Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08999

Full Text
AMO IXXTI. HOMERO 48.
Por tres mezes ada tados 5$0O0.
Por tres mezes vencas 6$000.
TEBCA fEIRA 28 DE FEYEREIRO DE 1860.
Por anno adiaotado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCARREG.VDOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, oSr.
A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J.Jos deOliveira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Rilieiro
Guiantes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas, o Sr.Jeronvmn da Costa.
PARIIDA DOS COKKEIU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Paralaba nassegundas e
sextas feiras.
S. Anto, Bezorros, Bonito, Caruar, Altinhoc
Garanhunsnas Ierras feiras.
Pao d'ADio, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazcira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as qnartas-fciras.
Cabo.Serinhem, ltio Forrnoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos onforreios parte mas 10lieras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: trras feiras e sabbados.
Fazenda: ternas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Prirueira varadocivel: tercas e sextas aomeio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio din.
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 La cheia aos 15 minutos da manha.
13 Quartominguantc as4 horas e 31 minutos da
tarde.
21 Loa nova as 5 horas e 20 minutos da tardo
29 Quarto crescento as 5 horas e 35 miuutos da
tarde.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 51 minutos da manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da larde.
PARTE OFFICIAL
Governo ta Provincia.
Rio de Janeiro. .Ministerio dos negocios do
imperio era 4 de fevereiro de 1860. Reapon-
dendo nos officios de V. Exc. ns. 78, 83, 112,
113. 151, 160, e203 de 7, 9 o 1 de Janeiro ulti-
mo, informando os requerimentos em que Fran-
cisco Manoel .le S Pegado, Domingos Caldas Pi-
res Ferreira, Francisco Berenguer Cezar de An-
drade, Francisco Jos dos Sanios, Antonio Mau-
ricio de Barros PimeDlel, Domingos B.uboza da
Silva e Antonio Gomes da Silva, pedem ser em-
bregados : cumpre-me declarar u V. Exc, para o
fazer constar aos supplirantes, que nao podem
ser deferidas suas prelences, por nao haver luga-
res vagos em que elles sejam prvidos. = Dos
guarde a V. Exc. Angelo Muniz da Silva Fer-
raz. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco. Cuinpra-se palacio do governo de Per-
nambuco 14 de fevereiro de 1860. L. B Muniz
Fiuza. Conforme, Antonio Le nito.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra em26de Janeiro de 1860. lllm e Exm.
Sr. Sobre o reqiierimento, por V. Exc. enfer-
mado em 6 de dezembro do anno prximo passa-
do, de Maxijniano Henriques da Silva Santiago,
Mara Magdalena da Silva Santiago o Violante
Amalia da Silva Santiago, lilhas e herdeiros do
fallecido lente coronel Manoel Machado da Sil-
va Santiago, pediudo pagamento de divida de
exereicios lindos, proveniente de sidos do dito
lente coronel, lenho do declarar a V. Exc,
que o far.i constar aos peticionarios, que elles
devem habilitar-se herdeiro do mesmo fallecido
lenle coronel, e requererem a liquidaco da
divida pela thesoiiraria da fasenda do Amasos*,
e quanto o que j fui liquidada por essa provin-
cia recorrem ao thesouro nacional. Dos guar-
de a V. Exc. S. do llego Barros.Sr. presi-
dende da provincia de Pcriiambuco.Compra-
se palacio do governo de Pernambuco 14 de fe-
vereiro de 1860 Luiz Barbalho Muniz Pinza.
-Conforme, Antonio Leilt de Pinlio.
. Alio me dissesles, em Plllsliurg, que osse no
bac de llarper, c que visse se Forbes tinha feito
algumu revelarles?
Brown: sabis que eu protestei coutra vos-
sa ida.
( r.ook : Capito Brown, nos nos recordamos
diversamente dos factos.
Rrcwn ento voltou se para Copppie e lhe
disse : Copie vos tambem fizesles falsas deca-1 declarava rie a respectiva olecio I
raees, mas eslou encantado por saber que as para prevenir a anarchia eminente,
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Torcato are.; S. Lamberlo.
28 Terca. S. Leandro are. ; S. Cbrislina v.
29 Quarta. S. Romo ab. ; S. Populo ni.
1 Quinta. S. Adriao m.; S. Rozendo.
2 Sexta. S. Simplicio p. ; S. Jnvino m.
3 Sabbado. S. Ilenieterio m. ; S. Asterio m.
4 Domingo. S. Lucio p. m. ; S. Archelo m.
ENCABREGADOS DA SLBSCRIPCAO NO SI L.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha, >
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa di
Paria,na sua linaria praca da Independencia na.
6e8.
por causa
contradissestes. Poriai-vos como hornera. l)eu! da apathia do governador Rubim, cujo mo go-
Ihe tambem dinheiro, c apertando-lhe a mo, I verno fizera-lhe perder no todo a canflanca publi-
ca ; e juntamente enviava as cmaras ama pro-
clamaeo. convidando os povos a manter o so-
cego ea boa ordem
zes, nao satisfaz aos palnotas, porque ujulga-i Acamara So Aracat/ proteslou contra sta
ram mais propenso a causa da Melropoie do que eleico, que tachou de Ilegal por tsr sido feila
aos nleresses do Brasil. Mas sem embargo, en- com intervenco da forca armada, e excluso
Iroiii em posse inmediatamente, no mesmo dia I dos eleitores de parochi, a quem ella eompe-
da deposieo do governador. o que nao deu-se i lia, e por nao ler a (Minara da capital convoca.!.,
sem grandes descoiifianeas e al com algum os eleitores da parochi da capitana para virem
conslrangimci.to. | volar nos 60 dias do recebimenlo da p irlicipaco.
Commuuicando este governo a sua installaco, Nao obstante declarou ijue, para nao suscitar a
lugar rebrillas, obedecera ella ao dito governo at
que fossem convocados os eleitores, comanlo
que Mas ordens fossem justas o temientes
COMIAaDO das armas.
Qnnrtel ^ei.....al dorumniaiulu das
armas de Pernambuco, na ciila-
de do Recife, 37 de fevereiro de
1860.
ORDEM DO DIA N. 357.
O tenente general commaddante das armas de-
termina, une iiquem desligados do 8" batalho de
infantaria os Srs. officiaes e pracas de pret que
se acham addidos a 7a companha do dito bala-
lho que regrossou de Garanhuns.
Assignado.Jos Joaqun Coelho.
Conforme.Derardo Joaqun Correia, tenente
ajudante de ordens do eliminando.
parti.
O prisioneiro foi ter depois priso de Ste- i
vens e muluanicnle saudaram-se com benevo- i
Icncia.
Stcvens: Bom dia Capito, sei que deveis
ir um munno melhor.
Brown responden. Eu o sei : e rerommen-
duu-lhe que fosse lirme e que nao traliisso
seus amigos ; a depois de ler-lbe dado dinheiro
qniz ver Hazlell, porquo sempre dissera que o
nao conhccia.
C Na occasiao em que dirigia-se ao cadafalso,
um empreiteiro de Dome Fadicr, que se achara
com elle no carro, fez-lhe esta advertencia
Capito Brown, vos sois um homem
lar! ao que este respondeu : Sim foi
modo que fui educado; era una das licoes de
minlia mai; mas duro separar-nos dos ami-
gos, bem que nao os lenhamos lido seno ha
pouco tempo Bis aqu um bello paizl nunca
tinha tido antes o prazer de ve-lo.
Chegando ao llieatro da execuco, onde er-
guia-se a forca, o prisioneiro disse: Porque
razo sonienle permittida aos militares a eu-
ao
tempo
bem gcral ; mas que istos o faria at o
marcado para as novas eleicoes,
Assignado este protesto pelo^ui/. de fora pre-
__________________________| sidentc, Francisco Rodrigues Cordeiro. fot en-
Rio-Grande e Cear, como logar quando ella se aprsenla revestida das cir-
'cumstancias que acabo de mostrar existirem no
Alagoas, Paralaba,
logo o provarei.
Os autores, portante, que escreviam durante o caso pendente,
decurso do XVII secuto, devan considerar como Um faci desta nalureza tem grande forca,
I ernambucano, ou alias tilho da capitana de Per- mesmo solado ; mas quanto nao augmenta elle'
nambuco, toda a pessoa nascida no territorio, que de valor, quando combina com documentos pro-
mais tarde formen a provincia do Cear. Mas o venientes de onte diversa, com documentos da
fado de chamar-so naquelle tempo Pernambu- nalureza do que passo a referir ?
c saturara elei-
padre Antonio
Pedro Jos da
cano a quem nascia na seria do lbiapaba ou no
. valle do Jaguaribe, nao autorisa S. S. a chama-lo
singa- *e D,n- da I,rovincia de Pernambuco, porque
i desle i l'slil "a0 C0mP''ehend9 presentemente senae
urna diminuta parte da antiga capitana.
Vamos prova-lo.
Durante os seclos XVI XVII c XVIII o estado
do Brasil era administrado por um governador
geral, com jnrisdicro em toda a sua extenso;
mas esse estado suDdividia-se em capitanas ge-
que pass
Bernardo Pereira de Beriedo, governador e ca-
pitao general do Estado do Maranhao de 1718 at
1722, inlenlou escrever os annaes dcste Estado,
e para isto cempilou nos archivos do seu gover-
no, e nos das diversas capitanas do Brasil todos
os documentos otlieiacs, em cuja aequisicao dis-
poz de facilidades, que outro qualquor hisloria-
dor dillicilmente enrontraria, poj quanto levo a
sua disposico as clirouicas contemporneas; e
naosalisfeilo coiu^i somma do materiaes reuni-
raes, cuios capitaes-generaes, de nomeaco de \ dos durante os quntro anuos do seu governo, ain-
et-re, dnigiam os negocios de todo o territorio da se demorou qussi um anuo no Brasil, aiim de
rilT Campbell perguntou-lhe se desejava ter um
lenco, que deixaria cahir como signnl de quo es- '
lava promplo. Nao preciso, respondeu ; mas
nao fa/.ei-mc esperar tempo desnecessario
le da capitana geral, embora tomassem
denominacao dilerenle da della ; e ueste
esleve o Cear.
Martira Soares Moreno, inculcado pelo sargen-
EXTERIOR.
Pouco lempo depois da execuco.e emquao- f"?* A.ef"do,D20 de Campos, seu pren-
lo era o corpo transportado ao deposito, urna l01 f"vla'' peloO governadnr-geral, I). Dio-
grande agitarn foi causada pela chegada de um St? "*?*?"_a??ar'coln ,ilul decapilo-
homeni cavallo, annunciando que Whcallaiid,
ultima residencia de Georges W. Turner, fuzila-
do no bac de Ferry, eslava em fogo, e que o in
urna I ceule da invaso hollandeza, e da guerra da in-
caso i dependencia, que datara de menos de um socolo
poda servir-llie de muito auxilio. Berredo foi
um homem de grande illustraco, cumpre diz-
lo, para o tempo em que rireil, como o demons-
tra sua propria obra ; e que nao foi menos es-
crupuloso o consciencioso na reunio dos inaie-
mor, para conquistar e povoar esta sua capita- riaes nella empregados, prova-o a sua conducta,
nia-mor, que evidentemente destacava-se da
! capitania-geral de Pernambuco, mas fazia parle
vrjdo as nutras cmaras. AS ue Russas, Ic e
Quexeramobim pronunciaram-se no sentido del le.
o quepoderia ler lr.izi.to consecuencias funestas
se nao fasse ueste lempo promulgado o decreto
das cortes portaguezasdezddesetcmbrode 1820.
que mandava noinear em todas as capitanas, e
por inlerveneo dos eleitores de todos os termos,
cineo depuladosdestinados a irem tomar assento
as cortes convocadas em Lisboa, para assenta-
rem as bases e organisaedesde urna nova cons-
lituico. c em seguida elegerein um novo gover-
no previsorio.
Reuniram-se pors os eollegios
tos para depulados s cortes, o
Jos Moreira, o sargenlo-rar
contra seu parecer ; porquanlo acabando um elo-
gio pomposo de I). Antonio, diz: Tanta que
souLe que os hollande/es linham gauhado a vil-
la de Olinda, e o arrecife por forca de armas e
que o governador Malinas de Albnquerque ti-
niii plantado arraial, e eslava co:n exercilo for-
mado, defendenlo que o inimigo entrasse pela
ierra adentro, loga desppjou suas aldeias, etra-
zendo comsigo lodos os Indios que Ibes erara su-
geilos, com todas as suas mullieres e Alhos ; dc<-
ce do serto n veio se apresenUr a Malhias de
Albnquerque para servir a sua magislade na
guerra Duarte de Albnquerque as suas me-
morias declara posedamente que foi no di.i 10
de fevereiro de 1630, pelas 7 horas da manha,
que leve lugar esta reunio de 1). Antonio cora
Malinas de Albuquerque. as margena do Riu
Doce.
Ora, como conciliar estas duas rilacoes ? Os
Hollandcses lomaram Olinda no dia 16 de feve-
reiro de 1630, as 6 horas da larde, Camarao,
avisado .testo aconlecimenlo antes deseen com
seus Indios dos serios, e se reuni a Malhias
de Albuquerque, s 7 horas da manb do mesmo
da 16 de fevereiro. Que sertoes sao estes lo
prximos do Rio Doce, que elle fui avisado do
jar? Iqui ha evi-
drid, levada pela grande importancia que dav.im
as novas conquistas feitas ao norte do Brasil, se-
ceudio gauhava a fazenda e casas do M. William
F. Turner.
Esle ultimo, que eslava na cidade, dissera
que partir de sua casa as dez horas da manha,
que muios carados seus e carneiros tinham
morrido sbitamente. Elle se propunha mandar
examinar o eslomogo dosles animaos, por pen-
sar que linham sido envenenados. O rebanho
de U. Caslleman co de M. Myers, na mesma vi-
inhanca, linham tambem suacuinbido misterio-
samente. A agitaco causada por tal successo
era muito consideravel.
a O corpo de Brown, chegado em um trem es-
pecial, detia ser recolhido por madama Brown e
seus amigos e dirigido Albany, edahi serle-
vado Norlh-Elba, onde ser depositado em um
lomlo de familia. Madama Brown falla oui 1er-
mos os mais lisongeiros da bondade, que para
com ella tesleiuunliaram as autoridades : o os
seiiiimenlos de profunda aleico, que manifesta
para com seu esposo produziram a maisfavoravel
imprcsso.
Charlestown 2 de dezembro.
A entrevista que leve h
Brown esua niulher durou desdo as qualre at .
asoiio horas da noile; ento o general Tllate- *-?**" de ^"^'"'co.
que o levou a stigeilar-se a um papel secundario
no estado onde acabara de oceupar o primeiro
emprego, smente para adquirir maior certeza. I ze-lo chegar ao' Rio"Doce"com
---------- .------........... l=lo posto, esto historiador que narra com urna I lilhas,
atc^oannode 168*. poca em que a corte de Ma- individuado extraordinaria as minuciosidades da
marchada expedico que de Pernambuco sabio.
as ordens de Jeronymo de Albuquerque, para a
1 integrante delta.
preza, e ficou na
Executou Moreno a sua em-
dependencia de Pernambuco
acoutecimenlo antes delle ter iu
denlimeiile um erro; oeste nao procede de
Duarte d Albuquerque, que preciso na sua data
e combina com us oulros historiadores ; logo
e.leedu Lundeno, que faz descer Camaru do
sertao muito larde. Do certo o erro nao con-
siste em fazer descer o nosso hroe do serlo,
mas em [azc-Io descer depois do aviso da lomo-
i jielos invasores e lambem em fa-
suas mullieres e
parou-as do estado do Brasil, para f-rmar o no- i conquista do Maraiibo, onde se linham eslabe-
c Madama Brown eslava summamente aca-
brunbada, mas Brown, firme como urna rocha,
deu-lhe coragem
Tema de que sua esposa lhe desse alguma
arma ou strychnina, c antesda entrevista, foi ella
corrida pela mulher do carcereiro. A mais se-
vera vigilancia foi sobre elles exercida durante
a entrevista. No momento da separaco pare-
ciam ambos abstercm-se.
Durante este dia dobraram os sinos em raui- PovoaJl, CUJ nlne tenha pausado posten
los lugares da Nova Inglaterra e em outros Esta- | IV'o ? ,.P._,?,_Pr "_??.?.! a Pr?Posir!
gl
pa
e
di se p.
na serra da lbiapaba, existe urna fan
siao das mocoes que foram regeitadas.
(Tiwee de\l S. Filho).
INTERIOR.
O Boston Journal contm o despacho lelegra-
l'bico seguinte respeilo da execuco de Brown,
que leve lugar em f.harleslon :
C.harleston, 2 de dezembro.
Ocondemnado sahio da priso 5s 11 horas.
Antes de partir despedio-se de todos os prisio-
neiros seus compnnhciros, e mostrou-se muito
affectuoso pata com todos, excepto C.ook, quem
aecusou Je t-lo Iludido sobre o apoio, que de-
va receber dos escravos. Ello tinha sido evado
pensar que elles cstavam maduros para a.in-
surreiro, e nconheceu que .senielh.inle opiuio
era falsa. C.ook repellio a aecusaco, mas res-
pondeu poucas patarras.
O prisioneiro disse ento ao Cheriff que eslava
promplo. Alaram-Ie os bracos, c, levando um
chapeo preto embicado, e a mesma vestimenta,
que tinha durante o julgamento, dirigio-se para
a porta com ar calmo e risonho. No momento
em que sahio, os seis companheiros de infanta-
ra e um destacamento decavaliaria commanda-
dos pelo general Tallafero e seu cstado-maior,
estavam em linha em frente da priso, e um car-
ro aborto, com urna caixa de pinho conlendo um
bello esquife de carvalho.o esperara;
Olhou ao redor de si e dirigi a patarra
muios seus conhecidos ; e descernios degros
scnlou-sc com o carcereiro Avis sobre a caixa,
queconlinhao esquife. Considerou com attence I
esse bello desfilar militar, porm nao fez adver- i
tencia alguma O carro rodou, tendo aos lados '
duas filenas de carabineiros em boa ordem.
Quando chegaram ao ihentru da execuco,'
os militares j o linham completamente occu*pa-|
do. Piquetes de tropas com baionctai calladas
tinham sido dispostas para conservar em distan-
cia os cidados e oppor-se que podessem lo-|
mar urna posico dilerenle da que Ibes fora as-'
signada. .
Por urna persistencia resoluta do doulor
llawlings e de Frank I.alies a ordem, que afasia-
va a imprensa, foi em parte annullada, e foi mar-
cado paraos jornalistas um lugar junto de esla-
do-maior do general.
Brown subi os degros com firmeza e che-
0u primeiro sobre o estrado. Avis c o clienlf
Campbell estavam direila e esquerda, o tendo-
lhes dado a mo e feito urna afectuosa despedi-
da, agradeceu-lhes sua bondade. Depois abaixa-
ram o chapeo sobre seu rosto e a corda fui pas-
sada ao pescoco. Dizendo-lho Avis que so adian-
tas.se sobre o estrado, elle respondeu :
Conduzi-me, nao vejo nada.
A corda foi agitada, e deu-se a ordem mi-
litar:
Anda nao est ludo promplo.
Os sol,t,idus executaram marchas e contra-
marchas, lomaram posico como se o inimigo es-
liresse vista, e oceupnram-se desle modo al-
guns dez minutos. O prisioneiro lirou em p du-
rin e todo este tempo. Perguntaram-lhc se nao
estara fatigado, Brown respondeu :
Nao, nao estou fatigado ; mas nao me facam
esperar mais lempo do que preciso.
" Elle foi suspenso s 11 horas e quinze mi-
nutos. Vio-so um ligeiro tremor de mos, urna
con;rarco de msculos, e depois ficou immorcl.
O corpo foi militas vezes examinado, o o pulso
deixou de bater trinta e cinco minutos depois da
snspenso. O corpo foi depois desatado, colloca-
do no esquife, e, escoltado por soldados, foi trans-
transportado ao deposito, onde foi collocado em
um carro para ser conduzido ao bac, s 4 horas,
po, um funeral especial. i j,, provincia de Pernambuco ler pmvado sem re-
Todas as medulas foram excciiladas com urna! plica que o sobredito bere 111 lio de Pcrnam-
preciso e rigor militares muito fatigantes.Era buco e nao do Cear ; em resposta digo, a esle
por toda a parte urna eonvicco geral de que a convite, apresentarei as minhas raz6es, e analy-
vo estado do Maranhao, ao qual annexou parte
do territorio do Cear. Nao me tem sido possi-
vel discriminar qual foi o ponto de diviso entre
os dous estados; mas collijo de muios textos,
que grande parle do Cear licou pertencendo
Pernambuco, pelo menos toda a hacia do Jaaua-
ribe. 3
Nestes lempos j era nascido Carnario, pois
morreo em 1658, leudo j certamenle mais de
21 anuos de dado, pois os historiadores o cha-
mam te//io capito. Ignoro completamente de
que idade morreu Camarao, mas suppondo que
fogse de 58 annos, teiia nascido em 1590, e em
lb!5, poca em que Berredo falla delle, leria 25
annos. I.ogo, nascendo elle no territorio que
foima boje o Cear, torna-so evidente que era
tao Peruambucano como se nascesso no Recife
ontem lu'ar entre ".e,n ?111',S 1" de"ionstrei sem replica qu
esdo as qT,alro a ^'-lfAW0!0 er Parlc ^8""'
iccdo os Francezes, consigna a seguinte, que nao
reliro em termos proprios, por nao ler agora a
obra meu alcance, mas supponho poder affir-
mar que na<*a altero do sentido real:
Que, depois da reunio no Rio Grande
das forras destinadas para a expedicio do Mara-
nhao, Itoure a 28 de agosto de 1015 urna revista
passada lauto s tropas regulares, como s dos
Indios, que estavam promptas para seguir, c en-
tre os quaes se achara tambem Camarao, que
com sua gente poz-se de marcha por lena, (oa-
ret e-me qub|gumaa vezes o chama o celebre
Camarao.) O-'e esta partida de Camarao por tor-
ra excitou urna rendidaaltercaeo entre os cheles,
acerca da conveniencia de mandar os Indios por
mar ou por trra ; e prevalecendo o primeiro pa-
recer, parti por mar a expedico, que no dia 7
de setembro fundeou na enseada de Iguape, por-
to de Aquiraz, e onze leguas alfastada do presidio
do Cear ; na qual desembarcaran] os ludios, e
ro aiinnnciou-lhe que o lempo concedido linha J'?.^os a*?r" so Poder,!l provar que D. An- depois de um da de descanco seguirn! por Ierra
decorrido e que ella devia preparar-se a punir nl "!P[>? I-ama rao e oriundo da parte da an- para o Cear. Que Camarao chegou ahi tambera
Sei que a entrevista versou principalmente obr r roP,In.ia Iurnambuco que hoie constilue vindo por Ierra do Rio Grande ; e to maltratado
objectos-eoncernenles ao futuro de sua esposa e i 1 "ec'l,ro desdo Ja 1'xr> Pr,,ctsei de mais se achava da viagem, que obtuve licenca de licar
lilhos e sobre a disposico de negocios de inte- ? g'I,r i!-Se", nas?imen,. quando o fixei na i em companha de seu irmo, o chefo Jacauna, o
resse. serrana iDiapalia. '--'a localisaco, que amigo de Martins Soares Moreno; de manoira uue
emiltisern prova .0 na occasiao da nao podendo por tal forma seguir para o Mara-
i nnnha redaccao pela iuua u. .esta serra residir": nho, fez marchar em seu lugar um de seus litlios
boje urna familia que julgo ser a sua. Declaro
1 mais que lenho certeza, fundada em documentos,
que em 1600 anda nao exista Villa-Vinosa nen
povoado algum na serra. nem mesmo em 1700,
, (consullem sobre isto as toses saudosas, hitlori-
: cas e polticas do reverendo padre Antonio Viei-
a e que porconseguinle nao nasceu em nenhum
rida-
do
nlia nume-
rosa de Camares, cujos membros, evidentemen-
te caboclos. rivera na pobre/a e sao geral mente
analphabetos ; mas concordara unnimemente em
se darem por prenles do grande cabo de guerra
do seu lime, que tantas proezas obrou contra os
F.siaiH-o histrico sobro a provincia l|an>engas persuadindo-se elles que estes Fia-
.a.~ ._____- .. .. Ilianiino nri m ,,,,-... ImI... .II ^.._._ _. ..
lo Cear, pelo Dr. Pedro Tlie-
berg. (*)
(Conllnuacao do n. 293 do anno passado).
Esle governo, em geral composto de Porlugue-
mengos eram urna tribu indgena : muitos delles
conservam os nomes de Antonio e Felippe, reu-
nidos ou solados.
Recebi ha das a presente resposta do meu '
honrado amigo o Sr. Dr. Thberge, acercada impug-j
a testa dos Indios da sua Maloca.
Eis ahi por lano um facto bem positivo, bem
crcumslanciado ; o qual prova sem replica que
Camarao nesla narraco qualiticado de celebre,
era irrao de Jacanna, desle chefe de urna Irib
Cearense, que Momio, indo a lbiapaba em com-
panha de Pudro Coelho, no anno de 1603, j en-
contrara nestas regios, o cuja a misado conse-
guir pelo modo porque se porlou para com elle:
deste mesmo Jacauna, que Moreno cncontrou ou-
tra vez no Cear era 1610, quando foi eslabelecer
o presidio de Nossa Senhora do Amparo, no sitio
onde se acha boje a capital da provincia ; de Ja-
cauna emfimque o tratara por lilho, e njudou-u
a laucar as bases do seu estabelecimento.
Pode-se pois em boa consciencia duvidar que
o Camarao de quem se traa aqu era Cearense ?
Resta -me agora ver se possivel eslabelecer a
a identidade deste Camarao, irmo de Jacauna,
com o celebre Antonio Filippe Camarao, hroe
da guerra da independencia de Pernambuco.
Diz o Sr. commendador que, independente-
menle de D. Antonio, houveram naquella era ou-
tros Camares Ilustres, e cita D. Diogo Pinheiro
Para que Din Irario os indios suas mullieres
o lilhas para o campo de batalha Malhias de
Albuquerque por ventura consentira este ad-
junto de bocas imitis, esle embar.no sempre
Talal n'uiu acampamento, e ahila ma''s em l'ren-
le do inimigo? Est bem claro que estas mu-
llieres e lilhos nao podiam vir reunir-se ao
exercilo : mas descerara do serto para as al-
deias visinbas de Olinda era cumpanhia de seus
mandes as quats foram todos acantonados
com suas mullieres o fllhos, que nella se con-
servaram em quanto seos maridos o paes foram
se reunir as tropas de Malhias de Albuquerque e
cembatter os Hollandezes. Sala aos ol
este o sentido do autor.
O que importa porm aqu a dcscida de ca-
marao cora os seus Indios do serlo, descida pe-
rempotariamente estabelecida pelo autor
Prlmeiramenlo o que serto ? Designam-se
por este uome una terrenos altos, seceos, dis
lames das praias, eque sendo improprios para
a grande cultura, so servem par criar gado ser-
lo e o contrario das Matas, terrenos, baixos hu-
ra
os
nos ser
raidos, Situados ao longo da cosa, onde prospe
a vegelacaoe desenvore agricultura. Em 1630 ^
sertoes de Pernambuco o da Paiahiba aiuda e ram
desconl.ee dos ; foram em grande parle descober-
IOS D KAnianAO a baKm i...j------- ; .
da
los pelos Bahianos e sobre ludo pelos
_ .ntendenles
casa da Torre, que os povoaram e nelles
eslabeleceram numerosas fa/.endas, durante a
ultima melade do XVII secuto : s eram conhe-
cidos naquella dala os serli.es do Rio Grande e
do Cear que licam multo mais prximos do li-
toral : logo Camarao e seus Indios descerara dos
sertoes do Kio Grande, ou d'aquelles do Cear
assira como rierara muilo antes da tomada d
A invaso nollandesa fui um fado previsto e
espralo muitos anuos antes da sua
lauto assim que Francisco Coelho d
execuco,
...ou ue Carralho,
1. (jovernauor do Estado do Maranl "
embarcado em Lisboa a 85 de
chegou ao Recife a de m
e ahi se deteve,
Membros ha desta familia, que lendo dcixado a
lbiapaba em demanda de outros lugares distantes
do serto, conserrara todava a mesma tradico;
e ha mui poucos annos que morava desde longo'
nacao leita pelo br. commendador A. J. de Mello lempo um dcsles Camares nesla freguezia do Ico
a naluraltdade cearense, que o referido Dr. deu o qual afflrmava ser descendente do nosso hroe"
ao indgena I) Antonio Felippe Camarao nesle e diverta seus ouvintes cora historias maravi-
Drom^lXn'i0r?..l, !l s'll,sfiuer ao com- i \UtTS d T Pare"le' ,empo dos i'Utuenyos, | Quanlo porem ao'capi. Ca'maroTno s'eTqem
Itimento era que estar para com o pu- [ historias estas em geralmuito alteradas, mas que | elle posssser, seoao Antonio Filippe, antes de
ser baptisado com estes nomes, e de receber de
el-rei a merc de Dom ; visto como os ludios
costumavam tirar da sua tribu um nomeou apel-
Caraaro, I). Diogo Pereira Camarao e J). Sebas-
tio Pinheiro Camarao, sendo esle lilho, eos ou-
tros primo e sobrinho ; masqualquer um destes,
que se me queira conceder para irmo de Ja-
cauna, servir-me-ha para deduzir a nacionalida-
de cearense de loda a familia, pelo que j lenho
eslabelecido a respeilo de mesmo Jacauna.
blico, relativamente essa resposta, apresso-mo as vezes eram reconhecidas por quem
a subractte-la a apreciacao desse mesmo pu- par dos feilos de arma do grande Camarao.
S" O fallecido commendador Manoel Jos de Al-
Como materia eonnexa com a deste Esboco, buquerque. quo da Babia, sua patria, veio ao Cea-
entend dever appcnsar esta resposta elle como r, onde exerceu por muilo lempo os primeros
elleclivamente o faro, afirn de que em todo o empregos, sendo ora secretario do governo ora
lempo conste, juntas a mesma obra, as razos da :
crenca do meu honrado amigo
Wilrurio.
F.m resposta ao attencioso convite, qnn me
foi dirigido em o n. 282 do anno de 1859 do
Diario de Pernambuco pelo lllm. Sr. commen-
dador Antonio Joaquina de Mello, de entrar em
liea com elle, para o fin de discutirmos a nalu-
ralidade do Ilustre indgena I). Antonio Filippe
Camarao. que no meu Esboro Histrico dei por
lilho do Cear, exigindo de niim, ou que retrate
o meu pretendido erro, ou que aprsente as pro-
vas que me induzem a permanecer na minha
opiuio, quando pretende o mesmo autor das
Riogrspbas de alguns poetas e homens Ilustres
agitaco, a Pira de sal va-lo era um boato faiso.
Brown fez urna dedaracao, pela qual autorisa o
cherifi Champbell a administrar todos os bens,
que possne no Estado, cncarregando-o de remol-
ler sua viuva e lilhos o producto da venda
d'armas, que podessem ser encontradas.
o cheriff Champbell tiuha-so despedido do
prisioneiro em sua priso, agradecendo-lhe esle obra, prova exuberantemente pe
sua benevolencia, e hilando do capito Pate co- j faz dos textos do Valeroso Luc
mo l'un homem corajoso. Depois sendo o pri-'
ioneiro conduzido priso de Copeland e de
Grceu empenbou-os a que procedessem como
homens e a nao irahircm seus amigos. Deu-lhes
tambera algum dinheiro, dizendo que nao preci-
sara mais e fez-liaos suas despedidas.
Foi depois visitar Cook c Coppie, que esta-
vam cncadeiados um ao p do outro, e disse
O.uk :
Fizesles deposices lalsas?
Ct'ok respondeu:
. Que queris dizer?
Affirmaslcs que eu vos liona enviado ao
bac de llarper?
saret o seu valer em relaro s que forneceu o
erudito biographo na sua obra, que, muito em-
bora nao tivesse a fortuna de have-la lido at
boje, me todava conhecida pela nomeada que
lhe creou a grande aceilacao com que foi acolhi-
da pelo publico Ilustrado.
Sua senhoria tratando de Camarao na sua
a analyse que
cideno e do Cas-
triolo Lusitano, que o nosso hroe filho nao
da.provincia de Pernambuco, mas sim da antiga
capitana do mesmo neme, que sao cHectiva-
nienie duas cousas bem dilTerentes. Nos fins do
16" e nos principies do 17 seculo ninguem se
lembiava de que dous seculos mais larde crear-
se-ia urna provincia de Pernambuco, ao passo
que todos sabiam que existia urna capitana ge-
ral de Pernambuco, estendendo-se desde o Rio
San-Francisco, ao sul, alea serrada lbiapaba ao
Esta vasta capitana, alera do territorio da ac-
tual provincia de Pernambuco, comprehendia
tambvrn os territorios das actuaos provincias de
lido; o qual para nosso hroe foi ode Camarao ;
e quando elles passavam a rirer entre os Portu-
. guezes, estes lhes davam tambera nomes seus :
inspector da thesourana, e por veics depulado : Antonio e Filippe foram dados por elles a Ca-
assemul* geral, era homem de illustraco. de | maro. a quera Beriedo chama sioiplesmento o
senedade, de muito criterio, e bstanle COnheci- Ilustre Carnario : porque este apparecendo pela
de d aqni ate o Rio de Janeiro, para que me nao prirueira vez, a 28 de agosto de 1615, para se
sei a iiccessario insistir mais tongamente sobre reunir s tropas portuguesas, aiuda nao linha
suas qualidades ; o Sr. commendador Albuquer- recebido nomes desta nacao, e era smente co-
que pois.vollando om 18ia oul8(ida risita de um i nhecido por aquetle da su'a. Berredo que escre-
' m nll"6 i,d,ulnra ",a fr1:,lda da lbiapaba, com- i veu tambera, posto que succinctameiiie a guerra
muiiicou-me o resultado das suas pesquisas, e me
alfil mou ter adquirido a certeza de serena os Ca-
nardes da serra descendentes do nosso hroe.
Bem longo eslava neste tempo de pensar que al-
gura dia ter-me-hia de entregar no esludo da his-
toria desta provincia, quando nao, tomaria ola
destes documentos, que ento me infundirain a
mesma conviece, cuja impresso anda boje per-
siste,embora se me varesseda memoria a nalureza
e o conlendo destes documentos. Tendo o referido
commendador morrido ha pouco tempo no Rio de
Janeiro, onde se conserva sua familia,seria impr-
tanle instar com algum de seus lilhos, para pro-
curar estas suas notas, que teriam um valor ines-
timavel para a solucao da queslo que nos oc-
cupa.
certamenle bem notavel esta tradico e de
grande importancia no caso vertenta ;' tradico
esta que nao somonte existe entre os Camares
da lbiapaba, mas lambem entre militas pesoas
da provincia, as mais das vezes sem conhecimen-
to nenhum da historia patria. E nao se diga que
lhes foi communicado este conhecimenlo por pes-
soas com quem livessem Irato : por quanto antes
da publicaco da obra do general Abreu e Lima,
bem poucas pessoas baria que sou> essein o qu
foi Carnario, c estas nao couhecam os Camares
da lbiapaba, nem frequentavam estas planicies
da Serra Grande, anda hoje bem poucas vezes
demandadas por pessoas que l nao tem inte-
resse.
D'onde vem pois esta tradic/o que se transmu-
te de geraco geracao nesta familia ?
Se a philosophia d-nos a tradico como urna
das origens'dc nesse; cctihocimenios, s i?lo lem
da independencia pernarabucana, nao deixou de
consultar as memorias contemporneas, c de
nell8 deparar com a alluvisode Camares que
naauella guerra figuraraiu ; nao se pode admtt-
tir porlauto que ura historiador de tanto criterio
tenha sido to leviano a respeilo dos Camares,
de modo que nos fallasse com minuciusidade de
um delles a quem qualifica de celebre, e nao nos
orientas deridamenle, aura de nao confundir-
mo-lu com o celebre 1). Antonio, do qual falla
asss: e isto tanto mais notavel e vem em
apoio do que avauco, quanto Berredo de ordina-
rio desee as suas uarraeoes particularidades
s vezes eufadonhas para o leitor.
Nesta guerra da independencia figurn lam-
bem um irmo de D. Antonio por nome Jaguary,
que os Portuguezes chamaran. Simo Soares!
Este appellido, quando nao seja urna corrupto
de Jaguaribe, lera pelo menos a mesma raiz, c
alguma analoga ou apparenca com Jacauna ;
lembra por conseguiutes o territorio cearense, e
anda una presumpeo a favor da minha opi-
oio.
O Sr. commendador Mello, ainda pouco sats-
feito com a alluso de Ilustres Camares que
cita, e como para prevenir alguma prova que se
possa exhibir a favor do Cear. estabelece, como
reserva, a possibilidade da existencia de outros
Indios do mesmo nome, que olTerece aos Cearen-
ses em compensaqo de D. Antonio, que Un s
quer usurpar; mas uma^ass relo to gratuita
lera raui pouco ou neuliuri valer como documen-
to histrico, quando nao seja milla uo lodo.
O textos do I.uciden, que S. S. cita em apoio
^n sua optnUro, sendo bem analysados, rerertem
as
i.io tendo
marro de 1621,
aio do mesmo auno ;
para fortificar Pernambuco.e
oppor-se ao desembarque dos Hollandezes, de
cuja rinda trouxe a noticia retirando-se somen-
le em julho de 1626. para seu Estado mas anda
demorou-se no Cear, cujo presidio reedilicou
eampliou por moio de novas delesas ; e depois
de ler risilados as aldeias dos Indios, situadas
na proximidade do presidio, erabaaou para o
Maranhao a lj de agosto.
Continuando entretanto os Hollandezes a in-
quietacao as cestas do Brazil, e constando cor-
le de Madrid que i.im tentar um desembarque
era 1 ernambuco, foi enviado para ahi Malhias
de Albuquerque na qualidade de comruandanle
era chefe. desligado de toda a dependencia do
Governador geral do Estado do Brazil; o qual
sal ando no Recite a l'J de oulubru de 162'J
iralou logo de reunir forras ; mas como as tro-
pas regulares eram insuflicientes, para resist-
rera aos Hollandezes mandou vir das dilTeren-
tes parles da capitana lodos os Indios capases
de pegar em armas, aldeou-os perlo do Recife
em sinos d onde elles pudessem acudir depress
em qualqucr emergencia ; c fe-Ios instruir
evolucoes, e no manejo das armas.
Foi ncontrovertivelmentc nesta occasiao que
Camarao deseco dos sertoes do Cear para perlo
de Olinda, nao depois do aviso de sua tomada
mas sim por commuuicacao de ser ella ameaca-
da. sen lo mandado sem dunda a instancias de
Moreno, por intermedio de Jacauna, ou lalvez
a instancias ou anda aviso de Francisco Coe-
lho de Larvalho na sua passagem pelo Cear
L nao se me objecle quo o autor usou do ter-
mo serlo no sentido de interior do paiz por-
que veje nos escriptores anligos e modernos do
Brazil una dislinceao e qualilicaco de terreno
lao clara neste termo, em oppos'ico ao que se
denomina matas, que confesso que perdera
completamente o conceito de um escriplor que
abusasse lao escandalosamente de termos que
lera urna sigmicaeo lo precisa e geralmente
seguida.
Esta explieaco bem simples, combina per-
feilamenle com o que nos lera transmittido os
historiadores desles lempos, declarando que os
capiles generaos tinham por eostume chamar
para perlo das capitaes os Indios ja aldcados nos
diversos pontos da sua capitana, a protesto de
os empregar no servico do estado, ou da agricul-
tura, quando era realmente paia fazo-tos traba-
lhar as suas fazendas, e em proveilo proprio,
e as vezes at para vende-los como escravos, ou
aluga-los como serventes, do manoira que para
fazer cessar 'stes abusos que o padre Autonio
Vieira tanto lutou contra os governadores.
F'sta minha explieaco anda confirmada pelo
mesmo padre Vieira em sua obra Vozes-Sau-
dosas, quando diz que, antes da occupaeo du
Cear p?los Hollandezes, os ludios que dali par-
liram para soccorrer Pernambuco, conservaram
a sua f pura e isenta de heresia, e obraram
muilas finezas de fidelidade ; masque, depois da
invasao, o que appareceram foram sedusidos
peles hereges, que alferaram a sua f, c sua fi-
delidade aos reis ligitimos.
Claro est consequenlemente que na deficien-
cia de gente de guerra era que se achou Malhias
de Albuquerque, quando veio dispor a capitana
para repellr os invasores, chamou todos os lu-
dios das dilTercnlos partes que eram abrangidas
Costa Barios, Manoel do Nasciment Castro c
Silva, padre MoOoel Filippe Goncalves, e Jos
Ignacio Gomes Prente ; e coran'este ultimo re-
cusasse, levo do soguir o primeiro supplente.
. o padre Jos M.artiniano de Alemar. cujo diplo-
Ma-STIha L'x,edi'10 era data de 2'J de dezembro
A 17 de fevereiro de 1822 os mesmo eleitores
i procederam a nomeaco de urna nova tunta go-
vernal.va, sahimio elmlo* OSSCguintes munbros
deseu.uargador Jos Raimundo dos Passos Por-
l.em Barbosa, Francisco Ferreira Magalhaes, Ma-
nanno Gomes da Silva, Jos Agreda Jardim, Jo-
s de Castro e Silva e Francisco Xavier Torre*
comii.aiid.inle das armas.
As cortes portuguezas no entretanto, conlinua-
vam no proposito de sugeilar c Brasil aoseu ami-
go estado colonial. Por decreto de 7 de setembro
ue 1821 aboliram os Iribunaes, que el-rei havi.
creado no Rio de Janeiro, e per ....tro da mesma
data ordenaran ao principe regente que voltasse
pa.a Portugal.
Pcsta situacojj nao era mais posivd espe-
rar nada favoravel das cortes, por isto os Bras-
teiros se decidiram a favor da independencia ,
acharara apoiu no principe regente, que todava
sedispuoha a obedecer as ordens das corles
miando a cmara municipal do Rio e outras ob-
liverim a 9 de Janeiro de 1822 a celebre deciso
de fleo para bem de todos, deciso que motvou
0 levautameniodas tropas portuguezas, as quaes
se virara porm obrigadas penco depois a capi-
tular e retirar-se para Poilugal no dia 15 de
fevereiro de 1822.
Ksia deciso encheu de jubilo es Brasileiros
e de desgoslo us Portuguezes. I). Pedro chamou
pois para o ministerio a Jos Bonifacio de A-
orada o Silva, cujo primeiro cuidado foi pesia-
be.ecer a uuio das provincias, que as corles
portuguezas, porura plano machiaveheo, tinham
procurado destruir, creando era cada provincia
goven.os ludependeiitcs uus dos outros, e mesmo
do do Rio de Janeiro, com ordem a cida um de
corresponder se directamente com a mi patria.
Cora este lim foi convocado um conselhode pro-
curadores das mesmas provincias por decreto 10 de fevereiro.
Os eleitores do Cear eseolherara para procu-
radores o desembargador Jos Raimundo eo pa-
dre Antonio francisco de Sampalo : linha sido
eleilo o Dr. Joo Antonio Rodrigues de Carra-
lho com grande maiona, porm a cmara an-
no. lo u esta el'i. o por cortos pretextos, e deu a
caria ao padre Sampato, que empalara com <..
Padre Hollanda.
As perseguisoes, que ainda conlinuavam n<.
'ariri em represalia da sublevacao de 1817 re-
damando a presenca de um forte destacamento
no centro, o governador Bubim conservou o
'pie exista anteriormente na nova comarca o
mandou para commanda-lo o lenle Manoel
Antonio Denz afln de conler a efifervescencia
dos espiraos. Este oficial, eminentemente viru-
ento o audaz, parti do Cear para aquello pon-
i om maio de 1821 ; e os dous primeiros gorer-
nos provisorios o mantiveram nesse commando.
dando-lhe iistruccoes para obrar no sentido de
suas ideas retrogradas, e empregar medidas re-
pressivas do des^gnvolrimento que ia tendo a ten-
dencia para a emancipaco ; porquanlo o pro-
pno governo do Cear emprogava surdamentc
tojos os monis possiveis para embaraar a eloi-
cao de depulados Constiluinte. convocada pelo
1 nncipe Regente. fo obstante, porm, os eol-
legios parochiaea da nova comarca se reuniram
e elegeram os eleitores sem disturbio algum"
sendo determinado que estes se reuniran no Ico
como ponto mais central.
Denizquo fura residir no Crato, tinha cora suas
arbitrariedades exasperado os espiritosa tal ponto
que a cmara lhe intimen a ordem de abandonar
a villa como suspeilo causa do Brasil. Nao po-
dendo elle resistir a esta ordein por falta de pre-
vencao, deixou o Crato, cheio de ira e de ranror
e retirou-se para o Ic, aguardando occasiao de
lomar sua desforra.
Sem embargo, ahi continuou 8 pralicar actos
de arrebatnmentos, que fizerara recejar aos elei-
por sua jurisdiivcs ; e como os do Cear eram
os mais numerosos o ao mesmo lempo os mais
deceis, descerara d'ahi lambem em maior nu-
mero do quede qualquer outra parte da capita-
na ; de nancira que Martins Soares Moreno rin-
do do Cear era soccorro de Pernambuco, mais .-
de anno depois da primeira requisico dos Indios-;
d aquelle ponto e Uazendo comsigo alguns sol-
dados regulares, que eram empregados no ser-
vire dos prisidios, apenas pdde conduzir igual-
mente um diminuto numero de cabocolos, en ra-
zao da sabida anterior dos que haran desodo
para Olinda, antes da chegada da expedico hol-
landeza.
Sao estas as razos que me levaran, supponho -
com todo o fundamento, a declarar que I>. An-.
tomo Felippe Camarao nas.era no territorio do
Ceara, que naquelle lempo fazia parte integrante
da capitana de Pernambuco, assim como consta
dos documentos irrefragaveis que cilei.
O lllm. Sr. commendador Antonio Joaquim de
Mello tem pois razo de o reivindicar como hroe
I ernambueai.o da capitana, mas nao da provin-
cia deste nome ; os Ceareuses tem igual razo de
chama-lo seu patricio, porque elle inqueslio-
navelmen te oriundo da parte da capitana geral de
Pernambuco, que boje forma a provincia do Cea-
ra, de cujos serios passou a Pernambuco. para-
dciiender cora o briosa valenta sua patria.
Muitos outros Ceareuses tambem Indios, que.
Camarao levou comsigo, ou que forara ao depois
cora Moreno merece rara as honras da historia:
la citei um irmo, um filho, e um sobrinho delle
que se distinguirn! nesta guerra da independen-
cia : O Rrm. Sr. Thonaz Pompeo de Souza Bra-
sil, n'uns aponlaraenlos que osla publicando so-
bre esta provincia do Cear, declara ler achado-
n'um livro registo das ordens regias, una do rice
re da Baha em 1726, expedida a provedori.i du
Cear, mandando abonar aos tres Indios da serra
da lbiapaba, Jos do Vasconcellos, I). Felippe
de Souza Castro, I). Sebaslio Saraira Coutinho,
todos tres agraciados pelo reicomo habito de San-
tiago, as suas tencas de vinte reis annuaes, (sal-
vo erro do copista, ou do compositor ) que dti-
les eram pagas pelo Rio Grande. O mesmo eru--
dilo padre diz que ci esles Indios descendentes
de Camarao, e agraciados em atlenco a elle, pa-
lenteando lambem a convieco, que* os seus tra-
balbos sobre a provincia, a que se tem dedicado,
com glande ardor e proveito, lhe tem formado
de ser elle natural do Cear. Sinlo muilo vir
destruir ma verdade reconhecida, e nunca posta-
em durida, ha mais de dous seculos ; mas cen-
solo-me com a lembranca de que nao nem a
primeira, nem ser a de'rradeira vez que se des-
rua um erro tido em cotila de verdade por dous
e mais seculos. Talvez mesmo que algumas pes-
soas nao quizessem demonstrar a verdade a este
respeilo por espirito de provincialismo, que chegu
s vezes a cegar os historiadores de maior crite-
rio. Tenho a intima convieco de que Camarao
cearense, o nenhuma pai'xo de bairismo me
anima a sustentar e-la opiuio, que modificarei
logo que se me dem provas mais forlcs do quo
as que acabo do expender provas de que Cama-
rao nasceu n'um, ou n'oulro ponto da capitana
de Pernambuco. Mas quero que se rae precise
este lugar, porque, como ja o disse ; sendo de
origem cearense, elle tambem era Pernambu-
cano.
Firmino aqu este artigo, ja demasiadamente,
extenso, pedindo s pessoas que puderem escla-
recer esta queslo histories, de nos communica
pela imprensa as stiasluzes, o o documentos era
que baseam su;s razos.
Ico de Janeiro de 1860.
Dr. P. Tliberge,
MUTILADO,
T


