lisa preta e de cores, cora 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parenles
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlrcmeios bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
Dilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lentos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
; Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de louquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Eufeites de vidrilho francezes pretos o
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
pas feilas, como sejatn casacas, sobreca- SSJj Chapeos francezes finos, forma moderna
L'm sortimento completo de gravatas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
outras muitas fazendas, cujos prc dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceirag e lcqucs :
vendem-se na ra da luiperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ralriz n. 7.
Vendem-se caixas detiutuia para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
nm$% mm mm mm
GRANDE ARMAZEM
8 DE
Roupa feita.
I Rua Nova n. 49, junto
8 a igreja da Conceicao dos
% Militares.
Neste 8rmazem encontrar o publico
um grande c variado sortimento de rou- >
200
240
Dilas eslreilas 160
Piiscados de cassa de cores lindos padres e
superior qualiJade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 25OOO
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4$0G0
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 23000
Grodenaple preto, largo covado 1&800 e 2000
Seda, e sarja lavrada 1&800 e 2J000
u...:j_. l vii i_ i ,, como tcncionara, o mesmo estabelecimento
Nestidos brancos bordados para baptisado 555000 fazendas de goslo
para acabar.
Rua da Cadeia do Recife nu-
mero 23, defronle do becco
Largo.
Os novos proprietarios desle eslabelccimcnto
desojando acabar com o reslo das fazendas que
ainda exislera na loja, resolverra-se a vende-las
por todo o proco para acabar, afim de sorlirem,
com
l | to linos a 5g; 6 e7, colletes brancos e de |
: cores a 3$ e 3500, camisas para meninos M
: de diversas qualidades, calcas de brins de i"'
cores finas a 3#500, 4j e 5, um rico sorli- :
': ment de vestidos de cambraia brancos 3
bordados do melhor gosto que lera appj- 9
'(.[ recido a 28#, manlelcles de fil preto e de 3
r-: cor muito superior gosto e muito moderno i!
': a 03 cada um e 24j>, ricos casaveques de jj
(: cambraia bordados para menino a IO3J, di- 3
: loa para senhora a 15$, ricos enfeites de M
J.: froco de velludo gosto melhor que tem ap- [j
, i parecido a 10?> e 125, e outras muitas fa- jj
,.\ zendase roupas feilas que cora a presenca 3
do fregu/, se fara patente.
Casacas para a quaresma!
W Neste mesmo estabelecimento ha
'- -. grande sortimento do casaras pretas,
S siracomo manda-se fazer por medida a von- ;
'. j t.ide do freguez, escolheudo os mesmos os S
j i pannos a seu goslo sendo os precos a 35$ a
I 1 e 40tf. :
Camisas inglezas
: Temos novamente chegados: ricos vest-
, dos pretos bordados a velludo a90g, ditos a
t j bordados a seda a 75 c 60jf, assim como
': ricos manteletes pretos da ultima moda a ^
',: 105, 20 e 30. "|
Vendem-se na taberna de Gurja de cima
4 quartaos gordos e sera achaques, do 8 annos,
pouco mais ou menos, 3 vaccas parideiras. en-
trando nesla conla 1 novilha da primeira barri-
ga, parida ha 10 dias, eslo gordas.
Veos bordados para chapeo 25000
Entre meios bordados lvGOO
Athoalhado adamascado largo vara 1?2S0
Lencos dediita escuros um 100
Gangas da cores para palitos covado 200
Vendem-se foges de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, contendo 4 Toma-
inas, e Torno para cozinha com lenha ou carvo,
ptima invenco pela economia de gastar um
terco de lenha ou carvo dos antigos, c de cozi-
nhar com mais presteza, tem a differenca de se-
rem anioviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil conduccao : vendem-se por pre-
cos muito mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso (Mosquita) rua do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e rua do Queimado n. 30.
Chapeos de cslor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de caslor.
21 Superiores cortes de seda
pretos bordados
a veludo
Cambraia organdys a 300 rs. o covado.
Chitas francezas de indos desenhos a 240 rs. o
covado.
Manguitos bordados a 35C0.
Alpaca prela fina 500 rs. o covado.
Bnnzinlio'de linho a 400 rs. o covado.
Ganga de cor a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 640 o covado.
Chales de laa a 2-500
Dilos de algodao a 1.
Vestuarios para crianca a 3.
Cortes de vestido de seda a 16.
Dilos de dito de fil a 10g.
Vesitas do merino a 8.
Palelots de brim de cores a 3.
Cairas de brim de seda a 3.
Eufeites de flores a 1$.
Cassas de cores a 200 rs. o covado.
RELOGIOS.
um
as- S
de duns saias. pelo baratissimhs precos de 100?,
110, 120, 130 el50000 : na loja'do sobrado
amarello, nos qnatro cantos da rua do Queima-
do n. 29, do Jos Moreira Lopes.
Botica.
r.artholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affectcur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hulloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e ca dulas para os mesmos,
deexcellente gosto.
Superiores charutos Travista, em caixinhas de
100, que nasoulras partes se vendem a 400 rs.
Abrunhos e ameixas
a 2000 a caixinha de 3 libras : no bazar da rua
do Imperador n. 6.
Yerdadeires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na rua da Im-
peratrizn. 7, loja do Lecomte.
Allenco.
Vcnde-sc urna osera va parda, de vinte e tan-
tos annos, sabe engommar muilo bem, coze e faz
labyrintho e cozinha; vende-se com duas filhs,
urna com 4 annos c outra com mezdo nascida .
estes escravos sao vendidos por circumstancias
de familia : quera pretender
do Terco n. 16.
Arados
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno lino pelo e de cores, palelots e
sobrecasacas de merino, alpaca c bomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira preta e de cores, dilas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco c de cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, colletes de velludo
relo c de cores, ditos de setim preto e
raneo, ditos de gorgurao e casemira, di-
i los de ustocs e brins, fardamentos para
| a guarda nacional, libres para criados, '
i ceroulas c camisas francezas, chapeos e !
\ grvalas, grande sortimento do roupas,
| para meninos de 6 a 15 annos ; nao agra-
I dando ao comprador algumas das roupas
I feilas se apromplarao oulras a gosto do
1 comprador dando-se no da convenci-
5 nado.
a
j-y,
1
9
9
9
9
9
1200
I
3000
1500
10000
163 000
ISOOO
9
9
9
9
S
gooo
9
9
59000
9
3500
9
6000
8500
algodao brancas e de cores
SS
e de cores para
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentiracnte
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a GaOo, 7 e 8. dilos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7$, 9 e 10$, ditos de lontra prelos e
americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
linston & C. rua da Senzala n. 42.
Taclias para cngenlio
Fundicao de ferro e bronze
. Ditas de fuslo brancas e de cores
I Ceroulas de linho e de algodao
^ 1 Capellas brancas para noivas muilo finas
?f> Um complelo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento complelo de u-'as de
seda bordadas, lisis, para s.shoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de colJete de gorgurao de seda
do cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxas para senhora
Mar luezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosdc merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, corado
Tafela ruso, covado
Setim preto, encarnado o azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
t
3
diiija-se as pateo de cores, muito finos C e 7, ditos do chile a
3p>0 5, 6, 8. 10 e 12, ditos de fellro em gran- '[ Selim liso de todas as cores, covado
de sorlimento, tanto em cores como em qualida- rhine rr,n00= 1 c^aao
des, para homens o meninos, de 23500 a?g, di- 'rancezas claras e escuras, c
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
los de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$. ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vari a 500 e
Lencos de seda de gorgurao prelos
DE
de esguiao do linho mo-
qualidades
francezes e'da Ierra, de diversas qai*d~dos7pra i Collarinhos
meninos, chapeos de muilas qualidades para me- demos
ninas de escola, chapelinas com veo para senho- j L'm complelo sorliracnto de ruuoa feiti
ra, muilo em conla e do melhor gosto possivel, sendo ra chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- C0Sac1a8' sobrecasacas, paletots,
FrarUMSCft Antnnin rn; rJ les para cabera, luvas, chapeos de sol, e oulros noticies calcas de muitas
ridJlClsCO Antonio Correia CardOZO, muitos objectosque os sniores freguezes. vis- defandas
tem Um fiTande SnH iinpntn Ip 'ta d- pr,e- c da 1,jalidadc da mw. nao dei- : elogios e obras de ouro
"'-" o1 alluc Vl HHItJUlO Ue 1 xarao do comprar ; na bem conhecida loja de Lurtes do casemira de cores de 5 a
tachas de ferro fundido, assim sa^^ "ault ^Si
Vendem-se Tazondas por barato
prero e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pera e a reta-
9
1600
331:0
1^200
700
25000
iaOOO
9
I
89000
2500
SSOOO
15000
$500
ljCOO
9
325
OO

IS000
9
12;000
cobertos e dcscobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homcm o senhora,
de um dos melhores Tabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C*
Vidros para vi-
draca.
AC^acaixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
vidros de boca larca com rolhas 1 1 mn _i r '% '
12 libras s i mui.t0 commodo, assim como vendem
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa- se vidros aretatho do tamanlio mais pe-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico queno at mais de 6 palmos.
prego.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Anne defronte da
porta da alfandega.
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composlo inleira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra inTancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleieao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaroes e ef-
Teitos; pois busca e remove as doen.;ac; de qual-
quer especie egro por mais antigs e leuazes
quesejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com .este
remedio, muilas que ja estavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mais aTlictas nao devem entregar-so ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes efTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventro.
Enfeimidades no ventre.
Dilas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febrc biliosas
Febrcto internitente.
Yendas.
Relogios de ouroe prata, cobertos e dcscober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Febreto da especie.
Go'.la.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacdes.
Irr eg u laridades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumalisnto.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal!.
lho : a rua do Queimado' loja
portas n. 10.
de 4
Cocos italianos
' de folha de (landres, muito bem acaba-
jdos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de funileiro.
Algodao iiionslro.
AG00 rs. avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato proco de 000 rs. a vara ; este algodao serve
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo "volunte
da Corographia.
Histrica clionotogica, genealgica,
4,000 rs.
milho; nos armazens de Tasso
p-ra toalhas de mesa por ser de superior quali- j nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Mello Mora es : vende-se a
4S o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da pz-aca da Independencia.
Para a quaresma.
Sedas pretas lacradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
Dito largo e muilo superior a 2$ e
Sarja prela larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Conlinua-se a vender fazendas por'baixo ty
reco at mesmo por menos do seu valor, g!
alim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas S,
na rua do Queimado n. 10. K
ssaiBSE&naHasB
gprec
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n.224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coutem urna inslrucjao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na. rua da Gru n. 2i, ea Per-
nambuco.
por sacca de
Irmaos.
Nova invenc-flo aperei-
(oada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Rua do Queimado n. 37.
A 30$ cortes de vestidos de seda que custaram
60#; a 16-3 cortes de vestidos de phautasia que
custaram30; a 8g chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeia do Recite n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4$ cada & Irmao na rua da Cadeia do Recife'n. 48.
