Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09000

Full Text
AMO IIXYI. HUMERO 49.
Por tres mezes adia lados 5S0O0.
Por tres mezes vene* Jos 6S00.
QUIETA FEIBA 29 DE rEYEREIRO DE !860.
Pop anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
BNCAR lEG A DOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Paralaba, o Sr.AntonioAlexandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o Sr.
A. de Lomos Braga; Cear, o Sr. J.Jos deOliveira
Maranho, o Sr. Manocl Jos Marlins Ribeiro
Guimarcs; Piauhy, o Sr. Joao Feruandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. natuus;
Amazonas, o Sr.Joronvmo da Osla.
PARTIDA DOa CKKllU.
Olinda todos os dias as 'J 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoc
Garanhuns as torras feiras.
Pao d'Alho, Na/.arelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queirai Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
uricury e Ex nas quartas-feiras.
Cabo,Serinhem,RioFurmoso, Una.Barrciros,
Agua Piola, Pirueuleiras e Natal quintas feiras.
(Todos osenrreios parte mas 10 horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: trras feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira vara docivel: tercas e sextas ao meio da
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EP1IEMERIDES DO MEZ DE FEVERE1RO.
7 La chela aos 15 minutos da manilla.
13 Quartominguaule as 4 horas e 31 minutos da
tarde.
21 La nova as 5 horas e 20 minutos da larde
29 Quario cresceute as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
TREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e C minulns da tarde.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Torcato are.; S. Lamberto.
28 Terca. S. Leandro are. ; S. Chrislina r.
29 Quarta. S. Rumao ab. ; S. Populo m.
1 Quinta. S. Adrio m. ; S. Bozendo.
2 Sexta. S. Simplicio p. ; S. Jevino m.
3 Sabbado. S. Ilemeterio m. ; S. Asterio m.
4 Domingo. S. Lucio p. m. : S. Arrheto m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco.Dias ; Babia,
Sr. Jos Marlins Aires ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do DIARIO Manuel Figueiroa da
I Paria,na sua livraria prara da Independencia na.
!6e8.
EXTERIOR.
C. RRESl'ONDENClAS l)t) DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Hamburgo,
5 de ftvereiro de 1809.
lfas e mais se obscurece o horisoule polticos
da Europa.
Dentro do curio esparo dos quatro ltimos an-
uos nao livemns menos do que duaa conelusdes
de paz, em 1856 a de Pars, ca 1859 a de Zu-
nch, e jual o resultado ? Segundo todas as
app3rencias navegamos de novo eom todo o pan-
ii3 para a guerra.
Em lodo ocaso aseriedade dasiluaco pesa de
nevo excessivamente sobre os espiritos.c se real-
mentcas perspectivas setornam de vez em guan-
do mais pacficas, nao isso se nao um raio de
su.',que nao dura mais do que un momento.
Os nossos leilores j estn informados da sor-
presa, que o folheloO l'apa e o Congresso
causn na Europa, assim corno da relirada do
can le de Whalewsk, ministro do estrangeiros
na Franca, e da nomeacao em seu lugar do Sr.
Thouvenel, enviado em Conslanlinopla.
Se aquella retirada e esta nomeacao j linham
manifestado toda a seriedade da diiecoo da po-
ltica franceza, indicada na dita brochura, tam-
ben) as ultimas duvidas deviam desapparecer,
quando O onileur publicou, em II de Janeiro,
a caria imperial dirigida ao Papa sob data de 31
de dezembro, na qual, bera que de modo muito
rtspeiloso, selhe dava francamente o conselho
de se sujeilar inflcxibilidede dos fados, o de
renunciar a Romagna.
O que tornava essa publicaco anda mais sig-
nificativa era que ella leve lugar no Moniteur si- j
mullaneamente, com a communiraro da falla
do dia do anno novo, com que o Papa responded
s fclicitacoes do general em chefe das tropas de
oceupaoo, francezas, etn Roma, e na qual elle!
protestara muito claramente contra toda e qual-1
quer Icsiio do seu poder mundano.
O programma do folheloO l'apa e o Consres-
sose aehava, pois, acceito abertamenlc, e ex-!
liressainente pelo imperador Napoleao. De um i
Congresso como o combinado na paz de Zurich,'
nao era mais queslao !
Nao lardaram novas sorprezas.
Em Turim o ministerio Rala/./.i den a sua do-
niisso, e o conde de Cavnur fui encarregado da
formacao d'um novo ministerio.
Como se sabe, o conde do Cavour se linha re-
tirado em julho do anno passado, em cunse-
quencia tinmcdiala dos preliminares de Villa-
Franca, sendo estes ulmos em conlradirco
com o seu programma dirigido sobre a centrali-
saco da Italia e completa expulsao dos Auslria-
cos da mesma.
Tanto .nais dar era agora a importancia da
gabinete briianiuco, se nao approrasse Uirecia-
mente os planos do seu vizinho alera do Canal,
nao os impedira. O receio geral a respeito desse
negocio fui de nalureza mui seria. A Franca,
possuindo a Saboia eNizza, ge lomara ostral o
gii menle senhora do Piemonte, e adquirira o
poder de ligar a s.,rle do Piemonte vontade da
sua poltica. Alm disso se reroava, que se sa
reconhecesse Franca, na Saboia e Niz/.a,
o direilo de se eslender al s suas fron-
leiras naliiracs, so podia esperar com cer-
teza, que esse principio urna vez reconhecido,
nao lardara a mostrar as suas cousequencias em
outros pontos, e sobretudo no Rheno. Abando-
nando a Saboia, lambem se abandonara em
principio a margem esquerda do Rheno, e por
isso se pode avallar a irritadlo, que,sobretodo na
Allemanha, causaran os desejos da Franca res-
peito da Saboia e de N'zza.
A Saboia e Nizza, pelo momento a pre-
ponderante questo do da, que anidara de novo
a paz da Europa. Segundo se diz a cessaro
dessas provincias j linha sido combinada enlr a
Franca oaSarderiha anles da guerra italiana,
fazendo a Sardenha a eondco de ter lugar a ces-
saro depois de haver a Austria sido forrada a
evacuar completamente a Italia. Corno se sabe
na i se realisou isso na paz de Zurich, o a Austria
pelo contrario conserven a Venelia. Nao de
pensar que a Austria renunciar agora sobre a
Venelia para facilitar ao imperador Napoleao a
dita acquisico.
L' isso anda menos, a Prussia c a Russia nada
querendo saber do engrandecimnntoda Franca ; e
se a condico da mesma for a cesaeo da Vene-
lia aSardenha, ellas tem um interesse bem claro
para all sustentaren) o poder austraco. A po-
siro da Austria em caso d'um ataque da Franca
e da Sardenha, nao seria lo funesta como o
anno passado, porque pedera fcilmente aconte-
cer, que urna nova diverso contra a linha do
Mincio se considerarse na Allemanha como casus
belli. Nao se pode dcsconhocer que a inclina-
rn da Russia para a Franca tem bastante res-
friado depois dos preliminares de Villa-Franca, c
que novjmenle a nao realisaco do congresso
por causa da ultima mudanra da poltica franceza
nao agradou Russia, o que em S. Pelersburgo
seolhacora inquietarn para a allianca franco-
ingloza. As ultimas noticias da capital "da Russia
parecem continuar isso, porque segundo as mes-
mas o presidente do conselho principe Gorlscha-
kol, o representante principal da allianca fran-
ceza, nao se acha mais seguro na sua posico, e
nao ser impnsstvel urna [iroxiiua mudanca do
ministerio.
Ponderando-se a situadlo europea, dove-se lo-
mar cm consderaco um objeclo essenciala si*
luaco interna da Franca. A dirceco decidida
"a poltica do imperador contra o Papa Ihe attra-
sua nova .Mitrada na direcd.o da poltica da Sai- |,a a renhida opposiro de lodo o partido cleri-
denha. Ella proviva que no Piemonte se julga-i Cal na Franca, e qu'anto mais rigorosamente o
ra vindo o lempo, para lomar de nuvo, e com
nova esperanra de successo, os planos interrum-
pidos por Villa-Franca.
I iil ministerio Cavour s podia sor un minis-
terio da annexacao edeiruvos ataques sobre o
resto do poder austraco na Italia, e os no-
nies dos outros ministros vieran) conlirmar
isso.
Para ministro da guerra fui chamado o general
Fanli, com mandante em chefe do exercito da liga
cenlro-ila iana, e para ministro do interior o
dictador das provincias da Emilia, islo de
Parma, Mudena e da Romagna. O jubilo com
que o novo gabinete sardo foi applaudido nos Es-
tados da Italia Central, foi lo grande como a ir-
ritarlo que isso causn em Vienna, e apenaste
aehava inslsllado o ministerio Cavour, que Fa-
ria inlroduzio na mesma a le eleiloral da Sar-
denha. Ricasoli lomou as mesmas medidas em
Toscana. As cousequencias desses passos so
iem claras.
No decurso do mez de marro se devem abrfr
em Turim as cmaras piemontez-lombardas, e
tenciona-se de deixar nellas comparecer os de-
putadus da Toscana e da Emilia, para assiin tor-
governo deprimir a opposico desse pardoe
elle j o fez, supprimindoseu orgao principal na
imprensao Universlano mus o irritar. l>o
oulni lado a direc^io livre-cconomica do impe-
rador fez nascer a indignajSo de todos osinle-
resses, que julgam dever idenlilicar-se com o
systema d'atfandega existente, e o numero des-
ses interessi's e anda Ilimitado na presente
Franca. Especialmente una grande parle da
classe dos verdadeiros obreiros all adherente
fanalira do syslema prohibitivo. D'um lado, pois.
a opposico clerical, e do oulro a opposico pro-
bibrliva, juntamente com a opposiro do"s anti-
gos partidos polticos que perderao o S"ii valor
pelo napolionismo, isso urna reunio d'adver-
sarios, pie se poder lomar mui perigosa ao
imperialismo, c inipor-lhe a necessdade de des-
viar para fura o descontentainenlo das massas,
por rneio ile novas guerras com o exterior.
Vamos deixar seguir um pequeo resumo dos
ltimos acontecimentos no interior da Allema-
nha. O carcter amearador da posicao geral, se
manifesla na Allemanha pelo faci, que em
loda a parlo a altenco publica se preoecupa
das medidas respeito do augmento das forcas
portante um prjeciu do le acerca da nova ur-
ganisacao do exercito.
At agora nao liveram ainda lugar sessoes im-
portantes nas cmaras,achando-se os projrclos de
leis ainda nr.s mos das respectivas commisses.
Na cmara dos deputados foram eleitoa para pre-
sidentes ns Srs. Grabow e Malhis, todos membros
ilas fraccors liberaos. CfH grande Interesse se
seguir esti vez as discusses na cmara dos se-
nhores. Nella, como se sabe,o partido feudal an-
da tem a preponderancia, numrica c pergunta-se
se, como na ultima sessao, ella se prevalecer
dessa preponderancia para inhibir as leis combina-
das entre o ministerio e a cmara dos depilados.
Nesse caso o ministerio mais cedo ou mais larde
lalvez lomar medidas para neutralisar a resis-
tencia da cmara dos senhores. o a opinio pu-
blica j se preoecupa do plano da crearlo de um
numero sulficiente de novos pares.
Na Austria, alm da agitadlo crescenle na Ve-
nelia, o movimenlo nacional egualmente progres-
ivo na Hungra, nao deixa de causar seiios rc-
ccios ao governo. A questo respeito dos pro-
testantes hngaros loma o primeiro lugar. A lei
ecclesiaslieaoutorgado pelo governo foi regeitada
com grande maiona. Um novo regulamenlo in-
da
ra que causn ueste merend a appancao
emprez.3 Russel Vianna de Lima, para o"esgu-
n o limpeza da ridade do Rio de Janeiro, como
j Dxpliqne em algumas de minhas anteriores
coirespondencias. Espero todava que apenas
constar aqu lerern comecado na provincia de S.
a segunda parte daquella Correspondencia. I'ois
oque significa dizor-se que o conselho de saude
publica de Portugal independente do governo,
o qualsem raros rasos pode iulcrvir nelle com
sua autordade '? E' o mesmo que dizerexiste
. um slaln tu statii : o com aquillo parecen que-
I aulo as obras da estrada, cujos planos e orea- rer senlar-se o governo supremo de qualquer
inentos sao lidos por exartissimos, os fundos des- responsabilidad!.', caso tivesse sido verdadeira a
sn empre/.a nao s dexaro de estar a descont, noticia que se commenlra, como se os Usados
mas ate viro a ter premio, como a principio houvcssem de desistir de qnnlquer reparaeo
succedeu. p(,r virtude de urna to singularorgnnisaco ad-
A empreza Russel & Vianna de Lima, depois minislratira que n autor da correspondencia li-
rou existir em Portugal, masque de fado nao
de ler lulado no Sloik-Exchange com as d'iffi-
culdades que mencionei na minha ultima caria,
leve de retirar-so do mercado, appareceudo ha
pouco dias publicado no Times un annuncio dus
diredores daquella jirojeclada companhia, pelo
qual dedararam que os subscriptores para nc;oes
daquella empreza podiam levantar os sens dep-
sitos, visto quo a directora resolver retirar da
prara a mencionada empreza.
Nao me admirou semelhanle resultado, porque
desde principio eu eslava informado de que a
directora apenas conseguir um limitadissimo
numero de assignanles; e Ir.go que vi a ecleuma
'evantada na prara contra essa empreza, em ra-
sisle na sua execueo, ameacando com grandes i zo nao s da avullada verba que se pedir para
penas toda equalquer resistencia. Erna deputa-
no hngara, que espera influir sobre o governo,
roltou [iara casa sem resultado algum, e nao se
ollia sem receios para o futuro prximo da Hun-
gra. Ao reslo a actiridade legislativa da Austria
se limitou nas ultimas semanas a algnns de-
cretos nbuliiido algumas das anligas instiluroes,
ainda em vigor al agora, respeito dos Jujeus
No llanover, as cmaras se reuniram na segunda
semana do mez passado, adiando-ae na semana
seguinte para deixar s commusocs o lempo para
os seus trabalhos.
Em Carlsruhc (Bade) rao ler lugar na prxima
Hiela mui renhidas discusses tespeilo da con-
cordata celebrada pelo governo com Roma. Es-
pera-se geralmenle regeieo da mesma por am-
bas as cmaras. No campo o espirito contraro
concordata, o que se manifesla por numero-
sas pelieoes, que nao cesso de ser apo-
sentadas Dieta.
Em Hamburgo a bourgoise (os nolaveis) regei-
tod com grande maiona (14 votos contra 23) as
propostas contituconaes do senado, de que fal-
lamos na nossa ultima correspondencia, desig-
nando com a mesma maioria as mudanras da
constituicao d^ 1859, que ella, sob base da' Jeci-
so do senado e dos nolaveis de 11, de agosto de-
do 1859, julga como as nicas admissiras A res-
posla do senado se espera ainda.
existe, bem que o publico se queixi de que na
execueo das leis sobre
Portugal grandes abuso
lacio ao Brasil !
Segundo se deprehende da correspondencia
alludida, o conselho de saude de Lisboa, pois,
nra estado indepondenie. Has sendo certo que
os governos cslrangt'ros, o entre elles o do Bra-
sil, o nao reconlieceram, daro que existir
o absurdo de poder elle projudirar-iios sem re-
cejar a responsabilidad!' ; tal seria tal vez a pre-
tendi desso corpo anmalo! A ventado, po-
rm que aquella junta de saude urna depen-
dencia do governo supremo do estado, o qual
despezas preliminares como tambera da descon- responde pelos abusos que ella platicar: oulra
llanca geral por ser aquella empieza reputada qualqiier doutrina seria falsa, e contra a legis-
por muitos aqu do difficil execueo, conclu quo laeao existente aquello respeito. V-se por ron-
era um negocio prejudicado. | seguinte quo dbilmente buscn o autor da cor-
Lamento semelhanle resultado, porque vejo a respondencia defendiT o governo du sen paiz,
capital do imperio privado por emquanlo de una contemplando o caso de ser verdade o que an-
obra de sunima nlilidade; ainda que segundo nuncira o theiegrapho.
me consta os nuicessionarios espera ni anda um
dia levar avante a sua empreza tiesto mesmo
mercado. Mas receio que isso difQcilmenteacon-
lera, porque os capitalistas inglezes quando urna
vez perdem a conQanca era qualqucr espccula-
eo com cusi toruam a mudar em favor da mes-
uia cousa.
As aeros da estrada do forro do Recife ficam
Deixariu ile criticar, por digna de punca alten*
co, a circuinstancia do haver o ministro de Por-
tugal mandado responder so seu collega do Bra-
sil pelo secretario da legaco. Ha certas mise-
rias que devem ser laucadas ao despiezo, c
aquella entra nesse numere I
No mesmo dia, porm, em que o Timen publi-
cou a correspondencia de que Qz menco, entrou
a descont de 1 1/2 a S l 1,'S; e as da Baha em Soulhnmpton o paquete Tagus, Irzondo no-
s descont de 910 a 710. : lirias de Lisboa do mesmo da mi que all adop-
Os fundos brasileiroa do 5 por 0/0 tem sido tara o conselho do saude a quareiiteiia a respeito
colados de 102104; a os de 1/2 por 0/0 de j do porto do Para, declarando ao mesmo lempo
1858 a 93 3/4. ;sujoitas a urna observa din todas as procedencias
_Os consolidados inglezes acham-se de 94 3/i a do Brasil. Foi esla ultima puto que deu lugar
95 : os 3por0/0porluguezesa i31|2 e 41 ; os 3 nnlicia que pelo lelegrapho aqu liaramos rece-
por 0p9 hespanhoes a 43 3|t ; os 4 1[2 porlO liido e isso mesmo oque nos d o direilo do
russos a 97 l|2o98: os 41(2 por 0p0 peruanos I queixa, porque a simples procedencia de qual-
a 9i: e os 5 por 0p9 sardos a 85. quor porto do Brasil nao n
nar, com um golpe, a annexario um fado consu-l defensivas da palria. J fallamos da revisan "da
mado.
Entretanto a agilaco piemonteza se animou de
novo, e os demonstraces snli-austriacas se tor-
naram cada vez mais Vivas. A apparicao do fo-
IhelO Papa o o Congressoj linha irritado
consliluiro da confederaco, requerida na Dieta
allemaa. As negocaroes esse respeito ainda
eslao pendentes, porcm j se sabe que a dita ro-
visao nunca ser mais do que muito superficial, e
nunca ir, at a remoro do principal mal da
pergosamente 03 espritus, mas a entrada de Ca-1 mesma constituicao. lss'o smente se pedera
vour no ministerio, fez subir essa rrilaco a um
grao tal que o governo austraco se vioobrigado a
augmentar ainda mais assuas forcas militares na
Yenetia.
Os acontecimentos cm Paris, porm, causaram
ainda niaior sorpreza. Era evidente que a Fran-
ca,pelo novo programma da sua polilica.se linha
de novo approximado de Inglaterra.
Em Londres os preliminares do Villa-Franca e
a paz de Zurich nunca liubam agradado por cau-
sa dos direilos dos ducados nelles estipulados, e
all se linha desde o principio loinaJo partido
realisir por meio d'uma reorganisarao funda-
mental ile luda a constituicao federal, o para isso
nao ha por ora esperanca alguma. Um melhor
resultado se espera das negociaroes lambem pen-
dentes acerca da forlificaro das costas allemas
do mar do norle e do Bltico, em favor do que o
Prussia lomou a iniciativa. Desde 8 at 14 do
mez-passado se achou reunida em Berlim una
com misado do plenipotenciarios dos diferentes
estadoscosteiros da Allemanha, a qual fieou de
aecrdo respeito das bases geraos do plano
apresenlado pela Prussia. Smenle o llanover
Londres 8 de fcvei-oiro le 1SGO.
No dia 26 do prximo passado entrou em Mil-
ford liaren o paquete Portugal, proc,edcnle do
Rio c dos poitus intermediarios As noticias que
nos Irouxe pouco ou nada adiantaram sque li-
nhamos recebido pela mala ordinaria, de sorle
quo as folhas deste paiz nada publicaran! de no-
vo nessa occasio em relacao ao Brasil.
O vapor Milf-ird Hacen largou do uurlo deste
mesmo non>Q para o Brasil no dia 2 do prximo,
e por elle remelt a correspondencia do coslume.
Espiro que esse paquete chegue ao Recife pri-
meiro que o do Sou'liampton do da de .ima-
nhan, se ello tendo podido arranjar carga promp-
ta em Lisboa livor dahi seguido no praso mar-
cado.
A companhia desla nova linha espera conse-
guir do governo,brlannico una subvendio pe-
cuniaria, e at me informam que para c'sse lim
muito trabalha Mr. Roebuck, director da mesma
empreza. o membrodojiarlamonlo, onde goza de
muia influencia.
Este individuo tem pretendido pedir no gover-
no do Brasil um semelhanle auxilio para a mes-
ma empreza ; e conla com urna subvenco do
Portugal no montante do S 28,000:0: para au-
xilio do servico postal da companhia. Nao du-
vidaria de ver o governo britannico conceder a
essa empreza nina subvenco pecuniaria, como
faz a muilas outras, caso ella se acreditasse de
modo quo offerecesse ao publico toda a garanta;
anles disso nao creio quo lal succeda.
Dentro de poucos mezes dever funecionar urna
nova linha do paquetes a vapor entre a Franca e
o Brasil. E' a mesma para a qual o governo
francez votou ha dous anuos urna subvenco de
cinco niilhoes de francos, mas que al agora ain-
da nao comer.ou. Creio que partir de Brdeos
ou de llarselha para o Rio de Janeiro e porlos
intermediarios ; entretanto consta-mc que nao i
est positivamente decidido qual ser o ponto da '
partida. Urna tal linha, comerada com semelhan-l
tes auspicios, dever muito provavelmenle 11o-
Os nossos firin ipacs gneros venda ueste
mercado ficam colados do modo seguinte : O al-
godo d* Pornambuco e Maranho de 7 d l|l a
7 d e 7[8, e o da Babia a 7 d 3(4 : o assucar de
l'emambuco e da Parahibabranrode 27 s 6 d
a 32 s 6 d o omasravadode 21 s 6 d a 27 s ;
implica os requisito
que as naces cirRisadas exigom pira constituir
casos de quarenlena ou mesmo de observadlo.
Ou.anto suspeico imposta ao porto do Para,
em consequencia do haver chegado d'alli a barca
Cidade de lelem com carta soja, succedendo at
que na occasio do so abnrem em Lisboa as es-
dito da Baha br.mcode 27s6da32s; e o 1 cotilhas foram tres homens attacados c morre-
rnascavadode 22 s a 27 ; o l'o Brasil do : ram da febre auiarella, (ao menos assiin a qual-
100 s a Ki s por tonelada, livro de direilos ; o I licaram) nenhuma duvida podo haver ; mas con-
caf do l'1 qualidade de62s72sporc\vl.,2.a cluir que por haver a epidemia u'um porto do
dc55sGl s, e o ordinario de 48 si s. ludo Brasil sejara os navios procedentes de outros
pagando 3 d de direilo porjibra ; e finalmente ponlos do mesmo imperio mais uu menos infec-
os couros salgados 7 d a 8d 5i8. os seceos 9 d o lados do mal, sem quo a carta SU ja ou C is IS
lid, eos seceos salgados 8 dl(S a9dl[2 por I dessas molestia a bordo auturisem a existencia
libra. I do facto, absurdo, e d por isso aos losados o
As procedencias do Brasil para Inglaterra des- | direilo do reclamarem conlra semelhanle violen-
do a minha ultima carta foram as seguintes : 1 cia, embora so podesse allegar a existencia de
Ellen do Pornambuco [22 de Janeiro) a Ply- leis que permitlisscm laes abusos, pois que nea
moulh ; Bolina da l'arahiba (281 Liverpool ; so caso seriam hullas por se opporom ao quo a
Paul Augusl do Pornambuco 2ti) Falmouth ; legisluco internacional tem eslabelecido a res-
^< Baronet de Pornambuco, (28j Liverpool ; peito do assumpto em queslao e com o carcter
Dryad) da Babia (28) Liverpool ; John) da Pa- de reciprocidade.
rahiba (27) Plymoulh : Anua de Pernambuco : A declaraeao, pois, por parte do conselho de
27 a Dover ; Messengrr.> do Rio Grande (28) saude de Lisboa, de que icaro sujoitos a cb-
Waterford ; Ariadne do Maranho (31) Li- I servadlo todos os navios procedentes dos porlos
verpool; Princess Boyal do Para (1 defere-jdo Brasil, (conformeaaqui annunciaram os jor-
rciro] Liverpool ; Dant de Pernambuco (2) naos) embora de pontos onde nao reinasse a mo-
Greenock; eBllow Quccn do Cear (3) Li-1 leslia e anda quando esla nao apparecesso a
verpool. j bordo etc., contra direilo e autorisa os losados
As partidas de Inglaterra para diversos porlos
lizmente. poda aiiiiunciar ao paiz a completa pa-
cficacao da India, assiin como um lisogeiro
melhorameiiio nas eondicoes Bnaneeiras dessa
parle di sua monarchia ; e suggerio a a lopeo
de iim bil do reforma eleiloral e de varias outras
medidas administrativas.
Na cmara dos lords propoz lord Grey uram
emolida ao discurso, tendele a censurar o go-
verno por haver emprehendido a expedico con-
tra a Clima autos de ter submettido essa questo
ao conhecimento do parlamento ; mas lendo si-
lo regeilada, foi a falla volada favorarelmente
no mesmo dia da abertura das cunaras. Lord
Derbv, porin, combatou em um looza e morir-
quaron.enas existo em ,ante discu.so'a poltica do ac.ua gove,',' ,.
s. espeeiatmonte em re- Slirando.0 pelo /,,,,, do cotnme^0 edebrado
com a l'rane.i, cm enjo favor lia mxima parte.
pela expedico contra a China, efinalmente pela
poltica do gabinete em na 'm aos negocios da
Italia. A es'e respeito disso o dislinrto orador
que a Graa-Brctanha convinha nao ligar se por
quaasquer comproraissos feni urna questao que
lhe nu iiileres.su a, cora quinto devesse influir
no sentido da nao intervenrao de forras estran-
geiras na dCciso da queslao italiana. Lord tirau-
ville, responden Jo ao conde do Derby, docta ron
quo a Inglaterra est iiileraraente livre e iiide-
pendcnie de qualquer corapromisso; masque
nao podia ter deixado do aceeitar o convite para
o congresso. visto que se por oslo nao ler lugar
a ananlia tivesse appi.....i lo na Italia, a Europa
tena lancado sobro a Graa-Brelanha a rosponsa-
blidade, sen io pro'arel que pela negativa do
governo da rainha a Ogurar nessa reunio (icass
esta mallograla : se a final nao se reunir o con-
gresso,a Inglaterra lera ao menos frito o que era
son dever azer.
Na cmara dos communs foi a resposta ao dis-
curso da coroi discutida enntra por Mr. lli^raoii
que dedarou nao Bpprovar o tratado de commer-
cio celebrado com a Franca, pois que o seu de-
sojo era ver cimentadas as rclacea commerciaes
entro os dous paizes de um molo natural mas
sem iiecessidado daquelle documento publico,
ijuanto poltica do g6verno na questo italiana
o noliro oradjr suslentou que o quo convinha
adoptar era o principio de livro aeco, com
quantu devesse a Inglaterra inliuir no sentido da
nao inlervendio. Tendo lord Palmorslan asse-
gurado que tal seria i poltica do governo, fu: a
rostosla, falla volada favoravelmeuto.
O governo nao aprosonlou ainda s cmaras o
tratado de,commercio com a Franca. Apenas os
jomaos tem publicado varias das suas clausulas;
parece que a Inglaterra far pola sua parto gran-
des reduccGesoas suas paulas ora virtude desse
trata Jo sobro os vnhos e espirlos ; o chancel-
ler Mr.Gladstone, apresantarbrevemente s ca-
ninas a noticia desso plano. Polo que rosoeita
Franja parece quo o tratado conten os seguin-
tes compromissos ; no 1' de julho de 1850 llave-
ra suppressao dos direitos sobre las o algoJo ;
nessa mesma poca a tarifa Belga ser applicada
a iinportarao do carvo e do coke ingle/. ; no l'
do outubro de 1809 um direilo de 7 francos
substituir o actual sobre forros; era 31 do de-
zembro dosto anuo havor urna diminuirn de.
direilos sobre importadlo de machinas; n Io de
' janeiro de 1S61 diminuidlo de direitos sobre o
assucar; nessi mesma poca cessar a prohibi-
co sobre os locidos do canhano.scnlo substitui-
da por um direilo de 30 por cento ; e finalmente
no Io de oulubro de 1801 cessaro lodas as nu-
tras prohbieoes.
de Brasil no mesmo periodo foram as seauinles :
Una de Newport (23 di' Janeiro) para l'emam-
buco ; Mary Black de Liverpool 26) para Per-
nambuco ; Elizabelh de Newport (25; para
Pernambuco; Ne\vsboy>> de Liverpool (25) para
o Bio Grande ; Roben Fnnie de Newport (28)
para l'emambuco; Adelaid de Liverpool (l de
ftvereiro! para Pernantbuco : e D. Johanna (1;
de Falmouth para a Baha.
Segundo me communic-im de Hamburgo, a
emigrarlo que da Europa seguio no anno de
a protestareni pcranlu as autoridades comp-
tenles.
E de presumir que o nosso representante em
Portugal tenha reclamado contra a medida cha-
mada de observadlo; e quo caso nao tenha
sido atlendido, baja autorisado o nosso cnsul a
receber os protestos que os subdilus brasileiros
tenham do fazer contra to iniqua medida, quan-
do por ella losados.
Nolarei finalmente quo a apparicao da fobre
nmarclla no Para foi posterior s noticias de que
fez usu o ministro do Brasil nesla corle para
Paris, t tic fevereiro de 18l>0
O anuo ile ISG'J nao cuiiiecou muilo bem. A
questo pontificia, apezar do barulho que lem
feito mesmo em Franca, enconlra cada dia o im-
perador mais inftcxivel na sua opinio. Anda
mais. A colera do partido clerical Luiz Napoleao
acaba do juntar o despeito, nao monos tcmivel,
du feudalismo industrial, lomando a generosa
iniciativa de una modiflcaco, ha muilo espera-
da, nas tarifas das alfandegis, supprimindu u re-
gim 'ii das prohbiroes inconvenientes pelo do
prohibieresracionacs, e pondo na ordem do dia
um vasto prosramma econmico, que faz subs-
tituir pelos interesses geraes do paiz os interesses
pelo dirrito do livre dolerminaco do povo ita- hnha adiado por bem de se excluir da dita confe-
liano. Pelos seus ullimos passos o napolconismo renda, sob pretextos banaes, receando que a di-
linha claran ente renunciado da da restaura- roeco suprema das fortlicacoes costoiras pela
580, e adoptado os direilos defeudidos pela In- Prussia servira esta para una preponderancia
glaterra. I poltica. O llanover por isso queria desde o
Agora o Uoniteur publicou de repente una principio quo a fortlicaro das costas fosse foita
carta do imperador ao ministro do commercio,' urna questo da Hiela ; 'a Prussia do seu lado fez
na qual expendo os moins para promover o bem- observar que a dicus-o subie esse negocio so
tornara mu dificil na Hiela, sendo a mesma li-
privados das minoras egostas.
Polo que diz respeito Italia central, a Fran-
ca c a Inglaterra, mais eslreilamenlo unidas nes-
18o9para o Brasil subi a 2,999 colonos, que par-; contestar a participacaa que para aqu transmil- tes ltimos dias por um tratado de commercio
ttram para esse destino dos porlos de Hamburgo, lira o lelegrapho de Lisboa : assira, pois, obrou procurartu regulir-lho os destinos em falta d
Bromen, Antuerpia e Havre. A emigracao que elle nteiramente de boa-f, quando prucurou \ um congresso impossivel de convocar semapar-
houve no anno de IS08 foi de 6,089 colonos ; desvanecer um pnico que sempre Iraz, como licipaco da Austria, absorvida actualmente pe-
logo a deste anno fui inferior aquella cm 3,090 ; aquelle, em resultado graves prejuizns para as los assusladores descontentamentos da Vncela e
colonos. ^ nossas relacoes commerciaes com a Europa. da Hungra, sem a participadlo da Russia, toda
Em referencia ao que disse na minha ultima1 No dia 2 do mez prximo passado abno com entregue aoserabaracos resultantes dos negocios
rescer; e disso que muito carecemos para es- icaria a respeito da noticia que aqu publicaran) I *j;elto a rainha o parlamento brlannico. No da emancipadlo o liberlamento dos servos, ecom
labelecer a concurrencia a lira de nos emancipar- alguns jornaes de haver o conselho de saude discurso, com que Sua Magostado encetou os grande satisfacoo da Sardenha, que por urna cir-
cular du conde de Cavour declara s potencias
que as popularnos italianas, & vista do adiamen-
lo indelinido do congresso, achara-se ati tomadas
a prescindir delle e a legalisar por si mejino sua
unio ao reino do Vctor Emmanucl.
peiores vapor
O Avon entrn em Southamplon corn a mala
do Brasil do mez de Janeiro no dia 5 do corren-
guns dias depois da assevcraco que pelos jor-
naes fez o nosso ministro aqu de ser contrara s
potencias eslrangoiras continuavam sobre pe
verdadeiramenle amigavel o satisfactorio ; e que
recebera dos imperadores d'AusIria e do l'ranra
apparicao da Ium convite formal para mandar um plenipoten-
ciario ao congresso europeo, que se comporia
das 8 potencias signatarias ilos tratados de Vion-
estar material, declarava urgente umi refor-
ma vre-economica da tarifa das alfandegas
francezas, abolindo o syslema prohibitivo, e di-
minuudo urna parte dos direitos.
Ao mesmo lempo se fallara de negociacoes
com a Inglaterra a respeito de um tratado de
commercio com dminuices de direitos recpro-
cos, e pouco lempo depois se soube, quo o tra-
tado do commercio se aehava concluido e assig-
nado, e que s fallara a sua approvaco peo
parlamento iuglez.
No lim do anuo passado todo o mundo julga va
prxima una ruptura entre os duus alliados da
guerra oriental.
A Inglaterra via-sc sempre do novo humilhada
pela Franca, em toda a parle a poltica franceza
linha intrigado contra os interesses inglezes, era
Constantinopla na questo de Suez, na Hesp'nnha
no negocio da guerra marroquina, e quera nose
lembra da humiliaco da Inglaterra em frente de
Portugal na questo do Charles Georgo? e agora
gada maioria de votos no respectivo negocio, e
que o verdadeira modo de proceder, era conse
guir-sc previamente um aecrdo entre os osla-
dos cosleiros, interessados na questo, respeito
das medidas lechnicas. A Dieta adherio essa
opinio, e do esperar que o llanover se unir
aos outrus estados cosleiros.
A mais imprtanle reforma do syslema defen-
sivo da Allemanha, a reforma do exercito pru.-:-
siano, se est dscutindo nesle momento nas c-
maras prussianas. O lim principal dessa refor-
ma o augmento das forras movis da Prussia
por um terco, e bem se comprchende a grande
importancia disso. debaixo das presentes pers-
pectivas bdlicosas.
El-rei da Prussia desmente lodas as supposi-
ces da sua prxima morto pela tenacidade das
suas' fortas physicas. Elle vivo ainda, mas que
vida tima vida a mais Diste que possivel.
A cada momento parece chegado o seu fim, c s
a repentina approximaco da Franca Inglaterra um milagro, segundo parece, que alimenta a
nas questoes italianas, c as repentinas conr.es- existencia do Aug
soes ao interesse commercial da Inglaterra. Es-
sa mridanr.3 da Franca rigorosamente prohibitiva
em urna polticacommercial.imiUndo o commer-
cio livre da Inglaterra, essa repentina cencesso
do diminuir os direilos fraucezes sobre o carvo,
0 forro e as fazendas de algodo inglezes. Quem
nao observou que isso era fazer Inglaterra as
gusto Tadeconte.
Em 12 de Janeiro foram abortas as cmaras
prussianas pelo principe regento pessoalmento.
A falla do Ihrono, proferida nesta occasio pelo
principe, franca e animada do melhor espirito,
propria i fazer nascer confianza em lodos os co-
rares prussianos e alternaos. Depois de fallar da
grave molestia de el-rei, e depois do urna vista
cunci'ssoes as nuis populares, que se podiam fa- retrospectiva dos acontecimentos do anno findo,
zor aos interesses desse Estado. Com a chama- a falla do Ihrono se oceupa dos negocios da Al-
da de Thouvenel para o gabinete, a questo do lemanita. A respeito da reforma da constituicao
Canal de Suez ficava provisoriamente adiada federal, ella diz : A Prussia considerar-3e-ha
assira a Franca j linha abandonado a sua expe- sempre romo o representante natural dos esfor-
diQo conlra 'Marrocos, e agora as esquadras in-j forc.es tendentes a elevar c unir as forcas da na-
glza e Iranceza, estacionadas era Algcciras pa- <;o por meio de inslituicoes convenientes, assim
ra guardar os Inleressos respectivas durante a 1 como promover os interesses geraes da Alie-
guerra marroquina, dcxaram ambas assuas esla- nianha por medidas de importancia puramente
coes. A' nova inenle cordiale entre Napcleo e pratica.
ministerio Palmerston-Russell se apresenta lo j O principe regente assegura mais, que o seu
oslcnsivelmenle quanto possivel. governo esforcar-se-ha para reduzir a aclividade
Debaixo d'uutrascircumstancias a Europa teria j da Dieta Alleu.a aos limites exactos da sua ef-
lalvez saudado essa nova conlirmaco da allianca j licscidade corapelenle, c em seguimento acc.en-
occidenlal, como urna garanta da paz europea.; la o seu empenho em favor da cunstituico da
Mas ella s servio para fazer nascer novos re-: Ilesse eleiloral de 1831, e do reestabelecimento
ceos. A linguagem da imprensa officiosa da | do eslado legal nos paizes allemes sujeilo3 co-
ou Febre amarella eassignada pelo secretario da a Italia o firmar sua prosperidade sobro uma ba-
og.aco de Portugal nesia corte, com que se pro-
lendeu attenuar a responsablidade cora a qual a
parte telegraphica de Lisboa, annunciando a de-
claradlo da quarenlena de que lenho tratado,
aquinhora o governo de Portugal. O amor des-
sa correspondencia dedarou primeiro do ludo
que a legaco de Sua Magostado Fidelissnia nao
hara recibido informaees algumas acerca do
que publicara o ministro'do Brasil, altribuindo
aquello governo ; e com isso pareceu querer
destruir a autordade da asserr.o que aqu li/e-
so solida e duradoura, ao que Sua Magestado
annuira, declarando que no congresso inanleria o
principio da nao intervenco estnngeira na Ita-
lia de modo jue, os povos desses reinossejam li-
vres na adopro de qualquer forma de consti-
tuicao. Alinde a rainha nosso tpico a circums-
lancias que surgiram e que vieram adiar o con-
gresso sine die: mas dedarou que, quor no
congresso, quor por meio de negociacoes sepa-
radas, so esforcar por fazer .Iriumphar aquelle
principio de maneira que os povos da Dalia se
ra a nossa legaco, dando a entender ques o re-' v?jam livres da inlrvenco estrangeira por forca
iresent.inlc de Portugal aqu puderia informar
Franca se tornou mais clara, e nao secncobrio
qoc a" Franca requera a annexago das provincias
roa dinamarqoeza. Falla mais de negocios inter-
nos e annuncia propostas do leis sotire impostes
sardas de Nizza e Saboia, e o tratado de com- terriloriaes sobre fixaco dos circuios eleitoraes,
anercio com a Inglaterra drizara siippJr que o, casaroentos, ele, sendo a proposta a ruis im-
te, mas s no da seguinte foram aqu distribu- noticias por elle ltimamente recebidas ludo j
das as cartas, pois que aquello era domingo em quanto s" havia dito a respelo da -
que nesle paiz nao se faz o servico do correo. I epidemia em todos os porlos do Brasil, sendo
Reeelava-se nesta capital que o paquete Aron\ domisimprovavel que a febre apparecesse st-
fosse portador de noticias aterradoras a respeito mullaneamente em uma costa de mais de 3 mil
da desavenga de que se fallara entre o Brasil e H>"S, em parle da qual mesmo nunca consiou
as repubiica's do l'rala ; felizmente porm o que ,nr remado semelhanle liagello, publicou o Ti- i coinmuntcacao dos tratados de Zurich e de deli-
os jornaes pnblicaram du Ro da Prala foi de ca- |nesunia corresponden-ia intitulada Yelow Fever berar acerca dos meios mais proprios a pacificar
raeler summamcnle pacifico, nao fazendo mais
rnen^o da fermenlaro que se dissera existir all
contra o imperio.
Entretinlo os agentes dessas repblicas nao
cessam de intrigar aqu o Brasil, que urnas vezes
figurara de conquistador no Prala, outras de se
achar era proximidade de uma dilaceradlo inter-
na pela soparaco das provincias do Ri Grande
do sul, da Babia c de Pernambuco. Hi poucos
dias um clebre Mr. Alberdi, agente muito eo-
nhecido de Urquiza, e que aqui reside, publicou
um folhelo sobre o eslado actual das repblicas
du Prala e sobre os recursos dcsias; c n'ura lon-
go trecho desse documento pretenden prorar
que o Brasil lem sido causa, por seu espirito de
conquista sobre aquellos paizes, do vagoroso pas-
so com que lem elles marchado para um pro-
gresso que o sen solo, as suas inslituicoes e os
seuscuslumes, llies assegura.
Cusa a crer que haja quera nuse publicar ta-
a falsidade ; mas isso um facto e de nalureza
que pode aqui desvairar a opiniu publica con-
tra nos, pirque sendo certo que em Inglaterra
pouco se conhece do Brasil e do Ro da Prata
succede que o publico est sempre disposto a
mais ou menos acreditar aquelle que primeiro
alear a voz. E'verdade que nos resta o direilo
de contestar esse lecido de talsidades; porm
como naquella questo fazemos o papel do loo
para recejar que em Inglaterra, por espirito de
ciume, se disperte uma grande maioria em fa-
vor dos intriguistas, que domis se inculcara
como opprimidos pelo Brasil e por isso desejosos
de se apoiarem na prolecro da Gra-Brelanha
para consoguirem a sua formal independencia.
Tal o fim que levam em rula.
O A ron desp.iehou em Southamplon 5f 5,735
em especie, o S 41,291 em diamantes
No vapor Tyne que amanha seguir com a
mala para o Brasil, vo de pnssagem muitos en
enheiros contratados pela companhia da estrada
de forro de S. Paulo c destinados a essa provin-
cia, onde daro brevemente principio As obras.
Esta actividade, da parle dos directores, gran-
gear por certo muito crdito para a companhia;
sinto porm ter de dzer que os fundos dessa
empreza se acliam ainda a descuato de \\\ a 1|8
por acro, com quanlo so soja devido a pausas
geraes e tambera c'.ccuaistaricia da desconitau-
Dilo islo. e antes de ludo, quero fallar-lhes di)
efl'oito produzido por alguns nmeros do Otario
de Pernambuco, que ao sopro de urna synipa-
Ihica e amiga inspirarn vieram trazer a Paris 03
na de 1815 alm de Roma, Sardenha e Duas Si- pormenores da viagem de S. ti. I. u Sr. 1). Pe-
cilias, e quo se reunira para o fim de receber dro II ao norte do Imperio. Causou isto viro
prazer a muitoscoraces amigos, foi uma verda-
discrelamenle a autordade brasileira, nao deven-
do esta ter confiado em uma simples participa-
co lelegraphica para vigorar a responsablida-
de to seria. Domis, continuou a mesma ror-
respondencia, mesmo quando algumas medidas
sanitarias tenham sido adoptadas em Lisboa no
caso cm questo, convni saber que o conselho
de saude publica do Reino lem plena autordade
para o fazer, ndependenle do governo, que s
em raros casos pode influir Sobre aquella jun-
ta. Tal foi a dofeza que naquellas circuns-
tancias julgou a logarn partugueza dever fa-
zer.
Uma simples analyse do que nesse sentido
mandara pqblicar a legaco imperial bastar pa-
ra demonstrar a eslranna susceptibilidade do
representante de Sua Magestade Fidelissima.
Nunca a legaco brasileira asseverou que o go-
verno porluguez adoptara a medida de uma qua-
renlena geral cunta todos os porlos do Brasil,
mas lao somonte o que uma participarn lele-
graphica anuiinciara ; fundado nisso, "e referin-
du-se mesmo s palavras da dita parlicipacao,
cumprio o dever de contestar uma noticia'que
t.o combinava com as coramuuicacoes ofticiaes
que do governo imperial recebera acerca da con-
I dico sanitaria dos nossos porlos, e fe-Io tanto
! mais a proposito quanto adiante severa que cm
Portugal se hada com efTeilp adoptado medidas
irregulares sobre o caso de que Irato. E' porlan-
to fulil ludo quanto publicou o secretario da
legaco de Portugal para significar a injustica
com que o ministro brasileiro pretender attri-
buir ao governo fidelissimo a responsablidade do
que annunciara o lelegrapho.
Nao meaos para ser laxada de inconveniente
d'armas nos seus negocios internos, esperando
que a questo italiana vira a sor decidida pacifi-
camente e de um modo satisfactorio. Em se-
guida faz a rainha menro da negGaeSo em quo
enlrou com o imperador Napnleo sobre um tra-
tado de commercio, de que j fallid o de que
adiante ainda me oceuparei. Rctcrindo-flo, de-
pois desle ultimo ponto, a guerra que rebonlou
entre a Hespanha e o imperio de Marrocos, diz
Sua Magestade Britannica que empregra lodos
os meios amigaveis para impedir aquello roiii-
pimento cnlro essas duas potencias, mas sem
resultado algum satisfactorio.
O insulto porque passou o pavilho britannico
na embocadura de Peih, quando all chegou o
plenipotenciario inglez que ia de caminho para
Pekinaflm de ahi trocar as ratiieacoes do trata-
do de Ticnlsin, acha-se egualmente" mencionado
no discurso real ; e a esse respeito diz aquella
augusta senhora que prepara uma expedidlo para
obler a reparadlo desses insultos e a execueo
das cstipularoes do tratado, significando port a
sua real vonlade de que por um prompto assen-
limento do imperador da China s justas recla-
maces da Gra-Bretanha cessasse a necessida-
do do emprego da torca que contra elle desti-
nada. Faz monso do conflicto da ilha de S.
Joao entre as autoridades inglezas e as ame-
ricanas, e a esse respelo declara que pola
muderaco dos seus delegados esse conflL-to nao
leve as tristes consequer.cias que delle poderiam
surgir, c que espera ver brevemente decididas
essa questo de limites e por modo nteiramente
amigavel ; finalmente noticia a celebradlo dos
dous tratados, um com o Japo, e odtrocom a
repblica de Guatemala sobre limites. Pelo que
respeila politice interna, disse a rainha que Ce-
deira felicidido para todos os nspiritos intelli-
gentes e progressistas, que sympalhisara com es-
se bollo paiz o l'ie desejam um futuro lsoiigoiro,
o poder seguir, episodio por episodio, a excurso
imperial, que marca uma poca nos destinos do
Brasil, o acompanhar passo a passo esse joven
prncipe dolado de tanta sabedoria, que se mos-
trou sempre e por loda a parte extremamente in-
leressado polo bem oslar dos povos.- Sua longa
demora em Pernambuco, revela bem a subida im-
portancia que ello liga a essi provincia, e eu,
pida minha parte, julgo dcsnoeessario exprimir
aqui o interesse especial quo mo despertou cada
um dus menores fados occorridos ahi depois des-
se tnemoravel dia 22 dn novembro. As entu-
sisticas ovacois que os l'ornamliucanos iizeraru
a sena Soberanos foram dictadas por um patrio-
tismo quo eu sei bem comprehender e ao qual
me associo polo Densamente, pois lenho foito de
rosso paiz a Ierra adoptiva de nossas melhores
affeicoes.
Nao insstroi mais sobre este assumpto; mas
ha em ludo islo um ponto sobre o qual nos adia-
mos perfetamenle deaccordo, e que nao deixa-
rei do mencionar : a solicitude minuciosa-
mente paterna de I). Podro II para ludo quarUa
leude ao desenrolriraento prximo da grandeza
do imperio. Suas pacientes e engeuhosas itida-
gaedes de todas as reconlacdos do passado da pa-
tria, at aos mais humildes vestigios dos bornead
e das cousas, que tiveram alguma parlo nasori-
gens da naeionalidile brasileira sao una prora
dessa solciludo. Elle, devolado como s. insli-
tuicoes polticas, que sao a salvaguarda de lodos,
moslrou-se mais que ninguem ciosu pelos inte-
resses locaes, e, pelo quo toca a Petnamhuco.
excedeu aos proprios Pernambucanos. no desojo
do melhorar o porto dessa cidade e em ludo o
que pode fazer augmentar sua influencia marti-
ma ; presin, alera disso, muila altenco a to-
dos os futuros progressos da adminislrarjo mu-
nicipal, c lestemuuhou sobro ludo a mais decidi-
da predilecgo por ludu o quo diz respeito ao en-
sinu. Nao ha nada de mais enteroecedor, do que
essa maravilhosa simplicidade, com que descia
ello s menores e mais simples particularidades
da educarn, dando assim a entender, que com-
prehende bem, quo della 6 que dependecm.to-
da a parte c sempre, o futuro das sociedades. Nao
se contonlou de visitar os grandes cstabcled-
menlos i< iitsirucco superior, < de tomar mui,-