I)
MARIO DS PEftNAMB.lCO. u. TETtCA -FFltU 2* I)E FEVEREIRO DE 1860.
lores do Canri maiores arbitrariedades na occa-
siao de sua reunio n'aquella viViaCe por isto pe-
dirn] A cantara providencias no sentido do a-
ranli-lns contra este oQicial. Esta corporagrio,
pois, o(Bcion do Ico, pedindo-lhe informai-Oes
acerca de Deniz, indagando se era verdade que
se linhaello deixado peitar pelos Portuguezes e
pelo coamercio dessa villa, como so lisia e re-
clamando que ella o expellsse com todo o seu
destacamento. A este officio respondern! os To-
readores do Ico. que nao podiam penetrar as in-
to-acoes de Deniz, e que nao se jnlgavara autori-
sados para lanca-lo fon da villa, e era linham
torcas snllicienles para obriga-lo a tal caso a is-
to se elle recusasse. O senado do Crato, por-
lanlo, requisitou ao cap lo-mor Filguciras,
que nolificasse forcais para oppor-se a Deniz.
que, nian-cummunail cora os Portuguezes do
lc, blasona va de coramura rom ellesde adheso | tes, accre^cendo a iltegalidade de sua no mea cao
ao governo provisorio e de (idelidade as curies pelo publico suborno que constitua a pluralidude
le Lisboa : Filgueiras poz-se na expectativa, e j do* votos.
os eleitores se reuuiran no lc a 12 de oulubro j Todas as'cmaras igualmente officinram no
onde procedern) as elevos. ; mesmoientido, reqtirendo q*e fossem romrlli-
Ueniz, porin, liado na orc.a do seu destaca- das a S. A. R. as ordens do ci-governo, todas
ment, nao cessou de excitar os eleitores com | oppostas as do regente, como pecas denions'iraiivas
bravatas laes. que a juma eleitoral no da 13 ad- da falsidaJc do dilo Jos Itaimundo, a quem ac-
verlio-o de que o demiltia do commano, e deo-l ensacan) do niais pordoixar o correio da capital
llie voz de prisio, a que elle nao so nao obede- remetler as cmaras massos de ol'ieio:
seguiran de outros pontos, com gados e manti-
mentos necessarios para o sustento dasmesmas.
Em ::ovembro as diversas cmaras elegeram
seu procurador geral a Jos Joaquim Xavier So-
breiras, ao qual eommetlcram a missao de ir a
ctte do Rio de Janeiro participar a S. A. R. os
movimentosdesta provincia, que deram motivo a
installacao do governo temporario No fftcio di-
rigido a S. A. R. se lhe rommunicava a oppo-
sigan feila pelo ex-presidenle da junta proviso-
ria, do governo, Jos Raimundo dos Passo* Por-
bem Harbota, causa Publica do Brasil ; pois
que era elle a mola de todos os males ems linham
desorganisudo a paz e a tranquilidade publica,
obstando o mais possivel independencia, para
que elle, tomando assenlo como procurador geral,
nao fosseprejudicar os scusconslituinles por ser
a sua conducta incompatioel com os detejos des-
tcii, como ainda continuou nos seus desatinos.
No dia 16 de ouibro liveratn lira os Irabalbos
eleitoraes; o presidente do respectivo collegio
te/ ,i seguinle requisico cmara reunida, cuja
cuja acta passo a referir ou a consignar aqu co-
ios das corles
de Portugal, tendentes a augmentar O partido dos
facciosos Portuguezes.
Pul preso em dezembro o ouvidor do Crato Jo-
s Joaquim Correa Pereira Lago, como suspeito
causa .la independencia e substituido por Pedio
mo um documento importante, e que d a co- Nolasco de Carvalbo.
rhecer bera os acontecimenloa que occorreram Neste lempo espaihou-so pelo centro a noticia
enlao : \ da declaradlo definitiva da independencia, e de-
A 16 de oulubro de 1822. nesta villa do Ico, pois da acclaraaco e coroaqao do Sr. 1). Pedro I
comarca do Craio, as rasas da cmara, que ser-como Imperador do Brasil. "Estas noticias encue-
ra m os povos de alegra que manifestara ni com
rogozijos pblicos, festejos, actos religiosos em
aeco de ragas, e illuminagdes por muilos das
successivos.
Em dezembro foi marcado o dia da partida do
governo temporario para a capital e as tropas que
\ em de pracas do consellio, por onlem lo lllm.
OOllegio eleitoral, e da parle de S M. o Principe
Recente e Defensor perpetuo do Brasil, foram
notificados o jui/., presidente o os mais vercado-
res. o olTieiaes que cenipem a caman da villa
lo Ic, e peranle ella congregada propoz o lllm. {
presidente do collegio eleitoral o seguinle : Que o deviam aconpanhr ; sendo designado conjue-
petos justos motivos de receios c suspeilas, fun- lamente o da 1." de marro de 1823 para se leu-
dadas em alguno documentosqopretenden] pro- nircm os eleitores na capital, alim de procede-
duzir peranle S. A. lt., como igualmente pela de- rea a eleico de um novo governo provisorio,
mora que lem lido a Exra*. Junta provisoria em A villa de Sobr.il mandn por este tempo urna
dar prompta e liel execu<;ao s ordens do mesroo depula;ao cmara do leo, para se enlendercom
augusto Senhor, relativamente eleico dos de- pila e com o governo temporario a respeito de
(Hilados que ilevcfll fazer para da assembla ge-! objectos ledenles a causa do Brasil,
ral, constituinte c legislativa das cortes do lira- primeiro passo deste governo, depois da'sua
sil 1 ii lo sido possivel a lodos os eleitores das installacao, foi declarar inrapazes de oceupar em-
regiiezias desta comarca do Crato fazer suas pregos no Brasil os Portuguezes que nelle
Foram eleitos, por acclamac-to, presidente, o
E x*m. Baro de Caniai agibe, o primeiro ecrela-
vioo Dr. ManoaldoNascimento Whado Porlclla,
e segundo o Dr. Manocl de l'igueiia Faria.
Depois do que procedeu-se, por escrutinio se-
creto, eleigo da commissao de verilicacao de
poderes, c da que deve verifiear os poderes da
anlecedenle, e saltican eleito i para a primeira
os Srs. Drs. Adtonio Epominomlas delBello, com
18 votos, Joo Altiedo Correado fjliveira, e Ma-
nuel Coelho Cintra, com 11 ; para a segunda os
Srs. Drs. Antonio Abes de Souza Carvalbo. ruin
17. Luiz de Albuquerque Martina Pereira, com 13
e Henrique Pereira de Lucena, com 10.
Nao havendo mais que tratar, o Sr. piesidente
convidou as commisscs a oeccup*arem-se de
seus trabalhos, c levanlou asosso 1/2 hora da
tarde, dando para ordetn do din de hojd : discus-
so dos pareceres das commisses.
Queremos provar que nao cedemos a ninguem
em docilidade. Desdo que nos constou que o
Exm. diocesano, aitemiendo s nossas observa-
ces, e queren lo ao mesmo tempo manlcr illeso
o bom lestemunko, que o Apostlo lano recom-
menda, se acha resolvido a por a concurso a in-
fundado de freguezias vagas q e ha na diocese,
resolvemo-nos a sobr'eslar no prosegu ment da
dicussao, que haviamoj enclalo sobre tao im-
portante assumplo. Aplaudimos sinceramente
essa resolucao prudentissima de S. Exc, tanto
mais quanlo os motivos que llm serviam de obs-
laculo nada linham de plaus\el; e a infracQo
das leis cannicas era realmente injuslificavel !
Porque so nao decidia urna queslo, que respei-
ta a una lenuissima por^ao do robanho, havia se
de consentir, em boa consciencia, que urna gran-
de rarie desle mesmo rebanlio padecesse tomo, e
sede do pasto espiritual, que Um deve ser minis-
trado por pastores perpetuos, e legtimos? seria
isio um absurdo sem nome l
Suspendendo, pois, esta discussao, temos a
mais firme esperanza de que desapparecera den-
tro em pouco, o funesto systheraa das interinida-
des no rgimen das parochias; sysihema que,
como ja demoiistrainos em ouiras occasies,
llmente condoinnado pela p-aiica da egreja,
Uerlos Brandao, Frsncisco Hapliael de Mello lle-
go, Bario de Camaragibe, Joaquim Pinto de Cam-
pos, Joao Alfredo Correa de liveira, Manoel Joa-
quim Cameiro daCunha, Antonio Alvcs de Souza
S, Manoel Joaquim da Silva, Francisco Albino,
Jos Alfonso de Souza, Manoel de Almeida e
Silva.
Passageiros do bngue porluguez Constante,
Larvalho, Antonio Kpannnondas de Mello, sao viudo de Lisboa :Joaquim Maria Machado, Jos
eleitos por acclamncao :Presidente o Exm. Sr. Maria G. Caslello Branco, Joao Vicente Ventura
Camardgibe. 1. secrelano o Sr. Nasci- Eleodoro de Aquino Fonseca, Narciso Jos Mon-
leiro.
Passageiros da lancha nacional Flor do Rio
Grande, viuda do Rio Grande do Norte :Reinal-
do Gomes da Silva, Francisco Feroandes de Lima,
l.aurenlino Honorio da Silva, B isilio Freir de
A! listan Navarro.
MATAnOLHO publico :
Mataram-se no dia 26 do corren le para o con-
sumo desla cidade 81 rezes.
No dia 27. 86.
MOilTALIDAPE DO DIA 26 DO CORRENTE
Antonio, pardo, 6 inezes, convulsoes.
0 an-
senlo Porlella e 2" secretario o Sr. Figueiroa
Faria.
O Sr. Vrosidente, convida os scnbores presen-
tes a apresenlarera os seus diplomas, os qaaes
sao em seguida relacionados pelo Sr. Ia secreta-
rio, incluindo os Srs. Drs. Joaquina Pires Macha-
do Poiiclla e Cipriano Fenelon Guedcs Alcofo-
rado.
Procede-se eleico da commissao de verili-
cacao de poderes e sahrm eleilos:Os Srs. Epa-
minondas, Coelho Cintra, e Correa deOliveira.
Para a commissao que lem de verificar os di-
REVISTA DIARIA.
Installou-se hojitem a primeira sessao udicia-
na do jury desle termo, sob a presidencia do Sr.
Dr. Bernardo Machado da Cosa Doria.
Como de coslume antiquissimo, nao funecio-
nou por falta do numero legal dos juizes de lac-
lo. Fez-se em seguida o sorleio para complta-
lo, e mullaram-se os que nao compareceram
como tambera praxe de ha muilo ; mas qu
at boje nao produzio o cfl'eito esperado, visto
que se nao lazem efl'eclivas as mullas imposluss
de conformidade com a lei.
Deste facto e das dispensas concedidas lera re-
sollado o descrdito da instiluico : o que se re-
vela ainda no desejo de todos fugirem no exerci-
cio desla judicatura cidada.
InformaiL-nos que a igreja matriz da Boa-
\isla acha-se entregue aos ausentes, pois que os
moloques nella ludo fazem, ja alropellando os
ouvidos com o badalar sem termos dos sinos, j
cerrando todas as pollas no decurso dos olficios
divinos, a pontos de quasi aspliyxiar a gente,
ele, ele.
Este eslado deve ser corrigido ; importa que o
templo nao sirva de guarida a vadios; compre
filialmente, que se nao tolere semelhante abuso.
') viga rio ou a irinandade, quatquer deslas en-
tidades a quem compila, deixe a 'indill'erenca e
lo de Sehemeleno, confirmado pelo de Rodolpho
Kruckuubeig, como pela caria cima transcripta,
e contra essa prova n.io deviam taes presump-
ees prevalecer.
As nicas leslemunhas dos appellanles (caixa
filial) que dep6om sobre este ponto sao Ribeiro-
de Souza e lavares, e os seus ditos de ouvida
vaga niio podiam lanibem aulorisar o fundamen-
to do referido acconl.io contra o documento ci-
tado, a circumslancia de Holm conservar aqnia
sua casa de moradia, e o recado que por Sche-
meleau mandara elle a seus amigos desla pro-
vincia.
Holm disso em o seu interrogatorio que sem-
pre conservou a idea de voltar este auno para
aqui (1858), e sendo perguntado se a sua vinda foi
devida a esla idea, ou se motivada por alguma
oulra circumslancia, responden oue a sua viuda
foi mais cedo do que prelendia por>|uc o chefe
da casa receioso que os etefios da crie porque
passava a Europa se estendcssein ao Brasil Iho
jiedio que apressasse a sua vinda o que diversa
Olimpia, branca. I anuos, escarlatina. !2!!S,u aCCrd;)' ist de que a sua volla foi
Mairael-Ioaquin/Soares, branca, solteira. 2an- S',^ G aC"teCeU fra d" suas P^P"
>Ho%\'rAL'lKLf'liunu.F Fxktem f.O hn l-opa. ker disse que a volla de Holm foi ines-
geiros, 1 hornera escravo. total 131. '''f ["t* nVl\?r?" ac^rdt0' n^'0 "a
Na loialidade dos doctos existem 39 aliena- ^^'''vT, n **&*** lhe ass.g-
dos. sendo 33 raulheres e 6 horaens. TZ Z i,qr,. T'l ""1'!' flSS,-nara- ls,
Foram visitadas as enfermarlas pelo cirurgio *f 1e 'ue *? ? "'""vada pela cr.se commer-
Pinlo. as 8 horas e 10 minutos da maulla lelo ""i pU' '1UI! f'^M'^ando aEoropa, do modo
porque se ve que Holm a explicara ; mas o ac-
cemarca do Cearfi grande, pretextando a execu-
cao do plano de formalidades dado pela Exm."
Junta do governo provisorio, ou ouiro qualqucr
motive particular que ignoramos; deliberou o
collegio eleiioarl inslallar um governo lempora-
rario em Borne de todas as cmaras e povps
que represciiiam nesla comarca, e mais que ludo
em neme de S. A. R. al que a Exm." Junta pro-
viseria so deseuvulva a favor da inesma causa
lo Brasil; Meando sem ell'eilo a voz de prisao
dada aos coramandantes desla villa, como sos-
os eleitores de toda a nova comarca se pozeram
de conserva era marcha para a capital, onde mais
larde ve-los-bemos chegar; pois que antes dc-
vemos descrever a sensato, que prodaziram na
villa di Fortaleza s acontec montos do li
Apenas chegou capital a noticia dos fados
ocrorridos nesla e na villa do ('.ralo, o governo
provisorio da provincia encheu-se de terrores, e
appressou o mais possivel a marcha das eleices
para deputados constiluiute. [ramedialameule
iloos de seus membros part rain para o lc com
---- "Upo uuo omoii'u ii-r.i Uii'illUlttl,
grave missao de desiribuir a palavra da vida aos secretara, e alera disio fcuia-se credor deste ac-
verdadeirosadoradores de Jess Quisto. iesso D.e,a sua P''dao, desenvolvida no ezercicio j
Dr. Dornellas as 8 horas e 10- minutos da roa-
nliaa.
Falleceu um homem de hepalile chronica.
chronicaTDdciaria.
TRIBUNAL DO C0MMERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 27 DE FEVER MI-
RO DE 1860.
PRISIDEMU 00 EXM. SU. DESEHBARGADOB
SOUZA.
As 10 lmni da inanliaa, achando-sepresentes
os Snrs. deputados Lomos, e Bastos, o Senhor
presidonte declarou aborta a sessao e desigoou o
deputado Lomos para servir de secretario
DESPACHOS.
L'm requerimcnlo de Leal & Carreira, pedindo
o registro do seu contrato de socieda Je. Vista
ao Sr. desembarcado!' fiseal-
Outro de Jiiluis ChristianO Rabe, natural de
Haiiiburgo. de 33 anuos de idade, domiciliado e
establecido com casa de comraerco de fwendasIdlvcrs" peMoas '!'10 Ho
por grosso, pf-dindo ser maliiculado.n mesmo.
Ouiro de Adolpho Burmoslor, pedindo o regis-
tro da prucuracao que ajunia.Regislre-se.
Nada mais liouve a tratar.
do seu
pellos causa do Brasil, por torera subsequenie- n presupposio de conterera os amolinadorvs. sen-
mente dado provas do contrario, sendo-lhes li-
rreticareni ou seguirm para a capital, sendo
ibrigados a convocar o lllm. delegado da raesma
E como se podera conhener essa idoneidade UUI&>Ti?!ZZ\o *m v u v ...*. I
1 Lonsiani-nos que cm lora de l orlas a noile
, sem o processo dos concursos synodaes, na falla jicara as calcadas apiuhadas de pessoas de
dos quaes prevaloceiii os juizos privados, muilas '
, vezes ulliveis e pareiaes, e que necessariamente
levara o diocesano a eneommeiiilar n'umi paro-
cha un padre desconlieeido, enjo nico titulo
de sufficiencia urna ciria de ein;ienln, ou al-
Igum manejo de inleresse srdido, e desalmado ?
Este eslado de cousas era laiiientavel ; cum-
SESSAO JDICIARIA E*l 27 DE FEVEREIRO.
PRESIDENCIA DO EXM. su. BESBJIBAJICADOR
SOI/.A.
Ao mcio-dia, estando presentes os Srs.
junta, o capHo-mor Jos Pereira Filgueiras, pa-
ra cm nome de Sua Alteza Real, como igual-
mente seo r.ompauheirn na delegaeao, o coronel
Leandro Be/erra Monteiro, nos auxiliara em in-
do estes membros o proprio presidente Jos Ray-
mundo dos P. Porbem Barbo/a e Marianno Go- i
mes da Silva, os qnacs ao chegarem a S. Remar- Pr,a 1ue "vesse um ler,no' sem 1,ual fena com-
do das Russas. foram deldus e obrigados pelos! pletaiucnie falseado o prcceilo do Evangellio, que
voltar para a capital a pretexto de exige que o pastor conlieija suas ovelhas, e eslas
a este. O rciredio j ia lorn;nido-se tardo, e
bos os sexos", que dellas fazem cama de refreno I desembarga.lor Guerra e deputados Baslo e l.e-
obsiruindo assnn o transito. mm> "a0 pouebaver sessao.
i: preciso que tal praiiea seja interrompida ^ ;'"- Prcsidenlo negou proyimento ao agfjravo
pois que aquella local nao lo diserto, que ad- do JU1/" peal o commercio em que sao :
milla seinelliante farniente Aggravante, Antonio da Silva Rocha ; aggra-
- Hoje leiu lugar a passagom do sol pelo oh- vadu- 1,,llu de Su"/a ll'!":")- .
aecordarera as medidas que se deviam loma
contra a invaso das tropas do lc quo maicha-;
das as dehberacoes lendentes causa gjral do vam sobre a capital e as mais villas da provincia,! a demora ju liesralava o escndalo !
passagom do sol p
scrvaiorio de Pernambuco, na latilude do 8. 8'
e i o na longlude do observatorio do Green-
wcli de 34." ez', as 9 horas, O minutos e 35
segundos da manliaa.
Nao sao exactas as noticias que desde anle-
hoiilein circulara relaiivameule ao Sr Dr. Pedro
de Athaydo Lobo Uoscoso. Sr. Dr. eerlo
que, l'orleuieiite atacado de nina angina, esie-
DsfiO Rangel,
Secretario interino*
ronlao longe do jnlgar esta ra/o procedente,
recorreu ao deponento de G J. Scfaemeleau
liara destru-la. dando como causa determinativa
dessa volla o estar Holm pouco satisfelo das es-
peculai oes dos socios Carlos Rocker e Francisco
Ferwed.
O cirio iiue nao lera apoio nos aulos o fun-
damento de que Holm (ora eslabelecer una ou-
lra casa em Londres, c que o conlrario est pro-
vado pelas leslemunhas dos en>b rgantei ; issim
como o nao esl que ilolra nao prelendesse mais
voltar
A leslcnuiilia Schemeteau (dos embargantes)
nao jurn no sentido queso figura no accordo,
isto que a volla de Ilolra fura devida ao estar
este pouco satisfeito con as especlameles dos so-
cios Carlos Rocker e Francisco r'crliweed ; eis
os trechos do seu dopotmento nesta parle :
< Disseque nao ouvio Francisco queixar-sc de
Holm, nein sabe se foi contra elle queixar-se ao
chefe de polica, sabe porm, por oirvir dizor
ni nao eslava satisfeito
com as especiilai-i-s da casa de Pernambuco du-
rante a sua ausencia.
Desle trecho evidente que Sciieraeleau se re-
fere, na ot/enmstancia ailudda, ao tempo em que
Holm j eslava nesla cidade, e depois de hayec
conhecido dos negocios de sua casa, durante a
sua ausencia, o que se conlirma por ouiro trecho
de seu depoimento.
Disse que o avio di/.er diversas pessoas, de
cujo nome se nao recorda, que Holm nao era
esperado, quando chegou aqu este anuo, isto
mesmo ouvio logo depois de su.i chegada, nao
tendo porm ouvtdo dizor por occasiao de se
fazer o leilao dos trastes de Ilolra, que esle esla-
va ou nao para vir, nao leudo elle teslemunlia
nanea oavidu dizor que Holm liresse voltado por
desarranjo de sua casa.*
Ouanlo Qnalmente circumslancia em que se
apoia o accordo de ter ido Francisco para a Eu-
ropa, logo que Holm chegou cabe observar que
alm de ler ido fazer a viagem que fazU lodos os
anuos cada um dos socios, como (o provado nos
sem poderem exceular o
Brasil, paz o socego das pavos ; sendo ouiro- e assim voltard ambos
Slin Horneado pelos volas das respectivas cmaras objecto de sua missao
: seus eleitores um individuo do mesmo termo, Outros membros do governo havam lambem
que jugaiem digno de servir de raembro do mes- seguido para Sobral e outros pontos, donde ao
mo governo ; e que depois de reunidas passarao voltarem dorara parte do estado dos' espirilos,
a Bornear un presidente e um secretario a votos que em peral Ihcs era ad-erso.
la cmara dos eleitores e povo, onde se reuni-
rem em virtade do que esla cainaia annuio a
todo o exposto na represenliijarj c proposta do
mismo collegio, e quo se proceda aos termos
designados nesla acta. O escrivao deste senado
A vista disto, reuni-se a 9 de novembro o
consolho de provincia em sessao extraordinaria,
na qual sendo conininnicalo o estado das cousas
pelo centro, proteslou-se solemnemente contra
os aconlecinentos do lc ; rada oni de seus mem-
lavror lanas copias deste ler no quantas forera broa individualmente procurou disculpar-so das
precisas para as autoridades constituidas desta increpares de inimigo da coma brasitmra, lan-
comarca ; e de ludo para constar mandaro pas- [ cadas sobre o governo em gtral nos actos da crea
sai pste termo em que se assignaro os officiacs cao e posso do governo temporario, allegando
ea cmara e lodo o collegio eleitoral ( se- servicos prestados dita corda e provincia era
gaem-so 113 assignaturas ). geral, e concluiram indos por demittirem-se do
Quando se arabou de assignar, Diniz, avisado I governo, mandando tirar copias desla acia, que
do que se passava, invadi a casa, atacou o col- reineiteram ao collegio eleitoral, o qual nesta oc-
legiorom toda a sua tropa e prenden os eleito- casio aehava-se reunido na capital, e a todas as
res, dispersando a de mais gente. Em conse- cmaras da provincia. Entregaran o poder a
quencia desla emergencia foram expedidos porta-' rnesma junta reunida com a cmara da Fortaleza
lores para os diversos pontos da comarca, alim e cora assistencia das tres ordens, clero, nobleza
de participaron] o occorrido, ordenando-so aos
officiaes de milicias que reuuissem gente para
e Ilion u aecudir a
*S, aos'quaes elle t
ameaca-
o povo, alim de que fosse eleita oulra junta de
governo ou tomada oulra qualquor medida que
se julgasse conveniente em laes circunstancias.
Esla demisso poz os eleitores na maior inde-
eiso ; pois nao sabiam o que deveriam obrar.
Mas aiinal concordaran! em mandar immediata-
mente para o lc o vigario interino Antonio l'i-
nheiro l.oudim, alim de serenar os nimos dos
povos c tratar dosmeiosde prevenir urna guerra
civil inminente, adiando a eleico at que se re-
coliesse noticia do emissaro.
Esto no enianto procurou craprir a sua mis-
presteza na viagem, que o do Cariri percorreu sao, mas debalde o fez, porque os espirites esta-
trinla c duas leguas no mesmo dia ; Filgueiras \ va ni lodos incluidos as ideas do governo lem-
po/, em obra loda a pressa possivel, mas, em vir- porario e indisposlos contra o governo do Cear.
tude da distancia s pode chegar ao lc com Parece que elle mesmo ou se acbava com as
urna forca respeitavel no dia 2, de/, dias depois ; mesmas ideas ou as a.loplou na sua viagem, de
do acontecida. Todava, do cannho mandn modo que a 2 de dezembro participo'.! a cmara
adianto Joaqun Pinto Madcira, que ueste lempo I da capital ter encontrado os espirilos dos honens
o accempanhara na quadade de sen ajudanle de : do interior levados ao ultino grao d* ezaltacao,
ordens, alim de parlameniar com Diniz, a quera I e ainiosos por ver effectuar-se a mudanca do'go-
elle inlimoii cm nome do capilo-mr seu amo, verno da capital, que era tido por milito suspei-
vir reprimir o sonho de Diuiz^ aecudir .i violen-
cia feila i seus eleilor
va de mandar fuzilar.
Ufano este commaudante por sua victoria, li-
nha iicaiilonado sua gente ao redor da cadeia,
que cercou de Irincheiras fetas cora sacras deal-
godo, d'onde injuriara o cada inslaiilc os seus
prisioneiros.
>s portadores enviados para os diversos pontos
afn de pedrem soccorro, desenvolvern! tal
que abandonasse o lc sem demora alguna e ro
un nao fosse alleinlida esta intimaco, desando-
se levar por sua natural ousadie, alirou-se com
con alguna eamaradaa que i razia a una parte da
Uinclieira que derribon, antes de voltar ao en-
cofwtro de Filgueiras, o qual apressou cada vez
mais a sua marcha sobre o lc.
Informado Diniz da sua approximacao, aban-
ionou a villa com a forca quclinha, c rilirou-se
en direccao da capital; mas em caminho, na
distancia de tres legoas, n'um lugar chamado
Forquilka, onde o Salgado se lauca no Jaguari-
lie, eiicontroii-se com as tropas do riacho do
Sangue, commandadas pelo tenente-coronel An-
t uno lie/cria de Souza Mefiezcs; o qual cora a
j incro dos COrpos reunidos por Bernardino Lo-
pes de Sena, Doningos Paos Bolo e onlros, vi- ja Cevalcanti, vigario Antonio Manoel de Souza.
nhaa toda a prensa soecorrer ole. Neste ponto vigario Jos Joaquim Xavier Sobreira e padre
por lano deu-se no domingo 2< de oulubro um Jos Uarliniano de Menear
c irabate reuhido entre os dona partido, durante Mandou-se immedialainenle dar parle deste
. quaMimiz. escandido n urna casa vizinha, ati- resultado ao governo tcmporaiio do lc. que se
o inimigo,- que liualn ente o rendeu. achava de marcha para a capital, aum de lile dar
por esle passo urna demonslraco de adhesio.
lo. Indigilava enlo como um dos raeios mais
efflcazes para obler a paei(icac,ao da provincia o
recenhecimenl por emquantu do governo tem-
porario do lc, al a nomeaco de ouiro 'feila
pelos eleitores de toda a provincia, aconselhando
O mesmo tempo que fosse realisada a apuraeo
dos votos da nova comarca com os da do Cear,
alim dse recouhecerom quanlo antes os depu-
tados constiluiute brasilei/a.
Estos ronselhos foram seguidos a risca : a elei.
cao conclllio-se na capital, o a apuraeo conclui-
da a 30 de dezembro, deu os seguinies deputa-
dos : Pedro .los da Costa Barros, Dr. Joo Anto-
nio Rodrigues de Carv-alho, Jos Mariano de Al-
buquerque Cavalcanti, padre Manoel Pacheco Pi-
raentel, padre Manuel Itibero Pessoa de llo'.lan-
rou sobre
aprisionando nos a elle romo lamben a seu
inmediato e ofllciaes Jos Flix de Carvalbo e a
toda a gente que o acompanbara. E quando i-
iiiiam lugar eslas occui rencas, chega Joaquim
Pinto Madcira com as tropas do Cariri, que Pal
gneiras, apenas entrn no lc, mandara a 27 em
seguimenlo de Diniz ; e dando enlo este enviado
expanso seu genio feroz e sanguinario quiz
n alar o commandante ja desarmado c prisionei-
ii ; o que exeeutaria se nao fossi^ a inlervenco
dos ofllciaes do riacho do Sangue. Diniz vollou
JURY DO RECIFE.
PRIMEIRA SESSAO.
DIA 27 nr. ki.m.iii.uio.
Presidente o Sr. Dr. juiz de direito Bernardo autos, ficou desvanecida pela sua prompta voita
Machado da Cosa Doria. I da Europa, logo que leve noticia do acontecido,
vedequarta para quinla-feira da semana pas- Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco e ainda pela circumslancia do ter continuado so-
sii'pendendo por esle lado a dis- p?"a ljiu I'erigo de vida ; mas felizmente se acha Leopoldina de Gttsmo Lobo. \ co da casa, e um de seus gerentes na ausencia
llover de (ha- !i0r* Ue ludo o,ESC0' e muilo melhoredo dopa-l Feitn a chamada, verilicou-se esta rom presen- de llolm, que aciualmente se acha na Europa
, Fxm diice- 0CI""-"10 1ue o poz de cama e lo graves con- les I9 jurados, fallando sem causa os den.ais Uando, porm. o fundamento losse oxaclo ou
ce- sequencias ia produzmdo. ; l.ido um cilicio do Sr. Dr. promotor publico e-livcssede acerdo com a prora dos aulos
I.e-se no 1 tutes : loio Alfredo Corrcia de Oliveira, em que part- manifesta a sua importancia.
A primeira balera de pecis de Arrastren, icipava ao Sr. Dr. juiz de direito presidente do. O accordo nao eslabelece a relacao que esla
composla de seis boceas de logo, rayadas, de ca- jury, nao poder comparecer prsenle sessao fundamento lenha comaquesto agitada nos au-
libre 12, j foi sugeila s experiencias no aree- per haver de '*
En i rea n lo,
CUSsao, nao podemo-nos fuar &o
sano para ouiro fado, se nao abuso manifest,
que se vai introduzindo no bispado, e que se do-
ve cortar pela raiz. Esse faci, ou esse abuso,
que lamentamos, e contra o qual nao cessaremos
ile clamar, a nimia facilidade. para nao lizer-
mos leviandad culpavul, cora que entre nos se
dispensa a denunciado dos banlios ; pertiiittin-
do-se com
c/io de ca
desconhecidas, ora ncapazes de um consenso le-
gal, quae.s os menores, que, sem consciencia do
que fazem. e nem sciencia deseos pas e lulores,
ah apparecem casados do dia pira a noile. como
por encanto 1 >
le lomar assenlo como deputado na los, nao lira u'elle illaco alguna para eslabele-
nal leal de Woolwich, antes de ser mandada pa- assembla legislativa provincial; o Sr Dr. juiz de cer i veracidade das letras, ou que o dtnheiro
ra a China, por va do Egypto. direito nomoou para o substituir durante o seu
dodesconl i fra entregue pessa da casa de N,
As cargas de experiencia empregadas nessa oc- impedimento ao Dr. Francisco LeopolJino de I O. Bieber V C, como dizia vagamente o thesou-
casiao, em COllhirmidade das ordens da secreta- Gusmo Lobo. ; reiro. mas ou eslava no seu pensaraento drduzir
iimaVpH,'.-,',e;7r--T,'c'r^r'. ^-17X1' "'', 8ue"a compoiUvam toda a plvora que : Nao havendo numero legal de jurados para se das circunstancias apontadas. de ler ido Holm
uma ireiuentiaassusiaiora a ct-ioDia- podesse caber na cmara de cada peca, e duas proceder aos trabalhos, o Sr. Dr. presidente fundar urna nova casa cm Londres, e de hpvcr
sanenlos enfciizes entre pessoas, ora balas. do jury serteiou os aupplenlea necessarios; e
) coronel Tullorh, M. Anderson e o capilo mulluu en 2(l a cada un, por cada sessao era
Gordon, que assisliam > experieucias examina- que nao comparecem, aos jurados seguales :
ram con o maior cuidado cada-uma das pecas, Antonio Goncalves Ferrcira,
inmediatamente depois da sua descaiga, para Antonio Ignacio do llego Medciros.
observar o seu resultado. As pecas linham sido Antonio de Moma Rolim.
collocadas, puna esla expeneaola, en reparos) Antonio Friieise leinporarios, alim de evitar qualquor accidento, I Joaquim Hygino de Moraes.
Esla pratica abusiva tem excitado vivos clamo- ch [uo lerrivel produzido pelas excessivas ca- Francisco Tarares Casado Lima,
res dos pais de familias, os quaes consideran! a g* fez sallar as pecas da sua posi*o, e as fez Antonio Corrcia Gabral.
U. L .M.. lla llm m,ii .'ecuar 2j pus lo lisiaucia ; com ludo a resisten- Antonio de Souza Notta.
mamado dispensar banhos um novo niel ho. o ,in ii. inri. ;! i ..... .- ,,
"a dos mateiiaes, e a disposieao deslas pecas Antonio Joaqun do Vasconcollos.
do recruiamenio, mil \t:/.<:s ma.s funesto c do-o- susleiitaram pereitameuto o choque. Amonio Ferreira de Lima Mello.
lador, do que as levas para o exercito : por que I Iv,, ., ,, ,. Anloeo Ignacio Rodrigues Machado.
...: u--------..-------------- .. ..._.-_ .TRIVBOS M.uiuoguiNos.-Lin cada uma |)r. i.(.dr0 .vivares de Miranda Varejo Castello-
ha uma indus- Branco.
.; l. ".. .' IM'IMHI.UluSll.millill'INu
aqu ha quasi sorapre recurso a leclamacues, i jus- das diversas cidades de Mar roe o
Iria.
tiicaQoes de iscnco ele. ; mas no que concerno
aos casamenlos, o negocio muda de aspecto, as
dificuldades sao de ordem diversa, o golpe no seio
das familias muilo mais profundo, e os seus
effeiios sao ir repara veis .'
O quo sao os banhos ? Sao a denuncia-1ev Gibraltar. Oa
qo, a publieagao do futuro mairimonio. Qual
o fim desta publicaco ? E' acautelar o valor,
e a saniidado do matrimonio; por que pela de-
nunciado do futuro matriniDnio se descobrera
os empedimenlos que possam ligar os que pre- ,
, i- i- r pelos euiopeo.-. A loui a de barro de Fez, pin-
tendeni casar-se. Lsta disciplina o de uma aj- lada de viv
[uelhe e proprta. Em etuao fabricam-se Garlos Fredcrico da SilvalPiuto.
espingardas, que >ao muilo estimadas, c leceni- Dellino Cavalcanti Pessoa.
se cimas delaa, que se chamara ^oyas, as quaes Joaqun Jos Alvcs de Albuquerque.
>ao o.,,c,.io ,,, un considcravcl commercio no Jos Antonio de Oliveira Antones.
meio-dia da Hespanha. ..... romo as esleirs. Manoel Joliao da Fonseca Pinho.
.mulo procurado. Manoel Jacinto Pereira.
Rabal gozara de Jo vino Coelho da Silva,
grande repulacao, e tem muita semelliaiica com Jos de Souza l.eo.
os da tersia, anda que menos finos; em Ka- ,iost Joaquim do S Brrelo.
oji que se labncam os haiksde laa pura dc laa Franeellino Carneiro de Lacerda.
e seda em que os Mouros se embueam. Tam- Joo Filgucira de Araujo Lira,
nem all sebbncam pannos impenetraveis chu- i,.jro joaquim (tomes,
va, chamados djelabia, e que sao procurados al Podro Jos Comes.
ras cores, e mullo apreciada no paiz, e
au-1 intimamente est vutgarisada em Algeria, para
onde se remete grande quanlidadc.
docerlo que desde o Papa I.inocencio presidio I alZm^tL Zni^Tll u,,ca,,"a'103 afeltro,
. ,. r ," ,. 'l"e lem o seu nome, e lem muilas manulaciur is
o* concilio de Latrao, esla mesma disciplina que fornecem haiks, cintas, leocos de seda, chi-
tiguidade immoinorial da egreja ; muilos
lores a fazem subir ao tempo de Tertuliano, sen-
Kslevo Jos Paes Brrelo.
Di*. Joaquim l'.lviro de Moraes Carvalbo.
Joo Hermenegildo dasCandeias.
Pedro i.avahante Vanderley.
vol'ado precipitadamente c fra de suas previsoes,
de estar descontente das especulacoes dos dous
socios Caalos e Francisco, c de haver este seguido
para a Europa, que cUeclivamenle o desenlo
havia sido feito por pessa da casa, ou cuiao
sem objecto dito fundamento.
.Vio seo (o iiinis.'ovel a segunda liypotbcse,
evi,lente quauto primeira, que de" laes cir-
cumslancias, ainda que fossem verdadeiras nao
se podia Inrar illaco que autorisasse nesta pari
o accordo.
A volta de Holm era naturalmente explicada
pela razo que deu, e que se fundava em tacto
iiicouleslavel.a ciise da Europa ; e quando mes-
mo fosse di-vida as especulacoes comnerciaes
dos dous socios, que geriam a casa de Pernam-
buco, tambem d'ahi se nao poda tirar indueco
alguma para eslabelecer ou corroborar a prova
do laclo principal,o veracidade das letras ou des-
cont feito por pessoa da casa de N. 0. Bieber
A ida de Francisco para a Europa foi devida ao
coslume que tinha cada socio ce fazer uma via-
gem Europa, e no anuo em que fot Francisco
cabia-lbe a vez de faze-la corfio se provou nos
autos com cenidesda polica c com as leslemu-
nhas dos embargantes. Apenas crvel que de
dreumstaucias tao naturalmeate explicadas, e
lo alheias ao fado principal se procurasse in-
duzir suspeilas, e que estas se arvorassem em
: provas para aulorisar o julgamenlo, que a profe-
rio, sem ao menos atteiider-se que as suspeilas
sobos a ida de Francisco para a Europa, que ser-
' va de base a esla supposico gratuita e infun-
dada se desvanecern Com a sua espontanea o
prompta volla apenas soube n;i Europa do acon-
direilocominum, temos outras nao menos restric-
tas* do direilo peculiar da nossadioceiuaConsii-
tuigo do arcehispado da I5ahia, como se pode ver
no livro 1, titulo 64, 65 e 66.
Tanlo o concilio, como a citada consliluicao,
marcan) alguinas hypotheses, em que a publics-
qo dos banhos podo ser omitiida ; mas em
qualquer das referidas hypotheses os bi-pos, di-
zem os canonistas, nao devem dispensar os ba-
nhos sem se assegurarem liein da verdade das
causas allegadas para isso : datera ouvirospa-
Pela estrada que segnio este governo. todas as : rochos a respeito dellas ; man lar que os contr-
llenles jurera e presiem fianja pelos banhos, o
al o mesmo concilio determina, que quando
onsisle na manufactura do marroquim pem as lnjstemunhas dea embargados appellan-
villas e povoados o foram reconhecendo o pres-
lando-lhe obediencia. Demoruu-so poneos dias
no Vracaly, donde seguio para a capital, fazendo
nella a sua entrada a 21 de Janeiro de IS^J, dia
em que toraou a direccao dos negocios : Filguei-
ras passou a sor governador das armas.
A j9 do mesmo Janeiro rcpresenlou can.ara
da capital sobre a necessdade da excluso dos
Portuguezes de todos os empregos pblicos; ao
I os preso para o lc, e dalu seguio para 01 que ella responden em data de31. que nao an-
l0* nuia a esta exigencia pur julgar-la legal; mas
o
l
ni
V
desss
d
fa
r.
fa
espingardas e pistolas, econheccm um modo de
temperar o ac, que s lies saben.
Cnucio DOS CARNEIROS SA AUSTRALIA. Na ced
ultima exposicao universal, nolou-se com a di-
miracn a belleza das lias d'Auslralia.
Che''0U.
porta
vado em sentido contrario
inlernacionil preniiou os expostos daquella reziu
por dispensa dos b.spos nao baja as denuncia- com 0 nedalhas da prineiro dasse o 4 da se-
egado e pro-
. a simples allegaco
l.sie lun.lamento o inexacto em parte e impro- da parle, prevaleceu sobre o que foi verificado e
denle. Sabe tuda a prac.i dePeruambuco que a provado.
casa do Bieber & C. de Londres, nao foi fundada \-,0 concluir! esle artigo sem observar que dos
e o jury por Holm e. que exista desde 180, e isto esl ames que se lizeran nos livrosda casa N. O.
roes previas do mairimonio, celebrado este, se guma. Na verdad
provado dos aulos nao s por documento, como Bieber & C. se vio que durante o mez de novem-T^
tiolii tiltil .1 10 I i.. 11) m 11 ii 11 i ^ 1 .. I. Ifll *i *
de a criacoo dos carnciros na

