Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09013


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Full Text
idPBHBBBfc' -*
AMO IIIYI. HOMERO 62.
Por tres mezes adbn'ados 5S0O0.
Por tres mezes vencUns 6S000.
QUISTA FEIRi 15 DE MARCO DE 1860.
Por an no adan lado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
LNCARREG VDOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parahiba, oSr.AntonioAlexandrino dcLima;Na-
tal.oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o Sr.
A. de Leraos Bragi;Cear,oSr. J.Jos dcOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Cuimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nmus;
Amazonas, o Sr.Jeronymo da Cosa.
PARTIDA DOS CKKE1US.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba nassegundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pitnenleiras e Natal quintas feiras.
(Todososcorreios parte masIOhoras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio'dia.
Dito de orphos: trras e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: tercas e sextas aomeiodia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPUEMRIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheiaaslOhorase24minutosda manha.
14 Quantominguaute as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. dout da igr.
13 Terca. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Quarta. S. Malhildes rainha ; S. Afrodizio m.
15 Quinta. S. Ilenrique rei ; S. Zacaras p.
16 Sexta. Ss. Cyriaco e Taviano mm.
17 Sabbado. S. Patricio ap. da Irlanda.
18 Domingo. S. Gabriel Archanjo ; S. Narcizo.
ENCARREGAD09DASLBSCRIPCAG* NO SIL.
Alagoas.o Sr'. Claudino Falco Dias; Babia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Figueiroa da"
Para,na sua livraria praca da Independencia ns
6e8.
PARTE OFFICIAL
ministerio da guerra.
Expediente do dia 17 de fevereiro de 1860.
Ao presidente da provincia da Parahiba, de-
terminando que mande annullar a praca do sol-
dado do tneio batalho da mesina provincia, In-
iiorencio Pereira da Silva, e cntrega-lo ao corpo
policial donde desorlou.
Ao ajudanle-general do excrcito, remet-
iendo para mandar executar as sentencas profe-
ridas pelo conselho supremo militar de justica,
os procesaos verbaes dos reos abaixo decla-
rados:
2." batalho de infantaria.
Suldado Joaquim Francisco da Silva.
4. batalho de infantaria.
Cabo d'esquadra Thomaz de Aquino.
6.* batalho de infantaria.
2 cadete Joo Manoel da Silva,
anidado particular Emiliano Antonio Rodri-
gues.
Soldado Manoel Antojiio da Rosa.
Dito Manoel Jos do nascimento.
7." batalho de infantaria.
Soldado Jos Joaquim Jernimo.
Dito Fidelis Aras.
13." batalho de infantaria.
Sida lo E/.equiel Joaquim de Castro.
Batalho de caradores de Matto-Grosso.
Soldado Manoel Florencio da Silva
Batalho do deposito.
2." cadete Antonio Soares da Cmara.
Corpo flxo da Baha.
13 batalho de infantaria.
Suldado Ezequiel Joaquim de Castro.
Batalho de caradores de Matto-Grosso
Soldado Manoel Florencio da Silva.
Corpo fixo da Baha.
Soldado Miguel Gomes da Silva.
Corpo de guarnico do Amazonas.
Capito Malhias Vieira de Aguiar.
Corpo de artfices da corle.
Soldado Manuel dos Anjos.
1. regiment de artilharia a cavallo.
Trombeta Sebasto Jacinlho.
4." regiment de cavallaria.
Soldado Fabiano Correa Leal Famoso.
Corno de cavallaria do Matto-Grosso.
S i'.d.ido Manoel Rodrigues de Gamargo.
2.a companhia de pedestres de Goyaz.
Tenente Joaquim M inoel de Menezes.
Companhia de invlidos de Porto-Alegre.
Soldado Jos E-angelisla Serafim da Costa.
INTERIOR.
CORRESPONDLNCI.VS 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BLCO.
multa gente acostumaja a hbitos untigos de exe-
cranda memoria, c o que para mim nunca po-
der ser asss louvado, que nesla importan-
tissima causa, em que se letga sobre to avulla-
da sonima, e era que sao partes, ou al cerlo pon-
to interessadas pessoas de tantas relares nesta
corte, e algumas at com ligacoes e dependen-
cias polticas manifeslas, de nenhum modo se
tenha feilo sentir a influencia do governo na de-
ciso do pleito, como infelizmente aconlecia em
outros lempos. Nem s a prolecco do governo
porqualquer dss parles nao foi posta na balanra
da justica como nem nesmo o valimcnlo pessoal
de qualquer dos membros do ministerio.
O tamanduazito eleitoral de que acabo de fa-
zer menro a candidatura do ex-chefe de poli-
c%da corte IzidroBorges Monteiro.pelo segundo
circulo eleiloral em concurrencia com c conse
Iheiro Paranhos, representante actual desle cir-
culo, e que por elle novamenle se aprsenla can-
didato. Dizcm alguns que o ex-chefe de polica
lnha preparado o terreno para o Iriumpho da
sua candidatura, e que d'ahi resultara as ilega-
lidades que se tem observado as qulificaces
de algumas freguezias desse circulo, e que fo-
ram taes que obrigaram o governo a deraillir os
respectivos subdelegados. Dizem outros que o
ex-chefe de polica pessoa muilo distincta e
muilo importante, c que nao precisava de recor-
rer a estes nicios para fazer triumphar a sua can-
didatura e derrotar o conselheiro ParaDhos, o
que me parece sempre que hade lhe ser um pou-
co diicil. O que porem dizem lodos que por
maior que seja o valimento do Dr. Iziaro, e por
ni ais dispostos que cstivessera os elementos pa-
ra lhe dar ganho de causa nesta contenda, a vic-
toria hade linalmcnle pronunciar-se pelo conse-
lheiro Paianhos, j pela aceitaro e simpathias
que tem em todo o circulo, o ja por ser um par-
lamentar dislincto e experimentado, estadista no-
tavel e milito conhecedor da nossa polilica in-
terna e exlerna.
Os amigos do Dr. Izidro propozeraro-sc a cs-
crever urna serie de artigos biographcos para fa-
zerein sobresahir assuasemminenles qualid'ides,
e alguns tem sido publicados no Jornal do Com-
mercio ; mas entendo que trabalho em pura
perda, nao s porque os artigos sao to mal es-
criplos que nem agradara nem convencem, como
porque nelles se nao diz a respeito do candida-
to nada de (o extraordinario, que possa fazer
obscurecer as qualidades ja reconhecidas e apre-
ciadas do seu forle adversario. ltimamente tem
elles recorrido ao chavo de dizerem que a can-
didatura do conselheiro Paranhos protegida pe-
lo governo ; mas islo inleiramente falso, e nao
passa de urna desculpa frivola para mascarar a
fraqueza dos seus meios de aeco. O governo
nao lera candidatos para circulo alguin, deseja
que a eleico corra o mais livremente possivel,
e para isto emprega lodos os meios que esto ao
seu alcauce. Ningucm poder ter razo de
qucixa.
A imprensa da corte foi ltimamente augmen-
tada com mais um athleta, o Regenerador, redi-
gido pelo Dr. Justiniauo Jos da Rocha, anligo
redactor do Brasil, e que se aprsenla com fo-
ros de imparcial e o proposito tirme de restaurar
os partidos polticos ijijo a concliaco fez dis-
solver, e sem os quaes emende o novo orgo da
opinio que a patria est em perigo. De caminho
vai elle favorecendo alguns interesses indivi-
duaos, e sobretudo procurando plantar no paz a
supremaca clerical: Difficilem rem poslulasli ;
A nova follia declara que nao opposicionsla
nem governisla : mas eu acho-a sempre mais
propensa para urna mudanca de que para a silua-
ro : que as novidades tem grandes alaclivos
principalmente era polilica.
Os esforcos que o Sr. ministro da guerra con-
tinua a fazer para ni3iiter disciplina do excrci-
to e acabar com a madracara*de alguns favori-
tos, do que permita Dos que nunca se arre-
penda, acabara de suscia-llie um adversario na
imprensa, que lomou a si a defeza de un dos re-
luctantes s ordens expedidas pela secretaria da
guerra, c por elle discutir a itijuslica do acto que
obrigou o seu cliente a ir reunr-s ao seu cor-
po, que se acha uo sul. Felizmente para o mi-
nistro e para a causa da ordem esse adversario
o advogado Fernando Sebaslio Dias da Molla,
asss conhecido no nosso foro na celebre causa
criminal da viuva, c herdeiros do baro de Villa
Nova do Miuho, do qual quasi se constiluio tam-
bera herdeiro, e cujas palavras nao lera a forca
moral uecessaria para desconceiluar pcranle 'o
publico um aclo regular e justo da autoridade.
O lal tenente coronel seu cliente que ha de sa-
ber uo lira de ludo quantos anuos de sold lhe
costar a defeza do seu advogado.
As noticias do Rio da Prata nao deixara de ter
l.apilao aggregado urma de infatuarla, Cur-
ios Cyrillo de Castro.
Tenente ajrgregado mesraa arma, Henrquc
Tiberio Capistrano.
Le-se no Monitor Campista:
a De urna carta de pessoa moradora no Irnb,
que nos merece lodo o conceito, extrahimos o
seguinte :
a Jos Mara Barbosa, que viva neslas visi-
nhanc.is ha porto de 20 annos, era um desses
homens philosophos a quem nada incommodava,
nada lhe inellia medo e nada o zagava. Sua
viuda para aqu fri.um mysterio e seu modo do
viver oulro, pois que sempre viveu s, tendo ape
Garanhuns os luimos de Uuique, e o do boiu
Conselho, que formaram oulra comarca deno-
minada Pedro 2..
Art. 3. A comarca de Ba-Vsla fica dividida
em duas, pertencendo a antiga os termos de.
Roa-Vista e Ourcury e a nova que se denomina-
r comarca de Cabrob os termos de Cabiob e
Ex.
Art. 4. Ficam revogadas as disposires em
contrario.
Paro da assembla provincial de Pernamhu-
co 13 de marco de 1860. Manoel Izidro de Mi-
randa Joo Cavalcanti de Albvqu&ryue Le-
vino Lopes de Barros e Sitia Luiz de Albui\uer-
nas por companheiro algum gato ou um cachor- que Marlins Pereira rrManoel de Figueroa
ro ; quer eslivesse em casa, quer V3gueasse pelo Faria .
mato sempre andava como S Sebasto; viva
de alguma roca e s vezes negociava em animaes
ou em cousas de pouco valor.
a Alguns dziam que elle tnha dinheiro en-
terrado, outros que elle fazia moeda falsa, e ou
tros que elle tirava ouro no sitio onde mora
Sempre se deu bem com os vlsinhos, excepeao
de um cora quem leve urna questo acerca de 4
annos.
Este homem desappareceu ha cousa de mez
e meio, isto nao appareceu na visinhanca, o
que fez suspeitar que eslivesse doente. Foi-se*
ao lugar do sua casa e nao se arhou seuo os
animaos de sella, sendo a porta da casa apenas
cerrada sera ser fechada chavo.
No dia 13 do corrente dous visinhos torna-
ra m a examinar o lugar e acharara ludo s, con-
tinuando as suas pesquizas, chegaram a urna casa
reina, onde acharara vestigios de sangue. deseo-
brindo linalmcnle o cadver da pobre victima por
baixo de urna grande lage coi um correg distan-
te da casa cerca de 20 bracas. Particparaiii o
fado ao subdelegado do districto.
Entrou hontem de Montevideo o brigue portu-
guez Improviso, sahido daquolle porto em 23 do
mez passido.
Refere o capito do Improviso que no dia
16 estivera amearada a ordera publica, eo pre-
sidente da Repblica passra a admiuislraeo do
paiz aoSr. Berros.
O paquete SIersey devia sabir no dia 29 do
passado.
E' provavel que entre amanha.
A assembla provincial
sol ve :
de Peruarabuco ro-
que ora se discuiem. o taco porque nao me eo- |hnnW proccdimeolo esse nobre deputado ; mas
la que exista participado alguma des respectivos crt,io quc isl0 n&0 constiIlie lim pre{;ejeilU> que
depulados acerca de seu coraparccuncnlo ou nao autorise a aprosenlaco de semclhante requeri-
coraparec.raento nilMl(o. E ai(|da ^ condllcla le 04nnsso
,;,>= acPct!f- Tlft<,,SHS"PP1r.e3Sa0d0S' <'oUega o Sr. Joaquim Pedro Brrelo de Mello
n- t depulados efTecl.vos. mas r^ love Besucas,, aulorsasse a apresentaco
nao posso saber se a respeito desses depulados dc ,a| requerimenlo, parece que o nobre depta-
I" 'PlZ fl* w'3 at:;'ra Cham,rf. eX,S-'C d0 dovia esPcr" *"* e stivesse presen.,
com effeito essa ralla. E verdade que elles nao .10l]er lomar a 3U7, ^^^
leem comparecido ale boje, mas seja-rae forc.oso negocio.
invocar os precedentes da casa para sustentar a
niinlia opinio.
Eu sel, Sr. presidente, que na sesso do anno 0 Sr. Correa de Oliveira :-0 raen fim pedir
a razado por occas.ao de. comparecer o Sr. viga- ao nobre Jep,,!-,.^ que declare casa qual 0 lm
rio rrancisco Pedro da Silva como supliente do qilc lem em' vis(a 1apresenlando cslt' rc ._
decimo-tercciro circulo, nao foi ello adraillido m,.nto h"
apezar mesmo de achar-se na ante-sala pelo rno- Ktt< Sr. prcsidenle, estarei sempre prompto pa-
livo de nao l.aver parlicipacao do deputado elec-, r, e0mbaler a idea de se querer constituir a as-
te para
para discutir esse
O Sr. Joo Cavalcanti:Elle tem muitos ami-
gos presentes.
Art 1. U engenho Amarag d agua c seus ter-; livo. asseverando no enlamo mu.los dos deputa- scmMa provincial em tribunal, com atlribuices
>n-I mos l.ca pertencendo a freguezia de Serinhaem, dos presentes que esse deputado nao compare-, gupPrior ao podcr :lldriario para alarmo-nos
,u- tanto na parte cevil conu.ua eclesistica *" n (J v, envolvendo em cousas que s'perlencera nos ju-
va. |. Art. 2. ticaui revogadas as disposires em Um Sr. Deputado : Mas por fita tomou as- ICS> c (.lie correra por 0'U|ra .,,;,.. (Apuiados i
contrario.
Paco da assembla provincial de Pernambu-
co 13 d"e marro de 1860 Jos Joaqnim do llego
Barros.
A assembla provincial de Pernambuco re-
solve :
Art. 1. Ficam creadas treis cadeiras do sexo
masculino, urna na fresulza de Grvala, oulra
na povoaco de Copoeiras, e oulra na rrvguezia
da Raposa : os respectivos professores venceram
os ordenados marcados por lei.
Ait. 2. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario :
Paco da assembla provincial legislativa 13
de marco de 1860Joo Braulio Correia e Sil-
va Francisco los Fernandes Gitirana.
v A commisso de posturas c negocios dc c-
maras quem foi prsenle o requerimenlo de
Antonio de Castro Pereira, arrematante das me-
didas das feiras dc Pao d'Alho, considerando as
razes por elle allegadas, oque achani-se jus-
tilicadas pela informaco da respectiva cmara ;
de parecer que seja o raesrao allendido era
sua petico para o que oll'erece o seguiule pro-
jecto de lei :
Art. L'nico. Fica a cmara municipal de
Pao d'Alho anlorisida a fazer ao arremtame
das medidas da quella feira, Antonio de Castro
Pereira, o abalimento da quinta parte por que o
revo-
Ante-hontem, seria urna hora da noite, o
offlcial do corpo policial da corle,que coranianda-1 mesmo arremalou as referidas medidas
va o posto esiabelecido na praia de D. Manoel I gados as disposices em contrario,
teve noticia que de Santa I.uzia eslavam de-1 Sala das cominisscs 13 de marco de 1860
.-embarcando volumes de bordo de urna faina. Francisco Gitirana Barros e Silva
Dirigio-se immediatamente para l, acora- A commisso dc posturas e negocios de ca-
panhudo de algumas pracaa, e vendo j na maras a quera foi presente o artigo de postura da
praia alguns desses volumes, apprehendeu-os|cmara municipal desta cidade relativamente ao
sendo 17 caixaa de queijos flamengos c 2 barris
sent
O Sr. Gitirana: Mas depois que se apre-en-
t a rain documentos ou parlicipac/ao do deputado ;
em quanlo nao, o supplenle nao ti ve aqu ingres-
so. Se, pois, os supplentes que agora se quer
chamar esto todos no raesmo caso.ou por outra,
os depulados eifectivos anda nao participaran!
que deixavam de ccmparccer ; se eu vejo que dc
momento a momento pode qualquer delles aqu
apresenlar-se ; se vejo mesmo que nao tendo at pela opinl p'ublea
hoje comparecido o Sr. Barros Barrete, consta- nossa atteino. A an
me todava que nesla occasio elle j se acha na
ante-sala.
[lia um aparte.]
O Sr. Gitirana :Quero concluir daqui que
a mesma hypolhese pode dar-se a respeito dos
outros.
Um Sr. Deputado :O Sr. B. Barreto ofliciou
que nao podia vir.
O Sr. Gitirana : Veo mais, Sr. presidente,
que nao ha impossibilidade alguma do Sr. conse-
lheiro Jos Rento apresentar-se de um dia para
por oulra parle. (Api
Einfim, depnis que o nobre deputado livor da-
do as explcacos que peco, eu faroi algumas-
consideraQcs pro, ou contra o requerimenlo.
O Sr. Joo Cavalcanti : O assuuipto nobre
que versa o meu requerimenlo, nlficla directa-
menle os interesses d'uma das repartii;es mais
importantes da provincia, qual a thesouraria
provincial ; all se deram fados escandalosos era
noyembro de 1858, que forara bem censurad"*
e este por certo exige ,t
nalysc e discussao desses fac-
tos servir para mostrar claramente como esse*
negocios se passarara, e por isso entendo que-
Rio de Janeiro, 4 de mareo
Temos hoje mingua de novidades polticas com
que possa ser satisfactoriamente preenchida urna
correspondecia que parte da corte para as pro-
vincias.
Parece que ludo por aqui cabio no periodo do
teinent que devia naturalmente succeder ils
fadigas do carnaval e dos festejos pela chegada
do Imperador ; e denota esla a poca propria
do rccolhimenlo, dojejum e da penitencia, e a
monos que. nao seja para ver alguma procissao ou
ir a algum serrao de quaresma, ninguem se
move de casa. Al a mesma poltica est em abs-
tinencia, e neste terreno nao se falla em cousa
que possa excitar maior interesse, salvas as frau-
des e irregularidades, que se lem ltimamente
descobrto no processo da qualificaco dcste an-
no, e as quaes so vai procurando remediar ao
melhor modo que se pode, nao se descuidando
nunca o governo de fazer recahir sobre aquelles
que se tem provado serem curaplices n'esscs ma-
nejos dolosos a aeco salutar da autoridade,
a/.endo-os demitlir e* punir segundo a gravida-
A respeito da poltica porem me parece que
este silencio a calma que preeede a tcmpcsia-
de, pois nao sao poucos elementos dc borrasca
que seaccumulam na nossa almosphera, sera fal-
lar mesmo no furaco eleitoral dc setembroe no-
vembro, que por si s bastaria para assustar
qmlquer sujeito pouco corajoso. Se pois me fal-
tara boje assump'os para cncher este papel, de
modo que os seus Icitores se dieni por salisfei-
tos acredito bem que de raaio por diantc ser
Binito mais fcil que me falle o papel para cn-
cher do todos os objectos inleressantes que cnto
terci para communicar-lhe.
O que por ora vai aqui enlrelendo a curiosida-
de nublica sao duas porfiadas questes que se .
debatcm na imprensa com notavel cncarnicamen-; P algum interesse, e ameagaa anda maior n um
de manleiga. Prendeu era seguida dous indivi-
duos que estavam fazendo esse desembarque, e
mais um lereeiro que se chegou para pedir a sol-
tura dos presos.
Os objectos aprehendidos foram conduzidos
para a polica, c os presos pa'a o xadrez.
Logo que appareceu a for.;a fez-sea fala ao
mar, e nao podendo ser perseguida em couse-
queucia da forca nao ter transporte mo, su-
miose sera se poder averiguar se liana anda a
bordo mais algum contrabando.
Consla-nos que este contrabando ra trazido
de bordo do vapor Milford-IIaven.
O Sr. chore de polica foi hontem a bordo do
Tyne, apenas este paquete deu fundo, edeclarou
o navio iucommuuicavel, emquanto examiuava s
bagagem dos passageiros destinados para o Ro
modo por que tica permillido dar-se garapa aos
cavallos as casas de rancho : de parecer que
seja o mesmo approvado, deveiiJo entretanto
ser empresso para eulrar na ordem dos traba-
llios da casi.
Sala das commssocs 13 de margo de 1860.
Francisco GitiranaBarros e Silva.
Postura Addicional.
muilo convr que nos sejara ministrados escla-
reci raen tos; se porm, algum dos nnbrcs depu-
lados entender que esse negocio refere-se a al-
! gum niembro desla casa, entendo, que deve pe-
dir a palavra. nao s para justilica-lo, como Um-
bem para fazer com que appareca a elucidaeo da
verdade, e assm dar lugar a qiie esse nobre
membro quem o requerimenlo se possa referir,
, tenha eccasiao de mostrar-se isenlo de qualquer
oulro nesta casa, porque de momento a moraen- mpnlacao menos airosa
to esperamos vapor do sul.
Um Sr. Deputado :Esse nao vcm. -'" Sr. Deputado : Euto a questo pes-
0 Sr. Gitirana -.Entretanto leudo elle part- 1 al.
cipado que fazia opeo de sua cleco pelo circo- 9 ; lo de Garanhuns, o "que fez ha poucos dias, nao I *> n*11 fado que se dera un thesouraria pro-
parlicpou nessa occasio que nao compareca.! viudal, se entretanto alguein entender que esse
dando assim lugar a que eu pense que pode mui- to pode prejudicar a algum dos membros des-
to bem comparecer anda. !la casa. ser conveniente que nao guarde silen-
Se, pois, vejo que oslas consideraces gao va- \^ porque tiestas circumslancias o silencio
liosas e harmontiam-se com precederles da casa,! compromelledor ; e foi nesie sentido que me ei-
que devcn ser respeitados ; entendo, Sr. presi-] pquei.
dente que osupplento do decimo-terceiro circu-j Um Sr. Depulado :Nao temos que discutir
lo como qualquer desses outros nao pode ser | sua conducta nesla casa.
chamado,porque nao ha impossibilidade de apre- O Sr. Joo Cavalcanti : Nao da conduela
senlar-se aqui o depulado effeclivo, tanto mais de um deputado alsenle que se trata, trala-se de-
quanto eonsta-nie que ja sabio esse do lugar de' unl fcto escandaloso, que se dera na thesnura-
ua residencia com animo de para aqui vir. ria.de ama defraudar dos dinheiros pblicos.
Depois, que necessidade temos dc chamar sup- l Sr. Deputado :Defraudaco de cincoenla
penles se a casa lem al boje funecionado regu-
larmente ? Se dous dias nao tiveraos sesso nao
foi isso por falta de membros, mas sim por ou-
Arl. nico. Fica prohibido o dar-se garapas i tros motivos que todos nos sabemos....
a cavallos nos passtios e as portas das casas
dc loaa oi ru.is Jus povoados do municipio do
Kecife ; .^ti como a pralica de casas do ran-
cho para niafs do tres cavallos, exeepto aquellas
que para esse tim obliverem liceuca da cmara,
e sejam fetas com as condicoes hyginicas, que
forera proscriptas.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 27 de maio de 1857 Manoel Joaquim do lle-
go e Albuquerque presidente Joaquim Lucio
da Prata,e mandava para a alfandega o Irem da- I Monteiro da FrancaSimplicio ios de Mello
quelles que vera para esta corte. 1 Gustavo Jos do lleno Antonio V"a/en/ii da
Parece que se trata de urna denuncia de sedu- Silva Barroca.
O Sr. Mello' Reg (RaphaelJ : A lei manda
que cada circulo seja rec resentada por tres depu-
lados.
OSr. Gitirana :Mas diztambem que os des-
un risi
O Sr. Joo Cavalcanti:^No foram cincoenla
mil ris, anteriormente deu-se egual aoto..
e a quautia foi de oitocentos mil ris; mas ein-
fim deu-se a defraudaco, seja ella de quauto
r.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Joo Cavaicantt : Foi um escndalo
pillados sero substituidos pelos supplentes ; po- q"p appareceu na thesouraria, sobro o qual a
to, e arespeito das quaes, como sempre, as opi-
nioes se tem mostrado divididas. Em outro lem-
po costumava-se chamar islo em giria parlamen-
tar tamandu*, denominado que se applicava a
- requermentos de discussao eterna que
iran apresentados as cmaras, pedndo informa-
coes ao governo sobre tal ou tal objecto, e que
Si niara para alimentar um debate longo e odioso,
em que nada era poupado, n >m mesmo a vida
privada dos (unecionoros pblicos contra os quaes
tiuham motivos de qucixa ou de vinganca, aquel-
les que toma vara parte na discussao. Sendo as-
sim, pois, dir-lhe-hei que temos agora entre
raaos o em uffectiva carrea dous enormes ta-
tnandut bandeiras. que ameacam anda oceupar
longamentc a attenciio publica, e dar muilo de
si, sendo um de nalureza judicial, outro de ori-
gera eleitoral : este sempre maismauso
O primeiro refere-se a urna imporlJhlissima
questo judicial entre o baro de Ma e o nego-
ciante desta praca Antonio Jos do Moura, ainda
resultante d'aquella celebro fallencia do corrector
Antonio Jos Domingos Ferreira, a qual acaba
de sor ltimamente julgada pelo tribunal do com-
mercio da corle contra o baro, e em favor de
Moura, confirmando-sea sentenca ja proferida
em primeira instancia pelo Dr. Polycarpo Lopes
de Leo, luz cornmercial da segunda vara, e ac-
tualmente chefe de polica interino. Ha oilo dias
pouco mais ou menos que os jornaes nao se oc-
cupara de ouira cousa, e seria por tanto ocioso
repelir-lhe aqui os fundamentos da queslao por
tima c oulra parle, achando-se elles largamente
desenvolvidos as differcutes publicaces, que a
tul respeito se tem felo.
Dir lhe-hei smentc que a questo realmen-
te grave, nao s pela sua importancia e valor que
sobe a mais de 700 cotilos de res, como porque
envolve alguus pontos de direito e de legislaco
cornmercial, que em mioha opinio nao sao "de
todo lquidos, c que entretanto a (Tecla m a vali-
dado de nuraerosis3raaslransaces, que se tem
feilo e continuara a fazer na nossa praca.
N i serei capaz de dizer que o julgamenlo do
tribunal do commercio seja de lodo naUcavel,
nem que a razo e justiga de Moura contra as
pretences do Maua sejam perfeitainenle incon-
teslaveis ; ha rauito que ver ainda sobre islo, c
muilo haver que dizer e fazer, porque as parles
sao fortes e teiraosas. O que porem para mim
fora de toda a duvida.e tem quasi o assenlimen-
to geral da opinio, que o baro dc Maa tem
milito estragado a sua causa pelas offensas direc-
tas c quasi pessoacs que tem arremegado em seus
cscriptos, ja conlra o seu adversario, que lhe
tem relorquido nos mesmos tons, ja contra o ad-
vogado desle ( o conselheiro Nabuco, j e ja final-
mente contra os membros do tribunal do com-
mercio que proferirn! a sentenca contra elle.
m seus cornmentarios e desabafos o baro tem
atacado de maneira inslita as bases jurdicas do
julgamenlo e o carcter e rectido dos julgado-
res.
O que lem igua.lm.enle excitado a admirado de
futuro prximo. Do Montevideo consta que o
presidente da repblica Pereira deixra o poder
ao presidente do senado, e se retirara a urna sua
quinta, talvcz para nao assislir ao pleito eleito-
ral da nova presidencia, uo qual seu proprio li-
Iho um dos mais lories candidatos. um ex-
cesso dc modestia, que tena muilo dc louvavel a
partir de outro que nao de um estadista do Rio
da Prata, em que a gente fica sempre pensando
que ha alguma cuusa de traicoeiro no fundo. Ve-
remos pelo resultado.
L'm navio de vela d'alli chogado ltimamente
J tambero a noticia de ter havido naquella re-
publica urna nova revoluco ; e apezar de ser
pouco authenlica a noticia, crcio que ninguem
ousava por em duvida a sua grande probabli-
dade. Para mira o que pode haver de cslranha-
vel a demora que elles lem posto em repetir a
representaco de urna das suas sanguinolentas
[orean. A ser verdade, agora que os nossos
ingrilos e desleos visinhos ho de conhecer a
(alta que Ihes faz o favor e auxilio do Brasil,
ou por oulra, a forca phisica e moral da nossa
esquadra, dos nossos soldados e do nosso di-
nheiro.
R.
las falsas
Chegou honlem no paquete inglez Tyne o Sr.
Carlos Kuhnert, agente principal dos serviros
martimos das Messageries Imperiales de Franca,
que vera inslallar a agencia dos futuros transa-
tlnticos. A companhia tenciona inaugurar em
maio a lnha de Brdeos.
6
Estamos autorisados a declarar que a noticia
dada ante-hontem pela Patria, relativamente
reunio do conselho de estado pleno, que teve lu-
gar no dia 2 do corrente, inleiramente destitui-
da dc fundamento.
A reunio do conselho de oslado que foi con-
vocada no dia 25 do corrente, leve por objecto
consultar sobre aremoco de juizes de direito.
E' igualmente destituida de fundamento a no-
ticia que se le no mesmo artigo da Patria a res-
peito de (actos occorridos ero|consequencia de re-
crutamenlo de alguns guardas nacionaes.
Por decreto do mez passado teve merc do fo-
ro de fidalgo cavalheiro da casa imperial o capi-
to Francisco Moreira de Pnho Calmon.
Por caria imperial de 1, e decretos de 3 do cor-
rente mez, foram nomeados:
Joo Rohl, cavalheiro da ordem da Rosa ; e o
coronel Jos da Silveira Sampa, lenente-coro-
nel Joo Guilherme Bruce e os capites Herme-
negildo Servulo Junqueira, Joaquim Roino Ra-
mos Jub, Elseo Xavier Laal e Jos Antonio de
Oliveira Botlho, cavalheiros da ordem de S. Ren-
to de Aviz.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINA RA EM 12 DEMARCO DE
1860.
Presidencia do Sr. Baro de Camaragibe.
Approvo provisoriamente. Polacio do gover-
no de Peruarabuco 22 de junho de 1857. Por-
tella. Cunformc, Antonio Leite de Pinho.
A commisso, de posturas e negocios de c-
maras quera fot prsenle o artigo de postura da
cmara municipal desta cidade fazendo osten-
siva a o lugar de Santo Amaro das salinas, a
disposico da postura addicional de 8 de oulu-
bro de 56, perraittndo a edificaeSo de predios
com Tinte e dous palmos de frente, oiles sin-
glos, de parecer que seja o mesmo approva-
do, devendo entretanto ser irapresso para entrar
na ordem dos Irabaihos casa.
Sala das corurosses 13 dc marco dc 1860.
Francisco Gitrana Barros e Silva.
Postura addicional.
Artigo. nico. A disposico da postura ad-
rra como substituir fallas que nao cxslem ? Por
onde verificar a existencia dellas.quando nao te-
mos partieipaces oficiaes ? Nao se deu o mes-
mo com o Sr. Francisco Pedro quando supplen-
le ? Porque, pois, para cora esse mesmo deputa-
do se ha de cstabelecer um novo precedente,con-
trario ao que elle deu lugar o anno transado,
chamando-so o supplenle Souza Res, c oulrcs
em iguaes casos ?
Nao pensis que assim me pronuncio contra o
.supplenle Souza Reis, porque lhe voto odio ou a
qualquer dos outros, nao.
. Um Sr. Deputado :Ninguem suppe tal.
O Sr. Gitirana .Se o faco porque, como
cada ura do vos, eu respeito muito as decises da
casa, e sei que o precedente que s depois de
haver particpalo do deputado effeclivo pode ser
chamado um supplenle. Assim, voto contra o
parecer.
O Sr. Xascimento Yortella faz ligeiras consi-
deraces em resposta ao precedente orador, ma-
nifeslando-se pelo parecer e indicaces acerca
daquellcs supplentes, cujos depulados consta nao
virem lomar parle nos Irabaihos legislativos.
O Sr. Mello lego Raphael) manifesta-se a fa-
dcional de 8 de outuhro de 1856, permiltindo a vor do chamamento de supplentes, afim de com-
plelar-se a casa.
Encerrada a discusso'e posto a votos, o pare-
cer approvado, bem como a emetida.
Dado a hora
O Sr. Presidente designa a ordera do dia e le-
vanta a sesso.
RIO DE JANEIRO
3 de marco de 18GO.
Tor decreto de 25 de fevereiro ultimo foram
nomeados :
Chefe de seceo da contadora geral da guer-
ra o 1." escripturaro Eduardo Carlos Cabral Des-
champa.
l.escripturario. o 2. dito Jos Ferreira de
Paira.
Por decreto da mesma data foram nomeados,
por se acharem comprehendidos as disposires
do 1." do art. 2." da lei n. 618 de 18 do agosto
de 1852, os olliciaes seguintes :
Alferes do 2. regiment de cavallaria ligeira,
Miguel Benicio d^s Anjos.
Alferes do 18 dito, Francisco Augusto Ferreira
da Silva.
Tenente do 2. batalho de infantaria, Fortu-
nato Theodoro de Lima.
Tenente do 3." dito, Manoel Antonio Soares da
Gama.
Tenente do corpo de guarnico lixa do Paran,
Luiz Antonio de Souza.
Alteros do 3. batalho de infantaria, Joo Pe-
dro da Medina Celli Mariz Sarment.
Capitn aggregado ao corpo de engenheiros,
Joo Pedro Gusmo de Vasconcellos Mariz.
Alferes aggregado ao curpo de estado maior de
2." classe, Job Justino de Alcntara,
Capito aggregado arma dearlilberia, Alfonso
de Almeida e Albuquerque.
Capito aggregado arma de cavallaria, Fran-
cisco de Paula Moreira.
Alferes aggregado 4 mesma arma, HonorioGur-
geldo Amoral.
( Concluso.)
A Commisso de fixaco de forca policial,
tendo na divida considecaco as razes expendi-
das pelo Exm. presidente" da provincia em seu
relatorio acerca da polica, de parecer, que se
adopte o seguinte projecto de le.
Art. 1. A torca policial para o anno finan-
cero de 1860 a '1861 constar de quinhentas
pravas do corpo de polica, e de sessenta e qua-
iro da companhia de pedestres, podendo ser
elevada a seis cenias, em caso dn necessidade.
Art. 2. O Presidente da Provincia a destri-
vico.
buir, como entender mais conveniente ao ser-
Art. 3. O mesmo presidente da provincia fica
nutorisado a augmentar com mais cen ris
diarios os vencimenlos das pracas de pret do
corpo de polica, e a dar nos que se quizerem
engajar por espaco de qualro annos a gratifica-
co de cento e cincoenla rail ris, pagos era pres-
laces de cinco mil ris mensaes ; assim como a
elevar a dous mil ris diarios os vencimenlos
dos chefe da companhia de pedestres.
Art. 4. O Major do corpo de polica percebar
mais quinze mil ris dc gratificado, e o len-
te secretario do mencionado corpo os mesmos
vencimenlos, que competirem aos oficiaes de
filetra de egual patente
Art. 5. Fica o presidente da provincia auto-
risado a montar dez pracas das que tracla o art.
1. e a despender com a lotea policial al aquan-
lia deduzentos e oitenla e ito contosde ris.
Art. 5. Ficam revogadas todas as leis e dis-
posires em contrario.
Sala das cemmisses da assembla legisla-
tiva provincial de Pernambuco 12 de marco de
1860. Ilenrique Pereira dt Lucena. Jos
Antonio Lopesos Joaquim do Reg Barros .
A assembla provinciol resolve :
Art. 1. Os termos de Olinda e Iguarass fi-
cam desmembrados da Comarca de Santo Anto-
nio do Recife e formaram urna comarca que se
denominar Comarca de Olinda.
Art. 8. Ftcam desmembrados (Ja comarca de
edilic3co de predios com Tinte e dous palmq|
de (rentes e oiles singlos, fica extensiva ao
lugar de Sanio Amaro das salinas.
Paco da cmara municipal do Recife em
sesso "de 22 de julho de 1857. Manoel Joa-
quim do llego e AlbuquerqueJos Marta Frei-
r GameiroAntonio Yalentim da Silva Bar-
rocaSimplicio Jos de HelioAutonio Jos de
Oliveira. /
Approvo provisoriamente. Talado do go-
verno de Pornamduco 27 de julho de 1857.
Vorlella. Conforme, Antonio Leite de Pmho.
E' tambera approvado um requerimenlo de
commisses de negocios de cmaras, pedindo
seja ouvido a cmara de Olinda acerca da peti-
co de Bernardo de Barros Barreto.
ORDEM DO DA.
Continua a discussao do parecer dc commis-
so de poderes parle era que se refere a eleico
do Sr. Vigario Francisco Pedro da Silva .
O Sr. Xascimento Portella : ( Daremos em
outro numero.)
O Sr. Correia de Oliveira : ( Daremos em
oulro numero ).
Encerrada a discussao e poslo a votos o pare-
cer, approvado.
E' lido je entra em discussao o seguinte pare-
cer:
A commisso de consltuco e poderes, a
cujo conhecimenlo (oi subraeltida a indicacodo
Sr. deputado Mello Rogo, para que sejara chama-
dos os dous supplenle do decimo-prunciro circu-
lo, em subsltuico dos dous deputados que so
achara ausentes, considerando que ura desses
depulados acha-se na Europa e outro na corte do
imperio, e que por isso nao podero comparecer
aos Irabaihos da presente sesso, de parecer que
sejam chamados os referidos supplentes.
Sala das commisses, 12 de marco de 1860.
Epaminondas de Mello.Correia de Oliveira.
Yo mesa e apoiam-se as seguintes emen-
das :
E bem assim que seja chamado o supplenle
do Sr. depulado Joaquim Pedro Barreto de Mello
Reg, que se retirou para a corte.S. R.Ci-
priano Alcoforado.
Que soja tambem chamado o Sr. Tiburlino
Piulo de Almeida, em lugar do Sr. depulado Luiz
Filtppe de Souza Leo, que consta nao vira s
scsses.N. Portella.
Quo se chame o supplenle Joaquim de Sou-
za Reis, na ausencia do Sr. deputado Francisco
Pedro da Silva.Epaminondas de Mello.
Seja chamado o supplenle do segundo dis-
tricto, para substituir o depulado Dr. Theodoro.
Marlins Pereira.
O Sr. Pereira de Brito :Vejo pela emenda do
Sr. Dr. Fenclon, que se pede a chamada do sup-
plenle do Sr. depulado Mello Reg, mas prese-
me que esse deputado est na provincia, visto
que nao parlicipou que se relirava.
O Sr. Fenelon :Eu o assevero.
O Sr. r'igueira :O anno passado o Sr. Bran-
do foi para Macei por quinze das e nao se cha-
mou supplente.
.0 Sr. Gitirana Sr. presidente, pronun-
ciei-rae contra a chamada desses supplentes ;que
SESSOTJRDINARIa F.M 13 DE MARCO DE
1860.
Presidencia do Sr. baro de Camaraibe.
Ao meio dia, feita a chamada, achando-se
presentes 25 senhores depulados, abre-se a
sesso.
Lida a acta anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
Sao lidos e approvados sera discussao os pare-
ceres de commisso de constituirn o poderes, o
primeiro reconhecendo legal a eleico do Sr.
depulado pelo stimo circulo, Luiz Felppe de
Souza Leo e o segundo reconhecendo tambem
legtimos os poderes do Sr. Jos de Barros Correa
Selle como primeiro supplenle pelo segundo cir-
culo.
Os honrados membros sao inlroduzdos na sala
cora as formalidades do eslylo, preslam jura-
mento c lomara assculo.
L-se o seguinte requerimeiito :
Requeiro que se peca ao presidente da pro-
vine ia e por intermedio delle ao Dr. chefe de po-
lica o seguinte:
1." Copia do officio que em dala de 16 de
novembro Je 1858 dirigi o inspector da Iheson-
raria provincial ao mesmo presidente, pedindo
providencias respeilo do escndalo que se dera
n'aquella repartieo, relativamente apresenta-
co de procuraces falsas e cobrancas simuladas
de ordenados cabidos em exercicos lindos, per-
tencentes a pessoas cstranhas, que all fizera o
emprogado das obras publicas de nomc Lima, de
accordo com o primeiro escripturaro da referi-
da thesouraria Joaquim Pedro Brrelo de Mello
Reg ;
2. Copias dos interrogatorios felos a um c
a onlro pelo chefe de polica d'ento ;
a 3." Oue providencias foram dadas sobre este
facto, se instaurou-se processo contra os referi-
dos empregados, oem que estado'se acha elle.
S. R.Joo Cavalcanti de Albuquerque.
O Sr. Corra de Oiiveira : Sr. presidente,
levanto-me para pedir ao nobre depulado, signa-
tario do requerimento, que est em discussao,
algumas explicares.
Primeiramenle o meu nobro amigo rae permit-
lir que cxlranhea apresentaco de semelhaiilc
requerimento na ausencia de um nosso collega
com quem o mesmo requerimente se enlende.
O Sr. Joao Cavalcanti :.' um precedente es-
libelecido por elle mesmo.
O Sr. Correa de Oliveira : Eu nao sei se ha
precedente esiabelecido pelo Sr. Joaquim Pedro
Brrelo de Mello Reg, que autorise a apresen-
taco desle requerimento ; o quo eu vi na casa
em 1858, foi o Sr. Mello Reg dizer a um depu-
tado, que fallava.em crimes, que elle, nao, era o
mais habilitado para fallar assim,,1 pprque, con-
tra olla h.ivH iimft rnntr mnr.^Sn 'nln inri' Mn
opinio publica bastante se pronuncia e al ago-
ra nao viraos soluc.o alguma a lal respeito ; e
necessari, pois, sabermos em que estado isto so
acha, e como procedeu a autoridade sobre mate-
ria to grave.
Se o membro da casa, 5 quem este negocio so
refere, esl ausente, nem por isso devenios tirar
na ignorancia do que se lem passado : elle mes-
mo eslimar que este assumpto se discuta, para
remover de si os mos juizos e ittterpretcoes,
vislo como nao havendo discussao, pode bem
succeder que sua tepulaco venha a perigar.
Um Sr. Deputado :A reputaco de quem '!
O Sr. loo Cavalcanti:Do depulado a quem
rae retiro, ou d'aquelles que comnieUeram o-
furto.
Enlendo, pois, que o meu requerimento esti-
nas condicoes de ser adoptado.
O Sr. ufino de Almeida :(Daremos era ou-
tro numero.)
O Sr. Carneiro da Cunha :Diz que eslava no
firme proposito de conservar-se siiencioso na
presente discussao, mas que urna expresso em-
pregada pelo Ilustre autor do requerimenlo, o-
forra a quebrar esse proposito, o foi o ter dito-
csse nobre depulado, que o honrado membro no-
meado no requerimenlo, o Sr. Joaquim Pedro
l. dc Mello Reg, tnha muitos amigos na casa
que podiam tomar a sua defeza. A vista desle
appello, diz o illustre orador, honratido-se de
ser aniigo do Sr. Mello Reg e estando disposto
a acompanhar a discussao que fosse dizer-lhe
respeito, v-so com ludo embarazado pot nao ter
o requerimento precisado aecusa^o alguma nem
mesmo indicado o fim que se dirige. o sen.
ver, a dar-se urna aecusarao, uraa censura, deve
ella ser dirigida ao juiz de direito, que nao tem
dado andamento a esse processo, ou ao adminis-
trador da provincia, que nao tem activado o juiz
de direito no comprimento desse seu dever, e as-
sim espera ser esclarecido sobre a materia, so-
bre o fina do requerimento, afim de poder deci-
dir-se no vol que tem de prestar sobre o reque-
rimento.
0 Sr. Braulio :Sr. presidente, pedi a pala-
vra, nao para aecusar o deputado Mello Reg,
nem lopcuco para defende-lo ; pedi a palavra
nicamente p8ra dar urna expllcaco a respeito
de um aparte que deu, e do que acaba de dizer
o nobre depulado, que o esbanjamonto de di-
uheiros havido na thesouraria provincial, era de
cincoenla mil ris, como se a exiguidade da
quantia salvasse a criminalidade. Mas pergunto,
por serem cincoenla mil ris, nao esbanja-
metilo ?
O Sr. Carneiro da Cunha :Nao digo isso,
cinco ris que fosse.
O Sr. Braulio :J disse que nao venho aecu-
sar nem defender o deputado Mello Reg...
Um Sr. Deputado :Nem elle reo.
O Sr. Braulio :Venho somente dizer, qua-
na repartirlo se deu isso ; que esse Lima, quem
quer que seja, que eu nao conhe^o. nao s reso-
beu esse dinheiro, osses cincoenla rail ris, eo-
mo mais os exercicios findos de una professora.
e bem assim cincoenla mil ris do ex-coadjuator
de Rezerros.
O Sr B. de klmeida :Nao foi esse fado que
chegou ao conhecimenlo da polica.
OSr. Braulio :Mas deram-se tambera esses
f actos.
Um Sr. Depulado :O Sr. Mello Reg s in-
terveioemuma procurado.
O Sr. Braulio:Eu nao Tallo bo Sr. Mello.
Reg, eslou fazendo urna explicarlo a respeito.
do que recobeu esse Correa L'ma.
Um Sr. Deputado :E eu eslou a procurar o-
motivo por que veio este- requerimenlo
casa.
O Sr. Braulio :O fim eu nao se^ nem quero
entrar nessa apreciaeo. Digo que nao se deu na
thesouraria provincial s o esbanjament de cin-
coenla mil ris, mas que j houve a cobranca dos
exercicios findos de urna professora, e do ex-
coadiator de Bezerros, digo que j houve quem
tirr.sse da thesouraria oitocentos mil rea com
um papel falso, assim como sei que houve quena
tirasse duzentos mil ris de fallecido vigario do
Bezerros, sem que so soubesse quem (oi 1 Por-
tanlo, nao se diga que o requerimento contra
Pedro ou Taulo, porque elle nao se refere a mu-
ir elle, havia urna condemoacao pelo jury. Nao
se mencionara po parecer o emendas auditivas, louvei essa cond.ueta, nlo a.cotnpa.n,hei em erae^
gera
Um Sr. Deputado :Al especifica o nome.
Q Sr, Braulio :Eu quero explicar o meu.