<2)
la vezcs a patavra no me,o dos uisupulos, mu-
ravilhando o professoralo pola v (rielado e pro-
fundeza de seus conhecimontos, por essa accumu-
lagio de csludos e pela mais inaiigavel e pltica
aclividdc ; elle foi com urna grandeza que os
nossos soberanos curopus teeni desaprendido,
s mais modestas escola?, attrahindo a bi as crian-
cas, que so reconlaro sempre desta lieo quasi
divina, fazendo-lhes perguotas acerca do primei-
ro balbuciar da linguaccm, e informando-se do
serio cimprimenlo de lodos os cuidados quo ro-
ela mam.
I. consa lambom muilo digna de sympalhica
odmirai o (oraoi as suas paliiarchacs oxeiirsoes
pelo interior, snas hospedasen.* lo nobreinenle
solicitadas e reeebidas, suas enfadonhas viagens
que
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 29 T)Y. FF.VERFIRO T>K 1860.
ii presoiilar os Intercsses do uuiu grupo vppo-
sicionista de que ja lhe dei conhecimento, e que
por aqu denomiuam ou Chbele, ou Fronda.
Bata denominaco, a meu ver, be ni pouco mo-
desta se altendcrmos a que o llm principal dcsta
liga, segundo geralrucnto se a IR rm a om Lisboa,
lem por (ira precipitar a queda do Sr. Fontes,
actual ministro dos negocios do reino. O pro-
gramla do jornal asignado pelos seguintcs
nomos : Antonio Feliciano de Castilho (socio
elleclivo da academia real das Hiendas), Anto-
nio Jos de Soma c Almada (antigo secretario
geral do governo civil do Villa-Real), Antonio
Pedro I.op03 de Mondonga (socio -(lectivo da
academia real das ciencias), Antonio Xavier
Rodrigues Cordeiro (antigo deputado as cortes
de blenda em fazenda, que deviam ler sido a I Claudio Jos Nunes (deputado as corles), Joo
mais completa avengmn-o sobre o traballio agri-1 Gualberto de Barros e Cunha (propietario), Joa-
COla, onlra face da futura grandeza do Imperio, quim Rodrigues Gucdes (lento de s. encas na-
Estou convencido que, dosso exame pcsso.M a turaes), Joaquim Thomaz Lobo de Aila (dopu-
|ue se entrego.) o Sr. t). Pedro 11 lia de resultar lado s corles), Jorge Guilherme Lobato Pires
incalcu.avcis inollioramcntos para a cultura do (antigo jornalista). Jos Kduardo de Magalhes
solo do paiz, que. de mea abouooada fertilidad.-, [ Coulinho (lente da escola medico-cirurgie..), Jos
rara o desenvolrimenta da colonisaco, quo l Gregorio Tcixeira Marques [lente da escola me-
nina queslao daqual depende a riqueza do lira-; dico-cirurgica de Lisboa), Jos Mara Latino
sil, sua supremaca sobre lodos os do continente Coelho (lente da escola polyleclmicaj Lu/. Au-
uia competencia com as mais | gusto Rebollo da Silva [deputado s corles), r.
. A verdae e que no iscuiso a corea nao se
i deixam entrever estas rel'ornias. Como lhe dis-
ise um documento pouco substancial e de mera
formalidade.
Como na minha ultima lh'o nao transcrevi,
agora o farci para que mais fcilmente o possam
apreciar os seus leilores.
Dignos pares do reino eseiihorcs depulados
da nncao porlugueza.
Ao abrir a presente sesso legislativa lenho
a satisfacao de annunciar-vos que lera sido con-
servada a tranquilidade publica em todo o reino
e provincias ultramaiinas.
_ Continan) felizmente as nossas boas rela-
ces de amizadecom todas as potencias adiadas
da cuiOa de Portugal.
Accedendo ao convite, que foi dirigido ao
meu governo pelos governos do imperador dos
Francczes o d* imperador d'Auslria, noVncci
dous plenipotenciarios ao congresso ile Pars,
a fin de tomaren) parle em quaesquer delibera*
ces acerca da pacilicaeo da Italia, como repre-
sentantes de urna potencia que Uvera vol no
congresso de Vienna.
gloriosas nacees da Europa.
Manool Tbomaz Lisboa medico do hospital d
S.Jos), Venancio Augusto Desfondes (medico
do hospital de S. Jos).
No programma promctlcm os signatarios acei-
tar da lieranca dos partidos como legado honroso
lodosos actos queconlribuirem para a consoli-
darn das liberdadcs. Reverentes com os nos-
Uulelim wlilico.
A queslao pontificia, lao calorosamente deba-
tida desde o cia 2.1 do dezembro, em quo sabio
luz o famoso (olheto intituladoO Papa c o Con-
ijresio nao parou no ponto em que se ochava no. -
Oa 7 de jane o, data da minha ultima corres-1 sos antepassados polticos, proiessam aeataraen-
l un enca A cruzada logiiimista dos bispos to para lom as virtudes publicas quo nos deixa-
Irancezes,.auxiliada pelo concurso inesperado de I ram para cxoinplo, nao citando do passado e-
alguns .Hiraos arrei.eudidos, levou para alm do I nao os fados dignos ile memoria, como licedes
jornal urna discusso que n'eJlo nao poda ser I ou como rasgos de devoco cvica. O resto, di-
bcui desenvolvida, e todos os dias appareccm zom ellos, nao Ihes pertence. Oxal que oslo
inultos folalos lornecfndo seu contingente de
reputago Jas ideas do oscriplorseuii-oicial.
bosta orehestra de reeriininaccs, onde se te ni
pon lo culminante do prospecto soja cumprido,
mas, poi mais conciliadores que sejam os iului-
los, l venia febre partidaria, as paixoes arobi-
isio eolia ir rttios protestar sua dedicacaoa San- (osas, os desejos de supplontar antagonistas, e
la be c orleanislas sustentar es direitos impres-, dissipam-se conio fumo esses proj<-clos de go-
creptivcis da auloridade legitima, onde se ve a | neroso esquecimento para os oros alheios. Toda-
ineim-i concordia dos partidos mais uppostus, I via, meu charo redactor, acho louvavel serae-
tiieciivaineiiie insurgidos contra um pciisan.cn- Ib.mo proposito.
lo soberano em busca da solucao pratica de um Quanlo aos o bj ce tos de que promellem oceu-
tlos grandes problemas da poltica moderna, nao par-se os novos campeos, enumralos tora ci-
se Jiu mu ?o argumento de algiim |ioder, de I lar lodos os ramos da administrarn publica
alguma forya ou de algum ralor. Todo so lednz r Em relaco industria agrcola (a primeira e
a urna coufusao intencional de ideas e do princ- [ mais allcn'divel ncslo paiz] promellem advogar
pos, e a propositos viulentas, lano mais inju-la prolncco dola, pela reforma d:i legislacao hy-
iiosas, quanlo se diiigem a um anonymo obsti- polhecaria, pelas providencias que lendain li-
u*fl0\ ""f'ar a ierra, pela imdacao do crdito rural,
u itero, vendo surgir em defeza da causa que polo melhoratnenlo da sua tnslrucco professio-
eiila, osi descunlentes de iodos os regimens nal. pela adopeao do todos os aperfeicoaraentos
auieriores, Irazcndo toma postara das com ice oes cxpwimenlados e accitos pelas naces mais
de lodaa sua vida, o Uibuio de seu M e do seus adiaiiladas.e pola demonslraeao das necessidades
oa .os, dce estar orreix-ndido de lerassiai aban-! Jos caminhos vicinaes, muncipaes e d> dislric-
donado o santuario^ paco fazer uivasae no domi- o, sem os quaes nem o effeilo das reformas
nm da poltica, de ler perturbado os espiraos o a mais beni concebidas ser completo, nem os po-
consciencia Iraii^formandu um negocie poltico vos se .v ha rao ligados, como compre que esle-
eui queslao religiosa. A nspiracao que deu ori- jam para as suas mais prximas rclaccs
rcenteme ule concluido entre aquello paiz e a
Inglaterra.
A imprensado Po--lo confirmava esta noticia
e dula ter se naquelln praca recebido urna com-
niunicacao lelegraphica ueste sentido. Toda-
va urna folha ministerial dcclarou que a no-
ticia da reduccd de direitos dos vinhos portu-
guezes em Inglaterra nao linha fundamento al-
gum. Se nao formes comprehendidos no bene-
lij io da paola inglesa, o consumo dos nossos v-
nhos hi de alli ser mais dillcil em competencia
com os francezes. I.' sabido que lodos os vinhos
pagam na Inglaterra 33 libras de direitos de im-
Porlaco ; pelo novo tratado sao favorecidos o
vinhos franfozes com o abatimento de 17 libras
por pipa. Esta redueco considerav'el o nao
pode deixar de influir nos mercados da Gra-Ure-
lanha. Os vinhos francezes ficam, nconlestavel-
mente, livres da concurrencia de lodos os vinhos
do mondo. E'. norlanto, urgente que o governo
porloguez nao lique de bracos cruzados, e neco-
da irnmediatainonle n nossa agricultura vinicu-
la, pois que, nao se fazendo igual reduccae, o que
nossos vinhos nao sojam equiparados aos v-
.. i--------i ...... j i > .-sos vinnos nao sejarn eauoarados aos vi-
CUoosenroWimenlo das abras de via.o publi- nhosfrancezes nesle favor, te'omos do abaudon r
ca em todo o remo, e considerado pelo governo o nosso primeiro morcado. Os os4s os do
como um dos meius maiselhcazes de promover a Porto ten. soffrido um grande abaliniento o con
prospor.dadc do pa.z. Nes.e m.uiio vos sera sumo e.Hre o povo ingle/, pon,,TZ^poda,,
a presentados dous contrilos qu/o meu governo competir com os vinhos de Franca c de Ileso
celebrou para a construccao de caminhos de fer- nha, polo alio proco que nos cos'lavam Seno!,.
ro. sendo o pnmeiro rclalivoas linhas do mulo ellos os primeiros do mundo em qualidada. iam
e da fronte.ra de Uespanha, prximo a Badajoz., affronlando os oulros. apezar da grande differeT
e o segundo para o prolon.nmonto do caiuiuho Ua nos precos porque alli os podamos aprese -
de lorio do sol ale lvora. Igualmente vos ser } lar; porm agora con. a nov roduco dastari-
no enlado un, contrato pira a construccao de fas inglczas. lcaro fora de comba senao ob-
cilometros de estradas em differentes dis- livermos igual favo,- para os nossos
tridos do reino.
Esiou corlo que vos ex; minareis cslcs nego-
ris com a altenco que merocem,
0 meu ministro da fazenda vos aprsenlar,
que o nosso governo lene iona aprecntai s coi-
tos algumas proposlas em relacao aos vinhos
do Honro, vulgarmente chamados do Porto. Oxal
e modifique a legislaran actual, o que a ponha
.,,. ,i ....i i _----------..... ..,..,.,,........, Ta- iiiuuiii^iio u icgisiaciio acuial, e que a pon ha
em dov ido lempo, o orcamento da recela c dos- ao nivel da scier.cia, altendendo especialidad-
poza -eral do oslado c varias proposlas lendenlos do genero oue exige providencias especiaos ; o
a melhorara siluacao da fazenda publica. Sobre que nao ohsla a que acuda desde j ao abalo que
este linnoil.io o .issotnoln da mi.. ,{<>,......i ., ...... i., i .......... -. J I"
este importante assumplo, de que depende o aug-
mento, do nosso crdito e o futuro do paiz, cha-
mo eu particularmente a vusa attcnco c cstudo.
Km vi.ti.de de outorisaeoes legalmente con-
cedidas ao meu governo, le. cll>- effectuado al-
gumas reformas e mclhoramentos de servicios,
listas providencias vos sero devidamente apre-
senladas.
Pelos raens miuistros das diversas reparli-
coes, soro proposlas varias medidas econmicas
e administrativas reclamadas pelas urgentes ne-
cessidades do servico publico. Confio nlcira-
meuie no vosso esclare-ido zelo e patriotismo, e
esporo que vos oceupareis de lo graves assump-
se hade tomar muilo sensivel na praca do Porto
lima correspondencia datada do I'orlo do dia
a do correle, para un. dos jomaos de Lisboa
diz o segundo : A.' L..ra em que escrevomos,
somos informados que viera urna parte lelegn-
pliica a urna casa eslrangeira, recoramendando-
Ihn que suspendesso quaesquer compras de vi-
nho nqui, poisque a redueco que se oll'ecluava,
ora (mi.Hlenlo em beneficio dos francezes, que
(icariam pagando, 1 X e 9 sel), por galo, ou 'J.
10 em pipa, om quanlo que os hespanhoes e por-
luguczes, pagaran,
maco, rola-nos a
dio a nina calamidad
' ''t. A' vista de tal inior-
ser exacta ) provor de reme-
o
geni a osla idea, ubjccto de tanto barulho, recc-
eu urna consogracao ofiicial sobro cojo valor
niiiguei.i mais podo" duvidar. o Uonil-eur de II
de Janeiro publieou uuia calla dirigida ao Sanio
l'adie por .\a.ol.-n IU no dia 31 de dezembro
ii este impoiiai.ie documeulo, que recorda os ex-
lurcos do imperador, as resistencias da Sania Se,
oo lempo iireparavoliiionle perdido, desojo des-
tacar o seguinte naragraphu liual:
(i que i. sta, pois, a la/e..' pois corto que
este estado de incerteza nao pode durar sempre,
Depois de um serie examedas diiculdadeso pe-
rigOS que apiesenlavam as diversas combina oes,
oi^o-o cun profundo pozar e por mais penosa que
soja a solucao, o que me parece mais couloriiie
ios inleiesscs da Sania Se. e fazer o sacrificio Jas
provincial insurgida. Se a Sania S.para o le-
pou.so da Europa renuuciasse a essas provincias
jue ha cincoenla anuos suscitara lanos embaia-
cos a si a governo, e que em iioca pedisse spo-
lencias que lhe garanlis-em a posse do resto, ..--
too convencido de quo a ordem se restabeleceria
immcdialameute. Assim u Santo Padre assigna-
ria poi muilos ai.nos a paz llalla recontiecida,
e licaria na posse pacifica dos Lsladosda Igreja.
No da I" liejaneiio, quando aiuda ia em ra-
ininhu para Roma osla caria do imperador, Sua
Saniid ido recebia as felicitsees do general conde
de Gjyon, commaudanle om chele da divisan
iianei/a nos Estados Pontificios, frente dos olu-
ai .-d.. n.esma diviso, e responda por umaal-
locucao cm que se exprima sobre a lalsidade
le coitos principies owiuitos cm um qpueculo
que se pode chamar um insigne monumento de
hj-pocrisia o un, lecido iguubil de contradic, .
Beferia-io ao famoso folhelo de que lenho" falla-
do. Alguns dias depois pOSSivel que estas Ins-
tes palmas nao ossou) proferidas, .nrmenlo de-
pois que o gal.mole das Tulherias, hoje perfeita-
iionie cousoldadoe leudo dado um passo decisi-
vo, nao deixa mais a seus adversarits a menor
esperanca de modiOcacu de sua poltica.
Quanuo chegou a.Roma a nota do UoniUur
que pucedia a canta do imperador e
do Ponlifire, houve grande reunio
Quanlo aos interesses da industria manufaetn-
reira promcltc advoga-los.lambem,dentro dos li-
miies de nina justa proleccio, fomentando a
produeeo dos arlefaclus que as condi^es econ-
micas do paizexigcm para assegurar a prospe-
ndade das classes laboriosas. Declararam-se
conira o svsicina do irrcmataco do monopolio
do lbaro; propoe-so solicitar' a rciebracau de
convenios iulernacionacs quo facililera e tornem
vanlajosa a riqueza nacional admissao dos nos-
sos producios ci.i lodos os mercados, o entre os
artlg s da sua l' ueste ponto, consignan] a lenta
e razoavel redueco dos direitos excessivos, que
sem proveito dothesouroe das industrias naco-
naos entorpecen, o consumo, estimulara o con-
trabando, o subtiiellom a vida dos operarios c
das classes mais numerosas e desvalalas do po-
co s exigencias de monopolio njuslilicaveis.
Realmente ha muilo que fazer nesle paiz, e
bom acollumenlo receba u novo jornal; todava
muilo de presumir que este grupo nao cheguc
lao cedo a constituir governo ; o que corlo po-
rm u quo a nova opposico ajudar a enfraque-
cer o ministerio actual, i muilo desamparado de
adhesoes.
No dia 11 lermmou a junta preparativa os seus
Irabalhos, (cando cunsiiiuida o cmara electiva
definitivamente. chele da estado, segundo o
seu cosime escolhcu da lista quintupla o mais
volado para pre.-ideiilc, e o immediato en, votos
para vice-prcsidente. E' o primeim o depoiado
Barlhoiomeu dos Uarlyres Das e Souza, c o se-
gundo o seu collega 0. Rod.igo de Menezos. I'a-
|uc dentro em pouco ser apresenlado pelo
governo acamara o contrato Salamanca para a
construccao dos caminhos de fono do norte c
Irolileira. Espalhou-Se com grande ompenlin
que o conccssionarlo actual conseguir formar
urna compauhia de capitalistas respoitaveis de
Franca e Inglaterra, entre os quaes entrara Mr.
l'iiassey de Londres. Urna caria dirigida aos
jomaos do Lisboa por Moddli.oit, seu correspon-
dente no-la piara desmeutio poslivamenle
S uallucucao aquello boaln propalado por urna das tullas mi-
de caldeaos msteriaes; alm disto ailirma-se que a forma-
,.- .___.,......^ ^ ... ,,, uiii|i-i uio a uuia i3.uin.uaue que ameaca auiauillar a
los com a solicitude q,ue a importancia acouselha. maior riqueza do paiz, de que depende ludo o
bsla abertaasesso. mais.
A opiuiao mais geralmente recebida que ., Entretanto alguna nimos ha que se nao desa-
?!.,".'' ;ui .'.,'!1..,.'''0.rcs,.*lira.;")S PrlV'0,0S ne f;'- "'"'"" fcilmente, poisjulgam .no de qualquer
i forma, memo con, a nossa exclusao do favor, a
haixa dos direitos sobre vinhos ero Inglaterra nos
ser proveilosa. O seo calculo funda-se em que,
se a redueco lor la] que ella allria urn grande
numero de consumidores ao vinho de Franca, no
lo liespanliol de Ceula e Teluo, ten. fora de
combate mais de dezoito mil homens, victimas
da colera c das armas agarenas.
Continuar a enlular o povo hespanhol, quando
a satisfacao ao seu estandarte, est lo victorio-
samente dada, ser mais que loucura e bravata,
e por isso parece mais provavel que o governo
hespanhol aceite as saiisacoes que lhe quer dar o
imperador de Marrocos.
llesumir-lhe-hei agora os pormenores das ac-
edes dadas depois da minha ulliuvi, para conhe-
cimento dos seus leilores.
Acampamento de Guad-el-Jalu, 31 de Janei-
ro, oilo da rloile.
Novo cmbale, nova victoria !
A's dez e om quarto fui avisado de que for-
cas considcrkvcis desciam do acampamento ini-
uiigo, na diroeco da nussa direiia, e por csse
motivo mandoi lomar as armas.
Posto o exerciio cm niovimenlo, atacou com
a maior resoluoo as linhas iiiimigas, cujas for-
cas repollio, causando nellas a mais completa
desordena al as posicoes da Sorra Verroelha, o
lomando todas as alturas da direita, as quaes se
conservou al noite, em que se poz termo ao
cmbale.
Asforcas inimigas, segundo a inforraaco de
; um dos prisioneiros, oram commandadas pelos
rmos do imperador, Muloy-Abbas o Sidi-Aincd.
As tropas rivasaram era valor e enlhusias-
mo ; a a.tilharia causn lerrivel estrago ao ini-
migo, cuja peda soclenla en, daus mil homens
A nossa deve elevar-so a duzenlos ; mas nao
posso indica-la exactamente nosta eccasio. To-
dos os generaos, na parte que a caja um perten-
ce, dsompenharam dignamente os deveres da
sua posico.
No dia i participou o general em el,efe que
acabava de dar nina grande baialha, e de conse-
guir urna completa victoria. O exerciio depois
de um fogo em que a arlilbaria lomou como sem-
pre urna parle muilo activa, lomou as posicoes
e acampamentos do inimigo, com as suas leudas
de campanha, oito pecas de artilharia, e varios
potrenos de guerra.
Foi um dia de gloria, diz elle, para a raiuha,
para a patria o para o exerciio.
O inimigo levo pardas consideraveis. A praca
de Teluo l'azia algn, fogo de arlilbaria.
Acampamento em fenle de Teluo 5 de teve-
reiro, 11 horas e '.: :
Iniimei a praca de Teluo que se rendesse
concedendo-lho um praso de 2 horas, para quo
se docidisse.
Na balalha de hoiilem apprcliendcu-se urna
bandeira ao inimigo, e oito pe;as de artilharia.
governo aos jornaes para que discutan) as ques-
toes religiosas com tranquillidade e modera^o.
O Sicle acensa o documento dimanado da cort
de Roma de ser um appello guerra civil. A Pa-
ine aprsenla urna apreciaco em que censura
a corle pontificia de ter usado das armas do di-
reito espiritual para servico dos intercsses teru-
poraes.
A Inglaterra submetleu approvaco da Fran-
ca alguns quisttos tendentes a regular a queslo
italiana. '
As prctcncOcs de engrandecer o imperio fran-
ecz unmdo-lhc o territorio de Nizza e de Saboia
c a ordem do dia em Paris. Todos os jornaes se*
oceupam das manifesiacos annexionistas c anli-
anncxionislas que leem lugar naquelles povos, a
rada um procura, segundo a sua opiniao parti-
cular, achar a resoluco desle importante pro-
blema.
A Inglaterra apressa-se aforlificar ossouspor-
tos c a augmentar OS meios de defeza. A Franca
determina que nos seus arsenaes se sclivera s
trabadlos en, grande cscalla, e adquirc sem ces-
sar pelrechos de guerra.
A Austria tambera se nao descuida pela sua
parte, c alm de oulras medidas militares, guar-
nece u quadrilatcro, e augmenta alli as fortale-
zas, declarando que se o Piemonlc chegar a to-
mar posse da Italia central, protestar perantc a
Europa.
Nao falla quem rcccic que na prxima prima-
vera veuhaa Iravar-se nova lula nos campos da
Italia, e estos receios fuudam-sc nos preparali-
vos que eslo fazendo os paizes mais interessa-
dos ua solucao das questdes pendentes.
As Marcas tcstemuuliam todos os dias, por meio
de manifestarnos mais ou menos significativas, a
sua anlipalhia contra o governo dos cardeacs.'
As disposiedos que mostra governo venoziano
contra o governo austraco, que obrigado a rei-
nar alli pelo terror, a multiplicar as prises, a
reforcar as tropas, as quaesdiOlcilmente conlcc'm
uma populaco phrenctica.
A Austria lera dentro cm pouco elevado o seu
exerciio no reino venoziano torca de 100 mil
bayonetas.
Espalhava-se que o Piomonte dar signal do
um levantamento ao norte do P, em Vcnezi
as Marcas o na Ombra. So isto chegar a veri-
lcar-se, nao ser de eslronhar uma nova guerra
contra a Austria.
A Independencia Belja tambera de parecer
que a guena nao ir alm da prxima prima-
vera.
Partee positivo que a ('ranea, quanlo assignou
com o Piemonlc o tratado de allianca oflensiva e
Os acampamentos que se lomaram foram cinco, L ?
e nellesHOO leudas de campanha de 25 homens 'U M-a q'"' I1010'11'" rasamente do principe
cada uma Napolcao, comp
zonda, sobretodo se liverem por base, como
se julga, o augmento dos imposlos. Dos dopu-
tados, muilor ellos, devem os seos diplomas
influencia local, e nao desojara comprometter-so
con. os si'iis oleiloros, oque lhes succederia s
-----------------......,.,. ...vo .-...,,-.,,-,.,, ;.....iinciu ue consiimiuores ao vinho
livess.-m de voltar cun o tabeo de tribuanos. A imperio bao de subir os procos, e a sua alta os
cmara nao tome ser dissolvida, e o governo co- i desviar dos morcados do Brasil onde em se.no-
nnece, mas sera remedio, que =o precipitou dis- Ihante caso, os nossos vinhos de Lisboa Fisueira
solvendo a cmara transacla Entretanto, os seus e os ordinarios do Porto achariam me hor mer-
orgaos simulam inleira satisfacao e abesolla cado o maior consumo
conlianca na genuinidade parlamentar, mas a si- No caso de ser a nos extensiva a redueco
luacao icm vicios radicaes, sendo um dos primei i [ o quo j nao parece provavel) os francezes pu-
ros a ausencia de unidade poltica. A queslao co gantiariam coni ella, porque a populaco iu-
hojo nao e saberse calma, non. mesn.oquando duslriosa ingleza prefere os vinhos generosos ou
cal,, ,, A queslaooutra; o que oceupa a ac- espirituosos do meio dia da Europa, aos vinhos
l, ..lade das diversas fracco-s m,I,lames e decidir: delgados o a. idos do Fran.-.a, embira os tornem
haSmaS aco",ccin,:i,,,,sIa sen favor e ha- artificialmente aromticos,' o os disponham com
bilitarem-se a lieranca do poder, h por isso que preparagOcs ch>micas para so consorvarcm mui-
onovo grupo vem a arena, invocando indulgen- : lo lempo ; em todo o caso, o que e preciso
ca plonar.a para todos os oros pretritos das prep rarmo-nos para a bi alba, e rolo na rm os
parealulades liberaos, L talvez que esta appa- legislaSao que est posan lo sobre os vtahosdo
rente generosidade seja mais un. symptoma do Douro.
pensameiilo fusionisla que presidio origem do i E' certo que da parte da Franca hi de haver
partido que principia a organisar-se. Nao duvi- indispensavelmcntc uma coropensacao as fa-
do mesmoque cerlos despeitosprovocassem mais /ondas inglczas, ou n'oulros arligos importante'
depressa a sua mamfeslaco.
Poroutra parte o partido histrico ou popular
acha-se com direito a substituir na adrainistraco
os actuaos ministros. Conta grandes sympalh'ias
no paiz, houve-SC no governo com grande mora
lidade poltica, e lera no seu gremio todos os ele-
mentos para gerir com vantagem do paiz os ne-
gocios do oslado, o argumentosedicu de que os
historeos andaram uns poucos do mezes para re-
compor-se e nao encontraram tres homens que
so Ibes quizessem associar, cahe em presenca dos
verdadoiros motivos que emhargaram aquella
recomposieo, at collocarcm ogahinele Avil-
la-Loul ii s rircurastancias do nedir a sua exo-
cada uma.
l'icoii Igualmente em nosso poder um grande
numero de camellos e arligos de todas as quali-
dades.
Quarlel general de Teluo C de fevereiro. A
ban lena hespanhola tluclua j na praca do Te-
luo.
A eomplela donla e disperso do exerciio
inimigo ,,a ba.alha de honlein, dada vista, o Mm.fiTESi!*- Nao se espera que
as im.nedia. oes da cidade. causo,, alli a maior ',1'' '?to" 8 ?."" '!"''.5e postran, lao defen-
do vaii.auo; mas a vivacidadeda imprcssopro- cao daquolla compauhia nhaniastica.
liuyida nao den i ni vi'siili.i.li. n..,.!...*.... ..ii...... i \ ........ir... :..... .1 r
duzida nao deu em resultado uenhma allera-
co poltica obstinada do cardeal Autonelli, que
domina absolutamente o espirito de Po IX. A
resposti que oslo deu carta imperial foi uma
recusa fon..al, um simples protesto.
Alguns dias depois, em l'J de Janeiro, por uma
carta eneyelica a lodo o episcopado .aiholico, do-
cumento de caiaeior exclusivamente poltico, o
Summo Pontifico manifeslou altameulc a lir-
me resoluco de manlcr seus direitos sobre as
legacoes: nao pedendo, du elle, deferir aos
COflSClbos de goveruo franco/, sem projudicar
a todos os calbolicos, sem enfraquocei uoso
osdireitos dos principes italianos, iujustameu-
te despojados de seus dominios, mas anda os
de lodos os principes do universo christo,qiM
A queslao da moeda falsa ten continuado a
oceupar notavelmente a allcnco do publico. Na
sesso de 11 na cmara dos pares, o marquez
de Vallada denunciou ao governo que na prxi-
ma -emana Icnciona inlorpellar o ministro da
justica relativamente ao impoiiaiito negocio da
moeda falsa. Declarou desojar que o ministro
envi cmara, nao hacend inconveniente, lo-
dosos documeulos que lem relaco com este ne-
gocio. |) sse lamben que desejaria se apre-
sentasse o relatorio'do presidente da relaco do
torio, vindo acompanhado das pro as dasasser-
coesdaquellc magistrado. O orador estranhou
'(ue se lonham foilo accusacoes a um hornera
honrado oiuo o Sr. Uartens I'erao [ministro
da juslnja), e disse que e
nao poderiam ver com indiTerenca a inlioduc- da.do facer ui inqueriio pela
$ao de cerlos principios uiuilo perniciosos '
iijiinl ,va que le eslava proniplo:< a solier
as mais duras*: amargas novas, e i inesmo
a peidcr a vida do que abandonar de qual-
quer modo a causa de.Deus, da egreja e da
jusiii .1
quem du C-inal. \ reciprocidado dev'er ser a
base do Iracla.lo ; mas isso nao pudo obstar a
quo nao [acarnos a mesma redueco nos arligos
importados da Gra-Brelanha e nos quaes seja
mais fcil o conveniente ah; ixar os direitos. O
equivalente, para dizer a vedado, est dado pela
nossa parte ha muito lempo. Dos nossos mer-
cados naogS excluido um nico producto inglez,
e as materias primas sao reeebidas con, direitos
.geralmente nominaos, que o que se diz que a
! 1'ranea vai agora fizer.
, A Uespanha est n'outras circumsfancias,
porque .,.,0 ion. .noiihum Iraclado commercial
|com a Graa-Bcelanha, segundo rreie. Das suas
as iii.mediai oes da cidade, causn alli a maior
conslernaeo. Us dous irruios do imperador pas-
saram pela praca sem se demorar, tal era o pni-
co deque eslavara possuidos.
Este estado da povoaco producto os seus ef-
feitos, e honlem pela manha apresenlou-se-me
uma commisso, podiudo a minha clemencia
com quanlo se nao podessse garantir a pacifica
entrada do exerciio, pela opposi;o da parte dos
mais fanticos.
Inliu.ei-os ento para que se renddSSCm, con-
cedendo-lhes 11111 praso de 1 horas para appla-
nareiii todas as dilliculJados.
l.-l.i manha soube que leudo a cidade sido
abandonada pelas hopas do imperador, era sa-
queada o victima desdo' o anoileee, de brutaes
excessos. Rosolvi-ine porconscqucncia a lomar
posse dola sen, maisdelensa.
0 corpo do general Itios onlrou sein resistencia,
occii pando a Alcacalas e ocaslello, os fortes e
mais pontos importantes.
. romoiteu-se, por uma estipula-
cao secreta a libertar a Italia al ao Adritico.
Quanlo poltica icterna da Gra-Brelanha, a
opiuiao geral, que, se se nao apresenlar antes
uma occasiao opportuna, o projecto de le elci-
loral ser sufficicnle para derribar o gabinete.
Affirma-se que lordDerbyse propoe a apresenlar
um voto de desconfianza, que soja apoiado por
odas as opposieoes reunidas. Nao se espora que
sores das praticas conslilucionaes, recorran)
dissoluco das cmaras.
No da 7 de fevereiro scfTeu o exerciio mar-
roquino mais uma denota, fieandoem poder dos
Hespanhoes grande numero de leudas de campa-
nha e pelrechos de guerra.
A bandeira hespanhola trmulo pela primeira
vez as muralh.13 de Teluo, que se rendeu sem
resistencia, sendo a praca e os fortes oceupados
pelas tropas do general O'Uonnell. O enlhusias-
mo produzido por aquella victoria das armas cas-
lelhanas, oceupa a imprensa e os nimos daquel-
le paiz, sem so lembrarem de que lem lido mais
de 1^ mil homens lora do combale desde queem-
prehenderam aquella campanha.
Em Lisboa achava sa definitivamente consti-
luida a cmara dos depulados. Tinharn-se feito
importantes aprehensoes de moeda falsa na cida-
de do Poiio. Alguns jornaes csiavam pronuii-
ciado.s por aecusaces que linham feito relativas
A povoao'o'Ve~cobe'co'm salisfaco c confian- S"e, imT"'8" da. f?rmaS. ** u.ra
ca as ..opas que lhe levavam a ordo,,, e Iranqui- ; KJelwSSnlS? oPPstcao ao ministerio
noraeao. A guerra quo se fez quettc/itaisterio allandogas sao excloldos por tal mu.los pro.i 1 -
fundava-.se na intriga palaciana, e a oppesico los inglezes; outros, excluidos, sao de fado
que o combaitia no parlamento explorava com pelos diroilos prohibUivos, ao mesmo lempo au
avidez todos os meios mpediiivos para o p.h- ; concede sua bandeira extraordinarias reduc-
ra de cmbalo. ijes paulaes as fazrndas, sob ella, importadas-
A derrua das candidaturas de albura dos mi-
exorbilra man-
auloudade [iro-
pna, que o governador civil, porque todos sa-
n que a elle incumbero todas as pesquizas.
V'enham pois os documentos, paca pdesela
Esta caita, evidentemente mal inspirada e
la somente para affligir os verdadoiros catn
' foi-
>u.boli-
cos, aquellos qm eabera conciliar com a le, as
lendencias pragressivAs da Itumanidade, vcio
complicar mais a siluacao, j bastante embaa-
. rte I.1 om .,...;.__ .. 11 1
ser examinados, como o proprio 'desta cmara.
Como osla queslao nao simples, mas sumnia-
roentc complexa, e envolve ditfcieutes punios
anelos a mais de um ministerio, peco ao Sr.
{residente doconselho que, na quaJ.idade de
ministro dos negocios cslrangciros, compareca
o mesmo dia que o Sr. ministro da justica de-
signar para a intorpeaco, porque todos'sabem
1 que o ministro de umacoite amiga, e de fami-
0 banco mercantil de, Porto redimo o seu juro
a 1 o ;> p. c, e parece que reduzir a 4 por c. o
juro dos penhores. Este banco, cijos servicos
lao relevantes aquella praca so bom condeci-
dos, julga-se que, ,1 despeito d'alguns revezos,
dar no un desle me/, um dividendo de 53000 a
OgOOOrs. por aeco, (cando ampia reserva para
lazerfaco a alguns projuizos.
Nunca mais se lornou iqui a fallar n'aquell
navio que transformen o vinho em agua c a c-
; ra em a rea. N'uma correspondencia do l'orto
que ha poucos dias se torna a fallar 'aquella
oxquisiiico, rematando assim: Declaramos
mu formalmente, a este respeo, que nao nos
deixemos suspender o juico. Dem-nos as ra-
zors ou as proras, e deixem-se de prlogos.
Queremos fados para destruir fados.
Fallecen o honrado negociante do Porto Fortu-
nato o Oliveira Chamico.
No dia 17 do crrenle,S. A.,a Sr." D. Antonia,
ira ao arsenal da marinha bater o primeiro pre-
go na quilha de uma crvela a vapor que alli
vai ser construida.
0 oslado sanitario do paiz i satisfactorio. O
-----,.-------,-. ..., SV. 1 ... .>*^> ... .. .1.....1 .. I
idade, dando lo nolaveis dcmonslracocs de mo-
derarlo e disciplina como lem dado de enlhu- I
siasmo e arrojo em vinto combates.
A praca anda que antiga (orlo, o apprehen-
deu-sc alli muda artilharia, nao poJendo eu nes-
ta occasiao indicar exactamente o numero das1
pecas.
I,
<> estado
tenso.
sanitario era favoravcl. O fro in-
.osa. r un, perigtMJppe'Uo feito aos bisos "rn ,' \\7 ","".Mro1.ue macolle amiga, e de fami-
ra prov .car. ,or meio d'ellos. i, a agiiaCM? UCS0Pr'T fi ?" f ****** alac"do'
giosa, proposiio do uu.a queslao polilca c i -j fflt^lL'T' S g04e8 e as 1U""U"
'" '' ">'ito nio. A corle' pontificia 'o fal^menie jpod'plomatico. a
.uiselhada om mostrar Jo obstinada en, a \JS*} "!l *, S? Pas Sar "ssa iu{^"]-
lac^o para o tra/.erao fado das i.lerossanles oe-
eurem-ias que dizem respeilo a esta deploran-!
queslao.
A llscolnrao de Selembro de hontem publica-
va a seguinte:
0governo receben hojo do Porto ditas paiti-
cipacwes lelegraphicas, emo Iransumpio o se-
guinte :
IaAcaba de fazer-se a apprehcnso demui-
tos conloe de ris donlas falsas do Brasil,
com pnso do passador, que confcssseu o
< enme^..
Z'Poi preso um negociante, proprietario
do uma fabr.ica, que nlorvoio na passagem de
20 contos de ris em notas falsas do Brasil, ap-
preheiididas osla manha.
O mesmo.jornal acrcscenla : Os moedeiros
falsos linham razao de bradar contra o inqueriio
administrativo, c impedir a publica, o do inque-
riio do presidente da relaco. As aecusaces ei-
lasao ministro-da justica achara-se justificadas.
.1. I!. .S'oui/iaio.
No dia 9 linha o mesmo jornal dado noticia
de que no Porto foi descoberla e apprehendida
urna grande quamidade de dinheiro falso en,
meias comas.
<> jornal Agaptto de Lisboa c o Tribuno Popu-
lar ae Coinibra esto pronunciados por diversos
arligos que publicaran) sobreest objeclo. Parte
da imprensa politice, '.cm se abslido de entrar
na queslao e aguarda o julgameiito dos tribunaes.
li de crcr que tambera ella se agite brevemeute
na casa electiva.
Parece que cnlre as proposlas de lei que vo
ser prsenles ao parlamento, as mais nolaveis
sao as seguimos :
Regulsrisaeo das contribuicoes publicas.
Haoiiestaco do oslado das nossas financas.
Simplitcaoo do cobranca dos rendimcnlos p-
blicos.
Oulra sobre a cobranca das conlribirices, quo
fienria sendo cm duas p'rcstaccs, com a abolico
dos 3 por ccjio de cobranca."
Novo syslema para o tributo industrial.
Abolico das torcas muncipaes.
Projecto sobre a instrueco primara e secun-
daria.
Dito formando uma escala para a magistratura
administrativa, desde o administrador do consc-
H10 at ao secrelario geral.
Kxtinccao dos passaporlcs no interior.
Dito sobre o registro i!:s hypothecas.
Formago de novos diques no porto de Lisboa.
Dito sobre a livro inlroducc^io de cercis.
Dito sobre a reforma do oxereilo, e creacao de
npoj 1J2 policio, e oulres m-jis pro;eclos.
- istenc a, o em confiar no apoio da maior parlo
c s governos europeos, sen exceptuar os gover-
nos herticos ou scismaticos. Elladeve saber que
mses auxiliares nao lhe leu, verdadeira sympa-
tb.a, mas pensa que eltos se pono do accordo
para sustentar na Italia o principio da legilimi-
daoe conira o principio da soberana nacional.
ralvez que ella exagere muilo a forca numrica
a iiiGucncia real daquellescom quem cotila, r
0 por prever esta ultima hypothosc de que ella
provoca um movimenlo militar, que Perusa es-
t reducida a um acampamento, no qual nn, ge-
ni ral auslrtaeo organisa oo, exerciio os-elcmen-
1 1- mais heterogneos. Mas, se om Roma se ur-
de, como em Vienna, uma conspirarlo conira a
independencia das legacies e dos ducados, esse
esforc dese.-perado Paquear misera veta) ente
contra m torcas da liga italiana. Domis, antes
de realisar um tal plano, os novos soldados do
l'apa, esses voluntarios austracos, por mais que
se desfa com sob o uniforme italiano, irritam
profundamente as poputares quo anda se con-
iservam sol, osceptro do Ponlificc consta mes-
mo que j so lem dado rixas serias entre os vo-
lunta, vs austracos e os dragues ponlificios, que
conservara os sentimoutos eacionaes.
A sorte das legacocsoxiila singularmente de-
do independencia aos povos da Umbra, das
Marchas.o do Lacio, cijos actos mais recentes e
cujas msnifcsUcoes nos thealros e nos lugares
pblicos aprsenlas] um carador bom signiflca-
iivo: observa-se que por toda a parle por onde
a reaccao tonta umeslorco, os povos aspirara a
a apresefltar de seu inotu proprio seus votos
Europa, debaiio da forma do fado consummado.
Poroutoa parte, o proeediraenlo da Austria em
ludo islo muilo se parece com uma violaco in-
directa do principio de nao ialoreenco, e'as po-
tencias intereagadas na pacifleaeo da Italia po-
dci-lhe-iara pedir tontas. Diz-ee, que l'io IX
esleve por um momento a deixar Itoraa para fu-
gir a aet.., ou para as Ilhas Baleares, durante
as temposiadcs i\a diplomacia c das sgllaces
revolucionarias; mas que o oommandanle 'en,
cbde das loicas francezas nao lhe permittio, pois
naoqueri que 0 Santo Padre lizesso essa inju-
ria a prolerco franceza, sublrahindo-so a ella
como a uma opprcsso.
Lisboa^
13 de fevereiro.
Comern a circular no dia 11
programma poltico c econmico
peridico. A Discissvo, jornal
moiaese econmicos. Esta folha
do crtenle o
de um novo
dos inlere'.ees
6 destinada a
corpas
nislros actuaes, nos circuios de Lisboa, foram un,
tesleniui.ho be.., claro das poucas adhesoes que
este governo lem sabido conciliar. Os escnda-
los lem-se repelido em grande escala ; os desper-
dicios assustam com bastante fuudamcnlo a mas-
sa dos conlribuinies, e o resultado de ludo isto
que o governo vai vivendo sem forca moral c
pouco pode coiilar com um decidido apoio da c-
mara.
Paseemos adianto.
Fizeram-se os concursos para as cadeiras va-
gas do curso superior de le tiras, una do philo-
sophla trancendental, olra de historia philoso-
phica. Concorreram primeira I). Jos de Al-
mada e l.enrastre, e Joaquim Simos da Sil a
Ferraz, professor no lyceu nacional de Lisboa.
A segunda nppozeram-se< oo Ncpomuceno de
Seixas, professor da escola normal le Lisboa, o
Joo Flix Peieira, professor no Iveeu desta cr.-
plal. J
(i jury, composto de .nemlorosda academia real i
das ciencias, j den o seu voto, reprovando to-
do os candidatos haveodo duvida sobre I). J. de fri intenso por toda a parte
Almada. porque obteve D votos a avor. Lopes Vai ser nomeado governador civil de Lisboa o
de Mendonca era um dos oppositores cadeira conde de Paralv a
de historia, mas londo comei-ado a ;u lico oral I ,
achoii-.se por tal modo incommodado, que se te- / S __Nn m u,iir .u.-a:.___
tS'J!SSZ ,,;"cuT- "eT^ rjr i0""*do SSoTS.ftiMkrS'SK
luas se leen, feito sobre esta reprov nao de lodos sobre a nuesln italiana ,. ,-,.i-> .,. ,'
z o^dorsss^ssn"mi^'" v'r'- p "-i'F-" feiS -^-^^is!
aoesiuao, e alguns manifestado eapeciaes hab- pea, se chegar a reunir-se -lvenlo os nossos
htaoes para exercerem dignamente aquelleslu- plenipolencfarios votar a favores iaianos!
Pois que a cansa que elles defendem a da in-
A opiuiao do muila gente compctmle. que .eD*ndencia o liberdado das naces. lm jornal
estas cadeiras deviam ler-se dado por nomeaco, '''" ,llll,n. ""gao da sociedade nacional italiana,
como se dorar as primeiras, cuja escolha re'ca- l*8Crev,a -1 do mez passado : Os Italianos
hre om A. Feliciano de Castilho, A. Jos Vale o 'l',''vi''"' ;f,a1r e*uLlra81 d;'. aP|u d"s Porluguezes-
L. A. Itobello da Silva. (Voduz um Irislissimo
e
DJARIQ DE PERNAMBUCO.
Honlem, reunido numero legal de Srs. depu-
guciredo, por de ver fazer opeo. na forma da lei,
o padre Francisco l'cdro da Silva, cuja eleico
loi adiada, a podido de Sr. I'.paminon.las, apo'ia-
do pelos Sis. Raphael Mello Rogo, Joo Alfredo
e Brando.
Fallaram acerca da materia lodos esses se-
nhores, enviando alguns delles emendas; assim
como os Srs. ileso Barros, e Mari ios Pereira
PERNAMBUCO.
ASSE.fflSLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
2.a SESSO PntPARATORIA EH 2 DE FEVE-
REIRO DE 1800.
Presidencia do Si: llanto de Camaragibe.
Ao meio dia feila a chamada, acham-sc pre-
sentes os Srs. Livino Lopes de B. o Silva, Ma-
Chamando supplen.es, pela ausencia dos deputa- S IvZ T Uz Reg" l*
dos elleciivns. a sessao e Iida a acta anterior, approvada.
dos effeclivos.
A' meia hora depois do meio dia levanlou-so
a sesso, Picando addiada para hoje s 11 horas'
da manha, sendo a ordem do da, a continua-
co da de honlem.
Pela paquete Tjne recebemos carias e jornaes
--------_ _-------- .........- >.<-iiii> filil.I, IjJIIJtlU
Joaijuim de Souza Leo. Joaquim Pinto de Cam-
pos. Anl onio Alvos de Souza Carvalho, Jos Joa-
quim do llego Barros, Joo Cavalcanti de Albu-
querque, Manoel do Nasciraento Machado Por-
lolla, Gaspar do Hcnezcs Vasconcellos de Druni-
mond, Francisco Raphael do Mello llego, Baro
de Camaragibe, Antonio P.paminondas de Mello e
Joaquim Pedio Brrelo de Mello llego. Abrc-se
Lido, enlra em discusso o seguinte parecer :
A commisso encarregada de verificar os po-
deres dos senbores depulados eleitos, ezaminou
as authenticas e diplomas rcspcclivosquc lhe fo-
ram prsenlos. Nao achou a commisso irregu-
laridades, o-.i omisso de formula substancial que
- -.....-; >-' v. j........o aiinullo a eleico, e por isso 6 de carecer mo
. a I-...rop., ,,uo alcanCa,, s seguintes dalas: Ham- seja approvad a cleio procedida em toluol
igo o, Londres 8, Pars c Lisboa 13 de leve- : circuios da provincia, c verilicados lgaos os po-
llnrna .I..-. aAii..In4.. .......____-_ J.......J
acolhimonlo.
Nao se engaa o peridico piemontez. Oea-
pinlo do nosso povo liberal, e a opprossio rc-
pugna-lhe parla ella d'ondo partir.
Os diplmalas nomeados pelo governo porlu-
gueasio o conde de l.av radio, nosso embaixador
en, Lendces, e o vtaconde de Paiva, nosso mi-
nistro cm Paris.
osieniacao, como os ha em Paris, destinados a
alimentar o fogo sagrado das alias reptateos,
eusleiita-se por fausto Possue-se como uma
conosidade e fa/.-se admirar pelos eslrangeiros,
como se mostrara as obras primas ou os monu-
meolos noUvei. o curso superior de lellras
aqu, onde nao serve de habililaco para uma
carreira qualquer, uma superfluid'ade que posa
no thesouro, sem vantagem conhecida.
lomoi-lhe tanto espaco com este assumplo,
por ser elle um dos quemis lera servido de, ~*vii,mn
itiema as eonversaeoes dos circuios liUerarios I do corrente.
desta cidade. 'i"a em Madrid, e por lodo o territorio hes-
Esla so orgamsando era Torres Novas uma con,- panhol, grande alegra e enthosasmo O slan-
pai.iiia por accoes de 10C0 con. o lira de se darte caslelh.no trmula ovante sobre as mu.
estabelcceroin carteiras diarias de carruajes que Ihaa do Teluo desdo o dia 7. A praca rendeu-
tonduzan, genio, eiilre aquella villa c Alhaudra, so quando para isso foi intimada, sem diBculda-
P-lo caminho do Lisboa. Ainda se nao disent- de; a populaeo les.-java cora ardo, a entreja
fil.SIVVMfA.
As uliimas noticias daquelle paiz alcancam a 10
ram os estatutos ; todava parece que esta pe- I da praca s^Tnrstios^* mas^linh^at^n
quena formal.dade que falla, nao far csfrtaV o j do reprimida polas autoridadesi militares.
lijo si-
emnreyf m V*5* qUe CSia0 fle"lc ***** I, J"l'tai U'Donneli foi agraciado "cora o titu-
\Li.'". olt '" de duque de Teluo, o declarado grande de
-\o Porto esla-se orgaisando uma sociedade de Uespanha.
vaf-l!.0,5/ sc'nelha"'a da de..Lisb0'- r'' '-! Ignoram-se ainda os acontecimentos que de-
a c6se fim vanas reunios, sendo os con-, vem seguir esta victoria lio decisiva ; uns dizem
Em lodos os peridicos vemos publicada a en-
cyclica pontificia dirigida cm l'J de Janeiro a I i-
dos o5 pat.iarchas, arcebispos e bispos, e oulros
dignilarios da egreja calholica. Nesle documen-
to agradece Pi 1\ os deis testemunhos de dedi-
cacao
dores dos seguintes senhores deputados :
l. Circulo.
Dr. Joaquim Pires Machado Portolla.
Dr. Cypriano Feuelon Guedes Alcoforado.
Siipplonlos.
Dr. Francisco Jos Hailins Pereira Jnior.
que lhe lera sido prodigalisados, c declara i u,-.' Joo .Uves Dias Vuelta.
as razos quo o determinaran, a recusar o conse-
llio dado pelo imperador dos francezes para aban-
donar ao sen proprio destino as provincias dos
seus oslados, sublevadas conira a sua auloridade.
Pede, por fim, rhrisiandade calholica, que o
acompanhe as suas suppticas pira que se con-
solide o tlirono o o poder do vigario de Chrislo.
A eneyelica produzio profunda irapresso nm
Franca. Parece que naqtrelle imperio dominara
por algum lempo n idea de se nao permiltir que
fosso publicada. Kll'eclivamonte 0 governo frail-
ee/, poda prohibir em Franca a circulaco da en-
eyelica por meio da niprrnsa peridica, apoian-
do-se no artigo 1." da concordata. Os jornaes i
iraacezes, em geral limilaram-se a dar-lhe pu-
lilicidade sem commenlarios, mas alguns dos quo
sao condecidos como orgos do governo imperial,
alai aran, severamcnle o escripto do Papa, sal-
vando sempre a responsabilidade desle, e faz
2. Circulo.
Dr. Theodoio Hachado Freir Pereira
Dr. Caelanu Xavier Pereira de Brilo.
Suputantes.
Jos de Barros Corroa Selle.
Decio de Aquino l'onseca.
3. Circulo.
tir. Manoel Joaquim Caraejro da Cunha.
Dr. Joao Cavalcanti de Albuquerque
L)r. Manuel I/.idro de Miranda.
Supplentes.
Mr. Manoel Antonio dosPassos c Silva.
Sebastio Antonio do Mello Rogo
4. Circulo.
Barao de Camaragibe.
Dr. Augusto de Souza Leo.
Dr. Joaquim Eduardo Pina.
Supplentes.
Dr. Joaquim Jos de Oliveira Andrado.
da Silva.
. ------------------------- .......k.< .-, ,-. i,,, u 1.UII'
viles leitos pelos Dis. Almeida e Bnfo Vidoeira
Marceliino de Mallos, Luciano do Castro e la-
varos. *
A sociedade das sciencias medicas de Lisboa
est tralando de organisar uma caixa de soccor-
que o imperador de Marrocos desgosto/.o polo
bou, successo que sempre liverem as atinas chris-
laas, e pelos revezos que lem .(Trido o seu exer-
ciio, sal,sfaria a todas as reclama, oes do gabi-
nete hespanhol, o al mesmo, pagria as cusas
SStfai' facultativos que e ienim | do procedo, iso .'dadaTma iT,dTm^isaaTpe!
avaiieada, delorm dados OU dooneafi n .nm ic_ u-m iun n ll.,c,..i.. ./.________ .__ .
e M.rlhno' ,80breyc;,Jlloar AntoVl'li.'a "Jera V^ario'js Zanrins^beiro.
se aiinliue a sua redaccao. go fr.i0
O padre sanio leve ha pouco lempo uma longa Dr. Antonio Ahes de Souza Carvalho
ox eim'rw,,!;'.0'1' 0nC0,,,",'".'J;","! -'"7, chefo do Dr.Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti.
exeriilo romano. O general naooccultou a o seu Supolentcs
P,o'vnla,,,'r'1V,'ln',l d" silu<. d-se que Dr. Symphronio Cesar CoulinYio.
i io l.\, mar testando grande tranquillidade quan- Dr. Luiz Salazar Hoscoso da Vetaa Pessoa
do ouvia as tristes noticia?, responder apena,: ( circulo lessoa-
* l^tu'lA "r"a YeZ qUe 11uereni Pftr !obre a Joaquim Tcdro Brrelo e Mello Re-o
'< cgr.ja calholica maos sacrilegas, o humilde vi- "-
< gario de Chrislo nao abandonar desta voz lio-
roa, o o sen ultimo refugio nao ser o castalio
de Santo Angelo, mas o tmulo de S. Pedro
donde tero que ir arranca-lo.
No da 22 de Janeiro houve em Boma uma viva Tencnte-coronel Semine Alexandre Yillarim
nianifesiaeao conira a mensagem da nobreza. A 7 Circnto vun.
mullnlao reunida na praca da Columna, soliava Dr. Ignacio de Barros Brrelo"
entro numerosos viras ao imperador Napoleo o Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Portolla
ao io, tetar Emmanuel, e gritos de abaixo An- Dr. Luiz Felippe de Souza oo
loiu-lli! abaixo o governo dos padres I! I Sunnl i
in!nr?i,V'r "" K? 30 C J3"f!r dPola dc Coroncl Tibur.ino Pinto d Almeida
petasen ^JtML^ffil!?^ C*nel JS C*rt,can" FernS Azevedo,
piioscu ituacior principal Louis Veuillol, artigo o rirruln
l^'l' trrt?l*"n.!-: L- fe.*ft d V ^Lacerda.
Dr. Keniique Pereira de Lacena.
Vigario Antonio Francisco Goncalves Guimaraes.
Supplentes.
Padre Galindo Firmo da Molla Silveira Caval-
canti.
Major Jos Joaquim lo Reo Barros.
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo.
Supplentes.
ayancada, deformidades ou doem.as. e bem as-
sim s suas viuvas c Pilhos necessilados. Esta
prtjccto Iraduz o pcnsaraenlo liberal e grandioso
que presidio organisaco da associaco dos m-
dicos do Sena, e realisa todas as vaitagtns que
alli se lem cm mira, sendo nesta parte comple-
lamenle idntico. A sociedade para deliberar
acerca dc um objecto de lo viva importancia,
subraetteu primeiro o projecto de estatutos a-
pr.eciaco de uma commis.-o.
tima correspondencia dc Londres, inserta no
Credil Public de 28 de Janeiro ultimo, diz que
as vinhas de Portugal, Uespanha e Allemanha,
participaiam da redueco dos direitos concedida
aos vinhos dcFrapoa,reta tratado de c-oanacrrio
uem que a Uespanha sesporava tomar posse do
una praca de guerra, para enlo reclamar a sa-
listaeao ao pavilho hespanhol desatendido pe-
los Marroqiiinos, mas que dosejava demonstrar
ao mundo o que v.ilem as armas l.espanholas ;
por oatro lado, diz-se que o general O'Dunnell
lenciona seguir de Teluo conquista do Tnger.
A este respeilo nadase sabe por ora ao corlo ;
esla queslao, apezar da ana importancia, nao lem
ailranido como devera as atu-ures da Europa
poltica, lem sido escurecida pela queslao italia-
na .era que se debateo interesses mais palpi-
tantes
A lomaa do Teluo nao se pode considerar
como iJm feito d'armos nsignifjcacie. 0 exerci-
rece que osle orgo do ullramonlanisino vai re-
apparecer em Bnuellas.
A agitaco vai continuando em Roma, o pode-
soldm^'r "Sr C0olid".80 l'L'la P'esenca dos Dr. Jos Silvano Hermogcnes'de Vascoiiceloa
nrn-, pF-2Ci ,2>.c?M8e"- ">' Affonso de Albuquenp.e Mello.
Mormni, Pot e dc opiniao quo o imperador dos francezes leu ao Papa, as circunstancias i Jos Antonio Lopes.'
r. ill uno n.iri Aiftnn. r >. -
mais para admirar, do que para edificar," que
mostr a fraqueza de acreditar que a verdade di-
vina depende realmente da posse de algumas le-
guas quadradas de campo estril, c de alguns
oiilhares de subditos desaffeicoados.
0 Moniteur ;dc Pars) publicou um convile do
11." Circulo.
Capito Francisco Raphael de Mello Reg.
Dr. Antonio dos Santos de Siqueira Cav'alccnti.
Supplenles.
Dr. Jos da Costa Dourado.
Professor Miguel Archanjo deMendone.