<>u.-\. rainobim, Joaquim Filicio Pinto de Al-I do no Cear a juiisdicco da
"Tifo nnao cor" a creacao de'una
.--------------------------..^ ..-..o..<.. para coin-
FHgneuas ; no Jardn, o vigario Antonio Manoel ploUr o numero dos camaristas O governo
de Setiza : as Lomas o vig.-.no Jos Joaquim porm. nao se dando ainda por satisfeito coni
Xavier Sobreira; no li, o lentnte-coronel An- esta medida, ordenou que se procedesse a nova
lamo Bezerra de Souza Menezcs : no Inhamuns. I eleico: o como nao fosse aitendide pela cama-
; c em ra, declarou-a illegal pelo fado do se loracaba-
relaco do Mara-
.. nova relaco era
A 1J de novembro reunio-se a cmara do Cra- Pernambuco, desmembrada da primeira, e da
to com assistencia das tres ordens, clero, nohre- quai vinha a fazer parte o Cear. A amara
za e povo para dar posse ao governo temporario convencida do perigo e inulilidade da resistencia,
. conciliador da nova comarca, afun de que Ira- proredeu a nova eleico de vereadores no dii 1!)
issse decurar das prevideocfas necessanas ao de feveroiro, o empossou immcdialamenle os no-
bem do Brasil. 1-orain elcitas, para presidente vos eleilos.
Filgueiras, e para secretario, o vigario do Jardim Foi mareado o dia Io de marco para a eleico
Antonio de Souza por unanimida.de de votos, sen- de mu novo governo provisorio, convocados
to deliberado nesla mesma sessao que, visto as para ella lodosos eleitores da provincia; e no
i rgentes necessidades, seguira Filgueiras imne- dia designado procedeu-se effeclivamento dita
. '.1,'"'.!?1 !'.'; "*" "l'^V/.'-'n]-df.-C",IS.?!l'J:,r ^eiSao sabiudo eleitos Tristo Goncalves le .Men-
ear Araripe, padre Antonio Pinieiro l.audim,
devera fazer as sohreditas diiiunciagos, prohi- Australia lera lomado un tal incremento, ha 25
hindo-se que os espozos entrera em vida marital, !''","" '"c, Par" lu"iru P?ra aquello paiz
. ,-i ... lUin.i industria de mor importancia e cun anual
em quanlo se nao completaren eslas del.genc.as. a pode contar seriamente a produc-o do vllio
nos com todas' mundo.
i rarissimo o | -V1"':1 no comeco do socolo nao cra conhecida C |de Londres j eslava "fundada quando para
ublicacao dos '.* Em 17'J5 linha-se feito uma alli foi llolm era abril de 1857.
experiencia, aclimatando alguna carneiros, que i Quanlo a seren as presunpccs de que llolm
<'bra da regeneiaeo poltica da provincia, por
causa do cesaslrado syslema do governo provi-
sorio, que se declarara contra a causa do Brasil,
e que, sera embargo das requisices de todas as
cmaras desta comarca, ede algomas da do Cea-
r, ia protelando as eleicoes dos deputados
Constiluiute brasileira.
Doclarando-se qne ainda mais occorria a ne-
cessid.ide desla marcha em razo do resgaio de
alguos benemritos cidados que, porsehaverem
decidido favor da causa do Brasil ; achavam-se
irisioneirns na capital ; e para que nao Ilcasse
Jesguarnciida de (oreas esta comarca, accordou-
se cm c|iic do Tauha e Qucixeramiibira viessem
tropas de (-avallara e ordenancas para se reuni-
reiu ii3S varzesdo Jaguaribe s mais torcas, que
padre Vicente Jos Pereira, Joaquim Felicio Piu-
lo de Alrr.eida e Caslio, Miguel Antonio da Ro-
cha o Lima, c comniandaiite das armas Jos Pe-
reira Filgueiras. Esta nova junta governativa
tomou copia, dos negocios no dia seguinle.
O padre Antonio Manoel, que fra adredo elimi-
nado, tomou islo porum ultrage, e vollou para o
jardim com o coraco ulcerado.
^Contina.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Ilontcm ao meiodia reunidos 21 senhores de-
putados, leve lugar a primeira sessao preparato-
ria da assembla provincial.
Mas por ventura proco le-se entre nos com todas mundo.
eslas segurancias? Nao ; vemos que rarissimo o I -S'U''i no c.omcco do socolo nao
matrimonio a que precede a p
ha nhos .'
Ainda mais: nao vimos inda ha pouco celo-
brar-se nesta cidido (e de pnlas fechadas 1) um
casamento com dispensa de banhos, a despeito
de um dos parochos declarar que as razyes alle-
gadas pelos contrllenlos nao jusliGcavain a sua
prelencao ?
E' man, e rauito mau que se relaxe a tal
ponto a disciplina ecclesiasitca I Nao nos col-
loquemos cima das regras da egreja, dizia o
Papa S. Celestino, sejamos obedienles aos cao-
nes. Nao podemos destruir as regras da egre-
ja, dizia o Tapa S. Martinho. Somos os
guardas e defensores dellas ; nao os seus irans-
gressores. Tudo o que se affasia dos cao-
nes ser nulo, enao lera ri;or.
(jui potest cnperet, capial
pelo dlu das tcstemunhas.
Verdade que a caixa filial allegou isto nos
aulos, mas nao o conseguo provar; esla qssove-
raco nao consta dos depomenlos de suas leste-
nunhas, aao contraria todas as produzidas para
provar os embargos depozerara contestes sobre
este mesmo paulo, sto que a casa do Bieber
PERNAMBUCO.
SSEBIBLEA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
1.a SESSAO PBEPARATOlllA EM 27 UE FEVE-
REIRO DE 1800.
Ao meo da reunidos no salo das sesses os
Senhores : Manocl do Nasciraonto Machado Por-
tolla, Henrique Pereira de Lucena, Manoel Coe-
lho Cinira, Luiz de Albuquerq e Martina Pereira,
Manoel de Figuciioa Faria, Joo Cavalcanti de
Albuquerque., Joaquim Pedro Brrelo de Mello
Rogo. Levino Lopes de Barros o Silva, Francisco
Jos Fernandos Gitiratia, Jos Joaquim da Reg,
Barros, Joao Braui:o Correa e Silva, Francisco
por acaso linham ido de Inglaterra ; mas a falta
de cuidado, de melbodo, e urna absoluta ignoran-
cia lo objecto Ozeram que nada se cooseguisse
Entretanto o capito Mac. Arlbur, sem se desani-
mar com o triste resollado da emprezo, mandn
buscar Inglaterra um bom numero de carneiros
das primeiras rajas, o tanto Irabalhou que em
1801 apresentou-se en Londres, olTerccendo a
urna commissao de fabricantes as amostras de
suas las. Effeclivamento couheceu-se que era
possivel obter na Australia las to boas como as
de Hespanha. Animado por esle resultado, Mac
Arlbur volla para a Nova Galles levando enmsigo
mais carneiros das ragas superiores, o lodo de-
dicado ao eslabcleciineiili do gado langero na
sua patria adoptiva, conseguo no fin de 15 an-
uos do perseverante um rebanho de seis rail ca-
beceas de excellentes carneiros, e irezenlos meni-
nos. Alm disto seu cxemplo tinha sido feliz-
mente seguido, c a Australia conlava ja um bom
numero de creadores.
Desde enlo as las da Australia nao lera o grao
de elaslicidade das las linas da Europa, depende
isso nicamente, lalvez do renimen, ao qual es-
lo sugeilos os rebanhos na Australia, que vivetu
noile e dia sem abrigo.
Para, filialmente, dar uma idea da rapidez cora
que se lera multiplicado a raca langera na Aus-
tralia, o da importancia que tm adquirido a ex-
portarlo do seu producto, basto saber : que em
1788 havia era Nova Calles 28 carneiros ; era
1807 a colonia expedio, por amostra, 210 libras
de laa (peso ingle/.) ; em 1850, a colonia contava
7 milbees c 500 mil cabecas de gado, e exporlava
19 mndcs e 200 mil libras de laa.
Passageiros da barca na-eional arianna,
ecliada do Rio de Janeiro : Manosl Pereira de
nao mnis voltaiia, nao sao ellas induzidas dos au-
los ; porque Holm nao s conservou aqui a sua
casa de moradia, como al meiidou dizer por esse
mesmo C. J. Scliemeleau, em cojo depoimento
para ouiro Um se lirmou o accordo, a seus ami-
gos desla provincia que lalvez elle para c viesse
prximamente; esle recado e a circunstancia de
guardar elle aqui a sua casa de moradia, como
prova o documento que foi junio aos aulos, de-
monstra a inteneo de volta prxima, que foi de-
clarada ao proprietario da casa pelos socios por
occasiao de se propalar aqu o boato de que
Holm nao voltaria, e de lhe fallaren] para arren-
dar 0 mencionado predio.
Eis aqui o documento a que alindo.
O Sr. Germano llolm quando se retirou para
Europa disse-me que prelendia voltar, e que o
meu silio de que era rendeiro na roa de Joo
Fernandos Vleira Qcava por sua conta, para o
que o deixava oceupado por um seu amigo al a
sua chegada, mas 110 vapor aqui chegado, creio
que em oulubro 011 novembro do anuo passado,
conslou que o sr. Ilolra tinha sido cncarregado
da gerencia da casa de Londres, e algunias pes-
soas proeuraram-me arrendar o mencionado si-
lio, por isso procurei o Sr. Francisco socio da
casa de V. S. que me disso que o Sr. Ilolra li-
nha temporariamente tomado conta da gerencia
da casa de Londres porque o cncarregado dessa
casa por molestia linha ido viajar al Malaga, e
logo que vollasso linha o Sr. Holm de regressar
para Pernambuco por isso me pedia qua nao pas-
sasse o arrendanienlo a oulra pessoa.
Luiz Jos da Cosa Amorira.
As presumiiees do que Holm nao voltaria a
bro de 1857, e especialmente 110 dia 12 em qiie "
levo lugar o descont, e nos anteriores e poste"- |v
rieres e prximos ao mesmo dia 12 a caixa tu ibl
consideravel fundo, e estando os livros regular, o
perfeilamenle escriptos.
Recite 27 de fevereiro de 1860.
J. B. (.'. .Meoforado.
Reeife ZV de fevei-eii-o lo 1&<>0. *.
Jos do Reg Barros, aerante os tribunaes.
1- #
No dia 22 de Janeiro ultimo, mandn o chefe
de polica da provincia, prender a Jos do Reg
Barros, por se adiar pronunciado. A ordem do '
priso nao declara em quecrime se achaca in-
diciado o preso : 110 da 2 do mesmo me*o es^
crivo Atlahydo, segundo lhe ordenara o chef
de polica, fazia a intimaco dessa pronuncia, pee
meio de uma caria que enviuu ao preso, c que
este s a receben no dia 25, respoudendo ness
mesmo dia que (leava entendido.
No da 30, inlerpoz o preso, recurso par* ,o
merelissirao Iribunal da relaco, da pronuncia
que lhe havia sido intimada, e ueste recuraAire-
lenda desonvolver a sua defoza.
Mas infelizneule, ainda na capital de Pernam-
buco, a marchada juslica publica cotice Iropofos
que nao tem explcaco.
Al hoje, que sao ilecorrdos trnta e seis dias
nao pode ainda o preso fazer processar e seguir
o seu recurso. Ninguem acreditar semelhante
fado, s com a simples narrativa ; loda a duyi-
da porein desapparecera cm face dos documen-
tos scguinles .*
Em cumprimento do despacho supra do lllm.
Sr Dr. chefe de polica, certilico que a ordem
pela qual foi o supplicanle iecolhido a casa de
delenco do theor seguinle : i
Secretaria da polica de Pernambuco vinte o
dous de Janeiro de mil oilocentos e sesscilla.
O Sr. adniiuistrador da casa de detenc,aoreclha
mesma a Jos do Reg Barros, que se atha
pronunciado.Alencar Araripe.
E para que o referido consto aonde convicr
que se saccorreu o accoido eslao deslrudas por.mandei passar a prsenlo.
lano nos proprios autos, nao s pelo depoimeu-' Dala nesla secretoria do polica de^Pernam-
ILEGfVEL


buco 20 de fevereiro de 5bU UDacrevi eassix-
nei. O secretario,
Bu fino A. Abunda.
Scntior Jos do Reg Barro.Fiquo pela pre-
sente intimado que se acha preso por estar pro-
nunciado pelo crime de roubo de escravos.
Recife 24 de Janeiro de 1860.O escrivao"fran-
cisco [naci de Alahyde.
Jos do Reg Barros, preso na casa de deten-
cao desla cidade, aeahn de ser intimado da son-
tenca clesie juizo de data antiga pronuuciando-o
era en lie de furto de escravos ; e porque o sup
plicanie entende que nao ha no respectivo pro-
cesso fundamentos jurdicos e legaes para que
vigoro semelhanlc pronuncia, vem recorrer da
pronuncia para o venerando tribunal da relacao,
e requer que tomado por termo o presente're-
curso, mando que o escrivao d por traslado as
pecas do processo desde n primeira inclusive al
a pronuncia e cerlido de sua inti'maoao. I. co-
mo processo lie volurnoso, e o escivao lonha
outros muitos afazeres, requer outrosim na fur-
nia da ei, que V. S. se digne prorogar por lempo
doblado o prazo do recurso, e para as raides.
P. ao Illni. Sr. Dr. chefe de polica, deforimen-
VTr1'"- U- M.Advogado Epaminondas de
Helio.
Informe o escrivao
Recife 30 de Janeiro de 1860.Menear Ara-
ripe.
lllm. Sr. Dr. chefe de policia.=No da 24 do
corren le mez intimei por carta no preso Jos do
Reg Barros
JWaRIO PE PERKAMBty.fl. ~ TERCA FER 2g Dt FEVEREIRO D ftffitf.
supplicante u lulluencia e inieiessc e pfeveu-
coes polticas dos lempos passados, e da impren-
ta desabrida de entilo, tiio vilenla e audaz,
quanlo cga e dosvairada em suas maniesticoes ?
Nao : por que felizmente V. S. carcter rec-
to e imparcial, ojuiz que deve promover o an-
damento do processo do supplicante ; e tanta
a confianza que o supplicanle deposita na inte-
gridade e honradez -do V. S., que espera tran-
quillo por deriso prompta e eBcaz que o tire
da siluacao opprcssivn em que est, lazendo a
requisicao constante do seu ultimo e respeilavel
despacho, para que prosiga o recurso interposto,
e quanlo antes c opportunanienle o julgamenlo
definitivo do snpplicaiite, no que vai o seu io-
teresse pessoal de defeza legitima, bcra como o
interesse da juslica publica. P. ao lllm. Sr. Dr.
chefe de polica, deferimenlo. E. R. M. Recifo 9
de fevereiro de 1860. O advogado da preso, Epa-
minondas de Mello.
J se requisitou : se ha demora requera ao
Exm. Sr. eonsi-lhero presidente da relacao.
Recife 10 de fevereiro do 1860.,1 lencar Ara-
ripe
, n da 12), acresjenlaiido depon, que nao se
lembra em qu9l dessas occasics encontr se
deu.
Quemleu allenlamente o fundamcnlo da sen-
tenca appellada, dar-no3-ha razio ; sondo que
nao alongamos os nossos arligos com trans-
crpeoes, principalmente as que j eslao fei-
las pelo Sr. Dr. Alcanforado, poique o nosso
fim noencher columnas do Diana para que
a caixa filial nos agradece.
Excita um piedoso riso a boa f e a candura,
com que o Sr. Dr. Alcanforado deplora, que o
tribunal do commercio nao houvcsse ldo a son-
lenca appellada, onde o depomenlo de llego se
acha analysado com urna minuciosidade c crite-
rio, que faz honra ao zelo e IntelligeiiCia do ma-
gistrado que a proferio.
Isto significa ; fallou a cadeira de S. Pedro,
locutaesl Roma.
A sentenga appellada examinou, inferi, de-
duzio. coucluio; a accordao examinou, infe-
ri, deduzo, coucluio de diverso modo : inde
tras !
liupoita^-uo.
Barca nacional Amelia, vinda do Ro de Ja-
neiro, consignada n Azevedo & Mendos, consig-
non o seguiute :
100 saccoj caf, 1 caixo chapeos, 1 dito cami-
sas, 3 voluntes medicamentos, 155 rolos de fu-
mo, 2 arroogoes de Jacaranda para mesa, 195
barns vinho, 50 pipas vasias, 130 saceos farello,
meia quartola azeite, 1 fardo fiar do papoulas ;
a ordem de diversos.
Consulado gcral.
Rendimento do dia 1 a 25 .
dem do dia 27.....
6159,? 17.5
4:6219405
68:7809580
Diversas provincias.
3? Sil tana Moreira Lima.
39 Joao Pedro da Rocha.
1 \M)
28S800
l:401g300
Rendimento do dia 1 a 25.
dem do dia 27.
Fiqiom lodos sabendo, que, quando se tem a
iiim. sr.Jos do Reg Barros, preso na casa fortuna de possuir um juiz inferior, intelli-ente
de detencao ordem de V. S., nfim de poder! e zeloso, os tribunaes superiores ficam de raaos
promover a sua defeza e livramento, precisa que atadas, e desapparece a presumpeo legal de
\. S. se digne mandar passar por certi io ao p [ maior sabedoria e aeerlo provenientes da mais
desta, tanto o offico de V. S. requisilando ao longa pratica de julgar. Assim ao menos devem

