Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09010


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Full Text
AMO 11171. HOMERO 59.
Por tres mezes adian'ados 5S0O0.
Pop tres mezes venc Jos 6S000.
SEGUNDA FEIRA 12 DE MARCO DE 1866.
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parahiba, oSr.AntonioAlexandrnodeLima;Na-
tal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, oSr.
A de LemosBrng9;Cear,oSr. J.Jos de Oliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nnus;
Amazonas, o Sr.Joronymo da Costa. ______
PARTIDA DOS COKKfclOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do din.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Antiio, Bezerros, Bonito, Caruar, Arinhoe
Garanhunsnas torras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
uricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Scrinhem, Rio Formoso, Una,Barreiros-,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oseorreios parte masIOhorasda manha )
AUDIENCIAS DOSTRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commcrcio: segundas e quintas.
Relaco ; tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 hora.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao mcio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES do mez de marco.
7 La cheiaasl0horase24 minutos da manha.
14 Quarlominguante as6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La ora as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da guerra.
riPKDlKNTK DO l.\16 F. KKVEREIIYO oe 1860.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
declarando, era resposta ao seu officio n. 2 de 3
de Janeiro Ando, para o fazer constar ao comman-
danle das ai*i*s, que a despeza com o forneci
ment do agua cavalhada da corapanhia fixa
devo correr pela caixa das orragens c ferragens.
por isso que a providencia dada era aviso de 1
de dezembro do anno (indo foi somonte para
abastecer da agua os quarleis para consumo das
praras dos corpos.
Ao mesmo, para o fazer sciente thesou-
raria de fazenda, que, tanto o preco das races
de etape como de forragens, deve "ser regulado
como at agn, para os corpos da mesma pro-
vincia como para o das outras.
Ao mesmo.Rio do Janeiro.M:nislero
dos negocios da guerra, em 16 de fevereiro de
1860.
lllm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio n.
6,415 de 15 do corrente, em que V. Exc. me par-
ticipa a execuro dada ao aviso de l, pelo qual
se ordenou anda urna vez, o embarque de diver-
sos ofciaes que estavam presos ou recolhidos
ao hospital militar por terem ou faltado no em-
barque, ou allegada molestias depois de nomea-
dos para servico fora desta capital. Nesse oflicio
me informa V. Exc. de que pora execuro das
ordens ministeriaes se dirigir ao director do
hospital, c quealguns dos olliciaes al.i recolhi-
dos por escripto disseram estarem promptos a
partir, mas que os tenenles-coroneis Jos Joa-
quim do Couto e Joo da Costa Barros Mascare-
nhas. o o primeiro cirurgio Antonio Francisco
de Oliveira Scilbz expozeram os motivos que os
tnhibem de seguir para os destinos qu ; lliescs-
to mateados ; e conclue V. Exc. pedindo que
eu lhe declare qual o procedimenlo que deva ter
em tal conjunctura, entendendo que nem est na
sua airada mais do que aintimaro aos ofOciaes,
nem admissivel coagi-los por meio da forga
activa ao cumprimenlo de seus deveres, pois
que a punico de desobediencia commel-
ti Ja pela disciplina acro da justica criminal
militar.
Respondendo a quanto V. Exc. expe, crre-
me a obrigaro de fazer senlir-lhe que mal com-
prehendida foi a ordem desta secretaria de estado
datada de 10 do corrente mez. Essa ordem era a
simples reproducro de muitas outras anterio-
res, e de nenlinma se deprehende que a inleh-
fo do governo fosse a alta dos doentes ou a
soltura do preso. Alm do que explcitamente
se encotitra determinado nos avisos de 9 e 16 de
Janeiro, V. Exc. recebeu o aviso de 8 do presen-
te ainda sobre o mesmo assumplo. Esse aviso
foi provocado pelo officio em que V. Exc, para
responder ao director do hospital, solicitava de-
clarado de deverem ou nao os olliciaes recolhi-
dos ao mesmo hospital ter alta. A resposta dada
a V. Ex?, foi que altendendo-se s providen-
cias anteriores, fazia-sc ociosa qualquer corres-
pondencias niais.
l. possivcl quo liajn obscurid.-ido em toca pro-
videncias, mas cnto cumpria solicitar o esclare-
ciiuento, mormcnle quando nenhum daino re-
sullava ao servido de nma pequea demora na
execuro das ordens daqui partidas. A conducta
dos lenentes-coroneis Couto e Mascarenhas lo
injustificavcl que nao pode o governo deixar de
ser com clles severo.
O primeiro eslava empregado em servico ef-
feclivo, e nunca constou que fosse doente, ou
que suas enfermidades o impossibililassem de
satisfazer a seus deveres, inmediatamente po-
rcra que foi nomeado para fora da corle, ainda
mesmo para una commisso lo importante co-
mo soja o commando de armas de provincia
fronteira, comecou a dar-se por doente e inca-
paz de desempenhar as funcres para que eslava
indicado. O gove "
allegaccs, dcsti
qual o* de mem
do Para. Anda ella se nao presta a fazer sua
obrigaro. O tenente-coronel Couto pretende ser-
vir, ms onde, quando e como quizer. V. Exc.
seguramente comprehende que o governo nao
poda admittir semelhante precedente, que de-
regras disciplinares a uossa cousliluigo militar,
que, reflectindo sobre os termos do oQicio a que
me refiro, inrallivelmenle os reprovar, tomando
medidas apropriadas para extirpar pralica to
nociva e to anli-militar.
Dos guarde a V. Exc.Sebastido do Rejo Bar-
rosSr. bario de Suruliy.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 8 DE MARCO DE 1860.
Presidencia do Sr. baro de Camaragibe.
(Conclnso.)
O Sr. N. Portella, faz algumas consideracoes
corrtf a urgencia pedida pelo Sr. I)r. Brando.
O Sr. Gonc.alves Guimaraes sustenta o seu re-
querimeiito.
Posto a votos o requeriraento approvado cm
todas as suas partes.
lambeta lido e approvado o seguintc reque-
rimeulo.
Requeiro que por intermedio do Exm. presi-
dente da provincia se peratn as seguinles inforraa-
coes :
1. qual o numero de presos que obtveram al-
var ou ordem de soltura e se acham recolhidos
na casa de delenro desde a transferencia dos
mesmos presos da antiga cada at o ultimo de
fevereiro do corrente anno, quantos escrarus e
quantos livres. .
2." por quera feto o fornecimento das dia-
rias e roupas a ditos presos e modo do forneci-
mento.
3." Qual o forncecdor das diarias e roupas aos
doentes ua enfermara respectiva.
4." Quera o encarregado de receber os salarios
pagos aos presos que trabalham como serventes
as obras da dita casa.
5. Finalmente o numero de soldados de poli-
ca empregados na casa de detencao. e a que ser-
vico sao estas praras obrigadas.S. R.Martin
Per eir.
hdo e approvado sem discusso o seguinte
parecer :
A commisso de constituirlo e poderes, ten-
do em vista a participarlo do Sr. Dr. Jos Joa-
quim do Reg Ranos, que foi eleilo membro da
junta de qualificaco da freguezia do Cabo e <-
acha-se exercendo esse cargo, de parecer ia
confermidade do aviso de 5 de dezembro ,46,
continu elle no exercicio cm que j, do
cargo de membro tf* '- 4 -ja fre-
g.
Saia das commissoes, 8 de rco de 1860.
larras de Lacerda. Antonio Epaminondas de
Mello.
O Sr. Brando :Sr. presidente, oito das fa-
zem que esta asscuibla acha-se constituida, e
liavendo urna queslo addiada para ser discutida
e resolvida depois que ella eslivesse. olficialmen-
le installada, queslo essa por sua nalureza im-
portante porque se refere a verilicaco de pode-
res de mu de seus menislros, o vigario Francisco
Pedro da Silva, me parece que deve ser trazida
a discusso de preferencia a qualquer outra ; e
por isso requeiro urgencia, para que se discuta
hoje mesmo o parecer da commisso de constilui-
ges e poderes relativamente a essa materia, vis-
to como nao julgo regular que continuemos nos
trabalhos sem primeiramente verificar os poderes
de lodos os membros d'esta casa, que cousta das
acias terem sido eleilos. Peco por tanto a V. Exc.
que consulte a asscmbla a este respeito.
O Sr. Preeidenle :Eu nao tenho dado para
ordem do dia esse parecer, porque os membros
da commisso deconslituieo e poderes, nao teem
estado na casa. Accresce que um dos membros
dessa commisso disso algumas palavras contra
a eleico desse mcrabro e apreseutou al alguns
documentos impresaos; esse membro nao est 11a
ciJade e nao ha inconveniente algmn na demora,
porque o membro sobre que versa a duvida lam-
u nao ter V. Exc. posto em discusso o parecer
sobre a eleico dos Sr. vigario Francisco Pedro,
a outra razo mais, do quoa nao ter havido quera
reelamasse, e pedisse essa discusso.
Or Sr. Presidente :Nao senhor, foi porque
entend qne a asserabla devia ter os esclareci-
mentos para decidir a materia com conheetmen-
lode causa ; ora eu vi um Sr. deputado apresen-
tar um documento em que mostrava que esse in-
dividuo eslava pronunciado, estes documentos
creio que nao Acarara na casa, e assira como
que a assembla vai decidir a queslo sera esses
esclarccimenlos I
O Sr. Brando :Seria bem de cslranharque
ficasse a mcrc da vonladede umdepulado a e-
rificaco dos poderes de outro.
O Sr. Presidente:Mas esse outro nada sof-
fre cora a demora, entretauto que a assembla
prensa ser esclarecida.
Lm Sr. Deputado :Tanto mas quanto a as-
sembla nao quiz pedir informarais ao governo.
O Sr. Brando :Em lim.eu'requeri urgencia,
e V. Exc. ter a bondade de consultar a casa....
[Ha um aparte.)
O Sr. Brando:E permittinJo-me, que eu
continu a pensar, que nenhum membro d'esta
assembla teradireitode fazer demorar a seu ta-
lante a vcricaro dos poderes de qualquer ou-
tro.. ,
O Sr. JV. Portella :E aonde est o bom sen-
so da asserabla?
O Sr. Presidente'.Se o deputado elrito se
apresentasse, verificava-se a hypothese, mas ella
se nao d urna vez que elle nao est presente.
O Sr. Brando :...o quo nccessariamcnle a-
conleceria, se se admillisse a opno de V. Exc,
triante resultado e a
o disse.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Gregorio Magno p. dout. da igr.
1 Terca. S. Eufrazia r. m. ; S. Rodrigo ra.
14 Qoarta. S. Mathildes rainha ; S. Afrodizio m.
15 Quinta. S. Ilenriquc re ; S. Zacaras p.
16 Seta. Ss. Cyaco e Taviano mra.
17 Sabbado. S. Patricio ap. a Irlanda.
18 Domingo. S.Gabriel Archanjo ; S. Narrizn.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SIX.
Alagoas, o Sr. Caudio Falca Dias ; Ba\-j,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAWBTCO.
O preprietario do diaiuo Manoel Fismsiroa d#
Faria.na sua lirrariaprara da-Independencia ns.
6e8.
ora explico a casa poi que se eu fusaequm os tivesse oll'erecido, nao do-
| vidaria dizer damos- para a discussomas
o norc deputado argumenta duendo seo nao os conheoo. nao posso assererar assem-
roembro da commisso nao vier nuoca mais, nun- bla a sua n-uioridade e- assim nem cu nem ire-
ca mais se resolver a questo Tnas eu appello nhum dos nos nobres eputados pode titear para a consciencia mesmo do nobre deputado, e I faci dn pronuncia do Sr. Francisco- Pedro nem
cstou que concordar romigo, quedado esse fac- de sua absolvico, e por conseguinta muito me-
to, o sciente a asserabla que esse membro nao nos da legiliraidade de sua eleico
mais acertada
suspenro da
se aprsenla, tomar a resoluro
para evitar a continuarlo da
queslo.
Verificado que elle nao se aprsenla, enlo
quo a assembla por urna resoluco propria do
desejo que deve ter era decidir a qusto, pode-
ria prescindir das informaces c examo ou docu-
mentos qne esso illusire" membro pode apre-
sentar.
Creio, pois, Sr. presidente, que longo de ha-
ver urgencia, como V. Exc. muito bem ponde-
rou, a considerarlo do que o Sr. vigario nao est
presente, e consta mesmo por inforraacoes de
um dos eleitos do circulo, que elle nao vira esta
sesslo.
Um Sr. Deputado : Mas a questo involve o
direito dn supplicante.
O Sr. N. Vortella : Est engaado o nobre
deputado.
Eu creio, Sf. presidente, que o qne tenho dito
e o que ha poiwo disse o nobre depurado o Sr.
Brando, revella bem a necessidode de nao ser
volada esta urgencia.
O Sr. Brando: Quanto a raim revella o
contrario.
0 Sr. N- Portella : Eu ponso assim ; re-
vella ao contrario a necessidade da aprecioo
desse documento, sem clles nao set se assembla
pode apreciar a questo e muito menos resolv-
is. A questo de facto, o faci a pronuncia,
a pronuncia consta da provas offerecidas consi-
derarlo da casa, estas nao existem presente-
mente...
O Sr. E. de Mello: Logo a consecuencia
outra.
(Ha um outro aparte).
O Sr. N. Portella : Nao
e assim que proce-
j de urna corporaco comoesla, que tem porobri-
Lm Sr. Deputado: Enlo quer admillir o garao fazer cora que as suas Seeisdes seiam as
supplicante antes de verificar os poderes-do de- mais acertadas.
f,u'ad"? OSr. E. de Helio : E1 assira que procedem
U. Sr. i\, l ortella : E porque nao ? Acha o todos os juizes na ausencia de provas
nobsc deputado por ventura isso fora das condi- O Sr. N. Portella ; Sr. presidente se m-
coes de possibilidade? portante a questo noque respeita a'conferen-
Sr.E. de Mello:Achava mais decente. : cia do legitimidade de poderes de membro de
O
O Sr. N. Portella : A decencia est da parte urna assembla a um individuo, tambera 1
da assembla em nao verificaros poderes do de- ', menos importante o respeito que a miui e casa
e se quizesse esperar que comparecesse na casa pulado, senao com um maduro exame, era nao devo para nao decidir urna queslo to melindro-
lllllllll 'llliV illl.l 'iriMllii lln nuil n *!>> 1 l .I.n i.li- n .iiia~IT, a ____T_ ___________-_ A. a.. 1 I i.
o deputado que arguio de nulla a eleic
vigario Francisco Pedro, para poder ser
erno, tendo em consideraro suas | *iL'"' nao e"la presente e anda que a queslo se
lina-o para emprego sedentario,' ^cida agora nao lhe aproveita. Se elle estives-
bro do conselho administrativo! se presente, enlao podta-se dizer que elle solfic-
i'ia cora essa demora de um ou duus dias, mas
tal se nao d nao so achando elle presente. Por-
lanio creio que se me nao podar attribuir pro-
posito de protcllar esta questo, que eu desejo
seja decedida sabiamente como a asserabla cos-
mais destrua os melhores que na sua vida mi-1 lu'"a decidir, e de raaneira a tirmar-se ura pre-
liurapresentasse esse offical. ce.enle.parat0US' 1ue Pao saJa um Por um. e
tenente-coronel
O tenente-coronel Mascarenhas eslava bom
cm fins do anno de 1858, e tanto que a esse pos-
to foi elevado, de major que era, em a promo-
<;o de 2 de dezembro. Se, conforme as ordens
geraes, rile titease seguido para o seu regi-
ment, nao loria o exercilo de observar o triste
exemplo que lhe est dando esse olficial supe-
rior, e cmplice desse procedimenlo seria o go-
verno se o tolerasse. Promovido o lenenle-coro-
net Mascarenhas em dezembro, para logo come-
raro em Janeiro, so forarn aggravando ao par e
passo que se desvanecan) as probabilidades de
sua permanencia na crt gado incuravel em Janeiro do presente anno, isto
, um anno depois da epeca em que devem j
estar no seu corpo.
O primeiro cirurgio Scilbz, nomeado para ir
servir no Rio-Grande, icou na corte indevida-
menle, c apenas se lhe inlima a execuco deor-i
d.-ns antigs, requer sua demisso.
Deseo a estas particularidades para que V.
F.xc, como encarregado de fazer exocutar mi-
nhas ordens, mecoadjuve francamente, compre-
hendendo bem nao s a regularidad dcllas co-
rno a sua justica.
V. Exc. sabe" que a forra armada nao quem
ojuiza dos sacrificios quo se lhe impoe. A sua
vida toda de obrigacao, e logo inadmissivel a
disrusro da possibilidade dos actos dimanados
da "auloridade. Se se quizer tornar licitas essas
oulro poroulro.
O Sr. Brando, (continuando.) Bera longo es-
tou de attribuir a V. Exc. iulenco de protelar
esse negocio, c se requeiro urgencia, porque
eutendo que nao conveniente que a assembla
continu a funecionar sera pronunciar seujuizo
a respeito da eleiro de um deputado, que a qual-
quer momento pode chegar a casa, e que lera de
soll'ier, se nao adiar devtdamenle verificados os
poderes que lhe forarn conferidos : esle o sen-
tido do meu requeriraento.
V. Exc. porin acaba de dizer que dous moti-
vos actuaran, no seu espirito para nao sub-
uielter-se discusso o parecer que trata d'esta
materia, lano por nao se acharera na casa o
membros da commisso de constituirn e poderes:
como por nao estar presente o deputado que acal
raou de Ilegitima e nulla a clcic,o do vigario
Francisco Pedro...
U Sr. Presidente:0 qual membro da com-
misso de coustituico.
O Sr. Brando:Mas eu pens que essas ra-
zoes nao proceden), porque os dous membros, os
Srs. Ciulra e Epauuuondas, que deram o parecer,
cuja discusso acabo de requerer, esto, e sera-
pre esliveram presentes....
Un Sr. Deputado :Essa commisso nao func-
ciona mais.
OSr. Brando :.... sendo que por isso po-
dem, e devera sustentar o mesmo parecer. E
quanto ao deputado que o impugnou, se forraos
reflexes, essas recusas s ordens do governo, a esperar por elle, creio que nao obraremos com
justica, porque me parece, que nao devem estar
dependentes da presenca e vontade de ura mem-
bro d'esta casa o exame, e approvaeo da eleico
de qualquer deputado.
O Sr. Presidente certo isto, so com a de-
mora soffresse esse individuo eieito, mas eu vejo
que elle nao soifre.
O Sr. Brando:A ausencia do eleilo nao
justifica a demora na verilicaco dos seus poderes:
nao autorisa essa demora ; uao inllue mesmo na
questo.
O Sr. Presidente:lnfiue muilo porque a de-
por especiosos que sejam os pretextos, defac-
to se derogam os regulamentos, e a anarchia
militar ser o estado constitutivo do exer-
cilo.
V. Exc. conhere perfcitamcnle os mcios de
que dispe para chamar refractarios obedien-
cia. Esses meios sao mandar que os officiaesdes-
tir.ados para fora da corle, e que volunlariamen-
I] nao embarraron! sejam conduzidos a bordo
por oulros ofilciaes de igual graduacao, e, quan-
do elles se nrguem a embarcar, faze-103 recolher
presos a urna das fortalezas c instaurar-lhes pro-
esso por crirac de desobediencia. Aqui cabe di- mora nao traz perda de direilos alguns.
tevaV Exc. que eu nao poria duvida era man-, O Sr. Brando-.Dado o fado da eleico de
dar em pregar a forca activa para fazer embarcar qualquer deputado, e existiudo ua casa a respec-
.-niliiares que tanlo se esquecem de si proprios. Uva. authenuca, dever d asserabla verificar
que esto dando a seus subordinados cxemplos
cujos precedentes difcilmente se encontrara ;
mas assira nao procederci porque injuraria os
tribunaea militares deixando apparecer a suspei-
ta de que olios poderiam concorrer para a im-
punidade de (actos que esto no domiuiodo pu-
l I ico.
Antes do finalisar farcia V. Exc. uraa obser-
vaco.
s termos em que o deputado do V. Exc. se di-
rigi ao director do hospital em officio de 13 do
corrente nao teem cabimento no servico do exer-
cilo A idea de exigir que officiaes do exercilo
-derlarem por escripto se esto ou nao resolvi-
dos a cumplir com o que llies foi determinado
to extraordinaria que nao acreditara eu na sua
-exittencia se nao a rase em documento authen-
tco. Essa dcclaracao escripia d mais vigor ao
juramento prestado de afcediencia, de execuco
s leis ? A recusa da declaraco exime o official
do cumprimenlo de uin dever? Exime o da ac-
co da justica quando a desobediencia se traduza
por fados?
V. Ec. tem tanta penelraro, conhece lano as
k v
se essa eleiro foi, ou nao lcgalmente eila, sem
ser misler esperar, que o eleilo comparera. As-
sim procedeu a assembla para cora o Sr. Theo-
doro Silva, qno nao eslava presente, e quo no
entretanto loi reconhecido deputado.
O Sr. Presidente :Porque nao baria duvida
alguma,
O Sr. Brando :Bem Mas porque o depu-
tado que alfereceu duvida contra a eleico do Sr.
vigario Francisco Pedro, nao tem viudo a casa,
dev-eremos nos esperar, que elle queira compare-
cer, para tratarmos d'essa materia? Pode islo
dispensar-nos da obrigaro que temos de verifi-
ca.! proraptaraente os poderes dos eleitos?...
O Sr. Presidente :Nao tira a obrigaro, mas
para a assembla poder decidir com conhecimen-
lo de causa, bom que ten lia em seu poder lo-
dos os esclarecimeutos, e urna vez que a demora
nao traz prejuizo de direilos, nao se d inconve-
niente algum: nao urna demora do tres ou
quatro dias que vai influir sobre a entrada ou nao
entrada desse memUro: eis a razio porque te-
nho demorado a nprecia?o do parecer.
0 Sr. Brando !}& disse, quo nao allribuo
eicao do Sr.
ser ella dis-
cutida e approvada.
OSr. P. de Campos:Ainda pouco dlsse-
me urna pessoa que elle viria amanht e o nobre
deputado que esl a meu lado diz que ji o espe-
rava hoje.
O Sr. P. de Brito .Por isso bom que so de-
cida j.
Um Sr. Deputado .'Antes que elle chegue ?
O Sr. P. de Brito :=E' verdado.
(Cruzara-se oulros apartas.)
O Sr. Brando .*Submelto-me a deciso da
asserabla, qne cm sua sabodoria hade compre-
hender a impoitancia da materia.
Vai mesa o apoia-so o seguinte requsri-
mento :
Requeiro urgencia para ser discutido hojo o
parecer da commisso deconslituiro e poderes,
a respeito de eleiro do vigario Francisco Pedro
da Silva, pelo circulo de Boa-Vista.S. R.
Brando.
O Sr. Pi'ascimenlo Portella :Sr. presidente,
pronunro-me contra o requeriraento d'urgencia
olferecido pelo nobre deputado o Sr. Brando e
fundo-me mesmo para isso no que disse o nobre
deputado. Todos nos sabemos, que as sesses
preparatorias foi apresentado o parecer a com-
misso respectiva declarando deputado o Sr.
Francisco Pedro da Silva e que depois houve um
membro da commisso, que tendo assignadocom
restricro esse parecer, ofiercecu consideraro
da casa documentos quo elle julgava valiosos
para nao aceitar o parecer de maioria da commis-
so, para invocar mesmo a attenco da casa e
pedir-lhe que nao fosse reconhecido como depu-
tado aquelle que segundo o parecer dos dous il-
lustrcs membros era legtimamente deputado ;
vimos ainda que a assembla julgou ISo podero-
sas as razos oiTerecidas por esse membro da
commisso, lo procedentes os fundamentos, ou
antes os documentos por elle offerecidos, (nao
apoiados) que julgou conveniente adiar a ques-
lo e foi o nobre deputado mesmo que me den o
nao apoiado quem foi o autor do requerimenlo
de adiamento. reauerimento, que nao import
em nada menos do que demonstrar a necessidade
de reAeclir sobre a queslo, de estudar, do exa-
minar mesmo os documentos offerecidos enlo.
(Ha um aparte). Tanto que nao poda deixar de
trazer como consequencia o exame de nossa par-
le para cntrarmos na questo, na apreciaro de
todas as circumstancias quo se tinhara dado, dos
fundamentos que exsliam de parte desse nobre
deputado para oppor-se ao reconhecraento da
eleico do Sr. Francisco Pedro da Silva.
Sendo assira Sr. presidenta, me parece, que
nao estando presente esse mcrabro da commisso
de enlo, que offerecera esses documentos im-
portantes que motivaram a deliberaco da casa,
o adiamento, parece-mo que nao prudente que
a casa decida j essa questo, que ella considera
to imporlante.
Nao compartilho cora a opinio do honrado
membro quando poucodisse, que a assembla se
raanifesta como que satisfeila das inforraacoes
quo j tinha, ou antes de julgar dispensado de
mais informar oes, por isso qne regeita o requeri-
menlo cm qusesollicitavam csclareciracntos do
governo.
Pergunlo eu ao nobre depulado o que foi que
levou a assembla a julgar-se com bastante fun-
damento para adiar a questo e nao votar pelas
inforraacoes pedidas?
OSr. Epaminondas de Helio : Nao o posso
saber.
O Sr bastimento Portella :Seria o juizo j
formado que tivesse sobre a questo indepen-
denle dos documentos, ou teriamos documentas,
que por sua nalureza tivessem influido tanto no
animo dos nobres deputados que os convences-
sem da desnecessidade de novos documentas para
chegar a formar um juizo? E nestes diversos
modos de entender o ponsamento da assembla,
como o nobre deputado pode concluir que o adia-
mento foi movido pela primeira e nao pela se-
gunda das hypotheses por mira figuradas? Sendo
assim, rae parece que o nobre deputado nao po-
da dizer, que o adiamento foi o resultado da
conviccao da legitimidade dos poderes conferidos
a esso individuo, o nao da conviccao-das provas
fornecidas por esse membro da commisso.
A nao querer a assembla abandonar o syste-
ma de prudencia, de refiexo com que costuma
julgar as questes quo lhe sao afleclas. nao pode
tomar j urna resoluro de repente sobre aquel-
les de que se trata.
E depois pergunto eu, Sr. presidente, como
que haviamos de considerar urgente aquilloque
por sua propria nalureza nao tara nada de ur-
gente?
O Sr. Brando : E' o contrario disso. !Ap-
poiados.)
O Sr. Nassimenco Portella; Se urna mate-
ria importante corno o nobre depulado reoonhe-
ceu, se o nobre deputado o primeiro o confes-
sar e j o disse na sesso passada, que nao se
pode dispensar urna discusso clara e precisa,
que traga cm resultado o estabelecor-sc um pre-
cedente seguro, como quer que assim de repen-
te, sera exame se tome urna deliberaro?
(Ha um aparte.)
O Sr. Nasciwenlo ortella: Se o nobre de-
putado entende que a queslo est liquida, no
ponsamento de oulros amitos membros, ella nao
tem nada de liquida, muilos enlendem, queilli-
giiima e legal a eleico desse membro, que sao
fundados os argumentos dos documentas aqui
apresentados pelo membro da commisso, e se
esse membro aqui nao est para ofierecer esses
documentos, como poderraos entrar j era dis-
cusso?
0 Sr. Marltns Pereira: Ningucra nega o
fado da pronuncia.
(Cruzam-so oulres apartes.)
O Sr. Nascimenlo Portella : Quando o no-
bro deputado fazia essa abserrago eu disse que
acbciu senso da assembla .eslava evitar serac-
longos
O Sr. E. de Millo : E' questo de
annos se o pronunciado pude ser eleilo.
O Sr. N. Portella: Logo nao questo li-
quida como o nobre deputado disse. Se ques-
'o dn longos annos, razo de mais para ser bem
decidir a questo, seno presentes todos os do-; sa assim sem exarao e o resucito que anos de-
os- vemos, nosimpe a obrigaro de sermos mode-
rados em qualquer deliberaro que tomarmos e
nao decidirmos a queslo com o necessario exa-
me, exame que s pode resultar dos documen-
tos, exame que sera elles nao podo ter lugar por-
que nao lera base.
O Sr. E. de Mello : Nos obriga tambera a
nao tormos decidido lias decises.
O Sr. N. Portella : Exactamente, obriga-
nos a nao termos deciso as deliberarnos e
justamente para qne isso nao appareca. que
preciso que cada um vota com conhecraento de
causa, vote pelo exame que i/.er da queslo e
nao por informaroes especiaos e particulares,
porque nao sero as informaroes dadas particu-
larmente que nos devera decidir, e sim docu-
mentos de autoridades competentes.
Por todas estas consideracoes, Sr. presidente,
eu reconheco cada vez mais urna necessidade
de urgencia", vejo que grave a questo, c se
grave, creio que e>t na dignidade desta casa es-
tuda-Ia o resolve-la.saoiainente, ccora isto tenho
discutida e melhor resolvida.
Tera-sedito, verdade, o Sr. padre Francisco
Pedro est pronunciado, mas que da prova
disso? Como examinar urna queslo secundaria
sem resolvermos primeiro sobre a existencia do
fado ? Se nos nao temos essa prova do facto, se
a nao podemos offerecer casa, como entrar na
queslo ?
Um Sr. Deputado : Asdillares tecra praso,
o nobre deputado sabe disso.
O Sr. iV. Portella : Mas nos pareceres de
commisso, ellas sao peremptorias.
Um Sr. Deputado : A culpa recabe sobre
quem tinha de obrigaro apresentar a prova.
O Sr. y. Portella : Para que meus senhores
querer lanrar sobre esse memoro da commisso
que mostrou-sp dominar de to bons desejos de j dito,esperando que a u33emblea'resolva como me-
que a deciso da assembla fosse a mais acertada llior entender.
essa insinuarn?
Um Sr. Deputado : Que duvida, que a res-
ponsabilidade corre por conla delta?
O Sr. JV. Portella :O facto nao delta, c eu
appello mesmo para o nobre deputado que foi o
autor doricquerimento de adiamento ; o nobre
dopuladotono fixou o prazo do adiamento, pelo
que nao ser pode inculpar aquelle que apresentou
as provas contra a legitimidade da eleico. polo
facto de nao haver comparecido na occasio em
que segundo entende o nobre deputado devia ler
tido lugar a discusso.
Se o nobre deputado ao menos tivesse preci-
s ido o lempo em quo o deputado aecusador, co-
mo o nobre depulado o chama, tinha obrigaco
de augraenlar com os povos por elle aprsenla-
dos, enlo poderia com razo assim dizer, mas
quando o seu adiamento indefinido, quando na >
precisou o lempo da discusso, mu parece, que
nao se podo censurar a esse membro nao vir
apresentar casa documentos quejulga valiosos
contra a legitimidade da eleiro.
Mas, senhores, nao se trata da falta de cora-
pareciraenlo do deputado aecusador, a deficien-
cia que elle deve asscmbla, trala-se do res-
peito que a assembla deve a si mesma, trata-se
de inleresses muito iraporlanlcs o a que a as-
sembla deve prestar toda a allenco; perante
cll. foram apresentados documentos que demons-
trara o acto da pronuncia de um individuo eleilo
membro delta, o a opinio de um membro da
commisso de poderes contra a eleico desse ci-
dado...
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. N. Portella : Do quo V. Exc. tem ou- Deran lrh. nP"ri
v=do, do que eu mesmo tenho ouvido, declaro u!"s JuaeSuer Se cites
que cstou em completa duvida : ora se diz o ? rS" ^IiT,
vigario esta pronunciadoora se dizelle nun-
ca ;oi pronunciado ; ora se diz egabura pro-
nunciado elle deputado, a queslo cliquida__
ora se diza qncsio muito antiga, de lon-
gos annosora so diza questa muito impor-
tante, merece esludoora devo ser logo resolvi-
da.Todo islo o que revella? Revela que cada
um de nos nao tem feilo estudo especial.
O Sr. E. de Mello -.Revela quo era todas as
questes ha diversidade de optnies e nada
mais.
O Sr. A'. Portella : Quando as opinies de
Encerrada a discusso o posla a votos a urgen-
cia approvada.
O Sr. Carneiro da Cunha, faz algumas obser-
varoes a ordem a mostrar, que se acha cm extre-
mo embararado para manifestar o seu vol na
materia, porque se por um lado nao desoja por
forma alguma prejudicar aos direitos do deputado
sobre que versa a queslo, porque at se confessa
seu amigo, por outro lado vassilla, a vista do do-
i cumenlo que se apresentou na casa e que acoiraa
de illegal a eleico desse individuo.
O Sr. Epaminondas de Mello:Sr. presidenta,
ha pensamentos e convicroes que por mais que
se occullem na apparencia", sempre transluzera
de modo claro e evidente.
Um Sr. Deputado :E' pura verdade.
O Sr. Epaminondas de Mello : ... ha pensa-
mentos, ha convicccs, que trancadas o mais her-
methicamente possivel, ho de por forca mani-
festar-se aos olhos mais perspicazes.
Nao ha duvida, Sr. presidente, sobre a ques-
to que est em discusso ; nao ha duvida algu-
ma a respeito do facto, nem a respeito dos prin-
cipios de direito ; o que ha somenle, Sr. presi-
denta, a divergencia de opinies, de convieges
e nada mais; porm as razes, motivos plaiisi-
veis para que se diga que a questo nao urgen-
te, razes e motivos plausiveis para que se diga
que a assembla nao pode tomar conhccimcnlo
dessa questo, nao existem. O negocio simples,
de ura lado se afiirma o facto, de outro lado ne-
ga-se; de um lado se diz que a lei por este
facto, do outro, que, a lei contraria a elle ; mas
como scapresentara as questes perante os juizes,
ntc os corpos delibera-
soja m, seno por esta
forma"? Como se decido a respeito de qualquer
facto, de qualquer oceurrencia seno deste modo?
Como apreciar seno desta maneira se rasoavel
o parecer da commisso de cotilas e poderes ?
Porventura a commisso nao tem consciencia de
seus deveres, nao sabe respeitar-se a si, c a dig-
nidade desta casa, para dar um parecer que nao
fosse em forma e de accordo com o regiment ?
Nao, ninguem dir o contrario, ninguem desco-
nhecer que a commisso de contas cumprie os
seus deveres ; porque a commisso redigio o pa-
recer como entndeu, redigio-o com a mais pro-
funda conviccao de que do seu lado esl ajoslica
\fc
diAerenlcs membros todos llnslrados difierem. e o direito, sem preterico do formula alguma ;
tanto, de razo que se cnlre no exame serio e
reflctalo da questo.
O Sr. Gitirana:Cada um do nos tem sua
conviccao j formada.
0 Sr. N. Porlella:Eu declaro que nao te-
nho : eu desejo ter urna opinio formada e o
que me raovo aoppr-ma ao requerimenlo de ur-
gencia do nobre deputado, e assim espero qne a
assembla d lugar a que esse membro da com-
misso ofiereca de novo a consideraro da casa
os documentos que leve para declarar que o Sr.
vigario nao eslava legtimamente eleilo, e nos
ento apreciar-mos e aquilalar-mos esses docu-
mentos.
Eu nao estara tange de suppr, que alguns
desses documentos nao sejam valiosos, mas cu,
o nobre deputado, quaesquer de nos pode dizer
sem examina-los que foi efectivamente proces-
sado o Sr. vigario Francisco Pedro ? Eu creio que
nao. Mas poder-seha sem exame concluir que
nao houve pronuncia? Tambera rae parece que
nao, e toda vez que apparece urna aecusaco Ar-
mada em documentos que produziram, feto
tanto quo se deu o adiamento, nao se pode deixar
de concluir, que alguma cousa ha de importante
n'cssa queslo, que queslo de fado, c o facto
s pode ser apreciado avista dos povos que o de-
terminara e em consequencia disto que a as-
sembla nao pode tomar urna deliberaco qual-
quer, sem que de novo sejam esses documentas
prsenles para seren examinados por lodos os
membros ; talvez mesmo que eu acompanhe os
nobles deputados, mas o que desejo primeiro e
espero mesmo que a assembla nao decida sem
ter iresente esses documentos.
(Ha um aparte.)
O Sr. N. Portella :Se julga que a casa nao
deu importancia aos documentos, enlao talve* o
adiamento fosse resultado da procedencia das ra-
zes offerecidas por esse honrado membro.
Um Sr. Deputado ;Esses documentos foram
lidos na casa.
0 Sr. N. Porlella :Mas nao existem na casa.
L'm Sr. Deputado :Nao foram transcriptos ?
O Sr. N. Portella: Nao foram transcriptos
OSr. Brando:Todo o mundo sabe oque
elles contecm, eu recordo-mc palavra por pala-
vra d'elles.
0 Sr. N. Porlella O nobre deputado mais
feliz do que eu...
(Ha um aparte).
0 Sr. S. Portella : Mas nao sei o que elle
contera, porque se sobesse, se eu podesse asse-
rerar asscmbla que elles eram verdadeiros,
se este parecer nao pode merecer a acquiescencia
dos nobres deputados que o impugnara, ahi esl
franca a discusso, elles que se ergam com sua
voz poderosa e eloquente, elles que selevanlem.
enunciando os principios de justica que dizem
assislir-lhes, elles que Iralem de corabater a com-
misso as suas convicccs, argumentos e razes,
que ella submissa se cnfessar vencida c respei-
tar o julgado honesto, jurdico c justo da cma-
ra. Mas, prolelaces e adamentos, rae parece
que c o que nao convra.
Sr. presidente, commisso de contas o pode-
; res foi prsenle o diploma do Rvm. vigario Fran-
cisco Pedro da Silva ; a acta dosla eleico e o
respectivo diploma sao to puros, lo legaes como
a acta c os diplomas de cada um de vos ; nenhu-
ma mancha, nenhuma nodoa na eleico do Sr.
vigario Francisco Pedro dimana nesses papis:
e em vista dos documentos authenlicos que fo-
ram remedidos a casa, a commisso nao poda
prescindir de dar o seu parecer, deu-o, e deu-o
com a mesma imparcialidad?, com a mesraa ge-
nerosidade, cora a mesraa poltica, com a mesma
juslira e boa f com que deu a respeito do qual-
quer oulro diploma dos Srs. deputados. Um
membro se ergueu e disse:nao, eu voto con-
tra, porque nesla eleigo so deu um facto que
traz como consequencia a nullidade dessa eleiro
a commisso rcspondeu-lheaonde a prva
desse fado? esse membro disse: ei-la c
apresentou um atlestado do juiz do direito da co-
marca. Mas pergunto, senhores, podia aceitar-
se esse documento? A commisso vio, que nao
era rasoavel que o attletlado gracioso de urna au-
loridade podesse destruir o documento vigoroso
e legal de urna acta, de um diploma. (Apoiados)
A commisso deu o seu parecer, embora com a
rc.-tricco do honrado membro; mas elle nao
disse que tinha outro documento alm daquelle.
Esse honrado deputado nao disse que tinha cer-
teza do fado que denunclava ua casa, que quera
um adiamento para em occasio opportuna, nu
posterior apresentar novas provas do facto do
qual deduzia a nullidade da eleico ; e pois. se-
nhores,aonde estara a razo para se addiar a dis-
cusso do parecer e a sua deciso? aonde?
Porventura a commisso tinha apoio na lei,
para por era duvida a eleico em vrtude desse
documento que foi trazido a sua considcraco ?
Nao.
Eis o que ha sobre a questo do facto c mais
nada Pergunto eu : de um lado ha os documen-
tos oUiciaes, os diplomas, as actas, que nao tra-
tara desse fado ; de outro lado ha um docuoienlo
fornecido pelo juiz de direito, um atlestado ; di-
gani-me, nesle caso-, nao pode a .wscmbla dar a
sua deciso ? Quera prestar mais f ao documen-
to gracioso, ao atteslado, decidir por elle a .
queslo, prestar o seu voto declarando que esl
provada a pronuncia do Sr. vigario Francisco i-
dro ; mas quem nao prestar a mesma f e nao
lhe der o vigor que elle nao tem, votar pelo que -
dizem as acias o diplomas.
Agora estabelecida a questo de f.-clo nesle
ponto, vejamos o que ha sobre a quesro de di-
reito.
A queslo de direito poltico se o pronun-
ciado ao lempo da eleico podo tomar assento,
ser membro ^-xpresso da constituidlo) da cama'-
ra para que foi eleilo. (Ha diversos apartes)
OSr. Epaminondas de Mello:Para aqnelles
que admitiera que o atlestado do juiz de direito
uraa prova valiossima do facto da pronuncia.
bem : mas pergunto en, se a pronuncia basta .
para invalidar os direilos do Sr. vigario Francisco
Pedro de ser eleilo, se este fado somenle suffi-
cienle para que esta assembla resol va no senti-
do de annullar a eleico do referido vigario .'
Sr. presidente, eu nao me demorarei em expor
as raxoea que me obrigam a ler urna conviccao
contraria a opinio da<|ucllc3 que enlendem que
dado o facto de urna pronuncia", neces&srameutu
esta nulla a eleico do cidado que u soffreu ; eu
nao me demorarei em desenvolver a rainha opi-
nio, era estabeleccr os fundamento da rainha
conviccao, porque at hoje a commisso ainda
nao foi impugnada nesta parte, nem a elta com-
pele estabelecer a defeza sem que se lenha apre-
sentado a aecusaco ; mas a casa mo permillir. .
que eu respeilaudn a lei como quer o nobre de- -
untado, que eu prestando o niaior culto a sua
restrilla execuro, e dignidade desta assembla,
Aerees antes do ludo considoraro delta os
suas resoltadas passadas. Assim creio que nao
posso dar urna prova de maior respeito. do que
seguindo submissamenlo as soas-deliberaces.
Na sesso de 13 de margo de 1851 fo'i lido o
seguinle parecer (l)
OSr. ;V. Portella :E' muilo differente
O Sr. Epaminondas de Millo : E' dillcronle o
artigo da constiluico hoje? Eu creio que a cons-
tiluico a mesma" que a d'enlo. (Risadas .
O Sr. Joaquim Portella :Nem elle disse que
era difireme o artigo da constituirn, para pro-
vocar o riso.
O Sr. Epaminondas de Melib :Nem cu me
cstou rindo. (Leudo ainda]...
Est assignado este parecer pelo Sr. Dr. Fran-
cisco Joo e pelo Sr. Francisco de Paula Garal-
canli de Albuqucrque.
Eis, Sr. presidente, o caso resolvido, me pare-
ce, pelo modo porque elle o pode ser, isto ,re-
solvido segundo as disposieses constitucionacs,
dentro da esphera poltica e propria do poder lo-
gjslativo, sem attenco alguma as disposices ju-
diearias, ou que o poder esecutiro tinha lomado
no circulo de suas aliribuires.
A respeito da pronuncia de um membro eleilo
eu creio que apenas duas hypotheses se podein
dar ; isto ou o caso da pronuncia anterior a
eleico, ou o caso da pronuncia posterior a elei-
go.
O Sr. N. Portella :Eo que leu o que ?
O Sr. E. de Mello :Nem cu sei o que li...
O Sr. N. Portella :Assim parece.
0 Sr. E. de Mello :Vejamos pois, Sr. presi-
dente, qual a melhor maneira, mais jurdica
ou a mais poltica de resolver eslas hypotheses.
Querem os nobres deputados, ou parecer-me-
que querem, porque ainda nao ouvi a sua opinio,
que cm todo caso o simples facto da pronuncia
traga inmediatamente a nullidade da eleiro ;
eu quero que em todo caso em que se der a pro-
nuncia.quer anterior quer posteriormente a elei-
co, seja a camaraara, seja a assscmbla a nica,
competente, a nica soberana em resolver a.
queslo.
O Sr. JV. Portella :Isto el claro.
0 Sr. E. de Mello .-Bravo estimo muito.
A respeito da pronuncia que proferida poste-
riormente a eleico, eu creio que nao ha duvida
alguma. O caso de pronuncia posterior a eleiro
em qne o cidado ja se diz deputado, nao liaven-
do no acto addiclonal, nem na constiluico dis-
posiro algura3 a respeito da enlidade chamada
membro da assembla provincial,necessaria-
menle a queslo se deve resolver pela disposico
relativa ao depulado geral e ao senador. O ca-
so de urna pronuncia posterior a eleico osla ex>
pressamenle resolvido na contituicoque diz o-
seguinle no art. 28 (l).
Se algum senador, ou deputado fik pronun-
ciado, o juiz, suspendendo todo o ulterior proce-
dimenlo, dar conta a respectiva camatra, a qual
decidir se o processo deve continuar, e o mem
bro ser ou nao suspenso no exercicio de sua
funcres. ,
Ja veem por lano os nobres deputados que Dar.
obstante haverem disposices expressas na le di.
3 de dezembro, e no Cdigo do Processo, quo
raandam iramedialamenle suspender as funcedes
de que o individuo esl em exercioio quando so
d a pronuncia, todava quando esle individuo
tem a eleico era seu favor, quando depulado
ou senador, nao se suspende esse exercicio seno
depois de resoluco do respectiva assembla ;
veem portanto os nobres deputados que o pro-
cesso da commisso de 1851, que acabei de ler.
fundado e muito fundado em querer a distinc- .
gao e independencia do poder judiciario da do-
poder legislativo; resolvendo aquelle. a casos-
occorrentes pelas suas tais proprias o peculiares,
e a assembla, resolvendo a hypothese do depu-
lado pronunciado, pelas disposices consltucio-
naes nicamente. Nos nao temos nada que en-
tender com as disposices do Cdigo do Processo,
nem da lei do 3 de dezembro a respeito de pro-
nuncia que recahe em individuo eleilo, princi-
palmente se essa pronuncia posterior a eleico ;
o caso esl resolvido na constiluiro, que diz,
que embora hajam tais que raaadem suspender os.
direitos polticos [l perante os tribunaes jud-
ciarios), todava e nao se suspender seno de-
pois que a assembla tesolver que assim sej. Eu.
supponho quo ninguem contesta estadoulrina; por
que a ahi eslo as disposices expressas, os prece-
dentes, casos que mais de' uraa ri tem sido sub
meltldosa assembla, em que muitos deputados
pronunciados teem continuado a exercer o seu
lugar, em que as commissoes tem dito que nao
eslo suspensos os direitos poltico que a assem-
bla lera votado que esses deputados tornera as-
sento.
Esta disposico conslilucional me parece t
sa, que vai de harmona com a disposico de
um outra o art. que diz (10).
A constiluiro nao quer que perca a sua elcL->
cito, o individuo puro, honesto, probo, a quema-
intriga, os odios polticos, as violencias do pod.er
e muitas outras circumslancias lenham de propo-
sito arredado da lula e da concurrencia poltica ;
nao islo o que a constituido quer, nem o que
a moralidade c a razio humana poderiam querer;
o que a constiluico quer e os principios de ra-
zo exigem, que nao tome assento o hornera
criminoso. Por tanlo depois de verificada a sua
moralidade, vendo que elle nao criminoso em-
bora um poder ou faccao, queiro arteiramonto
arreda-lo da concurrencia, a assembla esl no
seu direilo em dizernao, disprese-se tudo islo
e dO-se entrada ao cidado que tem direilo, pelos
votos legtimos que obteve, de representar o seu
paiz. Eis pois a hypothese sabiaraeute resolvida
pula constituirn, e me pareco que ninguem lla-
vera que contrari esta doutrina.
Vamos agora ao caso da pronuncia anterior a
eleico.
0 Sr. N. Porlella :Ahi que est.
0 Sr. E de Mello :Qual a disposico que-
na, de regular ? Se para a primeira. hypolhese.
MUTILADO