DIARIO DE PERNAMBUCO. 0"ARTA FF.IRA 2" DE FEVEREIRO DE 1860
*
_ 12." Circulo,
Padre Mercal Lopes de Siqueira.
Dr. Manocl de Figueira Parta.)
Conego Joaquim l'into de Campos.
Snpplenlos.
Antonio Jos de Oliveira.
Dr. Jos Piauhilino Mendes Magalhce.
13. Circulo.
Dr. Francisco Carlos Brando.
Vigaro Francisco Pedro da Silva.
Livino Lopes de Barros e Silva.
_ Supplentes.
Dr. Joaquim de Souza Reis.
Dr. Francisco Rodrigues Selle.
A commisso, deixa do emitlir sua opinio so-
bre a eleico do Etm. Sr. Or. conselheiro Jos
liento da Cunta e Figueirodo, por nao Iho cons-
tar a apco que fez o mesmo snnhordepulado.
bala das commisscs 23 de feverro de 1860.
Antonio Epaminondas de Helio.Dr. Joo Al-
fredo Correa 'Oliveira, com restricco quanlo
i elooo do ultimo circulo ilanoel Coelho
Cintra.
Continua )
REVISTA DIARIA.
Acame DOS arrabaldes lalliada por um pre-
ro maior seguramente cincoenla por cont, do
quconesli cidade Mis qual ser a causa
desse phenoneno? Nao o sabemos cortamente, j
a nao ser a vontaie pura o simples do talliador. I
Esta differenca procedera se as rezes vendidas
para os arrabildes o fossem porum proco supe-
rior aquello das que o sao para o consumo da ci- ;
dade ; mas nao se dando islo.dovem os taes talha- j
dores suburbanos contentar-so com um lucro mo-'
derado, que lhes compensando o Irabalho e re-
tribuindo-lhes o capital empregado, de logara
que tambem o pobre se proveja de um genero,
que conslituc a melhor parlo da alimentaco da
nossa populaco.
Informara-nos que na freguezia dos dos existe um preto da Coila, que conla ccnto e
ooze anuos de est la no Brasil!
Acha-se no gozo do todas as suas faculdades
montaos, e anda (rabalha de aluguel
Casou ires vezes c a uili'ii.i, cuja mulher
viva, feto ha cerca de vinte annos.
Anda hontem nao polo (unceonar o jury,
cm consecuencia de nao lor-sc reunido numero
sufTicienle de juizes de fado.
Sobre a noticia ano hontem demos a res-
pcito da m itriz da Boa-Vista, recebemos a se-
guinte observar-o do thesouriro da irmandade
qus explica oficio russalvando a responsaliililade
q ie podesso tocar a mesa rejed ira.
Nao protn lem >s desvirtuar a essa corpora-
co cora a noticia dada ; procuramos somonte
azer com que ceasasse urna pratica ou acto des-!
conveniente, que affoclava a milita gente que i
concoma aos ollicios dvioo*. No entretanto in- '
sistiraos ainda pola abertura das portas deque se '
trata, abertura que data de ms terapo, o que .
nao ha na la que a ella se opoonha.
Veoio hojo, cm sua Re iita Diaria, que a '
matriz da Boa-Vista era dala com entregue '
senles, eurapre-me era abono da rerdade di-
ser, que sempre hei caprichido, o quauto mo ',
possivol e acha-se as forcas desla irmandade,
para que i admuistrico delta esteja sibranceira
censuras.
Isto no que diz respeilo ao geral, cm quan- |
lo porem aosdous lacios quo fazcm objecto da
informal ao dada a Vmc.devo affirmar que esta !
c a matriz que menos tuca, como publico ; as- '
sim como que nao parti di irmandade o fecha-
ment das duas portas, que deitam para o corre-
dor da sacrista della, na occasiao da missa con-
Ventual do da 2i do correte.
Sendo pois cerradas estas portas pelo Rvmd.
Sr. vigirio, sem que se aaiba para o que, nao
pode tocar a responsabilidad. respectiva se nao |
i elle, e jamis a outros que ludo fazcm para o
desempenho cabal do suos ebrigaepes.
Sou etc.
A. J. Arantes.
No da 20 do crrante na freguezia dos Afo-
lados ;t districto} Francisco Josi Gomes f-rio
con urna facada 'i Manuel Jos do Santa Anua.
Foi preso em flagrante.
O Sr. Dr. chefe de polica, attendendo s
justas rcrlamacdes que se tem feto acerca de al-
guns inconvenientes que lem apparecido na ese-
i ii jo do regulamenlo sobre as entradas e sabi-
das dos carros, c mais vehculos de conduccoo,
resolveu que o regulamenlo de 6 do corrento
.' substituido pelo seguinte regulamenlo-
Secretaria da polica do l'ernambuco, 25 de
fevereiro dr 1S60.
Ruluiouk. nao llut da menos ae trancos a 2u ^
cntimos por anno.
A par disto cada familia kalmouk deve comprar
lodos os annos um cavallo c um carro, que lhe
custa 12 francos.
Para sen sustento neeessila : Io de quatro sac-
eos de trigo 60 fr. 2o do certa porcio de cha 10
fr. 3o de dez libras de sabio 3 fr. "e 20 cntimos,
i" de cinco libras de greda 1 fr. 5o de um caldei-
rao 3 fr. G de um fugarero 2 fr. 7o de 4 pecas
do fellro para guarnecer a l-nda 8 fr. S3 de seis
carnciros por anuo pira os banquetes, segundo
o costume dos kalmouks por anno 48 fr. 9o de
tabaco para fumar, necessidade absoluta do Kal-
mouk e de sua mulhf r 6 fr. 10 do agurdenlo de
gros, paixo favorita do kalmouk, 18 fr. 11" re-
parac.o a cortos utensilios de uso, taes como a
taca, a colher, a facca etc. 40 ir. 12 de vestido
do marido, da mulher e do lilho 160 fr. por anno.
Somma por tanto a despeza de urna familia de
kalmouks em 530 fr por anno. Esta somma
urna bagalella para qualquor qu"b vive em socic-
dado, mas para um halinouk, para um nmada,
nao parecer exorbitante ?
Como prove elle a ess.i despeza ? Por Otilios
termos, qual a sin reccta ? sobro este poni o
calculador russo mulo pouco explcito. A mu-
lher do kalmouk estinteiramenle oceupada do3
cuidados domsticos ; ella trata somonte de guar-
dar e conservar, ella niio ganha. Que faz por
tanto o marido ? Kilo diraga por tola a parte,
urnas vezes 6 pescador, oulras caeador, porem
sempre como fugitivo. Se lhe do lgum dio hei-
ro elle o guarda com cuidado, se encontra um
cavallo, um carneiro mal vigiados, foi um adia-
do ; elle os confisca e vendo logo ; so um vian-
dante foi pouco cuidadoso, fi'ou sem oque linha;
o sao essas as verdadeiras [untes do haver do
kalmouk.
Entretanto, compre confessar, ncm todos os
kalmouks sugoitos ao dominio russo vivem cm
tao precario oslado ; ha ja um grande numero
delles, que lem renunciado !\ vida nmada, e tem
abracado o chrisli.ini.smo. E prova vel qua com o
lempo toda a raca seguir o mesmo excmplo c
entrar na grande nublado do imperio.
Mataouuro publico :
M itaram-so no da 28 do correte para o con-
sumo desia cidade 52 rezos.
_ Moiirw.unur. no nu 28 do comiente:
Francisca Hara da Conceigao, parda, 2S annos,
plenriz.
Joaquim da Costa Braga, pardo, solteiro, 17 an-
n s. tubrculo pulmonar.
Auna Mara da Silva, (orpha), branca, 10 annos,
constipado.
Anl mi Manoel Cardozo, branco, solteiro, 20 an-
uos, tubrculo pulmonar.
Manoel, pulo, S mezes, gastriles.
Joaquim Barbosa de Maura, branco, viuvo,
anuos, allecro pulmonar.
UOSPITAL. IIK CARI DA DE. Exstem 03
men-, 59 mulheres nacionacs, 2 homens estran-
geiros, 1 homem escravo, total 12->.
Na totalidade dos doenlos exislem 39 aliena-
dos, send i 33 mulheres e li homens.
Foram risiladas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto, as 8 horas o 15 minutos da manhia, pido
Dr. Dornellas as 8 horas e 5 minutos da ma-
ntisa.
Passageros do vapor ingle/. Tyne, entrado
dos portos da Europa ;
Francisco da Costa Rodrigues, Eugone Emite
Didier, Francisco Paurillo Fernandos Bastos, Mr.
NVilliam Pi.e Itughcs, Gustavo Boussuet,Chirles
F. Blusqucs, John M. ntyse, Joaeph Brnnrlt, Sj-
muel Power Johnsloii, sua mulher, tres fllhos,
o ii S )brn!i >. um cralo e iiina crala, John In-
glelon, Thonias Venceul, Charles Bsonstt, David
Howland, M. Edward Evans, Joo Praeger, M.
Thomas II. Hirrison, Antonio da Silva Ferero
J. e sua mulher, Tilo di Silva Guimares, Bcr-
nnrdino Jos Uonteiro J., Joaquim Pacheco da
Silva o seu sobrioho Jos Pacheco da Silva, padre
Manoel Jos.; de Oliveira liego, Nicolao Bruno,
Ccriuno Romirico Toiseira, Cuel Joscpb Ralfouf
e um criado, Francisco Marques Rodrigues.
Segu para o sul: Casimiro Antonio G. Fer-
reira.
Passageros do patacho nacional Emulado,
sabido para o Ccar o Aracaty :Manoel j'os
V'icira de Araujo, Francisco I.uiz Carneiro, Rai-
mundo Jos da Silva, Manocl Gomes Ga.-apa c2
escravos.
m
o lem ouaque ja loiaui mulluUos oa sess.io aulu-
rior, os seguintes juizes que sendo notificados,
nao respondoram a chamada :
Manoel Antonio da Silva.
Dr.Luiz Lopes Castello Branco.
Jos Higyno de Souza Galvoo.
Joo Clemrntino Coelho Calanho.
Henrique Jorge.
Claudiano Xavier de Oliveira.
Eduardo Burle.
Dr, NaborBczerra Carneiro Cavalcante
Nada mais havendo a tratar-so, o Sr. Dr. pre-
sidente do jury levaulou a sesso 1 hori da
tarde, adiando-a para o da seguinte s 10 ho-
ras da manhn.
Cominunicads
(0
ho-
O autor do communicido que ,b a epigraphe
Jos do Reg ante os tribunaes se le io Dia-
rio de hoja parece que levo em vista censurar
a polica pelo acto da prisao do dito Jos, do Ro-
go, apresentado como urna victima do paixcs
polticas.
Se esta foi a sua iuicnco foi injusto o mais que
injusto.
Nao duvidamos quo clculos polticos livessem
influido na inslauracao do processo. em que
reo Jos do Rogo, e ora que por odio a familia,
de que elle memoro, fosse considerado co-ro
do bem conliecido Xico Macho, mas o que nao
podemos admttr qoo smente fosse levado aos
tribunaes e coudcmiiado osle, o aquello licasse
dispensado da prisao, c. do julgamento.
Semelbaile pretenco degenera em loiicoura.
Nnguem ignora quo Xico Macho e Jos do
Reg foram processados e pronunciados por cri-
me de furtos do escravos ; sendo que o primoiro
est em Fernando, cumprindo santenca por esse
crine, e que o segundo estere at 22'de Janeiro
do correle anno occullo, e foragido.
Ningueni ignora tambera quo a pronuncia do
Jos do Rogo, ha silo sempre o bordan vibrado
pola gente da opposicao contra a familia Rogo
Barros, o contra a polica.
Por lauto neiihurn queixa deve tor Jos do
Reg da polica : qu-ixe-s; da sua sorte, o dos
que promoveram o desJpparecimonto do processo
original do enrtorio, cm que S' achara.
Por certo que a polica nenhum inleresse po-
da ler no desaparecimento do processo do Jos
do Iteg : do amigo, ou dos amigos que lhe
lucrara o obsequij de sumir o processo so deve
elle queixar.
A polica cumprio o seu dover, e pouco se
deve importar cora os gritos de quem quer que
sej i; o seu procedimeoto est superior s aecusa-
eoes 'ue por ventura se lha queiram fazer.
O publico njuizar de que parte est a razao o
a j ustica.
Recifu 28 do fevereiro. x.
quizesso volver ullios piuUusos sobre osle valle
em que vivemos, e encarar as cousas era sua
realldade, havia de reconhecer que, sob o rgi-
men livre quo adoptamos, rgimen de discusso
o controver.-ia, convm rcspeilar o poder da im-
prensa. Nao com desprezos e rasgos doorgu-
Iho que se destroe o effeilo.de sua patarra, quan-
do esta se refere a fados.
( Para aquellos que respeitam o dominio da opi-
nio. que quercm acouquisla da razo, que que-
rcm a realisaco do systcma reprcsenlaliv, que
pedem a urna eleiloral um voto immaculado,
cslc 0 caminbo a seguir.
Para, aquelles, porm, que nao vem n3s ur-
nas as vestaes dosystema representativo, sogun-
do a bella expressao de um nosso estadista, e
procuram viola-las as saturnaes das turbas, de
cerio o carainho oulro ; a ostengao do despre-
zo, o orgulho apoiado no chicote e no canelo
sao os melhorcs agentes da conquista elei-
loral.
Mas esses nao sao os filhos da opinio, cojo
templo profanan! o aviltam ; nao a ni a ni as nos-
sas instituirnos lvres ; fogem da luz da discus-
so, porque s as trovas lhes convm. Esses, cm-
fiui, sao harpas, que s se sentara no festn po-
pular para emporcalhir as iguarias. E' a esses
que en profligo, e nao ao Sr. r. Silvino Caoal-
canli de Albwnerqe, quo reputo mulo illas-
Irado, e extremo defensor das regalas consttu-
cionaes, do que espero dir proras.
Assim. pois, dtixe Smc. a niinhi pobre in-
dividualidade conserve-se na altura em quo ra
voauJo, o nao faca caso do que lem diio e pre-
tende continuar a dizer
0 c.oaiiF.spoNDENTK da Revista Diaria.
guarass, 23 de fevereiro de 1369.
Escuna atnericauaJ. l. Uariiugo resio.
Brigue americanoBohiodiversos gneros.
Patacho inglezSlar oflh Eartbacalho.
Polaca trancezaZouavccemento e sal.
Consulado geral
Rendimento do da 1 a 27 68:780a580
Mera do dia 23....... 2:8695172
71 649$742
Diversas provincias.
Rendimento do da 1 a 27. 6 9359082
dem do dia 28........ 43$6i7
7 028^729
O Dr. chefe de polica da provincia, proiiden-j
ciando acerca dos carros, o mais vehculos de'
condcelo que transitara nesta cidade.resolve que
se observe o seguinte :
A l. 1."As entradas de carros na freguezia
de S. Fr, Pedro Connives, serao feitas depois de <
passado o caes da alfandega pelas ras da Cadea
Velha, Corpo Santo, Vigaro o Trapiche, nao po- '
deudo haver regresso pelas mesmas ras ; tiran-'
do por ora livre o transito doingresso e regresso
pelo largo do Arsenal de Marinha, caes do Apol-I
lo, ra do mesmo nome e caes da Alfandega, ra |
da Cru', e as que seguem para Fra de Portas.!
Art. 2."Na freguezia de Santo Antonio os!
carros qoe vieron! da Boa-Vista, faro as suas
entradas, ilepois de passada a ra Nova, pelas:
ras do Cabug e Crespo, sahndo pela ra do !
Imperador, travessa do Ouvidor, ras da Roda,
Florentina e Bella, ficando livre o ingresso e re- !
gresso pelas ras do Imperador, do Crespo, do
Queimado, Concordia c Flores.
Os carros quo rtercm dos Afogados enlraro
pelas ras Direila, Lirramentoe Queimado sa-
hirem na ra do Crespo, c sahiro pelas ras es-
treita do Rosario, Hurtas, Marlyrios e Augusta.
Art. 3.Os carros que do campo vierem pela
freguezia da Boa-Vista entrarn pelas roas do
l. ilovello, Gloria, a sabir no raes do Capibaribe, i
e satiirao depnis de passada a roa da Imperalriz
pelas ras- do Arago e Sebo, ficando livre o
transito de ingresso e regresso em todo o caes do i
Capibaribe, ras da Imperalriz, Aurora, Santa'
Cruz, Conceico, Rozaro, Pires e Velha.
Pelas ras do Hospicio desde a praca da Boa-
vista al o largo do Hospicio s pdenlo transitar
os carros que seguirem em direceo a (Muida,
fazendo a entrada e sabida pelas "ras de Santo
Amaro, Formosa, a sabir no caes da ra da Au-
rora.
Art. 4."Os mnibus tao as suas entradas o
sabidas pelas ras Nova, Cabug e Crespo ; o
quando 80 rnconlrem com algum carro na ra
do Cabug, pararao para dar passagem ao mes-
mo carro.
Foram recolhidos no dia 2i do corrente
casa de detencao 8 homens ; livres 5, escravos
3, a saber ; ordern do Dr. chefe de polica 3,
ordem do subdelegado do Rerife 1, ordein di
de s. Jos 1, ordem do da Boa-Vista 3.
Foram recolhidos no da 23 46 homens e 3
mulheres, sendo 'iS lvres c 1 escravo, a saber : I
ordem do Dr. chefe de polica 12 ; a ordem do
delegado do 1" distnclo 1 ; & ordein do subdele-
gado do Recife 5, e ordem do de S. Jos 31.
Foram recolhidos no dia 26 i homens e 1 mu-
lher, sendo 2 livres e 3 escravos, & saber: 2
ordem do delegado do Io districto, 2 ordem do
subdelegado do Recife, e 1 do subdelegado da
lina-Vista.
Foram recolhidos no da 27 9 homens o 1 mu-
lher, sendo 5 livres e 5 escravos, a saber :
ordem do delegado do Io districto 4,
ordem do subdelegado do Itecife 2 ; ordem do
da Boa-Vista 2 ; ordem do de S. Jos 2.
O ORNAMENTO DE VM KALM01K.-VAS um ob-
jclo, que anda nao merececeu a atlenco dos
economistas. Qual podo ser o orcament'o de um
Kalmouk, desse ente nmada, que apenas tem
um vest lo, que planta a sua leuda onde quer,
debaiio do um co livre, niargem dos lagos
S8lgado, e no meio de rebonhos, mais ou meno3
numerosos, de que elle come a-caino e bebe o
sangue.
Com todo, veja-se o que diz um economista
russo, que leve a curiosidade de estudar no non-
io do vista econmico a vida particular do Kal-
mouk, e observor-se-ha que, apezar de sua con-
dico aventoreira, elle est obrigado a despezas
normae, e que o dinheiro nao lhe menos dis-
pensavel que a qualqucr oulro cidado seden-
tario.
Suppondo-sc urna familia kaimouk composta
de marido, mulher e um tilho (barantchouk) : a
prmeira despeza, que incumbe a esta familia o
tributo pagoao estado (aiban), isto francos e
60 cntimos, depois o trbulo pago ao chofe (zui-
zang), 2 francos o 40 cntimos, mais o ti bulo sa-
grado para o templo (Kouroul), dos dolos, dos
seus sacerdotes (bourkhames]. Este tributo
acultiro quanlo ao objecto, que se deve offere
cer : um offerece um carneiro,, outrolelc coalha-
do, oulro urna flor. Admillido porm quo a
familia n,io possa offerecer seno um quarlo de
carneiro, esle custa-lhe pelo menos 2 francos.
__ Agora os funecionarios ; ao funecionnrio russo
tao vido, e ao mesmo lempo Io fine, to ex-
perto, a quem nao poda escopar urna lebre es-
condida em mysierioso relro, como pode escapar
o nmada, quando lodos lhe eslao sujeilos ? O
CHR0NICAJUDICIAR1A.
TRIBUNAL DA RELflQflO.
SESSAO EM 23 DE FEVEREIRO DE 1880.
PHSSIDENCU U0 ESlI. SR. CONSELIIBIRO EIIMKLINO
DE LEO.
As 10 horas da raanha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Guerra, Lourenco Santiago
' Caclano Santiago, procurador da corda, faltan-
do coro causa o Sr. desembargador Silva Gomes,
foi aberta a sessao.
Passados os feilos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aosjulgamentos seguintes:
RECl'RSOS CIIIMI'.S.
Recorrente, o jni/.o ; recorridos, Theoloro An-
tonio de Briln e nutro.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
i: isos Srs. desembargadores Gitirana,
Silveira e Lourenco Santiago.
Foi julgado improcedente.
Recorrente, Hara Firmina Pacheco Cordeiro ;
recorrido, o uizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira de
Mello. Lourenco Santiago e Gitirana.
Deram provimento ao recurso e absolveram a
recorrente.
Rerorrcnte, ojuizo ; recorrido, Antonio Ferrei-
ra de Oliveira.
Relator 0 Sr desembargador Silveira.-
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
Lourenco Santiago e Figueira de Mello.
Improcedente.
AOGRAVO DE PF.TIC0.
Aigra-anle, Jos Gonjatves Malveira ; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
o Figueira de Mello.
N igaram provimenlo.
Aggravante, Francisco Pereiri de Araujo Pt-
nheiro ; aggra vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, e Glirana.
Deram provimenlo.
DILIGENCIA CRl.Mi:.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
juslica, a appellaco crime .
Appellante, o capito Jos Joaquim do Barros ;
appellado, o juizo.
Assignou-se dia para julgamento da seguinte
appeilaco crime :
Appellante, ojuizo; appellado, QuiriuoBispo
Confcssor.
A appeilaco civel:
Appellante, Francisco Manoel de Siqueira ; ap-
pellado, Jos Francisco de Rogo'Barros.
iisntiui iciis.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso crime :
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Lourenco Jus-
tnano Pereira dos Sanies.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Francisco An-
tonio Delmandes e Silva.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os recursos
crimes:
Recorrente, o juizo ; recorrido, Januaro Jos
! Nobrega Jnior.
i Recorrente, o major Leandro Jos da Silva
Santiago ; recorrido, o juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Paulo Pe-
reira Dulra.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joaquim Jos
de Souza.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio Gor-
gonio da Peiiba.
A caria tcslemunhavel :
Aggravante, Justino Antonio Pinto ; aggrava-
! do, o juizo.
As 2 ,'j hora; da larde cnccrrou-sc a sesso.
JURY DO RECIFE.
PRIMEIIIA SESSAO.
I DM 23 1>E EEVtllKIRO.
Presidente o Sr. Dr. juiz de direilo Bernardo
Machado da Costa Doria,
i Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldina de Gitsin:) Lobo.
I'eila a chamada, veriicou-se tsUrem presen-
tes 3t jurados, faltando sem causa os demais.
Em falta de numero legal para a aberlura dos
ral-albos, o Sr. Iir. juiz de direilo presidente do
jorr soi-ii-iuii ncivos jnzes Riipplemenlnrcs aos
quoes mandou notificar, e mulluu em 20$ a cadi
um, prr cada sess*. en", que nao comparecerera,
A correspondencia di Sr. Joo Flix dos San-
ios, publicada no Libera! do 2 do corrente me-
rece n ni pequeo repiri.
Engana-se o Sr. Joo Flix quando julga ler
sido encoramendada a noticia dada na Revista
desto Diario sobre a prisao de criminosos que
moravam em Frecheiras e Aripib. O Sr. An-
tonio Marques nao precisa de publicacao de taes
noticias para lorn-ir-se reeommon lavel; sua posi-
cao social, honradez e intelligencia giranlem-lhe
a contiauaeo do merecidoconceito deque oza
.0 dilema estabelecido pelo Sr. Juo Flix" 6 a
prova mais manifosta da sua injuslea para com
o .Sr. Antonio M.irq ios. *
A diligencia linha por fim a prisao de quatro
criminosos, e logrando estes fugir, foram presos
dous homens o logo sollos, como eonfossa o Sr
Joo Flix, apenas reconheceu-so quo nao cram
os assassinos queso procurava pre.ulor
Que offensa toa oslo familia do Sr. Joo
Flix? !....
Longe de conhecer proposito do molestar sua
lamilla, o Sr. Joo Polis dovra applaudr o pro-
cedimcntu do Sr. Marques, que mostrase soero
cornos criminosos o compassiveleom os innocen-
tes, ainda-iuindo estes sao moraderes dos enc-
iihosdos manos doSr. Joo Flix.
O Sr. Joo Flix deve saber que para prender
criminosos nos engenhos de seus manos c mes-
mo nos de sua merco, nao deve o Sr. Vutouo
Marques ter o menor escrpulo, pois laes enge-
?i5?MS f~y-US "P*?0*- qwndo tenham l furioso; fo" poVsu'ido de"odo
n*ea Slguma poca, nao podem continuar a Ira o vigaro Francii o Pedro ?
Ha certas estrategias que nao flcam bem a
quem as emprega ; a tatica de oftnisa familia
nao podo servir para evitar a conlinuaeao dos es-
orros da polica pela prisao dos criminosos.
mais de que, por noticia, falla o Sr. Joo
relix u resultado de sua illiiso : se alguma di-
igencta oi feita em seu engenho, estamos cor-
tos Je quesera regular, nao obstante a preton
did.ieriminalidjde do ollical dejusliea d-lla in-
cumbido.
lentta o Sr. Joo Flix paciencia
De us resigoacao para soffrer suas
luudadas queixas.
e d-nos
injustas e i
Srs. reductores. Ha calculada falsificaco
dos fados no que refere o correspondente do
Diario de hojo, relativamente ao que se
passou na villa dj Ouricury por occasiao de
formar-so a respectiva junta de quatiflcacu : o
mesmo se d na exposico que fui ao Bxm. pre-
sidente da provincia o inculcado juiz de paz Lib-
ralo Ribsiro Granja ; e para que nao passem
como verdades as falsidades que se leem n'esses
escriptos, diremos oque occorreu, alim de quo a
antoTidado superior, e o publico (iquem escla-
recidos.
Dos quatro jnzes de paz do dislrtco da matriz
do Ouricury, o primoiro eslava impedido defunc-
cionarna juntado qualiflcacao, por se adiar pro-
nunciado em crime particular ; o segundo, que
havia sido o referido Liberato Ribero Granja, li-
nha perdido o lugar, por estar moran lo na fre-
guezia de Cabrobu onde lem sua casa de viven-
da, familia e ludo mais ; o lerceiro achava-sn
igualmente mudado para a provincia da Paral.i-
ba; restava o quarto, que o dslinclo cidado
Antonio LaurentinoMonteiro I."le ; esle pois se
apresenlou na respectiva matriz para presidir aos
Irabalho* da junta qualilicadoro.
Apenas organisada a raesma junta; compareceu
na igreja aquello Liberato Ribero Granja colea-
do de huma escolla de ofciaes da guarda nacio-
nal, arm dos de espadas, e intimara a junta e no
seu presidente, que so retirem, ameacando, nao
s a ellos, como a trila ou quarenta eleitores,
e suplentes, q-ie se acham presentes. En to o
juiz de paz. para evitar tumultos, e perturba-
'.oes no excrcicio legal de suasaltribuiccs raque
sita a authoridade policial [o capitodelegadoj.q ie
garanta a junta, e a elle, fazendo relirar as pes-
soas armadas que lirrirBra invadilo a matriz.
Assim foi feto, ea junta continuou nos seos Ira-
l'ilhos, dando conia de ludo ao Exm. presidente
da provincia ora um ufflcio assignado por ella, o
por trinta, ou quarenta eleitores que prsenles
s'achavam. Eis o [acto,-quo lodo o Ouricury
presenciou e_ que urna s das aulhoridadcs que
l existem nupoder deixar de confirmar. Per-
guuliremos agora : lera o Sr Liberato Ribeiro
Granja razo para queixar-se? Foi ex icio no
que disse noseuoflicro? Fallar mais rerdade
do que quarenta cida laos dos principaes da fre-
-i/i, que como eleitores, e suplentes inter-
vieram na firmar.o da junta, e foram tes tem u-
nhas de ludo quo se passou? Ppie seriamento
sustentar, que nao mora na freguezia de Cabro-
li, o que al nao lem sm familia, bons e resi-
dencia, que sao os elementos que consliluera o
domicilio ?
: o correspondente Para que ".se mostrou
n rancor con-
Pera que
atributo
ci
triste-e mesquinha falcidide deque referido
rgario hara pouco sabido da cadeia por cri-
mes policiaes, sendo tal que nao gosa da menor
oonsidcMeao e prestigio na sua freguezia ?
Nao vitvo Sr. correspondente, que quem lesso
a sus catilinaria o havia de qualificar sem de-
mora como um desleal inimigo d'aquelle vigaro?
Nao romprehendeo, que se elle fosse tal como
su i merc" o pinta, nc tera obtido os sufTrasios
d-rcs. Chegaram cerca de2,20 toneladas, e a3
existenci.13 montara a 3,500 toneladas.
Era Brstol renderam-se 25)toneladas a i
a]5 -1-5. Chegaram 300 toneladas, c as existen-
cias si0 cerca de 8)0 toneladas.
Era quanlo o mercado de cebo continua firme,
isto obstar a que baja urna inixa considerare!
em procos, mas no mesmo lempo nao anticipa-
mos grande mclhoramenlo durante os prximos
doii3 mezes, mas sim urna baixa,sc acOBteCCf qu*
o mercado de cebo (que menos firme, e a posi-
cSo desto mercado, qao pres- lilemente susten-
tado por especularlo, est muilo critica.
Cambios.Sobro o Rio de Janeiro uj tora ha-
vido Iransacgo nenhuma o a ro'aeo est Intei-
ramenle nominal. Sobre Portugal nao se lera
feto quasi nada ; offereceu-se mulo pouco pa-
pel, e hourc mulo pouca procura i o cambio so-
rteisra Saun- ""e -taboa regala 52 ti4 d. e521i2d. c sobre u
issucar mas- l,',,0l 5"7ls a :3 ;
Moiss preciosos. As transacroes ern prata
Despachos de expmrtaco pe: me-
sa tl ousuladu dcsta hlade n
da SS de fevereiro de 1860.
LiverpoolEscuna americana J. Dai
ders Brothers & C, 1,000 saceos a
cavado. wsa preciosos. as iransaccoes em prata
Rio da PralaSumaca hespanhola Cariosa, om arrapara a ultima mala p.ir. a India e Cbi-
Aranaga Hijo & C 111 barricas'assuccr bran- na l,,m sldu em Pcala V^, o sendo ao mes-
co e 5'.) ditas dito mascavado. mo lempo o snppnuiento pola mala das Indias
Ro da PralaBrigue hamburguz (Rosalinda Occidcniaes em ponto comparativamente peque-
A. Irmos, 400 barricas assuc ir branco. '">. o preco subi al 5i2 11 i e em alguns cas s
Lisboa Barca porlugueza Tejo, A. Irmos, 300 ",osmo a ;,l- :'l^. mas este ultimo preco uuo so
saceos assucar mascavado. pode sustentar.
LisboaPatacho porluguez Unio, Jos Joa- mercado flcou limpo de patacas mexicanas.
quim Pires Soarcs, 6 meias pipas niel. ',' nominalmenle continuar a cola;o alta de 5i8
PortoBarca porlugueza Gralido, C. Noguei-1 i *'c baver novas importaces.
ra & C, 102 cascos niel. ====:
HAMBLRGO, 5 DE FEVEREIRO.
Stuletim cMiiiiaicreiiil.
Apezar de se ochar aberta a navegacao, o quo
um aconlocimeoto mui raro ncsla eslaco, o
negocio durante o mez linio, excepto cm caf ;
algodo, nao foram de grande importancia. i>
mercado em geral conservou urna posicu lirm
com subida progressiva.
As noticias viudas do Rio de Janeiro pelo vi-
por Miford, datando de 15 de dezembro, nos iu-
formaram quo nao somenlo se linha carregadu
Vt-flfti*i9R Pf? o Canal e para Hamburgo 11,6)0 saceos do
t'-j''V"s "9o9*] mais 3i),li0 saceos para o; mesmOS destino. I s--
Ilavre Brigue franrez Pjarahiba, T. Freres,
800 couros salgados seceos, e 200 saccas al-
godo.
Reuetioiloria do randas internas
eraos de Pernambuco
Rendimento do da 1 a 27. 33.682-357
dem do dia 28....... 830-051
34:5133003
Consulado provincia!
Rendimenio d > dia 1 a 27. .
dem do da 28......
fi lRin1*as ,,0,ICIaa hzeram com que os nossos possuido-
^ res se conservass-m na reserva; a opinio para o
futuro 6 favoravel,e nao ha duvidaque a produc-
cao inferior da ultima colheita no Brasil, se far
aqu sentir nos primeiros seis mezes do anuo por
um grande desfalque as imporlacoes, mesmo sa
a nova colheitafdr abundante, do que porem am-
ia nao temos o certeza positiva.
O leilo da primavera na ilollanda, annuncia-
do (iira odia 21 de marco nao ser maior (to
lo a 3 0|), o apezar do haver muilo pouca procu- 331,00 ) satc 'S de caf .e J iva, urna quauii la I i
PRESOS eORRNTES.
Londres 23 de Janeiro de 186'
Des le o nosso preco rorrele de
lomos a notar o seguinte :
.Mercado monetario. No dia 10 do corrente o
Banco de Inglaterra elevou asna laxa de descon-
desl
e mez
------^ .._... ,,...,.-* ,i,w ira un; |||C
atributo aquellas occorrencias. s lilhas da pre-
cipitacio do Sr- Libralo? Paja que profer-1 a
O amigo da rerdade.
Correspondencias.
Srs. redactores.as cartas que lenhoescrip-
lo para a sua Revista Diaria, noticiando as oe-
currenejas havidas nesle termo, tenho especial
e minuciosamente me referido nos negocios elei-
toraes, e aos que com ellos lera iido referencia;
nao somenlc porque na aclualidade sao as elei-
goesqucslo palpitante, e conslituera a phase
climatrica do bissexto armo de graca em qui-
nos adiamos ; como tambem porque o silencio
e obscuridade com que nos nonos anterio-
res se ha procedido acerca desse assumplo, s
lem servido para perpetuar escndalos, que, se
porum lado tem sproveitado a aquelles que s
quercm os Bns sem attender aos meios, por ou-
tro constituem ura revollanle allenlado contra a
mais bella eimportante das regalas quenosga-
ranto a nossa COnslituQo, qual a da livre escu-
lla dos que deve'n advogar os nossos interesses
na reprcsenlacao nacional.
Levado desse proposito, lodo louvavel, lodo
fundado as conveniencias publicas c nos inte-
resses daquelles (pie .imam a pureza dosystema
representativo, tenho entretanto evitado fallar
em nomos preprios, para nao provocar suscep-
tibilidades, que, sob a influencia da alrr.osphora
eleiloral, ahandara j tao ericados e ponla-
gudos.
E foi por isso que, lorox^mplo, quando noti-
Cei a invasoda igreja, na occasiao da quaiiflca-
co, por um grupo de cacelistas, de m catadura
e ntcnedessinislras, abstive-me do dizer quem
era o seu chefe, que marchara em renle ufano de
chicle em punho ; assim como quo um dos laes
desse grupo,defensor do vol livre, segundo di-
zera, suspeito polica por furto de cavallos.
Que txemplo a futuros candidatos !
I'sse chefe, porm, apreciando mal lula
a miuha reserva e os motivos que a dicta rain,
apparece no Diario de 18 do corrente, que s
hojeme chegou s mos; e. elevando-so a toda a
altura de sua brilhanlo posico, de seu immenso
prestigio, fulmina-rae de l dessas regies elhe-
reis, com um eslronduso raio de desprezo, sc-
mclhanlc ao que cahio sobre o homem de Ho-
racio, que, licando vivo, nao sabia se linha
vida !
Confesso que fiquei atordoado : a pancada foi
forte!
Smc. declara ao publico (nao a mim, e nisto
tem razo. quo eM nn proposito de nao tnlrar
em polmicas com individualidades 'ue nao sa-
be se .o dignas de suas lides.
Sempre entend, e assim ra oeasinaram pes-
soas competentes, que a natureza da censura, o
modo de faze-la, a importancia della e a influen-
cia que podia exercer sobre a reputaco do indi-
viduo erara as normas que dclerminvam a sua
resposta, ou as razos que a aconselhavam. Mas
Smc. estabelece um principio novoo conlie-
cimenlo da individualidade, para saber se c
digna de resposta!
Que exemplo a futuros eseriptores
Nao censurei e menos aecusei nominalmentc a
Smc. : tralei apenas dos fados. Ora, se nao e
destes que esse senhor quer ocenpar-se, pa-
ra que inquirir sobre n minha obscura e des-
prezivel individualidade ? Ser lalvez para ter
mais urna occasiao de pnr-se em relevo, na com-
pararn de seu Guau vi lto como meu.acanha-
do e mesquinho ?
Mas para que isto, se eu proprio declaro, que
nrssa lula agitada, tempestuosa, a que pode dar
lugar a eleieo, Smc. sobresane, avulta '.e obs-
curece a todos, qual (guia que do alto encara
com orgulho misturado do do os misero- passa-
rinhos, que lhe invejnm os voos ?.....
E' que :
< Va i c'as azas transpondo a imineneidide
( At chegar ao co: >-
Se Smc, porm :
L Je astnto tthereo onde su&io.
ios de suas comarcas, que constituem o crculo da
n- Boa-I isla para seu representante n'assembla d'es-
ta provincia ? Muilo maior consclhtiios sao a
iiiimisade, o o rancor!
O vigaro Francisco Pedro um homem dis-
1 e se seus inimigos liveram a cobarda de
lhe arguirem urna infame colunnia. envo'lven-
do-o em um monstruoso processo, ello conseguio
esmaga-los perante o jurv, sendo absolvido por
unaiiimilade ; mas falso que tivesse hido a
cadeia, como diz o correspondente.
Quanlo ao capilo delegado, falso quo o
Esra. presidente da provincia o demeilisse por
cao/a do quo so passou com o Sr. Liberato. Por
ordem do governo supremo, S. Exc. mandou
que se recolhesse a osla cidade o batalho que-
so achava na Villa-Bella, a quo pertencio os
mesmo delegado, ea forra, que sob suas ordens
haya no Ouricury "alera d'sio na ultima
promoco aquello oiricial foi promovido para ou-
lro b italho, e por conseguinte nao poda conti-
nuar ah: ludo isto passou-se em data anterior,
e se o correspondente confunde os fados, te
para isto ama razao, e ser do seu cnteresse
illu lir o publico.
Concluindo faremos a seguinte obserraco para
a qual chamamos a atlenco do Exm. presidente
da provincia, c do Sr. chefe de polica. Nao lia
delegado militar quo sirva no Ouricury ; de cor-
lo lempo para rfi contra lodos elles h.i o que di-
zer, lodos sao malvados, amigos do vigaro
Francisco Pedro, lyrannos, violentos, sclvagens,
perseguidores etc.
Foram estas as scusardes que se fizeram aos
capiles Jos Francisco da Silva, Jos Joaquim
do Barros, o Alvos Branco Munz Brrelo. Isto
traz agoa no bico. Basta por lioje e rogo-lhes
Senhores redactores, que facara publicar estas
linhas do sen ele. Junius.
Recite 27 de fevereiro del860.
ra para dinheiro a este preco, nao uproravel
que o Banco elevar a laxa do descont anda
mais, se a exporlago da especie continuar na
mesma escala como ltimamente.
Algodo. A animacao, que notamos em n isso
ultimo, continuou durante lula a semana que s i-
guio, mas depois houve alguns das de abatimen
lo na procura ; esti porm tornou-sc de novo
muilo activa, e na semina que a :abi do fin lar
fizeram-se lrans.icc5es de grande importancia o
total das venias desdo o da 7 minia alccrca de
100,00:) sa-cas.
A franqueza, com q ie os possui I ires respon-
dern a esta pro-ora* le/, co.n q le u i bou
mclhoramento nos procos; o alzo Lio dos Esta-
dos Unido* apenas recuperou a posi-;o que linha
perlito durante a temporaria frouxidio. o nos |
precos di do Brasil nao hove alteracM no-
lavel.
Assucar.Logo depois da sahi la da ultima ma-1
la para o Brasil ti tuve procura muilo amina I i. e
rea I isa rara-se Iransaccoes de gran le imporlrncl i,
na maior parle com urna subid i de (i d. s >bro os
precos anteriores, em cujo mclhoramento partici-
paran] as cargas d i Brasil no mar ; porm a fir-
meza dos possudores do assucar do Brasil om I
deposilo obsten a que se fizessem vendas impor-
tantes neslas 'les :ripc6es, limitan lo-se o negocio
a cerca de 10 ) caisis i Bani i, a 28|2 o 3 i[2 pira ;
o branco c a 2|10 a 87(10 pira o mascavado.
N i semana passada os compra lores para con- !
sumo suspeu leram as suas opera .Oes, o que den :
ao mercado apparoncas le Frouiido, mas oa
possui I ires na i se m islram disposto3 p ira ceder,
c os precos sustentara-so soffrivelm mi .
Venderra-so as seguintes cirgas do Brasil no;
mar, a saber :
i. ..
i.
Para hiba
a 26i0.
15 i) dilasditas pelo Paul Auguat, de Pernam-
buco a 2G|0.
350 dilas ditas pelo Ellen, i lem, revena a
27jO.
3500 dilas ditas p lo
a 2,1,8.
E urna carga misturada de Miroira [para
gar da Francaj <-:>n~' indo de 120 caixaa
dos, e 02 c r,\ is e3DJ saceo branc o .
As coi icoes para cargas do Brasil da sala nova
sao as seguintes, a saber:
interior a que se esperara. Isso influio mu fu-
roravelinciile sobre o nosso mere,ido; os .
loscsto muilo reduzilos ern tuda a parlo, una
ircumstancia quejustilica a couQanca nos precos
prsenles.
J temos aviso pelo lelegrapho da chegada dj
vapor A ton a Lisboa no da l" do crrente, pj-
rui nij sendo as nol ;i is mui claras, o*mei
tomou urna posicad expeclaliva.cra razode fallar
o despacho do Lisboa de u.u augmento de 10 I a
200 nos procos do cal.
Entretanto nao liveram lugar Iransaccoes do
|u il iucr importancia e esperara-se as cartas da
tilo.
i i'.amos boje :
Jo Ro :
i liilliugs bani .
i I j
>

