Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09006


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AHNO IXXTI. HOMERO 55.
Por tres mezcs adian*ados 5S0O0.
Por tres mezcs venciJos 68000.
ODiRTA FEIRi 7 DE MARCO DE 1860
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; Na-
tal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de LeraosBragi;Cear,o Sr. J.Jos deOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Hartins Ribeiro
Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Muraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. nouius;
Amazonas, o Sr.Jpronymo da Costa.
PAIU1UA DOS COKKElO.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quartas-fciras.
Cabo, Serinhiiem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Pela, Pmenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parte mas 10 horas da manhaa.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas'feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.'
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheia asl0hora=e2- minutosda manhn.
14 QuarlomiDguaDte as 6 horas e 49 minutos da
nianha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nhaa
30 Quarto crcsccnte as 4 horas e 33 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Theofilo b. ; S. Cerissimo.
6 Terca. S. Olegario b. ; S. Collecta v.
7 Quarta. S. Thomaz de Aquino b. doul. da igr.
8 Quinta. S. Joao de Dos fundador.
9 Sexta. S. Francisca Romana riera.
10 Sabbado. S. Mililo o 39 companheiros mm.
11 Domingo. Ss Candido e Ileraclio mm.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Babia, *
Sr. Jos Marlins Alves ; Rio de Janeiro, o Si.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Fiaueiroa di
Faria.na sua livraria praca da Independencia na.
6e8.
PARTE OFFICIAL
GOVERXO DA PROVINCIA.
Despachos do dia 1C do fevereiro.
Ilequerimentos.
707.Bacbarel Americo Fernandos Trigo de
r I.oureiro. Defirido como na eonformidado da
' informaco junta por copia do direclur geral da
instruccao publica.
708.Andr Alves da Fonseca Jnior, v. n.
400.Como requer, sendo este despacho pre-
sentado ao Sr. director geral da instruccao publi-
ca para o fim conveniente.
709.Antonio dos Santos Vital, professor pu-
blico do segundi. grao de instruccao elementar,
pedindo sor jubilado com o ordenado proporcio-
nal correspondente ao lempo de servico. In-
forme o Sr. director geral da instruccao pu-
blica.
710.Antonio Jos Duarte Coinvbra e oulros
artistas dramticos, pedindo o Ihealro de Sania
Isabel.Como requerem, cmquanlo o governo
nao resolver o contrario
711.Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Sanios, pedindo cerlidao da informarn dada pe-
la cmara municipal sobre o roquerimento, em
que o supplicante pedia ser reinliegado no lugar
. do medico do matadouro publico, que a cmara
1 inteiiilou poder suppriniir.Como requer.
712. Caelano Pinto de Veris, pedindo se
mande certificar, vista das lisias das qualiliea-
edes do primeiro dislricto <> freguezia de Sanio
Antonio, pertenecaos aus anuos do 1857 a 1859,
cm que quarteiro se acha qualificado o hachare!
padre Pedro Jos Nunes ; c no caso do nao ser
encontrado, que se declare isto mesmo Como
requer.
713.Domingos Gomes de Souza, fazendeiro da
comarca de Tacarat, pedindo revogacao da or-
dem que se concedeu ao lenenle-cornel Pedro
Vioira Jnior, para prender o supplicante e seus
prenles, a pretexto de violareni com forca ar-
mada as suas propriodades : visto coreo, sendo
este quem oceupa as propriodades do supplicante,
doseja descartar-sc dolle por meio do assassina-
to. Remeltido ao Sr. Dr. cliefe de polica
para informar, dando com urgencia as providen-
cias necessarias.
71 i.Eduardo Ferroira Bailar, consignatario
do brigue nacional l). Alfonso, pedindo indemni-
saco do despezas extraordinarias nao compre-
nondidas no contracto, pelo qnal se obrigou a
conduzir passageiros e gneros do goveiuo para
o presidio de Fernando, osquaes foram occasio-
nados pela arribada a este porto do dilo brigue,
em oonsequencia de se lerem os presos subleva-
da centra a guarnieo. Informe o Sr. director
do arsenal de guerra.
715.Epifanio Pereira Tarares de Lira, pedin-
do entrega de una dina menor, que em Janeiro
ultimo hincara na roda dos expostos, obligndo-
se a supplicante a pagar as despezas que com
ella se ti ver feilo.Informe a sdminislracio ge-
ral doa eslabelecimenlo de caridade.
716. Flix da Ciinha Teixeira e Bernardo da
Cimba Teixeira, pedindo lieenoa para vendorem
a Jos Gonealves Bastos & limaos pela quantia
de ::'00S. metade do tenorio de marinha n. 103
C, silo na ra do P.rum Informe o Sr. inspector
da iliosouraria de fazenda.
717. Francisco Antonio Brayner de Souza
Ranget, segundo labelliao de nulas do termo de
Pao d'Alho. pedindo exoneraco da serventa in-
terina do oflicio de escrvo do jury e corree-
roes.Informe o Sr. Dr. juiz de direilo da co-
iinro.i de Pao d'Alho.
718. Francisco Rolclho de Andrajo, pedindo
pagamento da importancia dos trabalhos feitos
nos Uncos primeiro o segundo do caes 9o Forte
do Mallos.Informe o Sr. inspector do arsenal
de marinha.
719.Tranquilino Jos Rodrigues, pedindo
ser alistado no exorcilo.Apresenic-so inspec-
cao no quarlel general
720.Joao Rodiigues da Silva Valle, v. n. 585.
Passe-sc porlaria na forma roquerida, devendo
o supplicante aprsenla! no arsenal de marinha
nota das dimenses da madeira, a verse preci-
so alguma para as conslruccos do oslado.
721.Joao Carneiro da Molla Silveira, alferos
do 16." balalho de infautaria da guarda nacio-
nal, pedindo a patento que doixou de solicitar no
prazo da lei.Informe o Sr. comninridanle su- I
perior da guarda nacional do municipio de Pao !
d'Alho.
722.Joao Tiburcio Nunes Soares Falco, pe- \
dindo se mande alistar na companhia de apren-!
dzes do arsenal de guerra uro lillio menor.In-'
forme o Sr. director do arsenal de guerra quem
o menor ser a presentado.
723. Joaqun) Jos de Sanl'Anna Barros, pe-
dindo para continuar no exercicio do magisterio,
para o que j obleve liconca.Como requer, sen-
do osle despacho apresonladu ao Sr. director ge-
ral da instruccao publica para o llrn convenienle.
72 i.Manuel de Souza Cordeiro Simos, idoni.
Como requer, sendo este despacho apresenta-
do ao Sr. director geral da instruccao publica
para o fim conveniente.
725.Luiz Burgos de Siqucira, pedindo se sub-
metta ao governo imperial un roquerimento em
que solicita o pagamento da quantia de 165j, de
objectos que vendeu para o pharol. Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
726.Bacharel Manoel Pereira de Moraos Pi-
nheiro, pedindo ser prvido na cadeira de lin-
^;a franceza do Gymnasio, reparando-sc assim a
injustica, que diz ler sofrido no concurso, a que
ltimamente se procedou para proenchimenlo da
cadeira de geographia e historia do mesmo esta-
belecimento. Informe o Sr. director geral da
instruccao publica, oiivindo o respectivo consc-
llio.
727.Mincrvino Nominandj dcGusmo Lima,
pedindo cerlidao da patente de capito-mr do
municipio de Porto Calvo passada a Antonio Jo-
si d Lima.Como requer.
728.Silvina Mara Francisca da Conceico.
pedindo urna passagem para a cuite em compa-
nhia de sou irmo o soldado Jos Gonealves.
lndefirida.
Officios.
729.Do lente general cnmmandanle das ar-
mas, solicitando se providencie para pagamento
dos offieiaesreformados addidos companhia de
artfices.Que informe com crgencia o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
730.Do commandanle superior da guarda
nacional da comarca de Santo Auio, participan-
do que por falla dedinbeiro nao lein a colleclo-
r* pago os vencunentos das pracas destacadas
V em Santo Anlo. Informe o Sr. inspector da
lliesonrana de fazenda.
781. Do inspector da thesouraria de to' nda,
commuuiciudo que, leudo mandado favor o pa-
gamento companhia de aprendizes do arsenal
de marinha, oppoz-sc a elle o respectivo inspec-
tor, por que nessa orcasio so nro pagnu os cm-
pregados da rubrica-obras, cujo crdito, como j
iz ver, est esgolado.Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinha.
732.Do inspector do arsenal de marinha, so-
licitando o pagamento de 281 alqueires de cal
preta comprados para a obras do arsenal.Re-
mettido ao Sr. inspector da thesounria de fazen-
da pira manilar salisfazer.
733.Do Dr. chefe de polica, informando so-
bre um oflicio do agenlc da compinhia brasilei-
ra de paquetes a vapor. (Despacho n. 650) In-
orme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
734. Do mesmo, pedindo se resolva sobre o
destino de 7 presos constantes de urna relaco
que pjunto, pcitcnccntes a comarca de Flores,
osquaesse acliam recolhidusj lia algiiin lem-
po casa de detenis.Informe o Sr. Dr. juiz de
direito da comarcado Flores.
735 Do mesmo, propondo elevar-so a 720S
aunuaes o ordenado dos guardas da casa de de-
lencao, visto que nao se oncontra quem queira
servir taes lugares com o ordenado actual de
400$.Informo o Sr. inspector da thesouraria
provincial.
736. Da direceo da associaco commercial.
benefiecnto, presentando o parecer dado pela
commisso nomeada para, na eonformidado do
aviso 'Jo ministerio da fazenda n. 31 de 29 do
selembro ultimo, estudar as alleraces que o
commercio julga conveniente propor aos artigos
da actual tarifa das alfandegas. Remeltido ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda, para que
ouvindo o da alfandega, informe sbreos termos
medios dos producios, a quo se refere este pa-
recer.
737.ReservadoDo delegado de polica do
termo de Cabrob.Informe o Sr. Dr. chefe de
polica.
738.ReservadoDo delegado de polica do
ermo do Ouricury. Informo reservada c cir-
cumstanciadamente o Sr. Dr. juiz de direito da
comarca da Boa-Vista.
739.Da junla qualificadora da freguezia do
Ouricury, transmitiendo copia daqualifieacaodos
votantes.Volle S junta qualificadora da fregue-
zia do Ouricury, para ser cada urna das folhas do
alistamenlo assignada por todos os membros da
mesma junla na eonformidado do art. 24 da lei
n. 387 de 19 de agosto 1846.
710.Do vigario da freguezia do Ouricury.
communicando achar-se abandonada, com grave
detrimento das familias, a nica cadeira de, pr-
meiras lettras para o sexo masculino, visto nao
geri-la, ha maisde dous anuos o respectivo pro-
fessor.Informe o Sr. director geral da instruc-
cao publica.
711.De Carlos Luiz Cambronne, conlractador
da limpeza da cidade, pedindo : 1. aulorisacao
para elevar a 60J o preco de cada npparolho do
terreira ordem : 2." quo se ordene cmara mu-
nicipal, que com audiencia sua marque o poni
da cidade, pelo qual deve comecnr os seus Ira-
balbos: 3." quose mande examinaros diversos
appirelhos, que estao no doposilo em Santo Ama-
ro. afino de decidir-se qual dellos melhor con-
vm a esta cidade.Informe a cmara municipal
do Recife.
17
fequerimenlos.
752. Alvaro & Hagalhles, pedindo so ordeno
0 pagamento da quantia do 1:409$25O ris, im-
portancia dos tpeles que venderam para o arse-
nal de marinha. Informo o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
743. Major Carlos Felippo da Silva Muniz e
Abreo, porsi o como tutor doseus cunhados, her-
deirosde Francisco Gonealves Redrigues rotr.o
representantes de Luiz Gonealves Rodrigues Fran-
ca, pedindo que se mande certificar pola thesou-
raria do fazenda, a qual se acbam recolhido os ren-
dimientos das propriodades da heranca : l.quaes
os quanliaa recolhid.is, o nomo dos individuos
que as rccolheram, c a dala do rccolhin.cnto :
2. qu^es as quantias que se lem mandado le-
vantar, declarando-so as dalas do levantaraenlo,
os nomos dos individuos que os recoberam : o
juiz que as mandar levantar. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
7 Eneas Bruce, pedindo liecnca para en-
sillar francezc inglez, sujoitando a prova de ca-
pacidado. Informe o Sr. director geral da ins-
truccao publica:
74o. Feliciana Mara da Conceico, pedindo
permissao para acorapanbar seu marido, o sen-
tenciado Joaqom Jos Theodoro, que vai cum-
prir o scnleuca no presidio de Fernando. In-
forme o Sr. Dr. chefe de polica.
746. Feliz Moreno Brandao, dr. em medici-
na, pedindo so sobo.ella ao governo imperial a
potii.ao, pola qual solicita sor einpregado no cor-
po de sade do exercilo. Soja submeltido ao
governo imperial.
747. Francisco do Paula do Reg Barros,
pedindo ticenca para ir ao presidio de Fernando
no brigue d guerra Xing Como requer,
sendo esle despacho apresentado ao Sr. com-
mandanle da divisao naval para o im conveni-
ente.
748. Jos Luiz Rodrigues Franca, guarda de
2.a classe da alfandega, podndo ruis um mez de
lieenca com vencimentos Informe o Sr. ins-
pector da thesouria de fazenda.
749. Jos Mauricio Biltancourt de Laccrda,
pedindo se mande seu filho menor Arthur Biltan-
court de Lacerda em una das companhias de
aprondizes. Declare em qual dos arsenaes
desoja a admisao do menor.
750 Jos Soares do Mello Avclins, juiz de
paz da freguezia de Cabrob e 3. supplcnle do
juiz municipal, pedindo se declare se ha imron-
paiibildade no exercicio simultaneo dos dous
empregos Nao ha incompatiblidade na ac-
cumulago dos cargos do juiz de paz e supplcn-
le do Juiz Municipal, como declara o aviso de
6 de julho do auno passado ; devendo porm o
supplicante ser substituido temporariamente no
exercicio de um dos referidos cargos, quando
esliver exercendo o oulro.
751. Maria do O' da Conceico, pedindo se
mande por em liberdado seu iilho, o rocruta
Antonio Jos Joaquim Francisco de Oliveira.
Provc que viuva, que o recrulaseu lilho
nico, que a sustentara e vivia empregado em
trabalho licito.
752. Tissel Frere, pedindo que soja sustada
a arrcmataeao dos couros aprehendidos por par-
te do consulado provincial.Como requeicm,
sendo este despacho apresentado ao Sr. inspe-
ctor da thesouraria provincial para o fim conveni-
ente.
Officios.
75J. Do lente general commandanle das
armas, informando o roquerimento em que o ca-
peliiio lente da repartiese ecclesiaslica do exer-
cilo Frei David da Nalividade de N. Senhora,
pede permissao para consignar de seu sold nos-
la provincia a seu procurador a quantia de 30j)i
ris mensaes. Informe o Sr. inspector da the- !
zouraria de fazenda.
754 Do commandinte superior da guarda
nacional do municipio do Recife apresentando o
aquelle arsenal, lulormu u sr. inspector da ihc-
zouraria do fazenda.
760. Do director interino da reparlcao das
obras publicas, concordando com o juiz de direi-
to da comarca de Tacarat, sobre cujo oflicio in-
forma, acerca da necossidade de conslruir-se
una cadea naquella comarca ; accrescenlando
porm, que, a menos que se nao abra um crdito
extraordinario, nao pode a obra ler cometo agora
pela falla de quota. Informe o Sr. inspector
da thezouraria provincial.
761. Do gerente da companhia pemambu-
cana, solicitando o pagamento das passagens
mandadas dar a offieiaes e pracas de pro I desta
provincia para a cidade de Maccio. Informe
o Sr. inspector da thezouraria de fazenda.
18 -
Requerinientos.
762. Francisco Antonio Correia Carioso, re-
querendo o pagamento de diversas ferramentas
que venden para as obras militares. Informe o
Sr. director das obras militares.
763. Juiz c roesariosda irmaudade de N. S.
do bom Parto da cidade de Olinda, pedindo a
exlraccao de parle das suas loteras que foram
concedidas a mesma irmandade. Informe o
Sr. thezoureiro das loteras.
Officios.
764. Do lenle general commandarle das
armas, informando o requerimenlo do ajudanle
da companhia de pedestres de Tacarat, Francis-
co do Reg Barros, que pede pagamento da gra-
tificacao de exercicio. Informe o Sr. inspector
da thezouraria de fazenda.
765. Do inspector do arsenal de marinha,
aprescnlando duas contos pagas pelo agente,
comprador sendo urna da quantia del300tl ris,
importancia da passagem concedida a Carolina
Jarme, eoutra de 50*000 ris dada a Manuel
Jos dos Santos Felicio, pelo Irabalho de mer-
gulhar e examinar o fundo do vapor austraco Eli-
sabeth que conduzia S. A. o Sr. archiduque Ma-
ximiliano. Remeltido ao Sr. inspector do the-
zouraria do fazenda para mandar salisfazer.
Portaras expedidas durante o mez de fecireiro
ultimo para a sahida de navios do porto des-
ta eidade.
46. Brigue hanoveriano Miranda para a
Babia
47. Sumaca hespanhola Ardilla para o
Rio da Trata.
3
48. Brigue portuguoz Amalia 1., para o
Porto.
49. Barca americana Union, para Phila-
delphia.
50. Polaca hespanhola Paralons, para o
Ro da Prata.
51. Patacho americano N. Slovers, para
Boslon.
52. Barca ingleza Miranda, para o Ma-
ranhao.
4
53. Brigue dinamarquez Ceres, para o
Canal pela Parahiba.
6
54. Brigue inglez Elisa-Jenkis,
Rio-Grande do Norte.
7 -
'55. Patacho sueco Jenny, para
kolmo.
56 Barca ingleza Favorili, para
moulh.
57. Escuna ingleza Esperance,
Canal.
para o
Sloo-
Fal-
para o
58. Patacho dinamarquez Elizia Maria,
para Montevideo.
59. Galera [franceza Zampa, para Monte-
video.
60.Patacho hollandcz IFt7/eMiina, para
o Rio da Prala.
61. Barca ingleza Isabella lladdley, para
Liverpool.
9
62. Brigue dinamarquez Heundal, para
o Ro da Prata.
63. Brigue americano Challanooga, para
Ballimore.
10 -
5. Talacho portuguoz Maria Igue:, pa-
ra Lisboa.
11 -
65. G'ileola hollandeza St. Jevemeling,
para o Canal pela Parahiba.
15
66. Barca hespanhola Christine, para o
Rio da Prala.
16 -
67. Patacho dinamarquez Henrich, para
S. Thomaz-
68. Brigue inglez Cirnante, para Fal-
moulh pela Parahiba.
17
69. Barca americana Roanoke para Nev-
York.
70. Barca franceza Jason, para Marseille.
20 -
71. Patacho dinamarquez Henriche, para
Maccio.
~ 21 "
72. Barca ingleza Crowne, para Queen'
slown pela Parahiba.
22 ~
-- 73. Brigue inglez Carolina Schenk, para
Ballimore.
74. barca ingleza Light Drigade, para
Hampton Roads.
75. Patacho dinamarquez Ernestine, pa-
ra o Rio da Prala.
~ 23 ~
76. Borra ingleza Chase, para Liverpool
-- 77. Patacho inglez Dusy, para Liverpool
pela Parahiba.
78. -- Barca portugueza Formosa, pata
Lisboa pelo Porto.
79. Brigue inglez Coberfight, para Hamp-
ton Roads pelo Rio-Grande do Norle.
25 ~
80. Barca franceza Emite Fernand
Marseille
28
~ 81. Barca franceza Leverrier, para Mar-
seille.
29
82. Hiate americano Darling,
para
o ser ? pela forca, nicamente pola forca. Mas
os tratados de 1815 nao tiveram o poder'de mu-
dar a naluteza das cousas ; e assim nunca po-
deram fazer que a Saboia fosse italiana. Devia
chegar o da em que a obra da diplomacia desap-
parecesse fatalmente perante o poder da lgica
o perante os sentimenlos de nm povo inleiro.
Fcil era de comprehendor-se qne prximo es-
lava esse da, quando se vio a poltica franceza
pela influencia dos seus ronselhos, pelo sanguo
dos seus soldados e por diversos outros sacrifi-
cios, empregar os seus atreos para substituir
as combinacoss arbilrarias'do Congresso de Vien-
na o.generoso e fecundo principio das nacionali-
dades.
C com effeilo muilo fora de proposito aecu-
sar-se a Franca de no se ter conservado fiel ao
seu programma de desinteresse. Lma idea de
juslica o o inleresso do equilibrio da Europa a
forcaram a entrar na lula ; conseguida a victo-
ria dopoz as armas som exigir urna relribulcao
qualquer, e som oulra satisfacao mais do que a
honra de ha ver completado sua grandiosa la-
refa. Nao foi a ambicao de conquistas que a
tentn.
Assim, pois, conservou-se fiel sua palavra,
e precncheu heroicameulc o seu dever. E'por
ventura esta urna razao para repellir os votos do
populacoes, que a ella se querem ligar em vir-
tudc do mesmo principio pelo qual acabamos de
combater? Isto nao seria desinteresse, seria urna
inconseqcncia bastante rara I
Alm disto sobre quo se fundara semelhanle
recusa ? E' verdade que o Piemonte nosso ai-
liado, e o seu brioso monarcha lem direito
nossa admiracao e s nossas sympathias : os
seus soldados sio nossos irmos" de armas, c,
apezar da desproporcao dos territorios, temos
em grande preco a sua allianca. Porm pre-
ciso que se atienda para o vcrddeiro estado das
cousas. O Piemonte se engrandece, gracas a Ma-
genta e Solferino, do lado, para que o arrastava
ha longo ternpo a sua legitima ambicao, lorna-se
a potencia italiana por excellencia, o conselho e
a espada da Italia.
Nessa nova e gloriosa evolucao provavel
que ello orcupe a Saboia anda menos do que
tcm ocrupado aleo prsenle. As populacoes da
Saboia se lornaram para o Piemonte cada vez
mais um elemento eslrangeiro. Com essa intel-
ligencia poltica, de que Vctor Emmanuel e os
seus principaes estadistas deram ltimamente
tantas provas, comprehender-se-ha em Turiu
qne sao as mesnias as cousas que, por difforentes
circunstancias, levaru o Piemonte Italia e a
Saboia Franca.
Dirao que a riqueza da Saboia que nos al-
trahe ? E' elle um paiz dos mais pobres da Eu-
ropa.
Dirao que para dar Franca a fronteira dos
Alpes ? Aceitamos esla supposic&o, e nao receia-
ojos declarar que os Alpes sao a nossa fronleira
natural, c que esta chave boje mais que nunca
necessaria cm nossas maos, quando s nossas
portas se vai formar um verdadeiro reino italia-
no, que com razao pode ser comparado Pros-
sia pola exlensao, pela forca e pelo espiilo mi-
litar.
Nao ha d ^ de que os Alpes sao nossa fron-
leira natural. ^
A Saboia, diz M. Ansolme Pelolin, lo v-
sivclmeote urna fraccao da nossa caria militare
poltica que om 1814, quando nao linhamos, j
nao digo o direilo de impor, masquasi o de sup-
plicar condicoos, deram-noj a Saboia pelo trata-
do de Paris.
O nosso direito foi enlio reconhecido pela Eu-
ropa em 181 ; supprimido em 1815, todos sa-
ben! porque e como, reapparece boje com o as-
sentimento de toda a Saboia, e a elevacao na Eu-
ropa do piincipio de nacionalidade.
Na Saboia, assim como no condado de Nice, de
que fallaremos cm oulra occasao, o movimento
nacional aclualmanto tao pronunciado que se
podedizer. O juizo esl teitorox populi. Po-
rm como nos sumos daquollcs quo prozam as
stuacoes claras, e que querem o Iriumpho dos
principios luz do da, nao desejamos que a
amioxacao da Saboia Franca se fac sem que o
voto popular soja solemnemente discutido e pro-
vado.
O sulTragio universal ser anda aqui a melhor
soluco do problema.
A Saboia voltar Franca. A historia, a pol-
tica, a lingua e os coslumes sero apropriados,
e nos toremosas nossJ3 fronleiras naturaesos
Alpes, que, segundo a lembranca feliz de al-
guemsao um decreto da Providencia.
Paulino Limayroe.
(/'orte.SiLvitu.)
rea lisa das som
INTERIOR.
prct das pracas do 1." balalho de infantariaque Hampton Roads pelo Cear.
pan
so acham aquirteladas, vencido do 1 a lodo
correute mez.Remeltido ao Sr. inspector da
thesouraria de fazenda para mandar pagar, es-
lando em termos logaes.
755. Do dilo dos municipio de Olinda c
Iguarass, apresentando ojprol dos cmelas do
9o. balalho de infautaria vencido no mez de Ja-
neiro ullimo. Remelliifo ao Sr. inspector da
thesouraria de fazenda para manda salisfazer.
756. Do dito da comarca do Rio Formoso,
solicitando se ordene o p3gamenlo dos frelesdo
destacamento de guardas nacionaes da villa do
Barreiros relativos ao mez de Janeiro, os quaes
nao foram pagos pela respectiva collecloria.
Informa o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
83. Vapor inglez Stanley, para Liver-
pool por S. Vicente.
8i ~ Patacho hollandez Gepbiena Helena,
para o Canal.
EXTERIOR.
Os votos da Saboia.
No comeco do anno prximo passado apressa-
mo-nos em tralar da questo italiana, ao passo
que ueste anno muito noa temos demorado cm
emiltir o nosso parecer sobre a questo da Sa-
i. Dodr. chefe do polica, informando o \ boia. E' porque entao se trdtava de soccorrer a
requerimenlo de Anlonio Jos Victoriano, car- urna nac.o opprmida, cuja salvaco s dependa
cereiro da cadea de Pao d'Alho ( Desp n. 685).! de nos ; e neste caso a Franca o devia fazer-
Inrorme o br. inspector da thesouraria de fa- se esperar. Hoje pelo contra'ro discule-so um
l1a- interesse, que pode ser julgado pessoal,
758. Do director do arsenal de guerra apre-
sentando a conla da despe3a feila no mez de
e nao
quizemos pronunciar-nos a respeito sem qui o
evidencia chegasse ao poni de tornar impossi-
janeiro com velas stearinas para o palacio.In-; vel quilquer duvida.
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.! Os jornaes, as correspondencias e os viajantes
/o9. Do inspector do arsenal de marinha, sao concordes em affirmar que o voto da Saboia
pedindo que se faca cessar os embaracos que a I ser francezo. Ella j o pela linguagem pe-
Ihesourana de fazenda sempre oppoe ao paga-! los coslumes ; e porque nao osera de non o e
mrito das folhas de operarios apresenloda por de fado ? Entretanto j o foi; e como detxou de
o, abandonados
pelas "s'iuicoeldo^redire^^ "ssa P** vale,
dobraram a serviz ao ctelo da uzura, e a un.16 vi de Ue' h.0B,C"S
sem numero de machinaces fraudulentas que ,-,, ,k "^ *T^ ,nle'ra,r-y03 d "roa renms-
deixem larga margen, aosacasos da nossa adu.i- 5f ?JJ"f' Tal -
nistraco da juslica G. qu? ,na Moura no milagroso papel, que
A gerencia Ir'omeu ante um futuro to modo- (ommerC10 l" elevado calhogo-
nlio, componctrou-se da extenso do sua respon-
sabilizado ; quando nao so conla com a execuco
das leis, quando as decises judiciariai esto re-
duzidas ajogosde azar, quem lei a fortuna de
so julgar seguro ? llavera prudencia capaz do
preparar-se contra os assaltos da fraude e do
na de um titulo irrecusavel de dominio, que,
para acudi-lo na nudez em que se achava, leve a
feliz lembranca, de que at agora nao ha exem-
plo, de vosti-lo depos da abertura da fallencia
com OS andrajos do una juslificneao grocioe* od.
de um Domingos Jos Loile, um Irmao desto e
irocnio, que infelizmente, cI "por todos'os Vados" !nUST H^dam, depuzeram como testemunhas.
vai assu'mindo entre nos propVrc&es to ass'usta- \?^*2*21 '^P.o^'fi.ondenle da-
joras? r la que nolle se acha escripia 1 Este incidente o.
fe de nossa sociedade.
Ao passo que se altrbue a Moura a qualida-
de de crodor de dominio s pola vsu do um oa-
Antonio Jos Domingues Fcrreira no anno
de 1855 abri corita correte com a nossa casa
mediante o deposito de somma avultada em di- -lYJiT^.Vu.^l'm'I! T\ '"'"I 'V" "* ""1 "*'
nheiro, e at corto lempo as relacos dossa conla i P d Sl qU,,a,e' Sem U r l,:'v,do don,""u ad,,u'-
foram satisfactorias.
Em seguida foi oblendo alguns adianlamen- \,
ios assignando o contrato que servia de base s
operacoes de cuntas corrcules desle estabeleci-
ment.
A condicao 5a deste contrato est formulada
nestes termos :
Os valores que depositarmos sero avahados
pela gerencia da sociedade rio acto da entrega,
e sero considera dos como penlior mercantil em
rido, sem ler havido Iradicco, sem ter havido
posse, o desembargador Aliono Jus Barboza do
Oliveira e o depulado commercial Jos Carlos
Mayrink, dous dos juizes do accordo, haviam
decidido pouco antes que o chote desta socieda-
de nao tinha dominio em accoes que compira.
nao obstante ter provado qne'as baria logalmen-
te adquirido, e nao obstante ter havido Iradicco
e posse do Ululo que as representara, negando-
so-llie o direilo sua propriodade s porque
ponsabilidade cm poder da sociedade. e ou.o ^tSSVtIStruoss con.radicco o es-
sobe de ponto,
e cabe aqui in-
a juslica do '.ra-
oistrada por tai
rento achava-se esta gerencia-persuadida, e sem ftiVSlSS Eif '' "" ^ '
peis de crdito depositados n socTed.de. en, e- gu, t^SZt!?^L?*J&Jl eS'a
urna garanta sol.da ate o valor que pudessem monstrsm progressivamente; a conricefto de quo
fi rnnu^^^n .. ,......___x i a ''l^'daco deste eslabelecimeiilo seria urna ca-
Se, porem, furem confirmadas as scntenc.is
do tribunal do commercio, a que nos temos refu-
ndo (e tracas esperanzas nutrimos de que assim
penhor mercantil, essa condenen que se nutre em
todas as pracas commerciaes do mundo onde ha
leis, e onde se conla com a execuco deltas,
qne acabim de ser aniquiladas
do '
no
Do mi
?j:r^^'&xs i s r.;r,rJade cra"a'- "ain v'iSi
*'S'?,s.rs.m'W'<''> "'""" '"'" V 1'*' "I A gr.viJad. Ja nulcm ,m rcUrio lano.
as acsissf xir; ^ srtaass -sr r r
nossa escnpturaco e da respectiva cadernela em
poder dos administradores da massa fallida.
Destes valeres, entretanto, assim solemne-
mente entregues nossa socidade em garanta
de capilaes etfoctiramenle adianiados, nos esbu-
Iha com o maior arbitrio o accordo do tribunal
do commercio a que alludimos. Fecha-ss os
olhos evidencia do direito que temos de ser pa-
gos por esses penhores ; cerra-se os ouvidos ao
clamor da juslica ; calca-sea lei aos ps. O di-
reilo inconcusso ; a le clara ; mas ludo deve
forcasamente ceder, seja como fr, a um papel
que aprsenla Antonio Jos de Moura, cuja lei-
tura produzir em vosso espirito, como produzia
no nosso, o maior assombro.
Notai, senhores. que esse Antonio Jos de
Moura, a favor de quem fora passado esse papel 1 outrosTredores
I possue dos dous bancos a que eu por delicadez!
e conlianca em V. S. nao aceile, porm com o
lempo decorrido teiiho assontado que nos nao
podemos sabor o que Dous lem para fazer, e que
todas as clarezas sao indispensaveis, e por isso
vou rogar-lhe o favor do me uassar a dita cla-
reza conformo a nota junta, em garanta da im-
portancia das lolras que II10 tenho endossado al
hoje.
Este particular fica somonte entre nos, pois
nao preciso sello nem testemunhas. Sou de
V. S. amigo e criado.Antonio los de Moura.
Documento. Eu" abaixo assignadu cedo o
transliro por meio deste escriplo ao lllm. Sr. An-
tonio Jos de Moura o excesso do proco que li-
verem quando vendidas foretn para pagamento
dos bancos do Brasil e Rural e llvpolheeano o
Hi de Janeiro, SI le fevereiro de
I86O.
Banco Mau.Conforme annunciamos, reuni,
se hontem a assembla geral da sociedade ban-
caria Mau Mac-Gregor e C, convocada pela res-
pectiva gerencia ;e pelo chefe desta, o Sr. baro
de Mau, foi lido o relatorio quo abaixo transcre-
vemos, versando sobre dous recentes julgamen-
tos do tribunal do cosnmerco, que produziram
nolavcl sensacao no nosso mundo commer-
cial.
Foi unanimimente apoiada pela assembla ge-
rai a idea contida nesse relatorio, da nomeaco
de urna commisso especial para estudar 1 ma-
teria ; e procedendo-se ao escrutinio, sohiram
olcitosos S.is. Jos Antonio de Figueireno Jnior,
Dr. Joo Manoel Pereira da Silva, e Joo Jos
Ribeiro Silva. Lis o relatorio a que alludimos :
Srs., socios, commanditarios.A gerencia
da nossa socidado, depois do ter ouvido o con-
selho fiscal, julgou de seu dever convocar-vos
em assembla geral, em conformdade do que
dispe o art. 20 do contrato social, para submet-
ler ao vosso criterio urna occurrencia da maior
gravidade, da qual j leudes conhccimcnlos.
O tribunal do commercio desta capital acaba
de proferir dous julgados.um relativo nossa so-
ciedade, e outro concernente ao chefe da geren-
cia delta, que, abalando a conQanc.a que se deve
ler na execuco das leis que protegen) as tran-
saccoes commerciaes do Brasil, ameacam o futu-
ro detodisas instiluicese relagoesde crdito, e
reclamaco de nossa parle e de todos os capita-
listas serias medidas de precauco.
Nao o prejuizo immediain, ou antes a de-
predacao, de que a nossa sociedade esl amea-
cada que impcllio a gerencia a reunir-vosem as-
sembla geral.
No fundo de reserva, lo providentemente
accumulado, temos um escudo com quo fazer
frente ao golpe judiciario, sem que de misler se-
ja tocar na mnima quota do capital efectivo da
sociedade.
A contingencia actual tem oulro alcance,
atcela lodo o futuro do paiz; e ou havomos de
conseguir dos poderes competentes medidas pre-
ventivas que nos reslituam a Iranquillidadc, ou
chegaremos ao desengao, para que se salve
quem puder.
Se osjulgamosdo tribunal do cjmtr.ercio, a
que nos referimos, conlm algum principio di-
rector, ou alguma doulrina, como sempre se de-
ve suppor por honra e dignidade do poder judi-
ciario essas decises estupendas tendem a nada
menos do que arriscar do ratalago das operacoes
bancarias aquellas que liverem por fim o adian-
tamenlo do capitaes sobre ttulos representativos
de valores movis, impedindo assim um dos mais
poderosos auxiliadores, de que lano carece o
movimento industrial do paiz.
Essas operacoes, em que especialmente as-
setita o crdito rral niovel, nao podero mais ser
da arrecadacao i^C^TMpS ae ll^T^ JoVt* V T V
do fallido n r> ue 1&,>' 1,00 accoes do banco do
..'... Brasil, dadas por niiin em penhor e garanta
rsotai anda mais que esse papel, passado ] aos Srs. Oliveira & Bollo em 30 de dezenibro de
. _e:ll"8menl? Cll,re dous ho.niens que viviam 1856: 2.09 accoes do banco Rural e Hypolho-
na maior intimidameiilo, estando um "delles de-
clarado bancarroteiro fraudulento pelos tribunaes
do paiz, nao tinha sollo, nao -tinha lestemunhas,
nao eslava reconhecido por labelliao, careca em
summa de todas as condicas de legalidade in-
dispensaveis era taes aocuuientos!
Nolai igualmente que urna caria desse Anto-
nio Jos de Moura, escripia do seu proprio pu-
nho e dirigida ao fallido Ferroira, e que em se-
guida leromos, levara inclusa a norma desse pa-
pel que Moura desejava obter, e que effecliva-
mente' conseguir; devendo-so observar, para
cario, dadas por mim em penhor e garanta ao
banco do Brasil em 23 do dezembro de 1857 ;
298 accoes do banco Rural e Ilypolhecario, dadas
por mira em penhor e garanda ao Sr. Antonio
Ribeiro Fernandos Forbes em 21 de marco de
18o7 ; 300 accoes do banco Rural e Hypotheca-
rio, dadas por mira em penhor e garanta ao
mesmo banco Rural e Ilypolhecario. E face esta
cosso e renuncia como compensaco, relrbuico
e Iransacco pelos endossos de letras que o dito
lllm. Sr. Moura me tem prestado e vier a prestar
at a quantia de 675:0003, fioando cnlindidoque
e toda essa vergonhosa trapaca. que essa qualquer excesso me perlenca, e nao ir alem da
caria nao lem dala alguma, o que visivelmenle importancia dos referidos endossos. Com este
denola a estudada cautela de se impedir as pro-
vas do crime. O papel lern a dala de 26 de no-
vembro de 1857, e como em tal conjunclura du-
vidar-se da falsidude dessi data !
Alguem acreditara que um homem, descon-
fiando da posico do oulretn, e prucurando ga-
litulo o mesmo Sr. Moura poder cobrar o dito
excesso ou agio, como seu que Rio de Janei-
ro. 26 de novornbro de 1857. Antonio Jos Do-
mingues Ferreira.
Reconheco verdadoirro o signa! supra. Rio,
28 de jnnho de 1858. Era leslemunho de verda-
raniir-se por urna Iransacco, abarcando imagt- i de, eslava o signal publico.Maihias Teixeira da
nanamonie valores excedentes a seiscentos con- Cunha.
los de ris, deixasse de revestir o sou documento
com todas as formalidades tendeles a desviar a
suspeita do simulaco? Nao esl saltando aos
olhos que. esse doloso papel foi obtido com ante-
data, e sem duvida assignado dentro dos quaren-
u dias anteriores quebra, pois do coutrario le-
na sido desde logo cuidadosamente legalisadu?
Entretanto, senhores, um papel como esse,
suspeito, incapaz de f, e que oulro nome nao
pode ter seno o de um corpo de delicio, foi aco-
Ihido pelo tribunal do commercio da capital do
imperio como um titulo minio legal para des-
truir lodo o direito que temos como credores pig-
noraticios, e com escndalo lano maior, quanlo
expiessa a legislaco do nosso cdigo do com-
mercio no art. 677 3o, dando ao credor pigno-
raticio urna hypotheca tacila e especial para ser
pago pela cousa dada em penhor com preferen-
cia a oulros credores. ajada mesmo munidos de
ttulos verdaderos e sera suspeita.
E com um papel destes, por onde se d co-
mo vendidos, por innsaeco de garanta de en-
dossos feilos e a fazer, valores avultados, j em-
penhados com rauita antecedencia nesta socieda-
de, e cujos ttulos tinha esla sociedade em seus
cofres representando a propriodade de taes va-
lores, quo o tribunal do commercio da capital do
imperio affronta o bom sonso dos homens, dando
soberanamente a esse Antonio Jos de Moura o
titulo de credor de dominio I
Se Ferreira nao tivesse quebrado, se essa des-
granada oceurrencia nao houvesse dado lugar
inlcrvenco do juizo commercial, ludo correra
regularmente, a nossa sociedade tera embolsa-
do o que se Ihe devia, apurando os valores que
tinha em seu poder a Ululo de penhor. Inler-
veio porm a juslica que no tribunal do commer-
cio dislribuera s parles, alguns dos juizes desse
meretissirao tribunal, e os penhores nos sao des-
Numero. l:O12$50O.Pagou por ter pago me-
nos laxa que devida, c conforme o despacho do
Sr. administrador datado do hoje. Rio, 2 de ju-
nho de 1858.Baptista.Rocha..
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial, approvou 110 dia 5
em segunda discusso as posturas da cmara
municipal de Ingazeira, supprimindo os arls. 3,
4, 6 e 7 do titulo 4. ; 5. 6 e 7 do 5. ; 2, 7, 10,
11.12, 13, 14,15,17 el8do 8o, depois de ter ap-
provado dous requerimcnlos, um do Sr N.isci-
mento Portella, e outro do Sr. Cintra, o primei-
ro pedindo inormacocs acerca da estrada do
forro, e o segundo pedindo egualmente iuforma-
ces acerca da companhia do Boberibe.
V
Hontem entrando em discusso o projeclo
n. 30 do anuo passado, isenlando a fundico de
Siarr o Sr. Rufino de Almcida, pedio explicarnos acer-
ca dolle, que foram dados pelo Sr. Manuel Joa-
quim.
Os Srs. Brillo o Giliranna oppozeram-se, di-
zendo que urna tal concesso equivala aber-
tura de urna brecha, para militares de abusos.
Posto votos regeitado, apenas votando
favoi os Srs. Manoel Joaquim, Alves de Souza
Carvalho e Figueira.
Em seguida foram approvadas em Ia discus-
so as posturas de Bonito, Garanhuns e Villa-
Bella, doixando de entrar em discusso as de Ta-
carat, por nao haver um s cxemplar na casa.
Tendo-se esgolado a ordem do dia, em visl
de nao se ochar na casa o autor do projecto
a. 37 do anno passado, e por esse motivo dcixa-
(MUTILADO!