tribunal da relacao a remessa do processo que I admitlir, quando" o"Sr. Dr. Alcanforado
o cartono do escrivao Almeida, em que pellado e meu pai appcllanle.
Pasma lambeta a transcripto feila pelo
ap-
se suppoc existir una sentenca de pronuncia
os a sentenca de pronuncia que contra contra o supplicanto, como o'olicio da respnsla Dr. Alcanforado para
e no da 2o elle dito preso respondeu a que fui dada a V. S. pelo Exm. Sr. presidente da copiado da contestara
Sr.
o accordao fui
respci-
minha tarta, na qual resposia'me diz ter recebi-
do naqoelle mesmo dia 25 a minha carta da inti-
macao, e que licava entendido. quanlo lenho
de informar a V. S. em cumplimento do
tavel despacho relro.
Recife 30 de Janeiro de 1860.
Francisco Ignacio de Alahyde.
O escrivao lome em termos em vista dos
autos.
Recife 30 de Janeiro de \t}0.Alencar Ara-
ripe.
lllm. Sr. o supplicante rccorrenle, rocebemto
0 ultimo despacho retro de V. S., honlem de-
pois de qualro horas da larde, j nao encontrn
nesta cidade o escrivao Alahyde, que docnto se
retirara para a cidade de linda. Hojo anda nao
veio o dio escrivao, nema casa, neni ao cario-
rio : requer porteis a V. S. que se digne desig-
nar qual o escrivao que deve tomar por termo o
recurso, e quaes os autos era qu" deve elle sor
lavrad.i, visto que V. S, em seu despacho se ro-
fere aos utos. Pede ao lllm. Sr. Dr. chefe de
polica deferimenlo E 1! M.
Recife 31 de Janeiro de 1860.AdvogaJo, Epa-
mmondas de Helio.
No carlorio do escrivao Francisco Ignacio de
Alahyde deve existir o processo original ; elle
relacao. Pe.de ao lllm. Sr. Dr. cliefo de polica,
deferimenlo. H. R. M.
Recife 18 de fevereiro de 1860. O advogado
do preso, Epaminondas de Mello.
< Passe. Secretaria de polica de Pernambuco,
O escrivao 18 de fevereiro de 1860. Alencar Araripc.
Km cumprimento do despacho relro do lilm.
Sr. Dr chufa de polica : certifica que os uncios
de que faz meneao o supplicanle sao do theorse-
guiute :
Primeira sereno.Secretaria da polica de Per-
nambuco, 6 do fevereiro de 1S60.
6 4065616
483J466
6:985*082
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Per-
nambuco 24 de fevereiro de 1860.
O secretario,
Antonio Ferrcua d'Annunciacao.
FACULDADE DE DIRF.ITO.
De ordem do F.tm. Sr. director baro de Ci-
maragibe se Taz publico por esla secretaria, que
os alumnos desla faculdade da data desle em
dianlo podero pagar a laxa da le que serr de
abertura aos trabalhos do anuo lectivo.
Secretara da faculdade de direilo do Recife.
22 de fevereiro de 1860.O oflkial-uiaiorserviu-
do de secretario,
______ Manuel Antonio dos Pas=os e Silva.
provar que
o !
Na verdide, quem olhar para a cortjosa con-
frontacao feila pelo Sr. Dr. Alcanforado, deveris '
ter dado tratos sua imagnalo, como cu de a
minha, como em outra occasiao o Sr. Dr. Alcan-
forado dou sua, para enxergar o plagio argi-
do.... Entretanto se en dissesse que o Sr. Dr. Al-
canforado rdcularisa o tribunal, e que a raanci-
ra de evitar o plagio era escrever o accordao em
inglezou dllcm&o, o Sr- Dr. Alcanforado havia de Rpndimeiito do dia 1 a 25.
dizerque eu ridicula risa va a qunslo. e a redac- dem do cS do Liberal havia de escrev-lo .. Entrelanlo
se eu dissesse que plagios semelliantes poderiam ''
ser apontados, com a autordade do Sr. Dr. Al-
acio As
Despachos de expurtnciio pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia S? de fevereiro de ih;0.
LiverpoolVapor inglez oSlanl'y, S. Ilrollicrs
& C, 1,800 saceos assucar mascavado
Canal = Patacho hollandez Gepbiena Helena
Roslron Rooker&C.,l,700saceos assucar mas-
cavado.
Marselha Barca franceza I everrier, N O. Be-
ber o C, 1,637 saceos assucar mascavado.
Ro da PrataBrigue hambrguez Rosalinda,
A. lrmuos, 200 barricas assucir mascavado.
LisboaBarca portugueza Uratidao. C. Noguei- !
ra & C, 100 saceos assucar mascavado, 70 di
los gonima.
Havre Brigue francez Parahba, T. Freres,
1,200 couros salgados.
Itecebeiloria do rendas internas
gentes le Peraanlaneo
. 29:02 33 28
. 4.653j02'j
Deelara^oes.
lllm. e Exm. Sr.Achando-se pronunciado por
Mime de furto de escravos. Josdo Reg Barros, can fura do",! nVselimca'anpe'iad i coirT're
interpoz recurso da pronuncia ; e porque n.\o ap- razoes flnaes, o Sr. Alcanforado dira i
pareca o processo original, o baja no carlorio do
copiar ponos arrazoados
83.6829357
fialiiral -
m-Tite que cousa muitodslincla copiar um nro-
miranal da relacao traslado do mesmo proresso, fondo advogado de
que subi ao conlirclmenlo do mesmo tribunal
Consulado provincial
Rendimento do da 1 a 2.
dem do dia 27. .
por occasiao do sor julgado um dos co reos do
rccorrenle, vou rogara V Exc. que se digne de-
terminar, que o dilo traslado desea ao carlorio do
escrivao Francisco Ignacio de Alahyde, por onde
corren o processo, afim de que possa ser toma-
do o recurso.
No caso de que julgue V. Exc. nao ser isso ad-
mssivel, mandar dar copia do referido traslado,
para que assim fique remediada a falta do pro-
compete pois tomare recurso, cojos traslados da- i cesso original
no prazo de dez das. Dos guardo a V. Exc. lllm. e E
Recife:.'! de Janeiro de 1860.Alencar Ara- desemhorgador Agoslinho Krmelindo d<
r'l'e- I presidente do tribunal
lllm. Sr. Dr. chefe do polica.N.io posso lo-i Alencar Arar pe, cheft
mar por termo o recurso, e nem dar os traslatos I
pedidos por nao lor em meu poder os autos. V
S. pnrem mandar o Recife l.de fevereiro de ls0.O escrivao
Francote-) Ignacio de Alahyde.
lllm. Sr. Dr. chefe de polica.Js do Reso i
Barros, aprsenla a V. S. a duvda do es
da rol.i :ao.
de polica.
r ao que
oiez, rt
mu. Sr.
e Lcao,
TriUo di'
dodiiccoesdo Sr. Dr. Lopes Lello ou de meu pni.
...E couj isto, lodo cheio de si, pretende o Sr.
Dr. Alcanforado foi proferido seu came Jos au-
tos, copiando as razoes dos appellantcs Melhor
tora cerlamente, que o accordao tivesse copiado
a sentenga appellada, pois que esta era a coilili-
cao, para que peranlea vasta sabndoria e o crite-
rio do Sr. Dr. Alcanforado; o tribunal do com-
mercio fosse digno e zeloso.
No intuito de provar a improcedencia do 5"
fundamento do accordao, o Sr. Dr. Alcanforado
bra la victoria com a declarac.io do Joao Cardoso
Ayres inserta no Diario de hoje, Convido o meu
leilor, a que lea allenlamente essa decarac.io e
53:9695377
4.-09I$75l
58:061l*8
^ovimento lo porto.
veja que, so vagas sao assercoes do Rogo milito
lllm. Sr-Para poder s.lishzcr ao que V. S. mais o sao as do Ayres. Demais, em qu i ir -
pede em oflicio de 0 do correte mez. relativa- prudencia achou o Sr. Dr. Alcanfora lo que ocio
mente ao processo de furto de eseravos que su- fado de ser patroo se podo tirar a forc ,l de
b.o a este tribunal para julgamenlo de um dos poimento do um eaeiro. e de um caixoiro lao
co-reosoe Jos d- Reg barios, se faz necessa- reputado, que era immedialo asen patro o aun TerM Nova-Wdias, brigue inglez Slaroftk CaH
o declare o nomo do co-ro para | esteva em vesperas de estabefecer-sA 9 .v .,.. de 240 toneladas, capitn Wcllam Slaunlosc,
Naviat entrado* no din 20.
Rio do Janeiro28 das, barca nacional Marian-
ni, do 215 toneladas, capito Lauriano Jacinlho
d t'.arvalho, equipagem 13, em lastro ; a Ha-
noel Ignacio de Oliveira.
Liverpoolo das, brigue inglez linut, do 180
toneladas, capito .1. Rnberls, equipagem 10,
carga fazendas e mais gneros; i Henry Gib-
son.
Rio do Janeiro23 dias, brigue escuna nacional
Kegreirn, rapito Bernardo Augusto de Carva-
llo), do 2si toneladas, equipagem 10, em las-
tro; a Manoid Alves Cuerra, veio rcccbcr pa-
tico, seguio para o Ass,
cnvao, 'I'"' so possa procurar nos carinos dos escrivaes lengaappellada achou
para qui si aignc resolve-la, ou providencial- era utos se lomar o recurso. aparte nteressada, requerer os traslados jqnc
precisarem.
Dos guardo a V. S. Recife, II de ferereiro de
1860.Agottinho Ermelindo de rao.lllm. Sr.
Dr. rristao do Alencar Araripe, chefe de poli-
ca.
E para que o referido consto aonlc convicr,
mandei passar a prsenle.
Dada e passada neala secretaria do polica do
Pernambuco. aos 20 de fevereiro de 1860. Subs-
crnvi e assignei, o secretario, Rufino Augutto de
Epaminondas' Almeida.
Lis em qu" estado so acha o processo de um
nao npparecertdo o processo original, tome o ciJadao. a quena a polica man Ion pren ler. Por-
recurso no traslado existente e dala do lermo, 'l"e motivo a juslica publica, apezar de activada
corra o praso marcado. pelo aecusado, nao tem podido apresenlar o res-
Becuna do fevereiro de 1860.,lfei:car Ara- peclivo processo ? Porque nao estando ella ar-
r,Pe: I randa c preparada, com m instrumento
11 supplicante respetosamente protesta conlra
a pereropeo do son recurso interposto em lem-
po, afim de que quando apparecam quaesquer
autos oiignaes. ou traslados, nao so considere
lindo o praso, mas sim se conlem os dias para
extraern dos traslados e cazos, da dalo do fer-
J11".. viste liante incidente nao pode re-
calar em damno ao supplicante, requer que na
presente pelico, se tome por termo o sen pro-
io. Podo ao lll.'ii. Sr. Dr chefe de oolicia. de-
ti
fermenlo.E
de Vello.
II. M.Advogado.
do fevereiro do 1860.O escrivao
francisco Ignacio de jialiydc.
lllm. Sr. Dr. chele de polica Josa do Reg
Barros, apresi na A consideracao de V. S. a se-
gn la duvi la do escrivao Alahyde, afim do que
se digne resolve-la com juslica, e com a brevi-
da lo q io raclama a sua situacao de preso.
Nem autos originaos, nem traslado, esistem no
irio do juizo que lavrou a pronuncia : parece
inacreditavel, mas da informaco do escrivao
consta ser urna realidade fatal ao supplicanle, I cias fataes, para as quaes nao concorreu o indi-
| ciado, ou de indolencia ceusuravel por parto das
i autoridades r
0 publico que ajni/.e reclmenle da
devido aos direitos da defeza? Ple a autorda-
de alirar priso ii ni indiciado, em crime de
qiialqiiAr especie, aitidi pron idiniuir-llie os recursos nlerpnstos, nem sujei-
ta-lo logo aecusaco e julgamenlo, como man-
da a le ? a c inservacio no earcere, d'um preso
em laes condicoes, cansa justa que ropilla o
recurso de habeas-corpus?
Deve o preso resignar-se priso indefliiiila-
meiiie. a arbitrio da morosidade do circumslan-
quo In limites das acba-so preso por amura le,
e para desaggravode suppostos crimes.
\. S so dignar decidir com urgench (o que
edo o supplicante respei tosa mente] em que tras-1 vpla a,,s documentos cima transcriptos
ado lia de ser lomado o recurso interposto eliu,l'ai diroilo o a Ici, estn da parle do
mandado escrever por V. S.
Se no traslado que existe na relacao, gem
duvida deve elle ser lequsilado para que desea
para este juizo, anda que por copia authenlica,
ou cerlido ; se algara outro traslado a que
se refere o despacho de v. s diz o escrivao que
nao i.-m. Requer deferimenlo. E. R. M. Advoga-
do. Epaminondas de Mello.
Exlistindo
jueslao :
que a
preso.
n traslado no carlorio do tribunal
da relacao, requisita-se que desea o mesmo tras-1 f'?cl: at boje solfeen a victima resignad i. Pe
lado, ou copia desto para ler seguimeiito o recur- imprensa, portanto, convm destruir a preven-
so interposto. Secretaria da polica do Pernara- Ca0 'I.'"' tornou essa ( iusa celebre, nao merecen-
Este, seguro oui sua consciencia desoja ver dis-
cuida n apreciada a sua causa, quer a luz, quer
i verda le, quer processo para ser julgado. julzes
que o sentenctem, purificando a sua innocencia,
ou desaggravando a socio-lado
Su Irazemos imprensa o conhccmenlo de se-
; melhaute q i"-l"i i, e por pie n i impreusa livc-
ram origem as lmpulac,des que conslituem seu
objecto. A imprensa creou urna prevenco hor-
'a
muiio peso n.iS incerlas
proposicoes do Ayres ; o accordao achou menos i
incerlas as proposi.dos do Rogo, acbou-as melhor
guii para o labyniitho. Uno cuntas deve dsso
o tribunal ao Dr. Alcanforado?... Elle o diz e
aqu o consignamos adperpetuam re memonam.
Se o juiz inferior, que assistio aos depoimen-
los.quc observou a contraccao dos msculos da
fice dos deponentes, as incertezas da voz etc. po-
de dovi lamente apreciar os mesmos depoim ra-
los. De sorto que pela jurisprudencia do Sr. Dr.
Alcanforado, quando, como no caso prsenle a
qnesto soja de fado, do tribunal mipcnor s res-
la copiar a sen tenca appellada. Aguardo una
remola e muito pouco provavel occasiao, de ser
o Sr. Dr. Alcanforado appellanle, de havor tira '
juiz inferior, que lenlia a audacia de nao confor-
mar-so s doutas allegacoes, para lembrar-lhe1
iao conscinciosa (lo
O final do artigo de boje faz-se nolavel por
lima finura lalleyran ticas, o Sr. Dr. Alcanfora-
do.qne, anuida cora a senlcnca appellada, nega
a ios juntos a possibilidalo do lembrar-sc Reg
da presenca do Francisco na caixa filial, insina
com urna smpliscidade evanglica, que o seo
bomayeiilurado kilor dove crer com elle a asse-
veracao de Uueiroz Fonscca, deque no dia 12 do
novombro nao erteonlrou na meama caixa o so-
Im.. I,, I.-.. ,P1J0. Ia| a, llS 6 .,;......
nao C gratuito, tem todo- as ares de verdade
Como quer que soja, porm, peco tiecnca ao Sr
Dr. Alcanforado para oizor-lho'que nu acho o
seu Achules digno do resposla.
Basta por boje. Tudo me diz, que muuilos Iraba-
Ihos toroi anda cora esla grande piesto, l.i.i -rau-
do que o Sr. Dr. Alcanforado quercolloca-la nos
annaes da fama, quebrando a doulrina de suas an-
tigs preleccons ao Sr. Dr. Petlosa, e as Ira lieces
iiiinterruptas do sua longa vida de advogado.
Desculpama-lo porm, vislo que o commercio
inleiro o iodo o publico peritambucano, me-
nos a caixi filial e pu, tantos empeirhos mos-
tr m pela casa fliebcr, tar.ia f na sabe loria o
rcctidao do juizo especial, tenia ira contra a pre-
venced do tribunal do commercio...), Notarei
apenas que aqu agilou-so a grande questoNo-i
raea & Lima, que interessava a i uilos eoniraer-
cianles, o nao commmercales, estando Lima doz
raezes preso sem pronuncia, e sondo ludo refor-
mado pelo Iribunal da relacao. sem
cap-
3. Alencar Araripe.
olcia.Jos do Rogo
buco 6 ilo fevereiro do 1800.
lllm. Sr. Dr. chefe do p
Barros, vem respetosamente declarara V. S. que
al esta date anda nao exislem no carlorio do
escrivao Alhayde, os traslados (ou copia ou cer-
lido destes] do processo por crime ue furto do
d ) alias tamaita honra,
Xes q te a presidir ra.
Voliaremos.
equipagem 8, carga 1,800 barricas cora baca-
Ihao : a J. Paller & C.
Montevideo31 dias, brigue francez Santa Auna,
de 207 toneladas, repito L. Pesguer. equipa-
gem 9, car;:a OS mullas,9 cavallos, 2 burros; a
TiSSCl Tlere \ c.
Terra Nova42 dias, brigue inglez Creseent, de
170 toneladas, capito Jjhn Prine, equipagem
12, carg 2,(111 barricas com bacalho ; a Ja-
mos t'.raiiliee \- c,
Rfchiinond-\i das, brigue americano Fairy, de
ti toneladas, capito <. A. Thomas, equipa-
gem 9, carga 1,812 barricas com farinha do
l rigo ; a l!. Rooker.
Lisboa2^ dias, brigue porluguez Constante, de
3(J3 toneladas, capito AugustoCarlos dos Res,
equipagem 10,carga vinho e ra'ais gneros; a
Thomaz de a. 1". ci Filhos.
Navios sahidos no mesmo da.
Marsellobarca francesa Emille Fernand,
Iao Veno, carga assucar.
Aracalyhiato nacional Deberibe, capito Ber-
nardino Jos Randcira, carga dil'erontos gne-
ros.
Haraplon Roadsbarca inglcza Leghl Bregad, ca-
pito J. Crewell, carga assucar.
Rio da Pratapatacho dinamanfcz Ernestina,
capil liliuiian, carga assucar.
ii i f ../V/r''" --.'J.......Un 97
llab-fax80 dias, brigue inglez Beauty, do 123
loneladas", capitn J. (".. i rislilos, equipagem 8,
carea 1,781 barricas com bacalho ; a rVhatley
l'oslec.
Lisboa 22 das, brigue porluguez Soberano, de
158 loneladas, eapilo Antonio A. de Alunla.
equipagem 15, carga vinho e mais gneros; a
Thomaz do Aquino l'onseca tV I'lhos.
Rio Grande do Norte5 das, lancha nacional
Flor do Rio Grande, de 49 loneladas, mostr
Miguel Arcanjo da ('.osla, equipagem 5, carga
assucar ; ao mestre.
Nao houveram sabidas.
que mu- 5
seuao lalvez pelas pai-
O a ni i jo certa.
Passo a considerar os arlii
os do Sr. Dr. Al-
ivos, no qual se diz. que o supplicante esl Canforadd publicados nos Dianos de 24 o 25 e
pronuncia lo, sen lo que inicrpoz recurso que nao
-lo possivel processar-se e julgar-se.
Se existe essa pronuncia lacrada em 1846,
cerie que os antecessores de v. s. (visto que a
renuncia se suppoc ser do chefe de polica] ca-
liram em oma indolencia offensiva dj disposgo
do art. 318 uo regulamento de 3 i de Janeiro do
i-', que manda terminantemente fazer, com
de boje.
Tratando do lerceiro fumbmenlodo accordao,
argumenta o Sr. Dr. Alcanfora.lo rom uuia ftil
distinejo entre proposte e olferecimenlo do dos-
conlo.
E'sabido que a proposta creaco do regi-
mentointerno da caixa filial, na.la havendo no
cdigo o regulamento a respeito dola. I'.' un
miem pelos jornaes accudisse'fi honra do Novaos r 2
& Lima e ao julgado do juiz especial, nem olio- 5 S
recesse embargosdecisin relacao. g
Tmporamulanluretcertasadoogadosin illis\ h "
Recifo 2/ de fevereiro de 1860.
J. /'. doRego
l
'OJ19\UOJtJ(I
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l P/IUJJ'IVJ I
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CO
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1 -
-I
Correspondencias.
brindado possivel, a remessa do processo ros-; mro alvitre para bom expediente, um modo d
peclivo do escrivao do jury.
regulansar as operagoes da caixa, affastando as
proposlas verbaas.
Considerou o accordao, que nao passando
i proposli <]} um inn incio escriplo para a rea-
lisacao da operaco, que tendo esla de ver-
sar, imn \e annuneiada, nao sobre o an-
niini io feilo, mas sobre as ledas apresentodas e
a identidade das pessoas, que comparecem, ia-
mai9 poder ser a nu>3raa operaco inquinada de
irregulardade ou nullidade pelo nome firmado
na propoila, a qual, como ti-.. dito, nao passa
I um alvitre para bom expediente, nao um
e! -ment essencial da operaco de descont con-
signado da le.
Os que sao de foro, como o Sr. Dr Alcanfora-
do, sabem, que, por exemplo, as certides sao
passadas sobre requerimentos, sem que se nd i-
gue o nomo da pessoa que requer: aconlecendo
multasvezes, queosnomes, que figurara nesses
requerimentos, sao ficticios K porque assim
acontece Porque a cerlido nao mais ou rae-
llhentica, nao merece mais ou menos f,
conforme o nome de quera a requer.
E' precisamente o que acontece no caso em
queslo. Qualquer qneseja o nome da proposte,
em nada se alteran) as firmas de Bicber e Kel-
ler, o identidade da pessoa da casa do Bicber
que recebcu a quanlia do descont.
O que qneria puis o Sr. Dr. Alcanforado com
o .-ii rrazoado de i\ l Quera concluir, que a
operago do descont questionada aulla ai
iniUnl Nao o creio, porque isto sera incriyel,
e porque o Sr. Dr. Alcanforado tal nao deduzia
as suas razoes escripias nos amos; entra me
sendo da Jo sondar os rins c c coracao
adianle
Sobre o quinto fundamcnlo do a^cirdo, o Sr.
Dr. Alcanforado allega, que elle contrario, do
que se l nos autos, e arvora o pendan do trium-
phode urna do suas urbanas assevtracoes follas
em seu manifest do guerra.
Diz o accordao que Jos IVreira Rogo depe
ter eucoulredo a Francisco ua caixa lilial om o
dia da operaco questionada. O Sr. Dr. Alcanfo-
rado mutilando o depoimenio do Reg, aprsen-
la a parte das icpeigunlas, em que este tergi-
versen, deixando em sogredo sua primeira Ba-
se vera cao, que do ordinario; e como por do-
mis sabido, a que noslas materias sabe ex abun-
da ni n coris.
Esta estrategia mulo menos de admirar do
quo a coragem, corn que logo apoz exhibo o Sr.
Dr. Alcanforado o fundamcnlo da sciitem-a ap-
uruco da autordade competente, e principalmeii- pellada, o qual por sua vezdeixa era eaeuridade
to JaquelU que oidena a priso do reo, e man- o inesnio depoimenio ; londo-se todava na mes-
(lou-lhe intimar urna pronuncia, da qual se ma senlcnca appellada, que Rogo afirma ter en-
acffcdUaja estar de posso. contrallo a Prancisco m urna das occasios, em
>cra possivel que boje anda pesem sobre o que foi caixa lilial no mez do tiovcmbro (islo
Longos ,n.....s se tem passa lo sem qnoa l-
tivesse cumprimento, o hoje ffi-se o supplicanle
pnr esse fado, fatalmente prejildicado em dueito do dofe/a, pois quo, estando preso ha
muitos dias, nem ao menos tem podido fazer se-
guir o seu recurso de pronuncia, e muito menos
abreviar o sen julgamenlo, como de rigoroso
aireito, e o reclamara osdevere3 para coma hu-
manidado. Sem ler de f j/.-t a mnima reiis ira
V S., que o supplicanle v-so cercado do mui-
al.alhos, n quer tu lavi quo so digne atlen-
+. x de preferencia, e com urgencia para o anda
. '.nenio da sua causa, nao s por que o supplic m-
, -**ji iiilerpoz recurso da pronuncia, como lain-
bMD pnr estar convocada a primeira sessao do
tjry de.-le correnle anuo, na qual deve 0 suppli-
. CJ(fUe. por juslica e por le ser julgado.
,- Ora, o ultimo despacho de V. S. adopte a opi-
tfao seguida o apontada pelo supplicante na sua
tpoticao, de que na falla do processo original, re-
^|uisii^ "--o lislenle no carlorio do Iribunal da rela;ao
O supplicante porm incompetente para fa-
zer semeib.il,le requisicao, nem lio pouco deve
o supplicante requerer cerlido desse traslado, e
trhzdfl.i pirante \ S. para por essa cerlido ser
continuado n seu processo, e ser iulgtdo.
A" V. S. compele indubitavelmenle fa/er a re-
qiiisico ex-officio, pela nalureza do crime naf-
li ne.ivel, e pela maior nuiln-ncidadu de que se
reveste a copia. Nao de le, (por que a nao ha
peste sentido] que o reo soja quera prepare o
processo pelo qual deve ser julgado, nern ao me-
/fom islo curial, ou de praxe. Pelo contraro
"OoWrrts. 318 e seguinles do regulamento preci-
tedo, se-condece com manifesta evidencia, que
difpois das pronuncias, cera todos os crimes pu-
hjnul o particulares, a remessa, andamento e
pVeparos dos processos devamser folios pela au-
tefidade, e jamis pelas partes nleie-sadas. E'
rigaco da autordade, est escripia na le, e
H io admita a mais ligeira duvida.
Portanto dada a pronuncia, (da qual se fez una
iiirTmacjy por caria ao supplicanle] c nao baven-
1 i^iri;cesso original, claro e evdenlissimu que
qualquer passo, ou diligencia dahi em dianle
dove ser promovida pela aulorilade por forca do
son'cargo : se a conlmuaco do processo deve
correr om algura traslado ou copia, pela nao
existencia do processo original, esse traslado ou
piaduvo apparecer por esforco, ou impulso
passo
Ara. redactores. Agradeeendo aos Srs. do Li-
beral l'ernambucanj e distincla honra, que me
fizeram no seu n. de 25 do correnle, aceitando a
expheacio que de por este Diario, dos motivos
por que nao julgue conveniente tomar parlo di-
recta na discusso do accordao proferido pelo
merelissimo Iribunal do commercio na causa da
caixa filial com as casas de Biebero Keller, per-
miltam-me agora os mesmos Sis. lotificaras
ultimas palavras rom que conclu aquella expu-
gno om referencia meu lilho J. p. do Rege ;
islo que eu nao tinl.a approvado a
plirase acrimoniosa de que ello se servir
desculpavel no verdor dos anuos, c que faria
com que fosse modificada.
Os Srs. redactores do Liberal verterm estas
palacras por urna reprovaro publica ; no
que foram alera do meu' pensamento. *Eu
quizapenas dar ao publico urna demonslracao de
que nao approvo exeessos ; nao porque eu nao
livesjo visto os escriplos a que me refera, antes
deserem publicados, mas porque a mim mesmo
escapou a correceo ou sappressodo algumas
expressoes menos graves ou mal soantes como
minias _
y.
3
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pop\su3inj | t
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A noite clara, vento NK, veio para o terral e
ao araanhecerrondn pelo N
OSCII.I.AC.VO n.v dar.
Preamar as 10 h 6' da nianha, altura 5 2 p.
Baixamar a4h 18' da tarde, altura 1.0 p.
Amanha (28) passa 0 sol pelo parrtelo doo'.)-
gerralorio as 9 horas, .{.)' ;|j da minhaa
Observatorio do arsenal demarinha 27 de feve-
reiro dP 1860 Vip.us .|iM,1n.
Editaes.
O lllm. Sr. Inspector da ihesourara pro-
vincial em cumplimento da ordem em vigor,
manda convidar aos proprctaros abaixo decla-
rados a entregarem na mesma Ihesourara no
prazo de 30 dias a contar do dia da primeira pu-
blicacodo presente, a importancia das
r-oppeiogtM'al.
Relacao das carias seguras existentes na ad-
miiiislra.ao do correo, para os senhores abai-
xo declarad os :
Augusio Coln da Suva Ros.
Padre Antonio da Cunha l'iguoiredo.
Joao Podro dos Santos sobriuho.
Jos Corsin da Silva Raposo
Jos Joaquim Ramos l-'crrcira.
Manoel Moreira da Costa.
Quincas de Oliveira.
Consellio administrativo,
O conselho administrativo, pura fornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art.
22 do regulamento de H de dezemnro de 1852,
fa/ publico, quo foram Bcccltas as propostes dos
senhores abaixo declarados, para fornccerem du-
rante os dous mezes marco e abril prximos vio-
domos.
Para o rancho da eompanhia dos menores do
arsenal de guerra
Manoel Antonio de JessPcs, arrobas a
o>>l>(), bolacha, arroba a 3j920.
Joao Jos da Costa SantosGarne secca, a li-
bra 200 rs., manleiga franceza a libra o 600 rs.,
Cha hysson a libra a 1-rjO), caf em -rao a libra
a 220 rs., azeite doce de Lisboa a garrafa a 640
vinagre do Lisboa a garftfu a 2js, ano/, do Ma-
ranhao a arroba a 3;>);).
Manoel Joaquim de Oliveira & Campos Car-
ne verle a libra a 220 rs,. assucar bramo refina-
do a libra a 100. bacalho arroba a ;!j, loucinho
do Lisboa a arroba a I2j, farinha de mandioca
da larde medida nova, alqueire a 3#9u0, fuija i
( mulalinho alqueire novo a 5j70U
O conselho avisa aos forneceloros cima de-
clarados, que dove ler comeen o dito fornecimen-
lo lio da |. de marco provuno vin louro.
Sala das sesscs do conselho administrativo
para foraccimenlo do arsenal do guerra. 27 d
fevereiro de 1860. Francisco Joaquim Vereira
Lobo, coronel vogal secrelario iiterino
RECEBEDORIA DE RENDAS.
'i administrador da recebedori do rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. ('. do mi-
uisleno da fazcuda de 10 Je jamtro prximo fin-
doeda portara u. 7G da Iheso^roiia de 16 do
correnle, lendo mandado intimar no dia 21
corapanhiase sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e eniorparadas com
a ii aiitonsacao, e que nao tinhan pago os novos
o v.iaos direitos pelaapprovacao pe .-eos estatu-
ios eo sollo do son capital nos prnzos legacs pa-
ra quecntrassem com sua Importancia e levali-
dacaopara a mesmo recebedoria, as quaes socie-
dades o compaiihias tousiam do urna relacao as-
signada peloofoial maior interino da secretaria
da mesma Ihesourara e sao : corapanhia de se-
guros martimos ulilidade publica, id- m da estra-
da de ferro do Pernambuco, dem pernarab
de navegacao cosleira, dem de seguros marti-
mos indcmnisadora, dem decolonisaeao em Per-
nambuco, Alagoase Paralaba, da- menle
as duas de seguro martimo mencionadas mos-
traram baver cago o sollo de seu fundo capital e
os novos e volhos direitos pela approvaco de
seus estatutos, faz Irauscrovcr o art. y e uiiiro
do decreto n. 2190 de 30 do selembro do ai.no
prximo passado que sujaita s pecas do art. 87
do regulamenlo do lo do julho do 1850 aos em-
preados c autoridades administrativas ou judi-
cianas que do uualqucr modo reconhcccrciii a
existencia das sobredilas coropanhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos do socie-
dades anonymas ou companhiae quo entrarem em
1ns|:o;c;jsWi;:i^:'^^oc^dn!!^U,::i:,,;i,;;
c por conseiiuencia sem pagamento do sello do
sou capital, esto sujeitcs a dispsico do art. 31
do regulamenlo de 10de julho de 1850, alcm
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midadeda legislaco jui vigor.
nico. Aos emprega-los e autoridades ad-
mimslrativas ou judciarias que aceitarem, al-
ien ferem, del'-riieni ou .idmiiiirera reclamacoes,
requerimentos, represente9es, aeces, tiiulos e
documentos de lualquer nalureza, apresentados
em nome de corapanhiase sociedades ann.
suas xas Dliaes e agencias em tees eircumstan-
cias ou do suas administraces ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia flcarao exten-
sivas as penas do art. b7 do regulamento de 10
de julho do 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=Jfaoe) Carneiro de Souza Lacada.
o lllm. Sr. inspector desla Ihesourara man-
da fazer publico, para conhecimento de quem in-
leressar, que em cumprimento da ordem circular
do thesouro n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se acha
aborta ne-ta Ihesourara a substilaico das olas
de 1$, 2?e 5> dilaceradas. Secretaria da Ihesou-
rara de lazenda de Pernambuco 17 do fevereiro
de 1860.O ollirial maior interino,
Lit; Francisco de Sampaio e Silga.
Novo Banco de Pernambuco
O novo banco de Peroamhuco reco-
Ihe as notas de sita cmisso de 1 S e dt
20,?, e pede aos possui.lores das mesma!
o favor de as virem trocar no seu es-
criplorio, das 11 horas da manhaa at
us 2 da tarde.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os obieclos
seguinles :
Para o priado da presidencia.
100 libras de vola; estearinas.
Pora o hospital militar.
Bolea de damasco branco para o arrelicariol ;
dila de dito ixo para os santos leos 1 ; ti albas
de biim liso para forro do aliar 2 ; robera para
o mesmo 1 ; espanador 1 apagador e vara para
as velas 1; maoistergio para o altar 4 ; sangui-
nhos para o calix 4 ; eorporaea 2 ; amitos 1; pa-
ninhos paro robrir as gllelas 4.
Quem quizer vender toes objoclos aprsente
as suas propostas em carta techada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do da 20 de
correnle mez.
Sala dasscsses do conselho administrativo,
para fornerimento do arsenal de guerra, 22 de
fevereiro de 1860.liento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
------ n__
Lui-zn Amelia.................. y. Maria Luiza.
Alfredo Tovar.................. Lisboa.
Bernardo de Mascarcnhas...... Coirobra.
Jorge de S.................... Vicente.
Conselhciro Nobrega........... llozendo
Bariio de Villa-llarim.......... Carvelho.
Francisco de S................ I.iraa.
Prior de Bemca............... Lesaa.
m medico..................... Carvalho.
Lmalfaiatc..................... Lima.
l.uibcleeiro.................... Raymundo.
L'm criado...................... Jos.
Depois do drama segur-se-ha a interessanla
comeda vaudeville em 2 actos :
O CARA LINDA
ou
0 l'REGADOR DE CARTAZES,
na qual o beneficiado far o papel de JobCara
Linda, rematando o espectculo com a sempre
applaudda comedia era 1 acto :
M1RICOT1
OSEFFEITOSDAEDlCiClO.
A Sra. D. Isabel desempenhar o papel de Ma-
rieoti. '
O beneficiado espera que a escoTha do prsen-
le espectculo mnre;a a approvaco do respeila-
vel publico desla capital, do que'm por innme-
ras vezes lem recebido proras inoquivo as de sua
alV.-i o, e de quem anda esta voz espera mere-
cer valimenlo e protceco.
Os bilhetes podem ser procurados no theatro.
f.ornecar s 8 horas.______
Avisos martimos.
Para a ilha de S. Miguel segu com brevi-
dado o patacho porluguez Sonta \ C. : quera no
mesmo quizer earregar ou ir do passagem, en-
lenda-se com Joao lavares Cordero, na travesea
da Madre de Dos n 9, ou na nn do mesmo no-
mo n. 30, ou com o capitn ua praca do com-
mercio.
laraoliao e Para.
0 patacho Alfredo, capito e pratieo Manoel
da Silva Sanios, recebe carga para os portos in-
dicados : lrata-.<-e com os consignatarios Al.ncida
Gomes, Alvos & C, ra da Cruz n. 27.
COfiPANHIA BRASILEA
UE
PAOIETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sal, commandanle
capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-sc dos portos do norte em seguimenlo ao.-
do Sul al 0 da 2 de marco.
Recebe-se desde ja passogeiros.frcle de dinhei-
ro e encomniendas e engaja-se condicionalmen-
le a carga (jue o vapor poderconduzir, sendooa
voluu.es despachados cora antecedencia at a
vespera de sua chegada : agencia ra do Ti
che n. 4t).
REAL COIr ASMA
DE
Paijueles ingiezes a vapor.
Al oim desto moz espera-so da Europa um
.k< vapores desta companhia, o qual depois d,i
dem ira do cosumeseguir para o Io de Janei-
ro, tocando na Pabia : para passagens etc., tra-
la-se rom os agentes Adamsou, Howie &. C ,
ra do Trapicho Novo n. 42.
flenrn.
Segu com muila brevidade o palhabote cSanto
Amaro, recebe carga e passageiros : a tratar
com Caeteno Cyraco da C. M., no lado do Lorpo
Sanio n. 25.
ns amigos seus.
Dignem-se, Srs. redactores de accolher mais
esla declarac&o do seu constante leilor
l'r. I". Pereira do Bego.
PraeadoReeife 27 de fevereiro de I8G0
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cota^Aes oflleiacs.
Descont de letras10 e 15 0|0 ao auno.
George PatchellPresidente.
ubourcq Secretario.
Alfamle;
Rendimento do da 1 a 25.
dem do dia 27. ,
ra.
34M53S455
G. 4113516
8&&-3649971
Rlovimento la ilfainlc-'a
VolumesentraJos cora fazendas
cora genero
Voluraes sabidos cora fazendas
cora gneros
174
118
"40
315
------455
292
Descarregam hoje 28 de fevereiro.
Barra francezaOccidentefazendas.
Ilrigue inglezTrinculobacalho.
Brigue americanoBoliiacarros c laboados.
Escuna americanaI. T. Darlmgfarinha.
Biigue francez Zouavecemento e vinho
Patacho inglezStar oflli Ertbacalho.
PAR\
TOCANDO EM
LISBOA
jo veleiro vapor
FHLEY.
commandanle Ricardo Goble (hemeo-
nhecido neste porlo) sahindo no
Dia 28 do correnle
para c;sr{ja e passagfflrot para o rjue
tem excellentcs cornmodos, tiuta-se
com os consignatarios
SAUNDERS BROTHERS A C ,
praca do Carpo San toja. 11.
Para Lisboa.
Vai sahir em poneos di is por ter par-
te da carga prompta, a bem condecida
barca Gratido, para o testo da carga e
passageiros Irata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C, ra do
Vigarion. 9, primeira andar, ou com
o capito A. P. Borges Pestaa, ni
praca.
Z~ ~?S4S*S^=-
4 Dito.
6 Dilo.
5 Luiza Caminha de Amorira.
10 Antonia Beralda de Souza.
\ Pedro Ali-Miidrino Rodrigues I.ns.
l Antonio Joaquim de Souza Rbeiro
16 Flix Francisco de Souza Magalhacs
18 llacharel Francisco Pereira Freir.
2-i joaquim Bernardo de Figueredo.
22 Ordem terceira doCarmo.
2 Thereza Maria Joaquina.
Nmeros.
1 Antonio Joaquim Ferrcira de Souza
3 Jos Feliciano Porlella.
5 Ilerileiros da Domingos da Costa
Albuquerque.
7 los Joaquim Pereira deMendonca
e Manoel Pereira Caldas.
9 Herdeiros de Bernardo l.uiz Fer-
reira Portugal.
11 .Maria da Conceiro de Miranda
Castro.
17 Gabriel Antonio.
19 Ordem terceira do Cormo
21 Dita.
[-23 Dita.
26 Jos Pires de Moraes.
27 Mara da Paz.
29 ^iuva e herderosde Jos Ignacio
Ferrera e Silva.
31 Maria d'Assumpco de Mello Al-
buquerque l'ila."
33 Antonio Francisco Duraes.
135 Mathildes Bernarda da Cuncei.";
53000
2136W
19^800
3g400
189OOO:
25-200
323400
78VO00
1419000
07g5:)0 !
45:0011
90JOOO
51x000
43fSO0
97j?200
869400
75>')00
51j600
1(I550I)(T
36jf0iK)
21S600
2ISC00
148400
28S800
18$000
1460O
7g00
752'.V
THEAT1O
COirlPANHlA DRASIflTlCA NACIONAL
SOIl A BIRRCCO DO AR lis i \
ANTONIO JOS 1)1\\m C01MBRA.
GpjihiIc e variatio espectculo
ESI BBHBFICIO DO ACTOR
RAYMUNOO JOS DE ARAUJO.
Qum-ta-foira SO de fevereiro.
Depois da execucao da symplionia do eslylo
pela orcheslra, a companhia" dramtica represen-
tar o interessnnle drama cm 3 netos, original
porluguez do Sr. Caslello Branco :
PURGATORIO
DISTRIBUIR AO.
^Fl^^o^-ACESS. actorfs.
Lmilic le S.................. D. Isabel.
COM P ANII \X PE R a A M C L CA VA
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
1" do marco s 5 1/2 horas da larde e recebo
carga posta a bordo at o dia 29 do correnle at
0 meio dia.
CONPAMU BRASLIEKA
DE
O vapor Tocantins, commandanle o primeira
lenle P. II. Duarle, espera-se dos porlos do
sul cm seguimenlo aos do norlo al o dia 29
do correnle mez.
Recebc-se desde j passageiros, frote de di-
nlieiro e oncommendas engaja se a carea que.
o vapor poder conduzir, sendo os voluraes des-
pachados cora antecedencia at a vespera de
sua chesada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Para Lisboa.
Pretende sabir com brevidade a barca Tejo,
por ter parte do seu cairegameiilo prompto, para
o complelodoquol recebe carga a frele, c lem
boas iceonimodncoes para nlguns passagciios :
ILEGVEL


)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FE1RA 28 DE FEVEBFJRO DE 1880.

ouem pretender urna, ou ouira cousa, se pode alanjega, o agente vender as 10 huras do
entender cora os consignatarios Aiuorira Irmos, "
r>ie da Cruzn.3, ou corno capillo Jos Emigdio
liibcro, na prac.a Jo Gororaercio.
Leilocs.
e*
UMA CASA.
Quinta-feira 1* de marco.
O agente Borja far leilao em scu armazem por
despacho do lllm. Sr. Dr. juii municipal da se-
gunda vara e a requeiimento c"o leslamcnleiro e
iiiveiilariantc dos Leus deixados pelo finado vi-
nario Jaita Antonio Torres, da casa terrea n. 28
sita na ra de Motocolomb freguezia dos Aoga-
dos, a qual tem 5 janellas envidracadas c portao
ao lado, 50 palmos de fenle e 80 de fundos, {
alas, 7 quarlos, cosinha fora, copiar ao lado,
quintal murado, cacimba, tanque, porlao para
a ra doGcrimnm e 4 quarlos para escravos no
, indo do quintal.
Assim como
1557 oitavns de prata era diversas obras, como
sejam un faquciro de du/.ia con collicrcs pe-
queas para cha, 1 par de castigaos e 2 salvas,
que tambem pertcuceram ao referido finado.
Os protendentes podorao examinar a supra
mencionada rasa, leudo lugar o leilao na ra do
Imperador n. lus 11 horas em ponto.
dia em lotes a vonlade- dos compradores
50 barris com manleiga ingleza
Na mesma oceasio vender-se-ha
Barricas com bolarhiob,'' americana,
Vinagre de Lisboa em pipas e guarilas.
Almaiiak da
iiftO.
O agente Pestaa continua a estar aulorisado
pela commissao liquidataria da exlincta socieda-
de de fiacao c lecidos de algodao pira vender o
restante do terreno do sitio da inesma sociedade.
Os prelendentes podem dirigir ao armazem da
| ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
i entender-se com o dito agente.
LILAO
provincia,
Sabio luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corrente anno de
QlfO
Apparelhos
DE
DA
Terca-feira 28 do corren te.
O agente Borja aulorisado por urna pessoa que
*e retira para fora da provincia, far leilo em
-pu armazn) na ra do Imperador n 15, de loda
a mobilia pertenconle ao dito senhor, a qual
i onsla de ricas cadeiras de jecaiand, consolos
com lampos de podra, mesas, camas, apajadores,
vidros, apparellio.s para al moco e janlar, suarda
roupas ele, etc., e mais pertdices de casa, assim
como urna infinidade da objeclos miudos que se-
ria enfadonho mencionar.
Na mesma oceasio.
Serio vendidas duas excedentes escravas de
habilidad?, de urna pessoa que se relira para
lora, bem como duas caixas com selins inglezes.
Dar principio s 11 horas cm punto.
Ao meio
Araujo no
dia em ponto no armazem do Sr.
Forte do Mallo, o referido agente
vender por conta de quem pertenec' c cm lotes
vonlade dos compradores
Cabos, poleamc, inassame e mais aprestos
navio.
para
di:
o qual se vende a 800 rs. na
praca da independencia livivi-
ra n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaos, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustraos e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
niios,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
uimm.H.!timo eemfiui para todas as
classes da sociedade.
O bacliarelWiTiiLvio tem
udo conforme a planta em poder do referido O SCU CSCl'iptorio 110 1" andar
.gente e a qualquer hora.dodia no dito sea armazem. (lo Sobrado 11. 23 da ra N0V8
| cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
Sexta-feira 2 de marco.
PELO AGENTE
O moncionado agente no dia cima designado
e pelas 10 horas da manhaa no seu
ra do V'igario n. 11, vender para
quidaeo da exlincta sociedade de liaco e leci-
dos de algo.io
Os lenos que anda existen] por arrematar em
um dos quaes so acha urna morada de casas
com fenlo para a estrada de JoSo de Barros,
lu "
a
r*' OBni KM
Avisos diversos.
Prccisa-sc
passagem.
de um menino poituguez ou brasileiro, com pra-
lica ousem ella, para caixeiro de urna taberna
em Beberibe : a tratar na ra do Queimado nu-
mero 3.
Prccsa-sc
Terca leira 28 do corre te.
O agente Borja far leilo no seu armazem no
dia cima designado, por despacho do lllm. Sr.
Dr. juiz de orpbaos, c a rcqueriroenlo de Juo
Antonio Coelho, por si c como cessionario de
Jos Joaauim Pinto Mariins, de um sitio no lu-
gar da Passagem que faz esquina com a anliga
uauaua uit iiuiu, peiinoiauo aos lierdoiros Dlkoo
do fallecido Prancisco Ceraldo dos Santos, cujo
sitio tem al^umas fructeiras, cacimba, tanque e
trras propriaa de plantacoos, tres casas terreas
de taipa, na frente da estrada nova, sendo urna
rebocada de cal e todas cobertas com telhas.
Os pr. tendentes poderao'examinar o referido
sitio esobre o valor do mesmo laucar no arma-
zem da ra do Imperador n. 15, s 11 horas em
poni.
escrava.
dr; urna ama forra ou captiva para os servidos de
urna ca=a em Beberibe, de pouca familia : a tra-
tar na na do Queimado n -53.
Permuta-se um sainado de dous andar?,
clios proprios em um dos principaes pateos
desla cidade, por um sobrado de um andar que
seja grande : quem quizer fazer a permuta diri-
ja -so ao proprielario desto Diario, que indicar
a pessoa con ptenle.
A pessoa que annunciou querer arru-
mar-fe de caixeiro, c diz entender da venda de
fazendas. molledos. i*, qner dirigir-se a iua
da Linguta, casa n. 3 que ah so llie dir quem
o prelendentc
Ausenlou-se no dia 26 do crreme o preto
Manoel i rozinheiro ( de estatura alia, com fall
de um dente na fenle : quem o pegar leve-o a
Santo Amaro, casa'de Manoel Custodio Peixoto
Soares. ou ao armazem da ra da Moeda n. 3 A.
Tendo sido annunciado parr o dia 28,
amanha, afvenda do sitio na estrada Nova, que
sediz perlencenle aosherdeiros do finado Francis-
co Geraldo dos Santos, c cuja venda tem de sor

O Sr. thesoureiro manda lazer pu-
blico que se acham a venda todos os das
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Kecife nume
ro 2 armazem do senhor Fontes at!
as ti horas da tarde somente, os bilhe-j
tes e meios da segunda parte da quinta
lotera do hospital Pedro II, cujas ro-
das deverao andar impreterivelmente
no dia 10 do futuro mez. de mareo.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima 'mencionadas se acham bilhetes
de numer.uTio sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 25 de eve-
reiro de 1860.O escrivao. J. M. da
Cruz.
Domingos Jos Pcrreira, Tortugucz, retira-
se para Lisboa a tratar de su a sae.de, c leva em
sua companhia seu lilho do menor idade Domin-
gos Jos Ferrtira Jnior, o seu sobrinho de me-
nor idade Manoel Jos Pcrreira Braga.
O abaixo assignado, com loja de sellciro na
ra Nona n. l). n scienle a lodas as pes.-oas
com quem tem contas do livro, de llie apresen-
lar no prazo de 8 dias para serem pagas. Bccifo
2i de fevereiro de 1800.Domingos Jos Fer-
rtira.
O abaixo assignado nao se rcsponsabilisa
por cousa aiguma que suas escravas possain com-
prar em seu eslabelecimento desla cidade, para
que niiigucm se chame a ignorancia faz o presen-
te, llecifc 21 de fevereiro de 1860.Domingos
Jos Ferrtira.
0 abaixo assignado deixou de ser caixeiro
dos Sis. Manoel do Amparo Caj & C., desde o
dia 24 do correte; pois vem assim agradecer
aos niosmos spnbores o bom trabmenlo durante
o lempo de 6 anuos incompletos que leve em
sua casa.
Jesuino Francisco das Chagas.
i Precisa-se de 200$ a juros, com hypolheca
n'uma escrava : na ra do Hospicio n. 13.
= Jos Antonio Gomes Jnior faz publico que
| ensina cscripturacao mercantil por partidas do-
bladas, de accordo com o proscripto pelo nosso
Cod. Com., segundo a obra que acaba de publi-
car : a quem convier, compareca para se matri-
cular, 03 ra do Deslino, casa defronte do hospi-
tal militar, junto da fabrica de chapeos, de ma-
nhaa al as 8 horas da larde, das i sC.
M. A. Caj & C. avisam ao respeitavel cor-
po de commercio desla praca e a seus freguezes,
que deixou de ser caixeiro "de sua casa desde o
dia 2 do concille s C horas da larde, o Sr. Je-
zuino Francisco das Chagas.
OITercce-se urna Sra. viuva para cozinhar e
engommar em sua casa : alguna senhores que
pretenderem, dirijam-se ra da Scnzala Nova
n. 0, adianto da rolinacao, priuieira loja.
O Dv. Cosme de Sa' l'ereira '<
Costuras.
Precisa-se de coslureiras para toda a qualidade
de roupas de homcm : n ra do Crespo t. 23.
c^:
Atteoco.
Ao segundo andar do sobrado
da esquina da ra do Queim do
por cima da loja do Sr. Pregui-
ca entrada pelo becco do Peixe
Frito.
Ricos cortos de vestido preto de
duassaias bordados a velludo.
Mantas prctas bordadas de blond
de linlio.
Gohnhas ou broches a Antoniette
de muito go^to.
zcr as compras ; na ra Nova n. 69.
I), l'ilippe Redondo, subJito Huspanhol,
rclira-se para a Bahia.
Precisa-se de um homcm para mandados
cm urna loja de alfaiate ; na mesma loja preci-
sa-se do urna senhora para tralar de dous me-
ninos, isto 6 para lavar e engommar : na ra da
Madre de Dos n. 36, primeiro andar.
= Precisa-se, para urna fabrica" de velas, de
um criouhnho de idade de 1 a 10 annos : na
ra do Itangel n. 77, segundo andar.
Aluga-se um carro da alfandfga a quem
der 2 ou 3 mezes adinnlados : no paleo da ribei-
ra de S. Jos n. 15, deposito : na mesma casa
preeisa-se de um caixeiro de 10 a 12 annos, pre-
fenndo-se porluguez dos chegados ha pouco.
Roga-se a certa auloridade policial haja
co cohibir-se de querer abusar de sua aulorida-
de para fin? que a moral publica repugna, do
contrario o Sr. chce de polica ser sabedor do
seu procedimento para dar suas sabias previ-
gjSfiisatt inigsigsi? 3%&m'mm
1 car Altenco. I
do
sobrado g
Queimado ^
Ao segundo andar
da esquina da ra
por cima da luja do Sr. Preguica |
entrada pelo becco do Peixe
Frito.
88
falctots de casemira de cor do ul-
timo gotto conde Cavour.
Sobrecasacs de panno preto im-
permeavel e de cores.
Calcas f'eitas de casemira preta e
cores.
tamisas inglezas e francezas
peitos de linho.
Vende-se multo barato.