>
assucar
_P.ira o Reino Unido ais precos da ca
570) saccas mascivaJn pelo J ha. da r
no
no
ni
de-
Mary Weir, da Parahiba
Srs. redactores A redacro da Revista Diaria
do seu conceituado Diario de hnje, n. 4S, dando
conta da minha promoco aoemprego de'escrip-
lurarj da secretaria do gverno, expressou-se a
raeu respeilo de um modo assis lisongeiro.
Agradecendo cordalmente o honroso conceito
que de mira forma aquella ilustre redaeco,
apresso-me em declarar solemnemente aue rio
concorri, nem se quer indirectamente, para aquel-
la prova de benevolencia com que pcnborcu-me
o honrado escriptor da Revista Diaria.
Qoeiram. Srs. redactores, dar publiridade a
esta minha declara-o, que s tem por fim evitar
versos odiosas por parl de algum que se sinla
despenado com o meu accesso. Seu amigo as-
signante.
De Per imbuc > branco 2S|0 a 30,0 .ara o Con- seguintes :
enle, 29[0 a 3110 para o Hedllerraneo.
dem mascavado 230) a 21(0 iiem dem, 22[8 a
25|Didem dem.
Da Baha branco S3il a 30|0 para o Contin in-
te, 2->|q a 3)[) para o Medilerran o.
_ldem mascavado 21[0 a25|6 dem idem,23i6 a
250 dem dem.
Lm Liverpool venderara-se em deposito 23,015
saceos, U4 barricas e 200 ea\ i- d i Brasil mas-
cavado, Babia a 23|6 a 26|6, Pernambuco a2li0
a 26(), C.ear a 25|B a -20|3, Parahiba a 23[6 a
2|3, Rio Grande a 2ii9e Maranho a 26it a
27i0.
rambem renderam-so no mar duas cargas do
mascavado da Parahiba, urna i i 990 saccas a j
a 25|6 e a outra cerca de 2t>i) toneladas da safra
nova a 2G6, ambas para o Reino Unido aos pesos!
da descarga.
Caf.O mercado dos coloniaes lem sido pou- '
co animado ; os precos das qualidades superio-
res suslentaram-sc, mas as inreriores baixaram
cerca de 1,0.
Tem havido poucossupprimenlos do do Brasil : |
para alguns lotes do Rio que, na semana passa-
da foram olferecidos em leilo, houve compet- j
cao regular, e vcndeiam-so 1,100 saceos bom
ordinario misturado al verdadeiro fine ordina-
r>j i 55 Oa 61 |t).
Vendeu-se no mar urna carga de 4,500 saceos
pelo lerzojin Maria.o Rio, regulares, para ser
baldeada ueste porto para o Mediterrnea, a 55[6,
seguro contra lo los os riscos.
Para os porlos do Continente ha pouca procu-
ra de cargas, cutamos cargas de Good Finta do
Rio no mar como segu :
Para o Continente. fi50 a 5f|0
Para o Mediterrneo. 57(0 a 5b|0
Em Liverpool venderam-se
ordinario, 5 5, 3
: real ordinerio, ', i-i
- bom ordin iri i, 6 3 16 5 I
lino ordinario, 6 1/2 6 3,3
i de S. Domingos :
'< ordinario, G 1 3
)> real ordinario, fi :j lo i 16
Imporlaco al o lim de Janeiro ;
1850 ii 3 i millies de libras
1830 ol
1858 2 >,
157 12
1856 0
D ip isilo em Om de Janeiro :
:- i60 S milhoes de Ubi
1859 13 1 2
1858 27 >
1857 15
1856 25 1,2
A opinio favoravel acerca do
do anuo, nao so realisou compltame ule
curso do mez passado ; cor-indo houveram at-
.'i.iiis vendas maiores, de assucar brasileiro -ca-
ra as fabricas de refinaca i.
ii morcado acha-se muilo tlrme.
o assucar reRnado de Hamburgo lem sido mui-
lo procurado na ultima semana; o cstrang
por contra nao mereceu atten
Lmportarao de assucar at o lim de Janeiro :
186 1212 milhoes de libras
1859 4 >
Deposito ere lim de Janeiro,
1860 11 milhoes de Ubi -
1850 11,2
As ultimas vendas se rcalisaram pelos pr
Da Bahia branco 21 marcos branco as 100 libras.
i 'i Bahia e Parahiba, mascavado 17 I 2 1S.
Pe Peniarabilen o Macei, mascavado 17 1/2 18.
Visto o inferior deposito de lbaro brasileiro
nao podiam ler tugar transacgdes de importancia*
Este genero continuo a ser limito procurado, ea
nova colheita encontrar um bom se a
nova cullteila salislizer de algum modo s espe-
ra ncas.
Os precos nominaes do tabaco brasileiro sao do
51/26 1/2 schilling! branco.
Os couros sustentara precos mui firmes e com
a filia degenero, as vendas de cargas llucluai.'.s
lem loma lo grande eilenso.
Colamos :
;ros do Rio Gran le 12, 12 I i schllings.
de Pernal;'.! i i
da Bahia !) 0 i 2
O negocio de algodo foi milito animado no
mez de Janeiro, e havia sido anda mais impor-
tante, se se tivesse apresentado maior quanlida-
de. AS Iransaccoes foram quasi ludas feitas
entregar, achando-se lodos os depsitos em -
gim.l.i mao.
O descont ncsla praca se conservou sem alle-
rarSo nolavel. O preco" do ouro baisou de novo
i I 2 marcos banco por meia libra, ea, conse-
quencia dos seguidos carregamentos de prala da
Inglaterra para as ludias, tornando-so assim a
D issa prata mais cara aos inglezes.
O cambio sobre Inglaterra baixou pelo mesmo
motivo.
Descont cm Hamburgo era de feveroir .
ls,' 1859 1858 1857 1856
2 3()[0 2-1/4 2 2 i 1|2 A |i2
O nosso Banco de L nio (Verefnsbankj apr-
senla no auno de 1850 um dividendo
prop r-
t-m deposito 300! wonalmcnte elevado de 4 7[32 op). sendo esse d-
saecua ua uania orainarm a :j3|D, l.MH) saceos! videndo mais do que o duplo do descont do an-
do Cear ordinario a bom ordinario 55(0 a 50[0 o no passado, cojo termo medio nao etcedeu de 1
uns poucos lofes superior a 6d|(l a 6[t), 150 sac- a|i 0|- Com "ld pss<-' dividendo nao influ
eos do Rio lavado ordinario a 62|o, e 430 sac- ] hre o preco das acroes do dito Banco. O nunn-
Rcci
Firmno Ilerculano Raptista Ribeiro.
fe 28 de fevereiro de 1860.
Praca do Recite 28 de fevereiro do 1860
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cota^oes officiaes.
Cambio sobre I.ondres-25 1 '2 d. 90 div.
Descont de letras12 0 0 ao anno.
George PatcliellPresidente.
D u bourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimento do da 1 a 27. 353:36l971
dem do dia 28.......< 2:283>541
355:648$512
iloviinento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumes sabidos com fazendas
> cem generes
302
190
------492
65
255
------320
Dcscarregara hnje 29 de fevereiro.
Brigue ingtezTrinclobacalho.
Barca francezaOccidentefazendas.
Brigue americanoTauri Cuushaw farir.ha de
trigo.
Barca brasileiraManantadiversos gneros.
Brigue porluguezSoberanodem.
BrgueporlognezCcr.stante ceblas.
eos do Ro bom ordinario a 57p6a"58|0.
Tambem venderam-se no mar duas cargas do
Rio (6,350 saceos' para o Contiuente a precos ca-
lados.
Cacao.Tem havido melhor procura
das Colonia, que realisou procos um pouco mais
altos, e teudo-se annunciado um contrato do
governo, una partida rcccm-chegada da Bahia
lambem alcancou precos um lauto melhorcs; do
desla procedenen venderam-se em ludo 900 sac-
eos, principalmente a 45|0 a 46(0, c uns poocos
saceos a 46|6. Do do P.-.r ainda ha falla, o para
o pouco que est aqui.os pessuidores pedem pro-
cos altos.
Tabaco do Brasil.Continuamos ainda sem
supprimenlos, e por conseguinle nao temos nada
a avisar.
"rzella.Continuara as importaces de Lis-
boa. A procura deste genero anda est frouxa,
e o nico negocio que ltimamente se fez leni
sido na do Cabo Verde, que alcancou 50. x\s
cotacoes d'Angola sao nominaes.
Mifim. Sem novidade.
Couros.O mercado continua muilo firme;
os salgados seceos e verdes do Brasil 5o procu-
rados.
Cebo.O mercado est quieto mas firme ; as
cotacoes para o da America do Sul sao as se-
guintes :
De boa cor 53(6 o 59p0, por 112 libras, dreitos
pagos.
Sofnvel e escuro 56(6 a 58|0, idem idem
idem.
Escuro e muito oscuro 53iC a 55i6, idem idem
idem.
Azeile doce.Continua a haver procura regu-
lar, e o mercado esl firme nossa colncao.
Azeile de Palma O mercado tem conlinuado
pouco activo ; venderam-se cerra de 150 tonela-
das a maior parlo a 45 a 45 IOjO. Ha vende-
dores a 5 45 10|0 e em alguns casos a & 45.
Chegaram 500 toneladas, e os existencias mon-
lam a 1,000 toneladas.
Em Liverpool lem-se feto vendas da qualida-
de superior al por & 43. As vendas montara e
3,800 toneladas em deposito e para chegar a 3f
4-1 3P 4ic urnas 3'JO toneladas em deposito a
ro de assignaules do raesrao banco se elevou du-
rante o anno de 1859 de 1125 1360.
Talvez seja de inteiesso para os nossos leilores
. I de saber que lia pouco se iraporlou pela primei-
para o ra vez seda crua do Japo em Londres, e que a!li
se esperara em pouco 1,000 balas da mesma se-
da do Japo. Ltga-se grandes esperancas essa
nova fonle de imporlaco. nao s porque a seda
do Japo coDriro desfalque na colheita de seda,
cada anno maior. na Europa, como lambem por-
que a seda do Japo brllia pela sua regularidad,-
e cuidadoso preparo, u obtem precos mais eleva-
dos do que a da China.
Movimento do porto.
C5 * ce Q. O! O. B Horas.
V -i V. m s. s 1- Atncsphera.
w P5 Direcgo. t
* * c|5 es Inlensidade. 3
oe c 8 5 li. i* Centgrado. 5 o es H O
1 co C5 O i O bo * feaumur.
OD 00 OO O' -I ce 1--4 Cn_ en m do 2 Fahrenheit
33 a. C5 -o es s Mygro metro.
w -I O cu O' el Barmetro
O
ta
ir.
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33
- <
* >
T5
li n
n
O a
m
&-
m
41 --i
rr m
- 3S
rr n
o
-i r
C
A noite clara, ver.to NE, veto para u terral
ao amanhecerrondou pelo N
OSClLLAJO PA M\R.
Preamar as 10 h 54' da manha, altura 5.5 p.
Baixamar a 5 h 6 da larde, altura 0.6 p.
Observatorio do arsenal de marinha 28 de feve-
reiro de 1860 Viscas Juhior-



