Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09001


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Full Text
*!P
AMO XXXYI. HOMERO 50.
Pop tres mezes ada tados 5$0O0.
Pop tres mezes venc.Jn* 6JJ0OO.'
OIBTi FEIRA I DE MECO DE 1860.
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o Subscriptor.
BNCAB.REGADOS DA SUBSCRIPgA'O DO NORTE.
Parahiba,oSr.AntonioAlexandrinodcI.ima;Na-
tal.oSr. Antonio Marques da Silva; Arncaty, osr.
A. do LemosBrag9;Cear,oSr. J.Jos de Olivera
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martina Ribeiro
Guiraares; Pianhy, o Sr. Jlo Fernandes de
Moraes Jnior ; Tara, o Sr. Justino J. amos;
Amazonas,!n Sr.Jornnvmo da Costa.
PARTIDA UOS COKKKIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas fet&*.
S. Anlio, Rozerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Lmoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazcra, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os rorrcios parte mas 10 horas da mnnha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do comniercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio da.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 hdtas.
Primeira vara docivel: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: qiiartas e sabtados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
7 La cheiaasl0horase2i minutos da manhaa.
14 Quarto niinguaute as 6 horas e 49 minutos da
manhaa.
22 I.ua nova as 11 horas e 37 minutos da ma-
rida a
30 Quarto crescente as 4 horas e 33 minutos da
manhaa. .
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro aos 51 minutos da manhaa.
Segundo aos 3U minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Torcato are.; S. Lamberto.
28 Terca. S. Leandro are. ; S. Christina v.
29 Quarta. S. Romo ab. ; S. Populo m.
1 Quinta. S. Adriio m. ; S. Bozendo.
2 Sexta. S. Simplicio p. ; S. Jevino ni.
3 Sabbado. S. llemeterio m. ; S. Asterio m.
4 Domingo. S. Lucio p. m. ; S. Archelo m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Fako Dias ; Babia,
Sr. Jos Martina Al ves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O preprietaro do diario Manoel Figueiroa da
Faria.na sua Bvrariapraca da Independencia nj.
6e8.
PARTE OFFICIAL
de ln liccife, !l> do fevoreiru do
taeo.
ORDEM DO DIA N. 358.
O lente general commandante das armas de-
termina, que na mindia do dia 1. de marco se
passe revista de mostra nos corpos movis do
exercilo e companhias soladas desta guarnioio
pela maueira reguiute:
As C horas i companhia de artfices; s 6 e
meia ao i. balalhio de arlilhara a pe; s 7 ao
y." balalho ; s 7 o meia ao 10. ambos de infan-
laria ; e finalmente as 8 conipanbia fu. deca-
vallaiia.
Assignado../')> JoOquim Cielito.
Conforme.Iterardo Joaquim Correia. lente
ajudanle de ordens do commamlo.
E ao mesmo lempo temos declarado que nao merece acaiamenio pela sublime autoridade
podemos ceder do que nao nos pertence, e que que falla, seno tambem admirae&o pela forca e
comprehendemos muilo bem que a victoria con-! vigor que demonstra, alliada suavidade paier-
cediia aos rebeldes da Emilia, daria lugar a que. nal, urandura saccerdolal.
fossem commettid.os os mesmos atlenlados pelos E com effeito que mais bello e nmis digno es-
co
m
que em sen semblante vislumbre a descuidan-
COMIAaDO das armas.
unrlcl general do conunando das ; perturbadores indgenas e extrangeiros das de- pectaeulo do que aquello do velho dbil ; frac
armas do Pernainbueo, na cida- ",a's provincias, quando vissem o feliz xito dos do Vaticano, cmpunhan.io s o seu bculo, ser
beldes. i que em seu semblante vislumbre a descmfian
E entro outras cousas fizemos conhecer ao ca, intimando corajoso aos potentes do mundo,
esmo imperador que nao podamos abdicar o s legies do mesmo Inferno que agora Lio ru-
EXTERIOR.
Kn*j<*Iiea
do nosso Santo Padre Pi IX.
Aos uossoe reneraveis irnios, os palriarchas,
primases, arcebispos bispos e mais ordinarios
dos tugare que eslo em grara e communlio
cum a S Apostlica.
PO IX PAPA.
Veneraveis raos.
s.iud<: e bencSo apostlica.
Nao temos palacras para vos expressar vone-
ravcis irmaos, de quanla ronsolaciu c alegm nos
servio no meio dns nossas grandes amarguras, e
admiravel lesiimunlio da vossa f, da vussa pie-
dade, da vossa adbesio ; da fe, da piedade, e ad-
hesao dos fiis condados ao vosso cuidado, para
comnosco e para com a Sania S, eo accordo lo
unnime, o zelo tio ardenlc. a perseveranca em
revindicar os Jireitos da S Apostlica e em de-
fender a causa da justica.
Desde que pela nossa caria noycUoa do 18 de
junho ultimo, e pelas duas alloouees que de-
pois pronunciamos cm consistorio, tendea conhe-
eido com grande dr da vossa tima, quantoa ma-
lea amc.ic.ivam em Italia a sociedado religiosa e
a sociedade civil, o os movmenlos criminosos
BK
nosso direito de soberana sobre as mencionadas gera em torno furibundas, as superiores venia-
provincias da nossa dominacao pontificia, sem des moraes c polticas que o Evangclbo ensina
violar os solemnes juramenlos que nos ligam, ou delle dimanan) por na turaes dedueees. Que
sem excitar queixns esublevaoes no resto dos grandiosa vista aquella do sacerdote re'i, armado
nossos oslados, sem occasionar perdas a lodos s de sua fraqueza, pronunciando aquello lerri-
os callvohcos, o por ultimo, sem debilitar os di- vel non possumus, que ha desoilo seculos fez
reitos, nao s dos principios da Italia, que foram baquear a barbaridade pagia, como hoje ainda
injustamente despojados dos seus dominios, se- hade esmagar a barbaridade demaggica !
nao tambem os de lodosos principes do nniver-| Sao esses os espectculos que alenvantam. que
que nao poJeriam ver com indine- ennobrecem a huinaiidade : sao esses os que
domonstruui, que alguma cousa ha sobre a Ierra
de mais forte que a forca bruta ; sao esses os que
diffundem em lomo da huroanidade, representa-
so chrislao,
renca a inlroduCQO de cerlos principios mui per-
niciosos,
Nu temos querido deixar de observar que
S. M. nao ignora por que homens, com que di- da assim Uto subliinemanlo, urna aurola daquelle
nlieiro, e com que recursos se promovern! e le- folgar divinal, que ser em mellior vida ap.inagio
varam ao cabo os rcenles atlenlados em Bolo- de lodos os justos.
uha, cmRavcna e em outras cidados. ao passo Sejha abi quem,no campo contraro,nao respei-
que a mmeiisa maioria dos povos licava ferida te e admire islo, que a idea do bello verdade-
de pasmo ao golpe de laes sublevacoes cine nao ro, do grande, do sublime se Ihe foi da alma
esperara, nem se moslrava de modo alguin dis- quando nella enlrou e de todo a senhoriou
posta a seguir, | bruto materialismo da vida ; se ha quem desde-
Tanto mais, qiiantc que o mui serenissimo im-; nhe, c porque nao tem o cngcnlio o a imparcia-
perador pensava que deviamos abdicar o nosso lidade de un Macaulay para alravez dos preiui-
direito de soberana sobre as provincias de que zos da seila c da mesma scienca contemplar a
temos fetto menudo, por causa dos movmentos obra prima da sabedoria humana.....o gover-
sediciosos a que leem sido excitadas de lempos a no desta Egroja que oceupa o primeiro0lugar
lempos, e nos Ihe respondemos opportunamenle entre as invences humanas porque nao"
que scmelhanta argumento niio tem valor algum, assaz esclarecido para confesaar como elle fal-
posto que laes movimenlos hajam lugar mui fre- lando do cataclismo da revolucao franteza
quentemcnle em divjrsas regios da Europa o
em outras parles, e nao ha ninguein que nao
comprehenda que dessas palavras pode tirar um
legitimo argumento para diminuir as possesses
de um governo civil. Nao quzemos deixar de
Urna fbula dos rabes ronta, que a grande
pirmide fora feitura de res antediluvianos e
que s entre as obras do homem sobrevivera ao
diluvio. Tal a sorte do Papado. Fora sepultado
na grande inundacao mas os fundamentos pro-
recordar ao mesmo imperador, que antes da gucr-' fundos nao se ahajaram e quando as aguas'bai-
ra da Italia, nos liaba oscripio cousa muilo dif- xaram appareceu s em meio das ruinas. A
fereule da sua ultima carta, e nessa d'oulr'ora em Egreja immutavel eslava sempre de p.
vez de nos dar a afflicco c o deslenlo, dava-nos Se livereis osla imparcialidade havieis de con-
o consolo e o socego.
E como depois de algumas palacras da carta
imperial publicada pelo citado jornal, julgamos
ler motivo para arreceiar que as nossas provin-
_ cias rebeldes da Emilia fossem consideradas co-
do rebellio, os atteulados de que foram alvo, ",IJ separadas da nossa dominaoao pontificia, ro-
anlo os principes legtimos dos Estados italianos, gmos a Sm. em nomc da egroja, que era consi-
como a soberana legitima e sagrada que nos per- deraco de si e da sua propria conveniencia des-
tence a nos e a esta Santa S. vanpeesse completamente o nosso temor.
Respondcndo aos nossos volos e nos nossos cu-' Commoridos com a paternal caridade cora que
dados, sem uenhuma demora o com um zelo que aeremos volar pela snlvaeao geral do lodos, re-'gunda carla'do'illustro bispo da r'leans'qiie exi-
liada p idia delai-vijs, dsles piessa a urde- cordmos-lhe, que para ninguein deixa de haver! mina esta questao particular por modo a tirar a
nar que cm vossas dioceses se lizessera preces mi dia em que devoremos dar rigorosa conta I maisligeira duvida ao menos cnlcudido cu ao
publicas. Idos nossos actos ante o tribunal de Cliristo, e i mais prevenido, mas de boa f.
Nao vos leudes limitado a essas cartas lio soffrer um juizo mui severo ; e que por este mo-' Nem nesta questao se tem engaado 09 catho-
cheias de adhesao e de amor que nos dirigistes; tivo cada um deve enrgicamente fazor ludo leos de todo o mundo que contra aquella des-
fessar que a seguranea do velho do Vaticano vos
iinpe respeilo e que mesmo nesta quesillo da
soberana temporal alguma cousa haver de pro-
fundamente verdadeiro para que possa ser lo
digna e corajosamente defendida.
Aos nossos ponen temos quedizer; como po-
rm por toda parle ha curtos entendimentos para
quera a diminiieao ou desmembrado daquella
soberana [>ossa nao parecer questao digna de
tantos osforcos, ah daremos a tradueco da se-
lemporacs c seus direlos que pertoncem a lodo
o universo calliolico, e por ultimo para garantir a
justa causa dos demais principes.
Confiado no auxilio de Christo que dsse :
Seris deprimidos no mundo, porm tende
confianca, eu venc esse mundo. S. Joao cap.
XVI v. 34 ), e bem aventurados os que solTrem
a persegucao da justica ( S. Math. cap 5."
v. 10] ; oslamos dispo'slos a seguir as pisadas
dos nossos Ilustres predecessores, a por em pra-
lica os seus exemplos, c a soffrer as provas mais
duras c amargas, al perder a vida, antes do que
de modo algum abandonar a causa de Deus, da
ogreja e da justica.
tendo-vos coberto de gloria confessando e ensi-
llando que por um particular designiolla Provi-
dencia Divina, rege e governa toJas as cou-
Baa, foi concedida ao Pontifica Romano, afim
de que nao dependendo de nenhum poder ci-
vil podesse exercor com a mais ampia liberdadu
e sem nenhum obstculo em todo o universo, o
encargo supremo do ministerio apostlico que
Ihe foi deviname.ite conedo por Christo Nosso
Senhoj.
Inslr lidos pela vossa predica e animados pe-
lo voss) exemplo, os lilhos amados da egreja
catbolica teem empregado e empregam ainda
os meios de nos manifestar os mesinos senli-
menlos.
De todos os lados do mundo catholco temos
recebido cartas quasi innumeraves assignadns
por ecclesiasticos e por seculares de todas as
coadicoes, do todas as elasses, de todas as or-
dens,cujo numero se eleva s vezes a cento-
naros de mil, e as quacs expressam os sonli-
menlos mais ardcnles de venoracao e do amor
para comnosco e para com a cadeira de S. Pe-
dro c i indignacao que Ibes causara os alienta-
dos de que teem sido alvo algumas das nossas
provincias, protestando que o patrimonio do bem-
avenlurado Pedio deve conservar-se inviotarcl
em toda a sua nlegridade e ao abrigo de qual-
quer ataque.
Muilos dos signatarios teem provado esta ver-
dade com grande forra e intelligencia por meio
de escupios pblicos."
Signaos lio preclaros de vossos seutimenl.os e
dos sei tmenlos dos fiis, sao dignos da maior
honra e dos maiores elogios, e licarao indelevel-
niente inscriptos em letlras de ouro nos fosios
da egreja catbolica, e nos leem causado lana
emocu que, era nossa alegra nao podemos dei-*t
xar de exclamar; Tlieis condados ao! vossos cuidados, adra de qu^
' lemdilo scji o Omnipotente, pai do Nosso sob a vossa direccao, nao cessem nunca de em-
i Jess thrisio, pai das misericordias e pregar todos os sus osforcos, o aeu zelo, e a p-
plicacio do seu tlenlo, a defesa da egreja ca-
tbolica e da Santa S, assim como na comerva-
Deus, segundo o dever do nosso mui grave mi- bao de ellas sabir erradas. As portas do inferno
nislerio, fazemos sem temor ludo quanlo depen- i nao bao de prevalecer contra a Egreja.
de de nos, e nao poupmos nenhum esforco para J disto penbnr nao saquclte grande mo-
defender animosamente a causa da religiio e da vimento de que fallamos senao lanibem o v,>r-sc
justica, para conservar illeso e inviolavel o poder defendida a nossa causa pelas pennas mais lil-
civil da egreja romana, com as suas possesses terarias, mais elevadas e al mais liberaos da
Franca.
Nenhum escriplo all tem sabido a lume entre
os nuraerosissimos suscitados pelo folhet)O
Papa e o Congresso que possa comparar-se
nem na linguagem nem na fon-a da argumenta-
cao, nao fallando nos publicados polo clero, aos
de um Villemain, de um Sainl-Mare-Gerardin
de Sacy, Neltement e outros, por modo que o fa-
moso folheto esl completamente arruinad) no
campo da dscussao
Qual ser no entretanto o fim dcste drama in-
menso ? Terao que temer os inlercsses religio-
sos ? Quera pode prever as peripecias pjssi-
veis ? Nioguom, o de que podemos estar segu-
I orem tacilmenle poderois advinhar, venera- ros, nos os calhollcos, de que a Santa F -reja
veis irniaos, a amarga dr que experimentamos ao ha de sabir mais vigorosa destes combates -tem
ver a hornvel guerra que, com grande prejuizo a palacra de Christo confirmada por desoilo se-
das almas, aluige a nossa sanlssima religiio, e a culos de duracao.
tempestado que abala a egreja e esta Santa S. Mas demais "anda podemos refleclir que d fa-
1-acilmenle podereis compreheiider tambem a moso folheto nao sendo seno urna bomba des-
nossa angustia, ao comprehender qual o pergo \ tinada a apalpar a opniio, e a carta de Nipoleo
que ameaca as almas nosas sublevadas provin- ao Papa nao sendo um ultimtum sena um
cas onde escnplos insidiosos quebr'anlam ca- : conselho, em vista da atlluda deciJda do l'a-
dadia mau deploravolmente a piodade, a reli- p, s resta a Napoleao ou declarar-se dcccida-
giao, a te, c a honeslidade dos costumes. mente contra elle para o que necessario arros-
Vos, pois, venerareis irmos, que foslcs cha- lar a descondanca e a aversio de toda a Euro-
mados a participar da nossa swlcilude, e que I pa continental, "menos o Piemonte e lancar-=e
ilfeslado com tanto ardor a vossa f, a 'deveras nos bracos da revolucio ou voltaralraz
Dcus de tuda a ronsolaco que nos censla, em
tods as nossas tribulaics.
No meio das angustias que nos leem marlyrisa-
<]>, nada poderia responder mellior aos nossos
desijo.s que esse zelo unnime e admiravel com
que lodos vos, veneraves irmos defendis os di-
relos da Sania S, e a enrgica vonlale com que
os deis que vos leem sido condados se movem no
mesmo senlide.
Fcilmente podereis conhecer quanto augmen-
ta cad i dia a nossa paternal benevolencia por vos
0 por ellos.
_ Porm quando o vosso zelo, c o vosso admi-
ravel amor para comnosco, veneraveis irmaos,
e para com osla Santa S, e os sentmenlos dos
liis no mesmo sentido, alliviavam a nossa dr,
fomo; assaitados por urna nova causa de tris-
teza.
Eis porque vos escrevemos estas linhas, com o
fin de que cm assumpto de tamarilla importancia
conhecaes com a maior clareza os sentimentos do
nosso corarao.
O jornal parisiense, o Monitor publicou recen-
teniente como j devrela ter sabido una caria
do imperador dos francezes, na qual responde a
urna carta nossa, em que rogavamos encaieci-
damente a S. M. I., que favorecesse no congres-
so de Pars, com a sua poderosissima proleceo,
a integridade a invtolabilidade dos dominios Icm-
poraes da Sania S e os livrassc de urna rebellio
crirnnosa.
Na sua caria recordando corto conselho que
nos t uha dado j a lempos a respeito das pro-
vincias rebeldes nossa dominacao pontificia, o
mui -ilto imperador nos aconselha que renuncie-
mos posse das ditas provincias, vendo n'esla
renuncia o nico remedio para por termo pre-
sente desordem da poltica.
Cada nm de vos, veneraveis irmaos comprehen-
de, que a lembranra do dever de nosso alio cargo
nao nos permillio guardar silencio depois de ter
recebido mencionada carta.
Seai a menor demora apprcssamo-nos em res-
ponder ao mesmo imperador, c com a liberdade
apostlica da nossa alma, Ihe declaramos clara c
aberlamenle que nao podamos do nenhum mo-
do adherir ao seu conselho porque leva com-
sigo insuperaveis ditliculdades, considerando a
nossa dignidade a da Santa S ; considerando
o nosso sagrado carcter, o os direjlos desta
mesma Santa S que nao pertencern a dymnas-
tiade nenbuma familia, mas sim a todos os ca-
tholicos. i-
cao do poder civil desta mesma S e do palrmo-
revolucio, se
nao as de Ihe ser braco que no fim ella esmaga-
na ; como nao podemos crer que por um inte-
resse que se nio percebe elle queira ir desafiar
a aversio da Franca catholica e por em descon-
lianca loda a Europa sobre qual ser, deum da
para o oulro, a poltica napolenica; como nao
nio de S. Pedro, cuja conservaco interessa a lo-, vemos mesmo, que a allianca in^lcza i
is catholicos. : estrella que lenha ligado a"qualqucr linda de
mais fervorosas supplicas a Deus, summamente
bom e grande, para que ordene aos ventos e ao
mar nos assislam, com o seu mais efllcax soc-
corro, assisla sua egreja, se levante c julgue a
sua causa ; para que na sua boudade Ilumine
com a sua graea celeste a lodos os inimigos da
egreja c desta S apostlica, emlim, que pela sua
virtude-omnipotente se digne fa/-los voltar
senda da vordade, da jusliga e da salvacao.
E a fim de que invocado Deus, inclin mais f-
cilmente a sua attencao. As nossas preces, s
vossas, e s de lodos es deis.
Pedimos, om primeiro lugar, veneraveis ir-
mies, os suTragios da Immaculada e Santisslma
Mii de Deus/ a Virgem Maria, que a amante
mai de todos nos, a nossa mais fiel esperanza, a
proleccao eflicaz o a columna da egreja, e "cujo
patronato o mais poderoso para com Deus.
Imploramos tambem os sutTragios do bem-
avcnlurado principe dos apostlos, no qual
Christo Nosso Sonhor constluo a primeira po-
dra da sua egreja, contra a qual as portas do in-
ferno jamis podorao prevalecer: imploramos
tambera os^suRragos de Paulo seu irmio no
aposlolado,_\. pos ullirao o de todos os santos
que roinairl^'om Christo nos Ccos.
Conhecendo, veneraveis irmaos, lodo o vosso
espirilo religioso e zelo sacerdotal que eminen-
temente vos distingue, nio duvidamos que quei-
ras assocar-vos com empenho aos nossos votos
o s nossas supplicas.
E' entretanto, era sgnal da nossa muilo arden-
lc caridade para comvusco, concedemos com
amor e do fundo do nosso corceo, a vos, vene-
raveis irmaos, e a todo o clero e seculares que
vos estri confiados, a benco apostlica unida
ao desojo de toda a verdidera felcidade.
Dada em Roma, em S. Pedro a 19 de Janeiro
do 1860, no anno dcimo quarto do nosso ponti-
ficado.
O Papa e a Encyclica.
magnifica enryelica do Santo Padre, nao s
Eolo repressor das ventanas revolucionaras, do
que seu instrumento c vctima. Scgue-se a'
Se-grunda carta do Exm. bispo le
Orleans a uin catholico, sobre o
ameaeado desniembrainento dos
Estados-Pontiiicios.
Charo amigo
Em a vossa ulllma caria perguntaes-me o
meu pensar acerca do abandono em favor da re-
voluto das provincias pontificias, insurgidas
depois da guerra da Italia e se em consequencia
desta insurreicao, se pode admitlr a necessida-
de do desmembramenlo dos Estados do Papa.
Hesito om levantar ainda a minha voz o icaa-
parecer de novo no campo; nio por medo da
contradccao ; mas porque c penoso ler de dis-
cutir aquillo que a conscieucia bastante para
decidir claramente. Mas porque julgas til que
eu declare o meu sentir sobre esta grave ques-
tao, passo a faze-lo cora toda a conveniencia e
reserva exgiveis.
Quanlo mais que se consulto a lgica, o bom
sonso, a cquidade ser simples a minha respos-
la ; farei calar as mnhas tristezas c expore
friamenloja minha idea. Eis artii cm poucis pa-
lavras. *
1. A dsmembracio nao solucao ; um ex-
pediente que nada salva e ludo comprometi ;
Seria sem compensarlo o sacrificio de um di-
reilo incontestado e de um principio capital ;
Seria, as circumslancias cni que .requerida,
ou antes imposta urna abdicacio moral'e bem de-
pressa a ruina completa e inevitavel ;
Por bem ou por mal seria um penhor nio de
ordem, nem de paz mas de perlurbacoes e de
guerra.
Nose escapara das dfflculdades do momen-
to seno para as encontrar de novo em um futu-
ro prximo, mas muilo mais embarazadas.
O que em verdade se reprehende o Papa nao
por certo a extensao de seus dominios, mas
cousa bem difireme ; dcsmembrando-lhe os Es-
tados nao se tirara aos subditos que lhc resta ti
os motivos de queixumes verdadeiros ou falsos ;
polo contraro sanecionam-se c assim aggravam-
nns : a situacao lira no fundo a mesma e peor;
o Papa com urna pnrincia dmenos e urna
flaqueza de mais era meio dos mesmos inimigos,
dos mesmos perigos, de maiores ainla.
Compre assim nao deixar engaarnos por ap-
parenetaa e falsas vistas de concliaco c genoro-
sidade ; nem, por impaciencia ou dcsanimacio,
lomar por composicio oque nao sera senioum
sarrfieio superfino e desastroso.
2. O Papa verdade que fraco para se de-
fender, mas quando a fraqueza representa o di-
reilo c por si mesma mais digna de respeito.
Ora os direlos do Papa sobre os seis Estados
sao incontesiavois. Existe por ventura, dzia
lionleni um corajoso e eloqncnte escriplor, ex-
iste por ventura na Europa urna soberana que
repouse sobre baso mais anlisa e mais irrepre-
henaivel tn sua origom do quo o Papado e que,!
sujoita a mais duras provacoes, lenha sido mais i
ve/.es acceita e desojada pelo voto popular e em-
lim mais solemnemente garantida por tratados
que ella nunca violou e que ningiiom huma
menle fallando tem dreito a violar contra
cite? (I)
3. Mesmo em relacao s provincias insurgi-
das as potencias europeas nio poderlo desco-
conhecer antes reeonhecem com effeito,
que os direlos da Sania S sobre as lega-
cites sao inconlestaveis Clo texlualmento :
posso pois dzer haver abi um desses direlos
reconbecidos aos quaes se deve o mais pro-
fundo respeito e urna posso defendida pelo
dreito publico europeo.
Desafio qualquor publicista a que me aponte
urna soberana existente quo possa allegar drei-
to mais bem fundado, mesmo s no poni de vis-
ta histrico e poltico, independonte da f.
4. Que cousa pode ferir o dreito de sobera-
na "?
A guerra ? Mas as potencias beligerantes
solemnemente proclamaram a neulralidade da
Sania S ; o Sanio Padre foi rigorosamente neu-
tral e a Franca doelarou que o protegera ea sua
neulralidade contra loda a violencia. Seria a vez
primeira que urna guerra produzria a espoliacio
de urna potencia, declarada neutral pelos beli-
gerantes, equoo victorioso lomara sob sua espe-
cial prnteccio.
O deseentcntamento das provincias revol-
ladas ? Farei a issoduas observaces :
A primeiro, dizondo-o com franqueza, sem re-
criminaran, assenlando somonte o fado, c que
as provincias passatam do desconlentamento
nsurrcico por occasio da entrada dos francezes
na Italia.
hesde o principio que foi o perigo previsto e
altamente annunciado pelos catholicos, e foi tam-
bera para o prevenir e significar d'antcmio aos
revolucionarios que nio se trabalhava paradles,
que o governo francez prnrlamava solemnemen-
te que a Franca nao ia Italia para fomentar
< a desordem c abalar o poder da Santa Sque
'< seus direlos ficavnm assogurados em loda a
sua inlegridade ; foi esla a formal patarra
que lodos os bispos de Franca repetiram aos fiis
con--'''' boa f.
Ha llf, prtis para nos urna parte de soldarie-
dade, inipossiv^do declinar: urna palavra dada
solemnemente q-ie obriga.
Ora bem, porgun'to, nao ser v a palavra, a
responsabilidad*, por ello imposta, se o que do
um lado se tema, o que de outro se repellia, fr
consuturnado nossa vista e com o nosso consen-
limento?
Pergunlo se nos ser milito honroso deixar
desmembrar assim urna soberana, que tomra-
mos sob nossa proteccio c que tinha dreito a
contar com ella ?
Nao quer oulra cousa a revolucio. J ella se
declara salisfeita c reconhecidadizem-no os
seus jomaosnio s pelo que lizemos pela Ita-
lia, mas pelo que ah deixaremos fazor. A nos-
sa abstenco -lhe necossaria e essa Ihe basta.
Disscmos que rejeitavamos o seu concurso : c
o que faziamos com a nossa adhesao 1 Prcslar-
lbo-amos o nosso.
5. A minha segunda observaeo que se nao
pode ter dous petos e duas medidas ; permiltr
a um povo o que a oulro se recusa; proclamar
aqui um principio qne se Ircme de appltcar alem.
Desde quando deu dreito insurreicao e se-
paraeao o desconlontamento fomentado pela cu-
bica ambiciosa de uns e pelo espirilo revoluciona-
rio de outros ? Al onde levara a inlroduccio
deste novo dreito em o cdigo internacional da
Europa?
Admillria lord Palmerslon, que, so por exem-
plo a Franca eslivesso em gueira com a-Ingla-
terra, tal ou tal parle do Reino-Unido adquirira
pelo seu maior ou menor descontentamente o d-
reito de se insurgir e de so separar ?
Ora se acredito os publicistas de toda a Euro-
pa, creio estar autorisado a dzer que a Irlanda
tem tambem seus descontentamenlos.
E se mesmo cm lempo do paz, como o permu-
te hoje a Inglaterra para, a Italia, se lizessu era
Franca urna subscrpcio para enviar armas aos
irlandezes levantados, acharia islo bom o minis-
tro da rainha de Inglaterra ?
E que diriam dcste novo procedmcrlo as po-
tencias europeas, que devera aos tratados exis-
tentes, violados contra o Papa, os seus ttulos s
mais importantes de suas possesses lerrito-
riaes ?
Nao, nao ; cumpre ver as consequencias dos
principios que se estabelecom. Porque ha aqui
um grande principio involvldo na vioacjo de um
grande dreito, que eu defendo inflex'ivelmciite
o direilo c o principio.
6." E' o que parecem dcsconhecer bastante os
que dzem : no fim de ludo nio se trata senao
de urna provincia de mais ou de menos.
Nio to temeroso aqu o fado da annexacao
mais ou menos prxima das provincias insurgi-
das ao Piemonte ; mas o principio em nome do
qual seria operada. Sem duvida que o Estado
Komano, como outro qualquer, poda ter sido
constituido difierenle do que e nao Ihe perten-
ccrera portanto estas provincias ; mas o fado
que lho pertencem : assim em nome de que prin-
cipio lh'as tiraos para as dar ao Piemonte ? E
se a Silesia prussiana requeresse a sua separa-
cio, o que dira a Prussia ? E se a Lorena e a
Alsacia domandassem annexar-se Allemanha o
que dira a Franca ?
Fallaes de inc'apacidade : so preciso discu-
tir se a capacidado dos governos e as reformas
necossirias para depois pronunciar as deslhroni-
sacos at onde levara este exame de conscicn-
cia ? Em breve, se Deus quizer hei de examinar
osle quexume tio repelido ; por agora pergun-
tarei : ha ahi aVgum throno na Europa em que
se tenham assentado mais hnmens de genio do
que sobro aquello dos Papas ? Que foram pois
Leao Magno, Gregorio Magno, Gregorio Vil, Gre-
gorio IX, Leao IV, Alcxandre III, Innocencio III
e em mais modernos lempos Nicolao V, Paulo
III, Paulo V, Julio II mesmo Sixlo V e lanos ou-
tros nnmeados na historia ?
Acreditara os nossos adversarios que ha entro
a virlude e o genio o mesmo divorcio que urna
rcenle brochura ousnva proclamar entro a f
chrislia e a civilsacao?
7.* Mas pava nos consolar do esbulho presento
e para nos segurar do futuro, garnnte-so-nos o
resto : A Europa, dsse, nssegurar ao Padre San-
to, por proco deste sacrificio & insurreicao a
posse pacfica dos estados da egroja. Pois que I
nio existe j essa garanta? Nio cstio todas as
potencias ligadas para com o Papa ? Nao pode
(I) La France, l'Empire et la Papaut, ques-
lion de droit publie por Mr. Viilemain, mcra-
bro do Instituto.
ilie appcllar para ellas ei nome dos tratados o
dodireto publico europeo? Se osle exisle anda
o Papa pode hoje exigir do lodosa execuco das
garantas juradas.
A que hoje se lho olTerecesse, dada" em menos
solemnes circumslancas, loria seguramente me-'
nos valor, e se nao sullieienle a existente, a :
grande seguranea hoje olTere ida nao seria mais
que por urna folha de papel sobre outra.
8." A Europa assogurar ao Papa a posse pac-
fica d > resto de seus estados : mas enlo de duas
urnaou ella tem ou nao tem o dreito e o po-
der de assogurar ao Papa os seus Estados contra :
a insurreicao: se sim, porque nao usa hoje del-
les ; sonio como o far mais larde : se os lera
em relacao ao lodo como c indubitavel, nao per-
cebo como os nao lenha em relacao parte.
Se nio tem direilo a garantir ao Papa a sobe-
rana das provincias sobro as quaes a mesma Eu-
ropa reconheceque os direlos do Papa sio in-
conlestaveis que direilo teria a Europa a ga-
rantir-lhe o resto ?
D. Eis o quo diz a boa f. Tio certo o di- ,
reto para a parle como para o todo ; no presen-
te como no futuro : e quanlo aos meios, digo
que odireito que for reconhecida e proclamado
pela Europa nleira tem nina forca, ante a qual
cahirao todas as resistencias mais fcilmente do
que se pensa.
o que dzia-o eminente publicista que j c-
tamos a potencia interventora o victoriosa nao
loria nenhuma necessidade do obrar pela forca \
contra nenhum dos disriclos insurgidos ou per-
turbados : bastava-lhe nao reconheccr nominal-
mente urna transferencia de poder que o futuro
nio hade manter, o que nunca admiltio o Inte-
resse da Franca.
Mas se se deixa a revolucio livre, seno ha in-
terveneo, seno pelas armas, ao menos pela fir-
me proclamacio do dreito, pela franca recusado
reconhecer um esbulho injusto, una desmera-
braeio impoltica e violenta, quem me diz que
hade garantir cfRcazmenle alguma cousa de fu- i
t u ro ?
Pois que como me hei do fiar da vossa pro-
messa para o futuro se me fallis da vossa impo- '
lencia no prsenle ? Vede j como o orgio do
ministerio ingloz diz j que a Inglaterra nada
garantir? Citando estas linhas do jornal de!
lord Palmerslon, nao quero di/er a egreja lenha
cm frente da s homens, cuja paixio do momento
inspira lodo o proceder, polticos de circumslan-
cias, polticos sera principios, sem respeito por si
era pelos outros; mas nio posso deixar de no-
tar que lord Palmerslon escrevia em selembro de
184/estas fdrraaes palavras: A integridade
dos Estados Romanos deve ser considerada co-!
mo o elemento essonci.il da independencia da
Pennsula. (Despacho a lord Ponsonbi.)
Mas dexemos o que ahi ha de contradicho ; |
quero antes acreditar na redidao ; quero crer so- j
breludo na forca do dreito europeo reconhecido i
e proclamado ; mas com a condic.io de que a
Europa nao abdique esse direito permiltndo que
soja calculado; cora a condcaode que o nao dei-
xe reduzrao s facta da forra.
10. Com demasiada preoecupacio pelo prsen-
le e com insufficiente do futuro, d/.-se : mas es-
sas provincias esli insurgidas. Soja ; c de hon-
tem o levanlamenlo das Romanhas ; mas quem
o nio comprehonde? Consagrada esta revclla s
oulras provincias levanlar-se-ho inanhaa, e
nnguem me poder dar a razio, porque o mi
deyam fazor tanto urnas como outras, e urnas de-
pois das oultas. Nio, os diretos sao os mesmos ;
mas o caso Jenlico, mais anda, o fado im-
minente ; o incendio larra e a visinhanca gran-
de. Fallemos claro ; o exemplo exccllente o o
resultado poderossimo.
Quo I pois cres qfle ludo acalmar, como por
encanto, porque dstes razio insurreicao, por
que a revolta Iriumphou '.'
Nestc desencadeamenlo de paixes ardcnles li-
sonjear-se de que na Italia e na Europa se apa-
siguar o genio das revplucdes, entregando-lhe
como prezauma parte dos "Estados-Pontificios
querer-se engaar mui exlranhamenle.
11. Na verdade o imperador obteve a demissao
temporaria de Garibaldi; mas Garba'd dcrailti-
do nem por isso contina menos a dirigir aos re-
volucionarios nio s dos ducados o das Roma-
nhas, mas de lodos os Estados Pontificios o de
toda a Italia, proclamaees o appellos s armas
que todos leem diariamente nos jornaes: nossas
diz que cumpre nio parar sem que toda a Italia
estoja insurgida pai a isso que elle pede aos re-
volucionarios de loda a Europa um millio de
espingardas.
E no entretanto que estas se preparam o so en-
viara, toda a imprensa anglcaua insisto incessan-
le porque a Franca retire as suas tropas de
Roma.
Ora bem o que far a Europa para garantir os
Estados do Papa contra o milliao de espingar-
das ?
12. Farei aqui urna queatio mais grave anda,
se possirel, que far a Europa para se garantir
a si contra este armamento revolucionario, quan-
do Ihe chegar a sua hora ? Diz-se convr dar-se
ao fogo a sua parle ; mas se trata de parte quan-
do o fogo pode apaga r-se, nio Casa a nalureza
do fogo revolucionario.
Em Franca, sabemos por experiencia, que nio
muilo seguro entregar as armas s maesas, c
assim o julgou o governo francez quando desar-
men urna parle do povo de Pars.
Nose engaen!; a revolucio nio remand-
la, europea; a peor revolucio ; a que o pri-
meiro cnsul oncadeara ; os necmadores de Maz-
zn e de Garibaldi esto por toda a parle ; os
bracos quo snslentaram aquellas armas estio por
toda parle e agora j sabem onde ir busca-las.
Nao quero exagerar; nao quero dzer segura-
mente que todos os remandos sojam mazzinia-
nos, mas preciso ler os odos fechados para nao
ver que a demagogia se mostra aqui era ludo;
ua Italia Iriumpda, na Franca applaude, na Eu-
ropa espera.
E que e.-perancas para ella em toda a parte no
dia cm que por consenlimento da Europa em
materia de soberana, urna nntiga posso de di-
reilo, fraca porm e inolTensiva de fado, con-
firmada pelos seculos, aceita por tratados exis-
lentes, fosse mutilada e reduzida a bel pra-
zer!
Simplificar assim o direito europeo, diz ain-
da com tanta razo como aulordade M. de Vil-
lemain, urna nssereio de grave consequencia
para todos os thronos estabelecidos e mais ou
c menos renovados sobre urna base mais ou me-
nos anliga.
Tenham-se enlo por bem advertidas todas
as soberanas, todas as casas reinantes da Eu-
ropa, de que nio exisle direito real resultante
da duturnidade, da tradicio continua e da ac-
cao moderada do poder; s o direito real se-
r a forca actual, o numero de soldados c nos
casos novosou duvidosasa acgiod'um suffra-
gio universal que, como o vemos na Italia,
pode serum testemunho tio contrafeito e falso
da vontade popular.
13. Semelhante solucio nao c solucao : deixa-
ra a Pennsula dividida entre : ^
O Pemonle innundado pela revolucio ; ?
A Auslria abatida ;
aples ameaeado;
O Papa enfraq'uecido, aperlado pela revolucio
e abaixado entre seus vizinhos;
Se obedece ao Piemonte opprmido ;
Se se allia Austria, 6 compromellido ; por
loda parle, certa a discordia o a queslo reco-
mer sempre.
14. Concluo que dadas as circumslancas ac-
tuaes o sacrificio das Romanhas, nao seria s
intil; arrastara tambem lgicamente, fatalmen-
te, ignore-se ou nao so ignore isso, a ruina total
da soberana temporal da Santa S e outras mili-
tas ruinas anda e em lempo nio demorado ; poi-
que nos lempos de hoje as revoluces cami.'ham
depressa,
Do reslo os revolucionarios nao se enganini o
os mais francos confes.sam-no sem veo.
Nao seno um primeiro passo, dzia dor-
fora um jornal ; mas um grande passo >. Por
isso mesmo que desconven da-lo. pois que leva
onde se nao quer, onde se nao deve ir.
15. Mas, dizena, para temer o desconlf nta-
menlo dos itallianos. Dire primeiro Pois que '
lioertaram-so ellos a si mesmo ? nao : devem-nos
a libertado : como enlo nio teremos o direilo
de mes dizer, cora que medida trabalhamos pela
sua hliertaeao? '
Nio podra ellos exigir contra a relha f da
Franca e contra os seus mais demonstrados inte-
resses nacionaes que Idos doraos o dreito de hu-
milhar o cercer a soberana do Pai comisura
itos fiis oque nos con vertamos om rhstrumentos
do protestaulismo anglicanu.
o Times diz ; Basla-nos pensar que se da do
'< vera Inglaterra protestante aeliar no impera-
i dor da Fraue.i catholica um apoo nfficaz e siu-
< cero certo que islo basia ao rimes mas nao
nos basta a nos.
16 Eis o que leudo a dzer primeiro que lu-
do a respeilo do descontentamenlo dos italianos ;
perguutaroi depois : do que italianos se falla '
lem-sc feto grande baruldo com o vol das
populacdes italianas; as assemblees sabidas de
tumultos sediciosos prelenderam exprimir a von-
lade das populaces coni os seus volos, o os de-
legados deslas assemblas levarain estes votos eos
soberanos.
Sabemos j polo leslemunbo formal de um do-
rnem de estado, ingloz, domem donrado, lord
Norraaraby, testeinuiilia ocular, o valor que tem
estes sulfragos ; e boje mesmo lomos a confir-
mando do lestemunho de lord Normamby. era
urra cartel escripta ao rimes por ura outro ingloz,
membro do parlamento; eis aqui o que afirma
Mr. Dow ver:
O pretendido governo da Romagna subsiste,
apezar dos volos formaes da popula'-io. Queris
a prova disto ?
A ninguein permiltido ler, escrever, urna
nica palavra contraria faccao reinante e as so-
ciedades secretas. O chamado parlamento da
Itomagna nio representa a sexagenlesima parte
da populacio.
O numero total dos eleitores nicamente da
mil e olocentos (os revolucionarios nio aJmil-
lram mais no seu suiTragio universal ; o, ces-
te numero, nem mesmo um torco pode ser le-
vado ao escrutinio, pela forca pelas ameaeas,
pela corrupcio
Que alternado,pergunto-o a todos os homens
de bem, e a conscierieia publica, que injuria fei-
la verdade dos volos populares e aos principios
em que so bazeia a ordem social na Europa !
Que profunda perlurbaeio as garantas pu-
blicas, na seguranza dos soberanos e dos povjs !
Cumpre levantar os olhos at este ponto; to-
da a questao se resume n'unia grande questao
dedireto publico.
17." Trata-sede despojar um soberano ou de
o reduzir a urna abdicaco ? E que soberano ? ura
prncipe estrangeiro 1 Nao, porque o estado ro-
mano tem o privilegio de se. guvernar por suas
proprias leis e independenie ; o papa italiauu,
profundamente italiano. 1)
Se as provincias que' pretendem arrancar
Santa S, partes Integrantes de um estado res-
taurado pela Franca e reconhecido pela Europa,
podem separar-se deste estado, e seren violen-
tamente annexadas a um oulro ; se este dreito
reconhecido e sanecionado pelos propros sobe-
ranos, nao diremos smenle : a morle do prin-
cipio da inviolabilidade dos slalos pontificios,
diremos aiuda : a revolucao que entra trium-
pliaute no direilo publico "europeo ; 6 a base
todo os tratados que foi abalada ; e o principio
tutelar do poder, o fundamento da ordem social
que foi destruido ; a soberana que fui Inimi-
Idada e despojada por outra soberana, e isto
nesta Europa em que o solo minado pelas revo-
luces ainda treme, e aonde as paixes anarchi-
cas comprimidas esli sempre em fermenlaco !
E o que davtria aiuda de mais odioso a'ju,
mais lamentavel ueste triumpdo revolucionaiio,
c que a soberana, que suecumbisse assim, nao
c sement santa c veneravcl aos odos dos povo3
catholicos, larabem a soberana mais digna de
sympatdia aos odos de todas as naces civilisa-
das, pelo principio de dignidade moral que re-
presenta ; a mais digna de proteccio e respeilo,
porque fraca, innocente, oppriiniila.
18. Visto que os espirilos, nestes tristes lem-
pos em que estaraos, andam lio incertos e lo
pouca establidade da as cousas ; visto que a
redidao da razio e do senso moral se altera ho-
je lo fcilmente, visto que os principios mais
claros se obscureceon as cop.scieiicas, convm
ouvir sobre esles elevados principios de direo
publico, doraens cuja palavra sega por dilfereutes
ttulos bastante autorisada.
Eis aqui o que dzia Mr. Talleyrand em um ca-
so anlogo aquello de que nos oceupamos era
que o Papa foi despojado por ura congresso ou
por urna abdicaco forjada :
>< Para roconiecer esta disposico como legi-
tima, dzia ello, em urna nota com dala de ID o
dezerabro de 1814, seria necessario ter por vei-
dadeiro que as naees da Europa nio eslo uni-
das entre si por outros lacos moraes seno os que
as unem aos insulares do ocano austral ; que
nao vivera entre si seno sob o imperio de leis
de pura nalureza, e que o que se cliama direito
publico da Europanao existe ; que posto que
todas as sociedades civis por toda a Ierra sojam
inteiramente ou era parte governadas por costu-
mes, que sao para ellas leis, por costumes que
se tem estabelecido entre as naces da Europa.
e que lem univerval, constante e reciprocamente
conservado durante tres seculos, nao sao una
le para ellas ; n'uma palavra,#que ludo legi-
timo para quem o mais forte".
Eis aqui tambem como o mesmo direilo era
defendido por um publicista, enimiuente e enimi-
nentenienle donrado, o conde Joscpd do Maistre:
L'm re, escrevia elld a 26 de outubro de.
1814um rei, destbronado por urna deliberagio.
por um julgaraenlo formal de seus collogas I E'
urna idea mil vezes mais tcrrvel que ludo que se
tam dito na tribuna dos jacobinos ; porque en-
tre os jacobinos era o seu negocio, mas quando
os principios mais sagrados sao atacados por
seus naluraes defensores, cumpre ler compaixio
delles....
Eu terei profunda magua, se a mais augusta
assembla, que se poder cdsmar um senado de
reis. edegar a julgar como urna leja de franc-
maces suecos. Nao nos fallera enlao de res
desldronados, de opinies, do conveniencias nem
mesmo de grandes e de pequeos soberanos.
A soberana uao grande nem pequea ;
o que ella
(I) Nao foi Po IX que deu o sgnal dos meldo-
raracntos e das reformas a todos os prncipes da
Pennsula, c que se collocou testa dos italia-
nos, generosos e honestos para conseguir a in-
dependencia legitima da sua patria? Nao foi elle
quo escreveu ao imperador da Austri : Temos
a confianca qne a nago allema lo generosa-
mente altiva de sua propria iiacionalidade. nao
collocar a sua honra em sanguinosas tentativas
contra a naco italiana, mas que se quorer an-
tes nleressada em reconhecer esta nobremento
por irma, ambas tildas nossas, ambas lo caras
ao nosso coraco, conseulindo em habitar cada
urna o seu terrilorio natural, oude vivara vida
honrada e bemdila do Senltvr.
hlseh


