Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09012


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Full Text
\
AMO IIXYI. HOMERO 61
Por tres mezes atlhui'ados o$000.
Por tres mezes vencijns 6$000.
QDiETA FEIR1 14 DE HARCO DE 1869.
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
BXCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parolaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima; Na-
tal, oSr. Antonio Marqimsda Silva; Aracaty, o Sr.
A. de Lemos Brag; Cear.o Sr. J.Jos deOliveira
Maranhiio, o Sr. Manoel Jos Martina Bibeiro
Cuimores; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Monea Jnior ; Par, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas, o Sr.Jeronvmo da Costa.
I'Alt l in v UU COKhfc.ll>.
Olinda todos os dios as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garantios as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Kx as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Prot.i, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os rorreios parte maslOhorasda manhn.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaro : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia. .
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: tercas e sextas ao meiodia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
mpio dia.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheiaaslO horas e 24 minutos da manha.
14 Quarlomiiiguaule as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos do
manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo a 11 horas e 18 minutos da tarde.
DAS da semana.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. dout da igr.
13 Terra. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Quarta. S. Mathildes rainlia ; S. Afrodizio m.
15 Quinta. S. Ilenrique rei ; S. Zacaras p.
16 Sexla. Ss. Cyriaco e Taviano ruin.
17 Sabbado. S. Patricio ap. da Irlanda.
18 Domingo. S. Gabriel Arcbsnjo S. Narcizo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SIL.
Alagos, o Sr. Claudino Falco Das;Babia,
Sr. Jos Marlins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O prcprietario do diario Manoel Figueiroa da
Para,na sua livrariapraca da Independencia ns.
fie 8.
PARTE OFICIAL.
Ministerio.^ jiisl<:i.
EXPEDIENTE I) DU Hr DE JAKEIRO DE 1860.
A directora da tomada de cenias, Iranstniltin-
de -is instruccoes seguinles, regulando o servico
da lomada de rentas :'
Ministerio dos negocios do fazenda. Rio de
Janeiro, em 31 de Janeiro de 1860.Angelo Mu-
niz da Silva Ferraz. presidente do tribunal do
thesouro nacional, ordena que, pora execucao do
art. 48 d,. decreto d. 2,.153 de 29 de Janeiro de
lt?59, se observe o seguinte :
Artigo 1." O director geral da lomada de con-
taa propor ao ministro da fazenda as coalas atra-
sadas, anteriores ao exercicio de 1856 a 1857,
que pudereni ser examinadas Tora das horas do
expediente ordinario da reparlico, nos termes
do artigo do decreto cima citado, e bem OSSm
os empregados da respectiva directora mais id-
neos para a liquidarn das mesinas contas.
> 1'nico. O ministro da fazenda designar
tamben), quando ojulgar conveniente, para o
desconpenho desse trabalho empregados que
pr-rteiicam a oulras directorios do thesouro, ou-
vindo para isso os respectivos directores.
Art. 2." As contas que deven preferir-se para
o fin) de que traa o artigo antecedente sao
aquellas a respeito das quaes houvcr sequeslros
ou oxecucoos, ou em que se presumir alcance, se-
guiudo-se depois as mais modernas do referido
exercicio para traz, de modo poretn que neste
ultimo caso se nao liquidem os coutos perlen-
centea a um exercicio sem que eslejam liquida-
das todas as da mesma nalurera daquelle, que
immediataraente Ihe succedeu na ordem chrono-
logica, ofim de que se Iragam semprc justas as
contas modernas e se rao ajusfando depois as
mais atrazadas, conforme couber no tempo.
Art. 3 Aos empregados designados na con-
formidad".' do art. 1. aereo confiadas as contas
cojos livros e documentos poderem ser fcilmen-
te relacionados, afina de que o liquidaco deltas
soja feita pelos mesmos empregados em suos ca-
sos ; os de moior importancia, ou que constaren)
de grande numero de livros e de macos de docu-
mentos, nao sohiro do thesouro, c s afai pode-
ro ser liquidadas, salvo se o experiencia mos-
trar que tambera podem se-lo pela mesma furnia
sem inconveniente algum.
>; nico. O director geral da lomada de con-
tas classificar as contas segundo a disposico
artigo, mandando organisar as respectivas
relaces.
Art. i." Os livros e documentos sero entre-
gues aos empregados mediante reribo passadu
em livro para esse lim destinado, d'onde conste
com toda a cspcrificaco e clareza o numero e
nalureza dos li\ ros e suas folhas, e dos documen-
tos de cada corita, o estado em que se acharem,
o ludo quanto for necessarn para precisar a res-
ponsabilidade doa empregados e dos exactores, e
evitar duvidos futuras.
1." Os empregados so ficaro isenlos da res-
ponsobilidada prevista nesle artigo quando en-
tregaren! lodos os livros e documentos no estado
em que foram recellos, dando-sc-llies ncaie
caso quilarao l.ivrada no mesmo livro em que ti-
verem assigoado o recebimenlo.
S 2." Os documentos das cuntas que tiverem
de ser tomadas fora do ihesouio sero rubricados
pelo respectivo contador.
Art. 5." As contas devero ser lomadas por
tiotis empregados separadamente. O primero a
quemo respectivo contador distribuir aconta,
depois de examinada, a entregar com o seu re-
lalurio e as tabellas que o deveni acompanhar
ao mrsmo contador, o qual, guardando esses
trabalhos, devolver o conla ao segundo que
designar para lamliem exaniino-lo, devendo este
proceder do mesmo nimio que o primeiro.
Art. 6." Logo que o contador receber o rela-
tarlo do segundo empregado, a que se refere o
artigo antecedente, proceder os confrontaces
com o do primeiro, e, depois dos precisos exa-
mes, dar seu parecer, a prese rita nao a conla
assim preparada ao director geral da lomada de
cotilas.
S nico. Nos relatorios que fizerem os empre-
gados trotaran) dislinclomonte de cada um dos
ponlqs que pela nalureza da conla devam ser
examinados, declarando se foi observada pelo
respousarel a legislarn que reger a materia, e
ai omisses, erros, ou fraudes encontradas no
acto do exame, e ludo o mais que enteiiderem a
bem dos interesses da fazenda e para o exacto
julgamento da conla.
Art. 7." Pela tomada de cada conta fra das
horas do expediente ser abonada aos emprega-
dos que effecluarem, logo que cada um delles
apresenlar o seu trabalho, urna gralilicaco mar-
rada pelo ministerio da fazenda sobre uiformaro
dos contadores, e parecer do director geral 'da
tomada de coritas, devendo ter-sc em vista para !
a fixaco da mesmo graliicaco a nalureza e
importancia da conla.
5 unico. Eslas gratifleaces podero ser fixa- !
das tabello permonenle.
Art. 8." Examinada quolquer conlaarithmctico
moralmeiile, na confurmdade da legislarn em ;
rigor, cooaiderar-sc-ha tomada, para o abono da '
gralilicaco, logo que cada um dos empregados a :
quem houver sido distribuida apreseotar o seo
trabalho nos termos do art. 6.", oinda que o jul- j
gmenlo definitivo dependa, por parte do res- l
pensavel, da solucao de duvtdas, ou exhibico '
de documentos indispensaveis para o procedi-
irienlo ulterior.
S unico. Se por qualquer motivo a conta nao
puder ser completamente liquidada pelos empre-
dos encarregados de examina-la, teram elles,
nao obstante, direilo a urna parto degralificaco
que prtelo) iarn se concluissem O trabalho,' a
qual ser arbitrada pela forma estabelecida artigo
aolecedenle, devendo a outra parte ser paga,
quando a conla r ajustadadefinitivamente, oos
mesmos empregados, ou oulros que fizerem o
trabalho, se aos primeiros nao tiver sido possi-
vel conclui-lo.
Art. t) Os contadores podero perceber al a
trra parle da gralilicaco arbitrada pela tomada
de cada corita.
Ait. 10. Ofxame e liquidaco dos contaj se
regular pelo que se ocha proscripto nasinstruc-
gdes de 26 de abril de 1832, e mais disposicocs
era vigor a'respeilo desta materia, cmquanto o
contrario uo for determinado.
Art. 11. Na liquidaco dos processos de divi-
das de exercicios findos observar-se-ho as pre-
sentes instruccoes em ludo quanto for applieavel,
e bem assim as seguinles disposiroes:
S l. As dividas de exercicios findos que podem
ser liquidadas fra das horas do expediente do
thesouro sao as designadas na 2.a parte do art.
*S do decreto u 2.3i3 de 29 de Janeiro de
18.->9.
2." Osprocessns sero examinados por dous
empregados separadamente, seguindo-sc em
titdo o rnais o que fies estabelecido nos arts.
5.* e 6."
s, 3." Se ao contador da estaro competente
nao fr possivel proceder ao exame final e dar
parecer sobre os processos que houverem sido
liquidados, o ministro da fazenda designar um
des outros contrdores do thosouro, sobre pro-
pe-sta do director geral da conlabilidade, que
para esse fim distribuir os Troeessos pelos
referidos empregados.
4. As allribuices dadas nos prsenles ins-
truccoes ao direrto'r geral e aos respectivos con-
tadores da directora geral da lomada de cotilas,
em materia de exame a liquidaco de contas,
sero exercidos, no que respeita liquidaco
das dividas de exercicios findos, pelo director
geral c contador da 1 3 conladoria da directorio
geial deCOIltabllldae ; bem como pulo contador
que fr designado nos termos do paragrapho
antecedente.
Ao presidente de Piauhy, para expedir ordem
i Ihesouraria de fazenda da provincia, alim de
que seja feilo pela quinta parle o descont que
o lenle Guilherme Marques de Souza est
SOtTrendo em seus vencimentos para indemnisa-
co da fazenda publica.
Relaco de requerimenlos despachados.
De Olympio de Souza Galvo, guarda do almo-
xarifado" do arsenal de guerra de Peroombuco,
pedindo augmento de vencimentos.Nao tem
por ora lugar.
De Venceslao Ignacio da Conceico, conlra-
meslre da olficina de alfaiatc do mesmo arsenal,
pedindo augmento do jornal que percebe.A seu
lempo ser deferido.
De Miguel Honorato da Silva, pedindo que se
Ihe mande abonar por inleiro o ordenado de 300j>
que venen como porleiro do arsenal de guerra,
lugar em que foi aposentado com melode do re-
ferido ordenado.Declare deque arsenal foi por-
leiro.
De Alcxandre Antonio de Arruda. ofTicial es-
pingardeiro do arsenal de guerra de Pernambu-
co, pedindo augmento do respectivo jornal, e dis-
pensa de comparecer ao ponto.Por ora nao lem
lugar.
De Joo Perreira Vidal, ofTicial correeiro do
mesmo arsenal, pedindo aposentadoria com o jor-
nal que percebe.Nao lem lugar.
De Macario Rodrigues dos Passos, ex-soldado
do 1" bolalho de arlilharia a p, pedindo que
se Ihe proporcione um meio fcil de subsistencia.
Por ora nao tem lugar.
De Manoel Antonio da Silva, ex-cabo de es-
quadra do exercito, pedindo ser empregado em
alguma das reparlires militares da provincia de
Pernambuco, ou reformado.Por ora nao lem
lugar.
De Joo Ferreira Tavares, agente da fabrica de
fardamenlo do arsenal de guerra da mesma pio-
vincia, pedindo o abono de urna gralificacn alm
do ordenado que vence.Por ora nao lem logar.
De Joaquim Miguel do Amaral, ex-sargeolo do
9." balalho de infanlaria, pedindo um emprego
em qualquer reparlico militar.Por ora nao
lem lugar.
De Joo Frinrisco da Silva, mestre de gym-
naslica do arsenal de guerra de Pernambuco, pe-
dindo augmento de vencimentos.Por ora nao
lera lugar.
De Joaquim Ilerciilatio Pereira Caldas, pedin-
do ser reintegrado no posto de lente do exer-
cito, do qual loi Jdemiltido em virlude do seu-
lenca.Nao lem lugar.
De Jou Jos de Moura, lenle reformado do
exercito, pedindo entrar para o quadro do mes-
mo exercito.Indi-ferido.
De Graloliano Urbano Cavalcanii Florido, pe-
dindo para assenlar prora com o designo de es-
ludar.Entre para o exercito e depois requeira.
De Francolina Joaquina dos Prazeres, pedindo
que se mande dar baixa a seu marido o msico
do 9." balalho de infanlaria. Candido Francisco
Dulra, nao obslante nao haver anda concluido
u seu lempo do serv.;..Indeferido.
De Aleixo Jos de Oliveira, brigadcjro refor-
mado do exercito, pedindo ser Horneado menibro
do consellio administrativo para fornecimcnlo do
arsenal de guerra da provincia de Pernambuco,
e empregado seu tilho Joaquim Jos de Oliveira
no mesmo arsenal, ou no hospital militar. = Pur
ora nao lem lugar.
De Antonio Manoel Estevo. pedindo ser rein-
legrado no lugar de almoxarife do presidio de
femando de Noronha.Indeferido.
De Joaquim Garca dos Sanios, cx-sogundo sor-
ginlo do exercito, pedindo um emprego.Por
ora nao lem lugar.
De I). Ilenriqueta Amalia de Brilo Burlam-
que, pedindo que se promova ao poslo brgadei-
ro a seu marido o coronel do corpo de eslado-
maior de segundo classe Trajano Cesar Burlama-
que.Nao tem lugar
De I). Maria Amalia de Souza Teixeira, pedin-
do perdo para seu marido o soldado do 10." ba-
lalho de infanlaria Ralduino Antonio de Souza
Teixeira, que est respondendo a conselho de
guerra pelo.crime de insubordiuaco.Indefe-
rido.
De Joan Mauricio de Almeda e Albuquerqne
primeiro cadele do 10 balalho de infanlaria, pe-
dindo perdo do resto do lempo que falla para
cumprir a pena de dous anuos de prso a que
fora condeninado, que se mande por em silen-
cio as oulras culpas porque tPnha de responder
no respectivo foro, e finalmente ser escuso do
servico do exercito.Indeferido.
3 -
Ao presidenle de Pernambuco, remellendo-
lhe, para deferir como julgar conveniente, o re-
querimento de Manoel Teixeira de Jess, pedin-
do ser admitlidoa Irabalhar na ollicina de aifaia-
le do arsenal de guerra da mesma provincia.
Ao mesmo, declarando-lite que, vista dos
informar-oes que arompanharam o seu officio nu-
mero 32 de 4 de Janeiro lindo, rerommende ao
lente general commaiidanle das armas que fa-
ca proseguir o conselho de Investigarlo que man-
dn instaurar a respeito do alferes do 10 bala-
lho de infanlaria Joaquim Jos Luiz de Souza,
que pedio ser relevado do alcanca em quo se acha
para com a caixa econmica do 4 balalho de ar-
lilharia a p ao qual se acha addio.
Ao mesmo, devolvendo-lhe os requerimen-
los dos cx-soldados Angelo Malaquias e Antonio
Severno, que pdem pagamento de vencimentos
alrazodos, adra de que nos corpos a que perlen-
ceram se Ibes passe titules da divida como o
exigi a Ihesouraria de fazenda, a quem devem
ser remedidos todos os papis paro a liquidaco
e pagamento nos termos da circular de 8 de mar-
co do anuo prximo pretrito.
ministerio dos negocios estran-
SfC'vos.
O Sr. VVilliarn Dougal Chrislie, enviado extra-
ordinario e ministro plenipotenciario de S. M.
Brilannica, tendo chegado a esta corle no dia i
de dezembro prximo lindo, estando ausente S.
M. o Imperador, s pode depositar as mos do
mesmo augusto senhor, em audiencia solemne,
no dia 25 do corrente, no paro de S. Chrislovo,
s 6 horas da larde, atarla que o acredita na-
quelle cararler.
Nesle acto recitou o Sr. Chrislie o segninte
discurso :
Senhor. Minha augusta soberana, cuja
carta, acredilando-me como seu enviado extraor-
dinario e ministro plenipotenciario junto Vossa
Mageslade, trnho a honra de entregar, sent o
mais vivo interesse pela prosperidade deste Im-
perio, e por ludo quonlo diz respeilo felicido -
de e gloria de Vossa Mageslade.
S. M. a Rauhia desoja ardenlemente que
continu perdurare! a cordial amizade que sub-
siste entre o seu e o governo de Vossa Magesla-
de, conlribuindo ambos em prol de muilos in-
teresse communs e nobres fius de Jiumanidade e
civilisaco.
A amizade das nacoes depende da boa von-
lade dos governos e das sympathias e convic^o
dos povos.
0 governo de Vossa 'Mageslade me achara
semprc, en o espero, animado daquella boa dis-
posicao que tanlo contrlbue para a efleetiva exe-
cucao de.instrucres benvolas, cea expresso
de senlimentos completamente amigaveis.
F.spero alcancar o ouxilio que para um re-
presentante estrangeiro, entre eslranhos, senipre
de subida vontogem ; islo a generosa confian-
do dos ministros de V. M. e a on.igavel disposi-
cao doquelles qun diri^em o aplliiao e a socie- | lalta urna cadeuo, que ensine a economa poltica I
dade em vosso imperio a parle que espeita ao commercio, como ban-
Sua Mageslade respondeu o este discurso nos eos, cambios e moedas etc., explicaco do direi-
seguinles termos : i lo commercial brasileiro em relago" as diversas
Recebo com a mais viva salisfacoo a mani- opetaces commerciaes. Com esta cadeira e mais
festaeaodds senlimentos que em nomo da rainha bem harmouirados as suos materias, licar habi-
vossa augusla soberana mo acabis de exprimir. |lilada nossa mocidode a percoirer a vida com-
mercial.
Os preparatorios devem ser somante calligra-
phia e grammaiica da lingoa nacional, as qualro
! peraces d* ariihmelica e algebra al asequacocs
do 1." fcro-
O conhecimenlo da litteratura nacionol exige
' urna idade e urna educaco j feita e nao se po-
Estimando que a escolha de enviado extroor- de exigir de mocos de idde prcroce, que se tem
lunario e ministro plenipotenciario de S. M a de destinar a urna prufisso quosi estranha a lit-
Painha da Gr-Bretanha nesla corle recahisse teralura,
to acertadamente em vossa pessoa, estou cer-' Ocenhecimenlo de ngeas de vanlogem, mos
todo que no desempenhn de vossa misso pro- nao de essencia para urna profisso ; e leudo-se
curareis, interpretando fielmente os desejos de de exigir, antes devera ser a ingle/.a do que a
Penhoram-me extremamente as provas de
amizade que ella me d, lomando to vivo in-
teresse pela prosperidade deslc Imperio, e por
ludo quanto respeita minha felicidade.
Peco vos, Sr. ministro, que assegureis
vossa soberana que eguaes senlimentos me ani-
mo.
curareis, interpretando ikeimente os desej
roer soberana, estrellar cada vez mais, se pos- franceza. Se esta representa o
sivel, os lacos de amizade que j felizmentesub-
sisleni enlr as dos nocoes, e pora cujo fim
nao fallar o concurso u a leal cooperaco do
meu governo .
Finda a recepeo, foi o Sr. Chrislie recebido
papel
primeiro
nos letlras e sciencias ; no commercio aqualia c
indubilaveliueiite mais ulil por ser a lingoa das
duas uacocs mais commerciaesa ingleza e a
Norte americana.
Decretar a ultima cadeira de necessidade para
em audiencia particular par S. M. o Imperador, complemento da escola commercial.
apresenlando nessa occosio ao mesmo augus- A economa poltica ensinada na Faculdadede
to senhor os Srs. Fraquhar e North, addidos Direilo nao pode servir para esla escola ; all se
legacao, e ao Sr. White, commandante do Mada- ronsidera a scienciaem.geral e suas relaces cora
gasear. lodosos ramos da adn.inistrae.ao; eaquideve
Na lendo sido o Sr. Chrislie apresenladoa ser considerada somenio em rlaco a industria
S. M. a Imperatriz, por seachor nossa augusla commercial edeve ser mais pra'tico o seu es-
soberana em Petropolis. ser elle all recebido ludo.
em audiencia particular para a entrega da carta IRMAAS DECARIDADE.
que Ihe dirigida por S. M. Brilannica. A exemplo do quo pralcou o meu antecessor
Nao larde do mesmo dia 25 do correnle, o Sr. relativamente aos estabeleci.nenlos de caridade
R. K. Meade, enviado extraordinario e ministro
plenipotencia dos Estados-Unidos da America,
apresentou a S. M. o Imperador a carta que o
presidenle dos mesmos Estados Ihe dirigi, em
resposla em que o mesmo augusto senhor dera
por acabada a miss&o do Sr. Jos Francisco de
Paula Cavolconli de Albuquerque, ministro do
Brazil em Washington.
Governo la Provincia
INSTRUCCO PLBLICV PRIMARIA.
A provincia possue 9 escolas creadas de ins-
trujo elementar; 72 para o sexo mascolino e 22
e collegio de S. Vicente de Paula, mandei sobre
eslar na cobranca da quanlia despendida pelo co-
fre provincial com a viuda de irmas de caridade
para o collegio das orphas.
E' conveniente que o corpo legislativo expli-
cando as suas leis, declare se o dispendio das
quanlias para esse fim, deve apenas considerarse
um simples adianlamenlo, ou se aque'les eslabe-
lecimeiiioa eslo dispensados de indemnisor a fa-
zenda provincial.
SALDE PPLICA.
Nenliunia alteraco nolavel tem havido na sau-
de publici. Para os lugares em que a varila
. tem iavrado com mais intensidode como em Ipo-
poia o femenino. Acham-se providas 68, e em 'juca, Sao Lourcnco e Cimbres, c neste ullimo
concurso 4 das primeiras ; e djs segundas eslo
providas 20 e 2 em concurso.
Es--as escolas foram frequenladas o anno pas-
sado por 4,361 alumnos, sendu 3,415 do sexo
mascolino e 946 do feminino ; mais262 que o an-
no anterior.
Alm
tambera febres perniciosas, tenho feito seguir
facultativos com os meios necessarios para soc-
correr a classe desvalida.
O digno inspector de saude do porto fez-me
algumas requisicoos a benj do servico, que Ihe
est incumbido, as quaes sujeitei co'nsideraco
disso 989 meninos c 506 meninas fre- do governo Imperial para resolve-las, como e'n-
quentaram os aulas particulares; 78 alumnas in- tender conveniente,
lernas e 58 externas foram admellidas as aulas
do collegio do Bom Conselho em Papacara.
Para urna provincia tao vasta, e com "a popu-
laco que tem esta, na verd.ide muilo limitado
o numero de escolas, em que a infancia receba
as liedes to precisas para guiar sua inielligenci
c sua conducta no decurso da vida. O digno di-
rector geral de inslrucco publica do novu apr-
senla consideracoes, tantas rezes repetidas em
TIIEATRO PUBLICO.
O edificio leve um nolavel melhoramento em
sua decoraeo interna, acha-se illuminado gaz,
lendo sido subsliluido o grande lustre da caixa
por arandelas.
Tendo-se por occasio da visita de SS. MM. de
fazer-se esse melhoramento, descobrio-se que
parle do (Mvejanieiilo, que sustenta o estuque
se achara arruinada pelas aguas da
do salo.
seus an enores relatnos, sobre a urgente necea-1 chuva, em eonsequencia do que s lizerani alguna
sidade de se difundir mais aruplamenle na popu- concerlos provisorios, que devem ser subslilui-
larao o ensino eleuienlar por meio de maior nu- dos por um reporo ernveniente
'"nr0,r'ieSC .3- A Jiicctorin solicita anda oulros concerlos e a
iiecenlieccndo a justesa everdadede suas con- conslrurco de dous armazens no porte posterior
siuerocoes, e por outro parle allendcndo oo es- I contiguos a um e oulro lodo do edificio, para
lado dos cofres provinciaes por aclo de 27 de fe- -uarda de objeclos de uso do tl.eatro, e pede una
wreiro crcei tres cadeiras para o sexo mascolino quola para despezas no exercicio
'inaY^I"."0213 de L'"'1-.0111,", n;l. ram frequenladas por 41 estudiles- internos, 8 i sobreiudo se livor de realisar-se
receita
ha-
zembro
meio pensionistas, e 31 exlernos. Fizeram exa-
mes 27 ; foram aprovados 3 do 4." anno, 5 do 3."
6 do 2 o ; 3 do 1." e um interno, que nao seguio
ocurso da rasa, e foram premiados 9. A re
foi de 1 f:334*940 c a despeza de 14:572*925
vendo o delicil de 237,^985, de Janeiro a dezen
do anno passado.
Acham-se vagas duas cadeiras ; urna de fron-
cez e oulra de geographia2. A de francez le-
rei de mandar por concurso, e quanto a 2.a de
geographia poder ir sendo supprida por qual-
qupr professor exisiente sem exercicio de sua ca-
deira.
Tendo-se jubilado o professor pubiieo de lotim
da villa do Limoeiro, supprimio-se a respectiva
cadeira, em virtude da aulorisaeo concedida por
le. Continan) porm as de S. Jos do Recife,
da Victoria, deNazarelh de Goianna. Deslasa'
I." conla 21 alumnos e as oulras quasi que nao
sao frequenladas:
D distinelo professor de sciencias naltiraes, Mr,
Bruncl, propoe-sea fazer urna viagera scienliflra
a provincia do Para, onde mediante o generoso
auxilio que promelle o respectivo presidenle, es-
pera elle fazer importantes descobertas no inte-
resse da scicncia, que professa, enriquicendo com
aequisiedes novas o Museu do Gymnasio Provin-
cial. Kssa proposto, que pende oiuda das infor-
raoeoes por mim exigidas, poder ser adoptada
com muila vanlagem, principalmente se for pro-
tegida pelo governo imperial, a cujo conheci-
menlo pretendo leva-la opportunameule.
COLLEGIO DO BOM CONSELHO EM PAPA-
CAgA.
Continua no mesmo estado em que se acha noti-
ciado no Helatorio do meu antecessor. Inslei
nova
que de ordem de S. M. z orear e plantear, eque
(lea mesmo por delrr.z do theatto.
Seria conveniente esrolher-se outra localidade,
que poderia serda ra da Florentina para o caes
do sul com frente para a praca e passeios dos
lados, para um novo tbealro em relaco gran-
deza, populaco c riqueza da capital, "orgonisar-
se urna companhia por accoes para a sua cons-
irucco, e nao conservar-so o aclual thealro,
nem fazerem-se esses ormozens, que oinda me-
nor e mais deforme loniaro a praca, que a ni-
ca desta cidade, que merece tal nme, sobreiudo
depois de concluidos os ca'es, que se fazeiu para
ler alargamenlo e regularidade.
O conservatorio dramtico, que creado pelo
governo da provincia desde 1853 tem deixado ot
hojede funecionar porfolio de meios, merece a
vossa proleccoe aliencao, como instituidlo pro-
pria a promover o genio e litteratura nacional, a
enriquecer e aperfeieoar nossa bella lingua. e a
escoima-la do estrangeiro, que a invade, e bem
assim corngir a exagerarn das ideas c das ac-
coes, animando as que sao ventajosas mora-
lisacao publica, e condemnando os que podem
concorrer para a perverso dos costuraos.
ILLUMINACO PUBLICA.
Esto capital se arha illuminado goz, e o res-
pectivo servico se faz regularmente, e tendea
melhorar c a estender-se pelas localidades, que
precisan), tendo-se, porm,em altencao o estado
dos cofres.
A illuroinaco de ozeile dos oulros cidodes,
que a tem, progride soflrvelrnento, e nenhurno
reclamaco lem havido contra os arrematantes
Dos lampees, que licaram desla capital, parte
foi vendida para a provincia do Bio Grande do
com o nosso ministro em Pars sobre a viuda das Norte, e parte, que nao achou arrematante, se
tres irmas do caridade para aquello estabeleci- mandn guardar.
metilo, cuja prosperidade eslou bem cerlo que SERVICO DE ESCOTO E LIMPPZA DV CIDADE
mu.to apruve.lar^com m acquisiro. A vista da condico 19 do respectivo cntralo
. BSWJI.A tUHHERCIAL. ; foi approvoda com as convenientes modificacoes a
A le provincial n. 414 de 30 de abril de 1857 plaa apreser.tada por Mr. Cambrone, marando
auiorisou o governo a crear duas cadeira, urna de os declives necessarios aos canos das roas Na
escnpiuracao commercial por partidas dobradas forma da condico 33 designaram-se os quarlei-
eappiicacao de calculo s operaedes commer-: roes pelos quaes so deve comcear o servico da
ciaes, e oulra de geographia commercial e historia canalisaco.
i.'i.m.Tr'1'"'1'10' a" da lei ?ville"len",,"e O emprezario soliciton-rne ltimamente a ne-
aros nossos moros para seguirem urna pro- ressaria aulorisaco para elevar
a Europa por meio dos vapores, c nem mesmo
commercio directo consideravel; sendo este o
fim, c sendo mnilo conveniente procurar quonlo
antes promover sua consecuco, resolv dar exe-
cucao o aulorisaco.
Achei embaracos na lei; redlmente a historia
do commercio muito conveniente ao negociante
feilo e estabelecido para ampliar sua intelligericia
c fazer amar a sua profisso, mostrando os gran-
des resollados, progressos e genios das nacoes
commerciaes, suas descobertas, usos, costuraos,
leis, cultura inlelleelual; emfim quanto ob-
jeclode esiudo to vasto, mos nao podcaprovei-
lar a quem deve aprender o que seja commercio,
suas operaees diversas, regias que as regulam,
leis a que eslo sujeitas, producios diversos
das nacoes, sua quantidade, precos, varia
ces etc.
Assim,para que supprisse quanlo podesse a la-
cinia da lei, organisei asdnas cadeiras da ruanci-
ra seguinte :
1* Nocoes geraes do commercio, usos com-
merciaes, eslatislica, geographia e hislotia com-
mercial.
2." Complabilidade e escripluraco commercial
pelos methodos mais recebidos e pralica de ope
racoes commerciaes.
Para qu,c- o.curso comtarcial >ea complclo,
apresentra as bases do conlrato
COMPANHIA' PEltNAMBUCANA.
J realisou com o governo imperial o empres-
liuio dos 300.000$ aulorisodo pela assembla ge-
ral ; de esperar que a respectiva direcloria pe-
nhorando-se da importancia da empreza e dos
favores da alia adminislraco do estado, promova
OS molos de prosperar una companhia to van-
lajosa pata as provincioscomprehendidas em seu
contracto, e para os seus accionistas, que devem
ser muito zelosos nos contas, que lomarcm da
mesma direcloria, pora que se nao mallogre essa
to bem augurada e protegida empreza.
OBRAS PUBLICAS.
A importancia das obras, que se concluiram
s por adminislraco no orino findo, de......
- 173:2843502.
Receberam-se diversas obras, um.isprovisorios
e ouras definitivamente, importando ota ... ,
24.468378. v
O estado das obras administradas indica, que
nao receberam o impulso devido ; o director res-
pectivo atlribue islo ao crescenle cusi dos ma-
lcriis c continuo elevaco do salario, a que a
renda provincial nao tora ncomponhado.
Recorihecendo a necessidade de concluir-se a
obra do caes de palacio, que salvando o mesmo
i eventualidade de alguma grande cheia, e re-
Kiilaudo o c.(irso das aguas dos nos pioribe c
Beberbe, linha urna relaco directa com as obras
do porto, Dz lirar a respectiva planta e or^amen.
t", levei consideraran dos Kxms. Srs. ministros
do imperio e da marinha e liz proceder a respec-
tiva arremaloco, e j se acha em execucao essa
obra, como comprehendida as do porto.
O rau do sul da casa de deleneao est qu,-)3
concluido, tendo-se despendido nesga obra no
anno fmdo 83:4179729. O pessoal empreado
no trabalho desse raio nesles dous ullimos mezes
foi, termo medio, 89 pessoas, cora a despeza dia-
na de 120. '
Na construcclodesse raio den-se una fallo las-
limavel, que foi ficar 0 assoalho do segundo an-
dar com 1 1|2 palmo mais olio do que o corres-
pondente do raio concluido, u cngeitheiro altri-
bue essa folla ao seguinte : O engenheiro, que
delenninou os trabalhos do primeiro raio modi-
licou a planta, rebaixando o a.soalho do segundo
andar, e nao fez nota indicativa dessa modifica-
r o ; sendo executada a mesma planta restricta-
mente no segundo raio appareccu o defeito, o pa-
ra o corrigir era necessarn demorara obra e
dispender-se par* mais de 5:000.
Sendo necessaria a concluso desse raio, por
que os presos jazcm muJto amouload)s as di-
versas cellulas do raio findo, rom detrimento da
vigilancia c da salubridade, que se deve manler
em laes eslabelecinienlos, razo porque desde a
minha primeira iiispp.-co d!ta casa, en recom-
n)endei toda a aclividade na concluso do segun-
do raio, nao autorisei o reparaco desse defeilo,
e somente que se rabaixasse o vigamento dosoa-
Iho das cellulas para de futuro se rebaixar o que
eslava j feito; assim se poder sem grande per-
da de lempo para conseguir-se espaco suflteicnte
para guarda dos presos, corrigir-sc sso defeito,
que poderia ser previnido, se antes de determi-
nar esse trabalho, se livesse examinado como lo-
ra executada a plaa no raio j concluido.
Sendo a caso de detencao desta provincia urna
obra digna de toda a atlenco do governo impe-
rial, nao s por sor um edificio muilo bem pla-
neado, e com lodos as commodidades precisas,
muilo bem feito e seguro, corno porque serve pa-
ra as provincias vizinhas, que carecendo de boas
prises, para ella reraettern seus presos ; e es-
lando os cofres da provincia exhaustos em obras,
todas de vantagens para as rendas geiaes, cesta
podendo-se dizer propriamenle geral, por servir
a diversas provincias, (iz subir essas ponderacoes
prescuca do digno Exm. Sr. ministro dajusti-
ca, e pedi-lhe que COadjuvasso a sua concluso.
| Ainda nao live resposla ; espero, porm, le-la fa-
voravel, ltenla a illuslnaco czelo do digno mi-
nistro sobre os negocios d sua reparlico.
A obra do Gymnasio contina com tanta moro-
sidade, que nao poder ficar concluida nem nes-
les seis annos, se nao livor maior impulso. O
pessoal empregado lem sido de 31 pessoas, ter-
mo rnedio, f.izendo a despeza de 11.583-5470.
Talvez rosse mais conveniente fazer-se um in-
ventare dos malcraos, laboado e madeiras exis-
tentes, e orear o que falla e por em arremalaco,
que mais depressa e menos Gustosamente sccon-
cluiria essa obra, que com o demoro, que vai
tendo, todo o modeiramento exposto ao lempo se
lera de perder.
< calca ment tem sido pouco adiantado. Con-
cluio-se o da ra dos Aguas-Verdes, paleo do S.
ledro, o actualmente se execula o do paleo do
Carmo, lendo-se feilo 38 bracas de canos de es-
golo. Dispenderam-se 34:0o4S910 no exercicio
passado, e no semestre ullimo 17:331492.
Poz-se em praca urna parte do calamento da
Boa-Vislo na forma do ortigo 38 do lei do orco-
menlo vigente, ni importancia de 238 OiO$97 ;
mas nao appareceram concurrentes. Mandei ti-
rar um novo orcamento do calcanienlo com pa-
rallelipipedos e sem canos, pois que em urna ci-
dode de um nivel lo baixa e de faril escoamenlo
das aguas pora lodosos lados pela proximidade
dos rios, camboas n pantanas, me parecen) des-
necessorios os canos, e logo que esteja promplo,
esforcar-me-hei-em conlraclar esla obra de ur-
gente preciso pora esla capital.
as obras do nono lonco da estrada do norte tem
seguido cora vagar. Para maior adianlamenlo
usou o director das obras publicas do meio de
pequeas empreitadas. com o que, diz elle, adian-
la-se e fiscalisa-se rnclhor o trabalho.
Tendo a experiencia do ultimo invern mos-
trado a preferencia de urna ponte sobie o rio
Timb era vez do boeiro projectado, aulotisou
esla presidencia o sua conslrurco, que alterou o
orcamento em 1:0129. A despeza dessa obra im-
portou no exercicio passado em 5:7115500, e no
primeiro semestre do corrento foi de 1 8:M)#.
Conformando-me com as ponderacoes feitas
pelo referido director, accedi a nina pequea mo-
dificaco no contracto da estrada do norte, ican-
do assim mais baixo o nivel da ponte de Igua-
rass, cuja estrada, observando-se a condico 10a
do mesmo contracto, leria una elevaco d cinco
palmos sobre o nivel das casos, que correriam o
risco das innundaces pelo rproza das aguas.
O canal do Arromhado lem precisado una des-
pez, que nao se linha previsto, era eonsequen-
cia dos incidentes, que o director dos obras p-
blicos refere em seu relalorin. No exercicio pas-
sado dispendeu-se 4:51OS090 c no primeiro se-
meslre deste anno 379.3.
A despeza puramente de conservoco feilo no
semestre passado foi de 39.0795228," dos quaes
24:6599228 foram dispendidos por administracoe
14:4308 por contracto
No primeiro semestre do exercicio correnle es-
ta despeza c de 24.010$990, a saber 15:445!00i
por adminislraco e 8 5663J por contracto.
As quanlias voladas pela lei do orcamento pas-
sado 1, 2, 3, 4 e 5 para as obras publicas su-
biram.a 602:1363 e a despeza realisada pela res-
pectiva reparliro foi de 49i:926$2.
O engenheiro Dr. Jos Momede Alves Ferreira
representou-me que a falla de pagamento de di-
versos leos da estrada do seu contracto obri-
gava-o a precaver o direito de rescindi-lo na par-
le oindo por executaf-sn. Procurei fazer alguns
pagamentos, e fiz ver que a provincia procurarii
meios de reolisar as condices do referido con-
tracto.
Tambera urgente dar andamento a estrada
da sul e s do centro.
Todas as pocas lem suas necessidades ; salis-
faze-las opporlunaniente rigorosa obrigaco da-
quelles quem est confiada a direcro dos ne-
gocios pblicos; adia-las, servira so'mente para
aggrava-las, tornando mais dilficil a sua solisfa-
cio e descontentando os que as solfrem. Assim co-
mo os presentes carregam os onus das necessi-
dades salisfeias das pocas passados o das que o
nao foram e se achara aggravodas ; assiin tam-
bera os viiidouros devem carregar com os encar-
gos das necessidades da poca presente. Feliz-
mente nao sao ellas lo lastimaveis e peniveis,
como as que carregam sobre nos ; pois que todas
se podem traduzir em empregos productivos, de
que osvindotiros colhero proveilos e nao encar-
gos, visto como sao melhoramenlos moraes e
malcriara do paiz. O estado nao urna familia,
que lem de accumular umo rica succcsso pora
seus herdeiros; una enlidade moral sempre
existente ; conservar-se e aperfeiroar-se sua
lei, como lei geral da humanidade. Nao ,
pois, economa para elle o que se deixa de gas-
tar, mas sim o que se gasta bem As estradas
para esla provincia sao necessidades de prsenle,
e emprego productivo para o futuro: ludo quan-
to pora ellas destinantes, ser compensado com
vantagens a todos nos patentes.
Nao lenho ainda levado a effeito a reforma da
reparlico das obras publicas. Ncssa reforma en-
lendo qne, vista a impossibilidade do presidente
visitar lodas as obras da provincia, alm da re-
parlico com separoeo do parle Icciiuica, da ad-
ministrativa, deve haver um fiscal de inleira con-
lianca do governo, eslranho reparlico e com
lioru vencimentO, pora que v ver todas' as obras,
segundo ordem do presidenle, o fazer-lhe rea-
torios especiaos e ConQdenciaes, que o habiliten
a bem fiscalisar esse ramo importantissiino da
adminislraco.
Oro, deveudo o vencimcnlo desse engenheiro
ser elevado de m.aneira que tenho elle todo o in-
teresse em ser fiel, e nao encubrir defeitos, quer
'las obras administradas, quer arrematadas, nao
quiz organisar a reforma do regulainento sen
vos consultar; porque desojo manler a mais per-
feta harmonio de vistas no servico publico ron
urna assembla lo patritica.
Recommendo-vos o relaloriodo digno director
das obras publicas, onde acharis militas informa-
ces sobre as diversas obras, queso enconlrom,
sua conservaeo e reparaco.
Oque me parece muilo conveniente rpie lo-
das as obras novas sejam feilas por meio de ar-
remalaco ; sua conservaeo o reliaros por admi-
nislraco, e dividida em diversas inspeccoes com
engenheiros e njudanles cada urna. Assim os
engenheiros tendo de Bear incumbidos da conser-
vago e reparos, sero mais cuidadosos poro com
os arrematantes na execucao das obras, afim de
que sejam eslas bem feilas e em estado d-: ser
definitivamente recebidos, e icro emularn em
que sua nspeccAo seja a mais bem couceiiuada,
e administrada.
De ordem de Sua Mageslade, que me foi trans-
miltida pelo Exm. Sr. ministro do imperio, fie
orear o concert di ponto vcllii do Recife para
dar servico emquanlo definitivamente se nao de-
terminara o plano dos obras do porto e umo pon
to nova, que eominunicasse o bairro de Santr
Antonio com o da Boa-Vista, foram remeltidos
os orcamentos j feitos para a corte, e sao estas
necessidades to palpitantes, que espero em bre-
ve ordem de as levar execucao.
ESTRADA DI- PERRO.
Logo que aqu eheguei foi-me spresentada por
parte do superintendente da estrada de Ierro nuil
re presen taco, para que aulorsasse a factura do
aterrado permanente do viaducto da Cabanga n >
lugar do mesmo viaducto, em vez de ser pelo ou-
lro aasentado em linha recta. Tendo de exami-
nar o estado da mesma estrada, porque linha do
se effecluar a visita de Suas Majestades e convi-
nha ver se havia a preciso seguran-jo as puntes
e obrasda estrada, pude formar meu juizo sobre
i prelencao do superintendente; e cora quanlo
nao achasse-a prejudicial, comtudo me pareceu
mais conveniente n aterro em linha recta, con-
cordado por um dos meus antecessores com (>
agente do directora, levei isso ao conhecimenlo
do governo imperial p ira que resolvesse ; o quo
a leve lugar, dando o mesmo governo approva-
co oo aterro pelo lugar do viaducto, declinando,
porm, aceitar essa despeza por ser em obra des-
de o principio condemnoda pelo mesmo governo.
Porrommunicaco do nosso ministro em Lon-
dres, julgou a direcloria conveniente controlar
por empreitada os obras da estrada ; mas deso-
jando o empreiteiro, que se propunha, um espa-
; comento do prazo em que, segundo o conlrato
com a provincia, devia estar acabada a estrada
, na porte contratada, soccorreu-se a Iruerveiicao
I do dito nosso ministro, e estando este ausente,
foi pelo que fazia as suas vezes dirigida es-a o -
correncia ao governo imperial. Chegado o mi-
' nislro dirigio-se a esla presidencia e foi seu offi-
I ci recebido pelo vapor de Janeiro.
Como se marcara o prazo do Io de feveroiro
para que eslivesse em Londres a deriso, edo
governo imperial nenhurno communicaco me
. fosse feita, e segundo a data do recebimenlo do
i ollicio, nao havia lempo para que minha acques-
i cenca podesse estar all no lu de fevereiro, es-
; lando olis prximo a nossa reunio, e Iratando-
; se de um negocio to importante, como a ga-
i rantia da provincia de dous por cenlo pelo cus <
I da obra, ponderei islo ao nosso digno ministro, e-
j esubmello o negocio vossa esclarecida resolu-
Parecc-me digna de ser atlendida o prelenro.
por quanto a va frrea de rnuita conveniencia
! provincia, e quando, recorihecendo essa con-
veniencia, concederte* a garanta, cortamente
nao foi para aproveilardes de urna circunstancia
de lempo para relirardes vossa garanta ; lauto
' mais quanto, sendo urna obra a que o paiz nao
eslava acoslumado, nem havia todos os elemen-
tos para appreiior o lempo, que serio preciso pa-
i ra a sua execucao, nem mesmo havendo, noo>
| sendo a demora por culpa da companhia seri*
! urna sorpreza pouco digna do nosso crdito, que-
rer prevalecer dessa circumstancia para nullificar
a garanta.
A primeira seceo desde que foi aberta ao pu-
blico lem continuado regularmente seu trafego,
que foi smenle inlerrompido em Janeiro ultimo,
i em eonsequencia de alguns*reparos, que foram
precisos na ponte de Motocolomb, que foram lo-
, go feitos.
Os trabalhos da segunda secgo, que nao eata-
l ram muilo adiantados, tem ltimamente progre-
dido com mois actividade, a excepeo do funef,
que lem ido mais vagarosamente, e ser causa
de maiar demora em ser esla seceo abena ao
transito publico. O engenheiro fiscal suppoe que
essa abertura s poder ter lugar ppra o lira do
jnnho.
Na terceira seceo os trabalhos do aterro, qur
comecaram a 12 de dezembro dn anno passado,
vo sendo feitos rom intelligencia, e actividade
em quasi toda a cxlenso da linha, onde se em-
prega diariamente, termo medio, 500 trabaja-
dores.
Os irabalhos da quarta seceo acham-se ainda
em esludos.
Nao posso dar um juizo sobre a conslrurro da
estrada de ferro, porque depende esse juizo de
conhecimentos especiaos, que me faltam ; mas
cunipro um dever do minha consciencia recorihe-
cendo que ha zelo e vigilancia na sua adminis-
lraco, quando durante o lempo em que ella trs-
balha, anda se nao deu desastre algum que de-
note incuria ou deleixo, ou pouca seguranra em
seu trafego. Alguma desgraca individual, quo
lem havido, mais por imprudencia de quem a
soffreu, que por culpa da adminislraco ou de
seus agentes.
[Continuar-se-ha.)
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 10 DE MARCO DE
1860.
Presidencia do Sr. bardo de Camaragibe.
( Concluso.]
C Sr. Isidro de Miranda: Agila-se na casa,
Sr. presidente, urna questo acerca da noliidadfl
da cleicodoSr. vigario Francisco Pedro da Silva
pelo circulo da Boa-Vista, questo para mim lauto
mais importante e de alcance, quanlo envolve
em si a eonslituico poltica do imperio, c. com
lenho do dar o meu voto acerca della, ped a pa-
lacra para fundamenla-lo o que farei pela ma-
neira seguinte:
Sr. presidenle, para facilitar a discussao, dii-
diiei a questo era duas parles: na primeira tra-
larei do faci, e na. segunda Iralarei do direito.
Para mim, Sr. presidente, a questo principal
saber-se se o vigario Francisco Pedio foi pro-
nunciado no lempo em que justamente foi elei-
lo ; esta, Sr. presidente, a questo de fado,
para mim a principal questo que temos a tratar.
Que o vigario Francisco Pedro est pronunciado
em crime de offensa physica, cousa para mim
indubitavel. Que o vigario Francisco Pedro da