t)
DIARIO DE PRRSAMBUCO, QUArVTA FEIrU HE MAUCO T)E 186& I
do elle Ue eulr.tr em disouasHM* < Sr. presdeme ; dos respectivos isinclus para estes lomarera os
levanlou a sesso al 3/4 da l^rde, dando para
ordem do da de hojc :
I.eilura de projeclos e ndi.cacO'es.
Segunda discussao das costures de GaraniW.s,
Vilb-Bcl'a, Bonito e Bodvlstn, e tcrcera tki In-
gazeira.
PERHftMBUCQ.
ISSEBBLa LEfi^ATlft HJVINCIH.
2.a SESSiO ORDINARIA EM 3 DE MARCO DE
60.
Presidencia da Sr. Baro de Camaragibe.
.Conelusio.)
E' igualmente. approvado os seguinles requcii-
luenlos.
Coin a emenda que ieK abaixo.
Requeiro ue se pegam ao governo informa-
rles sobre o estado de cumprmento das es ti po-
li oes do ultimo con iris lo da comp.mhia do flehe-
ribe, relativamente collocacio de novos chafa-
rizos em outros lugares desla" cidade, que d'elles
precisen., ampliando assini seu numero para
eocHBttdo do publico.Cintra Manoel.
Acreseoiile-se:
E bem assim copia do dito contrato.Mello
Rogo.
RDEM DO DIA
& niinua a segunda discussao das posturas de
Ingaoeira.
Arl 16. As ressoas que criarem caes soltos,
dentro da villa, e povoaces desle municipio,
.rao cuidado de conserva-Ios amanados, oh con
ama ueinheira bem justa, que os prive do mur-
E" approvado.
Art. 17. Rao poder pessoa alguna, que nao |
iiossuir trras, criar oais de 2 raes : sob pena de
pagar-isOOO reis de mulla, e 6 dias de priso,
nefito aquellos qjje moraren] em torras dosti-
naJx i ogiii ulliiro.
' apprwado,
Alt. 1S. Todo aquello que criar cae?, fica su-
jeito ao projnuo, que files causjrem.
E' rejeitado.
TULLO II.
Entra>n em discussao e sao approvados os arti-
gas de 1 a 11 assim concebidos :
Arl. 1." Todos os edillrios arrnwndos. que
ameaew.....[uafqoer perigo, serio examinados
pelos Useaes, e doas peritos, os quaes lacrarn
..mo, do que eneontrarem : c precisando douio-
lir-so, marcar o os fiscaes un praza aos proprie-
tanos para o rumprimenlo ; e
pagar a mulla de IU.5OOO res, pagano as des
petas, que ditos Dscaes fizerem para dcmolicio
da obra.
Arl. 2. Dentro da villa, e povoaces desto mu-
nicipio, nao se vender plvora, o se poder
Ij/c- oem passos tora das mas, tni una casa para
1 sie (Ira lio soliente destinada, cora licenca da
cmara, podendo qualquer particular edificar ca-
sas paia dilo lim com licenca da cmara, para
esta mandar designar o lugar ; os infractores 11-
cam sujeitos a l&yOUO de molla e a BOjjOUO na?
reincidencias.
Ait. 3. Ficam prohibidos dentro da villa e po-
voaces os Uros de roqueiras, baca martes, ns-
pingard. s e granadeiras ; c s se datoo as fes-
las das igrejas, oblendo-so primciramenle licen-
ca das autoridades puliciaes safe pena de '20
iris por cada tiro.
Art. ." L' prohibido de soltar-se buscaps as
roas da villa, e povoaces deste municipio, sem
licenca de autoridado policial, que designar o
lugar, em que se soltaran os fagos ditos ; sob
pena de $UUU res do multa para cada fago, que
l'or sollo.
Arl. ." Niiigucni peder queiinar recados, sera
que primeiro tacara accei ros largos, do modo que
pn e o incendio nos campos o -sem que avise
aos visinhos ; sob pena de pagar a multa de IC-
reis, atni das pedas, e dainos.
.'vil. G." Acoulecendo haver algum incendio em
qualquer casa da villa ou povoaces a primeira
pessoa que observor mandar tocar o sino poli-
cial, haveudo-o, e na falta, o de qualquer igreja
mais prosima : o signal ser doas badaladas, e
iiu coito repique, repelido por seis vozes com
pequeo inlerv.iHo.8 cujo loque aecudir o novo.
\ possoaque tocar o sino, toc I3OCU reis de
gratificaran pagos pelo dono do predio incen-
diado.
Ait. 7. Em lodo o caso, queso observar o in-
cendio, o fiscal avisar inmediatamente as auto-
ridades policiaes. para estas promarcrem os
meios de ser atalbado : e os ove se llega rom
qoaliiier auxilio para dilo (im pagaro 6jU0U de
molla.
Ari. 8. Todo o taberneirO lersua taberna fe-
chada depois do loque de silencio e o restante
da noite ; sob pena de IO3OO de mulla.
Art. U." Todo o taberuetro (jue veoder bebidas
espirituosas a pvssoas ]a embriagadas, ser mul-
tado em 836OO.
Arl. 1U Todo o taberneirO, ou nutra qualquer
pessoa, que consentir em suas casss do noite
adjuntos de pelos, ou de nutras quaesqoer pes-
soas, em pagodea ou bebedeiras e com alaridos,
e vozenas, inquietando o soeego publico, ser
multado em -Ui)iM.
Arl 11. Ningtieni peder tapar, mudar, ou
impedir una estrada geral, ou um caniinlio par-
ticular depois de feila, e transitada para abrir
outra ( anda em parte innis com moda ) sem li-
leion da cmara ; sob pena de JOO reis de
inulta.
Ai!. 12 E* prohibido f.i/.er correr, e aperniar
dos destinados ao lalho publico : sob pena
do 8 dias de piiso.
E* approvado cora a seguinte emenda do Sr.
'debidos apontamentos, econdemnarcm aosdonos
los mesmos gados na3 penas estabelccidas 110 ar-
tigo Io. deste titulo.
E' approvado.
Art. 6." Os dscaes, duranlc o invern, corre-
1 rao mensalmcntc os robados dos lavradores de
seus re3pectiKis distriot'os, e condpmntrrtl!) aquof-
les, que KVerotn infringido o artigo 3 deste ti-
tulo, c daro parte as autoridades proccssnntes
pora lhes faraarem culpa, como vadlos.
Julgo-so prejuditado.
Art. 7." Para a exlincfo das oves nocivas
agricultura, ser cada agricultor obrigado apre-
sentar ao fiscal nos mezesde setembroe outubro
25 cabecas de maracanas, periquitos e outros. O
Dscal os remetiera em dezembro de cada anno
cmara com declaracao das pessoas, que fizerom
as dilTerentes entregas ; impondo a pena de 09
reis de multa, ao que nao cumprir este artigo.
E' rejeitado.
TITULO V.
Art. 1. Ningucm poder ter loja, ou taberna
aberla na villa e povoaces desle municipio sem
licenra annual da cmara ; sob pena de 4JO00
do malta.
approvado, bem como os 2." 3. e 4.", assim
concebidos :
Arl. 2. Todos os negociantes e labernciros,
inclusive o que vender particularmente em fei-
ras, lero ateridas anniialmentc suas medidas e
pesos sob pena de 63OOU de mulla.
Arl. 3." No mez de juuho de cada anno os fis-
caes revero os pesos, e medidas ; e encontrando
falsidade, condemnaro o negociante, ou laber-
neiro na quanlia de 8g000.
Art. 4." Todo o mscate, 011 boccleira que
vender sen. aprsenla! o bilhetc de haver pago
o imposto cslabelccido no g 3 c do art. 8. da le
provincial de 8 de junho de 1836, pagar 650OO
de mulla.
Ait. ." Fora desla villa, s Tica pcrmitlido fa-
zerem-sc feiras as povoaeoes de Colonia, Afo-
gados, S. Jos e Varas, as quacs se daro prin-
cipio com licenca dos Pscaos respectivos para
estes designaren] os lugares, Quera o contra-
rio fuer, sotfrur 8 dias do priso e C3OO de
mulla, e as reincidencias clevar-sc-ha a pri-
so de vinio o quaiio dias, e a pecuniaria ruis
18:000.
rejeitado, e bem assim os G." c 7." que di-
lem :
Art. 6." Toda a pessoa que conduzlr carnes
seccas para as vender nos feiras dever apre-
sentar ao fiscal, ou aos inspectores, um attestado
1 de pessoa proba do sua vizinlianca, provando,
iio faiendo alm I 'l"e a can"' d'' r|,/- s"a : ,ob l'c'"a dt 8-0o t'
mulla, e do seis dias de priso.
Arl. 7." Ningucm poder atacar para revender
os gneros que entrare ni ni villa e povoaeoes
para se venderem as feiras e uicsnio em oulros
I quaesquer das, se nao depois de estarera expos-
los venda no lugar das feiras por PSpaco de 9
horas, c nem poder arrobar carnes para as ven-
der seccas, ou em linguicas, se nao depois das 2
horas da tarde ; os infractores, lauto comprado-
res como vendedores, pagaro a mulla de 8000.
e soffrerao quatro dias de priso.
Arl. ti." Os cavallosquc vierem carregados pa-
ra a feira, depois de descarregados serio im me-
diatamente tirados para fora do lugar das dilas
feiras ; sob pena de 49000 de multa, que ser pa-
ga pelo dono do cavallo.
E approvado.
TITULO VI.
approvados os artigos I. e 2." que di-
sub pena de 30Stk)U de rull, e sendo
para o denunciante, e a outra melado
liciaes:
melado
para os cofres da municipalidadc.
rejeitado.
Art. 12. Os cscravos que forem encontrados
as ras depois do toque de silencio, sem bilhe-
le de seu senhor, serao recolhtdos a cadeia, e
castigados no seguinte dii cora dnas duiias de
palmaloadas depois do que se entregaro a seus
donos.
rejeitado.
Arl. 13. Os fiscocs correro nos mezesde abril
e julho de cada auno os seus respectivos dislric-
los, faro lavrar termo das infraceoes que en-
eontrarem, mencionado nelle os no mes dos con-
traventores e o remettero ao juiz- municipal
coinmiitiir.il a cmara o resultado dolas,
para fazer effectivas as mullas, e o jeiz municipal
E rejeitado.
Art. 14. Nenhum criador poder entrar nos
pastos das (azendas alheias. ainda inesmo a titu-
lo de procurar seus gados, sem licen;a dos pro-
prielarios respectivos sob pena do 8;$KjO de mul-
ta, salvo o direito do prejudicado haver as perdas
e dainos causados pelo infractor.
rejeitado.
Art. 15. Ningucm poder utilisar-se de rezos
alheias sem consenlimento de seus donos : sob
pona de pagaren) o duplo, o multa de lOgOOO.
E rejeitado.
Art. 16 Todo aquello que pegar animal caval-
lar, sem consenfimenlo de seus donos, para Ira-
balhar ; ser multado na quaulia de lOgO, e 15
dias de priso, e sendo escravos 4 duzias pe pal-
maloadas.
E approvado.
Arl 17. As penas eslabelecidas neslas postu-
ras sern substituidas por priso quaudo o in-
fractor nao liver com que as pagar : neste caso
poreni se conlaro lanos dias da priso quanlas
veies 2'000 a infraeco : masa primeira ve/, nao
exceder a priso a 8 dias, e a 30 as reinci-
dencias.
rejeitado.
Art. 18. Os fiscaes vencero de caminho quan-
do saliirein fora da villa e povoaces para as
correcccs, ou chamado, S'M reis por cada le-
I gna, e* seu eserivio 400 reis, e o raeiriuho 200
reis, que era rateio seio pagos pelos multados.
E rejeitado.
Art. 19. Os fiscan, por cada corde.iro que
assisiirem lcvaro 800 reis pagos pelo dono do
predio.
E cpprovado.
Arl. 20. Os Pscaos levanto 20 por cenlo das
multas, que arrecadarem, pagos pela cmara.
E approvado.
Dada a hora o Sr. presidente designa a ordem
do da e levanta a sesso.
Sao
zem :
Art. 1." Todas as roas que se abrirem nesta
villa c povoaces, tero a largura de 80 palmos,
e as travessas 60 ; e nenhum predio ser cons- ,
truido sera licenca da cmara para esta mandar
procedero competente armamento, e alinhamen-l
to : n infractor pagar ^ mulla do 10JO0O, o obri-
gado ser a domolir a obra, so cstiver fora do ali-'
uhamento.
SESSAO ORDINARIA EM G DE MARQ0DE 18G0.
Presidencia do Sr. baro de Camaragibe.
Ao meio dia feila a chamada, e achando-se
prsenles 2 Senhorcs depulados, abro-so a
sesso.
Lula a acta da sesso anterior, appro-
vada.
O Sr. 1" secretario d conta do segoinlo
EXPEDIENTE :
Um oflicio do secretario do governo, remet-
iendo o acto da presidencia que approra provi-
soriamente os artigos de posturas da cmara mu-
nicipal desta cid ido de i de Janeiro ultimo.A'
comraisso de negocios de cmaras.
dem do mesmo, enviando o acto da presiden-
cia que approva as posturas da ornara munici-
pal desta cidade de G de fovereiro ultimo.A'
mesraa commisso.
Um reqaerimcntode J. deM. Raposo, pedindo
se autorisc a cmara do Oliflda a aforar-Ihe um
terreno na ra Imperial. A' commisso doorca-
menlo municipal.
Sao lidos e approvados sem discussao os se-
guinles requerimeulos :
Requeiro que por intermedio do governo se
l'ortella do uileresse que loma pela nossa agn-
culluTa.
A assemhla naoduvidar adplr semelhante
idea, com oque louvavelmehtB roncorrer para
os benficos resultados de urna instiluicao, cuja
iniciativa coube ao\nosso monarcha.
I'oram- recorhidos casa do dclencao no
dia 3 docorrenle, 12 homeris a 2 mulheres, sen-
do 12 livres e 2 escravos, a saber : 3 ordem do
Dr. chefo de polica, 7 a ordera do deiegado do
primeiro districto, 4 ordem do subdelegado da
frrguezia do Recite, e 2 ordem do da freguezia
de Sanio Antonio.
Foram recolhidos mesmo no dia 4, 7 homens
e 1 raulher, sendo 5 livres e 3 escravos, a saber :
2 ordem do Dr. chefo de polica, 2 ordem do
subdelegado da freguezia do Recife, 3 ordem
do da freguezia da Boa-Vista ola ordem do da
freguezia da S. Jos.
Foram recolhidos mrsma no dia 5. 7 homens
e 2 mulheres, sendo 2 livres e7 oscravos, a sa-
ber : 2 ordem do Dr. chefe de policio. 2 or-
dem do delegado do primeiro districto, 3 or-
dem do subdelegado da freguezia do Recife, 1
ordem do da freguezia da Boa-Vista el ordera
do da freguezia de S. Jos.
I.-se no Journal des Debata:
A fragata Audaciensc, na sua volla dos mares
da China, desembncoii no porto de Brest trinla
o seis pecas de brouzc preeminentes dos fortes
situados na embocadura de Pe-ho ; todas essas
pecas eslao encravadas, c alguraas conservara a
carga de plvora e balhs.
Ellos sao de diversos calibres. Oito destas pe-
cas pela sua grande dimenso e seu bello estado
de consorvaco, seriara seguramente dignas de
figurar como monumentos e como tropheos na
esplanada dos invlidos ; asoutras sao colubri-
nas, das quaes algumas leem a extensao de dous
metros com o dimetro de vinte ccniimelros.
Ornada de inscripedes em caracteres chinesca c
loriaros, tem algumas lavouros que nada invejam
o cizoleuropou. Bas pecas principalmente |al-
Irahiram aallerico de lodos, que as tem visto
pelos seus adornos feitos com a ultima per-
feicao.
M. Statiislas Julicn, membro do instituto, tra-
du/.io as inscripces'uo esto gravadas em cada
urna deltas.
A primeira, a maiorde (odas, offerece um com-
prinienlo tolal de 3 metros e 45 ccniimelros, seu
dimetro nos munhes lera 50 centmetros, e seu
calibre de 17 centmetros. Fundida c torneada
com toda a perfeico ella denota um gratule ta-
lento de fabricaco comparativamente com os ou-
tros especimens de arliiharia chineza, que a a-
curnpanham ; conhece-se logo que de fabrica-
cao rcenle
A culatra est ornada de floros e folhauens
enlrcmeados do animaos fantsticos gravados ao
buril.
Tem dos inscripces longiludinncs, urna em
caracteres chlnezes, oulra em escriptura mand-
chon, ambas duendo a mesraa cousa e eis a sua
Iraducco:
REVISTA DIARIA.
No
dio 23 do jar.eiro dlxou
la Babia,
Arl. 2." As frentes das casas, ja edificadas, e
oiles que estiverem para o lado dos beccos, sc-!PeSBn1 ;l mar municipal desla cidade infor-
rio caiadas no prazo de 10 mezes, Pind este.! "la'.'es sobre os motivos que a levaran a sup-
se duplicar a mulla de 15J>000, que se impor Prin,'r '"oa' do medico do matadouro publico.
no primeiro caso passados 6 mezes. IRulino de Almeida.
TULLO VII. .* Eequeiremose solicite do governo da pro-
E approvado em lodos os seus artigos que sao v'"f'a a remessa das posturas da cmara do Ta-
os seguintes carat. Irancisco Carlos Rrando. Burros e
Arl. 1. Os proprielorios, ou inquilinos, con- Silva.
servarao as frentes e oiles de suas casas lira- [Continua )
pas, lirando-lhes mensalmcnte lodos os matos,
pedras grande*, ossos ; e semanariamente todo
o cisco : sob pena de 4$000 de mulla.
Art. 2." Ningucm lngara nos mas entulho ; o
infractor pagar a multa de 4JOO0.
Arl. 3." Os terrenos comprenhendidos nos lar- em demanda da capiia
gos das ras, cnjts cosas Picarem na distancia de "
10 palmos ( at onde sero limpas pelos seos
proprielarios ) sero mandados lim par pelos lis-
caes, a cusa da cmara.
Art. 4 Todas as casas tero calcadas do 5 1 fi
palmos de largura tanto as casas, quo se edifi-
car. 111 de novo, como tas que forem reparadas :
sob pena de lOgOOO do mulla.
Arl. 5." Ningucm poder deitar as fenles do
suas Csas, couros, carnes e linguicas a seccar :
sob pena de GjtKlO de inulto.
Art. 6." No lim do invern do cada mino os
habitantes desta villa e povoaces, faro t nlu-
ihar as cscavacos, que foram fcitas pelas aguas,
e igualmente os_proprielarios, tanto lavradores,
como criadores, as quo forem feilas pelas mes-
mas aguas em suas estradas, ou caminho, sendo
estes e aquellos rucados nos lins de mateo e ju-
nho, leudo as estradas geraes 40 palmos de lar-
gura, e os caunhos 20 palmos ; sob pena de
lOgoO.
TITULO VIII.
e ao en-
sllele que
da seguinte
Arl. 1.
Ficam prohibidos todos os jogos de
. igueiioa.Em lugar de 8 dias de priso, diga- parada, de qualquer denominaco que seja, o lo-
se 5#0U0 res de mulla. dos os de dados, que forera de mero azar : os
;uida oq rovodos os arligos seguin-
Sio em si
tes :
Arl. 13. Os gados indomaveis conduzidos para
os tiln.s pblicos, serio trszides por fora das
ras para avilaren! qualquer damao s pessoas
que IrasiUra por ellas : os Iransgressores paga-
rio a multa deSjOO e dias de prisie.
Art. 1 Ningucm poder em horas de silen-
cio levantar voserias, que encommodem o socego
publico, sob pena de 8 dias de priso.
Art. 15. As pessoas, que proferirora palavras
obscenas no meio das ras, soffrerao, a peno de
."5 dias de pri-o, o i as reincidenciae, sendo
livres ; sendo porm esclavas 0 duzias de pal-
maloadas.
TITULO IV
Sao approvados os seguinles arligos sem dis-
cussao.
Art. 1. Sid considerados lugares proprios
para a agricultura, oeste municipio, a sena da
Carapuca, principiando das nascencas do riacho
do Plateado em direccio do nascen'te aos barrei-
. >, e d'ahi ao boqueiio do Protazio, ao Manui-
110, Agua branca, ao serrote da Boa-vista c d'ali
estremar cora Ierras de Petimbn, freguezia de
Alagoa do baixo. Ao norte pela liulia que prin-
cipia do sitio Sipo ao do Cauira do Pinado Juo
Gomes, Ollio d'agua cercado, Matinha, Roa-Vista
do finado Josd Alves, Lagedo, Cajasura, Poco de
Anta, Caldeirio Grande, a serra do Pico, casa do
finado Joo Alv-s no Tigre Raalas, pona do
'fravessio, que aera do Oini. c d'ahi segurado
I ew mesmo Trav-sso al onde lindar, e d'esle
para a l'azenda da Piedadc, exclusive esta, a ex-
tremar cora a freguezia de Paltos. Notes Inca-
les s le o gados com pastores. Os infractores
pagaro a mulla de 2?00 reis por cado cabera
de gado vac-com; OftOO reis por cada cibeca de
JtOO reis por coda eabeca de cabra,
alera
pan man-
dar deitar tilos gados HOS lagares de criaco ;
salvo todava o direito sos lavradores de cobra-
ren! os prejwzos, causadas as lavouras pelos
meamos gado*.
Ait. 2" Ncc lugares de eiiaces soso poder
plantar cora ceceas fortes, e nao se maltrata o
os gados que casualmente eatrarem as rocas,
casa tiros, pancadas c caes bravos : sob pena'de
iJjlOU reis, aluiu do prejuizos que causarera ao
criadores.
Art. 3." Cada uro agricultor dever animal-
mente plantar mea qurta do milLo, 3 de feijio
e quatro mil covas de raandiooa, e aquello que
tiver filhoa de 18 aneos completos, ou escravos,
dever plantar por si a quarla de leguincs cima
declarada, c cada Pilho, 011 escravo outro tanto :
{cuido arbitro dos mesmos fazercm maiores
pjantaedes ; os infractores soffrerao 8 dias do pri-
eao, e 4*100 de mulla, que so duplicar lias re-
incidencias.
Vai a mesa c approvada a seguinte emenda :
Supprima-se o artigo 3. do titulo 4.".Ru-
jio o.
Art. 4." O agricultor, que maltratar com tiros,
pancadas, e caes bravos, 011 de qualquer forma
os gados que forera adiados ras suas lavouras
; agarao lo;000 reis de mull, a!em do prejuizo
'pe derem oos criadores,
E' rejeitado.
Art. 5. O agricultor que adiar gados
do suis lavouras, lomar duns, ou mais
nuilns o (M presentar dos gaios aos
contraventores solTrcrio 8 dias do priso, u 30
nas reincidencias.
K auprovado.
Arl. 2." Ouinzc dias depois de publicadas es-
las posturas, ca cada distiiclo, toda c qualquer
pessoa que nu liver cnacoes de gados, glandes
e pequeos, e educios se retirar para os lugares
de agricultura para ser-lile desde ja vedada j
morada as ribeiras e lugares de crlacoes : salvo
aquella que da absoluta necessidide for preci-
Ba para o labor das fazendas, tangedor e cor-
rector ed'ectivo : os conlravenlores soffrerao oito
das dias de priso, e trinla tas reincidencias, e
os proprielarios, ou procuradores solfrerao a nena
deSjOOl).
E rejeitado.
Sao approvados os arligos 3.u, 4., 5. o 6.,
que dizem.
Arl. 3. Ninguem poder fazer cacadas com caes,
armas de fago, e com quaesquer meios astucio-
sos as fazendas alheias, sem consentimenlo dos
legtimos proprielarios : sob pena de 8 dias de
pnsao, e de 15 as reincidencias.
Art. 4." Fica prohibido
que se enconlrarein
dominio
a entregar legitimo dono de quera
rsta cidade
Itv.rn. pre-J
feito do hospicio da P-nha, Frei C" de Mes- '
sina, por comit do Commissano g..al dos mis-
sionarios capachinhos ; que dalti iteveria partir,
dapois dessa conferencia, para a Europa.
Solicito como 6 o reverendo prefeilo, seguio
cora toda a rapidez jara alli ; c constando re-
gressar esta cidade no vapor, que tinlia de lo-!
cor nenie porto a 12 do passado, nao despeJicr-se j
de seus numerosos amigos c affeQoados por jul- :
Bar a sua ausencia momentnea; mas qnio f.il-i
liveis sao os juizos humanos, demonslrou-lh'o
era pouco a pratica.
Depois de chegado ao seu destino, e nps os
coniprimenlos ealgura lemjio de doseanco, de-
cUron-lho o referido commissario, que elle dn-
verio substilui-Io no enmmissariado
liegar-lhe no dia 27 de Janeiro o
symholisa a auloridade, fallou-lhe
rnaneira :
Nos exigimos a vossn ida para o Rio de Ja-
neiro pelo bem geral da Ordem ; e depois de as-
suroirdes o cargo que ora vos transmlltiraos, po-
dereis repartir a vossi residencia entre a capi-
tal do imperio o Pernambuoo. o bem da Ordem
exige que vo era minie dn Dos.
Felicitando o Rvm. Sr. Frei Caetano de Messi-
na pelo importante lagar a que oclevaram os
seos servjcos em prol dareligiSo, nao podemos
deixar de notar que um vacuo abre a sua ausen-
cia no hospicio que por elle era dirigido e entre
os seus amigos, que jamis o equecero, tanto
mais quanto Ihe foi deixado o arbitrio de re-
partir sua residencia por esta piovincia e a
corle.
A escolha do Rvm. Frei Caetnno para com-
missario geral dos missionaii.is capiicliinhos no
Brasil a prov.i mais oxiibeiaule, mais clo-
quele de apreco em que sao litios os seus ser-
vicos cuja feciindidade cunhe:iJa geralmente,
o decorro dos mesmos fictos.
Esta nomeaco. alm disto, deve trn/.er vanta-
gens reaes nao s ao paiz, set.o tara bem reli-
gio. Amostrado lias cousas da Ierra, conhece-
dor profundo das
Fundida no sexto onno do reinado do impera-
dor Hien-faug ,1856)
O grande general que estende o poder e Pix a
victoria.
Pesa 0,000 libras c recebe 9 libras de plvora
e 27 libras de ferro.
0 grande mini-tro Kho-chi, principo odmil-
lido pir favor na familia imperial, presidente da
commisso das armas de guerra.
_ O principe Botolkalai, Dondo, Badouro,
Senggerinlsin, etc., directores do parque das ar-
mas di? fogo dos Mandchous
Ordenaram a fab cacao Ming-lai, chefe das
alas do campo das armas "de fago.
Soul-khi, letrado, addido como loitorao cc/n-
selho privado tem assisiido sua fabiicaco.
Os operarios eiam Sie-tonan-lching, On-
ing-hie.
A segunda peen de dimenses pouco menores,
lera tres metros de ciimprirnento ; sen dimetro
nos munhes c de 4 > centmetros, o seu calibre !
;de 12 centmetros ; nao tem ornamentos a ciiel, '"',s
,o aprsenla por sua forma e seu esljio urna epo-
i ca mais remota. O cano est rodeado de de/, au-
nis circulares em relevo, e desigualmente espa-
dados desde o boln da culaira at a bocea da
(peca. Algumas cavidades, que Ihe ficaram da
I fundco, l'oiain lapadas com o mesmo metal o
essa operario anda .pie com traeos visiveis est
feila cora umita h.ibilidade.
Ella tem a seguinte nscrpcao cni chinez
: foi troduzida por M. Julicn :
Fundida com respeito na primeiro da da pri-
meira la do anno sin-tetieon do reinado do m-
pelador Tao-Konang 8il).
O general da primeira classe que commaflda
o mar
Pesa 5,000 libras.
'< Os magistrados que ordenaram sua fbrica-
Cao sao
que
desembargador Guerra, e os Srs. depulados lias-
tos e Lomos, nao pode haver sesso.
Beco Rangel,
Secretario interino.
TRIBUNAL DARELaCKO.
SESSAO EM 6 DE MARCO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. OONSELHEinO ERMEL1NO
DE LE.O.
As 10 horas da raanha, achando-se prsen-
les os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gilirana, Guerra, Lourenco Santiago.
Silva Gomes, e Caetano Santiago, procurador'da
cora.fai oherta a selso.
passidos os feitos e entregues os distribui-
de, procedeu-se aosjulgamentos seguinles:
No recurso crirae, adiado na sesso de 3 do
crvente, em que :
Recorrcnte, o major Leandro Jos da Silva
Santiago ; recorrido, o juizo.
Ficou ainda adiado.
AGGRAVO DE INSTRI'MF.XTO.
Aggravante, Virginio Rodrigues Campcllo ; ag-
gravado. Joo Fernandos da Cruz.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desemborgadores Silveira,
e Lourenco Santiago.
Negaran provimento.
RECURSOS CRIHES.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Antonio Gor-
gonio da Peuha.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira
de Mello, Silveira e Gilirana.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Joo Paulo Pe-
I reir Dulra.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Silveira e Figueira de Mello.
Procedente o recurso para reformar o dcs-
: pacho,
Recrreme, o juizo ; rccorriJo, Jos Delmiro
I da Cosa.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Silva Gomes e Gilirana.
Improcedente.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Ueccorrenle, o juizo; reccorrido, Luiz Carlos
da Costa Jnior.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Gilirana e Figueira de Mello.
Improcedente o recurso.
Recorrenle, o juizo
de Son/a.
Sorteados os Srs. desembargadores Louren-
co Santiago, Figueira de Mello e Silveira.
Improcedente
Foi proposta a petico de Marcelino Joaquim
.le Sani'Aiina o Joo Joaquim de Sanl'Anna, pe-
dindo ordera de babeas-Corpus.Concederam or-
dem pira seren dpresentados os pacientes em
sesso de 10 do correle.
CAUTA IKSTKMI NIIAVI.I..
Aggravante, Justino Antonio Pinto ; oggrava-
do. o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sin liados os Sis. desembargadores Figueira de
Mello, e Gilirana.
Negaiain provimento.
II1I.1GF.NCIA CRIME.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
jusliea, a appellacao crime :
Appellante, o juizo ; appellado, Zeeriuo Ro
diguesde Souza.
Assiguoii-se da para julgamento da seguinte
appclla.'o crime :
Appellante, o juizo ; oppcllado, Candido Jos
Coelho.
As appellacoes civeis :
Appellanie, Antonio Barroso Pereira do Mo-
appellado, Joaquim da Silva Pessoa.
Appellanie, Maxiraano Antonio do l'inho ; ap-
pctlada, Barbara, liberta.
DtSTRIBUtCOES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso crime :
Recurrente, o juizo ; recorrido, Manoel Mar-
ques de Jess.
A appel lacio cTel:
Appellanie, o juizo : appellaJa, 1). Anna An-
tonia Alves Rocha.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crirae:
Recorrenle, o juizo ; recorrido,
S.iol'Aniia.
somcnle pelo respeito que consagro ao publico"
sensato e em atlcncao aos mous amigos, que
ainda escrevo alguma cousa em minha jusliflca-
50: do contrario deltaria chover sobre mim
quantos raios houvessera pela pestfera athmos-
phera, por onde aiieja o nionslro da maledicencia
o cu, sobrameiro ludo me deixaria estar que-
do e em fra reserva, refugiando-me no sanctua-
rio da minha consciencia, onde acharia a feliz
tranquillidade do hornera que nao anda agitado
pelos sombros pcnsanienios que persegucra o*
malvado.
Eu fallo em minha defeza, Srs. renclf-s o
acreditai que nfa?o com grande ccostrangimeito
porque me vejo obrigado a referir cousas j pas-
sadas, que desejava ncassera no mais profundo
olvido ; c nem pensis que desojo inculcar em
tudo virtudc o ssntidade ; nao; eu sou o primeiro
em confessar a minha fragilidade, o em sentir o
grande peso de meus peccados, nao vendo em
cousa alguma de merlo que por ventura tenha
praticado, se nao o dedo omnipotente do Dos,
que muitas vozes se serve de um instrumento
mo pora obras de niaravilha.
Apenas recebi a sagracao que caraclerisa o
Ghrislo do Senhor, fui empregado como coad-
jutor no freguezia de S. Pedro Goncalves do Re-
cife. Ahi assisli a esla horrivcl crise da febro
amarclla, que tanto espanto causou a lodos ; con-
liado porcm em Dos, nunca desacoracoei dianto
desse llagello que se apresentara insiciavel de
victimas. Dominas prolector vitre mem, a quo
trepidaba'! A todas as horas do dia e da motes
que era chamado sempre me vam com solicilu-
de pelas ras daqnella freguezia ir levar as doces
consolar-oes da religiao a algum chrislo acm-
raeitidod'aquclle mal. Bu appello para os hon-
radissiraos habitantes da freguezia do Corpo San-
to, invocando-os como impnycs leslemunhas
das ininhas asserces.
Em nutra poca ainda mais lamenlavel fui tcs-
leraunha oecular do lerrivelacoute com que Dos
em sua alta e recia jusliea, castiga as iniquida-
des dos homens Eslava eu enlo em un dos
lugares desta provincia onde mais assolou este
ministro honivel do Ganges=0 chol-ra-morbus.
A infeliz cidade da Victoria foi a presa mais de-
sastrosa dcse llagello. As lagrimas de um co-
raco tensivele humanse esgoloram em chorar
lio grande desgraca.
Como pensis vos que me porlei em lo cala-
mitosa quadra ? Basta di/cr-vgs que lembrando-
me quanto por mim, e por lodos sofl'reu o Di-
vino Martyr do Golgotha, sacrificavasocego, san-
ie, arriscara a vida em soccorrer, c consolar os
me era um pelago immenso do dores, e aflices. Ah
recorrido, Jos Joaquim u mesmo fui locado pelas agucados garras do
nionslro ; mas Dos, em sua bondade infinita,
me preservou da morte, para voltar um cm-
bale lo infeliz.
lu sacerdote para um enfermo era mais que
em lempo algum, como urna laboa de salvacuo
para o triste, que est quasi-quasi a sumir-so
( por entre as ondas de furioso mar; e o triste, e
o pobre sempre encontrara seu ladoura padre.
Acalmada lo pavorosa tempestado, um grlo
de gralido arrancado de coraces generosos, so
levanlou em meu favor, e foi prou ovido ura
a baixo assignado. onde cora expressocs as mais
affecluoSDS me cram agredecidos os servidos pres-
tados a cidade da Victoria : en nao quiz que se
imprimisse esse papel, como era o desojo de lo-
dos : porque a nada aspirava, e julgava que para
O gravoso Iraballio. o que me dedicara, nao hr-
via premio ncsle mundo, pois era o exerccio
mais decidido desta virtude, que tem alguma
cousa de celeste, a caridade, e que, sendo
platicada na torra, acha um echo do mais vehe-
mente amor at junto do throno de Dos. E'
como urna arvore frondosa, cojas flores perfu-
man) a Ierra, e cujas razes estilo no cd. Pene-
Irados destes piojosos sentiraenlos muitos d"a-
quelles que cu vi no meio de lio eminente peri-
go, se alravam em soccorro de seus infelizes ir-
mos de corpo, e afina, com tanto ardor, zelo, e
actividade ; com to gran le desaptTgo das cou-
sas desto mundo, que muito bem poJcm ser pro-
poslos, como verdadeiros, e Lmtnilaveis typos do
admiravel herosmo chrislo : fallando a linzua-
gein do secuto ; os brilhantes lauros do ura ge-
neral aguerrido nio sao mais bem merec ios.
; Quantos nio foram victimas do sua dedcaco ? !
Ainda live a honra de ser lcmbrado ci um
, livro, ( 1 ) que ;>li corre em mS08 de todos, o
I rujo intelligente autor entrn na justa aprecia-
cao de urna poca loo calamitosa, fallando sem
' exageraco alguma dos scivicos prestados pelo
Joo Jos do r'er." ''''rnambucano nesse lei|io, de triste recor-
d.n;iO. \ i da inesnia sorle meu nomo esl.impado
as columnas do Diario de Pernawbttco, [ 1 0
Ao Sr. desembargador Gilirana, os recursos .
crimes 'P merce de um hornera dislincto desla provin-
Recorrenle, o joi/o; recorrido, Ignacio Candi- ?: '; l,li" i?so P.r5u mol,vo ? Por oesempe-
do de Cravides.
para o con
< cta-eul-king'-ge, vce-rei de Pe-klii-li.
I.o-oei-isoiien, thesoureiro da provincia.
Chen-lou, general era segundo do exercilo do
centro..
< Ta-t.soiig-lio, g.-rieral do titulo de yeon-klii,
addido no campo da direila.
rchou-lonan-ttrig, governador do departamen- :
lo de Pao-ling-foil.
Sie-y'u-lang, do titulo de wai-wei.
Lo-tsun-tieii, pcrfeilo do districto de Thsing-
yonen.
Magistrados que nssistirnm a sua fabricaco :
Lieon-ping-kien do titulo do Fousse, addido
ao campo da es pierda.
". Tekeon-yong-th.il, do titulo de pa-tsoug.
' Chi-lien, do titulo de wa-wel.
< Tching-eniig-yonen, do titulo de chang-tsiang.
MATAnoi.no PUBLICO :
Matar.irn-.se no din (1 do corrento
sumo desta cidade 7 rezes.
MORTALiriADB DO DIA 0 DO COurf.nte :
Vicenci.i Paulina do Espirito Sanio, branca,
ti ira, o anuos, hydropisia.
Raymundo, pardo, I anno,conrulses.
Sebastiana Maria do Conceicao, parda, soltcira,
33 anuos, diarrha.
Isaac Batke, branca, sollcir, 17 annos, febre
ama re I la.
Luiz?, parda, 15 mezes. convulses.
Antonio, branco, 10 mezes, ducmaliza.
Francisco Joo Lins, branco, vuvo, 5i
apuplexa fiilmin.inle.
Benedicto, preto, i me/.es, convulses.
IIospiTAt. de caridade. F.xisiem 66 ho-
mens, fi mulheres nacionaes, 1 hornera eslran-
geiros, 2 homens escravos, tolal 12.
Na tolalidade dos doenles exislem 39 alie-
nados, sendo :t3 mulheres o 6 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo eirurgiio
Pinto, as 8 limas da manlio, e pelo Dr. Dor-
midor Lourenco Santiago, a
appella-
Ao s-. desembar
appeltaciu civel:
Appelhnte, Alexandre Lopes Uuniz
do, Jos Francisco do Miranda.
O recurso crirae : .
Ri corrente, o juizo ; recorrido, Galdino Alves
Barbosa.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o rc-
! curso crime :
Recorrenle, o juizo; recorrido, o bacharcl Joo
I Antonio Concia Lins Wandei ley.
As 'i horas da tarde cncerrou-se a sesso.
Jury lo termo le Olinriu.
I'imiEMU SESSAO.
5 de marro de 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito Antonio
Francisco de Salles.
Promotor publico interino Dr. Amaro Joaquim
Fonseca de Albuquerque.
Feila a chamada e veriflcando-so haver nnme-
Sl. ro sufflcienle de jui/.es do fado, foi abena a
sesso.
Sobmeliido a julgamento o reo Jos Romio
dos Sanios llandeir.i, acensado de haver espan-
cado com una bengala, oo preto ascravo de li-
me Manoel ; leudo por advogado o Dr. Manoel
Joaquim de Miranda Lobo.
Reconliocendo o jury nao ter o reo feito o es-
pticamente, o Dr. juiz de direito presidente do
jury, appeliou para a relacio do distrito, por cu-
ten ler que o mesmo jury proferio decisio sobre
o ponto principal da causa, contraria a evidencia
resultante dos debates, depoimentos e proras
peranle elle apresentadas.
E por estar a hora adianl.ida o Sr. Dr. juiz de
direito addiou a sesso paro o dia seguinte.
annos,
CHBOKICAJUDIC.ARIA.
tirar couro dos gados
morios, salvo se for de seu
e pelo contrario, fazendo-o, obrigado
ar o seu
ber 320 res ; sob pena de oito dias de priso. e
suas necesidades, o novo nellas as 8 horas e 1/4 da maiiha.'
commissario salisfar plenamente a sua nova
trela, uierecendo c conquistando nella do go-
verno de S. M. o Imperador as altenccse o alio
couceile, que per raais do quioze annos ligaram
sua pessoa e aos seus servaos os difiranles
presidentes, que dirigiram esla provincia.
; Infoimam-nos que, em ura dos acougues
do ribeirad.i Boa-Vista, existe como cortador de
do pagar ao dono o'valor "de cada rez cnio co'u-! ca,n,! q,ie alli se vende "m eerlo ofllaiai, cojo
ro tirar. estado asqueroso taz revollar ao estomago menos
caiallar
ovelha, eoorco, que for achado sem pastor.
das deapezas, que os Useaes Qzercm para i
dentro
lesle-
Art. 5. Nenhuma pessoa poder derribar ar-
vores d'angico em lempos que linguige os ga-
i dos : sob pena de 8 dios de priso, e 4jf de
multa. Picando salvo ao proprielario llaveras per-
das e damnos do infractor.
Art. 0." Nenhuma pessoa poder derribar ma-
aeiras de conslrucro, salvo as que forem preci-
sas para se constsuirera quaesquer obras, e sem-
pre o faro com licenca dos proprielarios, ou da
cmara nas tenes de volutas: sob pena de 10.-)000
do mulla.
Arl. 7." Para a execuco dos arls. 4 u, 5." e
6., destas dlspodicoes diversas, nao s' os lis-
caes, e mais empregados policiaes, deverio pren-
der os infractores, como tambem faro os pro-
prielarios, e quaesquer pessoas do poro ; mas
estes s o faro chamando duas ou mais lestc-
niunhas, que tenliam presenciado a infraeco.
E rejeitado.
Art. 8. Os proprielarios de fazenda de criar,
so poderao locar logo era seus pastos, quando
estes nao esliverera seceos de todos para a quei-
ma nao ser geral : sob pena de 3tlg0i)0 de mulla,*
a qual soffrerao tambera, luarrdo o incendio in-
vadir os tertenos alheios, 'sendo a queima fora
do lempo proprio.
E Approvado.
Art. 9. As cabras e ovelhas, que se criarem
dentro desla villa e povoaces sero reeolhidas
em seus curraes, as 6 horas" da larde ; sob pena
aos donos e sous procuradores de IgOO res por
cada eabeca ; e de pigarem as ruinas, que ditos
animaes causarem nas calcadas, e paredes das
casas aos seus proprielarios'.
E approvado
Art. 10. Quem correr ou esquipar em ca val los
dentro da vilia e povoages, pagar G?Si) de
mullo, sendo pessoa Uvre, e sendo captivas. Je-
ver quatro duzias do paApalqadu.
E rejeitado.
Art. 11. (Jualquer pessoa, tzn cuja casa che-
gor fugido'um escravo quabiucr, o onliegar a
Raes'sen dono iramediA-imeele, pp -s aotoriJajes po-
dili. I em presenco de poicaras.
lato poslo, deve-se examinar o faci, c subs-
tituir ou fazer-sc aubsliluir o referido o/Jlcial
mesmo por algum soldado, com tanto quo nao
tenha arestins, de que mine constante lym-
pha.
Para lavagera da carne ainda ha guluciente
agua noschafarizes ou cacimbas, alim de que se
dispeuse essa animal com quo elle bonita a
carne que Ihe oassa pelas raaos,
Asociedade commamlilana Amonta, Fra-
gato, Santo* i C. effectua a primeira preataco
de 25 por cenlo sobre as aasignaturas at o dia
16 do correnle.
A inscripeo dos assignanles acha-se aberla
al 14 desle mez.
Communicam-nos que na freguezia do Po-
co da Panella, todas os nuiles das nove horas
por diante, nos escravos de certas pessoas dal,
sallara pelos muros das respectivas casas, e. af-
inados com cceles, vio platicar quanla insolen-
cia se pode couceber pelas estradas sem respei-
to nenhuma codsiderac;o, nem iraportarem-se
com pessoa alguma.
E' visto que nao deve ser tolerada esla pratica
prnjufiicial o lodosos respetos.e da qual admira
queja nao hoja procedido .Iguui conflirlo. A au-
loridade compeleiilu que velo sobre tal, como
Ihe compre,
late ha espectculo, no Santa Isabel, da
compauhia dramtica boba direccio do Sr. Coim-
bro.
E' beneficio do actor Lisboa, e o drama, que
original poituguez, denomina-soLm terdu-
deiro homeai de.honra, coacluindo ocspeclacu-
lo a comedia0 novico.
Foi hontcm offeiecido consideraco da
.asscmbla provincial pelo Sr. deputado Dr. Ma-
kocI do Nascimculo Portolia, e julgado objecle
de dcliberng.io, um .projecto concedendo a sub-
veno annual de dez coulos de ris, por espacA)
de lt. anuos, ao Instituto de Agricultura, l'uud-
do n&la provincia por -S. M. o Iraptudor. E'
Ais PflW prova que d p Sr. ,D. N^injento
. TRIBHL 00 COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 5 DE MARCO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. Sil. DESEMBARGADOR
souza.
As 10 horas damanha, achando-scpresentes
03 Snrs. depulados l.emos, e Rastos, o Senhor
presidente declarou aborta a sesso e dosignou o
deputado Lemos para servir de secretario
EXPEDIENTE.
Foi prsenle a cotaeao offictal da junta de cor-
reteras pertencenlo a semana linda. Archi-
ve-se.
DESPACHOS.
Um rcqucrimerilo de Manoel Antonio da Silva
Antunes, satisfazendo o despacho desle tribunal
de 3 do mez prximo lindo, para ser-lhe entre-
gue um Euro diario, que ora Ihe perience, e que
est rubricado.Como requer, abritido-se novo
termo com as declaraces necessarias.
Outro de Adolpho Rurmesler, pedindo o regis-
tro do una procur.ico.Registro-se.
Oulro do Jos Victorino do Paiva, pedindo a
transferencia para si, dos dous livros que foram
rubricados para sui tirm social, que foi dissol-
vida sera lereni sido escripturados.Como reijuer
abrimlo-se novo termo cora as declaraces ne-
cessarias.
Outro de Lomos Jnior & Leal R.-i, pedindo
o registro de duas escripluras do hypothcca que
ajuntam.Regislre-se.
Outro de Joaqun-, Ildefonso da Molla Silveira,
pedindo por ccrlido se o commercianle Joacuiii
MonJciro da Cruz ou nao matriculado. Pas-
se-se.
Outro de Joaquim Monteiro da Cruz, peddo o
registro da nomeajo de um seu caixeiro.- Ile-
gs(re-se.
Foi cm vista ao Sr. desembargador fiscal,
o seguinte sequerinienlo :
De Francisco Antonio Fernandos Pinheiro, Bra-
sleiro, de 48 annos de itlade, domiciliado o esla-
belecido no Penedo, provincia das Alagoas, pe-
dindo raatricular-se.
Nao havendo nada .a tratar-se. o Sr. presidente
encerrou a sesso.
SESSAO JUDICIARIA ES 5 DE MARCO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. l\. DESEMBARGADOR
SOIZA.
nho de deveres praticados para cora aquella por-
cao de nossos raos flajcllados pelos castigos
do co.
Nunca recusei os Irabalhos de meu ministerio,
e pelo contrario para ellos me ollereca, quaudo
o perigo cra maior, e a neccssidadc urgente,
como o fiz ( depois que vollei da Victoria, onde
o mal tinha Ocado exlinclo ) em annuncios p-
blicos, inserido- nos jornaes desta capital, na
qual aindajtintio re nava o cholera ; em carta
particular, (3) dirigida a algum amigo, que so
dedicara Sollicito obraspiasem favor da huma-
nidade afllicla.
Quem pois sabe de ludo isso, quem me co-
nhoce, quem me observou no meio de alribnla-
ces publicas, sempre impvido, afrontando lodo
o perigo por amor de meus semelhanles, certa-
mente Pirar pasmado de onvir iii/er que aqu
em Itamarac mediscuidei tantifde minhas obri-
gaces, que pareca nao haver nesta ilha um
p aslor. Muito pode a malicio Sao assim as cou-
! sas desle valle de lagrimas !
Um padre, que, en un lempo, que anda nao
j est moiio disimile, se vio honrado, e coborlo de
heneaos ; que ofierecen espontanea, e desinte-
ressadaraente os seus servidos ; que os fez de
lodo o seu corocao, porque eslava intimamente
penetrado da ublimidade do sua santa e piedosa
luissao na ierra, e que sempre abrigar em seu
Communicados.
Quand hon parle des rices d'un
humme, si on vous dil: Toul
le monde le dil ne leer oyes
pas ; si Van parle de ses virtus
en oous disant encor: Toat
le monde le. dil croyez-le.
V. de Cliateaub.
Eis-mc, Srs. redactores, na arena publica, on-
de quasi sempre lautos amargores se encoulram
que ura pobre homem apenas pede caniinhar
cheiode dsgoslos, era quanto nao patente a
injusticia que se Ihe faz.
Depois de certa poca para c, proteslci nao
escrever mais em jornaes, para evitor assim lu-
las, de que multas vezes nio se colho so noes-
pinhos, e espinhos bem pungentes ; mas ha
circumstancias, em que os protestos sao sem va-
lor, era que o hornera mais pacfico do inundse
v obrigado a sabir de son amado repMSO, de
sua feliz obscuridad, para fazer-se onvir qufln
do a razao Ihe assisle, quando sua honra cons-
purcada, quando torpemente cala motado.
o que coraigo de prsenlo se succede.
Espritus degenerados e indoceis, guiados por
insinuaces to malvolas al o odio, lo injustas
ale a calumnio, deram de mni una queia.
ocorapauhada de circunisiancias lio malignas,
que revelara a fonte pestilencial d'ondo saino;
como um mal nunca vera s, desde en'.ao, no
sentir desses, nada ha de pessirao neste mundo
de que eu nao seja acensado sou como o bode
eraisario que acarretava com todas as iniqui-
dades do povo. Mas hei de ler a consnlaco de
ver que osaleives de detractores laes se rio dp
dissipar completamente diante do irresistvel eb-
rio da verdade, da mesmo forma que os sombras
t/esapparecera ao dispon'ar da aurora.
Estas noticias, estas accusococs, crescem, avul-
lara, e se propagam mais lig'eiras que o rpido
i A cidade da Victoria.... foi era verdade o
thealro de aceas as mais duloroaas e hornveis
e cora lulo era sua inlensidade o clero nao dcii
co.-lns ao inimigo gangsfico. O respectivo para-
cwo Francisco \avier dos Santos, e seus coadju-
loros, tirara solieilos na aJrainistraco dos Sacra-
mentos, e s dcixaram de assim pralicar quando
foram gravemente assaltados do mesmo mal.
A verdade que acabamos de enunciar, acha-se
referida no relalorio do Dr. Jos Joaquim de Sou-
za, medico era commisso aquellc lugar, quan-
do nelle expe o oslado era que achou a cidade
afioctada; assim diz: O Rvm. carmelita Fr.
Ilerculano, revestido de urna cnlrepidez, que ca-
raterisa os verdadeiros ministros do evangelho
pode conseguir a ahumacio dos cadveres.
Ao lado deste so achavam os Rras. podres
Branco, Fortunato, e os carmelitas Fr. Manoel
de Santa Clara e Fr. Luiz, o qual veio a morrer
nesta cidada por tanta dedica;o, que baria raa-
nifeslado bem da humanida'de.
[Mem. hist. e biog. do Clero Pernambucano,
pelo padre Lino.Cap. 18 pag. 63.)
(2) Salvemos .lo os |uecimenlo os nomes de to
enlrepidose humanoscidadios, que, sem a me-
nor esperanea de renunoracao, se cnlregarara do
corpo c- alma, com risco quasi certa de suas vi-
das, ao servico da humanidade. Sao ellos : os
Srs. Dr. Joo Francisco Coelho Rittancourl, ex-
juiz municipal o advogado na Victoria, seus dous
lilhos Antonio Manoel Xavier de Rittancourl e
Manoel Joaquim Xavier de Rittancoiirt (victima
de sua dedcaco ; palie Francisco de Soii7a
Branco, padre Fortunato os de Souza c Flix
Cavalcante de Albuquerque Mello, alera do men-
cionado Sr. Molla e de outros, cojos nomos rao
nio foram enviados. Dr. Sabino. Diario de
Vernambuco do 26 de morco de 1859.
;:V Illra. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pi-
nho..............
Um servco que jamis se apagar da memoria
dos homens de boa consciencia, e que ser sem-
pre abencoado pela gralido, acaba de ser pres-
tado por V. S., pois que, guiado por urna arden-
te caridade para cora seus semclhantes, e fazen-
do constantes esforcos, conseguio fundar um
hospital, poro nelle serem recolhidos os desvali-
dos o mesmo oulros pessoas que se qutzerem
tratar pelo syslema do immorlal Ilahncroann a
niiracnlosa c divinal homcopathia, syslema quo
jnlgo nico e verdsdeiro. Este acto de magna-
niiniilade e philontropia,
nao
mente em esmirilhar defeilos nos oulros,
entrara na aprociacaodc minha conduela, e ex-
cathedra, e sem m'aselucidaces me senl'enceaoi
como iociirso em lodos os dcscaminhos, trans-
gresses.e culpas, que a aborrecivel intriga os-
soalha : semelhante genio de quem lenho a
maissensivel campaixao nenhuma satisfacodou.
porque o juizo de malvolos nenhum poso tem
.- nora ti} tardo, estandou prconte o sr. uo corocao d s Locccs, puros de maldado t i
corpo, e j como pessoa que so dedica era fazer
aos seus irmos todo bem posslvel. Praza aos
cos que V. S. se digne receber os meus serviros
otlerecidos cora toda ingenuidade e franqueza.
De V. S.
Padre Fortuiiao Jos de Souza.
Publicada pelo Illm. Sr. Dr. Sabino no Diario
de 12 de abril de 1859.
(jVUJTILADO