(2)
DI ARTO PE VERTUMBPCO. -SECUNDA FEHU 12 DE MABCO OT 1*60.
temos esiabelecido a independencia us duus pu-
dores, o legislativo e o judiciario, se para a pri-
oieira hypolhcse as conveniencias publicas exi-
gen) que a assembia seja quem julgue da mo-
ralidade do individuo, dt'strua a pronuncia e llie
d assento ; que r.no hapwa que na outra hy-
polhesc de pronuncia anterior a fclcico, nao se-
ja o mesmo poder o nico eonipeleniVtara julgar?
O Sr. I. de Miranda :Sao, porque a lei e re-
sulvcra ; nao concedido esse direito aos qoeec
achara pronunciados.
O Sr. E. eMtllo :Eu descjo que se me mos-
Ire uro artigo da constiluicao que trate de pro-
nuncia de deputado antes de eleico, e onde se
a che a quesio resolvidn por oulro modo.
Mas, dizia cu qu indo fui nicrrotnpido, que se
na primeira hypothese a questo se resolva com
a independencia dosdous poderes, nc-uhunta ra-'
zo havia para que, na hypothese de pronuncia
anterior eleico recorressemoa a inlervenco
to poder judiciario, e leis que Ihe sao pmprias".
O Sr. Porlelta :Sao casos multo dislinclos
e determinados por militas difTerentcs razoes.
O Sr. E. de Utllo :Nao duvido, que o nobre
diputado assim pense : mas eu emendo o contra-
rio ; emendo que a pronuncia anterior S eleico
piautoa trazerou nao a peda dos direitos polti-
cos, deve tambem ser rtsolvida uuicamente pelo
poder legislativo.
Nao havendo na constiluicao, pois, disposicao
expressa para este segundo caso, como no pri-
meiro, eu sigo a opiniao de abracar as razes que
juslilicam a disposicao da consluico para re-
solver o primeiro caso, atim de que por taes ra-
zes possa resolver a segunda questo ; eu en-
tend que ainda raesino anteriormente eleico,
0 individuo pronunciado s pelo faci de o ser,
ne devn perder sus eleico deve este tacto ser
apreciado nicamente pela assembia que tem de
verificar seas poderes, que podar assim como
iiuoutro caso, conhecer de sua moralidade, sa-
ber se com efeito a pronuncia recahio n'um hu-
me rn verdadeiro criminoso, nu n'um homem in-
nocente a quem os odios, polticos, o poder c a
vinganca de irimrgos singulares, ou faeces, -
Kerem arredar da concurrencia legitima da elei-
co. Porque razoschado ler essa consideradlo
pelas razos polticas nesse caso, e nao no oulro'.'
I'ois a perseguirn contra u cidadao nao se pode
dar antes dalle eleito, da mesara maneira que se
pode dar depois de 0 ser ? A vinganca estaque
-io direitos polticos nao so poden manifestar com
multa antecedencia, ho de sempre opparecer
depois da eleico !
Nao se ve (pie o senhor est em melhorcs
circumslances do que o" segundo '.' Porqne o
cidadao j ilepiitadi), tem niais prestigio, lem f
inais meios dse defender do que aquello que
pierem anclar do campo legitimo de urna elei-;
c5o, c por si nao tem ainda a volacao ? Que
motivos pois ha para si? sujeilar nm systema d-j
versg do ouirn; um repellido logo peas dispo-
9 do cdigo, sem "recurso mais a'gum, corn
a sua eleic i milla e perdida, e o oulro comtudo
a favor, com todas as garantas, dando-se-lho at
assenlo na cmara ? Qual a razo poltica de i
dilferenca que ha para os dous casos ?
0 Sr. N Portilla : Muila.
O Sr. E. de Mello : Yuihuma, porque em
todo o caso o que sequer sao garantas pan o]
homem moralisado, era iodo o caso o que sel
per que o poder poltico recouhcea 011 nao a
moralidade do pronunciado, que elle seja o un- !
ro que resolva se houve, na concurrencia ineiosl
illegiiimos, se apparecerain violencias ou odios1
eos, e oulras causas injustas que arrcdasscm
o pretndanle, l-'is a razo porque eu eutendo
que se deve resolver a hypothese de depotado
pronunciado antes da eleico, s pula consti-
luicao.
Mas, Sr. presidente, admilliJa a independencia
dos dous poderes, eu vejo que anda mesmo
piando alguma disposicao se podesse invocar,
para o caso lo pronuncia anterior a eleico, a
isicao que est consignada no parecer da
commisso que cu acabei de lar, e que disse,
i "...uniendo a um aparte, que anda eslava era
vigor, que nao linhasilo iwogada. O parecer
referia-sc ao til i" da constiluicao, art. 8" 2'
que diz :
Suspende-so o exercicio dos direitos poli-
t: :os :
S i." Por scnlencn conderauatora priso ou ;
degredo, em quanto duraren) os seus elfeitos.
Ora, m'h'.cih; < cotidemnaloria nao a senteu-
ea de pronuncia ; se pois uuaudo o caso deve ser
julgado pela assemhla, s ha supensa de di-
reilo havendo sentenca condemdatoria, eu en-
tendo que s ncsle caso de sentenca condemna-
tora, podero osmeus apversarioa reclamar com
alguma razao contra a realdade da eleico de
um individuo qualqucr, fundando-se na suspen-
Bao do eierccio. Nao sei como podero os no
brea deputados explicar a disposicao desto ar-
tigo.
Sr. presidente, nu costumo ser muito Tranco e
creio que os homens i me. conbecem ; quando
ten lio una opiinao, .nuda mesmo que toda a ca-
sase pronuncie contra olla, ou a emilto ou a
sustento, eu nao me importo com o resultado.
lao lenho o menor interesae em que se p-
proveou reprovea eleico do Sr. Francisco Pe-
dro, nao lenho relacoes de amisade intima com
ssecidadao, eseu destino para iiiiin iadeffe-l
rente. Mas eu creio, Sr, presidente, que nos
nao ileveuios deixara merc de urna autoridade
local, de quolquet poder, de qualquer interessa- j
Jo, a cleicao do cidadao, [apoiados), nos nao de-'
vemos deixar merco de um subdelegado, del
um inspector de quarleirao de urna cntidadel
quaiquer do circulo, que inventa um pmceaso,
que conlenha a pronuncia ; arredondo assim da
eleico o cidadao que tem direitos 3 pleitea-la ;
entendo ser n;a- conveniente, que dado o caso"
de pronuncia, saja ella trazid i easa, que a
nica cora plente, que ella delibere 'se o indivi-
d ni de*e tornar assento ou nao, se sua eleico
est nulla ou vallida. A li de eleico dizeudo
ero um de scusarligos que o cleilor pode volar
em quem q'iizer, tem armado o cidadao de to-
das as garantas necessarias e essas garantas
nao se derem tirar simpleameate pelo facto de
qualquer autoridade pronunciar o cidadao, ou-
les coi depois da eleico. Estas consideraQoes
lodasme levam pois a votar em favor da e'lei-
;' i do Sr. francisco Pedro, 1 porque nao eat
provadaasua pronuncia ; 2' por|u<: ainda quan-
do o eslivesse, a assembia c competente para
julgar da moralidade da pronuncia, da moralida-
de do individuo, e dar-lhe .ssento se entender
que a pronuncia caprichosa, que iilha de
odios polticos, que leve por lim arredar o cida-
dao da eleico c priva-lo de um assenlo nesta
casa.
Vol pelo parecer.
Voxt; Muito bem, muito bem.
Tendo d(do a hora ficou a discussao addiada.
O Sr. Vresidente dcsignou a ordem do dia e
levanlou a sessao.
Etn Alogoas, nada havia occuindo de nolu-
vel, e a adminislracao do Eim. Sr. Dr. Dantos
corri desempegada "de obstculos e bem quista de
lodos.
As noticias recebidas do interior da provin-
cia, durante a semana, sao em geral de potrea im-
portancia.
Dcrara-se, em differentes parles, os -seguiatoa
nlteniados contra a seguranca individual.
No lugar Ornar do i" disricto doBom Jardim,
termo do Limoeiro, um cscravo de aome Bene-
dicto ass.K.sinou a seu senhor moco. #oi preso.
No 2o disricto de Bom lardim ao mesmo ter-
mo Clementino Gomes Pereira e Galdino Jos Te-
norio feriram gravemente ao preto Domingos de
Jos Adrio M. da Silva. Eoram presos.
No lugar Curralde S. Iligl da freguezia
de Ipojuca Jos Candido de Figuoiredo assassineu
a Pedro Alexandrino de Melle. Evadio-se.
Nesta cidade, no becco da Bomba, um cadete
ferio gravemente a ura portguez. 0 criminoso
fugio.
Contra a seguranca da prospriedade apenas ha
a registrar um fado de importancia, um estellio-
nato de nova especie, cornmettido por um caixei-
ro da casa de Aslley ^ C. desta cidade. c queto-
ma conhecimenlo o Sr. Dr. chefe de polica.
Nesle Diario se lem tratado largamente desse
fado, o que nos dispensa de o reproduzir aqui.
O capilo director da colonia militar de Pimon-
teiras fez capturar no lugar Pao d'olho, segundo
disricto daquella colenia a Joaquim Alves de Li-
ma, conhecido pelo nomc de Mango eir.cri-
minoso de varias morlcs.
Em consequencia de lerera lomado assento
no assembia provincial o Sr. c.onselhoiro barao
do cainaiagibe, director da Faculdade de Direito,
o Sr. Dr. Joaquim Portella, director da ins-
trueco publica, e e Sr. Itaphael de Mello Bogo,
director interino da reparlico de obras publicas,
passaram a exercer esies ca'rgos o Sr. eonselhei-
ro Pedro Aullan o primeiro, o Sr. Or. Jeronymo
Villa o segundo, e o Sr. Pedro de Alcntara dos
Gumaraes Peixoto o lerceiro.
Ao Sr. Dr. Joao Alfredo Correa de Oliveira,
promotor da capital, que tambem lomou assenlo
na assembia, como deputado pelo circulo de
Goianna, succedeu interinamente na promotoria
o Sr. bacharel F. Leopoldino de Gusmo Lobo.
A assembia provincial oceupou-se, duran-
te a semana, da verifieaco de poderes de alguiis
de seus memores, de discutir dUTerentes postu-
ras municipses das cmaras da provincia, e de
alguna projeclos, indicaces e requerimenlos de
mais ou menos importancia.
Entre 03 diversos trabaliios da assembia, ha
dous que nos chamara particularmente a at-
tenco.
0 primeiro um projeclo do Sr. M. do Nasci-
ciinenlo Machado Portella, consignando una suli-
venco. anima de lO.OOO para o Imperial Institu-
to Agrcola desta provincia por espaoo aedez
anuos.
Nao ha nina s pessoa. que cnnhec.o o estado
pouco seguro de nossa agricullura, e Ihe desoje
um melhor futuro, que naoracohe;a a utilida-
dedoprojoctq do Sr. Dr. Portella.
Todos senlorn que a falta de bracos e o syste-
ma rotineiro sao os dous grandes males
proceder-se ao devido comparecendo o machiusta para col locar a -vol-
vula, e achando-se arruinado o parafuso dessa
torneira, nao se pode remediar a inlewupcao da
agua nos ohafarizes desta cidade antes da'hora,
era que comecaram te-la, e nao foi possivei
prover d'-ogua esses chafarizes, porque a .volvula
do reseiMfaorio anda ao pode ter posl, a nao
havia agua, nem, faltando a velvala, poda ha-
ver nesse reservalorio.
c O que succedeu hontem, succede em todos
os cncanameolos conslruidoseemu o desta pro-
vincia, e pode repetir-se. Mais cuidado do que
lem a administracao da companhia nao teria ou-
lro qualquer, que se encarregasse de dirigir os
*eus negocios. Para adiantar o servico, c por
laaver recebido, na tarde de 8 do corrente, ura
ofiicio do Sr. Ur. chefe de polica, que sempre se
moslra attencioso, part para o reservalorio do
Prala, aiim de ver por raim mesmo o que se di-
zia, e d'ahi voltei doente, e desdo ento lenho
lido f jbre ; mas, nao obstante isto, hei sahido
ra, mesmo cora chova para cuidar dos negocios
da companhia, pelo que nao lenho a menor gra-
tiflcac.'io, e nao sei se possivei fazer mais.
Rccife 10 de margo de 1860.
Ur. Joaquim TAquino Fonseca.
Segundo inforniayoes que nos minislraram,
temos ainda hoje de fazer urna ncrepaco recc-
bedoria de rendes internas, por indevida exac-
qan de cumplimento de dever, ou antes por urna
intelligencia original que esta estarlo ha ligado
ao reaulamenlo do sello, sem embargo de ordens
do.thesouro que a coutrariam.
E o fado a que alludimos, esse de se exigir
all revalidaco de informaces dadas, por ordem
da autoridade superior, em" requerimenlo parti-
cular por nao ler sido sellado o palpel antes
da assigualura da autoridade subalerua infr-
mame.
O absurdo desla exigencia salla aos ollios, por-
quaulo nem a lei dispoz cousa alguma sobre tal,
LHRONICA JUDICIARIJL
TRIBUNAL Dfl RELflCO.
SS8S0 EM 10 DE MARQO DE 1880.
PaeSlDBHCU DO EXM. SR. COSSELllElRG ERMEL1NO
ni: leao.
As 10 horas da uanlia, achando-se prsen-
os os Srs. deserabargadores Kigueira de Mello,
Si veira, Gilirana, Guerra, Lourenco Santiago,
Silva Gomes, e Caelano Santiago, procurador da
corda, e o Dr. Perelli. juz especial do commer-
cio, foi aherta a sessao.
Passidos os feilos e entregues os distribui-
dla, procedeu-se aos julgamentos seguintes :
RECURSOS CUIMKS.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Jos de
Sanl'Anna.
Relator o Sr desembargador Silvcira.
Sorteados os Srs. deserabargadores Gitirana,
Lourenco Santiago c Silva Gomes.
Negaram provimenlo.
Recrrante, o juizo ; recorrido, Francisco An-
tonio Delmnndes e Sila.
Ijelatoro Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. deserabargadores Gitirana,
Silva Gomes e Lourenco Santiago.
Negaram provimenlo.
Recorrente, o juizo; recorrido, Ignacio Candi-
do Cravides.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorleados os Srs. desembargadores Silveira,
Silva Gomes e Lourenco Santiago.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Galdino Alves
Barbosa.
Relator o Sr. desembargador
tiago.
Sorteados os Srs. deserabargadores Gitirana,
Silva Gmese Silveira.
I m proceden le
Recrreme, o juizo; recorrido, o bacharel Joao
u......
ASI I
Lourenco San-
Negaraui provimenlo.
AGCHAVO HE PET1C.A0.
raes.
Lourenco
rom suuiraccao dos direitos nacmnaes.
Urna I cenca requerida ao Exm. diocesano,
que o caso de que nos oceupamos, sendo man-
dado previamente ouvir o parocho respective Aggravante, Jos Jaciniho Pavao ; aggravado,
sobre o faci, nao impe esta circumslanria a I o juizo.
obrigacao de ser sellada a informaco com as Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
formalidades da lei, de modo que por ella se tiago.
Silva Go-
levo revalidaco. facto decisorio a conies-
so. esta que nao deve ser assignada sem o
paganiciiloda laxa legal anleriormcnte ; e quan-
do isto se d, ahi exislem as communicaccs da
lei para se fazerem ell'eclivas.
Isto posto, cumpre que se reconsidere sobre
esta vexaco, e a ella se pouha um termo ; pois
a raposicao se nao deve addicionar o arbitrio,
mrmenie sendo elle detiimcntado para o con-
tribuinle-
i
Xo 1." do crranle mez, yahio luz na ca-
pilal da Baha o Jornal da Tarde, publicaco |
diaria sobos auspicios de urna associaco, "da
qml proprjedade o jornal.
_ As feices com que se elle aprsenla no jorna-
'ismo, nao podera deixar de augurar-lhe um fu-
ap-
Bem a vsar a^sasrt: saft 12*?^"na vida q,,c t;slrc,, por esus
queza ; todos confessam n necessidado de acudir
a estes males com remedio prompto ; todos sa-
bem, que em nasso paz a iniialiva individual
ou 11,10 existe, ou nao exercenenhuma intluencia,
e que em lulo e para ludo
palavras
Nao nos lazamos, pois, campeos exclusivos
de ordem e de liberdade. Nossa missu outra e
mais modesta.
Vimos
imprensa para dar ao Biasil nos-
RECIFE. 10 DE MARf-0 DE 1860.
S SEIS HORAS DA TUIHE.
Retrospecto semanal.
No correr da semana, que hoje termina, ape-
y.ae dvemosalguraas noticias,pooea importantes,
las pelo paquete portnguez Milford-IIncen, que
entrou hontem larde neste porlo ; e do Scrgipe
- Alazpas, de que foi portador o Persinunga.
Tmha sido proclamado presidente da Confede-
racao Argentina o Dr. erqui, que de 125 rotos
c'e lodae as provincias olivera a maiora absolu-
ta de 72 votos. Foi cUiilo rice-presidente o ge-
neral Pedernera.
A commisso nomeada pela convencao de Buc-
tms-Ayres para rever a eonstilulco redera!, (ize-
ra-Ihe alguraas alteracdes; mas presumia-seque
afinal Bnenvencaoa adoptara tal qual est.
^ O Sr. t. Bernardo Berro contava j com 38 a
4(lvoU>8 .seguros-para a presidencia de Monte-
video: e como esses nmeros representara urna
mamila absoluta, espera-se j romo certa a sua
elcicao. OSr. Julio Pereira, seu competidor, fra
nomcado presidente da cmara dos deputados
montevideanos, e o Sr. Castellanos presdeme do
senado.
Os jornriP da corte desmenlem a noticia que
all se espalbara de que eslavara ou iam sei de-
nrittidos o] presidentes do Minase de S. Paulo.
Dos despachos, que temos nos jomaos, os que
se referem a esta provincia sao : a nonleaco
do Sr. I)r. Francisco Antonio de Oliveira Rlie"iro
para juiz de direilc da comarca do Bonito, a
do Sf. Dr. Marco Tulio dos Res Lima para juiz
municipal c de orphos do termo do Limoeiro,
i a reraoco dos juizes municpaes do Limoeiro,
Cabo e Agua Preta, passando o Sr. Dr. Lu/. An-
tonio Pirig. do Limoeiro para a Escada, o Sr. Dr.
Francisco Augusto da Costa, de Agua Preta para
o Cabo, e o Sr. Dr. Felsbino de Ilcndonca Vas-
concellos do Cabo para Agua Preta.
-r- Nos serl6e3 da Baha contiouava a excessi-
va excassez e caresta de gneros alimenticios,
appzar das providencias dadas pelo governo da
provincia.
Em Sergipe, a assembia provincial eslava
em sessoes preparatorias, e linha ja approvado a
retcao dos circuios da capital o da Estancia.
esta provincia.
lento, pois, o governo Imperial dado o pri-
meiro impulso ao carro do progresso agrcola,
cabe que a assembia provincial concurra pela
sua parle para que elle possa caminhar e que o
Instituto do signal de vida, comeeando a traba-
lliar com regularizado. O Instituto pode desde
ja prestar valiosos servaos agricultura da pro-
vincia, e para isso necessaro que se rena, que
Irato de cstudar os meiosde sororil, e de p-los,
por obra, parj que S. M. o Imperadorse congra-
tule comuosco pela sua feliz lembrauea.
ti segundo negocio mportanlc, que so discute
na assembia, o da validado da eleico do Sr
padre Fiancisco Pedro da Silva, que fra eleito
deputado achando-se pronunciado era processo
enrae, segundo se lera dito na casa
A commisso encarregada da verifieaco de
poderes do parecer que o Sr. padre. Francisco
ledro seja reeonhjcido depulado, snlretanto que
urna boa parle dos membros da assembia, lir-
rniida nos arligos94 e9da Constiluicao, 94 da
laido 3 dezembro de 1811. 293 n. 2do reg. n.
120 de 31 de Janeiro de 1842 e 53 da lei de 19
deagosto de ISiG entonde que 6 nulla a eleico
do Sr. padre Francisco Pedro, pois que nao poda
elle ser eleito deputado achando-sepioeessado e
pronunciado e a pronuncia completamente sus-
tentada.
v questao simples, e reduz-se verifieaco
do fado. Urna vez provado, que no dia da eei-
eo, o Sr. padre se ochava pronunciado por cri-
me, e. a pronuncia competentemente sustentada,
Qcafrade duvida que a eleico milla, purque
a lei assim o declara. Parece-nos mesmo que a
assembia nao tem que examinar e discutir se-
no a questo de facto, visto que Ihe nao lici-
to, verificado elle, sustente a validado da elei-
co. Ascondicoea de elegtbilidade achando-se
eslabelecidas por leis regacs, ea assembia pro-
vincial nao podando dispensar nellas, o conse-
quencia necessaria oque, nao lendooSr. padre
Francisco Pedro, no dia de sua eleico todas as
condicoes de elegibilidade, a sua eleico Ilegal
e viciosa.
Outros assumplos de importancia teom oceupa-
do a allenco da assembia
sao prsenle desejamos e
bem aproveitada em beneficio da provincia.
Demandaran) o nosso porto, do dia 3 at
o dia 2 do corrente mez, 32 embarcaces
marcanles.com a lotaco de 11,271 toneladas.'Sa-
hiram durante os mesmos das, 18 embarcaees
mercantes, com a lotaco de 6,187 toneladas.
Entrou tambem a canhoaeira de guerra nacional
Araijiianj.
Renderam, do dia 3 ao dia 9 do crranle :
a alfandega, 96 672'JU6 rs. ; o consulado ge-
ral, (8:2393403 rs. ; a recebedoria das rendas "e-
raes internas, 10:710^197 rs. ; o consulado pro-
vincial, 1632293108 rs-
O movimento geral da alfandega. no dito
periodo de 8 a 9 do crrenle, foi de 5.472 volu-
| mes, a saber: volumes entrados com fazendas
.681 ; com gneros, 2,291 ; total dos volu-
mes entrados, 2,972 : volumes sabidos com fa-
zendas, 937 ; com gneros, 1,563 : total dos
volumes sahidos, 2,500.
Falleccram durante a semana 45 pessoas,
sendo livres ; 15 homcns. mulherese 15prvu-
los, : escravos 3 homens, 2 mulhcres e 1
vulo.
marcha da administracao publica ; assg'nalar-
Ihe oque, em nosso conceilo, forum erro e um
desaceito ; anim-la quando fizer o bem : e au-
xilia-la contra a corrente dos interesses mdivi-
duaes, que procurara tomar posse da sociedade e ;
estragar os restos da moralidade publica, quo
nos licaro das lulas ardenlcs c apaixonadas
d'oulr'ora.
Vimos finalmente imprensa convidar essa
mocidade de talento c estudiosa do que a Babia
se orgulha, para lomar a parle que Ihe rouber
na soluco das grandes quesles, que agitara o
paz, a quera lodos devera o contingente do ra-
ciocinio c discussao. que coubcr era suas torcas.
De suas columnas havemos de Iranscrever
para as nossas alguns artigos adictoriaes d.-suin-
raa importancia, pelas quaes melhor se apre-
ciar esse novo campean da iraprensa bahiana.
aj qual saud.imos cora fraternal cordialid.ade.
-* O estabelecimento de b
Carino urna dessas empieza
mullo importa ser apreciada, e cuja faltafemeli
boj! senlir-se-hia, se por qualquer emergencia
se elH realisasse.
Este estabelecimento hoje comelf.iio mais;
Sorleados os Srs. deserabargadores
mes, e Silveira.
Negaram provimento.
APPELL\<:OES C1VE1S.
Appellanle, ojuizo ; appellado, Guilherme Au-
gusto Rodrigues Selle.
Conlirniarain a senlenc.a.
Appellanla, Antonio de Mello Marinho
pellado, Eufrosino Vieira Mourao.
Refrmou-se a sentenca.
Assignou-se dia para julgamcnto da seguinte
appellaco crime :
Appeilanle, Auiunio Joaquim de Motira ; ap-
pellada, a juslica.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Rento
de Figueira.
Negaram a soltura pedida em haheas-orpus
por Joo Jaciniho de Sanl'Anna e oulro.
DIL1CEXC1A C.IVEL.
Mandou-se proceder a babililaco na appella-
co civel :
Appellanle, Jos Joaquim Thcolonio de Mello;
ar pellado, Antonio Luiz dos Santos.
IIISTIllUllC.ES.
Ao Sr. desembargador Silveira, a carta teste-
inuiihavcl :
Aggravante, Jos Jaciniho de Cirvalho ; ag-
gravado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, a
revista civel :
Recorrente, a fa/enda nacional ; recorridos,
I). Rosa Goncalves da Cruz c outros.
<) Sr. desembargador Figueira do Mello fallou
com causa.
A I hora da tarde cncerrou-se a sesso.
Jury to termo lo Olindi.
PlUMKIIll SESSAO.
8 de marro da 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz do direito Antonio
Francisco de Salles.
Promotor publico interino Dr. Amaro Joaquim
Fonseca de .vlbu [uerque.
Feita a chamada e verificando-se haver nume-
ro sufiiciente de juizes de fado, foi aberta a
sesso.
Sendo apresentad ) pelo Sr. Dr. juiz municipal
(!) A Revista Diari de lunlem e anda a da
hoje, contina a occu --se com o facto por que
est sendo processado is Alexandre Guban.
Nao ser portaeto exlranhar que digamos
anda algumas palavras sobre esse negocio, cuja
deciso final parece nao agradar a alguera que
seja resultado de urna apreciaro calma e des-
prevenida.
Diz a Revista que a innocentaco de Guban
produzir como effeito dreclo o fkarem as casas
commerciaessugeitasadefraudaces diarias com
buso de confianca, e que se os caixeiros podes-
sera receber graificaces dos freguezes da casa
mal iriam os coinmerciantes, porque neste caso
s os caixeiros ganhariam de coinraum com os
gratificantes rujo numero em taes circumslancias
seria infinito.
A Revista declama e altribue-nos pensamentos
que nunca tivemos.
Ne elogiamos o procedimenlode Guban, nem
disseraos que todos os caixeiros devem receber
gratificares dos treguezes da casa ; entendemos
pelo contrario que os caixeiros devem ser iutei-
ramentc dedicados a seus pairos c Ihes devem
ser to fiis e gralos como aos seus melhores
amigos, nao entrando cui qualquer especie de ne-
gocio ou transaeco sem seu expresso consenti-
mento.
O que temos dito e o que ainda sustentamos
que com quaulo nao seja digno de applauso e de
irailaco o pro:ediracnlo de Gubiau entrando em
Ironsacges por sua conla e recebendo gralilica-
coes dos freguezes da casa, lodavia nao se pode
dzer (pois nao existo a minina prova) que elle
houvcsse commetlido defraudaces escandalosas,
as quaes constituam crime de estellionalo.
era loda accao m ecensuravel ura crime ;
para que esle exisla preciso que se teuha dado
Somos obrigados i cdnfessar que licamos sor-
presos vendo aasignados na represenlacao ho-
mens de quem faziamos bom conceilo : estamos
anda hoje persuadidos de que foram Iludidos
por informaces do alguera que abusasse das re-
lacoes que com ctles entrclinh.i.
O primeiro e o ultimo periodo da representa-
Clo encerrara todon proposite, ou antes o lira es-
pecial que se dhge a representacio ; a de-
missao dos Sr. Anlorno Marques* de Hollanda
Cavalconli do cargo de delegado de polica
Sao bem significativas as seguintes palavras
a lei deve deixar de expressar nicamente a von-
tade da polica, enfeudada aqui n'uma familia
que exerce sobre os homens de ordem urna op-
presso, que em pocas eleiloraes mais dura-
mente se faz sentir.
E tatica que nao pode aproveilar ; nenhuma
autoridade policial fez parte da junta.
A representaco reclama contra o modo ar-
bitrario, Ilegal e acinloso porque a junta proce-
deu e ii procedendo em seus trabalhos.
E' bera raanifesla deslas palavras a pravan;o
demasiada eora que sao julgados os membros'da
junta ; reclama-se nao s contra o que ella fez
como contra oque ha de fazer II!.... Isto por si
s seria bastante para aquilatar-se o fundamento
da representaco.
Vejamos porem quacs os fados consignados
com prova da illegalidade, arbitrio, e acuite dos
Irahalhos da junta.
No exacto o primeiro, porque a qualfica^o
foi feita de accordo cora os ailigos 19 c 21 da'lei
de 46, declarando-se, em seguimento dos nomc3
dos votantes, a idade, estado e prosso delles.
Isto nos assevera pessoa que examinou a qualifi-
caco no proprio livro. Para que os autores da
representaco flrmassrm a sua aecusaco nada
infraeco da lei penal, e nenhuma disposicao da --
nossa lei penal pune o modo porque Cubran pro- un"'8 SuS *?] d.e *"* "V* c1aPres',"lar
euro* haver mais alguns lucros do que os queIhe l,,, .", : Se ".vesse.m fe.ll- filamos con-
resultavam nicamente de seus ordenados fl! *? se "ao .nna""m por-se 5
. Podar ser um procedimento digno de repres- ""S*2Hi2Ll i q"e "f C1;
sao. nao da reprcsso penal, mas daquella qe ;,,?'';f I!'e.!lacU; o fado pois que a
ura palr.o ou chefe de urna aso lera o direito de { ". ?\ll \tB0?* Fe n, P" u.s ,tau *f 7?"
tanles de seus dislrutos : havendo ura s distnc-
usara nesneito de seus caixeiros e subordinados,
o direito de despedir o caixeiro que procede ma
nao ser j ura meio razoavcl de represso e nao
far com que desuppareca esse grande inconve-
niente, presentado pela Revista, de receberem
os caixeiros gratificantes dos freguezes da casa e
conseguinlementede nao licarera as casas com-
merciaiea sujeitas a defraudaces diarias com
abuso decoiianca ? N.-ulnim caixeiro imitar
o procedimento de Guban para nao ser despedi-
do, mas visto que nem loda e qualqucr falla do
sua parle capaz de aulorisar a despedida, consti-
tue un crime.
queGubian viera para esta trra. Ainda que Gu-
biau viesse para aqui viver de caixeiro c nao es-
labelecer-se como negociante, trouxo dlnbeire
para suas despezas ordinarias, as quaes sendo
satisfeilas ludo quanlo la ganhando e parte do
que recebera de sua irma ia pondo em gyro e
azendo desse modo um pequeo capital seu.
Guban, segundo nos informan), deelarou pe-
ranlc o Dr. chefe de polica, que recebera de sua
mana, residente em Portugal, algumas remessas
de dinheiro que chegariara a mais do um conlo,
moeda forle, o que em nossa moeda corresponde
a mais de dous coutos de res.
Segundo ainda nos consta Giibian possue in-
clusive o que pertence a sua irma
Na caixa econmica ....
No banco inglez.....
Urna escrava......
7 coilas de vinho que ainda
exislem era casa de Astley & C.
Molnlia........
Dividas ........
-Seus ordenados vencaos e que
lo cora o juiz de paz era exercicio, s esle foi
entregue a lista dos volantes respectivos. Se essa
lisia foi ou nao lxada facto que nao pode ser
inculpado a junta, a qual cumpiio seu dever re-
miilendo-a para ser llxada.
O lerceiro facto tambera nao exacto : as fo-
lhas do alislamenlo litados as malii/.es eslo as-
Siguadas pelo? membros da jonta. Se os autores
da representaco houvessem requerido cerlido-
desU e de fado anterior, fcilmente reconhece-
nm 0 seu engao.
Oquarto resuliado deongano manifest. Nao
eslao qualificados em um quartairo individuos
A Revista falla ainda dos poneos recursos com ,,m'\?,?" S '','" '"" VWrto individuos
ioGuban viera para esta t'rra. Ainda uue Gu- 2 L!5*2" : <|uc h?'iV0. apP,as foi
2:00000l)
1:20(13000
l:204OUO
280J0.10
6009000
aougooo
a nao
L< 'o
2 cu
cele co
que ainda-
ios pagou
Gurgel i Irmos .
le vella de esperma-
... -le
nos .'mos preparados do ro aliianc.ulo, J lo V-
annos do pile do "','"''" '-ya, ficou para ser submellido no
is partcula' -s, qu,. dio seguinte.
I'.nirando em julgamento o reo amaneado, An-
tonio Francisco Pereira, acusado pelo crime de
| terment na pessoa de Francisco Bolelho, foi
. i absolvida, sendo seu advogado o Dr. Manuel Joa-
uma necessidadepublica do q'uem meio de ac-i'!".',,n ll,! J!il'a"da Lodo.
quisico de lucros da parle dos seus empieza-/, Em seguida foi julgado O reo
-: _:..- das Chagas Ribeiro, aecusado
Asil-y & C.
Possue era dinheiro
lleve Gubian :
A Domingos l'erreira
A cnixa econmica .
A diversos ....
Maia
500$000
090-3000
"i
200*000
7.OIO3OO
1:4 108000
1:3000O
2:500#0o0
5:2005000
^t,,i^ /a-' *"" k*uo'tlu" lfJl ju,6,lu" u 1%SV afilancado, Jos
nos; visto que ahi, qr o homem era estado de ?aa chaS0S llllu'il<>. acensado pelo crime de es-
sale, qur aquolle -que dola nao goza, lodos 1iuj''2-..emJov1,!'1 .?"a,do, Es?l"lJ S'"'1"-, mfB?r
vio adiar m limitivo o a satisfaco lie sua
prescripeo hygicnica, que se nao deve pre-
terir.
A alluco do corpo fui em todos os lempos
proscripta, c mutas religies consagraram-n'a
em seus cdigos como preceito indeclinavel.
Mui diiliceis eram at agora os banhos entre
mis, mas hoje sao ellos facilimos.de modo que
esla necessidade pode sersatisfettfl regular e or-
dinariamnnle uaquelle estabelecimeulo, que
muito honra a esta provincia, quo perianto deve
manr-lo no p de acceiloco era que ora se
acha por meio do seu concurso. .
Passageiros do vapor porljiguez Milford-
Haven, vin lo do Rio de Janeiro ; Hanoel Josa
Moiileiro da Silva e 1 criado, Joaquim Manool
R. Palhcta, Manoel Luiz de Azevedo Arauio, l"i-
provmcial, eoia ses- i lippe I). Castro, Jos Rodrigues Va lenca e 1 cria-
esperamos que seja | do, Augusto de Araujo Sanios, Malhias da Veiga
' Mello e 1 criado, Antonio Pedroso Albuqiierque
e 1 criad ..Vicente .la Silva l'ortella.Jos Marian-
no Campos o 1 ciiado.
_ Passajjjiro da barca brnsiloira Imperalriz
Vencedora vinda do Rio de Janeiro: Jos No-
nes de Mallos.
Passageiros do hiale nacional Exhala rao
vindo do Aracaiy : Traja no Antunes da Cusa,
Domingos Jos Ferreira da Cosa.
Passageiros do vapor brasileiro fatiaraasd,
sahidos para os porlns do norte.Manoel de II.
Cardozo, Jos Joaquim de Souza. Pruceleanno
Tilo da C. Reg, Francisco l'erreira Novacs, Ma-
noel Braz Rcncvidc?, Joo BapHistoj Manool l'.
Cordeiro, Jos Joaquim d.i C. Bar.oca, Jos Pau-
lino C. Medeirofl, laqnim Jos de Araujo, Canu-
to E. E., Antonio Pinto da Costa, Thom:z Lou-
renco da Silva Pinto, Joo do Reg Mouro, An-
tonio Marques da Silva, F. Manoel dos Passos
Coelho; Manoel Das, Manuel Fiancisco da Silva
o sua senhora, Joaquim Mamada Das Fernandos,
Arcenio da Costa, Manoel Jos Pacheco, 4 lllhos,
(i escravos e 1 criada, bacharel Nsbor Cameiro
B. Cavalcanle e 1 criado, Jos Justino Pereira de
Almeida, Francisco de Almeida Braga, Manuel
Felippe Bastos, Thoraaz Gomes da Silva.
Passageiros do vapor portnguez Milford
laven, sabido para Milford Havcn, e partos in-
termedios Luige Testa a sua familia, Luisa Ga-
veli, Anlonio Jos da Silva, Domingos Jos Fer-
reira, 1 filho menor eseu sobrinho, Manuel Jos
l'erreira Braga, Antonio Pereira de Oliveira, sua
mulher e 1 filha menor, Anlonio de Freirs Pa-
nasco, Joaquim Candido do Nascmcnto. Joo B.
I S. Guimares, Joao Carlos C. da Silva, Jos Joa -
iquim Pinto de Mendonca, Pedro Almeida Gui-
inarcs, Lzaro Jos Peres.
Je 17 auno--; foi absolvido, tendo por advogado
o estudanle da faculdade de direito, llcnnque de
Souza Lima.
E por estar a hora adianlada o Sr. Dr. juiz de
direito addiou a sesso para o da seguinte.
Communieados.
par-
REVISTA DIARIA.
O Sr. director da companhia do Beberibe,
enva-nos a seguinte carta, como juslificaco '
falla de agua noschafaiizes da cidade, corno" de-
mos conla em nossa Bernia de 10 do corrale
Sr. redactor da llevista Diaria : Nao foi
por indfferenca, nem por pouco cuidado da ad-
minslraco da companhia do Beberibe, que
houve falla d'agua hontem pela inanha nos
chafarizes desla cidade. A administracao, que-
rendo remover lodos os pretextos, a que s soc-
corre um dos que lem celebrado contratos com
a companhia para fornedmento d'agua, e que Moktalidade do da lOno corkentb:
, nao cessa de fazer reclamares o pedir modii- Manoel Rodrigues da Silva Cmara Jnior, bran-
ca CQes as condicues que acccilo.i, cuidou de co. solleiro. 18 anuos, gastro inlerile
mandar proceder a um minucioso examo era ; Amalia, parda. 3 mezes, coqueluche,
lodo o Micanamento e fazer lodos os conccrlos Manoel Francisco Paz de Mendonca bronco
; que fossem precisos, e desse trabalho eucarre- viuvo. JO annos, dearrhea
;gou um machiiusla inglez que me foi indicado | Romo, pardo, esclavo, J mezes convulses
por un dos propnclarios da casa de banhos do Amelia, branca, 3 mezes, convulses
largo do Carmo Alfredo, prclo. 6 mezes, espasmo. '
I ara proceder-sc aos concerlos na linha de Amaro Vendes Ferreira. branco, casado 36 al-
anos, que vera da verlente do Prata esla ci- nos, calarrho pulmonar.
dade, era preciso que o reservalorio da ra do
riies eslivesse no melhor eslado possivei, visto
( que esse reservalorio que abastece a cidade
, quando se fazem concerlos nessa linha de ca-
, nos ; mas no exame, a que procedeu-se nesse
; reservalorio, vio-se que a vlvula, que ernbaraca
i que saia a agua que nelle entra, eslava ura lai-
j lo arruinada, foi indispensavel lira-la para ser
( concertada, o que se fez na manhaa de 6 do cor-
enle. Tendo adoecido inexperadamente esse
macbinlsta, nao pode ser posta a volvula na
i noite desse dia, como devia, e at honlem esleve
a administragao privada dos servicos desse ma-
| chinisla.
Coulando-se com a assistencia do machinis-
la na noite de 8 do correnle, visto que pelas dez
horas da manba desse dia me havia promcllido
faze-lo, e eataado a escapar agua de urna das
iorneirassiluada entre o reservatorio da ru dos
Piras e Solcdade, cuuiwj-se do abrir essa lor-
neiro s dez horas da mu dejsc jo para ne)!a
Hatheus Antonio da Silva, preto; 67 annos, apo-
plexia,
Francelina, parda, 4 annos, varilas.
Fraycisco, pardo, 2i horas, heniorrogia do san-
gue.
Anlonio Neto Brosque, branco, solleiro, 23 au-
nos, febre ainarella.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 10 do correnle para o con-
sumo desta cidade 67 rezes.
Hospital de cahidadr. Existem 62 ho-
mens, 55 mulheres nacionaes, 1 homem cslran-
gero 2 homens escravos, total 120.
Na tolalidade dos doenles exislem 39 alie-
nados, sendo 33 mulheres e 6 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinlo, as 8 horas e 35 minutos da manho,
epoloDr. Dornellass 8112 horas.
Falleccram 2 homons, sendo 1 de calarrho
pulmonar, e oulro de npoplexia.
Us que leram o annuucio que os propietarios
da casa de banhos do pateo do Carmo fizaran
publicar no Diario'de 8 do corrente, deverlo
licar sabendo que nao provera de negligencia
delles, e nem de seus empregados, as fallas
d'agua cpie por algumas vezas se leem dado em
seu estabelecimento, e que mais sensiveis se ex-
perimciilara desde o da 2 at agora : assim eo-
QM quo, npeznr de re iobradas deligcncias, ainda
llics nao foi possivei conhecer qual a urigein do
mal.
Entretanto, como nao est so nisto a prova do
zelo e interesse que os proprietarios da casa de
banhos desenvolvem e devem desenvolver por um
estabelecimeulo de reconhecida ulilidade publi-
ca, re;ta, 6 de seu rigoroso dever dar coutas de
seu procedimento,mostrando oque leem feilo
o que eslo tazando, e o que estafan prompios
u lazer para regularidad*} e coiisctvaco do mes-
mo estabelecimento.
O OLE TEEM FEITO.
Logo que appareceram as primeiras fallas
d'agua, julgando-se que provinho, nao de de-
l'eilo do encanamenlo da companhia do Beberi-
be, porm de esta re m altos os depsitos da casa
de banhos, resolvern! seus proprietarios a
mandal-os rebaixar, e elreclivamenle os rebai-
xaram ; porm nem por isso cessou e desappare-
ceu o mal : as fallas conlinuaram a dar-se una
ou outra vez, maUou menos duradouras, e as-
sim indo as cousas e os lempos, viram-se os
proprietarios da casa do bauhus na imperiosa
necessidade de proceder do modo seguinte.
O OLE ESTA'O FAZENDO.
Dando-se 110 dia 2 desle raez falla absoluta
d'agua na rasa de banhos, seus proprietarios,
sem perda de lempo, lucrara constar islo ao ad-
ministrador da companhia ; e por que ainda as-
sim noapparecessera providencias, no dia 3 cora-
raunicou-.se verbalmcnle ao Sr. Director, e no
da 4 por escrpto, visto continuaren! as cousas
na inesma situacao, como lhes permittido e
recomendado.pelo art. 10 do respectivo contrato
e aproveilando-se o ensejo, pedio-se mais o
que j se havia proposlo ha muito, isto a 110-
ineaco de arbitros estatuida no art. 14, para
resolveren) as duvidas pendentes, declarando
enio os proprietarios da casa de banhos
O QUE ESTA'O TROMPTOS A FAZER.
Sira, nao se podendo s por conjecluras do-
Icrininar, se o defeilo nascc do encanamenlo da
companhia do Beberibe, ou so da casa do ba-
nhos, seus proprietarios pediram, como ja se
disse, e ainda pedem, a nomeaco de pessoas
entendidas que investigera a causa do mal ; e
que, indicado o remedio, compromel(o-se elles
a fazer a obra preaccipta, o bera assim as des-
pezaa do exame, 110 caso de verificar-se partir
o deleito da m collocaco, ou destribui^o dos
cannos e deposilo da casa de banhos.
Eis por lano era resumo o procedimento sem-
pre franco e sincero que os proprietarios da
casa de banhos lem tido para remediar o mal,
a que se llics nao lera dado remedio algum ale
agora, mas quo o deveram esperar do zelo e
illusiraco do digno Sr. Director, por que elle,
n lodos veem, que nao est nos interessos dos
proprietarios da casa de banhos enlrcter discus-
ses ciprixosas: elles, em phrase inulto clara sob
sua palavra de honra, asseveram.que o seu desi-
dertum descobrir o mal para applicar Ihe o
remidi, e se isto nao for possivei, ento acabar
de. una vez com esse estabelecimento, que ale
hoje lhes icm sido tormentoso por avultados
prejuisos.
Por agora sirva isto do introito publca-
os o que so prometteu fazer da correspondencia
liavida entes um dos propietarios da casa de
banhos e o Sr. Director da companhia do Bebe-
ribe.
Saldo ... 1 610*000
Liso grande capital que se acha extraordina-
rio chegasse a acc.miniar um homem que vneta
o ordenado de 3:500$, e alm disso as horas ra-
fas enlregava-se a outros trabalhos, principal-
mente iraduccdes como as fez para a companhia
da estrada de Ierro t para nutras pessoas.
I se v porlanlo que Guban nao pussuia for-
tuna lal que se nao possa explicar sua existencia
seno or meio de defraudaces escandalosas.
A Revista de boje traz o resumo dos depoi-
nienlos das tcsteraunhas inqueridas honlem, e
clama que avista delles o publico avalie o grao
de innocencia altribuida a Guban.
Em nossa opino nada lia a receiar da apre-
ciadlo desses depoimcnlos, assim como do3 das
OQlras teslomunlus inqueridas e de que lamben
j tratou a mesma Revisla.
O que diseas teslemunhas ? Todas dizem ter
Ouvido conversar depois da priso de Gubian so-
bro as causas que a isso derara lugar e apenas
acorescenlam o seguinte :
A 2.a e 3." declarara lerminanlcmcnto que
quando compra vara fazendas avariadas davam,
como graiiiicaco e por mcr/i liberalidade, cria
porcenlageni independente do proco, e assove-
ram
das pelo preco do mercado e nunca por preee
inferior. f
A 1.' ea G." refer rara ap/nas a transaeco que
liuliain lido cora Gubian acerca de um lardo de
algodoziuho que Ihe compraram e Ihe pagaran]
por coma particular delle Gubian.
Este na cuntestaco .1 es'.es dcpjimenlos disse
que esse faci era verdadeiro, mas nao Ihe poda
trazar criimnajfdada alguma pois que leudo
dous logislas comprado a casa de Aslley essos
dous lardos, depois Ihe disseram que estarn ar-
rependidos e desgostosos dessa compra e que
Ih as cedera se Gubian as quizesse ; o que detei
lo assim aconleceu ficando Gubian com esses
fardos, dos quaes venden am a Gurgel i Irmo
e oulro a Albino da Silva Leal.
A 2.a lesleniunha j havia dlo tambem que
comprara em leao casa de Aslley urna poreo
de chales e depois, quereudj desfazer-se desses
chales, os vender a Gubian.
Ora exisle em ludo isso alguma defraudarlo de
Gubian a seus palres? Pode-se chamar a isso
estellionalo?
A 4." tastemunha, caixeiro daspachanle da casa,
referi por ouvir dizer geralmenle que os lucros
de Gubian eram apenas gratnicacoes que rece-
bia de alguns legistas, e apenas accrescenlou que
Gubian vender urnas cassas mais baratas do que
eslavam sendo vendidas pala casa de Damayer.
A 5. leslemunha. Germano Ledebour tambem
caixeiro da casa, foi a nica que procurou pre-
judicar a Gubian.
>las alera deque o seu depoimenlo lodo du-
vidoso e conjectural, accresce que depen-
dente da parle queixosa (a qual lem-se mostrado
summaraentc interessada nesse negocio) e pro-
vavclmenle deseja a tastemunha galgar lugar
mais subido cusa da desgraca de Gubian.
Conaliiindo repetimos que nosso proposito nao
louvar o procedimento de Gubian, mas sira
mostrar que nao ha justca as aecusaces que
se lhc fazem e ainda manos no modo porque lera
sido aggravedis pela imprensa, procurando-se
prevenir a opinio publica e a dos Iribiinaes.
Aqu fazeraos ponto resollidos a nao rollar
mais a questo, mesmo por que ella se acha af-
fecla a um magistrado que inspira toda confian-
za pela sua juslica, criterio e illuslracao.
Oann'70 da juslica.
Rccife 9 de marco de lbGO.
seguiilc : a pessoa encarregada de allixar as
folhasde alislamenlo, as collocou de modo que
una nao seguio inmediatamente outra na or-
dem da numeraeo ; d'ahi que resulta quo
quem nao le o alislamenlo com reOoxo suppe
quahljcados em um quartairo individuos quo
moram em oulro. Seguindo-se a leilura pala nu-
mcraco dos volantes fcilmente se reconhecc o
engao.
Conrlucm os autoras da reprcsanlacao que fo-
ram incluidos na lista 800 nomes lic'iicios. Esta
accusaeo infundada, c repellida pela propria
d.'clara;o, que se cnconlra na representare.
Se, como diz a reprsenla;!, o fado d haver
o delegado de polica feilo a'lleraco considera-
vel na divisan dos quarteircs tornou impos-
Sivel verificar a exa< tido do alislamenlo,
fura de duvida que impossivel tambera era ve-
rificar a existencia de 800 nemes ficticias.
E' bem fcil de coraprehender-se que mais fa-
cil 6 verificara ncluso de homens residentes
cu dilL-rentes quarlcires, do que a de nomes
ficticios, lauto mais quanto sao os proprios au-
toras da representaco que confessam nao conhe-
cer a numeraco dos quaricires, e como con-
se (uencia as suasdivises. Desaliamos aos auto-
res da reprcsanlacao para que nosaprtsenlein os
nomes ficticios"comprehendidos na quali-
icacao, que lhes indicramos, o lugar de sua
resiuencia, sua prosso, idade, estatura ele.
Nao com taes fundamentos que se podar
abalar a legalidade de qualiiicnco da Escada.
As pessoas que compocm a junta sao dignas do
loda a consideraco.
O Sr. presidente, o coronel Francisco Anlonio
do Barros e Silva, ofYerece por sen carcter dis-
tinelo garanti bastante para que a qualificaco
se considera legal e muito legal.
_ Con vanea m-se os autores da representaco quo
nao por semalhante mo.lo quo podara enfla-
quecer a I ag tira a influencia do Sr. coronal Hen-
il |oo inr.|i,<-s Line e de sua familia : a infiuen-
cw pie lem c benfica, e de elreitos salutares por
que c respeiloso da lei o tam por tira a tranqut-
lldade e progresso da freguezia da Escada.
O amigo da justira.
O dcimo fundnrrcnlo do necordo diz assim:
Que de todo ato r'sulla que alguma prova
existe a favor da veracidade das letras, pois v-so
que foi passoa da casa dos embargantes, quem
as des^::oniou, e eslo firmadas^ por quem eslava
auto risa do para isto : c as reservas e vaciacoes
de cerlus depoimenlos deixam ver que a idca'lixa
era nao p.jr descoberlo a pessoa que no caso
em questo Ormou a le'ras ; sendo que lodo o
discutido conspira muito mais em favor di vera-
CtJado do que da falsidade das ra?sraas letr s.
Tendo demonstrado nos meus artigos anlece-
denles.e na analyse queteuhofeito dos fundamen-
tos do accordoque nao foi provado,nem levemen-
te se poderia suspeilar de que fosse pessoa da casa
aun embargantes quem fez o descomo; que igual-
mente nao loi provado que as letras tivessem sido
- ,------------- 1...... -------- -----;--------- i-iu-um. .(..c as il-ii iivesseui sido
que as lazendas lhes loram sempre vend- assignadas por pessoa para isto autorisada, o que
felo lirecO lio merend o iriti.'i nrir nn.Pii iii'ni ^o to... ..ln.n.l.. i. MnnA ., -,..... i._ .
O LIBERAL EO CIRCULO DA VICTORIA.
A freguezia da Escada lera sido igualmente vic-
tima das aecusaces declamatorias uo Liberal.
A representaco que alguns liberaos e mui-li-
beracs da Escada diiigiram presidencia contra
os trabalhos da junta qualilicadora, a parte das
aecusaces, que cabe ser apreciada. O mais que
se enroutra as columnas do Liberal & tal res-
peto pura declamaco ; nenhuin efieilo produz;
nao merece apreciaco.
Consta-nos quo ai hoje nao foi ella apresen-
tada a cmara municipal, quera a presidencia
mandn informar, ouvindo a junta qualiticadora
ou o seu presidenle.
Nao obstante nao termos ainda estas informa-
ces requeridas pela presidencia, diremos o que
por informaces exactas, sabemos sobro os fun-
damentos da representarlo.
I) Por falla do espaco deixamos de publicar
em lempo esle conitnunicado.
(MUTILADO^
.*
Os Redactores.
nem so depreUendc ao menos de parte alguma
do processo, nao se leudo se quer indicado no
accordo .pnes as resirvas e vacilla^oes di! cer-
tas depoimenlos, que traban) por lim nao por
descoberlo a pessoa que no caso em questo fir-
mou as letra?, o que nao passa de divagaco sera
fundamento legitimo nos autos; ha vos do sini ao
contrario sido evidentemente prova lo que os de-
poimenlos das teslemuiihas dos appellados eram
contestes, a dignos domaior conceilo, ja pelana-
lureza e verdade dos mismos Jepoimvnlos, j
pela qual dade das possoas que depo/.cram; e que
nao podiam lar em vista encobrir 110 caso era
questo a pessoa que firmn ss letras; sem que
isto revcbsse sciencia dessa pessoa e a calculada
intencodea encobrir,que laes lesleraunlias
iioliuham, e quando a Inessem, nao o podiam
fazer sem que uto demonstrasse connivencia ou
patronato, que nao licito suppor em pessoas
lo respeilaveiseslando ludo isto demonstrado,
digo, nao legitima n concluso quo se adduzio
uesie indicado fundamento.
Nao sendo porlanlo legitima, nem comida na
prova dos autos lal concluso, passa tratar dos
fundamentos que s seguera, que dizem respailo
questo juri iica.
L" o primeiro desla segunda serie o 11 fun-
damento que concebido nos seguintes torraos:
1 Que o juiz a quo reconhece que o exame
tneia prova que nao pojando ser auxiliada pelo
juramento suppletorio o pode ser por quaesquer
outros meios o conseguinlemente por presump-
ees, mas a maiora das presumpees induzidas
na sentenca nao militara em favor" da falsidaao
das letras, havendo sim divagaces sobre a re-
plalo da firmada casa dos embargante?, o quo
nao autorisa cona)uso alguma de peso.
Ouanio a mea prova que faz o exame diz o
accordo que principio reconhecido pela sen-
tenga appellada. Vejamos o que diz o juiz a quo
na sentenca appellada :
E na verdade este juizo j reeonheceu a fls.
83 a fallibilidade das opinioes dos expertos ou
peritos, que examinara escripias e assignaluras,
-s quaes podem" tomar escripias e firmas ver-
daderas por imitadas, e por isso nao ignorando '
que cora extrema precauco que o juiz deve
acolher semclhantes opiniois, nao duvida de con-
siderar o resultado dos exames e arbitramento,
que constam dos autos comoquiedain presump-
tio fallilatissegundo dizem os embargados cora
Mello Freir que citara, mas sempre como urna
lal ou qual prova vista do disposto 110 art. 138
8 e 9 do Reg. n. 737, embora seja apenas urna
mola prova nos termos di Od. L, 3o Tit. 52
tantas vezes aponiada pelos masaos embargados,
sendo que se essa meia prova nao pede ser aqu
auxiliada pelo juramento suppletorio em con-
sequencia do valor da causa, porque a isto obsta
nao s a disposicao de tal ordenarlo, como a do
art. 1615 do referido regulamenlo, node ser com-
pletada por quaesquer provas e por conseguinto
por presumpees admissiveis por nosso direito.
como prova, era conformidade do arl. 138 8
d'aquelle regulamenlo cuja disposi-ao est do
accordo com a doutrina dos jurisconsultos e com-
mercialistus.
E com effeito rolhierlralado das obrigac,oes,
lomo 2 811, Alauset cdthm. do cod. do coram.
e leg. comra. lom 2 54'), Bonnicr trat theor.
e pralico das prov. 612 e seguintes, Gabriel e
Soln E113. snbr a nal e for das pravas 145 e
segrales, Mass dir. coram. em suas relacoes
com o dir. das gentes, e com o dir. civ. lom. 6
216 a 220, Pardesss curso de dir. comm. u.
i
"
*< "VK-


DIARIO DE PErWMBC(>. SEGUNDA FEiftA 1-2 PE MARC) DE tSflO.
274, JwrUteneur-rtftcc. do corr cxo-ram. v..b. ( (*) Acuna;'ppiscupat nao satislcita a esm-
Paesumpco,Ferreira Borges dice. jar. coinm., do de lastinios*'.$batimento e desgoverrio a que
M
mesma palavra, e Cojlho da Rocha Jiro. civ.
port. tom. 1 $ 195, ensmam quo as presumpees
communs a4a humen constiluem tira meio de
prova deizada As luzes e prudencia do magistra-
do, comea legitima consequencia, que cdw tira
de um fado conhecilo paja verdade de onlro
loe. cit., que o concurso de muitas presumpcde3
oommvns equivale uma prova e dizendo Fcr-
reira Borges que taes presumpees tein a forra
das de direilo, toda vez quesejom graves, preci-
sa* o concordantes, na forma do diaposto no ari.
1357 do cdigo civil fruucez. K--
E de mais o art. 188 do regvUtnjPfc n- 737
dispe mui positivamente que as tfcwsuoipooes
oommuns sao adraissiaei9 nos casos* que o
a prova testemunlial, a por conseguBle nao sao
ta somcnlcadmissiveis nos casos de dolo, frau-
de e simulao.o. mas tambera no prsenle caso,
orno deveni rcconliecer os embarcados, que tan-
cas tesleinunhas prouziram apar das que foram
apresentadas pelos embargantes, cumpriiido ter-s*
em considoraco o que dizem Mass e Pardessii3 e
vem a ser que o juiz nao deve fundar-se em una
s presumpoao,porque urna indueco solada deua
aempre alguma obscuridade sobre o faci que se
traa de esclarecer, mas que deve o julgainento
basear-se em mais de urna presumpQao, dizendo
Betarde em seu trat. do dol. fran. e sira. tom.
1 27 que em tal caso nao se exige que cada
uma das presumpees tuha um igual carcter de
graviJade e precisan pois que 6 no seu complexo
que convem apncia-las ; e que se de todas ellas
resollar a condioo que o arl. 1353 io cdigo
Napiile.io presero.ve, isto tim carcter grave e
preciso, nao se deve hesitar em. a-s escolher sup-
posto cala uma dellas tomad* separadamente
nao tenha urna siguitleacao bem precisa, porque
fctos ha pouco imporiantes quando isolaaos uns
los ouUos, os quaes por sua reunio su podem
torn ir decisivos.
J se v pois que a sentenca appellala ainda
receben io oexame como meta prova, na phrase
da ordf naoo que foi citada pelos ppellantes em
suas allegaces, se apoia as presumpees que a
ajudam, sendo ellas gufllcientes quando sao gra-
ves precisas e codeordantes para formar c prova
completa do que se carece para se julgai na au-
sencia de otltrn que sao quasi inipossiveis.
Campare-sc este trecho da sentenca com o
fundamento do accordao c decida se qual dos
dousomais procedente, mais concludenle e
mais j'iriico.
O accordao ou d como provados fados inexac-
tos e que so contrariados pelos autos bem como
o de ter sido o descont falta por pessoa da casa
dos embargantes e o de haverem os letras sido
firmadas por pessoa para islo aulorisada, como
hei demonstrado nosartigos anleriores.ou se ex- j adhesoes, c- que mais
prime em leruios vagos e sem referencia aos au-| monto quasi universa
lem reduzido a iBocesc de Pernambuco. cao
satisfeila de if. a poucp o pouco afrouxando os
tacos da disciplina ccriesiaslica o com elles os da
f calholica ; -JSosalisfeita de violar, por mes-
quinhos calctitTscus. tortas as lets divinas e hu-
manas ; nao sasisfeita com tudo isto, quer ain-
da aggravar os seus deslizes c escandahsar ain- Sr,_ redactores.kmdb uma ves-so moa ebri-
da mais o publico com a conssao de sua Hitle- jados a recorrer a seu corecitmrdo jornal para
ravel contumacia !
A curia proclama, alio e bom som, que as frr-
gue lias va^as nao rao a concurso, porque nssim
o tem ella decretado ; que nao irao a concurso,
embora seja isto uma violaco manifesta dos c-
nones da igreja, fique enibora o Supremo Pa-
droeiro privado dos seus inauferiveis direitos.
soffram embora os povos com a interinidade in-
definida dos vigarios encommendados! Ainda
mais, diz que o Diario, dando como certo que o
Sr. bispo estara resolvido a abrir concurso para
provimento das freguezias vagas, procurara um
pretexto ou para encobrir o seu arrependimenlo
e confusao, ou para rocuar de uma discusso,
que o publico olhava cotu grande desprazer.
Ogovcrno da igreja deve ser uma cousa muilo
seria. Os que o sophismam, os que em seu li-
me faznm tao doploravel uso do poder, devem
ser expllidosdo templo, assim como Jess Chris-
lo cxpellio os que all encontrn a mercadear.
Sao os mais temiveis adversarios dessa religio
sanda, que elles prelondem servir.
A curia episcopal, contra a qual nao cessare-
mos de clamar, em sua generalidade um com-
poslo de ignorancia e de irrpgularidadedcs. Sao
os mercadores do lemplo, que maquinam as cou-
sas mais tenebrosas, e ludo fazem a pretexto de
servir a Dous e em nomo do bondoso e velho
prelado, cuja boa f e extrema confianea compro-
meitem cada vez mais.
E para lastimar, que S. Kxc. Rvm. se tenha
te, tacto' provauo' cabaimei.'le por uuuuncios, que
tem sabido nafta-Mario, oiTercendO' com 75 por
OO de rebate, erectos ja vetiridos e nao pagos.
R confiado na reetidno de dito Tribunal, e na
nobalavel jiisti<***ecu Exn' Presidente, que
-si animou a mana* ao prelo sta*4inrras-. o
Z.
Htirtar esse aranzel d embustes publicados no
Diario numero 54, e assignodo p?lo Yestemunha.
Comecemos por partes.
Diz o communicante que como teslemunha
presencial procura fazer publico o accorrido tal
qual se passou : deste trecho da corresponden-
cis deduz-so fcilmente que sen autor ou o sa- A'roz
chrislao da malriz do Aracaly ; ou l.uiz Chaves,
porque smente entro estes senhores que se den
o fado a que nos referimos ; na hypotheso con-
traria o testemunha presencial convencido
de mentira porque nada a este respeito pode ca-
ber que nao lhe fosse dito por alguem. Prosiga-
mos em nosso analyse.
Constando-lhe ( Jos Leque ) quo o sa-
chrisl.io do vigario intenlava furtivamente em-
prestar a custodia que se achava era um gaveto
propriedade da iimandade, etc., el. A quanlo
chega o desplante e a fecunda imaginagao do
correspondente 1 1 Sr. Teste-mnnha presencial,
quera lhe est resoondemlo ouvio p sachristo
jurar quando foi inquerido, que o pavelo nao
guardava alfaias da irmandade, e que era exclu-
sivamenle proprio do vigario, de mais o sachris- '
tao, verdaJe, recusou chave a Bilis Chaves, i
mas smente cora o intuito de cumprtr as ordens j
que recebera, como se prova com uma caria do'
Rvm. Sr. vigario, que se ach hojo na3 raaos do l
Sr. Dr. Veras.
Quanlo ao proeedimento de sua Etc. o prosi- |
dente da provincia do Ceara, diremos que na Ja
montos para a sua autoridnde, mas alm disso
incalculaveisdamnos i religi.io calholica, da que
lhe compre ser no bispado o primeiro defensor
A redaccao do Diario nao lem de que arre-
pender-so "n'esla pia cruzada contra o tenebroso
consistorio da Soledade ; porque defende contra
os seus transgressores os caones da igreja e as
leis do estado. O arrependimenlo devta ter viu-
do aos contumazes, que das cousas mais snelas
fazem ohjcrlo de cornmercio, e quo negam a Ce-
sar o que de Cesar.
Nao foi, porlanto, a confusao, ou a arrependi-
menlo o que delerminou o silencio temporario
desla folha, nem foi tambera porque o publico
reprovasse as acciisac.Ses que se lizeram euria.
Nunca questSo alguma foi discutida as paginas
deste Diario, que recebesse maior numero de
se cazisse com o senti-
la populacao. N'esle pon-
tos ; a assiia assevera qne a maioria das pre-lto, salva a curia episcopal, o Diario cncontra
sumpecs iuduzidas na sentenca appallada no r.irissimas dissidencias.
deixado levar por um senliracnlo de affeicao, do I depe contra o digno promotor da comarca do
qual resullam nao s gravissimos compromdii- j Aracaly ; porque a vista do alarido que faziam
militaiw em favor da falsidadedus letras.
Mas quapssao essas presumpees que nao mi-
litara em favor da falsidade ? O accordao nem
ao menos as iudicou, mas se recorrer-se a sen-
ini; i nppellada, a que em termos vagos allude
o accordao nesla parle apenas crivel que o ac-
cordao asseveie que nao niililam ellas a favor da
lalsidjde havendosim divagares sobre a repu-
tado da firma da casa dos embargitite3, que nao
aulorisam concluso alguma de pes>.
Paca que se aprecie essa assevera -ao vaga do
accordao reproduzirci as presumpees que fqram
recapitulad is na sentenca appelladi a lis. IDO e
que corre ispresea.
Attendendo que nao est provado ter sido pes-
soa da casa dos embargantes N. O. Bieber & C,
que descontou ditas letras e recebeu a importan-
cia do respectivo descont :
Attendendo que os embargados depois do dia
12 de marco de 1858 alteraram a pratica at cu-
tio seguida na caixa para os descontos, de ma-
neira que faz crer teicm elles conhecido que me-
danle essa pralica podiam alli entrar letras fal-
sas :
Attendendo que as lelras que servirn) como
pecas de compareci nos referidos exanics e ar
Ainda nao foi aventurada, nos artigns de re-
daccao do Diario uma proposicfio, que nao fosse
provada logo de um modo evidente. Se alise
disse que o Sr. bispo eslava resolvido a abrir
concurso para provimento das freguezias vagas,
porque assim o aillrmou uma pessoa muito re-
lacinala no palacio da Soledade. Podia-se de-
clarar o nomo, e isso bastava para asna inteira
e completa justificaco ; mas deixa-se de o fazer
por pedido dessa mesma pessoa, que nao deseja
ser numerada. Foi uma fraude? (,usla-nos mui-
lo a crer quo o fosse ; mas, se foi, devenios crer
que o nico interesse que nhaesss pessoa, era
fazer terminar uma queslao, na qual s pode
perder o consistorio da Soledade, cujos manejos
se rao tornan lo mais patentas.
Mas o consistorio da Soledade procura mesmo
o escndalo, fazendo alarde de sua doploravel
obslinacao, julga-se loo solido, que nao ha po-
der na trra que o possa abalar! Collados! lia
muilo que os esmaga o poder da opinlao publi-
ca, o s a boa f de S. Exc. Rvm. os vai anda
sustendo por mais alguiis dias.
V a euria seu caminho de irregularidades,
affi onte o poder do moiiarcha c disponha a seu
talante dos beneficios ccclesiaslicos, dispenda
os pronunciados, S. Exc. como lhe cumpna
mandou tomar informacao a respeito, m:i3 espe-
remos que em breve o processo lomar seu curso
regular, para que Qquen) inpunes aquellos que
merecera justos castigos da le,
Sr. Tesiemnnha presencial, um conselho ; nem
sempre o precedonima permanece em segredo
religioso, por isso lance, mo de oulra vida que
nao c de deslustrar as reputaces de homens que
pela sua posicio estao foia do alcance de seme-
lliaues ataques.
Quoiram senhores redactores dar era seu
nal, lugar estas liuhas.
Ilecife, 8 de marco de 1860.
O Aracatyense.
Algodu -----U auitiiiui ntxttleu-su a SHW
eo regular 8j>20@por arrobo.
Assucar-----------Os branrc-3 venderam-so de
49600 a 5o 00 : os tmenos de
3500 a 3800 por arroba : os
mascavados purgados d 3>20O
3?400 ; o Canal de 30000 n
a&lOO, e o America do 2800
a 2js9u0 por arroba; constan-
do se fi/era venda de una par-
tida de 200saceos a 9 do corren-
te2ft500 por arroba, venda que
nao foi imitada.
Agurdente-------Vendeu-se a 100$000 a pipa.
Couros- Os seceos salgados venderam-
se de 280 a 290 rs. por libra.
Vendcu-se de 23600 a 3-000
or arroba,
dem a 2#900 por galo.
Baealbo----------Em atacado veiidnu-se a 12*500.
e a relalho de 12 a IMoDO
por barrica, ticandoem ser 6,000
barricas.
Batatas-----------Venderam-sedeSOO aljOOO por
arroba.
Carne seeca a niva do Rio-Gnnde vendeu-
se de 45200 a 5$800 por arroba,
e a velha de 2*000 a 3500, 11-
cando em ser 20.000 arrobas
da primeira. e 4,000 da segun-
da. Enlrou um carregamento
de Bueuos-Ayres com 7000 arro-
bas, que ainda nao abri proco.
Carreo de pedra- Vendeu-se de 20.? a 21g a to-
nelada.
Cerveja----------dem 49600 por duzia de
garrafas.
Cha----------------dem a 1*650 por libra.
Caf----------------dem de6#500 a 7$000 por ar-
roba-
Familia de trigo Chegaram nesla semana dous
carreganienlos, um de Trieste
o oulro de New-Orleans. com
osquncs o deposito-boje monta
a 29,6o0 barrieas, sendo 14,600
de Richmond, 11.500 de Tries-
te' 500 de Philadelpnia e 3,000
de New-Orlans. lendo-se ven-
dido de 173 a 19g000 por bar-
zem Silvj ^ Molla, wujuitmaules esiabetecidos
nesla eidadf, que qnerem f.'.zer citar Rfanoel
Jos da Silva Fernaodes, estabelecido com taber-
na na ra Augusta, para na primeira audiencia
reconhecer a sua assignatura posta era quatrn
documeiilos >untos, bem como obrigacao, sob
pena de revelia haverem-so como reconheddas
a assignatur o obrigacao, assighando-se-lhe os
TO dias da le par dentro delles pagar ou oppor
os embargos que livor sendo condemnado ao pa -
garoenlo da quanlia de 1:183^780, importancia
do mesmos documentos, e nos juros da lei des-
de seu voncimento.
Pedem a V. Exc. deferiracnlo, e porque o sup-
plicado se ache ausente em lugar nao sabido, rc-
querem a V. Exc. os admita justificacar, e 9en-'
do quanlo baste o julgue por sentenca, mandan-'
do pussar caria eJital por 30 das, afim de ser
por olla citado para a accao, sendo-lhe nomeado
curador.E R. M.O advogado, Brito Macedo
E mais se nao continha em tal pelico, na qual
dei o segninle despacho :
Distribuida. Justifique. Rccife 2 de fevereiro
de 1860.A. F. Perelii
Nada mais se continha em dito despacho, em
virtude do qual foi a mesma distribuida ao escri-
vao deste jui/.o Manoel Maria Rodrigues do Nas-
cimenlo ; e tendo os supplicantes produzido suas
provas, juslificou a ausencia do supplicado em
lugar nao sabido, o subiudo os autos nimba
concluso, iiclles profer a sentenca do theor se-
gun te :
vista da inqnirieo de fls. 8 a fls 9, julgo
provada a ausencia do justificado em lugar nao
sabido, polo que mando, que soja citado por edi-
to passando-se a respectiva corla com o prazo
do 30 dias, Boda a qual e sendo o ausente havido
por citado, se lhe nomear curador para com
este correr causa os seus termos ; pagas polo
justificante as cusas. Recie 5 de marodel86u.
A. F. Perelli.
E mais se nao continha cm dita niinha sen-
lenca aqui transcripta, em virtude da qual o es-
crivo fez passar a presente com o prazo de 30
dias, pelo qual chamo, cito e hei por citado ao
supplicado, para que dentro do referido prazo
compnreca nesie juizo para allegar sua defeza
por lodo o cunihciido na pelicao cima transcrip-
ta sob pena de revelia ; por lano. Inda e qual-
rica da primeira, 21 } a 2-'# da quer pessoa, prenles, amigos ou condecidos do
segunda, 18? da lerceira, e 175 referido supplicado o poder fazer scicnte do que
Publicares a pedido.
Illni. Sr. director da companhia do Beberibe.
Indo hoje s nove horas do dia por ordem de
V. s;- verse na casa de banlios pblicos do pa-
leo do Carino havia agua potavcl do encana-
mento, observei que havia lias banheiras e que
corra com bsstaute forca: o que tenho a par-
ticipar a V S.
Kscriplorio da companhia do Beberibe, 10 de
marco de 1860.
O escripturario da companhia,
llarcolino Joi Pupes.
IcOMMEaKGEO.
Alfamlega.
Rendimento do da 1 a 9 .
dem do dia 10......
125.01!g60
12:0809399
137:0959039
da quarta.
Dita de mandioca- Vendeu-se de 6JO0O a 7?000
o sacco.
ior-!FeiJao ----- dem delS600 a2j00 por ar-
roba.
Ferro--------------O inglez vendeu-se a 69 e o
Suecia a 8$ o quintal
Genebra Vendeu-se a 5? a frasquoira, c
260 rs. a botija, de ilamburgo.
Louca-------------A ordinaria vendeu-se com
275 por cont de premio sobre
a (aclara, rambio ao par.
A ingleza vendeu-se de 60 a
680 por libra, o a francoza de
460 a 4S0 rs., flcando em ser
cerca de 2,800 barris.
Massas-------------Vonderam-sc a 5$500 por ar-
roba.
dem ideni a caixa.
Os fiamengos venderam-so. de
1-600 a 2-? 150.
Vendeu-se de 120-?000 a 140$
a pipa.
Os de Lisboa venderam-se de
28 -1 no a 3000000 a pipa.
As slearias venderam-se a
600 rs. por libra
Descont----------Odinheiro lem sido procurado,
e os rebatos variaran) de 10 a
por cont ao anuo.
Fretes--------------Para o Canal a 25 pelo assu-
car, e 5/16 pelo algodo.
Manteiga-------
Passas- --------
Queijos- -
Vinagre --------
Vinhos -
Velas----------
lovimento da alfamle^ra
Lili amonios, .1 de II. 24, que olierere alguma em correspondencias nos jomaos a substancia da
semelhanca com as letras de fl. 4 o II. 7, esleve | caixa pia, assalarie escriptores em sua defosa,
o2 dias em poder de um empregado da caixa tn- pois que tao inepta que nem o pode fazer por
cumludo de seu registro :
Attendendo que costumando Freiss, caixa da
casa dos embargantes J. Keller 6l C.a ter prorap-
to de vespera o dinhero com que tinha de fazei
seus pagamentos, nao eslava preparado no dia
12 da marco do 1858p ara o pagamento das do
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumes sabidos cora fazendas
com gneros
219
39
------568
179
221
------303
fl. 4 e fl. 7, indicio de que nao contava com el-
las como se verdadoiras fossem.
casa dos embargantes .1. Keller t E.*declararan!
an vr as letras de fl. 4 e fl. 7 serem falsas asi
Armas dos acceitantes dolas' declaracfio, que fez I
no depois Rock socio da casa dos embargantes N.!
O. UieberL C.*, quanlo as firmas dosindossado-
res e dossaecadores, ionio os gerentes de arabas |
as casas communicado direeloria da caixa fi-
lial logo no dia 12 de marc serem falsas as le-
tras em quostao.
Attendendo que os embargantes sempre fo-
rana mui pontuaes cm seus pagamentos, e nao
teriam deixado de pagar as letras de fl. 4 o de fl.
7, se as nao livnssem considerado c se nao fos-
sem realmente falsas;
Attendendo que os embargantes, segando
dos autos consta sempre gozaram do maior con-
ceito deprobidade e sao do3 como incajpazes de
negaras suas firmas, e porlanto, nao provavcl,
que, se livessem firmado as lelras do II. i o fl
7, asdeclarassem falsas para subtrahirem caiva
si, injurie seus adversarios, porque dizem a ver-
dade, que ainda assim nao ter conseguido em-
bar a opiniao publica ; c so os tribunies da Ier-
ra lhe nao lomarem cstreitas conlas de lanos
erros, oulro tribunal haver, em presenca do
qual trcmeao de pavor csses falsos araulos da
religio.
Recite 7 de marco de 1860.
O Verdadexro Calholico.
Correspondencias.
Descarregam hoje 12 de marco.
Brigue inglezLimeso reslo.
Brigue inglezAdelaidcfazendas.
Barca americana Brasileira farinha de higo.
Escuna diuamarqueza Adeline farinha do
trigo.
Brigue sueco=Wilhelm Tersmeder=laboado.
Barca porluguezaSympalhiasardinhns.
Brigue portuguez Harmona diversos g-
neros
Brigue portuguezTarojopipas de vinho.
Talacho portugusiorco=diversos gneros.
Importuefin.
Brigue inglez Adelaide, viudo de Liverpool,
consignado a Arkwright i C, manifestou o se-
gninle :
40 fardos e 43 caixas lecido de algodao, 1 far-
irkwright
4C.
1114 caixas fazendas : a Kalkmann & C.
350 camas de ferro, 350 pares de abrasadores,
3 saceos o 3 barricas parafusos, 6 caixas o i barri-
cas ferro e madeira, 1 caixa cobre, 1 fardo !io ;
filial a importancia deltas, como se devia sup-
por, se realmente fossem verdadoiras. .
Attendendo que depois do dia 12 de marco
os embargantes N. O. Bieber & C." lem sido ad-
miltidos a fazer avullados descontos no Novo
Banco, Indicio do que as pessoasquo dirigem es-
te estabelecimenlo, e o cornmercio era geral nao
03 consideram como capazos de negareni suas
firmas, nem loni por verdadoiras as letras de fl.
4 c fl. 7.
Attendendo que nos livros commerciaes de
N. O. Bieber & C nal se achara mencionadas
as lelras do fl. 4 o fl. 7, indicio de nao seren ver-
dadelras, uma vez que nesses livros estao con-h
templadas todas as letras que nolles se procu-
raram, e em quo os mesmos embargantes inter-
fieran! com suas firmas.
Attendendo q io sempre se tendo reanudo sem
quebr o crdito dos embargantes, e nao lb.es
tendo faltado os nieins para acudirem as neces-
sidades e emergencias do seu oommercio, nao
llies ora crcOdO para fazerem frenle a algum
prejuizo, que livessem suffrido as suas casas, re-
correrem ao expediente de declararen! falsas le-
tras que o nao fossem.
Atlendendo que de todo improvavel que
qqalqtier dos gerentes da casa dos embargantes
N. O. Bieber ; C.a em 12 de nevembro de 1857
houvesse com sacrificio infallivel de sua posicao,
utuioe reputaeao, responsabUisado em beniueio
proprio a liiina da mesma c isa, sacando o des-
contando as lelras de fl. 4 n 11. 7, as quaes por
conseguinte se ao podem suppor por qualquer
delles firmadas.
V. attendendo que as referidas presumpees
consideradas em seu complexo fazom plena sua
grvida le, precisao o concordancia, mrmenle a
par dos exaraes e arbitramentos prova da falsi-
dada das lelras njuizadas a fl. 4 e ft 7, etc. etc.
Se oslas presumpees nao concluem pela fal-
Sidade das letras, recouhecida c declarada pelos
peritos, que lizeram os exames, e que pola sua
posicao, moralidade n reconhecida indiligencia,
sao inore'odores de toda a considerarlo; falsi-
dade que de mais a mais ioi corroborada pela
circiiinslaiicia de lor sido a proposla para e des-
cont assignada por pessoa desnonheeida e por
procuracao de firma diversa da que (igurava as
letras descontadas e ajuizadas, nao sei que nu-
tras mais graves, e mais precisas poderiam ser in-
vocadas.
Entretanto o accordao nao entrn em sua apre-
ciacio, o anelias diese que oram devagaces so-
bro a repulacao da firma da casa dos embargan-
tes, o que por corlo nao procedente, nem abo-
na a juslica do mesmo accordao: por esse modo
ao ha prova possivel, e bastara dizer-so que
nao procede, que nao melila em favor da falsi-
dade, alias declarada com inconleslavil funda-
mento pelos perilos, que proceder ni ao exame.
Verdade soja, que em nenhiima parle do ac-
cordam se assevera pasitivamente que as letras
demandadas sojam verdadeiras e no fundamento
antecedente, e do que tratoi cm primeiro lugar,
se diz que dos au'.os se ve quo as letras loram
descontadas por pessoa da casa dos embargantes;
mas cunsedida esta hypoihese, que alias inexac-
ta como s'e tem demonstrado, nao sa segu que
d'e'vpssem-ser coas'deradae verdadeiras as lelras
como o deveram ser, para em sua importancia
seren condena nados os embargantes como effec-
tvaraente o foram.
Corao este arlig da questode direilo acerca da prova que resul-
ta da comparai'o das lelras.
Kecife, 8 de'mnrco- de 1860.
J. t. G. Alcoforado,
A CASA DE CAMINBA & F1L1IOS.
A mais de qualro mezes, que esta casa, filial
i da do Aracaly, quebrou de fado, per nao ter fei-
! lo seus pagamentos nesla praca. vencidos em do dito de linho, 200 saceos arros ; a
oulubro prximo passado, e mesmo antes ; os
credores quizeram abrir-lhe a falencia, porm
lal illuzo bouve, que mudaram de intonsio, o
concederam-lhe urna moratoria por ora o dous
anana, particularmente. A ilrozao, que oslevou
a islo, foi um bataneo lizongeiro, que Caminha a Roslron Rooker & C.
Fillios apresentaram, no qual, mostrando apenas
um passivo do 300 e tantos conlos, mostravam
lambem um saldo a favor de oulros 300 e lanos
conlos. A primeira vista parece animosa um
bataneo senielhanle, porm, analisado que soja,
ver-se-ha, que elle por si consiituc uma peca
criminosa, reeheiada de falsidades, dolo e re-
conhecida ni f, nao s por que moslrava um
passivo menor de metade, do que na realidado
era, como por que alguns bens que forano des-
criptos, O foram por mais cinco vezes tanto de
seu justo valor ; o quera sabe, se mesmo no fo-
ram omiltidos alguns? Em fin nenhum credor
do Coar leve a honra de ver esse bataneo, o
osla reserva indicativa de alguma fraude, que
ali poda ser descoberla, ao passo que nesla
Praca, por falla de conhecedores oceulares, nao
o podia ser.
Isto deu-se aqui em Fernambuoo, Que fize-
rein pois Caminha & PilhoS na provincia do Cear
ondo existe a casa chefe, e onde devem cima
de 300 conlos ? Nenhum cavaco derao a seus
credores, s algum se apresentava, assustado pe-
los boatos, que chegaram desla praca, respon-
diara que nada recujsseio, pois que s preten-
dan moratoria aos credores da provincia intregal-
mente; ao passo que assim diziam, tralavam dedar
a maior octividade a suas cobra ocas ; caxeiros,
Ribos, sobrinhos, genros e adrenlos sahram
em diversas direeres, o Promotor Dr. Veras
tambera seceitoa o papel de caxeiro cobrador
pelos cenes, foi um coreo por toda parle, e se-
gundo dizem, cojherara nesla batida alguns 200
contos era gneros c dinhero. Porm que
Ifeito deste dinheiro c deslos gneros*? Quanlo
j ao dinheiro, o lera om si, os gneros porm lora
i sido exportados cm grande parlo, c em nome de
uessoas SUpostas, ja paro aqui, e j o capital, do
Cear. vendidos o interessados ; isto feito sua
respusta aos credores era, nao recebemos dinhei-
ros, nao podemos dar gneros, nao podemos
pagar por ora Assim loram Iludidos os cre-
dores de l e de cu, e Caminha & l'ilhos, escu-
dados em uma boa soma de dinheiro, por tc-
rem lodos oscredoros Ibes datado o (empopara Rendimentodo dia 1 a 9
dem do dia 10
NOTICIAS MARTIMAS.
Chegaram, procedentes deste porto :
Ao do Rio, a 2 do passado a hespanhola Mr-
ce.dita, com 11 dias de viagein ; c a 28, a canho-
neira Ignatemy, com 5 das da Babia.
Ao da Baha, a 26, o brigue escuna de guerra
ingleza tolphim, com 2 e meio das; a 1 do
corrento, os briguesinglezes Crescente e Dianty,
com 3 dias.
Sahram para esle porto :
Do do Ilio, a 26, os patachos feberibe c Ca-
pit ; a 27, o brigue prussiano Irania ; a 20, a
barca raneeza S. Louis.
Acham se car^a para este porto :
No do llio, o patacho liamburguez Piccioa, o
brigue nacional Belfo-Mar, e o palliabote dilo
Vicdade.
Baha, o palliabote Lindo Alfredo,
o do Maranhio, lio do EttO, n barca in-
rasil, c a barca portugueza Feliz Unio.
Avisos maritinios.
REALCOMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor,
No- dia 15- deste mez espera-se dosulovapor
T'jne, coiiiinaudanle JelicOC, O qual depois da
demura do costume seguir para Soutbampton.
locando nos porlos de S. Vicente e Lisboa : para
passageroseVc, trata-se cora os agentes Adam-
30u, Howie 1 C, ra do Trapiclie Novo n. 42-
N. R. Os embralhos s se recebem at do
horas-antes de se fecharen! as malas ou uma hora
pagando um pataco alera do respectivo frete.
COMPANHIA PER\AMBUCANA
CE
a vapor
O vapor narional Persimnja, commandantn
Lobato, seguir para os portos dd sul no dia 15
do correle s 5 horas da larde, recebe- carga at
0 dia 13s4 horas da laide. sendo a carga posta
a bordo aco-mpanhada dos despachos e conheci-
meutos. Os fretes serao pagos na gerencia.
4
4 fardos fasenda de ta ; a J. Crabtree & C.
100 caixas folha de (landres, 103 oniorulhos
arcos.de ferro; a A. Halzumbach.
1 caixa machina de furar ; a Samuel Slwal.
6 barricas obras de vidro ; a Johnston Pater
&C.
15 fardos fazendas de algodao ; a N. C'Bieber
&.C.
1 crrenles de ferro, 20 toneladas de cobre ; a
Isidoro llalliday & C.
49 toneladas de carvao de pedra, 14 farlos e2
caixas fazendas de algodao, 30 caixas cha ; a
Benry Gibson.
410 barricas cerveja, 7 fardos fazendas de al-
godao ; a C. J. Aslley & C.
4 fardos de algodu, 10 toneladas de ferro ; a
Barroca & Medeiros.
17 caixas vinho ; a Braga & Antunes.
5 ditas fazendas do algodao : a Braga & Silva.
50 barris manteiga ; a Teixeira Baslos 4 C.
1 caixa fazendas de nlgodo : a A. C. de Abren.
2 ditas holaxinhas, 1 dita presuntos, 1 dita
qneijos ; a Jos Fernandos Lima.
2 caixas presuntos, 3 ditas bolaxinhas ; a Fran-
cisco Jos Leite.
6 ditas bolaxinhas; a Tasso <& Irmo.
1 dita culilerias. 3 barris fechad 11 ras, I diln
ferragens, 1 dilo vidros ; a Henriue & Azevedo.
3 caixas presunlos, 2 ditas bolaxinhas ; 1 dita
mostarda, 4 barris linguas, 2 dilos cerveja ; a M.
J. (encalves Ponte.
18 fardos fazendas de algodao, 22 volumes H-
Iro, 200 barricas cerveja, 1 caixa pistolas, 93
barricas barrillia, 2 ditas presunlos o loucinho,
1 dita quejo, 3 ditas carne, 1 caixa bolaxinhas,
50 ditos cidra ; a ordem de diversos.
1 sacco amostra ; a diversos.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 9 21:1855709
dem do da 10....... 7;8;695
Italiia, U do marro.
CAMBIOS I". METAES.
Londres CO e 90 ds.25 la 25 1,2.
I'aris > 380 a 385 frs.
Ilamburgo 715 m. b. nom.
Lisboa 115" o.
Doblos despalillos31$ a 318300.
da patria31?.
Pecas de 6g40O velhas1700.
de 45-9;0U0.
Soberanos10?.
Pataccs brasiteiros 2j>l00.
hespanhoes2-^100.
mexicanos25.
Moyimento do porto.
25:92 \i 10 i
Diversas provincias.
isso ei-los afuitos e ouzados apresentaudo-se
nesla praca para irapor aos credores novas con-
veniencias, que importam na perda total, isto
, pr som garanta Que esperara pois os credores ?
Quercm ainda dar lempo a ellos ricolhereui al-
guns restos, que pelo mu anuo passado o nao
poderam fazer ; e que esperara conseguir, dapois
do invern presente ? Qui semel mendaz,sem-
per mendaz illudo-se ainda, qne essa lempo
ellos Ibes preparara o ultimo pacto de larde,
mal, e nunca. Anda lempo de saldvar al-
guma cousa c quando nada mais se Salve, de
punir una quebra tiro revistada de circumslan-
c.ias aggravanlcs, o monstruosas ; liaja uma pu-
nigo para que nao fique aberta esla brexa, que
ser a porta franca para uma bancarota geral ;
por causa da iuipunidade que quasi lodosos
iiioiiibros da familia de Cuiniiiha lem faiido, e
que o chefe da firma Caminha & Filhos lem
quebrado por lerceira vez, e eui cada uma das
vozhs que quebrou, quobrou sempre do um mo-
do mais aggravante, a segunda mais que a pri-
meire, a lerceira mais que a segunda. Si pois
os credores, redosos de um saJisfolorio resol-
lado, consorviin-se na inaecu, uo deve dexar
um fado semelhaiile impuno o Tribunal do Coro,
raercio, a quem, seguudo o arl. 807 du ced-
comnium, cumpro abrir a falencia cx-ofTicio, por
se adiar a casa de Caminha & Filhos insolvcu-
3:8103454
310, $069
4:120523
Cxportaco.
Escuna hollandeza Lummencr Argenline ,
viuda de Montevideo, consignada a Bastos & Le-
mns, manifestou o seguiule :'
2961 quintaes carne e 9 couros seceos : aos
mesmos.
Heeenedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 9 17:fJi7#65i
dem do dia 10.......1:562665
# Kacio entrado no dia 9.
Rio de Janeiro a Babia7 das, vapor portuguez
tlilford-llaven, de 1,772 toneladas, coramau-
danle Jos Mara deOliveira.
Navios entrados no dia 10.
Rio do Janeiro13 dias, barca biasilcira Impe-
ra triz Vencedora, de 3i2 toneladas, capitSo
A. Cesar de S Pereira. equipagem 13, em
lastro, a viuva de Amorim & Filhos.
Monte-Video22 dias, barca francoza Pigaro,
de 228 toneladas, capitn Guilhernie Leslie,
equipagem 11, carga mullas e tavallos ; a Tis-
set, frere & C.
Aracaly15 dias, hiale brasleiro Ezhalaeao, de
37 toneladas, capilo Antonio Manoel Alfonso,
equipagem 5, carga cera de carnauba e mais
gneros; a Gur.^cl & Irados.
Rio de Janeiro17dias, galera francoza Malvina
Cezard, de 423 toneladas, capilao Cromenln,
equipagem 1", em lastro ; a Tsset, frere i C.
Navios takidos no mesmo dia.
Portos do norteVapor brasleiro Iguirassii,
coinmandanlc segundo lente Joaquina A. Mo-
rcira.
Milfard-IIaven e portos intermediosVnpor por-
luguez Milford-llaveii, comraaudaule Jos Ma-
ria de Oliveira.
Gyense--Barca francoza Occidenl, capilo P.
ilausbois, em lastro.
cima lica dilo.
F. para chegar ao conhocimento de todos, man-
do passar o presento que ser afiliado nos luga-
res do costme e publicado pela imprensa.
Dado o pasfado nesta cidade do Recife aos 9
do mac;o de 1860, trisegimo nono da indepen-
dencia do imperio do Brasil.
F.u Manoel Maria Rodrigues do Nascimcnlo,
escrivo a subscrevi.
Anselmo Francisco Verelli.
0 Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplenle da piimeira vara e do ci-
vel e crime desla cidade do Recife provincia
de Pernambuco, om virtude da lei, etc.
Faco saber aos que a presente caria de edites
vlroiii, om como o bucharel Diodoro Ulpiauo Coe-
Iho Catanho me fez a pctiQio do theor seguinle :
Ulm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz o barharel Diodoro Utplano Coelho Cata-
nho, curador da preta liberta Jacintha, que mo-
rcado por este juizo escrivo Saraiva] Manuel
Sebastin de Amorim, aecao de libello, contra a
curada do suplicante para desi'arlo invalidar ca-
prixosamente a lberdade da mesma, correndo a
causa seus lermns ordinarios, e adiando-se [aD-
nal] nas raz >s liuacs, acontece que leudo \<'.o os
aulos coiii vista ao advogado do supplicado para
apresenlsr as razos, este viera com una cotta,
allegando nao continuar no patrocinio da causa,
pelo que subiudu o aulos a concluso tora por
este juizo proferido o despacho interlocutorio no
di.1 2 de selembro di^ 18)8, mandando que fosse
citado o supplicado pora uosenr oulro advogado,
succede porra que o supplicado vendo que por
nenhuma forma podia destruir a lberdade de
minlia curada, abaujunando a causa, ausentara-
se para fora da cidade, para lugar incerto e nao
sabido ; o porque nao couvonlia ao direilo e li-
berdade de miaha curada, ficar a causa parada
ndeDnitivamenle, por isso achando-se n mesma
causa parada ha mais de 6 mozos, vem o suppli-
cante requerer a V. S. se digne mandar passar
escriplos editaos com o prazo improrogavel de
10 das, para por meio delles, ser o supplicado
citado, para ver remover o instancia da mesma,
e constituir elle novo advogado, que continu na
dcfezi de sen direilo, sob pena de revelia, o de
seguir a causa os termos ulteriores a revelia do
supplicado.
Nestcs termos pede a V. S. defer ment.E
R. M.O cura lor, Catanho.
li mais se nao continha em dita petco aqui
fielmente transcripta, na qual dei e profer o
nieu despacho do theor verbum adverbum, forma
modo e maneira seguiole :
Passo escriplos editaes. Recife 9 de fevereiro
de 1850.Serfico
E mais se nao continha e nem alguma outra
cousa se declarara em dito raeu despacho aqu
hora e fielmente copiado e transcripto, em vir-
tude do qual o escrivo que subsereveu, man-
dn passar a presenta caria de editos com o pra-
zo de 10 dias ; pola qual o seu llieor se chama o
intima e hei por intimado ao dito ausente cima
declarado de tudo o coftteudo na peticao o des-
pacho cima transcripto. Pelo quo toda e qual-
quer pessoa, prenles ou amigos do dilo suppli
cado o podor fazer srienle do que cima rica
exposto, e o porleiro do juizo txar a prsenle
caria no lugar do costume, e ser publicada pela
i 111 pro usa.
Dad,1 o passada nesta cdadi do Recife de Per-
nambuco, aos 29 dias do moz de fevereiro de
1860. Eu Joo Saraiva de Araujo Galvo, escri-
vo a subscrevi.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
C01FAMI.4 BHASLIEIBA
DE
flWDRIS 171DS,
O vapor O'japock, commandanle ti capitote-
nante Santa Barbara, espera-se dos porlos i:>
sul em seguimenlu aos do norte at o dia 13 do
corrale.
Recebo-se desde j passageiros, frelo de di-
nheiro o encomrnendns o engaja se a carea que
o vapor poder condu/.ir, sendo os volumes des-
pachados com antecedencia at a vespera de
sua chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Para Lisbun.
Pretende sabir rom brevdade a barca Tro,
por ter parte do seu carregamento pronr.do, para
o completo do qual recebo carga a fele, e (em
boas accommodaces para alguns passageiros :
ouein pretender uma, ou nutra cousa, se pode
entender com os consignatarios Amorim lrmos,
ru da Cruz n. 3, 011 rom o capilo Jos Emir:
ftibeiro, na prega do Cornmercio.
Aracaly
so recebe carga : tral
, ra da Madre de De
Para o Porto
hiato Duvidoso recebe carga : trata-se com
lilis & Irmo, ra da Madre de Dos n. 2.
Har-
Dee.ara^ofcs.
19:510g3l9
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 9
dem do dia 10
0 * ce 0. 0 Q. 5' S s 1 5 1 Horas.
w w c V. Vi P5 {I V. I c/> I n | Atmosphera.
s. S Direcco. < sa H 0
tf St S r 1 s 1 1 Inlensidade.
co CO 13 ce co ac O' -4 ?a 1 G< 1 Centgrado. H Pl 0 < H
VA ti} W b> co 01 ?A tu Va le 1 Beaumnr.
35 co 10, -1 Cl -1 til 0 ^ 1 Fahrenheit
1 Hygrometro.
w c;i 0 3 1 b3 > Barmetro ,
> a
o ir.
r: Bl
ce
H
X
s
a
E"
C
c
n
>
() Aprovelamos a occasio para declarar que
o Diario nunca recebeu paga alguma ou qual-
quer oulra retribuico, pela insereno dos actos
Jo S. Exc. Rvm., nem pelas dufesas que se lhe
teem feito em resposla a arguices rnligas ou
moderuns, e aiuda nienes por irapress5cs avulsas.
A Rtfacro.
21:174579)
9142U
22:089j038
Praca do Recife
10 de na ri de ISISO.
As 3 horas da tarde.
REVISTA SEMANAL.
Cambios Os saques variaran?, flpg.i,, 2b
o/f' ^^l/*. 25-5/8
5-3/4. d. por 1$ sobre Lon-
73nS' -^" Por fr- sobro ,>oris-
J^.m. b. sobreHamburgo1l2a
il50/0 de premio* sobre Porlu-
sjal.e meio por cont de rebate
sobre o Rio de Janeiro; montan-
r. doos saques negociados sobiea
Europa a 180 mil 6,
A noite clara cora alguns nevoeiros o aguacei-
ros, ver.to SE, veio para o terral e assim ama-
nhocen.
OSClI.l VXO a\ MARK.
Preamar as G h 30' da nianha, altura &.0 p.
Baixamar as 0 h 42 da nianha, altura 0.75 p
Observatorio do arsenal de marinha 10 de mar-
co de 1860 Virgas Jvrtion.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador
da imperial or Jeni da Rosa, e juiz de direilo
especial do cornmercio desla cidade do Recife,
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, quo
Deus guarde, etc.
Paco saber aos qne o presente edital virem, e
delle noticia tivercm, em como Silva c\ Molla me
dirigirain por escripia a pejicao do, Iheor se-
guinle .
Illm. e Exra. Sr. Dr. juiz do cornmercio.Di-
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para orneeiment
do arsenal de guerra, tem de compraros ob
jectos seguinles :
Para a fortaleza dos Sanios Beis Magos da pro-
vincia do llio Grande do Norte.
2 bandeiras de seis pannos de Plele com ar-
mas imperiaes.
Para o 10 batalho de infinitara.
211 esleirs de palha de carnauba ; 2oO grava-
fas de sola de lustre ; 200 mantas de la.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas ornearla fechada na secretaria
du conselho, s 10 horas da manha do dia 16
do corrate mez.
Sala das sessoes do conselho adminislralivo
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
niar<;o de 1860.liento ios Lnmenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim l'ereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
A cmara municipal desta cidade faz publi-
co, para conheciraenlo de quem interessar que
iie.la data propoz ao Exm. presidente da provin-
cia a utilidade da desapropriacao do solo da casa
demolida na ra do Codorniz, perlencente a Joo
Jos Fernandos de Carvalho, residente nesla ci-
dade, afim de que verificada por S. Exc. a utili-
dade da desapropriacao, possa a mesma cmara
tratar do processo d ndemnisaco.
Paco da cmara municipal do Recife era ses-
BO de 27 de fevereiro de 1860.Joaquira Lucio
Montura da Franca, prn-prcsidenle. Manoel
Fereira Accioli, secretario.
Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objctos
seguinles :
Para o 4." batalho de artilheria a p.
27 cinturoes de panno carinesim com galao de
011ro e chana de metal douradn para msicos;
27 toreados com punhos e ponteiras douradas; 1
cinluro de carmesim com galo de prata para
tambor mor; 1 talabarte de carmesim com ga-
lo de prata ; 1 baslo com caslo e pontoira
doeada : 1 terrado com guarda e pontoira dou-
rada ; 1 fiador de prata para toreado ; 16 cor-
does do carmesim para canudos de inferiores.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho As 10 horas da manha do dia 14 do
corrate mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra, 7 de
marco do 1860.Banfo Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.Francisco Jeaquim Perei-
ra Lobo coronel vogal secretario interino.
Pela contadnria da cmara municipal do
Recife se faz publico que no fim do corrente me7
se lermii a o prazo para o pagamento, sera mul-
ta, do imposto municipal sobre estabelcciroen-
tos.O contador. Jonqvitn Tavares Bodovalho.
Por ordem da inspectora da sonde do por-
to se iaz publico, que nenhuma pessoa doente de
felre amnrella procedente de borda dos navios,
poder ser recebida e tratada no centro desla ci-
dade.
O secretario, redro Ronnejl.Inspectora ',
saude do porlo, 8 de marco d,e 1860.
O velciro o bem conhecido brigue portuguez
Harmona, pretende seguir cora muita brevda-
de, tem parte de seu carregamento prnmplo :
para o reslo que lhe falla trata-se com os con-
signatarios Azeredo & Mendos, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1, 011 com o C3pilo Ama Id Fer-
nandos dos Reis, na praca.
Para a pitia.
O veleiro e bem conhecido patacho narional
Amazonas 11 pretende seguir com muita brev-
dade, tem parte do sen carregamento prompto :
para o resto que lhe falla, trata-se com os con-
signatarios Azevedo & Mendes, 110 seu escriplo-
rio ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa
vai sabir impretorivelmente no dia 25 do c-,rr<-n-
le, o brigue portuguez Soberano, para carga e
passageiros. a quera nlereeo bous romrnodos,
trata-se com o consignatario Thomaz de Aquno
Fonseca, ou com o capilo na praca.
Attencao.
ti
Vendo-se a barraba Douradinha, de 750 ar-
robas fcOO saceos, construida com ns mol boros
madeiras e bom massatae, de segunda viagem ;
quem pretender dirija-se ao raes do llamos 11.
2, a fallar com Prxedes da Silva (usmo.
O patacho portuguez Sonta & C. capilo
Francisco Joaquira de Sonza, pretendo sahir im-
preierivelmonte no dia 20 do crlenle para R
Ihd de San-Miguel, anda pode receber alguma
carga raiuda : quem pretender entenda-se com
Jno Tacaros Cordeiro, na travessa da Madre de
Dos n. 9, ou com o referido capilo.
Porlo.
A bem conhecida barca portugueza
tliia, por sua exeelente marcha
acha-se proposla a tomar carga
que se dcslinem cidade do Porlo, par onde
lem de seguir brevemente : os pretendemos, de
umaou oulra cousa, eniondam-se com os consig-
natarios, ra da Cr.deia do Recife q. 12.
Sympa-
e conslruecao,
o passageiros.
Para Lisboa.
Vai sahir em poneos di is por ter par-
te da carga prompta, a bem coabectda
barca Gratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consiga ta-
nos CarvaHio, Nogueira & C, ra du>
Vigario n. 9, primeiro andar, 011 com
o capitao A. P. Bjrges Pestaa, na
praca.
Para o Rio de Janoiro.
O bem conhecido brigue nacional Laura pre-
tende seguir nestes oito dias, s recebe alguma
carga miuda, passageiros e escravos a frote, para.
os quaes tem encellantes commodos : trata-se-
co m os seus consignatarios Azevedo & Meodes,
no seu escriplorio ra da Cruz 11. 1.
Vende se uma barcaca nova de-
primeira viagem, construida de aaareU
lo.com muito bom mcame, amarra de
ferro e prompta de tudo para viajar :
os pretendentes dirijam-se para ve-la
a escadinba da alfandega e para .justar
na ra do Queimado n. 59.
Maranhao ePar.
O veleiro patacho Alfredo, capilao Manoel da
Silva Snnloi, tem, parle do carregamento con-
tristad., o pretenda seguir com toda a brevdade
aos pojio3 indicados: para a carga que lhe Calta
iralH-secoro os consignatarios Almeida Gomes,
Alvos & C, ra da Cruz n. 27.
Leiloes.
lima taberna.
NA
4 do corrente.
aulorisado por mandado do
Ra Augusta n ^5
Quarta-feira
O agente Bf
{' m'|f- -"o. Sr. Dr. juiz especil'do cornmercio.
,lr* .eilo to dia supracitado, dos gneros e bens
'que a requerimenlo de Silva & Molla, foram ar-
restados a Manoel Jos da Silva Fernandos, os
quaes se acham era a taberna sita na ra Angust*
n. li onde lera lugar c leilo, que principiar
as U horas era pooio.


<*)
V
A PRAZO
DE
Cortes de vesti los de se-
da preta coni folios bor-
dados a velludo.
Quinta-feira 15 do crvente.
O agento Hyppolito da Silva fura'
leilao de um rico e magnifico sortimen-
to de cortes de vestidos de seda preta
bordados a velludo, sendo todos de es-
colindo gosto, o referido gente previne
a todos os Srs. logistas de azendas que
o leilo sem limites e entrega por todo
preQO no seu rmacm ra do Impera-
dor n. 11 C.
A 13 do corrente.
O prepnslod:>agenle Oliveira ar lcilao por
conta e risco dequem pertencer, de um rcslo de
ttnu a oleo em latos e de l horras de ferro do
4 I|Z pollegadas para fechar cotilas : terca-feira
J i ao cnenle, ao lucio dia, no caes do Forle
a-.
Moviniento do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia, no
mez de fevereiro de 1860.
Ficaram em Iratamento era 31 de
w aDeiro ,.........15 doentes
Entraram durante o mez.....iy
DIARIO DE PERKAMBUCO. SEGUNDA FE1RA 1-2 DE MARCO DB 1860.
Total.
34
Saliir.im curados.......JJ
Falleceram.......' 7
Ficaram em Iratamento 15
Total.
3t
13 do corrente.
O. Donnel, eapitao do navio inglez John & Lu-
1 /, tara letlao por interveocao do preposto do
agente Oliveira, cora auiorisaco do Illm. Sr.
inspector da alfandega desta cidade. em prcsenca
do igenle Lloyds, epor conla e risco de quem
: rlencer, de '1 correntes de ferro cora 103 bra-
via urna, 1 ancora, I caldeira ele, c irais
I s do urna machina de serrar, salvados do
- i| radito navio, naufragada no losar das Carcas
em outubro de 1S59: lefca-feira 13 do corrente,
us II horas da mauhaa, no armazcm alandegud
1 1 Sr. Araujo, no Forte do Mallos.
Dos fallecidos foram : 5 de febre amarclla, 1
de ttano e 1 de febre intermitiente.
Foram vichadas as enfermaras pelo Sr. Dr
Prxedes Gomes de Souza Pilanga.
Pede-se a senhora viuva ou algum dos fi-
los do Unido Antonio de Sa Cavalcanle Lins o
favor de dirigir-se a ra do Hortas n. 22, que se
desoja fallar a negocio de seu inleresse.
Precisa-so de urna ama : no pateo do Ter-
co n.2C.
Algodo com de-
leito, a 2,500 a
peca:
na ra do Queimado n. 19, est se acabando.
Madapolo com to-
que, a 3,000 a
peca :
na ra do Queimado n. 19, antes que se acabe.
Algodo monstro
com oito palmos, a 000
rs. a vara:
.Va ra do Queimado n 19 rende-sn este
godao proprio para loalhas e lences, por
muilo la ru.
Una casa c terreno
No Caxang.
Terca-feira 13 do corrente.
al-
ser
o
agente Borja autorisado por mandado do v E"ouM rao s* d
. Sr. Dr. diz de ornhiins a in,,,,,,,;,,,........... vtr_muilo Pouco da fa/onda.
ni. Sr. Dr.joiz de orphos a requerimenlo do
Dr. curador gercl, far leilocmseu
i!,! ra do Imperador n. 15, dos movis ,
de laipa ceberta de lelha, cozinha e em
- torc ros, sita ni povoacao do Caxang
fieguo/ia da Vanea, e tambera de um torrlo
extrema peto nasecnte oom o quintal da
ni.DCionada casa, ludo perlencente a heranca de
Iiomoahio Alves de Lima.
Os pretendenles que quizerem inTormaroes oo-
dirigir-so ao agente annunciaute. *
Principiar as 11 horas em poni.
V 2$000 ris cada urna.
Coberlas de chita : na ra do Queimado n. 19.
Cambraia
de 320 por 1G0 rs. o covado,
para acabar, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambra.as de lislras c quadros muito largos,
icio pre.o acuna, e nao se dao amostras por ha-
Joo Baptista Soares Uuimaraes, pela rapi-
dez de sua viagem Europa, nao tendo-se des-
pedidopessoalraente de lodos os seus amigos
como desejava. o faz pelo presente, ofTerecendo
seu limitado prestimo em Lisboa e Porto, onde
pretende demorar-se algum lempo
Recife 10 de marco de 1860.
= 0 abaixo assignado, nao tendo lempo de
de3pedir-se de todos os seus amigos e conheci-
dos, cm consequencia da inesperada chegada do
paquete porluguez Milford Haven, pede des-
culpa desta falla involuntaria ; e offerece seu
prestimo em Lisboa ou em qualquer parte onde
o deslino o conduzir.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
Precisa-se de 6 a 8 contos de ris a pre-
mio, dando-se por hypotheca bens de raiz:
tuetn quizer fazer esse negocio annuncie para
ser procurado.
Vicho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&c ra da
Cruz n. 10 enconlra-se o deposito das'bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburc Frres
c dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tera as seguintes qualidades
De Bradenburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Marga ux.
La rose.
Chteau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldekop fc Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mes ma casa ha
vender:
Slierry cm barris.
Madeira era barris.
Cognac cni barris. qualidade fina -
Cognac cm caixas-qualidade inferior.
Ccrveja branca.
Thomaz de Firas saca sobre o
Porto pelo paquete inglez Tvne : es-
ctiptorio ra do Trapiche n. 40.
Do sitio da ra dos Pocos dos Ar-
rogados n, oi (Piranga), furtaram na
no i te de 8 para 9 do corrente, urna ba-
para
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DominausJose Ferreira.com toja de se-
leiro na ra Nova n. 19, faz scionte ao respeita-
vel corpo de commejcio desta pra^a, que tendo
de relirar-se para a Europa, a Iratar de sua sau-
de, deixa por seus procuradores, om primeiro lu-
gar aoSr. Antonio Ferreira Braga, era segundo
lugar ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda e
cm terceiro ao Sr Jos Maria da Paixao ; e fica
de nenhum effeilo outra qualquer procuracao
que possa apparecer. Recife 8 de margo de 1860.
. Quem precisar de urna ama que cosa c en-
gomme cora perfeicao e de mu i los bonscostu-
tues, dinja-se ra do Caldereiro n. 80.
c.. D. Themotia Josepha Carneiro Maciel da
buya, viuva e inventariante de seu marido o ca-
pitao Hemelerio Maciel da Silva, convida aos ere-
dores de seu casal para que apresenlem suas u 5!r ^
contas legalraente justificadas, em casa do sua "ci?0^
residencia na ra de Santa Rila n. 85, alim de ^
seren altendidas as parlilhas que est procc-
dendo pelo juizode orphos desta cidade.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prati-
ca de padana, e que abone sua capacidade, &
vista daqualsedar bom ordenado, assiracomo' 5.'
se precisa de ura forneiro para a raesraa pada-
na : no pateo da Santa Cruz n. 55.
Jos Francisco Rodrigues da Cosa, socio
liquid.tano da exmela firma social SiNeira &
tosa, declara pelo presente que tera ultimado o
S .d.a '"lui^o da mosma razao social,
restando-lhe smenle saldar o debito por ella1
contrahido no eslal.eleclmenlo do Jos Joaquim I
Alves, o que j nao o fez por nao Ihe ter sido !
anda possivel obter do dito Alves, urna conla
exacta e especificada de todas as compras pela
exmela razao e elle feitas. O annuncianle acrc-
uua nao Ihe restar, como encarregado da liqui- !
acao, obrigacao alguina, que livesse deixado de
saiislazer; se poreni alguem so considerar cre-
dor da referida extincta firma, aprsente seus li-
tlos, ou cuntas no prazo de 8 dias, para que
". sejara saldadas. Recife 8 de marro
ua louO. '
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rmenlo do I ^~. _
:sss tBiBfls de so parame-
inha e em I | ^
nios de escola.
Vendem-sc na ra do Queimado n. 19. cha-
da um S6da pafa meninos- -S000 ca-
Algodo azul americano
proprio para roupa de es-
cravos,
nhPirnr--mUIn1onco,'?',do-a320rs- Jrda, di-
madnSU ar,,lazc,n da rua J uei-
SS0CL4C0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Em sessao-do conselho do dia 4 do emente,
Terca-feira 13 do corrente.
'i agente Borja far leilo era seu arma/.em na
do Imperador n. 15. por despacho do Illm.
Sr. Dr. jaiz de orphios e a requerimenlo de
I) rmenegildo hduardo Reg Monleiro, curador
no reorido
tara a e\;\\uf de quem o pretender
armazem no dia cima designado.
Na raesma occasiao.
vender urna eserara peca com habilidades.
Dar principio sll horas era ponto.
Avisos diversos.
Ra da Iniperatriz n. 37.
Na cocheira da ra cima, rceolhom-se carros
cabriolis, cavallos e tralam-se por menos d
que em outra qualquer parte, podendo as p*ssoas
q le al recolherem, irem ver ou examinar du-
raiile o da e noita.
Domingos Jos Fer-
icira pela rapidez, de sua viagem Europa, nao
Ihe 01 poss.vel despedir-se de lodas as pesso
de sua ami/ade, as quaes pede desculpa pela fal-
' untaria commeillida, e Ihe offerece o seu
b P m0 "as cidadcs de Lisboa Porto
Curso paritular.
Intonio Joaquim de Paseos, autorisado pela
directora geral da inslruccao publica, ensina
triz nf 19 CCZ '' l" SUa Casa a rua da ImPa-
Precisa-se de urna ama que cozinha e en -
ira um homem solleiro : a tratar na
"andar" ** Sj"la RU" "' 37> ******
Xa propriedade jun-
io no gazometro aluga-se ama sala e quarto com
equeno quintal com ca imba, ladrilhado e
renocado de novo : procurem no mesrao lugar, a
'com o proprielario.
Vieira e Roihechilde dissolveram a socie-
qoe linhara na loja de bilheles da praca da
ipi T-. sio j ;""" "uisua na penas i
ncJrA iS es,a(i,los. afil" de indemnrsarem
0 cofre social as suas mensalidades, c no caso de
cumri??"* ^^ dCSle PraZ0' COnselh
cumpnr o que manda os estatuios.
Mntan'if'S da A?soca,;"> PP"lr de Soccorros
no Frn o mp% d 186 secretario inle-
nno, Francisco Pedro de Adoincula.
ca, tenha a bondade de mandar
rar o vendedor ou vendedora.
Casa para alugar.
Traspassa-se as chaves do
segundo andar da rua do Im-
perador n. 21 [outr'ora Collo-
?loJ pagando-se parle das
bemfeitorias que com o mes-
moseOzeram: a tratar com
Polvcarpo Jos Lavme no pri-,
meiro andar da sobredi ta casa.! \
^SOYO ARMAZEM
DE
Fazendas c
DE
VABI1
o: ~ N,1"es & Irniao declarara, para inlelligen-
na,n^ S7iSfrPg.uezos> 1" Sr- Joaquim Hoy- 3
mundo Alves de Azcvedo deixou de ser seu cai- m
xeiro. Recife 8 de margo de 1860.
Na rua Bella n. 10, precisa-se de urna ama
para comprar c cozinhar para urna pessoa. S
_ Caetano Pinto de Veras faz scientc a quem e
nlcressar que esl era exercicio da vara de juiz 5
de paz do 4" auno, do primeiro distrkio da fre- S
guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-! f
la cidade, para que foi cleilo c que despacha na g
a de sua residencia rua de S. Francisco n. 8, s
c que i W
4 ll2
ca fjrande de rame ia nsnrln im
as n-ssna a ,.,11 t J .' ,' ,l.0{'Vse i cm qualquer parte que for encontrado ;
m pwssoas a quem forolierecida dita ba- ^ audiencia as tercas e sextas-feiras as 4
i, tenha a bondade de mandar girar. !?<,a.Ure ***>* ja tem annunciado, na casa
1"S das auJ'encias. Recife 29 de fevereiro
de looO.
^ O r. Cosme de
fde volta de sua viagem nstructi
s,
r
&
modas, S
y
8 ti va a Europa continua no exer-|(
jCco de sua prolissao medica.
f Da' consultas em seu escripto-L
U-\o, no bairro do Recife, rua da^
iCruz n. 53, todos os das, menosa|
] nos domingos, desde as G dorase
| t as 10 da manha, sobre
seguintes pontos :
' Molestias de ollios ;
. Molestias de coracSo e
peito ;
. Molestias dos orgos da gera-ff
cao, e do anus ; "^
. Praticara' toda e qualqucrN
utBcj er^^ffiacce3iflL(OCio:*-*
Seguro conra Fogo
COMPAIHIA
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.
Yende-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro para
purgar assucar.
Eslanho em barra.
Veraz copal.
Palhiuha para marci-
iieh(,.
Yinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimde vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
t 5
SI
3-" O
w -^ c
8.- *
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2.2.-
aJ.g
"5 O O
a
n
o
3
S
E
a
-o