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
1&600
2S000
1S800
2c50C
2;0C
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e castigaos bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na lo;a de Leite
SABAO
do deposito geral do Rio de
com Tasso 4 Irmos.
Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Milho
nos armazens d Tasso & Irmaos.
Vende-se
o engenho Aremun sito na freguezia da Esta-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes mallas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vecde-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno. e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Vende se meia legoa de Ierra em Japaran-
dubim, que demarca com as Ierras de Jiparandu-
ba, cujo negocio se faz a dinheiro, c a prazo com
firmas boas ; ou troca-se por alguma proprieda-
de, sitio, etc. : a Iratar na rua Direila n. 32, cu-
jas Ierras lera dous riachos permanentes, e a
maior parle dellas de varzea e toda coberla do
mata virgem, podendo raonlar-se dous engenhos
copeiros d'agua.




DIARIO DE PERNAMBCO. SEXTA FRIRA 16 DE MARCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO DE
ni.
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Nestc estabelecimento acha-so um completo e variado sorliracnlo dos roclhores, mais
elegantes e mais bem construidos pianos do que ha noticia. Nao s se encontrara bellos e mar-
ni ticos pianos allcmaes, entre elles os de CARLOS SCIIIEL o melhore mais insigne fabricante at
noje conhecido como (ambem ptimos pianos francezes de Erard. A construeco de lodos elles o
mais seguro, o mais lindo e inleiraraente apropriada ao clima deste paiz, e as vozes de todos elles
sao escolenles e mui harmoniosos. Este estabelecimento ollercce as maiores garantas aos fre-
guezes caos compradores emgeral, porque alm de seren mui ra/.oaveis os preco3 desles instru-
mentos, ha toda a promptido e ldelidade as compras ; sendo ahi responsavel' por qualquer dc-
feto que possa existir e que se deva reparar.
Na mesma casa ana-se e concerla-se pianos com a maior perfeieo possivel.
Altenco. c"1 "Rawla
DE
ummmk i ikbfifl) m n?m*
Sita na ra Imperial b. USe 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbastiao J. da Silva dirigida por Francisco Cclmiro da Costa.
Na ra Nftva n. 71,vendem-se carrinhos de mSo
a 15$, feijo amarello muito novo a 560 rs. a cuia
e cm saceos por preco comraodo, farelo a 6, mi-
lho a 48500, e oulros gneros por commodo preco.
S Almcida & Burgos. f
Com loja de fazendas na ra do Cabug jj|
a n- 8, fazem sciente ao respeitavel publio, ?
W aos seus amigos e freguezes, que se acham X
* prvidos do mais completo sortimento de H
| fa/endas finas e grossas, como tambem de
?* roupas fcitas francezas e perfumaras. @
<& Tein ludo quanto preciso para apromp-
$ tar-se para a quaresraa, e estao resolvidos
a venderem demasiadamente baratas, e
@ muitas fazendas por menos do seu valor
para fecha rem contas. Dao-se amostras. @
@@@@<*>
'w@
Si5S
Ra da Imperatriz
numero 2.
Vende-se superior vinho madeira secca, dito
xerez, dito do Porto, chocolate francez, queijo
suisso a 80O rs. a libra, peras seccas a 640 a li-
bra, vinagre branco primeira sorte a 480 a gar-
rafa, dito segunda sorte a 400 rs., verdadeiro
fumo deGaranhuns al a libra ; a elle, que se
acaba.
;|^i^!ssisi sis ?$sfsi- mm
|Veslidos pretos]
fde grosdenaples.
Vende-sc na ra do Cabug n. 8, cor-
|| les de vestidos para senhorn, de grosde-
fc naples pjelo com saias ricamente borda-
as das, en seus grandes enrios, com o aha-
v to de 30 por cento do proco que nao ha
W mtiilo se vendia, d-se a 0g.
m*
SfM
ae bronze de todas as dimeneocs e felios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ierro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de forro, tubos de cobre e chumbo de todas
as uiniencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fuges de ferro potaves e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
pane, utein[i'iinanao-se loua e qualquer encommenda cora presteza e perfeiro j ...
e para coramodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua oiifianca acha-
ra na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS SRS.
D,rinc0Dl J w?f! -A-F-^ Castilho-A. Gil-.Mcxandre Ilerculano-A. G. Ramos-A. Guima-
R^ri^;aLV^r^^ei0h,Ve,aS,*"Ca_^W,e9 BraCO-A. P. Lopes de Mendonca-A. Xavier
Rodrigues Cordoiro-Carlos Jos Baroros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto .la Silva e Cunha-F
Sj2T?"LFf "i *nTdM9-i- A" ** Pr?^ OliToira-J. A Maia-J A. N arques-J. de
P. ? ii h-Tt ?i? CnSU Cnetm74i ,)'1""'1 CollaO-J. E. de Magalhaes Coutinho-J G. Lobato
lires-J. 1 da .unha Rnara-J. J. da Crara Jumor-J. Julio de Oliveira PiuloJos Mara
Latino Coelho-Juko .Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de Souza-J S. da Silva Ferraz-
Josede Torrcs-J X. S. da Molla-Leandro Jos da Costa-Luiz Filippe Leitc-Luiz Josi di
StlmJSS!^ SUVa-Paul **-*"* Julio Ferraz-VaTntim Jos da eira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvaioI. F. Silveira da HottaRoVteo Pammino.
Pianos venda
Em casa do E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorli-!
ment de ricos e excellentes pianos de todos os
precos e qualidadcs, os quaes sao de muila du-
raco pela sua boa construeco. Esles pianos
que foram premiados com a medalha de primei-
ra classo na exposico universal de 1855, alem
de serem de 7 oilavas e 3cordas,so de Jacaran-
da o chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podera cmpralos com 20 ou 30 (J(0 de
menos que em outra qualquer parle.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthail IfelIorA C, ra do Torres
n. 38
Era casa de Henry Forster & C, ruado
Trapiche n. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas dem.
Fogoes idem.
Arados idem a 30.;000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de liigo de todas as marcas.
Lampedes de oatenle com azeite proprio.
I "AOVO ABHAZEH
Fazendas c modas,
DE
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos decambraia brancos a 2:000 2:500 3*5
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
Irm5o8. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ruado Quemado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : palc-
lots de panno fino de 16$ at 28g, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos lamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5g
cada urna, chapeos francezes para homema 8,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13#, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para homem de 4$, 5g e at 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10?}, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
al 150$, ditos de phantasia de 16$ at 35000,
gollinhas de cambraia de lj at 5$, manguitos
de 1$500 at 5j>, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres notos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, paletots e calcas de 3$500 al
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2JS500
at 10$ o covado, corles de colletede velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodo a lg280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 99, grosde-
naples de cores e prclos de 1600 at 3j2O0 o
covado, espartilhos para senhora a C$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12) cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9e 12$ cada um, ditos lisos para ho-
rnera, fazenda muito superior, de 12 at 208 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2$ 00, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletesde
gorguro, casemira prcta lisa e bordada, e de
fuslu de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7g o covado, pannos
Para cima de mesa a 10JJ cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletcs a 2#SU0
o covado. bandos para armaco de cabello a
1^500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende voutade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com avista dos
compradores se mostraro
fi 55 $2 Jg 53 ff Sf> *: 9t Xfv v
Relogios.
Vende-se era casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os niesmos.
REMEDIO INCGMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fi/.eram tem seu corpo e mera-
bros inleiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratameutos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravillosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muilos annos ; e a maior parle
dellas sao to sor prendentcs que admiraa: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
brarara com este soberano remedio o uso de seus
bra<;os e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos httspitaes, onde de viara soffrer -i
amputacao I Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetlerem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Alguraas das tacs pessoas na
entusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
ivesse bastante conlianca para ensaiar osle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentrataloquenoccssitassea ualureza do mal
cujo resultado seria prova riuconleslavelmente :
(Jue tudo cura.
O ungento lie til, mais particu-
larmente nos seguhites casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do antis.
Eruproes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
tnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Genghas escaldadas.
Inchacoes.
Iuflammaco do ligado
:r5

id

Vndese
VJUUi i (C.
9

exaclido e n gularidade.
Fublica-se todas as segundas feras ero folhas de 16 paginas, e completa lodos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Prego da asignatura: pelos paquetes vapor l$2C0 por auno ; por navio de vela 8S moeda
brasileira).
Ha aljjumas colleccoes desde o comeco da publicaco do jornal.
45 RA NOVA45
J Os proprietarios dcsle novo cstabeli'ci- @
@ ment que desde boje se cha aborto a @
^ij concurrencia publica, recebendo directa- g?.
@ mente do Pars u Londres por lodos os \i
af paquetes arfigoa de modas que constitue o "
*j mais bello sortimento de fazendas em apu- .
t rado goslo, tcm resolvido para merece- j.
@ rem a altenco do respeitavel publico, ji
m
i
I
Q> Estopa.
@ Camisas inglezas.
ie Biscoutos era latas.
@ Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu- i
9 mero 61.
Pechincha.
m
I
m
m
Iuflammaco dabexiga.
da matriz
fopra.
Males das pernas.
dos peittts.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
le que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articular-oes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
<,
DO
Dr# P. At lobo Hh^ip^w,
BDINM IPIMIHIBi i PIEMB!.
3 RA DAGLOmiA.CA^ADOFUIVBle 3
Clnica pot amlios ossystcmas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas lodos os dias pela raanha ede tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualmeute nao s para a cidade como para os engenhos ou outra;
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos 5 sua casa al as 10 horas da raanha e era caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por esciiplo em que se declare o uorue da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residenles no hairro do Rccife podero re-
melter seus buhe-tes a bou.-a do Sr. Joo Sounni C. na ruada Cruz ou a loiade livros do Sr Jos
Nogueira de bouza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do aiinnncianio achar-se-ha constantement eos melhores medica-
mentoshomeopailucos ja bera con.'iecidos e pelos precos 'seguin tes.
Boticade 12 tubos grandes, ...".......10$000
Ditos de 24 ditos.......... lcnofl
Ditos de 36 ditos...........'' 20M90
Dito de 48 ditos............. '. ; Ijjgg
Ditos de C!) ditos...............O-3OOO
Tubos avulsos cada um........! ". 1<0O
Frascos de linduras........,...*.".* 25000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina.cirurgiaelc. etc............20*000
Medicina domestica do Ur. Hering, com diccionario. 10SOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6fi00
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoraracntos fortes acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperara a remuaeraco de
tantos sacrificios. *
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mez.....10$000
momos, de choque ouchuviscos por mez 1500
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDIQAO D'AUROR
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os lamanhos, guindastes, guin-
chos c bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-
lumnas c monthos de vento, arados, culliva.Iojes, puntes, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e lodas as obras de machiuisrao. Executa-sc qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
deseuhos ou moldes que gara tal lira forem aprcseutado3. Rccebem-se encommendas neste esla-
beleciraento na ruado Uruin n. 28 A e na ra do Coilegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
leiro do eslabelecimento Jos Joa^uiai & Cosa Pereir?, com o^ueai es creteudentes se podem
entender para qualquer obra.