tMUTILADCfl


A
DIARIO DE PERSAMBUCO. QUISTA FEIRA 15 DE MARCO E 1860.
iicnsamemo, nao quer^-que M-diga que me le-
vanto para defender o deputado Mello Reg, neo>
para accusa-lo. Prtenlo o mcu fina, conioj
dissc, fui nicamente mostrar que na iliosoura-
ria se tctn dado relaxado, que teem chegado a
ponto de se cobrar or red os de empregados
com procuracoes falsas, que o finado vigario de
Bczerros rerdeu duzeutaa. mu ris, que o coad-
jutor perdeu cincocnla, urna professora oitenta
ou ais, alm desse facto quo revela o requeri-
mento.
m Sr. Depulado .Tudo isso provar contra
a thesouraria.
O Sr. Braulio :Parece que sim, pelo menos
< o que pens.
U progiesso Uus t-slabcleciiiit-ulus coinenluaes
?ara ambos os sexos ainda tem sido maior. Em
850 haviam 11 conventos para homens,e 51 para
mulhcres, actualmente ha 37 para unse 123 para
outra.s, islo ha um augmento de 30 por cento.
Alm disto, ha na Gra-Brctaiiha 12collagios,
nicamente consagrados educaco dos futuros
sacerdotes, c todos com noviciados separados,
mas dependentes daquelles collegios.
Passageiros do vapor nacional Oyapock vin-
do dos poi tos do sul:
Anna F. da Silva, Urbano Sabino P. do Mello,
Lucas Antonio M. de Castro, sna senhora e 8 es-
cravos, Fortunato Guedes de Gouveia, Antonio
Pereira Lima, llanoel Joaquim Machado, I'ran-
Portanlo, Sr. presidente, sou de parecer que cisco Ignacio da Silva, Joaquina Maria do Espi-
*>ssa informacao venha esta casa, parase sa-
ber que fin leve esse dinheiro, porque as cou-
sas nao df'Tem coiltinuar dessa maneira ; nao se
deve continuar a aabanjar osdinheiros pblicos,
pagando-se ua thesouraria a procuradores in-
competentes, com firmas roubadas ; porque
verdade, que para recebe re m-sc esses ordenados
usou-so de firmas roubadas.
Um Sr. Depulado :Maior desgraca aconteceu
so banco.
O Sr. Braulio Quid inde ? Justifica isso 0
fsclo dado na llic-eiiraria ? Creio que nao. E nos
devemos indagar dosses fados, para que as cou-
sas tomem um verdadeiro caminlio.
O Sr. P. de Campos Modifique o requer-
nicnto nesse sentido, que cu voto por elle.
O Sr. Braulio :Bu ji disse que nao quero
dscussoes pessoaes, ped a palavra pera dar esta
explicaco, e para dizer que voto para que essas
iuformacis venham casa.
Portalo, voto pelo requerimento, afim dse
pedirem infonnacoes a respciio desses extravos
jos dinhoiros publico?.
O Sr. Pereira de Brilo :Sr. Presidente, cu
declaro a casa que sou affeicoado e al amigo do
Sr. Mello llego e nao obsiaiile. pens de manei-
ra difierenti' lie algims amigos que elle tem nes-
i.i casa, Uniendo que, os amigos do Sr. Mello
llego, devem concner para que a esta casa ve-
iiiiam esses documentos, atLtn M urovar a suain-
vocauca, porque Idilio eonvicco iiu nao cri-
minoso.
Um Sr Depulado :e=A inconveniencia do Sr.
Helio llego nao su devo provar aqu, visto como
nao o tribunal competente.
O Sr. 1\ de BritozMas pedem-sc cssrs do-
inieulos e ainda lia bem pouco houve oqui a
protstaco de urna discusso por falta de docu-
mentos, que se-exiga viessem a esta casa, para
que ella podesse fazer umjuizo.
l'm Sr. Deputado Mas c preciso qno se ajus-
te nm un, para se poder volar.
O Sr. V. de Brilo :=Scin (invada este rcquei-
nieiiio lera um fim, qualquer que sejam os do-
cuoieutos que vacilam'a cas, estou cerlo que
nenhusg trar dcsarao Sr. Mello Reg.
0 Sr. Garneiro da C. :Drsso eslou cu cerlo.
O Sr. P. de rito :K nCSSe sentido que Mi-
to; porque a todo o tempe tro su pedirem infor-
roacocs deuiiiu, como embregado peblco, eu pe-
co aos meus amigos quo SOHipre rolera por ellas,
porque assim que podereioofeoder-mc.
Aofcei, pois, que mesmc para juslilicaco du Sr.
Mello Uej-'u, in.ismo para poderm >> confundir os
seus iuimigos, convela que venham casas inor-
macoea, c por isso voto pelo roquerwnenlo.
Lucen ad i a diseusso e posto a votos o reque-
riateuto regeitadn.
ouen; no da.
Entran) em 3.'1 dtscussao as posturas de Inga-
Bcira, squaas sao oll'eieeidas diversas emendas,
pelo que tica volceo deju-iidenlo de nova ro-
o.
Sao approvadaa em i discusso esem debate
sposturas da cmara do Bonito.
liada a hura.
O Sr. l'>- le designa a ordem do ia ele-
Tanta i sessu.
re^stTdIaria.
A falla d'ag<:a putavel e sentida na povoaco
dos Afogadosde um modo, que por cello custa a
rer.
A que alli spparece, e em carrocas, exposta A
renda, in:uilie.ieiiiu para o abasleciraento do
povoado ; e alm disto, sobro ser mi, sempre
clieg* t.u Je para quera solTre sede.
.Ni intuito Je remover semellianle situa^o, os
lialiitantes lenta rom o recurso de um sna i xa as-
signado, enderezado assemblea provincial, pe-
dindo urna pouna d'agua do encaiiamento de Be-
lieribe e a ollocacao de um chatariz no paleo da
Paz.
s-ndo osla necessidade pal pitan to, de espe-
rar re os representantes da pr-ovincia str cempe-
nor;ir'i'" delta, dando-Uie portauto um remedio
I 01 remocu do estado actual.
E i coi renieucia que seja feita urna borrf-
ba na nova ra, que foi aborta utmamewta n
Campo Verde plo sitio da companhi* de fla^o ;
\>ti) que ahi com qualquer aguaica o transito
inlcrrompldu.
ssevi um-nos que ser pequea a despez
provenieate desta obra, o passo que as vanla-
genssao manifestas e instantes para o publico.
AiCRando-se de prsenle mu desenvolvida
a Mpulaco,que habita o Campo-Verde, onde
dilculta-jc nolavelmeiilc a tomada d'agua, seria
para desecar que alli se construase um chafa-
riz ; o q>-' lano mais fcil quanto tem de ser
levada a agua para o hospital regimenlal, que
acha-se educado naquella localidade.
Parece-nos que a companhja respectiye tirara
vantag<*Re desta conslrucco, visto que a-despo-
za nelio havida loinar-se-liia productiva com os
lucros provenientes da venda d'agua il, cri-
Pedieses perianto dirccierio dessa cempa-
nnia, que, depon de apreciada a referida neces-
sidade, Foi designado o da 15 do futuro me/, para a
nstaUa^ao, ua fregueiia de S. Fr. Pedro Gon-
co d'.s votantes d'aquella paasobia, que em
e.mpo competente doixou de ser feila por impe-
dnneiil.j dos juizes de paz, quein compela a
riresidi'icia da referida junta.
Caststa-nos que a Bibliotbeca provincial
vai ser inslallada no sala o do convenio do
Carnio.
A posvc conveniente, pos que assim tica
i::ais au aiaance de todos a consulta dos livros
j.^'lla eiistentes, e porlaoto satisfeito o escpo
da sua crca;o, islo a diluso das luzespelo
povo.
A instaUacSo, afifirraam-nos qu-e ter lugar no
dia 25 do oovrenle me/..
HuiiiBia solcmuisaram os navios de guerra
riacionaej. eforlalezas com tres salvas, e emban-
deiramento o anniversarjo natalicio do- S. M. a
Imperatnz, i{ue compleluu 38 aunes de idade.
Toilos od iirasileiros se associam de coraco
slasdamoKStracoes oflkiaes de jubilo, parque
o reeonbeaidas s alias virtudes que adotuam
uossa caridosa Soberana.
Heve sabir hoja do Rio de Janairo para o Ma-
ranho, coca SCala pela ahia e por osle porlo,
O vapor du guorra nacional Jeqiti*R/ton/ta, que
>a alli conoeriar o fundo.
O cadete Antonio de Paula Cavalcanti de
Almeiia, qm; na noite de 5 do nrrente ferie
com urna tacada ao purluguez Manuel Jos l'c-
reira, Coi houltr.i recolhido fortaleza do Brum',
-viudo (.' Sanio Aiiiio, cojo capilao delegado se
apres>nlro o Mfierido cadete.
EaLArisxtc.O Oncea Week publica a uia-
de dos p:incipaes escriplores ingle/.es, comcQan-
Ou pelas mais mocos:
James(Kaaoaj lea 32annos Ualnew Arroold,
35 anuos ; o llvd. C. Kingsbey, 40; o capilao
Mayne Raid, \\, G. if. f.ewies, 42; Toffl Taylor,
52 ; Shirl&y Brooks, 43 ; Alberl Smilh, 43; Wil-
:iam Howard Russe, 43 ; o professor Aytonni,
--t ; R. Cro.wuing, i.1 ; C. Mackay, 47 ; C. Di-
ckens, 47 ; W. H. Tacheroy, 48 ; A. Teiinyson,
A'.) ; Sir AcbMild A-lison, 49 ; Mark Lemon, 50 ;
Cdward Miall, 50 :\\. t. Milmes, 50 ; W. E.Gla-
ds'.one. 50 ; Ck. Levor, 53; 0 professor Maurice,
j ; Sir F.. Butarer Lylion, 5 ; Benjamira Dir-
raoh, 5 ; Harrtson AhswoiIIi, 54j S. C. Uall.
'J ; liarry Cornvrall, IX) ; Samuel Lover, 61 ; Al-
bagr Fouobinq, (a ; o Rvd. G. S Gieig, C3 ; T.
Carbj le, 6i ; W. uv.it, t : Sir John Bowsing.
67; c Itcl. If. K. Miliuan, 68; J. P. Coller, 70;
W, J. Fox, 73; Sk V. Na.ier, 7 ; o Hvd Dr.
Coly.T ; lord lirciighaii, 61 ; Walter Savage
Landor, 8 annos.
Ef. vri.sTiCA.O CalLoc ireclory de 1800
publica es resumos scguiules relativo* ao culto
j.iiholiL-u ua Graa-Brelanba ;
O numero das egrejas, cabellase estacos ca-
tkocas do 767 em inglaier^a e o paiz'dc Gal-
los, e 183 na scossa, ao todc, 250 para os dous
reinos unidos.
Lai IbO, baria GS0 egrejas, capillas, c esla-
roes, islo c, qu/>. em 10 annos o progresso tein
ido de periodo50por ccnlo.
No mesmo espago de lempo, o clero calholico
romano secular e cagalar, em Inglaterra e no
paiz de Gallos, se augmeulou de 788 sacerdotes a
1,077, e o de Escosski de 110 a 154. islo nos
donaremos aug/Jicniaraai i-: CVS a ],230, ou25
por cenlo.
rito Santo, llanoel Ignacio, Jos Pereira da Sil-
va, Matheus Nuoes, Cassemiro A. G. Vieira, 10
preso3 escoltados por 12 pracas, ex-pracaJoiquim
Jos de Sania Auna, Soldado Jos Pinto Freir, 2
escravos a entregor, ex-praca Luiz Jos da Fon-
seca, Manocl Augusto do Carvalho, Francisco da
Costa Roma el escrao, A. de Calilnsas o 3 es-
cravos, Joao Candido da Silva, Francisco P. de
Azevcdo Paraizo, Antonio Joaquim de Souza Pa-
rahiso, Carolino Augusto Barcellar, Franciseo
Ferr ira Borges, Manoel Augusto de Carvalho,
Francisco Antonio Filgueira, 3 africanos libertos,
Jos Francisco Coelhoda Paz, Boasi Import, Bras
Bernardo, Arislides da Costa o Silva, Raymundo
Candido da Rosa, I. Maria da Soledade e sua
mili, 1 criada e 1 cscrava, I). Maria Josephina
Seabra, 5 filhns e 1 criada, Tiliurcio Alves Cor-
rea, Antonio Teixoira Pinto, Antonio Joaquim da
Silva Figueiredo, Eugenio Jos Alves de Andra-
de, Anna G. do Mello Marlins. I>r. Joao Vasco
Cabral e sen mano, Joao Jernimo G. dos Santos,
Joao Jaime e sua senhora, Joao da Silva Guima-
rSes, Joaquim da Silva Guimares, Manoel Jos
Machado, o voluntario para o exercito Pedro Jos
de Lima, i. M da Silva, Manoel da Silva Guima-
roes.
Seguem para o norte :
Alferes Joo Caio de Andrado, Mayor Jos, cx-
pr.ira Veclaliano Jernimo de Miranda, Dr. Anto-
nio Mendos da Cruz Guinaraes, Joaquim Antonio
M. do Souza, Jesuina Maria do Amor Divino, um
escravo a entregar, soldido Severino Antonio, al-
feres Antonio Jos de Souza Lobo, Francisco de
Paula Xavier, Dr. Moximiano Francisco Duaile,
Francisco Mondes Pereira Jnior, ex-praca Satur-
nino Jos Gomes, Salvador Vidigal e sua cuuha-
da, Jos Manoel Baplista esua sobrinha.
P.issageiro da lancha nacional Feliz das
Ondia, viuda do RioG. do Norte :
Jos.dos Sanios Mariano.
Passegeiro do hrigue brasileiro Maria Isa-
bel, sabida para o Rio de Janero :
Francisco Jos de Castjo Goiraaros.
MouTAI.IliAliK lio IM\ 13 no corrkiti:
Jos, pardo, 5 annos ; febre perniciosa.
Maria, branca, II mezes ; dyariha.
Tedio, blanco, -2 anuos ; hydropesia.
Filiciana Maria da Tiindade, branca, viuva, 70
annos ; erysipella.
loaniia, branca, 3 niezes ; espasmo.
Albino, bramo, 1 anuo ; congeslao cerebral.
Hospital pe caiuhaiu'. Existem 65 ho-
niens, 53 mulluues nacionaes, 2 homens eslran-
geiro 1 hornera escravo, toial 123.
Na tolalidade dos doenles existem 43 alie-
nados, sendo 33 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgifio
Pinto, as !) horas da manliaa, c pelo Dr. Dornel-
las s 8 I [2 horas da manhaa.
Uuiio viuUn ua piesiUencia, para acunara in-
formar, dojuiz de paz do 4." auno do3. distiic-
lo da fregueza da Boa-vista, Joo d* Silveira
BorgesTavora, submettendo considerarn do
governo a deciso que lhe dra o juix- de direito
da 1.a vara do crime desta comarca, quera
consultara sobre a competencia da cmara para
lhe ordenar, como lhe ordenou, que Uzease op-
co entro os dous exercicios do juiz de paz, e
capilao da guarda nacional, afim de que o mes-
mo governo npprove ou nao a mesma deeisao.
Mandou-se ouvir a opinio do advogado.
Outro do Dt. chefo de polica, dizendo que
nao exislindj as acluaes posturas municipaes
providencias acerca do3 casos em que os infrac-
tores se ofl'erccem pagar as mullas, ou se re-
cusara satisfaze-las, depois de condemnador,
parecia-lhe conveniente que se adopiasse os tres
arligos quesuhmettia & consideracao da mesma
cmara.Mandou-se ouvir ao advogado.
Oulro do bacharcl Francisco Leopoldino de
Gusmao Lobo, communicando ter sido nomeado
pelo
P
Oulro do secretario desta cmara,
do que por estar presidndo a junta dequalilica- j prosperdade o que deve allngir um monumento
Cao da freguezie de S. Jos, nao poda por esles dacatidade publica d'esta ordem.
canal que se es abiiudo na direceo un ciaadc
de Oiinda, perto do mesmo cnllegio, para o seu
abasloeiraenlo-; oque se conseguir com muia
facilidade e ponca daspeza, achando-se o edifi-
cio j desde o lempo dos Theresios prvido de
certas obras, como sejam : um banheiro de pedra
o cal, cotferto ccom os arranjos necessaros car-
eadas tambera de podra e cal. par onde passara
os canos que conduzem agua papa o eslabeleci-
mento.
O edificio do collegio e a igreja ainda conti-
nuam a ser minados por grandes formigiiciros,
que milito os delerioram ; (em-so empregado ve^
las mixtas, como o medrar meio do as extinguir,
mas pouco ofi* nada se tem conseguido. O conse-
Iho tem em vislaa> segundo o permittirem os
moios de que poder dspr, ir salis(azer. ms necessidades deste estabelecimento. bem co-
mo compras de alfaias novas, e paramentos para
a- respectiva igreja.
Oulro sim trata de ver se consegue a mudanca
la; como tem solicitado o respectivo
elo Dr. juiz de direito da 1.a vara promotor i director, por se achar ella collocada em lugar que
ublico interino deste termo.Inteirada. infeca o cslabelecmento ; o o mais que a occa-
parlicipan- siao for suggerindo, afim de eleva-lo ao grao de
dias comparecer a reparlicao. Iolei-
as petices de Antonio de
Albino Jos Ferreira da Cu- tem doze empregadas internas.
cinco
rada.
Despacharam-se
Mello Magalhaes,
nha (2), Antonio de Moraes Gomes Ferreira, An-
tonio Jos de Otiveira, Antonio Jos Soares, An-
tonio Moreira Res, barao de Camaragibe, Clau-
dio Dubeux, Christiano Jos lavares, Caetano
Xavier Pereira de Brilo, Francisco Accioli Gou-
va Lins, Francisco Joao Honorato Serra tiran-
do, Francisco de Paula lavares de Mello, Fran-
cisca Maria da Conceicao, Fortunato Russel,
Joaquim dos Sanios Barros, Jos Camello do
llego Barros, Jos Albino, Jos Esleves Moreira
da Costa, Jos Fernandos Bastos, Thoma/. de Pa-
rias, W'illiam Bowman, e levantou-se a sesso.
Eu Francisco Canuto da Boaviagem, olcial-
maior a escrevi no impedimento do secretario.
Collegio das orplias.
O collegio das orphaas conta boj o oilenta edu-
candos, entre as quaes existem nove expostas, e
No armo passado nao houve casamento, sahi-
ram quatro orphaas, foram admittidas on/e, e
falleceram dipjs, do iranes Guilhermina Lima
e Joanna Maria.
A educandi Luisa Constantina dos Passos con-
tina a reger no mesmo collegio a cadeira de
costura, percebendo a gratiicaeao de doze mil
quinhentos ris mensacs.
O edificio particular da ra d'Aurora, oceupado
pelos orphaas, nao olio rece as necessarias aceqm-
modaces para o crescido numero de educandas
quo all so achara ; sendo que existem vanos re-
querimenlos com despachos d'essa presidencia,
para serem adrailliJas algumas menoresorphaas,
Declaro em hempo, que requerimento do Sr. | quando se derem vagas, alera de cintras muitas
JURY DO RECIFE.
PRIMEIRA SESSAO.
DI V 1 i DE MARCO.
Presidente, o Sr. Dr juiz de direito Bernardo
Jachudo d Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Leopoldino de Gwsmao Lobo.
Etseriro interino o Sr. Joo Sarai-va de Araujo
Calca o.
As 10 horas da manhaa verifirando-se estr.-
rem prsenles 36 jurados, o Sr. Br. presidente
do jury abri a sessio.
Poram multados era 203 cada um dos Srs. ju-
rados quo nao comparecern) sessao.
lisiando barra do tribu-ial o rea preso Flix
Fernandos da Paz, pronnnciado por uso de armas
de defezas no artigo 3 da le de 26 do oufubro
do 1831, o Sr. Dr. presidente do jury fez proceder
ao sorteio do canselho de sentenca.
Foram recusados pelo accusadOT publico osse-
ohores jurados :
Dr. Manuel Moreira Guerra.
Ignacio liento I oyla Jnior.
Claudiano Xavier do Olveira.
Hyppolilo Machado Freir Pereira da Silva.
Ploriano Jos de Carvalho.
Joo Nones dn l'onseca Galvo.
Joaquim J anua rio Pereira de BrtO.
Juaquira Gilseno do Mosquita.
Ignacio Jos da Luz.
Francisco de Paula Gouveia.
Antonio Jos da Cosa e Silva.
Lu/. Amavel Bubourca Jnior.
Foram recusados pela deeza es scnliores ju-
rados :
Jovino EpipVinnio da Cunha.
Francisco Joaquim deOliveira Bcdticm.
Trisiao Ja come de Arau/o.
Aqlonio Crrela Cabral.
Dr. Cicero Odn Perigrino daS.ilvn.
Joaquim dos Santos A/.evedo Jnior. '
Jos Rudopiano dos Santos.
O conselho de scnlenea consli'.uio-se dos Srs.
jurados :
Hr. Jos da Cunha Teixcira.
Dr. Jos Felk de Brilo Macedo.
Dr. Pedro Se undino Mondes Lhs.
Dr. Eugenio A. do Couto BeUnoat.
Ulysses Jntiniane de Olveira.
Anselmo Jos Duarle Cedrim.'
Joao Jos de Carvalho Jnior.
Pedro Celestino Hindelo.
Thom Lopes de Sena.
Marcolino Jas Pope.
Manoel Jaciutl.o Pereira.
Belarniino do Reg llanos.
Mello, se delerininoii ao sollicitador para com-i
parecer na I.* sessao, aftm de declarar o oslado
em que se achara era juizo as quesloes munici-
paes. Boa-viagem o declare*.Franca, pro-
presidente. Reg. Mello. Olveira. Ga-
rneiro.
AtiininisU'aco do pnliiitiouio dos
* orphaos.
ll!m. o F.xm. Sr.O conselho administrativo
do patrimonio dos orphaos, em cumprimento da
disposi(o do arl. 42 dos estatutos vigentes, tem
a honra de submetter consideracao de V. Exc.
0 presenil; rclatorio, acompanhado do balando Jo
auno prximo lindo, como laobem foi recominen-
dado por V. Exc. em ulficiodeG dedezembro ul-
timo, empreando o conselho a maior solicitude
n'este trabalho, afim de que possa V. Etc. bem
aquilatar o estado administrativo e Onanceiro do
mesmo patrimonio.
O conselho alera de mencionar as alleraccs
occorridas no anuo lindo, segundo as informacoes
colindas da respectiva oscripturacao o contabili-
dade.o as rerebidas dos directores e professores de
saud de ambos os collegios, do advogado e soli-
citador do patrimonio, apreseniar algumas cem-
sideraees, que a gerencia dos negocios a seu car-
go lhe ha suggerido, para V. Exc. resolver como
entender em sua sabedor a, esforzando o mesmo
conselho quaiiio lhe possivel, afim de corres-
ponder a honrosa coiiain.a de V. Exc, cora cu-
ja benevolencia e poderoso auxilio cotila o con-
selho, que n'esse intuito poupar sacrificios em
prol da orphaudado desvalida.
Predios,
Comprehende o patrimonio dos orphaos 105 ca-
sas, inclusive uraa, ha muito demolida, na ra do
Vigario, e da qual apenas resta o slo ; sitios e
1 l terrenos de que em geral se rece be ni foros,
nao contando alguna predios rsticos, que nada
reiidem por se acharen) indebidamente aa posse
de varios bereoa e cojos ttulos eslao laucados no
livro do tombo do patrimonio.
Os predios teera sido reparados em grande par-
le, e alguna necessitan de reedilicacB, o que
nao so tem podido fazer por depender de avallado
dispendio, superior s tarcas do patrimonio.
Arrendaincntos.
Os arrendanientes dos predios do patrimonio,
felos no auno prximo passado, foram de l a 3
dimos mu virtude do aelo da presidencia da pro-
vincia do 11 de euiubro de 1858, hacend aIguns
predios arrendados por mais longts prazos em
viituoo de autorfsaooes da mesnia.presidencia era
datas ulteriores ao exercicio da actual 'miuis-
traci o.
nanfas,
A divida activa do patrimonio ainda da im-
portaAcia de R-70ooo is., de qne se tVz mencu
no rclatorio anterior, nao obstante hover o con-
selho empregado os ineos ao seu alcance para
effectuar a cbranla d'essa divida, por ser muito
antiga, e nao exislirem j alguits dos llovedores
originarios.
A renda annual do patrimonio de 5i:3'J3!03
rs., semina osla que foi elevada iic. ultima arrcioa-
tace que principiou no I1' deju.odo auno lindo
e leve de augmento 9;386ljt943 rs.
A arrecadaeao da renda felc trimensalmeiiK-
pelo respectivo procurador.
INi balanco junio v-SO que a receila foi d<;
59:20-5138 rs.,-e a despeza de 46.155$754 rs. <.'o
que re.suIlou a favor do patrimonio o saldo de
13:1089384 rs., convjndo nolar-se que na receila
se acha incluido o saldo de 2^35.-223 rs. a fa-
vor do patrimonio, em 31 de decenibro de 1858.
Donalicos.
Alm dos rendimenlos dos predios, furos, la-
dennos e o boaoGcio da -" parle da 2' lotera ar-
rocadados durante o auno, releva mencionar aqu
o dous gratuitos feitos por diversos berafeito-
ics.
S. 1T. o Imperador poroccaslo de sua benfi-
ca risita aos collegios dos orphaos e orphaas.
Djhou-se de Eazer o donativo o. 5:0009000para
H
o
c
c
O
o
o
o
a.
O
o
j
U3
o
o

