Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09003


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Full Text
UNO IXXYI. HUMERO 52.
Por tres mezes ada ados 5&0O0.
Por tres mezes vcnciios 6j$000.
,
S1BBAD0 3 DE MARCO DE 1869.
Porjaniw adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREG VDOS DA SU BSCRIPgA'O DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, oSr.
A.de LemosBrags;Cear,oSr. J.Jos deOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Morae3 Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas.:o Sr.Joronymo da Costa.
PARTIDA DO CORRLIO.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Para tuba as segundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as torras feiras.
Pao d'Alho, Nazarcth, Lmoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazcira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
urieury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Frota, Pimenloiras e Natal quintas feiras.
(Todos osrorroios parto mas lOhoras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commcrcio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commcrcio: quintas ao meiodia.
Dito de orphJos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quarlas e sabbados ao
meio dia.
PARTE OFFICIAL
COJIMAXDO DAS ARIAS.
Quartel general do comiiiantlo das
armas lo l'ernambnco, na ci-
dade do Becife, 1 de marco de
IStiO. v
ORUEM DO DIA N. 359.
O lente-general coniinaiidanie das armas,
de conformidade corn o decreto de 28 de mareo
de 1810 a que se refere a ordem do dia do exer-
cito n. 74 de 28 de jullio de 1858. julga conso-
quenlc declarar aos Srs. commandantes de cor-
pos ecompauhias soladas, que nao teem direito
a cantaradas os Srs. ollciaes que so acharem
presos em conselho de guerra, e emcumprinien-
to de sentenca.
Omesmn tenente-general declara que appro-
you o engajamento que a 7 de fevereiro prximo
lindo contrahio em Villa-Bella, o soldado da 2''
companhia do 8" batalho de infantaria Pedro
Nolasco, para servir por mais 0 annos. nos ter-
mos do decreto e regulamento do 1" de rnaio de
AsMgnado. Jote Joaquim Coelho.
Conforme. Derardo Joaquim Crrela, lente
ojudante de ordens do commando.
INTERIOR.
PAHAN..
Coriliba, ? de dezembro de 185!.
Ah comecam os indios Coroados as suas cos-
tumadas correras e assaltos.
No dia 30 do passado appareccram no aldea-
mento de S. Pedro de Alcntara, onde em nu-
mero de 118 fizeram muita exigencia no missio-
nario capucbinlio, a quem cliamam l'ander, e
retirarani-se a 31 em paz profunda.
No dia l.u, porem, mais 85, ao mando de um
outro commandante deram summo trabaiho
aquelle missionariu para os conter.
Na occasiao em que abordavam ao aldeamen-
to, Fr. Tlienioleo se achara do outro lado do
re Tibagv, na colonia militar do Jalahy. A um
signa! d.) frado, que os chamava para aquelle
ponto, elles acudiram inmediatamente, alraves-
Sando a nado o dito rio.
Felizmente ainda eslava na colonia o inter-
prete fructuoso Antonio de Moraes Duda, e me-
cante a conversaco quo travaram, aquielaram-
eo bastante, levando na retirada os brindes que
puderam alcancar.
O missionario capuchinho vive desgostoso com
senioll.anto horda, a quem nada agrada, e cuja
ndole e a peior possivel.
Km sobresalto constante passa elle a quadra
do verao, na verdade a mais pensionada por ser
a em que os Coroados fazeni suas devastaooc*
causando sustos em toda a parte.
Ainda agora a una legua da Colonia do Jala-
la incendiaran! unas pequeas casas, senzala*
c pames, pcrlencenies ao Dr. Frates, do modo
que todos os aldoaoienlos eslao arriscados sem-
pre na estacao actual.
O Pirap ha dias corren risco tambem de ser
theatrolalvez de um drama horrivel ; ms, gra-
pas i Providencia nada sucecdou.
Na colonia militar tem o Sr. Dr. Cardozo um
destacamento do 20 pracas, e agora fez marchar
mais um de guardas nacionaea de 2i pracas afirn
de guardar o aldeamento de S. Pedro de'Alcn-
tara.
Cansa j tanta benevolencia sera resultado, e
vou me tornando sectario da catechese segun-
do o meio empregado pelos Paraguayos, a quem
iiossos indgenas tanto odio votani."
Reliro-me forra do canhao e fuzil, que, quan-
do menos, traz a vantagem de faze-los relirai
para longe, conlendo-se pelo terror.
Islo de evangclho e cruz nao aproreila a lo
ni casta de gente, o urna vez que Ibes falta a in-
lelligencia, o verdadeiro leva-Ios pela re-
presso.
O mesmo Fr. Themoteo, j diz, segundo me
referi un patricio de la chegado, que o govor-
rio imperial s tem dous meios de os reduzir a
vida civilisada, ou aldea-Ios no campo da morte,
ou aprisiona-lo*, transportando os para lugares
onde nao possam ser nocivos.
Veja pois se alguma cousa nao combina com
o pensar do frade. No meio de tudo islo a pre-
sidencia se v em torturas sem saber como con-
ter aquella gente, e nem preservar o povo ohris-
loque l est dos perversos designios dos Co-
roados !
Joaquim francisco I.npes, director da aldea
creada para os receber, j all leve a visita do ca-
cique Arapequcmbi e mais 37 indios que o acom-
panhavam.
Posleriormente foi tambem visitado pelo caci-
que Brabo, com 115 coroados, inclusive mulle-
res e crwncas.
Brindado's e mui bem acolhidos, reliraram-se
alguns ficando oulros.
O aspecto polilico da trra todo de pasmacei-
ra completa.
Este seio de Abraho apreciavol por esta cir-
cumslancia, e a nao ser um ou outro eslonleado
quo quer ver luz as trovas, nada por agora
se descortina, apezar do climatrico armo que
encelamos.
Nessas obras pnblicas vo em andamento pro-
gresivo. Traballn so com afinco na casa do
ncleo colonial. Est em construccao a estrada
que ocommunica com a capital e bem assim a
que se dirige para Antonina.
A estrada da Graciosa conutina com a celerida-
de possivel; e, a proposito desla va decommu-
nicacn, devo duer-lhe que li ha pouco instruc-
coes adequadas para o levantarneiito de toda a
planta da estrada, seu riivelamenlo, etc.
Estes Irabalhos nao existiam, e o Sr. Dr. Car-
doso os desoja para contratar parcialmante a
construccao de toda a linha.
lia varios individuos que se propcm empre-
ta-la, como sej-im o Dr. Jesuino Marcondes, ne-
gociante Jos Mir, lenle coronel Marques do
Porto de Cima, e oulros cidados qualificados.
Como porem elloctunr contractos sem a preli-
minar de planta e o orcameulo, mxime em obra
lao dispendiosa ?
Frocede-se cni toda a provincia ao processo
de qualificaco de votantes : tem reinado a rne-
l'nor ordem, e assim so espera que conclua.
Chegaram Iros olliciaes, sondo um delles o
commandante do corpo lixo, lenle coronel Pe-
cegucro.
Consta por c a nomeacao do coronel Pedro
Maria Xavier de Castro para o lugar de assislcn-
le do ajudante general.
Eis oque ha por agora ; accrescentando-lhe
ainda que a administracao imparcial juslicera e
moderada do Sr. Dr. Cardozo, caminhacom pas-
so seguro.
Se algum descontento ha, nao se conhece por
ca ; lodos os credos polticos o procurara e fre-
guenlam.
Tres familias preponderantes na provincia se
preparara para a lula eleitoral.
E o depulado geral s um !
(Carta particular.)
Espirito Santo.
Yiagem de S. M. o Imperador.
O dia 26 de Janeiro registra urna poca das mais
gratas rccordaees para a provincia do Espirito
Sanio. Fui nclle que os bous habitantes dossa
parle do imperio recebexnra, clieios de sincera
alegra, a visita do soberano e de sua virtuosa
consorle.
As noticias da corle, que aunuuciavam a par-
tida de Suas Mageslades da cidade de Valonea
para o sul no dia 25 ou 26 daquelle mez, lizeran
acreditar que somentc a 28 ou 29 o imperador
aportasse Victoria ; entretanto, pela manha
do dia 26. como dito iea, deu-se o signal da ap-
proxtmacio da esquadra imperial, e o povo, au-
toridades e guardas nncionaes, oru/.avarn-se em
alvorooo pelas ras da cidade, e porfa deman-
davam os lugares prximos ao mar para viclo-
riarem o Augusto Monarcha. Tangiam os sinos,
innmeros ogueles subiam ao ar, e quando,
quasi s 9 horas, o Apa fundeava dofronle da ci-
dade, scus habitantes, como un s homem.s.iu-
davam enlliusiaslicamento o chefe de estado e
sua illuslre esposa.
O presidente da provincia, que fura a bordo
receber as ordens de Sua Magostado, voltou pou-
co depois, assegurando que o desembarque loria
lugar ao meio dia : entao ja se achava o caes das
columnas lateralmente topetado de povo e dos
altos funecionarios, divisando-se enire elles a c-
mara municipal din Inzido vestuario de corte, o
depulado da provincia Dr. Pereira Pfnto, o r.om-
niandanlo superior da guarda nacional da capital,
o da comarca de llapemirini commendador Go-
mes Bittencourt, o chefe de polica, o chefe inte-
rino do estado-niaior lente coronel Torquato
Malta, osjuizesde direito Caetano Pinto e Lima
Castro, o vigario da cidade, o inspector, e Ihe-
soureiro da thesouraria geral, muitos ofllciaos e
diversos outros cdadaos. N'uma ponle de ma-
doira bem construida, e devida direccao do ins-
pector da thesouraria Joo Manoel da Fonseca e
Silva, circumdada de dous cleganlos pavilhes,
em um dos quaes se achava a cmara municipal
e o clero, ena-oulra muitas senboras, desembar-
eararn Suas Magostndes, e depois da ceremonia
do sculo do Crucilixo, ouvida urna cloquente
allocuco do presidonte da cmara o capito Joo
Chrysostomo de Carvallio, diriairam-se Suas Ma-
gostados anliga capella dos jesutas, junto ao
palacio do governo, onde se celebrou o Te-Oeum
laudamos, a que conipareceram os vigarios das
diversas freguesas adjacentes. e no qual pregou
o parodio da villa Nova Almoida.
Finda a ceremonia^ religiosa, recolheu-se o
Imperador ao palacio da presidencia, o depois de
dispensar com a maior afl'abilidade a alguns cida-
dos a honra de enderecar-lhes a palavra, come-
con o beija-mo, que fo'i asss concorrido.
Seguio-sc depots a parada da guarda nacional,
cujos ofllciaes apresentaram-se quasi todos em
grande uniforme, c queandou bem as suas evo-
lucOes. Nao ser fora do proposito consignar
ueste lugar que o lisongero estado da guarda
nacional na provincia do Espirito Santo devido
aos esforcos do utelligonte ox-prosidente o Dr.
Fernandos de Barros, que foi quem orgausou e
dou vida referida guarda.
A lano S. M. o Imperador, acompanhado de
seus semanarios, ministro do imperio, presiden-
te da provincia e depulado Pereira Piulo, visitou
todas as grojas da cidade, principiando polo hos-
pital do Misericordia. Este estabelecimento pi,
que cahia em ruinas, acbou amparo no ardor re-
ligioso do actual p^ovedor o capilo de fragata
Gama Rosa, que o tem completamente reedifica-
do, apenas com as esmol.is dos devotos, e cjuo
boje offerece aos doentea bem arejadas enferma-
ras e o melbor agasalho. O distinti militar da
armada, que outr'ora com tanta valenta tomou
parte as nossas lides, trocou a espada do gucr-
reiro pela misso do philautropo, e ardendo em
zelo apostlico, distribue a caridade o conforta
as dores dos que padeccm,
O hospital da Misericordia da Victoria collo-
cado em urna collina e balido por todos em ven-
tos : possuc hoje nina botica bem surtida ; e o
Dr. Fernandes, Ilustrado medico daquella cida-
de, presta-se gratuitamente a fazer. como o tem
feito, as precisas opcraees: seu patrimonio ci-
fra-so em algumas casas" de pequeo aluguel, e
em 11 ou 12 apoliecs da divida "publica compra-
das com o producto de una lotera quo em seu
beneficio propoz na cmara o deputado Pereira
Pinto ; urna casa digna da atteni;o do go-
verno.
Sua Mageslade seguio depois para o convento
de S. Francisco, onde copiou com o maior tra-
baiho, algumas instripces de sarcfagos dos an-
uos de mil seiscentos e'cincoenla e lanos, e ac-
eradamente examinou o estado do convento,
sendo semprc acompanhado pelo respectivo guar-
diao fre Joo Ncpomoceno Valladares, que Ihe
minislrou todas as infosmac.oes. Passou ao aquar-
lelamenlo dos pedestres, onde se demorou largo
lempo observando o armamento, a escripturaeo
e as camas dos soldados, e o mesmo praticon'no
convento do Carino, no quartel do corpo poli-
cial.
O Rosarlo, a Misericordia, as capellas de San-
la Luzia e Concoieo, e a matriz, mereceram
igualmente a atienc-o de Sua Mageslade. Re-
colbendo-se a palacio, vio de suas janellas a I-
luminaco do arco do commereio, que fazia o
melbor ell'eilo, e que se achava collocado defron-
te do mesmo palacio. Para a construccao desle
arco tiveram os negociantes da Victoria iirapres-
limoso auxiliar no seu collega Jos Francisco
Ilibeiro, que testa dos operarios, constantemen-
te os excilava prompta conclusao do referido
arco. Este mesmo negociante illuminou magni-
licamenle a fronte de sua morado, demonstran-
do por essa forma o prazer quo sentir com a
chegada de Sua Magostado ; tambem o Dr. Cae-
tano Pinto ornou a fachada de sua residencia
com urna illtiminaco do molhor gosto, seme-
Ibanto s que se usam na corte.
A' noite percorreram as ras diversas msicas,
acompanhadas por cidados importantes, dando
ontliusiaslicos vivas, e parando por dilTerentes
vezes dofronte do palacio, cujas janellas Suas
Magostados se dignavam chegar para receber as
felicilaccs do seus dedicados subditos. Algumas
poesas se recitaran! do cinio do arco do commer-
ci, entre ellas citaremos aquella que em voz so-
nora e em cadente metro proferio o inlelligente
Sr. Manoel Ferreirade Paiva.
Mais tarde as msicas tocaram em frenlc de
algumas casas, como na em que resida o depu-
lado o Sr. Pereira Pinto, a quem se congratulou
pelos servicos prestados provincia.
O quartel da companhia fixa e a capitana do
porto oslavam egualmente Iluminados com fa-
ceiros arcos, devidos aos esforcos dos capitcs
Barro e Tilo, e do capilo de fragata Gama llosa.
A cidade, cuinpre dize-lo. nao linha urna casa,
ainda a de mais obscura apparencia, que nao es-
livesse Iluminada. Era um modesto e espon-
taneo signal de contontarnenlo que todosqueriam
palenlear ao seu monarcha.
O dia 27 foi todo occupndo na visita das repar-
tiees publicas c escolas. Sabc-se o desvelo com
que Sua Mageslade atiende instruccao do povo,
e nao se estranha por isso que a sua 'presenca as
aulas soja sempre demorada, e dolalbadas a'ssuas
invesligaces sebre a capacidade dos professores
e o adiantamento dos alumnos.
Na thesouraria geral foram-lhe aprcsfnladas
duas caixas, sendo urna de prata, contondo parte
dos ossos dos venerareis Anchiela e Nobrega.que
se guardam como reliquias. sabido qne o je-
juila Ancniela, fallecer a 9 de junho de 1597 na
aldeia de Iriritiba, hoje villa de Benevento, onde
logrou ter aldeado para cima de 4,000 indios.
Estos, depois do seu passamento, o carregaram
em esquife para o collegio dos mesmos jesutas
na Victoria ; ahi foi Anchiela sepultado na ca-
pella-mr do convento ; porm mais larde seus
despojos se trasladaran! para a Babia, e enlo
consta que ficara no Espirito Santo um fragmen-
to delles, que o que existe naquella caixa de
prala. Esta c a leuda, nao ha porm um escrip-
lo, nenhurn vestigio sequer por onde se possaco-
nhecer a exaclido deste fado : de Nobrega ainda
mais' obscura a mesma leuda ; o que certo
EPIIEMERIDES DO MEZ DE MARgo.
7 La cheaasl0horasp2 minutos da manha.
14 Quartominguante as 6 horas e 49 minutos da
manha.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nha
30 Quarto cresecnte as 4 horas e 33 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas o 30 minulos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minulos da tarde.
porem, e que ossos ossos nao so guanianain com
tanto cuidadoso nao porlencesseni a sujeito illus-
lre, e elles nao tnereceriain (anta veneraoo,
ac hando-se os da caixa de pao j diminuidos,
pelas partculas que se lem tirado como objeclos
dignos de devocao, se nao formassem parlo do
esqueleto de algum varo eminente pelas suas
virtudes. Ao Instituto Histrico cabe lomar con-
ta dossas santas reliquias, que por um contraste
indefinirel se acham gnardndas na casa forte da
Ihescarara da Victoria.
Neslo dia dirigio-se tambem S. Mageslade ca-
sa da municipalidade, e mandando chamar o res-
pectivo presidente, exigi diversas infortnacoos;
mostrou-se satisfeito com ellas e com o estado
muilo decente da mesma casa.
No dia 28 resolveu Sua Mageslade, em compa-
nhia de sua augusta consorte, visitar o convento
da Penlia, embarcando s6 horas por esse sitio.
Acompanbaram a Suas Magostados era escoleros
o capito do porto, Dr. Climaco, juizos de direito
Caetano Pinto e Lima e Caslro, commendador
Gomes Bittencourt, coronel Nobre, e Dr. Pereira
Pinto.
Na villa do Espirito Sanio achavam-se espe-
ra de Suas Mageslades o commandante superior
da capital, tenentes-coroneis Malta e Sarment,
grande numero de officiaes da guarda nacional,
Dr. Hebello, rrocurador da fazenda, Dr. Rodri-
gue*, juiz municipal da seria, vigarios da cidade
c da freguezia de Vianna, e muilos outros cida-
dos distinctos.
Ao desembarque, onde por diligencias do digno
gu-irdio da Penha se fizera urna ponte do ma-
deira, e onde houve nina especie de pavilho com
figuras allegoricas e leoninas vestidas da branco,
foram Suas Mageslades recebidos pelo referido
guardio Fr. Joo Nepomuceno Valladares, pela
cmara municipal e povo da villa.
Comocando a subir a extensa ladeira, c achan-
do-se S. M. a Imperatriz um pouco fagada, foi-
Ibe apresenlada pelo dilo guardio urna rica ca-
dorinha.na qual a anglica soberana subi o res-
to da mesma ladeira.
Chegando ao alto da Penha, dosdobra-se o
mais bello espectculo : dessa elegante ermida,
edificada no pncaro de um alcanliladorochedo
pela mo piedosa do cenobita Pedro Palacios no
anuo de 1558, a vista abrange a leste a immen-
sidade do ocano ; ao sul, do lado de Ierra, o ex-
tenso valle que, comecando na autiga villa do
Kspiriio Santo, sorne-se as aproximaces do
Guarapary, no espaco do 12 leguas; ao'norie o
lindo archipelago de'ilhotas semeadas entrada
da barra da Victoria, a rnontanlia que se chama
o Morir Alvaro, urna das ierras mais altas da cos-
ta nessas paragens.
To encantador espectculo nao podia escapar
ao olho perspicazdo Imperador, e nos o vimos
abrir o seu lbum e nello Iraeara lapis o desenlio
desse formoso panorama.
Depois de servido um oxcellente almoco, des-
cera m Suas Mageslades a ladeira do conventodo-
baixo de bastante chuva, e a liedosa irnperalriz
do Brasil, com rosto risonho, sofi'na essa con Ira-
riedade, satisfeita, sern duvida, pela santa roma-
na que acabava de pralcar.
O imperador ainda foi visitar a aula de primei-
ras lolras da villa do Espirito Sajito, a matriz,que
se acha em estado decadente, e a fortalezi da
barra, do coimo de cujo porlo copiou com gran-
de custo a inscripcao de sua fundarao que data
do reinado de D. Pedro 11. e examinou a artilha-
ria e a escripluraco da mesma fortaleza.
A visita de Suas Magcstades ao convento da
Penha vera detalladamente descripia no Correio
da Victoria do lu do corrente, para onde remel-
lemos os leitoies.
Nessc mesmo dia tardo parlio Sua Mageslade
para a colonia Leopoldina, c chegando dola a
3l> de Janeiro pela madrugada, seguio no mesmo
da s 6 horas para a colonia de Sania Isabel,
acompanhado, alm dos scus semanarios, minis-
tro do imperio e presidente da provincia, pelo
depulado Pereira Pinto, tenentes-coroneis Cas-
lello e Malta, o por dous filbos do baro de lta-
pemerim.
Enviamos os leitores que quizerem ler mais
ampias noticias da visita de Sua Mageslade s
ditas colonias ao Correio da Victoria de 4 deste
mez.
Na madrugada do dia 1. do corrente parti o
Imperador para a famosa vigem do Rio Doce.
Descancou na villa da Serra, seis leguas distante
da capital, onde foi recebido com moslrasdo mais
fervoroso cnlhusiasmo.
as villas de Nova Almeida e Sania Cruz nao
menores ovaces esperavam o augusto monar-
cha, dislinguindo-sc na primeira, pelos esforcos
que fazia para que a recepeo de Sua Mageslade
fosse digna de sua pesso', o Ilustrado vigario
Manoel Antonio dos Santos Ribeiro, a respectiva
municipalidade e a commisso nomeada pelo
presidente da provincia para dirigir os fes-
lejos.
Tendo Sua Mageslade resollido visitar o mu-
nicipio de Itapemirim, o Sr. coronel Joo Gomes
Bittencourt, que se achara na Victoria, parti
mmediatamenie para aquello ponto, e consta
qua apezar da eslreiteza do lempo, o dilo Sr.
coronel, ajudado pela cmara municipal, con-
seguiram aproraplar confortareis cemmodos pa-
ra a residencia de Suas Mageslades, que nessa
villa sao esperados com o mais viro aeoda-
mento.
Posteriormente relataremos om detalhe as oc-
currenciasdas viagena do Rio-Doce e de Itape-
mirim.
Nao remataremos esle artigo sera fazer menco,
como nosescapou, do decoro, c mesmo luxo com
quo so achava proparado o raslo palacio da ca-
pital do Espirito Sanio.
Para osse fnn colisaram-se quatro cidados, os
Srs. coronel Joo Gomes, commendador Re-
ginaldo. coronel Cunha e baro de Itapemi-
rim, subscrerendo cada um com a quarttia de
4:0005 H
Com esse auxilio o presidoule da prorin-
cia pode apresenlar a Suas Mogestados um
alojainento digno das pessoas que o iam ha-
bitar.
O bom goslo presidio a lodos os arranjos do
palacio : una rica mobilia de mogno estofada
ornara sua sala de recepeo; os quarlos de
Suas Magostados, asss espcosos, eslavam re-
vestidos de bellos trastos, u faltando as bam-
bintlas, os tapetf s e todas as oulras commodi-
dades.
Pobro e sem recursos, essa sincera oblaeo dos
filhos da provincia do Espirito Santo seria sem
duvida sobrernaneira agradavel aos nossos bons
soberanos.
Pede igualmente ajustica que, antes de findar
esta nolcia, consianemos* algumas palarras do
louror cmara municipal da cidade da Victoria,
e nonieadamenle ao seu digno presidente o Sr.
Joao Chrysostomo de Carralho, pelo elTtcaz au-
xilio que prostou presidencia nos aprestos pa-
ra a recepce de Suas Mageslades O Sr. Carra-
lho foi infaligarel : encarrogado dos arranjos do
Te-Deum, dos ornatos da casa da municipalida-
de, do asseio das ras da cidade, e de oulros mul-
tiplicados trabalhos que a presidencia Ihc incum-
bir, de tudo deu conta, lornando-se por esse
fado ainda mnis merecedor das sympalhias que
goza entre a boa populaeo da capital da pro-
vincia do Espirito Sanio.
(Carta particular.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
Rio de Janeiro, 9 de fevereiro
de ASGO.
O vapor lUucury da companhia desle nomo
1 naufragou no dia 31 do passado em viagem para
' este porto. Eis os dctalhcs do desastre .'
1 Entrando na Victoria no dia 30 do passado, o
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Torcato are.; S. Lamberto.
28 Terca. S. Leandro are. ; S. Christina v.
29 Quarta. S. Romo ab. ; S. Populo m.
1 Quinla. S. Adrio m. ; S. Rozcndo.
2 Sexta. S. Simplicio p. ; S. Jorino ni.
3 Sabbado. S. llenioterio m. ; S. Asterio m.
4 Domingo. S. Lucio p. ni. ; S. A rebelan m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahia, *
Sr. Jos Martins Aires ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.^
EM PERNAMBl'CO.
O proprietario do duiuo Manoel Figueiroa da
Faria.na sua livranapraea da Independencia ns.
6 e 8.
vapor tot demorado por ordem superior ale que
Sua Mageslade o Imperador rogrossasse da colo-
nia da Santa Isabel. Ficou desembaracado no
da 31 noite e parti s 8 1/2 horas. *
A's 11 1/2 huras deu signal o vigia de proa da
arrebontacao om pedras ; mas a distancia era j
lo curta que os esforcos do machinista merien-
do o movimento da machina e as manobras ton-
tadas tudo foi intil, e poucos momentos depois
eslava o navio encalhado sobro as pedras e en-
chendo-so de agua. Eram as Ibas Rasas, perto
de Guaraparlm.
Sobre as pedras esperaram os passageiros pelo
soccorro que tira escaler foi a torra pedir, e foram
lodos salvos, bem como parle da cirga, do mas-
same e apparelko do navio. O commatidanle,
depois de salvar ludo o que pende, abandoriou o
navio, que julga inlAramouto perdido, e ficou em
Guaraparim cuidando de legalisar os seus papis.
Noliciando este lainentavel acontecirnento, diz
o Correio da Victoria quo o capilo daquelle por-
to logo que lhe chegou a noticia fez sabir nirnc-
dialamonle qualro lanchas em soccorro dos nau-
tragos.
O vapor eslava seguro.
- 14
_ No dia 8 do corrente mez levo lugar a 20.a ses-
so do consollio da Imperial Sociedado Amante
da Instruccao, presidida pelo Sr. Dr. Joo Ricar-
do Norberlo Ferreir ; estiveram presentes os
Srs. Camillo Menezos, Dr. Nazareth, Carvalho Fi-
Iho, Fortunato de Olveira, Dr. I.eilo, Vieira do
AuJrado. Vaz Giiedes, Dr. Viegas, Dr. De-Simo-
ni, Dr. Martins Pinhoiro e Lima Barros.
Foram approvadas as actas das sesses do 25
de Janeiro e 1 do corrente mez depois de una
rectificaeo do Sr. Dr. Nnzaroth.
Foram lidos um officio do Sr. Dr. director das
aulas, remetiendo os mappas demnstrateos do
movimento das aulas de S. Benio o S. Pedro de
Alcntara, no trimestre lindo em dezembro ulti-
mo.Mandou-se archivar.
Outro do mesmo senhor, remetiendo iguaes
mappas para seren remedidos inspectora ge-
ral da instruccao publica.Mandou-se dar o res-
pectivo deslino.
O Sr. presidente participou que se havia Ho-
rneado urna commisso que por parte da socieda-
do fosse comprimontar a Suas Mageslades Impc-
riaes pelo seu feliz regresso a esta corte.
Foi autorisada a administracao do collegio das
orphas para solver as dividas do mesmo colle-
gio, proporco que se fr proceJendo arreca-
dacao de qualquer quantia a elle pertencente.
O Sr. Dr. De-Simoni requereu. e foi approva-
do, que se nomeasse urna commisso especial
para ir cor.gralular-se com os mongos benedic-
tinos, polos relevantes servicos que oslo pres-
tando instruccao publica ;' e foram nomeados
para a referida commisso, os Srs. Drs. De-Si-
moui, Martins Pinhoiro c Camillo de Menezes.
Enlrou era discusso o parecer da commisso
de proposlas sobre o projecto que transiere as
fuucces do thesouroiro e procurador do collegio
das orphas para una outra auloridado especial ;
Tallaram os Srs. Dr. Norberlo e Coruja ; e ficou
adiada para a scsso seguinte por ter dado a hora.
Levanto" i n s.'ssao as 9 horr.s da noile.
A rcuuio i. lia 10 do corrente foi presidida
pelo Sr. Dr. Neuierto Ferreira, e estiveram pre-
sentes os Srs. Vaz Guedes, Dr. Nazareth, Dr. Dias
da Cruz, Dias Moreira, Dr. Leito, commendador
Lopes Goncalves.
Approrou-se a acta da sosso antecedente.
O Sr. Dias Moreira, relator da commisso no-
meada para liquidar os negocios desta sociedada
cora a companhia edificadora Doze de Agosto,
aptosenlou o parecer da dita commisso, e indo
proceder-se rotaco ficou addido para a ses-
sao seguinle, por harer pedido a palarra o Sr.
Dr. Nazareth.
Sendo esta materia da maior importancia, o
Sr. presidente designou-a em primeiro lugar para
a ordem do dia da sesso seguinte, c lerantou a
sessao s 8 horas da noute.
15
Por decreto de 2 de dezembro do anno pas-
sado foi concadida i, riscondessa de Gaianna a
penso annual de 1:000-5 em remunerado dos
serricos de seu fallecido marido.
16
Escrevem-nos de Santo Antonio de Padui :
Estamos a 2 de fevereiro e as ultimas folhas
que recebemos sao del i de dezembro do anno
passado !
O correio costuma chegar aqu nos da 2, 12 o
22 de cada moz ; entrelanto a ultima mala que
temo* a quo chegou a 2 do Janeiro !
Onde esto as nutras ? J no anno passado
dou-^e a mesma falta em Janeiro e fevereiro ;
queixando-rae nesta mesma follia dossa irregula-
ridade, o Sr. director geral responden inmedia-
tamente por simples riegaco : nao Ihc respond
para nao entrar em polmicas com S. S. ; mas
desta voz nao ostou disposlo a islo ; hei de pro-
var o fado com as leslemunhas que S. S. qui-
zo r. >
- 17
No dia 1 do corrento fallecen em Angra dos
Reis, onde se achava por doenle o Dr. Casimiro
Jos de Moraes Sarment, lente de direito mili-
tar da escola de applicaco.
O Dr. Moraes Sarment oceupou oulros muitos
cargos de importancia, como deputado geral,
presidente de provincia, etc., e cm toda a sua vi-
da publica mostrou-se sempre um carcter seve-
ro c honrado.
A estas grandes qualidades reuna o illuslre
finado una bolla inlelligeucia e muita illustra-
Co.
No dia 15 do corrente reunio-se o conseibo
adminislrativo da Sociedade Auxiliadora da In-
dustria Nacional, sob a presidencia do Sr. conse-
Ibeiro Mariz, adiando so prsenles os Srs. con-
solheiros Dias do Carvalho e Louronco Vianna,
Drs. Burlamaque, Villa Nova, Nascenls e Pinto
Coelho, coronel Dias, Souza Freir, Azevedo,
Cruz Franco e Fernandos da Cunha.
O expediente conslou do seguinte :
Ariso do ministerio do imperio, transmiltindo
os ofTicios da legaco brasileira em Londres, re-
lativamente encommenda de alguns casacs de
porcos da raca Berckshire, do modelos e doze-
nlios do machinas e de sementes ; e pedindo que
a socieiade resolra se lhe suticicnte a remes-
sa de desenhos das machinas, ou se insiste pela
dos modelos. O conselho resolreu que a en-
commenda so limilasse rcmessa dos desenhos
pholographicos.
Ollic.o do Sr. Joo Ernesto Viriato deMedciros,
eommunicando que nao pode lomar parle nos
trabalhos da sec^o de machinas e apparelhos,
para q ic fra eleilo.
OIRcio do Sr. Raymuodo A. de Carvalho Fil-
gueiras, remetiendo alguns papis pcrlencenies
seceo de geologa e chimica industrial de que
fra presidente interino.
Carlas dos Srs. Jos Goncalres do Souza Por-
tugal, de Santo Antonio de Capirary, o Joaquim
Francisco Simos, de S. Joo da Barra, agrade-
cendo a rcmessa dos diplomas de socios elTcc-
liros.
Foram recebidos com agrado :
O rogatorio apresenlado nsserabla provincial
de S. Pedro do Sul na 2.a sesso da 8.a legisla-
tura pelo presidente da provincia, o Sr. conse-
Iheiro Joaquim Anlo Fernandes Leo ;
O nlmanack administrativo, mercantil c indus-
trial da provincia de Pernambuco para o anno de
1860, olTorocdo sociedade pelo seu autor, o
Sr. Jos de Vasconcellos, director do Jornal do
Recife.
Alguis nmeros dos seguintes peridicos :
Revista Coinmercial, Correio da Victoria, Jor-
nal do Reci[e, Correio Sergpen$e, Parahyba e
Dcienovt de Dezembro.
Eoraiu lidos e approvados os seguintes pare-
ceres :
Da soccao de commercio o meios do transpor-
to contrario pietenco de Miguel Dantas Con-
calvrs Pereira, relativamente ao molhoramonto
godo.
Da mesma soeco, enmbatendo a proposta
apresenlada pelo Sr. j. r Huniz, para queso
peca ao governo que na approvaco dos estatu-
tos das sociodados anonymas Industriaos, que
para o futuro se encorporarem, soja a sociedade
Auxiliadora considerada na partilba dos lucros
com urna quola igual do um dos directores.
Da seceo de agricultura, Cavoravel propos-
ta foila pelo Sr. Jos Mannel Freir, em nomo
dos fazendoirns do municipio de ltezende, para
que a sociedade mande vir por sea intermedio
orna grande quantdode de mudas de caf da
s
e
Araba, aRm de sorem distribuidas polos mesmo
fazendeiros, servindo a fazenda do dito Sr. Frein
de ponto central para a distribnco dolas.
Foi finalmente appiovado para socio cuVclivo
o Sr. Jos Nuncs de Carvalho Guimares. fazen-
deiro na Guaratiba.
18
Tevo lugar no dia 15 do corrente a 22' ses-
so do conselho da imperial sociedade Amante
da instruccao, presidida peloSr. Dr. De Si moni:
estiveram presentes es Sis. Dias Moreira, Camil-
lo Menezes, Dr Nazareth, Fortunato de Olveira,
Dr. Leito, Dr. Joo Ricardo, Dr. Dias da Cruz,
Coruja, Albano Cordeira e Lima Barros.
Approrou-se a acta da sesso do dia 10 desle
mez.
OSr. Dr. Dias da Cruz, relator da commisso
que foi comprimcnlar a Suas Magcstades Impe-
riaes pelo sen feliz regresso a esta corte, par-
ticipou ao conselho que a dita commisso baria
cunjprido o honroso mandato de que fra in-
cumbido, leudo na presenca de Suas Magostados
um discurso, cuja copia foi presente ao conse-
lho, e que Sua Mageslade o Imperador se rignou
responder que agradocia os senlimeritos que
lhe manifestara a sociedade Amante da Instruc-
cao-
A resposta de Sua Magostada foi recebida pelo
conselho com os maiores signaos de satisfaco e
cnlhusiasmo.
Ollicio do Sr. Dr. Norberlo Ferreira, parti-
cipando ao conselho que no sabbado 18 do cor-
rete teem algumas alumnas do collegio do S
Benta de darem urna prova particular da instruc-
cao que teem recebido, o por cujo motivo espera
a asistencia deste conselho.Inteirado.
Foi o Sr Dr. Nazareth aulorisado para forne-
cer ao collegio de S. Berilo alguns arligos para
bordar, requi.-itados pola respectiva regente.
OSr. r. Norberlo Ferreira partecipou ao con-
selho quo, havendo a regente do collegio de S.
Denlo requisita lo diversos livros e utencilios parj
o raesmo collegio, o digno socio benemrito o Sr.
Coruja proniptamento forneceu estes objectos em
cumprimenlo de sua anterior otTerta.
O conselho rocebeu com satisfaco esta parlici-
paco o mandou agradecer.
O mesan Sr. doutor propoz que se fizesse um
orcameulo da3 despezas que sao precisas fazer
com roparos e pintura na casa do becco dos Car-
melitas.
Foi designado para a confeceo do dilo orca-
mento o Sr. Camilla Menezes."
Entrou era discusso o parecer da commisso
encarregada da liqudaco dos negocios relativos
obra do seminario de caridade ; e, depois de
lerem fallado os Srs. Menezes, Dias Moreira, Dr.
Joo Ricardo, Dr. Nazareth, Dr. Leito e Coruja,
foram approrados os seguintes arligos do parecer
da commisso, com as alleraces dos additiros,
que rao em seguida ;
1. Que o conselho da sociedade proponha
ao da companhia Edificadora a nomeacao de ar-
bitros que representen! cada um dos 'conselhos,
alim de araliar-se as obras feitas, deduzir-se as
que foram feilas pela sociedade e pagar a socie-
dade a importancia daquellas que foram i-xecuta-
das pela companhia e pelo seu justo valor.
2." Que, convindo sociedade receber as o-
bras ou madeiras destinadas a construccao do se-
minario e que devem existir soba guarda da com-
panhia, soja esse recebimento feilo em forma, su-
jeando as madeiras ao oxame e avaliaco de pe-
ritos, sobre a qual bascar a sociedade o seu pa-
gamento.
Addilivo sos arligos do parecer da commis-
so :
< A commisso liquidadora seja autorisada
prapor companhia Edificadora a deciso da
questo existente entre ella c a sociedade por ar-
bitros, conforme lembra ao conselho, e, no caso
de accordo da companhia, a mesma commisso o
participe ao Sr. presidente da sjciedade, que fi-
ta antorisado para nomear um numero de arbi-
tros igual ao que a companhia quizer nomear,
sendo a deciso dos arbitros tomada com as for-
malidades da lei considerado deciso irrevogavel
do conselho.
Pela secretaria sejam enviados aos arbitros,
tanto da companhia como da sociedade, copia,
etc., (diversos documentos que especifica ; assi-
gnado pelo Sr. C. Menezes).
Addilivo. Na segunda parle da conclusao do
parecer, cm lugar decon'indo sociedade, d-
ga-sequando convenha, etc. (assignado Dr
Leito.)
Lcvantou-se a sesso as 10 horas da noile.
21 -
Sua Mageslade o Imperador houve por bem
conceder licenca a Fr. Luiz da Conceico Sarai-
va, abbade do mosteiro de S. Bento, e a" Fr. Ren-
to da Trindade, procurador do mesmo mosteiro.
para usarem, o primeiro do titulo de lente de
thoologia, e o segundo da theologia da nuncia-
tura apostlica.
(Correio Mercantil.)
BAHA,
1 S de fevereiro.
Recebemos folhas da Cachucha com dala do 16
do correte.
L-se no Progresso d'osse dia :
Conlinuam a descer emigrados do serto, que.
tangidos pela miseria e pela lome, deixaram, tai-
veo pela ve/, primeira, os seus queridos lares.
Vc-lo-lieis qualquer hora atravessar as nos-
sas ras arrimados aos seus bordes, (rajando cs-
siis vestes, coberlo desses andrajos, que hoje nos
lembram aquellos peregrinos da geraco passada
que, apos grandes perigos e privaces, iam re-
pousar sombra d'essas ruinas raagestosas, dos-
sas reliquias sagradas do primeiro seculo.
E nao sao nicamente bonicos os emigrados;
sio tambem mulheres e enancas, que, j fracos
pela debililaco qne occasiona a lome, descerara
cambaleando, arrastando-se propriamenle at a-
qni, onde, cuitados, chegaram n'uiu estado de-
plorarel, macilentos, paludos como a imagen) da
morte e com os ps bandados em sangue pelas
fondas, que occasiona to rude viagein.
O coraco se nos contrange, ao coulcmplar es-
le quadro de dor e de lagrimas, porm ainda
mais se nos confrange quando pensamos com ra-
zo, que as nossas anteriores asscmblas legisla-
liras foram as causas deste to grande mal, por-
que nao nos deram estradas, to altamente re-
clamadus pela imprensa, como urna preciosa fon-
te de nossas riquezas, c nico paradeiro eslas
tempestuosas crises.
(Diario da Bahia.)
22
Por pessoa conceiluada chrgcda da Chapada
no dia 20, tiremos a seguinte noticia :
A forae naquelle lugar continua fazendo sua
derrota ; as familias Iratam de retirar se ; as
componhias de mineraco dissolvera-so ; o desa-
nimo augmenta todos os dias ; a falla do chovas-
continua ; as estradas brevemente fiearo intran-
si'arois ; ha falla do pasto e agua para os ani-
maos. Algumas das tropas que leram pan
all os soccorros mandados pelo gorerno achan-
do-se pelos caminhos esbarrados por nao pode-
rom seguir por causa do mo estado das estra-
das.
E vista dossas miserias ainda querero sobre-
rariogar-nos de onus e vexames e recusar-no*
estradas.'
Admirem sua obra lodos aquellos que se lem
opposlo via forrea do Paraguass ; apreciem c
bem que toin foilo Bahia. (Jornal da Balda.
23
I ma carta do I.ences, datada de 5 de fererei-
ro, diz o seguinte.
As noticias d'aqu ainda dsvem excilar cu-
nosidade continuamos o bracos com o mais ter-
rivel de lodos os flagollosa secca.A fimo com
suas enormes garras, que tem j arrancado mui-
i tas vidas, que so rscondiam na pobre cabana, vai
nvadmdo a casa daquclles que se chamavam a-
bastados.
Diario da Bahia.)
25 -
Tomos a vista urna carta da villa do Santa Isa-
bel do Paraguas- na qual so diz :
<< Tudo aqui vai a peior: os gneros tem des-
culo alguma cousa, mas porque j nao ha muito
quem os possa comprar.
De 5,000 ou 6.000 pessoas que aqu havia :
restaran 2,000, se tantas, incluindo escravos.
Pessoa o.- chegou da villa Vclha (Riu deCon-
tas) no dia 23 do corrente, nos disse que por l
nao toni havido trovoada nem lo pouco nos ou-
lros lugares d'ahi paia baixo, que as estradas
ja os viandantes nao encontrara goa para beber,
senao com grandes dilliculdades e muito rnim,
o quo so continuar a secca por mais de 15 dias
proravelmente lornar-sc-ha impossivel o Irau-
sito.
(Jornal da Bahia.)
C URF.SPONDENCIAS DO DIARIO DE PEUNAM-
BL't:0.
PAB.llIIBA.
38 de fevereiro de 1860.
Prctendendo o Sr. eaurepaire estabelccer
ueste proviricialurari!o o lempo de sua adminis-
tracao a cultor" do trigo, collegio iiformaoocs so-
bre o lugar mais proprio para a sua produccao,
c depois dos esclarecimeritoa que conseguio, *es-
collu.u a sorra do Teixeira paia execular o plau
que concebeu.
A serra do Teixeira faz parle da cordiiheira da
Borborema, e di.Ma dosta cidade mais de .-ten-
la leguas. O terreno frtil, e oll'erece Condcoes
naturaos pjra a planlaco do trigo, e outros ce-
reaescom vantagens igaes as dos mclhores ter-
renos conhecidos.
Foi contratado um Hespanhol de nomo Gabriel
Soeiro para ensinar a planlaco do trigo, ese-
guio para a serra do Teixeira. llouve demora
na remcsssa da somonte. A que se plantn tar-
de e a m hora, deu espigas o grao de superior
qualidade. Ha sement nova, o ja produzida en-
tre nos para continuar esto auno a planlaco.
O Exin." Sr. Dr. Ambrosio renovou o contrato-
feito cora o Hespanhol Soeiro para ensinar a cul-
tura do trigo, centeio e cevado, e a Iriluiacao d^
grao daquclles coreaos. Vo seguir para a' serra
do Teixeira .os instrumentos precisos para este
servico.
Est verificado que os terrenos do centro do
excellente trigo.
Compre nao abandonar esle ensaio, e prose-
guir nello para crear mais este ramo de industria.
Os resultados que se bao de colher dostes esfor-
cos, sao de muito alcance. urna nova fonte
de riqueza que se abre. Se por ora nao apro-
veita ao littoralpela grande distancia em que se-
achara a serra do Teixeira e terrenos visinhos.
para o futuro pode influir benficamente sobre a
industria da provincia. Em lodo caso os habitan-
tes do serto liraro muilas vantagens da cultura
do trigo entre elles.
Trabalhos desta ordem consullam dovidamen-
le os interesses pblicos, e recommeridarn a esli-
ma da sociedade os governos que os empreheu-
dom c animara.
Vaco V0I03 para que os particulares tomem a
licao que lliesd a autoridade, econverjam suas
forcas para a cultura do trigo.
Nao justo esperar ludo do governo era mate-
rias em que s por excepeo deve intervir direc-
tamente. Na industria a regra nao sua interven-
cao. Cumpre guardar o principiolaissez faire,
laissez passer.
As condcoes sanitarias desta cidade nao sao
disfavoraveis. A saude publica nao lem soffiido.
alteraco nolavel. Os solTrimontos sao os mes-
mos, de que de ordinario se queixa a nossa po-
pulaeo
Outro lano nao succede pelo interior. Conti-
nua ainda a epidemia da varila fazendo algumas
riclimas. Alem dos lugares alTeclados dosta mo-
lestia, de que ja lhe doi noticia, foram tambem
accommeltidos outros. No municipio do Cuil
foi onde appareceu com mais forca. A populaeo.
da villa abandonou suas cisas, e procuren o cen-
tro, procedendo de igual modo as autoridades.
Por esle motivo foi reprehendido o delegado de
polica em exercicio pela presidencia da provin-
cia.
Os efTeilos da varila nao sao todava laes quo
merecam muita attencao, e prondam os cuidados
do governo. Nao se "verificam as circumstancas
ora que sao cabivois soccorros pblicos. IIi da
parte da populaeo exageraco na raanifestaco
do quesesolre."
O invern no interior tem sido cscasso. As
chuvas nao sao abundantes e goraes, como exi-
geni as condices naturaes do serto.
E principalmente no alio serlo, que se vai
senlindo a irregularidade do invern. Era alguns
pontos dos municipios alem da serra da Borbo-
rema os fazendeirosja soffrem prejuizos. Se as
chovas nao cahirem com abundancia e a tempo
os nossos bons sertanojos fiearo arruinados.
Por ora o nosso estado nao anda lo critica
como o do s.erlo dessa provincia o da Bahia, mas
inspira receios.
Desojo dar-lho urna noticia completa sobre
nossa ronda publica, quer geral, quer provincial,
mas fallam-me ainda dados exactos sobro esta
especie. Trato de colligir informares, cuja ver-
dade nao possa ser posta era duvida, pa-ra., era
vista dellas, oscrover-lhe com seguranca.
Meu trabaiho ha de comprchender a receita dos'
annos "llimos, e a quo se fr arrecaJanoVo no
exercicio corrente. S assim seus leitwes forma-
ro juizo seguro sobre os recursos 1'inanceiros do-
provincia. Nao sao inferiores is suas desperas,
e tem valor superior ao que geralmente se julga.
Hei de encontrar alguma dillculdade para dar
conla desle trabaiho, porque convindo-me r3q
perder o incgnito em que me conservo anda,
nao posso francamente dirigir-me aos chefes das
reparlices fiscaes Promelto entretanlo por en
execu^o o meu projecto.
Por ora ja tenho alguns dados sobre parte da
receila no correnle exercicio. Foram-me dados
sem sciencia dos chefes da3 reparlices a que se
referem. Conslamdos algarismos seguintes :
Janeiro de 1800.
Rendimento da alfadega e consu-
lado geral.........13:523*305
Fevereiro de 1 a 15.
dem..........17 3823W7
Janeiro.
Rcndimenlo do consulado pro-
uncial ..........9:i93568<$
apmmmm
UMUTlLADa