DIARIO DE PERNAMlrtJC. QARTA FFIRa 1 DE MvKCO t)E 186n.
(3)
peno os mismos senlituonlos, o ajudaudo Ueus, Jos Joaquim Ua Cosa.
como espera, hoje se acha calumniado, c 6 ac- Estevo Macario dos Santos.
cusido seu ministerio erri urna freguezia, que rogeu em
tempos sempre tnuito normaos, e onde o servico
de administraran dos Sanies Sacramentos nao c
pesado Man, nao obstante a monstruosa m fe,
comquese fazem estas accusac.oes, vinde aqu
Saber como sempre proced no exercicio de meus
devores ; vinde conservar esse respeito com a
maior populacao, e com os pessons, de quero nao
podis recusar o testemunho, e todos vos diro a
que traballios me tenho entregue, porquo fadi-
gas tenho passado, e sem algum oulro mteresse,
sem algumas oulras consideracoes que nao fos-
sem sorvieos prestados a Igreja, e aos deis.
tor isso, quando me preparara para ir ao con-
curso para esta freguezia, fez-se ao governo im-
penal urna pelicao, assignada por um avulladis-
sitno numero de pessoasd'aqui, na qual so im-
petriva a minha escolha para vigarlo desta ilha.
Agora mesmo, ouvindo-se dizer que seria exo-
nerado desle cargo, em que serviaencommen-
dado, promoveu-se em meu favor, sem eu para
isso influir, e nem dar o menor passo, um abaixo
antiguado para ser dirigido, como o foi, ao Eira.
e Rvm. Sr. hispo, e onde liguram pessoas muilo
gradas e dignas de respeito, sendo-me offerecido
um excmplar deste papel por urna commisso,
que muito me honra e a quem dou do coraco
os meus agradecimenlos.
Alii o faco publicar, para verdes que nelle niio
La assisnaturas de enancas de escola, e nem se
sorprehendeu da mancira roais cavillosa a boa
f, e al a ignorancia do algum pobre homem
smente para augmentar numero, como se fez
em um, que contra mim se forgicou, e sobre o
qual farei brevemente algumas consideracoes :
alli, se se qnizesse encher papel, rereis alistada
a maior populacao de Itaraarac, e ludo sem eu
concorrer para al, iufluindo smente para isso a
gratfdo pelos meus serviros prestados e sympa-
thios, com que me olham ; do que muilo me
ufano, e me confessu nimiamente agradecido.
Subnielto o que venho de dizer, proposito de
abaixo assignado, a ronsideracu desse encapota-
do, que segundo me consta, appareceu na Ordem,
Joiintlio Ferrera Lima.
Vicente Ferreira.
Joo Guilherme do Nascimento.
Luiz Francisco de Azevedo.
Antonio Jos da Cosa.
Francisco Vicente Vallin.
Padre Joao Vicente Guedes Pacheco.
Antonio Cavalcanlide Almeida.
Francisco Pedio Teixeira.
Jos Joaqutm Alves do Prado.
Antonio Jos Guedes.
Segundo lente Epifanio Borges de Menezes
Doria.
Primciro sargento Antonio Joaqutm de Freitas.
Januario Ferreira Guedes de Almeida.
Francisco Monteiro de S.
Antonio Pergeniino Moreira de Souza.
Jos Maria dos Prazeres.
Joao Saraiva de Albuquerque.
Alferes Thomaz Jos da Silva.
Joaquim Bezerra da Silva.
Florentino Lobo de Miranda.
Joao Estanislao Be/.erra de Menezes.
Vital Lobo de Miranda.
Felippe Ramos.
Severiano Correa Bercnguel.
Francisco Correa Bercnguel.
Isidoro Lopes Pires.
Francisco de Oliveira Coelho.
Antonio Claudino Pires.
Manoel Rogerio da Silva.
Joao Guedes.
Salvador Germano "da Silva.
Flix dos Santos.
Marcelino Jos Lopes da Paz.
Joo Theodoro de Albuquerque.
Antonio Theodoro de Albuquerque.
Joaquim Jos de Barros Moraes.
Florencio Jos de Barros Moraes.
Camerino Jus de Barros Moraes.
Jos Pedro da Costa.
Joaquim Jos de Barros Moraes Jnior.
Jos Fernandes da Silva.
Beniardino de Sena de Figueiredo.
Andr Seraflm de Sant'Auua.
Jos Flix Pires.
siu impedido serem os seis uuiros tidoi como
subsistentes pea mesma senlenca. Quanto ao
das chapas tambem a sentencia appellada deixou-
o de parle observando todava o seguinte :
Ou tenho a cosa dos embargantes N. O. Bio-
ber & C. usado de 4 chapas de diSerenes quali-
dades, sendo duas chapas especio**, como disse
Roeck era seu interrogatorio, ou exislam 5 cha-
pas dessa casa conforme a resposla de f. 193 o f.
191 v. cora a explicarn de f. 167 v., o que nao
padece duvida qwr todas as letras de tal casa
existentes nos autos lem a firma do f. O. Bieber
& C. na tarja, ou nesta e no corpo, e por isso pro-
cede o 2. fundamento do exafne de que se esta
tratando sem embargo das letras oi notas pro-
misorias de fs. 256, 257, 258, 259, 2G0 o 261, as
quaes, para quem quer argumentar cora f-anque-
za c sem subterfugio, embora assignadas pelos
embargantes N. Bieber & C, foram pasudas
pelos embargantes J. Kellef i C. o descontadas
por estes, a cuja casa pertencem, tanto que os
proprios embargados ja na retacao de f. 85 e in-
vollorio de f 267, que junlarara aos autos, e que
se referem as mesmas letras ou notas, c ja no Io
quisito de f. 167 as Consideraran) como sacados
petos ditos embargantes J. Kellc.r & C. e sem du-
vida por as considerarem tambem assim foi que
os tabellies que procoderam ao exame em ques-
to nao as contemplaran!, como exeepeo do fac-
i observado de serem escripias em chapas espe-
ciaos com a firma social na tarja e no centro as
letras sacadas pelos embargantes N. O. Bieber
&
onda per accidens roe meucionou em una cor-
respondencia, publicada naquelle jornal, promet-j Domingos Pereira dos Santos,
tendo-lhe eu pela minha parle lembrar-me del- Januario Jos Fernandos.
le, laruhemper accidens, na pnmeira occasiao :
igual reconimendaco fae,o esse bom gestor de
neg cios, que em vez de cuidar de si, anda-se
cnculrando, cutre pobres do espirito, protector
de una boa causa. iugerindo-so em quesldes,
que Ihe nao dizem respeito ; sem lembrar-se
que tratar o ouvir voluntariamente os mos
um principio de maldade. Brevemente farei
ver a sua sera razio, e explicar-lhe-hei,opezar de
nao neeessitar de miunas explicaroes, o sentido
tropologico destas palavras: iedice, cura te
patita.
Agora, senhores redactores, permitti-me des-
cobrir-vos todo o enigma, c mostrar-ros o prin-
cipio de antipatiza, com que me lionra um limi-
tado numero de pessoas daqui.
Chegando nesta ilha em qualidade de parodio,
escolhi para minha residencia a povoaco do Pi-
lar, por ser a maior, mais populosa e mais com-
moda, c especialmente, perqu dessa localidade
pode-se occorrer com facilidad* s necessidades
da freguezia inleira.
Era 1857 inlentou-se mudar a sede da matriz
para a agreja de Nossa Senhora do Pilar, e eu dei
os meus atleslados em favor da mndanca, (at-
tenlodo inaudito, digno de excommunhao maior,)
por que julgava ainda, julgo e sempre ajulgare
muiu acertado c conveniente.
E na verdade, s um capricho cegn, ou algu-
ma conveniencia muilo privada, capaz.de obs-
tinar-so contra una lo ra/.oavel t- justa protn
cao.
E digo i-tn aqui em alto e bom som, sem re
ceiar de ofTender a suscepttbilidade de ninguem,
respeito dessa maneira de pensar; e quem se
olTi'iider que entre em discussoo.
_ O meu parecer pois a favor da transferencia da
sede da matriz, e a minha constante residencia
no Pilar, bastaro para ser cu desde cnlo o al-
vo dos tiros da maledicencia e calumnia. Tra-
mou-sc, enredou-se, machinas vis foram postas
em movimento, todas as ruistific&coes se em-
pregaram, at que em lim fui demitlido.
Os automatos hoje batem palmas c cantara a
Victoria.
nao importa. No meio de seus ephemeros
liiumphos, senliro o peso de suas maldades, e
em seu egosmo do idiotas reconhecero a sua
nihilidade. Em-sua cegueira s procurara [azor
mal, sera se lembrar que quem desembaiona a
espada do odio, a dirige contra a propria cabeja:
c quem praticao mal para qued'ani Ihc vcnlia o
bera, faz anda peior do que se semeiasse o joio
para collii-r louras searas de trigo ; ou plantassu
o cardo bravo e silvestre para eolher cheirosas
boriinas,
Qnanlo a mim, nao me queixo, e era olho es-
to acontecimento, como nina desgraca ; B mesmo
se o fosse, ainda assim
m
nc
ch
les louros do liiterolura, o Lxiit.0 conselheiro
Bastos. Ninguem na desgrano desespere ; ella
lalvez urna liansieiio para o felieidade.
Nao quero linalisor esto sem protestar solrm-
nemenlc que nesla illia mima offendi ^^*>> -
mente ninguem, e nem mesmo aquelbfl^^ cu
saina lerem de inimarerso gratuita, COT^^n,'-
cendo-me ero extremo de sua cegueira c fraque-1
y.a ; e se isso nao for verdade, levanle-se alguma
voz par me contestar.
Assira proticava, e assim pratiearei em lodo o
tempo pratiearei, porque sou ministro de urna
religio santa, cojo Divino Fundador, expirando
n'uma cruz, arrancara de seu peiio rasgado e f-
tido un lirado de perdao aos seus algo/es.
Paler,dimitle illis.quia nesciunt, quid fas-
ciunt.
Queiram, senhores redactores, ter o bondade
de f.izer eslompar as columnas de seu bem con-
ceiluado jernal as toscas linhas de seu constanle
leitor,=radre Fortunato Jos de Souxa.
Itamarac 29 ue fevereiro de lbGO.
Exm. e Extn, Sr.Constando aos abaixo assig-
nados, que por informaces inexactas e lalvez I
aleivosas se prucurou convencer V. Exe. Rvm.
que o vigario desta freguezia, o Itvd. Sr. Fortu-
nato Jos de Souza nao procede com aqrfklla re-
gularidade e zelo religioso, que con*m a um
bom cura d'almas, apresentamo-nos pelo presen-
te peranlo V. Exc. Rvm. pira respeitosanienle!
protestar-mos contra toda e qualquer informaeo,!
que por ventura lenha havido era desabono' do '
Manoel Jos de Siqucira.
Manoel Barbosa.
Francisco Pedro Reges.
Lino Manoel de Paira.
Jolio Estevo do Nasciraenlo.
Flix Simplicio da llora.
Joaquim Francisco das Chagas.
Conolano Jos da Silva.
Joaquim Jos Coelho.
Este documento chegou muilo tardo s roaos
Je S. Exc. Rvm., c quando ja a freguezia de
Itamarac eslava prvida com um novo parodio.
circuinsiauc 'i """* ----,------ _.
dos 32dias (v,>-so se so porroim e s.m por quera a n
transcripto) oor- mas mfelize.-.ento V. S. nao trana
que o du'seunn, ignorando o circumsiauc '< atws
Sabida do jnizo, oa demora d
C trecho da sentenca cima tfancriptu
larrto fundado o juiz naquelle facto da deni. ^ i facU- e logo que os Srs. Ser tilhos A. t.
extraordinaria de 32 dios, e na resposla dad.-* ifalla"ra os scredilou. uidependente de me
pelos Miradoras fez a seguinte pondemeao : mas Sr- cu"3"1 eu ainda hel de le[ {ljrluna P,8"
O qhe certo que a letra defl. 2{ que I n.^elrio^lho poder agradecer o guolinonlejos Srs.
parecen a'cs arbitradores ter servido do modelo "
nao leolioY Istu v eu nao quoia que piiguas-
razb tivesse,
sindicar do
Ihes
fallar\m os acfedilou. independente. de me ouvir,
s letras d.*fl. \ e II 7 conservou-se durante 32
dias em poder de um dos empreados da caixa
filial para ser1 competentemente registrada. E
com quanto as" testeranhas producidas pelos
embargados juren*' qno' as lelras que se tralava
de registrar, eram entregues po tnesoureiro no
fin de cada dio para gMOfdVIas" provisoriamen-
te, comtudo est pelos de>rJi'm'entos das mesmas
testemunhas provado que oY'e.ferido thesoureiro
recebia laes lelras embrulhadas'e sem conl-Ias,
e por eonsegunle nada podia impedir que a le-
tra de fi. 2i fosse flcando Tora do, cofre lalvez
masmo porque a livesso alguma pessoa pedido
em eonfianca aoempregado encarregaJo deseo
registro ai tivesse i elido alguna dias em seu
poder, imilando-a com todo o vagar em quantos
exernplares ou copias lhe aprouvesse. sem que
esse empregado ousasse coraraunicar directo-
rio a falsidadc ou condescendencia, que Uvera
para nao ser por causa de tal fado destituido e
expulso do cstabelecimento.
Ao contrario disto o accordao julgou que esta
supposieao era mal fundada, e que ella niioinlr-
mava a presurap^io resultante dascmelhanca.
dao nao diz que pjesumpcao mas
da reracidade
sim pelos meamos
accordo com V. S. ;
g^ccendo-lhe
(1) A Revista Diiria de hoje insiste em osseve-
rar quejoso Alexandre Gubian sublrahir.i diversas 'ros pontos, que julgou desvanecidos soba ex-
sommas a seus palres e acrescenta que se lhe
encontrara urna escripturaco regular e arruma-
da que torna bem patentes essas subtracoes de
modo a nao deixar duvida sobre sua criminalida-
de. Ainda mais ; o escriptor da Revista chega
ao ponto de affirmar que aquella escripturaco
por si s fornece materia suficiente para pro-
nuncia, no obstante reconhecer que o propro
C. e que scrvirao para comparacao; e com
quanto essa firma existo tan somenlc" na tarja das devosuppor que e presumpto
letras de fs. 92 c 145 provavel quo ellas nao te-' das letras de li. 4 e ft. 7.
nlnm sido presentes aos indicados tabellies, pois Em verdade cusa a crer que a somolhanea
que do contrario elles loriara apontado a nr- encontrada pelos arbitradorea. entre a letra de fi.
cumstancia que dellas se mostra, e que estabe- 244 0 as da questo, soja dada como urna pre-
lecendo urna differenca entre essas duas letiis n'surnpco da veracidade destas.
os de fs. 4 e 7.confirmaria ao menos era parte o Pois quando se trata de erailar nma letra
segundo fundamento de que se faz menguo que oulra parece ter servido de modelo, nao se
traa di: faze-lo do modo o mais remelhante que
possivcl embora nao se consiga desse extorco
completa seme'thanea ?
E a falsicaco 'n urna letra o que mais do
que urna semelhanca e imitacao da verdadeira ?
F para admittir esta presumpeo, que o ac-
cordao repelle a supposieao da senlem-a apgella-
da provada dos aulos, e que a nao ter explica-
rlo plausivel, como nao leve, de um grande
alcance para a causa ; porque entre todas as le-
tras ora esta que se julgou ter servido de mode-
lo as da questo, a que estovo em poder dos
empregados da revisao, antes de ser entregue ao
thesoureiro 32 dias.
En concluso, evidente que o accordao falla
em contradiccoes do exime, que nao indicou.e
que por isso .de nenhum valor nesta parl :
que constando o exanie de diversos fundamen-
tos, ou raz6es, dos quaes so deduzia a falsida-
de, apenas se referi a dous, que nao linliam
importancia alguma, o que foram deixados
margera pela sentenca appellada, entretanto que
nao apreciou, nem mesmo indicou as qce erara
precisas e coocludentes, e servirm paja de-
monstrar a falsidade, sendo claro que smenle
allendeu ao que nao conclua pela falsidade, c
nao ao que a estabeleceu por modo irrecusavel ; c
Nao obstante o que Dea ponderado certo
como assevero Carlos Roeck, e se v da corres-
pondencia insera no Diario de l'ernambuco o f.
99 v. quo tem girado lelras da casa dos embar-
gantes N. O. Bieber & C. escripias em chapas
communs, masdeve-se suppor que essas letras,
como elles dizem linliam apenas prasos de 30
dias, por quanto os embargados, nem mesmo
com as suas teslemunhas, poderoo provar o facto,
que no arl. 2i de sua contestarn allegaran), de
trem circulado letras dessas com presos maio-
res.
E dando a sentenca appellada as razos de pro-
cedencia de todos os antros pontos (veja-se a sen-
lenra appellada impressa de fs. 53 a 6t)] assim
concilio :
Do exposto v-sc que Ion lo desapparecido
nicamente dous fundamentos do exame li.aro
subsistindo os outros seis.
0 accordao tratando somente destesdous non-
ios sobre os quaes nao insisto, porque s trato
da improcedencia do mesmo accordao e de sua
analv-e, e leudo guardado silencio sobre os ou-
gei-e, Filhos & C pois. Sr. cnsul, afiianco a
y .s M'P f""' "a causa hoje assigno um val sem
que. eu '.fl'8 tal quantia. o sim pelos
senhores a' mim usurpada 6 ?
assrm findo Sila3 duas 'inlias
lo honroso p,-"l,,cu.
Sou com todo ,J rcspeilo servo c Ciiido d
V. S:
Becife 1 de marco d> 1860.
O correspondenlc do Diario de Pernambiico
de 5 do correle, tratando dos negocios do Ouri-
cury, s leve em vista pr em relevo as violen-
eras alli pr.itioadas, por oncasio da qnalilii-ar'io
dos volantes, pelo vigario Francisco Pedro "da
Silva com o auxilio do destacamento do delega-
do militar do termo o nao fazer allusdes, epezar
de provocado com os epithetos do intrigante e
inimigo desleal, a este nem aquello, e muilo prin-
cipalmente ao Exm. Sr. Dr. Francisco Carlos
Braudo, a quem asss respeito por suas e.rcel-
lenles qualidades e virtudes cvicas, de que tero
dado S. Exc. sobejas provas em pocas ainda as
mais arriscadas.
Assim que, sendo S. Exc. em um desses lem-
pos de triste recordaco, acensado de prevarica-
rnos, estupro?, e outros lacios reprobados por
um escriptor publico d'aquellas eras, e cliamau-
do-o S. Ex*, barra do jury desta capital, sa-
beni todos que S. Exc. alii tahio-se victoriosa-
mente esmagando o seu detractor com a forra da
verdade !
Ora, sendoislo assim, o correspondente que
o prirneiro a reconhecer na pessoa do Exm, Sr.
Dr. Francisco Carlos Braudo o esforrado caval-
leiro, o cidado prestimoso, e chelo de virtudes
era podia fazer-lho allusoes, puro como S.
Exc, nem lio pouco tem necessidade de patcn-
lear-se para euristar laura contra S. Exc. a
quem muito respeito e adora..
Cora 0 publicaJO destas hullas bastante ainda
obrigar ao Seu constante leitor e patricio obli-
gado.
Recife 6 de marro de 1860.
veio para u terral e ao amanhecer rondou pelo S.
OSCILI.AC0 I>A MAII.
Baixamor o 9 h 30 da manho, altura 0.5 p.
Preamor as 3 h 42' da larde, altura 8.0 p.
Observatorio do arsenal demarinha 6 de mar-
co de1880_______ Viscas Ji:nior.
Navios entrados no dia 5.
Marseille36 dias, barca franceza Alfredo Claer,
de 272 loneta Jas, copito BeauSsier, equipagom
11, carg vinho; a ordem. Arribou com varia
por liaver perdido o teme c batido nos baixos
de Maria "rinha.
Navios entrados no dia 6.
Rio d Janeiro18 dias, briguc portuguez Pauli-
no, do 258 toneladas, capito francisco dos
Sanios Bordd Jnior, equipasen) 12, em lastro;
a ordem.
New Porl35 dias, patacho inglez Elizabeth, do
187 toneladas, capito James Wood, equipa-
gem 7. carvo de pedra ; Seolt Willson & C,
Babia7 dias, patacho brasileiro Amazonas, de
121 toneladas, capito Manoel Gonealves de
Araujo, equipagem 9, carga fumuc mais gne-
ros ; a Azevedo Mendos 4 C.
Navios saltidos no mesmo din.
Marseillebarca franceza Leverrer, capito .e-
rouse, carga assucar.
Rio de Janeirobarco brasileira Amelia, capito
Manoel J. Taires, carga assucar.
pressao genrica e oulras escapa nesta parte a
analyso e por tanto a censura.
Quanto ao dizer o accordao que tirou-so alini-
po que diversos eram os puhos autorisados a coiiseguiitemente deixou do fallar no allega-
lirmar e a escrever as lelras, cousa de que nao lo, e provado, como determina a le: e final-
resta a menor duvida, mas perguntarei o que | mente julgou que havendo semelhanca as Ur-
que desle tirou-so a limpo se pote inferir?
A difi'uldade de se fazercm os exames por com-
indiciado protestara contra a reolidade daquella ; Paragao? Ou o que? Nao sei. Se me guio pela
escripturaco, a qual derlarou ter sido feita so- hermenutica e pela interpretadlo grammalical,
mente como um meio de malar o lempo. | veJ 1"e estando esto trecho ligada ao prirneiro
Nao queremos perscrutar aqui qual o intuito do pela seguinte phrase e de mais nao pode elli
escriptor da Rtcistaoa dequ"m forneceu-lhecs-
! sa informac,o. Se o indiciado scha-so soflfren-
do os encommodosde una priso, se ainda ago-
ra comeca o seu processo, se o escriptor da Re-
vista ou o s>u informante inculca ter toda con-
fianea no digno Dr. chefe de polica, o qual pro-
cade ni'sse negocio, nao ex-o/Jicio, mas auxilia-
do pola parle queixosa surnniamente inlcressada
em perseguir o indiciado, para que procurar-sc
lodos os dias eslabolerer urna prevenco contra
Gubian ?! Esperemos pelo esclareciment da ver-
servir senao para demonstrar fulla, deleito, ira-
procedencia, ou contradicho nos exames de que
[rata o orocoo anterior e de que seoecupa o men-
cionado fundamento ; mas se disto que se trata
nao vejo ero que, o serem letras escripias e fir-
madas por diversos punhos para islo autorisados
mas, que foram reco iheeidas Vcrdadems, e as
que foram reconhecidas como falsas pelos peri-
los sera discrepancia alguma, eslava provaJaa
veracidade das firmas !
I. na falta ue razos plausiveis para combater
os exames, mencionou a circumstnncia de ter
i lo a casa dos embargantes diversos ger.intes,
que firraavam as letras, quando se tratara so-
mente de lirmas postas as letras ao lempo, em
que s existiam dous socios que geriam a cosa,
Circumstanria, que pon ero relevo a confuso
que se prorurou eslobelecer na overiguaco e
soja um defeilo na procedencia dos exames, ou exame a que se procedeu, c que nao dcixadu-
seja um vicio da coso commercial, ou emfim
una duvida ou difliculdade ou vicio-de qualquer
nalureza que soja, e que venha a bem da veraci-
dade das lelras ou contra a sua talsida le .' Se
a lo ; nao anlecipeuios os juizos dos magistrados ; diversos erara os punhos autorisados a escrever
injustira do referido accordao.
na analyso dos outros tunda-
e dos tribunaes.
Baslo as arguiroesinjustas, prevenidas eapai-
xonadas da parle aecusadora ; nao queira a Re-
vista conslituir-se tambera parte no negocio.
Tal seja a imputadlo, laes a posico e os recur-
sos de quem a faz, para que a arguico de um cri-
me roube todo o lempo e tranquillidade aquello
que tem do defender-se.
A fraude procura naturalmente occnllnr-se ;
nao ha criminoso que com suas proprios mos la-
vre seu corpo de delirio. Conseguinteinenle nao
um iodo lo simples o natural a achada dessa
escripturaco naqual j so opregoa haver prava
bastan-te para pronuncia.
Nao ser mesmo mais provavel e verosmil quo
e lirmar as letras, e se istoselirou a limpo,lam-
bem se devia ver que na poca era que foram si- .
cajas as letras era questo os que eslavaro auto- '
risados paro lirmar as lelris da caso de N. ,
Bieber & C. eram lo somento Culos Roeck e
Francisco Ferhweod e da casa de J. Keller & C.
Lopackcr & Freis.
bendo assim, e sendo certo que quando se Ira-;
la de examinar urna letra que procede, ou se di/
proceder de urna casa commercial, que lera mais'
de uro socio autorisado a lirmar lelras, se trata |
prirneiro mente de ver de qua
a firma escripia as lelras ou le qual delles,
sendo falsa, se procurou imitar a firma ; o que
feilo, se procede a comparadlo com as pecas ver-
vida acorra ua
Proseguirci
ment.
Recife 3 de marco de 1360.
t R. G Akjforado,
a escripturaco de Gubian nao exprima um fado dodeiras emana las do punho de-I
real c fo^se feita oponas por dislraccio o paro
malar o tempo, segundo deelarou o mesmo Gu-
ian ?
J se examinou
eomcniu sobre estas lirmas devera
......
Era assim que se devera proceder, mas para es
J hadamos concluido e remedido para a ly-
pographia o comqiuntcado, que hoje foi publica-
do, quando nos veio as mos o Liberal Pernam-
bucano, em que se lo a declaradlo do Dr. An-
tonio Vicente do Nascimcuto Felosa, de que no
Liberal nao mais apparecero artigos de redac-
caoe menos sommunicados polticos, emquanlo
nao fur elle reeleito roembro da redaeco da [uel-
la folha, para o que so convocar o mais
possivel a tq filiada sociedade Liberal .
Jestes socios apenas contera era si um nico homem capaz"de
redigir a^ia folha,
Julg.!v^..s .juc a red dio do Liberal se com-
punha deHuirus membros, alera do Dr. Feilosa,
que exercia as fon roes do dictador ; e islo pen-
sramos, porque, se nao nos mente a memoria,
viraos em dias do auno passado publicada umr
lista dos que compunham o conselho de redac-
Praca do Recife 6 de marco de 1860
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotai*cs offlriacs.
Descont de lelrasti 12 0 0 ao anno.
Cambio sobre Londres 25 e 1'4 c 25 1|2 d. a
9J d[v.
Ceonje Patchelt Presidente.
VubourcqSecretario.
Caixa Filial do Banco do Brasil
cm Pernambuco.
EM 6 DE M Aligo DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Antonio Marques de Araorira e Francisco Joo
de Barros.
A caixa desconta lelras a 11 0/o, toma saques
sobro a* praca do Rio de Janeiro e recebe dinnei-
ro ao prlraio de 8 0,'q.
Editaes.
Directora geral daiustruccao
publica.
Faro saber a quem convier, que leudo o Exm.
Sr. presidente da provincia por portara de 27 de
fevereiro prximo lindo, de eonformidade co.n o
arl. 52 da lei n. 369 de 14 de maio de lo55.
creado tres cadeiras de H.slruc<;o primaria para
o sexo masculino, una na (reguezia de Una, ou-
tra na de Taquaritinga e finalmenteontra na po-
voaco de Itapissuraa, o IIIm. Sr. director geral
manda fazer publico, mareando o prazo de 30
das a contar do dala desle, paro o inscripi o e
processo de habilitarn dos oppi-iloies na orraa
das instruccoes de 11 dejunho de 185'J.
Secretaria da iuslruccu publica, 1." de marco
de 1860.
O secretario interino,
___ Salvador llenri'jue de, Albuquerque
Declarado es.
rere
que
) claro que
versar o exa-
eoiosse, oda assim eu a nwn com a Jo se examinou essa escripturaco ? Foi ella tabelecer confus5o se aprcsenlou por parle da f. mal figuraram os nomes dos doutores
ais serena trooqullidade ; porque estou bem pe- confrontada rom a escripturaco da casa ? Dado caixa diversas firmas escrioiaa ,,r 10J09 o. .oiius M""s ^inheiro, Leonardo. Serfico, Joo Fran-
eiraoo uo pcnsamenlo aesse venerarel anciao, raesmo que Gubian tivesse necessidade de escrip- para serrirem de peras de comparacao c sobre ,:' "'" T"lxoi' '. Biiu c ouir .-.
helo de experiencias, e ciugido com os brilhan- | turar algnns lucros que por ventura Qzesse as ellas versaren) o~- exames, o que de lu"ar"a se- Mas Sora. 'I"u o "'" Feilosa derlarou, que se
;s louros da Imeratura, o Exm." conselheiro vendas das fazendas de que eslava enr-arregado, guinlo ponderaoo da senlenca oDiieliado achara s, r. que leudo expirado'o prazo da sua
vendas das fazendas de que eslava enrarreg
acha-se ja devidamenle explicado e perfeilomen-
te conhecido o modo porque laes lucios eram ha-
vidos '? Nao podiain elles dar-se a nao ser com
defraudadlo dos palios e por meio de um ai-
ra e ?
A mesma Revista ja leve occasio de publicar
inforotacos n'oulro sentido, menos ollictivas
paia o pobre detento. Que motivo occorreu para
serem ellas repelidas no dia seguinte?
Dado mesmo que Gubian houvesse recebido
algumas quantias a titulo de gratificarn por dar'
preferencia a certas e determinados "legislas na |
venda das fazendas, constituir isso um criuie .'
A alguein parecer isso evidente. Mais suppo-
mos que isso est multo longe do crijiie do esle-
lionalp, previsto pelo nosso cdigo penal.
O Lisera/ de hoje Iraz tambem a transcripeao
do trecho de urna caria altribuida a Gubian e di-
rigida a pessoa de sua familia no Porto. -
i) lim da transcripeao, segundo parece, mos-
trar que Gubian possuia um capital de dez con- ;
tos de reis, inclundb a mobilia e algumas peque- ,
as joias de seu uso, e assim turnar suspeila a
sua conducta.
Realmente a tal carta um documento pode-
raso de criminalidade e talvcz constilua tambera
por si s prava bastante para pronuncia !
Em que torra nos adiamos!...
Temos visto alguna, entre na, accumularem
fortuna brilhanle era pouquissimos anuos ; en-
. t tretanto admirante (e faz-se disso capitulo de ac-
referiJo vigario, o imploramos ao mesmo tempo! cusacoo) que nin humera de quarenta ou porto
a \. Exc, Rrm, a conservadlo do mencionado viga- i dos quarenta anuos tenha a cnsta de seu Israbalho
rio desta freguezia, asseverando a V. Exc. Rrm. o economas formado um capital do dez cunto*
que dle digno de continuar no augusto roinis- do res (dado como real ludo quanto diz o trecho
da caria' induindo mobilia, joias de seu usj c
algumcapital de sua irro que lli'o confiou para
era giro, e remeller-lhe o seu respectivo
guinle ponderapo da senlenca appellada :
<'. Doixando-se porm i-to de parle, e tralando-
jse das provas dos embargantes c ara prirneiro lu-
gar dos exames feitos na policio c do arbitra-
se le -le jnizo, comparacao
que antes que se desse
principio esse arbitramento ; leudo o Dr. Jos
Bernardo Galro Alcuforado por parte dos m 's-
mos embargantes requerido, segundo ss collige
do auto ,de f. 222, que OS embargados decloras-
sem que punho dos gerentes da casa d
n..i \i\ij (AIIIL3 l' iiir-.
I ment, que veriGcou-st
| de firmas, etc., vo-se
lis em-
lerio, que lera exercido; pelo que sedera turnado
credor da estima dos povus.
Deus guarde a \. Exc. Hvm. Ilamarac 13 de
Janeiro de 1800
Coronel Francisco Honorio Bezerra de Menezes
Hajor Regenerado de Britu Bezarra de Menezes.
Francisee Rapozo da Cunha Reg.
Arislides Honorio Bezerra de Menezes.
lenle coronel Francisco Cordeiro Cavalcanli.
Tinento coronel Joo Cordeiro Falco.
Joo Cordeiro Falco Brasil.
Uajor ttogerto Brasil lao de Moura Falco.
Coronel Ai,Ionio Cordeiro Falco, subdelegado de
policio de Ilamarac.
Luiz Cordeiro Cavalcanli do Albuquerque, juiz do
paz do 2o distrito.
Laurino Manuel de Paiva.
Padre Ignacio Bezerra de Menezes.
Major Alexandrino Ferreira Alcntara de Mi-
randa.
Fortunato Vieira da Silva.
Antonio Ximendes Maciel Arago.
Antonio Alves Pereira.
Jos Mario da Silva.
Rogeri Virlurde CarvalLji.
Francisco de Carvalho Pinto.
lenle Giiilherniino Ferreira Alcntara.
Joaquim Branco da Assumpco Pires.
Tenenle Maoocl Vieira da Silva, capalacs da cs-
toeo.
Manuel Nnncs Onofre.
Alferes Andr Alves do Molti?.
Estevo Jos de Barros.
Antonio Lopes Ferreira.
Manoel Lobo de Miranda Henriques.
Alferes Anselmo Ferreira Comaro.
Malinas Caelono de tiiilo.
Joo Henriques do Miranda
Pedro Francisco de Mallos.
Antonio Vctor Dornellas.
Vicente Ferreira Dornellas.
Francisco Jos de Fanas.
Manoel Felippe Ferreira.
Hermino Marques Ferreira.
Manoel Gregorio de Albuquerque.
Fra icisco Jos da Sorra Familia.
Joo Paulino do Albuquerque.
Estevo Dios dos Santos.
Prudencio Francisco Pinheiro.
Antonio Monteiro de Barros.
Joao Dornellas Cmara.
[lO-lO
lucro !
barganles N. O. Bieber & C. attribuiam a firma
social ilesles postas nos letras de fs. i e 7, urna
vez que rcpulavam verdadeiras essas firmas, e o i
dcclaraijo quo exiga era necessaria para o arbi-
tramento que se ia proceder, mas derlarou o
Dr. Felippe Lopes Nelto por parto dos embarga-
dos que leudo ja feito os seus quisilos nos autos
e allegado por parle de seus constituintes o que
julgava conveniente fazer, nao se considerara
obrigado a satisfazer a pergunla feita por parle-
dos embargantes visto comu os arbltradures nao
ttchara feito exigencia alguma neste sentido, e
seus constiluitite ainda linliam e fallar nos au-
tos quan lo arrasoassera afina!.
Nao dcixarei denotar que desta mesma cau-
so, isto de serem diversos os punhos autori-
sados a escrever as lidias do caso dos embar-
gantes lirou a senlenca appellada argumento
para apoiar urna parte do arbitramento, que fui a";c' /mal.
laxa lo de conlrasenso na analyso que fez o ad-
vogado da caixa filial do mesmo arbitramento.
Acharam os embargados um grande conlra-
senso nesla resposla o disseram que se a letra
ti. 16011 que a de fl.2i verdadeira e foi es-
cripia na casa dos embargantes N. O. Bieber &
C, era natural que os seus caracteres o Rigoris-
mos fossein em todo iguaes aos de todas ou de
algumas das oulras letras nsuspeitas procedentes
do mesmo escriptorio. Mas para que tivesse for-
acliava s, n que leudo expirado'o prazo
dictadura experava pela sua reeleicao, para en-
l i rollar ao campo da poltica, qur era artigos
i" redarlo, quer em communicddos, enlendo-
mos que tambera devoraos suspender a resposi i
; ao sapin'to constitucional ; porque nao so dese-
jaraos, que osnossus eommnnicados sejam res-
pondidos, como tambem, porque nao cosluma-
mos biigar cum um homem que se diz
| temporariamente.
Se o sapinho resnscitar cont comnoaco na es-
Itacada, oque parece3er breve porque consta
I que se prepara a mesma forra do auno passado,
qual a de se reunirem mcia duzia de honieu
PERHAMBUCO.
ESI 6 DE MARCO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cont al o prazo de 4 mezes, e a 12 por cenloj
at o de 6 raezes, c toma dinheiro emeontas;
correnles simples ou com juros pelo premio e '
papKO que se conveucionar.
Alfunde^ra.
Rendimento do da 1 a 5 .... 61.171g028
Idcra do dia C....... 26.468*441
Acamara municipal desta cidadefaz publi-
co, para conheciraentn de quera interessar que
nesla data propoz ao Exm. presidente da provin-
cia a utilidode da desapropriacio do solo da casa
denioHda na ra do Codorniz, pertencente a Joo
Jos Fernandes de Carvalho, residente nesla ci-
dade, afim de que verificada por S. Exc. a ulili-
dade da desapropriacao, possa a mesma cmara
tratar do processo de iudemnlsa(3 i.
Paro da cmara municipal do Recife em ses-
so de 27 de fevereiro de 1860. Joaquim Lucio
Munteii) da Franca, pro-presidente. Manuel
Ferreira Accioli, secretario.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo hinco de Pernambuco reco-
Ilie as olas de sua emis8o de lDj e ii a
20$, e pede aos possuidores d;is mesmas
o favor de as virem trocar no seu es
criptoiio, das 11 horas da manhaa ais
as 2 da tarde.
CORREI0 GERAL.
Relaco dos corlas seguras viudas do norte pelo
vapor (Cruzeiro do Sul, e das existentes na
administradlo do correio pata os senhores
abaixo declarados :
D. Auna Ermelinda Anuda Mochado.
Feitel Pinto & c.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Dr. Joo Jos Ferreira do Aguiar.
D. Josepha Francisca Pinlo Hegueira Ramos.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcuforado.
Jos Teixeira Bastos.
Luiza Maria do Barros.
Leopoldo Gadaut.
Luiz Francisco Teixeira.
o- 87:639*469 Martins 4 frmios.
lovimcnto da alfomic:ra
Vulumcs ntralos cora fazendas
com geueros
Vuluraes salados