3
o.
o
3
o
=

o.
a
OO
Deferido ac conselho o juramento do cstylo o aquellos o de 2:i>0(>c>U0o para estas. A associa-
Sr. Dr. presidente do jury fez o interrogatorio da jcao coramercial beueficenle em feverciro doan-
fo. no prximo passado, fez o donativo de 30');000.
O reo diz chomar-se Flix Ferr.andes da Paz, O arreunatario de um dos predios Jo patrimonio
ser natural da freguezia de Sanio Antonio ter de Joaquim Felippe da Veigao de SOjjOOO, Machado
: Dantas de CcJOjOOO. Maiue! Eaarque de Maco-
lle Lima do 15J0OO proveniente da quarta e ul-
idade 19 para 20 annos. Pergu:ilado sobre, o
laclo, responden que fura encontrado 'era urna
das nuiles do mez de jullio de 185'J pelo Dr. de-
legado na ra Nova, com um caivete de mola,
que casualmente metiera na algibeira, c que
nesta occasiao -fura preso.
Lido o procesan integralmente pelo escrivo
Saraiva, foi concedida a palavra ao Dr. promotor
lima prcslaco do donativo quo.e.z aos orphaos
em 1S56. O Exm. Revm. Sr. ispo diocesano
coniinua a contribuir meusalmelile com a quan-
lia de 20J0OO a favor dos orptes. O coDselho
rende as devides gracaa pela mignanima dadi-
va do Kosso Augusto Monarcha, c a aquelles
publico que, fazcado sentir a necessidade do re- benemritos cldadaos, que uoexercicio da su-
: blime virtude da candado nao se olvidam da or-
pfaandade menos favorecida da fortuna.
Loteras.
A le provincia! n. 330 de 19 do abril de 185 ,
deu a favor o patrimonio quatro loteras de
100:;'JU;OOJ cada urna. A multo cusi paren) s
se tem podido realizar at a quarla parle da se-
gunda lotera, sendo que no auno .prximo lindo
foi exlcahida someulo a dita quarta parle da se-
gunda, que produzio de beneficio 1:7255000. Mas
muito conria que V. Exc. se diguasse de dar al-
uma providencia, que regularise a extraccao das
primir os pequeos delictos, que, rcvellam quasi
seinpre instinclos de perversidade, pedio com o
libello a condemnaco do reo no grao mximo
do arl. 3 da le de 24 de outiibro de 1831.
Deferida a palavra ao curador do ico, Maga-
lhaes Bastos, aldante do 5o nno de direito,
este iiivocou em favor do seu curatefado a cr-
cumstancia attenuanle de ser elle menor de 21
anuos.
Resumido o debate, o Sr. Dr. presidente do
jury propoz ao conselho os qnesilos do eslyio, e
em vista das wapostasda jury lavroii a sontenca,
que publicou ao tribunal, condemnando o reo
referidas lateras, para que UnjuMn 5 ou Oexlrac-
Ires mezes e meio de puteo o multa coarespon- enea annuaes, e assim pieenchain as vistas phi-
dente melado deste lempo, grao medio do art. antfopkasda citada le.
a da lei de 26 de outubro de 18l
Levantou-sj a sessao s 2 horas da larde.
GUIABA fllXlOTAL DO RECIFE.
>ESO EXTItAOSDINAItlA DE 5 DE UARGX
Subsidio,
Muito conviria igualmente que na prxima ses-
sao da asserabla provincial se ratasse o subsi-
dio de 3:0.,0yJ0O, concedidos aos orphaos em an-
uos anteriores, para coadjuvacao das suas des-
pozas, com e que augmenlad'a a cifra dos BOUS
EXTltAOBDINAMA DE 5 DE MARINO rendimenlos e donativos, se possa emprehender
DE 1860. a roedi&caca com todas acommodacoes necessa-
Presidenca do Sr. Franca. rias casa que o conselho tem era vistas para o
Presentes os Sis. Reg, .Millo, Olveira o Ga-!collegio das orphaas, pudendo o mesmo subsidio
mcro, fallando com causa o Sr. Reg e Al bu- l.-fierdado em preslaeoesjnensacs, para nao sobre-
querqbe, e Barats, e aera ella os mais senhores, [carregar os cofres pravineiaes, visto que este au-
abrio-se a sessao e foi lida c approvada a acta
da antecedente.
Fui lido o seguule
EXPEDIENTE :
Um offico do. Exm. presidente da provincia,
communicando ncar deferido o requerimento
de Carlos Luiz Cambronnc, de couformdade cora
o parecer que acompanhou a informacao desta
cmara de 22 do correnle seb n. 18.Intei-
rada.
Oulro do meemo, dizendo que houvcsse a
mesma cmara de mandar preparar a egrega
do Corpa Sanio, aGui de celcbrar-ee all a missa
lio muio eoocorner para satisfacer as necessi-
dades de lao pi estabelecimento.
Collegio dos orphaos.
O collegio dos orphaos tem presentemente 59
educandos-, n conla 14 empregados internos; no
decurso do armo passado smente falleceu um
educando, leudo entrado j bstanlo doente do
arsenal de guerra, emuitos foram accorameitdos
do sezes, sarnas e febics, do que minuciosamei-
te iralam o respectivo director e professor de
saudc un seus relatnos.
Sahiram 3 educandos e foram admillidos II.
Estando os leilos dos educandos em pessiruo
que frequentementedemandao azilonessa casa.
O testameuleiro do finado viscondo de Loyros;
quem partencia o dito edificio, tendo exigido a
entrega das chaves, a protesto do n'elle fazer
obras, como o conselho j levou ao conhecraen-
lo da presidencia da provincia era seu ultimo
rclatorio, conlinuou a insistir nisso, somonte
com o lira de por o conselho em apuros, saben-
do que nao se poda de prompto transferir o col-
legio para outro edificio; e alinal impz a condic-
co de se lhe pagar o exorbitante aluguel de
2:500g000 rs. annuacs, desde o 1." de julho do
anuo prximo passado, tendo sido o anterior pago
na raz.io de l:100s000 rs., e daudo-se assim um
acreeeimo de 1:400$000 rs., sera razo alguma
([ue o justifique; do sorte que o conselho tem-se
visto embarazado por nao poder o patrimonio
supportar tao "onerozo encargo.
Por ve/.es tem o conselho proposto presiden-
cia da provincia o alviire de construir-se urna
casa apropriada em lugar salubre, atestada do
conlro da cidado. com bastante espado, para urna
cerca do recreio, e ouiros commodos" necessaros
ao estabelerimenlo; e nesta idea grandioso, in-
dicou o conselho mesma presidencia o sobrado
da ra da Gloria n. 9, pertencente ao patrimonio,
com bstanles proporcoes para esse lira, fazen-
do-se as obras e accoramodares indispensaveis,
para receber pelo menos cento e cincoenta or-
phaas e as empregadas, que actualmente existem
lie respectivo collegio, visto ser para isso mesmo
niuilo acanhado e insuilcente no seu estado
actual, para o que j foi o conselho autorisado
por essa presidencia era portara de 25 de abril
do anuo prximo lindo, mas por falta de auxi-
lios pecuniarios rio se liulu podido dar princi-
pio as ditas obras, as quaes ora propoe-se appli-
car a qoaslia recebida da munilieiencia imperial
c conta Igualmente com os philantropicos deze-
jos de V. Exc e o concurso de sua valiosa pro-
tee.ao, para que se oblan ha a subvonco pedida
e a extraeao de seis lotteiias no crrente anno,
afim de serem as orphaas transferidas quanto
antes, para um edificio proprio, como tem as
orphaas; o que, ha raoito, almeja 0 conselho.
A cadeira de msica vocal e do pianno, ainda
nao foi provida, n"io s por economa do palri-
aionio, romo por falla de ama professora capas
e habilitada para bem exorcer esse magisierio.
No cur-o do anuo lectivo as educandas apren-
>)em ospreceilos da Relegio, Icilura, escripia,
arethraetica, a lingna verncula cora asuaorlho-
graphia,ea franceza, historia sgrala, geogra-l
phi, costaras, lecidos, bordados, tapessaria, j
Itrese oatros irabalhos maniiaea.propros do seo \
sexo, ntirn do torem uhi.i edueacao adequada a i
urna dona de casa.e haililanem-so para dileren- ;
tes misteres da vida.
As educandas apreaentom algum deaemvolvU
ment, seria de grande vantagem sugeita-las a
exames u'estas materias no lm do anuo, de con-
forra id nde com o regulamcntu da mstrucco pu-
blica da provincia, afim do as submetter a urna |
rigorosa prora de seos egforcos durante o anno,
o que Mies serrera de estimulo.
Fcrnecimentos.
Tendo o conselho no comeco de sua adminis-
Irayao, atiento o alto preco dos gneros alimen-
ticios, pretendido que o fornecimenlo de ambos
os coIJgios, fossem"feilos por ama de arremata-
rlo., c nao pudendo consegui-lo por falta de lici-
tamos, resalveo o mesmo conselho, que ossnp-
primtfntos de que estovara incumbidos os cespee-
tivos directores, i vista de seus orcainentos, os-
sern prestados pelo Ihesoiireiro do patrimonio,
resultando d'ahi maior economia, por serem os
gneros comprados ana maior escala, o assim se
Lena pruticado al boje.
Objeclos diversos.
Bavendo fallecido no anno prximo qaasado o i
advocado de partido do patrimonio, 0 conselho'
marcou oulro que lhe merece plena confianoa, e
d* quem especa o expedito andamento dnsaaal
causas forenses. Naquella em que litiga com i
l'elippe Mena Callado da Fonceca para reivindi-
CScaedo sitiii de Parnamerim, obtevo o patrimo-
nio accordao do tribunal da relacao, que lhe foi
fnoravel smenle era parles,e que por isso mes-
mo ainda pende de. embargos de. ambas as par-
tes. Das oulras causas do patrimonio tambera
se acitara pendentes da final deeisao do mesmo
tribunal i que foi intentado contra os herdeiros
de Agoslinho Eduardo Pina ; e em grande exe-
cuc.ao a que se proniove contra Francisco Ignacio
de.uhaydo, eseuTiador Jos Maria Freir Ga-
uieiro, que ltimamente opposerara embargos i
mesma execucao.
Os directores, empregados, e empregadas de
ambos os collegios cumprem as suas obriga;5ea.
A escripturaco est era dia, c a arrecadago e
feila com regularidade.
O conselho conscio de seus deveres cura de
promover o b ambos os collegios, esluJando com affineo as
suas necess: lades, e os meios de as satisfazer
com a maior ecouoraia possivel, e procura aug-
mentar os seus v encmenlos.
Da pcnetraeo e reconhecida phlanlropia de
V.Exc. espera o conselho toda a coadjuvacao,
pois o mesmo conselho tem a satisfaco de con-
lessar, que dando o de'vdo apreco aos nobres e
piedosos sentimenlosdo V. Exc. tudo confia da
alia protoceo e vehementes esforcos de V. Exc a
favor dos infelizes orphaos d'esta provincia sob
a sna sabia administrado.
Dos guarde a V.Exc. Recife, saladas sesses
do conselho administrativo do patrimonio dos
orphaos 16 de (overoiro de 1860. lllm. e Exm.
Sr. Dr. Luiz Barbalho Muniz Finta, dignissimo
presidente da provincia.Domingos A/fonso Xery
Ferreira, presideute do couselho.
BALANCO UE BJBCBITA E DESPE7A DO PATRIMONIO LAS
. Olll'llAAS LIO 1." UE JANEIUO A 31 DE UE/.EMUU.0
DE 1859.
Receila.
Alugueis do predios edesilios.
Beneficios de loteras. .
Donativos........
Foros..........
Ladennos ........
Indemnisacea........
Rosliluires........
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DIARIO DE PERNAIVIBUCO.
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I 2.
I
Na assembla provincial |no dia 13, depois da
1-itora J> expediente, fi.i lido n reqiierimenlo do
Sr. Joao Cavalcarili, pedindo itiformoceS acerca
da falsificar-o de urna pioeuracao para colirnr
ordenados na thesouraria provincial, na discus-
sao do qual tnmaram parte, contra, os Srs. Joao
Alfredo, Ruflno de Aimeida e Manoel Joaquim, e
a favor, os Srs. Joo Cavalcanti, Joao Braulio fi
Pereira de Brilo, sendo regeltado alinal por gran-
de maioria.
Foi apresentado pela commissao respectiva, o
projeclo de forca policial, elevando o pessoal or-
dinario a 50Q pracas, e autorisando o presidente
da provincia a uar-lhc nova organisacSo, des-!
pendendo al a somma de 28S:0l)i)J, inclusive o
augmento de 100 ris diarios e 150? de gratica-
go para as pracas de pret.
Fgualmente oi apresentado, assignado por di-
versos membros da casa, um projeclo, creando
diversas comarcas na provincia.
Adiando-sena ante sala os Srs. depulado Luiz
Flippe de Souza Lefio e supplente do 2o dfslrieto
Jos do Barros Correa Selle, foram introduidos
com as formalidades do estylo, prestaram jura-
mento e tomaram assento.
Lm seguida passnu-se a 3" disenssSo das pos-
turas de Ingazeira, que foram appravadas com a
suppressao do art. 17, do lilulo lerceiro ; e a 2a
das de llonilo que foram tambem aporovadas al
o arl. 22. '
Hila a hora, o Sr. presidente levanta a scsso,
dando para ordem do dia a conlinuaro da de
liunium. I
Hontem nao fanecionou a assembla
cial, por falla de numero legal.
provn-
do Espirito Santo, por occasiao da abertura da estado e devendo ser substituidos por oulras, ie-
asscmbla piovincial,lnleirada. i solveu o t-onselho cncommendar para a Ingla-
Oulro do mesmo, remetiendo, por copia, a n- j Ierra leilos de ferro, os quaes j viejam e se a-
formayio dada pelo director das objis puldicas,
sobre a comp&nla dcilluminaco a ga/., recem-
meodando S. Exc que a cmara se dirigisse di-
rectamente ntesma companhia, exigindo os re-
paros das ruinas por ella feiias no calcamenlo
da cidede com o oncanamenlo Mandou-
se communicar aos ficaes, p'ara parlicipa-
rem cmara todas a* vezo* que a mencionada
compa oliia n3o repozer o cakanieal) no seu es-
tado.
cham em uso uo mesmo collegio.
Urna das providencias mais urgentes, que o
conselho tem cjh vistas, o encauamento d'agua
potavel para esseeslalielecimenlo ; pois a deque
elle se serve 6 do pessima qualidade, segundo
tem declarado repelidas Veles o re6pecivo pro-
fessor de saude, e muito nociva a saudc dos cal-
IcgiiLcs, alm de ser alli muito dispendioso e*o
gcnerii esseucial vida. Eoipreliende pois o con-
se'bo levar urna pena d'ajjua do rio Bel/cribe pelo
45:718$82
1:7&JJ0U
8:2800(i0
Gb5077
158$75tl
1:0CG,S666
1('358U
Saldo em 31 de dezembro de 185S.
Despezas.
GoDselno administrativo. .
Collegio dos orphaos. .
das orphaas.....
Coucerios de predios. .
Deepezas judiciaes.....
Exlinctos congregados.. .
Saldo que passa para o anno de!860.
57:028,-5515
2:235^)323
5:2GS13K
2:581 S3
21:338.,l)Gl
19:840S73i
1 731$25
80^100
58JJ00O
46:155*754
13:1085?38
59-264! 38
Thesouraria do conselho adminislralivo do
patrimonio dos orphaos 16 de feverero de
1860.Gabriel Soares Hapaso da Cmara, tho-
soureiro.Dr. Vstate J'ereiro do llego, Secro-
lario.
Pelo vapor Oyapock, rindo dos portos do sul, '
recebemos jomaos do Rio at 8, da Baha al 11
e das Alagos at 13,
Montevideo. O Sr. Gabriel Antonio Pereira,
passra 25 do passado, a presidencia da rep-
blica ao presidente do senado Dr. I). Florentino
Castellanos, reliraudo-se para sua quinta, como
pro va de que se nao quera intromeller na elei-
cao de presidonle.
Apenas o Sr. Pereira poz cm execucao esse seu
aclo, a esquadrilha inglesa retirou-se do porto.
Jfinaa-Garaea. A sesdcanca individual e de
propriedade era violada n lodos os momentos,
em uoosequencia da polica achar-se as mos
de pessoas iuteiramente desanimadas. Quasi lo-!
dos os dias um crime novo vinliu enlutar as pa-
ginas da historia dessa provincia.
Cahiram, em ins de Janeiro prximo passado,
dous raios que causaraiu a morte instanianea a
cinco pessoas.
S. Paulo. Continuavam os Irabalhos da as-
sembla provincial.
Entrara em exercicio de lugar de chefo de po-
lica, o Dr. Ludgero Goncalves da Silva.
Matlo-Grosso. Os gneros alimenticios achat-
se por preco exorbitantes, em conseqiiencia da \
sua falta, devida de bracos para a agricultura.
Diz um correspondente do Correio Mercantil que
cada medida de sal cusa $.
Rio de Janeiro. Por decreto n. 2,532, de 25
do passado, mandou-se execular o novo regula-
mcnlo para a administracao da olliciuo, de es-
tampara e impressao, do ihesouro nacional.
L-sc no Correio Mercantil do Rio :
Chegou ltimamente a Montevideo, de volta
da exploracao que foi fazer ao Alto Paran o va-
| por Mearim, conimandado pelo dislucto primei-
ro lenle Aulonio Freir Garco.
Sao iniporlantissimos os resullados colhidos
i por esse oHicial naquelle tubaliio, cuja exe-
icucio, por lodas os lados e a cada passo, surga
ji urna grande difficuldado material, j um des-
ses embaraces com que o Sr. general Lopes cos-
; turna recompensar os regalos e caricias da di-
: ploniacia brasileira.
Nao foi possivel chegar a Mearim alm da
( Tranquera de Lorelo ; mas, nao querendo o com-
I mndame dexar aiuda desla vez o governo im-
I penal ignorando as condicoes do navegabilidade
do Alto Paran, resolveu fazer a exploracao em
cscaleres do mesmo vapor, e andou oitenta e
tantos diis pelo interior do Paran e lguass,
donde regressou, trazendo as plantas desles ros
por elle levantadas, e os desenlies das suas priu-
cipaes cataratas.
Nesta excur3io chegou o commandanle do
Mearim at as toldaras dos Indios candas, onde
oriocomecaa nao dar navegacao por causada
vilenla correnteza das aguas e dos mutos re-
monhos ou servedourqs. Depois dos amigos e
pnmeiros exploradores, nao consta que navega-
dor algum tenha chegado ao ponto a que chegou
o lenle Garco. Azara, Custodio de S e ou-
tro, que viran o Sallo dus Sele Quedas, faziam
a viagem por Ierra desle a povoaco de Curugua-
ii .ii o Ijuaifjni. O eorooel I'araguavo Ojeda
nao passou do Tucurupuc, sete leguas cima
do lguass, declarando nnavegavel o rio dahi
para cima por causa dos redomoinhos.
Durou a commissao nove mezes ; nove me-
zes de privacocs, de Irabalhos e perigos de todo
o genero, que com a maior Fesigoaeo o melhor
vontade suppoilaram as 22 pracas que compu-
nham a partida exploradora, a' saber : o com-
mandanle Garco, o pillo Simas, dous indios
Guayante e 18 "pracas do vapor.
Far-se-ha idea dcstas privacocs, dizendo quo
grande parle da viagem passara'm comendo ape-
nas feijo cosido, pois que, nao contando com a
viagem lo longa e esperando encontrar ainda as
povoages que outr'ora existiam na margem do
rio, nao se achaca a guarnico devilamente sor-
tida para tanto lempo : conflava o commandanle
em todo o caso no recurso da caca e da pesca ;
mas ainda eslas alharam, de lguass para cima,
onde redobra o perigo dos tigres e dos ferozes
jaguaret, que al impedan) asguarnicocsdor-
mirem em trra, nico lenitivo e gozo "que po-
diam desfructar naiiuellas parngens I
E' um servico que nao deve passar desaper-
cebdo, e que merece ser duvidamentc recom-
pensado pelo governo impenal, servico tanto
mais difficil o meritorio, se se attender que ao
commiidante Garco nao foram ministrados os
instrumentos quo habilitara e facilitara commis-
soes desta ordem, e que apenas poda dispor
para os seus Irabalhos de um sextante que levou
e do chronometro, agulha e prumo do navio.
Espirito Sanio. Asecca era terrivel era Ita-
pemirim.
companhia de navegaro a vapor Espirito
Santo, havia j contratado o fabrico de um va-
por para o servico da linha enlre S. Matheus e o
Rio de Janeiro, com a casa Ifeirs limaos & May-
lor, desta ultima cidade.
Bahia e Alaijas, Nada occorreu de nolavel.
Communicailos.
Cidade de Goianna "t de Teverciru
de %Hii(*.
0 perverso mais damnoso no cam-
po da moral do que na trra o a
for miga.
E de cerlo o que haver de mais justo, de mais
innocente $ sagrado, que se possa considerar ao
abrigo dos golpes malignos o penetrantes da per-
versidade ? ?
Ninguem o poder indigitar; porque esse es-
pirito diablico, como por um mysterio ncora-
prehensivel, tudo iuvade, alropefla c lenta no-
doar!
O agricultor incansavel e inlelligento pode,
com mais ou menos difliuldade, garantir o seu
bello pomar, o seu delicioso jardim do dente per-
nicioso- do formiga ;mais o homem virtuoso,
justo e innocente, faca oque lizer, meca como
medir os seus actos, jamis deixar de ser marly-
risado pelo ltigo doloroso da rmpiedade sua in-
telligencia e aclividavo nao sero, para pureza
de sua alma, penhores suQieienles contra os as-
saljos da maledicencia 1
E islo urna triste verdade, cs o justo nao de-
ve maldi/.er sua sorte ; porque nesse cadnho,
onde depositando, para bem dizer lodas as fc/.cs,
se eleva a Divindade, e satisfaz sua grandiosa
misso sobre a trra !
A perseverante esperanca de um Tobas, e a
paciencia admiravel de um Job, sao cxemplos
bastante edilicantes para adiarte sa da humani-
dad e.
E, pois, pelo desempenho desse fado ruinoso,
dado em partilha aos enviados do aserno que em
urna das paginas do Liberal Pernambncano n. 19
de 7 do correnle mez, encontramos um arligo
transcripto do Jornal do Commercio da Parahiba,
no qual a dgnidade, a honra e as virtudes nao
vulgares do juiz municipal e orphaos desla co-
marca o Sr. Uircano, sao de novo investidas, c de
modo feroz, como ja succedeu nos fins do anno
de 1858 para o de 1859.
O pnblico Ilustrado ter ainda de memoria es-
sa lula desagradavel, ua qual o selvagismo de
um lado, oslontou toda sua hediondez, e a causa
da justica e moralidade, de oulro fea valer sua
omnipotencia, por um triumpho tao brilhauto
quanto proveitoso e civilsador.
Nao nos maravilha, porm, una tal ressurrei-
co, nao s porque a perversidade em seu nocivo
li Jar, as suas machinacoes, symbolisa o ocano
que nao repousa no bramic de suas vagas como
tambem porque a poca das invectivas, dos alei-
ves, das torpezas c das calumnias nos bate a por-

MUTILADO


ta, e lodos devem estar proviuitfos o resignad irs
para, mais ou monos figuraren! nesse drama de
immnralidade e miserias. Referimo-nos as pro-
limas vindouras eloiedes!
Alera disso, a integridade do carcter do S. Dr.
Joao Hircano nao tem dado quartel aos crimino-
sos enem deixado esperanzas aos traficantes e
dolosos, para os quaes s pode convir um juiz
corrupto, transigente e venavel ; por consoguinle
mut natural, que os reos do polica, os con-
demnados fugitivos e os Irapasseiros najam-s-
dado as maos e feito concert para ll\e opporem
guerra de exterminio, servindo-se das armas dos
podos, dos insultos e das mais infames calum-
nias.
Ura exame, o mais severo e rigoroso, institui-
r m sobre seus tos judiciaes, e como nelles
nao deparassem, desla vez, urna fonte satisfacto-
ria para os sophismas e invectiva do coslurae in-
vadirara-Ihe o sancluario da vida privada e o
xhibem ao publico e no governo como deflora-
dor de urna orphaa do nome Josopha. menor de
lannos.c criada pelo Porluguez Jos Antonio"
Com efieilo, altmgiro o zenilh da perversida-
oe, eesgotaram toilo fel da maledicencia mais
como osexcessos sscrvem para raelhor palentear
os vicios de sua causa motriz, elles nada mais
conseguiram do que tornarem-se reos de mais
urna calumuia, e esta atrocissima, e digna da
. mais severa punigao.
Aquelles -le, por morarem fora desla cidade,
nao conltecerem perfeitamenle a condicoe par-
ticulares circunstancias dessa Josepha "e o Por-
tuguez Jos Antonio, ficarao, sera duvida, milito
tmpresssionados ante a gravidade de semelhante
raputaco ; e esta a nica razo por que toma-
mos a tarefa de repclli-la, demonstrando sua fal-
sidade.
Todos que residem nesla cidade sabem : que
Josepha nao oceupava na casa de Jos Antonio a
postean de Qlha adoptiva maissim a de criada ; e
que nao aozava ella os foros devirgertt, e que
tem 19 anuos mais ou menos (do que ha certido)
o confessa o proprio Jos Antonio, scu inculcado
pa adoptivo, e que acerca de sua pureza e tir-
gindade nada pode asseverar; quo ella esteve
tora de sua guarda e companhia por ocsasies de
tiagens, que fez ao Recife com sua familia; E
perfumado acerca do autor de sua gravidez, res-,
pondeu :que urna preta (note-se bem) lhe dsse-
ra ser o Dr. juiz municipal, mais que o nao podia
nfurmar, embora liouvesse respondido nesse senti-
do a urna carta de Manoel C. Goncalves Nunes
Slachado.
P<>r consegninte : se juntarmos a estas respos-
tas mesquinha posico de Jos Antonio, e o fac-
to notorio de ter sido' esse Manoel C. Goncalves
condemnado, ha poneos teirpospelo Dr.juz mu-
nicipal quatro mezes e meio de priso, por ter
injuriado era publica audiencia o subdelegado de'
polica Antonio Pinheiro do Mendonca ; licito nos
sera concluirque urna rhiraera emprestada
virgindadede Josepha, c que ncm era possi-
vel que conservasse esse estado de pureza na con-
dico de creada, o croada do ura pequeo laver-
neiro, o qual tinha por ella tantos zlos, e rurava
lano de sen futuro, que em suas viagens com a
familia para o Recife a deixava ao abandono, en-
tregue a sua propria discrieo ; que a paternidade
de sua gravidez imputada o Dr. juiz municipal,
mogo distincto, discreto e de reconhecida mora-
dado, nao passa de tima tarca, lha da inimisa-
de capital de Manoel C. Gong'alves, contra o juiz,
que levo a longanimidade de o condemnar, af-
rontando as suas ameacas, e o empenho e soli-
citace3 de seus prenles; o, finalmente, que
quando por fragilidade houvesse o Dr juiz mu-
nicipal lido relaros com cssa Josepha, o que ne-
gamos, non por isso loria perpetrado um delicio,
Mienta sua maioiidade de 17 anuos, c o descr-
dito em que fifia, tanto que o seu apregoado
bemfeitor o proprio a nao ter certeza de sua pu-
reza anterior.
E para mais comprovarruos a veracidnde dessa
farca ou antes conluio concertado entre o con-
demnado Manoel C. Goncalves e oulros do mes-
mo jaez : cumpre-nos denunciar aos leitores que
ja nos ltimos dias do raez de noverabro do an-
no prximo passado, quando se esperava nesta
cidade a honrosa c sompre sauflosa visita de S.
M. o imperador, correno boato de que essa Jo-
sepha, instigada e alentada com promessas de
paga c de dote por M. C. Gongalves e seus socios,
se preparava para ir em pessoa queixar-se a S.
11. Imperial do Dr. Hircano. altribuindo-lhe a
responsabilidade de sua longeva prosliiuico ; o
de ter esta dado a victima lempo para premunir-
se de provas contra to infame trama.
Em face, pois, do que dcixamos ponderado, e
que exuberanlo para expr ao sol ot o milos
dos agentes de tao miseraveis patacoadas; con-
quenle que o publico illustrado nao deve ver no
Dr. Hircano s>-nao una victima immolada ao fu-
ror canino dehomens perdidos diante da lei e da
moral; do horneas que s lobrigam tima laboa de
salvaco temporaria nessas contras perversida-
des, mpregadas no intuito de sorprenderem a
Loa f do governO contra um magistrado que os
aterra por sua inlelligencia, inteireza e denodo ;
de homens, emlim, que se tivcssem conscicncia
de suas mataduras, e se recordassem de outrns
menores por ellos proprios, de faci lancadas na
infeliridade, poupariam cerlaiiieule a-vida escoi-
mada de seus desafectos, e oDaudonariam tao er-
rada quanto perigosa viagem.
lao errada viagera; por que se devem conven-
cer que no com imputaees dessa ordeni, feitas
DIARIO DE PEBNfcMBUCO ~ QUINTA PETRA 15 DE MARCO DE 1860.
Srs. redactores.Tendo no Diario de segun-
da-letra apreacntado o Amigo da iuslica. em de-
teza deGubian, um balanco dos seus ha veres,
,part assira provar que sao' imraerecidas as im-
Correspondencias.
na casa Astley &C nao devo dcixar passar dJ
saparcebida essa oflUiosidade do Amigo da Jus-
lenlia riu
__'.8o. He pilo a t-ouipanliia coulralou coiu
V. S. fo7neJer *<* spu estabeleclmenlo, indo
V.S. recebe-la'.0 ponto jjuo quizesse do cano
que passa pelchu?^'' do Carmo,dirigindo-a co-
mo entendesse ; wm .?ao obngnu-so a que a a-
gua fosse a seu estabelecii.'.'0"10 **m que subis-
se sos seus depsitos, ou a cv'.ps chegasae com
putacoes que ae lhe faz,Jera vista dos seus acto " V. S. citadas, nao destroem o que tica dito, nem
do razo s suas reclarnaces. 8e os ehafarizes
tica ; e porsso recorro a seu jornal pedind o-lhe largo do Carmo e ra Xuipista nao tiressem
a insercaoTJas seguintes observaroes para maio tSo agua, eu seria o primeiro atlender ao que
istraco do caso. |r S. me diz ; mas nesses ehafarizes tem corrido
j-agua-eomo em todos os outros dias, dos res-
pectivos arrematantes nao het recebido reclama-
Gubian declarou em suas cartas pos-
............10:5505000
Dinheiro que remellen para o Porto,
como consta das cartas o dos livros. 4:074699
Despezas que fez........3.656701
Ordenados percebidos em casa de
Astley & C........ .
De Siqueira.........
Da via frrea por tradueges.....
Capital que constados livros. .
18:281>0
2:625*000
5tMtyt(ID
5I0#(>00
6083500
4:2435O0
Ha porlanto urna differenca de mais de 14:0003
c oindi mesrao admittmdoa remessa que diz
ler-lhe feito a irma, mas que nao consta dos li-
vros, excede a 13000?, sendo para notar que era
Gubian quemremettia quantias para o sustento
da propria mae e irmaa, accrescendo que pedia a
esta procuracao para ter ludo em norae dola !
Mas tao verdade dizer Gubian que tem fun-
dos da irmaa em si, quanto o o dizer que 6
solteiro.
Para a subsistencia della e da propria me,
dava-lhe elle urna mesada de 60# fortes por mez,
oque prova-se com algumas de suas cartas que
por acatamenlo ao publico, tcm-so deixado do
publicar.
Finalisaremos estas consideraces com aj se-
guinle demonstraran de algumas' vendas, de que
sublrahio em seu'provcito 7O5J720.
Veudeu a um locista :
180 pecas de algoiao, 3.600 jardas a 130 rs.,
percebeu 5 rs. por jarda.
150 ditas de algodo, 3.0J0 jardas a 170 rs., per-
cebeu 10 rs. por jarda.
432 ditas de. algodao, 8,6i0 jardas a 190 rs..
percebeu 13 rs por jarda.
150 ditas Je algodao, 3,000 jardas" a 150 rs., per-
cebeu 5 rs. por jarda.
2,000 ditas de madapolao a 4}, percebeu 150 rs.,
por peca.
Subtrahio, por conseguiute nesta venda 475j320
rs. 1 !
Vendou a outro:
128 pecas de chita como mofada a 3$200 rs.,
e receben' 1800 por peca, sbbtrahindo tiesta ven-
da 2305400 I I
Como v-se somonte de duas vendas houve
aquella quantia de brajas enxulas.
Y.
Publicaces a pedido.
Elei^o dos empregados que
tem de festejar o Martyr S.
Sebastio, erecto na egreja
matriz de Santo Antao, em
o anno de 1801.
Jtees por e/cico.
Os Illms.Srs.:
Antonio G de Azevedo. negociante do Recife.
Joaquim Aureliano de Carvalho.
J;as por elciro.
As Exm." Sr.as:
Consorte do Ulm. Sr. Jos Marques de Almeida.
Consorte do Ulm. Sr. major Jos Gomes da Silva.
Juires or devoco.
Os 111 ms. Srs. :
Alferes Jos Machado da Silva.
Pedro Coelho da Silveira.
Jul:as por devoco.
As Exm.os Sr.as :
Consorte do Ulm. Sr. Manoel Thcodoro daCunha.
Consorte do lllm. Sr. alferes Joao Florentino de
Goes.
Escrivaes por eteic&o.
Os Illms. Srs. :
Jos Francisco de Mello.
Joaquim Pereira Borges.
Escrivaas por eleicao.
As Evm.n" Sr."' :
Consorte do lllm. Sr. Manoel Gomes Silverio.
Consorte do lllm. Sr. Thomaz de Aquino Oli-
veira.
Escrivaes por devoco.
Os Illms. Srs. :
Manoel Rodrigues dos Passos.
Tenente Jos Francisco da Silva.
Escricaspor devoco.
As Exm.as Sr.":
Consorte do lllm. Sr. Leandro G. Santiago.
Consorte do Ulm. Sr. Jernimo Corroa de Amo-
rim.
Procuradores.
Os Illms. Srs :
Francisco Jos da Costa.
Antao Borges Alvos.
I.andelino Lopes de Senna.
astuciosamente pela imprensa da provincia da Pa-; Jos Joaquim- Alves Junior_
rahiba al.m de embaragarem os efTeitos da res- FeUx i.-r;ilclsco de Moraes.
pousabilidade legal, c com a vaga anieaca de do-
va
cimientos graciosos que nao ousaram publicar
para nao seren analys'ados ; que jamis conse-
guiro illaquear a perspicacia do governo impe-
rial c a do publico sensato.
O azurrague dos tratantes.
P. S. Para tirar qualquer duvida, eis a certi-
dao i)ii" pro va a niaiuridadc da parda Josepha.
Diz losepha Mara dos Passos, Qlba legitima de
Jos Francisco Gomes e Maria Thereza de Jess,
que a bem de seu direilo precisa que V. Rvdm.
revendo os livros que serve de assentos dos bap-
tisados desta [reguezia de N. S. do Desierro de
Itamb, lhe d par ceilid5o o assento de seu bap-
tismo, que foi elfectuado na capclla de S. Sebas-
tio, pelo Rvd. Vicente Ferreira Guedcs, a 19
;innos pouco mais ou menos, por tanto
Pede a V. Rdvm. Illrn-" Sr. vigario da freguc-
zia de Itamb, que se sirva assini deferir-lhe.
E. R. M.
Certifico que folhas cenln e trinta c oilo de
um dos livros de baptisados desta freguezia de
Nossa Senhora do Desterro do Itamb est hinca-
do o assento seguinte :
Aos 6 de Janeiro de 1841 de minha licenca na
capella de Sao Sebastin, filial desla matriz o
Rvd. Vicente Ferreira Guedes, baptisou solemne-
mente a prvula Josepha, parda, de quatro me-
zes ile idane Qlha legilima de Jos Francisco o
Maria Thereza de Jess, foram padlinhos Jos
Ferreira da Silva e sua mulher Anna Francisca
dn Sacramento, lodos moradores nesta freguezia:
e para constar se fez este assento em que me os-
signo.O vigario Manoel Themotco de Azevedo
Ca mpos.
E nada mais se conlinha em dito assento, o
que allirmo em f de parocho.
Matriz do Desterro do Itamb 25 de fevereiro
de 1860.O vigario Antonio Rufino Sevcriano
da Cunha.
MACEIO' 13 DE MARCO DE 1860.
Ao publico em geral e aos meiis amigos e cor-
respondentes em particular.
Declaro aos meus amigos e correspondentes
desla c das mais provincias do imperio, que, leu-
do pratieado, como uso de muitos negociantes des-
ta cidade, um acto na maior boa f, podero os
meus gratuitos inimigos tancar mo delle, e re-
vestindo-o de cures que nunca podeiia ler, e de
circunstancias inicuamente cxlranhasls minhas
inioneoes, elevaram-na a calhegoria de crime,
pelo qual a promotoria publica denunnciou con-
tra mira peraulc a polica de Jaragu.
O processo instaurado por esse facto, de que
tanto se teem oceupado as gazeltas desla cidade,
est pendenle do julgamcnto de pronuncia u
nao pronuncia ; e nao me arguindo a conscien-
cia de haver pratieado um acto criminoso, des-
canco tranquillo no criterio dos meus juizes.
O publico quo meconhece, cesta bem certo
das causas, porque da minha profisso levantam-
se alguns individuossequiosos da minha adver-
siJade, me farjusliga, sem se importar com os
lances quo tenho lido no rommercio, e que sao
por ventura a minha verdadeira pedia de escn-
dalo ; porque o fundamento desse processo o
melhor teslemunho de que a inveja nao tem
adiado na minha vida facto nlgum a que se
apegue.
Reslando-me, poi*, esperar pelo andamento do
eito, e aguardar a sua final soluco, protesto
nao cevar entretanto os polmicas das gazetas, li
mitando-mn a discutir o meu direilo em juizo,
onde acredito que nao ehegam a malevolencia, o
despeilo, e as calumnias alindas areamente so-
bre mira e meus amigos, que as sabem esquecer
perdoar.
Manotl Soaqnim da Silva Leao.
Thesoureiro.
O Ulm. Sr. :
Negociante Jos Gomes Silverio.
O vigario Francisco Xaveir dos Santos.
ris, e por consequencia a falla d'agua, que V.
tem experimentado, ou possa experimentar sob
as mesma.s condicoes, ha procedido, ou procede-
r de defeito ou desarranjo nos canos do trans-
msso de seueslabelecimento, ou de eslarem os
eeus depsitos. altura tal, que no possam ser
abastecidos pola agua do resetvatrfno da roa dos
Pires, quando este tem de abastecer a cidade em
consequencia de concedes ou limpa do3 canos
de transmisso da verlente do Prala a esse re-
servatorio ; o que nao d razo a reclamages,
porquanto a Companhia nao obtigou-se, comoj
disse a levar agua a esses depsitos de seu esta-
belecmento.
Estou persuadido que V.S. sedeixar conven-
cer pelo que fica expenJnlo ; mas, se assim nao
succede, mandarci dar um furo peraute tcstemu-
nhas, no cano do largo do Cirmo, e lavrar-so-ha
ura termo do que se passar, nao s para conric-
cao de V. S., seno para aulorisar a Administra-
cao da Companhia a qualquer procedimonto que
o seu contracto permita. Para dizer o que se
acha escripto nao preciso ler mais conheeimen-
tos da materia de que eu e o Administrador d>is
obras da Companhia dentro dos limites desla ci-
dade, o para reconhecer a exactido de minhas
rcllexes nao basta mais do que a evidencia da
prova, a que recorrerei c que dispensa conheci-
menlos scientifieos.
Dos guarde a V. S. Recife, 5 de Marco de
1860.
Ulm. Sr. Jos Marques dos Santos Aguiar.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca.
Director da Conipanlia.
COMMiCIIGIO.
Praca do Recife 14 de marro de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cit:ty Cambios sobre Londres 25 l[i d. 90 djv.
George PatchettPresidente.
ubourcqSecretario.
Al famle^a.
Rendimentodo da 1 a 13. 168.984-3131
dem do da 14.......11.305;977
180.2913108
Os que viram o ollicio que um dos proprietarios
da casa ae banhos dirigi ao Sr. director da
Companhia de Beberibe, participando a falta d'a-
gua que em maior escala se comecou a sentir no
estabelectmenlo desde o dia 2 ducorrente, e que
foi publicado hontom nesle jornal, vejam agora
a resposta que o mesmo Sr. director dignou-se
i dar. Ei-la
Ulm. Sr.Recela hontem Ss 10 horas e meia
I da noile a communicaco, que V. S. dignou-=c
j de dirigir-me com data desse dia e que s foi en-
| trege na casa de minha residensia depois de 6
| horas da larde; e posto que nelta V. S. abunde
j em consideracoes, todava nao servem estas para
I que V. S. tenha razo quanto se queixa da Com-
panhia de Beberibe, da qual son o director.
Constando-me as 5 horas de hontem que V.
S. experimentava falla d'agua em seu estabeleci-
menlode banhos, mandei immediatameute verse
a mesma falla se dava nos ehafarizes da ra do
Sol, da Goneordia, do largo do Carmo, e ra Au-
gusta, e em todos a agua corria como semprc, e
por consequencia nao era do cano, donde V. S.
recebe a agua destinada ao seu estabelecimenlo,
que proceda a falla de que V. S. se queixa.
Logo depois de ter sido franqueado ao publico
o seu estabelecimenlo de. banhos, principiou V^
S. a queixar-se de fallas d'agua, e a fazer recla-
rnaces Administraco da Companhia do Bebe-
ribe ; mas, nao sendo altendido porque nao ti-
nha razo para se-lo. c recorreudo pessoa en-
tendida, reconhecesse que a falta proceda da im-
perfeicao que havia na distribuico e collocaco
do3 canos de transmisso de seu* estabelecimen-
lo, o desde ento a dita Adminislrago nao rece-
ben mais reilamaco. Agora veni V. S. recla-
mar contra falla d'agua, e allega defeitos no cn-
canamenlo ou desarranjos sobrovindo com o lem-
po em seus registros ou em alguns canos etc. ;
entretanto .espeto que hade reconhecer que sao
sinda infundadas as suas reclarnaces, porquanto
se nos ehafarizes suprameneionados nao ha falta
d'agua, nao pJe a falta, que V. S. diz ler expe-
rimentado, proceder do cano, donde V. S. recebe
a que dirige ao seu estabelecimenlo, e sim de
desarranjo que lenham soffrido os canos desse
estabelecimenlo, ou de qualquer nutra cousa es-
Iranha Companhia, e que por consequencia es-
fS fra do contracto celebrado por V. S.
A Companhia do Beberibe contralou com V.
S. fornecer-lhe a agua de que precisasse para seu
estabelecimenlo, indo V. S. recebe-la no cano
que passa pelo largo do Carmo ; mas nao obri-
gou-se a fazer chegar agua aos depsitos da seu
estabelecimenlo, nem determinou a forca que te-
na a agua. Se no ehafarizes do largo do
Carmo corro a agua como anteriormente, e se o
da ra Augusta est na mesmas condicoes, nao
possivel deixar de reconhecer, pela forca da l-
gica, que nao da falta d'agua no cano da Com-
panhia que procede a de quo V. S. se queixa ; e,
se houvesse desarranjo nesse cano, ou em qual-
quer outro da Companhia rapaz de embaracar
que a agua chegasse ao seu estabelecimenlo, e'n-
lo este nao chegaria ao ehafarizes da ra Au-
gusta, que fica alm desse estabelecimenlo.
Sinto muito os prejuizos, de que V. S. me fal-
la ; mas a causa nao procedo da Companhia. Se
me provar que no cano, donde V. S. recebe a a-
gua para seu estabelecimenlo, ha falla, reconhe-
cerei que tem razo ; mas, s porque falta agua
nos depsitos de seu estabelecimenU, ou porque
esta nao chega altura desses depsitos com a
forca que V. S. desoja, uao se segu que V. S.
Moviinento da alfande^a
!33
662
Voluntes entrados com fazendas
com gneros
Volumes saludos