^ venderein as suas fazendas cora muitamo- a
a dicidadede preeo. S
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra Cruz n. 10 enconlra-sn o deposito das bem co-
ntiendas marcas dos Srs. Brandt-nburg Freres.
c dos Srs. Oldekop Marcilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg freres.
Si. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
si. Julien.
St. Julien Mcdoe.
Clialcnu Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris. quadade fina
Cognac em bailas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Grande sorliinenlo
DE
fazendas preas para a
(^naresma.
Grosdenaples preto a I56OO o covado, dito a
l$b00. dito a 2$, dito a i$m largo, dito muilo
superior e largo a 26O0, 2*800 e" 3$000, sarja
prela lavrada larga superior a 2J600, charaalole
preto superior a 3#c 3500o covado, sarja prela
de seda a 2^)00 o covado, dila hespinhola a
B|600 o covado, panno prclo a 3?, 4$, 5$, 6$, 7?, I
69, 9.i e 10 o covado, casemira prela de 1&800. .
e SS00O, 25500, 2.;800, 2$. 3e500 o covado, dila !
muito superior a 4$, superiores mantas pretas de
fil a 10$ cada urna, ditas superioresa 12$, ditas
muilo superiores a 25$, los pretos a 8#, superio-
res manteletes pretos de seda bordados o de fil,
e outras muitas fazendas de gosto por precos
mais comraodos do que em outra qualquer parlo
11 loja do sobrado amarello. nos qualro cantos:
pacrua do (jueirnado n. 29, de Jos Moreira Lopes ;
Tachas e moendas
Braga Silva iC, tem sempre no seu deposito I
da ra da Mceda n. 3 A, um grande sortimento |
de lachas e moendas para cngeuho, do muito1
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Espirito de vinho com 44
Com pequeo loque de avaria.
Na rua^o Queimado n. 2, loja do Preguica,
vcinlem-Wpcras Ce algodo encorpado. largo
com peqftno loque de avaria a 2$5'J0 cada urna'.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n 2, loja do Preguica
vendem-se chitas de cores fixas bastante "escu-
ras, pelo baralissimo preco de 6$ a peca, e 160
rs.|o covado.
Algodo com de-
leito, a 2,500 a
peca:
na ra do Queimado n. 10, esl se acabaudo.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
peca:
na ruado Queimado a. 19, antes que se acabe.
Algodo monstro
com oito palmos, a C>00
rs. a vara:
Na ra do Queimado n 19 vende-se este al-
godo proprio para toalhas e knces, por ser
muito largo.
>endc-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
iodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
uo snl. Havana e Ilespanha.
vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao cm prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito gerat em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Miio a 5S000 a sacca.
Vende-so milho americano novo a 5$ a sarca
grande : noarmazem de Travassos Jnior C,
ra do Amorim n. :j.
Vende-sc. na ra Imperial n. 82. casa do
Sr. padre Albino, urna negra moca, bonita figura,
propria para engenho por ser do malto, e acoslu-
raada a esses servidos, reforcada e nao tem
achaques.
Vendem-se 90 apolices Ja Cotnpa-
nliia de Bcberibe: na ra Nova n. II,
primeiro andar, das G as 9 honis da
manliaa.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
co/mhar e engommar, no Manguinho, em frente
do sitio do Dr. Accioly.
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
(trrts, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Modista Lisboncnce.
Na ra Nova, sendo a entrada pela ra das
Fcres, n. 34, existe um lindo e variado sortimen-
to de chapclinas de seda e enfeiles de cabeca
para senhora, cora grande diterenca de prego
para mais barato do que em outra qualquer
parte, sendo tudo de bom goslo.
Vendcm-so ceblas em caixas e aos centos,
por barato preco : na ra Dircita n. 69.
Vende-so urna prcta moca, coznheira, e
bonita figura : na ra do Crespo, esquina que
volla para a anliga ra da Cadeia, boje do Im-
perador.
A 2#000 ris cada urna.
Cobertas de chita : na ra do Queimado n. 19.
Cambraia
de 320 por 160 rs. o covado,
para acabar, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambraias do listras e quadros muito largos
pelo prego cima, e nao se do amostras por ha-
ver muito pouco da fazenda.
Chapeos de sol para me-
ninos de escola.
Vcndem-sc na ra do Queimado n. 19. cha-
peos de sol de seda para meninos, a -igOOO ca-
da um.
Algodo azul americano
proprio pararoupa de es-
cravos,
por ser muito encorpado, a 320 rs. a jarda, di-
nheiro a vista: no armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Salmao.
Em casa de James Crablree& C, na ra do
Cruz n. 42, vendera-se latas cora salmao, de 1,
2 e 3 libras, de superior qualidade, chegado pelo
ullime navio em direitura de Terra-Nova,
Vende-sc urna casa nos Afogados, ra de
S. Miguel, n. 28, livte c desembarazada : quem
pretender, dirija-se a ra Dircita n. 68, que acha-
ra com quem tratar.
Espermacele a 640 rs.
Milho a5#000
a sacca, em cuia a 280, arroz de casca a 280,
manteigaingleza a 800 rs., dita franceza a 560,
chii hysson a 1&760, bolachinha a 240, queijos a
I08OO, toucnho de Lisboa a 360 a libra, talha-
rim a 320 : na taberna da estrella do largo do
raraizo n. 14.
de comprar?
No Bazar Pcrnambucano da ra do Imperador
vendem-se os seguintes gneros, pelos comrao-
dos precos abaxo declarados :
Batatas inglezas novas a 700 rs. a arroba.
Presuntos de fiambre a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 240 a libra.
iCac!"lias cora cerca de 3 libras dc amendoas
a 1 J500.
Cerveja superior a duzia a 42500.
Queijos flaraengos, cada um a 1$600.
Charutos de diversas marcas e qualidades por
baratissimis precos para liquidar.
Bolinas para senhora, obra elegante, a 2^000
o par. "
Emcasa de Borott AC, ra
da Cruz do Recifc n.5, ven-
de-se :
Carros do 4 rodas de um modello inleiramenle
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadetros.
Algodo americano (raneado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghanipanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
0 muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Ment Julop, Bittcrs, Whiskey <
C, ludo despachado ha poucos dias.
Vende-se um sitio com 1,200 palmos de
fundo e 460 de largo, Ierras proprias, com boa
casado vivenda de pedra c cal, oitoes dobrados,
toda cercada de calcada, com bastantes arvores
de fructo, e com excellenle agua de beber, na
estrada de Joo de Barros, defronte do boceo do
fcspiuheiro : a tralar na ra do Cabug n. 2 C.
Pa na a p una r U1 n he 1 ro.
Na grande fabrica de la mancos da ra Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, ha efec-
tivamente um grande e rico sortimento de ta-
maneos de todas os qualidades, que se vende
muito em conla para apurar dinheiro ; a estaco
invernosa est na porta, porlanlo, os senhores
commerciantes da piara e de fra devem-se pre-
venir : vende-se a rlalho, e em pequeas e
grandes porches.
Anda resta aleuns corles de chita rxa de co-
res fixas com 13rovados ; assim como tambem
chita franceza a 220, 20 e 260 o covado : na tua
da Madre de Deusn. 7.
VenJe-se superior sal do Ass e palha da
carnauba, a bordo da barca nacional Ilecife, tun-
deada defronte do trapiche do Cunha : a lialar
com Manoel Francisco da Silva Carneo, na ra
do Vigario n. 17, primeiro andar.
Vende-sel l|-2 duzia de taboas de assoalho,
de louro, 7 travs de 25 palmos cada una, 9 en-
chams. 4 pedraspara soleira. uraa pon 5o da
cal e arca, e tambem urna porrao de telha velha ;
na ra do Cordoniz, taberna n. 12, aonde acha-
rao com quem tratar, das 9 horas s 3 da tarde.
Batata muito nova.
Vende-se btalas a SCO rs. a arroba e em libra
a 10 ris: no pateo do Paraizo casa cora oilao
para a ra da Florentina.
Escravos fgidos.
No da 6 do correnle fugiram do engenho
Ucnoa o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouea barba, com signaos de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, .illa bem ;
o no da 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fula, alio e seoco, sem barba, tem nos
Uracos signaos de vactina, na testa urna cicatriz
era torraa de meia la, e em rima de um dos pa
urna sicatriz que repu.-hou alguma ronsa a pello,
lera a falla descansada, bem feto de rosto e re-
presenta ter 28 anuos de idade ; ambos esles es-
clavos levaram caira de algodo azul trancado o
camisa de algodjio de listra, alem de mais "roupa
que possuiam, e snppoe-seque reunirnm-so pa-
ra seguirem xiagem para o sertao do Sobral de
"de o primeiro natural : a queih os ppreben-
aer junios, ou a cada um de per si, ou dellcsder
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Fugio no da 6 de fevereiro prximo passado
a cscrava Leandra, crioula, cor fula, alta, ma-
gra, bem fallante, com os denles da frente po-
dres c alguns quebrados, e eom alguns cabellos
brsncos, levando toda a sna roupa. Esta cscra-
va natural da cidade de Olinda, e ha poucos
dias foi pegada no bairro do Recifc por ura pre-
to, o qual querendo leva-la para casa, foi por
ella Uludido, e evadin-se na mesma occasiao ;
por sso julga-se que ella anda por eites lugares
cima mencionados : roga-se a qualquer pessoa
que a pegar, que a leve ra de Santa hita, so-
brado n. 40, primeiro andar, quesera grailficada.
o0,000.
Luiz Caelano Borges, ofTerece 5d$ de gratiOca-
raoa quera pegar e levar o seu escravo Antonio
mulato acioelado, com idade de 22 annos, sen!
barba, estatura regular, tendo os bracos arinca-
dos e ecanoeiro, fugio no dia 5 do correnle tendo
encostado a canoa na ponte do Uchoa, levando
em um sacco urna pouca de roupa e se intitula
por livrc: quera o pegar pode leva-lo a ra da
Concordia n. 2.
Fugio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe, de naca o An-
gula, de idade 45 a 50 annos, cora os' signaes
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas (entes,
parecendo ser rauito mancinho, porem muito
velhaco e metliao a curador de emposlurias, de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprielari do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Prela quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, 110 dia 18
do correnle, urna sua escrava da Costa de nome
Marta, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, (era
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
ais saliente as maos foveiras, proveniente do
calor de figado. Esta escrava tendo sabido romo
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : rogn-sp, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capitacs de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensao de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n 2, 011 casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do lllm. Sr. tenente coronel Scbas-
tiao, qnc scro generosamente recompensados.