M)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QLURTA FEIRA 29 DE FEVEREIRO DE 1860.
j\ai'ios entrados no da 28.
Soulhampton 19 das vapor inglez Tyne, com-
mandanle Jcllicoe.
Lisboa 30 (fias, patacho portugus Jareo, de
161 toneladas, capilo Jos Marques >( 03lho
Sobrinho, cqupagoni 10, carga vinho e mais
gneros ; a Jos dos Sanios Pereira Jardim.
Rio Grande do Sul 30 das, patacho nacional
Relmpago, de 211 toneladas, capitao Antonio
T. da Hoza, equipagem 12, carga carne secca ;
a Amorim limaos.
Arichat 3 dias, briguoz inglez Carolina, de
Ji9 toneladas, capilo Adanes, equipagem 10,
-carga 2,081 'jarrinas, e 119 caixas cora baca-
Uio ; a 5. Brothers.
Havre .{2 dias, barca franceza Pernombuco,
de 19} toneladas, capilo Cordean, equipagera
13, carga fazendas ; a Tisset Frrts.
Xavios saludos no mesmo dia.
Torios do sul vapor inglez Tyne.
Cear pelo Acarac patacho nacional Emula-
riio, capillo Antonio G. Pereira, carga fazen-
rtas.
Bahabriguo inglez Crescenl, eapilao J. Brine,
com a niesma carga que trouxo de Terra Nova,
suspenden do lameiro.
Declarares.
Conselho :> O conselho administrativo, para fernocimenlo
22 du regulamenlo de 14 de dezemnro de 1852,
faz publico; que foram acceilas as propostas dos
senhores abaixo declarados, para forneccrem du-
rante os dous mezes marro c abril prximos viu-
lomos.
Vara o rancho da companhia dus menores do
arsenal de guerra
Manoel Antonio de JessPcs, arrobas a
3*500, bolacha, arroba a 3920.
Joaq Jos da Cosa SantosCarne secca, a li-
bra 2(H) rs., mauleiga franceza.a libra a 600 rs.,
cha hysson i Ijhra a 1?80.>, caf era grao a libra
a 220 rs., azeile doce de Lisboa a garrafa a 6!0,
vinagre de Lisboa a garrafa a 2S, arroz do Ma-
ranho a arroba a 3J200.
Manoel Joaquim de Oliveira & CamposCar-
i; verde a libra a 220 rs., assucar branco retina-
do a libra a 160. bacal bao arroba a 3?, loiicinho
de Lisboa a arroba a 12?, familia de mandioca
da larde medida nova, alqueire a 3x*900, fcijo
mulatinho alqueire novo a 59700
O conselho avisa aos fornecedores cima de-
clarados, quedeve tercomoco o dito fornecinien-
i i no dia |. de marco prorimo vindonro.
Sala das pessoes do conselho administrativo,
] ra foi uei nonio do arsenal de guerra, 27 di
fevereiro di- 1869. Francisco Joaquim Vereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
lernas, em rumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fa/enda de 10 .le Janeiro prximo (In-
do e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnle, tendo mandado intimar no dia 21 as
companhiase sociedades que lein sido facultadas
pelo ministerio do imperio c encorparadas com
sua aulorisaco, e que nao lnham pago os novos
e velhos direitos pela approvaco pe seos eslalu-
i e o sello do seu capital nos prazos lgaos pa-
ra ''i entrassem com sua importancia o revali-
i para a raesn a recebedoria, as quaes socio-
da les e companhias constara de urna relaco as-
signada peloi ial maior interino da secretaria
t-- iros martimos utilidadc publua, dem Ja estra-
da de ferro de Pernambuco, dem pernambucana
de navegaeio costeira, dem de seguros niarili-
mos ndemnisadora, dem do colonisaeao en) Per-
nambuco, Atagoase l'arahiba, dasqoes somonte
.is duas de seguro martimo mencionadas mos-
traran haver pago o sollo de seu fundo capital e
os novos e velhos direitos pela approvaco de
mus estatuios, faz Iranscrever o art. 9 e ij nico
do de;rcto n. 2490 de 30 de selembro do auno
proxioin passado que sujeila s penas do art. 87
do regulamenlo de 10 do. julho de 1850 aos cm-
pregades c autoridades administrativas ou judi
ciaras que de uuatquer modo reconhcccrcm a
existencia das sobreditas companhias.
Artigo 9." Os contratos ou estatuios de socie-
dades anonymas ou companhias que entraren) em
opera ees ou esliverem funecionando contra o
sto nosarts. 'i e 2'J6do cod.go commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital* estao sujeilcsa dispnsiro do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de' 1650, o le ni
das mais penas em que ineorrerem, na confor-
mi ladeda legislaeo m vigor.
S nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitaren), at-
tenderem, deerirem ou admiilirem reclamacoes,
requerimentos, ropresentscoes, accoes, tituios e
do :umenlos de lualqucr natureza, apresenlados
em uome de coropamiias e sociedades anonymas,
suas caixas filiaos e agencias em laescirctiinstan-
cias ou de suas adminislracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia firaro exten-
sivas as penas do art. >7 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=J/(rnoe/ Carneiro de Souza Lacerda.
O Illm. Sr. inspector desla thesouraria man-
da fazer publico, para conhecimenlo de quem in-
teressar, queem cumprimcnloda ordem circular
do thesouro n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se acha
abcita nesta thesouraria a subslituicao das olas
do lg, 2; e 53 dilaceradas. Secretaria da thesou-
raria d" tazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
de 1860.O otUcial maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silga.
Novo Banco de Pernambuco
O novo hinco de Pernambuco reco-
Ilie as notas de sua emissilo de 1< S e de
20,, e pede aos possuidores das mesraat
o favor de as virera trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa ate
as 2 da tarde.
ConscUio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tora de comprar os objeclos
seguintes :
Para o palacio da presidencia.
100 libras di! vela* estearinas.
Vara o hospital militar.
Bolea do damasco branco para o arrelicariol ;
dita de dito rflxo para os sanios leos 1 ; toalhas
de brim liso para forro do aliar 2 ; coberla para
0 mesmo 1 ; espanadnr 1 ; apagador e vara para
as velas 1 ; manistergio para o altar 4 ; sangui-
paraocalix4; corporaes 2 ; amitos 2; pa-
Dnhos para cobrir as gal helas 4.
(.luem quizer vender lacs objeclos aprsente
as suas propostas cm caria fechada na secretaria
nsclho s 10 horas da manhaa do dia 29 do
jrrenle mez.
Sala dassessoes do conselho administrativo,
rmra lornccimenlo do arsenal de guerra, 22 de
iev. reiro de 1860. Dent Jos Lamenha Lias,
"1 presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
A cmara municipal desla cidade di prin-
cipio a primeira sessao ordinaria desle anno, no
dia f) do marco prximo futuro.O secretario,
Jfflnoel F'rreira Accioli._____
THEATRO
DE
lenda-se com Joo Tavares Cordeiro, na Iravessa
da Madre de Dos n. 9, ou na ra do mesmo no-
na n. 36, ou com o eapilao na praea do cou-
raercio.
illaranlio e Para.
0 patacho Alfredo, capilo e pralico Manoel
da Silva Santos, recebe carga para os porlos in-
dicados : Irala-fe com os consignatarios Almeida
Gomes, Alvcs & C, ra da Cruz n 27.
Joaquim do Souza e Mello, cojo sobrado lein 20
! palmos de frente e 40 de fundo, cosinha no so-
to e chaos proprios,
Os licitantes o poderao examinar o para infor-
maces se entendero cora o mencionado agente
que dar principio ao leilao s 11 horas em pon-
to do referido dia.
LEILAO
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, com mandante o
capito de mar e guerra Ccrvazio Mancebo, cs-
pera-se dos portos do norte em seguimenlo aos
do sul al o dia 2 de mareo.
Recebc-se desdeja passageiros,frote de dinhei-
ro c encommendas e engaja-se condicionalmen-
le a carga que o vapor poder condu/.ir, sendo os
volumos despachados cora antecedencia al a
vespera do sua chegada : agencia ra do Traiii-
che n. 40.
Ccar.
Segu rom muita brevidado o palhabote Santo
Amaro, recebe carga e passageiros : a Iralar
rom Cactano Cjriaco da C. M., no lado do Corpo
Santo n. 25.
A 29 do corrente.
Para fechar coritas*.
O preposto do agente Oliveira far leilao por
renta de quem pertcncer de 10 caixas de queijos
flamengos marca O, para fechar contas, em lotes
a vonlade dos pretendcnlcs : quarta-feira 29 do
correnle s 11 horas da manhaa, no armazem
dos Srs. Andrade & Campello, largo daalfandega
O agente Pestaa continua a estar autorisado
pela commisso liquidataria da extincta socieda-
de de fiaeo e lecidos de nlgodao pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os prelendentes podem dirigir ao armazem de
ra do Vigarion. 11, a qualquer hora do dia t
entender-se com o dito agente.
Se x l a fe i ra 2 de marco.
PELO AGENTE
a VI
commnndante Hicardo Gohle (he meo-
iiliecido neste porto) salndo no
Dia 28 do corrente
para carga e passngefVos para o que
tcm excellentes cotnmodos, tiata-se
com os consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C,
piara do C >rpo Santo n. 11.
Para Lisboa.
Va i sahir em poneos dias por ter par-
te da carga prompta, a hetn conhecida
barca Gratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C.. ra du
Vigarion. 9, primetro andar, ou com
o capitao A. P. Borges restaa, na
prac.
O moiuionado agente no dia cima designado
e pelas 10 horas da manhaa no seu armazem da
ra do Vigario n. 11, vender para ultimar a li-
quidaco da extincta sociedade de Qagao e leci-
dos de algodo
s terrenos que anda existen] por arrematar cm
um dos quaes se acha urna morada de casas
rom frenie para a estrada de Joo de Barros,
ludo conforme a (llanta em poder do referido
agente e que pode ser vista pelos pretndanles
a qualquer hora do dia no dito seu armazem.
COMPANHIA PELl \AMBLCANA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
1" de marco s 5 1/2 horas da larde c recebe
carga posta a bordo al o dia 29 do corrente, at
o ineio dia.
Para Lisboa.
Pretende sahir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do seu carregamenlo promplo, para
o completo do qual recebe carga a freie, e tem
boas acrommodacoes para alguna passageiros :
ouein pretender urna, ou oulra cousa, so pode
entender cora os consignatarios Atuorim Irmios,
ru da Cruz n. 3, ou cora o capilo Jos Eraigdio
Ribeiro, na prga do Coramercio.
Leioes.
Quinta-feira 1- de marco.
O agente Borja far leilao em seu armazem por
despacho do lllm. Sr. Dr. juz municipal da se-
gunda vara c a requerimento do teslamcnteiro c
inventariante dos bens deixados pelo tinado vi-
gario Joo Antonio Torres, da casa terrea n. 28
sita na ra de Molocolomb freguezia dos Afoga-
dos, a qual tem 5 janellas envidraeadas e porlo
ao lado, 0 palmos de fenlo e 80 do fundos,
salas, 7 quartos, cosinha fora, copiar ao lado,
quintal murado, cacimba, tanque, porto para
a roa doGerimum c 4 quartos para escravos no
fundo do quintal.
Assimcomo
1517 oitavas de prata cm diversas obras, como
sejam um faqueiro de duzia com colhercs pe-
quenas para cha, 1 par de casticaes e 2 salvas,
que tambera pertenecram ao referido finado.
Os pretendcnlcs poderao examinar a supra
mencionada rasa, tendo lugar o leilao na ra do
Imperador n. 15 na escrava.
O espectculo nehcio do artista Itajmumh) Jos de Araujo, Oca
transferido para sahbado 3 do correnle.
Avisos martimos.
Maranliao e Far.
O palhabote Novaes segu para os portos aciraa
no da 11 do marco, recebe carga : lrata-se com
Teixeira Basto, S & C largo do Corpo Santo n.
(i, segundo andar.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu com toda a brevidade, por ter quasi toda a
carga engajada, o brigue escuna Negraes, capilo
Bernardo Augusto de Carvalho : quera no mes-
mo quizer carregar o restante, entenda-se corno
consignatario Manoel Alves Guerra, na ra do
Trapiche n. 14.
Para a illia de S. Miguel segu com brevi-
dade o patacho porluguez Souza & C. : quera no
nusoio quizer carregar ou ir de passagero, en-
QUINTA-FEIRA 1. DE MARCO.
O agente Borja far leilao era seu armazam
por despacho do lllm. Sr. Dr. juiz de orphos e
a requerimento de Joo Rodrigues de Souza,
herdeiro dos bens deixados por Jos Antonio de
Souza, da escrava Jacinlha, de idade 25 annos
pouco mais ou menos, qual estar n exame dos
compradores no referido armazem ra do Impe-
rador n. 15, s 11 horas era ponto.
LEILAO
DE
Um sobrado.
Quinta-feira 1 de mar^o.
O agente Borja far leilao cm seu armazem
por despacho do lllm. Sr. juiz de ausentes o a
requerimento do lllm. Sr. cnsul de Portugal, de
un sobrado com solao e trapeira, silo era o Boc-
eo da Ca jimba da freguezia de S. Frei Pedro
Gonealves, pertcncente aos herdeiroa do finado
Avisos diversos.
Os abaixo assignados estabelecidos cora ta-
berna na roa da Imperaliiz n. 54,quegyrava sol
a firma commercial de Oliveira & Rescnde. f,i-
zem sciente ao publico e com especialidade ao
respeitavel corpo do coramercio que nesta data
dissolveram amigavelmenle a referida sociedade
ficanuo a cargo do sscio Rezcndc a liquiaacaodo
activo e passivo da extincta firma, bera como o
mesmo socio se obriga a soplisfazer o debito con-
Irahido antes da referida sociedade por transac-
c6es anlcrores c correspondentes ao mesmo es-
tabelecimento pelo socio Oliveira.Recite 19 de
fevereiro de 1860. -Domingos Ferreira de Oli-
veira.Paulo Francisco Rezcnde.
CAIXE1BO.
OTercce-so um rapaz Brasileiro para caixeiro
de qualquer eslabelecimenlo, fra taberna, o qual
tem alguma pratica do coramercio, c d fiador a
sua conduela : quem precisar, dirija-se a ra
Velha n 77, primeiro andar.
Gremio philosophico Litterario
Sahbado 3 de marco, 3s 4 horps da larde, no
palacete da ra da l'raia, haver asscmbla ge-
ral afim de abrir-se a sociedade; o Sr. presiden-
te espera que os senhores socios comjparecam.
Recite 2S de fevereiro de 1860.
lio Magno Borges da Fonscca.
1. secretario.
Alnga-se urna ama queengomma, cozinha,
e faz outro qualquer servico com perfeiro : a
tratar na ra do Rangel n. 62, segundo aiidar.
Prccisa-se do urna ou duas amas para o ser-
vico de urna pequea familia, exigindo-se purera
que saibam coser sorivelmente : na ra da L'nio
passando a pnntezinha, defronte da casa do Sr.
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira.
Ollerece-sc urna pessoa para ensaboar e
engommarcom o maior asseio o promplido pos-
sivel ; quem quizer servir-se do seu presumo,
dirlja-se a travessa dos Ossos (travessa da ra da
Palma], lado esquerdo, terecira casa.
Fugio no dia 23 do correnle una escrava
de nome Luiza, de naeo Mossarnbique, represen-
ta ter 40 annos de ida'de, cega do olho direito.
denles limados, levou vestido de chita novo cor
de rosa, tem sido vista em Beberibc e na Boa-
Vista vendendo fructas : roga-se aos capitaes de
campo, a polica e aos pedestres a apprehenso,
e levar a ra da Cadeia Velha n. 1, que ser
pago lodo o trabalho,
Atlcncuo.
Foga-se a qualquer pessoa que dr noticia
corla da escrava Silvana, cor cabra, alta, secca
do corpo, representa ter 25 annos, tem signaos de
cridas de baixo do queixo, arrasta um pouco os
pes, julga-sc ter mudado o nome, e ter sabido
para fra da cidade, lavando roupa por esses ar-
rabaldes, ou estar servindo de ama cm alguma
casa como forra; jase acha fgida desde 12 de
Janeiro, levou varios vestidos do chita de qua-
dros, chales encarnado, e panno da Costa : quem
a pegar ou der noticia certa, leve Soledade,
taberna de Francisco Jjs Ferreira Pires, que se
gratificar com generosidade.
Ollerece-se um moco muito hbil para cai-
xeiro de qualquer casa commercial, para balcao
ou para cobrancas, ou para fra da cidade : quem
precisar, dirija-se a taberna da estrella n. 14, no
pateo do Paraizo, que achara com quem tratar.
= No dia 25 de fevereiro do corrente anuo do-
sappareceu a escrava l.ourenca, crioula, tem al-
guns cabellos brancos, anda' de chale, alia, ar
carrancudo, lem as unhas das mos muito gros-
sas e cheias de rogos c retorcidas : quera appre-
hender, leve-a ra Augusta n 36, que ser
com generosidade recompensado.
Henry Saw, lem urna caria no escrlplorio
de Arkuright & C.
= Uesappareceram no dia 25 do corrente mez
do fevereiro, das imraeda^oes da ra do Hospi-
cio, urna cabra preta, com urna orelha corlada c
urna malha branca em un dos lados da barriga,
um cabrito de tres mezes, amarello claro, cora
malhas e frente brancas, o urna cabrinha da mes-
ma idade, cor parda, tambera malhada de branco,
as quaes cabras o crias suspeita-sc lerem sido
furladas por um freguez useiro e viseiro de taes
gentilezas : quera dolas der noticia certa na
mesma ruado Hospicio, primeiro sobrado adan-
te do Gymnasio, ser generosamente gratificado.
Attenco.

Na ra do Jasmira do bairro da Boa-Vista, lu-
gar dos Coelhos, acaba de eslabeleccr-se urna
nova fabrica de ferreiro cora todas as proporcoes
necessarias para bem desempenhar qualquer'en-
commenda, tanto de obras novas como de con-
certos de toda a especie, pertenecntes a dila arte.
O proprietario da mencionada ferrara, Guilhcr-
me Daegcl.prometle a mais restricta pontualida-
de no cumprimenlo de seus deveres, e por isso
espera ser cbadjuvado pelo respeitavel publico
desta cidade.
Vende-se sal grosso a retalho : na iravessa
da Madre de Dos n. 7.
Liquidado.
Ra do Lvramento, loja n. 29
Borzeguins francezes para senhora (Jolly) 4*800
Ditos ditos para homem (Nantes) 9000
Ditos ditos para dito, de pellica, 7g000
Alem destes, existe completo sorlimenlo de
calcado de todas as qualdades, tanto francezes
como do paiz, por todo prejo para liquidar.
O Sr. thesouretro manda lazer pu-
blico que se achara a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 20 e as casas coramissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ea da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Kccife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6 horas da tarde soraente, os bilhe-
tes e rucios da segunda parte da quinta
lotera do hospital Pedro II, cujas ro
dus devcro andar impreterivelmente
no dia 10 do futuro niei de marco.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de DumeracSo sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loterias 25 de feve-
reiro de 1S60.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Domingos Jos Ferreira, Tortugucz, retra-
se para Lisboa a tratar de sua saude, e leva em
sua companhia seu filho de menor idade Domin-
gos Jos Forrara Jnior, o seu sobrinho de me-
nor idade Manoel Jos Ferreira Braga.
O abaixo assignado, cora loja de selleiro na
ra N'oua n. 19. faz scente a todas as pessoas
cora quem tem contas de livro, de llie apresen-
lar no prazo de 8 dias para serem pagas. Recite
24 do fevereiro de 1860.Domingos Jos Fer-
reira.
O abaixo assignado nao se responsabilisa
por cousa alguma que suas escravas possam com-
prar em seu eslabelecimenlo desla cidade, para
que ningucm se chame a ignorancia faz o presen-
te. Recife 24 de fevereiro de 1860.Domingos
ios Ferreira.
_ Precisa-se de 200g a juros, cora hypotheca
n'uraa escrava : na ra do Hospicio n. 13.
= Jos Antonio Gomes Jnior faz publico que
cnsina escripturaco mercantil por partidas do-
bradas, de accordo com o proscripto pelo nosso
Cod. Com., segundo a obra que acaba de publi-
car : a quem convier, comparcra para se matri-
cular, na ra do Desuno, casa d'efrontc do hospi-
tal militar, junio da fabrica de chapeos, de ma-
nhaa at as 8 horas da larde, das 4 s 6.
OHercce-se una Sra. viuva para cozinhar e
engommar cm sua casa : alguns senhores que
pretendercm, dirijam-se ra da Senzala .Nova
n. 6, adianle da reflnacSo, primeira loja.
<% O r. Cosme de Sa' l'ereir '<\.
J-lde volta de sua viagem instructi-|v
tva a Europa continua noexer-^
i^cicio de sua profissao medica. |c
M Da' consultas em seu escripto-^C
T\ i-io, no bairro dollecife, ra da>^
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra da Ciuz, armazem n. 26.
Attenco.
Farinha de mandioca era saceos grandes de su-
perior qualidade, desembarcada hnje, proceden-
te do Maranh,o ; vende-sc no armazem de Fer-
reira & Martins, travessa da Madre de Dos n.
16, por preco bastante coramodo, era poreo e a'
retalho.
Paulina Ramos de Carvalho, vuva de An-
lonio Jos Fernandos de Carvalho, pelo presente
pede aos credores do seu fallecido marido de a-
presenlarem suas contas no prazo de 8 dias, a
contar da dala desle, no seu eslabelecimenlo da
ra do Amorim n. 36, afim de serera contempla-
dos no inventario que se tem de proceder. Re-
cite 28 de fevereiro de 1860.
Jos Lopcrcino de Freitas deixa de receber
as contas de Jorge Rodrigues Machado, de hojo
em dianle.
100$000
Cruz n. 53, todos os dias, menosS
^ nos domingos, desde as" G horasiT?
Vi! le as 10 da manhaa, sobre os|/j
$ seguintes pontos :
y 1 Molestias de olhos ;
m 1*. Molestias de cora cao e de|!
^ peito ;
^3-. Molestias dos igaos da gera-|
3^, cao, e do anus ; ?t
ja V. Praticara' toda e qualquer %&
3rJ operac&o qucjulgarcoavenien-g^
topara o restabclecimtnto dos f;
seus doentes. $~
O exame das pessoas que o con- &f
^sultarem sera' feto indistincta-|)
\). mente, e na ordem de suas en- xM
<| Iradas; fazendo excepcSo osdoen- |g
^ tes de olhos, ou aquel les que poi-^
%f motivojustoobtiverem hora mar- X>
'cada pai-a este lim.
A applicacao de alguns medica ?j
^mentos indispensaveis cm variosSk
J^ casos, como o do sulfato de airo- ?;?:
S\ pina etc.) sera' fetto.ou concedido (
5ggratuitamente. A conianca que -fgf
fuelles deposita, a presteza de sua %Yl
^accao, e a necessidade prompta ufe
al ^ seu emP*efo; e tudo quanto o '&
beneficio de seus .>
Precisa-se de umhoiiici/i
para mandados cm urna leja
de alfaiate; ta mesma loja
precisa-se de nina senhora
para tratar de dous meninos,
isto para lavar c engom-
mar : na ruada Madre de Dos
n. 30, primeiro andar.
i Baivodc (.
No ra daCadeia do Recife n. 9, com- 8
i piase um baixo de d : quem tiver du i- @
ii ja-se a casa indicada que adiar com quem ('
tratar. g
i 9 '': 7> *>> m i\. <> '> ..
Vendemse arcos de p-o e pretros
para barricas : no escriptorio de Car-
valho Nogueira & C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
@ Pianos do autor mais afamado de Paris, .'"
fi que alera de suas boas qualidades, possue @
510 um mechanismo de nova invengo, pelo ;;
qual sem saber a msica, qualquer pessoa
:j pode locar perfeitamente : se vendem em ;i
n casa de Emilio Lauronce, ra da Cadeia c-i>
{:; do Recife n. 59.
. ............ Q ^> ^ ry ^> > <;> ,.t r> r> .^,
VVWW^VW c' '-' K' 'y .> vVtix .> '> v > .->
Thomaz de Furia, saca sobre a
praca do Rio de Janeiro : escriptorio
ra do Trapiche n. \0.
Deseja-se effecluar o contrato de urna pes-
soa para racstre de meninos cm um engenho
prximo villa do Cabo : quem tiver aplido
necessarii e quizer tomar esse encargo, pede di-
rigir-se rua da Senzala Velha n. 100, ou rasa
do Dr. Ilarros, juiz municipal, no caes de San-
Francisco.
Costuras.
Precisa-se de costureraspara toda a qualidade
de roupas de hornera : na rua do Crespo n. 23.
2ci& cj&o:,..." .iiisxoiK ... ,
Seguro coara Fogo
COMPANHIA
ASSOCUCO POPULAR
DE
Soccorros Mu t nos.
De ordem do Sr. director interino scientif'o
a lodos os senhores socios eftcclivos, que termi-
nan] no ultimo deste mez as ferias sudaos, cm
razo do que tem de haver domingo, Ido marco
prximo, sessao do conselho, para a qual sao
convidados os respectivos membros. Outro sim
convido, que lodus os senhores socios estojara
em dia para com a caixa da sociedade, sao ro-
gados oa que so acham em atraso a so porem dos
termos dos estatutos aseraclhanie respeito, afim
deque nao inrorram as penas que ellos comrai-
nain aos que nao estio em dia.
Secretaria da Associaco Popular de Poccorros
Mutuos 23 de fevereiro de 1863.No impedimen-
to do 1." secretario, F. P. Advincula,
Vice-sccrctario.
TenJo sido annunciado para o dia iS
; amanha, a venda do sitio na estrada Nova, que
I scdizpertencenie aosherdeiros do finado Francis-
co Geraldo dos Santos, e coja venda lera de ser
, effectuada em leilao pelo agento Marcoliuo de
j Barja Geraldes, o abaixo assignado como procu-
rador do lencntc-coronel Joao Francisco de Car-
valho Paes de Andrade, c mais herdeiros do pri-
raero matrimonio do hundo commeudador Fran-
cisco de Carvalho Paes di Andrade, faz publico
I que sobre o referido sitio seus coiistiluintes se
julgam cora indispulavel direito, visto ter sido
comprado com dinneirodo casal do mesmo fina-
do, pelo que j intentaran] sua aceito pelo jui/.o
municipal da 2.a vara: assim aquello quo ira -
prudentemente o arrematar, nao poder em lem-
po algum allegar ignorancia. Recife 7 de feve-
reiro de 1860.
P. S. Por engao sabio honlem o presente
annuncio cem a assignatura do Dr. Figueiroa,
quando ella era apenas una rubrica particular
da lypographa.O proprietario.
A pessoa que annunciou no Diario de hon-
lem para ser ama de cozinha, dirija -se a rua da
Cadeia do Recife n. 22, segundo andar, que acha-
ra cora quera tratar.
Precisa-se
de urna preta bastante posante, que saiba lavar
perfeitamente, para, urna casa esliangeira : a d-
rigir-sc a Santo Amaro, casa de Mr. Cambronni.
GABINETE PORTUGLEZ
DE
d o abaixo assignado de gratifleacio a quem lhe
levar rua de S. Francisco n. C8 A, seu o escravo
Antonio, condecido por Antonio Campsso, o qual
fugio em 11) do correte, levando um caneco de
folha proprio para carregar agua, um gancho ao
pescoco, tem 35 annos de idade, falla bem, per-
as pouco arqueadas; ha 15 dias chegou de ou-
lra fgida, tendo sido pegado cm Santo Anlao ;
o mesmo abaixo assignado protesta desde j con-
tra quera lhe tirou o gancho.
Francisco Bolclho de Andrade.
Precisa-se de um meslrc de grammatica
porlugueza, escripia e de francez para cnsinar
a duas meninas, indo casa da respectiva fami-
lia dars lices : quem se acharnestas circuns-
tancias dirija-se : fundicao do Starr, passando a
ponte da Ilha dos Ratos, para tratar.
Eu abaixo assignado Icnho autorisado ao
Sr. Domingos da Silva Ferreira Junior, para re-
ceber as minhas dividas das lajas de calcado o
fabrico de charutos : na rua larga do Rosario
ns. 32 e :.
Eu abaixo assignada face ver a todas as pes-
soas que lera penhores em minha mo, e que
no tem viudo pagar juros, hajara de os vir tirar
no prazo de um mez a contar da data deste ; e
nao os vindo tirar usarci de os vender para raen
pagamento, capital e juros. Recife 29 de feve-
reiro de 1800.Maria Joaquina das Herces Chrys-
solo^o, moradora na rua de Aguas Verdes, no
sobrado n. 100, segundo andar.
Botinas de selim brancas
e prclas para senhoras
c meninas.
Sapatos de dito branco e preto pa-
ra senhora.
Botinas de duraque preto c de co-
res para senhora, o par a
Sapaloes de vaqueta para homem a 5&03
Ditos de lustre para homem a 5d50
Ditos dilo para menino a -4SO0O
Botinas de pellica para hornera a SgOOO
Dilas sem sallo para menina a 29500
Na rua do Cabuga n. 10, loja de Burle Junior
& Martina.
Borzeguins ingle-
zes.
\enJom-se borzeguins de bezerro, inglezes,
sola grossa, proprios para o invern, pelo bara-
tsimo preco do 10000 cada par: na rua larga
do Rosario n. 3
na
Ovas doserlao.
Vendem-se ovas do sertao muito fiescaes
rua do Queimalo, ioja de ferragens n. II.
Aos Srs. lamaiHjuciros.
Completo sortimento de marroquim de todas
a? cores, sera nenhum defeito. pelles grandes, a
2:t000 a duzia : na rua do Lvramento n. 21.
Piano.
Vende-se um piano de Jacaranda, forma de
mesa, o com pouco uso, lendo excellentes vozes ;
na rua dosQuarleis n. 22, primeiro andar.
Liqoidacao.
LONDRES
AGENTES
! C J. Astley & Companhia.
m---------
i
Vende-se
?S
3 Tintas de oleo.
i Formas de ferro para
purgar assucar.
Estanho em barra.
1 Verniz copal.
Palhiuha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma- |
zemdeC.J. Astley & C.
&aL9CBOdi>c!&Qrj a tea smshuhubc^:
Ensino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da rua Nova, contina no
exercicio de seu magisterio, ensinando primeiras
letras, lalm e francez, e tambem admitle alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
A loja da Fama da rua da Im-
peratriz n. 48,
vendci o bilhele n. 2251 cora a sorte de 5:0003
o dono do bilhete pode vir receber a garai lia, e
lem exposto os bilhetes da segunda parle da
quinta do hospital Pedro II.
Bilhele................ 6JOO0
.Meio.................. 9f000
= Casimiro Antonio GoDcalves Vieira vai a
Baha.
A directora do Gabinete Portuguez de Le tu-
ra, tendo era consideraco, c (tosejando a todo n
cusi manter a boa onein o regularidade ue
deve inaltcravelrnenle haver no eslabelecimenlo,
avisa aos senhores associados que tiverem livros
"m seu poder, peitcncentea ao Gabinete, e que
tcnliam excedido o prazo marcado para alcitura,
queiram ter a bondade de os mandar entregar na
bibliolheca, afim nao s, do a seu turno, nao i ni
pedirem a regularidade do expediente, como por
assini se tornar urgente commisso que est
procedendo ao balanco na mencionada biblio-
lheca,
Secretaria do dabincte Portaguez de I.eitura
era Pernambuco nos 28 de fevereiro de 186!).
Manoel Jos de Furia.
1." secretario.
Fugio no dia 25 de fevereiro do corrente
anno o moleque de nome Geraldo, de casa do
seu senhor, o abaixo assignado ; muito conhe-
cido nesta cidade do Recite, trabalhava deser-
vente de pedreiro com o mestre Santos (Porlu-
guez), com os signaos seguintes : idade de 16 a
17 annos, cor preta, cabellos carapinhos. orcinas
pequeas, bracos finos, ranelludo, peito refor-
jado, corpo delgado, cabeca pequea e redonda,
pescoco fino, cora urna marca de ferda em urna
das canellas, c muito ladino; levou camisa bran-
ca, calca de castor pardo com listas nos lados o
dita de algodao azul : roga-se s autoridades po-
liciaes, capitaes de campo, o qualquer particular
que so queira prestar, pelo que muito bem se re-
compensar a quem o levar rua das Cinco
Ponas n. 27, segundo andar.
Jos Vereira de Goes.
Arrcnda-sc ou vende-se o engenho Brilhan-
le, em Scrinhem, de ptima prodcelo, bem
construido, e moentc e corrente, distulo duas
leguas do embarque e qualro da cidade do Ro
Formoso : lrata-se nesta prac,a cora o Sr. Hercu-
lano Deodato dos Santos, no primeiro andar da
rua do Cabug d. 7 ; em Serinhaem cora o Sr.
Thclesforo Marques da Silva, no engenho Telha,
e com o seu proprietario, Alipio Camerino dos
Santos, no engenho Camarao, em Agua Preta.
Precisa-se alugar una ama de leite para
araamenlar urna crianca : na rua Bella n. 38.
Precisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
co n. 26.
Quem precisar do urna ama para o servido
interno de casa de homem solteiro ou de pouca
familia, dirija-se a rua larga do Rosario n. 3),
segundo andar,
Rua da Cadeia do Recife, con-
fronte ao becco Largo, loja
numero 23.
Os novos propiielarios deste eslabelecimenlo
lendo de sorti-lo de fazendas de gosto e mola,
resolveram-so vender as fazendas existentes no
mesmo eslabelecimenlo por lodo o preco para
acabar. '
Chitas francezase inglezas a 160 o covado.
Organ lys colorida a 00 rs. o covado.
Cintas trancezas finas, bonitos padroes a 20
rs. o covado.
Chales de merino com barra a 2$500.
Ditos dito liso superior e 3S000.
Cassas pintadas, bonitos padroes, a 200 rs. o
covado.
aletas para homens c senhoras, superiores, a
33 a duna,
Barege de seda colorida a 0(0 o covado.
Calcas de brim de seda para hornera a 300.
Chapeos de feltro a 2j.
Vestidos 'le seda com toque de mofo a 10*.
Enfeiles de flores a \$
Visitas do merino superior a 8.
Corles do vestidos de blonde branco a 10$.
Organdys de cordao colorida a 80 a vara.
E outrasmuias fazendas que se vendern pe-
los preces que os compradores quizerem, lra
acabar.
Gran ile deposito de objec-
los ypogpa[ihicos.
Una do Imperador, defronte
de S. Francisco.
Typo romano e itlico, corpos 6, 8,10, 11, 12
e 16.
Colleccao nuraerosissima de typos do phanla-
sia simples e ornadas.
Typos variados,proprios para cartoes e ttulos.
Emblemas religiosos, conlendo muilas ima-
gens de N Senhora, de N. Senhor, e difl'erenlcs
santos.
Atiribiitos srientificos, comraerciaes, raariti-
inos e de industria.
Vinhelas para annuncios de peridicos, etc.,
etc., dillerentes vinhelas para fazer ricas tarjas
e obras de luxo, de combiuaco c solidarias.
Componidores de ferro e e pao para corrigr
proras, completo sorlimenlo de linlias e inter-
linhas, espassos, quadrados, quadratins e raeios
dos seguintes corpos : 6, 7, 8, e 9.
Guarntcoes do metal e de madeira, cunhos,
bandulhos, armaces de rolo de dillerentes lama-
nho9, ramas de dfferenles formatos, escovas de
polassa e provas, tinta preta de dillerentes qua-
lidades para jomaos c obras de. luxo, tintas de
differenles cores, verniz, e ouro amarello, cor de
laranja, verde, encarnado, cor de cobre etc., etc.r
prala, papel de impressao de diflerenles forma-
tos e qualilades, o oulros muilos objeclos que
na occasiao se mostraro.
Barato que admira!
Na rua do Imperador, defrontc de S. Francis-
co, por pre<;o muito commodo, 10,000 rtulos
para caixas de charutos sorlidos, tanto as cores
como nos raodellos.
= Vcnde-se leilo puro a 280 rs. a garrafa :
na rua Nova, na taberna do Sr. Lima n. 3, de-
fronte da matriz, d3S 7 horas era diante.
Na rua da Imperatrz n. 2, vende-so o ver-
dadeiro fumo de Garanhuns a 1J000.
Vendem-se tres globos geographicos, sendo
celeste, terreste, e do meridiano, vindos agora
de Franca : na rua da Cadeia do Recife n. 31.
Vndese urna porcao de cascos vasios, sen-
do pipas, quartolas e barris : na rua da Cadeia
do Recife d. -13.
i


