Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09011


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Full Text
AMO XXIY1. iniEBO 60.
Per tres mezes adiau'ados 5 SOOO.
Pop tres "mezes veneijns 6$000.
TBCA FEIR1 13 DE MARCO DE 1860.
Por anno adjuntado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; Na-
tal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de Lemos Brags; Cear, o Sr. J. JosdeOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martin? Ribeiro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas, o Sr.Jeronvmo da Costa.
PARTIDA DOS COKKEIOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiaunae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Antao, Becerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barrciros,
Agua Preta, Pimenterras e Natal quintas feiras.
(Todos oscirreios parte mas 10horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: tercas e sextas ao meiodia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheia as 10 horas e 24 minutos da manha.
14 Quartominguante as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE MOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. doul da igr.
13 Teri;a. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Quarla. s. Mathildes raiulia ; S. Afrodizio rr.
15 Quinta. S. Ilenrique rei ; S. Zacaras p.
16 Sexta. Ss. Cyriaco e Taviano mm.
17 Sabbado. S. Patricio ap. da Irlanda.
18 Domingo. S. Gabriel Arrhanjo ; S. Narcizo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dia; Baha,
Sr. Jos Marlins Alves ; Rio de Janeiro-, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O prcprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria.na sua livrariapraca da Independencia ns.
6 e8.
PARTE OFFICIAL
que den u consulta que lite fui ieila pelo 3" sup-
plente do juiz municipal da viila Vicosase os
procuradores de causas que assignam termo de
responsabilidade e tiram licenca do juiz, em cu-
jo feito tralam da lide para advogar, mas que
Ministerio lo imperio.
r.XPKPlKMTE DO DIA 10 1>F. FEVKKR1RO DE 1860.
3.a secco.Ao presidente da provincia de S. nao sao hachareis formados ou provisionados pela
Paulo, declarando, em resposta : | relaco, ti'rn ou nao direito s cusas marcadas
Que a le regulameutardas eleieoes, detormi-' na parte 2a cap. 1" do regulameulo n. 1,569 de 3
nando no art. 19 que a lista gera dos volantes do marco de 1j55; o mesmo augusto senhor,
soja feila por quarleires, e no art. 31 que os lendo ouvido o consultor interino dos negocios
inspectores devem dar s juntas de qualilicacao da justica, manda declarar a V. Exc. que approva
os esclarecimentos que lhes forem pedidos, fa- a sua deciso, por isso que as cusas marcadas no
fere-se evidenlemente diviso existente na referido rcgulamento sao a justa remunerarlo
poca de seus trabadlos ; do Irabalho daquelle que patroefua urna causa.
One portanlo deve o mesmo presidente dar Dos guarde a V. Exc.Joo Lustosa da Cu-
suas ordens neste sentido junta de qualilicacao "'"* l'aranagu.Sr. presidente da provincia do
da freguezia de Sorocaba ; Cear.
Que, segundo o art. 63 3." do regulamento Rio de Janeiro-TMinistcrio dos negocios da
n 120 de 31 de Janeiro de 1842, compelindo aos : guerra, em 18 de fevereiro de 1860.~Sendo mui-
subdelegados de polica dividir os dislrictos em ',0 conveniente, a bem da regularidade e econo-
quarteires, a elle se deve representar acerca n'ia dos cofres pblicos, cenlralisar no archivo
dos inconvenientes que possam resollar de taes niililar da corte todos os Irabalhos relativos a
divisos, o aos seus superiores, que sao os dele- conslrucco e reparos das fortiicacoes, quarteis
gados, o chefe de polica e o presidenlo da pro- 8 quaesqiur oi'tros edificios pertencenles a rs-
vincia, os quaes entretanto podem, indepen- parlico da guerra, precedendo as respectivas
(knlemente de representarlo, oar a este respei- plantas e orearaeiitos. por forma que se verilique
to ao providencias que lhes pareccrem necessa- "esse ramo d servieo a maor uniformidade.sen-
rias.
14
2.a secco Ao presidente da provincia do
Maranho, para informar sobre a razo do aug-
mento de despeza que se nota na verba relativa
ao respectivo palacio do governo.
5.a secco.Ao presidente da provincia do
do sempre examinados ou organisados pela di-
receo do mesmo archivo os projectos de taes
obras, antes de seren adoptadas, por isso que
devendo ah existir Irabalhos anteriores, e mes
mu pessoal que praticamentc tetilla conhecimen-
to das localidades as provincias em que se ba-
jan de venlicar taes obras ou reparos, cujos ele-
Par, oecfaranlo, em resposta, que. ficam ap- i mentos sirvam para orientar o governo imporial
prov.td.is nao s a despeza de 1-1)00$ que auto- "B apreciado desses projectos, de grande ulli-
risou com soccorros pblicos, como tambora a IJaJe sero as informacoes as3ira ministradas,
de 618290, feita pela cmara municipal de San- anda a respeito dos orcaraentos, que na actua-
tarem, em objectos relativos ao lazareto do Pa- 'idade deixam muilas vezes de ser prolissional-
menie apreciados, accrcsccndo que semelhant
medida nao 6 mais do que a execuco do regi-
ment dado ao archivo militar em 7 de abril de
18U8 por occasiAo de sua inslituico : por todas
estas razos, nesla dalj se expede ordem ao di-
rector das obras militares na corle e aos presi-
dentes das provincias para que uenhuma obra
perlenceiile reparlico da guerra seja levada a
effeilo d'ora em diante sem que previamente seja
ouvida a directo do archivo militar, am de dar
sobre ellas informacoes d-Malliadas, inclusive a
analyse, planos e orcamentos, acompauhadas das
I reflexoes que forem suggeridas pelo zeh do ser-
vico. O que comraunico para seu conhecimento
c devida execuco ua parte que a V. S. lhe toca,
Picando prevenido que dever solicitar as provi-
dencias precisas para realizar semelhant medida
quandoestejam ellas fora de Bas atlribuices.
Dos guarde a V. S.Sebastio do Reg bar-
ros St. Antonio Joaquim de Suuza.
obj
rocary.Communicou-se ao minislcrio da fa-
zenda.
- 15 -
5.a secco.Ao prssidenle do Piauhy. commu-
nicaudo, em resposta, que foi approvada a des-
peza com a compra degeneres alimenticios para
serem distribuidos pela pobreza do municipio de
S. Rayniundo Nonato.
7.a secco.Ao presidente da provincia do
Para, para informar :
1." Se o edilicio em que futicciona a adminis-
trarlo do correio daquella provincia ou nao
prprio nacional ;
2. Se as despezas autorisadas pela presi-
dencia para reparos sao ou nao necessarias pa-
ra a seguranca e conservaco do mesmo edi-
ficio.
ministerio da justica.
DECRETO >. 2.531 1)F. 18 DE FEVEHKIHO DE 1860.
Amplia aos empregados do ministerio da just ca
a disposicao do decreto n. 1,995 de 14 de oh-
lubro de 1857sobre vcncimenlos nos casos de
substituieo e exercicio interino.
Hei por bem decretar o seguinte :
Artigo nico. Aos empregados do ministerio
da justica. nos casos de substituirlo e do exer-
eieio lilerino. sero npplicadas as disposicoes do
decreto II. 1,995 de 14 de oulubro do 1857. com
ns altcracdas constantes do art. 41 do decreto n.
2,313 de 29 de Janeiro, e do art. 19 do decreto
n. 2,368 de 4 de marco do anno prximo pas-
sado.
Joo Lustosa da Cunha Paranagu. do meu
eODSolho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justica, assimotenha entendido e taca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, eml8defevoreiro de
1860,39. da independencia e do imperioCom
a rubrica de S. M. o Imperador. Joo Lustosa
da Cunha Paranagut.
Cumpra-se e registe-se. Secretaria de estado
d'is negocios da justica, 20 de fevereiro de 1860.
Cunha Varanagu.Registado fl. 11 v. do
livrodo decr. da relaco central.
Ministerio dos negocios da justica.- Rio de
Janeiro, 15 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador o oflicio de V. Exc. n, 33 do 27 de
agosto ultimo, acompanhando copia do officio da
ciesma data, com que respondeu V. Exc. con-
sulta do commandaute superior da guarda na-
cional de Santo Anlo dessa provincia, a respei-
to das coridicoes necessarias para se considerar
organisado un corpo de guardas nacionaes, afim
de se poder regular a apresentaco das propos-
tas para os postos que licarem vagos. E o mes-
mu augusto senhor, tendo ouvido o consultor
interino dos negocios a justica, e conformndo-
se com o seu parecer, maitda'doclarar a V. Exc.
que a duvida do referido commandante superior
acha-se solvida vista das seguidles rograscs-
tabelecidaspela imperial resolucao de 20 de de-
zembro de 185i :
1." Que um corpo de guardas nacionaes nao se
consid-.-ra organisado sement pelo nomeaco c'
posse do commandante delle, mas sim quando a
rei for completamente executadn, o que se induz
do art. 97 do regulamento de 25 de oulubro de
1850 ;
2.a.Que eni quanlo ocoipo nao se acha perfei-
lamenlc organisado, as nomeacjes novas podem
ser feilas segundo o art. 71 da le de 19 de se-
lembrode 1830, e iodepeodeute da proposla e
accesso exigido pelo art. 48.
O que lhe communico para sua inlelligen-
cia.
Dos guirle a V.ExcJoo Lustosa da Cunha
l'aranagu.Sr. presidente da provincia de Per-
Dambuco.
Ministerio dos negocios da jaslca.Rio de Ja-
neiro, cm 20 de fevereiro del8G0.lllm. e Exm
Sr.Foi perante S. M. o Imperador o officio de
V. Exc datado de 29 de oulubro ultimo, sob n.
197, aconipanhado das copias dos que a essa
presidencia dirigi o juiz municipal e de orphaos
dos termos reunidos de Maroim o Santo Amaro,
consultando : 1", se os juizes municipacs sup-
plenles nos termos reunidos podem nomear e
demeilira empregados do respectivo (Oro, pro-
visoriamente prvidos pelo juiz effectivo ? 2C, se
quando as vistorias ou diligencias nao se pude-
rem flualisar cm tira dia trabalhando-se at o
por do sol, devero ter os respectivos juizes ni-
camente a importancia da vistoria #u diligencia
designada pelo art. 2 do regiment de cusas
em vigor ou se tambera a de eslilla na forma du
nit. 26. visto cuino ganhando os juizes por urna
diligencia fura do lugar de sua residencia 8$ an-
da que somente trabalhem urna hora ou menos,
nao devecomprtir-lhes a mesma quantia quando
funecionem tolo o dia? bem como a copiada
resposta que V. Exc. deu ao sobredilo juiz muni-
cipal, E o mesmo augusto senhor, tendo ouvido
o consultor interino dos negocios da justi;a, ha
jior bem mandar declarar a V Exc que bem re-
-solreu V. Exc. os referidas duvidas quando de-
cidi : Io, que o juiz municipal supplente pode
nou.ear e flemellir empregados do seu foro pro-
visoriamente prvidos pelo juiz effectivo; 2,
que ao juiz quando terminar a diligencia em um
s dia, ainda que seja ao por do sol, nao se con-
tar mais do que as cusas do art. 21, cnbendo-
lhe custas de estada nicamente quando a dili-
fenca exceder do primeiro dia na forma do art.
6 do regiment citado.
eos gua.de a V Exc Joo Lustosa da Cu-
nta Varanayu.
2.a secco.Ministerio dos negocios da justi-
caRio de Janeiro em 13 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.=AS. M. olmpera.lor foi pre-
sente o officio sob n. 300, datado de 7 de dezem-
bro ultimo, em que V. Exc. submetle consi-
derncac desle ministerio a rc?posla afirmativa
inerv que o mais humilde de lodos os cidados
de V. M. Imperial implora, a graca nica que
Impetra aquello quo j so acha no ultimo quarlel
da vida, a consolaco nica que quer levar ao
tmulo: espea que V. M. Imperial lh'a conce-
der. Sjnhor! Servir no exercito hrasilciro
honroso, regar com seu sanguc o solo da patria
em defeza dos sagrados direitos e das institui-
ccs juradas urna fortuna para qunlqucr brasi-
leiro : mas que sobe de ponto quando a seu lado
v o magnnimo e augusto filho do fundador do
Imperio, porque na imperial munificencia sem-
pre lodo o cidadiio ha'.enconlrado perfeilo uniti-
vo a seus males, alflm o perfeilo conforto as
huras de infelicidades. Senhor! De V. M. Impe-
rial o supplicante espera a concesso da graca
pedida. O filho do supplicante, em verdade, del-
le separou-se que e seu pai que ouvio suas pri-
meiras palavras, o criou e o educou at a idade de
17 anuos ; mas a esta separaco ella desapparece
lembrancade que rai servir a V. M. Imperial,
verdadeiro pai commiim de todos os brasileiros
e augusto defensor perpetuo do Imperio da Santa
Cruz. Senhor! O supplicante espera o deferi-
menlo do sen pedido, pelo que E R. MePe-
dro Miliano da Silveira Lessa.
capital ao
segu para
da
dos negocios
Uo de Janeiro.=Ministerio dos negocios
guerra em 18 du fevereiro de 1860.
S. M. o Imperador, desojando que a commisso
de melhoramenios por Vmc, interinamente pre-
sidida, possa satisfazer aos importantes e varia-
dos encargos que lhe foram commettidos pelo
decreto n. 668 de 24 de deze.nbro de 189, ha
por bem delermiar o seguinte :
I." A cuiuriii.ssau du iijelliurauenlus lera a
inspeceo de lodos os melhoraraentos do Estado
em que se prepatem materiaes du guerra, poden-
do examinar u experimeular os producios de taes
eslabcleciinenlos.
2." Dispur da lin'.ia de tiro da escola do Cam-
po-Grande semine que fr preciso para as expe-
riencias pralicar, entendeudo-se previamente
com o director ou encarregadu da mesma escola
por forma a que os Irabalhos respectivos nao se
iubaracem mutuamente.
3." Ter a seu cargo todos os instrumentos
que se mandaro vir da Europa, ou no futuro se
adquirirem para seu uso.
4." Nenhum material de guerra sahir dos es-
tabeleiimentos militares sem que seja examinado
por um dos mernbros da commisso. A commis|
sao, qundo encontrar qualquer imperfeico nos
irabalhos de seus eslabelecimenios, prvenir
seus respectivos chefes, e dar conta immediata
e detalhada a secretaria de estado
da guerra.
5." As prescripcoes da commisso nao sao
obrigalorias para as olcinas dos estabelecimen-
lus militares, salvo quando nisso coucordarem os
chefes desses estabelectraeiitos.
No caso de divergencia a commisso far che-
gar o occorrido ao conhecimento do governo.
6." Os directores do arsenal de guerra da corle
da fabrica da plvora e do laboratorio do Cam-
pinho sero considerados membros adjuntos da
Commisso, assistindo s sessoes e deliberando
quaudo se liouver de tratar das especialidades re-
lalivasa cada um dos eslabelecimenlos que di-
rigtrem.
7." A inspeceo da commisso extensiva
escola de tiro do Campo-Grande.
Dos guarde a Vmc=Se6asio do Rejo Dar-
ros.Sr. Jos Mariano de Mallos.
DECRETO N, 2,531 PE 18 DE FEVEREIRO DE 1860.
Ordena como se ha de fazer a subsliluiro do
porteiro dos auditorios nos juizos em que este
officio nao esteja ritaliciamtnte prvido.
Hei por bem decretar o seguinle :
Artigo 1." Nos juizos em que o officio de por-
teiro dos auditorios nao esliver prvido vitalicia-
mente, servir o dito officio o olficial de justica
que esliver de semana, ficando derogado tiesta
parle o decreto de 30 de agosto de 1851.
Art. 2. O offlcial de juslica que assim servir
o officio do porteiro dos auditorios,vencer pelos
actos que pralicar as custas marcadas no respec-
tivo regiment,
Joo Lustosa da Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justica, assim o tenha eutendido e fa-
ca execular.
Palacio do Rio de Janeiro em 18 de fevereiro
de 1860, trigsimo nono da indepcndancia e do
imperio.Coa a rubrica de S. M. o imperador.
Joo Lustosa da Cunha Paranagu.
ministerio da guerra.
Expediente do dia 17 de fevereiro de 1860.
A Pedro Miliano da Silveira Lessa, resi-
dente em Pernambuco, o seguinle aviso:
Tendo o governo imperial aceitado o olTcreci-
mento que Vmc fez de seu lilho para o servieo
do exercito, e expedido ordem ao ajudaute-gene-
ral do exenilo para mandar verificar-lhe praca
era um dos corpos da provincia de Pernambuco
que elle escolher, resta-rae louvar a Vmc por
lo patriticos senlimeutos de dedicaco ao mes-
mo governo.
Dos guardo a Vmc. Sebastio do Reg
liarros.Sr....
Kequerimcnto a que se refere o aviso
precedente.
Senhor! E no meio do mais profundo prazer
que venho hoje ante V. M. Imperial aprescular
meu filho para servir nasOleiras do exercito bra-
sileiro.
Senhor! E' dolorosa a posico de um pai quan-
do tora de separar-se de seu filho ; porm esla
separaco doce quando occorre a par desse ac-
to a certeza de que o fim que motiva nohre, .
justo, santo. Senhor! Defender a religio ca-
tholica apostlica romana, a independencia e in-
legridade do Imperio, e a sagrada pessoa de V.
M. Imperial e de sua augusta familia, sao os de-
veres sacrosantos de todos os Brasileiros; sao os
sentimrntos que pollulam no coraco de todos os
l'ernambncanos. E' firmado nelles que, condu-
zindo meu filho ante o excelso Ihrono de V. II.
Imperial, rtnho impetrar a graca de o admitlir
as leiras do escruto brasilei.ro. Senhor I E' a
Ministerio da marinha.
Aviso de 7 de fevereiro de 1860.
Permiti que seja Manoel Pereira Reis admittido
a exame das materias que constituem o curso
da escola de marinha, no intuito de habilitar-
se para o respectivo magisterio, e declara ex-
tensiva esta graca a lodos os pretendemos as
mesmtis circunstancias.
2.a secco.Rio do Janeiro. Ministerio dos
negocios da marinha, 7 de fevereiro de 1860.
lllm. c Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Impe-
rador o ullicio de V Exc. com data de 29 de se-
lemhro ultimo, sob n. 166, informando o reque-
rimenlo era que Manoel Pereira Reis, adjuncto
aos prolessores de desenlio da escola de marinha,
pede, cora o fim do habilitar-se para o respecti-
vo magisterio, que se lhe permita fazer exame
das materias que constituem o curso da mesma
escola : e, conformando-sc o mesmo Augusto Se-
nhor, por sua immcdiala resolucao de 7 do Ja-
neiro prximo findo, cora o parecer emittido a
tal respeito pela secco de guerra e marinha do
conselho de estado, em codsulta de 24 de no-
vembro do anno passado, houve por bem decla-
rar que tanto o supplicanle Manuel Pereira Reis
como quaesquer prelendentes em idnticas cir-
cumstaneins podem ser admitlidos a fazer exame
las malcras que constituem o curso da escola
de marinha, observando-se as seguidles condi-
ces:
1.a Exhibico de documentos legaes, pelos
quaes mostr o candidato que possue os prepa-
ratorios necessarios para a matricula na escola de
marinha.
2.a Exame vago sobre generalidad*das mate-
rias que formara o curso daquelle eslabeleci-
mento.
3.a Exime de ponto sobre as materias de cada
onno escolar, no forma prescripta pelo regula-
mento do Io de maio do 1858.
4." Assim no exame geral o vago, como nos
oamos particulares o de ponto, o presidente do
acto pode tambera argir ; e, quando nao o faca,
porque j tenha formado seu juizo, ser licit a
cada um dos oulros dous examinadores pergun-
tar por mais um quarto de hora, se o julgarcm
necessa rio.
Outrosim, se o candidato preferir, pode limi-
tar o seu exame s materias do eiisino que des-
tinar-so.
Reitero a V. Exc. os votos de minha estima e
distiiictu consideraco. Francisco Xavier Paes
Brrelo.A S. Exc. o Sr consclheiro de guerra,
director da escola de marinha.
8
2.a secco. Ao presidente da provincia de
Pernambuco, approvando a deliberaco que lo'
raou de aulorisnr, sob sua responsabilidade, o pa-
gamento dos vtmeimentos dos remadores da res-
pectiva capitana do porlo, correspondentes ao
m ez de j un ho do auno lindo, e das despezas que
occorressem no exercicio com as obras do me-
Ihoramento do porto. Communicou-sc ao mi-
nisterio da fazenda e conladona da marinha.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando das
armas de Pernambuco, na ci-
dade do Recife, 8 de marco de
1860.
ORDEM DO DA N. 364.
O lente graeral commandan'e das armas,
faz publico para conhecimento da guarnico e
devido effeilo, o aviso do ministerio Ja guerra
em seguida transcripto, que por copia lhe foi re-
mellido pela presidencia com ofVio datado de
2 do correte.
Aviso.Rio de Janeiro.Ministerio dos nego-
cios da guerra cm 16 de fevereiro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Accusando o recebimento do
seu oflicio numero 2 de 3 de Janeiro ultimo,
transmitlindo por copia o que lhe dirigi o te-
nente general commandante das armas dessa pro-
vincia, consultando se o furnecimento d^igua
cavalhada da companhia fina eslava comprehen-
dido as disposicoes do aviso do Io de dezembro
do anno prximo" findo, declaro a V. Exc. era
resposta ao mesmo officio, e a fim de fazer cons-
tar ao referido commandante das armas, que a
despeza com semclhante fornecimento, deve cor-
rer pela caixa das forragens c ferragens ; pois
que a medida adoptada pelo citado aviso foi so-
monte para o abaslecimento da agua aos quarteis
para consumo dos corpos e nao da cavalhada,
conforme foi de opinio a respectiva thesouraria
de fazenda.
Dos guarde a V. ExcSebastio do Reg Ror-
ros.Sr. presidente da provincia da Pernam-
buco.
Assignado. Jos Joaquim Colho.
Conforme. Derardo Joaquim Correia, te-
nenle-iijudante de ordens do commando.
10
ORDEM DO DA N. 365.
O tenenle general commandante das armas,
faz publico para conhecimento da guarnico e
devido efTeiio, que nesla data, nos termos da im-
perial resolucao de 27 de novembrodc 1853 con-
tratou para servir por 3 annos na banda de mu-
sica do 4o batalho de arlilhana a p, na quali-
oade de msico de terceira classe o paisano Luis
de Franca Pinho, que perceber os vencimenlos
que por le lhe competir, segundo o decreto e ro
gulamcnlo do Io de maio de 1858, menos a pre-
mio, visto nao ter ainda completado a idade de
18 anuos.
Faz igualmente publico que hontem se aprc-
senlou vindo do termo de Ingazeira o Sr. major
do 7o batalho de infantaria Jos Francisco da
Silva, que se acha addido ao 10 da mesma
arma.
Assignado. Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Uerardo Joaquim Correia, tcnen-
te-ajudanle de ordens do commando.
Grille!, os da estrada que dalli veem
engenheiro Schuardlz, e os da 'que
Anlonina ao engenheiro Villalva.
Dar-lhe-hei agora conta do que. se tem Coito,
para que avalie da solicilude do nosso digno pre-
sidente.
No curto espaco de 30 das fez-se na primeira
secco daquella estrada 2,430 bracas de rocadas
destocadas, 675 de excavaco, 60de acadas com
2 palmos de altura, 2 boeiros de pedra, 1 dito
de madera de cerne, 2 esgo3tos calcados.
Na 2* secco durante o mesmo lempo fez-se
489 bracas de excavaco, 918 de rocadas desto-
cadas e 1,500 de simples rocadas.
Quanto estrada para Anlonina, explorava-sc
o caniinho mais curio e enxulo, abrio-se urna
picada provisoiia, e a exploraco nao podia ser
mais feliz.
Consta gaslar-se pouco dinheiro.
Para a nova casa que se constriie no ncleo
colonial existe j lirada todas as madeiras.
Monlou-se urna otaria provisoria, onde se fizc-
ram 3,000 tethas e 5,000 lijlos.
Praticaram-se rocadas na extenso de 5,000
bricas quadradas, e depois de convenientemente
preparadas, fizeram-se plantacoes de milho, ar-
roz, feijo, mandioca, batatas/ele
A pesar da falta de operarios, acredile que mais
no era possivel fazer-se.
Gom o baro de Tibagy conlratou S. Exc. a
conseryaQo e melhoramento de que carece a
estrada que da Palmeira vai a Palmas.
O barao obrigou-se a conservar urna estrada
de 60 palmos de largo, remover madeiras e ou-
lros objeelos, que vedem o transito a 100 rs. por
braca correnie.
E' um contrato vantajosissimo ao qual se pres-
ta o baro, nicamente por querer coadjuvar a
adminislracodo Sr. Dr. Cardoso.
Na nossa estrada da Graciosa, continuara os
servicos de conslrucco, conservaco e levanta-
mente da phnta.
Temos duas secces de estrada, devidamente
oreadas com a respectiva planta levantada, res-
tam as outras seccocs que nao sao menos impor-
taoles.
Hontem entrou no goso de urna licenca de 3
mezes o Dr. Cmara Leal, chefe de polica da
provincia.
No dia em quedeixra a jurisdieco ouviram-
se depois de 10 horas da noite muitos fugeles
em diversos ngulos da cidade, que se dizam
em regosijo aquelle aclo. O commandanle da
polica e as patrulhas trataram de conseguir a
pris.lo dos individuos, que assim praticavam;
mas nada se obteve, porque os foguctes se ali-
ravam do fundo de quintaos murados.
Este proe.edimento causou indignarn, e a fo-
lha offlcial, esligmatisou-o com vigor. O Dr.
Leal, segundo se diz, j por vezes pedir licenca
ao Sr. Cardoso, para curar da saude arruinada.
S. Exc. esquivou-se sempre, mas nao o pode ago-
ra cm que realmente della careca aquelle ma-
gistrado.
O que admira nisso ludo que a mor parle dos
fogueles parlissem de casas qualilicadas, que
niiiguem suppunha capaz de tanta mesquinhez.
O Dr. chefe de polica interino, no dia imme-
diato, lui^j-i todas as cautelas para que se nao
repelisseWlirertiraento, e comeffeito nada mais
se praticooT
Logo a pos a licenca do Dr. Cmara Leal espa-
Iharam que intimarn! elle ao delegado Nob'e-
ga, ao primeiro substituto Ribeiro, e ao quarto
Cunha Vieira, para que se exonerassem. Nao ,
porm, isso exarto; todas aquellas autoridades
eslo em exercicio, excepcao do delegado, que
vai para 5 mezes quenoexerce a jurisdieco por
muito doenle do peito, seudo que della ainda nem
foi despensado.
Correu lambem que elle ordenara ao secreta-
rio da polica, c ao amanuense Pereira, a que se
licenciassem para nao servirem com o Dr. Affon-
so Guimaraes.
Mas ainda outra incxaclid, porque ambos a
servera effecliv.imente.
Rectifico estes tactos porque nao fallam noti-
ciadores que os adulterem.
O Sr. Dr. Cardoso trata de providenciar no sen-
tido da conslrucco detim ces em Anlonina,
para embarque e dasembarque de pessoas e
cargas.
E' lamentavel o modo porque ahi se cffectua
aquelle servieo.
Ha varios planos para a obra do caes, quasi to-
dos mui dispendiosos. Nesta minha Ierra en-
tende-se que quando se intenta urna obra, deve-
se logo gastar muito dinheiro com ella, e edifi-
ca-la com luxo.
S. Exc. nao entender assim
sirva, mas muito bar.itlnho.
A casa Araujo e Pancada ofTereceu-se para le-
var a efieito a construeco, mediinte vantagens
que a thesouraria reputou onerosas:
A proposito desta reparlico, funeciona ella
de manha e larde, al talv'ez inslalaco da
assemblca que deve ser no dia Io de marc.o.
Chegou ordem da corte para marchar um con-
tingente de 50 pracas do corpo fivo cora destino
a Santa Calharina.
Causou isso sustos reaes populaco, que com
as noticias do forte recrutamenlo na corle, lo-
briga alguraa novidade pelo sul
A forca que daqui sahe deve fazer milita falta
guarnico ; o nosso corpo de polica nem 100
pracas conta, porque voluntariamente ninguem
quer all servir.
O Sr. ministro da guerra devena permitlir o
tecrutamenlo para os corpos de polica.
Eslava a concluir esta quando chega a mala
extraordinaria trazendo a noticia da exoneraco
pedida pelo Dr. Cmara Leal. Nenhuma niani-
feslaco appareceu. Seu substituto de espe-
rar que se nao demore ; e se bem aqui ninguem
o conheca, todava este o melhor predicado que
Iraz para a provincia.
Chegou o major Marcolino Rodrigues da Cosa,
que l vai para a estrada da Graciosa
Trouxe os para-raios encoramendados para os
differentes lugares da nossa capital.
A noticia da nomeaco do Dr. Joaquim Das
da Rocha, agradou geralmenle pela popularidade
do joven doutor, alias moco muito iutelligente e
activo.
(Jornal do Commercio.)
( Carta particular.]
mando sopplenles, posto em discussao, lallaram
cuntaos Srs. Pereira de Brilo e Gitirana e a fa-
vor os Srs. Manoel Porlella e Raphael Mello Re-
g,sendo inatmenles approvadas as chamadas de
deus supplente do dcimo terceiro circulo, um do
segundo, um do oilavo o um do stimo.
Nao havendo nada mais tratar, o Sr. presi-
dente marrn para ordem dodia de hojea couti-
nuacoda de houtem, e levantou a sesso.
PERNAMBUCO.
aSSElBLB LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 10 DE MARCO DE
1860.
Presidencia do Sr. baro de Camaragibe.
Ao meio dia feita a chamada, e achaiido-se
prsenles 25 Scnhorcs deputados, abre-se a
sesso.
Lula
rada.
O Sr. Io secretario di conta do seguinte
EXPEDIENTE :
Officios do secretario do governo remetiendo
de ordem do Exm. presidenlo da provincia para
serem submetlidos ao conhecimento da assem-
bla provincial, o acto da presidencia que appro-
vou arligos de posturas da cmara do Recite ; o
a acta da sesso anterior, appro-
I reta animalmente na proporco das consignagoes
votadas para esse (ira.
A assoeiaco dos artistas selleiros.eslabeleci -
da nesta cidade, nomeou urna commisso para
i apresentar, por sua parte, familia do finado ba-
rao de Ipojuca a expresso deseos senlimeutos.
pela morle delle.
| O fallecido baro era socio honorario da asso-
eiaco.
A defeza do Sr. Guian apresentou-se hon-
tem, procurando amortecer a irapresso produ-
zida no publico pelo facto que lhe imputado e
suas circomstancias.
Da lie-una das gratificaroes caixeiros pelos
compradores da casa, passou a oulra de nao ser
um crime toda aacco ra e censuravel ; mas ha-
tera adaplaco ao caso '?
Talvez que da discusso jurdica do facto. ain-
da saia urna nova palinodia da parte da defeza.
Se hontem confessou, que nao elogia va o proce-
dimenlo deGubian, e nem aconselhava aus de-
mais caixeiros que o imilassein ; pode muito
bera aniiiha accrescentar, que- a arcan, sobre
: tna e censuravel, punivcl era face da legisla-
cao penal, da qual urna infraeco especificada ;
e que por conseguinle, alm d'esse direito de
despedir, que assiste ao patro, ha um outro de
punico criminal.
Nao temos inleresse directo na questo, a sus-
lentacao da moralidade '
quercousa que
INTERIOR.
PAR.%N4.
Coritlba 11 de fevereiro.
Contia o Sr. Dr. Cardoso na sua proverbial
actividade pelos melhoramenlos pblicos.
J lhe refer na passada. que para melhor ce-
leridad nos servidos, havia S. Exc. incumbido
os irabalhos do ncleo colonial ao cngeuheiro
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Reunidos 26 Srs. deputados. lida a acta da an-
tecedente, passon-se ao expediente, e aos pare-
ceres de commisses, e projectos que se acha-
vara sobre n mesa, entre os quaes, um dos Srs.
Francisco Gitirana e Braulio, autorisando o pre-
sidente da provincia a despender al a quantia de
lOcontos de reis com a conslrucco de um acu-
de na povoacao do Bebedouro, e outro do Sr.
Gitirada, autorisando o presidente da provincia a
mandar continuar a factura dos caes de Fura de
Purtas e Santo Amaro al cidado de Olinda, por
meio de um emprestimo, levantado dentro ou fu-
ra do Imperio.
Passando-se continuarlo da validado da elei-
co do Sr. vigario Francisco redro, fallou o Sr.
Manoel Portella, historiando todo o acontecido e
a discusso havida na casa, concluindo, pela
justificaco de sua opinio emiltida em um dos
dias antecedcnles, e volaudo favor da vali-
darte.
O Sr. Joo Alfredo obteve a palavra para jus-
tificar sua opinio de reslriccao. e declarar que
volava contra.
Tost i. votos approvado por grande maio-
ria.
Achamlo-se na mesa diversas indicares, cha-
... -----.-------v.. v ,cu.uiuo uj inuiaiiiiaoe c apenas o nosso lilo no
ouiuo da cmara da Lscada expondo as necessi- que Lavemos desenvolvido; c como acha-se ella
no mesmo sentido es a (Tecla deciso de um magistrado, que inspira
toda a conlianca, pela sua justica, criterio e il-
luslraco, lambem nao vollaremos mais sua
uiscusso, lano mais quanlo o publico j est
dades de seu municipio ; no
das cmaras de Cabrob e Buique
cmara do Recife ; artigosde posturas da cma-
ra de Tacarat ; idem com ditas da do Recife ;
dem una representaco da do Bonito; idem com sulTicienlemenle inteirado do occorrido pelo que
o acto da presidencia que approvou os arligos de ha sido publicado.
inda ; idem cora o da Perante o Sr. Dr. chefe de polica proco-
varias pessoas para
da-
Santa Isabel
Sra. D. Mara
posturas da cmara
o Cabo expondo as necessidades de seu dera-se averiguacoes pelo assassinato de Anlo-
munic.pio ; dem cora arligos de posturas da ca- nio Francisco do llego Rarros, do engenho Geni-
mara de Pao d Alho.Sao remctlidos comims- papo,
sao de posturas e negocios de cmaras. Tem sido notificadas
Oulros do mesmo remetiendo os balancos e or- porem
camonlosdis cmaras do Rio Formoso, Iguarass, manha deve ter lugar em
lacaralu. \ letona, Caruaru. Villa-Bella, Cabo e um espectculo era beneficio da
Ooianna. A commisso de orcamento niani- Luiza de Oliveira.
c'Pal" Esla senhora que s por gosto c vocaro ar-
dem do mesmo com a informacao do juiz mu- lislica se ha dado a arte dramtica ; esta' nossa
Dicipal e de orphaos de Olinda, acerca da pelico palrfcia que. apezar de nao ter nraa escola con-
de Francisco das Chagas Cavalcanti Pessoa AI pela, nao somenos 4 ess'outras que ho pisa-
quera [es a requisicao. j Jo 0 noss0 pa|COi rec0rre actualmente benevo-
dem do mesmo cora a pctieao dos arrematan- lencia do publico desta cidade, do qual espera
les de mpostos provmciaes de Garanhuns.A'I confiada favoravel acolho
cummissao de orcamento provincial. drama que a Sra. D. Mara Luiza de Oliveira
dem do mesmo com a informaco do inspec-' leva scena neste seu beneficio, a celebre pre-
tor da tbesourararia provincia! ceres da pelico I duccao original franceza denominada Maria
de Jos TheodoroGorr.es, ex-ajudante do procu-'-/oa/lna, ou a Pobre Alai. Representado este
rador liscal em Limoeiro.A1 commisso di or-| drama j neste nosso thealro. elle perianto
cimento provincial. coiihecipo do publico para dispensar-nos
dem do mesmo, coma informaco do Exm.' agora urna descripeo das bellezas arlisticas que
diocesano acerca do projecto n. 27 do anno pas- encerra.
Sai^-Ii'teiraila- Isl Pnsl. a escolha que d'elle fez a benefi-
idem do mesmo, communicando ter feilo che- ciada, nao podia ser melhor sob o duplo aspecl i
gar ao conhecimento do Exm. presidente da pro- da composico e do gosto do publico, que licar
vieta o oflicio desta assembla que d parte da plenamente satisfeito pur tal modo.
eleicSo da mesa. Inteirada. Neste drama as almas sensiveis. os co.ares
dem do mesmo cora o acto da presidencia que ; generosos acharo um posto conveniente s'eiva
jubilou a professora de Caruaru Auna J. Peres: de sensibilidade que nVlles houver ; pois que
Campcllo de Mello.A commisso de orcamento d'elle mana urna fonle de scnlimeiilos, cm prc-
prowncinl. senca dos quaes se expande a alma. Estamos,
idem do mesmo cora o dito da directora do pois, que o referido beneficio seja concorrido,
tneairo de Sania Isabel e parecer do conservato- i dando assim occasio beneficiada ter de bem-
rio dramtico acerca do drama Branca Dias dizer a sua lembranca, tanto mais quanlo confia
ris7 Apipucos-A quera fez a requi- ella na proteceo dos seus patricios, quera re-
sicao.
dem do mesmo com o acto da presidencia que
alterou o de 26 de Janeiro de 1853 relativamente
ao provimenlo dos lugares da secretaria do go-
verno.A' commisso de legislaco.
dem do mesmo com 40 exemplares da collec-
cao de leis provinciaes do atino passado.A dis-
tribuir.
dem do mesmo cora nm exemplar da collec-
co de leis e decrelos do governo impeiial per-
lencentes ao anno de 1858.A distribuir.
dem do mesmo, declarando que os arligos de
posUiras a quese refere o officio desla assembla
de i docorrente, foram enviados em 2 desle niez.
Inteirada.
Requerimenlo deFirmino Theotonio da Cma-
ra Santiago, pedindo a inlerprelaco do art. 41
da lei n. 452 de 21 de junho de 1858.A' com-
misso de legislaco.
dem de Jos Augusto Leal pedindo um pre-
mio
re
de commercio. industria, ele.
dem do Jos Boato da Cosa, director do col-
legio dos orphaos, pedindo augmento de ordena-
do.A' commisso de ordenados.
dem das freirs recolhids no convento de
Iguarass, pedindo se lhes continu a conceder
a subvenco que tem recebido.A" commisso de
orcaniento provincial.
L-se e fica adiado por pedir a palavra o Sr.!
M. Reg, o seguinle parecer.
A commisso de posturas c negocios de c-
maras, examinando com a mais seria attenco as
consideracoes que levaram a cmara municipal
desla cidade a revogar o art. 8" do til. 8 das pos-
turas de 1818, que permitlia o uso de empana-
das ; entendendo que taes consideraces nao po-
dem proceder para semelhanle llm.'l0 porque
mamfesla a uluidade que resulta dessas empa-
nadas, que sem duvida prestam-se a abrigar do
sol echuva osestabeleciraenlosquedellas usara,
como porque nao acha a
corre por esie meio.
__ No dia 11 do correnle fez 38 annos a Sero-
nissimaSra. princeza 1) Janu-iria, condessa d'A-
quilla, de quem conservara todos os Brasileiros
a maior saudaJe.
Por aquelle motivo embandeiraram-se os na-
vios de guerra nacionaes surtos neste porto e
salvaran) urna hora da tarde, acompaiihando-
os nestas demonslraees de regosijo a furlaieza
do Brum.
O Sr. chefe da diviso Jesuino Lamego
Costa foi dispensado do commando da diviso do
Rio da Prata, por se achar ella rcduzida tres
navius.
No dia 16 de fevereiro ultimo reassumio o
Sr. chefe de diviso Antonio Leocadio do Cout*-
o cargo de superintendente da marinha da corle.
O Sr. capilo de mar c guerra Francisco Pe-
reira Pinto, quecommandou o vapor Apa na \ ia-
........ ..... ,.,- ,em recente de S. M. o Imperador logo que foi
duzir ei rum o"n a V ^"V"'" ^ "-* HoMOi a esquadra que acompanhoS o mesmo
Bde^n?*J.Sf2!!eb0I-A ommiSSio | Augusto Senho. reassumio o commando da es-
lacio naval do Rio de Janeiro, ancorando o seu
dislincitvo na corveta Dous deJulho.
Por aviso de 14 do mez passado foram
maridados louvar o Exm. Sr vice-almirante Joa-
quim Marques Lisboa, commandante da esqua-
dra que acompanhou S. M. o Imperador, e os
commandantes c otliciaes dos navios que furma-
vam a mesma esquadra, incluindo-se ueste nu-
mero o vapor Pira/ti, por haverem bem desem-
penhado lo honrosa commisso contento do
mesmo Augusto Senlnr.
Por aviso de 9 do referido mez detorminou
S. Exc. o Sr. ministro da marinha que as duas
corvetas que se tiuham mondado construir sciam
movidas a hlice.
Felicitamos S. Exc. por esta acertada delibe-
raco.
Por cartas da comarca da Boa-vista, consta
que fura assassinado com dous tiros, o Sr. capi-
lo delegado do Ouricury Domingos Alves Brau-
commtsso motivo al-,
gum por onde crer que ellas se prestam a fraudes co Muniz Brrelo,
e engaos, sendo que urna vez regulada pela ca- Lista dos baptisados llovidos na fieguczia
mar municipal a ordem o modello porque do- de Sanio Antonio do Recife de 11 de fevereiro a
vemser feitase collocadas, desapparecam os in-'29 do mesmo :
convenientes opposlos ao Iransito 'publico e Manoela, parda, escrava de Flix Antonio Alves
aformoseamenlo das ras, accrcsccndo a ludo islo Mascarenhas.
que consliluem ellas una verba de rendimentos' Thomaz, crioulo, filho nalurat de Maria Ramcs
para a municipalidade : portanto a commisso! Soares.
de parecer que nao deve ser approvado o artigo Antonio, semi-branco, lilho natural de Olindlnu
incluso, continuando em inteiro vigor o de n. 8 ..Maria da Costa,
do til. 8" das posturas de 1849. Vicencia, crioula, fillia legitima de Cyprano
Sala das commisses 10de marco de 1860.
Gitirana.B. e Silva.
L-se e remeltida commisso de conslilui-
co e poderes a seguinte indicaco :
Indico que em lugar dos dous depulados au-
sentes do 11 circulo, sejam chamados os respec-
tivos supplente. S. R. Mello Reg (Ra-
phael.)
ORDEM DO DIA
Contina a discusso da parte do parecer da
commisso de vericaco de poderes, que diz
respeito ao Sr. Francisco Pedro da Silva
('o ii ;i K a r-se-/ia./
REVISTA DIARIA.
Lembramos a conveniencia de se tratar de
promover o calcamenlo de differentos ras da
Boa-Vista, que servem de entrada e snhida da
cidade, nos termos da lei n. 350.
Quando se nao esquecc de calcar as mas deste
bairro de Santo Antonio, tendo-o j sido at al-
go mas quo poderiam ser demoradas ; aquello
outro bairro ainda nao gozou desse beneficio, ao
passo que existem u'ellc localidades que recla-
mam urgentemente essa medida, nao s pelo
lado de ulilidade publica, como lambem pelo de
embellecimenlo e de sublracco aos olhos do
eslrangciro de urna deformidade physica fcil-
mente remediavel.
Tanto este inconveniente sentido na genera-
lidade, que os nossos legisladores, romo inter-
pretes da opinio publica, censignaram em lei
scmelhantc disposicao, autorisando, para maior
facililaco ou exequibilidade do calcamctito, um
contrato por meio de apoces emittidas no par e
cora uro juro de 8 por 0/0 no mximo, tesgata-
Francisco dos Reis, e Rita Maria da Con-
ceico.
Poncino, crioulo, cscravo de Manoel Antonio de
Jess.
Joaquina, parda, filha leuitima de Jos de San-
ia Rosa Correa, e Guilhermina Francisca da
Silva.
Carolina, branca, filha legitima de Vctor Esle-
vao Losne. ja finado, e Auna Carolino Thcard
Lopes de Sena.
Germana, parda, escrava de Florencio Domingucs
da Silva.
Um filho natural de Maria Rosalina de Menezes,
para ser baplisada na freguezia de S. Lutircn-
qo. Nao reto ccrlido.
Casamentos :
Manoel de Miranda Castro com Clara Maria da
Conceico.
Benjamim Pereira da Silva com Amalia Maria
dos Pasaos Lima.
6os Antonio Ferreira com Thereza Maria da
Conceico.
Lista dos baptisados e casamentos havidos
nesta freguezia de 4 a 10 de fevereiro do corren-
te anno I
Cascmiro, branco, com 6 mezes de nascido, filho
legitimo do Dr. Benjamn Pinto Nogueira, o
D. Josefina Carolina de Aguiar Pinto No-
gueira.
Maria. parda, com 6 mezes de nascidn, filha na-
tural, escrava.
Rosa, branca, com 2 mezes de nascida, filha le-
gitima de HerculaDo Olegario Ribeiro Castro e
Clara Rusa de Jess Caslro.
Elvira, parda.com 3 mezes de nastida, filha na-
tural, escrava
Qtiintino, branco, nascido em 13 de otitubro de
1843, filbo legitimo de Antonio Fernandes da
(MtmraDcn