Fugio do engenho Bom Amigo da provincia
de Alagoas, comarca do Porto de Tedias, o es-
cravo crioulo de nome Luiz, de 36 a 40 annos de
idade, altura regular, beicos grossos, troca um
pouco os olhos, dous dentes da frente abortos ;
este escravo foi comprado ao Sr. Joao Belix, se-
nhor do engenho Camutengue cm Barreiros, por
onde sejulga andar : roga-se a loda c qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegar e levar no
dito engenho, ou no Ilecife ao seu senhor, mo-
rador no caes do llamos, sobrado encarnado n.
4, onde ser generosamenle recompensado.
100$000
d o abaixo assignado de gralificaco a quem l!e
levar ra de S. Francisco n. 68 A', seu o escravo
Antonio, ennhecido por Antonio Campcsso, o qual
fugio em 19 do correnle, levando um caneco do
folha proprio para carregaragua, um gancho ao
pescoco, tem 35 annos de idade, falla bem. per-
. as pouco arqueadas ; ha 15 dias chegou de ou-
, Ira fgida, tendo sido pegado em Santo Anlao ;
. o mesmo abaixo assignado protesta desde i con-
| Ira quem lhe tirou o gancho.
I Francisco Dolelho de ndrade.
Dos premios maiores de 20$ da 30.a lotera das con-
cedidas empreza lyrica dcsta corte, extrahida
em 5 de marco de 1800.*
NS. I RE u. NS.
It iOl 96.
16 1005 1061
83 400 7S
107 405 95
17 40? 1102
96 200 ;i7
239 too 44
46 4oa 08
48 40 1214
6i 40 87
85 40 1384
97 405 1460
394 40 72
412 20,000 1516
22 100 1636
45 405 1715
67 40$ 66
523 403 1818
39 403 31
76 2005 60
81 1003 75
636 403 87
728 1003 1921
36 405 45
68 1003 51
806 403 OJ
11 1003 82
69 200 073
t 40 2102
PKE.MS.
100?
403
40;
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100.?
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2003
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40
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405
1005
1003
403
1003
4003
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NS. rilEMS.
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72 1005
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64 100$
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35 403
69 08
91 100;
2510 100$
13 405
30 200$
36 40$
66 200$
81 40
99 1,000
2601 100
63 100
73 1003
2781 409
2809 4,0003
53 40S
69 40
/O 10,0009
w 2009
.NS.
2887
88
2922
29
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41
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57
3012
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59
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98
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65
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52
3906
23
36
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40
40
403
100
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100;
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40$
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200$
40$
40
40
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400$
40$
409
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NS. PREMS.
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40
409
2005
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40
100
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1005
40
40
40
40
200
100
100
2005
109
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87
4177
91
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40
1841 1,000
56 100
60
99
4954
72
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37
80
86
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51
54
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55
57
60
95
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45
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40
40
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43
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52
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81
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83
89
97
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64
65
95
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93
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27
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40$
1003
503
100$
200
100$
403
4003
(MUTILADO


(**.
Lilleratura.
Queslo de Direito Cannico.
Dot oratorios pblicos em suas relaroes com os
direitos parochiaes.
umcraveis diUkuldades surgiram era todos
soBtc esta materia: os conflictos. Bat-
ientes, boje, estn, entretanto, longe de
. ib ramele ceesado. A harmona absolu-
- cordu porfolio sobre os direitos respeeti-
receaa mesino & niuitoa le possi veis do se-
D definitivamente eslal decido-.
U<^mc modo, com rffeilo, se \ miera mauleros
diralos legtimos da paiocoia, o, ao mesmo tem-
I''\i-."io diminuir em nada a til, e, muitas ve-
zo?, necessaria existencia de oratorios pblicos,
on le o ministerio sacerdotal aoja ollerecido s
necessidades e livrc escolha dos fiis?
E fcil do suppor que urna queslo deste gene-
ro, que nao podo ser tida como nova, nem como
rara, leve de rcccbcr no direito, ou polo menos
cielos das congregados romanas urna so-
saUsfatoria. Bata soluoo existo : o direito
cannico determinou de u:na maneira muilo pre-
autoridade da cura, os direitos parochiaes,
as funecoes parochiaes e as funegdcs puramenlo
saceidolaes. Por esta distineeo precisoa o linii-
lolegal que se dere cstabelecer onlre a accao
ministerial di parochia, e acoo de un oratorio
publico, cuja ereccao o bispo titease autorisado,
i- cajo ministerio fosso por elle sanecionado. As
o.nngregacdcs romanas, cojos decretos, como se
sabe, nao sao oulra cousa seno a inlerpretaco
< applica{5o jurdicas do direito, tempre se pro-
nuncoram favor desta distineeo fundamental.
o suas docisoes devem na egreja calholica
< i rea de lei, porque emanara dos tribunaesdo
supremo legislador, nao ser fra de proposito
pura sua doutrina. Assim poderiam terminar
as incommodas desinlelligenrias, e ser posto um
limite lamentareis conflictos.
Piiraeiro que ludo devenios fazer urna obser-
var, importante. Quando so Hala de oratorios
publieos nao so dere confuudi-los com as egrejas
u i "pellas dos Regulares, cujo direito determi-
nou os seus privilegios o const.luio para elles
nina situaco excepcional. Estes estao excluidos
do leligio que ora nos oceupa: se nao podem 11-
r-se direitos parochiaes, a parochia tambera
n 10 pode obstar ou restringir Uberdade de seu
miRulcrio sacerdotal. A cousa muita explcita
no direito, para que baja necessidade do insistir
sobre ella, c cucetar una digressao fra do pro-
posito.
Chegucmos agora s soluces dadas sobre a
mato:apelaSagrada Congregacao do Concilio,
cuja- docisoes importa conhecer. Limilo-meho-
ranscrever pouco mais ou menos a expsi-
to! que dolas nos d a Correspondencia de
II de 20 de tettmbro de 1830, n. 41 2" edico
na causa dos irraos Berlelli correspondencia
lija autoridade vindica nao pode ser posta em
duvida.
V auno de 1850, os irraos Berlelli pedirara
ao arcepispo N. a faculdade de edificar urna ca-
pella consagrada N. Seuhora da Guarda, ao p
de una moolanha que est comprehendi'da no
DIARIO DE PERSaMBLCO. SEXTA FERA 16 DE MARCO DE 1860.
que elle possa fazr-r valor seus direitos ? Alguns
autores suslentam a affirmalira, por exemplo o
cardeal de Loca (Disc. 29, do Parocli.) tfgnatel-
li (Consull. 179, toml,) Parboza (Alleg. 26, n.
5.)O cardeal Petra, que traa a questo rom
rauito cuidado em seu commcnlario constitui-
rn 2 de Pasea! II, diz que o cura pode formar
opposic&o, e que deve ser ouvido seseos direitos
sao losados pelo eslabeleeimenlo da capella ; na
hypothcse contraria, nao tem o direito de sor
ouvido, nom mesmo pro formula. F.sia opinio
abracada por Monacclli, que. cita era confirma-
ra'', seis decises da Sagrada Congregacao dos
Bispos e dos Regulares, segundo as quaes a cons-
Irucco dos oratorios fui autorisada, nao obstante
a opposico dos curas. (Til. VI, form. 10, n. 8 e
seg.) A Sagrada Congregacao do Concilio tem
muitas vezes decidido no mesmo sentido. ( Cf.
Caus. Ccesenalens, 6 de junho de 1810. Nihilo-
minus, Thesaur resol., tom.100.)
D'onde se segu a regra geral que o cura nao
tem, sobro urna egreja ou capella publica csta-
bole -ida no recinto da parochia, outros direitos
seno os direitos parochiaes. Nullura aliud jus
conipelil parocho quim tuendi jura sua paro-
chialia : his prcesenatis, nullus ipsius consen-
sus requisilur. (Na causa cima, 6 dejnnho de
1810.)
III Quaes sao 03 direitos parochiaes ? Quaes
sao as fuuccocs exclusivamente parochiaes? Te-
mosa este respeilo os decretos g^racs promulga-
dos pela Sagrada Congragago dos Ritos em 1703:
L'rbis ctOrbis. Elles sao citados por Gardellini,
tomo III, pag. 360, e muito bem explicados na
instituala 103 do Benedicto XIV (I).
Ha pois, funecoes, que exclusivamente perlon-
cem s parochias: chamam-os direitos paro-
chiaes lia oulras que sem lhcs pertencerem ex-
clusivamente, lh'S conVeem todava mais do que
s oulras egrejas; chamara-as funcres paro-
chiaes. Finalmente ha funecoes puramente eccle-
sias'.ica*, cujo exercicio 6 licito as capella.? c
nos oratorios.
Seria rauito longo tratar aqu de toda esta ma-
teria, ser-nos-ha bstanle examinar as condices
propostas pelo cura (2).
A prlmeira, que reserva as funeeoos ao cura,
nao deve comprehender as tuneos puramente
ecclesiasticas, de que se trata no decreto cima
citado da Sagrada Longrcgsco dos Ritos: Be
Juribus el furn'i.i inibus parochialbus non sutil'
benedicliones ct distribuiliones candelarum, ci-
norum et palmorum (dub. 5); nec benedictiones
ignis, seminis, ovorurn el siuiilium (dub. 6); e-
que hebdmada? snelo; funeciones, proeler mis-
sam solemnem feria' V (dub. 7,8; eque mis-
soj solemnes per amura sive pro vivs sive pro
lur Condones, eliara per tolum tempus quadra-
gesimoe eladvenlus; item intra ambitum ejus-
modi ecclesiarum et saccellorum processiones-
imo ctam extra corumdem ambitum, absque in-
(erventum ct licentia parochi.
(Bub. 16,18, 21,22.)
Quanto segunda condirco, o Ordinario
plenamente livre em que sejara exceptuados al-
guns dias de fesla da auctotisaro relativa a ce-
lebraeo das raissas (C. si quis, de consecra!.,
dial, t; Benedlct. XIV Inst. 44); mas o direito
cannico quer que a cxepeo d'estes dias, deixe-
se a liberdade de cclebrar'muilas missas nos ora-
torios pblicos (C. di quis Tagnan ad cap. .Auc-
toritale de Ccnsil. n. 13); e o mesmo Bispo nao
pode sera razo prohibir celebrar muitas raissas
em um oratorio publicojerigido. (Sagrada Con-
gregacao, 8 de agosto de 1789. Poder-se-hia
prohibi-las antes da missa parochial ? Segundo
o rigor do direito, nao so pode vedar que as mis
sas sejan celebradas antes que o cura lenha dito
a sua, e a razao que os parochianos devera ser
nao forjados, forera exhortados ouvir missa na
parochia. (Conc. Trio", sess. 22.) Quando exis-
tem estatutos synodaes que querem sejan, as
raissas celebradas as egrejas somenle depois da
parochia, esses estatuios dovem ser observados,
com tanto que a mrssa parochial soja dita era
una hora conveniente como a Sagrada Congre-
gacao o deelarou era urna causa. S. Agalho Ga-
Ihorum.ii Bummodo lamen missa in ecclesia
parochiali hora opportuna celebretur. (l.ib. 19
decreU p. 191). Nao ao cura que compete fa-
zer prohibieres d'este genero, sed Episcopus
propudenlia curare polest, ut eis debus festivs
precis celebretur missa in parochiali ecclesia. S.