Liquidaco
a dinheiro para acabar
Loja da ra da Cadeia-doRe-
cife n. 23,
Os novos proprielarios desle estabelccimeno
desejando acabar com as fazendas existentes pa-
ra prepanrem um eslabelecimento de fazendas
finas e da moda, expcm ao publico um grande
sortiracnto de fazendas em retalho e pcc,as, por
lodo e qualquer preco para acabar, como bem o
seguinle :
Chilas francezas e inglezas, Unas, a 160 o co-
vado.
Aisodaozinho bom a 3500 e 2JJ600 a Ipeca.
Grvalas de seda modernas a 400 rs.
Chales de merino eslampado de 10 e 1-ii { a
2J5O0e 3&500.
Ditos de algodo encorpado a 960.
Brim de linho superior a 320 a vara.
Alpaca preta a 400, 500 e 600 rs. o corado.
Meias para senhora e homem a 200 e 160 o par.
Caicas do brim de seda a 33 urna.
Madapolesa 3$300, 4 e 5, superior quali-
dade.
Chapeos de bata a 19200, 1400 o 1JJ600.
Cortes de brim e de laa de cor a lg e 1500.
P.iuuo fino preto e de cores a 3>, 4 e 5-J o co-
vado.
Chales de cambraia a 13 e 1 j200,
Palelots de brim com boles de madreoerola a
2cG00 c 3*.
Minias prctas pretas superiores a 9 e 10g.
IIicos vestuarios de fusto para meninos a 3.
Grosdenaplc pelo a 1500 e 23.
Corles de casemira relos e de cores a 5j e 6#.
Lencos do chita ecassa a 100 e 160 rs.
E oolras muilas fazend.is que se vendern por
todo e qualquer proco e nao se engeita dinheiro
por se querer acabar com ellas.
Na loja
ao p do arco de
Sanio Antonio
chegou o mais rico e completo sortimenlo de
chapelinas para senhora, lauto de seda como de
Ipalha, assim como licas phantasias de cores a
CO o corado,
Vende-so um sobrado de dous andares e
sol.,., grande, no oiUo do I.mmenlo, confronte
hristia do lado da torre, com quintal grande
e p ulao (pie sahe para a ra do l'ogo : os pre-
len lentes dirijam-se a ra do Pogo, sobrado de
um andar n. 2G, das 9 horas s 4 da larde, para
tratar do ajuste.
COMPAMIIA DA VIA FRREA
1)0
RECIPE A S. FRANCISCO.
Pelo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas virgm do dia 3 do corrente em di; lite
ao cscriptoiio".d-a ra do Crespo n. 2, para recer
bcrem o 8. dividendo de juros de suas acces,
de 1859 31 de Janeiro de 1860. Ilccife, 1.' de
fevereiro de 1860.
Precisa-se alugar um preto ou preta, j ido-
sos, para comprar na ra c fazer o mais sen ico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama us
mesnias circnmslancias : quem liver e quizer,
annuncie o.udirija-se a ra de Santa Iljla n. 40,
primeiro andar.
Precisa-te fallar ao corresponden-
te dos Srs. tenente-coronel Hcmeterio
OL'INTA-FEIRA 1. DE MARCO.
O agento Borja far leo em scu annazam
I ir despacho do lllm. Sr. Dr. juiz de orpbaos e
a requei ment de Joao Rodrigues de Souza,
lierdeiro dos bens deixados por Jos Antonio de
Souza, da escrava Jacinlha, de idade 25 annos
pouco mais ou menos, qual estar a exame dos
compradores no referido armazem ra do Impe-
rador n. 15, s 11 horas em poni.
efectuada cu leilo pelo agento Uarcolino deJ0s Velloso da Silveira e Francisco Xa-
Barja Ceraldes, o abaixo assignado como procu-1 .. _
rador do lenente-coronel Joo Prancisco de Car- vier Ue Andrade : na livraria n. O e 8
valho Paes de Andrade, e mais herdeiros do pri-
meiro matrimonio do finado commendador Fran-
cisco le Carvalho Paes di Andrade, faz publico
que sobre o referido sitio seus constiluintes se
julgam com iudispulavel direilo, visto ter sido |
comprado com dinheiro do casal do mesmo lina-
do, pelo que ja intentaran) sua a cea a pelojuizol
municipal da 2.a vara : assim aquella que im- j
prudentemente o arrematar, nao poder em tem-:
po algum allegar ignorancia. Recite 27 de leve- '
rciro de 1850.
Dr. Figueiroa.
QiHiila-ieira [ de marco. ||
O agente Bnrja far leilo em seu armazem
pordespacho do lllm. Sr. juiz de ausntese a
rcqueiimentu do lllm. Sr. cnsul de Portugal, de
um sobrado com sulo e trapeara, sito cm o Bec-
c > da Ca-;imba da freguezia de S. Frei Pedro
Goncalvcs, iiertencente os herdeiros do lina.lo
loaquim de Souza e Mello, cujo sobrado lem 20
ramos de frente e 40 de fundo, cosinha no so-
lio e chaos propiios,
Os licitantes o podero examinar e para infor-
maedes se entendero com o nioridonado agente
que dar principio ao leilao s 11 horas em pon-
i do referido dia.
LEILAO
Arphelim Jos da Costa Carvalho. Jos
Urbano da Cosa Carvalho. Manoel Jos da
Cosa Carvalho, Virginia Amelia da Costa
Carvalho e L'rbina Alcxandrina da Costa
Carvalho agradecen) cordialmcntc aos ami-
gos de seu fallecido e sempre presado pai
Jos Maria da Costa Carvalho, e mais pes-
soas que se digoaram fazer a honra c ob-
sequio de assislir as exequias o acompa-
nhar os seus restos moraos al o ullimo
jazigo, e com especialidado ao Sr. Jos
Maria Goncalves Vieira Guimares o inte-
resse c a dedicai;o com que espontnea-
mente se presin na direceo do seu en-
terramcnlo, e, penhorados poe lamanha
benevolencia, v8o ainda de novo rogar a
todos os amigos do mesmo finado o obse-
quio de assislir a niissa do stimo dia, que
lera lugar quinla-feira 29 do correte s 6
horas da manlia na capella do cemiierio.
da prara da ladependencia.
Licoes de francez el
piano.
Madcmoiselle Clcmence de Hannctot *|
de Manneville continua a dar licoes de SI
francez e piano na cidade e nos arrabal- 5;
des : na ra da Cruz i). 9, segundo andar. ||
*-fde volt? de sua viagem mtructi-Z
|fr?tiva a Europa continua noexer-^
gjeicio de sua proissaO medica. y'C
J Da' consuitas cm seu e$crpto-K
^rio, no bairro do Kecife, ra da vf!
jiCruz n. 53, todos os dias, menos-!'*?
SS! nos dominaos, desde as G horasw
\ te as 10 da manhaa, sobre
C5Jj ser;uint fSI I*- Molestias de olhos ;
. M 'Itiu.c peito ;
. Molestias dos oreaos da gera-;;v
cao, e do anus ; a
. l'raticara' toda e qualquergL
a| operacSo quejulgarconvenien-gg
^ te para o restabtlecimcnto dos;^
\i seus doentes.
V O exame das pessoas que o con-
VjSiiltaiein sera' feto indistincta- *
Q mente, e na ordem de suas en- *
|Kj fiadas; fazendoexce peo os doen- A
i^S tes de olhos, ou aquellesque por.
inotivojustoobtivercm hora mar-
lacada para este im. [ {
! ms A applicacao de alguns medica ; v
'tmfi mentos indispensaveis em varios ?K
l>casos, como o do sulfato de airo- fE
Desappareccram no dia 25 do crrenle mez
le fevereiro, das immedia^oes da na do Hos-
picio, nina cabra prela com" nina orelha cortada
e nina malha branca n'um dos lados da barriga,
um cabrito do tres mezes, amarello claro con!
malhas o frente brancas, a 1 cabrilinha da mesma
! dade e cor parda tambem malhada de branco ;
| as quaes cabra e crias suspeita-se terem sido fur-
jtadas porum fregu/, useiro e veseiro de taca
gentilezas : quem dellas der noticia certa na
mesma ra do Hospicio, primeiro sobrado aden-
le do gymnasio, ser generosamente gratificado
Coinpram-se moedas de ouro : na ra da
Impcratriz n. 22, fabrica de chapeos de sol
Compra-se urna mobilia c urna mesa els-
tica ou outra qualquer propria para janlar : na
ra da Praia, armazem n. 4.
Pechinclia.
Vendem-se pecas de algodaozinho bom, com
pequeo loque de avaria a 18230, 1;600, 2.; e
255 10 : na loja da praca da Independencia n-
meros 1 e 3.
Peehicha.
Vendem-se pecas de cambraias lisas finas com
10 !|2 varas a 8500 e 5J, e a vara a 140
rs., ditas dechoviseos, linas, a 53. grosdenaplos
preto superior .1 1^800 e2g: na loja novada
Independencia ns. 1 e 3.
Gremie iMiilosophico Litterario
Sabbado 3 de marc.o, 3s 4 horps da larde, no
palacete da ra da Praia, haver assembla ge-
ral aflm de abrir-se a sociedade; o Sr. presiden-
te espera que os senhores socios comparecana.
Recite28 de fevereiro de 1S60.
Ivo Magno forgts da Fonseca.
i." secretario.
Aluga-se urna ama que engomma, cozinha,
e faz outro qualquer servico com perfeicao : a
tratar na ra do Rngel n. 62, segundo aiidar.
Hermano Reinholt Zeehbaner, subdilo
Allemo, retira-se para fura do imperio.
No da 2i do corrente desappareccu um caval-
lo russo pombo, bem feiloc gordo, tendo noquai-
o esquerdo o ftrro que se pareen com um A de
1 letra (raudo : roga-M ,1 quem o pegar .(..c .. lru
a ra Direila n. /6 ou no engeniio Pimeuta que
i sera generosamente gratificado.
Quem liver coniascom o abaixo assignado
;queira aprsenla-las para serem pagas no prazo
; de 4 dias. Recite 27 te fevereiro de I)
Antonio Vereirade Oliceira Ramos.
O abaixo assignado deixa como seus pro-
curadores nesla provincia, durante sua ausencia
os Srs. Gabriel Antonio de Castro Quintaos An-
tonio Pcrreira Braga e Jos Joaquim de Lima
Bairao.
Anlonio l'ereira de Olietira Ramos
_ l.ava-se c eng cao : na Iravessa do Cano n. 6.
mmm
A 20 do corrente.
Para fechar cantas.
O prcposlo do agenle Oliveira far leilo por
renta de quem pertencer de 10 caixas de queijos
llamongos marca O, para fechar coutas, em loles
a vonlade dos pretendenlcs : quarta-feira 2!) do
correne s 11 horas da manhaa, no armazem
dos Srs. Andrade & Compeli, largo daalfandega.
LEILAO
DE
Manleiga ingleza.
Terca-feira 28 do corrcBlc.
PELO AGENTE
PESTAA.
A porta do armazem do Sr. nnes defronte da
Melhodo Castillio.
Soltrnl T le fevereiro le tSO.
lllm. Sr. Francisco de Freilas Gamboa.=0 me-
lhodo aqu vai cm progresso do que llie poder
bem inlormar o portador dcsta que o Sr. Ma-
O abaixo assignado. residente no tereciro
1 andar do sobrado n. 58 da ra Nova, acha-sc' no
1 exercicio de seu magisterio, ensillando primeiras
letras, latitn e francez. e contina a receber alum-
nos internos.
Jote Maria Machado de Figueiredo.
Trecisa-se de urna ama para o servico in-
terno e externo de casa de pouca familia: a tra-
: lar na ra das Aguas-Verdes n. 48, 2." andar.
Troca-se urna porco de ouro e prata em
moeda por sedulas : na ra do Livraraeiilo n. 35,
se dir quem faz este negocio.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annuuciar sua morada ou dirigir-se
liviana da praca da Independencii.que se preci-
! sa fallar-lhe.
= Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
d fiador a sua conducta : na ra Diretta n. 12.
Conrado Schwarlz relira-se para tora do
imperio.
Precisa-se alugar um sitio que
nao diste mais de legua e aieia dcsta
piaca, o qual tenlia lugar para oceupar
perfei-
A loja da Varna da ra peratriz n. 48,
vendeu o bilhetc n. -2251 com a sorte de 5.0,10?
o denudo bilhetc pbde vir receber a gara; lia, e
lem exposto os bilhetes da segunda parle da
quinta do hospital Podro 11.
Bilhetc................ 6J0 10
n J?io.................. SjtOOO
Osanaixo assignados estabelecidos com ta-
berna na ru da Irpperatrii n. 5l,quegyrava sob
a luma coin.ncrcinl de Oliveira A Resende, fa-
sem scienle ao publico e com especialidad'e ao
respeitavel corpa do commercio que nesla data
dissolveram amigavelmenlo a referida sociedade
, podendo o arren- i
agora ou cm maio, I
noel JlffoMO Aquino de Albuquerqne, negocian- i ma8 de 8 captivos, ese t.ver pasto para
te, que lem nesla aula um menino de 5 annos do ., r ', f""v p
idade e desla idade tenho muilos, o que prova o : v;,ccas mclnor sera
gusto eadianlaraento que tem havido, embora \ damento comecar
alguns inimigos do progresso es'.uavegcra, en-^ -_*___,_ __j__ ...
ra?vecam-se e mo.egem n melhodo portuguz c?n!orme agradar : a quem o tiver para
a minha aula das particulares a piimeira, e faca alugar, podendo, dinja-se a- praca da
idea do um lugar pequeo, pobre e com duas Independencia n. C e 8.
Bulas publicas c duas particulares, luctando com ; D
a indigencia duas partes da populacao da cidade, i/iecisa-se de um moleque para
0 que nao impode que eu cont na minha aula j servico de urna casa de pouca familia :
75 meninos til o goslo pelo melhodo Casti- na ruo fa Cadeia n. 41.
1 lio, que havendo aqui urna professora hbil que
mui bem educa e iiislrue as meninas, nao obsta
^ pina etc.) sera' feto.ou concedido |"(|
jj gratuitamente. A contianra que ;/*
\\ nelles deposita, a presteza de sua $S
sf accao, e a necessidade prornnta '$&
<^ de seu emprego; e tudo quanto o 1% ^^V^-T d, S'C,0 ?eTde a !i,Iii ,'"'i,odo
fia i 'i n W atl'u e pa.-ivo da exlincta lirma, bem como o
^demove era beneficio de seus &>
3g doentes. |j|
Myracsr5vr55- sc^nyr^^rv s
Deseja-se effectuar o contrato de urna pes-
soa para mostr de meninos em um engenho
prximo villa do Cabo : quem liver aplidao
neressaria e quizer tomar esse encargo, pode di-
ngir-se ra da Senzala Velha n. 100, ou casa
do Dr. Barros, juiz municipal, no caes de San-
Francisco.
Ura moco que presla flanea a sua conduc-
ta, offerece-se para caixeiro de loja de fazendas,
de calcado, ou armazem de assucar, o pan co-
brapcaa nesla praca : quem quizer annuncie ou
dirija-sc a ra Nova, loja de ourivesn. 4.
ilBuI CL3llii_aL*ilt,WiOB LIilLJ OHUiUJd! ">:
' Seguro coaira Fogo |
I COMPAIIIA
mm
Precisa-se de urna ama para todo o servi-
co de urna casa de pouca familia : a tralar na
i ua da Cadeia, loja n. 45, esquina da Madre de
Dos.
Altenco.
D. Maria Guilhermina de Miranda Porlo, viuva
de Joo dos Santos Porto, avisa a todas as pes-
soas que forem credores do mesmo finado para
no prazo de 8 dias apresentarem su*s contas ou
ttulos de crdito ao Dr. Joaquim Jos da Fonse-
a que em minha aula cont 16 meninas, de for-
ma que cstou comprometido a ser mostr de
ambos os sexos ; julgo islo para o melhodo Casti'
lhu um bello Iriumpho. Disponha de quem etc.
Joaquim Frederico da Costa Rabin.
Companhia de illumina-
caoa g&z.
Tendo sido por varias vezes observa-
do que alguns dos senhores consumido- cn. am de serem descriptos no inventario que
est procedendo pelo juizo da primeira vara, es-
crivao Cuaba.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
tenha pralica da mesma a tralar na ra da San-
ta Cruz n. 3.
Os Srs. Joaquim Barroso Braga, David An-
tonio de Carvalho e Francisco Manoel do Parias,
leem cartas para Ihes ser entregues em man pro-
pria : na ra do Cabug n. 11.
Precisa-se de um homcm de mcia idade,
com as precisas habilitacoes pora ensir.ar priniei-
ras letras em um engenho 20 Irguas distante des-
la praca: quem Ihe convier dirija-so a tralar
rom Jos Gomes Leal, na ra da Cadeia, casa
n. 56.
Bernardo Fernandes Vianna, mudon a sua
aula particular para ra da Cadeia, casa n. 7,
segundo andar, do 1. de marjo em diante.
res de gaz deixam por descuido as tor-
neiras das Iuzes abertas, assim nao so-
mente deixam escapar o gaz, mas cor-
rem grande tisco de haver aiguma ex-
ploso, pelo que a companhia nao se
responsabilisa e por este meio desde ja'
avisam ao publico.
Urna mulhcr forra oderece-se para cozi-
nhar em casa de pouca familia : quem precisar
annuncie por este jornal.
Offerece-se um moco quo d fiador a sua
conducta para caixeiro de" cobranca ou de arma-
zem, ou anda mesmo par* loja de fazendas ou
raiudezas, que j tem aiguma pralica : quem pre-
tender annuncie.
LONDRES
AGENTES
| G J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Palhiiiha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
Eusino particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, contina no
exercicio de scu magisterio, ensinando primeiras
letras, laiim e francez, e tambem admilie alum-
nos internos.
mesmo socio se obriga a saplisl'a/er o debito can-
Irahido antes da (ofenda sociedade por transac-
ces anteriores c correspondentes ao mesmo es-
tabelecimenlo pelo socio Oliveira.Recifo 19 de
fevereiro de \86Q.Domingos Ftrreira de Uli-
ceira.Paulo Francisco Rezende.
Domingos Pcrreira de Oliveira leudo con-
cluido suas transjaccoes commerciaes roga a qual
quer pessoa que com elle tenha contas particu-
lares apresentar-jlhes uestes 3 dias na ra da Con-
ceicao n. 33, aoride se acha residindo. Recite 11
de fevereiro de 18GJ.
Na primeira audiencia do juizo municipal da
primeira vara lem de ser arrematados os servicos
do escrava Gonclo a requerimeoto de seu se-
nhor Jos da Rocha Paranhos, sendo escrivao
Cunlu.
Compra-sc urna cabra (bixol que seja boa
de leile e creadeira de menino, sendo boa nao se
olha a preco : em Sanio Amaro alia/, da fund-
cao sitio murado, quem liver annuncie ou dirja-
se ao sobredito lugar.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos, Porlu-
guez, relira-se para a Europa a tratar de sua
saude, levando cm sua companhia sua senhoia
D. Escolstica Maria da Silva Ramos e sua tilha
menor Joaquina Thereza do Oliveira Ramos.
O abaixo assignado faz scienle ao respeita-
vel corpo de commercio e ao publico, que deu
sociedade a seu caixeiro Joao Joaquim de Souza
Abreu c Lima, em sen eslabelecimento do cir-
gueiro na ra do Cabug n. 1 c.. desde o 1. de
Janeiro do corrente auno, o gyrar suba ra/.iio so-
cial de Ramos e Lima ; fleando a cargo do mes-
mu abaixo assignado a liquidado do activo e pas-
sivo conlrahido ate 31 dede/.e'mbro de 1859 Re-
cifo 21 de fevereiro de 1860
Antonio Ptreir de Oliceira Ramos
CAIXEIRO.
Offerece-se um rapaz Brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelccimeno, tora taberna, o qual
tem aiguma pralica do commercio, c d fiador a
sua conducta : quem precisar, dirija-se a ra
Velha n. 77, primeiro andar.
Fugio no da 2 do corrente, do abaixo as-
signado, um moleque que representa ter 18 a 20
annos de idade, de edr fula, sem barba, cara re-
donda, os olhos um pouco meltidos para dentro,
peritas compridas, tem o andar apressado, bis-
tante esperto c propenso ao riso; chama-sc Her-
culano, veio ha dous annos do Aracaly, e lem
eslado sempre em Apipucos, residenciaido abai-
xo assignado, onde coslumava ir pelo Monleiro
o Casa Forte, vender em um taboleiro bolinhos
ou fructas: fo com cal.a e camisa de nlgodao/i-
nho de lislras azues toga-so as autoridades po-
liciaes ou a qualquer peso* a apprehensao des-
te escravo, enlregando-o cm Apipucos, ou na ra
do Cabug, loja de ourives n. 12, pelo que se
recompensar gcnerosamenle.
Manoel Antonio d^s Passos Olietira.
Vende-se em o sitio Kemedio do Sr. Jos
Tenorio um caballo do 5 a 6 annos, cor gasio,
bonito e bem feito, e marchador de meio o bailo:
quem o preleuder, podo dirigir-so ao mesmo se-
nhor, com quem poder reilisar dita venda.
em gratule sortimento para
iioniens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos frnncezes de superior qua-
lidade a 650o, 7 e 8?. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 'J e 10$, ditos de lontra prcto= o
de cores, muito Anos a 65 c 7?, dlos do chile a
38500, 5, 0, 8, 10 e 1S, ditos de fellro em gran-
. de sortimento, lanto em cores como em qualida-
des, para homciis e meninos, de 2^500 a 7JL di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, 011
j sem ella a 4, ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conla. bonetes
francezes oda Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muilas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor goslo p3ssivel
chapeos de seda, dito, de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muilos objeclos que os senhores freguezes, vic-
ia do preco e da qualidade da fazenda. nao dei-
xarao do comprar; na bom conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de R. de R. FeijJ.
EoicasadeN. O. Beber & C.
Successores, ra da Cruz n.
4, veade-se:
VinhoSherry em barris, de ptima qualidade.
Cognac [Pal Brandy] em barril, de ptima
qualidade.
Vinho champanba, era caixas, marca Parre,
; mui acreditada no sul do imperio.
Brilhanlcat 1 1 [2 quilate.
. Vende-se urna bonita escrava com ama cria
1 de 3 annos, a qual engomma e cose perfeitamen-
1 le : na ra da Praii, primeiro andar 11. i3.
Vende-se por preco commodo una casa
terrea de pedra e cal com chao proprio, sita na
roa Direila da freguesa dos Afogados, lem sa-
las, 2 quarlos, cozinha fora, grande quintal mu-
rado C cacimba, lado da sombra, muito Iresca, o
se vfi de perlo todos os vapores que possam na
estrada de ferro, boa para familia, e mulhcr
para qualquer eslabelecimento do padaria, refi-
nac 10, taberna ou deposito qualquer por ser col-
I 'cida na melhor ra desles negocios : quem a
pretender, dirija-se a mesma ra Direila da fre-
guezia dos fugad, casa n. 60, que ah achara
o proprielario a qualquer hora do dia para eiiec-
luar a venda.
Vende-se urna morada de casa terrea fela
a moderna, no melhor eslado possivel, cojo lo-
car o mais applausivel da freguezia dos Afoga-
dos. por ser 110 palto da Paz, ldo da sombra;
esle predio oll'erece commodos para grande fa-
milia : a fallar na mesma freguezia cun o capi-
lao Moraes.
Vendem-se duas carrocas com 2 bois man-
sos que eslo bastante gordos, tambem se i ende
urna pequea fabrica de fa/.er vuJ^sjie carnauba:
a tratar na Iravessa do Carww^li^
Negocio importante.
Vende seou aluga-se ura grande telhciro mul-
lo proprio para armazem do eiicher agurdenles^
rocheira, ou armazem de materiaes com torio
de embarque por sor no caes do Ramos : a tratar
na Iravessa do Carioca n. 11.
Aluga-se o armazem da Iravessa do Carioca
n. 11 : a tralar no sobrado.
Lava-se c engomma-sc rom muito aceio e
promptidao : na ra do Uueiruado, sobrado n. 30,
lerceiro aedar.
== Pelo juizo da primeira vara, escrivao Cu-
nto, anda cm praca para ser arrematado o enge-
nho Sicupemiuha no termo de Muribeca, coiu
lodas as suas Ierras e pertenecs, por execncao-
de Scveriano Pinto contra seus possuidores.
menos 3 pequeas partes de oulios possuidores;.
sendo a ultima praga no dia 6 de marco prximo
vindoum: quem o pretender, pode vr o escrip-
to em mao do prleiro.
== Vende-se a taberna n. 99 da ra Direila :
a tratar na mesma.
Aluga-s* um sitio na estrada de Joo de
Barros, C3m expeliente casa de morada, com 4
quarlos, cozinha fra, estribara, 1 quarto para
leitor, cacimba com boa agua de beber, bastan-
tes arvores de fruclo : as pessoas quo o preten-
derem, dirijam-se a ra Direila 11. 3.
O professor de grammalica latina da aula
mudada para a ra da Gloria n. 11, recebe por
pieco commodo alumnos externos e pensionistas.
= Vendem-se 6 bois mansos para carraca :
a tralar na ra do Rangcl n. 35.
= Casimiro Antonio Goncalves Vieira vai a
Babia.
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCQ. TERA FEIRA 28 DE FEVEREIRO DE 1860.
(S)
f+i'to' iV..

ovo
DODR. CIIABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PARA O TIUTAMENTO E I'!.MI lo CCHATIVO
DAS ESFERHIDADES SXUAES, DS TDAS AS AFFi:f.O,OES CITANEAS, V.IU'S E ALTERARES 1)0 SANCPT.
PLUS-DE
COPAHU
Citi-Hto de ferro Cliablc.
Xa.ope mui preterir! ao
Copah'ba e is Cube-
bas, cuta inmediatamen-
te qualquier purgado,
retaxacao e dtbilidaie, e igualmente fluxus e
flores brancas da? mulheres. Injecviio de
chit'iic. Esta injeccio benigna emprega-se mes-
en" lempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de manta, e u.ua vez de tarde durante tres das;
ella segura a cura.
DPRATF
Dr pui-utito de SMSiie.
Xarope vegetal sem tuer- i
curio, o nico cotilleado
e approvado para cun>r !
con promptida e radi-
clmenle impigelif, |UMu'as, ti rpes, sarna, co- ;
itiim'i '?, acrimonia e allerjcoes viciosas do san- I
gne ; viius, e qualquer slltio venrea. Ba- ;
nlio niinrrupM. Tumao-fe duus por semana, se-
iMiindo p trj'anienlo depurativo. Pomada iin-
tiherpetien. lie um UV.ito uiaraviltuso lias il-
feces cutneas e comixes. __
Heiiori-ohidix.Pomada que as cuaa em 3 dial.
O depotito na ra larga do notario, botica de llartholomeo francisco de Soma, n. V5.
DENTADURAS A Sl)C(lA0
OU
Pressfto do ar, sem molas nem ligaduras.
15Ra Nova -15
FREDERICO GAUTIER cirurgao dentista, collooa estas dentaduras cora summa perfeioao
o tambera cora "
Dcntes amevleanos com gengvvas.
Leiubrando ao respetavel publico que j conhece a superioridade do seu trabnlho, que sendo
todas as suas obras executadas debaixo de principios certos, obtetn sempre o resultado almejado, o
que nao acontece a muitos queporserem pouco habtli'ados na arte Irabalham s as apalpadellas e
por isso n.io fazem senao obras defeiluos3s.
Tora massa adamantina, agua e pos denlifricios.
Compras.
= Para corapr a biographia do Dr. Jos da
Natividade Saldauha, peco empresfado um excm-
piar da segunda edicao das suas poesas, ou com- i
pro-o.Antonio Joaqxim, de Mello.
Na ra do Trapiche n. 9, armazcm de 88-
sucar, de Jos de Aquino Fonsoca, compram-se
eonlinuadamenlc modas de 16j> e 20j000, guias
dos Estados-Unidos,' raodas de cinco francos,
onoaa hcsoanholas e mexicanas, cm grandes e
pequeas poroes.
JESUTAS
M
Ra Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KIBV&SD
Esle hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
Valor paraos brasileiros e poituguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posi^ao
urna das melhores da ciJaJe, por se adiar nao s prximo s eslaces de carainhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ler a dous minutos de si, todos os theattose divertimentos ; e,
alera disso, os mdicos precos convidara.
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qtir no reino, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (38200 43?GOO }
por dia.
Durante o aspseo de oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
riio, e sen filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os rs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de todo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45000 4#500.)
No hotel enconlram-se informabais exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
AUenc&o,
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Um ntido vol. de 300 pac em 8o Francez.
Compram-se, vondem-sc e trocam-sc escravos:
na ruado Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se mnodas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Compra-se um sobrado do um ate
4 andares: na praca da Independencia
n. 22 se dir* quem compra.
________Vendas.________
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Ainda restara algumas fezendas para conclu-
ir a lijuidacjio da firma de Lcite & Correia, as
quaes so vendem por deminuto proco, sendo en-
Tachas e moendas
Braga Silva iC, lera sempre no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, um grande sortimeuto
de tachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw: a tralar no
mismo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
^* fucos cortes de vestidos pelos tk
de deas saias bordados era tecido a vclln- .;
do, sera competencia cm gosto e nual- -
0 dade. i
-^ Mantas prelas bordadas, de blon- ,;
i; de de llnho niuito superior. ?;
fc^* l-.'nfeites de flores finissimas para :;;
@ cabi'r.i de scnliora boni gosto e moderna!
* ^ 2- andar do sobrado da esquina @
fi da na do Queimado, por cima da loja do W
Si Sr. Pregaba eulradapelo becco do Per
9 Frito n. 1. m
>$&&&$ @^^
<9@S^
Espirio de viaho com 44
ni
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 4 i
/r.'m?, chegado da Europa, u garrafas ou as c-
miiait: La ra larga do Rosario d. 36
tre outras as seguintes
Analysa-se nesla obra o papel da companhia aos diversos paizes donde foi expulsa ; desv- .
bre-se o plano conceriado pelo ph.losophisrao, pela polilica e pelo jansenismo para deslrui-la, no \ SS meiS CruaS para bomem a
por seus pretendidos critnes e ambicao, mas para realisarem suas ideas schiraalicas prova-se o Dtlos de dilas decores
ciislrangimenlo de Clemente XIV expedindo o breve de extinc^ao da companhia, eque ella foi, e. Ditos de ditas cruas muito superiores
ainda, um dos mais esforjados sustentadora da religiao, em cuja defeza conquistou a coros de um Ditos de ditos para senliora
verdadeiro martvno. i r\-, i r
n } ...,,, ., Duos de ditas muito finas
IJeus nao permtilio que a niquidade fosse ccmmeltida sem itcar gravada em documento-!,, .
e irrecussaveis ; estes documentos, que tanto se esforzaran! por .'upprimir os inimigos da com- """ Cal?a d meia cosemira
panhia, felizmente poderam ser conservados, e lem apparecido ltimamente na Frantja em diver-, Ditos de ditas de casemira de cores
sas obras, ijue conirmam a opinio que ainda formara dos Jesutas os horaens imparciaes e que? Ditos de ditas de casemira prela a 53 e CvOO
nao sao adversos S Apostlica. [}rm trancado branco de lmho fino
E um brado em favor dos Jesutas, entre nos ainda lao injustamente julgados, e que nasce vara
da conviccao inlima de que sua causa a da jusiica, do pontificado e da religiao. Cor,cs de co,e,e de 5o de SfJa
Asstgna-se no esenptono desie Uiarw, ra das Cruzes e na ra do Imperador liviana de1,, ,.
Guimaraescx Oliveira. Pano Prel finc Prova de 1,ma0 3* e
Saunders Brothers & C. tem p-ira vender em
C(\(\ scu armaiem> ,:a Prara d"> Corpo Santo n. 11,
5J I slguns pianos do ultimo gosto, recentitBi ile
2S000 j chegados, dos Lem conheoidos e acreditados a-
4&000 \ bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
38000 | muil proprios para este clima.
.f Vendo-s -;ii[m rinr liuhd d( algodSo,
4-..U0 ; cns e do cores, em novello, para co lu
2^000 : cas" de Seulhall Mellor \ C, na do 1
5000
n. as
AUoncao.
IJjOOO
2?000
Vende-se oupermnlj-seporras --
ta praca, nm grande sitio no lugar das Cu
as, o mais bem plaiilado daquelle lu
Sirp
DrFOR
JMIABE DO FOiGET.
Esle xaiope esi approvado pelos mais cniiorntes mdicos de Paris,
como sendo o mellior [.ara curar coiisUpaQoes, ti s-- convulsa e ouiras,
alecces dos broocbios, ataques de peito, irrtacAes nervosas e usomnolei>ciss: urna colberaiia
pela maulla, e outra noile sao suilicienles. O tHVito dtsle exceleute xarope satisfaz ao me sino
lempo o doente e o medien.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
i Grvalas de seda preta e de cores
Riscados francezes, largos, cores fixes
covaJo
Chitas francezas largas firiss covado
Ditas estrellas
Neste proveitosoestabelecimento, que pelos no vos methoramentos feilos acha-se con ve- Riscados de cassa de cores lindos padresc
nieptemente montado, far-se-ho tambera do Io d<\ novembro em vante, contratos mensaes para ;
maior commodidadee economia do publico de quera os proprielarios esperam a remuuer^ao de
tantos sacrificios.
Assignaturt de banhosfrios para urna pessoa por mez.....10$0f)O
momos, de choque ou chuviscos por mez 15jpu)0
Serift.c de carines c. banhos avulsos nos urecos annunciados.
200
2-JO
160
NICA, VERDADEIRA
GITiMA.
LE-
SALSA PARRLH1
DE
FOLBISAS PAR 8(i0.
Eslo venda na livrara da praca da Inde-
mais de stlti ps d coqueiros, a maior paite de
i desfruotar-sc, com grande terren para
* 1?000 l'asl"' 1U0 admiiie coitstanlemciile suas jtl i
; cas de gado e mais, lem mais o 'lito sitio i
i hurla cercada de lunDo, co:n muito boas laran-
geiras eoutras frucleira9, lem um grande p'.-o
que lem agua lodo o rerao para o gado, e i to
peixe ; finalmente tem todas .-i?, propore
sustenlar-se urna grande familia sem muilo
Icio, e o lugar o mais enxulo daquellns teirac,
lornando-se muito sadio, pois seu dono logra
superior qualidade eovado 280 ; 8,ud,e' c Pf P<"rt de30nnos. e tj -
l nenio o vend- iielo sen estado arencado d
Cassas decores covado 240 de, o sua familia residir no Recite ijuem
Pessas decassa branca brdala cora 8 va- !"" """"; *"$*-** a *e10 ''' Fr*u" Ta"
vares, morad ir n.i ra das Barroiras, I
29000 da Boa-Vista dista cidade, queesl autorisadu a
ofifi'. 'azet qualquer transaeco.
Chapeos
Seus propretarios ofTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
ras por
Tiras bordadas
Cambraias lisas muito finas peca 4$0G0
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
1 Challes de laa bordados de seda um 2$00
jualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimentoa saber: machinas de vapor de rdenaple preto, largo covado l&bOU e 25000
iodos os tamanlios, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- | Seda, e sarja lavrada 1#800 e 2(00
Jas o mcias moendas, lachas de ferro batido e fundido de todos os laraanhos, guindastes, euin- ,r ,.,.
thos c bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man- Vestido
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas pata 18G0, im- dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ncini, portoes gradara, co- Veos l
pressas nesla typographia, das seguintes quali- "mnaf moinhos de vento, arados, cullivadores, pontes, -aldeiras e tanuues, boias, alvarengas.! Entre
dados- boles c todas as obras de maclmusmo. Executa-se qualquer obra sea qual fr sua nalureza pelos
da castor pelos e brancos, diin de pello de s :.t
pelos, superior qualidade: em casado J. fal-
que, ra do Crespo n.4.
Sua Nova n.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
OS, os mais iiuinenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do flgado, dyspopsia, debili-
ade geral, febre biliosa e intermitiente, cnfer-
midades resultantes do em preso de mercurio,
ulceras e etupcOes que resullam da impureza do
CAUTELA.
D. T. Lanman & Keinp, droguistas por atacado
New York, arham-se obrigados a prevenir o res-
| tlavel mblico para descenfiarde algumas te-
nues imitares da Sala^Tarrilha de Biislol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao ellos os nicos proprietaiios da receila
do Dr. Btislol, lendo-lhe comprado no anuo de
1S56.
i nenhuma mais ou pessoa alguma tem
di re lo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
I ^
; | te o segredo da sua proparacao acha-se so- -.j>
niei.te em poder dos referidos Lanman i Kemp. 9
Para evitar engaos com desaprcciavcis co-
;6es de drogas perniciosas, as pessoas que
t uizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qunl-
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
knlendario e regula raen lo dos direitos pa-
rochiaes, a conlinua(u da bibliolheca do
Cristo Brasilciro, que se compc : do lou-
vor ao santo noinc de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, bymnos ao Espirito Sar.lo e
a N. S., a imilaeao do de Santo Ambrozio,
jaculatoria^ e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercieio da
Via-Sacra, directorio para oraco menta!,
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudacoes devo-
las s chagas de Christo, oraedes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guardu, responco pelas almas, alui de
outras oracoes. Prtco 3i0rs.
desenhos ou moldes que para lal lim forcm apresentados. Recebem-se encommendas nesle esta- : Aihonlhado a iaraascado largo vara
belecimenlona ruado Brum n. 28 A c na ra do Collegiohoje do Imperadorn... moradia do coi- rpnf.no A*,hita Mime, nm
iciro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quera os pretendentes se podein v
entender para qualquer obra.
Gangas da cores para palitos covado
DELICIOSAS E I.VFALLIVEIS.
I"-;