I*)
MAIUODE ^SAMBCp. QUISTA PfeitU i D MARCO DE 1860.
Cumi'iu repela' aqu esta bella e piolunda ex-
prcssao de Pi Vil dirigida Napoleo '.
Grandes ou pequeas, as soberanas conscrvam
sempre enlro si a mesma rclacao de independen-
a. D'oulro modo vera a torca substituir a
razo >>.
19. Basta sobre estes grandes principios.
Conhcceis, meu amigo, o papa Po l.\ tao brm
rom eu ; como l'io Vil far, sera hesitar, lodos,
os sacrificios pessoaes possiveis; nao ha ura bis-;
po, un christo, em lodfl a egreja, que esteja
mais disposto que elle a pobreza o ao auxilio, ir
ucsmo mais longc se a tanto o lcvarem.
Aconteca o que acontecer, raaninifesto que
o desmenibramenro unn vez comecado ir por.
diante, quer queiram quer naoechegar inevi-
lavclnvenrc al As conclusoes da brochural.e
Papo ct le Congrsisto nao dcixarem ao
papa, se lh'a deixnrem, genio urna Roma isola-
da, liumilbada, anniquillada, um Copn mor-
tuum no incio da Italia era fego c da Europa era
perigo.
20. Mas -ou trnlio melhor esperanza ; sim,
<;uacsquer que sejam as trislesas do mnmenlo,
quero esperar; nao foi o imperador que disso na
sua prorlamaco ao pu\o (rsneei: nos nao ra-
< mus Italia fomentar a desordera, nein abalar
i o po collrrar sobre sen Ihrono ?
ffeohuma duvida possivel a csti respeilo,
dizia o presidente do con se l lio do estada, com-
inissr.iio do governo, ao corpo legislativo : o
-.governo tomar todas ;is medidas necessarias
para que nao corra risco a seguranra do Santo
Padre .
E o ministro dos cultos eserevia r. i de maio
00 episcopado trances :
t principo que levou o Santo Pedro ao Vati-
cano, quer que 8 chele da egreja seja respei-
tado era todos os seus direitM de-soberano tem-
poral.
< principe que salven a Franca da nvasao
lo principio demaggico, nao podar accaUav
nein su as soulrinas nena a aw dorainaco iw
Italia .
Reconheee, meu bom amigo, que a missA da
imperador c boje bem dificil ; mas o congresso,
ajuda-lo-ha, como deve ; o -Kiii disto, seje-tas
permillide diaer, seta bastarte a leatdade, a co-
ragem e a firmeza can a seccorro de Deas.
flaveria inoilas entras leensideracoes acerca
sumo que nada se salvara, neni direitu >nem a
honra, dcixaodo-se ir a Iravez de urna generosi-
dade (oreada e com um fin falso. Para-es espi-
rilos fracos haverva perige de illuso questao
nao de sacrificio, de lgica, de be ni sonso
pratico, de direilo europeo, de elevada probida-
le e de boa t.
Meu caro amigo, bem que en quera esperar,
e que espe runfesso-e, eslou triste ruando vos
.-elevo. A. iiiinliii lnhiteza sem duvida urna
tristeza religiosa, urna dolorosa emoeo daminha
eonscieiicia, co ver u que se prepara contra a dig-
nidade da egreja ; ina-s tanibuia urna tristeza
de honra.
Sim, lude a qno be de mais delicado e de mais
sensivcl n alma, ferido ao ut t Iriumpho do
tacto brutal, a imoloco du diroito, o sacrificio
do fraco.
Que a Inglaterra favorece e applauda, est
no seu papel, mas que a Fran _> o consinta e
adhira, ebe-m diflercnlc; nao cs: a issoacoslu-
mada.
Has se assim se serve a causa da libcrdade e
do progresso dogeuero humane, muito bem, a-
vante. A Sania So enlendeu d'oulro modo, e por
vezes *es leui foito niel llores servicos.
i) inmortal predcces3or de Pi IX, o pontifica,
.1 que a Europa deve a victoria de Lepadlo e o
Iriumpho da civilisaco christaa sobre a barbaria
musulmana, Sae-Pio V, ficaria hoje bem espanta-
ao x ir a Europa consagrar ao in>smo lempo,
i preco do mais generoso saaguc a inlegridade
do imperio lureo, e o dcsmembtaraenlo dos es-
lados pontificios.
forra reconlieccr que este dcimo nono se-
clo, lo gabado, lem visto exlranlios r-ontras-
ii s, mas nem ludo lera sido honra, verdadee
Justina.
Orieans li de Janeiro de 1800.
Flix, hispo d'Orleans.
[Festa da Cadeira oe S. Pedro em Roma).
JI.VBBtfCOS.
Segunda :> ultimas noticias que por v> de
pi ssoa ijue merece todo o crdito se receberam
de ibrrllar, dizia-se nesla praea que o impera-
dor de Marreos eslava muito atleclado pelas con-
sideraveis perdas que solivia o seu exercito, e
peuca tctica que lem mostrado os chefes
cas suas lieopas.
Km consequencia disto havia castigado horri-
velnione alguna n demitlido do commando ou-
tros, de cuja aptido o fldelidado dcscunfiava.
Em <<>:,seqiiencia desta mesma desconfianca
'.nli.i dada ordem a seu irmao Sidi-Ahmcd pa-
ta que se fesse pt fenle das tropas do impe-
li, que fwniam a defeza de Tetuan, que oceu-
passe i praea, casligasse os habitantes inclina-
dos a rendeiem-se, c finalmente, adoptasse todas
11 iie.'ii'ias qu;; ulgassc convcnienles para
snsleatar a defeza, c larubem llie pionielleu en-
viar novas toreas.
Saberse por va fidedigna, diz um jornal, que
as liopas marroquinas, que tOmaram parte na
ac(o dodia 13, commandada* pelosdousirmos
que ni i :i(iain;a inspiravam.
E intil d./er que o seu inesperado desbarate
derramou por toda a parle grande terror.
Dous dos prisioneros que eslo em Ceuta affir-
mam que e seu imperador dissera.quu logo que
termiue a guerra com os chrislaos mandar cur-
iar i cabera a moilec des do Aughera que dcraiu
occasio a guerra, u que a uniros mandar curiar
a uio Acampamento na margem do rio do Tetuan, 2t
de Janeiro.
Por I!.-: chegamos ha 15 dias, isio a 10 d
correnle mea a esto ponto, objecto dos nossos
mais ardentes desejos : mas nao podis bem figu-
rar qual sviia o nosso assombro ao encontrar-nos
com um vasto pantano por lodo o acampamento,
O i mais bi m urna extensa serie de taguas, sem
poder encontrar apenas terreno suliJo por onde
ina reliar.
O movimenio que eabamos de verificar c lo-
mos le minado sera duvida alguma muivanta-
jose para o plano geral de opera^es; mas se se
illia com relafo conveniencia particular do
exercito, estamos peior, que quaudu andavaraos
pelas sorras.
O acampamento do valle (em peiores condi-
r8es hygienicas que quaulos temos oceupado a(
agora.
Tenho a certeza de que comprehendeis perfei-
tamente que fructo pode dar para as nossas tro-
pas as emanaees pantanosas constaotes, nunca
tioas v. muito menos quando se aspirara por gran-
des massas.
Assim, a enfermidade [fine fallando propria-
menic nao pode chamar-se cholera] a enjermidade
que nos oppiimia, e que se achava quasi extinc-
t*. rccrudcsceu,se bem que nao causa estragos,
cois bastara alguusdias de cama nos vapores, ou
nos hospilaes de Ceuta, com muito abrigo e ali-
Bienlus quenles para cortar pela raiz o mal.
Dcmais, desde a nossa chegada nao lera cessa-
do de ehorer o que soliro o segmentar o mo es-
tallo du terreno, embarace (odas as operagoes da
campanlia.
Achamo-nos collocados cora o mar nossa es-
':eni,i, i direita a sena, ecui .Tetuan,cujos edi-
. is mu braneos a fazem sobresahir do fundo,
e permitlem te-la a grande distancia. A sua
exicnsao ao que podemos julgar desde o campo
i come a de Malaga prximamente.
lia 17 iinpielieiideu-so a consruccao de
mis reductos, nos quaes podem Bear ura par de
bataUea para sustentar cnamunieaeo cora o
mar, que nao pode nianler as canlione'irass por
si, po o rio s navegavel at alfandega, edi-
ficio situado a urna meta legoa da cosa.
Os bafalhdcs de engeuheiros irahalliam de da
c de ooite lauto nos reductos como em levantar
riiulieiras.e lancar ponles sobre urna infinida-
de de riachos que formara as lagoas no seu de-
tsaugoe.
Ao oceuparaa nossas tropas o forte ja duas v-
zes bombardeado, urna pela esquadra franceza, -e
owtra pela hespaiihola, encontramos algumaspe-
<;a Je aitilharia e miiniees, apezarde lerem en-
i iudo os Mouros varias das primeras, antes de
abaadonar a torre.
Na alfandf ga havia lambem utensilios de co-
sinha, provisocs, pelrechos de guerra, um lenco
dos para concertar o ladrilho.
Iluje chegou o jo\'en conde de Eu, spbrinho do
Hr. infante duque de Monlporisier. joven de
bella presenco, e observa-se no seu semblante
alguma cousa de animoso e resoluto.
Logo que desembarcou foi recebido com as al-
leneoes proprias da sua c'asse, e lcvftdo a pre-
senta do general em chefe.
tambera se aprcseniuu, aiua <\\n ignuvu se
velo com elle ura oflicial eslran^eiro.
Espiro cora impaciencia acommissio do exer-
cilo prussiano, pois segundo as minhas noticias,
forniam parle dclla dous offlciaes com quera ve
o gosto de tratar quando estive em Berlin.
Hontem tivemosalgun3 feridos viclimas deum
incendio funesto.
Varios soldados encontraran! no solo urna gra-
nada e julgaudo que eslava descarregada pose-
rara-se a examina-la ale ao ponto que rehenlou
matando alguns daquelles imprudentes e ferin-
do os restahtes, A ignorancia produz sempre
fataes conscqucncias.
Nada maisoccoirc de panicular, nem topou-
co poder succeder em quanlo o lempo no me-
lliurer.
Algeciras, 6 do fevereiro.
O cemmandanlo geral das forcas navaes ao
Exm. Sr. ministro da marinha:
Pundeadouro da Tetuan, 6 do fevereiro. As 4
horas da manhaa. Sahi da Puente do Mayorga,
com o Vasco Nuncs dous hospiUcs e outro
vapor para osdoenles.
As 8 chegnei baha de Tetuan, onde encon-
trei o Isalel II que aguentou o lempo no
mar.
A barra eslava muito m ; todava desembar-
que! e seubo quo se linha rendido a praea, i
qual nrc dirig o encontrei o general era cnerc,
com o qal estivo nos foi tes e era ontros pon-
tos.
A praea lera 5T pecas entre morteiros e canhdes
de teda a especie, o o exercito iniuiigo linlia-a
abandonado.
Nao possivel embarcar enfermos nem feridos
por causa do nio estado a barra.
8 -
O general em chefe do exercito de frica, ao
'Fxni. Sr. ministro interino da guerra :
Qiiarlel-general em Tetuan, 7 de fevereiro.
EITectuou-se hontem, s 10 horas da manhaa
a ntrala do exercito em Tetuan.
E.n lugar do urna bandeira foram duas as to-
madas ao inimigo na batalha do dia i, ficando
lambem nossa disposirao a barraca do irmao
do imperador Sidi-Bcmet, levantada no centro de
um dos acampamentos.
o exercito ofierece respeitosamenle a S. II. a
ranilla estas prendas de victoria, paro que se dig-
ne aceita-lis como lostcmunho de alfeclo pela
sua real pessoa.
Para a presen lar as bandeiras e a barraca a S.
M., para fazerentrega das 8 pecas de artilharia
toma las oo inimigo nossbus reductos c trinchei-
ras na batalha do Tetuan, e ronduzir ao governo
as participacoescircumstanciadas da mesma e da
entrada doexereilo na praea, cncarreguei o meu
ajudanle de campo o coronel graduado I). Anto-
nio Garca Lize, que ainanha sahir era um va-
por iara Alicante,
0 numero de pecas encontradas na Alcazaba,
no castcllo e bateras de Tetuan sobe a 78, sen-
do dos calibres seguintes :
Urna do .'16,15 de 2. i de 10, 10 do 12,1G de
8, 1 de <;, 2! de -, 1 de :(, -i de 2, um mortero
de 14 e 2 de 12.
Tambera se encontrn grande numero do pe-
trechos de guerra de toda a especie.
CIII.Vl.
As ultimas noticias chegam a 15 de dezembro
de 185.
Surgir urna nova diflkuldade entre os Ingl-
sese o governo do celeste imperio.
Pelo tratado concluido com os Estados-Unidos
gozam estes de algumas ranlagcns que os Ingle-
ses recia mam tambera para osen commcrcio,
apoiados no accordo de Nankin de 1843.
Os Chins tomando como base o tratado de 1858,
sustentam que sobre elles se devem eslabelecer
as retardes dos dous paizes.
A questao est sujeita ao governo inglez, o
qual ja euviuu instruccdes a Mr. Bruce seu cncar-
ieg ido de negocios na China.
Este incidente de certo hale apressar a sahida
da expedico, a qual, como sabido, a Inglaterra
e a Franca preparara para arranjarem o revez de
Pei-ho.
Segundo as ultimas noticias de Hong-Kong os
Chins fortificaran! a cidade dj Pedo,
(Da Nardo.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAH-
BLCO.
Pars, 7 de fevcrcii'urfc 18UO,
Consta que em aples traa se seriamente de
inlervir as legaeoes : um iiioviinento a mo ar-
mada parece-me punco verosmil quando pens
que Francisco II punha deste nudo em risco as
Mas tropas leudo de haver-sc com as torcas reu-
nidas da liga e do Piemonte, e provocara infal-
lirelmente una insurreico perigosa na Sicilia e
as provincias conlineiitaes do reino.
Em riorenea e em l.ivorno o pardo austro-
italiano lentou perturbar a ordarn ; mas as bum-
bas hincadas pelos tieis adeptos da legitiuiidade
nao liveram outro resultado mais que o de aug-
mentar, se c possivel, sua impnpuiaridado.
A retirada do conde de Walewski, o novo pro-
grcSSO da alliama anglo-franceza, a carta de Na-
poleiio 111 a l'io IX deviarn infallivelmento Ira-
ser comaigo a rolla do conde de Cavour ao po-
der, o ministerio Ratazzi linha preenchido sua
misso. Foi sob sua direccao que a Italia cen-
tral alravessou sa e salva a phase dillcil c pe-
rigosa dos ltimos lempos, e foi anda son a mes-
ma direccao que. Vctor Emmanuel acceilou os
votos d>! annexaco. Mas sua poltica nao era e
nao podia ser seno nina pul i tica de transicao ;
o governo sardo era obligado a ceder a una pres-
so exterior, a qual, tendo cessado, pcrmilie-lhe
de tomar hoje urna allilude mais linne e mais
decidida.
Neslas condices, a nova assencao do conilc de
Cavour era natural, necessaria e desojada pelos
povos da Italia, lodos compenetrados do senti-
mentode que a poltica saVda rolta a seu ponto
do partida, o vai, as maos do grande ministro,
assegurar o .Iriumpho das ideas que lizera preva-
lecer antes da paz de Villa-Franca. A volta do
Sr. de Cavour ao poder fui geralmente applaudi-
la e saudada cuino um grave echec para o car-
Ical Anluiielli. De mais, um dos caracteres mais
significativos deasa volta, que ella nao se vori-
ficou sera o assentiraento do imperador Napo-
leo.
Do congresso ja se nao trata. urna felicida-
de, porque desriaram-se deste modo rauias dif-
cnldades. Os compromissos de Villa-Franca e
de Zurich, lomados por Napole&o III do cora-
mum accordo com a Austria, despparecem, e pe-
la suppresso do tribunal europeo que devia jul-
gar da questao, a Franca toma de novo loda a li-
berdade de aecao. Alera disso, as grandes po-
tencias convocadas, so chegassem algura da a
reuuir-se, hayiam de licar era profunda divisan
sobre a questao de principios que teriain neces-
|sanamente do resolver. Entretanto urge que se
trate quanlo anles de prover ao governo dalla-
lia, e fazer cessar ura eslado provisorio que ja
era durado muito.
A esie respeilo a Inglaterra se declara salisfei-
ta com o procedimento da Franca. Seus jornaes
sustentara que a Austria, enredada era muitas
difficuldades, nao quer nem podo recomecar a
guerra; que, no caso de que o tratado de Zurich
fosse atacado, ella se contentara de protestar ;
qne Inglaterra incumbe regular a questao Ita-
liana ; que os dous paizes se devera unir para
| assislir e reconhecer de commuin accordo o no-
vo governo, qualquerque elle seja, e nao pennil-
lir iienliiima intervencao cslraiigeira, anda que
a Graa-Dbrelanha tivessse de laucar na balance
o peso de sua potencia militare naval.
E no estado actual dascousas.'proseguem elles,
mais que provavel que Dio haver congresso :
a IInio da Franca e da Inglaterra ura peshor
sulliciente da manuleneao da paz e da elficacia
de una soluco muito prxima. Se merece cr-
dito o discurso pronuuchdo pelo principe regen-
te a 12 de Janeiro, nao deixade haversympathias
em Bcrlini pela causa da independencia italiana.
Diz-se que em S. Pelersbourgo, a proposito das
ultimas pitases da questao, o czar pronunciara as
seguidles palavras:Se os soberanos so decidera
lelos revolucionarios, em dez annos nao haver
mais lestas coroadas no continente europeo. Ca-
da um em sau ofikio : c meu duver defender a
causa dos principes.
Diz-se tambera que o principe Gorlschakoffes-
tavanumeacado de demissiio por nao parlilliar as
id4as do seu soberano. Sem confiar muito na
exselido deslss noticias, podc-se, todava, res-
pon.U;r quo se ha doutrina perigosa, e perigosa
para o; principes, a que oppo seus inleicsst'*
aos inleresses dos povos, e que nlcm disto se fun-
da na cccnca de que a soberana ntcional na Ita-
lia nao est ameaeada. A Kussia por estes dez
annos mais prximos lem muito em que oceupar-
sc com <>s descRnlentameulos produzidos pela
queslSo da emancipacao.
Qual ser agora a rosoluco definitiva da In-
glaterra e da franc.i ? fi principio da anoxacko
Iriuojphar f Ass'eclarp.oincrear um roino de
llalla central Y Abun. urna confederacao italiana? Pcnsavao em limi-
tar esta confedoraeo, e toulenic-se com esla-
belecer urna lederacao entre a Ualia central o a
Sardenha, dcixando aVrctor Emmanuel o com-
mando era chefe do exercito da liga, e a direccao
da diplomacia federal ? Bo preferencia a loda a
organisacjjo complexa, a annexaco dara urna
consagrarlo solemne ao principi da soberana
nacional.
A annexaco da Italia central ao riemonte po-
na ter por crollario a annexaco do Nice e da
Saboya Franca. O conde de Cavour, chefe do
novo gabinete, passa por 1er adherido combi-
nacio. A Inglaterra nao ve nenliura interesse
comnrercial compromcttido nella, nao pode op-
prseriaserbrigaces, nao obstanio as inlerpella-
<;6es do parlamento, e o clamor de urna parte da
imprensa.
A Russia c a Prussia sao completamente desin-
teressadasna questao, c nao desejariam queso
llie recordasse a parllha da Polonia : quando
muiloa Russia leiia alguma reserva era estipular
sobre o seu estabelecimenlo de Villa-Franca,
muito visinho de Nice. Quanlo Austria, depois
que perdeu a Italia, pouco se lhe d que. o Pie-
monte, que ella sempre encontrar muito forte,
se infraqiieca do outro lado dos Alpes: o equili-
brio europeo 6 pois alheio esta questao. Quan-
lo s partes interessadas, Chamhery e Nice leem
cora a Franca tal idenlidade de raca, urna alliui-
dade de entercases, nina siUrac geographica,
que asseguram sua adhesao, "ja levelada por
mais de un tacto. O Piemonte por seus deslios
impellido para a Italia, abandonar sem dillicul-
dade ura elemento heterogneo pe 800,000 ho-
raens completamente fran^ezes, paia udjuirir 4 a
5,000,000 de- italianos, econstituir um eslado im-
porlanie, de que Turin nao pode ser capital, sob
pena de suscitar legtimos pozares, capazes de
compronielier a nova organisaco era seu nasci-
menlo. Em fim, a Franca leria felcidade de re-
tomar as frunteiras dos Alpes, o que rompera
mais nina pagina aos tratados do 1815, e permit-
liria era seu exercito permanente urna rednceo
Ue 30 a }0 mil houieus. So as cousas ainda nao
eslo arranjadas, eslao ao menos era bom caini-
nho, porque os novellistas ananciaram ja que o
tratado do cessao linha sido assignado em Pars
a 27 do Janeiro.
Eoiquanto se esforca por proclamare fazer pre-
valecer o principio da soberana nacional como
regra da poltica exterior da Franca, o por distin-
guir no papado o soberano do pontfice, Napo-
leao nao quer limitar sua actividado au comple-
mento desta duplico trela incompleta, e deu o
signal de urna grande obra, tambera colossal, im-
mensa, a que se podo chamar os Ira bal bes da
paz. Ello plantn os primoiros marcos n'iiuia
caria ao ministro do Estado, quo aqu reprodu-
zimos :
Palacio das Tullierios 5 de Janeiro de 1S0O
'< Sr. ministro. Nao obstante as incertezas
quo ainda pairara sobre cerlos pontos de poli-
tica estrangeira, pode-se prever com confian-
< ca uina soluco pacifica. E, pois, chegado o
momeiilo de oceupar-uos dos < mir um grande movimculo nos diversos ramos
da riqueza nacional. Com estas vistas vos di-
< rijo as bases de um programina, ilgumas par-
les do qual devem ser submellidas approva-
" ',o das cmaras, e sobro as qnaes concorda-
< res com Os vossos collegas adra de preparar
as medidas mais proprias a dar um vivo im-
< pulso agricultura, industria ao commerclo.
Ha muito que se proclama a verdade de que
necessaro multiplicar os meios de troca para
tornar o commercio floreseente ; que sem con-
currencia a industria se conserva estacionaria,
e sempre com procos elevados, e que se op-
poeni ao progresso do consumo; quesera una
iduslria prospera que desenvolva os capilaes,
' a agricultura permanece na infancia Tudo
so prendo pois no desenvolviiiieiito suicessivo
dos elementos da prosperidado publica. Mas
a questao essencial c saber era que limites o
eslado deve favorecer estes diversos ulereases,
e quo ordem de preferencia deve conceder a
cada um delles. Assim antes de desenvolver
* nosso commercio cstrangetro pela troca dos
productos, necessaro melhoiar a nossa agri-
cultura, o libertar a nossa industria de lodos
< os entreves interiores que a eolloeam em con-
dieoes du inferieridade. Hoje nao somonte
nossas grandes industrias sao embarazadas por
urna muliido de regulrnoslos restrictivos,
mas ainda o bem-estar d'aquelles que Iraba-
lhain esl longe do ter chegado ao desenvolvi-
metilo a que lera altingido em um paiz vzi -
nho. S um syslema geral de boa r.-v>.|iia
' polilica pode, creando a rique/.a ha:, iui, es-
palhar o commodo na i-lssse oM"ira. m> que
concerne a agricultura, neiessario i aze-la
participar dos beneficios das nsiiiui.oes de
< crdito, rotear as floresUs situadas as plani-
cies, o replantar as nioiitanlias, applicar sora-
mas con'sideraveis aos grandes trabalhos do
esgoto, irrigaco e roleamento. Estes traba-
v< llios Iransformatu os realengos incultos em
terrenos cultivados, enriqueeeio as coramu-
as sera empobrecer o estado, que se reombol-
sar era a venda de nina parte das turras res-
(luidas agricultura.
Para animar a produeco Industrial, inlis-
pensavel libertar de direilos as materias pri-
>< mas necessarios industria, e emprestar-lhe
excepcionalmente, e com mdicos juros, como
< j se lem feilo agricultura pan a drainage,
os capiaes que a ajudaram a aperfeicoar sen
material. Um dos maiores servidos se se pode
prestar ao paiz facilitar o transporte das ma-
I lirias primas necessarias agricultura c in-
dustria ; para este fin o ministro das obras pu-
blicns far executar o mais prouipiainciile pos-
sivel as vas de communicaco, canaes, e-n.i-
das e caminhos de ferro, que devem ter por
lira couduzr o earvo e os estrumes aos luga-
res onde a produeco os reclama, e so esfor-
jar em reducir as tarifas, eslabeleceudo una
justa concurrencia entro os canaes o os caui-
'.< nhos da ferro.
A auimaco ao commercio pela mulliplica-
< cao dos meios do Iroca vira enlo como COOSO-
quencia natural das medidas precedentes. A
diminuico successiva do imposto sobre os ge-
< eros de grande consumo ser pois urna ne-
cessidaJe, como lambem a subslilulco de di-
< re los prulectores ao systema prohibitivo, que
limita nossas rclaces coramerdaes. Por os-
> tas medidas a agricultura encontrar omprego
< para seus productos, a industria, libeila dos
entra ves interiores, ajudada pelo governo, es-
limulada pela cooenrrencia, luctar vantajo-
smente cora os productos eslrangeiros, o o
nosso commercio, longo de delinhar, so desoii-
volver mais. Desojando antes do tudo quo
se manlcnha a ordem as Qnancas, cis como
< sem perturbar o equilibrio podemos obler estes
melhuramenlus : A concluso da paz perml-
lio nao csgolaro montante do emprestimo : vs-
v< la una somma consideravel disponivcl, que
< reunida a nutros recursos se eleva cerca de 160
< milhoes,pedindo ao corpo legislativo autorisaco
< para applicar esta somma a grandes trabalhos
pblicos,o dividitulo-a era tros annuidades.lere-
< raos cerca do 50 milhes por anno para ajuntar
as somiuus consideraveis ja annualuienle rota-
das no ornamento. Este recurso extraordinario
;< nos facilitara nao s o prompto complemento
dos caminhos de ferro, dos canaes, das vas de
navegacao, mas nos permitlir anda levantar
< em pouco terapo nossas calhedraes, e igrejas, e
'< animar dignamente as sciencias, as lellras e as
artes.
Para compensar a perda que momenlanea-
mente experimentar o Ihesouro pela reduc-
cao dos direilos sobre as materias primas, e
sobre os gneros de grande consumo, nosso
orcamenlo offerece o recurso da amorlsaeo,
que basta suspender at que a renda publica
augmentada pelo desenvolvimento do eommer-
co, permitlir que de novo funecone. a amorli-
,< sacio. Era resumo : suppresso dos direilos
sobre as las c algodo ; rodueco successiva
sobre os assueares e cafs : melhorainento
energicamonlc proseguido das vas de coinmu-
nicaco ; redueco dos direilos sobre os ca-
naes e por conseguidle absorpeo geral das
despezas de transportes ;
Einpieslimo3 agricullura e industria, I ra-
il oaihos consideraveis de ulilidado publica, su-
prcsso das prohibieres, tratados de ccminer-
co cora as potencias eslrangeiras.
Sao oslas as bases geraes do prograraraa para
o qual pego a vossa altcngo e de vossos colle-
.< gas que devero sem demora preparar os pro-
jecto; de lei destinados a r-ealisa-lo. Tenho a
firme convieco que oblei o apoto patritico
a do sonado e do corpo legislativo, cioso ce inau-
gurar cowigo uraa nova era de .paz e assegurar
a Franca o maiores beneficios. Jtogo a Dos
que vos leu-lia em sua santa guarda.Napo-
leo.
O primeiro efTeio da publicac.io desle immen-
so p*o,gramma de pejilica interna, foi o ile tan-
car para um segundo $Jano a questao ita iona e
a pontifical quo muito prendem quasi,exclw,i-
vamenle a attenco publica. Os acoulccimctitos
tomarain lotnatiba gravjjade em um nmraiilo
.quo esuveram a punto de levar as complicacoes
'Cnrtpjs a um tal alcance, quo a Franca inleira
'Com osolhos sobre a Italia viva como se os ne-
gocios da pennsula fossem sua nica preoecupa-
co, como seos proprios inleresses de um com-
mercio sob os elementos da prosperidade inter-
na se tiv.essem tornado indignos de seos cuida-
dos. Diz-sc quo o accordo quazi eslabelecido
entre a Franca e Inglaterra para excluir loda a
intervencao exterior dos negocios da Italia era
uraa garanta de que a vontade nacional seria a
lei em Italia, c conseguio aplacar o que havia de
desinquieto e excessivo na solicitude publica a
respeilo das quostes exlernas.
A impresso da carta imperial foi em geral fa-
roravel: esta caria fot olhada como signal d'um
iucalculavel progresso do paiz em vista da pros-
peridade com marcial c industrial, mas ella irata
do inleresses tao vitaos, o esl concebida em
termos to geraes, que muilos interesses preci-
sam ser segurados e (ixados sob o regulamcnto
das ideas emittidas.
Tudas as vcltias questoes dos prohibicionistas e
dos partidarios dosystema da l'ure troca se lem
levantado,o portento a supressio das prohibieses,
substituidas por direilos protectores nao podc-
riara deixar de conciliar as gentes do boa von-
tade.
O imperador nao quiz apresenlar os seus de-
sejos de reforma no terreno da liere troca esta
nica palavra que implica a idea do urna re-
forma sbita c radical, loria abalado os inle-
resseses e capilaes que sob a lei das antigs la-
rifas so tem rmpenlriJo as industrias araea-
cadas em provecto do maior numero
Grande tem sido a satisfacao por loda a parle,
onde o commercio propriamenle diiu o a mari-
nha devem exclusivamente ganher a actividade
concedida s trocas,mas nos grandes centros ma-
nufacture! ros nao retebeu approvaeo apezar da
iniciativa do imperador.
Fiadores, donus de furjas etc., vieram fa/.er
I oiivir suas queixas e votos. A agricultura, po-
rm, collocou-se do lado du consumo da mari-
nha e do commercio, e pode-se dizer que a su-
presso de todos os direilos sobre as materias
, primas, encontrar em lodo o paiz una adhesao
completa, oa que permiti aos productos ma-
nufacturados franeezos, chegar s mos do con-
sumidor frailee/, por bom preco, e nos mercados
estrangeiros subir de ora avante victoriosamente
uma concurrencia at ao presente esmagadora,
porque ainda uma vez, um sys!ema do protoc-
j cao ellicaz que substiluir o reino d.is prohibi-
; bicoes eecas, nao pode ser o objecto do uma
.critica ra/.oavel : a prohibico c uma niuralha
elevada em Ionio da industria de um paiz; a
da Franca nao precisa, ella podo necessilar de
| proleccao mas nao de prohibico, e ella nao so
recusar em adiuitlir a concurrencia estrangeira
I as medidas (pie tornara a communicaco fcil,
o preco baixo nos transportes, o bom morcado
I das materias primas e o aperfeicoaraeulo dos
utensis indusiriaes. I'or oulra parle a suppresso
das prohibicoes nao somcule uma homenagem
concedida verdade econmica, lambem um
poderoso mi1!" de activar a troca entre as naedes
e de consolidar as ailiaucas polticas pela soli-
dariedade de inleresses. as circumslancias em
que su acia hoja a Franca defroute da Inglater-
: ra, o meio de segurar mais livremente a paz
du inundo, e o sucego dos espirilos sera o qual
I a industria nao podo prosperar. A redueco
successiva sobre o assncar a o cal ser para" o
consumidor um beneficio, que bem depressadei-
xar de ser om sacrificio para o Ihesouro publi-
co inmediatamente iudemnisado pele progresso
i do consumo, o melhorameoto das vas de com-
niunicaco, os grandes trabalhos de planto de
roleamento, de esgoteamento e de irrigaco, ns
despezas com a agricultura e com a industria
Iriuiiipharao sueeessivametite das objecgoos que
forera fritas sua execuco. Nao estamos in-
quietos pelo seu successo, porque na sua reunio
ludas estas medidas sao excellentes, eneerram
ponles de irabalho, e aperfeicoamento da oilici-
na nacional de producan, a muUplicaco inde-
finida da riqueza puuliea o do bem-estar uni-
versal. Mas, na nossa apinio, ellas eslo loage
de corresponder a todas as necessidades de um
grande povo, e anda inasd.-xam completamen-
te na sombra o desenvolvimonlo to urgente da
inslrucco primaria. Se o bom-senso e o senli-
inento pratico do genio francez tem triumphado
at hoje das Irevas da mais crassa ignorara a, e
lempo que as massasinnumeraveis que se achara
no interior dos campos, longo dos grandes cen-
tros da vida intellectual, recebara lambem este
beneficio da inslrucco elementar a tanto lempo
esperada. Para que as grandes conquistas de
11780 sejam adqueridas definitivamente, para iue
o Sttflragio universal nao seja urna patarra v.i,
preciso que uma grande parte do orea mente per-
milla ao eslado organisar o ensino, elevar a con-
dico ito mostr, conceder-lite urna retribuirlo
conveniente e garantas de independencia, esla-
belecer a inslrucco primaria gratuita para as
familias pobres, e obrigacoes, para todas as f.i-
! milias, de velar, seja por si raesmo, seja com o
socrorro da communa, ou do oslado, na educaco
de seus Qlhos. Enlo a Franca cessar de ser
[o que 6 preciso dizer corajosamente, ainda que
custe) um dos paizes, os ma:s ignorantes do
mundo, um paiz onde o terco dos homens, e a
melado das mulhures incapaz do assignar o seu
nonie.
Urna primeira parle do programma imperial,
no que respeila aos esgolamentos e rolcamontos,
| tem receido um principio inmediato do execu-
co. De um rclalorio dos ministros das finan-
cas do interior, e dos Irabilhos pblicos, reen-
viado pelo imperador ao cnnselho d'estado, re-
sulta que uma vigsima primeira parte da Fran-
ca esl quasi sem producto ilgum. A Franca
nao lera Higo o animaos em qnantidade suici-
onte, o maior parle das pnpulacbes ruraes nao
podo se sustentar de pao, e nao come por assim
dizer carne. Os roleainentus e esgolamentos
podem augmentar seu bem-estar, alm disso os
melhoraraenlos que ho do dar agricultura os
pantanos e as Ierras devolulas iornecero ao
commercio de exportaco novos elementos de
i prosperidade. e podero favorecer j parda auri-
ga propriedade que se vai rctamando todos os
das, o estabelecimenlo de urna grande proprie-
dade agrcola que demonstrar os recursos infi-
nitos qno a agricultura pode tirar dos processos
industraos para ulilsar al os menores produc-
tos.^ A obra ser lo ctistosa que forzosamente
ser longa, o priucipal que se d principio a
ella.
Quanlo ao que respeila s grandes industrias,
um corlo numero de seus delegados tem viudo s
Tulhcrias expdr suas reclamacoes o seus votos ;
alm de ura supplemonto de busca, alm de uma
garanta que as cousas ser) (sitas sem precip-
talo, porque depois das informacoes scmi-ofB-
ciaes nao haver duvida de se proceder sup-
presso do rgimen prohibitivo, e sua substi-
tuidlo pela proteceo, antes do me/, de agosto de
1801. Os centros manufactrenos con ti mi i m
suas tentativas junto ao imperador, esto os lem
reenviado aos ministros, bem resolvido-a nao se
deixar intimidar pelos Iranias da Fcndalidade
industrial, e a nao lhe sacrificar os inleresses ge-
raes do paiz.
O que tem causado a maior inquietac&o nesla
materia, tem sido o annun. io do um tratado de
commeriio concluido por Napoleo III e a In-
glaterra : este tratado cuja existencia s era re-
velada, sera que ao menos fossem conhecidas as
priucipaes disposiees, este tratado que fa/.ia en-
trar inmediatamente as intencoeseas promessas
mperiaes no dominio dos faclos ultmalos, tem
causado uma grande agitaco, e una grande im-
paciencia de saber pela abertura do Parlamento
Inglez .oque calava em Franca o governo impe-
rial. E a 24 de Janeiro que a ranha Victoria
inaugurou a nova sesso.
Seu discurso, quanlo a polilica exterior, prin-
cipalmente no que respeila Italia nada lem di-
to de novo, se lem limitado a annunciar que
Ella esl em Communicacoos cora o imperador
dos Fraocezcs, cora o fira do estender as relaces
rommerciaes entre os dous paizes e de estreilar
assim us lagos de uma allianca amigavel entre
elles e um pouco mais longe que sercom-
municaJo ao Parlamento medidas para emendar
as leis que regulara a representaco do povo no
Parlamento, e para o firmar sobre uma baso mais
ampia o mais firme o ultimo ponto agrande
questao cleilcral cujo regutamenloseria propos-
lo como se segu'.Franqueza cleitoral das
villas c povoacoes, ampliada a lodos os locata-
rios ou delentores de casas do oluguelou do va-
lor de 6 S por anno.A franqueza dos conda-
dos nao se entendera na mesma proporeo.
Dar-se-ia alguma facilidode ao direilo de Vo-
tar. Estabelecer-se-ian penas contia a corrup-
co em materia cleitoral. Mas lord John Hus-
sell recebeu a esto respeilo uma pelicao, sub-
scripta por mais de 10,000 pessoas. e que lhe foi
aprcscnlada por uma peticao da Cite requerendo
maiores franquezas : exlensn do suffragios nos
condados como as villas : reparlico equitati-
va de cadeiras de membros da cmara dos com-
rauns, em proporcao da pe-pulaco o da fortuna
doseleitores: assimilaeo das lis eleitoraes da
Irglaterra, da E*cossr e da Irlp.nda segredo do
escrutinio para lemeuur u corrupeao e a intimi-
da^Sv
Lvird John Russell, sera se explicar, promelleu
submelter no dia 20 de fevereiro cmara
dos cominuns um projerl de natureza a satis-
fazer aos desejos do paiz.
G. II.
[Contina.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Hontem nao houve sesso da assembla legis-
lativa provincial, por falta de numero legal.
A ck-ico do Sr. conselheiro Jos liento da Cu-
nta e Figueiredo, foi approvada tanto no 9." como
no 11 dstricto, espirando, purera, a assambla
pela sua declaraco de opeo.
Hoje deve ter lugar a abertura solemne da
8sscmbla legislativa provincial, pelas 11 horas
dodia, devendo 1er nessa occasio, o Exm. Sr.
prjsidenlc da provincia, o seu rotatorio.
PEBWflfVtBUCO.
REVISTA DIARIA.
- Hoje tem lugar a abertura da nossa assem-
bla provincial.
Trabalhou em sesso preparatoria nos dias 27
e 28 do passado, para verificaco do poderes,
cujo resultada hontem demos na paite compe-
! tente deste Diario.
Temos ouvido queixas bem pronunciadas
contra a apprehensao, que onlenleii uestes ulli-
! mos dias dever fazer a estacan do sollo, do ledras
que lhe sao presentadas para pasamento da tax i
1 legal fora do priso marcado no 5; 3 do art. t9 do
regutamenlo de 10 de julho de 1850.
A rclciiQo desses papis nao parece curial,
segundo u disposto na ordem n. 240, de 0 deou-
lubio de 1851, que nega aos cncarregados da ar-
reradaco do sello o diieilo de apprelifuder c re-
, ler os papis que lites foretn (presentados, i pre-
texto de revalidarn, pois ine nao lites i dudo
' obrigar os postuidores de loes papis ,- ns quaes
apenas lic.ini sugetos s penas da lei, pelas fal-
; las que commcltercm.
Nao podemos ainda verificar este negocio com
| precisan, reiVi indo-nos nisto ao que nos disseram
lo somentc sobre o lacio material da relenco,
'que nao cabivel em facedaquella ordem citada,
a qual nu nos consta fosse uerrognda por outra
posterior, tanto mais quanto a providencia que
I ora so pralica, dizem-uos provir da applicaco
ndevida de uma recente dispuico, que nao po-
de ser extensiva aos papis alli retidos.
Como fica dito, nao-verificamos ainda esie nc-
gocio com precisan, nem temos ante ns olhosessa
recente disposico em que se basea q alrilrc to-
ma lo por ultimo pela estaco do sello; mas
'como ella classica em pxaeces, enlendendo
sempre que o cumprimento de "dever acha-se na
i raza o directa do rigorismo para cora os conlri-
buinles, nao duvldamns consignar desde j este
reparo afim de que seja reconsiderada a materia
da iiicllc alvilre, de que resultam notareis incon-
venientes para as rela^&es rommerciaes.
Su fallas foram commetiidas em face da lei
respectiva, a mposico da pena nu esl na ap-
prehrenso nu relenjao do papel. \ qual j mos-
tramos nao ser i xequivel, segundo a consagracao
da niosina le reguladora da materia, que cima
demos em extracto ; e ao passo que cun ella s-
menle se platica uma vexaco para com us pos-
suidores de laes papis, nao observado o dis-
pOSlo legal.
F'iiqualquer destes dias, cuja deciso dofi-
' niiiva depende do Exm. Sr presidente ds provin-
cia, lem Mr. Carabronnc de dar cometo a inhu-
maro dos canos para o esgi Slo das aguas sujas
je materias fecacs das casas desta cidade.
Ser este mais um pas:o no caminho da civili-
saeao, e mais uma condico para o aformosoa-
menloda capital de Pernambuco,sendo isto tan-
to mais notavcl quanto nao fomoS mendig r ca-
pilaes exlranhos para a execuco desta erapreza.
ao passo que o Rio de Janeiro leve precisan de
tevanta-los na Europa.
Nesto facto acha-se caracterisada sufflcente-
mente a tiondadc do contracto celebrado com
Ur- Crambronoe. e por igual forma a vanlagem
de ler logo cOmceo a inhumicao referida, jiara a
qual estamos que S. Exc. nu demorar a desig-
na, o do dia
I No dia -"j do passado, fui r*col)iido uri-
so o Sr. Alexandre Gubiana, caixeiro da casa
commerciul dos Srs. .I. G. Aslley & C em conse-
quencia Jo netos de improbidade pralicados no
exercicio do seu lugar.
Era o encarregado da venda das fazendas da
1 casa, de tazer-lhes os procos, e de nutras incum-
bencias de confianca, em cuja pralica defraud-
va aos seus palroes, como foi verificado pela es-
cripia apanhada ; visto que desconfiando-se po-
las excessivas despezas que fazia, tratou-se de
indagar sobre tal, s c.hegou-se alinal ao conheci-
mento de quo venda fazendas do armazem e lan-
zara nos livrus da casa por proco menor, debi-
tando-a dill'ereiica para mais em livros seus,
assim como lambem das que venda como pro-
prias, o romo laes rocebia para si a respectiva
importancia, accrescendo a isio que, se apparc-
cia algum volume avariado, augmenlava-o com
outros dando sabida a lodos como laes, ao passo
que havia do locista a diflerenca para si.
Na busca dada, encontram-se livros, que ludo
isto provam.
0 vapor Tquarass, pnlrado dos porlos do
Norte, nada adianta s noticias Ira/.iJas pelo
Oijnpnck.
Conela-uos que devia embarcar a 2 do
correnle no Havre, na barca franceza llaoul, o
Sr. Mariiiangelli, empre/ario lyrico do nosso
Santa Izabel. Dizem-nns que, depois do immen-
sas difficuldades com que teve de lular, pode u
Sr. Ma.-in ngelli formar uma bella compauhia,
composta de cantores conhecidos o muito bem
conceiliiados na Europa.
Segu boje pira oMaranho, cuja Estaco vai
perlencer, o vapor de guerra nacional I).'Pedro
que entrn ueste porto no dia 3 de fevereiro ul-
timo. Dcmorou-sc tantos dias porque preeisou
de nma sobrepo3ta para o cylindro, que se fez
na fundco do Arsenal do Marinha.
Entrou hontem pela jnanh do Rio do Janeiro,
'donde sabio no dia 10 de fevereiro, o vapor de
guerra nacional Camacua qu vera substituir
nesla Estaco a caafeouhcira Araguary
i Fez escaa pelo Espirito Santo, Baha e Ser-
gipe. Seu commandanle o Sr. 1. tetenenle
Jacinto Furtado de Mendonca Pafts Leme, Ira?
I um gurda marraba e dous pillos, como officiaes
o. ao tojo pracas d>! guarnico ; fallando-!he
21 para completo de sua lolaco. Monta duas
carona las de calibre 18 em batera, e ura r.a-
nhao obuz de calibre 30 era balera, Cala 7 pos
e 4pollegadas r, o 6 ps e 3 pollegadas proa
E' navio de poica marcha, e pequeo ; loda-
via pode Ser mili til nesla Provincia.
Sao no dia 3 do correnle directamente para o
Rio de Janeiro, a canhonheira do gueira nacio-
nal Araguary.
O vapor Iijuarassii entrado pc.ucas horas
| dos portos do Norte, trouxe-nos a infausta noticia
ida inortc du Exmo.Sr.Joo do llego llanos, liarn
d'Ipojuca o com manda te superior da guarda Na-
cional do Municipio do Cabo. Apenas chegado
villa do Aracaty, onde esperava encontrar ra-
Ihoras ao nial que solfria, a morle o sorpren-
den, sem qi e anda possamos dar os pormeno-
res, tendo a molestia zombado de tod^srecursos.
Desaparecen uraldos grandes vultos da pro-
vincia de Pernambuco ; nao pela sua colossal
r que/a, nao por seus litlos e nao por seus car-
gos, nas por esse conjunclo de brandura c fir-
mesa que ronslilniam o fundo do carcter do
nobre Darn d'liojuca. Sempre egual, tanto,
para os que se achavain no seu nivel, como pa-
ra os que lhe pareviam inferiores, S. Ex. SOube
adquirir, quer no Municipio em que habitava,
quer em loda a provincia essas svmpalhias e
esse respeilo que, d'ordinario, s se tributara as
grandes virtudes. Excedente esposo e pac era
adorado por sua familia, na qual deixou um va-
cuo que somenie pode ser prehenchido pelas la-
grimas o pelas saudades.
Amigo extremo da ordem e dedicado de cora-
eo an principio monarchico, nunca estremecen
na dolosa d'esses duus dogmas. Quando Per-
inanbiico pareca abysmar-sc as voragens d'a-
narchia, nos vimos esse prestimoso cidado sa-
criflear-sc lodo pelo rcslabelecimenlo da ordem
publica, e, no campo da batalha, ollerccer a
sua patria o que o hornera tem do mais precioso,
a vida. Nao esqueca a patria os seus servicos!
Orcamenlo da marinha americana
O orcamenlo da marinha americana para o
anno administrativo que se termina era iuriho
de 1861, sobo ll.23i.8i5 dollars, repartidos
da rnaiiera seguinto ; para a esquadra propria-
menle 9,977,1 i dollars, paraos corpos do raa-
| rnha, 6W,73 dollars ; o para diversos objeclos
j 507,991. A esquadra tem sido augmentada du-
rante a actual adminislraco cora 20 navios i
vapor sendo 13 novamenle construidos, c seto
comprados.
Incendio he Fredemsckbor(;.Um formi-
davel incendio acaba de destruir o magnifico cas-
telio de Frcdericksborg (em Dinamarca).
A Dinamarca tem duas residencias reaes com o
raesmo nomo ; uma est prxima de Copenha-
gue, e o castello Fredericksborg mandado edi-
ficar por Frederico IV, uo eslylo italiano, e aug-
mentado depois por Chrislian VI ; das varn-
das desle castello goza-se una vista magnifica
para a cidade, o Sinid e as cosas da Suecia. E'
alli que foi educado o mais celebre poeta drama-
tico da Dinamarca, Ad. OEhlenschlaeger, falleci-
do, ha poucos annos. No fim da sua vida, deso-
jando tornar a veros lugares da sua infancia, o
rei lhe concedeu generosamente um alojamento
no palacio real, c foi l quo ello escreveu suas
memorias.
O outro castello, mais anligo, lambem chama-
do Fredericksborg, a 5 mhas de Copenhague, .
o que foi presa das chamas, causando esie sinis-
Iro uma grande pena aos habitantes de Copenha-
gue ; porque Fredericksborg o pontheon das
glorias de Dinamarca.
O castcllo esl dividido em tres corpos sepa-
rados por fossos fortificados. O pdificio princi-
pal lera qualro pavimentos, bellas lories, e ele-
gantes flexas ; lem tambera vastos subterrneos,
quo se eslendem debeixo d'agua Fredericksborg
est no raeio de ura lago) ; mas est lao bem
construido, que nao soffre a menor humidade.
O seu eslylo no gosto gothico bysantino : o
lago, que o rodeia, est guarnecido de bellas
plantacoes o de florestas de faas.
O que atlrahia a attenco dos estrangeiros,
que visitavam esta vasta residencia, era, em pri-
meiro lugar, a capel la situada na ala esquerda do
palacio, e enriquecida de esculpturas dequadros,
de gravuras em prala, e de trabalhos curiosissi-
mps om madeira. O re Chrislian IV por suas
mos linha feito niuitns arabescos e llores do
marfim, quo alli se achavam. Amirava-se prin-
cipalmente o altar artsticamente trabalhados, e
lo ricos que nao linha menos de 150 kilogra-
mas de prala ; o pulpito nao era menos notavcl,
por cansa da muita prala perfeitatnenle lavrada,
quo brilhava nos seus adornos. Por cima da
galera eslava u escudo das armas do Dinamar-
ca, e roda os escudos dos eavalleiros vivos,
perli ncente ordem do Elephanle, los grao-
cruzes da ordem de Bannebrog. N'uma salla
junta egreja notava-se os escudos dos eaval-
leiros defunlos da primeira deslas oidens, entre
os quaes via-so o de Napoleo. A insignia do
Elephanlequasi exclusivamente reservada aos
soberanos ; u s por excepeo era concedida
alias personagens, como etternich, Welhisg-
lon, Nisselrode.
I. nesla egaeja que tem sido cornados os res
da Dinamarca, desde Chnstian* IV at Chris-
lian VIII.
A salla dos eavalleiros, nma das maiores da
Europa, porque linha 51 metros de eomprdo,
na (oda de mar more, paredes o pavimento ;
mas seu 11 -o e bello fogo havia sido despojado
de seus ornamenlus de piala pelos Suecos, no
lampo das guerras, o tecto era ornado de innu-
meraveis figuras, dezrupos, d'arabescos, de llo-
res com imagens emblemticas c synibolicas do
luda a especie, leudo como disticos, diversas
senlencas em latm, dinamarquez, e allemo, Era
um verdadeiro Thearum mundi, por espaco do
sete annos (rabalharam naquelle tecto serades-
conco seto artistas insignes.
A galerra dos retratos era, como a de Versai-
Ihes, nica no seu genero e de um grande preco
para a historia da Dinamarca. Ella augmentara
diariamente. Cada rei l linha um espaco reser-
vado ; rodi delle esiavam em grupo os mem-
bros da sua familia, seus ministros, c os perso-
nagens celebres duscu reinado. Nesla eollecco
distingua-so o astrnomo Tycho-Brah, o poeta
llolberg. o historiador Sihum, o ministro Tu-
ramskiold, etc. ; falla vara porm nessa galera
osletratos de Slruonse e da infeliz ranha Ma-
ihilde ; mostravam-se porm aos visitantes,assim
como o verso ingle/., que a ranha escreveu cora
um diamante n'umdos vidros da sua janella, pe-
din lo Dos que llie eonservasse a suu inno-
cencia.
Fredericksborg eslava, como j se diese, situa-
do no meio de um lago ; a posico que havia
eseolhido expressamente Chrislian IV, hbil
martimo, nm dos reis mais populares, e Henri-
que IV da Dinamarca. Este castello era a sua
residencia favorita ; elle o linha mandado cons-
truir em 102 no lugar deum v cilio castello feu-
dal. Seus cortesos o linham criticado sobre
es-1 pdificaco, considerando-a como umapue-
nlidade, sem se enquiciar com a critica o rei
mandn vir archilectos e operarios de Inglaterra,
e deu elle proprio us [llanos du futuro edificio.
Os que ohaviam criticado ficaram admirados do
ver concluida a dficil empreza., e mais anda
quando ty^eram de ler o singular dyslico da par-
lada eulra'la tan spalo de crianraera res-
posia censura de puorilidade,
De voz em quando, vinha o rei inspeccionar os
trabalhos ; c dizem que era elle quera pagara
por sua mo nos operarios cura os fundos, que
ajuntava de suas economas.
Chrislian IV entreva nos menores detalhes do
governo domestico, e ha carias suas em quo
falla n'um'sobre-ludo, que devia servir para um
rollete, e para o qual elle mandava escolher os
bolees proprios o o forro, que eslava no sen ar-
mario verde. Mas a mo, quo eserevia estas ba-
gatelas, dirigia tarabem as construcees navaes
do reiuo ; o as grandes naos do" Dinamarca
eram construidas segundo os seus desenhos.
rodos sebera que elle perdeu oolho dreito n'um
combate naval contra os Suecos [2 de junliu do
161 I O que deu lugar cantiga popular 0 rei
Chrislian estaca ao p do maslro grande.Os
Dinamarquczes ainda eonservam uma grando
veneneraco por este rei, fundador do grande
castello Fredericksborg.
Matapoiiio ri'BLicn :
Malaram-se no dia S9 do fevereiro ul
o consumo desta cidade 79 rezes.
Motir.u.inuiE do du 29 do cohueste :
Bruno, preto, 9 anuos, hydropisia.
Leoncia, branca, 3 me/es, espasmo.
Flora, preta, escrava, solteira, 1 annos, [.htysi-
ca pulmonar.
Manocl Germano do Araaral, branco, casado, 71
anuos, gostro enterite.
Leonor Francolina Figueiredo o Castro, parda,
solteira, 19 anuos, tabre lyphoide.
Paulina, branca, 3 anuos, convulsoes.
Rufino, pardo, 1. anno, phlysieo.
Gerlrudes Maria da Conceico, preta, solteira, 30
annos, phlysica.
Manuel, branco, 8 mezes, gaslro enterite.
Hospital de cabjbabk. Existem 65 ho-
mens, 59 molhcres nacionaos, 2 homens estran-
geiros, 1 hornera escravo, total 127.
Na totalizado dos doentes existem 39j aliena-
dos, sendo 33 mullieres o 6 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo rirurgio
Pinto, as 8 horas e 1/2da manhaa, pelo Dr. Dur-
nellas as b horas da manhaa.
limo para
CHRONICA JUDIC1ARIA.
JURY DORECIFE.
PRIMEIRA SESSO.
DU 29 DB FEVEREIRO.
Presidente o Sr. Dr juiz de direilo Bernardo
Hachada da Costa Doria.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gusmo Lobo.
Feita a chamada,verificando-se estarem presen-
tes 3 i jurados, o Sr. Dr. presidente do jury, abri
a sesso.
Comparccendo ao tribunal o Sr. Dr. Francisco
de Araujo Barros, juiz municipal da segunda va-
ra e preparador dos processos do jurv desto ter-
mo, passou as maos do Sr. Dr. juiz do direilo os
seguinles processos, que foram mandados com-
municar na formado estro, para sereui subraet-
lidos julgamenlo na presente sesso.
1.Autora a juslica,
Reo Francisco Antonio das Chagas, pronunciado
no art. 192 do cod. crira., era 28 de mano do
IsiS (preso),
2o.Autoia a juslica.
Reo Andr Mickelich Pussart, pronnnciado no
art. 269 do cod.crira., em9 de junho de 1869
(preso).
3.Antn a juslica.
Reo Antonio Joaquim Andr Melino, pronuncia-
do no art, 201 do cod. crim., em 'i de selcra-
bro de 1859 (preso),
".Autora a juslica.
Uo Luiz de Franca Nevos, pronunciado no art.
3 da lei de 3 do dezembro de 1811, em 5 de
setembro de 1859.
5.Autora a juslica.
Uo Joaquim liarnos, pronunciado no art. 205
do coJ. crim., em 19 de setembro de 1859.
6o.Autora a juslica.
Ito Manoel Francisco das Chagas, pronunciado
no art. 201 do cod. crim., em 19 de setembro
de 1859.
7o.Autora a juslica.
Reo Cosme Jcronymo do Nascimenlo, pronun-