Congreg. in Ctcsenl. 6 do juntio de 1810. Bene-
dict. XIV. Inst. 44.)
A terceira condiccao do cura, 6 que se uo
possa nunca, sem sua perraisso, dar a benco
do Sanio Sacramento, nom ouvir as conissocs.
Una coua certa que a exposicao de 40 horas c
a benco que seda durante esle terapo nao eslo
comprehenddos entre os direitos propiamente
parochiaes ; o decreto da Sagrada Congregacao
dos Ritos citado cima o decide formalmente
(dub. 11). ea Sagrada Congregacao deelarou mui-
tas vezes que a perraisso do cura nao neces-
saria, quando so tem aulorisaco do Bispo. O
Sexta condic.au. Pode-se concluir du que aca-
bamos de dizer, que o cura nao tem o direito
de exigir que os honorarios nao sejam distri-
buidos seno mediante o seu consenso.
Quanto stima condico, os direitos paro-
chiaes so conservados intactos.
Tal 6 era resumo, o parecer dado sobre esta
causa. A Sagrada Congregado deu sua deciso
conforme com o parecer, e foram rejeiladas as
condices do cura, salvos os direitos parochiaes.
Entretanto, o Arcebispo, que n'esta cansa nao
Semoslrou favorarel ao cura, morren, o seu vi-
gario geral dsappareceu da scena dos negocios.
O vigario capitular cntrou cera senlimeutos mais
favoravuis ao cura. Elle exprime Sagrada Con-
gregacao que as condices fixadas pelo cura nao
sao taes que devara ser todas rejeiladas neces-
.sariaraente, o, de fado, o uso da chancellara
eslabelecer condicoe3 anlogas as concesscs,
d'estas especies do oratorios. Pelo que o vica-
rio capitular ponsou que era necessario refor-
mar o decreto.
O cura, de sua parle, Iransmiltio oulras ob-
servaroes o conclusoes que nao csto muilo af-
iladas do vigario capitular. iz que dcixan-
do de parte a questo de direilo, se deve atlen-
der conveniencia local.
Mas a sagrada congregacao nSo julgou que
o pedido do cura fosse adraissivel. E confirmen,
24 de agosto de 1850, o decreto precedente-
mente promulgado.
( L'nivcrs.G. Pimentel ).
A Brochura le Pape et le Congris refutada
por Pierre Boger arcebispo de Sens, e por Vier-
re Bertrandi. bispo d'Aulun, no annu de 1330
I
No XIV sceulo a questo hojo agitada (da in-
compatibilidade entre o poder espiritual e o po-
der temporal) foi tralada e debatida era Paris e
em Vinccnnos, em presenca do rei Philippe de
Valois, de um grande numero de prelados e do
senhores leigos. Permilti-me fazer com que os
! leilores do Univer assistam aos debales.
Nada iia de novo debaixo do sol.
Demos a palavra ao aecusador; ouviremos a
1 defeza.
o 15 dedezembro de 1330, acbando-se reu-
que dizemos da exposicao das 40 horas.se applt- i<( "iJ3 no Pa'flcio do rei os bispos o senhores
ca a qualqucr oulra expos-o do Santo Sacra- leiSos. Pierre de Cugnires, cavallciro e conse-
raento. (S. Cong. 12 de agosto de 1747, in Cas-
sanen.)
Deve-sc dizer oulro tanto do que diz respeito
prohibico de ouvir as confisses sera a per-
raisso do cura. A sagrada congregacao decidi
muitas vezes que suflicicnlc a perraisso do
defunctis [dub. 10) ; eque expositioquadragenla Bispo. Na causa que acabamos de citar, per-
nienio, elle s o concedeu cor
jm as seguimos con-
iroes:
1.' Que as solemnidades da capella seriara ce-
lebradaspelo cura, ou por un sacerdote delega-
do por elle para esle efTeilo ;
2.' Que as principaes solemnidades uo se po-
deiia celebrar missa; que as oulras festas nao
&e poderla celebrar mais de urna missa sera a
perraisso do cura, e isto una hora depois da
missa parochial;
3.' Que se nao poderia dar a benco do Sanio
Sai enlo, nem ouvir as couQssoes sem a per-
inisao do cura;
! Que o capellodessa capella seria noraea-
do serapre pelo cura, c poderia ser por elle de-
liittido ;
5.' Que nao se poderia roceber esmolas seno
(o recinto da capella, c que o quaito das esmo-
jas seria reservado parochia ;
C." Que a distribuico dos honorarios de missa,
nao poderia ser feita sem o cnsentimeulo for-
mal do cura ;
7.a Que cm ludo o mais se conservara intactos
os direitos parochiaes, e se observara todas as
dtposicdes do ultimo syuodo diocesano, que sao
avoraveis ao cura.
O vigario gcral nao fez caso algum deslas con-
siJcranocs. Outorgou o decreto, pelo qual deu a
faculdade de construir a capella no lugar era
questo.
O cura appellou para a Sagrada Congregacao
do Concillo.
Eis era resumo o parecer aprcsenlado osle
respeilo pelo secretario da Sagrada Congregacao :
I. A ereccao do egrejas e capellas publicas,
embora nao parochiaes, urna obra que deve ser
considerada corao pa e religiosa ; o 6 esta a ra-
zao porque o direito cannico permiti qual-
qucr pessoa construir egrejas e capellas publi-
ca?. Todava esle raesmo direito exige o consen-
limrnlo do Ordinario (C. Nenio, de Consecrat.,
dist. 1,C. Lator, Caus XVI, q. 2, C. Auctori-
tali, de Privileg in 6 el Alibi,) que deve lambem
volar em que a conslrucco do novas egrejas ou
capellas nao v oflonder as parochias. ( C. Qui-
i'uniquc, Caus XVI, q. 1. ) E 6 esta a opinio
cu mu um dos doutores.
II. O consenlimento do cura requerido pro
formula, ou deve-se pelo menos ouvi-lo, ira de
horarura et benediclio quee fitsuper populo (dub.
11); eque exposilio qnoe t cum reliquiis ct
sacris imaginibus, et benediclio quee cum eis fit
super populo (dub. 12.)
Portanlo o exercicio de todas estas funcerjes
licito as capellas e oratorio, invilos oliam et
conlradicente parocho dub. 3, 4, 13.Alm
d'isso podo-se n'estas capellas annunciar aos fiis
festivilaleset t igilias occurrenles in hebdmada
absque licentia parochi. O Bispo pode permit-
lirque as capellas c oratorios pblicos habean-
(1) Ainda que estes decretos 80 lenhom fallado
das egrejas, capellas e oratorios pertencentes
contrarias, as regras e principios sao absoluta-
mente os niesmos respeilo das capellas publi-
cas pertencentes coniniunidades religiosas,
collegios, pessoas particulares, como se deduz
das docisoes dadas pela Sagrada Congregado do
Concilio 9 do feverirode 1732, 29 de agosto de
1733, 3 de dezembro do 1757 e 17 de Janeiro de
1841. Neslo dia a Sagrada Congregacao decidi
que um capellao pode, independenleraentc do
cura, cantar urna missa solemne cm urna capel-
la. duvida segunda : An leccat eidera capel-
lano ( oratorii jurls pitronalus faiuiltea ) missam
soleraniler canicie independenter parocho ;
ella respondeu : AfTirmalivc in mnibus ad for-
mam decrel : Urbis et Orbij, S. Congrega!. Ri-
luum dieilO decembris 17 o 3. E finalmente a
Sagrada C>ngrcgaco do Concilio consagrou o
mesmo principio era ura negocio que lhe foi sub-
raettido 26 de junho de 1858. Trata-se de uraa
capella publica e contigua casada familia N.,
a qual tem sobreest oratorio direito de padroa-
do. Eis aqui a duvida quo a Sagrada Congre-
gacao tinha resolver : An liceat patronis N. ce-
lebrare facer missas solemnes aliasquo sacras
funeciones non parochiales, prceserlim in dio
fcslo S. Anna (olicc, in corura publico oralorium
per capcllanum aliosve presbyteros independen-
ter parocho. A Sagrada GoogregacSo respon-
deu : Affimative in mnibus ad formam decrete :
Urbis et Orbis, S. Congreg. Riluura diei 10 de-
cembris 1703 (Ef. Analecla Juris ponlilkii, 31.a
secgo, p. 1489 e seguintes.)
(2) Os direitos parochiaes (ex Ecctesce disposi-
tionu;) se resumem era poucas patavras: Pro-ler
fori inlerni seu penitentias jurisdiclicacm, 1."
minstralo Eucharislire in Pasale. 2 item in
morle seu vatici, 3. adrsinistratoExtrcmce Unc-
tionis, e 4. assistenta matrrraonius necessaria,
tura 5. Jus sepcliendi parochianos qii sepullu-
ram raajorum non habent nec alibi elegerunt se-
pulturam; ac denium 6.a Jus percipic-ndi oblato-
nes ex justilia debitas. (C. f. Leur., forum be-
nef p. 1. 9119 ; Card, de tuca, de- parochis disc.
31 Gerald,Addit. ad Barbos, depav ; Ferraris
voc, pabochus de Bonis, de oral. publ. C. 6 seg.j
Pode accrcscentar a isso Cellatio solemnis baptis-
mls que pode ser considerada com funecao pa-
rochial. Asoutras funecoes parochiaes se acham
determinadas nos decretos Urbis et Orbis :-l.
benediclio fonlis baptismalis ; 2.a benediclio mu-
lierum post parium ; 3. missa solemnis fericc V
cceo3 Doraini.
guuta se, an ct quomodo liceat presbyteris ad
confeciones approbaie excipere sacramentales
fideliuin confessianes in pru: faca ecclesia, eti-
ani imito parocho '? A sagrada congregacao res
pondeu : Affirmalive, de licentia episcopi .
Quanto quarta CODdcao, deve se considerar
si os fundadores reservaram ou nao para si a
nomeaco dos capelles. Na primeira hypo-
these, todo o mundo deve rcconliecer que a no-
meaco lhes perlencc, quer a capellanio lenha
de ser erigida em bonificio ecclesiaslico, quer
conserve a nalureza leiga. Um fundador livre
no momento da funda'jo, de estabeleeer as con-
dices que lhe aprouverem, comanlo quo ob-
terrham o consontiraentr do ordinario, e estas
condices dovem ser observadas. Si a capella-
na de livre collaco, a nomeaco do capellao
pertens ao Bispo, que e-sl auxiliado pelo di-
reito, e tem a inlenco fundamentada de confe-
rir todos o* beneficios de sua diocese ( eap. Cou-
quere-nle de ollic. ordinar.), o que tan>beni tem
lugar quando a capellana nao 6 nfti* do que
leiga, porque a obrigaco q.uo tem c^ ispo de
fazer e&ecutar os legado3 pos- exige ue elle
noraeie ura director para capella. Toldo sido
construido um oratorio rural e leudo sido adjun-
clo um hospital oslo oratorio, perguntou-se
si a nomeaco do capellao devia ser l'eUa-inde-
pendentiemciite do cura, pela comrauno do lu-
gar. A sagrada con-regaro rcspondeuv. 22 de
abril de 1719, que o capellao devia ser uomeado
pelo Ordinario.