com
com
fazendjas
gcncios
93
368
------463
816
195
------511
mor tu
Dcscarregara hoje 7 de marco.
Barca francezaAlfredopipas de vinho.
Barca inglezaIrisbacalho.
Barca americana Fania Cunshaxv faiinha de
trigo.
Briguc americanoBohiodiversos gneros.
Brigue inglezLimesmercadorias.
Br gue portuguezConstantediversos gneros
Brigue porluguezJarCO=idom
Brigue inglezAdelaidearroz eserveja.
Brigue inglezUna carvo.
Brigue inglezStaridem
Polaca francezaZouaveo resto.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 9 21ig662
dem do dia 6.......4:7979740
1 l.009#4O2
derlararem qii" era nomo do partido liberal da
provincia, elegem o Dr Feilosa seu dictador. Se
porera d provincia, se nao o imperio lodo, livor
de passar pelo amargo dissabor de ver linar-se
o nobre paladino da liberdade, li que o constitu-
cional certo de que nao nos esquecereraos de
enloar-lhe o Requieteat in pace.
Nao Bnalizaremos este sera pedir ao Dr. Fei-
losa, que veja se possivel ainda responder do
sepulchro era que, qual oulro Lzaro, so acha,
que lim levaraui os doutores Joo Francisco Tei-
xeira, Moraes Pinheiro, Ribero, Serfico, e o
amarelLeonardo, seus collegas de redaccoo, so
ninrrerain tambem, ou se desertaram.
A resposla de S. S. nao prejudicar o seu ju\-
6 de me
ir.
'co.
Correspondencias.
Em nossa opinio, a transcripeao do Liberal s ^' estc argumento, precisofra que todas as le
pro va urna cousa, e o sentimenlo dejuslica que
preside as aecusacoes feitas a Gubian.
Concluiremos cum as seguintes palavras da Es-
criptura Santa
Quando virdes conduzido um homem pri-
too, ou ao supplicio, nao vos aprensis a dizer:
Lis um homem meo, que commelteu um crime
i contra os homens,porque tatvez seja um inno-
cenfr, um homem de bem.
Nao jul'jueis mal do teu prximo a nao ser-
.< des julgado.pois com o jnizo, com que o juLjar-
des, seris jvlgado, e com a medida com que o
medir des tambem vos medir ao.
Recite 6 de marco de 1860.
O amigo da ju si ir a
tras procedentes do escriptorio dos embargantes
N. O. Bieber & C. costumassem ser cheias pelo
mesmo punho, ou que o punho que encheu dita
letra de fl. 244 fosse 0 mesmo que lives-e -en-' ,'m d0 subdelegado do Recife, e a requer men-
Chido alKumas das oulras letras non foram iun- i lo do ""'us ex-palrocs os Srs. Seve, Filhos & C.
lllm.Sr. Dr. los Hcnrque Ferreira, dignissi-
mo cnsul portuguez.O subdito Manoel Jos de
Almeida Jnior como hoje sohisse da cosa de
detenrao, do meu dever como subdito da na-
rao que V. S. representa, dar-lhe parle, para
que possa contorcera mais um subdito na cida-
de de Pernambuco em liberdade, e como V. S.
nao ignora que fui preso em 23 de Janeiro or-
Diversns provincias,
Rendimento do dia 1 a 5 .
dem do dia 6.......
1 2:l; 10
781 049
'2:017*459
algumas das oulras lelras
las, como
nutra colisa
pecas de comparacao.
E" assim concebido o 9." fundamento do accor-
dao de que continuo a oceupar-me :
Que nos exames procedidos ha contradicoes,
como evidente nos autos, aerrescendo que' dos
pontos allegados como prova de falsidade, alguna
foram desvanecidos, como o da aumeraco no
alto das letras, o das chapas e outros : e d
lirou-se limpo que diversos
autorisados a lirra
as demandadas
24i, sendo que
esta letra servio de mtelo a aquellas, pelo cs-
Nem una nem
proraram os embargados. E por-
tadlo o facto de terem os arbiliadores adiado
quo smente aquella letra de fls. 2 i i asseme-
Iha-se alguma cousa as de fl. 4 o fl. 7 nos alga-
risinose letra dos dalas e endosso nao se pode
dizer que a sua resposla involva contra-senso
Entreunto deve-se ter cm consideraco que du-
rante o longo e minucioso oame que Rzeram,
s entre essas tres lelras foi que observaram se-
melhanras, a ponto de aflirraarcra era sua res-
posta defl. 278 que lhes pareciam ter a referida
letra de fl 2i servido do modelo os duas de
R. 4 e fl. 7 : senJoque nada c mais eajmmumdo
que ter una escripia pouca semelbaifca cum a
que lhe servio de modelo, ou ser m'imitacao
d'ella.
seja sempre ene irazido mi sem
connexao como ponto de que se traa ou se ia ira-
paco que momo.., de seu descont o sua entrega procedente, ou esteja escr pto sera objocto como
ao thesoureiro nao passa de urna supposieao, que acontece cora este de que me aecnod*
nao infirma a presumpruo resultante da seme- | Conlinuandoo accordao, diz : e que aa letras
i," ". ... demandadas assemelhavara-se as de fl. 2{.
lassando pelas con.rad.coes dos exames que E' singular que o accordao repellindo era ge-
nao forara apuntadas, o que por tanto nao posso l os exames pelas contradicoes, que alias nao
conlucer, dire quanto ao mais que os pontos especif.cou-osacceile em umpnlu do qual nenhu-
que se dizem desvanecidos, allegados como pro- n)a iacao se pode tirar contra os embargantes
j* ,'oldarU;r e 1"6 n,-corau 'enciuna sao j o que que lera que os lelras da questo se
uous. 1 afolla de nuracracao no alio dos le- | assemelhassem com a do fl. 214 ?
Iras; 2. chapos especios das letras da cosa : o I A tetro de fl 244 verdadeira
1. o senteura appellada o rcconl.ecen, sera que assemelhaiii as da queslo. mas tendo estas flrV- nhores.Vor'ells'lhc" prem q"iSw""eu nao
--------------------------------- do cm niao de cortos ernpregadoa para revisao ; ossignisse me retesse na casa de delenco al i E
1] A instancias de nm amigo publicamos hoje por 32 dios, d'ol.i veio fallar a sentenca appellada suas segundas trdens. pois Sr. cnsul hoje s '
ligo que v.o% foi trazido huiileni a_ tarde, e da supposieao de que ellas bcra podiain ter ser-' valle quem tem muilo dinheiro. e quem nao o I
e desde o dia 2do prximo passado sua ordem,
e como V. S. roe tivesse retido at o dia 16 do
mesmo sem me ler chamado a sua presenca eu
lhe escrevi pe lindo-lho para ir a sua presenca,
afim de que V. S pugnasse pela razo, depois'de
inlerrogar-me e Rudo o interrwgaiurio me disse
V. S. que ludo licava sanado, mas o que fazen-
do-me rccolher novamenle casa de delenco e
ordenou-me que escrevesse aos Sis. Seve,' Fi-
lhos & C, para me fazer por era liberdade, roas
a resposla que Uve foi una noto para eu passar
um val da quantia pelos mesmos exigida no qno
participando a V. S. nos dias 27 e 28 mandou-me
dizer pelo portador que o tnelhor era assignar.
Ora, Sr. Dr. cnsul nunca pensei que V. S, dei
xandode fazer jnstica a quem de direito n tiver,
de accordo cora os Srs. Seve, Filhos & C, fez
coro quo eu assignosse um val de urna quantia
a qual pelos mesmos me extorquida, dentis
araarrando-mc de ps c mos nao live remedio
se nao assignar, porque nunca pensei que o Sr.
Dr. cnsul por ler ronhecimenlo cora os mes-
mos senhores, e elles serera ricos c eu pobre o
Sr. cnsul se deixasse Iludir, pois, Sr. cnsul,
quando V. S. nao se quizer compromeller com
os seus amigos, e tendo algum subdito da naeoo
que representa, preso sua ordem, entoo lenha
o bondade de o por a disposico do autoridad*
do paiz, para o mesmo subdito melhor pugnar
pela sua honra e direito, c nao pagar o que noo
deva, pois o mesmo devia fazer contigo, porque
so V. S. nao fosse do omisadedos Srs, Seve, Fi-
lhos & C melhor me seria, pois em lugar de
V. S. fazer justiea o quem de direito tem, s
cora ella se fez injustira, s pelo capricho dos mesmos se-
Daspatdaos to exportaciio pela me-
sa alo consulado desta cidade n
dia O de mareo do 1860.
New-YorkBarca americana Crenolino, llenry
Forsler&C, 1200 sacos assucar mascarado.
Liverpool Barca ingleza Bonita, Wahlely
Forsler& C, 1200 saceos assucar mascarado.
CanatBrigueGeorge, Rostron Rooker & C,
"JO saceos assucar mascarado.
Marsi lhoBarca franceza Monte Beanr, Tissct
Eires, 81)1) sarcos assucar mascarado.
Rio da PrataBrigue hamburguez Capibaribe.
G. Carrs k C.,29-0 barricas assucar bronco, b'J
ditas dito mascarado.
Montevideo Brigue diuamarquez Concordia,
viuva Aniorim & Filhos, 200 borricas assucar
branco, 100 dilas dito mascavodo.
Buenos-AyresPolaca sarda Hara Eliza, T.
Bastos S A; C, 200 barricas assucar branco, e
mascavado.
LisboaBarca portugneza Gratido. Jos An-
tonio S. de Azevedo, 72 coseos meL
LisboaBarca portugueza Tejo, a. Irnios,
oOO saccas assucar branco, 100 ditas assucar
mosco vado.
San-MiguelPatacho portuguez Souza & C. ,
Lima Jnior & C, 6 pipas cora agurdenle,
77 barris inel para JooT Cordeiro.
Itecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a a
dem do dia 6 .
11:722*439
1.-499J004
13:221g443
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a5 9.443*813
dem do dia 5 I. 3:308s575
12:752ol8
Moyimento do porto.
pela brevidade aguardamos a resposla para o se- vido de modelos a aquellos,
guinte numero. Primeiroraenle nao a senlenca appellada
Os Redactores-. 'que faz esta supposieao, forana os arbilraderes
lem ainda mesmo que tenha razo nao se lhe d ?
V. S. atienden aos Srs. Seve. Filhos & C. por]
elles terem muilo dinheiro, c nio i nia que |
O ce Q. n c es. S s Horas.
V V -t e u. V> ' 3 B S en ir. V. rr. Atmosphera
Stf Direcgo. < H O
* w w s^ se o 03 1 | [Intensidade.
? co li CS i* 1 Centigrado. i Pl g O --f-B O
co C3 Reaumur.
co 00 en 00 c | Fahrenheit
s o; CIT en C.T e -i S" -' 00 -.) CO en o: 00 * I Hygrometr 0.
-I cu t"_ Barmetro 1
Marcolino Dornellas Cmara.
Manoel Moreira dj Cunha.
Manuel Vicente de Oliveira.
Rufino Jos Mario.
Quilicos de Oliveira
Viscondessa de Goianna.
Facii!(lacle de direito.
Do ordem do Exm. Sr. conselheiro director
interino se faz publico por esta secretaria que 11 :_
deliberaeo da congregarlo de liontem foram dis-
(ribuidus o regulados os trabalhos do auno lecti-
vo pelo modo seguinte : prirneiro anno Ia cadei-
ra Dr. Braz das 11 ao meio dio, 2a codeira Dr.
Pinto Jnior do meio dia a 1 hora : segundo an-
no Ia cadena Dr. Aprigio das 9 as 10, 2" cadeira
Dr. Vitel'a ..s 8 a*): lerceiro anno 1* cadeira
Dr. Aprimo das 10 as 11, 2" codeira Br. Aguiar
das !) as 10 ; quarto anno Ia cadeira Dr. Lourci-
ro das 10 as 11, 2a cadeira Dr. Bandoira de lu.
lo dos 9 as 10; quinto anno 1* cadeira Dr Bap-
tista das 9 as 10, 2a cadeira conselheiro Autran
das 10 as 11,3a cadeira Dr. Reg das 8 as 0.
Para programraa do cnsino forara adoptados os
mesmos compendios do anuo passado menos
quanto a 2a cadeira do 5o anno pora cujo cnsino
forara approvadasasprelecces do Eim. Sr con-
seilieiro Autran. Secretaria da facnldade de di-
reito do Heeifo 3 de qiarco de 1860.r=O secreta-
rio, Jos Honorio B. de Menezes.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
tTnas, em cum primelo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de 10 de Janeiro prximo fin-
do oda portara n. 76 da thesouraria de 16 do
corrento, leudo mandado intimar no dia 21 s
companhiase sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorparadas com
sua autorisacSo, e que nao linham papo os novos
e velhos direilos pela approvaQao pe seos estatu-
ios e o sello do seu capital nos prazos lgaos pa-
ra que cntrassem com sua importancia e rvali-
daco para a inesrra recebedoria, os quaes socie-
dades e companhias constara de urna relaco as-
signada pelo olicial maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao : eomponhia de se-
guros martimos utilidade publuo, refera da estra-
da de ferro de Pernambuco, idem pernamhucana
de navegaeo costeira. idem de seguros marti-
mos indemnisadora, idem decolonisaco em Per
nambueo, Alagoase Parahiba, das quaes somente
as duas de seguro marit'ino mencionadas mos-
traron) haver pago o sello de seu fundo capital e.
os novos c velhos direilos pela approvaco de
seus estatutos, faz Iranserever o arl. 9 e nico
do decreto n. 2IJ0 de 30 de selembro do anno
prximo possodo que sujeila s penas do arl. 87
do regulamenlo de 10 de julho de 1850 aos eni-
pregodcs e autoridades administrativas ou judi-
ciarias que do qualquer modo reconhecerem a
existencia das sobroditas companhias.
Artigo 9." Os contratos ou estatuios de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operaQoes ou esliverem funecionando contra o
disposio nos arte. 295 e 296 do cod.go commercial
e por ronsequencia sem pagamento do sello do
seu ca-.iilil, eslo sujeitcsa disposico do art. 31
do regulamenlo do 10 de julho de lO, alera
das mais penas em que iucorrerem, na eonfor-
midade da legisloco jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceilarem. at-
tendereni, deferirera ou admillirem reciamaoes,
requerimentos, representsroes, accoes, titules e
documentos de inalquer nalureza, apresentados
em nome de companhiase sociedades anonymas,
suas caixas filiaos e agencias era taes circumstaa-
cias ou de suas adminislracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernamliuco 25 de fevereiro de
1860.=.l/ Para cumprimeulo do disposlo no 4." do
art. 13 da lei n 473, sao convides, em virtude
das ordens do Exm. Sr. presidente da provincia,
os proprieluios dos terrenos d* ra do Sol (a co-
mecar da praca do thealro de Sania Isabel), da
ra da Concordia e praca do mesmo nome, bem
; como dos terrenos compieheudidos cutre casa
de delengo e fabrica do gaz, para que compare-
ce '
-j
A noite clara coiu alguiisnevoeiros, vei.to SE,
cam na repartico das obrss publicas no prazo de
30 dias, afim de vercra a direceo que devora
dar ao caes de suas testadas, que devera ser
exerutado de eonformidade com a planta con-
q feccionada pela mesma reparli^ao, e que ser
i apresentada quera a quizer examinar.
llo'.'orlico das obras publicas 29 de fevereiro
de 1860.0 secretario, T A. Ramos Zany.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico que no tlm do correle niez
se termina o prazo para o pagamento, sem mul-
ta, do imposto municipal sobre eslabetecimen-
tos.0 contador, Joaquim Tarares Rodovalhu.
rmjTiEarejT
ILEGIVEL