4
!
i


(5)
Silva foi pronunciado arrt^s Oe se pruci'der
eleicao para deputados provinciaes, antes de 21
de ovembro do annn passado, cousa tainbem
para mim veridicn o indubitavol, Sr. presiden-
te, porque lia poucos dias esUrido eu em una das
antalas desta casa, vi publicamente em cima
do urna das mesas una copia do processo do
mesmo vigario Francisco Pedio ; li, Sr. presiden-
te, a pelico de queixa que foi daila contra essc
vicario pelo juiz municipal de Ouricury o Sr.
Dr. Anlunes ; vi que o crime de que Irlava a
mesma policio era crime de tentativa de oflen-
sns physicas; li o depoimento das teslemunlias,
li o despacho de pronuncia, li o despacho da
sustentao de pronuncia, li oa quesilos eitos ao
jury e finalmente a absolvalo do niesmo vigario
no juiy, e isto. Sr. presidente, tanto mais exac-
to, quanlo n'esta rnsa existe un merobro que
commigo exominou u'essa occasio o mosnio pro-
cesa, existe o Sr. Dr. Francisco Carlos Brando.
uc at n'cssa occasio me mostrou algumas pe-
ras dcssc mesmo processo, que eu nao sabia a
quem pertencia. rorlanlo para inim faci iu-
dubiUvel, que o vicario Francisco Pedro da Silva
fui pronunciado ai ciinio de olfensos physicas.
O Sr. Epaminondas de ello : Muilo bem,
mas a commisso nao sebia disto.
O Sr Gitirana : Oueni nos garante a exac-
r^ tidao dessa copia i
Outro Sr. deoutado : Nao moda trazer pa-
^ ra o recinto da assembla fados que se passam
^ tas ante-salas.
_ O Sr. de. Miranda : Eu nao sci se 6 moda,
mas sao fados que muitos deputados viran com-
y migo, o Sr. Dr. Gaspar e outros, o Sr. Dr llran-
jl dio que nao o negar, ect. ; sao fados que se
passaram na casa, sao fados que muilo servem
9 para o caso, tanto mais quanlo os considero p-
blicos.
O Sr. Epaminondas de Mello : Eu e o Sr
Cintra nao cstavamos presentes.
0 Sr. 1. de Miranda .'Eu nao quero s?bcr do
qual tarto pelo foi pronunciado o vigario I", .ncisco
i edro, nao quero entrar u'essa endagaco, e nem
.-. assembla, me parece, ser a competente para
entrar na apreciacao desso fado ; porque a as-
sembla provincial soinente deve saber, so o vi-
fiario Francisco Pedro eslava pronunciado ou nao
i 21 de ovembro do auno passado.
l'.n Sr. depulado : Qualquerque seja a pro-
nuncia ?
O Sr. I. de Miranda : Qualquer que seja a
pronuncia, sustentada ella, embora seja por um
crime imaginario, ms nao temos nada com isso ;
i que queremos saber se elle eslava pronun-
ciado pela auloridade competente, isio o que
importa saber.
Um Sr. diputad; A assembla nao pudo
apreciar'?
O Sr. 1. de Miranda : Nao ; aos juizes que
compele apreciar esto e oulios fados, a assem-
bla nao competente para apreciar se o vigario
l nncisco Pedro foi ou nao bem pronunciado, se
o ciime foi ou nao imaginario, se as testemu-
nhas juraran) bem ou mal, so beuveram provas ;
ludo isto corre por conla da aiilendado que pro-
cessou, ella lera respousabilidade, e nao a as-
sembla a competente, anda o repito, para en-
: igar da < xistencia do fado, isto se o vigario
eslava bem ou mal pronunciado.
/ m Sr. depatmdo : E, apreciar do fado.
Outro Sr. diputado : A assembla nao
chancellara du subdelegado de Ouricury [Apota-
i- .
0 Sr. .\. /')7 liluiro-
" Sr. I. de Miranda : Isso oulra queslao
fin que eu entrarei.
Si ohores, c tanto mais verdico ler sido o r-
gario pror.c-ssado, quanlo nos vimos ha poneos
das um membro desta casa apresentar a noticia
impressa em pblicos jomaos, de que o vigario
Francisco Pedro tinha sido pronunciado no Ou-
ricury por crime de ofleusas p'.v.-icas.clle mostrou
urna folln d'aqui o Liberal bernambucano dando
i ssa noticia ; e nao foi esta publicarlo feila
ha punios das, ella j c bastante amiga, e
> o vigario Francisco Pedro, saliendo dessa uo-
luia l do Araiipe, a nao desmenlio inimediala-
mentc olas folhas publicas, foi porque reconhe-
ceu que ella era verJaccira, porque nao ha
quem dcixe passar urna noticia desias. nao lia
quem dnxe dizer-se que esi pronunciado em
um crime nao o estando, sera que faca urna pu-
blicarn desmcmtndo essa aecusaco.
1 ni Sr. Diputado:.Entretanto" na acta nao
lime protesto.
O Sr. I. de Miranda:Eu vou a essa queslao
da acia.
Disse-se, Sr, presidente, que a eleicao do vi-
gario Francisco Pedro ora legal, porque da acta
nada ...ojio, j...r q'fe a acia era limpa. Mas, se-
nlioies, preciso queso saiba o que urna acta
de eleicao: a acia de urna eleicao o resumo
daquitlu que se psssa na eleicao, e sendo assiui
romo que a acia se poda oceupar de um lado
inlciramente exlranho aquella eleiio? Como na
acia podia dizer-seo vigario vbtere tamos vo-
l-;, mas elle csi pronunciado? A acta pode es-
tar minio limpa o dar-se o que se d no caso
presi Ble, porque a mesa nao tem nada com os
processos inleiiladoseeiHro os candidatos ; a me-
-a tinha ol.tigaro de fazer a acia do que se pas-
sou na olcidio e portante nao valioso dizer-se,
que a eleicao legal por que a acia era limpa.
O Sr. Gitirana :P.t que documentos verifl-
cam-se os poderes?
O Sr. I. de Miranda :Tambera existe em fa-
vor de minha opinio o alleslado do juiz de di-
reilu i comarca o Sr. Br. Braga. Dizem alguns
que e.'Se alleslado de ;;.da vale, pois que dio
nao aflirma o fado e smenle dizque Iheionsta.
A poneos dias, senbors, oslando eu em urna
las mas desla cidade icm o Dr. Braga, pergun-
tei-lhe por este fado, elle reipondeu-me, que
era verdadequeo vigario tu.ha sido pronuncia-
do, mas que se lhe pedindo um alleslado, elle
nao nodia ilizer mais do qu.-, que lhe constara,
i ais que elle nao oi a auiuridadc que fuuccio-
i.nii nesse processo, s* bem que oslivesse na co-
marca a esse lempo,
E que alleslado pode dar um juiz de direilo
acerca >!e um fado semelbaote, seno que lhe
onsla .' Elle nao tinha 1>iu 0 processo, prten-
lo disso muilo bem, que lhe conslava e deve
msrecer loda a fe esse alleslado.
Senhores, < \isie nosla casa um deputado, o Sr.
Dr. Rufino de Almeida, secretario da polica, qu
i sla bem apar do lodo, sabe eiesmo de uta do-
cumenlu na secretaria existente, que nao apre-
s.:itoj a esta assembla por me ser agora im-
possivel, um documento valioso com que eu
com a mano- r.icilidade piovara, que o vigario
i'liim isco Pedro eslava pronunciado a 21 de no-
vembro. Da secretaria de pulicia consta por par-
lictpacao ofTuial do jui/.o municipal de Ouricury
que o gario Francisco Pedro eslava pronunciado
cmcrinws de ofleusas physicas; este documento
ust com certeza na secretaria de polica e cha-
mo para atleslar esle fado o Sr. Dr. Ituiito, elle
diga ec ou nao verdade, se exista ou nao
sse documento coima o vigario, o se anda a ca-
sa nao iear satifeita com a assevcraco do Sr
Hr. Ituhno, eu p.direi mesa que soollicie ao
>r. Di. i hete de polica mandando pedir o ori"i-
nal dessa paiiicipacao.
v Liu Sr. epulado :A casa j decidi que nao
precsava d<; esclarecimenlos.
" Sr. I. de. .Uiranda:Portanlo nao poje ha-
vi i conleslacao alguma sobre o fado da pronun-
cia do vigario Francisca Pedro, que elle ii pro-
asado e cousa de que nao resta mais duvida
.' m Sr. Dtputad :-E por iso nao pode ser
deputado ?
O Sr. I. de Uiranda : Isso c outra qu^slo
Logo moslrai i
li.' copia do procos*) que era publica enlo e
ie disse casa ler lid/j em urna das ante-salas
di sla casa, vi que a prenuncia era datada de tan
ios de jiiiiho do auno passado c que a absolv-
cao no j irj ara datada do lanos de desembro do
mo auno, portanlo temi sido a eleicao a 21
de ovembro, tslava elle pronunciado aooa-
Slao da mesmn eleicao, por que a pronuncia pre-
cedeu a eleicao e o acto de. absohicao fui poste-
rior a isla ; pulanlo nao esla duvida que o vir
ario Francisco Pedro eslava pronunciado po-
occasiao da eleicao.
O Sr. Cilirana :Mas nao era criminoso ainda
O Sr. J. de Miranda :Nao tillo de crime
fallo de prenuncia.
O Sr. UUiraua :A constituico s isenta cri-
minosos.
O Sr. I. de Miranda :-Porlanto, senhores
rne parece que a queslo do fado^ca mais que
demonstrada, tica mais que provada.
Agora passarei a tratar da segunda queslao
, se i vigario Francisco Pedro estando pro-
nunciado poda ser eleito depulado e lomar as-
enlo nesla casa.
Diz o ait. 03 da conslitui.ao do imperio : (l)
Osqne nao poden votar as assemblas priraa--
rias de paruchi, nao podem ser membros fiem
volar na nomeacao de alguma auloridade elec-
ura nacional ou local.
Ora, me parece que o vigniio Francisco Fedro
nao poda volar na assembla primaria de pa-
rocftia por isso que eslava pronunciado camo de-
ieruiina o arl. N, o assira sendo oh:- polio ser
diarto m. vvmmvco. quarta feira h m mauco de i seo.
... (..*, u, ov iitiui u u un pronuncia ames na
eleii.u, eiilrelanto que o nobre depulado o que
leu na casa fui um parecer relativo pronuncia
depos de clo. o
membro de alguma auloridade electiva nacional I
ou local, por consequencia nao poda fazer parte
desla rasa, nao poda ser eleito deputado provin-
cial, por que diz o art. 94 (l): Podem ser elei-
lores e volar na eleicao de depulados, senadores
o membros de conselhos de provincia, todos
os que podem votar na assembla : excepluam-
se, os que nao tem renda liquida, os libertse
os pronunciados.
Pergunlo eu, o que a assembla provincial?
urna auloridade electiva ; portanlo se o vigario
Francisco Pedro nao podia volar na assembla
piimaria de parochia, nao podia ser membro
desla assembla.
Um Sr. Deputado :Porque nao podia volar?
O Sr. 1. i\e Miranda :Pelo art. 94 da consti-
tuico, 3o.
Um Sr. Deputado:O que diz esse artigo?
O Sr. I. de Miranda : Vamos ao artigo
74: (le)
Lu Sr. Depulado : Ah nSo diz pronuncia-
do, diz condemnado.
O Sr. 1. Miranda : Perianto diz este arti-
go, que nao podem ser cleitores os criminosos
pronunciados. Agora pergunlare : e o pronun-
ciado nao um criminoso ? Parece-me que nao
innocente.
O Sr. Carneiro da Cunha : Vai para o rol
dos culpados.
Um Sr. Deputado : Mas nao c um hornera
convencido de crirne.
O Sr. I. de Miranda : Nada lenlio com isso,
queixe-se da lei. Todos aquelles que forera
pronunciados sao em face da conslituico crimi-
nosos c perianto nao podem ser eleilores.
O Sr. E. de Mello : Eu conheco tantos pro-
nunciados ioncenles 1
O Sr. I de Miranda : Talvez, e mesmo at
innocentes romlemnados.
O Sr. E.de Mello : Apoiado, vfrdade.
O Sr. 1. de Miranda: Perianto nao serve o
aparlc do nobre depulado.
Agora diz O artigo 95 (l): Todos os que po-
dem ser eleiloras, sao habis para seren Hornea-
dos depulados.
Por conseguinte regra que nao Tallia, todo
aquelle que pode ser eletor, pode ser dedulado,
e todo aquello que vico-versa, nao pode ser
eleilor, nao pode ser depulado. Pergunlo eu.
em vislado artigo 9 ,um pronunciado pode ser
eleilor? Nao de cerlo, e se um pronunciado
nao pode ser eleilor oa vista do artigo 91, em
vista do artigo 95 nao pode ser depulado : islo c
cousa que nao falha, argumento que est cla-
ro. Se em vista da sonstiluicao nao podem ser
eleilores os pronunciados.... *
m Sr. Deputado ; Os ciimtuosos pronun-
ciados.
O Sr. 1. de Miranda : .... e em vista do
artigo 95 s podem ser depulados os que podem
ser eleilores, claro que lodos os que nao po-
derem ser eleilores, nao podem ser depulados ;
isla regra de que sempre live lerabranca e que
de muilo sei.
F. nao seria urna conlradicrao da ronstiluiVao
pe rnillir que o pronunciado podesse ser volado
o nao podesse votar ? Permillir o mais o nao
pennillir o menos, seria una conlradiccao da
constituic&o.
De mais, senhores, se. os pronunciados nao es-
lo inhibidos de seren eleilos deputados, eslo
no mesmo caso os libertos, porque qual 6 a ex-
eepcSo do artigo 94? E' que nao podem ser
eleilores os pronunciados c os libertos ; e se os
pronunciados podem ser depulados, os libertos
que estn no mesmo caso podem ser tambem de-
pulados ; crcio que isto tambera argumento
se ni re p I i ca.
Aigumenloii-se, Sr. presidcnle, acerca dos
precedentes desta casa, e o nobre depulado que
me preceden Irouxc a considerar o desla mesina
Casa um parecer du commisso, mas um parecer
que nao vem nada ao caso, um parecer todo dif-
luente da materia de que se trata. A materia
de que ora se traa a da pronuncia anles da
ll
d
i> Sr. Epaminondas de Mello:Est corlo
diS-0 ?
O Sr. 1. de Miranda :Sin, senhor, estou
corto.
l'm Sr. Depulado :Prove-0.
O Sr. I. de Miranda :Provo-o com a casa
que o ouvio ler.
Portanlo nao vem nada no caso -o/ parecer que
foi lido pelo nobre depulado sobre a materia de
que se (rala, pois que os fados sao mteiramenle
diversos; all tralavn-se de urna pronuncia pos-
terior S eleicao, entretanto que o raso de que se
Irnla de pronuncia anterior a eleicao.
O Sr. I. de Miranda faz conaiderar&PS qui'
nao poderam ser bem apanhadas aceren da sus-
penso dos dinailos polticos decretada pelo art.
8 % 2 da Constituico quando Irnla de sentenca
condemnaloiia. e'da suspeiiso dos mesmos di-
renos, decretada pelo art. 9 da mesma Cons-
lituicio i 3, e conclue dizendo que nao ha anti-
nomia entre ellos, que o pri metro ser ce de regra
geral, o o segundo de excepc&o, quando veda
que sejam eleilores e possani ser votadas os
pronunciados.
Um Sr. Deputado :E' materia sabida, e que-
maguen) a contesta.
O Sr. 1. de Miranda :O nobre depulado pelo '
circulo da Boa-Vista, quando liatn desla mate-
ria, disse que a queslao do vigario Francisco Pe-
dro, nao era urna queslao que dissesse respcilo |
somonte ao nosso vigario, mas que era una
queslao que dizia respcilo a assembla, a nos to-
dos. Eu concordo Sr. presidente, ser com eueilo
perigoso, cora effeilo mo que se inulilise um
homem com um processo, mullas vezes com o
lim de prira-lo de urna cade-ira nesla casa ou na
assembla geral, concordo com o nobre depula-
do ; mas senhores, qual ser o remedio? Ser
derogar o artigo da Conslituico ? Nao que nos
o nao podemos tazer; e se a constituico marca
que nao podem ser volados aquelles que estivo-
n m coro seus direilos polticos suspensos, est
claro que o vigario Francisco Pedro, nao pode lo-
mar assenlo nessa casa.
Depois se deixando de dar entrada ao vigario
Francisco Pedro se ofrende a direilos por elle ad-
quiridos. Tambem se oliendo a direilos adquiri-
dos pilo gupplenle, porque osupplenle lem tanto
direilo de assenlni-sc neslas cadeiras como nos.
(Ha um aparte.]
O Sr. I. de Miranda :Finalmente queslao
de direilos offerecidos por nao tomar o vicario
assenlo, nada vale, pois que do contrario tambem
soll'ririam OS direilos do supplenle.
Em vista deslas considerarnos, Sr. prndenlo
lendo eu demonstrado que o vigario Francisco
Pedro eslava pronunciado ao lempo em que se
proceden eleicao provincial em 21 do ovem-
bro do anno passado, que a queslao de fado, e
visto eu ler provado que a consii uico do impe-
rio prohibe que sejam deputados 'aquelles que
eslao pronunciados em queslao de direilo, linaliso
dizendo, que vol contra o parecer.
O Sr. Citirana : Faz bem mal nisso !
O Sr. Rufino de Almeida : Sr. presidente,
nao um homem versado as lides parlamenta-
res, nem dolado do dora da palavra, aquelle. que
presentemente vai oceupar a alternao da casa :
nenhuma pralica tenho de fallar "em publico o
moimenle peante um to lluslre auditorio, mal
sei loscamente expender os meus pensamentn
mal desenvolver as niinhas ideas. (Nao apoiados.)
Tomo a ousadia de elevar minha voz nesle
recinto, tao somenle para justificare mou voto e
para evitar que se diga que sou arrastrado pela
torrente.
Nao tenho a honra doOuliecero vigario Fran-
cisco Pedro da Silva, o por conseguinte nema
ai'eii o, nem a desafeicao influem em meu velo.
Nenhum inleresse tenho em que tome assenlo
nesla casa o vigario Francisco Pedro ou o Dr. '
Sonsa Roa ; para mim Mdjfferento que a as-
.-.inila se pronuncie prou contra o primelro ou I
osegundo. Abstrahindodecorisideaces geraes, j
entro na questo, se bem qnc ja livessem sido
previnidos quasi todos os meus argumentos pelo
nobre depulado que me preceden.
Entre os diplomas npresenladt>s commisso!
de conslituico e poderes, um ddlos mi argido I
de Bollo por um dos membros dessa commisso ;'
esee diploma foi o que foi conferido ao vigario
Francisco Pedro pelo circulo da Boa Vista.
Como sabido, allegou-se que se da.va a- mil- I
lidade da eleicao do v:gario Francisco Pedro,
porque ao lempo da sua eleicao, nao reuna elle
todas as condicoes exigidas p'ela consliliiico do
imperio; fallava-lhe a condieo do art. 94, islo
. nao eslava isenlo de urna pronumia, que cen-
segiiiiilemenle osiijcilava a urna BCCO criminal. '
Eis-poisa queslao que osla sujeila' casa e so-
bre a qual tem ella de dar urna decisao.
O nobre depulado que me preredeu dividi i
muito bem a queslao em dua3 partes, a queslao1
propiamente de direilo, e a quespao de fado ;!
quanlo a de direilo, me parece que nao deve ha-1
ver duvidas algumas de que o pronunciado nao
pode fazer parle da assembla provincial estn- \
do pronunciado ao lempo em que foi eleilo : is-
lo preceito da consliiuico,.cujas disposicoes
juramos lodos observar e facer observar. A
coniiijieo diz, e lelo agustfc que estiver
pronunciado, nao pode ser eleilor, e se para ser
depulado necressarro reunir as mesmas condi-
coes que se exige para ser eleilor, segue-se que
nao pode o Sr. Francisco Pedro fazer parte desta
casa, porque eslava pronunciado ao lempo em
que foi eleito.
A conslituico diz, que nao pode ser eleilor
aquelle que estiver pronunciado em querella ou
devassa ; mas agora apparece urna queslao no-
va? isio que erimonoso pronunciado, nao o
mesmo que pronunciado. Eu nao encontr em
legislaco dislinrco alguma entre criminoso
pronunciado e culpado pronunciado. Creio que
a pronuncia em querella ou devassa, foi substi-
tuida peW denuncia. Todo pronunciado sujei-
lo a priso e livraraento, sera que baja essa dis-
tincQo de erimonoso pronunciado. Ignoro com-
pletamente em que se fundam aquellos que pen-
sam o contrario.
Um Sr. Deputado : O pronunciado crimi-
noso ?
O Sr. Rufino d'Almeida ; E qual o pro-
nunciado que nao suspeito de um crime Qual
a lei que faz a distineco cnlre criminoso pro-
nunciado e pronunciado nao criminoso ? Toda a
pronuncia obriga a priso e livraniento, e n pro-
nunciado levado ao tribunal competente para
responder pelo fado porque aecusado : se esta
nao a pronuncia de que falla a constituico,
nao sei qual seja.
( Cru/.am-se apartes. )
\ e-se portanlo que nao pode haver duvida de
que o pronunciado nao pode fazer parte da as-
sembla provincial. Agora cumpre indacar so o
vigario Francisco Pedro eslava pronunciado ao
lempo em que foi eleilo. Nao precisava apre-
sentar documento algum casa, porque sei que
toda ella est convencida de que o vigario Fran-
cisco Pedro eslava pronunciado a esse lempo.
O Sr. N. Vorlella : Eu hoje esiou.
O Sr. Rufino de Almeida : O que disse o
nobre deputado que me procedeu mais que suf-
liciente; mas al'uii de levar a convieco ao maior
auge, vou lerura documento que leho em meu
poder. (L.)
Por conseguinte, vc-se que a 30 de junho es-
se vigario eslava pronunciado por crime de oiYen-
sas phisicas.
Vejamos agora quando leve lugar oseu julga-
menlo. [L.]
Portanlo hoje nao conhecido o fado, nao resla
mais que aplicar a lei a esse mesmo fado c da
applicaco da lei ao fado nao vejo que oulra de-
va ser a decisao, seno declarar que o vigario
Francisco Pedro uo pode fazer parle desla
casa.
A Iheoria aqui apresentada de que a casa a
competente para eulrer na apreciacao da valida-
de ou nao validade da pronuncia decretada con-
tra o vigario Francisco Pedro, meus senhores
seno perigosa, ao menos attcnlaloiia da inde-
pendencia dos poderes do oslado, porque emen-
do que o poder legislativo nada tem que ver com
osados do poder judiciario.alim de os nullilicar.
Decretada a pronuncia c legalmenlc sustentada,
produz ella todos os seus elelos seno lr des-
Uuida pelos meios e formas legaes. Esle pre-
cedente admiltdn, pode tambera a assembla en-
trar na apreciacao da eleicao, indagar se a vota-
co foi mal ou bem dirigida, se o depulado.cujos
poderes sao por ella examinados, era ou nao o
que devia ser eleito.
Oulro precedente invocado em favor da causa
que so discute, o fado de ler sido admillido
nesla casa o Dr. Joo Floripes Dias Brrelo que
se achava pronunciado era crime de respousabi-
lidade. Me parece tambem que nao pode servir
para o caso, porque lialav.a-se enlo do um de-
putado pronunciado posteriormente sua eleicao,
3 cujos poderes ja linham siJu recoiihecidos por
esta casa.
Um Sr. Depulado : E Francisuo redro nao
o linh.i sillo ?
O Sr. Rufino de Almeida : J linha lindado
o seu n ndalo.
Um Sr. Depulado: E se houvesse urna con-
vocaco extraordinaria da assembla
O Sr. Rufino de Almeida : Nesse caso rc-
presuniava a pronuncia em virlude do mandato
anterior, que ja caducou
Mas, aqui trata-so de um deputado pronuncia-
do ao lempo d sua eleicao, ao lempo em que
nao exercia as funreoes do depulado.
( Cruzam-sc apartes. )
No precedente invocado tralava-se de um de-
putado no gozo dos direilos inherentes ao seu
mndalo, e que linha um foro especial onde de-
via ser examinado o processo contra elle intima-
do, si porvcnlura se pode invocar em favor do
deputado provincial os mesmos privilegios do de
pillado geral. Mas aqui Ira la-so de uS imples
c.'idud.an, sujeito ao foro comuium, onde respon-
den pelo ciime de que (oi aecusado, _e pl con-
leguililti o precedente nao pude ser invocado em
favor do vigario Francisco Pedro.
A pureza da acta invocada pelo nobre depula-
do que se assenta a minha esquerda nao pode
prejudicar as provas aqui apresenladas da nulli-
dade da eleicao do vigario Francisco Pedro. Essa
nullidado podia ser ignorada pela commisso de
conslituico e poderes, como al ha pouco era
por esla assembla. e nem por isso se segu que
se deva considerar valida una eleicao nulla.
se por esta pureza se deve a casa regular, enlo,
nao sei o porque foi excluido o anuo passado o
nobre deputado Dr. Gil.raima, pois que da acta
da eleicao nao conslava a sua menoridade.
O Sr. Gitirana: E nao o podia.
O Sr. Rufino a"Almeida : Segue-sc portan-
lo quo upuieza da acia nao lem esla luna de
que fallara os depulados que sustentara o pare-
cer ; o que apezar della pode ser invallidado urna
eleicao.
Um Sr. Depulado : A decisao da casa so-
lieran ni.
O Sr. Rufino de Almeida : Pelo pouco que
lui dito claro que vol contra o parec r da
commisso de conslituico e poderes, que consi-
derou valida a eleicao do vigario Francisco Pedro,
Sinlo que motivos polticos lenhain Infinido
nessa pronuncia do vigario Francisco Pedro ; se
em miiihas mos eslivesse o remedio, da-lo-hia.
roas nao posso dar, perqu cima de mira vejo
a lei, aule a qual reverente me curvo.
Tenho concluido.
O Sr. Urando : ( Daremos era outro nu-
mero .
i endo dado a hora (ka a discusso adiada.
O Sr. Presidente designa a ordera do da e le-
vanta a sesso.
SESSAO O BDINARIA EM 12 DE MARCO DE
1800.
Presidencia do Sr. Dardo de Camaragibe.
Ao mero dia, feila a chamada, achaudo-se
presentes 23 senhores deputados, abre-so a
sesso.
Lid a a acia anterior, npprovada.
O Sr. i," Secretario declara nao haver expe-
dienle.
Sao lidos c mandados imprimir os soguinlcs
pareceres c projecloa :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco decreta :
,< Art 1 Fn-a o presidcnle da provincia au-
leriaeoo a mandar fazer, com a possivel brevida-
de, os reparos piecisos ao acude da villa do Li-
moeiro para poder conservar a agua necessaria
ao consumo .los habitantes daquella villa.
Arl. 2." No caso de se verilicara impossibili-
dade, ou inulilidade de taes reparos, lien o mes-
mo presidcnle da provincia autoiisadu a mandar
construir um novo acude em lugar, que fr para
isto mais conveniente.
Art. li." tica ainda o mesmo presidente au-
lorisado a dispender a quanlia que fr oreada,
tanto para os reparos, como para a conslrucco
do novo acude, de que tratan) os artigos antece-
dentes ; revogadas todas as leis e disposices
em contrario.
x Paco da assembla provincial de Pcrnambuco
12 de marco de 1860. llenrii/ue Pertira de
Lucena.Francisco Eernandes Gitiraua.
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco resolvo :
Arl. |. Fica creada urna cadeira de pri-
metras letras do sexo masculino na poveaco de
Timbaba na comarca de Coianna, outra na po-
voaco da Viccncia da comarca de Nazareth, e
outra na povoars de S. Vicente da mesma co-
marca.
.< Art. 2. Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernaraliuco. 12 de marco de StO.Antonia Al-
ves de Sansa CarvatUoloaquim Francisco de
Mello Cuialcanti.
a Art. 1." A cmara municipal do Bonilo lica
aumisada a mandar construir no lugar mais con-
veniente da villa, urna casa de. mercado, desti-
nada as (eiras.
<.< Art. 2." A mesma cmara peder despender
nesla obra at a quanlia de quatro contos de
res.
<< Art. 3.c 0 presidente da provincia ilea au-
lorisado emprestar aquella comarca a referida
quautia, que devora ser paga era presla-Oes jjx-
nucis de Juzcn!.^ c ec?oenta mtria.
revogadas as disposices eui con-
Ficam
trario.
Paco da assembla provincial de Fernambu-
co, 12 de marco de 1860.Francisco Jos Fer-
nandes Gitirana.
A assembla provincial de Pcrnambuco :
Art. nico. 0 presidente da provincia Pica
autorisado a mandar cana Usar o rio Beberibe
desde o sitio Peixinho al a cidade de Olinda,
afim do apastcc-la d'agua, mandando para isto
construir dous depsitos d'agua um no Vara-
douro. oulro na floresta, ou onde mais convier.
Ficam revogadas as disposices em con-
trario.
Paco da assembla provincial de Pernambu-
co 12 de marco de 1860.Franciscj Jos Fer-
nandes Gitirana.
A commisso do posturas e negocios de c-
maras a quera foi presente o arl. de postura in-
cluso, examinando com alteneo todas as raedes
quelevaram cmara municipal desta cidade
confecciona-lo, de parecer que seja o mesmo
approvado, devendo ser impresso para entrar na
ordera dos Irabalhos d,a casa.
Sala das cominissocs, 12 de marco de 1SG0.
trancisco Gitirana.Uarrose Silva.
\Postura addicional.
Art. nico. prohibido aos marujos dos na-
vios mercantes, surtos no porto desla cidade,
andar pelas nas ou tabernas da mesma cidade.
dassete horas da noite al s cinco da manha|;
os que forem encontrados s mencionadas horas
sotlrcrao a pena de dsz mil ris de mulla, ou de
pnsao, quando nao poderem pag-la.
Pago da cmara municipal do Recife, em
sessode 19 de ovembro de 1859.Manoel 'joa-
quim do Rejo e Albuauerque,L%iz francisco
de arros tejo.Joaiuim Lucio Monleiro da
tranca Joaquim d'Almeida Pinto.ioe Ma-
ra Freir Gameiro.Antonio Jos" de Oliveira.
Simplicio Jos de Mello.
(Conlinuar-se-ha.)
REVISTA DIARIA.
Na sesso da nossa assembla provincial de
10 do crreme, apresenlou a commisso de pos-
turas e negocios de cmaras um parecer no sen-
tido da nao approvarao do artigo de postura que
ltimamente foi approvada adinlerim cora rola-
co s empanadas.
O referido parecer restaura o arl. 8" do til. 8o
das posturas municipaesdo lS'J, e nega fundada-
mente as razoes produzidas para a sua revo-
gaco.
Com effeilo, quando deu-se essa medida, nao
podemos enxergar nella a utilidad que lheem-
preslavara ; ao passoque muitos inconvenientes
descoliriamos na sua pralica. Nosso pensar ve-
nios hoje esposado e exposlo pela commisso,
quem cumpro taes negocios, sendo de crer que
seja em definitiva ap;>rovado o respoctivo parecer,
que lem a favor de son adopeo nao s as condi-
coes da nossa posieao geographiea, quo vibra-nos
um sol abrazador, quo ludo cresta 0 promove a
decomposico das cores, como tambem por as-
snntarem n'um falso supposto as razoes contra-
rias relativamente s empanadas em Fiama.
Dzem-nos que alli estas sao empregadas ;
que os bouUoards ach*m-s* cob ros dolas, sem
que se dem os inconvenientes que Ihes empres-
tara quer no que diz respeito ao transito, quer
acerca do aformoseamenloda cidade.
Sob esle aspecto, sero por ventura mais agra-
daveis, embeilecero mais cidade essas liras de
pannos diversos com quo hoje as lojas seoppoem
a entrada do sol i
Antevemos j urna prohibico esta pratica,
ao menos ella lgica, pois acha-se comida na
primeira. Maso que faro os legistas para pre-
servar suas fazendas da ac;o prejudicial do sol.
qu ih'as estraga?
E preciso, pms. que a materia seja apreciad?
com u deudo cuidado ; que se contrabalancc os
pros c os contras, que ella possa olferecer, para
que a soluco nao se resinta do desconveni-
ente.
Para cumprimento do arl. 21 dos estatutos
do Nevo Banco de Pernambuco, deve haver reu-
nan da assembla geral dos accionistas no da 17
do corren te.
Para evlarem-se fraudes em cartas segu-
ras. Imam publica las pelo ministerio do imperio
l.:,~V"'-".':'"'s e8D de Ibdedezembro do anuo passado.
Essas cartas devero ser lechadas com lacre de
una so cor, em dous ou mais lugares visiveis, e
os fechos sellados com o sinele pailicular do se-
gurador.
lia oulros requisitos exigidos polo cegulamen-
lo, assim como tomar-se-ha quaesquer outras
cautelas que a experiencia fdr indicando como no
cessanas, e forera ordenadas pelo dieclor geral.
loje elTectua-seo beneficio da Sr.* I). Ma-
na l.uiza, no thealro de Sania Isabel.
Sobre esle espectculo j hontem dissemos al-
guma cousa ; o que hoje dispensa-nos de tratar
doli desenvolvidamente, devendo porm, acres-
tentar que haveri o dansado a Taranlella Na-
politana e o passo carcter Gitana__.
leudo ludo envidado a beneficiada para salis-
tazor a oxoedaco publica, espera que os seus
Dcraleilores lovem-lhe em conla os seus ex-
forcus.
Consta-nos quo a Innandade Acadmica lem
de celebrar amanh.a, 15 do correte, os ltimos
sullragius pela alma do finado Dr. Nudo, lente
da Academia : lomamos muilo esses jovens
que sempre mostram-se activos no cumpriraen-
lo dos deveres, do que espontneamente sobre-
ca negara m-se.
Escrevem-nos de Caruar em data de 9 do
crrenle :
0 processo que oi instaurado pela delegacia
por cansa do tiro que solTren o soldado do corpo
de polica, contina, o por ora os indicios sao suf-
licicnles para a pronuncia dos indiciados que lo-
ra in presos.
Admira que"indvduos amigos ntimos, ateo
momento do relo criminoso, que me refori, no
acto de perguiiMs procurem descarregar uns so-
bre outros, a culpa que couimum a lulos !
'< o bacharcl Juvencio declarou ser Gregorio
quem mandn buscar n criminoso Joo Maxim >
para lomar um desalalo das autoridades, que
leem impedido nos desmandos a que eslava acos-
lumado ; sendo que Miguel Velloso era que
inandava a comida para Mximo.
'< Gregorio disse quo Juvencio o quera as-assi-
nar, para salvo apossar-SO de sua mulher, nao
obstante a repulsa della, e que Claudino e Vila-
lino orara os individuos, que indicavara os lea-
res de embosiada.
__ Claudino declarou, no era exacto o dito de
Gregorio, o Vitalno tambem o desmenlio.
Miguel Velloso, Pe Iro Haximiano e Juvencio
raciano, cimbados de Gregorio, Azorara declara-
cues quasi idnticas quanlo ao fado allrbuido por
Gregorio a Juvencio (bacharel.)
No mcio deslas coniradiccoesapparece um
laclo, que elido geralmcnte por verdadeiro. isto
6, a opinio publica desta cidade annuncia que
se lenlava contra a existencia de algumas auto-
ridades, e que o allribuircra-se osco-ros oqne-
lerem uns assassinar os oulros, lim procurado
para dar direceo opposla as pesquizas da poli-
ca e conseguirem iicir impunes, comoj conse-
guirn] quando lenlaram contra a existencia do
ex-juizde direito Dr. Manoel Coria Lima na
noile de 12 de junho de 1838; por occasio da
Correccoo enceirada naquelledia, em cuja occa-
sio havia aquelledoutormanifestado a existen-
cia de prevancajjs revollanles no carlorio de
orphaos.
Deixou hontem o exerricio do cargo de juiz
de direilo o Dr. Pedro Camello Pessoa, por haver
sido nomcado cheie de polica da provincia do
l aran. Durante o exercicio de sua judicatura
nesla comarca o doutor mostrou carcter nobre,
independencia superior, bastante illuslraco, mos-
trou que comprehemia a nobreza de sas func-
COes, e se habililou para merecer a honrosa com-
misso que den causa sua saluda.
< A populaco da comarca lastima a retirada
de um magistrado justiaeiro (Ilustrado, o supe-
rior e exlrooho s parciilidades polticas, por
islo mesmo que era jusliceiro.
i A retirada do doutor deixa um vacuo bem
sensivcl na administrac.lo da justca, e os habi-
tantes da comarca perdeiu urna garanta viva
activa de seus direitos.
Nohaum acto se quer na judicatura do
Dr. Pessoa, que, examinado, nao maniieste. que
muilo aprecia elle o cumplimento de seus devo-
res, que nao mostr possuc elle illuslraco,xuue
o bastante versado na sciencia do direilo c que
bem comprehende osiitim entone tribuere.
Acompanhou ao Dr. Pessoa, em sua retirada
orescido numere de pessoas desla cidade e cir-
cumvsinbajaca0 asbencos e saudades da popu-
laco desla cidade, que fez votos ao Altissimo
coiic.eder-lhe um futuro prenhede prennos en-
dientes de felicidades
P051ENOKES DO ASSAsilNVTO DO CVPITAO
Douikgos Alves Biivsc.o M'M/. Barreto, ni le-
odo uo Gima kv. O capilo Muniz Brrelo
cbava-se desasido cora o lente coronel Al-
vara Ernesto de Gamillo Granja, potentado do
lugar, e h'aQi'SiB de lefffreis pre;cdects. No
da II do passado ordenou o capiio Muniz
Brrelo, enlo delegado de polica d'aquelle
termo, que na feira se nao vendesse a farinha
senao a rctalho, e em pjquenos porces, afim
deque a pobreza do lugar nao os'se preju-j
dicada pel^farlo da venda daquelle genero por
atacado. L'm irmo, ou sobrinho do lenle-,
coronel Alvaro, foi feira, e tal ves por acerte
ao infeliz deregado, obrigou um vendedor de I
farinha vender urna grande porco de urna so-
voz Saliendo o delegado do occorrido, man-
dou recolher priso o vendedor da farinha.
0 lenenle-coronel Alvaro, sabendo da priso,
dirigio-se casa do delegado, o com modos
desabridos exigi a prompta soltura do preso.
O capitao Muniz Brrelo, hornera onergico e
resoluto, repellio a exigencia, c raesmo man-
dou que o lente coronel Alvaro se tetirasse
da sua casa, accre3centando que um homem
coberlo de crimes, como Alvaro, nao devia
' ler a ousadia de altear as vozes na presenca da
aiitoidadc.
Esle modo de procader irritou o lenenle-co-
I ronel Alvaro, ao ponto de ao sahir da casa do
^ delegado gritar em alias vozes no mcio da feira,
' que o delegado naquelles dous dias pagara com
, a vida a ousadia de o fazer retirar de sua casa.
i Logo depois deste aconlecimeulo recebeu o in-
. liz Muniz Barreto avise de quo o lenenle-coronel
Alvaro o mandara assassinar, o que se devia
reolisar n'aquelles dias.
leu pouco apreco a este aviso, c nao se acau-
lelou o infeliz contra as tramas de seu brbaro e
cobarde inimigo.
No dia 14 do passado pela? seis horas e meia
da tarde, ao sabir o infeliz Muniz Brrelo da casa
| do juiz de direilo. foi sasassinado cora dous ti-
ros de bacamarles I
Joo de Moraes, mulato acabocolado, e Fe-
Itppe, pardo, o 1." vaqueiro e o 2. escravo do
lenenle-coronel Alvaro Ernesto de Carvalho
Granja,eslavam emboscados em urna casa deum
iruiaudcsle confronte casa do juiz de direilo,
e aoverem a victima cahir, dirigiram-se ella,
e aos gritos demorra o delegadodispararain-
Ihe dous tiros a queima roupa, um na cabeca, e
oulro uo coraeo.
Depois de perpetrado to brbaro assassinato,
lano o mandanle, como os mandatarios, segui-
ram viagem para Cabrob.
Cumpre que desla vez nao fique impune este
escandaloso crime, como tem licado outros re-
vestidos de eguaes circunstancias, c pelos mes-
mos autores.
Passageiros do hiatc brasileiro Scrgipano,
viudo do Ass ;Antonio Joaquim Simes e 1
lilho menor. Marciano P. da Silva.
Passageiro do brigue pnrluguez Florinda,
rindo de Lisboa Guilherme A. ll. Ribeiro.
Mata no uno publico :
tfataram-so no da 13 do corrente para o con-
sumo desta cidade 50 rezes.
No dia 12 78.
MonTALIDADE DO DIA 13 DO CORRERTE:
Nicolao Uogerio, pelo, solleiro, 38 anuos, tu-
brculo pulmonar.
Bita de Castro Carreira, branca, viuva, 70 anuos,
^ allecco phthislca.
Francelino, pardo, 7 annos, desvnteria.
Celestino, prelo, escravo, 0 annos, gastro cn-
lerite.
Jerimia, preto, escravo, solleiro, 3G annos. bo-
xitas.
Soldado l.ourenco Tiburcio dos Prazeres, pardo,
solleiro, 20 and..s, phthisica pulmonar.
Hospital de caiiiiiaiik. Existem 6~> hn-
uiens, 50 mulheres naciunaes, 2 homens eslran-
geiro 1 homem escravo, lotal 121.
Na totaldade dos doenles existem 39 alie-
na los, sendo 33 mulheres e 6 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiSo
Piulo, as S 1/2 horas da manha, e pelo Dr.
Dornellas s 8 i[2 horas da manha.
CHRQNICUUDICIARIA.
TRIBUNAL DA RELAQfiO.
SESSAO EM 13 DE MARCO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EX.M. SR. COXSELUEIRO EIIMEL1N0
DE LEAO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
iles os Srs. desembargadores Pigueira de Mello,
iSilveira, Gitirana, Guerra, l.ourenco Santiago.
, Silva Gomes, e Caelano Santiago, procurador da
1 conla, foi aberla a sesso.
'"assidos os feilos e entregues os distribui-
dor, procedeu-se aosjulgauenios seguintes:
RECURSOS CHIMES.
Rolalor o Sr. deevmbargmdot l'i^ueir d.i Mello:
Recorrerle, o juizo ; recorrido, Manoel Mar-
, ques de Jess.
| Sorteados os Sis. desembargadores Lourenco
Santiago, Gitirana e Silva Gomes.
lmprocedciile o recurso.
| Recrreme, o juizo ; recorrido, I). Erm-.-lma
i-.laiii da Conceico Souza.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
l.ouieino-Siiuiiago c Silva Gonns.
Improcedente.
CAUTA TESTEMIMIAVKL.
Aggravanle, Jos Jaciulbu de Carvalho ; ag-
! gravado, o juizo.
Sorteados os Sis. desembargadores Pigueira do
Mello, e Gitirana.
Negara m provimento.
No recurso crime, adiado na sesso de 3 do
coi rente, em que :
Recrreme, o major Leandro Jos da Silva
Santiago ; recorrido, o juizo.
Julgou-se procedente o recurso do jui/.o e ne-
garam provimento ao do major Santiago.
Al'lT.LLAC.OE.S G1VEIS.
Appellanie, Antonio Barroso Pereira do Ve-
rana ; appellado, Joaquim da Silva Pessoa.
Desprezaran)-se os embargos.
Appellanie. I), liosa Anglica de S. Francisco ;
appellado, o vigario Domingos Carlos de Saboia.
Desp reza rain os embargos.
Appellanie, Francisco Manoel de Siqucira ; ap-
pellado. Jos Francisco do liego Barros.
Receberam-se os embargos.
Appellanie, o juizo; appellado Joo Vctor de
Araujo.
Courmaram a sentenca.
AIM'KI.I. \.voi:s CRI1IES,
Appellanie, o juizo ; appellado, Joaquim Cor-
re i a de Araujo.
Confirmaran! a sentenca.
Appellanie, Francisco Garca do Amara) ; an-
pellada, a justca.
Reformou-se a sentenca.
DIL1GKCU CRIME,
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justca, a appellaco crime :
Appellanie, ojuizo ; appellado, Antonio Pri-
mo da Silva-
DITAS CIVEIS.
Com vista ao Dr. curador geral as appella-
cGes ci veis :
Appellanie, Antonio Francisco Chaves ; appel-
lado, Marcelino de Salles Concia.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
corda:
Appellanie, o juizo : appellada, I. Auna An-
tonia .Vives Rocha.
Man loti-se proceder a habilitaco de herdeiros
na appellaco civel :
Appejlante, Manuel Xavier Carneiro de Albu-
qiierqu ; appellado, Haximiano Palhares Caval-
cauli.
Assignou-se da para julgamenlo das seguintes
appellac&cs civeis:
Appellanie, Jos Gamillo Cavalcanti Pessoa c
oulros ; appellado, Joo Sergio Cesar de Mello.
Appellanie, Mara Alves de Jess ; appellado,
Salustiano Gonc.alves da Silva.
Appellanie, Jos Maria Ventura ; appellada,
Dulce de Oliveira Balinha.
As appellacoescrimes:
Appellanie, Joo Coelho do Rosario ; appella-
da, a justca
Appellanie, o juizo; appellada, Claudino Lu-
cina da Luz.
Appellanie, Palatino Augusto Barbalho Ucha;
apjieilada, a justca.
DISTIllBUIC.OES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as
appellacdes crimes:
Appelaule, q juizo ; appellada, Joanna Evan-
gelista da Molla.
Appellanie, o juizo ; appellado, Manoel Ber-
narJo da Guerra.
Appellanie, ojuizo ; appellado, Luiz Francisco
da Silva.
AoSr. desembargador Silveira, as appellac&ea
crimes :
Appellanie, o juizo ; appellado, Thoniaz Fcr-
reira da Silva.
Appellanie, o juizo; appellado,Jos Francisco
da Motla
Appellanie, ojuizo; appellado, Antonio Bar-
bosa.
Ao Sr. desembargador Gitirana, a appellacocs
enroea :
Appellanie, Francisco Alves da Silva ; appel-
do, o juizo.
Appellanie, Autonij Filippe de Mello ; appel-
lado, o j'iizo.
Appellanie, Custodio Jos Marinho ; appella-
do, o juico.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellanie, ojuizo ; appellado, AlexandreGo-
mes da Silva. *
AppoUante, ojuizo ; appellado, Benedicto Go-
mes de Souza.
Appellanie, o juizo ; appellado, Jos Marques
Ferreira.
Appellanie, ojuizo; appellado, Jos Victorino
Sanl'Anna. -
As 2 ) horas da tarde encerrou-se a sesso.
JURY DORECIFE.
PR1ME1RA SESSAO.
DA 13 DE MARCO.
Presidente, o Sr. Dr juis de'direilo Bernardo
Machado da Costa Doria.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Leopoldino de Gusmo Lobo.
Eserico interino o Sr. Joilu Saraica de Araujo
Galvo.
As 10 e 1(2 horas da manha verficando-se es-
tarem prsenles W jurados, o Sr. Dr. presidente
do jury abri a sesso.
Foram multados em 20$ cada um dos Srs. ju-
rados que nao comparecern], o relevados das
multas cm que incorrerara era sessoes anteriores
aquellos que motivaram com legitima razo do
escusa as suas faltas.
Estando barrado tribunal o reo Pedro Ale-
xandrino Gomes pronunciado no art. 193 do
cod. crina, por haver assassinado seu cunhado
Joo Sabino Nepomuccno em dias do mez deju-
Ihj de 185C, o Sr. Dr. presidente do jury desig-
nou para fazer a sua defeza ao Dr. Manoel Mo-
reira Guerra, por haver o advogado do reo D-.
Jos Leandro de Godoy e Vasconcellos parlpado
que nao poda comparecer ao tribunal.
Fazendo o Sr. Dr. presidente do jury pro-
ceder ao sorteio do conselho, foram recusados
pelo aecusador publico os senhores jurados :
Luiz Amavel Du bou reo Jnior.
Joo Jos de Albuquerque.
Floriano Jos de Carvalho.
Ilyppoliio Machado Freir Pereira da Silva.
Jos Rodopiano dos Santos.
Jos Joaquim de Oliveira Baduem.
Joaquim Gilseno de Mosquita.
Marcelino Jos Pupe.
Pedro Celestino Mindelo.
Foram recusados por parte da defeza os Srs.
jurados :
Jovino F.piphanio da Cunha.
Antonio de Moura Itolim.
Dr. Jos Flix de Biito Maccdo.
O conselho de senlenca constituio-se dos Srs.
forados :
Dr Manoel Coelho Cintra Jnior.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Dr. Americo Fernandos Trigo de Lourciro.
Dr. Pedro Secundino Mondes Lins.
Dr. Jos da Cunha Teixeira.
Dr. Cicero O.luii Perigrino da Silva.
los Rodopiano dos Santos.
Antonio Manoel Eslevo.
Carlos Augusto I.ins de Souza.
Ulvsse Jusiniano de Oliveira.
Tiislo Jacome de Araujo.
Joo Jos de Carvalho Jnior.
Deferido ao conselho o juramento do eslylo o
Sr. Dr. presidente do jury fez o iulerrogalorio
reo.
Ilistoriou este o fado de que era aecusado por
esle modo. Referi que, sendo amigo intimo do
seo cunhado Joo Sabino Nepomuceno, com elle
estivera em um dos ltimos das do mez de ju-
llio de I8 beber em urna taberna de sua tre-
guezia, Uuribcca, e que levando o da inlero
beber com seu cunhado, s se lembra de haver
disperlado no da inmediato, tendo seu lado o
predilo Joo Sabino ferido niorlalraenle.
Lido o processo integralmente pelo escrivo
Saraiva, foi concedida a palavra ao promoior
publico, Dr. Gusrao Lobo, que abri o dbale
por una aecusaco chela de provas robustas,
conduitido com o lbello por pedir a condemua-
'.o do leo no grao mximo do ai t. l'J3 do cod.
criin.
Deferida a palavra ao Sr. Dr. Moreira Guerra,
advogado do ro, expoz este a malcra da defeza
! combalcndo a existencia das circuinstancias og-
; gravantes dos S 1 e 6 do art. 10, invocadas pela
aecusaco, e allegando em favor de seu consli-
, luiiilo a circuuislaucia da embriaguez, pro.ada
I dos autos.
Replicando o aecusador e o defensor do reo, o
Sr. Dr. juiz Oe direilo resumi COill pret'iso O
clareza o debate, e propoz ao jury os seguintes
quesilos :
1" O reo Pedro Alexandrino Gomes, em umdos
ltimos das do mez de julhe de 15G, na povoa-
co de Muribonp, malou seu cunhado Joo Sa-
bino Nepomuceno com lacadas constantes do
auto do corpo de delicio '?
Deu-se nesle delicio a circumslancia aggra-
vanle da noile !
3" Deu-se nesle delicio a circumslancia aggra-
vanle superior em armas ao ollendido, de uia-
neira que esle nao poda defender-se cora proba-
bilidade de repellir a oeusa ?
'' Existem circumslancia* altenuantes fa-
vor do reo '?
llecolhendo-se o conselho sala das conferen-
cias secretas, dahi voltou depois de 30 minutos,
respondendo ao
Io quesiioSirn, por unanimidade de votos.
2" quesiioNao, por dez votos
3' quesiioNao, por onze volos.
' quesiioSira, por unanimidade.
Existe em favor do reo a circumslancia alto
nuante do jj!) do arl. 18 do cod. criin., a de es-
lar embriagado quando comraeiteu o crime.
Por cuja decisao, o Sr. Dr. presid ule do jury
lavrou a senlenca condemnaloria, que publfcou
ao tribunal, concebida nos seguintes termos:
principal e suas circumslancias, esl o reo Pedio
Alexandrino Gomes incurso uo art. 193 do cod.
criin., grao mnimo : e assim o conderano sof-
trer seis anuos de priso com trabalho na cadeia
desla capital e pagar as cusas do processo.
Nada nijiis h .vendo a tratar-so, o Sr. Dr. pre-
siJente do jury levantou a sesso s 2 2(2 horas
da larde.
Jury ilo termo de Olinda.
P1UME1BA SESSAO.
12 ce marro de 1860.
Presidencia do Sr. D'r. juiz de direilo Antonio
Francisco de Salles.
Promoior publico inlerino Dr. Amaro Joaquim
Fonscca de Albuquerque.
Feila a chamada o verificando-se haver nume-
ro sulTicicnte de juizes de fado, foi aberla a
sesso.
Pfesente o reo affiancado, Policarpo Pereira
da Luz, ..ecusado por furto de cavallos, veriflcou-
se depois da chamada fallaren! quatio tesiemn-
ii has
O Dr. promotor inlerino requereu que fossem
PSSas leslemuiihhas obligadas a comparecer por
que a presenta dellas era essenrial a aecusaro !
e o Sr. Dr. juiz de direilo depois que o advogado
do reo Dr. Manoel Joaquim de Miranda Lobo,
pedio a palavra e procurou conleslar o requeri-
mento da prometera, decidi que sendo as di-
las testemunhas nolilicadase nao tendo compa-
recido, addiav.a o julgamenlo da causa para a
outra sesso judciaria, condemnando-as em cin-
co das do priso.
Por nao haverem mais processos para serem
subuietiidos a julgamenlo. o mesmo Sr. Dr. juiz
de direilo encerrou os Irabalhos da presente ses-
so judciaria.
CMARA MIMCIPAL DO REC1FE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 27 DE FEVE-
RE1RO DE18C0.
Presidencia do Sr. Franca.
Presentes os Srs. Reg, Mello, Oliveira e Ga-
raeiro, fallando com causa o Sr. llego o Albu-
querque, e sem ella os mais senhores ; abrio-se
a sesso e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
Foi lido oseguinle
EXPEDIENTE:
lim oficio do Exm. presidente da provincia,
conimunicanlo ler, em consequencia do oludo
do juiz de paz da freguezia de S. Fre Pedro Gen-
calves, designado o da 15 de abril vindouro pa-
ra a reuniao da junla do qualilicaeao daquella
fregueziaInteira.lj.
Outro do juiz de paz da mesrna freguezia da
S. Fici Pedro Goncalves, communcando aquella
resoluco da presidencia.Inleirada.
Oulro do engenheiro cordeador, informando o
requorimento, uo qual o bacharel Abilio losTa-
vares da Silva pede licenca para fazer um muro
ao lado de sua casa na ra da Soledade, na Boa-
Vista, dizendo ser preciso alterar-so a planta em
rigor, para salsfazer-se o que requer o peticio-
nario ; alleracoquejulgava ulil e vanlajosa, mas
que a cmara j havia negado egual concesso a
propriclaria Uo sobrado fmiloiro casa do reque-