Passeaios quinta condico. Monacolli cn-
sina ( lifc 6, form. G ) que o Bispo e s> o Bispo
pode pcrmtlir reoeber esmolas. PergiMitou-sc
a Sagrada Congrcgago si-so poda receber esmo-
las lanto no recinto do- territorio do pil como
fora d'este territorio, a- Sagrada Coikgregajo
respondeu : Arbitrio Ordnari ct oatplius .
Os curas-nada tem que wr com as esraolas pe-
didas nossas capellas ou oratorios : Ao ob!a-
tiones et clomosynui quea fiunl in dicto oratorio
erogandua sinl in beneficio ejusdem oralorii,
vcl poiius debenlur parocho ? A Sagrada Con-
gregacao respondeu aOirraativamemo a primeira
parte, negativamente segunda. A Sagrada
Congregacao dos Ritos-tinha dado, precedente-
mente ama deciso idntica no decreto Urbes et
Orbis :. Nequit pocochus se ingarc in adminis-
Iratioao oblalionum, elemosynsrunii in supra-
dicts ceelesiis ( sacellis et oratoriis ) recollecta-
rura ( Dub. 28 J.Monacelli refero (tit. 6, form.
10) muitas resolucoes semellanles dadas pela
Sagragada. Congrsgaco aos Bispos e Reculares,
e acrescenta: Parochi seniper suecumbent,
que lhe foi erecla urna estatua equestre por-
tada egreja de Sens(l).
(Extrahido da Hisloire de l'Rglise gallicane, lo-
mo XVII, paginas 155 a 178.)
Naofarei reflexo alguma sobre esla pagina da
historia. V-se que no XIV seculo, terapo de
ignorancia c servido, nem o mal, nem o bem,
nem o erro, era a verdade careciatn de liber-
dade.
P. S. Urea palavra sobre a delicadeza dos jor-
naos, que aecusam de violencia o governo do
Sanio Padre. A urbanidade to conhecida destas
foi has indigna-sc de ler na resposla do Journal
de Borne : Os argumentos quo esle escripto
encerra, sao urna reprodcelo dos erros e ulira-
ges vomitados tantas veze3 contra a sania s. '
Muilo desejaria eu saber o que os nossosdoceis
epolidos redactores pensara deste julgamento do
Espirito Santo sobre os moradores c gente do ter-
ceiro parlido ;
Sed quia tepidus es, et nec frigtdus, nec ca-
lidus.incipiam teevomere ex oro meo. (Apoc.
cap. III v. 16.)
Exhesrone (Ctc-d'Or), 7 de Janeiro de 1860.
J. M. DCFOl'll
[Univert S.Filho]
Variedades.
JFOjLIII/IM.
Gonstanca \errier.
lheiro, tomou a palavra, coraecauJo por osle
texto doErangelbo : Dai Cesar o que de
Cesar, Deus o que de Deus. EHo estabe-
leceu que deve haver urna distinegao entre o
espiritual e o temporal; procurou pro-vaF que
o espiritual pertence aos bispos, e o totaporal
ao rei c aos senhores lcgos. Sua geral eon-
cluso foi que c-s prelados devem contentarle
cora o espiritual cora a prolca-ao, que o re
lhes offerecia es-te respeito. Nao falta:-3m
sjueixas para apoiarem sua these, e is apreseotu
em numero de 6G : eis aqu, crsio cu, toda a bw-
chura le P.ipe ct le Congrs.
II
- 22 de dezembro de 1330 acJ>ando-so reunida
a assembla em Vinceanes, Pierre Roger, arce-
biapo-eleito de Sons, totnou a palavra pelo clero.
Tendo protestado que ludo quanto ia dizer uo
era em vistas de dar um julgtmcivto qualouer
que fusse, mas to somenle cora o fim de instruir
a consciencia do re, expressotr-se nestos tormos:
..... O senhor de Cu^nires ltimamente f.il-
lavajobrc a dislinccodos-duus poores, e pro-
tendia provar que oque- lera a jurisdieco es-
piritual nao devia ao mesmo'lempo* ler a juris-
diccao temporal ; que de oulro modo seria Jan-
gar oonfuso entre ura.eoulro. Clister pois
mostrar aqui que estas duas jurisdiecoes nao
sao inoorapativeis, e que podem por conseguin-
te achar-se reunidas na mesma pessoa. Em
prirociro lugar, nao sao podoros ..>posloj on-
tre si : um difiere do oulro, mas sei3 < contrariedade.
Oro,.segundo lodos os-principos doracioci-
nio, duas-cousis que nao-sao contrarias, anda
quando de dilTerenln especio, podem subsistir
jumamente...
Em urna oulra sesso, V 29 de dezembro de
1330, Pierre Bertrandi, bispo d'Aulun, reozio de
novo nada as objeccese-ataques de Fierre de
Cugoires e refuiou as] OS queixns. EHotemou
a liberdade de dizer ao rei que via o clero de
Franca sollicitar a conscr\aro deseos-privile-
< gos era um dia consagrado pelo sangue,.que o
.< glorioso marlyr S. ThoBMZ de Cantcrbury der-
ram;'rspelasimmunidailesecclcsaslic.-.3.-0 rei
respondeu que lomara cuidado de tu lo,. Ber-
trandi paia obler urna resposla satisfactoria, re-
plicou respeitosamenlo : Ah Sire, lembrai-
vos que foi o dedo de Deus que vos conOzio ao
thr'jitoj.e nao desped, cora urna resposla ara-
bigu sacerdotes, quo todos os dias celebram
por vos o santo sacrificio. O rei, tocado por
estas palavras, replicou : Nao praae- Deus
que cu diminua os direitos da egrea !' Ficai
seguros de que em lugar de a taca-Ios, estou
prompto a augmentemos. Os reisracus prede-
cessoros deram-mc oexcmplo, c-u. quero se-
< gui-lo.
Em fin na ultima conferencia 7." de Janeiro
de 1331 o arcebispo. de Sens agradoeeu, ao rei,
pois elle diz que 5* tinham feito-corlas publica-
coes ou annuncios era prejuizo do.jurisdieco
ESTATISTICA.
De um extracto publicado sobre os vinhos do
Douro, exportados do Porto, resulta, que no armo
d'lb.39. foram expedidas 19.517 pipas, sendo
14.530 pipas para a Gra-Bretanha, 1,909 para o
Brasil. 719 para as cidades hansealicas, e 424
para os Estados-Unidos.
Os principaes exportadores foram Sandeman &
C.a queexpedio 2,110 pipas ; Cookburn Smith&
C.a 1,282 ; Martnez Gassiot & C.a 1,210, e Oirey-
clramp 1,185. Todos os mais expedirn! menos de
1,000 pipas.
AGUA COMO COMDUSTIVEL.
Ha dous mozes, que diversos jornaes tem an-
nunciado urna descoberla das mais importantes
para todas as industrias, que so servem de
carvo.
Esta descoberla, de vida a dous empregados su-
periores de raarinha, no arsenal de Toulon, tem
por effeito dar lo carvo urna forra calorfica mais
poderosa pela asperso preamblar de um liqui-
do, que anda ura segredo.
Alm deste ha .oulro proeesso econmicoap-
plicavel a todos os combustiveis, carvo, cok,
anlracito, e carvo vegetal ; e consisto ello no
razoavel emprego da agu.
As primeiras applicacoes dejara, as fornalhas
da industria raetallurgica, os resultados os mais
concludenlcs, realisando uraa economa de com-
bustirel de 33- a 40 por cento.
Km conseqiH'iicia destes primearos resultados,
as npplicacoes-quese fazem nos ogoes das loco-
motivas, e lias machinasdasembarcacoes a vapor
permilteni esperar as mesmas rantagens.
O que nao menos interessante nesta impor-
tante descoberla-, que a despeza do apparelho
para a sua applicaco a todos os fogdes, quaes-
(.uer que ellos sejom, nao excedo de 25 francos,
o que nao ha necessidade de nenhuma modica-
co preamblar as- disposices das fcmalhas, e
ogoes de industria.
St:us inventores i:5o esperara seno confirmar
suas experiencias, cada vez mais satisfactorias, e
no momento opportuno, apresontar-se-hoo cm
publico com a resolucao plena de urna questo de
mais alta importancia era face do deseuvclvinicn-
o industrial da poca..
As vas frreas dos Kstados-Unidos, foram no
anno ultimo, o thcatr de 80 accidentes que fi/.e-
ram 5l victimas, das quaes morrerara 1*30 e
411'roceberam feridas mnisou menos grave?-.
No'mesmo periodo,o numero dosjaccidentes-im-
portnntes dos barcos vapor de 22, o o de snos
vieraas do 388, entro as-quaes perderam a vida
212. e ficaram feridos lJ;
Vil'-so por estes nmeros que as catastrophes
bordo dos vapores, sao rauito mais desastrosas
do que os dos camiuhos deferro, principalmente
comparando o numero dos-viajantes das vas ter-
reas com os dos passageiros nos vapores :!u-
viacs.
lava de ordinario alegre, sem se mostrar preo-
cupado da sorte, que o esperara.
Muitas vezes repela, que prefera ser fusila-
do a uma condemnaco Irabalhos pblicos.
Comtudo nao encobri que muilo confiava na
nflueucia de um alto nersonagem, em casa de
quem eslava como criado um do seus parentes,
e que por por esse meio poderia obler que sua
pena fosse comrautada cm alguns onnos de
prisuo.
Mas sua pelico foi indeferida, c o ministro
da guerra deu as necessaras ordens para a exe-
cuco da sentenca.
No dia 10 de Janeiro pelas 8 horas da noite
o carceiio cnlrou na priso de Racl, c lhe an-
nunciou a sua morle prxima.
Elle recebeu sem emoco visivel a fatal com-
municago. O capellao segu-so logo, e se of-
ferece para o companhar durante a noile. To-
cado desla offerta, que aceitou, Ract entreleve-
so com o abade por duas horas, e preparou-
se como chrislo suprema expiaco.
As dez horas da noile, o condemnado mos-
trou desejos de descancar; deflou-se e dormiu
um sorano tranquillo a't s 3 horas da manli.
Desde ento conlinuou rom o capellao os exer-
cicios religiosos, e s 5 horas ouviu missa e con-
fessou-se.
Depois cntrou na priso e despedio-se de
seus corapanheiros sem allectuosidade, mas tran-
quillo e sem affectago.