>
\
n
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 29 DE FF.VEfiEiro DF, 1860.
(5)
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocbiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, littcrarios
de toda a provincia.
Associagoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, liltera-
rias e particulares.
Estabelecimcntos fabris, in-
dustriaes e commerciaes del
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as|
classes a sociedade.
ObacliarelWiTRuvio lem
o seu escriptorio no 1- andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,!
cuja entrada pela Camboa do'
Carino.
ST
fti n
$&Q3w m
1)0 M. GHAB E
HEDICO E rROFI-SSOR DE PHAUMVCIA, DE rARlS,
r:.r.\ I T::.\T.; :;\T.: E I-. )::c cu:.i:iVO
;:.;rs f.MAri BVIWM *rrrCCES ctantas, VIRUS E ALTERACOES DO SASCl E.
t^Tjr??5^!*^ CHi '**&(..!
lrl,;\ .r.'l i r (I- ll.lldil V, C i,; lil ;:(!.. ( Blii.l t
Ruares luaicas d< mnllirr s. ijre.; < de
Ck.V>lr. :; limi^ua oolura'gk-sc in*-s-
ni- b>ni|,.< De rkr 11 de ferro, did-i ki
Je ina la ii n* vo <]<; tardo Jurante Ur** dUt;
i la segura u cura.
risil n n *<
CO COCUfCtO
II n.\:i.(i i ra un: r
frfe.-.*rfi-.=-aS C n I 1 Oi:i|-I (I; o f. radi-
ca mente liri|'i(ieitp, | u-u'.-it. b< 'i-is, saros, co-
him-, :ciiii: fiie; viius, e qualquer'kittiio venere. Bu-
n'iO.-i Il'.ii:<-r;n-s. Ti 11 ;*io-fe lii.US |lCT Si [!::.l.:i, se-
pniilo i. ira'.Miiii.iu iii | uiatiio. 1'uim.dB iin-
il.f!-|><-pi. Pe un ilf-Jlo iiiaravillus lias al-
UcCoo culaueas e coinixes.
Me oi-i-o'iiila*.Pomada (jiio as cuan mi 3 ilias.
0 itp tUe n: ra larga ia Ros.rio. botica de Uartho'omco Francisco de Souza, n. SO.
OS JESUTAS
ron
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Uil NTIDO VOL. DE 300 rAG. EM 8o FtUXCEZ.
Vendas.
Cigarros.
Superiores cigarros -le papel epalha do milho.
no Centro Com inercial. rua da Cadeia do Recite
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bour^ard.
scas
e phosphons para charuto?, machinas para tirar
fugo, e outros moilos objoclos para filmantes
ni) Centro Commercial, rua da Cadeia D. 10.
Chapos
do castor protos o brancos, dito de pello de soda
pretos, superior qualidade: em casa de J. Tul-
Rua Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCVO DE E- KERVASD-
Este hotel colloeado no centro de urna das capilaes importamos da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e conforiavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacos de caminhos de ferro, da
AUemanhae Fraoea, como por ter a dous minutos de si, lodos os tlieatrose diverlimentos ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o franeez. allemio, flamenco, inglez e por-
uguez, para acompanhar as tourislas, quer em suas excurses na cidade, qur no leino, qur
einfim para toda a Europa, por pregos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3S200 4#G00 )
por dia.
Durante o aspaco do oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Ur. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pon tes Yisgueiro ( do Brasil, ) e multas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os presos de lodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45000 48500.)
IN'o hotel encontram-se informacis exactas acerca de ludo que pode precisar um estran^eiro
rij Tu. ^wb ai. expeuuiBo o ureve uj eMinc^ao oa companina, eque cita fot, e lidades para homens, por prco limito
e anda, um dos mais esforcados sustentadores da religiao, em cuja defeza conquistou a cora de um cssa de J. Falque, rila do Crespo n. -i.
verdadeiro martyiio, Grande sorlimeuto de esuartilhos parase-
'.nri *.. I.___l ___..i:... _____ _..':_______
Deus nao permillio que a iniquidade fosse commeltida sem firar gravada em documento- 2*L ti*CtataiUra"' dWo W meninas a
irrocus;aveis ; estes documenios, que tanto se esforcaram ror M.pprimir os inimigos da com- ^^S^Li^XlbSt^^t-
mina, felizmente poderam ser con-ervados, e leill apparecido ltimamente na Franca em diver- macelo a 680 a libra: no pateo do Panizo d. 10.
Roa do Qiieimado
sas obras, quo confirmam a opiniao que ainda forman) dos Jesutas os homens mparciaM e que
nao sao adversos S Apostlica.
E um brado em favor dos Jesutas, enlre nos ainda tao injustamente julgados, e que nasce
da coDviccao intima de que sua causa a da justica, do pontificado e da religiao.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, rua das Cruzes e na rua do Imperador livraria de
Guimaraes DELICIOSAS E I.NFALL1VEIS.
II ^^^^
loja de 4 portas u. 10.
Ainda resiam algunias feztndas para conclu-
1 ir a liquidarao da firma de Le te & Crrela, as
quaes se venJem por deminulo preco, sendo cu-
tre outras as seguintes :
Magos de meus cruas para hornea) a l$C0O
Ditos de ditas de cores
No dia 2 do corrente desnpparrceii um caval- ntos ,ie .1
lo russo pombo, bern feilo e gordo, tendo no quar- CrU35 mU" ?,,Peri&res
'o esquordo o forro que se parece com um A de Ditos de ditos para senliora
letra grande : roga-so a quera o pegar que o leve Dosde ditas muito finas
a rua Direita n. ib ou no ongpnho Tmenla que ,
ser gonerosamonto gratificado. Corles de caiga de meia esemira
cores
prela a
Sir
JARABE DOFOKGtT.
^fJftf? $& y Kste xa',?e esl:i apr'iowdo pelos mas puiUirntes mdicos de Pars,
** .nl> 'I' 'I fr TTcjiio sendo o im-lhor para curar constipacoe, tis-e convulsa e owrs
aiiecc.es pela manila, e oiitra a noite sao sutlicieiiles. O tllVito desle esceleule sarope BHisbs ao mesmo
lempo o doenle e o me lico.
O dspjsito na rua larga do Rosario, botica de llarlholomco Francisco de Souza, n. 2G.
KICA, VERDABEIRA E LE-
GITIMA.
COMPAMll DA VIA FERUEA
RECIFE A S. FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas vircm do dia 3 do crlenle em dianle
ao escriptorio da rua do Crespo n. 2, pare tecc-
bercm o 8." dividendo do juros de suas accoes,
contados no semcslrc decor/ido do 1. do agosto
de 1S59 31 de Janeiro de 1860. Itccife, 1." de
fevorciro de 1860.
Precisa-se alugar um proto ou prcta, j.'i ido-
sos, para comprar na rua e fazer o mais ser vico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama nsl
mesmas cireuinstancias : quem Uver c quizer,
annuncie ou Jirija-se a rua de Santa Rita n. 40,
primeiro andar.
Precisa-se fallar ao corresponden-
te dos Srs. tenente-coronel Ileractcrio
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade: na livraria n. G e 8
da praca da Independencia.
^Lices de franeez ei
| piano.
W* Madcmoiselle Clcmencc do Hannetot ^
aK do Manncvillc continua a dar lices de sk
^ franeez < piano na cidade c nos arrabal- $*
^g des : na rua da Cruz n. D, segundo andar. ^
Precisa-se de urna ama para o serrica in-
terno e externo de casa de pouca familia: a tra-
tar na rua das Aguas-Verdes n. 48, 2." andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da Independencia.que se preci-
sa fallar-lhc.
Precisa-se alugar urri sitio que
nao diste mais de legua e meia desta
prac-i, o qual tenlia lugar para oceupar
mais de S captivos, ese t ver pasto para
vaccas mellior sera', podendo o arien-
damento comec.r agora ou em inaio,
conforme agradar : a quem o tiver para
alugar, podendo, dirij/we a praca d;i
Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de um moleque para
serviro de urna casa de pouca familia :
na rua da Cadeia n. il.
Attcnco.
. Mara Guilhcrmina de Miranda Porto, viuva
de Joao dos Santos Porto, avisa a todas as pes-
soas que forem credores do mesmo finado para
no prazo de 8 dias apresentarem SU*> coritas ou
ttulos de crdito ao Dr. Joaquim Jos da Fonse-
ca, afim de seren descriptos no inventario que
est procodendo pelo juize da primeira vara, es-
crivao Cunha.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, quo
tenha pralica da mesma : a tratar na ruada San-
ta Cruz n. 3.
Os Srs. Joaquim Barroso Braga, David An-
tonio de Carvalho e Francisco Manoel de Farias,
tcera cartas para Ibes ser entregues cm mo pro-
pria : na rua do Cabug n. 11.
Precisa-se de um hornera de meia idade,
com as precisas habililaces para ensinar primei-
ras letras cm um engenho 20 leguas distante dcs-
ta praga : quem ihe convicr dirija-se a tratar
com Jos Gomes Leal, na rua da Cadeia, casa
n. 56.
Bernardo Fernandos Vianna, mudou a sua
aula particular para rua da Cadeia, casa n. 7,
segundo andar, do 1. de marco em dianle.
Aulonio Pereira de Oliveira Ramos, Porlu-
guez, reiira-se para a Europa a tratar do sua
saude, levando em sua companhia sua senhoia
D. Escolstica Harta da Silva Uamos o sua Ulna
menor Joaquina Thercza de Oliveira Ramos.
O abaixo assignado fazscienle ao respeita-
?el corpo de commercio e ao publico, que deu
sociedade a seu caixeiro Joo Joaquim de Souza
Abreu e Lima, era seu estabelecimento de cir-
gueiro na rua do Cabug n. 1 C, desde o 1. de
Janeiro do corrente anno.e gyrar sob a razio so-
cial de Ramos e Lima ; ficando a cargo do mes-
mo abaixo assigoado a liquidacao do activo c pas-
sivo contrahido at 31 do dezembro de 1859. Re-
cie 21 de fevereiro de 1860
Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
Na arimeira audiencia do juizo municipal da
primeira vara lem de ser arrematados os servicos
do escravo Goncalu a requerimenlo de seu se-
nhor Jos da Rocha Prannos, sendo escrivo
Cunhi.
SALSA PAISLA
D5-
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais minentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, vheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspcpsia, debili-
dado gcral, febre biliosa c intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eiupccs que resultara da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados a prevenir o ros-
pcilavcl publico para desconfiar de algumas te-
nues imilares da Salsa Parrilha de Biistol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao ellos os nicos proprielaiios da reccita
do Dr. Brislol. tendo-llie comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tom
I direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredo dasua preparacao acha-sc so-
mente em poder dos referidos Lanman i Kemp.
Tara evitar engaos com desaprcciaveis co-
binaroes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos som os quaes qual-
quer outraprcparaco falsa !
Io O envoltorio do tora est gravado de um
; lado sob urna chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes patarras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2 O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobro a rolha acha-sc o retrato e firma do
inventor C. C. Bruto) em papel cor de rosa.
4o Que as OirecOes juntas a cada garrafa tom
nma pbenix somelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. 89.
Babia, Germano i C, rua Juliao n. 2.
Pcruambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arrendamiento de um En-
genho muito peno da prac,a, vende-se urna par-
te do mosmo Engenho, urna maquina a vapor,
umi deslilacao nova montada de um tudo, 22
bois de carro, 6 quartos, e oulros objectos:
tracta-se na rua do Querr,3do n. 10.
Hermano Rcinholl 7-eohbancr, subdito
Allemao, rclira-se para fra do imperio.
Aluga-se o armazem da travesea dj Carioca
n. 11 : a tratar no sobrado.
IPIOSIPIMO
DE
Ferro Soluvel
iSaMJa>s>9
remedio de cujo emprego se lem tirado grandes
vantogensem Fronca, como attestado por m-
dicos de muita roputacao daquelle paiz ; em Lis-
boa pelo bom resollado oblido as apolicacocs
fcitas no hospital de S. Jos, e afiirmado pela
Gazeta Medica daquella corle, c ltimamente no
Rio de Janeiro, onle foi *oprovado o seu uso
pela academia imperial de fitina : nico de-
posito nesta cidade, no s*dQlptorio de Almeida
Gomes, Ales& Companhia, rua da Cruz d. 27.
Preco de cado frasco f#.
-
FOLIIIMIIS NIU 1800.
Esto a venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 18C0, im-
pressas nesta typographia, das seguintes quali-
dades :
fk OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamcntodos direitos pa-
rocbiaes, a conlinuacao da bibliotheca do
Crislao Brasileiro, que se compoe: do lou-
Tor ao sanio nomo de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyranos ao Espirito Santo o
a N. S., a imitaran do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemorscao ao SS. Sa-
cramenlo c N. S. do Carmo, excrcicio da
Via-Sacra, directorio para oraQo mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
aq SS. coracao de Jess, saudagoes devo-
tas s cliagas de Christo, orarues a N. Se-
nliora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responro pelas almas, alra de
oulras oracoes. rrcro320rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, rcgulamcnlo dos direitos parocbiaes, o
una colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coulos, fbulas, pensamenlos moraos,
reccilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer do cultura, e preservativo de arvores
e [rucios. Proco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
coslume, contera o resumo dos direitos
parocbiaes. Proco ICO rs.
1 AUeneo. p
@ Curso pralico e Ihoorico de lingua fran-
; i i eza por urna senhora ranceza, para doz @
;. mocas, segunda e quinta-foira do cada so-
:.- mana, das 10 horas at ir.eio dia: quem
;; quizer aproveitar pode dirigir-se a rua da %
99 Cruz n. J, segundo andar. Pagamentos
lia ntad os.
\> --r vi. .^ t-, .,.>.,; x, ... .:;;fti5 y\-y&'\
Hoga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do Tallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus debilos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou na rua do Queiraado loja
n. 10.
Aluga-se um segundo andar com grandes
commodos: a tratar na rua da Prsia, serrara
numero 55.
Lava-se e engomma-so cora muito aceio e
promplidao : na rua do (Jucimado, sobrado n. 30,
terceiro avdar.
= Pelo juizo da primeira vara, escrivo Cu-
nlia, anda em praca para ser arrematado o enge-
nho Sicupomiulia no tormo de. Huribeca, com
todas as suas torras e perlences, por execocao
de Severiano Pinto contra seus possuidures,
menos 3 pequeas partes de oulios pessuidores;
sendo a ultima praca no dia 6 de maico prximo
vindouro: quem o pretender, podo ver o escrip-
to em miio do porlciro.
Aluga-se um sitio na estrada de Joo de
Barros, era expeliente casa de morada.com 4
guarios, cozinha fra, eslribaria, 1 quarlo para
feitor, cacimba com boa agua de beber, baslan-
tes arvores de frudo : as pessoas que o preten-
deren!, dirijam-sc a rua Direila n. 3.
O professor de grammalica latina da aula
mudada para a rua da Gloria n. 11, recebe por
pceo r-ommodo alumnos externos o pensionistas.
No engenho do UchAa precisa-se de um
feitor quem pretender, dirija-se ao mesmo en-
genho, quo achara com quem tratar, ou a rua do
Queimado, loja n. 39.
GOmJlUML
Paslilhas vegetacs lo Kcmp
coulra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspeccao de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos c mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegotaos, agra-
davois vista, doces ao paladar sao o remedio
ufallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnem sensacoes debilitantes.
Teslcmunho espontaneo em abone das parti-
Ihas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. rort Byron
12 do abril de 1859. Senhores. As paslilhas
que Vmcs. fazem
rapaz padeca de
ro ftido, tinba o estomago inchado c continua
comichao no nariz, to magro se poz. uue ou
tema pcrde-lo. Neslas crcumstancias um visi-
nbo meu disse que as pastiihas de Kcmp tinham
curado sua fillia. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vid ros de paslilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Strccl pelos uincos proprictarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado cm New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Rabia, Germano & C, rua Julion. 2. na parte relativa a reduejo de moedas ao cal- :-
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum ;C,,I(? c. descontse juros' simples e compostos
, r^r,.,k:. i- f o conhecimcnto in-lispeiisavel as pessoas que
& Compauhiarua da Cruz n. 22 .; pjam empTegar-se no commercio ou quo j
2#000
45000
35000
ICOOO
2-000
5iC0O
3 e 65000
Quem tiver contascom o abaixo assignado, Ditos de lilis de Mntmira ,!.>
queira apresenta-laa para seren pagas no prazo ,' u,ldS e c',se""r', de
de dias. Recife 27 de fevereiro de 1800. Ditos de ditas Je casemira pn
Aulonio Vcreira de Olirrira /iu.ios. r.:_ .,._ i i.. j i- i r
O abaixo assignado deixa como seus pro- Bnm ,rnaJo brane0 de ll:,h fino
curadores nesta provincia, durante sua ausencia, i vara
os Srs Gabriel Antonio de Castro Quintaos, An- Cortes de colote de gorgurao de seda
ton:o Ferrcira Biaga o Jos Joaquim do Lima I r .
Bairao. "ar"> Prelo fine, prova do limao 3J e '.
Antonio Vercira de Olkeira Ramos. Grvalas de seda prcta e de cores ifOQQ
Desappareceram no dia 25 do corrente mez Riscados francezes, largos, cores fixes
de fevereiro, das immediacocs da rua do Hos- co-ilo
picio, urna cabra prela com una orelha cortada
e urna mal ha branca n'um dos lados da barriga, Chitas francezas largas firiscovado
un cabrito de tres mozos, amarello claro com I fiiiic oeireit.o
mallias o fente brancas, a 1 cabriliuha da mesma wciiaa
dade e cor parda tambera malhada de branco; Riscados de cassa de cores lindos radroeso
as quaes cabra e crias suspeita-se tercm sido fur- .,,.:.. _..,; ,n .... ...
tadas por um fregu/, useiro e veseiro dotaos Peor quaUJada eovado
gentilezas: quem dolas dor noticia corla na Cassas de corts covado
. curarara meu filho ; o pobre I "esma r d Hospicio, primeiro sobrado adan- p, ,. ,
lombrigas, exhalara um ebei- ,c fl0 8yn0, ser gonerosamonto gratitteado reSSM fleca88a braBca bor"-Ji co"
15'00
200
20
1G0
LICOES PRATICAS
ESCRITA COMMERCIAL
Pop partidas dobladas
ras por
Tira; bordadas
Cambraias lisas muito finas poca
! Ernestinas de cores para vestidos covado
Challes de laa bordados de seda um
Grodenaple preto, largo covado 1$S00 e
0
240
8 V3-
L'vOOO
200
4?0C0
240
S
n de
ISeda, e sarja lavrada 1C800 e 2;;
A1H JH 331E 13 E Ji VesliJt,s bT"** ***** par, baptisade SCuOO
Rua Novan i,segundo andar. i'eos bwdados p chapeo 2: -
15. Fonsecn deHedelros, escriturario da Enlrfl mwos brdioi f?600
thosouraria de fazendadesta provincia,compelen- Athoalhado adamascado larpo vara 1198Q
lemenle habilitado pela directora de nslruccao r i ,
publica para leccin .rartiimetia nesta cidade, engos do dula escuros um 100
lem resolvido juntar, como complemento do seu langas de cores para palitos covado 2r:Q
curso pralico do escriluraco por partidas do- ........................
liradas, o ensiiio de contabilidadc especialmente g
de-
so
GRAXDEE VARIADO SORTIJEKTO
:
|
:
Q procurado na sobredita rua"a qualquer $
:,; hora.
Prccisa-sc
de um menino portuguoz ou brasileiro, com pra-
lica ou som olla, para caixeiro
o:;i Beberibe : a tratar na
mero 3.
Ge8 da prar^a da
Pa livraria n.
fndepenecia, preciza-se falLr a Sr.
Joo da Costa .Muravil'ia.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacao, o obsequio
iro do urna taberna de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
rua do Queimado nu- Quemado n. 10.
Loja
c avixiazem
DE
i

:
j

Precisa-sc
do urna ama forra ou captiva para os servicos de
urna casa em Beboribo, de pouca familia : a tra-
tar na rua do Queimado n 43.
| Permuta-se um sabrado do dous andares,
i luios proprios em um dos principaes pateos
desla cidade. por um sobrado de um andar que
soja grande : quem quizer fazer a permuta diri-
ja-so ao proprielario dosle Diario, que indicar
a pessoa con,ptenle.
A pessoa que annunciou querer arru-
mar-so do caixeiro, c diz entender da venda de
fazendas, moldados, etc., queira dirigir-se rua
da Linguela, casa n. 3 quo ahi se Ihe dir quem
c o pioleiidento
Arplielim Jos da Cosa carvalho. Jos
Urbano da Costa Carvalho. Manoel Jos da
Costa Carvalho, Virginia Amelia da Costa
Carvalho e Urbina Alexandrina da Costa
Carvalho agradecen! cordialmeiilo a08ami-
gos de seu fallecido e sempre prosado pai
Jos Uaria da Costa Carvalho, c mais pes-
soas que so dignaran! fazer a honra c ob-
sequio do assistr as exequias e acompa-
nliar os seus restos murta es at o ultimo
ja/.igo, c com especialidado ao Sr. Jos
llana Goncalvcs Vieira Guim'araes o inle-
resse e a dedicarlo com que espontanca-
mente se prestouna direegao do sou cn-
lerramento, e, penhorados poe lamanha
benevolencia, vao anda de novo rogar a
lodosos amigos do mesmo finado o obse-
quio de assislr a missa do stimo dia, que
lora lugar quinta-fera 'JO do corrente s 6
horas da inanha na capclla du cemiterio.
Eslabclccitla ca Londres
EM
msw m mu.
CAPITAL
Ciaeo flaVWvocs de libras
esterlinas.
Saundcrs Brothers & C." tem a honra deln-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convicr, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
etTectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Antonio llalli, subdito italiano, rc!ra-se
para a Baha.
ngreacfa los fabricantes amcrlca- \ l\iX
:
-
:
ia do Queima-
do n. 46.

nos Gronver & Baker*
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johoston & C., rua da Senzala Nova n. 52.
Precisa-se do urna ama pan cozinhar: na i" rua Nova n. 8. loja. i g e ^ rores a 2V- SOje 35?, lamben) ten os :
Continua-se a preparar bandejas onfeiiaJas P6'0*8 de diversos gustos, com boliuhos dos mais pro- ; },nlo'ols le casemira de^ cores do i uilo
curados o dos mais perfeitos do nosso mercado : ,bom,gosl e finos a ,2#- *H 8. di- \ -
o;, .... ..j: i ; tus do panno prelo para
Piecisa-se de urna ama de leite,
que o tenha em abundancia, que seja
bern sadia ede bons costumes : pagase
berrT; Dirigirse a' piara de Pedro II.
(antigo paleo do Collegio) n. 37, segun-
do e terceiro anclar.
:: a 19 e SS, ditos do brira, de osguiao o de
: fustao tanto brancos como decores a ,
] 4$50O, 5? o 6J, calcas do brins blancos n
:: lo linos a 5$, 6-3 e ,, colleles brancos
meninos 'ff
_e brins i
M coros finas a3500,4J e 5, un rico sorti- ;
8! monto do vestidos do cambraia bram
: bordados do molhor goslo que lora app i- H
: cores a 3g o 3$50O, camisas para
i de diversas qualidades, calcas do
; coros finas a 39500, 4j e fi, un r
3! monlo do vestidos do cambraia
: bordados do molhor goslo que lo_
.; recido a '2S^, manteletes de fil prelo e
g cor muito su| erior gesto o muito moderno
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desla praca duas logoas, vende-se ------- <'
una parte no mesmo engenho, machina nova : a ~j riu"l1 u" fi, ^'1. r''OS casavequos d i
vapor, dislilaco nova c bem montada, 22 bois
de correia, seis quartos, algumas obras, stira
plantada, etc. ele. ; trala-se na rua do Crespo u.
13, loja.
:
i cambraia bordados para menino a lo-1, di- :
los para senhora a 15$, rnos enfeiles de :
Publica cao li Iterara.
Gua Luso-Braslero do Viajante da Europa 'Pupo AAO nana ft /ni>S},..,
vol. em 4" de 500pag.: vende-se na m do LiSdliS i ( (MR
Horma do Visano n. 11, brox. 3$ cucad .S I T
1
autor rua do Vigario n. 11, brox. 3$ encad 4-3
O Dr. Joao ferreira da Silva, de
volta de sua viagem ao norte, esta' re-
sidindo na rua dolanle! sobradan. 5G.
Precisa-se de um criado que de fiadora sua
conducta, para casa de hornera solleiro : quem |
ostivor nestas crcumstancias, dirija-se a rua da :
Cadeia do Santo Antonio, sobrado n. 25, segundo
andsr, hoje rua do Imperador.
= Precisa-sc de urna ama forra ou captiva :
no holequimda rua larga do Rosario n. 27.
Cbmpras.
Companhia de iliumina-
caoa gnz.
Tendo sido por varias vezes observa-
do que alguna dos sendo: es consumido-
res de gaz deixam por descuido as tor-
neiras das luzes abertas, assim nao so-
mente deixam escapar o gaz, mas cor-
rcm gran le lisco de daver alguma ex-
plosao, pelo que a compandia nao se
responsabilisa e por este meit) desde ja'
avisam ao publico'.
Una mulher forra offerece-sc para cozi-
nhar em casa de pouca familia : quem precisar
annuncio por osle jornal.
Ufferece-se um moco que d fiador a sua
conduela piara caixeiro de" cobranea ou de arma-
zem, ou ainda mesmo para loja de fazendas ou
miudezas, que j lem alguma prauca : quem pre-
tender annuncie.
Precisa-sc de urna ama para cozinhar e fa-
zer as compras ; na rua Nova n. 69.
D. Pilippo Redondo, subJilo llespanhol,
rctra-se para a Baha.
= Precisa-se para urna fabrica de velas, de j Compra-se um sobrado de unate
um cnoulinho de idade de 14 a 16 anuos: na i j .
A Neste mesmo eslabelocimenlo ha um "
; grande sorti ment de casacas prelas, as-
:;. sim como manda-so fa/.er por medida a i. n- i
. lado do fregus, escolhondoos mesmos i s
pannos a seu goslo sendo os procos a
' o 403.
S
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos do Aqnino Fomeca, compram-se
contiiniadamenlc moedas do I63 o 20)000, aguias
dos Estados-Unidos, nioedas .do cinco francos,
po
.
oncas hesoanholas e mexicanas, cm grandes e terco de lenha 011 corvao dos antigos, ed
pequeas porcoes
llenco.
Corapram-se, vendem-se e Irocam-se esrravos:
na ruado Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se moedas de ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Camisas inglczas
: I No mesmo estabelecimcnlo acaba de ebe-
gar um grande sorlimenlo das verdadeiras
camisasinglezas peitos delnhoccm prega
m largas, uliima mola, por ter-se mu'
: quantidade determinou^e a vender
i menos do va'or sondo a duzia a 31;.
Vendom-se fogoos de forro econmicos, de
patento, para casas do familia, contendo 4 fuma-
Ins, c forno para cozinha cora lenha ou carvo,
ptima inveneo pela economa de gastar um
e co/.i-
rua do Rangcl n. 77, segundo andar.
Aluga-se um carro da alfandega a quem
der 2 ou 3 raezes adantados : no paleo da ribei-
ra de S. Jos n. 15, deposito : na mesma casa
precisa-se de um coirero de 10 a 12 annos, pre-
ferndo-se portuguoz dos chegados ha pono.
Roga-se a certa autoridade policial haja
co cohibir-se de querer abusar de sua aulorida-
de para fin? que a moral publica repugna, do
contrario o Sr. chefe de polica ser sabedor do
seu procediracnto para dar suas sabias provi-
dencias.
nhar com mais presteza, tem a difforenca do sc-
rem amovives, oceunarom pequeo espaco da
casa, c do fcil conduc^o : vendem-se por pre-
cos muito mdicos, na fundicio de Francisco A
Cardoso (Mosquita) rua do Brum, e as lojas de
forragens de Cardoso, junio a Concccao da pon-
te do Recife, e rua do Queimado n. 30.
Sementes dehortalice.
Seraenles de hortalce de todas as qualidades,
viudas pelo vapor Brasil ; vendem-se na rua
quem compra. da Cadeia do Recite,loja de forragens de Vidal &
Compram-se moedas de ouro : na rua da Bastos.
Imperatriz n. 22, fabrica de chapeos de sol
\ andares: na praca da Independencia
n. 22 se dir'quem compra.
Cocos italianos
Compra-se urna niobila c urna mesa elas-
ru"d0a%S:ara;,;'ra^7Prap"aJ,nlar: M de folha de flanJrei. muito bem acaba-
Compra-so urna cabra (bixo) que seja boa dos, podendo um durar tanto qfianto
de leite e creadeira1 de menino, sendo ba nao se duram qualrodos nossosa 400 rs. um
olha a preco: em Sanio Amaro atraz da fund- \ lH l 1 ^- ,-
gao sitio murado, quem livor annuncie ou dirija- ie 4v uma dl'Z'a : na rua Direita n. \,
se ae sobredita lugar.
i loja de funileiro.


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 29 DE FEVEREIRO DE 4 860.
Milho e arelo.
Vende Jos Luiz de Olveira Azevedo, no seu
armazem na travessa da Madre de Dos n. 5.
Mappas impressos elivros de pon-
to para os professores de inStruocSo
primal ia de ambos os sexos, conorme
os modelos adoptados pelu directora
da nstrucQao pnblica, acham-se a'ven-
da na Livraria Universal, ra do Impe-
rador n. 20.
Vndese o sal do carregamento da
escuna Lice, reccntemente arribada a
este porto (t4l muios e 20 alqueires
medida de Lisboa) : no escriptorio de
Carvalho Nogueira &C, ra do Viga-
rio n. 9, primeiro andar, aonde existe
a amostra.
Vendc-sc urna mulata de 2G para 28, que
ongomma e iava pcrCeUamento, cose c cozinha
soffrive) : na na da Imperatriz n. 77, fabrica do
charutos junto & matriz se dir queni yendo.
Negocio importante.
Vende se ou aluga-se um grande lelheiro mui-
to proprio para armazem do encher agurdenlos,
eocheira, ou armasen) do matoriacs com porto
de embarque por sor no caes do Ramos : a tratar
na travessa do Canora n. 11.
:=: Vende-se a taberna n. 99 da ra Direita :
a tratar na mosma.
Vende-se una morada de casa torrea foita
'a moderna, no mellior oslado possivel, cujo lu-
cir o rnais applnusivel da frcguezia dos Afoga-
dos, por sor no pairo da Paz, Itdo da sombra ;
esle predio oll'erooe commodos para grande fa-
milia : a fallar na mesnia freguezia com o capi-
llo Moraes.
Vendom-so dnas carrooas com 2 bols man-
sos que esUio bastante gordos, tamben) se vende
urna pequea fabrica de fazer velas de carnauba:
a tratar na travessa do Carioca n. 11
Gompanhia de illumiuaco a
gaz.
No armazem d\ ra do Imperador n.
11, vendem-se globos para candeeros
a 1.S300.
Veede-se a taberna do paleo ilo Torro n-
1 i, com gneros ou s a arraacao, como mellio'r
convier ao comprador: a tratar na mosma taber-
na, ou na ra Augusta n. 9i.
Pechincha.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafheillin
& G., na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisoulacs, patentes,
chronoinelros, mcios chono-
metros, de ouro, prata doura-
da, e bleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricautes da Suissa, que se
vendero por precos razoa-
veis.
Vendcm-se peras de cambraias lisas finas com
10 \\' varas a4500 o 5$. e a vara a 440 e 500
rs., ditas de choviscos, finas, a 5J, grosdenaples
preto superior a l$800c2$: na loja novada
Independencia ns. 1 c 3.
Relogios de ouro, inglezes.
Relogios de ourochronometros, uieios chrono-
melrose de patente, saboneles e de vidro, com
ponteiro grande ou pequeo para segundos, lo-
dos dos melhorej fabricantes de Londres, a pre-
sos commodos : em casa do llenry Gibson, ra
da Cadeia do Recite n G2.
Piano.
Era casa de llenry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, lia para vender um escolenle pia-
no, novo, por proco commodo.
Ra do Codorniz n. 8.
Vende -se batatas em gigos de 40 libras a 1#.
PVijao smarclld.
Dito branco.
Dilo mulatinlio.
Milho novo.
Farelo de Lisboa.
l'arinha de mandioca,
e oulros gneros, c mais baratos do que em oulra
qualquer parte, que s vista acreditarlo os bons
freguezes do cobre c sedtilas velhas.
Na loja
ao p do arco de
Sanio Antonio
chegou o mais rico o completo sorlimento de
cliapelinas para senhora, lano de seda como de
pallia, assim como ricas phanlasias de cores a
640 o covado.
Vende-so nm sobrado de dous andares c sotao
grande, no oilao do J.ivramento n. 4, confronto
a sachrislia do lado da torre, com quintal grande
o portao qno sahe para a ra do I'ogo : os pro-
loiidcntesdirijaiii-se a ra do l'ogo, sobrado de
um andar n. 2G, das 9 horas s 4 da larde, para
tratar do ajusto.
Pechincha.
'Vc-nJem-sc pecas de algodaozinho bom, com
pequeo toque de avaria a 1S2S0, 15600, 2$ e
250 : na loja da praca da Independencia nu-
i.urosl e 8.
Aos fabricantes de velas
de carnauba.
Xa rita da Cadeia n. 59 loja de er-
ragem vende-se cera de carnauba por
menos preco que em outra qualquer
parte, em porofio e a retalho.
si
ty
PA
) LOW-SKW
f
(?EKEMP^NE^\yoRK
PILULAS VEGETAES
ASSUCAUADAS
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO CONIIECIDO
Contra constipacoes, ictericia, affecroes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
llemorilioidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGLE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se an
nualmcnte I
Remedio da naturezat
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o maU valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidas. Sendo estas pillas
pu-amenlo vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra rcsguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
era sua operaoo, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-seo folhetoqueacompanhacadacaixa,pelo
qual se ficar conhecendo as multas curas milagro-
sas quelem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes c proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas daspru-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, rin Julio n. 2.
Pernambuoo, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
E pechincha
sem igual.
Na loja do Treguic-a, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pocas de cumbraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5$, lencos de cam-
braia delinho a 3# a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos pares a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3J800 a duzia, dilas cruasin-
glczas para hornera c meninos, chales do meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 6#, palotots de
alpaca preta e do cores a 5#, ccroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60&a duzia, organdys de lindos desenhos a
lJlOO a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
francczaa20,280, 300 o 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4g800, 5<, 5$30,
6,7 e 8J, chitas inglczas de cores filas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 23, ditas de meia case-
mira a 2#240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
baralo preco.
Cheguem a Pechincha 40 Ra do Queimado. 40
Pcrliinclia.


--';

Ra da Scnzaia Soya n. 42.
Neste eslabelecimenlo continua a haver um
coma pie to sorlimento do moendas e meias moen-
i para eu8enho, machinas do vapor e taixas
Novas machiaas de cozer,
DE
Wheeler de ferro batido e
para dto.
coaiio. de todos os tamaitos
fa
chin
Thom Lopes de Sena,
dono da anliga loja da na Nova n. 32, que fui
de sua sogra Madame Theard, tem a honra de
annunciar ao rospoitavol publico, princpalmen-
le b seus freguezes, que recebeu em dircitura de
Franca, escolhido polo gosto do Madame Theard,
um C impllo sorlimento para sua casa de moda?,
chapeos de velludo o de soda, de lodas as coros,
para senhora, ditos- pretos para luto, dilos de
velludo e de soda de todas as cores,para meninos
e meninas, bonots e gorras de lodas ascoios, Ba-
paliohos para baptisado, costo novo, capuxo a
Mara Sluard para saludas dj bailes ou theatros,
chales, capas e manteletes de grosdonaplcs pre-
tos, guarnecidos com bicosde guipura o vidrlhos,
bordados de velludo, enfoilos para caber-a de to-
das as cores, do difieren tes gestos e qualidades,
espartlhos do carrilel e do cufiar, bicos e filas
de soda de todas as larguras, franjas, cascarrilhas
do soda de tullremos cores, agulhas franuezas,
linhase retrozes de lodas as cores, e outras mui-
tas miudozas. Rccebem-se figurinos todos os
mezes, fazem-se vestidos da ultima moda, ves-
tuarios do baptisado, o ludo mais qnanto for de
preparos de loilolcs de urna senhora.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
DeiS0Sa300$
Nova loja
Gaspar Antonio Yieira
Guimaraes gerente Jo-
s Gomes Villar.
Vende-se neste importante eslabelecimento de
fazendas linas os mais ricos.
Cortos de vestidos protos bordados a velludo,
de 2 saias c oulros de 7 babados os mais supe-
riores que ha na provincia, pelos prcoos de 150??
a 300\
Ditos ditos adamascados de 605 a 100ft.
Ditos ditos do seda do coros do 85$ a 200#
Manteletas protos bordados cora bico.
Grosdenaplc pretos de lodas as qualidades de
1$%0 a 3j2O0.
Peoliinclia para
apurar dinbeiro.
Cassas de cores a 20 rs. o covado, sondo cores
xas ninguem acredita, appareram antes que se
acabem.
Kesta eslabelecimento ha de todas as qualida-
des de fazendas para sonhoras e horaens e ven-
do-se por preoos admirareis aira de se fazer
muito negocio.
Relogios de prata.
Em casa de llenry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender a precos commodos
rc-logiosde prata de patente, inglezes.de sabone-
te e de vidro, dos mais acreditados fabricantes
de Londres.
Vende-so ou arrenda-se um grande sitio
f.om casa de vivenda muilo perto da praca, com
duas grandes baixas de capim que se corta 100
feixesdc vero e invern, terreno proprio para
plantarles e vaccas de leite, e com seus arvore-
dos do fruclo : quem o pretender,' dirija-se a ser-
iara da ra da l'raia o. 55.
Na ruado Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
do-sc por borato preco um grande fiteiro de
amarello. lodo envidrai.ado, proprio para guar-
dar loura.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
(fe Bastos, ha para vender os
ohjcctos abaixo notados por
precos commodos c tudo da
melhor qualidade possivel,co-
mo sejam:
Camas de ferro e com lona.
Bombas dejapy complejas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
FerroSuecia de todas as larguras.
Ac de Milao.
Ateos de ierro de lodas as larguras.
Cravosde ferro de todos os tamanhos.
Ferrauenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
TremcompU'toestanliado para cosinha.
Trem completo de porcelana para co-
sinha.
fiuardascomidas reJondos e quadrados.
linchadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Pregos de todas as qualidades.
Caixas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito unas de lodas as quali-
dades.
fornos rancezes para assados.
Bules, cafetettas, assucareiros e man-
tegueiras de metal.
Penetras de latao de todas as grossuias
para padaria e relinaeao.
Dtlas de metal dita dita.
Moinhos de todos os tamanhos para re-
linaeao
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito frouxo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins, pastelaoebolinhos.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas ferramentas proprias para
jardim.
Balaneas decimaesde todos os tamanhos.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, dem, dilo muscalol, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Reciten. 4.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
Ihores chapes de castor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Hovie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selins para hornera |
a penhora, arreiosprateadospara cabriolet, chi- cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
eslabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecessario 6 fa-
zer elogios bondado doste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
taco que geralmcnte tem lido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido cora applica-
cio do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Tara conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro contera no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios, e no falsifica-
do esta lilhograpliaja.
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de montana de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto pre^o de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fanlazia.o
mais moderno pos?ivel a 1& e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariaojente baratos, satisfarao a expectativa
do comprador.
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systeraa, fazen-
do posponlo igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranoa
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas do
familia, bem como se
mostram a qualquer ho-
r.i do dia ou da noite
nesta agencia: nicos
agentes em Pcrnambuco Raymundo Carlos Lei-
te & Irmo, aterro da Boa-Vista n. 10
GMSDE ARMAZEM
DE
I
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-sc amostras com penhor.
Cortes de vestido de seda de cores com
babados
Dilos de dila preta cora babados
Ditos de dita gaze phantazia
Romeiras de Ol de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Soda lavrada preta e branca, covado 18 e
Dita lisa preta e de cores, com i palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos decambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos pndres, vara
Manguitos de carabraia lisos o bordados
Tiras e entremeios bordados
Manas de blondo brancas e pretas
Dilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodao bordados
Panno preto e de coros de lodas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Dilos do merino bordados, lisos e es-
tampados do lodas as qualidades
Enhiles de vidrilho francezes pretos o
de cores
| J Aberturas para camisa de linho e algo-
|j i dao, brancas e de cores
j Saias balo de varias qualidades
11 Chapeos frar.ee/es finos, forma moderna
Um sorlimenlo-comploto de grvalas de
seda de lodas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e do cores
Ra Nova n. 49, junto
H a igreja da Conceico dos j
8 Militares.
SM Neste armazem encontrar o publico
M pas Celtas, como sejam casacas, sobreca- 2
*J sacas, gndolas, fraques, e palclots de a
$& panno lino preto e de cores, palotots c
'Y> sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
cy> zina pretos e de cores, palelols e sobre- rife
%j casaeqs de seda e casemira de cores, cal- p .
m ensde casemira prola e de coros, dilas do 55 '.'las dt fus,d0 branras c dc corcs
4)S merino, de princeza, dc brim de linho 1$ Cerouls dc linho e de algodao
fjg branco e de cores, de fuslao c riscados, Stg [Capellas brancas para noivas muito finas
|te calcas de algodao, rlleles dc velludo V6 \ Um complelo sortimento de
H preto e de coros, dilos de setim preto c S?
^ branco, ditos do gorgurao e casemira, di- fe
#| tos de fusloos e brins, frdamentos para P
^ a guarda nacional, libios para criados, >
y ccroulas e camisas francezas, chapeos e m
^j, grvalas, grande sortimento do roupas ^
^ para meninos de 6 a 14 anuos ; nao agr- m
isa dando ao comprador algumas das roupas f
^ feilas se apromplaro oulras agosto do ??
agg comprador dando-se no da convenci- 5
I nado. ^ ,
,-j i *<*jt,-!-'aSi^^-''S-T>.*^-i,^-'sa?'-'--n ara.** > ettudilho de coros, covado
qualida- I^*S 53^ieS^^5^^^5-ea velbulina do coros, covado
de a 10. dilos franccz-?s de seda a 7,?, ditos de!llrtHi___1_ i Pulseiras de velludo prelas e dc co-
castorbrancos a 14*. dilos de velludo a 8 e J aZCIlllaS $($ ^W M" DiSde EL idem idem
i* L'rn sorlimento complelo de luvas da
rsiissiinos*
9
9
9
9
ueoo
s
300
1500
10000
16J000
19000

9
9
9

$
S90O
9
5-?000
I
3?500
6000
8500
s

8
9
sor lmenlo de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de supcrioi
fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas c transparentes,
covado
Meias cruas brancas
meninas
Dilas de seda para menina, par
Lavas de fio de Escocia, pardas, para
menino
c do
cores para
ditos da lonlra de todas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezi's de copa alta e baixa a 3 e
5$, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2g500 a 63500, ditos to Chile de 3-j50O, 5, 6, 8,
9, 10 e 12}, ditos dc se Ja para senhora, dos mais
modernos, a 12 mo gosto a 15, enfeites finissimos para cabeea
a 45300 e 5, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muito proprios para as meninas de escola,
sendo os seus procos muito em corita, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para escolher, bonets
de galao, ditos de marroquim, ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros muitos objectosKque se-
ria enfadonho mencionar, e tudo so ven de mui-
to em conta ; e ossenhores freguezes 5 vista da
fazenda ficarao convenc Jos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direita n. 61,
de Bento de Barros Feij,
HE
New-York.
Acham-se venda estas iilcressanles machi-
nas dc costura, as quaes reunem todas as vanta-
gens desojareis, nao s pola perfeicao e seguran-
oa do mechanismo, como por seren da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para so
aprender a trabalhar ncllas, o que se conseguc
com urna simples lieo. Estas malinas fazem
posponlo dos dous lados da costura o cozem cors
maior rapidez e perfeicao possivel.
Acham-se venda c mostram-se a qualquer
hora ds dia ou da noite na nica agencia desla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imperatriz n. 10 loja.
Na loja do sertanejo, ra
do Queimado n. 43 A.
Reccberam era dircitura de Franca, deencom-
menda, os melhorcs chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que em outra qualquer pal, assim como
tambera lera um grande sortimento de enfeite,
de vidrilho pretos c de dores pelo diminuto pre-
co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de
sol de panno a lg200 cada urr. em perfeito esta
do, aberturas brancas muito liras a 320, ditas de quer Obra tanto de ferro fun-
esguio de linho a lg urna, cambraia preta fina i- i i i- i
a 360 o covado, o a vara a 5C0,e a 640, gangas aiUO COUIO batlUO.
dc cor a 540, brim branco de linho a 19200 a va-
ra, colletesde velludo de fuita-corespretos a! SISTEMA MEDICO DE II0LL0WAY.
7g40O, ditos prelos a 8 e a 9jJ, calcas de casc-
1-5000
210
300
6JJ400 |
8JO00,
para CMeaho
Fundicao de ferro e bronze
DB
Francisco Antonia Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de!lado d0 comprador.
tacllas de ferro fundido, assim!
como se faz e concerta-se qual-
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as soguinles fazendas :
Lencos de cambraia lisa muilo fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos gostos,
covado
Chitas francezas de Lindos padroes, co-
vado a 290 e
Chalos dc merino lisos com franjas dc
retroz, um
Dilos dc dito bordados de velludo, um
Ditos dc dilo com palmas de seda, um
Alpaca de soda do quadios, covado
Moias muito finas para senhora, duzia
Ditas dilas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras com duas larguras,
covado
Cortes dc dita muito fina
Dilos do dila preta bordada
Drira branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dilo dilo dilo, vara
Dito dito dilo, vara
e oulras muitas fazendas que se vendero a von-
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens c meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ele dc gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas dc seda cora
molas para senhora
Sapalinhosde merino borJados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, corado
rafetj roso, covado
8&000 { Setim proto, encarnado e azul, proprio
640 | para forros, com 4 palmos de largura,
4>0()0: covado
3>600 Setim liso de todas as cores, covado
3>000 Chitas francezas claras e escuras, co-
500 vado a 260 e
; Cassas francezas de cores, vara a 500 e
lj?000 ; Lencos de seda de gorgurao prelos
CSiC Collarinhos dc esguiao de linho mo-
8$500 demos
lo^OO fjm completo sortimento de roupa feila
WOO sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
lj?200; colleles, calcas de muitas qualidades
IS'100
de fazendas
fielogios e obras de ouro
Corles do casemira de cores de 59 a
1;C00
9320
1?200
9700
2,5flP0
jooo
9
9
SOOO
29500
1-5000
S500
1S600
9
988
ttO
1000
9
9
12;000
mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretos a 7, 9 e
riLL'LAS IIOLLWOYA.
ioi n 1 j 1 c /. tsteincsUmavel especiLco. cornno-Io intoin
12$, colleles de gorgurao a 4, 5 e 63, saceos pa- ,, A ..'. """-"'i'"-'" inieira-
... r' k mente dc hervas medicinaos, nao conten moren-
ra viagem de diversos tamanho3, eias cruas, por : l"-"1-' i.icrcu-
or rana MwsB nnn m. 4.aa JJL "em alguma oulra substancia delocloria. Be-
ser grande porc.ao, a 1&500, dilas a 1S600 e 25 a
duzia, finas a 3 e 4g, chapeos enfeitados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e ludo o oais aqui se encontrar o prego,
e nao se deia de vemnder
RELOGIOS.
cotes para carro, coleiras para cavalloelc.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguales medica-
mentos :
Bob L'Affecteur.
Pilulas contra sezijes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Btistol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento llolloway. '
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzhbras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendcm-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Becifc, loja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos proco do que em
outras partes.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskcll, por pre:os commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle gosto.
do
ouro patente inglez, para homem o senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
vindospelo ultimo paquete ingltz : em casa dc
Southall Mello rs & C.
Vidros para vi-
draca.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos. '
Na ra larga do Rosario Ioj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Vendas.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
ra. Be
nigno mais tenra infancia, e a compleiclo mais
delicada igualmente pnmpto e seguro para
desarreigar o mal na compleioo mais robusta ;
inteiramente innocente em suas oporacGes e ef-
feilos; pois busca e remove as doeneaa de qual-
quer especie e grao por mais aaligas e leazos
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os oulros remedios.
As mis afilelas nao devem entregar-se ade-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
eflicazes cfTeitos dcsta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das segoiates enfermidades :
Pobreto da especie.
Gotta,
Semorrhoids.
Liverpool, Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysintera.
Dor de garganta.
dc barriga,
nos rins.
Dureza noventre.
Enfeimidadcs no ventee.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Iiiflamma^es.
Irregu laridades
menstruacao.
Lotnbrigas d'e toda es-
pecie.
Mal dc-pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao devenlre.
Phtysica'ou consump-
pulmonar.
letencao de ourina.
Bheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
' Vende-se em o sitio Remedio do Sr. Jos
Tenorio um cavallo de 5 a 6 annos, cr gasio,
bonito e bem foito, e marehador de raeio o baixo:
quera o pretender, pode dirigir-so ao mesmo se-
I nlior, com quem poder re i Usar dila venda.
Aprazo ou adi-
nheiro.
Vende-se a eocheira da ra da Cadeia de San-
io Autonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quem pretender, dirija-se
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-1 T*' I"6"1** com 1upm ^atar.
de-se algodao com 8 palmos de largo, polo ba- ; cana de Cegar (10 RlO de Ja
rato proco de CUO rs. a vara ; esle algodao servo
p^ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
\eudem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em poca e a reta-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
1
Algodao moDstro.
AG00 rs.avara.
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
nciro alguus ejemplares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
j nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
i o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. fie
8 da praca da Independencia.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno. e tudo bem arrar.jado :
para fallar, com o Sr. James Crabtrce & C. n.
12, ra da Cruz.
Para a quaresma.
; Sedas pretas lavradas, lindos desenhos
covado 1J600
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 2000
Grosdenaple preto, covado 1S800
Dilo largo e muito superior a 2g e 2;j50O
custaram 30; a 8g chapelinhas para" serfhonr I Sarj* prcla '"S3- rovado SjOOO
na ra do Queimado n. 37. 'i ",aJ',u.,lJ.9-Q"_e"uaao- loa de portas n. 10.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmo.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4g cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan & I quetas de lustre para carros, sellins esilhesin-
Nova nvencao aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ra do Queimado n. 37.
A 30S cortesde vestidos de seda que custaram
60; a 63 cortes de vestidos de phautasia que
$ tonlinua-se a vender fazendas por baixo g
fh preco al mesmo por menos do seu valor, i
atim de liquidar contas : na loja de 4 portas o,
gj na rua do Queimado n. 10.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se emeasa de S. P. Jonhston & C. va-
Venereo(mal).
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em loda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten umainstruego emportuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Seum
pharmaceutico, na na a Cruz a. 22, em Tt-
nambuco.
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann dellamburgo.
SABO
a tratar

do deposito geral do Rio de Janeiro:
com Tasso 4 Irmos.
Farinlia de mandioca
no3 armazens de T|f X Irmos.
tllho
nos armueos d9 F.wtoli Irmos.
glezes, candeoirb e casticacs bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote pura carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ourd patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e rscadas : vende-se na loja de Leite
i Irmo na rua da Cadeia do Recife n. 48.
Venliam ver para crer,
A 400 rs. a libra dc presunto de- fiambre, o
qual se vende no trapiche a 500 rs- a libra, a 1$
a arroba dc batatas humburguezas, desembarca-
das hontem, a 6g500 a arroba dc amendeasdo
cacea mole, a 4tr5t>0 a duzia e garrafas de cer-
veja de urna das mais acreditadas marcas, *
18600 cada queije flanicogo, cujo custo no Irapi-
lche e de 2> cada um.
y
'7