DIARIO DE PERNAMBUCO QEARTa FRHU 14 PE MaRCO DE t860.
OHvei ~~\X Cmmissi0 d edilicaces ( Barata o
Outro do Tiscal do Recife, communicando odiar-
se arruinada, em consequencia dos embates da
mar, irapollidos pela* enchurradas que ullimo-
rnenle houve, a rampa do caes da altandega.
Mandou-se oBciar ao Eira, presidente da pro-
vincia, remcltendo-se-lhe copia do referido ofiT-
co do fiscal.
Outro do fiscal de Santo Antonio, nao se op-
pondo a que Manoel Ribeiro Pontos faca nms
andar da casa, que esl edilicando na ra do Li-
vromento, comtanto que colloque no primeiro
andireguol numero de portas ao quo tcui o au-
llar torreo.Coneedeu-se.
Outro do fiscal do S. Jos, informando quo o
lugar, onde pretende Manoel de Souza Tavares
construir urna salgadeira no matadouro publico,
esl marcado para taes eslabelecimentos. mas
que ignorara se o lerreuo ca ou nao perlcncen-
te a municipalidade. Mandou-so informar ao
tngenheiro cordeedor.
Outro do mesmo, informando que o lugar, na
ilha deAnria Bezerra, onde Claudio ebeuxqiior
construir urna pequea casa para deposito de pl-
vora, acha-se mais de cincoenta brabas distante
de edificares, e no caso do 1. do art. 1. das
posturas de 11 do agosto do 1859.Concedeu-se
a liecnca somenlo para a casa, como permitlem
as posturas.
Outro do procurador, informando a pelico do
Justino l'ereira do Andrajo, quo se queix.i de
nao ter elle querido cfiVcluar a desappropriacao
do umseii terreno as Cinco Ponas, nao obstan-
te ter j para isso autorisaoo, declarando o pro-
curador que nao concloio semelhantc negocio,
porque, ezigindo do peticionario os ttulos do
mesmo terreno, elle os nao exhibir, apezar de
Ihe seren muilas ve/.es pedidos, leudo sido esta
a razio pela qual se nao cITectuoii ainda a desap-
propriacao. Defino-se lio sentido da informa-
cao.
O Sr. Franca declarou acamara, que precisan-
do a estrada do matadouro de tira aterro para se-
gurar a mural ha que se fez da parte do tul da
rnesma estrada, convinha quo se mand'issc orear
pelo respectivo engenheiro.Assim se delerm-
uou
Marcou-se o dia 5 do corrente para principiar
a primeira sessfo ordinaria desle anuo.
Despacharon!-se as pelices de Amaro Jos dos
l'rozeres, Anua Delliua dos Sanios. Antonio de
Mello Mogalhcs, Antonio GoncaWes de Moraes,
Dr. Antonio Vicente do Nasciuioiilo Feitoaa, Can-
dido de Albuqoerque Moranho, roplo Domin-
gos do Souza Barros, Francisco Jos Regalo Bra-
sa, Fabin Jos de Souza, Francisco de Pinho
Borges, llcrculano Ferroira Ponaa, irmandade de
N. S. de Sotedade, Joao Jozino de Mosquita Ra-
mos, padre Jos Antonio dos Santos l.essa, Jos
Lucio Lins, Jos Joaquim Alvcs, Jos fachado
Bolelho, Jos da Silva Fi rreira Vinhas, Joaquim
Goncalres S.ilgado, Jos Mauricio de Sena, Jos
Antonio Vital, Justino Fe reir do Andrade. Ma-
noel Gomes Mendos, Manoel llibeiro Pontes, Ha-
noel l'ereira Callas, Manoel Joaquim Xavier de
Couto, Manoel Francisco Litis da Silva, Manoel
Elcuterio do Reg Barros, RuGno Jos de Santa
Auna, e le*antou-se a sess.io.
Eu Francisco Canuto da Itaavtagem, olTioial-
ntaior a escrevi no impedimento do secretario.
Franca, pro-presidente. Reg. Mello.Oli-
veira.Gamcro.
NOVO BANCO DE PF.RXAMBLT.O.
Bataneo 4I0 Novo Banco de Per-
nambneu em !D do fevereiro do
1860.
ACTIVO.
Garanta de emisso...... 772:18l{>715
Depsitos. ...:.... 80:0003000
Letras depositadas..... 159:3zl$518
Aeros depositadas...... 9:6309000
Joias depositadas....... 5:735g28
l.ti i as caucionadas..... 136:699j500
Letras descontadas....... 2,565:56:13 i 20
Letras protestadas......1:5419500
Aluguel do casa....... I:312j50
Jos Antonio de Figueiredo Ju-
ntar.......... 3: 173266
Fornecimento....... 7.766j85
Juros........... lii.S'.IS!)
Remessas........ 43:6663906
*M....... 43i:414$66l
Res. 4,'22:26759
PASSIVO.
Capital.......... 2,000:000$000
Emisso......... 1,.{90:00:^000
Depsitos da direceo .... 80:000^000
Letras por dinbeiro receindo a
juros......... 3:809$930
Ttulos em cauco...... 174:686^798
Contas correntes com juros. 201:5683592
Fundo de reserva....... 27:4148290
Knowles & Foster...... 5:759g989
Cosa t Fillios........ 5:926g276
Banco da Babia S/C..... 14:4028356
Banco da Babia N/C..... 22:06f,S^7.
Dividendos......... 105:511)30; 1:1
Saques......... 31:339g095
Commisso do presidente e geren-
tes. :...... 7:282g912
D ontos......... 51:2293715
Lucros e perdas....... 2743269
Ris. 4,2i4:267f549
Semonstracao d estado da caixa.
Curo ( garantia de
emisso; .... 12:5163000
olas do llirsouro,
(garantia decmisso]36i:123000
----------------376:670$000
,do 200 16:2009
| de 1003 3:500
de 50 2:150jJ
de 203 140-3
de 10j 3205
------------22:3103000
Ditas desle han-.
co. .|
Ditas da caixa filial
Brasil .
Trata e cobre. .
do Banco do
31:416*000
1:0213661
Ris. 434:414|661
Demonstracilo da emisso.
Notas de 2003 1'serie 83