A's 6 horas Ract moctou n'urna sege cellu-
lar das equipagens mililares, acompanhado de
um gemdarme e do capellao.
Todos os corpos tinhm enviado tira desta-
camento para asistir a execuco. Ac?ravara-se
reunidos por tanto no polygono de Kincuraes
mais de 6 000 homens.
A's 8 horas a sege chegou ; Ract acompesha-
do do capellao marchou para o poni mrcalo,
o sendo-lbe vend 'Jos os olhos, e posta de
joelhos, recebeu a descarga, que o. dcixou sem
movimento.
Incendios b I.o>-i>nrs-.M. Braifwood, ins-
pector dos incendios em Londres publicou a sua
estilstica, da qual se ve que em 1859 houve me-
nos incendio do que no anno precedent.
Com ludo, ha vinte cinco annos os incendios
tem augmentado nada* menos que 318. Os fugos,
que lera destruido totamenle os edificios alna-
dos pela maior parte tem occorrido a certa dis-
tancia das cstacoes dos soccorros: 13 incendios
desla nalureza lera aparecido a uma distancia de
2 a 9 rnlhas da mais prox-ma estaco; 11 tem
occorridoem officinas ou era armazn muito in-
cendiaveis ; quanto aos outros, nos tres quartos
dos casos o logo ja eslava senlior do edificio quan-
do- chegava os bomberos. Quanto a esis, nao
ha a notar seao uraa dedicaco c uma actividade
a toda a prova
0 numero dos incendios que-destruirn) com-
pletamente as officinas e armazins choga a 28 ;
os incon los que s causaram uraa perda parcial
sommam 395 ; o as que nao fizeram seno uraa
perda insignificad a monlam a 6*5"; numero to-
tal 1:0691 Os rebotes falsos foram 31, e os fogos
de charain 193, loital 1:282 casos-, cm quo os
bombeires- liveram- de sabir para o-seu misler.
Os rotatorios da sceiedade real de salvaco ac-
cusam maior numero_de salvaaos de que o ul-
timo anno-. Ha agora'72 eslaeoes de apparclhos
de salvaco, cojos conductores estc promptos,
noile o dia, para so apresontarcm or. todos os
pontos, onde se carecido seu trabalbo*.
L-seno Metsager Je l'Allier :
N.is excavaroes feitas-cm N'eris-les-Bc-ins para
o engranJecimento do hospital, lom-se dsco-
berlo tres magnificas caritides com a dimenso
de um metro quadrado; ellas faziam parte de
uma frisa, como se mostrapclo rebordo telhado
no enquadramer.to.
Uma dolas-offorece a cabera de Jpiter Orj-m-
pico, a oulra a de Juno, o a'tercoira perfectamen-
te conservada; a allegoria da dor, com a caher;a
inclinada sobre amo dircit, quo deixa esfr.par
a urna lacrimaloria. Esla ultima figura, maior
que o natural, tem uraa notavel expressc.
Estas pedras-estavara a tr-as-metros de profun-
didade ; achou-se ainda oulra mas loda quebrada
nadas 'is- poasuaj, cadn alejadas, por qualqtieracto imprudente,quoi .... *
lenhar.i pratcado, como por exemplo, querendoi Eslalishoa segundo o Post office Lonen-Bi-
apear-se de um comboy antes que elle tivess
Entretanto compre dizerque na lolalidade das
victimas do caminho de ferro nao vera nieuci-j-
quoUes hocclypeo( diminu i.> parochiali ce- | .< ecclesiastica, e c* bispos pedoam.ao re o "re-
clesia concursum el clemosynas ) velint se op- .< voga-los. Eolio o rei respondeu por sua
poner codificatione novarum. ecclesiarum a. A propria bocea qpe nao forarc feitae por ordem
razo d'isso. o que, nos casos semelhanlcs, nao. Sua, que nada disso sabia o Ojie nao as appro-
se repara na diminuigo quo- o cura pode ver.-U vava.
Concluso : Foi nesta ccoasio quo se deu j
ao rei o sobrenome de verdadeiro catholico, 6-
POR
GEORGE SAND.
vi
i ContinuaQo.)
O director da companhia, velho conhecedor
muilo irnico, sentou-se ao piano e fez-me can-
tar algumas phrases. Est bom, disse-mo elle
melancolicimenle, a senhora tem ludo quanto
necessario para ter bom xito aqui; uma voz
magnifica, lindo rosto, e ignorancia ousada !
Sei disso, respondi-lhe eu rindo-me, mas
quando a pobre moca, que foi pateada hontem,
cstrcou, sabia maisd que cu?
Nao, nao sabia nada.
Pois bem, aprendeu, levo bom xito, e ago-
ra que sabe, pateam-na ; j teve o seu lempo,
deixe que eu lenha o mcu.
Eslreci oito dias depois na Gazsa-ladra,
depois de Ires cnsaios e tres dias inteiros consa-
grados a aprender em segredo o raeu papel, que
cu nao me gabra de nao saber. Mas tiuha estu-
dado as arias principaes com um bom professor,
v. nao as cantava muilo mal; nao tinha a menor
norao da arte dramtica, nem da mise cm sce-
na. Mas, na Italia tudo se improvisa, o amor, a
guerra, a arle c o bom xito. O mcu foi com-
pleto ; o meu desaso agradou corao uma graca,
c a ininlia mocidade corao ura mrito. Tudo o
que errei ou estropee), miseravelmente, foi aco-
() Vide o Diar-.j n. 60.
lhido com risadas cheias de benevolencia ; n'a -
quillo era quo me sahi bem fui applaudida com
enthusiasmo. Emfirn, o publico veronez adop-
tou-mo corao uma crianca a quem querem dei-
tar a_ perder, e o meu contrato foi assignado.
depois da represeutaco, nao sem muitos saras-
raos da parte do vclho director e dos rneus ao-
vos camaradas.
Se rae fallasse inielligencia e voulade, eu
cstava perdida ; porque muitos defeilos meus ti-
nham sido relevados em attenco oraoco, e
se tinha no publico uraa maioria do partidistas
benvolos, em breve deveria encontrar uma reac-
e,o assustadora. A's vezes eu tica va inquieta,
mas diza commigo : Trabalha que o Co te aju-
dar ; e lanto trabalhei que de una representa-
cao oulra, verificaram-se progressos que desar-
maran! os ouvinlcs escrupulosos o o proprio di-
rector.
Ao cabo de tres mezes eu era realmente
urna actriz soffrivel, e uma cantora bem dotada
que dava esperanzas.
Tivc ainda um prodigio a obler do Co. E'
que sendo toreada a abracar uma carreira em
uraa edade em que os meios nao sao completos,
nao perd esses meios por uma fadiga prematura.
Nao tinha deseseis annos e ainda crescia. Mas
apenas sahira da falal casa, em que tinham juga-
do cora a minha saude e cora a minha vida, a
minha boa constituido vencer. Nao padecia
mais de cnchaqueca nem de languidez. Por con-
seguinte, s tinha que me exercilar. As.eniogoes
do thcatro eram uma sabida natural aos meus
meios de aeco. Eu dorma como tima podra e
comia como um lobinho. Minha voz adquira
torga sem perder frescor. Eu mesmo adquira
uma certa belleza, graca e elegancia. Era boa
moca, excellenle camarada. Era amada, era fe-
liz f
Era amada, disso a duqueza rindo. Conte-
nos isso.
Enlendo, respondeu a Mozzelli. Nao me pe-
de a historia da minha carreira artislica, quer a
do meu coraco ; e por isso passei depressa so-
bre as aventuras do thealro e vollo as que lhe
si produzir uas esmolas eu, razo do eslabele-
mento de um novo oratorio.
paradr.-.on ficar na linha cuando se aproximaba-
uraa loeomotira.
EXECUCA'O MILITAR.
LA-se-no Droit : A 30-dedezembro ultima;
ouviu-se-no quartel do vigessimo regiment lo
linha z- uma hora da lardo, um tiro, que poz
cm movimenio lodos os soldados.
Era o soldado Joo Baptsta Ract que dispara-
ra uma-espingarda contra o sargento Midilly;
por que esle lhe havia impesto um castigo dis-
ciplinar, que o soldado julgra injusto.
A baila foi ler a um labiqoo. cujos esllhacas
firiram levemente o sargento e granadeiro.
Accusado peranle o 2o. cooselho de guerra
da Io: diriso militar por crimo de insubordi-
na<*o e tentativa de assassirwto, Racl foi con-
demnado pona de morte.
Elle nao quiz tecorrer para .o tribunal de re-
vista ; sabendo, dizia o condemnado, que a ii
mililar-K inflexivel, nao let*ho esperanra seno
no pirdo. Formulou, por tanto seu reque-ri-
mento, pedinao a cojaniutaco da pena, que elle
constantemente esperou conseguir, era todo o
lampo da sua priso. Ahielle recebeu frequen-
les visitas do abade Ranr.( capellao das prsoes
militares, e aceitou serapre com siibmiss consolages da religto. Elle trabalhava como
os oulros presos em diversos artefactos, e es-
'.' Pierre de Cugnires, to vivamente deca-
rado contra o clero, teve una sorte diffieatnte.
< Seunoine e pessoa lutaram com a satyra pu
blic.a. Chamavam-no, diz um historiador do
seculo passado : Mostr Pierre do Coignet, por
oscarneo, dando-lhe o povo o mesmo epitheto
era uma pequea estatuado bonifrales, que ho-
je ve-se err um canto frente do coro de No-
tre-Darae do Paris, em cujo nariz pragom-sc
as velas, que servem para o prximo altar.
'Pagina 177.'
rectory para o anno do 1869,' ha em Londres
4.000 taberna*; e 1:000 armazens de vanos ;
2:500 ojas de padeiros, ITOO^acougues, sem con-
tar ossalsixciros,-2600 lojas de'ch e especioms,
1200 cafs, lOO casas de lcitie, e 1350 lojas do
charutos. Ha 2-400 mdicos, oirurgies e botica-
rios legalmente autorisados, e 500 armadorea-ds
enlerros.
Contam-se 3J)00 sapaleras,- o 2950 alfr.iates,
1S0O lojas de capellas. e 1560 modistas e er-sta-
reiras establecidas. Ha 154)'escolas particulares
para a infancia, c290 casas de penhores, 309tOOO
casas abrigara,.2 mundos e meio de habitantes ;
mais de 30C- procuradores, e 3900 advogados
trata dos negocios litigioscs-; 930 eclesiactisos
e ministros dicridentes funcoionam era 421'-gro-
jas o 423 caoellas, satisfazendo as necessidades
espirituacs desta enorme populaeo.
As beles do Joas o C'iarleslown Avcrtis-
ser ( Missa chussels ) cotila que uma baleia en-
calhada na costa era Nabanj tendo sido eberta,
linha no vc-nlre um pardo bottas marcadas-corn a
letlra J. Suppem-se c cora razo que oslas-bot-
tas perlenceram a Joas, O'qual por praea-uco
as leria descalcado, quandoquiz sahir dobojo do
enorme eslaceu. sera ser presentido.