Paula dotT^recos dos priiicipaes gne-
ros c proilucces nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado-na semana de
\idea 17 de marro de 1860.
Agurdenle alcpol ou espirito
de agurdente ...... caada
dem caraira.......
dem de cana ......
dem genebra.....
dem idem ......
te)
capilao tianoisto Homoui e Almeida,
assucar e mais gneros.
carga

botija
dem licor...... caada
garrafa
caada
arroba
------795
com fazendas 143
com gneros 385
------528
Descarregam hoje 15 de marco.
Brigue inglezAdelaideCerveja e barrilha.
Brigue inglezEcclipsebacalho.
Barca francezaPernambucomerca dorias.
Barca americana Bra.sileira farinha e millio.
Brigue porluguez Harmona diversos g-
neros
Brigue sueco=Wlhelm Tersmeder=laboado.
Barca porlugueza Sympathadiversos gneros
Brigue porluguezTarujopedia de cantara.
Escuna dlnaraarqueza Adelina, viuda de Tries
te, consignada a N. O. Bieber & C, manifestou o
seguinte:
100 cuhetcs ac, 1 1 caixa vinho, 1425 barri-
cas farinha do trigo, 3 caixas palitos do fogo ;
aos consignatarios.
Patacho nacional Capuam, vindo do Rio de
Janeiro, consiguado a Jos Raptisla da Fonceca
Jnior, manifestou o seguinfe :
33 barricas ervilhas, 12 quartoll.is vinho, 4
caixas phosphoros, C0 saccas caf, 30 rolos fu-
mo ; ordem.
Barca nacional Impernlriz Xencedora, vinda
do Rio de Janeiro, consignada a Vieira Amorira,
manifestou o seguinte :
40 barricas cebo, 39 saccas feijo, 85 pipas va-
sias; ordem.
Brigue nacional Infeliz, vindo da B.ihia, con-
signado a Bastos & Lemos, manifestou o se-
guinle :
1,200 alqueires sal, 21 fardos fumo em Ibfha,
111 saccas caf ; aos mesmos consignatarios.
Hiato nacional Exhalaco, vindo do Aracaly,
consignado a Crugel Irino, manifestou o se-
guinte :
2^5 couros salgados, 1 sacra pennas de ema,
150 ditas cera de carnauba, 25 caixas velas de
dita ; aos mesmos consignatarios.
21 saceos cera de carnauba; a Goncalo Jos
Afi'onco.
100 ditas dita ; a Jos Goncalves Malveira.
22 saccas feijo, 34 molhos'pelles de cebra, 67
couros salgados; a Prente Vlinna.
Vapor nacional Oyapock, procedente dos por-
los do sul, manifestou o seguinte :
1 caixa impressos ; a Guimares & Oliveira.
1 dita dilos ; a Almeida Gomes Alves & C.
3 rolos fumo, 1 caixa secretaria, 1 dita merca-
dorias. 1 ditajoias; ordem.
1 caixa rap ; a Amonio C GoufOia.
1 dita charutos ; a Jos Leopoldo Bugard
4 volumes mercadorias; a Raimundo Carlos
Ceite & C.
1 caixa fazendas; a Domingos Alves Malheus.
5 caixotes ferros; a Antonio Jos de Abreu.
Palhabolo nacional iorge, vindo do Acarac,
consignado a Tasso Irmo, manifestou o se-
guinte :
56 sacrasgonuna, 115 dilas farinha, 10 massos
couros miudos ; a Jos Rodrigues Fetreira.
40 saccas milho, 2l ditas farinha, 15 ditas
gomma, 3 couros salgados, 5 saccas feijo, 2,369
meios desolla, 1 atanado ; a J. J. de Carvalho
Moraes.
1 caixote peixc ; a Urcisino Xavier da Cosa e
Silva.
50 saccas farinha ; a Joaquim Viejra de Barros.
186 saccas farinha, 3 ditas gomma ; a Francis-
co F. G. de Menezes.
300 meios de sola; a Gustavo L. F. de Men-
denea.
78 saccas farinha; a Manoel Goncalves da
Silva.
2 saccas ovas ; a J. J. de Go uvea.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 13. 36.0808104
Idom do dia 1 ....... 2:6203312
dem idem ....*..
dem restilada e do reino
Algodo em pluma 1.a sorte
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco.....
Arroz pilado......arroba
dem com casca.....alqueire
dem branco novo.....
jdem mascavado idem .
Azeile de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......
dem grossa.......
Caf*em grao bom. ....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem moido.......
Carne secca.......
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bous......
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem dem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos .
dem dconra......
Dosce de calda......
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos......
Esleirs de prepori ,
Esloupa nacional.....
Farinha de araruta ....
dem de mandioca ....
Feijo........f
Fumo em folha bom ....
dem idern ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua.......
Lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem era toros......
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranches de 2 custados
Cesladinho. ...'...
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Viinhtico pranches de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a0p. de c. e 21/2 a 3 de
largdra.......
dem idem dito de dito uzuacs
dem idug de forro.....
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros.....par
dem idem Todas de dita para
dilas......
Hel. ...]...
Milho.......
Podras de amolar. .
(dem de filtrar. .
dem rebolos ....
Pi.issava em raolhos .
Sabo.......
Salsa parrilha .
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca .......
Unhas de boi...... cento
Vinagre......
38:7003416
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 13. .
dem do dia 14......
6:215J20i
214J660
6 4295864
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desla cidade n
dia 14 de marco de 1 H'l
MarselhaPolaca franceza aZouave, E A. Bur-
le & C, 400 saceos assucar mascavado.
CanalBrigue inglez George, Rostron Rooker
& C, 1,000 saceos assucar mascavado.
New-York Brigue americano Bahio, Borolt &
C.,700saccos assucar mascavado'.
Pliiladelphia Brigue americano Brandeprine,
M. Aulin & C.,750 saceos assucar mascavado.
LisboaPatacho porluguez Unio, Manoel Al-
ves Guerra, 30 pranches de amarello.
Lisboa Barca porlugueza Tejo, A. Irmos, 100
saceos e 2 barricas assucar branco.
LisboaBarca'porlugueza Gratido C. No-
gueira & C, 70 saceos assucar branco, e 260
dilos dito mascavado.
San-MiguelPatacho porluguez Souza & C. ,
Manoel Jos Pacheco, 319 meios de sola, 34
eixos de sicupira. 6 costados de amarello, 4
paos de Jacaranda.
Exportaco.
Marselha, barca franceza Mout Reaw, de 295
toneladas, conduzio o seguinte : 4,073 saceos
assucar.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 14 .
26:380,5914
4.-072^196
30:4539110
arroba

caada

arroba

arroba





cento

libra
um

libra


um

urna
arroba

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cento


urna
um
urna



um

800
470
500
640
240
. 6i0
280
720
83700
7J700
6$700
2$ 175
3$000
B/J560
43600
2>3C0
900
2560
73000
43000
"3000
4g500
53000
90600
73000
23000
103000
123000
2300
13000
330C0
53000
43000 i
A noite clara com alguns nevoeiros, valo SE,
veio para o terral e assim amanheceu.
OSC1LI ACO DA MAR.
Preamar as 10 h 18' da nianha, altura 6.25 p.
Baixamar as 4 h 30 da larde, altura 2.4 p.
Observatorio do arsenal de marinha 14 de mar-
co de 1860 Vi!-i;, Jiiniob,
'Editaes.
Cmara municipal de
Oliiida.
O procurador da cmara municipal de Olinda,
abaixo assignado, avisa a quein interessar possa,
que no ultimo do mez ae marco correnle linda-
se o prazo marcado no art. 5," do regulamento
de 14 de Janeiro de 1858 para cobranza dosim-
postos municipaes que devem ser pagos bocea
do cofre, sob pena de pagarem o mulla de 12J
imposta pela citado artigo.
Jos Joaquim Xavier Sobreira.
"' O padre Jos l.eile Pila Ortigeira, juiz de paz 4
400
175
300
10S000
500
400
130001
332OO
1S600
3001
l$60o
3$000''
2J600
63000
l-3000
9300c
73000
12$000
6$000
331)00
353000
23500
13600
123000
33000
103000
63000
8S000
235OO
43000
303000
caada 280
alqueire 23500
urna 800
93000
15120
um 200
libra 120
arroba 253000
103000
una 33200
arrba 35000
cento $300
pipe 50.^000
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 13. 32:Q01JJ803
dem do.dia 14.......2:24tfc871
Rio, 6 de marco.
COTACOKS OFFIC1AF.S DA JUNTA DOS COHRETORES.
Cambios.
Londres, 24 8/4 d. a 90 dias.
Havre, pagavel em Paris, 386 rs. a 90 dias.
Hamburgo, 735, 740 rs. a 90 dias.
Acedes.
Banco do Brasil 793 de premio a dinheiro.
Benjamim .lluni: Brrelo,
Presidente.
Diocleciano Bruce,
Secretario.
Fecharam-sc hoje saques sobre Londres na
importancia de 140,000 a 2 3/4 d.
Sobre o Havre realisaram-se transaegoes regu-
lareal pagaveis em Pars, a 386 rs.
Sobre Hamburgo houvetam dous saques no va-
lor de 65,000 ra. b. a 735 a 740 rs.
N.gocioii-se um lote de 35 accoes do banco do
Brasil a 79j> de premio a dinheiro.
Venderara-se 12,5000 saceos de caf.
Ficn em ser 140,000 saceos.
Dahia, O de marco.
Cambios.
Londres 25 1/4.
Paris 375 a 380 rs. por fr.
Hamburgo 715 a 720 rs. m. b.
Lisboa 115 a 118 O/o de premio.
Melaes.
Doblos hespanhes.... 31*000 a 32000 esc.
da patria....... 30g50 a 31*500
Moedas de 6400 velhas.'1730(10 a 17-5400
de 4000 velhas. 9i5l)0 a 9*600
Soberanos............... 9#800 a IO.3OOO
Pataces brasileiros.. .. 2j000 a 2J.1J
-hespanhes.... 2*000 a 23IOO
mexicanos..... 13980 a 2J00O
Frota miuda brasileira2 p. o. do premio.
Ouro era moeda dita6 a 8 p. c. idem.
Papel ir.iudu novo1 p. c idem.
NOTICIAS MARITIMAS.
Chegaram procedentes desle porto :
Ao do Rio, a 5, o brigue Duque da Victoria,
com 14 dias de viagem ; e a 6 o brigue Damo,
com 8.
Ao da Baha, 4, a barca ingleza Fleetwing, J
cem 3 dias; e a 7, a sumaca Ilore/icta, com 5.
Saturam para este porto :
Do do Rio, a 2, o patacho hamburguez Piccio-
Ic; a 4, o palhabolo Piedade.
Do da Baha, a 5, o brigue Encantador.
Para o do Marauho :
Do do Rio, a barca ingleza Brasil.
O vapor inglez Tyne devia partir a 10 s 8 bo-
tas da manha.
Movimento do porto.
supplente emexercicio do 1." dislriclo da fre-
guezia de S Frei Pedro Goncalves do Recife,
em virtude da lei, ele.
Faro saber, que tendo o Exm presidente da
provincia, por ollicio de 23 de fevereiro prximo
passado, designado o dia 15 de abril prximo
vindouro para a reuuio da junta revisoura da
qualiicaco dos cidados votantes, visto que, por
impedimento dos respectivos jui/es de paz, dei-
xioi de ter lugar no lempo marcado na lei 11.
387 de 19 de agosto de 1846. Convoco por isso a
lodos os eleilores e supplentes desla freguezia
para que romparecam s 9 horas do indicado dia
15 de abril na igreja matriz do Corpo Santo, para
que se possam prehencher as disposroes da
mesma lei ; os quaes eletores e supplentes sao
os seguintes :
Eleilores.
Domingos H Mafra.
Antonio II. Mafra.
Manoel Amancio da Sania Cruz.
O coronel Antonio Gomes Leal.
Manoel Antonio da Silva Antuncs.
Flix da Cunha Teixeira.
Antonio Marques de Amorim.
Francisco Xavier de Oliveira.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Cosa Soares.
Jos Pedio das Noves.
Antonio Jos de Castro.
Joo Marques Correia.
Jos Joo de Amorim.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Rolelbo Pinto de Mesquila Jnior.
Eslevo Jorge Baptsta.
Supplentes.
Jos de Aquino Fonseca.
Felisberto Ignacio de Oliveira.
23240 i Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
lgOOo' Manoel da Silva Neves.
, Padre Jos Lei te Pila Ortigeira.
Antonio Jos Silva do Brasil.
Candido Thomaz Pereira Dutta.
Manoel Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Cosa.
Luiz Antonio Goncalves Peona.
Constancio da Silva Neves
Joaquim Jos.; de Saut'Anna Barros.
Andr Xavier Vianna.
Joo Prudencio da Cruz.
Alex'nndre Augusto de Frias Villar.
Jos Roque Aulunes Villaca.
Jos Alexandre dos Tassos.
Dr. Cosme do S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Aulunes.
Cortos de que sero postas em vigor as dispo-
sicoes da mesma lei para os que faltarem sem
causa justificada.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
e nao se possam chamar a ignorancia, mandei
passar o presente, que ser afinado no lugar
mais publico desla mesma freguezia e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla freguezia de S. Frei Pe-
dro Goncaives do Recite, aos 13 de marco de
1860.Eu Manoel Alexandre Gomes de Mello,
escrivo e escrevi.
Padre Jos Leite Pila Ortigeira.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commenda-
dor da imperial ordem da roza, juiz de direilo
especial do commercio, nesta cidade do Recife
de Pernambuco ele.
Faco saber pelo presente, em como por parte
pe Jos dos Santos Pereira JarJim, me fra di-
rigida a peiic,ao seguinte : lllm. e Exm. Sr.
Jos dos .'"anlos Pereira Jardim, commerciante
estatielecido nesla praca, quer fazer citar a D.
Isabel Carolina Bourgad Jardim, viuva do falle-
ciJo Manoel Pereira Jardim, assim como os
herdeiros desle para, verem propor e responderem
a urr.a aeco ordinaria em que o supplicante tem
de pedir-lhes a quantia de 1,473*975, que a-
quelle, Manoel Jardim ficou a dever-lhe prove-
niente de urna porgao de agurdenle, como me-
lhor expressar na mesma ac5.n0 ; e requer a V.
Exc, que se digne mandar citar a supplicada
que moradeira nesta cidade, e que, visto ter o
supplicante justificado no juizo conciliatorio a
d'elle noticia tiverem, em como o commendador
Manoel Goncalves da Silva me fez a petiro do
iheor seguinte '.
Ulm. e Exm. Sr. O commendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante matriculado c cstabe-
leciJo n'esla cidade, ouer fazer citar a D. Isabel
Carolina Bourganl Jardim, viuva do finado Ma-
noel Pereira Jardim, assim como os herdeiro
d esle para verem prepr e responder a urna ac-
cao ordinaria em que o supplicante tem de pedir-
lhes a quantia de 727*326 rs., que aquelle Jar-
dim ficou a dever-lhe por saldo de conia como
melhorexpressar na mesma aeco e requera V.
Exc. se digne mandar citar a supplicada qe
moradora n'esla cidade, e que visto ter o suppli-
cante justificado no juizo da conciliaco seren
incertos os supradilos herdeiros e morarem era
lugar nao sabido, para ellos se passe carta de e-
dilos citados os Drs. curador geral e procurador
fiscal da azenda nacional, sob pena de rerelia,
juros e cusas, eficando logo todos filados para
todos os termos da causa e sua execuco at real
embolso do suppliranlc indcpendente'de nova ci-
taro
Pede a V. Exc.lllm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio dcfirimento.E. H. MeAdvogado
Jocomc Pires.
E mais se nao conlinha em tal petigo, que foi
por mim despachada pelo theor seguinte:
Distribuida como reqner.
Recife, 9 de fevereiro da 1860 A. F. Te-
relli.
E mais se nao continua em meu despacho que,
vai aqui transcripto, em virtude do qual foi a
mesma pelico destribuida ao escrivo des'e jui-
zo Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, quo
fez passar o presente edilal com o prazo de 30
(lias, pelo theor do qual chamo, tito e hei por ci-
tado aos referidos herdeiros, para que dentro do
referido prazo cumpaiecam n'este juizo, alim do
allegaren] a sua defeza sobre o expendido na pe-
lico cima transcripta sob pena de revelia; pe-
loque toda e qualquer pessoa, patentes, amigos
ou conhecidoa dos mencionados sopplieadoa os
podero fazer sciente do que cima tica dito.
E para que chegue a noticia de lodos mandei
passar editaes que sero afiliados nos lugares do
' costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado n'esla cidade, aos 13 dias do
mez de fevereiro de 1860, 39 da independencia
e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Hara Rodrigues do Nascimenlo,es-
crivo o Bubscrevi.
Anse/mo Francisco Peretti.

ueciaracoes.
2f$000
I430OO
45300
163000
5g000
103000
103000
Dclcgacia
35:146*674
A'arios entrados no dia 14.
Rio de Janeiro c portes intermedios 6 dias e 18
horas, vapornacional Oyapock, de 1,100 tone-
ladas, commandantc capito tenente Antonio
Joaquim de Souto Barbosa.
Rio Grande do NorteLancha nacional Flor das
Ondas, de 47 toneladas, capita Toralo Jos
do Nascimenlo, equipagem 4, carga essucar ;
a Joo da C. Magalhcs.
Navio sonido no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue aacUmal Jfaria Isabel,
incerteza e auzencia dos herdeiros em lugar nao
sabido, para estes se passe carta de edictos a lo-
dos os doutores, curador geral e procurador fis-
cal da faze.-.di nacional, sob pena de revelia,
juros, e custas, e ficando logo citados para todos
os termos da causa e execue.ao at real embolso
do supplicante ndependeole de nova citagao.
Pedea V. Exc. lllm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, defirimento E. l. M.
adevogado, Jacome Pires.
Nada mais conlinha em dita peligo aqui co-
piada na qual dei o despacho seguinte, por ter
sido no juizo conciliatorio pelo supplicante jus-
tificado a auzencia dos herdeiros do supplicado
em lugar nao sabido diira como pede. Re-
cite 9 de fevereiro de 1860. A. F. Pere:ti.
Por forga este meu despacho, o escrivo que
este subscreveo fez passar o presente, pelo theor
do qual vai ser citados os herdeiros do supplica-
do Manoel Pereira Jardim por todo o conteudo
na pelico aqui incerta ; porlanto todas as pes-
soas, prenles, amigos econhecidos dos herdeiros
do supplicado lites fac,am sentir de que por este
juizo licam citados para todos os termos de urna
arca o ordinatia, afim de que dentro do prazo de
30 dias romparecam em juizo para allegar o que
Ihes for a bem de seu direilo sob psna de re-
velia.
E para que todos tenham noticia, mandei
passar carta de edictos qne serao afrixadas nos
lugares do costume e pnblicados pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de
Pernambuco aos 13 de fevereiro de 1860. Eu,
Francisco Jguacio Torres Bandeira, escrivo do
fuizo commercial o fiz escrever.
4nse/mo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo f rancisco Piretti, commenlador
da imperial ordem da Rosa e juiz de direilo
especial do commercio d'esla cidade do Recife
capital da provincia de Pcrnar.ibuco e seu ter-
mo por Sua Magestade Imperial, e constitu-
cional, < o Sr. I). Pedro 11,' que Dos guarde
etc. > etc.
Faca saber os pie o preseute cdital virem e
CORREIO.
As malas que tem de conduztr n vapor Oqi-
pnrk (.ara os portes do norte, fecham-se hoja
(15; s Ires horas da tarde.
Pela delegada do termo de Olinda, foi ap-
prehendido um cavallo alaso, que coaduna um
individuo, o qual foi preso por suspeitas deque,
o tivesse furlado. Delegada do polica do termo
de Olinda era 9 de marco de 1860.Caelano Fil-
gueiras.
A cmara municipal desta cidade faz pu-
blico para conhecimenlo de quem interessar que,
o prazo de 18 mezes marcado para os proprieta-
rios de terrenos por edificar, mura-los, segunde
o disposto as posturas de 10 de novembro de
1S55, se inda no dia 25 de maio prximo vin-
douro.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
so ordinaria de 13 de marco de 1860.Joaquim
Lucio Uonteiro da Fiama, pro-presidcnle.Ma-
noel Ferreira Accioly, secretario.
Conseliio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimente
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes;
Para provimento dos armazens do aljnoxari-
fado do arsenal de guerra.
40 meios de sola garrotiada.
Para o meio balalh de caradores da Parahibct
do norte.
Papel almaco, resma 6; caetas 2 ; tinta preta
para escrever, garrafas 6 ; collecro de cortas
I para principiantes, exemplares 20; tabeadas,
{exomplares 20; grammaiicas portuguezas por
Monte-verde, ultima ediro 6; compendios do
arithmeticas por Avila, exemplares 6; pautas 6 ;
traslados de escripia, exemplares 20.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho As 10 horas da manha dn dia 21 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 da
marco do 1860.Bento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo coronel vosal secretario interino.
de Santo
Antao.
Por esla delegada se faz publico que existe re-
colhido a cadeia, o pardo Ignacio, que diz andar
fgido e ser escravo de Francisco Jos de Bar-
ros, morador no lugar denominadoCafund,
duas laguas distante da villa da Palmeira dos
Indios na provincia das Alagoas. Quem se jul-
gar com direilo ao dito escravo, reclame na for-
ma da lei.
Victoria 4 de marro de 1860. Manoel Sabino
de Mello, capito delegado.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da azenda de 10 de Janeiro prximo ilu-
do e da porlaria n. 76 da thesouraiia de 16 do
corrente, tendo mandado intimar no dia 21 5s
companhiase sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e eucorparauas com
sua autorisaco, e que nao linham pago os novos
e velhos direitos pela approvaco pe seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassem com sua importancia e tevali-
daco para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constara de urna relaco as-
signada pelo offieial maior interino da secretaria
da mesiuH thesouraria e sao : companhia de se-
guros martimos uiilidade publica, idem da estra-
da de ferro de Pernambuco, idem pernanibucana
de navegaco cosleira. idem de seguros marti-
mos indemnisadora, idem decolonisaco em Per-
nambuco, Alagoas e Paralaba, das qoaes somente
as duas de seguro mariltmo mencionadas inos-
traram haver papo o sello de scu fundo capital e
os novos c velhos direitos pela approvaco de
seus estatutos, faz transcrever o arl. 9 e nico
do decreto n. 2490 de 30 de selembro iio anno
prximo passado que sujeila s penas do art. 87
do regulaniento de 10 de julho de 1850 aos eni-
pregades e autoridades administrativas ou judi-
ciarias que de uualquer modo reconhecerem a
existencia das sobreditas companhias.
Arligo 9. Os contratos ou estatuios de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
opeacoes ou esliverem funecionando contra o
disposto nos arls. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, esto sujeilos a disposico do art. 31
do regulamento de lOde julho de 1850, aU?m
das mais nenas em que incorrerem, na conlor-
midade da legislaco jra vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judieiarias que nceitarem. at-
tenderem, deferirem un ddmiltirem reclarnaces,
requerimentos, representaces, acc,es, ttulos e
documentos de uualquer n'alureza, apresentados
em nome de companhiase sociedades anonymas,
suas caixas filiaes e agencias era taes circunstan-
cias ou de suas adminislraroes ou de qualqm r
modo reconhecerem sua existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do rcgulatnenio de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=ril/anofi Carneiro de Souza Lacerda.
Ptla administraco do correio desla cidade
se faz publico a quem interessar possa, o artigo
10 das instriiccoes que pelo ministerio do impe-
perio foram transmillidas A directora geral dos
correios com o aviso de 16 de dezembro do an-
no passado, cuja rigorosa execuco dever ler lu-
gar do 1." de julho do corrente auno em diante :
Art. 10. As carias seguras devero, alm dos
mais requisitos; exigidos pelo reguljiienlo, ser
fecha las com lacre de urna s cor, em dous ou
mais lugares visiveis, e os fechos sellados com
sinele particular do uso do segurador, tomndo-
se quaesquer nutras cautelas que a experiencia
for indicando como necessarias, e forera ordena-
das pelo drctor geral. Correio de Pernambuco.
12 de marco de 1860.O administrador, Doinin-
gos dos Passos Miranda.
Por ordem da inspectora da saude do por-
to se az publico, que nenhuma pessoa doente de
febre amarella procedente de bordo dos navios,
poder ser recebida e tratada no centro desta ci-
dade.
O secretario, Pedro Oonnell.Inspectora di
saude do porto, 8 de marco de 1860.


M)
..MARIO b PERNAMBUCO. e QtNTA FEIlU 15 DE MARCO PE J86(V
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se fai publico que no Ora do corren'^ mPl
se termii.a o pra:o para o pagronlo, sem mul-
la, do imposto municipal soore estabelecimen-
los.-O contador, Joaqun Tavares Rodovalho.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jectos segrales :
Taro o fortaleza dos Santos Reis Magos da pro-
vincia do Rio Grande do Norte.
2 bandeiras de seis pannos do Hiele com ar-
mas imperiaes..
Para o 10 batalhuo de infantaria.
Sil esleirs de palha de carnauba ; 2U0 grava-
fas d Qucm quizer vender taes objectos apresentt
*s suas propostas em carta (echada na secretan*
do conselho, s 10 horas da raanhua do dia II
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
pora fomccimenlo do arsenal de guerra, 9 de
marco do 1860.Rento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo-sc de promover a acquisico do mate-
riel abaixo declarado, bem como de conlratar-se
o Kirnecimenlo de vveres e de outros objectos,
por lempo de tres mezes a contar do 1." de abril
ao ultimo de junho, para o consumo dos navios
da armada, e eslabelccimenlos de marinha ;
manda o conselho de compras navaes fazer pu-
blico, que traiai dessa acquisico na sessao de
20 do corrente mez, e do contrato na de 21
lirnbem do correle, vista de propostas apre-
sentadas at s 11 horas da manhaa, c sob as
clausulas ou condicocs do esiylo, sendo que os
pretndanles ao contrato deverao achar-se acom-
panhados dos fiadores para, concluido que seja,
assgnarera de prompto o respectivo termo.
Aquisiro dos objectos do material.
tIO meJidas azeile de peixe, 1 cabo de couro,
'2i cairas de panno azul para imperiaes niari-
nheiros, ION) camisas de brim, 1(0 calcas de dito,
100 cobertores de laa, 21 fardas da panno azul
para aprendizes marinheiros,20 arrobas graxa do
Rio Graii'le, 100 lencos de seda preta, 12 laitter-
nas de patente, 2 arrobas jirogos de ferro de 1
g i las para costado,60 arrobas ditos de cobre
'i'' i, 5 e (' pollegadas, 100 cadernos papel de
Hollaoda, i pares de sapatos, 3 arrobas sebo
em pao, 20 arrobas zinco em barra.
Fornecimenlo dos civeres e outros objectos.
Arroz do Maranho, agurdenle branca i, assucar branco grosso, azeile doce de Lis-
boa, bolacha, bacalhao, caf, cangica, carnauba,
larne verde, dita serca, farinha de mandioca,
feijao, manteiga, malte, nao, estearina, toucinho
(! Lisboa, vinagre idem.
iodos OS Objectos da rnelhnr qualidade.
Sala do conselho de compras navaes, em 12
do marco de-1860.- O secretario, Alcxandre Ro-
-lites dos Anjos.
Avisos martimos.
Rio de Janeiro.
Segu nosles dias a bem conhecido e veleira
> nacional Recife, por ter a maior parle da
i arga prompta ; para o resto que Iho falla trata
se com o consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Carneo, na ra do Vigario n. 17, primeiro
andar.
Para o Aracaly
seguir o mais breve possivel o ltale F.xhala-
; para o resto da carga e passageiros. Ira-
la-se com Gurgel Irmaos, na ra da Cadeia nu-
mero 28.
CEAR E ACARACl".
Segu com muita brevidade o hiate Rom A-
roigo, recebe carga e passageiros : a tratar com
Cactano Cyriaco da C. M.", no lado do Corpo Santo
numero 25.
Aracaty
Duvldoso recebe carga : irala-se com Mar-
& Irmio, ra da Madre de Dos n. 2.
Para Lisboa.
Salte infaliivfclmente no dia 17 do
coi tente, a bem conltecida barca Gra-
tidao.ainda recebe alguma carga miuda
e passageiros para os quaestem os mclho-
res cotnrnodos : a tratar com os con-
ligoatartos Carvalho Nogueira & C. na
rita do Vigorio n. 9, primero andar,
ou com ocapito A. P. Burges Pestaa
n:\ praca.
Para o Porto
O vdeiro e bem conhecido brigue porluguez
Harmona, pretende seguir com muita brevida-
de, tem parte de seu carregamenlo prompto:
para o resto que lhe falta trata-sc com os con-
M.-patarios Azeredo & Mendes. no seu escriplorio
roa da Cruz n. 1, ou com o capitao Arnald Fer-
nandez dos Reis, na praca
Para Lisboa
vai sabir impreterivelmente no dia 25 do corren-
te, o brigue portuguez Soberano, para carga e
passageiros, a quem ofTerece bons commodos,
trala-se com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com ocapito na prara.
Attencao.
Vendc-se a barcaea Douradinha, de 750 ar-
robas 800 saceos, construida com "as mclhores
rnadeiras e bom massarae, de segunda viagera :
1'tom ptetenderdirija-se ao caes do'Ramos n,
2, a fallir com Prxedes da Silva Gusmo.
O patacho portuguez Souza & C. capitao
Francisco Joaquim de Souza, pretende sahir im-
preterivelmente no dia 20 do crreme para a
'Iba de Pan-Miguel, ainda pode receber alguma
carga miuda : quem pretender entenda-se com
; io Tavares Cordeiro, na travessa da Madre de
Dos D. !), ou com o referido capito.
Porlo.
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia, por sua excediente marcha e conslrucco,
acha-se proposta a tomar carga c passageiros,
que se doslinem (idade do Porlo, para onde
tem de seguir brevemente -. os prelendentes, de
urna no mira consa, eniendara-se com os consig-
natarios, ra da Cadeia do Recife o. 12.
Maranhao ePar.
') velci-o palacho Alfredo, capito Manoel da
Silva Sanios, tem parte do carregamenlo con-
tratado e pretende seguir com toda a brevidade
aos portos indicados: para a carga que lhe falla
Irata-se com os consignatarios Almeida Gomes,
Aires & C, ra da Cruz n. 27.
Para Lisboa.
Pretende sahir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do seu carregamenlo prompto, para
o completo do qual recebe cargaba frete, e tem
obas acrommodaces para alguns passageiros :
ouem pretender urna, ou outra cousa, se pode
entender com os consignatarios Autorim Irmaos,
ru da Cruz n. 3, ou com o capito Jos Emigdio
Riheiro. nr praca do Commcreio. _________
Leiloes.______
Consulado de Franca.
O agente Hyppolito fara' leilao are-
(juerimento dos Srs. Joao Keller & C,
por ordern dos Srs. vitconde de Lemont
em presenca do tnesmo genitor, e por
conta e rigco de quem pertencer de urna
catxa marca P diamante o. 1, com
t't duzias de chales de mtmulina bor-
dados avariados no navio francez L'Oc-
cident, capito Hauthois, na sua rece-li-
te viagera do iavre, a qual raixa se
aeha depositada no arms.iem dos Srs.
Joao Keller & C na ra da Cruz e ah
sera'elFectuado o leilao: sabbado 17 do
corrente as i 1 horas em ponto.
LEILAO
Quinta-feira 15 do corrente.
O agente Camurgo fara leilo no seu armazem
na ra do Vigario n. 19
DE
Urna encllente escrava com algumas habilidades
de tdade de 25 annos ; s 11 horas era ponto.
sai
20cabecasdegado
Sabbado V3 do eonente.
O agente Rorja autorisado pelo Sr. capitao
Leopoldo Augusto Ferreira, que so acha no Rio
de Janeiro, tara leilao na porta de seu armazem
na ra do Imperador n. 15, de 20 cabegas de ga-
do, consislindo em garrotes, novilhas, vaecas,
e vaecas tu rias, acoslumadas a este pasto ; que
serao vendidas era urns lote ou a volitado dos
compradores.
Principiar s 10 horas em ponto,
Sexta-fe ira 1G do corrente.
O agente Botja autorisado por urna familia
que se relira para fura da provincia, far leilo
era seu armazem na ra do Imperador n. 15, de
sua rica mobilia do jacaraud, candelabros, lou-
ca, cryslaesetc, etc.
Assim como
vender na mesma occasiao tima porcao de ca-
deiras de vime que serao ontregues sera resea
de preco.
Principiar s 10 horas em ponfo.
LEILAO
DE
eseravo
Sexta-feira 10 do corrente.
O agento Borja far leilo em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por despacho do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos e a requerimento de
Hermenegildo Eduardo Reg Monteiro, curador
do prodigo Claudino Jos Alves de Amorim, do
escravo Vicente perlencente a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no dia cima designado.
Na mesma occasiao.
se vender urna escrava peca com habilidades.
Dar principio sll horas em ponto.
Consulado de Franca.
Leilao
O agente Hyppolito fara' leilao a re-
querimento dos Srs. Rocha Lima &Gui-
maraes, por ordem do Sr. visconde de
Lemont cnsul de Franca em presenca
do mesmo senhor, e por conta e risco
de quem perlencer.de urna catxa mar-
ca JJGB n. 18, contendo 8 duzias de
crinolinas avadadas no navio francez
Ville de Bologne, a qual caixa se acha
depositada no escriptorio dos Srs. Ro-
cha Lima na ra da Cadeia do Recife
por cima da loja dos Srs. Martinho <-\
Oliveira, sendo no mesmo escriptorio
electuado o leilao : sabbado 17 do cor-
rente ao meio dia em ponto.
Iltli
A PRAZO
DE
Cortes de vest ios de se-
da preta com folios bor-
dados aveHudo.
Quinta-feira 15 do corrente.
O agenta Hyppolito da Silva fara'
leilao de um rico e magnifico sortimen-
to de cortes de vestidos de seda preta
bordados a velludo, sendo todos de es-
colhido gosto, o referido agente previne
a todos os Srs. logistas de fazendas que
o leilao sem limites e entrega por todo
preco no seu Ermazem ra do Impera-
dor n. 11 C.,as 11 horas em ponto.
LEILAO
Jl.im. e lixm. Sr. Ur. juiz especiando comtuercio,
iar leilo no dia supracitado. dos gneros e bens
que a requerimento de Silva & Molta, foram ar-
restados a Manoel Jos da Silva Fernandos, os
quaes se acham em a taberna sita na ra Augusta
n. 15, onde ter lugar o leilo, que-principiar
s lo horas em ponto.