100$

509
203
10*
2"
1*
21
2105
22
2,420
3,220
8,900
30,720
16:60j
481:000$
24:200<
242:0003
497:6003
266:200$
161:0003
178:0003
387:200;
var a lalsidade, Buuuier lialaoo das inuvas
627. V
Sendo como sao difllcilimos.c as mas das vezes
impoisiveis, 03 dous primeiros meios recorre-se
ordinariamente ao lerceiro como o nico de pro-
var a falsidade, pois quedo contrario seria exi-
gir o impossivel, como observa o citado Bounier.
Os jurisconsultos reconbecem com effeito que
esta prova fallivel e nem sempre offerece ocu-
nho da certeza descjavel para deciso dos plei-
tos (como tambem nem sempre o afTerecem as
lesteniuohas) principalmente para a conderena-
co as causas criniinaes, mas reconbecem tam-
bera que nasciveis nao pode deixar de ser ad-
miliida e de fazer f=Merlin Repert. as pala-
vras compara/ion des escritures pag. 203 e se-
guinles.Forreira Borges dice jurid. commer-
cial a presumpeo : os adversarios desla prova
reconheceni a s'na necessidade e que della raras
vezes se poder prescindir para a verficoco da
falsiilade oiguida nas escripturas, especialmente
particulares.
Bellot citado por Benilian na theoria das pro-
vas tom. i." pag. 302 depois de enumerar as ra-
zos pro c contra accrescenla :
Porem por mais couieclural, por mais m-
perfeito que seja este meio de prova, o legisla-
dor nao podia prohibi-lo sem imprudencia : sua
excluso favorecera singularraento a fraude,ani-
inaria aos falsarios privando a adminislraro da
juslig do nico meio que lem em grande nume-
ro de casos de punir o crime.
A admissao da prova que resulta, da compa-
raco das letras tem principalmente cabimento
nos escriptos particulares que,por nao serem re-
vestidos das formalidades e garantas dos aulhen-
(icos, sao mais suscepliveis do falsillcaco c por
ti)
grave perigo para a socuu.nlu e especialmente
para o commercio como de intuiro.
portante evidente que nao procede esse fun-
damento do accoftfSo, que sendo, como foi, pro-
vaja a falsidade das letras, e nao se bavendopro-
duzido prova em contrario nao podiam os em-
bargantes ser condemnados, como forom ao pa-
gamento de taes letras, somonte por lerem sido
admiltidas a descont na caixa filial; que em urna
polavra o accordo fez clamorosa iujuslica e niio
atienden nem a dsposicao da lci nem a prova
dos autos reformando a'sentenca appellada por
fundamentos improcedentes e contrarios, ou a
evidencia dos autos, ou ao que determina a le.
Ainda prosegnirei.
Recife 9 de margo de 1860.
J. B. G. Alen forado.
O Liberal e o circulo da Victoria.
A freguezia de Muribeca tem sido igualmente
victima do Liberal.
As deelamacoese falsidades tern sido constan-
o-nos alcuiiliuiiuo-noj, por exeuipio, Oe 110-
raens sem brio, de escravos, ludo slo como V.
S. bem o sabe, porque em lugar de votarmos
com a sua antipalhica polica o fariamoscom os
nossos amigos. Es a verdade nua e crua de lo-
do o occorrido.
Sou eom respeilo de V. S. aliento venerador
e obrigado.. Manoel Joo Baplisla.
Pode usar desle como Ihe convier.
AOS SRS. SOCIOS DO HOSPITAL PORTTGUEZ
DE BENEFICENCIA.
Constando que algnem com o fim s-
mente de alimentar paixes alheias e fo-
mentar discordias entro os socios do hospi'al
portuguez de beneficencia, se estarna por obter
assignaturas dos mesmos, illudindo incautos,
que as mais das vezes sao victimas da boa f, que
depositam nas melifluas patarras do interessado,
ao ponto at de assignarem papis em bran-
ca : prerine-se aos mesmos socios que scnio
i prestem irrefleclidamente s prelonces desso
algnem tao impenhado, at que depois da pu-
eiJoie.-. quizeram aunr-llie u Ulencia, porui
tal itiuzo houve, que mudaram de intensao, e
ronccdir.ni-lhe urna moratoria por um c dous
anuos, particii\.r,enle A it|uao, que oslevon
a isto, foi um batane* iWongeiro, que Caminha Jt
I'ilhos apresentaram, no qual, mostrando apenas
un passivo de 300 e tantos contos, mnstravaro
tambem um saldo a favor de oulros 300 e ic.oi.09
ronlos. A primeira visla parece animosa um
bataneo semelhantc, porm, analisado que soja,
ver-se-ba, que elle por si conslilue urna peca
criminosa, rechetada de falsidades, dulo e r-
conbecida in fo, nao s por que mostrara um
passivo menor de melado, do que na realidade
era, como por que alguns bens que tarara des-
cripios, o foram por miis cinco ve/.es tanto de
sen justo valor ; e quem sabe, se mesmo nao fo-
ram omillidos alguns ? Em fim nenhum credor
do Cear leve a honra de ver esse bataneo, e
esta reserva indicativa de algtima fraude, que
al podia ser descoberla, ao passo que nesta
Praea, por falta de conhecedores oceulares, nao
o podi ser.
Isto deu-se aaui era Pernambuco, Oue fize-
lSecebediria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendiraeniodo dia 1 a 12.
dem do dia 13 .
21:3329185
2:048$728
26:380g914
Consolado provincial
h<-"Timcnto da dia 1 a 12. 23 8129451
dem o Hia 13.......4:089^152
32:9013809
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 13.
Assu'15 dias, hiato brasileiro Sergipnno, de 51
toneladas, capitao Henrique Jos Vieira da Sil-
va, equipagein 7, carga sal; a Luiz B. deSi-
aueira.
Ilalifax28 dias. hiale inglez Eclipse, Ac 109 to-
neladas, eapitao A. A. Smilh, equipaRem 7.
vincia contra a organisacao da junta
dora ser por nos boje apreciada.
Pretenden! os autores da ropresentac,ao
qualifica-
berihe niand averiguar a causa
taes abusos so deram na formaco da junta, que f faUa d'a*"11. q cm algiintas
1. ___:i...i_ i_ ..il:.- 1 bem nesi
rizes desla cidade, mxime os da
em virlude de ser
rre e espontanea
d'onde provem
occasioes, como
e momento, se d em alguns deis chafa-
fregue>:ia de
direrlorii 1 pnmmr mente; ao passo que assiradiziam, tralavara dedar .... -\auos saludos no mesmo da.
' ?U( la Ua comn-1n'"3 dc e- a niaior ictvidade a suas cobran ca ; caxeiros Antilhas-Bngue francez Sant'^nna, capitao T.
Le Pesquer. carga burros.
New-Yoik Barca americana -Fannie Grenshw,
eapitao Samuel A. Hunroy, carga assucar.
e adrenles sahiram
Promotor Dr. Veras
de caxeiro cobrador
citados Bonuier e Merlin. I ta se formasse depois dessa hora.
Assim reconhecido e tora de contestaQao que Semelhanle circumstancia io exacta, o re-
as declaracoes dos peritos quando nao sao cora- vella apenas d desojo insensato de fazer aecusa-
batidas por protras que as [acam inrerosiraeis | ces.
sao adraitlidas em ji/.o c fazera prova ao me-
nos al a prova em contrario,o comespecialidade
nos escriplos particulares quo nao dito garantia
de sua veracidade como os aulhcnlicos.
L" se assim nao fosse mal estara aquello cuja
firma fosse falsificada, c quo nao leudo proras
docuineutaes ou tosleinunliaes, quasi impossiveis
de obler no caso, recorresso ao exame dos peri-
tos ; por mais que estes Ihe fossem favoraveis,
por mais vehementes que fossem em sen favor
as presumpeoes seriara condemnados ; fcil do
ver o perigo qued'ahi resultara ao commercio.
A doulrina exposla era nodiieilo romano na
le 22 c. ad legeni coroeliam de falsis ubi falsi
crimen iucident tune accerrma fat indagatio
argumenlis teslibus, scripturarem collatione al-
blsquo verligies vcrilats, e sempre tai seguida
em nossa jurisprudenc a.
Nas causas civeis diz Percra Souza n. 471 pa-
ra os instrumentos nao fazerem f basla que si-
jam argidos de falsos.
Almeida e Souza nas accoes summarias diz no
S 33S.
Quando se trata de falsidadc, civilmente, bas-
tan! qunesquer proras leves e conjecturas em
differenca do caso em que se trata criminalmente,
o o, mesmo repele no 339.
E porlanlo evidente que se trata d'aquella pro-
ra formada peia presumpcao, pelo indicio,por um
dos meios de prora era ti ni admit ido pelo cdigo
bastante para convencer ao juiz em negocio ci-
vel, sendo que sao sempre de grande eltcito,
quando se trata de descobrir a frande c simula-
cao dos actos=:Seferon DumoulinFerreira Bor-
ges, dice. jur. cora. r. indicio.
Segue-se pois pela doutrina dos jurisconsultos
que a compararao das letras posto que seja pro-
A junta informando S presilencia observen
que lendo a missa parochial sido dita na hora
que consta do documento n. 1, concordou o juii
de paz cora os eleitores e supplenles proceder a
organisacao di junta depois de dita a missa nao
s para que nao ficasse interrompido o Iraballio
daquclle dia, como para que nao se dissesse quo
a organisacao da junta era feila em occasio era
que os demaisjiidadaos, que nella niio lem par-
te directa, estavam dislraliidos cora o cumpri-
menio do um dercr espiritual.
Longo pois de ser sensurarel o procediinenlo
do presidente da junta, foi salutar c muito pr-
ndenlo.
O segundo fundamento c nao menos proce-
dente, c revela bem o estado do loucura em que
estavam os autores da representacao para prali-
carem um acto allenlatorio dos direilos da junta.
No Otario de hoje analysa o Sr. Dr. Alcanforad j
o 10." e 11." fundamentos do accordiio.
Quanto ao primeiro refero-se o Sr. Dr. Alcan-
forado aos seus arligos anteriores, nos quaes, diz
elle, ter demonstrado, que nao houve prova nem
presiinipcao. de que fosse pessoa da cusa dos
embargantes quem fez o descont; eu igualmon-1 gna resl0Si que pelo mu
le. refoniido-me --= -..--:-----1
dados em una boa soma de dinbeiro, por le-
rem todos oscredores Ibes datado o lempo para
isso ei-los afoilos e ou/.ados apresenlando-se
nesta praea para impor aos credores novas con-
veniencias, quo importara na perda total, islo
e, prazo de 1, 2, 3, el anuos e serra ao meio,
sem garanta Que esperara pois os credores ?
Uuerem ainda dar lempo a ellos ricolherem al-
anno pass.ido o nao
racidade se conclue pelos principios, que regeni
a materia. Que dos outro* so presume havor
sido tai lo o descont por pessoa da casa Btcber
Finalmente que as vacillages e reservas de cor-
tos depoimentos ezislera, 'crabora nao indigita-
das no accordo, apezar das normas, quo aos
Iribunaes quer impor o Sr. Dr. Alcanforado.
po
goma cousa e quando nada man se salve, de
punir una quebra tao revistada de cirrumslan-
icrpal de Olinda,
abaixo assignado, avisa a quem interessar posas,
que no ultimo do inez ae marco crvente linda-
se o prazo marcado no rt. 5, do regularoento
de 14 de Janeiro de 1858 para cobranc.a dos im-
poslos niur.icip-ies que devem ser pasos bocea
do cofre, sob pena de pagarem r mulla de $
imposta peta citado artigo.
Jos Joatjuim Xavier Sobreira.
O padre Jos I.eile Pila Orlgueira, juiz de paz 4"
supplenle em eiercicio do 1." distrelo da fre*
guezia de S Fre Pedro Goncatves do Recife,
em virlude da le, etc.
Faco saber, que leudo o Exm presidente ota
provincia, por ofllcio de 23 de fevereiro prximo
pa3sao, designado o dia 15 de abril prximo
vinilouro para a reuiliap da junta revsoura da
Quanto ao undcimo fundamento bello de
Consiste elle na existencia de tres listas escrip- vcr, como o Sr. Dr. Alcanforado, oppondo-llie o quebrado por tereeira vez e c
tas por lellrade um, e tres por lettra do outro fundamento da setenca, quer tirar a soguint" rezes que quebrou quobru sen
mnmbro da junta. Consluao: A senlenca, reconhecendo que o
Ni sua informaco respendeu a junta que t-es exame de peritos meia prova, que pode cora-
linham silo escripias pelo eleitor 'orlella pe- plctar-se por presumproes, acliou presump^es
dido do presidente da junta, do eleitor Augusto l,nra complelal-a lago accordo tambem tfevia
de S, e de mais outro eleitor, que linham do achal-as.e nao as ttndo adiado, analhema sit.
votar, e quo as oulras l'nlian sido escripias J disse una vez e repilo, que na aoalyse e
pedido de dous supplentes, como provain os do- ponderaco de presumpeoes livre era e tribunal
cumentos ns. 2 e 3. do commercio, como livre foi o juizo especial. E'
Assim flcou explicada de um mota natural "tao que nao quer o Sr Dr Alcanforado, porque 9~^tonowMm^^ovMMn^^qw
cas aggravantes, c monstruosas ; baja Orna pu- qualificaco dos cidadaos votantes, visto que, por
nicao para que nao fique iberia esta lirexa, que impedimento dos respectivos juizes de p,iz, dei-
ser a porta franca para urna bancarola geral : xou de ler lugar no lempo marcado na lei n.
por causa da impunidado que quasi lodos os
membros da familia de Caminha lem falido, e
pie o chefo da firma Caminha & I'ilhos lem'
m cada urna das
mpre de um rao- '
do mais aggravantc, a segunda mais que a pri-
meiro, a lerccira mais que a segunda. Si pois
oscredores, redosos de um salisfaloro resul-
tado, conservnm-se na inaeco, nao deve deixar
um fado semelhanle impuno o Tribunal do Com.
mercio, a quem, segundo o art. 807 do cod-
commum, cumpre abrir a falencia ex-oicio, pen-
se adiar a casa de Caminha & Filbos insolren-
lora sabido neste Diario, oltarcendo cora 73 por
0|0 de rebate, crditos ja vencidos o nao pagos.
E' confiado na reclidio de dito Tribunal, e na
urna circumstancia que s poda servir de mo- d esta roz appellaule ; mas islo o que impde
tiro de aecusacao para quem ignora o uso cons- .mais trivial conbecimento dos principios do
tante, nos collegios oleiioraes e mesmo na ca- direito.
mar dos depulados, de pedir un dos roanles A' cusa de trsnscripcoes da senlenca appclla-
oulros que Ihe escreram as lisias com os nomos 'ta, fazo Sr. Dr, Alcanforado longos arligos, para s animou a mandar ao prclo estas
quo indicam cxlensao dos quaes contiibe com a quaru par
O que porra inexplicarel, menos que niio ,0 eu porcra, quo no quero arvoVar-mc en
387 lie 19 de agosto do 1846. Convoco por isso a
todos os ele llores e supplentes desla freguezia
para quo comparecam i's 9 horas do indicado da
15 de abril na igreja matriz do Corpo Sanio, para
que se possain prehencher ns disposicoes da
uicsina lei ; os quaes elcilores e supplentes sio
os seguinles :
Eleitores.
Domingos II Hafra.
Antonio II. Hafra.
Manoel Amando da Sania Cruz.
O coronel Antonio Gomes Leal.
Manoel Antonio da Silva Anlunes.
Flix da Cimba Teixeira.
Antonio Marques de Amorim.
Francisco Xavier de Uveira.
Manoel Francisco Marques.
inabalarcl juslica de seu Exm. Presidente, que Jos Marques da Costa Soares.
seja peta falla de educaro e de respeilo, c o
va fallivel todava delta se nao pode prescindir e ^acl0 Ju barer um dos amores da representacao,
faz f quando se lala do verificar a falsidadc de \ Femando Francisco de Agotar Montarroyos, ar-
jualquer titulo, e mais ainda se parlicular.e de-
ve subsistir al a prova do contrario.e islo se de-
duz do ari.138 do regulamento n. 737 de 25 de
novembro do 1850 que assim diz :
Sao admissircis no juizo cummercial as pro-
ras seguimos : as prsumpeoes, o arbilramcnto.
5U1
censor do juizo especial.ocoino o Sr. Dr. Alcan-
forado arvorou-se cm censor do tribunal do
commercio, Iimitar-me-bei, como me tenho
limitado, a tratar a questao por seus pontos ca-
ptaes ; at porque, repito crepilirei cera rezes,
na ponderacao de presumpeocs nao se pode im-
por lei. Mesmo assim. afina! de contas, visto
que nao faro Iransrripcoes. tere escriplo mais
do que o Sr. Dr. Alcanforado. Faco esta obser-
vacio, para que no espirito dos inuitos leitores,
que av.'iliam da razao de quem escreve peta ex-
ram cabala para serem membros da junta dous lencodos sousarligos, nao fique prejudicada a
d'enlre elles, sendo bem eslranb.ivcl que urn del-'
les fosse o subdelegado e outro o subdelegado
soppleulo em exercicio.
.Someiitu 15 individuos assignjrara a tal re-
presentacao : um deltas nao sabe escrever ; ou-
remessado se sobre a mesa, eui torno da qual
OStavam eleitores e supplentes, e arrebatado urna
porr-ode papis, ende es quaes estavam as re-
feridas listas.
Os documentas ns. 4, 5, 6 c 7 moslram que,
longe de ter havido da parle dos membros da
Segue-se ainda que a declaraco dos peritos, junta caballa em sua organisacao, foram alguns
sendo como era concludente e fundada de serem llos autores da representacao os que empresa-
falsas as letras, fazia a prova oue requer a lei, e
nao podia deixar de fazer f em quanto nao fosse
desvanecida por oulras provas directas ou indi-
rectas," por maiona de razao na especie sugeila,
na qual com a dedaracao da falsidade concor-
riam as presumpes do llibado crdito de que
gozavam as firmas sociaes qnc foram falsificadas lros s'u> dependentes em ludo-e por ludo do sub-
e nunca desmentida raoralidado de cada um dos 'gado e dos seus ; e oulros fiualmenle nao as-
seus socios, urna e outra cousa atiestada por tes-1sisliram a organisacao da junta,
matares de toda a excepeo
lionas.
Z.
Caixa Filial to Banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 13 DE MABCO DE 1860.
Directores da semana os Srs.
Francisco joo de Barros e Dr. Joao Capislra- noel da Silva Noves.
no Bandeira de Mello. ire .ios* Le,?. *''? '"
os Pedro das Neves.
Antonio Jos de Caslro.
Joo Marques Correia.
los Joo de Amorim.
I taado Antonio Borges.
1 Antonio Boiellio Pinto de Hesquila Jnior.
Estevo Jorge Baptista.
Supplentes.
Jos de Aquino Fonseca.
Felisbcrlo Ignacio de Olireira.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
causa, que deferido, como meu apparente laco-
nismo em face do apparente prolicidade do Sr.
Dr. A l*i nf nrado.
Becif 12 de
marco de 1860.
J. /'. do Reg.
tcmuuhas maioresde toda a excepcao ; c'da cir-
cumstancia ja apontada de ter sido feilo o des-
cont por procurador, que nao exibi^ procuraca o
e assigneu por firma diversa da que figurara nas
letras c que nao existe nesta cidade.
Taes circunstancias,se naoeslabelectam prova
Entre os proprios liberaos nao acharam mais
assignaturas, apezar dos esforcos emprogados
para adquir-lis, esforcos tanto mais importan-
tes quanto pacto das autoridades policiaes.
Assim eremos ter feilo beni clara demonstra-
cao do nenhum fundamento de representacao ;
Correspondencias.
A caixa desconta letras a 11 O/o, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dinbei-
ro ao premio de 8 0q.
movoTamco
IERrAMlllLTCO.
EM 13 DE MARCO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cenlo al o prazo de 4 mezes, e a 12 por renlo
al o de 6 mezes, c toma dinbeiro em cotilos
da plena falsidadc, darara plena f a declaraco do procedimenlo inqualiQcavel dos laes repre-
desla falsi lado fela pelos peritos que no podio sentantes.
correntes simples oii com juros
prazo que so convendonar.
deixar de consderar-se coma prova cumprida o
sulfiienle para o julgamento da falsidadc: tanto
mais quanlo a aecumutagao de presumproes gra-
ves fazem prova, como dispoe o artigo 1*18 do re-
gulamento ja citado e corrente em direito Po-
thiertrat. das obrigaces n. 810 c 811 Pereira
e Souza n. 52 .
Presccndrei da queslo do ser a ordenacao do
livro 3 til. 52 applicarel s causas commerciacs
cuja legUlaco especial nao determina que os
exames por comparaco de letras acain meia .
prova, nem tao pouco eslabelece qual seja a pro-1
ya cumprida, ou nao, e smenlo define quaes os
instrumentos que fazem prova plena absoluta ou
prova plena relativa, art. 110 e seguales do re-
gularnenlo n. 737.
O qus porem certo que na cathegorta das
provas, que sao odmiltidas no juizo commcrcial,'
enumera o art. 138 entre oulras as presumpees
e o arbitramento, e dahi vem, que as presump-
ees e o arbitramento, iste o exame por com-
pararao de letras considerado como prova no
juizo commercial, c que nao pode ser desatten-
dida por so dizer que s fazem meia prova como
claramente se deduz dos arligos 231 e 232 do ci-
tado regulamcnlo.
Emquanto pois a prora proveniente da compa- convier.
Dahi bem se po ta concluir para a nuflidade
das domis declamacocs que o Liberal lem
feilo.
O amigo da justtga,
DOCUMENTOS.
1.Certifico que no dia 15 de Janeiro desle
auno, por pedido do muito Rvd. Sr. vigario Clau-
dino Antonio dos Sanios Lira, cetabrei pelas 10
a 11 horas nesta matriz de Muribeca a missa con-
ventual, por me ser esta pedida, mandei passar
assignando-me com o iu?u signal costumado, era
verbo sacerdotis.
Sitio Primaren. 90 do- fevereiro de 1869.0
padre Jos Paz Berence.
IMra. Sr. Augustode40 Albuqncrque.Pode
usar dcsta inesina resposla como llio convier.
2. Em resposla da cariado V. S. tenho a di-
zer-lhe que verdade que pedi a V. S. para fazer
urna lista para membros da junta de qualificaco
cora o nomo de V. S. e do Sr. Porlclla por que
das pessoas que all se acharam erara Vs. Ss. a-
quelles en quem en mais confianza depositara
para aquello fin. Emquanto dizer-me que V.
S. obrigou-me a rolar C isso inteiramento falso
nem merece que se Ihe de resposla.
Pode V. S. usar de minlia resposla como Ihe
Alfamle;
Rendimento do da 1 a 12.
Idciu do dia 13 ... .
a.
Movimento da
Sre. redactoresTendo sido desligado da com-
panbia lixa de ca vallara, onde me achava cm
servico, alim de reunir-me ao meu balalho ro-
mo tai determinado em ordem do dia do quartel
general de 5 do corrente, faltarii a um dever de
gralidose do alto da imprensa nao manifestasse
o meu rcconhecimenlo e sincera amizado de que
credor o lllm. Sr. capilo-commandante da-
quella eompanhia Manoel Porfirio de Caslro Arau-
jo, que procedendo para com seus subordinadas
com juslie, imparctalidade e adheso, torna-se
digno de estima, consideraco e respeilo.
Este senhor ofllcial jS conhecido o eslimado
como cm nosso excrcito. lem en si as dignas
quaildades do hornera pulido e de linissma edu-,' .. ,., ,
cacao, o que prora comas manoiraa urbanas e Plumos sabidos cora tazerntas
affareis com que rata a todos ; predcalos estes
dignos de um bravo militar de brio, honradez o
probidule como esle Sr, capitao.
Assim, pois, senhores rodadores, declarando
que sou eternamente grato ao referido Sr. capi-
tao Caslro Araujo, peta bnm que rao tratou du-
rante o tempo quo na referida eompanhia serv
como addido, pero-vos que publiquis oslas li-
li lia? no vosso conceituado jornal.
Recite, 10 de marco do IsGt).
llenriue Carneiro o"Almeida,
Altares do 10" bntalbo do nfaiilaria.
,ii
pelo premio e
153.351 $322
15;6328 19
Volumes entrados com fazendas
com gneros
cotu gneros
168.9849131
al Tandeara
sr,
182
20:
96
496
------592
ueira.
Amonio Je.sc Silva do Brasil.
Gandido Thomaz Pereira Dulia.
Manoel Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Cosa.
i Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves
, Joaquim Jos de Sanl'Auna r>orros.
Andr Xavier Vianna.
1 Joo Prudencio da Cruz.
Alexandre Augusto de Fras Villar.
I Jos Roque Anlunes Vill.iea.
Jos Alexandre dos Passos.
Dr. Cosme de S Pereira.
; Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Anlunes.
Ccrtos de que serfto postas cm vigor as dispo-
i sires da mesma lei para os que faltarem sen
' causa justificada.
E para que ebegue ao conbecimento de todos
i e niio se possam chamar a ignorancia, mandei
1 passar o presente, que ser afQxado no lugar
mais publico desla mesma freguezia e publicado
pela imprensa.
Dado o passado nesla freguezia de S. Fre Pe-
dro Goncaires do Recife, aos 13 de marco e
1860.Eu Manoel Alexandre Gomes de Mello,
escrivao e escrevi.
Padre Jos I.eile Pila Ortigueira.
Descarregara hoje 14 de marco.
Barca americana Brasileira farinha e millio.
Barca porluguezaSympatbiadiversos gneros
Barca francezaBerthfazendas.
Brigue sueco=Wilhelm Tersmcder=laboado.
Brigue inglezAdelaideferro e carvo.
Brigue inglezlibraidem.
Brigue inglezLimescarvo.
Brigue portuguez Harmona diversos g-
neros
Brigue inglez Ecclipsebacalbio.
Res 1.490:0003
Beinonstraco da eonta de lucros
e perdas cm 9!) do revereiro de
DEBITO.
Drspczas geraes...... 8:553j(l74
Juros.......... 10:8113186
Fornecimento....... Il:619s726
Fundo de reserva...... 7:I05820
Commisso do presidente e ge-
rentes ......... 7:282)912
Dividendo de 4 OIq..... 104:0008000
Saldo para o seguute semestre 274>289
119:7105107
CRDITO.
Saldo do semestre passado. .
Desceios........
Juros da garanlia de emisso .
Praraios de saques e remessas
2.124676
125:8719981
28 366J41 i
2395333
149710J>507
O guarda livros,
FinNi.isco JoAorisi PtiiEinv Pisto.
Communicados
Combali sempre e cmbalo ainla hoje essa
classiicaco da prova era meia prova e prova
ompleta'c para islo me bazeio na opiniau de
ierreira Borges que assim diz :
A jurisprudencia moderna desconhece cssas
dislinccoes absurdas do anligo direito que cer-
Lmenlo nao lvcram por puta a razo, c cita o
doulo commcnlario de Cencio a L. 3." cod ad leg.
juliaui magestatisVcrilns est indivisa et quod
non est plene rerum sed plene falsum.
Exporei siiscintamente a doutrina que tenho
como verdadeira na malaria.
A falsidade s-'giindo os jurisconsultos se pro-
va : 1." por confisso de quera a pralicou ; 2."
por depoimento de tesleinunhas que a viram
praticar ou sabera que se pralicou ; 3." pela
comparaco das escripturas ou firmas falsifica-
das cora "oulras leconliecidos rerdadeirasMer-
lin Reperlorio pl. verificattan p. 156.
Estes tros meios nao sac exigidos cumutativa-
meute, c qualquer ctaM admillido para pro-
raco das firmas, principalmente se for bascada
em razao plausirel, e nao pura c simplesmenle
no parecer dos peritos, e for corroborada por
presumpees vehementes, e nao for destruida
por outra prora, deve ser acceila e servir de base
para o julgamento
O contrario nao smente seria urna violarn
do citado ai ligo 138, mas ainda cstabeleceria iim
perigo permanente, um precenle perigoso em
relacao a aquclles, cojas firmas forera falsifica-
das, e que nao poderera provar a falsidade por
meios directos, visto que o exame por compara-
cao de firmas s fara meia prova e que de nada
valeriana as presumpees de illibada reputaco
de honrosos precedentes, e oulras semelbant'es.
Na espede dr que se trata alera do exame dos
labellics feilo perante o chefo de polica cora as-
sistencla dis parles, se procedeu a oulro em que
intervieram por pirle dos embargantes o Sr. Fi-
lippo Nedbam, negocame respeilavel, e que goza
de bem merecida reputaco de probida'de c in-
lelligencia, e por paite da caixi filial Manoel Car-
neiro de Souza Lacerda, administrador das ren-
das internas, cuja iolelligencia e honradez sao
proverbiaes, e como desempaiador o Sr. Peilro
Van Sboten loo respcilado pela sua morolidade
e nunca desmentida severidade de costumes ; e
estes tres peritos depois de minuciosas e escura-
das avcriuaros declararan! uiianimeraenlo e
Sou de Y S. amigo ltenlo venerador
gado.Joaquim .los dos Santos.
Srs. redactores. Se bem que nao appareca
claramente o meu nome na correspondencia, que i
' o Sr. Dr. Aquino, digno director da eompanhia do ;
Beberibe, fez publicar na Revista Diaria de
i hontem, como justilicco falla d'agua quo se
u obri-' lem dado nos chifarizes desla cidede, todava
pudendo alguem entender que sou eu esse um
Brigue brasilcro=Iutalizferro o caf.
Consulado geral.
Rendimento do dia' 1 a 12. .
Declarares.
dem do dia 13
30 2855187
5:79i5917
36:0SJ>104
3.lllit. Sr. Augusto do S e Albuqncrque. ; Ao que V. S. me pergunta, respondo que de mi -
nha livre vontade volei em V. S. e no Sr. capitn
J. T P. M. Porlclla, e que a nieu pedido fez V.
S. um lista para dous membros da junta. F. ver-
dado que o Sr. subdelegado supplenle G. O. de
A. Houtaviano, e seu pai me pediram para vo-
lar no Sr. Manoel Carneiro e no Sr. major Jos
Carlos T., o me consta que o mesmo lizcram a
oulras pessoas.
Pota usar ue minha resposta como Ihe con-
vier.
Venda Grande, 17 de fevereiro de 1863.
Sou Jo V. S. criado c venerador.Jos Lins
da Silva..
4.lllm. Sr. Augusto do S c AEm respos-
ta a caria de V. S. tenho a dizer que com elidi o
Sr. subdelegado Jos Cartas Toixeira instou conti-
go para quo votase,nas pessoas para quem elle
eslava cabalando para membros da mesa, no
mais sou. Sou amigo obrigado.Jos Franssco
de Oliveira,
l'odem usar de miaba resposla.
Desojo a V. S. multa saude, por ser de V. S.
5.lllm. Sr. A. do S e A. E' verdade que
o Sr subl legado supplenle fallou-me pira dar
um voto na pessoa da Sr. Jos Carlos Toixeira,
por diversos o concludenles fundamentos, que on oulro qualquer do lado deltas, para" membros
expenderam oque foram enumerados na sen tan-
ga appellada que corre impressa, de fl. a 11. que
as firmas erara falsas e que a firma que se pro-
cura prailar fura a do Carlos Rock.
da mesa de qualificaco ; e pode V. S, usar de
minha
aliento
Ora, se um tal exame niio taz prova, se pode
ser posto a margen] somenlo pela allegaco de
que exames s fazem nieta prova, se nao lie po-
ilem servir de auxilio e complcta-lo as presump-
ees de gozarem as casas, (cujas firmas tarara por
elle reconhecidas falsas), de illibada reputaco, de
nao constar semelhanle Iransaccao deseusiivros,
de haver sido o descont feilo por meio de urna
proposta assigoada por pessoa doscunhecida.e por
procuraco de firma diversa da que effecliva-
mente figurara nas letras, n po.-sivel provar
a falsidade das Icllras, urna vez que se nao faca
esla prova por confisso de quem pralicou a fal-
sidade, ou por depoimento de pessoas, que a
vissera praticar, a condcninac,u intailivd, e
niiiguein se pode julgar seguro ; e a fortuna das
casas as mais solidas ficara merec dos falsifi-
cadores, que poderera eraitar, ainda que impor-
feilamenle as suas (irmas.
Um tal preredenle alem de ser contraro ao
nhia para fornecimento d'agua, e que nao cessa
de fazer reclamarnos e pedir modificaedes nas
condires que aceilou, como diz o Sr. Dr. Aquino,
apresso-mo ora declarar que se nao deve enten-
der contigo a referencia e alluso ; j porque
nunca deixei de cumprir religiosamente as clau-
sulas e condices a quo me submelli pelo con-
tracto que CClebrei com a nobre eompanhia, o j
porque nunca solicito! della modilicaces e me-
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 13 .
12.
5:086rl:'.-.
1:1293069
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem do compraros ob-
jectos seguimos :
Para a fortaleza dos Santos leis Magos da pro-
vincia do Rio Grande do Norte.
2 bandelras de seis pannos de flele cora ar-
mas imprtaos.
Para o 10 balalho de infantaria.
211 esleirs de pelha de carnauba ; 2o() grava-
fas de sola de lustre. ; 200 mantas de la.
Quem quizer vender taes objectos aprsenlo
js suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da roanhaa da dia 15
do corrente niez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 da
marco de 1860.bento ios Lamcnha Lins, co-
loaqnim l'ereira,
interino.
6 q15S0' rono' presidente.Francisco ,
Despachos de exportacao peame. \ Lobo' coroncl vo-^ "etario
sa do consulado desta cidade n .; Conselho administrativo.
dia 13 de marco de IM1JO O conselho administrativo, |>ara fornecimento
LiverpoolBarca inglesa cBonita, James Ryder do arsenal de guerra, tem de comprar os objeetoa
& C, 514 saccas algodo.
nos iiidemnisares, limitainlo-me s e nicamen- New-YorkBrigue americano Rabio, Borotl &
le a participar, como permiti c exige o contrae- : c., 800 saceos assucar mascavado.
lo, i faltada agua ue meu estabeiecinieuto, o CanalBrigue inglez George, Roslron Rooker
que alias tenho foiiocom muila parciraonia, por | c., 1,000 saceos assucar mascavado.
que s incommdo com taos parlicpacos quan- MarselbaPolaca franceza Zouave, E A. Bur- cinlurao de carmesim com galo de prata para
segu otes:
'ara o A." batalho de arlilheria a p.
27 culturos de panno carmesim com galo d?
ouro e chapa de metal douradn para msicos;
27 tercados cora piinhos e ponleiras douradas ; 1
venerador o obrigado.Manoel Antonio
de Albuqncrque Machado.
15 do fevereiro do 1859.
6.lllm. Sr. A. de S c Albuqner Tenho
de responder a V. S., que o Sr. Maximino de A.
M. pedio-me que eu dsse un vol para seu so-
gro o Sr. coronel Jos C. T. ser um dos
membros da mesa, e nao s esle me pedio, como
outro mais e o pai do dito senhor e irmos arela-
rom cabalando, olas todos para que fossem elles
os da mesa.
Saude a loda a familia de V. S. Seu amigo
obrigadissimo, Jos Joaquim Pereira dos
Sanios.
E pule usar de minha resposla.
7.lllm, Sr. Jos T. P, M. Porlclla. Em res-
posta tenho a dizer a V.- S., que fui com effeito
mais do que instado pelo subdelegado cima nao
meado para volar em sua chapa; digo mais do
que instado, porque logo quo o subdelegado ero
exercicio conveneeu-s* de que seus desojo nao
eram por mira satisfeilos, chegou o seu furor ao
do a falla se d em maior escala.
A nica concesso que ped administradlo
transada da nobre eompanhia do Beberibe, foi
apenas o augmento do limitado numero dos ba-
nheiros, oque gendo-mo concedido, como se
col he das r* spectivas oclas, todava de pouco, ou
nodo me servio, por que os banheiros, que j
existiara tem sido sulllcientes para a concur-
rencia.
Recife, 13 de marco de 1860.
Jos M. S. gular.
Srs. redactores.Sorprehendeu-nos a leilura
da dironica judiciaria, inserta c:n seu bem con-
ceituado jornal, respeilo di sessoo do jury
d'esla capital, em 10 do corrente. Ah nega o
coilaborador a origiualidodo do que al se passou
de que tara testemunha grande numero do pes
Boa ; nega a verdade de cellos fados, omittio
al alguns, que, sendo publicados, como promet.
tpmos, faroo rerollar a consciencia dos Brosilei-
ros justos e sensatos.
Agora cabe-nos a salisfadio perante o publico,
manifestando o nosso profundo senlimenlo peta
e & C, 1,000 saceos assucar mascavado ; Cals
Irmos, 300 saceos assucar mascavado.
San-MiguelPatacho portuguez Souza & C. ,
Bastos & Irmos, 15 barricas assucar bronco c
42 ditas dito mascavado.
l!io da PialaBrigue hamburguez Capibaribe,
G. Carvalho & C,510 barricas ossucor bronco.
Rio da Prata Polaca sardo Mara Eliza, T,
Bastos S & C, 50 barricas assucar mascara-
do e 170 ditas dito bronco.
Lisboa Barca porlugueza Tejov. A. Irmos, 150
saceos assucar branco e 50 ditos dilo masca-
vado.
LisboaBrigue porluguez Tarujo I, Manoel O. I ra Lobo coronel vogal secretario interino.
Fanoco. 810 meios de sota. Conselho de compras navaes.
LisboaBriguo portuguez Constante, Jos F. Tendc-sc de promover a acqnisico do mate-
da Sitara Tarares, 55 cascos mcl. I riel abaixo declarado, bem como de cootratar-se
LisboaBarca porlugueza Gratido, C. Noguei-! 0 fornecimento do vveres e de oulros objectos,
ra ii C, 20 saceos gnmma. p0r lempo de tres mezes a contar do 1." do abril
Lisboa Brigue portuguez Soberano, T. de A. ao ultimo dejunho, para o consumo dos navio*
lombormr; 1 talabarte de carmesim com ga-
lo de prata ; 1 bastao com caslo e ponleira
dourada : 1 tersado com guarda e ponleira dou-
rada ; 1 fiador de prata para tercado ; 16 cor-
des de carmesim paro canudos de inferiores.
Quem quizer vender laes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conseibo s 10 horas da uianbaa do dia 14 do
corrente mcz.
Salo das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 7 de
marco de 1860.Bento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente. Francisco Joaquim Perei-
l'onsocB, 700 saceos assucar mascavado, 300
ditos dito bronco.
Exportaco.
Canal, polacho holtandez Gepbiena Helena,
da armada, e eslobelecimeutos de morinho ;
monda o conselho de compras navaes fazer pu-
blico, que tratar dessa acquhco na sesso de
20 do corrente mez, o do contrato na de 21
que dispoe a tai, e aos principios de juslica e no j ponto de querer arrancar o meu vol c-os de na-
que ensinatn os jurisconsultos seria iniquo e de uros por meio de insultos desabrid;*. injuriRa,-
maneira grosseira, porque tarara tratados nosso de 233 tonelodos, conduzio o seguinlo : = J.300, tambera do corrente, vista de proposlas apre-
presado pai c irmao, Manoel Jos de Avellar, e saceos assucar. sentadas at s 11 horas da manhoa, e sob as
Jos Maximiano Soares de Avellar, pelo Sr. Dr.
juiz de direito presidente do jury.
Quciram MnnOHiS redactores admillira publl-
caro d'esta, que muito obrtgados Ibes licnriio
seus veneradores c criados.Joaquim Tbeotonio
Soares de Avellar.Manoel Jos Soares de Avel-
lar Jnior. *
A CASA DJi CAMINHA & FII.HOS.
A mais de q,iKitru. mze.s, que esta cosa* filial
da do AracaJy, qnobrou de facto, por iiLo ler fei-
lo seus pagamentos nesta praca, vencidos em
oulubrojfrroxirao passado, e meamo actas-; o* i barricas, assijcar.
Montevideo, sumaca hespanhola Cariosa,' clausulas ou condices do estylo, sendo que os
do 162 toneladas, conduzio o seguinle : 850 pretndanlas ao contrato devero achar-se acom-
barrieos c 50 soceos assucar.
Hnmpton Rosds, hiale nacional J. Darling,
de 281 toneladas, conduzio o seguinle : 1,100
sarcos assucar.
Havre, brigue francez Parahiba, de 330 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 7,489 couros sal-
gados, 1,101 Jilos verdes, 200 saccas algodo, 45
quintaos do pao Brasil.
Rio da Prata, polaca oriental S. Agoslinhn,
de 214 toneladas, eandtiMo o seguinle : 1,305
panhados dos fiadores para, concluido que seja,
assiguarem de promplo o respectivo termo.
/loiiistro dos objectos do material.
400 medidas azeile de peixe, 1 cabo de couro.
24 calcas de panno azul para iinperiois mari-
nheiros, 100 camisas de brim.UO calcas de dilo.
100 cobertores de lia, 21 fardas de panno a'znl
paraopreiidtzes marinhe.iros^tO arrobas graxa di.
Rio Grande, 100 lencos de seda prela, 12 tanter-
nos de patente, 2 arrobas progos de ferro de 4
pollegodas para coslado,60 arrobas dilos de cobre