Cfcs
S2
ZS2
CZ2
>D

Cidade di Victoria.
O abaixo assignado pede as pessoas que lera
em seu poder dinheiros de ouro e prala que ha-
ara do tirar no prazo de 30 di. contados de
hoje, sob pena de seren vendidas para stu Dt
^>^ur n5Pode ma es,!era c
para que nao se chame a ignorancia se faz este
p i.a 0i* 'JC Freitas Pinto e Souza.
Cidade da \iclona, 8 de marco de.1800.
1W31,
;45- RUA NOVA-45|
3 Os propnelarios desle novo eslabeleci- *3 'S
@ monto que desde hoje se acha aborto a
T4 concurrencia publica, recebendo directa- *
@ menle de Paris o Londres por todos os *a
paquetes arligos de modas que constiluc o
@ mais bello sorlimenlo de fazendas era apu- >
$ rado goslo, lera resolvido para merece-
@ reto a altencao do respeitavel publico
@ venderem as suas fazendas com muita mo-
j dicidadede preco.
O exame das pessoas que o cen
liSuItarem sera' feto indistincta-
I Joao Pereira, subdito porluguez, relira-se
para fura do imperio.
Precisa-se saber onde exislc a Sra. D. Ma-
Attenco.
nnhlf,S?lgD-ad? faz 8ciente o respeitavel
merdn 'm.o i' Pnn,Pa,fnle ^orpo de cora-
m,Vm T,0.coP!prou a lojademiudezas de Joa-
SnUba^ L" dG Caslr^ '}" n rua a Im-
psraln/n. ,2A, quc glrar de ora dj
assignado. Recife 11 de marco de 1860.
Utlartno Soares da Silceira.
Sanalo.
CizYt J;1mCS CJabl^& C na rua do
2e3nur' Tdem-se lal com salmao, de 1.
^ e mira*, de superior qua idade, chesjado nel
ultime navio em direitura de Terrk-Nova, P
Bom negocio.
lelra3^ rLCT J?JSC cenl de reb;>le, urna
auem : "'i- & I'",,0S- vencida c "o paga :
quera quizer dir.ja-se ao Sr. Marcelino Jos de
Altencao.
140 riJSe1iSlfr-,SUSerOr,S 1/',""i-as d0 ser,5oa
iwi rus a libra, presunto de hambre a 640 rs
toU&iDfr l,oral dilafrancezaaVlo:
operacao quejulgnrconvenien->;.
te para o restabelecimento dos?
seus doentes. **
:; ^ na Flonnda de Jess, filha do Sr. Manoel da Cos-
ta Moura Bravo, que morn na cidade da Victo-
ria, Lsta senhora viuva e consja ter morado ul-
mente, e na ordem de suas en- <3ft n,Ta^ien ,no cnSen,, d'Agoafria: roga-tc
t,~A f i ffl Csma se"hnra ou a quera della noticia tfver do
ti odas; iazendo excepruo OS doen-g: Procurar o Sr. Frederico Velloso Koop no Forte
tes de oihos.ou aquellesque por S m Ma.ttos- ,r8Phe n. 9 B, ou annunciar a sua
motivojustoobtiverem hora mar.| i2I2!2LpMi 8er Procurada. Pa" neg do de seu
cada para este im. |
A applicacao dealguns medicad
mentos indispensaveis em varios^
casos, como o do sulfato de airo-^
i pina etc.) sera' feito,ou concedido fe
.gratuitamente. A conianca que fe
nelles deposita, a presteza'de sua "
inleresse.
^^^^k.
accao, e a necessidade prom|
pendencia n. 22. Recife 10 de marco
de
Antonio dos Santos Vieira.
daTraia n sT Um CaSal d larlaruSas : na rua
O abaixo assignado nao podendo despedir-se
oe toaos os seus amigos e alleicoados, cm virtu-
' rap', e A! s"a ""geni, o faz por ineio
deste, pedindo-lhca desculpa desta falla invo-
luntaria, oirerecendo-lhes seu diminuto prestimo
na dades da Lisboa e Porio.
Jos Joaquim de l'inho Mendonca.
O Sr. Domingos Jos'da Costa Gui'raaraes w
lenna a bondade de procurar urna carta vinda do i n. 36.
V TI I 111 Iri'K^-ia .:__________ _
PROVINCIA.
->a orara lia Inilonon,)...,;-_ na _.,._
nU'f>na llVrar'a u"iversa1, rua do Imperador
Pede-se a quem annunciou por este Diario
que na casa n. da rua do Queimado liavia ne-
gocw de inleresse para com o abaixo assignado
q mira declarar pelo mesmo Diario, qua? fsl
:io, aflm do que sua repulacao nao fique
. .ti duv.da, e nem supponha alguem consa di-
''. "t'gocio, que nao preciso occul-
,. Antonio Jos Lopes Filho.
- No engenho Quepe, freguezia da Luz, dis-
lante da capital pouco mais de cinco laKuas
junto a estrada de Pao d'Alho. ha dous sitios
tribara e bons terrenos de planlacao, e promet-
te-se moer as cannas era lempo : quera os prc-
r dinja-sc ao mesmo engenho que achara
com quera tratar.
9fiinnA0"iprT"S.0 ni?ed,is de "ro de 16 c
-U8WU, moedas de 5 francos e pataees mexica-
nos : na praca da Independencia n. 22.
A pessoa que por este Diario fez um an-
nuncio a respeito da casa da rua dos Pesadores
ii. T, hjuesahendo que 3 referida casa foi ven-
o.n no da 3 do crrenle, por cscriplura pas-
sada pelo labelliao Almeida
e,.T; ,,,roc,s'1"seallJSar,ima Prela escrava, que
eaiba lavar, engommar e cozer : na rua da C?uz
n. .i, segundo andar.
* ZJShS. "m bole grnde bem construido
rnhro- *'ca"er novo pregado e cncavilhado de
.obre. na rua da Cadp do Recife n. 01.
onSo^n Ind,iPfndenca n. 22 acham se ex-
508?n8.a1,c.na-os bilheles e racios da 3a parle
da *' 'olera do Senhor Rora-Jesus da Via-Sa-
cri garantidos por Santos Vieira, os quaes se
conunuam a vender as casas era queq se ve-
diam os do Vioira & Rolhechild.
Bilheles 6g000
Meios 3j>300
rniTir rCm qu'?er a,UMr uma erioulinha para
and^rcora meninos dirija-se a rua do Hospicio
No dia 6 do corrente fugiram do engenho
lr n T!I FilpD0- eab". estatura re 'u-
ar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to reprsenla ter 32 annos de idade. falla bem
So". 'rul0, 'tu MarC0n0' dnacao An:
bt^lUa' ,0.e..s:eoco- em barba, tem nos
O Sr. thesoureiro manda fazer pu-;,
bltco que se acham a venda todos 03 dias |
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26e nascasas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fonjes ate
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
tes^e meios da terceira parte da pri
meira lotera do Senhor Bom Jess da
Va-Sacra, cujas rodas deverao andar
tmpreterivelmente o dia 24 do corrente
mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente {azer publico que as casas
cima mencionadas se acliam bilhetes
de numeracao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 10 de
marco de 8G0.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Traspassa-se o arrendamento de ura enge-
nho distante desta praca duaslegoas. vende-se
uma parle no mesmo engenho, machina nova
>apor, dislilacao nova e bem montada, 22 bois
de corroa, seis quarlos, algumas obras, sadr
plantada, etc. etc. ; trata-sc na rua do Crespo n.
13, loja. r
O abaixo assignado tencona ven-
der uma parte (pie tem no engenho
Komos sito na freguezia de Pao d'Alho
e tambera permutara' por algum so-
brado ou casa terrea dentro da capital,
sendo da Boa-Vista para fora at a rua
da Santa Cruz ou S. Gonralo ; e tam-
bera olerece o engenho Puidohaporar-
rendamento.o qual existe dentro da fre-
guezia de Garanhuns.e mais por venda
uma parte que tem cravada no enge-
nho Cracahir, e qualquer negocio que
apparecer para as referidas vendas
antes de seren eFectuadas dar' a pre-
ferencia aos propietarios dos ditos en-
genhos: os pretendentes dirijam-se ao
Pao
va demove
V doentes.
Avisa-se a lodosos Srs. fazendeiros e agricul-
tores de algodo que na fa/.enda denoraiiia0da Li-
- I beral/inho (no termo de Cimbres) propriedade do
de seu emprego; e tudo quanto o ^* I Uv,ud- Jsc Rodrigues Valenca existe urna gran-
em beneficio \\c oeneiicio ac seus ^, ra carregar algodo e todo servico pesado, pois
nao s sao bastantes fortes para viagem, 'como
sao de longa vida, pois o menos que viven)
50 aunse tera mais a vantagera de serem uleis
para os nossos serios, por ser o seu primitivo
sustento palha de capim sccco_e conservam-se
sem pro gordos, sao de marca muilo superior aos
desia provincia e aos do Ccar e geralaenleso
muilo passeiros.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
E LE-
SALSA PARRILIIA
~" 1,0Je depois da audiencia do juiz municipal
da 1 vara, vai a praca a casa n. 145 da rua Iin-
di?i B h? V-".os.que foi trabalhador de pa-
danae hojee caixeiro de uma fabrica develas
o pateo do Terco, faca o favor de vir lUaroleu
llepnT.lCm,Cn)pe"had0 em uma taberna que
elle bem sabe, do contrario ser vendido para o
seu pagamento, islo no prazo de 3 dias, depois
nao se allende a reciamacao alguraa. P
KoZ, Pre.CIsa-9 de uma ima para cosinhar e fa-
! i-, ?,IS 8erv,? de un,a easa eom pouca f.mi-
! loja. qUG SCJa CapaZ ; "a rUa Direila 7 - Andr de MedeiroseManoclLuiz, etiram-
se para illia de S. Miguel.
i.Cf.reCISa"8ldfl u,n Pequeo para caixeiro do
taberna, que alance sua conducta ; no pateo do
i Lami esquina que volla para a rua dasTriochei-
i ros n. z.
Ama de le te,
JSftssrs saasf.,*- -
,,n77,U ,Sr' Man0el Fran Lmz da Silva tem
umacarla.c uma encommenda vinda do Rio Gran-
de do iNorlc, ua livraria r.. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia. r '
= Lava-se engomraa-se roupa com perfeicao,
lano de hornera como de senhora, com cond'icao
de se mandar levar e buscar: quem quizer dirja-
se ao corredor do Bispo n. 5.
Francisco c Joao da Cunha Beltrao de Arau-
jo lereira, irmos, embarcara para a Blgica.
Aviso.
t'recisa-sc fallar com os herdeiros do Sr. Joa-
quim Sebasliao Alves da Fonseca. j fallecido na
provincia da Babia, comarca de Guimaraes ; as
Cinco-Ponas n.82.
Vendem-se noventa apolicesda Companhia
de Beberibe : na rua Nova n. 14, primeiro andar,
das 6 as 9 horas da manha.
POMADA
Imperial em latas.
Jos Anaclcto da Silva bem conhecido denlis-
ai.^sa"sraJor- sa,"Sra e lambem lira denles e
raizes, como qualquer cirurgiao dentista, pelo
preco que cada um quizer o poder pagar sua vi-
zila e operacao, chumba denles furados e separa
bem os da frente, e applica ventosas sarjadas c
chamado com escripto, indicando o lugar, nume-
ro da casa e o nomo da pessoa, quesera prompto
foanlf1 "a fUa da carnboa d0 Caca0
'W
1?
TJUDB
penal e por execucao de Salusliano Jos Cesar
e Mello, conlra seu devedor Antonio Jos Tes-
tana.
Lasara Jos Pires da Fonseca iclira-se pa-
ra a Luropa a Iratar de sua saude
3@@@ &9 tS^iafiflAAft ""ra e .|u(JU meia libra, a dinheiro a vista
1 raTolssigTaX alTmnV dri'^flo @ TC dei,0mad8.. ^ o uso diario e
fabrica para cncomrnendas, dentro e fora da ci-
dade, oxcellente pernada imperial mulla fina e
chetrosa em latas, para manter cora solidez o
bello lustre prclo aos cabellos, a todas as nobres
amil.as desta cidade e fra della, a 62000 a li-
bra e 38000 roela libra, a dinheiro a vista : osla
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos i
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
da faculdade de direito desla cidade (
advogado pela relaco de Pernambuco,
offerece o seu humilde patrocinio s pes-
soas que tiverem arrecadacoes a fazer na
comarca do Rio Formoso u as 2.a, 3.
**.5*. 6.'' e 7.a da provincia da Parahi-
ba do Norte: na rua do Jasmin nos Coelho*
____Joaquim Borges Carneiro -'
I ---""-, "" 1'uinuuo, pura u uso uiario e para
os bailes, e superior a toda a especie de banhas
@
Tel para cur^'escro^h'uT^.^cmsiTcuraaUs- ', ~ St\Jot Vicentede Leao.queveio
mo enfermidades do igado, dyspepsia, debili- : lla pouco do Rio Gv. nde do Norte, quei-
uaae geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- ra annunciar e.ia ~0.;a------:. '.
midades resultantes do emprego de mercurio
ulceras e ciupces que resultara da impureza d
sangue-
CAUTELA.
Npw v ^anm.iin & Ke,nP. droguistas por atacado
ew York, acham-se obngados a prevenir o res-
neimvpi mitiimn .xn^^ ,j...n__
noli, 1 V-------------~.ift>iuua a (llUK'llir O TCS-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues mitacoes da Salsa Tanilha de Biislol aue
boje se vende neste imperio, declarando a todos
donrSan ^S,Un,COfLproprelarios ua receila
185o'' 'endo-lhe comprado no anuo de
dirCn1fn ncn'u'ma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
presenta ter 28 annos de idade ambos esVs'es-
c raisa dTalZ-'11-,0 1e a'KOdao azul irnTado e
camisa de algodo de listra, alem de mais roum
?a sePSn'",C s"PP5e-sel"e rcu".m^Upa!
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o primeiro nalural : a quem os ipprehen-
no icia sPSUhU C3da "*" dG Per si- ou dSlder
nni ^ ^rr f" "^compensado Pelos seus do-
nos, no referido engenqo cha.
*r:erdeu-se_no d'a 20 de fevereiro um relo-
fandnn0^0' "tooa^t Patente suisso, de Mon-
landon Frres au lele n., confronte fabrica
!i&am,Bh0 em fren,e d0 ri0- onde se to-
m,Ph,M qf!.m p,erdeu ,inha- denlro do
um chapeo de sol de seda, quando toraou ba-
n ,V! 'es !"d0.-Se pre?a nao achou raais.
ignora se Ihe liranam ou so Ihe cahio quando
abuo o chapeo, nos capins onde se veslio, e re-
M?.'! : 8a"M 5 quem achou e qn res-
tituir (tendo consciencia), dirigir-so casa de
relojoeiro, na praga da Independencia ns. 18 e
| u, que ss dir quem i ztu dono, o qual gratifi-
As pessoas que quizerem assignar a verso
S2l?DgorCW.,k S2*+ PKmluJtt
anno^n 1rnka3D'g: as 9uaes lera de servir osle
anno de le o as prcleccoes de Direito Romano
era, substituto aos Elementos do Waldeck po-
furafimmmeU8n0n,e",e? B',or"ld "-
livroJ SSPi "a rUa d Cr0SpO lpJa de
qXu7edrCiro;;esso.PrOCUrar 15 dt ffiar^0
Liqaidaco
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na rua da Alfandega 'n 89
Baha, Germano 4c, rua JuliaoV 2 '
TrrSSY0 arma,Zem de droa de J- Soum
^Companhia rua da Cruz u 22
ai?!?iu U'"ar am.a para casa de homcm
5r n *2 P"ca familia : Da '"a do Impera-
dor n. 20, primeiro andar.
O abaixo assigiTado por causa'do seu estado de seTs nfraSe ('UemJ Sfc dignc resPonder,
saude. nao podendo conlinuar com o seu esta- muni.-in *" da camara.d.^. Recife obrigam os
iipi.n;..! a------i.-.. "a-1 munuipes de oulros municipios? Se por exem-
mente em poder dos
Para evitar eng;
binaces de drogas
quizerem comprar
servaros seguintes signaes sem os quaes
410 ou'rapreparaco falsa :
i }" envoltorio "de fora est gravado de i.m
seg0uintesUpT,aa,?aasP:a <'>' 'A-pV.B.
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New Yovk.
2 O mesmo do oulro lado tem um rotulo Pm
SrfelaAos! ^ ^ > ^ e "* -- P"
invnSrbfr V"?' ?^"'^ retrato e firma do
inventor C. C. Vristol cm papel cor de rosa
nf ^!J?*^SJ!,nUs cada garrafa tem
ra annunciar sua residencia ou dir-
gir-sea piara da Independencia n. e
8, que se Ihe precisa fallar.
P recisa-se alugar uma ama forra ou escra-
va para o servico de uma casa de pouca fami-
lia : quera livor e quizer alugar. dirija-se a rua
L53aprimeir andar' ^ ac"ara
Ama de Ieitc.
m,arf1'SaiSe,alugaruraaama de lei'e sadia c
que o tenha bstanle para amamcnlar uma en-
anca : na rua Bella n. 30.
) balso assignado declara ao corpo de
porque o segredo *~&n+ ^^11 corararno^ ju^ada SSP pffi!
Receirnen^dHorll;ad',,sda n*a cade|a **
Recife n. 25, defronte do becco-Largo. assim se
taz preciso liquidar lodos os seus negocios : roea
por favor a todas as pessoas que Ihe sao devedo-
matliiem Pgar que devem at fin e
ilanotl j9ti do Xascimtnlo e Siht,
, j """" a ivemp. ......- ^'>f 4 iganos com desapreciavcis co-i SRU pnmeiro procurador o Sr Joao Jacinto ai
WSESSP* /* PeSSOaS 1"e I ledCr"S U,'Se,U,e : e Se a'nue.nsej ilga 'e cr!
?, 01 devei "era ob- draprsenle suas cuntas no prazo de 8 dias pa-
s signaos sem os quaes qual- ira sei'm pagas. pa
.,___. c enlomo dos Santos Ferrcira.
Afogados, S de marco de 1860.
iiM?rd4a 1 d corrc"le mez a uma hora da
dn, di ir P'P3r peranlc >"'u ^ Paz d0 sega-
do dislrieto da freguezia de Santo Antonio duas
la boas de costado com 21 palmos e meio, oulra
scom \) palmos, e um meio chaprocom um pal-
mo de altura, cuja arrematacao ha doler lu"ar
na casa das audiencias d'csta cidade.
Precisa-se de uma ama forra ou escrava
para o servico de urna casa de pouca familia
quem liver dirija-so ao cortador do Bispo n. 5.
Precisa-se saber noticias do Sr. Au-
gusto Ce andou de praticante no vapor portu-
senaelen7nc?omelhate a que Vai acima d0 P^~ gez Lnsitania.. : roga-e poi, a esse
senlior ou a quem possa dar noticias o
favor de dirigir-se a rua da Cadeia do
Recife, armazem n. 56.
Professor dentista.
Rua da Cruz n. 44.
J^!?d!"d em Fran5a. en* Hespanha, e nesta
cidade de Pernambuco. arranca denles c raima
cora a maior rapidez possivel, assim como collo-
f*;SVobreiChnpa d'ouro' plalina e Prala a von-
adei de qualquer um que delles precisar, como
lambem chumba e limpa-os com o maior asseio
possivel T.ra denles em casa a 2 c 3. e fra a
5 dente posto era chapa d'ourt.a 10; quera
numcrPo"iSar'Pr9CUren ReClfe' ra d SS
, -- -~ uuuug lili|ll|l,lll|(
po quera morar era Nazareth ou Ri'o-Formoso
precisa tirar licenga para ter boleeiro, e quando
nao tire, se esl sujeilo a ficar na rua sera ter
guia de eu carro, a arbitrio de qualquer pedes-
tre i Lsta reeposta muito coavir a muila gente
enoommodada eor eslesnovoa iolerpreles dclels
U da terrra. o incomodado.
taDricadas nesta provincia.
Precisa-se de uma sala e quarlo ou um so-
brado ou casa terrea, na Boa-Vista ou Santo An-
tonio : quem tiver dirija-se a rua do Queimado
n. ., ou ao convento do Carmo na celia n 6 t
andar. *
Pop um corle de cabello c
risameno S00 rs.
Ruadalmperanzn.7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, e um oulro vindo de Paris. Esto eslabelc-
cimenioesl hoje as melhores eondiedes que
e possivel piara salisfazer as encoramcdas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas a Luiz \V, tadeias de relo-
Rios, braceletes, aunis, rosetas, ele, ele, ca-
balleiras de loda a especie, para homens e ?e-
nhoras, lava-se igualmente a caneca a moda dos
Esiados-Unidos, sem deixar uma s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes.- os objectos em cabello serao feitos cm sua
prcsenca, se o desejarem, e achar-se-ha sempre
uma pessoa disponivcl para corlar os cabellos, o
penlear as senhoras em casa particular.
CASA LUSO-BRASILEMA,
% Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenlcs ac-
commodaces para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se iccommenda ao favor e lem-
bram-a dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visilem esla capital; continua a prestar-Ihes seus
serviros e bous ufficins guiando-os era todas as
cousas que prensera conhecimenlo pralico do
paz, etc. : alem do porluguez e do inglez falia-so
na casa o hespanhole francez.
Saca-se sobre Portugal em casa
de Augusto C, de Abreu.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se c ven-
r,LSem grande1 \ Pequeas porces bichas
hamburguezas. e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por proco commodo.
? ftiium "Paminno-se uma lelra da quanlia de
3^0005000. (tres conlos de ris,) sacada era 28 do
Sr Z'JZ M'^Da Iiday '* C e aceita pelo
de'i,mn Hn ,nJOS.da Silva- a v-'necr-se era 28
Seito vlfn ,n re"lC a"no'c,,a lelra ifa "'o
effeilo netotoro mesmo Sr. Silva assignado ou-
de 18m60S a daqudIa -Recifc 8 de mar
Punileiros.
Precisa-se de officiaes : na rua Nova n. 38
deronte da Conceicao. '
- Saca-separa o Porto eLisboa, no
escriptorio de Carvalbo Nogueira C.:
na ruado Vigario n. 9, primeiro andar.'
. "


DIARIO DE PERNAMBUCQ. SEGUNDA FEIRA 12 DE MARCO DE 1860.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o corren te anno de
ni pi-
MEDICO
DAS ENFERMIIUDES
PLUS DE
COPAHU
SODO NOVO
DO DR. CIIAULE
PBFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,

I'^W O THATAMENTO.
S'.iXjMES, D^bOAS AS AFEE
Cilrato d#rci-roCli*blc.
riunvo
REAS, virus
DO SANGCE.
Tarope mui prel'erivel ao
Copa liba e as Cube-
bas, cut immedialainen-
te qualquier ptirgacio ,
relaxado e debilidade, e igualmente fluxos e
flaares brancas das mullier.-s. injoccao le
W^Mir. E-^ta nje ci benigna cmprega-se mes-
lo tempo do xarope de cUrato de ferro, urna vez
de manbS, e urna vez de tarde durante tres diu;
tila segura a cura.
DEPURATIF
du SA\G
ALTERACOES
nrpuratii o de WD(iic.
Xarope vegetal seai mer-
curio, o nico coubecido
e approvado para curar
_ con promplidao e radi-
calmente impigaVis, pstulas, herpes, sarna, co-
uux-s, acrimonia e alterac,6es viciosas do san-
(rue ; virus, e qualquer aQt-iSo venrea. Ba.
niiox mhiki TomSo-ie dous por semana, se-
guindo otraiamento depurativo. Pomada -
ihcrpetica. De um < if.-iio maravilloso as af-
fecies cutneas e comixoet. ......._. .
iicHorioidan.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposito na ra tanja do Rosario, botica de Uartholomeo francisco de Souza, n. 36.
oqualsevende a 80
praca dalndependenc?
ra n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nomo, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocbiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, lilterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
1 U Esle hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se Je gran.le
StabeleCimeiltoS fabris, ill- valor Paraos brasileiros e portuguezcs, por seus bons comrnodos e confortavel. Sua psito
dustraOS P rninmnroioac .1 J uma das mel,'ores da ciJaJe. Pr se achar nao s prximo sestaoes de caminos de ferro, da
c tuiuiutitweb Ut Allemanlia e Franca, como por ter a dous minutos de si, lodos os iheatrose divermenlos ; e,
todas as qualidades como lo-;alm d!sso'os modicos Precos convidam.
No hotel lia sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as tcuristas, qur em suas eircurses na cidade, qur no reino', qur
emfim para toda a Europa, per presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (38200 -3PG0O )
por dia.
Durante o aspado d<< oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e nu filho o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Nelto, Manoel deFiguetra Faria, edesembargedor Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os presos de lodo o servido, por dia, regulam de 10 12 francos (-155000 4*500.)
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRimO DE E- KERVASD-
jas, vendas, agougues, enge-
nbos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emlim para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRUvio tem
o seu cscriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
= Jeaquim Ferreira Bothchild endo do fazo?
urna yiagem. rogaa lodes as psoos que Ihe s-
acceders, o obsequio de salisfazer seus debito
W
DE
Ciiimissa de escravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesia casa recebem-se escravos porcommissao
para serem vendidos por conla de seus senhores,
alanea-so ojjorn tralamcnto e seguranca dos
mesmos, e nao so poupa exfor^os para que se-
ara vendidos com promplidao, alim de seus se-
nhores nao soft'rerem empate com a venda del-
les. Neste eslabelecimento ha sempre para ven-
der escravos de ambos os sexos, moi.-os e bonitas
figuras.
Precisa-se alugar um sitio com boa casa c
terreno para plantar capim ou com planta de di-
to : a tratar na ruajda Impcialriz n. 18, loja.
Sociedade bancaria em
commandita.
Sao convidadas as nessoas que assig-
naratn para a sociedade Araoiim, Fia-
gozo, Santos & C. a realisarem a pri-
meira entrada de25 por ecnto do capi-
tal ate odia 16 do corrente mez, no
escripicri) da mesma sociedade ra da
Cadeia do Rcife n. 5, recebendo-se
aindaale o dia 14 algumas assignaturas.
DELICIOSAS E INFALI.IVEIS.
l'iecsa-se de urna ama para tra-
tar de dous meninos de 7 annos : na
ra da Madre de Dos n. 30, primeiro
anpar.
Compras.
Comprnm-se modas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
llenfo.
Tachas e moendas
Braga Silva 4 C, tem sempre no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, um grande sortimento
do tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n U.
Em casa de N. O. Beber & G.
Successores, ra da Cruz n.
4,vende-se:
Vinho Sherry em barris, de ptima qualidade.
Cognac (t'ale Brandy) em barris, de ptima
qualidade.
Vinho champanha, em caixas, marca Farre,
Corapram-se, vendem-se e trocam-se escravos:
na ra do Imperador n. 21, primeiro andar.
Na ra do Trapiche n. 9, armazem de as- mui acreditada no sl do im
sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se Brilhame at 1 li2 quilate,
continuadamente modas do 16a c 20A00O, aguias
dos Estados-Unidos, modas de cinco francos,
onras hesoanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porrocs.
= Compra-s urna negra crioula. de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de iJade, que saiba cozi-
nhare engommar muito bem, que cosa alguma
cousa : na rita do Brum n. 10, armazem de Ma-
nuel Jos de S Araujo.
Pastilhas
vegetaes
Kemp
Constante-
mente
compra-so, vende-se e troca-se escravos: na ra
Direita n. 60.
Compra-se urna casa terrea na frcguozia da
Boa Vista, que lenha commodo para urna familia
bem como oulra mais pequea, ou anda mesrao
tora desle biirro; quem tiver appareca na traves-
sa da B.irreira n. 8. que achar rom "quem tratar.
_______Vendas._______
Na ra das Cruys teberna n. {<), vetnle-se
queijosnovos a 28000, velas estearinas muito
boas a 700 re., inillio muito bem a 320 cuia :
junto ao sobrado novo do Sr. Figueiroa.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
gros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra lar?a do (osario n. 36
Vonde-sc em casa de Arkuright & C., ra da
Cruz, armazem n. 61, rclogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que pelo seu perfeilo machinisnio
pode-se usar com coberta ou sem ella.
ka
suo
s
ate o lim do corrente mez de marco.
-Va hvraria n. 0 e 8
Indepenccia, pteciza-se
Jdo da Costa Maravilha.
Precisa-sede uc-a
ruc do Crespo n 23.
Um rapas quete boa lettra c alguma or-
tica de esertpiuracao. offerecc-se para ser coi-
xetto de alguma casa commercial : trata-se na
ra de .'santa Thoreza n. 6. ou ar.nuncie para
procurado. v
JNo hotel encontram-se itirovmac.'ts exactas acerca de ludo ne pode precisar ura estran^eiro i Kemp.
- i i s Srs. D. T. Ls
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* inspeccao de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
dareis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam au- :
seasnem sensaroes debilitantes.
Te.stcmunho espontaneo em abone das parti-;
Sirop du
orPORGE
JARABE DO FORGET.
Ett xarope esta approvado petos mais eminentes mdicos de PariB,
orne sendo o mellior para curar conslipacoes, losse convulsa e outr:.s,
anchios, i;a(|"es de pe.to, irritacoes urvosas e insomnolCBCias: urna colherada
a noite >.ao sutlicicntes. O itlVito dtsle e\celuute xarope satisfaz ao mesmo
allecnies do
pela inaiili;'-, e outra
tempo o doenle e o medico.
O tHjsito na ra larga do ttciario, botica di liartholomio Francisco de Souza, n. 36.
Carnizas de meia a du/.ia por 800 rs na ra
Direita n. 55.
Vende-so urna nrgrinha rom 13 a 1 i annos
de idada, com alguma habilidaae, e mui propria
para andar com crtancas, nao s por eslar acos-
lumada, como por ser" rccolhida ; na ra Direita
n. 79, loja.
Oh que pe chincha.
Superiores cortes de seda prctos adamascados
de babadns, pelo baiatissimo prero de 45;000
12 de abril de 1859.-Senhores. As pastilhas t"d' ^r'e,: "a, lnJa .dnso,rado ^"ello/nos
1 ,. v tqualro cantos da ra do Quctmado n. 29, de Jo-
, que vmes. tazem, curarara mcu iilho ; o pobre i s Moreira Lepes.
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um'chei- = Vende-sc una grande fabrica de fazer vc-
1 ro futido, tinha o estomago incitado e continua 'as l.lc carnauba, em perfeito estado, que para se
FlNBIClO LOW-MOW,
Ra da Scnzala iVova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comaplctn sortimento de moendas e mcias moen-
das para enSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos os lmannos
para dto.
Superiores corles de seda
prctos bordados
a vcludo
de duas saias, pelo baralissimos preces de 1008,
lll |, l0?, 130-3 e 1505000 : na loja" do sobrado
amarello, nos qualro tantos da ra do Queima-
do n. 29, do Jos Moreira Lopes.
anman e Kemp. Port Byron
comicliao no nariz, tao magro se poz. Publicacaojurdica. FOLIUSII.VS PARi 1860.
a praca da
fallar ao Sr-
ama pora cozinhar : na
ser
Aluga-se-alojado caesdo Colleeto n.
tratar no 1" andar da mesma casa, na ru:
Imperador n. 17.
17.
a do
- Quem precisar do urna um para i triiiii
internu de rasa de horaem solteiro ou de pouca
familia,dirjanse a-rua larga do Rosario n. 9,
si-guilde andar
Acha-sc no prelo a 2.a edioao des Elementos de
Dircito administr itivo, mais correcta e conside-
! ravelmen'.e alterada, pelo Dr. Vicente Pereira do
Rogo, lef.ie calhedratico da mesma scicncia na
Faculdadj de Direito desta cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Noguci-
ra & C, defronte do arco de Sanie Antonio n. 2,
a ldg por cada exemplar, pagos ao' receber as
duss partes que j cstao impressss.
aSov;Ia dos lubricantes america-
nos Gronver & Baker.
i Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Scnzala Nova n. 52.
Vrecisa-se deirma ama par* cozinhar : na
ra Nova n. 8. loja.
Engomma-se com asseio c promplidao : no
beceo do Marisco n. 20.
liquidar vende-se por preco
do Hamos sobrado n. 20.
diminuto: no caes
urna nova casa de pasto na ra do Impci
di-fronte do armazem do gaz, onde enconlraro
sempre exccllentes pitiscos com o maior
possivel: na mesma casa fornece-se comida para
lora por assignatura, por preco razoavcl.
tema pcrdc-lo. Neslas circumslancias um visi-
nho meu disse que aspasjlias de Kemp linham
curado sua ilha. Logo quesoube disso, com- vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,]
prci 2 vidros de pastilhas e com ellas salvci a dito champagne, idem, dito musca le, ideni: no
7BHM-SB
Mobilias de aluguel.
ea,(:g3rumpretooupreta,j5ido- UttS^^SS^ff^ qua,qUCrlraS
sos, pan comprar ni ra e fazer o mais ser vico va a-maze
de una casa de familia, ou mesmo urna ama ns
sm de mobilias
mesmas cireumstancias : quem tiver e uuizer I ^1^ E^fh,'0 A"'
annuncieoudirija-scaiua de Santa Rila n. 40, Boa-Visi
primeiro andar.
ador : na" ra N
do i'inlo, defronic da
Licoes de francez - 1 piano. ^
J0 Madcmoiselle Clemencc de Tlannelct <^
Vk de MaiKievillc continua a dar liceos de M
francez e piano na cidade c nos arrabal- *
dts : na ra da Cruz n. 9,
secundo andar. j|
O 5r. Honorato os de Olivcira Figueirc-
do queira annuociar sua morada ou dtrigir-se
ria da praca da Iudcnendencia.que se preci-
sa allar-Ihc.
Precisa-se alugar uiii sitio que
ruto diste mats de legua e meia desta
ptara, o qual tenha lugar para occtipar
mais de 8 captivos, ese tiver pasto para
vaecae melhor sera', podendo o arren-
datnento coraec.tr agora ou cm maio,
a_do leja de I.pcomte, aterro da
a n. 7, o escolente lf ite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pinnos
sardase espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
assmi como pos imperial de l\ro de Florenea'
para borliiejas e asperidades da pello, eonser-
a.a frescura e o avelludado da primavera a
vida.
Traspasse-se o arrendamenlo de um En-
genho muito perto da pra?a, vende-se urna par-
te do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,
urna destilado nova montada de um tudo 2
bois do carro, 6 quartos, e culros objectos::
Iracia-se na ra do Queimado n. 10.
NOVO DEPOSITO
DE
conforme agradar : a quera o tiver para
alugar, podendo, dirija-se a praca da
Independencia n. 6 e 8.
Ra do Imperador, confronte
ao oitao do deposito do
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Slrcel pelos uincos proprielarios D. Lanraan e
alm do KemP. droguistas por atacado cm New York.
Acham-se a venda era todas as bolicas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Uio de Janeiro na ra da Alfandega n. 59.
Babia, Germano & C, ra Juliaon. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum |
c Companhia ra da Cruz u. 22
\ DFNTF^ S
dividido pelos dias da semana, obsequios! 1 Lniw
ao SS. coraro de Jess, saudarocs devo- g AimTlFICIAES. '""
tas s chagas de Chrislo, ora.-Oes a N. Se- hn ,. j i i I
ao patrocinio de S. Jos e aojo da M "^estrella O HosariC 11.3
Esto venda na tivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860,, ini-
pressas ncsU typographia, dasscguinlesquali-
da/les :
KCLIIINHA RELIGIOSA, contendo
kalendario e regulamento dos dircitos pa-
rocbiaes, a continua::ao da bibliolheca do
Cristio Brasileiro. que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyrnnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias c commemorarao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para eraco mental. 9
' 9
armazem de Barroca & Sledciros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra da Ciuz, armazem n. 26.
LL3
nhorr.
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoee. Preco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalcnda-
,'v Tiancisco Tinto Ozorio colloca denles ar-
;-; lifioiaes pelos Jobs systcmasVOLCANITE, @
:; chapas de ouro ou platina, podendo ser
g procurado na sobredila ra a qualquer @
9 hora. **
novrcgulamento dos direitosparochiaes.e @@@^@ S@3 @
una colleceao de auccdolas, ditos chisto- I I/^Ai^Ct llliH
sos, coulos, fbulas, pensamentos moraes, |
reccitas diversas, quer acerca de cozinha, j
que- de cultura, e preservativo de arvoree !
e fiuctos. Pre-o 320 rs.
Vende-sc urna armacao de lotiro Com baleiio
vnlteado c pregado a par.ifuso, ludo rui bom es-
tado : na ra da Cadeia do Recite n. 23, loja de
Augusto Perdigan.
Bezerro francez
Superiores charutos Traviala, em caixinhas do
j 100, que tas outras parles se renden a 49000 rs.
Abrcnlios e amei\as
a 2^000 a caixinba de 3 libras : no bazar da ra
do Imperador n. 6.
Batata miiilo nova.
Vende-so hlalas a SCO rs. a arroba e em libra
a 40 ris: no paleo do l'araizo casa com oitao
para a ra da florentina.
= Lava-se e engomma-sc com toda a perfei-
Qao, e fornece-se almoco ejantar com todo o a-
seio '-por preco coramo-lo na ra da Alegra
n. 3S.
grande e
Na ra Direita n. 45.
grosso
LINES PRATICAS
DE
ITA DE PORTA,a qual, alm das materias do
cosiume, contCm o resumo dos direit06
parocbcos. Preco 160 rs.
999%9
tt
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dbradas
E I B
iUTIBinCJl
g-^! nuaNovan ^segundoandat.
_ ill. I'ak-mcc.'i ilc M<'deii'fii. escriturario da
titesourana de fazenda desta provincia,competen-
^^^ i-, : J!.if(A^. J., ;____t ... -
Altenco,
gaz.
Rorott sumidores de gelo sao pela maior parte, residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, o
__ Precsa- riectsa se aeurna ama de late,IteatabeleeiaMnlo estivesaecollocado no bairro
|ue otenlia em abundancia, que eja i do Becifa, poderao encontrar na ra do Impera-
be rn sadia ede bons costumes : naPa-spidor confl'on,e^ oitao do deposito do gaz, um
i rv i T ." armazem com as proporrcs t \i"idas nnra rUnn
bem. Dirigirte a' praca de Pedro II sito este genern. o quaVestar^aCto nc?-
(antirjo paleo do Collegio) n. 57, segn-1 r^n.l'la dos mesmos senhores, das8 horas da ma-
do c tercelro andar. ", ,a, da lanit'- do dia 3 do crreme era
9
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
mocas, segunda e.quinta-feira de cada se-
mana, quizer-fproveilar pode dirigir-se a ra da #
n. 9, segundo andar. Pagamentos

7iso aos amantes
do barato.
ia iuu Dilua u. iu. /V 1 <-
Ferros de engom-;r!ia (io 0eiiado n, 8,
mar econmicos.
loja do Pitonga,
se est vendendo por lodo qualquer dinheiro, as
fazendas scguinles, comosejom, entre outras
adianta>dos.
^Sy- @s@@@@
Rega-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Col-
legio ven-Ja a. 25 ou na -ra do Oueimado loia
n. 10. J
Olferece-se um menino de 14 a 13 annos
para caueixo de loja de rniudezas on fazenda,
para o quo tem bastante ortica : quem de seu
temenle habilitado pela drc'cloria de inslruccao
publica para leccionar arilhmeica nesta cidade,
tem resolvido juntar, edmo complemento do seu
curso pratico de escrilnracao por partidas do-
bradas, o crismo de contabilidade especialmente
na parle relativa a reduccSo de modas ao cal-
culo de desconlos o juros simples e composlos
conhecimenlo inlispcnsavrl as pessoas quo de-
sejam emprcuar-se no commercio ou que j.'i se
acfaam netle establecidas. Auula ser aborta
no da la de jaueiro prximo futuro s 7 horas
da noite; e as pessoas que desejarem matriou-
lar-se poderao deixarseus nemes em casa do an-
nuncianle t-omencionado dia.
Na galicria
covado
Do-se a contento.
Vendem-se esles magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praca do Corpo Sanio n. 2.
Hua da Cadeia do Recife n. -i .
Bita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n.16.
ita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
presi-.mo se guiccr ulilisar procure na uta lar"a ""acos do publico desta caplta
do Rosario, casa n. 18. onde encontrar
ledente c as ifitermaces aecessarias.
e olncina phoiographica da ra I Dita do Im'i)cr"ador n 0
Novan. 18, continua-se a lirar retratos pelos !!
mais modernos e perfoiios syatemas. Os traba-
iios.cabidos dose cslabelecimeirto sao bem
co-
o pre-
FUND
COMFA^EIA
Ebta licleela eai Load res
EM
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozito dcsic estaViclecimcno sempre Via grande sorlimciUo de me-
etaismo pava os engen\\os de assuear a saAiei*:
Machinas de vapor modernas de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimoassento ;
Sodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas
Cannos de ferro, e port .s d agua para ditas, e serrilbas para rodas de madeira
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ; '
Meias moendas com rodelas motoras nara apua ra vallo* mil. ~okj j
Taiva. ,t ea~ ( va i 'j i cvanos, ou bois, acunhadas em aguillioes de azas ;
laucas de Ierro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as tomainas:
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinba
Rodelas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavados ou bois'
Agu.lboes, bronzes e parafusos, arados, ei.vos e rodas pora carrocas, formas galvamzadas para purgar etc.. etc.
D.W.Bownianconflaqueosseusfregiiezes ocharao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechauismo proprio para os agricuU
tore* desta provincia e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para omle elle faz yiagem annual para o dito fim
assim como pela conl.nuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modiUcar o mechan^-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao nocessitar
Dita do Oueimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praii n. 28.
Dita da Praia n. i6.
Dila do Livramenlo n. 10.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dila d.-ilmpcralriz n, 1(1, armazem de fazendas
de Itaymundo Carlos Lellc & Irmao.
Em casa de J. Pracger
C.,rua da Cruz n. 11,
vende-se :
Vinho do Porto superior, marcaCommendador
em barris o engarrafado. '
Rilo de Madeira.
! Dito de Xres.
Ifiilo do itheino.
Dito do Rheino espumoso.
ilo de Bord*3iix'em barris c em caixasdcl du-
zia, de differcntes m
f m & i mi.
CAPITAL
Cinto m\hocs de libras
esterlinas.
Saunders
formar aes Srs
casas, e a gue
mejite autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objecios que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas d
qualquer qualidade.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacao, o obsequio j Boiachinha ingleza em
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do B>Hs francezas idem.
Queimado n. 10. |Sardinhas francezas idem.
; Grosdenaples preto e de cores
Hilo preto dito.
Seda de quadriohos dito
Gorguro branco c de cores, proprio para
casamenlos
Dito de cores com algumas pintas de
mofo, dito
Gaze d<: seda branco e de toros, dil
Chalys da India com 5 palmos de lar-
gura, covado
Ditos de quadros, lindissimos padrees,
covado
Alpaca de seda esrossez, dito
Las de quadros e lindos padioes, dito
Chitas francezas do primeiro goslu e
qualidade, dilo
Lencos do seda para senhora, um
Dilos de cambala de linho, brancos c
bordados [-ara senhora, um
Palitos de Qnissimss casemiras de cores
Dilos de alpaca piola para meninos de
16 annos
Riquissimas saias bordadas
Biquissimos casaveques de cambraia bor-
dados
Riqissimos man teleles, de cambraia do
primeiro goslo
Chales de merino branco bordados do
mesmo com franjas do seda
Ditos de liia estampados, pelo mesqui-
nho prego de
Coletes de gorguro e fuslao feitos, um
Ditos de verdajteiro reludo achamalolado
Corles de casemira; inglezas de quadri-
nhos, ura
Ditos de caga-chitas de crrs 12S0,
quem deixar de ler vestido.
Aberturas para camisas, brabas c de
cores
Corles de coleles de casemira prcla bor-
dada r
Manas pret vospretos com magnificas palmas
' cambraias brancas com sa!-
I
800
500
co
280
1*300
8C0
000
40
1800
16$000
3SCflO
3j000
7S0GO
O.^COO
7-i '
l$5i 0
7gUl)
320
UcOno
10U0O
linho
Brothers & C." tem a honra de In- '' ni, TSJ??"r*n!e roarc.
tu. negociantes, proprielarios de i "'i- *-haml>anha da acredita
em mais convier, que esto plena-;/- ,uo
ada marca Eugcnc
i Cognac superior, Pal Brandy em caixas
zia e em bar i*.
Licores finos de Bordeaux.
Dito Cherry Cordeal.
Cerveja branca das melhores marcas de Tcn-
nent, Bass, Calsopp, etc.. em meias garrafas.
vinagre tinto e branco em barris.
: Genebra em frasqueiras.
= Precisa-se de urna ama
CO u. 26.
O Dr. Francisco de
Paula Baptista continua a advogar em
seu escriptorio na ra das Trincheiras,
sobrado n. 19, 1- andar, onde pode
ser procurado para este fira todos os
dias uteis, das 9 horas e raeia da ma-
nhaa ate as o da tarde.
Ensino particular.
Oabaixoassignao residente no terceiro an-
dar o sobrado n. 58 da ra Nova, contina no
eierocio de seu magisterio, ensinando primeiras
letras. lalim e francez, e tambem adraitte alum-
nos intersos.
Jos Mara Ma:fcado de Figueiredo.
prrafdes.
* ^,i- a, t Conserva ingleza (Piol
no pateo do Ter- Di(a d ^ -^ ^^ ^
t mo de hortalice. '
Chocolate francez e allemao.
Moslarda ingleza em frascos.
Cevadnha e ervilhas seccas em
Fumo americano.
Carlas para jogar.
Velas estearinas.
Charutos da Harana.
Espingardas de dous canos nara ca--a
Baiancas decimaes.
V'erniz branco.
Prezuntos de Westfalia.
Salames.
Pecas de
picos
Grvalas brancas de cambraia de
Ditas de linho de lindas coros
Mursulinas brancas, covado
Corles de vestidos de cambraia bordados
Meias brancas para meninos, duzia
Bnlhantina de palmas, brancas e de
cores, Covado
fJi!?r- m"i,as fazen,,;,s 'loe se tornara e
faalioso mencionar-se, e ludo se est
por todos os procos, c dao-se as
penhores.
4.;S0O
jOOl
roo
26<)
2oO(IO
29000
320
vendendo
amostras com
co-
Grande sorlimeiifo
DE
fazendas prefas para a
quaresma.
JiaSd/nap,Sipreloa 1!600 o ovado, dilo a
1*800. diu. a 2$, dilo a 2100 largo, dilo muilo
superior e largo a 2J60), 23800 c 3000. sarja
prela lavrada larga superior a 2600, chamaloto
preto superior a 3#c 3$500o covado, sarja prela
de seda a 2JO00 o covado, dita hespanhola a
K0CI!d0' panno Prel0 a3*. S. 5g, 65, 7#,
o, a.-< c 103} o covado, casemira prela dclJihDo
e SgOOO, 25-00, 2*800, 3. 3500 o covado ,S
e".xll0A,i.perior '** suPerioros manas pretas do
lO a 10 cada urna, ditas superiores a 12g, ditas
muito superiores a 25g, Ka pretos a 8, superio-
res manteletes pretos e seda bordados e do fil,
e outras muitas fazendas de gosto por precos
.T^rdTsob?aVo7mUaCreTo.norsa SE"^
pacrua do Queimado n. 29, de Jos Moreira Lopes
Vendem-se
ca'y : na ra do Vigario n. 5,


m
DIARIO DE PERNAHBUCO SEGUNDA FFIRa 13 DE MARCO DE 1860.
CALQADO
Grande sorlimento.
45Itoa Direila45
Os estragadores de calcado eocontra-
i) neste estabelecimento, obra supe-
or pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... SsOOq
Boi
zeguras arranca tocos.
. 8^000
. 6<,'000
., 5$000

Ditos econmicos.....
Sapatoes de bater (lustre).
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....AjfoOO
Bjr/.eguins paia meninas (lbr>
tissimos)..........4,^000
E um pe feitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sula, couros, marro:uins, cou-
td de lustre, o, fitas, sedas etc.
Calcado
Confronte a Iravcssa de San-Pedro.
7Rua)ircta-7
ellesanlesqueseacabeni
Borzeguins do 1* qualidade............ 9^000
]) [os de lustro c pelica................. 8,?()00
Ditos econmicos...................... 69000
Sapatoes Ia qualidade................. 6J50
Ditos de lustre......................... 53500
- dii bezerro........................ 5;00o
Ditos econmicos de lustre 43500 e___ "-">i)
Sin,it.is entrada baila.................. 33500
Ditos de borracha 2$, 2J200, 25100 e.. 2J600
Para senhora.
Borzeguins, 1' qualidade.............. 53000
Dil i cora sallo baixo.................... 49400
Sapatos de lustre francs..............
E um completo sorlimento de outros calcados e
neos de todas as qualidados, cabedaes para
a, como couro do lustre, bezerro, marra-
quim, couro, sola c etc. : na mosma toja preci-
Je officios de sapaleiro, paga-se bem.
Espermacete
A640ris
i, manleiga ingleza a 800 rs., dita franceza
1 rs., bolachinha ingleza a 240: na taberna
-relia do pateo do Paraizo n. li.
AS HELilOUES MIUXAS DE C0SEU
D0S
alais afamados autores de New York
L 31 SINCER & C.
E
WHEELER & WI.SOX.
No nove eslabelecimento vondem-se as machi-
' estes dous autores moslram-sc a qual-
lora do da ou da noile o responsibisamo-
or sita boa qualidade e seguranza :no arma-
de azendaa de Raymundo Carlos Leite &
Irmao, ra da Imperalriz n. 10, amigamente
ro da Boa-Vista.
> ..... ..... -'......... ..... ... (
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
fe C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronoinetros, meios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
vendero por precos razoa-
veis.
Veude-se um carro de 4 rodas, bera cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree t C. n.
42, ra da Cruz.
Barato que admira
e amanea-se a qualidade.
Ypnde-se vinho engarrafado do Porto fino a
800 rs. a garrafa, espermacete a 610 rs. a libra,
manleiga ingleza 800 rs., franceza a 560 rs.. tou-
ciflho a 360, ch l800 rs. a libra, arroz a 100 rs.
a libra, dore de araca a 400 rs. o caixao : no po-
leo do Paraizo n. 16, casa com oitao para a ra
da Florentina.
Palctot a. 2,000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n.o, vendem-se paletotsde ganga amarclla a 2,1
cada um.
Vendcra-se arcos de pao e precos
p .ra barricas : no escriptorio de C v.dlio Nogueira & C, ra do Vgario n.'
9, primeiro andar.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambera
cal virgem em pedra: ludo Dor precos muito
razoaveis

Ra do Queimado
loja de A portas n. 10.
Anda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidado da firma de Leite 4 Correia, as
quaesse vendem por deminuto preco, sendo en-
tre outras as seguintes :
Majos de meias cruas para hornera a 1&600
29000
4*000
39000
rooo
25000
59000
19000
2^000
43>000
1J?000
'.-*
*
: Cll^DE E VARIADO S08TMEST0 8
1>E
1 Hoaasp feilas e fazendas J
Ditos Je ditas de cores
Ditos da ditas cruas muito superiores
Ditos de ditos para senhora
Diiosde ditas muito Gnas
Corles de caiga de meia casemira
Diiosde ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira prea a 59 e 63JOOO
Brirn trancado branco de linho fino
vara
Cortes Je colete de gorgurao de seda
Pao prelo fino, pros-a de limao 39 e
Grvalas de seda preta e de cores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Dilas eslreitas 160
Riscados de cassa de cores lindos padrees o
superior qualidade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada cora 8 va-
ras por
Tiras bordadas
Cambraias lisas muito finas pega 4*000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda um 2*000
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK.
O HELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares, ictericia, affec^oes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Hemorrlioidas, diarrbea.doencas da
pelle, rupcSes.e todas as enfermedades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANCCE.
75,000 caixas deste remedio consommem-se an
nualmente I I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Seudo eslas pillas
pu-ameute vegetis, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
era sua operario, o um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa.pelo
qual se ficar couhecendo as multas curas milagro-
sas quetem eTectuado. D. T. I.anman & Kemp,
droguistas por alacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acham-se ven Ja era todas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano &C, ruaJuliao n 2.
Pernambuco, noarmazcm de drogas de J. Soum
StC, ra da Cruz n. 22.
Vamos a pechin-
cha.
Vcndem-sc as maja modernas ramas de ferro
proprias para urna c duus posos, assim como
penles virados de tartaruga o 11?000, dilos de
massa a 2(k)0, bules de metal de 6 at 30 cha-
vena, bandejas finas e entrefinas de todo o la-
manho, candeeiros com p e todo de lalao com
sua competente manga a 53000, facas e garfos
1 cabo branco e prelo a 3-2500 a duzia, camas de
vento madeira de amarello a 6^500, ditas de lou-
, ro a 5J500, ditas guarnecidas de sola obra muilo
bem preparada a ligoOO, escrivaninhas bronzea-
das obra de goslo a 1;200 ; isso por ter grande
porfo e querer-so acabar, panelas, chaleiras,
cassarolas e frigideiras forrada de porcellana a
480 a libra, e mais ferragens que com a visli
dos freguezes se mostrar : na bem conhecida
loja de ferragens da ra Direita n. 53.
Epechincha.
Noarmazem de tintas e vidros da ra Direita
n. 39, vende-se vidros do gomos de todos os l-
mannos para caixilhos, excedente verniz copal
prnprio para carros e obras de folha, a I-3OOO rs.
a libra, gua-raz a !000 o galao; assim como
Unas de todas as quilidades, lauto para funilei-
ro como para pintor, e por preeo commodo.
Farelo (e Lisboa
por commodo prceo : na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
LiqnidacSo
E pechincha
sem igual.
Na loja do Preguiga, na ra do Qu
vendem-se cambraias organdys para .
senhora, o mais fino que 6 possive* e u,
padrops, os mais modernos que b no merca
pelo barato prego de 500 ra. a jara.
Cheguem aoc^aW
Chcguem^PechiBeha
'x Toja Tfa'Pglfci] ira
QueimadoTrT Mem para
mK
Na loja To Pgguiga na ra do
dorir
*\ender:
mo nao s para
roupoes evelldos d^pnlaride Sra. como para
vestuarios de meninos% 300 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
dminu,io prego de 2:500 cada um musselinas
..modernas, bastante largas, de variados padres
O Leite 4 Irmao continuam a torrar na ra ~* fifi o tan .; 1 *J
, r.i j t. ', ,a u"jr na na o(j e 280 res o cova lo grvalas aritazia.o
i Cadeia do Recite n. 48.pecas de cambmia ti- m5>wj________.... .B .l--m*Uft""u
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortimento defazen-
das para a quaresina, e ou-
tras muitas por baralissi-
mos precos para acabar.
da Cadeiado Recite n. 48, pecas de cambraia li-
sa com K jardas a 4500 e b$, lencos de cam-
braia delinho a 3> a ^u*ja, cambrai'as muilo fi-
Bas e de lindos padres a 640 a vara, meias n>
Has para senhora a 3#800 a duzia, ditas cruas In-
glesas para homem e meninos, chales de meri-
no lis4js a 4J500, e bordados a 6, paletotsde
alpaca preta e do cores a 5, ceroulas de linho
e algodao, camisas uglezas muito superiores a
60ja duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, peca's
de madapolao com 30 varas a 4J800, 5$, 5$500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4?}, corles de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2JS240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o sea deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessnrio fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de scu autor como pela acei-
taro que geralmenle tem tido. Um cera nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
udlo para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro contera no envoltorio a pro-
pria assignalura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lithographada.
Almeida & Burgos.
vendem em sua leja de fazendas finas, na ra do
Catinga n. 8, por menos do que se costuma ven-
der em 1oi;ic lio r,>l11.i....... v
derem lejas de miudezas :
PENTES DE TARTARUGA da ultima
moda, fornidos i ......
BOTUES PRETOS DE VIDRO, para casal
veqnes, a duzia...........
FRANGES PBETAS de seda, a vara
DITAS DE CURES de seda, a vara.!.*"
TBANGINHAS DE I.AA de cores, a vara
CHICTIMIOS a.........
BENGALAS linas a...............'.'.'.'.'.'.'.
NIESOURAS pequeas, cada urna......
RIGOS de seda, d diversas larguras....
Itl rOS francezes de diversas largura^___
Em poreSo aiuda se uende por. nwuos
querer acabar. *
Verdadeires luvas de 'Jouvin de
todas as cores: ven iem-se na ra da Im-
fesooo
120
3('0
210
40
l-IOOO
lgDOO
2U0
s
9
por se
o-se amostras com penher.
^estido de seda de cores com
preta com babados
a gaze phantazia
is de fil de seda preta, bordadas
mtfismoderno pos-ivel alie 1200 cadWhia, e """"" ue mo ae seua prea, bordadas
outras muitas fazendas, cujos presos exlraor- TaImas de grosdenaple pretd bordadas
dinariatuenle baratos, satisfaro a expectativa Grs do comprador. *..
Sndalo.
Ricas bengalas, p i Ice ras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em de/, minutos, como
tambem lingem se na mesraa casa a
qualquer bota.
GBASDE AMAZE1
Roupa feita
I Iua Nova n. 49, junto
i a ujreja da Conceicdo dos
Militares.
covado
Dilo liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado lj} e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres. vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Dilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila do algodao bordados
^ Panno prelo e de cores de todas as qua-
g| I Iidades. covado
<*g Casemiras dem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qisa-
| hdades de 600 rs. a
Chales de touquim trancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
topados de lodas asqualidades
I Enfeiles de vidrilho francezes pretos o
de cores
j Aberturas para camisa de lnho e algo-
dao, brancas e de cores
I
a*
n
Neste armazem encontrara o publico 55 I c """', "'"^ d6 CrCS
do sorlimento de ron- g|l S alao devanas qualidad
.2 A .______- 1 ^* PU.nnn. /^_____. n
um grande o variado soniuenio oe ron- re ; "*" ut ims quanuaoes
pas feilas, como sejam casacas, sobreca- ^8 Chapeos fraccezes finos, forma moderna
S!n ,a?' ''y"0*' e Palc,Ms de I Um sorlimcnlo complelo de -raval A
panno fino preto e de cores, palelots e ^ .,,. rto L,n,IC10 ae Dra>alas de
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- M caa e lodas as zina pretos e de cores, palelots e sobre- a* Camisas francezas, peilos de linho e de
casacos de seda e casemira de cores, car* ff algodao brancas e de cores
| saarsssf t^srtfss Ifas?*--" *
U branco e de cores, de h.stao e riscados, g J"01" <> linho e de algodao
caigas de algodao, colletes de velludo 3" : Capellas brancas para noivas muito finas
' bnm-o ^.^'h3' d'S d- SeUm prelV Vm comPlel sorlimento de fazendas
*> branco .diiosde gorgurao e casemira, di- B ; para vestido sedi* l-, 0 **
^ tos de fustoes e brins, faldamentos para & I laa e seda- eam-
a guarda nacional, libres para criados, *6
ceroulas e camisas franceza?, chapeos e
grvalas, grande sortimento de roupas S
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- M?
9
9
V
I
9
l20O
8
3J)000
1J500
lOjtOOO
16^000
1&000
I
I
9
9
1
S
$900
9
9
5S0O0
9
9
' 3.J500
9
6000
8jdOO
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas
para
- -- .----.---------, ..,. -6...- jk lucilina.-,
aanuo ao comprador algumas das roupas 3^ niio^j^-.j
fetasse apromptarao oulras a goslo do % "llas de Sf,Ja T"a menina, par
comprador dando-se no da convenci- S Luvas d|J "D de Escocia, pardas
... nado. m menino
&y^&$^8&Sf3a$mtiRn \ TeUudho de cores, covado
' Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
Pianos
peratuzn 7, loja do Lecomte.
Altenco.
^
para a^m
25?000Rua da Cadeia do Recife nu-
mero 23, de fronte do becco
Largo.
Osnovos proprielarios deste eslabelecimento
desejandp acabar com o resto das fazendas que
com

NA
Loja eavmazem
DE
es&Bastos
:


Na ra do Queima-
do n. 40.
lucas sobrecasacas de panno fino pretos v
e corea a 2*1 30J e 35?, tambera temos i
iletotsdos mesraos pannos a 22.J e 2IJ,
: palelots de casemira de cores de muilo :
bom goslo c finos a 12J, lfg, 16 e 18. di- H
3 de panno prelo para menino a 18 e 9
IS, dilos de casemira de cores a 8 e 109, :
as de casemira de cores e pretos eion- '
lamente para meninos a 7, &j, 9*. 10j) e S
j- 123, colleles de pnrgurao de seda e case- 3
J: mira a 5, G e 7j. paletotsde alpaca pre- M
isde cores saceos a 43, dilos sobrecasacos S
i 19 e og, dilos de brim, de esguio o do S
: fuslSo tanto brancos como decores a 4.3, :
: 49500, 5t>e6>j, calcas de brins brancosmui- :
l: to linos a 53, 6$ e7>, colleles brancos e do ::
11 cores a 3$ e 3500, camisas para meninos :
' diversas qualidades, calcas de brins de ij
ires linas a 39500, 4J e 5j), um rico sorti- :
11 menlo de vestidos de cambraia brancos 8
\ : bordados do melhor goslo que lem appi- '-.'
ecido a 28}, mantelelea de fil prelo e de S
coi muilo superior gbsto e muilo moderno 3
: a 20S cada um e 24j>, ricos casaveques de 9
, cambraia bordados para menino a 10J, di- :":
i tos para senhora a 15j!, ricos enfeiles de 11
i: troco de velludo gosto melhor que temap- 9
|j parecido a l e 12}, e oulras muitas fa- 3
i; zendase roupas feilas que com a presenca M
: do freguez se far patente.

1
' :
<\ Neste mesmo eslabelecimento ha un-
': grande sortimento de casacas pretas, as-H
n como manda-sefazer por medida von- '
: lade do freguez. escolheudo os mesmos os i;
' pannos a seu goslo sendo os precos a 35
g e 40#. v
Camisas inglezas
Temos novamente chegsdos: ricos vesli-
, dos pr.-ios bordados a velludo a90S dilos S
alados a seda a 75 e 60. assim como vs
!| i^S20el3r PrCl0S da Ullma ada 6
Paleto! a 3,000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
loja n. 5, vende-se palctot de brim pardo de li-
ho a 3 cada um.
rs. o covado.
dos desenhos a 20 rs. o
covado.
Manguitos bordados a 35C0.
Alpaca prela fina 500 rs. o covado.
Brinzinho de linho a400 rs. o covado.
Ganga de cor a 500 rs. o covado.
Barege de seda a 610 o covado.
Chales de laa a 2j500
Dilos d- algodao a 1.
Vestuarios para enanca a 3?.
Corles de vestido de seda a 16.
Ditos de dito de fil niog.
Vesitasde merino a 8.
Palelots de brim de cores a 3j.
Calcas de brim de seda a 3.
Enfeiles de flores a lg.
Cassas de cores a 200 rs. o covado.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem traocellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente icosto.
asacas para a quaresma

:
------------------------- _._ _., utai-j.muu dcudr com o resio aas azendas que
GroJenaple preto, largo covado 19800 e 2S000'iunda pxisl(,m na loja, resolverm-se a vende-!as
1,1. ... 1 .. Por 'udo o preco para acabar, alim de sortirem
Seda, e sarja lavrada 1&800 e 2000 como lencionam.o mesmo estabeecimento
Veslidos brancos borJados para baptisado 53S0001 fa'L'n'l,3 de gs'o
\',. ..j j Cambraia organdys a 300
\ eos bordados para chapeo 2000 Chitas francezas de lido
huir raeios bordados 1^600
Athoalhado adamascado largo vara 1^280
Lencos de chita escuros um 100
Gangas da cores para palitos covado 200
Vendem-se foges de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, conlendo 4 forna-
Ihas, e Torno para cozinha cora lenha-ou carvao,
ptima invencSo pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvao dos antigos, e de cozi
nhar com mais presteza, tera a differenca de se-
ren amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil condumio : vendem-se por'pre-
cos muito mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso [Mosquita) ra do Br'um, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
mores chapes de castor.
Moedas de ouro.
Vendem se libras sterlinas : no es-
ciiptorio re Carvallio Nogueira & C,
rita do Vigario n. 9, primeiro anda*-.
Botica.
r-artholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguiutes medica-
mentos :
Rob L'AITecleur.
Pilulas contra sezdes.
Dilas vegelaes.
Salsapanilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americauas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
t'ilul.-is do dilo.
F.llixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzhbras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender Cera de carnauba
de boa qualidade por menos preco do que em
outras partes.
>ende-sc urna escrava parda, de vinle e lan-
os annos, sabe engommar muito bem, coze e faz
labynntho e cozinha; vonde-sc com duas filhs,
una com 4 annos c oiilrd com 1 me/, do nascida .
estes osera vos sao vendidos por circumstancias
de familia : quera pretender diriia-se as paleo
da leryo n. l(j.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: ern-casa de S. P. Jo-
hnston A C. ra da Senzala n. 42.
Tachas para cngenio
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
Saunders Brothers <& C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11, i
ilguns pianos do ullimo goslo. recentimente"
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa- |
bricantes-J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito propriospara este clima.
res, o par
Dilas de seda idem idem
Um sorlimento completo de ir-as de
seda bordadas, lisjs, para zahoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ele de gorgurao de seda
de cores
Ditos do velludo muito finos
Lencos de seda roxas para senhora
Marquesitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatnhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
tnjwporiores, covado
Tafoia" txo, corado
coberlos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de ura dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors C.
Vidros para vi-
draca.
A6$acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de lousa.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem p.o
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precns razoaveis : no escriptorio do agenta oii
velra, ra da Cadeia andar.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
^endem-se chapos francezes de superior qua- cc.im
lidade a 6;500. 7 e 8*. ditos de velludo, copa al- I m PrrCto' encarn;,do e azul, proprio
la e baixa a 7. 9 e 10?. dilos de lonlra pretos o > para *r*S, com 4 palmos de largura,
de cores, muito finos a 69 e 75. dilos do chile a i covado
:p>0 5, 6, 8. 10 e 12?, dilos de fel.ro em gran- Selim liso de todas as cores cavado
de sorlimcnlo, tanto em cores como em malida- rh r uu"s a cores colado
des, para homens e meninos, de g$500 a 7$, di- WHI*S ln,ncpzas claras e escuras, co-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre^ di- i vaJo a 260 e
los de casemira com aba forrada de palha, ou Cassas francezas de cores van a >inn o
sem ella a 4$. ditos de palha ingleza, copa alta Lencos de seda de gorgurao Jlo,
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes ColUriI.A- a gTraj0 ?rplos
francezes e da Ierra, de diversas qualidados, para! de esSulao de linho mo-
meninos, chapeos de muitas qualidados para me- demos
, ninas de escola, chapelinas com vn para senho- Um completo sortimento de nmna r-i.
tem um grande sortimento de^T^^^^ --.casacas, .LZZZg
tachas de ferro fundido, assim SBiSStjK i!S fttf?5S ESS"de muilas lIualid;,c"3
COmOSefazeCOnCftrtfl-<;paiinl ila d- p!e? e da T,alidade dafazenda, nao dei- elogios cobras de ouo
UcU- ,arao de comprar ; na bem conhecida loja de Cortes de casemira de cores de 5 a
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoiia3.
Bydro pesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infiammaccs.
Irregu aridade3
roenstruaeso.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Reteiifao de ourina.
Uheuiuatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
gcral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Ilavana e Ilespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHlem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco. .
Jacaranda superior
tem para vender Azercdo & Mendes : no scu ar-
mazem do largo da AssfWbla u. 9.
del). Feij.
_______ _JH
.\endem-se fazandas por barato
proco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ra do Queimado' loja
portas n. 10.
Algodao monstro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, Ten-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
T I r' t I I I li 1 ,. I.i ,>."> .srt- utaa -i .____. *
por sacca de milho; nos armazens de Tassc-
Irmaos.
quer obra tanto de ferro fuu-;'
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Eslc inestimavcl especifico, compoclo inleira-
mente de berras medicinaos, d&o contem mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramenle innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
que sojam.
Enlre milhares de pessoas curadas com esle
remedio, mullas que j eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes eTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperariio o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar e.-ste remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidenles epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arcias(malde).
Aslhraa.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extewia-
ao.
Debilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Dysinteiia.
Oor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei midades no ventre.
Ditos no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
I
lj)600
9320
19200
700
2J0O0
lfOOO
8
I
85000
2^500
2$fC0
13000
S500
1600
VSiB
640
1S000
9
12S000
icaba-
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem ,
gldos, podendo um durar tanto quanto
jg durara quatrodos nossosa-r.00 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
r-^^ -v w .0. a .01a, taic ui(uuuu serve -%* ^'"jiiuujjilu, 't n^aiOflca
pura toalhas de mesa por ser de superior quali- nobiliaria c poltica do imperio do Bra-
/ AAA 'I, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
4t\)\J\J rS. ^'o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 8 e
8 da praca da Independencia.
I
Para a quaresma.
Sedas prelas larradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dilo largo e muito superior a 2^5 e
Sarja preta larga, rovado
1J600
25000
1$800
25500
25000
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Coniinua-se a vender fazendas por baixo fs
ij proco at mesmo por meuos do seu valor, '
aim de liquidar contas : na loja de 4 portas r
na na do Queimado d. 10.
invcnfo aperei-
coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ruado Queimado n. 37,
60; aStfitSa ^apnaUSarqaurae ^" d SeilZala NOV B. 42
custaram 30; a 8$ chapelinhas para senhora:' Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
na ra do Queimado n. 37. quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeii do Recite n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37. loja de4 portas.
Era casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABA6
do deposito geral do Rio da Janeiro: a tratar
com Tasso & Irraos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Wsso & Irmaos,
ilbo
nos armazens d Tasjo & Irmaos.
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, ch'icote para caj-ros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e rscadas: vende-se na loja de Leite
4 Irmo na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-so um grande sitio com casa de vi-
vendamuito perlo da praca, com duas grandes
baixas_.de capim que se cortara 100 feixes diarios
de vero a invern; o terreno proprio, pasto
para vaccas de leite, e plantacoes de verdura, com
seu coqueiral, ealgumas arvores do fruclo : quem
o pretender, dirija-se serrara da ra da Praia
numero 55.
Vende-se
oengenho Aremun silo na fregHezia da Esca-
da, ira limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, rom bastantes maltas
vrgens, edificado de novo e lodo demarcado : a
tratar no mesmo engenho coro o proprietario.
Pechiucha.
Vendem-se pecas de cambraias lisas finas com
10 li2 varas a 4f>00 e 5J, e a vara a 446 e 500
rs., dilas de choviscos, finas, a 58, grosdenaples
i prelo superior a l$800e2$: na loja nova Ja.
* Independencia ns, l e 3.
ILEGVEL
----------p
.....
--------


PUMO DE foBRrUMBUCO. SE&UNDA FEIRA 12 DE MABCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
(7)
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO DE
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabelecimento acha-sc um completo e variado sorlimenlo dos raclhores, mais
elegantes e mais bem construidos pianos de que ha noticia. Nao s se encontrara bellos e raag-
nihcos pianos allemes, entre elles os de CAHI.OS SCI1EEL o mclhore-mais insigne"fabricante at
hoje conhecido como tambera ptimos pianos francezes de Erard. A construeco de todos elles o
mus seguro, o mais lindo e integramente aprepriada ao clima desle paiz, e as Vozes de lodos ellos
sao exceUenles e mui harmoniosos. Este eslabelecimcnto offerece as maiores garantas aos fre-
guezes e aos compradores ein geral, porque alm de serera mui razoaveis os precos desles instru-
mentos, ha toda a promplido e fidelidad* as compras ; sendo ahi responsavel' por qualquer de-
leito que possa existir e que se deva reparar.
Na mesma casa aDna-se e concerta-se pianos com a maior perfeico possivel.
DE
Sita na ra Imperial o. 118 e 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebastin J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa.
Grande sortimen-
to de metaes de
todas as qualidades.
Um riquissimo sortiinento de metaes de todas
as qqalidades, chegados a esta loja, na ra No-
va a.'%0, pelo ultimo paquete Ingle* das serian-
tes qualidades :
Riquissimos apparelhos de metal plaque, pa-
ra alruoco.
Riquissimos temos de salvas cm temos e
ayulsos, de todos os lamanhos, e de muitos bo-
nitos desenhos, imitando prala. que por gosto
se pode comprar; na ra Novan. 20, loja do
Vianna.
Riquissimos pares de lanternas, altas e bai-
xa_s, lamanhos muito regulares, para ornamentos
desala e toilettes de senhora : na ra Nova n.
80, loja do Vianna.
Riquissimo sorlimcnto de cestos para fruclas,
ditosde galheleiros, ditos de palileiros, ludo de
linissimo metal e muito barato que dever agiadar
ao comprador : na ra Nova n. 20, loja do Vi-
anna.
Cora toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de ebita rocha (na a 1:800 ,
lencas de cambraia brancas 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma- '
zera de fazendas de Raymundo Garlos Leile &
Irruios, roa da Imperalriz n. 10.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimcnto de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambora urna
variedade de bonitos trancelins para os mesraos.
REMEDIO INCOIYIPARAVEL.
do intilmente outros Iratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravillosas

jVestidos pretos
de grosdcnaples.
! Vende-se na ra do Cabug n. 8, cor-
! tes de vestidos para senhora, de grosde-
> naples pjelo com saias ricamente borda-
I das, em seus grandes carios, cora o aba-
> te de 30 por cento do preco que nao ha
muilo se renda, d-se a 70$.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
co/inhar e engonimar, no Manguiuho, cm frente
do sitio do Dr. Actioly.
Pianos venda
nielhores systemas boje approvados e conhecidos nesla e outras provincias do imperio, bombas ,
de todas as dimencos, asporanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dii-iencoese fcitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e|
ferro para rodas d'agua,portas paraornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas !
as diiuciieOcs para encaucntos. camas de ferro cora armaco e sem.ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, lachas o tachos de cobre, fundos ele alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha do Flandrcs, chumbo era lencole barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
armellas de cobre, lenees de ferro a lalao,ferro suecia inglez de todas as dimnscs, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos arligos por nionds proco do que em oulra qualquer,
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida i
e para comraodidade dos fregtiezes que se dignarem honrarem-nos com a sua coitfianca, acha-
rad na ra Nova n. 37 loja de ierrageus pessoa habilitada paia tomar nota das encommendas.
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
18, ha sempre para vender um completo sorti-I
ment de ricos e excellentes pianos de todos osl
precos e qualidades, os quacs sao de muiti du-
recio pela sua boa construccao. Estes pianos!
que oram premiados com a medalha de primei- \
ra classo na exposico universal de 1855, alem '
de serem de 7 oitavas e 3 cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas
sarem podera cmpralos
menos que em oulra qualquer parle.
Atlenco.
sorlimcnto
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino prcto e de cores muito superiores
a 359, um completo sorlimenlo de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para hornera a 8,
ditos muito superiores a 103, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para hornero de 48, 59 e at 7$
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
j ra meninas a 10JJ, ditos de palha para senhora a i
H 12$, chapelinhas e velludo ricamente enfeita- j
5 das a 25$, dilas de palha de Italia muito finas a !
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 165 at 350OO, I
gollinhas de cambraia de 19 at 59, manguitos '
de 1$500 at5$, organdys escuras e claras a
| 800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores ,
e padres novos .a 720 a vara, casemiras de cor- I
i les para colletes, palelots e calcas de 35500 at.
1 4$ o covado, panno fino preto e de cores de 28500
al 10$ o covado, cortes de colletede velludo
j muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
j e de fustiio brancos de cores, tudo por preco
barato, aloalhado de algodo a lj2S0 a vara,!
cortes de casemiras de cores de 5 at 99, gresde- I
naples de cores c pretos de 15600 at 35200 o '
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros !
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
T'0/'^""i ""O" a 9e lacada um, ditos lisos para ho-
com 20 ou 30 1(0 de
i nos, bem preto, tecco do corpo, quando falla
franze a testa e abaixa a cabeca, ambos com
oflicio de raarrineiro, consta ter'em andado nos
suburbios da Soledede: roga-se as auloiidados
policiaes e capites de campo, a captura dos di-
tos escravos e os remelter ao seu senhor, na ra
eslreita do Rosario, armazem de Jos Moreira da
, Silva, que dar a recompensa de IO5OOO.
! Ausentou-se da casa de sua senhora, no dia
. 6 do correnle, a prcta Hara, nae.3o Angola, bai-
TINftlIFNTfi HfinnwiY xa* Ps 8ri>ssos, reprsenla 40 annos pouco mais
nh.re.de inSo^ po- Z^'JZ!**^^ F>*M*
dem testeraunharas virtudesdeste remedie i- PTl, \1'T,. .8,f.v "to *"" "e
comparavele provar em caso necessario. que, JJ-Jgg *-?* ^ 1fe p.-
pelo uso que delle fizeram lera seo corpo e mera- Fl ,1? "n'rHo rf ,,,, ,, ai. brosinteiramentesosdepois de havereni prega- diilsSi J2i&l2J!ES P '. 1 f
j :_...:____._ oe dezembro prximo passado, um mulMinho de
norae Filippe, idade de 15 annos, foi vestido do
calca de algodaozinho verde, chapeo de baca
seceos : roga-se a lo-
braram com este soberano remedio^ uso de SM tfiSS h?0 da'ts SZS
onde
amputacol Dellas ha multas que havendodi: "entl Jnior"""' "mmHm mavmm "" w,va Va"
hm^9 aS>lS de Padec"D58 Para fe*0 I Continua a estar fgida, desde 30 de janci-
HZ,[ ,"mnlm688" ^^v 0,USa ^^ ro o corrcn.e anno, a Iscrava cabra de nomo
ZlfZrlTamJ,lU>' "1,1'dia,"le ousodcsse J"sepha; lemoaaesaeguinte8:id#de50an!
S? J, ;,cgr"iaS ^ T iPCSS3S "a "0SPUC mais ou"mcii08.alt.,ra regular, ma-
fTi^JLSlIS^^^A*?1*!" CS g",curta da vista, falla do denles, marcas do
tes resultados benficos dianle do lord correge- parmos pela cara, cor paluda por ler-se tra!ado
dor e outros magistrados, afim de mais autenti- ltimamente de frieldade : esta escrava c natural
carera sua firmaliva. do serl de Carirs; m eSP0I,ria.se eg|
Mnguem desesperara do cstsdo de saudc so nesta praca onde tem urna flllia forra de nomo
livesse bastante confian^ para ensatar este re- Domin2is*e nm filho de nomo Malheus, escravo:
o aljiuin lempo o rogase, portanto, s autoridades policiaes e
37 Ba do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabclccimento um completo Peja leitura dos peridicos, que li'as relatara r're't'a t^orost^'c^oroo
rtimento de obras feitas, como sejara : pal- tnd,1-" ha mui's annos ; ea maior parte das a's auioriddes que o
I,rl n, c, pr,. Z" \ r,L,BeU' U8. ?C S,eUS Sr- Luii Jos Tinlo da Costa, ou em ITamag
SomnoPnns hdniPH /n i' P.erman(!C,u0r Io"- em casa de Sesinando Joaquira da Silveira?
fSS&TiiSS^'JS^L^tJS^ 80.lIr?r., mo" ^hor Franc.sco Antonio da SilV
medio constanlemente sc^
mentratato que nccessitas.se a natureza- donal,
cujo resultado seria prova rincoutcslavelmente :
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
lariueute nos se#ruiutcs casos.
ARCHIVO IMVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
1S000,
10500|
7S000I
500
ii;0(IO
COLLAABO
PEL.0S SRS.
3. Antonio da Costa -A. F. de Ca*lilho-A. Gil-Alexandre llerculano-A. G. Ramos-A. Gnima-
raes-A. do Lima-A.de Oliveira Karreca-Alves Branco-A. P. Loos de Mendonca-A. Xavier
Rodrigues Cordeir-o-Carlos Jos Jtarreiros-Carlos Jos Cakleira-K. Pinto da Silva c Cunha-F.
Gomes de Amorim-* M. Lordalle-J. A. de Freitas Oliveira-J. A Mala-i. A. Marqurs-J. de
Andrade Cmto-J. da Cosa Cascaes-J Daniel Collaco-J. E- de Magalhaes Coutinho-J. O. Lobato
i < r Cimha Rivara-J. J. da Graca Junior-J. Julio de Oliveira Pinlo-jos Mara
Latino CoerhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz
r?,n^^ Tr*n~K nX-.S-cnMl!a~^andr- J'Js da Gosta-Lniz Filippe Leile-Luw Jos da
?n y \ r da Sllva-Paul Mulosi-Hicardo Julio l'erraa-vtonlim Jos da Silveira
L. O y L b Al&l-O v, el 11131 3
DIRIGIDO
roa
A. P. Xa ra Direita n. 55 vende-se por diminutos
precos o seguinlc :
Palitos sobre-casacos de panno prelo.
Ditos saceos dito dito.
Ditosde rucia casemira com gola de vo-
ludo da mesuja cor.
Ditos dito dito saceos.
Ditos de alpaca pretos.
Ditos dito dito sarcos.
Diios de merino sutira sobrecasos o
saceos
Calcas de casemira de cores finas.
Dils dita pretas.
Ditas de brisa de linho de cores.
Ditas dito dito.
Corles de casemiras finas de cores a } e
Chapeos de feltro finos pardos.
Cassinelas de cores com 4 palmos de lar-
gura covado.
Cortes do riscado fiancez cora 13 c meio
covades por.
Chitas francezas muito finas covado 260,
28. e
Mursulinas miudinhas covado
Lencos de cassa lodos bordados, com
bico largo mnilo fino
Cortes de vestidos brancos cora barra
de salpiquinhos.
Ditos ditos ditos bordados.
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20J a
doria,casemiras decores para cociro, covado a
; 2$400, barege de seda para vestidos, covado a
.15400, um completo sorlimenlo de colletes de
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
fuslo de cores, os quaes se vendem por barato
. preco, velludo decores a 7JJ o covado, pannos
para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
cochoado propno para palelots e colletes a 2JS00
o covado, bandos para armacao de cabello a
^000 i 1?500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gcro.eum grande sorlimenlo de macas e malas
"-5(10 dt PreSai"ia> 1<'c ludo se vende vontade dos
HrUIK)' ffeguezes, e outras muitas fazendas que nao
:)S500 possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
250 compradores se moslraro
i*
S*200 ^
Alporcas.
Caira bras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anos.
Lrupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor Das extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Ir chaces
inflammaco doflgado
Vende-se este un
Iiiflamniacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
dos peitos.
de oihos.
Mordiduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tinha, em qujlquur par-
" te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Vcias torcidas ou noda-
das naspernas.
^uento no cstabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso desle vnguento.
O deposito geral em casa do Sr. Sonm,
pharrnaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Escra\os fgidos.
Desapparcceu no dia G do correnle, do cn-
genho Gameleira, o escravo Manoel, conhecido
pes-
soas do povo a apprchenso da referida rscrava,
ou noticia certa, que recebera cincocnla mil ros
de gralificecao, levando-a a sua tenhoraa na Sy-
ledade, estrada de Joao Fernandes Vicira.
Fugio no dia 7 de novembro do auno pr-
ximo passado o escravo Felippe.de naio An-
gola, de idade 45 a 50 annos, coro os signaes
seguintes : um tanto bailo do corpo, cor fula,
: testa carregada, olhos pequeos, cara larga, s ;n
barba, falla lina e a voz sempre baixa, boca
larga, com alguns cabellos brancos pelas fonles,
paiccendo ser muito mancinho, porm mulo
, velhaco e. mollino a curador de eniposturias, de
; bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Tereira da Costs, propietario do engenbo
j Providencia, na freguezia de Agua Pela quera
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
recompensado.
Escravo fgido.
Fugio no dia 23 de novembro do anno passade
(do cngcnlio MaUpiruma, do coronel enrique
Marques Lins, o escravo Jos, cabra, de idade ue
22 annos, cen os signaes seguintes: pouca barb ,
corpo reforcado, altura baixa, cara bexigosa, ?o-
braneelbas bem pretase encontradas, lera marca
de relho as costas e as nadegas : este escravo
. ha toda a probabiHdadc de estar em Pao dos Per-
' ros, onde foi comprado a Manoel Correia da
, la : roga-se as autoridades policiaes desse lugar
,a captura do dito escravo, c quem oapprchender
, leve-o nesla praca a.los Cavalcanti Lins, ra do
Apollo n. 20, segundo andar, ou no engenho ci-
ma da freguezia da F.scada, que ser bem recom-
pensado.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia i8
do correnle, urna sua escrava da Costa de nomo
Maria, que representa terde idade 45 anuos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
mnis 3 por Manoel inoleque, de idade 18 a 20 anuos le- "asanles cabellos brancos, cosluma Iraz-r uto
3S@@@vou camisa e ceroulas de algodo, chapeo novo panno alado roda da cabeca, lendo por signa!
w t de palha e ura capote de panno ou baca azul ou mais s,al,nlc1 airraaos *. proveniente de
Vende-se

I prcta, bem preto na cor, corpo regular, olhos
vermelhos, cara da mesma largura que o com-
p rmenlo : quem o pegar leve-o a ra Imperial
. 33, que recebera 15^000 de gratificaco.
Pianos.
i**!; i Estopa. i
Juu *i Camisas inglezas. @
Riscoutos em latas. $<
J" *J Em casa de Arkwighl & C. ra da Cruz nu-
, .'@ mero 61. **>
exaclido e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em follus de 1C paginas, e eomplcla todos os semestres
um volurae de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigua-se no escriplorio desle Diario, ra dasCruzes, o na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura : pelos paquetes vapor 10(200 por auno ; por navio de vela 8 moeda
brasileira). l
Ha algumas collccces desde o comeco da publicado do jornal.
Vcndem-se pianos de goslo moderno, amores
de primeira ordem. com excellentes vozes o. re-
lalos : na ra da Cruz n 11.
Carne de vacca salgada, em harria de 200 j
libras : era casa de Tasso traaos.
Veade-se superior tinha de algodo, tiran-
cese do cores, em novellb, para costura : em
casa de Seulhall Hellor & C. ra do
n. 38
Farinha de
* mandioca.
** Marca RL.
C esta a marca das maiores saccas que ha
calor de figado. Esta csciava lendo sabido ( ime
de cwstumc, com venda de airoz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
, ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
' do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronie
da cocheira do Ulm. Sr. lenle coronel Sebas-
lio, qne sero generosamente recompensados.
Fugio do engenbo Bom Amigo da provincia
', de Alagoas, comarca do Porto de Pedras, o ss-
I cravo crioulo de nome Luiz, de 36 a 40 annos de
idade, altura regular, beiros grossos, troca um
pouco os olhos, dous denles da frente aberl s;
Fugio no dia 6 de fevereiro prximo passado este escravo foi comprado ao Sr. Joan Belix, > -
a escrava Leandra, crioula, cor fula, alta, ma- nhor do engenho Camutengue em Barreiros, .. r
gra, bem fallante, com os denles da frente po-j onde se julga andar : roga-se a loda e qualquer
dres e alguns quebrados, e cora alguns cabellos
brsncus, levando toda a sna roupa. Esta escra-
va natural da cidade de Olinda, e ha pouros
dias foi pegada no bairro do Recife por um pe-
lo, o qual querendo leva-la para casa, foi por
ella illudido, e evadio-so na mesma occasio
pessoa que o encontrar, o mande pegar c levar ao
dito engenho, ou no Recife ao seu senhor, mo-
rador no caes do Ramos, sobrado encarnado n.
4, onde ser generosamente recompensado.
CONSU
JiJrlt.
lDIKBI IPJIMSIE S IP1MID!.
3 RLtAI>AGjLOIISA,x1SAI50 fXJIVBlO
Clnica por amitos os systemas.
3
Em casa de Ilenry Forster c C.
Trapiche a. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas idem.
Fugues idem.
Arados ideal a 30000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampones de nalenle com a/.eite proprio.
^.. VHI "-" '""'"'= iiidioiTOMCfas que nano ella illudido, e evad o-se na mesma occasio-
Torres mercado e vendem-se no Forte do Mallos no ar- por isso julga-sc que ella anda por eites gares
, muvm n. 18, confionte ao trapiche do algodo. cima mencionados : roga-se a qualquer pesoa
, ra uo tamisas nava meninos ?UV De*tr> 1 OOjOOO
meninos a l600 cada um.
Vende-se
para meninos. unid0 n 4o_
I Na loja da rua do Crespo n. 5 esquina da rua do Dcsapparcceram no dia 5 do corrent" dos
Imperador vendem-se camisas francezas para escravo*. sendo um pardo, de nomc> Manoel. de
idade 26 a 28 annos, estatura regular, serco do
corpo, barbado, anda intimando de forro, vestido
decalca preta e paleto, chapeo de pello', calca-
do, tem as pernas bstanlo cicatrizadas de nr.
:iim mgao de Ierro com seus utencilios : na rua as, quando anda deita os ps ai.allicit.idoa o
doRrnm, na ferrara de Seraphim & fi. gllIll|0 crioulo, de nome Jos, de idade 17
se-
an-
d o abaixo assignado de gratifieaco a quem II e
levar rua deS. Francisco n. 68 A, seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do con ente, levando um cae i e
folha proprio para rarregar agua, um gancho ao
pescoco, lem35annos de idade, falla bem, per-
nas pouco arqueadas; ha 15 dias chegou do nu-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Aoto ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j
Ira quem lhe lirou o gancho.
Francisco Rolelho de Andrade
Dos premios da segunda parte da quinta lotera a beneficio do theatro de Sania Isabel
______________________exlrahida em 10 de Marco de 1 SCO.
NS. ritEMS.NS. PREMS. NS. PBEJ1S. N. P
O Dr. Lobo Moscoso d consol las lodos os dias pela manha ede tardedepois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualraeute nao s para a cidade como para osengeuhos ou outras
propriedades ruracs.
s chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da uoite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o dama eo uuraero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderlo re-
metter seus bilheles a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do annnnciante achar-sc-ha constanteraenl e os melhores medica-
rceLloshoraeopaihicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......
Dilosde2i ditos.........- .
Ditosde 36 ditos............ .
Dilo de 48 ditos............'. '. .
Ditos de 60 ditos............. .
Tubos avulsos cada um.............
Frascos de linduras........,.....
Manoal de medicina horaeopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
era porluguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............ 20*000
Medicina domestica do Dr. Bering, com dicciouario. 10$000
Repertorio do Dr. Mullo Moraes......... 6OO
10;?000
15S0U0
2090
25g000
OjOOO
1S00O
2gOO

Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos mclhoramentos feitos acha-se conve-
nientemenle montado, far-se-ho tambem do Io de novembro em vante, contrato mensaes para
maior commodidadee economiado publico de quem os proprielarios esperam a remuneraco de
lautos sacrificios.
Assignatui-a de banhos frios para urna pessoa por mez.....10JJ000
momos, de choque ou chuviscos por mez 15$000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDICOD AURORA.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
lodos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moca-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultiva loies, ponles, "aldeiras e tanaues, boias, alvarcngas.
botes c todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal fira forem apresentados. Recebera-se encommeodas neste esla-
belecimcnto na ruado Brurn n. 28 A e na rua do Collegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os preteodentes se podem
entender para qualquer obra.
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da Cruz.
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50; 27 55
01 28 5f
55 35 5|
51 37 55
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55 47 55
05 52 55
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05 63 55
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55 85 55
55 89 5
55 99 55
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55 12 5;
105 14 55
5J 22 55
55 30 55
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55 73 10;
j: 801 05
55 55
55 3 5;
55 li 5c
55 11 55
55 15 55
5 ie 55
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55 22 55
55 21 55
205 29 5c
55 32 5
55 34 55
55 35 55
1C05 37 55
55 40 55
5* 46 55
55 51 55
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5 56 55
55 65 55
5 71 55
5t 73 55
55 74 5*
HEMS..NS. PREMS.
876 20c
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84
93
96
99
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6
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5*
5
Ptmambuco: Typ. de Jf. F. de Faria.18C0.


'8)
J),Aftl DE PEBNABCO. SEGUNDA FEIRA 12 DE MABCO DE JS60.
Lilteratura.
A FIANDEIRA.
Durante os primeiros annos que se seguirn)
restauraco a parte da Yenda chamada Bocage
apresentava um aspecto ao mesmo lempo triste
nho. Viam-sc por toda a parle as povoa-
e nos campos casas roeio-cahidas c deser-
la5, cujas paredes,apenas suslians por curios de-
I -. iremiom ao sopro drenlo do oulono.
' -: todas as parocliias eheonlravam-se as
>- caslellos incendiados duraule as guerras
i! rerolucio, torres greladas e corrugados de
cara-
OIH. as ovelhas inda vollam sos do
po ?... Onde est Maria?
Ella ahi vem, mlnha mi, respendeu Luiz
que entrava pela porta do fundo ; Vmc. bem sa-
be que ella nao pode andar de pressa.
Maria, fatigada c esbaforida chegava com pas-
so desigual. Emquanto ella rccolliia ao aprisco o
rebanho vagabundo, a fazendeira apostrophou-a
em voz alta.
Maria, nao trns coragem, s niolle, s pre-
guicosa ; de certo nao te conservarei no mcu
se meo.
Minha mai, inlerrompeu Lu/, ella faz oque
pode. Coitada, nao 6 a toragem que lite falla,
a forca...
que serrtam de cont s corujas e aosga- *~ i)_ vms replicou a velha, achas que ella
-, e ao redor das quaes esvoogavam, durante lom raz'U) Eu V** fiquei viuvadepois da ger-
os bellos .lias, bandos do andorinlas. '".' I]ua,| fossos clicios
tar-se sobre as palhas. A velha Joanna vinha
fazefda de La Gaudiniere de lempos em lempos
e cora inkTvallo irregulares. Sem dar lom dia
ella cnlrou em casa com ar inquieto e fechou a
loda a pressa a porta nps de si, e assentou-se
diante do fogao.
Luiz, meu filho, disse ella em mcia voz,
tens pao para dar-me ? .. Desde honlcm ao meio
dia nao lenho comido nada. .
Onde passou enlao a noite, me Joanna ?
La nos malos, mcu filho. Tenho esiondri-
j^a licado eoxa da queda qoodcu naquelle da.,
mas na v\'M'dt,de.. "m milagre que ella tenha
passado pelo m*.'0 de -al conflicto sem l ficar.
Meu pobre marido foi .'"'had0 dous dias depois
e fusilado entre as gicstas.. Quando "o\lei pira
llie revelavam o segredo que elle quena pene-
trar ; somonte distingua de quando em quando
os nomes da familia de Boisfrenais tragados em
lelras raaiusculas. Felizmente no fim da ultima
pagina elle achou collocado um pedaco de papel
esle lugar com Mana, todos julgararri que era no qual estavam escripias com bellas letras cs-
jos por toda aparte... I'orcoso ter a gente suasque segu as ovelhas com sua roca ao lado... Ii
urna orphaa, filha de algum camponez q? eu
apanhra depois da derrota do Mans. E dcixe-a
aqui em la casa para esconde-la melhor.. Os
azues podem procura-la, nunca alies reconbe-
reran a filha de minha ama nessa pobre moca
No noio da agua cslagnad.i dos .
de junco ouvia-se ogrilosurdo dasmarrecascha-
:nando os filhinhos.
Todava ao lado dessas mudas tcstemunhas de
urna poca desastrosa edi!icavam-se novas casas
melhor construidas e mais espacosas do que as
antigs. Dianto dos caslellos feudaes que nao se
am de levantar de suas ruinis, junto desses
enca ti caos leus tres ir mitos, devo entender
desse Ira bal lio! ..
Maria chorava ; hurailhada pelas reprehensSes
da ama ella continuara sua larefa com resrgna-
jio e sem abrir a bocea para justillcar-se. O
senlimcnlo da obediencia reinara anda as fami-
lias do Bocage ; cada qual sufl'ria sem queixar-
se ; nao cram couhecidas as disputas verbosas.
edificios giganteslos saqueados pelas columnas ns?,m como nao o eram as conversages alegres e
republicanas, grandes casas do campo feilas de r"'Josa3-. Pareca que a lembraca do passado
n ito mostraran] alravs das arroresseus lelos Psava anda sobre o coraco dessa gente lacilur-
de lelha. a e pensativa.
O lugar tornava a povoar-se rpidamente sob Pouco depois che-raram os tres joren3 irmos de
a influencia de urna paz profunda depois de lao I ""l*. 1U0 '";"n ''lo ceifar nos prados, trazendo
is e lao lerriveis tempestades lodos criam :2>bao debaixo do braco e a fouce ao hombro.
na duracao da butiaiica. Os filiios dos gloriosos Seus soceos grosseiros rachados e aportados por
descendentes dos grandes exordios da Vanda,] chapinhas de ferro soavam sobre os seixo. Elles
rara laboriosa c submisso, lornavam a dar a vida' i 'oram lavar na agua do tanque seus braco ner-
ea abundancia esses campos devastados, vosns sous Pes fatigados depois com a dig-ni-
esses soleos banhados de sangue e de lagrimas." (Jai,e de soldados que arrumo armas no veslilw-
Nesses campos tranquillos e invstenosos, apc- ] dc um castello, foram collocar debaixo do lo-
i conlavam-so algumas estradas de primeira i 'neirosuas fouces aliadas. Todos tres sacudiram
caslanhos- assim como os
icodem as gueifelhas, e vie-
le enconli nam-se grandes boiadas seguindo paraIJ? ass<;nt8r-se junto da mesa sobre um banco
Parto, o as carretas dos correios que iam aos so- \ dc ",adera. Luiz tomou lugar junto1 delles ; os
lavancos pelos carris. Em compensaco aqueliesl aualr" rjioa no momento em que foi deseuber-
q io sndavam a pe viam abrir-se dine de seus '' l.a a S0P''ra liraram o chipo para azer o signal
passos unta multdao de caminhos sombros c | c^u/ e as colheres de eslanho metgtt\hararn-
rios em que era aprazivel raedilar pas- se a,l,>'nalivameiilc na sopa. A miie e familia,
seando. j> volha Jacqueline, comia i parte junte da'janei-
Poruraa dessas veredas guarnecidas de cana- a- s,Dro u[n bah ella dexra para Maria um
los decotados e quo serpeara ao longo das col- "
luas, como ha muitas nodistriclo de Cholet, pas-
ordvm, e anda nenhuma carruagem de posta le- se!ls l0.nSs cabellos
vanlara nellas a poeira durante o verao ; smen-',eoes ai"Ja ,I0V0? 8c
saram urna larde tumultuosamente dez ou doze
boisde alto estatura. O camponez que oscondu-
zia, mancebo robusto de cabellos negros, e per-
fil severo, tentara applacar-lhes o ardor assobian-
do ; mas eram enlo os primeiros dics de juiho,
e embora o sol estivesse periodo occaso, as mos-
cas perseguan! anda os bois, os quaes sacu- I
diam a cabega, mugiam fortemenle, c camnha- !
varn emdesordem. Chegando extremidade do
caimaho por urna pequea ladeira os bois poze-
ram-se a bnecar com as galhas, emquanto seu
guia alravcssjva o rebanho sem
a. Sobro um bah e
prato de enalbada com alguns pedacos pao1 de
cenleio ; mas a pobre nwca assent'ada de parte,
abaixra Iristemente a cabega : a dor Ihe- tirara '
o appelle. O cao depois de ha ver posto ac-I
beca sobre os joelhos de Maria cornprehendeU'
logo que nada tinha a esperar daquella de euja antig-^cura'da pachia trompera dtt emigracao!
ceia ordinariamente '^n a:.:~~ .t.n _
locas como as lebres para acaulelar-se dos
azves!...
No ha mais axvm me Joanna, tornou
Luiz. A bandeira branca nao fluctu sobe to-
dos os campanarios ?
Tarabem ests como os ontros replicou a
velha com colera. Corre o ferrelho em la porla
e poete espreila junio do tua jenella, se que-
ros que cu coma tranquillj.
O fazendeiro apresentou enlo velha Joan-
na urna sopa de pao trigueiro que tinha prepara-
do, e esta poz-sea comer vidamente fazendo ao
mesmo lempo era meia voz algumas imprecacoes Ah vem os azues...
contra os azues, os quaes julgava ver e ourir'por
loda a parle de noile e de dia. Seus prolanga-
dos solfrimenlos durante a guer.-a da Vanda
linham-lhe perturbado a razio, sua pobre indi-
ligencia sbitamente parada, como urna pndula,
cuja mola se quebra, (inha-lhe sempre presentes
os desastres do exerciter da Vanda deque ella
fura Icstcmunha.
Uaviam quasi vinle anuos que a pobre douda
andava pelos campos como tra espectro, objeelo
de compaixao para as pessoas Se seu lempo, ede
riso para os meninos, os quaes dfrertiam-sti em
v-la fugir lancando-lhe por cima das sebes es-
tas palarras lerriveis, cujo sentido nao compre-
hendiam mais : Me Joanna eis ahi'os azues.
Quando acabou sua pabre refeico, avellMin-
clmo'.i a cabrea sobre o encost da cadeira, e
adormeccu stm deixar o basto de azevhiho que
linh na mo.
O fazendeiro contemplara com piedad'e essa
pobre cftrlher, que (fepois de ter sotirerivido a
tantas miserias, a tantos combates, a tao dotoro-
s-is provajes, consrrvavade ludo isso una im-
presso indslevel, assim como esses carvalhosf-
ridos pelo rrfo que parecem virer ainda, por<'-.:e
eslo em p.
Movido de c^mpaixo ao aspecto desse sem-
Manle coberto d rugas, d'onde a vida pareca
fer-se retirado, elle foi buscar em om canto do
bahir urna garrafa* do vinlicde Hesprrrrha, que um
Mara, fia miuha lilhinha, e n dos a;iics... 08es-
las tocantes palavras : Tende piedade de m-
iha filha Maria de Boisfrenais Tende cuidado
da pobre ofpha, o Dcus vos recompensar
A' forca de soletrar estas linhas, Luiz conseguio
ij-las. llepelio-Bs muitas vezes, e cahiudu de
joelhos no meio do caminho exelamou :
Mcu Deus quanto deve ter sofTrido aquel-
pinhostem crescidoao redor da podra que cobre I la que escreveu estas palarras lamciitaveis
coinparlilSava, c dirgio-se
para a mesa grande. A ceia con-tinuou assim no
meio de um profundo silencio e em urna eseuri-
do quasi completa. Os camponezes do Bocag?
nao gestara de conversar, e como eeiam sempre
a mesma cousa, nao precisara de Encender uraa
vela de resina.
Quando a soupeira ficou vasa, a me de fami-
la
derramadlo em um pequeo
da velha, quando-ella acor-
receio, e abria a
porleiradeum vasto prado banhado por um re- '
galo, cojo curso marcavam duas ordena de ala- ''
mos. Lnlao os bois precipitaram-se na campia,; aJotll>'"r-so sobro urnas pedras grande fra de
depois de turern mata Jo a sede com a aua casa :.seudo instantes consagradi
lia rctirou-se a um canto atraz de se'.r leilo para
resar seu rosario. Os tres jovens irm?os foram
O precioso liquido
copo deu na vista
dou.
Qiie aquillo, oeu filho 7* pergunfou ella.
Beba, me Joanna, resportdeu' c fazendei-
ro ; isso Itic tornar a dar torcas.
forcasv tornou a velha, nao'lenho nvais, e
ncm queroterI... Deque meserriria'tornaT-me
gil e robusta ?... Para hsgr sempra?!. Outro-
lanto val morrer no canto de urna sebe... Isto
agurdente"?!.. Bebia-se algumas veesdetla no
limpa e fresca, pozeram-sc a correr pacilicaralri
te a verde reir.
-__.__os oracao da gr.-ude exerrilo ; aquelles senhores lovavam-na
maiuiaa e da tarde os nicos do da era que es-I era garrafiilfas- para se a*Niecercm depois das
ses rudes trabajadores tiravam o chapeo; elles noilss fras. A nica rez queprovei della foi no
scniarn-se incommodados, e passavam constan-! combate do Dl-dc-BrelaKiie.noqual essol I
i mao pelos cabellos. Luiz. a cjuem os da Vend e 09 republicanos, faltos de munigG-es-,
liravam cartnxos-nas mesmas caixas... Ahi 'que
irmaos respeilavam por ser o mais reino; foi
passar urna revista nos estatuios, e depois apfvro-
ximando-se do fogao accendeu um coto de" vela
na. o qual lixou sobro urna pequea ha-
Maria ahi es-
foi raorta leu pai, Luiz!... Um baila linha-lhe
atravessado o corac'O; pcguei-lhe da mo di-
reta, fiz-lhe o sigal da cruz, e elle nao m'o-
veu-se nrais .. Era um bello honem leu pae; al-
O camponez tornou a fechara porteira, e nella
licou cinco minutos apoiado contemplando com
-satisiacrao aquelles bellos animaes doceis ao ju-
go, valenles no Irabalho, era que consistan) sua
riqueza c sua gloria. Depois pondo o aguilhao
ao hombro subi lentamente a ladeira que acaba-.
va de descer a fim de voltar para a fazorida de La 'lea .ferro cravado na chainin.
C ludiniere, que desde mais de um secuto eslava tava ""morcl e do cabege baixa. Ella ergireiH to e robusto como tu-'... Luiz enohugou iimn la-
ai nadada a sua familia. Pra o lazendeiro seus olhos azues cheios de 1a- grima que-a lembtanca do po Ihe arraneava ;
Ncsse momento e poroutro caminho que for- Brmias su?s fecoes delicadas expriraam soffri- gostava de ouvir contar essas batMhas que lm-
niava ngulo recto cora a vereda era que elle a, ue"l. cLu" cou commovido de ve-la lao aba- se chamado corabotcs de gigantes. Ten'.icdd-
> oltavam as ovelhas vagarosamente, cortando al-1 ua*- pnis reavivar o espirit- da pobre ida elle tor-
guns rannnhos as sebes e ras raoutas. A moca :. ,' or1ue ri;|o comes, Maria? disse elle cora- nou :
que as recouduzia ao-aprsco, seguia-as a pouca randura- Assim ficars doeritc e nao podersi Vmc tarabem convbwSia, me Jk>anna ?
di.-iariciacom a roca ao lado.e cantando um des- lr Diai.s,-a? camP. Nao cmbaiia, resporMeu olla -. mas met^a--
ses cnticos anligos e ingenuos, cuja tradieco se ~ Mmlia ama nao me quer mais, respondeu me no conlTif lo para procurar miohs' pe-bro ana.'
vai perdendo de da em dia. Junto della cami-l rn ei!' voz jaixa ella despedir-rae I...
Foi una palavra de mo humor que esca-
pou-lhe. Tem coragem, minha pobre lilha_, bem
sabes que eu te estimo.
Oh i voss tem to bom corago-, Laizl...
Para obedecer-lhe vou esforcar-me porceiar.
-Mara comeu o pialo de coalhada lentamc-nle
e sem appetite. Quando ella tornava a guardar
nosso thesoiiro, minha querida ; leu segredo es-
t bem guardado, e cu o levaiei coraigo sepul-
tura ..
Fallando assim, a velha tomou a roca suspen-
sa junto da cliamin o poz-se a liar.
Me Joanna, disse o fazendeiro, Vmc. fia
no domingo I... Nao ouve os sinos da egreja re-J
picarera ? Acabou-so a missa parochial...
A missa parochial!... nao ha mais, respon-
deu a velha; o loque do rbale, meu filho.
Al oulra rista, deixa-me
fugir logo... Tu me deste a beber urna cousa que
fez-nie andar a cabega roda ; ha urna hora que
cstou dizeudo loucuras...
Coitada! murmurou o fazendeiro, ella cui-
di dizer loucuras quando recobra o jnizo.
E apoiado sobra o lumiar da porta1 contem-
plara a velha Joarrna que frigia curvada' sc/bre o
basti, sem lembrar-se mais do que dissera e no-
vamente engrifada nos cuidados o as aglacoes
de um passado j longinquo. Sera procurar'se-
gui-Ia, ncm mesmo com a vista, observou que a
relha tomara o caminho de La Grand'Prce, cade
tantas vezes a vira vaguear com um ar mjsfr-
rioso
Entretanto o segred>> que Luiz acabara de sor-
prender lancara-o era viva agitago. Elle sen-
fia-se atlrahido por unrc cnriosiitde irresislivel
para o roebedo solitario qe elerava-so coberlo
do musgo no meio do pradto. A conscicncia di-
zia-lhc que a Justina e a honra Ihe impunham o
dever de indagar toda a v?rdde. Se Maria, a
humiMe i'andeira.a criada de sua ms, era real-
mente filha de um fidalgo msrto no cemh-ate de
Dol, poda elle por ventura conserva-la por mais
lempo em seu-serrico, e subtrahi-la s cnrieias
de sua familia?' Niio, mas tinha de perder arjul
la a quem desde a infancia consograra a- mais
terna alfeic, aquella cuja roz cansolava-o1 em
suas sombra? tristezas. Log" que Maria liresse
li'eixado a fazendade La Caudiniere, nao hareria'
^ vlf"S'a?' mormurara elle fallad {
conrsigo mesmo, se 6 re rifad e o que disse a relha b_uiK?_ _.,
Joanrra !... E' tepo de seres feliz... a-felicidad*- [e
que !c aguarda, tu a mcrereste, ella te nertence.
E o semblante dtlicado e resignado de Maria
appa.-ccia-lhc j revestido das graca de um sor-
riso ; elle a via ufana de aun posico e de seus
litulosdeixar com desdbm' es-campos, tcstemu-
nhas d!r seu oviitamenlo, e erguer sua fronte
candida que a miseria curvara1 por tanto lempo.
Meditava assim commorido a-ponto de d(Tra-
mar lagrimas, envergonhado de sua fraqtiTza e
assustado de sentir no fsido do-soracao una ter-
nura to viva por Maria. Logo que a me vel-
lou da missa parochial, Limz'dirrgio-se resolula-
E era a um camponez como cu, que urna (dalgo
as diriga no niomento de deixar seu castello
para nao tornar mais a ve-lo... Seja feita sua
vonlade, e bemditoseja Dous por ter dcixado jun-
to de niirn durante viute anuos essa pobre or-
phaa !
(Coninuar-se-/ia.]
_____Agricultura.
Clamores da agricultura no Brasil e indicando,
de meos facilimos de leva-la rpidamente
prosperidade, deduzidos tanto da experiencia
especial do Brasil, como das recentes admira-
reis descobtrlas da chymica agrcola, confir-
me os principios dos autores mais intignes
allemes, franceses e ingleses, laes como o ba-
ro von Lichig. Boussingault, Dumas, Payen,
ele pelo coselheiro Dr. Francisco de Paula
Candido.
mente pin (Jrand-Pre sem npressar-se com a
coragem de om
dever, custe
hornera que quer
cnmprir um
debaldc se
Concloso.)
-" IIIOIlAMrNTOS DUS riVOCESSO K-SOSSA
LAVOURA.
Os ossos pulverisados conslituem por si sos,
sem raais preparago, um des mais ricos-eslru-
rcvs.
As fezes e as onrinas humaras, bem como to-
das as outras-, apresentam compesicoes anlogas,
e que varan*, dentro de ceos li'miles, conforme
os alimentos.
E com estes materiaes e muilos- outros, espe-
cialmente com1 as-carnea e ossos de animaos que
morrern ras cid-nles, que se preparam as diver-
sas especies de eatrumes.
Esta prepararo execiiloda nesla cidade, onde
abundara os materiaes- citados e muilos oulros de
incalculavel ranlageiir, como o lodo do fundo do
mar, dos mangues, a cal de marisco, ete. ; esta
digo, tufacii e to exequirel, que
mecer, lulver por menos de 40J>,
ruine para mil bracas quadradas de
rreno, o qual, conserrando-se ento fertilisado
por quatro annos, redusiria a despeza an-nual a
U)$ por cada 1,000 bragas quadiadas,
Pelo processo que os Francezes denomir.am ec-
carri:.sage se aproveitam para differentes filis in-
dustriaos todas-as partes dos animaes que mor-
rcra nascidades; ratos inclusive, sendo as carnes
e ossos destinados ao fabrico do povdretle que,
como estrunie, tem assgnal.ido valor. Por an-
logos processos se tranformara ero poudrettsx>\
guano artificial todas as imniunJ-ieias c refugos
das povoares. E toda esla riqueza se perde !
Estas materias '.ornadas coiapletamente inodo--
I rase seccas, poder ser fcilmente transportadas
para qualquer lugar distante, pura ahi serem de-
o que cus-.ftr ; pwem > w I .ositadas ascovas dasplantack-sa^ precisaren!
conlinha, ocoracao palpitsra-lhe mais fortemen^-'ser feri|isnj;ls r
nimia o Abrigo, grande cao malhado de preto e
de branco, animal corajoso habituado lutar com
os leboe que muitas vezes sahiam de da do meio
dos campos do gieslas.
A liaiideira nao ia depressa ; para va a miudo
para enrolar a la no tuso, e tarnbem para des-
n. pois uraa queda que dera era sua infan-
madama de Boisfrenais; qu* fugia cern a filhiisha
aos bragos.
te que de costme, l'arecia-lhe (ue os pinlar-
roxos pousades sobre as estacadas dos campos, o-
eontemplavi.m com ar maieioso; o ojue os cor-
vos, grasnando nos ares, qaeriam ce*ri*3ses Rritos
devia-lo de seu projecto. Ha assrra rta vida do
hornera momentos solenir.es era que tndo o in-
quieta ; elle hesita e todav-acanimha directa-
-neole ao sea-fin, embora sinla que* vai jogar o
sei* repouso,
Gliegando porteira do pcae, o fazondesrm ob-
servo sobre a tetra as ma;c89 dos-passos da ve-
lha douda. Segaio essas pegadas, as quaes,
t.-.tia> previsto, conduzirara-
can i-,
Ca a Qzefa coza. Esse defeito, cujo pensamen- sua colher no haba, Luiz lirou sobre opannoda
o a atormentara al na solido dos campos, tor-' chamn um livro denegrido pela tomaca, i,m-
ri a va um pouco melanclica a sua physionornia. prosso em letras grosseiras, c poz-se a orar co-m
Assim, suas k-icoes respiravam extrema brandu- | l"do o fervor de um renle da media fda ra, como se ella quizesse fazer que Ihe perdoas- se hornera de exterior rude e inculto, murtas ve-
sem essa imperfeicao, da nalureza torga de sub-| s tinha impulsos de urna piedado exaltada. A
missao e de obediencia. Par rer-so reduzida a energa de sua robusta nalureza incHnara-o s
guardar ovelhas nos campos do Bocage urna moca grandes dedicacoes, mas nesse luga parifico e
-i! i so resigna fcilmente a nao poder agradar !.".. I tranquillo, no meio desses carpos de Boeage fo-
fl 11 i-ideirajcanlava, pois, julgando estar s; mas! chados aos rumores de fra, e afastadade to-k o
seu joven amo, calou-se, aproximou-se das ove-! K suas torgas superabundantes. Enlo reca-
ihas, e fez um supremo esforco para dar a seus hindo sobre si mesmo, fatigado de seus-proprios
peso equilibrio que Ibes fallara. la como urna pensamentos ajoclhava-sc e orara.
perdiz liniida e ferida, nao porque tivesse medo
do camponez, mas porque era apenas urna serva
ua fazenda, urna pobre orphaa criada por piedade,
e poique o semblante austero do mancebo infun-
'J:j-l!ie respeito.
As paixoes violentas nao perlurbavam esse ho-
nesto camponez domado pela t e pete-trabavh-o ;
porcra a torta melancola dos campos lancara-o
s vezes em urna languidez dolorosa, e-cRt6osua
frOLte pensativa soraenle se desenrug&va avista
Vamos, Maria, disse o fazendeiro quando de seus rebanhos quo paslaram no prdo; e a voz
chegou pirlo da moca, a njite aproxima-se ; a
estrilado pastor j appareco. Apressa-te era re-
culher as ovelhas.
Na verdade, Luiz, rcsponlcu ella, nao foi
por minha culpa qu.c tardei hoje! As moscas
I rseguiram o rebanho, e as ovelhas saltavam
as sebes como se livessem visto
Fizeram correr muito !. .
Nao digo islo para te affligir, tornou o fazen-
deiro, mas bem sabes que minb*minao in-
dulgente ; ella pedera reprehender-te.
Minha ama nlo rae estima, disse a Fian-
deira ; he muita lempo quo percebi isso...
de Mara
ovelhas.
a Fiandeira que canlava ceuninde- as
algum lobo!...
II
No domingo seguinte s dez horas a manhia
Luiz, tendo ficado s u fazenda de La iaudto'ie-
re.acabava de fechar se-u livro de o incoes. Era
a sua vez de guardar a casa. A me de familia,
seus Ires filhos mais mocos e Mana, lando poati-
do desde muito lempo, ebegavam ness) mesmo
instante s primeiros casas da aldea.-. Os-sinos
da egreja davara o utimo signal da roissa, paro-
chial, o esses sons longinquos chegarara asoou-
vidos do fazendeiro por cima dos vslhos orra-
As pessoas do lempo amigo nao eram affec- -1-03 do valle. Luiz de roaos postas c deoabega
luosos para com sigo mesmas, assira nao admira inclinada ouvia cora recolhimento essas- vezes
que sejarn algumas vezes um pouco severas para | ocreas, cheio de tristeza por nao pouer aec-nJir a
com culrein.
corno elle ti.-.ti8' previsto, coauzrram-*ni> para
E pode ah*anrn-la-*?" junto do roc;edo. Os espinhos cobria-lhe a
Alcanc-r-la !.!. \ que-a? Ah a medaroa de-, base, e nada trahio ao olhar mais atiento aexis-
Boisfrenais... tens razio... Na ventado, aquillo j ene de uraa abertura em que podsse nin*Ju-
que deilasto no copo fez-rae bem... Oure um I zir-se urna raao humana. Depois de um-miiiulo
segredo, meu filho, urr>segredo, que vou. confiar-! de reftexao, k.uiz cartn na setoe visinha urna ra-
le sob a coBdi*po de qu-i-o- gaardar, assira co-! rinha de ave'eira, e- poz-se a sondar o terreno.
un eu o tenho guarda.ro. Mario, essa pobre Ha-1 Os-laigrtos. perturbodos em san repouse, enrriam
rio-que leva las ovelhas ao -rampo... daqw-e dalli sobre o musgo, desapparecend as
Nao lrata-3e do Marta, interrom'iei* o fa- feridaa do rochedo- e reapparecendo pouco depois
zeadeiro ; Vmc. fallava do cotubate de Dut..... como se achaseem prazer nessas evolucas ; po-
Sim, deCrtl-d-Brelagne e de Sfcri. Sua [rea varinha de ateleira someute r:contrava
Termino reflectir.de que, pondo-se por 21 ho-
ras em maccraco em uraa dissolueo oncentra-
da destes eslrumes, as ementes que teem de ser
plantadas, estas gementes impregnm-se dos
principios azotados e salinos co-niidos na dissolu-
coo, e a plaa que-.dellas proven adquiro um
vico o ferlilidade adrairaveis.
Neste escripto lenho a conviccae de nao haver
apiesenado sonhos de imaginace vagabunda,
netn feo propostas que nao sejan> de fcil e
mesmo de intuitiva exceuco ; se assim nao fr,
s.'ja-ino ao menos despulpado o naufragio as
oadas des bous desejes.
Dr. Paula Candido.
[Diario da Balda.']
Variedades.
mae, madama do Boisfranaisv tinha-a deixado
cah-r, coitadinha, e nao era -por sua culpa, visto
que urna baionc'.ada a estendia no chao, banha-
da em seu sangue. A menina ava granitos gri-
tos,. de eanhu e da Ensilara. Eu uti ainda nao esla-
va ferida, apanhei a raenkia, e levei a-niae ar-
raalando-a como poda. Chegamos assim atraz
da eidade, a um-eampo emqu oscirurgioes ira-
ta -am dos feridos. Ah I elle-trnhani mullo que
fazer 1... Ahi mrnba ama que senlia-se prestes a
morrer dou-me uasa caixiuhd cheia de papis,
um sacco cheio de pegas- da curo, e ceufiou-me
i ILHVa dizendo-me:
Quando houver paz, lu'a entregroslos seus
prenles, se algum Ihe restar..-
Resta-lhc algum? porguutou Laia'viva-
mente.
Nao falles to alio,, meu filho Se o a3ues
te euiissem, viriam matar a menina. Ooqueme
tciia servido ocouUa-la durante tanto'tempo?...
Bem ri-s que tenho guardado o segredo. Ah se
vieese a paz, eu ira ter com madomossalle de La
Vcrdiere, que mm juuto de Montrevaat; a lia
de Man-i, a irmaa de sua. me...
par t-la a parte o roehedo.
-tirando toucuca a mir-'ia de ler tono aos coutos- de urna velha doud disse
GomsigO o ma::i-rl>c-..
Despeilado, elle deu as cestos ao rochedo, e to-
J9S' os sonhos que poneos ninulns antes -o- agla-
vam, sonhos mais v-Mram-lhc ds espirino como-um bando de por-
daemportunoSv- la, pois, voltar para a -fazenda,
eontewle e quasi-ufano de haver rectwdo sua
serenidade habita!, quando o cao saltando a
porteira do pr-do correu para o lugar em que
elle se achava. Cheto de alegra por tc-r-alcan-
c.-.do aquello aqueta procurava-, o animaK poz-se
a correr sobte a relva latiodo o descreyendo
grandi-3 circu'.ot dopois passaodo ao lado do ro-
oliedo parou, a rnelleu-se Jebaixo dos espinhos.
Procura, Abrigo, procura, disse o joven h-
i.andeiro voltzndo mo gndo-seu s suasprimei-
ras investigaejos.
Abrigo, oceulto pelos espinhos, revohia cora as
mos as folhas e os ramos seceos accuir.ulsdos
junto do roc'.-.edo. I.ui.: introduzio-38 deboixo
i dos espinhos pela abortara que o cao fizera, e
pouco depois urna pedra redonda rolou impe'nlida
suas mos. Metteu o braco na cavidade
Mas a caixiinha, os papis, onde esto?
- Que dizes ?... tornou. a velha Joanna fe- essa pedra Cobra, e tirnos dous-objeclcs de
cindo um pouo os oUios. Bem vte, Luiz quo '
quero dormir.
seu chamado. Keinava no campo um silencio
solemne, os bois deil-nlus no estabulo remoiam
indolentemente participando do rpous d do-
mingo.
Entretanto o cao que andar a ; n des; da casa
Lui/. levanlou a cabec. e olhou
ponte, c depois parlindo a galope foram coito-! para 'f.", da *>** ; uma vci,Ta c8^"-'a de
car-s diante da porta do aprisco. I -"P0,? ad>aiilava-so lentamente iwfa a casa ; seus-
l'allanilo assim, Luiz agitara fortcmente seu
chapeo de abas largas para fazer o rebanho adian-
to r-se. As ovelhas assusladas correram a prin-
cipio a trole, herrando, urnas a pos outras. Quan-
uo avistara ra a
casa da fazenda, pararam de re- P0?-se a ladrar.
- lado da
menino ; mis Jacquefinc, a velha fazendeira,
oppareceu enlao no lumiar da porla lancando ao
nitor de si um olhar descontente.
-- Diga-rne, me Joanua. conlinuou o fazen-
dairo brandamealc, onde esconden, esses pa-
pis ?...
Nao me lembro mais... Que combate, meu
Beus I o canhiu, a raeirnlha, a fu.,:laria, enes
andavamos peto meio dos morios o dos raorbu.-
dos... Ea derrota de Maris era ainda peior I Foi
I,', '-.ue recebi na cabec.a um couco lio arma, que
por,pouco nLe mulou-me... Ah 1 eertamcnle uo
lirei uma s'-..pei;a Ae ouro na bolsa de m'.iha
e quando for ochada a caixiuUa...
ionio Vmc. escondeu '.udo
leuho-a visto, andar incitas
po*hedo de La GraodTr*.
testas era de domingos... f.ala-to, Ab-rigc> Depoisxjue os.ames se ferem, re.sp.oudca a
O animal eessou de ladrar ; reconhecenilo a ve-1 velha mystenosamente, ou te levarei direiliwho
I lha deixou-a passar cora inallierenca, e foi der- | ao meu esc8ndri|o peno quo a menina te-
(arta< da >scondc9a tic Kikiriki seu
S|OM o vlsccode do mesmo. titulo.
i
Vou dar-lhe noticias frescas,
Mas de varia quallaue.
Da nossa nobre eidade.
Onde por graca de Dcus,
Vou passando os dias mcus.
II
Gomegarei por dizer-lhe
Que bale por c o queixo,
por isso que nao deixo
O meu querido foao,
A minha cousolacOo.
Iil
Com oficito, o fro c tal.
Que rapa o nariz gente,
S o sabe quem o sent,
Eu por mira, torga dizc-lo,
Trago arripiado o-pello.
IV
A minha criada grave.
Que foi criada de freirs.
Anda cheia de frieiras,
Melle d ve-la cocar.
Ve-la carpir e chorar.
que a velhc fallara : ucisaceo cheio.de rooedas
de ouro e uraa caixinfea contendo pergaminhos.
Possudo: desses dous-thesouros, Luizofastou-
se a toda a pressa do rochedo, com a fronte ba-
nhado de suor c trmulo e*mo se houvessc eom-
raettido um furto. I-rorou entrar era casa
sem despertar a atteico de sua me que drraia
branda;1:! -nte no jar.lim sombra de uma mo-
cieira. Sea primeiro curiado foi guardar osacco
no bahu e tirar-lhe a cltave, depois do que met-
teu o pergaminho no bolso, toi.iou seu chapeo
domiiaguoiro e sahie para assistii-s vsperos.
Bem q.ue estivesse asss odicatado r;a lcitura
para decilirar os livros impressos em letras gran-
des, a.joven fazendeiro uo tinha anda aprendi-
do a kr manuscriplos. Em rae Untavo odevi-
nhor o conleudo daquelles que abria com mao
trereula, camin.ai.do ao mesmo lempo para a al-
dea : essas linhas.niysteriosas sabidas da penna I
mai.-,.fina de um.tflhellio do secuto passado nao
FOLMTD1
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAWBCO-
no de cultura artstica ; e, entretanto, o Conser- i de dezembro de 1853, nao tenha dado um passo
vatorio, que pode e ha e produzir io contesto- | para dianle n caminho quoderra t rit ha r desde
\ C4RTEIR4.
10 DE MARCO DE 1860.
DO
velmcnle esses rcsullados.de to notar el impor-
tancia, ahi jaz sem anime-to, talvez privado de
lodo o incentivo para a vida, porque esla con-
demnado a nao poder tiabalhar!
A razo do que se observa facilimo do co-
nhecer.
Ao lancor-se a primeira pedro paro esse edii-
ficio, que" devio ler.antor-se elegante e-formse,
reconheceu-se loge quo a obra seria frgil c in-
subsistente, se o auxilio de mos poderosas e de
espirilos illuslrados nao viesse rcunir-se aos es-
forcos e diligencii.'S- d'aqaelles incausaveis ope-
rarios.
Com salsfaco vimos nos instaliai-se o esla-
belecimento, a quo alludimos : honro urna so-
V
A criada da cozinha,
Filha do Miguel Jacintho,
Que nasceu em ro Tinto,
Quando acaba o s<-u Irabalho,
Nao a tirara do borraiho.
VI
E o mcu padrecapello,
Que veio lia douco do Kto,
Padece muito de fri ;
Oque Ihe vale, meu bem,
t o remedio que tem.
VII
Come bom, bebe melhor,
Enxuga a sua garrafa,
Arranto a sua raoafa,
E o seuv breviario abrindo,
O fulli. a, o vai dormindo.
RPIDA VISTA D'OLHOS SOBUK O KSTAD0 GERAL
KOSSO PAIZ", B K>l>Ei;lM.MEME d'eSTA PROVINCIA,
,, urto kos m0^^?**Z\toameBea*i>, pofoccssiao de ser-elle nauguro-
k, es. N"roAi>fsjro"^ -- -^> do : foram poneos os cavalleiros dislinctos,
PARA o mhmmkmo "W^* ,'" A s0;!qbe tomarara parte n'esse acto de puro amor pe- matico entre nos ;-e uma vez que o desejamos
IMEIIESSES DE PKIMblRA ORDEN PARA ASO | j-_ -^,M CIEDADE 11RAS1LI.IUA. Harmuma ove os
O principio ; a que assim o deixera morrer de
inanko, por falla, sem duvida, de uraa quola
apenas sufptenle para c.seu cxercicioannuol !
Nijiguem noder contagiar, em boa t. que o
Couservatwio, tal qual se acha ir.atiluido, tem
ura lira naire, altamente ligado cora o mor-
mento d3.lettrrse das bas arles n'esla provine
ca, e que, portanto, necessila de ser guiados
auxiliado em seu desenvolvimento.
Outro seria o lugar proprio para demonstrar as
vaniagecs que resultara sempre o um poia do
bom andamento de seu theatro, e da regulajida-
de nv> plano dos escudos qu,e tendera o fazer acto-
res e auctores dramticos, de gosto e de apura-
do esmero.
Partimos do facto recoahecidodo neeessda-
de e conveniencia, do theolro propriomoute dro-
piitMn:.
IV.
O Coiisert-a/orio Dramtico de Pernambuco.
Relexes a proposito desla inslituico.
la civilisago e pela prosperidade intellcclual da ] ver adiantado, e em sua marcha regular, obvio
provincia : oas bem depressa os esperancas, que nos interessamos por todas as condiges, de
que esse espectculo despertara, foram murchan- de que eslo dependentes aquelles resultados,
do uma o uma proporcoo que ia faltando ins- alias de lauto alcance e valor. So a creagao d
tiluigo, como tem fallaiio al hoje, o apoto que uma directora patao nosso thealro, era loda o ex
tonto Ihe convera. tenso de suas funegoes d"arle, uma medida
Felizmente a eleico, a que se procedeu para to acertada o jusla, que nao pode ser posla
formular o quadro director do Conservatorio, de parte, c d'ha lempos a vemos Iraduzida em
\ ordem de ideas que nos haveraos tragado Dramtico, fez apparecer vista de lodos um nu-1 facto ; parece que nao menos razo existe para
(I una-nos hoje o fallar particularmente de ma me rcspcitavel, que foi logo saudado e acollado i que se tracto de promover o efleclivo excrcicio
inslituico de summa utilidade para a nosso pro com geraes applausos para oceuparo primeiro | do Consurvatorio, que, peto espirito de sua crea-
vincia 'uue rauilo pode concorrer para o pro- lugarna ordem que se pertendia estabelecer. j cao, se encarainha a fins de inquostionavel pro-
-rresso des lcttros e das bas-artes entre nos, e O nosso amigo e colloga, o Sr. Soares de Azc-. vcito.
nue al o reseme se. acha condemuada a quasi, redo, que foi, talvez, o primeiro era propor o fo- O Consen-atorto Dramtico de Pernambuco
omlcto esauecimcnlo. |zer circular no animo de muilos oulros a civili- (dizein os seus respectivos eslatutos) uraareu-
"llcfcrmo-nos ao esabelecimenlo que, sob o sodoro idea de urna inslituico n'oquelle scnli-i niao de homens de leltrase artistas, qus toem a
nome de fonservalorio Dramtico de Pernam- I do, j era, c j por si, como presidente effocti- | sen cargo restaurar, conservar o perfeigoara
o Dramtico, uma boa garan-i
t-nio c estabilidad!; d'aquella
uuco, foi iniciado einslourodo, pelos esforcos do vo do Conservatorio
directora do nosso iheatro, em 1853. O program- Ha para o augmen
mo apresentado por essa directora ao governo creago. Mas o certo que os esforcos de tao
da provincia, e que consignara a necessidade e \ conspicuo litleralo, o os de seusilluslres collegas
a conveniencia d'aquellc esabelecimenlo, foi, da directora do thealro, em prol do Conserva-
converlido em umo resolucao do governo, em 2! torio que, ha quasi se le annos, so acha institui-
do dezembro do anno j" mencionodo. Satis- do n'esla provincia, nao teem podido por si s
fez-so, por esse lado, uma dos primeiros condi- contribuir paro o fioreciracnto e suslentago d'a-
coes para o progressivo increraeulo do nosso i quelle eslabeleciraento ; c no mesmo caso eslo
theatro dramtico : proporciono'u-se s vocacoes as diligencias de muilos oulros individuos que,
nascenles um campo raois vasto paro que se pos- j ossm como nos, amara de veras a nsliluigo e
sam dedicar, sem ernbarago, cultura das artes, creem nos ampios resultados
que o movimenlo do thealro reclama: abriu-se capaz.
uro espaco livre ao esludo aprimorodo e delicio- Eniretanlo, parece incrivel que o Conservato-
o d-r-Mcllras que esto ligadas cota aquello plt*[rto Dramtico de PertKtm&uco, instaurado cm 2
lilteratura dramtica, a linguo portugueza,
msico, a declamaco c os orles mimicas
A cilago deste artigo, quo o primeiro dos
estatutos do nosso Conservatorio, bosta para
mostrar que esta inslituico prende-so, por ura
lago estrello, ao movimenlo geral da nossa lilte-
ratura, e inlcressa directomente oo nosso pro-
gresso, pelo que se refere ao cultivo dos rlese
oo estudo do linguo.
A influencia que poder e dever exercer o
Conservatorio, estimulando o amor e provocan-
de que ella do a dedcago em espirilos, que procurom viver
asombra d'arle, c sob o impulso da escola dra-
mtica, 6 de primeira e intuitiva comprehonso :
esperar d'ahi seno beneficios e melhoramcntos.
0&. talentos, novos, as aspiraces ainda lenras,
que deraandara ura horizonte mais largo, paya
uue se possam. levantar e seguir em seus ves,
por todo o espado que Ir.es deseo-tola o thealro,
nao menos, vanlagens polem colher dessa insli-
tuico, qua lende h obtar seus ns principat-s,
mediante suas conferencias e reunioes, a piiA.'-
cardo dr. seus trabalhoi, a censura (ue exercer-
sobre os theatros da pruoincia, cprincipalmente,
medivnlt as suas escoius.
Esras, segundo o plano do nosso Conservatoria,
se achara divididas-de maneiro, que mu fcil o
eiT'Uzmente podereo concorrer para os-liiisirue
o estobelecimento se propoe-.
Estando ellos regaidas em tres secsoes, corn-
prehendea 1.aUiaua puritigueza, rudimentos
de historia, e de:lumac& : eslo cargo da 2.a
os rudimentos da msica e canto : o 3.a se oc-
cupa da danra e da: mmica.
Este systema regular das escias, era que se
acha dividido, o Conservatorio, pode ser plena-
mente satisleilo, com o cnsii-} melhodico de
cada uraa dessas especialidades ; e por isso os
estatutos, que nos referimos,.cousignam, no
art. 65, a disposicSo necessaria para o exercicio
das respectivas aulas, marcando o numero dos
professores. que devera ser 5.: um para lingua
porluguc/.a, um paro rudimentos de historio, um
pora canto, um para declamaco, e um, final-
mente, para os orlesmmicas.
VO-se que a instiiuico, de que fallamos, nao
sede utilidade para a provincia, porque Ihe
pode trazer um augmento progressivo nos inle-
resses Iliterarios e artsticos ; raos por isso mes-
mo realmente necessaria, porque sobretudo
precisamos de oleraentos que directamente en-
carainhem ao nosso moral e intellcclual aperfei-
coanierilo.
Domis, o fira do Conservatorio, que j por cs-
.. ; _
.. .J
.faita de escolas regulares e de um bom syste-
ma de educacioscenica (parmitta-se-nos a phra-
se), teriam, talvez, de morrer desconheridas, ou
de vegetar no desanimo 9 no mais profundo es-
queci ment.
Releva ponderar que as vanlagens resultantes
do Conservatorio Dramtico, alen de se exten-
derem aos oullores d'arte, que a tero do beber
as closses pora esse fun creados; alera de se
poderem realisar era mu visvel escaTa, ante o
publico, o poderem sar apreciadas por todos no
exterior, sob as coniiicoes da representaco pro-
priamentedito; vito tocar tambera o iodos aquel-
lea que bajara de pecteiicer.ao quadro. dos socios,
cujos interesses, eai relago inslituico do Con-
servatorio, sao coia-rauns, solidarios e unnimes.
As conferencias, as reunidos Iliterarias e arts-
ticas no seio do Conservatorio ; a publcago dos
seus traballios ordinarios e extraordinario ; a de-
signac&o de pontos psra a composigo e o ensato
pratieo do drama, c de tudo quanto comporto o
seu natural desenvolvimento: sao meos de effi-
cocissirao alcance paro que sa consigan! aquelles
fins de la inconteslavel proveito, c de to emi-
nente necessidade.
A nossa lilteratura dramticao nosso Iheatro,
em summairevero receber, de um estabeleci-
mento desta rialureza, a raois inmediata e lison-
geira influencia : o goslo, que nao raro se per-
verte, sem regra e mero capricho, nos espirilos
que aspirara s glorias do scena, o que paro ella
se lngara no caminho dilficil do composigo
e da execuco pralica, se ha de elevar muito,"se
ha de oprimorar em proporgoes ascendentes; e
dentro era pouco o theatro ser urna verdadera
escola, como misler que o seja, se o plano a
seguir for puntualmente preenchido por lodos
a quem osles objectos inleressam.
Largo fra o nosso escripto, se, oo posso que
fallamos sobre o Consenatorio Dramtico de Per-
tascondices, quo havemos apreciado, sob tanto nambiico, nos propozessemos a determinar Indas
em importancia, duplica, porvenlura, em seu va- as condicocs du melhoramerilo, que elle pode tra-
or intrnseco, se ollendermos que esle instituto,
facilitando o conhecirac-nlo sobre os principise
as lcis d'arle, que sao reclamados no exercicio
pratieo da scena, inicia, a cada um dos que a
tenham de seguir, no supremo sacerdocio das
lellros, e lhcs accende o estimulo e o goslo cora
as recompensas devidas ao talento ooo Irabalho.
Assim que, o incentivo despertado por essemcio,
ir dando vida, e chamando a seu especial desl-
zer i nosso provincia, sob a relaco puramente
artstica e llterora.
Que elle pode mu abertamcnlo coulrbuir para
isso mesmo, o esto dizendo o todos a proprio na-
lureza da iuslituigo, e o alcancemos fins a que
ella se dirige.
E' necessario, entretanto, 6 at indispensavcl
que um esabelecimenlo como esle, particular-
j mente destinado grandeza e perfeico do nos-
VIII
Com muito cusi resisto,
Charo primo, a loes rigores:
Durrao com tres cobertores,
E almjo sempre na como,
Quondo a criada me chama.
IX
Se eu escapo deste invern,
Muito tenho que contar,
Posso-me a cera pesar;
Ja promclli uns bentinhos
Ao Senhor do Malhozirihos.
X
O theatro italiano
Parece que deu era droga.
O que se diz, o que voga,
lias pragas, e a bocea cheia,
E que a cousa est mui feia.
XI
O emprezario quebrou,
Porra nao pelo costado,
Eslendeu-se o desbragado,
Por melter-se com mas caras,
Em carnizas de onze varas.
XII
O que cerlo, que esta empreza i
Moslra ter grande borbulha :
Os cantores fazem bulla,
E nos bancos da llaulha,
Tudo grite, tudo ralha.
XIII
A fragatinha zarzuela,
Tambera dizem que faz agua,
Tenho pena, simo magua,
Porque, primo, a fragatinha
Era muito bouilioha.
XIV
A companhia (ranceza
Deu era Ierra c'os focinhos,
Acrbatas, cavallinhos,
Tudo por fim naufragou,
Tudo por liiii acabou.
XV
Quem navega, vento em popa,
com viagem feliz,
a nossa grande actriz,
A bella Emilia, que lem
Mullo quera Ihe queira bem.
XVI
E com razo, que cllaempunha
O sceplro a lusa scena,
Quer exprima o riso, a pena,
Quer foca rir ou chorar,
L soberana e nao tem par.
XVII
Tem havido ha poucos dias
Algumas q-uebras fataes
Do casas cuuiuierciaes,
E penhoras em carimbos,
E u'oulios lindos tiasuuhos.
XVIII
Grandes naos, grandes tormeulas,
Sao ditos mullo sabidos,
Mo tenho d dos fallidos,
Porm siru dos seus credores,
Que provara lerriveis dores.
XI\
Eu conhego alguus patuscos
yue nao tem leira uem beira,
Sem lera ramo de ligueira,
Vo caga, nutrem galgos
E vivera como Udalgus.
XX
Esta gente milagrosa
Vive, priminho, feliz,
Senhoro do seu nariz.
Arrola mundos e fundos,
E dispe d'ambosos mundos.
XXI
Vivendo custo dos tolos,
Posso vida regalada.
T que chega a trovoada,
Quando o senhor escrivo
Porta f da citaco.
XXII
Ahi vai, querido meu,
Oulra grande novidado
Que engrandece esla eidade ;
Talvez julgue o meu roto
Uue um grande maranho ;
XXIII
Pois nao : a sua esposa
Por esta noticia tica :
A senhoro Coprouico,
Por gratido, por saudade,
Itc-grcssa A esla eidade.
XXIV
Bem sabe, primo, Ihe fallo
Na flistori, a grande actriz ;
Poi saib, deixo Paris,
E olirando se ao mar
Nos vem de novo encantar,
XXV
Ja ninguem pilha, visconde.
Um camarote ou cadeira,
l'm furor por tal maneiro
Nunca foi visto entre nos,
Nein viram nossos aros.
XXVI
A respeito de cleices
Vai tudo pela calada.
Nao respira mesmo nada,
ou por vergonha, ou por medo,
Trabalha tudo em segredo.
XXVII
Como a lei me nao d voto,
Nao me d islo cuidado,
Mas se o meu visconde amado
Deslo vez se quer propr.
Por ter o grao de doutor,
XXVIII
Folie, nao tenha vergonha.
Que eu fallare! aos amigos ;
Tenho na Ierra dos figos
Paren Ie3 condecorados.
Que me sao muito obrigados.
XXIX
E verdade que o visconde
Nao grande tallador :
Servir de apagador ;
Este lugar Ihe convm,
(.too me dizem rende bem.
XXX
Dere lembrar-se que o co
, primo, de quem o ganha ;
O mundo, de quem aponho,
Mos de quem aponha mais,
Segundo li nosjornaes.
(Braz Tisana.]
j to prometledora, seja auxiliado em seu des-
envolv-nenio por todos aquelles,a queru compe-
te o curar de objectos semelhanles.
Por falta de uma quola que seja sufkiente pa-
ro o exercicio annual do CoiiscreoJorto Dramti-
co, est elle sem poder trabalhar at hoje Suas
escolas, to uteis e to necessorios, oindo eslo
por se obrir! seu natural movimenlo, olios to
civilisodor o progressivo, anda uraa aspira-io
nobre sim, mas sera realisaco practica !
Parece que em tal coso ninguem pode fazer
mais, e mais npportunamente, do que os nossos
dislinctos legisladores provinciaos, a cujo patrio-
tismo o sincero amor pelas letlras, e pelas boas
artes, nao deve escapar o idea de que, s com a
votaco de uma quola para as despezas o inanu
tengo do nosso Conservatorio Dramtico, que
esla proveilosa instituigo poder vigorar, viver
e ir odiante. A faltados mdicos fundos quoes<-
te ulil esabelecimenlo demanda, tem sido al o
presento a causo principal porvenlura a nica
da especio de marasmo que o esl prvaselo de
vitalidade.
Trisle e inconveniente ser que essa circuas
loncio fatal contine- a produzir os euVilos que
se observara, e que ns.assira como muilos outros
lamentamos de corago.
Se nos fosse permittido opontor doqu em nos-
so humilde juiao, o que pensamos sobre a qnan-
lia que deve ser votado poro o Conservatorio Dra-
mtico, intiiuico loo ligada com os interesses do
nosso theatro," e com os de nosso propria eleva-
cao iutellectual c moral, fal'o-iamos indicando
que essi quota nunca pode ser menos de 2. i JJ? o
3:00000.
Tornera a idea na consideracoo que ella por
ventura merecer ; e recouhcgam comnostoesta
suprema verdade que noda difficil quando
se quer predicar o que hora ; e queosnslitui-
ces, de cujo desenvolvimento depende algum
melhoramento paro o poz, esto sempre no caso
de merecer a coadjuvoco e o apoto dos homens
illuslrados, dos verdadeiros patriotas.
Cremos propugnar por urna causa justa : as- >
sim possam ser ouvidasas expresses do obscuro/
folhelinisla! J
T. B.
a clo?e do* auc'cres c des adores, nada '.en*1, que no, a mullas royaeoes arlrsttcos c utlernrlas.-uc, lso theatro, c da nossa Utleralura nasceiiK-, mas
KM. TYP, DE M. F. DEFAMA. $0
"-


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