Quinta-feira 15 do correrte
as 11 horas em ponto.
PELO AGENTE
CAMARGO
O agente cima fara' leilo por or-
dem do Sr. thesoureiio da sociedade de
3 de julho. no seu armazem na roa do
Vigarton. 19
DE
Urna mobilia de Jacaranda', consolos de
pedms, candelabro, toucadores, ser-
pentinas, mesas elsticas, guarda
roupa, lanternas e outros objectos
que se tornam necessario mencionar,
no mencionado dia as 11 horas em
ponto ao correr do martello.
Avisos diversos.
"3
en
o
t-1
53
O
o
C/5
es
o
s
o
se
ZS5
ce
M
Cidatle da Victoria.
O abaixo asstgnado pedo as pessoas que fem
em seu poder penhores de uro e prala, '-ie ha-
jam de tirar no prazo de 30 dia3, contados de
hoje, sob pena de sereno vendidas para seu pa-
gamento, por quanto nao pode mais esperar, e
pora que nao se chame a ignorancia se faz este
aviso.
Joo de Frrlas Pinto e Souza.
Cidade da Victoria, 8 do marco d*i860.
Nos dias 16, 20 e 23 do corrente mez de
marco, vai praca o engenho do Rrum, de renda
por tempo de tres annos pelo tuizo de orphos,
comecando a renda do 1. de maio desle anno
em dianle : os prelendentes examinera com an-I
lecipa^ao. As condices do arrendamenlo exis-
tem em poder do porteiro do mesmo juizo.
_ Precisa-se alugar una pessoa que rena as
?;ualidadcs de saber tratar bem de ravallo, e ser
eitor de sitio, sendo para servir a um moco es-
trangeiro que mora fora da cidade: quem se
jjolgar tiestas circumstancias, e possa dar (tanca
de sua conduela, dirija-se ra do Crespo n. 4,
casa do meio, que far bom ajuste
Kluber, direilo das gentes; Beleme, direilo
natural; G Philigs, direilo ecclesiastico ; S. Pi-
nheiro, direilo publico ; Macarel, direilo publi-
co ; Darairon, philosophia ; l'iiangiere, obras ;
Chateaubriand, memorias d'Alein-tuntulo ; quem
quizer pode dirigirse praca da Roa-Vista, lo-
ja n. 13.
mmb cjimt ac5nmiij> cae cjMa.jao'*
1 Seguro coaira Fogo
8 COMPAUniA I
te
o
1300
PELO AGENTE
O referido agente far leilao por conta de
quem pertencer, sexta-feira 16 do corrente s 10
horac da manha na porta do armazem do Sr.
Annes defronte da alfandega
DE
100 barricas com cerveja marca cobra.
20 barris grandes com manteiga americana.
30 saceos com feijao mulalinbo muito novo.
15 barris com toucinho de Lisboa.
10 barricas cam bolachinha americana.
Caixas com queijos flaraengos.
LEILAO
DE
Urna taberna.
NA
Ra Augusta n. f5.
O agente Borja autorisado por mandado do
Pergiiula-se a quem competir, se o machi-
nistainglez que iicou do collocar a vlvula, jun-
to ao conservatorio. d.a ra do Pires, contina a
estar doente ou se morreu ; se a populacho desta
cidade continuar a soffrer o flagello 'de fulla
d'agua, ou se em Pernambuco nao haver alguma
ouira pessna capaz de fazer- os concerlos, que se-
gundo parece, tanto precisa o encanamento da
companbia de Beberibe I
Recife, 13 de marc de 1860.
O foguista da casa de banhes.
Precisa-se alugar urna escrava que se pres-
te a todo o servico interno e externo de urna ca-
sa de pouca familia : na ra do Caldeireiro nu-
mero 4-i-
Aviso aos amantes
d barato.
Xa na do Queimado o. 8,
loja do Pitanga,
se est vendendo por todo qualquer dinheiro, as
fazendas seguintes, como sejam, entre outras
Grosdenaples prelo e de cores, covado 1J0O0
Dito prelo dito. go
Seda de quadrinhos dito 500
Gorgur.io branco e de cores, proprio para
casamentos
Dito de cores com algumas pintas de
mofo, dito
Gaze de seda branco e de cores, dito
Chalys da India com 5 palmos de lar-
gura, covado
Ditos de quadros, lindissimos padroes,
covado g(Q
Alpaca de seda escossez, dito tjOO
Lias de quadros e lindos padies, dito -11)0
Chitas francezas do primeiro gosto e
qualidade, dito 260
Lencos de seda para senhora, um lJJOO
Ditos de cambraia de lmho, brancos e
bordados para senhora, um 800
Palils de linissimas casemiras de cores 16000
Ditos de alpaca prela para meninos de
16 annos i 3SO0O
Riquissimas saiss bordadas 3-000
Biquissimos casaveques de cambraia bor-
dados
Riquissimos manteletes, de cambraia do
primeiro gosto
Chales do merino branco bordados do
mesmo com franjas de seda
Ditos de laa estampados, pelo mesqui-
nho proco de
Coletes de'gorgurao e fuslo feitos, um
Ditos de v'erdadeiro veludoachamalolado
Cortes de casemiras inglezas de quadri-
nhos, um
Ditos de caja-chitas de cores 1^280,
quem deixar de ter vestido.
Aberturas para camisas, brancas e de
cores 320
Cortes de coletes de casemira preta bor-
M dada 5300O
Mantas prelas de seda IlOOO
Veos pretos com magnificas palma3 10$000
Pecas de cambraias brancas com sal-
. I,i(:os 4S00
Grvalas brancas de cambraia de linho I5OOO
Ditas de linho de lindas cores 400
Mursulinas brancas, covado 260
Corles de vestidos de cambraia bordados 2000
Meias brancas para meninos, duzia 2^000
Brilhantina de palmas, brancas e de
cores, covado 320
E outras muilas fazendas que se tornara en-
fastioso mencionar-se, e tudo se est vendendo
por lodos os precos, e dao-se as amostras cora
penhores.
Escravo fgido.
Fugio no dia 23 de novembro do anno passado
do engenho Matapiruma, do coronel Henrique
Marques Litis, o escravo Jos, cabra, de idade de
22 annos, com os signaes seguintes: pouca barba,
corpo reforcado, aliura baixa, cara bexigosa, so-
brancclhas bem prelas e encontradas, lera marca
de relho as costas e as nadegas : esle escravo
ha toda a probabilidade de estar em Pao dos Per-
ros, onde foi comprado a Manoel Correia da Cos-
ta : roga-se as autoridades policiaes desse lugar
a captura do dito escravo, e quem o apprehendcr
leve-o nesta praca a Jos Cavalcanli Lins, ra do
Apollo n. 20, segundo andar, ou no engenho ci-
ma da freguezia da Escada, que ser bem recom-
pensado.
A padaria da ra do Colovello n 31, preci-
sa-se de um bom forneiro, para todo o servico.
Precisa-so alugar um sitio que tenha boa
baixa para capim e boa casa de vivenda: 1 tra-
tar na ra da Imperalriz n 18, loja.
Alnga-se urna preta que cozinha, ensaboa
e compra : quem precisar dirija-se ma da
Praia n. 2'J, segundo andar.
Vendetn-se saceos com milho muito novo a
4#: no armazem do Sr. Annes dufroote da alfan-
dega.
Attencao.
Aluga-sc urna loja cxcellente para deposito
, de massas, ele sita na rna das Cinco Ponas, lar-
Igo dolcico : a tratar na ra da Cadeia ti. 33,
j loja.
= Caeiano Pinto de Veras faz sciente a quem
\ inleressar que esl em exercicio da vara de juiz
j de paz do 4o anno, do primeiro dislriclo da fre-
guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-
| ta cidade, para que foi eleito o que despacha na
1 casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
; c em qualquer parte que for encontrado ; c que
! d audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 1|2
horas da tarde como'ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1860.
O Dr. Cosme de Sa Pereirag
de volta de sua viagem instructi-
ttiva a turopa continua no e.\er-|
jMcicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escrpto-5
rio, no bairro do Recife, ra daH
Cruz n. 53, todos os dias, menos^J
nos domingos, desde asv 6 horas?"
te as 10 da manhaa, sobre osri
seguintes pontos :
1 Molestias de olhos
I*. Molestias de coraco e de
peito ;
3'. Molestias dos orgaos da gera-|
cao, e do anus ;
Praticara' toda e qualquer!
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos,
seus doentes.
O exame das pessoas que ocon-fel
sultarem sera' fetto indistincta-!
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo exctpcao os doen-
tes de olhos, ou aquellesque por'
motivojustoobtiveremhora mar-(
cada para este im.
LONDRES
AGENTES
J. Astley -"
Yende-se
1 1 .
Precisa-se de um criado forro ou captivo*,
para servico de urna casa de pouca familia : na
ra do Crespo o. 2, primeiro andar.
O annuncianto da ra da Cadeia do Recife
n. 51, declare por este Diario qual o negocio1
que tem com J. F. deAraujo Lima.
Joao Jos da Silveira faz sciente ao respei-
tavel corpo do commcreio, e a quera mais inle-
ressar possa, que tem dissolvido na dala do pre-
sente annuncio, a ociedade que linha na taber-
na sita na travessa da Carvalha n. 1, licando o
annuncianle obngado a pagar todas as transac-
ces conlrahidas para a dita taberna anteriores
adata do presente annuncio, nao se responsabi-
lisando por qualquer ttansacco.que o dito socio,
que Oca com a taberna, possa fazer daltiem dian-
le, o para era todo tempo constar, faz o presente
annuncio, para se nao allegar igaorancia. Recifo
14 de marco de 1860.
O negocio, para o qual, se pedio ao Sr. Joao
francisco de Araujo Lima, o obsequio de decla-
rar a sua residencia, uaicamenta aim de satis-
fazer um pedido de pessoa de sua familia resi-
dente era Portugal.
Precisa-se arrendar um boro sitio e que
seja perto dos arrabaldes da praca : quera tiver,
dirija-se ao hotel Francisco, a tratar com o dono
do mesmo holel.
Procissao do Senhor Bom Je-
ss das Dores era S. Gon-
ealo.
A sahir, ra da Santa Cruz, largo d*
dita,ra Velha.travessa do Veras, ruado
Aragao, ra do Rosario, ra da Concei-
co, praca, 111a do Hospicio, ra For-
mo?a. ra da Aurora, ra da Impera-
triz, ra da Matriz, roa da Gloria, a
recolher. Pedimos aos nossos irmaos,
que ttrerem capa era seu poder e nio
poderem acompanhar, ten ha m a bon-
dade de restituir.Bento Francisco da
Cimba, escrivao.
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
Vera iz copal.
para

i
Almeida & Burgos.
?3

9
para marci-
640 Jil
280
800
7S0G0
OJCOO
7J000
1$.)00
2j500
7J0OO
4$500
A applic^icao de alguns medica r.^ I libras : vendc-se no armazem de Fr:
imentos indis'pensaveis em varios^ ,^c^tX^^
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera'fetto,ou concedido^
gratuitamente. A confianca que I
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
fe seu emprego; e tudo quanto o
jdemove em
doentes.
beneficio de seus
TV-
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
SALSA PARRILHA
DE
Na ra Nova n. 71,vendem-se carrinhos de mo
a 15J, feijao amarello muilo novo a 560 rs. a cuia
ecm saceos por preco commodo, farclo a 6# mi-
lho a 4S500, e outros gneros por commodo pteco.
Attencao para a pechni-
cha.
Na ra Direila, sobrado de um andar n. 33-
defronte da padaria do Jos Luiz, vendem-se do'
ees seceos e de calda, caj, mangaba, limo, pi-
tanga, sidro, jalea, e outras qualidades, por pre-
cos commodos: tambera se fazem bandejas de
bolinhos de lindos |modellos que serviram no
baile de Suas Mageslades Imperiaes; tambem se
fazem doces d'ovos, pudins, po-de-ls com *n-
feites de alGtiins, pastis de nata e de carne, ;r-
roz de leile, jaleas de substancia : quem preci-
sar mandar fazer o arranjo do comidas para ca-
sas particulares, na mesma se faz.
Vende-se sebo em pao o em velas, vindo
de Porto : no armazem confronte porta da al-
fandega n. 7 A.
Vende-se um bote grande bem construido
e um escaller novo pregado e encavilhado de
cobre: na ra da Cadeia do Recife n 64.
Vende-se urna fabrica de velas que foi do
Carlos : na ra do Sol o, 33, barata.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escropbulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do igado, dyspcpsia, dcbili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e etupces que resultam da impureza do
sangue-
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, achara-se obrigados a prevenir o res-
peilavel publico para desconfiar de algumas te-
nues irnilaces da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receita
do Dr. Brislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredodasua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binaeoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devent bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa '.
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
do outro lado tem ura rotulo em
rubrica dos pro-
2* O mesmo
papel azul claro com a firma e
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. ttristol em papel cor de rosa.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nraa pbenix semelhante a que vai cima do pr-
senle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega 'n. 89.
Baha-, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco 110 armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
Na noite do dia 8 do corrente
perdeuse urna pulseira de ouro desde
o aterro da Boa-Vista at a ra Nova :
a pessoa que a tiver adiado a va' entre-
gar na typographia deste Diario ao Sr.
Ferreira, pelo qual sera' recompen-
sada.
Na na da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar ura prelo para o irabalho interno
c externo de urna casa de familia.
No dia 16 dc^corrente, depois da audiencia
do juiz municipal da priroeira vara, a ultima
prac.a da casa da ra Imperial n. 145.
Palhiriha
neirt.
I Vinhos unos de Moselle.
Folhas de cobre,
g Brira de vela: no arma- m
zem de C.J. Astley & C.
Jacaranda superior.
Tem para vender Azevcdo or Mendes, no seu
armazem do largo daAssernbla n. 9.
Vende-se urna partelo engenho Brejo, dis-
lriclo de Serinhacm, o dito engenho pertence
aos herdeiros do fallecido Francisco Xavier Lo-
pes : quem pretender, dirija-se a ra do Vigario
n. 10, segundo andar, que achara com quem
tratar.
ARMAf.AO,
Vende-se a da casa da ra de Hortas n. 29,
sem gneros: trata-se na mesma n. 31.
45000 rs.
A sacca de milho : vende-so no armazem de
Francisco L. 0. Zeredo, na ra da Madre de
Dcos n 12.
58000 rs.
A sacca de milho novo de Mamanguape : ven-
de-se no armazem de Francisco L. O. Zeredo,
na ra da Madre de Dos n. 12.
5500 rs.
A sacca de farinha superior com o peso de 12S
rancisco L. O.
12.
ente de coen-
tro em garrafas a 240 rs. : na ra Imperial nu-
mero 35.
A peeliiiicha
est se acabando.
Ricos corles de seda pretos bordados a 7">; o a
I 80#, grosdenaple preto de todas as qualidades, o
raelhorque ha no mercado a 18S, e a 2|, 2!0O
e 3-5 o covado, ricos enleites de vidrilhos pretos
e de cores a 3 e 45 cada um, ricas sedas pretas
lavradas a 13500 o covado, pannos finos. pro"a
de limao, de superior qualidade e durronles
precos, casemira prela de todas as qualidades, e
o mais barato possivel, e um completo sortiraen-
to de fazendas de todas as qualidades, que tudo
se vende barato par ser loja retirada, e os dones
querem-na acreditar: na ra Direila u. 101,
chegando a igreja do Terco.
=_ Vende-se urna taberna na ra de Hortas
n. 16, cora os fundos a vontade do comprador,
a prazo ou a dinheiro : na mesma se precisa de
um caixeiro para tomar conta de urna por ba-
lance-, dando-se a melado dos lucros : quem
quizer, dirija-se a mesraa, que achara com quem
tratar.
Vende-se urna escrava de nacao, represen-
ta ter 25 annos de idade, cozinha "e lava de sa-
bao : na na da Santa Cruz n. 30, das 6 horas s
8 da manhd, e das 4 s 6 da larde : ni mesma
casa vende-se por todo preco urna fabrica com-
pleta para o fabrico de velas de carnauba.
Attencao.
*
Vende-se urna arraacao e utencilios da mesma,
propria para taberna ou oulro qualquer negocio,
na ra do Aragao n. 16 : a tratar na raesma.
Attencao.
Vende-se urna pequea mobilia de Jacaranda e
mais alguns trastos, ludo era bom eslado e por
preco commodo ; na ra do Aragao n. 16.
: Vende-se ou hypolheca-se um sitio distan-
te desla praca meia legoa, com porto de embar-
que, baixas de capim, muitos arvoredos, Ierra
para plantar ; qucm pretender, annuncie para
ser procurado.
Fil de cores.
Almeida & Burgos, emsua loja de fazendas n-i
ra do Cabug n. 8, teem para vender fil de li-
nho branco, cor de rosa, amarello, prelo o azul
claro, que serve para cortiuados, e cobrir-se ob-
jectos que quer-sc evitar os estragos das moscas,
a 640 a vara.
Por 100$
As qualro figuras das eslaces do anno, para
collocar em jardins : no laboratorio de Gamillo
& C caes novo por traz da ra do Imperador.
m\u deifcente
DOS ,
ARTISTAS SELLEIROS
Eiu Pernambuco.
O 1. secretario por deliberaco do conselho
convida a lodos os senhores socios para compa-
recerem domingo 18 do corrente, as 10 horas da
manhaa, era assembla geral, para elegerera o
conselho que tem de reger a sociedade no futuro
anno, segundo disponhe o artigo 17 dos esta-
tutos.
Secretaria da sociedade Uniao Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 14 de marco
de 1860.O 1. secretario.
Taurino Cantidio de Maraes.
Attencao.

Desappareceu do Campo-Verde urna cabra (bi-
cho) com os signaes seguintes : preta, com ma-
Ihas brancas, moixa, e cera urna orelha, prxima
a parir : quera a pegar, ou der dola noticia na
ra do Sebo n. 30, ser gratilltado.
Com loja de fazendas na ra do Cabug
n. 8, ia/.' ni scictilc ao respeitavel publio,
| aos seus amigos e freguezes, que se achara
]** prvidos do mais completo sorlimento de ..
fazendas finase grossas, como tambem de 5
|J roupas oilas france/as e perfumaras. W
W Tem ludo quanto preciso para apromp- ,';"
tar-se para a quaresma. e eslo resollidos ,'
$ a y ende re m demasiadamente baratg, e .S
muilas fazendas por menos de seu valor i;
para fecharem conlas. Dao-se amostras &
Domingos Alves Matheus embarca para o
Rio de Janeiro urna escrava de nome Atina Ha-
ra, a qual vai ser entregue a seu seulior Igna-
cio Jos Alves de Souza.
= Ura moco brasileiro que tem alguma prati-
ca de cobrancas e de despacho na alfandega of-
ferece-se para alguma casa commercial : qucm
do seu prcslirao quizer ulilisar-se annuncio.
Hospital
Porluguez!
Os socios do Hospital Portuguez de Beneficen-
cia, inleressados como esli para que sejam res-
tituidas as quanlias enterradas pela adniinislra-
Qo de 1859, ao cofre do referido Hospital, de-
clarara ao publico em retribuicao ao artigo in-
serido no Diario de honlem sob o tituloAos
socios do Hospital Portuguez de Beneficencia.
1." Que nunca serviram do instrumento, neta
to pouco de espoletas para alimenlrem paixOes
alheias como diz o tal artigo.
2.a Quo as palavras illadir incautos, de que
usa, s poderao ser applicadas ao peiueno nu-
mero de caudatarios que rodeiam a proeedorii,
e nao aos socios pugundores da diguidado e'iu-
teresse daquelle instituto.
3." Que sendo to obscuros como sao, nao as-
signam escripturas que nao leem, nem papis
em branco porque tem filhos e nao lhe querem
negar o pao.
4._Que apezardas boas intencocs do tal arti-
go, nao somos ainda to estpidos como mostra
ter sido o seu autor, para que deixassemos do
fazer o nosso juizo acerca do relalorio da junta,
ijue no s o sea corpo de delicio, como lam-
ber a baze solida de todas as aecusacoes dos as-
sociados.
5." Que em face da confissao quo a junta faz
no seu rtlalorio, coniiuuareinos a assignar ludo
quaulo diga a favor do estabelociraento, pois que,
para a defeza da junta de nada importam nossas
asignaturas, e so ella tem tnedo disso claro esl
que culpada como de fado a julgaraos e julga-
remosem quanio nao se justificar plenamente, c
nao com palavroes de reputaeoes illibadas c tai-
vez involaveis porque ningum tolo.
y inte socios reunidos.
30,000.
Luiz Cactano Borges, offerece 50$ de gratifica-
cao a quem pegar e levar o seu escravo Antonio,
mulato acaboclaJu, com idade de 22 annos, sem
barba, estatura regular, tendo os bracos arquea-
dos c canoeiro, fugio no dia 5 do corrente tendo
encostado a canoa na ponte de Uchoa, levando
em urasacco urna pouca de roupa e se intitula
por lvre : quera o pegar pode leva-lo a ra da
Concordia n. 2.
O abaixo asaignado precisa fallar com o
Sr. Antonio Bastos Pinto, na ra dos Pescadores
n. 1 e 3.
Jos Duarte da Cunha Tinto.
Ama porlugueza.
No caes do Riraos sobrado n. 24, no segund>
andar, precisa-se do urna mulher pottugueza,
que saiba dirigir os trabalbos de utna casa de fa-
milia, e mesmo que saiba cozer: a que aSnvet
ueslas condicci.es e poder justificar a sua boa
conducta dirija-se a mesma casa (das 3 as 6 hr.-
ras da tardei que ahi encontrar com quem tratar,
Paga-se 25? pelo aluguel tnensal de una
escrava que saiba coziniar : a tralar na ra Im-
perial n. 67, segundo andar.
:= Jos Manoel de Carvalho subdito portuguez
retira separa a Europa.
GOHPAMIIA PEKNAMBICm
Os credores da|Companhia Pernaiukucana sao
rogados a apresetitar suas cuntas al ao fim do
raez, no escriplorio da mesma companhia no
Forte do Matlos.
COMPANHIA PERvAMBUCAXA
A direceo da Companhia Pcrnambucana de
navegaco cosleira a vapor, participa ao publico
que acaba de empossar na gerencia da mesma
companhia ao Sr. Francisco Ferreira Borges.
cora quem de hoje em diante peder qualquer
entender-se a respeito dos negocios da mesma
companhia.
= OITerecc-sc um rapaz porluguez de 18 an-
nos com alguma praiicade negocio, para caixei-
ro de qualquer estahelecimento : na ra da Ca-
deia do Recite n. 4.
Paga-se todas as despezas c recompensa-sc
a pessoa a quem Mr ou foi offerecido um par de
boles de brilhantes com esmalte, e protesla-se
empregara accoJa lei contra qucm os conser-
var ou possui de m t : podem procurar o do-
no na ra da Imperatiiz primeiro andar ou an-
nunciar por esto DiatioJ

Descio Cielo Gitedes li convida aos
seus amigos e collegas para coraparecerem
hoje as 3 horas da tardo na ra da Aurora
n. 18, aftm de acompanharem o corpo do
seu primo Francisco de Olive ira Guedes,
al o ccrailerio.
Attencao
i
Vende-se milho era saceos 1 5jj[, farello do
Lisboa a 6#o sacco, farinha de mandioca de su-
perior qualidade em saceos, arroz pilado, dito de
casca, courinhos de cobra, esleirs do palha, tudo
se vende por menos do que em outra qualquer
parte : na ra do Rangel n. 62, armazem.
Quer-scaiugar
urna boa casa terrea 011 um andar de sobrado nos
balrrosde S. Jos, Sanio Antonio e Recife : quem
tiver pode dirigir-se, para tratar, i praca da In-
dependencia n. 34, loja de chapeos, ou annuncie
por esle Diario para ser procurado


DIARIO DE PEHNAMBUCO. QUIETA FEIftA 15 DE MARCO DE 1860.
Alnianak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o correneanno de
(5)
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contend alm do
kalendario ecclesiastico e
civil: .
Noticia dos'principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reiis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiacs.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, liItranos
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas ns qualidades como lo-!d
jas, vendas, agougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
timo e einfmi para todas as
classes da sociedade.
lAWi
DE
Conimisso de escravos
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Ho c S r-
i tifa
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j. .
Q|
Ra Nova,, em Bruxellas (Blgica),
sob a;direc(\Ode e- mnm
q
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao
para seren vendidos por conla de seus seohores,
aianea-so _o bom Irataiucnto o seguranza dos
mesmos, e'nao se poupa exforcos para que sc-
jara vendidos rom promplidao, afira de seus se-
nhores nao sofTrerem empale com a venda del-
les. Neste elabelocimcuto ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, mocos c bonitas
figuras.
Sociedade baricaria em
commandita.
Sao convidadas as nessoas que assig-
narara para a sociedade Amorim, Fra-
Esle hotel collocado no cenlro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-serle grande Goz.0' ,antos & C. a reahsarem a pri-
valor paraos brasileos e portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua posieo ; metra entrada de 25 por ecnto do capl-
uma das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo asestares de caroinhos de ferro, da tlate odia 16 do corren te mez, no
Allemanha e Franca, como ,ior ler a. dous. minutos de si, lodos os theatrose divermentos ; e, escripicrio da inesma sociedade ra da
alm disso, os mdicos precos convidam. Cadeia do Ke"ie n. 5, recebendo-se
No"tetel ha sempre peisoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por- aindaale o dia 14 al-umas assipnaturus.