ff ',
MATITO DE, PERNAMBUCO. TERQA FEHU T3 DE MARCO l>E 60.
Silva, mllcscido, u liiuuij Munu Das tcr-
ii andes.
Jos, crioulo, com 5 mezcs de nascido, filho na-
tural, eseravo.
Francelina, crioula.com 6 mozes de nascida. fi-
lha natural le Mana Joaquina da Conceo.
Deonlla, crioula com 8 mezes de nascida, tilha
natural de Antonia Mara da Coocoico.
Amplia, parda, com 8 das de nascida, lilha na-
tural do Filomena Antonia da Conce4oo.
Faustino, branco, com um mez de naaeido, fllho
legitimo de Lucio Jos de Sania Ansa, e Ba-
tracia Mara de Jess.
Marii. parda, com 3 mexes de nascida, filha na-
tural, esorava.
A barca brasileira Recife, vina do Ass,
?romo a sen -bordo os seguinles passageiros :
Joo rgino do Epirilo Santo, Manuel P. de
Olireiiw, Msrcolie.oT. de-Oliveira.
O palhabotc brasileiro Soiralense, sabido
do Aearac e Oar, conduzio a seu bordo os se-
guinles passageiros :
Carlos Domingos de Saboia, la noel Aquino de
Albuqueiquv, Jos Raymuiido Ferrcira, Germa-
no Ignacio de Anuda, Manoel Jos Tiago de
Araujo, T. Alvos Nogueira, Ignacio G. Amancio,
Antonio Joaquim Brito deOKveira, Antonio Bar-
ros Pequeo.
O palhabole nacional George, vindo do Aca-
nc. trouxe a seu bordo o passageiro C. N. Jor-
ges d. Penseca.
Matadouiio publico :
Malaram-se no din 11 de corrente para o con-
sumo desta cidade 78 retes.
>o lia 12 78.
Mutr.xl.Uixi>!-: DO WA 11 DO CORRENTE:
Odana, prcta, escravn, sol tetro, 40 anuos, etica.
Caetana Maria de Jess, prela vinva, G anuos,
dieerha.
Lina tnulher encontrada na ribeira, ignora-se o
estado, qualidade e de que niorreu.
12
Alfonso, branco, me/es. donlico.
Angelo de Jess Paulo da Rocha, pardo, 7 an-
uos, pneumona.
Francisco de tal, branco, solteiro. 22 anuos fe-
ble imarella.
Mara lose do Bom Parlo, branca, solleira, 46
MIBOS, diarrha.
Manuel, prolo, eseravo, 2 meses, cnnvulsoes.
Joao, Branco, 14 mozes, febre cerebral.
Antonio, preto, 7 mozes, eseravo, totano.
Hospital he carimbe. Exislem 70 ho-
mens, 5ti mulherea uacionacs, 2 homensestrau-
jeiro 1 liomem eseravo, total 121).
Na lolatidade dos doentos exislem 39 alie-
aiados, S'iido 3S mulbores C 6 honiens.
Foram visitadas as enfermarlas pelo cirurgio
Pinto, iis a huras e 85 minutos da mauna,
e pelo Di. Doradlas s 8 horas da munha.
CHRONICA JUDICIARU.
Tf?!f?UNAL 00 C0MMERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 12 DEMARCO
DE 1SG0.
PRESIOEfKIA DO EIS. SU. DESEXbAKGADOn
SOCZA.
As 10 horas damauha, achando-se presentes I
os Snrs. deputads Lentos, e Bastos, oSenhor
presidente declarou iberia a sesso e desigDou o j
deputade Leos para servir de secretario
EXPEDIENTE.
l'oi lido um oilicio oo Sr. deputado Joaquim
Jos Silveira, participando que por encommodo
de saudo nu pode comparecer por emquanto s
sessoes desle tribunal.Inleirado.
Foi presente a cotaeo ofDcial da junta de cor-
relores, porteucente a semana linda. Archi-
ve-se.
DESPACHOS.
Um rc/iuerimenlo de Manuel Goncalves Fer-
reira llendi s, salisfazendo o despacho' de i) de fe-
vereiro, alim de obicr alteslado para sua barca
Alrecida peder sabir sem carta de registro.Vis-
ta ao Sr. desembargador fiscal.
< ! res, pedindo o registro da procuraco que ajun-
tam.Re#*lre-se.
Giro de Melquades da Cosa Barros e Anto-
nes & Irmos, da cidade do Aracaty, pedindo o
io de seu contrato social em commandla. I
Vista.io Sr. desembargado?fiscal.
Outro de Lemas Jnior ti Leal liis, pedindo o
registro das duss escripluras de hypotheca que
ujuiitam Registrera se.
Nao havcmlo nuda a lratar-se, o Sr. .presidente
eneerrou a-sesso.
SESSaO JL'NCIARIA LM 12 HE MARGO DE 1860
PttBSIDEKCU DO BXH. SU. DE8KMBAUGAOOB
SOCZA.
A um qimlo de hora depois do meio-dia. pre- ',
sontos os Srs. deserubargadoxes \ illares, Gitirana,
Silva Guiuiares e Guerra, e deputads Bastos
c Lomos, o Sr. presidente declaruu aborta .a sos-1
sao; c fui liua e approvad* a acia da antec-
deme.
Foi presente o accordo proferido na oppel-
laeu eni que gao :
Appellanles, lenlo .los da Costa, o llr. Joao ,
Jos Ferreira de Aguiar e. uutros; eppellados, a
viuva e hordeiios de Agoslinho Ilcuriques da
Silva.
Nao pode ser essignado pela falla tos Sr*.-de-
potados juizes eertos.
MU.1.XM1.NIO.
Appcllaiile, Jos da Silva Ferreira ; appollado,
o Br Joaquim Antonio Alvos Uibe'io.
Coiitiii i adiado pelo mesmo motivo.
DI-si..n xv vo DE DA.
A.npellanto, Joaquim Ferreira MondesGuima-
rei ; appellados, Barroca xV Castro.
Foi designado o primeiro dia til.
FA8SAGENS.
\; peliarito, Joan Pinto Regs de Souza ; ap-
pcllado, Manoel Joaquim da Silva GuimarJes.
Di Br. dosembaigador Villares ao Sr. desembar-
gado* silva Guimares.
.Nada niais bouve a tratar
Rkco Rahgei,
Secrclario interino.
JURY DO RECIFE.
FKIMEIKA SESSAO.
DIA 10 DE MAKQO.
Presidente, o Sr. Vr jniz de'dircito Demarco
MacL'in.da Co.fla Doria.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
' l^opoUno de Gusoiao Lobo.
Enerivao interino o Sr. Joao Saraiva de Araujo}
Caloo.
As 10oras da manhaa verificando-se cslarciu
presentes i* jurados, o Sr. Dr. presidente do jury'
abri a sesso na forma du OSlylo-
Poram multados em 20 cada um dos Srs. ju- ]
rados que nao ceuipareccram, e r.-lcvados dasj
multas eui que meorreram emsesses anteriores
aquellesquo movaram com legitima razo de'
escusa as s Ha vendo sido designado para osla sesso o jul-!
^amentodonanmario-orime em que autor
los Maximianc Seacesde Avellare ,-o Euzebio
Pinto, pronunciado em recurso no artigo 257 do '
cod. crim. combinado com o decreto du 15 de
iilubro de 1KI7.
i sr. Dr. presidente do jury fez proceder ao '
orfeio do couscUm 4o ecntesea, oceupando a1
adeira de aecusador do reo'o Sr. Dr. Joo
iVraneisco Teixeira e a de defensor o Sr. Dr.;
francisco de Paula Bastiste.
Foram re usados por parte do aulor os senho-
*es jurados :
mcisco Xavier da Fonseca Coulinho.
Uypelito Machado Freir Pereira da SU*.
Dr. Ftrmino Antonio a Souza,
Joao ca Cruz M nodo.
Ignacio Jos da Luz.
Maroiiao Jas l'upe.
gnai io Bei lo Loyola Jnior.
Joao Jos 'l i Alttqaerqiio.
Foram recusados por parto do reo os Srs. ju-
rados :
llr. Manco! Francisco Teixeira.
Ulysses Ju*ialano do Oliveira.
O conseibo de senlenea foi constituido com os
Srs. jurados :
Dr Manoel Coelho Cintra Jnior.
Dr. Eugenio A. do Couto Belmunt.
Dr. Cicero OJon Perigrino daSilva.
Dr. Americn Fernandos Tiigo de I.oureiro.
Dr. Jos Joaqun du Muraos Navarro.
Claudiano Xavier de Ovoira.
Antonio de. Moura Ilulim.
Joaquim Gilseno de Hesquita.
Trslao Jaromc de Araujo.
Thom Lopes ? Sena.
Jos Antonio da Costa o Silva.
Pedro Celestina llindelo.
Deferido so conselho o juramento du eslylo o
Sr Dr. presidente do juiy fez o interrogatorio do
leo Euzebio Pinto.
Este historian largamente e com acert de
convierto a perseguido do quedisc ser victima,
e que elle respndeme attribuin ao odio figadal
de seu cunbado Pedro Alexandrino servido por
Avellar, quein o reo intcrpcllou por vezep. O
interrogatorio i!o ro parecen a lodos os olhos a
mus o.-toreada uulozd Ue s'uos uiiuitus. A im-
pressao que assuas respostas firmes e calmas
produziram no animo do numeroso e escolhido
auditorio, que o altcndia, derramou as ni ais
'tondadas prevences contra a causa do aecu-
sador.
No momento solemne em que Euzebio Pinto
elevara a sua voz no seto do tribunal, o seu
semblante pareca Irahir urna eonvicoao segura
e lirme, e assuas patarras deixaraoi ~tiansp*re-
cer a pureza de suas intencoes.
Era meio de seu interrogatorio, Euzebio Pinto
produzto um novo documento de que se nao
fallara nos autos, qual era a escriplura particu-
lar de urna hypotheca eita por Antonio Pedro
D Francisca Goelho da Silva, em 15de julho de
1854, do eseravo Mathiis, do qual o autor offerc-
eia nos autos um papel de compra datado de 5
de abril de 1858 e cojo furto imputava a Euzebio
Pinto.
Este importante documento e corlas autenticas
com que o reo comprova as suas asseveraQcs,
pasmavam a altcncfio du auditorio.
Pitido este acto de queselavrou o competente
termo legal, foi concedida a palavra ao Ilustrado
aecusador, o Sr. Dj. Joao Francisco Teixeira.
Seria iuipossivel fazer a syiilhcse completa da
materia da necusacao e da dofeza. Versou a
discusso sobre tantos c lo varios episodios da
questao, sobre tantas e tao embaracosas minu-
dencias, que os proprius adrogados eram por
vezes obrigados suspenderem-se nesle immen-
sn labyrintho. plantado em quasi dous annos por
um trabalho de todos os das. As 20 paginas
do summario-crirae alerravam a mais escrupo-
tosa attenc.io.
Tanto mais dfficil era a missao do aecusador,
quanto mais elle redobrava o esforz da dialc-
lica e do racciocinio. J o aecusador alacava um
poni, j outro. j; se refera este, ja .1 aquello
fado, e a sua attenco nao se desvair va Jiem se
perda.
A_ aecusacao, que abri o debate, foi animada o
chela de calor e de vida. 0> recursos oratorios
doillnstrc patrono do aulor revelaram-se pode-
rosos.
Entretanto, preciso notar que o Ilustrado
aecusador fez correr na lido algumas expressoes
monos convenientes e tal vez improprias da tri-
buna judiciara. A nobilissima nsttuico do ju-
ry nao podera agradecer algum pungente sarcas-
mo, que a aecusacao Ihe alirara.
Oceupando por "urna hora e mea a tribuna, o
Sr. Dr. Teixeira deixou transparecerotalento que
Ihe roconhecido e a cloquencia mgica de sua
palavra animada.
Elevou-se do meio do mais profundo silencio
a voz presagiosa do Ilustre patrono do reo, o
Sr. Dr. Paula Baptisla. A dofeza, produzida com
calma e reflexao, pareca eslribar-se em prova.
irrecusaveis. Tanta ora a convieco de que se
inspira va o patrono do reo !
Terminada a defoza, o Sr. Dr. presidente do
jury exigi du reo Euzebio Pinto a exhibicao da
escripiura particular de hypotheca que "o reo
se referia nm suas -esposlas ao interrogatorio.
E scndo-lhe presente esto documento, o Sr. Dr.
presidente o passon s mios do promotor publico,
Dr. Gusmao Lobo, para que este examinando a
sua legalldade podesse requerer o que fosse
bem da juslica.
Examinando altentamenta o prediclo instru-
mento de hypotheca, o Sj. Dr. promotor publico
dcclarou quo nao so achara este revestido das
solemnidades lgaos, c requeren que, linda a
sesso,-Ihe tossem os autos conclusos para que
podesse proceder nos termos de direito em vista
dos provas.
Prosegoino do debate, o Sr. Dr. Teixeira os-
tendeu-se largamente na replica, em que procu-
rou distruiros fiiiidaiiienios da dofeza, pedindo
a condemnacao do reo no artigo citado, grao
mximo, por haverem concorrido no crimo as
circumatancias aggravanles dus g 4, 8 e 9 do
art.17 do cod. crini.
Concedidanovamente palavra ao admgndo
do ro, oSr. Dr- Paula Baptisla, produzio este
novas considera! oes do mais subido valor para a
questo, e rematou o seu discurso pedindo em
termos eloquenles a absolvicao do seu consti-
tuinte.
Terminado o dbale, que interessoa sempre
ao numeroso auditorio quo o altcndia, o Sr. Dr.
presidente do jury oxpoz luminosamente os ar-
gumentos capilaes da aecusacao c da dofeza, re-
sol vendo hbilmente a questao de doulrina que
a dofeza suscitava sobre os elementos constituti-
vos do crime de furto :
Os quesilos proposlosao jury de senlenea fo-
ram os segumos :
l. O reo Euzebio Pinto em abril de 1853, ti-
rou para si o eseravo Mathias contra a ventado
de seu dono, quo se diz ser Jos Haximianu
Suares de Avellar ?
2o Deu-ae a cireumslancia sggravanle de ser
o reo impellido por motivo ou frivolo?
3" Deu-se nesle delicio a circumslanr.j aggra-
vante da prcmedtacao, por lercm decorrido en-
tre o designio e a aceao mais de viute e qualro
horas ?
4" Deu-se ueste delicio a circumstancia de ter
o delinquenle procedido com fraude'.'
5o Exislem circumslancias altcnuanles fa-
vor do reo ?
Recolhendd-sc sala das conferencias secretas
10
Venancio de l.yra, aecusado pelo crime Ue len-
mentos, na pesaoa de Joo Nery. foi absolvido,
leudo poT adrogado o Dr. Manoel Joaquim de Mi-
randa l.obo.
Efior estar a hora adantada o Sr.-Dr. juiz de
direito addiou a sesso para o dia segunle.
Errata.
No jury publicado no numero antecedente,
d-sc oaeguinte erro de data.8 de manola-
se 9 de marco.
Communicados
O Liberal o o circulo da Victoria.
A noticia que d o Liberal de 10 do corrente
sobre a continuaco dos trabalhosda qualiteaco
da reguezia de Santo Anto, obrlga-nos a dar-
Ihe urna ligeira resposla.
Diz e Liberal que allixadas as listas no da 27
de Janeiro, niuitos individuos, quo pretendiam
fa-er reclamagoes ficaram prirados de faze-lo,
porque logo no dia 11 de fevereiro estavaro ellas
rasgadas de alto baixo, e qoe fra isto resul-
tado do plano de evitar reclamaces. Semelhan-
te estrategia nao pode aproveitara quera a cm-
prega.
Quando mesmo soja real o factn de terem sido !
rasgadas as listas allixadas, nao est provado que '
o fossem pelos membros da junta, nem por aquel-
es que oseguem.
O proprio Liberal 6 o primeiro confessar que
na freguezia respectiva corre o boito de quo fo-
ram ellas dilaceradas pelos liberaes.
Nao so pude inculpar ao presidente da junta o
nao t-las mandado substituir, porque nao Ihe '
leudo constado o fado, e nem tambera tendo sido
requerido a substluicao, nao est obrgado a ta-l
ze-lo.
Nao prelendam os liberaes tirar dalii argumen-!
lo para justificar a pretendida excluso dosseus.
diroitos.
o proprio Liberal quem confessa quo as lis-1
las cstiverara aflixadas 15 das, pois tantos deeor-l
rom ile 27 de Janeiro 11 de fevereiro, e se os !
liberaos julgassem a qualificac/io mal eita, tive-
rara bas'anle lempo para tomar as notas respec-
tivas : o trabalho dosulliujos 15dias para os re-
clamamenlos consiste apenas era preparativos de
documentos ele, que inslrua e fundamenlem
suas reclamscoca.
Conclue o Liberal dzendoquc leudo terminado
os trabalhosda junta no dia 2 do corrente, o pre-
sidente da junta al hojo nao entregoii aos pon-
eos que reclamaran! as pelieoes decididas, e que
isio nfracco manifestado 7 do decreto de
l de marco' de 1847, cuja disposico trans-
creve.
Nesla aecusacao mostra o Liberal desconhecer
a le, que regula o processo de qualilicacao edas
reclamaces.
O decreto de 18 de marco de 187 11, bem
expiosso, quando manda que os requertmentose
documentos que a junta receber so serio entre-
gues s partos depois de decorrido o prazo de 25
das, contado do ultimo dia dos trabalhos da
junta.
Ora, estando encerrados os trabalhos da junta
no dia 2 deste mez, smenlo depois do dia 27
que a junta obligada i entregar as taes peti-l
roes com os despachos undaoienlados.
Temos respondido.
0 amigo da juxtica.
Correspondencias.
Sr. redactor.Acabo de ler com a maior dr
no seu concciluado jornal de boje, quito brusca e '
malvolamente atacada, mesmo na sepultura, a ;
honra do meu bom pai. Al all chega a r.i po-
ltica de entes lo mseravois, que anda cevara
contra um homem, quo s riveu para fazer bi^a,
e tao Cobardemente calumniado Contra nos que
sempre vivemos longo desse theairo d'inkrigas,
vera pesar lo degradantes injurias e calumnias,'
lanzadas por esses homeiis, que por vereui-nos ,
Iulaudo com graves infortunios, aproveitam i
occasio de perseguices, que em eircuinstancias
mais Car ora veis nao se animaran! fazo-las.
Sem durida ser o mesmo, que contrariado por,
nao adiar aqu um genio igualmente lo iracun-
do, e despenado por nada ler aprovclado das
suas ameacas e grosseiras exigencias, para sern-
denmsado do seu crdito com prejoizo dos de
mais cicdoros, procura vngar-se por meios tao
indignos.
Pedimos ao respeilavel publico, o eopecial-
nuule aos nossos credores, a quem dexemos
piompta salisl'aio, que suspendan] o juizo, al
que poSSamaS aultibit as proras em f .'atio, do
que se diz do nosso proeedimonto.
Qucira Sr. redactor dar publividadei estas i-
nlias do seu a.ssignanle
Becife 13 de mareo de 18C0,
ilanoel Curnclro.
elle, se me iuclino|niais para este ulurau olulre
attendendo ao embarazo era que ouv, quando se
procurara dar curso as aguas interceptadas na
ponte do Becife, creio que no mez do agosto do
annopassado, embarazo este, que por interme-
dio de um hornera entendido e cora aulorsac.io
de V. S.-o remov com diminuto trabalho, modi-
co dispendio c no curto espaco de 15 a 20 mi-
nutos.
Nao finalisarei sera recordar a V. S. que al-
guem j se lembrou de allribuir a impcrfeieao do
encanamenlo particular di casi de banhos.'oque
parece provir somonte da deleroraco sempre
crescente doencanamento da companha do Be-
beribe, que estando a 16 annos debaixo da trra
nao consta que depois da sua colocaco fosse ra-
dicalmente recorrido e concertado, entretanto
Y. s. se lembrar tambera que por intermedio do
muito digno ox-aeereiario dessa companhia (o Sr.
Gnilhcrmc Sette) fez a soguinle proposta : que
se nomea9se nina commissao de pessoas enten-
didas alim do que se examinassera arabos os en-
canamentos ; que se o defeilo fosse do da casa
de banhos, os mestres que o pratlcaram se sujei-
lavam a altera-lo e executar o que fosse p'es-
crplo pela decso dos peritos, e eu pagara as
despezas que a companhia do Beberibe houvcsse
feilo com essa commissao, a so o deleito fosse do
encanamenlo da companhia do Beberibe, dig-
nidade dessa respeilavel companhia pertencia
fazer executar os artigos 10 e 1 do nosso con-
trato (*).
Nao cxlranho a V. S. que esta proposta foi
regeitada, apezarde justa que era, e fui obrgado
por prudencia e sveraao a discussoes, a esperar
que o lempo me facililasse juslica ou remedio a
iiieus continuos projuizos, ou q'ue a companhia
do Beberibe se resolvesse a prorar aos mestro de
miabas obras, que da sua impericia provinham
os males de meu eslabelecmeulos.
Nao leudo at aqu hardo melhora, offeregn
as consideracocs cima do recto juzo de V. S.
rogando-lhe dous favores ; um de dar-me urna
resposla por escripto, e oulro de consentir que
delta faca o uso quo me convier, alim de evitar
que ura eslabelecimento de verdodeira ulilidade
publica venha a causara ruiua de seus proprie-
larios.
Dos guarde a V. S.Casa de banhos do Palco
do Carmo, 4 do marco de 1800
Illm. Sr. Dr. Joaquim d'Aquino Fonccca, dig-
nsimo drectoi da companhia do Beberibe.
Jos il. S. Aguiar.
onde elegeu presidente ao Sr. Dr. Manoel Coe
Cintra Jnior e secretario ao Sr. Dr. Eugenio
Augusto do Cotilo Belmonl, d'ahi vollou depois
de 20 minutos respondendo ao
1" qnesitoNao, por dez votos.
2" quesilol'iejudic.ido.
3o quesiloPreiudicado.
4o quesilo--Piejndcado.
5o quesilo--Prejudicado.
Por cuja dec>o o Sr. Dr. juiz de direito lavron
a senlenea que publicou ao jury, absolvondo a
Ensebio Pinto e condemnando ao autor us
costas.
Pedindo a palana e sendolhe concedida, o
Sr. Dr. Joo Francisco Teixeira appellou da pro-
dita seutonca para o supremo tribunal da relaro,
do que se maudou lavrar o respectivo termo."
Levanlou-se a sesso sl) horas da noite, sen-
do designado para julgamento na primeira sos-
sao o sumraano-crime ex-officio contra Marco-
lino Francisco da Silva, pronunciado no grao
medio do ai1.193 do cod. crim.
Da 12 ni: junco.
Presentes 39 jurados, o Sr. br. presidente do
jury declaruu aberla a sesso s 10 horas da
manhaa.
Foram multados em 20; rs. cada um dos Srs.
jurados que nao comparecern!, c relevados da
imposico das multas, em que haviatn ineorrido
aquellos que cora razo do escusa motivaran) as
suas faltas em sessoes anteriores.
Sendo apresentada pelo escrvo interino do
jury ao Sr. Dr. juiz de direito i relaco dos pro-
cesaos ltimamente preparados pelo juiz munici-
pal da 21 vara, o Sr. Dr. presidente mandn af-
inar potla do tribunal os nomos dos reos que
leem de responder ao jury na presente sesso,
guardadas as disposicee da le respeilo da
prioridade da pronuncia. Sao os seguinles :
Marcolino Francisco da Silva.
Pedro Alexandrino Gomes.
Jos Ferro.
Flix Fernandos da Paz.
Antonio Bezerra da Silva.
Joaquim Manoel de Lima.
Jos Gomes do Nascimenlo.
Ignacio Ferreira Muniz.
Jos Francisco da Luz.
Marciano Antonio Barbosa.
Era allen^o antiguidade da pronuncia, foi
designado para julgamento o reo Marcolino Fran-
cisco da Silva, que l'oi mandado vir presenea do
tribunal.
Sendo o reo menor de 21 annos, oceupou a ca-
deira da dofeza o curador juramentado Dr. Joa-
quim Elvira de Moraes Carvalho.
Sorteiad o conselho, foi o reo interrogado.
Seguio-se o debate.
Absolvido em urna das sessoes anteriores do
jury, o reo appellado earregava a imputaco do
assassinato de Anaslacio de tal, que se dera ca-
sualmente ao passar o reo s mos do fallecido
urna espingarda de caca
A innocencia do rco'eslava evidentemente pro-
va da dos autos.
Proposlcs os quesilos sobre o fado principal e
m.:s circumslancias, o jury de senlenea respon-
den negativamente ao primeiro e llcaudo os de
mais prejudicado?.
Por cuja decso, o Sr. Dr. presidente do jury
absolvoo o reo c conderanou lias cusas a muni-
cipslidade,
Jury do termo de Olinda.
IMUMKIIIX SF.SSA.
10 demarro de 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito Antonio
Francisco de Salles.
Promolor publico interino Dr. Amaro Joaquim
Fonsera de Albuquerque.
Fcila a chamada e verificando-so haver nume-
ro sulHcienlc de juizes de fado, foi abena a
sesso.
Submetlido a julgamento o reo nfJianoedo, Joio
Senhores Redactores.I.endo no seu eonce- I
tundo Diario de boje, a publicarn a ped lo do !
Sr. Marcolino Jos Pupos, oscriplorario da com-
poirhia do Beberibe, rogo-Ibes o-obsequio de pu-'
blirsr as seguinles eoncideracoes :
1." Quo nao se disse nunca que na casa de Ba-
nhos ao Pateo do Carmo, fallara sempre agua
polavel da companhia do Beberibe, e sini algu-
mas vezes, como fcilmente se ver da publica- j
cao da correspondencia entro o abaixo assgnado '
e o Sr. diiedor da companhia, quesegundo I
pro me i ti,principia a manhaa.
2/ Que o Sr. Pupe vio agua correndo nosba-l
nheiros, mas nao quz entrar para ver d'onde
riiiha.e porque modo se linha conseguido que ella !
all eslivesse.
3." Que se em lugar de ir as 9 horas do dia,
fosse as 8 ou as 9 da noite, ou nos das antece- |
denles quando se deram os avisos, veria q levoi- j
tavam mullas pessoas por nao encontrareiu agua
para banho.
4.a Que os administradores da companhia quer
transado, quer actual viram muitas ve/es esto
eslabelecimento com falla d'ague, porque io exa-1
minar na occasio que olla se da va.
5.a Que j val conhecendo que as fallas d'agua I
ou enfraquocimenlo da corrente, provem do moj
estado das vlvulas dos Tegistros doencanamento
e que com um exame minucioso e imparcial se
saliera tudo c tudo se remediar, havendo voli-
tado.
6.a Que se estas consderaces nao forera suf-
ilcientes, ou farc publicar uii alteslado das pos-
soas que reqiientam esle estabelecimento o por
elle se ver que muitas vezes deixam de lomar
banho por nao haver agua, e o publico ver que
essas pessoas nao sao assalaradas, ou por qual- :
quer modo dependentes da rasa de banhos.
'." Que quando o Sr. Pupo for a casa de ba-
nhos, digne-se procurar ao proprielario all resi-
denle, pois que das suas perguutas acceleradas
(naquella occasio] e retirada precipitada, [Mde-
se concluir m vonladc, ou repugnancia de escu-
tar as observacoes e explieaeoes dos subalternos
deste eslabelecimento ; ficando corlo o Sr. Pu- \
pe, que s don estas explicares para o publico
eqtrenao entrelerei discussoes caprixosas quer
com Vmc. quer com qualquer outra pesaoa.
Casado banhos do Pateo do Carino, 12 du mar-
co de 18G0.
J. M. S. Aguiar.
Es o primeiro oliclo que ura dos proprietarios
da casa de banhos do paleo do Carmo dirigi ao
digno Sr. diredor da companhia do Beberibe,
participando, e pedindo providencias a respeilo
da falta d'agua que em maior escala se come:ou
a sentir no eslabelecimento desde o dia 2 deste
mez.
Os sensalos que o leiam, e quo aprecien).
Illm. Sr.Cuinpre-me participar a V. S, que
anda hoto, a esta hora (duas horas da lardo),
nao posso dar banhos por falta d'agua, ou para
melhor dizer, pola pouca for^a com que ella cor-
re, donde concluir V. S. segundo meu aviso de
honlem, que ha tres das, nao pode funecionur
meu eslabelecimento.
V. S. sabe que nao esta a primeira vez que
soffro Jeslcs prejuzos : c que avalladas despezas
tenho feilo com augmenlos de depsitos erebai-
xaraentosdos que existan), para ir acompanhan-
do o enfraquecimento da corrente das aguas da
comoanhia do Beberibe, que augmenta na pro-
porco da ruina dos camos e registros, que (se-
gundo a voz publica) udium-sc era pesBtino es-
tado.
Hoconheco os vastosjconhecimcritos de V. S.,
mas tenho tambem sciencia dos seos muilos ala-
zares, e se a V. S recorro, confiado na sua
inteireza de carcter, que nao Ihe acconsclhar o
augmento dos projuizos de urna empresa, infeliz
desde o seu comeco. a troco do um inesquiiho
inieresse em favor dctuma companhia, por lau-
tos ttulos independente e considerada.
Faco juslica aos bons desejoo do actual aimi-
nislrador da companhia do Beberibe, tenho mes-
mo sido testomuBha de seus intuios trabalhos;
mas sendo al aqu infructferos todus os seus es-
. forros devem-se concluir que esle .dedicado e
infaligavel ei^pregado inlorpccido pela mulli-
plicidade de seus aazerea, ou por falla de co-
nhe persegruco desabrida, da q lal sahio-se cuberlo
de louros : quer como juiz municipal d'Atalaia,
onde nao desmenlio, antes canfirmou o alto ron-
celo de que j gosava, portando-se com probi-
dado, e urna independia do carcter nao contes-
tadas.
Um Magistrado como o Dr. Meira nao pode
agradar a lodos, por que nao faz concesses que
nao gejam de harmona com a sua consciencia, o
tendo por nico norte a lei, nivello opoderoso ao
fraco.
Feliz do Brazl se todos os Magistrados reu-
nissera os predicados do Dr. Meira. se lodos
presassem a sua dignidade como elle que enr-
gico, Ilustrado e recto se tem construido o (er-
ror dos criminosos, e o escudo forte sob o
qual se abriga o fraco conlra os caprichos dos
nt ondes.
Avante I O acto que a caba de pralicar
mais urna perola bnllm.te, que lera de ser en-
gastada na sua. rica coroa de Magistrado, mais
urna prora robusta que d independencia de
seu carcter, punindo o crime, sem ler era con-
siderarlo o owro do criminoso, n
Quando a rirtude se manifesta conf tanta os-
lenlaeo se hostelisa, porm nao se contesta era
consciencia.
Os uiros desse disvairado nao acham echo na
consciencia dos homens sensatos c honestos da
provincia, que o acaba de destinguir com urna
cadeira na Asscmbla Provincial-
Infeliz do Magistrado se sua repulaco esli-
vesse ao ludibrio de cellos avenlureiro's misera-
ceis, que se prcvalecem da suja capa do anony-
mo para calumniaren) aquellos, cuja posico i-
vejani.
Escrevcndo eslas linhas nao pretendemos af-
fuinar o Sr. Dr. Meira com o torpe insonso do
venal r30Dja, ella3 sao o transumplo fiel de
nossas conviceoes.
O Malhemalico
Senhores Redactore*. llogo-lhes de inserir
no seu acreditado Diario estas linhas, pelo que
me confossarei grato.
Pelo ultimo vapor vindo do sul recebi os Jor-
naes do Commercio da Corte, c nelles deparei
com algumas cartas que um Perniimbucano man-
dara uublicar all, para terem mais torca natu-
ralmente ; as quaes, com bstanlo pozar, vi
de que modo infamante se pretende manchar a
honrosa repulago de mu Ilustres amigos os
Srs Drs. Freiiis enriques e Joo lrcano 1 !
E para que o publico da corle nao se deixe
levar pelo que miseralvelmenlo diz esse delator
Pernamliucano em suas enjoaliras earlas, loinei
a resoluco de nao me calar, por que nao posso
ver a innocencia olliidida, e de descobrir o se-
gredo.
Ei-lo : esse Pernarabucano, que nao oulro
sf nao um bacharel gago, tiaixo c ura pouco de-
famador ; baldadamente aspira, pela segunda
voz, nina cadeira na asscmbla gerai. Que hora
orador nao ser I
Mas nao leudo elle ncnhiima importancia
nesla provincia, e nem em parle alguma, e sini
somonte no Ihcatro de S. Izabel onde deteinle
as cmicas, como tem por costume ; nao pos-
suindo ueiihuina habilUacO para bem desem-
penhar as altas funecoes de hora representante
da nae&o ; e, suppoudo que esses dlstinctoa ma-
gistrados prctendem embaracar sua eleic&o em
Goianna, brada como ura furioso contra "os Sr.
Drs. Freilas Henriques e Joo Hircauo, pede
ao Exm. Sr. Ministro dajustiea a reinoco d'ellcs
da com marca em que exeicem as fundos, um
como juiz de Direito e outro como juiz Munici-
pal.
E' pona que esse meu patricio nao cumpra os
seus ardenles desejos, por que enlao leriamos
que passar pelo desgoslo de vermos u:na clamo-
rosa iijustiea, e Dsalisfaco de apreciarmos um
orador gago.
Para que, finalmente, nega que esse delator
tem consciencia de que, o que escreve, sem-
fundamento, deixa de as.-lgnar seu verdadeiro
lime, e en buca-se com a vil capa do auonyiiio.
Fico s suas ordena.
Uaronis.
Becife 10 d.- marco do ISliO.
Fstclltinat tc'vi^:t.
Senhores Redactores. Vimos no seu Diario
de 10 do lorente un! asquerosa farragem (co-
jo auclor um rbula de olhos vsgos, sevandi-
ja, devasso, alrcido e ignorante ) na qual se
deprima a bem funda da repulaco do muito
honrado e intelligonle llr. Meira Promotor Publico
da commaroa de Uaceio.pclu um cofaele de haver
dado esse Magistrado modelo urna denuncia de
estoliionalo conlra o negociante porluguez Silva
l.eo ; denuncia alias mili justa e bascada em
robustos documentos, por que leudo o denuncia-
do embarcado para lora di provincia ninfea um
saceos com assucar, perlecenles ao Sr. Antonio
Nelto, morador na villa d'Atalaia, os quaes se
acharara depositados no seu trapiche, nao hesi-
ten negar a existencia desses saceos, quando Ihe
foram exigidos pelo dono, sendo mister ser cita-
do para pagar a importancia delles.
Nao haver a qui rn le .' Nao havor erirne
de csiellionato previsto pelo art. 24 do cod.
criin. ?
() tal rbula confessa n existencia do crime,
quando com o maior destacamento so aprsenla
duendo, que fadossciiielhnnles a esse leem sido
commellidos impunemente, quereiido com luda
a gruru liiar d'ahi a impunidade para o seu po-
trn, esquecendo-se que ura crime nao pode ac-
carretSr um bil de irapunedude para outro crime.
Se fados da mesma nalureza se tem dado,
qual a razo por que nao fornecem a l'romoto-
na documentos sobre os quaes elle basee a sua
denuncia .'
Provado o crime de estellionato, tendo elle
sido denunciado pelo Diario das Alagos, cum-
pria ao Promolor dar a denuncia, como Cifecliva-
rneute o fez, porque um Magistrado como o Dr.
Meira nao acha dlfflculdadcs na applcaco da
lei, nao sabe dobrar-se s conviuncias, quando
estas distoam dos principios de juslica c hones-
tidade.
Deveria dcixar allroutada a lei, aggravada a
sociedude, sanecionar um crime s por que o
criminoso rico, e conta cora a cga proteceo
que seu diiihciro Ihe tem giaugeado
Deveria ler recusado os documente que foram
subministrados pelo negociante Guimares | co-
mo diz o aranzel ) someute porque este indivi-
so j quebrou duas vezes ?
Esto procedimeulo repugna cora o carcter in
depeudeule do Sr. Dr. Meira, a quem a luz do
ouro nunca deslumbrou o nem deslumbar
nunca.
Os procedentes honrosos e a vida publica do
Sr. Dr. Mein repeliera cora energa os epillic-
los injuriosos que Ihe assacou o lal rbula, que
leudo sempre cncronlrado no Dr. Meira urna bar-
reira forte contra a qual se esboronen as suas
rabuliecs, Irabalha cora atlinco a ver se consegue
desconceitual-O peranle a opinio publica, que
sensata e imparcial far justica ao carcter puro
e honesto do Dr. Meira, dos'presando dcslarl
os manejos torpes, o as insinuacoes malvolas
e cyuicaad'um moostro de perfidia.
Prosiga o sympalhico Dr. Meira com a fronte
altiva e dcsassoiiibrada na senda gloriosa que
sempre leD) tiilhado; quer como delegado de
polica da villa da Alalaia, onde desemvolveu
inulta energa, mandando cercar o engenho Iza-
bel para prender o potentado e lodosos seus apa-
niguados o queconsoguio; quer como juiz mu-
nicipal o de orphos da Malla Grande, onde se
manteve com dignidade e honra, reagmdo, com
admirarlo de lodos, contra as imposices degra-
dantes de certa autoriilade altamente rollocada,
procedimenlo esse que desaliou contra si urna
(*) Art. 10. Quando por qualqner desairanjo
no encanamenlo da companhia do Beberibe o
ramal deixar de receber a agua contratada, o con-
traanlo Aguiar coinmuuicar immedialamcnte a
drocrao da companhia, o verificada essa falla,
deixar de pagar proporcionalnionle ao precio do
contrato por todo e qualquer lempo que lli fal-
lar aguadevendo a companhia proceder logo
aos concertos necessarios no seu encanamonlo,
mas nao sendo obligada a indemnisaco alguma
para com o contraanle.
Art 14. Todas as duvidas e quesles suscita-
das, acercaba execucodesteconlralo, ou sua in-
lerprelaco no lodo o'u no de qualquer arligo, ou
coudiQo separadamente, sero explicadas e deci-
didas por meio de arbitros nomeados por parle
da companhia c do contratante, c da opinio fi-
nal destes arbitros, nao haver recurso algum, e
nemappeUa para o foro judicial.
Srs redactores. Queiram ter a bondade de
publicar em seu concciluado jornal o eeguinte
documento, nao prescindindo da entegra das for-
mas judiciaes, embora nao tenham a menor im-
portancia e reanlo com a materia do requeri-
mento, que a molicon.
Becife, 12 de marco de. 1860.
Jos Teixeira Bastos.
Biz Jos Teixeira Bastos, que se Ihe faz noces-
gario que o escrivo Saraiva Ihe passe por cer-
tido o theor do requeriiiiento que esiejuizo
fez Jos de Almeida Soaresde Lima Bastos, para
que o provedor do hospital porluguez Ihe desse
algumas explicarts; assira como o termo que se
lavron dessas mesmas explieaeoes.
Pedo a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal sup-
plenle da primeira vara mime.E K. Me.
Passe. Itecite, l de Janeiro de 1860. /. Se-
ra/ico.
Joao Saraiva de Araujo Galvao, escrivo dojuizo
municipal da primeira vara da cidade do Re-
cito de Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde etc.
Certifico que a pelico de que traa o suppli-
eante e termo de explieaeoes, da forma, mo-
do, maneira c theor seguinle :
0 llr. Jos de Almeida Soaros de Lima Baslos,
conslando-lhc que o actual provedor do hospital
porluguez de beneficencia, Jos Teixeira Bastos,
intimara jimia adminislnliva do hospital por-
luguez du beneficencia, em sesso do dia 18 do
mez prximo passado, depois da Icilura dos olli-
cios ns. 1 e 2, que o supplicanle faltn n verda-
de no mencionado offlero n. 2 que sublrahira
dolosamente nina caixa de instrumentos cirurgi-
cos, pertencente ao mesmo hospital, e substituir
por urna outra com menor numero de instrumen-
tos, e que para fazer crer mesma junta nessa
insinuac.io oleivosa ihe apresenlara na mesma
sesso a factura dos instrumsntos, e urna s
caixa cora os inesmos, escondendn outra que o
estabelecimento possue, eo BUpplicado receben,
quando foi reoloilo provedor do hospital, sendo
essas insinuaeocs feitas e"ra ausencia do Slippli-
canto, e sem que fosse previnido pelo suppiicado
para comparecer tiesta sesso, quer faze-lo noti-
ficar, pira no dia o hora que V. S. for servido
designar, vir dar as necessarias explieaeoes, lican-
do mi^oio s ponas de calumnia, ou" injuria, a
quo as insinuacoes derem lugar, na forma do art.
2() do cod. penal.se nao comparecer.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
primeira vara assira delira.E II. He.
Jos de Almeido Soares de Lima Bastos.
N.',lilique-so para o dia 15 de do/.einhro s 11
horas da manhaa no meu cscriplorio.
Recito, 12 de dezembro de 1859.
Serfico.
Certifico que sendo nesla cidade do Itee'e np-
nflqnci a JoS(i Teixeira Bastos orn sua propria
pessoa, por lodo conlo lo da peticao e despacho
retro.
Becife, 15 do dezembro do 1S59.
Jos Crispim da Assumpro,
Olficial do juizo.
Termo de explieaeoes.Aos 27 dias do mez de
dezembro do auno do nascimeuto de N. Senhor
Jess Christo do 1859, nesta ci lude do Rccife de
Pernambuco, era a cisa de residencia do Dr. juiz
municipal supplenlo da primeira vara, Innocen-
cio Serfico de Assis Carvalho, onde eu escrivo
de seu cargo abaixo nomeado vim, ahi com pare-
cer m o Dr. Jos de Almeida Soaros de Lima
Bastos e Jos Teixeira Bastos, e pelo juiz Ihe foi
lida a pelico do referido Dr. Baslos, e sobre a
qual ello deu as explieaeoes seguinles :
Que coraqoauto a pelico do autor nao tenha
base era Direito, porquanto o art. 250 do cdigo
criminal se refere a injurias c calumnias equivo-
cas, e nao as que conslitueo fundamento d pre-
sente processo, do qual so evidencia que o autor
nao adiando motivo suficiente para urna discus-
so, procura enconira-lo nesle meio; comquanto
o procedimenlo doli respondente em qualidade
de provedor do hospital porluguez de beneficen-
cia, e no legitimo exercicio dessa honrosa com-
misso o pouha acoborlo de censuras desta or-
dem ; comquanto a pelico do autor so oche fe-
rid.i de irregulari Jado, e nn sino de pouco respei-
lo ao juizo na parto especialmente em quequa-
lilica de aleivosia a insinuaco que attribue a elle
respondente, c isso na mesma occasio em que o
chama a juizo para dar explieaeoes ; lodavfa elle
respondente cumprindo o precoito judicial, ex-
plica o seu procedimenlo pila maneira seguinle,
e esperando que o aulor se mostr satisfeito com
a sua explicaco:
Que entrando elle respondente no exercicio da
provedoria do hospital cima referido, levo de
examinar ludas as consas que diziara respeilo a
boa adniiuisliaco do oslabelecimenlo, o nesse
exame acbouuue existia urna caixa com instru-
mentos cirurgicos, tendo o titulo do eslabeleci-
mento, mas recorreinlo a factura, da qual se con-
tera diversas encominendas viudas da Europa,
observou que devenam existir no estabelecimen-
to duas caixas cora instrumentos cirurgicos, o
um appaiolho electro-medical, pelo que ora ma-
nifest que Ihe eumpria indagar o que havia si-
do feilo da caixa e ipparelho que faltavam.
Nessa posquisa foi informado que os ferros ha-
vijra sido reeebidos era juuho de 1857, sendo que
nessa occasio foram conferidos polo aulor em
qualidade de medico do hospital, que o mesmo
aulor levara para sua casa esses ferros, con-
formo a elle respondente declarara o cobrador do
hospital, Jos Maria Navarro Porto, que aflirma-
ra nave-Ios condolido para o hospital no ani-
versario de 1857, o te-Ios no dia seguinle feito
de nnvoconduzir por ordem, e para a casa do
mesmo autor ;
Que devendo em taes eireumstaneias a credi-
tar-se que a caixa eo apparellio que falla vara
estaram em rasa do autor' deram-se para urna o
outra cousa seren recolhidas ao hospital, sendo
dissoencarregado o raordomo Jos Joaquim da
Custa Maia ;
Oue o mesmo Jos Joaquim da Costa Maa in-
formando ter exigido os referidos objectos do
aulor, l'oi roeolhido ao hospital una caixa depois
ou na occasio da sabida do mesmo autos para a
provincia das Alagoas, constando a elle respon-
dente, que fra mandado levar para o hospital
pelo Dr. Pitangs, conforme a informaco do re-
ferido raordomo Maia :
Oue tendo essa caixa ltimamente recolhiJo o
nome do aulor, e nao o do hospital, c fallando
anda o apparelho que informara o cobrador Na-
varro Porto ler levado para casa do auUr, e nao
ler sido condiizido para o hospital, leve elle de
proceder novas ndigac^oes para desfazer qual-
quer engao, o que lhc pareca tanto mais fcil,
quanto era para elle incontestavcl que o autor
seria o primeiro a desfaze-lo, polo que esperou
quo o autor chegasse da provincia das Alagoas ;
Que depois da volla do aulor a osla cidade ca-
viou-lhe elle respondente o oilicio que o aulor
junta por documento sob n. 1, do qual oilicio
concebido era termos attenciosos se v que elle
respondente limiloii-so a pedir fosse remedido
para o hospital o decrelode 2 de julho 1856,men-
cionado em dilo oilicio, c a troca da caixa que
se achava no hospital cora o norac delle au-
lor;
Que a esse ofllco respondeu o autor com ou-
tro em data do primeiro de setembro do corrente
anno. no qual ponderando nao poder pelo seu es-
tado de padecimwiltta procurar entre seus papis
o decreto, prometti faze-lo logo que o seu esta-
do Ihe o permiltisse, e que quanto, a taisafez a
seguinle declararlo : era on.into a caixa de
instrumentos cirurgicos tenho a declarara V S
que nunea como antige primeiro medico do hogl
pital conheci de propriedade do eslabelecimen-
to outra nosse genero alm da existente no mes-
mo estabelecimento ;
Que adilferenca de nome propio deum equi-
voco do fabricante que a confundi f.om oulros
instrementos, que com ella icsnai para meu
uso ; o que com tudo nao obsto i |0 a digna
provedoria d'ento aceitass), e como tal
tenha at hoje servido no elabeloLimentO
no enlanto se alguma duvida houver a tal res-
peito,*ou se por qualquer motivo estiver com el-
la descontente a administraco. pote V. S. ter
a bondade de mandar-m'a entregar, porque eu
ndemnisarei ao hospital de seu cusi, nu man-
dare vir outra de Franca com esse equvoco re-
mediado, nao podendo troca-la j por que urna
quasi igual que possuia. perdi-a infelizmente em
gervico do hospital anda em lempo, em qnento
monos abastado do que hoje, aceilava roconhe-
cido os nana humildes e insignificantes favores ;
Que seu negocio de que se tratara fosse parti-
cular delle respondente, por corlo que lieariaahi
terminado, mas sendo negocio que pertence a
um eslabelecimento publico, o do exerrioio de
cujas funecoes, na parle que Ihe aiz respeilo tem
elle respondente de dar coritas, nao poda deixar
de proseguir nos termos successivos, al quede
todo se esclarecossc o negocio, esclarerimenlo
que nunca poderia incoramndar o autor ;
Que o olTico no autor combinado com a factu-
ra, com as declarardes do cobrador Jos Maria, e
do mordomo Maia, nao era seno proprio para
accrescentar duvidas, s que j existan embora
a boa f que da parte do autor podesse haver eru
lodo esse negocio, sendo que um exame atiento
do oilicio basta para mostrar que mesmo no espi-
rito do aulor hava certa dubiedado, da qual elle
proprio nao sabia bem dar as explieaeoes, sendo
uotuvel o rcconhcciinento de haver sido elle au-
lor quem conferir os ferros ou instrumentos as
ocrasioes de chegarem da Europa, nao tendo feito
lavrar nossa occasio termo ou qualquer outra
declaraco da qual const.issc que a oaixa nao
Obstante ler o nome do autor, era todava do cs-
tabelecimonlo ;
Que se piosentando olio respondente, o refe-
rido oilicio a junta do hospital, esse oilicio forne-
eeu motivos para mais se posquizar acerca da
identidade da duas caixas, e da falla do appare-
lho, nissonao tem elle respondente i menor cul-
pa, e pelo contrario procede de accordo com o
que Ihe ordena o restricto enmprimento de scii3
deveres, na qualidade de provedor do referido
hospital ;
Que colloeada a questao no terreno cima cx-
posto, evidente que elle respondente nao fez
injuria alguma ao aulor, sendo que seu rospei-
0 nao exprimio-se se nao com a reserva, o a de-
licadeza que lhc aconselhim sua oducaco c a sua
posico, pelo que nao disse que o autor fallava a
rerdade no nlficio n. 2; nao disse que o autor
houvosse subtrahido dolosamente urna caixa do
instrumentos cirurgicos pertencente ao hospital,
e nem que a substituir por outra cora menor
numero de instrumentos; apresentou a futura
sun,Jias para averiguaco plena das arceces
coudas no ulficio, e nao cora o lira de laucar ao
autor injurias ou calumnias algumas, sobretodo
fallando o apnarelho, cuja existencia s podia
vorilioar-se a vista da mesma factura, alias exa-
minada e conferida polo proprio autor ;
Que em face das explieaeoes que tie.am dadas,
ere elle respondente haver satisfeito a ordem do
juizo, e mostrado ao autor que elle respondente
incapaz de pralicar urna aleivosia, e mais nao
disse.
Era seguida o autor reqnereu que se pergun-
tasse oo respondente quantas caixas de instru-
menlos cirurgicos apresentou o respondente n
junta administrativa na referida sesso do dia 18
do mez prximo passado, con rancla mente com a
factura j mencionada.' Itespon leu quoapresentou
somonte a caixa que exista no estabelecimento
cora o nome do aulor porque sobro a Identidade
della com a que veio da Europa para o estabele-
cimento que vorsava principalmente a questo.
Perguntou mais qual a razao porque no aclo
de apresenlar a factura, e urna s caixa de ins-
trumentos cirurgicos, o que dar em resudado a
ausencia dos inesmos intrumentos corresponden-
te a caixa que nao foi apresentada deixou esta de
o ser 1 Itespondeu que a resposta a esta pergunta.
jase acha implcitamente comprehendida as ex-
plieaeoes cima dadas, mas que para desvanecer
toila a nuvem em que o aulor posso ver involvi-
da a sua repulaco, arcrescenla que tratando-so
da caixa e da sua identidad, assini como do ap-
parelho, e nao do numero total dos instrumentos
comidos em urna e u'oulra caixa, desnecessario
era que fosse apresentada junta nutra caixa, a
respeilo da qual ncnhiiina questo havia, porque
achava-se ella com o nome do hospital.
Perguntou mais qual a razo porque faltando o
apparelho eloctro-mcdico, nao tratoo desse po
nlficio que dirigi elle respondente a elle autor?
Respondeu que a esse lempo nao poda elle res-
pondente pedir intormacoes a elle autor a res-
pedo de um apparelho que suppunhi existir no
cslsbelecimenlo, e quo s depois soube de sua
nao existencia, porque o que alli servia conslou-
Ihe ser do Dr. Pitanga.
E mais nao disse, e nem Ihe foi perguntado, e
lido assignam comgo juiz.Eu Joo Saraiva de
Araujo Galvao, escrivo o escrevi.-Sori.lico.
Jos Teixeira Bastos.-Jos de Almeida Soaros de
Lima Baslos.
E mais se n ronliuha no pedido pelo suppli-
canle em sua pelico retro, que eu escrivo no
principio desta declarado, c abaixo 3ssignado
bem c fielmente exlrahi por certido do proprio
original a que me reporto, e esla rai sem cousa
que duvida faca, escripia o assignada, nesta so-
bredita cidade do itecifo de Pernambuco, aos onze
dias do mez de Janeiro do armo do Nascimento
de Nosso Senhor Jess Christo de 18fi0. Bscrevi
o assiguei.Era l' de verdade. Joo Saraiva
de Araujo Galvao.
Miuliu clnica clrnngtea en Sli-al.
Enrommodos de sadc decidindo-me a mudar
de ar, eseolhi para a minha residencia de alguns
inezes a cidade de Sobral, no Cear, levado a isto
nao s pela considerar o de que osen clima pe-
dia convir-mc para modificar o mal que sonra,
como por ahi morar um colloga e intimo amigo.
Sahindo desta cidade nao lencionei exercer ali
a medicina, seno nos casos em que fosse preci-
; so auxiliar ao nesso excedente amigo ; mas ou-
lro tanto nao se dando em quanto a cirurgia por
nao se dar elle este ramo, despuz-me a prali-
car as operacos que julgasse necessarias. lia-
vendo principiado a fazer operacoes com bom re-
sollado, erodio-roe um tao grande numero do
pessoas que vinbam de grandes distancias, que
em oilo mozos, pouco mais ou menos, pratiquoi
o numero de cento e oilenta operaees. E nao
obstante seren algumas mui grandes" e em pes-
soas idosas, todas foram coroados de bom resul-
tado.
Exceptuando nesle numero, os casos de quo
1 anda nao tire noticia do resultado final, por te-
1 rom sido praticados poucos das antes de minha
retirada, ou aquellos que por rentura o mal pos-
sa anda reapparecor. Mas em neiihum caso ob-
serrei accidentes que lizesse recetar sorte dos
' operados.
Esle resultado nunca foi obtido em parle algu-
. ma e serve para provar o quanto benigno o ar
. do serto era casos senit lliantes. Nao obstante
este fado singular nao o teria dado puhlicaco.so
nao fosse instado polos ineus amigos daquele lu-
gar ; e tambem para d ir a conhecer a nalureza
das ditas opofaces, d'cntre as quaes existen)
muitas inleressantes, o que nao devem licar per-
didas para a sciencia. Nesta publicaco seguirei
a ordem chronologica com que foram pralicadas;
e como o seu numero avullado resurairei o
mais possivel a discripeo.
Dr. joo Ferreira da Silva.
Becife, 12 de mareo de 1860.
1."Um lypoma sobre a regio superior do
frontal da filha do Sr. Joo Antonio Cavalcnli,
de idade de um anno, fiz a extraeco por inciso
menos na parte posterior do envolucro, que so
adiando mui adhercnle ao pericraneo, deixei ci-
natrtar por segunda intenso, receiaudo que re-
pelisse, a cura rompletou-se em um raez.
2 Urna senhora solfria ha mudos annos as
palpebras viradas sobre os olhos, e nao s Ihe im-
pediarn ver cousa alguma, como nao podia enca-
rar a luz, a conjoncliva alterada cobria de man-
chas u cornea transparent entropiam e Iry-
cltians; apenas operada aliviou das dores, traba-
lhava em costura, as manchas desappareceram.
Prximo minha retirada alguns cilios tendan)
a curvar-se cm direccao ociosa.
3."Uina senhora solTra qualro plynigios,
dous cm cada olho, sendo um do lado interno, e
oulro externo ; foi operada em rinlo dias, res-
labeleccu-se e nao repetirn*.
4 "Outra sanhora de trinla annos de idade,
sotTria desde alguns annos um tumor do tamanh
de urna noz sobre a face palmar do dedo indica-
IMJTJLADOT