LfOES PMT1CAS
ESCRITA COKWlERCiAL
vPor partidas dobradas
.....
E IE
;
:
!
\
.
:
:

CR\M)E E \AWAD0 SOftTlMEXT)
DI
RuaNovan ^segundoandar. K0U3SP ICII3S e laZCBOaS.;
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
PiH. Foii aSlllIaS \egelaeS Lie K011l[l thesouraria defazendadestaprovinciJ,competen- :
le mente habilitado pela directora d inslruccdo
coulra as loinbriras
:
iea para teccionar arilhmetica nesla ciSade,
lera resolvido juntar, como complemento do seu i
curso pralico de. escriluracao por partidas do-
bradas, o ensino de contabtlidade especialmente
na parle relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de descontse juros siinjiles e composlos
conhecimento indispensavcl a pessoas que de- '
approvadas pila Exm.* inspeccao de csludo de
Habana e por umitas outras juncias de hy-
uma collecco de ancdotas, ditos chisto-1 giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
sos, cotilos, fbulas, pensamentos moraos, ida America.
recoltas diversas, quer acerca de cozinha, \ Caramidas como puramente vegelacs, agr- quer de cultura, e preservativo de aores daveis vista, doces ao paladar sao o remedio I achara nelle eslabelecidas. A aula ser aborta
e fructos. Prego 320 rs. infallivel contra as lorabrigas. Nao causara au-1 ? <" *5 dajaoeiro.proximo ruturo s 7 lunas
L.asoem ensarnes debilitantes fa noite ;eTspessoas qne desejarem matricu- .-
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do se^1"-1 -<-- y< oerautaues. .ar.se potlerao deixarseus nomescm casa do an-
Testenittnho expontaneo era abone das part- nunoiante at; o mencionado dia.
Ihas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 1G0 rs.
.f.- -O *-.*..' --x .. r> fCi s.\ r-x Q, -,-v ^.>
> -', & x, '> -. V> ^i x> ty xr vi* \y
> ^Tt, >cy -
* ...
V 9
Allenco.
quer oulrapreparaeo falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
iV. G9 Water Street.
New Y orto.
2" O mosmo do outro lado tem ura rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
pretarios.
'' Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
inventor C. C. BrisoZ em papel cor de rosa.
4o One as flfrec_6es juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhanle a que vai cima do pre-
to ariuuucio.
DEPSITOS.
Pi de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
B i,.'.3, Germano & C, ra Julio n. 2.
'< .nambuco no armazcm de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arrendamento de um En-
genho muilo peno da prac,a, vende-se urna par-
te do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,
umi deslilagao nova montada de um tudo, 22
bois de carro, 6 quarlos, e ouiros objectos:
tracta-se na ra do Queinvado n. 10.
= Quem liver parriarrendar um sitio em dis-
tancia da cidade urna legoa, ou legoa e meia, e
que se preste a plantacoes, annuncio para ser
DE
Ferro Soluvel
remedio de cujo emprego se lera tirado grandes
vantagonsem Fronda, como atteslado por m-
dicos de niuita repulaco daquelle paiz ; em Lis-
boa pelo bom resultado oblido as applicacoes
leilas no hospital de S. Jos, e alTirmado pela
Gazela Medien daquella corle, e ltimamente no
Rio de Janeiro, ou Jo foi approvado o seu uso
pela academia imperial de medicina : nico de-
posito nesta cidade, no f scriptorio de Almctda
Gomes, Alvos & Companhia, ruada Cruz d. 27.
Prejo do cado frasco 4j>.
i
Curso pralico e Ihcorico de lingua frnn- @
C-: inoras, segunda e quiita-t'tira de cada se-
; ii:a,na, das 10 horas at meio dia: quem @
J3 quizer aprovo.itar pode dirigir-se a ra da '{
Cruz n. y, segundo andar, l'agamenl
Precisa-se de urna ama forra ou captiva :: e
para o servioo de urna casa de familia, c que se '; paletots dos mesroos pannos a 22$ e 2 preste a comprar e a sahir a ra em objectos do : paletots de casemira de cores de muilo
Caj S c. receberam ricos vestidos de grosd -
2?f000 naP'e p^'os. de duas saias bordados a velludo,
l^fi s maia. r'CoS 1"e 8C Podem encontrar no u. r-
Jfr'OU ; cado, ditos ile dito prelos c de cores com lies
l#280|sn.'as' manlcletea de fil de linhn preto com en-
10(1j lu''ll's lu v'drilhos, ditos de grosdenaple pri
tuu de cores os ma s ricos que se. podem encontrar
200 em fazendas e enfeites, para senhuras de ditl'c-
.....,_\ renl alturas, linos veos pelos de blo-
., no, ricos enfeiles rio vidrilhos do dilTerenles gos-
los, chapos d di'erenlrs procos C qualid 9
para senhora, ditos de difiereiiles gnsios para
meninas proprios [>ara passcio c baytisados, um
grande sortimenlo de chapeos de castor pelos e
de cores para homns, ditos de seda linos,
de foltro, ditos castor baixo, ditos de prototipo,
ditos do chile ns mais Bnos qui
Irar, ditos Tinos, ditos entre linos a 5?, um so; li-
li.cuto de luvas'de seda com lind s enfeitef ;
senhoras c meninas, ditas de jouvin para I :'
e senhoras, meias de seda brincas e prel -
senhoras ditas de Taia, ditas de algodao br
r de cores para homens, senhoras e inenini i
I ambos os sexos, franjas e litas do seda de fliver-
; sos gostos. bicos e rendas francez, um sortirncu-
lo de louras de diversos gostose quahdados ;
, crianzas, sapalinhos de laa, cordavao c nr;
com lindos enfeiles, um sortimenlo de sapt
de lianr i e laa para homens e meninos. I
faclinhos de divi rsoa goslos e qualidades i
enancas se baptisarem e outras muilas ftai s
0 inglezas que a vista dos compradores -
lente tudo por preco rasoavel, alim de agradar
os froguezes.
Vendo-so um cabriole! patente, vindo ha
pouco de Franca, com um cavallo excellenle,
j ludo por preQo cora modo : a tralar na co.
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos .. do Sr. Jos Hygino de Miranda, ra de S. Frau-
de cores a 28$, 30$ c 35j, tambera temos ;. cisco.
Manteletes.
DE
Na i na do Queima-
do n. 4(3.
:
:
seryiro : na ra largado Rosario n. 28, segundo ,, \ bom gosto e linos a 12-?, 14|, 16$ e 18, di- i Taimas do grosdenapl
nJar. tos de panno preto para menino a IS^J e camente enfeilados, di
________ iVl l\ llllllr IHin H I v *v \J _-I __________ __ I I SV" I ID III ln(< rtn nnA n> l-n A v n n .. ^ Ojl a 4 1 lili I I
ti } ,.,",..'-----V '--------." ............ cniuiiu: inioioioo-, milis oe ni'
^a livrara n. G e 8 da praca da |i 208. "'^s de casemira de cores a 8 e 10*, prelos. por proco mais com-
es proles bordajes o
ilos de Uond e suin
12 de abril de 1609. Seiihorcs. As paslilhas
S que \ mes. fazem, curaram meu filho ; o pobre
rapaz padeca delorabngas, exhalara um chei-
ro ftido, nha o estomago iridiado e continua I dulencnecia nrcciza-se fall .'r an *. calcas de casemira de cores o prelos ejun-: qalquerparteT ra do Crespo
comicho no nariz, lao magro se poz. que eu Joq d i fosti Maravilla I 'an!cn^ |ParaH,"f "i,,us-3 7?' ***> 10 i .... Joao ci.i i^osia .n.u a\ iitia. -; ]2, collctes de gorgurao de seda e case- n ~ r <
tema perde-lo. Nestas circumstanc.as um visi- Roga.8e aos Srs> devcdores a firma sotia, fe nina a 5<, C$ e 7$, "palclols de alpaca pro- CSaCS prCllS,
nho meu d.sse que as past.|has de Kemp tinl.am (le Lei(e &. Correia em lquidac.ao, o obsequio '
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
agreucla dos fabricantes amerlca-
uos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Precisa-se deumaaraa para cozinhar:na
ra Nova n. 8, loja.
Continua-se a proparar bandejas enfeiladas
ri-
ins
que em i
, casa de J.
curado sua fillia. Logo que soube disso, com-
adianlados. -- prei 2 vid ros do paslilhas e cora ellas salvei a
&## -K.: :=:;;;; #### vida de meu filho.
Roga-se aos Srs. devedores do esiabcle-| Sou de Vmcs. seu amo agradecido,
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob- | W. T. Floyd.
sequo de saldarem seus dbitos na ra do Col- | Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja Street pelos uincos propretarios D. Lanman e
" 10- Kemp, droguistas por atacado em New York.
O abaixo assignado fazsciente ao publico, e
com particulandade ao respeitavel corpo do
commercio dest.n praca, que lem admillido a seu
socio na loja d_i> ferragens e miudezas da ra do
Queimado n.47 ao Sr. Antonio Francisco de Sou-
za Magalliiies Jnior, que os negocios da nova
sociedade gyrarao sob a razo social de Machado
Se Souza ; e que corre por conla da nova firma a
liqiidaco do activo c passivo da exlincta firma
de Moreira& Hachado. Recite 2i do fevereiio
de 18C0./Infolio /.nir Machado.
Alnga-se um segundo andar com grandes
commodos: a tratar na ra da Prsia, serrara
numero 55.
= O acadmico do 4." anno da Faculdade de
Direito, Francisco Jacintho de Sampaio, mudou
a sua residencia para > ra Direita n. 131, onde
contina a ensinar lalim, estando autorisado pelo
governo provincial.
No engenho do Uchda precisa-se de um
feitor quem pretender, dirija-se ao raesrao en-
genho. que achara com quem tralar, ou a ra do
Queimado, loja D. 3'J.
Joo Baplisla Soares Guimares vai a Eu-
ropa, edeixa por seus procuradores nesta cidade
durante a sua ausencia aos Srs. Manoel Antonio
deCarvalho, Adriano Augusto de Almcida, Fran-
cisco Guedes de Araujo.
COMPANHIA
Acham-se venda era todas as boticas das
priucipaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernamhuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
I DENTES S
AKTIFICIAES.
|Ruaestpeita to Rosario u.3
0 Francisco Piulo O/.orio rolloca denlos ar-
@ lificiaes pelos dous systcmas VOLCANITE,
55 chapas de ouro ou platina, poendo ser ;J
@ procurado na sobredita ra a qualquer
M hora. a*
U tos de cotes saceos a" {#, ditos sobrccas'acos sobrecasacas. palilols e calcas de diversas qna-
<: a 7> r 8$, dilos do brim, de osguiao e de : lidades para hi mens, por proco muito razoaveis,
i fusiao lano brancos como de cores a 4#, i casa de J. Falqpo, roa do Crespn, f.
..: 495(10, 5^ c 6$, cairas do brins brancos mui- ; Gran.lo sortimenlo de esparlilhos para se-
S lo linos a 5g, 65 e 7?, collotos brancos ede : nhoras a 3e4$cada um ; dilos para meninas a
.; cores a 3$ e 3;50O, camisas para meninos g 10. em casa do.l. Falque, ra do Crespa n. i.
;: de diversas qualidades, calcas de brins de 21 Vende-se o deposrto da ra da Sania Ctuz
de diversos gostos, com boli
.; cores linas a 3&5U0, 4J e 5, um rico sorli-
'. ment de vestidos de cambraia brancos ':
'.: bordados do raelhor gosto que tem
recido a 283, manteletes de fil preto e de
appa- y
K cor muito superior gosto c muilo moderno \
n. 7(i : a Halar na ra aira/, da matriz n. 26, rpa
dara.
para o lemp
ima porcao de doce decajsecco po
\iii\ rtrilfirA r> i.. r*^.t__
jrpre- parecido a 10* e 12*, e outras muilas fa- 3
o : procure na ra da Pcnha n 25 ^e"dase roupas feilas que cora a presenta j
' : .; do ieguez se far paleute.
segundo andar, que se far negocio.
Altenco.
ALLIA
Estabelecida cm Londres
mm m mu.
CAPITAL
Cinco mUuoes de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
rormar aes Srs. negociantes, propretarios de
casas, e a gera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, coberlos de tclha e igualmente sobre os
objectos que coiitivcrem os mesmos edificios,
quer consista em raobia ou 2 fazendas de
qualquer qualid-vde.
1
Urna pessoa habilitada para fazer escripturacio
mercantil por partidas dobradas, olleroce-se pa-
ja escrevor em qualquer casa de negocio, ou
'mesmo para eaizeiro de armazcm ou de cobran-
cas do mesmo, da fiador, lem boa letra, lem al-
giiina pratica do coraraercio : quera do seu pres-
tirno se quizer utilsar, dirija-se a ra do l'asseio
Publico n. 11, loja, que adiar com quem tratar
Collegio de Nossa Senhorai
do Bom Conselho, ra dol
Hospicio n. 19. 2
Precisase de tres criados que deem fia- @
dor A sua enndu- ta. sendo 2 para copeiros
-Precisa-se de uma. m* de lcite, ClISlCaS 031^ (1111^8018
que o tema em abundancia, que seja .: 1
sej
bem sada ede bons co&tumes : napaie
. ^"olu"'-* |*Bf* se -/j grande sortimenlo de casacas prelas, as-
iiem. Uii-igir se a praca de Tedio II ja sim como manda-se fazer por medida a von-
tade do l'roguez. escolhendo os mesmos os
. pannos a seu gosto sendo os picos a 35
: e 40*.
Camisas inglezas
No mesmo esiabolecimenlo acaba de ebe-
!
antigo paleo do Collegio) n. 57, segn
Jo e terceiro andar.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
urna parle no mesmo engenho, machina nova a
vapor, dislilaciio nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, safl'ra
plantada, ele. etc. ; Irata-se na ra do Crespo n.
13, loja. '
Publicagao litteraria.
Guia Luso-ltrasilerodo Viajante da Europa
1 vol. em 4? de 500 pag.: vende-se na mo do
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3$ -encad 4*
O Dr. Joao rerreira da Silva, de
volta de sua viagein ao norte, esta' re-' terfode lenha ou carvao dos antigos, e de cozi
sidindo na ra dollangel sobrado n. 5G. "nar com raais presteza, tem a dilTerenra de se-
Pr., r ,. rem arnovveis, oceuparem pequeo espaco da
conlu.T.S^^^mrs^ -*?? -ndem-se porpre-
esiiver nestas circuinstancias, dirija-se a ra da ^os mui,n mdicos, na fundico de Francisco A.
Cadeia de Santo Antonio, sobrado 11. 25, segundo Cardoso (Mesquila) na do Brura, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceico da pon-
g gar um grande sortimenlo das verdaderas
:r camisas inglezas peilos delinhocom prega
K largas, ultima moda, por ter-se mui'. :'
quantidade detorminou-se a vender po !''
,,: menos do valor sendo a duzia a 3J.
Vendem-se fogoes de ferro econmicos, de
Chanilos.
Suspiros, guanabaras, triomphonlcs, n
lees, lanceiros, parisienses a 5s () cenlo, pane-
lellas a !^. favoritos e apraziveisa :!-, n di
marcas para 2$, no Centra Commercial, ra da
Cadeia do Recite n. 10, loja de Jos LeO|
Boiirrard.
Cirarros.
Superiores cigarros de papel epalha Je milho.
no Centro Commercial. rita da Cadeia do 1'
11. 15, loja do Jos Leopoldo Bourgoid.
Iscas
o phosphons para charutos, machinas pata tirar
,'ogo, o oulros nmilos objectos para [amantes :
ni Centro Commercial, ra da Cadeia n. 15.
Agulhas frarirezas a 200 rs. a eaix.i, clcheles
era callao do 2 carrenas a 80 rs dilos de 1 rar-
palcnlc, para casas de familia, contundo i forna- reir a tl rs., pontes de borracha para alisar
lhas, e Torno para cozinha cora lenha ou carvo,
ptima invenco pela economia
de gaslar um
andar, hoje ra do Imperador.
Ama.
Precisa-se de urna ama para fazer as compras
c i- ---- w 1 .-^.o-o uc 11 ni. .una ikiii i.iy.or as Comoras
9 aos quaes se ofTerecc a meiisahdado de : e cozinhar en. casa de urna pequea familia flres
#25*. cumplir. O lervlco ua.xo, a quem 9 pessoas): 1.0 pateo do Carn.o n. 20, primeiro
se garante 30*, prelenodo-se que sej:i cap- S? andar.
* livo.
Precisa-se de urna ama que engomme, co-
zinhc e compre para casa de pouca familia ; a
tratar na ra larga do Rosario, terceiro andar n.
39, cuja entrada pela ra estrella do Rosario.
Precisa-se lugar urna preta de meia idade,
ou um moloque de 12 annos, pouco mais ou me-
nos : na ra do Rangcl n. 61.
Antonio Ratli, subdito italiano, retira-se
para a Bahia.
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Seuicntes dehortalice.
Semenles do horialice de todas as qualidades,
! viudas pelo vapor Brasil .- vendem-se na ra
Precisa-se de um feitor que entenda do da Cadeia do Recite, loja de ferragens de Vidal i
101 tal.ee : ua praca ds Independencia ns. 6 e 8. Bastos.
Cocos italianos
priotario da casa terrea n. 87 da ra Vclha, de-
fronle da travessa de Joao Francisco, para 1ra-
lar-se de ura negocio de seu particular inleresse:
de follia de biulres, muito bem acaba-
la ra largado Rosario, terceiro andar do sobra-! dos, podendo um durar tanto quanto ,
saro C"ja en'rada Pe'a fUa eSlreUa d R" iduram qualrodos nossosa 400 rs. um : alem desles objectos lera ..tros qu
" = 'Precsa-se de urna ama forra ou aplIva-Jf f u,na duzia: na ra Direita n. 47,
no bolequim da ra larga do Rosario n. 27. loja de unileiro.
(ilO rs., ditos de palmo proptio para pei.lrar
cabello de senhora a 1*000 rs.. ditos de Iravcs-
sa para menina 80O rs., figuras de porcollana
para mesa a 1 J2"0 o par, lieos enfeiles de vidri-
Iho prelos a 25J1OO e :f*. ticos lencinhos pelos
com bordado de vidrilhn e franja pela boira, pro-
prios para calio;a de senhora a 5*, agua de flor
de laranja a fsO rs. o irasco, ricas linas de tor-
zal com vidrilho a 8#, litas de velludo a 500 rs a
peca, tranca inda com vidrilhn a 320, 40 1
rs. a vara, ricas lilas lavradas de sarja a 500, 6 lt>
e 1*. latas com bauha franceza a OiO rs 1
tos finos a 500, (i0 e 800 rs., filas de velludo de
2 dedos de largura a 600 rs. a vara, ditas de d
dedos a 800, carias francezas finas a 320 o bara
lqo, agua de colonia a iir.peralriz Eugenia a 8 10
rs. coral verdadeiro a 320 rs. o maco, pulceiras
de coral a 4?, franja para cortinado'rom boletas
a 3?>5O0 a peca, alunles proprios para segurar
chapeo de senhora a 210 rs., rendas a 500 c 000
rs.. ricas toucas para baplisado a 2*, bicos a 60
80 c 100 rs., manguitos para lulo a 2*. ditos
brancos a 2*, fila'rnin colchles a 320 rs. a vara
franjas de seda a 160, 2i0, 320 c 400 rs. a vara!
,_e vendem-se
muito baralo, e dao-se amostras de qualauerob-
jecio, e raanda-se levar qualquer amostras: na
ra do Crespo n. 5, loja de 3 portas.


(1
DIARIO DE PEBWAMBUCO TKRQA FEIRA 28 DE FEVEREiRO DE 1860.
Milho e t'arelo.
Vende Jos Luiz de Oliveira Azevcdo, no seu
armazem na trave.ssa da Madre de Dos n. 5.
Mappas impressos elivros de pon-
to para os professores de instruccao
primaria de arabos os sexos, conforme
os modelos adoptados pela directora
da instruccao pnblica, acham-se a'ven-
da na Lvraria Universal, ra do Impe-
rador n. 20.
Vende-se o sal do carregamento da
escuna Lice, recentemente arribada a
este porto (I4i mios e 20 alqueires
medida de Lisboa) : no escriptorio de
Carvalho Nogueira & C, ra do Viga-
rio n. 9, primeiro anclar, aondc existe
a amostra.
Vende-so urna muala de 26 para 28, que
cngomma c lava perfeitainontc, cose c cozinlia
soffrivel : na ra da Iroperalriz u. 77, fabrica de
charutos junto matriz se dir quern vende.
Pennas de ac inglezas.
Na ra da Cadea do llecife loja de
miudezasn. 7, de Guedes & Gonoalves,
acham se a' venda as verdadeiras pen-
nas de aro in'dezas fabricadas de aro
.retinado de primeira tempera e sao ap-
plicaveis a toda a qualidade de letra
conforme a opiniao do insigne proles-
sor de calligraphia Guilherme Scully
que lia pouco esteve nesta cdade por
conta de rpiem sao vendidas pelo mdi-
co preco de 2$ a caixa, dinheiro a
vista,
Coinpaiioia de illuminaco a
gaz.
No armazem da ra do Imperador n.
11, vendem-se globos para can deciros
a IjjSOO.
Vecde-se a taberna do paleo do Terco n-
1 com gneros ou s a armaco, como niolhor
convicr ao comprador: a tintar na mesma taber-
na, ou na ra Augusta n. 94.
Relogios de ouro, ioglczcs.
Relogiosde ourochronometros, meios chrono-
metros e de patente, saboneles e de vidro, com
ponteiro grande ou pequeo para segundos, to-
dos dos melhores fabricantes de Londres, a pro-
cos commodos : era casa de Henry Gibson, ra
da Cadea do Recife n 61.
Piano.
Em casa do Uenry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um excctlenle pia-
no, novo, por preco commodo.
Vende-so a casa terrea n. 3 da travessa dos
Ferreiros, em chaos proprios : a tratar na ra do
Rosario n. 58, dfronle da ra do Arago.
Milho.
Na tanoaria da ra da Moeda, defronte do tra-
piche do Cunha, vendem-se saceos com milho,
por diminuto preco.
A dinheiro ou a prazo.
Vende-se urna cocheira na ru? da Ca
deia n. 1 B defronte de S. Francisco,
cora 3 canos e 10 cavallos : quem pre-
tender dirija-se a raesma que adiara'
com quem tratar.
Una do Codorniz n. 8.
Vende-se batatas em gigos de 40 libras a 1$.
Fcijao ftrnarello.
Dito branco.
Dito mulalinho.
Milho novo.
Fardo de Lisboa.
Farinha de mandioca,
e outros gneros, e mais baratos do que em outra
^ltazTAUs
(KEMP NUEVAYoiuy
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
0 MELIIOR REMEDIO CONHECIDO
Contra conslipacoes, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Ilemoi ihoidas, diarrbea,doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGCE.
75,000 caixasdeste remedio cousommem-se an
nuatmente I 1
Remedio la natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico u^y
Og'lOS
Suissos.
I]ni casa de Schafheitlin
&C, na ra da Cruz n.38, ven-
de-se um grande e variado
sortimenlo de relogios de algi-
beira horisontaes, palenlcs,
chronomelros, meios chono-
metros, de ouro, prala doura-
da, c foleados a ouro ; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderp por pretjos razoa-
veis.
LOW-MOW,
Roa da Scazala ufara n. 42.
Neste esfibolecimenlo continua a haver um
loto sortimenlo do moendas e meias moen-
das para cucnlio, machinas de vapor e taixus
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para Ho.
ecliiiclia
Thom Lopes de Sena,
dono da anliga loja da ra Nova n. 32, que foi
SOgra Madame Theard, tem a honra de
annunciar ao respcitavel publico, principalmen-
te ,i si ua freguezes, que receben em dircitura de
Franca, escolhido pelo goslo de Madame Theard,
11 ni c i.n[ilclo gorlimfDto para sus casa de modas,
chapeos de velludo o de seda, de todas as cores,
para senhora, dilos pretos para luto, ditos de
velludo e de seda de todas as cores,para meninos
e meninas, buneis e gorras de todas as cotes, sa-
patinbos para baptisado. rosto novo, capuxo a
II u i.i Sluard para sabidas d > bailes ou tlieatros,
dalos, capas e manteletes de grosdcnaples prc-
la nocidos rom bicosde guipora e vidrilhos,
bordados de velludo, enfeiles para cabera de tu-
das as cores, de diuerenlcs gostos e qualidades,
lilhos de carritel c de enliar, bicos e lilas
de seda de todas as larguras, franjas, casearrilhas
de seda de difieren tes coros, agulhas francezas,
linkase retrozes de todas as cores, c outras mili-
tas miudezas. Recebora-se figurines lodos os
i -, azem-se vestidos da ultima moda, ves-
tuarios de baptisado, o tudo mais quaulo for de
preparas de toiletes de una senhora.
Arados americanos e machinas
para hvarroupa : em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
DelSOSa
Nova loja
00$
DE
Gaspar Antonio
Gumaraes gerente Jo-
s Gomes Villar. .
Vende-se neste importante eslabelecimento de
fazendas finas os mais ricos.
Cortes de vestidos pretos bordados a velludo,
de 2 saias e outros d.- 7 babados os mais supe-
riores nao ha na provincia, pelos procos de 1505
a 300$. v
Dilos ditos adamascados de OS a 100J.
Dilos dilos de soda de cores de 859 a 200$
Manteletes pretos borda los com bien.
Grosdenaplo prelas de todas as qualidades de
l-3'J0O a 3^200.
Pediinclia para
apurar dinheiro
Cassas de cores a 20 rs. o covado, sendo cores
fixas ningujm acredita, appareoam antes que se
acaben.
Neale eslabelecimento ha de todas as qualida-
des de fazendas para aonhacas e homens e ven-
de-se por procos admiraveis afim de se fazer
muilo negocio.
Relogios de prata.
Emcasa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender a precos commodos
relogiosde prata de patele, inglezes.de sabone-
te e de vidro, dos mais acreditados fabricantes
de Londres.
Vende-se ou arrendase um grande sitio
rom casa do vivenda muito perto da praca, com
duas grandes baixas do capim que se corta 100
feixes de vero e invern, terreno proprio para
plantacdes o vaccas de leite, e com seus arvore-
dos do fruclo : quem o pretender, dirija-se a ser-
rara da ra da l'taia n. 55.
Ce^PdortcobTe1eVu?s%Xd!ar50 bnS I etal de lodos os conheciJos- Sl"do es,as #1
I .,;.. ,, .,n: :., Jv*.<. ^*~ i i pu-amenle vegetaes, niio contem ellas nenhum
Loja c officina de sapatos e la- veneno mercria[ nem algum oulro miMral.
mariCOS da estrella (l'OlirO, esto bem acondicionadas eracaixas de folhaja-
na ra larga do Rosario nu raicssuardadahumidade.
_ '-' oao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
inCI O 24. I em sua operacao, o um remedio poderoso para o
Tem escolente bezerro francez, chegado pro- juventude, puberdade e velhico.
ximamenlc a 4-5800 a peHe, e em duzia a 353000. i ,.,. f u v ,
tem pouco. c por iss0P os freguezes se devem Lfa'S(C ***V acompanhacada ca.xa.pelo
apressar.
ESPEF MCETE.
A 6i0 r3. a libra do melbor que ha no merca-
do : na taberna da eslrella do pateo do Paraizo '
u. l.
Aos fabricantes de velas!
de carnauba.
qual se ticar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetera effectuado. D. T. l.anman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acham-se venda em todas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DLPOSITOS.
Riode Janeiro, na ra daAlfandcga n. 89.
Na ra da Cadeia n. 59 loja de fer- Pahia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
ragem vende-se cera de carnauba por' Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Souru
E pechineha
sem igual.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n. 2,
vendem-so carabroias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato preco de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de camhraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5gt, lencos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3$800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 6#, palelotsde
alpaca prela e do cores a 5, ccroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1&100 a vara, cortes de cassa chita a 3jj|, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4gS00, 5^, 5S500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores Bias a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, cortes de
calca de brira de linho a 2$, ditas de mcia case-
mira a 2#240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muilas fazendas que se vende por
barato preco.
X&rope
Cheguem a Pechineha
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras rauitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Do-se amostras com penlior.
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
\ender:
Chaly e merino roupoes evestidos de montana de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muilo finos pelo J Cortes de vestido de seda de cores com
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas; babados
modernas, bastante largas, do variados padroes l Dilos de dila pret com babados
a 200 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o Ditos de dila gnze phanlazia
mais moderno pos-ivel a le 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, slisfaro a expeditiva
do comprador.
i
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
Romeiras de fil de soda prela bordadas
Taimas de grosdenaplo.preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
.covado 1^200
Dito liso proto e de cores, covado g
Seda tarrada preta e branca, covado ltf e 3^000
Dila lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
garante-se a seguranca
das ir achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
n a qual
ou da noile
nesta agencia : nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
aterro da Coa-Vista n. 10.
New-York, o mais aper-; r.io
feicoado systema, fa'.en- Corle3 dc >eslldo de seda de gaze trans-
do posponto igual pelos I prenles
dous lados da costura, Dilos decambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padrees, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
moslram a qualquer ho- j Mantas de blondo brancas c pretas
i Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas os cores
Lencos dc cambraia dc linho bordados
y^giggiggisgiseesees^giseis I Dil"s de dila dn o,godr, bordados
GBASOE Umvmi f'""""'
te & Irmar
ira
DE
menos piteo que
parte, em poi rao
em outra qualcjuer
: a retalliOj
Pechineha.
& C., ra da Cruz n. 22.
Na ra do Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
de-se por barato proco um grande ileiro de
amarcllo, todo envidrando, proprio para guar-
dar Iouca
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens dc Vidal
& Bastos, ha para vender os I
objectos abaixo notados por;
prceos commodos e tudo da!
melhor qualidade possivel.co-
mo sejain:
Camas de ferro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
FerroSuecia de todas as larguras.
Ac de Miluo.
Arcos de ierro de todas as larguras.
Cravos de ferro de todos os tamanhos.
Ferramenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro..
Trem completo cstanhado para cosinha.
Tremcompleto de porcelana para
sinha.
O agenle do verdadeiro xarope do Rosque tem *
estabelecido o seu deposilo na ra da Cadeia Ve-11
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi- n
centeJos de Brllo & Filho : desnecessario fa- 8
zer elogios bondnde desle tarop, nao s pelo | =
reconhecido crdito de sen autor como pela acei-
tago que gcralmcnte tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an
lidolo para todas as molestias dos orgospulmn.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro COnlm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietaiios. e no falsifica-
do esta Iilhographada.
de cores de todas as qua-
U ] lidades, covado
H Cnscmiras idem ide-m idem
H Golliiihas dc cambraia de todas as qua-
W I lidades de 600 rs. a
!g Chales de touquim brancos
&> Ditos de merino bordados, lisos c es-
W | lampados de lodas as qualidades
gj^ Enfeiles de vidrilho franceses pretos e
atgrejada Conceigdo MWJZZ^^,.** ca!so.
Roupa feila,
llua Nova n. 40, junto
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimenlo de rou-
H pas lenas, como sejam casacas, sobreca-
aDe sacas, gndolas, fraques, e palelols de
5Vg panno fino preto e de cores, palctots e
'- sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
^ zioa pretos c de cores, palelols o sobre-
rt cas-icos de seda ecaseniira de cores, cal-
m cas de casemira preta e de cores, dilas de
E merino, de princeza, de brim de linho
jg branco c de cores, de usto e riscados, Sg Capdlas brancas para noi vas muito fin
I jtel*SVffSiti: g,1'- :r^ nM m.to"d
<^ branco, dilos do gorguro e casemira, di-
z$ los de ustese brins, fardamenlos para ^
95 a guarda nacional, libres para criados, 8j
": ccroulas e camisas francezas, chapeos e $&
__._J.J 1 1 ; grvalas, grande sortimenlo de roupas v
SOri iniP.n! O flP Plll- \m ?"- "'"> ^ 0 a 14annos; nao agr- M
Id- S dando ao comprador algumas das roupas g
itjv feitassB apromptarao outras a gosto do ffi
\} comprador dando-se no da
-

*%mgmmmw&%-
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler ( Wilson
DE
New-York.
Acham-so venda estas inleressantes machi-
nas de costura, as quaes reunem todas as vanta-
gens desojareis, nao s pola perfeicao c seguran-
ca do mechanismo, como por serom da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender o trabalbar nellas, o que sr/consegue
com urna simples licao. Eslas machinas fazem
CO- posponlo dos dous lados da costera c cozcm con
Na loja doserlanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
maior rapidez e perfeicao possivel.
Guordascomidas redondos e quadrados. Acham-se venda e mostram-se a qualquer
linchadas americanas e de todas as qua- j nora (ls diaou da noile na nica agencia desla
dadas. provinciano aterro da Boa-Vista, actualmente
Ditas do Porto de todos os tamanhos. |rua da Imilcialri/- n- 10 luJa-
Pregos de todas as qualidades.
Caixas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de lodas as quali-
dades.
Fornos rancezes para assados.
Bules, cafetenas, assucareiros e man-
tegueiras de metal.
Penciras de latao de todas os grossuias
para padaria e reiaacao.
Ditas de metal dita dita.
Moinhos d todos os tamanhos para re-
finacSo
Fio de algodao dc todas as qualidades.
Dito frouvo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas pira pudins, pastelaoebolinhos. 7a' colletes de Telludo de furta-cDresprelos .
'g400, ditos pretos a 8 e a 9$, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos prelos a 7, 9 e
. Fazedas por procos ba-
utos, di- 1 1 *
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 10J), ditos fnncezes de seda a 7J, dilos d
castor brancos a 14g, di'os de velludo a
ditos da lontra de todas as cores muilo fi
tos de palha inglezes de copa alta e baixa a 3 e I
5$, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2$500 a 6J500, ditos do Chilo do3*500, 5, 0, 8 !
9, 10 e 125, ditos de seda para senhora, dos mais Pre8uifea vendo em sua '"J'1 "* rua do Quei-
medernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti- ; mado n' 2' as 50S,li"1,'s finidas:
mo gosto a 155, enfeites fin asimos para cabeco Len'0S de cambraia lisa n'uito >. d"-
dao, brancas e de cores
Saias balio de varias qualidades
Chapeos frar.cezes finos, forma moderna
l'm sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
11 Camisas francezas, pcitos de linho e de
I algodo brancas e de cores
^ Dilas de fusiSo brancas c de cores
= I Ceroulas de linho c de algodao
as
das
pan vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias c/uns brancas e de cores para
meninas
Pilas de se.la para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
1&500
lOjJOOO
161000
aooo