~
I MUTILADO I


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUAKTA FEIRA 29 DE FEVEREIRO DE 1860.
*-v
r
/
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTAIiELECIMESTO DE
Ra Nova n. 27esquina da Gamboa do Gormo.
Nestc estabelecimento arha-sc um completo e variado sortimenlo dos raclhores, mais
elegantes e mais bem construidos pianos de que ha noticia./ Nao s so enmniram bellos c maq-
ulleos pianos allomaos, entre ellos os de CAllI.OS SClIKELo melhorc mais insigne fabricante a"<5
hoje conhecido como tambem ptimos pianos francezes de Erard. A construecao de lodos ellos o
mais seguro, o mais lindo e inicuamente apropriada ao clima desle paiz, e as vozes de todos ellos
sao excellcnlrs e mui harmoniosos. Este estabelecimento oll'erece as maiores garantas aos fre-
guezes caos compradores eni geral, porque alm de seren mui razoaveis os precos destes instru-
mentos, ha toda a promplidao e lidelidade as compras ; sendo ahi responsavel por qualquer de-
feito que possa existir e que se deva reparar.
Na mesnia caa aflna-sc o conccrla-s pianos com a maior porfcieo possivel.
Manteletes.
m
Taimas de grosdenaples pretcs bordados e ri-
camente enfeilados, ditos de blond e guipuns
pretos, por proco mais commodo que em outra
qualquer parte : ra do Crespo n. 4, casa de J.
Falque.
Com loque de arara
C=3"
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:600 3#
^ I 4:000 a dusia ditos cora 4 palmos por cada face
AllCnCaO. 1 e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
alzem de fazendag de Raymundo Carlos Leite&
Irmaos. ra da Imperalriz n. 10.
Ao segundo andar do sobrado
05 da esquina da ra do Queimado
H por cima da loja do Sr. Pregtiiea
gy> entrada pelo becco do Peixe
S Frit0*
fgj faletotsde casemira de cor do ul-
M timo gotto conde Cavour.
S SobrecasaciS de panno preto im-
nerraeavel e de cores.
|g Calcas feitas de casemira preta e
33j cores.
2} Camisas inglezas e francesas
57 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chcgou a este estabelecimento ura completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : palc-
lols de panno fino de 16g al 28$, sobrecasacas
^ de panno fino preto c de cores rauito superiores
35?, ura completo sorlimento de palelots de
cu
m
DE
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebaso J.da Silva dirigida por 3IaiEoeI CarnciroLeal.
riseadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vender por preco commodo, cerou-
, las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2$ at 5g
j cada urna, chapeos francezes para homem a 83,
ditos muito superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha-
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar- PT de ^l""0 para homcra ci$> ^eat 7*
rafado, e em barris de quarlo, por preco comino- a um' os dc seda e llc Pa,I'a enfeilados pa-
do : no armaze.m de Adamsou Howie A: C, na meninas a 108, ditos de palha para senhora a
peitos de linho.
j? Vende-se muito barato.
Vinho do Porto.
ru.i da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Neste eslabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de difTerentes dimences
(de 3005 a 3:000) simples e dobrad'os, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para icstilar c destilar espirites com graduarao al 40 graos (pela graduaco de Sellen Cartier! dos
melhores syslcmas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imperio, bombas
de todas as dimences, aperantes ede repucho tanto de cobre como de brun/.e c ferro, torneiras
de bronze de odas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armacao c sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras,
para engenho, Mlia de Flandres, chumbo em lenco] e barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lcnces de ferro o lalao,forro suecia ingles de todas as diiunses, safras, tornos
e rolles para forraras etc., e outros muitosarligos por menos preco do que em outra qualquer ,a do fcrro.folc c descanco, lista maravilla d'ar-
parle, desempenhandu-se loda e qualquer encommenda cora presteza e percicao j conhecida le americana um daquelles inventos de grande
e para commodiJadedos freguezes que se dignaren) honrarem-nos com a sua confianca, acl.a- ulilidade para a industria cois nao s eccLmi
r*o na ra .Nova n. 37 loja de ferrageiis pessoa habilitada para tomar nota das cncorn: icndas inuusma' pls "ao s0 eco,lora'-
_ _________ cuwiuuieuuaa. Sa o carvao e lempo, mas se consegue em deter-
' '----------------------------------------------------------j minado espago de lempo engommar o triplo do
que seobtem cora um ferro commum : com 60
Do-sc a contento.
Os abaixo assignados para commodid.ide do
respeilavel publico, procuraram e conseguirn]
eslabelccer cm diversos pontos desta cidade a
vendagem dos ferros econmicos de Blesse Draki
pelos mesmos procos por que tem vendido no
cocos seu estabelecimento da roa da Imperalriz n. 10,
12?. chapclinhas e velludo ricamente enfeita-
dasa 25 25g, cortes de vestido Je seda em c;irlo de 40g
at 150$, ditos de phanlasia de 165 ate 35000,
gollinhas de cambraia de 15 at 55, manguitos
de lj>500 al5j>, organdys .escuras e claras a
! 800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletolse calcas de 3500 al
: 4 o covado, panno fino preto e de cores de 2-5500
al 10 o covado, corles decollle le velludo
muito superiores a 9 e 123, ditos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
i barato, aloalhado de algodao a l2S0 a vara,
i cortes de casemiras de cores de 5 at 9#, grosde-
naples de cores c pelos de I56OO al 3$2<)0
I covado, esparlillios para senhora a Og, coeiros
I de casemira ricamente bordados a 12} cada um
I lencos de cambraia de linho bordados para se-
I nhora a 9e 12frcada ura, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20# a
Relogios.
Vendc-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogior
de ouro, patente ingle/., de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera una
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharcs de individuos de todas as nacISes p dem lestemunliar as virtudes desle remedio in-
comparavcl e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tnn sen corpo c mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras mnravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos anuos ; e a maior parte
dellas sao I a o sor prndenles que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas rec-
praram cora este soberano remedio o us de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam sofTrer i
amputaco Dellas ha muilasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetlc-rem essa operario dolorosa f o rara
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremdio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de sen recouhecimcnlo declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, atim de maisaulenti-
carem sua Qrmativa.
Ninguein desesperara do estsdo de saude so
tivesse bastante conlianca para cnsaiar este re-
medio constantemente seguiido algum lem o 1
mentratoto que necessitasse :i nalureza do mal,
cujo resultado sera prova rinconteslavelmenle :
Oue tudo cura.
O ungento lio til, mais partlen-
laroaente nos sesaintes easos.
ARCHIVO
slo.de 129 porapparelho completo, que cons- duzia, casemiras decores para coeiro, covado
2$OO, barege de seda para vestidos, covado a
lJsOO, um completo sorlimento de colletes de
gorgurao, casemira preta-lisa e bordada, e de
luslau de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10J> cada um, merino al-
rs. de carvao engomma se um dia inteiro, s ne- cochoado proprio para palelots e colletes a 2jS0o
cessita limpar o ferro quando se principia r ope-1 covado. bandos para armaco de cabello a
I racao, o qual conserva sempre o grao de calor i '5500, saceos de tpele c de marroquim para via-
A.]porcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
ilos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcocs e escorbti-
cas.
fistolas no abdomen.
0 Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengivas escldalas.
I'( hacijes
luflamnacao dofigado
Espirito de vinho com U
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 4
(trAns, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
aadas: na ra lama do Rosario n. 36
Attcn^ao.
Vendc-se 011 permuti-sc por casas terreas nes-
ta praca, nm grande sitio no lugar das Curcura-
nas, o mais benl plantado daqucllo lugar, com
mois de SJO ps de coqueiros, a maior p;ile de
desfruclar-se, com grande terreno para plantario
de roras, etc., urna grande campia com muito
pasto, que admiti constantemente guia 50 cabe-
cas de gado e mais, tem mais o dilo sitio urna
Imita cercada de limo, com muito boas laran-
geiras o oulras fructf iras, lera um grande poce
que tem agua todo o verao para o gado, o muito
pcixe ; finalmente tern todas as propon-oes para
sustentar-se urna grande familia sem muito cos-
leio, e o lugar o mais enxuto daquellas leiras,
tornando-se muito sadio, pois seu dono logra
saude, e o possue a pe lo de 30 ; unos, e tii" s-
mcnlc o vende pelo seu estado avanrado de ida-
de, c sua familia residir no Iterife : quera quizer
fazer negocio, dirija-so a Veri alo de Freilas la-
vares, morador na ruadas Barreiras, freguezia
da Boa-Vista desta cidade, que esl autorisado t
fazer qualquer Iransacrao.
a caixa, culc'iotcs
Infiammacao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de cilios.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos,
Pulni -.
Qucimadelas.
Sarna
Supuraccs ptridas,
i'iiilia, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articularoos.
Veias torcidas ou noda- cliapco desenhora a 2
das as pernas.
Agulhas.francezas a 200 rs.
em caitao de 2 carreiros a SO re., ditos de 1 rar-
reira a 60 rs., penles de borracha para alisar a
610 rs., ditos de palmo.proprio para pintear
cabello de senhora a Ir,' 00 rs., ditos de lr ves-
sa para menina a SoO is., figuras de porcelana
para mesa a 15280 o par, ricos enfeites Je vidri-
Iho pretos a 250O e 3*. ricos lencinhos i
com bordado de vidiiliio e franja pela beira, pro-
prios para cabera de senhora a :, agua di
de laranja a fiO rs. o irasco, ricas I uvas de lor-
il cora vidrilho a 2-, fitas '. i vcl u la a 500 1-. a
1 ca, tranqa preta com vidrilho a 320, 400 o 51
rs. a vara, ricas lilas lavradas de sarja a 500, 6(0
e Ijj, latas com banha franceza a 6(0 rs., cslra-
ios a500,610 e 860 rs., lilas de vrllud 1 de
2 dedos de largura a 6 10 rs. a vara, dilas ie :l
n dos a 800, cartas francezas finas a 320 o nara-
njo, agua de colonia imperalriz Eugenia a 800
i-, ci ral verdadeiro a 320 rs. o ma '<
' coral a ij, franja para rorlinado
a 3^500 a i> n, alflnel
's proprn
pillee iras
cora boloias
para seg irac
Vende-se este ungento no staLecimenlo
geral de Londres n. 221, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessi as
encarregadas de sua venda em loda a A;
do snl. liavana e Ilespanha.
Ven Je-se a80O rs., cada bocetinha conten
urna uistrucco em prtuguez para o modu de
fazer uso deste ungento.
deposito geral em casa do Sr. S
REVISTA HEBDOMADARIA
COI I.ACORADO
PELOS SRS.
D"ln ^a0s,a -A- F. de Caslilho-A. Gil-Alexandre Herculano-A. G. Ramos-A. Guima-
que se pretenda, para o que tem um regislro ; o
seu peso est graduado para, sem esforco, ooder
ser manipulado a vonlade do mais dbil traba-
lhaJor, tem mais um apparelho que obsta a que*
o calor do ferro possa prejudicar a quem com
ellos trabalha. Achara-se venda nos scuin-
tes lugares : praca do Corpo Santo n. 2,estabele-
cimento do Sr. Jos Alies Barbosa ; ra da Ca-
gem.eum grande sortimenlo de macas e malas
de pregada, que ludo se vende vonlade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
SS- Defronte da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
uem-sc e alugam-se bichas de Hamburgo, por
menos do que em qualquer outra parte, amola-
lalquer ferramenla, lira-se c chumba-se
z-sc tudo quauto pertcnce
pharmaceutico,
narabuco.
na ra da Ciun. 22, 1 m Per-
Latino Coelbo-Julio Mximo de Oliveira Pimcntel-1. Pedro de SouzaJ S 1
?.SCk dcrTo"0s-Jux-S-d-aMotta-I.eandro Jos da Cosla-Luiz Filippo' l.eilc-
Cunha LA. Rebello da 6ilvaPaulo Midosilticardo Julio FcrrazValenlim Jos
LopesXisto Cmara.
na
Silva Ferraz
-Luiz Jos da
Silveira
da
DIRIGIDO
POR
& Bairao ; ra do Cabug n. 1 B, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, estabelecimento di Sr.
Antonio Duartc Cameiro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Cuimaraes & Oliveira ;
ra do Queimado n. 14, idem do Sr. Jos Podri-
gucs Fcrrcira ; ra Dircita n. 7-2, idem lo Sr.
Jos Soancs Piulo Corrcia ; ra da Praia 1 28
r, i,mt? a rcsum',r 'das as amanas o movimento jornalislico e a offerecer aos leitores, con- idem do^r. Custodio Manoel de Maealhaes rui
funlamente cora a revista do que mais notavel houver uccorrido na poltica, na sciencia, na Indot-
ado do Pono cm pao e
..-c em barris, cera de car-
ras u>Fcnna n. 1C, dem dos Sis. Pinto de Souza ""ll'a o Aracaly e da Granja, lio da Babia, ve-
las decomposiro e simples, ludo por precos
commodos: na ra da Cruz, armazcm n. 33. '
PotassadaRiissia
a 2 rs., rend is a 500 I
rs., ricas tuncas para baplisado a 2>, biros a 60.'
80 e 100 rs., manguitos para lulo a :'>,
brancos a 2-, Gla com clcheles a 320 rs. a vara
franjas deseda a 160, -Jlu, 320 400rs. a vara"
alem desli s objei tos lem- outros que 1 en I n -se"
lo, e dao-se an si ras de q lal : ier ob-
jeclo, e manda-sn levar qualquer amostras : na
oja du J portas.
ra do Cresp
Vande-scem casa do Arkuright & C., ra da
Cruz, armazera n. 61, relogios do fabricante Hi-
E CAL DE TSItO \ 'h5unr scnd0 'luc Pcl0 seu perfeito machinismo
m v. L1JDUV' podc-se usar com coberta ou sem ella.
No bem conhecido e acreditado deposito da ; Carne de vacca salgada, em barra de 200
ra da Cadea do P.enfe n. 12, ha para vender libras : em rasa de Tasso IrmSos
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova Em rasa de Henry Forsler & C
e de superior qualidade, assim como tambem Trapichen. 8, vende-se '
ra do
cal virgem em
razoaveis.
pedra : tudo .or srecos muito
A. P. de CaivallioI. F. Silveira I'm carro americano do qnalro rodas [podc-se
ver em casa do Sr. Poirier, ra Ja Imperalriz]
Arreios araei icarios.
Bombas idem.
Fogi s idem.
Arados idem a 303000.
Champagne c cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de las as marcas.
Lampedes do [.atente cora azeite proprio.
tria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumptos.'o archivo Vmversm
desde janeiro de 1859, ero que comecou a publicar-se, tem salisioito aos seus fins, com a maior
exaclidao e regulandade.
Publica-se todas as segundas fciras em folhas do 10 paginas, e completa lodos os semestres
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competenles.
Assigna-se no escriplorio desle Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8
rreco da assignalura: pelos paquetes vapor 10J20 por anuo ; por navio de vela 8$ (moeda
lia algumas collccees desde o comeco da publcae,ao do jornal.
CONSULTORIO
da Piafa n. 40, idem do Sr. Pedro Jos da Costa
Castcllo Branco ; ra do Livramcnto n. 36, idem
do Sr. Joao Antonio deMacedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na ra da Imperalriz, idem dos abaixo assignados
Hay mundo Carlos Leite & Irn.o.
Be>
6
m
MM(Effi MOTEE S (DIPBEJUDIDB.
3 RA DA GLORIA, CASA DO FlJiniAO S
Clnica por ambos os syslemas.
Grande sorlimento.
45Rui Dircila--45
Os estragadores de calcado encontra-
io neste estabelecimento, obra upe-
; rior pelos precos abaixo :
Homem.
i Borzegoins aristocrticos. .
Ditos (lustre e bezerro). .
j Borzeguins arranca tocos. .
0?ab.iixnysignndo9, eslabelccidos na ra do
toDiiga com rojas de ourves ns. 9 e 11, (azoro
publico queteem receido de novo os mais bel-
nrne0c.',"-K"OS ^ bri,S d Ur0. e Vendem por
precos mais cm rata que possivel, o pussam
comas com recibos garantindo a qualidade do
ouro, pelo qual cam respunsaveis : recebem cn-
commendas, e concerlam qualquer obra de ouro
cora assetoe promplidao.
Scraphim & Irmo.
A 320 RS. A LIBRA.
rn.Tr S "sIe1'; (""oprios para fiambre : na
ra da Cruz do Recite n. 59, taberna.
i
i
i
i
e
9
@ Estopa.
Camisas inglezas.
0 Riscoulos em latas.
@ Em casa de Arkwiglit & C. ra da Cruz nu-
@ mero 01.

D.sOOO
8,s000
86'000
no caes do Ramos n. 2, escriplorio de Prxedes
da Silva Gusmao.
Liquidaco
a dinheiro para acabar
horas,
outras
loja de livros do Sr. Jos
meNlica-
e os
O Dr. Lobo Hoscoso di consultas todos os dias pela manhaa ede tarde depois de 4
Contrata partidos para curar animalmente nao s para a cidade como para os engenhos ou
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha 'em caso de ur
m^uJLSunt ?"f T/orem d ,irg?ncia. as pessoas residentes no baifrodo Recite poderao re-
Ciride \ t U? ^ Joao.Sl""'^ C. na ruada Cruz ou loiade livros do Sr w
wogueira e Souza na ra do Crespo ao pe da poule velha.
Nessa toja e na casa do annnnciante acha?%e-lia constantcmenl
mentoshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos precos seguimos
Botica de 12 tubos grandes. .
Ditos de 21 ditos.............
Ditos de 36 aitos. ....*."'"'* '
Dito de 48 dito*.....".........
Ditos de 00 ditos. ....... \ \ '
Tubos avulsos cada um. ......'....,.
Frascos de linduras........"
Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr tradu'zido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario.' '. '.
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ....
Ditos econmicos....... 6,S'000
Sapatoes de buter (lust.e). 5fOOo|Loja da ra da Citleia do Re-
cife n. 23.
melhares
10S00O *
20
25-5O0O
cOOO
isnoo
2i*0
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5^000
Ditos todos de merino contra
salto dengoso). .
ps pora meninas ('01
! 1*1 IOS lOUOS
'Ai calos.(sa
'PJorfeguioi
Os novos propnetarios deste eslabelecimenlo
desejando acabar com as fazendas existentes pa-
ra prcpawem um eslabelecimenlo de fazendas
linas e da moda, expOcm ao publico um grande
4S'500 cor1linic'"lo1de fazendas em relalho c pecas, por
f : lodo e qualquer prero para acabar, como" be
: scgiiinlc
mi o
20;000
lOgUO
0
tissnnos)......... i.i;000| Chitas francezas e inglezas, linas, a ICO o
E um pe felto sorlimento de todo cal- ] vaA?odaozi,,ho
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, lio, itas, sedas etc.
co-
Bine Black.
a peca,
e 14[4a
% Superior linla azul e prcla para escrever, ni-
co deposito no Cenlru Commercial. ma da Cadeia
do Recife n. 15, loja Jos Leopoldo Bourgard
CASA DE
c^r
Allenco.
-i 1 prov?tsorestabee:cimen1?-1uePfils no vos mclhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do 1 de novembro em vantc, coniralos mensaes para
UntMsariflcioladeeeCODOmiad0 PubllC0 de 1ucm os proprietarios esperara a remunerado de
Assignalur. de banhosfriospara urna pessoa por mez.....lOgOOO
momos, de choque ou chuviscos por mez 15a000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annuuciados.
FUNDICAO D'AURORA.
Seus proprietarios ofTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral toda
$^^J?'ir^^ reeonhecido .estaj^lecimento a saber: machinas de vapor de
i&
Ao segundo andar do sobrado ^
da esquina da ra do Qijeim.-do M
por cima da loja do Sr. ^egui-re
ca entrada pelo bcco do Peixe ^
Frito. ^
Ricos cortes de vestido preto de ag
duassaias bordados a velludo. >
Mantas pretas bordadas de blond
de linho. ^
Golinhas ou broches a Antonlette
de muito go^to. ||
>enae-se urna bonita escrava com urna cria
de 3annos, a qual engomma e cose perfeitameu-
le : na^ ra da Traii, primeiro andar n. 43.
Vende-se por prego commodo urna casa
terrea do pedra e cal com chao proprio, sita na
ra Dircita da fregosla dos Afogados, lem 2 sa-
as, 2 quarlos, cozinha fra, grande quintal nu-
boleciraenlo na ruado Brura n. 28 A.-a na ra do Collegiohoje do1 raVer a7oTn7.7'm orad ro lal-
xeiro do esUbeleciroento Jos Joa^uira da Costa Pereira, cora quera os pretendenles se podem
entender para qualquer obra. pouem
pretender, dirija-so a mesraa ra Direila da fre-
guczia dos Afogad)s, casa n. 60, que ahi achara
o propnelario a qualquer hora do dia para efec-
tuar a venda
i
bom a 3g50 o 2600
Grvalas de seda modernas a 400 rs.
Chales de merm estampado de 10
2g5O0 e 39500.
Ditos de algodao oncorpado a 960.
Brim de linho superior a 320 a vara.
Alpaca prea a 400, 500 e 000 rs. o covado.
Meias para senhora e homem a 200 e 160 o par.
Calcas de brim de seda a 3j urna.
Madapoles a 3^500, 4$ e 5-5, superior quali-
dade.
Chapeos de baeta a l20O, 1400 c IJOOO.
Cortes de brim e de la de cor a lg e 1*500
Pauno fino prelo e de cores a 3jJ, 4 e 5a o co-
vado.
Chales de cambraia a 1$ e 1J200,
Paletots de brim com botes de madrenerola a
23600 e 3. l
Muitas pretas pretas superiores a 9 e 10(.
Ricos vestuarios de fusto para meninos-a 3 Grosdenaple preto a 1jj500 e 2g.
Cortes de casemira prelos e de cores a 5S e 6
Lencos de chita e cassa a 100 e 100 rs.
E outras rauilas fazendas que se vendem por
lodo e qualquer preco e nao se engeila dinheiro
por se querer acabar com ellas.
EmcasadeN. O. Beber & C.
Successores, ra da Cruz n.
4,vende-se:
Vinho Sherry em barris, de ptima qualidade
Cognac (l'ale Brandy) em barris, de opiinia
qualidade.
Vinho champanha, em caixas, marca Parre
mui acreditada no sul do imperio.
Brilhante al 1 1 [2 quilate.
Charutos.
Suspiros, guanabaras, Iriumphanles,
lcoes,-lanceiros, parisienses a 53 o cento,
Escravos fgidos.
?v
Em casa de E. A. Ruile & C, ra da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorli-
mento de ricos e excellentes pianos de todos os
precos e qualidade?, os quaes sao de muila du-
racao pela sua boa construccSo. Estes pianos
que foram premiados com a medalha de primei-
ra classe na exposie.'io universal de 1855, alem
de seren de 7 oitavas e .i cordas.sao de jacaran- 1
d e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podem compra-Ios cura 20 ou 30 0[0 de seguiutes : um tanto baixo do <
menos que cm uutra qualquer parle. testa car regada, olhos pequeos, cara' larga
barba, falla lina e a voz sempre
ma, e
Bezerro francez
grande c grosso:
Na ra Direita n. 45.
Vende-se mel para embarque : no cae: do
Ramos n. 6.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
cozinhar e engommar, no Manguinho, cm frente
do sitio do Dr. Accioly.
Vendem-so moedas de ouro americanas
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglczes,
tente : no armazcm de Augusto C.
na ra da Cadeia do Recife n. 36
ce
de pa-
Abrcu.
lem-se chapos francezes de superior qua-
a 650(), 7 c 88, ditos de velludo, copa al-
Fugio no dia 7 de novembro do armo pr-
ximo passado o escravo Felippe, de naco A-
ade 45 a 50 annos, com os signaes
um tanto l.aixo do corno. er,r ma,
sem
baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas fonie*
parecendo ser muito mancinho, porm muito
vclhaco e mettiao a curador de craposlurias de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo 6 de Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Preta. quem
o pegar ou disser onde de cerlo esl sera bem
recompensado.
Molcque Fgido.
10O$00O de gratificado.
Roga-se acs capiles de campos, e a toda o
qualquer autori.lade a appiehensao de um mole-
que de no rae Manoel, crioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de oulubro do cor-
rente anno, levando caiga de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal sollrer
de asinina e a pouco estevedoente de bexigas
desconfia-se que estoja acoitado por algura esper-
talhao, que se qneira aproveitar de sua pequea
iJade para o seduzir, desde j protesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dilo larapio cora
todo o rigor da le, egralica da mateira cima,
aquella que lhe der noticia cerla, e paga toda
despeza que se fizer com o mesmo moleque para
se efectuar dita sprehensao, ieando ra Nova
q. 21. Francisco Jos Germano.
200S000.
em grande sortimenlo para
homens, senhoras e
meninos
Vende
idade a u."(), i o o--, unos ue veuuuo, eop
la e baixa a 7, ti e 10,$, ditos de lontra pretos c
de cores, muito linos a 6-JS e 7:., ditos do chile a
3S500, 5, 6, S, 10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimenlo, lano em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, do 2*500 a 7g, di-
tos de gorgur.io com alia de couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4g, ditos de palha ingle/a, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para a 1ucm a pegar.
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-; PcpPOVI Al ninas de escola, chapeliuas com veo para senho- i l-i^l-I ti > ti Eti.^lvltl.
ra, muilo cm conla e do melhor gosto possivel, j Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, eafei- i do corren le, una sua escrava da Costa de nume
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros Maria, que representa ter de idade 45 anuos a-
Fsi fgida nos arrabaldes desta cidade unir,
pela que au ser muilo cosloso pega-la, pelas
informaces que se podem dar as pessoas que se
quize-rem cncarregar de a pegar : na ra da Ca-
deia n. L'5 se daro as infurmaces, e os 200;000
muitos objeclosque os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro do comprar ; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de B. Feij.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tern sempre no" seu deposito
da ra da Moeda 11. 3 A, ura grande sorlimento
de tachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Ldivin tfaw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Traoicho n 44.
,.:;v:"-.'-^v"r:-.v -'" -' ;. .,
m
napo-
lollas a 49. favoritos e apraziveis a 3J>, e diversas
marcas para 2, no Centro Commercial, ra da
Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Vende-se o deposito da ra da Sania Cruz
n. 76 : a tratar na ra alraz da matriz n. 26, -pa
dara. K
^P* Ricos cortes de vestidos prelos jL
de duas saias bordadas cm lecido a vellu- t
do, sera competencia em gosto c quali-
9 dado. j
^ Mantas pretas bordadas, de blon- tt
do de linho muilo superior.
^* t'nfeiles de llores finissimas para
@ cabeca de senhora bom gosto c modernas.
^ ^* 2- andar do sobrado da esquina
$ da ra do Queimado, por cima da loja do
Sr. Preguic,a entrada polo boceo do Peixe
Frito n. 1.
.'
tura e curpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma Irazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
oais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles do campo c mais pessoas do povo,
a apprebenaao do dila escrava, e teva-la loja
do l'reguiea, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronle
da cocheira do lllm. Sr. lenle coronel Sebas-
liao, qoe serao generosamente recompensados.
No dia 2o docorrente desj
Pianos

Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazera, na prac,a do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bcra conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cos e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seutball Mellar & C, ra do Torres
n. 38.
appare-
ceu um escravo por nome Caetano, ca-
bra, de idade 25 annos, cora os signaes
segrate*: cor clara, altura regular,
cabellos bastante caraprahot, cabeca
corapri Ja, bastant; barbado e gago, *e
ollicial de pedreiro e saliiocom ehape'o
de palba da Italia : quem o pegar le-
ve-oa ra da Gloria n. 7o, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Menczes,
que sera' bem recompensado.
I Fugio no dia 2t do correle, do ab.iixo as-
| signado, um molequo que reprsenla ter 18 a 20
annos de idade, de cik fula, sem barba, cara re-
donda.os joelhos um pouco mellidos para dentro,
pernas compridas, lem o andar apressado, bas-
tante esperto e propenso ao riso; chsma-sc Hcr-
culano, veio ha dous annos do Aracaly, c lem
estado sempre em Apipucos, residenciado abai-
xo assignado, onde costumava ir pelo Monleiro
e Casa Forte, vender em um taboleiro bolinhos
ou frucias: foi com caira e camisa de algodaozl-
nho de lislraa azues roga-sc as autoridades po-
liciacs ou a qualquer pessoa a apprehenso des-
te escravo, entregdo-o em Apipucos, ou na ra
do Cabug, loja de ourives 11. 12, pelo que se
recompensara" generosamente.
JUanoel Antonio dos Passos Olivcim,


(8)
DIARIO DE PERSAMBUCO. QUAHTA FFIRA 29 DE FF.VERETRO DE 860.
Lilteratura.
PERLN0.
Cont Nopulitano.
Minha ine. porque razan tanln
ritt ? Porque tenho desejo de
chorar, meu filho. ( A pequea
earapuca vermelhaVersao bul-:
gara. )
CAPULLO V.
A H O 1 T S. E O I> 1 A .
(Ciincluso.)
(i vente passou niurmmando, a abelha parti
11 rucnrar sna pieza, a andui iuha persegua
a moca .ii o all) dos ceos, os passaros chillando
e cantando, se fistojavara na folliagem, nioguem
orton coni Violeta. Ella desceu da aoro
suspirando, o ramiuhou para danio, eoiiliaudo-
sc seu coraco para encontrar Pcr'ino,
CAPITULO VI.
Os IBES i ncontros.
Il.'.via orna trrenle que caba da monlanha,
seu liiio eslava meio serr, fui o caminho que
la esrolhen. .1,1 os eloendros suspendan)
na superficie da agua suas caberas cuberas de
; a llllia de Ceceo inJernou-se nesta ver-
dura, acompanhada pelas herblelas que volteja-
ram cm redor del la romo em redor dn um lirio
que o rento agla. Caminhava mais depressa do
que un desterrarlo que entra em sua rasa ; mas
ii caloren abefador ; e ao meio dia foi-lhe mis-
ler descansara
Aproximando-se de urna poca d'agua para re-
frescar seus pos ardenles, avislou urna abelha
que se afogara. Violeta estendeu seu pesinho :
t> animalejo subi. Eslaudo em seceo, a abelha
Ikon por algn. lempo mmovel romo para res- e jardn* desertes. Deseen banhada em
. depoissarudio soas a/as moteadas, e pas-
sando sobre lodo o son corpo suas patas oais II-
' que um li.i de seda, enchugou-o alisou- o;
ndo o vo, veio zumbir em redor daquclla
que lhe Imlia salvado a vida.
Vilela, llie disse ella, tu nao (i/esto bem
nma ingrata. Sei para onde vas, deia-mc acora-
panhar-te. Quando eslver cansada desransarci
la cabera. Se olgum dia (reres nceoasi-
de mim di/e somonte : Kabuchodonosor, a
pas doeoraco val mais do que ouro : talvcz te
possa servir.
Nunca, pensou Vilela, poderei dizer : Na-
liu!. donognr....
0 que que queres ".' perguntoa a abo-
l.a
Nada, nada, responden a (linde Cerco, s
i de li junto Perlino.
Pez-Si* a raminho com o coraco mais leve ;
no liiii de um quarto de hora oiivio um pequeo
grii i ; era um ralobranco que um ourico linlia
e que s se linha salvado de sen fumigo
lodo i iisangiicntado e scmi-morlo. Violeta leve
lixo do pobre animal. A pozar de psl ir
i un milita pressa parou para lavar-lhn as feridas
e dar-I lio urna das alfarrobas que linlia guarda-
do para seu atranco.
Vilela, llie disse o ralo, tu nao flzcsto bem
um ; igrato. Sei para onde vas. Collora-me
i algibeira rom o resto de las alfarrobas.
Igum dia livores necessidade do'tntn, di/.e
ile: Tricchi l'arlacchi, vestidos dourados,
res de lacaios : talvcz cu le possa servir.
Violeta mellen o ralo em sna algibeira para
i lie alii podesse roer seu coraraodo, c cou-
i subir pela lorrcntc.
Ao lusco e fusco olla se aproximara da mon-
i quando do repente, do alio de um grande
carvalho, cabio souspos um esquilo, persegui-
do poi urna horrivol coruja. A lilba de Ceceo
i medrosa, balen na coruja rom sua zam-
ba, fe la fugir ; dopois apjnliou o esquilo,
- allurdido du que olendido da queda, e com
mulos cuidados rousegiu reanima-lo.
\ iolela, disse o esquilo, 'u nao fizcsle bem
l um ingrato, sei para onde vas. Po-mo sobre
le i hombro, o collie-me arelas para que eu nao
meus denles se alongaren). Sealgum da
ellas losscm, nao puOiinu deixnr de se-|u nesta
orcasio porque era raro ouvir urna rarantella lo-
cada porum pastor lo lindo como Violeta.
Pequeo, dizia urna, vem por aqu.
Pastor, gritave a oulra, vem por ende es-
lou.
E ludas a lhe enriaren sorrisos, porm nada
mais.
Sen horas, disse Violeta tirando sru cha-
pen, sede lao boa, romo sois bellas. A noile
sorpreiidcii-mo as niontanhas ; nao tenho nem
a-vo nem ceia. Um cauto na estribara e nm
pe lago de pao, 0 meus dansariuos ros divertirn)
toda a noile.
No raslelio dos Escudos Sonantes a sentinella
era severa.
Tema-Be de (al sorle os ladrees, que depois do
crepsculo, nao se abra a por la ninguem.
Esss senhoras o sabem bem, mas nesta honesta
casa, havia sempre corda para enforear. licita-
ran] urna pona pela janella, e iminediatameiile
Vilela l'oi irada para um raudo quaria com to-
da asna comitiva, I. fui lhe preciso locar por
muias horas, dansar e cantar, sem que se lhe
perinillisse abrir bocea para perguntur onde es-
lava Perlino.
Nao importa va : era feliz por eslar debaixo do
mesmo ledo, ludo lhe dizia que nosse momento
o coraco de seu amadodowa balercomo bata o
sen. Era urna mmenle, julgava que basiava
amar, para que se fosse amado. Deus sabe que
bellos soiihus leve cllaessa noule !
CAPITULO VIII.
N llil'C.IIODONOSOll.
No dia segunle, milito cedo, Violeta queso
linba deilado no celleiro subi ao tocto o olhou
em redor de si ; mas por mais que lancasse os
olhns por lodos os lados s viu torres fechadas
agr-
lizo-
nioilo, e meu Irem e ivo. Nao podis compilar
pedase paos com o meu mocho e ininba galli-
nhola ; persenagens ISo verdadeira, lao nalu-
rnes, que parece que se est vendo na ra. A
arle nao c nada junto vida.
Nao seja osla a duvida, disse a marqueza,
eu le moslraiei um homeinsinhn feilo de assu-
cai e omendoa, que cania como um rouxinol e
raciocina como um acadmico.
Perlino exclamou Vilela.
Ah! disse n Dama dos Escudos Sonantes ;
minhas damas de honor ja fallaram. Encaruu otn-
cadoi de zamponha cun o insumi do receio. De-
pois de urna pequea rofloxao, disse ; S:>e daqui,
nao quero mais leus brincos deciean;a.
Senhora, disse Vilela leda trmula, dei-
admiradas de encontrar unta to rara prudencia
entre papagaios e canarios. Eis o que cantava o
cOro dos passaros:
Morra a liberdade,
Viva a gaiola.
Quando se canlarola
Somos aqui tratados largamente,
tem nutridos,
Bem rendados,
Eresco no vean, calor no invern.
Paga-se em canto
A hospitalidado,
Viva a gaiola,
Mona a liberdade.
Anos osles grites alegres, llreramum profun-
do silencio ; um velho papa^aio vermelho e ver-
que sous 3Il)lgOS
mas, apezar dos esfonjos
rain por consola-la.
No pateo lodo calcado de prate ella encontrn
as damas de honor, sentadas em lima rola, e li-
ando estopas de ouro 'se la.
Vae-le embora, Ihegrilaram ellas se a mar-
queza \ ij-e leus [arrapos, nos expetliria. Sabe
d'aqui, vilo locador de zamoouha, o nao voltea
mais nunca menos que nao sejas principe ou
banqueiro.
Salar disse Violeta ;anda nao, bellas se-
nhoras: deixae-me servir-vos ; serei to brando,
15o obediente que nao vos arrependereis de me
ler i onservado.
xai-nie conversar com osle milagro d Perlino, c de, com urna phvsionomia grave c seria
tomai a carrua
Nao. disse a marqueza, vai-te e nbora ele-
va leus animaos contigo.
Deixae-me smente ver Perlino !
Nao nao responden a Dama.
Smenle deilar-me urna noile i sua porta,
replicn Vilela toda lacrimosa ; vele que mi-
mo recusis, acrescenlou ella, pondo um joelho
em lena o apresenlanJo a earruagem a Dama dos
Escudos Sonantes.
A' osla vista a marqueza hesilou ; depois sor-
rio-se ; em um instante, tinha adiado meio de
Iludir Vilela e de ler por nada o que ella cubi-
ca va.
Esl i feilo o negocio, disse ella lomando a
earruagem ; lo d
lino, o al o
falles.
Tenilo ehegido a noile. a Dama dos Esludos
Sonantes chamou Perlino para ceiar com ella.
Quando o f>
erjiuen
um joven rato apenas desmamad, ergueu-st-1 h,, iv, h,,.,i a--------TZ--------Z------------.
para defender os culpados, ja tinha erTcaixado ?/, co'u"h,"Td*rl;,i"?do Pcrd'd/^a que du-
...-,.______ pucou os vencimenlos de seus caixeiros t> rlpu
apata, e, voliando-se, canluu com um lom la- | Escudos Solanles.
nboso, ou anies grasos o que so segu :
O senhor rouxinol 6 fcio e prclo,
Muito triste, c tambem desagradare^
Quo s sao & passeio noitezinha -
P'ra soltar seiis gorgeios ao luar ; '
E pobre miselavel phampharrao,
Que passa muito mal, como mendigo,
E se chama feliz e venturoso ;
-Sin voz nosafilige e importuna,
utre nos se devia qualro prezos.
Como mocho?, pregar gente to louca,
Que nem ao menos busca ter fortuna.'
E lodos os passaros- enlliusiasmados por lauta
eilara* esta uoite porta do Per- eloquencia, se pozerarn. assob.ar com urna voz.
veras; mas prohibo-lo que lhe aguda :
Morra a liberdade,
Viva a gaiola etc., etc.
o o lez-comer e beber bem, o quo era mul-
to fcil com um rapaz do bom humor, dcspeiou Emqnanlo cercavara a gaiola mgica, a dama
riem um copo de cl?s Escudos Sonantes, como fcil de imaginir,
excellentevinho brancode Capr
prala dourada, e tirando da algibeira urna hcela
de crystil, lirou dola um p avermelhadu que
deitou no vinho
Debe isti, meu Qlho, aisseella 5 Perlino,o
dizo-rae o leu gesto.
Perlino, que aziatulo o quo se lhe dizia, en-
gullo o licor de um so trago.
Irra exr.lamou elle, esta bebida execra-
vel, um cheiro do lama e de sangue ; ve-
neno !
Tolo, disse a marqueza, ouro polavel ;
u a ultima em cobicar esta maravilha.
Pequeo, disse ella ao tocador do zar
seus oculos, lirado o bonete, e sacudido os man-
gas, quando fru allenco livre defeza e ao in(
teresse dos aecusados," o galo lhe veda a pala-
vra. Enlao, com urna voz solemne, mostr Ro-
minagrobis, reprehende os aecusados, as tesle-
miinhas, a sociedade, o co, a trra e os ralos ;
depois, cobrindo-se, fulminen urna sentenin vin-
gadoura e ronden.ncu eslas bostas criminosas
seren enfunadas e esfoladas perantea assembla,
cjm coniscarao de heos, abolican da memoria, o
condenniacao em lodas as rusias, lodavia limita-
da de cinco annos a tJetencao, porque deve-se ser
humano mesmo com os acelerados. Representada
a faica, desceu a cortina.
_Como isto natural, exrlamou a Dama dos
E a jusiie.1 dos galos ejerci-
da immediatamente, Pastor, ou eiticeiro, ren-l
de-rae leu tribunal estrellado.
Sempre pelo mesmo proco, senhora, re3-
pondeu Vilela. Eaccrescentou baixinho. Oxa-
l quo lu me pagues todo .o mal quo
feilo. '
Emquanto se passava a comedia no'paleo, o
esquilo nao tinha perdido sen lempo. forca
de p.ilnhar sobre os lelos tinha conseguido des-
os de seus caixeiros e deu
urna pensao seu caixa que s o servia, havia
trila e seis annos. Nada enlouqnere como a fc-
licidade. A boda foi bella,mas d'esla vez livrram
cuidado de escolher os amigos. Do vinte leguas
em redor vieram abelhasque trouxeram um bello
favo de mel, o baile terminou por urna larantella
de ralos, e um saltarello de esquilo, que muilo
deram que fallar em Postum. Quando o sol ex-
poiho os convidados, Vilela e Perlino dansavom
anda, nada poda fa7o-]os parar. Ceceo que era
uims prudente, lhes fez um bello discurso para
provar-lhcs que nao erom mas mollinos e que
ninguem se casa para brincar : ellos lancaram-
se, em seus bracos lindo-se. L'm pai tem" sem-
pre n coraco dcil : lomou-os pela mo e poz
se a dansar com ellos at n noile.
CAPITULO XII.
A MORAL.
Eis a hislona de Perlino, que lao' boa
como qualquer oulra, disse minha gorda estala-
ine leus j,1(j,.r3 |0vantando-se, toda commovida pelas
aventuras que acabava de contar.
E a Dama dos Escudos Sonantes, exclamei
eu, o que foi feilo d'ella ?
CObrir Perlino comendo (igos no jardim"u"tcTo ellTuS.bTrl.or^"'J iS10!! PnIo;nba- uc
meslre esquilo sallou sobro urna arrr n A, ,n. I Vil l^ c]!OT.?'io- 1ue leon. "raneado um pu-
r sobre urna monta. Sempre rebSo^iegmi ?%? 5*** se importa "cmTisso ?
ato onde estava Perlino jogando o morra com
nao foi
IV |ueiio, uisse oua ao locaiior o zampo-
nha, nio vendes esla gaiola pelo mesmo pceo
que a earruagem ?
Do muito bom grado, senhora, respondeu '
Violetia que nao tiuha outro desojo.
Esta feilo o negocio disse a dama, so os
mendigos tem semelliaules loucuras.
Toda a noile so passou como a vespera Perli- i
no, ebrio por causa do ouro polvo enlrou era "' ('"!-f.V Va "br
sen qiiarlo sem ao menos levantar os olhos. Vio-
sua sombra, meio corto de ganhar sempre.
O esquilo fez unn rabriola e senlou-se diinle
de Perlino com a gravid.nle de um escrivao.
Amigo, lhe disse elle, a solidao lern seus
enfados, nao pareces te divertiros muilo jugando
s ; so quizesses fizer una partida con,migo I
Pois nao disse Perlino bocejando, tens os
dedos muilo curtos ; e alom disso nao es mais
do que om animal.
Dedos curios nem sempre sao dcfi-ilo, re-
plicou o esquilo ; en tenho visto ser enforcado
mais do um, cujo crirae era ler os dedos muito
longos ; e so sou um animal, senhor Perlino, sou
ao menos um animal acordado. Isto mellior
do que ler lano espirito e dormir como um le- zendo mossas e
.i velliacaria acaba sempre por (ie.ar presa no
laco que arma : bem feilo. A fariuha do diabo
se perde toda em farellos ; pciur para quem o
serve melhor, para as pessoas de bem !
K a moral ?
Que moral ? disso Palomba olliando-me com
um ar espantado, sao duas horas, ha um padre
capuchinho quo prega vesperas, e d'aqui vedes a
calhedral.
E a moral do cont que vos perpunto.
Senhor, disse ella canegando sobre os fi-
naos, a sopa est prompla, o pinto frita, o ma-
caran cosido. Bem ou mal, minha historia est
acabada. Acalenta-se os meninos com cantigas
e os homcris com historias, o que queris mais ?
Puz-ine mesa ; mas nio eslavasatisfeilo. Fa-
peilo do
minha faca sobre o
in. 'disse rerl.no k. .i...' !,:m.'m.?,,c!ro ad!'"^'vel ; mas quando eu con-
lia dous
quem bebeu-u urna vez, bebe-lo-ha se rao re. To- '""aarromessou-sc sobre sua esleir mais mise- ,,;'':,;
..... ,... ______ i ___. ... .. r.1i'i. .1.1 nnn niiti'n uio.u iu.
na este segundo
pie o primeuo.
A Duna tinha razo : apenas o rapaz despeiou
Por nica resposta, a primeira dama se levan- COp0. senlio urna sede ardeule.
copo, tu o achara* melhor do ra;el f 1"e n,,nBa- i ir8l0
l.intou como no primeiro da, cliorou de com- ., \>
mover podras
lias passa-se em mim alguma cousa de extraor-
coraeo
provem
isto
lou : era urna moca alta, magra, secca, amaiella
e hienda ; com um eslo moslroil a porta ao pas-
lorzinho o chamou o carcereiro, que se adiantou
fraziudo os sobrulhos o brandndo sua alabarda
l'.s'.ou perdida, exclamou a pobre menina,
nao loruarei mais vero meu Perlino.
- Violeta, disse gravemente o esquilo, expe-
Mais, dizia elle, mais
*"
Para roso'.ve-
rimenla-sc o ouro na lmala i,e os amigos no in- | linh:
fuitimio.
Tens razo, disse a filha do Ceceo. Nabu-
\chodonosor, a ;u: J> coraco vale mais do que
1 o ouro.
ImmeJiatamenlc a abelha vi, c o-is que para
o meio do pateo oulra, nao sei por onde, urna
, bella carroagem de cristal, com umtmao de ru-
| bins e rodas do esmeralda. O Irem era puchado
! por qualro caes prctos, gordos, muilo luzidos,
[U0 caminhavam com as orelhas no chao. Qua-
No quera maisdolxar a mesa.
lo deitar-se, foi preciso que a marqueza lhe
j dsse iim grande frasco d'eslo p marinlhoso que
i elle iutroduzio cuidadosamente em sua algibeira
\ como um remedio a todos os males.
Pobre Perlino era realmente um veneno que
a bebido, e o mais terrivel de lodos. Quera
bebe ouro polavel tica com o coraco gelalo em
[uaiito a fatal bebida est no estomago. Nao se
conhece mais nada, nao se ama mais nada, nem
p.'ie, nem me, nem mulhcr, nem filhos, nem
i Indaga diz o esquilo Nfio bebe nao o dormi-
rs ; nao dormee vers muitas cjusas. Ao bom
entendedor, salude !
Tendo dito isto, o cs{ui!o subiu um ramo e
desap parecen.
Depois que Perlino vivia no retiro voltava-lhe
;i razo; nada torna o homem to inu como eu-
fadar-sc junio com oulro, nada torna to sabio
; como enfadar se s. Na ceia elle estudou a figura
o o sorri 'z. da Dama dos Escudos Solanles.
amigos, nem paiz.
nao
se ponsa mais em si, s
se quer beber, o beber-se-hia todo o ouro, eludo
o sangue da Ierra sem estancar una sede que
nad.i pode saciar.
Entretanto o que fizia Violla ? O lempo lhe
pareca lo longo como ao pobre um dia sem pao.
iro grandes escaravelhus, montados em jockey,' Porlsso.logo anoite poza sua mascara pela para
dirigiaui com urna roo levo osla earruagem ga-
la ule. No fundo da earruagem, moemeule re-
clinada sobre al mofada de sellm azul, eslendia-se
urna joven galliiiliola com um pequeo chapeo
cor de rosa, o vestida cora um vestida de tlela
lao ampio que se espraiava sobro as rodas. Com
urna pala, a dama abanara um loque, com a ou-
abrir o baile das estrellas. Vilela corren por-
ta de Perlino, muito certa deqie, rendo-a, Per-
lino lancar-sc-hia em sous bracos. Como
coraco palpitara quando ella o ourio subir :
dr quando o ingrato passou diauto della
mesmo olha-la !
Fechada a porta com duas rollas, e retirada a
seu
que
sem
Ira, segurara um frasqulnho, o um lenco borda- chave, Vilela sealirou sobre urna astcira que lhe
do com suas armas, e enfeitado de nina renda linhaui dado por compaixo; ah comecou a dos-
i fazer-so
di/.e somenle : Pa-
t, tal vez eu te possa
sida le de mim,
lata, olha bem e ver
ir.
Vilela Bcou um punco admirada desles tres
.:. ai I ros, nao contava com este agradecimento
i ras ; o que podiam fazer por ella lo fra-
migOS ? Que importa, pensou ella, o bom c
are o bem. Aconteea o que acontecer, Uve
le dos desgranados.
" sle momento a la sanio de urna nuvem, c
sua branca luz alumiou o velho castello dos Es-
cudos Sonantes
CAPITULO Vil.
O Castello dos Esccoos Soxaxtes.
A vista do castello nao erado fazer animo.
Iiit o cu.no do urna mnnlanha que nao era
;!.. que um inontao d.
larga Junio della, meio occultO debaixo das
ondas de tafel, eslava um mocho com um ar de
enfado, o ollio quebrado, a cabeca pellada o lo
velho que seu bico encruzava como tesoura
abeiia. Eram rrcom-casados que faziara sua vi-
sita do nupcias, um apparalo da moda, como os
de que gostava a dama dos Escudos-Sonantes.
A' vista desta obra prima, um grito de prazer
e admiracaodespertou tolos os echos de palacio.
O carcereiro embasbacado dcixou calar a lanea,
em quanlo as damas corriam aps a earruagem
que fugia levada pelo galope de sous qualro caes
de Bcspanha, como se levasse o imperador dos
Turcos ou o diabo em pessoa. Esle ruido eslra-
nho inquietou a Dama dos Escudos-Sonantes,
que tema sempre ser roubada ; corria furiosa e
resol vida a por todas as suas damas do honor no
.miar da ra. Pagara para sor respeitada, e que I dz*an'nos, eso j usara en seu po de ouro
quena quo tambem respeiiassem o seu dinheiro. | horas passaram I
em ligrimas, fechando com as mos a
] bocea para suffocar os solueos. Nao uusava las-
timir-so com receio de que a expellisscm ; mas
quando chegou a hora era queso as estrellas tem
\ os olhos abertos, balcu brandamenlc na pona c
cantn nuia voz :
Perlino, meu Perlino, nao me ouves?
Sou cu que venhoagora libertar-te,
Longo de ti, amor, viverno posso,
Anda de pressa, vem, quero abracarlo
Abre ; meu peilo s por ti palpita,
Tenho fri e calor, por ti suspwo,
O dia inteiro amor consagrado.
Mas noile de dor quasi que expiro.
Cuitada por mais quo cantasse nadase moveu
110 quarto. Perlino roncava como il marido de
Tenho a cabeca pesada e o
tenho mos sunhos. D'oude
-
Irabalho baldado, Perlino dormi.
com um rei dcsthronisado; os soleos do sua
amante o acatentavam como o loria feilo o ruido
do mar e do vento. Perio de mea noite, os tres
amigos de Vilela, aflliclos por causa de seu
pozar, lizeram conferencia:
Nao ii.ilur.il que eslo menino durnia desle
modo, dizia o compadre esquilo.
Nos deveramos entrar e desperla-lo, dizia
o rato.
Entrar como? perguntou a abelha, que ti-
uha intilmente procurado urna fenda por todo o
muro.
Eu me enearrego disso, disse o rato.
E depressa. depressa roe um pequeo cante da
porta ; fot suilicieiile para que a abelha enlrasse
no quarto do Perlino.
Elle eslava lianquillamcnlo adormecido sobre
as costas, roncando com a regularidade de um
frade que descanoa sosia. Esta calma irritou
a abelha, o mordeu Perlino no beico ; Perlino
suspirn, deu urna pancada sobre a face, mas nao
despertou.
A lormeceram o menino, disse abelha Vi-
lela nara a consolar. Aqui ha magia, queso
do ve fazer '?
Esperai disse o ralo que nao tinha deixado
enferrujar seus denles, vou entrar por minha vez, qetcio~nWfoi do longa duraco.
o eu o despertare!, amda que fosse misler comer- < anda na cama quando ourio urna
lhe o coraco quoixosa. rira Violeta que nos tcrmoi
Nao, nao, disse VloleUa, nao quero que se temos, lhe lembrava coma o tinha
faca mal ao meu Perlino. maldado dora suas proprias raaos, como era s
rato ja eslava no quarto. Saltar sobre a ca- suas Suppllcas quo ello devia a vida e lodavia
ma, insinuar-se debaixo da coberla, foi um brin- se tinha dfixado soJuzir e roubar om quanlo
C0 para a destreza dos ralos. Foi ccrlinho ao ella tiuha corrido anos elle cu.....m irabalho de
i coraco de l erliuo, mas antes de cavar um bu- que Deus livre lodo o mundo. Vilela dizia-lhe
tem um cheiro admirare!
lar aos meninos do meu paiz as aventuras de
Perlino, nao Ibes darei de janlar ao mesmo lem-
po ; porque ho de querer una moral.
Pois bom, excelleuca, se houver em rossa
trra delicados que nao coisem lir com receio do
mostrar os denles, venham provar o meu macar-
an, lndicai-lhes Anialfi, e venham ellos Lea.
Nos lhe daremos de urna vez mais moral do
llie daiia todo Paris.
A proposito, acrescenlou ella, o vento co-
mee i a oprar e os mariuheiros recciam que vos-
sa senheria estoja cncommodado romo esta ma-
nhaa. Dir-se-hia quo esta noticia vos entristece.
Coragem O mal passado nao mais do que um
sonho, e embora o nial futuro lenha bracos com-
que
f..i um cnniiva lao alegre como de cosiume, priJo*, nao nos apcrlam a"i'nJa."vs nemVlsso
mas todas as vezes que so Iho apresentava o copo nensarcis agora
| do csquecimenlo, elle aproximava-se da janella
para admirar a belleza da noile, o derramara o
I ouro polavel na jar Jim. Duem que o veneno
cahiosobre vermes brancos que eslavam cavan-
I do a torra, o desle enlo que os besouros sao
i domados.
CAPITULO XI.
O RECOMIECIMI-M i.
Entrando em seu quarto, P
Obrigado, boa Palomba, oulorgastcs-me o
que eu procurara'. Um momento do esquecilben-
lo em nioio longos trabalhos, um pouco de re-
pens no meio do vento e do mar; Irabalho c en-
fado eis o que do emites e sonhos. Bem louco
quem d'elles exige mais alguma cousa. Ecco la
moralil
Eucuahu Laboii.avf.
[Journal des Debuts.)
ino reparn no |
ava para ello Iris- |
pressa
(oca lor de ziamponha. que o
teniente, mas nao lhe fez perglinta ; tinha
do eslar s para ver si a fslicidade lio batera na
porta, e em que forma entrara ella. Sua in-
No estava
voz. doce e
os mais
feito e a
Variedades.
TMULO MARCIAL.
raco, ojculou : o coraco nao bata ; nao resta va
duvida, Perlino eslava encantado.
Quando vollava com esla noticia, j a aurora
allumiava o co, a m dama chegou sempre sur-
rindo ; Violeta, furiosa por ter sido Iludida, e
roendo as mos de colera, fez todava una bella
reverencia marqueza, dizendo baixinho : at
auiauha.
CAPITULO X.
Trabalha-se activamente, dizum jornal de Ly-
on, no tmulo que o jmarochal de Caslclane
mandn antecpadamente construir para si, no
caminho que lera o seu nome o quo vai da
illn Barba a Caluire.
Eslo tmulo de urna simplicidade c grandeza
primitivas.
O uirechal encommcnJoii ao esculplor Cubi-
solo as estatuas d'um granadeiro e d'ura soldado
lo dragues, que serocollocadas, como sentinel-
las immoveis, junio do jazigo
A immensa podra, do granito, do sarcopliago,
lirada das pedreiras de Oiillins, foi enterrada no
slo, e a sua lampa formar o atrio da pequea
capella de S. lanifacio, que o abriga.
So-
l.ais
rochedos derrocados, a-
vislava-se ameias de ouio ; lorresiuhas de pra-
11, clos desaphyras c rubios, mas cercados de
gran lea fossos cienos de una agua esverdeada,
mas defendidos por puntes levadicas, grades, pa-
itos, enormes varos e selleiras d'onde sa-
h-ia a gnlla dos canlioes, um apparalo completo
de guerra e de assassiuato. O bello palacio nao
v: mais doque urna prisBo. Vilela subi com
costo pi r caiiiinhos tortuosos, c chegou Hnal-
I or urna passagem cstrcita una grade
rro armada de urna enorme fechadura. Cha-
mou ; nada de resposta ; puchou por um sino e
receu.imraedialamenie urna especie de car-
een;;.) mais pnlo c mais Icio do quo o cao dos
Sae-le d'aqui mendigo eu le esptico, gri-
ten elle. Aqui nao mora a pobreza. No Caslel-
- Escudos Sonantes s se d esmola quem
lo lem precisando cousa alguma.
A pobre Violeta all'a.-tou se toda lacrimosa.
Coragem lhe uisse o esquilo, quebrando
un.a avela loca a zamponha.
Eu nunca a loquei, respondeu a filha de
co.
Razo de mais, disse o esquilo quando nao
:, ensaia lo urna cousa, nao se sabe o que se
po le fazer. Sopra sempre.
Violeta poz-se asoprar com todas as suas for-
ras, mudando os dedos, e cantando ao tom do
instrumento. Eis a zamponha a ochare a tocar
nma larantella capaz de fazer dansar os morios.
i sle ruido, o esquilo salla em trra, o tato nao
fica alraz ; filos que dansam e sallara como ver
i Napolitanos, em quanlo a abelha gira
em redor delles zuinbindo. Era um espectculo
o qual se poda comprar um buhte por um
tatito, sem tena.
Ao ruido desta agradavel msica, vio-se logo
abrirem os negros postigos do castello. A dama
dos Escudos Sonantes llnha junio si suas da-
mas de honor, que nao descuiJavam-sc de olhar
de lempos em lempos si as moscas roavsm sem-
pre do mesmo modo. Por menos curiosas que
rOJLlIKTiMT
Mas, quando avistou a earruagem, quanlo o
mocho a cumprimentou com umsigual do bico e
a gallinhola relorccu tres vezes o queixo com
una adoravel indolencia,
vacceu -se como fumo.
Preciso dislo, gritou ella,
vende?
A voz da marqueza alemorisnu Vilela, mas
a clera da dama es-
Porquanlo se
passaram lentamente sem Intzer esperan-
CS. Apezar de a noile ler silo muilo longa e
dolorosa.a manha foi anda mais irisle. A Dama
dos Escudos Solanles chegou logo
d'alva.
J ests satisfeilo, bello tocador de zampo-
nha, lhe disse ella com um sorriso malicioso, a
carrua
diste.
Desla vez
Vollava-llio
controu as
PAtlTI, r A I A 1 A.
Violeta deseen com mais coragem.
a esperanca. Como na vespera, en-
paleo^ sempre
jgo ao romper
jera foi paga pelo proco que rae pe-
dam.is de honor
liando suas estepas :
Vamos, bel;,, locador de zamponha, lhe ca-
marara ellas rindo-se, fazo-nos anda urna das
tuas habilidades
Para vos agradar, bellas senhoras, respon-
deu Violeta : Patati, patata, disse ella, olha
bem e vers.
anda com um accento mais doloroso e mais po-i
nelrante. como, havia duas noites, ella relava
sua porta; como, para obter eslo favor, tinha
dado thespurus dignos dos res, sem ouvir d'elle
urna s palacra ; como esta ultima noite era
o lim de bas esperancas e o termo de sua vida.
Ouvindjo eslas palawas que lhe penatravaml
na alma, pareca Perlino que o liravam de um ---------
sonho: era um.i nuvem que se despedacava ESTATISTICA DOS PAPAS
perante seus olhos. Abri brandamenlc a porta ; Tem oceupado a cadeira de S. P.dro desde o
o chamou Violeta ; ella arremessao-se etu seus! sanio apostlo al Pi IX, ambos inclusivo, l
bracos Boluca ndo. Ello quera fallar, pbrem (ponliflces (sera contar os ant-papas). no espaco
ella lhe lapou a bocea sempre se ci n-'aquelle de 1818 annos, quo nao cnraprehendom os 23 do
que se ama e. ha qstantcs em que se to feliz' pontificado do principe dos discpulos de N. S. J.
que s tem-se precisan de chorar. al ao auno 42 da nossa era.
Panamos, disse Perlino, sai unos d'esle Al a conversa) de Constantino Magno, que le-
castello maldicto. ve lugar no auno do 313, ou o que o mesmo,
Pailir nao e fcil, senhor Perlino, respon- durante 2TI anuos consecutivos, em que o chris-
deu o esquilo ; a Dama dos Escudos Sonantes lianismo foi continuamente perseguido, houve
nao larga do bom grado o que tem na mao; para 32 pipis, todos ellos canonisados pela igreja.
vos despertar nos lhe demos ludo o quo pos-j Nos 3 annos que mediaram desde enlo al
A' PROCl'RA DE 01 DOTE.
lo respeilo do ouro, e eslo promplos alu-
do fazer por um escudo. -me necessaria esta
earruagem, disse ella com um tora amoacador ;
custe o que custar hei do lo-la.
Senhora, respondeu Violeta muilo tmida.
verdado que nao posso vende-la, mas (Icaria
contente de ofl'erece-la cm dadiva V. S.ase
quszesse-mc honrar cora um favor.
Ha de ser caro, pensou a marqueza ; falla,
disse ella Vilela, o quo desojas lu '?
Madama, disse a filha de Ceceo, dsseram-
me que leudes un musen onde eslo reunidas
todas as curiosidades da ierra ; moslrai-m'o ; se
houver alguma cousa n'ello mais maravilhoso do
que esla earruagem, meu thesouro vosso.
Por nica resposta, a Dama.dos Escudos Sonan-
tes levanten os hombros econduzio Violeta para
urna galera vasta que nunca leve urna egual.
Pez-lhe considerar todas as suas riquezas : una
estrella cabida do co, um collar feilo de um raio
da lua, trancado com tres ordens, linos pretos,
rosas verdes, amor eterno, fogo que nao queraa-
va, e umitas outras raridades ; mas nao moslrou
a nica cousa que importara Vilela : Perlino
nao estava ah.
A marqueza procurava nos olhos do pequeo
pastor, admiracao e espanto ; licou sorprendida
de s ver iiiditl'erenea.
Enlo disse, lodas estas maravilhas sao
ou nao oulra cousa que nao os leus qualro lotos?
a earruagem 6 minha.
Nao, senhora, disse Vilela. Tudo isto c
devo confossar; que passei bellos das; anda
quando nio visse rcduzido a expatriar-mo como
um niiseravrl mendigo, as roeordaces da minha
existencia passnila, bastaram para enriquecer-
mo e alegrar-me as minlns. horas ms. Reco-
ndeno que os bens terrestres nao sao sao dura-
veis; agradero Providencia por me ler an me-
setnblanle respeilavel anda que lenha um
resto de queijo spbre os longos bigodes. Sem-
pre concentrado em si mesmo, com as mos cru-
zadas em suas tongas mangas, com os olhos fe- !
diados, dir-se-hia que estova dormiido, se fos-
se possivel dormir a justica no reino dos gatos.
Do um lado eslava um banco de madera onde
eslavam presos tres ralos, dos quacs, por precau-
A filha de Ceceo relirou-so Iristemcnto, nao
havia mais esperanca, era-lho misler vollar
casa de seu pai, e esquecer aquello que nao a
amava mais. Alravcssou o patio acompanhada
pelas damas do honor, quo zumba va m della por
sua simplicidade. Chegando ao p da grade, vol-
tou-so cmo se es[ierasse um ultimo adeus, e
veudo-se s. a coragem abandoi ou-a, desez-se
em lagrimas e oceulou a cabeca as mos.
Sae daqui, mseravel mendjgo, lhe gritn
o porleiro agarrando-a pela golla e abalando-a
com violencia.
Sabir ? disse Violelta, nunca Tricchi'
varlacch, gritou ella, vestidos domados, eoraces cripta e
de lacaios.
E eis o ralo que se aura ao nariz do porleiro c
o morde al eiisangueuta-lo ; depois, oante da
i mesma grade so eleva um vveiro Je passaros,'
grande como um pavlbo chine/..
Os varos eram de prala. os comcdaresdc dii-
manes ; em vez de millio, contiiih; m perol as ; | raca o fez
em vez de biscoulos, ducados en liad os em lilas
de tedas as cores. No meio dessa gaiola magni-
fica sobre um pao modo de una oseada, salta-1 lerna, to penetrante bu
rao e chilra.ara milharea de passaros de todo
otamauho e do todo o paz ; boja-flores, papa-
gaios, cardeaes, melros, pintarroxos, canos,
etc. ; lodo osle mundo oraplumaitu issobiava a
mesma aria, cada um em seu dialecto. Violeta
que entenda a linguagem dos passaros, como a
Jas plantas, eseulou o que diziam todas eslas vo-
zes, e traduzio a canco ,s damas do honor rauilo
llior bavallo, e caminhando braudamente, che-
gou at o quarto onde dorma o porleiro.
Ao ruido dos passos o homem| despertou o
quiz grilar, mas apenas abno a bocea Perlino
alirou-lho ouro polavel com risco de sulToca-lo ;
lorem em voz de queixar-se o porleiro comecou
a rir-so e tornou as cahr sobre a cadeira le-
chando os olhos c eslendendo as mos. Agar-
cao. roeram os denles e cortaran, s orelhas. i ["," ,m"", -e c,,a.ves- fr a grade, tornar
Eram suspetos e por conseguinte convencidos
e por
de lerolhado do muito porto para urna pello de
loticiuho velho. Perante os culpados eslava um
docel de panno prelo sobre o qual estava inc-
oaras de ouro esta scnlcnea do guin-
de poeta e mgico Virgilio :
Esniaga os ratos, porem poupa os gatos.
p o fisca
era
Debaixo do docel eslava em
urna doniiha de testa sumida, de olhos verme-i seu amado, e O eslrelava com fo'rca para certi-
ingua poiiluda, tinha, a mo sobre o co- licar-se de que seu'c'oraco "eslava sempre palpi-
uin beilodscurso{iara pedir le que lando. Perlino volva senr cess.-.r. a caBca
degolarjis rateSj^ Sua palavra finia j para v/r o semblan
urna font ; era com urna voz lo rever e4se.soiii/.
e dama dohinha solli-lcer. Adeus &nor e prudencia
> tiara o implorara a raorle desses horriveis aui- nao livesse
malejos, que na roalidade todos-se ndignaram-
coia a crueldadc delles. Parrciam fallarc^ii
todos os seus deveres nao ol'ereccndo deT
mandasso
como agua de
Entre os curiosos fados que se coutam, ha um
d'um joven corneta do regiment de Borbon, que
tendo-so adiantado das posices avanzadas para
tirar urnas bullas quo viu n'uma frondosa arvo-
re, chegou-se a ella, comen o farlar, e tirou al-
gumas mais ; porm, ao retirar-se, ficou surpre-
hendido o perturbado vendo dois ou tres mouros
quo de gatas se dirigiam para o agarrar, e ven-
do-se perdido, pegou na cornela e deu o signal
de carregar bayoneta. Foi tal o terror que se
apoderen dos aggressores, que precipitadamente
fugirara d'aquello sitio com urna velocidtde in-
crivel, salvando-se d'esle modo o pobre cor-
neta.
PRINCEPES PERSAS.
Acabara de sabir para Harselha os princepes
affghaes. O doutor Font c Roura, medico de
Barcelona, o que era, ao que parece, muito fa-
miliar com o principe G.holass-Suli-Kan, tomn
as rozos mais usadas da lingua do aftjhanistan
.ara uso' dos raissiunarios. Relacionado com
lanicio sua ciara amante, para ; um prlad*Jez-lhe j entrega de parte dos seus
l..^-...?-lV!U0 lm??.s?a,Hi!*b,his' segunda parte que enlrcgou.
m Irez voltas, e alirar no abysmo essas
chaves de perdico, para encerrar para sempre a
cubica cm sua priso foi para Perlino obra de
um instante. O pobre menino nao contou com
o buraco da fechadura, quanlo basla a cubica
para fugir de seu careci o invadir o coraco
humano *
. Fiiarniento ri-los caminho, todos dois sol>r_o
O mesmo cavallo, Perlino a'Jimlo e Violeta na
scarupa. Ella linba passado o braco em lomo de
Uunr e
n ^O ibi u
vontade suas caberas
eraoco
'l
crimino is'par>
acnl'n;
ni- njjr^i mpedii
aj perilesiii. qu
le laricn>iTiii!a
ivcaso niTjsjbj urna vez puchado pela brida
impedir que o cavallo Iropecasse ou si
mocao o seccar as lagrimas. fs ue tinha lanto pronto na garg uaX **
Quando o fiscal terminou *sa coraco fnebre
a
pecasso ou se
em sabe si os dois viajantes nao es-
i em-cami4|io ?
fcil imaginar o prazer que tove o bom Ceceo
ornando ver sua lilba e sen genio. .Tomo*i*sj
o^pfcis me^i^ da casa ; rio-sc todo o da si
Se o esquiLu^Iem dos nornes, comprehendia a pronuncia, o
-SU
ftri
P'.'.i
CARLOS SHILLER.
creados para reunir coracoes amantes, e quando
um mancebo cslra nelles por urna maneira bii-
Ihanle, est de noira antes mesmo que os msi-
cos lenhara lempo de lhe darem a sernala de ri-
gor a todo o recem-chegado. Cora os seiscenlos e
dezesseis Ihalers e oilo gros que me restara, po-
deiei levar, durante unas seis ou oilo semanas
nos concedido a forca do espirito e do corpo. Gra- a vida de um dos morabros da familia llolschilds.
cas a esses dous lalismans quero tentar forluna, ; Mas necessario qne enipreguc bcm'esso lempo,
eesla sonima, que aqu est na secretaria, ra se quando nao estou perdido para sempre. Agora
(ornar o iustruraonto da minha fMicidade futura, oceupemo-nos do compor um guarda-ioupa ele-
em que o estabolccimente de banhos agradasse
pessoa, de quem emanava a carta.
O comrdissario deu tratos metilo para saber
como e onde alojara o seu futuro cliente, que,
no fin di caria, acrescenlava algumas palavras
respeilo de recoiibeciracnto o remuneraeo ,
lardmha, no momento em qui
dansar, com lodo o mun- goturaes.
abecedario ou monosilabario em signaes do Kan-
dahar,'.cujas letras, ou anteslaracleres simb-
licos, sao inteiramenle disluiclos dos nossos
O idioma do airghaiiislauo o arabo, nem
o indio, e a'sua pronuncia*o t. 6 ntido, o h as-
pirado, o* s francez o r suave e simples no prin-
cipio da dieco, o as outras consoanles fortes e.
tra (V
dir ochefe, este nao tea ficdo to contente.
I-salvenlura chegou ao cumulo, quando o cra-
i que o passeio pu- do do viajante eslrangniro desceu e enlregou ao
blico estava cheio Je gente, fez-so ouvir a cor- feliz msico, cinco bellos talhers novinhos No
notado um postilho, euin carro Tqualro (a- dia segunle nao se fallou seno neile no eslabe-
gVsitangeiro.que devia tola a sua que procuro, dizia elle cora os seus botoas ; e
rama a ^ggullicc do postilho, abri a janella e essa esperanca fortillcou-se no seu espirito ven-
diguou-se^ esputar cora visivel satisfaeco. So do augmentarle todos os das o numero de fa-
Mozart mos'mo deixasse o empyreo para applau- milias-que rtnham em raullido.
vallo3 vinha a todo o galope, levantando ao pas-
sar iminensas nuvens do poeira. Na bolea esta-
1
espantoso na roalidade espantoso ex-
elamou o Sr. Flotting deilando um olhar doloro-
so & urna somma de dinheiro que havia sobre a '; com laes projectos, que nunca enlrarain no n
sua secrelri.a. Por mais que cont e torne a espirite! Vivemos na poca das especulaces, c
contar, nao me restam mais do que seiscenlos I a melhor de tods uro casamente rico! Quan-
thalers e oilo gros. Eis os restes da minha suc-
o paloma! Na minha mnioridade, herdei
quarenla mil Ihalers, e dessa somma, eis o que
nic resta. Tenho apenas trmta e tres annos, o
depois de ter sido rico, eis-me om pouco reduzi-
do indigencia! Seiscenlos escudos! quanlaa
rczcfl nao tenho cu auxiliado, cora somma tu
mdica i amigos, que, infelizmente nunca lem
pensado em pagar-ine Dei um dia a mesma som-
ma para salisfazer a phaulasa do possuir um
cavallo de sella, e quando galopara alegremente
pela estrada, nao hesitara era alirar um escudo
ao primeiro mendigo que encontrara era rarai-
aho.
ypauajv..
as lileirailos criados do'holil.
O Sr. PTolIjngtfoj conduzido ao aposento qne
lhe tinha'sido'reseuadn ; masantes de poro p
do um grande numero de familias ricas ; a Col-' nelle, deq uinaSorgeta. ao postilho. ApOnas
conda dos pretendenlcs ~
rios. Sade, passe porl muito bem: tus banhos
mesmo. acharei quera u substitua. KslS decidi-
do; vou a Wiihrbrunncn ; o ponto do reunio
los pobres diabos estariam anda a ver jurar tes-
Iciiiiinhas, se os lacos do hyineneu nao os lives-
sem levado ao apogeu da ventera Vamos, dei- tose estou'corto qu
temo -nos obra cora ardor. Estes seiscenlos es- gera da minha cidadeznha. Ainda quando eu'
\Hau.I .?Lf.t!'.r **'*}?. \ct,,,1^[al:l d'; nma fosse reconhecido, nao havcri.inconvoiiieiilo ue' carao roludo resplandeca de"
viaja
un taiher ao
lecimente thcrmal e nos passeos, para o que
contribuio enormeraoule o coramissario dos ba-
nhos. E na verdado, o digno fuuccionario tinha
razo, para gabar o recem-chegado. Pela ma-
nha,* criado de Flotting lhe tinha entregado
lima c%tatwdesle, na qual lhe agradeca da ma-
tieiri mais songeira OS'ser vicos prestados o lhe
pedia que acceilasse um frederico d'ouro junto
caiTa.-coiuo um fraco signal degratido.
III
A apparicto do simposio nababojno eslabole-
cimento dos banhos fez sensaco: Todos os v-
A chegada do urna senhora, acompanhada de
numerosa criadagem, fez sensaco na pequea
cidado. Rica, moca e viuva, a Sra. Rosen poda
ser comparada ao sol abrndo caminho aliavez
das nuvens e Inundando o mundo de sol.
Urna hora depois de sua chegada, j ella se
ajireseiitav.i, acompanhada por urna ais, no pas-
seio, onde atlrabio os olhares de todos os caval-
leiros.
Seos cabellos negros o bastos, seus olhos scn-
lillar.les, sua estatura, seu andar, ludo della ex-
ercia um encanto iucxprimivcl sobre os seus ad-
miradores. Flotting foi um dos que primeiro
soube dos delalbesdc sua vida.
I aos casamentes opulen- Elotltng d^appaiVeu,- todo o inundo soube que- sitantes faziara roda a Rololpho ;"foi bem rece-
la nao encontrare! nm- /tinha c.h/ado umai.-^babo. ? Ibidoem toda a parto; na meza redonda, no sa-1 ?elho ePC. Acou riuva sos vinte.
que pru
Casada aos dezoilo annos com um
ro
- Mil .histerias bradou o auto-modoiile, cujo lo, nos passeios.
grande numero do habitantes do lugar, por um
personagom de importancia. ,
O Sr. Floliin;;. que tinha por costume 'nunca
rosa
Snha de maio. As aves
s das arvores, e no jardiui~aa boles di .
bello mancebo de muito espirito e alma grande. I destaca va rc-se do verde desmniado dos seus ber-
Na verdade, poJi-so-lhe censurara prodigali-' r;os.
dado ; mas, ao menos, nunca havia recusado o I Sm exclamou o propietario dos sescen-
seu auxilio o quera quor que Ih'o pedisse, com- los escudos! islo hade ir assiin I Tenho una
quanlo muitas vezes as feslas dadas por elle fos- idea, cujos fruclos hei de collier. Deixemos esla
sem origen] de minias despezas tencas. Ello nuu- cidade, em que esla gente diz. que eu sou um
prodigo, ou como se diz na boa sociedade, um
rapaz de boa feco, um bom vivant. Se elles
soubessein qual a minha posjo, mais de um
deixara de rae comprmentar to profundamen-
le. Est decidido, parto, vou para um lugar um
Esta ludo acabado, tudo est perdido irre- pouco longo, para urna cidade de banhos. Esses
Tragavelmeiile! mas, com a niao na consciencia,' eslabelccimen'.os me pareccra verdaderamente
mulhcr, e o mundo contar de mais ao depois
um esposo feliz, um bom pao do familia e um
excedente cidadao; porque enlo lerei renun-
ciado s loucuras da mocdade, e as minhas cs-
taro esquecidis a muilo lempo.
OSr. Flotting comecou a dar grandes passa- pou-se inmediatamente dos preparativos'de sua
das pelo seu gabinete, cujas janellas abeitas re- | vagem. Ao cabo de vinte c qualro hons eslava
cebiara as callidas emanaces de una magnifica j elle em caminho.
nha de maio. A aves lagarellavara nos ga-
iisso reconncciuo, nao navcria inconveniente ue- carao rotundo resplandeia de "alegra ; viva a cao de opulencia conliibuisse ateina cousa nara
nlium nisso; porque, .anida passo na opinio de patria.! .Is^jd .qugj; liajanle sdireitas Na ul-' sse rcsulta'do. *" '
tima niuU'a de
acaba do me
perder lempo era fazer- tengas rellexoes, meu- c

iim jlher e
negociante
Sua exis-
E' provavel quo a sua reputa-, ,enca odtr'ora solitaria, tomou novo impulso. A
linda moga deu-se pressa em deixar o lugar da
sua residencia para ir Italia onde tinha passado
qualro annos.
ca se pdera decidir, quando se achara em um
circulo de alegres amigos, a escular os conse-
jos de economa.
Como que acordando de um sonho, Flollng pu-
lou da poln na e exclamou :
II
O magniflco-'Vero do armo do 1840 havia at-
trahido muito mais cedo que de coslumo una
aflluencia consideravel de visitadores aos banhos
do Wahrbrunncn ; tudo all era vida e ruovi-
mcnlo.
"N'uma bella manha, eslava o commissariodos
banhos era grande agitaco. Tiuha rcopMdb nma
carta, na qual convidavam com instancia o dg-
Quam SlfSsa viajante ? perguiSbu.um dos sua filha nao menos a
nados do hoteil'. : E' umial^>r. Flollng, respondeu oulro. A Flollng a quera ainda
Sriiorada, e raim | Mais de nina m deilava 'um olhar exlasiado
ilo gros L, i sobro o.amavcl estrangeiro paV -aeita-lo epois
amaiel. -^
era favoravel ao passeio,
- Alio l disse o posiilho zan'gV&^ntltudos^n^pe'w iMlaK^aS^J^^tuV If^^SlS*1^'t""S!^'45^5^"*"
respeilo Quem d lo magnificas orglaa n^ onde esperaba ochar abundantes vetes de racial Z,mi escapo's i^^a.hmosDheTa'To^S^'ue'
pode ser ah qualquer Ihagalh, eu o COfhccl precioso ; mas os seus planos naufragaran, (-0ns- -
melhor que voces; 6 p Sn.baro doFloltiifg.
A joven Sra. Rosen era no mundo de Wharbrun-
nen o brilhante planeta em torno do qual agita va-
so urna mullidlo de salelliles, na pessoa, de um
No mesmo [instante lodos os inslcumcnlos se
pozeram 'em movimeiiteiC a banda de msicos
!'.?. .Incci0"ar,(? ag">idarpara um vsil.idor que | correu al a morada do icremcliegado ; o ch'efc
sjubordi-
illr per-
ira breve um bello aposento com quarto de cria- depois de ter recoromendado aos seos
do. Era um post scriptum exprimiam o desejo de i nados que se dislinguissem ante lo l
adiar na mesma casa urna estribara para dous rsnagem/ded o signal da sernala. '*
ou tres caralloe, que madMlam buscar no caso Ccos I \us felicidade pata a venturosa orch'ei
coulou-lhe anda lodo caneado, que linha chega- za havia collocado os seus capilacs. Flollng i,
do utn prmflpc estrangeiro c que se linha pea-eslava om delicadeza com a geographia, pn'oci-
do no hotel dc.Licbman. | plmenle quando lhe faziam pergunlas acerca do
'' paiz era que linha as suas torras. Quando julga-
va por acaso, ler feilo um bom adiad), havia
sempre algum tutor muito curioso, ou o dote nao
se pagava senao depois da morle dos aros.
Mas nem porisso Flotling deixou de continuar
na mesma vida. t
L';ua occosio acabara por me fazer adiar o
O bello lenle das guardas nao linha tambera
cstabelecido sem motivo o lugar das suas opora-
coescslrategicas no eslabelecimenlo tlier/nal fre-
quentado pela socedide fina. Esse lugar era
m que esperara adiar a paz
us credores.
(Coniiniiar-se-/ia.)
'(i.eomuu |>i;iii ?uun
para eUe a Meca, en
para.9t^)ara os seus
}
PERN. TYP. P M. F, DlAlUA. 10

ILEGfVEL
,
"*
4