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Sr"S
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uguez, para acompanhar as lourislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
cmfim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 43POOO )
por dia.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-!
rao, e seu filho o Ur. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
iras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 45OOQ 4$50O.)
No hoiel.encontram-se informaris exactas 3cerca de tudo que pode precisar um estrangeiro
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
Sirop du *
DrPORGET
JARABE DO FOItGET.
Esle xarope esl ap[rovado pelos mais eminmtes mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor. para curar COOSlipscoes, Ksse cuuvulsa e Mitras,
alleccAes dos broncblos, ataques de peito, irrittcAea nervosas e iusonitiolenci:.s: urna colheraila
pela inanb, e outra noite sao suflicientes. O < lcito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o ilnente e o me lie.
O dspusito na rua larga do (osario, botica de. Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
O abaivo assignado tenciona ven-
er urna parte que tem n engenho
Hamos, sito na freguezia de Pao d'Alho,
e tambern permutara' por algum so-
brado ou casa terrea dentro da capitel,
sendo da Boa-Vista para fora at a ra
da Santa Cruz ou S. Gonralo : e tam-
bem o I Fe rece o en^enlio Pindoba por ar-
renda ment,o qual existe dentro da fre-
guezia de Tiacunhem.e mais por venda
Caixeiro.
Prccisa-se de um menino de M>a 11 annos
para caixeiro de taberna, prefere-so portuguez
que seja chogado lia poucos dias : na ra da
Imperatriz n. 74.
Manoel Joaquim Ribeiro rclira-se para a
Europa a tratar de sua saude.
Ama de leite.
Quem precisar de urna ama de leite, dirija-se
a ra do Jardim n. 20.
Antonio da Silva Campos, morador na ra
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CfC5
Convoco a assemblea geral dos
accionista do novo banco de Pern.im-
buco para as 11 horas do da 17 do
j corrente as casas do banco, afiai de
dar-se cumpriment ao art. 23 dos es-
tatutos. Recite 9 de marco de lfc(0.
, Barao de Camaragibe, presidente.
Foram vendidos o premios da
segunda parte da quinta loteria do lios-
: pital Pedro II, p lo abaixo assignado.
Meto bilbete n. 1855 5:000tf
1 2O0.f{
555 50.S'
2i57 3>:
Tem exposto os billietes da terceira
parte da primeira loteria da irmaridatle
^^2 *^e S. Bom Jess da Va-Sacra, sem des-
j_^ cont.Antonio da Silva Guimaiacs.
*^^ Um rapaz que tem boa letra oi!c-
f^^ rece-se para ser caixeiro de algtima ca-
r^* sa commtrcial : quem precisar anaun-
^ ci para ser prorurado.
S
B
da Cruz do Recite, declara que por haver outro
urna parte que tem cravada no enge-! de igual nome, se assignar de hoje em dianlc .rjDaz paoecia de lomlingas, exhatava ura chei-
-ObacharclWlTRUVIO tem nhoCur^ahi, e qualquer negocio que Pr Antonio Marlins da Silva Campos. ( ro felido, tinha o estomago inchado e continua
apparecer para as referidas vendas! Alugain Se coraichao no nariz, tao magro se poz, ^ue eu
\ S^UC^CriptOriO nO 1* andar Untes de seren efectuadas, dar'a pre- dous primeiros andares na ra da Traa ns. 29 o
lr\ o/\Kn<,lf. so i tvt f____ i j j-i 131 i a tratar na ra estreita do Rosario n. 7, lo-
O SODratlO II. 2J (la Tila Nova, !leicncia aosproprietanos dos ditos en-! ja de eurives.
genhos : os pretendentes dirijam se ao I Rogase a quem achou urna tecla de'pislon
encenho Carauba da freguezia do Pao favor d.e n"ndar a ra de Santa Cecilia"n. 10,
que sera recompensado pelo adiado, ou a ra
da Train, arniazcm n. 26.
Ama de leite,
Prccisa-se de urna boa ama de leile, forra ou
escrara sem filho: na rula do Crespn. II.
n .i i rr I O Sr. Manoel Franrisco I.111Z da Silva tem
1 aSlllliaS VegetaeS Ue Kemp umacarta,cumaenconMnendavindjidoRoGran-
contra as lombrigas HS''
approvadas pela Exm.a inspeccao de cstudo de
Habana e por muilas outras juncias de liy-
giene publica dos Estados Unidos e mais palios rangftiras 15. Na mesm
da America. > p denlilico.
Garantidas como puramente vegetaes, agr- fc * < <, v* T '"i
j,lt r .. B.. i ,, ^*XX;H?V- t-l*L AXX:l,cle,;,meiitodnm daveis vista, doces ao paladar sao o remedio Bar roca & .Melenos, tambern sa- Recife n. 25, defronle do becco-Largo, assin: ,
infallivel contra as lombrigas. Nao causara au- ca para o Porto.
se3snera sensaQes debilitantes.
Testcmunho exponlaneo em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Scnhorcs. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara meu filho ; o pobre '
g DENTISTA FRANCEZ. A
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
h rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e J
J p denlilico. ^
wimm
Acba-se justa venda do estabelecin oto
da prva da Boa-Vista n. 16 A, pertencenle ao
Sr Sebastio Jos reixoto ; roga-se aos er
da mesma que haja de se entender com os Sis.
Molta & Irmao, corao maior credor da inesma.
Prccisa-se de una ama idosa e que tomo
conla do casa, que cozinhe e engomme para um
homem snlleiro : na ra da Cadeia do Recife n.
i8, loja de Leite & Irmo.
Deseja-se saber se existe nesta praca ou
aonde Joao Francisco do Araujo Lima, que ja
niorou na ra do yuumado, e roga-sea al gura a
pessoa que di'lle possa dar noticia dirigir-se
ra da Cadeia do IWifc n. 54.
O abjixo assignado tem justo e contiatailo
a loja de miudezas sita na ra Direita n 8:5, com
o Sr. Joaquim Antonio Goncafvea da Rocha
quem se julgar rom direito a mesma apres<
se no prnzo de quairo dias a contar da d.:i.i des-
te. Recife 1 de marco de 18CU.Jos Rirualho
de Souza.
l'az-sQ comidas com todo o aceio c pramp-
lido, e por proco commodo: no Campo Verde,
casa da esquina defronic ao oilo do subrad-i quo
fui o hospital poituguez.
Liquidadlo
O abaixo assignado por causa de seu estado de
saude, nao podendo continuar com o seu esta-
faz preciso liquidar todos os seus negocios
por favor a todas as pessoas que lhe sao dei
res virem pagar o que devem ate o Qm
marco.
Manoel Joc do Xaicimento e Silva.
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
-\ra hvraria n. G e 8 da praca da
Indepenecta, p.eciza-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
L'm mo^o que se acha empregado no com-
mercio, mas que deseja ouira arrumacao, oflere-
ce-se para qualquer loja : a tratar na ra do Ro-
sario da ftoa-Visti n. 44.
Jos Poreira c sua senhora Eleinla de Je-
ss rcliram-se pira a ilha de S. Miguel, no pa-
tacho Sousa iS C.
Engomma-sc com asseio e promplidao : no
becco do Marisco n. 20.
i Prccisa-se alugar um prelo ou nreta, j ido-
sos, para comprar na roa c fazer o'raais servico
ce una casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesraaa circumslancias : quem livor e quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40,
pruneiro andar.
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reguezia
d'Alho.Joao Marques Bacalbao.
Publieaco jurdica.
Acha se no prelo a 2.a edicao dos Elementos de
Dircilo administrativo, mais correcta c conside-
ravelmenle alterada, pelo l)r. Vicente I'ereira do
Reg, lente calhedratico da mesma sciencia na
Faculdade de Direito desta cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Noguei-
ra & C, dfcfronte do aico de Santo Antonio n. 2,
a IOS I'or coda exempJar, pagos ao receber as
duas partes que j esto irapressas.
agencia dos labrteantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Prccisa-se de una ama para coinhar:na
ra Nova n. 8, loja.
Traspnssa-so o nrrondnmonin d ^m p.nc-
nho distante desa praca duas legoas, vende-se
urna parle no mesmo engenho, machina nova
vapor, disiilaco nova ebem montada, 22 bois
" / oflQ lo f\*ft*inn~ tfik de corroia. sois quarlaos, algumas obras, salra
tjl^ULO IHj 11 IvIlLLsif- t^ plantada, etc. etc. ; trata-
i pumo. %
J Mademoiselle Clemencc de Hannctot **>
S de Mannevillc continua a dar licoes de m
y francez e piano na cidade c nos arrabal- "i
W des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar. |
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Figueire-
do queira annuociar sua morada ou dirig'ir-se
livraria da praca da Indepeudencia.que se preci-
sa fallar-lhe.
Ensinam-se primeiras ledras c francez, em
casas particulares : quem pretender annuucie.g
Gratificase.
Desencaminhou-se do Corredor do Rispo um
carneiro gordo que segua um cavalleiro, o qual
carnciro tem pequeas manchas pardas as raaos
ou nos ps : pede-so a pessoa que o pegou leve
ao bazar da ra do Imperador, ou a ra da Con-
COicao n 20, onde ser recompensado.
Na ra da Guia, taberna n. 9, deseja-se
."aliar com o Sr. Fortunato Jos de Araujo, viudo
deMacodo Ass, e na mesma taberna wnde-se
um mulatinbode idade de 18 a 20 annos, bonita i
ligura, sem vicios era achaques.
Kare J. Schmeltau, relirando-se para a Eu-
ropa, deia na gerencia da casa commerc
liabe Schraellnu i i:., o Sr. \V. Otto.
Precisa-se deuma ama de
se na ra do Crespo n.
13, loja.
ebegado loja de I.ccomle, aterro da
Boa-Vista n. 7, o enrllenle leite virginal de ro-
sa hianca para refrescar a pclle, tirar pimos,
sardase espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para lirapar e fazer crescer os cabellos,
assim conio pos imperial de lyrio de Floren ca,
para bortuejas c asperidades da pello, conser-
va a frescura c o avelludado da primavera da
vida.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinh'ar
e fazer lodo o servico de casa : na ra do Cal-
deireiro, taberna n. 60.
Precisa-se de urna ama para casa, que se
encarregue de comprar e cozinhar, e d conhe-
cimenlo : na ra do Aragao, primeiro andar de-
fronte da porta travessa da botica do Sr. Nevos,
NOVO DEPOSIT
DE
Rua do Imperador, confronte
ao oitao do deposito do guz.
Rorott & C.altendendo a que os senhorescon-
ld!*1 l legelo sao pela maior parte residen-
iui ue tesnos bairrosde Sanlu Aniimio e Boa-Visla, e
que lutariara com grande difliculdade se esle 'os-
cile, | te eslabelecimenlo cstivesse collocado no bairro
queotenha ern abundancia, que seja do Recif'1, poderao encontrar na rua do Impera-
bem sadiaede bons costumes : nafa-f dor Cu,,frn,<:ao ^iio do d-posiio do gaz, um
i r\- ~* "^.armazem com as propore>'s exitiidas nara deno-
bem. Dirigirse a' praca.de Pedro II silo deste genero, o quaf estar alieto conm-
(antifjo paleo do Colle/rio) n. 57. sefun- rcncia d"s mesmos senhores, das 8 horas da ma-
do e teredro andar. 5 Slantef'""'"^
F0L1IIM1AS PAR i 860.
Esto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla rypographia, dasseguiutesquali-
dades :
K OLIIINIIA RELIGIOSA, contend, alm do
kalendario e rcgulamento dos direilos pa-
rochiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Cristo Rrasileiro, que se compoe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramcolo e N. S. do Carmo, ejercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao menta
dividido polos dias da semana, obsequ
ao SS. coraco de Jess, saudacoes
las s chagas de Chrislo, oracoes a
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, a-ia de
outras oracoes. Preco320rs.
coraichao
teraia pcr4e-lo. Neslos circumslancias um visi-
, nhomcu disse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
pre]' 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
1F. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Cold
Street pelos uincos propietarios D. Lanman e !
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das I
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, rua Juliaon. 2.
Pernarabuco.no armazem de drogas de J. Soum
Companhia rua da Cruz n. 22
TI
DA
Na praca da Independencia n. 22 acham se ex-
postos a vend os bilheles e ineios da 3'1 parte
da 1" loteria do Senhor Rom-Jesus da Via-Sa-
cra. garantidos por Santos Vicira, os quaus se
continuam a vender as casas ca que se ven-
dan] os de Vicira & Itolhechild.
Bilheles ($000
Heios 3cC00
Antonio do9 Santos Vicira.
IMS.
O Sr. thesouretro manda fazei
blico que se acliarn a venda todos os d
das 9 horas da mania as 8 da aoite,
no pavimento terreo da casa da rua
Aurora n.26e as caas commissionadas
Por um corle de cabello e|pelT?,oSeni,or*he,oureiroiliaprr
ca ca Independencia numero 1* e Id,
Irisamenlo 500 rs.
Rna da Impcratriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, e um rutro viudo de Paris. Esla estabele-
e na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fon tes al
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
les e meios da terceira parte da
meira loteria do Senhor Bom Jess da
Via-Sacra, cujas roJas deverao andtr
DENTES
I ARTIFICIAOS.
cimento esta hoje as melhores condQoes que impreterivelmente o dia 24 do coi i-t
possivel para salisfazer as encommendas dos _/_
mez.
O
mesmo Sr. thesoureiro manda
';$ procurado
Vi hora. rf
.- ^>-g.M'.'-T> a.>&<*4& SM3M3"t%.T'
......---"V(id..>-> 9o'NBn9 VvVwVr^
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
-laaTe"a:d^Ma^!os,'laSn7' "* ^^
Precisa-se de urna ama para cozinhar: na
rua do Crespn. 23.
]objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
I mo sejam : marrafas a I.uiz XV, cadeias de relo- i
iS',,n:iCfI*M9i', a"nPS' r0SelaS' i?10-: ClC- "* Igualmente fazer publico que ras c sas
w baileiras de toda a especie, para homens ese- ". .
g nhoros, la^va-seigualmente a cabeca a moda dos acuna mencionadas .e acham bllhetes
A* nnmuriqn sori.'\as a vontaile dos
compradores.
Thesouraria das .loteras 1
marco de 18G0.O eicriVa0. J. M. a
Ci uz.
K
ro, regulamento dos direilos parochia< s, e
urna colleccao de ancdotas, dilos chismo-
sos, coutos, fbulas, pensamentos mora*s,
receitas diversas, quer acerca de cozinlv.
quer de cultura, e preservativo de arvorV
e fructos. Proco 320 rs.
peutear as senhoras em casa particular.
C\S\ LliSO-MASILEIBA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA lendo augmentado, com to-
Compras.
se
do dia 3 do corrente em
ITA DE PORTA,a qual, alm das maler
costume, coutm o resumo dos dir
parochiaes. Preco ICO rs.
Altenco.
v a {;;;
M Curso pratico e Iheorico de lingua fran- g
ce/.a por urna senhora franceza, para dez Vi
! mocas, segunda e quinta-feira de cada se- ${
$ mana, das 10 horas ale meio dia : quem $
quizer aproveitar pode dirigir-.se a rua da &
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
t) a dia n lados.
@@@@@@@@ ^
ftoga-se aos Srs. devedores do esiabele-
Altenco.
a
Passa-se as chaves da loja da rua Direita n.
SC, com armacio ou sem ella, propria para qual-
S. cu, tipijj aririiicao ou sem ena, propria para qual-
; quer eslabelecimenlo que nella se queira botar,
pelos grandes commodos que tem a mesma, e
karanlc-se as chaves : a tratar na rua da Impe-
i-.Mrizn. 72 A, loja de miudezas
= Conipnm-si' 111 < > o d 3 ju
3 do l1
m
niara casa con|igua, ampias e eicellentes ac-UjSn moeda!Tde 5 ira?8 ^ T-
commodacoes para ranilo maior numero de hos- 1. ', '","'.,, .^y"008 c Polacn,,s
pedes-de. no/o se recommenda ao favor e lem-, nos J?"JKJHL ,* ^Xpondeneia n. 22.
tompram-se m^.jjg ,;e ouro no os,crp-
tono da rua do Traa,A.he n- u primeiro ai
Si
branca dos se'us amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital ; continua a prestar-Ihes Seus
servicos e bous otlicios guiando-os em todas as
cousas que preciseni conLecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hespp.nliol e francez.
Comprai-sr VPn(30m.se c trocam-se
'nnio Jos Soarcs
para o 11 lia uu ." Miguel
veira rctira-se
i escriptorio de ^a; valho Nogueira & C.: j
,na ruado Vigar
onc,
as hesoanholas e mexicanas, era grande.- e
Pequeas por^oes.
n. J, primeiro 9)gSf. = Compia-se urna negra crioula, de bonit i II-
H M^
Eslabelecitla era Londres
ss mu.
FLND
CAPITAL
sequio de saldarem seus dbitos na rua d'o Col- C\l\e& tV\\\\C8 de libras : P'a
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loja esterlinas
Saunders Rrothers & C. tem a honra de tn-
rmar aes Srs. negociantes, proprietarios de
. casas, e a guem mais convier, que esiio plena-
nais modernos c perfe.los systemas. Os traba- mente autorisados pola dita companhia para
lnos sabidos desse eslabelecimenlo sSo bem co-. effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
nhecidos do publico desta cap.Ul |ara, Cborlos de ,dha e igualmente sobre os ,
I objectos que conliverem os mesmos edificios,' J' sc8un(39 a"di,r-
quer consista em mobilia ou em fazendas de'
qualquer qualidade.
'lia ilu iiiiionol-i!, W gura, de 18 a 20 annos de idade, que saiba !-
lt lili Ik'illl iV l 11 U \ nhare engoramar muito bem, que cosa alguma
Lian uu ai. i|fvi n *fc cocheira daTua a..m?i r0c0lhem-sc carros. n"el t^de sArauJ-
iriotatis, cavaJIi e irjiam-se por menos do, il j
Constante-
N
cal
Uuc em oulra quaiquer^rte, podendo as pessoas
que .-.1,1 rocoiherem, Km vpr ou examinar du-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
j
Na gallera e officina photographica da rua ror
Nova n. 18, conlinua-se a tirar retratos pelos ca
ranle o dia e noite.
.Continua a dai.se dinheiro
penli_ores de ouro
a premio, sob
na rua Augusta
u -,_
_c Camargo Jnior
scientiflcl > wspeitaf, i pblico, que desde Ja-
neiro do corrente anuo seu noite, e ser dora
em diante
Pedro Orlii de Camargo.
Recife 12 de merco de 1860.
: Precisa-se alugar urna prela escrava, que
avar, engoramar e cozer : na rua da Cruz
mente
saiba
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No deyo/Uo Acstc cs1;v\h\otmenlo sempre na gvande sorlimenlo de me-
enanismo para os engenhos Ac assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, de {jolpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimo assento :
Rodas d agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cannos de ferro, e port.s d'agua para ditas, e serrillus para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes de azs ;
laixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o ClWci. o%^ portas de ferro para as ornalhas ;
Alambiques de ferro i-j^inhos de mandioca, formas para cozer farinha
Roderas dentadas d*. todos os tananhos para vapor, agua, cavallos ou bois',
Aguilhoes, bronces e parafuso, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., ele.
D.W.BciAvman confia cue os seus freguezes ocharo tudo digno da preferencia com
que o nonracn, pela louga experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores des^4>rovincia, e pe.'o facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais agitadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagein animal para o dito fim,
ass>d-como pela coptinua$ao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
r*0 a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
urna ama : no paleo do Ter-
Pede-se a senhora vi uva ou algum dos fi-
lies do tinado Antonio de S Cavalcaute Lins, o
- Rogase aos Srs. develes a firma ".. ^SS^fX? *" *" LJL
de Leite J Lorrea em liquidaro, o obstino = Precisa-se de
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado n-26-
Queimado n. 10,
O Dr. Francisco de
Paula Baptista continua d advocar em
seu escriptorio na rua das Trincharas,
sobrado n. 19, 1- andar, onde pode
ser procurado para este lim todos os
dias uteis, das 9 horas e meia da ma-
nhaa ate as 3 da tarde.
En sino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exerciciode seu magisterio, ensillando primeiras
letras, lalim e francez, e tambern admilte alum-
nos internos.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
A mesa regedora da irmandade do Senhor
ora iesus dos Pobres, erecta na igreja de N S
do Rosario do bairro de Santo Antonio, az sci-
ente ao respeitavel publico, que no' dia 18 do
corrente, pelas 2 horas da larde, lem de se ex-
por a visla dos fiis em procissao a imagem do
mesmo Senhor Bom Jess, e tem de percorrer
as ras seguinles : ao sahir da igreja em frente
ao paleo do Paraizo, travessa do Ouvidor.rua do
Imperador, ponte nova, caes, rua de Apollo, em
trente ao arsenal, rua da Cruz, becco da Lingoc-
la, Trapiche, Cadeia. a seguir a rua do Impera-
dor, largo do Pedro II, rua do Queimado, Lim
ment, Direila, becco do Marisco, rua de Hortas
pateo do Carmo. Camba, rua Nova, Trinchei-
ras, estrella do Rosario, a recolher-se. Pede-sc
aos moradores das ditas mas, que por suas bon-
dades maodem limpar as testadas de ivas casas
aflm de abnlhantar mais este acto tao religioso.
n'ionto Joaquim da Gloria.
Secretario:
Aluga-se urna escrJva para todo o ervico
de casa, ou para vender na rua : a tratar ua ra
do Imperador n. 16, terceiro andar.
compra-se, yende-se e troca-se escravos : na na
.Direita n. 66.
"*Compra-se una mulatinha de 13 a 1 i an-
! no, recolhida, o que saiba cozer alguma cousa ;
paga-se bem : na rua Direita n. 66.
Compra-so um balcao de volla, que esteja
em muito bom estado, e que seja de aman-llo c
envernisado : ua rua da Imperatriz n. 2, ou
annuncie.
Compra-se ura cordao de ouro de lci,
a rua da Impcratriz n. 2.
sem
Vendas.
Avisa-sc a lodosos Srs. fazendeiros e agricul-
tores de algoJao que na fazenda denominada I.i-
beralzinho (no termo de Cimbres) propriedade do
Rvmd. Jos Rodrigues Valenca existe urna gran-
de quantidde de burros hespanhoes proprios pa-
ra carregar algodao e lodo servico pesado, pois
lulo s sao bstanles fortes para" viagem, como
sao de loDga vida, pois o menos que vivem
50 annos e tem mais a vantagera ..de serem Otis
para os nossos sertes, por ser o seu primitivo
sustento'palba do capim seceo e conservain-se
sempro gordos; ao de marca muito superior aos
desa provincia e aos do Cear e geralrxeule sao
inuitp passeiros.
O abaixo assignado alumno do 4o anuo $
@ da faculdadc de direito desta cidade e
@ advogado pqla nlaco de Pernambuco, @
olTerece o Seu humilde patrocinio s pes-
soasqu tiverem arrecadnco.s a fazer na @
comarca do Rio Formoso ou as 2.a, 3.a, @
@ 4.a, 5 a, 6/ e 7." da provincia da Parahi- @
iia do Norte: na rua do Jasmin nos Coclhos.
Joaquim Rorges Carneiro-
Joaquim da Silva Pessoa vai Eur
lar de sua sade, deixando nesta praca
bastantes procuradores, em primeiro Vj,..r o Sr"
Tiburcio de Sousa Nevcs, e ero segundo ao Sr'
Manoel Loureno Correia de S.
Vende-sc um negro caooeiro muito ni
robusto, e um mulalinho de idade 8 annos : ua
rua Nova n. 52, primeiro andar.
Ferros de engom-
mar econmicos.
Carro.
Vendc-se um erro americano de 4 rodas, para
UdetTlha^^!03'1"'0 m0ddl : ^ ru Ja
Do-se a contento.
Vendem-se estes magnicos ferros as seguin-
les casas :
Praca do Corpo Santo "n. 2.
Rua (Js Cadeia do Recite n. 4 i.
@ Bits da Madre de Dos n. 7.
f$ Dita do Crespo n. 5.
,'T>;ta daPenha n. 16.
V.- seus Dit Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3 .
Dita da Imperatriz n, 10, armazem de fazeiida?
de Raymundo Carlos Leite \ Iriuao.
MUTTLTaX)


CALQADO
Grande sortimento.
45Ra Direila*45
Os estragadoras de calcado encontra-
r&o neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. 9#000
i).tos (lustre e bezerro)..... 8OOo
Borzeguins ai-raca tocos. 8#000
Ditos econmicos. ...... Gi'OOO
Sapatoes de bater (lustre). 5s000
Senhora.
Borzeguins priraeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4S'00
Borzeguins paia meninas (for-
tissiinos)..........4.V000
E um perfeito sortimento de todo cal-
id ) c daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marro:uins, cou-
ro DIARIO DE PERS4MBUGO QUINTA FFIRA 15 DE MARCO DE 1860.
Relogios
Suissos.
*^*r*i*
:o!slc i Iravessa de San-redro.
7II ua Direita7
iecsanesqucseacahem
Porzeguins de 1' qualidade............ 9000
Ditos ti-.' lustro e ;t'U<:a................. SOOO
Ditos econmicos...................... 65OOO
es Io qualidade.................. 6(500
Dito3 da luslre......................... 59500
d 1 bezerro........................ 5*000
imices de luslre 4S50 c... 3s50
is entrada baixa.................. 33-500
ha 2J, 2S200, 2*400 e.. 2|600
Para senhora.
guins, Ia qualidade.............. 55000
m liiD baixo.................... 4 100
Sapatosdc lustre francez..............
a completo sorlimcnlo de outros calcados e
os de ledas as qualidados, cabedaes para
1, 1 imo couro do lustre, bezerro, marro-
co iro, sola c ele.: na niosma loja preci-
i-se de oflicies do sapaleiro, paga-se bem.
Oh que pechincha.
ores cortes de seda pretos adamascados
ibados, pelo baratissirao preco de -j-000
. .... corlo: na loja do sobrado marello, nos
quatro cantos Ja ra do Queimado 11. 29, de Jo-
s loreira Lotes.
',
-T,

y
iSlELtlORFflAHINASDFrrt^RB
DOS
'" us afama !JS autores de New York
I. m "SINCER & C.
WHEEEB & WLSOX.
' novu eslabelemento vendem-se as machi-
nas desles doos adtores. moslram-se a qual-
1 ira do dia oa o noite e respons or sua boa quali4e e seguranca :no arma-
de fazendas do Kj'yniundo Carlos Leite &
. ra 1.1 Impera!"2 n- *0- onllgameiite
1 la Bo 1-Vista.
.'...'..... ......2_____--i
n
AJK
GIMjE E VARIADO SORTIHEMO :
DE -. ;
-uasp feilas e tazeadas
NA
:
c armazcm
DE I
Na
ra do Quei na-
do n. 46.
Ricassobrecasacas de panno fino pretos
corea a 28$, JOj e 35?, tambera temos
tnts dos mesmos pannos a 225 e 2b,
de casemira de cores do muito
. bom gesto e Tinosa 12?, 1 g, tG t 18, di-
le panno preto para menino a IS3 e
. .', ditos do casemira de cores a 85 e 109,
is de casemira do cores e pretos ejun-
enle para meninos a 75, 8-5, 9, IO3 e
'. 3, collctes de gorguro de seda e case-
'' a 5$, 6 e 7g, paletolsde alpaca pre-
le cores saceos a 4$, ditos sobrecasacos
- e 8$, ditos de brim, de esguiao e de
0 I .nito brancos comp decores a 4},
', 5;e0, calcas de brins brancos mui-
to linos a 5$, 6- e?3, rollles brancos e do
a 35 e 3*500, camisas para meninos
!e diversas qualidad.es, calcas de brins de
cores linas a 3*500, 4$ e 5, um rico sorti-
mento de vestidos de cambraia brancos,
idos do melhor gosto que tem appa-
recido a 288, manteletes de fil preto e de
">r muito superior gosto e muito moderno
i cada ume 2, ricos casaveques de
imbraia bordados para menino a 103, di-
ira senhora a 153, neos enfeites de
froco do velludo gosto melhor que lera ap-
areci lo a 10$ e 12}, e outras militas ta-
lase roupas foitas que com a presenca
do freguez se far patente.
isacasparaaquaresma;
Neste mesmo estabelecimento ha um \-
i grande sortimento de casacas pretas, as- H
n como manda-sc fazer por medida a von- 3
; lado do freguez. escolhcndo os mesmos os M|
: .jimios a sea gosto sendo os presos a 35a S
40 ;
Camisas inglezas
Tomos novamenle chegados: rico3 vesli- -
! pretos bordados a velludo a 90$. ditos
miados a seda a 753 e 609, assim como J
:os manteletes pretos da ultima moda a 12
10 ?, 209 e30ji.
:
:
:

Vendem-se na taberna de Gurja do cima
* qunrtans g-irdos e sem achaques, de 8 annos,
ponfo mais ou menos, 3 vaccas parideras, en-
trando nesia corita 1 novilha da primeira barri-
U3, panda ha 10 das, eslao gordas.
Em casa de Schafheitlin
& C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chroiiometros, meios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crajitree & C. n.
42, ra da Cruz.
Barato que admira
e afianca-se a qualidade.
Ypndu-se vmho engarrafado do Porto fino a
800 rs. a garrafa, ospermacete aOiO rs. a libra,
manleiga iuglcza 800 rs., franreza a 56l rs.. tou-
ciiiho a 300, cha 1J800 rs. a libra, arroz a 100 rs.
a libra, doce de arar a 400 rs. o caixao : no pa-
leo do l'araizo u. 10, casa com oitao para a ra |
da Florentina.
Veridem se arcos de pao e precos
pjr.i barricas : no escriptoiio de Car-
vjlho Nogueira i C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Potassa da Russia.
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo nor precos muito
razoaveis
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Ainda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liijuiJarao da firma de Leite & Correia, as
quaesse vendem por deminulo pre^o, sendo en-
tre outras as seguintes :
Macos de raeias cruas para hornera a 18600
Ditos de dilas de cores 29000
Ditos de ditas cruas muito superiores 4&0O0
Ditos de ditos para senhora 3$00
Diiosde ditas muito finas 43P000
Cortes de caiga de meia cssemira 2$000
Diiosde ditas de casemira de cores 55000
Ditos de ditas de casemira prela a 5$ o 65000
Brim trancado branco de liaho fino
vara l00O
Cortes de colele de gorguro da seda 25000
Pao prelo fino, prova de limao 3& e 45000
Grvalas de seda prela e de cores 15000
Riscados francezes, largos, cores fixes
cavado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Dilas eslreitas 160
Riscados de cassa de cores lindos padr5es e
superior qualidade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4$000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 2*000
Grodenaple preto, largo covado 1&800 e 2$000
Seda, e sarja lavrada 15800 e 2*000
Vestidos brancos bordados para baplisado 55000
Veos bordados para chapeo 25000
Entre meios bordados 15600
Athoalhado adamascado largo vara 1*280
Lencos de chita escuros um 100
Cangas de cores para palitos covado 200
Vendem-se foges desterro econmicos, de
[atente, para casas de.familia, conlendo 4 forna-
lhas, e lon.o fiara coziuha cora lenha ou carvao,
ptima inveirjio pola ecoooriia de gaslar um
terco de lenha ou cJrro dos anligos, e de. tozi-
nhar com mais prestez?. te.n a diferen^a de se-
ren amoviveis, oceunarem p-''iVin.'o espaeo dg
casa, e de fcil conduccao : vendem-se por pre-
sos muito mdicos, na fuudicao de Francisco a.
Cardoso (Mosquita) ra do Brum, e as lojs de
ferragens do Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Qv cuna do n. 30.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n, 37, vendem-se os me-
Ihoies chapes de caslor.
Superiores corles de seda
pretos bordados
a velado
de duns saias, pelo baralissimos precos do OO.J,
110, 1203, 130 e 150*000 : na loja'do sobrado
amarcllo, nos qualro cantos da ra do Queima-
do ti. 29, de Jos More ira Lopes.
Botica.
Rartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegr.lacs.
Salsapanilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres). .
Ungento llolloway.
Pilulas do dito.
Elliiir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de J oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
nguasde vacca emsalmoura vindas
de^ idres, vendem-se nicamente no
rmoP de Luiz Aunes defronte da
porta d^alandega.
era de carnauba.
iV%iii\ClV
DA
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
ESLE!]?.
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstiparoes, ictericia, affecr.oes dofigado,
febres biliosas, clicas, indigesloes, enxaquecas.
llcmoii lioidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANOCE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se an
nualmente 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso calartico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amente vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslao bem acondicionadas emcaixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operacao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-sc o folhelo que acompanha cada caixa.pelo
qual se ficar conhecondo as multas curas milagro-
sas quelcm effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acham-se venda era todas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ruaJulion 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
ISfitS-Sl
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que em oulra qual-
quer parle : na ra da Ciuz, armazem u. 25.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
pechincha.
No armazem de tintas e vidros da ra Direila
n. 39, vende-se vidros de gomos de todos os la-
mauhos para caixilhos, cxccllcnte verniz co;ial
proprio para carros e obras de folha, a ljOOO rs.
a libra, agua-raz a 2J000 o galo; assim como
tintas de todas as qualidados, tanto para fuuilei-
ro como para pintor, e por prego commodo.
Farelo de Lisboa
por commodo preco: na ra do Vigario n. 10,
primeiro andar.
FUNDIDO LOWMOW,
Ra da Seozala uto va n. 42.
Ntste estabelecimento coniinua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para eu2enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamannos
para dio.
Cheguem ao barato.
O Leile & Irmo continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 45500 e 5$, lencos do cam-
braia delinho a 35 a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padrees a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3^800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4500, e bordados a 6#, paletotsde
alpaca prela e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglczas muilo superiores a
60#a duzia, organdys de lindos desenhos a
lftlOO a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
francezaa250,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4$S00, 5$, 5g500,
6,7 e 8J, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4tf, cortes de
calca de brim de linho a 2#, ditas de meia case-
mira a 2J240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras umitas fazendas que se vende por
barato proco.
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Dao-sc amostras com penlutr.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica o armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecessario c fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu anter como pela acei-
tarlo que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de tfras se tem conseguido com applica-
eao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lithosraphada.
Abrise
urna nova rasa de pasto na ra do Imperador
defronte do armazem de gaz, onde cncontrarao
semprc excellentcs peliscos com o maior aceio
possivcl: na ir.csma casa fomece-sc comida para
fra por assignatura, por preco razoavel.
Cheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
\ender:
Chalye merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito Dnospelo Cortes de veslido de *eda de cores com
deminulo prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle largas, de variados padroes
a 260 e 280 res o covado grvalas a fanlazia.o
mais moderno posnvel a l)e 1200 cadauma, e
outras muilas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, slisfaio a expectativa
do comprador.
Sndalo.
Ricas bengalas, pu Ice i ras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem ti neem se na mesraa casa a
ngem se
qualquer bora.
Ditos de dita prela com babados
Ditos de dita gaze phantazia
Itomeiras de Ci de seda prela bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaplcs de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 1? e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padies, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras o ntremelos bordados
Mantas de blondo broncas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
mxje.gz I Len'.s de cambraia de linho bordados
gvvvwm ^w9B5W6IBSSSI8,| | Ditos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
GRANDE ARMAZEM
DE
Roupa feitaj
% Ra Nova n. 49, junto i
|f a igreja da Conccico dos \
8 Militares. j
^ Neste armazem encontrar o publico <
35j um grande e variado sortimento de rou- \
*k pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelots de i
3j| panno lino prelo e de cores, palelots e
zina prclos e de cores, palelots e sobre- i
JE casacos de seda e casemira de cores, cal- j
cas de casemira preta e de cores, dilas de
merino, de princeza, do brim de linho !
"% branco e de cores, de fusto c riscados, i
4$ calcas de algodao, colletes de velludo i
Pret0 e de. cores, ditos de setim preto e ^
* branco, ditos de gorguro e casemira, di- >
tos de fusles e brins, fardamentos para S
i} a guarda nacional, libres para criados, J^j
a| ceroulas e camisas francezas, chapeos e a?
^ grvalas, grande sortimento do roupas
^ para meninos de 6 a 11 annos ; nao agr- |i
cgk dando ao comprador algumas das roupas ^5
H feitas se apromplaro outras a gosto do |
^ comprador dando-se no da convenci- gj>
cores para
para
Liquidado
para acabar.
Ra da Cadeia do Recife nu-
mero 23, defronte do becco jl
Largo.
Os novos propietarios deste eslabelccimenl'
j desojando acabar com o resto das fazendas <\ . anda exislcm na loja, resolverara-se a vende-*9]
; por todo o proco para acabar, alim de sortirc"1.
; como tencionain.o mesrao cstabelecinient" -ulii
fazendas de goslo.
Cambraia organdys a 300 .s. o covado.
Chitas francezas do indos desenhos,a o'0 rs. o
covado.
Manguitos bordado^ %S*,500.
Alpaca prolft gna 500 rs o covado.
Bnnztaho de linho a 400 rs. o covado.
y aliga de cor a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 610 o covado.
Chales de lia a 2:500
Ditos de algodao a 1-5.
Vestuarios para enanca a 3.
Corles de vestido de seda a 16 j.
Ditos de dito de fil a lOg.
Vesitas de merino a 8j.
Palelots de brim de cores a 3.
Calcas de brim de seda a 3?.
Enfeites de llores a lg.
Cassas de cores a 200 rs. o covado.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
''" excellente gosto.
UM
Superiores charutos Traviata, em caixinhas de
100, que as outras partes se vendem a 4JO0O rs.
Alininlios c arachas
a 25OOO a caixinha de 3 libras : no bazar da ra
do Imperador n. 6.
Verdhdeires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na ra da Im-
peratriz n 7, loja do Lecomte.
Altenco.
Vende-sc urna cscrava parda, do vinlo o tan-
tos anuos, sabe engommar muito bem, cozc e faz
labyrintho ecozinha; vende-se com duas filtis,
urna com 4 annos c oulra com 1 niezdo nascida .
estos escravos sao vendidos por circurnslancias
de familia : quera pretender dirija-se as pateo
do Terco a. 10.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
lu.ston & C. ra da Senzala n. 42.
, Taclias para engenho
Fuudicao de ferro e bronze
DB
Saunders Brothers & C. tem p^ra vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
slguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bera conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood SSons de Londres, e
muito proprios para este clima.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de i \ iplas
Southall Mellors &. C. j Vrc[as (mal de)_
Aslhma.
draca.
Na ra
nha & Sili
de boa
oulras
Cadeia de Recife, loj j n. 50, de Cu-
ha para vender cera de carnauba
alidade por menos preco do que em
tes.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilbos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retatho do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE I0LL0WAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este inestimavet especifico, comporto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio, nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complei'.ao mais
delicada igualmente promplo e soguio para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
c inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca c remove as doencaa de qual-
quer especie e grao por mais antigs e leuazes
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando era seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregarle ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
eOicazes efleitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Febreto da especie.
Gotta.
Hernorrhoidas.
Ilydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inlammaces.
Ir reg u aridades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Reten^ao de ourina.
Itlieumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Uespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHtem urna inslrucgao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. oa ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
em grande sortimento para
^ homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a G50|), 7 e 8?, ditos do velludo, copa al-
ia e baixa a 7$,!) e 10,9, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a G e 7#, ditos do chile a
3$500, 5, 6. 8. 10 e 12.?, ditos de fe Uro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
dos, para homens e meninos, de 2g5O0 a 7g, di-
tos de gorguro com aba de couro de luslre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores c muito em conta, bonetes
francezes e da te.rra, de diversas qualidados, para
meninos, chapeos de muilas qualidados para me-
ninas do escola, chapelinos com veo para senho- j
ra, muito em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-"
j Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de lodas as qua-
lidados de 600 rs. a
1 Chales de louquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades
i Enfeites de vidrilho francezes prelos e
de cores
i Aberturas para camisa de lhiho e algo-
dao, brancas e de cores
; Saias balao de varias qualidades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fuslDo brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
I Gapellas brancas para noivas muilo finas
>Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas,
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulsciras de velludo
res, o par
Dilas de seda idem idem
Um sortimento completo de u^as de
seda bordadas, lisis, para sonoros,
homens e meninos, de lodas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rdxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos do merino bordados proprios
para baptisados, o p3r
Casinetas de cores de duas largurasmui-
o superiores, covado
Tafel rxo, covado
Setim prelo, encarnado o azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Setim liso de todas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 o
Lencos de seda de gorguro pretos
CollarinUos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletots.
3
1
9
I
1*200
s
3000
1S500
OJWOO
16000
1$000
9


9
8
S90O
9
i
55000
9
9
3j500
9
C>000
8500
pretas c de 0-
s
9
8
9
8
9
I56O
5320
1?200
5700
2v?CO0
18000
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extemia-
cao.
Deliilidade ou falta de
orcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de. barriga,
-nos rins.
Pureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
tes para caneca, luvas, chapeos de sol, e outros
niuitos objectos que os senhores freguezes, vis- !
ta do preco e da qualidade da fa/.enda, nao dei-
laro de comprar ; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de I. Feij.
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores de 5$ a
9
85OOO
2j00
2noo
15000
S500
1S600
9
5325
6640
I
1000
9
9
12J000
6S3 f2
A endem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ra do Queimado" loja de 4
portas n. 10.
icaba-
Algodao monslro.
A 000 rs.avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
p^ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
milho; nos armszens de Tasso
por sacca de
Irmos.
iavcRfo aperfei-
coada,
Cocos italianos
j de follia de (landres, muito bem
|dos, podendo um durar tanto quanto
fdurara qualro dos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corogriphia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e r>o!itica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da independencia.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas, lindos desenhos
covado
Gorguro
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-sc nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Rua do Queimado n. 37.
A 303 cortes de vestidos de seda quecustaram
60; a 163 cortes de vestidos de phautasia que
custaram309; a 8g chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadei-i do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Era casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irmos.
Milho
nos armazens da Tasso & Irmos.
de seda Iavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
Dito largo e muito superior a 2$ c
Sarja preta larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
1S600
2;00O
1j?80(
2c50C
2sOOC
Conliuua-se a vender fazendas por'baixo
^j preco at mesmo por menos do seu valor, S
alim de liquidar contas : na loja de 4 porlas
'"na rua do Queimado n. 10.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e casticaos bronzeadns, lo-
nas inglezas, lio de vela, cliieote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relosios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmo na rua da Cadeia do Recife n. 48.
Yende-se
o engenho Aremuna silo na freguezia da Esca-
da.no liraile do Cabo, arredado um quarlo de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
trsons, edificado de novo e lodo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprielario.
Pechiucha.
Vendem-se^Wns de cambraias lisas finas com
10 It varas a -ilton e 5$, e a vara a 440 e 500
rs.. ditas de choviaLj fnBSi a 5^ Rr0sdenaples
prelo superior a WpeaS: na loja novada
Independencia ns. 1 e aL
Vende se meia legible Ierra em Japaran-
Jlibim, que demarca com asuerras de Japarandu-
ba, Puj negocio se faz a dinleiro, e a prazo cora
!irma.boas ; ou troca-se por alguma proprieda-
de, sitiP. etc. : a tratar na rua DireKj n. 32, cu-
jas Ierra* lem dous riachos perman^es, e a
maior parle dellas de varzea e loda cubera de
mal virgeiV. podendo monlat-se dous engenrWk^
copeiros 'a$U9.
(IvIUIlLADO
" "V


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 13 DE MARCO DE 1860.
en
DEPOSITO E PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO DE
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Ncste eslabelecimento acha-so um completo e variado sortimenlo dos roclhores, mais
elegantes e maisbem construidos pianos de que ha noticia. Nao s se encontram bellos e mag-
nficos pianos allemes, entre elles os de C.UU.OS SCHEEL o melhor e mais insigne fabricante at
hoje couhecido como tambem ptimos pianos francezes de Erard. A construceo de todos elles o
nns seguro, o mais lindo einleiramenteapropriada ao clima deste paiz, e as vozes de todos elles
sao exccllcntes e mui barmoniosos. Este eslabelecimento oll'ercce as niaiores garantas aos fre-
guezes e aos compradores emgeral, porque alm de serem mui razoaveis os prcco3 destes instru-
mentos, ha toda a promptido e delidade as compras ; sendo ah rcspnsavel por qualquer de-
cilo que possa existir e que se de va reparar.
Na mesma casa ana-se e concerta-se pianos com a maior perfeicao possivel.
Ra da Imperatriz
numero 2.
Vende-so superior vinho madeira secca, dito
xerez, dito do Porto, chocolate fraocez, queijo
suisso a 800 rs. a libra, peras seccas a 640 a li-
bra, vinagre branco primeira sorte a 480 a gar-
rafa, dito segunda sorte a 400 rs., verdadeiro
fumo deGaranhuns a 19 a libra ; a elle, que se
acaba
Armacjio.
Vende-se urna, sem gneros : na ra de llortas
numero 31.
Vendem-se barricas com bolacha
a 2,500 a arroba : no largo do Corpo
Santo armazem n. 6.
|Vestidos pretos!
Mde grosdenaples.
Vende-se na ra do Gabug n. 8, cor-
Ptes de vestidos para seuborn, de grosde- 58
naples pjeto com saias ricamente borda- <&
^ das, pm seus grandes carios, com o aba- ag
^ te de 30 por cento do preco que nao ha 5>
|g muito se venda, d-se a 70$. ag
DE
imm i m%mu m un\
Sita na roa Imperial n. 118 e i 20 junto a fabrica de sabo.
;S#
DE
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
cozinhar e engommar, no Manguinho, em frcnlo
do sitio do Dr. Accioly.
ianosvenda
Com loque de avaria
1:800
Cortee de vestido de chita rocha fina a 1.800
lencos de cambraia brancos a 9:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazenJas de Raymundo Garlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Queimado S7
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento ura completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16j at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 359, um completo sortimenlo de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho o de panninho de 2$ at 5j$
cada urna, chapeos franeezes para homem a 89,
ditos muito superiores a 10?, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 49, 59 e at 79
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
123, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda cm cartao de 40$
i at 150$, ditos de phantasia de 16 at 35$000,
; gollnhas de cambraia de 13 at 53, manguitos
I de 1$500 at 5$, organdys escuras e claras a
j 800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores i Callos.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, ra
do Vjgario n. 3, um bello sortimenlo de relogios
de ouro, patente inglcz, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nac.Oos po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavcl e provar cm caso necessario, que,
ielo uso que dclle fizerara tem seu corpo e mera-
rosinteiramente saos depois de haver ernprega-
do intilmente otitros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os das ha inuitos annos ; e a maior parle
dellas sao to sor prendentes que admiran, so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braran] com este soberano remedio o uso de seus
braros e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viam soffrer i
ampulaco i Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padeementos, para seuo
suhmettercm essa Operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosorcmedio. Algurnas das laes pessoas na
enfuso de seu reconhecmento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afin de mais auleuti-
carem sua lrmativa.
Ninguem desesperada do estsdo de saude 93
tivesse baslanle conliunca para ensaiar esle re-
medio constantemente *cguindo algum lempo 0
mcnlralatoque necessitasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente :
ue tudocura.
O ungento lio til, mais particu-
larmente nos segruintcs rasos.
I Alporcas.
Caimbras.
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n. | e Padr5es novos a 72 a vara- remiras de cor-
48, ha sempre para vender um complelo sorli- : 'es para colletcs, palelots e calcas de 3j500 at
Scbasliao .1. da Silva dirigida per Francisco Bclmiro da Costa.
Ncste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differenles dimencoes
(de 3009 a 3:000$) simples e dobrados,para destilar agurdenle, aparclbos deslilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com gradnacao at 40 gios (pela graduaco de Sollon Carlier) dos
inelhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferio, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques ele, parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas parafornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
armellas de cobre, lenrocs de ferro a latao,ferro sueuia inglez de todas as dimnses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que em otra qualquer
parle, desempenbando-se loda e qualquer enconinienda com presteza c perfeicao j conhecida
e para comraodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conlianca, acha-
ro na ra Nova n. 37 loja de ferrugens pessoa habilitada para tomar nota das cncommendas.
ment de ricos c encllenles pianos de todos os
procos e qualidades, os quacs sao de muila du-
raco pela sua boa conslruccao. Esles pianos
que foiam premiados com a medalha de primei-
ra classe na exposico universal de 1855, alem
de serem de 7 oitavas e 3cordas,sao de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podem compra-Ios com 20 ou 30 [0 de i
menos que em outra qualquer parle.
Pianos
archivo m
REVISTA HEBDOMADARIA
COEJLABORADO
TEIOS SRS.
. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. GilAlexandre IlcrculanoA. G. HamosA. Guima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlvos BrancoA. P. Lopes do MendoncaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Tinto da Silva' e CunhaF.
Gomes de Amoro) F. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CurvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollacoJ.E. de MagalhaesCoulinhoJ. G. Lobato
TiresJ. II. da Cunha IlivaraJ. J. da Ciara JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Hara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro do SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da MotlaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebollo da SilvaPaulo UidosiRicardo Julio FerrazValenlim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
Vcndem-se pianos de goslo moderno, autores
de primeira ordem. com excellenles vozes e re-
tratos : na ra da Cruz n 11.
Carne de vacca salgada, cm barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
v'ende-se superior linha de algodiio, bran-
cbse do cores, era novcllo, para costura: em
casa de Scuthall KellorA C., ra do Torres
n. 38
Em casa de llenry Forslcr & C, ra do
Trapiche n. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas dem.
Fogcs idem.
Arados idem a 30^000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampeoes de oalente com azeite proprio.-
... <. fc
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e
^ROVO AlfflAZEll
DE
li
v> <* <- m
u
C-':
;::
I
.
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2^500
at 10$ o covado, corles de collete de velludo
muito superiores a 9 c 12$, ditos de go-guro
e de fustao brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 18280 a vara,
| cortes de casemiras de cores de 5 at 9#, grosde-
naples de cores e pretos de 15600 at 3*200 o
covado, espartilhos para senhora a 0$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
i lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12j cada um, ditos Usos para ho-
j mera, fazenda muito superior, de 12 al 20} a
, duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2gi0, barege de seda para vestidos, covado a
15400, um completo sortimento de colletesde
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cotes a 7J> o covado, pannos
Para cima de mesa a 10# cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletcs a 2&800
o covado, bandos para arraacao de cabello a
1?D0, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimenlo de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e oulras muitas fazeudas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
cutis
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Lnfermidadcs da
em geral.
IHlas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
l'chacoes
Inflammaciio dofigado
Iiiflamniacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
do^ peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcies.
Queimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacocs.
Veiaa torcidas ou norta-
das naspernas.
Aos senhores donos de cocheit $.
Vendcm-se saceos grandes com milho a 4J500
no paleo da Bibeira d. 2 A. Tambem ha sacco:;
com boa farinha a 6 e 7J>.
Pennas de a^o inglezas
Vcndem-se na ra da Cadcia do Recite, leja n.
7, deGuedes& Goncalves, as rerdadeiras pennas
de 3QO inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilberme Sculy, pelo mtidiLi
preco de 2) a caxa.
Acba-se & venda>em casa do Sr. Joo Fre-
derico de Abroo Reg, ra das Aguas-Verdes,4
urna escrava do bonita figura, que cozinha o
diario de urna casa e lava perfcilameir.e, por
prego commodo.
Para apurar dinheiro.
Na grande fabrica de tamancos da ra Dir I
esquina da travessa de.S. Pedro n. 16, ha effec-
livamenle um grande e rico sortimento do la-
maneos de todas as qualidades, que se vende
muito em cotila para apurar dinheiro; a estacSo
invernosa est.'i na porta, portanto, os senhores
eooimercianlcs da praca e de ra dercm-se pre-
venir : vende-se a retalho^ c em pequeas e
grandes porpes.
Aioda resta alguns corles de chita rdxa de co-
res flxas fim 13 covados ; anim como lambem
chita franceza a 220, 20 e260o covado : na tuu
da Madre de Deus n. 7.
Vende-se um terreno na ra da Esper. neo,
com 350 palmos de fundo, latido na frente casas
a tratar no paleo da Santa Cruz n. 70.
Venjc-sc superior sal do Ass e palh
carnauba, a bordo da barca nacional Rea fe, tun-
deada defronle do Inpiche do Cunha : n liatar
rom Manoel Francisco da Silva Carneo, ua ra
do Vigario n. 17, piimeiro andar.
V'end ;m bonitocavallo com lodos
andares, castanbo : a tratar no largo do Paraizo,
cocheira n. 21.
Vende-sel l|2dnzade taboa^ de assoalho,
de louro, 7 travs de 25 palmos cada urna, 9 en-
chamts. pedras para soleira, urna pori-o de
cal e arca, e tambem urna porcao d i U Iha ."Ilu
na ra do Gordoniz, taberna n. 12, aonde achi-
rlo com quera tratar, das 9 horas s 3 da tarde,
finala moito iova.
Vende-se batatas a 8G0 rs. a arroba e em litir,:
a 40 ris: no pateo do Paraizo casa com oitac
para a roa da Florentina.
.-. > v.. .; ::. .. :^ @ g ,;.--, ^ ^89
Fazciulas c modas,
DE
i
&