l*>
DIARIO DF PEKWAMBiJCO. SABBAPO 3 DE MATIZO DE 1860.
.Se fosse aiii'iiiiiu peueua ios >i nhuii s ins-
pectores das thesourarias peral e provincial, dos-
la provincia que publicassem mentalmente a re-
cita ai recadada polas eslacoes listats sob sua
liiecco.
Por esto modo nformaram ao publico do que
lirado nos ronliibointes para asdespczss do es-
tado. Este issuinplo impoilaniissimo, e deve
ser comiendo de lodos. Deixo enlreanlo escrip-
ias oslas linlias pora serem temadas na ronside-
lagao que nierecerem.
Cumprindeo que llie promelii na anlerior rc-
firo-lhe o que consta das parlieipacs |olicias
no correr do vez de Janeiro nllimuj e que lem
algum ii.hifsse. A publicaran das comn.unica-
m'i's ofliciacs compiehende apenas osle lempo,
: por isso de nada niais posso tratar.
Um menor de 8 annos no termo de Palos ma-
lou por reaualidade a outro de 9 annos con um
(iio de espingarda.
Em Pianc, mandando o delegado do polica
capturar a diversos criminosos suecedeu que um
driles de nomo Antonio Vicente atirassediersos
Us mascaras loraiu ein pequenu numero o ue pou-
co espirito.
As circumstancias financeiras da provincii pou-
eo oh nada tem melhorado, ape/ar dos exforros
da administradle. Acontece s vezes que sos
dias 10 e 15 do um mez podeni os emprogados
provinciaesreceber os seus vencimeutos do an-
tecdeme.
Tara nquelle quo vive de scu ordenado, nada
lia niais aflliclivu.
Outra cousa lera mais do quo isto aflligido s
classes pobres : a falla de carne. Passa-seaqui
una semana inleira, sem que se compre urna li-
bra de carne. Esludando-se as causas desse fac-
i, talvez no se encontr outra seno o mono-
polio.
O foinecimenlo da carne aqui feito exclusi-
vamente por um liomem, o qual dispondu de
grandes copitaes, nem s faz com que a concur-
lemia soja quasi impossivcl, como especula sua
ventado com as necessidades publicas. Tratam
algumas possoas de cstabeleccr urna companhia,
O du colloca-la em estado de poder-llie f.izer
votes sobre a trompa incumbida do os prender. O fronte, e libertar os consumidores da opprosso
soldadosderarn lambem alguns tiros, dos quacs do monopolio.
ves ilion a mortedaquolle criminoso. Desde o dia 10 do corrente, acha-so aquarlela-
No tormo dn capital Joo de Daos don una la- I do um contingento do 100 praeas da guarda na-
cada em um seu jkllio de nomo Jos Lopes. Olotona!. Essa medida lornou-se necessaria vis-
dcliiquonlc evadio-se. o processo instaurou-so.'; la da falla de fopca da capital.
Em S. Joo, Florentino Jos den nmi sorra Assira como n'cssa provincia, a administracao
eni Manool Silvestre dos Santos. 1) delincuente \ da justica, aqui por demais doi'oituosa. Iucli-
fi i processsado. Nao consta da eommuiucaco no-me porm acrer que o mal mais da lei, de
se fui preso.
Em Mamanguapc cuno possoas livoram nina
i iva. da qual sahiram feridos. Foram todos
presos.
Em Tnip, Joo Francisco da Silva don urna
laceado om Alcxandre Felippo Nery. Esto ferio
tmbenla aquelle. Ambos forana presos.
Em Taip, Candido Peroira assassinou a Feli-
ciano da Rocha. U criminoso oi capturado.
Em Bananeiras, Manool l'ereira da Cruz ferio
levemente a Antonio Nuncs da Silva. U delin-
<
quo dos liomens. lia aqui processos de reos prc-
S 13, que pendeiii da lolaco dssdo 1851, e bom
grande o numero dos que soUrciu por essas de-
moras da justica.
6onsta-nos que a rolaeo lom levado mal as
constantes e frequentes recommendaces da pre-|
sidencia, para que nao liqiom sepultados no p
dos carlorios os processos dos pobres ros presos,
o entretanto, como so v da folha official, essas
recommendaces tem sido teitas nos termos mais
A carta, em que wulioin as cniosiras, izia,
que aquellas sedlas cuslavam no Porto GUJOtO
ris fortes por cada cont de ruis.
Honlem, pelas 9 horas da manh rouniu-se
na Cathcdral o collegio do 1." distrirlo eleiloral,
para eleger os membros da assembla provincial
para a legislatura de 18C0 a 1361.
A meza ficou asim constituida :
'residente.
Dr. Jos da Gama Malchor.
i Seerelnrios.
Bernardino de S. X. U'Alcanlara.
Filippe Joaquim de Souza.
Escrutadores.
Manool Rayir.undo Gomes.
Joo I). C. Malchor.
Pregn o padre Manoel Maria dos Martyres
Espndula.
Proscguindo os Irabalhos receberam-sc 80:
lisias, e sahiram eleilos :
Os srs.
Dr. Joo L. Paos de Souza
< Dr. A. T. Tinto
Dr Joao Maria de Mor.ics
< Dr. Jos da Gama Malchor
< Dr. Joaquim l'\ P. Guimares
Dr. T. Franco de Almeida
Dr. D. A. Itaiol
Dr. Innoreucio F Torrea
.< Dr. Gamillo J. do V. G.
< Joao Diogo C. Uulcher
E Suplientes os srs.
Jos Caetano Ribiro
Antonio A. d'Andrade F.
Francisco da Ponte e Souza
Dr. .1. A. da Silva Barata
Jo Luiz da Gama Silva
Em todo o processo eleiloral reinou
pro a maior ordem e Iranquilidade, sem
or irreguladade >>.
Le-se egualmentc no Diario do Gram-Par
Foi hortera o dn anniversario do falleci-
volos
76

T





5G




sem-
a me-
nor nau le ouio lograr us seus internos. Ani-
llos forano a presenta do subdi legado, que depois
di t-Ios ouvido, como bom juiz de paz, man-
dou-os para as respectivas casas, morrendo no
nasecdouro a queiva aproscnlada pelu marido da
olToridid.i na subdelegada.
/ consequencia natural doste fado foi, quo J.
L. Sabino por igual motivo quasi que vai as vias
de fado com Jos Marques.
Isto posto, vo-se que all o capricho corre pa-
lelhas ci>m a Impunidado, oumprindo dar-so orna
providencia para sanar scmclhaiiles incunve-
nienlos.
A igreja matriz requer algnns reparos, que nao
podem ser fritos poh.s rendas propnas do patr-
nonio.que quasi nenhum F.ste oslado do dam-
I njflcaco sea maior, se nao fosse o zelo do Itvin.
vigaiio, pois que o procurador actual traa estas
cousas com diflerenoa, achando-se at morando
n Bengalas, sem ler todava participado com-
petentemente.
O cemilerio arruina-sc, sem que se cuide de
Izelalo.
Acham-se salisfeilos lodos d'alti com o vigaro
rito de Barros Crrela o com o coadjuctor Ma-
nuel Gomes de Brilo; assioi como com o Dr. juiz
municipal, que vai deseiupenliando seu lugar
, louvavclraenle.
Pela reviso da quaUflcacSo ltimamente pro-
redi la denso um desaguisado entro o alferes
Francisco Gomes de Araujo e Antonio de Lomos
\ asconcelloa, um dos suppllcnlcs do subdelega-
Ido; desaguisado quo cessou pela interven, u do
capilo Joo Capistrano.
No poroado do Casa Nora, na sorra das Rucas,
abrio-se urna hospedara ronvenienlementc pre-
parada c comaccommodacoes lauto para as pos-
soas, como para os seos animaos.
A queixa dos Sis. J. C. Astloy C. dada
contra o son caixerro J.os Alexandre Gnbinn en-
volve neeoco mais serie do que parscia a |iri-
meira vista, Dizem-nos quo u Sr. Gubian sem-
Km resuiiudo dosla discusso, u projeeto toi
mandado a una commisso especial, para dar o
seu parecer.
-Mazac.io.Os Pnrtugue/.cs, que desde 147
sol o coramando de Dora Joao I so linbatn es-
labclecido nazista d'Afrca. adrontando denoda-
damente o imperio de Marrocos, comecaram no
reinado do I). Afonso V o Africano, a cstabele-
cer no liltoral do Atlntico ura grande numero
do eslabelecimentoa martimos, dos quaes anda
existe um grande numero.
Entre estes merece ser citado o da praca do
Mazagan, situado no Atlntico, junto emboca-
dura do Morboa e a 225 kilmetros de Mar-
rotos.
AcidadQ.de Mazago foi corstruida por ordem
de Dora Mannel o.com seus fundos particulares.
Por esto motivo foi ella chamada Castro Real, o
por esparo de muilos annos servio de residen-
cia ao govemador (eral, que linha o titulo do
vice-roi do mar.
,, i o, o i .unios, iiiucnuiv iiuiinoriar.
Dom Manool, como todos sabern, protector das Moria U:,a da Colicei,0i 'p;irda Vlu
jrandes emprezas. temo a fcl.cidadc de ver co- nos lllberculo p0|monr.H
loados seus osloreos polas doscidiortas de Vasco n^c...T.. ^., ^...,r..,. r.;
roo do homicidios
cidio.
' sd Francisco do Almeida,
no r.eai.
Francisco Cyrillo da Fonseea Rosado, condem-
nadu a ^.i'.i's perpetuas no Ceaia.
Manoel Poreira da Silva criminoso de homidi o
Joo Jos dos Alijos, pronunciado por tiiu.o
do homicidio.
Antonio Gomes, criminoso de homicidio.
Marcelino Leandro, criminoso.por tentativa do
homicidio.
Glaudinn Areno, processado por crime do of-
fensss pliisieas.
Joao di Silva Gara| pronunciado por crime
de ferimento.
Severino, escravo, criminoso de ferimento.
cniiiura custo, e os processos esloseguindo seu
promptii e regular andamento.
Dissemos, porm, cima, que o mal era mais
da lei do que dos homons, o nina verdade. Sa-
be-se que o iuQnilo o numero dos processos cr-
nies. e uno nenhum lucro deixam ao escrivao
que n'ellcs trabalha,"o que obra por firea da uo-
cossidade dedicar-se aos processos civs, de
onde lira sua subsistencia. A sua obrigaQao de
trabalharnestes ou iiaquelles egual ; elle, pois,
prefere osq'ie Ihe deixam ranlagem.
Eis a causa quo nos parece prodnzir aqui como
em loda a parle laolongademora nojulgamenlo
dos processos crimes, na segunda instancia.
NAnos congratulamos com o Diario de Per-
inmbuco. pola manifestn^o quo fez de sua opi-
Ruberto de Souza Ramos, criminoso iU- roubo. niJo sobre a queslao do poder lemporal do Papa.
(unalo Gardoso dos Sanios, pronunciado poi
Aiitoiiio Joaquim Ramos da Silva, pronunciado
por crime de furto.
J.is. Goncalv s, prouun iado por c: tr.e do furto.
Aulunio Francisco, pronunciado por crime de
furto.
Victorino da Costa, ciiminnso de furto.
Joaquim de Mello Silva, desertor.
Marcelino Soares, deso lor.
Joao Soares, deso lor.
Januario Joaquim, deserl 'i".
Us apontamenlos, que lomei para dar-lhe es-
t.'s not. ius despera ram-nie a idea de reforma-
I i de numero de crimes commetiidos nesta pro-
vincia nos cinco anuos ltimos o dos criminosos
capturados no mesmo lempo.
Nos rotatorios dos presidentes lenho os liados
precisos pera este Irabalhn. Servo olio parase
conliccer a sogurauca individual, da que so goza
nesta Ierra, e repressSo movida contra u crime
Vi.ii enndemnar os elementos despersos em pe-
cas diversas para presentar um Irabalho em
loim.i.
A administracao do Ezm." Dr. Ambrosio con-
tina a marchar como ja Ihe noticie i. Decide as
quistos sem allendei as possoas, csuas ideas, e
Mmenle a lei o as conveniencias publicas como
. Allende. Quasi lodos os das ha provas do
que Ihe digo. ltimamente don-so una decisao
que por sei Interessante Ihe redro.
lia no termo de Palos moilu interosse pela
eleieao, e por isso ja do agora os partidos eslo
involvidos as questes eleitoraes. U processo
da qualili.aeo dos volantes corren .sol a vigi-
lancia dos interessados no veneimenio da caiu-
panha.
A frente do nm dos lados, ronhecido pelo no-
n o doliberalarha-se o Dr. Dantas Cunea de
com a morte do seu nunca assas chorado Pas-
tor.
Mttranho. Alm do que diz o nosso corres-
pondnnte, colnmos mais dos jomaos, que, no
dia 23 do passados, o capitn da salera ingleza
Mimosa, procedente do porto do Reeifo, Clilic-
gra ao official externo da polica do porto, Ma-
noel Antonio de liveira, que Ihe apparecora no
nionienio da partida, pediudo una passagem pa-
ra a Inglaterra, por julgarser criminoso.
Cciii. As chuvas lornarnm-se geraos em loda
aproviueia, o que faz augmentar um bom anuo
Em diversas localidades da provincia os nimos
seacho algura tanto exaltados em consoqiien-
ca das qualifleaepes.
/.'in Grande do Norte a Varahiba. Nada de
i novo occorrou que mereja men^o.
DE
Para a lem d> pontificado, as grandes potencias
"Hopeas qucrcni despoja-lodo un poder deque
elle goza lia 18 seclos, e cuja origem i mais
legitima po-sive! n litlo de o liliertarem, ellas
querem escrtrisa-lo nmaconlribuir;o pecunia-
ria, quo retiraran desde o motlenlo om que o
Papa recusar salisfazor alguina iiuposiyo. Di-
zem-sc protectoras da Egreja, ao mesmo lempo
que usurpam seus dominios Duvidamos que se
realise semelhanlo idea ; porque no proprio lu-
gar de seu nascimoulo, ella encontrar urna opo-
posioao talvez rnvoncivol. A forra, entretanto,
pode fazer tndo ; mas, quando ella livor desnp-
parccidn, desapparecer lambem a sua obra. Des-
pojado dos seus Estados, o fcichado em liorna,
ah mesmo exoreer o Papa o poder temporal ;
quando, pois, se falla om illcgilimidade, e incon-
veniencia de lor elle o mando civil, sopbisma-se
o nao so quor seno diminuir o territorio deseos
lisiados, o limitar o son poder; a questo pois! Z "vZ^Ji TSlKT
de mais ou monos, o ni do logitimidade. I deTi^ fommiseao de polica.
" e approvado sem debate o parecer da
PE'
ftSSENBL LEGISLATIVA PROVINCIAL.
2." SESSO ORDINARIA EM 2 DEMARCO
1SG0.
Presidencia do Sr. Bardo de Camarajibe.
Ao meio dia fcila a chamada, e achando-se
prsenles 29 Senliores depulados, abre-se a
sosso.
Por nao se ochar sobre a mesa, deixa de ser
li 11 a acta da anterior.
O Sr. Ia secretario dS coutn da seguale
EXPEDIENTE :
Um requerimento do Io olicial da secretaria
de.-li assembla Francisco Coollio Duarle, pediu-
do seis mezos de liconca para tratar de sua sa-
DiARiO DE PERNaiVIBCO.
Honlem leve lugar a 2.a sesso ordinaria da
assembla provincial, com 29 Srs. depulados.
Ao meio dia foi aborta a sesso, procedendo-se
leitura de nm parecer da commisso de venfiea-
co do poderes, reconhecendo, vista da lei e
da opcao do Sr. conselheiro Jos Rento da Cu-
nha e FigooreJo, o Sr. Gaspar de Menezes Vas-
concellos de Drummond, dopulado palo 9o dis-
tricto eleiloral.
Passou-se em seguida eleioo das diversas
comniissos, sahindo eleilos para as seguintesos
Srs. :
Constiluico c poderci.
Anlnio Epaminondas do Mello. .
-. Fez parleda junta de qualilicacao da fre- Sebastin du llego B. de Lcenla .
p da serra do fexoira, mas osle em mino- Juao A]frtj0 corroa de Oliveira. .
na. Os que so dizemconserva i ires tinham
maioria.
u primeiro juiz de paz da fregnezia Angelo
Bernardino de Moura Bulo fui denunciado como
.....sercilo, e sobra isto oitfcni u ase-
crolaria da polica, quo o delegado do Patos to-
coiibccimenlo e informasse. Esta ordem
DU a Palos, quando O referido juiz lio paz ja
iiuha presido os Irabalhos da junta. exacto
que Angelo Bernardino desortou das Qleiras do
< zereiio de 1830 b 1831. Este homem lem mais
de50annos, pal de 18 filhos, e mora, ha niui-
i annos no lermo do Patos, sol) a proteceo d(^
-. Os interesaos eleiloraes o encommodaram
agora.
c segundo juiz de paz nao sabe ler nem esere-
ver,como consta do declarac&o da cmara mu-
nicipal, i'ortonco ao lado, que advoga a causa
dos conservadores, assim como os vereadoros.
O Dr Dantas Irouxe ao conhecimonto da pre-
sidenle urna exposic.au sobre os irabalhos dajun-
i : d qu illlic e.'o, i aloin de outras rallas denun-
ciava as da irroguiaridade da eleieao dos dous
prmeiros juizos de paz. O torcero era conside-
rado omito legitimo, l'erience a porcialidade do
Dr. Dantas.
Com esta questo veio tambem outra ao co-
nheeimonta da presideucia.
Fui criada pela assembla provincial o anuo
passado um municipio na sorra do Teixeira, sen-
do elle desligad > da comarca de Pombal, o unido
a do S. Joo. Os interessados nesta creaeo que-
rem tambem que baja conselho do jralos, e fo-
ro civil, mas a junta de qualiQeacao dos jurados
apurn 0 numero do jui/.es do fado marcado
na lei para que possa naver conselho de ju-
rados,
llouve recurso inlerposto da deciso da junta
para o piesidentc da provincia. O recurso l
apoiado lambem polo Dr. Dantas.
0 I'mii." Dr. Ambrosio acerca "da 1* questo
decidi que o Irabalho da qualiricacao dos votan*
tes eslava nullo, c que o 1" e 2" juizos do paz
nao poderao oceupar este cargo, e ueste sentido
expedioas ordeos neces^arias para ser manlido o
sen acto. Responden convenientemente a cma-
ra munipal, quo sustenlava a causa do desertor
analphaboto. Sero rosiionsabilisados os infrao-
ines da ordem da presidencia, por que um es-
cndalo contrario.
Logo depois proferto deciso contraria no rc-
cui so que se interpoz da deciso da junta de re-
visan do jurados. E nn isso ludo. O presi-
dente da provincia suspendeu tambem, e mamlou
responsabilisar o presidente da cmara, porque
constara dos documentos que leu, que elle nes-
se negocio votou e decidio-se a pedido do Dr.
Dantas, e s para o servir.
Estes actos naturalmente nao sero bem rece-
pelos interesaos quo foram offendidos. Ca-
da parcialidade commentar mal a decisao que
Un-, contraria, quo nao so fez justica inleira. Os
homens extremados nos partidos Picaram enfada-
dos, mas os moderados, que prolendcm somonte
o cumplimento da le e o uiumpho da justica
applaudirao a autoridade.
Entendo que o Exm. Or. Ambrosio procedeu
bom ncsle negocio. Fez sobro ludo um servco
a administracao da justica criminal em nao al-
lendor ao recurso int
de reviso do jurados
garojofi funecioueo jury.
Agora una milicia sobre o nosso carnaval. Cor-
ren nm.seni vida. Nao houve interesse e' ges-
to nos diverlimenlos. Parece que entre nos vai
m decadencia este costume laoantigo cdo tan-
ta cetebridade entre oulros povos. Sua falla
para mira pouco sensive],
Adeus.
.llaraiiliao.
S. Luiz 25 de feverciro de 1860.
No di.i 20 do corrente naufragou prxima ao
p irlo dosla cidade a barca denominada Linda
procedente de Lisboa. Depois de ler atravessad
lodo o ocano veio naufragar menos de um
quaito de legua da costa. Felizmente para o
propnelario, o navio e a carga que se avalia em
300 a tantos conUs de res, estavarn seguros. Tem
sido lomadas todas 88 providencias para salvar-
e o que for possivel.
0 culrudo passou ajui sema menor desordera.
Fazenda e orcamenlo.
Cypriaiio Fentlon diodos lcol'orado .
Ignacio d Manuel Co.llio Cintra......
Cotilas e despezasprocinciaes.
Augusto do Souza Lean......
Joaquim P. R. de Mello llego .
Manuel Izidro de Miranda.....
Obras publicas.
Manoel Colho Cintra......
Joo Cavalcanti de Albuquerque .
Antonio Alvos de Souza Carvalho .
Iledacro de leis.
Joaquim Piros Machado Porlella .
Uenriquc Pereira do Lucena. .
Francisco Raphael do Mello Rogo .
lastruccio publica.
Antonio Epaminondas de Mello. .
Joo Braulio Corroa e Silva.
Joaquim P. Macha Jo Porlella .
Francisco Jos Fernandos Gilianna .
Tcndo havido empate, a sorlc decidi
do S. Joaquim Piros Ma. hado Porlella.
Estatifica.
Manool do N. Machado Porlella. .
\ Joaquim Pinto de Campos .
j Manool Joaquim Carneiro da Cunha .
Justica cicil e criminal.
Francisco Carlos Brandan.....
'dispar do M. V. do Drummond. .' .
| Francisco Jos Fernandos Gilirana. .
.\ egocios ecclesiatlicos
Padre Marca! Lopes de Sequeira. .
Conogo Joaquim Piulo do Campos
Vig.uio Antonio F. Goii(alves Guii
raes......". .
Posturas municipaes
Livino Lopes de Barros e Silva .
los Joaquim do llego Barros. '.
Francisco Jos Fernandos Gitirana .
Orramentos m unicipae*.
Joaquim Francisco de Mello Caval-
canti ...... ....
Francisco Raphael de Mello llego. .
Luiz de Albuquerque Martina l'ereira.
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22 M
18
ima-
17
19 votos
13
8
19 votos
19
l
Sendo duas horas da tardo o Sr. presiden lo passado. dando-so esse lugar em
inlerposto da deciso da junta
dos. Nao convem que nos lu-
l-vantou a sesso, dando para ordem do diado,
boje ;
Conlinuaco de eleieao de commissoes.
Primeira discussao dos projeclos ns. 30,31 c
39 do anuo passado.
Segunda dita da rnenla apresontada em 3''
discussao do projeeto n. 30 de 1858.
Conlinuaco da segunda discussao das posluras
de Ingazeira, o primeira das de Garanhuns, Bo-
nito, Villa Bolla e Tacarat.
Recebemos pelo vapor Cruseiro do Sul, entra-
do dos portes do norte, joruies, com as segun-
tes dillas : Amasonas iiO de Janeiro, Para 22,
Maranhao 25, Ceas 27, Ro Grande do Norlc 29
do passado, c Parahiba 1 do corrente.
i4maconas. Era toda a provincia reinava
perfeita paz. Aselcieoes do districto do no Ne-
gro corrern) plcidamente, dando em resullado.
Depulados, Aureliano Antonio Delgado, e, Jos
Feliz de Azevedo
Supplenles, Guilhermc Jos Morcira e Jos
Pedro Paraguass.
Par.K grande falta de farinbae carne, lem
felo subir csses dous gneros de primeira ne-
cossidade a aprecos extraordinarios. Os jomaos
sao concordes em que isso devido simples e
nicamente ao rocrulamenlo, que faz afugcular
os homens do interior.
L-se no Jornal do Amasonas, que se publica
no Para :
Sabbado, de manh, 19 do levereiro por oc-
casio da berlura das cartas retardadas no cor-
reio, do anno do 1857, afim do serem quemadas
onconlrou-sc dentro de urna amostras dp notas
falsas, reniettidas do Porto por Jos de Araujo
Antonio Jos de Araujo, sendo urna do 5Oj[0OO
res outra do 1 O000 rs.e a tercera de lftOOO res
sendo esta ultima de urna pcrfeieo completa.
O digno administrador interino do correio
officou immediatarnente ao dr. chefe de polica,
para que com sua presenca melhor se. averi^uas-
sc do tacto, o quil logo compareccu, o asssjio
abertura de todas as cartas, as guaes se pro-
cedeu exame, sendo todas depois remellidaa
cm saceos lacrados para a secretaria polica.
E' lido
commisso de poderes, declarando dopulado
polo 3o circulo o Sr. Gaspar de Drummond, visto
ti'r feito opcao pelo oulro circulo por que foi
cleito o Sr. conselheiro Cunha Figueircdo
ORDEM DO DIA
Prccede-sc i eleieao das commissoes perma-
nentes, quo licam constituidas pela turnia se-
guinlo ;
Constituo e podar*
Os Srs. Epaminondas, S. I.acerda, Corroa d'Oli-
veira.
Orcamenlo provincial
Fcnelon, Barros Barrito, Cintra.
Contas prooinciaes.
A. Lea O. Miranda. Mello Itego ti. 4-,-fVin).
<)bras publica*.
Cintra, Joo Cavalcanti, Suiza (fcrvalho.
Bedaeeo de leis.
Machado Porlella, Luccena, Mello llego (Ra-
phael-!
latlruerao mblica.
Epaminondas, Joo Braulio, Machado Porlella.
Estalislica
Nascimcnlo Porlella, Pinto de Campos, Car-
neiro da Cuulia.
Justina civil.
Brando, Drummond, Gilirana.
.Xegucios ecclesiaslicos.
Maroal, Pinto do Campos, Goncarves Gu-
mares.
Hegocios de cmaras.
Livino, Reg Barros, Gilirana.
Orcamenlo municipal.
Mello Cavalcanti, Mello llego [Raphael). Mar-
tina Feiiera
Tendo dado n hora, ficou a materia adiada.
O Sr. presidente designa a ordem du dia sc-
guinte, e levanta a sosso.
REVISTA DIARIA.
Por portara do Ezm. Sr. presidente da pro-
vincia, do dala de 27 de passado, foram creadas
Iros cadeiras de inslruoeo elementar para o sexo
masculino as povoacoes de Loa, Taquaritinga o
Itapissuma.
A,cha-se abeila a inscripco e processo de
haliililaeo para o concurso das tres novascadei-
ras cima referidas.
O prazo do 'Q dias marcado para esso fim.co-
nieeou a correr do 1." Ueste em diante.
Moje Irabalha a companhia dramtica no
Iheatro de Sania Isabel.
espectculo a beneficio do ador Raimundo,
O govorno imperial, por decreto de 2 de
dezembro do anno p. p., acaba do platicar um
acto de munificencia verdadeirameme nolavel ;
queremos fallar dj pensao annual de 1:000',que
por elle fui concedida a Exm. viscuiidessa do
Goianna.
E sem duvida urna reniuneraeo devida aos
servidos do tinado visconde, remoneracao que
honra tanto a quom a faz como a quera a re-
cebe.
Escrevom-nos de Grvala em dala do 10 do
m siluacSo,
perior; poje ser
nao ezi
algum ;
quor acorva do oslado climatrico, visto que a
secca j se manifesta, quor relativamente poli-
ca que nao marcha convenientemente.
Reproduzcm-se os ataques vida e a proprie-
dade all cada passo, sem quo appareca urna
providencia capaz de susle-los em seu desenvolv- sao "do far nienle as povoacoes franeczas.
monto criminoso.
Em Verlentes dous individuos, um sogro de
nomo Wenceslao do Prado e um genrochamado
no commercio.
Ilojo lem lugar a inqniric.o das leslemunhas
do processo, aboitura dos livros ilo Gubian qui-
se achavam em deposito e mais dilig ncias ne-
cessarias au descubr me uto da verdade.
Foram recolhidos no dia 29 do n oz passedo
casa de delensSo, 5 homens e 2 mullaos, sen-
do,5 livres e 2 oscravos, a saber: l ordem do
Dr. chefe de polica, 1 ardomdo di legado do
1" districto, 3 i ordem do subdelegado do Keci-
fe o 1 a do subdelegado da Boa-Vista.
O arroz U arroz do lodos os produelos,
que proceden) das ricas regios do enle, ou
da Araeiica, aquelle, cuja importarn o consumo
deve ser mais explorado. E' orna inorcadora no
verdade, que oceupa bastante espaoo, mas tema
van la geni de sor um genero, que lem um valor
insignificante nos mercados da sua produceo,
havendosempre urna quantidadeinexgotavel"pa-
ra expoliar.
As compras do arroz nao obiigaram a Franca a
exportar dinhoiro de contado, que tanto horror
causa s possoas, que nao veem a riqueza de
um paiz seno na posse do milhares do milhOes
de ourn e prata. U valor do airo/, que ebega
Fraoe.i mis piovcui do frelo do que do seu
cusi.
Poique cumprc notar,que cxccpQ.no do arroz
das duas Carolinas e do alguns estados mais da
grande repblica americana, esle producto im-
portado exclusivamente em vasos franeczes ; os
paizes productores, situados alm do Cabo da
Boa-Esperanca, nao teem transportes que pos-
sam concorrer com os franeczes. S nos anuos
de caresta que se pude admitlir urna excep-
eu ; porque entau a necessidade faz romper to-
das as baneiras, e abro os portos a todos os pa-
vilhoes.
Como producto alimentar, s o pao llio su-
consumido sob mil formas;
o, no caso de necessidade, condirimento
e suas qualidddos nutritivas e bygieni-
cas sao laos, que a populacao da India e ii.i Chi-
na, quo so culllam por centenas do milhoes nao
teem outro sustento.
Ora, quando, romo boje, as colheilas em fruc-
los, em loguines, om tubrculos farinosos, eslo
em Franca niulo ionge da abundancia, que seria
para desojar, havendo urna navegaeo seguida
com a India, nao era ira do proposito que o ar-
io/, viesse supprir a falla, que se experimenta
v oulros alimentos.
O anoz anda lem mais una semelhanga com
o pio ; lantu apparece na mesa du rico como du
pobre.
O seu baixo preco permilte s familias ns mais
neeessilad. s a Ma Compra, porque o pude ublor
em pequeas porees, c compra-lo todos os dias,
por nina mdica quanlia. .V vista disto para
admirar que seu uso nao soja mais popular, o
que seu consumo nu soja mais geral no paiz.
Naturalmente hbitos amigos adquiridos esde
a poca i ni que o arroz, quasi desconbecido, so
venda por precia fabulosos, assim cuino lodos
ns productos transocenicos, sao a cansa desse
desuso. Mas hoje que o Franeczes o rao buscar
em direilura, que o airo/, apparece em tolos os
nuii ajos pelos mais baixos precoa, seria conve-
niente, no interesse das classes mais numerosas,
0 no nos favorecidas da foi luna, rocomuieiiJ.u-,
facilitar o propagar o son consumo.
E'um facto comprovado por todas as eslalisli-
cas, quo a Franca om geral nao produz o trigo
para o seu consumo; nao s ella obrigada a
imporla-lo, mas anda urna grande parle da sua
populacao se v nn necessidade de se sustentar
de niilbo. do ceflteio, ou de caslanhas e batatas,
mas o airo/, conlm qualidades muilo mais nu-
tritivas do que as s ibrcditas substancias ; e f-
ra de duriJa que as familias, que o empregam
acbariam no son consumo urna grandeecodo-
raia, principalmente u'um anuo como o actual,
om quo as batatas, as caslanhas, e os fruclos e
mes sao loo i aros o caros. '
Seria mus para desojar que todos que lomam
a peilo a soilo das classes operaras e Irabalham
pm alliviar os saffrimentos do urna lo grande
parlo da populacao, usassem da sua influencia
pera vulgarisar o consumo do arroz, cuino no
(' m; o de Luiz XVI, quando se quiz gcncralisar
o uso da batata.
Son excmplo dcvoiia ter seguido por todos
aquellos, que desejam o descnvolviraeoloda ma-
rinlia mrcame eo augmento do commorcio com
as na;des mais longinquas lia immensos ele-
mentos de froto na importacSo do arroz ; por-
que nao s um producto "alimenticio de pri-
meira ordeni mas aida lom a ulilidade u<' poder
ser empregado como materia do deslilacau.
Cerlos escplores allrlbuiram urna "parte da
miseria da irlanda A introdueco do oso Ja ba-
tata ; ellos lecm pretendido que o Irlandez co-
mecou a ser preguicoso desde que pode susten-
tar sua familia com o producto do seu quintal.
Des le enlo, dizem ellos, o Irlandez trabalhou
somcute para ubier s o quo Ihe era preciso pa-
ra nao morrer do fome. Parece que esta opi-
nio nao lem nada deverdadeiro Mas sera dis-
cutir agora a causa da miseria da Irlanda, pare-
ce que com o arroz nao so deve receiar a inva-
roaoosseus estoicos p
da Cania o Cabra!, e pela victoria do grande Al-
buquerque, nao leve em menos conla as con-
quistas da frica, por isso Iratou ilc a conser-
var, fortificando Mazago como todos os cutios
pontos da 11 sla.
Na decadencia de Portugal osla iraca foi a ul-
lima, que seconservou sob o seu dominio ; mas
atacada pelos Marroquinos com formidaveis for-
'.a.s em I7ii2 c defendida com toda a bravura,
nao poda sor sustentada por' muito lempo. Os
I'.' 11 ii^ik /es couhecendo que finalmente linham
de ceder, evacuaram a cidade n'uma noile, e se
erobarrarara para a Lisboa, com armas, baga-
gens o todo quanlo possuiam de valor.
Os Marroquinos, anda depois de abandonada
a pra'.'a, eniraram a modo, e s depois de esta-
rca desengaados deque nao exista nella nem
nina m pssoa e que se deliboraram a fiear. O
general rommandante das fercas marroquinas
toi empalado por ordem do imperador, por ter
dcixado escapar a guarnico lo a son salvo
Mazago est u'itnra posico vanUjosa, lem
nina populago do 5,A0Oalmas, e edificada nao
longo das ruinas do Toll, cidade dos catla-
ginozi s.
l'assagciros do vapor nacional Cruzeiro do
Sul entrado dos portos do norte : Firmino de
Souza Martin?, sua senliora 1 criada e l es-
clava, David Muir Caldas, Jos Joaquim Ta-
rares Belfort o um cscravo, Cnslodiu Alves dos
Santos e um PScravo, Joaquim Jos Fonoii.i,
Eduardo Ligor l.obo, Abel Graca, Antonio de
Souza Piayir.a o um e-oravo, Joaquim Damaceno
Nogueira c um escravo, Amonio Prancisi > No-
gueira, Jos Austrinho Rodrigues, Dr. Luiz Fi-
lippe de Souza Leo e Ires oscravos, Francisco
Jorge de Souza, Jos Francisco Jorge do Souza,
Manuel Rufino Jorge do Soo/a, Dr. Firmino Bar-
boza Cordeiro, Francisco Barboza Cardero e um
escravo, Francisco Cmpello da Bocha e om cria-
do, Manuel Coelho Basto do Nascimcuto o um
ciadi), Antonio Telles de Menezes, Augusto
Barboza ii,x Silva Castro, Joo de Albuquerque
lego e um criado, Joaquim Pedro fastos do Ul-
veia, Jos Julio de Albuquerque Batios e um
criado, Joaquim Antonio do Cutio, Dr. Joaquim
Feleio l'inheiro do Almeida, Virgilio de Moraes
Leal, D. Justina Galh, Elias Leo e dous escra-
vos, Manoel Marques Camocho, Francisco Cor-
rea, Joaquim Jos de Medeiros, Jos da Silva
Coelho, Rvd. padre Francisco de Paula Cavalcan-
ti, Francisco Antonio Fernandos e sua neta. Joo
Nurberlo Augusto da Silva, Jos Mondes, Frede-
lCu Pires Carneiro Monleiro, Manoel (lomos Mo-
reira, \V. 0 Donnell.sua senliora e um criado,
Domingos llenriques de Oliveira, Domingos Hen-
riques ilo Oliveira Jnior, criminoso Antonio
Oclaviano de Araujo o 2 praeas que o escolta,
i 'mingos Ferreira Maia, Amorira & Irmae, Joa-
quim Ignacio de Mendonca, Joo los de Carva-
lho Moraes, e os escraros Celso, Feliciano, Flo-
rencio. Luiz e Caetano a entregar.
Manoel, pardo, llho de Rosa Mara da Concci-
yci, 8 mezes.
Juo Francisco dos Santos, pardo, viuvo, 50 an-
nos (pobre).
Manoel Germano do Amara!, br3nco, casado, 71
senos.
Gorlrudes Mara da Conceico, crioula, solleira,
. 30 annos.
Mataooiro publico :
Mataram-se no da 2 do corrente para o con-
sumo desla cidade 59 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 2 DO CORRKTTE !
Francisco Antonio do Nascimcnlo, prclo, soltei-
ro, 17 annos, eerebrite.
L'.n prvulo, encontrado na porta da igreja dos
Martyrios.
Manoel, preto, 1 da convulscs.
Theodoro, prirdo, solteiro, escravo, 22 annos
inllainrnaco. '
Cloa Francisca da Silva Coulnho. branca, sollei-
ra, 'J~> anuos, tubrculo pulmonar.
va, 30 an-
Hospital dk caiudade. Exstcm C5 ho-
mens, 59 mulheres nacionaes, 2 homeus eslran-
geiros, 2 homens escravoa, total 12S.
Na tutalidade dos doentcs existera 39 alie-
nados, sendo 83 mulheres e 6 liomens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto, as 8 horas e minutos da manhaa, c
pelu Dr. Dorncllass 8 horas da manha.
CHRONICA JUDICIARIA.
JURY DO RECIPE.
PRIMEIRA SESSO.
DA 2 DE MARCO.
'residente, o Sr. Dr juiz de direito Bernardo
Mackado da Cosa Doria.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gusmo Lobo.
Fela a chamada,verifleando-se estarom prsen-
les 43jurados, o Sr. Dr. presidente do jury, abri
as ->o s 10 huras, multando em 20$ aos jui-
zos notificados que deixaram de Comparecer.
Estando barra do tribuialjo reo Andr Mika-
lich, preso na casa de d.'lenco, pronunciado no
int. 269 do od. cri.li., o Sr Dr. presidente do-
juiy fez proceder ao sorteio do conselho, quo
depois do i- recusaeoes, por pulo do advogado
do reo, e 5 por paite da juslica, assim foi cons-
tituido :
Joo Nunes da Fonseea Glvu.
ulysses Juslniano de Oliveira.
Carlos Augusta Lns de Souza.
Joaquim dos Sanios Azevedo Jnior.
Joaquim Januario l'ereira de Unto.
Ignacio Benio do I.oyla Jnnior.
Jos Rodopiano dos Santos.
Marcelino Jos Pnpi.
Joao Jos de Albuquerque.
Ti isln Jacorno do Araujo.
Ignacio Jos da Luz.
Francisco de Paula Gouveia.
Prestado o juramento do ostylo,
lavra ao Dr. promotor publico que
Itbello aecusatario, pediudo a coudemnaijao do
reo no grao mximo do ait. 2C9, por, havorem
concorrido no crime do roubo imputado ao reo, e
pralicado no Iheatro ii^. Santa Isabel na noile do
dia 22 do novembro do 1858, as rircuinstancias
aggravanles dos S5 I e 10 do arl. 10 do cod. crim.
A aecusaco publica, rnmooando por declarar
que nao constara do nenbuma peca solada do
processo, una prova clara, intuitiva e inefragra-
vol, ponderou que as graves suspeitas agrupa-
das epa torno ao roo, obrigavam a conviccao de
:-u 1 ci miualidade. Descend) analyse escru-
pulosa ilos faetos, a accosacao pode apanhar en-
tre osdepoimeiitos dos informamos visivels sus-
peilas.
Deferida a palacra ao defensor do reo, o Sr.
Dr. Juo Francisco Teixeira, deduzin oslo a sua
dele/..), negando o fado e appellindo para a pro-
-Segura para o Mi: lenenfc Leonardo I,,- '';:"';'J^IM^ooior publico, o Sr. Dr. Joo Al-
eiano de Campos, Antonio Jos do Almei la Ga- lr'"10 Co"\de u^^"'- ,!"'1- !ra l'^meiro em
ma. Antonio Pinto da Silva, Emilio (Jengibre e '
um criado, Manuel Jos da Cunha, Julio Joaquim
deu-se a pa-
suslcnlou o
manado. Sr. Dr Teixeira, chamado de mo-
tylo, ao primeiro dos quaos o rouselho respon-
den negativamente por unanimidado, demoran-
do-so cerca de 10 minutos na san das confe-
rencias.
Por cuja deciso, o Sr. presidente do jury la-
vrou a sua senlenca, absolvendo o reo e condem-
naioo ,1 miinieip-i/i.l.iilu lias cusas.
Ksgotada a materia, o Sr. Dr. presidente do
jury tevanlou a sesso s : horas da tarde,
:'. Leal Caslollo Brenen, Francisco da Costa II i- adan lo-a para o dia de marco s 10 horas da
lim, Francisco M. Rodrigues, Caetano U. Teixei-1 manhaa.
ra, Dr. le nardo Augusto Ferreira Lima, G. Au-
e 6 escravos a entregar.
Passageiros do hiato nacional JTncencirel, sa-
ludo para o Aracaty : Jos Raymundo do Car-
valho e um criaDo, a familia do capitao e una
es.r.iva
Passageiros Jo vapor nacional Tocantin,
sabidos par os pi rlOS UO noile : Veneeeuz Ca-
lavresse, Joaquim M. Carneiro, Miguel do Souza
gusto do Souzs, Jos Francisco de Altahydo
Mello, Fluctuoso de Paira Rrito, Gustavo Wulle,
Fabricio Gimes Pedresa.
lela.-o das possoas fallecidas na fregue-
zia do Santo Antonio, no mez do feverciro de
1860 :
Luiz,Africano, escravo de Antonio Alves Masca-
renhas, 35 annos.
Albino, crioulo, fitlio do Francisco de Paula
Araujo, l mez.
Joo, Africano, escravo de Elias Francisco Min-
di'llo, 50 anuos.
Julia, par 11, escrava de Ignacio Luiz do Bnto
Taborda, 0 mezes.
Emilia, paida, lilha do Maria Catharina d'OIivei-
ra, 5 mezes.
Onofre Olympio da Costa, branco, solleiro, 22
anuos.
Malina, branca, filha de Joao de Dos Marques,
8 dias.
Antonio Gonoalves do Espirito Sanio, Indio, ca-
sado, ;id anuos [pobre).
Julia, parda, tilha de Joaepha Mara das Dores, 3
mezes.
Cccilana Engraciado Sacramento, branca, sol-
leira, 1J anuos pobre).
Amelia, branca, liilia du Ventura Percira Pena, 7
anuos.
Manrnl, crioulo, escravo do coronel Francisco
Joaquim l'ereira Lobo, <0 annos.
Auna Joaquina Teixeira de Moraes, branca, viu-
va, (i(i anuos.
Thoreza, parda, escrava do brigadeiro Joaquim
Bernardo do Figueiredo, 3 annos.
Francisca, crioula, escrava de Isabel Aibuqucr-
que Vianna, 50 anuos.
Generosa Mana Joaquina, branca, casada, 33
annos.
Josepha Maria d'Olveira, branca, casada, 43
annos.
Miliana Caclana do Livramento, parda, solteira,
17 annos.
Antonio Mondos Rodrigues Guimaraes, branco,
solleiro, 18 annos. U publico ignora, bem como nos, quaes Ic-
Manocl, pardo, escravo de Justa Rufina dos San-jnham sido estas fraudes e violencias commelli-
lury lo teriuu PRlMEin.l SESSA.
1 de marco de 1861).
Presidencia do Sr. Dr. Antonio Francisco de
Salles.
_ Promotor publico interino Dr. Amaro Joaquim
Fonseea de Albuquerque.
Feita a chamada e verificando-so liaver nu-
mero legal abrio-se a sesso.
Foi snbmctlido a julgamento o reo affianndo
Ma......I Jos da Silva, portuguez de idade 21 an-
uos, censado pelo crime defer mentos felos no
escravo Florentino, tendo por advogado o Dr.
Manoel Joaquim de Oliveira Lobo, foi absolvido.
Por estar a hora adiantada o Dr. juiz do direito
addiou a sesso para o dia seguinle.
Conintiuiiieados
0 constitucional do Liberal Pcruaei-
hcano.
Dissemos em nosso communicado de 27 do
passado, que ignorramos quaes fossem os dous
partidos, que na provincia so debalem furiosa-
mente, como figura o Liberal, e o inlerpella-
mos para que declarase, onde se d essa lula, o
em que consiste ella.
n sapinlio responde o seguinle :
Onde Olhe o W para a Escada, para a Vic-
toria, para Muribeca, para Pao d'Alho, e diga-nos
o quo aquillo seno lula a lodo o tranle, lula
do fraudo e violencia, contra a constiluico,
contra a lei. contra o direito ? E* assim que pre-
tende o \V, com inmitavel sem-cerirnonia, ne-
gar os lacios que todos eslo vendo ".' E se a essas
traudos, a essas violencias, nao preside pensa-
mento algum poltico, a consequencia que todo
esse brigar apenas para sustentar influencias
possoaes. E legitimo um semellianto peosa-
menlo .'>
O espirito econmico, o desejo de ajeniar es-
lo muilo arroigados em lodas as classes, pira
quo se possa aflirmar. sera reccio do sor dos-
Isidro, armados de bacamarle e lacea de ponta, mentido pelos fados, que. se os operarios conse-
tendo una allercaco com Jos Raimundo, che- : guissem, pele constante uso do arroz, as econo-
garam a poni de quasi assassina-lo ; mas esta
tentativa no foi ponida, como cumpria pola ra-
zo do sor Wenceslao compadre.
Soverino de I! Vasconcellos leudo destruido
parte da propriedade do capito Manool Bernarda
Ferreira Portugal, o havendo osle querido pro-
ceder contra olio polo damno cansado, quom do-
viascr o primeiro a vindicar a le, foi pelo con-
traro aquelle que empregou luda a aclividade
para illudi-la.
L'ra Somio da Silva havendo dellorado una
maior de 17 anuos, foi preso sem culpa formada
e romeltido para a priso na villa do Rjnto :
mas que podom obler ni sua alimenlacao, ellas
iriam engrossar o algarismo do capital repro-
ductor, isto o algarismo das riquezas genios
da Franca.
L-se na Gaseta do Norte:
Eis um projeeto bom singular, que foi aprc-
sentado na cmara dos nobres da dieta sueca.
O baro Crevetz propoz que as possoas do sexo
leminino lugo que cumplel.issein 15 annos fos-
sem emancipadas, o consideradas como respon-
saves pelos seus aclos em materia de casa-
mento.
H, Monlgomery oppoz-se a esse projeeto, de-
ms podendo d'ahi evadir-se, e rindo apadri-1 clarando que na idade de 15annos o amor, ain-
nhar-sc com a autoridade que o prendera, foi-lhe | da que vivo o profundo, todava cgo, e que a
maioridade (vinle cinco anuos) indispensavel
para julgar claramente una questo lo impor-
tante. O baro Alstroenner, considorou esta
queslao uorao destituida do sonso, o pergunlou
cmara se linha razo u baro de Crentz ou o
apostlo de San-Paulo.
H. Crentz replicou que as palavras do apostlo
nao so applicavam seno autoridade paternal,
lo severa entre os Judeus e os Romanos ; e que
porcoiisogiiintc nao podiam ser invocadas n'uma
poca, em que os coslumes e as iistituicoes sao
lao dll'erenlos. M. Alstroenner respondeu que
se a cmara adoplassc o projeeto em ques-
lao, todos so lornariam llormons; este dilo foi
applaudido com urna triplicada salva de bravos.
, O baro Crentz doclirou com vehemencia, que
era pouco engraeado querer iiilromeltor a seila
dos Mv-rmons na abolico do direito a casamen-
to ; que aoii projeclo ora una eousa seria, e po-
da exerce.r WD elteito enlutar eobre os coslumes
e as ideas.
nao su perdoadu o defloramenlo, como a evasao,
do modo que, abrigado Sub o manto da impuni-
dado, dias depois fmiou alguns cavallos, com os
quaes poz-se ao fresco.
Na Barra um menor chimado Francisco casual-
mente disparou una arma, que eslava carregada,
e com o tiro ferio urna menor de nomo Magda-
lefia.
L'ma palruiha que de Caruar conduzia presos
para esta cidade, matou a um delles quo tontn
eradir-ee, segundo ao depois o seu destino, sem
importarse com osle bello feito. Passados tres
dias, veio-se descobrr o cadver pelos urubus,
que o devoraran), O Sr. subdelegado nada fez,
mas consta que j Sr. delegado est instaurando
o competente processo por ordem duSr. Dr. che-
fe de polica.
Em consequencia %; quesloes sobre nm cami-
nho de rogado, tentou J Ignacio da Fonle M.
aportar as guelas da muMwr de Euzebia Gome*4
RUtilralaodo-a por itcjn flV nomes inj^josos.
tos Portugal, 20 annos.
Manool, Africano, escravo de Antonio Alves de
Miranda Guimares, 35 annos.
Mncela, branca, filha do Maria Magdalena Pe-
rcira, 3 das.
Antonio, Al cano, escravo de Embolino Maxi-
mino de Carvalho, CO annos.
Amelia, branca, GlJja do Jou Francisco dos San-
tos, I anno.
Julia, parda, filha de Josepha Mara de Jess, 1
anno.
Joanna, crioula, escrava de Scbastio Jos da
Silva, 45 anuos.
Rita Maria do Sacramento, branca, casada, 40
annos.
Jos Antonio Serpa, branco, viuvo.
Francisco AgOSlinho Soares do Rrito, branco,
solleiro, 13 annos.
Joo Vicir.i da Silva, pardo, soltairo] 8 mo-
zos.
Sabina Maria Pereira, crioula, solleira, 25 an-
uos.
Antonio de Doos, pardo, solleiro, GO annos po-
bre).
Joaquina Maria da Conceico, branca, vuva, 70
anuos.
Joo Polyearpo dos Santos Campos, branco, ca-
sado, y8 annos.
Joaquim, pardo, lilho de Joaquim Gregorio dos
Reis, 7 "mezes.
das nos lugares mencionados pelo Sapinho.
Nenhuma lula se travou anda n'aquelles lu-
gares : o que tem havido sao pequenaa irregula-
ridades no processo da qualifkaco, |o que po-
dem sor sanadas pelo conselho de reviso, quo
lem de funecionar.
Se em oulros pontos anda nao funecionou o
conselhode qualilicaeo, tem sido sto devido. a
obstculos creados por grupos de facciosos, que,
nao merecera, o nunca merecerlo o nome depar-
tido po'lico.
Nao se hita para sustentar influencias possoaes.
O quo so procura para bem do publico, enxo-
lar para longo as harpas, que por orca querem
manchar os manjares do festim popular.
Esto pensamento legitimo, e lodo o cidado,
que ama a sua patria, o deve abracar.
Continuando em nossas rolexoes perguntamos
ao Librral, se j nao se conlentava com urna
bem pronunciada noulraldade da presidencia da
provincia no pleito eleiloral. ese quera que esta
montasse o lado A que elle chama cabido : so
quera a poltica do desee que eu quero sn>ir,|
E depois destjs perguntas o aconselhamos
para que fosse franco, c fallando a lnguagem da
verdade, dissesse sem suslo, na provincia do
Poruarabuco nao eiislem partidos polticos arre-
giiiunlados, porque as ideas se fundiram, e os
homens eslo em aecrdo em trabaihar para bem
de lodos, c pelo engrandecimento da patria
Angela, parda, tilha de Balbino Jos dos Sanios, com.mun, o que existo sao lulas pessoaes entre
9 mezes. os homens moralisados c desmoraiisados quo
Eugenia, parda, escrava de Jos da Fonseea e
Silva, 30 -""nnos.
Lu/a, crioula, escrava de Antonio Joaquim Gon-
oalves Guimares, 35 anuos.
Hermina, branca, tilha de Joo Polyearpo dos
Santos Campos, 5 anuos.
Flix, crioulo, escravo de Antonio Francisco de
Paula Brrelo, 40 annos.
Francisco Jos do Espirito Santo, branco, viuvo,
00 annos (pobre)
Jos, branco, lilho de Joo Polyearpo dos San-
tos Campos, 2 annos.
Antonio, pardo, lilho de Candida Mara da Con-
ceii;o, 6 mezes.
Olympia, branca, filha de Joo Polyearpo dos
Santos Campos, 4 annos.
quo
querem galgar a todo o transe o poder, para
destruirem a obra boa que tanto nos tem cus-
tado
Estas rcflexoes foram contestadas nos dous tre-
chos seguiules :
Ora entendam l o hornera Anda ha pouco
nao havam dous partidos polticos na provincia,
agora j ha dous lados, um dos quaos se acha
decabido, e a bem pronunciada neutralidade do
Exm. Sr. presidente ttia deve consentir que essa
lado suba I
Confessa assim o W que os seus nao tem
oulro lim seno manter-sc a todo o transe no
poder ; porque sao ellos os moralisados, c os
nicos capazes de inanler a obra boa que Unto
nos tem custado !


.-"'. ...
I
l'or oss vc diremos, ors emendara l o Aa-
pxnho Que culpa temos nos de que se nao
queira entender o que escrevemos. fas nossas
proprins palavras cima transcriptas est a res-
posta i iodo esse aranzel.
Figuramos hopotheses deduzidas das palavras
do Liberal, c iuimediatamciile as destruimos,
negando a existencia desses imaginados partidos!
N.io luamos, como ja dissemos, para manter-
mo-nos no poder, porque o poder j dcxou de
ser monopolio. A" testa delle, gracas ao saber,
e tino de nosso Augusto Monarcha, eslo e lem
estado homens do lodos os credos polticos.
Finalisa o Sapinha constitucional o artigo,
que respondemos nos soguintes termos :
Rolamos apenas que soja o W bjuiz de sua
propna moralisaco, c nom ao menos queira
que soja o povo quem julguc dessa nioralidade.
ao sao os irais moralisados deixcm ao povo a li-
licrdade de julg-los, c nao queira a titulo de
inais moralisados impdr-se pela fraude e pela
violencia. Deixcm ao eidado a liberdade de
voto, o so sao lo bons como se apregoam, legi-
timem essa bondade com a cscollia do povo.
Com tanta lgica na argumentaco bem
proyavelque o W anniquile de una vezas pro-
posites do Liberal I'ernambucano.
E como a queslao 6 personalissima, convi-
damos o W para fazer a apologa de todos os
seus mora litados, edescom por com insultos aos
desmoralizados do partido constitucional.
Sena ento mui brilhaiite a epopca que hou-
?esse de fazer ao Exm. e ltvm. Sr. prelado do-
mestico conego Joaquina Pinto de Campos.
Nonca fngimos do juizo do publico, para elle
appellamos sempre, e o fazemos agora ; doixa-
mos ao povo a liberdade de julgar-nos, porque o
direitode negara liberdade c propriedade invio-
arel da redaeco do Liberal.
Nwiguem contesta ao eidado a liberdade do
voto, e para que essa liberdade seja manlida, es-
tamos [Uomptos a lular at a mone.
Os repetidos resultados das urnas lem de-
mnstralo de que la Jo eslo os homens morali-
sados. O convite, para que fajamos a apologa
dos moralisados e descomponhamos com insultos
vs desmoralizados do partido constitucional, nao
pode ser acceito. Detcompor com intuitos, s o
sabe fazer o Liberal, como j deu provas en.
1657. '
Nao sabemos lambem que na provincia baja
partido algum denominado constitucional, salvo
se os partidos se criam agora conforme o estado
do cerebro de cada un.
Desejamos, e at pedimos que se publique a
lista dos membros desse novo partido, criado
depois, que al os republicanos, vendo-a unida-
de do pensamelo dos pernambucanos, se tor-
nan monarchistas pessoaes.
Na verdade que un partido constiluciona!,
tendo por chele o homem que. ha pouco lempo
tormava com o son ncmae aitigos. em que se d-
21.1, que a salvacao do Brasil eslava em urna
constituinte soberana e livrc, deve inspirar gran-
de confian ao Monarcha !
Nao pdde o Sapinho Gnalisar o seu cemmuni-
cadosem encaixar, muito a martello, o nome do
br. conego Campos.
Muito bem querem ostaes ronsilcionaes im-
provisados ao conego Campos, que nunca sa es-
quecem d elle Em ludo vfiem o dedo deste se-
nnor, e por sso levam a sua boa vontade ao pon-
to do insultar os proprios correligionarios.
Anda ha poneos das, no da 20 do passado
so qutz injuriar o conego Campos, dizendo-sc
que elle era padre que trazia seolioras na garu-
pa, querendo-se maliciosamente alludir urna
respeitavel e virtuosa senhora j fallecida e que
tora esposa do Sr. Bellizario de Tentagal : quan-
do todos sabem nesla provincia, que achando-se
a familia dessa senhora agouiadissima por nao se
poder transportar de Punellas para Capoeiras por
occasio dos dislurbios havidos naiiue.Ha povoa-
cao, e isio pnr i.ilia de um cavallo, succeJeu por
all passar o Sr. conego Campes, e um dos irmos
aessa sendera pedir-lhe quearonduzisse na ga-
rupa do cavallo ; aoqnoannuio o Sr. ron-go,
ndo-se ao sequilo da familia, e conducido
a senhora de um puni para oulro.
i- um tacto innocente que se rjuer constituir
em uma arma para o insulto, au se respectando
nem as cinzas do urna respeilavcl senhora l'a-
|ue a Providencia Divina pi Se. (>-
Campos, de modo que as bolas de lama'
com que se armam os sen, inimigos, arroben-
lam-se-lhes as mos, c os enlameam.
Publique o Sapinho os nomes dos que consti-
tuem o seu parlidu coiisllluciu.'.al, que somonte
slo nos basta.
Em ouiro numero responderemos ao Sapinho
de 29 do passado.
Recite 1 de mareo de IsJJ.
W.
IMARTO DE PERNAMBUCO. SABBADO S DE MARCO DE 1860.
No 7o funJamen'.o do accordo se le o se-
gunde :
Que o que f.opaclier disse a Poggi co-
brador da caixa, islo 6, que Bieber bem pedia
acabar com a quesl dando o dinheiro para o
pagamento das letras, d a entender, que elle
Lopacker sabia seren falsas as letras saccadas
por pessoa da casa d-- Bieber, e nao oppr Lopa-
cker urna negativa formal a as3evc.1ac.ao de Pog-
gi, mas confirma o depoimento deste muito
m lis verosimel por haver Poggi relatado as pa-
lavras de Lopacker, a militas pessoas no niesuio
da. era que foram as letrasaprcsenladas ao pa-
gamento.
Para que seja bem apreciado esle fundamento
e o modo pelo qual fui redigido, copiarei nesla
parle a senlenca appellada para que se facacon-
frontseo desta com aquella e se veja qual das
duas, se o accordo, ou se a senlenca appellada,
est mais de accordo com a prov dos autos,
faz mais justa c mais jurdica apreciarn das
pro.as. e deve.prevalecer perante a rectido e a
imparcialtdade : No interrogatorio do fls. 58,
'no pelo chefe de polica em8 de abril de lSs!
.1. L. 1. Poggi, cobrador da caixa filial, declarou
que leudo no da 12 de mareo ido apresentar as
letras de 11. \ e II. 7 ao caixa" dos embargantes J.
r VV i'.., que eslava no armazem esss caixa
sem olhar para as lirmas de N. O. Bieber & C.
dissera serem falsas as firmas de sua casa es-
cripias em lies lettras, o convi lando a elle Poggi
liara subir ao primeiro an I ir ond existe o es-
criptorio, examinaran) ambos o livro do registro
das letras pagar, onde nao acharam as duas
luirs de que se traa.
Acresceniou Poggi, qui' usistindo o caixa
dos embargantes J. Keller& C. em dizer que as
lirmas de sua casa eram falsas, Lopacker passara
a examinar as letras declarando serem com ef-
teito falsas as lirmas em Iqucstao, e depois de
tomar nota de dias lettras, que elle Poggi nu
quizera dar-lliecm conflanca, mandara esta nota
aos embargantes \. 0 Bieber AC. pelo caixa e
pedir a elle Poggi que se demorasse all por
algum lempo, durante o qual so mostrara Lo-
packer mu aiUicto, edizendo que Bieber bem
poda acabar com aquello negocio, dando a elle
Lopacker o dinheiro preciso para pagar o letras
apresentaodas. ao que elle dissera que anda
i assim pagas dara parte a directoiia da
i filial, e Lopacker responder que fa/ia
b 'a. Em coniinuacao disso Poggi, que voltan-
do o caixa dos embargantes J. Keller & C. com
Carlos Rocker, socio dos embargantes N. O. Bie-
ber A: C, este examinara as letras, e Lopackar se
pozera a fallar zangado o em alloman durante
um quarlo d'hora, lindo o qual Rocker dissera
tambem que eram falsas as lirmas de sua casa.
Lopacker no interrogatorio a fl. 130 c fl.13J
negou ter proferido, no intervalo da sabida a
volta de I'ieiss, as palavras que Ihe nllribue
Poggi, o qual acareado com Lopacker, como se
s interrogatorios de II. 132e fl. 183 v., per-
sisti no seu dito, ao passo que Lopacker perse-
verando cm sua negativa declarou que apezarde
inquieto pela oceurrencia que se dera, nao dis-
sera aquellas palavras, nem as pedera dizer.
porque seria demonstrar suspeita contra a casa
dos embargantes \. 0. Bieber & C que nunca li-
vera dequalquer dossocios respe, livos.
f I'.' verdade que as testemunhas pelos em-
bargados produzidas, menos J. P. Reg. I. N.
Corroa c 1. i. da S. Lisboa depem, embora com
algumas variantes, que Poggi ao chegar a caixa
filial em 12 de marco de 1853 depois de ter es-
tado rom Lopacker contara ter esle proferido as
mencionadas palavras. Mas islo s prova que
i narrou-as na caixa, lalve/ por ler mal com-
prehendido o penaincnio de Lopacker, e nao
que tenha com effetto proferido as palavras que-
so Ihe aitrihiiem, porquanto a amrmaliva de
Poggi nao pode valer mais do que a negativa de
Lopacker, c se se deve considerroslo emponha-
do em negar o que poderia prejudicar aos embar-
gantes N. O. Bieber & C aquello nao menos o
ra cm aflrmar o que poda redundar em bene-
ficie de seus superiores, que realmente nprovei-
tirnm, segundo se ve do artigo Si da conlesta-
'io, a circurr.stancia referida por Poggi, a qual
todava de bem pouco presumo Ibes vem a ser
na posieo em que se collnraram.
ual das duas pecas mais conforme a prova
dos autos, asscvciai'ido o accordo que Lnpaiker
nao oppozcra una wgatlva termal a nssereao de
POggl, e ui/.enuu u senleiieu aptieuoua quo -i ui-
firmaliva de Poggi nao pode valer mais do que a
negativa de Lopacker r
Decida-o o proprio interrogatorio de Louacker
na polica, o sua coufronaco com Poggi. No
Io sendo perguntado se recorda-s^e (er dito a
Poggi depois de ter afirmado queam falsas as
firmas de sua casa, as segu ules palavras : Bie-
ber bem podia acabar com este uegorio dando o
dinheiro para pagar as letras Respondeu que
nao disso t.\os palavras, nem as podia dizer,
porque, seria demonstrar suspeita contra a casa
de 0. Bieber & C, suspeita que elle respon-
denle nunca levo de qualqucr dos socios dcsla
casa.
Na acarcaco, depois de ha ver Poggi sustentado
o que dissera, por Lopacker foi dito : que conti-
nuaba a negar que livesso proferido as palavras
referidas por Poggi, e assim continuava a fazer
pelo fundamento que expendeu na rosposla dada
a pergunla que Ihe foi feita no ultimo interroga-
torio, a qoe respondeu : que fallando mal o por-
luguez, e estando como j disse lora de seu na-
tural em razo d.i sorpreza que tuve com a apre-
sentaeao das lellras, era naiural nao se ter ex-
primido bem, e serem suas palavras mal inlen-
didas por dito Poggi.
Nao insisto porm nesta divergencia, e conce-
cedo mesmo que o fundamento do accordo seja
conforme ao que consta dos autos, que Lopa-
cker houvesse na occasio em que foram aprc-
senladas as letras, e em que declarou ser falsa a
firma de sua casa, proferido as expresses que re.
fere Poggi e que nao tivesse opposto a negativa
formal,como diz o accordo ; e pergunto que va-
lor pode ler esle fundamenlo? Diz o accordo
que este dizer de Lopackerd a entenderque
Lopacker sabia serem as letras saccadas por pes-
soa da casa de Bieber.
Coneeda-se anda esta supposicio esle d a
entendercm que se basen o referido fundamen-
to : e islo posto examine-so so tal fundamento
procedente, se lem algum valor.
A SUpposico que figura o accordo inidmssi-
vel porque, se Lopacker sabia que as letras ha-
viam sido saceadas por pessoa da casa de Bieber,
nao podia ficar sorprehendido de que Ihe fossem
apreseuladas, era um fado de que tinha conhe-
cimenio, e tal hypothese era lauto mais inadmis-
sivel quanlo a caixa lilial suslenlou e o accordo
julgou que a firma de .1. Koller & C. era verda-
deira. Nestes termos incomprchensivcl que o
accordo se fundasse nesla supposico, que ad-
miti a sorpreza de Lopacker por serem-lhe
presentadas letras em que sua firma eslava fal-
silicadire d como sullicienie para provar que as
letras foram saceadas por pessoa da casa de Bie-
ber o dizer Poggi o que dea referido.
O que era natural, 0 que seria razoavel sup-
por era que na occasio em que foram aprsen-
la las as letras, Lopacker liiou sorprehendido
e Ihe atraressou o espirito a conjectura do que
as letras haviam sido saceadas por pessoa da ca-
sa de Bieber por ser a firma que Ggurava nellas
a de N. Bieber & C, mas quem dir que uma
conjectura ou idea fugitiva que occorre ao sa-
ber-se se um facln grave e do serias ronsequen-
cias deva estabelecer prova, ou figurar como j
fundamento em um jnlgnmeulo que deve ser
proferido segundo o allegado o privado ?
Para que uma decisao seja justa econforme a
le, nao basta bosea-la em laes ou taes funda-
inentos, cumprc sobretudo que estes fundamen-
tos sejam bascados na prova dos autos, sejam
concludeiiles c nao frivolos c sem rolacJo con-'
gruente e iinmcdila com a questo de que se!
traa.
Na occasio, Lopacker nao examinou a firma,
noo fez pesquiza algiima; e como louiar-se como
prova uma semethante conjectura?
A lentcnca appella la ponderen que a circums-
lamia referida por Poggi vinha a ser para os I
embargados (caixa filial de bem pouco presu-
mo na posico em que se collocaram. I)..- teito
desde que susleular.im elles que a lirma do J. j
Keller i (',. era verdadeira, incoraprohensvel .
queprocu-em provar que as letras foramsacca-
eadas por pessoa da casa de N. Bieber & c.
com as asserces altribudas a Lopacker que, ou :
Bcnhuma duvida deixam acerca da falsidade da
lirma de sua casa, ou sito inacrediiaveis.
i seria en excessivo, quando aventurei que
houve preveocio no julgamento Os homens im-
pareiaes e entendidos na materia o decidam.
Recite 2S de fevereiro de Ij.
J. II. C. Aleo forado.
O oitavo fundamento do accordo concluo das
7 antecedente pela seguinle forma :
- (,'ue em vista do exposto nao proceda o ar-
ticulado dos embargos, e nao lem Corea a argui-
cn de falsidade das letras. Freiss e Lopacker
declarando que as letras sao falsa-: nao fazeni
prova em juizo por serem inlercssados que fazcm
parte das firmas demandadas.
Obscrvarei em primeiro lupar que a nao pro-
cedencia do articulado dos embargos em vista do
que linha sido cxposlo nos fundamentos antece-
dentes, Oca inleiramente fura de questao, visto a
improcedencia e a inexactidao dos ditos funda-
mentos, porque foi demonstrado: 1." Que o de-
poimcnlo dos caixeiros s podia ser recebido na
especie com inuita reserva e cautela, em visl
ilo interesse que linham em iiinocenlar a caixa
lilial do descuido ou falta do zelo e cuidado que
den lugar a entrada das letras cm questo na
diti ca-.xa para serem descontadas pelo mo-
do c com as circumstaneias que se deram ; e que
nao perdendo elles o carcter de caixeiros por
tercm inlervindo as operacoes propnas desse
emprego era miiora de razao para que os seus
depoimentos nao fossem acceitaveis seno com n
reserva e cautela cora que os acceilou a seiilen-
5a appellada : 'l." (,) ie a decbra>;o do thosourei-
ro linha por lira salvar a propria respousabili la-
de, e que leudo elle dito que entregara o dinhei-
ro a pessoa conheeida da casa do> embargantes,
era essencial que aponlassc etsa pessoa que
alias declarou elle nao ser nem Francisco Fer-
hweed, nem Andrade, nem Galvao, nem oulro
ausente ento da casa : 3." Que o accordo ligu-
rou uma hypothese que se nao veriilcou quanlo
ao offerecimento do descont era questao, destin-
guindo-o da feita pela proposla de 11. )J, nico
>pie houve c nico que podia haver, c portante
julgou naluralmente presumirel aquil'.o que nu
podia acontecer: 4." Que Jo'o Pereira -o R'go
nao depoz do modo porque dis-e o accordo, que
elle jurara, e portante nao corto que elle en-
conlrasse a Franciscis l'eihwecd na caixa lilial
no i!ia 12 de novembro, dia em que foram ofe-
reci la3 as letras a descont 5." Que Holm nao
Joi fun lar a casa de Bieber & C. em Londres a qual
j i existia desde 185'J; que asna volta esta cida-
de mais cedo do que pretenda, foi devida a crise
commercial da Europa; bem como queScheme-
leau longo de ter ouvido dizer que a rolla de
Holm fosse devida ao estar pouco salisfeitu co o
'. especulares dos socios Carlos Rock e Fran-
cisco Ferkwoed, ao conlrariu nunca ouvira dizer
que ella fosse devida a desarranjo de sua casa ; e
que a circumstancia da ida de francisco para a
Europa, quando fosse inductiva de alguma ro&
ulteipretaeo licara completamente desvane-la
pela prompla volta do mesmo e pela circunstan-
ciada nova sociedade feita prximamente com
Holm, Ocando elle na Europa e Francisco oqui na
gerencia da mesma casa .u linalincnle q le a
referencia de Poggi s palavras de Lopacker li- [
cou sem valor em vista da negativa formal de i
Lopacker, e que quanlo esta negativa*n&o va-
lesse mais do que aquella afirmativa, una valia
a oulra, sendo que em lo lo o caso as palavras de i
Lopacker liuham expltcaco natural e fcil, que
nao a que Ihe parece emprestar o accordo sen-
do em todo o caso improcedente o accordo pela
illacio quede ditas palavras quiz adduzir.
K que portento un visla do exposto e demons-
trado nao procede o mesmo acsordo, e nao tem
torca o julgamento de serem verdadeiros as le-
tras argidas de falsas.
De fundamentos inexactos c nao conformes as
provas de que foram deduzidos, seno podia con-
cluir pela reforma da senlenca appellada.
A demonstrada inexactidao e improcedencia
dos referidos fundamentos acrescc que por ne-
nhtim mo lo autorisam a concluso que se Csta-
beleccu.islo ; que em vista do exposto nao pro-
cede o articulado nos embargos o nao tem torca
a arguieo da falsidade das letras.
Porquanto, anda mesmo que os fados all
consignados estivessem provados, e cerlainenle o
nao cs'o esto, nao eslabeleccm por forma al-
guma que as letras sejam verdadeiras ; nao des-
Ire a prova de sua falsidade, de que me oceu-
parei em lugar competente, e quando rnuilu po-
deriam fazer crer que o descont fora feito por
pessoa da casa que figura as letras ; o que
mui diverso de serem as firmas verdadeiras.
Ninguem dir que para dai-se por averiguado
e provado um fado, sobre que tem de ser profe-
rido um julgamenlo, seja sufficienle eslabelecer
laes ou taes circuinslancias, embora nao csttjam
ellas do accordo com a prova dos actos, ou na
hermenutica jurdica nao mereca ( o que acer-
ca della depozeraui as testemunhas.
Dado $ nao concedido que o descont tivesse
sido feito por pessoa da tasa de N. O. Bieber &C,
cerno sera fuudameutc fegura o accerdo, era
preciso po vai, ou que as Ui us que nguiaui Das
elras eram verdadeiras, ou que o descont foi
autorisado pela casa.
Nem palavra profono o accorlao acerca da pri-
men-a hypothese, e quanlo a segunda fez dislinc-
co entre a pro|iosta, que foi feita por firma di-
versa, por pessoa descoubecida, que assignou por
procuraran, que nao exhibi, e o offcrecimenio
do descont ; entretanto que no Diario de 21 de
fevereiro, se demonstren e de evidencia que a
proposla 6 o nico meio do se ofierecer uma le-
tra ao descont eque se nao pode destnguir en-
tre proposla e offerecimento.
. Ora se a aulorisaco smenle poda sar prova-
da pela proposla, e esta foi feita era nome diver-
so da firma, que figura na lelra segue-se por
modo inconlestavel que nao foi provada a aulo-
risaco antes est provado que tal aulorisaco
nao houve. e que para se obter o descont se
usou de una falsidade, ou artificio fraudulento.
Cabe aqu dizer que da proposla nem sequer
consta a appruvacao dos direlores da semana.
como ser condemnada ao pagamento das letras a
firma que foi falsificada? como dizer-se que dos
fundamentos exposlosse conclue que nao foram
provados os embargos, que se fundavam em
grande parle na falsidade das letras, e na irre-
gularidade da proposta, com que fora feito o des-
cont?
K verdade que as declararles dos nteressados
nao fazcm prova em juizo,"como observa o ac-
cordam, mas lambem verdade que a prova da
falsidade nao consisti nesla declararn, que
fui Irazida como adminiculo, por ter sido feita
na mesma occasio em que foram apresentadas
as letras.
Mas, se um la lo nao faz prova esla deelaraco
por ser do nleressado.por oulro lambem a nao faz
a deelaraco vaga c singular do ihesoureiro, que
lambem inleressado, e instes termos,ou se nao
pode, sera raanitesla iojustica, admiltir smenle
o que diz o thesoureiro nada "obstante os defetos
que infirmara, seu depoimento e ao passo que se
eslabeleceo principio, alias verdadeiro, de que a
deelaraco do inleressado nao taz prova em juizo ;
cu ento yca sem vigor ese deslroe pelos mea-
mos principios do accordo os fundamentos que
se baseiam no que depoz o thesoureiro.
Por amor da brevidade dcixei de copiar lodo o
depoimento de Joao Pereira Reg ; logo que me
for dada a certidao que ped, o publicare para
convencer que foi citado com a mais escrupulosa
exactido.
Recite 29 de fevereiro de 1803.
J. U. G. Alcofjradj.
Qna papel fez o eliele-liberal na vi-
sita de SS. ni. ii. esta pro-
vincia *?
Quando os jornaes annunciaram a visgem de
S. Al. o Imperador <- de sua Augusta Consorte
esla c a ouiras provincias do norte, o chefe-libe-
rul licou desaponlado.
Pensando que seria para elle incomportavel
deshonra nao sobresahir com a sua f;-6ii aos ad-
versareis politices, que calumnia ha onze annos,
o cajo prestigio .-1 usforca por diminuir, vendo
sempre o seu trabalho baldado como o dos Dandi-
des ; elie sen lio a mais pungente magoa, quando, ;
no fin de lodosos clculos,achou que asna infe-l
riendado seria muito nolavel, concorrendo au- :
gusta presenca do Moimrcha, cora os homens a
quem se diz supeiior.
Um dia. felizmente para o pobre homem, em-
bebido era agita<;des de toda ordeni no intuito de
descobrr um meio qualquer que o condu/.i-se ao
lira desejado ; i Assoeiaca i Commercial Benefi-
cenlc deliberou que se promovosse uma subscrip-
Cao para a fundaeo de um asvlo de mendici-
dade.
O Soba nao lardn em convocaros seus maco-'
tas, eexpz-lhos o plano. Para elles, disse o
primeiro, a nica salvacao era unir Associacao
Commercial Renefiecnto essas duas de existencia
fabulosa, que se denominara pomposamente '.
Liberal l'ernambucana e .Inri lia Jora di Typo-
graphia Nacional. Confundidos osesf-TCOs, c
exagerado no Liberal l'ernam'jucano osorricol
ilas duas ultimas, eslava descoberla a incgnita :
a (rte-n fa/ia um brilhante papel.
Os macotas adoptaram, nullo adeersante, o
parecer du sapientissimo Soba ; e sem demora
lud i se poz em pratiea, sendo n itavel que alse
prelendesse considerar Itaeraf o dinheiro guabi-
r, como succedeu cm Jaboaiao, apenas foi-se
conhecendo o mclhor a exiguidado do continen-
le das duas soeiedales.
A usurpacao foi aliante, o completou-se por
occasio do inaugurar-se o asylo : no termo res-
pectivo o chefe enxertou a y runde coadj iva :3 i
do Sua tribu.
A pessoa que acompanhar a march: do Liberal
iriament ha de espaotar-so de lana in-
coherencia, de lauta contradicho, do lana incon-
veniencia o estulticia I
Depois dessa iromensa soffregiiieo de figurar
brilhantemente nos festejos consagrados impe- i
rial visita, soll'reguido que impellia os liberaes
usurpacao da gloria alheia ; vio-se no memora- '
vel dia 22de novembro na frente do edificio em
que esi amachina infernal, commeller-se al
grande inconveniencia de ser collocad.i pnr baixo
do titulo da lypograpbia a coro i imperial !
E nao foi islo opeior. (i Soba lembrou-sel
tristemente deensinara S. M. o Imperador alguus
artigos da conslilui(ao.
O artigo 12 la eslava litteralmente copiado.
Ora, lodo o mundo com; rehende a inconve-
niencia de semelliante insenpeo. I'n vista das
queixasinfundadas, que o Liberal faz eonstante-
m ule contra u que ello chama donrinacao pes-
sual da provincia ; em vista das accusaccs que
ello muito claramente cat com reprehensivel i
desabrimento faz aos altos poderes do estado''
chegando em seus excessos a responsabilisar a
mesma cora por esse estado anormal e inc
titucianal, em que imagina achar-sea provincia,
smente porque ao talento hertico o chefe an-
da nao seabriram as portas da representaco na-
cional e dos pingues empreg 13 pblicos : licito
Iraduzirsemelhanteins 1 na seguinte araea-
ca dirig la ao Monarcha, n'a occasio estiva de I
desembarcar nesla cidade :
Senlior lomai cuidado ; com o partido li-
beral de Pernambuco nao se brinca ; o partido |
nacional, e est om verdadeiro ostracismo ; se
contina assim, revoca os poderes que dele-
go 1
A nutra inscripco era relativa igualdadedos]
a iad >8, e semolhanl advertencia ao Monarcha
nao pode deixar de ser considerada msulluosa, I
como a primeira o alm do ameacadora, em i
vrludo anda dos precedentes do Liberal, que
tem sempre gritado contra o guverno ; porque
man te 111 em Pernambuco o predominio do urna '
familia previlegiada, de urna olig.ircha commer-l
cial-agricola.
Quan:a inconveniencia e quanta cont radcea o |
eni laes actos Mas nao flea ah. Km ura bello
dia, esi.....ve-si uma homila-saturada de c.ilum-
ines e de intrigas, aluga-se um carro, c o S:bu ;
mcltc-sc uelle com quatro mocitas, e vai l-la
perante Sua Magestade cora voz sentida, ecoiuo!
mais enjoalivo lamelismo.
Pede, ruga, e supplica recursos officiaos para
vencer eleieoes, e a tanto se reduz a celebre
mensagera, depois deaecusacoes bano.es aos seus
adversarios, alguns dos quaes, estando presentes
e admirando que o sapientissimo chefe enlrasso
no numero dos poucos que encommodaram o'
Imperador com uueixas estultas, rrarn-se louca-l
mente do sapo corlezo.
que? Sapo, nao ; o tmis gentil e iuteres-
sanle ulico que se vio no paco imperial.
Quem o vsso de casaca e coltele a Conslant, ]
decalcis-baln, lo bem feilis que de algum mo-
do oceultavam certa desconformidad?, pela qu il '
se torna ridicula a triste figura de Moyss per-
uambucano, e, de industria, com o cabello exa-
geradamente rente ; quem o visse de gravalinha 1
branca, de luvas de Jouvin e de chapeau-bas. al-
Iribuiria, estupefacto, semelhanto transformarlo
Satinaz em recompensa do allenlado contra a
vontade de Dos.
Com mil diabos aquello que poicas horas1
antes era a vera eliigie do celebre ano Beb,!
eslava realmente bonito 1 Mas dexcraus isso em
que s tocamos para se ver o supremo esforc,
que o Soba [azis para agradar Sua Magestade o
Imperador, depois de amcaca-lo ; e vejamos an-
da um acto, que, por significar excessiva Sub-
missn, est em opposico s iuscripcoes deque
fallamos.
Os indios, nao podemos affirmar se com razo
ou se sem razo, qucixaram-so de seu director a
Sua Magestade. Alguns inimigos do Sr. coronel
Jos Pedro Velloso da Silveira lizeram o mesmo;
c urnas e oulras queixas molivaram a sua de-
misso.
Km lodo o caso licito presumir, que houve
exageraco, o ao Liberal corra o iniprrsnriptivel
duve de allenuar a imprcsso, que causara ra
taes queixas, e que depois causou a demisso do
seu prestiraoso conligionario cm gro mais ele-
vado.
Nao cusa dizer boas palavras, deconsolaco
ao menos, a um hornera que so ach sob a >rcs-
so dotornsa de graves aecusacoes, que foram
aceites. Nao havia-inconveniencia em cizer que
u Miloriuacwu* eioni su.-.peiia.s e lucwiaxe* por
isto de determinar, antes de seras invesligaces,
o acto deque responsavel o ministro do impe-
rio. Islo tena para o Sr. coronel Jos Pedro o
bom effeilo de suspender de algum modo o juizo
do publico, to impressionado pela demssao que
elle sorera.
Mas o que fez o Liberal, ou antes o Soba-li-
beral ?
Ueixou indefeza o seu bom correligionario ;
porque pareceu-lhe ver em tal demissao uma
vonlade muito alia ; c o que c islo senao dema-
siada submisso, que tem o nomo de deslealdade
em rclacao ao Sr. coronel Velloso da Silveira ?
Os grandes criminosos encontram advogados.
O mesmo chefe justifica, por dinheiro, quanlo
crime ha ; entretanto leve muitn consciencia,
dominou-se muito do senlimento de jusliea para
supporlar em silencio a aecusseo de que foi vic-
tima o seu bom amigo, que tein feito tantos sa-
crificios pecuniarios para poder viver o orgao da
tribu !
Como este ha innumeraveis aclos do chefe libe-
ral, dos quaes nos aecupamos depois. Todos
revelara deslealdade, inepcia, conlradieao c au-
sencia do ideas polticas. O interesse' de qual-
quer genero a columna de fogo que guia esse
Moyss e sua misera tribu no deserto da poltica
O insulto e a calumnia sao as suas armas. Des-
ce por os seus adversarios com crescente furor,
a proporco que vai passando por dpcepcoes, a
sua le fundamental. Piel essa le, os o vi-
mos, durante a estada de Sua Magestade o im-
perador nesla provincia, jogar insultos e procu-
rar cobrir de ridiculo os conservadores, nao s na
folha grande, que enlo mal podia levantar-se
ura dia ou oulro do seu leito de miserias e de a'o-
ec.o, se nao como id ttonarchista, creado pa-
ra obsequiar o tlirono.
Do que temos dilQ fcil concluir que o chefe
liberal fez un trslissimo papel na visita de Suas
Magestades Imponaos i esta provincia.
K como reputar elle esla verdade ? Duendo
que somos um locador debuzio, agarrado aba
da casaca do Sr. t-'igueira, c escondido por traz
delle ; que o Diario 6 uma ignobil matraca, on-
de se procura enlmear as boas repulacoes, nao
poupando o mais intimo, o mais impenelravi-1 da
vida privada do cidadao ; onde se birateia o in-
sulto, a chanca grossera, a insolente vileza, com
um despudor de polenlale. Isto emprestar
a nos e ao Diario os seus vicios, as suas faltas,
eossoiismos costumes, e a mmoralidado de
sua folha. Chamar-nos-ha btentele, e desmen-
tir assim o antigo rifo : em casa de ladrao nao
se falla em torca.
J?)
slganos, ma.os cousas miuUas ; a llraga a
Antunes.
17 saceos mlho ; a Pereira & Vetete. v
398 nicios de sola ; a J. Rodrigues Perrera.
7 saceos cera de carnauba, 37 meios de sola,
221 couros miudos ; a Joo de Si queira Pcrro.
4) meios de sola ; a Joaquim Vieira de Barros.
Patacho inglez Star Ofth East. vindo de Terra
Nova, consignado a Johnslon Palor & C. mani-
feslou o seguinle:
1,81)0 barricas bacalho ; aos mesmos.
Barca americana Fannie, rinda do Berhemond
consignada a H. Furster & C manifestou'o se-
guinle :
3,210 barricas o 280 rocas ditas farinha de
Irigo; aos consignatarios.
Consulado gcral.
Rendimenlo do dia 1.....
dem do dia 2......
3 005320:1
2:0112013
5.96s2iC
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1.....
dem do dia 2.....
487*315
i^o:o
0025055
Recebeilora ilo rendas atenas
Si"es de Pernambuco
Rendimeiito do dia 1
Idera do dia 2 .
Consulado
Rendimenlo do dia 1 .
dem do da 2 .
3:9075007
3.-239J550
i:837g457
provincial.
2.988*705
2:524t982
5:513-ti87
NOTICIAS MARTIMAS.
Sahram pira esle perlo :
Do do Rio, a 8, o patacho porltiguoz Soberbo;
a 15, o patacho porluguez Farto; a 17. o brigu
inglez iashna 4 Hay ; a 18, o brigue portuuez
Paulina, com escala pelo Rio da Piala ; n V.l. O
patacho Julio ; a 21, a barca portugueza Flor de
S. Simao, o o brigue Almirante Cun escala pe-
los porlos do sul.
Do da Baha, a 15, o b.igue de guerra inglez I
4 fren.
Enlraram,sabidos deste porlo :
Ao do Rio, a 9, o patacho Capuan rom 10 das
-cm.ee palhabolo Oliceira, com 20; 9
de
O propietario da Diario, moderado, circums- 13, o brigue ingle/. James Sticarl, com S, o a 20
o patacho Beber ihe, com 9.
Ao da Baha, a 19, o brigue lianoveriano Ui-
! randa, com 3 das ; a 11, a escuna hollandeza
! Specutanl, com 5 ; a 18, a canhoneirn de guerra
loualeiny, com2; e a 23, o palhabote ous
j Amigos com 3 das.
Achavam-se carga para este porto, no do
Ro, o palhabote Pitdade, a barca Imptralriz
Vencedora, e os brignes nacional Bella Maa, e
porluguez -ctico.
pecio c rico de n.oralidade. s recebe artigos em
termos convenientes ; e smenle no caso de de-
roza aceita uma linguagem mais forte. Os arti-
go? que recebe levam a competente responsabili-
dadecom ludas as formalidades lgaos.
0 Liberal laz oulro lauto \*
Nao se pule qucixar de insultos quem faz pro-
llsso delle*.
20 de fevereiro.
X.
Puhlicaeoes a pedido.
L'm:i lagrima.
Sobre a campa de mea amigo Bento Jos Verrei-
ra tabello .\11nior. to dia annicersario do
sen passamento,
Corro sobre oslas flores desboladas Ingrimas
Instes minhas orvalhai-as ; que a aridez do
sepulcru as lem murchado '
bC imdes de Garrel.
Tmulo! tmulo! o que enrerrns ? Cinzas,
ossos descarnados, lo fros como agelida lousa,
que le forma lo aniquilareis como as flores,
que tecercam ; lo tristes como 1 briza, acornan-
do as pahuas lgubres do cypreste, e lo cala-
do-, como o silencio, que respiras, o que es
pois ? K's nada e es muilo !.... pnr que nao
de balde que me correm as lagrimas escandeci-
das de mistura com suspiros arrancados das
profuudezas docoracol E's nada, encerrando
a nhilidade da materia, que devia tarde ou ce-
do perecer ; s a urna a recebero ultimo impos-
to da humanidade, s o estadio, onde lerminam
as derradeiras I ollas da materia cora espirito,
es a porta, por onde irremissi-elnicnlc tem de
passar urna um os. girerreiros expulsos do Edem.
E's muilo.... guardando os restos d'uma existen
ca, gasta no solTreamento das paixdes munda-
nas ara correr a vereda da virtudu Sim ;
oqui repou/am cinzas frias, mas cinzas virtuosas,
o por ellas que eu choro. Oh eu choro o
nragu dedicado e temo, o ilho extremoso, obo-
dienld e di^ft n irmo carinhoso e meign c
cuiifundindoWin'nas lagrimas com o orvalho re-
lejado sobre a pedia, deposito uma saudade na
aiidez da campa. Que mais posso eu dar-te? :
A saudade murena, mas nao niorre ; o sol sec.1r,'i
o orvalho golejado a noile, c evaporar a lacri-
mas chorado mas nao consumir o
Mov ment do porto
Navios entrados no da 2.
Portos do norteG das, vapornacinnal Cruzeiro
do Sul. commaiidanlo Gervasio Mancebo.
Liverpool35 dias, escuna ingleza Mory Uloeke.
de. 110 toneladas, capito Rpberton,
e velhos direitos pela approvacao pe seus eslalu-
tos e o sello do seu capital.nos prazos Iegaes pa-
ra que enlrassem com sua importancia e revali-
daco para a raesmu recebedoria, as quaes socie-
dades e rompanhias constara de urna reluco as-
signada pelo ofcial maior interino da seetaria
da mesmi Ihesonraria e sao : companhia de se-
guros martimos mlidade publun, dem da estra-
da de ferro de Pernambuco, dem pernambui ana
de navogacao cosleira, idera de seguros marti-
mos indemnisadora, dem de colonisaeao em Per-
nambuco, Alagoas C Parahiba, das ques somenta
as duas de seguro maiitimo mencionadas mos-
traran) haver pago o sello de seu fundo capital e
os novos e velhos direilos pela pprovaoao de
seus estatutos, faz Iranscrever o art. 9 e g nico
do decreto n. 2190 de 30 de setembro d anrut
prximo passado que sujeila s penas do art. 87
do rcgulamenlo de 10 de julho de 1850 aos em-
pregades o autoridades administrativas ou jud-
ciaras que de oualqner modo reconhccercra a
existencia das sobreditas companhias.
Artigo 9.a Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
Operaces ou CStiverem fvinccotlando contra o
disposte nos arts. 295 e 206 do rod.go commercial
e por consequencia sem pagamente do sello do
seu capital, eslo sujetes a disposico d.) art. 31
do rcgulamenlo de Odo julho de" lfe50, alea
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midadeda lcgislaco jm vigor.
S nico. Aos cm prega dos e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitaren), at-
lenderera, deferirein ou admiltirem reelamaedes,
requerimentos, represenlices, acedes, ttulos
ddeumentos de lualqucr naluroza, apresen! id is
em nome de compauhiase sociedades anonymas,
suas caixas Dliaes e agencias em tees circumstan-
eias ou de suas administraedes ou de qualqucr
modo reconhcccrem sua existencia learo exten-
sivas as penas do art. 87 do rcgulamenlo de 11)
de julho de 1S50.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro d
l8G0.=l/ o [Una. Sr. inspector dcsia thesouraria inan-
ia fazer publico, para conherimento de quem a-
ir, que em cumprimenloda ordem circular
do thesouro n. 4 de 5 do Janeiro ultimo, se acba
aberta nc-ta thesouraria a substiluico das notas
le Ig. 2 D 53 dilaceradas. Secretaria da Ihesou-
le lazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
de l;li O ofcial maior interino,
ni; Francisco de Smpaio elSilaa.
Para cumprimenlo do disposte no .' do
art. 13 da lei n 473, >o convides, em vrludo
das ordens do Exm. Sr. presidente da provincia,
os proprii 111 ios dos terrenos di ra du Sol [a co-
mecar da piara do lliealro de Santa Isabel), da
ra Ja Concordia e praca do mesmo nome, bem
como dos terrenos compreheiididos enlrc casi
dedeleiico e fabrica dognz, para que compare-
ubi cas no prazo de
receo que devera
ao caes de suas testadas, que dever ser
execulado de conformidade com a planta con-
feccionada pela mesma reparlicDo, e que ser
apresenteda quem a quizer exan inar.
i ipartiijo das obras publicas z'J de fevereiro
de 1680.O secretario, 7" .1. Hamos Zany.
Pela conladoria da cmara mu cipal do
so {./. pul,uro que no (Ira do correute mea
se termina o prazo para o pagamento, sem mul-
ta, do imposto municipal sobre eslabclecimen-
tos.O contador, Joaquim Tarares Boduvalhu.
cara lia reparlic.aii das obrss pn
30 dias, afim de verem a di
dar
c-apiln Kuiierlon, equipa
gem 9, carga fazendas ; Solilal Mellors &C. I lftVil P.MMPn li* PurnnmluiPA
Navios saliidos no mtsmo dia. i^U>U UdlLO Ue 1 ti IiilIliliJCo.
O novo binco de1 Pernambuco eco-
AracatyHiate nacional Inventivel, Jos J1 >ri
quim G. da Silva, carga varios gneros.
Portes do norteVapor nacional Tocantins, com-
mandante o primeiro lenle Pedro Ilvppolilo
Duarte.
S ce CL Rl c c c C 01 --; S 5 1 Horas.
! c v. c/. en VI I a i Atmosphsra
w ireccao. ai i 0
Stf ^ I O 1 S 1 Inlensidade.
^-1 CC ce oe ce re; -I Sr. i. Centgrado. O i
-1 1^ C5 ro 03 r-^ M 9 . eaumur.
ce / CO 1 CO li. -r C5 -1 O' 0 V. o 0 Fahrenhcil
09 - 1 Uygromelro.
-1 en CI f Barmetro
Ihe as notas de sua emissao de 1! ,S' e de
$, e pede aos possuidore? das mesnuu
o favor de as virein trocar no si 1; es-
criplorio, das 11 horas da
us 2 da tarde.
menhaa a.j
ls
amargo, sentido e doloroso, de que imprcguou-sc
a o passar as fibras do uieu corocu !
Recite de Marco de 1805
Po F...
Pi';u;a dfjPiccil'c 2 ilc marca de 1860
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cit:efes offlciaes.
Cambio sobre Londres 29 1 d. 90 d[v. a di-
nheiro.
Frote para Liverpool Assucar 12/8 d. por tone-
lada com 5 0/8 do capa
dem demAlgodo 5/16 d. por libra
Descont de letras10 e 1-2 (qi) ao ai......
George PatchettPresidente.
Dubourcq Secretario.
Caixa Filial do Banco do Brasil
ca Pernamlmco.
EM 2 DE MARCO DE 18G0.
Directores da semana os Srs. :
Antonio Marques de Auiorini e Francisco Joo
de Barros.
A caixa desconta elras a 11 O.'r), loma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/q.
A noile ciara, vento ENE, veto para o terral
resalbo e a0 amanliecer rondn pelo S.
A cmara municipal desla cidade compra
B i para a obra do maladouro publico :n estacas e
g 52 moures del;} a14 palmos de cumprimenlo,
bz e 110 varas, ludo de boa qualidade, quem quizer
Iforneccr taes ohjeclos dirija suas propostas a
mesma cmara ou ao vereador Franca, encarro-
ado da inspeceo da referida obra.O secreta-
i rio, Manoel Ferreira Aecioli.
j Acamara municipal desla cidade faz pobli-
I co, para conheciraeiilo de quem nlcrnssar que
I nesta dala propozao L\m. presidente da provin-
cia a ulilidade da desapropraco do solo da casa
demolida na ra do Codorniz, pertenec.te a Joo
(Jos Fernandesde Carvalho, residente nesla ci-
dade, aOm de que verifleada por S. Ex;, a ulili-
d ide da dosaprop: ia o, possa a n.esma cmara
tratar do processo de uidemnisac i.
Paco da enmara municipal do Recite cm Bes-
sao de 27 de fevereiro de lSliO.Joaquim i
Monteira da Franca, pro-presidente. Manoel
Ferreira Aecioli, secretario.
OSC1LLAC.AO OA MARK.
Preamar as 11 li 54' da manlia, altura 5.53 p.
Baixamar a 0 li 6 da tarde, altura 1.59 p.
Observatorio do arsenal de manaba -2 de mar-
co de 1S60. Viegas Jijmoh.
Editaes.
Directora seral daiiistriicco
publica.
Correiogeral.
Itelaco das carias seguras existen I na ad-
ministraco do correio, para os senhores abal-
lo declarados :
Augusio Coln da Silva Rios.
Padre Antonio da Cunta Figueiredo.
Joo Pedro dos Santos sobrinlio.
los f.orsin da Silva Raposo
Jos Joaquim Ramos Ferreira.
Manoel Moreira da Ci lia.
(Juincas de Oliveira.
Cnsel!io de compras navaes.
Tendo de fazer-se a acquisi^ao de diversos ob-
jectos de material, abaixo declarados, para proi -
ment do almoxarifado do arsenal de marinha,
manda o consellio fazer publico que tratar disso
Alfaudesa.
Rendimento da dia l .
dem do dia '2......
12:4149194
16.927 jj.a0
Fajo saber a quem convier, que leudo o Exm.
Sr. presidente da provincia por portera de 27 de
fevereiro prximo lindo, de conformidade to.n o I em sesso de 5de marco prximo, vista de pro-
art. 52 da lei n. 3C9 do 1 de maio de 1855, postas em cartas fechadas entregues nesse mes-
creado tres eadeiras de i-.isirurco primaria para '"o dia ateas 11 horas da manlia, arompanha-
o sexo masculino, uma na freguezia de Una, ou- das das amostras que caibam no possivel, cerios
ira na de TaquarilingQ c finalmente oulra na po-1 os concurrentes de sujeiterem-se a multa de 50
voaco de Itapissuma, o lllni. Sr. director geral por cento do valor de cada objecto nao entresuo
manda fazer publico, marcando o prazo de 30 ('a qualidade e na qnantidade contratadas, e de
dias a contar da datj deste, para a inscripco e |carregarem alem disto com o excesso do preco,
[irocesso de liablitacSo dos opposilores na forma
das instruceoes de li de junlio de 1859.
Secretaria da ustruccao publica, 1." de mareo
de 18C0.
O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuqucrque.
Deeiarae
v
29:3419734
Slovimeato da alf;i->ilesa
V'olumesntralos com fazendas
com gneros
Voluraes sabidos cora fazendas
cora gneros
A cmara municipal desta cidade d prin-
cipio a primeira sesso ordinaria deste auno, no
dia 5 de marco prximo futuro.O secretario,
ilanoel Ferreira Aecioli.
Ocorpo de polica compra, para tardamen-
te, l.SOrovados de panno azul o 350 ditos de
baeta : quem liver equizer vender, comparece
na secretaria do mesmo corpo, no dia 5 do cor-
"" rente, no meio dia, com as amostras c suas pro-
~~ i428 postas em carta fechada. O lente secretario.
* \ Luiz eronr/mo Ignacio dos Santos.
5b
------68
5
1,423
Dcscarregam hoje 3 de marco.
Brigue porluguez.Soberanodiversos gneros.
Brigue porluguez = Tarujo =; dem.
Rarca porlugueza Syiupalhiaidera.
Burea americano Fauia Cunshaw farinha de
trigo.
Barca americanaRranlyvrinfarinha, bolachi-
nhas e cha.
Polaca francezaZouavoo resto.
Brigue inglezLimesraercadorias.
Importa i-ao.
Rarca nacional Jfartanna, viuda do Rio do Ja-
neiro, consignada a Manoel Ignacio de Oliveira,
manifeslou o seguinle :
180 saceos caf, 1 caixa chepos, 25 pipas
graixa, 45 latas'furao ; a ordem.
1 i foles para ferreiro ; a A. G. AUes Sl C.
1 caixa chapeos ; a J. R. Guimares.
40'J barricas, 200 meias ditas vasias, 60 pipas
ditas, 200 saceos farelos ; a M. R. A. Lima.
'mo Ig
CORREIO GERAL.
Relaeo das cartas seguras viudas do sul pelo
vapor Tocanlins, para os senhores abaixo de-
clarados :
Auna F.rmelnda Arruda Machado-
Azevedo & Mondes,
Barroca 6: Mederos.
Carvalho Nogueira & C.
C. J. Aslley.
Domingos Aires Malheus.
Josuino Barroso de Mello.
Joaquim Lopes Ferreira.
Joaquim Vilella de Barros.
Joaquim Jos d Abrcu.
Josepha Francisca Pinto Rgueira Ramos.
Jos Antonio dos Santos Lessa.
Jos Rento da Cunha Figueiredo Jnior.
Jos Gomes Ferreira Rios.
Desembargador Jos Candido de Pontes
gueiro.
Luiz Francisco Teiieira.
Marcolino Dornellas Cmara.
Vir-
Ilale nacional Novaes, vindo do Maranho, Murlins & Irmo.
consignado a Texera Raslos S & C, inanifes-| Manoel Vicente de Oliveira.
verga, vergalhao e
Francisco Antonio
lou o seguinte
274 quinlaea de ferro em
barra ; aos consignatarios.
1 barril verniz. copal; a
Correa Cordeiro.
100 saceos arroz ; a Tasso & Irmo.
1 Od saceos furinhade mandioca ; a ordem.
773 dilos de dito dito, 80 encapados gommas,
1 caixa doce em calda ; a Antonio Lopes Rodri-
gues.
50 saceos farinha d mandioca a Palmetea &
Reltro.
100 ditos dilos de dito ; a Joaquim Vieira de
Brunos.
Hiate nacional SoLralense. vindo do Acaracu',
consignado a C. C. da Cosa Moreira, manifeslou
o seguiute :
1,211 meios de sola; a Manoel Antonio da
Silva.
7,310 dilos dita, 12 saceos gomraa ; a J. J. de
Garvalho Moraes.
10 saecos farinha ; a t. Pereira Gomes de M.
2.saososcarii:,uliol.7. nietos de sola, 2 couros.
Manoel Alves Guerra.
Mara Josepha Nogueira.
Rufino Jos Moreira.
Thomaz. Texera Rastos.
Vital Ferreira Moreira Sarment.
Vscondessa de Goianna.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico que do dia 2 do cor-
rente por dianie pagam-sc os ordenados dos em-
pregados provinciies vencidos no raez de feve-
vereiro prximo (indo.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco Io de marco de 1860.O secretario,
Antonio Ferreira d'Aunuuciaco.
RECEREPORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
ternas, em cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da faz.cnda de 10 de Janeiro proxmo-fin-
do e da portara n. 76 da thesouraria do t6 do
corrente, tendo mandado intimar no da 21 s
companhias e sociedades que tem sido facultadas
;ielo ministerio do imperio e encorparadas com
sua.aulorisac,ao, e que nao tiuhaa p,ago os novos
se o bouver, quando pela falla se recorra ao mer-
cado, bem romo de serem pagos do que vende-
reni pela forma ha mui'o em pratiea.
OBJECTOS.
35 aposturas desicupira.
2saccas de algodo em rama.
200 medidas de azeile de peixe.
20 arrobas d-< almagre.
2 ditas de agua-raz.
6 bandeiros imperiaes de tres pannos.
4 (lites de dous ditos.
12S cevados de baelilba.
33 calcas de algodo.
50 cobertores de la.
12 arrobas de estanho.
12 lanternas de patente.
100 leamos de sicupira.
1,000 libras de oleo de linbaca.
4 pecas de sondareza.
30 latas, tinta prela.
100 vistas ifosso
Sala do consol lio de compras navae em 20 de
fevereiro de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tendo a directora das obras militares des-
ta provincia de fazer os concerlos precisos nos
algeroz do (ciliado do quarlel do 9. batalhao de
infamara na Soledade, convida as pessoas que
desle servico se queiram encarregar, a compare-
ceremeom suas proposlas na referida directora,
das 10 horas da manlia as 2 da larde dos dias
1, 2 e3 de marco e tralarem a raspeilo.
Direrloria das obras militares de Pernambuco
29 de fevereiro de 1860.O amanuense,
Joo Slonteiro de Andrade Mal rias.
Pela suddelegacia do 1. dislncto dos Alia-
gados se faz. publico, que se acba depositado um
cavallo ruco pedrez, temado a Manoel Antonio
de Moraes, por suspeita de ser furlado ; quem se
iulgar, pois, com direito a elle, comprela neste
juizo munido de seus documentos, que ihe ser
entregue.Jos Roberto de loraes eSiUa.
CORREIO GERAL.
Rclacao das cartas seguras viudas do norte pelo
vapor Cruzeiro do Sute, e das existentes na
administrar.) do correio paia os senhores
abaixo declarados :
D. Auna F.rmelnda Arruda Machado.
Feiuel Pinto 4 C.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Dr. Joao Jos Ferreira de Aguiar.
I). Josepha Francisca Pinto Rcgucira Ramos.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoorado.
Jos Teixeira Bastos.
l.ui/a Marn de llanos.
Leopoldo Gadaut
Luiz. Francisco Teixeira.
Mara Josepha Nogueira.
Marlins& limaos.
Marcolino Dornellas Cmara.
Manoel Moreira da Cunha.
Manoel Vicente de Oliveira.
Rufino Jos Mara.
Quincas de Oliveira
Vscondessa de Goianna.
Pela administraco do correio dcsla cidade
se faz publico, que as malas que tem de condu-
zir o vapor Cruzeiro do Sul para os poitos do
ri^TIESD


-.
'*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADQ 3 DE MARCO *>K '860
sul, (echaiu-se hoje as 3 horas da larde,
juros serao fe i tos at 2 horas.
Os se-
THEATRO
DE
Santa Isabel
COMPANHIA DRAMTICA NACIONAL
SOB A DIRECC.AO DO ARTISTA
ANTOMO JOS DlARTE COIHBRA.
Grande c variado espectculo
KM BENEFICIO DO ACTOR
RAYMUNDO JOS DE ARAUJO.
Salthado ?l le marco de 18GO.
Depois da exocueio da symphonia do eslylo
pela orchesira, a companhia ilramalioa represen-
tar o interessanlc drama em 3 aclos, original
portugus do Sr. Cusidlo Branco :
PURGATORIO
D19TRIB11CAO.
FER80NACEXS. ACTORES.
1) Emilia de Si................ D. Isabel.
Luiza Amelia.................. I). .1 ulia.
Alfredo Tovar.................. Lisboa.
Bernardo de Uascaronhas...... Coitnbra.
Jorge de S.................... Vicente.
Gonselhcin Nobregn........... Rozendo
Baro de Villa-Barim.......... Carvalho.
Francisco de Si................ Lima.
Prior de Beruca............... Lossa.
Im medico..................... Carvalho.
Um alfaiate..................... Lima.
I m bolceiro.................... Raymundo
I id criado...................... Jos.
Depois do drama spguir-sc-ha a interessanlc
comedia vauderille em 2 aclos :
O CARA LINDA
ou
0 I-REGADOR DE CARTAZES,
na qual o beneficiado far o papel de JobCara
Linda, arrematando o espectculo cun a si-inpre
applaudida comedia em 1 acto :
MiRICOTl
OS EFFEITOS DA EDICA(J\0
A Sra. I). Isabel desempenhar o papel de Ma-
ri ola.
speclaculo morera a approvaoo do respeita-
(1 publico desta capital, de quem por innume-
ras vezes lera recebido provas inequvocas desa-
affeicao, e de quem ainda esta vez espera mere-
cer valimento e protecy&o
Os bilhetes podem ser procurados no ihcalro.
Cotnecar s 8 horas.
LEILAO
DE
Calcado para senhora.
Maranh e Para.
O palhaboto Xooaes segu para os porlos ci-
ma no dia 11 de marco, recebe carga : trata-se
com Teixeira Baslo, S & C, no largo do Corpo
Sanio ii. 6, segundo andar.
Para o Aracaty
sahe por toda a semana prxima o hiate Novo
Anglica, meslro Joaquim Jos da Silveira : para
carga e passageiros, trata-se com Prente Vian-
na & C.
Coar, Namibia e Para.
O patacho Alfredo, capitao c pralico Manoel
da Silva Santos, recebe carga para os porlos in-
dicados e sahe com mulla brevidada : trata-e
com os consignatarios Almcida Gomes, Aives &
C., ra da Cruz n 27.
Para Lisboa.
Vai sabir em poneos das por ter par-
te c!a carga prompta, a bera conhecida
barca Gratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C, ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com
o capitao A. P. Borges l'estana, na
praca.
Para Lisboa.
Pretende sabir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do seu carregamenlo promplo, para
o completo do qual recebe carga a frete, c tem da alfandega, o referido agente
boas aceommodacoes para alguns passageiros :
ouem pretender urna, ou nutra cousa, se pode
entender com os consignatarios Aiuorira Irmaos,
me da Cruz n. 3, ou como capitao Jos Emigdio
Ribeiro, na naca do Commercio.
Klll
Hyppolito da Silva fara' leilao no seu
armazem da ra do Imperador n. 11
C, de urna caixa com 100 par de bo-
tinas para senhora com um pequeo to-
que de mofo : terca-feira 6 do corrate
as 11 horas em ponto,
LEILAO
DE
OOMMA
Terca felra 6 docorrente.
PELO EGANTE
ESTAA.
BiOTKKla
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2 -3 ~
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O n a a)
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" % =
6 B
n ib wX 3
u>
A' porta do armazem do Sr.
Annes defionle
vender pelas 10
horas da manhaipor conta de;quom perlenccr
25 barricas com gorama.
10 saceos com dita.
Avisos diversos.
PARA
SBOA
THEATRO
DOMINGO, DE MARCO DE lbGO.
A- 1 HOB kS DA I ARDE.
Subir scena a muito jocosa comedia
actos :
ara 3
phaktas.ua branco.
IM HminvokNS. ACTORES.
Capitao Tiberio----............ Ravroundo.
Basilio.......................... Coimbra.
Juca........................... Lisboa.
l'rancisco....................... Rozendo.
Antonio........................ Vicente.
Slariquinhas........r........... D. Isabel.
Galaica ........................ D. Jesuina.
Julia............................ 1). Mara Luiza.
Feitores, el:., ele.
Entrada geral 1-MOO.
commundante Ricardo Goble (be meo
nhecido neste porto) sahindo no
Dia 28 do corrente
para carga e passagniros para o que
tem excellentes commodos, trata-se
com os consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C,
praca do Corpo Santo n. II.
o dia 10do correnle
sahir mprelerivclmonto com a carga que liver
a bordo, o patacho L'niao, quem nelle quizer
anda carregar ou ir de passagem dirija-se ao con-
signatario ou a seu capilo na ra da Cadeia do
Recife n. 31.
= Caeano Pinto de Veras faz seienlc a quem
I inleressar que csi em ezercicio da vara do juii
\ de paz do 4o auno, do primeiro districto da re-
j guezia do SS. Sacramento de Santo Antonio des-
ta cidade, para que foi cleilo e que despacha na
casa de sna residencia ra do S. Francisco n. 8,
o em qualqucr parte que for encontrado ; c que
d audiencia as tercas e sexUs-feiras as 4 1|2
boros da larde como'ja lem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 do fevereiro
de 1860.
300Ctac0 Cnpogcapfcica
Pctrtiamltuciua,
Domingo, do corrente, s 11 horas da ma-
nhaa, haverscsso daassembla geral, no lugar
do coslumc.
Roga-sc aos Srs. conselheiros para comparc-
cerem duas horas anles, atim de funecionar o
conselho director.
Secretaria da Associaeo Tvpograpliica Pcr-
narabucana, 2 de marro de 1800.
J. L. Dornellas Cmara.
Io secretario.
Z. n.
p
o e-e.

sffag,
&i!f
g3
~ a-
ei tt o es
c = r
O Sr. thesouretro manda fazer pu-
blico que se acham a venda todos os das
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26 e as casas commissionadas
pelomesmo Senhor thesouretro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
tes e meios da segunda parte da quinta
lotera do hospital Pedro II, cujas ro
das devero andar impreterivelmente
no dia 10 do futuro mez de marco.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeradlo sort'tdas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 25 de feve-
reiro de 1860.O escrivao, J. M. da
Cruz.
DENTISTA FRANCEZ. J
ro- Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <*
>^ rangeiras 15. Na mesmo casa tem agua e *<
^ p dentitico. ^1
O abati assiguado declara ao respeilavcl
corpo de commercio que nesta dala lem admil-,
tido para seu socio o Sr. Jos Antonio de Carva- (16
llie Jnior nasua confeilaria da ra da Cruz n.
15, a qual gyrar de boje era diante na razao do
Abreu ox Carvalho. Recife 1. de marco de 1860.
Manuel Marques de Abreu.
i'azem-se capas, balinas, barretps, chamor-
ras c capas viatorias: na ra do Encantamento
n. 4.
% O Ur. Cosme de Sa' Pereirafc%
s a ^ o.
^
? O U ^B.
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O-o
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ASSOCIAgO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipadlo
dos Captivos.
Amanhaa, domingo, as 11 horas da manhaa,
haver assembla geral para proceder-se a elei-
cao do conselho que deve administrar a socieda-
de no semestre de abril a setembro : o Sr. pre-
sidente Iembra aos senhores socios, que a asseta-
blea geral se concidera reunida cora 40 mem-
bros, e se sssira for, c com csse numero se pro-
ceder a elcico, nao reclamem por falla, que seta
s dos que deixarem de comparecer.
Sala das sessocs da Associaeo de Soccorros
Mutuos e Lenta Emancipaco dos Captivos 2 do
marco de 1860.O secretario,
" Modesto Francisco das Chagas Cannabarro.
O abaixo assiguado, tendo visto o seu nomo
envolvido no numero daspessoas, que a Revista
Diaria indigila como tendo lomado parle no dis-
turbio que leve lugar no dia ultimo de fevereiro
prximo fiudo, pelas 6 horas da tarde, em a ra
do Trapiche, declara ao publico, que 6 menos
exacto que elle tivesse tomado paite em tal dis-
turbio nem por palavras nem por obras, e quo
sem duvida seu nomc apparece por engao era
razo de ler o abaixo assiguado pronunciado par-
le do occorrido. Recite 2 de marco de 18C0.
/. W. Esa*.
Louis Joran relira-se para fora do imperio
c vai para os Estados Unidos.
Antonio Queiroz l'erreira Iraspasso a sua
taberna, sita na Casa Forte ; so algueru se achar
com direito & mesma, dirija-se a fallar com o Sr.
Antonio Bao no mesmo lugar, no termo de tres
dias. Recife 3 de marco de 18C0.
= Jos Btmfarl. s'ubdilo de S. II. Britnica,
relira-se para a Babia.
A quero lhe fallar urna canoa aborta de
meia carga, a qual apparcccu as barreiras, pro-
ture na olaria n. 8.
Eduardo Rohon, subdito britnico, retira-
se para a Baha.
Curso particular
Antonio Joaquim de Pastos, autorisado pela
directora geral da instruccao publica, cnsina la-
Precisa-se de um homcm
para mandados em urna loja
alfaiate; na mesma loja
Precisa-Se de lima Senhora Um ^ {"" sua casa.'rua"da lmerairi"ziu-
para tratar de (OUS meilinOS, francisco de Olvera Franco faz scienle a
: algumas das pessoas de sua ami/.ade, que pela
IStO <', para lavar e eilgOm- rapidez de sua Viagem para a Europa, nao Iba
mar: na ruada Madre de Dos1 t
n. 30, primeiro andar.
vfide volta de sua viagem
nstructi-^
|tiva aliuropa continua no exer-^t
' cicio de sua proissao medica. fC
a' consultas em seu escripto-?
do Recife, ra
rio, no bairro
Cruz n. 53
dafi
todos os dias, menos^
Continua a precisar-se de um criado, que
de fiador a sua conducta, para todo o servico de
um hornera solleiro : quem achar-^e ne-tas cir-
cumstancas dirija-se ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 25,. segundo andar, boje ra do Im-
perador.
Pecliinelia.
Leiles.
Of%
PELO AGENTE
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu com toda a brevidade, por ter quasi toda a
carga engajada, o brigue escuna Piegraes, capilo
Bernardo Augusto de Carvalho : quera no mes-
mo quizer carregar o restante, cntenda-se com o
consignatario Manoel Alvcs Guerra, na ra do
Trapiche n. 14.
Para a ilha de S. Miguel segu, com brevi-
dade o patacho portuguez Souza k C. : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, cn-
lenda-Sd com JooTavares Cordeiro, na travessa
da Madre, de Dos n. 9, ou na ru do mesmo li-
me n. 36, ou com o capilo na praca do com-
mercio.
Cear e Acarac.
Segu'no dia 7 do mez corrente o palhabote
Sobralense, recebe carpa : a tratar com Caetano
Cvriaco daC. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
5
O referido agente far leilopor conta do quem
pertencer quarla-feira 7 do crreme s 10 horas
da manhaa no armazem da ra do Vigario n. 31
DE
Quartolas c barris de quinto com superior cog-IS^dos
nac.
260 saceos com feijo amarcllo chegado nestes
dias.
30 caixas cora queijos flamengos desembarcados
no mesmo dia.
50 barris com manleiga ingleza.
600 gigos com batatas francezas.
30 caixas cora niassas.
Na ruado Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
do-se por barato prec,o ura gran Je Oteiro de
! amarcllo. todo envidracado, proprio para guar-
' dar louca.
Na gallera e ofRcina photographica da ra
Nova n. 18, continua-se a lirar retratos pelos
mais modernos e perfeilos syslemas. Os traba-
lhos sabidos desse eslabelecimento sao bera co-
nhecidos do publico desta capital
Os Srs. Ignacio de Souza Leo c Antonio
Borges Galvo Uchoa tenham a bondade de p-
parecer no armazem de Jos Duarte das Nevosa
negocio de nleresse.
lnga-se urna ama com muito bom leile :
na ra dos Pires n. 46 A.
Aluga-sc urna escrava para todo o seivico,
menos de engommar: no Hospicio, taberna do
eleplu nte.
Precisa-se alugar urna casa terrea na ra
do Moras, ra dos Marlyrios, ra Augusta, ou
na camboa do Carmo quera liver e queira alu-
gar, dirija-se a ra da Viraco a. 21, jue achara
com quera tratar.
, Sicupeminha, faz certo que lia propios* uin.i ac-
Cio pela segunda vara do jui/.o nicipal desta
cidade para levar praca dito engenho por ar-
rendamcnlo, e protesta contra qualqucr arrema-
tante de dito engenho para nao ser prejudica lo
em seu direito de consenhor, c sem inlerrupcao
de dila causa e seus effeitos. Recife 2 de ma'rc,o
de 1860. Antonio Uandeira Carneiro Leo.
Aluga-se urna excellente casa reedificada
de novo, com bastantes cominodos, no paleo da
Paz, quina da ra do Molocolomb n 2, nos Afo-
a tratar na ra do Imperador, antiga-
nienle do Collcuio n. 1, com Antonio J. dos Res.
Publicacao litteraria.
Guia l.uso-Brasileirodo Viajante da Luropa
\J nos domingos, desde as 6 horas/<; 1 vol. em de 500 pag.:
as 10 da manhaa, sobre
seguintes pontos :
1*. Molestias de olhos ;
l*. Molestias de coradlo e
peito ;
o-. Molestias dos igaos da gera-ji
cao, e do anus ;
V. Praticara' toda e
do
em 4* oe auu pag.: vende-se na mao
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3 encad
Precisa-se
, de urna prela bastante possante, que saiba lavar
perfeilomentc. para una casa esliangeira : a di-
rigir-se a Sanio Amaro, casa de Mr. C-ombronni.
operacSo quejulgarconvenien-^
te para o restabelcciment dost
qualqucr-^
seus doentes. ;f;
O exame das pessoas que o con- i-/?
^sultarem sera' fetto inlistincta- ^
<> mente, e na ordem de suas en- |Sj
<^ Iradas; fazendo excepcaoosdoen- 'Oft
tes de olhos, ou aquellesque por\>
:J4 motivojustoobtiveretn hora mar- |t
ajeada para este lira. iv,
A appcacao de alguns medica gfe
Doura-se
galvnico
vo lhe pede desculpa por esla falta' involuntario.
= O abaixo assiguado relira-se para o tfio
Grande do Sul, e declara nada dever nesta pro-
vincia, e aproveita ao occosio para despedir-sc
de seus amigos, visto nao.o poder fazer pessoal-
mcnle pela presteza de sua viagem.
Fr. David da Eatavidadc de N. S.
= Angelie Cordicr, subdito francez, relira-se
para o Rio Grande do Sur.
Em casa de Henry Forster & C, ra do
Trapiche n. 8, vende-se :
Arreios americanos.
Bombas dem.
Fogoes nlem.
Arados dem a 3O5OOO.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampees de Dtente com azeile proprio.
lispensaveis
em varios"!
mentos indi
acasos, como o do sulfato de atro-^C
-j pina etc.) sera' feto.ou concedido |
*'J gratuitamente. A confianra
nelles deposita,
que 1
a presteza de sua S
1 1 % 1
accao, e a neccssidade prompta ^
de seu emprego; e tudo quanto o
demove em beneficio de seus S
doentes.
Na ra Bella n. 10, aluga-se urna ama para
comprar e cozinbar para urna pessoa.
= Pedro de Almeida (iuimares relira-se pa-
ra forado imperio, e deixa por seus procurado-
a-
ra -
hydro-( lectrico de j'raiilcenslcim, assegura se a
perfeii-.) jo trabalho c commodidade dos pre-
cos, assim como limpara-.se toda e quajquer joia
deouioc piala, e conculam-so estando quebra-
dos, tambera limpam-se todas as obras que se-
am de l** mbrn e bronze : na ra Volha n.36
Aureliano de Pinho Borges, proiessor jobv-
iado em instruccao primaria, presia-se a eccio-
nar em casas particulares, as materias de sua
prolisso: as pessoas que de seu presumo se
quizerm utilisar dirijam-se a ra da Gloria 11. 17
O Sr. S e Souza queira concluir o negocio
que nao ignora na ra larga do Rosario, fabrica
de charutos do Sr. Joaquim Bernardo dos Reis.
Aluga-se o segundo andar c solo do so-
brado da rua Dimita n.89: a tratar na mesma
ra n. W, das9 horas da manhaa s da tarde
Aluga-se o lercciro andar da casa n. 15
da ra do Vigario : quem pretende-lo cntenda-
se com Piaxcdcs da Silva Gusino, no caes Jo
llamos n. 2, ou na ra Augusta n. 94.
Arrenda-se ou vende-se o engenho Brilhan-
I te, em Serinhem, de ptima produccao, bem
construido, e mocnle e cnrreuti', distante duas
isiante-
mente
de-se e troca-se e
Vende-se
compra-se, vende-se e troca-se escraves: na ra
Direila 11. 66.
ceblas de excellente qualidade a 500 rs. o cen -
lo: iid caes da alfandega.
l'erdeu-se urna carta mandada
p los Srs. Gaudencio da Costa & Filhos,
do Para", aos aba\o assignados pelo
vapor Prnceza de Joinville em 50 de
Janeiro diste auno, constando:
Primeira e segunda via de urna letra
datada de 9 de Janeiro, da quantia de
- 2,000, saccada pelos Sis. Miguel .lo-
se Raio & C., do Para', sobre os Srs.
Perdeu-se ura par do boles de punho.fei- res os Srs. Jos Joaquim (loncalves Barros Jn
to dessas moedinhas mglezas : quem o achar e o quim Martina Moreira e Gonclo Augusto da Gi
quizer restituir, leve-o casa defronte do oilo ca c Mello.
u> Seguro contra Fogo
da matriz da Boa-Vista n. 22, que se mostrar o
outro irmo, e se recompensar.
No dia 6 do correle mez de marco se ha 9
de arrematar em praca publica do Sr. Dr. juizl
municipal da primeira vara desta cidade, por ar- =
leguas do embarque e quairo da cidade do liio II. won, Shipley \ G. de Liverpool a 90
das de vista e provavehnente endossada
em blanco pelos Srs. l'rancisco Gau-
dencio da Costa & Filhos em data de
."O de Janeiro.
Primeira e segunda via de urna letra
datada de 29 de janeio da quantia de
Formoso : trata-se ncsla praca cora o Sr. llercu-
lano Deodalo dos Santos, no primeiro andar da
ra do Calinga" n. 7 ; em Serinhem com o Sr.
Thelesforo Marques da Silva, no engenho Telha,
I c cora o seu proprii tario, Alipio Camerino dos
i Santos, no engenho Camaro, era Agua Prela.
ama
o servico
Precisa-se de una
co n. 26.
Quem precisar de urna ama para
interno de casa de hornera solleiro ou do pouca
familia, dirija-se a ra larga do Rosario n. 39, ,
segundo andar
Eu abaixo assignado tenho autorisado
Segnada-feira o do corrente.
O agente Borja autorisado por despacho do
lllm. Sr. Dr. juiz especial do commercio a re-
querimento dos depositarios da massa fallida de
Antonio da Silva Rocha, far leilao no dia cima
designado, de ura variado sorliraento de fazen-
das de linho, seda|c algodo, que perlenccram
ao dito fallido, assim como a arma<;o c mais
pertences de sua loja da ra Direila jn. 02, onde
ter lugar o supradilu leilao que lera principio
s 11 horas em poni. ~_
%
I c
9
LONDRES
AGENTES
J. Astlcy fe Companhia.
Vcntle-se
iodeJaneiro.
A releira e bem conhecida barca nacional
? Amelia') pretende seguir nestes i dias. recebe
apenas escravos o passageiros, para os quais
tem excellentes commodos : trata-se com os
seus consiguatarios Azevedo & tiendes, no seu
escriptorio, ra da Cruzn. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O bem conhecido brigue nacional Laura pre-
tende seguir nestes oito dias, s recebe alguma
carga miuda, passageiros c escravos a frete, para
os quaes tem excellentes commodos : trata-se
com os seus consignatarios Azevedo i Mendes,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
A barca nacional Atrevida segu por estes
dias por ter quasi lodo o sen carregamenlo prom-
pto : quem nella quizer carregar o resto da car-
ga que I lie falla, embarcar escravos ou ir de pas-
sagem, para o que tem excellentes commodos,
tratase com os seus consignatarios Francisco
Severiano Rabo',lo & Filho, no primeiro andar
<)) sobrado n 6, no largo da Assembla, ou na
praca dj commercio.
COMPAMIIA PERNAMBTCANA
DE
Navegando costeira a vapor.
O vapor 7guaras, commandanle o segundo
lenle Moreira, seguir para os portos do nor-
te de sua escala no dia 10 do corrente as 4 1|2
horas da larde. Recebe carga nos das, 4 para o
Oear, 5 e 6 para o Ass e Aracaty, 7 para o
Rio Grande, e no dia 8 para a Parahiba, devendo
a carga ser posta a bordo acompanhada doscom-
lietenles freles e ronhecimentos. O expediente
da gerencia fecha-seas auatro horas da tarde.
Para o Aracaty
sahe com toda a brevidade a barcaca Mara Ame-
lia, mestre F Th. de Assis : para carga, trata-se
com Prente Vianna & C.
1
Movis e escravos.
Sabbado 3 do corrente.
Q agente Borja far leilao em seu armazem
na ra do Imperador n. 15, de ditl'crentes obras
de marcineiria, mobilias, camas, cadeiras avel-
losasclc., o
Tambem
de duasescravas mocas proprias para servico de
casa de urna familia que se retira. Principiar
s 11 horas em ponto.
LEILAO
Terca-feira
PELO
6 do corrente.
AGENTE
PESTAA.
A porta do armazem do Sr. Annes defronte da
alfandega, no dia cima designado e pelas 10
da manhaa o referido agente vender era lotes
vontade dos compradores
50 barricas com genebra.
13 barris com vinho do Malaga.
3 ditos com dito de Lisboa.
50 barricas com feijo hollandez.
LElliO.
O agente Pestaa continua a estar autorisado
pela commisso liquidalaria da exlincta socieda-
de de fiacao o tecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se com o difo agente.
s.
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
Verniz copal.
Palbinha para marci-
neiro.
Yinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdo vela: no arma-
zem de C. J. Astlev A C.
8
i

rendamento annual, o sobrado de tres andares
mei-agua n. 3, sito na ra do Encantamento do
bairro do Recife, que faz quina para a travessa
da ra do Vigario, avahada a renda em 816*9, e
vai a praca a requerimenlo .do D. Senhoriiiha de
Olivcira Jacome Peixolo. Ka ultima praei.
= Vende-se superior faridha de mandioca e
caixas com ceblas, por procos commodos : no
armazem da ra do Vigario n. 20. de Silva Ro-
dovalho & C.
Conlin a estar p*ara se vnnder o engenho
Caramur, do Cabo, mocnle correle, do melhor
passadio c da melhor produego, muito perto da
eslaco de ferro, e lendo embarque na porta do
engenho, tendo excellentes malas c mangues,
podendo moer com agua com pouca despeza, e
se esgotando o grande brejo, lica capaz de se l'a-
zerem as safras que se quizer, com o que se nao
far grandes despezas, c ficar o melhor engenho
daquella fieguezia : quem o quizer, dirija-se a
casa do coronel Lamenha, ou em Uacei, em ca-
sa do scu proprietario Dr. Jos Antonio Babia da
Cunta.
= Vende-se a taberna da ra da Soledade,
junto a padaria, bem afreguezada para a Ierra, e
com fundos a vontade do comprador, a dinheiro
ou a prazo ; tambera se vende urna preta de
meia idade, muito Bel, quo cozinha, lava de sa-
bo, carrega agua, e faz lodo servico de urna ca-
sa a tratar na mesma taberna n. 11.
Nao querendo dar veracidade e nem importan-
cia alguma critica feita na nova era ao religio- I
so carmelitano Fr. Pedro de N. S. da Luz, hoje
conhecido por Fr. Pedro cordo dura, synonimo i
de corda de couro, assim baptisado em urna cor-
respondencia no Diario de Pernambuco, era que
se perguntava se Ignacio Goncalves da Luz era w
ou nao herdeiro da casa do capilo Joa'iuim Con-, .?;caaL?' r* OliSi 0Ca>^
calves da Luz e irrno deste religioso, assim co?. FlMilHi nnrtipulnr
nominado: esta claro que essa critica Fr. Pe- i iiuoiuu pai im un i .
dro corda dura diz respeilo a Fr. Pedro do N. S. O abaixo assignado, residente no terceiro an-
da Luz, conhecedor muilo de perto do quanlo ^ar do sobrado n. 58 da ra Nova, contina no
o revorendo Fr. Pedro da Purikaeo Paes e Pai- exercicio do seu magisterio, ensinando primeiras
va, hoje vice-director no collegio dos orphos de i letras, latira e francez, e tambem admitte alum-
Saula Thereza emOlinda, zeloso de sua repuia-
co, por isso que entre um e oulro se d um per-
feiio contraste ; cumpre, como scu amigo, fazer
ver ao respoitavel publico que essa critica s diz
respeilo a Fr. Pedro de N. S. da Luz.
= Compia-so urna negra crioula, de bonita fi-
gura, de 18 a 20 annos de idade, que aiba cozi-
nbar e engommar muito bem, que cosa alguma
cousa : na ra do Brum n. 16, armazem de Ma-
nuel Jos de SAraujo.
= Tendo de sahir para o interior a oceupar-
me de negocios de importancia, Oca, por me fa-
zer favor, encarregado das causas de que son ad-
vogado, o mou especial amigo o Sr. Dr. Jos
Leandro Godoy c Vasconcellos. Para o que res-
peita a meus negocios particulares, ficara mcus
filhos Antonio Borges da Fonscca Jnior e Bento
Borges da Fonscca, querespondero cabalmente,
Picando eu obrigado por qualquer transaeco que
el!es enlendam conveniente fazer.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Os abaixo issignados fazem setenio ao rei-
peitavel corpo do commercio, que dissolveram
amigavelmenle a sociedade particular que liuham
na casa de pasto da ra larga do Rosario n. 27 ;
(cando a carga do socio Fernando Subila o ac-
tivo e passivo da exlincta firma de Subila &
Martins. Recife 24 de fevereiro de 1860.Fer-
nando Subila, Jos Filippe Hartins.
Jos Joaquim de Piulo Mendonca vai a Por-
tugal.
Precisa-se de um sitio com boa casa e ter-
reno para plantar capim ; t Iralox na ra da Im-
peratrizn. 18, loja.
no paleo do Ter-
janeiio
'- G0 saccada pelos Sis .Miguel Jos
Ilaio & C. do Para' sobre os Srs. Beber
& C, de Londtes, a 90 das de vista
" |e provavehnente endossada cm branco
pelos Srs. Francisco Gaudencio da Cos-
ta & Filhos em dala de o de Janeiro.
Pede-e portanto a pessoa a quem por
ventura lossem a presentadas estas lefias
para negocia-las, de avisar inmediata-
! mente aos abaixo assifjnados que ja to-
! maram os meios necessarios para inhi-
bir qualquer trantaccao '.licita. Per-
nambuco 2 de marro de 1860.ltabc
Schmetau c\ C.
Vende-se um moleque crioulo tic
^ lano do mar como de um acude qut ha no cer- I a 15 annos de idade, de muito bo-
' Sil*! Io ',",T c"s,' ',l'"' I "veiro.s 1* l'n"ljna-, nla i^lira muito gadio, e nao tem vi-
dos; bastante grande em terreno, tinto em var-1 '*',
1 zeas quanto em altos, sendo as varzeas bstanle Co aljjum, venue-SC por sel
frescas, que se pode fazer as plaas em todo retirar para a Europa :
lempo, nao querendo usar das torras no alto; f.rw.lrm. a tratar rom lnt
forte em produccao, pode admitr urna torca '
de 50 a 60 bracos; ptimos lugares para cerca-
do, nao querendo usar do cercado do mesmo en-
genho ; casa de vivenda de sobrado cm muilo
bom estado. Iresditas de lijlos para lavradores,
alera de ouiia lamben boa e de lijlos, que ha
no mercado .com estribara tambem de lijlo-:,
casa de engenho e de caldeira em ponto grande
sendo lodas de lijlos. Tem igualmente malas
suBcientcs, c madeiras para obrss de todas as
qualidades, a excepcao ce amarcllo ; c Ierras
(iara roea, niilho e feijo, que ludo proJuz suf-
ficientemenie, sem olfender as trras proprias
de cannas ; dista para a villa de Iguarass, urna
'egua pequea. Ha 5 tornos para queimar ca'
a o
Sr. Domingos da Silva Ferreira Jnior, para re
reber as minlias dividas das lejas de calcado e
fabrico de charutos : na ra lar;a do Rosario
ns. 32 e 3!.
Joaquim Bernardo dos Reis.
Tendo o abaixo assignado arrendado o en-
genho Gongacari a Sra D. V'icencia l'erreira de
Albuquen.uo Nascimcnlo, por 6 annos-, pretende
traspassar o dito arrendamento a segunda pessoa
acceilando esta as condicoes, que na escriptura
lhe for marcadas; assim como vender a safra
criada em o anno de 1850. O engenho lem as
commodidades seguintes' o embarque em urna
das porleiras do mesmo engenho, e somonte
dista praca um dia, islo c, embarcado, e por
Ierra 5 leguas: bom passadio, bstanle peixe,
na ra dos
Joaquim da
Silva Main.
Pergunla-seao autor da chronica
tlieatrul porque motivo cnvolveu em
ha' seus rabiscosO Blhetero *? verdade
que fez bem portjue o Bilheteiroe
da pacota e nao acon'cceria o mesmo se
f.ill ise nos ourives! allaiates e catxei-
'. '. porque em to.........
O meia cara do theatro.
Precisa-se de 00.*! a juros sob bypotheca
em urna casa : quem liver. dirija-se a ra da Ma-
ros
haveudo (icdreiras suficientes para lirar podras, \ dre de Dos n. 5, que se dir quem precisa.
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
CURA COMPLETA.
SEMESGIARUO \EU INCOMODO.
Infla miiiacao do liaeo.
Devenios julgar como urna das maiores felici-
dades encontrar ura remedio que nos livre de
urna molestia reputada quasi incuravel, e por
isso quo cheio de contenlamenlo faco a prsenle
declaracoem abono das CHAPAS MED1CINAES
do Sr. Ricardo Kirk, escriptorio na ra do Parto
n. 119, pois applicadas urna das ditas chapas para
inflammaro do baco, que soffria ha muito lem-
po, iiquei perfectamente bom no curto espaco de
20 dias ; pelo que dirijo ao mesmo senhor os
mcus sinceros agradecimenlos.
Joo Ferreira Guimares.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
(Consultas todos os dias, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.)
O Sr. Manoel Ignacio Cardoso lem urna car-
ta na livraria ns. 6 o 8 da prac,a da Indepen-
dencia.
Olerece-se um mogo portuguez, com bas-
tante pratica de moldados, para caixeiro de ta-
berna ou de armazem : quem de seu presumo se
quizer utilisar, dirija-se ao becco Largo n. 6 ; o
mesmo d por fiador de sua conducta o seu ex-
patri.
= Jos Alfonso de Souza e Francisca Albino,
subditos portuguezea, reliram-se par a Bak.
assim como tambera ha pedras brancas, mas nao
sao das verdadeiras : quera o pretender dirija-se
ao mesmo engenho, a tratar com Jos Pedro Car-
neiro da Cunta.
Defronte da taberna da ra da Palma, casa
n. -2 I., ofierece-se um rapaz para criado ou cai-
xeiro de casa estrangeiru.
Proiessor denlisla.
Ra da Cruz n. 44.
Acreditado em Franca, em Hespanha, cuesta
cidade de Pernambuco, arranca denles e raizes
com a maior rapidez possivel, assim comocollo-
ca-os sobre chapa d'ouro, platina e prata a von-
tade de qualquer ura que delles precisar, como
tambera chumba e limpa-os como maioV asseio
possivel. Tira denles em casa a 25 c 3S, e fra a
5$, dente posto em chapa d'ouro a 10J): quem
delle precisar, procure no Recite, ra da Cruz
numero 41.
O abaixo assignado muito agradece aos se-
nhores que lhe fizerara a honra do acorapanhar
os restos moraos de sua prezada lilha.
Jos Joaquim de Sant'Anna.
= Aluga-se una casa terrea na ra da Palma,
na freguezia de S. Jos, n. 3, pcrlencente um
orpho ; por isso quem a pretender alugar, ha
de ser com fiador idneo, a entender-se com Jo-
s Thoraaz Cavalcanli Pessoa, nos Remedios.
l'ugio do engenho Bom Amigo da provincia
de Alagoas, comarca do Porto de Pedras, o es-
eravo crioulo de nome I.uiz, de 36 a 40 annos do
idade,altura regular, beicos grossos, troca um
pouco os olhos, doos denles da frente abertos ;
esteescravo foi comprado ao Sr. Joo Belix, se-
nhor do engenho Carautengue cm Barreiros, por
onde sejulga andar : roga-se a toda e qualquer
pessoa que o encontrar, o mande pegar e levar ao
dilo engenho, ou no Recife ao seu senhor, mo-
rador no ees do llamos, sobrado encarnado o.
i, onde se a generosamente recompensado.
Na confeilaria da roa da Senzala Nova n.
30. ha para vender superior marmelada, alpeos,
pecego, ameixas, bem como inmensas qualida-
des de doces camendoas, e prepara-sc banda-
das com muilo asseio.
Iinstitnto Pi e Litterario.
Tor ordem do Sr. presidente tenho a honra do
scienliticar aos socios, que amanhaa (4 do cor-
rente) haver sesso do conselho director as 8
1|2 horas da manhaa, depois da qual (as 10 ho-
ras) haver, para rumprimento do disposto no
artigo 11, sesso da assembla geral, que ser
presidida pelo socio honorario Dr. Aprigio Jus-
tiuiano da Silva Guimares.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario em 2
de marco de 1860.troncisco Vaes Brrelo, 2.
secretario, servindo de 1.
= Desappareceu no dia 25 de fevereiro prxi-
mo passado, das finmcdiaces da ra do Hospi-
O Sr. Caetano Maria de Parias Neves queira ci, urna cabra prela, com urna orellia cortada o
apparecer na Eitancia.
= Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinbar e engommar: no botequim
da ra larga do Rosario n. 27.
Quem precisar de um bom feitor portuguez
para ura sitio, dirija-se a ra do Crespo, loja de
Xisto Pcreira Coelho & C.
Na ra de Hortas n. 122 bronzea-^e charla-
teiras, espheras. e meias las, e outra qualquer
obra, com a maior brevidade possivel.
una malha branca cm ura dos lados da barriga,
um cabrito de tres mezes, amarello claro, cora
raalhas e frenle brancas, e urna cabrilinha da
mesma idade, cor oarda, tambera malhada de
branco ; as quaes cabra e cria suspeila-se terem
sido tortadas por um freguez usciro e viseiro de
taes gentilezas : quem deltas der noticia certa
na mesma ra do Hospicio, primeiro sobrado
adiante do Gymnasio, ser generosamente grali-
cado.
i
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 3 DE MARgo DE 1860.
5)
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
MIIHOD 0 NOVO
m DODR. CUAB.E
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARIS,
DAS ESFEBMIDADES
PLUS' DE
COPAH
SDXCAES,
Citruto de ffiioCImblo.
X:iropK mu preerivel ao
Copah ba e as Cuba-
bas, cuta iaimediaiaueli-
te qualquier purgado,
relaxado e dtbilidaue, e igualu>en!e Otixus e
flores brancas das mulluivs. inj..-..;,.. do
Ciiahic. Esta injic<,,:V> benigna emprega-se mes-
mo lempo do xar.ipe de citrato de ferro, urna vez
de raanb, e una ve de larde durante tres das;
tila segura a cura.
FAIU O TRAT.UIE\TO E Pl XI'TO Cl'IUV.YO
DN TVDAS AS AFFECCOES CITASEAS, VIH
J
DPURT1F
duSAWG
F. Al.TEltAOOF.S DO SASG
II<-|IIII'(10 de MI 11 ti ..
Xarupe vrgeial kw w.r-
curio, o iiuico eoidiecido
e t|>protado fifi curu-
c u | romp d; o e Wdl-
caTmenie tinuigens, pasiu'as, torpes, sirria, co-
mi\c*i's, acrimonia e altutcocs viciosas do san-
pne ; viui?, e qualquer ifliio vprerea. itu-
n1:o* minc iic. Temui-e-dius ptr semana, se-
puindo otraumenio t'''iiua*iiNo. romuUu cn-
iIti'I'ik-ich. Ue um tflViio maravilluso as t-
lnes cutneas e comixes.
no r.orrohidaa.Pomada que as cr.aa eni 3 dias.
O lUpi'Silo m rua larga do Itosario, bulica de l rlhu'onnu francisco de Svuza, n. S6.
SE3
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos priucipaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabelia dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
de toda aprovincia. RUa \0va, em Bruxellas (Blgica),
Associacoes commerciaes, v 7
agrcolas, industriaes, littera- SOC A DIRECTO DE E- KLRVA^D-
US e paillCUlareS. sle hotel collocajo no centro de urna das capitaes importantes da Europa, toma-sede grande
EstabelecimentOSfabris ill- valorPari10surasleroseportuguezes, por seus bons comraodos e confortavel. Sua psito
!___* j urna das memores da cidade, por se adiar nao s prximo s estaques de caroinhos de ferro, da
UUSlriaeS e COinmerCiaeS de Allemanha e Franja, como portera dous miuutos de si, lodos os theatros e divertimenles ; e,
todas as qualidades como lo- alm jss0h' ,os. rdicos prc?os coovid8.m- M1 i
1 i>o hotel h3sem|.re pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, nglez e por-
jaS, VdldaS, a^OUgUCS, engC- uguez, paraacompanharaslouristas, qur em suas excuses na cidade, qur no reino, qur
IlhoS etc. etc. emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 4w>000 )
OS JESUTAS
POR
OVIDIO DA GAMA LOBO.
UH NTIDO V0L. DE 300 PAG. EM 8o FBANCEZ.
Analysa-se nesla obra o papel da companhia nos diversos paizes donde foi expulsa ; desco-
bre-so o plano concertado pelo philosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para destrui-la, nao
por seus pretendidos crimes e ambiguo, mas para realisarem suas ideas schimaticas prova-se o
constrangimetilo de Clemente XIV expedindo o breve de extincejio da companhia, eque ella foi. e
ainda, um dos mais esforjados sustenladorea da religiao, em cuja defeza conquistou a cora de um
verdadeiro martytio.
Deus nao permillio que a iniquidade fusse commettida sem ficar gravada em documento-
e irrecusfaveis ; estes documentos, que tanto se esforcaram por supprimir os nimigos da com-
panhia, felizmente poderam ser conservados, e lem 8pparecido ltimamente na Franca em diver-!
sas obras, que confirmam a opiniao que ainda formara dos Jesutas os horaens mparciaes e ques;
nao sao adversse S Apostlica.
E um brado em favor dos Jesutas, entre nos ainda lao injustamente julgados, e que nasce
da convicio intima de que sua causa a da justica, do pontificado e da religio.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, rua das Cruzes e na rua do Imperador livraiia de
Guimares c Oliveira.
DELICIOSAS E I.NFALl.lVEIS.
Taberna da Estrella
do pateo do Paraizo n. 14.
Vende-se niantoiga inglcza a 800 rs. a libra,
dita franeeza a 600 rs., toucinho rauilo bom a
400 rs.. queijos bons a 18920, rspermact tu a 640
rs. a libra, azeite doce de Lisboa a 720 rs. a gar-
rafa, e vinagro a 320.
Voadc-se urna cabra bicho) do Lisboa bu
nila, boa para tirar casta : na rua da Guia, taber-
na ii. 9.
Attenco.
*
Faruha de mandioca rm sarcos grandes de su-
perior qualidade, desembarcada hoje, proceden-
to do Maranhiio : vende-se no armazem de Fer-
reira & Mailins, Iravessa da Madre de Dos n.
16, por preco bastante commodo, em porc.au e a
retal lio.
Na rua da Imperatriz n. 2, vende-sc o ver-
dadeiro fumo de Garanhuns a I000.
Ovas do serto.
Vendem-se ovas do sertuo milito fr< sca s : na
rua do Uueimado, loja de f.'rragens n. 1 f.
Vendem-se saceos com farinha lino, esper-
rnacele a GSO a libia do [aleo do Paiaizo D. 10.
Pastilhas vegetaes de Kcmp
contra aslombrigas
approradas pela Exm. inspeceo de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
gicne publica dosCslados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes,
Rua do Queirnado
loja de 4 portas n. 10.
Ainda restam alguntas fezpndas para conclu-
ir a liquidado da firma de Lcite A Crrele, as
quaesse venden por dciuinuto preco, sendo en-
tre outras as seguintes :
Maros de meifs cruas para hornera a 1*GOO
Ditos de ditas decores
No da 24 docorrente desappareccu um caval- Diios de ditas cruas muito superiores
lo riifso pomlio, bern fi-ito c gordo, tendo no miar-1 n-i i r. i
10 esquerdo o ferro que se parece com um A de '; Ultos Ue ,lll3 Para senhora
letra grande : roga-sc a quem o ppgar que o leve Diiosde ditas muito linas
rua Direila n. 76 ou no engcnlio l'iiiieiita que *'.. .111
ser generosamente gratificado. U)rlfcS (le CalSa Jl Ineia casemira
Diiosde ditas de casemira de cores
DE
Coniiiiissao de esclavos
NA
2*000
4&000
3*000
4tf)00
25000
5#0O0
Ditos de ditas de casemira preta a cS e 6$000
Brirn trancado branco de liaho fino
vara
Cortes de colete de gorgurao de seda
Tao prcto fine, prova de limao 3ft
Grvalas de seda preta e de cores
19000
25000
45J000
i "000
Rua larga do Rosario n. 22.;Riie:'l!os frnce2e5' laroos. ctrt;5 fls
colado 2C0
Cliitas franeczas largas finas covado 10
Ditas estreitas tCO
ObacIiarclWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da rua Nova,
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.-
Sip JARABE DO FOHGET.
F.sle xarope est approvado pelos mais eii'in> nles mdicos de Pars, I
__Iconio sendo o millior para eorar lonsipr.o.', lrse convulsa e ount,
affeccoes rlod brjncuios, ataques de pello, irritaos nervosas c insomnolenci/s: nina colberada
pela manb, e ouira noile sao sullicienies. O tir-ito dcste excelente xarope satisfaz ao mismo
lempo o durillo e o nie.o.
t dtpotUo na rua larqa. do Itosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
NICA, VERDADEIRA
GITfMA.
E LE-
COMIWNIUA DA Vii FEBBEA
RECIFE A S. FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas virem do dia 3 do crlente em dimite
ao escriptorio da rua do Crespo n. 2, para rece-
lierem o 8." dividendo de juros de suas acres,
contados no semestre decoriido do 1. do agosto
de 1SJ9 31 de Janeiro de 1800. Recite, 1." de
fevereiro de 1860.
Prccisa-sc alugar um preto ou preta, j Ido-
sos, para comprar na rua o [azor o mais serviro
de urna casa de familia, ou mesmu urna ama lias
SALSA PARULU
DE
Remedio som igual, Sendo feconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escroidiulas, cancros, rheumalis-
FOLIIIMS PARl 18(10.
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazora, curararn racu lilho ; o pobre
rjnaz padeca de lombrigas, cxhalava um chei-
ro futido, linha o estomago incitado c continua
comichao no nariz, lao magro se poz. uue eu
temia perde-lo. Ncslos circumstancias um vsi-
nho mcu dsse que as pasli|has de Kemp linham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas c com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Trcparadas no seu laboratorio n. 36 Cold
Nesla casa recebem-se eseravos porcommisso
para serom vendidos por corita de seus senhores,
alianca-se o boni tralaracnto c seguranza dos
niesmos, e nao so poupa (^forros para que se-
jam vendidos com promptido, afim de seas se-
nhores nao soIlVerem empale com a venda del-
les. Neslc estabelecimento ha sempre para ven-
der eseravos de ambos os sexos, mocos e bonitas
figuras.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta praea duas iegoas, vende-se
urna parte no mesnio engenho, machina nova ;i
vapor, dislilaeao nova e bem montad:], 22 bois
de corroa, seis qnartos, algumas obras, stira
plantada, etc. ele. ; trata-se na rua do Crespo n.
13, loja.
Compras.
Eslo venda na uvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as fulhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, das seguintes quali- Street" pelos uncos proprietarios D. l.anman e
wrt Kemp, droguistas por atacado em New York.
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, 3lm do Acham-se venda em todas as boticas das
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
' sucar, de Jos de Aquino Fonseca, cmnpram-se
continuadamente modas do lio e 20^000, aguias
dos Estados-Unidos, moedas de cinco francos,
oncas hesDanholas e mexicanas, em grandes e
pequeas porcoes.
Pascados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualidade eovado
Cassas de cores eovado -2 ,j
Persas de cassa branca bordaJa com 8 va-
ras por LC
Tiras bordadas o
Cambraias lisas muito finas peca {;: I
I Ernestinas de cores para vestidos eovado 240
I Challes de la bordados de seda um 2$00'J
Grcdenaple preto, largo eovado 19800 e 2-
Seda, e sarja lavrada 1C800 e 2^
Vestidos brancos bordados para baptisade 55000
K
Afeiifo.
Compraai-se, vendem-se ctrocam-se eseravos:
na ruado Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
:
:
i
;
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer, mo, enferm'idades do figado, dvspepsia, debili-
annuni'ie ou diiija-se a rua de Santa Rila n. 0, ., >|.-__ ,.:,,, ,
primeiro andar "adc gora1' ft'brc blll0sa e intcrmutcnte, enfer-
Irecisa-se fallar a corresponden-nii,Jadcs resultanles do empreo de mercurio,
te dos Srs. teen te-coronel Hemeterio \ ulceras e cttipr-bes ^ rcsullam da imPureza do
. i ,. n i ci r* -- sangue
Jos velloso da Silveirae rrancisco Xa-.
vier de Andrade : na livraria n. 6 e 8
da praea da Independencia.
CAUTELA.
D. T. Lnriman.S Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
ico
S^a.~^%'^*^,i^'i^.%S'?*s>.'*9a,V-slSM : peilavel publico para desconfiar de algumas te-
M[!p-'i< lio fvnUPP^ />slnues imilaCcs da Salsa Parrilha de Brislol que
LjHUL ttL- IMILLA* cgj? | hoje se vende ncsle imperio, declarando a todos
111 fflIO ^ que sao elles os nicos proprietarios da receita
.,,/, ~, g do Dr. Bristol, lendo-lhe comprado no anno de
*>j MadempiscIIe Clcmencc de Ilannetot ? .gj-
me deMauncvillecontinua a dar liioes do sfe
^ francez e piano na cidade c nos arrabal- J^ Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
||| des : na rua da Cruz u. 9, scguiidaandar. y^ dreilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
Sr. Honorato Jos d
do queira annunciar sua morada ou dirigr-se a
livraria da praca da Independencia,que se preci-
sa fallar-lvle.
s ^t^'*? &S&r!SM j porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
Oliveira lgueire- mente em poder dos referidos Lanman *t Kcmp.
kalendario.e regulamcntodos direitos pa- Princpaes cidades do Imperio.
rochiaes, a continuado da bibliotheca do DEPSITOS
CrislaoBrasileiro. que se compoe: do lou- Rio do Janeirona rua da Alfandega n. 89.
vor ao s^nto nome de Dos, coroa dos ac- Bahia' Gcr|nano i C, rua Juliao n. 2.
tos de a'rnor, bjmnos ao Espirito Sanio e l'crnambuco.no armazem de drogas de J. Soum-tono da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
a N. S1.'; a imitacao do de Santo Amhrozio, & Comfauliia rua da Cruz n. 22. { Compra-se OU alufja-se una canoa .
jaculatorias e commemoracto ao SS. Sa-j#S@^#;y ;:u:t 3>@8@S de conduzii agua que se ade em per-
DENTES i ^e,loestat, : a tratar na rua do Cabu-
AE^. i
B i SS. coraco de Jess, saudaces devo- $: r> ,.i.._*i i -r ni
tas s bagas de Cl.risto.Vrarot's a N. Se- f1*11 eStreitd do IlOSai'lO II. 31
nhora, ao patrocinio de S. Jos-e anjo da 2 J/fl'"^1''"!0 0/ori, co,lo,ca,d?nl" .V" :'
. v ... <$ tiliciars pelos dous systemasVOIXAMl K, &
guarda, responco pelas almas, .aluin de g chapas de ouro ou platina, podendo ser
outras oracoes. rrec,o320rs. M procurado na sobredila rua a qualqucr @
i hora. @
ITAE VARIEDADES, contendo o kalenda-1 l SU i@SgQ @@@@ @aa3
rio, regulamento dos direitos p"rflchiaes, e
Veos borda los tara chapeo
Entre meios botdados
Athoa!!,3do adamascado largo vara
Lencos de chila escuro um
Gangas da cores para palitos eovado
n .........................
2^000
19600
1*280
100
200
c commemoraco ao SS. Sa- S&@PV9v
crameuto e N. S. do Carmo, exercicio da 9
Via-Sncra, dircelorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios | j:j
' x> \i> O ii
una colleceao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, penjamentos moracs,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,'
quer de cultura, e preservativo de aores
e [rucios. Preco 320 rs.
DlTA DE TORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos i
parochiaes. Preco 160 rs.
LI0ES PRATICAS
DE
ESCRITA COffiMERCIAL
Por partidas dobradas
E DE
X> V>
1 quer oulrapreparaco falsa
Precisa-se alugar um sitio <
nao diste mais do kgua e
praca, o qual tenlia lugar para OCCupari i 0 cnvoliorio de fora est gravado de um
mais de 8 captivos, ese tver pasto para lado sob urna chapa de ac, trazendoao p. as
vaccas melhor sera', podendo o arren- segunies palavras :
damento comecar agora ou em maio,
conforme agradar : a quem o tiver para
alugar, podendo, diriji-se a praca da
Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de um moleque para
servico de urna casa de pouca familia :! 2
na rua da Cadcia n. 41.
=: Quem precisar do urna pessoa hbil para
tomar alguma taberna, ou nutra quoiquer casa de
molhados, por balanco ou sem elle, o qual adia-
se arrumado, e d conheciment de sua CDn*uc-
ta, quer na praca, quer n,o malto quem de seu
prestirno se queira ulilisar annunciepor esta fo-
lha para ser procurado.
Publicacao jurdica.
1UTID1TIM
Rua Nova n lo, segundo andar.
.tt". Foitsrrit Ic cilolro, escriturario da
_ thesouraria de fazendadesta provincia,competen-
*;> ti mente habilitado pela directora de instruccao
*< publica para leccionar arillinietica nesla cidade,
Curso pratteo e theor.co de l.ngua fran- : lem rosalvido juntar, como complemento do seu
nganos cora desapreciaveis co- ceza por urna senhora franeeza, para dez 8 |curs0 pralco Je csrituraco por partidas do-
igas perniciosas, as pessoas que mocas, segunda e quinta-feira de cada se- bradas, o nsino de cor.tabilidade especialmente
ar o verdadeiro devem bem ob- g s 10 horas at meto d : quem na parle relativa a reducrao de moedas ao cal-
Para evitar engaos com desapreciavcis
binaces de dro
quizercm comprar
' servar os seguintes signaos sera os quaes qual-
';- > $> ^ T* '> *^ ^ <^ *** ** O ^* <:.':.'.'-
Attenco.
i
*D. T. LANMAN c KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New Yor\#
O mesmo do outro lado tem ura rotulo em
| papel azul claro cora a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Bristo em papel cor de rosa.
4" Que as ireces juntas a cada garrafa tem
I nma'phcnix semelhante a que vai cima do pre-
senle anuuncio.
DEPSITOS.
Acha-se no prelo a 2.a edgao dos Elementos de > W de Janeiro na rih da Alfandega n. 89.
Dreilo administrativo, mais correcta e eouside-1 Bahia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
ravclraente alterada, pelo l)r. Vicente Pereira do pCrnambuco no armazem de drogas de J. Soum
Reg, lenle cathedratico da mesma sciencia na
Faculdade de Direito desta cidade. Subscreve-ae
para esla obra na livraria econmica de Noguei-
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Ttaspasse-se o arrendamento de um En-
<3 quizer aproveilar pode drigir-se a rua da
ti-
pa i
cuto.de descontse juros* simples e com pos tos
ga' loja n. 2.
Compra-se um sobrado de um ale
i andares: na piara da independencia
n. 22 se dir'quem compra. :J
Compram-se moedas de ouro : na rua da :
Imperatriz n. 22, fabrica de chapeos de sol
Vendas.
Espirio de viulio com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
trns, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: t-a rua larea do Rosario n. 36
CIARSE VARIADO SORTMESTO
iouasp feilas e fazend
NA
Iboja e armazem
DE
ettios.:.
i
I Na rua do Queirna-
do n. 46.
: Ricas sobrecasacas de panno fino r:
i e de cores a 28g, 30* e 35f, tambera le
paletols dos mesmos pannos a 22g e 243,
i palclotsde casemira de cures do n
: bom goslo c finos a 12$, 1 ',<, 1C e 18, di-
: los de panno prelo para menino a l&J e
: 20$, ditos de casemira de cores a 88 e ll -
g cal
:

Itoga-se aos Srs. devedores do estabele- no dia 15 de jaueiro prximo futuro s 7 horas
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob- I "^a n0'le e as pessoas que desejarem maircu-
sequo de saldarem seus dbitos na rua do Col- ,ar's^ P,derr'? deixarseus nomesem casa do an-
u.r.r, ,,, i ,v ..... f\ inundante ate o mencionado dia.
legio venda n. 2a ou na rua do Quemado loja Precisa-se de urna ama para cozinhar e fa-
n. 10.
- Aluga-seum segundo andar com
a tratar na rua da Praia.
coimodos:
numero 55.
grandes
serrara
GOMFAtflILl
Estabclccida em Londres
CAPITAL
CAiico mUViocs Ae libras
estetViiias.
Saunders Brothers & C." tem a honra de in-
ra & C, defronte do arco de Sanio Antonio n. 2, geriuo muito perto da prara, vende-se urna par-
a IOS por cada excmpl.ir, pagos ao receber as j te do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,! formar aes Sis. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que e'stao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
elTectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dia, cobertos de lelha e igualmenle sobre os
objeclds que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
duas partes que j estao imprcssas desli|a.5o nova monta]a de Ura ludo, 22
Na livraria n. 6 e 8 d praca da bois de cjrr0> G oa e outros objectos.
Indepenec.a, preciza-se fallur ao fcr-! uacta-se na rua do Queirnado n. 10.
Joao da Costa Maravillia. Precisa-se alugar una escrava que seiba
___Roga-se aos Srs. devedores a Orma social coser e engornmar mullo bem, e.que soja dili-'
Leite & Correia em lquidacao, o obsequio Zoulp nns i0',s servaos: na ruado Cabug n. 3,
. j i-. i-, segundo andar.
de
de mandar saldar seas dbitos na loja da rua do
Queirnado n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnsion & C, rua da Scnzala Nova n. 52.
Prccisa-sc de urna ama para cozirhar: na
rua Nova n. 8, loja.
Conlinua-se a preparar bandejas enfeiladas
de diversos gostos, com bolinhos dos mais pro-
curados e dos mais perfettos do nosso mercado ;
assim como pudins, bolos inglezes e franeczes, e
da nossa massa os raais perfeitos, e tambem as
bellas seringas e ilhozes para o lempo do carna-
val, e urna porgao de doce de cajsecco por pre-
co commodo : procure na roa da Penha n. 25,
segundo andar, que se far negocio.
Precisa-se de urna ama de leite,
queotenha em abundancia, que seja
bem sadia ede bons eos turnes : paga-se
bem. Dirigir se a' praca de Pedro II
(antigo pateo do Collegio) n. 57, segun-
do e terceiro andar.
NOVO DEPOSITO
DE
Rua do Imperador, confronte
o oito do deposito do gaz.
Horot C, atlendendo a que os senhores con-
sumidores de gf lo sao pela maior parle residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lutariam com grande dilTiculdade se este es-
te estabelecimento eslvesse collocajo no bairro
do Recite, poderao encontrar na rua do Impera-
dor confronte ao oilo do deposito do gaz, um
armazem com as proporces exigidas para depo-
sito deste genero, o quaf eslnr aberlo concur-
rencia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nha s 6 da tarde, do dia 3 do corrente em
diante.
zcr as compras; na rua Nova n. 69.
= Perdeu-.se da Passagem da Magdalena at
ao largo da Boa-Vista, do poder de um prelo,
una l'ion'ha de labyrmho a (pial eslava embra-
Ibada em dous pedaros de brelanha fina: quem
taes objectos tr*er aehado e quizer restituir podc-
r annunciar posala fulha ou* levar a rua da
Cadeia do Ilecife n. 12, que ser -generosanienle
gjatDcado ese Ccar agradecido.
Attenco
Perdeu-sc urna lefra de um cont de ris, da
na Nova para o Reoife alea casa do Sr. Antonio
Lopes Braga, cuja letra assignada peo Sr. Vir-
ginio Horacio de Freftas quem a adiar podera
entrega-la aoSr. Jacinlho Francisco de Salles na
rua da Alegra ti. 9, bairro da Boa-Vista, ou ao
Recite ao Sr. Antonia Lopes Braga ; promelle-sc
i gratificar generosaraeole a qualquer pessoa que
a entregar fielmente, previne-se desde ja ao Sr.
Virginio Horacio de Freitas e a seu socio Manuel
Joaqun) Duarte que nao pague a referida letra
seno ao Sr. Jacinlho Francisco de Salles ou ao
Sr. Jaao de Freitas Lyra.
Antonio Lourenco do Araujo avi a ao pu-
blico que de hoje em dianle assignar-sc-ha An-
tonio Acyllioo Louienco do Araujc
Quem precisar d.e um criado para cozinhar
e comprar, diija-se 'rua das Cruzes n. 28, pri-
meiro andar.
= Previne-se ao publico que' ninguem faca
negocio com Domingos Jos Alves da Silva acer-
ca do prcio crioulo de nome Gaspar, visto echar-
se ditu escravo em litigio
O abaixo assigrwdo declara, que achando-
sc desligado de qualquer negocio com as casas
C\S\ Ll'SO-BlASILEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, rom to-
mar a rasa contigua, ampias e exccllentes ac- Je Carniuha Im'Hios', por haver passado letras
commoJaces para muito maior numero de hos-1 pelo valor das azeudas que existiain na loja
pedesdo novo se recommenda ao favor e lem-! pertencenlc aos ditos Caminha & Filhos, tem ce-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital ; continua a prestar-lhes seus
serviros e bons ofiicos guiando-os em todas as
cousas que preciscm conhecimento pralco do
pas, etc. : alm doportuguez e do inglez :i!la-s..'
na casa o hcspauhole francez.
Allenco.
Fuglo um cabra escravo, captivo, de nome
Antonio, np da 2 de correne, filho natural do
Goianna, o dito escravo de estatura regular :
quem o capturar dirija-so a r,ua Direila n. 6.
Precis3-se de um rapazinho para fazer o
servico de um hornera solleiro, nao se repara a
cor: a tratar na rua da Cadeia do teiie, no pii-
mero andar n. 42, procurar'dasD horas do dia
s 3 da tarde.

Vande-se em casa de Arkuright & C., rua da ': ^alc-as do casemira de cores e prel ejuii-
Cruz; armazem n. 61, relogios do fabricante Ili- ( i^2enl?1P8M "t,l"|us 7f, Nr, 9?, Id-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito machinismo R *i co"elos le gorgurao de seda e case-;
pode-se usar com coberta ou sem ella. \U n"r a 5' 6 's ab tois de alpaca pn .
-r f3 "* o : los de cores saceos T4?, dilos sobin.lian ^
' \% H S kl &i ^* (: a 7;5 e 8^- ilos dc l,rim. de osguiao a de
' ia |-.4 : fuslao lano bramos como decores a i
j [$500, 5#e6& cab;.:s de brins brancosm ii-
; lo ii: is a "is1, (;.~ ,-:-, colli les brat
:: cores a 3$ e 3;50O, camisas para n
g de diversas qualidades, calcas de brins de :
I cores finas a 3c50U, 4J c 5, um rico sorli-
: ment de vestidos de cambraia brancos
-. bordados do melhor goslo que lem ap| i- i
; recido a 26?, manteletes de fil prelo e de
.: cor muito superior gosto e. muito moderno '.
a 2! cada um e 2j, ricos casaveques
Os novos proprietarios deste estabelecimento ; cambraia bordados para menino a i(.^, di-
lenjo de soiti-lo de fazendas dc gosto e moda, j tos para senhora a log, ricos eufei -
Litjiiiiiaco.
Rua da Cadeia do Recife, con-
fronte ao becco Largo, loja
numero 23.
resolverara-sc vender as fazendas existentes no :;: froco de velludo goslo melhor que tem ; -
mesmo estabelecimento por lodo o prego para .; parecido a 10$ c lar, e outras muitas fa-
; zondas e roupas feilas que cora a presenca :
\\ do freguez so far palele.
Casacas para a quaresi-
acabar.
Chitas francezase ingle/as a 160 o eovado.
Organdys colorida a 00 rs. o eovado.
Chitas france/.as linas, bonitos padroes a20 i
rs. o eovado.
Chales de merino rom barra a 2$50O.
Dilos itn liso superior c 3!000.
Cassas piuladas, bonios padroes, a 200 rs. o
eovado.
Heias para houiens e senhoras, superiores, a
:!j a duna,
Barege de seda colorida a GfO o eovado.
Calcas de brim de seda para hornera a 3$000.
Chapeos de fellro a 2$.
Vestidos de seda com toque de mofo a 10;*.
Fnfeiles do llores a ljj
Visitas dc merino superior a S,
Corles de vestidos de blondo branco a 10$.
Organdys de cordao colorida a -580 a vara.
E outras muias fazendas que se
los precos que os compradores qu
acabar.
Pechincba.
Rua da Impeatrt/. ou aterro da Roa-Vista, lo-
ja do becco dos Ferreiros, ha um completo sorti-
mento de fazendas baratas.
Nesle mesmo estabelecimento ha um \
A grande soriimento dc casaras pretas, as- H
sim como manda-sc fazer por medida a von- :
: j tade do freguez, escolhoudo os mesmos
S pannos a seu goslo sendo os prc os a
|e 405. ^
Camisas inglezas
;; No mesmo eslabelecimenio acaba de che- \
g gar um grande soriimento das verdadeiras
camisas inglozas peitos de iinbocom prcg \
tj largas, ultima moda, por ler-se mui
.' quanlidade delerminou-se a vender po !
veudiTio pe- M nienns tJo valor sendo a duzia a 34?.
i/.ereni, para .......V ''. ', '' ...........
\ endem-se fogocs de ferro econmicos, do
patente, para casas de familia, contendo 4 forna-
lhas, e Torno para cozinha cora lenha ou carvao,
ptima invenco pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvao dos antgos, e de cozi-
obrado sociedade com Joao da Cunha Wanderley
sob a fuma social de Candido Nunes de Mello
& C, para continuar no gyro dos negocios da
dita ioj sila na rua da Cadeia do Becife n. 60,
tirando a ton va firma respottsave pelo activo e i
do, chitas franeczas a 280, 300 c 320 o eovado,
muilo finas, das a 200 rs., cor lixi, cochins a
fffOO : para a quaresma. cortes dc casemira pre-
ta a 4*5UO, 5J5ti0c 65500. panno fino prelo, gros-
di>naple prelo muito fino a 2$, 2#200 e 25l)0 o
eovado ; na mesma loja vende-so fnrelo novo
i e muito em conta : ludo islo, s a vista do corn-
passivo conlrahdo debajxo 4a milicia firma de Prador.Juc P0(,era <">' asjualidades.
Cindido Nunes de Mello. Pernambuco 25 de fe-
vereiro -Ue |186u.Candido .Vn dc .Vello.
Joao da Cunha )Vanderley.
Jos Antonio dos Santos, subdito porluguez
rclira-se para a Bahia.
A pesna que perdeu urna ordera de quan-
tia nao peipaena, sendo a dita urdem sacada em
Pudras de Fogo, dando os signaos cortos lhc ser
antregue; dirijasse a loja ao p do arco do San-
to Antonio a fallar com Manuel F. da Silva.
Precisa-se jje um moco que entenda de pa-
djiria : no rua dos Pescadores ns. 1 c 3.
a saber : cambraias
lisas com 10 1|2 varas, muilo finas a 4500, 5J e D,lar com mais Presleza. em a dificrcnca de se-
5S500 a peca, dilas para cortinados com8 1i2rem amovives, oceuparem pequeo espado da
varas a 2?,Jaaz.inha tina a 400 e 500 rs. o cova-jcasa, e de fcil conduccao : vendem-se por pro-
cos muilo mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso Mosquita) rua do Brum, e as lujas e
ferragens dc Cardoso, junto a Conceicao' da pi n
ledo Recife, e rua do Queirnado n. 30.
Sementes dehortalice.
Sementes de hortact. de todas as qualidades,
viudas pelo vapor Brasil .- vendem-se na roa
da Cadeia do Recife, loja de ferragens de Vidal &
Bastos.-
Cocos italianos
Burros andaluzes.
Acabara dc chegar do Lisboa qualro burros dc
pura rara andaluza, sendo nina parelha c um ca-
sal, bonitos o grandes, que se vendem por com- Jo fnlln fia flandr, .,..: u 1
modo pre^o : quem os pretender d.ija-se a rua e lolha de landie., muito bem acaba-
do Vigaro n. 19 1." andar, para tratar. do$, podendo um dura,r tanto quanto
- Vende-so um boi e aluga-se um carro dc duram qualro dos nossosa 100 rs. um
alfandega: quera quizar annuncie. m___. j .. V.- .-
Vende-se a taberna dji rua Direila n. 99,
com boas cammodos: a tratar na mesma.
e 4$ urna duzia : na rua Direita n.
loja de funileiro.
i7,


w
Botillas de setim brancos
e pretos para senhoras
e meninas.
Sapatos de dito branco e preto pa-
ra senhora.
DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 3 DE MARCO DE 1860.
Bolillas de duraque preto e de co-
res para senhora, o par a 2*000
Sopales de vaquea para hornera a 5$50D
Ditos de lustre para hornera a 5*500
Ditos dito para menino a 4SO00
Botinas de pellica para homcm a 83OOO
Ditss sera salto para menina a 2?500
Na ra do Cabuga n. 16, loja de Burle Jnior
& Martins.
Milho e farelo.
Vende Jos Luiz de Oliveira Azevcdo, no seu
armazem na lrave3sa da Madre de Dos n. 5
Mappis unpressos elivros de pon-
to para os professores de instrucrao
primaria de arabos os sexos, conforme
os modelos adoptados pela directora
da iastrucco pnblica, acham-se a'ven-
da na Livraria Universal, ra do Impe-
rador n. 20.
Beogios
Pechincha.
Suissos.
Em casa de Scliafhcilliii
C, na roa la Cruz n. 38, ven-
de-se un grande e vanado
sortimento de relogios de algi-
beira horsonlaes, patentes,
chrononetros, meios cliono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro; sondo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
>. i
MMCaOL
Una da Seuzaia Xova n. 42.
K e ment continua a haver um
i pli i i sorlimenlu de moendas c meias mocn-
para euSenho, machinas do vapor c laixas
ti) balido e coado. de todos os lmannos
ira lito.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
i 5, vendera-se paletots de ganga amarella a 2jJ
cada um.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
ii. 5, vende-so paleto! Je brisa pardo de li-
.'. ;i 5 cada n:n.
\1\1isas pava meninos.
Sa loja da ra do Crespo n. 5esquina da ra do
rador vondem-se camisas rancezas para
n uiros a lS6i>Q cada um.
mandioca.
wc* Marca RL.
I. esta a marcadas raaiores saccas que ha no
loe i nd ;.. se n.> Forte do Mallos no ar-
m n. 18, confronte ao trapiche do algodo.
W A *%& &
Na na Nova n. 14, loja do bom goslo, vende-
? grosdenaple prc'.o de todas as qualidades, pe-
: ninnto preco do 1:.00, l600, IJ800, ls'JO'),
- 29100, 2t6UO, 2J800, 39, 39200 e 3J500 o
eov ado._
E baratissimo.
Ven i nn-sc casacas, sobrecaneas, paletots do
- iHels de seda a 2?, ditos de
a 1?; a elles, antes que se acabem: na
N iva n. 1 i.
Vende-so una escrava da Costa, moca, com
lades, muito saJia e sem vicio algum, cera
ra do um auno, e lciie sufficienle para
' iai : ijuera pretender, annuncie para ser nro-
curado.
Ven le-se um raulattiho de S annos de i la-
na ra Velha, sobrado do dous andares nu-
1:. ro ,.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. i2.
Relogios de prata.
Era casa de llenry Gibson, ra da Cadeia do
en. 62, ln para vender a precos commodos
relogios de prata do patente, inglezes.de sabone-
ta e do Ttdro, dos raais acreditados fabricantes
de Londres.
fi
1
em grande sortimento para
honiens, senhoras e
meninos.
^endoni-s^ chapos francez.es de superior qua-
1 5j50o, 7 o 8, dilos do velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10,$. dilos de lontra pretos e
3$5o0, 3, 0. 8. 10 e 12, ditos de foltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
para homens e meninos, de 29500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre, di-
tos de casemira com abo forrada de pallia, ou
sem ella a 4S, ditos de pallia ingleza, copa alta
a, superiores e muito era conla, bonetes
ezes eda torra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos ds militas qualidades para me-
ninas de escola, chapclinascom veo para senho-
ra, muito em conla e do mellior gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e oulros
inultos objer.losquc os senhores treguezes, vis-
ta do proco e da qualidado da fazendn, nao doi-
xarao de. comprar; na bom conheeida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de B. Feij.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tom sempre no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, uro grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito 011 na ra do Trapiche n 44.
Vendem-se pecas de carabraias lisas finas com
10 li2 varas a 45500 c 5 rs., ditas de choviscos, finas, a 5}, grosdenaplos
preto superior a l|800e2J: na loja nova da
Independencia ns. 1 e 3.
Relogios de ouro, inglezes.
Relogios de ouro chronoractros, meios chrono-
melros e de patente, saboneles e de vidro, com
ponteiro grande ou pequeo para segundos, to-
dos dos melhores fabricantes de Londres, a pro-
cos commodos : em casa de llenry Gibson, ra
da Cadeia do Recifc n 62.
Piano!
Em casa de llenry Gibson, ra da Cadeia do
Recifc n. 62, ha para vender um excelleule pia-
no, novo, por prego commodo.
llua do Codorniz n. 8.
Vendo-se batatas em gigos de 40 libras a lj.
Feijo amarello.
Dito branco.
Dito mulalinho.
Milho novo.
l'.irulo de Lisboa.
Familia de mandioca,
e outros gneros, c raais baratos do que em outra
qualquer parte, que s a vista acredilaro os bons
freguezes do cobre e sedulas velhas.
Na loja
ao p do arco de
Sanio Antonio
chogou o mais rico e completo sortimento de
chapelinas para senhora, tanto de seda como de
palha, assim como ricas phanlasias de cores a
640 o covado.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cem essento para 4 pessoas de
dentro, e um asscnlo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arrar.jado :
para fallar, cora o Sr. James Crabtree & C. n.
12, ra da Cruz.
Pechincha.
Vendem-se pecas do algodaozinho bom.com
pequeo loque de a varia a 18230, 15600, 29 e
2$5D : na loja da praca da Independencia n-
meros 1 c 3.
Vendera se arcos de pao e precos
pira bar cas : no escriptorio de Car-
valho Nogueira c C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bom conhecido c acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidado, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo por urecos muito
razcaveis.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os
objeclos abaixo notados por
precos commodos c tudo da
melhor qualidade possivel,co-
mo sejam:
Cimas de ferro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Suecia de todas as larguras.
Ac de Milao.
Arcos de ierro de todas as larguras.
Cravos de ferro do todos os tamaitos.
Ferramenta compWa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Trem completo de porcelana para co-
sinha.
Guardas comidas reJondos e quadrados.
lic!iadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
l'regos de todas as qualidades.
Caixas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de todas as quali-
dades.
Fornos francezes para assados.
Bules, cafe ten as, assucareiros e man-
teguciras de metal.
PeneiraidelatSo.de todas s grossuias
para padaria e refinacao.
Ditas de metal dita dita.
Moinhos d todos os tamanhos para re-
linarao
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito frouxo in^jlez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins.pastelocbolinhos.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas f erra mentas proprias para
jardim.
Balancas decimaesde todos os tamanhos.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Rarroca & Modeiros, ra da Cadeia
do Rocife n. 4.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Qucimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
^x$ms
PILUUS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECID
Contraconstipaces, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxuquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermedades,
PROVECIENTES DO ESTADO IMPURO DO SaNGUE.
75,000 caixasdeste remedio cousommem-se an
nualraente 1 I
cmedio da natureza
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
coraniendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao contcm ellas nenhum
veneno mercurial nem algum oulro mineral ;
estao bem acondicionadas em caixas de ralba pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operacao, e um remedio poderoso para a
juvcnlude, puberdade e velhice.
Lea-se o folhetoque acompanhacada caixa.pelo
qual se ficar conhcccndo as multas curas milagro-
sas quclem effoctuado. D. T. Lanman h Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se a venda era todas as boticas daspriu-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
i C, ra da Cruz n. 22.
i
Novas machlaas de eczer,
DE
Wheeler & Wilson
DE
Aviso.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para render em
seu armazem, na praja do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recenlimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood &Sons de Londres, e
Oiuito proprios para este clima.
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
a penhora, arreios prateados para cabriolel, chi-
cotes pira carro, coleiras para cavallo ele.
Botica.
Barlliolomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguiutes medica-
mentos :
Rob L'ATecteur.
Pilulas contra sozoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Rosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosdo boca larga comrolhas, de 2 oncas a
12hbras *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prejo.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde.vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Lulz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recifs, lojs n. 50, de Cu-
nta & Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos nreco do que cm
oulras parles.
New-York.
Acham-se venda estas intcressanles machi-
nas de costura, as quaes reuncm todas as vanta-
gens desojareis, nao s pola poreicao e seguran-
za do mechaismo, como r.or screm da mais bo-
nita apparencia. sondo muito facis para se
aprender a trabalhar mellas, o que se xonseguo
com urna simples licao. Estas machinas faxom
posponlo dos dous lados fia costura maior rapidez e perfoicao possivel.
Acham-se venda e moslram-se a qualquer
hora ds dia ou da noile na nica agencia desla
provincia no aterro da Roa-Vista, actualmente
ra da Imrjeralriz n. 10 loja.
i\a loja dosertanejo,rua
doQueimadon. 43 A.
Reccberam em direitura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, eas formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que cm outra qualquer parte, assim como
tambem tem um grande sortimento de enfeite,
de vidrilho pretos c de cores pelo diminuto pre-
eo de 4$ cada um, assim como tem chapeos do
sol de panno a 1$200 cada um cm perfeito esta
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas do
esguiao de linho a ljj urna, cambraia preta fina
a 360 o covado, de cOr a 540, brim Lranco de linho a 1^200 a va-
ra, colletcs de velludo do furta-corespretos a
7g00, ditos pretos a 8 e a 9g, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e
125, colletcs de gorgurao a 4, 5 e 6t, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eiascruas, por
ser grande porcao, a lJSOO, ditas a 1S600 e 2J a
duzia, finas a 3 e 4g, chapeos enfeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o preco,
a nao se deixa de vemnder
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders
C., praca do Corpo Santo, relogios
do fabricante Roskell, por precos
e tambem trancellins e cadeias para
deexcellente osto.
Brothers 4
do afama-
commodos,
os mesmos,
cobertos e descobertos, pequeos e
ouro patente inglez, para homem
de um dos melhores fabricantes de
vindospelo ultimo paquete inglez
Southall Mellors & G.
grandes, de
o senhora,
Liverpool,
em casa de
draca.

A6$acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rularga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem
se vidros a retalho do tamanho raais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que enistem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife'n. 62. Dricieiro
andar. r
E pechincha
sem igual.
Na loja do Pregui^a, na ra do Queiraado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padres, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuam a torrar na ra
daXadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3j> a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3>800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4jj!500, e bordados a 6, paletotsde
alpaca preta e do cores a 5$, ceroulas de linho
e algodo, camisas uglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys do lidos desenhos a
18100 a vara, cortes de cassa chita a 3g, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4jJi00, 5, 5g500,
6,7 e 8$, chitas inglczas de cores Ikas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia caso-
mira a 2*240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na ra do
Queiiiif do n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
doChallesde merino estampados muito finos pelo
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrSes Ditos de dila preta com babados
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fanlazia,o Hitos de dita gaze phantazia
40 Ra do Qucimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por ttaratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras cora penlicr.
Corles de vestido de seda de cores com
babados
mais moderno possivel a I9e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, salisfaro a expectativa
do comprador.
Machinas de costura
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaplcs de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prcla e branca, covado lJJ e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Dilos de cambraia c seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos do cambraia lisos e bordados
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feigoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranza
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se Tiras e entremeios bordados
mostrara a qualquer ho-
,a do dia ou da noite
O agente do verdadeiro xarope do Rosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Rrllo& Filho : desnecessario fa-
zer elogios a bondadn deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que gcralmente tom (ido. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
oao do xarope de Rosque, o qual c verdadeiro an
lidolo para todas as molestias dos orgaos pulmn.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro conten no envoltorio a pro-
pria assignalura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithograpliada.
nesta agencia
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos
le & Irmao, aterro da Roa-Vista n 10
wsmsm eesa mm smmk %\
8APL
DE
nicos
Lei-
s
v-
sorlinienlo de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 105, ditos francezes de seda a 7,$, ditos de
castor brancos a 14$, ditos de velludo a 8 c 9$,
ditos da lontra de todas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezes de copa alta e baixa a 3 e
5$, ditos do fel tro, um sorlimento completo, de
23500 a 6J500, ditos do Chile de 38500, 5, 6, 8,
!), 10 e 123, ditos de seda para senhora, dos mais
modernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15, enfeites finissimos para cabeca
a 4!M)0 e 5. chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os scus precos muilo em conta, dilos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos,
leudo diversas qualijades para escolher, bonets
do galao, dilos de marroquim. ditos de vellu-
do, dilos enfeilados, chapeos de boa qualidado
parapagom, chapeos do sol de soda para me-
ninos de escola, e mesrao para senhora e para ho-
mens ; Qoahnente oulros muitos objeclos que se-
ria enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
lo cm conla ; e os senhores froguezos vista da
fazenda ficaro convencidos da verdade : na bom
conheeida loja de chapeos da ra Direila n. 61,
de Rento de Barros Feij,
Taclias para engenho
Fundicao de ferro e bronze
<<.'
Ra Nova n. 49, junto
aigrcjada Conceigo dos l
Mililnres.
Neste armazem encontrar o publico
um grande.o variada sortimento de rou-
Mantns de blondo brancas e prelas
Hilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lentos do cambraia de linho bordados
Dilos do dila do olgodTio bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceses pretos e
de cores
Abcrluras para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao devanas qualidades
i Chapeos fraucezes finos, forma moderna
las de
9
1&200
5
35000
15500
105000
16*000
1U00
I
I
I
9
9
f
$900
9
9
55000
9
9
35500
9
6000
85500
10 e de $
y?; zina prelos e de coros, paletots e sobre- 1
i casa/os de seta e casonfira de co,es S- J** **?? e de corcs
S cas de casemira preta e de coros, dilasde i merino, de princoza, do, brim de linho f| Ce">ulns de linho e de'algodo
I Sr *.& d6J= 5 *S!5ft I I **" b""CaS P ""asmuito finas
de fazendas
e seda, cam-
transparentes,
9
8
9
|s iu ue lusiouse orins, lardamenlos para m
!S a guarda nacional, libros para criados *^ covado
m ceroulas e camisas trancozas, chapes e M Meias cruas brancas e
K grvalas, grande sortimento do roupas 5 '
DE
Francisco Antonio Corrcia Cnrdozo,
tem um grande sortimento de
tacllas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composto inleira-
mente de horras medicinaos, niio contm mercu-
rio, nem alguma oulra substancia delectoria. Be-
nigno mais tenra infancia, c a complei. ao mais
delicada igualmente prompto c segio para
desarreigor o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces c ef-
feitos; pois busca e remove as doencai "de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que sojam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saudc e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afilictas nao devem entregar-se ade-
sesperagao facam um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo era tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
15800
15000
210
300
8J4O0
8?000
S;000
6-iO
49000
3S600
%$ para meninos de G a 14 annos ; nao agr- '& .mcnlna
cjjp dando ao comprador algumas das roupas ? Dilasde s
gr follas se apromptarao outras agosto do f Luvas de
3> comprador dando-se no da convenci- S.
f3 nado. #
>-<-? -- *eS|;i.......aJecoro.
Fazendas por precos ba-
ralissisiios.
O Preguica vende em sua loja na ra do Quoi-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
zia
Dilos de cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos goslos,
covado
Chitas francezns de lindos padres, co-
vado a 290 o
Chales de merino lisos com franjas de
relroz, um
Dilos do dito bordados de velludo, um
Ditos do dito com palmas de soda, um
Alpaca de seda de quadros, covado
Meias muilo finas para senhora, duzia
Dilas dilas para dita, duzia
Ditas dilas para dila, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras cora duus larguras,
covado
Corles de dita muito fina
Dilos de dila prela bordada
Rrira branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dilo dito, vara
Dito dito dilo, vara
de cores pora
meninas
oda para menina, par
lio de Escocia, pardas, para
menino
j;; Vclludilho de cores, covado
. covado
Pulseiras d" velludo prelas e de'co-
res, o paf
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de --as de
seda bordadas, lis;s, para laboras,
homens e menines, de todas as qua-
lida .
Cortos de col'ete de gorguro de seda
do coros
Ditos de velludo muito finos
Loncos de seda rosas para senhora
Uarquezitas ou sombrinbas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, covado
Tafi't rfio, covado
Setim prolo, encarnado c azul, proprio
para forros, cora 4 palmos de largura,
covado
Solim liso do todas as cores, covado
3gQ00 Chitas fiancczas claras e escuras, co-
500; vado a 2G0 e
Cassas francezns de cores, vara a 500 e
S000 Lencos de seda de gorgurao pretos
9
ljCOO
9350
l200
5700
ZjOOO
1-rOO
85O0
esguiao do linho mo-
Collarinhos di
demos
1J800 tJm completo sortimento de roupa foita
19400 sendo casacas, sobrecasocas, paletots,
ITSll Sol,.etes.elSas de muitas qualidades
ljjIOOO de fazendas
1 ------------------ iiOUU ue azenaas
e outras muilas fazendas que se vendero a von- : Relogios e obra de ouro
1 tade do comprador.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenwia-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dorde garganta,
do. barriga,
-nos rins.
Dureza noventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Dilas venreas.
Enxaqueca.
Herysipcla.
Febre biliosas
Fcbrcto internitonte.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
eucarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Ilcspanha.
Vendem-se asboectidhas a 800 rs. c*da urna
dellas, contem umainstruego em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 28, em Per-
nambuco.
Pobreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
By drope sia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruacco.
[.ombligas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
l'htysica ou consump-
pulmonar.
Betencao de ourina.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
9
S-000
8s5(J0
9
*rw
isooo
S500
l^COO
9
32
;Co

l$O00
9
y
12;000
fe.

-/- :
<- ~,*r*r> "..'
? enacm-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, om poca e a reta-
lho : na ruado Queimado' loja de 4
portas n. 10.
Algodo moastro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodo com 8 palmos de largo, "pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
pura toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
, Corles de casemira de cores do 5 a
Relroz do Porto a 15$000"
Vende-se relroz prelo e de cores la prtmeira
qualidado pelo diminulo preco de 15? a libra o
sendo era porcao se tari alguma ciitTerenca ao
comprador : no Porte do Mallos ra do Codor-
niz n. 5.
A prazo ou a di-
nheiro
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
limaos.
1600
i invenco aperfei-
Ccada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cite n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ra do Queimado u. 11.
A 303 cortesde vestidos de seda que custaram
60?}; a 165 cortes de vestidos de phautasia oue 9
custaram 305; a 8)J chapeliuhas para senhora: S famJ?\Tda.rconlas : ?" loJade Prlas |
na ra do Queimado n. 37. -uuora. ; na nra doQuoirnado n. 10.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazeada muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de relroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendern-Se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Haraburgo.
\ ende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quera pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exempiares do
primeiro e segundo volunte
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e potica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
ii o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separa-Jo : na livraria n. 6 e
8 da praca da IndeDendencia.
Para a quaresma.
Sodas pretas tarradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda ferrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 25000
Grosdenaple preto, covado 10
Dito largo e muito superior a 2# e 2?50()
Sarja pela larga, covado 2st)O0
na ra do Qucimado, loja de 4 portas n. 10.
Conlinua-se a vender fazenda por baixo
y preco at mesmo por menos do seu valor

do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
Tasso 4 Irm
Milho
nos armazens de Tasso 4 Irmaos.
nos nnazens de Tasso i Irmaos.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e sillines in-
glezes, candeeiros e castigaos bronzeados, lo-
nas inglezas, rio de vela, chicote para carros, e
montaria, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmo na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Bazar da ra do Im-
perador n. 0,
Vcnliam ver para crer,
A 400 rs. a libra de presunto de fiambre, o
qual se vende no trapiche a 500 rs a libra, a 18
a arroba de batatas hamburguezas, desembarca-
das honlcm, a 6g5C0 a arroba de amendoasde
caca mole, a 4j5i>0 a duzia de garrafas de cer-
vjs do urna das mais acreditadas marcas, a
l$600 cada queijo flamengo, cujo cusi no trapi-
che de 2} cada um.


-r^-
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 3 DE MARCO DE 1860.
m
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMEXTO DE
RtiaNova n. 27, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabeleeimento ocha-so um completo e variado sorlimcnlo d~s mclhores, mais
elegantese mais bom construidos pianos de que ha noticia. Nao s se en?ontram helios e mag-
nficos pianos allemcs, entre elles os de CARLOS SCHEELo mclhor o mais insigne fabricante al
hoje conhecido como tambem ptimos pianos francezes de Erord. A construceo de lodos elles o
mis seguro, o mais lindo einternronteapropriada ao clima deste paiz, e as vozes de todos elles
sao excellcnles e mu harraonioso9. Este estabeleeimento otferece as maiores garantas aos fre-
gueses eaos compradores emgeral, porque alm de seren mui razoaveis os preeos destes instru-
mentos, ha toda a promplidaoe fidelidade as compras; sendo ahi responsavel por qualquer do-
feilo que possa existir e que se deva reparar.
Na mesma rasa afliM-se e concerla-se pianos eom a maior perfeieiio possivel.
Farinha de man-
dioca.
Vcnde-se
quer parte :
por menos ro que em oufra qual-
na na da Ciuz, armazem n. 26.
s
CS3T
Altenco.
DE
Sita na roa Imperial n. 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Siistiio Jia Silva dirigida porllanoel Garnciro Lea!.
Neste estahelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difTerentes dimenees
(de 3003 a 3:000*1 simples e dobrados, para destilar agurdente, aparellios destilatorios cominos
para restilar c destilar espirilos com grr.duaco al 40 graos (pela graduaeo deScllon Cartier) dos
melhores systemaa hoje approvados e conhecidoa nesta e outras provincias do imporio, bombas
1 Ao segundo andar do sobrado
| da esquinada ra do Queimado
I por cima da loja do Sr. Preguica
p entrada pelo becco do Peixe
I Frito.
g Paletots de casemira de cor do ul-
timo fjjoto conde Cavour.
j Sobrccasacas de panno preto im-
S pcrmeavel e de cores.
I Calcas 'eitas de casemira preta e
g cores.
5 Camisas inglezas e francezas
| peitos de linho.
5 Vende-se muito barato.

mm
Vinho do Porto.
Vende-se overdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e em barrs de (piarlo, por preco commo-
do : no armazem de Adamson Ilowie & C; na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Qffi

Do-sc a
Os abaixo assianados ,
Com loque de a varia
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:8001
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 33?
4:000 a dusia ditos cora 4 palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ba do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a esle estahelecimento um completo
i sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
luis de panno fino de 16g at 28S, sobrccasacas
I de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35tf, um completo sorlimenlo de paletots de
i riscadnho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco comruodo, cerou-
| las de linho de diversos taraanbos, camisas
. francezas de linho e de panninho de 2$ al 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8,
ditos muito superiores a 103, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de eltro para homem de 4. 53 e at 73
cada um, ditos de seda c de palha enfeilados pa-
ra meninas a 103, ditos de palha para senhora a
12<, chapelinbas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
253, cortes de vestido de seda em carlao de 40$
at 150$, ditos de pbantasia de 103 al 35000,
| gollinhas de cambraia de 13 at 53, manguitos
;de l$500al5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cass.is francezas muito superiores
! e padres novos a 720 a vara, casemirasde cor-
! les para colletes, paletolse calcas de 3500 al
f 4$ o corado, panno fino preto e de cores de 23500
at IOS o corado, corles de colletc ue vellu do
muito superiores a 9 e 123, ditos de go-guro
e de fuslao brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodao a 13280 a vara,
cortes de cnsemiras de cores de 5 al 93, grosde-
de l6O at 39200
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
Eloy, pardo claro, rueio acaboclado, idade
32 a 33 anuos pouco mais ou menos, cabellos ne-
gros e corridos, oaos castanhos escuros, pouca
o Vigario n 3 um bollo sorlimenlo de relogios HLVS&S ^SEJ^""
de ouro patente inglcz. de um dos mais ata- | os ,,(>n,l^ fpplllo v(ftU, ZT""'..^
mados fabricantes de Liverpool ;- tambera urna
variedade de bonitos tranceln* para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharcs de individuos de todas as naeoes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio m-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que dello fizernm lem seu corpo c mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tralainentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dossascuras maravillosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'as relatara
lodos os dias ha muitos anuos ; c a maior parle
deltas sao to sor prndenles que admiran, so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
braeos e pomas, depois de ter permanecido lon-
go lempo noshospitacs, onde de viam sofTror 1
amputacol Helias ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para sendo
submetlercm essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoreraedio. Alguinas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento deelararam es
tes resoltados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais auleuti-
carem sua iinnativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bstanle eonlianea para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratalo que necessitasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prora rinconlcslavclmenle :
Que ludo cura.
O iiii^iuni.) lie ntfl, mais particu-
larmente nos seeuntcs easos*
ni lodos
os denles na frente," falla bem e um tanto baixo,
, oQicial de podreiro e pintor.do que faz mais uso.
anda bem vestido e calcado, passa por branco e
, intitula-sc como tal e iivre, algumas vezes 'u
| chamar se Eloy Jos Pereira ; natural da pro-
vincia da Babia ; veio do Rio de Janeiro em 13
de junho do anuo passado em compnnbia deJoa-
quim Francisco de Paula Esleves Clemente, e
escravo do Sr. Pedro de Oliveira Coelbo, resi-
dente no Ro de Janeiro ; consta que esleve Ira-
balhando de pintor no caminho de ferro e tam-
bem em navios mercantes na barra Je Tamnn-
dar, c fugio no dia 13 de dezembro de 1859 :
quem o pegar oode dirgir-se ra da Gloria n.
10, freguezia da Boa-Visla que ser bem recom-
pensado.
contento.
para commodidade do naples de cores e prelos
de todas as dimenees, asperantes c de repucho lanto de cobre como de bronze e ferio, tornciras ; rcspeilavel publico, procuraram e conseguirn) '' covado, esparlilhos para senhora a 6t, coeiros
de bronze de iodas as dimenees e eilios para alambiques, lauques etc., parafusos de bronze e | eslabeleccr em diversos pontos desta cidade a ?e casimira ricamente bordados a 12$ cada um,
ferro para rodas d'agna,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenees para encmenlos, camas de ferro cora armaeao e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, lachas o tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espuraaderas, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lenle barra, zinco era leneol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, Icnccs de ferro a latSo,ferro suecia inglezde todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos [>reco do que em oulra qualquer I |a de ferro tole e descanco.
parte, desempenhando-se toda c qualquer eiieoninienda com presteza e pcrfeieao j couhecida '
e para commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua eonlianea, acha-
tio na ra Nova u. 37 loj'U de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COEJLABORADO
PELOS SRS.
vendagera dos ferros econmicos do Blcsse Draki
pelos mesmos preros por que tem vendiJo no
seu estabeleeimento da ra da Imperatriz n. 10,
isto de 123 porapparelho completo, que cons-
Esta maravilha d'ar-
te americana um daquellcs inventos de grande
utilidade para a industria, pois n5o s eronomi-
sa o carvo e lempo, mas se consegue em deter-
minado espaeo de lempo engommar o triplo do
que seoblem cora um ferro commum : com 60
rs. de carvo engommase um dia inteiro, s nc-
cessila limpar o ferro quando se principia a ope-
raco, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que tem um registro ; o
seu peso est graduado para, sem esforco, poder
ser manipulado a ronlade do mais dbil traba-
lhaJer, lem mais um apparelho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quem cora
elles trabalha. Achara-se venda nos seauin-
Jos da
Silveira
tes lugares : prara do Corpo Sanio n. 2,eslabele-
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre IlerculanoA. G. RamosA. Guima- cimento do Sr. Jos Aires Barbosa ; ra da Ca-
raesA. de LimaA. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de MendoncaA. Xavier deia do Recite n. i, idem do Sr Thomaz Ter-
Rodngues CordeiroCarlos Jos Barreiros-Carlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' c Cunha-F. :n,niin. ,i-.r.,i,. r, Comes de Amorim-P. M. Bordallo-J. A. de Freitas 0iveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. de Ui> da Madre de Dcos "' 1'
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de Magalhaes CoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunta RivaraJ. J. da Greca JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoclhoJulio Mximo de Oliveira PimenlelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Fcrraz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CosaLuiz l'ilippe LcilnLuiz
Cunha L. A. Rcbello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentim Jos da
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con- '
finitamente com a revista do que mais notavcl houvcr occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguna ariigos originaos solire qualquer destes assumptos, o archivo lmvers.m.,'
desde Janeiro de 189, era que comeQou a pubcar-se, tem salisteilo aos seus fins, com a maior'
exaclido e regularidade.
Publica-sc todas as segundas feiras em folhas de 10 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 421) paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor l2t) por auno ; por navio de vela 8$ [moeda '
brasileira).
Ha algumas colleccoes desde o comeco da pubcaco do jornal.
idem dos Srs. Fonseca & Hartins ; ra do Crespo
n, 5, idem do Sr. Jos Eleulerio. de Azevedo ;
ra da Pena n. 16, idem dos Sis. Tinto de Souza
& Bairo ; mi do Cabug n. 1 B, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, estabeleeimento do fir.
Antonio Duarte Carneiro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Guimares & Oliveira ;
ra do Queimado n. 14, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Direita n. 72, idem do Sr.
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Praia II. 28,
dem do Sr. Custodio Manoel de Magalhaes ; ra
da Praia n. -16, idem do Sr. Pedro Jos da Costa
Castello Branco ; ra do Livramcnto n. 36, idem
do Sr. Joo Antonio de Macedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na ra da Imperatriz, idem dos abaixo assiguados
Han mundo Carlos Leite & Irino.
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12^ cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muilo superior, de 12 al 20JJ a
dnzia, casemiras decores para cociro, covado a
S|400, barege de seda para vestidos, covado a
lJiOO, um completo sortimento de collclesde
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
fusto decores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 78 o covado, pannos
para cima de mesa a 103 cada um, merino al-
cochoado propno para paletots e colletes a 2^800
o covado. bandos para armaco de cabello a
I50OO, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregada, que ludo se vende vonlade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
conjuradores se mostraro
C3~ Defronle da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dem-sc e alugam-se bichas de Hamburgo, por
menos do que em qualquer oulra parte, amola-
se qualquer ferramenia, tira-se e chumba-se
denles, sang'a-se e faz-sc ludo quanto perlence
B arle de barbeiro.
Vende-se sebo refinado do Pono em pao 6
velas, dito do Rio Grande em barrs, cera de car-
nauba do Aracaly c da Granja, fio da Rabia, ve-
las de composico e simples, tudo per preeos
commodos: na ra da Cruz, armozera u. 33.
na ra do
e 11, fazera
Alporeas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das cosas.
ilos membros.
Bnfermidadcs da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupees e escorbti-
cas
Fstulas no abdomen.
0 Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldabas.
lnchaces
Inflammaco dofigado
Vende-se este
Inflammaco d, bexiga.
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
' ira de mosquitos,
os.
Qucimadelas.
Sarna
Supuracocs ptridas.
Tinha, 1 m qualquer par-
te que seja.
Tremor Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou noda-
das Das pernas.
ungento no estafcecimento
geni de Londres n. 221, Slrand.s e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pi
encarregadas de sua venda em loda a Amerita
do snl. Havana e Q capan ha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa
ra da Crun.
pliarmaceutico.
nambucc.
na
do Sr. Souin,
-2, em l'er-
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre par vender um completo sorti-
mento de ricos e expelientes pianos de todos os
Moleque Fgido.
100<000 de gratificado.
Roga-se ass capilaes de campos, e a toda a
qualquer autoriilaito a apnrehensao de um mole-
que de nome Mar.oel, crioulo, idade 12 anuos
pouco mais ou menos, o qual fugio da cosa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cr-
rente anno, levando ealc,a de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado o o maior signal sofrer
de asihma e a pouco esleve doenle de bexigas 5
(lesconfia-se que esteja acoitado por algum esfer-
talhao, que se queira aproveilar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j protesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dito larapio com
toJo o rigor da le, egratilica da mareira cima,
aqutlle que lhe iler noticia certa, e paga tD-Ja
desjieza que se fizer com o mesmo moleque |.; ra
se effectuar dita aprehenso, levando ra Nova
n. 21. Francisco Jos Germano.
r.-: fgida nos arrabaldes desta cidade urna
prela que nao ser muilo costoso pega-la, 1
informarles que se podem dar as pessoas que se
quizerem encarregar de a pegar : na ra da Ca-
deia n. ?5 se daro as informaces, e os 200; OoO
a quem a pegar.
! Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 13
de rorrenle, urna sua escrava da Costa de 1
Mara, que representa ter de idade anno*, al-
tura e corpo regulares, edr nao muito pela, lera
bastantes cabellos brancos, costuro a lraz-r um
panno alado ruda da C&beca, leudo por s : !
mais saliente as mos foveiras, proveniente do
calor de ligado. Esta escrava leudo sabido Como
de costume, com venda de arroz, nao rolln
I mais : roga-s*, portanto, autoridades
ciaes, capilcs de campo e mais pessoas do 1 \
a apprehenso de dita escrava, e leva-la a loja
: do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rtia da Florentina defronio
(acoilu ira do lllm. Sr. lenle coronel Scbas-
lio, qne si ro generosamente recompensados.
No dia 23 do corren te desappare-
ceu um escravp por nomc Caetano, ca-
bra, de idade 25 annos, com os si^nes
sejjuintes: cor clara, altura regular,
calx'llos bastante carapinl'Of, cabera
coraprija, bastante barbado e cago,
ofiicial de nedreiro e Saliiocom ehapo
de 111
uila du- i "C palha da Italia :
quem
n. 73
Os abaixo assignados, estabelecidos
Cabug com tojas de ourives ns. 9
publico nue teem reeebido de novo os mais bel-
los .orlinitulos de obras de ouro, e vendem por
preeos ma\ em conta que possivel, e passam
conlas com recibos garaniindo a qualidaJe do
ouro, pelo qual Bcaoi responsaveis: receben) en-
commendas, e concertara qualquer obra de ouro
com asseioe promplido.
Seraphim & Irmo.
A 320 RS. A LIBRA.
Presonlos inglezes proprios para fiambre :
ra da Cruz do Recife n. 59, taberna.
na
i
i
-5
^@15^3 @ft$@
Grande sorlimcnto.
45Ra Direita*-
<@8@@

&
preeos c qualidades, os quaes sao
rac.io pela sua boa construeco. lisies pianos1 ve o a na da Gloria
que foram premiados com a medalha de primei- i !?____:._ i?. <-
ra elasse na exposio universal de 1855, alcm|FranciSCOFerreira
de seren de 7 oitavjas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
sarem podem cmpralos com 20 ou 0 OpD de
menos que era outra qualquer parle.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
Vende-se niel para embarque : no cae: do
Ramos n. G.
Para vender
urna negnnlia de 15 a 10 annos, sabendo bem
cozinhar e engommar, no Manguinlio, em frente
do silio do Dr. Accioly.
Vendem-se nioedas de ouro americanas
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
que sera' bcia recompensado.
AUeneao.
o pegar le-
cm cafa de
de Menczcs,
Relogios.
m
a. 9
jtmt
a Etopa. S
55 Camisas inglezas. f*
9 Biscdutos em latas. $
@ Em casa de Arkwiglit & C. ra da Cruz nu-
mero 61. 7
Os estragadores de calcado cncontra-; &Q99999-9%-f @.^
obra
supe-
wimm mmwm s oipuMiDoa.
3 RA DAGLOMA,CAl^DOFUIDAO 3
CUftca \jor ambos os syslemas.
pela manhaa ede tarde depois de 4
a cidade como para os engenhos ou
horas,
outras
as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias
Contrata partidos para curar animalmente nao sopara
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia a oulra qualquer hora do dia ou da uoite sendo
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forem do urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
moller seus bilheles a botica do Sr. Joo Sounn& C. na ruada Cruz ou loja de lirros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p. da ponte vellia.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha conslantement e os melhores medica-
mentoshomeoputhicos ja bem colhecidos e pelos preeos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, ...".'......lOgOOO
Ditos de 2t ditos...............15S000
Ditos de 36 altos..............20I090
Dito de 18 ditos............". ". 25 Ditos de 60 ditos.............".". 0^000
!r5o neste estabeleeimento,
rior pelos preeos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. O.sOOO
D:tos (Iust-e e bezerro)..... SsOOq
Borzeguins arranca tocos. 8^000
Ditos econmicos....... CsOOO
Sapatoes de bater (lustre). S.sOOO
Senhora.
Borzeguins primeira elasse (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4<500
Borzeguins pata meninas (Cor-
tissiinos)..........4-4:000
E um pe feitosortimentode todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrica-
Tubos arulsos cada um.
Frascos de linduras........,.....
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
era portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. ele. ,........
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. .
Repertorio do Dr. Mello Moraes.........
1S0O
2S000
26*000
ogooo
6S0U0
m de
- Vende-se o deposite ila ra da Sania Cruz
n. 7( : a tralar na ra alraz da matriz n. Q _Da
daria. r
Liquidaco
a dinheiro para acabar
XA
Loja da ra da Cadeia do Re-
cife n. 23.
Os noros proprielarios dcsle estabelecinienlo
desejando acabar com as fazendas existentes pa-
ra prepararen) um eslabelcrimenlo de fazenda*
linas c da moda, expocra ao publico um grande
soi tmenlo de fazendas em relalho o pecas, por
lodo e qualquer preco para acabar, como bem o
segiiinlc :
Chitas francezas c inglezas
vado.
Aigodozinho bom a 3g500 e 2S600
Graralas de seda modernas a 400 rs.
Chales de merino eslampado de 10 e 14^- a
linas, a 100 o co-
peca,
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
lente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recife n. .'.
de pa-
Abreu.
lo, como sala, couros, marrorsuins. cou- i 2^v1'e *o0.- ,
, /. ,.. I. Ditos de algodao encorpado a 960.
Rrirn de linlio superior a 320 a vara
ro de lustre, lio, litas, sedas etc.
Altenco.
Neste provcitoso estabeleeimento, que pelos no ros melhoramcntos fcitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do Io de novembro em rante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignatur- de banhos fros para urna pessoa por mez.....lOgOOO
> mornos, de choque ou chuviscos por mez 15^000
Series de cartoes e banhos avulsos aos preeos annunciados.
'\t>
!.-t>
91
Seus proprielarios offerocem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, loda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabeleeimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos rodas d'agua para engenhos lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen- I do pipas, quartolas e' ba'rris
das e meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os Umanhos, guindastes guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassa'r man-
dioca e para descarogar algodao, prencas para mandioca e oleo do nciiii, porloes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivadores, pontes, aldeiras e tanques, boias, alvarengas
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual r sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
beleeimento na ruado Brum n. 28 A c na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
xeiro do eslabeleciraenlo Jos Joaq,uim da Costa Pereira, com quem os preleudentes se podem
entender para qualquer obra.
Ao segundoandar do sobrado
f$ da esquina da ra do Queimido
^ por cima da loja do Sr. Pregui-^
*| ea entrada pelo becco do Peixe
M Frito-
&> Ricos cortes de vestido prelo de
^ duassaias bordados a velludo.
J Mantas pretas bordadas de blond
\g de linho.
Golinhas ou broches a Antoniette
Q de muito go^to.
Conlina a estar para se vender o engenho
Caramur, do Cabo, moenle crrenle, de melhor
passadio, e da mclhor produccao, muito porto
da eslaeao de ferro, e lendo embarque na porta
do engenho, lendo escolenles matas e mangues,
podendo moer com agua com pouca despeza, e
se esgotando o grande brejo. Dea capaz de se fa-
zerem as safras que se quizer, com o que se nao
far grandes despezas, e licar o melhor engenho
daquelia ficguezia : quem o quizer. dirija-se a
casa do coronel Lamenha, ou em Macei, em
C8sa do seu proprietaro o Dr J. Antonio Babia da
Cunha.
Vndese urna porgo de cascos vasios, sen-
na ra da Cadeia
do Recito n. 43.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se sal grosso a relalho : na Iravessa
da Madre de Dos n. 7.
Vende-se superior tinha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellori C, ra do Torres
n. 38.
Alpaca pela a 400, 500 e 600 rs o covado.
Meias para senhora o homem a 200 e 100 o par.
Calcas de brim de seda a 38 urna.
Madapoloes a 3S500, 4g o f>$, superior quali-
dade.
Chapeos de bala a 1JJ200, 1*400 c t$600.
Cortes de brim c de la de cor a lSe 15500.
Pauno lino prelo e de cores a 3j>, 4 e 5j> o co-
vado.
Chales de cambraia a \$ e 1J200,
Paletots de brim cjm boiocs de madreperolaa
2i600 e 3.
Manas pretas pretas superiores a 9 e lOg.
Ricos vestuarios de fusto para meninos a 3j.
Grosdenaple preto a 1J500 c 2$.
Corles de casemira prelos e de cores a 5# e 6#-
Lencos de chita e cassa a 100 e 160 rs.
E ootras muitas fazendas que se vendem por
todo e qualquer preco e nao se engeita dinheiro
por se querer acabar com ellas.
Em casa de N. O. Beber & C.
Successores, ra da Cruz n.
4,vende-se:
Vinho Sherry em barrs, de ptima qualdade.
Cognac (Pal Brandy] em barris, de ptima
qualdade. v
Vinho champanha, em caixas, marca Parre,
mui acreditada no sul do imperio.
Brilhanieal 1 li2 quilate.
Liquidaco.
Ra do Lvramento, loja n. 29
Borzeguins francezes para senhora (lollr) 4800
Ditos ditos para hornera (Nanles) OjOOO
Ditos ditos para dilo, de pellica, 7g000
Alcm destes, existe completo sorlimenlo de
calcado de lodas as qualidades, lanto francezes
como do paiz, por todo prego para liquidar.
Escravos fgidos.
A escrava Clara, de idade 38 annos. crioula,
cor fula, alia e secca, nariz chalo, pos e maos
magras, dedos compridos, o furo da erellia es-
querda um tanto grande, cozinheira c engom-
madeira, conlina a estar fgida, e sappc-se |
estar oceulta por alguem, caso em que se pro'e-
derjudicialmente : a pessoa, porm, que pren-i
de-la, levando a Soljedade, silio do abaixo assig-
nado, receber a gratiQcacao cima indicada.
Jos Aniao de Souza Magalhaes.
Fugio no dia 7 de novembro do anuo pr-
ximo passado o escravo Felippe.de naco An-
gola, de idade 45 a 50 anuos, com os" signaes
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
tesla carregada, ollios pequeos, cara larga, sem
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
larga, cora alguns cabellos brancos pelas fonles,
parecendo ser muilo mancinlio, porm muito
relhaeo e metliuo a curador de emposturias, de
bom corpo, pernas um lano linas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo 6 do Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietaro do engenho
Providencia, na freguezia d.e Agua Pela quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser bem
recompensado.
Poga-sc a qualquer pesso3 que d''r nol
certa da escrava Silvana, cor cabra, alia, s i
do corpo, representa ter 25 annos, tem signaes de
feridas de baixo do qucixo, arrasta um pon
ps, jiilga-se ler mudado o nome, e ter sahid)
para fura da cidade, lavando roupa por esses ar-
rabaldes, ou estar servindo de ama em alguraa
casa como forra; jase aclia fgida desde 1l' lo
Janeiro, levou varios vestidos de chita de qua-
dros, chales encarnado, e panno da Costa :
r ou der noticia certa, leve Soledade,
taberna de Francisco .1 ,s Ferreira Pires, que so
gratificara com generosidade
= llesappareceram no dia 25docorrenle ru
de 'uven.iio, das iinmcdiacocs da ra do Hospi-
cio, una cabra prela, com una orellia corlada o
nina mal ha branca em um dos lados da barriga,
um cabrilo de tres mezes, amarello claro, com
malhas c frente brancas, e una cabrinha da mes-
illa idade, cor parda, tambera malhada de branco,
as quaes catiras e crias suspeila-se lerem sido
furiadas por um freguei useiro e visciro de laes
gentilezas : quem deltas der noticia cerla ni
mesma ruado Hospicio, primeirosobrado adisn-
le du Gymnasio, ser generosamente gratifictdo.
Fugio no dia 25 de fevereiro do corralo
anno o moleque de nomc Geraldo, de casa dj
s>'u senhor, o abaixo assignado ; muilo conhe-
cido nesta cidade do Recife, trabalhava d.
! vente de pedreiro com o mestre Sanios [Portu-
guez), ora os signaes seguintes : idade de 16 a
i 17 aunes, cor preta, cabellos carapinhos. orelhas
pequeas, bracos tinos, canilludo, peito refor-
jado, corpo delgado, cabeea pequea e redunda,
i ',i:o, com una marca de ferida fm una
das candas, muilo ladino; lerou camisa bran-
ca, calca de castor pardo com listas nos lados o
dita de algodiro azul : roga-se as autoridades po-
liciaes, capilcs de campo, e qualquer particular
que se queira prestar, pelo que muilo bem se r -
compensar a quem o levar ra das Cineo
Ponas n. 27, segundo andar.
Jos Pereira de Goes.
\004000
d o abaixo assignado de gratificarlo a quem 11 o
levar i ra de S. Francisco n. 68 A, seu o escrava
Aotonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do correnle, levando um caneco e
folha proprio para rarregar agua, um gancho ao
pescoco, tem 35annos de idade, falla bem. per-
nas pouco arqueadas ; ha 15 dias chegou de ou-
lra fgida, lendo sido pegado em Sanio Anlo ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j con-
tra quem lhe tirou o gancho.
Francisco Botelho de Andrade.
u s?a i
Dos premios maiores de 20# da 32a lotera concedi-
da pela assembla provincial do Ro de Janeiro, a
beneficio das casas de carfdade da mesma provin-
cia, extrahida em 9 de fevereiro de 1860.
NS. PREVtS. NS. PrIkIIS. NS. PUE.MS. \S. PB.EMS. NS. PREMS. >S. t'REMS NS. PREM-".
29 400 669 200 1663 40S 2683 40 3546 40 4563 400 5379 403
45 403 90 40 1709 40 2706 40 5S Mf 68 40 93 WJ
5i 200* 730 40: 35 100 90 100? 3600 40 4604 40 5411 40
57 ioo; 70 200 58 10 2814 200? 2 i 200? 38 100? 28 200
58 40 i i 40 1861 40 26 40 51 00 89 40g 60 40|
80 l.OOOg 811 100 69 40 36 10 3709 40; 1715 400$ 80 403
82 408 16 40-; 1921 40 79 200; 61 100? 19 100 5510 4,000
129 100 20 i.oooa 20 6 40 2906 40? 3801 40 45 40 69 100
51 100 907 40S 59 loos 6S 200 41 40i 66 ioos 5662 100
58 40 27 40 SI39 100g 78 100$ 60 100? 67 100 84 100
H 40 45 40 63 4 no 100 63 loo 8S 4Uc 31 10(1 3901 40 1810 100 75 1009
238 40 1032 O ffi too 41 40 12 40a 18 1,000 79 IOS
60 40 69 40 63 40 66 200 3> 40 40 1,000 81 400$
75 40 1120 4o 81 40 3114 40 36 40 43 40$ 85 200
3W 40(1 21 IDO 2324 40j 17 40 41 40 54 40 5808 40
62 100 200 36 405 26 400 42 4 OS Jul9 100 99 200$ .).> 409
406 56 200 29 40 3205 40 35 lOOi 4937 100$ 94 iuo;j
7 40 61 400 31 100 31 100 4209 40 42 40 5913 408
73 1,000 67 100 57 40 ti I 100 95 1,000* 57 40$ 23 100
93 400 1262 100 65 100 81 40 4317 40 61 10,000 40 29 100
509 20,(M)0J 1337 100 2423 100 93 40 60 40 66 58 100
29 100 1474 100 27 40 3127 100 65 200 80 400 61 100$
40 40 1559 100 77 100 29 100 4126 200 5076 100 75 100
4* 40 77 40 2509 40S 46 40S 33 40 5129 too
607 40 1617 40S 32 40 68 200 57 4(to 32 2 OO
30 40 2 400S 96 ioos 3507 100 80 ios oo 200
66 40 39 100$ 2613 40 17 40 4501 100 5281 IOS
68 1009 M 100 18 40$ 39 100 31 too 5353 40
l
"T-


C8)
Litteratura.
DIARIO PE PEHN4MBCO. SABBADO 3 DE MARCO. PE 1860.
Mella c Dnnai.
( Concluso. ]
IV
0 mancebo ganhou tristemente a pequea ba-
liia, li rige d;i (pial una sedujo mais forte que
es do, fljj^jlps o tiiiha arranado. Apenas
ui ler:a, vjuStella esperando no mesmo
w^)ln',rB nn *Mpwd. A moca aban-
THS~i"e (iepaslro Traza iim" vestido
Cira', cujas variegadas cre.s se con-
nfc'jNh mil dobras, que cahiam sobre um cal-
an malrota- Uma.mantilha (pcplnni) a en-
X'otvia toda, corno esgas damas romanas quo os
escultores da poca cinzebvam no mannore de
Ltrur i.
Liaiis correu so seu encontr.
Al que chegasle minha doce amada Ihe
' 39 elle. J tinlia perdido a esperanca de te
ver hoje,
Pensaste era mm ? lhe- perguntou a moca
desembaracando-sc do seu reo.
Se pensei Fo-se-mc o dia lodo em nbser-
vacao no pilleara da Serrana, a ver se encherga-
va o leu gal-rio de pastor no tneio dos campos.
V. nao mo viste f
Oh nao.
Desastrado !
Sei que vieste no cntanlo, maliciosa. Co-
nheci os leus rastos na minha solido.
Porque i
Pelo cortinado de purpura Ijria que a pro-
a-ora contra a claridade do' da, pelos mo-
e legan les que a decoram, pelas almofadas,
pe] is mocias alfombras que formara presente-
mi nte meu kilo,
A cabia descobrir-me Nao deve por
ventura um amante adevinhar sempre a presen-
ca daquella que ama.
justo ; assira nao me deixarei cahir mais
em leus tacos ; juro por Venus !
Bem, meu amigo, replicn Stella, obseqni-
ei-le honlem de tarde ; chegou a la ves ; ve-
tilla ceiar comtigo.
Que ventura exclamen Crassus. Corro a
buscar o resto da galliuha e da empada.
l. desa pareceu na quebrada do rochedo.
<> discpulo iie Diocles nao se demoren, trazen-
do urna enorme bandeja de piala. Stella visitara
seni duvida pela segunda vez a enverna, em
quanto elle so esqueca delta ao lado da nyade
d.' Irancas louras, por quanto a bandeja coni-
uma tea mais appetilosa que a primeira.
>us e Stella senloram-se perto um do outro,
e ci inecarara a comer enm volitado.
a i de Romano, disse Crassus virando urna
de vinhn delicioso, este paiz 6 encantado !
Acreditas '' respondeu desdenhosamente
Stella.
Tu ,'> a nyiripha deslas praias, confessa-o,
ruiuha qi i .
Crs eiiiao que em minha qualidade de in-
mortal conlleva o passado, o prseme c o fu-
turo '.'
Assim evo ser.
Logo, seise me amas ?
Sabos.
Se me sers fie! ?
Cerlameute.
- Bem, dze-me, Vesper, continuou a mora,
5d dfecei da serrana d'oudo esperavas en-
xorgar-nie, que Ozeste tu ?
Crassus hesitou.
Lerabra-te, proseguiu Stella, que couheco o
i ssa I i, o prsenle e o futuro.
Eli ao para que m'a pergunlas ?
Nao importa, dize sempre.
Vi una mulher...
Sei.
Lila me convidou a passear na sua barca.
.. E aceitasles '
Aci lei.
Porm isso urna Iraico, urna traic&o in-
! respondeu a Hespanhola afogueada em
calera. E era ella linda .'
nii nao. Parcceu-mc at.... feia.
Era moca '.'
Nao...."
Um grito de indiguaco retumbou aos ouvidos
de Crassus. Voltou-se ue repente ; a desconhe-
cida de transas louras eslava em pe por di-lraz
delle.
Ah pareco-tc vclha e feia disse-lhe a
travessa lingindo-se agastada. Como sao asmu-
Iheres do leu paiz, formoso eslrangeiro ?
Ha por ventura, disse Stella, urna uniea,
que lenha as cores mais fiestas, o braco mais ra-
l perna mais bem lomeada do que a minha
querida Danai ?
Sua querida D.mai Enlo combinastes-
vos ambas contra mim, respondeu o discpulo de
Dimles : armastea-me um laco.
Homcn ingenuo o desventurado I inler-
eu Danai, duas mocas adoraveis armavam-
Ihc um lai;o !
E ello eahiu I proseguiu Stella. Que des-
Mancebo, continuou a moca das trancas
louras, achavas-me feia e vdba 'quando ainda
'
Est bom, est bom, disse Crassus, esque-
jamos essa aventura.
Consinlo, mas com urna condierto.
gual ?
Cenfessars que fizestes a ambas os maio-
rrs protestos deste mundo 1
Porcates-me a isso
Olhem, o presumido !
Sim, pelo vosso espirito, pelas vossas gra-
pas, minhas foimosas.
Assenla-lo Danai, proseguiu a morena Stel-
la, explicar-nos-liemos cei.mdo juntos.
Pois sim, aerescenlou a moeidirigindo-sea
Crassus, ti,-te ah, Vesper, cmo oulro Pa-
rs....
Chama-se Vesper J! inlerrompcu Dtnai...
Ali grandes deuses, ento fui eu a primeira...
E verdade, continuou o Romano, fosle a
primeira que a proposito de ccrla esliclla me fi-
/ -le urna derlarscio de amor.
Nao to cufpado como a principio o cro-
mos ; o pobre moco deixou-sc scduzir, mais
nada.
Dizia eu, proseguiu Stella, que Vesper, como
um outro Taris, ve-se obrigado a conceder a
urna de nos o premio da belleza.
Vamos, aerescenlou Danai, qual a que
pretores?
FOLHETU1
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
mmm mnm
.
VI
Si nuiuo.O corpo de fazenda da armada.
.V bordo de um navio de guerra, que se pode
bem chamar um pequeo estado organisado, ha
diversas elesses, quo tjabalham cada urna na sua
especalidade, mas cujos esforcos tendem lodos
um Pira conimum, o de fazer 'marchar naquelle
espaco o servico com toda a celeridade possivel,
para a maior vantagem para o paiz a que elle per-
tence.
Assim, alm do official de marinha, a quera
imbe a direccjio da navegaco ; o governo
da porco de homens mais ou men>s numerosa
urna a guaroicao, e que em suas robustas
maos deve sustentar simultneamente o baslo
do manda e a vara do juiz, que pode premiar e
castigar, o que deve ser iuflcxivcl como a disci-
plina, e lernocomo o pai. existe all o corpo de
saude, o corpo ccclesiastico, o corpo de fazenda
etc.
I.' deste que vamos agora nos oceupar, fazen-
do lgumas reflexes, que lalvvz Ihe sejam favo-
a veis.
Desde 1854 que sua sorlc nos desperlou a al-
tiii< o, e que propnzcmos medidas, que, mais
, foram acceitas, quasi em sua lolali-
da pectivo.
Os oHici.irs que o compcm, incumbidos da
administracao dos navios, tecra funeces muilo
importantes ; pelas maos delles passam valores
mu cousideraves, talvez a melado do orcamenlo
da marinha ; disfribuem as racaes !x marinha
geral, depois de rece be-las nos'arsenaes ; don-
de se v a exaelidao dcsla nossa propo-
scao.
A pouca considetaeo com que eram tratados.
03 seus exiguos vcViciiiienlo?, as nciihumas van-
tagens que lhes aprescnlava o futuro em pers-
pectiva, em troca de urna vida trabalhosa, e ar-
riscada, redu/.iram este til corpo 5 um estado
deploravel, afTaslando delle o pessoal que lhc ora
conveniente. Fazia lastima vor a sua deca-
dencia !
fur >cnus disse o manrctio oiiinuoo ora
urna ora oulra de suas companheiras, nao sei de-
cidir.
Explica-te francamente.
Nao tenho a temer o ressentimento de urna
Juno, morena ou clara, que mais cedo on mais
larde me tornar victima dp seus furores ?
Nao leus, respondern! juntamente ambas
as mocas.
Fallare! pois sem rebue.o. Se me fosse mis-
lersomenle eseolher a m*is bella d'enlrc vos, a
fallar a verdade hesitara. Porm Stella moslrou-
se boa e generosa para comigo. E' a ella que
mais amo.
Cuidado responde Stella, Danai ainda nao
Bahiu do meu lado desde hontem ; melade dos
mimos que recebeste sao dola
Nesse caso.... preliro-as ambas, urna como
amiga, oulra como companbeira.
Os diassucccdcram-se aos dias, osmezes aos
mezes ; aproximaram-se os ltimos dias do ou-
lomuo e Crassus nao sahira do seu escondrijo.
Viva esquetido dos homens, protegido sem du-
vida pela alieicao de duas mullieres que o acaso
lhc dora por companheiras. seni conheeer nunca
a cruel indigencia, sem solfrer o contra golpe das
guerras chis, a cujos furores seus prenles ba-
viam sriccumbido. Cracas aos buns disvellos de
Stclia e Danai, sua mesa foi sempre abundante-
mente tarta, seu guarda roupa renovado em lem-
po til, a mobilla de sua caverna successiva-
mentc augmenta-la com Indas as fulilidades ele-
ganp-s e commodas que poln desejar um joven
palririo coslumado ao luxo de liorna. O de-ter-
rado tinha urna linda canoa, um arco da Syria,
vesturio para caca e apparelhos de pesca ; con-
jurou o aborrec ment guerreando os peixes das
bahas vesinhas, traspassamlo com suas flechas
as aves de rapia ou os passaros innocentes que
de vez em quando vinharn pousar no meio dos
rochedos. Dccorreram oito mezes que Diocles
abandonara o discpulo sobre esla plaga deserta,
o nono um s pezar, nem um s instante de an-
gustia ou inquira'o empanara a felicidade que
fruir. Sua vida so escoava radiosa como o sol,
que todos os dias vinha Iluminar sua gruta, co-
mo a primavera eterna que o rodea va.
Um dia a final Stella o Danai achavsm-se au-
sentes; o llomano ouviu um grande tumulto de
homens ao longo da praia ; Irarou das armas ; e
andando com precaucao ao comprido da seria,
alcancou a eitremidade de seu despenhadeiro.
Porm apenas chegou ao sitio onde tinha lido
lugar a sua primeira entrevista com Stella, viu-
se rodeado de grande numero de ligionarios. A-
marrnram-no a pozar do seus gnios ; fecharam-
no ern urna liteira, o a multido dos roubadores,
arrebatando a preza, affastou-se rpidamente
por entre OS campos.
V.
Ganharam a estrada risinha. O preso viajou
por espaco de quatro horas rom i o en vel rapidez,
carregado aos hombros de quatro escravos, cujas
pomas pareciam infatigaveis. A escolta enlrou
hora nona ( lies da larde ] na eidade que pela
altura das innralhas, movimenlo da populacao,
luxo dos edificios, Crassus juigou ser a capital
da provincia. Pouco depois tiraram-no da litei-
ra e o inlrodurram em urna casa de bella appa-
rencia, cuju portal eslava coroado de laureis.
L'm nomenclador se apoderou delle apenas
assomou no vestbulo ; a escolta que o conduzi-
ra dcsappareceu ; dous escravos cubicularios Ihe
tira rom as cadelas, c deixaram cahir de um go-
mil algumas golas de agua fresca em suas roaos ;
corividaram-iio depois o passear no aliium, em
quanto o dono da casa o nao chamava.
Como todas as casas romanas, a habilaco em
que se achava o discpulo de Diocles era "forma-
da de urna vasta rea que cercava um perystilo
do marmore. Arvores seculares a protegan) com
sua sombra. L'm repuxo de agua ah eiitrelinha
urna deliciosa frescura ; largos divans se acha-
va ra collocados sobre os prticos por onde se pe-
netrara, erguendo urna cortina de purpura para
os aposentos interiores. Crassus nao espern
muilo lempo pela audiencia.
Apenas havia passado alguna momentos asom-
bra do alrium, repassando na mente os aconlc-
cimenlos daquclledia, procurando ver se desco-
bija qual seiia o resultado de sua priso, um de-
Slgnador se apresentou para o inlroduzir. O pre-
so atravessou por muitas quadras cheias de es-
cravos em armas, seu guia afastou um repostei-
ro com franjas de ouro, o o homem que tinha de
corlo em suas maos a vida do desterrado appare-
ceu em seus olhos.
Vbius Pacianus. pretor do Edita, que os geo-
graphos situam nao longo de Valencia, era um
homem de alia prosapia, que, apesar da invasio
das ideas democrticas de que se (izera defensor,
pois que perteneia ao partido de Marins, affec-
lava conservar-se fiel s clevautes tradicqoes da
patriciado romano. Seu olbar era meigo, seu
soriiso benvolo, seu gesto calmo e digno: a
comprida barba branca descia-lhe em ondas al o
peilo. Vestido com sua esplendida toga, meio
reclinado sobre um divn. Vbius assemelliava-se
um tanto a essa admiravel estatua do Tibre que
os frequentadores do Louvre nao se fariam de
admirar. Una de suas mos repousava sobre o
hombro de una joven escrava de quinze annos,
tendo na cabeca um brrele phrygio com estrel-
las de ouro, a qual. quasi assentada sobre urna
almofada lyria, agitara de vez em quando um
loque dianlu delle.
O pretor designou com o dedo um assenlo ao
discpulo de Diocles.
Chamam-lc Marcus Crassus? Ihe pergun-
tou elle.
K' verdade, respondeu c mancebo.
One idade tens?
Vinte e dous annos.
Sabes que figuras na lista das proscripcoes?
Bem o sei.
E nao ignoras, mancebo, em poder de
quem cahistes hoje ?
Nao. Vm parar s garras de um desses ti-
gres sdenlos de sangue, que devastara a aristo-
cracia romana de um extremo do munda a outro
para satisfazer os appelites brulaes de urna po-
pulaba desenfreada.
Cada qual pode julgar de nossos actos, se-
gundo a sua consciencia, c dizer o que pensa a
sua vonlade. Tu s moco para morrer, Crassus.
Que importa, replicn o mancebo, contan-
to que eu saiba desprezar os supplicios e afron-
tar a morte sem tremer!
Vibius Pacianus fez signal sua escrava para
se retirar.
Tu vi veste oito mezes escondido na minha
iMMwm i.....miam^tmmt
Houveram offlciaes de fezenda, que depois de
trinla anuos de servico, morreram miseravel-
inenle, e foram exposlos caridade publica para
seren sepultados. Nao citaremos nomes : este
triste cdeploravel successo existo gravado na
mente de muita gente que o presenciou, e quo
nao necessita de recordacao.
A redaeco da Revista Martima, do Brasil
Martimo, de que faziamos parle, t? varios arli-
gos publicados em diversos jornaes da corte do
imperio, chamaram o cuidado do governo para
este fatal estado do cousas, e conseguiram um
melhoramcuto notavel, que j era un grande
passo dado, mas nao o cainiiho todo que se ti-
nha a percorror. "
Os ofliciaes de fazenda, como exiga a juslica.
foram equiparados nos rencimentes e firmeza
de suas patentes, depois de corlo lempo de ser-
vico, aos da armada ; como e.-les ficaram com
direilo ap mente-pio de marinha, reforma etc.,
e extinguise a classe dos extranumerarios,
qual pertenciam quasi lodos; porque o quadro
era insignificante, com o que obtiveram o sold
da patente quando desembarcados,
Depois de publicado este regulamenlo, expur-
gou-se o pessoal, e as primeiras nomeaces de-
monstraram que havia vonlade de elevar este
corpo allura que Ihe compele ; o que ainda
mais conlirmava o fado de impor elle certas ha-
bililaces aos futuros candidatos.
Todos os offlciaes da armada aceilaram com
enthusiasmo esta modiOcacSo, que codsideravam
coao preliminar de mais ampias prerogativas
para os seus collegas do corpo da fazeuda, c es-
peraram nao corar mais como at entao, vondo
eni suas OI oirs, gozando das inesmas dstinc-
coes e honras, homens inteiramante indignos
disso.
Esle enthusiasmo arrefeceu promptamente ;
novas nomeaces provaram que torhavamos a
poca edecadencia, que lauto nes tinha ovilla-
do, e que ainda uo havia soado o hora da re-
dempeao.
Estamos actualmente no mesmo estado, senao
era pciores condiges do que oulr'ora, vendo
perdidos t dos os esforcos que em pregamos c
empregaram tlenlos Dolareis para meihora-lo,
como se conseguio I
Sem fazer injuria ao respeilavel corpo de fa-
zenda da armada diremos, que nellc so nolam
possoas que lastimamos profundamente ver con-
fundidas cam outras mu disiinclase recommen-
daveis por sua probidade, evcellcnle proceder, o
zlo pelo servico.
Nao se lein exigido dos caadidalos nenhuma
prova de capacidado.
provincia, proseB"'" o anemo quando se a^tiuu
s com Crassus ; bem o vs, a minha justica
tarda.
Vibius sacudi a cabera e conlemplou por
muito lempo o preso sem dizer consa alguma.
lniao, mancebo, proseguio depois com voz
affecluosa, est satisfeito da minha rrosDitali-
dade ? v
Da la hospiladade ? respoudeu Crassus
cora desdora.
Sim : snpporlasles sera grande aborrec-
nienlo os oilo mezes do leu exilio? Os vinhos
que le forneceu o meu intendente foram do leu
gosto ? Achases sppclilosas as iguarias do meu
cozinheiro? E Stella e Danai?
Stella! Danai! Tu conhecn-as?
= Vejo quo se mostraran] discretas: porm
foram bondosas para ti ? Nao perturbaran! nun-
ca o leu repouso cara ciumes ou brigas ? Euilim
como viveslc nessa maldita caverna onde Diocles
te desterrou ?
Por Hercules dar-se-bia o caso que fosses
lu ? .... Oh 1 impossivel!
Imaginavas sera duvida, replicou Vibius
sorrindo, que Stella p Danai eram nymphas da
riba para quein os Trtaes coznhavam no fundo
do alguma gruta encantada! Perda-me que des-
faca o teu soulio. A caverna em que vivoste
situad* em una das minhas trras ; foi o meu
mordomo quem le alinientou ; as las compa-
nheiras ; as las deusas, sao minhas escravas ;
vo servir-nos ao jantar.
Agradeco-te, uobro ancio, respondeu Cras-
sus, deilando-se aos ps de seu bemfeilor, tu
que nao recejaste comprometter os leus dias pa-
ra vir em soccorro de um proscripto !
Foram os deuses u.ue a mim le confiaram,
meu lilbo, respondeu Vibius.
Contoii-lhe a maneira por que houvera desco-
berio seu asylo. Conhecendo a inexperiencia
do mancebo, cerlo alm disso que seu discpulo
nao poderia viver por muilo lempo abandonado
a seus proprios recursos, em um paiz eslrangei-
ro, Diocles concebcq o plano de lhc achar um
prolcctor. Tal era o motivo porque Ihe recom-
mendra que fugisse ao conlaclo de seus compa-
triotas, no proprio momento em que ihe propor-
cionava um abrigo as propiedades de Vibius
Pacianus. Immedialamente depois de deixar seu
pupillo, o fiel cscravo fra procurar Vibius. Nar-
rara primeira ao pretor o supplicio do orador
Crassus e a fuga do mais moco dos filhos desta
Ilustre victima. Arrancou-lhe lagrimas com a
exposcao de tantos infortunios. Ento corto de
que a memoria de tantos favores nao so apagara
no coraco de Vibius, Diocles Ihe revelara a ver-
dade. Os dous velhos combinaram que Crassus
iguorasse al mais prsperos lempos o nome do
seu bemfeilor. Siella, Danai e o reodeiro que
preparava a refeico do desterrado tinham rece-
bido ordens nesse sentido; urna activa vigilan-
cia evilava que os camponezes da visinhanca se
approxmassem da gruta onde Crassus se refugia-
ra Gracas a estas precauces, o exilado lora
sublrahido por oito mezes aos furores da dema-
gogia romana, sem que a procella das proscrip-
coes viesso desfechar sobre a cabeca de seu boir-
fi.itor.
Oue feito de Diocles? perguntou o man-
cebo nao menos corntnovido com a dedicaco do
seu mostr do que com a geuerosa conducta de
Vibius
Diocles esl na frica, respondeu esle
ultimo, e mandti-te buscar para le communicar
urna tarta deste exccllenlo servidor. Al agora
tratei-le como a uma crienca, Crassus; quiz,
lembrando-me da la verde idade, nao te recu-
sar neiihum dos prazeres della : espero quo as
delicias dos ltimos lempos nao elfeminaram o
teu animo, e que estars na allura dos grandes
aconlecimcntos que so proparam.
De que se trata perguntou o proscripto.
Cinna esl morto.
llera : a patria cotila um lyranno de
menos.
E Scylla acaba do aproar a Cartlago depois
de ler pacificado o Oriente.
Vibius! Vibius! remata os leus favores,
exclamou o mancebo. D-me um gladio.... e
a liberdadc:
Hoje, quando anolecer, entregar-te-hei s
mos dos soldados que te trouxeram preso. De
novo lo lancaro as cadeias. Deixa acreditar ao
chele de escolta quo le envi ao tribunal de Cin-
na, islo e, morte. Um navio, munido da equi-
pagem de guerra conveniente, te espera a cento
e vinte bracas de nossas costas ; sers livre des-
de que pisares na tolda, o o piloto do navio te
deixar descer em torra no lugar em quo desig-
nares.
Eu rae lembrarei de ii, se os deuses nos
concederem a victoria!
Nao te esqueca sobre ludo, prosigui Vi-
bius, quo o prineiro dover de un' hora ci-
dado, quando a fortuna das guerras fivis se de-
clara em seu favor, poupar os vencidos.
Marius l.itinus Crassus eiicontrou Stella e Da-
nai a bordo do navio que haviam posto sua
disposieo, junlou-se a Scylla, e foi um dos seus
mais valenles capites.
Plulharco aflirma. segundo o historiador Te-
neslella, quo urna das ormosas escravas, j no
declinar da vida, su comprazia, muitas vezes,
em narrar a aventura que acabamos de escrever.
( Do Progresso.J
rile, nao tardauam em recoiihecer a insutlicieu-
cia, o foi resnlvjdn decommum accordo que a
a superficie seria vcrtical.menle dividida em
quatro parles iguaes cujas june tu ras cortariam
indistinctamente a composico. Tireram por
consequencia de serrar em um grande pedaco de
lava quatro chapas de 2 metros e 40 cent'ime-
tros de altura sobre 1 metro e cem centimetros
de largura. Depois o Hachette psmaltoo, e che-
gou a igualar lo bera a acfSo do fogo por meio
de modificacoes operadas lia conslrucco de seu
forno, qqe a uniformidadn da recocc'o (loses
maltes coloridos foi um nnvo progresso verificado
pelos artistas c pelos sabios convidados a exa-
minar essa obra, anles que fosse collocaJ i i a
seu lugar. Todas as parles tinham sido comple-
ta c igualmente vilrilicadas e nunca se tinha nb-
Udo em pintura alguma em esmalte sobre por-
celana, um vidrado lo uniformemente poldo.
sinvesligacoe.> uduslriaes, auxiliar o Sr. JoW-
liyet no caso do que a empre/a do prtico de S.
Vicente de Paula fosse cmOm reassumida o con-
tinuada.
Porm ella nao tinha o nao podia ler a expe-
riencia e a prtica adqueridas por seu marido, e
o mesmo Sr. Jollive receiava que a lembranca
das operacoes qae tinha assistido nao livesse
Picado fielmente gravada em seu espirito. Resol-
veu, era consequencia, fazer duas experiencias :
um retrato em p de grandeza natural um es-
ludo de pintura histoiica. Era em 1818, os a-on-
teciraentos vieram inlerroinper seus trabalhos.
Entretanto os ensaios linhan resistido aos pri-
meiras fogos. e elle licou corto de que apezar da
sentida morte do Sr. Ilachelle, a pintura em es-
malte sobr>? lava nao eslava ainda perdida para
as grandes obras.
Finalmente no me/, de dezembro do anuo de
n^'l"'V""'"'ia co".r,ss", d0 Sr- JoU'ivct, a;lSi;"oSr"jolhvc,,recccu do Sr.
ooslae .1?. J?T "a Unha ,-','0f, nCnl"'m Pr',f"i, d0 Sen1 'dPm dc "" um" s g -
r ionio n >< P"1?*.*^ pen- da parle da decoraco do pprtco de S. Vicente de
fentod,.S,,22iS"lea "ll;amIs;".ls- 'aula- Masas m,'i,,as 7" "hetle, que
c raenl .r^LS2?,,da<^ obedecido do- tinham sido exclusivamente consagradas ao fa-
nm hl,! ii br,co "dustral, nao possuiam os recursos indis-
do? cTm lu s ,M,ipt r P r Pi'a Cm.pr,lg P"MveSs ;' t ampela, o ella raorreu antes de
uos esmalies postos, como mais acuna o disse- ler podido oble-los
^*S^t!^^ l\ t t v P Sr^^hcite para e corajoso Uo Sr. Hachetle nao hesitou, ainda
TAl. >?"., ',la .',Ut SC PrttUCa "a f1*^ a tivessechegado maioridade c que nun-
&lIZ1E5'l "0' T" Cr,0Cad0k,-11* ">rab>lh03 de seu'pae.en.
m,uf.L^ P"'"- ,,s s,1!"'rl":i's ?* m es- ofTerecer sen concurso ao nosso artista. Em ou-
maltes postos primeramente por meio das bro- co lempo seu carcter decidido e j maduro sou-
chas ordinarias. So mente a prorepta evaporacao
das essencias de lerebcnlina e lavando que subs-
tituamos leos exgia uma execucao rpida, c
exclua os apalpameutos, os retoques c os arre-
pendnnentos.
Sob esle ultimo ponto de vista, a pintura a
fresco, lo geralmenle cultivada durante as bel-
las pocas da arle, tambera era exigente, e de-
vemos convirque a obruaoo de fazer anlccipa-
damcnle grandes desenhos modelos maduramen-
te esludados, longe de servir de cmpecilho exe-
cucao de urna obra seria, a (fasta as vacillaces
cojos eil'eilos sao sempre apparentcs aos ofhos
dos conhecedores habis. A vordadeira arlo lon-
ge do perder ganha com isso. Os trabalhos pre-
paratorios para as pinturas a fresco foram certa-
mente uma das causas do grande melhoramenlo
da pintura, e os que se fi/.erein para a pintura
em esmalto sobre lava nao parece dever prb-
du/.ir resultado diverso. O quo primeira vista
parece uraa dosvantagem, se torna, se refleclir-
bo reconduzr ordem os trabalhos embarazados
de sua casa. Ao mesmo lempo estiidou as "olas
que o Sr. Hachello tinha felizmente deixado. Irn-
meilialamente vio-se affluirem pera seu estabe-
Incimenlo restabclecidu iodos os maleriaes no-
cessarios ; os fornos reconstruidos esta va m
promptos paraos trabalhos,e o Sr. Jollive de-
ven sua tnlelligencia activa os meios de exe-
cular a nnsso que Ihe tinha sido confiada-
Hoje, como o dissemos no comecu deste Ira-
balho, cuja exienso de ser revelada por causa
da importancia da descoberta, a decoraco do
muro principal do prtico de S. Vicente de Paula
est terminada, embora ainda nao esleja collo-
cada. S fallamos de tres quadros, a obra nova
conta seto composices, cobrindo todas juntas
uraa superficie de 72 metros. Esta extensa.) con-
sideravel de esmaltes olferece o mais concluden-
tee completo excmplo dos recursos de queso
acha enriquecida a pintura histrica.
Julgamos ni.o poder terminar melhor do que
, ~ ,------o--. ~ ...., in-uii-| jui^anios nao poner terminar melhor do que
no, bem, um beneficio, e e um testemunho em citando uma palavra ilcum artista celebre que a
lavor .le um or.teesso ..o. com nv.-lnir !...: t......... ^^....^..___.... .:
favor de um processo que, sem excluir inteira-
menle os caprichos do genio bellamente formu-
lados, aconselha-o fazeudo-lhe temer seus ex
Irarios.
Os espirites prevenidos comparavam a pintura
em esmalte sobre lava pintura sobre porcelana,
o invocaram para justificar sua resistencia in-
mune roubou receiitemeute arte, o Sr. Paulo
Delaroche. Elle ex.lamava ha mais de dozo an-
uos, em presenca do quadro da Trindade : Ah!
se Apelles tivesse conhecido a pintura em es-
malte s'.bre lava So estes pozares sao o mais
bello elogio da descoberta feita pelo Sr. Morte-
lequc, continuada pelo Sr. Hachetle e completa-
inessas do maravilhoso processo que nosso ni-
co intuito foi contribuir por vulgarisar.
Pmi. Daloh.
(Moniteur.)
Variedades.
troduccao deste processo as obras da grande da pelo Sr. Jollive. sao tambera uma animaco
pintura, as modilicacoes imprevistas, as altera- aos artislas para aceilarem com confianea as pro-
cues bizarras das coros sob i accao do fogo; 1---------*- -----:"
pois muito importante, no comeco da pintura era
esmalte sobre lava, dissipar apprehensdes ou pre-
juizos semelhantes aos que dissuadiram os artis-
tas da pintura das vidra^as, que ellos, com o
publico, consideraran! corno resultado de segre-
dos que realmente nunca existirn). Portento
sem enlrarmos na exposcao completa da parle
lechnica do novo methodo, somos Toreado a
confessar qnca addicao do esmalto branco'a lo-
das as cores, enriquecendo a pintura sobro lava
com as preciosas qualidades que a viscosidade
I faz brilhar na pintura a oleo, provocava ao pri-
t nieiro fogo, cuja temperatura sempre muilo
i elevada uma certa diminuico as cores compos-
tas de oxido de Ierro, mas" acrescenlaremos a 1
isso immedialamente, que este effeito, que de
nenhum modo offende ao modelo dos objectos,
desapparece pela cor branda e transparente re-
servada para o segundo fogo ; e os esmaltes col-
locados sobre o esmalte do esboce conservando
exactamente os valores dos coloridos que o ar-
tista derramou sobre sua obra, sua transparen-
cia dcixa appafecer toda a delicadeza c precisa o
dos modelos.
Em suuima, digamos para concluir, o aspecto
de una pintura depois do primeira fogo seme-
ntante ao de um esboce em que o artista tivesse
empregado para a preparacao da cor do carmes
0 methodo da grisalha allnbuido aos maiores co-
loristas.
Mais de vinte anuos se tinham passado entre a
descoberta da pintura em esmalte sobre lava e a
applicaeo, de que acabamos do fallar em uma
obra, tao importante, principalmente so reflcc-
tirraos ern sua dimensao; porque o quadro da
Trindade sc compoo de dez figuras de grandeza
natural ; e se a na lu roza do assumpto o a esco-
ma do um effeito exigido pelo ludo da composi-
co geral, da qual nao mais do que a dcima
nona parle, tinham prohibido ao Sr. Jollive o
uso de lodas as essencias de uma harmona se-
ductora por meio de combinacoes de brill.o e co-
lorido que convem obras menos graves, nao
lenha menos obtdo a corteza a mais formal do
que a palhela do pintor sobre lava era ainda mais
abundante em bellezas do que a do pintor
oleo.
A pintura em esmalte sobre lava.
(Concluso.)
Finalmente, em 18it, o quadro da Tiindade
foi collocado cima da porta principal do prtico
de S. Vicente de Paulo. Este quadro incluindo
os bordados, cobre uma superficie de 14 metros
pouco mais ou menos, e cortamente o maior
esmalle que at ento tinha sido feito. Mas a al-
tura em quo esl situado nao perraille apreciar
ncm as dilculdades que o Sr. Hachetle, nem os
meiesque empregou. nem as qualidades male-
riaes que soube dar a esla obra. Como cima Pica
dito, a extenso das superficies nao tinha sido
obtida pelo Sr. Morlele, que se nao pela reunio
de fragmentos de Ierra cozida segundo os con-
tornos dos objectos representados. O Sr. Ha-
chetle tinha julgado dever empreaar este meio
na pintura executada pelo Sr. Perlet para a gro-
ja de S. L, substiluindo todava a lava Ierra
cozida, e propoz lambem ao Sr. Jollive empre-
ga-lo no quadro da Trindade, cuja dimensao era
quasi dez vezes maior.
O Sr. Jollive, mais ousado, prominciou-se
vivamente contra este expediente, do qual, dizia
O Sr. Hachette acolhia cora grande prazer as
felicitacoesque os artistas c os sabios Iheende-
recaram, a imprensa propalo" seus felizos resul-
tados, e cerlo entao de ter attingido seu lim es-
qiiecu seus longos e penosos labores; cheio de
confianea esperou. preparando-so para isso, a
conlinuaco do trabalho tahez o mais considera-
vel que se lenha jamis projeclado. Mas passa-
ram-se mezes e ainda una vez foi esquecido o
prtico de S. Vicente de Paula.
O desanimo apoderou-se daqueile que l \ co-
rajosamente tinha luctado, e tinha lo paciente-
mente espralo emquanto sua obra eslava in-
completi; os enormes sacrificios impostes por
suas tentativas incessanles tinham exhaurido re-
cursos que as producemos industriaes nao podiam
ndemnisar. Cahio duente c raorreu alguns dias
depois de ter confessa.lo seu amigo, o tollabo-
rador a causa do mal que o matava. Em vo, ao
rceberesta noticia o sr. Jollive sc apressou em
levar-lhe lodo o auxilio possivel com toda a de-
licadeza de mu nobro coraco. Era muito larde
para convalescer essa sad abatida por solfri-
menlos, tanto mais vivos quanto tinham Picado
mais occullos, mas pelo menos nao era larde pa-
ra remover perda deste estabclecimento creado
e mantido por esforcos inauditos. Sua viuva con-
senlo, apezar de sua primeira determinaco de
se consagrar de enlo em diante exclusivamente
Carla ta viscontlcssa tl Kikiriki a seu
esposo o visconde do mesmo titulo,
i
Honlem, primo, sc ferio
A balalha eletoral,
Oue correu bastante mal :
Houve votos corrompidos,
Houvc moitos e feridos.
II
Sinlo dizer-lhe, visconde,
Com bem mgoa, e bem pezar,
Oue sofTreu grande dezar,
Lina terrivel desgraca,
L'm membro da nossa raca.
III
Meu primo, Dora Malaquias
Brito Sanches de Menezes,
Oue no terapo dos francez.es
Tres mil chucos commandou,
Com os quaes sempre avancou.
IV
Meu primo, Dom Malaquias,
<.>uc tr-m seis juntas de bos,
O senhor dcimo dous
Do morgado dos Hoinhos,
Com os seus campos visinhos :
V
Meu primo, Dom Malaquias,
Oue tem sangue de (dalgo,
Oue tem mua, e que tem galgo.
Oue nao c de capa parda,
Pois tem criado de farda :
vi
Meu primo, Dom Malaquias,
Cidado muilo capaz,
Oue j foi juiz de paz,
E tendo to curta a vista,
Foi tres vezes camarista.
VII
Emfim, meu primo que
Talento sem farelorio,
One compoz um repertorio,
E do Menino Jess
A novena deu luz.
vni
Este hroe que foi outr'ora
Militanlu auxiliante,
Acaba, visconde amante.
De solfier falal derrota.
Por causa d'uma patota.
IX
Dora Maliquias lentou
Guerrear o governicho,
Oue nao quiz em certo nicho
Mell-lo por intrguinhas,
D'umas certas Dgurinhas.
X
Quera salvar tambera
A patria do grande Alfonso,
Mas um bolas, que casonso,
Oue ao desprezo ha muilo entrego,
Lhe virou o bco ao prego.
XI
Subornou, sabe Deus como,
O senbor recebedor,
E comprou o regedor,
O grande Thoni Calisto,
Por um habito de Christo.
Para sermos coherente portanto deveriarnos
agora fazer uma oulra reforma.
Na Hespanha, ainda o anuo passado, o gover-
no reorganisou o seu corpo de fazenda, e publi-
cou um regulamento para este corno adminis-
trativo da frota, que, sem contestado, um dts
mais bem elaborados que existen.
Ao lempo que marcou provas difflccis para a
admissao, instiluio tambem vantagens, que inci-
lara ura pessoal instruido, morigerado c capaz
de desempenhar as mais arduas commisses ad-
ministrativas.
No capitulo primeiro fixou a escala das gra-
dua^es, sold correspondente e asscraelhaeo
aos dos corpos da marinha.
A categora inferior a dos meritorios (isto .
supra numerarios, escrivaes ou commissaros
com 3.000 reaes por auno, 32JOO0, correspon-
dente a posto guarda marinha de "2." classe
De meritorio passa-se a official da 4.a classe
com 5.400 reaes (583#200) guarda marinha.
Da 4." classe ha proraoco para a 3.a com
7:200 reaes, (777J600) 2. lente.
Dahi 2." classe com 0:003 |reaes ,'1:03550001
capito tenento.
Seguem-se os commissarins de guerra com
18:000 reaes, (1:0Ifgliqo) capilao de fragata.
Ha ainda os commissarios ordenadores, cem
30:000 reaes (3:20$00J) capito de mar e guerra.
Finalmente, o mais alio posto qun pode che-
gar um official de fazenda nesta marinha orde-
nador do deparlamento, com 40.000 reaes [4:3209]
chore de divisao ; o que por sera duvida uraa
perspectiva bem lisougelra.
Em todas as cerimonias de servico em que se
reuneni cora os ofliciaes corabalentes sao trata-
dos absolutamente no mesmo pe de igualdad*
em portes correspondentes. Como aquellos tem
direilo s mesmas partes de preza, a mesma re-
forma, e emfim, todas as immunidados de
qualquer nalureza em casos identices
Os candidatos ao lugar de meritorios devora
ter vinte annos no mximo, e quinze no mnimo,
e sao sujeitos ura exame preparatorio das ma-
terias seguinles:
1." I.eilura correcta, com boa pronuncia.
2. Calligrapha.
3. Grammalica hespanhola e ortographa era
lodos os seus detalhes, segundo os tratados da
academia hespanhola
4." Arilhmetica completa, e sysleraa decimal
mtrico.
5. Theoria do movimenlo do? fundos, e es-
cripturacao dos livros em partidas dobradas
6. Geomclria at os solidos.
7. Ceographia elementar.
Os que sao upprovados nesta materia enlrara
tm concurso uns com os outros para oblerem as
vagas.
Ja se ve quanlas garantas tem o Estado para
fazer uma boa escolha, e Picar dotado com um
excellenle pessoal, que procura com ardor este
ramo do servico, que o florece grandes vantagens
como as que enumeramos.
Para passarem a terceira classe devem os me-
ritorios solTrer novo exame, ainda mais compli-
cado; de modo que nao raras vezes tira o gover-
no deste corpo Ilustrado homens eminentes pa-
ra os mais altos cargos administrativos c finan-
ceiros.
Nos Estados-Unidos, lamben! goza esta classe
de favores considerareis, como passamos a expor.
All sao pagos conforme a grandeza dos navios
em que embarcara. Assim. um commissario de
nao lem animalmente 3,500 dollars, cerca de
7;0J0 de res ; um commissario de fragata 3.000
ou 0:000,"?; um de corveta ou vapor de 1." clas-
se 2,000 ou 4:000$; o de brigue, escuna e vapo-
res menores, 1,500 ou 3:0005 ; nos porlos ven-
cem igualmente bous ordenados.
Alm disto, teeni diariamente uma raco quan-
do embarcados, e podem as crvelas o navios
superiores admitlir nm fiel ou ajudante, nppro-
vado pelo commandanie, o qual pago pelo Es-
lado com 500 dolais ou 1:0003, se embarcado em
fragata, e com 700 dollars ou I:i00> se embar-
cado eaijiio.
Os que tem mais de dozo annos do servico sao
considerados capites tenentcs, e os que tem mo-
nos, teneiites.
Em Franca, na hyerarchia do commssarialo
de marinha, nolam-se cinco graos : commissarios
geraes. commissarios, commissarios adjnucios,
sub commissarios, eajmlanles commissarios. Os
primeiras sao considerados como os mais moder-
nos dos chefesde esquadra, eteem, desembarca-
dos, 10,000 francos ou 4:000) ; os segnndos sao
capites domare guerra eteem 8,000 francos :
os ltimos enlram na cathegoria de segundos l-
enles e leem 1,500 francos de sold.
Sao preferidos na admissao os que : 1.a pro-
varem ler mais de '25 annos; 2." possuir um di-
ploma do licenciado em direilo, ou um titulo de
capaeidade da escola Polytechnica.
Na marinha inglesa ha*quatro classes de com-
missarios ; a mais alta tem 500 libras esterlinas
por auno, e a mais baixa 101 ; isto variam os
vencimentos entre o mximo dc5:00(>3 e o mni-
mo de perto de 2:000)). Os candidatos passam
por um exame para provar que eslo habilitados
exercer estas funeces.
J se v, pois, qu em geral, em qualquer das
mannhas destas quatro potencias, os offlciaes de
fazenda sao muito melhor remunerados do que
na nossa, e que, alera disto gozam deconsidera-
cao pessoal, e de outras vantagens apreciaveis.
E' verdade que o nosso regulamento prescreve
no art. 5 que ningucm peder ser nomeado para
os lugares do escrivo e commissario sem mos-
trar :
1." Que cidado brasileiro, c maior de 18
annos.
2. Que condece bem a lingua nacional, o ari-
lhmetica al praporces, inclusive oconhecimen-
lo dos pesos e medidas do paiz, c dos geralmenle
usados em eutras naces.
3. Que lem, pelo menos, um anno de pralica
na conladoria do marinha, se pretender o lugar
de commissario, ou as secees dos almoxarila-
dos, se solicitar o de escrivo.
4." Aplidao phv-ica para o servico naval.
Mis, perguntamos nos, quaes sao dentro os
nomeados depois que se publicou esle regula-
monto, os que demonstraran! ter estas habilita
roes.
Nenhum, nem ainda se oxpedio o regulamenlo
que marque a maneira pela qual se 'erificaro
taes habililaces, como exige a 3.a disposieo do
art. 26 da mencionado regulamenlo.
Desappareceram os offieiaes de fazenda extra-
numerarios com a reforma, porm surgiram os
de commisso, que a mesma cousa, com din"e-
i rente nomo ; porque estes, como aquellos, nao
| fazem parte do quadro, nao recebem sold quan-
do desembarcados, nem leem garanta alguma de
estabilidade.
Mas, se se acabjram com os primeirns por se
conheeer por experiencia a conveniencia disto,
como cahimes em lo notavel conlralicco ?
Sao cousas peculiares ao nosso paiz. onde se
diz muito bem que ludo sc explica pelo absurdo.
O quadro pequeo, c insufficiente para o nu-
mero de navios que possuimos; era lugar de o am-
pliarmos as proporcos exigidas pelo servico,
laucamos mao daqueile meio, ja tdo como noci-
vo. E' celebre maneira de remediar, lalvez o
caso de dizer-se, a emenda peior que o soueto.
Temos egualmenle seguido uma nova pratica
depois da promulgarlo do novo regulameato. que
prejudicial disciplina, aos bros da corpora-
cao, o que nos pateco que esle nao autorisa ;
vein ser nomearem-se os fiis para servirem
por commisso o lugar de commissario.
Os fiis, como se sabe, sao.considerados como
offieiaes de proa, e com ellos arrancham e vivem
em commum.
Recebendo aquella commisso provisoria pas-
sam da proa para r, e vem residir com os ofli-
ciaes de palele, visto que usam ento de uma
divisa de alferes ou guarda marinha. Terminada
a commisso regressam de novo a proa para o
XII
Malaquinc cnnlra si
Teve os cabos a polica,
E al por fim a elhericia
Nesle dia se augmentou.
Elle na cama ficou.
XII
J se v quo Malaquias
Ilemava contra a mar ; '
Se elle andasse por seu p.
Se elle os votos suboniasse',
K os eleltorescomprasse
XIV
Mettia a barba no calix,
E o seu focinho na pia,
E de certo livraria
A patria dos bravos luzos
Destes poderes intrusos.
XV
E quer saber o visconde
A quem o povo escolheu?
Quer saber o que venceu.
Por falta de sympathias,
O nosso primo Malaquias?
Foi, visconde, um troca-tintas,
Que vende velas de cebo I
Confesso que nao percebo
Este modo de volar,
Sem o sangue respeitar.
Wll
D'antcs, as cousas corriam
D'oulra difirante maneira,
S quem tinha cabelleira,
E ral'icho pendurano,
Era eleito depulado.
XVIII
Hoje qualquer petimetre,
Qualquer Joo de Gafinhas,
Que tradiiza quatro linhas
De francez, que faz leis.
Contra a vonlade dos reis 1
XIX
Nos bellos lempos da nossa,
Hoje pobre monarchia,
A nobleza, a fidalguia,
E' quem era consultada,
E tinha sege montada.
XX
E que se v hoje em dia ?
Oue o progresso andar caminha,
Hoje, com vergonh minha,
Oulro cdigo nos rege.
Todo o mundo anda de sege.
XXI
as caliches, nos coups,
Vai lodo o bicho careta ;
Nao desconfie que pelaj
A meu lado eu menna vi
Gente que nao conheci.
XXII
Quiz o diabo que eu fosse
Visitar dona Jacintha,
Que est doente na quinta,
Onde ha pouco deu luz
Um mu robusto lapuz.
XXIII
Melti-me na diligencia
N'uma hora bem fatal :
Passei all muilo mal ;
Pois tal genle all achc.
Que lhe juro vomilei.
XXIV
Erara brutinhos d'alda,
Animaos de carne e osso,
Sem nenhum lenco ao pescoco ;
L'm suor de ps grassava,
Que muilo me im ommodava.
XXV
O meu nervoso, visconde,
Supportou lodo o caruinho,
Esle maldito cheirinho
Quem me valeu na jornada,
I'oi a constante pitada.
XXVI
Domis a mais a meu lado
Ficou uma mulberzinha,
Que almocara no Raiuha ;
Tinha o su bigodezinho.
E cheirava muito a vinho.
XXVII
Enjoava ver o como
O seu rapaz namoravs.
Como o olho lhe piscava :
Aquello olhinho, meu bem,
Que sua rcmela lem.
XX VIII
Se esta genle, meu visconde,
Andasse a p como d'anfes,
Ou l nos seus rocinantes,
Eu de cerlo nao solfria
To agreste companliia.
XXIX
Mas que quer? sc o povo baixo
J todo tem senhoria !
Al a preta Mara,
Oue me guarda os bacorinhOS,
Recebe dora dos visinhos 1
XXX
Pena foi que Malaquias
Nao fosse s corles, pois sei
Tinha um projecto de lei
A favor das condices,
E contra os parhpates.
XXXI
Este projecto conslava
D'artigos nvenla e tres ;
Quem viscondinho lh'o fez,
O redigio, vrgulou,
E depois lh'o copiou,
XXXII
Foi o nosso padre cura,
Que. c dos nossos tambem ;
Talento, por ah alm ;
Viajou por seca e meca,
E joga a bisca sueca.
XXXIII
Porm nada de esfriar
Na salvaco do paiz,
Pois segundo o cura diz,
(O cura sabe lalim),
A cousa nao Pica assira.
XXXIV
Tenha f no anno novo,
Que hade por no seu lugar
Esta gente popular,
Que infelizmente, por ora,
Deila os bracinhos de fora.
[Bra: Tisana.)
seu effectivo lugar! Todos comprchendem a in-
conveniencia de scmelhantc medida, que d ori-
gem que um empregado depois de ter-se apre-
sentado com distinctivos de official subalterno, e
vivido como tal, desea oceupar o posto de offi-
cial inferior, e vice-versa.
Convem ao estado nao baratear deste mo-
do honras militares, que devem ser sempre
um incentivo goroso de accoes elevadas, e estas
revestidas de muilo prestigio e consideraco.
Em nossa opinio, o corpo de Piis deve "ser es-
pecial, dividindo-se elles em 1.a, 2.a c 3.a classe
para enbarcarcra cm todos 03 navios, por me-
nores que sejam, com o que se evitar que um
commissario da 3.a classe, que um alteres, seja
obrigado a ir para e paiol corlar e pezar o tou-
cinho, a carne, etc. para destribuir, acto impro-
prio de quem considerado com taes honras, e
que lodos se exiraem por meio de um abuso
tolerado pelos commandantes por decoro, que
a eoncesso de uma praca da marinhagom para
esle servico. De fiel "commissario nao conce-
deramos accesso : porque para essa classe ad-
millc-se qualquer individuo escolha somente
dos commissarios, o que nao olferece garanta
alguma ao estado.
De ludo quanio lomos escripto hoje supporaos,
que resalta eviJentemenlc a necessidade de re-
organizar-so o nosso corpo de fazenda sob as se-
guinles bazes :
Augmento do quadro.
Augmento dos posios. sendo clovada a mais
alia cathegoria capito de mar e guerra.
Augmento dos vencimentos exigencia de hab-
lilaces ; pelo menos do curso dar aulas de coni-
mercio.
Supprcsso completa de empregados de com-
misso nesle corpo.
Impossibilidade de prover-sc o corpo na classe
dos fiis.
Pedimos S. Exc. o Sr. ministro da marinha
que considerando este assumpto com a illustraco
e coidado que se empregar na administrado,
resol va to importante problema da maneira
mais vanlajusa ao servigo.
Publicando as ideas que temos respeito,
cumprinios o nosso dever de consciencia, ani-
mado pelo bom acontecimento que outras tera
lido a felicidade de encontrar, desojando que
ellas sejam uleis ao paiz.e jesta nobre classe de
servidores do estado, que merece todas as sym-
palias.
. A.
PEUN. TYP. DE M. F. DEFAlUA. 1360
< '
I ILEGtVEL
-^OtoMHmMwi '" ." itt i... *


Full Text
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