jm
c,Jd ,,,J art. 205 du coa. crim., ein Z-i de su-
lembro de 1859 (preso).
o -Autora ajustica.
Reo Joaqun. Luiz dos Sanios, pronunciado no
Jora r1 du ?oA- cruD-' em 25 de setembro do
1859 (preso).
ni-Au,or Jos Maximhno Soares de Avellar.
Reo Euzebio Piulo, pronunciado no art. 257 do
cod. crim-, om 7 de outubro de 1859 /'preso).
10.Autora a jusilla.
Reo Francisco, esclavo de n. Candida Senhori-
nha \ieira Lesserre, pronunciado no arl. 201
_docod. cnm., cm 9 de outubro do 1859.
11.Autora a juslra.
Seo Gongalo Borge da Fonscca, pronunciado
nn,Lrl-25 ao cod- crim., em 11 de outubro de
iooy.
12 Autora a justija.
Ro Eslcvo Jos Pereira, pronunciado no art.
201 do cod. crim., em 20de oulubro de 1859.
13.Autora a justic.i.
Reo o Inglez Alfredo Simell, pronunciado no
art. 206 do cod. crim., cm 20 de outubro de
1859 (preso).
II.Autora a justara.
Reo Antonio liras da Silva, pronunciado no
art. 257 do cod. crim., em 20 de outubro de
_1859.
15Autora a juslica.
Reo Jos Joaquim de Santa Anua, pronunciado
no art. 201 do cod. crim., em 30 de outubro
de 1859 (preso).
16.Autora a justica.
Reo Alexandre Jos de Souza, pronunciado no
art. 3" da le de 26 de oulubro de 1831, era 3
de dezembro de 1859.
Sendo a hora j adianlada, o Sr. presidente do
jury suspende* a sessao, adiindo-a para o dia 1"
de marco as 10 horas da manhaa, em que lera
lugar o primeiro julgameulo.
DlAHO DE PERNAMb'^CO. QI'INTa FRTRA i DE M*P(M M isfirt
a cmara m.iuuuo olllciar-lne para presidir a
qualilicaQao no dia 4 de marco prximo fu-
turo.
Despacharam-sc as peticoes de Agostinho Jos
dos Prazeres, Bartholomcu Francisco de Souza,
Bernardo Machado da Costa Doria, Candido d'Al-
buquerquo Maranho, Claudio Oubeux, Fran-
cisco Jos do Souza e Almeida, Francisco Gue-
dns de Araujo, Joao Luiz Ferrciro Bibeiro, Joa-
quim Bernardino Alces, JoSo Gonralves Lucas
Lisboa. Joao Pacheco de Queiroga, Justino Pe-
reira de Andradc, padre Jos Antonio dos San-
tos Lessa, Manoel Joaquim do Reg o Albuquer-
que, Manoel Jos Mauricio de Sena, ntanocl de
Souza lavares, e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Fcrreira Accioli, secretario, a subs-
crevi.Franca, pro-presidenle.llego.Barata
a" Almeida.Mello.Oliveira.
Coinniu meados
Per-
numero
**j'fu, nriiiiiiu mu- 'iicci.i i[ut; i uu-
cha resolvida pelcuiviso n.2i de 12 de
le 1856, e que em virtiido delic nao ca-
Jury tlotermu le Olinda
No dia 27 do corrate inslalou-se a primeira
sessao judiclaria do jury de Oliuda, sob a presi-
dencia do Sr. l)r. Aulonio Francisco do Salles.
Nao funecionou poriu por falla de
legal de juizesde fado
Fez-se o sorieio de 29 jurados psra complot ir
o numero, e foram multados em 20J os que d.-
xarara de comparecer sem causa legal c partici-
pada.
Fin seguida foi nomeado promotor interino o
Sr. Dr. Amaro Joaquim Ponseca de Albuquerquo,
por hacer o Sr. Dr. Manoel Isidro de Miranda
participado que ia lomar assento na assembla
provincial; e o Sr. presidente mandando fazer as
nolificaces de juizes sorteados addiou a sessao
para o dia seguiute.
No dia 28 pelas 10 horas da manhaa compa-
recendo o mesmo Sr. Dr. juiz de direito e o pro-
motor interina- e veriQcando-se depois de fela a
chamad nao naver numero, procedeu-se a se-
gundo sorleio de 18 jurados, que o mesmo juiz
presidente urdenou que fossem nulificados.
Foram dispensados siguas jurados, e outros
multados cm 20-5 ; sendo addiada a sessao para
o dia seguinlc.
CMARA MMCIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 13DEFEVE-
REUlo DE 1860.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Sis. Reg, Barata, Oliveira,
Helio o Gamciro,- fallando com causa participa-
da o Sr. Rogo e Albuquorque.e seni fila os mais
enhoret; nbrio-se a sessao e foi lida c appro-
vada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE:
L'm officiodo Exm. presidente da provincia,
remetiendo por copia o acto, pelo qual appro-
vara provisoriamente o artigo de poslura, que
npanhou o officio desta cmara, de 6 do cor-
renle, sob numero 10Que se publicassse a
poslura o se remeltessem copias della aos fis-
caes.
Outro do advocado, dizendo que anda que ha-
jam avisos de diversas datas, que eslabelecan
doutrina contraditoria, e o de 22 de fevereiro de
1855tenha confirmado a doulrina do de 13 d
jolho de 1853, comludo lhe pareca qi
vida se ac'
Janeiro de iodo, c q
be a acidada o Caetado Pinto de Veras excrcer o
cargo no corrente anuo, visto j te-lo exercido
no anuo anterior, e a especio resolvida por este
ultimo aviso ser peritamente idntica a de que
se trata. A cmara conformou-se com este pa-
recer, e mandn offieiar ao dilo juiz de paz ve-
ras, para nao continuar em exercicio, e aocida-
do Antonio Augusto da Fonscca, 1.a supplenle,
para servir no corrente auno.
Oulro do engeoheiro cordeador, informando
sobreo estado do trapiche novo o bairro do Re-
Cfe, e declarando que por baixo do ro^esmo exis-
te um deposito tal de lixos c immuudicies, que
exhala un mo rheiro, que nao podem suppor-
tar aquellas que por perlo do edititio passam.
Que se satisllzesse a exigencia da presidencia
com a primeira parle, e, quanto secunda, se
ollieiassc ao fiscal respectivo, para providen-
ciar.
Outro do mesmo, informando que Manoel de
Souza T va res, em lugar da Irapeira que pre-
tenda, pode fazer da sua casa da ra do Ran-
gel, n. 29, ura sobrado d'um andar, comanlo
que lhe fosse dada eordeaco c nivelamento.
Concedeu-se a licen;a.
Outro do fiscal da Boa-Vista, podindo nian-
dasse a cmara pagar ao Dr. Silvio Tarquinio
Villas-Boas a quantia de 9;2i)0 de una corrida e
exames sanitarios que fez em 19 de outubro do
anuo passado, c em 9 d.' Janeiro ultimo.Man-
dou-se passar mandado.
Oulro do mesmo, podindo se lhe mandaste pa-
gar a quantia de SjOOO res, que despender com
a condueco e inhumadlo de duas rezes, que
apparecoram moras, urna na ra do Mondego, e
outra no caes da ra da Aurora.Que se pas-
mandado.
Oulro do fiscal do Poro, informando que para
Fra icisco Guedes do Araujo fazer a reedifii
que pretende, da sua casa, na estrada ila Cruz
das Alinas, era preciso eordeaco.Munduu-se
cordear.
O Sr. Mello fez o seguinte requcrimcnlo, que
nao foi apprnvado :
Tendo esta cmara autorisado ao Dr. cliefe
de policia para que tizesse um regulamento de-
lerminando nelle, quaes as ras por onde deve-
riam entrar e sabir os carros, mnibus ote, c
sendo j publicado dilo regulamento, esta me-
dida noseu comeco, nao tendo lidoexecucao at
hoje, tornando-se porconseguiulc urna infrac-
C&O constante e escandalosa, alm das que a c-
mara nao pode evitar por falla de recursos : ro-
queo por isso, que se officio ao referido chefe
de policia, ponderando-lhe o expendido para que
providencie, como do esperar, visto as boas
intenedes, que tefe cm pedir scnielhauto auto-
risacao.
a Paco da cmara municipal do Recite, 13 de
evereir du lSGO.Mello.
Foi opprovado um parecer da commisso de
peti^oes dizendo que se devia informar a presi-
de .(ia sobre a peticao de Francisco Joao Hono-
rato Sena-Grande, que o peticionario nao tinha
direito ao pagamento de ordenados, para os
quaes as leis dos orcamentos monielpaes nao
marca va m crdito, salvo se elle requeresse as-
sembla, ella decretasseo pajamenio.
Foram approvados osseguiDtes pareceres da
commisso deedicaces :
L'm denegando a Uceara pedida por Candido
d'Albuqucrque Maranhao, para acabar as suas
duas casas na ra das Conquistas com a altura
de dozescis palmos.
Oulro conloriiiando-se com a informa^o do
nheiro cordeador, sobre a prclenc,e do le-
iiinic-coronel Manoel Joaquim do Reg e Albir
qiirquo, dizendo nao ser conveniente a altera-
cao da planta dos Affogados, quanto a Iravessa
do Quiabo.
Outro nao seoppondo a pretencao de Candido
Alberto Sodr da Molla, comanlo que para ele-
var os oitoes da sua casa, sita na ra da Cadeia
do Kecife, n. 11, demula a trapeira existente, c
faca tornija por cima do segundo andar, para
cntao fazer a trapaira que pretendo.
Apitsentou a commisso um officio do enge-
0 constitucional do Liberal
nambucano.
No Liberal Pirnumbucano de 23 do correlo
apparece um dos sajtinhos da ra cstreila do
Rosario (amor amore recompensada-), acober-
lado com as abas do chambre do Sr. Dr. Fei-
loza, e denominando-se constitucional, veio
lerreiro ajnstar cuntas comnosco, por termos em
poucas palacras desma.^carado a impostura.
Vejamos se o tal sapinho conseguio destruirs
uossas proposicoes, ou se, na forma do louvavel
COStume, amonluou palacras quenada concluem.
Dissemos no principio de nosso communicado
que a redacro do Liberal nada conseguindo
com urna celebre representaco que em nome
de urna ficticia sociedade Liberal, apresenlou a
S. M. o Imperador trata de idtrgar-003 para a
corte, na persuasao de que as suas intrigas pro-
duzem eileito.
A este trecho respondeu o sapinho ou cururu-
ztnho pelo modo seguinte :
O nos de que usa o tal \V prova com evi-
dencia que elle um dos frustos do tal partido
selvagetn, e o comeco da sua gritara prova bem
que cahio-lhe a sopa do niel; pois, havendo o
Liberal discutido diversas questdes importantes
r.unca o \V metleu-se aellas; e s agora qu
po/ a bocea no mundo, principiando por querer
redicularisar um acto do sua natureza solemais-
simo. E too extranho o modo de pensar do W
que so ulga autorisado a dizerque S. H. o Im-
perador nao lomou em consideraeao a represen-
taco que lhe fura rnspeitosamente apresenlada,
uuan.io S. M. assegurou a commisso que etttt-
daria as nossas queheas; e como se as proci-
dencias que se lenham de dar, sejam cousa que
se possa fazer de um momento para oulro.
O nos de que usamos nao se refere a partido
algum ; refere-se aos borneas sensatos e mora-
Usados da provincia, seja qual for o partido a
que tenham perlcncido, e que quotidianamenlo
sao maltratados e infamados nesse jornal, que
por anlilhesis se denomina Liberal.
_ Nao sabemos quaes tenham sido essas ques-
loes importantes de que se tenha oceupado o
Liberal com vautagem ou uliliJade para o pu-
blico.
A excepcao de urnas muilo sedicas prclecces
sobre o direito publico constitucional, e misera-
veis plagiis sobre bancos, nada mais tem pu-
blicado, que nao sejam declamacocs eivadas de
reconcentrado odio pessoal.
E' um opposicionista que anda nao apresen-
lou urna aecusacao em termos, nem mesmo quan-
do para islo desafiado ; baja vista a maueia
porque se portou na discussao sobre a adininis-
traeo do Exm. Bardo de Camaraibe.
Nao redicularisamos o acto solemne da apre-
seotacao da peticao feita pelo chefe da tribu, acto
a que nao tiveinos a honara deasslstir.
que dissemos fji que o Cacique desaponlou
com o indeferimento que teco a dita represen-
lacSo, indeferimento que fui annunciadu por um
peridico desta provincia, e que al hoje nao foi
contestado.
S.M.o Imperador poda terdloque esludaria
as queixas da tribu, mas tambem poJia estu-
dando-as conheoer a inexaclidio deltas, e inde-
a du- \ferir a peticao; o que por corto nao muito
agradavel.
Dissemos oais, que nada se tendo alterado
depois da chegada de S. M. o Imperador at
hoje, nao sabamos o porque phanlasia o Lifrerai
una lula posterior a partida do Augusto Visi-
tante.
A islo respondeu o sapinho :
O que ha ah que so possa aprocelar, no
mcio de (odas estas granlas, senao a conflssao de
quenenhuniu alleracno tem havidoem. uenhum
dos ramos da administraco provincial 1 En-
tretanto se por ah quer o busto turnar impopular
a monarchia, na provincia, est parfeitsmenle
engaado. O poco de Pornambuco conhece me-
Ihor do que o frusto as condicees i governo
representativo, e a acedo que nlle exerce o po-
der moderador.
O que quizamos foi isto mesmo ; provar que
neuhuma alleracao tem lmvuro em ueiihum dos
ramos da admintatracao provincial ; o portan lo
que as cousas permanecern no mesmo estalo
em <[ue S. M. o Imperador as vio com os seus
propiios olhos.
que nao vieraui asmaos; msamete.1 kxrii.
Sr. presidente. Elle que diga, se nao \e\.^ sub Jo
sua preseoca diversas queitas e represei.,|aro,'s
acerca das selvagerias cooiraettidas pelopoi'0>'o
poltico do W.
O sapinho constitucional graode na Je-
gica.
( Dous iodividuos jogaram os supapos em Pao
d'Alho, ergo as qualificacoes se Bzcram com al-
leracao do socego e paz publica !
Quanto As queixas que tem subido prosenca
do Exm. Sr. presidente, seria bom que se pubii-
casse os seus conleudos, e igualmente os nomes
dos signatarios dcllas, para bem se poder ava-
llar o seu peso na batanea da opiniao pu-
blica.
Dissemos, que no campo da poltica nenhu-
nnida se aprsenla que seja repellida poi
partido : que lodos os Pcroamb" anos qucrein
a uniao da familia brasleira, o ^peto le, e
sua fiel execucao, o progresso rc.ectido e calmo,
a egualdade dos direilos polticos, a lberdade do
vol ; finalmente que todos abracara o jurara
dar a propria vida pela monarchia constitu-
cional.
Mas a islo respondeu-nos o sapinho cx-repn-
blicano do modo seguinte :
Mas, se assim por que razo este inleresse
em calcar a consliluicao e as leis, para tirar aos
cidados das diversas localidades os seusdirei-
tos polticos ; se cm Pcnambuco todos querem
a liberdade do voto, como explicar-se o procedi-
menlo havido na focada, Victoria, Muribeca,
Pao d'Alho e om outros logares ? J ve o W, c
vcem lodos que o desespero selvagem com que
prelcndcni trancar as urnas eleiloraes nsus-
teniavel, porque nem ao memajS tem por juslti-
eaeo o rcelo de que homons adversos or-
dera publica lomera assento no parlamento. Na
verdade, os homons lera cxcellcntes advoca-
dos
Na verdade o Cacique tem cxcellcntes comba-
lentes !
Quaes sao os fados pralicados as localidades
mencionadas, que denolem que se pretende li-
rai aos cidados os seus direitos polticos ? Que-
remos fados c nao doelaraedes tantas ve/.es re-
petidas.
Desesperado est o Cacique da tribu curur
da ra eslreita do Busario, porque sabe que
trancadas lhe estiio as urnas eleiloraes ; c que a
sua candidatura nsuslentavcl, porque lodosa
repeliera. Esla que a verdade.
Este communicado j vai ura pouco longo, c
por isso era o numero seguinte concluiremos a
analyse da resposla do nosso amavel sapinho
constitucional.
Uecife, 29 de fevereivo.
W.
-ocame cuoi-oracao quer na quuliuaue de juiz
de paz, quer oa de simples ctdadao
Dos guarde a V. S. Io dislrfclo da fregu-zia
lo S;,. Sacramanto de Santo Antonio da cidale
io Becife28 de fevereiro de 1869.-Illm. Sr. Dr.
Francisco Leopoldino de Gusmao Lobo, digno
,,-romolor publico interino do termo dcsla cidade.
u.aetano Pinto de Veras, juiz de paz
OJlMft]RIO.
NOVO BANCO
DE
PERMAMBUCO.
EM 28 DE PEVEREIRO DE 1860.
O Banco desconta na presente semanaalOO'n
ao anuo at o pra/.o de 4 mezes, e a 11 0/o ai
c de 6 mezes.o toma dnheiro em contas coi ren-
tes simples ou cora juros pelo premio c prazo
que se convenuionar.
Uiieilosde lj prtenlo
das embarca^oes es-
trangeiras que passam
a nacionaes. .
Dos de 5porcen!ona
compra e venda das
embarcaces. .
Expediente da capalazia.
Sello fixo e proporcional
Feilio de ttulos de cai-
xeiros despachantes.
Emolunientos de ccrli-
does. .
________I
420^750
1923500
663675
14689
9S690
3Cg200
-------------4.651g6(
AiranIezz;a.
Itendimentodo da 1 a 28. 855-648I512
dem do da 29.......15.957561
371.6069075
Mnviinento da alfande^a
volumes entra Jos com fazendas
cora gneros
Volumes sabidos #com fazendas
* cora gneros
110
115
------225
110
6il
------751
nena es-
os seguin-
As nossas palavrasnSo poilem impopular ( o
termo da escolba do Leberal) a monarchia. Es-
ta gloria ningiiem roubar aquelles que acon-
selhou ao povo, para que recebesse o chefe da
sem dar signaes de alegra ; pelo contrario
se rooslrasse cabisbaxo, para que S. M. conhe-
cesseque elle viva oppriraido pelo seu governo.
(Desaliamos ao Liberal para que nos conteste
Esla gloria de impopular a monarchia s pudo
competir a aquello, que as vesperas da chegada
de s. .'I. o ameagava com oexcmplo da rerolu-
cao italiana, e transcrevia urnas celebres coin-
cidencias do reinado do Sr. I). Pedro I com o do
actual imperante.
A gloria de impopular a monarchia deve
caber aquello que mandn armar una forca na
ra do Collegio hoje do Imperador; e nella
crecer, como poracciuie ao monarcha
les dsticos :
Todos os poderes do estado sao delegacao da
nacao
Todos sao iguaes perante a lei. ( A consliluicao
diz que a lei igual para tolosnote-se bem a
mensao da phrase).
Como se o motarcha brasileiro ignoras-e taes
disposicoes da coastitui;ao, ou as livesse violado.
Finalmente a honra de impopular monarchia
e e ser propriedade daquelle, que sendo repu-
blicano, e tendo com a sua assignatura pregaJo a
Coiisiiittinte Soberana e livre, lornou-se por
calculo eleiloral Monarchisla enray.
Continuamos dizendoque quero nao estiver
na provincia e ler o Liberal ha de persu.i lu-se
que grande lula'se travou depois da partida de
S. M., entretanto que a verdade que nunca se
liesfrulou tanta paz, lano socego e Iranquillida-
de como agora.
Esie nosso Ircclio mcreceu a seguinte
posta :
Comprelicndemos al certo ponto que em
Pernambuco nao ha dous partidos politices ;
pois que nao ha seno um orgao serio na im-
prensaque o Liberal I'ernambucano ; o parti-
do dos buzios c da ignobil matraca, o partido
selcagem nao partido poltico ; mas sim urna
lacead sera outros instin-tos que nao sejam o da
dominaco pessoal. Mas que nunca tem huvido
tanta calma, tanto socego, e tanto espirito de
concordia como agora, o em que ningiiem po-
de convir a vista do que se lera passado na Esca-
da, na Victoria, em Muribeca, em Pu d'Alho, em
Igu-irass e cm outras paragens.
Na verdade ningiiem mais habilitado para nos
denominar de seh-agem, e ao Diario de Pernam-
buco de ignobil matraca !
Lio jornal que no curto periodo de tres nizes
mimoseou a mais de 400 pessoas com osepihe-
tos mais injuriosos, esgotando o diccionario dos
lupanares, como se deutoastro em 57 ; que se
tem constituido o pelouiiubo, onde se ecoitam
as reputacoes mais illibadas, nao se pou'pamlo
nem mesmo as fras cinzas no sepulcro, na
reahdade merecedor do elogio dcorgo serio na
imprensa
0 sapinho contesta que na Escada, na Victo-
ria, em Muribeca, em Pao d'Alho, cm Igua-
res-
Desdo que o Sr. Dr. AlcanforaJo confessa como
confesson. que o 6." fundamento do accordo
pouco importa para o fundo da questo, claro
que tomn um tralialho intil era contesta-Io.
Todava direi alguma cousa.
O accordo diz, que Holm fura estabelecer una
casa era Londres, o o Sr. Dr. Alcanforado coates-
ta-o, sempre com as suas leslomunhas, que sao
as nicas que merecem f, mas nao contesta a
volta precipitada de Holm, dizendo sim aue a
causa foi a crise cornmercial, e nao desgostos da
gerencia da casa, como aflirma leslemunha dos
embargantes, que nao merece f alnuma.
Ksmera-se o Sr. Dr. Alcanforado em jirovar
que a viagem de Francisco foraum acon'ecimen-
lo maiio natural, explicado por antecedentes da
casa Bieber.
Eu nao conteslo nem um nem nutro ponto. Di-
go, porm.que assim romo foi li-ito A sentenra
appellada tirar as illaioes, que lhe parecer m ii-
justadas, dos tactos, que chegaram ao seu conhe-
cimenlo, ou constara dos autos, nao se pode con-
testar que lcito tenha-silo tambera ao accordo,
que nao parlio da infallibilidade deste ou daquel-
le, observar este concurso de circunstancias ex-
tnordnaras, corno volta inesperada de Holm.
retirada de Francisco, rozes de que Holm nao
eslava salisfeito com a gerencia da casa etc.
Nao lenho lempo para alongar-rae sabr o ar-
tigo do Sr. Dr. Alcanforado hoje publicado. D-
| mais, repito, desde que elle proprie declarou
que os pontos, que consliluem o 6" fundamento,
I nada importara para a queslo, tiro cu a conclu-
sao, e devera tira-la os meus leitores, deque
anda qnando os argumentos do artigo fossem
urespondiveis, a casa Bieber nao licava em me-
llior posieo perante a opiniao.
I Espero o Sr. Dr. Alcanforado na deaonstracao
do ponto culminante da questo ; islo.', Io que" as
letras sao falsas, V que Bieber procou essa falsi-
dade, como lhe incumba. 3* uno provon lamben
que a falsilieaco nao foi feila por algum dos de
sua casa anlonsados a firmar letras.
Uecife 28 de fevereiro de 1860.
J. P. do Reg.
Ainda contina oY do Liberal Pernam-
buaano cm seus esforcos para fazer desnorlcar o
juizo publico na questo dasmiuhas informacoes
acerca do requenmenlo, em que o tal Sr. Manoel
Joaquim pedia dispensa de bachos Diz que S.
Kxc. Ilvm. me mandara informar sobre o conte-
do no requerimenio. Nao isso exacto, e appa-
reca o requerimeuto, cora os despachos, assim
coraoapparecem asminhas informacoes. Fu dissrt
mais do que S. Exc. me perguntav'a, e nisso es-
ieve lodo o mea erro; porquanto s se me man-
dava informar se essa contrllente, qnando vei,
le Garuar, liaba a edade de nao poder ter all
contrahizo algum impedimento, ou ante3 de que
elido veio, pergunla de ordinario bem dilli il,
se nao impossivol de responder; visto como opa-
rocho nao tem os meios de sabe,- se quem vei >
da Trebizonda em pocas remolas, veio era tal
ou (al edade, porque ninguern qnando entra o i
sahe da freguezia, se aprsenla ao parodio. En-
tretanto cu respond, nao s pelo caso da pergun-
la; porm fui mais longo dizendo que me nao pa-
reca, que as circunstancias da contrllente aulu-
risassem a pretencao. Mas o Y pretenre
que eu devia declarar as razes, porque me pa-
reca isso assim Nisso nao caba eu em um po-
pel, que ia para as mos da parte. Tome o Sr.
Y esse cooselho para si, que eu nao aceito,
e se quer que eu declare o porque, direi que
parque me nao agrada.
Nao fui perguotar que gente era aSr.a Joanna,
i ou Janoca, mas de que idade veio ella, en io
' adiando niiiguem que me soubesse dizer, fui a
casa do Sr. escrivao Salles, pessoa indicada por
esse Sr. Piala, que figurou de diabolus in rola
nesse negocio. O Sr. Salles apenas me pode in-
dicar a casa era que ella morava, e l fui corno
que era ella a unir pessoa que podia saber a
edade cnm que veio de Caruar, e me nao soube
dizer se nao que veio pequea, mas que nao sa-
bia a edade : lodo declaro na miiiha piimeira n-
formadlo. Eu nada tinha que ver coro o que se
allegava no requerimento, mas somonte com o
que se rae ordenava no despacho. S. Exc. Ilvm.
s quera saber cura que idade tinha viudo a con-
Irahenle.
E por isso que no segundo despacho se orde-
na, que essa Sr.J Joanna se me viesse aprsen-
la/ o sob juramento dechrasse de que edade havia
"indo.
Na segunda iufurmaco digo que ella quera
jurar, o que antes nao sabia, i^Io que veio com
oito annos, e disse que nao consent no juramen-
to por entender que com isso nada se ganhava ;
sto present que se ia commelter um perjurio,
. um sacrilegio, e contenlei-me com a simples de-
' clararan, e assim declarei a S. Exc Bvm.
Eu nformei como pude, S. Exc. decidi cono
entended melhor. Agora as consequencias rae
nao perlencem ; o que quero e teoho direiti a
querer que se me nao imponham responsab li-
dades, que me nao locara, e c dsso que me de-
ferido.
O vivario Venancio Henriques de Revende.
ti. B.Observo agora que no primeiro para-
grapho do artigo do Sr. Y se falla em indi-
gestas e inintelligiceis informacoes, que coslumo
dar sobre negocios de mcu ministerio parochial!
Cora isto o cavalleiro levanto* um pouco a vi-
zera, e Deus me perdoe se porventura commetti
um juizo temerario. E como sabe oY que
eu coslumo dar informacoes indigestas e inintel-
ligiveis !
Descarregam Aoje 1. de marco.
Barca nglezi-Carolinabacalho. *
Brigue inglezTrinculo-bacalho.
Patacho inglez-Star of Ih Eart-bacalho.
Brgue inglez Georgeferro c carvo.
Brigue poriugiiezConstante diversos gneros,
lingue portuguez-Soberanoceblas e trelo.
Bngue porluguez = Tarujo = ceblas, feijo c
trelo.
Patacho porliignezJarco=cebolas.
Barca americano Fauia Cuoshaw farinha de
trigo.
Brgue americanoBohogello.
Barca franceza Occidentefazendas.
Polaca rancezaZouavecemento.
Barca brasleiraMarianna diversos gneros.
Importarn.
Brigue porluguez .Soberano, viudo de I.islua.
consignado a Thomaz de Aquino Fonseca ; ma-
niiesiuii o eeguinte :
3 pipas e 100 barra azeite doce, 15 Larris vi-
nagre, 7 pipas e 30 barris ciiiho, 100 saceos se-
mea ; aos consignatarios.
25 barris rlnho ; a Telxeira Bastos S & C.
Iu6 pecas cabos d cano ; a Carneiro Nogueira
80 saceos semea ; a J. Francisco de S Lei-
lao.
100 ditos dita ; a Fcrreira & Martina.
120 barris cal ; a Francisco Seceriano Rabello
.v. l'llliO.
17 pipas semea, 23 ditos vasios, 1,000 liacos de
n*2J a J- Fcrreira Uendes Guimaraes.
2,000 molhcs de ceblas. 55 barricas sirdinlns :
a Antonio Agostinho de Almeida.
5 pipas e 35 barris vinho brauco ; a Manoel
.'onquim fiarnos e Silva.
pipas. 12 raeios ditos c 50 banis vinho; o
vvhalley Forstof& C.
50 banis toucinho ; a Jos Marcalino da Rosa
M ditos dito : a Palmeira & Beltro.
> barris dilo ; a Jenuiuo Jos da Rosa.
10 barricas cera em grumo; l'oiiunato Car-
uozo de Gouva.
25 caixas batatas, 50 ditas ceblas, 12 barris
OUCinho ; a Antonio Alces de Miranda Guima-
raes.
Brigue francez Santa Anua, vindo de Monte-
video, consignado a Tissel-l'ieies, mauifestou o
seguinte:
60 muas, 12 cavallos, 59 fardos pasto, 40 fu-
negas farelo, 50 ditos secado, 2saceos feijo ; aos
ni." smos.
Brigue americano Bohio, viudo de New-York'
izranifestou o seguinte.
111 toneladas gello, 150 barris macaos, 25 bar-
ricas feijo, 25 caixas algodo azul, 3 i ditos me-
dicamentos. 1 dito charutos, 50 barris carie de
poico c de vacca. 25 caixas banha de pono, 16
ditos tabaco, 10 cslos champando, 30 caixas, che,
-> datas biltero, i ditas cognac, 1 dita geuebra, 3
caixas, 1 ando. 10 rodas, I lauca e eixos, 150
barris batatas, 299 pedacos majia de piuho ;
aos mesmos.
Barca ipjeza Caiulinc, rinda de Terra Nova
consi-nado* Saunders B. & C, manifeslou
seguate:
2,081 barricas e 119 caixa bacalho ; aos con-
signadnos.
Barca iogleza Trinculo, viudo de Terra Nova,
consignado a Johuslon Piter & C, manifeslou o
seguinte ,
3,540barricas bacalho; aos mesmos,
HENDIMIENTO DA ALFANDEOA DE PER-
NAMBUCO NO MEZ DE I li\ ERE1BO DE
180.
mporlacao.
Direitos de importa^a<> para con-
sumo ...............
Ditos de baldeaco e reexporlacao
pira os porlos trangeirof .
.tns de bildeacilo e leexoorlacaj
piraos porlos do imperio .
Expediente dos seeros eslrangeiros
nivegadospor cabotagem livre de
diretto de consumo........
Dito do paiz.......f......
Dilo livres..............
Armazenagem das mercadorias .
Dita da plvora...........
Premio de assigoados.......
Interior.
Mullas................
Sello do papelfixo.........
Dilo dilo i r. p ir.- n 1........
Imposto dos despachantes. ..'.'. '
Dito dos ijudanli do despachantes
Ernoliimeutos de cerlidoes......
36i:i90jS73
17;460
56U305
8155285
2:32b>777
52gi72l
2:30(o,57
82i00
621?i 31
2149066
189400
f350o
25OMO
379100
54*800
Receita eventual
Extraordinaria.
371:6069075
869573
Rs. 371:6923648
A'/rs teguintes especies.
Dinheiro 35>:42H2I7
Assignados. 19:2649)31
Depositas.
Em balanc.) 1.0 ulumo de
|etvw.........9:0389987
Eutrados no correte mez. 2:7589951
------------!:797938
sa'"1"5.............. 2KM59090
nheiro tordeador, e um re.uerimenio viudo da rass tenha havido tranquillidade e socego.
presidencia do Francisco Botelho de Andrade, A excepcao de pequeas alterraroes t contes-
aquelle versando sobre urnas casas que conslruio tacos proprias de taes actos, o que al se dao
Custodio de tal na ra do Lima, ou da Fundidlo em actos religiosos, nao sabernos de mais nada.
om Santo Amaro, alterando o nivcLimenlo pres- A ordem e tranquillidade publica eslao iu-
cripto na eordeaco ; eeste sobre um terreno del laclas.
ExHleules......... 9:75252i8
Na seguintes especies.
Dinheiro .... 433-5775
Letras...... 9:3l3ji73
Contribuirao de caridade.
Rendimenlo nesle mez......... 4525265
Alfandega de Pernambuco, 29 de f=vetirode
180.
O escrivfO,
Faustino Jos dos Santos.
Consulado geral.
Bendimenlo do dia 1 a28. 71 649852
dem do dia 29....... I:336j569
Diversas provincias.
72.9868421
Rendimeoto do dia 1 a 28.
dem do dia 29.
7:028*729
t
niarinha, 1.0 Folie do Mallos ; propondo a com-
misso, que a respeito do primeiro fosse ou-
vido BO lisca" da Boa-Vista, e do segundo o en-
genheiro cordoador ; oque foi approvado.
0 ollicial de ustca Agostinho Jos dos Praze-
res, pedio e obteve demis3o'do lugar que exer-
cia insta cmara, e sob proposla do Sr. Barata,
foi nomeado o ollicial de justica Albino de Jess
Bandeira.
Esperamos que o sapinho constitucional espe-
cifique os fados succedidos naquelles pontos,
para respondermos.
Proseguindo era nossas consderacoes disse-
mos que as qualificacoes, que podiarn produzir
alguma agilaco, tem sido feitas regular-
mente.
A' esta nova 3sserc,o oppoz o sapinho o 3e-
; guinte :
Prestou juramento o padre Jos l.eile Pita Or- E' verdadn que os de Pao d'Alho landaram
ligueira, na qualidade de 4. supplenle do juiz as bolladas, e que em Iguarass os ctmanjes e
de paz do 1. dislricto da freguezia do Recite, e 'ouac/icni'is.jiiac/ieni/i e cassanges\ Illm. Sr Communico a V. S. que nesla data
foi nomeado promotor publico interino dcsla e
termo dj Becife de cojo eslou em exercicio.
Dos guarde a V. S. Recife 27 dejfevereiro de
1860.Illm. Sr Caelano Pinto de Veras, juiz de
paz do primeiro dislricto de Santo Anljnio.__
Francisco Leopoldino Gusmao Lobo, promotor
publico interino do termo doBocife.
Illm Sr.Com muito prazer acabo de receber
o officio que V. S. leve n boudade de dingir-me
participando-mc que est cm exercicio do em-
prego de promotor publico interino do termo
desta cidade, e agradecendo a V. S. a altencao
que sedignou ter p?ra comigo, fetleito-o pela fe-
liz escolba que de V. S. fez o digje>F.xm Sr juiz
de direito do crime desta mesma cidade Dr. Ber-
nardo Machado da Cosa Puria, Brando V. S. cor-
lo de que encontrar sempre cm miro a oais
7:028J729
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n <
din 29 de fevereiro de 18G0.
Rio da PralaSuoiaca hespanhola Cariosa,
Aranaga Hijo & C 100 barricas assucar bran-
co e 14 ditas dilo mascavad.
Bio da Prat-iPolaca oriental S. Agoslina, A
Irmos, 240 barricas assucar branro-
Bio da PrataBrigue hamburguez Bosalinda,
A. Irmos, 50 barricas assucur branco.
BcvalerEscuna americana J. Darleigx, Saun-
ders Brothers & C, 100 saceos assucar branco.
cavado.
LiverpoolVapor inglez nSlanley, S. Brothers
C., 200 saceos assucar mascavad.
LisboaBarca portugneza<'Gratido, C. Noguei-
ra & C.,100 saceos assucar mascavad.
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
PF.BNAMBIiCOEM TODO O MEZ DE FEVE-
HEIRO DE 1860.
Consulado de 15 Ojq do
Pao Brasil. 54O0O
Consulado de 5 por 0,0 68:2S0$957
---------------68:3345957
Ancoragem.....2:'tl3S050
72:936$42l
Diversas provincias. .
Dizimo de diversos g-
neros do Bio Grande
lo Norte..... 697$30
Dilo dito dilo da Para-
hiba....... "58$704
Dilo do algodo, assucar
e couros da dita.. 2:395,$39
Dilo do assucar das Ala-
g'Jas......3.17732 6
---------------7:02^29
80-0150130
Depsitos.
Km bataneo no ultimo
de Janeiro. 239J939
Entrados no corrente
mez.......
--------------- 2393939
Saludos........... 35j263
Existentes. ,........ 2045676
Mesa do consulado do Perna-rnbuco 29 de fe-
vereiro de l6l). Pelo escrivao, o primeiro
escripturario, Joao Francisco R>gis Quinlelia.
Becebedoria de rendas internas
geraea de Pernambuco
Rendimenlo do dia 1 a 28. 34:5139008
dem do dia 29.......2.832J427
8 LiiizaCsminha do Amorirn.
10 Antonia Sefalda de Souza.
12 Pedro Alexandnno Hodriaues Lina.
14 Antonio Joaquim de Souza Ribeiro
16 Flix Francisco de Souza Magalhes
13 Bacharel Francisco Pereira Freir.
20 Joaquim Bernardo de Figue'uedo.
22 Ordem terceira do Carino.
24 Thereza Mara Joaquina.
Nmeros.
1 Aulonio Joaquim Fcrreira de Souza
3 Jos Feliciano Polifila.
5 Ilerdeiros de Domingos da Costa
Albuqoerque.
7 Jos Joaquim Pereira de Meudonca
e Manoel Pereira Caldas.
9 Ilerdeiros de Bernardo Luiz Fcr-
reira Portugal.
11 Mara da Uonceirao de Miranda
Castro.
17 G ibrel Antonio.
19 Ordem terceira do C.irmo
21 Dita.
23 Dita.
26 Jos Pires de Moraes.
27 Mari a da Paz.
29 \iuva o herdeirosde Jos Ignacio
Fcrreira e Silva.
31 Hara d'Assumpco de Mello Al-
buqoerque Tila."
33 Aulonio Francisco Dur.es.
35 M itluldes Bernarda da Couceicao.
>' Silvana Moreira Lima.
39 Joao Pedro da Rocha.
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA
INTERNAS GERAES DE PKnN
Mi:/. DE FBVERKIIRO, A SABER
Rendas dos proprios nacionaes...
Foros de terrenos de niarinha ..
Siza dos bens do raz.............
Decima addicion.il das corpora-
coes de man mora.............
Direitos novos e vclhos e de
chancellara....................
Ditos de patentes dos oiiidaes da
guarda nacional................
Dizima (Io ch mediara...........
Mal rula ila Faculdadedc Direilo.
Multa por infiacces do regula-
mento.........".................
Seiio jo papel llxo................
Dilo do proporcional.............
Emolumentos.................
Imposto sobre lujas C casas de
descontos............
Dito sobre casas de movis, 1
pas, etc. fabrica los em paiz es-
trangeiro............
Dito sobre barcos do interior. .
Taxa de escravos.........
Cobraoca 1 livi la activa .
Extraordinario.
ludemnisaros...........
37:343843o
DE RENDAS
AMBLCO DO
185250
8!937
3.562J020
325J176
668991?
390*000
l9;f.01
9-472JOO0
279735
3 15 ini 1
6:32J- 87
ll
10.008ff350
2 U'l-ll !
335603
21) i<
363
100S500
37:3459135
821409
I8j>ooa
259200
321409
789000
1300I
97g500
45BO00
991000
553000
43JJ200
97jj200
869OO
75#90()
51*600
1059000
369000
21$600
211600
14J4
28J{
1S;
11*6 0
7$200
72)i
14X00
1:4015300
E para constar se mandn aTixnr o presente~
publicar pido Diario.
Secretaria da thesourari provincial de Per-
nambuco 24 de fevereiro de 186 I.
9 secretario,
Antonio Ferre:ra d'Auaunciaca ..
FACULDADE DE DIHEITO.
De ordem do Exm. Sr. director barao do Ci-
maragibo se raz publico por esta secretaria, que
os aioii.iies dosia faciitd.ide da dala deste em
Oanle poderao pagar a laxa da lei que servo de-
aberlnra res Irabilhos do anuo lectivo.
Secretaria da faculdnde de direito doReeir,.
22 de fevereiro delsJ.O ofOcial-maior serviu-
do de secretario.
Manoel Antonio dos Passos e Silva.
A cmara municipal desta cidade comprar
para a obra do maladouro publico 301 cst.:
>> raoun. s de 13 a 14palmos de curapriment,
e i 1 1 varas, lu lo de bo 1 qualidade, quem quizer
fornecer laea objocios dirji suas propostas a
mesma cmara ou ao verendor Franca, en arre-
gado da inspeccao da referida obra.o secreta-
rio, Manoi I Ferreira Accoli.
Acamara muuicipal li la cidade faz publi-
co, para conheci que n inleress 11
nesla data prupozao Exm. presdeme di pi
cia a iiiilidde da desapropria .,, j.i casa
li i 1 oa ra do Co loruiz, perleucerile .1 '. \
Jos i Fernn les de Canalhn, 1 >si leal nesla ci-
dade, afim de que vcriiicida por S. Exc. a ulili-
d idc da desapropriacao, possa a mesma ca
(ratar do processo d ind unnisac 1.
P d 1 ara ir 1 mu ip ij d 1 'li ife om
sao de 27 de fevereii I.Joa 1.. a '.
Monldrj i. 1 Franca, pro-presidcnie. M
Ferera Ai cioli, secrrl.n .
Deciaracoes.
Recebedoria de Pernambucuco 31 de fovei-
reiro de 1800,
Srdido de escrivao, o l. escripturario,
Joaquim Jos de Souza Serrano.
' Consiliario provincial
Rendimenlo do da 1 a 2. 61.3S19020
dem do dia 29.......1:532:5530
RENDIMENTO DA MESA DO COSU
VINCIAL KM 0 MEZ DE FEVEIR0
Direitos de 3 por cen'.o do assucar
exportado............
Dilo idem dem do algodo expor-
tado ...............
dem dem de 5 i lem dos mais
gneros exportados.......
Dcima dos predios urbanos .
2 por cento de meia siza de es-
cravos......... ....
10 porccnlo de novos e vclhos di-
reilosdos einpregados provin-
ciacs...............
Sello do herancas e logados. .
Imposto de 4 por cento sobre di-
versos cstabelecimenios.....
Dito de 40g J0 por casa de perfu-
maras..........................
Dito idem dem modas..........
Dilo idem dem de bilhar.........
203 por cada escravo exportado
para fura da provincia......
Passaportes.......................
Mullas por infraccedes. .....
Juros da decima.-.........
Cusas............................
Taxa da instruecopublica.......
Capalazia de 320 es. por sacca de
algodio exportado .......
62:893*570
LADOPRu-
DE18 : I.
39:295$120
1:51 J589
5:7343029
.; BI
l:82f$520
92^927
711#220
8:076}992
56 1-1 11
8dg000
6O9OOO
16)5000
i;;;hi
75)993
16)652
1339100
I9OOO
17424 1
62:8939570
11-
os seaho ali -
tres pannos
Mesa do consulado provincial 29 de fevereiro
de 1860.
o escrivao,
Ulisses Cokles Cavalcanli de Mello
Movimcaio do porto.
finios entrados vo da 29.
Terra-Nova36 dias, barca ingleza Iris, de 230
toneladas, capilao John Le-Couleur, equipa-
gem li, carga 3,163 barricas cora bacalho ; a
James Crabtree.
Rio de Janeiro pela capitana do Espirito-Santo,
Seraipe e Baha18 dias, vapor nacional d
guerra Camacuan, commandanle o 1" lenle
Paes Lomos.
Lisboa31 dias, brigue porluguez Tarujo I, de
233. toneladas, capilao Manoel de Oliveira Fa-
neca, equipagern 13, carga vinho o mais gene-
ros ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Portos do norte10 dias, vapor nacional Taa-
rais*, coraraandantc 2 lenle Jooiuim Alvos
Moreira.
ce
Q. ts
a.
I
Horas.
y.
re
re
z
re
c
3
c
2
O
Atmosphera.
Dirtcgo.
[Intensidade
i
i
co
5? ini
CO V*
Centgrado.
03
--I 05 *
CO CO co CO 4
s -I 10
Reaumur.
co
o
5c I Fahrenheit
o
* O
CO___
O, CJI = I
llygrometro.
Barmetro.
c

O!
re
3 <
7*.
a V.
w


H
re


a
c
c
>
A noite clara, ver.lo NE, veio para o le
assira ainanheceu.
OSC1LLACO DA MARK.
Preamar as 10 h 13' "da manhaa, altura 5.
Baixamar a 4 h 30 da tarde, altura 2.25
Observatorio do arsenal demarinha 29 de
reiro dn 1860 Vifc.s Jinior
ral e
50 p.
P-
teve-
Editaes.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em cumplimento da ordem em vigor,
manda convidar aos propietarios abaixo decla-
rados a entrogarem na mesma Ihesouraria 110
prazo de 30 dias a contar do dia da primeira pu-
blicagaodo presente, a importancia das quoas
com que devem entrar para, o calcamento do pa-
leo do Carrao segundo o disposto na lei provin-
cial numero 350. Advertindo que a falla da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das
referidas quotas na conformidade do art. 6" do
regulamento de 22 de dezembro de 185.
Palco do Carmo.
Nmeros.
2 Manoel Antonio da Silva Rio% 758600
4 Dito. 21^600
6 Dito. 19f800
Coireio-gerai.
Itelaro 3 g iras
ministraeo do corrcio,
so declarad is :
Augusio i'.olin da Silva Ri >--.
Padre Vuionio da Cunlia Fgueiredo.
Joo Pedro d i; Santos sobriiiho.
I Corsin da Silva Raposo
Jos Joaquim Ramos Ferreira.
Manoel Moreira da Costa.
Quincas de Oliveira.
Conselho dv? compras novaes.
1 mi lo de fazer-se a acquisicao de diversos ob-
jectos de material, abaixo declarados, para provi-
mento do olmoxarfado do arsenal de marinha,
manda o eonselho fazer publico que tratar d -
em sessao da 5 do marco prximo, vista de pro
p -' 13 em cartas fechados entregues nesse mes-
mo da aleas 11 horas da manhaa, acompanha-
d.is das amostras quccatbam no possivel, cortos
os concurrentes de sujeiflrem-se a mulla d 5 l
por cento dj valor de cada objecto nao entregue
da qualidade c na quanliilade contratadas, e de
carregarcm alera disto cora o excesso do pre >,
se o hourer, qnando pela falla se recorra.ao
cade, bem como de seren pagos doquevende-
rem pela formaba muito em praiica.
o luceros.
Oo unusturafi le sicupira.
2saccas de algodo em rama.
2iK) medidas de azeite de pcixe.
'- 1 arrob is d almagre.
2 ditas de agua-raz.
0 bandeiras imperaes d^
i ditas do dous diios.
128 corados de baetilba.
3.1 calcas de algodo.
50 cobertores de lia.
12 arrobas de estanto.
12 lanlernas de patente,
loo leames de sicupira.
1,000 libras de oleo de lia haca.
pecas de sondareza.
30 laias, tinta preta.
100 vistas d'osso
Sala do consdlio de comprasnaraes cm 2j de
fevereiro de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos-.
Tendo a directora ds obras militares di~-
la provincia de fazer os concertos precisos nos
algeroz do lelhado do quartel do 9." balalho le
tnfantaria na Soledade, convida as pessoas que
deste servco se queiram encarregar, a compare-
cerem com suas propostas na referida direcl
das il) horas da manhaa as 2 da larde dos dias
1, 2 e 3 de marco e tralarem a raspeilo.
D rectora das duas militares de Pernambuco
29 do fevereiro Je 1S50.O amanuense,
Joo Slonteiro de Andrade Malditas.
Pela cnnladora da cmara municipal du
Recife se faz publico que no m do correle me.:
se termina o prazo para o pagamento, sem mul-
ta, do imposto municipal sobre estabelccimen-
tos.O contador, Joaquim Tarares Rodocalho.
Tribunal lo Coiiiniercio
Foresta secretaria se faz publico, que na dal.i
infra foi inscripto no competente livro o lhe ir
do popel de distralo da sociedade em romman-
dila de Jos Victorino de Paira o Jo:> Peres da
Ci 11/, sob a firma de Jos Victorino de Paiva &
C, corapelindo ao socio Paira a liquidadlo do>
activo e pasiivo da referida sociedade, que ter-
minar em 15 do corrente.
Secretara do Tribunal do Commercio 28 do
fevereiro de 1860.Dinamerico Augusto doRegj
Ranael, official maior interino.
Cunipanhia ixa de cavallaria.
Precisa-se contratar o forueciuiento d'agua po-
tavel no corrente semestre : as pessoas que se
quizerem propor ao mesmo foinocimenlo, diii-
jam suas propostas cm carta fechada ao quartel
da dita companhia, em Santo Amaro, at o dia >
de marco entrante. Quartel em Santo Amaro em
29 de fevereiro de 1S60.Antonio Dionisio di
SoulO Hondim, alferes.
Para curuprimenlo do disposto no sj ." d>>
art. 13 da lei n 473, sao convides, cmviitoa-
das ordens do Exm. Sr. presidente da provincia,
os propietarios dos terrenos dj ra do Sol (a co-
mecar da praca do theatra de Santa Isabel!, da
ra da Concordia e prica do mesmo nome, beta
como dos terrenos compicheudidos enlre casa
de detencao e fabrica do gaz, para que corapare-
cam na reparlicao das obres publictis no prazo de
30 dias, afim de vercm a direccao que devem
dar ao caes de suas testadas, que devora .-' r
executado de conformidade com a planta con-
feccionada pela mesma reparlicao, c que ser
apresenlada quera a quizer examinar.
Reparlicao das obras publicas 29 de fevereiro
de 1860.O secretario, 7'. A. Ramos Zanu.
BECF.BF.DORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
ternas, em comprimilo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de 10 de Janeiro prximo lin-
do o da porlaria n. 76 da Ihesouraria do 16 do
corrente, lendo mandado intimar no dia 21 s
compauhiase sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio o encorparadas com
sua aiilorisacao, c que nao tinhara pago os novos
e vclhos dirertbs pela approvacao pe seus estatu-
tos e o sello do sen capital nos prazos lgaos pa-
ra que entrassem com sua importancia e levali-
dacaopara a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constara de urna relacao as-
signada pdoolBcial maior interino da secretaria
da mcsni thesouraria e sao : companhia de se-
guros martimos utilidade publica, idem da estro
da de ferro de Pernambuco, idem pernambucaua
de navegnoo costeira, idem de seguros mariti-
lTyIUTILADO
ILEGVEL