*)
lo 4, 5 e 6 pollegadas, 100 caderuos papel de
Hollanda. 24 pares de sapotos, 3 arrobas sebo
m pao, 20 jrrobas zinco em barra.
Fornecimento dos vveres e outrosobjectos.
Arroz doMaranhao, agurdente branca de 20
ros, assucar branco grosso, azeile doce de Lis-
boa, bolacha, baeallio, cat, caogica, carnauba,
carne verde, dila secca, farinha de mandioca,
h-ijao, manleiga, malte, pao, estearina, toucin^
o Lisboa, vinagre idem.
Todos os objcctos da mclhor qualidade.
Sala do conselho de comps navaes, Pm 12
do morco de 1860.- O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Alijo.
THEATRO
DE
anta Isabel
DIARIO DE PKRNAMBUfiO. QARTA FEIBA M D MARCO DE 1860.
que a requenmcnlo de hilva & Molla, turam ar-
restados a Manoel Jos da Silva Fernandes, os
quaes se acham em a taberna sila na ra Augusta
n. 15i onde lera lugar e leilao, que principiar
s 11 horas em ponto.
LEILAO
PELO AGENTE
l
COIBPANMA DRAMTICA NACIONAL
SOB A DIRECCfO PO ARTISTA
A3T0XI0 JOS LAItTE COMRIU.
. QARTA-FEIRA li DE MARCO DE 1860.
GBAXDE ESPECTCULO
EM BENEFICIO DA ACTRIZ
Mara I.ui/.a c ios actores Lcssa e
Lima.
Depois que os Srs. professores da orcheslra
locaron a inlroduscao do coslume, subir scc-
ria o drama cm 5 actos e 6 quadros :
HAiiv joanna.
Em urn dos intervalos a Sra. P. Virginia, em
obsequio beneficiada, dansara a
TARANTELLA NAPOLITANA.
Dar fim ao espectculo o inlcressanlc passo a
carcter .
A
Os beneficiados esperam do publico o mesmo
acolhimento que em idenlicaa circunstancias tem
prodigalisadu aos seus collegas.
Os bilhotcs podem desde j ser procudos no
Ibealro ou em mao dos beneflciados.
Comorar s 8 horas.
O referido agente far leilao por conta de
quem perlen-er quarla-feira 14 do corrente s
10 horas da manhaa no armazem do Sr. Annes
defrunte da alfandega
DE
15 caixas com queijos flamengos.
e re-
Avisos mar i timos.
'ara
Segu nestes das a
barca nacional Beeife,
bem conhecido e veleira
por ler o maior parle da
carga prompta ; para o resto que Ihn falta trata
se com o consignatario Manoel Francisco da Sil
i a Carriro,
andar.
na ra do Vigario n. 17, primeiro
Para Lisboa.
Sabe inallivtlmente no da 17 do
ooirente. a bem conhecida barca Gra-
tidao,anda recebe alloma carga miuda
e passageiros para osquaestemos melho-
res commodos : a tratar com os con-
signatarios Carvalho Nogueira & C. na
ma do Vigorio n. ), piimeio andar,
ou com o capito A. P. Bjrges Pestaa
na praca.
Parao Aracaly
s<'^-'iii o mais breve possivcl o hiale Exhala-
; pira o reslo da carga e passageiros, ira-
la-se com Gurgel Irmaos, na ra da Cadeia nu-
28.
CEAR E ACARACl".
Segu rom milita breviJade o hiale Bom A-
migo, recebe carga e passageiros : a iratar com
' ttano Cyriaco daC. M., no lado do Corpo Sanio
iurctro 25.
Consulado de Franca.
Leilao
O agente Hyppolito fara' ledio are-
quenmentodos Srs. Rocha Lima &Gui-
maraes, por ordem do Sr. visconde de
Lemont cnsul de Franca em presenca
do mesmo senhor, e por conta e risco
de quem perlencer.de urna caixa mar- I
ca JJGB n. 18, contendo- 8 duzias de
crinolinas ata riadas no navio francez
Villede Bologne, a qual cauta se aclia
depositada no escriptorio dos Srs. Ro-
cha Lima na ra da Cadeia do llccife Caixas com velas st'earinas.
por cima da loja dos Srs. Martinho & K"" ft^T*
rki:-~; i dUU caix;i com charutos marca Lnce ros
Oliveira, sen lo no mesmo escriptorio galia.
electuado o leilao : sabbado 17 do cor-
rente ao meio dia em ponto.
LEILAO
Quinta-fera 14 to corrente.
O agento Camargu fara leilao no seu armazem
na rus do Vigario n. 19
DE
ma excellenle escrava com algumas habilidades
de idade de25annos; sll horas era ponto.
LEILAO
DE
Sardiolas novas.
A\i do corrente.
F. S. Rabello & Filhos faro leilao por inler-
renco do proposlo do agente Oliveira, de 34 y-
meias barricas com sardmhas, desembarcadas 'V'gaiion. U
hontem, em lotes a vonlade dos pretendemos :
hojo 14 do correnle, s 10 horas da manhaa no
armazem do Aunes, defronte da alfandega.
Quinta-feira 15 dq corrente
as 11 horas em ponto.
PELO AGENTE
"9
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S3
C
o
VI
3
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53
O
o
o
os
G*2
Prccisa-se de urna ama que cozinha e en-
gomme para um homem solteiro : a tratar na
i ra da l'raia de Santa Rila u. 37, primeiro
| andar.
= Caeiano Pinlo de Veras faz sciente a quem
interessar que esl em exercicio da vara do juiz
- Convoco a assembla geral dos
accionista do novo banco de Pernam-
buco para a 11 horas do da 17 do
corrente as casas do banco, afim de
dar-se cumpriment ao art. 23 dos es-
tatutos. .Recife 9 de marco de 18G0.
Barode Camaragibe, presidente.
Foram vendidos os premios da
segunda parte da quinta lotera do hos-
pital Pedro II, p;.lo abaixo assignado.
Meio bilhete n. 1855 5:000.$
i 200$
. 555 50#
2457 50.?
Tem exposto os bilhetes da tercena
parte da primeira lotera da irrnandade
Je S. Bom Jesus da Va-Sacra, sem des-
cont.Antonio da Silva Gui maraes.
L'ra rapaz que tem boa letra ole-
rece-se para ser caixeiro de alguma ca-
sa commercial : quem precisar annun-
cie para ser procurado.
= O abaixo assignado, nao lendo lempo de
despedir-se de todos os seus amigos e conheci-
dos, em conseqiicnria da inesperada chcad-i do
paquete porltiguez Milford Harn, pede des-
culpa desta falla involuntaria ; e offerece sen
preslimo cm Lisboa ou cm qualqucr paite onde
o deslino o conduzir.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
-- Continua a dar-se dinheiro a premio, soh
penhores de ouro ou prata : na ru Augusta
Pedro Alexandrino Ouiz da Camargo Jnior
scientifica ao respeilavel publico, que desde Ja-
neiro do corrente anno scu no:te. c ser d'ora
cm dianle
Pedro Orli/. de Camargo.
Recite 12 de marro de 1860.
Precisa-se alugar nina prela cscrava,
na ra
que
da Cruz
saiba lavar, engomiiiar c cozer
n. 2.'!, segundo andar.
Pede se a senhora viuva ou algum dos fi-
O agente cima fara leilao or or-i
dem do Sr thesour.-nn rf w j J i !rfe paz do 4" anno, do primeiro dislrk^o da fre-''hos do n;'tl Antonio de S Cavalcantc Lins, o
- ,u ,ntSOlUL"0da80^|edadede1guezia doSS. Sacramento de Sanio Antonio des- &*' d? dirigir-se a ra de Hortas n. 22, que se
o de julho, no seu armazem na ra do '
DE
23
la cidade, para que foi cleilo e que despacha na ; dCS('j,, fallar a negocio de seu
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8, | = ''recisa-se de una ama :
o em qualquer parle que for encontrado ; o que j'. ^0-
d audiencia as tunas e sexlas-feiras as 4 1|2| Thomaz de Ftrias
nlcresse.
no paleo do Ter-
Attenco.
Passa-se as chaves da loja da ra DlreiU n.
68, cora armaco ou sem ella, propria para qual-
quer eslaberecimento que nella se queira botar,
pelos grandes commodos que tem a mesma, o*
garanlc-se as chaves : a tratar na ra da Inipc-
ratnz n. ti A, loji de miudezas
Antonio Jos Soares da Silveira retira-se
para a IIha de S. Miguel.
HliD!tf
DE
camas de ferro.
75Ra da Impcralriz-7S
Nesle eslabelecimenlo encontrarlo um grando
sorliraento de camas de ferro fundido e batido,
de todos os lmannos, e goslos os mais moder-
nos.
Vende-sc urna prela moca,
bonita figura : na ra do Crespo,
volla para aanliga ra da Cadeia,
perador.
cozinheira, e
esquina que
boje do lu-
Yendcni-se
20cabecasdegado
Saldado M do covrentc.
O agenie Rorja autorisado pelo Sr. capilo
Leopoldo Angosto l'erreira, que se acha no Rio
de Janeiro, far leilao na porta de seu armazem
na ra do Imperador n. 15, de 20 cahecas de ga-
do, consislindo em garrotes, novilhas, vaccas,
e vaccas lumias, acostumadas a este paslo ; que
serio vendidas em um s lote ou a vonlade dos
compradores.
Principiar s 10 horas em ponto,
ma mobilia de iacarandi' ,nntn|noJ i )a auu.encia as tenas e sextas-teiras as 4 1|2| liiomaz de F*ra$ saca sobre o
ucjaca anua consolos de i horas da larde como ja tem annunciado, na casa! Porto wAc, nanuia ..^l t
pedras, candelabro, toucadores ser- Pillea das audiencias, Recife 20 de fevereiro "." PaMllete i(>VM Tvne : es-
elasticas r,'H I ^ 186- jcr.ptono ra do Trapiche n. 40.
' ^S^YT^SH^wi -^J-V?^S^^|^ I f? :, ****** ^>U1S
O Ur. Cosme de Sa Pereira^ |
|mde volt de sua viagem instructi-^y, I
tiva a Europa continua no exer-Sg i
J|cicio de sua prossao medica. C!S ^VjlirAJlIlIA.
.Dentinas, mesas
i'oupa, lanternas e outros objectos
que se tornam necessario mencionar,
no mencionado dia as 11 horas em
ponto ao correr do martello.
cj ai ib; ;ill5M.afflB) 3tJ. (aiiCililLJtl
Seguro contra Fogo
Avisos diversos.
^cvtsamhucatm.
IKU
hav
piuussao incaica. fv ^
Ua' consultas em scu escrptO-|JK I i
rio, no bairro do llccife, ra daW
V^Ciuz n. 55, todos os dias, menosl^ i
\ nos domingos, desde as G horas? i
cabras deleite : alem do Manguinho, na estrada
do lionleiro, no sitio fronleiio ao do Sr. Baslos.
Modista Lisboucnce.
Na ra Nova, sendo a entrada pela ra das
Poros, n. 3i, existe um lindo e varalo sorlimen-
to de chapelinas de seda e enfeiles de caneca
para senhora, com grande differenca de proco
para inais baralo do que em oul'ra qualquer
parte, sendo ludo de bom goslo.
Vendcm-se ceblas em caixas e aos ceios
por baralo preco : na ra Direita n. 69.
Vende-so iim negro canoeiro muilo moro e
robusto, e um mulalinho de idade 8 anuos .' na
ra Nova n. 32, primeiro andar.
Aos senhoros dooos de cocheiraf.
Vendem-se saceos grandes com milhos !*00
no palco da Rbeira n. 2 A. Tambera ha saceos
com bos familia a 6 e 7*.
i iZJrUdCmT "a laberna dc GurJafi dc C'ma
4 quartaos gordos e sem achaques, de 8 anuos
pouco mais ou mcm.s, 3 vaccas parideiras. en-
irando nesla conta 1 norilba da primeira barri-
ga, panda ha 10 das, esio gordas.
\ ende se meia legoa de Ierra em Japaran-
tiubim, que demarca com as Ierras de Japarandu-
a.cujc.negocioso faz a dinheiro, e a prazo com
turnas boas; ou troca-sc por alguma proprieda-
de. sitio, etc. : a tratar na ra Direita n. 32, cu-
jas ierras tem dous riachos permanentes, ea
maior parle dolas do vanea e toda coberla de
cmo,;d;oss;aL-u,ao,,end mumm dous eBenhM
i
soL
re
li do correnle, s 7 horas da noile
tor no S,cxl"^dna,ia do conselho direc-
ior, no lugar do coslume.
J. L. nornellas Cmara.
.... ... Io secretario.
- Nos das 16, 20 e 23 do frrenle mez de
engonho do 3rum, de renda I f
nnos nelo juizo de orphos ffi?
e.emieni;s,,^lmeSleann0!
marro, vai a praca o engonho
por lempo de Ires a
comerando a renda do 1.
Aracaly
hiale Duvidoso recebe carga : trala-se rom Mar-
lius & Irmo, ra da Madre de Doosn. 2.
Para o Porto
O velciro e bern conheeido brigue pnrlugiiez
Harmona, pretende seguir com muila brevida-
d>, (em parte de seu carregamento promplo :
para o reslo que lhe falta trala-se com os con-
grios Azeredo i Mendes. no seu escriptorio
roa da Cruz n. 1, ou com o c3pilao Arnalj l'er-
li.indes dos Reis, na prara
Para Lisboa
Sexta-feira 10 do corrale
O agente Boija autorisado por urna familia
que se relira para fura da provincia, far leilao
em seu armazem na ra do Imperador n 15 de
sua rica mobilia de Jacaranda, candelabros, lou-
a, crystaes etc., ele.
Assim como
vender na mesma occasio urna porgao de ca-
deirasde vime quesero onlregues sera
de preco.
Principiar slO horas em poni.
LEILAO
(eciparo.
tem
As condices do
TEHEB1
reserva
PELO AGENTE
STA.....
O referido agente far leilao por conta de quera
rten:er,hoje 14do crenle s 10 horas da ma
julgar nestas circums.andas.3 c possV "
de sua conduela, diriia-se "ruad Crespo r\i
casa do meo, que far bom ajuslo P "' 4>
u &r. que perdeu um relogio dc ouro din
do os signaes certos c pagando a deVciM S
aanuncio e gratificando bem a E?
cho, dinja-so rua dc Santa Tun 26 J
gundo andar, casa de csludanle '
Espermacetc a 640 rs.
pe
nhaa, na porta do
fronte da alfandega
armazem do Sr.
DE
ma
Annes de-
vai sahir imnreterivelmenle no dia 25 do corren-
te, o brigue portuguez Soberano, para carga e i Manlciga franceza em frascos de 1 libra.
I issageiros, a quem, offerece bous commodos, 50 barricas com sardinhas.
rata-se com o consignatario Thomaz de Aquino
l'onseca, ou com ocapitao na prara.
Attcncao.
Ven le-se a barcara Douradinha, de 750 ar-
- 800 saceos, construida com as mclhores
m | letras e bom massame, de segunda viagem :
quem pretenderdirija-se ao caes do Ramos n.
2, a allar rom Prxedes da Silva Gusmo.
O patacho portuguez Souxa C. capilo
Francisco Joaquim dc Souza, pretende sahir im-
prelerivelmente no dia 20 do correnle para a
>lha de San-Miguel, ainda pode receber alguma
carga miuda : qiem pretender entenda-se com
1 i Tarares Cordeiro, na travesea da Madre de
Dos n. 9, ou com o referido capilo.
Porto.
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
Ibia, por sua ezcellenle marcha e construeco,
acha-se proposta a lomar carga c passageiros,
que se destiera A cidads do Porto, para onde
lem de seguir brevemente : os pretendenles. de
ma nu ouira cousa, eniendam-se com os consig-
natarios, ra da Cadeia do Recife n. 12.
Vende se urna barc.ica nova de
primeira viagem, construida de amaril-
lo, co:n muito bom mcame, amarra de
ferro e prompta de tudo para viajar :
os pretendentes dirijam-se para ve la
a escadinhada alfandega e para .justar
na ra do Queiraado n. 39.
Maranhao cPar.
O veleiro patacho Alfredo, capilo Manoel da
Silva Sanios, lem parle do carregamento con-
trado e pretende seguir com toda a brevidade
aos portes indicados: para a carga que lhe falla
trala-se rom os consignatarios Almeida Comes
Alves & C, ra da Cruz n. 27.
LEILAO
Leiloes.
Consulado de Franca.
O agente Hyppoto fara' leilao a re-
quer ment dos Srs. Joo Kellcr & C,
por ordem dos Srs. visconde de Lemont
cm presenca do mesmo senhor, e por
conta e risco de quem pertenece de urna
caixa nurca P diamante n. 1, com
25 duzias de chales de mussulina bor-
dados avariados no navio francez L'Oc-
cident, capilo Hautbois, na sua recen-
te viagem do ffavre, a qual caixa se
acha depositada no armazem dos Srs
Joao Keller & C. na ra da Cruz e ahi
era'elPectuadoo leilao: sabbado 17 do
corrente as 11 horas em .ponto.
Sexta-feira lGtrj corrente.
O agente Rorja far leilao em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por despacho do Illm.
sr. l)r. jen de orphos e a requerimcnlo de
Hermenegildo Eduardo Reg Monteiro, curador
do prodigo Claudino Jos Alves de Amorim do
escravo\ cente pertencenle a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no da cima designado.
Na mesma occasio.
se vender urna escrava pera com habilidades.
Dar principio sll horas em poni.
O
M
PRAZO
DE
Cortes de vest los dc se-
da preta com folios bor-
dados a velludo.
Quinta-feira 15 do corrente.
O agent Hyppolito da Silva fara'
leilao de um rico e magnifico soi timen-
to de cortes de vestidos de seda preta
bordados a velludo, sendo todos de es-
collado gosto, o referido sgente previne
a todos os Srs. logistas de fazendas que
o leilao sem limites e entrega por todo
preco no seu rmazem ra do Impera-
dor n.l 1 C, as 11 horas em ponto.
UEllJB
DE
Urna taberna.
NA
Ra Augusta n.15.
Quarta-feira 14 do corrente.
O agente Rorja autorisado por mandado do
Illm. e F.xm. Sr. Dr. juiz especial do commercio,
far leilao no dia supracilado, dos gneros e bens
Milho a 5#000
a sacca, em cuia a 280, arroz de casca a 280
manteigainglesa a 800 rs.. dita franceza a 56)
Syfo. 17j50. bolachinha a 2f."q^
ParYzo n ^^ > CSlrtlln do **>
Millio a 5S000 a sacca.
\ Cnde-se milho americano novo a 5| a sacca
grande : no armazem de Travassos Jnior i C
ra do Amorim i3. a L"'
irJr^- "a run ImPerial o. 82, rasa do
Sr. padre Albino, urna negra moca, bonita lisura
propria para engenhopor ser do mallo, e acsluJ
haques66868 SrV-S' rCra,,a e "r''
Vendemse 90 apoh'ces la Co-npa-
nhia de Biberibe:na ra Nova n. li
primeiro andar, das G as 9 horas d
manhaa.
O abaixo assignado tenciona ven-
der urna parte que tem no engenho
Romos, sito na freguezia de Pao d'lI.o,
e tambera permutara' por algum so-
brado ou casa terrea dentro da capital,
sendo da Boa-Vista para fora at a ra
te as 10 da manhaa,
seguintes pontos :
I*. Molestias dc olhos ;
I*. Molestias de cora rao e
peito ;
3*. Molestias dos orgaos da gera-
co, e do anus ;
--. Praticara' toda e qualquer |i
operacao quejulgarconvenicn- t
te para o rcstabelecimtnto doSvK
seus doentes. t^
O exame das pessoas que o con- s*/?
isultarem sera' feto indistincta-^
mente, e na ordem de suas en-^
i tridas; faxendo excepcaoosdoen- L
tes de olhos, ou aqucllesque por&V )
motivojustoobtivercm hora mar- ]fe
|cada para este im. h 5
A applicacao de algnns medica W 5
mentos indispensaveis em varios^
casos, como o do sulfatodeatro-^f
pina etc.) sera' fcilo.ou concedido
53gratuitamente. A conianca que
S^nelles deposita, a presteza de su

LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Gompanhia.
w
5
deixar
de comprar?
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
Vernz copal.
Palhinha para marci-
neittt.
Vinhos Gnus de Mosclle.
Folhas de cobre.
Briinde vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
* ans s-iMJnm;: -.ic\Tiin>*
No Razar Pernambucano da ra do Imperador
vendem-se os seguinies gneros,
dos procos abaixo declarados :
pelos coninio-
ia --i
^acc3o, e a necessidade prompta ^
de seu emprego; tudo quanto o '
|demove em beneficio dc seus
S doentes.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
E LE-
Avisa-se a lodosos Srs. fazendeiros e agricul-
loresde algodo que na fazenda denominada Li-
beral/inho (no termo de Cimbres) propriedade do
Rvind. Jos Rodrigues Valenca existe una Tan-
de quandsde de burroshespnhoes proprios pa-
ra corregar algodao e lodo servico pesado, pois
nao sso baslanles fortes para' viagem, como
sao de longa vida, pois o menos
50 anuos e lem mais a vanlagem
SALSA PARRilllA
DE
Raalas ingleses novas a 700 rs. a arroba
Presuntos de fiambre a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca mole a 2i0a libra.
Candabas com cerca de 3 libras de amendoas
a i-jouu.
Cerveja superior a duzia a 4;500.
Queijos flamengos, cada um a lgGOO.
Charutos de diversas marcas e qualidades por
baralissimjs precospara liquidar.
Romos para senhora, obra elegante, a 200
o por.
Pennas de ac nglezas.
Vendem-se na roa da Cadeia do Recife, loja n
1, deOnedesi Goncalves, as verdadeiras pennas
ae aro inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilhcrme Sculy. pelo mdico
preco de 29 a caixa.
Acha-se venda em casa do Sr. Joao Fre-
denco de Abreo Reg, ra das Aguas-Verdes,
ma escrava de bonila figura, que cozinha o
diario de nina casa c lava perfectamente, por
preco comraodo.
Gratificase.
Desencaminhou-se do Corredor do Rispo- um
carneiro gordo que scguia.tim cavalleiro, o qual
camciro lem pequeas manchas pardas as maos
ou nos ps : pede-se a pessoa que o pegou leve
ao bazar da ra do Imperador, ou a ra rJa Con-
ccirao n 20, onde ser recompensado.
Para apurar dinheiro.
Na grande fabrica de lamancos da ra Direili
esquina datravessa deS. Pedro n. 1G, ha efloc-
uvamenle um grande e rico sortimento de ia-
mancos de ledas as qualidades, que se vendo
muilo em conla para apurar dinheiro; a estacao
invernosa est na porta, porlanto, os
commer.ianles da prara e de fra devem-se pre-
venir: vende-se a retalho, e em pequeas e
grandes porres.
Na
ra da Guia, taberna n. 9, deseia-se
fallar com o Sr. Fortnalo Jos de Araujo, v,,,!.,
de Macando Ass, c na mesma laberna vende-so
um mulalinho de idade de 1S a 20 aunas, bonila
ra, sem vicios nem achaques.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
ivel para curar escrophulas, cancros, rlieuaialis-
Qn t C o ------1 I v l-ur'lr escropnuias, cancros, rlieuealis-
u.i santa L.ruz ou a. Goncalo ; e tiim-'"10. enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
bem olerece o engenho Pindobapor ar-
rendamento.o qual existe dentro da fre-
guezia de Tracunhaem.e mais por venda
urna parte que tem cravada no enge-
nho Curcabi, c qualquer negocio que
apparecer para as referidas vendas
antes de serem efectuadas, dar' a pre-
ferencia aos propietarios dos ditos en-
genhos: os pretendentes dirijam-se ao
engenho Carauba da freguezia do Pao
d'Alho.Joao Marques Bacalliao.
Venle-sel
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camas inglezas.
Peilos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
Pcrcunla-se ao Sr. Marcelino Jos Pope,
se por occasio do exame a que foi proceder na
casu de banhos, para cerlificar se a agua l cor-
ra, se tambera examinou o chafariz do Unco do
Carmo ?O morador do Recife.
Aluga-se urna loja excellenle para deposito
de massas, olc.sila na rnadas Cinco Ponas, lar-
go do Terco : a Iratar na ra da Cadeia n. 33.
loja. '
Roga-se a quem achou urna tecla da pistn
o favor de mandar ra de Santa Cecilia n. 19
que ser recompensado pelo ochado, ou ra
da Praia, armazem n. 26.
Quem quizer aluaar urna crioiilinha para
andar com meninos dirija-se a ra do Hospicio
n. 36.
Kluber, dircito das gentes ; Beleroe, dircilo
natural; G. Philijts, direito ecclesiastico S. Pi-
nheiro, direilo publico ; Hacarel, direilo' publi-
co ; Damiron, philosophia ; Fiiangierc, obras ;
Chateaubriand, memorias d'Alera-liimulo ; quem
quizer pode dirigir-se a praca da Boa-VisU. lo-
ja n. 13.
Kare J. Scbmettau, relirando-e para a Eu-
ropa, deixa na gerencia da casa commercial de
Rabe Schmellau & C, o Sr. W. Olio.
Ensinam-se primeiras ledras e franeer., em
casas parliculares: quem pretender aasuacie.
dade geral, ebre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resullanles do empreso de mercurio,
ulceras e erupcoes que resultara da impureza do
sa ngue
CAUTELA.
D. T. I.anman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peilavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imilaces da Salsa Parrilha de Rrislol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Rrislol,
j porque o segredodasua prepararao acha-se so-
monte em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer oulrapr'npar'aco falsa :
l8 O envoltorio "dc fora est gravado de um
lado sob urna chapa dc ago, Irazendo ao p as
seguinles palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2' O mesmo do outro lado lem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
inventor C. C. Uristol em papel cor de rosa.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa lem
nraa phenix scmelhaule a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Rahia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
Na noite do dia 8 do corrente
perdeu-se urna puUeira de ouro desde
o aterro da Boa-Vista at a ra Nova :
a pessoa que a tiver adiado a va' entre-
gar na typographia dtste Diario ao Sr.
Ferreira, pelo qu?l sera' recompen-
sada.
Na ra da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar um prcto para o trabaiho interno
c externo de urna casa de familia.
No dia 16 do correnle, depois da audiencia
do juiz municipal da primeira vara, a ultima
proea da casa da ra Imperial n. 145.
que vnem
de serem uleis
para os nossos serios, por ser o seu primitivo
sustento palha de capini secco e conservam-se
sempro gordos, sao de marca muilo superior aos
desla provincia e aos do Cear e goraluenle sao
muito passeiros.
3$ O abaixo assignado alumno do armo @
@ da faculdade de direilo desia cidade e Si lilll P.'l'l di Rarll r C*
9 advogado pela relaco de Pernambuco, 8 V. 1301011 L,
{ oirerece o seu humilde patrocinio s pes-
soasque liverem arrecadacocs a faier na **
vi comarca do Rio Formoso u as 2 a 3 a S
g 4.a, 5 6.e c 7.a da provincia da Parahi- A
5 ba do Norte: na ra do Jasniin nos Coelhos. f
$ Joaquim Rorgcs Carneiro A
Joaquim da Silva Pessoa vai Europa Ir"
tarde sua sade, deixando nesla praca por scu
bstanles procuradores, cm primeiro fugar ao Sr
Tiburcio dc Souza Nevos, o em segundo ao Sr
Manoel Loureuco Correia de S.
senliores
ra
ven
Carro.
Vende-se um erro americano dc I rodas, para
um scavallo, de elegante modello : na ra da
Cadeia \ el ha n. 35.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
o comprar : na ra de dorias a. 75, na esquina
da Iravessa dos .Marlyrios.
Precisa-se de uma ama para cozinhar: na
ra do Crespn. 23.
Precisa-se de uma ama para cozinhar c fa-
zer o mais servico de porlas a dentro
seja capaz- na ra da Roda n 52.
Manoel Joaquim Ribeiro
Europa a Inlar de sua saude.
mis que
rclira-se para a
Caixeiro.
Trecisa-se de um menino de 10 a 1 { annos
para caixeiro de laberna, prefere-se portuguez
que seja chegado ha poucos dias : na ra
Imperatriz n. 74.
da Cruz do Recife n. 5.
de-se:
Carros de 4 rodas de um modello inteiramenle
novo.
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Ha van a rerdadeiros.
Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Gnampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Herring Cali,
feherry Cordial, Uent Julop, Rillers, Whiskey ^t
C, ludo desjiachado ha poucos dias.
Kua Nova n. 3^.
Madama Rosa llardy aniiuncia ao respeilavel
publico que acaba de receber de Pars um sorli-
mentode rios vestidos para'noiva do preco do
30 e 40 o corle, de 90 a 110 de 2 babadas,
neos corles de vestidos pelos bordados dc vel-
ludo, um sortimento variado de grosdenanle pe-
lo c decores, turas de pellica, ricas capellospa-
ra noiva, ricos mnleleles prelos do preco de 2.rj
da a 35 cada um, ricos chapeos de seda com veos
: para senhora do preco de 20$ e de 30S. chapeo-
A-mesa regedora da irmandade ,do Senhor 7,,u]ls Je 8eda Para lwPl'sa'l'> le 7 a 12f, vesli-
Rom Jesus dos Pobres, erecta na groja de N S Juinosrde s,'Ja e muilas oulras faacndasl
do Rosario do bairro de Sanio Antonio faz sci- Vendem-se duas opas de gorgurao: a Ira-
dor, largo de Pedro II, ra do Queimado, l.ivra
ment, Direita, becco do Marisco, ra de Dorias
paleo do Carmo, Can boa, ra Nova, Trinchei-
ras, estrena do Rosario, a recolhcr-se. Pede-se
aos moradores das ditas ras, que por suas bon-
dades mandem limpar as testadas de seas casas
afim de abrilhanlar mais esle acto to religioso.
Amonio Joaquim da Gloria.
Sccrelario:
= Aluga-se uma escrava para todo o servico
de casa, pu para vender na ra : a Iralar na ra
do Imperador n. 16, terceiro andar.
Ama de leile.
Quem precisar de uma ama dc leile, diriia-se
a ra do Jardinj n. 20.
Antonio da Silva Campos, morador na ra
da Cruz do Recife, declara que por haveroulro
de igual nomo, se asignar de boje em dianlc
por Antonio Marlins da Silva Campos.
Alugaai se
dous primeiros andares na ma da Traa ns. 29 e
31 : a Inlar ni ra eslreila do Rosario n. 7 lo-
ja dc pudres.
homem solteiro : na na da Cadeia do Recife n.
. loja de Leile & Irmao.
Deseia-se saber se existe nesla praca ou.
aonde Joao Francisco de Araujo Lima, que ja
moroli na ra do (.intimado, e roga-sc a alguma
pessoa que delle possa dar noticia dirigir-se
ra da Cadeia do Recife n. 54.
O abaixo assignado lem justo e contralado
a loja de miudezas sila na ra Direita n. 83 com
o Sr. Joaquim Antonio Goncalves da Rocha
quem se julgar rom direito a mesma aprescnle-
se no prazo de quatro dias a contar da dala dcs-
le. Recife 14 de marco dc 1860.Jos Rmialho
de Souza.
Faz-se comidas com lodo o aceio e promp-
tid.io, e por preco commodo: no Campo Verde,
casis da esquina defronle ao oilau do sobrado quo
foi o hospital portuguez.
Vende-se um sitio com 1,200 palmos de
fundo e 460 de raigo, ierras proprias, com boa
casa de vivenda de pedra o cal, oiles dobrados.
toda cercada de calcada, com bsslanles arvores
de Inicio, c com excellenle agua de beber, na
estrada de Joao de Harros, defronle do becco do
I Kspinheiro : a Iralar na ra do Cabug n. 2 C.
__. -.


DIARTO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA H DE MARC.Q DE 1860.
f>

Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
oalinanak da provincia para
o correnfe anno de
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclcsiastico #?
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, res e presidentes.
Resumo dos impostas gc-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabelia dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agricolas, industriaes, littcra-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como ta-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao corn-
al
-y.
rmtu
O
1)0 SANGlE.
DO DR. CHARLE
MEDICO E TROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PARA O TRATASIENTO E Pi.JIPTO CIRATWO
DAS ENFERMIDADES SXUAES, DS TvDAS AS AFFECCOES CtTANEAS, VIRUS
< fruto de forro Cluiblc.
Xaropc niui |>releiivel ao
Copah ba e as Cube-
bas, cut.1 iminedialatiicn-
le qualquicr purg; <; >u ,
relaxac&o'e debihdade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulheres. injeocao do
thniiic Esta injeccj benigna emprega-se mes-
mi lempo do xarope de cilrato deierro, una vez
de manha, e urna vez de larde durante tres das;
tila segura a cura.
PLUS DE
COPAH
DEPURATIF
dn SANG
E ALTERACOF.S
lirpu rnli i o de sun;f.
Xarope ve(eial fem mer-
curio, o nico roubecido
e anproTado para curar
con [iromplklao e radi-
calmente impigens, postula, hirpes, sarna, co-
nnx6js, acrimonia e alterarles viciosas do san-
gne ; ^irus, e qualquer aOeco venrea. B-
nhoM niin.i u.s. Ton>ao-ie dous por semana, se-
auindo o tralamente depuialivo. roniudu an-
iiu-i iKiica. De um (11-i lo nwravilhoso nas af-
fetes cutneas e comixes. ,-,
iio-norrohidHia.Pomada que as cuaa rm 3 das.
O deposito c na rua afijado llosario, botica de Barlholomeo Francisco de Souza, n. 36.
M32
Ra Nova, em Bruxcllas (Blgica),
SOB A DIMCtyO DE E- U1VA3D-
DE
Cominissao de escravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Neslu casa recebetn-se escravos por commisso
para so rom vendidos por cotila de seus sonhores,
afianca-so o boni Iralanionlo e seguranca dos
mesmos, c nao so poupa oxforcos para que se-
am vendidos com proinplid.io, alim de seus se-
uhores nao sofTrerem empale rom a venda del-
les. Nestc eflabelocimcnto ha semprc para ven-
der escravos de ambos os sexos, moros e bonitas
figuras.
Sociedade bancaria cin
commandita.
Sao convidadas as nessoas que assig-
naram para a sociedade Amorim, Fia-
gozo, Santos & C. a realisarein a pri-
meira ntrala do 25 por ecnto do capi-
tal ale odia 1G do correle me, no
escripjcrio da mesma sociedade ra da
Cadeia do Hcife n. 5, recebendo-sc
aindaat o dia 4 algumas assignaturas.
DELICIOSAS E I.NFALLIVEIS.
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ASSOCUCIO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
En sessao do consellio do dia 4 do cirrente,
fo concedido mais um prazo de quinze das par.i
aqur-lles socios que esl.io incursos nas penas do
arl. 75 Io dos estatuios, a'.iin de iiidemnisarcm
o cofre social as IMS mensalidades, e no raso do
o nao ficrem dentro doslc pra/.o, o consclho
cumprir o que manda os estatuios.
Secretaria da Associacfio Popular de Soccorros
Mutuos 11 de margo de 18G0.O secretario inte-
rino, Francisco Vedro de Adcincula.
Liquidaco
O abaixo assignado por causa de seu oslado de
' saude, nao podendo continuar com o seu esla-
\ belecimenlo dn molliados da ra da Cadeia do
Recito n. 25, defrontc do becco-Larg, assim =e
j az preciso liquidar todos os seus negocios : roga
i por favor a todas ;is pessoas que I he sao devedo-
ros vircm pagar o que deven al o lim do
' ni a reo.
ilanoel Jote do Nascimento e Silva.
rmw
m
c
Est liolel collocado no centro de urna das capilaes mporlantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coinraodos e conortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacoes de caroinhos de ierro, da
Allemanha e Franga, como ,>or ler a dous minulos de si, todos os tlieatrose diverlimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidara.
io liotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
iiguoz, para acompnnhar as louristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no leino, qur
einfim para toda a Europa, por presos que nunca exceden de 8 a
por dia.
Durante o asparlo do oito a dez mezes, alii residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer- seasnera sensaroes debilitantes,
rao, e seu Cilio o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes Testemiinho expontaneo em abone das parli-
morr-Iinro o,ri,.iiA ; Nelto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador romes Visgueiro (do Brasil, ) e rauilasou- ",ns de Kcmp.
e lF' ;l": tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz. Srs. I). 1 Lanman
O presos de lodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45000 48500.)
No lile! eneontram-se informaris exactas acerca de ludo que pode precisar um
Frccisa-se de uina boa ama de leilo, forra ou
cscrava sem Qlho: na ra do Crespn. 11.
O Sr. Manuel Francisco l.mz da Silva len
PaStlinaS VegOtaeS tle Kempiuinacaria.e orna enconnenda vinda do Rio Gran-
de do Norte, na liviana i:.6e> da piara da Inde-
pendencia.
O Sr. tliesoureiro manda lazei pu-
blico que se achara a venda todos os dius
d;is 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ra da
____ Aurora n.26 e nas casas commissionadas
A fjlO lo Ipil f pelomesrno Senhor thesoureiro na pr a-
itliUl U.%^ lUlt^, tp da Independencia numero 1 i e 16,
e na
>
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." nspecrao de esludo de
Habana e por muilas outras juncias de hy-|>
giene publica dos slados Luidos e mais paizes
da America. |g p denlilico.
Caranlidascomo puramente vegelaes, agr- i^xAi.i.iXA.JLi.tX.
10 francos (38200 490OO) jdaveU vist,doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
r?Y*TYYrY*TYYrrrrT*'T*>
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
ObacliarenViTRuvio tem
t> seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.
= Jocquim Fcrreira Rolhchild lendo de fazor
urna viagem, roga a lodas as pessoos que lhcsao
devedoras, o obsequio de satisfazer seos dbitos
ate o fim do corren le niez de marco.
Pa hvraria n. G e 8 da praca da
Iftdipenccia, pieciza-se fallar a Sr-
Joao da Costa Maravilha.
Um mono que se acha einpregado no com-
men-io, mas que desoja oulra arrumacao, olTere-
ce-se para qualquer lo ja : a tratar na "ra do Ro-
ario da Boa-VitUa n. i i.
Jos Poreira e sua sonliora Eleinia de Je-
ss, retiran-se para a i'.lia de S. Miguel, no pa-
tacho Souza & C.
Engomma-se enm asse-io e promptidao : no
boceo do Marisco n.20.
C'uein precisar do urna ama para o gervicu
inlerno de rasa de homern solteiro ou de poma
familia, dirija-se a ra larga do Rosario n. 39,
segundo andar
Frecisa-se alugar un prelo ou prela, ji do-
sos, para comprar na roa e fazer o mais servico
de uina casa de familia, ou mesmo una ama nas
mosmas circunstancias : qui-m livor e quizer,
annuncie ou dirija-sc a ra de Saata Hila n. o,
primeiro andar.
eslrangeiro
Sipopdte^
amsi
JARABE DO FOKGE.T.
Este xarope esl ap[rovado polos mais rniinmles mdicos de Pars,
como sendo o mt-llior para curar conslipa^oes, losse convulsa e ouirs,
bronctuos, ataques da'peito, irriboAm nervosas e nsomnoleacks: una eolberada
noile sao sullicienles. O illilo dtfsle excelente xarope satisfaz ao mesmo
allecces dos
pela maiili, e oulra
lempo o doenie e o medico.
O dspusilo na ruu larga do Rosario, botica de llarlholomeo Francisco de Souza, n.
96,

mi
-ir-
^Lices de francez c%
piano.
Madcnoiselle Clemence de Ilannetot }
dar lines de a
piano na cidade e nos arrabal- J5
s des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar, fj
Ha de Mainicvillc continua a
" francez e piano na cidade

mpmmm^i
O Sr. Honorao Jcs de Olivefra Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da pra^a da Independencia,que se preci-
sa allar-lbe.
Publicacao jurdica.
Ada-se no prelo a 2.a edicao dos Elementos de
Diroito adminislrativo, neis correcta a conside-
ravelmeulc alterada, pelo l)r. Vicente Percira do
Rogo, lente cathedratico da mesma sciencia na
Faculdade de Direilo desla cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Noguei-
ra & C, defrontc do aico de Santo Antonio n. 2,
a log l,or cada ezenplar, pagos ao receber os
duas partes que j esl.io impressas.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser: era casa de Samuel P.
Johnslen & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Prccisa-se de urna ama par? coziuhar: na
ra Nova n. 8, loja.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho'dislaiile desta praca duas legoas, vende-se
urna parle no mesmo engenho, machina nova i
vapor, distiiacio nova c bem noolada, 22 bois
de ewreia, seis quarlos, algumas obras, sall'r.i
plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n.
13, loja.
E' chegado loja de Lccomle, alerto da
Boa-Vista n. 7, o excellente leiie virginal de ro-
sa bianca para refrescar a pello, lirar pannos,
Sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para liuipar e a/.rr crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio do Florenca,
pora borluejas e asperidades da pello, conser-
va a frescura c o avelladado da primavera da
vida.
Precisa-sc de urna ama que saiba cosinhar
e fazer iodo o servico de casa : na ra do Cal-
deireiro, taberna n. (jl).
Precisa-se de tuna ama para casa, que se
epearregue de comprar c cozinhar, o de conhe-
Icimento : na ra do Arago, primeiro andar de-
fronlc dn porla Iravvssa da botica do Sr. Nevos.
n. 21.
FOLIII.MIAS PAR 18110.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. C e 8 as folhinlias para 18C0, im-
pressas nesla lypographia, das seguiules quali-
dades :
F
OLIIINIIA RELIGIOSA, conlcndo, alera do
kalendario e rcgulamenlodos direilos pa-
rochiaes, a continuado da bibliolheca do
Crisliio Brasileiro. que se compoe : do lou-
vor ao sanio nonic de Oeos, coroa dos ac-
tos de amor, hymuos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imilacao do de Santo Ambrozio,
e Kcmp. Port Ryron
12 de abril de 1859.Seiihores. As pastilhas que Viucs. fazem, curaram rncu filho ; o pobre | ^
rapaz padeca de lombrigas, cxhalava um ebei- %
ro felido, linha o estomago incliado e continua '
comicliao no nariz, lao magro se poz. temia perde-lo. Neslos circunstancias um visi-
nho mcu disse curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas c com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
11'. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 30 Cold
Slrcel pelos uiucos proprielarios D. Lanman c
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda era todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
ra da Cadeia do Kccife nume-
ro armazem do senhor Tontes aLe
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
les e meios da terecira parte da pt i
incira lotera do Senhor iom Jess da
Via-Sacra, cujas rolas deverao andar
impreterivehnente o dia 2V do corrente
mrz..
O mesmo Sr. thetoureiro manda
ai ruea & Mt?U5l \ 'WliM^B fazer publico que ras osar.
ca para o Porto.
mmmtm m&&sm&& mymzm |ac
compradores.
TheSourria das loteras 10 de
marco de 18G0.O escrivao, J. M. da
DENTISTA FRANCEZ.
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das I.a-
rangeiras 15. Na mesma casa lera agua e

cima mencionadas se acliam hilhcles
de numeracao sortidas a vontade dos

o bachrel Jos de Mendonca llego llar- a
tQ>', ros residente na villa do Paco de Can
; Jg ragibe das Alagoas olerece all seus ser- S
I J* vicos- como advogado a todas as pessoas au
Idi quedelle necessilarem e promette ler lo- aU Cruz.
do o zelo o cuidado
seus deveres,
jambera faz scieule
no desempenho de ^ Precisa-se alugar um sitio com boa casa o
jUB terreno pira plantar capin ou com planta de di-
]ue enenrrega-se |ig | -
de qualquer causa era \\ rtu Calvo e Por- 3g
lo das Pedras, pudendo quem de seas ^5
lo
r
a tralar na rua d.
lmpeatri/. n.
18. loja.
serviros se quizer utilisar diii
mesmo bacliarel uolug.-rdo
ca ou a Leite J. Molla, rua do
dor n. 23, nesla cidade.
;ir-se a o v
suu residen- ;$g
Compras.
Impera- ^ I s= Compram-se rnoedas de ouro de I6 e
i^s i 20&9OO, inoedas de 5 francos e palacoes mc\i':o-
im&Jm mm$Sm $?m?'&M aoa ? PrS da Independencia n. 22.
Liirnpram-se nioedas de ouro : no esenp-
lorio da rua do Trapiche n. 11, primeiro ai
imilla
AlCIlCO.
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pcrnambuco.uo armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22
;>
NOVO DEPOSITO
DE
jaculalorias e commemoraco ao SS. Sa- @
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaces devo-
tas s cbagas de Cluisto, oracoes a N. Se-
nliora, ao patrocinio de S. Jos c anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Prto320rs.
EriTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamenlo dos diceitosparochiaes.e
una collecco de ancdotas, dilos chisto-
sos, coiilos, fbulas, pensamenlos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e [rucios. Pieco 32 rs.
a'jt w t> i 9 :;. ai w *-?
9