(*)
THEATRO
DE
Santa Isabel
COMPANHIA DRAMATIC1 NACIONAL
SOB A D1RECCAO DO ARTISTA
ANTONIO JOS DUARTE COIMBRA.
GRANDE ESPECTCULO
EM BBKEFICIO HO ACTOR
Antonio Triteire de Carvalho Lisboa,
QUARTA-FEIRA7 DE MARCO,
Logo queosscnlioros professoros da orcheslra
cxocularom urna brlhanle ouvertura, subir
sceiw pela primeira voz neste Ihealro o drama
em tros icios, original portuguez do Sr. Jos .Ma-
na Das Guimarcs,
Hi VEROVDEIRO
IIOHEM DE HONRA.
DlSTRIBUIf.AO.
FER.80HACES3. ACTORES.
Coronel Mendonc.a.............. Coirobra.
Augusto, seu filho, lenle de
avallara.................... Vicente.
O. Emilia, sua rmiia........... D. Isabel.
D.Mara, viiiva................ D. Jcsuina.
Alfredo, seu tillio.............. o beneficiado.
Eduardo, sou amigo........... Lcssa.
Guilherme da Silva, jogador... Rozendo
Saloma, usurario............... Itaymundo
Dons criados................... Lima o Jos.
Aacco passa-sc em Lisboa na aclualidade.
Finalisar o espectculo cotn a muito applau-
dida comedia em tres actus :
o novillo.
Pazendo parte os actores Vicente, Ravmundo,
Carvalho, Lima e DI). Isabel o Mara Luiza.
Eis o cspcctarulo que o beneficiado esrollieu
para ofTpreoc- ao respeitavel publico desta pro-
vincia, de quem espera toda a prolcccao.
Os bilhetes vendem-s na roa de Hurlas n. 12n
casa do beneficiado, nu no ihealro.
Comprar s 8 horas.
pto : quem oella quizar carregar o resto da car-
ga que lhe falla, embarcar escravos ou ir de pas-
sagem, para o que lem excelleotes commodos, Gamboa do Carm<
trata se com os seus consignatarios Francisco
Sevenano Rabello & Filho, no primeiro andar
do aobrado n 6, no largo da Asscmbla, ou na
praca do commcrcio.
MARIO DE PERNAMBOCO. -'- QUARYA FEiRA 7 DE MARCO DE 1860.
Leiloes.
LEILAO
Quint felra 8 lo corrente
O agente Rorja aulotisado por despacho dolllm.
e l'.xm. Sr. I)r. juiz especial do comniercioa rc-
querimento dos depositarios da massa fallida de
Antonio da Silva Rocha, tara" leilo no da cima
designado, de um variado sortimento do fazen-
das de linho, seda c algodao, que pertenecram
ao dito fallido, assim como a armariio e mais
pertcncos de sua loja da roa Direita n. 62, onde
lera lugar o supraditu leilao que, ter principio
s 11 horas em ponto.
Garanle-sc a casa ao comprador.
LEILAO
Avisos martimos.
Rant & C. faraa leilao por intervenciio do
agente Pestaa boje quarla-feira 7 do frrente
mras da manhaa em ponto na porta da
as 10
alfandega
DE
150 barricas com btalas viudas neste ultimo na-
vio chegado com gelo.
CeareAcarac.
fi giie no dia 7 do mez corrente o palhabolp
Sobralent, recebe carga : a tratar com Caetano
Cyriaco daC. M., ao lado do Corpo Santo n. 25
escravos.
'ara
Scvta-feira 9 do con-cnte as I horas.
PELO AGENTE
X veleira e bem conhecida barca nacional
Amelia pretende seguir nestes 4 dias, recebe
ap as escravos e passageiros, para os quais
encllenles commodos : trata-se com os
seus consignatarios Azcvcdo & Mendos, no sen
scriptorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
t> !"iii ennhecido briguc nacional Laura pre-
gar nestes oito dias, s recebe alguma
i miada, passageiros e escravos a frote, para
os quaes lem excellentes commodos: trala-se
rom os seus consignatarios Azevedo & Mondes
nu seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Babia.
O veleira c bem conhecido patacho nacional
: iros // pretende seguir com milita brevi-
lem parte do seu carregamenlo promplo :
: ira o resto que lhe falla, trata-sc com os con-
- gaalarios Azevedo & Mendos, no seu escripto-
rio ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa
vai sabir imprelcrivefrante no da 25 do rorron-
tc, i briguc portuguez Soberano, para carga e
; issageiros, a quem oflercce bous commodos,
:om o consignatario Thomaz do Aquio
Fonsocs, ou com o capilao na praca.
Companhia vigilante de vapor
de reboque.
Os directores desla companhia previnom ao
lave) corpo do commcrcio desta praca que
0 vapor Camaragibe por alguns dias nao pode
fae servijo, por quanlo so vai concertar.
O agente cima tari'leilao no seu ar-
mazem na ruado Vigario n. 19, de 10
escravos endo 7 lindos negros e 5 lin-
das negras, com algumas habilidades,
lodos mocos de bonita figura no men-
cionado dia as 11 horas em ponto.
PARA.
Completa liquidac-o.
CalsFreresdescjnndo fech&r contasde
tas as miudeza existentes no seu arma
zem, fer&o leilao por intervencao do
agente Hyppolito da Silva das" ditas
miudezas : cruinta-feira 8 docorre'nte es
11 horas em nttato no armazem da ra
da Cruz.
REAL
iuglo-Luso-Brasiieira.
o vapor Milford Hacen, espera-se dos portos
. sol di' 11 a 12 do corretee seguir no mes-
nio dia para os portos da Europa. Recebe para
Lisboa 100 toTwO^das de carga a freto de navio
de vella : qtiem quizer carregar, passageiros e
i n. oiiun odas entenda-se com os agentes Tasso
J maos.
Porto.
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
, por sua excollente marcha e construeco,
ai ha-so propstaia tomar carga c passageiros
que se destineml cidads do Porto, par onde
lem do seguir brevemente : os pretendentes. de
urna oa omaajatfsa, entendam-se ccyifos consi"-
i itarios, ra da Cadeia do Recife da 12.
Para Lisboa.
Vai sabir em poneos dias por ter par-
te da carga prompta, a bern conhecida
barca (ratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C, ra du
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com
0 capitao A. P. Borges Pestaa, na
prara.
Para Lisboa.
Pretende sabir com brevidade a barca Tejo
1 lor .ule do sencarregamento promplo pa^
oiompktodoqu.il recebo carga a frete, o tem
boas accommodaees para alguns passageiros :
o'iem pretender ama. oa outra cousa, se pode
entender com os consignatarios Aiuorim Irmaos
ru da Cruzn.3, ou como capilao Jos Emigdio
Kibeiro. na praca do Commorcio.
Quinta-fcira 8 do correntc.
PELO AGENTE
O referido agente far leilao por conta de quem
pcrlencer no dia cima designado pelas 10 horas
da manhaa na porta do armazcui do Sr. Annes
defronte da aKandega
DE
Barris com manloiga francesa.
Caixas com sabio ingloz.
'Jigos com champagne.
Caixas com velas steaiinas.
Latas com biscoutos.
Caixas com cenejas inglezas.
PELO AGENTE
Precisa-se alugar urna cisa terrea,ou cum-
prjr-sc na ra de Hart**, ou Santa Thore/.a, ou
Gamboa do Carmo ; qum a liver e quizer alugar
dinji-se ao paleo da Caj-rao, venda da esquina
que enlra para a Camuo^dt) mesmo nome, n. 46:
que ahi se dir quem compra ou aluga.
= Precisa-se de um maslre de grammalica
porlugueza e escripia, paraensinar a duas meni-
nas, inuVo casa da respectiva familia: a tratar
no hotel Francisco, com o dono do mesmo hotel
Joaquina Mara do Espirito Santo faz scicn-
le ao respeitavel publico, que ninguem faca ne-
gocio algum com seu roaridu Caetano Mondes
Delgado, com duas casinhas de taipa em terre-
nos proprios, sitos na ra Imperial.
O Sr. Antonio Jos Lopes Filho queira ter
a bondade doapparecer na casa n. 44 da ra do
Qucimado, para tratar de um negocio de inte-
resse seu.
= Antonio Joaquim Nascimento Rarros, par-
ticipa ao respeitavel publico, que deixou de
ser caixeiro da llrma social de Cmara & Gui-
maraes, desde o dia 5 do correntc. Recife 5 de
feverciro de 1860.
= Aluga-se urna escrava muito bem compor-
tada e propria para o servico domestico : na ra
da Roda n. 23 das 6 s 8 horas da manha edas
i horas da larde em diante.
Aencao.
Vestem-so anjospara as procissoe, do mclhor
gosto, por so ter para esle lim uovos apparelhos :
na ra da Gloria n. 60.
2000CACO C)p(JVlpUCA
VcvttAtnhucatta.
Domingo, 11 do correte, s 10 horas da ma-
nhaa, liavcr sosso da assembla geral, no lugar
do costume ; e o Sr. presidente manda pedir en-
carecidamente a lodos os sonhores socios elTecti-
vos docomparecerem a hora indicada a dila sos-
sao, para se deliberar sobre negocios importantes
atem da contiuuacao '
os quaes
juizo d
urgente
Secretaria da Associaco Tvpographica Pe-r-
nambucana, 6 de marco de 1860.
J. L. Dornellas Cmara.
Io secretario-
ASSOCIAgO
DE
Soccorros Motos c Lenta Eraancipacao
dos Captivos.
De ordem do Sr. vice-presidente da mesma sao
convidados os sonhores conselhoiros esupplentps
para reuiuao do conselho amanhaa no lugar do
coslume ; nao devendo haver falla nossenhores
conselheiros, visto os inconvenientes que se lem
dado para as reunioes. Modesto Francisco das
aliagas Lanabarro, segundo secretario
Vestidos pretos
I de grosdonaples.
Vende-se na ra do Cabug n. 8, cor-
H los de vestidos para senhora, de grosde-
iiaples pjelo com saias ricamente bord-
is ; .m seus grandes carios, com oaba-
g le de 30 por cento do proco que nao ha
^ muito se venda, d-se a ?0g.
tarase evitar questoes Judiciaras previ-
ne-se que ninguem compre a casa terrea da ra
dos Pescapores n. 27, visto a mesnia estar em-
bargada. r
Grande sortimen-
to de metaes de
todas as qualidades.
Um riquissimo sortimento de metaes de todas
as qualidades, chegados a esta loja, na ra No-
va n. 20 polo ultimo paquete inglez das segua-
les qualidades :
Riquissimos apparelhos de metal plaque, pa-
ra a I moco.
Riquissimos tornos de salvas em tornos e
avulsos, do todos os lmannos, e deoiiuitos bo-
nitos desenhos, imitando prala. qu
se pode comprar ; na ra .Nova n.
Vianna.
Riquissimos paros de Linternas, altas e bai-
vas, tamanhos muito regularos, para ornamentos
desala o toilettes de senhora : na roa Nova n.
20, loja do Vianna.
Riquissimo-sorlimento de cestos para fruclas,
ditos do galholeiros, ditos de paliloiros. ludo de
liiussimo metal u muiiu oaralo que devora agradar
ao comprador :. na ra Novan. 20, loja do Vi-
anna,
Na ra Bolla n. 10, precisa-se de urna ama
para comprar e cozinhar para uina possoa.
Roupa para lavar e engommar : quem qui-
zer dinja-se a Iravessa da ra da Roda, becco
tapado, casa n. 1.
Vende-se urna loja na ra Direita n. 43,
com arraacao ou sem ella : a tratar na ra do
Cabugu n. 2.
Vende-se por preco cominodo um
excellente corro de i rodas para dous
cavados, o qual tem pouco uso e muito :
boas molas, vende urna
Funileiros.
na ra Nova n. 38,
Quem tiver roupa de homcm para fazrr-so
em casa particular, como soja, calca?, colles,
Precisa-se de officiaes :
defronte da Conceic.ao.
= A pessoa que por este Diario disse que alu-
ga um carro da alfandega e vende um boi, diri-
ja-so ao Livramento, loja n. 8, que achara coro
quem tratar.
=: Pelo juizo deorphaos, carlorio do escrivo
Gutmaraes, leem de sor arrematadas, nos dias 6
e 9, sendo a ultima praca no dia 9 do correntc
mez, as dividas constantes de letras j vencidas
acceitas por diversos, pcrlcncentes aos herdei-
ros da finada Joaquina Jeronima de Jess, re-
quenmento do Sr. Dr. procurador da fazenda
provincial, para pagamento do sello : os licitan-
tes comparecam hora e lugar do costume.
= Rcga-se ao Sr. Carlos Justinano Rodrigues
estudante, natural da provincia do Rio de Janei-
ro, queira annunciar a sua morada, ou dirigir-so
ao escriptorio de Almcida Gomes, Alvos & C,
ra da Cruz n. 27, para se lhe entregar urnas car-
tas vindas da corte.
Acha-se justa e contratada a casa da ra
Direita dos Afogados n. 58, era chaos proprios
perlencenle ao Sr. Jo.io do Prado Cmara San-
tiago : so algucm se julgar com diroilo dila
casa, ou por meio de hypolheca, annuucic por
este jornal no prazo de tres dias.
Vamos a pechin-
cha.
Vendem-sc as n.ais modernas camas de ferro
propnas para urna e duas pessoas. assim como
? 5x r "Je mtlal de 6 al 30 cha-
venas, bandejas finase entrefinas de lodo o ta-
manho, candpp.roscom pe e iodo de lato com
sua compleme manga a 5g000, facas gaZ
cabo brancoe preto a %500 a duz.a, camas do
VPnl -ro5c,r-a dc amare" a 65500, ditas de lou-
ro a 5500. ditas guarnecidas de sola, ob?a mS o
bem preparada a 128000, escrivaninhas bronze-
das obra de goslo a 1*200 ; isso por ter g"ndo
porcaoe querer-so acabar, panelas, chaleira,
amVv?* n8,doia forrada ** porccltana
480 a libra, e mais ferragens que cora a visti
dos rroguezes se mostrar : na bem conhecida
loja de ferragens da ra Direita n. 53.
Mobilias de aluguel.
Alugam-se mobilias completas,
Por um core de cabello
fiisaiieno 500 rs.
e
Ruadalmperatrizn. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
, qualquertras-dl0,0,Um?-ul0-vindo dc Paris- Esi0 estabolo-
te separado, a vontade do alugador ni ra No-I* -i J0 nas me,n<>res condices quo
va. armazem do mobilias do Pinto, defronte da 'R0SflvcI P3" salisfazer as cncommeidas dos
ra de Santo Amaro. objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
Sr. Dr. Horirimn Iac h cii. n..:......- I marrafas a Lufa XV, cadeias de'relo-
rosetas, etc., etc., ca-
para homens e se-
i ue nanio Amaro. ""j'1"" n c.ioonos, no m
= O Sr. Dr. Honrique Jos da Silva OuioUn-''" *Tm \ mart a Luij
i, lera urna cana na ra do Trapiche n 40 f1(!f".bracpl<>,'s. aunis, r
enca dos vapores brasilciros. ballenas de toda a especie.
|iio so ajusta
= Caetano i'into de Veras faz scentc i quem
nloressar que est em exercicio da vara de juiz
de paz do 4o anno, do primeiro distiieto da fre-
guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-
! la cidade, para que foi eleilo e que despacha na
i casa do sua residencia ra do S. Francisco n. 8,
I o em qualquer parte que for encontrado ; e quo
da audiencia nas tercas c sextas-l'eiras as 4 1|2
o Manoel
portuguezes.
os seus
lorasda larde como'ja tem annunciado, na casa COpeiro do '
rablica^ das audiencias. Roce 29 do fevereiro rUa Trapa
t\
O lr. Cosme de Sa
de volt de sua
l'eteita;
^ t.va
viagem imtructi-ijp
aKuropa continua no exer-.
Iba
age
= James Claytere sua mulhcr, subditos bri-
lannicos, vao para a Baha.
= Domingos Vieira de Ccrvalho
Luiz Vieira de Carvalho, subditos
rctiram-so para Portugal.
abaixo assignido pede a todos
rreguezes que lhe sao devedores, que por espe-
cial favor venham saldar as suas coblas al o dia
Jl do correnle.do contrario passarao pelo dissabor
de ver os seus nomos por extenso neata folha e
as que livercm penhores serio vendidos da data
cima em dianle para pagamento de seu debito
como tambera as que tiverem vales serao depois
uesta dala chamados a juizo, e para quo nao ha-
mem-sc a ignorancia taco esto aviso.i; Cor-
reta de Guando.
Alusa-se um mulato para criado
juetem muita pratica
lie n. 40, e tambem
moleque de 18
servico.
loras, lava-se igualmente a caboga a moda dos
Estados-Lindos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os prolenden-
les. os objectos era cabello serao felos em sua
presenca. se o desejarem, c achar-se-ha sempro
una possoa disponivel para corlar os cabellos, o
pontear as senhoras em casa particular.
Lm casa de J. Praeger C.,rua da Cruz n. 1],
vende-se;
a nnos
para
: na
um
qualquer
cicfo de sua prolissao medica. fi
Da' consultas em seu escripto-^
no, no barrro
Cruz n. 55,tod
nos domingos,
tecife, ra
)s dias, men
desde
t as 10 da manhaa,
seguintes pontos :
1*. Molestias de odios
as
1
de
coracao
A
viuva II. Spuiioiiiiiia Joaquina do \i-
meida Leal o seu lilho Justino Marlins de
Aimeida, Manoel Carneiro Leal Jnior,
Joao Ferreira Villela o Joaquim Carneiro
Leal, vera a luz da imprensa agradecer a
lodos os amigos de seu fallec Jo marido,
padastro, pac, sogro e irmao Manoel Car-
neiro Leal, o haverem acompanhado seus
restos moraos at o ultimo jazigo, e desde
ja os convidam a assistir a raissa do stimo
un na capellinha do cemiterio
i horas da manhaa.
publico
por gosto
', loja do
Molestias
peito ;
5-. Molestias dos orgaos da g
cao, e do a us ;
i-. Praticara' toda e qualquer^S
opetacao quejulgarconvenien-^*
te para o restabelecimtnto dos?
seus doentes. i
O exame das pessoas que o con- a
sultarem sera' feto inclistincta-t
mente, e na ordem de suas en- ..
Iradas; fazendo exceptu os doen- ^
^> tes de ollios, ou aquellesque porjf
" motivojustoobtiverem hora mar-!
cada para este lim. |
A applicacSo de alguns medica i
mentos indlspcnsaveis em varios*,
casos, como o do sulfatodeao-f"
pina etc.) sera' feto.ou concedido |
gratuitamente. A conlianca
Saca-se para o Porto e Lisboa,
Vinho do Porto superior, marca-Commendedor
I era barns e engarrafado. '
Duo de.MaJeira.
I Dito dc Xres.
, Dito do Rheino.
j Hilo do Rheino espumoso.
' i?aded?SffffX.em 1,ards c cm "ixasdcl du-
zia, de difrerenles marcas.
: D>g.de Champanha da acreditada marca Eugno
, Cognac superior, Palo Brandy em caixas de 1 du-
zia e em barns.
Licores linos de Bordeaux.
Hito Cberry Cordeal.
Coneja b'ranca das melhores marcas de Ten-
viS' JS.' Cills0Pf' e,c em meias garrafas.
vinagre tinto e branco em barris
Gonebra em frasqueiras.
Bolachiiiba ingloza em latas.
Ervilhas frnncezas dem.
Sardnhas francezas dem.
Conserva Inglesa (Pide}.
Dita de todas as qualidades, tanto de carne co-
i mo de hortalice. '
no j Chocolate francoz e allomao.
m frascos,
ilhas seccas em garrafcs.
que ^
gCollesfio de Nossa Senhora!?
| doBora Conselho ra doi
f Hospicio n. 19.
-;- Estiio aberlas as aulas de zoologa, Lo-
i ta,."ca.[e mineraloga que consiiiuem o
&> primeiro anno do curso de agricultura. @
i u curso do commorcio anda nao tra-
^ balha por falla de alumnos.
As aulas dc geographia, philosophia,
^> rhclorica c geometra serao abortas im-
@ preterivelmenle no dia 15 do corrente e
@ regidos por professoros de reconherido
mrito ; todas as outras ja eslao funecio-
*J nando.
ogu-se a pessoa que lioutem
do corrente por engao Ievou do
sulado geral um chapeo de sol
aspeas de aro, anda novo, nn..
qn
con-
(inglez)
se die-
netles deposita, a presteza de sua &f i ne porcandade fzer entrega do mes-
accao, e a necessidade prompta ^ mo ciiapeo n'aquelle consulado ao Illm
de seu emprego; d ludo quanto o ^ i Sr. Mello, do contrario vera' seu nome
Velas estearinas.
Chara tos da llavana.
Espingardas de dous canos para caca
Balancas decimaos.
Veruiz branco.
Prezuofos de Wcstfala.
Salamos.
Urna pessoa habilitada offerece-se para fei-
.:, lor de sitio, jardim ou outro qualquer empreo
I nesla praca a tratar na ra do Farol, no pn-
meiro andar do nico sobrado de dous andaros
J:j da referida ra.
1 o ~,-'.chegdo loJ'a de f-ccomte, aterro da
@ Boa-\ista n. /, o excellente leile virginal de ro-
| sa bianca para refrescar a pello, tirar pannos,
@ sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para lioipar c fazer crescer os cabellos
ass,m ,-omo pos imperial de lyrio de Floronca,
aspendades da pello, conser-
o avelludado da primavera da
(ara bortuejas e
va a frescura e
vida.
Barato que admira
affia
demove
doentes.
era beneficio dc seus
^fvrVSfr-^v;- vr-vr vv? vr^ 98
francisco Cab.al, subdito norluguoz, reti-
ra-se para Portugal.
NICA, VERDADEIRA
GITliMA.
E LE-
pessoa que se
retira : a tratar na ra do Trapiche No-
vo n. 9.
Yerdadtires luvas de Jouvin de
todas as cores: vendern-se na ra do Im-
perador n. 7, loja do Lecomte.
por extenso nesta jornal, para accudiri^OO rs. -
a este chamado, visto que o annun-
Cfante ja pode obter informaQOes a tal!
respeito.
t'rec sa-se de urna ama para
tar de dous meninos de 7 anuos,
ra da Madre de Dos n. 36, primeiro
anpar.
o amanca-se a-qualid ende-se vinho engarrafado do Porto fino a
. espermacele a 640 rs a lihn
n?.ii.le,g.. nglezaStfrs., francoza
cinho a .160, cha I/JS rs. a libra
a 560 rs., lou-
arroz a 100 rs.
ta-
na
Sndalo.
COMPAMIIA rER!IBUCm
DE
.Xa vega cao
o
lenle Moreira, seguir para
le de sua escala no dia 10 do
costeira a vapor.
por Iguarass, commandante o segundo
os porlos do nor-
correnleas 4 Ii2
horas da larde. Recebe carga nos das. 4 para o
<:ar, 5 c 6 para o Ass e Aracaty. 7 para o
Rio Grande, e no dia 8 para a Parahiba, devendo
n rarga ser posta a bordo acompanhada dos com-
petentes frotes e conhecimentos. O expediente
da gerencia fecha-seas tuatro horas da tarde.
Maranho e Para.
0 paihaboteJVoDfls segue para os portos ad-
riza no da 11 dc marco, recebe carga: lrla-se
om Teueir.1 Basto, b &C, no largo do Corpo
Santo n. o, sogUDdo andar.
Para o Rio de Janeiro.
A barca nacional '(Atrevida* segue por estes
O referido agente far leilao por conta de quem
pertencer quarla-feira 7 do corrente s 10 horas
da manhaa no armazem da ra do Vigario n 31
DE
Quartolas e barris de quinto com superior cog-
nac.
260 saceos com fcijao amarello chegado nestes
dias.
30 caixas com queijos flamengos desembarcados
no mesmo dia.
50 barris com manteiga ingleza.
600 gigos com btalas francezas.
30 caixas cora massas.
LEILAO
DE
das por ter quasi lodo o seofnmpmeaU prom- -' y. Arrctche relira-se para a Franca.
Cavallos, mullas e
barros.
Quartu-feira 7 do cor-
rente.
O agente Hypolito fara' leilao, de 50
mullas, oito cavallos e dous burros,
chegados ltimamente de Montevideo
no navio francez Santa Anna. sendo
que as mullas todas fazem parelhas :
quarta-feira 7 do corrente, S 11 horas
em ponto, no armazem amarello em
frente do arsenal de marinha.
Impe-
SALSA PARfilLIIA
DE
Socicdadc bancaria
commandita.
Sao convidadas as nessoas que
dai; rT' I 'i ,,gad0'd>-sPpPsia- 4ram pa.a a sociedade Amo-i
dade geral, fobre biliosa e ntormiltenle, enfer- 070 c' ,. ,c, r ,. .
mi.t.-xto. rc!i,n(no .. ..... *__'__, Soz. santos i C. a reahsare
Remedio sem igual, sendo recouhecido pelos
mdicos, os maisminentcs como remedio iafal- !
livel para curar escrophulas, cancros, rhoumalis- '
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra do Imperador n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rna do
rador n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingera.-se na mesma casa a
qualquer bora.
Deseja-se saber a razao porque o
Sr. Dr. promotor interino nao partici-
pou a sua noraeacao eos de mais juizes
de paz, havendo taa smente ao juiz de
paz do primeiro dijtricfo? Sera'por-
que este s lhe mereca attenco? E os
outros ? Tudo mais historia'.
Amen.
Fesposta innocente.
A pergunta innocente publicada no mente em poder dos referidos L
Ulano de 5 do correr:te responde seque Para evitar engaos cora desaprcciavcis co-
o lugar nao invalida o acto, e sr assim binac
Precisa-se de um rapazinho para
fzer o servico de um homem solteiro,
nfio se repara a cor : a tratar na ra da
Cadeia do Recife no primeiro andar n.
48, a procurar das 9 Loras do dia ate
as 3 da tard
? ibra doce do ancua.00^ o'c:.^
daMorSS 1' Casa com oil- P Ka
9 Lkjiiidaco
0'aba ixo assignado por causa do seu c
saiiae, nao podendo continuar com o
i belecimento de raolhados da ra da
j Recife n. 25, defronte do boceo-Largo i
faz preciso liquidar lodos os seu=
por favor a lo "
as o ca tarde. .
^-Creada. ^M"
Urna croada porlugueza desoja arrumar-se em
urna casa do pouca familia, para cozer, engom-
mar pouco c tazor o servico da casa : quem pre- P'oprio para carros e obras d"e "folha W'lf060
res virera
marco.
o de
seu esta-
Cadpia do
so
negocios : roga
as as pessoas que lhe sao devodo-
pogar o que devem al o lim de
Manoel Jos do Xascimento e Sitva.
t pechincha.
cisar dirija-se a
primeiro andar.
rua da Cadeia do Recife n. 57
em
niidades resultantes do empreco dc mercurio,
ulceras e erupces que resultam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados a provenir ores
peilavel publico para desconfiar de algumas te- '
nes imitacoes da Salsa Parrlha de Brstol que '
hoje se vende neste imperio, declarando a lodos !
que sao elles os nicos proprietaros da reccita ,
do Dr. Brstol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou possoa alguma tem
direlo de fabricar a Salsa Parrlha de Brstol,
porque o segredo da sua preparacao acha-se so-
l)
m
assig-
i Fra-
a pri-
No armazem de_tmlas e vidros da rua Direita
n. J9, vende-se vidros degomos de todos os ta-
manhos para caixilhos, excellente verniz copal
oprio para carros e obras de folha. a 140"
(. ibra agua-raz a 2|00 o galio; assim como
tintas de todas as qualidades, tanto para fuuilci-
ro como para pintor, e por proco commodo.
- A. J Marques relira-separa a Babia, e nao
POdaiMto dcspedir-se de seus amigos, o faz por
es te jornal, o agradece o bom Iratamenlo que e-
cebeudos Srs Souza Lima e Filippc Pimentel, o
bom irulamonto que lhe deram na qualidade da
Pede-se encarecidamente ao Sr. thesoureiro
meira entrada de 25 por ecnto do capi- I mSSn^^EA ffP
tal alo! n din 1(1 ate odia It do corrente mez, no
escripjorio da mesma sociedade rua da
Cadeia do Rcife n. 5, recebendo-se
_ anda ate o dia 1 algumas assignaturas.
Seguro contra Fogo
COMPAMIA
LONDRES
lotera do Hospital Pedro It. por ter-sc eslo
perdido ; o dono do dito bilhote poder prorar
sua yerdade com a pessoa e caixeiros da casa
que lhe venderam.
Recife 6 dc marco de 180.
Farelo de Lisboa
Avisos diversos.
Precisa-so do um caixeiro para padaria,
que teuha pratca da mesma e affiance sua con-
dula : na rua da Sanzala Velha n 91.
Engomma-se com asseio e promptidao : no
becco do Marisco n. 20.
Jos Manoel da Costa Camillo vai a Eu-
ropa.
gar nao invalida o acto, e se assim
fosseentao todos os actos prpticados pe-
los juizes de paz inclusive um doutor do
primeiro dUtricto, eram invlidos poi-
que os praticavam na ahtiga sala das
audiencias que pertencia e anda per-
tence o edilicio aonde funectonava no
segundo districto.
O chicanista.
O abaixo assignado faz sciente ao
respeitavel corpo do commercio e ao
publico em geral que nesta data esta-
beleceu nma casa de mantimentos pira
navios debaixoda firma de
Gustavo Bonsset & C.
Recife 1 de marco de 1860.
Gustavo Bonsset.
Coiupra-se
a lei franceza de 1- de marQo de 1854 :
na h'vrajia n. 6 < 8 da praca da Inde-
pendencia,
nages de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadero devem bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outraprcparaco falsa ;
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa dc ac, trazendo ao p ai
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 Water Street.
New York.
2 0 mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietaros.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. rUtol em papel cor de rosa.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhanle a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega 'n. 89.
Baha, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
A Companhia rua da Cruz u. 22,
AGENTES
C J. Astley & Companhia. J
por commodo preco :
primeiro andar.
Urna bem construida morada a
na rua do Vigario n. 19,
casa terrea
do : quem a pretender pode dirigir-se a' "rua dc
Uuoinindo, loja de miudezas n. 24, que se dir
quem a vende.
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Palhinha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
sopan
Alexandrina Rosalina da CunT, brasTelrT
retira-se paia Portugal, levando em sua coiupa-'
nhia um filbo menor de nome Joao Nunes de
Alevcdo.
com excellentes commodos para urna grande fa-
milia, situada na rua do Nogueira n. 37. so ven-
o

Sexla-feira 9 do corrente vai a praca ne-
rante oSr. Dr. juiz municipal da Ia vara Ino-
cencio Serfico dc Assis Carvalho, depois da au-
d.enoa. a parle dc engenho do torras denomina-
do Secnpirinha ou Coneeico, na freguezia do
Munbeca. com casa de vivenda. de pulgar" de
calderas, sanzala, eslnbaria, estufas, alaria, ele,
por ordem da vmva c hordoiros de Francisco An-
onio de 5.a Brrelo, penhorado a dila viuva
*?Sti*g5ft!de Sevcria" riul- "
Perdeu -se no dia 6 do corrente mez um mcio
ft d" r.8lrt" da 5" ll,U'ria 'l0 Hosf.ldl Pe-
uro n, n. 2110, que tem de correr no dia 10 do
corrente mez, e o Sr. thesourairo s o pague- a
seu dono que de sociedade que vai assignado
por Jos Francisco Lavra e Mara Joaquine Urca
seus legtimos donos.
Attenco.
Vende-se na rui larga do Rosario, passando a
botica a segunda loja n. 40, hondos para ca-
bello preto muilo em conta, assim como iaa pan -
toucas, dila para bordar muito em conla, na
mesma loja vende-se gollinhas muilo cm tonta
e mullas qualidades de rap muilo fresco o ou-
tras mais miudezas em conta. que a vista do
comprador se dir o proco de ludo.
Precisa-se de um homem para Irabalharem
carroca, dando-se bom salario a tratar no a-
teo de Saa-Pedro sobrado n. 4. P
MfflESDQI
ILEGVEL

i


*
DIARIO DE PERNAMHUCO. CUARTA FEIRA DE MARCO DE 1860.
(SI
Almaoak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corren eanno de
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostas ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agricolas, induslriaes, lutera-
nas e particulares.
Estabelecimculosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidadcs como lo-
jas, vendas, ac.ougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serv cle de guia ao eom-
merciante, agricultor, mari-
timo e emfiui para todas as
classcs da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu cscriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboa do
Carme,
mmwmwm
DODR. CUABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PLUS DE
eOPAHU
DAS ENKEKilItUDES Sl.M'AES,
< itl'Hlo de forroClutblr.
Xarope mui preferivel ao
Copah l>a e as Cube-
bas, curj imtitediatainen-
le qualquier purgado ,
relaxadlo e di biliila.li-, e igualn flores brancas da; mulheres. injrerno de
chalilo. E-ia injeieo benigna empresa-s mes-
ino lempo do \jrjpe de cilrato de ferro, una rez
de raauLa, e urna vez de tarde durante tres das;
illa segura a cura.
PARA O TRATAUEXTO E PP.MPTO CURATIVO
DS T..DAS AS AFEECCOES CITASEAS, VIMIS
1)0 SACI'E.
DEPURATIF
du SAIVG
E alteracois
iii[.ni uiL' o de mtngn.
Xarope vegeial sfm mer-
curio, o nico conbecido
e approvado para curar
con promplida e radi-
calmente nnpigens, pstulas, btrpes, sarna, co-
nnxtV's, acrimonia e alletacoes viciosas do san-
aue; viius, e qualquer aeao venrea. Ba-
uhoii iiiiii-ru<-s. Tomo-te dous por semana, se-
Kiiindo otraiamenlo depuiativo. Pomada -
tilierpctica. De un tfleito maravilloso as af-
n Oes cutneas e comixes. ^.-__
iicmori-ohidaN.Pomada que as cuaa eni 3 das.
O deposito na ra larga do Rosario, botica de Barthohmeo Francisco de Souza, n. 86.
OS JESUTAS
POR
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KtlViJiD
Este hotel collocado no centro de tima das capitaes importantes da Europa, tema-sede grande
valor panos brasileiros e portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
uma das melliorcs da cidade, por se acliar nao s prximo sestacoes de caroinhos de ferro, da
Allemanha a Franca, como por tr a dous minutos de si, todos os theatrose dlverlimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidan).
No hotel hasempre pessoas espociaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acorapanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedetn de 8 a 10 francos (39200 4M00 )
por da.
Durante o esp3co de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu fllhoo l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Nelto, Maneel deFigueira Faria, edesembargador Pon tes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilos ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (49000 4lf500.)
JNo hotel encontram-se informabais exactas acerca de ludo que pode precisar um
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Um ntido vol. de 300 pag. em 8o Francf.z.
Analysa-se nesla obra o papel da companhia nos diversos paizes donde foi expulsa ; desco-
bre-so o plano concertado pelo philosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para destrui-la, nao
LOTIKI
DA
O Sr. thesoureiro manda fazer pu-
blico que se acham a venda todos os das
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelomesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do llecife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes ote
Dous nao permiilio que a niquidade fosse commettida sem ficar gravada em documento- <*" deverao andar mpreterivdniYite
e irrecusaveis ; estes documentos, que tanto se esforcararo por supprimir os inimigos da com- no ^'a 10 do futuro mez; de marco,
panbia, fezmenle poderaia ser conservados, e tem apparecido iiltimamcnte na Franca em diver-: O mesmo Sr. ihcsom cito manda
sas obras, que conOrmam a opiniao que anda formam dos Jesutas os bomens mparciaes e ques igualmente fuzer publico que ras c.;.i as
nao sao adversos S Apostlica. cima mencionadas se acham bilhefes
E um brado em favor dos Josuitas. entre nos ainda lao injunamente julgados, e quenasce;de numerncao sorticlasa vontade dos
da convieco intima de que sua causa a da justica, do pontificado e da religiao. compradores
r ,imtrSSIgTn, neSCrpl0r0 deSlC Dmr0' FUa d3S CrUZCS e "a fUa d In,I,trador livraria de Thesouraria das loterias 25 de feve-
Guimaraescx Oliveira. .00ft ,. ., .
reiro de 1860.O escnvto. J. Al. da
Cruz.
En si no particular.
O abaxoassignado, residente no loreciro an-
dar do sobrado n. S da ra Nova, couliuua u i
exerciciode seu magisterio, ensinando (irin.
letras, latim e francez, e tambem admitte alum-
nos internos.
Jos Mara Machado de- Figueiredo.
Ra larga do Rosario o. 22. P,^'S? dRnad"fazem ala a "
Pastilhas vegetacs
tle Kcmp
DE
Commissao de eseravos
NA
tOUPAMHA DA VIA FRREA
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas viren) do dia 3 do crtente em fiianle
ao cscriptorio da ra do Crespo n. 2, par rece-
jerem o 8. dividendo de juros de suas aceoes,
contados no semestre decorndo do 1. de gusto
Jo 1859 31dc Janeiro de 1860. Recite, 1." de
tevereiro de 1860.
Trecisa-so alugar um preto ou preto, ]< ilu-
sos, para comprar na fu e faer o mais serviqo
estrangeiro
S.rpp du
JARABE DO FORGET.
Eslc xarope esi approvado pelos mais pniiiirntes medios de Pars,
leumo sendo o mi-llior para curar constipacoes, losse convulsa e ontras,
dos !>rjiicijios, ataques de peito, irritacAes nervosas e iusomnolencbs: urna colberada
noile >o sutBcieues. O tffeito desie excelente xarope satisfaz ao mesmo
ico.
affeccoea
pela manli, e oulra
lempo o doente e o me
O dsposilo na ra larga do Rosario, botica de fartholomeo Francisco de Suuzc, n. 30.
Publicacao jurdica. FOLBIMIAS PAR 18(10.
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama nasloesta praea uma casa de importat iio,
mesmas circumstanekts : quem tiver e quizer, i deba-ixo da firma
Acha-se no prelo a 2." edico dos Elementos de
Direilo administrativo, mais correcta e conside-
ravelmcnte alterada, pelo Dr. Vicente Peroira do
Reg, lente calhedratico da mesma seiencia na
Paculdado de Direilo desta cidade. Snbscreve-se
para osla obra na livraria econmica de nguei-
ra & C. defronte do arco de Sanio Antonio n. 2,
a IOS Pr fa(,a exemplar, pagos oo Toceber as
duas partes que j eslao impressas.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C. na da Senzala Nova n. :>2.
Prccisa-sc de uma ama para, ceernbar: na
ra Nova n. 8, loja.
Precisa-se alujcar pretas por mez, que sai-
bam vender bolillos e sorvico de casa : paca-se
bem ; procure na ra da Pcnba sobrado n. 5, 2o
andar, para tratar.
uvid lluber & C, do llio de Ja-
neiro, fazem sciente, que estabeleceram
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e S as folliiuhas para 1860, im-
pressas nesla lj-pographia, dasseguiutesquali-
dades :
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Uilan. -t),
primeiro andar.
gLico>s de francez eg
piano.
Mademoiselle Clemence de Hanoctot *
* de Mantieville continua
LINBON WILDOX & C ,
adiiiittindo como socios os Srs.
FUANC1SCO LINVEN.
EMIIL',0 W1LO.
RODOLI'IIO WEYDMANN,
os qunes iissi;naiao a Grana social.
Traspasse-se o arrendamento de um En-
?JS
a dar litos de 3* genho mu lo perto da praga, vende-se una par-
^YSTra nJaoe nosta,li,L:a|- g le do mesmo Engenho, uma maquina a vapor,
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar, afe ; ... ,* '
mriniiifa,zmiPOSaJiaa^oazu uaaaS uma desular;ao nova montada de um tudo, 22
rS5 sSeSSm St^ei3BOT^S^WwB51ii bois de carro. G
1* OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuoco da bibliotheca do
Crislao Drasileiro. que se compe : do lou-
vor ao santo nomc de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, liynmos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambro/.io,
jaculatorias c commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carato, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos diaa d.i simana, obsequios
coulra aslombrigas
approvadas pela Exm.a inspeccao de estudo de
Habana e por muitas ontras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vpgetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnem sensacoes debilitantes.
Testemunho expontaneo em abone das parti-
lbas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port r.yron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
i que Ynics. fazem, curaran: mcu filbo ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, tao magro se poz. aue eu
lemia perdc-lo. Nestos circumslancias um visi-
nho meu disse que as pasti[lias de Kemp ttnham
curado sua ilha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
ir. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Cold
Street pelos uincos propietarios D. L.nnman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandcga n. 89.
Babia, Germano & C, ra Julion. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
commcrcio desta praea, :
Nesla casa recebem-so eseravos por comiuissiiu | leudo finalisado a eocii'dade que linham na loja
para serem vendidos por cotila de seus senhores,; de fazendas da ra do Queimado n. 20, sob a fir-
afjanca-so o bom Iratamcnto e segurnnea dos I ma de Jos Joaqulm Peroira de Mendonea & C,
mesmos, e nao so poupa oxforcos para (pie se-l (lea ella de commum accordo dissolvida desdo
ara vendidos com proraptido, alim de seus se- i 31 de dezenibro prximo passado, o o socio Jos
nitores nao som-crem empale com a venda del- Jonquirn Peroira de Mendonea responsavel
les. Nestc estabeleciincnlo ha sempre para ven-; activo e passivo da exiinctaJ^ma. Becife do
der eseravos de ambos os sexos, moeos e bonitas ; mareo de 1860.Jos JoaVffnni Peroira de llen-
figuras. i doea, Jos Joaquim de Pinito Henconca.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-, j''T"%r7TTY'?TTJTTJTVT"?T^ VTr^ri
nho distante desta praea duas legoas, vende-selc
DENTISTA FR&NCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
tirs 15. Na mesma casa tem agua
una parle no mesmo engenho, machina nova o-
vapor, dislilaeo nova e bem montada, 22 bois >*
de correia, seis quarlos, algumas obras, saffra c ra"
plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n. W po denliflco.
13, loja. | '*A..*.AJLt. Precisa-se de un criado que saiba b
Galvanismo.
na ra Bella n. '~i.
OTerece-so um moeo de 18 annos ; te
fiador a sua conduela, para eaixoira de arm '. uu
de cobrancas ou para loja de fazendas e miu 11-
zas que j tem alguma pralica quem preti
annuncio.
Doura-se c pralea-se polo systema galvnico
hydro-( leciriro de Trankensteim, assegura se a
perfeieo o (rabalho c commodidade das pre-
eos, assim coiuo limpam-se toda e qualquer jota
de ouio e prala, e concorlam-se estando quebra-
dos, (ambem limpam-se lodas as obras que se-
am de liS" pofcr e bronze : na ra Velh.i n.36
Aureliano de Pinito Borges, proiessor iitbv-' .
lado erainstrjcco primaria, presia-se a leccio-1SODraao n- J l" anaar, onae p
nar om casas particulares, nas materias de sua Ser procurado para t Ste liin touus o
protissao: as pessoas que de seu presumo se da$ uteis, dat 9 horas e mcia da ma-
quizerm ulilisar dinjain-se a ra da Gloria n. 1/
O Dr. Francisco de
Paula Baptista continua a advogar em
seu escriptorio na ra das Trincheirns,
19, andar, onde pod
Itrado
andar da casa n. 15
pielondc-lo cutenda-
Aluga-se o lerceiro
da roa do Vigario : quem
se cun Piaxedes da Silva Cusnto, no caes do
Bamos n. 2, ou na ra Augusta n.94.
Quem precisar de uma ama para o senieo
interno do casa de hornera solleiro ou de poua
familia, dirija-se
segundo andsr.
a ra larga do Rosario n. 39,
tkDlisla.
liua da Cruz n. AA.
nhaa ale as r> da tarde.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
S'.7> ><;. <> f < a. v ^.N,.'.v
* T> t> *I> ^ v> \^ V> t' '
8 i DENTES