....
(4)
nos.indt mitigadora, dem do coionisaco em Per-
namburo, Alagoas e Parahiba, das ques somente
as duas de seguro martimo mencionadas mos-
irai-am haver pago o sello de seu fundo capilal e
os novos e velhos direilos pela approvacao de
seus eslalulos, faz transerever o art. 9 e nico
do decreto n. 2490 de 30 de selembro d auno
prximo passado que sujeila s penas do art. 87
do regulamento de 10 de julho de 1850 aos em-
pregades e autoridades administrativas ou judi-
ciarias que do qualquer modo reconhecercm a
existencia das sobrehilas companhias.
Artigo 9. Os cgntialos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que enlrarem em
operacoes ou estiverom funecionando contra o
disposto nos arts. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consecuencia sem pagamento do sello do
seu capitl, esto sujoilesa disposicao do art. 31
o regulr.racriio de lOde julho de' 1850, alera
das mais penal em que incorrerem, na conior-
midadeda legislarSo -m vigor.
raleo. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou Indiciaras que iceitarein, al-
lendcrem, deferiiera ou admittirem reelamaedes,
requerimentos, represenljces, acedes, ttulos e
documentos de idarquer natureza, apresenlados
ni nomo do companhias e sociedades anonymas,
Bas caivas filiaos c agencias em laes circumslan-
lias mi de suas administracocs ou de qualquer
modo reconhecereni sua existencia Rearad exten-
sivas as penas do arl. 87 do regulamento du 10
dejulho de 1850.
Rcccbodoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1S60. I/unocl Carneiro de Sonta Lacerda.
O lllm. Sr. inspector desta thesouraria man-
ca fazer publico, para coiihecimento de quem in-
i iressar, queem comprimen! da ordem circular
do Ihesouro n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se acha
aberta nesta thesouraria a subsluico das notas
il 1-'. 2- r 58 dilaceradas. Secretaria da thesou-
raria de lazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
0: IcO. O oHicial maior interino,
Luiz Francisco de Samjaw e Silga.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo biuco de' Pernambuco reco-
ihe as notas de sua emissfio de 1( > e de
20$, epede aos possuidores das mesraaj
o tavor de as viren) trocar no seu es-
criptorio, das 1 1 boras da manba at<
as 2 la tarde.
A cmara municipal desta cidade di prin-
ci| o a primeira ser-sao ordinaria dcste anno, no
dia 5 de marro prximo futuro.O secretario,
Manuel Ferreira Accioli.
Consollio mfmiinstrativo.
O conselho administrativo, para (ornocimenlo
do arsenal de guerra, em cumplimento ao art.
Si i regulamento de li de dezemnro de 1^52,
faz publico, que foram acechas as proposlas dus
senhores abaixo declarados:
Para a companhia de pedestre desta cidade.
Anl uio Ferreir da Costa Brega60 grvalas
i ila de lustre a 800 rs.
Para fornecimtnlo do arsenal de guerra.
Mam el Joa piira de Oliveira i G.100 libras
de telas estearinas a libra a C'JO rs.
O eonseiliu avisa aos mesmos vendedores aci-
le devem recolhor os gneros comprados no
- de mai ro prximo vindouro, is 10 horas da
ii r haa.
R !,i das sessoes do conselho administrativo,
cimento do arsenal de guerra 29 d
fcvereiiii de 1860.Francisco Joaquim Vertir
1. i ron 1 vogal secretario interino.
THEATRO
DE
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 1 DE MABCO SI 860.
Para o Aracaty
sahe por toda a semana prxima o hiale Novo
Angelica, mestre Joaquim Jos da Silveira : para
carga e passageros, trala-so com Prente Vian-
na & C.
Para o Aracaty
sahe com toda a brovidade abarraca aria Ame-
lia, mestre F Th. do Assis : para carga, trata-se
com Prente Yienua & C.
Ccar, Maranlio c Para.
O patacho Alfredo, capito e pratico Manoel
da Silva Santos, recebe carga para os portos in-
dicados* e.sahc com. multa brevidado : trala-se
com os consignatarios Almeid* Gomes, Alves &
f... ra da Cruz ti. 27.
um sobrado com soto e trapeira, sito era o Bise-
co da Cacimba da freguezia de S. Frei Pedro
Goncalves, pertenccnle aos herdeiros do finado
Joaquim de Souza e Mello, cujo sobrado tem 20
palmos do frente e 40 de fundo, cosinha no so-
tao e chaos proprios,
Os licitantes o poderao examinar c .para infor-
marles se cnlcndero cora o mencionado agenlc
que dar principio ao leilao s 11 horas cm pon-
to do referido dia.
Lina
CAS* LUSO-BKVSILEIKA,
2, Golden Squarc, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentcs ac-
commodacocs para muito maior numero de hos-
pedesde novo se iccommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esta capital ; continua a prestar-lhes seus
snicos e bons officios guiando-os era todas as
cousas que precisem coiihecimento pratico do
paz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hcsptnhole franecz.
Vende-sc um mulatinho do 8 annos de ida-
e : na ra Velha, sobrado de dous andares nu-
tero 7,,
escram
QUINTA-FEIRA 1. DE MARCO.
O agento Rorja far leilao em seu arroazam
por despacho do lllm. Sr. Dr. juiz de orphos e
a requerimento de Joao Rodrigos de Souza,
herdeiro dos bens deixados por Jos Antonio de
j Souza, da cscrava Jaiinlha. de idde 25 annos
K--
m rs.
A cscrava Creu de idade 38 annos, crioula,
cor fula, alta e se\'ca, nariz chalo, ps e maos
magias, dedos compridos, o furo da orelha es-
querda um tanto grande, coziuheira e engom-
madeira, contina a estar fgida, c sappoe-se
estar oceulta por alguem, caso cm que se pro e-
derjudicialmcnlo : a pessoa, porm, que pren-
de-la, levando a Soledade, sitio do abaixo assis-
ipouco mais ou menos, qual estar a exanie dus ll;'do, receber a gra'.iPicaco aciuia indicada.
compradores no referido arinazem ra do Impe-
0 briguc .Varia Luzia, capito Relmiro Raptis- radr "" 15' ** l [ horaa era Vonl-
O
COIPANHIA DRaMATICA NACIONAL
sor. \ i'UVF.'.;\o no autista
ANTONIO JOS DUARtEtOIHBRA.
Grande e variado cspcclaculo
KM BENEFICIO DO ACTOR
RAYiNDO JOS DE ARAJO.
Sabbado tt le marco le 1800.
Depois >!.i execuco da symphonia do estylo
pela orcheslra, a companhia dramtica represen-
tar o intereasante drama em 3 actos, original
porluguez do Sr.Caslello Branco :
PURGATORIO
E
DISTRIBUlClO.
o
PERSONACEXS. ACTOKES.
:iliadeS................ n. Isabel.
Luiza Amelia.................. ]). Julia.
Alfredo Tovar.................. Lisboa.
Bernardo de Hascarenhas......' Coimbra.
Jorge de S.................... Vicente.
Conselheiro Nobrega........... Rozendo
Baro de Villa-Uarim.......... Carvalho.
Franc s o de S................ Lima.
!';: r le Henifica............... Lessa.
' m medico..................... Carvalho.
Ilmalfaiatc..................... Lima. -
Um beleeiro.................... Raymundo.
I m criado...................... Jos.
lo drama seguir-se-ha a interessante
comedia vauderille em 2 actos :
O CARA LINDA
OU
0 l'REGAOIl DE CARTAZES,
na qml o beneficiado far o papel de JobCara
Linda arrematando o espectculo com a sempre
applaudida comedia em 1 acto :
MARICOT1
ou
OS FFFEITOS !l\ EDICUJVO'
A Sra. I). Isabel desempenhar o papel de Ma-
rico! i
O I' meficiado espera que a escolha do presen-
te espectculo mereca a approvacao do respeita-
v"l publico desta capilal, de quem por innume-
ras veres tem recebido pravas inequvocas desa-
..'o, e do quera ainda esta vez espera mcru-
cer '. lmenlo e protecro.
< Comecar s 8 horas.
ta de Souza, segu no dia ,\ do corrente ; recebe
passageros e cscravoa a fete : os pretendentes
dirijain-se ra da Cruz n. 37, escriptorio de
Almeida Gomes, Alves & C.
Para Lisboa.
Vai sabir em poneos das por ter par
teda carga prompta, a bem condecida
barca Gratido, para o resto da carga e
passageros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C. ra do
Viga rio n. 9, primeiro andar, ou com
o capito A. P. Burges
praca.
Para Lisboa.
Pretende sahir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do seu carregamento proraplo, para
o completo do (| boas accommodaces para alguna passageros :
ouem pretender una, ou nutra cousa, so pode
entender com os consignatarios Atuorim Irmos,
ru da Cruzn.3, ou com o capito Jus Lmigdio
Ribeiro, na praea do Commercio.
LEILAO
TELO AGENT E
Jos Antao do Souza Magalhes.
Contina a estar para se vender o engenho
Caramur, do Cabo, rmenle corrate, do melhor
passadio, e da racliior producc.o, muito perlo
da estacao de ferro, e tendo embarque na porta
do engenho, tendo exccllentcs matas e mangues,
podeudo moer com agua com pouca despeza, e
se esgotando o grande brejo, tica capaz do se fa-
zerem as salas que sequizer, com o que se nao
far grandes despezas, e ficar o melhor engenho
daquelia fieguezia : quem o quizer. dirija-sc a
casa do coronel Laraenha, ou em Macei, em
casa do seu proprictario o Dr J. Antonio Baha da
Cuuha.
Telas 10 lioras da manha porta do arma-
i estaa, na : te.m 0 sr. Annes defronte da alfandega, o rofo-
i rido agente vender por conta de quem perten-
cere em lotes vontada dos compradores
150 saceos com arroz da India.
50 barr.cas com feijo branco hollandez.
-1.x:
TOCANDO EM
Sexta-feira ademarlo.
PELO AGENTE
.I.M.
o vileiro
vapor
commandante liicardo Goble (be meo
nbecido neste porto) sabindo no
Dia 28 do corrente
para carga e passagm-os para o que
tem excellentes commodos, trata-se
com os consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C,
piara do Corpo Santo n. 1.
Avisos martimos.
Para o liio de Ja-
neiro
segu com toda a brevidade, por ter quasi toda a
carga engajada, o hrigue csruna Negraes, capito
Bernardo Augusto de Carvalho : quera no mes-
ir. o quizer carregar o restante, entenda-se com o
ignatario ^!alloel Alves Guerra, na ra do
Trapiche n. 11.
Para a ilha de S. Miguel segu com brevi-
dade o patacho portuguez Souza & C. : quera no
mesn o quizer carregar ou ir de passagem, en-
tenda-se rom JoaoTavares Cordeiro, na travessa
li Madre de Dos n. 9, ou na ra do mesmo no-
r; > ii 36, ou cora o capito na praca do com-
mercio.
COHPAMIIA PERNAMBlCm
DE
Navcgacao costeira a vapor.
O vapor Iguarast, commandante o segundo
lenle Moreira, seguir para os portos do nor-
le de sua escala no dia 11) do corrente as 4 1(2
lioras da larde. Recebe carga nos das, 4 para o
Gear, 5 e 6 para o Ass e Aracaty, 7 para o
Rio Grande, e no dia 8 para a l'arahiba, devendo
a carga ser posta a bordo acompanhada dos com-
pelen.es frotes e conliecimcnlos. O expediente
da gerencia fecha-se as quatro boras da tarde.
CQMPAKHIA BRASILEA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capito de, mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-so dos portos do norte cm seguimento aos
do sul al o dia 2 de marco.
Recebe-se desde ja passageros,frete de dinhei-
ro e encommendas e engaja-se condicionalmen-
te a carga que o vapor poder conduzir, sendo os
voluntes despachados com antecedencia al a
vespera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che n. 40.
Palciot a 2..1HW.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
n. 5, vendcin-se paletoU de ganga aoiarcllu a 2ft
cada um.
Palciot a ,000.
Na ra do Crespo esquina da ra do Imperador
loja n. 5, vende-sc paletol de brim pardo du li-
nho a 3j cada um.
Camisas \>ava meninos.
Na loja da ra do Crespo n. 5esquina da ra do
Imperador vendem-se camisas francezas para
meninos a lgOOU cada um.
Farfulla de
mandioca.
ce? Marca RL.
E' esta a marca das maiores saccas que hu no
mercado e vendem-se no Forte do Mallos no ar-
mazn) 11. 18, confronte ao trapicho do algodio.
== Ollerece-se um moco muito hbil para cai-
xeiro do qualquer casa commercial, para balco
ou para cobrancag, ou para [ora da cidade : quem
precisar, dirija-se a taberna da estrella n. 1 no
pateo do Paraizo, que achara com quem tratar.
No dia 25 de fevereiro do corrente anuo de-
sappareceu a cscrava Lourenca, crioula, tem al-
guns cabellos brancos, anda de chale, alta, ar
carrancudo, temas unhas das maos muito gros-
sas e cheias de regos e retorcidas : quem apprc-
hender, leve-a ra Augusta n 36, que ser
com generosidade recompensado.
Publicacao jurdica.
Acha-se no prelo a 2.a edieao dos Elementos de
Dircito administrativo, mais'correcla e conside-
pode ser vista pelos pretenden es a qualquer ravclmcnle alterada, pelo Dr. Vicente Pcrcira do
hora do dia no dito seu armazeni. Reg, lente cathedratico da mesma sciencia na
Faculdade de Direito desta cidade. Subscreve-se
para esla obra na livraria econmica de Noguei-
"4 6., defronte do arco de Santo Antonio n. 2,
a 103 por cada excmplar, pagos ao receber as
duas parles que j eslao impressas.
Precisa-se alugar una cscrava que saiba
coser c engornniar muito bem, e que seja dili-
gente nos seus serviros: na ra do Cabug 11. 3,
segundo andar.
Na ra Bella n. 10, aluga-se urna ama para
coiuprnr v COZin!iar para urna pessoa.
CIRA COMPLETA.
O Sr. thesoureiro manda azei pu-
blico que se acham a venda todos os das
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26e as caas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes ate
as ( horas da tarde somente, os bilbe-
tes e tocios da segunda parte da quinta
lotera do hospital Pedro II, cujas ro-
das deverao andar impreterivelmente
no dia 10 do futuro mez de marco.
O mesmo Sr. thesoureiro mando
igualmente f.izer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilheles
de numetacao sertidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 23 de eve-
reiro de 18G0.O escrivao, J. M. da
Cruz.
gTTTT-vTTVTYrTTTTTVY-m-rYTTAT*
E DENTISTA FRANCEZ.
- Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p dentifico.
Gremio iMiilosojiliico Llerario
Sabbado 3 de marco, 3s 4 horps da larde, no
palacete da ra da Praia, havera asscmbla Re-
ral afim de abrir-se a sociedade ; o Sr. presiden-
te espera que os senhores socios corapareeatn
:ifo 28 de fevereiro de 1860.
Ivo Magno lorges da Fonseca.
1." secretario.
U v. Cosme de Sa 1'ereirti S
T3 7, B> =
S2 =
w 3 .
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C -
9
Recif
Precisa-se de un hoincia
para mandados em urna loja
de alfaiate; na mesma loja
precisa-se de urna senhora
Iparatratar de dous meninos,
jisto para lavar e engom-
, mar: na ra da Madre de Dos
<^ U v. Losme de Sa rereira^fi -. 00. ^..: -.- 1
13ldevolt.de sua viagem instruct-ft ^LE222ill4SE-
litiva a-uropaeonnua no exer-^ 3""' |JaK(ff@ 1fS3@SSf
fff^i
jion u..iiiu|i.i <_vii 1111 in n exer-E
l^ciciodesua prolissao medica.
H Da consultas em seu escripto-?
'Vio, no bairro do Recife, ra da^f
0SK
Cruz n. 53, todos os dias, men
S* nos domingos, desde as C
i t
O monrionado agente no dia cima designado
e pelas 10 horas da manhaa no seu armazem da
ra doVigario n. 11, vender para ultimar a li- |
quidaeiio da extincta sociedade de fiaco e teci- ;
dos de algodiio
Os terrenos que ainda existem por arrematar em '
um dos quaes se acha una morada de casas
com frente para a estrada de Joo de Barros,
coiuprehendendo o terreno annexo e ludo o
mais que no fundo accroscou em virtude da
nova planta cm poder do referido agente e
igos, desde
as 10 da manhaa
seguintes pontos :
I*. Molestias de olhos ;
1-. Molestias de c^racao e
peito
as o doias
sobre os&J&
f
M
Na na da Cadeia do Itecife n. 9, com-
@ pra-sc um baixo de d : quem liver diri- :J
jase a rasa indicada que achara com quem $
<:; tratar. *
. rfaomaz de Faria, saca sobre a
praca do Rio ile Janeiro :
:! ra do Trapiche n. iO.
O agente Pestaa continua a estar autorisado
' pelacommissiio liquidataria da extincta soc.icda-
| de de fiaco c tecidos de algodio pira vender o
restante do terreno du sitio da mesmai sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
enlender-se cora o difo agente.
escriptorio
ASSOCUfjO POPULAR
DE
. Molestias dos igaos da pera-?t o -nur m
cao, e do antis ; S g| SOCCOri*OS MlltllOS.
4-. Platicara' toda e qualquer De ordem do Sr. director interino scienlifi-o
operacao quejulgarconvenien-^E 1 a ,l)dosos senhores socios etl'ecivos, que lermi-
tenaro restahelcrimrntn rlm^ "ai-' n? ulli'" dl'ste m(:z as ferias socaes, em
1 I^u,ut-ltclmtnlodot:Vi'ra/.aodoqi.elem de haver domingo, 4 de marco
seus doentes. Bg prximo, sessao do conselho, para a qual sao
O e.xame das pessoas que o con- /? CnvIdados os respectivos membros. Oulro sim
sultirotn Pra' foitn ;rwi;*t;n/>tn 'IX, ct)"vldo. l'ic lodos os sensores socios estejam
meta- S ? em da para com a caixa da sociedade. sao ro-
gados os que se achara era atraso a se porem nos
termos dos estatutos asemclhantc respeito, afim
de nam aos que nao esli em dia.
Secretaria da Associacao Topular do Soccorrcs
Mutuos 25 de fevereiro de 1860.No impedimen-
to do 1. secretario, F. 1'. Advincula.
Vice-secretario.
Publicacao 1 i Iterara.
LEILAO
SEMESuQRDO SEM HCOHMODO.
Cear.
Iiiflaiiniinc;au lo Ia'o.
Devenios julgar como urna das maiores felici-
dades encontrar um remedio que nos livre de
urna molestia reputada quasi incuravcl, e por
isso quecheio de contentamento faco a presente
declaracaoem abono das CHAPAS MED1CINAES
di?n' Ri.cariloKilk. escriptorio na ra do Parlo
n. 119, pois applieadas urna das ditas chapas para
inflammacao do baco, que soffria ha muito lem-
po, liquci perfeitanie'nte bom no curto espaeo do
20 das ; pelo que dirijo ao mesmo senho'r
meus sinceros agradecimenlos.
Joo Ferreira Guimares.
Itoconhecida verdadeira a assignalura
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
(Consultas todos os das, das 9 horas da m-
cenla de quem tertencer de 10 caixas de queijos. "hi,a s 2 da tarde.)
t tlamengos marca O, para fechar contas, em lotes i O Sr. Manoel Ignacio Cardoso tem urna car-
a vontade dos pretendentes: quarta-feira 29 do 'a na livraria ns. 6 c 8 da praca da Indepen-
1 corrente s 11. horas da manhaa, no armazem dencia.
[mente, e na ordem de suas en-
v tp das; fazencio excepcao os doen-
tes de olhos, ou acjuellescjue porfjS
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicaco de alguns medica V'
mentos indispensaveis em varios^
casos, como o do sulfato de alto- H
pina etc.) sera' feto.ou concedido \
A confianca que
a presteza de sua
0aocao, e a necessidade prompta
le seu emprego; tudo quanto o |J
^idemove em beneficio de seus
doentes.
3g gratuitamente.
3R nclles deposita,
Kt 9?**v,
A 29 do correle.
Para fechar contas.
O preposto do agente Oliveira far leilao por
os
supra
Segu com muila brevidade o palhabole < Amaro, recebe carga e passageros : a tratar
com Caetano Cyriaco da C. M.. no lado do Corpo
Santo n. 25.
dos Srs. Andrade & Camnello, largo da alfandega
Avisos diversos.
Otrerece-sc um moco portuguez, com bas-
tante pratica de raolhados, para caixeiro de ta-
berna ou de armazem : quera de seu presumo se
; quizer utilisar, dirja-se ao boceo Largo n. 6 ; o
1 mesmo d por fiador de sua conducta o seu ex-
Deseja-se effecluar o contrato de urna pes-
soa para mestre do meninos em um engenho
prximo rilla do Cabo : quem liver antidao
necessaiir e quizer lomar esse encargo, pode di-
rigir-so ra da Senzala Velha n. lO, ou casa
do De. Barros, juz municipal, no caes do San-
Francisco.
Costuras.
Precisa-se de C3Slureiras para inda a qualidade
de roupas de homem : na ra do Crespo n. 23.
ffOfg CM M '': M D C .liiiaJS ni. 0 j*_ j:' u
guro conlra Fogo
COMPAMHIJi
Guia Luso-Brasleiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4" de 500 pag.: vetide-se na mao do
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3$ encad j.
A pessoa que annuneiou no Diario de hon-
tem para ser ama do cozinha, dirija-se a ra da
Cadeia do Itecife n. 22, segundo andar, que acha-
ra com quem tratar.
Precisa-se
de urna prota bastante possanie, que saiba lavar
perieitainenjle, para urna casa esliangeira : a d-
rigir-sc a Sanio Amaro, casa de Mr. Cimbronni.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
__ palrao.
Leiloes.
Continua a precisar-se do um criado, que .Js AfTonso de Souza e Francisco Albino,
de fiador a sua conducta, para todo o servico de snl,ditos porluguezes, retiram-se para a Baha.
c^
um homem solleiro : quem achar-sc neslas cir-
(umstancias dirija-se ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 25, segundo andar, hojo ra do Im-
perador.
9

_ Caeano Pinto de Veras faz scienle n quem
nleressar que est em exercicio da vara do juiz
de paz do 4o anno, do primeiro dit-tricto da fre-
guezia do SS. Sacramento do Santo Antonio des-
la cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8
o em qualquer parte que for encontrado; oque
da audiencia as tercas e sextas-feiras as 4
SM1TH
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
CDcflOllle (la piaCl g dependencia, dcposilodc ge- giJiSo.
eros c massasfinas, S
CAPE" E LUNCH ; g
[A assim como toda a qualidade de peliscos @
g a qualquer hora; jantares e outras comi-
m das para fura, ludo por proco muito @
@ commodo. gj,
i|2
Quinta-feira i- de marco.
4">l O -< ax *->
Gi^@e
O agente Borja far leilao em seu armazem por
despacho do lllm. Sr. Dr. juiz municipal da se-
cunda vara e a requerimento do tcslamenleiro c
inventariante dos bens deixados pelo finado vi-
gario Joao AnlonioTorrcs, da rasa terrea n. 28
sita na ra de Motocolomb freguezia dos Atoga-
dos, a qual tem 5 janellas envidracadas e poriao cicrip,orio Ja rua Jo Trapiche n. 11.
ao lado, 50 palmos de fente e 80 de fundos, 4'
salas, 7 quartos, cosinha lora, copiar ao lado,
quintal murado, cacimba, tanque, porlao para
a rua doGerimura e 4 quartos para tscravos no
fundo do quintal.
a'
para
Quem precisar de um criado para cozinharl Na ruTlova n. 1 i, loja do bom "oslo vende-
e comprar,[dirija-se rua das Cruzesn. 28, pri- se grosdenaple preto de lodas as qualida'des pe- !
mciro andar. lo diminuto preco de IJOO, lc60(l. 1800 15900 i
- \ende-sc urna bonita mobila de Jacaranda,: 2*, 25400, 2$U0, 28UO, 3}, 3^200 o 3S5U0 6
espellio grande dourndo, lindos quadros, etc., '
varios objectes : para informacoes dirijam-sc ao
, covado..
Assim como
1517 oitavas de prata em diversas obras, como
sejam um faqueiro de duzia com colheres pe-
queas para cha, 1 pardo caslicaes c 2 salvas,
que lambem perlcnceram ao referido finado.
Os pretendentes poderao examinar a supra
mencionada casa, tendo lugar o leilao na rua do
Imperador n. 15 (s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Um sobrado.
Eloy, pardo claro, meio acaboclalo, idade
32 a 33 annos pouco mais ou menos, cabellos ne-
gros e corridos, olhos castanhos escures, pouca
barba, nariz, bocea e corpo regulares, estatura
media, pomas um pouco arqueadas, com todos
os denles na frente, falla bem e um tanto baixo,
ofltcial de pedreiro e pintor,do que faz mais uso,
; anda bem vestido e calcado, passa por branco e
; intilula-se romo tal e ferr
chamar se Eloy Jos l'ereira
Ebaratissimo.
Vendem-se casacas, sobrecasacas, palelots de
panno fino a 2$, rolletes de seda a 2, ditos de
rustoalji; a elles, antes que se acabem : na
rua Nova n. 1 i.
Vende-se urna cscrava da Costa, moca, cora
habilidades, muito sadia e sem vicio algum, cera
una cria de um anno, e leile sufiicienlc para
I
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Palhinha para niarci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zem de C.J. AstlevA C.
. O
A directora do Gallineto Portuguez de J.eilu-
ra, leudo em consideracio, e desejmdo a todo o
cusi manter a boa ordem c regula.idade que
deye inaltcravelraenlo haver no estabelecimento,
avisa aos senhores associados que liveiera lvros
"in seu poder, perteneentcs ao Gabinete, e que
lenham excedido o prazo marcado para a lelura,
queiran ter a bor.dade de os mandar entregar na
bibliolheca, afim nao s, de a seu tumo, nao im
pcdircra a regulardade do expediente, como por
assim se (ornar urgente i commissao que est
prucedendo ao bataneo na mencionada biblio-
theca,
Secrelaria do Gabinete Portuguez de Leitura
era Pernambuco aos 2S de fevereiro de 1860.
Manoel Jus de Faria.
1." secretario.
Arrenda-sc ou vende-se o engenho Brilhan.
le, em Scrinhem, de ptima produeco, bem
couslruido, e moente c corrente, distante duas
leguas do embarque e quatro da cidade do Rio
| Formoso : trata-se nesta praca com o Sr. Hercu-
| lano Deodato dos Santos, no" primeiro andar da
!rua do Cabug n. 7 ; em Serinhaem com o Sr.
rholesforo Marques da Silva, no engenho Telha,
I e com o seu proprietario, Atiplo Camerino dos
I Santos, no engenho Camarfio, era Agua l'reta.
r Precisa-se alugar urna ama de leile para
amamentar urna crianca : na rua Bella n. 38.
Precisa-se de urna ama
co n. 26.
e
i
i
no pateo do Tor-
algumas vezes diz cnar : (IUI>U1 pretender, annunce para ser pro-
- ; natura', da pro-1 curado,
vincia da Bahia ; veio do Ro de Janeiro em 13 ~ Vende-se urna escrava que cozinha e faz o
Quinta-feira 1 de marco.
em seu armazem
O agente Borja far leilao
pordespacho do film. Sr. juiz de ausentes e a
requerimento do lllm. Sr. cnsul de Portugal, de
j de junho do anno passado em companhia de Joa-
quim Francisco de Paula Estoves Clemente, e
escravo do Sr. Pedro de Oliveira Coelho, resi-
dente no Rio de Janeiro ; consta que estove tro-
balhando de pintor no caminho de ferro e lam-
bem em navios mercantes na barra Je Taman-
dar, e fugio no dia 13 de dezembro de 1859 :
quem o pegar nodo dirigir-se a rua da Glora n.
10, freguezia da Boa-Vista que ser bem recom-
pensado.
A mesa regedorada irmandado do Senhor
Bom Jess dos Afilelos erecta na igreja de S.
Jos do Recife, faz saber ao rcspeitavel publico
que no dia 11 de marco pretende apresentar em
procisso o seu padroeiro o Senhor Bom Jess
dos Afllictos, pelas ras desta cidade: rua do
Nogueira, da Calgada, dos Pescadores, de Santa
Rita, Fagundes, segu a rua do Rangel. Queiraa-
do, pateo do Imperador.rua do Imperador. Cres-
po, praea da Independencia, Cabug, Nova. Cam-
boa do Carmo, pateo do mesmo, rua de Horlas,
Marlyrios, Augusta, chafariz da. rua Imperial,
Cinco Ponas, rua Dircita, paleo do Livrainento,
paleo da Penha e rua de S Jos.
= Previne-se ao publico que ninguem faca
negocio com Domingos Jos Alves da Silva acer-
ca do preto crioulo de nome Gaspar, visto echar- I vereiro de [l86o"Candido Nunes
se dito escravo em litigio, I Joio da Cunha Wanderley.
servico interno e externo de urna casa : na rua
do Mondego n. 131, bem defronte da casa do Sr.
Dr. Baplisla.
Atteneo.
Vende-se 1 arara, 4 seremas, 1 tucano, I ma-
caquinho de cheiro, 1 orangulango, 1 doge por-
tuguez, 3caudids queja fallara alguma cousa, c
9 jacamino, tudo por proco commodo : na rua
do Collegio n. 10, primeiro" andar.
O abaixo assignado declara, que echndo-
se desligado de qualquer negocio com as casas
de Caminha & Filhos, por haver passado letras
pelo valor das fazendas que existiam n loja
pertenceute aos ditos Caminha & Filhos, lem ce-
lebrado sociedade cora Joao da Cunha Wanderley
sob a firma social de Candido Nunes de Mello
4 C, para continuar no gyro dos negocios da
dita loja sita na rua da Cadeia do Recito u. 60,
Dcando a nova-firma responsavel pelo activo e
passivo conlr^judo' debaixo da extincta firma de
Candido Nunes le Mello. Pernambuco 25 de fe-
de Uello.
-.cittiseaCoo au ls oidej* io~>
Eiisuo particular.
O abaixo asignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando priineiras
letras, laliine franecz, e tambem admitle alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
A loja da Fama da rua da Im-
peratriz n. 48,
venden o bilhete n. 2251 com a sorte de 5:0008
o dono do bilhete pode vir receber a gara ta, e
tem exposto os bilheles da segunda parle da
quinta do hospital Pedro II.
Bilhete................ 6SOO0
Meio.................. 3J000
Os abaixo assignados estabelecidos com ta-
berna na rua da Imperalriz n. 54, que gyrava sob
a firma commercial de Oliveira & Resende, fa-
zem scienle ao publico e com especialidade ao
respcilarel corpo do commercio que nesta data
dissolVcram amigavelmente a referida sociedade
Picando a cargo do sicio Rezende a liquijaco do
activo e passivo da extincta firma, bem como o
mesmo socio se obriga a saplisfazer o debito cun-
trahido antes da referida sociedade por transac-
coes anteriores q correspondentes ao mesmo es-
tabelecimento pelo socio Oliveira.Recifo 19 de
fevereiro de 1860.Domingos Ferreira de Oli-
veira.Paulo Francisco Rezende.
Henry Saw, tem urna carta do escriptorio
de Arkuright & C.
(Juera precisar de una ama para o servico
interno do casa Je homem solleiro ou de pouca
familia, dirija-se a rua larga do Hosario n. 39,
segundo andar.
Paulina Ramos de Carvalho, viura de An-
tonio Jos Fernandos de Carvalho, pelo presento
pede aos credores do seu fallecido marido de a-
preseiilarcm suas contas no prazo de 8 dias, a
i contar da dala deste. no seu estabelecimento da
rua do Amorim n. 30, afim de seren corleropla-
dos no inventario que se. lem de proceder. Re-
! cife 2S de fevereiro de 18i0.
Jos I.opercino de Freilas deiza de receber
as contas de Jorge Rodrigues Machado, de hoje
em diante.
Precisa-se de um mestre de grammalica
porlugueza, escripia e de francez para eusinac
a duas meninas, indo casa da respectiva fami-
lia dars lieoes : quem se achar neslas circums-
lancias dirija-se casa da esquina junio a fun-
dicio do Starr.passando a ponte da Ilha dos Ra-
los, para tratar.
Eu abaixo assignado tenho autorisado ao
Sr. Domingos da Silva Ferreira Jnior, pera re-
ceber *miabas dividas das tojas de calcado e
fabrico de charutos : na rua larga do Rosario
ns. 32 e 3.
O Dr. Joao l-'et reir da Silva, de
volta de sua viagera ao norte, esta' re-
sidindo na ruado'xangel sobrado n. 56.
Attenco.
i
Na rua do Jasmim do bairro da Boa-Vista, lu-
gar dos Coelhos, acaba de eslabelecer-se urna
nova fabrica de ferreiro com todas as proporces
necessarias para bem desempenhar qualquer'en-
commenda, tanto de obras novas como de con-
certos de toda a especie, pcrtencenles a Jila arte.
0 proprietario da mencionada ferrara, Gulher-
rae Daegcl, promelte a mais restricta penlualida-
de no cumprimenlo de seus deveres, e por isso
espera ser coadjuvado pelo rcspeitavel publico
desta cidade.
Precisa-se de urna ou duas ama para o ser-
vico de urna pequea familia, exigido-se porm
que saibam coser soflrivelraente : na rua da (Jalao
passando a ponlezinha, defron'le d* casa do Sr.
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira. /
Offercce-sc urna pessoa para ensaboaT e
engomraarcom o maior asseio e promptidao pos-
sivel ; quera quizer servir-se do seu prestimo,
dirlja-se a travessa dos O.'sos (travessa da rua da
Palma], lado esquerdo, tcrceia casa,


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 1 DE MARgO DE 1860.
Almaiiak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o correnfeanno de
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
epoliciaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, minia-
res, ecclesiasticos, lilterarios
de toda a provincia.
Assoeiaces commerciaes,
agrcolas, industriaos, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
duslriaes e commercia

*'
A
M. CflAB.8
l!fiplCO E l'ROFi-SSOK DE PHARMA-CU, DE PARS,
l.u:\ c Tit.'.'lf r i :,;:to cir.illVO
S .XIWES T 1>..S \S An. fCCF.S' CITaNiav, VIfttS E ALTERARES I.G SANCtE.
ft4"'Bf'f?5*^*~> Drpuralit* 'iewmsne.
......03C3
ritrnte [o.
Xnro'* mu |ir. Ii-i iv.'i m
/tilH *"*'"' m-.i.taraa-
ISwfcMiKtWJ, te qualquer |iura>*. ,
r-!.i\..^"i > v iJuliiluiu ii?, e ig'i.ln eire Bx-* e
I* i r.'s liiaicas d iniiM:i r -s. Inj fe
Cha'ric. Iv-U ii] .-.;:': > benigna emoleg.i-se mes
ue> t n 11 do \.i./,'i' ile ci;r..ti il ferro, aun vez
d in:i .1 ;i r ii >i> voz e larde durante ires dl*f;
111 to,j ii'J a cura.
< or.oliiilHM.Toma la que as C113.-1 1111 3 dias.
O /'p l.'fl 111 ru 1 larga iL> llosaiio, botica de Uartho'.omeo Francisco de Souza, n. 36.
'UL*5lS!?iS '"l"1 V'tjcial mi" mtr-
1& curia, o ur.ico coiihecido
: ap[>rc-va>'o p*n Vil |loni|ld: t radi-
ca mente inpyerip, pus'u'rip, luri'ts, sarna, co-
iwmVs, ciimonia c alitnc/tM viciosas do sin-
gue ; vims, e qualquer .linio venere. b-
ni:os iuu<-n.fK. Toieo-te dous por semana, se-
; Ululo o iiaauuiilu | uiaiivo.7- ,*. uni.ilu un-
liiici'iiciicii. lc un 1 iT'ilo t'^'bttc**'** tas af
fece* cutneas e comixes.
OS JESUTAS
(5)
POR
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Um ntido vol. DE 300 TAC em 8o Francez.
Analysa-se nesla obra o papel da companhia nos diversos paizes donde foi expulsa ; desco-
bre-so o [lao concerlado pelo philosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para destru-la, nao
por seus pretendidos crimes e ambcao, mas para realisarem suas ideas schimaticas prova-se o
constrangimento de Clemente XlVexpedindo o breve di exlinccao da companhia, eque ella foi, e
anda, um dos mais esforzados sustentadorea da regiao, em cuja defsza conquislou a cora de um
verdadeiro martyiio.
Deusnao permllio que a iniquidade fosse commellida sem ficar gravada em documenlo-
e irrecussaves estes documentos, que tanto se esforcarara por supprimir os inmigos da com-
panhia, felizmente poderam ser conservados, e lem apparecido ltimamente na Franja em diver-
sas obras, que confirmm a opiniao que anda formam dos Jesutas os hnmcfls imparciaes e quesl
nao sao adversos S Apostlica.
E' um Irado em favor dos Jesutas, entre nos anda lo injustamente julgados, e que nasce
da conviccao intima de quesua causa a da justca, do pontificado e da reigiio.
Assigna-sc no escriptorio deste Diario, ra das Cruz.es e na ra do Imperador vraria de
Guimaraes ex Oliveira.
nhos, ramas de diferentes formatos, eseovaa do
potassa e proras, tinta prela de differentes q 1a-
lidadcs para jornaes e obras de luxo, linls differentes cores, verniz, e onro amarello, cor de
laronja, verde, encarnado, cor de robre ele 1
prata, papel de impressao de differentes forma-
tos e qualidades, e outros muitos objeclos que
na occasiao se mostrarao.
Barato que admira!
Na ra do Imperador, defronte de S. Francis-
co, por proco muflo commodo, 10,000 rtulos
para caixasdofharulos surtidos, tanto oas cores
como nos modellos.
= Vende-se leile puro a 280 rs. a garrafa :
na ra Nova, na taberna do Sr. Lima n. 3, de-
fronte da matriz, das 7 horas em dimito.
Na ra da Imperatriz n. 2, vende-sc o ver-
dadeiro fumo de Garanhuns a lgOOO.
Ovas do srtelo.
Vendem-se ovas do sertiio muilo fiescaes : na
ra do Uutiuiado, loja de errageoa o. Ii.
Piano.
lua Nova, em Bruxellas (Blgica),
4 DIRECCVO DE E- KMYAS
DELICIOSAS E I.NFALLIVtiS.

Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, toma-sede grande PasUlliaS VeUCl
r paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posifao
, I urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacos de cara nhos de ferro, da
aCS UO 1 Allemanha e Franja, como por ler a dous minutos de si, todos os theatros e diverlmemos ; e,
valor
timo e emiin para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Wintuvio tem
o seu escriptorio no 1- andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboa do
Carino.
T


COMP.WfflA DA VIA FRREA
no
RECIFEAS. FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
ichistas virem do dia 3 do crlente em dianle
ao escriptorio da ra do Crespo n. 2, para rece-
berem o 8. dividendo de juros de suas aeros,
contados no eemcslro doconido do 1. de agosto
do 1859 31 de Janeiro de 1SG0. Rccife, 1. de
feverciro de *.S(iO.
Precisa-sc alugar um preto ou prela, ja ido-
sos, para comprar ra ra c [azor o mais servido
de urna casa Je familia, ou mesmo una ama as
mesmas circunstancias : quem liver n quizer,
annuncie ou dirija-se a la de Santa Hita n. 40,
primeiro andar.
Piecsa-se fallar ao corresponden-
te dos Srs- Cnente-coronel Hemeterio
Jos Velloso da Silvcira e Francisco Xa-
vier de Andrade : na vraria n. 6 e 8
da prara da Independencia.
alm disso, os mdicos preQos convidam.
>'o hotel hasempre pessoas especaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as tourstas, qur em suas excurses na cidade, qur no leino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (38200 4-5POOO )
por dia.
Durante o aspado de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
Lopcs
ilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Ospregos de lodo o servco, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45OOO 4500.)
No hotel enc^ntram-se informa^ois exactas acerca de tudoque pode precisar um eslrangeiro
I
-
I
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, agougucs, enge-
nhos, etc., etc.
Scfrvc elle de guia ao com-
lTlPrfi'i!ili> -icrriViilnr man | o, e seu filho o r. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal ) e os rs. Felippe
i LUlll, man- Nell0> Manoe, jePiguera Fara, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e mu
8VMw ile Kemp
contra as iombrigas
MRABE DO FOHGET.
Este \arope esl approvado pelos mais eniiiirntes mdicos de Pars,
feomo sendo o melhor para curar constipaco??, tesse convulsa e oniras,
aueccoes iIo branebios, ataques de peiio, iiiit (.oes nervosas e iusomnolencias: urna colherada
pela manha, e outra noile sao sufcientes. O tileo deste excelente zarope satisfaz ao mesmo
lempo o iloenle e o mlico.
dsposito na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 3G.
NICA, VERDAD-EIRA
GITIMA.
E LE-,
SALSA PARRILH.V
DE
^w. ^*. '
>y

Liges de (ranee
piano.
Madcmoiselle Clcmencc de Hannctot ^
fe de Manneville continua a dar liedea de m
^, francez piano na cidade c nos arrabal- ^
g des : na na da Cruz n. 9, segundo andur. &fS
Remedio sem igual,' sendo reconhecido pelos
mdicos, os maisiminenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidndes do figado, d3-spopsia, debili-
tadle geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e eiupooes que resultam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. I.anman & Kump, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados a prevenir ores-
peitavcl publico para desconfiar de algumas te-
fi'M \ n,,os imitardes da Salsa Pairilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao ellos os nicos proprietarios da receila
FOLIUMVS PAR 1860.
Estao i venda na livraria da prara da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinlias para 1860, im-
pressas nest typographia, dasseguintesquali-
dades :
Foi.IIINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regularcnto dos direitos pa-
rochiacs, a conlinuaco da bibliotheca do
Cristao P>rasilciro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Ueos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commcmoraeo ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Spcra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corarao de Jess, saudaedes devo- ^
approvadas pela Exm." inspecrao de cstudo de
Habana e por muitas oulias juncias de liy-
giene publica dossIados Uuidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
dareis a vista, doces ao paladar so o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causa'm nau-
soasnem sensaeoes debilitantes.
Testemunho expontaneo em abone das parti-
Ifaas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara meu lilho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalara um chei-
ro ftido, linha o estomago inchado e continua
comichao no nariz, tao magro se po/.. iiue cu
temia pcrdc-lo. Nestas circumstancias um visi-
nho meudisse que aspastijlias de Kemp linhara
curado sua lilha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas c com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas r.o seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos, uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado era New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alandega n. 89.
Babia, Germano & C.,rua Juliou. 2. \
Pernamhuco.no armazem de drogas de J. Soum
e? Companhia ra da Cruzo. 22
DENTES !
m
Vende-se um piano de Jacaranda, forma de
mesa, c com pouco uso, tendoexcedentes voz
na ra dosQuarleis a. z, primeiro andar.
Veodem-se saceos eom farinba Qna, os] r-
macele a GS0 a libra : r.o palco do l'arai/.o n! ij.
tua do Qaeimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fczen.las para co:
r a liquida^ao da firma de Lcite Correia. as
quaes se vendem por demnuto prcro, rend
tre outras as seguintes :
Magos de meits cruas para hornera a 1"(0
Ditos de ditas de cores
Has cruas muito superiores
No dia 2i do corrente desapparrceu um caval- Ditos de
lo russo ponibo, bem foilo c gordo, leudo no quar-! rv- ,
io esqnerdo o ferro que se parece com um A de ; l,l,a de <1|I0 Para senhora
letra grande : roga-se a quem o pegar que o leve [)os de ditas muito finas
a ru
ser
na Direita n. 70 ou no engenho Pinieuta que- ,. .
generosamente gratificado. Lories de carca de meia cjsemtra
Ditos de ditas de casemira de cores
290( 0
4?.( 0
:
425000
2*1 I
Desappareccram no dia 25 do corrente mez
do fevereiro, das immediacdcs da ru do Hos- Ditos de ditas de casemira prela a 55 e 6? 00
picio, urna cabra prela rom una orelha cortada D ..
e urna malln branca n'um dos lados da barriga, I Brin0 lrnsado branco de linho fino
um cabrito de tres saezes, amarello claro rom vara
t I 0
2?000
4C-. ICO
19C0
L10ES PRATICAS
DE
malbas e frente brancas, o 1 cnbrtinha da mesma ; p--,.. j. i i ,.: i j.
dade e cor parda lambem maulada de branco ; CortCS de C0,ete ,le 8>rgur0 de seda
as quaes cabra e crias sospeita-se tercm sido fur- l'ano preto fine, prova de limao 3j e
ladas pnrum fregu/, useiro e vesciro de lacs p.. i., i i j
gentilezas: quem dellas der noUcia certa na GravaU *seila P" *"
mesma ra do Hospicio, primeiro sobrado adan-1 aiscados francezes, largos, coros fixes
le do gyranasio, ser gencrosainente gratificado co110
, Chitas francezas largas Gnas covado 2-J0
! Ditas estrellas
[ciscados decassa Je cores lindos padrdes o
superior qualidade eovado )
! Cassas de cores covado i 0
Pessas decassa branca brdala com 8 va-
, MllTIlHtlITlCI zz^,
lilla NOVa n I5tsegund0 andar. Cambraias lisas muito finas peca 4z i
SE. FonsecM clcSc<(t-i'n<4. escriturario da P.. ... ,
thesouraria de fazendadesU provincia,competen- Lrnest,nas de cores para vestidos covado
teniente habilitado pella directora de inslruccao Challes da la bordados de Seda um
ESCRITA COuMERCIaL
Por partidas dobradas
e he
2r-0
publica para lcccionar Brilhmetica nesta cidade, ,
tem resollido juntar, romo complemento do seu Wodenaple preto, largo covado 1*S00 e 2
curso pralico de cscrituraco or partidas do-1 Seda, e sarja lavrada lfPOO e 2: 0
liradas, o ensino de n.riiabilidade espccialmenle ir...: i .
na parle relativa a redjicco o moedas ao cal- Vesdos b.ancos bordados para bsptisad
2:
l
1-8288
: )
.... :
no dia 15 de Janeiro prximo futuro s 7 horas
da noile ; e as pessoas tjue desejarem matricu-
lar-se poderao aeixarseus nomesem casa do an-
nunciante al o mencionado dia.
ara
Lencos de chita esenros um
Gangas rls i-i-p> para palitos covado
*?r*rwxm iiii i
tomaras.
i
AfaTlFICIAGS.
[Ruaestreita do Rosario ii. 3|
nhora, ao patrocinio de S. Jos e nio da | ^'"cisco Tinto Ozoriocolloca denles ar- |
' e ,. .-t nri'i.ies pelos dous svstemas MU.CAM1L,
guarda, responro pelas almas, alem de -.- chapas de ouro ou platina, podendo ser @
i do T)r. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
direilo
%Ss&P M&:- C porque o segredo da sua prepararo acba-se so-
Prei-isa-au de urna ama para osirviro in-
terno e externo de casa de pouca familia ; a tra-
tar na ra das Aguas-Verdes n. 48, 2." andar.
n
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figucire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se &
vraria da prac;a da Independencia,que su preci-
sa fallar-lh.
Precisa-se alugar urr sitio que
nao diste mais de legua e meia desta
praca, o qual tenha lugar para OCCupar
mais de 8 captivos, ese t ver pasto para
vaccas malhor sera', podendo o arreo-
damento comerar ngora ou era uiaio,
conforine agradar : a quera o tiver para
alugar, podendo, dinji-se a praca da
Independencia n. C e 8.'
Precisa-se de um moierjue para
servco de urna casa de j>ouca familia :
na ra da Cadea n. 41.
Precisa-se de um caixoiro para taberna, que
tenha pralica da mesma '. a tratar na ra da San-
ta Cruz n. 3.
Os Srs. Jonquim Barroso Braga, David An-
tonio de Carvalho e Francisco Manoel de Parias,
teem cartas para Ibes ser entregues em mo pro-
pria : na ruado Cabug n. 11.
Na pnmeira audiencia do jui/.o municipal da
primeira vara tem de ser arrematados os serviros
do escravo Goncalo a requerimento de seu se-
nhor Jos da tocha Paranhos, sendo escrivao
Cunb.
Berrardo Fernandos Vianna, mudou a sua
aula particular para ra da Cadeia, cosa n. 7,
segundo andar, do 1." de marco em diante.
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciavcis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer outrapre'parafo falsa !
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de aro, trnzendo ao p as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2 O mesmo do outro lado lem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acba-se o retrato c firma do
inventor C. C. Bris/ol em papel edr de rosa.
4o Que as airerOes juntas a cada garrafa tern
nma phenix semelhaule a que vai ncima do pr-
senle annuncio.
DEPSITOS.^
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
Traspasse-se o arrendamento de um En-
genho muito perto da pra?a, vende-se urna par-
le do mesmo Engenho, urna maquina a vapor.
all
al* au 21'.
Indepenecia, prcciza-se
Joao da Costa Maravilha.
Rcga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidarlo, o obsequio
de mandar saldar seu3 dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
usencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C., ra da Senzala Nova n. 52.
Precisa-se de urna ama para cozinhar : na
ra Nova n. 8, loja.
Continua-se a preparar bandejas enfeiladas
de diversos goslos, cora boliuhos dos mais pro-
curados e dos mais ptrfeitos do nosso mercado ;
assim como pudins, bolos inglezes e Irancezes, e
da nossi massa os mais pcrfeilos, e lambem as
bellas seringas e filhozes para o lempo do carna-
val, e urna porcao de doce de caj secco por pre-
r,o comuodo : procure na ra da Psnha n. 25,
segund) andar, que se far negocio.
Precisa-se de tima ama de leite,
queotenlia em abundancia, que seja
bera adia e de bons costumes: pagase
bem. Dirigirse a' praqa de Pedro II
(antigo pateo do Collegio) n. 37, segun-
do e terceiro andar.
- Na vraria n. G e 8^da praca da uma desiilaco nova montada de um tudo, 22
bois de carro, G quarios, e oulros objectos :
tracta-se na ra do Queimado n. 10.
Hermano Reinholt Zeehbaner, subdito
Allemao, relira-se para fra do imperio.
Aluga-se o armazem da travessa do Carioca
n. 11 : a tratar no sobrado.
DE
Ferro Soluvel
outras oracoes. Tre^o 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo" o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiacs.e
urna collecrao de ancdotas, dilos chisto-
sos, contos, fbulas, pensameatos moraes,
receias diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de aores
e (rucios. Fieco 32U rs.
VITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parechiaes. Trec.0 1G0 rs.
*-\ <\ o -- \ --;- '-- ..
vi> \*> xi> >ix **v vi- -ir*
na sobredila ra a qualquer
.:; Iiora.
Precisa-sc
de um menino poilugucz ou brasileiro, com pra-
lica oo sem ella, para caixeiro de uma taberna
e:n R>beribe : a tratar na ra do Queimado nu-
mero 43,
Precisa-sc
m

I
1
o- tx i^y -c> \> k$> > > -e> ci> -x
c\ <> '- f *7>
ti* -c> i "c* <-> ?
Altenco.
QK
Curso pralico e theorico de lingua fran- S i a ^SS{''\C(,0i'n,ielen,,e-
de uma ama forra ou captiva para os serviros de
uma casa em Beberibe, de pouca familia : a tra-
tar na ra do Queimado n 43.
Permula-se um sabrado de dous andares,
chaos proprios em um dos principacs pateos
desta cidade, por um sobrado de um andar (no
seja grande : quem quizer fnzer a permuta diri-
ja-se no proprielario deste Diario, que indicara
ecza por uma senhora franceza, para dez 1 ~ '\ pA0sS0.a 1"c -"nciou querer arru-
8 moras, segunda e quinta-foira de cada se- S S2E3L -".T* C ,4a ent5ndrtd? vendado.
.: maa, das 10 horas at meio dia : quem 5 8W*?.. T''l"7 *?** r"a
m quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da : \ V "?' L?','Sa J qU0 ahi Se ,he dlr pode ingii-se a ra ua <
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos ;-
v adiantados. t':
Itoga-se aos Srs. devedores do estabele- '
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequo de saldarera seus dbitos na ra do Col-
lego venda n. 2j ou na ra do Queimado loja !
n. 10. i
Aluga-se um segundo andar com grandes
commodos: a tratar na ra da Traa, serrara |
numero 53.
Lnvn-se e engomma-se com muito necio e ;
promptidao : na ra do Queimado, sobrado n. 30,
lerceiro a-dar.
Aluga-se um sitio na estrada de Joiio de j
Barros, om expeliente casa de moreda, com 4
quarlos, cozinha fra, estribara, 1 quarlo para ,
feilor, cacimba com boa agua de beber, bastan- i
Ips arvores de fructo : as pessoas que o preten- I
derem, dirjam-se a ra Direita n. 3.
O professor de grammatica latina da aula
mudada para a ra da Gloria n. 11, recebe por
pceo commodo alumnos externos e pensionistas.
No engenho do Ucha precisa-se de um
feitor quem pretender, dirija-se ao mesmo en-
genho. que achara com quem tralar, ou a ra do
Queimado, loja n. 31).
Na ra do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se :
conlnuadamenle raodas de l-; e 20-.000, aguias \
dos Estados-Unidos, mbdas de cinco frai
oncas hesoanbolas e mexicanas, em grandes e
pequeas porces.
-
.....
Aeiifiio.
Compram-se, vendem-se c Irocam-se escravos:
na ruado Imperador n.21, primeiro a:
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar
Compra-se um sobrado de um at
\ andares: na praca da Independencia
n. 22 se dir'quem compra.
Compram-se moedas de ouro : na ra da
Imperatriz n. 22, fabrica de chapeos de sol
Compra-se uma mobilia c uma mesa els-
tica ou outra qualquer propiia para jantar : na
ra da Praia, armazem n. -I.
Compra-so uma cabra (bixo) que seja boa
cite e creadeira de menino, sendo boa nao se '} paletols dos re
\ GRA3DE EVARlADe SOB
: IE
Roiiasp feilas e m&

e armazem
he
de
o I ha
/ios
Na ra do Quouia-
do n. 4G.
: Ricas sobrecasneas de panno fino pret -
e de cores a 28$, 309 '' 35>, lam
" pannos a 22g e '\-.
:
ilha a prego: em Santo Amaro atraz da fund- palclolsde casemira de ccres de mu
;ao sitio murado, quera liver annuncie ou dirija- "-. bom gosto e linos a 12-?, lfv,', I6fi e 18, di-
iu ao subredii-o lugar. ios de panno preto para menino a 1b- -
se
heridas.
o pielendenle
Arplieliui Jos ca Cosa .arvallio. Jos
Urbano da Costa Carvalho, .Manoel Jos da
Cosa Carvalho, Virginia Amelia da Costa
Carvalho c L'rbina Alexandrina da Cosa
Carvalho agradecen) cordialmente aos ami-
gos de seu fallecido e sempre presado pai
Jos Hara da Cosa Carvalho, e mais res-
soas que se dignaram f.izer a honra e ob-
sequio de assistir as exequias o acompa-
pilar os seus restos moraos al o ultimo
jazign. c com especialidade ao Sr. Jos
Hara Goucal.es Yieira Guimaraes o inte-
resse e a dedicneo cora que espontnea-
mente se presto na direccao do seu en-
lerraraenlo, e, ponhorados poe laman ha
benevolencia, vio anda de novo rogar a
todos os amigos do mesmo finado o obse-
quio de assistir a missa do stimo dia, que
lera lugar qunla-feira 9 do corrente s C
horas da ri.auliaa na capella do ceaiilcrio.

remedio de cujo emprego se lem tirado grandes
vantagensem Fronca, como attestado por m-
dicos de muita reputa(*ao daquelle paiz ; rm Lis-
boa pelo bom resultado oblido as opplicaces de 4 dias. Recife 27 de fevereiro de 1860.
feitas no hospital de S. Jos, e alTirmado pela
Gazela Medica daquella corle, o ltimamente no
Estaiclecida em Londres
WMm 88 1824.
CAPITAL
Cine milkocs de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociadles, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita* companhia pava
eHectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dia, cobertos de lelha e igualmente sobre os
objeclos que eoutiverom os mesmos edilicios,
quer consista em mobilia ou emazendas de
qualquer qualidade.
Quem liver conlascom o abaixo assignndo,
queira apresentn-las para seren pagas no prazo
Antonio Vereirade Oliveira Ramos.
O abaixo assignndo deixa como seus pro-
Rio de Janeiro, onde foi approvado o seu uso curadores nesta provincia, durante sua ausencia,
pela academia imperial de medicina : nico de- os Srs. Gabr;el Antonio de Casiro Quinlacj, An-
posito nesta cidade, no rscriptorio de Almrida | tonio Ferrcira Braga e Jos Joaquim de Lima
Gomes, Alvos & Companhia, ruada Cruz o. 27. Bairao.
Prejo de cado frasco i#. I Antonio Vereira de Oliveira Ramos.
Companhia de iltumina-
caoagoz.
Tendo sido por varias ve/.es observa-
do que alguns dos sendo: es consumido-
res de gaz, i.cixain por descuido as tor-
neiras das Inzes a bertas, assim nao so-
mente deixam escapar o gaz, mas cor-
rem gran le risco de liaver alguma ex-
plosao, pelo que a companhia nao se
responsabilisa e por este meiu desde ja'
avisam ao pulilico.
L'ma mul/icr forra olTerece-se para cozi-
nhar em casa de pouca familia : quem precisar
annuncie por esle jornal.
Oflerece-se um moro que d fiador a sua
condui ta para caixeiro de' cobra oca ou de arma-
zem, ou anda mesmo para loja de azendas ou
miudezas, que j lem alguma pralica : quem pre-
tender annuncie.
l'rerisa-sc Je uma ama para cozinhar c fa-
zer as compras; na ra Nova n. fifj.
D. Fippe Redondo, subJilo Hespanhol,
retira-se para a Babia.
= Precisa-se, para uma fabrica de velas, de
um crioulinho de idade de 14 a 16 anuos : na j
ra do Rangcl n.77, segundo andar.
Aluga-se um carro da alfandfga a quem
der 2 ou 3 mezes adiantados : no palco da ribei-
ra de S. Jos n. 15, deposito : na mesma casa
precisa-se de um caixeiro de 10 a 12 anuos, pre-
feriudo-se portuguez dos chegados ha pouco.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta prara duas legoas, vende-se
uma parle no mesmo engenho, machina nova
vapor, distilaco nova ebem montada, 22 bois
de correia, seis quarios, algumas obras, safTra
plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n.
13, loja.
quiuacao.
Ra da Cadeia do Recife, con-
fronte ao becco Largo, loja
numero 23.
Os novos proprietarios deste estabeleciinenlo
lenJo de sorti-lo de fazendas do gosto e moda, i
resolverain-sc vender as azendas existentes no
mesmo eslabelecimenTo por todo o proco para
acabar.
Chitas francezas e inglezas a 160 o covado.
Organdys colorida a 300 rs. o covado.
Chitas francezas Unas, bonitos padroos a20
rs. o covado.
Chales de merino rom barra a 2J5I 0.
Ditos dit. liso superi ir c 3J000.
Cassas pintadas, bonios padroes, a 20 rs. o
covado.
Hcias para homens e senhoras, superiores, a
33 a dinia,
Barege de seda colorida a 010 o covado.
Calcas de brini de seda para hornera a 3000.
Chapeos de eltro a 2#.
Vestidos de seda com loque de mofo a 10*.
Eofeiles do llores a 1
Visitas de merino superior a 8,1,
Corles de vestidos de Monde branco a 10$.
Organdys de cordao colorida a 480 a rara.
E outras m
los precos qi
acabar.
i 20$, dilos de casemira de cores a E i .
- cairas de casemira de cores o prelos >
1 tamente para meninos a 7J, S>, i'c, 1".-
: \2, colirios de gorgurio de seda e caso-
:' mira a 5?, G e 7J, paletots de alpaca pi -
; ios de cores saceos a 43, dilos sobreca:
: a 7J e 8$, ditos de brim, de osguio e i
] fuslo tantobrancos como decores a 4-r,
i>500, 5#e6, calis de brins brancos mui-
; lo linos a 5$, 6; c 7?, rlleles brancos
.: cores a 3$ e 3^500, camisas para meninos
?: de diversas qualidades, calcas de brins
; cores linas a3$500,4| c 5, um rico sorii-
': metilo de vestidos de cambraia brancos
bordados do melhor gosto que lem appi-
; recido a 28?, manteletes de fil preto e
cor muilo superior gosto e muilo mu
: SOgcadaume 243, ricos casaveques i
cambraia bordados para menino a 10
-:-los para senhora 15$, ricos enCciles
;; froco de velludo goslo melhor qui lem a -
I parecido a 1030 \2:, e outras n uilas fa-
indas e roupas feitas que coma presen
i freguez se far pateute.
asacas para a qoa
p/i c
i \ ;
Neste mesmo estabelecimenlo ha u
grande sortimento de casaras prelas, ,--
; sim como manda-so fazor por medida a n
|H tade do freguez. escolhendo os meso -
pannos a seu goslo sendo os precos a 3
I; e 40#.
Camisas inglezas
j No mesmo estabelecimenlo acaba de el 1 -
.--. gai um grande soriimeno das rerdadi
1 camisas inglezas peiios de linho com prega
lecoruao colorida a.su avara. [largas, ultima moda, por ter-s- n
oitas fazendas que se yenderao pe- fe quautidade determinou-se a vender do
ie os compradores quizerem, para menos do va'orsendo a dnzia a 3.s.
Grande deposito de oojec-
Vendem-se fogoes de ferro econon
patente, para casas de familia, contendo -l I
Ibas, c Tomo para cozinha com lenha ou ca
oplima invencio pela economa de gastar ..m
Ierro de lenha oucarvao dos antigos, e de cozi-
nhar cora mais presteza, tem a difl'erenca de se-
rem amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil condurro : vendem-se por pre-
ros muilo mdicos, na fundiro de Francisc \
^ Tvpo romano e itlico, corpos 0, 8,10, 11. 12 Cardoso [Uesquila] ra do Br'um, e as lojas Je
Collercao numerosissima de lypos de p han la- ferraS-'s de Cardoso, junto a Concei.ao da ; -
(os lypograpliicos.
Ra do Imperador defronte
de S. Francisco.
; sia simples e ornadas
1 te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Senientes dehorlalice.
Typos variados,proprios para cartoes e ttulos
Kmblemas religiosos, conlendo muflas iraa-!
gens de N Senhora, de N. Senhor, e dilTerentes Sementes de horlalice de (.'das as qualidades
santos viudas pelo vapor Brasil vendem-sc na
Allnbutos seienlificos, commerciaes, marili- da Cadeia do Recife. loja de ferragens de Vidal dr
mos e de industria. Bastos.
Viuhelas para annuncios de peridicos, el.J PA^rvo tc^l Ir..^ ^-,
etc, diirerentes vinhelas para fozer ricas tarjas t^ULUS lldlulllOS
c obras de luxo, de combinaco e solidarias. j., cn\\.a A., flJril|P0. ,,-, 1
Componidores de ferro e de pao para corrigr j lolh'dt -indie, muito bemacau.v
provas, completo sortimento de linhas c inter- dos, podendo um durar tanto quanto
"TMUTILAKl
ILEGVEL


w
Botinas de setim brancos
c pretos para senhoras
e meninas.
Sapalos de dito branco e prelo pa-
ra serihorn.
Botinas de duraque preto e de co-
res pura senhora, o par a 2#000
Sapaloes de vaqueta para hornero a 53500
lirios de lustre para horaeru a 5500
Ditos dito para menino a 4g000
l.otinas de pellica para hornera a BfOOO
Ditas sem sallo para menina a 2?50
n. 16, loja de Burle Jnior
DIARIO DE PERWAMBUCO QUINTA FEffiA 1 DE MARC DE 1860.'
Na ra do Cabuga
ii Martins.
Pechincha.
Milho e farelo.
Vende Jos Luz de Oliveira Azevcdo, no scu
urmazem na travessa da Madre de Dos n. 5.
Mappas iraprcssos elivros depon-
a para os professores de iiistruceao
primaria de ambos os sexos, conforme
os modelos adoptados pela directora
da instrucc/io publica, acham-se a' ren-
da na Livraria Universal, ra do Impe-
rador n. 20.
Negocio importante.
Vendo-seou aluga-sc un grande telheirn mili-
to proprio para armazem de encher agurdenles,
cocheira, ou armazem de maleriaes com porlo
de embarque por ser no caes do Ran.os : a tratar
na travessa do Carioca n. 11.
Vendc-se una morada do casa terrea feila
a moderna, no melhor oslado possivel, cujo lo-
c i. < u mais applausivel da freguezia dos Afoga-
dos, p >r ser no pateo da Taz, lado da sombra ;
este predio offerece commodos para grande fa-
milia : a fallar na mesnia freguezia com o capi-
lo Moraos.
Vcndem-se duas carrosas com 2 bola man-
sos que estlio bastante gordos, tambem se rende
urna pequea fabrica de fazer velas de carnauba:
a tratar na travessa do Carioca D. 11
Compauhia de illumiuaco -a
gaz.
No armazem da ra do Imperador n.
11, vendem-se globos para can leeiros
a l.s'500.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheitlin
! na ra da Cruz n. 38, ven-
do-s un grande e variado
>rtimento de relogios de algi-
Leira horisontaes, paleles,
cbroDomelros, 'metas cliono-
metros, de ouro, prata don ra-
da, e loteados a ouro; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
vendero por procos razoa-
>cndem-se pecas de cambraias Usas finas com
10 112 varas a 43500 e 5g, e a vara o 440 e 500
rs., dilas dechoviscos. finas, a 5>, grosdenaples
prelo superior a l$800e2S: na loja novada
Independencia ns. 1 e 3.
Relogios de ouro, inglezes.
Relogios de ouro chronomelros, meios chrono-
metros e de patente, saboneles e de vidro, com
ponleiro grande ou pequeo para segundos, to-
dos dos melhores fabricantes de Londres, a pre-
sos commodos : em casa de Henry Gibson, ra
da Cadeia do Recife n 62.
Piano.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um cxcclleote pia-
no, novo, por proco commodo.
llua do Codorniz n. 8.
Vende-so batatas em gigos de 40 libras a lS.
Feijao amarello.
Dito branco.
Dito mulalinho.
Milho novo.
Farelo de Lisboa.
Farinha de mandioca,
e oulros gneros, e mais baratos do que em oulra
qualquer parte, que s# vista acredilaro os bons
treguezes do cobre c sedulas velhas.
Na loja
ao p do arco de
Sanio Antonio
chegou o mais rico e completo sorlimento de
chapelinas para senhora, tanto de seda como de
palha, assim como ricas phautasias de cores a
640 o covado.
Vende-so um sobrado de dons andares e sotao
grande, no oiiuo do Livramento n. 4, confronte
a saenristia do lado da torre, com quintal grande
o porlao que sahe para a ra do l'ogo : os pre-
tendemos di rija ni-se a na do l'ogo, sobrado de
um andar n. 26, das i) huras s 4 da tarde, para
tratar do ajuste.
Pechincha.
Vendem-se pecas do algodaozinho bom, com
pequeo loque de varia a 1*230, I56OO, 2 e
HPg&X&M*
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares, ictericia, affeccoes do/gado,
febres biliosas, clicas, indigestes, evxaguecas.
Hemorrhoidas, diarrbea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
75,000 caixasdeste remedio cousontmem-se an
nualmente I I
Remedio la natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-araento vegelacs, nao conlem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efiicaze
em sua opcraeo, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-sc o folheto que acompanha cada caixa.pelo
qual se car couhcccndo as multas curas milagro-
sas quetera efTectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por alacado era Nova York, sao os uni-
z$500 : na loja da praca da Independencia nu- I cos fabricantes c proprietarios.
meros e Acham-se venda em todas as boticas daspriu-
DOi*yrfk^*iiirm in^lp-cipacs cdades d impelo.
'&'
zcs.
Nendem-so borzeguins de bezerro, inglezes,
sola grossa, proprius para o invern, pelo bara-
lissimo prego do 1OJ00O cada par: na ra larga
do Kosario n. '
DErOSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
veis.
i
DA
10 LOW-MOWp
'V
Roa da Senzala !\ova n. 42.
estabelecimento continua a haverum
Pccliiocha.
.Na ruado Crespo n. 12, primeiro andar, von-
de-se por barato proco um grande iteiro de
amarello. lodo envidra* ado, proprio para suar-
dar louca
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os
objeelos abaixo notados por
presos commodos c ludo da
melhor qualidade possivel,co-
mosejain:
Camas de ierro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Suecia de todas as larguras.
Aro de Mil Jo.
Arcos de ierro de todas as larguras.
Cravos de ferro d.; todos os tamanlios.
i imputo le moudas e meias moen-i l\.,,_._ "
i9enho, machinas de vapor e loixas! *uiainentacomPy'ta Para tanoeiro.
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler < Wilson
DE
ro oalo e
dtO.
coaiiu. tic todos os taannos
Thom Lopes de Sena,
dono da anliga loja da ra Nova n. 32, que Col
la sogra Hdame Tbcard, tena a honra de
iriar ao respeitavel publico, piincpalmen-
i a seus freguezes, que receben em direitura de
Franca, escollado pelo goslo de Madame Theard,
impido sorlimento para sua casa de modas,
ios de velludo e de seda, de todas as cores,
tenhora, ditos pretos para luto, ditos de
velluio o de seda de todas as cores.para meninos
ii:ias, buncls e gorras de todas as cores, sa-
palinhos para baptisado, costo novo, capuxo a
Mara Sluard para saludas dj bailes ou Iheatros,
s, capas e manteletes de grosdenaples pre-
iinocidos cora bicosde guipura e vidrilhos,
los de velludo, enfeiles para cabeca de to-
das as cores, de differenles goslos e qu'aldades,
lilhos de earrilel e de cnliar, bicos e lilas
le las as larguras, franjas, cascarrilbas
la de difieren! cores, agulhas francezas,
linhase retrozes de todas as cores, e outras mui-
: iudezas. Recebnra-se figulinos todos os
s, fazem-se vestidos da ultima moda, ves-
os de oaplisado, o ludo mais quanlo or de
ros de toiletcs de urna senhora.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
DelSOSa
Nova loja
oos
Gaspar Antonio Yieira
Guimarcs gerente Jo-
s Gomes Villar.
Vendc-se nesle importante eslabclecimcnlo de
i iz< ndas linas os mais ricos.
Corles de vestidos pretos bordados a velludo
de 2 saias e oulros do 7 babados os mais supe-
- que ha na provincia, pelos precos do 150-5
I 0$.
Ditos ditos adamascados de 003 a 100,2.
Hilos ditos de seda do cores do 85$ a 200-3
teleles netos bordados com bico. "
1 lenaple prelos do todas as qualidades de
1 $!)"<> a 3*200.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Tremcompleto de porcelana para co-
sinha.
Guardas cora das redondos e cjuadrados.
Cachadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de totlos os tamaitos.
Pregos de todas as qualidades.
Caixas cora ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejasmuito finas de todas as quali-
dades.
Fornos francezes para assados.
Bules, cafetenas, assucareiros e man-
teguelras de metal.
Penetras de latao de todas as grossuras
para padaria e refiaac&O.
Ditas de metal dita dita/
Moinbos d todos os tamaitos para re-
GnadSo
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito rouxo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins.pastelaoebonhos.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas ierra mentas
jardim.
Bataneas decimaesde todos os tamaitos.
vinlio do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalel, idem : no
armazem de Barroca & Mcdeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
proprias para
New-York.
Acham-se & venda estas inlcressantes machi-
nas de costura, as quaes reunem lodas as vanta-
gens desojareis, nao s pela porejeo c seguran-
za do mechausrao, como por serem da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a trabalhar nellas, o que sr. Consegue
com urna simples lirao. Estas mach' as fazcm
posponlo dos dous lados da costura e zera cora
maior rapidez e permicao possivel.
Acham-sc venda e moslram-se a qualquer
hora ds dia ou da noilo na nica agencia desta
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imceratriz n. 10 loja.
i\a loja dosertanejo,rua
do Queimado n.43 A.
Reccberara em direitura de Franca, de encom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem rindo ao mercado, e por me-
nos que em oulra qualquer parle, assim como
tambem lera um grande sorlimento de enfeite,
de vidrlho prelos e de cores pelo diminuto pre-
co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de
sol de panno a lg200 cada um em perfeito esla
TI pechincha
sem igual.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais Cno que possivel, e de lindes
padres, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leile & Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de carabraia li-
sa com 10 jardas a 4500 c 5g, lencos de cara-
braia delinho a 3 a duza, cambraias muito li-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias Ti-
nas para senhora a 3800 a duzia, ditas cruasIn-
gieras para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4g500, e bordados a &&, palelotsde
alpaca preta e do cores a 5, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60fca duza, organdys de lindos desenhos a
1&1O0 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de raadapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5J300,
6,7 e 8g, chitas inglezas de cores (Has a 200 rs
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, cortes de
calca de brira de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2-2240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato proco.
Cheguem a Pechincha 40 Ra do Oueimado. 40
Na loja do Preguica na ra do Grande sorlimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-sc amostras cora penhor
Cortes de vestido de seda de cores com
babados
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muilo Gnospelo
deratnulo prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle larg-as, de variados padres Ditos de dita prela cora babados
a 260 e 280 ris o cova Jo gravatas a fanlazia.o Ditos de dita gaze phantazia
mais moderno pos-ivel alie 1200 cada urna, e ; Roraeras de fil de seda preta bordadas
outras muitas fazendas, cujos precos exlraor- Taimas de grosdenaple preto bordadas
dinanamente baratos, satisfaro a expectativa Grosdenaples de cores com quadrinhos
do comprador. covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado ljj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propra para forros
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York. o mais apor-
i'^n-iui., km mus CIIMTI- fi -------
feicoado syslema, fazen- I Lorles de veslluo e seda de gaze trans-
do posponlo igual pelos
dous lados da cosiura,
garante-se a seguranca
das a achinase manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mostram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
-i t nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Le-
C8AJDE ARMAZEM
DE
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iba n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade dcste xarope, nao s pelo
rcconhccido crdito de scu autor como pela acei-
tadlo que geralraenle tem tido. L'm cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pra nssignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
fe
Roupa
Ilua Nova n.AS, junto
l a igreja da Conceigao dos
id Militares.
Nesle armazem encontrar o publico
S um grande e variado sorlimento de rou-
^. pas leitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelots de
M panno lino prelo e de cores, palelots c
* sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
cij 7ina prelos e de cores, palelots
C casaros de seda e casemira d
^ cas de casemira
merino, de
branco e de
calcas de
prenles
Ditos decambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras c enlremeios bordados
Mantas do blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno prelo o de cures de lodas as qua-
lidades, covado
Cascmirasidem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as cua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos c
lampados de lodas as qualidades
Enfeiles de vidrlho francezes
de cores
BI Aberturas para camisa de linho
11 dao, brancas e de cores
. Saias balao de varias qualidades
> Chapeos francezes unos, forma moderna
l Un sorlimento completo de grvalas de
p [ seda do todas as qualidades
Camisas francezas, pcitos de linho e de
algodao brancas c de cores
cs-
pretos e
e algo-
1*200
f
3000
1JJ500
lOftOOO
16000
1U00
I
I
I

s
g900
5.^000
3&500
t
69000
8S500
3
s
9
....as
completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
ia e seda lapadas e transparentes,
sorlimento de cha-
peos.
Chapeos de caslor prelos de superior qualida-
de a I0#, ditos francezes de seda a 7j?, ditos de
castor brancos a U$, ditos de velludo a8c9?
ditos da lontra de todas as cores muito unos di-
tos de palha inglezes de copa alta e baixa 3 e
misas francezas, chapeos e
j, grvalas, grande sorlimento do roupas
gg para meninos de 6 a 1 i annos ; nao agra-
cjjl dando ao comprador algumas das roupas
g; fcilas se aprornplaro outras a goslo do
Sg comprador dando-se no da
m nado.
brancas e do cores para
convencio-
covado
Meias cruas
meninas
Dilas de sedaesara menina, par
Luvas de fio de Escocia,
menino
pardas, para
mm-zm?
5g, ditos de fel tro.
um sorlimento completo, de
Fazendas por precos ba
Pulseiras de
2So00 a 6S500, ditos do Chile de 3^500, 5, 6, 8,
9, 10 e 125, ditos de seda para senhora, dusm'ais
medernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15, enfeiles finissimos para cabeca
a -S^OO e 5. chapeos de palha escura, massa'c
seda, muilo proprios para as meninas de escola
sendo os seus precos muito em conta, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos
Icndo diversas qualidades para escolher, bonets
de galao, ditos -de marroquim. ditos de vellu-
do, ditos enfetados, chapeos de boa qualidade
parapagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senho'ra e para ho-
mens ; finalmente oulros muilos objeelos que se-
na enfadonho mencionar, c tudo se ven de mui-
lo em conta ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda ficarao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direila n. 61
de Bento de Barros I'eij,
Taclias para eogenho
Fundiclo de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Carduzo,
tem um grande sorlimento de "e
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as scguinles fazendas :
Lencos de cambraia lisa muilo fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos e de cores, duza
Cambraias de cores de diversos goslos,
covado
Chitas francezas de lindos padres, co-
vado a 290 c
Chales de merino lisos com franjas de
relroz, um
Ditos de dito bordados de velludo, um
Dilos de dito com palmas de seda, um
Alpaca de seda de quadros, covado
Meias muilo finas para senhora, duzia
Dilas dilas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duza
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Dilas ditas escuras cora duas larguras,
covado
Cortes de dila muilo fina
Ditos de dila preta bordada
Brira branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
Ditodilo dito, vara
velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
L'm sorlimento completo de luvas do
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ele de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Tafel rxo, covado
Setim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
3$600 Sclim liso de todas as cores
3000 Chitas francezas claras e
500 j vado a 260 e
lino I CaSSaS francezas de cores, vara a MO e
JUUO Lencos de seda de gorgurao pretos
6S400 Collaiiuhos
8$500 dernos
' L'm completo sorlimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
rlleles, calcas de mulas qualidades
1-rrSOu
1000
2 0
300
6g400
800
8*000
6O
4S000
covado
escuras, co-
l esguiao
prelos
de linho
mo-
15400
1?200
1000 I
de fazendas
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
7g400, ditos pretos a 8 e a 9g, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e
12j, colletes de gorgurao a 4, 5 e 6$, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eias cruas, por
ser grande porcao, a 15G0, ditas a lgGOO e 2 a
duzia, finas a 3 e 4g, chapeos enfetados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
:o, e tudo o mais aqui se encontrar
e-nao se dcixa de vemnder
o preco,
Aviso.
para
apurar dinbeiro
Cassas de cores a 250 rs. o covado, sendo cores
flxas iimguem acredita, apparecam antt-s que se
acabem.
Nesle estabelecimento ha de lodas as qualida-
des dc-se por precos admiraves aflm de se fazer
muito negocio.
Ilelogios de prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender a precos commodos
relogios de prata de patente, inglezes.de sabonc-
to c do vidro, dos mais acreditados fabricantes
de Londres.
Vende-M ou arrenda-se um grande sitio
rom casa de vtvenda muito porto da praca, com
duas grandes baixas de capim que se corla 100
fexesde vero e invern, terreno proprio para
planiacos c vaccas de leiu-, e com seus arvore-
dos do frtelo : quem o prelender, dirija-se a ser-
rana da ra da I'raia n. 55.
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Tiapiche n. 42, vende-se selins para homem
o penhora, arreos prateados para cabriole!, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo etc.
Botica.
Bartholompu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario 11. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Aflectcur.
Plalas contra suz' rs.
Dilas vegetaes.
Salsapanilha Brislol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento liolloway.
' Pilula3do dito.
EUixir anti-asmalhico.
ItUbr""*" hC" lar" comr0,has' de 2 isas a
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca etnsalmoura rindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
do, aberturas brancas muito finas a 320. ditas de I Uer Obra tanto flp fprrr f..n
esguiao de linho a lg urna, cambraia preta fina IGrr 1UI1"
a 360 o covado, t a vara a 560,e a 640, gangas j "ll*0 COUIO batido.
de cor a 540, brim branco de linho a 1#200 a ^
SYSTEM MEDICO DE IIOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este incstimavel especifico, composlo inleira-
mente de horras medicnaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a cwnpleico mais
delicada igualmente promplo c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
ntetramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencu de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mais afluidas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio do
ecazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
No so perca lempo em tomroste remedio
para qnatquer das scguinles enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
e outras muitas fazendas que se vendero a von- I Telogios c obras de ouro
I Cortes de casemira de cores de 5^ a
1?600
93 0
1-J20O
700
2^000
1;000
9
I
8^000
2?500
23^00
I3OOO
$500
1*600
9-
32
to;o
0
1SO00
9
9
12-H)00
Vendem-se fazondas por barato
proco c algumas por menos de seu
yalor para acabar, em peca e a rea-
lho: na ruado Queimado'loja de 4
portas n. 10.
Aos Srs. lamaiifliieiros.
j Completo sorlimento de marroquim de (odas
'OTcnm Hm nennum def('il- Pell grandes, a
na ra do Livramento n. 29.
23J000 a duzia
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e caduias para os mesmos,
deeicellenle goslo.
cobertos e descoberlos, pequeos t grandes, de
ouro patente inglez, para homen o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool]
vindospelo ultimo paquete inglez: em casa d
Southall Mellors & C*
Vidros para vi-
draca.

A6$acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulare por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamaito mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
F6logios de owr e prata, cobertos e descober-
1 tos patente ingles, os melhores que eiistem no
andar.
-se por
ite Oli-
primeiro
Algodao monslro.
AC00 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19,
de-se algodao com 8 palmos de largo, p
ralo preco de C00 rs. a vara ; osle algodao serve
p..ra loalhasde mesa por ser de superior quali-
dade.
ven-
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; no; armazens de Tasso
Nova invengo aperci
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulscs.
Debilidade ou exteruia-
S'io.
ilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
-nos rins.
Dureza noventre.
Enieimidades no ventre.
Ditos no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internttente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na culis.
Obstruccao devonlre.
Phtysica ou consump-
puimonar.
Retencao deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras
Venreo (mal'.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contera urna instruegao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
'(mus
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cite n. 48, loja de Lete& Irmao.
Ra do Oueimado n. 37.
A 303 corles de vestidos de seda quecustaram
60; al60cortes de vestidos de phautasia aue
custaram 30; a 8$ chapelinhas para senhora
na ra do Queimado n. 37.
Aprazo ou adi-
nheiro,
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
io Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quera pretender, dirija-se
oiesma, que achara com quem tratar.
o*ba-| Acaba de chegar do Rio de Ja
nciro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica cltonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
'i$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra
forrado de panno fino, e tudo bem arranado:
para fallar, com o Sr James Crabtree & C. n
42, ra da Cruz.
Para a quaresma.
Sedas pretas larradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muilo superior a 2 o
Sarja prela larga, covado
oja de
l$60O
2-000
1fS00
2s500
2j000
------- -----_.. na ra do Quoimado, loja de 4 portas n 10
Brim trancado de linho todo *^Sfl
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbola : na ra da Cadeia do Recife n 48 lo-
ja de Leite 4 Irmao. '
Enfeites de vidrlho e de relroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann dellamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
cora Tasso & Irmaos.
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
Milho
os- armazens de Tasso^A Irnaos.
gj preco ale mesmo por menos do seu valor, g
m afim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas 5
gna na do Queimado n. 10.
..... .S^33Saffi!SBSaaKKg!
Ra da Senzala Novan. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente rnslezea.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na ra da Cadeia do Recife u. 48.
u
ver para crer,
A 400 rs. a libra de presunto do fiambre, o
qual se vende no trapiche a 500 rs. a libra, a 1#
a arroba de batatas hamburguezas, desembarca-
das honlem, n 68500 a arroba de ameodoasdo
caca mole, a 45l>0 a duzia de garrafas de cer-
ypja de urna das mais acreditadas marcas, a
1J600 cada queijo flamengo, cu i o custo no trapi-
che 0 de 2j cada um.


DIARIO DE PERNAMBCO. QUINTA FEIRA 1 DE MARCO DE 1860.
DEPOSITO DE PIANOS PORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO DE
Ra Nova n. 27esquina da Gamboa do Carmo.
Neslepstabclecimento acha-so um complelo c variado sortimenlo dos raelhores, mais
elegantese mais bem construidos pianos do que lia noticia.' Nao so se encontram bellos e roag-
nilicos pianos allemes, mire elles os de GARLOS SCHEELo melhorc mais insigne abricanle ate
hoje conhecido como tarabem ptimos pianos francezes de Erard. A construeoao de lodos elles o
nisis seguro, o mais lindo e inleiramenle apropriada ao clima deste paiz, e as vozes de lodos elles
sao cxcellonles e mui harmoniosos. Este eslabelecimenlo offerece as maiores garantas aos fre-
gueses caos compradores emgeral, porque alm de seren mui razoavris os precos desles instru-
mentos, ha loda a promptidaoe fidelidad? as compras ; sendo ahi responsavel" por qualquer de-
fcilo que possa existir e que se deva reparar.
Na niesma casa aflna-so e concerta-se pianos com a maior perfeieo possivol.
DE
Sita oa roa Imperial n. M8 e 120 junto a fabrica de sabao.
DE
Sebaslio Jia Suva dirigida por Manad GarneiroLeal.
(de
para
Nesle eslabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de dilTorentes dimenooes
300 a 3:000) simples o dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contnos
P.a resillar e destilar espirilos com graduaoo al 40 graos (pela graduaclo deSellon Carlier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imperio, bombas
de todas as dimencoes, aspcranles c de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lorneiras
de bronze de iodas as dimenooes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacSo e sem ella, fugrs de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco era leneol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferroa lato,ferro suecia inglez de todas as dimnsoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que era outra qualquer
parle, desempenhando-se luda e qualquer eiicommenda com presteza e perfeicao j conhecidu
e para commodidade dos fregueses que se dignarem honrarem-nos com a sua conlianca, adia-
rlo na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das cncommendas.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra da Ctuz, armazem n. 26.
$*2S2i SSSaa^&i ;afc.&a&aafl-rt
151 tM ws!w oov VSW&bt 9AV VaMS aWOTrWVH^aW
=r Altenco. |
Ao segundo andar do sobrado
da esquina da ra do Queimado {g
por cima da loja do Sr. Preguica ||
entrada pelo becco do Peixe *
Frito.
Paletotsde casemira de cor do ul- |
timo gotto conde Cavour. 3
Sobrecasacas de panno preto im-
permeavel e de cores.
Calcas 'eitas de casemira preta e
core.
Camisas inglezas e francezas
peitos de linho.
Vende-se muito barato.
en
Vinho do Porto.
Vende-se overdadeiro vinho do Porlo engar-
rafado, e em barrisde quarlo, por prego comino-
do : no armazem de Adamson Howie & C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
1 '">>,' .-_*-T*SS u

L; .,
L-t- ...............' 1
UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLA UOItADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa -A. F. de Castilho-A. GilAlexandre Ilereulano-A. G. Ramos-A. Gnima-
raesA. de LimaA. de Oliveira .Marreca-Alves Braneo-A. P. Lopes de Mendonra-A. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos Barreiros-Carlos Jos CaldeiraK. Pinto da Silva c Cunha-F
Gomes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A Maia-J \ Marques-J de
Andrade Corvo-1. da Cosa Cascaes-J. Daniel CollacoJ. E. de Magalhfies Coutinhoi. G. Lobato
Pires-J. I da Cunha Rivara-J. J. da Graca Junior-J. Julio de Oliveira Pinlo-Jos Mario
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira l'imenlelJ. Pedro de SouzaJ S da Silva Ferraz
Jos de TorresJX. S. da MollaLeandro Jos da Costa-Luiz Filippe LeileLuiz Jos da
Cunha LA. Rebollo da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentn Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da MottaRodrico Pasanino.
Cl'
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalislico e a oTerecer aos leil
Tunlamenle com a revista do que mais notavel houvcr occorrido na poltica, na sciencia
tria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer desles assumptos, o archivo'
desde janeiro de 1859. era que comecou a publicar-se, lem salisfeilo aos seus fins, ci
exaclidao e regularidade.
Publica-se todas as seguidas feiras em folhas de 16 paginas, e completa lodos os
um volume do 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura : pelos paquetes vapor 10J2U por anuo : por navio e vela
brasileira).
Ha algum'as collcccoes desde o comeco da publicaco do jornal.
ores, con-
na indus-
INlVF.nSAL,
m a muior
semestres
8$ (moeda
Dao-sc a contento.
Os ahaixo assignados para commodidade do
! respeilavel publico, procuraram e conseguirn)
' eslabelecer em diversos ponlos desta cidade a
j vendagem dos ferros econmicos de Blcsse Draki
1 pelos mesmos precos por que teni rendido no
; seu eslabelecimenlo da ra da Imperatriz n. 10,
; islo de 12J por opparelho completo, que cons-
, la de ferro,fule c descanco. Esta maravilha d'ar-
le americana um daquclles inventos de grande
utilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvao e lempo, mas se consegue em deter-
, minado esparo de lempo engommar o triplo do
que se oblem com um ferro commum : com 60
i rs. de carvao engomma-sc um dia inlciro, s ne-
cessita limpar o ferro quando se principia a ope-
raco, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que tem um registro ; o
seu peso esl graduado para, sem esforro, poder
ser manipulado a vontade do mais dbil Iraba-
lhaJor, tem mais um apparelho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quera cora
elles trabalha. Acham-se venda nos segra-
les lugares : praea do Corpo Santo n. 2,eslabele-
\ cimento do Sr. Jos Alves Barbosa ; ra da Ca-
| deia do Recite n. 4 i, idera do Sr. Thomaz Fer-
nandes da Cunha ; ra da Madre de Dos n. 7,
i idera dos Srs. Fonseca & Marlins ; ra do Crespo
n. 5, idera do Sr. Jos F.leulerio de Azevedo;
i ra da Penha n. 16. idera dos Srs Tinlo de Souza
, & Bairao ; ra do Cabug n. 1 B, na aguia de
jouro ; ra Nova n. 20, eslabelecimenlo do Sr.
Antonio Duarte Carneiro Vianna ; ra do Impe-
radorn. 20, idera do Sr. Guimaraes & Oliveira ;
ra do Queimado n. 1 idera do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Direila n. 72, idern do Sr.
i Jos Soares Pinto Correia ; na da l'rain n. 28,
idera do Sr. Custodio Manoel de Magalhcs ; ra
da l'raia n. 46, idera do Sr. Pedro Jos da Costa
; Castillo Branco ; ra do Livramcnto n. 36, idem
do Sr. Joao Antonio de.Macedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idera do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na ra da Imperatriz, idem dos ahaixo assignados
Jlayniundo Carlos Leile S Irmo.
Com toque de a varia
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35>
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leite &
Irmaos. roa da Imperatriz o. 10.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estahelecimento ura completo
i sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
. lots de panno Cno de 16g at 28g, sobrecasacas
de panno fino preto c de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de palelols de
j riscadinho de bnm pardo e broncos, de braman-
te, que se vendem por proco commodo, cerou-
las de linho de diversos taraanhos, camisas
francezas de linho o d panninho de 2g at 5$
cada urna, chapeos francezes para hornera a 8,
ditos muilo superiores a 10-3, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10J, cha-
| peos de feltro para hornera de 4. 5 c al 7
j cadaum.dilosdc seda e de palha- enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25#, dilas de palha de Italia muilo finas a
25]?, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phanlasia de 16{f at 35000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1J500 at5)}, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletols e calcas de 3$500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2^500
al 10$ o covado, cortes de collete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, dilos de go-gurao
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
baralo, atoalhado de algodao a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, gresde-
j naples de cores e pretos de 1^600 at 3.J200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
I de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12j cada um, dilos Usos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20 a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2$i00, barege de seda para vestidos, covado a
1{?400, ura complelo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
fuslau de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado propno para palelols e colletes a 2S00
o covado. bandos para armacao de cabello a
lo500, saceos de tpele e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
CT Defronte da matriz da Boa Vista,n.86. ven-
dem-sc e alugam-se bichas de Ilamburgo, por
menos do que em qualquer ontraparle, amola-
se qualquer ferramenta, lira-se e>chumba-se
denles, sangra-se c faz-so tudo quanto pertence
e arte de barbeiro.
-- Vende-se sebo refinado do Pono em pao e
volas, dito do Ro Grande em barris, cera de car-
nauba do Aracaly e da Granja, lio da Babia, ve-
las de composico e simples, tudo por procos
conimodos: na ra du Cruz, armazem n. S3.
JOIAS.
Os abaixo assignados, estabelecidos na ra do
Cnbii!{.-1--jm lojag ,je ourives ns. 9 e 11, fazem
publico ve tecm receido de novo os mais bel-
los sortimbuios de obras deouro, e vendem por
prec..s mais em corita que possivel, e passam
conlas com recibos garantindo a qualidade do
011ro, pelo qual Qcam responsaveis : receben) en-
commendas, e concertara qualquer obra de ouro
com asse:o e promplidao.
Seraphim & Irmao.
A 320 RS. A LIBRA.
Presuntos inglezes proprios para fiambre : na
ra da Cruz do Recife n. 59, taberna
I i
O flflJg
DUDUfiO IPMTIHIR E IPMJilDIDIE.
3 RA DAGJLORIxl9CASADOFUHTDJLO 3
Clnica por amlios os syslciaas.
p Dr.I.obo Moscosod consullas todos os dias pela manhaa ede tarde dopois de 4 horas
ro SdaC'ruraos"0""^ a cidade como para os engnhos ou outras
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manhaa e era caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escupi em que su declare o nome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
metter seusbilheles a botica do Sr. Joao Sounn&C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogutira de Souza na ra do Crespo ao p da ponto velha.
m
NOgtaeira uc ouu/.,i na ra uo crespo ao pe a p ...
*5^l0lunaC8Sa do annnnri;,,lle achar-se-ha"constantcmcnt eos melhores medica-
menlosliomeopalbicos ja bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Bolita de 12 tubos grandes, .
Hilos de 24 ditos...........'
Ditos de 36 aitos. ....
Dito de 48 ditos.....'.........
Ditos de 60 ditos.......''.'.'.'.'.'.'.
Tubos avulsos cada um........ \
Frascos de (induras........','.'.'.'."
klanoal de medicina homeopathica pelo Dr.' Jahr traduzido
om portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. '. '.
Repertorio do Dr. Mello Moraes......
ogooo
15S000
2(l090
25g000
OjOOO
i$nno
2$000
20*000
osooo
6g0
CASA DE
9,s000
8.s000
8$000
6^-000
osOOO
5^000
Neste proveitoso estabelccimento, que pelos no vos melhoramcntos feitos acha-se conve-
niontemenle montado, far-se-hao tambera do 1 de novembro em vante, cntralos mensacs para
maior commodidade e economa do publico de quera os propietarios esperara a remuneraco de
tantos sacrificios. v
Assignatur- de banhosfrios para urna pessoa por mez. 10J000
mornos.de choque ou chuviscos por mez 155000
Senes d cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDjQAO D'AURORA.
Seus proprietarios offerecem a ses numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconocido eslabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
lodos os lmannos rodas d agua para engnhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro-balido efundido de lodos os Unannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para araassar tuan-
dioca e para dcscarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara co-
uranas e moinhos de vento, arados, cultiva loies, pontes, -aldeiras e tanates, boias, alvarengas
botes e todas as obras de maclumsmo. Execula-sc qualquer obra soja qual f6r sua nalureza pelos
desenhos ou moldes que para lal (ira forera apresentados. Recebcm-se encoramendas nesle esla-
belecimenlo na ruado Brum n. 28 A c na ra do Collago hoje do Imperador n... moradia do cai-
seiro do esUbeleciraento Jos Joaquim da Costo ereira, com quero, os proteudeetes se podem
cnteLder para qualquer obra.
Grande sortimento.
45Ra Direila'-45
Os estragadores de calcado encontra-
jiao neste estahelecimento, obra supe-
; i or pelos precos abaixo :
Homcin.
Borzegains aristocrticos. .
j Ditos (lustre e bezerro).....
Borzeguins arranca tocos. .
Ditos econmicos.......
Sapa toes de bater (lustre). .
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4!300
Borzeguins paia meninas (Cor-
tissimos)........ 4$000
E um pe feitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, lo, fitas, sedas etc.
y Attenco.
^ Ao segundo andar do sobrado ||
^ da esquina da ra do Qudm.. Q ^
g| por cima da loja do Sr. Pregui-^$o
^ ca entrada pelo becco do Peixe *s
a Kicos cortes de vestido preto de s|
duassaias bordados a velludo. %
H Mantas pretas bordadas de blond
^ de linho. f
g Golinhas ou broches a Antoniette S
de muito gosto. B
mm mmmm mmwammm
== Vende-se urna bonita escravacom urna cria
de 3annos, a qual engomma e cose peifeitamen-
te : na ra da I'raii, primeiro andar n. 43.
Vende-se por prego commodo urna casa
terrea de pedra e cal cora chao proprio, sila na
ra Direila da freguezia dos Afogados, lem 2 sa-
las, 2 quartos, cozinha fra, grande quintal nvu-
rado c cacimba, lado da sombra, muilo fresca, e
se re de perto todos os vapores que passam na
estrada de ferro, boa para familia, e melhor
para qualquer eslabelecimenlo de padaria, refi-
nacao, taberna ou deposito qualquer por ser col-
locada na melhor ra destes negocios : quera a
pretender, dirija-so a mesraa ra Direila da fre-
, guezia dos Afogadis. casa n. 60, que ahi achara
oproprielario a qualquer hora do dia para eflec-
luar a venda.
- Vendeni-60 Ires globos geographicos, sendo
celeste, lerresle, e do meridiano, vindos agora
ce Franca : na ra da Cadeia do Recife n. 3!.
Vende se umaporco de cascos vasios, sen-
do pipas, quartolas* *arris : na ra da Cadeia
do Reci'c d. 43.
Vndese
i
i
i
I
Eslopa.
@ Camisas inglezas.
@ Biscjutos cm latas.
@ Em casa de Arkwighl & C. ra da Cruz nu- S
mero 61. S
6ISIgSS8-l9tHMII|||
Vende-se o deposito da ra da Santa Cruz
n. iG : a tralar na ra atraz da matriz n. C -oa
daria. '
Liquidaco
a dioheiro para acabar
NA
Loja da ra da Cadeia do Re-
cife n. 23.
Os novos proptielarios dcsle eslabelecimenlo
desojando acabar com as fazendas existentes pa-
ra prepanrem um eslabelecimenlo de fazendas
linas e da moda, expem ao publico um grande
sortimento de fazendas em retalho e rocas, por
lodo o qualquer preco para acabar, como bem o
seguinte :
Chitas francezas e inglezas, linas, a 160 o co-
vado.
Aigodaozinho bom a 3g500 e 2600 a 'peca.
Grvalas de seda modernas a 400 rs.
Chales de merino estampado de 10 e 1 iii a
2g500 e 35500. '
Dilos de algodao encorpado a 960.
Brim de linho superior a 320 a vara.
Alpaca preta a 400, 500 e 600 rs. o covado.
Meias para senhora o hoiuem a 200 e 160 o par.
Calcas de brim de seda a 3# urna.
Mad'apoles a 3S500, 4> e 5j>, superior quali-
dade.
Chapeos de baOta a 18200, 1400 e t#600.
Corles de brim e de la de cor a lge 18500.
Pauno Dno preto e de cores a 3, 4 c 5J o co-
vado.
- Chales de cambraia a lg e 1J200,
Palelols de brim com botos de madreperola a
2*600 e 3.
Mantas pretos pretas superiores a 9 e lOg.
Ricos vestuarios de fustao para meninos a 3.
Grosdenaplc preto a 1&50O c 2g.
Cortes de casemira preloso de cores a 53 c 6#.
Lencos do chita c cassa a 100 e 160 rs.
E outras muitas fazendas que se vendem por
todo e qualquer preco e nao se engeita dinheiro
por se querer acabar com ellas.
Em casa de N. O. Beber & C.
Successores, ra da Cruz n.
4,vende-se:
Vinho Sherry om barris, de ptima qualidade.
Cognac (Pal Brandy) em barri, de ptima
qualidade.
Vinho champanha, em caixas, marca Parre,
mui acreditada no sul do imperio.
Brilhanieal 1 1 \2 quilate.
Liquidaco.
Ra do Livramento, loja n. 29
Borzeguins francezes para senhora (olly) 4?800
Ditos ditos para hornera (Nantes) 9}000
Dilos dilos para dito, de pellico, 7g000
Alem desles, existe completo sortimento de
calcado de todas as qualidades, tanto francezes
camo do paii, por todo preco para liquidar.
Relo,
gios.
Vende-se em casa de Johnston Palor & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de relogioE
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de ludas as naerios po-
den) tcslemunhar as vil luds deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
oras inleiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros trttamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dossascuras rnnravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lli"as relatam
lodos os dias ha muitos anuos ; e a maior parte
dellassao tao sor prendentes que idmiran; so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer ^1
amputacaol Dellas ha mui las que havendo dei-
xado csses asylos de padeeimentos, para senao
suhmettcrem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
eufusao de sen recouhecmento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, aliin de maisaulenti-
tarern sua Brmaliva.
Ninguem desesperarla do estsdo de saude sa
tivesse bastante conflanga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessitasse a nalureza do mal,
cujo resultado seria prova rincontestavelmenle :
Que tudo cura.
O ungento lie til, mais particu-
larmente nos sesguintes casos
Inflamraaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Hales das pomas. .
dos peitos.
do oihos.
Mordeduras de ropts.
Picadura de mosquito.;.
Pulmes.
Cracimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tinha, un qualquer par-
le que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pomas.
Alpoicas.
Caiinbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaces
Inflammacao do ligado
^ende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, c na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pi ssi
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl. ilavana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nslruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral era casa do Sr. Soura,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
uambuco.
PotassadaRiissia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia o da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo nor oreos muilo
razoaveis.
Attenco.,
Farinha de mandioca era saceos grandes de su-
perior qualidade, desembarcada hoje, proceden-
te do Maranho ; vende-se no armazem de Fer-
reira & Marlins, travessa da Madre de Dos n.
16, por preco bastante commodo, em porcao e a
retalho. r *
Vende-se sal grosso a retalho : na ravessa
da Madre do Dos n. 7.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
jrrns, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
andas: Da ra larga do Rosario n. 36
Vonde-seom casa de Arkuright & C., ra da
Cruz, armazem n. 61, relogias do fabricante Ili-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito macninismo
podc-se usar com coberla ousem ella.
Come de vacca salgada, em barris de 2C0
libras : em casa de Tasso Irmos.
Em casa de Ifonry Porsler & C, ruado
Trapichen.8, vende-se :
I ui carro americano de qualro rodas (pode-sc
vr em casa do Sr. Poirier, ra da Imperatriz).
Arreios americanos.
Bombas dem.
Fogoes idem.
Arados idem a 303000.
Champagne e cognac.
liclogios americanos.
Farinha c i ligo do (odas as marcas,
l.ampedos de patente com azeite proprio.
Escravos 'uaidos.
61
Fogio no da 7 de novembro do anno pr-
ximo pnssado o o--oravo Felippe.de najo An-
gola, de idade 45 a 50 anuos, rom os signaos
seguintes : um lano baixo do corpo, cor fula
: tosa carregada, olhos pequeos, cara larga sem
barba, falla fina e a voz sempre baixa, I
larga, com alguns cabellos brancos polas fi
parecendo ser muito mancinho, porm muit
velliaco e mellido a curador deemposlurias, de
bom corpo, pomas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo 6 de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprieUrio do engenho
1 rovidencia, na freguezia de Agua Pela quem
0 pegar ou disser ende de corto est ser bem
recompensado.
Molcque Fagido.
100;>000 de gratificado.
Roga-se aos capilaes de campos, e a toda e
qualquer autoridade a appichensao de ura mule-
que de nome Mar.oe!, criotlo, idade 12 annes
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de oiuubro do cor-
rente anno, levando calca de cor, carniza azul,
; chapeo de palha oleado e o maior signal sodrer
de asirima e a pouco estevedoente de bexigas :
desconfia-se que esteja acoitado por algum espor-
(alho, que se queira aproveilar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j proiesia o me.-mo
abaixo assignado de cahir sobre dito larapio com
todo o rigor da le, e grafitica da mai.eira cima,
i aquella que lhe der noticia certa, e paga toda
, despea que se fizer com o mesmo moleque para
: se effecluar dita aprehenso, legando ra No\a
n. 21. Francisco Jos Germano.
2001000.
Em casa de E. A. Rurle & C, ra da Cruz n.
-i8, ha sempre para vender um completo sorti-
mento de ricos e excelle-ntes pianos de lodos os
precos e qualidades,, os quaes sao de muita du-
racao pela sua boa conslruccao. Estes pianos
que foram premiados com a m'edalha de primei-
ra classo na Bsposico universal de lb55, alem
de serem de 7 oitavas e 3cordas,sao de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren! podem compra-Ios com 20 ou JO (JiO de
menos que em uuiro qualquer parle.
Bezerro francez
grande c grosso:
Na ra Direita n. 45.
Vende-se mel para embarque : no cae: do
Ramos n. 6.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 anno?, sabendo bem
coinhar e engommar, no Manguinho, era frente
do sitio do Dr. Accioly.
-- Vondem-se moedas de ouro ameiicanas
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
Helo
gios.
Vendem-se relogios de ourc inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu
na ra da Cadeia do Recife n". 36
b
cm
grande
sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de supeiior qua-
lidade a 650(), 7 e 8?. ditos de velludo, copa al-
ia c baixa a 73,!) e 10, dilos de lonlra pretos e
de cores, muito linos a 63 e 7?, dilos do chile a
3$50O, 5, 6, 8, 10 e 12, ditos de foltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens o meninos, de 2JS500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes eda trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conla e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfoi-
les para cabeea, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhoros freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bom conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. da B. Feij.
Tachas e moendas
Braga Silva 4 C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, ura grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Traniche n 44.
*$ 1 anos do autor mais afamado de Paris, $
que alera de suas boas qualidades, possue
um mechanismo de nova invencao, pelo $
qual sem saber a msica, qualquer pessoa 2
J$ pode locar perfeilamenle : se venden) em @i
@ casa de Emilio Laurence, ra da Cadeia @
$} do Recife n. 59. jg
Fsl fgida nos arrabaldes desla cidade urna
preta que nao ser muilo costoso pega-la, | el is
informaees que se podem dar as pessoas que se
quizerem oncarrogar de a pegar : na ra da Ca-
deia n. 35 se darao as infurmaooes, e os 2(J0t-000
a quem a pegar.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado. no dia 18
do crlente, urna sua escrava ua Costa de non,o
Mara, que representa tordo idade 45 anuos, al-
tara 9 corpo regulares, cor nao mullo piola, lem
bstanles cabellos brancos, cosluma trazar um
panno atado roda da cabeea, tendo por signal
mais saliente as raaos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sanido como
de COStume, com venda de atroz, nao ollou
mais : roga-se, porlaulo, s autoridades poli
(aes, capilaes de campo emais pessoas do povo,
a apprehcnso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronlo
da cocheira do Illm. Sr. lenle coronel Sebas-
lio, qne seao generosamente recompensados.
No dia 23 do Crrente desappaie-
ceu um escravo por nome Cactano, ca-
bra, de idade 5 anuos, com os signaes
seguintes: cor clara, altura regular,
cabellos bastante carapmhos, cabeea
corapri a, bastant barbado e gago,
offictal depedreiroe saliiocom ehopo
de palha da Italia : quem o pegar le-
ve-oa ra da Gloria n. 73, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Menezes,
f|iie sera' bem recompensado.
Fugio no dia 23 do corrento urna escrava
de nome Luza, de naco .Mossambque, repn
la lor 0 anuos de idade, cra do ollio direito.
denles limados, lcvou vestido de chita novo ,
do rosa, tem sido vista era Beberibe e na Boa-
Vista vendendo fructas : roga-se aos capilaes de
campo, a polica e aos pedestres a apprehcnso.
e levar a ra da Cadeia Velha n. 1, que ser
pago lodo o Irabalho,
Attenco.
Pianos.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor & C, ra do Torres
n. 38.
Vendem se arcos de pao e pregos
para barticas : no escriptorio de Car-
valho Nogueira & C, ra do Vigario n
9, primeiro andar.
Roga-se a qualquer pessoa que dr noticia
corla da escrava Silvana, cor cabra, alia, secca
do corpo, representa ter25annos, tem signaos de
ferdas de baixo do queixo, arrasla um pouro os
pos, julga-se ter mudado o nome, e ler sahida
para lora da cidade, lavando roupa por csses ar-
rabaldes, ou estar senindo de ama cm alguma
casa como forra; j se aoha fgida desdo 12 Janeiro, levou varios veslidos de chita de qua-
dros, chales encarnado, e panno da Costa : quem
a pegar ou der noticia certa, leve Soledado,
taberna do Francisco Jjs Ferreira Pires, que so
gratificar com generosidade.
= Desappareceram no dia 25 do corrcnlo mez
de feveieiro, das mmediaedes da ra do Hospi-
cio, urna cabra preta, com urna orelha corlada o
urna malha branca em mu dos lados da barriga,
um cabrito de tres mezes, araarello claro, cora
malhas e fronte brancas, e urna cabritilla da mes-
raa idade, cor parda, larabem malliada de branco,
as quaes cabras e crias suspeita-se tercm sido
furladas por um freguez usero e viseiro de laes
gentilezas : quem dellas der noticia certa na
mesma rua.do Hospicio, primeiro sobrado adian-
to do Gimnasio, ser generosamente eratifleado.
Fugio no dia 25 de feveroiro do corrento
anno o moleque de nome Geraldo, de casa do
seu senhor, o abaixo assignado ; muito conhe-
cido nesta cidade do Recife, Irabalhava do sor-
vente de pedreiro com o mestre Santos (Portu-
guez), cara os signaos seguintes : idade de 16 a
17 annos, cor preta,-cabellos carapinhos, orelhas
pequeas, bracos finos, canelludo, peito refor-
jado, corpo delgado, cabeea pequea eredonda,
pescoco lino, com urna marca de ferida em urna
dascanellas, muito ladino ; levou camisa bran-
ca, calca do castor pardo com listas nos lados e
dita de algodao azul : roga-se s autoridades po-
liciaes, capilaes de campo, c qualquer particular
quo se queira prestar, pelo que muito bem se re-
compensar a quem o levar ra das Cinco
Ponas n. 27, segundo andar.
Jos Pereira de Goes.
100,0000
d o abaixo assignado do gralificacao a quera lho
levar ra de S. Francisco n. 68 seu o escravo
Antonio, conhecido por Antonio Campesso, o qual
fugio em 19 do correte, levando um caneco do
folha proprio para carregar agua, um gancho ao
pescoco, lem 35 annos de idade, falla bem. per-
nas pouco arqueadas ; ha 15 dias chegou do ou-
tra fgida, tendo sido pegado em Santo Anlao ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j con-
tra quera lhe lirou o gancho.
Francisco Botelho de Andrade,