DENTES
|l\uiestreita do Uosario n. 3
i Francisco Piulo Ozorio colloca denles ar- >
$ tiliciaes pelos dous systemas VOLCANITE, %
@ chapas de ouro ou platina, podeudo s< r S
h procurado na sobredita rua a qualquer
hora. "..-..-.. *.^ ^.. *?>*.> ^'^Tv *.-* > ^.OO <:* TI <~- .
<-*\-y>*$ *1> .ivr-v 7^ .> Ilr. <>ov>- S >">^ V2* x> xi>'
LI0ES PMTICAS
ESCRITA COMMERCIAL
Pop partidas dobpadas
E DE
BJtFA DE PORTA.a qual, alm das materias do iQ il il iCl lil i& il'Jj
costume, contorno resumo dos direilos RliO, NoVO, W l5,SCf/l/l/o ttl/t/.
parochiaes. Treco 160 rs. II. Fonscca de1Ic thesouraria de fazenda desla provincia,compelen-
^@@ @@@@ g@g@S icmepte habituado pela directora de instruccio
A g,____. @j publica par.i leccionar arilhmetica nesla cidade,
i4 'em resolvido juntar, como complemento do seu
As pessoas que quizerem assignar a verso
portngueza da.-: Iusliluiionit jur romani pri-
vati por Wamkaeoig, as quacs lera do servir este Itiin (]0 mnPrndni" ffi (Vi ilt I ('
anuo de lexlo as preleccoes de Hireito Romano, tl U" 1I,li;t-1 *"J1 COII il UIC
en siili-lituirao aos Elementos de Waldeck, po-
den deixar seusoones e o importe da assigna-
tura (lOsflOO), na rua do Crespo n. 11, loja de
lirros, onde deverao procurar a 15 de marro o
que houver impresso.
ao oilo do deposito do gaz.
Boroll & C .altendendo a que os senhorescon-
sumidores degelo sao pi'i maior parte residen-
tes nos bairros de Sarrio Antonio e Boa-Vist a, e
que lulariamcom grande dilliculdade se esle es-
te eslabelecimento eslrvesse enllocado no bairro
<|ue oteuha em abundancia, que seja do Recife, podero encontrar na rua do Impera-
be.n sadia e de bons coslurnes : pagase ?I.^"fr"f Io. *!*SL*SL.fP?f*l?_* **.z: "m
bem. Dirigir se a' praca de Pedro II
Precisa-se de urna ama de leite,
Altenco.
Curso pralico c theorico de tingua fran- vC
ceza por urna senhora france/.a, para dez @


f$ mana, das 10 horas al meio dia: quem conhecimenlo indispi msave
sejan enpregar-se no con
amentos @ acliam neile eslabelecidas. A a
Na praca da Independencia n. 22 achara se ex-
poslos a \endv os bilhelcs e ncios da W parle
da I" loleria do Senhor Rom-Jesus da Via-Sa-
cii. garantidos por Sanios Vieira, os quaes se
continan a vender nas casas en que se ven-
dan os de Vieira c\ Roihechild.
. Bilhelcs 6g0O0
Meios b^COO
Antonio dos Sanios Vieira.
Prerisa-se de ti a 8 conlos de ruis a pre-
mio, dando-se por bypolhcca bens de raz :
|uem quizer fazer esse negocio annuncie para
ser procurado.
Por mil corle de cabello c
frisamenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz u. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro conlra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro viudo de Pars. Esta eslabele-
cimento esla boje nas melhores condrocs que
possivcl para satisfazer as encoramendas dos
objeclosem cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a .uiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rosetas, etc., etc., ca-
bolleiras de luda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a mola dos
F..~
(i
tes, os obj
Iprcsenca.se o desejarem, c achar-se-ha serapr
una pessoa dispouivel para corlar os cabellos, c
v
Comprara-se, vendem-se e Irocan-se escr
na iua do Imperador n. 21, primeirp andar.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se
rontinuadanente modas de 1G-3 e 20000,
dos Estados-Unidos, modas de cinco franc s,
oaq&a hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porjoes.
=r Compia-se urna negra crioula, do bonita fi-
gura, de 18 a 20 anuos de idade, que saiba cozi-
nharc engftinnar inuilo bem, que cosa algunia
cousa : na rua do Brum n. 16, armazem de Ma-
nuel Jos de SAraujo.
mente
na rm
compra-se, vende-se e Iroca-se escravos
Direita n. CG.
Compra-se urna mulalinha de ll a lii
no, recolhida, e que saiba cozer alguraa c(
paga-S0 bem : na rua Direita n. GG.
Compra-se um balcao de yolla-, que i
em muilo bom estado, e que seja do amarello e
envernisado : na rua da Imperatriz n. 24, ou
annuncie.
Compra-se um cordo do ouro de lei,
feitio : na rua da Imperatriz n. 2 i.
Vendas.
moras, segunda*1, quinta-feira de cada se- C$ culo de descontos e juros simples
curso pralico de oscrituracao por partidas do- | pontear as senhoras em casa particular.
bradas, o eusino de conlabilidade especialmente I 'i^l Islk-t'*! Vvli l'1 \
na parle relativa a reduccao do modas ao cal- LAiVi LLiiM DitjlolLLliA^
.lados-Unidos, sen deixar una s pelcula na Cnnnninnni hapap \\ fA
ibeca dos clientes, para salsfazer os pretenden- ^linCFlOrCS COlICS C SCll
s, os objeclos em cabello sera o felos ern sua 1
prctos bordados
^ quizor aproveilar pode dirigir-se a rua da : sejam empregar-se no comm
te Cruz
npies e com pos tos >, Goldi'Ti Siuarc, Londres.
as pessoas que de- ,,.,,, ,<,, j
Hercio ou une j se J- '" 0IIN EIRA-tendo augncnlado cora lo-
a vellido
ja
iberia mar a C1>sa con,'oua. ampias c excclleoles ac-
S no dia 15 de jauciro prximo futuro s 7 'horas connodacoes para muilo maior numero de hos-
@@@S ua Ilii0 : e as P^soas q..e desejarem malricu- Pedcs-??_no.vo. se 'ommeuda. _ao favor e lem-
! lar-so podero deixar seus nomos em casa do an-
Roga-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
n. 9, segundo andar. Pa
Ji adiantados.
de duas saias, pelo baratsimos presos de 100J,
llt'5, 125>, 130 e lOjjOOO : na loja'do sobrado
amarello, nos qualro cantos da rua do Queima-
do n. 29, de Jos Moreira Lopes.
armazem com as proporees exigidas para depo-
sito desle genero, o qual estar .iberio roncilF-
(antigo paleo do Collepio) n. 57, sepun-' re"ria d"s nesmos sensores, oasShoras da mu-
do c terc.ro andar. fi?,,***** lard6' do *" 3 o coweD,fl em
sequio ile saldarera seus dbitos na rua do Col-
legio ven-Ja n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Na gallera e officina photographica da rua
Nova n. 18, continua-se a lirar retratos pelos
mais modernos e perfeilos syslemas. Os tiaba-
Ihns sabidos disse cstabeleciinenlo sao bera co-
nhecidos do publico dcsta capital.
nunciaiile al o mencionado dia.
cx^[^*umixiL
Eslabclccida cm Londres

FUNDIR
I fl I
Rua do Brum (passando o chafariz.)
^io de\>o/Alo dcslc estaVe\eeimciilo semprc Via grande sovtineiito de me-
cuauismo nava os engennos de assucav a saacr;
Machinas de vapor modernas, de golpe cumplido, econmicas de combustivel, e de facillimoassento ;
Rodas d'agua deierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
(.unios de ferro, e portig d'agua para ditas, e serrillus para rodas de madeira ;
Moendas inteirascoin virgensmuito lortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguilhoes de azas ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares cbicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
AguilhGes, bionzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc..etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes a chamo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras nas
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
CAPITAL
Ciiieo mlnocs de libras
esterlinas.
Saunders BrolhersA C.a tem a honra de In-
formar es Srs. negociantes, proprielarios de
dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visiten esta capital ; continua a prestar-Ibes seus
i servicos e boas ufficing guiando-os em todas SS
cousas que preciscm conhecimenlo pralico doi
paiz, ele. : alm do portuguez c do inglez falla-se
na casa o hespanhole francez.
Saca-se sobre Portugal em casa
de Augusto C. de Abren.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se c ven-
de-so em grandes e pequeas pon oes bichas
hamburguesas, e timbera cal da mais nova que :
ha, para fabrico do assucar, por proco coramodo. |
! Funileiros.
mo-se
urna nova caso de pasto na rua do Imperador
defrontc do armazem de g.iz, onde encontrarlo
sempre excellentcs petiscos com o maior aceio
possivel: na ir.csma casa fornecc-se comida para
ora por assignalura, porpreco razoavcl.
A
Precisa-se de offlciaes : na rua Nova n. 38,
defrontc da Conceicao.
Saca-separa o Porto e Lisboa, no
casas, e agera mais convier, que estao plena- I escriptorio de Carvalbo Nonueira & C. :
mente autorisados pela dita -
etleclua
dra. co
objtt
quer
qualq
Uoga-se aos Srs. devedores a firma social cabriolis, cavallos e traiam-sc por menos do
de Leite & Correia em liquidaco, o obsequio; 1"e pn. 0,llr? qualquer parte, pudendo as pessoas
de mandar saldar seus dbitos na taja UnSZ JJJ J Z^ZT.' ^ W M",1M' """
Oueimado n. 10. t i i
O Di- Francisco de ~~^ propnedade jun-
v tJl uul'ia^u "*> i lo ao gasmetro aluga-se urna sala e quarlo com
Paula Baplista continua a advogar em ulu pequeo quintal com ca imba, ladrilhado e
seu escriptorio na rua das Trincl.eiras, S^^^SST ^ ^ *
sobrado n. 19, 1- andar, onde pode
ser procurado para iste lim todos os
dias uteis, das 9 horas e meia da ma-
nhaa ate as 3 da tarde.
Ensino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinandoprimeiras
letras, lalime francez, e tanibem admitte alum-
nos internos.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Attenco.
*
O abaixo assignado faz scienle ao respeitavel
publico, e mu principalmente ao corpo de com-
mercio. quo eomprou a loja de miudezas de Joa-
quim Antonio Das de Castro, sita na rua da Irn-
psralriz n. 72A, que girar de ora era dianle
sob a firma e responsabilidade do mesmo abaixo
assignado. Recito 11 de mar^o do 1860
ttihriiio Soares da Silicua.
'Superiores charutos Traviala, cm caxinhas de.
100, que nasoulras parles se tendera a 4)000 rs.
mam
a 2000 a caixinha do 3 libras : no bazar da rua
do Imperador n. C.
Vieira e Rothcchilde dssolverara a socie-
dade que linliam na loja de bilheles da praca da
Independencia n. 22. Recite 10 de marco de
1800.
Antonio dos Santos Vieira.
Jutquitu Fcrreira Roihechild.
Pede-se a quera annuuciou por esle Diario
que na casa n. 4 da rua do Queiuuido navia ne-
gocio de inicresse para cora o abaixo assignado,
queira declarar pelo mesmo Diario, qual esle
negocio, alim do quo sua rcpuUcao nao fique
cm duvida, e nem supponha algucm cons di-
versa do negocio, que nao preciso occul-
'ar-se. Amonio Jos Lopes Filho.
Do sitio da rua dos Pocos
Dao-se a contento.
Vcndcm-se estes magnficos ferros nas seguin-
les casas :
Praca do Corpo Sanio n. 2.
i Rua* da Cadeia do Recite n. -i i.
I Dita da Madre de Dcos n. 7.
i Dita do Crespo n. 5.
i Dita da Penha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
dos Ai- DilNov* n. 20.
_. ,_. .- UUSAl Dita do Imperador n. 20.
logados n, \ (Piranga), furtaram na Dita do Queimado n. 14.
noite de 8 para 9 do crtente, urna ba-
ca grande de rame ja usada: roga-se
as passoas a quem foroTe-ecida dita ba-
ca, tenha a bondade de mandar agar-
rar o vendedor ou vendedora.
Dita Direila n. 72.
Dita da Traa n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramcnto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dila da Imperatriz n, 10, irmazcm de fazendas
de Raymundo Carlos Lcile & Irrnao.


w
DIARIO DE PERBAMBUCO OUARTA FFIRA 14 DE MARCO DE 1860.
CALCADO
Grande sortimento.
45-Rua Direita4S
Os estragadoras de calcado encontra-
lao neste estabeleciment, obra supe-
rior pelos presos abaixo :
Houiem.
Borzegjins aristocrticos. 9f000
Ditos (lustre e bezerro)..... 8<00n
Borzeguins arranca tocos. 8000
Ditos econmicos....... C$000
Sapatoes de bater (lustre). 5$000
Senhora.
Bjrzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins paia meninas (br-
tissimos)..........4#000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, lio, fitas, sedas etc.
Suissos.
^^^SWia
i
Confronte a Iravcssa de San-Pedro.
7Rua Direita7
ellesaotesque seacabem
P irzeguins de V qualidade............ 9000
Ditos de lustro e pelic................. 8l)00
Ditos eepnomicos...................... GsODO
Sapatoes I* qualidade.................. G50
Ditos de lustre......................... 5&500
Ditosde bezerro........................ SjOo
Ditos econmicos de lustre 4$500 e 3$50U
S.-ipatos entrada baixa.................. 3j~>00
Dilos de borracha -23, 2$2U0. 2? 00 e.. 2$G00
Para senhora.
rzeguins, Ia qualidade.............. 5$000
Dito com salto baixo.................... 4S40
Sapatos de lustre francrz.............. 3
L' um completo sortimento de outros calcados e
lmanos de todas as qualidados, cabedaes para
fabrica, como couro de lustre, be/.erro, marro-
quim, couro, sola c etc.: n:i mosma loja preci-
&a-se de oQlcios de sapateiro, paga-sc bem.
Oh que pechincha.
Superiores cortes de seda pretos adamascados
de babados, pelo baratissimo preco de 45;000
cada corle : na loja do sobrado amarello, nos
qualro cantos da ra do Queiuiado 11. 21), de Jo-
s Moreira Lepes.

.-,>,

AS MEMORES MAHIHAS DE COSER
DOS
Man afama Jos autores de New York
LM SINCERA C.
1:
WHEELER & WLSON.
N novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas dcstes dottS autores mostram-se a qual-
quer hora do da 011 da noite e responsibilisamo-
iios por sna boa qualidade e seguranea :no arma-
zem_ de fazendas de Kaymundo Ca'rlos Leite &
Irmao, na da Imperalriz n. 10, antigameute
aterro da Boa-Vista.
*' ............... ..,;...:..,.......................n

:
;
: i
i GRASDEfi VARIADO SORTMEXTO
HE
louasp lilas e lazendas!
KA
;
:
luoja c armazem
DE
:
asios
; Na ra do Queima-
don. 46.
\\ Ricas sobrecasacas de panno Bao pretos S
1 : e de cores a 283. 30* e 35fr, tambera temos :.'
, j paletoisdos mesmos pannos a 223 e 21*, a
. palelots de casemira de cores de muit :
' : liom gosto e finos a 12?, 1 (g, lCg e 18, di- %
; tos de panno prelo para menino a 18* e S
: 20g, dilos de casemira de cores a 8* e 10*. |
: calcas de casemira de cores o pretos ejun- S
lamente para meninos a 7*. 85, 9*. 10* e 9
: 12g, rolletes de orgurao de seda e case- 3
' : mira a 5$, 6g e 7jJ, palelotsde alpaca pro- U
; los de cores saceos a 4*, ditos sobrecasacos '
: a 7* e 8, ditos de brim, de esguio e do 3
. fuslao tanlo brancos como de cores a 4*. 3
i 49500, 5*eG3, calcas de brins brancos mui- 9
1 j to linosa 5g, 6* e7*. colleles brancos ede 1
! cores a 33 e 3j500, camisas para meninos : >
de diversas qualidades, calcas de brins de i
, i cores finas a 3*500,4 e 5, un rico sorli- 8
: ment de vestidos de cambraia brancos 3
: bordados do mellior gosto que lem appj-
recido a 28*, manteletes de fil prelo e de 2
<;: cor muilo superior gosto e muilo moderno i)
: a 20jJ cada um e 24*, ricos casaveques de 3
cambraia bordados para menino a 10*, di- :
I los para senhora a 15$, ricos enfeiles de X
' troco de velludo gosto inelhor que lem an- j?
, parecido a 10 e 12*. e oulras muitas fa- |
. zendas roupas feitas que com a presenca '-i
! do freguez se far patente.
Casacas paraa quaresmali
Neste mosmo eslabelecimenlo ha um 3
: grande sortimento do casacas pretas, as- '
simeomo manda-sefazer por medida a von- -|
; tade do freguez, escolhcndo 03 mesmos os S
I .mnos a scu gosto sendo os procos a 35 B
40*. 5
Camisas inglezas
j Temos novamente chegados: ricos vesli-
1 dos pretos bordados a velludo aOOfl dilos 4,
I bordados a seda a 75* c 60*. assim como 3
-: neos manteletes pretos da ultima moda a
Pa\elota3,000.
Na na lo Crespo esquina da ra do Imperador
toja n. 5. vende-se paletot de brim pardo de li-
nuo a J* cada um.
Em casa de Schafheitlin
& C, na ra da Cruz n. 38, ven-"
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronometros, meios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cem essento para 4 pessoas de
dentro, e um assenlo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno. e ludo bem arranjado :
para filiar, com o Sr James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Barato que admira
e afianca-se a qualidade.
Vendc-sc vinho engarrafado do Porto fino a
800 rs. a garrafa, rspermacele a 610 rs. a libra,
manteiga ingleza 800 rs., franceza a 56 rs., tou-
cinho a 36, cha 1J800 rs. a libra, arroz a 100 rs.
a libra, doce de arac a 400 rs. o caixao : no pa-
leo do Paraizo n. 10, casa com oitao para a ra
da Florentina.
Paletot a 2i,000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n. 5, vendem-se palclots de ganga amarclla o 2S
cada um.
Vender se arcos de pao e pretros
p-ra bar cas : no escriptorio de Car-
vjlho No^ueira & C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
PotassadaRnssia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
] potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
. e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo nor urecos muito
razoaveis
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidado da firma de Leite 4 Correia, as
quaesse vendem por deminulo proco, sendo en-
tre outras as seguinles :
Mago's de raeias cruas para homem a 1*600
Ditos de ditas de cores 2*000
Ditos da ditas cruas muito superiores 4*000
Dilos de ditos para senhora 3*000
Diios de ditas muilo finas 4&000
Cortes de ca!c,a de meia CDsernira 2S5000
Ditos de ditas de casemira de cores 5*000
Dilos de ditas de casemira preta a 5* e 65OOO
Brim trancado branco de liaho fino
vara 1*000
Cortes de coleta de gorgurao de seda 2#000
Pao preto fino, prova de limao 3* e 45?000
Gravatas de seda preta e de cores 19000
Riscados francezes, largos, core3 fixes
covalo 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas eslreitas 1G0
Riscados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualidade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas decassa branca bordada com 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4*000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 2*000
Grodenaple prelo, largo covado 1*800 e 2*000
Seda, e sarja lavrada 1$S00 e 2*000
Vestidos brancos bordados para bptisado 55000
Veos bordados para chapeo 25S000
Entre meios bordados 1&600
Athoalhado adamascado largo vara 1*280
Lencos de chita escures um 100
Gangas de cores para palitos covado 2C0
Vendem-se fogoes de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, conlendo 4 forna-
lhas, e Torno para cozinha cora lenha ou carvao,
ptima invencao pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvao dos antigos, e de cozi-
nhar com mais presteza, lera a diferenca de se-
ren amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil condueco : vendem-se por pre-
cos muito mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso (Mosquita) ra do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Moedas de ouro.
Vendem-se libras sterlinas : no es-
criptorio de Carvalho Nogueira & C,
ra do Vigario n. 9, primen o andar.
Botica.
Earlholomeu Francisco de Sonta, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrillia Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
A'arope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
I*itula3 do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de oncas a
12 libras *
Assim como tera um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deronte da
porta da alfande^a.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos preco do que ea\
outras partes, ---
iVUKiIMAX
DA
(?KEMP NUEVAJYQmy)
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares, ictericia, affecedes do fajado,
febres biliosas, clicas, indigestis, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, rupces.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPCRO DO SANGl'B.
75,000 caixas deste remedio cousommem-se an
nualmcnte 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
coramendado como o mais valioso catrtico ve-
getal do todos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amentc vegelaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estfio bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efRcaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheloque acompanhacada caixa.pelo
qual se ficara conhecendo as multas curas milagro-
sas quelera etTectuado. D. T. I.anman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Achani-se venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandcga n. 89.
Bahia, Germano & C, ruaJuliaon 2.
Pcrnambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscatel, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Farinha de man-
dioca.
Vendc-se por menos do que em outra qual-
quer parle : na ra da Ciuz, armazem n. 2i.
Bezerro irancez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
pechincha.
No armazem de tintas e vidros da ra Direita
n. 39, vendc-se vidros de gomos de todos os ta-
mauhos para caixilhos, excellente verniz copal
proprio para carros e obras de folha, a ljOOO rs.
a libra, agua-raz a 2^000 o galao; assim como
tintas de tortas as qualidades, tanto para funilei-
ro como para pintor, e por preco commodo.
Filelo de Lisboa
i
por commodo preco: na ra do Vigario D. 19,
primeiro andar.
Liquidado
para acabar.
Ra da Cadeia do Recife nu-
mero 23, defronte do beceo
Largo.
Os novos proprietarios deste estabelecimento
desojando acabar cora o resto das fazendas que
anda existen) na loja, resolveram-se a vende-las
por todo o proco para acabar, afim de sortircm,
como tencionam, o mesrao estabelecimento com
fazendas de gosto
Cambraia organdys a 300 rs. o covado.
Chitas francezas de lindos desenhos a 250 rs. o
covado.
Manguitos bordados a 33500.
Alpaca prela fina 500 rs. o covado.
Brinzinho de linho a 400 rs. o covado.
Ganga deer a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 610 o covado.
Chales de I a a a 2j500
Dilos de algodaoa 1$.
Vestuarios [>ara enanca a 3?.
Corles de vestido de seda a 16-J.
Dilos de dito de fil a 10$.
Vesitasde merino a 89.
Palelots de brim de cores a 3.
Calcas de brim de seda a 3#.
Enfeiles de llores a lj.
Cassas de cores a 200 rs. o covado.
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Scnzala Roya n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite t Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5$, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3j>800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 6, palelots de
alpaca preta e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60ja duzia, organdys de lindos desenhos a
1&100 a vara, corles de cassa chita a 3J, chita
francczaa240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5g300,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
cal^a de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 23240, vestuarios bordados para mcDi-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha 40 Ra do Queimado. 40
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellente gosto.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, pora homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C.
ros para vi-
draca.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loj n. 28
armazem de loutja, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros aretatho do tamaito mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
ven-a, rus da Cadeia d Recif? a. 62, primeiro
andar.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lera
estabelccido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica c armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brttoi Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tago que geralmenlo lem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an
tidolo para todas as molestias dos orgiios pulmo.
nares. Para conhecimonlo do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta litliogronliada.
Alnieida & Burgos.
vendem em sua loja de fazendas finas, na ra do
Ubugu n. 8, por menos do que se cosluma ven-
der ern lojas do miudezas :
PENTES \)E TARTARUGA da ultima
moda, fornidos i .............. 1O00O
BOTOES PRETOS DE VIRO, para casa- *
veques. a duzia.............. i?0
FRANGES PRETAS de seda, a vara .... 3<>|)
DITAS DE CORES de seda, a vara... 20
TRANCINHAS E LA de cores, a vara 40
CHCOTINHOSi........................ ijoOO
BENGALAS tinas a...................... IfOO
THESOUR.VS pequeas, cada urna...... 200
RICOS de seda, de diversas larguras___ 8
DITOS francezes de diversas larguras...! J>
Em porcao anda se uende per menos, por se
querer acabar.
Verdhdeires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na rita da Ira-
perati iz n 7, loja do Lecorcte.
Altenco.

Vende-se urna escrava parda, de vnlo e ta-
os anuos, sabe engommar muito bem, 007.0 e faz
labyrifitho e cozinha; vendc-se com duas filhs,
urna com 4 annoa e oulra com 1 mezde nascida .
estes escravos sao vendidos por circumstancias
de familia : qiicm pretender diriia-se as pateo
dj Terco n. 16.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Taclias para engenho
Fundicao de ferro e bronze
r>8
Francisco Antonio Corroa Cardozo,
tem um grande sortimento de
lachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTES MEDICO DE HOLLOWAY.
TI LULAS IIOLLWOYA.
Este incstimavel especifico, composlo inleira-
menle de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia deleeteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complei.;ao mais
delicada igualmente prompto c scgiiio para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramentc innocente em suas operaooes e ef-
feitos; pois busca e remove as doengaa de qual-
quer especie egro por mais antigs e lenazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn)
recobrar a saude e foreas, depois do haver tenta-
do intilmente todos osoulros remedios.
As miiis afflictas nao devem entregar-pe ade-
sespcraeo ; facam um competente ensato dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes rccuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguinles enfermidades :
Na loja do Prcguica na ra do
Queimado n. % lem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupdes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e -100 ris o cova-
do Challes de merino estampados muilo Qoospelo
deminuto preco de 2:500 cada nm musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrSes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a antazia.o
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com pcnlier.
Cortes de vestido de seda de cores com
babados
Dilos de dita preta com babados
Ditos de dita gaze phanlazia
9
Sndalo.
Ricas bengalas, p ilceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabello! em dez minutos, como
tambem tingem se na misma casa a
qualquer bora.
. -w o *. ,cla toyju grvalas a iumaia,o .-------------------" i--------
mais moderno pos-ivel a 19 e 1200 cada urna, e Romeir"s de fil de seda prela bordadas
outras muitas fazendas, cujos presos extraor- Talnias de grosdenaple prelo bordadas
dinariatuente baratos, slisfaro a expectativa Grosdenaples de cores com quadrinhos
do comprador. covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado ltf e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Dilos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Maulas de blondo brancas e prelas
Dilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
^ Panno preto e de cores de todas as qua-
cy ; lidades. covado
* Casemiras idem idem idem
H I Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
t> DE
Roupa M
m\
0M.
Chales de touquim brancos
Ra Nova n. 49, junto
B a tgreja da Conceicao dos
Militares.
Neste armazem encontra.
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeiles de vidrillio francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de lbho e algo-
rao publico 5 ;, ?5.ncas c de cores
._entode ron- B Smm ba,a< le vanas qualidades
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- ^ j Chapeos fraccezes linos, forma moderna
j* sacas, gndolas, f.aques, e paletols-de O Um sortimento completo de gravatas de
I panno uno prelo e de cores, paletoTS e \ SP1tn rf(l lnl,^ ,B ,a r'1,aus e
sobrecasacas de merino, alpaca c bomba- II! r SCda de lodas as q":'l'dades
| ziua pretos e de cores, palelots e sobre- efl i Lam,sas rncezas, peilos de linho e de
[ casacos de seda e casemira de cores, cal- |g algodo brancas e de cores
ji cas de casemira preta e de cores, dilas de <*/ Ditas de fustao brancas e de core*
[fc merm, de pnnccza, de, brim de linho CmahIa Ac r.i. ^ j i -
| branco c de cores, de fustao c riscados, &f1 hnho C de a,Kda0
acalcas de algodao, colletes de velludo B LaP('"as brancas para noivas muito finas
sj preto e de cores, dilos de setim preto e ^ Ll" completo sortimento de fazendas
f ^T?a' d'.l-S d0.8?rSurjio e casemira, di- ^ ; para vestido, sedas, la c seda cam-
& tos de fusloes e brins, fardamenlos para 31 i,ra1 ..,,, ., '
a guarda nacional, libres para criados, P transPareutes.
<* ceroulas e camisas francezas, chapeos c ?|' co,ado
\f grvalas, grande sortimento do roupas 5| Meias cruas
|= para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- 3g meninas
i dando ao comprador algumas das roupas !(S niiToHn oa.i,____ y*
i feitas se apromplarao outras a gosto do "llas do sc>da Para menina, par'
comprador dando-se no da convenci- 'uvas de de Es
1
I
1*200
5
3$000
1S500
10*000
16J000
1J000

S
S900
s
9
5^000

3;>00
9
6-000
8^500
5
S
brancas e de cores par3
para
escocia, pardas,
menino
Velluditlio de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de -'as de
seda bordadas, lisss, para SMhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
9
15600
30
1?200
700
2iono
1?000
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente j Corles de rllele H m,.-, a a
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa- I te de eorSurao ^ seda
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
amito proprios para este clima.
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Mariuezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapaiinhosde merino bordados proprios
LO pai'a para baptisados, o par
Casinelas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Tafel rO.vo, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para fonos, com 4 palmos de largura,
covado
homens, senhoras e
Accidenles epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extcrwia-
co.
Debilidade ou falta de
foreas para qualquer
cousa.
Dysintefia.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
En fe i midades no ventre.
Dilas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febrcio da especie.
Cotia.
Hemorrlioidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoej.
Ir r eg u aridades
menstruaeo.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ventre.
rhtysiea ou consump-
pulmonar.
Retcncao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
meninos.
Vendem-se cliapoos francezes de superior qua-
lidade a 6[>0().7 o 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muilo finos a 6S e 73, dilos do chile a
3|500 r,. 6 8, 10 e 12?, ditos de filtro em gran- Setim liso de lodas as cores covado
de sortimento, tanto em cores como em qualida- rhii frano,,-,,,, i
des, para homens e meninos, de 23500 a7J, di- '. ancezas claras e escuras, co-
tos de gorgurao com aba de couro de luslre', di- i vado a ^0 e
los de casemira com aba forrada de palha, ou ; Cassas francezas de cores vari a 500 e
sem ella a 4.3, ditos de palha ingleza, copa alta Lencos de seda de gorgurao ^dos
e baixa, superiores e muilo em cenia, bonetes r-iurink a bOI>urao Prcls
francezes c da Ierra, de diversas qualidades. para d CSUla0 dt Unho mo"
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- de ni os
ninas de escola, chapelinus com veo para senho- Um completo sortimento de rouna feila
ra, muilo em conta e do mellior gusto possivel nniln nn ,i *:,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- CaSaC1aS' S"rcsacas, palelots.
les para calieca, luvas, chapeos de sol, e outros; colletes, calcas de muitas qualidades
mallos objeelos que os senhores freguezes, vis- I ''IZl'"du*
la do preco e da qualidade da fazenda, nao dei- i "elogios e obras de ouro
sarao de comprar; na bem conhecida loja de ; Corles de casemira de co
chapeos da ra Direita n. CI, de B. de B. Feii.
Vendem-se fazondas por barato !E-r-^'
proco e algumas por menos de seu 9JIb
valor pora acabar, em peca o a reta-
lho : na ruado Queimado'loja de 4
portas n. 10.
I
8g000
2?500
9
2S00
15000
S500
U600
i
&325
60
I
1$000
9
9
12--000
m
'res de 5J( a
Cocos italianos
de folha de (landres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualro dos nossosa 400 rs. nm
e 4# urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de. unileiro.
Algodo monsro.
AG00 rs. avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao cora 8 palmos de lar^o, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
p^ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
e milho; nos armazen
Nova invengo aperei-
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
[rutos.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corograplua.
Histrica chonologica, genalogica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
coada,
Para a quaresma.
Sedas pretas lavrada, lindos desenhos
corado
Gorgueo de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2 e
Sarja preta larga, covado
1S600
; na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
25000
1 $800
2s500
2;000
g preco ate mesrao por menos do seu valor, a
g, am de liquidar contas : na loja de 4 portas
m na ra do Queimado n. 10. B
Febreto intermtente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Hilvana e Hespanha.
Veadem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral era casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Zrii 22, ea Per-
uambuco.
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Roa do Oueimado n. 31
^%^r dedaPn^,Sarqaume! Rua ix 8*10*1* Nova n. 42
custaram30; a 8$ chapelinhas para senhora:
amado Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 48 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Uamburgo.
SAB6
do deposito geral do Rio de Janeiro : a tratar
com Tasso 4 Irmos.
Farinha de maudioca
nos armazens de Tasso & Irma .is.
Milho
dos armneBS da Tasso & Irmos.
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, scllins c silhes in-
glezes, candeeiros e castigaos bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inclezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na rua da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho Aremvn sito na fregiiezia da Esca-
da, no limite ao Cabo, arredado um quarlo de
legua da eslrada d.e ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo c lodo demarcado '. a
iratar no mesmo engenho cotn o proprietario.
Pechincha.
Vendem-se peras de cambraias lisas finas com
10 l|2 varas a 48500 e 5J, .e a vara a 440 e 500
rs., dilas dechoviscos. finas, a 5>, grosdenaples
prelo superior a l$800e2$: na loja novada
Independencia ns. 1 e 3.
Attencao.
Vendem-se superiores linguicas do sero a
440 reis a libra, presunto de fiambre a 640 rs.,
nunteiga ingleza flora IfOOO, dita franceza a640,
bolafhiirha ingleza nova a 320 : na taberna da
rua dos Marlvrios o. 36.

!
H^


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 14 DE MARCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECLW.TO DE
o
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste cslabelecimenlo acha-so tim completo e variado sortimenlo dos molhores, mais
oleganlese mais bem construidos pianos de que ha noticia. Nao s se cnconlrara bellos mag-
nficos pianos allemes, entre ellos os de CARLOS SCIIKEL o melhore mais insigne fabricanle at
noje conhecido como tarabem ptimos pianos franceses de Erard. A construceao de todos clles o
raiis seguro, o mais lindo e inicuamente apropriada ao clima deste paiz, e as vozes de todos elles
sao excellonles e mni harmoniosos. Este estabelecimento ol'ercco as maiores garantas aos fre-
gueses c aos compradores em geral, porque alm de seren mui razoaveis os precos desles instru-
mentos, ha toda a promplido e fidclidade nas compras ; sendo ah rcspousavel' por qualquer de-
leito que possa existir e que se deva reparar.
Na mesma casa aflna-sc e concerla-se pianos cora a maior perfeicao possivel.
Ra da Imperatriz
numero 2.
Vende-se superior vicho madeira secca, dito
xerez, dito do Porto, chocolate francez, queijo
suisso a 800 rs. a libra, peras seccas a 640 a li-
bra, vinagre branco primeira Borle a 480 a gar-
rafa, dilo segULda sorte a 400 rs., verdadeiro
fumo de Garanhuns a lj> a libra ; a elle, que se
ar.iba
Vende-se urna negra cabra para o servico
de campo, nao viciosa, de bom corpo, cora 9
a 20 annos, por preco commodo: quera quizer,
dirija-se a casa de Thomaz Jos Aftuino Cesar,
na reguezia dos Afogados, no llm das Aras,
junto ao Barro Vermelho.
Armaco.
V'ende-se urna, sera gneros : na ra de Hortas
numero 31.
Vendetn-sc barricas com bolacha
a 2,500 a arroba : no largo do Corpo
Santo armazera n. 6.
DE
Sita na ra Imperial n. 1 i 8 e i 20 junto a fabrica de salmo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Hetaira da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentcs dimences
(de 300 a 3:0005) siraples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos deslilatorios contnos
para reslilar e destilar espirilos com graduado at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
rni'lhores syslemas lioje approvados e conhecidos nesla e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimoncoes, asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee
ferro para rodas d'ogua,portas para furnalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro cora armaco e sem ella, fuges de ferro polaveis e
Vestidos pretos
de grosdenaples.
S Vende-se na ra do Cabug n. 8, cor- ira
l tes de vestidos para senhora, de grosde- 33
naples pjelo com saias ricamente borda- 9
3 das, era seus grandes carios, com o aba- [|j
jj te de 110 por cento do preco que nao ha Q
i mnito se venda, d-se a 70$. 3|
parte, desempenhando-se toda e qualquer encorameuda cora presteza e perfeicao j couhecida
e para comraodidade dos freguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua confianra, acha-
ra na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada paia tomar nota das encormendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa -A. F. de Castilho-A. Gil-Alexandre Ilerculano-A. G. Ramos-A. Guiraa-
raes-A. de Lima-A.de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. r. Lopes de Mcndonca-A. Xavier
Rodrigues Corde.ro-Carlo(Jos Rarreiros-Carlus Jos Caldeira-E. Pinto da Suva e Cunha-F.
Gomes de Amurim-rM. Bnrdollo-J. A. de Frailas liveira-J. A Maia-J. A. Harques-J. de
Aitdrade Corvo-J. da Costa Cascaes-J Daniel Collaco-J. E. de Magalhes Coutinho-J. G. Lobato
f,7 7r i Ur1,aRlVara~,J-^-- da Cr" Ju'"ur' 'O de Oliveira Pinto-Jos Mara
Latino Coelho-Juho Mximo de Oliveira Pimentcl-J. Pedro do Souza-J. S. daSiva Ferraz-
fS?AT?'ti5-/,i "*r;te!!dro. ,0s da Costa-luis Filippe Leite-Luiz Jos da
i"nn v ; r Silva-Paulo Midosi-Ricardo Julio Ferraz-Vulentim Jos da Silveira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalislico e a offerecer aos leitores, con-
tantamente cora a revista do que mais nolavel houver occorrido na poltica, na scicncia, na indus-
tria ou nas.artes, alguns arligos originaes sobre qualquer desles issumptos, o archivo universal '
desde Janeiro de 1859, cm que comecou a publicarse, tem salisfeito aos seus tins, com a maior
exactido e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigua-se no cscriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nof a n. 8.
Prego da asignatura: pelos paquetes vapor 10g200 por auno ; por navio devela 83 [moeda
trasilcira). '
Ha algumas colleccoes desde ocomeco da publicaco do jornal.
Para vender |
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem i
co/inhar e engommar, no Manguinho, em frente :
do sitio do Dr. Accioly.
Pianos venda
Em casa de E. A. Burle & C., ra da Cruz n.'
48, ha sempre para vender um completo sorti- I
ment de ricos e excellentes pianos de lodos os
precos e qualidades, os quaes sao de muita du- '
raeao pela sua boa conslriiccao. Estes pianos
que forara premiados eom a medalha de primei-
ra classe na eiposice universal de 1855, alem
de serem de 7 oitavas e 3cordas,sao de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren) podem cmpralos com 20 ou 30 UiO de
menos que em outra qualquer parle.
Pianos.
Vendpm-se pianos de gosto moderno, autores I
de primeira ordera. eom excellentes vozes e re-
tratos : na ra da Cruz n 11.
Carne de vacca salgada, em barris de 200 '
libras : era casa de Tasso Irnios.
Vende-se superior linlia de algodao, bran- !
cese do cores, era novello, para costura : em i
casa de Seulhall MellorJt C.. ra do Torres
n. 38
Em casa de Henry Forster & C., ruado;
Trapichen. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas idom.
Foges idem.
Arados ideni a 31;000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Fariiilia de Irigo de Iodas as marcas.
Lampees de oalente com azeite proprio.
Com toque de a varia
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos 8 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos cora 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zera de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Qucimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimenlo de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16g at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores rauito superiores
a 35, um completo sortimenlo de paletots de
riscadinho de biim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendera por preco commodo, ccrou-
las de linho (h> diversos tamanhos, camisas
francezas de linho c de panniuho de 2j at 5
cada urna, chapeos frantezes para hornera a 88,
ditos muilo superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13S, ditos copa baixa a 10$, .cha-
peos de feltro para homem de 4S, 5S e at 7S
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dos a 25g, ditas de palha de Italia muito finas a
25jjt, corles de vestido de seda era carto de 40$
at 150$, ditos de pliantasia de 163 at 35^000, i
gollinhas de cambraia de 1S at 5S. manguitos '
de 1500at5S, orgnndys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor- [
les para colletes, paletots e calcas de 3^500 at '
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2^500 i
al 10$ o covado, corles decolletede velludo
muito superiores a 9 e 12g, ditos de go-gurao
c de fuslao brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1^280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9j, grosde-
naples de cores e pretos de 15600 at 3?200 o
covado, espartilhos para senhora a Cg, coeiros
de caseraira ricamente bordados a 12S cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muilo superior, de 12 at 2(>S a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
254OO, barege de seda para vestidos, covado a
ljjOO, um completo sortimenlo de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslo de cores, os quacs se vendem por barato
preco, velludo decores a7j o covado, pannos
Para cima de mesa a IOS cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2-3S00
o covado. bandos para armaco de cabello a
1S500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, e um grande sortimenlo de macas e .mala*
de pregara, que ludo se vende voutade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, purm com a vista dos
compradores se mostrarao
. Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater Sl C, ra
de Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de relogios
de ouro, patente ingles, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
variedade de bonitos traacelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
dem testcniunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle izorain tem seu corpo e mem-
bros inteiramcnle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamcutos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha niuitos annos ; e a maior parte
dolas sao tao sor prndenles que admiran, so
mdicos mais celebres. Quontas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depuis de ter permanecido Ion-,
go lempo nos hospilaes, onde desviara sofTrcr i '
amputacaol Dolas ha niuitasquc havendo dei- ;
xado esses asylos de padeeimenlos, para senao
submelterem essa operaco dolorosa forara
curadas completamente, medante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das tues pessoas na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos dianlc do lord correge-
dor e outros magistrados, aim de mais auteiti-,
carem sua irmativa.
Ningucm desesperaria do eslsdo de saude so
livesse bastante conlianca para ensaiar este re- j
medio constantemente seguindo algura lempo o
mcntralalo que iiecessitasse a natureza do mal,
enjo resultado seria prova riucontcstavelmeute :
Que ludo cura.
O uusueiito he til, mais particu-
lariuente nos seguintes casos.
A I $500.
Anda resta alguna corles de chita rota de cu-
res lixas com 13covados ; assim como tambeni
chita francpza a 220, 240 e 200 o covado : na ra
da Madre de Deus n. 7.
Vende-se ura terreno na ra da Esperanea,
cora 350 palmos de fundo, leudo na frente casas :
a tratar no pateo da Santa Cruz n. 70.
VenJe-se superior sal do Ass e palha de
carnauba, a bordo da barca nacional /feri/e, tun-
deada defronto do tnpichc do Cunta : a ti atar
com Manoel Francisco da Silva Carrico, na ra
do Vigario n. 17, priraero 3ndar.
Vende-se um bonito cavallo com todos os
andares, castanho : a Iratar 110 largo do Paraizo,
eocheira n. 21.
Vende-sel 1|2duzia de taboas do assoallm,
de louro, 7 travs de 25 palmos cada una, 9 en-
chams._ 4 pedras para soleira, urna n.nodo
cal e arca, e lambem urna porcao de tena reina ;
na ra do Cordoniz, taberna n. 12, aonde acha-
ran com quem tratar, das 9 horas as 3 da larde.
Batata muito nova.
Vende-se batatas a 8C0 rs. a arroba e em libra
a 40 rcis: no pateo do Paraizo casa com oitao
para a ra da Florentina.
Escravos fgidos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Oitas do anus.
Erupees e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor nas extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
lfcharoes.
Inflammaeo doflsado
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supnraces ptridas.
Tinlia, em qualquer par-
te que Seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das nas pernas.
U ::'