a
i
^ DENTES
fLE&TiracEAi:.
ex \i>- \ly 'vy *">
6
A directora do Gabinete Portugucz de \
scicntiflca aos senhores associados, que o cath*-
logo da respectiva bibliotheca, que ha muilo
aeha no prelo ftca prontplo a distribuir at o
dia 20 do vigente, o que nao (em sido possi
direcloria conseguir a mais lempo, nao obs-
tante a solicit'ude por etla erapregada.
Secretan do Gabinete PorUguez de Leituro
de mareo de 1860.
Slanoel Jos de Faria.
1. secretaiio.
e carro, (i quarlos, e oulros objectos :
Jos de Oliveira Piguoirc- tracta-se na ra do Queimado n. 10.
NOVO DEPOSITO
DE
O Sr. Honorato
do queira annunciar sua morada ou dicigir-se
livraria da praea da ladependencia.que e preci-
sa lallar-lhe.
Precisa-se
alugar urri s lio que
no diste mais de legua e meia desta
praqa, o qual tenlia lugar para oceupar
mais de 8 captivos, ese tiver pasto para
vaccas melhor sera', podendo o arren-
damento comeear agora ou em maio,
conforme agradar : a quem o tiver para !
alugar, podendo, dirijt-SC a praca da: Borolt ci G..nltondendn a que os senhorescon-
(nrlfncnd.'rvri'i n fie suit'idores do gelo sao pela niaior parle residen-
inaepenuencu. n. 0. lPSI1(ls bairrosde Sanl,', Antonio c Boa-"Vi8ta. e
.,__ ,j ii- que lulariam com grande dillieuldade se osle es-
Precisa-sede urna ama de eite, te esUbelecnentoestivesse collocado no b.uro
abundancia, que teja *|0 Becife, poderao encontrar nn ra do Irnoera-
Rua do Imperador, confronte
ao guarda, respondo pelas almas, alm de
oulras orages. Proco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, conlendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
ama colleccao de anc^dolas, ditos cliisio-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraos,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, c preservativo de aores
e fructos. Preco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
cosluice, contm o resumo dos direilos
iiarochiaes. Preco 100 rs.
> O *^ ':.* ^- 57> *> <* [Ok ^> J& '^ > *A (*> G* ""^ ^^ '* r>
'. > Ti* <> X> \x .> < K- O- i> KV sip Ai^Vj Ki <> -y *^> **
O
9
:
Altenco.
a
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ecza por uma senhora franceza, para dez
mofas, segunda e quinta-feira de cada se
mana, das 10 horas al moto dia : quem
lode diris
9
9
8 chapan de ouro ou platina, podendo ser ;
@ procurado na sobredila ra a quahuer Sk
I hora. g
LICOES PRVT1CVS
OE
ESCRITA COMERCIL
Por partidas dobradas
E DE
ra tu
Murraaimii
quizer aprove.lar pode dirigir-so a ra da m :culo de descontse juros
& trui n. y, segundo andar. Fagameulos @
5$ adiautados.
bem sadia ede bons costumes
bem.. Dirigir se a* praca de
dor tonfroiiieao oilao do deposito do gaz,' um
' "' armazem com as proporces exigidas para depo-
Pedio II silo doste genero, o qual estar aborto concur-
(antigo paleo do Collegio) n. 37, sepun- renc* d"s mesmos senhores, das8 horas da ota-
do e tereeiro andar. ; dbnte!' ^ UrdC' d0llia 3 d CrreD,e l'"
Roga-se aos Srs. devederes do estabele-
cimento do fallecido Jos da Si va Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
una ama secca para criar um
profere-se osera -
Precisa-se d<
menino de um anuo de idade
va e que soja do media idade : dirija-se ao hotel
Francisco, ra do Trapiche u. 7, que achara com
quem tratar.
FUND
i ti l
Ra do Brum (passando ochafariz.)
No dcpozo dcste cstalielceimcnto sempre Via grande sormcnio de me-
eliansmo para os engennos de assucar a saV*cr :
Machinas de vapor modernas, de golpe cumplido, econmicas de combuslivel, e de faclimoassento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cannos de ferro, eport.s d'agua para ditas, e ternillas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgensrauito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetasmotoras para agua, cavaos, oubois, acunhadas em aguillioes de azas ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivo e portas de ferro para as fornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, formas para cozer farinba
Rodetas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois
Aguilhoe, broozes e parausos, arados, eixos e rodal para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tera do mechanisino proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras nas
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela contitiuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mecbauis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
RuaNovan l5tsegundoandar.
.11. ronsera !< Ilcrfcii'os, escriturario da
thesouraria de fazenda desta provincia,competon-
teniente habilitado pela directora de instruccao
| publica para leccionar arilhnietica nesla eidailo,
S lem rosolvido juntar, como complemento do seu
s |5 curso pratico de escrilaraco por partidas do-
bradas, o onsino de contabilidade especialmente
'', na parte relativa a reduceo de moedas ao cal-
simples e composlos
conhecimcnlo indispensavel as pessoas que de-
Isejam empregar-se no commercio ou que j se
; acham nelle eslabolecidas. A aula ser aborta
1 no dia 15 de jauciro prximo futuro s 7 horas
( da noite ; e as pessoas que desojaren) malricu-
I lar-se poderao deixarseus nomos em casa do an-
j tiunciante al o mencionado dia.
l'crdeu-se da Passagem da Magdalena at
I ao largo da Boa-Vista, do poder de um prelo,
urna fionlia de labyriutho a qual eslava embru-
I litada em dous pedacos de bretanha fina: quem
tucs objectos tiver adiado e quizer restituir pede-
r annunciar por osla tulla ou levar a rua da
Cadeia do Recite n. 12, que sei generosamente
gjatifieado esc ficar agradecido.
= Precisase de uma ama escrava, somonle
para lavar e eiigommar : na rua larga do Rosario
sobrado n. 28, segundo an lar.
=Precsa-Sfl de uma ama forra ou captiva,que
engomme e cosa e que seja sadia e de bons eos-
tumos; paga se bem : na rua do Cabug n. 3,
segundo andar.
Na gallera e oflicina pholographica da rua
Nova n. 18, continua-se a tirar retratos polos
iitais modernos e pereiios syslemas. Os traba-
lboa sabidos desse estatielecmenlo sSo bem co-
nheeidos do publico desla capital
Os Sis. Ignacio de Souza Leo e Antonio
Borges Galvo Dchoa lonham a bondade de ap-
parocer no armazem de Jos Uuarte das Nevesa
negocio de tnlcresse.
COMIM^niA
Acreditado em Franca, om Hespanha, c nesla
cidade de Pernambuco, arranca denles e raizes | em Pernambuco aos 5
com a maor rapidezpossivel, assim eomocollo-
ea-os sobre chapa d'ouro, platina e prala a von-
tade de qualquer uin que delles precisar, como
tambem chumba e lmpa-os core, o maior asseiit
possivel. Tira denlos om casa a 2#c3*, i ra a
5jjt, dente posio em chapa d'ouro a 105: quem
delle precisar, procure no Recite, rua da Cruz
numero 41.
Continua a precisar-so de um criado, que
d fiador a sua conduela, para todo o servico de continuara merece-la,"vstoque 'tem
um homem solleiro : quem achar-sc nestas cir- de novo os seus ranos fnebres e est ao
rumstanciaa dirija-se rua da Cadeia de Sanio '
Antonio n. 3, segundo andar, boje rua du Im-
perador.
Carros funebres.
Agr, administrador dcste estabelecimonto -
om um armazem pertencente ao convento de s.
Frencisco, grato ao publico e aos seus ..::
pela cooperaeao que Iho lem pn stado e
rra
-,iro"
lando oulros para melhor satisfazer as -
ga< s, pudendo ser procurado durante o d
eslaDclocimentn o a noite na rua do Rosal
Boa-Vista n. 3! casa terrea ao pe do so;.
leudo no estabelecimento sempre pessoa que
forneca os carros o caxao a qualquer ora da n
le pora deposito dos cadveres nas rgrejas, as-
Eslabelccida era Londres
Consulado de Fraila.
i>
O capito Augusto Auger, do briguo francez
Mara Valcntine, om reparaco neste porto pro- sim como encarrega-se de ludo que du res)
a"ar as a 1ll''l'llicr enlorro com zelo e promptidao.
Aluga-se a lujado caes do Collc
tratar no Io andar da mesma casa,
Imperador n. 17. .
Antonio Jos da Silva retira-so para fora
do imperio.
= Precisa-se alugar uma escrava para oservi-
eo de urna casa do pouca familia : quem a livor
lera lugar a dita adjudicaeao em presenca do Sr. dir''|-S a 3 la'g do Rosario a tratar na li ;
cisa lomar a risco cerca de 25:0u0$ para
dilVcrenles despez.is, que lera sido obligado a fa-
zer neste porto, O dito eroprestimo ser garanti-
po pelo mesmo navio o sou carregamonto : as
pessoas, que pretenderen) fazer esto adianta-
inenio, sao convidadas a rompareccrem quin-
ta feira 8 do trrenle s 11 horas om poni, na
ehacellaria do do consulado de Franca aoiide
gio ii 17,
na ru
consol de Franca, a quem por menos fizer. Per-
nambuco 3 de marco de lbO.
=r Nos das 2, 6 e9 do corrente mez, tem de
ser arrematadas, depoisda audiencia dosorphaos
os arrendamen'os das casas terreas pertencenles
aos herdeiros do finado Jos Mara de .lesos Mu-
/,sondo uma casa na rua Direira n. 114, urna
dita na rua das Aguas-Verdes n, 51, urna dita na
rua da Gloria n. 50; reqneriraento do tutor,
sendo a ultima praca no dia 9.
Quem livor um engenho moedor com agua,
(ondo 10 eseravos de servico, e queira urrenda-
lo sob fiauca idnea nesla praea, dirija-se rua
da Madre de Dos n. 30 A, que se dir quem faz
este negocio.
Aluga-se o sobrado de dous andares e loja
da rua eslreila do Rosario n. 20, a urna s pessoa .
quem pretender dirija-se a rua larga do Rosario
loja de louea porta larga.
n. 23.
Karl J. Schmcltau vai p Europa levando
em sua companhia sua seuhora e uma criada.
Francisco Jos Concalves da .Silva retira-es
para fora do imperio com sua senhora, :! I.
1 recommendado, lodos menores e 1 criada.
Precisa-se de um cosinhoiro ; na rua Jo
Imperador n. 17, Io andar.
CASI LISO-BUSILEULU
2, Golden Square, Londres.
J. G. OI.IVEIRAleudo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
eommodacoes para muilo maior numero de
pedesde novo se lecommenda ;.o favor e
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes
visiteo esta capital; continua a prestar-Ibes us
servicos o bois offleins guiando-os em lodas
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc. : alm doporluguez e do inglez falla-se
na casa o hespsultulc francez.
= Joaquim Ferreira Roihchild leudo de fazer
uma viagem, roga a todas as pessoos que lho sao
devedoras, o obsequio de sasfazer seus dbitos
al o lim do correle mez de mareo.
= Prccisa-se de urna anta para cozinhar e fa-
zer o mais servico de portas a dentro, mas que
seja capa/. ; na rua da Roda ll. 52.
= Quinta-feira 8 do crrante, em praea pu- Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
blica peanle o jutzo dos felos da lazenda na- sucar, de Jos de Aquino Fonseca, comprara-se
si continuadamente modas de l&s e 20ono. aguias
ntodas de cinco francos,
e mexicanas, em grandes e
Compras.
de naeo tal, sendo um de nonie Malhas e outro dos Eslados-L'nidos
Pedro, com idade que representara 30 annos ava- oneas hesoanholas '(
liados cada um delles em l:25<5)00, peithoradns pequeas pon oes.
Allcnco.
EX
I/tSf-ff DE' mt.
CAPITAL
Cinco miWiocs de Vibras
esterlinas.
Saunders Brothers & C.a tem a honra de ln-
r aes Srs. negociantes, proprietarios de
qualidade.
Josc" Teixeira Yeixoto.
Quem precisar de um homem portugucz de
meia idade para tonarcoAU de taberna 011 qual-
quer outro estabelecimento, tambera tem pralica
de restilacao de licores e de xaropes de loJv- as
quahdades, ou outro qualquar t-mprego, pois
tambem eutendo um pouco de cozinha, e mesmo
casas, eaguemmaTs convier, que'estao plena-1 se emprega^m'qualquer outro raiter quelite
na rua
por execuco da mesma fazenda contra Joaquim
Cavakanti de Albuqtierque, como fiador do ex-
collector do municipio do Cabo, Francisco Amo-
nio de. S Brrelo Jnior: quem quizer arrema-
tar os dilos eseravos comprela na sala das au-
diencias no dia cima indicado, e s horas do
costume. Recfe 5 de raarco de 1860.Joaquim \
Theodoro Alces.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da '
Indepenccia, preciza-se fallar au Sr.
Joo da Costa Maravilha.
= O abaixo assignado avisa ao respeitavel
publico, quo comprou o deposito sito na praca
da Boa-Vista, junio a bolita, c continua a ven-
der o mesmo assitcar do Montoiro, e como lam-
Corapraai-se, vendem-se c trocam-se eseravos:
na rua do Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Compram-sc moedas de ouro de 20$ e de
lG : na loja das G portas era frente do Livra-
mcnlo.
99W9
^88 S@@ 9:-=-iGSgss
Baivode do.
9
Na rua da Cadeia do Itecfe n. I, rom- &
pra-se um baizo de d : quem liver dni- $
bem caf moido, charutos e cha, tudo da melhor |-M a casa indicada que achara com quera ,".:
mente utorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidaco, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da rua do
Queimado n. 10.
= Precisa-se de
co SS.
uma ama : no pateo do Ter-
convenha, dando fiador a sua conducta
da Fraia, taberna 11. 58.
= Nao se enlende com Jos Antonio dos San-
ios, pintor, na rua do Vigario, o anuunco que
diz: relir.vse para a Baha, e de lraje era diaule
se assignar Jos Antonio dos Santos Peros.
tratar. $
$3&aSS 99999 9999889
= Compia-se uma negra crioula, de bonita fi-
gura, de 13 a 20 anuos de idade, que saiba eozi-
nh.tre engoinmar muilo bem. que cosa alguma
cousa : na rua do Brum n. 1G, armazem de Ma-
nuel Jos de S Ara ojo.
Constante-
_ Pelo juizo de orphaos desla cidade, escri- *v^a*tjv
vio Guimars ir praca o renda por 3 annos o compra-se, vende-se e troca-sc eseravos : na rita
sitio no lugar do Loureto, freguezia de Muriboca, Direila n. 66.
Compra-se um sobrado de um at
pertencente aos orphaos filhos do fallecido Ma-
noel da Silva Barros, sendo a renda annual de
250$, e cuja pralica se effecluar no fim de 3 au-
diencias no dia 9 do concille.
4 andares: na pratja da Independencia
n. 22 se dir'quem compra.
rrMimsDa


(I
DIARIO DE PRNAMBWO QUARTA FEIRA 7 DE MARCO DR !8.
/
Vendas.
Vende-se una salva do copos d'agua, um
par de lanternas, e um palileiro de prala, ludo
novo e obra rica, do Porto, e dous pares de cas-
lieaes cora lolipas, era pequeo uso : na ra das
Cruzes u. 34, primciro andar, das 6 s 9 horas da
manha, e das 2 s 6 Vende-se
um fogaii de ferro com seus ulencilios: na ru
do Bru, na ferrara de Seraphira & C.
Pretende-sc alugar um primciro andar em
boa ra, e centro comraercial do bairro de Sanio
Anlonio, lem bons commodos, e se aluga com
mnbilia, Irera decozinha, etc., por 6 al 9 me-
re, per ler a pessoa que reside, de fazer urna
vingrm : para o ajuste, rnlendam-se com o Sr.
Antonio Francisco Correia Cardoso, loja de fer-
ragens junto a Conceicao da ponte do Recite.
Una das Larangeiras Hu-
mero 15.
File deposito acha-so completamente sorlido
do muilo acreditado assucar do Honleiro, o de
oulras qualidades ; assim corno haver todos os
Jms pao de boa farinha a 6 por 80 rs., o mais
oulras masBas por preco rauiloem conta.
Moedas de ouro.
Vendem-se libras sterlinas : no es-
C'ptoriodc Carvetho Nogueira & C,
do Vigario n. 9, primeiro andar.
ra
para acabar.
Ra da Cadeiado Recife nu-
mero To, defronte do becco
Largo.
1 noros proprietarios deate eslabelocimeoto
d jejando acabar com o resto das fazendas que
i mtcm urtoja, resolveram-se a vende-las
por todo o prcen para acabar, alim de sorlirem,
lencionai, o mesmo eslabelecimeulo com
ii- de goslo
Cambraia organdys a 300 rs. o covado
Chitas francezas de lindos desenhes a lMO rs. o
!o
iit s bordados a 3jOO.
Alpaca preta Una 50;i rs o covado.
i rinziiiho de linho a 400 rs. o covado.
1 : ja de cor a 500 rs o covado.
Paregc ci seda a 60 o corado.
( rales de la a 2j50O
- de algo la i i I-.
* estuarios para enanca a :s.
s de vestido d seda a lio.
de di;., de l a 10$.
tcsil is de mermo a s-,
its de brim di- cures a 3$.
1 deas de brira de seda a 3$.
iles de flores a l.
Cassas de corea a 200 rs. o covado.
Jtlllir^
.i." c
ra da Imperatriz ou aterro da Boa-Vista,
eco dos Ferreiros, lia um completo sor-
ndas baratas, corno sejam : cam-
! lisas c im 10 112 varas muilo finas a 43-500,
r,-~->o a peca, ditas para cortinados com 8
!, lzinha Qna a 400 e 500 rs. o
c->va lo, chitas francezas a 280, 300 e 320 rs.,
i -as a 2o0 rs., cor tixa, cochios a
l: para a quaresma, cortes de casemira pre-
n I 0, 5 5 I c panno fina pn lo,
n i pie prelo muilo linn 2$, 2?2 l e 29>00
i-lo: na mesma loja ven le-se farelo novoc
' i pin conta ; ludo islo s vista, do cora-
. i avahar as q lalidadc s.
IkGNCl\


DA
W

,-i Scnzala Han n. 42.

oto continua a haver um
. pletosorlimentode moendosemeiasmoen-
muo, machinas d9 vapor e taias
I ro batido e coado. de todos os tamanhos
;. .-. dio.
Palctot'a ,QOO.
ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n 5, vi ndem-se paletolsile ganga amarcUa a 2
i

-
: GRANDE EYABUDO SOuTWESTO
DE
iiiasp eias e
KA
c armazci
DE

na do Queima-
don. 46.

I

Suissos.
Em casa de Schafheitlin
[&C.y na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sorlimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes,
chronoinelros, meios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos priuieiros fa-
bricantes da Suissa, que se
vendero por precos razoa-
veis.
Vei:de-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cora assenlo para 4 pessoas de
dentro, e uro assenlo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno. e ludo bem arranjado :
para fellar, cora o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
- Vendem-se ceblas do Rio Grande do Sul
muilo novas, por prero comrnodo : a bordo do
patacho Relmpago, tundeado confronte ao tra-
piche do algod.io.
Pechincha.
Ven lem-se pecas de algo laozinho bom, com
pequeo toque de a va ra a 1j2S0, IcCOI), 2J e .
2500 : na loja da praca da Independencia nu- j veneno mercurial nem algum outro mineral;
meros le 3. csto bem acondicionadas era caixas de folhapa-
Neiidem se arcos de paoc precos : raresguardar-sedahumidade.
P ira rticas : no esciiptorio de Car- I Sao agradaveis ao paladar, seguras c efflcaze
v.iliio Nogueira & C, rita do Vgario n. \ em Slia operacao, e um remedio poderoso para a
(FKEMP yEYiYogjQ
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
i
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONIIECIDO
Contraconstiparoes, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesloes, enxaquecas.
Heraonlioidas, diarrliea.doenc.as da
pelle, rupcoes,e todas as enferniidades,
PROVECIENTES DO ESTADO IMPCRO DO SASGIE.
75,000 caixas dcste remedio cousommem-se an
nualmente I I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
cominendado como o mais valioso caterlico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao contera ellas nenhum
9, primeiro andar.
PolassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Caricia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova cipaes cidad do inperio.
e de superior quahdade, assim como tambera :
cal virgem em pedia: ludo uor urecos muilo
razoaveis.
juventude, puberdade e velbice.
Lea-se o folhetoque acompanhacada caixa,pelo
qual se ficar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetera eiTectuado. D. T. Lanman i Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, si o os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se 5 venda em todas as boticas daspriu-
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fezendas para conclu-
ir a liquiJacao da firma de Leite & Correia, as
quaesse vender por deminulo prero, sendo en-
tre mitras as seguintes :
Majos de meias cruas para hornera a 13600
Ditos de dilas de cores 2JJ000
Ditos de ditas cruas muito superiores 4^000
Ditos de ditos para senhora 3r000
Dos de ditas muito finas 4$000
Corles de caiga de raeia casemira 2^000
Ditos de dilas de casemira de cores 5*000
Ditos de ditas de casemira preta a 5# e 6900
Brim trancado branco do liaho fino
vara 1&00O
Cortes de colele de gorgurao de seda 25^000
Pao prelo fine, prova de liraao 3# e 45JOOO
Grvalas de seda preta e de cores 15000
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados decassa de csr^s lindos padrese
superior qualiJade covado 280
Cassas de cores covado 240
Persas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 23?000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4*000
Ernostinas de cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda um 2&00O
Grodenaple preto, largo covado 1*800 e 2*000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 2*000
Vestidos brancos bordados para baplisado 55000
25000
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano &. C, ruaJuliaon 2.
Pernambuco, no armozem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.


.,>,>,.-*--
Ri il recasacas de panno fino pretos :.
a 2SJ, 30* e 3a?, tambera temos :
1 ttlelots dos mesmos pannos a 22j e 2!;,
Isde casemira de cores de muilo ;
bom gosto e linos a 12.:, 1 \$, 1G e 18, di- l
de panno preto para menino a 18* e :
, ditos de casemira de cores a 8* e 10*, :
- caigas de casemira de cores e prelos ejun- '.'
. laroei te para meninos a 7*, fco, !).j, 10* e
, colletes de Rorguro de seda e case- :'
' mira a fy, (\ c 7!, pal.-tots de alpaca prc- S9
los de i -:jccos a 4*. ditos sobrecasacos ,
a 7*e 85, ditos de brim, de esguiao e do ij
lo brancos como de cores a 43, M
'. 53 e 6$, calcas de brins brancos mui- |
lo Olios a 5$, 6* e7*. colletes brancos ede |
ros a 3J e 3*500, camisas para meninos :-'
diversas qualidades, caigas de brins de r
res ri.n a3*500,4J c 5*, um rico sorli- '-,
ato de vestidos de cambraia brancos p
: bordados do melhor gusto que lera appi- S
:ido a 28*, manteletes de fil preto e de ')
muito superior gosto e muito moderno I
a zO-jcadaume 24*. ricos casaveques de
c.i ribraia bordados para menino a 10*, di-
i.bora a 153, ricos enfeites de :
tj finco de velludo goslo melhor que lem ap- \\
lo a 10* e 12?, e oulras militas fa- 9
"se : ipas fritas que com a presenca H
;" do treguez se tara patente.
Veos bordados para chapeo
Entre meios bordados
Athoalhado adamascado largo vara
Lencos dediita escuros um
Gangas de cores para palitos covado
Vendem-sc fogoes de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, conlendo 4 forna-
Ihas, e Torno para cozinha com lenha ou carvao,
ptima invencao pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvao dos anligos, c de cozi
nhar com mais presteza, tcm a differenca de se-
rcm amoviveis, oecuparetn pequeo espado da
casa, e de fcil condueco : vendem-se por pre-
sos muilo mdicos, na fundido de Francisco A.
Cardoso (Mosquita) ra do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
^SE
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler <& Wilson
DE
Nci-York.
Ac'nam-sc venda eslas inleressanles machi-
nas de costura, as quaes re une m todas as vania-
gens desejaveu, nao s pela perfeicao c seguran-
>;a do mechanismo, como por seren da mais bo-
nita apparencia, sendo muilo facis para se
aprender a Irabalhar nellas, o que se ct<*s?guo
com urna simples lico. VMn* michir.. fezem
posponlo dos dous lados >la costura e co. 4.n con
maior rapidez e perfeicao possivcl.
Acham-sc a venda e mostram-se a qualquer
hora ds dia ou da noite na nica agencia C >sla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imeratriz n. 10 loja.
!NTa loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberam em direitura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor r.-.padess
sendo brancos e prelos, e as formas as mais mo-
jj,QQQ, Jernas que lem vindo ao mercado, o por me-
1 nos que em outra qualquer parte, assim como
19" oO tambem tem um grande sorlimento de enfeite,
100! de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
200 Co de 4$ cada um, assim como tcm chapeos de
sol de panno a 1S200 cada um em perfello esta
| do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
esguiao de linho a 1 urna, cambraia prata fin i
j a 360 o covado, <) a vara a 560,e a 6 0, gangas |
de cor a 540, brim branco de linho a 1*200 a va- i
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
7S00, dos prelos a 8 e a 9[, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e
12$, colletes de gorguro a 4, 5 e 6J, saceos pa-
ra riagem de diversos tamanhos, eias cruas, por
ser grande porcao, a 1*500, ditas a lg'JO e 2* a
duzia, finas a 3 e 4>, chapeos enfeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
po, e tudo o mais aqui se encontrar o prego,
e nao se deixa de vemnder
E pechincha
sem igual.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Gheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4*500 c 53, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para l.omem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 6*. paletotsde
alpaca preta e do cores a 5*, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60* a duzia, organdys do lindos desenhos a
1*100 a vara, cortes de cassa chita a 3)J, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4g800, 53, 5S500,
6,7 e 83, chitas ingiezas de cores has a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4*, cortes de
calca de brim de linho a 2*. ditas de meia case-
mira a 2j2i0, vestuarios bordados para meni-
nos, e outias muitas fazendas que se vende por
barato prec.o.
O agunle do verdadeiro xarope do Bosque tem
establecido o gen deposito na ra da Cadeia Vo-
lita n. 61, na botica carmazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconheeido crdito de seu autor como pela acei-
tarlo que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
eao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
udlo para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios, e no falsifica-
do esta lithographada.
AlmeiiJa & Burgos.
vendem em ana loja de fazendas linas, na ra do
Cabug n. 8, por menos do que se costuma ven-
der em lojas demiudezaa:
PENTES DL TARTARUGA da ultima
moda-, fornidos ..............
BOTOES PRETOS DE VIDRO, para casa-
veques, a duzia................
FRANGESPRETAS de seda, a vara.....
DITaS f>E CORES de seda, a vara......
TIUNCINMAS D LA de cores, a vara
CHICOTINHOS a........................ 1$0OO
BENGALAS finas a...................... ljjiOO
THESOURAS pequeas, cada urna...... 200
B1COS de seda, de diversas larguras___ jjj
DITOS francezes de diversas larguras___ *
Em porcao anda se uende por menos, por se
querer acabar.
iXaruadaGuian.D,
primeiro andar.
Vende-se um excellente moleque e
1G a 18 auno?, muito proprio para ser-
vido de campo ; quem o pretender di-
rjase a ra e casa supra que achara'
com quem trata-.
= Vfi-dodetras uvas de Jouvin de todas oscG-
102000
120
3i>0
240
40
res ; vendem-se na ra da Imperatriz n. 7
de Lecorntc.
toja
Gheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. % lem para
\ender:
40 Ra do Queimado. 40
Grande sorlimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras* muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com penlier.
Corles de vestido de seda de cores com
babados
Chaly e merino decores, ptimo nao s para
roupoes evestiJos de montana de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes da merino estampados muito Gnospelo
deminuto prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrSes Dos de dita preta com babados
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o Dos de dita gnze phanlazia
mais moderno posvel a 1* e 1200 cada urna, e Romeiras de fil de seda preta bordados
oulras muitas fazendas, cujos presos extraor- Taimas de grosdenaple preto bordadas
dinariaiuente baratos, stisfaro a expectativa
do comprador.
Machinas de costura
Grosdenples de cores com quadrinhos
covado
Hilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1* e
I Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de S. M.Singer &C. de ; de largura, propria para forros
New-^ork, o mais aper- f. ,/, ', ,utro*
feicoado systema, fazen-1 Corles de 'cslldo deseda degaze trans-
do posponto igual pelos prenles
dous lados da costura, Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
r^iun/s .-ese 0rla,,d-ys de cores',i,,dos padr6"s- "ra
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
resta agencia : nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carloj Lei-
tV Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10
i/u/an.'i'/ sriio-s'i]*- -n."--.^____
te
\msk m?m mzm GRANDE ARMAZEH
Ra Nova n. 49, junto
0 a igreja da Conceicao dos
Sus Militares.
<* Nesle armazem encontrar o publico S
(R um grande e variado sorlimento de rou- 3
12 pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
li
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondo brancas c pretas
Ditas de Ci de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos do cambraia de linho bordados
Ditos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idera
jGollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho rancees prelos e
de cores
Aberturas para camisa de linho c a!go-
djo, braocas e de cores
Saias balao de varias qualidades
I Chapeos francezes linos, forma moderna
=7 P-.s n-iuia, como sejam casacas, solireca- 3* r-m ^wi.., V -----"""
* sacas, gndolas, fraques, e palelots de W i S"""enlo completo de grvalas de
*
*
*
*
1*200
I
3*000
1*500
10*000
16000
1*000
*
*

*
S
900
9
55000

*
35500
*
65000
85300
S panno fino prelo e d cores,"palelots e jj I seda de lodas as qualidades
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- f \ Camisas francezas, peitos de linho e de
brancas e de cores para
g zina pretos e de cores, palelots e sobre- g algod5o brancas e de core*
p casacos de seda e casemira de cores, cal- |f nM ,. e corjc-
g cas de casemira preta e de cores, ditas de S dt fusla0 brans e de cores
ca merino, de princeza, de brim de linho ^ .Ceroulas de linho e de algodao
ffi branco c decores, de fuslao c riscados, Capellaa brancas para noivas muilo finas
& branco, ditos de gorgurao e casemira, di- f"" ,e,uio' sc,las- laa e seda, cara-
ca tos de fustoes e brins, fnrdamentos para iS : braia e seda tapadas e Iranspareules,
* a guarda nacional, libres para criados, ceroulas e camisas francezas, clopeos e f: Meias cruas
ff, grvalas, grande sorlimento de roupas ^ n,
^ para meninos de 6 a 14 anr.os ; nao agr- M mcninas
(o. dando ao comprador algumas das roupas ?| Dilas de seda para menina, par
se aproruptarao oulras a goslo do ^ 1 I-uvas de fio de Escocia,
dando-se no da convenci- co>
pardas,
menino
Velludilho d3 cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Dilas de seda idem idem
Um sorlimento completo de u-'ss de
seda bordadas, lis:s, para aoras,
lromens e meninos, de todas as qua-
lidades
.Vi comprador
JM nado.
.'d-52aea
<.5**-e#2>:
'^m^m-^mm
para
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na prnca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosio. recentimente Corles de col'ee de gorgurao
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa- '
bricantes J. Rroadwood &Son3
muito proprios para esle clima.
em
de Londres, e
Vende-se a taberna n. 111 da ra do Pilar
a tratar rio primeiro andar da mesma.
ralos americanos e machinas
pata lavarroupa : em casa de S. P Jo-
hmton Tachas para cngenlio
Fundieo de ferro e bronce
Francisco Autonio Correia Carilozo,
grande sorlimento para
liomens, senhoras e
meninos.
idem-se chapos francezes de superior qua- Setim preto, encarnado e
8 a G500, 7 c H?, ditos de velludo, copa al- i ... r,.rrn, OM_ ,
ixa a Tg, 0 o 10g. ditos de lonlra pretos e P rr0S' COm 4 PalD
de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda roxas para senhora
i Marjuezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de coros de duas largurasmui-
to superiores, covado
Tafet rflio, cevado
azul, proprio
luios de largura,
covado
Vend
lidade
la e b
de cores, muilo linos a G* e 7*. ditos do chile a ,
', 5, G, 8, 10 e 18*, ditos de feltro em gran- : s,,l'm liso de tedas as cores covado
de sorlimento, lano em cores como em quMida- Chitas francezas claras
des, para homens e meninos, de 2*500 a 7g, di-
tos de gorgurao com aba de eouro de lustre', di-
los de casemira com aba forrada de palha, 011
sera ella a iT>, ditos de palha ingleza, cepa alta Lencos de seda de gorgurao prelos
e baixa, superiores o muilo em cenia, bonetes Collarinhos de esguiao de lia
francezes eda Ierra, de diversas qualidades, para rt
merlinos, chapeos de muilas qualidades para me-,;,
ninas de escola, chapenas com veo para senho-
ra, muilo em conla e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei- I colletes cal-is
Les para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros de fazendas
1 muitos objeclos que os senhores treguezes, vis- n 1
tem um grande sorlimento V ,a d0 ,rc^0 da paiMadcdafazeuda, naode-!I.^Icobras.de,ouro
&l nuo sin UIUCUIU UV xar5o dl, comprar na bem cu:i|H.cida ;a de Cortes de casemira de cores de 5* a
taclias de ferro fundido, assim Klia;,.eos da,Lua l)ireila n-61-ds R-.deB. Peij.
e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas franrezao de cores, van a 500 a
os
10 mo-
dernos
Om completo sorlimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, paletcts,
e muitas qualidades
9
1*600
*30
1*200
*700
2?000
I5OOO
*

8*000
25500
*
2f>00
ljOOO
S50
1:600
*
5325
16 W
i
10C0
9
*
I25OOI
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscatel, idem : no
armazem de larroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
[ELOGIO
Vende-se em casa de Saunders Brothers li
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricanle Ro.-kell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellente gosto.
::
sacas para a quaresma
Ncste mesmo eslabelecimeulo ha um H
grand" sorlimento de casacas pretas, as- i
sim como manda-sc fazer por medida a von- :
! 1 lade do freguez, escolhendo os mesmos os f
pannos a seu goslo sendo 03 precos a 35* i:
e .i;. :
Camisas nglezas
No mesmo eslabelecimeulo acaba de che- 3
I gar um grande sorlimento das verdadeira* -;
; camisas ingiezas peitos de linho com prega '
t; largas, ulumn moda, pnr ter-se muii h
laiitidade determinou-se a vender
po
menea do valor sendo a duzia a 3*.
-......'....... '
Palclot aS.OOO.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
luja n. 5, vende-se plelo' de b'im pardo de li-
n 1
a 38
ux.
No armazem de Adamson, Howie 6V C. ra
do Trapiche 11. 42, vende-se selins para homem
e penhora, arreiosprateadospara cabriolet, chi-
cotes para carro, coleirus para cavalloetc.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguiutes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
X'irope do Bosque.
Pilulas americanas {contra febres).
Ungento Holloway.
I'ilulas ilo dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de i oncas a
12Ubras
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cti-
nha& Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidnde por menos preco do
outras parles.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
11 Mellors & C.
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
'dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DEH0LUHIAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este nesimavel especifico, comporto inleira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia deleoteria. Be-
nignomais tenra infancia, eacompieico mais
delicada igualmente promplo c seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiranieiite innocente era suas eperacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as docncaj de qual-
quer especie egrao por mais antigs e cenazes
que sejam.
Enlre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muilas que j eslavam as portas da
morte, preservando mseu uso: conseguirn)
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do inutilmenle todos osoulros remedios.
As miis ajuicias nao deven entregar-?? ade-
sesperaco; facam um competente ensaio dos
efCcazes cfl'eitos desta assombrosa medicina, e
prestes recurreraro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enferniidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
draca.
que em
A6Ja caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vid ros para caixilhos.
Na ra tarea do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito comrnodo, assim como vendem-
se vidros aretalho do tamaito mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Ampolas.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exterwia-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteiia.
Dor de garganta,
de barriga,
nos us.
Dureza no venlre.
Enferniidades no ventre.
Ditos no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipea.
Febre biliosas
Febreto intemitente.
Febreto da especie.
Colla.
Hemorrlioidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacdes.
Ir r eg u aridides
meustruacGO.
Lombiigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourLna.
Rheumalisrao.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
lUlccras.
Venreo (mal).
Vendem-se tazandas por barato K-^
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em (.oca e a rela-
lho: na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
Algodao monsSro.
AC00 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19,
de-se algodao com 8 palmos de largo, pe
ralo preco de COi) rs. a vara ; este aigodo serve
p..ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
lo ba-;
1 Cortes de casemira de
, Rclroz do Porto a 15$000.
Vende-se reiroz prelo e de cores da primeira
quahdade pelo diminuto prec.3 de 15 a libra c
sendo em porcao se far alguma dilTerenca ao
1 comprador : ao Forte do Mallos ra do Codor-
1 nizn. 5.
Cocos italianos
de follia de Lndres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qua (rodos nossosa 400 rs. um
e 4s urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funleiro.
ren- Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exempiares do
primeiro e segundo volume
da Corograpbia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peluDr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praqa d:i Ir.deDendencia.
Para a quaresma.
Sedas pretas arradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
Dito largo e muito superior a 2# e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
r^ tonlinua-se a vender fazendas por bai\o >''
preco al mesmo por menos do seu valor.
rn* 3SCOriP,^e7eSlld?S< de eJa 2"e cu!taram i afim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas p
60; alGScortes de vestidos de phantasia que na ra do Queimado n. 10. |
4000 rs.
por sacca de
trmos.
milho; nos aimazcns de Tasso
Nova ioveiico aperfei-
coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ra do Queimado n. 37.
1SG0O
2;000
1S8II0
2?500
2c000
cuslaram 30S>; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeciros e caslicaes bronzeados, lo-
nas ingiezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreins para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
R6logios de ouroe prala, cobertose descober-
tos patente inglez, os melhores que exislem no
mercado, e despachados hoje, vendera-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rus da Cadeia do Recife a. 62. primeiro
andar. *
Vendem-se eslas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Ilavana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. esda urna
dellas, contm urna inslrucgo em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico^ na Tua da Cruz n. 22, m Per-
nambuco,
elegantes planos do afamado fabrican-&Iimao Da rua da Cadeia do Recife u. 48.
te Traumann de Hatnburgo. ~, Vendc-Sfl um 8ndc sitio com casa de vi-
venda, muito perlo da praca, com duas grandes
baixas de capia que se cortara 100 feixes diarios
de verao a invern; o terreno proprio, pasto
para vaccas de leite, e plantacocs de verdura, com
seu coqueiral, e algumas arvores de fruclo: quem
o pretender, dirija-se a serrara da rua da Praia
numero 55.
Vendem-se charutos, lano a retal lio como
em porcao de milheiros, em massos de 50, e fari-
nha em* saceos, tudo muito bom : no becco Lar-
go n. 7.
Altencao,
Vende-se a armaco da loja da casa da rua de
Ilortas ii. 29, sem gneros : Irata-so no boceo do
Campello n. 4, primeiro andar, por cima da ta-
berna.
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armasens de Tasso & Irmos.
Milho
.no*semazens da Tasso lomaos.
*^
(MUTILADO