dor da mo direita, Herrme, nust tumor senlia
dores alrozes.-que qualquer mo-i rae a lo fazia exa-
cerbar. Nao sendo possivel locar (oi chlorofor-
roisado, exlrahi o tumor, o ein poucos dias cica-
trisou.
5.Urna moca de dezrrito annos linha um po-
lypo fibroso na fossa naval esquerda, arrariuei-o
pireceu resta belecer-se, e passados qualro me-
zes repeli ; fui arrancado do novo com mais cui-
dado, al a minlia vnlta nao linha repelido.
6 "Urna mulbcr de trinta annos de idade, li-
nha am polypo mucoso, ha annos fui arrancado e
ajudado pelos remedios inleiros reslabeloceu-se
7. Um prelo, nscravo, de rime annos de ida-
de, soUria elephantiasis dos rabes do esc. e
parles visinhas, cortei lodos os tecidos alterados
talhei lambos do pelle sai na proxiraidade para
recompdr, era Irinta dins achou-so curado, nao
se conhocendo ler sofTrido a operacao.
8.Um horoem de setenta annos de idade li-
nha um cancroide no lado esquerdo do nariz que
interessava todo o tecido da pelle, fiz a inciso
comprehendendo parto docartilagem d'asa, em
vmle dias reslabeleceu-se ; vi-o mezes depois a
cicatriz linha bonu aspecto. '
9.Um menino de novo annos de idade pade-
ca desde o Bou nascimenlo o escorrimento das
lagrimas sobre a face do olho esquerdo, nao des-
cobnndo o canal lacrimal, procurci abri-lo no
lugar costumado.e consegu perfora-lo com urna
agulhade cataratas, introduzi um fio meiallico
por algunsdias, e dcsle modo o canal conservou-
se, c nao maissoffieu.
[Conlinuar-se-ha.)
Senhores Redactores. Nada mais natural ao
hornera de sentuneulos, mrmenle quando fiel
no cumprimenlo de seus Irados, e sabe collocar
seu brio sobre censideraeoes de mesqulnho iule-
resse, o outra qualquer conveniencia propria,
que o buscar um desabafo licito, sempre que
despeilado, e para isso a impronsa inquesona
velmenle o orgo mais conveniente ; porquanlo
nenhum efTeilo produz troca do palavras que
n'este caso cosluaiam ser proferidas com nimio
calor.
Mui recessentido pois de urna tratantice que
venlio de receber do Sr. Luiz Antonio de Siquei-
ra, lojista na ra da Cadeia, me apraz espd-la
ao respcitavel publico ; nunca para em desforco
ultrajar positivamente a este senhor, porque so-
bre estar cu convencido de ser incabivel em as
almas nobres o pagar estpidamente ullrage coui
ultrage, aocrescc que o carcter aborrecivel e dos-
communal desle raesmo senhor nao o. oceulta
aos olhos do publico ; e n'este pensar ja em par-
te me dou por tingado: mas, para que o Sr. Luiz
Antonio de Siqueira cunrcnca-sc de que smenle
de urna alma vil ciuuiloabjcta 6 que pode nascer
aquella brutal desconfianca, quo palenteou na
sua loja peranle algumas pessdas no dia 27 de fe-
vereiro passado em meii desfavor, como descul-
pa de ter passado a oulrem a chave de sua casa
na ra da Somalia, da qual infelizmente fui pre-
tendile ; isto apenas tres dias depois de um
tracto commigo peranle seu socio e mais pes-
sas: o que consiste elle em mostiar que nao
pudo preslar-lhe urna fianga, e quo por isso nao
devia eu morar em sua casa.
Que razio aconselhou o Sr. Siqueira a nutrir
em meu desfavor lao mesquinha desconfianra, e
semellianledelralamenlo? talvczque, continuan-
do a usar de seu pessimo tecido do frivolidades,
aprsente ainda, como ousou irrefleclidamenle o
reiterar peranle o Sr. Tiburcio Valeriano, e mais
pessoas que natural negar-se urna casa a um
pretendente deseonhecido, mesmo depois de pro-
rnellida para cede-la a oulro que primeiro apre-
sen tou sua banca, poique urna casa cusa milito
dinheiro, nao deve eslar um dia fechada. Ora
islo frivolo e muito frivolo, mas transeat ; mas
o Sr. Siqueira tralou com o primeiro, ou com-
migo, que o era e que conhece beni, pois militas
vezes lenho ido sua loja para comprar e a ou-
tros negocios ; responder-me que desde j podia
cu julgar-me servido com seguran ; despensar
Bancas desla praca. e quarteis ad'ianlados, que
tudo contente llie aUVreci na mesma hora ; di-
zer que s lhe baslava urna carlinha do Eim. Sr.
bario do Rio-Formoso, que beni sabe reside no
seu engenho e muito cominilenle, e que para
isso eu mesmo lhe Fallasse ; facullar-me j no
mesmo dia de fazer um forro que precisava a re-
ferida casa, que podia custar-me quando muilo
cento e cinennta mil res, ao que tudo annui
com muito gosto, e bem assira o aluguel de tre-
zentos e incenla mil ris por anno: c mais
ainda, na segunda feira havondo dous dias depois
de lao seguro Irado, por dizer-lhe que ia j fa-
zer a Jila obra metiendo em casa um carpiua, e
porque e.sperava que me njio lovantasse j o alu-
guel ; responder-me sua senhoria que nao coslu-
mava a fazer islo ; e entretanto na terca feira, por
ainda nao sercliegada a pretendida flanea do Etna.
Sr barao do Rio-Formoso. s por isso ceder sua
senhoria a casa a oulrem Islo assim dado, Sr.
Siqueira, lambem ser natural o que fez, sim,
pode ser ; mas s aos desasistidos, nunca aos ho-
niens de bem : pode ser lambem esqiiecimonto,
mas se o fr. s de quem costuma pensar pumo,
pode sua senhoria escolhcr para si um dos dous
epithetos, mas antes disso comprehenda em sua
extenso o homem de bem ; nao so e nem sem-
pre o que tem bous Ings, bonito cstubelecimeii-
to, etc. ; nem a patarra desle lixa como sito os
procos as lujas, os quaes ve-se com evidencia
que devern andar a par dola. Talvez dir ainda
que ha dous mezes vi o seu respectivo sobrado
cm obra, e lhe fallei sobre elle ; mas sem faltar
verdade nao ousai dizer que tralei com sua se-
nhoria sobre elle ; lano que nao me causn es-
tranhza o ler alugado logo depois de promplo o
primeiro andar. Dir emlim em ultima conclu-
sao nao llie alugo porque nao quero antes
o dissesse logo assim, porque tem o Sr. Siqueira
urna cara, e um prucudimenlo que tudo seu e
somonte sen.
Agora purgiinlo se o Sr. Siqueira tinha receio
de perder esses tres ou muito mais dias, em
quanlo nao chegasse a referida fianga que de
mira exigi, porque me nao reclamo anticipa-
damente? fnartar-mq-ha de os pagar ? Se que-
ra logo depois liancas da praca. que agora pare-
ce merecereu mais do que a do muilo honrado
barao do Rio-Formoso, ou alias quarteis adian-
tsdos, por que nao declarou-me ? quereria mais
de trezentos e cincoenta mil res, c muitas ou-
tras condices? quereria emlim servir a algum
seu amigo dando-lhe injusta preferencia na ca-
sa, mesmo depois de sua palavra, porque nao rc-
presenloii-rae ludo, pois que assim Otilara eu o
desgosto de experimentar publicamente o amar-
go fe I de sua desmedida desconfianza 1 Afiual
quem pagar ao carpina com quem ajustei fazer
O dito forro, dous Iravossoes de louro que j li-
nha comprado, como lhe fiz ver? justo era que
S. S. os pagasse, mas contento-me, Sr. Siqueira,
cm pagar essa nirharia, lembrado que projecla-
va gastar em sua casa trezentos a quatroccnlos
mil ris, sem talvez della poder utilisar-mc ; e
por is.so ainda sulTro de cara alegre o vexame de
ler meus trastes espalhados, porque cedeudo a
casa em que eslavo ellos, nao quero mais lo-
ma-la, nao quero oncomuioJar, nao me quero
igualar ao Sr. Siqueira.
Mis pensara o Sr. Siqueira, que sou algum
birbante, cilneliro, desvalido, para em publico
simular lao ftilmente cm meu desfavor o seu
viUcaractcr ? essa idea me faz ferver o sangue,
nao a supporlo Sr. Siqueira, tanto nao buiu
combar, nem mesmo de quem nao o conheca.
Saina flJf eu c muilos assaz ojeriza enlranha-
velmeule j lhe volamos ; que um dia poder
alguem menos prudente dar-lhe o mereccido
troco. Achoii que fui pouco exigir de mira (lan-
ga para um casebre, pouca ainda sua inolceagem
para mais essa afronta Alm do Sr. Gandido
Alfonso Moreira, pessoa de muila estima e idnea
palavra, a (anear al por qualro ceios c> utos,que
a meu pedido l fui, S. S. (aria l ireni outros
a quem me nao envergonho de pedir a nao me
parecer j isso revelaco de baixeza a um vil tra-
tante.
Sr. Siqucfra, nem tudo quanto reluz ouro ;
a Ierra era que vivemos pequea c todos nos
nos conhecemos ; saiba que cm apuros talvez
tenha eu mais capacidade para dar-lhe una dan-
s. Censurar aqu o seu procedimenlo nao o
que faz o objeelo deslas liabas, pois islo seria
em vo sim arremessar l para seu foco urna
vi'rgonha que nao mereco. K o qne me respon-
der1 Sr. Siqueira, sem adulterar a rerdade o es-
pero afoilamenie, para que publiquemos at nos-
sas chronicas se que lenho alguma ; n'este
proposito talrez que vaiduso e imbcil, cumo .
se acost ao lado de sua posico fiuauccira e
mmmercial.e diga cheio do faltiiilade, por exein-
plo, que um miseravel, um pobretao, um cai-
xeiro, umpregado do Sr. barao do lito-Formoso !
escapatoria! Nao venha assim para c o Sr. Si-
queira, porque miseravel o termo que sdo pro-
nunciar com mais destreza, e suavidade lodo
oquelle que a soilo acariciando o collocou no al-
to grao de urna opulencia brutal ; pobretao mili-
tas ve?cs pode ser um hnmem de bem, til, pres-
timoso, a quem fallando o acceso fecho do in-
dustrialismo, par saber viver na opulencia, por
isso nao lhe f Caixeiro moslra o caminho
que tambem irilha o homein o> nobres aspira-
ces na carreira cemmerctal que propende ;
PUMO DE PCTNAMBPCO- TERCA FEIRA 13 PE MARCO DE 1860.
Volumes entrados com fazendas
* com gneros
Volumes sabidos cora fazendas
com gneros
o caimro traaliia; esta classe dao e cruz
que raais pesa sobre os hombros da sociedade ;
um empregado do Sr. barao do Rio-Formoso !
como enfaluadamenle proferio causa isso irri-
sao. be o fosse, nao me seria desdouro, nm
homem capaz do os ter, um homem de mri-
to, um cidado que honra seu paiz !
Mas de que modo me tornou o Sr. Siqueira por
um empregado do Sr. barao do Rio-Formoso T
Todos que mo conhecem inclusive negociantes,
sabem que lenho um escriplorio de ronsigua-
Qes ; ora islo suppelogo a idea de correspon-
dencia ; alguma pessoa das bem educadas e de
instrucco, leudo negocio com o Exm. Sr. barao
do Rio-Formoso, tem-me perguntado se sou
correspondente do referido senhor V pois en-
to o Sr. Siqueira fallar assim aos de igual jaez ;
Se mev trabalhar na ra suado, e cheio de fadi-
gas, como igualmente meu caixeiro, issorevella
o desejo somonte de bem servir aos meus com-
millenies, de bem reputar o seu genero, do bem
ganhar meu dinheiro deconformidade com a sa
consciencio, pois nem todos leem o geilo de
possuir um bom eslnbelecimento, rodear-se de
amigos rVudendo-lhes lixamente.
Em conclusao peco ao Sr. Siqueira faca por
ser ao menos alguma cousa urbano.
Os Srs. Redactores queiram dar publicidade a
estas toscas liiihas.
Jesuino Cameiro da Cunha.
A' allenco do Tribunal do Coai-
mercio.
Iilm. Sr. redactor do Diario de Pernambuco.
Tendo eu no dia 20 de agosto passado oblido a
seolcnca que remello por cerlido para ser pu-
blicada em seu respeitavel jornal, o lendo o Sr.
major Luiz Rodrigues Samico appcllado da mes-
ma para a relaco de Pcrnpmbuco nodia 24 do
mesmo mez de agosto, dscuidou-se a ponto tal
que s no dia 22 do corrente lhe foram entregues
os autos originaes. como mostra a cerlido do S|,,T ,", ,
escrivo, que tambem V. S. publicar. Ora, o Sr.
Samico ou o seu procurador, rocebondo os autos
no dia 22 nao podia fazer com que no dia 2, o
ultimo dos seis mezes ao depois da appellaeao
fossem entregues na relaco de Pernambuco
para onde appellou, ou no Tribunal do Commer-
cio para onde devia ter appellado, e para onde
consta-me que foram remctlidos. O vapor Fgiia-
rassii parti d'aqui para essa no dia 22 s 5
horas da tarde, s chegaria ahi no dia 28 pelo
menos, por elle consta-me que o Sr. Samico
ni.uidou os autos, por conseguinte material-
mente impossivel que ditos autos podessem che-
g.ir em lempo de seren recebidos no tribunal
competente, no dia marcado por lei.
Islo posto, e constando-me que, oSr. Samico
ou seu procurador, alguem despersuadio da
remessa dos autos, por isso que nao chegariam
em lempo de serem recebidos, e que o mesmo
Sr. Samico dissera que com empenhos e dinhei-
ro tudo se obleria em Pernambuco ; eu qne nao
eslou ao fado deslas cousas, mas que desejo co-
nhecerd'ellas, (j que nellas infelizmente me. in-
volveram) peco V. S. se digne declarar-me, s;
com etTeilo podio Sr. Samico ou pela lei ou pelos
canaesque indica levar a efieito sua pretenco.
Cora esta resposta muito obrigar V. S. a seu
silencioso criado.lia noel Francisco da Silva
Albano.
Illm. Sr. Dr. jniz do commercio Diz Manoel
Francisco da Silva Albano, que a bem de seu di-
reilo precisa por cerlido a senlenca, que neste
jiiizoobtevc o supplicanle nos embargos de 3,
senhor e possuidorque apresentou na execuco,
quo moveu Luiz Rodrigues Samico contra Jos
Iheophilo Itabello, da qual appellou o suppli-
canle : dando-lhejuntamente por cerlido o ter-
mo, que daquella appellaeao se lavro'u ; certili-
cando-lhe lambem o dia," mez o anno. em que
fez entrega dos autos, depois de preparado o com-
petente traslado, ao supplicado para os fazer
apresenlarao tribunal competente; pelo que
ii- M .
Cear 25 de fevereiro de 1860.Manoel Fran-
cisco da Silva lbano.
Sim. Fortaleza 25 de fevereiro de 1860. Ro-
drigues.
Miguel Severo de Souza Pereira, segundo escri-
*vao do crime e civel nesla cidade da Fortaleza
A fespusa uo Sr. l.uiz l'wlro.
D. Silveria, esposa do Sr. Fi.-mino Darboza dos
Santos.
D. Leodoro, esposa do Sr. Firmino Jos da Bar-
ros.
luiz Protector.
O Exm. Sr. Barao de Ipojuca.
Procuradores.
Os Illms. Srs.:
Manoel Martiniano Lcite.
Rufino Pereira d'Oliveira.
Joo Parias d'Andrado.
Antonio Jos Pereira Canlia.
Cralo do Lorclo na freguezia de Muribeca 2
de fevereiro de 1860.-
0 vigario Claudino A. dos S. Lira.
W
COMMEMCIO,
Alfanile^a.
Rendimento do da 1 a 10. .
dem do dia 12......
137:0958039
16.2585283
153.351j322
Movlmento da alfamle^u
1,301
------352
Doscarregam hoje 13 de marco.
Barca rancezaRauol carvao.
Barca francezaPernambuco raercadorias.
Brigue portuguezConstantepodras,
tingue portuguezTarujopipas de vinho.
Brigue siieco=Wilhelm Tersmeder=laboado.
Brigue inglezAdelaidccarvao.
Escuna dinamarqueza Adeline farinha de
trigo.
iate uacional=Bom Amigo=diversos gneros.
Barca americana Brasileira farinha de trigo,
liupuitueau.
Brigue portuguez Harmona, rindo do Porto,
manfestou o seguinle:
1 caixa doce ; a J. Praeger & C.
2 ditas livros impressos ; a Guimaraes & Oli-
veira.
14 meias pipas, 32 barris e 163 caixas vinho, 2
caixas ferragens, 27 barris castanhas, 3 ditos sal-
t'ices, 2 saceos louro, 8 caixas calcado, 1 dita
coxins, 100 barris chumbo, 200 ancorlas azeito-
nas. 21 saceos rolhas, 1 caixa batuques ; a An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
3 caixas chapeos ; a Antonio Lopes Braga,
ditos; a Sebastio Lopes Ferreira
a Maia & Irrao.
a Jos Bapiisla da Fonseca Ju-
3 ditas
Braga.
2 ditas ditos ;
2 dilas ditos ;
Dior.
25 dilas Tollas de sebo, 25 ditas sebo em pao ;
a J. J. Rodrigues Alendes.
zeunheles ferro limado: a Domingos Carneiro
Ul C.
2 dilos pecas de ferro para torneiro ; a Barro-
ca & Medelro.
2 pipas, 16 barris e 55 caixas vinho ; a J. J.
Dias Fernandos Filhos.
1 caixa livros impressos; a Jos Barboza de
Mello.
18 saceos farelos, 2 caixas macella, 2 saceos
rolhas, 200 ancorlas azeilonas, 8 volumes fer-
ragens, 1 caixa podras, 20 molhos capachos, 7
fardus linha de barquinha; a Elias Jos dos San-
ios Andrade & C.
50 rodas arcos de pao, 100 ancorlas ozeilo-
nasj a Salvador Baptistn Nunes Barboza.
15 ciixas vinho ; a Manoel F. da Silva Tar-
rozo.
1 lala salpicos; a J. Joaquim Pereira Mcn-
donca.
2 barris azeile, 1 caixa linha ; a Manoel Duar-
le Rodrigues.
400 anetelas azeilonas ; n J. Pereira da C.
110 saceos feijo ; a Jos Marcelino da Rosa.
2 barris peixe; a Almeida Gomes Alves & C.
10 barricas sebo em pao; a Manoel J. M. da
Silva.
2i saceos feijao ; a Antonio Lopes Rodrisucs.
e seu lermo por S. M I. e C. que Deus guar- c;iixas penles de cliifre, 1 dila massos de li-
de ele. una, 8 fardus capachos, 2 caixas e 1 barril vinho.
Certifico que revendo o traslado dos autos ci- ?(W ncr**M azeilonas ; a J. Antonio M. Dias
I ."i Ip Pinli.iriTii nnlrn f-iat* RaJuIoha* C-...:-- t O L.
20 barris e 286 caixas vinho, 100 barricas fa-
rinha, 25 barris azeile ; a J. Antonio da Cuha
215 saceos farelos, 1 lala obras de ouro ; a D.
Ferreira Maia
20 meias pipas, 4 barris o 00 caixas vinho, 1
caixa palitos; 41 barris sardinhas, 100 saceos fei-
jao ; a Domingos A. Malheus.
150 saceos feijao, 10 dilos farelos, 10 barricas
e 32 caixas sebo, 30 barricas sardinhas, 50 caixas
ceblas; a Antonio Fernandos dn Silva Beirls
2 pipas e 10 barris vinho ; a M. J. Ramos e
Silva.
4 barris ruivos cm uiuura ; a Antonio Joaquim
Salgado.
1 caixa figos; a Anlonio Pereira da Costa
Gama.
1 lata regdes, 36 caixas sebo em pao ; a I). R.
de Andrade.
4 barris carvao animal; a Miguel Joaquim da
veis de embargo enlre Luiz Rodrigues Samico e
Manoel Francisco da Silva Albano, nelles aclioi
a senlenca do llieor seguinle :
Vistos estes autos etc. Julgo provados os em-
bargos de lerceiro senhor e possuidor, com que
veio Uauocl Francisco da Silva Albano. i vista
dos documentos de folhns 14 e 20, c depoimen-
tos de follias 23e 25, que provam plenamente
o dominio do embargante. Mando portanlo que
se relaxe o embargo feilo a requerimento do ma-
jor Luiz Rodrigues Samico, e pague este as cus-
las. Fortaleza 20 de agosto de 1850.Jos An-
tonio fodri'jnes.
Certifico mais que dos mesmos aulos consfa o
termo de appellaeao do iheor seguinle :
De quando em audiencia se appellou por parte
do embargante Samico da senlencaretro.
Aos 2i dias do mez de agosto de 18>f annos ties-
ta cidade da Fortaleza, provincia do Coar-gran-
deem audiencia publica que fazia o Dr. juu mu
nicipal o do commercio Jos Anlonio Hapozo co-: *
migo cscrivao do seu cargo ao dianle nomeado, e Co,s'*
sendo ahi corapareceu o solliciladnr Cor razio de
Souza Rapuzo, procurador do embargante Luiz
Rodrigues Sa.nico, e disso que como devalo res-
peilo appellava da senlenca proferido contra seu
constituate nesla causa para o superior tribunal
da Relaco de Pernambuco. o requera que fosse
seu requerimento lomado por termo nos aulos,
o que ouvido pelo juiz deferio, visto estar em
termos, e assignou com o appellanle no prolo-
collo das audiencias de onde exlrahi para este
procurado.
Eu Miguel Severo de Souza Pereira, escrivo o
escrevi.
Certifico finalmente que os altios originaos fo-
ram por mira escrivo entregues ao procurador
do appellanle em o dia 22 de fevereiro correle.
E de tudo dou f.
Fortaleza 27 do fevereiro de 1860.-O escrivo,
Miguel Severo de Souza Pereira
J.
Ele?
Publicares a pedido.
o dosjuizes e mais pes-
soas que hilo de festejar a
Senhord das Candelas no
anuo de 1861.
Ju i:es.
Os Illms. Srs.. :
Dr. Alvaro Barbalho Ucha Cavalcanli.
Antonio Peregrino Cavalcanli d'Albuquerque.
Francisco Xavier Cavalcanli Litis.
Joaquim Teixeira Bastos.
Francisco Bulelho de Mendonca.
Suizas.
As F.xm."s Sr.05 :
I). Francisca d'Assis de Paula Cavalcanli.
I). Mariana, filha do Illm. Sr. Dr. Francisco do
Reg Barros de Lacerda.
D. Gincletica Honorata da Sila Tenoria.
A esposa do Illm. Sr. Jos Ignacio Avila.
D. Joaquina Hara da Conceico, esposa do Illm.
Sr. Ignacio Jos Machado."
Escrires.
Os Illms. Srs. :
Fr. Jorge de Santa Auna Locio.
Fr. Jood'Assumpeao Moura.
Manuel Joaquim da Silva.
los Paos Rodrigues.
Manuel Harliobo Santiago.
Escrivdas.
As Illm.'15 Sr."5:
I). Mariana da Conceico Baptisla
D. FrancSca de Souza Xavier.
D. Joaquina Maria da ConceiQ.io.
D. Thereza Perpetua de Jess.
D. Mara da Paz.
Mordomos.
Os Illms. Srs. :
Manoel Pereira Canha.
Antonio Jos do Monle.
Joo Baptisla da Cmara.
Romualdo Anlonio de Freilas.
Jos J.milano Ferreira.
Jos Mauricio de Jess.
Manoel llaptisla Nogueira.
Manoel Tertuliano d'Oliveira.
Marcelino Eugenio Pinto.
Olegario Francisco da Silva.
Antonio Joaquim do Sacramento.
Jos Basilio Magno.
Joo Antonio do Monle.
Manoel Anlonio do Monle.
Joio Rodrigues de Senna.
Jos Ferreira do Nascimenlo.
Uordomas.
As Illm.'" Sr.":
D. Francisca Flix do Espirito Sanio.
D. Fabiana Flix do F.spirilo Santo.
D. Mara Flix do Espirito Suulo.
100 saceos farelos ; a Ferreira ct l.oureiro.
1 caixa marraeladas, 1 dita vinho ferro ; a
A. Lima.
_ 2 caixas conlas de vidro, botos de osso, ga-
l-os, etc. ; a Albino Jos da Silva.
1 caixa diversas mercaduras; a Jos Barboza
Tanoeiro.
1 cunliele doce; a F M. Pinto Barboza.
1 caixa feijao, doce, facas c garios ; a Jos Al-
ves da Silva Guimaraes.
50 caixas sebo em pao, 10 ditas ditos em relia;
I Domingos Rodrigues de Andrade.
4 caixas palitos ; a Santos & Silva.
1 dila livros ; a Manoel Joaquim Oliveira & C.
5 caixas sebo, 2 caixas tolha de algodao, vo-
lante, vidrilho, palheta galoes de seda, toalhas
de linho, botos de metal, etc., 2 barris vinho ;
a Francisco Alves de Finito.
1 cunhete salpices ; a M. J. Carneiro.
1 caixao urna peca de bron/c; a ordem.
1 caixa botes, lagos, pulseiras, alfinales, ro-
setas de vidro, ele. "a A. M. Dias A; C
1 dita impressos; a Bernardo F. de Azevedo
Campos.
3d caixas ceblas ; a Silva & Santos.
2 caixas gielhas para fogareiros, 50 chapas pa-
ra loges, 50 fogareiros, 5J portas, 50 grelhas ;
a David Ferreira Bailar.
200 ancorelaa azeilonas, 100 rolas arcos de
pao ; a Anuido Fernandos dos Res.
Barca americana Brasileira, viuda de Nova
Orleans, consignada a Wallcy Forster & C, ma-
nfestou o seguinle :
2,103 barricas farinha de liigo, 100 dilas carne
de porco, 100 dilas dita carne de vacca,500 bar-
ris banha, 515 dilos bren, 1,214 saceos mil lio,
100 auarlolas arros; aos consignatarios.
Consulado geral
Rendimento do dia 1 alo. 2i 925^504
dem do dia 12.......5:36j7ts3
30 2853191
Diversas provincias.
Rendimenio do dia 1 a 10. 4:0151433
dem do da 12.......l:070|70l
5:0863136
Despachos de exportaciio pela me-
sa do consulado desta cidade n .
dia O de marco de lli!>
Rio da Frota Polaca sarda catara Elisa, T.
Basles S A; C, 200 barricas assucar niascava-
do e 100 ditas dito bramo.
LisboaBrigue porluguez Soberano, T. de A.
Fonseca, 5 barris me!.
LisboaBarca portugueza Gratidao, C. Noguei-
ra & C, 23 barris mel.
Lisbo3=Patacho portuguez Uniao, Antonio da
Silva Campos, 50 saceos assucar branco. 50 di-
tos dito mascavado.
San-MiguelPatacho portuguez Souza & C. ,
47 cascos niel; G. Jos Pereira, 10 latas doce
de caj, barrica assucar branco.
Dia 12.
New-York z Barca americana F. Creuslian,
Whaloly Forsler i C 150 saceos assucar mas-
cavado.
MarselhaPolaca franceza aZouare, E A. Bur-
le & C, 600 saceos assucar mascavado.
ValparaizoLugre bromonce Theneis, viuva
Amorim & Filho, 1,200 saceos assucar branco.
LisboaPatacho porluguez Uniao, Antonio da
Silva Campos, 50 saceos assucar mascavado
LisboaBarca portugueza Tejo, A. limaos, 125
sacros assucar branco e 75 ditos dito masca-
vado.
LisboaBrigue porluguez Soberano*, T, de A.
Fonseca, 200 saceos assucar mascavado, 99
cascos mel.
MontevideoBrigne tfinamarquez Concordia,
viuva Auioriui & iilho,, 3dU barricas assucar
branco
Rio da PralaBrigrte inglez John & Mary, A.
lrmo3. 42 cascos cachaca.
Rio da PralaBiigae portuguez cPauline, A.
Irmos, 40 cascos cachaca.
CanalBrigue inglez lieorge, Roslrou Rooker
4 C, 500 saceos assucar mascava^es
LiverpoolBarca-itigljeza Bonita, James Rvder
& C, 184 saccas gudao.
Lisboa-Barca porlngueza Gralidao C. No-
gueira & C, 100 saceos assucar branco, e 50
ditos dito mascavado.
Marselha Barca franceza Mont Blain, Tisset
Frres, 100 saceos assucar mascavado
Rio da PrataBrigue hamburguez Capibaribe.
G. Carra & C.,328 birricas assucar branco, 22 _
dilas dito mascavado. ^
Exportacao \ U
Sthokolm, patacho sueco Jenny, de 281 to- f
neladas, conduzio o seguinle : _1 6,607 couros, ce
850 saceos assucar. | 55"
Ballimore, brigue inglez Caroline Scheuk, S.
conduzio o seguinle : 3,800 saceos assucar.
Rio de Janeiro, barca nacional Jason, de 276
toneladas, conduzio o seguinle; 1,860 barri-
cas e 200 barriquinhas assucar.
Itecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Aavio saludo no mesmodia.
FalmonthBarca ingleza Irit, capitao John
Couteur, em lastro.
Lo
35
Cu
o
I
5 I
lloras.
vi
e
3
e
v.
Atmosphera.
irecco.
-5
09
Inlensidade
00
en
Centgrado.
i*