Vndese
- MYO ARAZEII
DE
Fazendas c modas.
DE
c-:
&
i
I
m
O
I
3
^e
mimm pmiteiiir e iPiMiDia.
3 WC\ DA GLORIA, CASA DOFVIVDlO 3
Clnica por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os dias pela raanha ede tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar animalmente nao sopara a cidade como para osengenhos ou outra-
propnedades rurnes.
Os chamados devora ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manliaa e em caso de ur-
gencia a ou ra qualquer hora do da ou da uoite sendo por escriplo em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Rocife podero re-
meltcr seusbilheles a botica do Sr. Joao SounnA C. na ruada Cruz o u loja de livros do Sr Jo*
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte reina.
-aloja e na casa do aiinmiciante aciiar-se-ha constantement eos melhores medica-
nsenloshomeopathieos jabera conhecidos e pelos precos segilintes;
Botica de 12 tubos grandes, .*.......lOgOOO
n0Sd,e^^0S...............isgooo
Ditos de 36 ditos. ............ 20k)90
Dilo de 48 ditos............... 25S0OO
Ditos de GO ditos. ......... ObOOO
Tubos avulsos cada um. ............ IgOOO
Frascos de linduras........,....".' 2S000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr tradu'zido
era portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........ 205000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10S00O
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 6g000
Neste provcitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos fcitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tar.-ibem do Io de uovembro cm vante, contratos mensaes para
rcaior commodidade e economiado pablico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios. *
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez .... lOgOOO
# momos, de choque ouchuviscos por mez 15$000
Sees de cartoes e banhos avulsos aos creeos annuuciados.
1ML & L
RA NOVA45,
Os proprietarios deste novo estabelt-ei-
jj ni.Tilo que dcsile lioje so aclia alierto a fc
^ concurrencia publica, recebendo directa- j
mente do Paria e Londres por todos os *
j paquetes artigosde modas que ronslilue o A
@ mais bello sorlimenlo de fazendas em apu- >
$t rado gosto, lera resolvido para merece- ?
@ rom a altencao do respcilavel publico, J?
S renderera as suas fazendas cora muita mo- S
^i dicidade de preco. 2
SSSSi SS1ft <* "P st *TV a ^ mS
Vcndera-sc noventa apolicesda Comparihia
de Peberibe : na roa Nova n. 1 primeiro andar,
das 6 is 9 horas da maiihaa.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos A G., ra da!
Cruz n. 10 enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidos marcas dos Srs. Brandenburg Frcres. '
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor- '
deaux. Tem as Seguintes qualidades :
De BraucHburg freres.
SI. Estph.
St. Julicn.
Margaux.
Larose.
ChiUcau I.covillp.
Chleau Margaux.
e Oldekop & Mareilhac.
St, Juen.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris. ,
Madeira em barris.
Cognac cm barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerve.ia branca.
Grande sorlimenlo
DE
fazendas prclas para a
<\ttavesma.
Grosdenaples prelo a I56OO o covado, dilo a
15800. dilo a 2g, dilo a 2400 largo, dito muilo
superior o largo a 2*600, 2S800 e IjJOO, sarja
prela tarrada larga superior a 236OO, charaalote
preto superior a 35 o 35500 o covado, sarja prela
de seda a 2:000 o covado, dita hespmhola a
25800 o covado, panno prelo a 35, 4?, 5$, 6$, 75,
85, 93 e 105 o covado, casemira pela de I58O,
e 2g000, 25500, 258OO, 3j. 35500 o covado, dita
muito superior a j[. superiores mantas prclas de
fil a IOS cada uma. ditas superiores a 12g, ditas
muito superiores a 258, los pretos a 85, superio-
res manteletes pretos de seda bordados e de tilo,
o outras muilas fazendas de gosto por precos
mais commodos do que em outra qualquer parte
u loja do sobrado amarello, nos.qualro cantos
pacrua do Qucimado n. 29, de Jos Moreira Lopes
Tachas e moendas
Braga Silva 4 C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortiraeuto
de tachase moeedas para engenho, do muito
\ acreditado fabricanle Edwn Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Espirito de vinho com 44
a
i
% Estopa.
2 Camisas inglezM.
@ Bisoutos cm latas.
m Em casa de Arkwiglil & C. ra da Cruz nu- .
?.$ mero 61. r.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na rurf do Qucimado n. 2, toja do Preguiea,
vendem-sj pecas de algodo eneorpado, largo]
com pequeo loque de avaria a 2500 cada uma.
Aos amantes da economa
Na ra do Qucimado n 2, loja do Preguiea,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baralissirao preco de 6g a peca, e 160
rs. o covado.
Camisas \>ava meninos.
Na loja da ra do Crespo n. 5 esquina da ra do
Imperador vendera-se camisas francezas para
meninos a 1J600 cada um.
Vende-se um bote grande bem construido
e um escaller novo pregado e encavilhado de
cobre: na ra Ja Cadeia do Recite n. 64.
Algodo com de-
leito, a 2,300 a
peca:
na ra do Qucimado n. 19, est se acabando.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
peca;
na ra do Queimado ti. 19, antes que se acabe.
Algodo monstro
com oito palmos, a 600
rs. a vara:
Na ra do Queimado n 19 vndese este al-
godo proprio para loalhas e lences, por ser
muilo largo.
graos.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
iodos os tamanhos, rodas d'agua paxa engenhos Iodas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os Umanhos^ guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, porldes gradara, co-
lumnas e monchos de vento, arados, cultiva.lojes, pontes, Mildeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e tolas as obras de raachinisrno. Esecwta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal fim foremapresentados. Becebem-se encoramendas nsto esta-
oeleciraenlo na ra da Orura n. 28 A c na ra do Collegio hoje o Iruperadorn... moradia do cai-
leiro do estabelecim"nto Jos Joariiin entender pera aualauer ole?.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
i Kraos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larva do Rosario n. 36
elodos.
Vonde-seem casa de Arkuright 4 C., ra da
Cruz, armazera n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que pelo seu pereito machinismo
pode-se usar coa coterla ouecaj ella.
A 2#000 ris cada uma.
Cobertas de chita : na ra do Queimado n. 19.
.Cambraia
de 320 por 160 rs. o covado,
para acabar, rua do Quei-
mado n. 19.
Cambraias de listros o quadros muito largos,
pelo preco cima, c nao se do amostras por lia-
ver muilo pouco da faenda.
Chapeos de sol para me-
ninos de escola.
Vendera-se na rua do Queimado n. 19, cha-
peos de sol de seda para meninos, a 4$000 ca-
da um.
Algodo azul americano
proprio para roupa de es-
cravos,
por ser muito eneorpado, a 320 rs. a jarda, di-
nheiro vista : no arraazem da rua do Quei-
mado n. 19.
Salmao.
Era casa de James Crabtree& C, na rua do
Cruz n. 42, vendem-se latas com salmao, de 1,
2 e 3 libras, de superior qualidade, chegado pelo
ultime navio em direilura de Terra-Nova,
Bom negocio.
Vedde-se com 75 por cento de rebate, uma
letra de Caininha & Filhos, vencida e nao paga :
quera quizer dirija-se ao Sr. Marcelino Jos de
Brilo.
^ende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America
Jo snl. llavana e Ilespanha.
VenJ.: se a800 rs., cada bocetinha conten
uma instrucco em prtuguez para o modo de
fazter uso deste ungento.
O deposito geral em cssa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
uambuco.
Aviso aos amantes
do barato.
Na rua do Qoeimado n, 8,
loja do Pitanga,
Be est vendendo por Indo qualquer dinheiro, as
fazendas seguintes, como sejara, entre oulras
Grosdenaples preto e decores, covado ljflOO
Dilo preto dilo. "bllO
Seda de quadriiihos dilo r^l)
Gorgurao branco-c de cores, proprio pora
casamenlos q\q
Dilo de cores com algumas pintas de
mofo, dilo 280
Gaze de seda branco e de cores, dilo 800
Chalya da India com 5 palmos de lar-
gura, covado i;joo
Ditos de quadros, lindissmos padrocs,
covado BCO
Alpaca de seda escossez, dilo C0O
Lias de quadros c lindos padi os, dito 400
Chitas francezas du primeiro gosto e
qualidade, dilo 2C0
Lencos de seda para senhora, um 1>(j0
Uilos de cambraia de linho, brancos c
bordados para senhora, um 800
Palitos de Gnissimas casemiras de cores lOgOOO
Ditos de alpaca prela para meninos do
10 anuos 3SOflo
Riquissimas saias bordadas 3-oO
Iliquissiruos casaveques de cambraia bor-
n.da^? 7000
lliquissimos manteletes, de cambraia do
primeiro gosto 105000
Chales de merino branco bordados do
mesmo eom franjas de seda 7^000
Ditos de la estampados, pelo mesqui-
uno preco de ig.-.o
Coleles de gorgurao c fuslao feitos, um 23500
Ditos de verdadeiro veludoachamalolado 7gC00
Coites de casemiras inglezas de quadri-
nhos. um 40500
Ditos de caca-chitas de cores 12S0,
quera dentara de ter vestido.
Aberturas para camisas, brancas c do
coics 320
Corles de coleles de casemira prcta bor-
Jnda 5000
Manas prctflsde seda 11 1)00
Veos pretos com magnificas palmas 10JSU0
Pecas de cambraias brancas com sal-
I-icos 4cgoo
Grvalas brancas de cambraia de linho 1$000
Ditas de linho de lindas cores 400
Mursulinas brancas, covado 260
Corles de vestidos de cambraia bordados SgOOO
Meias brancas para meninos, duzia 2}000
Brilhantina de palmas, brancas e de
cores, covado 320
E oulras muilas fazendas que se lomara en-
faslioso mencionar-so, e ludo se est vendendo
por lodos os precos, o dao-se as amostras com
pen hores.
-I4ilj-JJL
Na rua do Livramento, loja
n. 29.
0 proprietario deste estabelecimento quererido
liquidar uma factura decalcados france/.es, tem
barateado o seu proco vendendo por menos que
outro qualquer a saber :
norzeguins(Jolly) para senhora, aristocrticos, a
I800.
Ditos dito, democrticos a iJsOO.
Ditos(Nantes)para homem aristocrticos, aS>G00
Ditos dito, democrticos a C$800.
Calcados de tranca do Porto aljSOO.
Dilos dilo francez a 1S600.
TAMBEM existe um completo sortimenlo de
calcados fabricados no paiz, como seja :
Calcados do entrada baixa.de couro de luslre, pa-
ra homens, superiores, a 2-5200
Dito sdilo dilo dilo dilo, inferiores, a 1$800.
Dilos focos, de couro de lustre, para homens,
muilo bem feitos, a 3^500.
Ditos dito, de bezerro, para homens, muilo
bem feilos, a 23500. y
Ditos de couro de luslre para senhoras a lg280.
Ditos de marroquim de todas as cores para se-
nhora a 720.
Tamancos de marroquim para senhoras a 600.
Ditos de couro para Hornera a 800.
Dilos de marroquim para menino a 5G0.
Alm desles calcados rncoiitra-se neste esta-
belecimento uma inlinidade de calcados de todas
as qualidades tanto para homens, senhoras e me-
ninos ; a elles antes que se acabem, pois o lem-
po fquaresmal) nao dcia demorar pechnchas.
No mesmo eslabeleeimeuto precisa-se de offi-
ciaes de sapateiro.
Adverte-so para mais commodidade das senho-
ras, que acha-sc aberto o eslabelecimenlo al s
9 horas da noile, c lambem manda-se levar cal-
cados para escollier, c d-se amostras com pe-
nfior.
Escravos aiancndos
1 raoleque peca e 3 escravos para todo o ser-
vido, l escrava iucaniba de idade 18 anuos, 1
dila excellente cozinheira e engomniadeia, 1
dita ptima cozinheira por l:20#, 1 dila de
meia idade por 700$ : na rua das Aguas-Verdes
numero 46.
Vende-se uma fabrica de velas que (o do
Carlos : na rua do Sol c. 33, barali.
Dcsappareceu no dia 6 do corrente, do en*
genho Gameleira, o escravo Manoel. conhecido
por Manoel moleque, de idade 18 a 2() annos, le-
vou camisa e ceroulas de algodo, chapeo novo
de palha e um capote de panno ou bm'ta azul ou
prela bem prelo na cor, corpo regular, olhos
vermelhos, c?ra da mesma largura que o corn-
il rmenlo : quem o pegar leve-o a rua Imperial
33, que receber ljOOO de gratificarlo
No da 6 do torrente fu-iram do" engenho
uchda o escravo Filippe, c/bra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ler 32 annos de idade, falla bem ;
e no da S o escravo Marcoiino, denacao An-
gola, cor fula, alio e secco, sem barba, iom nos
bracos signaos de vaccina, na (esta uma cicatriz
em forma de meia la, eom cima de um dos ps
uma sicalriz que repu.-hou alguma censa a ptlle,
lera a ralla descansada, c bem feito de rosto e re-
prsenla ler 28 annos de idade ; ambos esles es-
cravos levaram calca de algodao azul trancado o
camisa de algodao de lislra, alem de mais roopa
que possuiam, c suppe-se que rcunirain-so pa-
ra seguirem viagem para o soiao do Sobral do
onde o primeiro natural : a qtieth os ipprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles d< r
noticia, ser bem recompensado pelos seu
nos, no referido engenqo Uchda.
So-
pro-
An-
Fugio no dia 6 de fevereiro prximo passado
a escrava Leandra, ctioula, cor fula, olla, ma-
gra, bem fallante, cora os denles da frente po-
dres e alguns quebrados, e com alguns cabelli 3
brsncos, levando toda a sna roupa. Esta escra-
va natural da cidade de Olinda, e ha poocos
dias foi pegada no bairro do Recife por um
I lo, o qual querendo leva-la para casa, foi por
. ella illudido, e evudin-se na mesma ocrasio ;
I por isso julga-se que ella anda por sites lus
acuna mencionados : roga-se a qualquer pess 1
1 que a pegar, que a leve rua de Sania Hita, so-
| brado n. lo. primeiro andar, que ser grailOcada.
.Continua a estar fgida, desde 30 de jara i-
ro do correle anno, a escrava cabra do nomo
Josepha ; lem os signaes seguintes : idade 0 an-
uos pouco mais ou menos, altura regular, ma-
Igra, curta da vista, falta do denles, marcas do
pannos pela cara, cor paluda por ler-se tratado
ltimamente de frieldade : esta escrava natural
do serlao de Cariris; porm desconfa ?e estar
nesla praca onde- lera uma filha forra de non e
Domingas c tira lilho de nomo Matheus, escravo:
roga-se, porlanlo, s animidades policiaes e pes-
soas do poro a apprehenso da referida escrava,
; ou noticia certa, que recoser cncnenla mil ri
de gralificacao, levando-a a sua tenhoraa na
ledade, estrada de Joo Fernandes Vieira.
Vugio no dia 7 de uovembro do armo
ximo passado o escravo I'elippe. de naca o 1
\ gola, de idade 45 a 50 annos, com os' signaes
seguintes : um lano baixo do corpo, cor fula
(testa carregada, olhos pequeos, cara larga, era
barba, falla lina e a voz sempre. baixa, bocea
.larga, com alguns cabellos brancos pelas fontes,
parecendo ser muito mancinho, perm muito
velhaco e meltiiio a curador dcemposlurias, do
; bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
1 mesmo corpo, cujo escravo do Antonio San-
liago Peretra da Coso, proprietario do engenho
Providencia, na reguezia de Agua Pela quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
I recompensado.
Escravo fgido.
Fugio no dia 23 de novemhro do anno passada
do engenho Matapirama, do coronel Henrique
Marques Lins, o escravo Jos, cabra, de idade de
22 annos, cora os signaes segrales: pouca barb.f,
I corpo reforjado, allura baixa, cara bexigosa, so-
braucelhas bem prelas e encontradas, lem marea
1 de relho nas costas e nas nadegas ; este escravo
ha toda a prubabilidade de eslar era Pi> dos Per-
ros, onde foi comprado a Manoel Corroa da r -.
^la roga-se as autoridades policiaes desse lugar
i a caplura do dito escravo, e quem o pprehendf r
leve-o nesla praca a Jos Caralcanti Lins, rua do
Apollo n. 20, segundo andar, ou no engenho ari-
raa da [reguezia da Escada, quesera bem recom-
pensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no da IS
do correle, uma sua escrava da Cosa de nomo
Maria, que reprsenla ter de idade 45 anuos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tem
baslantes cabellos brancos, costoma iraz-r un
panno alado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as raaos foreiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda o'e arroz, nao rolloii
mais : roga-se, porlanlo, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do poro,
a apprehenso de dila escrava, e leva-la loja
do Preguiea, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defnnte
da eocheira do lllm. Sr. lente coronel Sebas-
tian, qne sero generosamente recompensados.
Fugio do engenho Bom Amigo da provincia
de Alagoas, comarca do Porto de Pedras, o es-
cravo iionio de nome Luiz, de 36 a 40 annos Je
idade, altura regular, beicos grossos, troca 11111
pouco os olhos, dous denles da frente .iberios ;
esle escravo foi comprado ao Sr. Joo Belix, se-
nhor do engenho Camulcngue cm Barreiros, por
onde sejulga andar : roga-se a toda e qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegsr e levar ao
dilo engenho, ou no Recife ao seu senhor, mo-
rador no caes do llamos, sobrado encarnado d.
4, onde ser generosamente recompensado.
I00$000
d o abaixo assignado de gralificacao a quem Ibe
levar rua de S. Francisco n. 68 A, seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do corrente, levando um caneco de
folha proprio para cariegar agua, um gancho ao
pescoro, tem 35 annos de idade, falla bem. per-
nas pouco arqueadas; ha 15 dias chegou de ou-
tra fgida, tendo sido pegado era Sanio Ant&o ;
o mesmo abaixo assignado prolesla desdo j con-
tra quera lhe lirou o gancho.
Francisco tolelho de Andrade.
Em 5 do corrente marco fugio lanuario,
crioulo, baixo, cor lula, corpo'regular, sera bar-
ba, bem ladino, bem empernado, purso de bracos
grossos, sendo que um dos bracos lera uma'pi
secca, signal este bem aliente "para ser sreri-
guado e conhecer-se; foi encontrado na tarde
do dia da fuga no alerro dos Afogados, indo para-
o Recife, onde lem uma irraaa forra, tem pai
forro do nome Domingos, morador na estrada J>
Cachang, e irmo tambera forro de nomo Bene-
dicto, morador na reguezia da Varzea : foi es-
cravo do negociante Jos Luiz Tereira, morador
ou cora loja na rua Nova : roga-se a benevolen-
cia das pessoas policiaes, capiles de campo,
com especialidade os pedestres, a captura, le-
vando ao seu senhor no sitio da Estancia do Ci-
qui, que bem recompensar, e prolesla com a
!ei proceder contra quem o aoutar,


'8)
Litteratura.
A FIAISbEIRA.
v
( Concluso.)
Que diz ? tnruou a velha. Nao ouro nem
rojo mais nada ao redor de mim... Qu qucr
Vine? Sinlo que vou morrer...
i. no --mi conseguir della-eousa alguma,
o crindo, e impossivel fazo-la sa-
1. Dcvo enlo lera-la para o ras-
u:m rancla, embora ella me trole por
I uhlicanu.
ttW->si-i i, s.ilurao saliio Sebastin do bosque,
liSpfcrf-aravallo, e curren fazenda mais risi-
pra buscar nina carreta, cujo aluguel pa-
iWimediiiamonto.
onezes ajudaram-nn a tirar a vellia
.1 'launa do lugar em que se linba mettido como
urna raposa. A pobre Velha lenlou a principio
oppor alguma resistencia, porm mui fraca para
iuiarcom os vigorosos rapazes, que a Icrantavam
n 13 bracos cnin prorauco, ccondu/iam para fra
do bosque, alistando os C9pinhos e os ramos de
aores, ella deixou-sc depdr sobre a cairela,
cojo fundo eslava forrado de palha.
Os campoiiezes tangeram os quatro bois alados
an vchirulo, o Sebastin, semclliante ao soldado
que escolta um prisioneiro, collocou-se de um
lado, leudo os ollios filos sobre a velha que an-
da gema.
Nesso tempn, mais de um genlilhomcm via-se
i -.ido a alar bois ao seu carro, para livrarsc
dosatalhosnos departamentos do oeste. Joanna
Ajara, pois, en urna carruaged) asss respeita-
vel. Habituados a guiar seus boisdoeeis ao jugo,
os campoiiezes que ronliecian a velha douda. e
DIARIO DE PERNAMBDCO. QUARTA FEIRA U DE MARCO DE 1860.
limirer aqu, cu llie supplicu I... Liuriitire sebee
o feno com as vaccas, c ocruparei bem ponen
lugar... Nao pos30 deixar de firar junto de ti,
Mara... A senhora disse que quera conservar-
me aqui, nao c verdade?...
O lerror que Mana experimentara vista da
velha douda tuha desapparecido cedendn n lugar
mais lerna piedade. Ella tere cuidado de man-
dar transportar a velha Joanna para urna das
melbores cmaras do castelln. e achara prazer
em trata-la com as maioreg altrnccs.
(Juando a velha e liel Joanna morreu seis mo-
zes depois, ella mesma fe-hou-lhe os olhos,
assiin como esta techara os de sua nii.
Ah disse mademoiselle de I.a Verdiere
sobrinha, quando a velha expirou, os corpos de
nossos prenles, dos 9orihores desle {asidlo,,
mutilados pelas balas, o insultados pela popula-
ra, furarn abandonados nos fossos; o da serva
liel que nao os deixou seno depois de sua der-
radeira hora, repnuse onde clles deviam estar, no
cemiterio da familia I
VI.
A presenca de Mara turnara a dar ao castelln
de La Verdiere a vida e animaran que desde
fe poz-se a cantar um Uo seus cnticos e ou-
tr'nra.
Luiz envergonhado por haver sido sorprendido,
ugiu a toda a pressa, assim como fuera tuntas
rezos a relha Joanna quando os meninos lhe gri-
tsvam : Es-ahi os azues 1...
Fugindo da presenra de Maria o mancebo nao
obedeca somenic aos inslinctos de um humor
selvagem e melanclico ; ello quera a todo o
custo arrancar do coracro o srniimcnto lyranni-
co e violento que ah se enraizara quasi sem seu
conheciinento. Homem do lempo amigo, piodo-
so e resignado elle padeca cm silencio. Quan-
do a mi instara para que se cazasse, elle rr.e-
neava a cabeca, e nao responda. A lembranoa
de alaria nao o persegua sement romo a ima-
gen da felicidatle perdida; assallava o latiibcm
como um remorso.
Nao podia perdoar a si mesmo a affeiro que
lhe tinha, iicui perdoar a ella o ter vodo para
oulra regio. O pobre camponez aecusava-se de
fraqueza, como se fosse o nico sobre a Ierra que
solTresse esses rudes comitales, dos qnaes ura ho-
mem lem niedo do triumphar.
Por musa alguma loria confiado aos irmos ou
muito tempo lhe fallavam. Bem como esses sem- a qualquer outra pessoa o segredo que o alor-
blantcs cobertos de cicatrizes que anda podem mentava.
desenrugar-se, a fachada do anligo castolln, com De larde quando o crepsculo estendia sobre os
seus escudos mutilados, e as molduras meio gas- campos as pimeiras trevas que induzeni irisle-
| tas de Mas janollas, pareca sorrir quando o sol za. parecia-lhe ouvr umv voz que convidava-o
I liascendo a illumnava com seus ratos. Nao ha- a procurar em outra paite o repouso e a solido
viain mais essas janella* cnnliniianiento fechadas absoluta.
I que entristecen ama habitadlo. A moca iacj Quando a mi morreu, l.uz cahio em una me-
, viuha de alto a baxo das oseadas, contemplando j lancolia anda mais sombra. Era um martyrio
i os horisnntes das varandas e das trapciras, como i para o juren fazendeiro licar's nossos campos,
I se por cima dos carralhos que a rodeavam cora em que tudo lhe trazia memoria Maria liando
I seu silencio, quizesse perceber o rumor longin-' alraz de suasovelhas, n em que elle nao tinha
quo da sociedade. Essa sociedado, da qnal na-1 mais mai para Iriliuiar-lhe amor e respeto. Nao
demoisolle de La Verdiere conserrara-a pruden-j lhe reatara mais do que o trabalho, suprema dis-
I teraenle afaslada por uo julga-la anda rapaz de trcelo daquellescujo espirito esl agitado : mas
lavan sua miseria, procuraran) evitar-lhe
lurtes sularanros.
l'.mlim, Joanna adormecen, e anda dorma i apr'seMar-sc nclla com vautagem, penelrava to-
quando O carro chegou a alea de arvores, qu i davia,1 al ocaslello no lempo das cacadas.
tonduzia ao castillo de La Verdiere. A l":i,ora de Mara lizera estrondo no lugar,
Ao rumor que Eaziara as redas gyraudo sobre o lodos 'luerianl ver aquella que vivera vnteannos
eixo, Mana chegou janella do salo, e avistoq "os can'Pus. & representara seriamente o papel
S islo, cujo carallo impaciente, caracolava ao { Pnca. Dobalde Maria se applcara a
la 1) di pesada cairela. tallar, reslara-lhe anda algnm
Miaa lia! exclamou ella, minha lia, cis-
aqui o seu relho criado!...
Quando ella acabara de dizer eslas patarras,
Sebastio soliou a rodea ao cavallo, o tirando o
ehapeo, aiinunciou a roadcmoiselle de La Verdie-
re o feliz resollado de su na pesquzas-
Muito bem responden mademoisolle de
' i Verdiere, mande Irazer me um caldo. Che-
ira aqu umi poltrona, afim de que eu faca
ular-se a pobre velha...
Fizeram Joanna des er da carreta, e rolloca-
m-ita na poltrona. A. velha pareca anniquila-
da ; chorara leudo a cabera inclinada sobre o ''
Madenoisctle de La Verdiere dou-sc pies-1
sa era fazo-la loniai algunas colheres do caldo.
Maria, minha querida sobiinha, dizia ella;
procurando a esta con a vista, rena ajudar-rael
;: fazor Joanna comer.
error que lhe infun-
seu turno a colher e
Mara veueendo a custo o
lia a velha douda, tomou a
ni.ideuiuiselle de La Verdiere assenlou-se junio
d.i pobre velha.
acanhamento,
mas como nao lhe fallava tino nem espirito, com-
prehendia que era melhor deixar cahir pouco a
pouco esse envoltorio agreste do que despojar-se
delle com demasiada breridade,-com risco de per-
der o natural. Todos tonavam por casquilharia
esse resto do rnsticidade, cujos vestigios o tem-
po apagara de dia em dio. Os hospedes da lia,
os prenles, que vinham ao castelln no outono,
felicitaran niuitaa vezes a mademoiselle de La
Verdiere por ter achado una sobrinha lu bella e
lo ingenua. certo c que Maria esludava com
mua rjiscricao as m.aneiras da ta, a qual fre-
queulra s sociedade elegante om sua nocidade,
e com quanlo ella nao tivesse lido anda Floran,
recebia com nio humor o sobrenome de pastora,
que lhe darn alguna lidalgos velhos da visi-
nhanra.
Sen niaior pra/.er era correr a carallo em com-
panhia do relho Sebastio, o qual a segua por
luda a parte na qualidade de escudeiro. Em urna
manlia de oulono, em um desees das era que
para Irabalhar bem mister ter a eabeca livre e
paslorz'ihos eram-vcraadeir.rs obras pumas
Sua Magestade a rainha corlara de son lado rou-
pinha do nuro e serta para todas essas bellas
personagens ; as princezas e os principes res-
liam-nos com um cuidado infinito. Chegado o
Natal, abriam-se as portas do palacio e al dia de
anno bom o poro concoma em multido para ad-
mirar essa maravilha.
Mas ninguem vai a p para a residencia re!
yai-so pelo caminho de ferro. Ora, a reminho
ro ferro perlcncc acorte ea curiosidade publica
deve elevar repenlinnmenle o seu rendimiento.
Comprehendeis a especnlnco ?
O presepio esl promplo.' Devcm rdebrar nd-
le urna novena e um padre ha de presid-la' : es-
se padre ser o zampognaro.
. n
as pitlorescas monlanhas dos Abruz/.io os
mendigos sao lo numerosos como as (ornlgas
Ah I se ellos sao mendigos, a culpa nao sua.
Hobuslos, endurecidos nasfadigas e de urna so-
bnedade miraculosa. bem desejariam trabalhar.
Falta, porra, o trabalho. Quer queiram, quer
nao, preciso emigrar c rai-se raorrer da moia-
r\a no campo de liorna, onde sao allrahidos na
occasiao da cefa pela esperanca de ganhar um
pedacodepo. So as mulheres ficam *no paiz,
para cuja cultura sao mais que sufliccntes. Po-
bres creaturas, to cedo
parecem com mulheres,
Ierra dezeseis horas por dia cm
com a barriga vasta como a algiueir.i, co'u a cu-
beca cheia de desejos. e de apprehense, dei-
xam-se cahir ao p de um marco, esperando o
desconhecido.
O desconhecido se aprsenla logo, sob a forma
de um gendarme que pede o passaporte ao ho-
mem de quarenla e cinco anuos e ao mancebo de
quarlozo.
Assignado o passaporte,* o gendarme, cora
dctis pontaps, levanta o homem e o rapa/, c com
aguello toni inagesioao que conven um esbir-
ro representante da magosta te real, diz elle :
Enlrora e vu para unde quzerem I
IV.
Papoles nao leve somprc uma ITuminaco re-
gular, conservada a cusa da municipalidad. e
son a salvaguarda Jo um regiilamenlo policial.
Aiiligaincnte, quando ura Napolitano rollara ,i<,
Uro ou do baile, de uma visita seria ou de
uma
urna entrnala amo-osa, devia armar-se do u
laiitcnia e de uma bengala grossa.se nao quera
ser assallado pelas prostitutas, e de um estrele
, bem alindo so sua bolsa e sua Tda merecan ser
; seguras conira os assassinos.
Mas, ah I lanlerna. bengala e estrete militas
ao cedo desfiguradas que nao se vezes nao Ihes serviam de nada. As prostitutas
lulheres, Irabalham e cararn a i se aproveitavara dos raios da luz para 9e torna-
ierra aczeseis horas por dia cm proreilo de al-1 rom mais provocadoras, e os ladros saban pri-
gum proprietaro muito honrado, que a noite Ihes var-se del les com o auxilio de uma linda pedra
bem redonda laucada de mui long
Por felcilade velo ao mundo
ura monge, o
mongos na-
alira quatro sidos (HO res) e nm" podare de pilo
rancoso que um cao recusara! Os poneos ho-
niens, que nao emigrara, se fazem pastores e as santo e o mais legendario dos
lodo pastor esseneialmenle zampognaro. politanos, il padre Hueco.
Os Abruz/.ios descem com pequea inclina-
cao al s praias do Adritico e sao sombreados t,r"lre Boceo era amigo intimo do re Fer-
por florestas magnificas, cujos habitantes mais ando I o da rainhaCarolina. Represen-
sedenlanos sao lobos e nrsos. Tambem ah se I lara tambem seu papel de bulTo serio e caridoso
encontrara, mas no verao somonte, i inmensos
r> coracao tranquillo. Luiz nao achara mais nen- rebanhos que passaram o Invern as planicies
hum prazer na lavoura, nem na colheila. Per- da Apulia.
seguido pela necessidado de renunciar a ludo,
elle caniinhava por veredas desertas fazendo Ion-
oraees.
gas
Esses rebanhos andam lodos juntos pela mon-
tanha durante o dia inteiro, mas assim que a
noite npparece no hortsonte, clles procuram-se e
(Na noile do da em que completara Irinln an- acham-se com um admiravcl instincto, de sorle
La Gaudmiere disse pois a seus que s filiara chamada as ovclhas devoradas
pelos lobos e nunca se viu um carneiro perten-
trmaos :
Meus irmaos, rosss nao precisam mais de
mim, ja eslo grandes e em i Jade de se cazarera.
Amanhaa depois que eu me tirer retirado, abram
meu bah e repartam enlre si o que aclnrera de
roupa e dinbeiro.
Na inanha segiiinte antes do lomper da au-
rora elle sabio de vagar pela porta do jardn,
saltn a sebe e lancou-se alravez dos campos.
Quando alraressara o prado, os bois que estavam
deilados sobre a re va leranlarara-se cuidando
que elle rinda busca-Ios segundo o costume, e
carninharam ao seu encentro
O fazendeiro afagou-os brandaraente com a
mo, conlemplou-os durante alguna segundos
com o coracao angustiado c os olhos cheos de
lagrimas serr poder resolver-se a deixar esses
rudes e doceis companheirns de seus trabalhos
diarios. Da repente cantn a cotovia, o sol mos-
treo seu disco vermelho alravez dos alamos, e o
nao faz trio nem calor, om que o corno adiando- relho Abrigo appareceu ao longo arejando a'rel-
lornou a velha ; dexc-mc ,
depois heide por-me ora- ,
Teulio niedo quando nao
I rguntou ella pegando-lhe dasmos.
tallando assim, contemplara com piedade pro-
funda essa niulher meio mora, privada de razo,
i >lada de fudga e de miseria, c que cornia
anda cora certa aridez, como o animal, que
sostena al o fim o instincto da conservacao.
Furtaram-me o meu Ihcsouro, responden
Joanna era meia voz ; se foi a senhora quera
rao tirou, restilua-nc I... Entio nao ha azues
aqui, visto anda achar-se oque comer?...
Joanna, toruou mademuiselle de La Ver-
dino, veja aquello retrato : conhuce aquella
inulher ?
Nao rejo nada,
dormir um pouco, e
mente caminho ..
t'Stou nos bosques...
Voss esleve no cmbale de Dol, minha boa
Joanna .'
Sin, estire., c rauilos outrosque de la nao
voltaram...
E a nicnina... sabe?
A menina... Ah! meu Deus, perd o meu
th eso uro Coitadinba Quando vier a paz, nao
i mais ueste mundo para dizer-le o meu
segredo... Fia, minha guenda, fia alraz de las
oveihas!... Os azues os azues \ dcixe-me
fugir...
Joanna, ronliiiuou mademoisclla de La
Perdiere, a nie.iina nao fia mais, nao segu mais
as oveihas !... Os luizes de ouro eos pergami-
nhos, lujo j fui achado, oure ?
Ah quercni fazer-no fallar, mas nao que-
ro I Deixcm-me disse a velha tomando seu
b.isln de azovinho. Para que me tiouxerara
a j 11 ..
li-ntou levanlar-se. mas as forcas abandona-
ram-na, o ella lornou a cahir sobre a poltrona,
laudo um gemido.
Minha boa Joanna, vosse ficar aqui com
seo, lornou madenoiselle de La Verdiere ; ha-
remos de ler cuidado de sua velhice. eixe o
Joanna, minha boa Joanna, como est voc? fSeJ5 Pcr,et0 equilibrio d ao espirito toda a 1 va para procurar a pista do senhor. O primeiro
liberdade de meditar c de lembrar-se, reio-Ihe raio da inanha a vida, a esperanca. e nao a
phanlasia ir at a fazenda de La Gaudiniere. Mui-! hora da eterna despedida I Luiz sullocado por
las vezes tinha mandado buscar novas da velha uma emocao quo nao podia vencer cambafeoo
Jacqnelne e do seus filhos, mas nunca so atreve- como um aihleta ferido, depois rednbrand de
a ver essa fazenda era que passra a ; energa para lular cora esse esmorecimento pe-z-
primeira mocidade entre quatro rapazes selva-
geS, como ella, como ella limidos e submissos
regra austera do derer.
Quera por ventura satisfacer uma simples cu-
riosidade, fazer um acto de pulidez para cora a
geneiusa familia que a acoihera pobre e abando-
nada ? Maria nao o ndngou, e parti vestida ele-
ganlenienle como se fura visitar alguma castel-
laa da lugar.
Qnando avistou a fazenda de La Gaudiniere,
lodos esses campos cujos nomes ella sabia, tor-
naran! a povoar-se de lonbrpncas. A pastora
que a substituir, rapariga forte, 'e de mus ver-
melhas, liara no mesmo lugar era que muitas
rezos a roca lhe escapara das ruaos fatigadas.
Voss do La Gaudiniere ? perguulou ella
rapariga.
Sim, responden a fimdeira ; l eslou cm-
pregada desde que a outra relirou-se...
A fazendeira e os filhos gozam ba saude?..
Os rapazes eslo no campo. O mais relho
trabalha na laroura cora o mais moco, os outros
corlara as giestas ; quanlo duna da casa, ama-
nhaa hao de fazer oilo dias que foi sepultada. .
Como exclamou ni.idemoselle de iloisfre-
nais, ella mnrrcu e nao fui avisada 1... Sebastio
vamos adianto; ala oulra vista, minha boa moca.
Era chegada a hora da ceia. Os quatro irmos
asseutados mesa comiam, lendo todos acbela
seus chapeos cobertos de crep. Ao rumor que
I os cavados fizeram. Abrigo lati, e correu cora
colera ao encontr dos cavalleiros ; depois reco-
nhecendu a voz de Maria mauifeslou sua alegra
: dando mil saltos.
_ Aquiele-se, Abrigo! aquiete-se, meu pobre
cao, agora eslou com um rostido de seda, e nao
lhe perroiltido por as palas sobre meus joelhos..
se a correr com toda a sua torca. Assim saltn*-
do as sebes e os fossos fugio banliado em lagri-
mas tendo a cabeca era fugo.
La Gaudiniere com seus campos e seus prados
desappareceu pouco depois atraz das collinas.
Quando nao vio mais nada do quo lhe avivar
cente a tal dono perder-se entre os carneiros de
ouiro. Comiudo esses pobres animaos sao mar-
cados, mas por excesso de precauco.
Os pastores segoem de longo o rebanho. Sao
acompanhados de enormes caes, que lem o pes-
coco forrado de largas coleiras armadas de prc-
gos. Bases braros caes se oceupam penco cora os Wllotir um pouco....
carneiros, pois sao animaes nobres aos quaes!
nao agtada oofficio de guarda e que preferem, '
como raleles hiladores, fazer aos l>bos uraa
guerra enearnicada.
Nao ha rousa mais dramtica do qe esses
ce rabales entre caes e lobos. Quantas vezes nao!
se lera risto um desses mastitis decomprido pel-
lo branco arremessar-se heroicamente sobre
dous lobos gigantescos, fazer mararilhas de la- >
lica n de bravura, salvar as oveihas roubadtese!
por fim, j meio morto, matar os ladros coin a
ultima dentada! Os pastores, desarmados, sel
conservara cm distancia e admiran o espectcu-
lo. Apenas tom-am parle com a voz e com091
gestos. Terminado' o combale, enloam un coa-1
tico de victoria, soprandn na sampogna e quan-
do lem soprado a fallar, doilam-so e passam a
sesla' sombra ds- uma arvore ou de um ro-I
chedo.
Assim passam quatro niezos- do anno os pegn-
reiros dos Abruzziosv li quanto ganharn '? quatrei
francos e meia libra de sal por mez ; libra e
meia de pao e urna-escudella dto leite por dia ; <
nm par de sandalias para lode a e.-taco. Tanto
peor para o zampognaro- se o- lempo e os espi-
na-1
que o re temando l o estimara um pouco mais
do que a seu povo e sua magestade a rainha en-
gulla sem pestanejar as verdades, algunas vezes
mu bem temperadas, que elle lhe apresentava
com utuitas astucias era algararia.
L'raa noite o padre Boceo dase comsigo
Ah os salteadores tomara a liberdade do ce-
gar as lanternas burguezas .. Vejamos agora se
oiisanam apagar as lampadas do bom Deus!...
(atando sao apandados quebrando as lanternas
burguezas inandam-os remar as galeras de sua
magostado por uns Tinte annos !... Baga le la !...
Se ellos, porera, apagassen os lampeos divinos
poder-se lna enforca-los alio e malo-o depressa .
Pens que esses inimigos das luzes baviam de
leinbrancas tao charas ou lo dolorosas, Luiz re- n-hos acabara de romper seus andrajos S I)
cobrou alguma serenidade. I>?rosario na mo ha de renora-los. Tanto peor se-chove ou se
elle eamnhou durante mais de quatro horas a renta o zampognaro nao dore nunca abando-
passo firme. Chpgando em fim charneca de mrsen posto; apenas lhe permiltido ir uma
Begrnlle, deseobrio os muros do ura comento de vez de quin/e em quinzrdia sua aldea para
Irappistas de Bdlefontaiie. mudar de roupa se por acaso lem duas camisas
Era o as) lo para o qual se dirigja, o lugar em e anda deve estar do valla na mesma noite!
O padre Buceo poz logo em pratca ea idea.
"Fizeram-se nichos era tolas as quinas (tos ras e
nelles foram enllocados pequeos aliares, onde
se admira anda boje um Jess Crucificado, aos
pus do qual se conserva ajoelhada una boa mu-
her de gesso ou de nradeira, que lia pouco sppel-
lidaram a tlaona de Salchicha, ou a MaOma de
panclla. Por cia do aliar de cada nicho sus-
pendeu-se uma lampada eo padre Buceo obtevo
porsua eloquencia que o azeite fosse ornecido
pelos liis, em signal de piedade.
Assiin aples achou-se Iluminada em monos
de dous mezes, nao mui bem, mas quasi bastan-
te. Os assassinos, mui supersticiosos, nao o sando violar a reosle illuminaco, riram-se
obrigados a trabalhar s claras, o que prejudi-
cara muito ao sen commercio.
Pielro Zcrbi approwmou-se, pois, de uma des-
sas editle do padre Boceo-, ajoelhou-se e rezou
dorante um minuto. Levantou-se depois, soprou
om toda a forja na zamjpngna e logo consegua
fazer sahr, do odre elido de vento, sons queixo-
sos como suas inquiet,i";es-,ou alegres como suas
espera ngas.
Pielro Zerbi uo era an zampognaro ordina-
rio ; tinha um corlo seutnenlo da harmona e e-
iislrunenio fanhoso, sabia-chorar c rir sob seus
labios e seus dedos.
duas Iwras antes de romper o da, e sampognaro
lem o direilo de opparecer era cas* das pessoas
que o chamaran. Assim durante lodo'o mez de
dezembro, os Napolitanos sao obrigados a nao se
qucixarera de seren acordados de-madrugada
por uma msica que desperlaria os morios. O
tampognaro um flagdlo que aples defe
solTrer durante as quatro ultimas semanas de car-
da anno Em lodo o caso que importa isso To-
dos se habitan) perfeitamente ao rodar das car-
rnagens c a zampogna nao canta pelas ras se-
ii.iu das cinco horas da inanha al as seis da
larde !
Entretanto desafio a qualquer epo nao seja sur-
do e ten ha ervos, a resistir s ao accorde de
nina duzia de zampogimi. Eis porque osduzen-
los ou trezenlos zampognar^iic passagem em Na-
polcs, se leranlam todas as manhas antes d'an-
rora e rao preparar seus instrumentos fofa' da cf-
dade e o mais longe possirer. Nao sei rorrfo-'quo
esses infelzes podem repassar a barreira siosrdn
corpo e alma. Ah se S. S. o rei liresse c-avido
una vez s, na distancia de meia legua, essrier-
rivel accorde das zampogna*. apressar-se-hia em
substituir esse supplicio pela fa-mosissima etftfa
do silencio! Mas passemos adiarrte.
O zampognaro est prompto. Entra porlanlo
na ante-camsra, onde preparara ordinariamente
o presepio com a boa Virgen, vestida de seda e
o mesmo Jess semi-n. Acrende-a lampada,
tira o chapeo e o p diante dos p. Endirei-
la-se, e, em pe, enloa a primeira aria. O toca-
dor de gaita de folies, depois de have-lp-acoHipa-
ndado por alguns segnmtos, murmura umt ende-
cha em voz falsa e dolorosa. Finda-se esta no
lira de cien minutos, o zampognaro gast.? o ul-
timo sopro, apaga a lampada, toma o chapeo, e
corre para outra parte, derribando quem o eMor-
ra e derribado por quem eMe embaraca. A<;ri e
l d-se a mesma suena, de manlia, noite;!o-
je e amanhaa.
Que o dono da casa estoja 01? nao ahi, que dur-
ma ou jante, que jogue ou beba-, nada inquielao
; zampognaro. Faz a sua tarefa-sem que alguem
o suspeile, salvo ascreancas e amda. Beal
i mente o zampognaro s se oceup-a com o pre--
| spio. E com elle, s com elle qjte tem alguma
cousa o rer, c isso deve elle deserrvpenhar o me-
lhor possrel para satsfacco de seu confessor e
do froguz, ura pouco para satsfocco de sua
consciencia, e multa para a da bolso" vasia.
Suppondes naturalmente que a endecha can-
larolada peto companhero do zampognaro
nada lera ik> impiedade nem de ridiculo. Em
todo o caso o que que islo prova ? Nem o
zinnpogntro, nem seus ouvinles, notam islo, o
tocador de g-aita canta lo pial e o co-, nao vos
esquejis, est' calcado das boas inlenr'-ei
VI.
Vi um dia um larrpognaro ealabw,pois
tambem costumam vir da Calabria,voibe de
cabellos brancos, estemiido na calcada e-choran-
do como ura humera chora....
O que tens, pobre relho ?
Um es ldanle acabo de furar-me 3f zam-
pogna com uma canivettoda... Nao lenho'mais
pao !... nada, mais nada para aquelles queme
esperara na Ierra !....
Um Inglez que passava e que ra da caaivet-
da, retoinoii immedialameiXe seu sangue fri e
veio gravemente por uma moeda de ouro uamo
do velho zampognaro:...
Nem senpre ha Ingle/es em aples,sobre
tudo boje em dia,mas serojra ha garotos.
A sobriedide nm das-conoas admirareis no
zampognaro. Ella- maravilhosa, sobretudo
quando se cuida no- enorme cwisurao deforc.is-
rifaos que obrigado um homem que duranio
que desde lanos arrnos elle era atormentado pelo
desojo de rsepultar-so. A elle, pobre campo-
nez. era preciso um reiiro mais absoluto que os
do Bocage, uma solido sem horisoule, uma rida
sem sorriso.
sompogn. O ruido da seda que pasea e os ac-
Nein ao -menos tem tempo de abracar sua mu- cordes do piano prejudicam ao seu effelto. As-
llwr e seus filhos,se nao prefere bal-los,ou sentado, porm, sobre um-roehedo, no come de
dar boa noite sua relho mai. O zampognaro ul" dos picos dos Abruzzics; ouv cantar ao lon-
se-mpre escraro de seu rebanho. jgu-a zampogna. Seus sons-agodos ressentem-se
Tambera escraro de seu amo. Mas de quo i da melancola da noite vaporosa que vera des-
Sacudioapneiradeseussapatos.no limiar do serve fallar das-pessoas das qnaes dependen os I cendo lentamente pelos montes. Repelidos,
I claustro, e lerantou o nartcllo da porta, a qual; pobres pastores dos Abruz/.ios?' para explicar amortecidos pv|0s echos Icnginquos de profundos
10-se para tornara fechar-se sobre elle. Era sua indolencia e suas arbitrariedades, serme-hia I dosfiladeiros, lera um acompanbanento que tur-
preciso remontar causa, e oaum est muito al- "aria Mvino o menos harmonieso dos themas : a
lamente rollocada e mui divina-, para o lu- j brisa que geme sob a folhagem, a harpa eolia da
mildepnlor do zampognaro. O despolismo ovilla sonta natureza.
o hornem-at toma-o despotm
.Mais eis-que- as piimeiras neves branqueam as
mue,iiihas e que os rebanhos se reliram, ezpel-
lidos pelo invern. Enlo, apcnns-lem a uioula-
nha mudado de roupa, como dizem elle, sao li-
cenciados os pegnroiros extranumerarios o des-
cansara durante oilo mezes com l francos
Nao comiudo as cidodes-queconvrn ouvr a | um da dedezessele haras.e durante um mez in-
Seiro, enche com seu sopro um olre que se es-
basio ; dime a mo para beljar. essa mo que
fechou os olhos de minha querida irma, e rece- Sebastio, segure-me o cava lio.
leu della um deposito sagrado... Mademuiselle de Boisfienais linha-sc apeado.
.v velha ergucu os olhos com espanto di-1 Wrigio-epara portaa.da fazenda eenlrou.Opra-
zendo : i lo de Luiz eslava fumegando em seu lugar, ma3 o
Quem a senhora ?... Onde eslou
fazendeiro tinha fgido. Os outros tres rapazes
Est era casa de niademoisellc de La Ver-1Ieranlaram se com ombaraco. Apenas o mais
, em casa da irua de mademoiselle de nioco tero a ousadia de trazer uma cadeira. To-
'. lisfrenais... Eolia quera lhe falla... Ha mui- dos estarara em p immoveis olhando para a mo-
lo lempo que fui feila a paz... 5elegantemente vestida que procurara com a
Nao ser mentira ?.- Entretanto furlaram- v'sla grande Luiz.
me o que eu tinha oceultado, odinheiro eos pa- ~ Meus amigos, disse mademoiselle de La
peis de minha ama... Talvez a senhora diga a Boisfrenais, enlo sua mi nao existe mais neste
verdade, porque lem uma da^ucllas brandas vo-
zesde ouii'ora que eu tanto goslava de ouvr...
Bem quizera eu comprehender o que a senhora
mundo !... Como a deixaram rosss morrer sem
me mandaren) chamar?... Eo tea lido a con
solaco de abraca-la ainda e de pedir-lhe perdo
. porm minha pobre cabeca esl'perturbada... P^las impaciencias que lhe causet.
Teiiho padecido tanlo !... Eslou louca, minha Os rapazes choraram ouvindo estas palavras, e
l a senhora, c de balde procuro lenibrar-mc e Mathurin, o menor de todos tespondeu com ira-
pensar ; ludo isso cscapa-roe como uma fuma- pertubavel franqueza :
ra... Ah! duro ver c ourir uma pessoa que | Ah' nao foi nossa a culpa, senhora, Luiz
nao exslcra mais !,
; monlou na egoa para ir chama-la ; mas fc-liou-
Madcmoiselle de La Verdiere lomou enlao Ha-1 'he o animo a unta legua docaslello... Aseuliora
ria pela mao, e collocando-a entre os joelhos da hem sabe como elle .
velha, pergunlou-lhe :
empallidcccu,
e diante de
sua ilha, res-
V esta mora ?
\ velha olhou ; depois corou,
e crguendo os braros exclamou :
Madama de Boisfrenais .. riva
mim !...
Ah nao ella, Joanna
pon leu Maiia brandamciile.
A velha levou as mos fronte, c derramou
urna torrente de lagrimas.
Tens uma voz que faz chorar... Caminha
un pouco, minha pequea, nao vs longe, por-
que eu nao poderla vcr-le... Ah sira, s tu,
minha querida, minha coxinha,. adornada c bella
como la m, em ntti caslellu... Enlo os azues
ji -'foram!... Minha boa senhora, deixe-me
daquelles que antes querer morrer p-aFa si mes-
mos do que viver em ura sotfrrncnlo intil.
Un anno depois do dia cm que F.uiz de La
Gaudiniere enlrou no convento de BelU-fontaine
Maria Boisfrenais easou- com um gcnlilhmem
dos arredores de Chalillon. cujo pai- .ilquirira
cerla illustraco as guerras da Vende. '
Fazendo este casamento mademoiseUe- de La
Verdiere eslipulou que sua sobrinha viria com o
marido morar cora ella ao menos sei mezes do
anno.
Nao poda consentir em separar-se inteiramert-
le daquella que a Procidencia lhe dera para con-
solarlo de sua velhice.
zf.ooohk ajurii.
[fevue Cunlempi:r.(iino.
TYPOS ESTRANCrEIROS.
O Zampognaro,
I
!1o ha, segundo pens, unta s fa>mlia em
aples, exceptuadas-as familias ultra-volteria-
nas, que quanlo ao mais nao sao logalmonlc re-
conhecidas pelo gororno que Deus infligi ao
reino das Duas Sicilia, nao ha uma so familia
catholca que nao levanto para a testa do-Natal
seu presepio era honra do Menino Jess. Quando
os grandes nao sao demasiadamente supersticio-
sos este milagro risto na burguezia e as
ctassfis elevadas,o cuidado de construir 0 pie-
doso thealro e de omo-lOi confiado ;'.s enancas
que cora isso mu>lo- se divertem. A\"s-vezes a
mi dlgna-se aconselha-los e ojuda-lc, pois im-
poita-lhe, era sua q 6500 res, ] ganhos em dezoseis-semanas.
Cora ludo preciso virer.
A raulher ficar-em casa e fiar noite e dia.
Os filhos correro pelas aldeas i pelas estradas,
eslendendu a mo aos viajantes. O mando e o li-
Ido primognito, Pielro Zerbi e Piulo, por
exemplo, mendigando de rilla*era villa, ca-
minliGro para aples, onde" chegaro pelos
lins de novenibroi
III.
Dezembro o mez do zampognaro. A 8 cele-
bram a ffesla da Inmaculada cnceico ea 23 o
Natal. Desde o dia S, acha o -.ampognaro em-
quese empregar, o, sem diffieuidade.se ja fez.
uma.viagem a Napolesi S lem-que apresentar-
Pielro Zerbi.tera sido artista se o acaso nao o
houvesse (cito-xampognaria, Assim vio-so lu^o
rodeado de nm pequeo circulo de basbaques e
de velhas sabidas de seus antro. Quando aca-
bou-sua primeira sernala, uma-camin-nionrie,
sem se mech'er da mesa, diente da qual eslava
sentada, Iroeaodo prata por cobro, chamou econ-
vidou o zan ignaro a rir celebrar era sua casi
a novena do Menino Jess. Ao mesmo lempo
entreabro-so nina janella, um -triodo moco lan-
euii ao pobre pegureirodosAbrimziosum aordem
que lhe tez viro sorriso aos Ubiooe a esperance
ao coracao; era lomado pela mulherde um pro-
curador !
Pielro Zerbi o seu lilho continuaran alegre-
mente a sus-rolla e recolheram aqu e all fre-
guezes que preraeltiam ser bons
Entretanto-era noite escura. Pielro Zerbi e seu
lilho estavinibcm cansados. .'
Ordinariamente os Abnizz-iauos vo dormir as
vasia mui depressa;... Se, porm-, o zampognaro-
ccmiesseem Napolss-oque lhe reatara para dar'
a sua familia na Calabria-oh nos Abruzzios ?...
fi"Cuida em nao morrert e 0151040.
Pielro Zerbi e seu-filho, tendo- ambos magn--
soSrdenles e ura estomago como- o leilor e eu,
coMSumiam diariamente seis grao- {80 rs.) de pao.
E anda diziara' mullas -vezes :
Nos bem pode:ianios ter g;sto smente tres
g;os !
Quando as pessess -piodosas p/)"swim nisso,
!ia nimias que nSo lomain esse (rabalho,do
aos sens eampognari os restos do jantar do dia
antecedente, e elles fazem exceHente cara a esse
presente : enebem-sopor ires das--pelo menos,
talando com os gatos.-
Estesonho,fazer uraa refeicf-nsiegundo o seu
r.ppeiite,Pielro /irbi o realisom ama s vez.
Seu (ilho ficou doenle.
Has est chegado o grande di:,-o dia de Na-
tal, odia do pagamento.
'. o i familia que dsse tres zafhni [i60 rs.)
pdasduas novenas, deveria ser f!as#i'fcada enlre
as-nra generosas. IWin ordinariamente um lari
Ors.le inuita .Tjjnle pobre d renos anda.
tsoaearlinie aos Inri se ajuntacu-a uzerta, uma
especie de terco feito-dc castan.-is, figos, biscoi-
Infaas, e urna mo cheia de arelaao e amendoas.
As-pessoas mui ricas-e mui cariilosas faro lam-
pognaro. pois traca comsigo sen lilho para tocar I beca. Bem entendido que os hospedes dosse-
a gaita de foll-s-e cantar asqnadras da novena. O chiquero nao acham mesmo uma cama de vento.
Sim, bera sei, disse em meia voz mademoi-
selle de Boisfrenais ; elle fugio quando avislou-
me, nao verdade".'... Sua sopa resfriara-, devo
relirar-me. Ja que sou aqui um objeclo-de ler-
ror, nao voltorei mais. Adeus, meus amigos,
aperlem-me a mo, ionios por muito lempo ir-I
mos... Nao rollarei mais; poiin se rosss pre-
cisarera de mira, eslarei senpre prompta a sef-
vi-los.
Tendo fallado assim, ella afngou o cao pela ul-
tima vez e tomou a montar a carallo. Quando
dobrava o ngulo do jardim, distingui por cima
da sebe o chapeo de Luiz que a conleniplava de
passagem alravez dos espinhos.
Adeos, Luiz, adeos, meu irmo gritou-the
a moca cora voz vibrante.
zampognaro sera gaila de tulle e sem canto,
chamado pappagallo, papagaio, n lago desde-
nbosareenle. Alem disso preciso ser mui pobre
para mandar celebrar por esse meio-zampogiuro
a santissima fasta da boa Virgem'ou a do Menino
I Jasus.
I Pielro Zerbi deixou na Ierra sa mulher sem
prorar que sua piedade de bom quilate, alias' P*. seus filhos-esfarrapodos e seu pai ceg......
poderia compromatler gravemente nao s a sua | Todos a monede Dos e das almas caridosas-i
FOLUETIll.
Conslanca Verrier.
pro(>ria posieo para cora o mundo, raas tambera
a dos seus para com a polica.
Todas as familias sao pois obrigadas a tercm
era casa seu presepio.. O proprio mi tambera o
tem. O presepio real era e deve ser anda ho
je, diga-se de passagem, uma excclenle especir-
laco.
Femando Ilo-maor capitao desle socolo, oo-
mo sabis, Irabalhava a rnadeira quasi lo bom
como a lorneava seu avo Fernando I, o Ilustre
fabricante o distribuidor de caixas-delabaccv. Em
sen lempo, o& hospedes do presepio real ewm
fabricados por suas augustas in.is e se os~seus
5. Josd,as suas riroem-Jfaria. os seus Megos i*
os seus liitrros erara delicadas esculpturas, seus
Se reio a aples, foi para ganhar pao e algu-
ma roupa [vara a mulher. os l'thos o velho pai.
Infelizmente nao corfhece elle a grande cid-ade
nem um s de seus habitantes. Apenas poiio- en-
lender a algaravia dos Napolitanos.
Chegou al a barrebra- com alguns comparto-
tas, zampognari como olio ; mas estes ahi o dei-
xaram, nao quereode guiar nm concurronto e
lhe dsserant : Eis-ie chegado Pelcidada<, Pie-
lro Zerbi, e nao te deixos rutbar !
Conselho til, pisque ha em Napoles.misera-
veis bstanle impos par.e roubar os nemligos.
No entretanto aples, a cidade mais.calholica
do nrido.
Pielro Zerbi o Paulo, opprimidos de fadga.
Ahi deiiara-.se no chao, em ura rasto telheiro. I
eslendidos, ou antes amnica Jos, uns sbreos^
outros.
Pielro 2rbi nao teria dormido melhor ao at |
livre sob a columnata de algum palacio esplenr
nido? Sem duvida ; mas lembrai-ros que Pielro
Zerbi zampognaro e nao lazzaroni. Ora a po-
lica s permute a este nao-ter domicilio, porque
o lazzaroni o bom amigo do rei !... Ettrcm*
geiro, nao vagues pelas ras de aples ao da.
rao da la Os esbirros te prenderiam por ladro
e como tal tratar-le-hiara... salvo se lo conside-
rassem como poltico ; r.este caso serias tratad
como assossino, infeliz sslrcwgeiro !
Pleln Zerbi pereorreu. todos os barros d. ca-
pital. As boas almas nao foram insonsirsis-ao
seu talento. Elle recolheu pcelas para seas fi-
lhos, sua mulher e sen,relho pai !...
Se-todas as novenasooraeeassera a hora ilva, o
sampognaro nao podrira presidir a mais do duas
ou tros, c nao ratera a-pena rir de lo longe para
to pouco. Mas o fregu* de accoramo.iai e
pon
GEORGE SAND.
IV
l Continuaco.)
O que me consolou foi ver chegar em pro-
fessot de linguas italiana e francaza, o um mes-
tro de msica ; ambos idosos e graves, que me
tralaram como uma lilha de boa casa e emprega-
rara todos os seus cuidados em instrur-me. Det-
tei-me ao trabalho com ardor febril, e em seis
mezes liz progressos que oulras nao faram cm
seis annos. tu empregava nisso orgulho, ura
orgulho da consciencia e do coracao, querendo
alliviar os sacrificios do meu berafelor, e mos-
Irar-lhc o meu reconhecinienlo.
Elle ta lodas as semanas passar um dia com-
migo. Chegava muilo cedo, informava-so dos
meus esludos, examinava os meus cadernos, ou-
via o meu canto, dava-raeconselhos muito inlel-
ligcntes. e cscolhia as mirillas leituras, levndo-
me lhros ao meu alcance, e fazendo-me conlar-
Ihe o que cu tinha lido u'aquellcs que me dra
na semana precedeute.
Apoz esse examo paternal, fazia-me cami-
nhar para bem da minha e da sua saude, segun-
do elle dizia. Eu lhe tinha prometido nunca
sabir senao com elle e cumpria a minha palavra.
por isso que me levara a dar um passeio de
("J Vide o Diar.j n. 58.
duasou Ires horas, p, em ura prado inmenso,
que lhe perlencia. c que rodeara o parque. Sua
conrersaco era encantadora, elevada, iuslrucli-
va amarel e persuasiva, poni que posso bem
dizer nunca ler encontrado um amigo lo distine-
lo e lo perfeiio. Suas maneiraa e linguagem
eram de singular easli lado. Nunca lhe escapen
uraa palavra, uraa idea, que podesse justificar as
apprehenses vagas que eu tinha concebido no
primeiro da. Comecei a depositar nelle uma
confianra absoluta, cega. Encostara-me ao seu
braco, como se fosse sua lilha, e beijara-lhe as
mos brancas com religio. Elle sorria branda-
mente ; o seu bello roslo fino e aristocrtico li-
nha uma expresso de serenidade ncrirel. Quan-
do chegara e quando me deixara, dara-me sem-
pre um bejo na testa, e nunca mais lornei a v,r-
ilie no rosto o sorriso singular que, por instantes
me assustra, quando o enconliei pela primeira
vez.
Depois do passeio, ceiava-mos juntes, e elle
fechava-se depois no seu gabinete para trabalhar
era uma especie de obra scienlifica que recusba-
me dar a ler, dtzendo que eu era mulo mona, e
parlia antes de ler eu acordado no dia segui'rile.
Eu era perfeilamenle feliz, e cousa horrirel
de dizer-se, nunca me achei as condicoes de
uma felicidade lo pura e to completa. As pri-
meiras relacocs da minha educaco, era pouco
seguidas denoces mais extensas, obriam-me a
ntelligencia e o coracao alegras, cuja existen-
cia eu nao suspeitava. Tudo me apparecia como
na risonha luz da manha, tudo se rae rcrelara
com a magestosa rapidez de um crgucr do pan-
no em uma scena esplendida. Cada da, cada
instante era uma inicaco. A litteratura e a mu-
sica abriam-me perspectivas radiosas em que eu
me atirava como um menino coudiizido por um
genio um jardim mgico.
An mesmo lempo que o meu espirito abra
as suas azas, o meu coracao, a minha razo, a
rainha consciencia, e ousarei dizer ? a minha re-
ligio desabrocharan! em mim como os flores do
co em um solo abencoado. Eu senlia que po-
da amar o bello e o bom, e aprendondo aconlte-
ce-los. assuslara-me por ter passado ao lado dos! gara seus beneficios, por meio de- ultrajantes
abysmosda desordem e do vicio. i proposices'
___ j Ou enlo, disKc-a duqueza. ello-ora
irnos vezes vexara-me a ponto- de cho- f i,1;fuuda-lhe con flanea, querendo
ir amalgmente a nodoa de uma primeira falla,
a dizer ao meu berafeilo; quo eu n> ra'a po-
q-ut
Vhe conhecia
I"
a grari-
ra
c
dia perdoar depois que
dade.
Has elle me tranquilisara con encantadora
bondade. Nao pense csso. eu Ih1" prohibo, di-
zia elle; esquena como se osqiieco um sonho ms.
Deus perda aquellos que nao sabera o que fa-
zem. Agora que roc pode lomar-se culpa-
da ; raas ha seis mezes roc au exista realaien-
meecr-me para ontrai erapunemente no meu
quarto.
hbil e Eu cosluntar. fechar-me cora o !"brrolho. e
persuadi-la e qareceu-me que assa vigilancia coairaejar-a
nan sorprsnde-la. Isso prfido,, mas ha per-I i>tier eu me atrapalhassu tas minha cotilas__
Idias engenhosaa o delicadas. j nunca pude aprender a contar,querella li-
Engana-se, ireplicou a can'.Cra. peior do,, vesse realmente roubado algumas- moedas de
que tudo quanlo pode imaginar. P^or causa de ouro em quanliv eu estar no jardinK eu achara
Cunslanca. que alli esl, olhaudo<-me com seus. um dficit, e falliira nelle ao conde, que nao lhe
grandes, olhos admirados, conla&ei pouco e da- quizera prestar aHonco. Dizia que confiara na
presea. A Sta. adrinhari.
S-urna cousa perturbara a. minha felciJu^
de. Era nina sensrel alterar da minha sau-
de. Eaxaquecas a principio, muito benignas, e
anea.
come
relha, e julguei que nao deria iuser.
Todava loraei-lhe medo, pensando que podia
querer dobrara dose de narcolico. pan salisfazer
a sua ladroci-ra cusa da miivlwi saude, resolv.
experiment.-J-a. Fing que coJiia acabrunhada.
na cama scua fechar a porta. Senti ento qu.,1
ella se aproximara de mim, que passara-me a
te.' Perdo pois a si mesma as infelicidades pas-l pouco a pouco mais dolorosas, lodas as sonNUvas
sadas. Eu por raim nunca lhe fallo nisso, e pa- rae acabruoharam singulafnientc. Eu senlia de-
recc-me que voce to pura como uiru ere-1 pew uma especio de cansado, physico e-moral
I que toda a minha ronlado nao podia expelUr, se i luz pelos.olnos, sacuda-me- a mos, ntechia aas
Essas consolagoes generosas curavam-me I eu nao lirera tomado multo cafe preto, paca re-1 cortinas, e senti-a caminlvir pelo quario. daado
mo por encanto. Pareca-me que fwiam en- cobrar a minha lucido, porque quera prove- I encontros nos moris, e Cozeitdo todo o bacwiho
trar a virgindade no meu coracao. F.u me a-1 lar as minhas liccoes, e aprender a todo, o custo, pussivel para cerlificar-so da minha lethasgeia.
bandonava s alegras sentidas de uma innoren- anda que liresse do luorrcr. | Depois sahiu rindo-so c fechando a porla alraz
cia, cujo valor enlo conhecia. Neuhum desejo i Essas alternativas, do languidez edeexcila-.de si.
de mudar do existencia, nenhiima necessidade | Qoes febris dcvoravam-nic. Al c-alo, eu nao Levantei-me ento para puchar os >rrolhos,
de amor, nenhurna recordarlo da minha vida a- j soiibera o que era o sulTrimenlo, cu pelo menos e olhar para o dinheko que eu tinha em caixa o
gilada e ardenle, nenhum pezar pela affei^ao o cncommodo. Attribua esse desarranjo sbito \ cuja cania sabia. Ella nao tinha li
perdida. Tinha perdido um amante e hara con-
quistado a virlude? De corlo, cu ganhava na
troca : o a virtude lo fcil, toamavel, em con-
dicoes de segur,mea to locantes e lo profun-
das I F.u amava o conde lilleralmenle como um
anjo da guarda, como um ente sagrado, como um
pac I
Pois bem 1 vede se eu nao lea o direilo de
serum espirito rovoltado, ura demonio, um anjo
das treras, a estas horas 1 Toda essa ventura,
toda essa castidade. eram uraa horrivel mentira,
uma impostura de fazer corar o co !
Ora historias voc exagera, disso a duque-
za. Tudo isso era verdade e o conde era since-
ro. Apenas pouco a pouco, l para dimito, in-
voluntariamente sem duvida, o pela foiva das
cousas.......
Sim, sim, replicou a Mozzolli, a Sra. julga
ento quo chegou um dia era que o amor sorpren
rjeu os sentid os do ancioem que me fez pa-.
lomar a ver o conde.
_ lirado, nada. Nao
i emoco imprevista dos meus priinciros pesa- tinha locado era era roupa, nem era joias Mas
res, e depois ao immenso extirco que meu ce- [ entu porque baria lomado tanto cuidado em
rebro fra (oteado a fazer pata passar do nada | experimentar o pozo do meu somno ?
noi-o do um conhecimenlo. qualquer. O meu Tardara-me
velho amigo parlilhava essa convicqo c exhor- dar-Iho parle
tava-mo a moderar o meu zdo. Eu pedia um velha linhi a
medico; mas elle fazia cora que eu nao acredi-
taste nos mdicos, dizendo-se mais instruido,
mais lgico e mais exporiineulado de quo todos
os do lugar. Occupava-se de chjmica e linha-rae
preparado calmantes, que me hariara a principio
dado um somno reparador.
Mas ao cabo de algum lempo, esse somno
ligeiro e agradivel foi se tornando pesado e lo
penoso que recusei recorrer poqo que a velha
Rita mo levava lodas as noiles. Ella inssliu
enlo tanto era fazer cora que eu tumasse qu
admirei-me, e como linha algumas suspelas de
quo rae roubava o dinheiro que seu amo rae
diiYa, julguei coa>prchender que procurara ador-
para
dos meus vagos terrores. Essa
gum projeelo siuislro. Pareca
muilo intima com o jardtneiro, e lendo o conde
me prohibido de escrever-lhe por oulrein que
nao esse intermediario, nao me alrevia a chn-
mal-o cm meu soccorro.
Decidida a vigiar esse myslerio, sume deitei
quando araanheceu e no dia seguiulo noile,
fing ainda tomar a poco sera me fazer rogar e
adormecer sbitamente.
Dessa vez a velha sahi-.i sera renovar as
proras da vespera, eaocabo de alguns instantes,
reinara na casa o mais profundo silencio.
Peguei era ura Itrro alim de conservar-me
acordada. A' meia noite depois de me ler fe-
chado seru fazer ranger os ferroltios, ia. uccuiu-
Quando um zampognaro pi2e levar de apo-
Ios vulc e cinco francos. (103P0O rs.) julga -se
enormemente rico, Pielro Zerbi eslava a bra-
cos com essa opulencia. Parti, pois, com a alma
radiante, acompanhado de um bando de collegas
q:ite nao o repalliam mais, romo na chegada.
pois fizara o seu aprendizado. Pelo caminho
dizia elle comsigo mesmo :
Pagarei minhas dividas..... [pois os zam-
pognari pagan: suas dividas ainda que s Ihes
empreslern a setenta e cinco prcenlo) a raulher,
os pequeos e aieu pai nao BoSrerao muilo at a.
primavera !....
Demorado '.res dias em Cspua pela fobre. Pie-
tro foi obligado separao-se eje seus cumpa--
nheiros de viagem, e poz-se- a caminho s cohi
o joven Paulo. Teve grande cuidado em guar-
necer o sao alforge do3 pequeos mimos con*
que fra honrado, mas nao guardn ahi o-di-
nheiro. T-ih.a-o enrolado em torno das porcias
aos pedacosde panno bronco que lhe serviam do
tncias. (>>feliz zampognjro- linha medo dus.la--
dres. E.-triquecera n'ura mez!
(Continua r-se-ha.
bir a fadga, quando ouri, liraarem a persiana da
minha janella que d-va para o rez do chao. O-
niedo hirnou-me muda, mas tire o presenca. do
espirita de orguer-mo e de meller-mo om un
gabinetezinho de loetto que recebia luz do
quai lo de dormir pnr. um tloro forado.
i->uran!e esse lempo quebraran! o. -.adro d-.n
minha janella. Ei-s. alguem que cvdcnlemenL
contara com o meu somno inrensivel, algue^a
quo me entrn no.iweu quarlo, ese aprox.iiic-u
da. minha cama cujas carlinas afasiou. brusc-a-
eiiie ; o esse alguem era o conde.
TranquliaeV-ae immediatar&enle, vest
pressa um robo-de chambre e apresentei-me. Eu
pensara que He sorprender os meus intentos
de que era ohjeclo oque viuha ei raen soeorro;
mas quando me viu de p e acordada, sua per-
turbadlo doMou-0 a perder. Appaiecen-me a
verdade e urranquci-lhe a conlisso de sua infa-
me tentatiiva. Elle tinha trabalbado pouco a
pouco, sob pretexto de tralar-me, cm fazer-mc
cahir era um anniqnilaiiieuto era que nao (vesse
mais CGASCicn.'ia de nada, e veaeJo-se en ganado,
perdia a cabeca c confessa'va-me o sen horrivel
amor.
Tere lugar enlre nos uma explicaco violen-
ta. Nao .lhe disse eu.por ler jugado com a minha
saude, talrez com a minha razo e com a iiiinka,
vida, quo lhe acenso raaior rrime. O senbor
julgou que os seus beneticios davam-lhe direilo
sobre mira como sobre uma cousa. O seahor
penson que uma nodoa mais, nada era para uma
crealura perdida. Pois bem! tudo isso odiozo
o alroz? Mas a cousa de qtie mais mo indigno,
queosenhor me fez arredilar na virlude, na
bondade, e no desinlercsse; porque agora re-
jo-me toreada a nao acreditar seno na nienra e
no vicio." E' que o senhor me deu uma existen-
cia que eu julguei-a anglica e que agora co-
che rae o coracao de dcsgos'o o de colera ; quo
o senhor cnsinou-me a confianca ea amisade,
para nao roe deixar para com a sua pessoa Ecnao
despiezo o averso,
[Continuar-$c-ha )
PERN. TYP. DE M. F. DEFA1UA. w l$6

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