DIARIO EE PERNAMBUCa QlAte&A ERRA 7 DE MARCO DE 1860.
(1)
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECHIEXTO DE
Vi
Ra Nova n. 27, esquina da Gamboa do Carino.
Ncstc eslabeleeimento acha-se um completo e variado sorlmenlo dos melhores, mais
elegantoso mais bom construidos pianos de que ha noticia. Nao s se enconlram bellos e mag-
nficos pianos allcnies, entre ellos os de CAIU.OS SCHEELo raelhore mais insigne aliricante at
hoje conhecido como lambem ptimos pianos francezes de Erard. A construeoo de lodos elles o
mais seguro, o mais lindo eiuleiramenteapropriada ao clima dcste paiz, e as vozes de lodos clles
sao elocuentes e mui liarmoniosos. Este eslabeleeimento offerece as maiores garantas aos re-
guezes eaos compradores cingeral, porque alm de seren mui razoaveis os preeos desles instru-
mentos, ha toda a promplidao e fidclidade as compras ; sendo ahi responsavel por qualquer do-
feito que possa existir o que se deva reparar.
Na mesma casa aflna-se e concerta-se pianos com a maior perfeieSo possivel.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que era outrn qual-
quer parte : na ra da Ciuz, armazem n. 26.
G3T
Altencao.
Ao segundo andar do sobrado
da esquina da ra do Queimado
por cima da loja do Se. Preguica
entrada pelo becco do Pei.xe
Frito.
Palctotsde casemira de cor do ul-
timo gotto conde Cavour.
Sobrecasacas de panno preto im-
permeavel e de cores.
Calcas feitas de casemira preta e
cores.
Camisas nglczas e francezas
pettos de lin!io.
Vende-se muito barato.
Com (oque de avaria
41:800
Relogios.
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zeta de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irraaos. ra da Imperatrizn. 10.
37 Ra do Qucimado 37
Loja de 4 portas.
de .
tmmmm i ?mami m rntrn,
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 junio a fabrica de sabao.
DE
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Cosa.
Neste eslabeleeimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difTerentcs dimencoes
{de 300 a 3:0i0?) simples e dobrados.para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduaeao at -JO gios (pela graduaeao de Sellon Carler) dos
melhores syslemas hoje approvados c conhecidos nesta e outras provincias do importo, bombas
de todas as dimencoes, asperanles c de repudio tanto de cobre como de bronze c (erro, lorneiras
de bronze de iodas as dimencoes o (cilios para alambiques, tanques etc., parahsos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro cora armaeao e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo era lenle barra, zinco cm lencol e barra, lsnocs e
armellas de cobre, toncos de ferros lato,ferro suecia ingle/, de todas as diinenses, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por monos preco do que em oulra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda cora presteza e perfeicao j conhecida
e para coninaodidade dos freguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua conlianoa, acha-
rad na ra Nova n. 37 loja de ferrageiis pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Vinho do Porto.
Vende-se overdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e em barris de quarlo, por preco coramo-
do: no armazem de Adamson Howic i C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
i
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLACCRABO
TELOS SRS.
O. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Guima-
resA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAires BrnncoA. P. Lopes de MendoneaA. Xavier
Rodrigues CordciroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva" o CunhaF.
Gomes de AmoiimF. M. B.irdalloJ. A. de Freitas Oliveira4. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollaooJ.E. de MagallifiesCoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. H. da Cunha Rivarai. 1. da Graca JuniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Hara
Latino CoellioJulio Mximo de Oliveira FiuienlelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentina Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Pasanino.
Do-se a
Os abaixo assignados
respeilavel publico, procuraram e conseguirain
estabeleccr em diversos pontos desta cidade a
vendngem dos ferros econmicos de Rlesse Draki
pelos meemos preeos por que tcm vend Jo no
scu eslabeleeimento da ra da Imperatrizn. 10,
isto de 12J por apparelho completo, que cons-
ta de ferro,foto e dcscanco. Esta maravilha d'ar-
te americana um daquelles inventos de grande
utilidade para a industria, pois nao s cronomi-
sa o carvo e lempo, mas se consegue em deter-
minado espaeo de tempo engommar o triplo do
que se obtem cora um forro commum : com C0
rs. de carvo engomma-se um da iolciro, s ne-
cessita limpar o ferro quando se principia a ope-
rario, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que tem um registro ; o '
seu peso esl graduado para, sem esforeo, poder
ser manipulado a vontade do mais dbil traba-
lhaJor, tem mais um apparelho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quem com
ellos l rabal ha. Achara- se venda dos seguin-
tes lugares : piara do Corpo Sanio n. 2,estabele-
cimento do Sr. Jos Alvos Barbosa ; ra da Ca-
deia do Recito n. 41. idein do Sr. Thomaz Fer-
nandos daCunlu ; ra da Madre de Dos n. 7,
idem dos Srs. Fonscca &.Marlins; ra do Crespo
n. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio de Azcvedo ;
ra da Penia n. 10, idem dos Sis rilo de Souza
& Bairao; rui do Cabug n. 1 B, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, estabelocimento do Sr.
Antonio Duarte Carneiro Vanna ; ra do Impe-
Chegou a este eslabeleeimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : palo-
tots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35j>, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco comraodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
Trancezas de linho o de panninho de 2$ al 5g
cada urna, chapeos francezes para hornera a 8,
ditos muito superiores a 103, ditos avelludados,
copa alta a 133, ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de feltro para hornera de 43, 5$ e at 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10$, ditos de palha para senliora a
12jJ, chapelinhas de velludo ricamente cnfeila-
dasa 253, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de sed3 em carlao de 40j
at 150g, ditos de-phantasia de 163 at35SO0O,
gollinhas de cambraia del3 at 53, manguitos
de l$500at53, organd escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colletes, palelots e calcas de 3J500 at
j 4S o corado, panno fino preto e de cores de 25500
at IOS o corado, cortes de collete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de go-guro
e de fustao brancos de cores, ludo por preco
: barato, atoalhado de algodo a 1$2S0 a vara,
; corles de casemiras de cures de 5 al 93, gresde-
commodidade do poples de cores eprctos de 1^600 al 39200 o
'corado, espartilhos para senliora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
loncos de cambraia de linho bordados para se-
nhoia a 9e 12fr cada um, ditos lisos para ho-
rnera, fazonda muito superior, de 12 at 203 a
duzia, casemiras decores para coeiro, corado a
2gi00, barege de seda para rostidos, corado a
1300, um completo sortimento de colletes de
gorguro, casemira prcta lisa e bordada, e de
fustao decores, os quacs se vendem por barato
proco, velludo decores a 73 o corado, pannos
Para cima de mesa a 103 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 23300
o covado. bandos para armaco de cabello a
15500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortinieiito de macas e malas
de pregara, que ludo se rende vontade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se tnoslrarao
K~7" Defronte da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dera-se e alugam-se bichas de llaraburgo, por
monos do que em qualquer oulra parle, amola-
se qualquer ferramenla, tra-se e chumba-s
denles, sangra-se e faz-se ludo quanto perlcnce
e arle de Larbero.
VeDdc-se cm casa de Johnston Paler 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogio?
Cortes de vesliJo de chita rocha fina a 1:800', de urov ,f"l,enl,e in?,e?'. de un? d,os mais ofa-
. -__,__. o* mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39 variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
W0.M..l|ta|.M REfflEn|0 |NC0MpmVEL_
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naooes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle f/ornm tem seu corpo e mem-
bros inleiramenle saos depois de haver emprega-
do inutilmenle outros tratamentos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dessas curas maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os das ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndente* que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos c pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viara soffrer *
amputaoaol Dolas ha muitas que havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
suliniettercm essa operaco dolorosa foram
curadas comptotamonte, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
onfuso de seu reconliecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de maisautenti-
carom sua lirmaliva.
Ninguem desesperara do eslsdo de saudc so
livesse bastante cnflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algnm lempo o
menlratato que necessitasse a nalureza do nial,
cujo resultado seria prora rincoiitestarelmente :
Que tudo cura.
O ungento Ie til, ritis particu-
larmente nos segruintes casos.
Inflaniiiiac-ao dabexiga.
contento.
para
- Alporcas.
Caimbras.
I Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enferinidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupeoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade 011 talla de
calor as extremida-
des.
Frionas.
Oengivas escldala.?.
Ir chaces
Infianiraacao do ligado
da matriz
Lepra.
Malos das pomas.
dos peitos.
de ulhos.
Mordeduras de replis.
ira de mosquilos.
Pulradcs.
Quciiadelas.
Sania
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veiis torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecmonto
geral de Londres n. 2i, -Strand, e na loja do
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America
do snl. llavana o llofpanha.
Vento se a800 rs., cada bocetinha conten
urna :nslrucco cm prtuguez para o modo do
fazer uso deste ungento.
O deposilo geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruu. 22. em Per-
uamboco.
Reiodos.
Vande-se em casa de Arkuright & C., roa da
Cruz, armazem n. 61, relogios do fabricante Ili-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito machinismo
pode-se usar com coberta ou sem ella.
A 2^000 o par-
Botinas nacionaes, obra igual se nao superior
a franceza a 23OOO o par, confronte ao deposito
do g;z.
= Vende-se um caixio principiado para dnas
casas, assim como se vende a meiaco do oilo
dobrado da casa parede meia ao Campo Verde,
confronte ao oito do sabrado do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro Junisr: a tratar na rua*da Im-
peralilz numero 78.
EscraTos fgidos.
Attenco.
Fugio um cabra escravo, captivo, de mime
Antonio, no da 2 de corrente, tilho natural de
Goanna, o dito escravo de estatura regular :
quemo capturardirija-se a ra Direila n. 6.
50$ rs.
A esclava Clara, cor fula, alia e secca, nariz chalo, ps e roaos
magras, dedos compridos, o furo da erelha cs-
querda um tunto grande, cozinheira e eugom-
inadoira, conlii.ua a estar fgido, e sap.'". -se
estar occulta por alguem, caso cm que se po e-
der judicialmente : a possoa, porm, que pren-
de-la, levando a Soledade, sitio do aliaixo assig-
nado, recebei a gratifiraco aciuia indicada
Jos Anio de Souza Hagalhes.
Fugio no da 7 de novombro do anuo pro-
rmo passado o scraro Fclippe.de naco An-
gola, de idade -5 a 50 aniius, rom os signaos
seguinteg : um lano baixo do corpo, cor fule,
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla fina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos polas fon tes,
parecendo ser muito mancnho, porm muito
vclhaco e nioltiiio a curador de cniposlurias, de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
niesmo culpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Cus!1), propietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Piola quem
o pegar ou disset onde de cerlo est ser Lea
recompensado.
Escravo fgido.
Fugio no da 23 de novembro do anuo pasf
do engenho Matapruma, do coronel Hemique
Marques Lilis, o escravo Jos, c.ibra, de ida
22 annos, coni os sgnacs seguintes: pouca I
corpo reforjado, altura baixa, cara bexigosa, 60-
brancelhas bom protase encontradas, lera mai a
de relhu as costas e as nadogas: este escravo
ha toda a prohabilidade do csiar cm Pao dos Fer-
ros, onde foi comprado a Manoel Corroa da Cus-
la : roga-se as autoridades policiaes desse lug^r
a captura do dito escravo, e quem oapprehender
lere-o nesta praca a Jos Cavalcanli l.ins, run do
Apollo n. 20, segundo andar, ou no engenl.'
ma da freguezia da Bscada, quesera bem recoio-
pensado.
@f3if SS^@@@ GS3 9
m
;t Flopa.
Camisas ingle/as.
alas.
se
m
i
i
r--
radorn. 20, idem do Sr. Cuimaracs & Olreira ; I @ Biscdutos cm
ra do Queimado n. 14, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Fcrrcira ; ra Direila n. 72, dem do Sr.
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Praia n. 28,
Destinado a resumir todas as semanas o movimr-nto jornalistico e a ofTerccer aos toilores con- idom do Sr Cusld0 Manoe, du uagalll5os rua
fiiiitamenle com a rerisla do que m.ns nolavel houver occoirido na poltica, na scicncia, na yidus-
tria ou as artes, alguns arlgos orginaes sobre qualquer destea assomptos, o archivo usiveivsal, da rala *luom Sr- '>,'ro Jos(' oa Cosa
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem satisfeilo aos seus (ins, com a maior' Caslello llranco ; rua do Livramcnto n. 3C, dem
Em casa de Arkwigbt & C. rua da Cruz nu-
@ 111er 61. @
F.m casa de E. A. Burle & C, rua da Cruz n.
48, ha sempre para vender un completo sorti-
mento de ricos e exccllcntes pianos de todos os
preeos e qualidades, 05 quaes sao de milita du-
racao pela sua boa construccao. Estes pianos Fugio no da 6 de feverciro prximo passado
que foram premiados com a medalha de primoi- I a esrrava 1.canda, crouls, cr fula, alta, nia-
ra classe na aiposi;&0 universal de 1855, alom gr>i bem fallante, com os denles da frente ro-
d serem de 7 oitavas e 3 cordas.sao de jacaran- '
d e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podem compra-Ios com 20 ou 30 O[0 de
menos que em outra qualquer parte.
exaclidio c regularidade.
Pubtica-sc todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escrptorio deste Diario, rua dasCruzes, e na rua Nova n. 8.
Preco da assgnalura : pelos paquetes vapor 102U0 por auno ; por nario de rea 8J moeda
brasileira).
lia algumas collccces desde o cometo da publicado do jornal.
TORIO
do Sr. Joao Antonio do Macedo; rua da Santa:
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na rua da Impcratriz, idem dos abaixo r.s.signados ;
Hay mundo Carlos Leite &. Irmo.
Grande sorlimento.
4oRua Direila4oi
Oscstrafjadoics de calcado cncontra-
wmim fwswm^ ^^^.
3 RUA DA GLORIA, CASADO FU
Clnica por amitos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d.l consullas lodos os das pela manha ede tarde depois de 4 horas.
Contraa partidos para curar aunualmeutc nao sopara a cidade como para osengenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados dovem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o dama eo numero da casa.
Nos casos que nao foroin de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recito podero re-
rcetter seus bilhees a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou toja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnncianto achar-se-ha constanteraent e os melhores medica-
meritoshomeopjthicos ja bem conhecidos e pelos pregas seguintes:
Rolica de 12 lubus grandes, ...".......10$000
Ditos de 21 ditos...............15g000
Ditos de 36 o-itos..............20J090
Dito de 48 ditos...............25$000
Ditos de 60 ditos. ..............OoOOO
Tubos arulsos cada ura.............IgOOO
Frascos de tincluras.............. 2000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
era portiiguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc. ,.......- 20S0OO
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. 10S000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 60
obr
ra
supe-
9.S000
8^'000
jiaoneste estabelcciment,
rior pelos preeos abaixo :
Hornera.
Borzcgviins aristocrticos. .
j Ditos (bistre e bezerro). .
Borzefjuins arranca tocos.
! Ditos econmicos.......0.^000
SapatOes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
Borze^uins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4,$500
Borzeguins pata meninas (Cor-
tissimos)..........4.^000
E um pe feitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, itas, sedas etc.
mandioca.
o Marea RL.
E' esta a marca das maiores saccas que ha no
morcado c vendemse no Forte do Mallos no ar-
mazem n. 18, confronte ao trapiche do algodo.
Attenco.
Farinha de mandioca cm saceos grandes de su-
perior qualidade, desembarcada hoje, proceden-
te do Maranhao ; vende-se no armazem de Per-
eira & Marlins, travessa da Madre de Dos n.
6, por pceo bastante commodo, em porco e a
rctalho.
Ovas ilo serlo.
Vendein-se ovas do sorlao muito frescaes : na
rua do Uueima lo, loja de ferragens n. 14.
Pechincha.
Yendem-se pocas de canibraias lisas finas com
10 !|2 varas a 4*500 c 55, e a vara a 410 e 500
rs., ditas de choviscos, finas, a 5tf, grosdenaples
preto superior a l800e2$: na loja novada
Independencia ns. 1 e 3.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na rua Direita n. 45.
Vende-se ura carro de 4 rodas com vidra-
{as em branco e por ^forrar, feito a moderna:
quem o pretender, dirija-se rua do Domingos
Tires n. 22, que achara com quem tratar.
Para vender
urna negrinha de 15 a 1C annos, sabendo bem
eozinbar e engommar, no Manguinho, em fronte
do sitio do Dr. Accioly.
Aviso aos acadmicos
Nova loja
dres e alguns quebrados, e com alguns cabellos
brsncos, levando toda a sna roupa. Esta esrra-
va c natural da cidade de Olinda, c ha 11
das foi pegada no bairro do Recito por um pre-
to, o qual querendo leva-la para casa, foi or
ella illudido, e evadio-se na mesma oreas
por isso julga-sc que elb anda por eilos lugar 3
cima mencionados : roga-se a qualquer pessoa
que a pegar, que a leve rua de Santa Hila, so-
brado n. 40, primeiro andar, que ser graitO
= Aosenton-se da casa re scu senhor, o >--
cravo Agapto, mas os sgnacs salientes si
seguintes : cabeca rapada, pernas arqueadas,
misa de maapolao usada, caira preta tao
usada, chapeo de palha, lenco na cabe;a : a
encobrir a falta de cabello : qualquer capili
campo, genlC da polica ou pedestre o faca v
c leva-lo rua do Rangel n. 21, que ser gi
cado. Costuma andar pela rua Augusta, em al-
gumas casas.
ffi ....'. -.. ^rx '.y 4;
V.^O-..
30,000
m ;
@ Desde o da 14 de feverciro ultimo anda '}
m fgido o escravo Pedro, carapina, pardo, -.^
-' (um bonsdenles, beioos e nariz grossos,
^ reforjado, com 18 anos incompletos de
gf> idade, boa estatura o tendoum signa I as
cosas de urna pancada que Ihe doram :
fj quem o pegar leve a seu scuhor o abaixo
> assignado que d5O0 de gratificacao. lic-
h cito 5 de marjo de 1860.
~< D. Francisco Balthazar da Silveira.
n

CASA
Neste prorcitoso estabelecimcnlo, que pelos no ros melhoramentos feitos acha-se conre-'
nientemente montado, far-se-ho lambem do 1" de novembro em vante, contratos mensaes para j
maior commodidade e economa do publico de quem os propietarios esperara a rcm^inerac,ao de
tantos sacrificios.
Assignatu's de banhos fros para urna pessoa por mez. .... 10JJ00O
w momos, de choque ou chuviscos por mez 15^000
Series de carloes e banhos avulsos aos preeos annunciadoa.
I r Attenco.
^ A o segundo andar do sobrado
^ da esquina da rua do Queimado
por cima da loja do Sr. Pregui-'
ea entrada pelo becco do Peixe
fl9 Ricos cortes de vestido preto de
V> duasSitias bordades a velludo.
jS! Mantas pretas bordada* de blond
^ de linho.
g Gobnbas ou broebesa Antoniette ^
M c'e mu|t gofto.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
S
n
m
5>
-.'
8
FUNDICAO
jSeus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico 'era geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido eslabeleeimento a saber; machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de torro ou para cubos de madeira, moen-
das e meia moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para dscarocar algodo, prendas para mandioca e otoo de ricni, portoes gradara, co-
lumnas e moinhos d rento, grados, cultiraloies, pontos, -aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de niachin/.smo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
desenhos ou moldes que para tal fio; forem apresentados. Reccbem-se encommendas neste esta-
bctocimenlo na ruado Brum n. 28 A na roa do Collegio hoje do Imperador o... moradia do cat-
leiro do eslabeleeimento Jos Joaiuim .da Coa Pereira, com quem os yretendectes se podem
cateoder para qualquer obra4
Vende-sesuporiorlinha de algodSo, bran-
1 cuse do cores, em novello, para costura : em
casa de SeuthaU. tfellor & C, rua do Torres
n. 38.
= Vende-se a taberna da rua da Soledade,
junto a padaria, beiu afreguezada para a trra, c
com fundos a vontade do comprador, a dnheiro
011 a prazo ; tambera se vende urna preta de
mca idade, muito fiel, que coziuha, lava de sa-
bo, carrega agua, e faz lodo servido do uraa ca-
sa a tratar na mesma taberna o. 11.
Em casa de Ilenry Forster & C, rua do
Trapiche n. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas idem.
Fogcs dem.
Arados dem a 3">S000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampeoes de palete com azeite proprio.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lera sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, ura grande sortiraento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito cu na rua do Trapiche n 44.
Em casa de N. O. Beber & C.
Successores, rua da Cruz n.
4, y ende- se:
Vinho Sherry em barris, de ptima qualidade.
Cognac (Pato Brandy) era barris de ptima
qualidade.
Vinho champanha, em caixas, marca Farro,
mui acreditada no sul do imperio.
Brilhanieal 1 1 f2 quilate.
Burros andaluzes.
Acabara de chegar de Lisboa quatro burros de
pura raca andaluza, sendo urna parelha e um ca-
sal, bonitos c grandes, que se vendem por com-
modo preco : quem os pretender dirija-se rua
do Vigario n. 19 1. andar, para tratar.
Espirito de vinho com \\
graos.
Vandc-se espirito de vinho verdadeirocom 44
gritos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36
Bom e barato.
Na rna Nova n. 14, loja do bom gosto, ven-
dem-se rquissimos chapeos para senhora, de
gosto mais moderno, chegados ltimamente, pelo
diminuto prego de 12ff : venham ver para crer.
ss Vende-se superior faridha de mandioca e
caixas com ceblas, por preeos commodos : no
armazem da rua do Vigario n! 20. de Silra Ro-
dovalho & C.
Nactfnfeitatia da rua da Senzala Nova n.
30, ha para vender superior marmelada, alpeos,
pecego, ameixas, bem como inmensas qualida-
des de doces c amendoas, c prepara-se bande-
jas com muito asseio.
Camisas pava meninos.
Na loja da rua do Crespn. 5 esquina da rua do
Imperador rendem-sc camisas francezas para
meninos a 1600 cada um.
Vendem-se duas escravas mocas com ha-
bilidades, por mdico prc;o, sendo" de casa de
familia, que se dir o motivo da venda : na pra-
^3 da ribeira de S. Jos n. 19, sobrado,
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes gerente Jo-
s Gomes Villar.
Una i\o Crespo 15.
Vende-se superiores charutos de llavana, da
Baha denominados suspiros, guanabaras, appra-
zireis, sigarros bota fogo a 110 rs. O maco.
Camisas das melhores possiveis.
Seroulas, calcas de casen.ras de cores c pre-
tas, colletes, grvalas, meas, bolitas Mell, cha-
peos, lencos de seda, perfumaras, sobrecasacas
e palelots*de panno fino e palelots debrini.
Garante-se vender por menos que possivel
afim de se fazer muito negocio e mesmo por ter
urna freguezia tao honrosa.
Novidade para as senhoras
do bom goslo.
Na nova loja
Encyclopedica
DA
Ruado Crespo n. 15,
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes, gerente Jo-
s Gomes Villar.
Esta loja acaba do receber de Pars os mais
importantes manteletes de Gupurc, e vende-os
por preeos baratissmos.
Rquissimos vestidos pretos de 2 saias. os me-
lhores que tem rindo provincia.
Este eslabeleeimento garante vender por me-
nos do que cm oulra parte, afim de se fazer
muito negocio.
DA
rua do Imperador
numero 6,
confronte ao deposito do gaz, vende-se presunto
para fiambre muito superior a 400 rs. a libra,
fueijos flamengos novos a l!&600 cada um, bata-
tas novas a 19 a arroba.
Quasi de graca.
A madeira que foi do pavilhao : vende-so na
rua do Imperador n 6, confronte ao deposilo
do gaz.
Escra\ a fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 auno*, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tora
bastantes cabellos brancos, costuma trazar urn
panno atado roda da cabeca, tendo por signa!
mais saliente as miios foreiras, proreniei.to do
calor de ligado. Esta escrava tendo sahtoo romo
de costme, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, 5s autoridades |
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprebenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina dofronte
da cocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
tiao, qno serao generosamente recompensados.
No dia 23 do corrente desappare-
ceu urn escravo por nome Gaetano, ca-
bra, de idade 55 annos, com os sigriaea
seguintes: cor clara, altara regular,
cabellos bastante carapinl'os, cabera
cornpri fa, bastant; barbado e ga^o,
official dopedreiroe sabio com ebopo
de palba da Italia : quem o pegar le-
ve-o a rua da Gloria n. 73, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Mentzes,
que sera' bem recompensado.
Attenco.
Roga-se a qualquer pessoa que dr noticia
certa da escrava Silvana, ciar cabra, alta, secca
do corpo, representa ter 25 annos, tem signaos tic
feridas de baixo do queixo, arrasta um pouro os
pos, jnlga-se ter mudado o nome, c ter sahida
para fura da cidade, lavando roupa poressos .ir-
rabaldes, ou estar servindo de asna em algnraa
casa como forra; j; se acha fgida desde 12 tle
Janeiro, levou varios vestidos de chita de qua-
dros, chales encamado, e panno da Cosa quem
a pegar ou der noticia certa, leve Soledade,
tabeina de Francisco Jjs Ferreira Pires, que se
gratificar com generosidade.
Fugio do engenho Rom Amigo da pro'.
de Alagoas, comarca do Porto de Podras, o es-
crava crioulo de nome Luiz, de 36 a 40 annos de
idade, altura regular, beic,os grossos, troca um
pouco os olhos, dous denles da fronte abertos ;
este escravo foi comprado ao Sr. Joo Belii, se-
nhor do engenho Camutengue em Barreiros, por
onde sejulga andar : roga-se a toda c qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegar e levar nc
dito engenho, ou no Recito ao seu senhor, mo-
rador no caes do Ramos, sobrado encarnado a.
4, onde ser generosamente recompensado.
100^000
d o abaixo assignado de gratificacao a quem H10
levar rua de S. Francisco n. 68 A, scu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do corrente, levando um caneco de
folha proprio para carregaragua, um gancho ao
pescoco, tem 35 annos de idade, falla bem. per-
nas pouco arqueadas ; ha 15 das chegou de ou-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Antao ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j con-
tra quem he tirou o gancho.
Francisco Botelho de Andrade.

. .