#
1
A. P. de Carvalho. F. Silveira da Holla-
-Rodrigo Pagaoino.
45 RUAHOVft 45
Os nroiirietaiios deste novo cstabeleci-
Deslinado a resumir todas as sesmas o movimento jornalistco e a offerecer aos lcilores, con-
i
Os proprielarios deste novo estabeleci-
ment que desde hoje se aeha aborto a g$
concurrencia publica, recebendo directa- @
5 mente do Pars o Londres por todos os ;:;
j) paquetes artigosde modas que constitue o fi;j
@ mais bello sortimento de fa/endas em apu- @
.:j raiio gosto, tem resolvido para merece- g
@ rom a atteneo do respeitavel publico, j:j
j Tenderen as suas fazendas cun muila mo-
> diridade ile prejo. jrv
t\ m *r
tnnlamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus- i,, :,:," :.'. ,.:.. 3@@9^
tria ou as arles, alguns artigos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo imveusal,
desde Janeiro de 1S5, em que comeijou a publicar-se, tem satisfeilo aos seus fins, com a maior
exaciidio e regnlaridade.
Publica-se todas as segundas feiras era follias de 10 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escripterio deste Diario, ra das Cru/.es, e na ra Nova n. 8.
Troco da assignatura : pelos paquetes vapor 10$200 por auno ; por navio de vela 8$ (moeda
brasileira).
Ha algumas collerces desde o comeco da publicaco do jornal.
Vinho (ic Bmlcanx.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilliac & C, em Bor-
deaox. Tem as seguidles qualidades :
De Braiuleiibuig frres.
Si. Eslph.
St. Julien.
Marga ux.
I. a rose.
CliAteau Loville.
Cholean Uargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma easa ha
Wmm IPAMMEi IOTR1MR.
3 RA AGLORIJL9GA1SAOFIJj1[DO 3
Clnica pot ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou oulras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Becife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Soonn A G. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogucira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopuihicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......lOgOOO
Dilosde"2i ditos...............15g000
Ditos de 36 aitos..............20J090
Dito de 48 ditos...............25g00O
Ditos de 60 ditos...............OjOOO
Tubos avulsos cada um.............IjjOOO
Frascos de linduras........,.....2jJ000
Manoal de medicina homeopathca pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurga ele. etc. ,........20S000 .
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. IOjjOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6g000
vender:
Rherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac eni barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerreja branca:
Grande sorliatcnlo
DE
fazciiifis prelas para
para
9
f Fslopa. e
i Camisas inglezas. (",
8 Biscoulos em latas. 0i
Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu-
@ mero 6!. @
Pechincha.
Com pequeo loque de avaria.
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguica,
, vendomfse pecas de algodo encorpado, largo,
com peqi*>'no loque do avaria a 23500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores ixas bastante escu-
ras, pelo bnratissimo preco de 6g a peca, e 160
rs.|o covado.
Algodo com de-
leito, a 2,500 a
peca:
na ra do Queraao n. 19, esl se acabando.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
peca;
na ruado Queimado n. 19, antes queso acabe.
Algodo monstro
com o lo palmos, a 600
rs. a vara:
Vende-sc este "ungento no estabecimenlo
geral de Londres n. 224, cSlrand, e na luja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em loda a America
do snl, llavana e llespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nstrucgao em prtuguez para o modo de
fazer uso deslc ungento.
O deposito geral em cusa do Sr. Sonm,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Millio a SS000 a sacra.
Vende-se milho americano novo a 5 a sacca
grande : no armazem de Travassos Jnior & C,
ra do Amonm n. 43.
Vende-se. na ra Imperial n. 82, casa do
Sr. padre Albino, una negra moca, bonita figura,
propria para engenho por ser do mallo, e acosiu-
mada a esses serviros, reforcada e nao tem
achaques.
VcnJem-se 90 apolices in Compa-
nliia de Btberibe: na ra Nova n. 14,
primeiro ailar, das G as 9 Iioras da
manliaa.
Escravos fuglos.
No
Ucha o
lar
dia 0 do corrente fugiram do eng< nhi
es ravo Filippe, cabra, estatura i
poue.i barba, cora signaos de tx itiga ros-
to, representa ter 32 annos de idade, falla I
o no dia 8 o escraro Marcolino, denaco an-
gola, cor lula, alio e Seoco, sem barba, tem no
bracos signaos de vaccina, na testa urna i
em forma de meia la, ecm cima de u
urna sicalriz que repuchou alguma cousj a pe
tem a falla d ms) da, bem feito de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos es!s
Clavos levaran) cah;a de algodo azul Ir-
camisa de algodo de listra, alem de mais
que possuinm, e snppe-se que reunir' -
ra seguirem viagera para o serlao do Sobral di
onde o primeiro natura
der junios, ou a cada um
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo UcliOa.
: a quera os v. n-
de per si, ou delles dei
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camas inglezas.
Peitos para camisas,
Riscoutos.
Em casa de Ukwight & C
Cruz n. 61.
fia
a
Na na do Queimado n 19 vende-se esle
godo proprio para loalhas e lences, por
muito largo.
1
al-
ser
CASA DE
Huaresnia.
Grosdenaples preto a 1;600 o covado, dilo a
1$800. dito a 2g, dilo a 2^400 largo, dlo muito
superior c largo a 23000, 2J800 e 3$u00, sarja
preta lavrada larga superior a 2^000, chamalole
prelo superior a ijc 3j500o covado, sarja preta
de seda a 2;00 o covado, dila hespanhola a (}q 320 POl* 1G0
2;800 o covado, panno preto a 3$, 4, 5$, 6$. 7-,
SJJ, 9S o IOS o covado, casemira preta de l^SOO, 1
e 2g0, 2U&00, 2g80, 3i. 3:500 o covado, dita j
muito superior a 4$, superiores maulas prelas de '
fil a lOg cada urna, ditas superiores a 12$, ditas
muito superiores a 25$, los prelos a 8$, superio-
res manteletes pretos de seda bordados e de fil,
e oulras muilas fazendas de gosto por precos
mais comniodos do que era outra qualquer parte
11 loja do sobrado amarello, nos quatro cautos
paeraa do Queimado n. 29, de Jos Moreira Lopes
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do Io de uovembro em vanle, contratos mensaes para
maior coramodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperara a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignatur de banhosfrios para urna pessoa por mez.....lOgOOO
# momos, de choque ou chuviscos por mez 15?000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDICAO D'AURO
Seus proprielarios ofTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda c
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
lodos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moeadas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, pr lumnas e moinhos d vento, arados, cultivadores, pontes, "aldeiras e tanques, bolas, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal lm forem apresentados. Recebeni-se eacotnmendas neste esla-
beleciiuenlo na ruado Brem n. 28 A c na ra do Collegiohoje do'Imperador n... moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jee Joaiuin: da Costa Pereira, com tuem os nretfindenles se podea
entender para qualquer obra.
Tachase moendasl
Braga Silva & C, lera sempre no seu deposito '
da ra daloeda n. 3 A, um grande sortimento '
de tachase moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante dwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Modista Lisbonence.
Na ra Novo, sendo a entrada pela ra das
Fcrcs, n. 34, exisle um lindo e variado sortimen-
to de chapelinas de seda e enfeites de cabeca
para senhora, cora grande dTerenea de prec;o
para ni ais barato do que cm oulra qualquer
parle, sendo tudo de bom gosto.
Vendem-se ceblas em caixas c aos ceios,
por barato proco : na ra Direita n. 69.
Vende-se urna prela moga, coznheira, e
bonita figura : na ra do Crespo,
volla paraaantiga ruadla Cadeia,
perador.
A 2#000 ris cada urna.
Coberlas de chita : na ra do Queimado n. 19.
Cambraia
rs. o covado,
para acabar, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambraias de lislras c quadros muito largos,
pelo preco cima, e nao se dito amostras por ha-
ver muito pouco da fazenda. "
Chapeos de sol para me-
ninos de escola.
Vcndem-se na ra do Queimado n. 19, cha-
peos de sol de seda para meninos, a 4SO00 ca-
da um.
Algodo azul americano
proprio pararoupa de es-
cravos,
por ser muito encorpado, a 320 rs. a jarda, di-
l nheiro vista: no armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Salina
esquina que
hoje do Im-
Vendem-se
cabras de leite : alem do Manguinho, na estrada
do Montuno, no sitio fronteiro ao do Sr. Bastos.
Em casa de James Crabtree & C, na ra do
Cruz n. 42, vendem-se latas com salmao, de 1,
2 e 3 libras.de superior qualidade, chegado pelo
ultime navio em direitura de Terra-Nova,
B Vende-sc urna casa nos Afogados, ra de
S. Miguel, n. 28, livre c desembarazada : quem
pretender, dirija-se a ra Direita u. 68, que acha-
ra com quera tratar.
Espermacete a 640 rs.
Milho a 5#000
a sacca, em cuia
manteigaingleza
cha hysson a 1J760, bolachinha a 240, queijos a
1&80O, toucinho de Lisboa a 360 a libra, lallia-
rm a 320 : na taberna da estrella do largo do
Paraizo n. 14.
Escravos aliancados
1 moleque peca e 3 escravos para todo o ser-
vico, 1 escrava mucamba de idade 18 anuos, 1 l
dita excellente coznheira e engommadeia, 1
dila ptima coznheira por 1:2009, 1 dita de j
meia idade por 700 : na ra das Aguas-Verdes
numero 46.
>uem deixar
de comprar ?
No Bazar Pernambucano da ra do Imperador
vende;n-se os seguintes gneros, pelos comiuo-
dos precos abaixo declarados :
Batatas inglezas novas a 700 rs. a arroba.
Presuntos de fiambre a 400 rs. a libra.
Auiendoas de casca mole a 240 a libra.
Caixiuhas com cerca de 3 libras de ameiidoas
a 1*500.
Cerveja superior a duzia a 49500.
Queijos flamengos, cada um a 1000.
Charutos de diversas marcas e qualidades por
baralissiuDS precos para liquidar.
Bolinas para senhora, obra elegante, a 2$000
o par.
Em casa de Borolt da Cruz do Recifc w.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inicuamente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de llavana verdadeiros.
Algodiio americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Glianipanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Bilters, Whiskcy &
C, ludo despachado ha poucos dias.
liua Nova n. M.
Madama Bosa Ilardy annuncia ao respeitavel
publico que acaba de receber de Pars um sorti-
menlo de ricas vestidos para noiva do preco de
309 c 409 o corle, de 909 a 1109 de 2 bab'ados,
ricos corles de vestidos prelos bordados de vel-
ludo, um sortimenlo variado de grosdenaple pre-
to e de cores, lavas de pellica, ricas capellas pa-
ra noiva, ricos manteletes pretos do preco do 25s
a 359 cada um, ricos chapeos de seda cora veos
para senhora do preco de 20g e de 3fjS. cliapeo-
ziuhosde seda para baptisado de 7$ a 129, vesti-
dinhos de seda e muilas outras fazendas.
Vendem-se duas opas de gorguro: a Ira--
lar na ra da Cruz, no segundo andar do sobrado
numero 14.
Vende-se "um sitio com 1,200 palmos de
tundo e 460 de largo, Ierras proprias, com boa
casa de vivenda de pedra e cal, oitoesdobrados,
toda cercada de calcada, com bstanles aores
de fructo, o com excellente agua de beber, na
estrada de Joo de Barros, defronle do becco do
Espinheo : a tratar na ra do Cabug n. 2 C.
m
30-
Fugio r.o Jia 6 do feverero prximo passadi
a escrava Leandra, crioula, cor fula, alta, ma-
gra, bem follante, com os denles da fu:
dres e alguns quebrados, e com alguns cal
brsncos, levando loda a sna roupa. Esta escra-
va natural da cidade do Olinda, e lia uno-;
dias foi pegada no bairro do Becife por um pre-
to, o qual querendo leva-la para casa, foi cor
ella llludido, e evadio-se na mesma occa
por iso julga-se que elb anda por esles logare;
aeima mencionados : roga-se a qualquer
que a pegar, que a leve ra de Sania Rita, so-
brado n. -U. primeiro andar, que
Continua a estar fgida, desde 30 de
ro do correle anno, a escrava cabra de
' Josepha ; tem os signaos seguintes : idade -vj an-
nos pouco mais ou menos, altura regular, ma-
gra, curta da vi.sta, falta do denles, marcas de
pannos pela cara, cr paluda por ler-sc tratado
ltimamente de'frieldade: esta escrava na
do serlao de Cariris; porm desconfiare estai
nesta praca onde tem urna filha forra de nomo
Domingas e nm filho de nome Hatheus, escravo
roga-se, portanto, s autoridades poliriaes c
SOBS do povo a apprehensao da re
ou noticia certa, que receber cincoenla mil res
de gratiflcec.o, levando-a a sua senhoraa na
ledade, estrada de Joao Fernandos Vieira.
Fugio no dia 7 de uovembro rio anno
ximo passado o escravo Felippe.de nago An-
gola, de idade 45 a 50 annos, com os' signaej
seguintes : um tanto baho do corpo, cor
testa carregada, olhos pequeos, cara larga,
barba, falla fina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas n es,
parecendo ser muito mancinho, porm rauiti
velhaco e mettiuo a curador deemposlurias, de
bom corpo, pernos um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo do Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do i ng mho
Providencia, na fregoezia de Agua Preta. quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no di 1
do corrente, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 5 anuos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito puta, tem
bstanles cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por si
mais saliente as mos foveiras, provenid.:
calor de ligado. Esta escrava u-ndo sabido
de cosame, com venda de* arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensao de dita escrava, e leva-la a loja
do Preguica, na ra do Queimado u 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do Illm. Sr. lenle coronel Scbas-
liao, qne serao generosamente recompensados.
Fugio do engenho Bom Amigo tia pro.
de Alagoast comarca do Porto de Pedias,
travo crioulo de nome Luiz, de 30 a 40 annos de
dado, altura regular, beic,os grossos, troca um
pouco os olhos, dous denles da frente abertes
esle escravo foi comprado ao Sr. Joao Belx, se-
nhor do engenho Camulcngue em Barreiros, por
onde-sejulga andar : roga-se a loda e qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegar e levar ao
dito engenho, ou no Becife ao seu senhor, mi -
rador no ces do Bamos, sobrado enramado n.
4, onde ser generosamente recompensad*.
a 280, arroz de casca a 280,
a 800 rs., dila franceza a 5{i0,
DE
camas de ferro.
7o~Rua da Imperatpiz73l
Ncsle estabelecimento cncontraro um grande
sortimento de camas de ferro fundido e batido,
de lodos os tamanhos, e goslos os mais moder-
nos.
d o abaixo assignado de gratificarlo a quem lhc
levar ra de S. Francisco n. 08 A,seu o es. :.r
100000
gnado de gratifica^
. Francisco n. C8
Antonio, conliecido por Antonio Campesso, o qual
fagio em 19 do corrente, levando um caneco d<
folha proprio para carregar agua, um gancho ac
pescoco, lem 35 annos de idade, falla bem, per-
nas pouco arqueadas ; ha 15 dias chegou de ou-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Anto ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j
tra quem lhe lirou o gancho.
Francisco Bolelho de Andrade.
Em 5 do correnle mareo fugio Janu
crioulo, baixo, edr fula, corpo regular, sem bar-
ba, bem ladino, bem empernado, puno d.i bracos
grossos, sendo que um dos bracos tem urna p
secca, signal este bem saliente para ser averi-
guado e conhecer-se; foi encontrado na tordo
do dia da fuga no aterro dos Afogados, indo para
o Recite, onde lera urna irmaa fura, lem pai
forro de nome Domingos, morador na estrada do
Cachang, e irmo tambem forro de nomo Bene-
dicto, morador na freguezia da Varzea ; foi os-
crayo do negociante Jos Luiz Pereira, morador
4(rcom loja na ra Nova : roga-se a benevolen-
cia das pi-ssoas policiaes, capiles de campo,
corr especialidade os pedestres, a captura, le-
vando ao seu senhor no sitio da Estancia do i-
qui, que bem recompensar, e protesta com a
lei proceder contra quem o acoutar.