1*1
Lilteratura.
Os seis souhus de um pintor.
i
Terminara nina noite de nnvombro, nrite ps-
ta*mida.e fra, dessas que marcara a desa-
fnraso du invern, quandoj osla perdido
i ambiente do ontonn, cujo perfume re-
na passoio vespertino, e prometi um pas-
u.il.
Rodrigues, nimia vestido de casaca prelo,
:o de copa h.aixa des suas exenrsoes
leseia a na do Prado S"in tea! nns al-
ias rali-as, sem espcratica na sua alma
o.' amaine e de pintor.
Joo Rodrgaos andamio lentamente pareca
nhar o acaso ; levara
as maos nos boleos
-. o chapeo de filiro inclinado sobr o "'.""'or, que, doilada nos cspedes, lia rohi ad-
adormeierna exireii.Uade do aburo de peio,
dando-lhe ento em chapa os benficos raios
do sol.
Pouco a pouco se regulou noramenle a sua
respiraoo. e Joo Rodrigues conlinuou so-
nhando.
Viu ent.io urna casa de campo situada cnlrc
arvores e flores na vertento meridional do. urna
pollina cojos psbanhava remnnsamenle um lio;
duas raccas e um cavallo past,n am tranquillos
junto daquelle rio, e, mais, alm, na metade do
piado que sepnrnva casa da agua, dous meni-
nos de loiros cabellos brinravam rindo com um
blanco c paciento rordoirinbo E observando
mais no tundo di perspectiva, qn.isi tocando na
hora e no jasmin que cngrinaldavam as paredes
da casa, Joo Rodrigues viu-se a si mcsino am-
arando nos joellios a formosa caboea de urna
DIARIO DE PERXAMBCO. QIKTA FFIRA 1 DE MARCO DE i860.
esiuerdo como so quizesse occullar at as
u las ras que alravessava, o rosto afolado por
barba de tres das, e a cabera lambem pen-
dnia sobre o peito como se cansada j de traba-
nuteis, bouvosse resignado o encargo de di-
aquetlo rorpo.
i moa pouco diiigio-so e chegou Joo Rodri-I
.'i prora do Congrcsso; apoiou-se coluin-l
ni de um candieiro, cuja luz conservara-se por
aldade luclando rom os pie ludios da luz do
sacou da casaca nina carta que contralla em
os olaras no sobrescripto o nomo dolle;
i] muilas vozes o sitete vulgarissimo daquel-
la i arta, n como so para nada so tratasse da sua
- a toruou-a a guardar fechada no mesmo si-
tio.
Depois snpultou as duas mos as algibeiras, e
soni conlrahr-so com o fri penetrante da ina-
, pnz-se do novo a caiuinhar para o Prado,
desviando-se apenas para dar logara una car-
roagem, onde elle despobro polo postigo um fo-
no e anglico nsto cuidadosamente encai-
\: ido em velluda branca
A rarroagem os tonta va a ultima phasc daquel-
ilber;a sabida de un faslim prolongado
madrugada ;acaso a rolla ao delicado ni-
-.un par lo juvenil como namorado.
io Rodrigues, pintor, lambem amante, que
dido pola dona da hospedara linha passado
le medindo as mas de Madrid, dirigi a car-
ni um olliar profundo o angustioso, um
9 olhares livres de aborrecimenlo, e cheios
de duvida o do pozar, que sao peculiares aosque
j.in repentinamente dolidos no eamiiibodo
quando > mocidade o a consciencia osguiam j
- por aquella senda ; e seni alterar um ins-
o passo, ncm levantar urna s vez a cabe-
leu as cosas ra de S. Jeronymo, o che-
lenlamentc entrada dojardim botnico.
Um porleiro madrugador acabara de azer gy-
sobre os gonzos as portas de ferro do jar-
si'in suspcilar se quer que a tacs horas po-
n chegar curiosos,
ktilrou, pois, Julio Rodrignes nojardim, e alra-
sou-o em lo la a sua exletiso antes de que se
ii: -se nellc o olliar observador de algum guarda.
gando ao exironm opposto, deixou-se ca-
um banco de podra enllocado ao pe de um
su pltano ; rollou o rosto luz melancoli-
ie comecara a rasgar os ltimos e tenues
s da noite : apoiou as costas ao tronco da ar-
m ira rol altenco n'um jornal ostrangeiro elogios
brilhanlissimos a um quadro do sr. Joo Rodri-
gues, comprado por um monarcha para a me-
Ihor sala do seu musen. A mo de Rodrigues
amelgara os cabellos sedosos da leitora, que li-
nha eslranha semelbanca com a verdadeiru aman-
te de Joo ; e afinal una ancia, de agradavel
rosto, parecido ao da me do pintor, estendia as
suas mos sobre as caberas dos dous jovens, o
dizia com santo cariuho : continuar meus filhos.
Depois, o artista apartara-so brandamente da-
quelle adorado grupa, e montado com galhardia
n'um corcel seriihano, corra al prxima al-
dea ; all prodigalisava consolacoes, derramara
entre os pobres o ouro do seus'quadros ; ia ao
leilo dos enfermos, e torca do solicilude arran-
cara-os morte ; o, por ultima, ragreasara tran-
qiiillamonle ao seu molesto albergue, aonde
dous Qlhos, a esposa querida e a me carinhosa,
oesperavam com lermssims impaciencia...
E o artista vio distinclamerito o rosto formosis-
simo da casta esposa, distingua a voz amante
da me, e sentia roja do seu eolio os bracos
delicados dos ilhos, e estendeu elle os seos pa-
ra os cobrir d>' caricias ; os seus bracos ao es-
lendcrem-se dcsoivelaram-lbc o poso "do corpo,
e Joo Rodrigues caiu ao solo do banco em que
duruiia, e acordou soltando um suspiro.
H
Eram mais do oito horas da nianhs.
Centonares do parda es e pintarroxos, passaros
que em nossos climas sao o concert de toda a
estadio, piaram as arvores do Botnico com a
mais harmoniosa desordero ; um perfume hmi-
do, mas gr.it i o penetrante, brotara de todas as
partes daqoelle jardiin cosmopolita, c o sol de
novembro, lirre j de nuveos c de nevoa, in-
nundava do alegra as ras do vasto lorilo.
Nada comnioveu a alma do piutor naquello
.'miniado quadro.
Joo Rodrigues sentio fri ; notou mais do
que do noite a notare! frescura do seu vestuario ;
viu-se s, e apalpou a humidade do corpo : an-
da que houvesse. ceado na vespera, leve pida
pungente irrlaco da fome. o que era simples
indicaco do seu ordinario appeiito ; arraslado
por sua philosophica mana, julgou-se bastante
forte para submetlor a BU a siluaro ao que elle
chamara examcirapircial da razo fra, que era
na realidade submetel-a ao impetuoso roo di
lou
sua louca magioaco. E lembrando-se dos tros
roro: estendeu s pernas ao comprido"do"ban-1 'Pra*'r*is sonhos, e vendo passar pela risinha
lo efui adormecendo pouco a pouco entre a ne- Irua t,oan,ore* urna opulenta familia, comparou
1 da manha, rencendo com o vigor da dado o
- sicao physica o fro e a humidade (jaquel-
la paragem.
II
io Rodrigues sonhara.
sua alma, que ello julgava desde milito tom-
ivre do dominio da phanlasia, e s dirigida
bom sonso ; a sua alma juvenil, que baria
rezes exagerado al o absurdo os malos e os
> do pobre Joo, adquiri durante aquello so-
i maior slugeleza do que quando o artista es-
acordado, c como ento nao linha que con-
-lo de impassirel ou do philosopho ; Joo
gues, ou antes, a alma de Joo Rodrigues
i-se absorrer pela imaginadlo.
11 i intor'sonhai a.
I'rimeiro rio una exposioo do bollas artes ;
lillca, grandiosa exposioo; salos do mar-
e oo ouro, que continuara obras sublimes
Ilutadas da manso dos anjos; o alm no
i um quadro seperior a todos, que ottrahia
noi stantemente a multido sempre agrupada em
e delle. Mulhcres, crticos, jornalislas, at
ai (tnicose artistasexaltarama obra disptan-
" a patarra: este apon tara tima cabera de
lavel colorido ; aquello mostrara, com or-
' do entendido, o desenlio apenas percepti-
fle urna '.guia perdida entre sombras ; aquel-
ro annunciara como descoberta o tom sua-
''* da compos'Co ; todos se npinharam, c
iliam p.im oxallaros elogios que se Ihe fa-
eno lim doenitiuniaau grupo urna mulher
geiico rosto, cobcrla com urna > retirada
d velludo branca, lia em alta voz a assignaiura
[uella obra prima que dizia: Joo Rodri-
-.
lasiara-sc a monte do artista saboriando
lia viso, em quanto o sol, abrindo cami-
alrarez da neroa, diriga ao rosto de Joo
alpina dos seus primeiros e morticos raios.
Porm o pintor estendeu, sem o saber, as
i mas, e caiu oulra vez em sonho.
Viu depois um estudo innundado de luz, nao
ado do fabulosa altura de um sexto andar,
mas no prraoiro de um palacio edificado como
liar do estudo. Hara naquclla ofiirina dirans
de damasco branco, cobertos de bordados em
/ ; piveteiros de prata, caralletes de bano,
>nsa collccro de rasos preciosos, fragan-
i de mbar, veladores philippinos sustentan-
do garrafas de Chipre e de Xerez que se derra-
n. ram (in clices de Bohemia, nao una, seno
- lernarnas voluptuosas e risonhss euias
s ideaos eram o ultimo estimulo do pincel.
W i meio do artstico templo, Joo Rodrigues
nhara urna sacra familia concodendo um
r as seis deusas da sua nspiraco. Paulo
roche apresentara-lhe com respeito urna
da ; liaos observara de um coxim as subli-
m pinceladas do mostr que desenliara duas
rea no funjo do seu bosquejo, o um grupo
moros, dos mais Ilustres de cada n.T-o,
mplava mudo c absorto a obra do autor hes-
I que apoiara os ps n'um tapete da Per-
. o recebia na fronte o sopro inrisirel para
lodos, e percoplivel para ello do anjo das arles.
io Rodrigues, ora julgava sentir nos seusla-
sedentos algnns daquellos vinhos generosos ;
notara o tremor do quadro debaixo da suave
ssao do seu pincel ; ora percebia em torno
i -; a atraosphera de expanso e doce conten-
nlo que acompanha sempre o prasre com-
i com os que amamos, quando um caracol
descendo da arvore em que se apoiara ontrou-
ludazmenlepela manga da casaca, o ful pas-
soar com desaforo pelo antebraco do pobre Joo.
eu o artista urna volta rone'ntina que larioou
rom violencia o atrevido animalejo, e torno a
os seus vestuarios, osseus rostns.e os seus est-
magos, co"m os que naquelle momento possuia
elle ; reparou as laranjas com que brincavam
os meninos, custosa flor que brilhara na Qlha
primognita, e al fixou a sua altenco ( porque
em taes cousas nunca pensara ) nos" reluzentes
botins do ultimo que vio.
Renasceram-lhe ento na alma todas as dores
da vida ; comparando o seu estado daquelle ins-
tante ao que, pouco antes, Ihe haviam empres-
tado os sonhos, maldisse o seu destino com pro-
funda anda que nao nabalarel desesperacao, j
sem gestos, nem patarras ; ese um instante pen-
sou em vencer com menores esforros aquello'
miseravel abandono, para logo rep'ellio com a
mente como inuleis os mais constantes c os mais
heroicos sacrificios : julgou que nada Ihe restara
por soTrer, e nada Ihe icara por fazer; leve urna
viso do suicidio, o eaio nessi inercia desconso-
lada que causa a falta do f, nessa inaccSo moral
que os romnticos chamam rerligem, os philoso-
phos scepticismo, eos mcOicos paralysia ; Qcou
sentado como d'anlos ao sol cada vez mais vi-
vificador com is pg novamente collocados no
banco de pedra, as costas reclinadas no grosso
tronco do pltano, e os Jjraeos cruzados sobre o I
oeito.
Ao tocar com a mi direita.no lado esquerdo
do peilo, Joo Rodrignes sontiu'em contado com |
os seus dedos um pedaoo de papel. Era a carta '
que nao quizera abrir;'urna caria da posta-io-
Icrna, que na vespera Ihe haviam entregado no |
caf ; aonde poda rir ludo, desdo. murie da
sui amante at riquosta Jo mesmo pintor.
Joao Rodrigues tirou a carta da algibeira,
melteu o pollegar no vacuo do sobrescrito, e
coniecou lenta o distradamente a rasga-lo; de
repente parou como se se contvesse ao princi-
piar urna obra ; reprohendeu-.se severamente
por haver esperado alguma coisa d'aquella car-'
la, ello, que segundo as suas ideas, nada linha
que esperar e guardou-u triste na algibei-
ra da casaca, resolrido a abril-a quando nao Ihe
importasse o seu contheudo.
Em seguida procurou no somno as consolacoes
que acabara de pedir em vo a sua mente, e'
como nao dormis.se naquella noite, adornioceu
oulra vez sol o benfico influxo do sol.que.cm ins-
tantes, aqueceu os seus nteiricados membros.
IV.
Joo Rodrigues sonhava.
Viu primeiro um caf esplendido e concorrido
onde mil rapazes inspirados affluiam para con-
tar os seus triumphos artsticos. Joo Rodri-
gues, que nao muito antes participara d'aquella
occasiao por entre as portas do caf, sustentan-
Jo desesperadamente a luda da sua dignidade
contra a fome. Unidos u cintura os esqualidos
colovellos, despedazada a casaca preta que ni-
camente Ihe cobria o corpo no meado de dozem-
bro, falto de alimenTo, paludo a cadavrico, o
infeliz pintor occullara o rosto, onde assomaral
lona/, e aniquiladora a primeira lagrima arranca-
da pola necessidade. Entretanto, chegara um
instante em que sem forras para callar o grito '
inappellayel de um estomago irritado e exhaus-1
lo, possuido do frenes quo engendra a fome, o '
pobre artista estendia a mo j descarnada o en-
negrecida, primeira pessoa que parara dofron-
le dolle. K Joo Rodrigues, sempre sonhando, ,
via-se distinctamento pedindo esmola a um dos!
seus antgos amigos ; e continuando o seu Irste i
sonho ouvia os passos indifferentes e sonoros do
passado companheiro, que dizia d.'spedindo-o :'
porde, irmo, exactamente como bavia dito
pouco antes no caf : < agua.
Por felicdade do Joao, ou do seu sonho, um
dos alegies piutasilgos desceu a caniur no ulu-
mo ramo do pltano, e as suas notas agudas
desperlaram um minuto o artista, que rollando
o rosto para o outro lado, continuou a dormir e
a sonhar.
Viu ento urna rua animad, pela qual desciam
ao Prado,formosas de elegancia,e radiantes de bel -
leza.milharesemilharesdemulhores. L'mhomenv
encostalo i parede, que linha imploradoinult-.
mente a caridade dos transentes, cai de re-'
ponte entre ellos, rictima de um ataque epilpti-
co ; fugiam atorrados as mulberes ante as vio-
lentas convulsocs d'aqucllc raendio ; olbaram-
n'o indilTereles os viandantes, e s quando a
eega impetuosidad do mal quebrara na calcada
a cabeca do enfermo, deis operarios o erguiam,
vencendo a custo a sua repugnancia, e leram-
n'o carialivamenlo para o hospital com a esmola
que Ihe aliraram os espectadores desta SCO na
Porm o triste, o iniquo d'aquella sonho era
que quanto mais olhava o infeliz Joo, maior si-
multanea descubra entre o seu rosto e o do en-
fermo mendigo; era que ao laucar um olliar
prescrulador aos que depois de re o snlfrer lo
honivelmonte, caminharam alegres para o Pra-
do, descobrira entre as que tnham alirado com
uns cobres aos ps do mendigo, o rosto praseu-
leiro e sempre encantador da noira de Joo Ro-
drigues.
Com lo crueis flecos, a sua respiraco agita-
ra-se desigual e angustiosa ; esliravain-se com-
movidos os seus ervos, opprimia se all'ectado o
son peito.
lima gota de escarcha, que as folhas do plata-
no deixaram cair na fronte de Rodrigues, poz
iiin iusoffrvel tortura, o o pintor, vollando-se
meio acordado, conlinuou a dormir do outro la-
do, levado talvez desses raorimenlos inslncros
que obrigam i procurar no somno. remedio para
os males que o somno causa.
Poreni, eslava esrripto, quo nao hara de adiar
tregua nem repouso, e Joo Rrodrigucs conli-
nuou sonhando.
E torno a rer-se asi proprio. sem poderdu-
vi larde que era elle.com o mesmo olhar, a
mesm-a voz. Achara-se porta de um hospital,
envolto n'uma rola mana, comprida a barba, co-
berlo o rosto de asquerosas borbulhas, ang'i'losa
e ponlcaguda a face, apoiado o corpo n'um par
de muletas. Pouco a pouco consegua chegar a
outro passoio, e quando quera implorara cari-
dade de seus irmos, urna sentinella o obrigara
a andar enire ameacas e gritos ; fugia apavorado
o pobre pintor, e tropezando, apoiado como po-
da cmsuas desiguaes muletas, andar, andar,
andar sem parar o sem respirar, at pisar urna
estrada deserta, jS distante das portas de Madrid.
Ento cahia n'um barranco, esperara pela nonio
fra e escura, qual nunca a rir?, o exhalara sui-
dos lamentos, sem allrahircom sso outrosenles
alm de algum rapaz trapelo, cojo semblante
desapparocia da margena do caminho logo quo a
sua vista descubra o aspecto horroroso daquelle
esqueleto vivo, mco entenado no fundo do bar-
ranco.
Em fim, quando o pobre pintor vil chegar o
ultimo mmenlo, passara junto delle um distr-
bido ancio que recolhia plantas borda do mes-
mo barranco, e Joo Rodrigues, reunindo as suas
forcas, sem alent para se erguer, quiz gritar,
quiz mover os bracos : faltou-lhe o voz, fn-lhe
impossivul o movimento : continuou o infeliz es-
for^ando-se em rao, augmentando-sc cada vez
mais o seu tormento, opprimndo-se-lhe o peito
como se sobre elle descancasse nina torre. Fez
por fim um desesperado esforco, lerantou os bra-
cos, e...
E lancando-os com violencia fra do banco de
podra em que dorma, cahiu ao solo pela sexua-
da vez, e acordou.
V
Joo Rodrigues, rendo-se acordado, comecou
por tocar lodo o corpo para se convencer de que
eslava sao ; dilatou os polmes com o ar puro e
embalsamado quo o cercara ; passou a mo pola
fronte como se anda o perseguissem os torrireis
phanlasmas dos seus sonhos, e deu salisfeito gra-
bas a Deus por aquella existencia iranes amal- '
digoado, e por aquello ar d'anles nao agradecido,
epela luz brilhanle daquelle niagn lico sol.
Em seguida, ancioso de supprimiro que o seu |
exageaado abandono linha de supposloedo ima-
ginario, abra a caria e leu-a. A caria nao an-
nunciava a morte de pessoa alguma, nem o re-
pentino e fabuloso enriquecimento deJoe Ro-!
drigucs. Era urna caria molhordo que lodas as
por elle sonhadas, una carta verdadera, uaia
carta sincera que dizia someule :
Uuerido Joo.O atino passado viv comtigo
duas semanas, e pintei na tua ofRciua dous dus
meus melhores quadros ; liz isso, como sabes,
com a condicjto nica de que me pagarais infalli- !
velmeute. Sjiu hoja naiiilta mao, : slou s
por tres das. Escolhe entro acotn laiihar-me |
res das, ou perder para sempre a aunsade do
leu.
Luz.
Joo Rodrigues caminhou directamente casa
do seu amigo, aonde poda ganliar o quo todos
os pintores tem ganho alguma vez com um qua-
dro : cinco duros para abrandar unta patra
ou para poder pintar e augmentar lentamente.
Joao Rodrigues havia-se curado da sua mais
grave enfermidade, a onformdade philosophica ;
c supprtmira o seu maior mal, o mal da imagi-
naco
Comprehendera sem as 1er, as sanias e subli-
mes palavras : visto que a monlanlu nao vem
para mini, irei ou para aniontanha.
(Po GlLLON.).
( Futuro.
Variedades.
ro.
A' PMC18A DE 01 DOTE.
POR
riura,
o dis-
os re-
CARLOS SIULLER.
ni
( Continuorio. )
Mas entre todos os adoradores da rica
ling oceupara o primeiro lugar.
Passou pois uina nova revista ao exercito de
xa que Ihe restara, com o m de emprega-
era companha da sua amabilidade pessoal,
ji ira darum assallo ao coraco da riura.
Confiando no poder da msica, mandou dar
urna serenata A sua adorada : colebrara-a em
verso, e quando diriga um soneto & fadade Was-
' une, quizara, como se exprime Diderot, mo-
I r a penna na aurora, e servir se a modo de
u rea, da podra dourada das azas da borboleta.
Urna riura rica, sem tutor, sem pai, desconfa'
do enllocado em sentinella e oppondo a todos os
8 us planos um falal Quem vive I era muito fa-
voravel para deixar de por em pralica todos os
neiosafim de dar no alvo.
Nao ha nada que sedusa tanto as mulberes
como as exlerioridadcs brilhantes. A certeza de
preparar um fulure feliz faz militas rezes com
que esquec.am o que nao corresponde seus deze-
jos visemos.
Tddos os pretendentes estaram demais ani-
mados da vontade de justificarem o proverbio
que diz que as mocas devem ser sitiadas em re-
gra, como urna fortaleza, ao passo que as viurai
di vem sor tomadas de assalto, como um reduc
lo. Por esse motivo e principalmente por causa
da fortuna da bella senhora Rosen, todos os seus
l*} Vi'je j Liado u. 49.
admiradores estaram de p noite c da ;
cipulo de Marte, a justiea, a medicina e
presentantes do commcrcio.
Nao ha lempo a perder, dizia comsgo o
nosso hroe ; se eu nao casar com a riura, estou
completamente arruinado. Os meus Tiraos sao
mais perigosos, principalmente o lenlo das
guardas, que nao larga mais o maldito uniforme.
Depois aquello ncgocianlo de l.a que ja lem de
seu all uns cern mil thalers. tal lente anda
por mal de peccado3, .affoilo como ningucm, e
se Goethe tem razo quando diz que para vencer
as mulberes necossurio obrar vivamente, estou
balido.
Tae3 eram os pensamontos pouco recreativos
do Sr. Floiling, que passara em revista, no seu
espirito, lodos os pretendentes com que temos ra-
pidamenle feilo conhecimento.
Resta-nos fallar do um personagem que re-
presenta grande papel na nossa historia. O Sr.
Prell, relho negociante, originario de tima d-
dade de provincia, espectador risonho de lodas
essas pequeas intrigas e que, as sociedades,
cscolhia sempre por assumolo do conversaro as
pesquisas malrimoniaes com que persegua" a jo-
rcra riura.
Prell era chefe de urna velha c solida casa de
commercio ; mas quando ia passar o rcro em
Wasbrunncn, despojara-sc do seu pesado envo-
lucro de negociante e passara o lempo a pregar
quanla^eca ruim poda aos outros, com o auxi-
lio de carias falsas c oulras invences diabli-
cas.
Em p, junto a urna janella do seu aposento,
ragavam-lhe os olhos pelo passeio publico, quan-
do rio a Sr.a Rosen, a cavallo, vestida com um
elegante traja de amazona, entrar na allea prin
cipal.
A brilhante moca excitara a allencjio geral ;
era a primeira vez que a viam cara'llo ; e ver
urna mulher fazendo exercicio de equlaco era
cousa rara nossa pequea cidade.
Apenas a amazona hara desapparecido atraz
dos raslanheiros, que quanto cavallo honre na
localidade foi alugado pelos apatxonados da bella
e rica viuva.
Com grande despeilo dos concurrentes, Flot-
ting pareca alcancar a victoria nesse dia. A
PAGAMENTO D'L'MA DIVIDA.
Ha cousa de vinle annos, um cstalajadciro
de Bnvcs-la-Caillard montou um linda restau-
rante, gracas generosidade de M. S..., rico pro-
priclario dos arrabaldos, e amigo do esi.alajadei-
ro. O restaurante, a que o restaurador poz o no-
mo de C'jsne de Ouro, prosperou successiramen-
le, por modo que, dentro em pouco, o tmligo os-
(alajadetro pode pagar a M. S... o diuheiro que
este Ihe empreslra sem juros.
Pelo contrario, M. S... fo decahindo de fortu-
na, e chegou a urna siluaco risinha da miseria.
Vio querendo dar sua ierra natal o espectculo
do sua pobreza, relirou se para urna pequea ci-
dade, bastante alVastada,onde sua mulher morreu
de pez.ar, deixando-lho um filho menor, que em
breve licou orpho de todo, porque M. S..., suc-
cumbindo aos desgostos, segu o de porto ao t-
mulo sua esposa. O pobre orpho fo recolhi-
do por alguns visinhos, que cuidaran! delle al
que, leudo j vinle anuos, se alistou voluntaria-
mente na tropa de linha.
ltimamente um pobre soldado ferido na guer-
T-JJU11-1M1IIImi i .i...... nm i--, ..n ,.......
bella amazona prestara atiento ouvdo cada
urna das suas palavras, e terminado o passeio,
quando Pluttng rolln para casa, disse consigo
mesmo, com ar impostor esperanca, eonflanca,
e renecrs.
E por isso decidio-se a por quanto antes em
pralica o proverbio : Cumpre bater o ferro em
quanto est quelite
Alcm das serenatas, I'lolling arenlurou-so o
fazer uns proscntezintios. A Sr." Rosen aeccilou;
mas esse favor t.ambem so estendeu a outros.
Lina manha, em que Flolting tinha ido visitar
a linda viuva, levaram-lhe da parle Jo negocian-
te de la, um grande c magnifico vaso destinado
a receber as flores que o nosso beroo Ihe havia
mandado.
A rista desse presente, I'lolling experimentou
urna sensaco como se sahisse de um banho de
vapor ; quizera ver o negociante de la no mais
profundo das enlranhas da torra. Pora vingar-se
comprou inmediatamente dous vasos que exce-
diam em magnificencia o offerecido pelo negoci-
ante e acompanhou-os de uns versinhos que fal-
la vnm muito claramente de amor.
Cada dia org.anisavam-se novos passeos, no-
ros feslins ; mas a bella riuva nao favoreca
sempre nenhun dos seus adoradores costa do-
oulros : Amarel com todos, tinha um laclo per-
feilo para fazer justica s qualidadcs de todos c
o olho mais previdenle nao podia reconhecer a
respeito de qual delles ella sentia sympathia,
bein que tivesse dado a entender muito clara-
mente que nao a assustara um noro hymeneu.
Os numerosos freguezes do eslabelorimonto to-
j mavam vivo intercsse nesse negocio ; muilas das
jseuhoras que linham ficado no segundo lugar,
pela belleza da Sr." Rosen, ja comecavam a fal-
lar mal pela bocea pequea, da'aventurcira
estrangeira. Era assim que chamar; m a joven
viuva.
Quando se agitara all, a queslo de saber qual
dos numerosos pretendentes vencera afinal, o
banqueiro Prell era sempre o primeiro a fazer
observaces malignas.
Mal dtsposlo para com o negociante de la, que
Ihe linha roubado as barbas um excellenle ne-
gocio algun3 annos antes, sentia que elle cosasse
com a linda e rica viuva.
ra de Italia enlrava, coxeanuo, no Cysne de (Juro
em Tulle.
Assenlou-se urna mesa prxima do balco, e
pedio meio litro de vinho.
Em quanto elle beba, um municipal Ihe pedio
os seus papis, que o soldado opresentou, decla-
rando chamar-se Paulo S..., natural de Brives-
la-Gaillard. A este nomo, a dona da casa nao
pode conler um grito ; approximou-se do joven
militar, pcdio-lhc que Ihe contasse a sua histo-
ria, o mandou chamar seu marillo.
Chogando csIp, rpconhereu logo no joven sol-
dado ferido o filho do hornera a quem devia a sua
fortuna, o batendo-lho amigavolmente no hom-
bro, Ihe disse com ar de sincera franqueza :
Mou rapaz, ehegas a proposito. Estou rico,
e quero largar o meu estabelcoinienlo. S espe-
rava um comprador. Como a leu pobre pai quo
ou devo a nanita forluna, lenho grande conten-
lamento de poder teslemunliar-lhc o meu reco-
nheeimenlo na pessoa de seu filho. Cedo-te o
meu cstabelecimeiilo. Tu s moco, deves ser in-
telligenie ; faz com que elle prospere, porque te
pertence. '
Nao te de nada cuidado, porque eu nao faco
mais que o meu dever, fazendo-te a doaco por
meio de oscrplu'a publica.
E' fcil do adivinhar a alegra do joven Paulo
S... e o internecimenlo dos assslontes, coinmo-
vidos por uina lo paldica scena de reconheci-
raento.
GENEROSIDADE REGIA.
No dia 23 foi o anniversario natalicio do her-
doiro presuniplivo da cora de Ilespanha, o prin-
cipe das Asturias. Por este motivo mandou a
ratona annunciar lelographieamenle ao general
em chefe que pozra naquelle dia sua dispos-
c.ao 20J.00I) reales para soccorro dos eridos do
oxorrilo. Ve/, mais os seguinlos donalrbs :
800,000 reales para os hospitaes de Madrid.
800,000 reales associadio de beneficencia do-
miciliaria.
20,000 reales do beneficencia municipal.
20,000 reales ao seu esmoler-mr para distri-
buir aos pobres.
20,000 reales casa da Virgcm dos Desampa-
rados.
O total dosles donativos de vinto c um mil
duros 20:1005000.)
BOA GARRAFEIRA.
Fez-so ltimamente, om Paris, o leilo da gar-
rafeira do fallecido lord Sevmour.
Constara de 18,000 garrafas dos melhores vi-
nhos.
Alsum.a.s garrafas venderam-sc a 30 francos
(53OD reis.)
Lord Seymour era por lal modo conhecedor de
vinhos, que, apresenlarido-so-lho urna vez vinto
e quatro amostras.differentes, designou cora pre-
ciso o nomo de cada vinho.
FAMILIA NUMEROSA.
Na ultima sess.o da sociedade real de geogra-
phia. de Londres, M. 1. Polherick, cnsul inglez
em Khartem, apresoiitou o relalorio das riagens
que tez ao interior da frica em 1857 e 1858.
Fez urna narraco animada das suas aventuras
entre as tribus indgenas,e aisseque em una dol-
as as mulberes e os maridos vivera juntos os
quatro primeaos dias da semana, e independen tes
nos (res ltimos. A polrgama ah om grande
escala, do que M. Petherek leve urna prova eri-
dontc. Desojando reconhecer um servico que
Ihe lizera um indgena, disse-lhe que lh dara
alguns prsenles para ello o sua familia. No dia
soguinte appareceu-lhe o indgena, acompanha-
do de quarenta rapazes, seus filhos, dizendo que
nao levava os filhos mais pequeos, nem nenhu-
ma de suas lilhas, para nao abusar da generosi-
dade de M. Petherek, quo, averiguando o caso,
soube que a familia toda se compuiiha de porto
de nvenla pessoas.
FORTUNA TELA ARTE.
Madama Emilia Dubois, joven actriz do thoatro
lrancez, tere ltimamente uina inesperada for-
tuna.
Um vclho, amador da arlo dramtica, legou-
Ihe 200 mil francos (38 ronlos de reis!, declaran-
do no seu testamento que ora a efleico mais pu-
ra e desinteressada que Ihe tinha 'inspirado, c
que o talento da joven actriz, a sua vida domes-*
lica e angenuidade do seu modo do represen-
tar erara os motivos que o decidiram a tal lber-
dado.
EXERCITO HESPANHOL.
O resumo das forcas militares de Ilespanha 6 o
seguinte :100,000 homens no exercito activo c
j;plrn,a"eiite da pennsula e libas adjacoules, e
00,00o homens na reserva7,000 homens as
Canarias10,0o0 homens na guarda civil12.000
homens nos carabmeros du reino24,000 ho-
inens de exercilo o 1G.000 do reserva era Cuba
3,800 homens de exercilo c 3,200 do reserVa. em
Porto-Rico1500 homens nus possessoes do gol-
pho do Gui1 i,000 homens de exercilo o 3,500
de reserva as Filippinas o Marianas20,000 lio-
racns do todas as classes om servico activo na
raarinha. Total geral, 27 ,350 homens armados.
ORIGEM DA PINTURA A OLEO.
At agora os irmos Waii-Eyck passavain por
ser OS inventores da pintura a oleo. Este erro
histrico foi destruido pela descoberta no archivo
da muiiicipalidade de Gand, onde se encontrn
um pergamnho que conten urna completa des-
cripeo da pintura a oleo, que prova que era co-
nhecida ora Gand era 1328, era Pais em 1391, em
Lile em 1383 c em Zournay em 1351 ; o que os
irmos Wan-Eyck s lera o mrito de seren os
primeiros que empiegaram a pintura a oleo para
os grandes quadros.
TRATADO ENTRE A FRANCA E A INGLA-
TERRA.
Fo effecli va mente assignado em Paris no dia
23 e Janeiro o traiado de commercio entre a
Franca e Inglaterra. Os signatarios forara por
parlo da Franca Mr. Baroche, ministro iuleriiio
dos eslrangeiros, e segundo se di/, os seus dous
collegas M. Rouher e M. Magno, e por parle da
Inglaterra, Lord Cowley eCobden, figurando osle
ultimo como delegado de M. Gladstone, ministro
das Qnancas do gabinete inglez. O texto do tra-
tado, porm, nao seria publicado seno hojo,de-
pois da sua rarlilieacao polo parlamento inglez,
com ludo, lano os jumaos ingleses, que recebe-
mos polo paquete, como os da Franca, j do
conhecimento do alguns dos seos principacs pon-
tos. Eis quaes ellos sao, segundo diz a l'atrie, e
urna correspondencia do Times:
Osdireitos de importaco sobre os vinhos
francezes sero reduzdos em Inglaterra de 150 a
30 por cento.
A seda ser admitlida lirre de direitos.
Odireilo sobre o forro importado em Franca
ser de 7 francos por 100 icilogrammas.
As inanulacturas de laa e algodo serie pro-
tegidas por um direito nao excedente a 30 por
cento, o qual ser lxado depois de terminar o in-
querito industria.
As malerias do primeira importancia enlraro
em Franca livres de direitos depois de julho
de 1861.
a As prohibces sero abolidas no primeiro de
outubro.
O Iratado ser oxceulado pela Inglaterra des-
de a dala da sua promulgaco.
Comecara pois a ser exculado desde j por
pane da Inglaterra,
FALI.F.CIMENTO.
Fallecen S. A. I. a gra-dnqueza de Badon, ar
de S. M. a rainha D. Estephania, de gloriosa
memoria.
S. II. el-rci, em demonstradlo de sontiinonto.
oncerrou-se por lempo de 8 das desdo o 1." do
corrento, e toma lulo por um mez, sendo os pri-
meiros 15 dias rigoroso.
MARINIIA BRITANNICA E FRANCEZA.
A raarinha brilannica de guerra compe-se de
518 navios de diversas classes, 153 canhoneiras,
121 bnguos e 47 guarda-costas.
Tem em construcQo, c algumas prximas a
lanrar-so agua, 38 magnificas naos, 12 de !)l a
100 pecas e as oulras de 8G para baixo.
A marinha francesa comprehende Rl navios
com 12 520 pecas e os seus vapores fortnarauma
loica de 00,000 cavallos.
Nos prximos 10 annos so eonslruiro 150 do
todas as classes o 72 transportes do vapor, o no
mosmo lempo sero convertidos em vapores to-
dos os de rea, que sao i'>.
ESPADAS DE HONRA.
Ha lempos; os habitantes dos Estados Roma-
nos resol vera m offere-or, por subseripeo, urna
espada de honra ao imperador Napoleo o oulra
ao rei Vctor Emmanuol.
A subseripeo realisou-se com aulorisacao do
goyerno romano.
Estas espadas, que foram feitas pelo armeiro do
tali.'ano, sao magnificas.
Foi ltimamente notneada urna commisso para
ir a Londres e a Pars as entregar aos soberanos
a quem sao destinadas.
OLE TAL ERA O CICERONE.
No hotel .Minerva, em Roma, dou-se ltima-
mente um iragico acontop.imonto. Um Rrasileiro,
chamado Pereira, visitando Roma, encontrn na
praca do Pantheon, um homem muito polido,
que Ihe deu informales dos differentes sitios .'
cousas notareis da cidade. Este individuo ncul-
rou-se creado da praca. 0 Sr. Pereira querendo
apruvetar-se do seus sarvicos, pormittio-be que
o procurasse no hotel do Minerva. Quarta-feira
s 3 horas da tarde, o cicerone, achando-se no
miarlo do Brasileiro, lancou a mo ao vort-mon-
naie deslo, que corren sobre o ladrad e o agar-
rou ; porm o miseravel, tirando do bolso um
punhal, ferio violentamente o brasileiro, quo ca-
hio ao chao. Ao barulho acudiram as pessoas
que estaram nos quartos visinhos, e o moco do
hotel, de modo quo o assassino, que so chama
fuchi, foi inmediatamente preso.
A ferida do Brasileiro gravo, porm espera-
se que nao soja mortal.
Este acontecimeiilo causn grande impresso,
pois nunca so vio em Roma que se praticasse um
assassitiato era hotel do alguma importancia.
UM POLYGAMO.
\.ac julaar-.se provavelmenlo as prximas au-
diencias do jury de Sussex Inglaterra) um pro-
cesso muito curioso do polygamia. Um homem,
que goza de grande consideraco em Brighton,
casou cora cinco mulhcres, das'quaes lre3 sao r-
rnas, e viven olo annos com todas ellas naquel-
la cidade. Um desaccordo sobre alguns pontos
de procedencia que rcvdou to vergonhoso
fado.
OBSERVACES NA LA.
Os jomaos Aslronomis che Paclarichlen c Pho-
lographe Kewi Irazem curiosas observaces acer-
ca di vegetaco na superficie da la, sobre a qual
sao visivois 100 linhas rectas e s rezos ligera-
mente curvas, esparg Jas polo disco lunar cada
una duas bordas parallelas. Uns julgaram que
oslas linhas eram rios correlos ou sec-
eos, oulros astrnomos as consider.avam como
torrentes do lava vomitada pelosrolces da la,
que reflectem luz do sol com mais ntensidade
que as regios adjacentes. Mr. Schivabo, astr-
nomo allemo, allirma que so examinar a super-
ficie da lua rom luz suiflcienle o um thelescopio
se, descobrira um monte allissimo chamado Ty-
Cho, e em differentes pontos linhas parallelas do
cor verde, que nao eram risiveis mezes antes da
obsorvacao, e que desapparecem alguns depois
para tornar a apparecer na estaco propria. Es-
tas linhas, mais escuras que as partes adyacentes,
sao evidentemente o resultado da regetaco, e
esta faz que asparlos estrellas da lua apparecam,
como lachas luminosas. Segundo Mr. Schivabo,
as linhas do regetaco manifestam-se mais parli-
rularmenle as tres zonas muito brilhantes da
lua, circumscriptas pelos montes iiipparco, Al-
batcgnio. Wernor, Piccolomiii, Abonleda, G.auri-
co o alguns outros.
CALENDARIO MAHOMETANO.
O anno mahometano menor que os dos chris-
laos II das, e o 1. dia delle passa por todas as
estacos n'um periodo de 33 anuos. Os sectarios
de Maforaa comecaram a contar o primeiro auno
da sus era no dia 16 de julho, anuo 022 da era
chnslada da fgida de M.afom.a de Meca para
Medina, dando-lhe o neme de Begyra (fgida.]
A adopeodesteanno para a conlagem dos lem-
pos fot devida ao califa Ornar III, 18 annos de-
pois da fgida do prophola, remediando dest'.arte
a desordera que reinara nos poros orientaos,
onde o ponto de partidas suas pocas variara
com qualquer grande acontecimento, ou a dala
da ultima guerra que linham sustentado.
O anuo diride-se era 12 mezes alternada-
mente de 30 e 2!l, excepto o 12, que, do 30 em
oO annos de 30 dias. para egualar o morimento
da lua cora o da Ierra.
Os seus nomos sao : 1" Huharran, 30 ; 2o Sa-
phar,29 ; 3 Rabio I, 30 ; 4o Rabio II, 20 ; 5o
Giumadi I, 30: 6" Giumadi II, 20 ; 7" Regiab
30 ; 8" Sahavon, 29 ; Uadainan, 30; 10'' Sche-
wjl, 29:11 ; Dulkaidalh, 30 ; 12 Dulkagatb.
2'J ou 30.
Os dias da semana sao sote, o primeiro dos
quaes corresponde ao nosso domingo.
Joum el-Ahad, Joum el-Thant, Joura el-Tha-
loih.Joura el-Arbaa. Joum el-Thamis, Joum el-
Dgiumaa, Joum el En" i til.
Como enlro os christos, festivo o dia Io do
auno, que corresponde ao 1 de Huharran. No
da 12 do mez Rabio I celebra-so o nasciuienlo
de Mafona em Moca, quo acontecen no auno de
578 da nossa era. O dia 20 do mez Giumadi I
o da grande fesla do annirersario da tomada de
Constanlinopla pelos Turcos, acontecida no anno
8o7da Iiegyra, ou 20 de maio de 1455 E. C.J
No da 20 do mez Regiab ce!ebra-se a viagera
de Mafoma at ao stimo co.
A noite mais celebre do anno 6 a de 15 do mez
desaliaren, chamado Barah, na qual pretender
os sectarios de Mafoma que o Alcoro deseen do
co e lluminou a momo do prophela. O Alco-
, rao assegura que esta noite rale mais que mir
mezes. l
Radaman o mez sagrado, durante o qual as
ponas do interno eslo fechadas, e s abertas as
1 do co. O Alcoro manda jejuar lodo este mez
: alose ver a loa nova do seguinte, o prohibe lo-
I dos os prazeres e al o alimento, cmqnanto o sol
permanecer no horisonte, o que summamenic
penoso quando o mez de Ramadan corresponde
eslaco do esto.aO dia 29 dcste mesmo mez de
Ramadan um dia'de ludo pela derrota que em
1683 de J. C. soffreram os Turcos dianle de Vi-
enna.
Os diasl, 2 c 3 do mez de Schewal sao os da
grande paschoa quo segu ao mez de abstinencia,
chamada o grande Beram, eem rabe Il-al-Jets.
ou fesla que qnebra o jejum. Ento quando os
sectarios de Mafoma se |visilam e fazara presen-
tes : podendo compatar-se aquella poca com o
nosso Natal.
O dia 8 do mezDulkagatho primeiro dia das
revelaces do co ao prophola mafoma ; o no
dia 10 do mesmo mez cabe a fesla do pequeo
Baram, ou do sacrificio, qual os rabes cha-
mam IJ-al-Adha. Celebra-se esta testa em re-
cordaco do sacrificio que fez Maforaa de um cor-
doro no valle de Misia.
Tambera nao quizera rer-lhe dar a preferen-
cia ao lenle, porque esle cvideulemetile s ia
atraz do dote.
Daria de bom grado alguma cousa, disse
Prell comsgo, se podesse pregar urna boa peca a
esla suda de apaixonadns.
IV.
Flolting lcmbrou-se um bello dia de deilar
um olhar do seu cofre c contar as caber-as corna-
das quo all estaram encerradas. Alt que asso-
laco s Ihe restara a miseria de cincuenta llia-
lers.
Decididamente a sorte e os astros me sao
contrarios, exclamou elle. Um general experi-
mentado sabe reunir as tropas batidas o dispre-
sas Mas talvez me resto anda um meio incerlo,
c rerdade, mas nao impossirel. Se eu lentasse a'
fortuna ? Se osla noite arriscasse os meus cin-
cuenta thalers no tpelo verde? V l ; experi-
mentemos esse meio disesperado :
Flolting esculou o seu projecto. Doz thalers
eslavam perdidos.,., bagatella Vinle thalers os
soguem !..... Inquietadlo interior. .. Tritita tha-
,ers..... lorna-se vsivel u inqnietacao. Cinco
minutos depois virara todos os cincuenta thalers
engulidos pelo olheiro.
Saiamos I fujaraos deslo inferno que Irahio
as minhas esperances Fugir! nao ; aproxime-
mo-nos da roleta
Esta resoluco linha sido suggcrida i'lolling
pela vista da Sra. Rosen, cuja parada de dez lut-
zcs linha sido proza do b.auqueiro.
A voz argentina da joven viuva indemnisou
Flolting da peda do seu dinheiro. A poltica
ordenava mesmo que. se moslrasso alegre ; se
quera 3tislcntar o seu papel de homem opulen-
to, devia nao parecer sentido da perda do cin-
cuenta miseraveis thalers. Mas sorrindo a Sra.
Rosen, mil remorsos flagellavam-lhe a cons-
ciencia.
Todava nao desesperou.
A fortunado Hortencia Rosen, me iridem-
nisar aniplaniento, di/.ia elle comsgo.
F.m consequencia, resolveu confessar no da
seguinte o seu amor bella viuva, e pedir-lhe
sua mo. Quera, e devia saber como haver-se.
Estara por um Iriz a arriscar a sua declaraco,
quando foi impedido pela chegada da criada, que
veo annunciar o magistrado, atraz do qual en-
trn inmediatamente e sem se fazer annunciar,
o lenle das guardas. Ambos manifestaran! as
pliysiouoraias a adrairaco quo tiuham porrerom
Flolting fazendo visita lo cedo, tanto mais
quanto a preseuca dolle pareca nao desagradar
dona da casa.
Depois do alrnoco der.am um passeio, e como
ao rollar, Flolting lerou a audacia a ponto de
offerecer d braco bella viuva, os dous riraos 11-
caram com uns cares muito coiiipridos, e cada
qual commenlou esse fado a seu modo.
Os pensanientos do Flolting nao erara difficds
de adunliar.
Que bollo accaso da sorte, dizia elle coms-
go, se eu Ihe poder dar o braco como marido !
Acabo de contar o mou dinheiro' : restam-mooi-
lonia e cinco thalers doze gros e seis dinheros.
Passando petosalo de conversago, a compa-
nha vio era urna dasjanellas o Sr. Prell accen-
dendo um charuto da Eavana.
E' magniheo I encantador! murmiuou
comsgo esse personagem quo linliamos perdido
de vista. Mas esperemos para amanha. ser o
ramalhete. E quando hado ser bom observar o
Ciumo om todos estes apaixonados. Creio quo o
negociapio do las so oceultar em um dos seus
saceos e abafar de despeilo.
V
Era mais de meia noite, c a Sra. Rosen anda
eslava no salo. Tinh despedido a sua criada.
E' lempo, dizia corasigo a linda viuva,
lempo de pronunciar-me. Puz lodos era prova,
lomei informaces acerca do todos ellos. O ne-
gociante de las.... se nao fosse tovelho....
Parou no seu monologo c conlinuou apoz al-
guns minutos de reflexo ;
E o magistrado ? Nao, nao, prefina Flolting.
Esporo a cada instante a confisso decisiva da
sua bocea ; sao delle niinha mo e meu coraco.
Mas se tardar Se toda a sua conduela meu
rospeito fosse apenas um capricho? Nao, im-
possirel. TenhoconRanea em um olhar lo fran-
co, em seu carcter o leal e fiel. Todava,
logo depois de celebrado o nosso casamento que-
ro ir-nie emboro d'aqui, viver retirada com meu
marido ras suas Ierras ; quero ser boa esposa,
BOA RAGA di: carneiro.
O Archivo Rural publica na sua chronica
agrcola de 5 do crrenla a seguinte curiosa no-
ticia sobre a celebre raca de merinos de Mau-
champ :
_ A cisa real de Ilespanha fez aequisicSo era
Franca de um robanho vino da celebre raca se-
rigera de merinos de Mauchamp, cuja historia
asss curiosa. Na aviaria do Mr. Craux, junto
do Berryau-Bac, no departamento de Aisne, as-
con casualmente, em 1828, um cordoro mons-
truoso, mal conformado, com a cabeca volumo-
a, o pescogo tnuilissimo comprldo, trazendo
tima la notarel pela docura ao tacto ; mas,
principalrr.ente, pelo seu brilho, que muito a as-
simlhara seda. Para outro creador nao passa-
ria de un aborto da intiireza o monslruoso enr-
deirinho, porm as vistas prespicazes de Mr.
Graiu avenlarara n'esta anomala o tronco do
urna nova raca extremamente til. Assim acon-
tecen. A oviaria de Mauchamo corita boje para
cima de 600 caberas, consliluin lo una rac3 esti-
marel, que os Francezes chamam race merinos
$oyeuse, ou, simplosmenle, rara de Maucliamp.
A loa d'osta raca similhanteaseda, c nada infe-
rior cachemira doTibet. Mr. Davut est fabri-
cando com olla challes de una admiravel bel-
leza. F.m 1858 a rara Mauchamp produziuom
medida 2 kilogrammas (quasi arralis e meio)
de la lavada na roz. Mr. Graux tem-n'a vendido
a 18 francos o rolo ( 750 reis o arratl ). E' lam-
bem excellenle a carne d'esles animaos, que
apresentom una grande aplido para a engorda ;
alguns ha quo de tres annos posara 80 kilo-
grammas (173 arralis). O goreno franco/, lera
mostrado a maior sollcitude pelo desenrolri-
menlo de lo preciosa raca. Nos primeiros an-
uos do reinado de l.uiz XIV o seu famoso mi-
nistro ciilendeu que podoria subtrahir a Franca
ao trbulo que as suas fabricas de lanificios p'a-
gavara ao oalrangairojpela compra de las linas.
Com osle iniuitn^ mandou comprar Ilespanha
carneiros merinos, que distributu pelos particu-
lares. Mas o ensaio, por mal dirigido, nao s
dexou do aprorcilar, mas at prejudicou a idea
de que a raca merino so podia aclimar al m dos
Pyreneus. Fui preciso que mais lardo o dis-
lincto naturalista Datibenton deslruisse aquelle
preconceilo, cancorreiido.com a decidida protec-
eo do Luiz XVI, para a fundarn da celebre raca
de Rambouillct, oriunda dos merinos de Ilespa-
nha. Soria urna coincidencia feliz, so a raca de
Mauchamp viesse Ira/.er Ilespanha tautas'van-
lagens como os ascendentes d'ella levaram
Franca.
COUSAS DA CHINA.
Enlro as cousas cu riosas.daquelle si igiilarpaiz,
ha una muito notavel. o tribunal da histo-
ria.
Ksie tribunal compe-se de duas especies de
historiadores. Uns sao encarregados de escre-
vor o que se passa fra do-palacio, com relaeao
aos negocios do Estado, e os outros o que so pas-
sa dentro, isto todas as acees o patarras do
imperador, dos ministros-, e ofciaes.
Cada um dos membros desle tribunal esereve
n'uma folba ludo o que sabe, assigna e lauca o
escriplo, sem o communie.ar aos seus collegas,
em um grande tronco, coilocado no meio da sa
om que so reunera. As menores palavras do im-
perador sao- exactamente reeolhidas. Eis um tac-
to que far ver o espirito deste tribunal.
Um general, por nome T-sou-i-chong, mandou
assassinar o imperador T-chou-ang-chong, para
se vingar de urna injuria pessoal. O tribunal do
historia fez um relalorio desle aconleciiaento c
o lancou no seu archivo. O general, informado
disto, demilliti o presidente, que condemnou
raorlc, dt.slruiu a rela/-o e nomoott oulro prosi-
sidente. O novo presidente mandou logo escre-
ver novas memorias para substituir as primei-
ros. O general, instruido deste fado, dissolveu o
tribunal e mandou malar todos os membros. Ap-
pareceu logo o imperio innundado de escriptos
pblicos, em que o procedimenlo do general era
piulado cora as mais negras cores. O general,
temendo urna sedico, reslaboleccu o tribunal
de historia.
Os armaos da dynastia de Tang referem nm
fado nao menos curioso. Ta-i-song, um dos
principes d'osta dynastia, chamou um dia o pre-
sidente do tribunal de historia e Ihe rogou que
nao mandasso escrever se nao o quo fosse em
seu louvor.
O presidente nao quiz promotter o que o impe-
rador Ihe pedia.
Pois que disse o principe ros quo mo
dercs ludo O que sois, que rae eris lo dedica,
do, quorerois instruir a posleridade das minhas
faltas, se eu as roramcller ?
Est na minha mo occultal-as, rospondeu
o presidente. Ser com mgoa que as cscrove-
rei, tal o dever do meu cargo, que al me o-
briga a instruir a posteridade da coaversaco
quo agora lomos.
(Commercio do Porto.)
mulher amanto, o se aprouver aos deuses, boa
mi.
A moca abri a j.anella, e dettou os olhos para
urna magnifica e tepida noite de vero. O per-
fume das rosas do jardim, agitadas pelo vento
dejunho, suba at ella ; ludo em torno, eslava
i inmerso em profundo somno.
Somno om loda a parle nao,.porque um hornera
anda eslava acordado, um homem que os leito-
res fcilmente reconhecerao ouvindo oslas pala-
vras que Ihe escapara dos labios :
Rondado do co s lenho setenta e dous
thalers e do/.e gros !
VI
No dia seguinte pela manha, os Iroguczes do
banho e do passeio publico, eslavam em agitaro
desacoslumada. Passa va m nos differentes gru-
pos uro jornal da capital ; esla folha trazia una
noticia que excitara a adrairaco geral, apezar
da assercao de mu tas pessoas" que diziam nao
star sorprendidas, visto quo o fado nao podia
deixar de dar-se.
A folha passou de urna mo para oulra, ao
passo que o Sr Prell, j couhecido do3 nossos
leitores, eslava de parle, deitando multido
olhares curiosos e malignos, e esfregara as mos
rindo cora ar mephistophelico.
Logo que apparecia una pessoa conhecida que
podia se inleressar pela Sra. Rosen, cassavam-
Ihe o jornal. Assim succedeu com o negocianle
de las quo, ao ler o artigo, fez urna carola
como se cada gota do seu sangue fosse aaua do
Sellz. *
Flolting que d'ordnario ia muito larde ao es-
labclecirnento lliermal, visto que o quo elle que-
ra reslabelecer nao era a sua saudc, mas sim as
liuancas, anda descancava na sua carca quando
foi acordado pela msica dos banhos.
Para mim esta msica I exclamou Flolting.no
sabendoquc atlribuir essa honra, tanto mais
quanto, naquelles ltimos lempos, por motivos
de economa, havia cessado de aproreilar a boa
vontade dos msicos da localidade.
(Continuar-se-ha.)
PERN. IYJ. DE M. F. DEFAIUA. fffl
CMUTILADCn
ILEGVL


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