rs)
DIARIO DE PEBNAMBCQ. ~ QUARTA FFIRA 7 DE MABCO DE '860.
Variedades.
Curtas do visconde de Kikiriki sua cs-
posa a viscondessa do mesmo titulo,
i
Assisli, viscondessinha,
A' bataiha eleitoral,
Que se dru na capital,
E para a qual, como gente,
Eu doi o meu contingente.
II
Lanrci a minha lislinha
1ro da urna tambera,
; o pessoa de bem,
Foi mu favor qn; vu Cazia
C a certa svmpalhin.
111
Foi un aclo magostse
De popular rreganho,
O phienesi foi tamaiilio,
Que me vi alaranlado,
Perseguido, sitiado.
IV
Tudo erom barretadas,
ludo eram corlezias.
Al mesmo os lidalguias,
A nobre mo me eslendiam,
E o mcu voto me pcdiam.
V
Todos sabem, viscondessa,
Une eu nao son homcm de cor,
Cuando oglou de bum humor,
1. nao leuho que fazer,
Os jomaos cuslumo 1er.
VI
Qilando cu tinha mais cabello,
Confesso, poliiiquei;
Mas como nada pillici,
A nao ser alguns aroles,
Disse-lhe adeus, boas noiles.
Vil
Seja portantn ministro
Qualquer fulano de tal,
Eu por mira (ico neutral :
Basta, porm, d'agua fria,
Vanos questo do dia.
VIH
No Marrare das Sete Porta?,
De que agora sou devoto,
Chuchei cusa do voto,
Caf, ponches, phipplnas,
E oulras bebinas linas.
IX
Cuando do Tanas fugia,
o Munlciro :nc espetava,
Cuando d'ambus me safara,
Supporlava o espalhafslo
Do iiumcm do pao barato.
X
0 senhor Hermenegildo
E' valenle c nao recua ;
Mesmo no meio do ra,
Me agarrava e impingia
A sua grande homila.
\L
Se por acaso eu entrara
as boticas, me delinhanr,
E os pharmaceulicos viuham,
Com sua humilde carinha,
lmpingir-me a lal lislinha.
XI l
As mesnias damas do lort,
Cuando em casa me pilhavam,
Ao palclot se agarravam,
E no bolso me meitiam
A lisia que protegiarn.
XIII
as lojas dos mercaderes.
Pos bajbeiros, dos cambistas,
rio se viam seno listas,
Eos laes raides mentaran),
E o meu voto mendigavam.
XIV
A lodos disse quesim,
Para os nao descontentar.
E al para me safar,
Porque, emlim, seja o quefor,
Teiilio cara de eleiter ;
XV
Que assim urna carinha
D'um mocinhodc recados ;
Nos bellos lempos passados,
Cuein fazia de eleitor,
Ao menos era doulor.
XVI
Cuanto a Tedesco, priminha,
a Favorita cantara,
L que os sons que ella soltara,
Me punham de bocea aborta,
lie patusco me desperla ;
XVII
1 me diz : senhor visconde,
Nao quero assislir dansa ;
Tomo, pois, a confiarla
D'offereeer-lhe esla lislinha,
Que bem v, cousa minha.
xvw
E fez perder-me o maldito
Duas notas niusicaes,
Duas olas sem eguaes,
Cue os anjinlios, que o co tem
Tal vez nao cantera tao bem.
XIX
Por uro Irii que nao lhe arrumo
Em coucc ; ralha-mc Deus,
Digo umseo, c dos meus,
Cue poe acara n'um bolo.
E maneira d'um lijlo.
XX
Os meus socos tem renomc
Al ra nacao visinha ;
Su cora un matei, priminha,
Nao me lembra agora o mez,
Tres gallegos d'uraa rez.
XXI
Mas rao'se lienza, senhora,
Cue inda mais me succedeu ;
No domingo estar eu,
Dcjnclhos, nao de p,
Ourindo missa na S ;
lOLIIE/ilH.
Consfanca Yerrier,
XXI4
Um palusquinho janota,
De vidracas no nariz,
Chega-se a miffl c me diz,
J que o visconde pilhei,
De certo o nao dcixarei.
XXIII
E do bolso lira um maco
De lisias vf rdes, azucs,
Eram lisias mui latues,
E me disse a gaguojar :
O senhor ha de ir volar.
XXIV
Finalmente, hoiitem jnguei
Em casa de I). Maiiinho,
O domin baralinho ;
Tive ii m assalto modal ;
Eis ocaso lal c qual :
XXV
Dona Ignez, dona da casa,
Cue em verdade nao m,
Depois de servido o cha,
A meu lado so assenlou
Euma lisia me enlregcu.
XXVI
E me pedio o meu vol.
A favor do ministerio ;
O seu olhar semi-scrio,
E um suave beliscao,
Salou de cerio a naco.
XXVII
Dir-me-ha que fui um fraco,
Cue de-via rejeitar,
Mas que quer ? no meu lugar
O proprio genitor Catu
Ceda ao tal beliscao,
XXMII
Um beliscao de mullier.
Mas dado com cerlo gito,
negocio meio feito ;
Mellas soiencias d'amor,
Posso passar por doulor.
XXIX
Por fim de coritas, priminha.
Como lhe disse, volei,
F. apezar que os pos molhei,
Posso dizer, Deus lomado,
Que nao eslou constipado.
XXX
E' verdade que eslrasuei
A casaca dos domingos,
Cue veio cheia de pingos,
E as abas um rasgao,
Cue apanhou na mullido.
XXXI
Cuando setrain, senhora,
Vn salvar a patria amada,
C por mira nao olliu a nada.
Fecho os ollios, nao me lico,
E a camisa sacrifico.
XXXII
A respcilo de eleipoes
Tenlio-ibe dilo o que sei ;
Houve paz, cumprio-se a le.
O que daqui salina,
O lempo lii'o mosirar.
XXXIII
Eis o que consta, senhora,
Por parles olliciaes ;
Em ambas as calhedraes
Ha Te-Deuns, ha luminarias,
Gorrera noticias mui valias.
XX XIV
Aposto que os deputados
Nao fazem cousa com gerlo,
Pois na verdade suspeilo
Cue lo renhida eleico
Produzio um pastelo.
T
O poder moderador,
Cue eu respeilo adoro e sigo,
Disse, prima, l comsigo,
Depois de dormir a ssla,
Esta cmara nao presta.
II
Eaz carolas ao gorerno.
Ladra delraz das paredes,
E eslendendo orceultes redes,
Quer pescar no Portugal
o peixe ministerial.
III
E dissolveu-a c mandou
Os pais da patria labal
Pd-los no meio da ra,
Sem ao menos lhe dizer,
Adeusmho al mais ver I
IV
Esla accao nao foi bonita,
Pois que cheirou a desfeila,
Porm, bem feita, ou mal feita,
Q que cerlo, encanto amado,
E quo fado consumado.
V
O capitolio, senhora,
Onde a le se arranja e sua,
Fechou a porla da ra,
E oscommuns ieraram baixa,
Sahindo a loque de caixa.
VI
Agora que os pais da patria,
Viuham salrar o paii,
Onde nasceu I). Diniz,
Cue era, segnndo os annaes.
Derotos de cereaes,
VII
llnje, que as nossas finanoas,
Al agora desgrenhadas,
1/im a ser ponteadas,
que os pais que a patria lem,
Faiem vispere, meu bem !
VIII
E quando dos seus peccados,
No tribunal da nacao,
Vinham fazer confisso,
Os minislros peccadores,
Vao-se embota os confessoresl
IX
Altos juizos de Deus,
Que sabe, prima, o que faz,
Ningucm lhe d sola e az,
Deixe os sabios phiiosophar :
Fazem caslellos no ar.
POK
GEORGE SAND.
A Sra Orlolani ere urna mullier encantadora,
rilha de um rico fidalgo de provincia, c casada
ero primeiras nupcias com o relho niarquez de
C-rions, tinha tornadoa casar, sos quarenla anuos,
com um econoniista eslrangero, encarregado ou-
Ir'ora de diversas niissdcs diplomticas ; homcm
do espirito, de sciencia, muito bella iigura, aiu-
da moco, c de commercio agradarel. Nunca se
atreveu a confessar que fura casamento de amor,
o todava nao era negecio de conveniencia, por-
que Orlolani nao linha nem nascimcnlo, era for-
tuna. Seus tlenlos e relajees grangeavam-lhe
occupaccs convenientemente retribuidas e abas-
tanca. A s doria o seu norae, que era alias
mui honroso.
A nobre familia da ex-marqueza de Grions, a
dodefunlo marquez, c lodas as pessoas titulares
lio meio das quaes tinha a Sra. Orlolani passado
a vida, comecaram por censura-la e fugir della;
mas gracas ao seu carador amavel o um mrito
do franqueza e guio que linha grande encanto,
ella soube impedir os rompimenlos formulados,
evitar as dimissoes, e pouco a pouco, chamar a
si a roelhor parle dassuas amigas rolar oes, a par-
te generosa ou inlellgenlc. Ganhou pis na s*a
mudenca de posicao o poder fazer urna escolha,
una especie de sloeco.
Ella gostava do mundo, nao do grande mundo,
mas de ver gente em quanlidade. As relaces de
seu marido eram numerosas e variadas. Em sua
dupla carreira diplomtica e sccnliCca, linha
cosleado as sumraidades da influencia ou do ta-
lento. Alera disso, era irmao de urna pianista
celebre, mullier de muio espirito e saber.
A Sra. Orlolani abri pois a sua casa muilas
nmisades serias e a muilas relaces agradareis.
Em maleria de talentos, recebeuem piimeiro lu-
gar artistas estrangeiros. Tudo quanlo chegara
i Parla desejara passar all por urna especie de
provonga anle um cerlo numero de pessoas com-
petentes. Mademoiselle Orlolani, a pianista, era
encarregada de escolher e levar cunhsda
lodos os msicos que linham tal ou quol merilo.
L'm pouco mais tarde, muilos artistas france-
zes eminentes, chamados a irem julgar e prote-
ger os seus collcgas dos ou'.ros paizes ou ts
provincias, contrahiram rauilo naturalmente o
liabilo de frequentarem essa casa confortarel,
animada, alegre, cuja dona linha a arle suprema
de occupai-so de todos cm geral e de cada um
Nada se faz ncslc mundo
Sem a ronlade de Deus,
Dexa gruir os atheus,
Estes loucos palusquinhos,
Sao uns grandes bacorinhos.
XI
Nos bulequins basopheiam.
Dando sempre larimella.
Mas quando a febre amarelta
Ataca o fofo colosso,
Resam o seu Padre Nosso.
XII
Vamos; pois, viscondessinha,
Entrar na grandu campanha,
Vni tudo em papos d'aranha,
Os comicios j forniigam.
Ja trabalham, j,i intrigara.
XIII
Os partidos que at agora
Nao vali.im trinta reis,
Eso borraram papis,
Hoje, priminha, assanhados,
Vo marcharenlileirados.
XIV
Al os fiis vassalos.
Do rei que fui e nao ,
Vao dcsla vez por seu p,
I.anear na urna fatal
A receita eieitoral.
XV
Eu goslo que estes patusco?,
Doixando o seu mao caminho,
Entrera no nosso jogoinho.
E.cm nome de Sania Marida,
Facam sucia, pecara caria.
XVI
Fervel opm tu cachone.
Reina grande espalhafalo,
Pois nao ha nem rao uem gato
Cue salvar nao queira a grei,
Cora mil projeelos de le.
XVII
Tros mil hachareis formados
Disputara ueste momento
As cadeiras dejp. liento I
Que tal a farlurnha
Desla nossa fazendiuha !
XVIII
Mas prepare-so, rou dar-lho
A maior das novidades,
Qwe ha-de espantar as cidades,
Villas, concelhos, aldeias,
Eoul-ras tenas alheias.
XIX
Saber que o seu risconde
Padece do mesmo mal,
Sinto a febre eleiloral.
Esse ardor audaz, fogoso,
Cue iuceudeia o meu nervoso!
XX
Vou-mo propor, viscondessa,
Desla rez a depulado,
Por um circulo quadrado;
Se eu vencer, se fr feliz,
Esl salvo o meu paiz.
%XXl
Dado caso que ogoverno
Aceite os servicos meus.
Defensor dos actos seus,
Hei-de em corles trovejar,
Uei-dc ludo atarantar.
XXII
Mas se por esgraca dclle
No aeeila neslecso,
Crea que vai tudo razo ;
Tlei-dc em cortes esmaga-lo,
llei-de por lim dTruba-lo.
XXIII
Eu r por mira sou assim.
Nunca fui de pannos quenles.
Por bem don os proprios denles.
Mas por mal encrespo o raijo,
E sou o vivo diabo.
XXIV
L'm figuradlo que trumpho,
Homom decaixa e de tino,
Cue bebe, prima, do fino,
Medissse, mas era segredo.
Sem me querer metter medo,
XXV
Que os minislros solidarios
Se recciavam de mira.
Nao s por saber lalim.
Mas por ler assympalhias
De qualorze freguezius.
XXVI
Pico esperando que me passem
Alvar de deputado.
Eu jii tenho rabisca lo
C dentro do meu loulico
Um projecto espantadizo.
XXVII
Quero proscrever as moscas,
As pulgas, os persorejos.
Tributar os realejoa.
Dar garantas aos ratos.
Contra a fitaucia des galos.
XXVIII
Cuero lambem decretar
Paguem as saias-bales
Cada urna tres losloes,
A favor das irmandades,
Das Irmes das Caridades.
XXIX
J v, que sou, viscondessa,
L'm poltico chapado.
Nao me tecm aproveitado,
Eis porque o meu paiz
Tem sido tao infeliz.
XXX
Pelo paquete do norte
Lhe remello urna folhinha ;
Vai lambem, viscondessinha,
A roupa suja n'um sacco,
E urna quarla de labaco.
(Brai Tisana.
era particular, de fazer com que assuas visitas es-
tivcssem a gosto, mostrando nao se importar cora
cousa alguma e direrlir-se por sua conla.
Esse salo foi um dos ltimos vestigios da an-
tiga sociedade franceza. De 1840 1855, a des-
peilo das revolucoes. tere sem eslrondo. sem
fausto c sem pretenedes, ura lugar escolhdo no
meio do mundo. E necessario dizer no meio,
por que foi um pequeo ponto central, em que
lodas as classes da sociedade foram simultanea-
mente representadas, e em que as posicoes e as
opinocs mais contrariasflearam admiradas dse
encontrar face a face, sem azedume e sem con-
tenda. Ao principio iam all por curiosidade, de-
pois por goslo: na semana, por pequeos grupos
que qucslionaram, se apalparan) por assim dizer,
c se separaran) som se lerem ourido, mas sem
se lerem escandalizado nem odiado ; na segunda
feira por grupos mais numerosos quo chegaram
a fazer massa, reunidos por um sentimenlo com-
n.un de approracao ou prazer para ouvirem urna
boa leilura ou excellente msica.
Nada ditemos mais aqu dos esposos Orlolani,
seno que o marido era estimado e a mullier
amada. Esta tinha o eorac&Q essencialmenle. bom
e dedicado; nclla a arle de obsequiar, era ornada
de lodas as gracas do espirito.
O fim desle prembulo explicar, sem fiero
romanesca, tomo se poderia formar em Paris urna
amisade romanesca, sem motivo de interesas ou
de qualquer intriga, entre tres pessoas cujas posi-
coes, caracteres c hbitos nao deram natural-
mente aproximar-sc.
Eram Ires mulhcres; urna duqueza, urna bur
gueza e urna artista.
A duqueza era madama Erereux; cujo nome
de baptismo era Sybilla.
A burgueza chamara-se Constancia Vetrier.
Seu pai linha feito honrosamente negocios lucra-
tivos.
A artista era a encantadora Mozzeli, artista de
segunda ordem no thealro, mas que muilas re-
zos, lomara o primero lugar nes saloes, anleum
auditorio Ilustrado.
Todas tres eram ricas ; a duqueza por diteito
de nascimenlo ; a burgueza, pelo talento e habi-
lidade de seu pa, a artista por seu proprio tra-
balho e seu proprio talento.
Todas Ires eram lirres ; a duqueza, vura de
trinta e cinco airaos ; a burgueza, solteirona de
vinte e cinco ; a cantora, sem marido condecido
c sem idade declarada, mas, vendo-a entre as
duas oulras, mais animada que a duqueza, me-
nos fresca que Conslanca Verrier, podia se julgar
que eslava no meio termo entre os trinta.
Eram todas tres encantadoras ; madama de
Evcrens, loura, bastante alia, um lano gorda, c
um lypo dos mais nobres com urna expresso de
benevolencia jovial, que moderara a altivez das
Habas.
Constanza, das tres a mais bella, nao linha nem
a opulenta elegancia da duqueza, nem a diapha-
neidade potica da artista, mas era admiravel
da cabeca aos ps.; cabellos castanhos abundan-
tes, olhos e sobrancclhas magnificas, traeos re-
gulares c de um descuho acabado, tez. pura e de
um colorido de saude moral e physica iudubita-
rel: extremidades deli-ailas cora estatura tr.eia,
graca sem affectaces, encanto sem coquelerre,
um lodo quasi dvtso, um lypo cujas origens se
procurara mais alto que o da duquoza, porque
para explica-lo fura necessario remontar alguma
influencia celeslo.
Sophia Mozzeli era menos bella que Conslanca
e menos magostos.! .que madama d'Erereux ; ms
agradara mais enrgicamente. Sua pallidea mo-
rena e seu olhar inlclligenle e apaixonadu fa-
ziara esquecer um pouco do espessura nos labios
e um pouco de exiguidade as formas. Lra bai-
xa c de apparencia fatigada. Sua. graca, um pou-
co desenvolvida pela arte e pelo trabaliio,. pare-
ca s pertencer natureza. Sua voz ja nao li-
nha o primitivo frescor, mas anda possuia aren-
los de amor e de dr que arraacavam lagrimas.
Essas Ires mulheres linham muila indiligen-
cia ; a cantora para a arle ; a duquesa para o
mundo ; a burgueza para o mundo e para a arle.
Tolas tres linham urna existencia taysiiea ou
problemtica. A duqueza tinha muilos amigos,
di/.iam pela bocea pequea que eram amantes,
mas sem que podessem aflirmarou pravar qual-
Produces e eostumes da Amenca do
Sal.
CUBARE.
O curare um veneno composto, preparado e
tmpregado por di/ferentes tribus indias da
America do Sul para envenenar sitas armas
de cara e mesmo de guerra.
(Coutinuaco. )
Emfim o Indio cara som nutro recurso Ynais do
que seus olhbs, e urna ciencia mtclligeute dos
eostumes do animal que persegue. Faiieis aba-
nar a cabeca por incrdulo a maior parte dos In-
dios a que dissosseis que temos ofies para corri-
da, caes de espera, caes para coelJios, fusoes ele.
De que serrina um cao esse carador, que v
a ca^a, romo a a guia a presa, qu a sogoe em
Ierra, n'agua e no ar, cora urna presciencia so-
brehumana nossos olhos ; que sabe onde olla
se levanta, onde come, onde dorme, e que quan-
do alira, pode dizer; loquei em lal parle do cor-
po : cahir em tal distancia, etc. etc. ? Raras
veces ou nutica se engaa.
Nao somonte caca sem rao, porque nao precisa
dclle, como porque sendo a carada seu oflicio,
se envergonharia de fazor-se ajdar por um en-
te de especie inferior sua ; e nao comprehonde-
ria. como elle, o mais inlolligonle de lodos os
animaes, elleo rei da floresta, elle o hornera em-
lim, pode ler necessidade de ura cao para gatihar
a vida.
Essa hahilidade de caca, que primeira vista
parece especial ao Indio", e innata em todos os
homens mesmo nossa raca europea a possue
em alto grao ; se nossa educacaa a osle respeilo
se desenvolresse pela necessid'ade ou pelo habi-
to, atingiramos quasi hahilidade do Indio,
ral e o alcance Uu sopru humano uessas iniius,
que lanca urna fleta mais de vinte e cinco
passos, com a forca precisa para ferir urna are,
quasi em cada tiro ; c tal .a rigidez das flexas,
que militas vezes ri penclrarcm a casca de um
coquero, que madeira quasi to densa, como
o carralho, e flcarer^ pegadas, como urna flexa
Je ponta de ferro segura-se era tima prancha de
pan. Este genero de projectis, mopatece muito
preferiris? bolas usadas em nos-as sarabala-
nfls para quebrar 1".nocas ou aturdir as avesi-
nhas, c foi mesmo para indicar a essesque fazem
uso de passu lempo lo innocentes, que julguei
OS ver dar as minuciosa! explicacocs que prece-
de ni.
Na America do Sul cada urna dessas flexas
temperada em separada, com nina peiina de
es rever, em solo cao de curare espessa, romo
tinta, ficsadf por tanto a (lexa com urna especie
de gomma negra. Basta, que urna quanlidade
muilo pequea de curare se dissolra no sangue
ou ni humidade a chaga do animal ftido, pa-
ra causar a raorle.
Vi Indios muilas rezos cacar com a sarabalana
e o curare ; empreguei em diversas occasies
flexas preparadas com esse veneno; ltimamente,
nn correr do mez de outuhro, quando ja tinha
dado principio a escrerer esla noticia, renovei
oiesina arvore, em minios gamos na mesma
chusma, som quo aquellos que nao sao tocados
pelas flexas voltem ao menos a cabeca. Vi In-
dios matarem dessa maneira at tres hceos no
mesmo ramo.
0 ferdo foge sera saber d'ondc lhe rom a II-
geira ddr que sent, e a nlguns passos cahe para-
lyhco pelo veneno. Muilas vezs nem foge.
I'.mfim, nunca o animal fiea pisado, nem des-
pedacado ; a ferida apenas toca a epiderrae, que
depois de lavada nao deia vestigio appar'ente.
Os I.uropciis usara desse modo de cacar para do-
raesliearsuas rictiraas, ou empalha-las.
No primeiro caso usa-se deum curare inferior,
tal como o que se fabrica fem muilas povoseftes
da baixa cordilheira dos Andes, e depois'por
meio do um contra-veneno se tira o animal fefi-
dn da paralysia momentnea. Muilas vezes o cu-
rare feilo p^ra este fim de maneira lal, que a
syncope do forido nao dura mais de alguns minu-
tos ; o lempo preciso para apanha-Ias.
E|com esse proresso, que dizem que muilas
tribus pegam um numero considerarel do araras,
papagaios, ele. para aproveitarcm as pennas
proporcar qun vao cahindo ; como em muitos
ruinbas experiencias era alguns animaos como I riunpos da FnnCn se rriam gansos para tirar-lhes
coelhos, ares, ele, nunca o curare que cmpre-|flS Pnnn;l3- A qantidade de colares, braceletes,
guei dexou de dar a raorte, bem que nao foss-1 ^f^JI^JJKL!?*I!S S -"d!?Lc?m
sempre o mesmo o lempo que levara para pro-
duzir cITcilo.
Cuando o veneno oplimo, basta o valor de
urna cabeca de alunte absorvido na ferida feita
em qualquer parle do corpo, para malar
em
profos.io verdideiramenle excessiva, nao lem ou-
Ija origens. Mesmo este respeilo os Indios da
America do Sul eslo muito mais adiantadns d>
que nos : arranram certas pennas do corpo de
seus cherimbabs (animaos selragens domeslica-
dos; o ilando-lhcs urna comida especial, conse-
perfeicao de seus sentidos c leinia perseguido-! da melado de urna cabeca de alfineto quando
ra que o caraclerisam. Se ja rae nao liresse es- rauilo, basta para os animaes pequeos, como as
tendido tanto nesta digresso, ser-me-hia fcil aves. A morle mais ou menos repentina con-
menos de cinco minutos sempre, e muilas vezes guem ter pennas de cftres variadas, e militas rc-
em dous minutos apenas, ura animal
liure. o macaco grande, a gallaba, ele.
como o
O valor
zes completamente dilTcreutes da cor primitiva
da are.
citar numerosos excmplos cm apoio do que digo;
porm com razo se julgaria que faro antes um
curso de caca do que de curare. Ja'que ronhe-
ceis a maneira porque o Indio entende e pratica a
caca, volto aos usos que faz de seu veneno.
Antes de ludo direi summaramenta que a ca-
ca mora com o curare pode ser comida sem ne-
iilium perigo. Gracas natureza desse veneno,
e ao modo particular porque obra no organismo
animal (o que explicare! no capituloseguinle] po-
de-se impunemente absorver no estomago o cu-
rare, e perianto os animaes por ellos morios.
Nao ha Indio que nao coma, e nos : eu e meu
irmao, comemos, nao unta vez, porm centenares
de vezes, animaes de difluientes especies, ares
ou quadrupedos, morios pelo curare.
Esse veneno seria principalmente n'um genero
de cacada, que se faz com flexas lancndas pola sa-
rabalana. Era toda immensa regio banhadi pe-
lo Amazonas e seus alnenlcs. isto ,em mais de
um terco do continente sul-an.ericano, as tribus
indias nao caca va m, e ainda nao cacara seno
cora a sarabalana 1).
Esta arma india cousisle em urna bastea de
madeira cora o comprimenlo de 5 psl|2
7 e a grossura media de um cano de gnnadeira
de grande calibre. Para fabrica-la fendem a
bastea ao romprido, e a diridem em duas par-
tes eguaes. A madeira csrolhida para isto
da mesma natureza que o saberxo. isto contem,
no quo vulgarmente se chama coracSo, um mi-
lo fcil de exlrahir, Depois de CXtrahido o mi-
lo pulem essas meias canas com mais cuidado
do que um arraeiro pule os canos de una espin-
garda.
Cuando cada ametade esl no interior lisa co-
mo um cspolho, reunem ambas de maneira que
formero urna s peca, tal como a naturezi a
foriuou ; amarran), com ura cipe deilam urna ca-
rnada de resina, que prologo nao so o cipo como
mesmo a arma contra os insectos, as pancadas, I legua, e ura tigre pode matardezcacadores ; porm
o calor a humidade ele; dessa maneira lica sao quasi instantneamente reduzidos impo-
uma perfeila sarabalana de cano furada, lisa, do lenci
calibre de um relie americano, porm cora ura
comprimenlo de grande al-ancc, em urna pala
vra urna arma tonga como a dos garolos de
aldea porm preparada com processos muito
mais complicados.
As Rezas impregadas nossas sarabatanas consis-
ten) em pedac.os de caima comprida e fina, como
agulhas de fazer meia, com puntas liio agudas
como agulhas de costura, no mesmo lempo leves
e forles como a casca da caima, de que sao fol-
las. No meio de cada flexa enrola-se una por-
cao de seda vegetal, da grossura pouco mais ou
menos dessas bolinhas de wigalhas de pao, que
quasi todos nos sabamos anligaraenle, bom
lempo. atirar na escola com una hahilidade
deplorarel. Essa seda lisa, corredica. leve e
cheia de tos, como de borra de seda, com que
se parece, serve para [azor com que a flexa adian-
do resistencia saia expellida como a bala de una
carabina. Dessa maneira conserva-se a flexa se-
gura no cano.e com osopro podem alcancar muito
longe, o que nao succcdeiia sem a bola de soda,
porque a flexa nem chegaria a extremidad.' da
arma; um sopro de homcm ou gaz desenvolvido,
sempre ar, esse incalculavel poder, que ex-
polie a balado fusil.e a flexa da sarabalana.
Alguinas (ribus, particularmente a dos Miran-
nas, usara de duas dessas balas em cada flexa,
urna perto da base, e oulra da pona. Dizem
que assim alcancam mais longe o sao mais cer-
teiras. Expcrimentei os dois melhodos c julgu,
que os Mirannas lem razo.
Insisto sobre esla parlirularidade, que nada
lem com o veneno de que trato, porque com um
esludo que faca ni os poderemos com processos
anlogos conseguir dar nossas aves domesticas
as cores que mais nos acradarem. Nao insisli-
rei as applicacdes mltiplas que esse pxocesso
oflereceria sendo feitas as pennas de cerlas ares,
como galos astiuzes, etc.
No segundo casoo de empalhamentosao fi-
cis de comprehender as ranlagens da morle
com o curare ; o animal lica intacto, com todas
suas cores, suas pennas e seu pello. Nao tem
mais do que prepara-Io segundo o uso europeu,
ou injeclar segundo o uso indio, que lem o in-
c'onvenienle de tornar o animal duro como urna
pedra, porm tem a ranlagem de ronserra-lo com
a carne e lodos os membros. Ainda tenho um
siete colores (sete coresporque esse passaro lem
essas cores bem distinctasjmorto ha mais do qua-
Iro annos, e livre ainda das iracas, dos vermes e
dos estragos do lempo, com as pennas lao vivas
como cm vida do passaro, porm com o corpo
litferalmente petrificado, como quo por um po-
der sobre-natural.
Sao essas as principaes particularidades da ca-
ca com saratabana sul-americana.
Queremlo fazer-ros apreciar por ura cxemplo
caracterstico os usos frequentes, a utilidade in-
dia e a eflicacia deslruidoia desse genero de ca-
ca lao desprezado por nos, conlarei a seguinte
aventura, cuja exadidao escrupulosa posso ga-
rantir. era eu nem meu irmo assistiraos ao
drama, porm chegamos ao lugar da siena pou-
co lempo depois, e ainda encontramos os habi-
tantes lao empregtndos de suas peripecias, que
numerosas tcslemunhas de vitu me refiri-
ram.
Nauta, pequea cidade milito importante do
I Amazonas peruviano, parlilha com a maior parle
das povoacoes do centro-Amrica do privilegio
I noturno de ser frequentemente visitada dos ani-
maos ferozes, e principalmente por grandes ja-
guares ou tigres. Residimos por diiferenlcs ve-
zes nessa cidade, e lembra-me que n'uma des-
sas estadas por duas ou Ires noiles seguidas dor-
mimos em cadeiras de pao rom as esgingardas
armadas e com as portas abertas para alirarmos
te meio a lodos os rospeHos preciso para o In- em um grande tigre, que todas as noutes vinha
dio, e preferir! a seu ver nossas armas de psssear na praca, sobre a qaal dava nossa casa.
fo"- I Como quasi sempre succede era maleria de caca-
Cora una pequea panella de barro enntendo l,,1Sl dormimos tres ou qualro noules muilo mal
cera gtaminas de curare solido,tem <'' e "ao viraos o tal visitador noctli
..pe
lorme o animal, sua edade, sou oslado de saude
e a profundidade da ferida, isto conforme tem ;
o veneno penetrado mais ou menos profunda-
mente no corpo ou cm curios orgaos.
Cuando o curare mediocre ou antigo, ou em
muito pequea quanlidade, o animal so morra
no de lira dez minutse mais. Vi alguns animaos
principalmente un coelho, rircr mais de una
hora depois de ferido.
A morle setnrire aprsenlo, ao menos aos
meus olhos, os raosmos caracteres.
O animal a principio parece que nada senle.
Porm logo ao cabo de meio minuto, procura os
lugares oscuros, e parece assallado por una es-
pecie de proocupacao de medo ou do dor que tor-
na seu andar embancado. Moslra desejar o re-
pouso, como que nao pudendo susleular-se cas
pern. s cansadas ; delta-se sobre o ven ir, e
recusa ievaufar-se ; seu poscoco j nao lem tor-
cas de sustentar a cabeca que se estende no
chao ; os olhos ainda vivos mostrara nao se que
Oxidadle no olhar, que presagia a morle ; o cora-
cao bale pulsaeoes mais ou menos seusiveis e
firies, e emfim dexa de baler : a raorle chega
sem sumno apparenle, cora gritos, sera courul-
ses.sem espasmos, apenas cora Cstremecimenlos
quasi irapercoptiveis .5) |>r-se-a que esse vene-
no estraaho alara o principio da vida, ou a mes-
ma vida, e pouco pouco a dessipa, como um
fluido que parausa, e ainal se extingue.
Grabas paralysia quasi sbita, causada polo
veneno, e principalmente gracas maneira por-
que chega essa paralysia mortal, raras rezos os
animales feridos escapara ao caeador.
verdade que elles lem o lempo material de
fugir, ou de resistir durante os dous ou Ires mi-
nutos que lhe reslam de vida ; porque em dous
minutas una perdix lem lempo de andar meia
ca do fugir ou ringar-se : tal
po
a accao do
curare que paralysa quasi de repente a victima, e
latvez mesmo lhe retira o pensamento de mo-
ver s o.
fcil de comprehender quanto um semelhan-
mais de um anuo.
cora que cacar
Nauta pois, era regularmente visitada por um
A floresta fomece lhe sarabatanas quanlas quei- jaguar, que se linha tornado o minotauro 'dos
ra ; verdade que o fjbrico lento e penoso, porcos da cidade. Do duas em duas noules pelo
porm o Indio minea atiende ao lempo e no Ira- monos, sua niagoslade ferina ctilrava na povoa-
balho quando obra por seu goslo. Nao precisan- cao.
do calcular o lempo, porque nao lem necessidade
trabalhar para comer, nem de juntar para a
hice, pouco se importa com o que faz, cora (an-
de
ve
to que isto nao fatigue nem o aborrega
Os lagos, os rios de sua patria do-lhc cannas,
como nossa Franca nos da pal lias do irigo : e a
seda vegetal, a sumauma, como l se chama,
I lio abundante debaixo das arvores, que a pro-
duzera, que basta abaixar-se para apauha-la.
l'or mais longa que seja a cacada, um dia ou
seis raezes, um Indio nao leva cumsigo mais do
que urna panilla de curare e sua sarabalana ;
tudo mais epcontra semeado no caminho, como
a erra em IIOSSOS prados. Se comparar-mos com
O pesado Irem de espingardas, chumbo, plvora,
etc. que canezamos par nicamente matar urna
(3) Em meus romaneos americano [Oitodias
sob oEquador) fallei muilas vezes desse modo de
cacar, porm s o fiz resumidamente ; para ex-
plicacao de meus romances fuimos, como para
interesse da prsenle noticia, julgo ulil dar aqui
bm.i Iheoria completa de ura processo nleiramcu-
le particular s tribus da America do Sul Inde-
penden te de minlias lembrancas e de miabas no-
tas de riagens tenho sob os olhos, em quanlo es-
crevo, curare, sarabatanas, floras, e quasi todas
as armas indias das duas Amerkas : posso pois
garantir a exaclido escrupulosa de minha des-
cris pcio.
perdix, conviro em que esse respeilo teda van- amaes sao qualid
lagcm esl no methodo indio. mesma manha do
A' sio se deve acroscoiilar que o curare fere
sem barulho d conseguiuleatente sem espantar
os ;.nimaes rbi^hos, de maneira que se pode ati-
rar consecutivamente era muilas ares sobre a
(5) As aves, e principalmente as galinhas, me
parecern soflrer alguns espasmos, e mesmo v-
mitos, ou pelo menos esireineciraenlos mais for-
tes, do que sollreram os oulros animaos, que
envenenei cora o curare.
as ras, na praca principal, de que j fallei,
no prtico da egreja, alinal em qualquer lugar
onde na ura porro, l.mcava-se preza, c sera
cancar-s lerava-a para a floresta.
Essa monomana j durava alffumas semanas
a cariieficina era incessanle, os donos queixa-
ratn-se amargamente, sera poderem nao obstan-
te escapar desse imposto pouco legal.
Lima noule porm, o tigre por descuido sera
duvida lenibrou-se de agarrar o nico pnreo que
possnia um Indio \ pouco chegado dos bosques,
pouco civilisado,do um Indio quasi bravo em-
ftm, como l se chanum os Indios Selvagcns.
Nem a paciencia era a mansdo para com os
iades proprias dos Indios. Na
roubo o belicoso ilho das
selvas, soguido de senfilbos tomou a pista do
lgte a fin de conhecer seu pnuso, e armar-lhe
um laco na nonio seguinle. caminho era f-
cil de encontrar e fcil de seguir. A floresta li-
ca ao rodor de Nauta, quasi no fim das ras, e o
terreno incessanlemenlo molhado pe-Jas churas
da cordilheira, que lica prxima da cidade, con-
serva as pegadas dos animaes, facis de ser corno
actualmente os meus pensamentos estrptos nes-
se jornal.
( Continuar-st-ha. )
Mademoiselle Orlolani gostava muilo della; agr- lempo. A Mo-zzelli eslava enlhusiasmada por ella, com a sua influencia nos rexames que tem crea-
ii "i exlrelBa,nenio nessa sociedadezinha esco- e a duqueza olhava com benvola philosophia i do, do mesmo modo uro homcm vilenlo e im-
lluda, de que gostou eonde vollou muilas vezes. para 0contraste desses- dous lypos opposlos que peluoso, senle como que um descanco reparador
tomo anda nao tNiha ncontrato em Pars, e a du- chavara no-amor da avie um poni de coulaclo na sociedade de um ente manso e" tranquillo
queza apreciadora doseu bello-talento, empregava inspirado. assim tambera urna raulher expcrimenlada e en-
a eua Influencia [que se estcndia muilas esphe- A duqueza. era urna raulher discreta c sera cf- gaaada pela paixo. aspira suave mansuelude
ras diversas.) para lhe arr.mj.nr ura conveniente; fusao, porm naturalmente boa, e raras vezes in- de Mina alma nunca perturbada pelas paixes
no thealro Italiano, a cantora, se achou, depressa vejse das oulras mulUeies ; de inteligencia cu- I Pois bem letu razo. Comprehendo. Ma-
e naluralrner.le, em relaces de gralido com es- riosa e indagadora, esludiuido com calma o cora- demoiselle Verrier para mira um ideal de in-
co humano. Era esse o seu gosto c sua princi- noeencia, de virlode, de razao e de simplicidade.
pal oceupaco ; quando rollara para casa, osero-; Eu quizera ser ella 1
ra o que a admirara, e procurara resolver, pelo Sem todava deixar do ser quem ? disse
raciocinio, os problemas que linha visto. j mademoisella Verrier entrando no salo.
Tinha o estylo ftueiUc, incorrecto c muilas ve- Tirando a pellica ao p da porla, ou> ira as ul-
zes ura pouco rago djs niulheres de-espirito do timas palavras da Mozzell:
sa nobre dama, e canlo miwlas vezes em casa
della na inlimidade da familia. Cantn alguna
rezos mesmo danlc della s\ e para lhe dar urna
hora de prazer serio c profundo. Madama do
Erereux, sem ser artista, gostava de msica, e
era esnhecedra.
Foi o accaso que approxiraou Conslanra-
duas
das
auligo mundo :
quer cousa contra olla. Podiam prora mais con-' Conslanca quo muilas vezes linha ourido a ara-
Ira a Mozzeli. mas lodas eram concordes cm di- bos, aco-mpanhou-os como meslra, sustonios-os,
dizer que era muilo sizuda c que nunca especa- aderinhou-os, e f-losraler lano quo ao acabar)
lra com os seus seniimcntos. | a eslouvada e sincera italiana agradoccu lhe cou
Cuanto a mademoiselle Verrier, sabiam que era um aperlo de mo euro beijo terno e resjveiioso
rreprchensrel, e entretanto alguns espritus ma-, as Suas pulseiras. Conslanca nao- se offendeu
levlos procuravam descobrir nella urna falla, com essa homenagem um pouco Limiliac ; sorrio;
urna paixo ou um aefeito para explirarcm como aperlou a mo da canlora, c tornau a senlar-sc
urna moca rica, bella, amavel e de boa posicao, eulre sua lia e a duqueza. Era uro. lu
mas era gracioso, fcil, muilas
primeiras. Urna noilc que cantaram ao-sora vezes agradarel, por retes incisivo, geralmonle
do piano em casa da Sra. Orlolani, o noompa- benvolo e imparcial. Ella julgava-bem tudo 0!
nhadur senlio-se de repente incommojado, o I que nao ora a paiso. Alli parara a sua pene-
maderaoseUe Verrier iomou o seu lugar sem re- iraco, porque sua lgica era complolamenle der-
llexao, sem hesilaco, como quem niu sapreoe- rolada.
cupa corasigo e tem grande dedicacu pelos mais.
Acompaiihar sem esaio- previo com os-canlores
urna campanha iMlJieil. A Mozzeli fraatto o iw-
gro sobr'olho, o o velho Llio que com. ella can-
lava, disse-lhe ao ou-vido em italiano.: c Hade
ser necessario giilarpira encobiir o fiasco. Mas
Corla manha bos fius do invern, a duqueza .
foi fazer uin.i ris-ia de despedida a Sra. Orlo- amgular
lani. la passar alguns mezes em lUiRlalerra. un- .** ,a Lons
Oh peoo-lho perdao, replicou esta ; qui-
zera cessar de ser quem sou Nao goslo de mira ;
aberreco-me, irriVo-me, conheeo-me rauilo bem.
Preciso admirar, venerar, orar por algucra, e a
mira mesmo s concedo um pooco de eslima e
Uuila piedade.
erealura disse a duqueza dirigin-
taaca. Dir-sehia que toda hu-
no entanlo, sei quo nem sempre
na sociedade, baria recusado lodos os partidos e
conservara todus os pretendentes era distancia.
Ella riria muilo retirada, com urna lia de ses-
sonta anuos, traballiando desde pela manha at
a noite, em msica, bordado, pintura o lambem
_ar que
um segundo accaso Iba havia d'ado.
Naturalmente a Mozzelli foi rocober os elogios
da sua protectora, e quiz que a melado delles
coubesse mademoiselle Verrier. A duqueza
louvoii o talento da burgueza, e fez delicadamen-
ura pouco de sciencia, segundo se dizia. Na pti- le justica ao bom modo siasples e tocante do seu
mavera desapparecia para encerrar-sc no campo, i primeiro movimento,
primeiro movimento exclamou a
al o prmeiros das do invern. la pouco s so-
ciedades, e asescolhia, como quem nao succede a
enlhusiasmos.
Foi urna admirarn para alguns juizes rgidos
verem-na apparecr, no invern de 1846, em ca-
sa da Sra. Orlolani, onde apezar do bom lora,
ningucm campava de severo nem de intolerante.
Era como um terreno neutro em que ninguem se
compromettia, em que a aristocracia nao se es-
caiidalisava de ver muilo pcrlo pensadores e ar-
tistas no p da egualdade. As ruis alli levavam
as Dlhas ; mas Constjnra que nao tinha mi, pa-
rece que devera olhar cora mais attenco para
isso. Respondeu aquellos que a interrogaran!
que o Sr. Orlolani baria feilo um grande servico
a algucra de sua familia e quo leudo madama
Orlolani insistido por \-la em sua casa, moitra-
ria ingralido recusando-Ih'o. Acrcsccntou que
era torno dessa amavel mullier s havia boas
pessoas e essa cxplicaco era a verdade.
A Mozzelli tinha ido alli para se fazer ouvir,
Oh o primeiro roovimenlo !
Mozelli, a nica cousa boa no mundo
Acha ? disse a duqueza Constanza com
um sorriso do amavel deferencia.
Nao sei o que respondeu mademoiselle Verrier,
mas travou entre ellas Ires urna conversa.
Depois do cha, quando as visitas foram salan-
do rcataram-a e a dona da casa desenvulveu
enlo a sua graca conciliadora c a sua amavel
jorialidade. Poucos dias depois encontraram-se
em vi/.ita cm casa da Sra. Orlolani; c depois fre-
qucriles vezes durante o invern, ochando sem-
pre prazer cm csUeilarem mais a amiznde.
Conslanca acoinpanhou muilas vezes Sophia c
at consentio em fazer um papel nos coros. Ti-
nha muilo bolla voz, sempre justa e segura, e
cantara som olhar para ninguem en) lorno de s,
com os olhos no seu caderno. tranquilla, em urna
especie de rccolhimento religioso. A Sra. Orto
lani morria por esla mlureza alTarel e obsequio-
sa, que inspirara confiaRca g respeilo ao mestno
passar alguns mezes era liisglalerra, ou
de enllocara toda a sua fortuna, comroecio de urna
rcroluco em Franca.
A Sra. Orlolai tinha sabido ;: mas devia rol-
lar era ini qiiarls-dc hora, e o san pequeo salo
estara aborte. A Mozzelli, que eslava lambem
espera, canta va ao piano. A duqueza senlou-
soao p dolar, e a cantora foi fazcr-lbe compa-
nhia.
Ora, minha querida pequea, disse mada-
ma d'EvereuX. naufraguei completamente quanlo
ao seu cuntalo em Paris, anas sei quo osl, en-
gajada em Londres, c regsmjo-me d l ir, por-
que ouvi-la-hei emlim na scena.
Vai Londres, senhora duqueza ? disse
Sophia com efluso. Olv nesse caso nao tenho
pesar nonhum ora sabir de Paris !
Nao disimulemos, Jdisse a duqueza, que
ambas lereraos l saudades desla encantadora
casa Orlolani, nica lalvez em Paris e sem ne- ; roceu-lhe arriscada, porque corou.
iihuma anloga em Londres, pelo menos que eu __
saiba. Eu tinha me acostumado a essa liberdado
d'alma que se respira uestes pequeos saloes, e
urna das pessoas de quera tire mais saudades,
nisso e'stou de certo de accorda com roc, a
bella e boa Conslanca Verrier.
A Conslanca '. disse a cantora, um anjo
que me passou 'na rida Nao sei porque pens
nclla toda a hora, como se o raen deslino est-
resse as suas mos. A senhora que sabe ludo,
minha graa-duqneza, pode explicar-me isso?
E muilo fcil, respondeu a duqueza ; os ex-
iremos, se locam.
E verdade, mas porque ?
Torque? porguntou? Porque lodos nos as-
piramos a completar a nossa rida moral e intel-
lectual pelos dons e privilegios naluracs que nos
fallan). Do mesmo modo que um vrenlo gosla
muilo de rirer custa de um prodigo, c que pelo
contrario, o prodigo senlcmuilas rezos a neces-
sidade de [zer com que um avarcnlo inlt'rretiha
mudado, e
modesta.
Tem direilo ao orgiillio de artista, respon-
den mademoiselle Verrier, sorrindo cantera,
mas lem muila humildade chrsla no corac,io,
eu lh'o aflianco.
Enicj.u'lgd quo a conhece bem ? replicou
a duqueza. Pois esl mais adiantada do que-eu
que nao a eompreheado.
E mira comprehende-me ? perganlou
Conslanca com ingenuidnde.
A vorft, minha querida? exclamou a du-
queza ; oh! muilo bem ; dulciente!
Defina-mo em duas palanas ; estimara
bem onhecer-me.
Saba por causa de frieza.
possivel, respondeu mademoiselle Ver-
rier com modesta negligencia ; mas a palana pa-
M.
Entendarao-nos, replicou madama de Ere-
reux que o percebeu. Nunca ergo os reos do pu-
dor ; eu o tenho apezar dos meus trinta annos
feilos ; fallo sempre das cousas do coracao e do
espirito. Vot nao ama, nao admira homcm ne-
nhuin ; nao lem necessidade de affeicoes viras,
e por isso que lo encantadora e lo amavel ;
por isso que lem sempre o espirito presente, as
maneiras benvolas, a alma aberta tolerancia
ou compaixo. Nao ha nada lo aborrecido
como uina pessoa upaixouada, quo anda sempre
ca sonhos, c perdida em cogitares.
Nesse caso, senhora duqueza, respondeu
Conslanca cora tom ingenuo e serio, a senhora
sabia por causa da frieza, porque seja qual fr o
momento em quo a encontrera, acham-a sempro
pcrfeitamentc amavel.
(Conlinuar-se-ha.)
PEItN. TYP. DE 11. F. DEFARIA. 18G0


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EF0I6B8DE_3YI4RS INGEST_TIME 2013-04-30T22:10:11Z PACKAGE AA00011611_09006
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES