Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09002


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Full Text
T
INO IIITI. HUMERO SI.
Por tres mezes ada *ados 58000.
Por tres mezes venCiJw 6S000.
SEXTA FEIRA 2 DE HHC0 DE 1860.
Por anno adianlado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
E3C ARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Pnrahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A.de Lemos Braga;Cear,o Sr. J. JosdeOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martn Ribeiro
Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Monea Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas,io Sr.Wonyrao da Costa._________^^
1'AK'lllM. UUS CUKKiilU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiannae Paralaba nassegundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as torcas feiras.
Pao d'Alho, Nazaretli, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouiicury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreios parte mas 10horas da manhaa.1
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao mciodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primcira varadocivel: tercas e sextas aomeio da
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La chea as 10 horas e2{ minutos da manhaa.
14 Quartominguante as 6 horas e 49 minutos da
manhaa.
22 La nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
nhia
30 Quarto crescento as 4 horas e 33 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Pnmeiro a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
Ministerio la fazenda.
I DECRETO N. 2529 I>E 13 1>E KKVEREWO DE 1860.
Fazendu extensivv s ihesourarias de fazenda a
ditposieao do arl. 48 do decreto w. 2,313 de
29 de Janeiro de 1859 na parte relativa ao
e.came e lignidaeo de cunta*.
Hi'i por betn, usando da atlribueo que me
confere o artigo 102sj 12 da constituro do im-
perio, decretar o soguinle :
Artigo nico applicavel s Ihesourarias de
fazenda o arl. 48 do decreto n. 233 de 29 de Ja-
neiro de 1859 na parte relativa ao exame e liqui-
dado de contas, devendo o Irabalho ser feito por
cmpreg.-idos designados pelos inspectores das
mesmas Ihesourarias, mediante gratilicares
marradas pelo ministro da fazenda.
Angelo Muniz da Silva Fcrraz.do meu ronsellio,
senador do imperio, presidente do consolho de
ministros, ministro o secretario de estado dos
negocios da fazenda c presidente do tribunal do
Ibesouro nacional, assim o tenha entendido e fi-
en exerutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro
de 18G0,39" da independencia do-Imperio. Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Angelo Muniz
du Silva Ferraz.
Ministerio la jusliea.
DECRETO N. 2528 I>E 26 DE SEIBO PE 1860.
Crea o lugar de juiz municipal e de orphos no
termo da agagem, provincia de Minas-Uerars.
He por bern decretar o seguinte :
Artigo nico. Fka creado no termo da Baga-
geni, provincia de Minas-Geraes, o lugar de juiz
municipal, que accumular as fuo oes de juiz
dos orphos-
Joao Lustosa da Cunha Paranag do met con-
selho, ministro e secretario de estado dos nego-
cios da juslica, assim o tenha entendido e faca
execular.
'alacio da Victoria, aos 26 de Janeiro de 1860,
o." da independencia e do imperio. Com a ru-
brica de S. M. u Imperador. loo Lustosa da
Cunha Faranagu.
Ministerio dos negocios da justim.Rio de Ja-
neiro, 21 de Janeiro de 1SCU.Indague V. S.
com o maior escrupuloso lem algum fundamen-
to a noticia dada pelo Correio de. Tarde, de se
haver apresentado o subdelegado de Campo-Gran-
de com pedestres armados, para o fin do influir
na organisaco da mesa que na referida freguezia
teni de proceder qualificacao dos volantes.
Cumpre que igualmente verifique V. S. a exacti-
dao do relo denunciado pela mesma tolha noseu
numero de 17 do coi rente, relativamente a um
eleitor da freguezia de Sanl'Anna, que echndo-
se homisiado por haver contra ello mandado de
prisao pela polica, por crime de estellionato, ap-
pareceu entretanto no dia 15 na igreja para a
organisaco da mesa, tendo-se-lhe retirado a
mencionada ordem de prisao, e lendo sido tes-
trmunha? impassireis da sua prcsenca Ni, di-
versas autoridades e agentes policiaes. Couvem
queV.S., lomando escrupuloso couhecimenlo
desses lacios e de quaesquer outros da mesma
naturera, informe circunstanciadamente e com
urgencia a esse respeilo, communicando quaes
as providencias que lem tomado
lieos guarde a V. S.Joo Lustosa da Cunta
Paranagu.Sr. chelo de polica da corte.
Ministerio dos negocios da instiga.Rio de Ja-
neiro. 27 de Janeiro de 1860. "Continuando o
Jornal do Commercio a chamara alinelo publi-
ca sobre a maueira por que sevai procdendona
qualificacao de volantes, denuncia no seu numera
de 24 do correntc a apresentacao, por um ins-
pector de quarteirao da freguezia de Santa Rila,
de urna lista de familia contt-rido 16 rotantes
moradores todos na casa doanligo aljube. Tendo-
lhe sido contestada a exaclido da noticia dada,
o mesmo Jornal no seu numero de lioje Irans-
creve os nomos dos 16 individuos dados pelo ins-
pector Sabino Jos de Almeida, como lendo as
qiialidadcs necessarias para votaren), e torna
bem patente o procedimento escandaloso e frau-
dulento do referido inspector. E como nao pode
passar desapercebido semelhanle fado que alta-
mente revela a maneira abusiva por que se est
procedendo qualificacao dos volantes, chamo
sobre elles muilo seriamente sua altencao, con-
fiado que j ter V. S. procurado haver as infor-
macoes neerssarias, aflm de habililar-se a proce-
der cora lodo o rigor e just-a, demiliindo desde
logo este funecionario, eujo p'rocedimento o torna
indigno de oceupar qualquercargo de eonfianca.
Dos guarde a V. S. Joao Lustosa da CunhaVa-
ranogn.Sr. chefe de pohcia da corle.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Ja-
neiro, 26 de Janeiro de 1860.En artigo de fun-
do denuncia o Jornal do Commercio de lioje, que
onnexaa s loteras publicas corren) mullas lote-
rias clandestinas, j a bem deirmandades religio-
sas, j a bem de particulares, qfie assim querem
vender raelhor o que possunm, eespeeulam rifas.
Cumpre que V. S. averige se com effeilo seda
do flagrante violadlo da le, e d promptas pro-
videncias para a lilleral execuro desta, Iralando
da immediata represado dos deliniueuies, c fa-
i-os processar devidamente na Corma da
mesma lei. Dos guarde a V. S. Joo Lustosa
da Cunha Varanagu. Sr. lzidro Rodrigues
Monteiro.
Secretaria da polica da corte, 28 de Janeiro Je
1860.Ulm. e Exnt.Tenho a honra de aecusar
o recebimento do aviso de 21 do mez corrente,
determinando que informe : Io, acerca do facto
publicado pelo Correio da Tarde dse haver a-
presentado o subdelegado de Campo-Grande com
pedestres aunados para o firn de influir na orga-
nisaco da mesa que tem de proceder qualifi-
cacao dos votantes da dita freguezia ; 2", a res-
peilo da circo instancia denunciada no mesmo
jornal, relativa a um eleilor da freguezia de San-
l'Anna,que, adiando se homisiado por haver con-
tra elle mandado de prisao pela polica, por cri-
me de eslellonato, apparereu entretanto no dia
15 na igreja para a organisaco da mesa, tendo-
se retirado a mencionada ordem de prisao, e fi-
cando impassireis da sua presenca alli, diversas
autoridades eagentes policiaes ; e" ticando scien-
te, cumpre-roe dizer a V. Exc. quaulo ao 1"
ponto, que Irato de indagar com o maior escr-
pulo so tem algum fundamento a noticia relativa
ao subdelegado da freguezia de Campo-Grande,
posto me parees ella exagerada, e com o lim ma-
ligno de indispr a aulorida le, que nao poderia
lee ,i velleidade de pretender coagir com sua
presen;a os eleitores o supplentes, nicos que
concorrem evolam para a organisaco da junta
de qualificacao; o quanto ao 2", que o eleilor da
freguezia de Sanl'Anna, a que parece referir-se
o Correio da Tarde, c Eduardo Augusto Riboiro,
ha pouco lempo demiilido, sob proposta minha,
lo cargo de 1" supplente. do subdelegado do pri-
meiro districto do Sanl'Anna, e que tendo-se au-
sentado em razo de se aehar muito onerado de
dividas, pelo que Ihe foi aberta a fallencia com-
mercial, apparoccu niuitos das antes de 15 do
corrcnle, e concorreu como eleitor supplente
organisaco da junta de qualificacao, nao exitin-
repartidlo, ou por alguma oulra auloridade de
que tenha conhccimcnlo, quer por crime de es-
tellionato, quer por nutro motivo, conslaudo-mc
apenas estar sendo processado na primeira dcle-
gacia cm queixn, por crime particular, e no juizo
commercial pela fallencia.
Dos guarde a V. Exc. Ulm. e Exm. Sr. con-
selheiroJoao Lustosa, da Cunha Paranogu, minis
tro e secretario de estado dos negocios da jus-
lica. Isidro Dorges Monteiro, chefe de polica.
Ministerio dos negocios da juslica.Ro de Ja-
neiro, 10 de fevereiro de 1860.Pico inleiradodo
contoudo do officio de V. S. de 6 do corrcnle
mez, em que me communica, em resposta aomeu
aviso expedido em dala de 27 do mez prximo
lindo, que tendo-se verificado haver o inspector
do 7o quarteirao da freguezia de Sania Rita, Sa-
bino Jos de Almeida, apresentado urna lista de
familia para servir de base na qualificacao de vo-
lantes, cm que figuravam como residentes em sua
casa no Aljube pessoas que consta alli nao mora-
ren!, foi por esse motivo demitiido do referido
cargo. E egual procedimento confio que ter V.
S. para rom aquellos dos seus subordinados que
portal forma transgredir as ordens do governo,
fazendo-lhes ao mesmo lempo effecliva a respon-
sabilidade. quando disso fr caso.Sr. Dr. chefe
de polica interino da Corle.
.1 seceao. Ministerio dos negocies da jusli-
ca. Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1S60.
Reitero a V. S. as ordens que tem sido expedidas
a essa roparli<;o sobre loleiias nao autorisadas
por lei, eque sao exlrahidas sob differenles pre-
textos, elim de que se torne eneigica e efficaz a
repressau de semelhanle abuso, acabando-se de
urna vez com essejogo ruinoso, e com as fraudes
que Ihe sao inherentes. Dos guarde a V. S.
ludo Lustosa da Cunha faranagu.Sr. chefe de
polica interino da Corte.
EXTERIOR.
ITALIA.
Milito i., le Janeiro.
A 6 deste mez cessou, como os jornaes vos tem
aimunriado, a administraro central da Lombar-
dia e Milo lornou-se urna simples cidade de
provincia do reino sardo, e egual a Cuneo, Nova-
ra ou Sondrio.
(.mando se cscrever a historia dos seis mezes
que acabam de decorrer. o nomo do advogado
VjgHani, nosso governador piemontez, de ver ser
notado entre os mais funestos, depois dos famo-
sos govemadores hespanhoes.
visivel e confessado boje, quo nao so den
anda o menor passo, tanto antes da guerra, ro-
mo depois da conquista, para ennhecer comple-
tamente a Lombardia, sen espirito, seus progres-
sos, o modo de governo interno que ella lio ha,
e aquello que Ihe parecera o mais desejavel.
Os homens do governo provisorio de 1818 nao
lem ressado ha doze annos dse julgarem os ni-
cos capa/es de nos regerem.
O seu primeira ensaiosahio s mil maravilhas!
Constituidos em asscinblca secreta, se ja em Tu-
rin ou em Milo, onde a Austria osdeixou rollar,
os Porro, Coirenti, Bceglia etc. tem desde enia
gorernado este paiz em nomo do Piernn le.
Apenas a victoria de Magenta llvrou Hilao dos
soldados austracos, que os homens de estado da
emigracio searrojaram de todas as parles sobre
as praea?, declarando-so nicos arbitros dos
nossos deslinos, e nicos orgos das nossas oi-
IIICS.
favoritismo o mais descarado reinou desde
enio com a capa de patriotismo.
Vs adevinhaes oque pode ser um governo que
nao seno a desforra de una sociedade ao mes-
mo lempo execrare! e cruel.
Napoleo III poderia chamar a si Vctor Em-
manuel depois da batalha de Marengo. Logo que
o primeira cnsul reorganisou a Lombardia, seu
primeiro cuidado foi afastar dos empregos os
membros do antigo directorio cisalpino, dester-
rados pela Austria. por este meio que se faz a
poltica seria.
Comtudo Milo, no regosijo da sua liberdade,
acolheu ludo, applaudio ludo durante os primei-
ros lempos, nao querendo, alias, acrescenlar os
embaracos do novo poder.
Esle, illudido ao mesmo lempo, que favoreci-
do pelos vencidos de 1848. tomou a serio e ao
decisivo esta adheso de circumslancia. Tam-
bera nada pode boje justificar a admiraco e o
despeno dos Piemontczes.
Porque razo a Lombardia, ha pouco lempo
lao enthusiasla est hoja descontente?
Nao ha um nico motivo, dizem os revolucio-
narios, apezar das aecusacoes que fazem errtos
jornaes contra o rgimen eslrangeiio importado
de Turin.
Estas aecusacoes, rouitas vezes excessivas na
forma, sao prla maior parle bem fundadas. Dc-
pressa Milo perdeu toda a importancia que ti-
nha como segunda cidade de um grande imperi
e capital de um reino dislincto e ainda que na
separado da Auslri.i ; como tal, linha urna corte,
um governador, um ministerio completo, um
grande conselho, urna thesourarb central, urna
casa de moeda, urna direeco geral de poniese
calcadas, urna congregado central formada dos
delegados de todas as cidades lombardas.
Ella estiva tambem era correspondencia inti-
ma e natural cora Vcneza, quala ligaran into-
resses, all'eices, coslumes, e mesmo esperancas
italianas que nao sao daquellas que eslo rea'li-
sadas.
Hoje todos os serviros eslo centralisados em
lurin. E o ministerio quem faz ludo, e que tu-
do regula e decreta.
Ostentaran diante de nos as seducoes do r-
gimen constitucional, e nos nao cnheciamos
anda seno o rgimen dos poderes execepcio-
naes. '
A dLtadura concedida pelas nccecessiJades da
guerra dura ainda,
E ella quem lem perturbado ludo e feito c des-
truido o nosso paiz, nao deixando s futuras c-
maras seno a tarefa egualmente infertil de sauc-
ciotiar o mal feito, ou de o reparar.
Gente e dezoito leis tem vindo luz, sem o nos-
so anterior parecer, ueste numero figurara as
mais importantes, taes como a lei de instrucao
publica, ea lei eleitoral e municipal.
Por esta ullima nrriiinaram para sempre o nos-
so antigo e 'iberal syslema de administradlo mu-
nicipal que mofou do dominio estrangeiro', e qua-
si que era sufliciente para nos consolar dos seus
rigores, pelo menos nos campos.
Alem disso as nossas communas; das quaes
nm grande numero nao tem mais de 400 a 500
habitantes, tero cada um presidente,od syndico
nomeado polo rei, e revestido, diz a lei, do du-
plo carcter de empregado real e de represen-
tante municipal.
Vos nao podis fazer idea em Franca de quanto
este embargo do poder central sobre "os interesses
locaes repugna aos nossos coslumes e ao bom
senso.
Tomaram mesmo a liberdade de fazer algorras
experiencias, in anima rt/i, sobre o nosso infe-
liz paiz.
A inslituico dos governadores de provincia
nao oulra eousa, e nao julgam dev-la occuliar,
Lid governador apossou-se de urna conglome-
radlo de 51)0 a 600 almas ; na sua missao, segun-
do nos assegnram, consiste em representar o po-
der, mas nao em exerce-lo ; esta deliberado nao
, creio eu, seno una astucia para engaaras
susceptibilidades do espirito local.
No enlanto, acharao alli pingues beneficios
para dcslribuir aos amigos do ministerio, e se-
bretudo aos'deputados da esquerda, que pode-
riam apertal-o mais tarde, c fazer algumas per-
guntas das contas pagas.
Em Milo ja nos presentearam com quatro ou
cinco governadores depois de Mr. Vigliara : todos
tem recusado.
Una dalles entre ostros, o marquez de Villa-
marina, que se cecuparara em afastoc da emhai-
xada de Pars, respondeu que Ihe nao convinlia
collorar-sc sobre o mesmo peque M.M. Valerio,
Deprelis c oulros da escolha do partido revolu-
cionario.
Acabam de nomoar o conde Gallina, mas ja a
nossa imprensa traa do Codino antigo ministro
de Carlos Alberto.
O que nos penalisa, que ao cm prego nao fal-
lar amantes se o quizercm procurar ijas tilcuas
democrticas, porque elle rendo 50 mil francos,
nao tem despezas e lem represenlaco.
E impossivcl achar tambera um governador
para Cremona, cidade que, por causado seu che-
le municipal Amaldi, das mais a motinadoras,
e arremessadas no actual niovimento. Limita-
ran)-se ajapresenta-la com um intendente. Tem
vindo dalli reclamaces e depulacoes. Mas que
respondeu o governo ?
Estes governadores nao sao seno um ensaio
que nos pretendemos fa/cr, afim denos assegu-
rarmos se una provincia pode passar sem elle,
e por isso que Cremona nao tem o seu como
Brcssia c Bergamo.
Mas tranquilisai-vos porque o vosso intendente
quasi que ter os mesmos salarios, a dispender
em bailes o jamares, como se elle tivesse o titu-
lo de governador.
Salisfares de urna ordem lo elevada nao se
recusara a ninguem.
Tara quem conheccr o paiz como nos que o
habitamos, seria urna critica ofensiva dar a lisia
dosinnumeraveis cendecorados de S. Mauricio e
S. Lzaro, creados pelo Piemonle na Lombardia.
U rei nos accumula do seus beneficios. Tendo
elle recebido pelo Natal o tributo da caca, que se
enviara todos os anuos corte da Toscana das
caradas de S. Rosoze, o trbulo consista em 180
pergotos e fai/.oes, 8 gamos, 3 viados c outras
pecas miudas, e as dislribue quasi todas na Lom-
bardia.
L'm desle veados foi para Mr. Brofferio o ce-
lebre orador demcrata, e um ouiro acompanha-
dode um cenlo de garrafas deChampanhe foi di-
rgido cidade de Brescia.
Alem disso o rei nos proraetlcu de vir dar dous '<
grandes bailes era Milo esle invern.
Tantas amabilidades nao baslam para tornar a
ganliar o paiz que tiveram todo inteiro um mo- :
vimenlo, e que actualmente est lodo desconten-
te. Nao smente a guerra cnica feita ao clero i
que amedronta e maga as conciencias, tambera
n&o c o juramento imposto aos advogados no '
qual se nolou que a questodo rei e nao do es-
latulo, c o erro flagrante desle rgimen, que se
annunciaracomo urna entrega e que e uma ci-i
la:-o.
Para que nos disseram tanto, por exemplo, que ;
a Austria esfollara este paiz com imposlos, por
quanto se devia fazer nina lei asseulando que
nao seniudaria nada aosunpostos existentes, se-
no que se continuara a receber a laxa addicio- :
nal da guerra de 33 por cem, deixada por nossos
amigos senhores e aindamis aquella do 10 por
cera trazida por nossos amos? Para nostramiuil-
lisar, a Uazeta /fhial, nos previnia ltimamen-
te que a Lombardia paga menos ainda que as
antigs provincias sardas, e que assim era ne-
cessario esperamos para sermos postos a par
deltas.
Entretanto que este arrejo financeiro exaspera
08 nossos campos, as nossas cidades olham com
desgosto, o insolente triumpho de uma camarilha
incapaz e rancorosa.
Se vos vedes assenielhaneas que se dao a es-:
les homens fallos de merecimenio de 188, tor- '
nados a ser personauens e os discursos dos ora-
culos de lodos estes corybhanles que danram em
roda do berro da joven Italia !
Era na verdade menos dillicil ler uma audien-
cia de Burger ou do archiduque que desles se-'
nhores.
A imprensa poderia bem tentar de os repr no
seu lugar.
Mas a imprensa, eu tenho pezar deoconessar
nao c aqu seno o desespeio da gente honrada!
Acreditaos que nao ha em Milo menos de 28
jornaes polticos, alem de 24 folhas oceupando-
se de diversas malcras, mas fallando sempre das
cousas esobre ludo dos homens e da poltica.
Ella rbenla por todos os lados como ovuco
longo lempo comprimido.
Tem-se um iuimigo a destruir, um funeciona-
rio a substituir, e um rival a dilTamar.
Logo apparece uma folha. Vomitando o seu
odio por 10 ou 15 das, depois cala, mas nao sem
deixar aps si uma horrivd lava de odios, sus-
pcitas e calumnias.
Os espirilos os menos pessimislos esto cons-
ternados de ouvir professar publicamente as dou-
trtnas dos clubs e das barricadas.
Ma/.zlni veio ltimamente a Milo, o governo
soube-o to bem como loda a genlc : mas nao
ousaram pora mo sobre o temivel agitador.
Entreunto que o fermento communisia enco-
lerisa as nossa-massas populares lo naturalmen-
te excitaveis, nao ha desde cerio lempo seguran-1
i.a de nossa cidade.
Cada noite 3 ou 4 casas sao roubadas.
A chronica dos jornaes superabunda cm roubos
e assassinatos.
Assaltara-se e despojara-se os cidados cm
pleno dia.
As estradas nao sao mais seguras.
Na mesma noile roubaram os tres correios de
Veneza, Mantua c Placencia.
Ah se semelhantesdesordens n'um dia viro
a passar-se nos Estados do Papa 1
Tendo por certo o que eu vos digo, este paiz
soure, c deploravelmente administrado por an-
tigos conspiradores estupidos e vaidosos.
(Jueria-se ser italiano, e sem ser piemontez.
Ora, islo c o contrario do que acontece ; infligem-
nos urn rgimen de unidade, e de absopeo for-
rada que est bem a ludo que ha no mundo de
mais piemontez e de menos ilaliano.
Os vulgares ralladores blasonara que elles Ira-
balham para fazer a Italia : elles a tem leilo,
com elfeito, como os gatunos
lenQo. .
Finalmente se o Tuturo nao
o presente nos afflige.
As cousas religiosas vao a peor.
Vos nao podis imaginar que propaganda de
muslivros se faz aqui pelos cuidados da socie-
dade Bblica de Londres.
Fundou-se uma sociedade das mais activas,
debaixo do titulo de Socitta d'Incorraggiamen-
lo .
O desprezo'do padre, da religiao, de toda a
ordem poltica e social s'inflltra as massas pa-
ra ah arrebatar ma3 cedo, ou mais larde em
cataslrophes.
Nao a Austria esta vez quem aproveitar
das fallas dos nossos governadores, mas sim os
revolucionarios veimelhos
Acabam-se de se descobrir as suas intrigas na
Italia central.
Ricasoli leve a coragem de melter alguns
-agentes na prisao.
Em Modena prenderara um certo Zanini que
se corresponda cora Mazzini pela raed aco da
junta central de Muflo.
Parma v-se debaixo da meara de uma agi-
laro cemmunisla.
Todos estes indicios provam que o corle de Tu-
rm v o porigo.
Porque nao ve ella a causa primaria?
Porque que todos es governos chrislos ou-
vindo 03 gritos de furor e de triumphj, ( i de
mim I ) da faeco demaggica, que tem redobra-
do depois de quiuze dias, nao comprehendem
elles que Roma, que necessario defender, e
que a revolucao, vencida cu victoriosa era Ro-
ma, er-5 venada cu victoiiosa em toda a paite ?
( Com me reto do Tcrto ),
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Torcato are.; S. Lamberto.
28 Terrea. S. Leandro are. ; S. Christina v.
29 Quarla. S. Romo ab. ; S. Populo m.
1 Quinta. S. Adrio m. ; S. Rozendo.
2 Sexta. S. Simplicio p. ; S. Jevino m.
3 Sabbado. S. Ilemeterio m. ; S. Aslerio m.
4 Domingo. S. Lucio p. m. ; S. Archelo m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SI L
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia,
Sr. Jos Martins Alvcs ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Fiaueiroa d
Faria.na sua livrariapraca da Independencia os.
6 e8.
de Paris fazem o
nos sorri melhor
PROGRAMMa ECONMICO DE NPOLEAO.
A parte da carta imperial que parece deslina-
da a produzr mais sensarfio e que ja foi objecto
do unnimes elogios, a que annuncia a queda
to impacientemente esperada do systema pro-
hibitivo, que altingia era Franca proporces de
que nn otTerecem exemplo os'annaes do'mundo
inteiro ; nao ser um dos episodios menos extra-
ordinarios da historia do nosso lempo, acs olhos
da poslordpde, que esle svstema. inaugurado du-
rante urna guerra Toriosa. a titulo de medida de
guerra, com o protesto formal de que ello nao
sobieviria paz, tenha podido prolongar a sua
existencia perlo de meio socolo depois que a paz
voltra a derramar sobre os povos os seus raios
benficos. Esse systema subsiste anda intacto
cm 1860, apezar do esemplo que as naces que
nos cercana, portia uini com as outras, nos ti-
nnam dado de o abolir. Uma colligacSo de inie-
resses particulares, que desenvolva lima aclivi-
dade prodigiosa era sua empreza contraria ao
bem publico, linha chegado a impOr a todos os
governos a manulenro d'esta inslituico relro-
grada, com o sen acompanhamenlo obrigado de
meios vilenlos, pouco dignos d'uma idade civi-
lisada, taes como a conliscaco, as visitas domi-
ciliarias, as visitas pessoaes"
Nao temos aqui a enumerar o prejuizo que o
systema prohibitivo causa riqueza publica,
cujo deseiivolvimento restringe ; a industria, qu
multas vezes priva de objeclos que Ihe sao in-
dispensayeis ; ao Irabalho nacional, do qual en-
carece nao s as materias primas, mas tambera
os instrumentos. Nao emprehendemos alem d'is-
so avalia-lo em relaco immensidadc do pu-
blico consumidor que sobrecarrega de laxas ele-
radas, impossiveis de justificar sob o ponto de
vista do direito publico moderno, cujo principio
mais inalacavel que s se devem imposlos ao
Eslado; e nao a concidados. Nao tentamos tam-
bera apreciar-lhe os effeitos a respeilo das popu-
lacoes operaras dos campos o das cidades, sobre
as quaes pesa de um modo mais forte de que
sobre as outras classes ludo o que privilegio e
monopolio, porque pslas popnlacOes tem menos
meios de se dellender do que outras. Fazer o
processo ao systema prohibicionista superlluo :
a opinio quasi unnime do mundo civlisado leN-
vanta-se contra elle, e a caita .imperial pronun-
cion a sua sen|onca. D'aqui em diantc devemos
considera-lo tomo morlo. Conveniencias que o
leitor apreciar requeren! que nao insistamos.
S fariamos uma analyse detalhada do syslema
se se lenlassem algun's esforcos serios para o ro-
suacilar dejiois do golpe qu acaba de receber
Assim, pois, que a trra Ihe soja leve I
A contar do hoje, os manufaclores francezes
sabero que, tan'.o para elles como para tojo o
mundo, a lei fundamental 6 a da respoosahilida-
de. Sem dnvida urna poltica prudente requere-
r anda asen respeilo attencocs mais ou menos
prolongadas; nao aiu la a contar do hoja quo
os dueitos qualilicados do protectores devem
desapparecor da nossa pauta, onde nao figura-
riain mais do que direitos focaes. Quanto pro-
pria prohibicao, j a patarra imperial linha sido
dada de que ella s cessaria em julho de 1861, e
certo quojesia promessa ser cuniprida em lo-
da a sua p..m.iiilb. Mas nao ser superfluo re-
cordar que, djialquer que possa ser a duracao de
uraa transico prudente, que tiremos sempre o
cuidado de reeomnnndar, a torca das cousas, ou
para melhor dizer, o progresso la razo publica
na Europa faz mudar o navio de rumo e nos im-
peli com uma forra crescente para a livie con-
currencia universal, que lo bem temos apren-
dido a conhecer nos mercados de exportadlo.
Todo o chefe de industria deve lembrar-so"que
vita nfallivolmente um dia em que elle ter de
limitar-se aos seus proprios recursos, sem o apoo
desses dueitos qualilicados de protectores, que
sao um encargo para o publico, encargo inad-
missivel cm principio, pois que os seus produc-
tos nao entrara nos cofres do Eslado.
I'.m todas as carreiras, s quando os ho-
mens senlera que lem a sua sorle entre as mos
que as suas faculdades se desenvolveni e engran-
decen! e que o seu Irabalho adquire toda a sua
feeuiididade, sob a expressa condiro de lerera
liberdade de aeco e de nao seren as suas mos
ligadas com regulamentos restrictivos e enreda-
dores, Temos entre nos como no exterior milita-
res de provas, tanto em materia de manufactu-
ras, como acerca de todos os outros modos da ac-
lividade humana. A industria franceza com os
pontos de apoio que j possue, com o notare!
pessoal que lem sua disposico, c cuja quali-
dade nao podo seno augmcnlar-se anda, cora as
novas prolccres e fomento que. o governo Ihe
va prodgdlisar, a industria fi.inceza, no cami-
nho cm que daqui em diante laucada, vai apre-
senlaro bello espectculo que offer'ecou ao mun-
do a industria ingleza a contar do momento em
que Roberto Peel comecou a grande reforma que
assegura a seu nome airamorialidade. E da mes-
ma sorle que em Inglaterra, todas as classes da
sociedade recebero os seus beneficios, porm a
maior parte ser para uma tlasse que lem direi-
tos inconlestaveis sollicilude esclarecida, mas
infatigavel dos poderes pblicos e da sociedade,
a dos operarios.
O mesmo espirilo de consideradlo para com
os chefes do industria, que j notamos, dictou a
disposico collocada frente, de todas na carta
imperial sobre a isenco dasduas principaes ma-
terias primas das manufacturas, a la e o algo-
do. Assim ser altendido ura voto que as ma-
nufacturas haviam frequenlemenle manifestado,
e que nada linha seno de legitimo. Em uma or-
dem social em que honrado o Irabalho, era
que os podcres.publicos fazem profisso de o
promover e animar, impr direitos sobre as ma-
terias um contrasenso e quasi uma enormida-
de. E de esperar que egual disposico se estli-
da a outros artigos alem do algodo'e da la. Os
eslran-jeiros nos lem dado de todas as partes o
exemplo da mmunjdado mais ou menos comple-
ta sobre as materias primas.
J o observamos ; sobretodo um pensamen-
lo de mclhoramento popular, que conslilue o
fundo da declaradlo imperial e que Ihe d o ele-
vado valor que n opinio da Europa se deu pres-
sa em reconhecer-lhe. Esle pensamento revela-
se mui claramente na disposico relativa aos as-
sucares o cafs. Fixado3 em uma poca em que
taes artigos eram muito mais caros do que hoje,
os direitos que os sobrecarregam augmenlam-
Ihes agora o prero no dobro ou mesmo em mais.
Uma tal desproporce entre o imposto e o valor
da materia tributada abusiva e quasi deshuma-
na, quando se trata de alimentos, cujo uso re-
commendado pela boa hygiene. Palo progresso
da liquen publica, como"pelo da industria, que
diminne as despezas de produeco, o assucar e o
caf devem ser daqui em dianle" considerados co
mo gneros de primeira necessidade Uma pol-
tica benvola para o grande numero exiga que
os direitos quo os sobrecarregam, soffressem
uma diminuicao importante. A experiencia da
Inglaterra aulorisa alm disso acreditar que o
thesouro pubco nada perder. E assim que o
mais das vezes os melhoraraentos populares,
quando sao inlo'.ligenies, vao finalmente emi-
quecer o Estado em vez de o empobrecer.
A Enropa iuteira vio na carta imperial um pe-
nhor de seguranca e de paz, e nao esta a me-
nor das razos que determinramos seusapplau-
sos. E' permillido arredilar porm que esle do-
cumento histrico est destinado a oxercer no
mundo civlisado uma influencia d'oulro genero.
A adopro universal de pautas liberaos era re-
tardada pela fidelidade que a Franca pareca
guardar ao rgimen prohibitivo, apezar das ten-
dencias do imperador para uraa papila liberal, da
qual primeiro que tudo u Frsnr.i devia cclher o
beneficie principal. E" n>.' S ut privilegio, mas
tambera uma responsabilidad* perigosada nos-
sa patria, que os seus exemplos lano na linha
do bem, como na do mal, inspirara as delermi-
nares da maior parle dos oulros Eslados. 1".'
assim que seremos responsavels perante a his-
toria por termos por demasiado lempo nnnlido
no mundo as Iradicoes envelhecidas de sola-
mente commercial, que nao contribua pouco pa-
ra perpetuar o antagonismo poltico. A serna ho-
je muda, e o panno levanla-sc sobre uma pers-
pectiva mais lionha ; a nossa influencia est
adquirida para o fuluio com o pensamento da
approximaco commercial, que controbalanrai,
se os nao extinguir, os odios polticos. Se per-
severarmos, como tudo nos induz a crer, nesles
novos passos com o vigor que nos proprio,
nt> teremos contribuido pouco para uma revo-
luro universal pela qual as geraces nos con-
servado um vivo e profundo reconhecmenlo.
Com effeilo, nada como o novo programma im-
perial, lera contribuido tanto para preparar uma
nova ordem de cousas, em que sanguinolenta
nvalidade das batalhas seria sulistilaida. entre
os povos, a rivalidade fecunda das sciencias, das
artes uteis e das bellas-arles: e nao ser esle o
menor de seus lilulos sympalhia e x admira-
co geral que lo espontneamente se manifes-
taran! lauto em Franca como no exterior.
MlCIIEl ClIEVAMER.
(Journal des Debuts.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Braxelas ? le fevereiro.
O principal aconlecimento da nossa politice in-
terior durante o mez que acaba de passar-se,
a realisaco de um emprestimo publico de 45 mi-
Ihes de franco*, necessario para a execuro dos
Irabalhos recenlemente decretados pela legisla-
tura e principalmente das novas qualificscOes que
se devem elevar em torno da cidade de Anrers.
Recorreu-sea uma subscripro publica. O go-
verno pedia apenas 45 millioes. O publico assig-
nou quasi 500 milhes.
um novo exemplo da efficacia desse novo mc-
thodo de emprestimo em que o imperador Napo-
leo Id tomou a iniciativa, ha alguns anuos cm
Iranra. Oulr'ora os governos deviarn recorrer aos
grandes banqueiros para poderem por iulermedio
delles einiltir cusa de sacrificios considerareis,
os seus ttulos de emprestiraos. Hoje o Estado
loma emprestado directamente nacao. Os lilu-
los da divida publica se tem tornado familiares
todas as classes de cidado.
Basta que o governo abra una subscripro com
uma laxa favoravel para que osciJados em mas-
sa, venhara offerecer-lhe cinco ou seis vezes
maiscapitaes do que pede. verdade que a
subscripro deve ser aborta com taxa favoravel,
allendendo-se ao curso da bolsa, mas sendo pu-
blica a subscripro, nao ha inconveniente a que
o governo permita que os subscriptores realisera
um certo lucro, porque esse lucro poslo ao al-
cance de lodos os cidados sem distinecao. E
por isso lamben) se pode dizer que o niodo de
empreslimo por va de subscripro publice lem
hoje recebido nos principaes estados da Europa
uma consagradlo definitiva.
O nosso paiz commoveu-se mui vivamente com
um acontecimenlo que ha pouco levo lugar no
mundo industrial o commercial. Quero fallar da
carta em que Napoleo III annunciou que a Fran-
ca entrara nocaminho das reformas econmicas
e alfandegueiras.
Essa carta tem feito sensares. Aulorisa a pre-
ver o ciimprimento da promessa do imperador
doslrancezes de fazer cahr em lim essas paulas
de alfanjegas, que consagrando uma prolecco
inutil c absurda, era favor de alguns productores
investidos de um monopolio prejudicial massa
dos Consumidores, collocava a Franca, por uma
anomala econmica, na ultima ileira'das naces
cinlisadas. Ao lado da taxa france-a, achineza
pode passar por uma obra intelligenle, a grande
muralha do Celeste Imperio menos ridicula da
que o muro proteccionista elevado em lomo da
Franca por un syslema dealfandega.condemnado
ao mesmo lempo pela razo e pela experiencia.
A_ Franra tranca a lodo o commercio, chegar,
pde-se predize-lo. uma prosperidada commer-
cial e industrial nolavol, porque as medidas que
deitam por Ierra o syslema proteccionista tero
grande echo, acharao imitadores em toda a par-
le, e lerao por elfeito augmentar considcravel-
menle, no mundo inteiro, a circulaco dos pro-
duelos e o movitnenlo das trocas.
O consumo augmentar consideravelmente em
primeiro lugar pela imporlaro estrangeira e de-
pois pela baixa dos procos nos productos indge-,
as, aos quaes a prolecco fazia, com grande de- ;
trimento dos consumidores dos productores!
um mercado inleiramente provlegiado e res-
tricto.
Esses productores, neste momento, clamara
com forqa. Mas nao lardaro a tranquillisar-se,
a comprehender que seus terrores sao chimeri-
cos e que o seu verdadeiro interesse nao fabri-
car para vender caro e explorar injustamente
consumidores que resistem c lutam pela absten-
ao, nas sim fabricar muito, aperfeiroar os seus
ulensis e productos, vende-los por'bom proco,
ganhando mais pelo augmento do consumo! a
compradores cujo numero so tomar de cuplo
por causa da baraleza dos productos.
A liberdade das trocas fundada sobre a proprie-
dade industrial, sobre a marea de fabrica, sobre
a probidade dos fabricantes, sobre a lealdade da
concurrencia, sobre a rcpresso seria de toda a
fraude, sobre o febrico consciencioso e Ilustrado,
a verdadoira origera da prosperidade das na-
res.
A Franra tem sido at hoje o paiz dos absur-
dos econmicos, e os Francezes, lo inlelligentes
em tm'o, lera sido nesla sciencia da economa,
que a primeira das sciencias, que a sciencia
social por excellencia de uma ignorancia que ad-
mira. A imprensa tem representado entre elles
e ainda representa un papel vergonhoso.
Entregues em grande parte aos ricos manufec-
lureiros que exploram o paiz, e que lem orgaui-
sado commisses, creado uma caixa de fendos
secretos e ganhos por causa della os votos mais
influentes, cortos jornaes que deveriam ser os de-
fensores da naro e dos interesses dos nossos.
lem trahido o seu mandato natural n falseado
durante longos anuos a iniellgenciados consu-
midores, que ainda se veem estpidamente liga-
dos um syslema que paralysa todas as peque-
as industrias e que detem o impulso da prospe-
ridade nacional.
A concurrencia que os productores francezes
leraiam antes de Imip.era a concurrencia da in-
dustria ingleza. justamente a essa concurren-
cia que Napoleo III acaba de entrega-Ios con-
cluindo um tratado de commercio com a Ingla-
terra sobre as abazes mais liberaes que possi-
vel, esse acto internacional e ura novo signal no-
lavel da allianca mais eslreila que se acaba de
estabelecer entro as duas grandes potencias oc-
cidenlaes, allian^a que, ha muilo, anunciei nesla
correspondencia.
Essa allianca que cada dia mais se eslreila, in-
quieta muilos espiritos na Blgica.
A Blgica solfee em suas relaces cora a Fran-
ca c com a Inglaterra o effeilo de uraa das gran-
des leis da natureza. a que torca os planetas a
gravitar em torno do sol. Somente a anomala
consiste era que temos dous soes e que. segundo
a distancia na proximidade relativo de um desses
dous astros polticos, mudarnos de alleraco, es-
corregamos de uma rbita para a oulra e soffec
mos assim dessas perlurbacoes.nas quaeios gran-
des politices reconhecem, como em casos idnti-
cos,os grandes astrnomos, o effeilo do uma aeco
saperia c irccsiflivel.
Essa dependencia mi rila vcl torna para nos an-
da mais inieressante que para outros Estados
menos adiantados no progresso agrcola indus-
trial ou commercial, as menores variaces que
se possa dar na organisaco poltica ou econmi-
ca dos nossos immediatos visinhos. Eeculamos
as causas dessas variaces e depois da expansao
doi um primeiro movimenlo que nos faz louvar
lodo o progresso adquirido na ordem poltica oti
naesphera dos interesses industriaos, fazemoa
prudentes reservas para o que particularmente.
nos diz respeilo.
Quando vimos a Franra e a Inglaterra fazerem
entre si ura tratado de commercio, admiramos
rin primeiro lugar a mudanca que se operou ras
vistas do governo francez para que Ihe tenha po-
dido apparecer semelhanle idea e parecer-lhe
reaiisavel, mas depois, pensando nesse Iralado
de commercio pergunlamos nos mesmo ee liSo
nos sacrificar aos interesses de urna allianca
preciosa, se nao estamos exposlos, enilim, a pa-
gar as costas de uma reconciliadlo importante.
Ha niSSO paraos Belgas um raulivo de preuc-
cupacoes lano mais vivas, quanto boje percebem
as tendencias verdadeiras, da polilica napoleoni-
na. Jit Ihe dsse, desde o comero da guerra da
llalla, que apezar de lodos os protestos de des-
interese, Napoleo III prosegua na realidad- o
anmqtiiameiilo das dcmarcaccs lerriloriaes
creadas pelos Iralados de 1815," e a reslituirao
Iranra daquillo a que chamara suas tronleiras
naluraes. Elle Irabalha ha muilo lempo para
conseguir esse fim ora servindo-se da guerra,
ora recorrendo as astucias da diplomacia. Ora*
no programma dessas fronleira naturaa, figu-
ra, quanto ao norte da franra, uma exlonsaoal
o Rheno, o que implicara a absorpeo da Bl-
gica, e ao meio dia, um angrandecimenlo Levan-
do a fronleira franceza at os Alpes, por meio
da annexAo da Saboia edo condado de Ncequo
hoje perlencem ao Piemonle.
Esta ullima parte do programma da polilica
Iranceza est quasi a realisar-se. A Fiama est
em vesperas de obter do Piemonle a cessao da
Saboia e do condaJo de Nice. Ser uma iu-
demnisaco para a cesso que a Franra fez da
Lombardia e para o apoo que presta ao Piemon-
le nos esforcos que esle f iz para obter a anne-
xaQo da Italia Central. A entente intima quo
hoje existe, entre a Franra o a Inglaterra, an-
nuncia que esta nao se oppor seriamente s
vistas da franra sobre os Alpas. Ha quera per-
gnnle, se, dado esse caso, nao succeder o mes-
mo com o Rheno.
L'ma correspondencia muilo aulorisada quo
parece ler a misso delicada de suscitarquestes
de alta gravididee de saber a opinio publica .
respeilo, expnmia-se, ha alguns dias, nesles
termos : Todas as questes que se prendera ao
restabelecunento das fronteiras naturue* da
llanca viro naturalmente em sua hora, pela
i irea das causas o sem que a poltica franceza
lome a iniciativa. Assim a annexaco da Italia
Central ao Piemonle, se se elfecluar definitiva-
mente, torna indispensavel a annexaco da Sa-
boia e de Nice Franca. Todos o comprehendem.
lor outro lado, o movimenlo onnexecionista que
se prepara na Allemanha era favor da Prussia
rara nascer muito naturalmente algum dia a ne-
cessidade de oulra annexaco que o inters.!?,
canee: e reclama : Pode-se'dizer que nesle mo-.
monto todos na Europa so occnoam procurar o
seu raminho e de se lornarem a collocar em suas
coniroes na/uraesde existencia.
Eis a queslo da fronteira do Rheno ciar.mena
le csiabclecida. E por isso desde que a annexa-
co da Saboia e do Condado de Nice qne por
muilo lempo muita genlc consideren como um
projeclo chimenco, tiver passado ao eslado de
lacio consumado, pens que nao se poder mais
chancear de chimericos os projectos cujo pro-
gramma se nos deixa entrever hoje.
A correspondencia da qual lerei e pagamento
que precede parece ler milito a peito afaslar a
objeccao tirada da nverosiniilhanra e da impos-
sibilidade desse programma e loca'cm oulra cos-
ta, na corda das corapensaces. Vio-se quejul-
ga o engrandecmenlo da Prussia muito possivel
e adivinhou-se que compensares exigira a Frail-
ea cm paga da tolerancia que moslrasse era pre-
senca desse engrandecimenlo. Como ldo nao
acabara assim e outras potencias haviam de re-
clamar tambem Compensares fazem-nos ver on-
de podenam acha-las. Homens providentes,
diz a correspondencia cm queslo, atravesara
pelo pensamento o Danubio, os Apeninos e rao
procurar no Oriente asoluco esperada na Euro-
pa occidental. Isto o segredo da Providencia,
tsperemos o que decidir e desojemos que povos
e governos nada compromettam por precipitados
e vilenlos.
Ha muito lempo que Dz essa viagem ao Orien-
te eque disse que a Turqua eslava destinada a
remecer corapensaces s sonhadas annexares.
Foi idea que j emilli em uma das minhas"cor-
respondencias precedentes e a qual os aconleci-
inentos tendera a dar em um fuluro pouco remo-
to, um principio de realisaco.
INTERIOR.
Rio le Janeiro 15 de fevereiro.
Emfim! SS. MM. II. tornaram ao seio da ca-
pital do imperio: o dia 11 de fevereiro de 1860.
era que teve lugar a feliz chegada dos Augustos
Viajantes, que feram honrar com suas presenras
algumas de nosoas provincias, nunca mais p'o-
der riscar-se da memoria dos Fluminenses.
O prazer que hontem se observou pode so-
mente ser medido pelas saudades experimenta-
pas em quasi cinco mezes de ausencia de SS.
MM. Imponaos. Foi uma festa immensa, ura
espectculo grandioso era que se ostenten o
amor de um povo livre que sabe reconhecer as
alias virtudes do monarcha que preside aos seus
deslinos, c da Excelsa Princeza que com elle par-
tlllia o llirono do imperio americano.
Ade3cripro de uma festa em que maisfall-rn
ossentiraenlose as clfuses da alma do quo as
galas e a oslentarao do luxo e da riqueza fica
sempre quem da verdade, porque as palavras
nao podem exprimir as ideas quando as ideas
sao flmulas, e quando do coragao do povo trans-
borda o amor em ondas de alegra.
Nao importa : amesquinhemos embora a gran-
deza deste dia faustoso ; sempre do nosso de-
ver esbocar a sua historia.
A's cinco horas c tres quarlos da manhaa su-
bi ao ar a girndola com que do morro do Cas-
lello fei annunciada a approximaco da esquadri-
Iha imperial.
Desde logo o povo comecou a agglomerar-se
nos pontos donde melhor se poda observar u en-
trada da esquadrilha c o desembarque de SS.
MM. lmperiaes; e dentro em pouco o arsenal de
marinha, suas iinmediaces, e os morros do
Caslello e de San-Bento' feram invadidos pela
multido.
No entanlo, e ainda nn eram sele horas, a
esquadrilha enlrava pela barra, e se adiaulava
pela baha de Nitherohy, saudada pela arllharia
das lortalezas e dos navios de guerra nacionaes
e eslrangeiros, que, assim como os raercautes, se
acharara galhardamenle embanderados.
A esquadrilha imperial avanjava na ordem se-
guinte :
O Apa se ostenlava era primeiro lugar, e tra-
zia em seguida o Mag, em que se ruostrava
basteado o pavilho de chefe do porto : o Amil-
lonas, o Paraense, o Jequitinhonha e o Cama-
cuam.
O Mag e o Jequitinhonha tinham sahido pela
madrugada a cnconlrar-so com a esqe.adiilLa
imperial,


r2)
DIABIO DE PEKSAMM3CO. SEXTA FEIRA 2 DE. MARCO DE 1860.
Aii'in uestes vaporar; um uutru uu companhiai
d*> Niiherohy (ora frotado pur diversas pessoas,
e na altura de Villogoignon, sondara cnlhusios-
tiramenle o rsquadrilha que enlrava no porto, c
n acompanhr desse ponto al ao arsenal de
niiirinlia.
Pouco antes das role horas cheg.ir.im SS. AA.
Imperiaes ao arsenal de marinlia ; o embarcndo-
se cm urna galeota imperial, ser mpanhadas dos
si us semanarios e aias. e dos Srs. presidente do
onselno e ministros da guerra e da marinha, d-
vgirom-so no vapor ondonsesperavam saudesos
SS. KM. Imperiaes.
O Apa por alguns momentos pnrou defronte
l.Vllha dos Ralo? para receber a galeota que lhe
levav* to preciosa mita.
Os Srs. ministros dus negocios eslrangeiros e
la Justina chefcararn logo depois, c foram immc-
diatamenle comprimentar a SS. MM. Imperiaes.
A's oito horas da manhaa o Apa veio fundear
unto ao caes do arsenal de marinha : girndolas
repetidas que se misluravam com as ocelo mocos
lo poyo parliam do trapiche da tlfandcga c dos
murros do Cosiello c de San-Beato.
A multd.io j era immensa no arsenal de ma-
rinha, c durante alguna lempo o povo contem-
l :..u rom verdadeira salisfacrao os afTagos com
que SS MM. Imperiaes acariciaran] as duas bel-
las princezos.
A corte, a cmara municipal, c um numero-
so concurso de cidados das classes niais eleva-
das es (i era va ni j no arsenal o desembarque de
SS. MM. II.
A's dez-horas da manha reliraram-so SS. AA
Imperiaes no nielo de acclamaces do povj, e
s de* e meia leve lugar o desembarque de SS.
UM. Imperiaes, que foram Mudadas com vivo
ardor, e que seguiram p e ombaixo do pallio
nte a capella imperial. A rita direila lieou ab-
solutamente cheia de povo; a guarda nacional
ozia alas desde o arsenal de marinha al a ca-
pella imperial; todas as casas linham as j.i-
uelias armadas graciosamente,c de mullas cho-
viam limes ao passar diante dellas SS. MM. Im-
ponaos, que se mostravam muilo alegres c sa-
lisfeitas.
Depois do Te Deum cantado na capella impe-
rial soguio-se a grande pavada da guarda nacio-
nal, e cmtitn o cortejo no paco a SS. MM. Impe-
laos, que foi concorrido por cerca dcquinhenlas
iiessoas, alein dus grandes do impeli que forma-
ra ni a (o le.
O Instituto Histrico, a {iraca do Rio de Janei-
ro, o Instituto dos Adragados, o Episcopal Re-
ligioso, e oulras sociedades se fizeram represen-
tar no cortejo por suas comiiiisscs.
A ausencia do nstio do da ticnt arrefeceu a ale-
gra da populafo, uem iuierrompeu as (estas -ern
que a capital soloiunisa o regresso de SS. MM.
Imperiaes.
tmhora o sol se occullossc no occiso, i*cm por
isso chegou a noite : a dia II do fovoreiro ex-
repcional, c nao lera norte para a eidade do Rio
le Janeiro, que se ostenta ao brillio de luzes que
se contaui por militares :- urna immensidadc de
luz que lhe veio prolongar odia.
Na hora em que es.revemos estas linitas lodas
-is casas em lodas as ras se acham Iluminadas :
lia um grande numero de illumiiiarcs poiliculn-
res que poderiam ser mencionadas pelo seu me-
Ihor gasto, se livessemos lempo e espace para
lembra-las lodas ; na inipossibili.lade, porcm de
fazer, limitar nos-hemos a enumerar e dar
una ligeira idea dos llnminarcs publicas, ou
de urna importancia mais nolavel.
Na ra Direila nao menos de Ires arcos cha-
mam a oltcncao do publico ; o primeiro, o dos
parochianos de Sania Hila, est levantado cm
lenle ra dos Pescadores, e representa um pr-
tico da ordem inica, de ligura rectangular, len-
Jo Irinla e oito palmus de frente sobre viole c
oito de fundo com a altura mxima le sessenta e
lous palmos. As duas laces principos s.io or-
nadas com oito columnas disposlos em giupos
de duas que SO apoiam sobre quatro pedeslaes.
A's columnas Bogue o eiitablamenlo, e sobro el-
le um pequeo aclico em que se ormam os pe-
deslaes de quatro ligeos allegoricas represen-
tando a l'ideliJadc, o Itio, o l'razer e a Sau-
dade.
Os pedeslaes, pontos, entablamento e mais po-
cas s.io melliJos a marmore .; as bases c os espi-
tis, porem, assim como as Famas que ornam as
irchivoltus, e igualmente os Irophcus e as (gu-
ias o sao a bron/.e para nielhor horrnonis-ir com
) aspelo monumental com que se coiaelerisou
i construceao. O nionuniento c coroodo com as
anuas imperiaes. O desenlio desle arco do Sr.
Ludano Jos Marlins Ponha ; a construceao 0
pintura do Sr. Joo Caetano Ribeiro, e a estatua-
ria do Sr. Quiriuo Antonio JUbciro.
Em seguida a este arco apparecc o de trium-
pbo levantado na mes uva ra e entre a de S. Pe-
dro e do Sabio : perteneem ordem do archi-
leitnTa drica-romana : aprsenla urna nica en-
trada, c consta de oito pilastras da ordem drica,
no sustentara o respectivo entablamento, sobre
qual apoia-se um arco pleno que-serve de em-
basamento s armas e manto imperial, e de cu-
ja base nascem quatro feandeirae, a nacional, a
napolitana, a portuguesa ea austraca, symboli-
s.-uido as nacoes cujas familias reinantes esl.io por
Cti'ios do parentesco mais iiilimamenle ligadas
familia imperial. Nos espacos coniprchendidos
pelas pilastras, lano na face que se acha voltada
para o Largo do Paco, como a que faz (rente para
i lado do arsenal di marinha ieni-se dous em-
blemas representando um a Paz O oulro a Guer-
ra, e sobre elles achara-sc convenientemente col-
locadas duas coro^ de flores brilhando em una
as letrasP Te na oolra asILiniciaes do
SS. MM. e de SS. AA. Imperiaes. No (riso do
ntalilamenlo das pilastras t-sc a seguinle ins-
er pcaoPreguezia da Candelariae mis aces
exteriores do arco esl'oulraAo feliz regresso de
SS. MM. Impelaos.
Toda a pintura de marmore bronco para os
cornijas, dinarello para as faces lisas, e verde-
brilhantc pora os pilastras.
o vo do orco de 18 palmos, sendo de 4G a
largura do triumpho, compreh-enderido o espaco
oceupado pelas pilastras ; a altura, desde a cal-
cada al curda que se ocha enllocada (ra cima
ilo arco, de 02 palmos. A illuminacao dc-
somperihada por CdG luzes sendo (00 de globos c
.arandelas, e 6 fle um lustre que oceupa o can-
Aro do arco. Dous crelos se acham collocados
lia parte superior do entablamento das pilastras,
offerecendo coda um delles esporo sulTicientc pa-
ra accommodar una banda de 2 msicos.
Enconlra-se, emlim, em lerceiro lugar, c-cm
renle ra do OuviJor, um arco triiiniphal, que
- grandiosas proporces ; a sua altura eleva-se a
irania palmos ; tem quatro faces idnticas ro-
preseiilando quatro prticos abatidos e susten-
tado por .tesasseis columnas em grupos de
.quatro. A decorac.io simples, pintada a bran-
do com filetes e molduras douradas e azues. As
onnas imperiaes coroo o monumenlo, que bri-
Ifaa ao ebrio de nove mil luzes; a illuminacao
-i gaz. O Sr. Ginty, engenheiro do esabeleci-
monto do gaz, fo: cxeculor desta obra.
No arsenal de guerra aprecia-so urna illumi-
3iic.io opropriado nalurez.i desse estabeleci-
nonlo.: compe-^e loda ella de irophos milita-
ves, oslci)lando-se no centro o maior d'ellesen-
cerrado em urna bar ac, c no seu ronjuncte re-
presentundo um eixe de arligos bellicos. Cons-
ta-nos que durante as noiles de illuminaco o ar-
senal ser franqueado ao publico al o prtao do
trapiche, -sendo lodo o espac.o al este ponto suf-
ficiantcmente csclafeeide
Vallando sobre nossos passos, c lomando
ra Lreila, ebegmos ru do Ouridor, que se
aprsenla como que submersa cm um diluvio de
luz : alera do brilhantismo de lodas as casas e
lujas, i>rofusamcite illuminadas, levanlam-se de
espaca a spaco e de ambos os lodos da ra, pos-
les lluawnados i nidos uns aos ouljos por cr-
renles de uzes, qtio apenas so terminam na ea-
irada do la^go de-S. Francisco do Paula : mas
inda em frealo ra do Ouvidor offerece o edi-
ficio da escola militar em sua romana urna es-
trella magmtka c luminosa que cmplela este
quadro de efteilo vercadeiramenle bello.
Entrando na praca daConstilui;ao, avsla-sc ao
meio do espaco qiie se prolonga entre as ras do
Ono c a dos Cigaos um reo que parece sujei-
ito ordem do rica : o prtico tem dezessete e
ra ; em cada urna face dos columnas so col-
locadas sobre pedeslaes : sobra o entablamento
cerr um pequeo aclico ornado com oito vasos.
O creo coberlo por urna cpula, sobre qual
se slenla a corda imperial. A urna regular dis-
tancia do arco ha para o lado d ra do Cano
dous obeliscos, como oulros idnticos para o la-
do da rui dos Ciganos. Os obeliscos lem vinie
palmos de altura.
No campo da Acclamacoo, c onde se termina
e ra dos Ciganos, ergue-se ronleiro ao da pra-
ca da ConsliUiicao um outro arco que exprime o
ardor e enthusissmo ennuque a guarda nacional
da cidade do Rio de JaAiro sauda a feliz che-
gada de SS. MM. Impenaes.
Tem esle arco solela e doii3 palmos de altura ;
aprsenla na frenle quaJro paineis, e nesles
qualro Irophos de armadnos ajilando brome.
a ordem do-
a go/
Sua arcluiectuia lanlasuida sobre
rica. Este arco todo Iluminado
A Illmo. cmara municipal, alm deillnminar
o pago de suas sessdw, fez construir aos tridos T Que dir a Uto nosso gor^ra.? 9 elw I quentameirte MtMdZZ rUteMoValo a-
delle dous crelos ira eslylo chinez : conslam el- soubesse o que vai pelo Estado Orienta/, a ma- | Irepilo da ra, e bao pode deixar de largar a
as novas figu-
_ que de quando em quando se
Com os escravosnconlece o mesme-que com succodem, e passam representando s vezes mui
espirituosas caricaturas:
cavallo que alli eiicoimar de propnedade, entrujo, pelo qual anida hu mullo quem chore.'
alheia, uilroduzdo por cspeculaeoo pela propna 0 escriptor mais fte,ugmatco porlanlo, ocorres-
..... pondento mais zeloso tem o desgosto de ver fre-
qupntemcnte distrahida a sua attei
Irepito da ra, e fio pode deixar
les de urna-base com dez palmos de altura, cer- neira vexatorla por que somos roubados, decer- I penna e chegar a ianclla para ver i
cada na parte superior por um gradeomtnlo.le- lo que nos faria justica. I ras emblemalicas que de quando e
vanlando-se do centro desta base e seguindo a
mesma dsposicao, sobre um socco de dous le-
graos, o pavilbo que sustentado por oilo co-
lumnas, no inlorvallo das quaes existem oito
portas golhicas ; estas columnas supporlara a c-
pula de cujo centro sahe urna pyromide com a
competente esphera e mcia-lua pratcada, segun-
do o eslylo chine*; osla pyramide circulada
por oilo espheras donde nascem oulras lanas
hasles com bandeiras auri-verdes. Tanto a py-
romide como as espheras soo piuladas de azul
corn estrellas de ouro ; a cupola de azul com gre-

o gado.
O abastado cstancieiro Antonio Das contra-
tou Iros escravos, cm forma legal, com reco-
nhecimento do competente vicecnsul ele. ele. ;
fugiram-lhc os escravos e foram apresentar-sc ao
chefo de polica em Serr Largo, e indo o seu
senhor reclamar da autoridade oriental os es-
cravos que os lnha legalmcnte contratado, res-
pondeu-lhe o chefe de polica mueva usted la
competente aceun ; vea usted algum adogado
que es mister ; e com eslas e outras evasivas li-
rias de ilhos do paiz, s.io todas brasileiras ;
um capital inmenso que alli lemos. c isso sem
garanta, sem um cnsul ou ministro plcni-
umn
gas ; a cimallia a cloro-escuro e gregas ; o fuste zeram os donos dos escravos gastar umdinheiral,
das columnas a carmim ; c o ruslico de verde e e afinal leve de relirar-se, porque leria que gas-
almofadas. : lar o dobro do valor dos lies prelos, e nunca os
Cada canto oceupa a arca correspondente a 933 j obleria.
palmos, quadrados,. elevando-se altura do 551 Desles fados diio-se muitas e repelidas
palmos, tendo assim cada um delles cap.icidade vezes.
sufliricnte para urna banda de Irinfa msicos. N'umn crcumferencia de 200 leguas de
Os dous pavilhocs sao illuminadus por 600 luzes territorio oriental nao se enconlra quatro eslon-
formadas por- globos e copos de cores diver- '
sos.
Os parochianos da freguozia de Sonl'Anna a-
proveilararn para a illuminacao com que feste-
jan) a chegada de SS. MM. Imperiaes, a sua gra-
ciosa praca do Roci da Cidade Novo. Esta Ilu-
minadlo simula um jardim. No centro do pro-
longsment da ra de S. Pedro ergue-se um pa-
vilhoo, e nelle veem-se qualro nichos que apre-
seuloin os (guras do Commercio Industria Paz
e Artes : o parque lodo fechado por quadrados,
edelOem 10 palmos ergue-se una liaste que
aprsenla urna mcdalha com as iniciaes P T., e
que deixa fluctuar urna pequea bandeira auri-
verde.
potenciara que falle c reclame pele bem-estar
de scus compatriotas!...
Ogovcnio que olho para isso, curando-nos
desse mal que tanto nos acabrunha.
No Mercantil do Porto-Alcgre, l-sc o se-
guidlo :
Em das do mez prximo passado casou no
lugar denominado Ibohiraluac urna joven
filha de Luiz Aferidor contra sua vontade, se-
gundo diz o vulgo, e na noite do consorcio hot:-
ve um festim que durou al. manha seguate
d
e na occasiao do se relirarem os convidados, o
No meio do pr.ic.i, no lugar do chafariz, est joven esposa, no momcnlo de abracar suh mo-
levantada urna peca imitando marmore com ara- j drinlia, cabio mora, ficando seu esposo em com- furmu* desde "arsenal de man \ o II
bseos locados a ouro, e os 36 cisuorinos que o pelo accesso de mucura. j do Paco. O Imperador foi conduzido debaixo
. um movimenlo irre-
sistivcl.
N.io ser enlretanto islo motivo para deixar de
communicar-lhe q que por aqui lem havido de
mais importante ou de mais curioso nesta ulti-
ma qiiinzcna ; e para seguir a ordem chronolo-
gica dos fados, e render a homenagem devida a
sua importancia, comecarei pela chegada de SS.
MM. II. osla corte de volta de sua viagem s
provincias do norte.
No dia II do correnle, como eslava annuncia-
do, pelas 5 horas da manhaa pouco mais ou me-
nos, deu o caslello o signal conrencionado, que
era urna grande girndola de fogueles, de appro-
ximor-sc a esquadrilha imperial que condu/.ia
SS. MM. II e s 8 horas enlrava o vapor Apa
tundeando junio ao arsenol de marinha, sendo
soudado na entrada do porto por lodos os navios
de guerra e mercantes que nelle se achavam, na
forma do eslylo.
As princezos imperiaes, que linham vindo do
Pelropolis para receberem seus Augustos Pais, fo-
ram logo a bordo antes mesmo que o Apa tives-
se fdndeodo, e immediatamente depois todos os
ministros e grande numero de funecionarios, ti-
tulares e dignatarios da corte ah se dirigiram a
cumplimentar SS. UM. II. imperador recc-
beu a toJos com a benevolencia e affabilidade
do coslume, e as Augustos Princezos suas iilhas
com verdadeira ell'uso de jubilo e com o prazer
de um pai ausente de scus filhos ha uuas cinco
mezes.
O desembarque de SS. MM. leve lugar s 11
boros no meio de um grande concurso de povo
e tropa, e entre olas da guarda nacional que
otlicioes do uossoeseicito, o de sua icumao aos
seus respectivos corpos, o que apezar de haver
desagradado a alguns tem merecido a opprova-
(oo geral.
O Correio da Tarde deu ha dios noticia de ha-
ver o ministro da guerra pedido a sua demisso;
mas foi no dio segu nte desmentido pelo Jornal
do Commercio, competentemente autorisado.
Do Rio da Prala nao ha noticia de maior im-
portancia pora nos.
A nossa osqu.idra se acha j qu.isi toda cm
Sania Calharin.i. "
Disse por boje.
n.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Hontem, s 11 c meia da manhaa, havendo
numero snfiicicnlo de Srs. deputados, foi aborta
a sessao, para a leitura da acta da antecedente,
o nomeocao da commisso para a recepeo de S.
pora liypoluosessemelh.inlcs, eslude a queslo e
rosolvaeoni toda a imparcialidade, que devemos
a nos meamos e ao deputado eleilo. [Apoiados.)
Rcqiicirb tambera o adiamento de parte do pa-
recer sobre um oulro poni : porque confesso que
n.io Uve lempo do examinar a lei. cuja disposi-
cao no conservo de cor ; a respeilo do Sr.
conselheiro Jos Berilo. Eu n.io Uve lempo de
ver e examinara lei sobre ocaso da opcao quan-
do se d occumulaco de eleicao por dous circu-
ios. Apresentei o parecer uo sentido em que
eslii concebido, porque eslava persuadido que a
opeo pertencia unicamenle ao membro eleilo -
mas agora, pelo que me acaba de dizer um meii
collego, vejo que na lei ha alguma cousa expres-
so a lal respeilo e n.io n'oulro sentido. Porlan-
lo peco tambem o adiamento dessa parte do pa-
recer.
Vi
ment :
mesa e apoia-se o seguinle requeri-
Rcqueiro que fique adiada a parle do pare-
cer que se refere aos depulados vigario Francisco
cercara sao presas urnas s oulras por testos de
flores*
Este illuminacao principio por pequeos orcos
cm numero.de oito, desde o paco da lllma. cma-
ra municipal.
Em fenlo ao eslabelecimcnlo do gaz ergue-se ;
tim prtico formado simplesmcntc por quatro co-
Intimas, que vo terminar-se sustentando urna
grande e magestosa cora imperial, que despeo-
de os mais bullanles raios, e se slenla cotno
um verdadeira astro luminoso.
E intil dizer que ondas inmensas de povo en-,
chein as procos e ras, e nellas se suecedem : to-
pis
pelo
que gos-
vil intt-
Que exemplo para alguns
tnm de cscravisor suas (ilhos
resse ?!
De Santa Calharin.i temos folhas al 15 do cor-
rete. A sessao da assembla provincial foi adia-
da do Io de marco para o 1o do abril.
No din desle mez lencionava o presidente da
provincia visitara colonia l). Francisco.
O Sr. chefe da di visa O Lamego chegou de
Montevideo Sonta Calharina no da 11 do cor-
renle.
Tinha comeeado a campanha cleiloral, e as-
seguram-nos que no processo do qualifica^ao,
do pallio, na forma do programm.i, ot a ca-
pella imperial onde leve lugar o primeiro Te-
IJeum celebrado pelo seu feliz regresso, e depois
as salvos e continencias de loda a tropa que se
ochavo formada no largo do Paco. Digo primeiro
Te-Deum, porque dous dios depois a cmara
municipal mandn anda celebrar um oulro na
igreja do Carino, ao qual SS. MM tambem assis-
tiram, embarcando na manhaa seguinle pafa Pe-
lropolis para o seu palacio de vei.io, onde pro-
vavelmente se demoraran at (ns de abril. A
cidade illuminou-se toda por 3 dios, e por todas
as ras havia urna lal concurrencia as noiles da
das as classes do populadlo lo mam parle no pu- "o termo de S. Jos, deroni-sc lacios escanda- illuminacao, que dillicilmenle se poda transitar,
buco regozijo,c as acclamaces ordentese repe- losos pralicados pela mesa. Ilomens dos mais As dillerenles pecas de illuminac.io publica le-
udas do povo se misturara cora as msicas mar- ricos do termo, advogados, vcriadores.delegados, levantadas era varios sitios da cidade, e os co-
cioes dos diversos crelos. labelliaes, ele. ele, foram excluidos da lisia dos'crelos de msica contribuirn) muilo pora abri-
A alegra e o fervor s.io geraes, e cm todos os volantes porno perlencerem ao partido da mesa, lliontar o festejo popular, que foi realmente mag-
liva do Espirito Santo, na matriz de S. Fre Pe-
dro Goncalves.
Vollando d'alli 1 hora da larde, e de novo
constituida a casa, foi ntroduzido pela romins-
s.io, o Exm. Sr. presidente da provincia, qne fez
a leitura de seu rotatorio.
Acabada ella e tendo-se retirado S. F.xc. com as
formalidades do eslylo, passou-se eleicao dos
membros que devern compdr a meza da assem-
bla, e sahroin eleitos ns Srs. :
/Vesidenle.
Biro de Camaragibe.
Y'ue-P residente.
Dr. Manocl Jooquim Carneiro da Cunha.
Secretarios.
1." Dr. Luiz de Albnquerqoe Marlins Pereira.
2." Dr. Amonio Aires de Souza Carvalho.
Sendo 2 hons da larde, o Sr. presidente, deu
para ordem do dia do hoja, eleco de commis-
Soes, e levanlou a sessao.
O vapor Tocanlins, entrado s 7 horas da ina-
nha di^ hontem, trouxe-nos jornaes com dalas :
do Rio a 23, da Babia 27 e de Macci 29.
Em oulro parte rio Iranscriplus os noticias das
repblicas do Prala c do Rio.
Na Baha nado hova occorrido de
depois do ultimo paquete.
No dio 13 celebrou-se na calhedral umo roissa
punios da cidade se fazcm sentir,
A noile n.io arremeda somente a luz do dia,
imita anda o seu ardor, e o excede lalvec n*s
irianifeslacoes de amor e de dedicacao a SS. MM.
Imperiaes.
-18-
Eslamos autorisados para aflirmar que e. inlei-
ramenlo destituida de undamento n noticia dada
pelo Correio da Tarde de hontem 17 do correnle,
relativa demiss.io do Sr. ministro da guerra.
-19-
Eulroii hontem o
Por decretos de 18 de Teverciro foram no-
meadns :
O Io cscripturario do contadoria do marinha
Jos Dios da Cosa poro o lugar do chefe de sec-
co do mesma contadoria.
O 2" escriplurorio Jos Goncalves de Barros
para o lugar de 1" cscripturario.
O 3o esciipturario Augusto Cesar da Costa
i Nello para o lugar do 2o cscripturario.
j O 4o escripturario Joao Gomes da Fonseca
paquete Ceres da linho do Cunha para o lugar de 3." cscripturario.
sul. Tras datas de Montevideo al lOuocorren-i Antonio Heiuiques de Mirando para o ..
rente. almoxarife do almoxarifado de marinha da pro-
A prxima eleico presidencial prenda todas I vincia de Pernoinbiico.
as altencoes. c cotn ella se oceupova quosiexclu-' P"" decreto da mesmo dalo fo conferido o
sivamenio a imprensa oriental. groduaco do posio de 2 lenle da armada
A lula dar-so hio entre 0 Sr. Berro e D. Julio Jos Faustino Porto protico-mr da costa e por-
Pcreira, filho do actual presidente da repblica, lo da provincia de Pernambuco.
O resultado eraincerto, e icceiava-8e-mcsnio que I Pur decreto da mesma dala foi demittido o
os partidarios de um e oulro candidato paseas- capit.io de fragata Francisco Luiz do Gama Rosa
sem a vias de fado no dia da eleicao. do lugar de capillo do porlo da provincia do Cs-
As cmaras legislativas ochavan!-se ja em ses- i pirilo Sanio.
nilico e ctilhusiaslico, c que mais leria sido ani-
da se na segunda e lerceir.i noite, a chura que
omcocava e principiou a cahir, nao houvesse au-
genlado militas familias.
Com a chegada do Imperador desvaneccram-
se completamente lodos esses boatos que corriam
do fraquezo do gallineto e prxima dissoluc.io mi-
nisterial, asegurando muita gente que o minis-
terio nao se conservara sr no al que o Impe-
rador vollasse, c i[\tc havia mesmo pedido j a
sua demiss.io.
soes preparatorias.
O vapor Marque: de Olinda linho chegodo de
Moto-Grosso a Montevideo com ditas at 17 de
Janeiro.
Daquella provincia nada ha que mcreca men-
c.io.
Do Buenos-Ayres ha noticias al 5 do correnle.
Aconvencoo tinha nomeodo a sua mesa, que li-
eou constituida do seguinle modo :
Presidente, I). Francisco de los Carreros.
Conheccu-se finalmente que ludo isla nao p.is-
Anlonio Henriqoes de Miranda para o lugar de ssva de receios de mise desejos do oulras, e que
au havia o menor fundamento para pensar em
lal. tem ao contrario de froque/.a ou de disso-
luc.io, ou mesmo de deshorniuina entre os seus
niembrus,como seassoalhava, julgar pelos sydip-
lomas que se oprescntaui, me parece poder asse-
gurar-lne que o gabinete est forte e vigoroso,
pela eonlkiueo da cora e peto apoio que espera
obler do corpo legislativo, o que se piupou por-
lanlo nao somente a continuar cm sua marcha
administrativa, como a atravessar a sessao desle
anuo, c a presidir s eleicocs geraes e munici-
Por decretos do mesma dala :
Icrem a eleicao do Sr. conselheiro Jos Berilo
yisle que o que lhe parece regular, em vista do
S 13 do art. 1 da lei novissima, que regula a ma-
teria, c que se declare legitimas os duas elcieoes
do dilo conselheiro, se que ellas correram're-
gularmenle, como acredita, e se espere os tres
dias que a mesma lei estabelece, para que o elei-
lo faca a opcao devida. Passado esse prozo, so
o op;rao nao fot feita en'.oo a assembla proce-
der na forma do orligo 12 ida lei de 19 de agos-
to, que passa a ler.
Assim, mandar a meza urna emenda, ofira do
ler lugar a opcao (cita pelo deputado com a es-
culla da assembla.
Vai mesa o apoia-se a seguinle emenda :
Substitua-se a conclusao do parecer pelo
seguinle
Que se roeonhoea legitima o eleicao do Sr.
conselheiro Jos Berilo, lano no circulo do Rio
Formoso, como no de Garanhuns.S. R.Mello
llego.
O Sr. Correa de Oliveira : Eu vol pelo
adiamento proposto pelo nobre deputado ; porque
conduz ao mesmo fin, que lento em vistas. As
razees cm que o nobre deputado approvou csso
seu requermeulo justifleam a emenda, que eu
oflereci ao parecer.
O nobre depuiado, dando a importancia quo
eu, e que lodos nos damos aos dircitos politi-
imporlancia CCIS ue qualquer cidado, quer que a quesl&o te-
lativa ao vigario Francisco Pedro do Silva soja
maduramente resolvido : justamente o que eu
quero, e por isso peco pora entramaos bem nes-
solemnc pelo desconco cierno do Dr. Nuno Ay_ so questao, que venham os informoco,;s que sao
que de Alvellos Aunes do Brito Inglez, a qual
alm do Exm. Sr. arcebispo e o cabido, assisti-
ram um grande numero de discpulos do mesmo
doritor.
Ern Alagos ludo marcha bcra, nciihum fado
importante se havia dado.
Lina denuncia fui dada pelo promotor publico
da capital contra o negociante Manocl Jooquim
da Silva Leo, na qual considera-o como incurso
no artigo 261 do cdigo criminal.
Foi perdoodo a Manoel Jacinlho da Silva o res- paes que n'ello devem ler
Jgar. U que me lem
lo do lempo que lhe falta para cumprir a peiraI parecido urna prava convincente desta supposi-
de 20 annos de prisao com Irabalbo, a que fui con- ';o ver a publicaeao de urna serie do medidas
Os ludios linham desa
dode do Desterro,da mesma provincia
A Francisco Jos da Suva Maraes,a pena dt
que ogovernolem lomado c vai tomando, no iro-
posito lirme de man ler por toda a parle a liber-
dade do voto o rodeiar de todas os garantas de-
Eejavois o exercicio deste importante direito do
cidado.
Assim, lemos visto quas lodos os dias baixa-
exerca a maior vigilancia paca nue as autorida-
des policiaes que lhe s.io subordinadas nao m-
demnado por senienca do jury da termo de S.
francisco, da provincia de Sonta Calharina.
Foram commulad.is:
A Jacob Neckel, a pena de quatro mezes de
priso e mullo correspondente metade do lem-
po a que (o condemnodo por scntenc do jurv da
Vicc-presidentc, D. Domingo Oliveira c B. Be- cidade de S. Jos, da provincia de Santa Colha- rem du ministerio da justica avisos ao chefe de
Dito Carrasco. roa, em 2005 paro o hospital de candado da c- pulida da corle, iccommendando-llie nao s que
Secretarios, D. Joaquim Granel e "
Obarrios.
As noticias do interior erara avoraveis oidem
publica.
Azul.
O vapor paraguayo Tacuari conse
vigilancia dos cruzadores inglezes e Segu 0 para I pies. proceder, que I lies preseripta pela lei, e la/.eu-
a Assurnpcao. I A Pedro Pi Moreira, a pena de mnrle em que do effcctivamente punir e demillk lguns contra
Da confederacao temos folhas al o Io do cor-: foi condemnodo por senlenco do juiz de direito os quaes se lem provado fraude ou inlervenco
rento. I da enmura de Piraliny, da provincia do Rio Gran- ladebila no proees-o de qoaMficaco que ha pou-
No Rioja rebentou umo revolucao no dio 23 de i de do Sul, em gales perpetuas. co acaba de ler lugar. Acredito pois que um mi-
janeiru, mas foi logo sulTocada. Um dos cheles, 1 Foi declarado vago o ollco de escriv.io de or- nisterio que n.io livease cansciencia de longo \i-
Damiao Daz, foi muri na refega : os ou'.ros fu- phaos da villa de S. Jos do Norte, da provincia da, e de cohesao e forja em suaorgauisacao, nao
do Rio Grande do Sul, que exercio Carlos Arito- se faria cargo de lomar estas providencias eii or
nio da Silva Soores, ficando obrigado o que for dem a vedar as fraudes ou desordena eleitures,
nomeado para o substituir a prcslar-lbe, na for-
ma do art. 2 do decreto n. Is91 de 16 de de/.em-
bro de 18/13, a terca parlo do rendirnenlo segun-
do a respectiva lolacao.
' 21
Por decreto de 18 do correnle foi aposenlodo
Jos Thomaz de Frelas no lugar de guarda de
A Francisco Jos da Suva Maraes,a peno de 8des policiaes que lhe s.io subordinadas nao in-
ivcis ordem annos de ptis.io com Irabilho e rv* aparecido do denle : metade do lempo a i\uo. .oiidenmadj neiu no da qualiucaco de votantes, mas al oi-j
porsentenca do jury de S. Jos.de Mipib, da I denando-lhe expressamenle que faca punir e
guio Iludir o provincia do Rio Grande do Noite, eui pris.io sim- demitlir aqnellcs que se afoslaren) desta reara de
e seguio paro pies. proceder, que I lies < nrcscriuia uela lei. e [azen-
glram para os Llanos,
Do Paraguay ha noticias ot 1-i do mez pas-
sado.
Nada de importante tinha occorrido.
Do Chile temos folhas al 9 de Janeiro.
As guerrilbas que pcrluibavam a Ironquilida-
de publicnos provincias do Sul foram denota-
das, ficando prisioneiros os seus principaes chu-
fes, que foram lugo passados pelas armas.
Das oulras repblicas do Pacifico nada ha de primeiro closse da olfandogo de Periioinbuco.
interesse. Pur decretos da mesma data foram demilli-
0 paquete Ceres Iroz noticias de Porto-Ale-I dof : .
gre at lie do Rio-Grande al 12 do corrale. Jos Mana BomiAnpo, do lugar de chefe de
A eleicao [una membros da assembla previa- sef'.'"0 contadoria geral da guerra ;
cial tinha corrido tranquilla. I Vinatu Augusto Ribeiro, do lugarde a
71 votos.
70
los 58
Mondones 55
55
50 oos.
50
50
48 ))
42
31 oos.
31
31
30
27
41 oos
38
38
31
Eis o resultado conheddo
Porto-Alegrc.
Dr. Luiz da Silva Flores
Capilo de fragata Ernesto Fredcrco
I Venia Bilstein
Dr. Israel Rodrigues Barcellos
, Dr. Joaquim Jacinlho de
j Jos Candido Gomes
Rio-Gronde.
1o Dr. Joaqoim Vieira do Cunha.
2o Dr. Alexondre J. de Mendonca.
3o Dr. J. J. Alfonso Alvos
4o Dr. Amaro Jos Avila da Silveira.
5o Dr. Antonio Goncalves Chaves.
Cacapavo.
Manoel Lourenco do Nascimenlo
j Dr. J. B. da Cunha Bittencourt
| Tcnente-coronel Joaquim A. de Borba
Capilo M. A. do Cruz Rrlhon'.e
Teneute-coroncl Felippe Belhez O.
Nery
Ro-Pardo*
Dr. Jooo Jacinlho de Mendonca
Dr. Jos Bernarduo da Cunha Bitten-
court
Dr. Fidencio Pedroso Belo de Albu-
querque
Dr. Jos Pereira da Silva Guiarle
Tenenle Miguel P. 0 Meirelles
Piralinim.
Io Capilo Silvestre Nanea Goncal-
ves Vieira
2o Baca o do Serro-Alegre
3o Dr. Joo Dias de Castro
4o Dr. Henrique Francisco de Avila 31
5o Dr. i'rancisco Carlos de Araujo
Brusque 31
O Correio do Sul d noticia de ler chegodo a
1 Uruguaiana noda-18do mez passado o vapor
Uruguay, o quol seguira a 25 do mesmo mez
poro a villa de Itaqui.
0 Correio do Sul acrescenla que a chegada do
Uruguay aquellas aguas apezar de ser ines-
i perada, foi comludo festejad com muilai gi-
: randolos de fogueles, que subiram ao ar poucos
momentos depoi de ancorar o vapor, e qual foi
visitado pela maior parte da populaco.
O Diario da Rio Grande publcou a seguinle
caria de Bog:
No dia 11 do correle (Janeiro] cheguei de
minha invernada no Estado Oriental, situada so-
bre o morgem esquerda do Rio-Negro, onde , marei-me 25 dias, c tiesse lapso de tempo Uve
oeasio de bem apreciar o que por l vai com
celacau aos inleresses Uis Brosileiros, e falta de
cnmprraeri'lodoslrotadot de 12 de oulubro de
1851 na parte que reza sobre a exporlac.io c im-
portaco dos fruclos do paiz, e entrega' dos es-
cravos.
Dizem os rrocadador.es que essa lei est
abolida, e por coda um novilho que vendemos
nos fozem pagar 2 reales (100 rs.)
Alm desse roubu que nosfazem, appnreceu
ullimamenlfe um oovo iatposlo, qwe lhe chamam
lei departamental, alxado em.cdilaes, pregados
as casas, pelo qual sao os vizinhos obligados a
entregorem polica todos os animaos vaceuns
e cavallares que nao ;verem sua marco, c mais
2 pataces de multa !! De modo que quando a
polica liver falla de dii.'heiro, airebanlia urna
pona de gado ou egoada e Jivide pelas eslanti-ias
de oulros Brosileiros, para no dia seguinle ir ca-
brar a mulla i% 2 palacoe por -coda jez ou
unonuense
da secretaria da Ihcsouraria do fazenda da pro-
j vincia do Maranhao ;
Rogerio Augusto Pereira, amanuense da rues-
! ma repaiiicao;
Fabio Pereira de Faria, amanuense da alfande-
ga da mesma provincia.
Por decreto de 20 de Janeiro desle auno foi
exonerado a seu pedido Jos da Cela Carvalho,
do lugar de secretorio do goveruo da provincia
do Paran.
Por decretos de 18 do crtente foram no-
mo.i dos :
O ojudonte dos oonferentesda olf.mdega do Ma-
ranh.io, Tiderclino Mendes, paro amanuense da
mesma olfaudega ;
0 guarda da dilo alfondega, Raymundo J'erre-
ra Barbnza, para ajudante dosconferentes da mes-
ma reparticoo ;
Henrique Soores de A
pora ajuoanle dos feitores
Idega de Pernambuco.
Por decretos da mesma data foram nomea-
, dos :
O Dr. francisco Sabino Coelho de Sompaio,
paro o lugar de inspector de sade do porto da
i provincia de Sergipe ;
O Dr. Jos Lourenco de Coslro c Silva, para o
lugar de commissario'vaccinador da provincia do
Cear.
Por decreto de 18 do correnle foi nomeado
conselheiro de guerra o tenenlc-generol Francis-
co Xavier Calmon da Silva Cabral.
Fui reformado, na conformidado das dispo-
sices do 1 art. 9 da lei de 18 de agosto de 1852,
o copito oggregodo arma de arlilharia Emilia-
no Roza de Sun na.
- 23
Hontem smente que nos veio mo o resto
da nossa correspondencia de Montevideo pelo va-
por Ceres.
Em urna dos corlas, ora recebidas, osseguro-
se-nos que l candidatura do Sr. D. Bernardo
Berro presidencia da repblica a que lem lo-
das as probabilidades de triumpho, porque con-
tara com o apoio dos opuies e dos inleresses
mais pociGcos. Diz-se-nos Limbem que nao ha-
via eceio de que fosse alterada o ordem publico,
se de Buenos-Ayres no inlentassem pertur-
ba-la.
Na Confederlo Argentina foi proclamado pre-
sidente o Sr. Derqui. Reuni a maioria absoluto
doe volos.
Acredilava-se que o ministerio do novo pre-
sidente, que hoje deve eslor orgatrisado, sera
composlo da manera seguinle:
Interior, Dr. Pujol, ex-goveinador o Corrien-
tes.
Exlrangeiros, Dr. Alvear.
Guerra c marinha, general Guido.
Fazenda, Dr. Vrioriea.
Ko se saba se o general Guido aceitara a
pasta.
CORRESPONDENCIA DO DIABIO DE PERNAM-
BUCO.
Hio c Janeiro SI de feverciro.
Estamos ca pleno carnaval! Pur toda a parle
no se v se ,no mascoras, folia, msica, folgue-
dos, flores, nansas, gritos, baruihrj Jemm, mas
esse bello e jocoso barulho que faz a tepcesenta-
co complexa do praer e da loucura cales Ires
diasespccaei a que hoo se di o jiorae de car-
nVral, que cm .oulrf tempe s< ch.uiou,e
pois a fallar verdode, lem ellos sempro o seu la-
do de odioso e de compressivas poro a nossa co-
horte de cabalistas, e para ajerarchia policial su-
balterna que eslava no habita e gu/o de fazer em
laes occasioes ludo quanlo lhe vinha a cabeca,
com tanto que fosse conveniente aos seus infe-
res-es elciloracs cao triumpho dos scus candi-
datos.
Se o gabinete no lvesse pois seguranca de se
achor no poder, durante a trise eleilura'l desle
auno, deixario sem duvida de lomar a responsa-
bilidadc de laes medidas, que ern boa lgica e
boa poltica deviam sem duvida (car reservadas
aos seus Buccessores, que sao os que linham de
conhecer do elBcacia d ellas em sua execugo, ou
a necessidade de algumas outras.
E depois, porque motivo o ministerio de 10 de
agosto deixaria de conservar-se testa da odmi-
nislioc,i do paiz? ndo eslaria a raza o consti-
tucional desle (acto? Pelo que lemus vislo e sa-
bido o Imperador lem toda o canlianca nos seus
actuaos ministros que, aln/de ludo, guvernaram
o imperio era sua anzencia por quatro a cinco me*
zcs. a conservacao ou substiiuico do passoal
administrativo ou da magislralura, nao atlrahc
sobre o goveruo queixo ou censura alguma, e ao
contraro, approvacao e louvores. A imprensa
nodo diz que demonstre recri ou descoatenla-
menlo da opiniao publica quanlo marcha esor-
le intua do paiz, e o imprensa um orgao mui-
ndrade de Brederodes, lo !'"Silini *! poderoso, principalmente na ausen-
s confcrenles da Alian- V' dus cam.!iras csls filialmente n.io podem
deixar do vir, em sua prxima reuniao de muio,
sen.io animadas desle mesmo espirito deconlian-
c.i que est por lodo a parte na nossa atmosphe-
ra poltica, c de prestar por lauto o seu apoio ao
gabinete, lano quanlo lhe seja mister para con-
tinuar na governanca publica, e para levar a ef-
feilo os medidas e reformas que sem duvida Ira
de ler paeparado no iutervollo da sessao legisla-
tiva.
Qual serio pois a razoo lgica ou poltica que
poderla boje aconselhar urna mudanca na admi-
nistrado ? Pela minha parle nao rejo ricnluiina,
antes a lodos os inconvenientes que lem serapre
para o paiz urna mudanca deslas deve-se hoje
acresceular as difficuldades de urna subsliluico,
que sao patentes pora todos que conhcceni o es-
lado e o pessoal da nossa poltica.
O nosso novo chefe de policio { interino ) Dr.
Polycarpo Leao, lem desenvolvido nos poucos
dias de suo odminislrae.io tima aclividade o ener-
ga que lhe tem allrahido admiroc.io e louvores,
rhegando-so a fazer votos para que a sua inlo-
rinidade se prolongue o mais que for possivel.
Osseus suballernos andam meio espantadicos,
vendo que o chefe n.io Ibes hade |ias-ar o m.io
pelo cabeca nos arbitrariedades o violencias que
commelierem. e todas as diflerentes classes de
reos de polica, desdos cocheros o mendigos
at osjogadores, se lem vislo mais ou menos
alocados no uso-fruclo de seus dircitos e immu-
nidades. Dos o ojude.
O que purm me parecen mais sobio e mais
digno, de ludo quanlo o novo chefe de policio
lem determinado, foi a obolic.io da formula sa-
cramental frequeiilemente usada pelos nossos in-
nocentes subdelegados e inspectoras de quortei-
ro quando queriam perseguir algum desncelo;
islo : preso para aveiiguaces policiaes, o
que ora o mesmo que dizer preso por causa n'u-
nhuma.O chefe de polica ordenou, pois, que
todas os vezes que algum fosse preso, o remulli-
do poro o xadroz da pulicia ou para a casa de de-
lencoo, se declarasse cxprcssamcnle o motivo da
sua prisoo, n.io so pudendo admillr jamis a
equivoca dcclarogo de preso para indagares
policiaes, que a lei nao permuto S islo vale
mais garantas pora a liberdade c seguranca do
novo, de que quantos arligos de lei ou de ii*^-
prensa, possa ah haver a tal respeila. Por aqui
j pide ver como o gurerno acera un erra na
escolUa dos funecionarios pblicos mais impor-
tantes. r
O ministro da guerra cnaliana na sua saiular
e,,ouv4Wil-se.y<;ridade de dueiplina rcspatp.i
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
2.a SESSAO PREPARATORIA F..M 28 DE FEVE-
11II110 DE 1800.
Presidencia do Sr. liaro de Camaragibe.
[Conclusao.]
O Sr Correa de Oliveira : Sr. presidente,
tendo eu assiguado o parecer que est em discus-
slo, com reslriccoes, no conformidade doscsly-
los desl.i casa, roa dar os motivos que a isso me
levara m.
Primeiramenle consta do Liberal de 23 de Ja-
neiro deste anuo, ni parte em que d noticias
da comarca da Boa-Vista o seguinle [le] :
Esta noticio, dada pelo Liberal confirmada
pelo peridico que se publica no Crato. o Arari-
pe, o quol noticindoos trabalhos do jury de Ou-
ricury, diz [le] :
Ora de ambos estes jorn
rio Francisco Pedio goffrera
noticias, laes romo sao dadas, nao se pode infe-
rir que esse vigario estivesse pronunciado oo
lempo d.i elcicajo ; mas entratanlo lia uro ilocu,-
mcnlo, que cu J'itgo muilo valioso, e este /, ;
Creio, Sr. presidente, que com estes dados na:
nos licito....
0 sr. Vascoueellosde rummond : Quem
esse juiz de direito ?
_ O Sr. Correa de Oliveira :E' o Sr. Dr. Joao
Francisco d': Souza Braga, pessoo ususpeila, e
que nos merece lodo t corisiderae.io.
0 Sr. Gitirana : Quizara saber quem foi o
promotor que pedio a pronuncia.
primeiro
me
necessonos pora umo boa decisoo. Cooseguinte-
mente creio, que lonto a emenda que eu oiTereci
corno o requerimenlo do nobre deput do eslao no
coso de ser appprovados.
Insisto anda no segundo ponto da minha emen-
do, islo e, que pera se completar o representa-
rlo do dcimo lerceiro circulo se chame o res-
pectivo supplente.
Corislo-ine que o vigirio sobre que versa o ques-
lao, segundo mesmo me disse o nobre depulado
por esse circulo, n.io vera lomar ossento e nao
vem porque lhe oconselharom que nao viesse
visto que sua eleicao nulja. E paro que eslar-
mos com um membro de menos nesta casa?
Acho pois de justica que se chame o
supplente.
O Sr. Barro* e Silva : Eu disse <
consta, nao affirmri.
_ O Sr. lirando pronuncia-so pelo emenda do
Sr. Epaminondas, que propoe o adiamento da
discusso da validado, 0u nullidade da eleicao
uo vigario I'rancisco Pedro da Silva pelo circu-
lo da Boa Vista : e diz. que sendo muilo grave
esla materia pelo importancia dos dircitos, de que
se pretende privar aquolle vigario, cumpre que
s seja discutida depois de maduro exame, e do
achar-se a assembla ja constituido : acrescenla
que poslo lenlio opiniao formado sobre o assump-
lo, e possua esclarecimentos, que epportunamen-
le comniuniear a casa, com ludo reconhece,
que se deve dor espaco aos diversos membros,
que lem de decidir a queslo, para estuda-la :
diz indo que o negocio n.io interessa nica
! mente ao vigario Francisco Pedro, porem a todos
oes consta que o viga- 1" su acham presentes, ou quo para o futuro
(i iirn processo ; deslas lenn.ro le SL'r eleilos. e que por isso qualquer
precipiloco na discusso pudo ser perigoso, e de
mo ell'eito
(Juaulo o segunda parle do requerimenlo do
nobre depolado por Goianna, que propoe o cha-
minienlo do supplente, o Sr. Dr. Souza Reis.
para lomar ossenlo em lugar du Vigario Francis-
co Pedro, vola conlra ella, porque julga incon-
veniente, que onles decidir-se so ou nao va-
lida a eleicao do mesmo vigario, se lhe d subs-
litulo mnrmenle constando-lho por cartas que
Uvera, que elle est de viagem para esla cidade.
Encerrada a discusso c posta a votos os dilTe-
renles emendas, a pprovada a do Sr. Mello Re-
O Sr. Correa de Oliveira : Sr presidente, "." Pni"eira liarte da do Sr. Epaminondas, re-
eren que com estes dados, por sem duvida im- nraiia n,Sf,Sunda a seu pedido e regeitada a do
portante, julgandons valida a eleicao do viga-
no Francisco Pedro, pode pouco depois o respec-
tivo supplente opresenlar-se, reclamando conlra
urna tal decis.io, e pedindo que seja reconhecido I
o seu direito o ser declarado lerceiro deputado
pelo circulo da Boa-Vista ; consegiiinlemenle
neslas circunstancias me parece que a decis.io
prudente e de justica que podemos dar a se-
guinle, que eu consigno nesta emenda [l]
Depois que vierera coso os documentos ou
inforniacoos, que se pedem ao goveruo, estare-
mos nos habilitados para julgarmos da valida.le
! ou da nullidade da eleicao do vigario Francisco
Pedro da Silva ; porque se na verdade elle esto-
va processado e a pronuncia sustentado ao lempo
da eleco, cloro que sao millos os votos, que
ubleve
pe
Sr. Correa de Oliveira na primeiro parle, sendo
0 segundo cnnside.oda indicoco e como lal rc-
nietlidu commisso de poderes, Lem como os
que oboixo se lera.
Approva-se o parecer da forma emendada.
Indico que seja chamado a lomar o assenlo o
primeiro supplente do stimo crculo Tibuitiuo
1 mo d'Almeida. Dr. Porlella.
Indicamos que sejo chamado o primeiro sup-
plente do oilavo crculo do Cabo, o Dr. Jos Sil-
vano Hermogencs de Vasconcellos, por se ochar
foro do provincia, o constar que n.io vem lomar
ossento o deputado SebaSlo do Reg Rorros de
Locerdo.-S. R._/. ./. de Souza Leao.-R, o
Barros-.Dr Figueira.
Em vez da conclusao do parecer, seja chamodo
bleve e que o lugar de lerceiro deputado com- l''im-'''0 supplente do segundo districlo Jos
ele oo prmeiro supplente. (il' Correa Sejje em subsliluico do deputado
O Sr. Gitirana :Para julgor-se da validado "r- *n* a eleicao, basta a acio que us fui remullido. .Para completar-se o deputac do dcimo ler-
ceiro circulo, rcqueiro que se d assenlo ao pri-
meiro supplente Dr. Souza Res.Correada Oli-
veira.
lido e approvado sera dbale o seguinle pa-
recer :
A commisso composlo dos abaixo assigna-
dos, leudo examinado os diplomas opresenlodos
pelos Srs. Antonio Epaminondas, Joo Alfredo
0 Sr C. de Oliveira :.Mus porque o acto au
menciona nullidade, n.io podemos nos aliunde
saber que ellas se derora ?
Era conclusao olereco casa a emenda que li,
e espero que ser adoptado :
Vai mesa e apoio-se a seguinle emenda :
Como emenda oo parecer, requeiro que se
pecini inl'ormac.oesflo goveruo sobre o processo,
que consta ler sido instaurado conlra o vigario Correa do Oliveira e Manoel Coelho Cintra, bem
Francisco PeJro do Silva, em que lempo foi sus- co"10 M ac,as d')S dislriclos eleitoraes n. 1, n. 5,
tentada a pronuncia e quando foi o mesmo viga- e n- l^lle Pa'CCcr que os ditos senhores deven
ro absolvido. ser declarados depulados pur lereni sido legili-
n i mmente conferidos.
I .Slr,!',Tiv,";"""i f ? ,1''**11 \'ehhi,v, ac IVrn.inl.,.fo, 28 Je (erare, Uo
i^iMen^Z^at'rZJurnnlt lral1 *obre ? e interpor o seu parecer sobre os indica-
Pedro o Suva ,ZT J g r' Fra*c,sco je qe lhe foram remelt.das, e levanta a ses-
Udro da Silia. L como nao havia nos docu- sao as 2 horas da larde.
metilos presentes a commisso motivo algum ________
para que se mpugnasse a eleicao desse membro,
torca era que a commisso desse o seu parecer SESSAO PRESIDENCIAL D'ABERTURV NO DIA
em favor da validado da sua eleco. O nobre \. DE MARCO DE 1860
deputado opresenlou, verdade, commisso Presidencia do Sr. Bo'ro d'e Camaraqibe.
um olleslodo de una autoridade [que cu reco-: As 11 ol? horas da manha, teja o chamada
nnecoque do muilo probidade c nos merece e presentes os Srs. Manoel Coelho Cintra Jos
lodo o conceito' *-
........ K.HUB tu.uu wum s.iui-111, n.iu passa ue. um ue meiio neg, heliosliao do Reo Dorios de I a-
gracioso o mero allestado, [apoiados) mero c gra- cerdo, Manuel do Nascimenlo Machado Poitella
croso allestado, no qual a propna autoridade no Joo Cavalcauli de Albuquerque, Manocl Joaquim
alliimaposilivanienlecxislira lal pronuncia ese Cornero da Cunha, Antonio Epaminondas de
I;,..;, ., j- ,, ---------------------- -" ,---------"" uu...i.., auiuuiu I.II.III1IIIOIIU.I3 UO
I limita a dizer que lhe consta sem que asse- Mello, Gaspar de Menezcs Vasconccllos do Drurn-
j?" morid, Jos Joaquim do Reg Barros, Luiz do
t. este o documento com o qual se pretende Albuquerque Marlins Pereira, Henrique Pereira
lili llr HipAidi.i .>.i.\ i ...^l.^ .______B______ C r *
-....."y'" *" Homo porque mais ue una i'rancisco Jos ferreira Uilirana, Cypnano Fene-
vez tenlio dilo, que asuspeiiso de direilos poli- Ion Gucdes Alcoforado, Francisco Carlos Brando
icos nao a mesma cous que a perda de direi- e Joo Braulio Correa, abre-se s sessao.
tos pblicos. Lid.i a acia salariar, approvada
Se houvesse umo sentones condomnatoria, en- j O Sr. \. Secretario d conta de um oflicio do
lao nesta liypuihese, lalvex se podesse dizer que secretario do goveruo. corarauncando que, hoto
nao poda o cidado ser eleilo ; mas se era ao 1 hora da tarde o Exm. Sr. presidente da pro-
menos se d o suspensao, como quer a constitu- vincia comparecer para ler o seu rclalurio as-
cao, porque nao ha sentenc.a condemnatoria, 6 sembla provincial.Fica a casa inteirada
para mira questao liquida, ou por oulra, para O Sr. Presidente convida os Srs. membros pre-
inim ora do duvida que o deputado nao pode ser sentes a dirigirem-so matriz de S Fr. Pedro
expellido dcsla casa. Mas do unii vez rae tenho Goncalves, afira de assstirem a missa votiva ao
pronunciado neste sentido, c desta vez anda pie-1 Espirito Santo, e preslarem juramento as raaos
leudo lomar parle no discussao pora fazer com da autoridade ecclesiaslica
que esla casa respeilo dircitos quo foram legal- Suspendeu-se a sessao.
; conferidos ao Sr. vigario Francisco Podro Pouco depois do meia hora da larde, voltaudo
os Srs aepulados, continua a sessao.
da Silva.
J'ortanlo, Sr. presidenle, vou mandar mesa
ma requerimenlo de adiamento dsla fiarlo de
parcci.r, aliiir de qu a assembla otra todo a
madutCAa c justica earu que cosluma deliberar
' em osps^rave?, e que lera de servir de if.sto
Annunciando-se a chegada doExm.Sr. presi-
dente da provincia 1 hora da tarde, sabe da
sala a commisso composla dos Srs, Ignacio Joa-
quim de Souza Leo, Carneiro da Cunha e Mello
llego (Raphael), e S. Exc. introduzco cora as



I
formalidades do estylo, toma dscolo o l u su
rotatorio.
Terminada a leilura, S. Esc. retira-se com as
mesmea formolidades.
Procede-se em seguida eleioo da mesa,
que fica toraposla pela forma scguinte :
Presidente.
Bario de Camaragibo.
r Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.
1. Secretario.
Luiz do A. Marlins Pereira.
2. Secretario.
Antonio Alves de Souza Carvalho.
., SuppleKtes.
Nascimenlo Porlella.
Figueiroa Faria.
Dada a hora
O Sr. Presidente designa a crdem do dia e le-
vanta a sesso.
DIARIO PE PEBNAMBCO. SEXTA FFIRA i DE MtflCO DE 1860.
ni REVISTA DIARIA.
U hxtn. Sr. presidente da provincia em dala
de 29 do picudo deu execuco a lei n. 414, que
autorisou a ereacao de. duas'cadeiros para o en-
sino de materias comnierciaes nesla cidadc, pu-
blicando o respectivo regulaminlo, que lhe foi
commeiiido pelo art. 5 da mesma lei.
Era esU una necessidade ha muito reclamada
pelo estado do nosso commercio, que no seu
Bovimenlo de ascenco actual nao poda deixar
de ter um centro onde fosse beber outras luzes
que nao sejam siiiiplesmenle as provindas da pro-
ttca, que sendo rnuitas, lornam-se com ludo
niaiocea anda com a junecao daquellas da theo-
na, que .'lio serve como que de colorido, apar-
tando-a igualmente das raias da rotina.
Com este acto de S. Exc revela-se tnas urna
ve/, o nltressc, que ha lomado pelo desenvolv-
ment desla provincia, que lhe foi confiada pela
sabedona imperial ; assim como preenchida tira
urna lacuna, e da-se a mocidade maisun canal
para illustr.ir-se e fazer-se um futuro, habilitan-
do-se para bem haver-M as operaedes comnier-
ciaes.
I'or portara da mesma data foram noroea-
dos para as duas radeiras do Curso Commercial
de Pernambuco o l)r. Manoel de Figueiroa Faria
c o bacharel Antonio Witruvio Tinto Bandeira e
Acciol de Vascoucellos; este para a cadeira de
contabilidado, escrtpturagao e operaedes com-
niercioes, c aquello para a de historia, geogra-
phia e nores de eslatistica commercial.
Antelioutem, por obra das 6 horas da tarde,
ties n.arujos da guarnirao do brigue inglez de
guerra Syren, que acha-se fundeado no lamarao
dirigiram-se a o schype-chand de Jos da Silva;
<', depois de haverem comido c bebido regalada-
mente, pretendern] nao pagar; mas sahindo-se
o caixeiro da casa com .embargos a semelhantc
modo de saldar dividas, elles o maltrataram com
socos e procuraram por-sn ao fresco, descendo
logo em seguida as cscadas.
O caixeiro, ape/.ar de batido, acompanhou-os,
C na ra do novo travou-so a lula, na qual um
dos Inglezes correu-lhe urna faenda, que feliz-
mente nao apaiihou-o. Nesla lula em que cho-
veu grande numero de podras alirad.is pelos an-
glo-filantes, foram ellos ajudados pela Iripolaoo
cm numero de Finte, que accorrerara ao thea'lro
dola armados de facas, quatro croques o mullos
cceles quadrados; o assira aggrediram a fon-a
de pedestres c polica e ao inspector Juo Per-1
reir Loureiro, que ttatavam all de fazer effecti-
va a le pela repiesso do disturbio e prisao da-
quelles dyscolos, cujo numero foi anda augmen-
tado pelos inglezes Thomaz Eobem, primeiro ma-
cnintsla do vapoi Ptrtinvnga, e Evans, caixa da
casa commercial Willaon, que arremessavam pe-i
uradas sobre o povo e soldados, o cnchiam os'
ares com gritos de mata os eabras brasileiros !
O conflicto foi renhido e durou por ruis de
meia hora, sahiodo delle feridos em urna mo!
.Manoel Flix, ordenanca do respectivo subdele- I
gado ; na cabeca o inspector j mencionado c !
Slanoel Jos Malheiros Braga; o em um braco
Albano dos Santos. ,
Di lie rentes Inglezes sahiram igualmente mal-!
tratados da lula, que tao inconsiderada quanto
criminosa promovern).
Esperamos que a autoridade competente trate
de desoilrontnr a lei tao torpemente postergada,
para que se nao renroduzam actos lo imnioraes-
com a certeza previa da impunidade.
Procedendo-se na ra do Pilar a urna exca-
to para abrr-se urna cacimba na casa n. 26
em que reside Joo da llora, foi descoberla urna' I
ossada humana, que parece ter sido all inhuma-
no lia mais de doze anuos, visto que tanto faz
que naq-jclla casa habitamos respectivos pro-'
pnetanos. e I
Iiiformado o Sr. major Loureiro d.osla oceur- ;
inncia, dirgo-se logo a referida casa ; e verifi-
cando a existencia do fado, deu parte ao Sr l)r
enefe de polica e delegado, de cujas averigua-'
roes resullou, que sendo presa a mulher, que !
morava na casa ao lempo supposto da inhuma- <
cao, e havendo principio asseverado que nada '
sabia do tacto, posteriormente dedarou, nuc um '
seu cunhado em 18 i icra de um carregameulo
de Africanos, com cinco ; os quaes allecendo, I
pode mandar enterrar quatro, em lugar proprio] j
daudo sepultura ao quinto no quintal por falla-I
rom-lhe meios de faze-to cm outra parte.
0 Sr. major Loureiro tornou-se digno de elo-
gios pelos seus estoicos naquella oecasio.
Houlem houve eleclvaineiile logara aber-:
tura da assemblea provincial com as formalida-
des do estylo.
Pelo vapor entrado honlem do sul, ehegou-
nos a noticia de haver fallecido na Baha era 12
do moz prxima passado, com 76 anuos de ida- i
de. a Exma. Sra. t). Pelisarda de Araujo Lobo, i
mi do Illm. Sr. Dr. Pedro do Alhayde Lobo'
Muscoso.
Nao sao s os males physicos a que se est su-
jeto oeste valle de amarguras; o Sr. Dr. Hoscoso,
aioda convalescenle de urna molestia gravissima,
recebe o golpe maia pungente que se fenr a ;
um corceo de filho, a urna alma bem formada !
Aos males do corpo vera juntar-sc-lhc os do es-
pililo !... Pobre humanidade !
lomando parle na justa magua que o atribu-
la, confiamos que o Sr. Dr. Hoscoso saber re-
signar-so aos disignos da Providencia, na con-
siderado de queviver isoffrere san morrer
nao se vive eternamente.
Escrevcm-nos de Caruar cm 20 de feve-
rciro :
r Onde ha demonios disposlos a dosordem, nao '
c possivel conler-se segura a tranquilridade pu-
bhca.
Constou as autoridades policiaes que o bachn- !
rol Juvencio Alves Ribeiro da Silva liifha em sua ;
companhia ao criminoso de morle do termo do
Bonito Joao Mximo Espindola.c para realisar a
deste criminoso cercou a casa de restden-
b dito bacharel, oque se realisou na noitej
lo que nesla oecasio foi ferido com
um tiro em urna edxa um dos sol Indos que pro- '
curava prender o criminoso que ia em fuga,
quando este voltando-se, descarrogou sob Jilo
soldado, urna pistola que comsigo levava.
Este fado deu-se inesperadamente, visto como
apenas appareceu o cerco procurou o criminoso
Joao Mximo fugir, para evitar ser preso.
(i bacharel Juvencio foi preso e acha-se reco- i
Ihido a cadeia desta cidade.
Outras circunstancias mais acompanhiram o
facto que venbo do referir: mas a pressa do
portador, que partesem detenga, obrga-me li-
ii:ilar-n.o no que lien dito, esperando outra op-
ooriunidade para referir as cirrumsUncias que I
deixo agora de referir.
A polica activa e tntelligente, como so (em '
mostrado, deve procurar arabar com os clemen-
odesordem que existem nesta cidade, c
cajo centro, donuncia a voz publica, o escr-
vo de orphos Grigorio Francisco de Torres e
Vnsconcdlos eseus cunhodos, dos quaes 6 ami-
go esperial o bacharel Juvencio.
Nao corre anda noticia de que sera o ol>-
jeeto da ringan^a do bacharel Juvencio. que oe-
cullava a um criminoso importante, que fiigio,
em dias do auno passado, do poder da palrulha
que o conduzia da casa de delencao para a ca-
deia da villa do Bonito, c viva publica e escan-
dalosamente no lugar de Mimoso, freguezia de
Bezerros.
E c um bacharel, como o bacharel Juvencio,
que o governo nomoia juiz municipal e de or-
phos para os termos de San-Bernardo e Tutoa,
na provincia do Mnranho? De juizes laos e
quojundos. nos guarde Deus e o bom-senso que
deve presidir nos aclos do governo.
Por portara de 24 do mez passado foi nomoa-
do o major Manoel Buarque de Macedo Lima 5o
sopplenle do subdelegado da freguezia de Santo
Antonio desla cidade.
Foi capturado no dia 20 do passado pelo de-
legado de Serinhem Antonia Joaquina da Con- j
calcio, pronunciada como incursa no artigo 205 .
1850.
Por portara nc 23 do passado foi noraendo
Joaquim Coelho de Lima para o cargo de 6 sup-
plente do delegado de policio do termo de Santo I
Aniio.
Foram recolhidos no dio 28 do corrate, 4
^-^^^
o 1>CI.I
huiiKiis ii5 Uiurhci'us, Wiiu li i fes o
vos, a saber: t a ordem do Dr. rhefe de polica.
3 a ordem do delegado do Io dstricto e 1 a do
subdelegado de San-Jos.
Passatciros do paquete a vapor Tocanttns
entrado dos portos do sul :Alfcres Joaquim
Jos Pereira Vianna, cadete Joao Manoel de Li-
ma-aloraos Sarment, cadete Antonio Lopes da
Silveira Jnior, (segu para a Paraluba) Drs. :
Candido Jos Rodrigues Torres, Antonio Joaquim
Fernandos d'Oliveira, Jernimo Martins d'Al-
meioa Jnior. Bernardo Luiz de Castro e 1 es-
cravo, Custodio Jos Lcile de Salles, Jos Anto-
nio de Paiva, Jos Secundino Gomensnro Filho,
Joaquim Teixeira de Araujo, Lucas Martins Moa-
leiro de Caslro, Joao Evangelista Monleiro de
Castro e 1 cscravo, Antonio Brrelo Culrlm de
Almeida, Aureliano de Azevedo Moniero, Lau-
rentino de Almeida Pinto, Gervasio Mancebo Fi-
lho, Miguel Calmon do Pin o Almeida el escra-
vo, Manoel Joaqnim Concalves Fraga Souza, 1
menino e 3 esclavos, Manoel Caetano d'Oltvein
Passos e 1 cscravo, lunocencio Marques de Arau-
jo Goes. Jos de Araujo Bacallar, Jos Antonio
Barbosa, D. Felicidade Perpetua Gomes da Silva,
Drs. Francisco Antonio Carvalhal,Fructuoso Vicen-
te Vianna,Francisco V. Vianna el escravo.Jos Pa-
checo Pereira Filho e 1 escravo,Vctor Isaac de A-
raujo.Froderieo Marirfno deAraujoel escravo,Ig-
nacio Accioli de Almeida. Carlos Augusto Aulran
da Malta o Albuqucrque,Augusto Magno do Mello
Mattos, Antonio Aydano Goncalvcs de Almeida
e 1 escravo, Francisco Antonio Filgueiras e 1
criado, Joao Rispo da Igreja, Ernesto de Paiva
l.eite, Symphronio Olympio de Brito el escravo,
Clao Guerreiro do Castro. Manoel EupOrasio
Correa, Reginaldo Alves de Mello, Olympio Ma-
noel dos Santos Vidal c 1 escravo, Vicente Can-
dido Ferreira Tourinho, Francisco de Paula Ce-
sar Jacobina, Vctor Dniz Goncalves, Manoel
Joaquim Liberata de Mallos, Francisco Liberato
de Mallos, Manoel Anluucs Pimenlel Jnior, Pe-
dro Ornellas, Benvenulo Ernvgdio Pereira Gui-
maraes, Joaquim Jos de Almeida Pires e 1 es-
Larioa AUguslo Luis u uuia.
Joao Clcmenlino Coelho Calanho.
Deferido o juramento do estylo ao consclho, o
Sr. Dr. presidente do jury procedeu na forma da
lei ao inlerrogatorio do roo, que negou o crime
de que era aecusado com lodos os circums-
tancias.
Lido pelo escrivio Saraiva o processo, e con-
fiada a palavra ao ptoniatol da juslca Dr. Gus-
n.*o Lobo, este desenvokeu s malcra da aecu-
sacao, concluindo pola policio conlida nolbello,
3ue era a conderpnCao do'io no grao mximo
o or. 192, por haverem concorrido no crime
de morle, prnlcado pelo reo 14 de feverciro
de 1844 cm Claudina Maria do Rozario, as cir-
cunstancias aggravanles do art. 16, 1, 4, 6,
12 c lo.
Dada n palavra ao defensor do reo, Dr. Anto-
nio Jos da Costa Ribeiro, dodiizio este a mate-
ria da dofeza, nogando o facto que ao seu diente
se imputava, e observando que, se fra verda-
dera a necusaco, anda assiui sena improcedente
por ser oreo menor de 14 annosem 18l,e scr-lho
nortanlo applicavel a excepcao do art. 10, Io.
O defensor do reo coinlntu anda as circums-
tancias aggravanle?, e coucluio pedindo a absol-
vico do reo.
Escliirecido o jury, o Sr. Dr. prcsidenlo do
jury resumi os debates com preciso e lgica, c
propoz ao conselho os segunles quesitos, para
cuja soluco o mandou recolher sala das con-
ferencias :
t.O reo Francisco Antonio das Chagns, no
da 14 do faverero de 1814, na freguezia doJ
Afogados, matou punhaladas Claudina Mara
do Roza rio ?
2.Oreo commetteu csse delicio com a cr-
cumslanca aggiavante de ter procedido no cri-
me a emboscada e por ter o delinquente esperado
a ofl'endda em um ou em muitos lugares?
3.O reo commetteu o delicio com a circums-
lancia aggravanle de ser de noile?
4.O reo foi impcllido por motivo frivolo ?
5.O reo commetteu o delito com a circums-
qu^iiio csio su enieiic com a ma-.niiiia de Luua.
Saib o leitor, que o pai de Alfredo amara em
suajuv. ntude a una donzeo, que deixou de
ser sua esposa perante Deus e os homens, por
causa do seu casamento com a mi de Alfredo.
Essa donzella charaava-se Amalia deS.e, Ber-
nardo diva-lhe a honra que lhe havia roubado ; e
por isto viuvo ha quinzo mezes, e desojando re-
prar a falla do sua mocidade, pedio oo seu ve-
lho amigo, o conselheiro Nobrega, que indagasse
so Amalia oinda eslava solleira, e ondo morava.
Tendo rolhido as precisas informaeiies, o con-
selheiro volla casa de sen amigo, diz lhe que
Amalia viva, que est solleira, e que mora em
urna aldeia risinha do Lisboa.
Bernardo que isto ouve, ergue as mos, e d
gracas Deus. que leve d de seus reraorsos :
assim lermiua o segundo ocio.
D. Emilia, depois do ter declarado ao prior de
Bonifica a mam-ira porque ella quer que se en-
Cha os dous espacos, que ficaram em brinco nos
aponumonlos que lhe deu para poder organsar
( o seu eslamento, estiva, consternada, conver-
i sando com o doutor sobre um caldo envenenado,
' que lhe luibam preparado, quando o criado an-
nuncia que um cavalheiro, que se apeara de
urna sege, pedia a favor do ser receido.
j D. Emilia, apezar da importunidade da visita,
I ordena que seja introduzdo o cavalheiro.
Aqui o sentiment desenvolve-se com toda
expanso, c toca ao sublime.
Bernardo de Mascarenlias, que oulro nao era
o vistame, para, esttico; e depois, trmulo,
anhelante, ovario, c.... rororihece na madrinha
de Luiza, a mulher que amara no verdor deseos
!dics.....\malia de S Amalia cahe-lhe nos bra-
cos, c pouco depois o pai de Alfredo sabe, que o
amante deseo lilho tambera sua lilha.
Alfredo entra, csabe o que lhe Luiza ; abra-
ia-a e beija a mo da mi de sua irma, que era
breve vai ser mulher do seu pai.
W.
ol i iiuintuiao para promoior puliuu mteriuu
deste termo, escaparam & correceo do revisor
notaves fallas que obscureeem o sentido daquel-
las tres linhas.
Sirva-se, pois, V. S. de o mandar Iranscrcver
novan-.ente, como ah va ;
Illro. Sr.Corara.unieoa V. S. que nesta da-
la fui nomeado promotor publico interino deste
termo do Recife, de cujo cargo eslou erri excr-
cicio
Assim, ter-me-ha V. S. obsequiado, tolerando
o meu escrpulo.F. L. de Gusmao Lobo.
(*)
cravo, Bernardo Jos Carvalho de S, Salvador tanda aggravante de ser superior em sexo, for-
de modo quo a otTendida nao poda
Pires de Carvalho Albuqucrque, Joaquim Pereira cas e armas,
de Caslro Coelho, Manoel Jos Espindnla, Do- dofendor-se com probab'ilidade de repellir a of-
fensa ?
G O reo commetteu o dolido com sororeza ?
d
mingos Piros de Carvalho Albuquorque, Garca
Pires de Carvalho Albuquorque, Amando Gon-
calves dos Santos, Joao Penetra de Oliveira e
Silva, Olympio Policiano Ramos Brrelo, Augus-
to Cesar de Carvalho Menezes, Francisco Anto-
nio de Proitas Barros e 1 escravo, Innoconcio
Jos de Freilas Barros, Antonio Louremo do
Araujo e 1 escravo, Benicio Dantas Marlins e 2
escravos, Joao Jos de Honra Magalhaes, Eduar-
do Rostdy, Antonio Muniz Sodr do Aragoo o 1
escrovo, Jos Antonio de Magalhaes Caslro, Joa-
quim Horeira de Castro, Antonio Rodrigues Go-
mes Jnior, Joo Maiia Loureiro Tavares ol es-
clavo, Gonoalo Vieira de Mello Prado e 1 es-
cravo, Ernesto Tinto Lobo Cedro, Dr. Manoel
Pereira Guimaraes, Manoel Joaquim dos Santos
Patury, Lourenco Bozerra Cavalcanti do Albu-
qucrque Maranhao, Eustaquio Carlos do Carva-
lho Gama o 2 escravo, Eugenio Telles da Silveira
Gama e 1 escravo, Joaquim Jos Gomes, Jesuno
Jos Gomes, Jos Antonio dos Santos Andrade,
Antonio Pereira Camilla, Dr. Lucio Soares de
Albuqucrque c 1 escravo, Vicente Bezerra Mon-
to-Negro, Anionio Bezerra Monto-Negro, Joao
Jos Monte Jnior o 1 cscravo com llho, Ma-
noel Machado Lomos, Francisco Ildefonso Ri-
beiro Menezes e 1 escravo, Luiz Lorra de Me-
nezes Filho. Domingos Oliveira Ribeiro, Vicente
de Paula Caescaes Telles. Jos Baplisla da lto-
.O reo, quando commetteu o delicio, era
menor de 1 anuos?
g-oExistera circumstancas atlenuantes a fa-
vor do reo?
Recolhendo-sc o conselho sala das conferen-
cias, e ah eleto presidente o Dr. Jos Flix de
Brito Macedo e secretario o Dr. Aureliano Au-
gusto Pereira de Carvalho, voltou depois de 1
hora, respondendo ao
1." questo.Sni ; por dez votos.
2.Nao; por unanimidade.
3. Sra ; por dez votos.
4.Sira ; por sele votos.
5.Sim ; por dez votos.
6oNao ; por unanimidade.
7.Nao ; por dez votos.
8."Sim ; por dez votos.
O jury reconhcce a existencia da crcumslan-
cia altenuanle do art. 1S. j? 10, do cdigo crimi-
nal, de sor o reo menor de vinto c ura aunos.
Em vista de cuja deciso, o Sr. Dr. presiden-
te do jury lavrou a senlenca condemnatoria, que
leu ao jury concebida n'esles termos :
Altendendo s resposlas do jury sobre o fac-
i principal e suas circumslaucias, constantes
dos quesitos proposlos, condcnino o reo Francis-
co Antonio das Chnas dozo anuos de prisao
r ... .------'-" ...,, vos j|iiisui u,i no- -* w'u -'a utii'gus i uuo anuos ue prisao
cna, Temistocles Belino Pinho, Francisco Anto- >M Irabalho, grao medio do art. 193 do codito
no Fernandos Pmheiro, Jos de Mendonca Al- penal e as cusas do processo ; e sofriera a nri-
Duquerquc, HermogcnesOclaviauo Alves Figiiei- sa eada desla capital.
redo, Antonio Tobas da Costa, Jos Peijo de Nada mais havendo tratar-se. o Sr Dr prc-
Mattos, Jos da Silva Moulnho, Theodilo Theo- sidento do jury levantou a sesso Si 6 ura
drico de Caslro, Joaquim Fernandos de Caslro '("arto da tarae, addiando-a para o dia 2 de
liobimba, Jiu do Rosario, Dr. Manoel Januario marco As l horas, era que lera lugar o jul-M-
Bezerra Monte-Negro, Jos Antonio da Silva Cas-
tro e 1 escravo. Jacinto Francisco d'Olivera Jos
Paulino de Albuquorque Sarniento, Jos Tor-
qualo de Araujo Barros e 1 criado, Dr. Jos Fiel
de Jess Leile, Miguel Joaquim, Florencio.de
Almeida Piulo, Domingos Moreira da Rosi, II. C
Wells, Theolilo l'ernandes dos Santos e 1 osera
yo, 1 presoconduzido por 2 policiaes, 1 volunta-
rio e 1 ex-praca, 7 escravo a entregar.
Seguem para o norte :Tenenle-coronol An-
tonio Joaquim de Magalhaes Caslro e 2 escravos
Dr, Feliciano Antonio da Rocha, alferes Adelo j
Francisco dos Res c sua sen hora. Francisco Jo
sMarcol, Dr. Filippe da Molla Azevedo fo rT .Pr,c Ia raa os. en trou cm julgam
Albino'Aivin do Kocher. Antonio 51 Silva Per' !' o- 'JET* ?e>xoiri, pelo eri-n
reiro Pontos, D. Auna Mario do Cuho '- "dvo^ "os 'T^i'' r'0"""'
crava. Anionio l.oi.es ,l.n eiBA;.. i.._:_____.Jr! auo.uos os Uis. Manoel hrinino
erara, Antonio Lopes da Silveira Jnior o varias
pravas do exercilo.
Passageiros da barca portuguoza Sympa-
mento do reo preso Andr Mikalich, pronuaciado
no ort. 259 do cdigo criminal.
Jury do termo do Olinda.
2'J de fecereiro de 18611.
Presidencia do Sr. Dr. Anionio Francisco de
Salios.
Promoior publico interino Dr. Amaro Joaquim
l'enseca de Albuqucrque.
Reunidos os jurados e verificando-so adiar
numero legal foi aborta a sesso.
Aproseiitando o Dr. juz municipal oilo pro-
u.S.SS.I'!'.cl'ara'ios,i'n.tl'ou c,n j'ilgamenlo o reo
e de morte
londo por
j de Mello o
Manuel Joaquim de Miranda Lobo.
Depois da acensadlo e da defeza o mais forma-
de loi; respondidos os quisUos e um
Moreira Jo Souto, Joo Antonio doslin h 1? f,a vor -d? re0' fo1 ^" pond^mnado a do-
noel Dios;da.Cosla Antonio S^TJ!; | Vv^SSSSSS^t^ md
Antonio da Costa Moura, Francisco Manoel da
Silva, Julio Moreira de Barros, Manoel Teixeira
da Silva e Jos da Silva Rodrigues.
Passageiro do brigue nacional L trado da Baha :l'rederico G. de Souza Ser-
rano.
Passageiros do vapor nacional Pemntmga
saludo para os portos do sul :Francisco de
Assis Cruz, Roserio Antonio Gomes, llvino Mi-
randa, Pedro Adolpho Diuiz Macei, Ignacio Jo-
s toelho da Silva, Antonia Mara do Rss.iro
Manoel Vctor dos Santos, Dr Jos Rufino Pes-
soa de Mello, sua mana, 3 iilhos e l escravos
Januario Constancio Monleiro.
Matadoiko pcnuco :
Mataram-se no dia 1" do corrcnle para o con-
sumo desta cidade 35 reze?.
MOIITALIDADE DO DIA 1." DO CORHENTE
Anua Joaquina do Esp-iic Santo, parda, viuva
40 anuos ; rheumalismo.
Pedro, pardo, 18 mezes ; donlco.
Joao Goncalves Piros, bronco, "solteiro, 29 an-
uos ; bbre amarella.
Candida Joaquina d'Aimoida, branca, solteiro 2
anuos ; tubrculo pulmonar.
Hospital de caiudade. Existem GG ho-
mens, o'J mulheres nacionaes, 2 homens cstran-
geiros, 2 homensescravos, total 129.
Na totalidade dos doenlos existem 30 aliena-
dos, sendo 33 mulheres e 6 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurdo
Pinto, as 7 horas e 3/4 da manha, pelo Dr Dor-
ncllas as 8 1/2 horas da manha.
Levanlou-se
tarde.
a sessao os 0 horas c meia da
Errata.
Na Cyroica Judiciaria, publicada honlem
em vez de 3 jurados, diga-se i.
CHRONICA JUDICIARIA.
JURY DO RECIFE.
PIUMEIRA SESSAO.
DIA 1 Dfi MARQO.
Presidente, o Sr. Dr juiz de direito Bernardo
Hachado da Costa Doria.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gusmao Lobo.
Feita a chamada.veriftcando-se estarem presen-
tes 46jurados, 0 Sr. Dr. presidente do jury, abri
a sessao as 11 horas.
Havendo comparecido algnns dos jralos mul-
tados em sossoes anteriores, o Sr. Dr. presiden-
te do jury os relevou das multas, por haverem
exhibido motivos d'escusa, que lhe pareceram
valiosos. Foram dispensados dest'arle das mul-
tas, -m que haviara incorrido os Srs. jurados :
Dr. Pedro Secundino Mendos Lins.
Antonio Corroa Cabral.
Joao ClementinoCoelho Calanho.
Manoel Jacinlho Pereira.
Claudino Xavier d'Oliveira.
Hypolito Machado Freir Pereira da Silva.
Antonio de Moura Rolim.
Francisco Xavier da Fonseca Coilinlio.
Continuara ser multados em 2)00 por ca-
da sessao lodos OS juizes notificados, cujos lio-
mes hoo sido publicados, e os juizes supplenien-
laros sorteados na sesso de 28 de fevereiro, e
notificados para a sessao de 29, cujos nomes sao :
Hermenegildo Coelho da Silva.
Rodrigo Jacome Marlins Pereira.
Jos Rodopiano dos Santos.
Anionio Manoel Estevo.
Benlo da .osla Ramos d'Oliveira.
Antonio Pinlo do Araujo.
Jos Anselmo Duarle Cedria.
Sabino Bruno do Rosario.
Guilhermiuo Rodrigues Monte Lima.
Sendo presente a barra do tribunal o reo Fran-
oa0 An,I)n'0 da.s Chagas, prouunciado no art.
1J2 do Cod. Crim., preso na caso de detenee
desde 20 de novembro de 1859, o Sr. Dr. presi-
dente do jury fez proceder no sorleio do jury de
senlenca que, depois de 8 recusacoes por parlo do
advogado do reo, o 6 por parte do orgo da Jus-
ti';a, assim foi constituido :
Dr. Jos Joaquim do Moroe.s Navarro.
Dr. Jos Flix de Brito Maceo.
I)r. Manoel Enedino Rogo Valenca.
Dr. Aureliano Augusto Pereira d Carvalho.
Jos Eleulerin de Azevedo.
Francisco de Paula Gouva,
Dr. Pedro Secundino d." Mondes Lins.
J'jvino lipiphanio da Cunha.
Trislo Jacome d'Araujo.
Floriano Jos de Carvalho.
Communicado
s.
Sobe boje scena no theatro de Santa Isabel o
drama portuguezPurgatorio e Paraizomimo-
sa produeco do insigne poeta e dislincto cscrip-
tor, o Sr. Camllo Caslello-Branco.
0 Purgatorio e o Paraizo um drama aborto
com chayo de prala e fechado com chave de
ouro ; est escripto com mimo, goslo e elegan-
cia ; suas secos sao naluraes, vivas e nteres-
santos, lgam-se entre si como os dillerentcs los
de urna mesma cadeia ; sua frase clara e sim-
ples, o seu estylo correcto, e sua escoh a do
drama Frci l.uiz de Souza, essa immorlal crea-
gao do principe dos poetas portuguezes, o finado
riscondo de Almeida Garret.
Alfredo, filho de ura rico negociante de Lisboa
e un mancebo de 19 annos. de exterior agrada-
vel, e nina nobreza d'alma toda prova ; crendo
pamente em Den-, no amor c no honro, torna-
se um anachronsmo no secuto actual, e como
urna planta extica laucada n'unia sociedade de-
generada, onde o dinheiro o Jordo, que lava
todas as lindos
Ama perdidamente a Luiza Amelia, menina
de sua idado, em quera os dolos d'alma nada
k-ciii queinvejara formosura do seu roslo d'anjo
e de seu corpo de fada ; ma>, Amelia c bolla, sem
sabor que o on sem nisto querer fazer reparo.
1 m dio Alfredo observa que algum pensamen-
lo doloroso envenena os dias de sua amante ;
pergunta-lhe a razo, e n innocente virgem lhe
coniessa que Jorge, o sobrinho de sua madrinha
a maltrata ; e que olla, mais do urna vez te
pedido Deus, que a leve onles de levar sua
madrinha; pois que, por sua morle (cara no
mundo abandonada esem prolecco.
Alfredo conlieco que Jorge c horaem perdido
e avaha os dosgostos que lera sofTrido a bella virl
geni, que elle adora com o fervor do una pr-
meirapaixao; c enio, sera esperar mais pelo
consentimento de seu pai, que, nobre e rico
lalvez desdonhasse urna allanca de *eu filho cora
urna rapariga que era sabia' o norae de seus
pas ; dirige-se i>. Emili de S, seuliora de 38
anuos, respeitavel por suas virtudes, e por sua
familia, pede-lhe a mo de sua a fi I hada, e seu
pedido allendido. Mas. depois dp dado o seu
consentimenlo. a madrinha de Luiza pode Al-
fredo, que lhe d infurmacocs de sua familia
quem nao conhece.
Alfredo conta-lhe entao, que entre seu pai e
sua mi nao reinou nunca a harmona que deve
existir entre os casados ; que s depois de muito
lempo foi quo soube que seu pai tora obrigado a
casar com ella, pobre victima das conveniencias
sociaes.
Em seguida, fallando de seu pai, diz que o seu
nome Bernardo de Mascarenhas.
. Um raio que tvesse cabido aos ps de D. Emi-
lia de S, nao a houvero abalado tanto 1 Ergue-
se impetuosamente, e diz: Senhor Tovar aca-
bou-sc ludo entre nos: seja honrado como lem
sido, e digo o adelis ultimo esta casa .
Ouve-se um grito de Luiza, a desgranada ti-
nha ouvido ludo ; entra espavorida, e corre pora
Alfredo; mas, D. Emilia colloca-sc entre ambos,
e nllasta-os Cabo o panno.
Entra o segundo acto. Alfredo est as portas
da morle, e o medico declara ao afilelo pai, que
a enfermidade do seu filho nao Ja ordem da-
quellas que podem ser curadas ptla sciencia;
enlende, que a sede do mal do mircebo est em
seu corocao, e a originara urna paixo, por ven-
tura desgranada.
Bernardo de Ma3carenhas dirige-se ao quarto
de seu lilho, pede-lhe, que lhe confesse qual a
causa de seus soffrimentos, o .proraette-lhe lodo
o apoio e coadjuvaco na realisaco de seus de-
sojos.
Alfredo refere seu pai ludo que se tinha
passado enlrc elle e o madrinh.i de Luiza, e fica
assenlado entro ambos,que o filln no dia segua-
te ocompanhor. o pa, e licft i.o soge, saj--
Correspondencias.
5rs. {eductores.Lendo o diario n. 47, de-
pare! com um communicado que pela talsidade
de suas assercoos obriga -me a procurar a im-
prensa para, rostabelecondo a verdade dos fac-
los, dssipar qualquer juizo desfavoravelque por-
ventura se ten ha feilo do digno promotor da co-
marca do Aracaty.o Sr. Dr. Veras.
A mancra eslraiiha porque ah se lenta agre-
dir o Sr. Dr. Veras em soa reputadlo de magis-
trado integro c probo revela ou m' vonlade da
parto do comiuunicanlo ou completa ignorancia
do occorrdo.
Deixaudo de parle os injurias prodigalisad.is
quolle niajjislrado tratemos do narrar o que foi
proferido pelas testemuuhas quo juraram no pro-
cesso, e jue fui lo vergonhosamente adulte-
rado.
Tendo de eclobrar-se a fosla do Sr. do Borafim,
na capella do mesmo norae, e havendo nossida-
de para esto fim, da ambula em que so c.xpoe o
Santissime Sacramento, ordenou o Rvra. vigaro
ao sacrislo da matriz que guardasse-a no ga-
veto exclusivamente reservado para suas vestes,
observando-llie que a ninguem entregasse sua
chave; e isto por lhe ser dilo que ura tal Jos
Mauricio condecido por Jos Loque e Luiz Cha-
ves, queriama lodo transe irapossbiltar a fesli-
vidade.
Vendo assim frustrado o seu plano, Luiz Cha-
vos secundado por Jos l.eque vai matriz, exi-
ge o chave do sacrislo, que responde-lho pela
negativa como lhe ordenara o vigaro; despeila-
do por nao poder levar oo cabo seu capricho,
lenta exlorqui-la hilando, mas o sacrislo resis-
te violencia; finalmente convencido de que
nao era possivel abrir o gavetao, arromba-o e
Bublrahe a ambula.
Eis aqu a verdade do que se pussou ; ncm a
irmandade recusou cousa alguma, como osse-
vera o commuiiicanto, era o compromisso man-
da que ella assira proceda, nem tao pouco o Sr.
Au.clono Dios inlerveio de qualquer nianeira
neso negocio-
Nao duvtdomos, pelo contrario temos ple-
na certeza de que o communicado do que fal-
lamos, nao passa de ura desses meios iudireclos
de que corlas pessoas taitas de dignidad e sen-
lmenlos costumain servir-se para lOesior da-
quclla comarca os magistrados honrados e que
nao se presiam vis manejos, nem se fazem
instrumentos de oppresso o que j conseguirm
cora o dgnissmo juiz de de direito Hilario Go-
mes Barbosa, c.iluinniando-o em sua vida tanto
publica como pajlicular.
Queiram>Jrs. re-lactores, dar publicidade a es-
las linhas po* amor verdade.
O racatyense.
Srs. redactores.Sea urna falla reprohons-
vcl viajar no vapor lguorost, o dexa-lo sem
descrever o carador do seu actual commandante
o Sr. Joaquim Alvos Moreira ; cm verdade con-
jessamos, nos passageiros do dito vapor, que o
Sr. Moreira urna pessoa merecedora do mais su-
bido elogio ; respocluoso, porem sera esse asso-
nio e fatudade que aborrece e re volla ; eivcl o
afavel sera esle civilismo e aabildaJe jamis
ser interrumpido pelo menor vislumbre de gros-
seria e rudeza, cavalheiro e generoso a ponto do
privar-se de seuspropros commodos, pora se-
de-Ios era favor do passageiro que apaas pela
prlraeira vezconheceu ; activo e caridoso tanto
pelo bem estarde seus passageiros como pelos
interesses e conveniencias da Companhii Per-
nambucana ; grave c delicado para com todos
ndislinclamonlo, prasenteiro o pulido, dcil e
afavel, o Sr. Moreira ura (ampielo gentilman,
dolado de urna alma cheia do caridura e bondade.
Nao trocamos estas linhas para tecer um elogio i
ao Sr. Moreira, porque elle por si um elogio e !
nao precisado nosso, sim noasa intenro dar
os parabense felicitar a direc-o da Companhia
Pernambucana, pelo feliz achado de urna pessoa
tao llustrada e to digna, tanto para os fins da
Publicacoes a pedido.
ELEIC-AO
dos juizes, eserhacs e mordomos que
lio de festejar o glorioso S. Bene-
dicto, erecto na capella de \ossa Se-
nhra da lioa-Viagcra, no Yinilouro
auno de 1861.
Juiz por eleico.
O Illm. Sr. Cielo da Costa Campcllo.
Juiz protector.
O Illm. Sr. Anastacio, lilho do Illm. Sr. Anasta-
cio Alcxandrinn de Salles Dutro.
Juiz por devoco.
O Illm. Sr. Luiz, lilho do Illm. Sr. Francisco An-
ionio de Mello.
Juizo por eloieo.
A Exm.a Sr.'1 esposa do III. Sr. Dr. Prxedes Go
mes de Souza Pitanga.
Juizo prolectora
A Exm." Sr.1 D. rsula, filha do Illm. Sr. Anto-
nio Ferreira da Paixo.
Jbiza por devoco.
AExm.^Sr. esposa do lllni. Sr. I.uiz Ban-
dera.
Eserivo.
O Illm. Sr. Manoel Augusto de Menezes Costa,
Esoriva.
A Exm. Sr." esposado Illm. Sr. Joo Anloniodo
Macedo.
Thesoureiro
0 IllinrSr. lenle Pedro de Siqueira Thenorio.
Procuradores.
Os Illms. Srs :
Francisco Antonio de Mello.
Francisco Manoel da Rosa.
Candido Jos da Fonseca,
Mordomos.
Os Rvms. Srs. :
Vigaro Anionio Francisco Gomes Guimaraes.
Fr. Pedro da Purilicadio Paes.
Os Illms. Srs. :
Francisco de Salles Dulra de Andrade.
I.udgoro Pantalco da Caraira.
Podro Mondos de Oliveira.
Manoel Paulo Correa.
Hordomas.
As Exms." Srs.* :
D. Antonia, esposa do Illm. Sr. Candido Jos do
Fonseca.
D. Josepha, esposa do Illm. Sr. Francisco Canu-
to da Boa-Viagcm.
I). Anaunciada, esposa do Illm. Sr. Vicente l.ici-
nio da Costa Campcllo.
I). Theophila, esposa do Illm. Sr. Francisco Bo-
lellio do Andrade.
D. Certrudes, esposa do Illm. Sr. Joao Antonio
de Mello.
Boa-Viagem 12 de fevereiro de 1860.O viga-
rio, Antonio Francisco Gomes Guimaraes.
commandante o primeiro tmenle Pedro Hyp-
polilo Duarle.
Philadelphia35 dias, brigue americano Bran-
dyioine, de 2i7 toneladas, capito Luiz C. Ha-
mai, equipagem 10, carga 1,G) barricas com
farinha do trigo e mais gneros ; a Matheus
Auslin.
Harbor Grare25 dias, brigue inglez Fleetwin-
ge, de 2i'J toneladas, capito Kinght, equipa-
gem 13, carga 289 barricas com bacalho ; a
S. Brothers.
Porto 2 dias, barca portuguoza Sympatkia, do
261 lonelados, capito Antonio Nogueira do*
Sanios, equipagem 14. carga vinho e mais g-
neros ; a Bailar & Oliveira.
Baha25 dias, briguo nacional Laura, de 2IS
toneladas, capito Joo Flores do Amara!,
equipagem 11, era lastro ; a AzeveJo Mon-
des.
Navios saludos no mesmo dia.
LiverpoolBarca ingloza Chase, copilo Joseph
Jorves, carpa assucar, algodo e osso.
Portos do sulVapor nacional Persinunga, com-
niaiidonte Manod Jo-.quim Lobato.
Editacs.
Praga doKccife 1 de marco ileliGO
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotai-f>c.s ofiieiacs.
Cambio sobro Londres25 1/2 d. 9') div.
Cambio sobre o Rio de Janeiro = Ii2 0'0 de ro-
ba ter
Descont de lclras10 0/0 ao anuo.
Cotscoes olliciaes no dia 29 depois das tres-horas
da tarde.
Cambio sobro Londres25 1U d. 30 djv.
Descont de letras10, 12 e 150(0 ao auno.
George PutchetlPresidente.
D ubourcqSecretario.
Rendimento do da 1-
Alfandega.
12.4143191
Sovimento la alfandc^a
Volumes entrados com fazendas
cora gneros
Volumes saludos com fazendas
com geneos
129
198
------327
15
113
------1532
Doscarregam boje 2 de marco.
Brigue portuguezSoberanodiversos gneros.
Brigue po-rloguezConstanteidem.
Brigue portuguez = Tarujo = idcm.
Patacho portuguezJarco=idem.
Barca porluguezaSynipothiaidem.
Barca inglozaCarolinabacalho.
Barca americano F&uia Cunshaw farinha de
trigo.
Brigue americanoBohogello o. [rucias.
Barco americana BranJyvnnfarinha de trigo.
Barca francezaOccidentefazendas.
Polaca francezaZouavediversos gneros.
Consulado scr:iL
Rendimento do dia 1 .... 3 0O5S2O3
Diversas
Rendimento do dio 1
provincias.
487*315
companhia con:
li ver ra a
mandado
Ilustre c
diligencia f
ra a salisfaco daquellos que.
nbarcar era um voso com-
oreira. Resta-nos-pedir oo
le a prodigalisnco do sua in-
osco, por publcarmos isto
sem sua sciendo-permisso.
Pemambuco29.de fevereiro de 1SB0.
Manoel Dios.
Joo Fernandas Prente Vianna.
Arstides do Paulo Dias Martins.
Raimundo Theo lorico de Caslro Silva
Antonio Jacinlho do Sorapaio.
Manoel Corroa Gomos do Almeida
Flix Jos de Noronha Jnior.
Guilherme Pereira Azevedo.
Augusto Carlos de Amorim Garca.
Horacio Candido de Salles e Silva.
Jos Alves da Silva.
Jos Joaquim Domingues Carneiro
Joo Domingues Ferreira Rebollo.
Manoel Egidw da Costa Noguaira.
^igario Anionio Thomaz T. Galvo.
Francisco Arainlas da Costa Barros.
Creoncidasde Caslro Ferreira Chaves
Joo ile Hollando Cunha.
Joo Severiano Correia Barbosa.
Porlirio Sergio de Saboio.
Odorico Alves Raposo de l.acerda.
Antonio Miguel da Costa Braga.
Jos Nimios de Paula.
Idalino Fernandos de Souza.
Joo Mara Julio Chave.
Padre Joaquim Pereira de Oliveira.
Antonio Morques da Silva.
Jos Graciano de Goes Lvra Jnior.
Prisciliano Tilo da Costo Rogo.
Domingas Ribeiro de Oliveira.
Joo Francisco dos Snnlo3
Joo Chnsostomo de Oliveira Jnior.
Joaquim Moreira Limo Jnior.
Jos Goncalves Villa-verde.
Ignacio Correia de Figueiredo Mello.
J. Mendes.
Miguel Germano de Oliveira S.
Andr A. da Costa Reg.
Jos Paulino de Castro Medeiros.
Argemiro da Costa Lobo.
Joaquim Jos de Faria Mochado.
Jos Goncalves do? Res.
Jos K o lino de Souza R.
Manoel Firmino da Silva.
Manool Cypriano do Reg.
Raimundo Flix Teixeira.
Francisco Alvos de Moraes Castro.
Hendido M. Monleiro.
Antonio Germano Barbalho Bezerra.
Joaquim Rodrigues da Silva.
Jos Joaquim de Caslro Barroca.
Joaquim Jos de Araujo.
Jos Francisco de Alhayde e Mello.
Vic-mle Jos R da Caslro.
Jos Anloiiid Baplisla.
Antonio de Hullanda C. Mello.
Fabricio Gomes Pedioza.
Joaquim Pedro .dos Sanios Bezerra.
Scs. redactores: Havendo o Sr. Caelano
Pinto do Veras publicado, no jornal de honlem a
)tcg/3 do ofJicio cm %>\s lhe couuouaiquei amL-
Despaelios do exportaran pola me-
sa do MMisuladu desta cidade n *
dia 1 tle ilion-i de 180O.
verpoolVapor inglez Stanley, S. Brothers
Ryder (,\ C., 122 saccas algodo.
LisboaBarca porlugueza Tejo, A. Irmos. 300
saceos assucar bronco, 400 ditos msseavado.
LisboaBarca porlugueza Gratido, C. NoCTuei-
ra i C, 100 saceos assucar mascavado, 21Dca3-
cos mol.
S. MiguelPatacho perlugucz Souza^, Joo T.
Cordeiro. 120 cascos mel.
Montevideo Brigue dinomar-iuez Concordia,
viuva'Amorim & Filhos. 300 Ixirricas assuca'r
mascavado.
Havre Briguo francoz Parahibo*, T. Frcros,
250 couros salgados.
Rio Ja PraliPolaca oriental-S. Agostina, A
Irmos, 25 barricas assucar branca.
Rio da PralaBrigue hamburgus Capibaribe,
C. Carvalho iC, lOObarris assucar masca-
vado.
Rio da PralaBriguo hamburguez Rosalinda,
A. Irmos, 450 barricas assucar bronco.
Rio da PralaSumaca hespanhola Cariosa,
Aronaga Hijo & C 50 borricos assucar bron-
co e 25 ditos dilo mascavado, 50 saceos assu-
car bronco.
Hecebedoria do rendas internas
eraos de Pornambue
Rendimento do dia 1......-t:997>907
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1.....2.988^705
Movimento do porto.
OS O J^ O OS "a. Horas. r B I
?. B i 3 = = Atmosphera. S 1
V> Pl 3? 2! 1 ~ K m w 0 Direcgao. < SI 0
sa es | >: !-- 1 le li 7-1 90 0 00 Cl ~j cu b) ce c,t " Centgrado. H n 9 s 0
^ ii ii ii ii 1 co ce ,0 2>eamwr> ?s O OJ *. 1
00 00 OD CO --I li __ c ce cr. OS Ol ~1 ^> ~J GC CC O Os 00 Fahrenheit
Hygromelro.
S S 8 C 2f Barmetro. en o M
Directora geral daiiistrucoiio
publica.
Paco sabor a quem convier, que tendo o Fxni.
Sr. presidente da provincia por portarla de 27 de
fevereiro prximo (indo, de conforraidode co.n o
art. 52 da lei n. .'169 de li de mato de 1855,
creado tros cadeiras do iustrucco primaria par.
o sexo masculino, una na freguezia de Una, Ou-
tra na do Taquarilinga e finalmente onlra na po-
voacode Ilapissnmo.o Illm. Sr. director geral
manda fazer publico, marcando o prazo de :|
dias a contir da dala deste, para a inscripcao e
processo do habilitaeo dos opposilores na forma
das iuslruccoos de1 dojunlio de 185'.).
Secretaria da iuslruccao publica, 1." de marco
de 1860.
O secretario interino,
Salvador llenri'/ue de Albguerque.
eclaracoes.
c
y.

A noite clara, com grandes nevociros, vento
ENE, veio para o terral e assim amauheceu.
03C1LLAC0 DA HAR.
Proamor as 11 h C da manha, llura -5.25 p.
Baxamar a 5 h 18 da larde, altura 2.0 p.
Observatorio do arsenal de roarinha 1 de raar-
co de 1860_______________Vikoas Jumqb.
Navios entrados vo da 1.
Portes do sol6 1'2 dios, vapor nacional To-
tanlins, de 6i)i). toneladas, equipagem 48,
COKKEIO.
Pela adminislraco do correio desla cidade SO
faz publico que as malas que lera de conducir
vapor Iguarassv para os portos do norte, ser.
fechadas no dia lo do corrcnle s tres horas da
larde.
CORREIO GERAL.
Relacao das carias Boguras viudas do sul pe*
vapor Tocantinsa, para os senhor es aboixo de-
clarados
Anna Ermr-linda Arruda Hachado-
Azcvedo & Heniles,
Barroca Js Medeiros.
Carvalho Noguoira & C.
C. J. Astloy.
Domingos Alves Matheus.
lusuino Barroso de Mello.
Joaquim Lopes Ferreira.
Joaquim Vil ella de Barros.
Joaquim los d Abren.
Josepha Francisca Pinlo Riguoira Ramos.
Jos Antonio dos Santos I.essa.
Jos Rento da Cunha Figueiredo Jnior.
Jos Gomes Ferreira Ros.
Di sernbdrgadot Jos Candido de Pontos Vir-
guoiro.
Luiz Francisco Teixeira.
Harcolino Demolas Cmara.
Marlins & Irino.
Manoel Vicente de Oliveira.
.Manoel Alves Guerra.
Mario Josepha Noguoira.
Rulino Jos Moreira.
I'hnniaz Teixeira Bastos.
Vital Ferreira Moreira Sarniento.
Viscondessa de Goianna.
O Illm. Sr. inspector da Iheaooraria pro-
vincial manila fazer publico que do dia 2 do cor-
rente por dianle pagam-se o< ordenados dos -\'!-
pregados provinciies vencidos no mez de feve-
vereiro prximo lindo.
Secretaria da ihesouraria provincial de Por-
nambuco 1" de marco de 18G0.0 secretario,
Antonio Ferreira d'AuNinciacoo.
liisneri/ao do arsenal lo inariuha.
Faz-so publico que o commissoo de peritos
examinando n* forma determinad-a no regula-
lamento baixa*ndocom o decreto n. 1S21 de 5 d-;
fevereiro de 1831, o casco, machina, "ealdoiras,
apparelho, mastreaco, amarras e aneoros d >
vapor Persinnnao, di companhia pernambucana
de navogaco costeira, achou lodos esses obiectos
em estado regnlir.
Inspecco do arsenal do marinha Io demarco
de 186J. =0 inspector, F.lizario Antonio dos
Santos.
RECEREDORIA DE RENDAS.
') administrador da recebedoria de rondas i:i-
tornns, em rumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda do 10 de Janeiro prximo lin-
do e da portara n. 76 da lliosnurarii de 16 do
corrente, tendo mandado intimar 110 dia 21 as
companhias e sociedades que lem sido facultadas
polo ministerio do imperio e encorparadas com
sua autorisacao, e que nao linbora pago os novo*
o velhos direllos pela approvago pe seos estatu-
tos eo sollo do sen captol nos prazos lgaos pa-
ra quo entrassem com sua importancia e revali-
daco para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companlnas constara de nina relacao as-
signada pel<> I i nal maior Interino da secretaria
da me;nn thesouroria o sao : companhia de se-
guros martimos utilidade publico, idem da estra-
da de forro de Pernanibuco, idem pernambiicano
iio navegaco costeira, idem de seguros marti-
mos indf mnisadora, idem de colonisaco em l'or-
namburo, Alagoase Paraluba, das quaes somente
as duas de seguro martimo mencionadas mos-
tr rom haver. pago o sollo do seu fundo capital e
os nuvos e velhos direiloe polo approvaco de
seus estatutos, faz transcrevr o art. 9 o g nico
do decreto n. 2190 de 30 de setembro do auno
prximo passado que sujeita s penas do art. S7
do rcgulamento do 10 da julho de 1850 aos em
pregades e autoridades administrativas ou jndi-
ciarias que de qualquer modo roconhecerem a
existencia das sobredi tas companhios.
Artigo9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades aaonyroasou companhiasqueenlrarem em
operaces ou eslivorem funecionondo contra o
disposto nosorts. 2951: 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamealo do sollo do
seu capital, esloo sujoitcsa dlsposi;5o l-i art. 31
do regulamenio de 10 de julho de 1850, alera
das mais penas em que incorrerem, na 'coufor-
midado da logisbeo om vigor.
$ nico. Aos erapregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitaren, ot-
tendorem, deerirom ou admillirem reclama.".->.
requerimentos, represenljcoes, accSea, ttulos o
documentos do qualquer natureza, apresentados
cm nome do companhiose sociedades BBonrmas
suas caixasllliaes c agencias em laes circumstan-
cas ou de suas administracoes ou de qualquer
modo roconhecerem sua existencia ficaro exten-
sivas as penas do art. 87 do rcgulamento dol)
do julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de feverciro da
1860.=,l/anoc/ Carneiro de Souza Lacerda.
O Illm. Sr. inspector desta thesouraria mon-
da fazer publico, para conhecimonlo de quem iu-
leressar, quecm cumprimento da ordem circular
do thesouro n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se arha
aborto nesta thesouraria o substituidlo das notas
de 15. 2flc 5^ dilaceradas. Secretaria da thesou-
raria do lazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
de 1860.O OlBcial maior interino.
Lu; Francisco de Sampaio e Siloa.
Companhia iixa de cavallaria.
Precisa-se contratar o fornecimento d'agua po-
lnvi-1 no corrcnle semestre : as pessoas que se
quizorem propor ao mesmo foinocimento, diri-
jam suas propostas em corla fechado ao quarlel
da dila companhia, em Santo Amaro, al o dia 3
do marco entrante. Quarlel era Santo Amaro cm
29 do fevereiro do 1860.Antonio Dionisio de
Sonto Gondim, alferes.
Para cumprimento do disposlo no -i. do
art. 13 da le n 473, sao comidos, em virtude
das ordens do Exm. Sr. presidente da provincia,
os proprietarios dos terrenos di ru do Sol (a co-
medor da praca do thealro de Santa Isabel], da
ru da Concordia e praca do mesmo nome, bem
como dos terrenos compieheudidos entre A coso
de detonco e fabrico do gaz, para que com pare-
rnm na repartieo das obrss publicas no prazo de
30 dios, afira de verem a direccoo que devem
dar ao caes de suas tostadas, quo deveri ser
exerulado de conformidade com o planta con-
feccionada pela mesma roparticao, e que ser
opresentada quem a quizor examinar.
Rcparlico das obras publicas 29 de fevereiro
de 1860.O secretario, T A. llamos Zany.
Pelo conladoria da ramarn municipal do
Recife so taz publico que no fim do corrente mez
se termina o prazo paro o pagamento, sem mul-
ta, do imposto municipal sobre cstabelecimen-
tas. O contador, Joaquim Tarares RodoXtlho.

ILEGTVELI
1

----------;



f)
MARIO DE PERNAMBUT/). SEXTA FEIBA 2 DE MARCO "* 860.
Corrciogeral.
Relaco das cartas seguras existentes na
ad-
ministradlo do correio, para os senhores abai-
5to declarados:
Augusto Colin da Silva Ros.
Padre Antonio da Cunta Figueiredo.
Joo Pedro dos Sanios sobrinho.
Jos Corsin da Silva Raposo
Jos loaquira Ramos Ferreira.
Mnnoel Moreira da Costa.
Ouincas de Oliveira.
Couseluo do compras navacs
Tondo de fazer-se a acquisigao de diversos ob-
jectos de material, abaixo declarados, para provi-
roentn do almoxaiifado do arsenal de marinha,
manda o conselhn f.izcr publico que tratar disso
ni sesso do 5 de niari;o prximo, visto de pro-
postas era cartas recitadas entregues nesse mes-
ino dia aleas 11 horas da manhaa, acompanha-
das das amostras quecaibam no possivel, cortos
os concurrentes de sujeiliremse a multa de50
por cento do valor de cada objeclo nao entregue
da qualidade c na quanlidade contratadas, e de
cair.-gareni alcm disto com o excesso do preo,
seo liouver, quando pela falla se recorra ao mer-
cado, bem como de aeran pagos do que vendo-
lean pela forma lia milito eni pralica.
GDJECTOS.
lio aposturas desicupira.
2 saecaa de algodao em rama.
800 medidas de azeite de pene.
20 arrobas d* almagre.
2 ditas de agua-raz.
C bandeira3 tmperiaes de tres pannos.
ditas de dous ditos.
128 covados de baelilba.
33 calcas de algodao.
50cobertores de l.ia.
12 arrobas de estanto.
12 lanlernas de ptenle.
100 leamos de gicupira.
1,000 libras de oleo de liobaca.
4 pecas de sondan-za.
30 latas, tinta prcta.
100 vistas d'osso
Sala do conselho de compras navacs em 29 de
fevereiro de 1S60.o secretario,
Alexandre Rodriijues dos Anjos.
Tondo a directora das obras militares des-
ta provincia de fazer os concerlos precisos nos
algeroz do lulhado do quartel do 9." balallio de
iuanlaih mi Soledad?, convida as pessoas que
lesle servico se qiicirain encarregar, a comparc-
cerera coro suas propostas na referida directora,
das 10 horas da manhaa ;is 2 da larde dos dias
1, 2 e3 do mano e tratarem a raspcilo.
Dir, loria da* obras militares de Pernambuco
29 Je fevereiro de 18G0.O amanuense,
Joo MuiUciro de Andtade llalcinas.
barca (ratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C., ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com
o capito A. P. Brges Pestaa, na
praca.
LEILAO
DE
TIIEATttO
DE
CCMPftNHIA DRAKTICA HACIOKAL
SOB A DIBECC.iO DO ARTISTA
AYTOXIO JOS M ARTE C0I.HBRA.
Grande e variado espectculo
KM BENEFICIO DO ACTOR
nYMUKD0 JOS DE ARAUJO.
Sulcliado : lo litarlo le 18UO.
Depois da exocuco da symphonia do eslylo
pela orcheslra, a companfaia dramtica represen-
tar o inleressanle drama em 3 actos, original
portuguez do Sr. Caslollo Brmico :
PURGATORIO
D1STRIBL ir.AO.
II USONVCI.NS. ACTORES.
D Emilia de Si............. n. Isabel.
lui/.i Amelia.................. D.Julia.
Alt redo Tovar.................. Lisboa.
Bernardo de Mascarenhas...... Coimbra.
Jorge de S.................... Vicente.
Conselhcro Nobrega........... Rozendo
Baro de Villa-Maiim.......... Carvalho.
Francisco de S................ Lima.
Prior e Henifica............... Lesso.
I ni medico..................... Carvalho.
I mi alfaiatc..................... Lima.
I i, boleeiro.................... Rayuundo.
I ni criado...................... Jos.
Depois do drama seguir-se-ha a inleressanle
comedia vaudeville em 2 actos :
O CARA LINDA
ou
0 I-REGADOR DE CARTAZES,
na qual o beneficiado far o papel de JobCara
Linda, arrematando o espectculo com a sempre
applaodida comedia em 1 acto :
MARICOTA
ou
OS F.FFE1T0S 1)\ EDICAC-VO".
I Sra. D. Isabel desenipcnhar o papel de Ma-
ricoti.
o beneficiado espera que a escolha do presen-
Speclacolo mereca a approvacjio do respeila-
vel publico desla capital, de quera por innme-
ras vezes tan recebido provasinequvocas desa-
tffleico, e de quera anda esta vez espera mere-
cer valimenlo e prutocd.o.
Os bilhelcs podera ser procurados no thcalro.
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu rom tola a brevidade, por ler quasi toda a
rarga engajada, o brigue escuna Negraet, capitao
Bernardo Augusto de Carvalho : quem no mes-
mo quizer carregar o restante, cntendase cora o
consignatario Manoel Alvos Guerra, na ra do
Trapiche n. 14.
Para a illta de S. Miguel segu com brevi-
dade o patacho portuguez Souza & C. : quera no
mesnio quizer carregar ou ir de passagem, en-
ti n I-a rom JooTavares Cordeiro, na travessa
da Madre de Dos n. 9, ou na ra do mesmo no-
mo n. 't, ou com o capitao na praca do coin-
mercio.
Gear cAcarac.
Segu no da 7 do mnz correnlc o palhabote
Sbrateme, recebe carga : a Iralar com Caelano
Cjrriaeo da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Maranho o Para.
O palhnbole Kovaes segu para os por'os ci-
ma no da II de marco, recebo carga : trata-se
rom Tcixeira Basto, S AC, no largo do Corpo
Santo n. G, segundo andar.
Para o Aracaty
sahe por toda a semana prxima o hiale Novo
Anglica, mostr Joaquirn Jos da Silveira : para
carga e passageiros, trala-sc cora Prenle Van-
na & C.
Para o Aracaly
sahe com loda a brevidade a barraca llqria Ame-
lia, meslre F Th. de Assis : para carga, trata-se
cora Prenle Vianna &. C.
Cear, iHaranho c Para.
O patacho Alfredo, capito e pratco Manoel
da Silva Santos, recebe carga para os porlos in-
dicados e sube com mulla brevidada : trala-se
com os consignatarios Almeida Gomes, Alves &
C., ra da Cruz n. 27.
Para Lisboa.
Vai sahir em poneos dias por ter par-
te da carga prom pa, a beta conhecida
Rio de Janeiro.
Obriguo Mara Luzia, capilo Belmiro Baplis-
ta de Souza, segu no dia 3 do correnlc ; recebe
passageiros e escravos a frele : os prelendentes
dirijam-se na da Cruz n. 37, escriplorio de
Almeida Gomes, Alves & C.
Para Lisboa.
Pretende sabir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do sen ejrregamento prompto, para
o completo do qual recebe carga a frele, c tem
boas accommodaoes para alguns passageiros :
oiicm pretender una, ou outra eousa, se pode
entender com os consignatarios Aiuorira Irmos,
roe da Cruz n. 3, ou com o capitao Jos Emigdio
Ribeiro. na praca do Comruercio.
Sexta-feira 2 de marco.
PELO AGENTE
PESTA
O moncionado agenle no dia cima designado
e pelas 10 horas da manhaa no seu arniazera da
ra do Vigario n. 11, vender p.-.ra ultimar a li-
quidaco da exlincla sociedade de aoo e teci-
dos de" algodao
Os terrenos que ainda existem por arrematar em
un dos quaes se acha una morada de casas
cora frente para a estrada de Joao de Barros,
contprehendendo o lerreno annexo e ludo o
mais que no fundo accresceu em viilude da
nova plaa em poder do referido agente e
pode ser vista pelos preteitdtnles a qualquer
hora do dia no dito seu armazem.
1*01
Mt
DA
Avisos diversos.
PARA
TOCANDO EM
o vcleiro vopor
commandante It cardo Goble (be rnco-
uhecido neste porto) saliindo no
Da 28 do corrente
para carga e passagm-os pata o que
tem excellcnt.s coinmodos, trata-se
com es consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C,
piara do Corpo Santo n. 11.
COfdP&NKIABRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR-
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-se dus portos do norte em seguimento aos
do sul al o dia 2 de marco.
Reccbc-sc des"e ja passageiros,frote de dinhei-
ro e encommendas e engaja-sc condicionalmen-
le a carga que o vapor poder conduzir, sendo os
voluntes despachados com antecedencia al a
vespera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che n. 40.
COHPAMIA PER^AjIDICANA
he
Navegaco cosleira a vapor.
O vapor Iguarate, commandante o segundo
lenle Moreira, seguir para os porlos do nor-
te de sua escala no dia 10 do correnlc as 4 1|2
horas da tarde. Iterebe carga nos das. 4 para o
Gear, c C para o Ass e Aracaty, 7 para o
Rio Grande, e no dia 8 para a Parahiba, devendo
a rarga ser posta a bordo acontpanhada dos com-
petentes (retes e conhccimenlos. O expediente
da gerencia fecha-seas qualro horas da larde.
Leiles.
SegRida-feira o do correnlc.
O agente Borja autoiisado por despacho do
lllin. Sr. Dr. juiz especial do comntercio a rc-
qucrimenlo dos depositarios da massa fallida de
Antonio da Silva Rocha, far leilao no dia cima
designado, de um varia Jo soi lmenlo do fazen-
das de linho, sdale algodao, que peilenccrant
ao dito fallido, assioi como a armaco c mais
perlences de sua luja da ra Direila jn. 62, onde
lera lugar o supradtlo leilao que lera principio
s 11 horas em ponto. ^
Movis e escravos.
Sabbado '\ do correnlc
Q agente Borja far leilao em seu armazem
na ra do Imperador n. 15, de differenles obras
de marcineiria, mobilias, camas, cadeiras avel-
losaselc, o -
Tambem
de duasescravas mocas proprias para servico de
casa de una familia que se rttira. Principiar
s 11 horas era ponto.
LEILAO
Terfa-feira G do correnlc
PELO AGENTE
PESTAA.
A porta do armazem do Sr. Annes defronte da
all'andega, no dfn cima designado e pelas 10
da manhaa o referido agente vender era lotes
vonlade dos compradores
50 barricas com genebra.
13barris com vinto de Malaga.
3 ditos cora dito de Lisboa.
50 barricas com feijao hollandez.
uiUo.
O agente Pestaa continua a estar autorisado
pela coramissao lquidataria da extincta socieda-
de de Cacao o tecidos de algodao pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora da .dia a
entender-se com o dito agente.
= Caeiano Pinlo de Veras faz scienle a quem
inleressar que est era exercicio da vara de juiz
de paz do 4" anno, do primeiro dislricio da fre-
guezia do SS. Sacramento de Sanio Antonio des-
la cidade, para (pie foi eleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra do S. francisco n. 8
c era qualquer parle que for encontrado ; e que
d audiencia as tercas e sexlas-fciras as 4 Ii2
horas da larde como ja tem annunciado, na cosa
publica das audiencias. Recife 29 do fevereiro
de 160.
3000ctAco &gp00va|)b,TA
PcvtiAmhuCiiitA.
Domingo, 4 do corrente, s 11 horas da ma-
nhaa, haver sesso da asserabla g;ral, no lugar
do costume.
Roga-so aos Srs. conselhciros para compare-
cerera duas lloras antes, aflm de funecionar o
conselho director.
Secretaria da Associaro Tvpographca Per-
nambucana, 2 de marco de 1860.
J. L. Dornellas Cmara.
1 secretado.
Compra-se ou aluga-se urna canoa
de conduzir agua que se acbe em per-
fecto estado : a tratar na ra do Gabu-
ga' lo ja n. 2.
Tondo o abaixo'assignado arrendado o en-
golillo Gongacari a Sra Vicencia l'erreira de
Albuquercjie Nascimento, por 6 annos, pretende
iraspassar o dito arrendainenlo a segunda pessoa
acceilando esla as coadicoes, que na escriplura
lhe for marcadas; assim como vender a safra
criada em o anno de 1859. O engenho lem as
commodidades seguintes o embarq ie em una
das porleiras do mesmo engenho, c somonte
disla praca ura dia, tslo embarcado, e por
Ierra 5 leguas: bom passadio, bastante peixe,
lauto do mar como de ura acude que ha no cer-
cado do mesmo engenho, c viveiros j principia-
dos ; bstanle grande em lerreno, tanto era var-
zeas quanlo em altos, sendo as raneas bastante
frescas, que se pode azer as plaas em todo
lempo, nao querendo usar das le ras no alio ;
e forte em produccao, pode adiniltir urna torea
deoO a 60 bracos ; ptimos lugares para cerca-
do, nao querendo usar do cercado do mesmo en-
genho ; casa de vivenda de sobrado era limito
bom estado, tres ditas de lijlos para lavradores,
alcm de outra tambem boa e de lijlos, que ha
no mercado com estribara tambem de lijlos,
casa de engenho e de caldeira em ponto grande
sendo todas de lijlos. Tero igualmente matas
sofficienles, e madeirxs para obras de todas as
quaJidailcs, a zxuifu) de awarello ; e Ierras
para roca, milito e feijao, que ludo produz suf-
licientenienle, sem oll'enJer as ierrti proprias
de canoas ; dista para a villa de Iguarass, unta
legua pequea. Ha 5 fornos para queimar cal,
hayendo podreiras sulllcientcs para tirar pcJras,
asaim como lambem ha pedias brancas, mas nao
sao das verdadeiras : quera o pretender dirija-se
ao mesmo engenho, a tratar cora Jos Pedro Car-
neiro da Cunha.
Pechincha.
Ra da Impcialrlz ou aterro da Boa-Vista, lo-
jado becco dos Ferreros, ha ura completo sorli-
mento de fazendas baratas, a saber rambraias
lisaa com 10 1[2 varas, rauito linas a 4J500, 5J e
53500 a peca, dilas para cortinados cora 8 1(2
varas a 2f, laazinha lina a 400 e 500 rs. o cova-
do, chitas francezas a 280, 300 e 320 o covado,
muito finas, dilas a 200 rs., cor lixa, cochins a
lg60): para a quaresma. cortes de casemira pre-
ta a 45500, 5500e 63500, panno fino preto, gros-
denaple prelo muilo lino a 2$, 2J200 c 2g500 o
covado ; na niesraa loja vende-so farelo novo
e muilo em conla : ludo islo, s vista do com-
prador, que poder afaliar asqualidades.
Ausentou-se no dia 26 do corrcnleo preto
Manoel [eozinheiro) de estatura alta, o cora falla
de ura denle na fente : quera o pegar, leve-o
em Santo Amaro, era casa de Manoel Custodio
Peixolo Soares, ou no armazem da ra da Mocda
11. 2 A.
Defronte da taberna da ra da Palma, casa
n. 2 L, oferece-se um rapaz para crido ou cai-
xeiro de casa cslrangeim.
O Sr. thesoureiro manda fazerpu-
bheo que se acha m a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 26 e as caras commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6 horas da tarde sement, os bilhe-
tes e meios da segunda parte da quinta
lotera do hospital Pedro II, cujas ro-
das deverao andar impreterivelmente
no dia 10 do futuro mez de marco.
O mesmo* Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeracao sortidat a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loterias 25 de feve-
reiro de 1860.O escrivao. J. M. da
Cruz.
E DENTISTA FRANCEZ. .
K Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
*X p denliico. *<
AAAAAAAAAAAAAAAAi.AAAxAi .AA?
Gremio philosophico Litlerario
Sabbado 3 de margo, 3s 4 horps da larde, no
palacete da ra da Praia, haver assemblea ge-
ral afim de abrir-se a sociedade ; o Sr. presiden-
te espera que os senhores socios compareiara.
Recife 28 de fevereiro de 1860.
Iijo Magno Dorges da Fonseca.
1. secretario.
i(| O Dr. Cosme de Sa' l'ereua^
^de volt? de sua viagem inttructi-JF
^-jtiva a turopa continua no exer-y
y^cicio de sua prohsso medica.
g Da' cousuitas era cu escripto-p-S
5s'''<>i no batrro do Recife, ra dagg
^Cruz n. 53, todos os dias, menos|*2
Vinos domingos, desde as" 6 horasgp
\^ t as fOda manhaa, sobre os^5
seguintes pontos :
c
(-1
z
S3
c
o
C/3
>
O
o
o
c
c
C?5
.Molestias de olhos
1
l
. Molestias de cora cao e d
peito ;
Molestias dos orgfios da gera-0
co, e do anus ; ^'
Praticara' toda e qualquerp
operacao quejulgarconvenien-yE!
te para o restabelecimtnto dos^S
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' fetto indistincta- S
K mente, e na ordem de suas en- fe
^ tra das; fazendo excepcao os doen-
^ tes de olhos, ou aqucl'esque por
h motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A appcacao de alguns medica^'
va tnentos indispensaveis em varios
,J casos, como o do sulfato de atro-
^Jpina etc.) sera' feito,ou concedido
gratuitamente. A confianra que a
nellcs deposita, a presteza de sua S
accao, e a necessidade prompta |j
<| de seu emprego; tudo quanto o |
^demove em beneficio de seus
doentes.
Na ra Bella n. 10, aluga-se urna ama para
comprar e cozinhar para urna pessoa.
Costuras.
Precisa-se de costureiras para loda a qualidade
de rounas do hornera : na ra do Crespo n. 23.
Professor de
Ra da Cruz n. 44.
Acreditado em Franca, em Hespanha, e nesla
cidade de Pernambuco, arranca denles e raizes
cora a maior rapidez possivel, assim comocollo-
ca-os sobre chapa d'ouro, platina e prala a von-
lade de qualquer um que tfelles precisar, como
lambem chumba e lirapa-os cora o maior asseio
possivel. Tira denles em casa a 2#c3S, e ra a
5J, dente posio em chapa d'ouro a 10J: quem
dellc precisar, procure no Recife, ra da Cruz
numero 4 i.
=r Pedro de Almeida Guimares rel.ra-se pa-
ra fra do imperio, e deixa por seus procurado-
res os Srs. Jos Joaquirn Gonealves Barros, Joa-
quirn Martina Moreira e Gonclo Augusto da Gra-
ca c Mello.
O abaixo assignado muilo agradece aos se-
nhores que lhe fizerara a honra de acorapanhar
os restos moraos de sua prezada hlha.
Jos Joaquirn de Sant'Anna.
= Aluga-se urna casa terrea na ra da Palma,
na fregnezia de S. Jos, n. 23, perlencente ? um
orpho ; por isso quera a pretender alugar, ha
de ser com fiador idneo, a enlender-e com Jo-
s Thomaz Cavalcanli Pessoa, nos llemedios.
O Sr. Caelano Mana de Farias Neves queira
apparecer na Eilanria.
= Precisa-se de nina ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar e eugoinmar : no bolequim
da ra larga do Rosario n. 27.
Quera precisar de um bom feitor portuguez
para um sitio, dirija-se a ra do Crespo, loja de
Xisto Pereira Coelho &C.
O corpo de polica compra, para fardamen-
|lo, 1,800 covados de panno azul e 350 ditos de
; bata : quem tiver e quizer vender, compareca
na secretaria do mesmb corpo, no dia 5 do cor-
rente, ao meio dia, com as amostras e suas pro-
postas em caria fechada. O tenento secretario.
Litis eronymo Ignacio dos .'Santos.
Na ra de Moras n. 122 bronzea-se charla-
teiras, espheras. e meia9 las, e oulri qualquer
obra, com a maior brevidade possivel.
O abaixo assignado declara ao respeilavcl
corpo de commercio que nesta dala tem admit-
tido para seu socio o Sr. Jos Antonio do Carva-
lho Jnior na sua confeilaria da ra d.i Cruz n.
15, a qual gyrar de hojeem diante no razio de
Abren & Carvalho. Recife 1. de marco de 1860.
Manoel Marques de Abreu.
Burros andaluzes.
Acabam de chegar do Lisboa qualro burros de
pura rara andaluza, sendo nma parelha c um ca-
sal, bonitos o grandes, que se vendem porcom-
modo preco : quem es pretender dirija-se a ra
do Vigario n. 19 1. andar, paia tralar.
Fazem-se capas, batinas, barretes, chamar-
ras c capas vialorias: na ra do Encantamento
n. 4.
Seguro conlraFogo
COHPAMKIA
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Precisa-se de um hornero
para mandados cm urna loja
de alfaiatc; na mesma loja
precisa-se de urna senhora
para tratar de dous meninos,
isto para lavar c engom-
mar: na ruada Madre de Dos
n. 30, primeiro andar.
= Ollerece-sc um mo^o muito hbil para cai-
xeiro de qualquer casa commcrcial, para balcao
ou para cobrancas, ou para fra da cidade: quera
precisar, dirija-se a taberna da estrella n. 14, no
pateo do Paraizo, que achara com quem tratar.
Continua a precisar-se de um criado, que
de fiador a sua conducta, para todo o servico de
ura hornera solteiro : quem achar-se neslas cir-
cumstancias dirija-so ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 25, segundo andar, boje ra do Im-
perador.
Thomaz de Para, saca sobre a
praca do Rio de Janeiro : escriptorio
ra do Trapiche n. 40.
ASSOCIACJO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
De ordem do Sr. director interino scicnlifi o
a lodosos senhores socios eirectivos, que termi-
nara no ultimo deste mez as ferias sociaes, era
razao do que. lera de ha ver domingo, 4 de marco
prximo, sesso do conselho, para a qual sao
convidados os respectivos membros. Oulro sim
confido, que lodos os senhores socios c-slejara
em dia para com a caixa da sociedade, sao ro-
gados os que se acham cm atraso a se porem nos
termos dos estatutos a semelhanlc respeito, afim
deque nao iiicorrain as penas que cllescorami-
nara aos que nao eslo era dia.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 25 de fevereiro de 1860.No ira pedimen-
to do 1." secretario, F. P. Advincula,
Vice-secretario.
Publicacao litteraria.
Guia Luso-Rrasileirodo Viajante da Europa
1 vol. eoi 4o de 500 pag. : vende-se na man ilo
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3 encad 4?.
A pessoa que annunciou no Diario de hon-
tem para sor ama de cozinha, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 22, segundo andar, que acha-
la com quera Iralar.
Precisa-se
de urna prcla bastante possante, que saiba lavar
pcrfeilmente, para urna casa estiangcira : a di-
rigir-se a Santo Amaro, rasa de Mr. Ctmbronni.
GABINETE PORTUGUEZ
Galvanismo.
Doura-se e pratea-se pelo systcma galvnico
o-6 ectrico de i'rankensleim, assegura se a
porfeicao o Irabalho c coro'modidade dos prc-
cos, assim como limpnm-se toda e qualquer joia
deouio e prata.e concerlam-se estando quebra-
dos, tambem limpara-se lodas as obras que se-
am de lat*ff.Jrl e bronze : ua ra Velha n.36.
Bois mansos
para carro.
Vendem-se 4 bois mansos grandes e gordos
proprios para carro, visla delles animar no
comprador, dando-sc-lhe a faculdadc de escolhcr
entre 8: quera pretende-los dirij -se a ra do
Crespo n, G, que. achara com quem jtralar.
Aureliano de Pinito Borges, proiessor jnby-
laao cm inslrucco primaria, presia-se a leccio-
nar era casas particulares, as nnlerias do sua
profissao: as pessoas que de seu prestimo se
quizerm ulilisar dirijam-se a ra da Gloria n. 17
A pessoa que oerdeu urna ordem de quan-
la au pequea, sendo a dita ordem sacada em
1 curas de rogo, dando os signaos certos lhe ser
entregue; dirljasse a loja ao pe do arco de San-
to Antonio a fallar com Manoel F. da Silva.
Veitdc-se a taberna da ra Direila n 09
com bons camraodos : a tratarna rnesma '
Retroz do Porto a 15$00.
Vende-so retroz pelo c de cores da prlmcira
qualidade pelo diminuto preco de 15.J a libra a
sendo era por^ao se far alguma rtifferenca ao
comprador : no Forte dO Mallos ra do Cudor-
= Perdcu-se da Passagem da Magdalena at
ao largo da Boa-\ isla, do poder de um prelo
orna ronhs de labynntho a qual eslava einbru-
bada em dous pedacos de brelanha fina : queni
laea ol.jm tosliver adiado c quizer restituir pde-
la annunciar por esta folha ou levar a ra da
SSnr? l^r"- ? 'I,,e, SCr g'^osaraenlo
gratificado ese fu-ara agradeciJo.
Allenco
Perdcu-se urna letra de ura conlo de ris da
ra .Nova para o Recife alea casa do Sr. Antonio
LopraBraga, cuja letra assigoada pelo Sr. Vir-
ginio Horacio de Freitas : quera a acbar poder
entrega-la aoSr. Jacintho Francisco de Salles na
na da Alegra ... 9, bairro da Boa-Vista, ou ao
Recite ao Sr. Antonio Lopes Braga ; proraelle-so
gratificar generosamente a qualquer pessoa que
a entregar heliu.-i.te, previne-se desdo ja ao Sr
J irgiiiio Horacio de Freitas c a seu socio Manoc!
Joaquirn Duarle que nao pague a referida letra
senao ao Sr. Jacintho Francisco de Salles ou ao
Sr. Jaao de Freitas Lyra.
Antonio l.ourenco do Aranjo avisa ao pu-
blico que de hoje era .ante assignar-se-JM An-
tonio Acyllino Louicncode Araujo.
Allenco.
A
Fugjo um cabj-a escravo, captivo, de nomo
Antonio, no dia 2 de corrente, lilho natural do
Goianua, o dito escravo de estaturt regular-
quemo capturar dirija-se a ra Direila n. 6.
Prccisa-se de um rnpazinbo para fazer o
servico de um hornera solteiro, nao se repara a
cor : a tralar na ra da Cadeia do Reiife, no pri-
meiro andar n. 42, procurar das 9 horas do dia
as o da larde.
No dia 10 do correle
sahir irapreterivelmenle com a carga que livor
a bordo, o patacho Unido, quem nele quizer
anida carregar ou ir de passagem dirija-se ao con-
signatario ou a seu capitao na ra da Cadeia do
Recife n. 31.
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 15
da ra do Vigario : quera prelende-lo cntenda-
se cora Piaxedes da Silva Gusmao. no caes do
Hamos n. 2, ou na ra Augusta n. 94.
Vende-so um boi o aluga-se ura carro do
allandega : quem quizar annuncie.
= Quem precisar de unta pessoa hbil para
lomar alguma taberna, ou oulra qualquer rasa de.
molhados, por bal a neo ou sem elle, o qual adia-
se airumado, o di conheciraento de sua condue-
la, qner na pr.ic.i, quor no mallo; quem de seu
j presumo se queira ulilisar annuncie por esta fo-
lha para ser procurado.
NOVO DEPOSITO
DE
DE
<2)
Veode-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
Verniz copal.
Palhinha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
zem de G. J. Astley & C.
i
^.
r

*;iaB,:'!4CiiirBfl3ii(iiai' na ciiuiica>Qrja.
Ensino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando priraeiras
letras, lalini e francez, e tambem admille alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
CURA COMPLETA.
SEMESG14RD0 NEM IMOMKUHI.
Iiiflmiiiiiaefio lo lt:ic.
Devenios julgar como una das niaiores felici-
dades encontrar ura remedio que nos lif
urna molestia reputada quasi incuravel, e\
isso que cheio de contentamento fac.o a pros...
declaradlo em abono das CHAPAS MED1CINAES
do Sr. Ricardo Kiik, escriptoriojia ra do Parto
n. 119, pois applicadas urna das ditas chapas para
in/lammaco do baco, que soflpja^ muilo lem-
po, tiquei pereitamente bom no aila espaco de
20 dias ; pelo que dirijo ao mestoHenhor o
nieus sinceros agradecimentos.
Joo Ferreira Guimares.
Reconhecida verdadeira a asstgnalura supra
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
(Consullas todos os dias, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.)
O Sr. Manoel Ignacio Cardoso lem urna ear-
ta na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
OITerece-se um mojo portuguez, com bas-
tante pralica de molhados, para caixeiro do ta-
berna ou de armazem : quem de seu prestimo se
quizer utilisar, dirija-se ao becco Largo n. 6 ; o
mesmo di por fiador de sua couducta o eu ex-
patri.
as Jos Aftbnso de Souza e Francisco Albino,
snbditos portuguezos, relirajn-se para a 8*hia.
A directora do Gabinete Porlugucz de Lcilu-
ra, luido era consideradlo, o dcsej.indo a todo o
custo manlcr a boa ordem e regularidade que
deyc inalleravelmente haver no cstabeleciraenlo,
avisa aos senhores associados que tiverera livros
^m seu poder, pertencenles ao Gabinete, e que
lenham excedido o prazo marcado para a leitura,
quoiram ler a bondade de os mandar entregar na
bibliolheca, afim nao s, de a seu turno, nao im
pedirem a regularidade do expedieKle, como por
assim se lomar urgente commissao que est
procedendo ao balanco na mencionada biblio-
lheca.
Secretan? do Gabinete Portuguez de Leilora
era Pernambuco aos 28 de fevereiro de 181)0.
Manoel Jos de Faria.
i." secretario.
Arrenda-se ou vende-so o engenho Brilhan-
le, era Serinhem, de ptima produicao, bem
construido, e moenlc e correle, distante duas
leguas do embarque e qualro da cidade do Rio
Formoso : trata-se nesta praca com o Sr. Hercu-
lano Deodalo dos Sanios, no" primeiro andar da
ra do Cabug n. 7 ; era Serinhem com o Sr.
Thelesforo Marques da Silva, no engenho Telha,
e com o seu proprielario, Alipio Camerino dos
Sanios, no engenho Camarao, em Agua Prela.
Precisa-se alugar unta ama de kilo para
amamenlar una crianca : na ra Relia n. 38.
Precisa-se de urna ama : no pateo do Ter-
co n. 26.
Quem precisar de una ama para o servico
interno do casa de homem solteiro ou de pouca
familia, dirija-se a ra larga do Rosario n. 39,
segundo andar.
Paulina Ramos de Carvalho, viuva de An
Ionio Jos Pernandes de Carvalho, pelo prsenle
pede aos credores do seu fallecido marido de a-
presenlarcra suas contas no prazo de 8 dias, a
contar da data deste. no seu estabelecimenlo da
ra do Amorini n. 36, afim de seren contempla-
dos no inventario que se lera de proceder. Ile-
cife 28 de fevereiro de 18o.
Jos I.opercino de Freilas deixa do receber
as cotilas de Jorge Rodrigues Machado, de hoje
cm diante.
Precisa-sc de um meslre de grammatica
porluguoza, escripia e de francez para ensinar
a duas meninas, indo casa da respectiva fami-
lia dars lices : quem se adiar tiestas circums-
lancias dirija-se casa da esquina junto a fun-
dicao do Slair.passando a ponte da liba dos Ra-
tos, para Iralar.
Eu abaixo assignado lenho autorisado ao
Sr. Domingos da Silva Ferreira Jnior, para re-
ceber as minhas dividas das lojas de calcado e
fabrico de charutos : na ra larga do Rosario
ns. 32 e 34.
Joaquirn Bernardo dos Res.
Attenco.
Na ra do Jasmira do bairro da Boa-Vista, lu-
gar dos Coelbos, acaba de eslabeleccr-se urna
nova fabrica de ferreiro cora todas as proporces
necessarias para bem desempenhar qualquer en-
commenda, tanto de obras novas como de con-
cerlos de loda a especie, pcrlcnccnles a dita arte.
O proprielario da mencionada ferrara, Guilher-
rae Daegel, promelle a mais restricta ponlualida-
de no cumprimenlo de seus deveres, e por isso
espera ser coadjuvado pelo respeilavcl publico
desla cidade.
Precisa-se de urna ou duas amas para o ser-
vico de unta pequea familia, extgindo-se porra
que saibam coser soflrivelraenle : na ra da Uniao
passando a pontezinlia, defronte da casa do Sr.
Dr. Antonio Herculano- de Souza Bandeira.
OlTerece-sc urna pessoa para ensaboar e
engommarcom o maior as9eio epromplido pos-
sivel : "quem quizer servir-se do seu prestimo,
dirija-se a travessa dos Ossos (Iravessa da ra da
Palma], lado es pierdo, terceiro casa.
Ra do Imperador, confronte
ao oitao do deposito do gaz.
Borot sumidores degelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, o
que lulariara cora grande difflculdado se este os-
le eslabelecimento eslvesse collocado no bairro
do Recite, poderao encontrar na ra do Impera-
dor conlVonle ao oao do deposito do gaz, um
armazem com as proporces exigidas para depo-
sito deste genero, o qual estar aberlo 4 concur-
rencia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde, do dia 3 do concille em
diar.le.
Taberna daEsIrea
do paleo do Paraizo n. 14.
Vende-se manleiga ingleza a 800 rs. a libra
dita fraraeza a (>U rs., inucinho muilo bom
400 rs.. quetjos bons a ls920. espermacele a G0
i rs. a libra, azeite doce de Lisboa a 720 rs a "ar-
rafa, e vinagre a 320.
Vende-se unta cabra ,bicho) de Lisboa bu-
nila, boa para lirar casta : na ra da Gu.a, taber-
na o. 9.
Jos Antonio dos Santos, subdito portuguez
relira-se para a Babia.
Ii. Filippc Arredondo, subdito orienlal, rc-
lira-se para a Babia.
DE
Commissao de escravos
NA
Ra larga do Rosario n. 22.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao
para serera vendidos por conla de seus senhores,
afianca-so o bom tralamcnlo e segurnnea dos
mesmos, e nao se poupa exforcos para que sc-
ara vendidos rom proniplido, afim de seus se-
nhores nao sofl'rerem empale cora a venda del-
les. Nesle eslabelecimento ha sempre para ven-
der escravos de arabos os sexos, mocos e bonitas
figuras.
O Sr. S e Souza queira concluir o negocio
que nao ignora na ra larga do Rosario, fabrica
de charutos do Sr. Joaquirn Bernardo dos Res.
Aluga-se o seguudo andar e sotan do so-
brado da ra Direila tt.89: a Iralar na mesma
ra ti. 91, das9 horas da manhaa s 4 da larde.
~ Precisa-se de ura moco que enlenda de pa-
daria : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Manoel Jos da Cosa Um urna caria na ra
estrella do Rosario n. 13.
Conseibo administrativo*
O conselho administrativo, para fornociment
do arsenal de guerra, era cumprimenlo ao art.
22 do regulamento de 14 de dezemnro de 1852,
faz publico, que foram acceilas as propostas dos
senhores abaixo declarados:
Para a companhia de pedestre desla cidade.
Antonio Ferreira da Cosa Braga60 grvalas
de sola de lustre a 800 rs.
.Para fornecimenlo do arsenal de guerra.
Manoel oaquim de Oliveira & C100 libras
de velas estearinas a libra a 690 rs.
O conselho avisa aos mesmos vendedores ci-
ma que devem recolher os gneros comprados no
dia 2 de marco prximo viiidouro, s 10 horas da
manhaa.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 29 d
fevereiro de 1860. Francisco Joaquirn Vertir
Lobo, coronel vogal secretarlo interino.
LEGVELl


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 2 DE MARCO DE 1&60.
u
OSO 1TOWQ
do Da. CttAB:.fi
MEDICO E PROFESSOlt DE PIIAIIUaCIA, DE PARS,

r.ts rsiKUMm.'.DES
tari o tiuta>:e\-to e p: bpto ciraiuo
S :XCAES, DS T DAS Af AFFf.CCOES CCTAXEAS, YIRIS E ALTEIUCGCS >0 SANGCC.
T.itrn'o !< ferro Cimillo
Xarope mu prt-lfiiv*l ao
Copah bt e ai Cube-
l'u.-i, ci-.n iu)DledalaiDn-
le qinqiiier purgado,
relax.cj e ddiilidaie, e igiuluivine Ouxos e
Ouurt'S brancas da- mullxivs. Inj<<- no le
CltaMo. Eia lujercji i benigna cui|ir<';u-sc mes
in-> IHnpO lo \.i\)|.e de cilrSAo de ferio, umi vez
de inaub. e u ua fes Je tarde durante tres das;
Ha segura a cura.
EPUfWWF
dn: SANG
Depurntito de Miuguc.
Xarufie v.yeial fi-ni mr-
curio, o nico coiihecido
e a[>iir(.\ailo para rum-
in | romp d. c'i e radi-
calmente impifrenp, |LiMii'as, lurpes, ssrna, co-
nnxo'f, scriuionia e allcit<;6es \icions do san-
pne ; viui, e qualquer s(l Diion niinerue. Ton-o-ie dous por semana, se-
riando o trauma-uto d>|Uialivo. l'uniud an-
iiii lices cutneas e comix&es. ,
He uorroltida*.Pomada que as cuaa rm 3 das.
0 dep-sito <' ni rua larga do Rosario, botica de Uartholomeo Francisco de Souza, n. S6.
Almanak da provincia.
Sahio a" luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
mo
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e poiiciaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, lilterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
ilnl i'itoa o nnmm la a 1 I urna das melliores da cidaJe, por se adiar nao s prximo s eslacoes de caminhos de ferro, da
rciaes (le Allemanha e Franca, como por lera dous minutos de si, todos os
W
ron
OVIDIO DA GAMA LOBO.
3
Ra Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KKRVAN1-
Esle holel collocajo no centro de tima das capitaes importantes da Europa, torn-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons comraodos e confortavel. Sua posicao
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
nhos, ramas di; ditferenles formatos, estovas de
polassa e provas, tinta pr. la de dilTorentcs qua-
lidades para jornacs e obras de luxo, tintis de
ditlcrentes cores, verniz, e onro amarello, cor de
laranja, verde, encarnado, cor de cobre etc., etc.,
prata, papel de impressao de dille-rentes forma-
tos e qualidades, e outros muitos objeclos que
na occasio se moslrario.
Barato que admira!
Na ra do Imperador, defrontc do S. Francis-
co, por pn-co muilo commodo, 10,000 ioiu!os
para caixas de charutos surtidos, tanto as cores
como nos roodiilos.
= Vendc-se leile puro a 280 rs. a garrafa :
na na Novo, na taberna do Sr. Lima n. 3, de-
l'rontc da matriz, d3S 7 horas cin distilo.
LM NTIDO VOL. DE 300 PAG. EM 8o FBANCCZ. Na ra da Imperatriz n. 2, vonde-sc o ver-
in.i.-. ,. v i ... dadeiro fumo de Garanhui's a 15000.
Anal>a-se netta obra o papel da companhia nos diversos paizcs donde foi expulsa ; deseo- O vi 5 iln oi-~in
bre-so o plano concertado pelo philosophisino, pela poltica e pelo jansenismo para destrui-la. nao > UV UO Ll l por seus pretendidos crimes e anibicao mas par. realisarem suas ideas schimaticas f^.l^TX^&S&SEi *aT "
oonslrang ment de Clemente XIV expedindo o breve da extiiicc,ao da companhia, eque ella foi. e'
ainda, um dos mais esforcados sustentadorea da religiao, cm cuja defrza conquisteu a cora de um
verdadeiro mariyiio.
Deusnao permillio que a iniquiJaJe fosse commetlida sem Picar gravada cm documento-
e rrecus>aveis ; estes documentos, que tanto se esforcaram por fupprimir os nimigos da com-
Piano,
Vende-so um piano de Jacaranda, forma de
mesa, e com pomo uso, leudoexcellets vozes ;
na ra desQuarleis n. 2, prlmeiro andar,
panliia, felizmente poderam ser conservados, e lem apparecido tiltimamcnte na Franca em diver-' ~ Vendcm-sn sacros com faiinha fina, espor-
tas obras, que confirman! a opiniao que anda formam dos Jesutas os homens mparciacs e que?' "iaccl a 6&0 a libra D0 Paleo lio Vitaho n. 16.
... parciaes e q
nao sao adversse S Apostlica.
E' um brado em favor dos Jesutas, entre nos ainda to injustamente julgados, e que nasce
da convicgo intima de que sua causa a da justica, do pontificado e da reli'iao.
Assigna-se no escriptoiio deste Diario, ra das Cruzes e na ra do Imperador livraiia de
Guimaraes Cx Olivara.
DELICIOSAS E I.NFALLIVE1S.
v -ytcs
Nodia 2 docorrentc desappnroccu um caval-
lo russo pombo, boni feilo c gordo, tendo no Ruar-
lo esquerdo o ferro que se parece com um A du
lelra grande : roga-se a quem o pegar que o leve
ra Direita n. 76 ou no engeniio Pimenta que
ser generosamente gratificado.
Aluga-se um carro da alfandrga a quem
Ra do Queiaiado
lojade A portas n. 10.
Ainda reslam algumas fezendas para conclu-
ir a liquidaQao da firma de Lcite ,1 Crrela, as
quaesse venden por derainuto preQo, sendo en-
tre outras as seguintes :
Majos de meits cruas para homein a 1G00
Ditos de ditas de cores 2>OO
Ditos da ditas cruas muilo superiores 4(000
Ditos de ditos para senliora 39000
Diios de ditas muito finas 4*000
Corles de cal^a de meia esernira 2-000
Ditos de ditas de casemira de cores >00O
PiQlilhnQ vpo-oIipc rl> Vnmn ?0I3 mMes dionlados: no palco da ribei- ,,-. ..
raSUUiaS ^egcides C Kemp rade S. Jos n. 15, deposito: na mesma c.ki D,los ue ditas Je caarnira preta a o e 65000
contra as lombrigas
alm disso, os mdicos precos convidam. ^^ 6 dVe''lme,US '' ^ ** e-udo de
Ko hotel basempre pessoaa especiaes, fallando o francez. allemao. flamengo, inglez e por- S **, ""'^ $tA Junclas. de **'
uguez, paraacompa.iharaslouristas.qurcm suas excurses na cidade, qur no iV.no, qur ^"ejubhca dosLs.ados Lindos e mais pauca
JST* ^^ a EUrPa' Pr Pre5S qUe nUnCa eXCtJem ^ 8 a 1C ffanC0S (3S2 m } i' <*" como puramente vegetaes, agra-
Duranteoespacodc oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer- ldavPS visla-doccs ao Paladar sa0 mcdio
TlPPP/iiiIf firrripiiHnr man! rao, e seu filho o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Fehppe Lopes:
iiici uiauc, dQI ILUllI,. Iliai I- Nell0> Manoe, de FigUeiroa paria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tiniO e em/illl para todas as iras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
rllSSO*; da snfifilailp Osprecosde todo oservico, pordia, regulam de 10 a 12 francos (d2&000 450O.)
t-taaats ud SUl/IbUaiie. No hotel encontram-se informacois exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangei
ObacharclTViTRuvio tem
o seu escriptorio no i: andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.
preciaa-se de um caireiro de 10 a 12 annos, prc-
Brim trancado brauco de linho fino
vara
Corles de colote de gorgurao ile seda
Pao prclo fino, prova de limQo 3S e
iro
DrFORGET
JARABE DO FORtiET.
f Este xarope esl aprrovado polos mais uiorntes mdicos de Pars,
Jaa>^A3>"r ~ Tcuino sendo o mellior para curar constipa;os, tosse convulsa e outrs,
oes dos bronebios, ataques de peito, irriucfiin nervosas e insomnolencus: ama coiherada
manlia, e outra noile sao sulticienles. O tllVilo diste excelente xarope satisfaz ao mesmo
afleo;
pela man
lempo o doente e o medico.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Uartholomeo Francisco d
Souza, n. 30.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
E LE-
CMIMMHa DA VIA FRREA
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Pelo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas virem do dia 3 do crrente em diante
ao escriptorio da ra do Crespo n. 2, para rece-
te re m o 8." dividendo de juros do suas aeces,
contados no semestre deconido do 1. de agosto
de 1859 31 de Janeiro de 1860. Recite, 1. de
fevereiro de 1860.
Prccisa-se alagar um prelo ou prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
iuesmas circumstanclas : quem tiver e qnizer,
anuncie ou diiija-se a la de Santa Rita n. 40,
primeiro andar.
Precisa-sc fallar a o corresponden-
te dos Srs. teen te-corone I Hemeterio,
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade: na livraria n. 6 e 8
da praQa da Independencia.
SIS-5B3iSeig|3a65g|g3l3ag3 WS&
SALSA PARKILHA
DE
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
|geasnem sensaces debilitantes.
Teslemunbo expon'.anco em abone das parti-
; Ibas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Porl Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As paslilhas
que Vmcs. fazem, curarara nicu filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um cliei-
ro ftido, tinha o estomago Lachado c continua
comicho no nariz, lao magro se poz. que eu
tema perde-lo. NeslasTrcumstancias um visi-
nbo mcu disse que as pastillas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de paslilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Treparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
pressas riesla lypographia, das seguintes quali- Street pelos uincos proprietarics D. Lanman e
* M Kemp, droguistas por atacado em New York.
m OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do' Acham-ae venda em todas as boticas das
kalendario c reglamento dos direitos pa- ['"incipaes cidades do Imperio.
ferindo-se por!uguez dos ehegadosha pouco.
Traspassa-sc o arrendamento de um enge-
nho distante desta pra<;a duas legoas, vonde-se
una parle no mcnio engenho, machina nova
vapor, disiilaeo nova c bem montada, 22 bois
de correia, seis queridos, algumas obras, satira < Grvalas de seda prela e de cores
Pjanuda, etc. eic.; trata-se na ra do Crespo n.jR8eados fr3ncezes> larGOi> corcs fixes
covado
| Cli'uas francezaslargas Cn;s covado
Ditas estrellas
\a ruado Iiapiche n. 9, armazein de as- n- ,
sucar, de Jos de Aquino Fonseca compram-se lusca,!os decassa de cores
dof i'sSoT'rf ^ WV *?* 8SUM uPerior 1a*M*&* ovado
uus i.suuos-Unidos, moedas de cinco francos \ ~ ,
oncas hcsoanholas e mexicanas, cm grandes e ^ass*8 do eores covado
Compras,
1?' 00
29000
43000
irooo
ICO
2i0
ICO
indos padroese
FOLBI.MIAS I'tit 1860.
Eslao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pequenas porgues.
280
240
A(eco.
Pessas decassa branca bordada cora 8 vo-
irooo
ras por
Tiras Lordadas
Compram-se moedas de ouro : no cscrio-
w ra Jo Trapiche n. 11, primeiro andar.
I^R**?!**?*^"'" I Crodenaplepreto, largo covado l800e 2:.
v baixode do.
Na na da Cadeia
Ernestinas de cores para vestidos covado
Cholles de lia bordados de seda um
200
4*060
240
2. 00
hmfMmV
Lices de francez
9 H
('
M
piano. J
fMademoiselle Clemence de llannclot *P
de Manneville continua a dar licoes de sis
,0 francez e piano na cidade c nos arrabal- **
j^g des : na ra da Cruz 11. 9, segundo andar. 'A
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Pigucire-
do queira annuuciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da Iudependencii,que se preci-
sa fallat-lhe.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escropbulas, cancros, ihcumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do em preso de mercurio,
ulcerdfe e eiupecs que resullam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados o prevenir ores-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitares da Salsa Parrilha de Brislol que
boje se vende neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprietarios da receita
do Dr. Bristol, tcndo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Tara evitar engaos com desapreciavcis co-
hinaces de drogas perniciosas, as pessoas que
roebiacs, a continuaran da bibliolhcca do
Cristo Brasileiro, que se compe : do lou-
vor ao sanio nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, bymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitaran do de Santo Ambrozio,
jaculatorias c commeniorarao ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carmo, ezercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Rabia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambueo.no armazem do drogas de J. Soum
& Compauhia ra da Cruz u. 22.
".--. & :.- m &,
DENTES
i
;\ Suda, e sarja lavrada 15800
XA
quem liver dlri- ',
23000
- do Becife n 9, com- I Vestidos brancos bordados para b>plisado 5^000
um u.nxo de do : quem livcr dlri- -'-- ... '
2000
I-7600
!280
100
200
ara
andares: na praca da Independencia Len-os ded,ita escuros um
Oangas de cores par;1 paliis covado
ia da


.........t. t .. ....... .1 ....
5:v
IV
outras oracoes. Prc^o320rs. .; procurado na sobrcdila ra a qualquer ,'-;
. ;.; hora.
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda- j SSS3S9SS3 SSS^ @g3^ %
rio, regulamento dos direitosparochiaes,e
Precisa-se alugar uiu sitio quei 'I'llzcrem comprar o verdadeiro devem bem ob-
nao diste mais de legua e meia desta sc'rvar os sct"uinlcs W'f em os quaes qual-
1 i 1 quer oulraprepararao e. falsa '.
praca, o qual tenha lugar para oceupar ,0 n ..", f .,
v ,' o 1 envoltorio defoia est gravado de um
mais de 8 captivos, ese tiver pasto para y a nu .k h ,,.,>. 1 a
. lado sob urna chapa de ac, trazendo ao pe a<
vaccas melhor sera', podendo o arren-
damento comecar agora ou em raaio,
conforme agradar : a quem o tiver para
alugar, podendo, dirij t-se a praca da
Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de um moleque para
servico de urna casa de pouca familia :
na ra da Cadeia n. 41.
= No dia 25 de fevereiro do corrente anno de-
sappareceu a escrava Lourenca, crioula, lem al-
guns cabellos blancos, anda de chale, alia, ai
carrancudo, lem as unhas das mos muito gros-
sas e cheias de regos c retorcidas : quem appre-
hender, leve-a ra Augusta n 36, que ser
com generosidade recompensado.
Publicacao jurdica.
Acha-se no prelo a 2.a edirao dos Elementos de
Direilo administrativo, mais correcta e cunside-
ravelmente alterada, pelo Dr. Vicente Pereira do Bahia, Germano & C, ra Julio n. 2.
eg. leal* "'^"^.A":^'* S,CCnCa "a Pernamhuco no armazem de drogas de J. Soum
taculdadc de Direilo desta cidade. Subscreve-se
para esta obra na livraria econmica de Nognei-
ra & C, defrontc do ano de Santo Antonio 11. 2,
a lOjJ por cada exemplar, pagos ao receber at
duas partes que ja eslo impressas.
Na livraria 11. G e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se falLr ao Sr.
Joao da Costa Maravillia.
Roga-se aos Srs. devedores a firma soiial
de Leile & Correia em quidagao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Joanston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Prccisa-se de urna ama para cozinbar:na
ra Nova n. 8, loja.
Continua-se a preparar bandejas enfeiladas
de diversos gostos, com bolinhos dos mais pro-
curados e dos mais ptrieitos do nosso mercado;
assim como pudins, bolos inglezes e francezes, e
da nossa massa os mais perfeilos, e tambem as
bellas seringas e filhozes para o lempo do carna-
val, e urna porco de doce de caj secco por pre-
o commodo : procure na ra da Penha n. 25,
segundo andar, que se far negocio.
- Precisa-se de urna ama de Ieite,
queotenha ein abundancia, que seja
bem sadia e de bons costumes : pagase
bem. Dirigir se a' praca de Pedro II
(antigo pateo do Collegio) n. 37, segun-
do e tercero andar.
seguintes palavras :
D. T. LANMAN Se KEMP
SOL AGENTS
AT. G9 Water Street.
New York.
2" 0 mesmo do oulro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
inventor C. C. Brislol em papel cor de rosa.
4o Que as uireooes juntas a cada garrafa tem
nma pheniz semelliante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
& Comoanhia ra da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arrendamento de ura En-
genho muito perto da prac,a, vende-se urna par-
te do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,
uma deslilaco nova montada de um tudo, 22
bois de carro, G quartos, e outros objectos:
tracta-se na ra do Quein.ado n. 10.
Precisa-so alugar urna escrava que saiba
coser o engommar muilo bem, e que seja dili-
gente nos seus servicos: na ra do Cabug n. 3,
segundo andar.
DE
Ferro Soluvel
urna collec;o de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,!
receilas diversas, quer acerca de cozintia,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruclos. Preco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
coslume, contm o resumo dos direitos
jiarochiacs. PrefiO 160 rs.
/Ti fik i> | <^ <>, 4k <^> ^> fi > O. --> T. *-x
V> -y xz, x> v> *> < y \y \j s \ ', .';. v-*, <-'* \^ U. V >
Altenco.
S 6 N
Curso pratico e theorico de lingua fran- @
ceza por urna senhora franceza, para dez .$
} moras, segunda e quinta-feira de caJase-
: mana, das 10 horas at meio dia : quem ($
3S quizer aproveilar pode diiigir-se a ra da |
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
LICOES PRATICAS
DE
ESCRITA COiMERCIfiL
Pop partitas dobladas
E HE
spirilo lie viiho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro cora 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: Da ra larsa do Rosario a. 36
- IA
:


i i %
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GRANDE E VARIADO S0BTIMT0
DE
ouasp Pellas e fazeiias
ra do
fina Novan i^, segundo andar.
M. Fonseca clcllcdccos, escriturario da
Ihosouraria de fazenda desta provincia, compilen-1
lemente habilitado pela directora de instruccao I
publica para leccionar arithmetica ncsla cidade,
lem resolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico do escriluracao por partidas do-
bradas, o ensino de conlabilidade especialmente
na parte relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de desconlos e juros' simples e composlos
sequo de saldarem seus dbitos na ra do Col- ar-se poderlo dentrseos nomes'em casa do'a-
legio venia n. 25 ou na ra do Queimado oa "uncanle at o mencionado dia.
n. 10. Precisa-se de urna ama para cozinharefa-
- Aluga-se um segundo andar com grandes Zr M Cm,"aS ; "a rua NoM n" C9"
SS?a: a4ra,arn"rua da pr8U- Compauhia de Ilumina-
Aluga-sr- um sitio na estrada de Joo dr
Barros, om encllente casa de morada.com CclO 8 ,'0Z.
quartos, cozuba fura, estribara. 1 qusrto nata t i i "* i
feitor, cacimba com boa agua de beber, basian- 1,,no Slti0 p01' vanas vezes obsrva-
les arvoros de inicio : aspessoas que o prelcn- do que .ljjuns dos SCnliO) CS consumido-
^T^ZX^S^^ de um re.de6azdeixampor descuido as tor-
feitor quem pretender, dirija-se ao mesmo en- neiras dus Inzes aberlas, assim nao so
Quneimao^CCh*rMraqUem Ual*r' oua,uad mente deixain escapar o r;az, mas cor-
iem grande tisco de haver alguma ex-
plosSo, Dlo que a companliia no se
responsabilisa e por este meio desde ja'
avisain ao publico.
Vonde-se cm casa de Arkuright & c., rua da
Cruz, armazem n. 61, relogios do fabrcame li-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito machinisnio
pode-se usar com cubera ousem rila.
Em casa de lienrv Forsler i
Trapichen. 8, vende-sc :
Um carro americano do qnalro rodas [pod
ver em casa do Sr. Poirier, rua da Impcratriz]
Arreos americanos.
Bombas di m.
Eoges i.lem.
Arados dem a 30S00Q.
Champagne e cognac.
Relogios america'tios.
Farinha de Higo de todas as marcas.'
Lampeoes de patente com azeite proprio.
Palm**** <7I
11
"Loja eavuiazem
DE
:
Na rua do Queima-
do n. 46.
o
l 1. &
Lijisilacao.
.. Iticossobrecasacas de panno fino proios
: e de cores a 28J, 30J e 35?, lambem len os
;. paletots dos mesmos pannos a zi-; e 2!?,
K paletolsde casemira de cores d raui
: bom gosto e linos a 15--, 1 !$, \(, e 13, d. .
; tos ci panno prelo para menino a 1S- e '
i '., ditos de casemira de toros a S e 11
g ...... o k,, U c i;, cuitiuiam uipaca pr.
; tos de cotes saceos a 4*, ditos sobrecasacos ''
\ a ,Jc S$, ditos de brim, de -esguiao e do :
,: lustao tanto brancos como decores a 4^, :
-300, 5je6S, calas de brins brano
i to finos a f) |: cores a 3J e 3J500, camisas para meninos'.
Rin /i.-, r-icln;-i /I^ t>^t M de diversas qualidades, calcas brins de '
Uct d taUea fl'Olllft lO llPPPd I ni'tTA l/\i"o rai'"10 Je vestidos de cambraia bramos!!
uuniLdOOlLlO i-llgO, lOJcl .: bordados do molhor goslo que lem ai.pl-
II
Eslahelccida coi Londres
iMf m mu.
CAPITAL
Cinco mikhoes de liaras
esterlinas.
Saunders Brothers C" lem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
Rua das Cruzes n. 41.
Defrontc da praca da Inde-
pendencia, deposito de g-
neros c massaslinas,
CAFE' E LUNCH ;
assim como toda a qualidade de pelscos
a qualquer hora ; janlares e outras comi-
das para fura, ludo po
commodo. '
ss@g @@
Ouem precisar de um criado para cozinhar
numero 23.
Os novos proprietarios dcsle eslabelecmcnlo
ten lo desoili-lo de fazendos de goslo e moda,
resolveram-se vender as fazendas existentes no
mesmo eslabelecmcnlo por lodo o preco para
acabar. *
Chitas francezas e ioglems a 1G0 o covado.
Organdvs colorida a '00 rs. o covado.
Chitas francezas Unas, bonitos padrocs a 2 t)
rs. o covado.
Chales de merino com barra a SflSOO.
Ditos dit-i liso superior u 30O0.
Cassas piuladas, boniles padrees.
covado.
a 200 rs. o
Kcias para homens c senhoras, superiores,
dJJ a duna,
Barege de seda colorida a CO o covado.
Calcas do brim de seda para homem a 3O0O
Chapeos de folleo a 2;.
Vestidos de seda com loque de mofo a 10"
Eufeiles de (lores a \$ "'
Visitas de merino superior a 8*
Cortes de vestidos de blonde branco a JO
Clrgandys de cordao colorida a S0 a vara
, rcciiio a 28$, manteletes de fil prelo e'de
M cor muito superior goslo e muito moden i
E a 208 cada'um e 2, ricos casavequ.s de '-.
E cambraia bordados para menino a 10j, di-
K tos para senhora a 15g, ricos enfeiles
:; froco de velludo goslo melhor que lem a- j I
|! parecido a 10-5 e 12;, e outras muilas fa- 3
E zendase roupas feilas que com a presenca :
^ do freguez se far patente.
Casacas para a qoaresnir'
Neste mesmo slabelecimeulo ha um :
prandt-sorlimrnto de casacas prclas, as- l
; sim como manda-so azer por medida a von-
9 lade do freguez. escolheudo os mesmos os : '
fi pannos a seu goslo sendo os rrcos a 35 :
c 403.
Camisas inslezas
casas eagnommais convaer, que eslao plena- c compraridira-se rua das Cruicsa.W, ri-
men le autonsados pela dita companhia nara I meiro andar F
vende-se uma bonita mubilia de Jacaranda,
remedio de cujo emprego se lera tirado grandes
vanlageusem Fronca, como 6 alleslado por me-
ell'ecluar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de tclia e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Henry Saw, lem uma caria no cscriplorio
de Arkuright k C.
CASA LUSO-BlASLEliU,
2, Golrien Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA tendo augmentado, com to-
u ouiras com- ) r ,
los (ypograpliicos.
dicos de muita repulaco daquelle paiz ; em Lis-1 mar a casa contigua, ampias e cxcellenles ac-
hoa pelo bom resultado oblido as applicaces i commodai;oes para muito mnior numero de lios-
fcilas no hospital de S. Jos, e offirmado pela pedesde novo se reeommenda ao favor e lem-
Gazela Uedica daquella corle, e ltimamente no i branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
Rio do Janeiro, on Je foi approvado o seu uso I visite'm esta capilal ; continua a prestar-lhes seus
pela academia imperial de medicina : uniro de- servicos e bous oficios guiando-os em lodas as
psito nesta cidade, no f scriplorio de Alenla j cousas que precisem conhecimento pralico do
Gomes, Alvos t Companhia, rua da Cruz n. 27. i paiz, etc. : alm do porluguez c do inglez fallase
Prego de cado irasco -1$. I na casa o hespsnlil e fraucez.
espelhn glande dourndo, lindos quadro?, ele.,
vanos objectos : para informaioes dirijam-se ao
escriptorio da rua do Trapiche' n. 11.
= Previne-se ao publico que ninguem fara
negocio com Domingos Jos Al ves da Silva acer-
ca do prclo crioulo de no
se dil-i esiravo cm litigio.
.
:i No mesmo estabelecimenlo acaba de che- : i
(; gar um grande soiiimenio das verdadeiras ;
;_- camisas inglezas peilos do linho com prega ''
'argas, ultima mola, por ler-se muil
po 9
quizerem, nina menos do valor sendo a duzia a 2MJ.
Vendem-se fogdcs de ferro cconmicoV.Ve
patente, para casas de familia, contendo 4 Cama-
inas, e Torno para cozinha com lcnha on carvo,
ptima invenco pela economa de gastar um
terco de lenha ou carvo dos antigos, e de cozi-
E outras mollas fazendas que se venderao pe- g quantidade dclerminou-ie a retid
los precos que os compradores
acahar.
nhar cora mais presteza, tem a diiTerenca de se-
Rlia (lo Imperador, defrOllte rem amovivcis- ecuparem pequeo espaco da
di" S Frano" 'casa, e de fcil condcelo: vendem-se por pre-
C >. i. lanClSCO. i QOS muilo mdicos, na fundicao de Francisco A
e Typo romano e itlico, corpos C, 8,10, 11. 12 Cardse (Mosquita] rua do Brum. e as lojas de
Collercao numerosissima de Ivoos de olanla I ferra8ens de Cardoso, junto a Conceicao da pun-
ca do pecio criuulu de nome Gaspar, vistoachar- sta simples e ornadas. F ledo Rccife. e rua do Queimado n. 30
dito escravo cm litigio. Tvpos variados.proprios para carteos e litnl.u lo .
-7S5*- to*0*** ***>< I"" ochando- Emblemas religiosos, contendo n uifa ima- SeillCllteS dehortaCe.
se desligado de qualquer negocio com as casas gons de N Senhora, de N. Senhor, e difTerenles
de Caminha & Filhos, por haver passado letras
pelo valor das fazendas que existaos na luja
perlencente aos ditos Caminha & Filhos. lem ce-
lebrado sociedade com Joao da Cunba Wanderlev
sob a fuma social de Candido Nunes de Mello
& C, para continuar no gyro dos negocios da
dita loja sita na rua da Cadeia do Recifo n. 60,
icando a nova firma responsavel pelo activo e
passivo conlrahido debaixo da extincta firma de
Ctndido Nunes de Mello. Pernambuco 25 de fe-
vereiro de ll&G'J.Candido Nunes de Mello.__
Joo da Cnha Wanderley.
commerciaes, marili-
santos.
Allributos scientineos
mos e de industria.
Vinhetas para annuncios de peridicos, etc.,
ele differeincs vinhelas para fazer ricas tarjas
Smenles de horlalico de todas as qualidad
- qu_.
I viudas pelo vapor Brasil ; vendem-so n
da Cadeia do Recite, loia de feri
Bastos.
es,
a roa
ens de Vidal &
Cocos italianos
e obeas de luxo, de combinaco e solidarias.
Componidores de ferro e de pao para conigir e 1Iand,'e. muito bem acaba-
provas, complelo sortimenlo de Unhas c inter-'dos, podendo um durar tanto rinanto
!SSiaSf5SlttB^it^ e md0Sduram qua.rodos nossos-a 00 rs. um
Guariiicoes de' metale 'de madeira, cunhos, ie *^ uraa d"2'3 : na rua Direita n. 47,
bandulhos, armacoesderolodc dilTcreutes Urna-' loja de unileiro.



(I
Botinas de setim brancos
e pretos para senhoras
e meninas.
Sapatos de dito branco e prcto pa-
ra senhora.
Bolinas de duraque preto e de cor
res para senhora, o par a 2&000
Sapaloes de vaqueta para homem a 53503
Dilos de lustre para honieni a 5^500
Ditos dito para menino a 4g000
Botinas de pellica para homem a 8g()00
Ditas sera sallo para menina a 2$50U
Na ra do Cabug n. 16, loja de Burle Jnior
4 Martns.
Milho e farelo.
Vende Jos Luiz do Oliveira Azevedo, no seu
armazem na travessa da Madre do Dos n. 5
Mappas irapressos clivros de pon-
to para os professores de inttruccSo
primaria de ambos os sexos, conforme
os modelos adoptados pela directora
da nstrucQSo pnblica, acham-se a'ven-
da na Livraria Universal, ra do Impe-
rador n. 20.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheillin
& C, na ra da Cruz n. 38, vn-
dense um grande e variado
sortimculo de relogios de lgi-
bcira horsoiilaes, patentes,
elironomelros, ineios chono-
melros, de ouro, prata doura-
da, c bleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
vendero por precos razoa-
veis.
JOLWMOW,
Ra da Senzala IVova n. 42.
N sste estabelecimento continua a haver um
comapletosorliiucuio de moendas e muas moen-
das para enSenho, machinas de vapor c taixus
I atido e coado, de todos os tamauhos
para dio.
Paleto! a <2,000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n. 5, vi-ndcm-se paletots de ganga aniarclla a 2$
cada um.
Pa\elol a ,000.
Na na do Crespo esquina da ra do Imperador
1 .1 n. 5, vende-se putelol de brim par Jo de li-
Jilio a 3;} cada um.
Camisas pava meninos.
Na loja da na do Crespo n. 5 esquina da ra do
Imperador vendcm-se camisas francezas para
meninos a lSliO cada um
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 2 DE MARCO DE 1860.

Pecliiticha.
Vendcm-se pegas de oambraias lisas finas com
10 Ii2 varas a 4fc500 o 6, e a vara o 440 e 500
rs., ditas de choviscot, finas, a 5>, grosdenoples
preto superior a 1J800 e 2jJ : na loja nova da
Independencia ns. 1 e 3.
Relogios de ouro, inglezes.
Relogios de ourochronometros, meios chrono-
melros e de patente, saboneles e de vidro, com
ponteiro grande ou pequeo para segundos, to-
dos dos melhores fabricantes de Londres, a pre-
cos commodos : em casa de Ilenry Gibson, ra
da Cadeia do Recite n 62.
Piano.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um oxccllente pia-
no, novo, por preco commodo.
Ra do Codorniz n. 8.
Vende-se batatas em gigos de 40 libras a 1#.
Feijo amarello.
Dito branco.
Dito mulatinho.
Milho novo.
Farelo de Lisboa.
Farinha de mandioca,
e uniros gneros, e mais baratos do que em oulra
qualquer parte, que s vista acreditaro os bons
freguezes do cobre c sedulas velhas.
Na loja
ao p do arco de
Sanio Antonio
chegou o mais rico c completo sorlinienlo de
chapelinas para senhora, tanto de seda como de
palha, assim como ricas phantasias de cores a
640 o covado.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com essento para 4 pessoas de
dentro, e nm asseolo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree 4 C. n.
42, ra da Cruz. ,
Pcchincha.
Vendem-se pegas de algodozinho bom, com
pequeo loque de avaria a 19230, U600, 23 e
2$500 : na loja da praca da Independencia n-
meros 1 e 3.
Borzeguins ingle-
zes.
Vendem-se horzecuins de bezerro, inglezes,
sola grossa, proprios para o invern, pelo bara-
tsimo prero do lOiOU cada par : na ra larga
do Rosario n. 3

(^KEMP^uEVA^'oiUy)
PILULAS VEGETAES
ASSUCAUADAS
Pediinclia.
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONIIECIRO
Contraconstipacocs, ictericia, affec^es do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcues.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SAXGIE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se an
nualmente 1 I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, ere-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amentc vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas em caas de folha pa-
ra resguardar-so da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efiicaze
em sua operacao, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa.pelo
qual se licar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman 4 Kerhp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes c proprielarios.
Acham-se a venda em todas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na na da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
4 C, ra da Cruz n. 22.
arinba de
mandioca.
k* Marca RL.
I".' osla a marca das niaiores saccas que ha no
mercadoe vendem-se no Forte do Mallos no ar-
mazem n. 18, confronte ao trapiche do algodo.
A0UABESH4
Na ra Nova n. 14,loja do bom goslo, vende-
> srosdenaple prcto de todas as qualidades, pe-
1'. diminuto preeo d" 1$400, 1o000. 1S800, 1*900.
2$, -,?00, 2$6U0, 2g8'.i0, 3, 35200 o 3;300 o
eovado.y
Ebaralissimo.
Vendem-se casacas, sobrecasaeas, paletots de
panno uno a2$, colloles de soda a 2-j, dilos do
fusloalj; aulles, antes que se acabem: na
ra Nova n. 1 .
Vende-se una escrava da Costa, moca, com
les, muito sadia e sera vicio algum, com
ra do um anno, o leiic sufficientc para
triar : quem pretender, annunpie para ser pro-
curado.
Vende-so um mulalinho de 8 annos de ida-
da : na ra Velha, sobrado de dous andares nu-
mero 77.
Arados americanos e machinas
pata lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
mm a
Nova loja

00$
Gaspar Antonio Vieira
Guimarues gerente Jo-
s Gomes Villar.
\ ende-se ncslo importante estabelecimento de
fazendas tinas os mais ricos.
Corles de vestidos preos bordados a velludo
d 2 saias e outros de 7 buhados os mais supe-
riores que ha na provincia, pelos precos de 150S
.' 300$.
Daos ditos adamascados de 00} a 1005.
Dilos dilos de seda de cores de 85$ a 200j>
Manteletes prelos bordados com bico.
isdenaple pretos de todas as qualidades de
l'JO0 a 35200.
Pechincha para
apuran diuheiro.
Cafsas de cores a 240 rs. o covado, sendo cores
flxas ninguem acredita, oppareqam antes que se
acabem.
Nesta estabelecimento lia de todas as qnalida-
d rs de fazendas para senhoras e homens e ven-
dc-se por preros admiraveis afim de se fazer
nimio negocio.
Na ra do Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
de-se por barato proco um grande (iteiro de
amarello, todo cuvidrai-ado, proprio para guar-
dar louca.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferrageus de Vidal
& Bastos, ha para vender os
objectos abaixo notados por
precos commodos e ludo da
mclhor qualidade possivel.co-
mo sejam:
Cumas de ferro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Suecia de todas as larguras.
Ac de MilSo.
Arcos de ferro de todas as larguras.
Cravos de ferro de todos os tamanhos.
Ferramenta complrta para tanoeiro.
Ferramenla completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Trem completo de porcelana para co-
sinha.
Guardascomidas redondos e ciuadrados. I
linchadas americanas e de todas as qua-1
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Pregos de todas as qualidades.
Caixas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de todas as quali-
dades.
Fornos francezes para assados.
Bules, cafetenas, assiicareiros e man-
tegueras de meta
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler <& Wilson
DE
New-York.
Acham-sc venda estas inlcressantes machi-
nas de costura, as quaes rcncm todas asvanta-
gens desejaveis, nao s pela perfeirao c seguran-
za do mechanismo, como por seren da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a trabalhar ncllas, o que se consogue
com urna simples lirao. Estas maclwnas fazcm
posponlo dos dous lados da costura e cozera cora
maior rapidez o perfeico possivel.
Acham-se venda c mostram-so a qualquer
hora ds da ou da uoite na nica agencia desla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imieralriz n. 10 loja.
Na loja dosertanejo,rua
doQueimailon. 43 A.
E pechincha
sem igual.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e do lindes
padrees, os mais modernos que ha' no mercado,
pelo barato preco de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Rccife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5$, lencos do cam-
braia delinho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padrees a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4S500, e bordados a 69, paletotsde
alpaca prela e do cores a 5J>, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60Jm duzia, organdys de lindos desenhos a
1S1O0 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita
franceza a 2 0,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolo com 30 varas a 4$300, 5$, 5S300,
6,7 e 8g, chitas inglezas de cores Dxas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, corles de
calca de brim de linho a 2*. ditas de meia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha ,40 Ra do Queimado. 40
Na loja do Preguica na ra do Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
raos pregos para acabar.
Do-sc amostras com penliar
e ln cn.-ll.t,. ,1..____I. A- .
Queimado n. 2. tcm para
vender:
Clialy e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de montana de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-.
do Challes de merino estampados muito finos pelo Cortes de vestido de seda de cores com
deminuto pre$o de 2:500 cada um musselinas baados
modernas, bastante largas, de variados padroes'. Dilos de dita preta com babados
a 260 e 280 ris o cova Jo gravatas a fanlazia.o Ditos de dita gaze phantazia
mais moderno possivel a 19 e 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos pregos extraor-
dinariamente baratos, slisfarao a expectativa
do comprador.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tcm
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acci-
tacao que geralraente tem lido. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidolo para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm do envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios, e no falsifica-
do esta lilhographada.
Machinas de costura
do S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranra
das cachinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
fa do dia ou da noite
nesta agencia : nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
J (\ Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
iie
m em^m ^^ $^ mmm
GUARDE ARMAZEM
Ra Nova n. 49, junto
da C'once
Militares.
a igreja da Conceiro dos lh.cJ
.-.... Aberturas para camisa de linho
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda tarrada preta e branca, covado 1 e
Dita lisa preta e de cores, cora 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda degaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos o bordados
Tiras o eiitreraeios bordados *
Mantas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos do dita de algodao bordados
Panno preto e de cures de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de tuuquim brancos
Dilos do merino bordados, lisos a es-
_ lampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho francc.es pretos e
de cores
para camisa de linho e algo-
dao, brancas
- e de cores
M INosle armazem encontrar o publico X8 Saias balo de varias qualidades
<* sacas, gndolas, fraques, e paletots de 335
^ panno tino pelo e de cores, paletots e cA>
sobrecasaeas de merino, alpaca e bomba-
zina prelos e de cores, palelols e sobre-
casacos de seda o caseraira de cores, cal-
rasde casemira preta e de cores, dilasde
merino, de princeza, de brim de linho
L'm sorlimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
j Camisas francezas, peitos de linho e do
algodo brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho c de algodo
|
9
I

1&200
s
3000
1JS500
10JOOO
16*000
1&000
V
8
S900
I

5-?000
3
8y500
6JO00
8j500
Peneirai de latao de todas as
para padaria e reinacao.
Ditas de metal dita dita/
Moinhos de todos os tamanhos para re-
linaro
Fio de algodao de todas as qualidades.
Reccberara era direitura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e prelos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
; nos que em oulra qualquer parte, assim como
{jrossuiasi lambem tem um grande sorlimenlo de enfeite,
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
co de 4$ cada um, assim'como tcm chapeos de
sol de panno a 1$200 cada um em perfeito esta
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
esguiao de linho a lg urna, cambraia preta fina
a 360 o covado, a vara a 560,e a 610, gangas
prop .o para cose de c6r a 540i brm branco de 1nho a ^m ^ ^
Dito frou.vo inglez
saceos para assucar
Formas para pudins, pastelaoe bolinlios.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas ferrarnentas proprias para
jardim.
Bataneas deciraaesde todos os tamanhos.
17?
sorlimenlo de cha-
peos.
Chapeos de castor prelos de superior qualida-
de a 10, ditos francezes de seda a 7J, ditos de
castor brancos a 14g, ditos de velludo a 8e 9-3,
ditos da lonlra de todas as cores muito finos, di-
los de palha inglezes de copa alia ehaixaa3e
5g, ditos de fel tro, um sorlimenlo completo, de
23500 a 62500, ditos do Chile de 3$500, 5, 6, 8,
9, 10 e 12), dilos de seda para senhora, dos mais
modernos, a 12$, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15, enfoites inissimos para cabeca
a 4$00 c 59, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muito proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muito em conta, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos,
tendo diversas qualiaades para escolher, bor.ets
de galo, ditos de marroquim. ditos de vellu-
do, dilos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos do sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
raens ; finalmente outros muitos objectos que se-
na enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em conta ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda ficarao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direita n. 61,
de Bento de Barros Feij,
----------, ,.....vv-iu, u< uiiiii ue mino ^S ---------' ""- n u ucaijjouao
i rT f dc.corf:s- de f8o e riscados, ^ | Capellas brancas para noivas muito finas
4fc calcas de algodao, colletes de velludo tH Um completo srirtW0n n Vi l 7
M prclo e de cores, ditos de setim preto e i P ortrmen(o de fazendas
branco, ditos de gorgurao e casemira, di- pnn vesl,do, sedas, 15a c seda, carn-
al los de fustoes e brins, fardamentos para $ i
v a guarda nacional, libres para criados, *# i
as ceroulas e camisas francezas, chapeos M '
^ grvalas, grande sortimento do roupas ^ i
^ para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- m
i^ dando ao comprador algumas das roupas |
^ feilasse apromplariio outras agosto do j*
H comprador dando-se no da convenci- | j
s
8
3
.-: >
FazcDlas por precos ba
Tachas para engeo
Fundicao de ferro e bronze
DE
SI
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado
dito champagne, idem, dito muscatel, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Reciten. 4.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
ra, colleles de velludo de furla-corespretos s
7gi0O, ditos prelos a 8 e a 9$, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretos a 7, 9 e
12$, colletes de gorgurao a 4, 5 e 6S, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanho3, eias cruas, por
ser grande poroo, a lj.500, ditas a 1600 e 2J a
duzia, finas a 3 e 4$, chapeos enfeitados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pro-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o preco,
e nao se deixa de vemndet
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellinse cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
i^asr4 Jrr-Jsts ls Ij IL i) B J -U^
ouro patente inglez, para hornera o senhora,
Relogios de prata.
Em casa de Ilenry Gibson, ruada Cadeia do
Becifeid.n, ha para vender a precos commodos
relogiobdo prata de patenle. inglezes.de sabone-
ic e de vidro, dos mais acreditados fabricantes
de Londres.
- Vende-se ou arrendase um grande sitio
rom casa de meada muito porto da praca, com
dnas zrandes baixas de capim que se corla 100
fcixes de verao e, invern, terreno proprio para
planiaco's c vaccas de leite. e com seus arvre-
dos do fruclo : quera o pretender, dirija-se a ser-
rana da ra da Praia n. 55.
cotes para carro, coleiras para cavallo etc.
Botica.
Uartholnmeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. d6, vende os seguinles medica-
mentos :
Rob L'ATecteur.
Philas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Ubfwde bCa '"^ comrolhas. de 2 ouqas a
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa-
pe^ para forro de sala, o qual vende a mdico
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Ltnguasde vacca emsalmoura rindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender cera de carnauba
de ba qualidade por menos preco do que em
outras parles.
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de'
Southall Mellors & C.
Vidros para vi-
draca.

A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queno at mais de 6 palmos.
Vendas.
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE IIOllOWAY.
PILULAS 1IOI.LWOY.V.
Esle inestiinavel especifico, comporto inleira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra subslancia delectara. Be-
nigno mais tenra infancia, eacompleicSo mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta
inteiramente innocente cm suas operaeocs c ef-
feilos; pois busca c remove as doenca de qual-
quer especie e grao por mais antigs e leazos
que sejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j cstavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saudc e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-ye ade-
sesperacao ; acam um competente enaio dos
efljcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo cm tomar esle remedio
para qnaiquer das seguntes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Conyulses.
ubilidado ou extenjia-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
Cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Fcbreto intermtente.
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguinles fazendas :
j Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
zia
Ditos de cassa trancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos goslos,
covado
Chitas francezas de lindos padroes, co-
vado a 2'JO e
Chales de merino lisos com franjas do
retroz, um
Dilos de dito bordados de velludo, um
Dilos de dilo com palmas de seda, um
Alpaca de seda de quadros, covado
Meias muito finas para senhora, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras com duas
covado
Cortes de dita muito fina
Dilos de dila preta bordada
Brim branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dilo dilo, vara
Dito dito dito, vara
larguras,
1$800
250
300
6.00
8:ooo
8000
610
4000
isooo
braia e seda lapadas o transparentes,
covado
Meias crua3 brancas e de cores para
meninas
Dilas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Dilas de seda idem idem
Dm sorlimenlo completo de vas de
seda bordadas, lis:s, para eaoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
1000 j Lenros de seda rosas para senhora
Marqoezitas ou sombrinhas do seda com
molas para senhora
Sapalinhosdo merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, covado
Tafet rxo, covado
Setim prcto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
3600 Setim liso de todas as cores, covado
3$000 Chitas francezas claras e escuras, co-
500 vado a 200 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao pretos
6S408 Collariahos de esguiao do linho mo-
S500 demos
2!2S m comP,e, sorlimenlo de roupa feila
19400
1J200
lgOOO
sendo casacas, sobrecasaeas, paletots,
colletes, calcas de muilas qualidades
de fazendas
e oulras muitas fazendas que se vendero a von- Delogios e obras de ouro
tade do comprador.
ljCOO
S320
l.;20O
&700
2^000
1:000
3

SJ00O
2J500
25000
I5OOO
8500
15600
5325
i6
5
1$000
9
s
12-000
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
1 veira, ra da Cadeia do Recife n. W. primeiro
l andar.
Febreto da especie.
Gola.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
IaSammacdes.
Ir r eg u aridades
mcnstruaco.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Betenco deourina.
Itheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral do Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. esda urna
dellas, coHtem urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaecutico. na ra da Cruz u. 22, em Per-
nambuco.
m
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ruado Queimado'loja de 4
portas n. 10.
mmm
Algodo monslro.
AG00 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19 ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; esle algodao serve
p..ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmos.
Nova iaveiioao aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ra do Queimado n. 37.
A 30g cortes de vestidos de seda que custaram
60?; a 163 corles de vestidos de phautasia oue
cuslaram30; a 8jJ chapelinhas para senhora-
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da CadeU do itecife n. 48, lo-
ja de Leite & Irniao."
Enfeites de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
__ __ i Corles de casemira de cores de 5$ a
i Aos Srs. ansanqueiros.
Completo sortimento ce r.iarroquim de (odas
!a:C,ms,seni npnhum xfr-iio, pelles grandes, a
2Jj>000 a duzia : na rus do Livramcnto n. 29.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se acocheirada ra da Cadeia de San-
io Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quera pretender, dirija-se
mesma.que achara com quem tratar.
Acaba de chegar do Rio de Ja
nciro alguns excmplaresdo
primeiro e segundo yolume
da Corographia.
Histrica clionolcrgica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moracs : vende-se a
;ij}o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separa-Jo : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
. Para a quaresma.
Sodas pretas la rradas, lindos desenhos
covado l600
borgurao de seda lavrado, superior cm
qualidade, para vestido, covado 2JO0O
Grosdenaple preto, covado 1g800
Dito largo e muito superior a 2j> e 2?500
Sarja preta larga, covado 2;UOO
na ra do Queimado, loja de 4 podas n. 10.
|S Conlinua-se a vender fazendas por baiio N
g preco at mesmo por menos do seu valor,
g, am de liquidar contas : na loja de 4 portas S
a na rna_do_Qupimado n. 10. B
SABAO
do deposito geral do Rio de
com Tasso 4 Irmos.
Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Milho
oes armazens de T.\s#o & Irmoe.
Ra da Senzala Nora n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite
4 Irmo na ra da Cadeia do Becife n. 48.
Bazar da rtia do Im-
perador n. G.
Vciiham ver para crer,
A 400 rs. a libra de presunto do fiambre, o
qual se vende no trapiche a 500 rs a libra, .a 1
a arroba de batatas hamburguezas, desembarca-
das hontem, n'6S50O n arroba de nmendoasdo
ca*ca mole, a 4}5l>0 a duzia de garrafas de cer-
veja de tima das mais acreditadas marcas, a
1J600 cada queijo flaniengo, cu jo custo no trapi-
che de 2f cada um.
---------------


DIARIO OE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 2 DE MARCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMTO DE
Ra Nora n. Ti, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabelecimcnlo acha-se um completo e variado sortimento dos raclhores, mais
elegantoso mais bem construidos pianos do que ha notich. Nao s se encontrara bellos mag-
nficos pianos allomaos, entre elles os de CARLOS SCHEELo melhore mais insigne fabricante a"t6
hoje conhecido como tambem ptimos pianos francezes de Erard. A construccao de todos ellos o
mais seguro, o mais lindo e inleiraroeiite apropriada ao clima desle paiz, e as vozes de lodos elles
sao execllentcs e mui harmoniosos. Este estabelecimento ol'erece us maiores garantas aos fre-
guezes eaos compradores emgeral, porque alm de seren mui razoaveis os precos desles instru-
mentos, ha toda a proraptido e fidelidade as compras ; sendo ah responsavef por qualquer de-
leito que possa existir e que sedeva reparar.
._____X" mesraa casa atlna-so oconccrla-se pianos cora a maior perfoico possivel.
DE
Sita na ra Imperial n. i i 8 c i 20 junto a fabrica de sabfio.
DE
Saslio J.da Silva dirigida porManoc Carnciro Leal.
de todas as dimenroes, asperantes c de repucho tanto de cobre como de bronze c ferro, lornelras
de bronze de odas as dimenooes o feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas c en vos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenres para.cncamentos. camas de ferro cora armario e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, lachas c tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lenrol e barra, ls'nces e
arroellas de cobre, lenccs de ferro o lotao,ferro suecia inglez de lodas as diranses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosarligos por menos proco do que era outra qualquer
parte, desenipcnhaiido-so I ojia e qualquer encommenda cora presteza e perfeirao j conhecida
e para comraodiuude dos freguezes que se dignarera honrarera-nos com a sua couianca, acha-
ia.o na ra Nova n. 37 loja de forragons pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que cm oulra qual-
quer parte : na ra da Cniz, armazem n. 26.
C^"
Altenco.
Ao segundo andar do sobrado 5
da esquina da ra do Queimado f
por cima da loja do Sr. Preguiea |&
($j entrada pelo becco do Peixe ^
g Frito.
ffi Paletotsde casemira de cor do ul- l|
$ timo goito conde Cavour. g
5g Sobrecasacas de panno preto im- Jl
permeavel e de cores. rt
|g Calcas eitas de casemira preta e ||
S cores. $>
a Camisas nglezas e francezas ^
peitos de linho. K
s? Vende-se muito barato.
mvmwsm mmmm ^^wm
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e em barrisde quarlo, por proco corarno-
do : no armazem de Adamson Howi & C, Da
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Dao-sc a contento.
Os abaixo assignados
Com toque de a varia
a 1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3$
4:000 a dusia ditos cora 4 palmos por cada face
t e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
Irraaos. ra da Imperalriz n. 10.
37 Ba do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento ura completo
sortimento de obras fcitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16g at 28g, sobrecasacas
j de panno fino preto e de cores muito superiores
'. a 35?, um completo sortimento de palclots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vender por prcro commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2$ al 5g
cada urna, chapeos frantezes para hornera a 8JJ,
ditos muito superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para hornera de 4$. 5 e at 7#
cada um, ditos de seda c de palha eufuitados pa-
ra meninas a 10#, ditos de palha para senhora a
12g, chnpelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25g, ditas de palha de Italia muito finas a
25g, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 163 at 350OO,
gollinhas de cambraia de 1J) al 5$, manguitos
de lg500 at 5#, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colleles, paletotse cairas de 38500 al
4g o covado, panno fino prelo e de cores de 2J500
at 10g o covado, corles de collete de vellu do
muito superiores a9e 12g, ditos de go-guro
e de fustao brancos de cores, tudo por preo
barato, atoalhado de algodo a 1&2S0 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9jf, gresde-
(1)
Relogios,
Vende-se em casa de Johnston Tatcr & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimonto de relogiot
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonilos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharcsde individuos de todas as narocs po-
dem tcslemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar cm caso necessario, que,
pelo uso que dclle fizeram tora seu corpo c mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros trataraentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravillosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitosannos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospilaes, onde de viam solrer t
amputaool Dellas ha rauitas que haveudo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetlerem essa opcraeo dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu rcconhecimcnlo declararam es
tes resultados benficos diante do lord corrego-
dor e outros magistrados, am de maisaulenli-
carem sua irmaliva.
Ningucm desesperara do eslsdo de saude sa
livesse bastante conlianra para ensatar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentralatoqueiiecessitassea natureza do mal,
cujo resultado seria prova riiiconiestavclmente :
Que ludo cura.
O ungento lie til, mais pnrticu-
lamiente nos segurantes casos.
Alporeas.
Caimbras.
para commodidade do j naples de cores e pretos de lJjOOO al 3*200 o
respeitavcl publico, procuraram e conseguirara j covado, esparlilhos para senhora a 6g, coeiros
eslabelcccr era diversos pontos desta cidade a > de casemira ricamente bordados a 123 cada um
vendagem dos ferros econmicos do Bless Draki '
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAIIORVDO
PELOS SRS.
D. Antonio da Cosa -A. F. de Castilho-A. Gil-Alexandre Ilerculano-A. G. Ramos-A. Guima-
n'L'rT d Ll?-A-de Ohveira Marreca-Alvrs Branco-A. P. Lopes de Mendonea-A. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva c Cunha-F
Comes do Amonm-KM Rordallo-J. A. de Freitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. de
And ade Cno-.l. da Costa Cascaes-J Daniel Collaco-J. E. de Magalhaes Coulinho-J. G. Lobato
ffir: Cunha Rivara-J da Graea Junior-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Hara
Latino Coelho-Julio Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz-
S?AT*"t:n \iSrMolrteL,!dro! Jf. da Costa-Luiz PHippe Leilc-Lu.z Jos da
LvA: R.ebcn da ilva-l>aulo Midosi-lt.cardo Julio Fcrraz-Valeutim Jos da Silveira
L>OpCSAlSlO Lliliilti.
DIRIGIDO
roR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
pelos mesmos presos por que tem vendido no
seu estabelecimento da ra da Imperalriz n. 10,
isto de 123 por apparelho completo, que cons-
ta de ferro,fole e descanco. Esta maravilha d'ar-
te americana um daquclles inventos de grande
ulilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvo e tempo, mas se consegue em deter-
minado espaco de lempo engommar o triplo do
que se oblem cora um ferro commura : cora 00
rs. de carvo engommase ura dia inteiro, s nc-
;.,-____ ... oco>aao. bandus para nrmacao de cabello a
cessila lunpar o ferro quando se principia a opc- i=ftfi ..n~. a a """ a
rir-.n n,..i~w-. i '5j00, saceos de tapete e de marroquim para va-
rar 10, o nual conserva semnre o eran de r.ilnr __ r
se-
ho-
lencos de cambraia de linho bordados para
nhoraa 9e 12$. cada um, ditos lisos para
mem, fazenda muito superior, de 12 at 203 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2g40O, barege de seda para vestidos, covado a
13400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendera por barato
preco, velludo decores a 73 o covado, pannos
para cima de mesa a 103 cada um, merino al-
cochoado propno para palclots c colletes a 23S00
o covado, bandos para armaeao de cabello a
cutis
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera,
das costas,
dos membros.
Enfermidades da
em geral.
f>itas do anus.
Krupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadc ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaees
Inflanraarao do ligado
Attenco.
*
Farinha de mandioc cm saceos grandes de su-
perior qualidade, deserafcarcada hoje, proceden-
te do Maranhao ; vende-se no armazem de Fer-
rara & Marlins, travessa da Madre do Dos n.
16, por preco bastante commodo, em poroao e a
retalho. "
Escravos fgidos.
SOS rs.
rariio, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que lera um registro : o
gem, cum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
seu peso esta graduado para, sera forro, poder frXfi 1!", ^ r d'
ser manioulado n ntedl dn My Jdi Lu,. i freSuezes. e "tras muitas fazendas que nao
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a ofierecer aos leit
untamenle cora a revista do que mais notavel houvcr occorrido na poltica, na sciencia
tria ou as arles, aljiuiis artigos onginaes sobre, qualquer desles assumptos, o archivo'
cesde janeiro de 18o9, era que coraecou a publicar-se, tem salisfeito aos seus ns. co
exactidao e regularidade.
Publica-so todas as segundas eiras cm folhas de 16 paginas, e completa todos os
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escrptorio desle Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n 8
Proco da assignatura: pelos paquetes a vapor 10g200 por auno ; por navio de vela
brasileira).
. Ha algumas collccrcs desde o comeco da pubcacao do jornal.
ser manipulado a vontade do mais dbil traba-
lhaJor, tem mais ura apparelho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quem cora
elles trabalha. Achara-se venda nos seguin-
tes lugares : praca do Corpo Santo n. 2,estabele-
cimcnlo do Sr. Jos Alvos Barbosa ; ra da Ca-
deia do Recite n. idem do Sr. Thoraaz Fer-
nandos da Ciinhi ; ra da Madre de Dos n. 7,
idem dos Srs. Fonscca & Marlins; ra do Crespo
o. 5, idem do Sr. Jos Eleuierio de Azevedo;
ra da Penha n. 16. idem dos Srs Tinto de Souza
& Bairao ; rui do Cabug n. 1 B, na agua de
ouro ; ra Nova n. 20, estabelecimento do Sr.
Antonio Duarle Carnciro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Guimares & Oliveira ;
ra do Queimado n. 14, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Direita n. 7a, idem do Sr.
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
conjuradores se mostraro
SST Defronte da matriz da Boa Vista.n.86, ven-
dem-sc e alugara-se bichas de Ilaraburgo, por
menos do que em qualquer oulra parte, amola-
se qualquer ferpimenla, tira-se e chumba-se
denles, sangra-so e faz-se ludo quanto perlence
e arte debarbeiro.
Vende-se sebo refinado do Porto em pao t
velas, dito do Rio Grande em barris. cera de car-
1 nauba do Ara.aty e da Granja, fio da Baha, ve-
. las de rompnsiro e simples, tudo por precos
commodos: na ruada Cruz, armazem n. 33. "
Os abaixo assignados, establecidos na ra do
bapugft qgqi |01>, dc 01Irives ns 9 e j^ fazem
ores, con-
na indus-
UH1VIRSAL,
m a maior
semestres
8| (moeda
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Praij 11. 28, : Publico qjb tem recebido de novo> os misbel'-
idem do Sr. Custodio Manoel de Magalhaes ra *ortinphtos de obras de ouro, e vendem por
da Praia n. -56, idem do Sr. Pedro Jos da osla ffi! "''S ''"Vi"01118 P^'vel, e passam
Casle.lo Bronco ; ra do Livramento n. 36, idem | ZTpZ^fj^ .** *
do Sr. Joao Antonio deMacedo; ra da Santa commendas, c concertara qualquer obra de ouro
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Morcira da Silva : c i Com asse' e Prornptidao.
na ra da Imperalriz, idem dos abaixo assignados
Hay mundo Carlus Leile & /mido.
CALCADO s Vndese
Seraphim & Irmo.
A 320 R5. A LIBRA.
Iresnnlos inglezes proprios para fiambre
ra da Cruz do Recife n. 59, taberna.
na
Eimm mmmm s ipiirj!.
3 RA DA GLORIA, CASA O FUHDlO 3
Clnica por amitos os systcmas.
rw.2 ^;j? Moscosod* insultas todos os dias pela raanhaa ede tarde depois de 4 horas,
pro riedadeiluraes" curar annualmenle na0 s P a "dade como para osengenhos ou entras
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hora do da ou da noite sendo por cscrpto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa. ^
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
metterseusbilhelcs i botica do Sr. Joao Sounn& C. amada Cruz ou loja de livros do Sr. Jo
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte vclha.
mentoibom^n^n0 ".* do a,1""inciante char-se-ha onslanteraenl eos melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bera conhecidos c pelos precos seguintes :
Bolita de 12 tubos grandes, mennn
ItitnaHaOI ,lil. ........""YY
8
m
9
\9 Estopa.
1 @ Camisas inglezas.
8 Biscoutos em latas.
S Em casa de Arkwiglit 4 C. ra da Cruz nu-
mero 61. S
>ende-se o deposito da ra da Sania Cruz
n. /6 : a tratar na ra alraz da matriz n. 26 -na
dara.
i



Grande sorlimenlo.
45-Ra Direita*4S
Os estragadores de calcado encontra-
io neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegjins aristocrticos. O.sOOO
Ditos (lustre e bezerro)..... 8,sOOo
Borzeguins arranca tocos. 8$000
Ditos econmicos....... Gsooo; Loja da ra da Cadeia do Re-
Liquidaco
a dinheiro para acabar
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pe i tos.
de ollios.
Mordeduras de reptis.
Picadura Je mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraroes ptridas.
Tin ha, em qualquer-par-
te ([ue seja.
Tremor dc ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacocs.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
vende-se este ungento no eslabe.-imento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda ein toda a America
do snl. Havana e llespanha.
Venle-se a800 rs., C3da bocetinha contvm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
aambuco.
PotassadaRiissia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em podra : tudo xor Dieces muito
razoaveis.
Pianos venda
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti-
mento de ricos e excellentes pianos de lodos os
precos e qualidades, os quaes sao de muita du-
raro pela sua boa construccao. Estes pianos
que foram premiados com a raedalha de primei-
ra classe na exposicio universal de 1855, alem
de serem de 7 oitavas e 3 cordas.sao de jacaran-
i da c chapeados de metal. As pessoas que preci-
|sarera podem cmpralos com 20 ou l!0 OO de
menos que cm outra qualquer parte.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
Vende-se mel para embarque : no cae: do
Ramos n. 6.
Para vender
urna negrinha dc 15 a 16 annos, sabendo bem
co/.inhar e engommar, no Manguinho. em frente
do sitio do I)r. Accioly.
-- Vendem-se moedas dc ouro americanas
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
.enle : no armazem de Augusto C. de Ab--eu
na ra da Cadeia do Recife n. Hfi
A cscrava Clara, dc idade 38 annos, crioula,
cor fula, alta e sesea, nariz chalo, pes c mfios
magras, dedos compridos, o furo da orelha es-
querda um tanto grande, cozinheira e engom-
raadeira, contina a estar fgida, c snppe-se
estar occiilta por algucm, caso cm que se pro*e-
derjudicalniente : a pessoa, porm, que pren-
de-la, levando a Soledade, sitio do abaixo nssi"-
nado, receber a graficacao aciuia indicada
Jos Anto dc Souza Magalhaes.
~ foft P-irdo claro, mcio acaboclado, idade
32 a 33 annos pouco mais ou menos, cabellos ne-
gros e corridos, olhos castanhos oscuros, pouca
barba, nariz, bocea e corpo regulares, estatura
media, pernas um pouco arqueadas, com todos
os dentes na frente, falla bem e um tanto baixo,
officia] de podreiro e pintor.do que faz mais uso!
anda bera vestido e calcado, passa por branco e
intiiula-so como tal e ivre, algumas vezes diz
(llamarse Eloy Jos Percha ; natural da pro-
vincia da Babia ; veio do Rio dc Janeiro em 13
de jiinho do auno passado em companhia de Joa-
qun) Francisco de Paula Estoves Clemente, e
escravo do Sr. Pedro de Oliveira Coelho, resi-
dente no Rio de Janeiro ; consta que estove tra-
balhando do pintor no caminho de frrro e lam-
ben! em navios mercantes na barra Je Taman-
dare, c fugio no dia 13 de dezembro de 1859 :
quem o pegar DOde dtrigir-se ra da (loria n.
10, freguezia da Boa-Vista que ser bem recom-
pensado.
Fugio no dia 7 de novembro rio anno pr-
ximo passado o eecrai o Pelippc.de nacao An-
gola, de idade 45 a 50 annos, com os' signaos
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sera
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas fuas,
paiecendo sor muito mancinho, porm c muito
velhaco e mettiao a curador de cmposlurias, de
bora corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesnio corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do engenbo
Providencia, na freguezia de Agua Pela quem
o pegar ou disser onde de certo esta ser bem
recompensado.
Moleque Fgido.
100$000 de gratificado.
Roga-se acs capites de campos, e a toda a
qualquer autoridade a appiehensao de um mole-
que de nome Macoel, crioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cr-
reme anno, levando caiga de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal sofTrer
de asthma e a pouco estevedoente de lexigas ;
desconfiase que esteja acoitado por algum esper-
talho, que se queira aproveiiar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j protesta o mesnio
abaixo assignado de cahir so'bre dito larapio cora
lodo o rigor da lei, egratilica da mar.eira cima,
aqutlle que lhe der noticia certa, e paga toda
despeza que se fizer com o mesmo moleque para
se effecluar dita aprehensao, levando ra Nova
n. 21. Francisco Jos Germano.
200SOO0.
KA
5.S000
cife n. 23.
Ditos de 24 ditos.
Ditos de 36 ditos......... .
Dito de 48 ditos......'.'.!!!'""'
Ditos de C0 ditos.......'.'.'.'.'.
Tubos avulsos cada um........!'.!!.*
Frascos de linduras........
Ilanoal de medicina homcopathica pelo Dr.'Jahr'trduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. '.
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......
15g000
2Ojt09O
25g()00
02000
JOOO
2g000
20.;000
10S000
egooo
CASA
Neste proveitosoestabeeciraento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente niontado, far-se-hao tambera do V de novembro em vante, contratos mensacs para
Tantos sD1T S public0 de quem os PrPeUros esperara a remuneraco de
Assignatur de banhos fros para urna pessoa por mez.....10J000
* mornos, de choque ou chuviscos por mez 15$000
Senes de carloes e banhos avulsos aos precos annunciados.
SapatOes de bater (lustre
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)......
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4S500 ^'t',1'?10 ,
Chitas francezas e inglezas, linas, a 160 o
Os novos proprietaiios deste estabelecimcnlo
desojando acabar com as fazendas existentes pa-
ra prepararen ura estabelecimento dc fazendas
i Unas e da moda, eipetu ao publico um grande
O^OUU j soi lmenlo de fazendas em retalho e pecas, por
todo e qualquer preco para acabar, como* bem o
Borzeguins para meninas (for- 'vado!
tissimos)..........4x000 | Aigodaozinho bom a 3)3500 e 2S600 a
Eumpereitosortimentodetodocal- ^&mStfZ% e
cado e daqudlo que serve para fabrica- 2S500 e 3$500.
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
co-
peca.
14i4a
FUND'QAO daurora.
Seus propnelanos ofTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimcnlo a saber: machinas de vapor de
lodos os tamanhos rodas d agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoese boceas para fornalba, machinas para amassai man-
dioca e para descansar algodao, prencas para mandioca e oleo de ncini, portoes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultiva lezes, pontes, '-aldeiras e tanaues, boias, alvarengas
botes e todas as obras de machinismo. Execula-e qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desonhos ou moldes que para tal Ora forem apreseetados. Recebem-se encommenda* neste esta-
belecimento na ruado Brum n. 28 A c na ra do Coegio hoje do Imperador o... rooraia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquin da Costa Fereica. com quem os preteadentes fie podem
entender para qualquer obra. y*
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
| 25- Atlenco. |
Ao segundo andar do sobrado ^
da esquina da ra do Queimado jjj
j| por cima da loja do Sr. Pregui-*
^ ca entrada pelo becco do Peixe 8
H Frito. M
^ Ricos cortes de vestido preto de S
*P duassaias bordados a velludo, f
S Mantas pretas bordadas de blond
SR de linho. ^
Golinhas ou broches a Antoniette W
de muito gorto.
Contina a estar para se vender o engenho
Caramur, do Cabo, mocnle crrenle, de melhor
passado, e da melhor produccac, muilo perlo
da eslaco de ferro, e tendo embarque na porta
do engenho, tendo excellenles malas e mangues,
podendo moer com agua com pouca despeza,
se esgolando o grande brejo, Oca capaz de se fa-
zcrem as safras que se quizer, com o que se nao
far grandes despezas, e ficara o melhor engenho
daquelia fieguezia : quem o quizer. dirija-se a
casa do coronel I.amenha, ou era Macei, cm
casa do seu proprietario o Dr J. Antonio Baha da
Cunha.
Vendem-se tres globo3 geogrrphicos, sendo
celeste, lerrcsle, e do meridiano, vindos agora
de Franca : na ra da Cadeia do Recife n. 3!.
Vndese urna porcao de cascos vosios, sen-
do pipas, quartolas e.barris : na rua da Cadeia
do fiecife n. 43.
arne de vacca s'gada, cm barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se sal grosso a retalho ; na travessa
da adre e Dos n. 7,
Ditos de algodao oncorpado a 960.
Brim de linho superior a 320 a vara.
Alpaca prela a 400, 500 e 600 rs. o covado.
Meias para senhora o homem a 200 e 100 o par.
Calcas de brim de seda a 3jJ urna.
Mad'apoloes a 3$500, 4g e 5, superior quali-
dade.
Chapeos de baeta a 15200, 18400 c 18600.
Cortes de brim c de lia de cor a lj> e 1$500.
Pauno uno preto e de cores a 3tf, 4 e 5$ o co-
vado.
Chales dc cambraia a lg e 1)5200,
Palelots de brim com botes de madrenerolaa
2-5600 e 3.
Manas pretas pidas superiores a 9 e lOg.
Ricos vestuarios de fusto para meninos a 3.
Grosdenaplc prelo a 15500 c 2S-
Corles de casemira prclos o de cores a 53 c 6j>.
Lencos dc chita c cassa a 100 e 160 rs.
E ooiras muitas fazendas que se vendem por
lodo e qualquer preco e nao se engeila dinheiro
por se querer acabar com ellas.
Em casa de N. O. Beber & C.
Successores, rua da Cruz n.
4,vende-se:
Vinho Sherry em barris, de ptima qualidade.
Cognac (Pal Brandy] em barris, de ptima
qualidade.
Vinho champanha, era caixas, marca Parre,
mui acreditada no sul do imperio.
Brilhanteat 1 1[2 quilate.
Liquidaco.
Rua do Livramento, loja n. 29
Borzeguins francezes para senhora (Jolly) 48800
Ditos ditos para homem (Nantes) 9J000
Ditos ditos para dito, de pellica, 7g00
Alem desles, existe completo sorlimenlo de
calcado de lodas as qualidades, tanto fraucezes
como do paiz, por todo prec,o para liquidar.
em grande sorlimenlo para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 050o. 7 e 8, dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7J, 9 e 10)5, tilos de lontra pretos e
de cores, mmlo finos a 6-5 e 78, ditos do chile a
3$50O, 5, 6, 8, 10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 23500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba dc couro de lustre', di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
francezes eda torra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- I
ninas do escoia, chapelinas cora veo para senho- i
ra, muilo em conla e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabera, luvas, chapeos dc sol, e outros
mullos objeelos que os sen boros freguezes, vis-
la do proco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xarao dc comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direita n. 61, de B. da B. Feij.
Tachas e moendas
Braga Silva 4C, tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44
fSflMBM @@@@& ##$#
r-9 ranos do autor mais afamado de Paris, @
@ que alm desuas boas qualidades, possoe C.
@ um mechanismo de nova invencao, pelo @
qual sem saber a msica, qualquer pessoa *
pode locar perfeitamenle : se vendem em
casa de Emilio I.aurence, rua da' Cadeia iS
do Recife n. 59. |j
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na prar;a do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recenliraenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall llellor A C, rua do Torres
n. 38.
Vendem se arcos de pao e piceos
pira barricas : no escriptorio de Car-
valho Nogueira & C, rua do Vigario n.
9, primeiro andar.
Fst fgida nos arrabaldcs desta cidade urna
preta que nao ser muilo cosloso pega-la, pelas
iniormacoes que se podem dar as pessoas que se
quizerem encarregar de a pegar : na rua da Ca-
deia n. 35 se darao as infurmaroes, e os200;00
a quem a pegar.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no din 18
do correntc, urna sua escrava da Costa de nomo.
Mara, que representa ter de idade 45 anuos,, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito picta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma lraz*r um
panno atado roda da cabera, tendo por signal
mais saliente as maos fovc'iras, proveniente de
calor de ligado. E de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, as autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo.
a apprehensao de dita escrava, e leva-la i
do Freguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
dc sua residencia na rua da Florentina defronte
dacocheira do lllm. Sr. tenente coronel Sebas-
tian, qne sero generosamente recompensados.
Xo dia 23 docorrente dcsappare-
ce u um escravo por nome Caetano, ca-
bra, de idade 25 annos, com os signaes
seguintes: cur clara, abura regular,
cabellos bastante carapinhos, cabera
corapri a, bastant i barbado e gago,
oflieial depedreiroe saliiocom ebapeb
de palha da Italia : quem o pegar le-
ve o a rua da Gloria n. 73, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Menezes,
que sera' bem recompensado.
Fugio no dia 23 do correnle urna escrava
de nome Luiza. dc naco Uossambique, represen-
la ter 40 annos de idade, rega do olho direito.
dentes limados, levou vestido de chita novo cor
de rosa, tem sido vista em Beberibe e na Boa-
Vista vendendo frnctas : roga-se aos capilaes de
campo, a polica c aos pedestres a apprehensao.
e levar a rua da Cadeia Vellia n. 1, que ser
pago lodo o trabalho,
Acncuo.
Foga-sc a qualquer pessoa que dr noticia
corla da escrava Silvana, cor cabra, olla, secca
do corpo, representa ter 25 annos, tem signaos de
feridas de baixo do qucixo, arrasla um pouco os
ps, julga-se ter randado o nome, c ter saluda
para tora da cidade, lavando roupa por esses ar-
rabatdes, ou estar servindo de ama em alguma
casa como forra; j se acha fgida desde 12 de
Janeiro, levou varios vestidos de chita de qua-
dros, chales encarnado, e panno da Costa : quera
apegar ou der noticia certa, leve Soledade,
taberna de Francisco Iss Ferreira Fires, que so
gratificar com generosidade.
=r Desappareceram no dia 25 docorrente mez
do fevereiro, das immediacoes da rua do Hospi-
cio, urna cabra preta, com' urna orelha cortada c
urna malha branca em um dos lados da barriga,
um cabrito de tres mezes, amarello claro, com
malhas c frente brancas, e urna cabrinha da mes-
illa idade, cor parda, tambem malhada de branco,
as quaes cabras c crias suspeila-so terem sido
furtadas por um freguez useiro e viseiro de taes
gentilezas : quem dellas der noticia certa na
mesma ruado Hospicio, primeiro sobrado adian-
to do Gymnasio, ser generosamente gratificada.
Fugio no da 25 de fevereiro do correntc
anno o moleque de nome Ueraldo, de casa do
seu senhor, o abaixo assignado ; muilo conhe-
cido nesta cidade do Becife, trabalha va deser-
vente de pedreiro cora o mestre Santos (Portu-
guez), com os signaos seguintes : idade de 16 a
17 annos, cor prela, cabellos carapinhos. orelhas
pequeas, bracos tinos, canclludo, peito refor-
jado, corpo delgado, cabera pequea e redonda,
pescoco lino, com urna marca de l'erida em urua
dascanellas, 6 muilo ladino; levou camisa bran-
ca, calca de castor pardo com listas nos lados e
dita de algodao azul : roga-se as autoridades po-
liciaes, capilaes de campo, c qualquer particular
que so queira prestar, pelo que muilo bem se re-
compensar a quem o levar rua das Cinco
Ponas n. 27, segundo andar.
Jos Pereira de Coes.
100$000
d o abaixo assignado dc gratificarse a quem lhe
levar rua deS. Francisco n. 68 A, seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do correnle, levando um caneco de
folha proprio para carregaragua, um gancho ao
pescoco, tem 35 annos de idade, falla bem, per-
nas pouco arqueadas ; ha 15 dias chegou do ou-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Antao ;
o mesmo abaixo assignado protesta desdo j con-
tra quera lhe lirou o gancho.
Francisco Dotelho de Andrade,
tWriLAEI)


M.
Litteratura.
A pintura cm esmalte sobre lava.
As obras dos nossos grandes pintores podero
ser dura avante to iramorredouras como sua
gloria.
1 u:mw!an!o tao solemnemente
i o resultado da doscoborla do q
, a ni'Fso nico intuito fazer resaltar Inda
a suaimportancia. Nao su nata, rom fucilo, de
us do quede un processo per ir.eio .'o
pintura pode pirn:aiierer sempre (sim,
-- admissivel esta patarra rosto inun-
do] i-sj osla aosol, intemperies emfim, sem soffrr a menor alte-
I':.- em que consiste esla maravilhosa inven-
Cio : as telas, os quadros de pao, as taboas do
gsso, linalmeiile ludas as superficies sobre que
se ti ni pintado al hoje siio substituidas por
planos de laxa de lodos as dimensoes que nao se
deterioran! com a accao do fogo ou da agua, o,
obter lores maliciareis, ou para roiritmiar os
elementos de vitiificacioL especialmente aYqoa-
dos a ixar e desenvolver o ardor da recoccao
cada un dos xidos colorantes dos esmaltes. Pu-
rm, por mais intrresse que aprsente o esttido
de scmelhante questao, devenios contentar-nos
aqui com rooonhecer nos fragmentos das pintu-
ras deNinive excmplos por ellas ministrados da
no comero des- (*,,ra';>,. I01" Msim difer, eterna que Margara s
l do que ramos | <*r.ns F"*9* emprego dos esmaltes; nao
podemos todava al siermo-nos de exprimir o sen-
limenlo que faz o abandono de un processo que
le ios-liia conservado as obras primas da arle,
guando ella eslava cm sen r-pogeu, Io lieln.ente
como as apalposlas d'esta mesina ai le un sua
infancia.
DIARIO DE PERNAMBCO. SEXTA FURA 1 DE MA11CO DE 80O.
Com cffcilo, nao se encentra realmente ne-
nluini vestigio de esmalte appliondo pintura
propriameuto dita, nrm na antiguidado egypcii-
ca, nem na antiguidado grega, o nao se podedei-
xar de cogitar em como este processo prrdeu-se,
ou como nao se eslendeu da Asia al s regios
onde a arle era tao ilurescenle.
sas iHlhedrHes. U mor que cilrmus icsti-iiiuuha
este respeito a lialildade particular dos France-
ses na conferciio das taboas de vidro colorido
pelo molde dos quadrados dos mosaicos anligos.
Devemos todavia drdiizir d'ahi que os processos
de colorido do vidro eram enlao perdidos ? ne-
vemos simplesmente pensar que a refundirn
dos anligos pedacos de vidrp de core sua mis-
tura com os videos incoloros lornaram este f-
cil ou mais econmico? De bom grado propen-
demos para esta ultima npinio, lembrando-ims
de que a arte de exlrahir as id es de metaes e
exlrahir os esmaltes,era j conhe eids muilo lem-
po antes da poca de que (altamos. J no III so-
culo l'liiloslrato cita a maravilhosa industria dos
Gaule/es que deslendiam cores sobre o bronze
tnire as cores, minias nio se derretan-, igual-
mente ou nao adquiriam o vigor do colorido se-
nao em temperaturas difiranles ; outras, modi-
ficando-seno fugo nao podiam ser dofinitiva-
mente obtidas senao por seiporposices successi-
yas que, de cada vez, deviam soffre'r novos fogos
de recoccao. Os pintores sobro porcelana acha-
vam-se d'este modo obrigados a repetir muitas
vez=s operaces duvidosas durante as quaes acon-
teca algumas Vezos qiiehrarcm-sc as chapas de
porcelana. F.' fcil de imaginar porque crueis e
frequentcs rakiedaVs linha o artista de passai
antes do ver sua obra Jivre d'estis experiencias.
Que dosanimnrao devia apoderar-Si d'clle quin-
do lhe era mislor recomeoar seus longos c peno-
sos trabalhos E o publico
--------. .. o piionco que nao ignorara
rlenle, ao qnal ellas adbenam, tornando-sota,, sem todava conheee-Ias todas as dilnculda les
duras como podra, e conservando os desenlio.;; dYslc genero do pintura, nao sabia o que mais
Iraeadus Bife helo inlerossnntc para a historis ; dria admirar, so a belleza nrlisiica das obras so
d ortBda Titnflcacao as Gallias, incita longos a porseveranoa do Seus autores. Os compradores
e dilceis indagaroes sobre os p.-imeiros passos i d'cslas pequeas obras-primas nao suppunhara
iltc sobre niel: es. cujos mais ; pagar por uin proco muilo elevado objecos coja
das
excediam milito, dizein.
anligos cspeeimons sao atlriboidos aos artistas raridades era s p'or si un ralor c afumas dai
do Egyplo, Birancio, c l.imoges. taslar-nos-ln pinturas sobre porcelana
tela.
Depois de determinada a obra do arle estas
- passam para o fego que cbristalisa o es-
malte, alim de p'odercm resistir, i toda a des-
truh-ao do lempo, e inosioo ao ol rito moment-
neo de un corpo 18o rijo romo o ferro. S mu
acido (ooo muilo vulgar pude damnificar esta
vitriliracao : o acido liuorico.
Fcilmente se roncebe que para una deseo-
berta tao pertenccule ao dominio da ario indus-
trial, nao era sulli-ioiilo mu artista, era tambero
mister un bomeni de sciencia positiva. O Sr.
Jollivel, continuador, como mais adiante se ve-
r, da obra de oulros Irabalhadwros tao corajo-
sos quanto ello, dest nipeuhou ambos os papis.
Pintor, fui-lhe dcil a cor sed) o pincel em suas
mais di licadaa applicar.Oes ; cltimico fez as com-
l>ina<;5es noressarias consecucao das mais vi-
vas o delicadas gradociies, ape/ar do elevado
gi.io de temperatura que, romo mais cima o
dissomos, dovem ser submellidas.
Seos nieio? de excrucao s por s constituem
urna sciencia, mas urna saiciiria presentemente
dominada por elle, de tal sorte que pode resu-
mir o sen esludo, oi.sii.nndu-o em un curto cs-
P 1 '. de 1.-11 :po. Do mesmo modo que o pintor
porcelana, o pintor sobre lava condecora
com o pincel, reserva! i roprescnlaeo dos as-;
sumptos historeos; 2." n derramamento do es-
mallos mais lquidos o diversamente coloridos,'
entre pequeos sulcos visircis que formamos,
contornos dos ornamentos.
O processo nada deixa a desojar, apezar das
dillii.uliiades que ofToreceiia applicacao do es-
mulle a nalureza rugosa e absorvenle "dos ladri-
llios que ordinariamente serviam de plano A es-
sai piniuras, segundo os restos adiados em Ror-
sabab. artista para poder Iracar um desenlio
lvre sobre essas supe litios esponjosas recorren
um cngenlioso estratagema. I'rimciramcntc Ira-
con os contornos com o auxilio de um pincel
O emprego nao interrompido das materias pro-
prias pintura em esmalto nao bastara para res-
taurar esta arle, que parece ter feito umesfurc.
para renascernos esmaltes sobeometaes corlados,
separados e pintados, de Bysanctoe Llmoges. Fui
gmente no XIV secuto qu n emprego do pincel
pelos artistas I.iraoginos recondu/io a verdadeira
pintura em esmalte vareda deque linha sabi-
do lia tanto teiuno. Mas as superficies das
ultras que foram pnnripiu eseculadas deste
modo nao excederam s dimensts das miniatu-
ras dos manuscriptos, al o momento em que
Podro Courteys, de Limoges, produzio os doze
. medallioos celebres de 1 moli e 5 centmetros,
aniindamente impregnado do um esmalte prelo el sobre 0,65 cenlimetros, que decoravam o castello
sobre o ladrilho limpo, afim de alupir- **-'
prompla o
exactamente
>.ti
as
transformaeoos do
sua9 cores sob a influencia da eoceno. A coc-
esla palacra nao pode dexar rtc aterrar o
arlii-ta que depois de ter passodo mezes, annos
/ .- ibrc son obra, se resolver, sem rjuvida,
ilmcntc cxpo-la a s caprichos <1^ um fu-
go vehemente. Acontecer, porm, o mesmo
urna copia gracas qual peder elle esperar
i m sua obra por sei ulos de seclos, quan-
igil original nao lera lalvez podido re-
ao ten po destruidor .' Nao, cerlamenle. Se
>r elle, ser o pintor esmaltador quem aba
secutar, e quanlas obras primas pi der-nos-
hAoscr deste modo legadas senio em toda a pu-
reza polo menos com urna costa fldelidade 1 J
mos entrever quaes sern os pintores que de
grado aceiloro esla experiencia da copia
struclivcl, os pintores que snboni desenliare
que antes proruram a belleza das linhas do que
o brilhar das toros.
As applica^oes desla arle nova bao de lornar-
ulliplas. Tercmos museos em pleno or, so-
bre os muros dos palacios, dos lliealros, das,
-itc....,c mesmo sobre esses frontispicios
boje to montonos de nossas casas framente
alnliadas, que sero adornados pela pintora a'
despeito do um co menos clemente para as'
tintas a fasto do que o da Grecia e dalla-
lia.
Os pateos dos botis, os vestbulos, ns salas de
jamar, as salas de banlio, podero agora ser
1 idos 1 inflnilo.
Km breve o prtico deS. Vicente de Paulo re-
ceber as primeiras grandes laboas do lava pin- pur Plini
1
1
1
I
<
t
liquid
lhe os poros ; depois eslendeu um segundo es-
malte opaco, que furtemenle carregou com um
mitro pincel, s reservando de scu primeiro tra-
00 a largura que lhe quera dar.
O segundo processo especialmente consagrado
ornamentos que se repellan), era porisso mes-
mo em pregado por artistas secundarios L'm Ira-
eo era posto como moldo sobre una tabn, 00-
berla de urna materia solida ; depoisapplicavam
sobre elle um esmalte brancoem massa, de surte1
qne eobrissR a gravura, e por urna forte prcsso
sobre o ladrilho, sem duvida ainda hmido, li-
cava elle apegado o traen que, abandonando o
esmalte, solado da tabn pelo corpo solido, for-
ma va divise-es salientes, entro as quacs derra-l
mavam oulros esmaltes liquidse diversamente '
coloridos. Masos esmaltesoblidoscom este pro-'
esso apresentain dofeilos que nao oloreceni as
pinturas histricas, feilas com mais disvelo, e
Madrid, construido por Francisco I, c llenri-
que II. Todavia esla proporce desusada s li
nha sido obtida pela reuniao do duas chapas
de cobre forlemente embutidas, isto curvadas*
em cada medalbao, afim de alteuuar os cfTeito,
dos movimentosque solfreo metal durante a ac-
eao dilatante do logo da recoceo e a adstringon-
que no processo do oleo, produzem a solidez dos
I corpos e dos objo.-tos representados. A pintura
sobre porcelana era considerada por elles cuino
urna prodoeco que oecupara o termo medio en-
tre a arto e a sciencia, oirtros dzem a pa -iencia;
alguna, muilo severos ehamavaai-na um officio
era 0 resultado positivo de segredos oblidos por
mel de tongas experiencias e conservados com
cuidado por cada um d'nqueUos que linham lido
asss lenacidaJe pira aelia-los ; cmfin as qiiali-
: dados roaos di pintura sobre porcelana foram a
I origera de urna expressao nova para formular
urna censura contra tal ou l.il qiradro A oleo, mu-
! lo grosseiro ou muilo diaphano. Se a estas con-
sdoraoes acrescentarmos a exigoidade dos pla-
nos do porcelana, comparada com a extens&o fa-
cultativa das lelas, ser fcil comprebendvr como
i os pintores de historia nao pensaran em apro-
1 reitar ns vantagens conservadoras dws esmaltes,
cojo emprego, n'eslas condicoes impunha arle
una completa trnnsforril.ioo o pava todo o vi'io
do genio que imperiosamente reclama urna exo-
ctjoao rpida, c bustos da le, 0,1 esperanca e da caridade, que sao
datados de 1829. H
O Sr. Morteleque feliz por ter mflm inlrodu-
zdo os esmaltes as obras da pintura histrica,
fez alada duas pnssagons que expostas todas as
intemperies no falco do estabelecimento dirigido
por son neto esto boje perfeitamenle como sahi-
rm de suas maos. Alwndonou depois ao Sr.
Ilaolielte, son discpulo, scu collaborador c sen
gftnro, o cuidado de aporfeiooar p vulgarisar esla
preciosa deseoberta, para ollededicar-sa novas
investgnedes provetosas s arles cermicas e da
vitiifcaeao.
O Sr. Hacbclle creou cnlo um estabelecimen-
to especialmente consagrado ao fabrico das lavas
esmaltadas, que, cm reboo s appltcarjes ar-
tsticas e industriaos prometliam uro rico futuro.
L'm arcliiteclo d talento, o Sr. Ilitiorf (1) pres-
tou-lhe o auxilio de sua bolsa c sciencia, t'ornou-
sc son associado e dirigi durante alguna annos
a oxecucao de todas ns produeces perlencenles
arte. Sahiram desle estabelecimento algumas
copias de quadros de mestres, que mais felzes
do que os originaos, passaram poslerioridade a
mais remota. Foram eseculadas por ura pintor
armador chamado Roberto e compradas pelos
Srs. Gallcaux e Hillorf, que as collncaram cm
seus gabinetes. Os Srs. Perrin, Osol e Elex pin-
taran! os modalhes que ornam as alamedas do
palacio das bellas a.tcs. O Sr. Porlol fez urna
grande pintura, de um metro e quasi cincuenta
centmetros de altura, para a egreja de S. L em
Pars, o o Sr Clemente Doulanger fez urna expe-
riencia cujos resultados e sorte ainda boje se'i -
ora.
Quanln s proluc;6es semi-inluslriios consis-
ham no fabrico de mesas.ornad 13 de pinturas dc-
hcadas, ira conslrucbao d>! tugos, de chamins
ornadas de ricos arabescos, d.- canos pira estu-
fas e salla? do b.mii.is. t> e caixithos carregados
deenfeites para as sillas de jautar.
Nossu rnlencao insislndo lo longsracnh
le do resfriamenlo. Por maior que fosse o pro-
gresso resolvido por Pedro Courteys, seu proces-
so e osubjeclil por elle empregado, penca espe-; os inconvenientes d'este genero de'pi:rura, mu-
ranea dcixavam de ohter-se urna cxlensoo maior lo estimare! tantos respeitos, nao fui t>seuvol-
do que a que elle conseguo. O recursos da ver o sou processo; julgainos necessano- asgna-
Pelo lado puramente industrial, a lava esmal-
1 tada &t} muitas cores fui empregad.i eom vanta-
1 gom as inscripedes das ras de Pars, para as
1 nJicaces dos cminhos, e encruzilliadas de 11o-
resta, nos quadranlca de rctogios, no calcamen-
le do alcerces hmidos, finalmente psra-supprir
i insuffieieiicia das outras materias us lugares
em que eoiivm conservar a frescura e limpcza.
; Km nina patarra, prestando-se a lava esmaltada
a mil applieai oes usum-s, ao p.isso que nnH no-
va neeessidade encontrava n'etla sua saiisf.ico,
sobre o Sr Muchelle linli i mnita razo dj esperar a
proinpta' vulgarisaeo de um producto- tao-((eral-
mente til.
pintura em esmalte iran pois ainla muto limi-
tados, e o metal devia ser excluido as obras de
pintura plana de grandes dimensoes.
Porm cm quanto os artistas de Limoges con- \
centravam lodosos seus esteros sobre o esmal-
te dos metaes, os Italianos faziam grandes pro-!
gressos no colorido vitrificado de trra rozada.
I.ucea delta lloblia principalmente se acharo ou I
la-Ios pava explicar e facer relevar as preven-
rese as resistencias que po.- muito lompcrclar-
daram a ii;4?iiduccao na arlo da pintura bislorica
de um procussoque ia iiuine liatameule pennil-
lir juntar as qu.ilida les da pintura oImi ns van-
tagens dos esmaltes levados ao apuro que ebe-
gou enire os Assyrros.
Para
resulla lo
Porm nao aonteceu assim. llabent sua fu-
to......; as de;coborlas tem suas horas.
Os artistaque principio liaham auxiliado o
llachette com sen talento recusaram, sem duvida
alienados pelas diHiculJades inherentes u-m
processo anda em seu comego. A: pintura em
esmalte sobre lava era, como Indo o que come-
oa, anda pouco conhocid.i ; as occasi'.s de po-
I tra o uso do colorido das erras de afehileelura,
que alguna s- consideravam Corno urna excepeo
aos principios da arle enliga, tfoSr. Hittorffvia
com pezar affastor-se o momenlo em que1 seu
projecto seria realisndo. Por outre lado forte-
mente oceupado por trabalhos imporfanles, tal-
vez desgosloso tobem dosesforcos que fnha fei-
to para propagar n Allemsnha 'essa deseoberta
tao framente acolhida na Franca nbandoaou sua
participando nos raros trabalbos produzidoa pelo
Sr. Hachetl, e a pintura cm esmalte sobre lara
cahlrt quasi exclusivamente no dominio da indus-
tria.
Todavia ao searrefeceu a esragcm do Sr la-
chel, e, animoso, aguardava o momenlo em'qu
seu processo devia lomar a posco' que lhe es-
lava reservada no futuro na execuco das obras
da pintura em ponte/grande.
O Sr. .lollivet foi on7l81i casa do- 9r. Ba-
che!. Tinha at ento ignorado v exist'erreia da
pintura sobre lava e seus anlecedeir.es. o* mo-
mento em que foi introrjazido na olficioa' do Sr.
Ilachelle.eslavam ah fazendo caixilios destinados
urna sala de banhos onde cstavam represen-
tados passaros aquaticos de brilhante pluMagcm
brincando uu meio dos canicos.
Impressionado, como oulros artistas o UaBalir
sido antes delle pelas qualidades conservadoras
dos esmaltes, o Sr. Jollivel, a- quen seus rra-
bilhos linham j oblido um lugar distinto entro
nossos pintores, leve a feliz nspiragao de que--
rer applkar este processo pjnura histri-
ca. Mostrou ao Sr. llachette c desejo de fi-
zer um experimento; este presta-ado-se com-
pletamente a seu intento, apresscir-sc em re-
inelter-Ihe urna labo.i de lava de ditnenso me-
diana, forrrcceu-lhe as cores necessarias c offe-
receu-se para dirigi-lo era sua tentativa. Porm
apenas flzoiam duas conferencias, o Sr. Jollivel
entrevea as vantagens que resultariam- do em-
prego do esmalte branco misturado con tintas
em Brande quantMade. Tentou desde enlao
substitairo modo de excciio usado na pintura
a oleo ao quo os pintores sobre porcellanns, con-
tentando-se com urna modifico quasi insignifi-
cante, linham Transportado para a lara. Tere
bom xito ; lal foi so* parte importante de col-
laboracio nessa deseoberta ; e o Sr. Gatteaux
(osle nome j foi por nos escripto] que sempre
se Irnha rivnmento in-teressado na 'applica;o-dcs
esmaltes sobre lava s obras da pintura histrica,
nprosontou o Sr. Jollivet oo Sr. conde de Rsm-
buieau, prefeilo do S"ne, que esfurrou-se per n-
durir o artista prftpof sua approvacao' um
lugar oonvenienle para fazer um ensaioem poa-
lo grande do novo processv
Diversos projeotos fora-m proposlos admizis-
Iragao. O Sr. Hachetle nao vendo chegar deet-
sao alguma, inquictou-se sob.e esta demora,
apezar de seu-desrjo de reservar Franca
primeiros beneficios importantes desta deseo"
berta, aeeitou a offrta que-ihu Pj feila de dese-
nliar urna imagern da Virgem para o imperador
da Riissa. Pedio ao Sr. Jollivel que se
C9
piincipnlmente ao nielbodo do derramamento que
devenios atliibuir estas imperfeices; mas o per-
filo resultado dos esmaltes pincel revela que
j os ni oos, o o emprego de modos expeditivos i.
econmicos tinha alterado as qualidades de um
processo, que prudentemente posto em execu-
go, era tao precioso. Ainda una vez a arle fui
mora pela industria.
Os indicios que at o presente se tem podido
aproveitar sobre os caracteres da pintura antiga
e seus processos, nao permitiera entrever as cau-
sas que fizeram olvidar os recursos offerecidos
pelos esmaltes. As tradices vulgares compiladas
alvo a busca dosta cor fundamental. Gonhece-se ll,r sobre vidro e sobre porcelana, e elle mesmo
a historia desla vida tao admiravelmoiile preeii- fabricara as coros vitrificareis deque usara Ubi* Mas urna crusada rlenle, diremos mesmo a-
norava complelamenle os segre- 10 versado na sciencia da vitrificat;ao, dolado de piixonuda, linha -repentinamente arrebeutudacon-
chida, Lile
dos dos pocessos seguidos por seus predecesso- "ni espirito engenlioso o persevorante amigodos
res, e11 penetraco de seu genio, auxiliada pur progressos roaos fundados sobre tactos e nao so-i
suas judiciosas observaces sobre todas as pro- bre simples theorias, dedicou-sc eom ar lor pos- -(1) I."mos na obra do Sr. Ilitiorf [Avehilectura
duccoes naturaes da Ierra, podo leva-lo -deseo-; quiza das mu'ns vero las que n:n la podiam ser polycroma entre, os antigs) paginas 711 e Be-
beras tantas vezes perdidas e ronchadas. Entre aberias i arte que elle amava. Conccbeu o pro- guintes [publicla em ISl;. t... E' a pintura
suas iiiniimeraveis obras bastar citar seus es-1 jeeto de enriquecer a pintura d- cavallete con;- em esmalte sobre-lava esmaltada a nica conve-
I maltes coloridos e seus quadros cobecU>8 de louca os recursos que olTefceiam os esmaltes. Prime:- nienle para a pintura monumental no exterior...
; vdrada ornados de pinturas lisas, para saber-se ramente occupnu-se para este fin do estender Pensando na perfeiro que o Sr. Morteleque,
joparle que lhe compete nos progressos, pelos | as1 superficies como emprego de fragmentos 3e inventor deste processo, tinha chegado desde a
isos espocimeus ainda existentes daantguidade. do um procesa* la* novo, seria acompanliad de
bom resollado, confiou o Sr Jollivet a execuoao
de um s dt>s desanove quadros que devia com-
quaes nasccram suceessivamenle a pintura em
esmalte sobre porcelana sobre Ierra eozida, e fi-
lorra casida, cujas empeas esforcou-se por dos origem de sua deseoberta, que remonta alm de
minar por meio de combinages de materias e um quarto de socolo, estudandu ns ensaos feitos
por o orna ment projectado.
O Sr. Jollivet aceitn a titulo do experiencia
o sem se deixar desanimar pelas-des*alagens o
'Vaccionamento de urna comppsH-i'-iitt-ira o iso-
lamentoea distancia em que seria collocada a
porta exooutiitl.i, ia laucar mos- obra qnando o
Sr. Hachetle foi expropriado ds sen estabeleci-
mento por cauca da passagow do caraiaho de
.'erro Jo norte. Foi-lhe mister esperar a cons-
Irueeo de nova officina.
(Con/>iar-e-/ia!.
Variedades-.
---------- -.......- villas romanas
dacues de ondulacoesas mais perfeilas. Se, mais, nao sao o produrtode um processo inspirado por
icienle ou mais curioso do que a massa do | aquclle que foi posto em cxccucao pelos artistas
a i'Xpn-sso ainda inexplcada de
publico que s admirar osles quadros de pas-
;m quizeres reralgum specimendesle genero
de pintura, id ale a ra de Laval, Ah iris ver
um quarlcl da cidade que lem o nomo de Hales-
bcr, e, neste quailel quo merecera ser mais
Lem conhecido por causa das casas de architec-
tnra artstica que ah se ciicontram, veris a rasa
ti i pintor, cojo frontespcio, por olle adornado,
assynos, e se
enea hu ca, exclusivamente reservada em nossos
dias pintura em cera nao urna denomina- ao
com mu maos prdeessos que mais imperiosamen-
te do que a cera exigiam a inlervenoao di> fogo :
com ell'eilo Pliuio, servindo-se da palavra encus-
tica, fo-lo imniediatnmenle seguir pela un cera,
o que deixa pensar que elle sement designara
forma de chapas proprias para pintiii s planas
D'ahi essas reprodcenos inattoraveis das obras
primas da arle, cuja fragililade revelada pela
dos processos que sao dolidos: a> pintura
tempera, e a oleo.
Mas, apezar da belleza das obras prodnzidas
em nossos dias, sob're porcelana pur inudemoi-
selle Jacolot, por Constantino, e niademoiselle
Turgal, e lanos outios exci lenles artistas, o
modo de applicaeao da cor vilrifical sobre a por-
salisfar vosso drsrjo. lia jj qoairo annos que pelo nome da materia subiucltida ao fogo um dos colana nao corresponda anda s exi
modalhes do brithanles cores eslo mos- j diversos processos, pelos quacs se recorra sua
Ira. a chura Ibes presta um servico levando-
lii -a pocira ; ludo o mal que Ins (em podi-
do faz( r.
Procuraremos agora narrar a historia desla
berta remontando aos resollados deexpe-l
ricni as desle gi noro que nos legaram os lempos !
s. Julgamos que se acompanhar com in-
li ressea historiados trabalhos do nossos persc-
reranlcs inventores I Oxal que todas as deseo-i
bertas tivessom lido cm sua origem orna histo-
ria, por mais humilde que fosse. Quantos lobo- i
res, presentemente sem ruclo, leriam do sor fe-
cundos mais tarde! quantos nnmes olvidados
nao teriam de substituir oulros menos dignos das I
honras da posteridade I
Os mais anligos fragmentos de pintura quo
el % rain at nos foram cxliahidos das ruinas de
IS'inKe recentemente doscobertas. Sao boje pre- i
monte conservados no museu Assyrio c no
l.ouire. Estos vestigios consistom em ladrilhosl
mutilados, sobre os quaes esto pintados orna- i
meiilos, personageus, queparecem ler pertenci-
do sceuas de inca, que lembram ns que Diodo- '
lo da Sicilia relalou cm sua descripou de
I ni i
Como ollas, essas pinturas foram trabalhadas
em esmalte, e nao so pode por em duuda que
fis propriedades desla malcra que se deve acn-
servaQao dossas ruinas da arle assyria poupadas
arcan.
Urna scmelhante nterprclaeSo, nos mesmo o
reconhecemos, muilo duviuosa ; porm o que
lodo o mundo reconhecer comnosco, que a ar-
os es-
pcao al
te de colorir o vidro, e por conscqucncia os
maltes, lem sido Iransmiltida sem inlt-rrupca
no-sos das. Com effeilo, os esmaltes cnfftam o
figulinos de porcelana dos Egipcios; osvidros!
mais ou ments opacos, mais ou menos variados,
de cores, serviraiu-llies para fabricar alfaias; os I
mosastas rorlaram quadrados do vidro para com- j
piolar a variedade insuliiciente do colorido das "ao diremos o peiisamento, de estender gra'n-
encas da
pintura em ponto grande. Os proeesiOS rain
lentos e penosos, e muitas vezes occasicnavam
crueis decepi.es. Por inaiores que fossem ns
chapas uo astavam para os grandis assump-<
tos, e a empea da porcelana nos fnrnos nao
permiiiam augmentar as superficies com o
subterfugio da reuniao de muitas chapas, cujas
iuncluras leriam sido dcsagradavelmente n ve-
ladas por salicncias luzenteseondulaccs muito
visiveis.
Este processo nem fui pelo menos lenlndo e
nao parece que tiressem lido ento a esperanza,
vio-se logo forrado a recenliecer que o pro
e a materia nao podiam satisfa/.or as exigencias
da pintura em ponto grande. Entretanto olle ti-
uia realisado com o emprego mais livre e mais
rapidu do pinrel um> rhs resultados que linha es-
perado. O. esmalte branco que tinha composta
lhe permillia o uso de lo las as cores vilriflcaveis zla em chamar seu charo tino, os monu
o seu emprego simultaneo.
Em quanto elle prosegua em suas nvestiga-
eiies : a allon.-ao do Sr. Mortele quo foi allraluda
p-ir urna*materia qu lhe devia fazer dar um no-
vo i -> para o li en de seus trabalhos. Kessa
poca o Sr. conde Chobrol de Volvc, prefeilo do
Sena mandara calcar os passeios de Paris com
laboas de lava da Auvergne.
Frederco-Gtiilherfflc IV. Este re nao s-
discutio com Schnikel sobre o melhoraraento da
arte de edificar na PrussiaL os projeotos que es-
lava encarregndo do redigir, mas S, M. estudou-
os militas vezes com o grande artista, e compos
algumas vezes ao-lado daquelle que elle se apra-
ntos-
i novos que se trata va >de crear. Entro estes lti-
mos allnbue so principalmente ao -re o plano de
urna nova baslica cometadla antes de lSs, qur
os renlos de enlo interrOmperom. Depois des-
i le projecto eujo execu^o est cunfiada ao Sr.
I SI oler, o digno-discpulo e emulo de Schnikel ;
o frontispicio oeste templo colossal ornado de
I pinturas que dfevera ser execuladas sobre lavas
. esmaltadas...
u-dras natoraes com que calcaram os jardinsde
Assuorus, e mais tarde o talioado dos navios de
Hieren, de Syrncusa e do Ptolomcu Philopator,
onde so representados os assumplns da lliada ;
os oleiros gregos e elruscos ornaram seus vasos
celebres cobiindo-os de esmaltes opacos de mu-
las cores, ou traeando com o auxilio- do urna le-
vo carnada de esmalte monochromo essas encan-
tadoras cumposiees, preciosos especimens de
um ramo da pintura antiga, que fazendo-uos pre-
Baby- sumir '1" SL'lia um niais apurado genero, nos
esbooam a historia, os usos e os costumes de
una poca de elegancia.
des pinturas, ns preciosas vantagens da vilrilica-
eao. Entretanto, no comeen d'esloseculo, a pin-
tura sobre porcelana tinha feito taes progressos
que suas obras foram postas par das delicadas
pinturas oleo, de pequea dimenso. Pelilol
em suas deliciosas miniaturas em esmalto, linha,
mais de um seclo antes, dado o excmplo de
um trabalho precioso, porem cxccssirnmenle mi
nucioso, que os pintores sobre porcelana fielmen-
te seguiram.
Kilos nao davam comooo obra de arte senao
depois de terem submettido experiencia do fogo
urna multido incrivel de fragmentos tintos que
Itcconbecendoa nalureza vitrea desla substan-
cia, o Sr. MortoltHjue pensou que produzida pelo
! fogo dos voleos, rosi.-tiria sem se alterar nos fo-
i gos de recoccao iiecessarios para os esmaltes.
| Lile niandou-a pois corlar cm laboas por meio de
I serragem, cobrio-a com seu esmalte branco-bas-
1 lauto opaco para dissimular a cd' Irigcira, e pin-
: lou nina caboea de velho sobre urna suporcic
sem emenda, egual que linha oblido pala reu-
niao de parios do torra eosida dividida ein peda-
eos. Depois o fogti terminou a obra.
o resultado enroou sua engenhosa eaiproza
lava como elle o tinha esperado, nao soffreu
< Quanto idea de empregar no mais bollo mo-
numento moderno da capital da Prussla a lava
esmaltada, nasceu em Bcrlim vista de muitos
; fragmentos desta pintura que en enviei n?> Sr.
Itoiiih, director do Instituto real das artos i
oos, insislinilo com o meu honrado amigo sobro
o ulil e fcil emprego dos-a inalleravcl technica
na decoraoc-do exterior dos edificios...
... Occupavn-me enlao com ardor em propa-
gar a pintura sobre lava. A' principio solHcitado
cooperar somonte em seus productos por meus
: a j desenlies, com o intuito da obstar -i que esta ad-
ne- miravel nveuco-fosse abandonada desde sua ori-
gem. fui depois, pelas mesmas razos, incitado
fosse sor.ieolc com a inteneao o
experiencia a possibilidade de pin-
numernvam afim de reconhecerem o numero e a
quantidade relativa das cores, anlecipadamente
pesadas com cuidado, que Compnnhain cada urna
Os voluptuosos habitantes de Pompea, os sump-
luosos Bomanos derramavam profusamente em
suas casas e em seus lliealros as produeces da
pelo desmoronamcnlo do palacio >.U' llorsabah. i arle da vilriGcaco, e tal foi a quantidade dos !de suas misturas. Terminada esla longo aperacao
Consultando estos restos quasi informes a ar-1 objecos fabricados em vidros coloridos, que ape-1 preliminar, collocaram sobre a porcelana estas
rheologia doro aproveitar preciosos indicios dos zar dos muitos que o lempo recalcou no p, os tintas experimentadas, na forma de um ponli-
conhecimentosj adqueridos nesses lempos Irn-; ridreiros do Xlseculo, diz Theophilo, aprovei-' nhado que se esforoavam por sttenuar dimtnuin-
sactos, em urna sciencia, sem cujo soccorro loria ^ lavam as ruinas arrancadas nos templos pngos,' do levemente estos pequeos fragmentos com
sido mpossrel exlrahir das produeces uolnraes os elementos dos coloridos que ainda boje ful um pincel de donnha, cojo pello corlado
da lt na os principios que
eill
A'
fOiLlIftlTOl. r)
PROCIRA DE IN DOTE.
cj:i
CARLOS SHILLER.
Continua ro.
Qual nao foi o sou pasmo vendo entrar no seu
quarto o Orphcu de Wharbrurinen que caminhan-
ao at a rama, comecou a gogueijnr um discurso
congratulatorio.
Estar] acordado ou scrci victima de um
sonho? exclamou Flotting ; o que significa este
comprmenlo ?
I.evaiilou-se, reslio-se, poz-se a enminho para ra-mc...
Tem a honra de annuncior nos seus paren-
tes e amigos o son prximo casamento.
a Bandos de Wharbrunnon, junho de 1810.
Ah quem seria o engracado que se lem-
broii de me pregar scmelhante peco Este an-
nuncio, enriado por nao sel quem* compromet-
i tanto a Sr. Rosen como a mim. F.' urna ou-
dacia sem igual. F. todava, reflectindo bom,
lalvez que esla pillara me conduzaao meu fin,
se en souber aproveitar a occasiao.
Mettcu o jornal na algibeira e correu rasa da
sua supposla noiva.
A Sra. Rosen, com o sorriso nos labios, disse-
Ihe com torn muilo amarel :
Meu charo Sr. Flotting, ajude-me a advi-
nhar um enigma. Rccebi boje urna mullido de
enras o de felicitaces. O que significa isso ?
Flotting lossio [tara lomar a voz mais clara c
respondeu :
Minha senhora, s um infame poda alre-
ver-se a confiar to publico um segredo que eu
occullava no md coraeo, um negocio em que
eslo em jogo os meus sentimenlos, e...
Sr. Floltiug, falle depressa ; assim torlu-
da-me a permisso de lhe pedir o seu coracao e
a sua mo. Crea na minha palacra, nos meus
juramenlos ; esporo achar possuiudo-a. a ven-
tura da minha vida ; e se algum dio oliendo-la.
Lembre-me este instante, que decidir se devo
esperar ou morrer.
Meu charo Flotting, disse a moca, nao pos-
so ser indiOereute oo abuso que um eslranho se
atroreu a fazer do meu uome e que assim me
expoz maledicencia do mundo, O senhor pou-
de convencer-sa de que eu pode ra escolhcr a
rontado se quizesse me tornar a casar. Aqui,
principalmente, em Wharbrutnen ainda me fura
mais fcil ; eu s linha a escolher entre homens
que gosam da estima publica e dignos n todos os
rospelos da preferencia de urna niulhcr. So
certa modestia lhe impedio al agora de me abrir
o seu coraoo, deve reconhecimento aquello
que fez. inserir esse annuncio com o fim de so di-
iihum.i ntlonoo, nenliuma desfigurafo. t> es-
malto branco penetrando em todas as pequeas a conconvr'para isso com avulladas soromas,
cavidades da lava, so lhe linha apegado de tal .
modo quo, apezar de algumas [restas abortas do- .( .!. n 1'*.e
rantt'o periodo do resfriamenlo, era impossivol "enttcar pola c|
sopara-lo em escamas, como aconioce com a ler- lar,cuni procoss os assumptos os-mais. va-
ra cosida. Lmlim ns cores excluidas das porcel- nados em carcter e grandeza, e com o fim de
lanas delgadas confundam-se e 'rtarinonrsavam- nPPC-lu "'<' porlico de S. \ cenlo de Paulo, li-
so com as das porcel lanas grossas, re' d,'P"i> de-tras anuos de sacTilitios de lempo
o muilo diheiro-, de abandonar minha parlioii-j-
I.siava inventada a pintura em esmalte. Pobre ee directa, na exploraeao da pintura sobre lava ..
lava. Foi em IS:!7. .
. ... ...Todava-o meu alvo linha. sido em parte
O Sr conde.de Chabrol se tinha vivamente m- allingido : lavas pintadas linham sido applicadas
leressado pelos trabalhos do Se. Morteleque. En-i edificios publicas fegrejas de S;inla Isabel, e S.
oommendou o cxccucao de um aliar em lava pin- i L, pelos Srs. Abel de Pujol O lierlin ; escola
lado para a egreja de Santa Isabel, em Paris. O das bollas arlos, modalhao doo Srs Orsel Perrin
ESTATISTIC.V.
Nos Estados-Unidos, houve nos ultimes sote
anuos903 desastres nos camioiios. de-forro, de
que resollaran 1,109 pessoaa moras e 3,611 fe-
ridas.
Deram-seno-mesmo perodo 213 sinistros nos
vapores fluviaes, em que hoavo 2,30-i pessoas
moras e 93^ fondas..
NECItOLOGIO.
A gra-duqneza Estliephnma.de Sude falleceu
no-dia 2'J de Janeiro, em Niza.
Estephan'a Luiza Adriana, fHba iKleptiva de
Napolcan I, tinha nascido a 28 de agosto de 17y.
e cas .o em 18l6 com o gro-duque de Bade, fal-
letdo em 'A A ti.
Desle casamento nasceram-duas prin-cezas ; Jo-
sopjiina, 1-redorica, l.ui/.a, quo nasceu a 2'J de
oulubro do 1813, e caseu a* 21 de oiitubro de
I83 com o.principe Carlos de Hohenzllern-Sg-
marioRea, e Hara Amelia Elizabetb Carolina.
nascida a 11 do nutubro de |g|8i e casada a 2;l de
fovereiro de 1843 com Guilherme.Alexandre, An-
tonio Archibaldo, duque de Homilton e de Bran-
don na Escocia e Inglaterra, e duque de Chnkl-
rault, era Eranca.
A gra-duqueza Esthephania de Bode era av
materna, da fallecida rainSu.de Portugal l). Es-
Ihepania.
Sr. Abel de Pujol consenlio em contribuir rom o
auxilio de seu talento ornando-o com bollos me-
dallioos onde pinlou, em laman!.o natural, os
Etcxj e a cidade de Paris tinha ordenado um
comooo de sou emprege ao prtico de S. Vicente
de i'jo lo...
CARVAO NA INGLATERRA.
li -Praclicnl Moohanisl Magnzine-:-, revista ,t-
duslrial inglo/a, diz que a Gri-Brelonha fon.. -
ca quasi 70 milhoos de toneladas de cario d
pedra por anuo.
Para se fazer urna melhor idea do mmenso
commercio de laglalerra, basta saber-se qne cm
ttanchesler e as ceceaniaa daquella cidade se
omprega constantemente urna forca de 1 milhao
.200.000 ca rallos a vapor, e que para alimenta!
esta fort.1 consideravel se consomera 300,000.to-
neladas do cario pordia.ou 9 milhes e 500,00*
por anno. Os paquetes transatlnticos, q.uc par-
^em r>c Liverpool e outras partes, consomesi
700,000 toneladas, do carvao por anuo, o os, gi-
zomolros gastan pelo menos 10,000.
A exportaoo. do carvo, em Inglaterra, aro
1858, foi de 78,000 toneladas. Calcula-sa queso
a Inglaterra pode fornecer carvao para, toJa u
Europa durante -1,000 anuos.
f Commercio do Two.. )
cente, apalpara o seu. Ora o pulso do doulor
indicara febre.
No esquejamos o negociante de la que fazia
reflexoes bem agradareis a Flotting.
E o vagabundo estiangoiro di/.ia ello ceni-
sigo, nao pegou a mulbci o o dote ? Se con-
tinuar na vidinha que tcva.em pouco tem comi-
do toda a fortuna pessual da nielher, que dore
ser grande vista das despezas que faz ; ella Iota
por ah seus vitile mil talhers de rendimenlo.
Taes eram pouco mais ou menos as conversa- |
oes que circulavam a respeito do nosso hroe ;
i mas osle nao Ibes dota oteneao ; va os seus es-
toreos cornados de xito, e desojando apressar o
| mais possivcl o casamento, fez as despezas neces-
sarias para adianiar.o cumplimento dc-s seus dc-
i sojos.
Vil
mavaem que Ierras e eui que cidade iriam habi-
tar,
A proporclo que se aproximara o dia litado
para o casamento, as pulsaees de seu coracao
se tomavam mais impetuosas.; nao era mais o
liomoin de ideas ousadas o gigantes) IS.
Flotting resolveu-se a fallor franco llorlen-
cia, ia confessar sua noiva que era pobre e falto
de recursos, mas rico, immensamenla
amor. Ousaria pedir perdao urna m
: ss prvida dos bous terrestres para lio carecer
| de scoecupar do que o liomem escolhido pelo
seu coraoo lhe Irouxesse para o casamento.
No emlanlo fazia a bella viuva os seus prepa-
rativos parn a prxima unan, per queja linham
sido H xa dos o dia e a hora, Floltiug j uo poda
mais recuar ;
coiiflsso,
dar o scu passeio costumado do todas asma-1
nhus. Apenas linha poslo o p fra de casa,
rodeo'i-o urna multido de rostos alegres. Che- i
gou ao cumulo n sua surpreza, quando um dos
seos amigos dos banhos dirigio-se para elle, e
apoiando-se na boa noticia Irazida pelo jornal,
deu-lhe os parabons pelo casamento.
Que boa noticia de jornal? quo casamento ?
o quo significan] estes comprimenlos?
U rosto de Flotting olferecia a irnngem de um
ponto de iiilerrogaeoo, tao expressiro que o com- isto.
O dezejo de V. Exc. para mim urna lei.
Vou fallar. V. Exc. ra casar-se...
Casar-me ? Com quem ?
Com um homem que nao sabe disso : com
um homem que sejulgnria muilo feliz se fosse
verdade. V. Exc. est para casarse... comigo.
Senhor?...
Algucm lenibrou-se de um gracejo que nao
quero qualificar, mas do qual j lodos fallara.
J fui al impresso. Olhe, minha siuhora lea
era iieccssario fazer a sua penosa
Minha chara Iiorlencia, disse o noivo
com a voz mais insinuante, aproxima-se o mo-
mento solemne em que nos vamos unir. Entre
esposos, mesmo entre noivos nao dovo haversc-
gredos. e olho como um dover confiar-lhe um
que me opprime.
Hortcocia presin ouvidos e chesnu a ca- i
priminlndor ficou cufiado.
(.uanto Flolling que nao ero fcil fazer sahir
da fleugraa, tornou logo do espanto. Foi no sa-
lan de conversaco ; pegou com ai de indiffe-
renca na gazeta causa de toda essa balburdia ;
poiiurbnram-se-lhe os olhosao ler na quaita pa-
gina o annuncio seguinle :
Hortcocia Wall, viuva Rosen,
E W'ilhclm Flotting,
Yidc o Diario r. 60,
F. deu-lhe o jornal.
Depois de ler lido rpidamente o annuncio, a
joven viuva desatou a rir.
Flolling altrahio-a si no divon e disse-lhe :
Nao ra, Hoilcncia adorada '. Alguem, sem
querer, realisuu nesse papel os meus dezejos, os
tucus sonhos mais queridos. Eu considerara
esla hora como o mos funesta da minha vida, se
tivesse de adquirir certeza de que os meus vo-
tos mais ardentes linham de drsvanecer-sc como
urna chimera. Nf.o \ssc tic poikser! Ccnce-
A benoao nupcial tinha sido fixada para dulli a
vertir a nossa custa. Esse gracejo I orna-se se- alguns das. O sacramento do casamento devia
rio, porque as suas palacras corunioieram-me o ser administrado ao oven par, segundo o desojo
coracao. Eu o esliroava o amava desde o pri-l formal do Hoilencin em urna pequea cgicja da
meiro momenlo em que o vi ; a sua imagem aldea, sem apparato nenhum.
acompanhavn-me nns dislrarco-s do dii, no s-| Flotting deu o sou consenlimcnlo a esse arran-
eucio da noiie, e o que s fui a principio um de- jo com tanto mais prazer, qiiaulo por esse meio
zejo frnco, tornou-se urna verdade e ra realisar- elava despezas coiisideravcis a que lhe era im- ,
se. Lis a mmha mo, eis o meu coraoo Am- possivel prever. Tinha deilado um olhnr deses- deira-
bus sao seus. Somos noivos. porado sua burra e conveuceu-se que em pon-1 Para tornar sin mulher i rida o mais i
no a'nofbncos"51' ^ ""*"' "**" ^ ^tantfH .'Orsonagcm deum^mamS de gr.d.vel USTpRfdS 'n&l'KiZ
_Cwt.-n.l Cooper poder.a d.zer : marido sor nm homem de coragom que nao
tlorlcncia meu nnjo V, amigo, o derradeiro Mohsno.
Foi-Inc impossivol duianle muilo? minutos, Mas nao ha folecidade perfeita nesle mundo,
proferir urna palavra. 0 excesso de ventura pren- Quaudo Flolling se abandonara de anlemo a
dia-lhe a lingua. existencia afortunada que o esperara fa posse do
A noticia do casamento nnnunoiado pelo jor- urna mulher amada e amante ; quando refleclia
ual depressa se linha espalhodo em Wharbrun- que essa mesmo mulher o cochera de riquezas
nen com a rapidez do um incendio em una fio- urna voz se elevara do fundo do sua cooscicncia,
resta : cessarom todas as duvidns quando lar- hradando-lhe:
de viram o elegante par snhir de b:aco dado. Sorprehendesle a cenfianca da tua noiva,
Eos oulros prctendentes? nao podes lavar-te da censura de teresemprega-
0 magistrado, cuja gota quasi que hara des- do a astucia e afraude. Ostentaste as exieiiori-
apparecido, leve un, ataque no momento em quo dados de opulencia, todava, na hora presente,
soube a noticia. fis to rico como qualquer jornaleiro, obrigado
O medico rcceitou nesse dia um remedio um a pagar o po'ccm o suor do resto.
dos seus doentes que por um Iris o levou ao ce-1 Cumpre dizc-lo em honra de Flolling. Tc\e
milcno, porque lio ptrlurbado esl-na c filho de jirrt-pendlmcnlo. Era hemom honrado o senta
Escuiapw hu ca re? de jpaif?r c pulse de pa- sqore fros todas as 7cz.es qnesuanciva Kinfoc-
deia abater nem pelos revezos, nem pelos pe-
zares, um homem aempre piompto a cumprir o
menor desejo de sua mulher. Nao deve recuar
ante sacrificio nenhum, mesmo que estivessem
oni jogo a posse de ledas as riquezas lerrestres.
Esou, querida llortencia, r,m coiacoquc tem to-1
das essas qualidades. Pulsa por Vori- com um i
amor que nunca se desmentir I Mas quanto
fortuna, llortencia, eu lhe confesso de jocllios,
nesla solemne occasiao, nao possuo sequerasom-
lira della. Voc julgn-me rico, erro erro pro-,
fundo I sou pobre, sem recursos .,... e nao pos-!
suo absolutamente nada I
llortencia fez um movimento involuntario
Flolling saliou da poltrona, opeitou a noiva ao
oeito e exclamou.
Devia fazer-lho essa confisso ; fra-me
impossivol leva-la ao altar sem lhe ler confes-
sado a verdade. Era 0 meu pssadi-lo. Toda a
leln id.vde futura da minha viOa.se ira em ruinas
se nao me roslasse o pensamenlo consolador d
que poderei obter o meu perdao. Ku o imploro.
rico de | IlorK-ncia. E meu coraoo rae diz que uo ser
ulber as- dc-Ualde.
Solicita o seu perdao ? pois bem, concedo-
cicumplelamcnle, com acondicao do que osual-
menle me perdoar.
Hoitcncia, falle, falle, eu lhe pojo !
Eu tambara tenho um segredo que rae pesa
nalma ; meus labios Ircmem e recusou-se a fa-
zer essa penosa ronfissao. Porque loga que ti-
verem fallado, taires renuncie iqnella cujo co-
racao s bate por voc ; desdenhar a mo que
lhe offereco.
Nao, llortencia, nunca Pcrdo de anlemo
Indo. Falle. Em toda a minha vida uao ouri-
r urna palavra de censura. Soja qual for a sui:
falla, eu a cobiuei com
cliisloa.
O Sr. falle, falle...
mocidade ?
O Sr. ofTende-me I
lempo tortura-lo, tanto mais quanto roo deu o
exeroplode franqueza. Sr. Flolling ; est sob o
i imperio de urna illusaa corre atraz de um so-
1 nho que se metamorphozeo hoje em liisle reali-
i dado. Mais que nunca rcconhccoa verdade do
i proverbio. Quem se parece se'njunla. Julga
i que sou rica ? Erro, erro profundo !. nao teulo
i absolutamente nada !
I Nada absolutamente dada exelamcu o
futuro noivo com roa trovejante que acordou os
king-charles no coxim e assenlou c papagaio no
poleiro.
Nesse momenlo houve urna pausa como em
una tragedia, no momento cm que o hroe acaba
de ser apunbalado. E, com effeito, as esperan-
cas dosdous futuros esposos aeabaram de recebe t
o maulo da caridade-
ser urna falta.....da
No quero por mais
deixou chir a bella cabera ras n.acs t nturmu-
rou com vez lenla.
Nada! ffcsolulamcnle nada !
i um g|pe mortal.
[Conlinuar-st-ha.)
PRN. TVl*. DE M. F. DEFARIA. 1?60
ILEGVELT


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