O
Reaumur.
00
ce
00
Fahrenheit i
Rendimento do dia la 10.
dem do dia 12 .
10:5IOt310
4:821 867
24:8323186
Consulado provincial-
Rendimento do dia 1 al. 22:089^038
dem do dia 12....... 6:723-I3
23-8129151
o
i I*
o
^1
--T
^' :
Ilygrometro.
I
tu
liarometro.
C
co
v
3=
si
* o
ts y.
e 3
Cfl
-H
> c
a =5
? c
Pauta dos precos dos principaes gne-
ros e prodneces nacionaes,
gue se despackatn pela viesa do consu-
lado na semana de
12 de a 17 de marco de 1860.
Agurdenle alcpol ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idera :...... botija
dem licor....... caada
dem idera....... garrafa
dem rcstilada e do reino caada
Algodao cm pluma 1.a sorle arroba
dem idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco.....
Arroz pilado...... arroba
dem com casca..... alqueire
dem branco novo..... arroba
deni mascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoira e de coco.
Bolacha fina....... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem nioide.......
Carne secca.......
Carvao de madeira ....
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
Idera regala. ..,-...
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
Idera idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos um
Idera de onca......
Dosce de calda...... libra
Idera de Goiaba ......
dem seceos......
EspanadoTC* grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de prepon .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
Idera idera ordinario ....
dem idem reslolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. =
('omnia polvilho.....
Ipccacanhua....... arroba
Lenha era achas candes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forro.
70
500
610
240
640
280
720'
8$700
7JJ700
6$700
2S175
3?000
33500
43000
2380O
000
23560
7S000
Gunselho administrativo.
O consclho administrativo, para forneciment
do arsenal de guerra, lera de compraros ob-
jectos seguinles :
Para a fortaleza dos Santos Reis Magos da-pro-
vincia do Rio Grande do Norte.
2 bandeiras de seis pannos de ulelc com ar-
mas imperiaes.
Para o 10 batalhao de (nfantaria.
211 esleirs de palha de carnauba ; 200 grava-
fas de sola de lustre ; 2O0 mantas de la.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas cm caria fechada na secretaria
do couselho, s 10 horas da luauhaa do dia 1$
do correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 da
mareo de 1860.Rento los Lamenha l.ins, co-
ronel presidente.Francisco loaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
A cmara municipal desta cidade faz publi-
co, para conheciroenln de quem inleressar qua
nesla dala propoz ao Btm. presidente da provin-
cia a ulilidade da desapropriacoo do solo da casa
demolida na ra do Codorniz, "perlencenle a Jo
Jos Fernandesde Carvalhn, residente nesla ci-
dade, afim de que verilicida pur S. Exc. a utili-
dade da desapropriacao, possa a mesma cmara
tratar do processo de ndemnisaco.
Paco da -cmara municipal dollecifeero ses-
so de 27 de fevereiro de 1800.Joaquim Lucio
Monleira da Franca, pro-presidenle. Manuel
Ferreira Accioli, secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os obiectoa
1seguintes:
Para o i." batalhao de artilheria. a p.
27 tintur&es de panno carmesim com galio da
ouro e chapa de metal dourado para msico;
,27 ler^adus com punhos e pmrteiras douradas; 1.
Iciniurao de carmesim com gnlao de prata para
I tambor mor; 1 talabarte de carmesim com ga-
j lo de prala ; 1 baslao com caslao e ponleira
j dourada : 1 toreado com guarda e ponleira duu-
I rada ; 1 fiador de prala para terrado ; 16 Cor-
des de carmesim para canudos de' inferiores.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
' as suas proposlas em caria fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manlia do dia 14 do
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carralho, juiz \ corrente moz
municipal supplente da priineira vara e do ci-
A nuite clara com algalia novoeiros, ver.lo SE,
veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLACO DA HARK.
Preamar as 8 h 6' da nianha, altura 7.25 p.
Baixaraar as 2 h 18 da larde, altura 1.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 12 de mar-
co do 18fi0 Vif.AAS JMOR.
Editaes.
Cmara municipal de
Olinda.
O procurador da cmara municipal de Olinda,
abaixo assiguado, avisa a quem inleressar possa,
que no ultimo do mez de marco corrente rnda-
se o prazo marcado no urt. 5, do regularaento
de 14 de Janeiro de 1858 para cebranca dos i oh
poslos municipies que devem ser pagos S bocea
do cofre, sob pena de pagarem a multa de 12$
aw imposta pela citado arligo.
Jos Joaquim Xavier Sobreira.
vel e rame desta cidade do Recito provincia
de Pernambuco, em virlude da lei, ele.
Faco saber aos que a presente carta de editos
vlrcm, em como o bacharel Diodoro UlpianoCoe-
Iho Catando me fez a pelicao do llieor seguinle
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 7 de
marco de 1860.Rento Jos Lamenha l.ins,
coronel presidente. Vmncisco Joaquim Perei-
ra Lobo coronel vocal secretario interino.
Pela contadura da cmara municipal do
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara. 1 Recife so faz publico que no im do crrenle mez
Diz o bcbarel Diodoro Biplano Coelho Cata- !Sft termina o prazo para o pagamento, sem n;u-
nho, curador da prela liberta Jacintha, que rao- do imposto municipal sobre eslabelecimen-
vendo por este juizo (escrivo Saraivai Manuel los.O contador. Joaquim Tai-ares Rodovalho.
Sebasliao de Amorim, aeco de libello, contra a Por ordem da inspectora da saude do por-
curada do supplicanle para descarte invalidar ca-1 !n se faz publico, que nenhuma pessoa doenie de
prixosamente a liberdade da mesma, correndo a
causa seos termos ordinarios, e achando-se afi-
nal) as razoes finaes, acontece que lendo ido os
autos com vista ao advogado do supplicado para
apresen ter as razos, este viera com urna colla,
allegando nao continuar no patrocinio da causa,
pelo que subindo 05 aulos a conclusao fura por
esle juizo proferido o despacho interloculorio no O administrador da recobedoria de rendas in-
da 2 de selembro do 18)8, mandando que fosse | tornas, em cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
-iftUUJ citado o supplicado para nomear oulro advogado, nislerio da fa/enda de 10 de Janeiro prximo lin-
succede porm que o supplicado vendo que por. do e da portara n. 76 da Ihesouraria de 16 a,
nenhuma forma poda destruir a liberdade de ; corrente, leudo mandado intimar 110 dia
niinha curada, abandonando a causa, ausenlara-
febre amarella procedente de burdo dos navios,
l'oler ser recebida e tratada no centro desta ci-
dade.
O secretario, Podro Doimell.Inspectora d*
saude do porto, 8 do mareo de 1860.
RECEBF.DORIA DE RENDAS.
cento


urna
um
urna
Lmiro pranches de 2 custados
Costadinho. .......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadus.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranches de dous
custados.......
Idera idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 2 1/2 a 3 de
largura.......
dem idera dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros ..... par
dem idem rodas de dita para
dilas........
Mel. ... 1.....caada
Milito.........alqueire



um
a



73000
43500
5S000
9$600
73000
23000
ogooo
12S000
23500
13000
33000
53000
000
. 280
400
175
300
103000
500
400
13000
3S00
13500
300
1g60o
33000
23600
6g000
14g000
9S000
7g000
123000
63000
33000
353000
23500
13600
123000
33000
ogooo
63000
8-5000
23500
43000
se para fura da cidade. para lugar incertu o nao
sabido ; e porque nao convenha ao direito e li-
berdade de miuha curada, ficar a causa parada
indeOnilivamenle, por isso achando-se a mesma
causa parada ha mais de 6 mezes, vem o suppli-
canle requerer a V. S. se digne mandar passat
escriplos editaos com o prazo mprorogovel de
10 dias, para por meio dellcs, ser o supplicado
citado, para ver remover a instaucia da mesma,
e constituir elle novo advogado, que continu na
defeza de seu direito, sob pena de revelia, c de
seguir a causa os termos ulteriores a revelia do
supplicado.
Nestes termos pede a V. S. dcferimcnlo.E
R. M.O curador, Calanho.
00
110 da 21 s
companhiase sociedades que lem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorparadas com
sua aulorisaco, e que nao tinliam pago os novus
e Ve I los direttos pela approvaco pe seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legacs pa-
ra que entrassem com sua importancia e revali-
darlo para a mesma recobedoria, as quaes socie-
dades e companluas constara de urna relaco as-
signada pelo offiial maior interino da sec'relaria
da mesnii Ihesouraria e sao : cumnanhia de se-
guros martimos ulilidade publica, idem da estra-
da de ferro de Pernambuco, idem pernambucana
de navegacao costeira, idera de seguros marti-
mos ndcmnisadora.idcm de colonisaeo era Per-
nambuco, Alaguas e Parahiba, das quaes smente
as duas de
--------seguro maril'mo mencionadas mos-
t mais se nao conlinha em dita peticao aqu Iraram ha ver pago o sello de seu fundo capital e
belmente transcripta, na qual dei e profer o os novos e velhos direilos pela approvaco de
despacho do Iheor verbum adverbum, forma | seus estatuios, faz Iranscrever o arl 9 e nico
Recite 9 de fevereiro
modo e maneira seguinle
Passe escriplos editaes.
de 1850.Serfico
E maii se nao conlinha e era alguma oulra
cousa se declarava em dito meu despacho aqui
bom e fielmente copiado e transcripto, em vir-
lude do qual o escrivo que subscreveu, man-
dou passar a presente carta de editos com o pra-
zo de 10 dias ; pela qual e seu theor se chama e
intima e hei por intimado ao dilo ausenle cima
declarado de lodo o conleudo na pelico e des-
pacho cima transcripto. Pelo que toda e qual-
quer pessoa, prenles ou amigos do dito suppli-
cado o poder f-izer scienlc do que cima Oca
exposto, e o porteiro do juizo l'ixar a presente
caria no lugar do costume, e ser publicada pela
mprensa.
Dada e passada nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 dias do mez de fevereiro de
1860.Eu Joo Saraiva de Araujo Calvan, escri-
vo a subscrevi.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Deca racoes.
Dclegacia
de Santo
Anto.
Por esla dclegacia se faz publico que existe re-
colhido a cadeia, o pardo Ignacio, que diz andar
fgido c ser escravo de Francisco Jos de Bar-
23240 ros' rnoraclor o lugar denominadoCafund,
18600 ^uas '0Sli;,s distante da villa da Palmeira dos
2S000
143000
45$00
vina
Indios na provincia das Alagoas. Quera se jul-
gar cora direito ao diloe-cravo, reclame na for-
ma da lei.
Victoria 4 de marco de 1860. Manoel Sabino
de Mello, capitn delegado.
CORREIO.
Pela adminislraco do corrcio desta provincia
103UIJU J50 faz publico, que no du 15 do crrente s 3
53000 j iioras em ponto, echar-se-ho as malas quo lera
103000 -" con,1u*ir o vapor costeiro Persinunga, cora
I destino o Tamandar e Macei.
' Pila adminislraco do correio desla cidade
103000 se faz publico a quera inleressar possa, o arligo
10 das inslrucees que polo ministerio do impe-
303000 l'er' fora|n iransmittidas directora geral dos
. I correios com o aviso de 16 de dezembro
do decreto n. 2490 de 30 de selembro do anno
prximo passado que sujeita s penas do art. 87
do rogiilaniento de 10 de julho de 1850 aos em-
pregades e autoridades administrativas ou judi-
ciarias que de uualquer modo recotiheccrem a
existencia das sobreditas companhias.
Arligo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades annnymasou companhias que* enlrarem em
operaces ou esliverem funeconando contra o
disposio nos aris. 295 e 296 do cod.go commercial
e por conse luencia sem pagamento' do sello <\o
sen capital, eslao sujeitos a dlsposico do art. 31
do regulameiiio de 10 de julho de' 1650. alera
das mais nenas era que intonerem, na confor-
midade da legislaro jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
minislralivas ou judieiarias que aceilarem. at-
leoderem, deferirem un admitiirem reclamacoes,
requerimenlns, representaces, aeces, tiluios
documentos de aualquer nalureza,* aprosenlados
ora nonio de companhiase sociedades anonvmas
suas caixas filiaos e agencias em laes cireuinstan-
cias 011 de suas adiniuislraces ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficaro exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recobedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=J/anoef Carneiro de Souza Lacerda.
THEATRO
urna

y
ura
libra
arroba

urna
arrba
do an-
! no passado, cuja rigorosa execuco devela ler lu-
gar dol. de julho do corrente anno em dianle :
Art. 10. As cartas seguras devero, alm dos
mais requisitos exigidos pelo regolamento, ser
fecha las com lacre de una s cor, em dous o::
i mais lugares visiveis, e os fechos sellados com
siiiole particular do uso do segurador, tomndo-
se quaesquer outras cautelas que a experiencia
for indicando como necessarias, e forem ordena-
das pelo diretor geral. Correio de Pernamburo,
12 de marco de 1860.O administrador, Domin-
gos dos Paxsos Miranda.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de promover a acquisico "do mate-
I riel abaixo declarado, bem como de contratar-so
! o fornecimento de vveres e de outros objectos,
! por lempo de tres mezes a contar do 1. do abril
i ao ultimo dejunho, para o consumo dos navios
da armada, e estabelecimenlos de marinha;
, manda o conselho de compras navaes faiwr pu-
. !!"'tQ* Wiroaos odia II. Iblico, que tratar dessa acquisico na sossao de
Assu16 das, barca brasileira Recife de 332 to- ,20 do corrente mez, e do contrato na de 21
Heladas, capitao Manoel Jos Presidio, equi- lambem do corrente, vista de proposlas apre-
pagem 13, carga sal; a Manoel Francisco da sentadas at s 11 horas da manhaa, e sob as
Silva Garrico. clausulas ou condices do eslylo, sendo que os
Babia5 das, briguo brasileiro Infeliz, de 265 prelendentes ao contrato devero nchar-se acom-
toneladas, capitao Denle Jos Pereira, equipi- panhados dos fiadores para, concluido que soja,
gem 14,f carga sal, fumo e mais gneros ; a | assignnrem de promplo o respectivo termo.
/tgiiisico dos objectos do material.
Pedias de amolar. .
dem de filtrar.....
dem rebolos.....
Piassava em molhos .
Sabo........
Salsa parrilha- .
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta (meio) ,
Tapioca.......
Un has de boi....., cento
Vinagre........pipe
280
23500
800
93000
13120
200
120
25SO0O
H13OOO
.332OO
33000
$300
503000
COiPANHia DBAIflATICfl NACIONAL
SOB A D1UECC.VO DO ARTISTA
ANT0XI0 JOS DIARTE C0IMBRA.
QUARTA-FEIRA 1* DE MARCO DE 1860.
GRANDE ESPECTCULO
F.M BBKEnCIO DA ACTniZ
liara I.ui/.a e dos actores I.essa o
Eima.
Dermis que o? Srs. professores da orchestra
tocarem a inlrudu-co do costme, subir sue-
na o drama em 5 actos e 6 quadros :
NABii mmi
Em lirados intervalos a Sra. 1). Virginia, em
obsequio beneficiada, dansar a
TARANTELLA NAPOLITANA.
Dar fim ao espectculo o inleressante passo a
carador :
M o vintenio do porto.
Bastos & I.eraos.
Navios saludos no mesmo dia.
Acarac e CearPalbabole brasileiro Sobra-
lense, capitao Francisco Jos da Silva Ralis,
carga diversos gneros.
Maranluto e PacaPalbabole nacional Novaes,
capilo Joaquim Jos Mendes, carga diversos
gneros
ParahibaBarca ingleza Trencudo, capitao H
Pearee, oin lastro.
MarseilliBri^ui francez Maria Valentina, ca-
pilo A* Auger, carga couros.
Rio Grande do NortePatacho sardo Maria, ca-
pitao Luiz Biiziiu, em lastro.
Navios entradosnodiali.
400 medidas azeile de peixe, 1 cabo de couro,
2t calcas de panno azul para imperiaes mari-
! nheiros, 100 camisas de brim, lf-0 calcas de dilo.
j 100 cobertores de la, 21 fardas do panno oanl
I para aprendizos marinheiros, 20 arrobas graxa do
I Rio Grande, 100 lencos de seda prela, 12 lanter-
' ras de palete. 2 arrobas progos de ferro de 4
1 pollegadas para costado,60 arrobas ditos de robre
de 4, 5 a 6 pollegadas, 100 cadernos papel de
Hollanda. 24 pares de snalos. 3 arrobas sebo
i em pao, 20 j tro has zmico rn borra.
Fornecimento dos riceres e outros abjectos*
Arroz do Maranho, agurdente branca do2i)
' graos, assucar branco grosso, azeile doce de Lis-
Rio de Janeiro.
Segu nestes dias a bem conhecido e vel< ira,
barca nacional Rceife, por ter a maior parle *
carga prompla ; para o resto que lhe falta trata-
se com o consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Cari ico, na ra do Vigario n. 17, primeiro
andar.
Para Lisboa.
Biode Janoiro-ll das, patacho nacional Ca- boa, bolacha, bacalho. caf, cangica, carnauba. Pretende sahir com brevidade a barca Tejo
punn de 212 toneladas, capitao Francisca .arrie verde, dila secca, farinha de mandioca, por ter parte do seu carrogn ment promplo oa-
1 '" .iTl' r i"*! *3u,P8pm 12- em l,,s- f;iji>. manteiga, malte, pa, estearina, loucinho o complelodoqual recebe carga a frete, c tem
tro a Jos Baptisla da Fonseca Jnior. de Lisboa, vinagre idem. boas accommodacocs para alguna passageiros :
ta ,' ,la8, P,h.ab>,o B Llt,. \1 CTi Domm5 Henuque Sala do conselho de compras navrna, em 12 ; waender cora os consignatarios Amorim limaos.
Mafira, equtpagem 11, carga armha de man- de arco de 180.-O sectclano, Aiwta>e /(a- ru da Cruzn.3, ou com o capilo Jos Emigdio
dioca, cale, e mus-gcMia; a Tasso 4 Iraios. aVtouca dos AnotK Ribeiro na praca do Commercio.
Os beneficiados esperara do publico o mesmo
acolhimento que em idnticas circumslancias tem
pro ligalisado aos seus collegas.
Os bilhetes podem desde j ser procudos no
Ihcalro ou em mo dos beneficiados.
Comecnr s 8 horas.
Avisos mar i Unios.
_


'*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERgA FEIRA 13 DE MARCO DE 1860.
Para Lisboa.
Sahe infallivtltnente no da 17 do
coi rente, a bem conliecida barca Gra-
tidao.ainia recebe alguma carga miuda
e passageiros para osquaestein os mclho-
res commodos : a tratar com os con-
iignatarios Carvalho Nogueira & C. na
ra do Vigorio n. 9, primei o anlar,
ouconiocapitao A. P. Bjrges Pestaa
na
praca.
Parao Aracaly
seguir o mais breve possivel o hiatc Exhala-
i;o ; para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gurgel Irmaos, na ra da Cadeia nu-
mero 28.
CEAlt E ACARACU'.
Segu com muita breviJade o Iliaco Rom A-
migo, recebe carga e passageiros : a tratar com
Caclano Cyrtaco da C. M ., no lado do Corpo Sanio
numero 2b.