'8^
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FERA 15 DE MARCO DE 860.
Litieratura.
TYPOS ESTRAKGEIROS
O Kampognaro.
{ Concluso.)
MI.
Na planicie de Cinque-Miglia ha sempre urna
'inadrilha do salteadores promptos a ataonrom as
DTttftgens c a depojarem oVviajanfats. Debalda
fn o porcino estabclecido ahi urna guarda de
gendarmes a cavado. Os salteadores eonheccm
ns hbiles dos gendarmes ou ento aman.-aram-
nos. No invern, qiiem quor que se arrisca era
alravcssar a planicie do Cinque-Miglia esl certo
di ler que sustentar um ataque de salteadores, a
menos que nao seja un ataque de lobos, s lo-
bos aos bandos de irinla a cincoeiila, ionio os la-
dros, nao tem o menor rosneilo a propriedade e
al ousam ataca-la quando passa sob a forma de
nina malla posta, marcada com as armas rcaes.
l."u.brai-vos que prohibido a todos os cidad^os
ira/.er armas e porconsequencia defender-se con-
tra ladrees e lobos.
Pedro Zorbi e sen filho atravossavam, poi?, a
planicie Cinqni-Miglia e tinham medo. Nao aca-
bavarm de Ihes annunciar que a quadrilha do
'.' d i-li\rgoso, sahida ha pouco de seu covil de
lloole Corro, vagara pelos arredores.
Nao temos, Paolo, di/.ia o pai, nao temos a
apparenria de prssoas muito pobres e se encon-
tra rm OS os ladres elles nao dcixaro passar?
Que Deas nos proteja]
Entretanto declinava o da e a nevo caba em
oxpessos froeos. O vento soprava, fri e pesado,
i) rapa/ tiritara, o homem sitara de medo. Kilos
apressaram os passos, esperando alcangar alguma
, baa antes de anoitecor. Porm quanlo mais
se adiantavam, tanto mais a planicie branca c
de/orla pareca eMendor-se pelo horisonte.
He repente move-sc um monte de nev... Qua-
Iro homens mascarados levantara-se.
Face em Ierra I
i tro e Paolo Dcam immovis, gelados de ter-
ror.
1 inalro homens lanram-os por Ierra e ao
nasso que tres d'entre elles do-lhes repetidos
." ilpes, o quarlo apodera-sc do alfargo e esva-
t;:a-o.
K leu dinheiro, relliaco, exclama aquelle
parece sar o ciiefe.
Meo dinheiro! responde com vivacidade
Pie'.ro Zorbi, roalmcnte uieus ricos senhoresla-
iii os, nao ganhei nada.
(.lustro carabinas enlerrarn Pielro na nev e os
eadores comecam a despi-lo.
o zampognaro nao resiste nem di/, palavra.
1 pera anda que elles esqueccro os trapos de
que estilo cobertas suas pernas e antes deixar-
s -liii desancar do que entregar o dinheiro. Seu
lillr', porm, muido de pancadas, grita a arreba-
tar : entao o pai nao pode guardar mais o segre-
", lisenle a mo e exclama :E' all!
Em seguida cahe desmaiado.
A gura lempo depois passa um carro e leudo o
cocheiro divisado dous corpos meio cobertos pela
nove, os viajantes pde pe em trra. Os dous
eorpos respiram anda. Os viajantes conduziram-;
os para a carruagem e foi assim que Pielro Zer-
bi e Paolo foram salvos do fri e des lobos.
VIH.
Na aldea visinha os dous feridos foram reco-
lliidos por um velho medico que se encarregou
ii.....ira-Ios.
lisse medico nao era rico, mas tinha um cora-
iii compassivo c era mais piedoso que sabio.
Nao receitava a seus doenles remedio capaz de
mala-Ios, contentara-so com esperar a cura da
eflicacia do panno branco, das sopas gordas, das
ares e do dinheiro que os fa/.ia erar. Seapczar
rgimen, seus doentes morriam, o bora
doutor rogara a Deus por elles, sem nunca ter
balido lies vezes nos peitos, dizendo :
Minha culpa minha culpa rainha mui
pian Je culpa !
rudo e Paolo passaram uns quinze das em
do medico. O Iralamenlo maternal de sua
velha ama fecbou-lhes as feridas, c seu generoso
vinho repoz seus estmagos em perfeito estado
do sa le.
Emlim ei los de p, andando como se nunca
h tuvessem atravessado a planicie Cinque-Miglia.
A rarainho para a trra !
Antes, porm, de partir, o pai recebe do medi-
co um ultimo remedio, um bello cscudinho, una
' :-'!. o a velha serva enche o alforge do filho
um pao, um queijo e urna abobara Lera
ebeia.
Sede honrados c verdadeiros calholicos, diz
o doutor.
Rezsi madona e ao anjo de Gargano em
nossa iritenso, accrescenta a ama.
Deus vos dar o cntuplo do bera que lendes
eiio, exclamara com a mcsmarozPietro e Paolo I;
Dous das depois, os dous zampognari punhaui-
se de joelhos na estrada para agradecerem ao
('o, pois acabaram de avistar a pequea chami-
n de sua cabana, enegrecendo com sua fumaria
0 co azul.
Nao andam mais, correm... Vo tornar a ver a
joven mi, o velho pai ceg c os pequeiios.
Chegarara ; lanearu-se..".
Oh sorpresa bonitos pedacos de lenha en-
cruzara-se e fumegam alegremente. A pequea
ia,devora urna grande quantdade de rerda-
deira polenta, verdadeiro milho com verdadeiro
toucinho. Traja bellos vestidos noros como se
o proprio bom Deus se houresse cncarregado
della u'ausencia do pai e do primognito.
Mas onde est o ceg? onde est a mi?
Elle parlio para bem longo, dizera os filhos.
Ella nao larda a voltar 1
Pielro e Paolo esperan], esperam, esperan). Os
ausenles nao roltam.
Inquietos, correm a aldea, e dentro em pouco,
gracas as boas almas, explicam-lhe o milagro...
0 pai ceg morreu de pobreza. Ajovenm
urna mulher perdida...
De tedas as mocas de sua aldea, Serafina era a
mais formosa no cia em que com a louca branca,
jurn eterna iidelidade a Pielro Zerbi. Como s
linha solfrido eorporalmentc e nao no espirito,
anda era bella aos Irinla annos.e mais de um fi-
dalgo, ao passar, laneava-lhe olhares de cobiga.
1 m dia, pois, que fazia muilo fri c em que
ella linha urna fome devoradora, foi ao bosque
aj untar a guns sarmentos. Vo'.tou triste, paluda,
cuidando na soldo, nos soflmenlos da seus fi-
lhos. Um burguez que visitara suas Ierras, aehou-
a de seu goslo e mostrou-lhe um escudo... Se-
raflna fe:hou os olhos.. Mas ella os abri e o
escudo reluzente pareca grilar-lhe : queros pao
para leus filhos? queros um vestido para ti?
leus filhos sofTrem e tu s bella '.... Serafina es-
queceu-se do seu juramento, e do Pielro Zerbi,
talvez morto!
Alguns das depois ella tinha pao para seus fi-
lhos o para s. Tinha bellas vestas de panno ver-
delicados aiuda. Nao linha mus nula anuos,
tinha vinte ; c todos a lhe dizerem : Serafina,
leus labios sao cor de rosa, queres que eu te
ame ?
Mas nao fallemos mais de Serafina.
Outro ouvio silenciosamente a narrago de sua
infelicidnde. Coraeo nobre e honrado, (lea por
algum lempo prostrado. Volla para a casa, sen-
ta-se diante do fogo, e deixa as horas correrem
sera abrir os bfeos. Seus Olhos se approximam
dille, quando vem a noile e perguntam-lhe :
Quer comer, meu pai '?
Nao como o pao da deshonra !
Os meninos, amedrentados pelo seu olhar, fo-
gem.
Um pouco mais tarde os meninos que se ti-
nham delado soziuhos, adormecern!. Pielro
conserva senipre os ps eslendidos na cin/.a apa-
gada, pois nao quizera arender o fogo da rcrgo-
uha. Paolo, acocorado em um canto, com a ca-
bera entro as mos, olha de quando era quando
para o lado de seu pai.
De repente Pielro levanla-se c despendura seu
machado, suspenso alraz da porta. A A a-o deva-
gar. Paolo com os bracos crusados parece com-
prehenJer o approrar o que faz seu pai. Elle nao
cuida na mulher perdida
A mulher perdida nao est de rolla e a noite
est Anda. Os primeiros claros d'aurora alra-
vessam o co negro.
Pietro Zorbi tumou entao seu machado afiado,
e o escon leu debaixo de sua carmagnola de pello
de carneiro. Encaminha-se para a porta; Paolo
levanla-se c diz resolutamente ;
Quer que eu r com Vmc.
Vem meu filho !
sem duvida em sua honra, o mais ruidoso estnbi-
Iho da mont.inha.
De repente parou um coup....
Nelle achara-so urna senhora asss bella, aja-
da que tivesse pussado os trinta annos e cujo
rosto, um pouco mais que varonil, era illumiua-
do por dous olhos grandes que se fixaram no po-
bre vagabundo com urna adrniravcl condescen-
dencia.
Fascinado, Pietro deixou de soprar em seu
odre sonoro e t'omou urna posbno napolitana,
islo inleiramenlo esulplural, o q-ie pa-
receu duplicar a admiraco da dosconhe-
cida.
Entretanto o cocheiro linha descido da almo-
rada e tendo-lhe esta senhora dito una palavra
ao ouvido, o zampognaro, immovol, recelua com
urna bella moeda de ouro, urna ordem escripia
n'um bilhele de risita.
O zampognaro estar embasbacado. Nada
compreht-ndera, engano-me,comprehendera
a peca do ouro e
ler...
culo to bizarro, achar-se-ia de subilo em um
centro to estranho, lo ruidoso, que elle pensa-
ra ter-se tornado lonco, so nao jolg.is.se que a
populacho inteira eslava accommellida de urna
alenaco mental. Elle se adiantaria com pre-
cauro, temendo arriscar-se nesta especie de la-
bynntho humano, nesta muhido, que revolve-
se.'qncse aperla, que se choca, que sobretudo
grita, e que enlhusiasm*-sc com seus proprioa
'gritos, a poni que, se elle nao fleasse surdo de-
pois do primoiro quarlo de hora, desejaria quasi
licar, como os condemnados de Dante que Cer-
bero tortura com seus uivos eternos: Ch'etttr
corran sordi. Urna vasta IVira parece alraves-
sar a ciJark em todo seu roniprimento e espa-
Ihar-se nosla grande e bella arteria, que se cha-
ma Tole lo, nos innumeraveis beccos adjaccnlps,
as praess, nos caes, por toda parle. Dr-x'-a
que aples em maaaa esl de muda. Queacon-
tecimcrilo, que cataclysma podo por em agita-
cao loda a cidade, e evacuar as casas 1 Ser
, e evacuar as casas 7 Ser.'i o
nada mais, por nao saber \ volcao que a ameaca ? Ser um Irecnor de Ierra?
urna innundaco ?" Q'icrer 0 mar deixar seu
Um dos basbaques, altrahidos por esla scena, | papel pacifico e complacenie ? nao querer elle
mui longa, apezar de haver durado um minuto ser mais o espelho puro e lmpido, no qual a ci-
apenas, para nao reunir uns trinta Parisienses dado das sereias, apoiada negligente no verlenle
em torno de um chapeo ponludo. um desses has- I das colimas, deleita se em mirar e admiiar-se?
baques, digo, sabia casualmente um pouco de i Ouasi que se acreditara nisto, pela quantdade
italiano. Approximou-se, pois, do zampognaro,
tornnu-lhe o bilhele c lhe Iraduzio :
Que urna princeza moscovita ou cochinchineza
convidava ao misero vagabundo a apresenlar-se
em seu palacio no dia seguidle pela mauhu s
onze horas em poni....
X
Quando o primoiro zampojnaro fez suaappa-
F. os dous homens sahem. Para onde vo elles? ricao em Paris, os Parisienses deviam ter corrido
Vao malar o seductor de Serafina, Andreas > atraz delle como alraz de um embaixador do
Colombo. ?hah (la Persia. Hoje muitos desses Parisienses
Pietro e Taolo encontram um gendarme que os, jnlgam-no viudo da Saboia, ou da Auvergne ese
esperara na primeira volla do camlnho e queiadmiram muito de que elle nao lenha a marmo-
apressa-se em condiizi-los o casa do Sr. juiz delta, como a maior parle de seus pretendidos com-
rielro 6 invadido
s coniprehendom
S M. Fernando de
paz.
O Sr. juiz de paz 6 amigo intimo de D. An-
dreas Colombo, qu rei do paiz, sendo mui
ricoe alm disso cousclheiro de sub-prefeilura.
Como elle parlilha com esle honrado magistrado
muito lucro Ilegitimo, est a par de suas aven-
turas amorosas e deye garantir-lhc a impuni-
dade.
Da primeira vista de olhos, elle rcronbeceu
Pietro Zerbi. Fingi, porm, nao conhece-lo e
recebe-o dando-lhe duas vigorosas bofetadas,
a saudaco dos magistrados de aples.
Assuslado por esse repentino ataque da parle
de urna personagem tao official, Pielro deixa ca-
hir o machado !...
Um machado! Ali! salteador! exclama o
Sr. juiz de paz no cumulo da indignacao
Mas eu ia ao bosque corlar alguns ramos e
o Sr. juiz sabe que costil me na torra...
Mentes... que vicsle fa?er aqu ?
Trazcr pao para meus filhos ..
Mentes, ladro...
Senhor juiz...
A polica te conhece ha muito, vagabun-
do...
A pocia ..
E repelndo cssa palavra,
por um tremor nervoso que
aquellos que sao subditos de
Bourbon.
i juiz de paz nolou que aquello golpe acertara
em bom lugar.
Eu poderia mandar-te enforcar, disse elle,
mas um lidalgo que se interessa por li. .
Sou innocente, senhor... diego de apo-
es... tenho...
Tens conspirado...
Eu?
A polica !... Enforcado era duas horas ou
ja quinze leguas esla noile, cora esle passaporte
i e em Ires dias fura dos Estados de S. M !
E logo dous gendarmes arraslain Pielro e Pao-
i lo. Mandara buscar a zampogna e a cornamusa,
I pois os dous infelizes nao devem inesmo dizer
adeus a cabana notal, nem aos lilhos. A' noile
: os dous gendarmes enlregam os dous zampognari
; a oulros defensores da ordem publica, que do
mo em mao levara-nos a fionlcira.
Eis, pois, os nossosdoos zampognari condem-
! nados pelo dircilo do mais forte a vagar na ler-
\ ra do exilio, a mendigar de porta em porta, a
esqueccresteque lem una mi,aquelle
que lera urna mulher,urna mai, urna mulher
amada ha pouco e venerada, agora vendida peja
miseria opulencia.... Ide bons zampognari!
Que os eslrangeiros lenham piedade de vos, j
que vossos compalriolas vos abateram, expelli-
rara e deshonraram !
IX
Acompanharemos Pielro o Paolo de elape em
elape, alravez de sin longa viagetn ?
De que serr Quer circule, quer fique im-
morel, a miseria montona, sempre se parece
comsigo propria.
Demais o zampognaro nao naja, muda-se.
Nao lem elle diuheiro, nem lempo de olhar Nao
aprendeu nada ; nao sabe ver nada. Paysagens e
costumes, cidades e governos, homens e cousas,
(nao lhe passa dianle uus olhos como se nao os
lirosse.
patriotas.
A admiracao parisiense nao tao absurda co-
mo parece primeira vista. Com elfolo alguns
zampognari tra/.era algumas vezes comsigo um
animal maior do que urna marmota, vislo que
um urso sinplesinente, mas um urso de mrito
e civilisado, que dansa como a Rozali, bebe
agurdente, fuma cachimbo, fas mil Irarcssura
e al, Parisienses! commetlc militas rez-s
Irocadilhos de patarras, que eu recommendo aos
vossos vaudevillislas.
Outro dolalhe nao menos inleressanle.
Sabis que em aples a barba um allenlado
contra a seguranza publica. Condemnam-a sem
remisso a vinte e cinco annos de priso com
Irabalbo. Paris. pelo contrario, gusta da barba e
dossapadores.e nao man la em geral para Cafen-
na nem estes nem aquella. Assim, apenas um
zampognaro se dirige para cssa capital do .mun-
do civilisado, se apressa em activar o re-
novo do crime napolitano. Mas nao volle elle
por aples com esse ornato mazzinisla, pois a
polica pr-lhe-hia a mo era cima e debalde lhe
prodigiosa de conchas c peixes, que movera-se
em enormes cestos, em cada canto da ra. As
(ojas enehxem-se, ns calcadas prolongara as lo-
jase as ras servem de continuacao s calcadas.
Ser um concurso de ichthyologia, a apulhuse
da pesca, 0 carnaval da mar ? '
Legie inleiras de -vendedores do peixe opre-
senlam-se as ras, e cada um delles torni-se o
centro de um grupo de curiosos ou compradores.
Ao empenho que fazem s suas prorisoes, dirieis
que a cidade esl esfonieada, ou que o ultimo
dia que nella se jantn. Esles pescadores sao bel-
los com seus costumes naluraes, trazendo ns os
nervosos bracos, que poderiara servir de modelo
ao Gladiador, e as pernas herculeaes, que tem a
firmeza do bronze florentino.
Com umadas mos elles gesticuhm cora toda
a viracidade meridional, com a oulra elevara
altura do sua cabeca, ou antes do nariz dos que
passeiam, gordas etiguias vivas, que Ihes do a
falsa apparencia de feili -eiros.
Depois encontra se a cada passo monloes de
praios, potes de barro ou de folhas de Flandros,
utensilios de cozinha. barracas ornadas com fo-
gos artificiaos, brinquedos de meninos, comesti-
veis de todas as especies. Ahi esto as campo-
ricamente jaezados. Os reis trazem uas mos
vasos de ouro cheos de incens e myrrha.
Os caraponezes lem lodos os costumes napoli-
tanos dos seeulos XVII e XVlII. As mulheres
lem o toucado da bella Frascatane, trazem mutas
cadas e brincos. O (rajar nao to slricto,
alm disso ha um precedente nos muitos qua-
dros dos gram.es mesires. O anachronisrao
perfeito; vai a ponto de nos moslrar ura capu-
chinho ou um carmelita descalco, viudo com o
hasto na mao o sacco as costas adorar o Mos-
sias.
Um grupo de camponezes para e lhe pede sua
henro. Talvez que esta boa genio pense que o
bom mongo clnga em linha recta deJerusalem, o
que se ajoelhou no santo sepulcro.Nao nies-
mo do admirar ver urna davina as mos de um
dos escudeiros do re nclchior, ou um calador
abalendo com um tiro o passaro, que deslina ao
Menino Jess.
Ha alguns que despendem sommas fabulosas
em ura destes presepes. O filho contina a obra
coraecada pelo pae, e algumas vezes um rico pa-
trimonio se absorvo nesle museu rustico. As
pequeas estatuas de barro cosido ou de madei
ra esculpida sao obras dus melhores artistas ; po-
rm sao somonte as cabecas e as mos, o mais
est oceulto por vestuarios, mas oslas mos e
esta cabeca custaram um dinheiro louco. Ha
se diverlem, que comprara, que Tendera, e que
esquecem um instante o Natal, suas fostas e o ca-
pitone para saudar seu joven rei e sua bella so-
berana ?
No diaseguinte, este rnesmo viajante, que te-
ma arriscar em um labyrinlbo humano, nao fi-
caria menos sorpreso encontrando a cidade de-
serta. Nem um grito as ras, nem um arraa-
zem aberlo, nem um Zampognaro! O silencio
mais absoluto remanas pracas, to ruidosas al-
gumas horas antes.
Na vespera julgar-se-hia estar em Arersa. o
Charelon de aples, no dia seguinte crer-se-hia
oslar em Pompea. A nlegria descanca um ins-
tante para recomecar larde. E dosta rez o jan-
lar ser palriarchal ; um tocto gigantesco reuni-
r lodos os prenles, desdo o aro al o nelo.
A (esta nao corre mais as ras ; achou-se to
bom no seio da familia, que ahi firou.
Ac.ii. DE f.OLZIESF.S.
(Journal den Debis.Calda* Junior.)
Variedades.
AuctiEOLOuiA.A cidade de Bury talrcz a
mais notarol nos condados do leste de Inglater-
ra, pelos restosd'archileclura, que anda possue ;
mas isso nao deve admirar, sabendo-se que aquel-
cabras e 'c4rerrosJ7asi>n^vVcMroVqu'a va- la cidade linha no lempo da dissolucao cincoenta
lem lano ouro quanlo ellas pesam. | egrejas ou capellas, e urna esplendida abada,
O lamanho destas estatuas raria com a dos c"Ja n cra Calculada em meio milhao esler-
presepes : lia algumas de. duas pollegadas, ou-
tras de ura p : sao asmis eslimadas; fazem
algumas mesmo de tamanho natural. Haifua-
lorze ou quinze anno, o rei Fernando II man-
dn construir um presepe em seu castello de Ca-
sero. Accorriam para o rerpessoas, que habi-
lavam vinte leguas de distancia, e as salas nao
se evacuaran) ; era rerdadeiramenle real Um
sacerdote possuia um to rico, quo era preciso
pordrages porta e sentincllas em cada canto
para o deixar visitar. Nesle presepe os reis ma-
gos traziam rerdadeiros cofres de ouro e podras.
As pcrolas, os rubios, as esmeraldas ahi abun-
da vara. Urna mulher da Georgia linha no meio
da fronte um diamante to grande e de urna to
bella agua, que urna duqueza teria voluntaria-
mente posto em seu diadema de patricia. Era a
regente do presepe.
Obrante tod-j o lempo que esle rico abbade
doixava visitar o thesouro, elle trema de febre.
lima bella manha o acharara morlo em seu loi-
to; talvez tivesse sonhado quo o tinham roubado '
nozas d'Ischia ou de Porcida, que anda nao ab- o o medo ou o desespero o inalou.
dcaram os costumes lo piltorescos de suas ilhas.
Acocoradas ou senladas sobre os calcan ha ros,
ellas vendera ovos e legumes, ou os cozinham em
fogareiros, d'onde se eleva urna nuvem de incen-
s. Um fiade mendigo passa c abenefta pesca-
dores e camponezas; elles se persignara e tro-
lino, abada que estere por muito lempo, qui-
nhenlos e dezenove annos era poder dos benedi-
lnos.
Era quasi ura outro S. Pedro de Roma, c a au-
toridad do seu abade, era. pouco mais ou me-
nos, a do monarcha do Vaticano, porque nenhum
hispo tinha poder sobre S. Edmundo, e no seu
templo podia celebrar-se a missa, ainda quando
o reino eslivesse interdicto.
Asdimcnsesda abada de Bury e S. Edmundo
erain as seguintes :
O grande mosloro cruciforme linha 506 ps di:
comprimento cora duas lories lateraes octgonas
com 30 ps de dimetro.
A egreja tinha urna nave de 196 ps de com-
primenlo e 83 de largura, c um transepto de 2il
ps de comprido com urna ala leste formando
bside o guarnecida de empellas.
Sisgeberto em 633 resignou a soberana dos
Anglos-orientaes, e raclieu-se frade na ab-
bada.
Em 903 o corpo do rei Edmundo foi para all
j transferido de Hoxne, onde havia sido enterrado
pelos Dinamarqueses em 870.
Em 1020 o rei Canuto vsilou a abada dos be-
a
operarios c torna felizes militares de m-ninos.
A' meia noile, a familia toda inteira vem ajoc-
cain piedosamenle um ovo, urna couve, um pei- Ihar-se peranle o presepe. O mais moco dos li-
xe por uma ituagem de San Pascoal ou de San-
Francisco.
E' um immenso caravansara, menos as leudas ;
o Napolitano passa voluntariamente sem este
dira elle :
Era Paris esla barba era quem me sus- abrigo, elle que lera seu bollo co azul, turqueza suas symphonias ; ella responden) canucos;
lentava ; rainha propriedade, rainha vida. de dia, saphyra noile; porque, anda que esteja-1 ludas as pessoas oram ; a joven pelo seu noivo,
A polica, nao comprehtndendo, fa-lo-hia ha-1 se no lim de dezembro, a atmosphera ainda est o pai pedindo o trabalho diario, nunca o do dia
hilar lindamente e por muilo lempo alguma pri- branda e lepida ; o invern ainda nao leve tem- seguinte : Dac-nos hoje o osso pao de cada
sao das mclhor vigiadas e se d'ahi sahisse por. po de lomar posse deslc paiz abencoado,c que | da ; a rae ora por loda a familia. E' una
milagro, Iraria, eu vos prometi, o queixo lo tivesse !
rapado como a tonsura do capeltio que se tires- Talvez que sequizesse ver a lava do Vesuvo
se encarregado de converl-lo aos bons princi- esclaiecer com sou reflexo avermelhado una sce-
pos, e houvesse verificado sua incapacidade era na lo piltoresca ; fazer um Chorard Storer dosla
materia de conspiraco. rasla lela de Callot ou de Salvalor Rosa. Mas o
Explica-se o mysterio da barba. Nao sendo a rolco esl muitu longo di cidade ; suas cham-
zampogna sempre muito approvada, o zampog- raass esclarecem em alguns romances. E'pre-
ara s tem que ajunlar uma barba espessa e ciso, pois, renunciar-se isso, resignar-se ao
dentro em pouco augmenta seus lucros ; os pin- gaz da companhia e contcntar-se com as lanter-
lores empregam-os de quando em quando, rae- as, com as tochas dos pescadorese com a la.
I dianle tres francos por hora, para representar o Islo j nao pouco para uma fosla, porque na
papel de S. Jos. vordade uma festa, o a mais bella, a que resu-
Instruido por um compatriota coudescendenle, me todas as solemnidades de aples, a noite de
desde a sua partida de aples, Pielro Zerbi Natal, a primeira e a verdadeira festa chrislia,
deixra cresrer a barba e elle a linha negra e pois que ella recorda o naseimento do Christo !
blanca, bem comprida e fornida para lhe gran- Entretanto, como nao ha uma festa bella sem
gear o einprego de Pai da Egreja em algum qua- msica, os zampognari sao os que procurara co-
dro religioso. i luir ora sua monodia doce e gravo todos os gti-
Fazeiu-se presepes por toda a parle : as egre-
jas, nos palacios e na cabana dos pobres; ven-
de-se alguns lodos poroados de pequeos homens neu""'os, voltando de Hulrao e d'Ely e depoz
um sold. Esla industria faz viver centenas de sua coroa n0 altar.
O abade Baldwui reconstruo a egreja que foi
acabada em 1095.
Eduardo, o confessor, apeava-sa do carallo
uma milha distante da abada e entrara a p.
Bicardo I foi orar naquelle lempo antes de
marchar para a trra santa.
Henrique II foi alli corado em maio de 1157,
e cra Ti de outubro de 1175 foi buscar a bandeira
de S. Edmundo para marchar contra o conde de
Leiscester e seus Flamengos.
O rei Joao vsilou a abada era 1201 e 1203, e
Henrquc III fez muitas romarias aquelle mos-
sceiia de tocante piedade : "abela ihoiia"par- I 'eiro.Em 1214 o rei foi obrigado pelos nobres e o
Ihos toma um menino de cera e o colloca entr*
a Virgen Maa e S. Jos, sobre um pequeo
borco de musgo. O presepe est esclarecido a
giorno. Os zampognari locara a mais bella de
Nao seria a esse magnfico lestemunho de sua
virilidade que elle dereu a honra de ser notado
pela princeza e de ser recebido era sua casa na
hora marcada, por um soberbo senhor, todo aga-
ce aniraar-se cora este Beihleem em miniatura
o Filho de Deus apparece circundado deum res-
plandor de ouro, a cabeca da Virgem scinlilla,
os arijos tem aureolas; suas harpas tocam, seus
labios se anie-abrera,e a supplica sobe ao co com
os sons destes pobres pastores, Nao eram pas-
tores que cereavam o menino Jess em seu as-
cimento ?
Agora a occasio da ccia. A taberna,nos a
lilil.unos esquecido !a taberna tem tambero
seu papel no presepe. O Napolitano nao teria
imagina lo una paysagem sem una taberna, bem
abastecida, bem afreguezada, bem attracliva, pa-
ra servir de descanco aos pastores fatigados do
urna longa perogriuaco. Elle faz Beihleem se-
melhanca de sua cidada natal.
Uma vez que o bambino esl no presepe, elles
los desses mercadores, lodo o bruido dessa po- | se sentara a mesa, e ella se entregara com mu-
pulaco era delirio. Em loda parle v-se bri-
Ihar urna lampada ou ryrios dianle da iniagem
da Virgem ; as mas, as lujas, nos pateos, os-
eado, e que elle sera duvida tomou por algum ; les bons pijferari fazera ouvir o soni cadenciado
de sua gaita
marechal de Franca ?
Ei-lo, pois,era uma anli-camara,que nao del-
ta de comparar ao paraizo,cora seu lilho, por
quem nao se esqueceu de acompanhar para se
adiar menos embarazado.
Abre-se a porta. Urna persouagom lo Ja vestida .
de preto faz ura signal aos zampognari. Estes
seguem-a, cxtasiando-se a cadadegrode uma
los diante de
Senlam-se desasaJamente em duas cdeiras quo
Ihes apresenlam e devorara sem ceremonia loda
a especie de iguarias que nunca tinham provado.
Comiudo embaiaca-os una cousa : esses garfos
brlhanles nos quaes se poJiara ver como n'um
espelho.
Elles comeram por uraa semana.
Uma criada arraslou-os enlo at o segundo
andar e os introduzio em uraa espacosa sala al-
luraiada por cima, ornada de rail curiosidades
Incessan emente preocupado com o pao quo- qi,e elles nao comprehendera absolutamente. Fi-
tidiano, pela manhaa disputa ou regatea, aqu
coma polica romana, acola com a polica aus-
triaca, afira deobler o perraissao de ganhar a
vida ;. e apenas a oblm.-no sem trabalho, cor- ;
re al a noite pela cidade c pelo campo, parando
Os zampognari, o presepe e a ceia sao os tres
grandes elementos da fosla de Natal em aples.
Elles vem de lo longo partera, p, do centro
dos.Vbnuos ou das gargantas da Calabria; sua
gaita toda a riqueza destes rsticos; ellos na
se embaracam cora uma bagagom iuutil. Ura
manto de la escuro que, noile. serre-lho ao
a estada bordada de estatuas. fc-U'i"'"-''-' mesmo lempo de colcho e de coberta. uraa ves-
urna mesa profusamente tM-rida. '
dianle dos cafs, das egrojas e das casas particu-
lares, locando o sen instruraeuio, implorando a
piedade dos ourintes. Chegou, porm, a noile, o
dia nao foi muilo mo. Dentro de ura atrergue
qualquer, ir elle ao menos dormir contente ?
Nao, sonhar desse canlinho do mundo, que pa-
ra elle o globo inleiro, porque nasceu e lor-
nou-se chrislo, porque deixou sua mulher, uma
mi, a felicidade do passado, a esperanca da
volla.....
Caminhando diante de si, sera saber para onde
iam, Pielro e Paolo alravcssaram Roma, Florcn-
ca, Bolonha, Modcna, Parma, Milo e Nice ; C-
nalmcnle chegarara a Paris por Harselfia e
Lyao.
Terei necessidade de dizer-vos que elles nao
cam ao p da porta, nao ousando adianlar-se,
to magnifico Ibes parecer o tapete sobro que
andavaro.
Repeutinamenle sahe uma forma de delraz de
um grupo de marmore.... a Sr.* princeza cra
trage de (rabalho, pois a Sr." piinceza es-
culptora c piulora, se isso nao vos desa-
grada.
Comtudo acha-se rostida com muita arte.
Traz um vestido de seda alcochoada, preso cin-
tura por ura cordo de botlas de ouro. Seu for-
mse peilo esl cobetto por uma camisa de cam-
braia ornada de rendas, presa a
um boto de diamante. Tem nos
sobretudo de seda azul escuro que flucta a ron-
lade. Balanca-lhe na cabeca uma especie de
louca que, cabellos negros c recalcitrantes, procu-
rara lancar por Ierra.
Aos zampognari cada vez mais embasbacados,
a Sr.* princeza digna-se dirigir algumas pala-
rras benevolentes em italiano e fallando, lama
at inlerrogam. Maravilhosa natureza do Napo-
litano A palavra para elle um luxo. O gesto
amplamenie sufflcienle para todas as suas ne-
cessidades de cnmmunho. Um niovimenlo de
cabera, um piscar d'olhos, ura raovimento de
braco, e lem pronunciado ura discurso inteiro.
Mmico por excellencia nao precisa aprenJer as
linguas ; sabe Indas, pois que pode conversar
com todos aquellos que fallara.
Com alicenca do prefoilo de polica, Pie-
lro Zorbi passeiava atravez de Paris o dos su-
burbios com os seus andrajos e a sua alpestre
zampogna.
Achou-se um dia diante da columna Vend-
de. Ea! ella Irazia urna sollana de panno ver- me. julgou roconhecer na estatua a que ella ser-
sabiam a primeira palavra da lngua franceza ? I a Pietro Zerbi um olhar to profundo que o
Comiudo fazem-se comprehender, respondem e | Abruzziano perlurba-se como uma moca.
Esta pe uma lela no cavalcte.
melho, urna camisa de panno branco e sapatos de
annis dt ago polido que lornavam seus ps mais
ve de pedestal, o santo patrono dos Parisienses e
com a cabega piedosamenle descoberta entoou, 23 ou 24 de dezembro, assistiria um especta-
A princeza com uma facilidad* toda artstica
desenlia era largos traeos do fusin a admirare)
cabeca de Pielro Zerbi.
Pietro Zerbi ganhra naquelle dia quatenla
francos (16$000 res) sm menos de una hora.
Dentro em pouco deixou a zampogna e abracou a
profisso de modelo. Na ultima Exposico de
Paris admirava-sc um magnifico 5- Jernimo.
Era o relralo vivo do pobre zampognaro dos Ab-
bruzzios.
(Presse U. D.)
A noile de natal em aples.
0 viajante, que desembarcasse em aples
te de pellos de carneiro, um chapeo ponludo. or-
nado de uma penna de galo, ou de um galo de
la, alpargatas ligadas s pernas por simples cor- j f'[*
deis; eis seu coslume desde moitos scalos.
O filho primognito segu o pai nesla longa
peregrnacio atravz as capitaes da Europa; elle
toca ura instrumento sui generis, meio pfano,
meio clarineta. A cennamella, assim que o de-
nominan) ; d olas agudas, doces, ardenles, c
raslura cora uraa volubilidade subtil, sua taga-
rellice de menino, con. a msica lenta e mon-
tona da gaita. Nesto conecilo pastoril, a cenna-
mella representa a meloda, e a zampogna o
acorapanhamento ; a voz sobresalte a orcheslra.
Esles pobres msicos roonlanhezes vo de por-
ta em porta, e o povo napolitano, muilo piedoso
e rauilo caritativo, pede-lhe novenas. Sao es-
tes os contratos desles artistas nmades, e
sao bem curtos O dinheiro, que ganham, ser-
re para dotar suasfilhas, para pagar subslluiooes
seus filhos, e muitas vezes para sustentar sua
familia durante o resto do anno. Elles se obli-
gara a tocar, durante os nore diasque preceden)
niagein da Virgem, ou
aoude quer que haja
um presepe, o zampognaro est corlo de fazer
sua novena.
O presepe representa um grande papel na
historia das fostas e dos costumes napolitanos.
Fazera alguns que se enllocara sobro mesas, ou-
lros que oceupam muitas salas. E' un Bethlom
de phantasia, que se conslrue cora pedacos de
cnica e de raadeira ; Muitas vezes sao moiita-
nhas lalhadas. rochedos fracturados, puntes lan-'
cadas sobre torrentes, lagos, cscalas, e ao longe, '
perder de vista, pequeas aldeas cobertas de .
nevo.
E'antes ama paysagem do norte do que do,
oriente. Nao importa ; ahi est a grua onde se
ve a estribara, o presepe ondo nasceu Je-
sus-Christo. Aojos suspensos na entrada en-!
toara oGloria, quantdade de cherubins apres-
sam-se em olhar de mais perlo o recem-nasci-
do. Aqui v-se uraa grande porco de pasto-
res, que vera Irazcr-lhe modestos prsenles;
alli o seraphim que veio annunciar-lhc o santo
mysterio.
la alegra. A lisia dos pralos coinpe-se de le-
gumes, massas, peixes e fruclos seceos; po-
rm uma variedade prodigiosa e uma intelli-
gentc disposico fa/eni delles ura verdadeiro fes-
lira. A aletria abre a marcha, depois soguera-
se enguias simples, que preceden) enguia mona-
tro, enguia principal, os capiton, o rei do ban-
quete : uma raura do carne branca, gorda e
ladea. E' muito carregada e mesmo indigesta,
porm muito cara. Os mdicos a prohiben) aos
estmagos fracos, e al aos mais robustos, es-
perando Que lhe obedecam, porm nao so tem
cuidado de os escutar ; a maior prate destes pra-
los appareccni uma vez por anno na noile de
Natal, todos elles recordara uraa circumslan-
do mysterio de Bcthleem ; cada um del-
es une-se uma crenca, uraa tradico; mas ti-
car-se-hia bastante embarazado, so devessera
explica-la.
Nao ha pobres nesle da ; os ricos asseguram-
clero a proslar-se diante do altar-mr d'abada,
e a declarar as leis normandas derogadas.
Em 1216, o delphim l.uiz saqueou a abada e
levou-lhe as reliquias dos sanios.
O legado Olholon, em presenca do rei, excom-
raungou n'um concilio cclcl>rado na abada, em
ferereiro de 1267 os ha roes rebeldes.
Eduardo lea rainha Leonor lizeram roto na
abada de fazer uraa peregrinaco Ierra santa.
O rei Eduardo II cclebrou alli a festa do Natal
em 1320.
Era 1381 Jock Straw atacou a abada e mandou
malar o prior.
Eduardo III, Ricardo II e a rainha, Henriqie
VI, llenri]ue VI e a rainha Isabel visitaran) lo-
dos aquelle templo.
Celebraram-se parlamentos no refeitorio do
convento em 1206 el2!7.
Shaksperar alli compoz- uma scena de Hcnri-
que VI.
O duque Humphrey foi assassinado em 1 i 17
na hospital de S. Lourenco perlencente abada.
Poi-ii-AcAo n\ n.iiv de Cevi.vo.A ilha de
l Ceylo uma das mais bellas possesses da In-
i glaterra. Est situada ao sud'este, c perlo da
! pona da India, quein do Ganges, o sopara-seda
i cosa do Coromandel pelo estrello de Manaar.
Sua historia comeca desde a mais remota anti-
guidade.
Ha dous rail annos, que o buddhismo foi alli
inlroduzido, o desde enlao a ilha nao cessou de
ser um dos principaes centros dessa relgio ex-
travagante, que conla actualmente porto de 400
milhdes de sectarios.
Anda alli se encontra o bo que dcsccndc
da arvore myslica, cuja sombra, segundo a 1ra-
dico india, Bouddha doscancoa na poca de sua
primeira incarnaco. A arvore deste nome a
lhe urna excellente ceia. So algum fosse'esque- mn.i:i nf>gi Oje se conhece ; sua especie existe
araisa de cara- "" ><-
o pescoeo por a fesla de Nalal> dianle da n
hombros ura dc alg,,,u presepe, poique a
cido, elle vendera antes o resto de seus movis
I ou levara seus ltimos lences a casa de cm-
ponhos. E'alm disso odiadas gratifteaces.
0 Napolitano nao guloso, muito lhe falta para
t islo ; o lazzarone vive de lo pouco o opera-
i rio jaula sempre uma sopa de legumes; nos do-
. mingos e dias de festa elle regala-se cm ina-
carro ; purera na noile de Natal a sobriedade
lhe parecera indifferenea em malcra de relgio.
Nesla noite a gulodice riscada da lisia dos pec-
cados capilaos.
Assenta-se mesa perlo de meia noile ; le-
vanla-se... quando levanla-se para tocar fogo a
plvora : eis aqui os ses, as girndolas, os pe-
lardos do Ruggeri do lugar.
cultivada ha dous mil annos.
Ceylo foi descoberta em 15')5 pelos Portugue-
zes, que a possuiram al 1656, poca, na qaal
alli se eslabeleceram os Hollandezes.
Os Inglezes a lomaram em 1795, e a ilha foi
definitivamente cedida Gra-Brctanha ern 1802
|iela paz de Ainiens. Depois e poupo a pouco,
ella foi cumplidamente conquistada.
Sua populaco, comprchendendo as dfforcntes
racas e os 30,000 eslrangeiros, que a habitara, ,
segundo o ultimo recenseamenlo de 1,727.975
alias. Esl hoje provado que, antes do sceulo
XV ella contara 5 milhdes de habitantes.
Actualmente a populaco esl dividida cra
quatro grupos principaes, que sao : os Indgenas
divididos em Chingalais, Oneldas, e Bedlias ; 2o
Hourc ura lempo ora que esla dislracco pas-
sou esses lmites. As bombas lomaram Vopor- j J Malabares ; .1 os Mussulmanos provenientes de
s oun-vus lan- diversas ongens d frica ; 4 os tnropeus.
coes gigantescas. A corporaco dos
con uma pmvocaco dos cardadores; ainda
que a auloridade inlervesse e publcasse uma
disposico, pela qual prohiba as bombas e con-
deinnava multas os recalcilranles.
Mas os ourives nao se iraportaram com a ba-
galella de uma mulla. Ficaram lvres dellas pre-
parando rolos de escudos, que representavam seu
valor, e continuaram cora raais forra. Foi pre-
ciso amcaca-los cora a priso. Devla-se ler co-
me^ado por ahi. Alira-se fra voluntariamente
ura punhado de ouro para festejar a noile de Na-
tal, mas ninguem gosta de passa-la em priso ;
lano mais quanlo a noite raais longa do auno.
Tambera a escolhida para se ceiar.
CoiislaiicaVerricr.
POR
GEORGE SAND.
[ Continuaco. ]
Conslanca eslava muda de indignaco. A du-
qui za sorria menos alegremente do que costu-
mavs ; mas vencendo a necessidade a sua pieda-
de disse :
Nao comprehendo a phantazia desse horri-
\ 11 velho, em vez de procurar fazer-se amar.....
Elle mesmo confessou-me a exquesitisse
do seu syslema, respondeu a Mozzelli, e confes-
sou sera muito esforco, com mais espirito do
que arrependimento. Era muito eloquenle e nada
o alrapalhava.
Eu estara apaixonado por roc.J disse-mc
elle, desde que a encontrei pelo braco do seu
amante. A sua extrema mocidade, o seu rosto
de bondade, me haviam conquistado ocorago.
Mas na minha idade o amor 6 mais complicado
do que pensa. Mislura-se-lhe um senlimento
de paternidade, uma adoracao pelas gragas da
innocencia. Eu tinha portanlo, necessidade de
restituir essa innocencia ao seu ser moral, e sor
amado por voc nao como um protector ulin
mas como um amigo verdadeiro. Ja linha olili-
do esse resultado, o resto nao lhe importava, e
l) Vide o Viar.j a. 59.
nada teria roubado pureza de sua alma, a do-
cura elevada das nossas relacocs. Voc fez mal
em desconfiar. Velou como Psych, o como
ella, afiigentou amor. Agora, nao podem mais
as nossas relacoes ser as mesmas, recobrar a
sade, mas nao me querer bem, cu o conhego.
Talvez queira deixar-me.
Ainda duvida exclameieu. Ento nao est
certo disso ?
Psrei, espantada da expresso satnica que
apparecia nesse rosto lvido e fino, c qual,
achei as ininhas recordaces uma semclhanga
assustadora, a primeira vez que vi o Richelieu
de Philippe de Champagne. O inslinclo da
conservaco illuminou-me de repente, o, quer
fosse uma exagerago do meu horror por esse
homem, quer o meu raciocinio repentino fosse
lgico, lembrei-me do em que cahiria se fizesse
a menor ameaca O conde deria temer as mi-
nhas rerelagoes, e talvez fosse capaz de ludo.
Fingi.pos.crer que a nossa atnizade, purificada
pelo seu arrependimento c pela minha vigilancia,
poderia renasccr apoz essa ignorancia.
a Consent mesmo em passar um instante por
uma crealura inlcressada que nao renunciara s
vanlageifs da educago e do bj;m estar. Dei-
xei-o fallar, e mesmo esperar que forcas de
bondade, sararia cssa ferida. Cumpre confessar-
Ihe ; houve nesse momento, em sua alma mal-
dita, alguma cousa de grande ; vo ver.
Oque espera e mim ? dizia-Ihe eu. Que
eu podesse ser sua amante sem desgoslo e sem
avliamento, depo3 que me fez comprehendera
belleza de uma affeico pura? Isso impossi-
vel; eu o desprezaria?
Comprehendo, exelamou elle. Agradego-
lhe e abengo essa santa colera em que a vejo.
Ser engaado, o destino dos velhos, e at hoje
eu linha escapado a elle. Poderia cahir de novo
se voc fosse uma moga vulgar. Amo-a tanto,
que me contentara com os seus raros momentos
de piedade, se nada podesse mais para comigo
Mas voc conservar o seu odio, e ressenliraento,
e eu seria muilo digno de lastima. Antes quero
Em cima brilha a estrella que condu-
zio os magos aos ps de Jess. Os prsenles tido de equipagens segu o coche real.
mudam, nao mais a offerenda ingenua dos pas-1 saudava e applaudia-o.
lores, pagens, criados, escudeiros e negros vem ] nem agentes de polica
Nesles ltimos das, esla mulldo, que rimos
lo compacta e quasi inaccessivel, abria-se es-
I ponlaneamente, talvez a primeira rez depois do
! da de Natal, para deixar passar carruagens. O
rei quiz mostrar joven rainha o espectculo
desta alegra popular.
Toda a corte imitara seu exeraplo ; uraa mul-
0 povo
A capital da ilha de Ceylo Colombo, cuja
populaco consta de 10,000 almas.
Esta cidade serve de residencia ao gorernador e
s difierenles autoridades inglezas.
Os oulros pontos mais notareis da ilha depois
de Colombo, sao : Tonta de Galles, Kandy, Ne-
goinbo, e Trinqucraale. Essas cidades foram, no
oulro lempo, as capitaes de oulros tantos reinos
com cguaes denomingaes, e todos muito flores-
centes.
. Colomsac.vo \fricas\JO Graham's To-
wn (jornal) d os soguintes detalhes relativos a
um projeclo de colonisaco feilo pelos negros dos
Estados-Unidos no continente africano.
Ha nos Estados muitos negros livres, que nao
eslao salisfelos com o procedimento dos Yn-
teos a seu respeito.
Tratara, por isso, de emigrar em grande nume-
ro, para formar n'frica uma colonia, como a de
Lobera.
Parece que a frica meridional ser o ponto
escolhido, e se nao forem inquietados pelos Ca-
fres, eslabecer-se-honas margensdorio S. Joo.
Nao se via soldados, \ O plano dilficil ; mas os autores esto decidi-
Que leriam elles fa- | dos a execula-lo, e j partiram alguns para exa-
aps os tres magos: veom-se camellos e cavados zer no meio de tantas pessoas que se riera, que minar as localidades.
que rae restitua a sua amizade filial, se m'a pode
prometter, juro-lbe sobre ludo quanlo ha de
mais sagrado no mundo, sobre o seu proprio co-
racao, em quo cullivei a candura, e a rectido
nao pode negar isso,que eu respeitarei mes-
mo no meu pensaraenlo, e que dormir real-
mente era rainha casa como na casa de seu pai.
Nao creia, conlinuou, que aquelle dos meus
dous amores que maldiz e desprezo, seja o prin-
cipal aos meus olhos. Nao! O amor paternal
o mais forte ; elle o alvo da rainha dedicago,
a alegra, a gloria do meu futuro. Voc tornar-
se-ha uraa grande artista se licar comigo, c eS3e
o meu sonho e a rainha ainbico. O outro amor
esquega-o ou pelo menos finja que o esquece.
J nao existe ; a sua maldigo fe-lo desappare-
cer ; corareid'elle, se exigir que core. Continu
a ser rainha lilha, minha creaco, meu ideal,
como o era em sua consciencia, e em suas casias
expansoes. Nao me tire a nica venlura'quo me
resta. Tenho uma mulher enferma e devota, fi-
lhos ambiciosos e positivos. Na minha casa nin-
guem me ama. Coucedcm-me uma certa supe-
riordade de inlelligencia, mas censurain-rae de
nao ler uma instruegao e querer mais aos meus
sonhos do que minha fortuna. Seja voc s
toda a minha familia. Nao me deixe desesperar,
abandonado na vida. Pense que os annos de
um velho esto cnlidos, e que quasi um cri-
mo abandona-lo, enganar-lhe a ultima espe-
ranga.
a Tudo isso era maisberadito do que eu Ihes
cont, e seu lindo rosto de porcelana fina, como
diz Michelet fallando do grande cardeal, tinha
raios de sensibilidade, a ponto que pareca cor-
rerem lagrimas de seus olhos penetrantes, ora
suaves como o co, ora faiscaules como scen-
lelhas. Eu condeca que se ello nao me tivesse
engaado indignamente, ese nao fosse casado, a
sua idade nao me impedira de ama-lo, de casar
com elle, se o quizesse e de ser-lhe fiel.
Mas essa meia persuaso, qual, apezar da
minha rcsolucao de ungir, eu me sentia arrasla-
da, redobrava o meu terror. Se eu deixar esle
hornera apossar-se da minha confianca, eslou
perdida, diza eu comigo mesmo, e qualquer dia '
teria ou de uma herdeira de contrabando, o que ha de j
mais cobarde no mundo.
Deixei-lhe acreditar que eslava tranquilla, e
pedi-lhe que me deixasse s com as minhas re-'
fiexes durante alguns das. Mas apenas se foi, ]
conheci que a minha resolugo eslava bem lo-
mada.
Apezar de todos os juramentos a rainha des-
confianza despertara, e nao podia mais adormecer.
Eu exigir que a horrivel velha sahisse de casa
no mesmo instante ; mas ao cabo de uma hora,
rolln ella sob preloxto de arranjar a sua roupa.
Em nao podia doita-la para fra forga, e a velha
procurara com mil caricias desarmar-me, dizen-
do que nao advinhava era que podia desagradar-
me. Eu nao me atreva a explicar-me, cora-
quanto tivesse certeza de ser ella cmplice do
amo, o tema realmente que tivesse idea de en-
venenar-me, quer por ordem doquelle, quer por
vontade propria, para sepultar comraigo um se-
gredo, que talvez nao fosse sem precedentes no
mesmo genero, para com outras infelizes, menos
desconfiadas do que cu fura.
Recusei por isso comer e beber qualquer
cousa na hora do olmogo Sahi para o jardiro,
dizendo que voltaria e mandando que fizesse caf.
liiiigi-me ento para a portnha do cercado;
mas achei-a fechada com duas voltas, c voltan-
do, observei que o jardineiro vellava na sahida
principal. Eslava guardada vista, os muros e
fossos erara difficeis de escalar e de pular, e eu
cstava to fraca que nao podia contar com as mi-
aas forcas, a montanheza sclragcm. Resolv
esperar a noite, e passei o dia a trabalhar com
apparente assiduidade. Rei ainda um passcio ao
sol posto. Despcdi-me das minhas flores, dos
meus passaros, de todas essas cousas puras que
eu aprender a amar, oque ero to innocentes d3
minha vergonha, como indifferentes minha dr.
Quando ludo ficou enrollo Das sombras, diri-
gi-me de novo ao parquezinho e ahi achei o jar-
dineiro corcunda que fazia boa guarda, ao passo
que a Rila preparara era casa uma cerla iguaria
que eu mostrara desojar, alim de restituir-lhe a '
confianca. Esse jardineiro era muilo hypncrita, i
mas muito pnllro, como eu j notara. Atirei-me
a elle de improviso, puz-lho ao roslo uma pis-i
tola, que tirara do quaito do coude, e que talrcz
uo eslivesse carregada. Mas eu me mosirava
lo resolvida a queimar-lhe os milos, que deu-
me a chave sem hesitar. Ordenei-lhe que abrisse
a porta ; e lendo sempre a pistola apuntada so-
bre elle, saltei para fra como uma flecha, como
um raio, como uma louca.
Corr na direegao da cslrada que costea o
areal, mas, fazendo com rauilo espirito zig-zags
pelo prado, para atrapalhar o corcunda que me
segua, e cujas compridas pernas ouvia establera
atraz de raini como as de um esqueleto. Eu
commcllra a imprudencia de jogar fra a arma,
c o corcunda dera por isso sem duvida.
Senli-o muito perlo de mira, no momento
em que ganhei a estrada ; mas carainhava para
nos um carrinho, e o meu perseguidor parou
i Comprehendi que, se deixasso passar esse carro,
elle poderia pegar-me no caminho deserto. ,,Ali-
rei-me frente dos cavallos pedindo um lugar.
O conductor quiz-nie repellir, porque os viajan-
tes tinham alugado a legno para elles sos.
Eram inglezes quo poseram o nariz na por-
linhola, c que, ourndo a voz de uraa mulher, \
offereceram-mc para entrar. Recusei dizendo
que nao la longe, e supplicando somente que me
dexassem ficar na bolea ou na escadiuha. Foi-
me concedido esse favor. O cocheiro senlou-me
ao seu lado c agoulou os cavallos. Onde iamos?(
Eu nao sabia, mas vollavamos as costas Geno-
va e estava salva.
Dessa vez eu nao fuera a loucura de partir
com as mos vasias. Nao queria mais estar
merc do primeiro viajante a quem a fome me
forgasse a implorar. I.evava comraigo trescnlas
libras das Ires rail que o conde me dera. Eslava
vestida rauilo simplesmente, mas bastante aga-
salhada para supportar a riagetn. Era eia Janei-
ro, mas a noile eslava agradavel, e quando
meia noite chegmos Chiavan, era que os via-
jantes deviam pousar, eu me reconheci. Paguei
ao conductor e fugi para escapar s suas per-
gunis e aos seus offerecimenlos.
< Elle linha-me dilo que levara os seus tres
inglezes Florenga por Lucca. Eu nao queria
alravcssar o meu paiz. Procure uma diligencia
para Sarzana. Cheguei a lempo, porque e.ssa di-
ligencia ia partir. Em Sarzana s me demorci
quanlo bastou para comer, porque oslara em je-
jura havia vinte e quatro horas e part para Par-
ma, onde descancei um dia sem apparecer a nin-
guem. D'ali me dirig Verona oude o destino
me deteve.
Na viagem eu inquirir dc mira de que r-
reria, quando tivesse gasto a miseravel somma.
de queso me muir cora intengo de fugr. No
racio dos smilios que podia fazer, o de continuar
o estudo da msica dominara todos os oulros.
Mas era-me necessario ganhar com que pagasse
os meus cstudos, ou pelo menos cora que viver
esludando s, e nao viaque o thcalro poda aco-
Iher uma pobre moga como cu. Mas alli no me-
nos ouviiia os primeiros cantores, e poderia for-
mar-me s pela audigo, como tantas outras !
Tralava-se de saber se eu seria capaz de cantar
os segundos pappis, ou pelo menos os lerceiros.
Fui ao thealro c ouvi patearem a prima-dooa.
Todava a pobre moga linha talento, cera vezes
mais talento do que eu tinha ento, mas era ve-
lha, cansada, cantata o seu papel um quarto de
lora raais alio. No dia seguinle, fui offerecer-me
para subslitui-la. Era muita audacia ; mas eu
tinha comprehendido, que o publico pouco at-
tendia scieucia c s queria os meios.
{Conlinuar-se-ha.)
PERN. TYP. DE U. F. DEFAR1A. 1S60


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