9
s
g900

5
53OOO
i
3.5000
9
6*000
8*500
2
3
3
i"
convenci- p 1 menino
Velludilho dc cores, covado
Velbuiina de cores, corado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
1 Dilas de seda idem idem
L'm sortimento completo de lavas de
SOS.
9
I5OOO
320
1.J200
700
2.0O0
1*000
a 4SJ00 e 53. chapeos de palha oscura, massa e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muito em conta, ditos para
baplisado de meninos e passeios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para escolher, bonels
do galio, dilos do marroquim. dilos do vellu-
do, ditos enlejiados, chapeos de boa qualidade
para pagom, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros muitos objectos que se-
ria enfudunho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em conta ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda (Icario convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da rua Direita n. 61,
de Pento de Barros Feij.
Taclias para engcnlio
Fudieo do ferro e broiize
DE
Francisco Antonio Crrela Careta,
neceberara em dircitura de Franca, deencom-
monJa, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e prelos, c as formas as mais mo-
dernas que tem viudo ao merend, e por me-
nos que em outra qualquer parte, assiru como
tambero lera um grande sortimento de enfeile,
de vidrilho pretose de cores pelo diminuto pre- taclias do ferro fundido, SSIII
co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de ffir,ir. fn
sol de panno a 1$200 cada um em perteito esta 00Ui0 Se Iaz e COnCCrta-Se qual-
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de quer obra tailto de ferro fuil-
esguiao de linho a lg urna, cambraia preta fina I -,. %
dido como balido.
zia
Ditos de cassa brancos c dc cores, duzia
Cambraias de cores de diversos gostos,
covado
Chitas francezas de lindes padroes, co-
vado a 290 e
Chales dc merino lisos com franjas de
relroz, um
Ditos dc dito bordados de velludo, um
Dilos de dilo com palmas de seda, un
Alpaca de soda de quadios, covado
Meias muito finas pera senhora, dua
Ditas dilas para dita, duzia
Ditas dilas para dita, duzia
Helascasemiras de quadrinhos, corado
Ditas ditas escuras com duas
covado
Corles de dila muilo fino
Dilos de dita preta bordada
Brim bronco de linho lino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
Dilo dito dilo, vara
larguras,
35000
500
CS400 .
8$5O0
1'6(I0
1*400
1 >20
lfOOO
9
8000
235OO
9
25'~0
1-j.OOO
S500
I
9
#325
OO
t>
1000
. c outras muilas fazendas que se venderao a von- R
teui uiu grande sortimento de'.ladc do wmprajor.
a 360 o covado, <} a vara a 560,e a 640, gangas
de cor a 540, brim branco de linho a 1JI200 a va-
a
>eudcm-sc fazandas por barato
proco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca o a rea-
lho: na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
Lutrinas patente de poicelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas erramentas proprias
jardim.
Balancas deciraaesde todos os tamanhos.
para
TOBlkVgl
Vi eir
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dilo champagne, idem, dito muscalel, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, rua da Cadeia
do Kccife n. 4.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Howie & C. rua
lo Tiapiche n. 42, vendo-se selins para homem
8 penhora, arreios prateados para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo ele.
Botica.
r.artholomeu Francisco dc Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Bob L'Affectour.
Pilulas contra sezoes.
Ditas regelaes.
Salsaparrillia Blistol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, do 2 oocas a
12libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendcm-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recifs, leja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender cera do carnauba
de boa qualidade por menos prco do que cm"
outras partes.
12$, colletes de gorguro a 4, 5 e 6,?, saceos pa-;
raviagem de diversos tamanhos, eits cruas, por
ser grande porco, a 1500, dilas a 1$600 e 2-3 a
duzia, finas a 3 e 4g, chapeos enfeitados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, c ludo o mais aqui se encontrar o preco,
e no se deixa de vemnder
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders llrothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e lambem trancellinsc cadeias para os mesmos,
deexcellente mosto.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, pora homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emcasa de
Southall Mellors & C*
Vidros para vi-
draca.
*
A 6$ a caixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim come vendem-
se vidros a retaIho do tamanho mais pe-
queo ate mais de 6 palmos.
Vendas,
R6logios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadea do Recife n. 6ii, primeiro
andar.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inesmavel especifico, compoolo interna-
mente do berras medicinaos, no conlm mercu-
rio, neta alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente promplo c seguro para
desaneigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramentc innocente em suas oporaooes e cf-
feitos; pois busca e reraove as doenca de qual-
quer especie egro por mais antigs e icnazos
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da I
morte, preservando *em seu uso : conseguiram
recobrarasaude o torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem cnlregar-sc ade-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
eflicazes cffeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Algodao inoDslro.
AG00 rs.avara.
No armazem da rua do Queimado n. 19,
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-1
alo preco de 600 rs. a vara ; esle algodao serve
pjra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4000 rs.
por sacca de
Irmaos.
milho; nos armazens de Tasso
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoos.
Debilidade ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
foreas para qualquer
eousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
dc barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eaxaqueca.
Berysipela.
Pobre liiliosus
Febreto internitente.
Pobreto da especie.
Gotti.
Ilumorrhoidas.
H.ydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Iiiflainmacoes.
Irregu a ridados
menstruacao.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou cousump-
pulmonar.
RotcnQo de ourina.
lilieumatisiiio.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Rua do Queimado n.
Vendcm-sc- eslas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n.224, Slnnd, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarrogadas de sua venda em toda a America do
Sul, Hav-ina e Hespanha.
Vendem-se asbocclidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHtem urna inslrucgo em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
'nambuco.
Nova invengo aperei-
coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite i Irmao.
37.
A 30$ cortes de vestidos de seda que custaran
60; a 16* cortes de vestidos de phantasia que
cuslaram 30S ; a 8j? chapolinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-so que nao
desbota : na rua da Cadeii do Recife n. 48, lo-
ja de Ekite & Irmo.
Enfeiles de vidrilho e de relroz a 4$ cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Era casa de Rahe Scl.mettan &
C, rua da'Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann dellamliurgo.
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, do lodas as qua-
lidades
Corles de coHclo de gorguro de seda
de cores
18800 Ditos do velludo muito finos "
I5UOU Loncos de seda rxas para senhora
iHarquezitas ousombrinbas de seda com
210| molas para senhora
I Sapalinhosde merino bordados proprios
300 para baplisados, o par
! Cnsiricias dc cores de duas larguras mui-
6!400 1 lo superiores, covado
8 85000 Setini preto, encarnado e azul, proprio
0 10 para forros., com i palmos dc largura,
*9OO0 covado
1 Setim liso d- todas as cores, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
: Cassas francezas dc cores, vara a 500 e
I Lencos de seda de gorguro prelos
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
L'm con,pelo sorlimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, palelols,
rolletes, calcas de mu^s qualidades
de fazendas y
logios e obras dc ouro g
Cortes de casemira do coros de 5 a 12?000
\e.idom-se alguns ceios de barrica? ra-
Isias mi mdhor oslado possivel : a tratar na [' t-
I ir a do paleo da Sania Cruz n. 55.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a cocheira da rua da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, leudo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quem pretender, dirija-se
mesma, que adiar com quem tratar.
Acaba de chegar do Uio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volunte
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
i# o volunte, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na lvraria n. 6 e
8 da praca da Indenendcncia.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido c forte, com assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro o criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arrar.jado ;
para fallar, com o Sr James Crabtree &. C. n.
<2, rua da Cruz.
Para a quaresma.
Sedas prelas tarradas, lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lnvrado, superior cm
qualidade, para vestido, covado
(Trosdcnaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2-3 o
Sarja preta larga, covado
ven-
na ron do Queimado, loja de 4 portes h. 10.
ljCOO
23OOO
1$8n()
2?500
2:ooo
proco at mesmo por menos do seu valor,
afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
na rua do Queimado n. 10.
.<:::::: : i'':-:: ...fc: .-: :'' :-.

do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Farinha dc mandioca
Tasso 4 Irm
Mili
nos armazens de Tasso 4 Irmos.
nos armazens de Tasso'4 Irmos.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em cisa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins 6 silhes in-
le/.es, candeoiros o eaetife.ee bron/eados, lo-
nas inglezas, lio monlaria, arreios para carro de um e dous raval-
os. e rolosins d'otiro patente inslezcs.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e rucadas : vende-se na loja de Leite
4 Irmo na rua da Cadeia do Recife n. 48.
Venliam ver para crer,
A 400 rs. a libra de presunto de lumbre, o
qual se vende no trapiche a 500 rs a libra, a 1#
a arroba de batatas hamburguezas, desembarca-
das hontem, n 6:>500 a arroba oY nmendoasde
caca mole, a 4}5:0 a duzia de garrafas de cer-
ireja de urna das mais acreditadas marcas, a
1$600 cada qnoijo flamengo, cujo custo no trapi-
clie de 2j cada um.
Vondc-se utn roido de'ouro con*; 5 citara?,
um par de brincos de armario d'ouro de le. um
anel, um dito quebrado, todas estas pecas sem
feitio ; na rua Nova n, 18.
*


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FE1RA 28 DE FEVEREIRO DE 1860.
(1)
FUrVDI^AO
i \<-l\I5l JI.O D. W. BOWlf AL\.
Rua do Brum (passando o chafariz).
TXo lopo'/Alo dcsie eslaVtelce'imenlo sempre \ia grande sormento i\e nuu'nanismo para os engennos &c assnear, a sauer:
Machinas de vapor modernas, de golpe comprido, econmicas de combustivele de facillimoassento;
Rodas d' agua de ferro com cubos de madeira, largas, leves, fortes e bem balancadas;
Camos de fe ro e portas d'agua para ditas e serrilhas para rodas de madeira;
Moendas inteiras com virgens muito fortes e convenientes;
Meias moendas com rodettas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadasem aguilhes de azas;
Taixas de ferro fundido c batido, e de cobre;
Pares c bicas para o caldo, crivos e portas de ierro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, e fornospara cozerfarinha;
Rodelas dentadas de todos os tamanbos para vapor, agua, cavallos, ou bois;
Aguilhes, bronzes, eparafuzos, arados, eixos c rodas para carracas, formas galvanizadas para purgar; etc,
D W. Bowman confia que os seiis freguzes acharSo ludo digna da preferencia
lionram, pela longa experiencia que elle tem do meJianisino proprio par os agi'icu
la provincia, e pelo faeto de ras ociar construir pessoalmene as sitas obras as mais acreditadas
fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito flm, assim como pela cou-
tinua^ao da sua fabrica cm Pernambuco para modificar o mechanismj a vontade dcada coui-
pradir e de fazer os concertos de que poderao necessitar.
Oi^que o
ores drs-
DE
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 junio a falrica de sabo.
Vinho do Porto.
Vcnde-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e era barrsde quarlo, por preco corurao-
do : no armazem de Adamson Ilowi & C., na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de
engommar
econmicos.
DE
Sebaso J.da Silva dirigida porManoel GarnciroLeal.
Noste estarelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentos dimences
(de 300 a 3:0004) simples e doblados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para restilar c destilar espiritas com graduarao at 40 graos (pela graduarao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impao, bombas
de todas as dimences, asperanles o de repucho tanto de cobre como de bronze e ferio, torneiras
de bronze de iodas as dimences e feitios para alambiques, tanques ele., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de Ierro com armaeao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambftruos, passadeicns, cspuinadeiros, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em [encole barra, zinco era lencol e barra, lsnccs e
arroellas de cobre, lences de ierro o lati,ferro sueeia inglez de todas as dimuses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preco do que em oulra qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer enconimenda com presteza e perfeioao ja conhecida
e para commodilade dos freguez.es que se dignaren! honrarem-nos com a sua confianca, acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
9 COLLABODA DO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de Castilho-A. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Guima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlvos brancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos Barreiros-Carlos Jos CaldeiraE. Tinto da Silva'c Cunha F
Gomes de AraorimF. M. BordalloJ. A. de licitas OliveiraJ. A MaiaJ. A MarquesJ de
AndradeCorvo-J. da Costa Cascaes-J. Daniel CollaeoJ. E- de Magalhaes CoutinhoJ. G. Lobato
Pires-J. H. da Cunha Rivara-J. J. da Grana Junior-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de SouzaJ S da Silva Fcrraz
Jos de TorresJ.XS da MollaLeandro Jos da Cosla-Luiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FcrrazVuientim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalislico e a ofTerecer aos lcitores, con-
funtaraente com a revista do que raais notavcl houvcr occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns arligos originaos sobre qualquer destes assumptos, o ARCHIVO cmversal
desde Janeiro de 1859, era que coraecou a publicarse, tem salisfeito aos seus flus, com a maior
exaclidio e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 10 paginas, e completa lodos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra dasCruz.es, e na ra Nova n. 8.
Proco da asignatura : pelos paquetes vapor 10j}20 por auno : por navio de vela 8S [moeda
brasileira). '
Ha algumos colleccoes desde o comeco da publicaeao do jornal.
Com loque de arara
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3
| 4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
j zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
j Irruios, ra da Imperalriz n. 10.
37 liiado Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este cstabclecimenlo ura completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lols de panno fino de 16$ at 28$. sobrecasacas
de panno fino prcto e de cores muito superiores
a 35?, ura completo sortimento de palelots de
riscadiuho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linlio de diversos lamanhos, camisas
pelos mesraos procos por quo tem vendido no j franeczas de linho e de panniulio de 2$ at 5j
seu oslabclecimenlo da ra da Iroperatriz n. 10, i caJa M^ chapeos franceses para homem a 8,
isto de 12-5 por apparelho completo, que cons- ditos muito superiores a 103, ditos avelludados,
la de ferro,tole c descanco. Esta maravilha d'ar- copa alta a 13$, ditos copa baixa a 10$, cha-
Dao-sc a contento.
Os abaixo assignados para commoddade do
respeilavel publico, procuraram e conseguiram
estabeleccr em diversos pontos desla cidade a
vendagera dos ferros econmicos de Blesse Draki
te americana um daquelles invenios de grande
ulilidade para a industria, pois nao s eeonomi-
sa o canao e lempo, mas se consogue em deter-
minado espaco de lempo engommar o liiplo do
que se oblem com um ferro commum : cora 60
rs. de carvao engomma se um dia in'.eiro, s ne-
eessita limpar o ferro quando se principia a ope-
raco, o. qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que tem um registro ; o
seu peso est graduado para, sem esforco, poder
ser manipulado a vontade do mais dbil traba-
HiaJor, tem mais um apparelho que obsla a que
peos de feltro para hornera de 4tf. 5$ e at 7#
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12J, chapelnhas de velludo ricamenle enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, corles de vestido de seda era cartao de 40$
at 1503, ditos de phanlasia de 163 at 35000,
gollnhas de cambraia de 15 at 5, manguitos
de lg500at5S, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 avara, casemirasde cor-
les para colleles, paletolse calcas de 3500 at
o calor do ferro possa prejudicar a quem cora I 4$ o covado, panno fino prelo e de cores de 2$500
COSNSULT
DO
Dr. P. A. Eolio late*!*,
raME ipunnraana s ipierjmr.
3 RIJA DA GLORIA, CASADO IWlfDO 3
Clnica por ambos os sistemas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os das pela manhaa e de tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualmeute nao sopara a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia aoutra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uuraero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
meltcr seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnncianle achar-se-ha constantement eos melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguinte;
Botica de 12 tubos grandes, ...".......OSOOO
Ditos de 21 ditos....... 1nna
Di.osde36ditos....... !
Dito de 48 ditos..........
Ditos de 60 ditos...........'.'.'.'.
Tubos avulsos cada um......... \
Frascos de linduras........,....."
lanoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
era portuguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............20000
Medicina domestica do r. Hering, com diccionario. 10J0OO.
Repertorio do Dr. Mello Moracs......., 6S000
ellos Irabalha. Achara-se venda nos scsuin-
tcs lugares : praca do Corpo Santo n. 2,cstabelc-
cimento do Sr. Jos Alves Barbosa ; ra da Ca-
dea do Recife n. 44. idein do Sr. Thomaz Fer-
nandos daCunlij ; ra da Madre de Dos n. 7,
idem dos Srs. Fonseca & Marlins; ra do Crespo
n. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio de Azevedo;
ra da Ponha n. 16. idem dos Srs Pinto de Souza
& Bairao ; r\n do Cabug n. 1 B, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, estabelecimenlo do Sr.
Anlunio Duarte Carneiro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Guimaraos & Oliveira ;
ra do Queireado n. 1 i, idem do Sr. Jos Rodri-
gues I'crreira ; ra Direila n. 72, idem do Sr.
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Praia n. 28,
idem do Sr. Custodio Manoel de Magalhaes ; ra
da Praia n. 46, idem do Sr. Pedro Jos da Costa
Castcllo Branco ; ra do Livramcnto n. 3G, idem
do Sr. Joao Antonio deMacedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na ra dalmpcralriz, idem dos abaixo assignados
Raymundo Carlos Leite & Irmo.
Relogios.
Vende-se em casa do Julmston Palor & C., ra
do Vigario n. 3, um bollo sortimento de relogior
de ouro, paienie inglez, de um dos mais afa-
mados fabrican los de Liverpool ; t.imbom urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOIYiPARAVEL.
UNGENTO lloi.l.OWAY.
Milharcsde individuos ili> todas as nac.oes po-
dom tesiemunharu.s virtudes desle remedio i-
comparmel o provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle Qzram tem son corpo e mem-
bros inleiramoiiie saofi depois do haver empnga-
do inutilmcnlo oulros Iralamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pola leilura dos peridicos, que Ih'as relatam
todos os dias ha muitos anuos ; c a maior parle
deltas sao lae sor prndenles que adniir-.n. so
mdicos mais celebren. Quanlas pessoas reco-
brarara com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pomas, depois de tet permanecido lon-
go lempo ims hospitaes, onde de vam soffrer i
amputaco 1 Dolas ha rauitasque havendo dei-
xado esses asylos de ^adecimentos, para seno
sulimetterem essa bpera^o dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. AJgumas das laes pessoas na
onfusao de seu recouhecimento declararam es
tos resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, aflm de maisautenti-
carem sua firmaliva.
Ninguem desesperara do cstsdo de saude sa
tivesse bastante conanea para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
men ira tato que necessitasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmeiile :
Que ludo cura.
O ungento he* til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
at lOgo covado, corles de collete de velludo
muito superiores a 9 e 12S, ditos de gorgurao
e de fuslao brancos de cores, tudo por precio
barato, atoalhado de algodao a ljp280 a vara,
cortes de casemras de cores de 5 at 9-5, gresde-
naples de cores e prelos de I36OO at 3j>200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6g, coeiros
de casemira ricamenle bordados a 12g cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12j cada um, dilos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, do 12 at 20$ a
duzia.casemins decores para coeiro, covado a
2g iOO, barege de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sortimento de colleles de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7# o covado, pannos
j para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
i cochoado proprio para palelots e colletes a 2#S00
o covado. bandos para armaoao de cabello a
! Ijj500, saceos de tapete e de marroquim para via-
l gem, e um grande sortimento de macas e .malas
i de pregara, que ludo se vende vontade dos
I freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqu mencionar, porin com a vista dos
compradores se mostraro
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcos e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta do
calor as extremida-
des.
Frioras.
Gengivas escaldadas.
;lrchaces
. Infianimaco dofigado
Inflanimaeo dabexiga,
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
des peitos.
de oihos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Puline.e.
Queimadelas.
Sarna
barra do 200
C, ra do
Vonde-seem casa de Arkuright & C., roa da
Cruz, armazera n. 61, rologios do fabricante ili-
qlibury, sendo que pelo seu perfeilo machinisn o
pode-se usar com robera ou sera ella.
Carne de vacca salgada, em
libias : em casado Tasso Irmaos.
Em cosa de llonry Forster &
Trapichen. 8, vende-se
Um carro americano do quatro rodas [pi
ver em casa do Sr. Poirier, ra da Imneratriz]
Arreos americanos.
Bombas idem.
Poges dem.
Arados dem a 30^000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Parinha de Irigo de todas as marcas.
Lampeos de palelo com azeite proprio.
maco
- Vendom-so saceos com arinha lina, esper-
te a OSO a libra : no paleo do Parazo n. 16.
Para a quaresma.
25-rua do Queima(lo-2S
Neste estabelicimento lia paia ven-
der capas e manteletes de gisdena] les
preto, do mellior gosto que tem vindo
a este mercado, hem como outras mul-
tas fazendas que se venderao por pie-
eos muito razoaveis.
_Kscra\os fgidos.
Supuracoos ptridas.
Tinha, em qualquer par- |
te qne soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articularles.
Veas torcidas ou noda- \
das as pomas. |
Fugio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe. de naca o An-
gula, de idade -5 a 50 anuos, cora os' signaos
seguinles : um tanto baixo do corpo, cor fula
testa carrogada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bm-ca
larga, com alguns cabellos brancos polas fonle
parecendo ser muilo mancinho, porcm muit
velliaco e metti-io a curador de emposlurias, de
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Poroira da Costa, proprietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Prela. quem
o pegar ou disser onde de corto est ser bem
recompensado.
Vende-se este ungento no estalecimento
Grande sorliincnto.
45Ra Direila*-
las
commodos
20$090
25000
0^000
18000
25000
O.sOOO
8JOO0
5.S000
Os estragadores de calcado encontra
to neste estabelecimento, obra supe
1 ior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegjins aristocrticos. .
Ditos (lustte e bezerro). .
Borzeguins arranca tocos. .
Ditos econmicos......
Sapatoes de bater (lustre). .
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5^000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4jf5001 @@@;
Borzeguins pata meninas (Cor-
tissimos)..........4^000 |^
E um pe feito sortimento de toJo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, io, fitas, sedas etc.
Bluc Black.
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Ilavana e Ilespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha ennt^m
urna 'nstruccao cm prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
tZf Defronte da matriz da Boa Vista.n.86, ven-1 rua da Cadeia d? Recife n- 12. 1,a I'ara vender
dem-sc e alugam-se bichas de Haroburgo, por Polas8 da_Russia e da do Rio de Janeiro, nova
menos do que em qualquer oulra parte, amla- i e je superior qualulade, assim como tambem
se qualquer ferramenta, tira-se e chumba-se!cal virKera em Pcdra: tudo nor urecos muito
denles, sangra-so e faz-sc tudo quanto perlencc ; razoaveis.
e arle de barbero.
Vende-se sebo refinado do Pono em pao e
velas, dilo do Rio Grande em barris. cera de car- i
nauba do Aracaly e da Granja, lio da Rahis. ve- |
5 de composioao e simples, tudo por precos
MoIe({iie Fgido.
100-00degratiicacao.
Roga-se aos capitaes de campos', e a toda e
geral de Londres n. 224, Strand, e na luja de lualquer aulori.lade a apprehensao de um mole-
todos os boticarios droguistas e outras pessoas (l"e de nome Manoel, crioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da C8sa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cor-
rente anno, levando calca de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal soffrer
de asihma e a pouco estevedoenie de bexigas 5
desconfia-se que esteja anonado por algum esper-
lalhao, que se queira aproveitar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j pro'esta o mesmo
1 abaixo assignado de cahir sobre dilo larapio com
todo o rigor da lei, egralilica da mar eir cima,
aqutlle que llie der noticia cerla, e paga lo.Ja
despeza que se fizer com o rnesmo moleqne para
se effectuar dita aprehenso, levando rus Nova
n. 21. Francisco Jos Germano.
Pianos venda
na rua da Cruz, armazn n. 33.
Em casa de E. A. Rurlc & C, rua da Cruz n.
j 48, ha sempre para vender um completo sorti-
| ment de ricos e excellenle3 pianos de todos os
i precos c qualidades, os quaes sao de muila du-
' racao pela sua boa conslruceao. Esles pianos
a rua do (,ue 'orara premiados com a medalha do primei-
JOIAS.
Os abaixo assignados, estabelecidos .
Cabuga com lujas de ourives ns 9 e 11 fazem A closso "a *posi>;ao universal de 1S:):>, alem
8nnn l Publico.'Iue ^m receido de novo os mais bel- : d,^ s,,r'>m de,7 lavas e 3 cordas.sao de jacaran-
BI,WV, Ios sorliraeutos de obras de ouro. e vendem por l d e cbapcados de metal. As pessoas que preci-
saren) podem cmpralos cora 20 ou 30 UjO de
menos que em oulra qualquer parle.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na rua Direita n. 45.
Gi'000 Precus mais pm conla que possivel, passam sarcm podera eon'Pralos
conlas com recibos garanlindo a qualidade do
ouro, pelo qual Ocam responsaveis : rocebem en-
commendas, e concertara qualquer obra de ouro
com asseoe promplidao.
Seraphim & Irmo.
A 320 RS. A LIBRA.
I resuntas inglezos proprios para fiambre : na
rua da Cruz do Recife n. 59, taberna.
@ @8@*

Vndese
Vende-se mel para
Ramos n. 6.
embarque : no cae: do
Sspeiior tinta azul e prela para eserever, ni-
co deposito no Centro Commercial. rna da Cadeia
do Recife n. 15, loja Jos Leopoldo Bourgard
Estopa. <
# Camisas inglezas. ,@
@ Riscoulos em latas.
Em casa de Arkwight & C. rua da Cruz nu- $
mero 61. 5$
Vendem-sc pipas e harrs novos de Lisboa :
no caes do Ramos n. 2, escriptorio de Prxedes
da Silva Gusmo.
Para vender
; urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
eoinhar e engommar, no Manguinho, em frente
do sitio do Dr. Accioly.
-- Vendem-se moedas de ouro americanas
na rua da Cadeia do Recife n. 40.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu,
na rua da Cadeia do Recife n. 36.
200S000.
Fsta fgida nos arrabalJcs desla cidade urna
prela que nao ser muito costoso pega-la, pelas
lulormacoes que se podem dar as pessoas que se
quizurem encarregar de a pegar na rua da Ca-
deia n. 35 se darao as informneoes, e os 200;000
a quem a pegar.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnlc, urna sua escrava da Cusa de nomo
Maria, que representa lor de idade 45 anuos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bstanles cabellos bramos, cosluma trazar um
panno atado roda da cabeca, tendo por sinal
mais saliente as mos fovo'ras, proveniente do
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de coslume, com venda de airoz, nao vollou
mais : roga-se, porlanlo, as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a spprehcBMO do dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do (Jucimadn n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina dofrontc
da rocheira do Illm. Sr. lente coronel Sebas-
tiao, que serio generosamente recompensados.
No di 23 docorrente desapparc-
ceu um escravo por nome Cactano, ca-
bra, de idade 25 annos, com os signacs
segrate: cor clara, altura regular,
cabellos bastante carapiibos, cabeca
corapriJa, bastant1 barbado e gago,
oflicial depedreiroe sabiocora chapeo
de palba da Italia : quem o pegar le-
ve o a rua da Gloria n. 73, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Mentze?,
que sera' bem recompensado.