T****
**X*l**.'3r.S
REALCOIIPAXIIIA
DE
Paquetes inglczes a vapor.
No dia 15 deste mez espera-se do sul o vapor
T'jne, commandante Jelicoe, o qual flepois di
demora do costil me seguir para Souibampton,
tocando tos porlos de S. Vicente c Lisboa : para
i assageiros etc., Ira la-se com os agentes Adam-
m ii. Howie & C, rna do Trapiche Novo n. 42.
N. lt. Os cmbrulhos s se rceebem ale duat
horas antes de se fecharon) as malas ou urna hora
pagando um palaco alero do respectivo fete.
COMPANHIA PEH nAMBUCANA
DE
Navegado coslcira a vapor
O vapor nacional Versinunga, commandante
Lobato, seguir para os portos do sul no dia 15
do correnle s 5 horas da tarde, recebe carpa at
0 dia 13 os i lioras da laide, sendo a carga posta
a bordo acorapanhada dos despachos a conheci-
mculos. Os freles sers pagos na gerencia.
COHPAMIIA BRASLIEIRA
DE
Mpnss wm.
O vapor Ouapoek, commandante o capito l-
ente Santa Barbara, cspera-se dos portos do
sul em seguimento aos do norte at o dia 13 do
ole.
Recebe-sc desde j passageiros, frote de di-
nheiro c encommcndas e engaja-sc a caraa que
o vapor poder conduzir, sendo os volumes des-
pachados com antecedencia at a vespera de
saa chegada : agencia ra do Trapiche n..40.
Aracaty
lale Ducidoso recebe carga : trata-se com Mar-
lius & Irmao, ra da Madre de Dos n. 2.
Para o Porto
O veleiro e bem conhecido brigue portuguez
Harmona, pretende seguir com muita brevida-
de, lem parta de seu carregamento prompto:
ara o resto que Iho falla trata-SQ com os con-
signatarios Azeredo & tiendes, no seu cscripinrio
i la da Cruz n. 1, ou com o capilao Arnald i'er-
nai.Jes dos Reis, na praca.
Para a Raliia.
O \elriro c bem conhecido patacho nacional
Amasnos II pretende seguir com muita brevi-
dade, lem parte do seu carregamento prompto:
! ira o resto que lhe falta, irata-se com os con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escripto-
rio ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa
v;i sabir imprelerivelmente no dia 25 do corren-
le, o brigue porluguez Soberano, para carga e
geiros, a qnem ofl'erece bons commodos,
irata-se com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capilao na praca.
AUcnco.
Vende-se a barcaca Douradinha, de 750 ar-
robas 800 saceos, construida com as melhores
madeiras e bnm inassame, de segunda vager :
s'in pretender dirija-se ao caes do Ramos n.
2, a fallar com Prxedes da Silva Gusmo.
O patacho porluguez Souza & C. capilao
Francisco Joaquim de Souza, pretende sabir im-
prelerivelmente no dia 20 do torrente para a
'lhu de San-Miguel, ainda pode receber alguma
carga miuda : qi:em pretender enlenda-se com
loio lavares Cordeiro, na travessa da Madre de
Dos D. 9, uu com o referido capilao.
Porto.
A bem conliecida barca portugueza Svmpa-
Ihia por sua cicellcnto marcha e construccao,
ai ba-se proposla a tomar carga c passageiros,
que su destinen) cidad-j do Porto, parj onde
tem de seguir brevemente : os prt tendentes, de
urna ou outra cousa, cnlcndam-sc com os consig-
nataros, ra da Cadeia do Recife ti. 12.
Vende se una barcaca nova de
primeira viagera, construida deamarel-
lo.com muito bora mcame, amarra de
ierro e prompta de tildo para viajar:
os pretendentes dirijam-se para ve la
a escadinba da alfandega e para ajutar
na ra do Queimado n. 59.
Maranhao c Para.
O veleiro patacho Alfredo, capilao Manoel da
Silva Santos, lem parle do carregamento con-
trado e pretende seguir com toda a brevidade
aos orto.; indicados: para a carga que lhe falla
irata-se rom os consignatarios Almcida Gomes,
Alves & C, ra da Cruz n. 27.
Urna taberna.
o
NA
Ra Augusta n.15.
uarta-feira 1A do corrente.
O agente Rorja antorisado por mandado do
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz especial do coinmercio,
far leilao no da supracilado. dos gneros e bens
que a requerimento de Silva & Molla, foram ar-
restados a Manoel Jos da Silva Fernandes, os
quaes se acham em a taberna sita na ra Augusta ;
n. 15i onde lera lugar e leiliio, que principiar,
s 11 horas em ponto.
PELO AGENTE
O referido agente fara leilao por conta de
qnem perlen-er quarta-feira 14 do correle s
10 horas da manha no armazem do Sr. Aunes
de fronte da alandega
DE
15 caixas com queijos flamengos.
Caixas com velas stearinas.
Saceos com eijo branco.
300 caixas com charutos marca lanceiros e
galia.

o
52
C/5
m
f

m
c
o
C3
>
w
o
>
o
53
CZ>
3
M
rc-
Quiuta-feira 15 do corrente
as 11 horas em ponto.
PELO AGENTE
O agente cima fara' leilao por or-;
dem do Sr. thesoureiro da sociedade de i
3 de ullio, no seu armazem na ra do ]
Vigarion. 19
Prccisa-se de urna ama que cozinha e en-
gorme para um homem solteiro : a tratar na
ra da Praia de Santa Rila n. 37, primeiro
andar.
Na ra Relia n. 10, precisa-se de urna ama
para comprar e cozinhar para urna pessoa.
=r Caciano Pinto de Veras faz sciente h quem
inleressar que esl era exercicio da vara do juiz
de paz do 4o anno, do primeiro dispelo da fre-
guesa doSS. Sacramento de Sanio Antonio des-
ta cidade, para que foi eloilo e que despacha na
casa desua residencia ra de S. Francisco n. 8,
cem qualquer parte que for encontrado; e que
d audiencia as tercas e sexlas-foiras as 4 1|2
horas da larde romo'ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1860.
mmmmm -wm*mm&
jM Dr. Cosme de Sa' Pereira .*
Mde volta de sua viagem instructi-
j^ 11 va a Europa continua no exer-
^icicio de sua proiissao medica.
3j Da' consultas em seu escripto-
ga Ho, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos,
nos domingos, desde as G horas
sobre
os
DE
Urna mobilia de Jacaranda', consolos de
pedras, candelabro, toucadores, ser-
pentinas, mesas elsticas, guarda I
roupi, lanternas e outros objectos!
que se tornam necessario mencionar, j
no mencionado dia as 11 doras em
ponto ao correr do martello.
A 13 do corrente.
O propostodi agente Oliveira far leilao por
conta e risco de quem perlencer, de um resto de
tinta a oleo em latas e de 14 barras de ferro de
4 1|2 pollegada; para fechar cenias : terca-feira
13 do correnle, ao meio dia, no caes do' Forte
do Mallos.
Leiles.
MlLMM
A PUAZO
DE
Cortes de vest ios de se-
da preta com folios bor-
dados a velludo.
Quinta-feira 15 do crvente.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de um rico e magnifico sortimen-
to de coi tes de vestidos de seda preta
bordados a velludo, sendo todos de e-
colbido gosto, o referido gente previne
a todos osSrs. logistas de azendas que
o leilao sem limites e entrega por todo
preco no seu srmazem ra do Impera-
dor n. 11 C.
A 13 do corrente.
O. Donnel, capilao do n3vio inglez John & Lu-
cy, far leilao por inlcrvencao do preposto do
agente Oliveira, com aulorisa;o do lllm. Sr.
inspector da alfandega desla cidade, em presenca
do agente Lloyds, e por conta e risco de quem
perlencer, de 2 correntes de ferro com 105 bra-
cas cada una, 1 ancora, 1 caldeira etc., c mais
objeetns de urna machina de serrar, salvados do
supradito navio, naufragado no lugar das Garbas
em outubro de 1859: teica-feira 13 do corrente,
s lt horas da manha, no armazem alfandegido
do Sr. Araujo, no Forte do Mallos.
LEILAO
DE
Urna casa e terreno
No Caxang.
Terra-feira 13 do corrate.
O agente Rorja aulorisao por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos a requerimenlo do
Dr. curador gercl, far leilao em seu armazem
ua ra do Imperador n. 15, dos movis ede umi
casa de taipa ceberla de lelha, cozinha e em
chaos foreiros, sita na povoacao do Caxang,
freguezia da Vanea, e lambem de um terreno
que extrema pelo nascenle oom o quintal da
mencionada casa, ludo perlencenle a heranea de
Romualdo Alvos de Lima.
Os pretendentes que quierem infnrmacoes po-
dero airigir-se no agente annuncianle. "
Principiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
lint eseravo
Terea-fcira 13 do corrente.
O agona Rorja far leilao era seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por despacho do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphaos e a requerimento de
Hermenegildo Eduardo Reg Monteiro, curador
do prodigo Claudino Jos Al ves de Amorim, do
escravo Vicente perlencenle a este, o qual es-
tar a exame de quem o pretender, no referido
armazem no dia cima designado.
Na mesma occasiao.
se vender urna escrava pc^a com habilidades.
Dar principio sll horas em ponto.
3|l as 10 da manha,
jg seguintes pontos :
l*. Molestias de olbos ;
l*. Molestias de cora cao e de
peito ;
3-. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e do anus ;
i#. Praticara' toda e qualquer:
operacao quejulgarconvenien-5
te para o restabelecimento dos^
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- 89
sultarem sera' feto indistincta-j
mente, e na ordem de snas en-
tradas; fazendoexcepcaoosdoen-|
tesde oIbos,ou aquellesque por
motivojustoobtiverembora mar-
cada para este im.
A applicarao dealguns mlie*!
mentos indispensaveis em variosjf
casos, como o do sulfatodeatro-
|pina etc.) sera' feto.ou concedido |
gratuitamente. A confianra que
neilesdeposita, a presteza desua
|acc3o, e a necessidade prompta !
f de seu emprego; e tudo quanto o
demove em beneficio de seus ^5
doentes.
NICA, VERDADEIRA E LE
GITIMA.
--i
Perdeu-se no ia 20 de levereiro um relo-
gio de ouro, sabonete, patenlc suisso, de Mon-
tandon Freres au lele n., confronte fabrica
do gaz, no camioho em frente do rio, onde se lo-
ma banho, que quem o perdeu tinha-o dentro do
um chapeo de sol de seda, quando tomou ba-
nho, e veslindo-se a prec,a nao o achou mais,
ignora se lhe tirariam ou se lhe cahio quando
abri o chapeo, us capins onde se vestio, e re-
lirou-se : roga-se a quem o achou e qneira res-
tituir (lendo consciencia), dirigir-sc casa de
relojoeiro, na praca da Independencia ns. 18 e
20, que se dir quem |seu dono, o qual gratifi-
car.
Joao Raptista Soares Guimares, pela rapi-
dez do sua viagera Europa, nao tenlo-se des-
pedido pessoalmente de. lodos os seus amigos,
como desejava. o faz pelo presente, ollercccndo
seu limitado prestimo era Lisboa e Porlo, onde
pretende demorar-se algum lempo.
Recife 10 de maro de 1860.
= O abaixo assignado, nao tendo lempo de
despedir-se do todos os seus amigos c conheci-
dos, em consequencia da inesperada chegada do
paquete porluguez Milford Harn, pede des-
culpa desta falta involuntaria ; e oferece seu
prestimo em Lisboa ou era qualquer parte onde
o destiuo o conduzir.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
Precisa-se de 6 a 8 contos de ris a pre-
mio, dando-se por bypolheca bens de raiz:
luera quizer fazer esse negocio annuncie para
ser procurado.
ASS0C1AC0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Em sessao do conselho do dia 4 do correnle,
foi concedido mais um prazo de quinze dias para
aquelles socios que eslao incursos as penas do
art. 75 Io dos estatutos, afim de indemnisarem
0 cofre social as suas mensalidades, e no caso de I
o nao fazercm denlro desle prazo, o conselho i
cumplir o que manda os estatuios.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 11 de marco de 1860.O secretario inte-
rino, Francisco Pedro de Adoincula.
No engenho Quepo, freguezia da Luz, dis-
tante da capital pouco mais de cinco loguas,
junio a estrada de Pao d'Alho, ha dous sitios
de lavradorescom casa de vivenda. sanzala, es-
tribara e bons terrenos de plantaco, e promet-
le-se moer as cannas em tempo : quem os pre-
tender dirija-se ao mesmo engenho que achara
com quem tratar.
A pessoa que por este Diario fez um an-
nuncio a respeito da casa da ra dos Pescadores
n. 27, fique saliendo que a referida casa foi ven-
dida no din 3 do corrente, por escriptura pas-
sada pelo t.ibelliao Almcida
= Precisa-se alugar urna prela escrava, que
saiba lavar, engommar c cozer : na ra da Cruz
n. 23, segundo andar.
Pede se a senhora viuva ou algum dos i-
lhos do finado Antonio de S Car alean te Lins, o
favor de dirigir-se a roa de Borlas n. 22, que se
deseja fallar a negocio de seu inleresse.
= Precisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
co n.26.
Casa para alugar.
Traspassa-se as chaves do
segundo andar da ra do Im-
perador n. 21 [outr'ora Colle-
gio] pagando-se parte das
beinfeilorias que com o mes-
mo se fizeram : a tratar com
Pol vcarpo Josc Layme no pri-
meiro andar da sobredi ta casa.
Thomaz de Ferias saca sobre o
Porto pelo paquete inglez Tyne : es-
criptorio ra do Trapiche n. 40.
Precisa-se do um caixeiro que tenha prati-
ca de padaria, e que abone sua capacidade,
vista da qual se dar bom ordenado, assimeomo
se precisa de um forneiro para a mesma pada-
ria : no pateo da Santa Cruz n. 55.
Jos Francisco Rodrigues da Costa, socio
liquidatario da extincla firma social SiWeira
Costa, declara pelo prsenle que tem ultimado o
processo da liquidacao da mesma razao social,
restando-lhe somonte saldar o debito por ella
contrahido no eslabeleclmento de Jos<5 Joaquim
Alves, o que j nao o fez por nao lhe ter sido
ainda possivel obter do dito Alves, urna conta
exacta o especificada de todas as compras pela
extincla razo e elle feilas. 0 annuncianle acre-
dita nao lhe restar, como encarregado da liqui-
daco, obrigacao alguma, que tivesse deixado de
satisfazet ; se porem alguem se considerar cre-
dor da referida extincla firma, aprsente seus t-
tulos, ou conlas no prazo de 8 dias, para que,
conferidas, sejam saldadas. Recife 8 de marco
da 1860.
cimu Seguro contra Fogo \
I COMPAniA i
IR
j?is(GiaiiiieLB
Na ra do Livramento, lo a
n. 29.
0 proprielario deste estabelecimento querendo
liquidar urna factura decalcados francezes, tem
barateado o seu preco vendndo por menos que
oulro qualquer a saber
Ama de leite.
Quem precisar de urna ama de leile, diriia-se
a ra do Jardim n. 20.
Antonio da Silva Campos, morador na ra
da Cruz do Recife, declara que por haver oulro
de igual norae, se assignar de boje cm dianle
por Antonio Martins da Silva Campos.
Alugam se
dous primeiros andares na ra da Praia ns. 29 o
Rorzeguins (Jolly) para senhora, aristocrtico? al sJ a tr,lar "a rua eslrcila do Rosario n. 7, lo-
J800. ja de ounves.
Ditos dito, democrticos a 4J500.
Ditos (Nantes) para hornera aristocrticos, a8*S600
Ditos dito, democrticos a 6$800.
Calcados de tranca do Porlo alj?800.
Ditos dito francez a lgCOO.
TAMRKM exisle um completo sortimcnlo de
calcados fabricados no paiz. como seia :
Calcados de entrada baixa.de couro de lustre, pa-
ra homens, superiores, a 2-5200
Dilo sdilodilo dito dito, inferiores, a ljj800.
Ditos focos, de couro de lustre, para homens,
muito bem feilos, a 3J500.
Dilos dito, de bezerro, para homens, muito
bem feilos, a 28500.
Ditos de couro de lustre para senhoras a lg2S0.
Ditos do marroquim de todas as cores para se-
nhora a 720.
Tamaneos de marroquim para senhoras a CO.
Ditos de couro para hornera a 800.
Ditos de marroquim para menino a 560.
Alera destes calcados encontra-se ueste esta-
belecimento urna inflnidade de calcados de todas
as qualidades tanto para homens, senhoras e me-
Vende-se urna negra cabra para o servico
de campo, nao viciosa, de bom corpo, com 19
a 20annos, por preco commodo : quem quizer,
dirjase a casa de Thomaz Jos Aquino Cesar
na freguezia dos Afogados, no im das reas,
junio ao Rarro Vermelho.
Escravos aiiancados.
1 moleque peca e 3 escravos* para lodo o ser-
vico, 1 escrava mucamba de idade 18 annos, 1
dita excellente cozinheira e engommadeira, 1
dila ptima cozinheira por 1:200$, 1 dita do
meia idade por 700 : na rua das Aguas-Verdes
numero 46.
Armacao.
Vende-se urna, sem gneros : na rua de Hortas
numero 31.
.o-
<<
-<
i
nios ; a ellos antes que se acabem. pois o lora- I ^-s-4-4-^4-'-^-*-AiLAi,Aii.lAAllA0'AAAjt
po (quaresmal) nao deixa demorar pechinchas. Barroca i Aideicos, tambera $a-
No mesmo estabelecimento precisa-so de oli- ca para O Porto.
4s'^&.'^ *it2 **JJ* &.;';- **.-! a fiTfla
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p denlifico.
ciaes de sapateiro.
Adverle-se para mais commodidade das senho-
ras, que acha-se aborto o estabelecimento al s
9 horas da noite, c lambem manda-so levar cal-
cados para escolber, e d-se amostras com pe-
nhor.
^
Joaquim da Silva Pessoa vai Europa Ira-
lar de sua sade, deixando nesla praca por seus
bastantes procuradores, em primeiro lugar so Sr.
Tiburcio de Souza Nevos, c em segundo ao Sr
Manoel Loureifo Corrcia de S.
S O ba c h re I J os d e M e u don ca" Reg a r-"
^ ros residente na villa do Paco de Cama-
g| ragibe das Ahgoas ofl'erece lli seus ser-
*> vicos como advogado a todas as pessoas
cjr qucdelle necessilarem e promelle 1er lo-
^ do o zelo o cuidado no desempenho de
cjjt seus deveres,
^ ambem faz Miente que encarrega-sc
fde qualquer causa em Porto Calvo e Por-
to das Pedras, pudendo quem de seus
3 servicoa se quizer utilisar dirigir-se ao ^p
^ mesmo bacharel nolug'rdo sua residen- JE
m cia ou a Le le J. Molla, rua do Impera- 52
^| dor n. 25, nesla cidade. jfe
mmmws tmmwwg g&y&imm
Convoco a asse ubica geral dos
( accionistas do novo banco de Pernam-
cora 350 palmos de funjo, leudo nfrenle casas : DUC0 Para as horas do da 17 do
a tratar no pateo da Santa Cruz n. 70. corrente as casas do banco, dim de
!.*J^.0rrABttlJ!S: Ja^ cumplimento ao art. 23 dos es-
co, com alguns escravos : quem o pretender p- tatutos. Ilecife 9 de marco de 1800.
Ribrt*i'*" COin |,roPriclario Frandsco BarSo de Cmara gibe, preVtdenlc.
VenJe-se superior sal do Ass epalhade ~ Foram vendidos o premios da
carnauba, a berdo da barca nacional Recife, fun- segunda p3ite da quinta loteiia do hos-
> lirtar pital Pedro II, p;lo abaixo
Ainda resla alguns cortes de chita rflxa de cu-
res Oxas rom 13covados ; assim como tambera
Chita frauceza a 220, 2i0 e 200 o covado : na rua
da Madre de Deus n. 7.
SALSA PARRILHA
DE
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Avisos diversos.
H Roga-se a quem tecla de pistn o favor de
mandar rua de Sania Cecilia n. 19, que ser
recompensado pelo achado, ou rua da Praia,
armazem n. 2 B.
Quem quizer aluar urna crioulinha para
andar com meninos dirija-se a rua do Hospicio
n. 36.
Professor dentista.
Rua da Cruz n. 44.
Acreditado em Franca, em Hcspanha, e nesta
cidade de Pernambuco, arranca denles e raizes
cora a maior rapidez possivel, assim comocollo-
ca-os sobre chapa d'ouro, platina e prata a von-
tade de qualquer um que delles precisar, como
lambem chumb e limpa-os como maior asseio
possivel. Tira denles em casa a 2 e 3j>. e lora a
')$, denle posto em chapa d'ouro a 10$; quem
delle precisar, procure no Recife, rua da Cruz
numero 44.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erupcoes que resultan da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peilavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Rristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprietaiios da receita
do Dr. Rristol, teudo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Rristol,
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
mente em poder dos referidos La'nman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoas de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ajo, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL ACENTS
N. 69 Water Strttt.
New York.
2* O mesmo do outro lado lera um rolulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. JSristol em papel cor de ros.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai acina do pre-
sente annuucio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Bnhia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22.
= Offcrcce-so urna ama para casa de homem
solteiro ou de pouca familia : na rua do Impera-
dor n. 20, primeiro andar.
Pergunta-se a (,uem se digne responder,
se as posturas da cmara do Recife obrigam os
municipes de oulros municipios ? Se por exem-
plo quem morarem Nazareth ou Rie-Formoso
precisa tirar licenca para ter boleeiro, e quando
nao tire, se esl sujeilo a icar na rua sem ter
guia de seu carro, a arbitrio de qualquer pedes-
tre? Esta resposta muito convir a muila gente
encommodada por estes novos interpretes deleis
c da terrra, O iacommodao.
I*
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra. I
Verm'z copal.
PalKinha para marci-
neirt.
Vinhos unos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma- e
i
3
a
i
zem de C.J. Astley & C.
i ?.*mmvjioiia m as nOMro*> Joo Pereira, subdito porluguez, relira-se
para fra do imperio.
Avisa-sc a lodosos Srs. fazendeiros c agricul-
tores de algodoque na fazenda denominada Li-
bcral/inlio (no termo de Cimbres) propriedade do
Rviud. Jos Rodrigues Valenca existe una gran-
de quantidide de burros hespanhoes proprios pa-
ra car regar algodao e lodo servico pesado, pois
nao s sao bastantes forles para" viagem, como
sao de longa vida, pois o menos que vivem
50 annos e lera mais a vanlagem de serem uteis
para os nossos sertes, por ser o seu primitivo
sustento palha de capim secco e conservam-se
sempro gordos, sao de marca muito superior aos
desla provincia e aos do Cear e gcralrxcnte sao
muilo passeiros.
9 O abaixo assignado alumno do anno
41 da faculdade de direito desla cidade e
advogado pela relaco de Pernambuco,
# otlerece o seu humilde patrocinio s pes- @
# soasque tiverem arrecadac,6cs a fazer na $$
comarca do Rio Formoso ou as 2.a, 3.a, @
# 4.a, 5 6.e e 7.a da provincia da Parahi- @
9 ba do Norte: na rua do Jasmin nosCoelhos. 9
Wi Joaquim Borges Carneiro ti
O Sr. Jos VicentedeLeao.queveio
ha pouco do Rio Gn.ndedo Norte, quei-
ra annunciar sua residencia ou diri-
gir-se a praca da Independencia n. 6 e
8, que $e lhe precisa fallar.
deada defronte do trapiche do Cunha :
com Manoel Francisco da Silva Carrico
do Vigario n. 17, primeiro andar.
na rua
305OCtftC0 Ct)|IO0CApTltCl
13cvnamiucmi.
as5r<;nado.
o:0()0,s-
200^
50
50.S
Meio bilhetc n. 1835
1
555
2457
Amanhaa, 14 do corrente, s 7 horas da noite, j Tem evposto os bilhetes da terceira
K ^SSSS* d COnSel" dUCC" Parle da Prmeh-a loteria da roiaadade
Secretaria da Anociaco Tvpographica Ter- Je S. Bom Jesus da Va-Sacra, sem des-
narabucana, 13 de marco de 1860 cont.Antonio da Silva Guimares.
J. L. Dorneas Cmara.
Io secretaiio-
L'm rapaz que tem boa letra ofe-
rece-se para ser caixeiro de alguma ca-
sa commercial : quem precisar annun-
Vende-se um c-rro americano de i rodas, para c'e Para ser proi'itrado.
um scavallo, de elegante modello : na rua da 1
Carro.
Pede-se
Cadeia Velha n. 35.
Lava-see engomraa-se com toda perfeieo,
e fornece-so almoi.o e janlar com todo o asseio,
por preco commodo : na rua da Alegra n. 33.
RORO .
Pede-se a pessoa a quem foi offerecido um par
de boles de brilli3ntes, que tenha a bondade de
annunciar por este Diario ou mandar levar ao
aterro da Roa-Vista n. 51. primeiro andar, que preza a bsira da estrada. Isto lhe pede
e/as e valor. ., u,-
a certo figurita da praca da Indepen-
dencia, que se deixe de frequentar cer-
ta loja da rua das Cruzes, aonde se cos-
tumacollocar como lobo a esperada
urna
pobre
se paga rao as despi
Em 5 do corrente marco fugio Januario,.
crioulo, baixo, cor fula, corpo'regular, sera bar- Ovelha.
ba, bem ladino, bem empernado, pursod.) bracos; Na noite do dia 8 do corrente
grossos, semo qup um dos bra secca, signal este bem saliente 'para sor aven- perdeu-se urna puUeira de ouro desde
guado e conhecer-se; foi encontrado na tarde o aterro da Boa- Vista ate a rua Nova*
do da da fuga no aterro dos Afogados, indo para a n,,m a iv,,.. a-1,.,,1^ .,',
o Recife, onde tem urna irmaa forra, tem pai PcSs0a C,UC a ,.1 a]cl,ddo A va entre-
lorro de nome Domingos, morador na estrada do Sar na typographia deste Diario ao Sr.
Cachan^, e irmao lambem forro de nomo Rene- Ferreira. pelo crual
dicto, morador na freguezia da Varzea ; foi es-
cravo do negociante Jos Luiz Pereira, morador
ou com loja na rua Nova : roga-se a benevolen-
cia das pessoas policiaes, capiles de campo,
com especialidade os pedestres, a captura, le-
vando ao seu senhor 110 sitio da Lslancia do Gi-
qui, que bem recompensar, e protesta com a
lei proceder contra quem o acoular.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e comprar : na rua de Hurlas 11. 75, na esquina
da travessa dos Martyrios.
V. Arrelche retira-se para a Franca.
Precisa-se de urna ama para cozinhar : na
rua do Crespn. 23.
Precisa-se de urna ama para cozinhar c fa-
zer o mais servico de portas a denlro, mis que
seja capaz na rua da Roda n 52.
Hoje 13) lera de seren arrematadas, dc-
pois da audiencia do juizo de orphos, osarren-
daraentos das casas terreas sitas na rua Dircita
n. 114, Aguas-Verdes n. :>1 e. Gloria 11. 50, an-
nunciadas para a praca de sexta-feira 9, que dei-
xaramde ser arrematadas por falta de licitantes
Vende-se um bonito cavallo com lodos os
andares, castanho : a tralar no largo do Paraizo,
cocheira n. 21.
Vende-se urna fabrica de velas que foi do
Carlos : na rua do Sol n. 33, barata.
Vende-se 1 l|2duzin de taboas de assoalho,
de louro, 7 travs de 25 palmos cada una, 9 en-
chames, 4 pedras para soleira, urna purco de
cal e a rea, e lambem ama porco de tena velha ;
na rua do Cordoniz, taberna 11. 12, aonde acha-
ran com qudm tralar, das 9 horas s 3 da tarde.
Pechiicha.
Com pequeo loque de avaria.
Na rua do Qucimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pec.as de algodao encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 23590 cada urna.
Aos amantes da economa
Na rua do Qucimado n 2, luja do Preguica,
vendem-se chitas de cores las bstanle escu-
ras, pelo baratissimo proco de 6$
rs. o covado.
pelo qu peca,
Rua da Imperatriz
numero 2.
rclira-se para a
a 14 annos
porluguez
na rua da
\cnde-sc superior vinho madeira secca, dilo
xerez, dito do Porto, chocolate (ranees, qneijo
suisso a 800 rs. a libra, peras seccas a 610 a "
bra, vinagre branco primeira sorte a 4S0 a
rafa, dito segu.da sorto a 400 rs., verdadeiro
fumo deCaranhuns a 1$ a libra ; a elle, que se
acaba
Manoel Joaquim Ribeiro
Europa a tralar de sua saudc.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de. 10
para caixeiro de taberna, preere-so
que seja chegado ha poucos dias :
Imperatriz n. 74.
A mesa regedora da irmandade do Senhor j
Rom Jesus dos Pobres, creca na igreja de N S. I
do Rosario do bairro de Santo Antonio, faz sci- !
ente ao respeitavel publico, que no dia 18 do
corrente, pelas 2 horas da larde, tem de se ex- '
por vista dos fiis em procisso a imagem do !
mesmo Senhor Rom Jess, e tem de percorrer i
as ras seguintes : ao sahir da igreja era frente
ao paleo do Paraizo, travessa do Ouvidor, rua do
Imperador, ponte nova, caes, rua do Apollo, era !
frente ao arsenal, rua da Cruz, becco da Lingoe-
la, Trapiche, Cadeia, a seguir a rua do Impera- I
dor, largo do Pedro II, rua do Oueiraado, Livra- i
ment, Direita, beeco do Marisco, rua de Hortas,'
paleo do ('.armo, Camufla, rua Nova, Trinchei- I
ras, eslreita do Rosario, a recolher-se. Pede-se
aos moradores das ditas ras, que por suas bon- I
dades mandem limpar as testadas de suas casas '
afim de abrilhantar mais este aclo tao religioso.
Amonio ioaquim da Gloria.
< Secretario:
= Aluga-se urna escrava para lodo o ervico
de casa, ou para vender na rua : a Iratar na rua
do Imperador n. 18, terceiro andar.
rretra,
sada.
ERRATA.
A listados premios da lote-
ra publicada hontem do
hospital Pedro II e nao do
theatro.
Vendern-s? barricas com bolacha
a 2,500 a arroba : no largo do Corpo
, Santo armazem n. 6.
Na rua da Cadeia n. 22, segundo andar, pre-
cisa-se alugar um prelo para o irabalho interno
c externo de urna casa de familia.
Kluber, direito das gentes ; Releme, direito
natural ; G Philigs, direito ecclesiastico ; S. P-
nheiro, direito publico; Macarel, direito publi-
co : Damiron, philosophia ; Fiiangiere, obras :
Chateaubriand, memorias d'Alem-tumulo ; quera
quizer pode dirigir-se praca da Boa-Vista, lo-
ja n. 13.
Kare J. Schmettau, retirando-se para a Eu-
ropa, deixa na gerencia da casa commercial de
Rabo Schmettau & C, o Sr. \V. Olio.
Ensinam-se primeiras lettras c francez, em
casas particulares : quem pretender annuncie.
No dia 16 do corrente, depois da audiencia
do juiz municipal da primeira vara, a ultima
praca da casa da rua Imperial n. 145.
Continua a dar-se dinlieiro a premio, sob
penhores de ouro ou praia : na rua Augusta
n. 48.
Pedro Alcxandnno Ortiz de Camargo Jnior
scienlilica ao respeitavel publico, que desde Ja-
neiro do corrente anno seu noxe, e ser d'ora
em dianle
Pedro Ortiz de Camargo.
Recife 12 de Janeiro de 1860.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa : na rua do Cal-
deireiro, taberna n. 60.
Um moco que se acha empregado no com-
e 160; mercio, mas que deseja outra arrumaco, oflV.re-
I ce-se para qualquer loja : a Iratar na rua do Ro-
sario da Roa-Vista n. 44.
los Poreira e sua senhora Eleinia de Je-
ss, relirnm-se para a lha de S. Miguel, no pa-
I tacho Souza & C.
Compra-sc urna mulatinha de 13 a lian-
no, recolhida, e que saiba cozer alguma cousa ;
paga-se bem : na rua Direita n. 66.
- Compra-se um balcao de volta, que esteja
amarello e
n. 24, ou
sera
ai._ em muito bom estado, e que seja de
envernisado : na rua da Imperatriz
annuncie.
Compra-se um cordao de ouro de lei,
feitio ; na rua da Imperatriz n. 24.
Precisa-se de urna ama para casa, que so
encarreguc de comprar e cozinhar, e de conhe-
cimenlo : na rua do Aragao, piimeiro andar de-
fronte da porta travessa da botica do Sr. Neves
n. 21.
Hoje 13 do correnle,tem de ser arrematados
era praca publica, porla do juiz do paz da fre-
guezia de S. Jos, na rua de Santa Rita, os bens
seguintes; 12 cadeiras e 1 marqueza, ludo de
amarello, era bom estado ; que foram penhora-
dos a Ralbino Si indos Camello Pessoa, por exe-
cugo de Joo A. M Dutra & C.
PROVINCIA.
Na praca da Independencia n. 22 achara se ex-
poslos a vendt os bilhetes e meios da 3a parte
da Ia lotera do Senhor Bom-Jesus da Via-Sa-
cri, garantidos por Sanios Vicira, os quaes se
continuara a vender as casas cm que se ven-
dan) os do Vicira & Rothechild.
Bilhetes GjJOOO
Meios 3#000
Antonio dos Santos Vieira.


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERC* FEIRA 13 DE MARQO DE 1860.
(5)
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiacs.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
.., METHQDONOVQ
DO DR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PARA O TRATAUENTO E PKMPTO Cl'RAUVO
LAS ENFERMIDADES SllXCAES, DN TODAS AS AFK1C.COES
Curato do ferro Chahlr
PLUS DE
COPAHU
Xarope mu prel'erivel au
Copahba e as Cube-
bas, cora inmediatamen-
te qualquier purgarlo ,
relaxado e debilidade, e igualipente fluxus e
flores brancas das raulberes. injeecao de
Chabic. Esta injecc&o benigna emprega-se mes-
ra tempo do xarope de ciirato de ferro, urna vez
de raanb, e urna vei de larde durante tres dias;
ella segura a cura.
DPURATIF
ah SAIVG
CLTANEAS, VIRUS E ALTERACOES DO SANCtE.
Depurativo de Mangue.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico couhecido
e approvado para curar
con promptida e radi-
calmente impigens, pstulas, btrpes, sarna, co-
mixs, acrimonia e alteraces viciosas do san-
gue ; virus, e qualquer afle< o venrea. Ba-
niion mincraeM. Tomao-ie dous por semana, se-
guindo o tratamvDto depuiativo. Pomada an-
iiiiei-|ieiirn. De um tffeilo maravilboso as af-
feces cutneas e comixes. .____,
iieuiori'oiiidaN.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposito na ra larga do {usaro, botica, de Sartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
DE
Coiiiinissiio de estraves
NA
o c
m
-yi
9
c 5 r-
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRECG\0 DE E- HRYAm
Este hotel collocado no centro de urna das capiaes importantes da Europa, torna-sede grande
FstabplpeimPntosflhri*? ll- va'or Paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicio
' ~ urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacoes de caminhos de ferro, da
dusll'iaes e COmmerciaeS (]oAllemanliaeFranc,a, como portera dous minutos de si, todos os theatrose divertimenies ; e,
i alm disso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o franee/, allemao, flamengo, inglez e por-
tiguez, para aeompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no leino, qtir
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (38200 45000 )
por da.
todas as qualidades como to-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
i i ou, rj fru iimut i/i, CU i V *ujjujv mu kj i i << v- i
merCiaUte, agr lCUllor, mal'!- | Netto, Manoel de Figueira Faria, e desembargado
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesta casa recebem-se cscravos por commisso
para screm vendidos por conla de seus senliores,
afianga-so o bom Iralamcnto e seguranza dos
mesmos, e nao so poupa exforcos para que se-
am vendidos com promplido, am de seus sc-
nhores nao sorerem empate com a venda dri-
les. Nesle eslabelecimcnto ha sempre para ven-
der cscravos de ambos os sexos, mocos e bonitas
figuras.
Sociedade bancaria em
commandita.
Sao convidadas as oessoas que ass'ig-
naratn para a sociedade Amorim, Fra-
goso, Santos & C. a realisarein a pri-
meira entrada de25 por ecnto do capi-
tal ate odia 16 do correte mez, no
cscripicrio da mesma sociedade ra da
Cadeia do Ucife n. 5, recebendo-se
aindaal o dia 14 algumas assignaturas.
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
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53

Liquiclaco
O abaixo assignado por causa de seu eslado de
saude, nao podendo continuar com o seu esta-
belecimenlo de molhados da ra da Cadeia do
Recife n. 25, defronte do becco-Largo, assim se
faz preciso liquidar lodos os seus negocios : roga
por favor a lodas as pessoas que lhe sao devedo-
res virem pagar o que devetn al o fin do
marc.o.
Manoel Jos do Nascimento e Silva.
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rao,
Sirop du
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timo e emiin para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1" andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboa do
Carmo.
= Joaquim Ferreira Rolhchild lendo de fazer
urna viageni, roga a (odas as pessoos que lhe sao
devedoras, o obsequio de satisfazer seus dbitos
at o fim do correte mez de marco.
Pa ltvraria n. G e 8 da praca da
Indepenecia, pieciza-se fallar a Sr.
Joo da Costa Maravillia.
Precisa-sede urna ama para cozinbar : na
ru do Crespo ti 23.
. Um rapa/, que lem boa letlra e alguma pra-
tiea de escrpturacio, ollerece-se para ser cai-
xeiro de alguma casa corumercial: trata-se na
ra de Santa Tliereza n. ou annuncie para ser
procurado.
Fngnmma-so com asseio e promplido : no
beccodo .Marisco n.20.
Quem precisar de una ama para o servico
bmOU &STLdt 22,2S.?,li,S U de V"t r"" f* '"l's' Sgoh"o, machina nova
se"i.Hlo and-'r n" 9 : vapor, disiilaoao nova ebem montada. 22 bois
n. ., ., ,de correia, seis quartos, algumas obras, safTra
c~ f >*a-se a,,,Sar um Prfol ou V J''1 ,d- plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n.
sos, para comprar na ra e fazer o mata servico 13 |0a
de urna casa de familia, ou mesnio urna ama n.is '
E' chegado loja de I.pcomte, akrro da
a> \sr=tji2-ic^-s --*-*
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.' inspecro de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Luidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
Durante o espado de oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer- scasnera sensacoes debilitantes.
e seu filhoo l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Feltppe Lopes Teslcmunho espontaneo em abone das parti-
r I'ontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou- j "-as de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Pyron
12 de abril de 1859. Senliores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara raeu filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalara um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comichao no nariz, lao magro se poz, u.ue eu
tema pcrde-lo. Neslas circumslancias um visi-
nho mcu dsse que as pastilhas de Kemp linhatn
curado sua tilha. Logo quesoube disso, cutn-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
ir. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36
Street pelos uincos proprictarios D. Lanman
Cidade di Victoria.
O abaixo assignado pede as pessoas que lem 1
em seu poder dinheiros de ouro e prala, que ha- compradores.
jara de tirar no prazo de 30 das, contados de Tli<--Tiiniia
boje, soh pena de sen-m vendidas para seu pa-'
ganunlo, por quanto nao pode mais esperar, e
para que nao se chame a ignorancia se faz este
aviso.
Joao de Freitas Pinto e Souza.
Cidade da Victoria, 8 de mareo de 1860.
O Sr. thesoureiro manda [azei pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas da mania as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n.26e nascasas commissionadas
pelomesmo Senlior tliesourciro na pra-
ca da Independencia numero lie 10,
e na ra da Cadeia do Recife numi-
ro 2 armazem do seuhor Fontes ate
i as 6 Itoras da tarde somente, os bilhe-
tes e meios da terceira parte da pri
i naeira loteria do Senlior Bom Jess da
Va-Sacra, cujas rodas deverao andar
impreterivelmentc o dia 2i do correte
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que pns casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numetacao sortidas a vontade dos
das loteras 10 de
18G0.O escrivao. J. M. da
S
^
mareo de
i
Cruz.
Precisa-se alogar um sitio cura boa casa q
terreno pira plantar capim ou rom planta
n tratar un na da Imperalriz n. 18. loja.
lo
O Sr. Jos de Mallos,que foi trnbalhador de pa-
(aria e boje caixeiro de una fabrica de relias
no pateo do Terco, faca o favor de vir lirar o seu
pallil que lem empeuiado em una taberna que
elle bem sabe, do contrario ser vendido para o
Compr
l*OG
=: Conipram-se moedas de 011ro de 168 o
20;O0, moedas de 5 francos e pataecs mexica-
nos: na praqa da Independencia n. 22.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
Iras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de todo oservigo, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45000 4#50O.)
JS'o hotel encontram-se informacois exaclas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
JARABE DO FOKGfiT.
Este xarope est approvado pelos mais rmim otes mdicos de Paris,
Icomo sendo o mellior para curar con&tipscoes, losse convulsa e outras,
alleccoes los broneoios, ataques de peito, IrriUcAes nervosas e insonnolencls: nina collieraila
pela manli, e outra noite sao sutlicienles. O tllVito deste excelente xarope satisfaz ao mesino
lempo o doenle e o meilico.
O dsposit na ra lar,ja do Rosario, botica de Itartholomeo Francisco de Souza, n. 30.
Allcnco.
seu*pagamento, isto no prazo de 3 dias,'depoisj torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
nao so allende a reclamando alguma.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e a-
/cr o mais servico de urna casa com potica fami-
lia, mas que soja capaz ; na ra Direila n. T'J,
loja.
Andr de Medeirose Manoel Luiz, retiram-
se para ilha de S. Miguel.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro de
taberna, que alfiancc sua conducta ; no pateo do
Carmo esquina que vulla para a ra dasTrinchei-
ras n. 2.
Publicacaojurdica. F0LHLM1VS P,VRt 1880.
Acha-se no prelo a 2.a edieo dos Elementos de
Dircilo administrativo, mais correcta e conside-
ravelmenlealterada, pelo l)r. Vicente Pereira do
Hego, lente cathedratieo da mesma sciencia na
Faculdadu de Direilo desla cidade. Subscreve-se
para esla obra na livraria econmica de Noguei- '
ra & 0... defronte do arco de Santo Anlonio n. 2,
a lOg por cada exemplar, pagos ao receber as
duas parles que j esto impressas.
agencia dos fabricantes america-
nos Gruuver & Itaker
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jobuston e\' C., ra da Senzala Nova n. 52.
Prerisa-se de ama ama para cozinbar: na
ra Nova n. 8, loja.
Traspassa-se o arrendamento de um engo-
lillo distante desla praca duas legoas, vende-se
Ama de leite,
Trccisa-se de urna boa ama de letle, forra ou
escrava sem filho: na rua do Crespn. 11.
loja de I.ccomte, aterro
Boa-Visla 11. 7, o excellenle leile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
I sardas0 espiohas, e igualmente u afamado oleo
||ai^8R^8aSI8SSfi8ei88i8ai8 MSS babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
E assim como pus imperial de lyrio de Plorenea,
~ara bortuejas o asperidades da pello, conser-
a a frescura e o avelludado da primavera da
vida.
mesmas circumslancias : quem livor e quizer,
annuncie ou dirija-sc a rua de Santa Rila n. -,
primeiro andar.
&Licoes de francez eg p
m piano. 1
^ Madcmoisclle Clemencc de Ilannetot ^
^ de Manncville continua a dar li'_es de =S
^ francez e piano na cidade c nos arrabal- 5^
Jj Jes : na rua da Cruz 11. 9, segundo andar, fe
\Vs
ge