Os ".*.tos n v India.Os Indios tem ura nie-
thodo engenboso p^ra apaehar ratos. No luga-
res, ondo-ha destes animaos em grande numero,
e fazem grandes estragos,, o que acontece, nos
grandes depsitos de arrorvou de Irigo, poem-se
na boca de um sacco um lavo, c na bocea do sac-
co esla.uma pouco de far!nha.ou.de grios. Quan-
do ludo est assim preparado, um rapaz poem-se
esproita tondo na mo a. corda, cujo- laco est
na beca, do sacco.
.V:".-;m que um rato entra no sacco. logo se-
guido por cinco ou seio. O- rapaz, tedo obser-
vado que pode fazer uraa boa caejd-a, pucha o
lar e os ratos ficsm presos. desla maneira
que os Indios, chegam a extinguir estes animaes
>;.""'" .' '' .,.,,, que os Indios, chegam a -extinguir estes animaes
\e-se anda na calhodral de sens urna, imagem '-^ cslragos 8o muilo. impurtontes ; porque
grotesca, que o povo rnostra aos viajo, com o 9es s5o de um ian,anho extraordinario, e che-
. ,orae de Pierre do. Co.gnc-t. (Champdburi. por gam voltor.sc Cl>alra 0 hoaioaa, quando sao
1 EJuarJ (,ur"ac-_____________________________; perseguidos.
pelo director e pelo nublieo. Mas cra-o mais
particularnienle pelo Sr. Ardcsi, o joven baixo
canlanto, era o Tambuini em embrio da. com-
panhia. Era um bello rapaz, moreno, silo, ma-
gro, olhos magnficos, uma voz do trovov CArac-
ler alegre, era um verdadeiro artista^ Sabia mu-
sica, saba cantar ; dava as mais ln-ilas usperan-
cas. Mas nao devia viver, pela sazao de que,
quando, por miilagre, um homesi capaz de
amar, neeessario que morra bem. depressa,
alim de doixar o mundo dos que nao amara.
0uando, o perdi.....
Oh! mais do vagar! disse madama de
Evrenx, voce salta um captulo, polo menos.
Por que nao? disse a cantora. Promctt-
Ihe a historia das minhas decepcoes e nada mais;
mas quer saber ludo Po.s consinlo; se cahii
na psychologia, necessaria algumas vezes para
explicar as variages do coraco e do espirito.,
ser a culpa sua.
Quando o pobre Ardesi me ouvio pela pri-
meira vez, drigio-so para mira no cntroocto e
disse-me : cliaraano-me lego por lu, como an-
da se usa as companhias de provincial, na Ita-
lia, Minha querida pequea, tu deverios traba-
lhar, porque tens futuro. Faze-mc trabalhar,
respondi-lhe eu, dever-te-hei mais do que a
vida.
Pegou-mo pela palavra e foi no dia seguinle
minha casa. Era um mancebo muito amavel,
e nao quiz perder o mrito da sua generosidade
exprimindo-mo o seu amor. Mas esse amor era
sincero c dedicado, eno medemorei em perco-
b-lo.
Como reconheci-o, nao me perguntcm ; seria
forrada a dizer-lhes que nao me record. E nao
lhes pareca C3se aclo do leviandade. N'esse mo-
mento da minha vida eu eslava ebria, chegava
ao thealro, cnlrava na arte. Tinha xito e espe-
ranzas ; sahia de um sonho horrivel, de um pe-
sadolo, do um terror mortal ; senta a imperiosa
necessidade de viver, do romogar, islo de me
retemperar, pelo amor joven e verdadeiro, na fe
que me abandonava. Eu eslava naturalmente
cordaces da. villeta de Resci se tinham envene-
nado, e tinha pressa de csquccoc essas aleg:ir.s
prfidas, essa amizade maldita. Tudo o que-me
poda laucar depressa em. uma correnle contraria
arrastava-me invisivelmenle. Nao fiz reflcuius,
nao livo orrpondimento nao procurei mais- na
minha consciencia a morte do meu destino. Eu
era artista. Ardesi era o meu iniciador, c.raeu
protector contra rivalidades perigosas^ o. nueu
cousclliciro c o mis-u amigo. Devo-lho g.cande
parta do que sou. Nunca o esquecerei e nao co-
ro do sua recordaoao.
VI
-^-Porque rario nao casou oom el'Je? disse
raademoiselle Vetrier cora candura.
=N'o casei com elle, porque necessario que
se ame apaixouadamenle para quo alguem se
lance na miseria. O que ganhavaiaos no thealro
era to pouco. que ji era bastante meritorio
amarmo-nosfielmente como nosamavaraos. Elle-
faria de certo a loucura de casar comigo ; russ
cu conhecia que nao linha bstanlo cnlhusiasaao
para consentir nisso. Ardesi era esual a aaim
era inielligencia, o eu lhe era inferior em tlen-
lo ; mas fra de sua arlo, elle nao tinha educa-
cao primaria c me aconteca muitas vezes, a meu
pesar, lembrar-me das nobres manciras e da
instrueco immensa e encantadora, do velho pa-
tricio que me tinha inspirado gosto pelas cousas
elevadas.
Nesses momentos, Ardesi bebendo cerveja
aseda e fumando charutos mofados com os ma-
chinistas do Iheatro.c.ujos ditos grosseiros faziam o
rir a ponto de chorar, interessando-se com
mais curosidade as pequeas torpezas da triste
sociedade era que, sem o mostrar, cu me senta
vexada e fora de meu lugar a proporco que a
via do mais porto; Ardesi, bom rapaz, c resig-
nado sua sorte, mas que nao conceba dos
goslos finos o de uraa roda mais digna, s me
podia inspirar amisade.
Eu aspirava a subir! A minha vida tem
sido por muito lempo uma ambico para nao sei
que ideal, uo d gloria ou de dinheiro, mas de
de mira s ha o-poder e a riqueza Ve nao sAo. N.1poie3. Podi> raie_l0i potq(lie olTereccrara-rao
i'iill (l> liiii^ me .un aoiOiia iln .inolinn fTkt i V .-* .
dons de Deus, mas sim, acasos do destino. O
que sou, s a mjm o devo.
Ora, leudo o.pobre Ardesi feito com quo eu
enminhasse pofa, omeu alvo pelos progressos fue
lhe devia, esa o objocto do meu reconliccim^nto
c da minha ded-ieaco, porque nao sou ingrata|:
mas elle bo *ra ambicioso. Acceitava a aae-
diocridade da sua posico conx negligencia, fa-
zondo serapre o melhor que poda por amor da
arte, mas tendo tanta paciencia como se- devesse
viver cem annos. A seu lado, eu me alordoava
na emoco e no movimento dos csludos lyricos e
dramacos; mas, quando, por acaso, tica va s
alguns instantes, ciiorava sem saber pelo que.
c L'radia elle me sorprendeu chorando, o
censurou-me corao home-m.de seusoqueera. Tens i faadas pela tiaico.
saudades, apezar leu, da loa villeta de Recco, eu
bem vejo, disse elle, e julgns ter cabido abaixo
um contrato qua recusei; ka necessario sepa-
rar-rac d'Ardesivque no> queriam, c eu cs'.cva
resolvida a sacrificar-lhe tudo.
< Uma noi'-o, quando.a-cabavamo; o Don ttan,
o alcapo ;.;ie devia eagulir o pobre artista
abrio-se muilo depressa; perdeu o equilibrio o
cahiu para nao se levaular mais.
<\ Amei-o morto mais do que o amasa vivo.
Suas generosas quaUdadcs, sua afieico leal, sua
probidada incon lestavel, que tinha resistido
uma eduxaco do acasos e aventuras, me appa-
reccram em lodo o seu mrito quando achei-mc
s na vida, no meio de pessoas que cao o valiaiu
e em presenca das minhas oulras secordacoes
c Sua morto foi um acoutccimenlo na cidade
de tua sorle legitima, quo un, grave erro! Tu oao paiz. Fizeram-lho exequias honrosas, e nu-
no linhas nascido para ser fidatga, mas sim ': uberosas pessoas iramineules o disiinctas quii-
veudedra de leguraes. E's ariista hojo, um ram assislir a ellas. Os joxaaes da localidade
passo immenso, quo nao te basla! Quizeras su- f pagaram-lho um tributo merecido de elogios e do
em reaeco violenta contra a hypocrisia que ti- poesa e sublimidade. Eu quizera ser a maior
iteressam. Era amada pelos wqus camaradas, [nha zombdo de mim, e todas as mas doces wleaniOra do mundo, alim de poder dizer: cima
birao palco, ser applaudida, depois rollares a
urna linda casa onde s tivesses de fallar em
lilleratura, ou philosophia com grandes intclli-
gencias, respirando na sombra os perfumes dos
louvores delicados e rosas de cha, at a prxima
ovaco. A brutalidade da miseria afuige-lc, e
lemes senipro manchares a familia do vestido,
pezares. Tudo isso exatnva-o no meu coraco, o
senta que perda uma al'jico que nunca mais
substituira.
A estada emVerona tornou-sc-mo insulpoit*-
vcl. Part paraVenesa onde tive verdadeiros tri-
umpho. Uma dor sincera havia aborto minha alma
corao se fosse de seda. Lembrar-te que nasces-le a emogo seria c profunda. Meu tlenlo ainda nao
debaixo do algodo, e que tens hoje sapatos, o cra irreprehensivol; mas eu era dramtica e
... .. ., t ,i k j->_i>j1.> ^. .. -* I I" _________ fui i rilirvpi
que uma grande cousa 1 Esqueces o que dc-
vias ser, para nao te lcmbrares seno do que
poderas ser, se o velho condo nao fosse um li-
bertino. Pois toma cuidado com essas recorda-
coes! Lcvam-te diroitinha cofrupc,o, eno
valeria apena ter-lhe oscapado era um dia de
bravura, se a tua melancola e os leus sonhos te
devessera conduzir a ella pelo caminho da fra-
queza e da falla de caracler.
Ardesi tinha cem vezes razao, mas eu senta
um aborrocimento secreto. Ao cabo do ura anno
eslava esquocida a alegra das minhas estro, os
raous triumphos de cidadeainha nao rae baslavam;
ou quera brilhar era Ve-oesa, em M'Ho o em
fazia chorar.
Trouxc verdaderamente luto no mcu corn-
ro e na minha conducta durante muitos me-
zes. A minha reputaco de trabalho c austori-
dade, eslabeleceu-se bm pouco, e-uiuitos sales
disiindos me procuraram.
Eu tinha discipulas as melhores familias e
a minha posico tornava-se abastada ao mesmo
lempo que honrosa.
(CoH(ij|ita)--se-/ia )
PERJ. TYP. DE M. F. DEFAR1A. lbflO
FMUTILADO


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