-i
M
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FFIRA 88 DE FEVEREIBO DE 1860.
Agricultura.
Duns palavras sobre a nossa
agricultura.
A directora da sociedade ten mandudo vir ins-
truincnins agrcolas que nao cxistiam anda na
provincia, ou quO anda nao esto mnilo miga-
rsados, como arados para terrenos planos e lu-
los, prados de Ueddes, monillos excntricos
zardus para pilar arroz, moer millm o caf,
se mea dores. Cultivadores, fuures o amellados.
Temos i vista primefro reiatorio d,i directora
11 nsse'rulili (oral no anuo de 185!, enes.se
documento fenio> a milicia de que un provincia
0 Dr. Hall foi o lairadnr que eni 1826 introdn-
zio n,i su a razemia fin Barbados, no Iiaplcur, o
1 riiin'irii engenho de sorra americano para d-s-
ir o aljrodo, 0 que cm 1S:1I poneos eram
wnuores que O nao possuiani. Antes desse
lempo usavam-se lias hiendas os engenhos de
mao, chamados vulgarmente jnbntins, engenhos
que cstavara em tal airase comparados rom os
de sena, como 0 syslema rotmero das queima-
d.is est para o syslema araturio.
Ka Europa sao (idas em nimio apreeo ns via-
gens agronmicas. Km Franca a ronrenco na-
cional decrelon a le de :l de' lirumaire do anuo
IV, i'ui viilude da qual o Instlalo Horneara an-
nualmeole vinte enfadaos que deviam percorrer
a l'rancn e os paizos vismhos, a fin de esludaro
estad i agrcola o fnzer mn reiatorio no gorerno.
Depois nioclilicou-se osla le, p no ministerio de
M. i.'inii Gridaiue ppareceu a idea dos inspec-
tores agrcolas Ewes inspectores eram quatro,
diz M. .laeques du Valserres a saber : MM. Mauny
de Moinay. Rover, Saint Mario e Rendu. us ins-
pectores divdiram a l'rauca em qualro parles, o
laudado re lalono solire as observarnos le las na
cultura do algodao, arroz e milito, nos esrrere
n'uma das suas ultimas cartas as segnintes li-
nlios, que mereccm lambem particular meneo :
Arho-me. anda em Hinds Counly, Missis'sipi,
em casa do Dr. M. W. Philips, illustrado jarra-
do! de algodao, o qual me tem obsequiado como
illustrado cavnlleiro que Nao n.e canso de
admirar e encarecer o commercio, a industria, e
agricultura deMa nnc.o poderosa eeroprehende-
duta.... E' verdade que nos Estados do Sul a
agricultura est muito alrazada em comparadlo
dos Estados do Norte, o que pare-ce ser devido
esc.-a va tura. f.oinludo quem dera que podesse-
mos colher por braco 8, 9"e 12 saccas de 400 o
lilil libras de algodao cm pluma, como os Invra-
dores collicm aqu,- sendo o arado a causa de
ludo so, pois que uicllioramentes cousa que
pouco se 8.
A inslruccao proflssional, as vas de commu-
nieaeo e o credilo sao as tres solidas bases da
civilisaeao moderna. E nossa opnao que em
pruiiciro lugar devenios esludar e melliorar a
agricullura da provincia, a nossa nica riqueza,
e ailmiltir o arado, e inocular ns boas doulriuas
ruraes, no espirito do povo. Augmenta a riqueza
agrcola, o commercio e a industria caminharao
em torcas perltelas, e as communicaecs ter-
restres e fluviaes seguirao o impulso geral. A
mesiiia cousn lia desucceder com o credilo terri-
torial, que adianta so lavrador o capital, a juro
mdico e lenta amortisaco. Mas a base do cr-
dito territorial ou agrcola consiste no valor d.i
Ierra, que serve de garanta no capilal adiauta-
do. Entre nos, e nisso est a nossa decadencia, a
Ierra nao lem valor fixo, nao offerece garanlia ao
capital, e o arado ser o nico meo que possa
imprimir na trra o valor que Ihe falla. Admitli-
M. M.inuy do .Mnrunv coube o moio-dia oriental: j d o arado, ha ver na Ierra un valor real, appa-
a M. llover o norte oriental ; a M. Saint Mane o recor ocaifaslro. e o credilo territorial animar
norte occidental, e a M. Rendu o meio-da occi- c augmentar enrgicamente aproduce.o e a ri-
dcntal. Os inspectores riajaram seis me/es, eIueza publicas
iiispccrionavam as fnzondas modelos, os instilo- Estas ideas, lanzadas no papel ao correr da
i is e as escolas agrcolas. Punham-se em con-1 peona, sao as que desejaramos ver quanio antes
tacto com as sociedades, os comicios,os proprio- realsadas na agricultura da provincia. Da sua
larios e os criadores, e informavam o ministro adopcao depende por sem duvida a civilisaeao e
da agricullura acerca da situaran das colheias. i a riqueza uo s da geracao actual, como lambem
;iio muito importante debaixo do ponto de
vista das subsistencias. Ouando chegava a m
10 os inspectores voltaram para Caris. Ah
ridgiam os relatnos para o ministro da agri-
cullura, e de oilo oni oito 'lias reuniam-se em
i dho, soba piesidencia do director geral, e
del beravam sobre os project>s de le e nutras
questes importantes c anlogas sua commisso.
jfesle modo em Pars, romu nos dopartamen-
tos, os inspectores preslavatn relevantes ser-
\. >s.
Eui 187 decrelon a assembla legislativa pro-
I uma le, na qual designa va e mandara
urna pessdn esludar nos Estados-Unidos a agri- ;
cultura. Essa le era pessoal, porque designara !
a ; "--o i que devia esludar nos Esta los-Unidos a |
agricultura, o lambem olfenda o direilo de es-
i que pertence do poder administrativo
Aliadissoa (es.-oa indiglada pelo decreto le-
ivo nao perlencia classe agrcola, e, se-
i nos consta, foi cumplir n sua missao nos
si i I is do norte, aonde a agricultura nao se-
malh inte nossa. O resultado era fcil de pre-
ver, c as coinmisses agrcolas por mu i tos anuos
mi no esqnecimento. Na sesso de 1857
apresentamos um projeclo de le autonsando o
gov ru da provincia n mandar aos Eslados-Uni-
- una commisso composta de dous Invrado-
res para esludar n cultura similar Livre na es-
i, o gorerno poda fazer una nomcaco que
sentasse dignamente a lav-oura da provincia,
e era de esperar que, ao rollar patria, os la-
vradores Horneados iiilioduzisscm na provincia
os melhoramenlos observados, como tambem que
seriara fervorosos apostlos do progresso agrco-
la. Disculio-se e approvou-se o projeclo de |ei,
us Srs. Antonio .loaquim Lopes da Silva e
Cesar Machado foram nomeados membros
da commisso agrcola, o primeiro pelo Exno. Sr.
Dr. Francisco Xaier Paes Brrelo, para esludar
a ruliura do algodao, arroz e milito, e o segundo
Eim. Sr. Dr. las \ pira, para esludar a
ira da ranna.
i mostrar as ranlagens que se pndem co-
das rom missoes agrcolas vamos citar al-
gum trechos de uma cariado Sr. Jos Cesar Ha-
I >, escripia j& dos Estados-Unidos, e impressa
da geraces rindopras. Duplicada ou triplicada
a produeco agrcola, as rendas publicas aug-
mentarlo na mcsiun proporoo e harera ma-
gesloso desenrolvimento na inslruccao publica,
na edificaco dos templos, na construcQo de
pontea e abertura do estradas, na fundnco de
colonias ostrangeiras e nacionaes, e na uavegaco
lluvial a vapor. A industria e o commercio vi-
vlicacian o Irabalho nacional, e. no centro das
nossas florestas, e as margeos dos nussos ros,
boje pobres, desertas c silenciosas, surgiran)
como por encanto ricas li rdades, povoaces,
aldeas, villas 0 Cldados, Nesse da formoso de
feliridade rommum, se Deusuoe desse vida para
admira-lo, poderiamos enlao repetir o que em
oulr.i parlo escreveu o eximio Antonio Fcr-
reira :
Eu desta gloria s Tico contente,
Que a inmlia trra amei.e a miaba gente.
A. Marques Rodrigues.
alu agerre uma caaeira sobre a qual escarrau-
chei-me, e descansando meus bracos e minha
cabera sobre o encost, puz-me, nao refleciir,
porm aqnenlar-me, em quanto a casa, o mar,
a cidade c mesmo os eos conlinuavam' dansar
em torno de roim.
Divagara em meus devaneios quando a palra
da hospedara adiantou-so para mim amistando
suas chinelas com a altivez deuma rainha. Qieni
visitn Amalfi nunca esquecer a-norme e ma-
geslosa Paldpibn'!
Que deseja rossa excellencin, dsse-mn el-
la com um tom mais secco que de costme, ; fa-
zendo simultneamente a pergunta e a rcspi sta,
jantar, imposstvel, os pescadores nao frai i ao
mar neste lempo de desgnra, nao ha pclxe.
Signora, Ihe relorqoi eu sem erguer a ca-
beca, dai-mn o que quizerdes:uma sopa, um
C!HT']i coitt i, nup fnn lunkn i\ i .nn:n.
mulheres? Nao ves que todas morrum poc isso 1
O que um marido? h mn passarinho de gaiola,
qne canta ludo o que se deseja. Se tu i infeliz
rae riresse ainda, ella lo dira que nunca cho-
rou para faier sua ronlnde ; sempre foi rainha e
irnperatriz em casa. Eu nao ousava nem respirar
diante della. assim como nao ouso diante de
ti, e nao me posso consolar de minha liber-
ade.
Pa^disse Violeta segurando-lhe a barba, tu
es senhoT. ti compele ordenar. I'.u me casarei
quando quizereso com quein quizeres. S te pe-
co uma cousa.
Qualqiier que olla seja eu t'a concedo, ex-
clamou Ceceo encanta,lo de uma sabedoria com
que nao eslava habituado.
Pois berii, nit?ii bom poe, Indo o que desojo
que o marido que me livores de dar nao leuha
ma-
cal riio, seja o que for ; lenho mais preciso de ] rosto de cachorro,
sol do que do jantar. AqU temos uma idea de
A digna Palomba ilou-me com olhar de admi- mercader, radiante de alegra
raco e ao mesmo lempo de piedade. I dizer que belleza e loucura vo
Perdiio, excellencia, disse-mc ella, por cau-
sa
ra
na
i
ou
pe.
possirel para vos agradar,
pouco de paciencia.
E inmediatamente n excellente mulher agar-
raudo de passagemduus pintos que gritavum em-
redorde min, corlou-lhes o pescoe.0 sem que eu
lvesse lempo de oppor-me osle n'ssassiiato de
que to bem era cmmplice, depois senlaudc-se
junio inimpoz-se i depuunar as duns victimas
com o sangue fro de um grande coracao.
Siguur, disso ella depois de um instante, a
cathedral est aborta, todos os eotrangeiroa rao I tire'os j>elhos :
menina, dsse o
Tem-se razo de
militas vezes de
vn-lhe be_ijos capazos de aquectr um marmure .
Irabalho intil, o boneco nao se mova. Violeta
chorara de despeilo, quando lembrou-se lem-
po que tinha uma fada por madrinha. Que ma-
drinha, principalmente quando fada, rejeita o
primeiro vol que Ihe enderezado? Es a me-
nina gritando tanto, e lano que sua madrinha
ouvio-a de duzenl.is leguas e compadeceu-se
dello. Soprou, e nao mister mais sfadaspara
fazer milagre. De repente Perlino abre um oliio,
depois os dous, volve a cabeca para a direita,
para a esquerdn, espirra romo urna pessoa natu-
ral ; depois cniquanlo Violeta ra e chorara
de prazer, eis meu Perlino caminhaiido sobre a
mesa, gravemente^! pequeos passos, romo uma
viuva que volla da egreja, ou um juiz que sobe
ao tribunal-.
Q pobre innocente eslava seduzido ; mas em-
born lvesse respirado muito pouco o ar natal,
era j Napolitano, islo c o contrario de um est-
pido.
Senhora,respondeu elle ingenuamente,dizem
que trabalhar o oficio dos bois ; nao ha nada
melhor do que repousar. Eu quererla um esta-
do onde nao houvesse & fnzer e muilo a ganhar,
como o lem os megos de S. Januario.
Que I diz a dama dos Escudos Sonantes,em
tua edade j queres ser....
Juslamenle. senhora. interrompeu Perlino,
o antes duas vezes do que uma, paru ter ordena-
do dobrado.
Nao seja esta a duvida, replicou a marque-
za ; entretanto, vera, que desojo muito te mos-
trar minha rarruaxeni, meu cocheiro
. ........" carruagem, meu cocneiro inalez e
Mais alegr. do que se ivesse lirado em lotera meat s,is caval!os rucos. E urastou-o para a"<-
o reino de Fran;a, Valeta lomou Perlino em ,.,)., K
seus bragos, abracou-o sobre as duas faces, col-
locou-o docciiiente em trra, depois, segmando
seu vestido com as duas maos, poz-se a dansar
um pruinpe sou
meus. .Viuda que desejasses
bstanle rico para compra-lo.
Alguns dias depois, houve um grande jantar pni
casa do Coceo ; elle tinha convidado a flor da mo-
cid ule cm vinte leguas de circumferenci.i. (i ban-
quete eslava magnifico; coracu-somuilo, beben-
Be mais; lodos tiuham muila franqueza e falla-
ran! livremente
Quando pozer.im a sobre-mesa, Coceo relim-
se para um canto da sala e tomaulu Vilela so-
Litlcratura.
PERLINO.
Cont :%o]>oltano.
Minha me, porgue razan tanto
i ide<.' Porque tenlio desejn de
chorar, meu fillio. ( A pequea
carapura vermelbaVcrso bul-
gara. )
CAPITULO I.
A SIGNORA I'.VI.OSIBA.
Clao, esse verdndeiro sabio, disse, nao seiem
que parte, que em toda a sua vid i s se tinha ar-
rependido de Iros censas : a primeira era ter
confiado sen segredo A urna mulher ; a segunda
ler passadoum dia inleiro sem fazer cousa algu-
ma ; a terceira ter andado por mar quando pedia
ler lomado um raminhn mais solido e seguro. Us
dous primeiros remorsos de Clao, eu os deixo
quein qui/.er Incumbir-so de analysn-los ; nao
prudente ticar mal com a mais lerna metade
do genero humano, e maldizer da preguica nao
proprio para todo o mundo : mas a terceira
mxima, deveril sor gravada em lettras de ouro
sobre o conrez de lodos os navios, como uma ad-
Iguns jomaos da provincia. Por nieio del mocslaco aos imprudentes. Por nao ter pensa-
eartas de recommendaro, diz o Sr. Cesar Ma- do nisso muilas vezes embirquei-mc ;a experi-
i, Irabalho nos engeuhos do Sr. I'erry c de encia ilheia nao nos sprovetla mais que a nossa.
: es. Prefer estes dous engenhos, um I M*s apenas largara do porto, immediatamente
admira-la antes do jantar.
fc-ni nica resposla eu suspirei.
Excellencin, disse ainda i digna Palomba,
que eslava sem duvida iiicouuuudad.i por minha
presenea em seus preparativos culinarios, ainda
nao visitastes a estrada nova que vae ler Sa-
leruo ? Tem uma vista inagntUca para o mu e
para as ilhas.
Ah !
que era mister percorrer este caminho ; c lio
respond.
Excedencia, dsse com uma voz mais forte
a palra, muilo deceJida livrur-se de minha
presencu, boje ha mercado. Bello espectculo,
bellos vestuarios I E mercadoras que lem a lin-
pensei eu, era esta manh.i e carro ; olhos que nao vi isla I Mas esle bello capilo
compra-se uma duzia I
gua lo sola e laranjas !
por um carlin.
Traualho baldado I ninguem me loria feilo le-
vantar, nem a rainha de aples em pessoa I
Ola I eiclainou a eslalajadeira quem j
comecara faltara paciencia ; ah estis ros mais
adormecido do que Perlino quando beba seu ou-
ro potarel.
Perlino de quem, Perlino deque? nur-
miirci eu alo-indo um olho lnguido.
Uue Perlino ? replicou Palomba. Por ren-
tiira haver dous na historia ? E quando nao se
encontrara aqu um menino de qualro annosque
nao conhecesse essas aventuras, pode V. fcxc.
ignora-las, sendo um homem lo instruido?
F.ize de cunta que nada sei.e isonlai-me a iiis-
toria de Perlino, excellente Palomba ; eu vos es-
cuto com o mais decedido inleresse.
A boa mulher comecou com a gravidnde de
uma matrona romana*. A historia era bella ;
talrez a chronologia deixasse algumacousa a de-
sojar,mas nesla tocante historia aaizuda Palom-
ba dava prova de um lo perfeito conhecimento
das cousase dos liomens que pouco pouco er- i que entre vos outros ho'mons nao ha um que nao
cabeca, c lixando os olhos sobre ella, que se nssemelhe um cao quando se Ihe poe a nio
Minha chara ilhn, Ihe disse elle baixinho,
reliara n'esle lindo moco de olhos a/.ues, que
tem uma veia no meo da tosa. Julgas que uma
mulher ser infeliz com um tal cherubim .'
Nao pensis nido, meu pao, disso Violeta
rindo, parece um galgo.
E' verdade. disse o bom Ceceo, uma rerda-
doira cabeca de (taina Onde eslava eu com os
que
lem a testa chala, o pescoco cjirto, os olhos na
llor da lesta, o pcito arqueado, um homem ou
nao ? que dizes dellef
Meu pae, d apparencias do um dogue ; lo-
ria sempre medo de que elle me mordesse.
E tal qual, lem muila semelhanca com um
ogue, rospondeu Ceceo suspirando. Taires de-
sojes aules um personagem mais gravo e madu-
ro. Se as mulheres soubossem escollier nunca
tomaran! por marido quem lvesse menos de
quarenla huios. Al esta edade as mulheres s
podem encontrar presumidos que sedeixaui ado-
rar, o s depois do quarenla anuos c que um ho-
inem tem bstanle prudencia para amar o para
obedecer. O que dr/.cs desle consclheirn dojusti-
ca que falla lo bem e que csculudo quando
falla ? Seus cabellos j encanecen!, mas que im-
porta, com cabellos brancos nao se mais reser-
vado do que com cabellos prelos.
Pae, tu nao compres tua palavra. Vos bem
que com seus olhos vermelhos e com os aunis
brancos que Iho enroscara as orelhas, este se-
nlior tom cara de cadella d'agua.
Cora lodos os convivas acontecen o mesmo,
nem um s escapou lingnad i Violeta. Este que
suspirara tremendo, so asemelliara um cao
turco; aquello mino que tinha longos cabellos
prelos e olhos temos, tinha cara de cachorro hes-
panhol; ninguem escapou. Dizem com ell'eilo
Ambos contentes c na flor da edade.
Amor, soja ni os desde a^ora esposos,
Correr, sallar,
Dansar, cantar.
Nossa vida ser toda de gezos.
E se tu me lizcres a vonlnde,
Eu te darei, meu bem, tal feliridade.
Que vers os do eco deuses ciosos.
Dansa contigo, meu Perlino, dansa,
Charo Perlino, meu amor querido,
Dansa comgo, meu Perlino, dansa,
Se tu queres, meu bem, ser meu marido,
Dansa comigo. vem dansar. caminha,
Sers o re, o cu serei rainha.
cada.
E Vilela ? disse fracamente Perlino.
Violeta nos seguir, espondcu a dama pu-
chando o imprudente que se deixava levar. Es-
tando no paleo, fez-lhe admirar seus carallos
que cscavando sacudiam bellos lacos de seda
vermelha ornados de rnmpainhas de' ouro ; de-
pois fe-jo subir carruagem para experimentar
os cochins e mirar-se nos espelhos. Immedia-
l.imente fechou a porlinhola, maiidou que o co-
cheiro icoitasse, e ei-los que partem para o cas-
lello dos Escudos Sonantes.
Entretanto Violeta reeebia com perfeita graca
os cumprimenlos da reuniao ; nas admirada de
: nao ver mais seu desposado que sempre a se-
gua como sua sombra, curreu todas as salas :
ninguem ; subi ao ledo da casa para verse Per-
lino tinha ido lomar fresco ; ninguem. Muilo
; longe avislava-se uma nuvcm de po, e uma car-
' ruagem que fugia para as monlanhas puchada
por seis carallos galope. Nao restava duvida,
tnliam ronbado Perlino. A' esta vista Violeta
senlio seu coracao desmatar. Iinmediatamenle
sem se lerabrar de que eslava sem chapeo, com
toncado de noiva, com vestido de renda, com sa-
' patos de selim, sabio da casa de seu pai e poz-so
Ceceo que rcvia as conlas de suas merendonas, a correr apoz a carruagem, chamando Perlir.o
porque Ihe pareca cruel s ganhar um milho de com grandes gritos e Ihe estendendo os bracos,
ducados durante o auno ouvio de seu escriplorio Imitis palavras que o vento levavu O ingrn-
o ruido que se fazia por cima de sua cabeca. j lo eslava lodo embado pelas palavras adocica-
Per accho exclamou elle, acontece laidas de sua nova amante, brincara coro os aunis
em cima alguma cousa de extraordinario, parece-'que ella levava nos dedos, e iulgava i que no
me que eslao altercando. dia seguinte quando despeilnsse era principe e
Subi, e empurrando a porta, vio o mais lindo senhor. Ah existem muilos hnmens mais re-
especlaculo do mundo. Junto sua lilha, corada j Ihos do que elle que nao tem mais juizo Quau-
e prazer eslava o Amor em pessoa, O Amor de | do 8 sabe que bondade e, belleza valcru mais
em casa do que riqueza, quando muilo lar-
me nao olhava raais, esculei com ultonco o que
se segu.
CAPITULO II.
Violeta.
Se se deve dar crdito no que dizem os anti-
por estar montado rom ludo quanto ha de me-
unenlos modernos, e otitro por estar ruis
em rclaco com a foira dos noesos lavradores.
0 engenho de lr. Ferry, que movido n
r, e com cal-Jeirns de vacuo, tem 60 esera-
v is entre homens de servico, enancas erelhos,
e as safras regulam por 300 boccoys (barricas
grandes de 1,200 libras ou II,853 anonas. Tra-
Iialha s tres vezes por semana, o uestes Ires
: vi. 1,000 arrobas. Nao purga com o barro,
s,i Ja centrifuga, que nqui lem pouca nc-
perder-Sb
coi laca o em la/.o de
- lema cont a maior parle dos engenhos
Lenho visto, o de Melseus, islo deila o
i ii as proprias barricas, o lanea-lhes o bi-
sulfnlode cal, r do iui de 15 diasenviaoossucar
alv e puro para o mercado.
\ este engenho que trabalha s iros vezes
por semana, vou dous dias, oceupando os qua-
lro dias que me restam da semana no engenho
de i. Rodrigues, hornera de uma actividadecdo
vollava-mc a memoria ; o quantas vezes no mar
como em qualquer oulra parle, o reniorso me
fe/, sabor que eu nao era um Calo !
L'm dia principalmente izjustica plena sabe-
doria do relho Romano. Tinha" pailido de Sa-
lomo cora u m sol admirare!, mas, .apenas no
mar alio, a borrasca sorpreiideu-nos o impel-
lio-nos para Amalfi com uma rapidez que nao
pedamos. Em um instante vi a eqnipagem em-
pallidecer, geoticular, gritar, jurar,chorar, resar;
depois nada mais ri. Acoulado pelo vento e
muilo niel, mas pela chinas, molhado at os ossos, estova estira-
do no fundo da barca, com os olhos fechados, o
coracao enfermo, esquocendo iuleiramente que
debaixo do nariz, occullando-lhe a bocea o o
queixo ; ros dereis sabc-lo, vos outros sgnori,
que sois lodos sabios, porque dizem que se viu-
dos revolver as podras do nossa Italia para
aprenderdes dos nossos morios a sabedoria, que,
gos. Postura nao foi sempre o que. boje Nao! segundo me parece, nao deve ser uma mercado-
ha agora ahi, dizem os pescadores, seuo tres Ira commuin era vosso paiz.
velhas ruinas onde s se encontra febre, homens Violeta lem muilo espirito, pensou Ceceo,
estpidos elnglezes, outr'ura era uma grande i en por meio de argumentos nunca a conrenco-
cidade, habitada por un povo numeroso. Esse rei. Por8S0 cahio elle em melancola ; chamou-a
lempo disla lano de boje quanto do lempo dos ( ingrata, cabeca de pao, lilha sem juizo, c acaDou
palriarchas dislava essa poca em que tolo o I ameagando-a de melle-la em um convento por
paiz eslava no poder dos pagaos gregos, que ou- todo o reslo de sua vida.
tros chamara Sarracenos. Violeta olieron, elle lancou-sc seus jocllios,
Nosse lempo viva era Postura um mcrcalor pedio-Ihe perdo, prometleu-lhe nunca mais Ihe
bom como o pao, doce como o niel, rico como o fallar om cousa alguna.
mar. Chamavam-no Ceceo ; era viuvo e s tinha No dia seguinte levanlou-se sem ter dormido,
uma lilha, que amava como seu olho direilo. abracen sua lilha, deu-lhe os parabens por nao
Violeta era o nomo, dessa lilha adorada, era bran- ler os olhos vermelhos, e esperou que o vento
ca como o leile e rosada como um niorango. Ti- que vira os catavenlos soprasse do lado de sua
nha os cabellos compridos c prelos, os olhos
mais azues do que o co, uraa face aerolludada I
como a azn de urna herblela, e urrto covinha de
amor no cauto do labio. Acreseentai ludo islo
o espirito de ura demonio, a graca de uma Mag-
dalena, a estatura de Venus e dedinhos de fada,
e comprehendereis que primeira vista, moejs e
velhos nao podiam deixar de ama-la.
Quando Vilela chegou nos quinze anuos,- Cec-
eo pensou em casa-la. Era pasa elle um grande
cuidado. A larangetra, pensou elle, d sua flor
sem saber quem a ha de colher, um pac lem
sacudidela ruvocaudo-nie os sentidos, achei-me
agarrado por uma mao vigorosa. Diante de mim
o puchando-me pelos hombros eslava o patro,
com ura ar descomente e com o olhar enflamma-
do. Coragcm, exceilencia, me bradara elle
suspendendo-me em p, a barca est em Ierra,
VI-
um Irabalho que me espanta, semprequo o vejo [estamos em Amalfi. De p I um bom jantar vos
incensare! no seu trafego. Esto engenho lem s-i curar o coracao a borrasca passou. esta larde
mente seis escr&ros de campo, e com osla gen-i
te, o com um engenho movido por quatro ca- j
val los,_M Rodrigues faz loo bocoys annuaes,
ou .'!,75() ,iiiobas Com estes poneos bracos faz
ello linio quinto de cultura, e na occasio da
jen, romo agora, rclorca o seu servico'
coa mais dez homens livres, ganhando cada um
40 pesos Faz loda a despeza do fabrico do ns-
suenr com o niel que produz o seu estabcleci-
mento, lleando-lho de renda liquida todos os
- 5,000 pesos, como me moslrou elle por
sua escripturaco c balando annual.
\ ranna usada nqui (Barjou-Lafourche),
coi 10 em Cuba, n conbecida ueste oslado por
i de Java, e alli pr canna crystallina Tom
a rautagem de resistir secra ao invern, e
estar boa para a moagem no Qm de nove mezes.
< i Vereco contra a luz certa transparencia, e c lo
clicia deseiva, que nao produz bagado, mas fa-
rello, qoeserre para estrurac, o nunca* para com-
ivel.
0 Sr. Antonio Jnnquim Lopes
i s prometi dos Eslados-Uuidos um
******* "^J^JT-.urg- .-iuwl.,ClttJJLJ.-rA9C9M
riajava para me divertir, l\unndo uma vilenla uma lilha e durante muilo tempo Irala-a tom
desvello como a menina de seus olhos para que
um dia um dosconhecido Ihe roube seu lliesouro,
mesmo sem agradecer-lhe.
Onde encentrar um esposo digno do minha
Vilela Nao importa, olla bastante lica para
escollier quem Ihe agradar ; bella e sagaz como
, domara um tigre se com elle lvesse de river
Muilas vezes, pois, o bom Ceceo tentara com
subterfugios fallar em casamento sua lilha;
mas era o mesmo que alirar suas palavras no
mar. Logo que tocara n'esta corda, Violla abai-
xava n cabeca e queixava-se de incommodadn ;
o pobre pae| mais enfiudo do que um frade
quem falla
iremos Sorrenlo !
Tempo, mar c mulher, Iouco e fortuna,
ram e mudam como o vento c a la.
Sahi da barca mais ensopado do que Ulysses
depois de seu naufragio, e, como ello, muilo dis-
posto beijar a Ierra que nao se bole. Adiante
de mim oslaram os qualro marinheiros, com os
remos nos hombros, promptos para me escolla-
re m em Iriumplio al a cstalagera da la, que
se avistara sobre uma eminencia. Seus muros
calados brilhavam com o fulgor do dia, como a
nev sobre ss monlanhas. Acompanhei meu cor-
tejo, mas nao com a altivez de um vencedor; su-
b triste e lentamente uma cscadaria inlermina-
vel, olhando para as vagas que se despedacavam
na praia como furiosas por Ibes termos escapa-
do. Enirei finalmente na esteria, era meio da:
ludo dormin, al a cosinha eslava deserta; s
achei para me receber uma ninhada de pintos
magros que ao verem-me, pozerain-se gritar
j como os gansos do Capitolio. Tire de alravessar
da Silva, que seu bando espantado para refugiar-me sobre um
circuios- terraco em arcadas no qual o sol Italia de chapa;
ET1M. l'
o maumm m thereza.
ron
CARLOS HUGO.
pegara em uma das lelas postas sobre o tapete,
oihara-a com amor, depois sicudia-llie a poeira,
e em lugar de torna-la a por no chao, pareca
procurar com os olhos um lugar para ella na
parede. De repcnle, como que assustnda da sua
audacia, rollara asentar-se eseutando para ver
se a'
casa.
Desla voz uo errou. Com ns mulheres sucoe-
deni mais cousas cm uma hora do que com is ho-
mens em dez anuos, e nao foi para ellas que se
escreveu : Nao se passa por este caminho.
CAPITULO III.
KASCIUETTO E E3P0SSAES DE PKM.1NO.
Um dia em que havia fesla nos arrabaldes, Cec-
eo pergunlou n sua lilha o que Ihe poderla 1ra-
zer que Ihecausasse prazer.
Pao, disse ella, se me amas, compra-mc
meio cntaro do assucar de Palermo e oulro tan-
to de amendoas doces ; accrescenla n isso cinco
ou seis bolelhas de agua de cheiro, um pouco
de algalia e mbar,quarenla perolas, duassaphy-
ras, um punhado de granadas e rubios ; traze-me
lambem vinle meadas de. lio de ouro, dez varas
de veludo verde, uma peca de seda cor de cere-
ja, e principalmente nao esquecas urua baca e
umn colher de prala
Quera llcou admirado desemelhanlc capricho?
foi o mercader ; mas elle tinha sido miilo bom
marido para nao sabor que com as mulheres
mais breve obedecer do que argumentar ; vol-
tou de larde para casa com uraa mua rarregada.
O que uo tera feilo por um sorrizo de sua
lilha ?
memoria no meo de seu serrano,
raudava logo de conversa, e trnva de sua algi- Logo que \ ioleta recebeu lodos estes presentes,
beira algum prsenle que tinha sempre de re- sumo para sen inailo, c comecou fa.er uma li-
serva. Era sempre um nnnel, um adereco, ou um 8a Je assucar o amendoas, banhaiido-a com asna
dedal de ouro, Violeta o abracara, e o srrizo Ihe I de roM c dejasmim. Depois, como um oleiroou
rollara logo como o sol depois da chura, esculplor endureceu esta uiassa com sua colher de
Um da, porm, em que Ceceo mais prudenle Pra.,ai e fez delta o mais bello mocinho que ja-
tinha romecado por onde de ordinario acabara, Iinals s,! v'- Fez-lhe os cabellos com os lios de
o quando Violeta tinha as maos um to bollo puro^osolhos com sapbyras, os denles com pero-
collar que Ihe era dilTicil afligir-se, o bom ho -1la3- a ''"SU" e os labios com rubi. Depois ves-
mera renuvou o alaque O' amor e alegra de ''""ns de veludo e seda, c baplisou-o com o no-
raeu coracao, Ihe disse elle acariciando-a, arrimo ""' '^ Perlino, porqae era alvo e rosado como a
de minha'velhice, corda de meus cabelbs bran- <* da perolo.
eos, nao rerei nunca a hora era que me bao de Quando leriiiinou sua obra prima, que tinha
ihnranr nv? Nao reparas que jicomeco a ficar I collocado sobre uma mesa, Violeta comecou
velho? minha barba se embraiiqueee e me diz '
Iodos os dias que lempo de escollier um pro-
lector para Ii. Porque nao fnzer como todas ns
bter com as mise poz-se a dansar roda em
Ionio de Perlino ; canlava-lhe as arias as mais
lernas, dizin-lhe as palavras as mais doces, dn-
X
\ ala.
(Continnoco.)
B-islava, pois, vera officina de Rodolpiio p
comprehender que o mancebo eslava cumple
mente perdido. A rama eslava desmanchada, o
Iraressciro machucado ; umn garrafinha sobre a
qual eslava escripia a palavra opio eslava sobre
urna mezinha no p da alcova ; vestidos elegan-
tes e Dinamitados, espalhados aqni ealli junco-
vara os movis ; no meio do aposento, sobre
uma mesa, os restos de um almoco lomado
pressa; sobre os qnadros, virados para a parede,
uma espossa carnada de p ; sobre uma endeira,
nina palhela, cheia de coros seccas ; sobre o
tapete alguna pineeis; sobren arca de carralho,
sobre mezinha do laca, sobre a charain, so-
bre a cnixa do relogio, rujo ponteiro consorvava
a cus immobilidade, vasos em que ramal heles
fan.olos inclinaran) as bastes mordas ; porque,
ah na ollicina estara ludo muri, lano o pin-
tor como as llores.
Tlieroza, com esse
jardim, dseeu a elle e voltou com o vestido
eheio de flores. Parlilhou-as imparcialmenle
entre o vaso de barro, o vaso do greda c ajarra
de porcellana do Japo, e a oflicina comecou a
retomar o seu ar de oulr'ora. Tudo3 esses mo-
veis velhos comecaram a river. L'm alegre raa
e algucm la subindo. Quena evidentemente al- de sol entrou no quarlo e voio acabar o que ti-
umn cousa, mas nao se atreva. Mas o que se- nham principiado os rumalhetes.
na ? Como os leitores subem. Thereza tinha Depois foi a vez da pnlhta que, sob a faca
suas ideas de fada. Qui/. ser, duranlc ama liora,! flexirel, tornou-se brilhaule c lustrosa O cava-
a fada dessa casa abandonada. lele, dobrado no seu ngulo obscuro, reapparo-
O sonho de Hiereza Ura sempre provar a Ro- ceu ao p da janella. Thereza poz-lhe uma lela
dolpho que havia era alguma parle um ente em nova e collocou uma cadeira defronte da tela.
quem elle nao pensara e que o amara; raosirar o O proprio relogio velho nao foi esquecido, e pola
seu amor a Bedolph-, nao imporlacomo,fnzer al- priraeira \v na sua vida depois que perlencia a
ara 8um" cousa por elle, fosse o que fosso, pouco ou Kodolpho, soube que horas eram
la. mutto. Pois bem! por que razio nio aproreitar a Tudo islo foi feilo depressa e bem. Thereza
Como nao llcnr elle admirado pensara a
moca comsigo ; mas que mal faco ? A gente se
dedica como pode. Mas como bonita a cazinha
delle Como ha de Bear bom agora E' que nun-
ca se est em casa, se nao quando se esl bem !
Porm se elle sezangasse com migo, me lomasse
por uma intrigante !,.. Se me deilasse para fu-
ra Serei enlao assim foia ? .. Pois bem nao
sei por que nao tenho modo Elle to bom.
Mas
stml lenho medo. Tenho muito medo. Dir-
pobre
amo e
instincto das mulheres I
de segunda
ausencia de Rodolpho para dar essa ollicin;
desolada outra npparencia e fizer-lhe esse pe-
queo toilette, que convida vida sedentaria,
ao amor do lar, ao descaneo, e que trabe dedos
femininos ainda que quando elle vollasse Ihe
fosse necessario entregar a carta que trazia.con-
}fessar-lhe tudo c dizer-lhe : O que quer ? Eis o
que faz scr-se armado por umn nin.
A mentira da pobre moca nao poda durar
mais tempo. Endireitar o quarlo de Rodolpho,
era talvezum n.eio de fazer com que elle Ih'a
perdoasse.
Prestou de novo ouridos do lado da por-
ta. Ninguem. Enlao lcvaniou o veo e come-
cou.
Foi primeiro nos qnadros.
Se os leitores livessem visto com que precau-
cBo pegou nelles, com que terna curiosidade
o [i,
que como qne urna especie de segunda rista olhou-os, com que cuidado sacudi-Ibes
emenden i lingungoni desse cloquente nbnndo- I r'om quc rcce, llies loco" Sl' livessem visto a
no. Vio iodo, coinpreliondeu tudo. desde os | .lD',\?.V"::':sul'!r .lle v.a?:,".nll sobro.,,ma Ci"?li"
restos do almoco at o frasco de ludano.
Nem apetite, neinsomno, disse ella, que fe-
litidnde, elle infeliz !
S um rnmnlheto conservara ainda um pouco
de perfume. Era o que Rodolpho tinha recebido
de Thereza poneos dias antes. Pegoii-lhc cora
triste sorriso, renorou a agua no vaso.
A nin estar, do algum lempo sob uma im-
pressao menos doloroso o que tinha qunsi en-
canto. Estova cm casa de Rodolpho, rio com
elle, mas com a su.i vida. I.in nelln como n'um
livro. Tudo Ihe fallara o ella ouvin tudo. Em
pomo a vista desse interior em desordem des-
perlou-lhe uma iin, um desojo. Levnnlnva-se,
Vide o Diario n. 15
ra e ahi, as ponas dos ps, com o braco estira-
do, pendurar um a um sobre a parede nos pregos
que pareciara espera-Ios, esscsquadrOS esqueci-
dos Se a livessem visto empallidecer ao me-
nor ruido, interromper-se do repente, c temer
ser sorprendida de ,Rodolpho uesse flagrante
delicio com a sua casa Se a livessem vslo,
quando lodas as lelas esliveram no seu lugar,
pr-so no meio da uflicina e olhar; com admira-
cao para a obra do seu pintor adorado I Se a ti-
vessem visto assim, altiva e trmula, altiva do
que va, e trmula pelo que fazia; bella de nd-
miracao, de amor e de susto, nao leriam lido
medo, como ella, de que Rodolpho enlrasse na-
quelle momento.
restos os quadros, Thereza deilou um olhar ao
depressa e bem. Thereza
havia completado a mclamorphose em menos
lempo do que necessario ao diabo coso para
dizer amen. A oflicina do pintor tiuha-sO resus-
cilndo. Acabara-se o abandono e a desordem.
Era agora um retiroiiohe encantador com lodas
as cousas que convidavam a licar-se alli. Os mo-
vis pareciara realmeule que o habitaram As
flores cheirarm bem. A tela nova osperava, o
cavalete esperara, a cadeira esperara. Conbe-
cia-se que o dono da casa ia rollar. Quando nao
houvesse senao o relogio, cuja pndula se mo-
va, ello fra bastante para fazer companhia. A
hora, algucm, 6 alguem que entra, que sali e
que rolla ; o paseo de Deus na casa.
Thereza foi de novo porlu. Ainda nin-
guem.
Enlao decidi-se a tocar na roupn de Rodol-
pho. Ainda nao se tinha atrevido a faze-lo, como
se isso fosse aproximar-se delle.
Luvas do todas as cores o que conservavam
ainda a forma das mos de Rodolpho, colelos
anda com as dobras do corpo, casacas pela
maior parte novas c machucadas que o pintor
anda na respira vestia, estafen efpathada so-
bre o divn. Thereza arraujou as luvas com cui-
dado em uma das gavetas da arca de carralho.
Desdobrou os coleles e p-los em umn segunda
garata. Oh 1 o amor! em loda a mulher que
aran, ha uma mao,
Indo e viudo da arca ao divn e do divn a
sobrecasara de veludo e seda. Com as duns nios
as de sua linda amanto. Perlino sallando
com os dous psao mesmo tempo, dansava, dan-
sava, como se nunca devesse parar.
Logo quo Violeta avislou o autor de seus dias,
fez-loe uma humilde reverencia, e apresenlando-
llic seu amado :
Meu senhor e pae, Ihe disse ella, sempre
disseslc que desej.ivas ver-me casada. Para le
obedecer e te agradar, cscolhi um marido que
do meu gosto.
de, e que se nao lem mais denlos para roer es
ferros com que eslo atadas as nios.
CAPITULO V.
A N OIT E E O DA.
A pobre Violeta corren todo o dia ; pocos,
ros, espinheiros, bosques, abrolhos, nada a fa-
zia parar ; quem soll're por amor no senlc do-
res. Ouando veio a noite, achou-se em uma
selva sombra, abatida de fadiga, morrendo de
fume, com os ps
. o as maos ciisanguenladas.
Fizesto bem, minha lilha, rospondeu Ceceo Teve medo, olhava em redor de si sem se mo-
que adevirihou o mystcrio ; lodas as mulheres ver,parecia-lhe que do meio da escundo sahiam
deveriara lomar-te por exemplo. Eu conhoco I milhares de olhos que a observavam araeacan-
ranis de umn que cortara um dedo da nio e no do-a. Trmula, lamou-se no p de uma arvore,
o mais pequeo, para fabricar um marido seu chamando baixinho Perlino para Ihe dizer um ul-
gosto, um mandinho lodo confeitado, de assucar. timo adeus.
e flor de laranja. D-lhe leu segredo e seccars Em quanto reprima o folego, tendo tanto me-
muilas lagnmas. Ha dous mil annos que sequei-1 do que nao ousava respirar, ouvio ns arvores que
xam, e ainda se queixaro mais dous mil asnos I a cercaram fallarem entre si. privilegio da
de seren sacrificadas e no compreheudidas.
Depois abracou seu genro, coiitmlou imraedin-
lamenlc o casamento, e pedio dous dias para
preparar as nupcias. No so poda em menos
'erapo prerinir lodos os amigos e preparar um
innocencia, comprehender todas as crealuras de
Deus.
Visiiiha, disse uma alfarrobeira uma oli-
veira que no tinha mais do que a casca, ris
umn mora muilo imprudente por deitar-se em
jantar que nao fosse indigno do mais opulento Ierra. D'.oiui uma hora os lobos sahiro de
meicador dePoslum.
CAPITULO IV.
ro bu de Pkuliso.
Para ver um casamento too extraordinario veio
seu covil, e se elles a pouparem. o orvnlho e o
fro da manha Ihe farao tal febre que ella nio
se poder levantar. Porque no sobe era meus
i ramos : nqui poderia dormir em paz e eu Ihe
genio de muilo longe : de Salomo, de Cara, de ollercrcrin do bom grado algumas de miuhas va-
Amalfl, de Sorrentol c at de Ischia e Poussoles. gens para reanimar suas forras exhaustas.
Ricos ou pobres, mocos ou velhos, amigos ou n-
racs, lodos queriam conheccr Perlino. Piirinfe-
licidade nunca houvc boda em que o diabo se
nao mettesse ; a madrinha de Vilela no liuha
previsto o que havia de nconleccr.
Entre os convidados, esperava-sc uma pessoa
de consideraco : era uma mnrquczn darisinhan-
ca que se chamara a Dama dos Escudos Sonantes.
Era Io m e lio velha como Salanaz ; tinha a
pelle amaiella e enrugada, os olhos fundos, as
Tendes razo, visinhn, respondeu a o'.i-
veira. A menina fazia melhor ainda se anles de
deitar-se mettesse o braco em minha casca.
N'ella occullaram a ropa ea zamponha (*) de um
pifferaro. Quando se soffre o frioda noite, urna
pelle de cabra no cousa que se dispense ; e
para uma menina que anda perdida, um ves-
tuario muilo ligeiro, um vestido de rendas e sa-
patos de selim.
Quem ficou animada ? Foi Vilela. Quando
faces cavadas, o nariz retorcido, o queixo pontu- achou s apalpadeas ajaquefa de burel, o capo-
do ; mas era to rica, que todos a adoraam te de pelle de cabra, a zamponha e o chato
quando passava, e dispulavam a honra de beijar- pontudo do tocador de piffaro ; subi corajosa-
Ihe a mo. Ceceo curvou-so at o chao, t-la : mente na alfarrobeira, comeu fruclos doces como
assentar-se sua direita, feliz e orgulhoso de assucar, bebeu o orvalho da noite, e. depois de
apresenlar sua lilha e seu genro uraa mulher,.' se ler bein emhrul/iado, nrcoramodou-SO entre
que possuindo mais de cem milhes, llic fazia a ^ dous ramos o melhor que Ihe foi possivel. Aer-
honra de comer seu jantar. j vore cercou-a com seus bracos maternos, ramt-
Duranle a comida, a Dama dos F.scudos Sonan- nhos sahindo de seu lugar v'inham cobri-la com
los estere olhando para Perlino ; a cubica Ihe suas folhas, o vento a ncalenlava como uma
abrasara o coracao. A marqueza morava em' crianca, e ella adormeceu pensando cm seu
um castello digno das fadas ; as podras eram de amado.
ouro; e as calcadas eram de [rala. Neste cas- i Despertando no dia seguinte, teve medo ; o
lello havia uma galera ondo se iinha reunido (o- tempo eslava calmo e bello, mas no silencio dos
das as curiosidades da Ierra ; um relogio que da- bosques a pobre menina senta o horror de sua
va lodas as horas que se quera, um elixir que ; solido. Tudo viva, tudo amava cm redor
curava a golla e dr de cabera, um philtro que d'clla ; quem pensara na pobre desamparada ?
mudara a tristeza em prazer. uma sella do amor,! Por isso poz-se ella cantar para chamar em
a sombra de Scipio, o coraeo de uma namora- ; seu soccorro tudo o que em redor passava sem a
deira, a religio de um medico,uma sereia empa- olhar.
Diada, tros ponas de unicorne, a consciencia de
Ihe-hei tudo; que n.ouli, que sou uma
moca quo servo os outros, depois, que o
que detesto o p I
Thereza, fallando assim,sacuda com apona
dos dedos o p de una das casajas de l'.odoi-
pho. Sacudindo-a fez cahir uma carteira que
se abri e deixou cscorregar uma carta no ta-
pete.
Thereza reronheceu a sua lettra.
A minha carta do oulro dia disse ella.
Abrio-a e ncla achou a sua nota de quinhen-
tos francos.
Nesse momento, julgou ouvir passos na cs-
cada.
Cambaleo.
Bateram porta,
Ah respiro disse ella, no elle !
Foi abrir o achou-se era frente du dous ho-
mens vestidos de preto, um dos qunes tinha
grvala branca o oculos. Pergunta ram pelo
pintor.
Sahio, responden Thereza.
Sabe quandj rollar '
No, senhor.
Thereza ainda liuha na mo a casaca e a
caria.
A senhora criada delle?
Si ni, senhor, disse Thereza corando.
O Sr. lveos nao deixou nada para
nos ?
Quem so os senhores.
Eu sou olciai de justica, respondeu com
uma solemnidado de burguez sinistra, o ho-
mem dos oculos, deilando os olhos para um pa-
pel que exhibi, e se o Sr. Airea no me pa-
gar a somma de qualrocenlos e cincuenta o cin-
co francos c Irnln e cinco cntimos, seria for-
ura corleso, n polidez de ura opulento, o hyppo-
gripho de Orlando, cousas que nunca so linham
visto e que nunca se ver em outra parle ; mas
osle lliesouro fallara um rubim : era este rubim
Perlino.
Apenas poz-se a sobre-meza a dama resolveu
npoderar-se delle. Era muilo avarenla ; mas o
que ambicionara, eonseguia-o inmediatamente
fosse porque preco fosse. Comprara tudo que
se vende, e mesmo o que no se vende ; quanto
no mais elle o roubavn, muito certa de que em
aples s se faz Justina para os pequeos. De
medico ignorante, de mua rablenla e de mu-
lher m, libera nos, Domine, diz o proverbio. Lo-
go que levantaram-se da mesa, a dama approxi-
niou-se de Perlino, que, nascido havia tres das,
no tinha anda aberlc os olhos sobre n malicia
do mundo ; coiitou-lhe 0 que havia de bello c
rico no castello dos Escudos Sonantes :
Vem comigo, meu amiguinho, dissc-lhe
ella, dar-le-hei em meu palacio o lugar que qui-
zeres ; escollic: apraz-le ser pagem com unifor-
me de ouro c seda, camareiru com uma chave
de diamantes no meio das cosas, suisso com
uma alabarda de prata e um largo boldri de
ouro quo far ten peilo mnis brilhanle do que o
sol ? Dize uma palavra e tudo leu.
fiincces e por cima umn ensaca p.rela lera um va necessidade de tirar-Ibes as obreas para l-las.
no sei que de engommado e volumoso que afaz'Eslavam abcrlas. Thereza leu-as lodas.
parecer ura processo alado era torno do pesco-; Nada revelavam Nao con linham uma linha
oo de um linteiro. quecompromeltesse claramente a baroneza. Mas
E por isso. quando o ollicial de justica deca-' pela brevid.idc, pela falta de timbre da posta,
ron i sin qualidade e o objoclo da sua vista, que uidicava que haviam sido entregues le mo
Thereza nao se perturbou. Alguma cousa como Pura nio, por certas formas, por certas meias
um sorriso de nlegrl desenhou-se-lh'! uos la- palavras, pela taita de assignatura, Thereza
bios. Podia sorvir Rodolpho. comprehendeu que alli havia com effeito uma
Ah dilerenle, disse eila, se o senhor c intriga com a baroneza. Pareceu-lhe que Ho-
nrando vento que vens do nasecnte.
Viste acenso meu bom, meu amor,
Entre as llores, que noite somonte,
Abrem lindas seu calix de odor ?
Chora elle por mim, Vom saudade,
Pode elle p'ra mim regressar ?
Itestilue-mn o prazer por piedade,
Vem, se soffie, se ama, contar.
Borbolla gentil, leve abelha,
Procurai-me o cruel que roe foge,
A roma a mais bella o vermelha,
O jasmim o raais niveo de hoje,
Ah I elle, a mais pura verbana
Nao o eguala ; mais alvo que o lis,
Chera mais que a cheirosa acuecna,
Tem uns olhos da cor do Iris.
Procurai-m'o, ligeira andorinha,
Procurai-m'o, genlis passarinhos.
Entre ns flores e a verde hervnzinha,
L nos bosques por enlre os rnmiiihos.
Longe delle no lenho prazer,
Tremo sempre de modo e terror.
Se queris me no verja moirer,
Ah trazei-m'o, trazei, meu amor.
[Continuarse-ha.
Especie de gaita de fe
olfirial de justica, o Sr. Airaos deixou isso para
o senhor.
E cstendeu-llie o bilhele de banco.
O homem dos oculos sorrio como um oflicnl
de jusiica, pbgou na ola, den a dilTeronea e
um recibo, compiimenluu e sabio com o seu aco-
lyto.
Thereza no ficar s, poz o recibo na sua carta
em lugar da ola e tornando-a a deitar na car
leira, disse :
Assim, no sbete nada.
\l
A florista.
No momento de tornar a por a carteira na ca-
dolpho pedia umn entrevista. A baroneza fallara,
j com palavras ambiguas do perigo de ser seguida
1 e da indiscripeo dos homens
Thereza, com os labios aperlados, com os olhos
. seceos, mo febril e trmula, pensara no quarlo
i que na vespera tinha ido alujar.
Tirn do seio a carta que Irazia.
Oh esta 1 esta exclamou. E' nesla que
esl a ultima palavra !
Machucou-a nos dedos, a(irou-n sobre o di-
vn, depois pegou nella c nao se podendo mais
conler abrio-a,
Nella s havia esta linha ;
Ra do Limite, n. 5.
Rodolpho voltou pata casa muilo larde. Ti-
nha andado lodo o illa para procurar dinheiro.
saca, a a a nao teria sido mulher e apaixonada, j Disscram-lhe na leja que uma mulher de veo li-
so uo lvesse um pequeo accesso de curiosi- j nha vindo prucurn-lo e esperava-o desde pela
dado.
maullan.
Subi os degros qualro a qualro. Uma mulher
om sua casa. Quem poderia ser? Talvez madame
dOrfen.
Rodolpho empurren aporta, centrando na
oflicina ouvio com estupefaceo o relogio dar
arca a aia deilava de lempos em lempos um cado a proceder tima penhora. Ha julgaineuto
olhar satisfeilo e assuslado sobre a oflicina. Es-
sa especie de acto de posse tinha pare ella un
encintoindcfinieel. Mas o quo dina Rodolpho
ao rollar? F.lln desde que eslava alli conhecii
que chofera a uro memenio decisivo da sua
vida.
o 8eutenca.
Thereza, desde a entrada dos graves persona-
grns, tinha farej.ido os graves representantes do
tribunal de commercio. Ha sempre em ura
agente da forca publica alguma cousa que o
trabo. Uraa grvala branca no exercicio das
Iiilroduzio pois os dedinhos delirados na car-
leira, uo sem corto pulsar de coraeo que Ihe
dizia que a sua caria alli eslava ora nuinerora
companhia com outros bilhetnhos mais perfu-
mados que o seu. Deilou os olhos para um dos
sobrescriptos e senlio correr-lho pela fronte um i seis horas.
suorfrio. Era alettra de madama d'Orfen. Augmentou-Ihc a ndmiraco 'vendo ?a or-
Havia alli uma correspondencia inteira. dera que nella reinara e nao sendo a visita au-
Thereza nao osperava por essa emofo. Vnlta- ', nunrinda.
ram-lhc todas as suspeitas. Pareceu-lhe que o Mas sua ndmiraco tornou-se espanto quando
sinote do ultimo buhlo de madama d'Orfen, Iafastou as cortinas da cama,
desse que ella tmzia Rodolpho derramava-lhe Eslava eslendida nella sem movmcnlo uma
cera rdeme ne coraeo e as reas. Ficou por! mulher de veo. Sobre a mezinha, agarrafa do
um Instante indecisa, perturbada, hesitando en-opio eslava vazia, e ainda se *a n ultima gota
Ir uma curiosidade indisivel, centuplicada pelo : "? copo que linha servido para o almoco do
ciume o uma honesta repugnancia de se npos- pintor. Urca mo branca e guiada penda da
um segredo que assim se entre-
sar de
gara.
Mas esse segredo era para ella a vida ou a mor-
te, era a ventura ou o desespero para o seu co-
racao ; em todo o caso, er* o fin das suas in-
certezas, or a verdade. era a resposla esta
pergunla que Thereza fazia lodos os dias si
mesma ? Ser sua amante ou nao ?
0 sir ou o nao eslavara tiessas carias. Nao ha-
borda da cama e
cial.
Rodolpho levanten o veo
rista da Grande Poca.
segorava uma rosa nriiu-
c reconheccu a fio
FIM.
/
TLRN. TYP. DE H. F. DEFAMA. S
IILEGVEL