Traspasse-se o arrendamenlo de um En-
genho muilo psrto da praga, vende-se urna par-
te do mesmo Engenho, una maquina a vapor,
urna deslilacao nova montada de um tudo, 22
bois de carro, G qtiarios, e otitros objectos:
iracta-se na rua do Queimado n. 10.
! NOVO DEPOSITO
DE
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta
dades :
w
O Sr. Manoel Francisco Lu/, da Silva lem I nocl Jcs de SSAraojO.
urna carta,e urna eni'otnmonda'vinda do Itio Gold "^ "' Norte, na livraria 1:. 0 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
= Lava-se engomma-se roupa com perfeico,
Compram-se, vendem-se e Irocam-se escrari s:
! na rua do Imperador n. 21, primeiro andar.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
I sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se
continuadamente niodas de IC3 e 20:0(10. a
dos Estados-Unidos, niodas de cinco frartcos,
oncas hesoanholas e mexicanas, cm grandes e
oas porcoes.
r^ Compta-se urna negra crioula, do bonita fi-
gura, do 18 a 20 anuos de idade, que Eaiba rozi-
nhare engi\tnmar muito beni. que cosa alguma
cousa : na rua do Brum n. 10, armazem di
typographia, das seguintes quali-
OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rocliiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Cristo Brasileiro, que se compe : do lou-
vor ao sanio nonie de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyninos ao Espirito Santo e
a N. S., a niitacao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemorarao ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carmo, exercicio da
Via-fSacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudades devo-
Kemp, droguistas por atacado em New York. lano de horacm como de senhora. com condico
Acham-se venda em todas as boticas das | de se mandar levare buscar: quem quizer dirija-
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, rua Juliao 11. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22
> S? -T> f f <* > -. -^ f Sf, > ffi t f 1,
DENTES II
AnTIFlCJAES.
gRuaestreita do Rosario n. 3
se ao corredor do Rispo n. .
Francisco cJoao da Cunta Bellro de Arau-
jo Pereira, irmos, embarcam para a Blgica.
Precisa-se de urna sala e quarlo ou um so-
brado ou casa terrea, na Boa-Visla ou Sanio An-
tonio : quem tiver dirija-se a rua do Queimado
n. 37, ou ao convento do Carmo na celia n. 6, 1"
andar.
Por um corle de cabello c
frisameno 00 rs.
tstane-
mente
conipra-se, vende-se e troca-se escravos: na rua
Direila n. 60.
Compra-se urna casa terrea na fregu/
Boa Vista,que tenha commodo para urna familia
bem romo outra mais pequea, ou anda mesmo
fura deste bairro; quem tiver appareca na Irav --
sa da Barreira n. 8. que adiar eom quoni Iratar.
; Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- $}
tas s chagaa de Chrislo, oraee's a N. Se- liciaea pelos dous syslemas VOLCANITE, &
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da | ?iL?i nl 2 J'lf' PdCnd? SCr I
,' i, procurado na sobredita rua a qualiuer -j
guarda, responco pelas almas, alem de s^ hora. S
/
Vendas.
Na rua das Cru/es leberna n. 40, einle-sc
queijos novos a 29000, velas estearinas n
boas a 700 rs., milho muito bom a 320 a cuia
junio ao sobrado novo do Sr. Figueira.
outras oraces. Prec_o 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parocliiaes, e
una collecco de ancdotas, dlos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos motaes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, o preservativo de arvores
e fructos. Proco 320 rs.
rry >r> *-. .^ :,
8 @
s@@:> @ss@a
LICES PRATICAS
DE
ESCRITA COffiMERCIJtL
Pop partidas dobradas
E PE
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praoa da Independencia,que se preci-
sa fallar-lhe.
Direilo romano.
As pessoas que quizerem assignar a versao
portugueza das Iuslitvlionis juris romani pri-
ta/ por Warnkanig, as quaes lem de servir este lliin (lo IllUIPrniloi* P1II fl*tt 11
auno de lexto as prolec.oes de Direilo Romano, XXUiS U" ? vJimuittb
em substituieao aos Elementos de Waldeck, po-, O OtO to deposito (lo ffaZ.
ucn deixar seus uomes e o imporlc da assigoa-l .
tura (IO3OOO), na rua do Crespo n. 11, loja de "orolt & G.,atlendendo a que os senliores con-
lvros, onde deverao procurar a 15 de marco o suo,ldores de gelo sao pela maior parte residen-
que houver impresso. les nos bairros de Saoto Antonio p Boa-Vista, o
n 1 1 ; que lulariam com grande dilliculdadn se esto ps-
rrecisa-sedeaitna ama de leite, te esUbclecimenlo eslivesse collocaio no bairro
ijue otculia etn abundancia, que seja Recife, poderao encontrar na rua do Impera-
bern sadiaede bons costumes : paea-e d"r COI,ron,eao oi,5 do. d.-posito do gaz, um
. n- 1 1. 1 .. ,armoz-'rr' com as proporrues exigidas para depn-
Dcm. Dirigir se a praca de Pedro II sito deste genero, o qual estar aborto roncur-
(antigo pateo do Collepio) n. 57, sepun- rencia J"s mesmos senliores, das8 horas da ma-
do e terceiro andar. J/" C da larde* dt) dia 3 d Cl,rren,e em
ITA DE PORTA,a qual, alm das materias do
costume, contera o resuma dos direitos
parocliiaes. Treco ICO rs.
MOTHTO
Rua Novan 15,segundo andar.
.11. Fouscca le llcdcii'os, escriturario da
los, c
urna pessoa dispomvel para corlar os cabel
1 penlcar as senhoras em casa particular.
CASA LUS0-BRAS1LEIM,
Ihesouraria de fazenda desla provincia,competen- 2, Goltleil S([Uai'C, LOfltlrCS.
@3i :;;:;;: :..* ;f3SS@ 3SS@fi lemenle habilitado pela directora de insliiicco J. G. OLIVEIRA-lendo augmentado, com lo-
Altenco.
Rua da Imperalriz n.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, e um oulro viudo de Paris. Esta eslabele-
i cimento est hoje as melhores condicoes que
j possivel para
' objectos em cali
rao sejam : mt
gios, braceletes,
bdlleiras de toda a especie, para bomeos e se-I Neste estabelecimento continua a haverum
tihoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos comapletosortimento de mocadas e mcias u
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na das para euSenho, machinas de vapor e taii
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-, de ferro batilo e coado. de todos os lamanhos
les, os objectos em cabello sero fetos em sua paradlo,
presenca, se o desojaren), c achar-se-ha sempre
hoje as melhores condicoes que! _,
aasrsr-sissrss: ninJNDIGlLO LOW-HOW.
nrralas a Luiz XV, cadeias do relo-; a ,, ,V'*V "" **}' i' *
les, anneis, rselas, etc., ele, ca- IlUa ta Scnzala ftOYa B. 42.
&

m
Curso pratco e theorico de ltngua fran-
publica para leccionar arlhmetica nesia cidade, j mar a casa contigua, ampias e excullcnles ac-
lem resolvidojuntar, como complemento do seu | commodacoes para mulo maior numero de hos-
curso praltco de escnluracao por partidas do- pedesde novo se tecommenda ao favor e lem-
bradas, o cnsino de conlabilidade especialmente | branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
cal- | visilni esta capital; continua a prestar-Ibes seus amarello, nos qualro cantos da rua do Queima-
Superiores cortes de seda
prctos bordados
a v eludo
de duas saias, pelo baratissimos oreos de 100
110. 120J, 130? e 1509000 : na loja'do sobi
@ ceza por urna senhora france/a, para dez na parle relativa a reduccao de moedas ao
r; mocas, segunda c qiiinta-feira de cada se- | culo de descontse juros simples e compostos serviros e bous olficios guiando-os em lodas as do n. 29, de Jos Moreira Lopes
;^ mana, das 10 horas at meio da : quem conhecimcnlo in lspensavcl as pessoas que de-
@ quizer aproveitar pode dirigir-se a rua da & 'sejam cmprcgai-se no commercio ou que j se
5 Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @ acham nellc estabelecidas. A aula ser aberta na casa o hespanhoe francez.
; adianlados. ffi no dia 15 de Janeiro prximo futuro s 7 horas |
VS VJ O M v* ** t-v k-^ <-. v><-V "o up *S& \> U> \1> V> 'i
cousas que precisem conheciineulo
paiz, ele. : alm do porluguez e do in;
iralico do
lez falla-se
Saca-se sobre Portugal cm casa
Roga-se aos Srs. deveoores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Na gallera e oflicina pholograpbica da rua
Nova n. 18, couliiiua-se a lirar retratos pelos
mais modernos e perfeitos syslemas. Os traba-
liios sabidos dosse estabelecimenlu sao bem co-
nhecidos do publico desta capital
da noite ; e as pessoas que desejarem matricu-
lar-se poderao deixar seus nomesem casa do an- i (*e augusto L, de Abreu.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grandes e pequeas porcoes bichas
nunciante at o mencionado dia.
COMPANHIA
urna nova casa de pasto na rua do Imperador
defronte do armazem de gaz, onde enconlraro
: hamburguezas, e tambem cal da mais" nova que I sempre excedientes petiscos com o maior aceio
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo. possivel: na mesma casa fornece-se comida para
FUWD
I II I
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No deposito dcste csta\ie\ccVmci\to scm\>rc \ia grande sovUmcnlo de me-
enanismo para os engennos de assncav a sa\>ev:
Machina! de vapor modernas, de golpe cumplido, econmicas de combustivel, e de faciilimoasseoto ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cinnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e semillas para rodas de madeira ;
Moendat inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
.Meias moendas com rod tas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunliadas em aguillioes de azas ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o cal Jo, crivos e poitas de ferro para as ornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer arinha
Rodetas dentadas de todos os tamanlios para vapor, agua, cavallos ou bois
Aguillioes, bronzes e parausos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.. ele.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes achaio tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanisrno proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
rno a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
Estabclccida era Londres
fiiftCQ &s mt.
CAPITAL
\Vmeo mVVhoes de lloras
eslerVinas.
Saunders Brotbers & C." tem a honra de In-
formar aes Sis. ne.gocianies, proprictarios de
casas, eaguem mais convier, que estao plena-
mente aulorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telia e igualmente sobre os
objectos que conliverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
q.ualquerqualidade.
Uoga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidadlo, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da rua do
Queimado n. 10.
O Dr. Francisco de
Paula Baptista continua a advogar em
seu escriptorio na rua das Trincheiras,
sobrado n. 19, 1- andar, onde pode
ser procurado para tste fim todos os
dias uteis, das 9 horas e meia da raa-
nha ate as 3 da tarde.
Eusino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando primeiras
letras, lalim e francez, e tambem admitle alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Attenco.
*
O abaixo assignado faz. scienle ao respeitavel
publico, e mui principalmente ao corpo de com-
mercio, que comprou a toja de miudezas de Joa-
quim Antonio Dias de Castro, sita na rua da Im-
psratri/n. 72A, que girar de ora em dianle
sob a firma e responsabilidade do mesmo abaixo
assignado. Recife 11 de margo de 1860
Marino Soares da SHceira,
Fimileiros.
fra por assignatura, por preco razoavcl
Superiores charutos Traviata, em caixinhas de
100, que as outras partes se vendem a 4j00 rs.
Altriinlios c nenas.
a -2*000 a caixinha de 3 libras : no bazar da rua
do Imperador n. C.
z= Vende-se urna grande fabrica de fazer ve-
las de carnauba, em perfeto eslado, que para st
liquidar vende-se por prec.0 diminuto: no cae:
do Ramos sobrado n. 20.
Ferros deengom-
mar econmicos.
Trecisa-se de officiaes : na rua Nova n. 38,
defronte da Conceicao.
Saca-separa o Porto e Lisboa, no
escriptorio de Carvallio Nogueira & C.:
na ruado Vicario n. 9, primeiro andar.
Rua da Imperalriz n. 57.
Na cocheira da rua cima, recolhcm-sc carros,
cabriolets, cavallos e Iratam-se por menos do
que cm outra qualquer parte, podendo as pessoas
que ah recolherem, irem ver ou examinar du-
rante o da e noite.
Curso jiariit niar.
Antonio Joaquim de Passos, aulorisado pela
directora geral da instrucciio publica, ensina
lalim e francez : cm sua casa rua da Impera-
lriz n. 19.
Na propriedade jan-
lo ao gazometro aluga-se urna sala c quarlo cora
utu pequeo quintal com ca imba, ladrilhado e
rebocado de novo r procurem no mesmo lugar, a
tratar com o proprietario.
Vieira e Rolhechilde dissolveram a socie-
dade que tinham na loja de bilhetes da praca da
Independencia n. 22. Recife 10 de marco de
lttOO.
Antonio dos Santos Vieira.
Joaquim Ferreira Roihechild.
Pede-se a quem annuncioii por esle Diario
que na casa n. 4 i da rua do Queimado liavia ne-
gocio de iuteresse para com o abaixo assignado, p"rac"a7o Corpo Santo n. 2.
Dao-se a contento.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas
queira declarar pelo mesmo Diario, qual este
negocio, afim de que sua rcpulagao nao fique
em duvida, e nem supponha alguera consa di-
versa do negocio, que nao preciso occul-
tar-se. Antonio Jos Lopes Filho.
Pocos dos Ai-
furtaram na
Rua da Cadeia do Recife n. -11.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita da Penha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Do sitio da rua dos
fugados n, "i'i (Piranga),
noite de 8 para 9 do corrente, umaba- I ta Direita n. 72
cia grande de rame ja usada: roga-iej g' d'a P^a n"^'
as pessoas a quem or oierecida dita ba- j Dita do Livramcnlo n. 36.
cia, tenha a bondad; de mandar *- ]
rar o vendedor ou vendedora.
apar-
Dita da Imperalriz n, 10, rmazem de fazendas
de Hay mundo Carlos Lcile & Irrao.
-.
-*.


W________________
CALCADO"
Grande sorlimento.
4a-~Rua Direiia-4S
Os estragadores de calcado encontra-
3U3 neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Hornera.
Borzeguins aristocrticos. 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... S}00q
Borzeguins arranca tocos. 8'000
Ditos econmicos....... C$000
Sapatoos de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Srzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins paia meninas (br-
tissimos)..........4#000
E um pe feitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrica-
do, comosula, couros, marroquins, cou-
vo de lustre, lio, fitas, sedas etc.
DIARIO DE PCRWAMBOCO -- TERCA FFIRA 13 DE MARCO DB 1860.
Confronte a Iravessa de San-Pedro.
7Rua Direita7
Aellesanlesqueseacabem
guinsde 1* qualidade............ 9-3000
Dilos de lustro c pelica................. 8$000
- econmicos...................... 6$000
Sapates Ia qualidade.......... ....... 6500
Ditos de lustre......................... 5J500
IHtosde bezerro........................ 59000
- econmicos do lustre i500 e___ 39500
Sapalos entrada baixa.................. 3j">00
Ditos du borracha -2$, 2$200, 200 e.. 2600
Para senhora.
Borzeguins, lu qualidade.............. 5^000
">ilo eom sallo baixo.................... 4vS00
patos de lustre francez..............
E um completo sorlimento de outros calcados e
(amneos de todas as qualidados, cabedacs para
fabrica, como couro do lustre, bezerro, marrj-
, couro, sola e ele. : na niosma hija preci-
Jo oflkios de sapaleiro, paga-sc bcm.
Ohquepechincha.
Superiores corles de seda pretos adamascados
de babados, pelo baratissimo preco de 45;00
sada corte: na loja do sobrado amarello, nos
quatro cantos Ja ra do Queimado n. 21), de Jo-
- ireira Le pes.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
fe C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronometros, meios chono-
metros, de ouroj prata doura-
da, e foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cora assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno, e ludo bera arranjado :
para fellar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
2, ra da Cruz.
Barato que admira
e afianca-se a qualidade.
Vpnde-se vlnho engarrafado do Porto fino al
800 rs. a garrafa, espermacele a 610 rs. a libra, i
manteiga ingleza 800 rs., franceza a 56 rs.. tou-
cmho a 360, cha 1J800 rs. a libra, arroz a 100 rs. |
a libra, doce de arar a 400 rs. o caixao : no pa-
leo do Panizo n. 16, casa com otiio para a ra
da Florentina.
Palctot a 2.000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n.5, vendem-se palelolsde ganga amarella a 2j
cada um.
Vendera se arcos de pao e precos
pirabanic.s : no escriptoiio de Car-
v..lho Nogueira i C, ra do Vigario n.
0, primeira andar.
.^fgSI^SS'ius
(HKEMP NUEVA^ORlQ
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONIIECIDO
Contraconstipacoes, ictericia, a/feccocs do figado,
febres biliosas, clicas, indigesloes, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrbea,doencas da
pelle, irupc5es,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTAUO IMPURO DO SANCLE.
75,000 caixasdeste remedio cousommem-se an
nualme.bte I
Remedio da nntureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-araente vegelaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradareis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o olheto que acompanha cada caixa.pelo
qual se ficar conhecendo as mullas curas milagro-
sas quelera efTectuado. D. T. Lanman 4 Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprielar'os.
Acham-se venda em louas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
PotassadaRussia
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano &C. ruaJuliaon 2.
Cj Vj.'VIj Ijit LloiUA. Pernambuco,noarraazem dedrogasde J. Soum
No bem conhecido e acreditado deposito "da & C, ra da Cruz n. 22.
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potaesa da Russia c da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como lambem
cal rirgem em pedra: ludo or precos muito
razoaveis
TOBAI-SI
Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
AinJa restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidarlo da firma de Lcite & Crrela, as
quaesse venJera por deminulo preco, sendo eu-
AS HELH0RES 51AHINAS DE COSER
DOS
Man afamados autores de New York
[.M SINCERA C.
E
WHEELER c\ WILSOX.
No novo eslabelerimento vendem-se as machi-
lesles dous autores mostram-se a qual-
. icr hora du dia ou da noite o responstbilisamo-
rr sna boa qualidade e seguranza :no arma-
de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmo, ra da Imperariz n. 10, anliganieute
erro da Boa-Vista.
H :...........................
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito musca le, dem : no
< armazem de Rarroca &. Uedeiros, ra da Cadeia
I do Recife n. 4.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que em outra qual-
quer parle : ua ra da Cruz, armazem n. 26.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
pechincha.
tre outras as seguntes :
Macos de rneias cruas para homc-m a 19600
Ditos de ditas de cores 2J>000
Ditos da ditas cruas muito superiores 4&000
Ditos de ditos para senhora 35000
Dosde di3s muilo finas -TOOO
Cortes de caiga de meia casemira 29000
Ditos de ditas de casemira de cores 5$000 No armazem de tintas e vidros da ra Direita
n;,,,,. j. j vu, .-,__! n. 39, vende-se vidros de gornos de todos os ta-
Uitosdedilasde casemira preta a 5 e 69000 manhos para caiiilhos, exccllenle verniz copal
proprio para carros e obras de folha, a ljOOO rs.
a libra, agua-raz a 2O00 o galio.fassim como
lilas de ludas as qualidades, lauto para fuulei-
25?000 ro como para pintor, o por preco commodo.
49000
1&000
i :
GRADEE VARIADO SORTIMEMO
DE
jouasp fcilas e lazeiidasi
Brim trangajo branco de liaho Gno
vara
Cortes de colete de gorgurao de seda
Pao prelo fino, prova de limao 39 e
Grvalas de seda preta e decores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado
Chitas francezas largas finas covado 240
Dilas eslreitas 160
Riscados de cassa de cores lindos padroes o
superior qualidade ovado 280
Cassas Je cores covado 240
Persas de cassa branca bordada cora 8 va-
ras por 29000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4#000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 29000
19000 Farelo de Lisboa*
; por commodo preco: na ra do Vigario d. 19,
!00 primeiro andar.
Liquidado
para acabar.
Ra da Cadeia do Recife nu-
mero 23, defronte do beceo
Largo.
Os novos proprielarios desle cslabelecimenlo
desojando acabar cora o reslo das fazendas que
Grodenaple prelo, largo covado 18800 e 2S000 ainda o i i i ,*onn n : por todo o proco para acabar, alim de sortirem,
beda, e sarja lavrada 19800 e 29000 como lencionam, o mesrao estabeleciineuto com
Vestidos brancos bordados para baptisado 59000 fa r"df ^ S0S[0A
,T r r JTz Cambraiaorgandys a 300
N eos bordados para chapeo 29000 | Chitas francezas de indo
Entre meios bordados
Athoalhado adamascado largo vara
Lencos de chita escuras ura
E pechincha
sem igual.
Na loja do Treguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais Ooo que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs. a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite i Irmo conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de camhraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5$, lencos de cam-
braia delinho a 39 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 39800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 69, paletots de
alpaca preta e do cores a 59, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
609 a duzia, organdys de lidos desenhos a
19100 a vara, corles de cassa chita a 2$, chita
franceza a 20,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5jJ0,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, corles de
calca de brim de linho a 29, ditas de meia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se verdTe por
barato preco.
40 Kua do Oueimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Cheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
\ender: i
Chaly e merino decores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de moniariade Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo I Corles de vestido de seda de cores
deminuto preco de 2:500 cada ura musselinas! b"ados
modernas, bstanle largas, de variados padroes D,los dc di,a Prela com babados
a 260 e 280 ris o cova Jo grvalas a fanlazia.o Dilos de dila oze phantazia
mais moderno possivel a 19 e 1200 cada urna, e |)on,eiras de fil de seda preta bordadas
outras muitas fazendas, cujos precos extraor-
dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Sndalo.
Do-se amostras com penher
do
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, corado lg e
;.. i,i Di" 1sa Preta e de cores, com 4 palmos
Ricas bengalas, pulce.ras e leques: de iorgura, propria forro/
vendem-se na ra da Irnperatnz n. 7, -
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
rariz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
git' os cabellos em de/, minutos, como
tambem lingera se na mesraa casa a
qualquer bora.
jpM9H ssesig %msm es&eis 33Eg
I GRANDE ARMAZEM
DE
10300O j
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
ceDleJos de Brlto & Filho : desnecessano fa-
zer elogios hondada deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido cora applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria 3ssigna(ura dos propiietarios. e no falsifica-
do esta thogranhada.
Alaiciila k Burgos.
vendem em sua loj-i de fazendas finas, na ra do
Cabug n. 8, por menos do que se tosluma ven-
dnrem lojas de miudezas :
PENTES DE TARTAftUGA da ultima
moda, fornidos ..............
DOTES PRETOS DE VIDR, para casa-
veques, a duzia............
FRANGESPRETAS de seda, a vara ....
DITAS DE CORES de seda, a vara......
TRANCINHAS DE LAA de cores, a vara
CIIICOTINIIOS a...........
BENGALAS finas a...................'...
THESOOBAS pequeas, cada urna......
BICOS de seda, de diversas larguras___
DITOS francezes de diversas larguras___
Em porro ainda se uende por menos,
Querer acabar.
Verd&deire luvas de Jouvin de
todas as cores: vendem-se na ra da Im-
perattizn. 7, loja do Lecomte.
Altenco.
a
Vende-se urna cscrava parda, do rate e tan-
tos anuos, sabe engommar muilo bem, coze e faz
labyrinlho c cozinha ; vende-se com duas filhs,
urna com 4 anuos e outra com mezde nascida.
estes cscravos sao vendidos por circumstancias
de familia : quem pretender drija-s4 as pateo
do Terco n. 16.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos decambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondo brancas e prelas
Dilas de Ci de linho pelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
s ( Dilos de dila de algodao bordados
H Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cascmiras idem idem dem
Gollinhas de cambraia dc lodas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
liUl Knrn n O nn/n B' ,a",fados de ,odas ** qualidades
lUdiyoVan.AJ, JUntO *** devidrilho &.!* pretose
a tgreja da Conecalo dos d^ coros
i Militares. 2 i Ab1.rluras Para misa de liaho e algo-
B^ Nesle armazem encontrar o publico g Q da,1 b"ncfs e de cores
S um grande e variado sortimento de ron- i% \aalaa ba'ao devanas qualidades
M pas fetas, como sejam casacas, sobreca- $% \ Chapeos francezes finos, forma moderna
j Um sorlimento completo de n-aniaa dA
i| panno liuo prelo e de cores, palelots c A scda Ap ... grava,as de
sobrecasacas de merino, alpaca o bomba- fl I r SCJa df lodas as "Wades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
i
Roupa feiaj
I
I
1200
39000
19500
10*000
164 000
lJJOOO
9
9
*
S
i
S900
9
5?000
I
395OO
6-J000
8-3500
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal- fg
Qasde casemira preta e de cores, ditas de $ Ditas de fustao brancas e de cores
merino, de princeza, de brim do linho
branco e de cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, colletc3 de velludo
preto c de cores, dilos de setim preto e
branco, dilos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, lih s para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimento de roupas
|jj para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
a da_ndo ao comprador algumas das roupas
I fcitas se aproruptarao outras a gosto'do
comprador daudo-se uo da conrencio-
nado.
3ul>
240
40
1S00O
lgilOO
200
8
9
por se
Pianos
Tachas para engenlio
Fundigo de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
Ni
Loja c armazem
DE
:
i :
Na ra do Queima-
do n. 46.
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos
de cores a 2S5, 30i e 35?, tambem lemos
i i alelots dos mesraos pannos a 223 e 2f3,
: palelots de casemira de cores dc muito
i bom gosto e tinosa 12-j, 1 fg, 16je 18, di-
de panno prelo para menino a 183 e
20g, ditos dc casemira de cores a 83 e lo?,
caigas de casemira de cores e pretos ejuri-
! 'ament para meninos a 7. 8-3, 93, 103 c
: 12, collctes de gorgurao de seda e case- !
j nina a 5|, 6 e 73, palelolsde lpica pre- :-
- saceos a 43, ditos sobrecasacos :
: a7je 6$, ditos de brim, de esguio e de
: fustao tanto brancos como de cores a 4.3, !
500, 5ie63, calcas de brins brancos mui-
to tinosa 5$, 63 c 73, colleles brancos e de :
: coros a 3g e 3?5!)0, camisas para meninos:
{ de diversas qualidades, calcas de brins de 1
; cores linas a 39500,45 e 59, um rico sorti- "
: ment de vestidos de cambraia brancos i
: bordados do raelhor goslo que tem appi- [
ido a 28, manteletes de fil preto e de :
; cor muito superior gosto e muilo moderno I
; a.20fl cada um e 249, ricos casaveques de '
cambraia bordados para menino a 103, di-
: 1 .is para senhora a 15$, ricos enfeites de I
j froco de velludo gosto mclhor que lera ap- !
arecido a 109 e 12>, e outras muilas fa- '
: zendase roupas feitas que com a presenca ':
; do freguez se far palente.
Casacas para a quaresma;
Neste mesmo estabelecimenlo ha um =
; grande sortimento de casaras pretas, as- i
; ^iln como manda'-se fazer por medida a von- S
. I lade do freguez, escolhendo os mesraos os I
. pannos a seu gosto sendo os precos a 353 :
9\ e 40J.
Camisas inglezas
Temos novamente chegados: ricos vesti-
-: dos pretos bordados a velludo a90jJ, ditos
: bordados a seda a 759 c 6O9, assim como
; neos manteietea pretos da ullima moda a
......'":...................
rs. o covado.
dos desenhos a 210 rs. o
covado.
Manguitos bordados a 33500.
Alpaca prela fina 500 rs. o covado.
Brinziiilio de linho a 400 rs. o covado:
Canga de cor a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 6i0 o covado.
Chales de lia a 2;500
Dilos de algodao a 19.
Vestuarios para enanca a 33.
Cortes de vestido de seda a I63.
Ditos de dilo de fil a lOg.
Vcsitas de merm a 8#.
Paletots de brim de cores a 33.
Calcas de brim de seda a 33.
Enfeites de llores a lj.
Cassas de cores a 200 rs. o covado.
RELOGIOS.
i
:
: 1
:
Paletot a',000.
Na ra do Crespo esquina da rua do Imperad
foja n. 5, vende-so palelot de brim pardo de
"j.. 1 a 39 cada um.
deexcellente oslo.
1S600
1*280
100
Oangis de cores para palitos covado 2C0
Vendem-se foges de ferro econmicos, de'
palente, para casas de familia, conlendo 4 toma-
inas, e Torno para cozinha com lenhaou carvao,
oplima invenco pela economa de gastar um
lerjo de lenha ou carvao dos antigos, c de cozi-
nhar com mais presteza, tem a diferenca de se-
ren amoviveis, oceuparem pequeo espado da
casa, e de fcil conduccao : vendem-se por pre-
ces muilo mdicos, na fundiciio de Francisco A.
Cardoso Mosquita) rua do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceico da pon-
te do Recite, e rua do Queimado n. 30. Vende-se em casa de Saunders Brothers &
ChapeOS Ue CaSlOr pretO C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
e brailCOS 1 do fabricante Roskell, por precos commodos,
Na rua do Queimado n. 37, vendem-so os me- e lambem kcllM e cadeias para os mesmos,
Ihores chapes de castor.
Moedas de ouro.
Vendem-se libras sterlmas : no es-
criptorio de Carvalho Nofjueira & C,
rua do Vigario n. 9, primeiro andar.
Botica.
r.artholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'ATecleur.
Pilulas contra si-zes.
Dilas regetaes.
Salsapanilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Rosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzhbras
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa-
pel para forro dc sala, o qual vcude a mdico
prego.
Superior ao raelhor
presunto de fiambre.
Lingttasde vacca emsalmoura vinJas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba..
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nta* Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos prero do que era
outras partes.
Ceroulas de linho c de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
\ L'm completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
i covado
I Meias cruas brancas e de cores para
meninas .
Dilas de seda para menina, par
Luvas de lio de Escocia, pardas, para
2K i menino
MBf tfm I Ve'ludilho de cores, covado
Velbutioa decores, covado
Pulseiras de velluda prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem dem
L'm sortimento completo de u^as de
seda bordadas, lis;s, para zahoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de coele de gorgurao de seda
de cores
: Dilos de velludo muito Gnos
Lencos de seda rxas para senhora
Mar.juezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
I Sapatinhos de merino bordados proprios
em grande sortimento para, para bancos, 0 par
llOmenS, SCllhoraS e '< Casinelas ^ cores de duas largurasmui-
moiiinnG ,0 su',erires. orado
meninos. TafeC rxo> covado
>endem-se chapos francezes de superior qua- cim ., .___ ,
lidade a 6|5Q<). 7 e 8. dilos do velludo, copa al- : "'"" PfrC,0 cncarnn^ e azul, proprio
la e baixa a "S, 0 e 10$, ditos de lontra preto; e |1ara rurros, com 4 palmos de largura,
de cores, muilo linos a 63 e 73, ditos do chile a covado
3*500 5, 6, 8. 10 e 12, dilos de fellro em gran- Selira liso de todas as cores covado
de sortimento, tanto en. cores como era qualida- chitaa frinpMn, "corcs' co,aao
des, para homens e meninos, de 23500 a 7J, di- irancezas claras e escuras, co-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre', di- i va(* a ~^0 e
los de casemira cora aba forrada de palha, ou Cassas francezas de cores vara a 500 e
sem ella a 43, ditos de palha ingleza, copa alta Lencos de seda de gorgurao relos
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes rnu',T;,,.,, ,, b P, ,
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para' e nao de linho mo-
meninos, chapeos de muilas qualidades para me- demos
, ninas de escola, chspelinas cora veo para senho- Dm domplelo sorlimento de roupa feila
tem um grande sortimento de ^^^^JgUTSSi *T casa"s- -*-. ^
tachas de ierro fundido, assim! SCSaK SS tl7!C -SSiS1"de "*"" qualidade3
COinO Se fa7 e COllPPrta-Q* nunl ,a d- VT,cc- e da TjalldaJfi da razenda, nao dei- Jelogios e obras de ouro
vovm/.uwiitcun beqUdl- xarao de comprar; na bem conln-cida loja dc I Cort,;3 de casemira de cores de 53 a
quer obra tanto de ferro fun- Saasa dwm -deB" Feij"
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, comporto inteira-
mente do berras medicinaos, nao conldm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complecao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na complecao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operares e ef-
fetos; pois busca e remore as doenca de qual-
ruer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Eutre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavom as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn!
recobrar a saudc e forcas, depos de haver tunta-
do intilmente todos os oulros remedios.
As mais ajuicias nao deveni entregar-se ade-
sesperaco ; facam um competente ensaio do.-:
eflicazes effeilos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiqucr das seguinies enfermidades :
8
3
13600
3320
1*200
9700
2*000
1JO00
i
83000
23500
8
2^00
13000
$500
UOOO
3
3325
60
5
15000
3
12^000
Vendem-se faz'ondas por barato"
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a rea-
lho : na rua do Queimado loja de 4
porlasn. 10.
Algodao mooslro.
A 600 rs.avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
' 1 r '1 lik'llh'l,- il,l ni MAB *>H _J .________ II
Cocos italianos
de folha de Uidies, multo bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quarito
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4^ uma duzia : na rua Direita n. 47,
loja d<: funileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
storica clionologica, genealgica.
r.^wU uo vu .o. a lua, csic ai^uuao serve 1 ---." .v< v-iiuiu,ujil, Pen^aiOflCa
dade lalhaS dC m6Sa Pr Ser de SUpedor quali" nob,,iana e poltica do imperio do Bral
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4# o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
S da praca da Independencia.
por sacca de
Irmaos.
4,000 rs.
milho; nos atmazens de Tasso
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora, i
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,'
viudos pelo ultimo paquete inglez : em casa de ;
Soulhall Mellors Vidros para vi-
draca.
A6^acaixa: na rua larga
do Rosario armazem de lou5a.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamanbo mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Veodas.
Relogios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que eiistem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira. rua da Cadeia ao Recife n. 62, primeiro
andar.
Accidentes epilpticos
Aiporcas.
A mpolas.
Areias(tualde).
Asthma.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidade ou exleiwia-
co.
Debilidade ou falta dt
forens para qualquer
cousa.
Dysinteiia.
l)or de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Uerj'sipela.
Febre biliosas
Fcbreto inlernitente
Pebrcto da especie.
Coila.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
ictericia.
Indigestos.
[flammacoes.
Irr eg u a ridades
menstruaco.
I.orabrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ventre.
l'htysica ou consump-
pulmonar.
Retencao dcourina.
Iiheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e ua loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada uma
dellas, conten uma instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Crux n. 22, em Per-
nambuco.
Jacaranda superior
tem para vender Azerede & alendes : no seu ar-
mazem do largo da Asscmbla n. 9.
Keya invenco aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Rua do Oueimauo n. 37.
A 30J cortes de vestidos de seda que distaran)
60-3; a 16jj cortes de vestidos de phaulasia que
custarara30j>; a 8$ chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeii do Recife n. 48 lo-
ja de Leite & Irmao. '
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Oueimado n.37, loja de 4 porta?.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso 4 Irmos.
Farinha dc mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Milho
nos armazens d Tasso & Irmos.
Para a quaresma.
Sedas prelas larradas, lindos desenhos
corado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
; Dito largo e muito superior a 2$ e
j Sarja preta larga, covado
1S60O
2000
1,vV>l)
2^500
2i000
i na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
I sssa^^s^?^3Esg3^31fflairgi3sss^r^i3
] ^ Conlinua-se a vender fazendas por baixo"Ss
" Pr.eV' a' mesmo por menos do seu valor, es
ra alim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas
3j na rua do Queimado n. 10. n
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jcnhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio dc vela, clicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous::ral-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite
dc Irmo na rua da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
oengenho rewund sito na freguezia da Esta-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto dc
legua da estrada de ferro, com bstanles maltas
virgens, edificado de novo c lodo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Pechincha.
Vendem-se pecas de cambraias lisas finas com
10 l|2 varas.a 45500 e 5S, e a vara a 440 e 500
rs., ditas dechoviscos, finas, a 5>, grosdenaples
preto superior a Ij800e2j[: na loja novada
Independencia ns. 1 e 3.
Attenco.
*
Vendem-se sdperiores linguicas do serlo a
liO ris a libra, presunto de hambre a 640 rs..
manteiga ingleza flora IjJOCO^la franceza a 640,
bolachiiiha ingleza nova a 390 : na taberna da
rua des Hartyrios n. 36.


DIARIO DE PEftNAMBUCO. TERCA FEIRA 13 DE MARCO DE 1860.
CO
DEPOSITO DE NANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIHEXTO DE
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabclecimenlo acha-se un completo e variado sorlimenlo dos raolhores, mais
eegantesc mais bem construidos pianos do que ha noticia. Nao s se encontrara bellos e mag-
nficos pianos allemes, entre elles os de CAIII.OS SCHEBLo melhore mais insigne fabricante at
boje conhecido como tarabem ptimos pianos francezes du Erard. A conslrucco de lodos elles o
miis seguro, o mais lindo einteiramenteapropriada ao clima desle paiz, e as vozes de todos elles
sao excellentes e mui harraoniosos. Este estabclecimenlo oll'ercce as maiores garantas aos fre-
gueses caos compradores cmgeral, porque olm de seren mui razoaveis os procos destes instru-
mentos, ha toda a promplido e lidelidade as compras ; sendo ahi responsavel por qualquer de-
leito que possa existir c que se deva reparar.
Namesma casa oDna-se e concerta-se pianos com a maior perfeico possivel.
Grande sortimen-
to de metaes de
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
tOdaS as qiialiuaes. lencos decambraia brancos a 2:000 2:500 39
Um riquissima sorlimenlo de metaes de todas 4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
Riquissimos apparelhos de metal plaque, pa-
ra almoco.
Riquissimos temos de salvas cm temos e
ayulsos, de lodos os lmannos, e-de muilos bo-
nitos desenhos. imitando prala, que por goslo
se pode comprar ; na ra Nova n. 20, loja do
Vianna.
Riquissimos pares de Linternas, altas e bai-
xas, lmannos muito regulares, para ornamentos!
desala e toilettes de senhora : na ra Nova n.
20, loja do Vianna.
Riquissimo sorlimenlo de cestos para fructas,
ditos de galheleiros, ditos de palileiros, ludo de
finissimo metal e muilo barato que dever agradar
ao comprador : na ra Nova n. 20, loja do Vi-
anna,
DE
eitfffeiiBiA i m%mu m mu
Sita na roa Imperial u. i 18 e 120 jonto a fabrica de sabo.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de difforenles dimencoes j
(de 3008 a 3:0009) simples o dobrados, para destilar agurdente, aparellios destilatorios cominos'
para resillar e destilar espiritos com graduaco at 40 graos (pela graduaco de Sellon Carticr) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e ouiras provincias do impario, bombas
de todas as dimencoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lomeiras
de bronze de iodas as dimencoes e (eitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas parafornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, fu I ha de Flandros, chumbo em lencole barra, zinco em lenco] e barra, lsnces e
armellas de cobre, lences de ferros latao,ferro suecia inglezde todas as dimenses, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se tuda c qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarera honrarern-nos com a sua confiarica, acha-
rad na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada paia tomar nula das encominendas.
Vestidos pretos
de grosdcnaples.
Vende-se na ra do Cabug n. 8, cor-
les de vestidos para senhora, de grosde-
naples paeto com saias ricamente borda-
das, em seus grandes carles, com o aba-
le de 30 por cento do preco que nao ha
muito se venda, d-se a 70$.
Para vender
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Qucimado 57
Loja de 4 portas.
Chcgou a este, estabclecimenlo um completo
sorlimenlo de obras feilas, como sejam : pale-
tots de panno fino de 16$ al 28g, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 358, um completo sorlimenlo de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linlio de diversos lmannos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 89,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,
copa alia a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para hornera de 4. 5 e at 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10$, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
] das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
I 25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150g, ditos de phantasia de 16$ al 35$000,
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, rua-
do Vgario n. 3, um bello sorlimenlo de relogios;
de ouro, patente inglez, de um dos maisafa-la
gollinhas de cambraia de 1$ at 5$,
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem : de 1$500 al 5$, organdys escuras e
co/.inbar e engommar, no Manguinho, cm frente gQO rs.
manguitos
mados fabricantes de Liverpool ; tambora lima
variedade de bonitos trance-luis para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacOes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tcm seu corpo e mem-
brosinteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente oulros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilliosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha inultos annos ; e a maior paite
dolas sao to sor prndenles que admiran, so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam sofrer i
ampulaeol Deltas ha umitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem cssa operaoo dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord enrrege-
dor e oulros magistrados, afiui de niais auteuti-
carem sua lirmaliva.
Ninguem desesperara do cstsdo de saudc sa
livesse bastante confianca pora ensaiar estere-
medio constantemente seguindo algura lempo o
menlrataloque nccessilasse a naturoza do mal,
cujo resultado seria prova rincontestavelmeute :
Que ludo cura.
O ungento lio til, mais particu-
larmente nos sc&uiutes casos.
'lala muilo nova.
Vende-se batatas a 80O rs. a arroba e em libro
40 ris: no pateo do Paraizo casa cora oilae
do sitio do Dr. Accioly.
Pianos venda
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorli-
menlo de ricos e excellentes pianos de lodos os
procos e qualidades, os quacs sao do muita du-
raco pela sua boa conslrucco. Estes pianos
que foram premiados com a medalha de prima-
ra classe na oxposioo universal de 1855, alem
de serem de 7 oitavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren) podem cmpralos com 20 011 30 0|0 de
menos que em outra qualquer parte.
Pianos.
Vendem-se pianos de goslo moderno, autores
de primeira ordem, com excellentes vozes e re-
tratos : na ra da Cruz n 11.
claras a
a vara, cassas francezas muito superiores
i e padr5es novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para Golletes, paletolse calcas de 3500 at
4$ o covado, panno fino preto c de cores de 2JJ500
al 10$ o covado, corles de collcte de velludo
muito superiores a 9 c 12$, ditos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
I barato, atoalhado de algodo a 1?2S0 a vara,
I cortes de casemiras de cores de 5 at 9$, grosde-
naples de cores c pretos de I5OOO at 33200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20$ a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2g00, barege de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sorlimenlo de collelesde
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidadcs da cutis
em geral.
Hitas do anus.
Erupcoes c escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gcngivas escldalas.
l'ichacoes
Infiammaco dofigado
Infiammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queiiuadelas.
Saina
Supuraces ptridas.
Tinlia, cin qualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arculoces.
Veias torcidas 011 linda-
das as pernas.
para a ra da Florentina.
Escravos fgidos.
Desappareceu nodia 6 4I0 torrente, do en-
genho Gameleira, o escravo Manocl, conheeide
por Manoel inoteque, de idade 18 a 20 minos, Ie-
vou camisa e ceroulas de algodo, chapeo nove
de palha e um capote de panno ou bata azul ou
prela, bem preto na cor, corpo regular, olhos
vermelhos, rara da mesma largura que o cor::-
p rmenlo : quera o pegar leve-o a roa Imperial
i. 33, que receber 159000 do graliicaco
No da 6 do corrente fugiram do engenho
L'eha o escravo Filippo, cabra, estatura regu-
lar, pouea barba, com signaos de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, f.illa bcr.. ;
e no din 8 o escravo Marcoiino, dcnaoo An-
gola, cr fula, alto e seoco, sem barba, iem nos
bracos signaes de vaccina, na testa urna cicalric
em forma de meia la, e em cima de um dos ps
urna sicatriz que reputhou alguma rousa a pellc,
Iem a falla descansada, c bem feilo de rosto e re-
presenta ler 28 annos do idade ; ambos esles es-
clavos levaram calca de algodo azul trancado c
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-seque reuuiram-sc pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral de
onde o primeiro natural : a quem os ipprehen-
der juutos, ou a cada um de per si, ou delles di;
noticia, ser.'i bem recompensado pelos seus du-
nos, no referido engemio Lichoa.
REVISTA HEBDOMADARIA
(uslo decores, os quacs se vendem por barato
I preco, velludo decores a 7J> o covado, pannos
- Carne de vacca salgada, era barris de 200 [ para cima de mesa a 103 cada uro. merino al-
Ubras : em casa de Tasso Irmaos. ,....
- Vende-se superior linha de algodo, bran- cocll0au P">P"< P palelots c colleles a 2J3O0
ees e do cores, em novello, para costura: em o covado. bandos para armaco de cabello a
Mellor & C, ra do Torres
Forster & C, ra do
COLLABORADO
TE^OS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Guima-
resA. de LimaA. de Oveira MarrccaAlvt-s BrancoA. _
casa de SeuthaU
n. 38
Era casa de Henry
Trapichen. 8, vende-se :
Arreios americauos.
Bombas idem.
Foges idem.
Arados idem a 3O.5OOO.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampeoes de oatente com azeitc proprio.
- l?500,saccos de tapete e de marroquim para via-
| gem, eum grande sorlimenlo de macas e malas
! de pregara, que ludo se vende vontade dos
' freguezes, e nutras mullas fazendas que nao
I possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarlo
i
3
3

DIRIGIDO
POH
A. P. de CarvalhoL F. Silvcira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos lcitores, enn-
fimtamcnle com a revista do que mais nolavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns artigos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo omvbksal,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicarse, tem satiseo aos seus Qns, com a maior
eaclido e regulaiidade.
l'ublica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um Tolumc de 420 paginas com indico e frontispicio compelemos.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra das Crur.es, e na ra Nova n. 8.
Prego da assignalura : pelos paquetes vapor ljJ200 por auno ; por navio de vela 8j} moeda
brasileira).
Ha algumas collec<;es desde o comeco da publicaco do jornal.
9MM. & (G
RUANOUA 45!
e
<:
te
6
9t
ra da Cruz nu-
...
:-'
tt
wmim vmwm b qipbiejudine.
3 IUJA DAGLmUA,A^ADOFU]inDAO 3
Cliniea poT anabos os syslcmas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas lodos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar animalmente nao s para a cidade como para osengeuhos ou outra?
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o uome da
pessoa, o darua eo numero da casa.
Nos casos que nao forom de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Becife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Souiin & C. na ra da Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Noueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do anunnciante achar-se-ha conslanteraent e os melhores medica-
mcntoshomeopailicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10R000
Ditos de 2i ditos...............15SU00
Ditos de 36 ditos. ..........'.'.'. 20S090
Dito de 48 ditos................ 258000
Ditos de G0 ditos...............OtfOOO
Tubosavulsos cada um.............IgOOO
- Frascos de linduras........,.....28000
Manoal do medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
era portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............20S000
Medicina domestica do Dr. Hering, com dicciouario. lOgOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6fj000
CASA
Os proprielarios deste novo estabeleci-
mcnlo que desde boje se cha alicrlo a
Concurrencia publica, rocebendo directa- *
mente do Paris o Londres por todos os *
paquetes artigos4c modas que consliliic o
mais bollo sorlimenlo de f.i/endns em apu- <
j rado goslo, iem resulvido para merece- *>
"f-, rera a altencao do rcspcilavel publico, }.->
*j venderem as suas fazendas com nimia mo- .
^ dicidade de preco.
!$&$ s s n mm& m e
Vendem-se nvenla apolicesda Companhia
de Beberibe : na ra Nova n. U, primeiro andar,
das 6 s 9 horas da manha.
Vilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&'C, ra da
Cruz n. 10 encontro-se o deposito das bem co-
ntiendas marcas dos Srs. Brandcnburg Frres.
e dos Sis. Oldekop Hareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades
DeBrandeburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
ChAleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
SI. Julien Mdnc.
Cliate.iu Loville.
Na inesma easa ha
vender:
Sherry cm barris.
Uadcira em barris.
Cognac cm barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca-
Grande sorlimenlo
DE
fazendas pretas para a
c^uavesiwa.
Grosdcnaples prelo a 1;600 o covado, dito a
1*800. dito a 2$, dito a 2$400 largo, dito muilo
superior e largo a 2#60D, 2800 e 3j00O, sarja
prela lavrada larga superior a 25600, chamalole
preto superior a 3tf e 35500 o covado, sarja prela
de seda a 2:000 o covado, dita hesp^nhola a
2:800 o covado, panno preto a 33,48, 5$, 63, 7tf,
8, 9 c 10a o covado, casemira preta de 1*800,
e 2g00O, 2*500, 25800, 3. 35500 o covado, dita
muito superior a 43, superiores mantas pretas de
tilo
m
res
e oulras militas" fazendas de gosto por precos I
mais commodos do que em outra qualquer parle
n luja do sobrado amarello, nos qualro cantos I
para
ariolia de
mandioca.
m* Marca RL.
E'esta a marcadas maiores saccas que ha no
mercadqe vendem-se no Porte do Mallos no ar-
mazem n. 18, confronte ao trapicho do algodo.
Camisas \>ava i\\eiiVi\os.
Na loja da ra do Crespo n. 5 esquina da ra do
Imperador vendem-se camisas francezas para
meninos a 1S600 cada um.
Vende-se um bote grande bem construido
c um escaller novo pregado e encavilhado de
cobre: na ra da Cadeia do Becife n. 64.
Algodo com de-
leito, a 2,500 a
peca:
na ra do Qucimado n. 19, esl se acabando.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
pe ua ruado Queimado n. 19, antes que se acabe.
Algodo monstro
com oito palmos, a G00
rs. a vara:
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl llavana o Hcspaiiha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucco cm prtnguez. para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruu. 22. em Per-
namb'ico.
Vende-se um casal de tartarugas: na ra
da I'iaia n. 21.
Aviso aos amantes
do barato.
Na na do Qucimado n.
loja do Pitanga,
se esl vendendo por lodo qualquer dinheim, as
fazendas seguintes, como sejam, entre outras
este
por
al-
ser
Na ra do Queimado n 19 vende-se
godo proprio para loalhas e lences,
muilo largo.
A 2^000 ris cada urna.
Coberlas de chita : na ra do Queimado n. 19.
Cambraia
Grosdcnaples prelo e decores, covado
Dito prelo dte.
Seda de quadrinhos dito
Gorgurao branco e de cores, proprio para
casamentos
Dito de cores com algumas pintas de
mofo, dito
Gaze de seda branco e de cores, dito
Chalys da India com 5 palmos de lar-
gura, covado
Hilos de quadros, lindissimos padioes,
covado
Alpaca de seda escossez, dito
Laas de quadros c lindos padioes, dito
Chilas francezas do primeiro gosto c
qualidade, dito
Lencos de seda para senhora, um
Ditos de cambraia de linho, brancos e
bordados para senhoia, um
Palitos de linissimas casemiras de cores
Ditos de alpaca prela para meninos de
16 annos
Riquissimas saias bordadas
Biquissimos casaveques de cambraia bor-
dados
Riquissimos manteletes, de cambraia do
primeiro gosto
Chales de merino branco bordados do
niesmo com franjas de seda
Ditos de la estampados, pelo mesqui-
iilio preco de
Colotes de'gorguro e fusto feitos, um
Ditos de verdadeiro velado achamalolado
Costes de casemiras ingtezas de quadri-
nhos, um
Ditos de caca-chitas de cores 1^280,
quem deixnra de ler vestido.
Aberturas para camisas, braucas o de
cores
Corles de coleles do casemira preta bor-
dada
Mantas pretas de seda
veos pretos com magnificas palmas
Pecas de cambalas brancas com sal-
picos 458OO
Grvalas brancas de cambraia de linho l^UOO
Ditas de linho de lindas cores 400
Mursulinas brancas, covado 260
borles do vestidos de cambraia bordados 2$000
Meias brancas para meninos, duzia 25OCO
Brilhantina de palmas, brancas e de
cores, covado 320
E outras multas fazendas que se ternaria en-
faslioso mencionar-se, e ludo se esl vendendo
por lodos os precos, c do-se as amostras com
penhores.
Vende-se una neprinha com 13 a 1! anuos
Nesle proveitoso estabclecimenlo, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho lambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para ,
maior commodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignatu-! de banhosfrios para urna pessoa por mez. 10JOOO
# momos, de choque ou chuviscos por mez 15^000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos aununciados.
FUNDIQAO
Seus proprielarios oTereccm a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engonhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para ornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, portfes, 'aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
boles e todas as obras de machmismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua nalureza pelos
desenhos ou moldes que para tal m forera apresentados. Bocebem-se encornmendas neste esla-
beleciuiento na ruado Brura n. 28 A c na ra do Collegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
teiro d> estabelecimenlo Jos Joaquim da Costa Pcreira, com quem os pretndanles se podem
entender para qualquer obra.
de 320 por 1G0 rs. o covado,
para acabar, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambraas de listras e quadros muito largos,
o a I0j> cada urna, ditas superiores a 12$, ditas pcl0 preco cima, e nao se do amostras porlia-
uito superiores a 2o$. los pretos a 85. supeno- | ver muilo puuc0 da razenda.
s manteletes pretos e seda bordados e de fil.
Chapeos de sol para me-
ninos de escola.
Vendem-sc na ra do Queimado n. 19. cha-
pos de sol de seda para meninos, a 4$000 ca-
da um.
Algodo azul americano
proprio pararoupa de es-
cravos,
por ser muilo encorpado, a 320 rs. a jarda, di-
nheiro vista: no aruiazcra da rua do Quei-
mado n. 19.
Fugio no dia 6 de fuvereiro prximo passt )l
a escrava Leandra, rrioula, cijr fula, alta, ma-
gra, bem fallante, com os denles da fenle po-
dres e alguns quebrados, e com alguns cabellos
brsncos, levando toda a sna ronpa. Esta escra-
va 6 natural da cidade de Olinda, e ha poneos
dias foi pegada no bairro do Recife por um pre-
to, o qual queieudo leva-la para caso, foi per.
ella Iludido, e evadio-se na mesma occasi
por SSO julga-s que ella anda por edes lu^
cima mencionados : roga-se a qualquer pessoa
que a pegar, que a leve rua de Santa hita, so-
brado n. 40, primeiro andar, quesera grailfn
Continua a estar fgida, desde 30 de Janei-
ro do crrenle anno, a escrava cabra e nomo
Josepha ; tem os signaes seguintes : idade 50 an-
uos [muco mais 011 menos, altura regular, n -
gra,curta da vista, falta de denles, marcas da
pannos pela cara, cor paluda por ler-sc tratada
ltimamente de frieldade: esta escrava natural
do serlo de Cariris; porm desconfiase estar
nesta praca onde Iem urna fllha forra de nome
Domiii'is o mn tilho de nome Ualbeus, escravo:
rogase, portanto, s autoridades policiaes e | -
soas do povo a apprehenso da referida escrava,
ou noticia certa, que receber cincoenta mil ris
de gralificeco, levando-a a sua mnhoraa na So-
lcdado, estrada de .loo Fernandos Vieira.
Fugio nodia 7 de novembro do anuo pr-
ximo passado o escravo Felippe, de nacao An-
gola, de idade 45 a 50 annos, com os" signaes
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
lesta carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com al^uus cabellos brancos pelas ionios,
paiecendo ser muito mancinho, porm mui!
velhac.o e melliuo a curador de emposlurias, de
bom corpo, pernas um tanta finas, Begunde o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da 'osla, proprelario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Preta quem
o pegar ou disser onde de cerlo esl ser bem
recompensado.
Escravo fgido.
Fugio nodia 23 de novembro do anno passado
do engenho Matapiruma, do coronel Henrique
Marques Lins, o escravo Jos, cabra, de idade de
22 anuos, com os signaos seguintes: pnuca barhp,
corpo reforcado, altura baixa, cara bexigosa, S 1-
brancolhas bem pretas c encontradas, iem marca
de relho as cosas e as nadegas : osle escrava
ha loJa a probabilidad!! de estar em 1' dos Fer-
ros, onde foi comprado a Manoel Correia da Cos-
a : roga-se as autoridades policiaes desse lugar
a captura do dito escravo, c quem o apprehendet
leve-o nesta praca a Jos Cavalcanli Lins, rua da
Apollo n. 20, segundo andar, ou no engenho ci-
ma da freguezia da Escada, quesera bem recom-
pensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 15
do corrente, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 annos, si-
lln e corpo regulares, cor nao muilo pieta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazar um
panno atado roda da cabeca, tendo por si
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de atroz, nao \
mais : roga-se, portanto, s autoridades p '..-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do |)
a apprehenso de dila escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do Qucimado n 2, ou casa
7000 de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do lllm. Sr. lenle coronel Sebas-
lio, qne sero generosamente recompensados.
Fugio do engenho Bom Amigo da provincia
de Alagoas, comarca do Porto de Podras, o es-
cravo croulo de nome Luiz, de 36 a 40 annos de
idade, altura regular, boinas grossos, troca ua
pouco os ollios, dous denles da frente .iberios;
este escravo foi comprado ao Sr. Joo Belix, se-
nhor do engenho Camnlenguc cm Barreiros, por
onde sejulga andar : roga-se a toda c qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegar e levar as
dito engenho, ou no Becife ao seu senbor, mo-
rador no caes do llamos, sobrado encarnado c
4, onde ser generosamente recompensado.
lOOO
8(]0
500
C40
280
800
1#300
8ro
60()
4U0
260
I5OOO I
80
1C$000
3S00O
3;000
7g0C0
lOtfCOO
7000
i?-oo
2500
4 $500
320
59000
11;000
ogooo
100^000
d o abaixo assignado de graJificaco a quem Ihe
levar rua de S. Francisco n. 68 A, seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campcss, o qual
fugio em l'J do correle, levando um caneco ce
l'olha proprio para carregar agua, um gancho 00
pescoco, tem 35 annos de idade, falla bem, per-
nos pouco arqueadas ; ha 15 dias chegoil de ou-
de idade, com alguma halulidade, e mu propria I tra fgida, tendo sido pegado em Sanio Anio ;
para andar com enancas, nao s por eslar aeos- I o mesmo abaixo assignado protesta desde j cor-
turnada, como por ser recolhida ; na rua Direila ira quem lhe tirou o gancho.
n- '"J'1- Francisco Bolelho de Andrade.
Dos premios maiores de 20$ da 40.a lotera concedi-
da para as obras da matriz da casa decorreccao
da corte, extrahida em 25 de fevereiro de 1860.
paurua do Queimado n. 29, de Jos Moreira Lopes
Tachas e moendas
Braga Silva 4 C, tcm sempre no seu deposito
I da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwiu Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44.
Espirito de vinho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36
Vonde-sccm casa de Arkuright & C., rua da
Cruz, armazem n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que pelo seu perfeilo macriiuismo
pode-se usar com coberta ou sem ella.
NS. PRES.
Salina
Em casa de James Crabtree& C, na rua do
Cruz n. 42, vendem-se latas com salmo, de 1,
2 e 3 libras, de superior qualidade, chegado pelo
ultime navio em direitura de Terra-Nova,
Bom negocio.
Vedde-se com 75 por cento de rebate, urna
lclra de Caminlia & Filhos, vencida e nao paga :
quem quizer dirija-se ao Sr. Marcelino Jos de
Biito.
57
11
38
80
91
2:i'J
73
301
C
47 i
8t
510
5!>
67
69
600
19
46
86
93
727
817
4 i
75
83
84
910
11
12
40*
40?
4119
200
40?
1:000;
100?
1,000
100?
409
405
101
4,000?
40?
40j
1005
40?
1003
409
40$
100$
100?
40?
40
4009
100
40
200
40*
NS. PKEMS.
930 401
i5 100$
64 40?
1033 loo?
34 100?
OS 40$
91 200?
1144 400$
86 100?
1250 4o?
1306 40?
17 40?
19 200?
59 2003
81 200?
99 40?
1411 40?
4-2 100?
50 40$
78 200.-
83 40JJ
93 40$
1503 lOOjf
96 409
IC33 40?
66 i 00?
77 409
1713 409
23 100?
NS. PREM.S.i -S. P11E.MS.
1757
95
1860
88
93
2016
73
85
99
2107
5
33
47
62
68
74
2203
22
35
2351
63
2400
37
62
98
2538
44
48
Cl
40
1009
40$
40?
100$
200$
100$
100|
100?
40?
40?
1002
100$
100$
40?
1,000$
100?
200$
409
00?
1009
40$
1009
1,000?
too?
1,000*
100*
100
40
2565
95
96
2003
9
31
93
99
2747
95
2806
2
45
60
2325
37
56
62
3005
3111
2!
1)3
97
3241
51
61
77
330S
38
409
100c
200?
409
100$
409
40?
SO?
100?
103?
200?
too?
40?
100?
40$
lOOjt
40?
40?
40$
400?
409
40$
40
409
40
40$
2009
100?
409
NS. PBEMS. >S. CREMS NS. PBEM<
33)1 100 4189 100 5043 10?
52 -10? 4218 409 95 40|
348S 40a 56 1009 5103 200*
90 409 62 400$ 0 100*
91 400? S313 40? 25 405
3517 40 38 100? 5223 20,000
11 200? 42 1,000? i 1 40$
3000 409 48 100? 5303 409
38 10,0009 69 40? 25 100$
40 40? 86 lo| 46 101 j
81 40 93 40? 69 lona
99 400$ 1430 1005 5410 . 40$
3767 409 63 40? 5506 409
98 409 1554 2009 16 1009
3805 IOO9 63 409 60 200
11 409 66 400$ 84 40)?
16 409 4651 1009 5644- 1009
17 409 54 1009 66 2009
30 409 00 40? 76 1005
77 20il9 56 409 57:0 200
78 40? 87 40 56 409
79 409 4701 409 82 40
3929 409 11 40$ .5837 loo
iul8 2.000? 46 1009 40
i 1009 76 1009 85 40f
99 40 4810 40$
4111 100 49 1009
63 40 94 100$
70 400 49 U 10;


'3)
Litteratura.
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FERA 13 DE MARCO DE t86.
A FIAISDEIRA.
ni
Luiz foi Jomar son lugar no cero atraz descan-
tles, mas nao canlou segunda seu costme. Sen
lante si un c gravo, linha urna expresso de
son ba tristeza. Pela primeira vez le sua vida
3 angustias do roiaco. A idea ver
i--"' da fazenda aquella liranda n tmida mo-
iTCSffM a sru ladn o qne rile protegen
I. las rozos ion lio a i'if ridado do sua mic. cnu-
i-he una ddr insupi'onnvrl Parecia-llieque
:: o eslranha ia rouhnr-lhe o Ihcsouio que i
).iniava corrtzclo e ntleico. o mancebo sa- I
|iio pois, da enreja, assim como lio ha entrado,!
c pensativo
N i meio do raminlio que soguio vollando para
a cata enconlrou os irmaos quo jogavam a bola I
com um grupo de amigos. Todos esses rapazes'
tinhan deposio o gibo sobre as sebes ; ouvia-se
o rumor seceo das bolas que baliam violcnlaroen-
to unas as oulras, e as risadas ruidosas dos ju-
gadores que as langavam eom geslos de discbo-
los. Os viandantes paravam para julgar os lances
duvidosos, o os vclhos, de mos s cosas, cami-
nhando a passoa lentos, sorram esses simples'
prazeres que imliam alebrado sua mocidade. As |
niuIberos e as moras lamben observavam de es-
goelha esso jugo, conversando cm voz baixa sobro
0 film, o trigo, c odas essas particularidades da i
i d i agrcola, que Virgilio canlou e que os lia-
1 intts das cidades desprezam. Di'pois os cam-
ponezes e as campoiiezas dispersavam-sc pouco a
pomo, alini de voliarem para suascasas, e vinm-
sc circular ao longo das sebes por veredas tor-
tuosas a coifa branca e o chapeo redondo, os
quacs desappareciam logo alraz de urna moula de !
roseira brava.
Desdo que lomara a direccao da fazrnda, l.uiz
nunca so misturara com os jogadores de bola ;
raras vezes domorava-se em conversar com os ,
los apoiado aos rolovclus sobre alguma por-;
ti ira.
Entretanto nesse da teve inveja da alegra el
da eonversacau de lodos rquellcs, vclhos ou mo* |
COS, que deixava alraz de si em sua marcha ra- |
pida.
Porque razo nao son eu assim ? miirmurou
ello tristemente; porque razio nao posso henar
prazer naquillo que diverle os oulros? Eu Julgara
ler algum juizo, v nao possu suppoilar nada O
menor enfado me abate I..
0 mancebo canunhava pois solitario c triste,
quando ao p" de urna cruz ainia carregada das
llores, con que a linham adornado no diadas ro-
I, vio Mara assentada com a cabera apoia-
i\ nas mos.
Que laz roce ah, Mara? disso elle.
Eslou descansando, responden a mora ;
muilo extenso o caminho da aldea a La Caudi-
nit re, e trago esta cesta que fatiga-ine o braco.
Dcixc-me leva-la, Mara, luruou o fazen-
di iro lomando a cesia.
1 estendendo a mo moca, elle acrescen-
lou :
I.evante-se, e ramiuhemos.
Que tem voc boje, l.uiz? pergunlou Ma-
ra ; trala-nie por roc e loma-me a cesta.
Luiz nao respondeu ; lancera olharcs ltenlos'
sobre aquella que era desde tanto lempo a cria- i
da de sua mi, como so a risse pela prime'.ra
vez, Mara assustsda |>oz-se a caminhar adianto I
com algum esforcu como para fugir; seus sceos !
do madeira de clamo soavam sobre as pedias da
t strada.
Espere um pouco, Mara, disse o joven fa-
zendeiro ; quera nos visse cuidara que vou cor-
rendo aps do vote... Nao 6 enfade, Mara, que
eu nunca Ihe dei pozares? Nao vcidade que na
fazenda de Gaudiniere ha algucm que sempre
(ratou-a come urna irma?... Iloje tenho muilo [
prazer de caminhar a seu lado, e de reconduzi- !
la como una ovelhinha. Entretanto sinlo-me
mais triste do que nunca, lo Irisle que nem
mesmoquizera ser consolado. ?oc nao assim, j
Mara Cuando tem algum desgosto, chora, e lu-
do est acabado ; depois pc-se a fiar, cantando !
tomo una toutinegra.
Eu nao posso cantar, nem se quer de manha'
como a colovia ; pairce-me que tenho sempre
uni peso sobre o coracao... Na verdaJe, eu devia
i star agora alegre e satisfeilo; se tivesse inveja
de sus feliridade, isso me causara grande pesar,
c em conscicncia eu loria muitos remorsos, pois
sera um pareado... AhlMa'ria, vote nao ha de
ir mais aus campos, nao ha de fiar mais, seguuido
ovelhas...
Enlo como pergunlou a moca perturba-
da por essas palavras extraordinarias, cojo sen-
lido nao podia adevinhar... Por ventura sua me
vai doapedir-me da fazenda?... De que fcKcida-
de falla roc...
Minha me nao comprehenderia melhor do
que voceo que eu quero dizer, torneu o fazen-
deiro. Voc sal io dos bracos da velha Joanna
para entrar, como pobre or'phaa, na liossa fazen-
da ; amanha In de sabir de La Gaudiniere como
urna moca nobre, alini de vollar para o caslello
de seus prenles I... Peni ve que nao posso Ira-
la-la mais por tu, que a mim que compele con-
duzirsua cesta, e SO atrevo-me a conversar fa-
irmento com voc esla larde, 6 porque
anda nao descobri todo o meu segredo...
Maria ouvia ern silencio muilo agitada por es-
sas rerelacdes que a pcrturbavam ate o fundo do
corago. Luiz parou repentinamente sufocado
- lagrimas; as peinas tremiam-lhe; elle
apoiotr-se em urna porleira occullando a cabeca
entre as mos. A moca assustada pegou da cesta
que Luiz depozeri no chao, c lomando nas mos
os soceos poz-se a correr para a fazenda.
Maria, grilou-lhe o fazendeiro, Mara,-pe-
CO-lhe poi favor, nao fallemos hoje a esse res-
pailo; amanha estar] mais senhor de mim...
Maria continuara acorrer; lulando com os
6cntimenlos mais oppostos, ella cuidou um ins-
tante que Luiz perder o juizo. Todava o seu
pezar desporta va-Ihe no espirito a esperanca
de um futuro mais feliz; por ventura l.uiz nao se
exprima eom a emoc.au de um homem que diz
a verdade? Entio a ubre iandeira doixaria de
ser a humilde criada de una velha.de linguageni
-' rra, para ser servida a seu turno!. Teria sua
cmara assciada, elegantemente mobiliada, e
lempo para cuidar em seus adornos E ainda na
vspera ella ter-sc-hia julg'ado feliz do sera rau-
llier do joven fazendeiro!... Este pensamento
L /.-llie subir o rubor fronte, e ella deu-se pres-
S i em repelli-lo como um pensamento de orgu-
Iho, mormurando :
Pobre Luiz, casando eotuigo elle se lena
aviltadol Quem era cu honlcm, quem son ainda
hoje ? Se ludo isso for um sonho, se Luiz. me
houvcr falladosomenlc paracxperimenlar-me?...
Oh nunca hei de ser mais do que a orphaa de
La Gaudiniere, e manha tornare! aos campos
pelas mesmas veredas que piso desde a minha
infancia ..
Fallando assim comsigo mesma, a moca che-
gou ,i cas i da fazenda. A fazendeira preparara a
cria e S"us (res filhos menores, tendo rollado da
aldea acabaran) de mudar o trage doniingueiro
para euidarem nos trabadlos da noito. Um carre-
gava bragadas de fono para a estribara, outro
levara os rebanhos a beberem, o lercciro iraza
do paslo a trole largo a egoa seguida de um -
Ihinho. Todos eslranhavam a ausencia do irniao
voilava pnmeiro
res-
sua
n.ais vclho, que de ordinario
que os oulros para a casa.
A velha Jacqueline laucando um olhar serio so-
bre o semblante perturbado de Maria, pcrgunlou-
lhe vivamente :
Onde est Luiz?
Eu vi-o rollar da aldea atraz de raim,
pondeu a moca desviando-se para oceultar
emoco... Elle seguiu para os campos...
lia alguma cousa ah occulla murmurou a
fazendeira,
Nao ha nada, replicou Maria se.-camente.
Nao ha nada I tornou a miie de familia er-
guendo a voz. Na verdade, Maria, parece que
le enfadas de estar demasiadamente bem com
nosco, e queros ir procurar fortuna em oulra
parte.... Quem le qnereria nas fazendas dos arre-
dores, assim aleijada?
Os tres rapazes assenlaram-se mesa. Vendo
que a mac ia agaslar-se seni motivo pozeram-se
a comer cin silencio, do cabeca baixa e com ar
embarazado.
Eis ah como sao os mocos d'agora, conli-
nuava a fazendeira indo e viudo com impacien-
cia. Nao sabes, Maria, que se nao fora eu, an-
daras, vgabunda pelas estradas de sacco s cos-
tas com a velha Joanna?... llesponde-me, Maria,
onde est Luiz?... Perqu nao voliou ainda ?...
Elle mesmo o dir a Vmc, respondeu Ma-
ria crguendo-se cora certa altivez. Por vcnlura
tenho obrigacao de seguir seu filho pelas estra-
das ao anoilecer?...
Espera,. Maria, tornou a fazendeira to cor-
to como chamo-me Jacqueline Taboureau de La
Gaudiniere, vou buscar um ramo de giesla para
corrigir-te.
A velha ia fazer fazer o que dizis, e Hara fu-
gia para o lado da porta, quando Luiz entrou.
Que isso ? pergunlou elle.
I! que tens deitado a perder nossa cria-
da com liias complacencias, e ella responde-me
desrespeitosamerite. Vae celar, .uiz queja
lempo... Ha mais de urna hora que chegaran leus
irmaos.
_ Minha me, tornou Luiz, abrace a Ma-
ra...
Que di/es ? Por ventura eu que devo pe-
dir-lhe perdode sua insolencia ?..... Perdeste
o juizo ?...
Nao se trata disso, minha mae, replicou o
mancebo brandamente. l-'.u quera guardar silen-
cio at amanha ; porm nao posso mais conler-
me, meu segredo suToca-mo, devo fallar...
Puis bem, Mara, abrace-a voc !
F. dirigino'o-sc aos irmaos acrescenlou :
E voces, rapazes, tirem o chapu, faeara co-
mo cu, e saudem a senhora...
A mae de familia e seus tres filhos olhavam
uns para os oulros em silencio. Mara laucara
os bracos ao pescoco da fazendeira, e abracara
derramando lagrimas.
Que quer dizer islo ? exelamou a velha Jac-
queline procurando arraiicar-se dos bracos de
Maria. Bt-m dizia eu que abi havia alguma cou-
sa oceulta.
O que ha que Maria nao pertence a velha
Joanna nem a Vmc, minha me, era a pessoa
alguma de nossa condicJo... Ella chama-se tna-
demoiselle de Poisfrenais.... Amanha havemos
de ronduz-la para casa dcsuatia.nu caslello de
La Verdicre...
Ulives, Maria ? Era todo slo que cu queria di-
zer-te no caminho, porm fallou-mc o animo, e
demais eu nao sabia como o lizesse...
E verdade ludo isso ? pergunlou a fazen-
deira.
A velha Joanna falln, e mesmo douda co-
mo ella disse a verdade. Eis-aqui as proras :
tome, Maria estes papis que Ihe perlencem.
E abrindo o bah o mancebo tirou o sacco de
couro, e derraraou o conteudo sobre mesa, a-
crcscentaiido :
Islo tambem Ihe pertence, Maria ; rom bel-
los luizos de ouro com a efFigie de Luiz XVI...
Os ires rapazes e a me contemplavam com
pasmo os luizes de ouro e os pergaminlios. Ma-
ria, confusa, nao pode deixar de tancar-so se-
gunda vez ao pescoco da fazendeira.
Ah I minha pobre fllha, disse a velha abra-
cando-lhe as faces, eu devia ler adevinhado que
inhas nascido fidalga, porque nunca foste boa
camponeza... Ilouve um ttmpo (e praza a Deus
que nunca haja outro semelhanie ) liouvc um
lempo era que leu pae Mr. de Boisfrenais, vinha
orcultar-se aqui para comer um pedaco de pao.
Ima noule elle sahiu com o meu fallecido ma-
rido para nao voltar mais... Morreram junios ; a
desgrana fizera dous amigos do lidalgo e do cam-
ponez... Tu fosle criada aqui entre meus filhos,
e agora vas deixar-nos... I.emhra-le de nos al-
gurnas vezes, porque a ingratido um horrivel
deleito !... Se tenho ralbado algumas vezes com
ligo porque tens merecido ; melhor para ti
haveres sido tratada com algum rigor em la in-
fancia.
Maria recebeu dcilmente esses rudos consc-
Ihos que saham da bocea da fazendeira como as
ultimas bafaradas de urna tempestado apenas
aplacada. Urna hora depois reinara no campo
um profundo silencio, c os lobos sahindo das
grandes moutas de gieslas andavam misad mien-
te por loda a parte parando nas encruzilhadas
para farejarem as ovelhas fechadas nos apriscos.
Todos os habitantes de La Gaudiniere eslavam
deitados, a me de familia em seu leilo de co-
lumnas junio da chamin, Luiz no ngulo op-
poslo da mesma cmara, os dous irmaos menores
em urna cama velha collocada na sala onde se
guardava o fono verde durante o vero e os legu-
u.es seceos durante o invern. O menor de todos
repousava no estabulo sobre o feno junto dos bois.
Quanto a Maria, habitara una cmara velha c ar-
ruinada onde so acharara a arca de amassar pao,
o engenho de fiar, a dobadoura, e. lodos os mais
utensilios domsticos.
Pela primeira vez de sua vida ella sentiu-se
incomnioUndo em scii pobre leilo ; laltavu-lho o
ar nessa cmara estreita, cheia de poeira, cujc's
esleios as nranhas linham coberlo de fesles de
ta amarelladas. Toda a noute ella cuidou nes-
se caslello de La Verdiere, para o qual linha de
ser levada no dia seguinle, e quando o relogio da
sala visinha deu tres horas da madrugada, ella
ainda nao tinha podido dormir.
lAiiz conlava larabenr as horas; apenas a auro-
ra cTareou o horisonte, elle se lvontou para ir
dar aveia & egoa.
Tudo firnu logo promplo para a partida na fa-
zenda de La Gaudiniere. Depois de dar aos des
lil'ios menores instrueces minuciosas sobro o
que haviam de fazer durante sua ausencia, a velha
Jacqueline escarranrhon-se sobre a alia sella de
a rea o de cobre. Luiz entregou-lhe com urna
mo a espora, que ella collocou no p esquerdo,
e com a oulra um largo avenlal de seda verde,
que ella atou ao redor das cadeiras. Maria ap-
pareceu por ultimo; eslava eom o seu Irage do-
mingueiro, e a emoco que esperi menta va na-
quellc momento solemne corava-lhe as faces.
Seus cabellos louro3 appareciam-lhc por baxo
da touca branca com certa casquilharia; seu cor-
pinho eslava to aperlado na cintura que ella
nao teria podido caminhar muilo lempo a p.
Vamos, Maria, disse Luiz apresenlando-lhe
urna cideira, assenle-se airas de minha mi e
segure-se bem porque, a egoa trola com alguma
aspereza.
Maria collocou-se na Rampa da egoa ao mesmo
lempo que Luiz atara ao arco da sella o sacco
de couro que continha as moedas de ouro. Ella
ajuntava sobre os jo^lhos as dobras de sua saia
lisiada que deixava descoberlas as correas prclas
de seus sceos. A velha Jacqueline eslugou tres
vezes a egua com sua espora enferrujada, e o
animal lymphatico decidiu-se a partir a trole
pequeo.
Tenham cuidado em ludo, meus filhos disse
a mi de familia aos tres rapazes.
Adeus, llnalo; adeus, Joo; adeus, Ma-
uraa arvore. Emquanto o animal fatigado entre-
tinha-se era comer a verde relva, Maria, assenla-
da junio de sua antigs ama.conlemplava com dis-
trac^o a agua que corria atravez dos prados de-
baixo das moulas de salgueiros. Prepirara-se
pora responder s perguntas que havia de fazer-
Ihe mademoiselle de La Verdiere, sua tia. e me-
diiava na mancira pela qual esta a receberia. Se
nao Ihe faltasse o animo, ler-sc-hia posto a azer
reverencias no meio do campo alim de exercilar-
se em saudar. Preoccnpava-a o rcceio de parecer
aeanhara a camponc/a, e a pobre moja corava
quando sorprenda-se fazeudo com o braco es-
querdo o niovimenlo da fiandeira que endireila a
roca. Em quanto ella agilava-se assim interior-
mente como a chrysalida que vae tornar-se lior-
bnlela, a fazendeira tirou do bolso um pedaco de
pao, e parlindo-o em dous disse4he :
Mara, parlamos o pao pela ultima vez.
Quando eu le re.cehi em minha casa, linha ape-
nas o necessario para meus filhos e para mim ;
durante muitos anuos nao podesie fazer nada, e
todava eu te nutria .. Entretanto agora lens pra-
zer de deixar-nos, talvez le envergonhes de ler
vivido com pobres camponezes como nos...
Maria abraeou a velha Jacqueline com profun-
do reconheciuiento.
Se eu podesse pagar-lhe o que Vmc. fez por
mim! disse ella com viveza.
Gracas a Deus d'agora em dianle oslamos
fora do embaraco, tornou a fazendeira ; meus fi-
lhos eslao grandes... E demais quando tiramos
una parte do que nos necessario, damo-la de
lao bom coracao que nao pedimos jamis a paga.
Fia, Mara, levaiileino-nos. Uuves meu filho cha-
mando-nos ?
Com cITtito Luiz apparecia na extremidade da
alea, e chamara com grandes gritos a mi c a
moca acenando-lhes que viessem.
As duas mulhereslevantaran)-se; Mara, tr-
mula de emoco, lomnu o braco da fazendeira.
Depois de pasearen por baxo das arvores gran-
\ des e atraressarem a ponte lancada sobre o fosso
chegaran
de cosas c saudaudo sempre. Mademoiselle de
La \iTdicrereconduzin Jacqueline e seu filho al
o ultimo degro do poial, e Maria acompanhou-
os com a vista em p ao lado da lia. Quando
mademoiselle de La Verdiere roltou para o sa-
lo, a moca correu at o meio da lor.ga alea, e
lendo-se Lujz voltodo para o caslello. ella repe-
li rauitas vezes acenando-lhe com a mo.
Adeus, senhora fazendeira, adeus, Lu/.!
Nesse momento supremo pareceu-lhe que a
fazenda de La Verdiere assentada ao sol sobre
um oileiro era mais risonha do que esse grande
caslello oceulto debaixo de densa folhagem. Lem-
brou-se quasi com saudado e nao sem melancola
dos campos tranquillos em que linham so passa-
do seus primeiros annos naabnegaeo e no 1ra-
balho.
O coracao humano tem essas rollas inesperadas,
esses cnlcrnecimcnlos sbitos que o honram ; a'
reflexo e o amor proprio Ibes poe termo, e os
applacam muilo cedo !
Kmiim Sebaslio descobrio ao p de um oi-
leiro escarpado um pequeo bosque, no qual se
esconder muitas vezes com oulros durante as
guerras. Apeou-se, amarrou o cavallo ao tron-
co de urna arvore, e metteu-se por baixo dos ra-
mos. As rapozas e os coelhos haviam tragado
umlabyrintho de veredas em lodos 03 sentidos.
Sebaslio caminhou de joelhos at o lugar mais
emmaranhado.applicando attentaraente o ouvido,
suspendendo a respiraco, e laucando a vista por
j baixo da folhagem. Depois de meia hora de pes-
quizas parecen Ihe divisar urna forma humana,
ou antes urna trouxa de farrapos no meio de um
moiito de fetos. Desse covil obscuro eleravam-
se gemidos e solucos. Era a velha Joanna que
repeta occullando entro os joelhos sua face enru-
gada :
Miseraveis furtaram o meu Ihesourol....
Apenas voltou para o salo, Maria achou-se Qliem fi qe me Irahio ?. Nao revelei meu se-
lao bem em urna poltrona com os ps sobre um
lamborvle.que nao pode deixarde sorrir de satis-
faci. Pela primeira vez de sua vida fitava os
olhos em um largo cspelho, no qual sua pessoa
reflectia-se complelamenle.
Minha querida filha, disse-lhe mademoisel-
le de La Verdiere, desconfi desse espelho. Quan-
gredo a ninguem
Mi Joanna, disse em meii voz o reino Se-
baslio, seu Ihesouro nao foi furtado. Quer que
eu lh'o reslilua ? Venha comigo.
Os azuesl exelamou a douda logo que ou-
do voss conlemplar-se nelle com o trage que vio urna voz humana ; os azues! eslou trahida...
conveni sua posicao, talvez elle Ihe diga que
mu linda ; elle o tem dito a oulras muitas !. .. :
Venha c; antes de installa-la ueste caslello, le-
nbode cumprir anda um dever; puche o cordu
daquclla sinela.
o........ ao poial do caslello. Urna mulhcr*
lliurim. disse Mana acenando-lhes amigavel- idosa, de alia estatura, vestida com dislincco e
mente com a cabeca. simplicidade. adiantou-se para recebe-las. '
Os tres mancebos Iiraram o chapeo c Rearara Bom dia, minha senhora, disse ella fazen-
olnando para ella sem nada responderero. Nao deira ; enlo vera irazer-mo a minha pobre so-
tendo fallado jamis em sua vida a urna mulher ; brinha, filha de minha irma to chorada
ou a urna moca de qualidade, ellos Qcarim de nha c, menina, quero abraca-la !...
bocea fechada. Maria Iranquillisada por esse affecl
Knlrelaiilo o cao mais familiar e mais ousado j ment approximou-sc de mademoiselle de La
Maria locou. Appareceu um criado com o cha-
peo na mo ; seus cabellos braneos atados por
u cordo pelo formavam urna cauda que Ihe
Cahia sobre as cosa.
Malai-me, infames 1 malai-mc, nao tenho mais
forcas para fugtr. Os lobos nao querem comer-
me, por que ja son muito velha, c vos me procu-
raes para malar-rae...
Coitada ella me loma por um azul
murou Sebaslio.
mur-
E approxiraando-se de Joanna, conlinuou :
Sebaslio, disse-lhe mademoiselle de La
Verdiere, selle seu melhor cavallo, lome osle sac- j
co que contera cen luizes de ouro. e leve-os ;
| fazenda de La Gaudicre pelo caminho mais curto. E(l estivo na passagem do Loire, em Savenay,
em Dol, em Grandvillc...
Oh minha boa velha, visto que esleve na
guerra voss conhece a divisa : aDeus e el-rei I
Maria Iranquillisada por esse affecluoso icolhi-! ?_?rA*0_de,.minh? obrinha- pilal e juros. As
quiz acompanhar a egoa ; elle sallara aos ps de
Maria como para pedir-lhe que o levasse comsi-
go. A um gesto que Ihe fez Luiz, o pob-e ani-
Diga que quero pagar rom esta summii os mezes
de criaco de minha sobrinha, c
boas tontas fazcm bons amigos
V.
Maria
Verdiere, a qual abraeou-a com ternura.
Assenlem-se abi todos tres nessas pollro-
. nas, conlinuou mademoiselle de La Verdiere, lo- 1 Se o espelho grande do salo dissesse a
mal hu tristemente deitar-se no paleo, e os tres, mando tambem lugar em una cadeira junto da que era linda, talvez nao mentisse. Com o seu I
viajantespozeram-.se a caminho. jjanella, mandei preparar-Ibes urna pequea re-I novo trage nao fallara nada a mademoiselle de
A egoa trotn bem durante cinco minutos, feico. Mario, minha filha, tiro a tonca, e sacu- I Boisfrenais, graca nem nobreza. A dbil liandei-!
depois dos quacs o mo estado dos caminhos, da um pouco esses cabellos louros de mancira ra, longo lempo perdida no meio de robustas
escavados pelas chovas do invern e chtios de
profundos carris, obrigou-a a ir a passo.
Luiz caminhava adianto com suas polainas e
[Continuar-se-ha.)
Variedades.
seus sapalos ferrados, tendo a cortea do baslo bre este retrato E' o de sua mi na idade que
enrolada no punho O sol nascendo afagava com voss agora tem, c na verdade parece que o
seus ratos o cimo dos oiteiros; os bois deilados seu !...
na hmida nevn que se elevava dos prados, no De certo sao os mesmos cabellos e o mesmo
fundo dos valles remoiam indolentemente Os semblante, disse Luiz com emoco.
gallos cantavam batendo as azas sobre as portei- j Pobre irma murmurou "mademoiselle de
ras das fazendas, e os caes faziam rosnar os erhos La Verdiere. parece-me v-la ainda moca, crendo
com seus latidos prolongados Tudo disperlava
nas verdes solides do Bocage. A colovia sahia
rpidamente dos cenleios onde occulla seu iiinho,
o codornizo sollava seu grito estridente airares
das giestas, e a perdiz inquieta, por ver o gavio
pairar sobre as campias, reuna debaixo das
u.i um pouco esses enrenos louros ue mancira ra, longo lempo perdida no meio de robustas viagem sa afmci centra
que elles liucluem livremente sobre seu pescoco. camponezas, tornara a arhar-se sorrindo nessas sj0 da sociedade real de "eozr
Milito bem ; levante a cabeca, nao core, o Ihe paslorinhas elegantes que um pintor da escola de D .,
para mim, olhe para sua tia. e lance a vista so-! Walleau representara nas paredes da sala dejan-]l'ue e gar Pres, viagem sa AFnicv central.Na ultima ses-
raphia de Londres,
ncia do conde de
tar. Vendo-se castellaa, Maria guardara-se bem Ripon, M. J. Pelherick, cnsul de S. M. brilanni-
de levantar muilo sua cabeca loura, refleclindo ca em Khartum, deu conta da viagem, que tinha
emprehendido, subindo pelo Nilo bramo al o
equador, assim como das viagens que tinha feito
no interior da frica, nos anuos de 1857 e 58.
em um futuro diloso I...
Depois dirigindo-se fazendeira pergunlou :
que ser-lhe-hia mais dillicil fazer que lhc per-
doassem em lira castell.i, no meio da sociedade
elegante, o pequeo deleito de que pouco anles
se envergonhiva na solido dos campos. Ale-
gre por nao ler mais nos ps seus grosseiros sac-
eos, esforcava-se para caminhar com desembara-
Duranle sua residencia em Khartum, M. Pelhe-
rick havia feito rauitas excursoes no alto do Nilo
azas seus filhos assustados. Sob a densa folho- Elle era capito de parochia...
gem desalamos debrucados sobre, os regalos, os
pombos bravos arrulavam e esvoacavam com
grande ruido, entretanto que a rola", sacudindo
o orvalho da manha, elevava-sc pairando sobre
o cimo dos olmeiros para (ornar a cahir lenta
mente junio de sen ninho. Delicioso mez do
esli, estacan chcia de forca em que o sol tri-
umphanie lauca sobre os campos torrentes de
luz e de raios abrasadores !
Bem que educada no meio dos campos. Maria mademoiselle de La Verdiere; ser-me-h i
nao linha anda sentido a influencia vivificante fcil completar sua educaco ,. Enlo a menina
dessas bellas mauhas de junho. Os das de ve- obediente, dcil?...
rao eram apenas para ella dias mais longos e Coitada, ella nunca foi contumaz. Bura-
co, c goslava de acompanhar mademoiselle de La
Seu marido eslava no grande exertilo, sem j Verdiere de manha e de tardo era seus passeios. I branco para explorar o paiz, e traficar com os
d,md"'? .. ,, n Parocia-Il.e delicioso calcar a ara das ras da indigenaSi tudo poi. csle modo prepnrado o ca-
Sim, senhora, foi morto no combale de Dol horta, vaguear sobre a relva a sombra das gran- ,
com Mr. de Boisfrenais, pai de sua sobrinha... des arvores, sentir correrem as horas em um do- imnho Para excursoes maiores, que etr
ce repouso. Depois de jantar Maria lia em voz
para
no ultimo periodo de 1858.
Elle parti acompanhado de urna numerosa
Abracemo-nos, minha amiga, abracemo-nos; I alta diante da lia, a qual retilicava-lhe a pronun-
nossos prenles derramaran) seu sanguc pela ; cia incorrecta, eensiuava-lhe a exprimir-se com
mesma causa, liveram l no reo o mesma recom- certa elegancia. Ella iniciava-se assim nos pri- escolta armada.composla de rabes e e negros ;
pense... Mara, minha querida sobrinha, d gra- meiros elementos da educaco que Ihe fallara. ,umadM suas exoedkes a "eme aue o acorn-
eas & Providencia por ter passado seus primeiros -orno nao tivera outro mestre senao Luiz de La uma aa' ? .exPeai-0,;;'- a "en,e 1ue acom
annos nesta honrada familia. Gaudiniere, Maria nada saba da historia, nunca panhava foi obngada a fazer fogo contra uma
Ah tornou a fazendeira, ella nao passou l 'era poesa. As narraces do passado, o os ac-
muto bem. Eduquei-a um pouco severamente, ceios inspirados, que briiham nos bellos versos.
Tanto melhor, lano melhor!... respondeu
pensamento a alegra dos passannhos que can- Deixe fallar a fazendeira, rapaz, disse ma-
lavam, medilandOi que, como elles, nao teria demoiselle de La Verdiere dirigindo-se a Luiz, o
mais nada a fazer d'ahi em dimite senao sentir-te I qual procurara por termo s francas oxplicaces
existir senia de todo o cuidado. Fechava mui- da mi. Em que trabalho oceupava-se a minha passado ; porem mademoisplle de Verdiere. mais
:lhor as riso- ; sobrinha Irnuquilla
deleilavani-lhe o espirito e disperlavam-lhe a
imaginaco, causando-lheao mesmo lempo cerlo
desluiubramenlo. No ponto de vista da inlelli-
gencia achava-se na posico de um ceg de nas-
cenca, cujos olhos abrem-se repentinamente
luz.
Havia uns quinze dias que m-idemoiselle de
Boisfrenais passava essa vida tranquilla O bran-
damente oceupada, chcia de atlencoes para com
a lia, a qual de sua parle Ihe tesleniunhava a
mais viva afeieo. Ella esquecia-se pouco do
tas vezes os olhos para perceber mel
nhas ideas que dispertavam-se em seu espirito,
Que quer, senhora? Nos
e mais seria porque linha mais expe-
riencia, disse-lhe uma tarde :
Minha filha, sua historia
das tribus, que o havia tratado traicoeiramente,
pretendendo assassina-lo e a seus companhei-
ros. A communicaco de Peterick sociedade
constara de extractos do seu jornal feilo, na sua
ultima expedico, no qual eram todos os suc-
cessos medida que iam occorrendo. Pela
niaior parle dava una nolicia do carcter dos in-
dgenas c das relaeoes, que com elles tinha asla-
belecdo, bem como das trocas que havia efTec-
luado, obtendo grande quanlidade de denles de
depilantes.
Na expedico que fez em 1858, M. Pelerick su-
bi o Nilo branco n'um escale- por espaco de
OO milbas na direccao do sudoeste, c chegou a
a occuparamos
sem fatiga-la Minha lilha, sua historia e um romance,
Ella dava e' ella ha de fazer esliendo no lugar; entretanto a nm lago coberto de ervas, onde ancorou, e dalli
yerdadeira bcroina dessa historia a pobre.velha!0<(,,(jnuou so calninbo por ,erra na direccao
Joanna hu quizera ve-la, airanea-la a existen- i
e l.uiz julgando-a prestes a adormecer, diza-lhe I nos pequeos t'rabalhos do campo,
em meia voz: | muito por causa de .. seu defeilo...
Tenha cuidado, Maria, para nao cahir; segu- apasccnUva ns ovelhas...
re-se bem I Se a egoa tropecnr I [ Muito bem Ol minlin sobrinha, nao core
E a velha fazendeira puchando a bruje reani-
mara com a espora sua lenta cavalgadura.
Assim caminhavam lodos Irez em silencio. Que
podiam elles dizer ?
Para conversar,nos grandes momentos da vida,
mislcr um habito de coordeuar e exprimir seus
pensamenlos que fallava aos tres viajantes. De
quanao em quando l.uiz pergunlava o caminho de seu rosto. Agradcea cumigo a esta boa genle feilo nada por aquella que recebeo o ultimo sus- eresciam alli com grande forca de vegelaco ;
que rodeou sua infancia de cuidados dcrinlcrcs- ; piro de sua mi.de minha pobre irma, nao tere- at s proximidades do equador e nossa re'o
de vergonha por essas oreupaedes pastorts que ; ra vagabunda que ella tem ha lanos annos. Des sul. al que chegou ao equador. O paiz que cl-
nao lem nada de deshonrosas. A rainha com- j dc que voss esl commigo, tenho mandado pro- te percorreu era frtil, e cultivado em muitos
prazia-se cm ordenhar ella mesma suas vacas em cura-la de balde em ludas as parochias da visi- ufares de ab'odo aue os indianas manufirl.i
f i ann, e (odas as suas damas a imilavam. Em hanca. msler que tememos um ult.n.o es- ?"_! 'oOdao, que os indisenas manuraclu-
lodo o decurso de sua vida voss nao far talvez fono. Amanh Sebaslio reunir os rendei-
mais nada que a eleve aos seus proprios olhos res'do caslello. e forca de balerem os campos
tanto tomo ler sabido ganharseu pao com o suor lalrez a cnconlraio. Emquanto nao tiverroos I
ravam.
as arvores das especies sycomoro c mimosa
FOiLIIETMl.
a camponezes que lh'o indicavam com o gesto
por cima das sebes, e conlinuavam logo seu
trabalho um momento inlerrnmuido. As collinas
succediam urnas as oulras; de espaco em espaco
appareciam as fazendas rodeadas de inimenss
planlaces de couves. Viajaram assim mais de
cinco horas; emim aprcsenlou-se-lhes a vista
na distancia de meia legoa uma caza de appa-
renca asss respeitavel.
Luiz, disse a fazendeira, creio que j che-
gmos.......
Agestas palavras Maria inclinou-se para des-
cubrir o caslello em que tinham vivido seus
pas, e em que ia passar-se sua existencia. Nao
distingua ainda mais do que uma torre meia
cabida e uma longa fileira de freixos seculares
que pela mor parle deixavam pender ao acaso
seus ramos meio mortos. Pareca que essas
arvores velhas ameacadas pelo lempo aperta-
vain-se ao redor do antigo caslello para cobril-o
respeitosamcnie com sua sombra e sublrahil-o
ao olhar dos profanos. Vendo essa habilaco de
aspecto to melanclico. Maria perturbou-se.
Parecia-lhe que os senhores de La Verdiere,
morios desde muitos seculos, iam sabir do re-
pouso cierno, para vel-a passar cm seu trage de
camponeza
sados, e sua primeira mocidade de bons eiem-|mos pago a divida de recouhecimeuto.
plus...
..,.. ,. Maria tivera sempre muito medo da velha dou-
-v7uA? """". demasiadamente boa. balbuciou da quli corrl :ip6Ulla em sua infancia para
a reina jacqueline abraca-la. Muitas vezes se occullar atrs das
UiTJ? cns,lh0* e.bon" e^mplos nao he sebe| ira -m 8er visll, quamlo a ,,.,, j,ianna
!l; ",,C0""m," L?", nil, l.,odla,,l"s ***}*>* passava praguejando contra os s*e o levantan-
Conslanca Yerrier.
POR
GEORGK SAND.
in
Historia le Sopliia nozzelli.
( Continuacao.)
' No fim dessa segunda la de niel, recebi
delle, ao desperlar.uma carlinha em que me di-
zia, pouco mais ou menos islo :
i Minha querida amiga, nao posso mais ficar
mais lempo comligo. Sinio que te lomara mui-
ta amizadt e que nao podeiia mais deixar-te.
Seria a perda do meu futuro. Tenho gasto neste
mez, comligo, o ultimo dinheiro que me restava,
e meu pai que nao brinca, suspende-me as me-
zadas. Mas logo que eu voltar Marselha, loma-
re emprestado sobre o dote de minha noiva.e man-
dar-te-hei quanto baste para traanles do leu fu-
turo sem reeahires na miseria. Tens uma linda
voz e goslo pela msica. Deves aprender can-
lar. Pode isto servir-te ura dia. Deixo-le, mor-
to de saudades, mas nao quero enganar-le, con-
lo com a tua coragern e com o ten bom senso.
Julgtiei estar sonhando. Vesti-mc, meia lou-
ca ; iuterroguei os criados do hotel, que, rindo,
mostraran)-me no horisonte, a fumaca do vapor.
Elle linha partido c eu toraei maqinalraeiile o
caminho da margem do rio.
Enire nos jardins deserlos e abandonados do
palacio Doria. Alli havia o mar; baslavaquceu
desse um passo psra acabar com a vida.
Mas appareceu-rae a razo, a fra razo em
toda a sua fealdade Esse mancebo eslava era
seu direito, na verdade, no que era real. Nao
me devia mais do que tinha feilo, dindo-me Ires
mezes de bem estar e de prazeres. Nao era cul-
pado das minhas illusoea acerca do amor. Nao
podia partilha-las ; linha viole c cinco annos,
("j Vidc o Diari-j n. 57.
mais do que isso em La Gaudiniere. Aqui enes
tambem nao Ihe ho de fallar, e ella achara a ri-
queza, o repouso... Ah senhora, a<*crcscenlou o
mancebo, levanlando-se com os olhos chelos de
lagrimas, melhor fra que cu livesse descobeito
isso tudo dez anuos anles.
do o seo baslo com ar ameacaiior. Todava nao
pareca ha ver uma grande abundancia de pro-
ductos de consumo. M. Petterick fez uma nar-
rarn animada das suas aventuras entre as tri-
bu? indgenas, o da mancira porque ellas costu-
mavam a fazer as trocas. N'uma dessas tribus
reina um coslume extraordinario : as mulhercs e
s quer dizer, meu amigo?
O pobre l.uiz rcrgonhoso e confuso passou de-
sazadamenle a mo pelos seus longos cabellos
sem atrever-se a responder. Depois de ura mo-
Espere aqui, minha mi, e voss tambera, ment de silencio puchou o braco da vtlha Jac-
Maria, disse, Luiz, ajudando uma e oulra a se queline dizcndo-lne em voz baixa :
apearem. Vou adianle explicar a dona da casa Vamo-nos, minha mi, tudo est acabado.
os motivos da nossa viagem ao castello. A fazendeira fez uma reverencia, Luiz saudou
A fazendeira amarrou a egoa aos ramos do com o chapeo, e ambos se retiraran] andando
nXe\didTC,nlU Km d" "'S,rad haVCr Cm" ben8 Pol'Hhadoi, dafam-lhe uma physionomia
' .... ,. eslranha; porm os camponezes do lugar torna-
-l.lle tem razao.ler-se-hia procurado para La v.lln.|U) fm sri0 e ehamavam-no senhor Sebas-
Z, J! '' T!!aiS0rle 'l0 ',,' "".ma" liao, porque elle oceupra um posto na ca vallara
propia para os Irabalhos do campo, a qual tena- da Veudea
prestado maiores serviros. Nao isto o quo vos-
alreveu-se a fazer a menor objeceo nos projectos os maridos vivera junios os quatro primeiros dias
dalia, e na manhii seguinte Sebaslio acceilou a i da semana e nos tres restantes vivera indepen-
missao de que era encarregado, declarando que ... .r
iria al o fin do mundo, se sua ama lh'o ordo- uentes- A polygamia all domina em grende es-
nasse, mas que podia descubrir por si s a caca cala. M. Petterick vio-se cm perfeito embaraco
com este uso ; querendo reconhecer um serviro
que Ihe prestara um indgena, disse-lhe que de-
sejavn fizer-lhe um mimo, e igualmente a seus
filhos. No dia seguinte o pai apresenlou-se com
quarenta mancebos, seus filhos, e Ihe observou,
que nao tinha apresenlado tambem os mais crian-
gas, nem nenhuma de suas filhas ; porque nao
queria abusar da su3 generosidade ; ora o ind-
gena nao tinha menos de noventa filhos. M. Pet-
lerick disse que nas suas viagens nao tinha le-
vado instrumento algum para poder calcular a
longitude e latilude, e presumi que havia che-
gado, ao equador calculando a distancia percorri-
da em cada dia, e, a direccao indicada pela bus-
sola.
Montado era um grande cavallo de caqa, elle
melteu-se pelos caminhos coberlos costeando as
gieslas e os bosques c interrogando us campone-
zes que encontrara.
Essa batida durou muitas horas, porque elle ia
sempre camiuhando para o lado de La Gaudinie-
re sem poder colher neiihum indicio da pobre
Joanna.
conhecia a vida, tinha projectos, futuro e fami-
lia. Fra insensato se me sacrificasse tudo isso,
a mim que s Ihe linha sacrificado a minha
honra.
Essa palavrahonraque amargamente me
vagueava nos labios, golou-me de terror. E'
bem ceilo que eu nao havia conhecido o valor
da minha, porque a havia entregue sem exame
e sem condico. Via-me avillada e rebaixada,
sem ter direiio de fazer recahir a minha falla so-
bre o meu seductor, O meu racciocinio o a mi-
nha iiilelligencia disperlavam nas lagrima?, e o
desespero revelara a minha vergonha. Meu Deus!
nao fora melhor ficar estpida e lomar o meu
partido de cahir cada dia na abjeco ? O que
horrivel, vir a comprehende-io, "quando nao
se pode mais apagar a noloa !
Nunca esquecerei as duas ou Ires horas que
passei sob as arcadas do lerrasso do jardira Do-
ria, a olhar para as vagas que lambiam-me os
ps. Fazia fri, o lempo eslava chuvoso e o ven-
to acoutava os meus cabellos desalados. Cousa
singular! eu senta uma especie'de sombra ale-
gra dcscobiindo que tinha alma e que dura li-
gia da experiencia podia moJiica-la, destru la
ou exalta-la para sempre.
Eu procurava a minha vonlade, e (cava ad-
mirada de scnti-la nascer. Mas o que iria ella
aconselhar-me, e que uso saberia cu fazer?
Voltar essa de raeu pai era impossivel,
porque elle me teiia matado, por que nao linha
procurado tornar a vcr-nie. Tomara para sua
casa urna amante que nao me cedera o lugar.
Eu sabia que elle era muilo pobre para me poder
ojudar. Eslava persuadida de que o meu seduc-
tor me mandara dinheiro, mas eu de modo
nenhum queria aceita-lo ; e a primeira resoluco
clara que me veio, foi escrcvcr-lhe para signifi-
car-lhc que nada queria e que de nada precisa-
va. Foi o que com cilicio fiz, logo no dia se-
guinte.
Quando formei na minha idea esse aclo de
orgulho, perguntei a mim mesma de que vivira.
S tinha um partido a tomar; era fazer-mecria-
da, porque do meu passado apenas queria con-
servar a roupa que tinha no corpo al que po-
desse troca-la por vestidos conforme a minha
nova posico. Todo esse orgulho que me vinha
ao coracao deu-me grande forca e singular con-
fianza em Deus. Ora! exclaraci eu de repente,
fallando alio sob as abobadas sonoras do lerrasso,
a Madona nao abandonar aqui uma pobre moca
de quinze annos, qne nem mesmo sabe se hoje
ter um pedaco de pao I
< Eu nao me engaara. Euno devia ser aban-
donada. Apenas nao a Madona quem inlervern
em semelhanie negocio. A Providencia que vela
sobre as mocas e que faz com que uma linda me-
nina nao fique nm dia inteiro sem pao, c o vicio
que a espreila, acompanha-a e escuta.
Ora. voltando-me, vi alguem que me escu-
laya. Era um anciio de rosto veneravel que de
mim so approximou com ar paternal.
Ha muilo lempo que a observo, disse elle,
parecia-me que voc linha idea de acabar com a
vida.
Tire lenlaces de faz-lo, rcspondi-lhe cu
com conlianca ; mas isso agora passou.
E depois. disse elle, eslou aqui c lh'o impe-
dira. Tire uma boa idea em vir passear aqui,
porque vejo que voc est desesperada, o talvez
possa soccorre-la. Vejamos o que Ilio succedeu .'
Conheco-a de vista ; roc amante de um ar-
tista franeez que sem duvida Ihe causa ciumes ? i
Parti, senhor, abandonou-me I
Muito b?m respondeu elle, com um sorriso
que de repente me fez parecer horrivel o seu !
rosto manso a respeitavel.
Como! muito bem! exclamci eu estupefac-
ta ; mas immedialamcnle sua physionomia mu-
dou e tornou-se o que a principio me parecer.
Digo muilo bem, replicou elle ; como dizia,
eslou certo. Esse mancebo era um eslou vado,
indigno do amor de uma menina como vot. Eu
bem sabia que elle um dia havia de fazer isso !
Quando a via no Ihealro, s procurar o prazer
nos olhos delle, e em barca ou em sege, incli-
nnr-se para elle com uma ingenuidade de amore
de coulianca adoravel, eu observara o ar distra-
hido delle, sua atlitude de sullo aborrecido. Ah!
eis ahi a infelicidade das mocas Acreditan,
amam ; enganam-as e abandonarn-as.
Esse hornera mostrara ura parecer to bom,
que deixei-me ficar conversando com elle ; em
priaeiro lugar, eu anda amara muito o meu in-
fiel para consentir cm deixa-lo aecusar muito se-
veramente. E por isso apressei-me em difen-
dc-lo dizendo o que elle quizera fazer por mim.
E pois experiraentei a necessidade imperiosa de
me rehabilitar na estima do primeiro que me ap-
parecia, exprimindo o meu desdem*pelo dinheiro
e a minha resolugo de Irabalhar para viver. Eu
obrara melhor calando-me, volianlo ao hotel,
vendeudo uma parle da minha roupa, e aceitnn-
do o dinheiro que me chegasse de Marselha.
Desse modo, eu pedera tratar liwemenle do meu
futuro, ao passo que ostentando a minha pobreza
voluntario, onlregava-me, sem saber a novos
lagos.
E assim, disse a duquesa, que as resolu-
toes heroicas sao as poiores que se podem tomar.
E* o mesmo, disse Conslanca, seja qual for o
resultado, eslimo que Supina nouresse tomado
essa resolugao.
IV
Ah eis ahi! replicou a Mozzelli, a contra-
dieco esl em loda a parte, e quando se rem
asaspiracoes da conscicncia 13o mal auxiliadas
pelo destino, chega uma pessoa asmis amargas
du vidas.
O ancio approvou a minha coragern e fingi
que a admirara. Deciarou que cu era um aojo
e que quera servir-me de pai. Eu s Ihe pedia
que me descobrisse um lugar de criada ; elle of-
fereceu-me oulra cousa, mas com lamauha arle
nas expresses, que eu nada comprohendi, c a-
companhei-o persuadido de que elle ia fazer de
mim urna especie de aia respeitavel na sua casa
de campo.
Charaou uma barca, fez-me entrar nella e
conduzio-me a duas ou tres leguas da cidade,
uma deliciosa bahiazinha para as bandas de Btc-
co ; de um lado o mar, do oulro as monlanhas,
em canto bem abrigado e bem verde uma vellel-
ta encantadora que apenas era guardada por una
, velha o por um jardineiro corcuudo.
Aqui estar voss em sua casa, disse-me el-
le. Habito em Genova, e venho lodas as sema-
nas passar aqui um dia. Goslo de solido e de
flores. Ter uma boa somma para a despeza da
casa, qne regular como entender; pode fazer
economas, se quizer. Pcqo-IIic somenlc que nao
saia sem mim e que au receba ninguem. Os cos-
; turnes antes de ludo.
Eu eslava lo caneada da sorpreza fatigante
! da manha, das minhas lagrimas, das minhas re-
; llexes e do passeio no mar, que apenas compro-
; henda o que elle me dizia. Todava quando o
| velho parti dizendo-me at amanha eu ainda
tire uma especie de terror. Mas isso parcceu-nie
chiinerico. O que podia eu recetar nessa casa
em que me deixavam livre c s ? Nao seria sem-
! pie lempo de sabir se tu me seulisse amcaeada
: de algum ultrage?
A velha lrouxe-me comer c perguntei-lhc
, enlo o nome de sen amo.
Pois nao o conhece? respondeu ella, cha-
ma-se Aiilunino.
c Ao mesmo lempo que ella me dizia esse no-
| me, lembrou o veidadciro nome do personagem,
porque lembravn-me muito bem de le -lo vis-
to algumas ve/cs no Ihealro c no passeio, e
linlinm-lhe dito o nome diante de mim. Era o
I conde, homem casado, pai de familia, muito cs-
l timado e muito rico.
Porque me engaa? disse eu ingenuamente
velha ; eu sci quem elle .
Nao a engao, responden ella sem alrapa-
Ihar-se. Chama-se Anlonino, quando vem aqui.
E ura dos seus nomes, e, como gosia de viver s
de lempos em lempos, essa especie de incgnito
dispeiisa-o de visitas. E homem um lano exqui-
sito, minio melanclico, mas muilo manso c mui-
lo bom. A sen'iioia ser feliz em casa delle, fi-
que descamada Eu e o jardineiro temos ordem
para obedecCr-lhe, e o que desojamos fazer, o
que lhc prora quanto procuramos contentar nos-
so amo.
Eu eslava inteiramente tranquilla. Pegueino
BOmno al o din seguinle.
Acordando nesse quarto de um luxo extra-
ordinario, rollou-me a rellexo ; fiquei sorpren-
dida c inquieta. A velha piovavelraente li-
li ha-se engaado e nao ca alli que eu devia mo-
rar. Levautci-me, ceilifiquei-ine de que nao era
aquello o quarto do djno da casa, examinei os a-
pusetilos, a mutulla e jardim. Tudo era pequeo
e magnifico ; uma vista deliciosa, bosquezinhos
de limoeiros cm flor, un isolamento completo,
alguma cousa de esplendido enijsleroso ao mes-
mo lempo.
Eu nunca (inhn visto nada to bello minha
disposico, e nunca Uvera idea de semelhanie
bem eslar. Vinham-me pensamenlos de ventura
e de innocencia. A solido nao me assuslava. Si,
com ludo isso, dizia eu commigo mesmo, eu po-
desse aprender a cantar, porque parece-me que
aqui lerei leinpo de sobra: nada me fallara, e eu
nao teria saudades do amor que nao pasea de
uma mentira e de uma decepeo.
Eu dizia isso commigo ao meu modo, porque
nao tinha iienhuma cultura de espirito e tudo em
mim era instinclo vago. Eu sabia ler c cscrever
incorrectamente. Fallava mal o italiano, porque
nas minhas monlanhas s fallara a giria. Toda a
minha educaco se linha feilo havia tres mezes
assassinando o fraucez cora o meu amante, e (re-
quemando o ihealro, que cu adorava. A minha
memoria musical era extraordinaria, oquando]eu
rollaba para casa, cantara nudo ludas as partes
da opera, msica e palavras. A minha voz que
era fresca e agradavel, Iransportava-me a ura
mundo de sonhos onde tu nao distingua nada,
mas onde me aprazia tanto, que o meu compa-
nheiro impncieuiava-se e delle me arrancara por
meio de zumbaras e gracejos.
* Aqu, pensei eu, poderei cantar minha von-
tede, nos dias em que o palro nao estiver era
casa; c immedialaniente, coraecci a experimen-
tar a amiba voz no solj, procurando acoinpa-
nhar-me com um dedo, nas ledas do piano, e
zangado-me quando nao encontrara a nota que
precisara, mas cantando sempre bem ou mal.
Agora que sei o que cantar, nao faco idea non-
huma do que podia ser nesse lempo o meu grilo
de passaro.
Parei toda confusa, vendo entrar o palro.
Voss tem uma voz soberba e uma indivi-
dualidade musical, me disse elle ; mas nao sabe
nada. Quer aprender?
Quem me cnsinar? Nao lenhomcios?
Ha de ler um excellente professor; encar-
rego-me disso, Saiba, minha querida menina,
que nao pretendo fazer de voss uma criada, mas
slm uma filha adoptiva. Voss interessa-mc e
goslo de fazer bem.
E como eu raoslrasso que hesitara elle
disse :
O que lera? desconfinnea? Isso mo!
julgavn-a mais ingenua. Mas vejo o que c, na
compan'iia de um scduclor sem alma c sem
principios, voss aprenden a duvida. Cre-
se dessa molestia que deshonra a mocidade
o que me offenderia. Eu sou um homem serio,
e a minha amisade por voss lem o desinteresse
que convin minha idade e minha razo.
Mostrara fallar lo sincero, que Ihe ped per-
do da minha dcsconfianca e agradeci-lhe com
efuso. Conversou por muilo lempo commigo,
fazendo-me passar por urna especie do exame de
consciencia, querendo conhecerloda a minha vi-
da, o meu carcter, as minhas ideas, os meus gus-
tos, os meus principios. Admirou-se de me a-
ehar lo inculta, e ao mesmo lempo, pareceu ad-
mirado do meu bom natural, e approvou muito
a carta que escrevi ao meu infiel, sua vista, que
se encarregou de enviar, assim como toda a rou-
pa e socos que eu tinha deixado no hotel e quo
eu nao quiz conserrar.
Deixou-me cedo e nao o tornei a ver na se-
mana; mas mandou -me fazendas para escolher.
e costureiras para me fazercm um onxoval. Com
quanto eu livesse carta branca, nao quiz lomar
senao as cousas ma'n simples e limilei-me ao es-
treilamenle necessario para o traje de uma bur-
gueza no campo. En linha por tanto o goslo do
enfeile c essa discrico custou-me muito.
(fonliniiar-sf-fca.)
PIRN. TYP. DE M. F. DEFAMA. 1S60


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