Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08997

Full Text
HW"
ANNO XIXY1. HOMERO 46.
Por tres mezes ada atlos 5$0O0.
Por tres mozes vene.Jos 6$000.
SABBiDO 25 DE FE7ERE1R0 DE 1860.
Pop anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE.
Pnrahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de LemosBraga;Cear,oSr. J.Jos de Olveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. nmuus;
Amazonas, o Sr.Jernnvmn da Costa.
PARTIDA DOS COKKUIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiannae Paralaba as segundas e
sextas feiras.
S. Antao, Becerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns nns trras feiras.
Pao d'Aliio, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lugazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Frota, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todososcurreioaparte maslOhorasda manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas c sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: trras e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quarlas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 I.ua chela aos 15 minutos da manha.
13 Quartominguanle as 4 horas e 31 minutos da
tarde.
21 I.ua nova as 5 horas e 20 minutos da tardo
20 Qu.irlo cresccntc as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro ns 8 horas o 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 51 minutos da t arde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Elculerio b. m. ; S. Nicolao b.
21 Terca. S. Angela de Marina v. f.
22 Quarta de Cinza ; S. Hargarida de Cortona f.
23 Quinta S. Lzaro mongo ; S. Milburges v f.
24 Sexta. S. Pretxtalo b. m.; S. Primitiva v. m.
25 Sabbado. S. Malinas ap ; S. Edisbeito rei.
26 Domingo. Ss. Osario o Diosenro mm.
ENCARREADOSDASUBSCRIPCAO NO SIL.
Alngoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBI'CO.
O preprictario do diario Manuel Fsueiroa da
Faria.na sua livrariapraca da Independencia n?.
6 o 8.
EXTERIOR.
Hcspanlia.
BATALH DOS CASTILLEJOS.
Exercilo u'Adica. Eslado-maior general.
Exn. Sr.Tendo melhorado o lempo c dado ra- I
roes aos enrpos para 6 dias como manifestei a '
\ Exe. as minhns communieaces de 20 do
mez passado, dei as ordens convenientes para
que ue dia I. do actual ao loque da alvorada
dcsacampassem a diviso de reserva, o segundo
corpo, dous esquadrdes de hussares da Princeza,
linas baleras de montanha do primeiro regimen-
t de artilharia e una unida ao quinto com o
quartel-gcneral, devendo permanecer em suas
posices o primeiro o terceiro corpo e a diviso
de cavallara,a avancar s at debaixo do reduc-
to do principe Alfonso a artilharia montada e a I
carado.
Na mesma madrugada principiou a marcha so- |
bre os Castillejos o general conde de Reus com
a sua diviso, os esquadres dos hussares e duas !
bateras, tendo ordem nao s de tomar posico,
mas lambem de lancar urna ponte em um ria-
cho, no ponto em que elle desemboca no mar,
sem a qual nao poda passar a artilharia rodada,
seguido cu rom o quartel-gcneral, e em conli-
nuaco, o segundo corpo com o seu commandan- i
te em cliefe, general Zabala.
No momento de emprehender a marcha recebi
viso do general Echague, commandanle em
hele do primeiro corpo, de que ao fazer a des-
coberta do reducto de Isabel II, linda visto n3S i
alturas do Renegado um grande numero de Mou-
to>, e que contnuavam a dcscer muilos oulros,
indicando tudo isto um ataque por aquelle lado ;
porm nao tendo nada a receiar lano pelo forte'
da posico, como pelas forjas que a sustenta-
vam, preveni esto general que fizesse marcharas'
suas tropas, desde o Serralho, para o caso em
que se cll'ecluasse o ataque, eslaudo seguro de que
" inimigo ao ver o meu inovimeulo, se dirigira
todo para mim, como assim aconleccu.
O general conde de Rous chegou al s posi- j
roes que domnam os Castillejos pela parle da
costa, encontrando apenas urna pequea resis- !
tenca, pois que s uns 1,000 Mouros Ihesfaziam
fogo pela sua direiia d'uai serr immediato, sus-
tentado por um grupo consideravel apoiado na
casa do Marital eterminei ento que una
brigada do segundo corpo, s Ordens do general
Serrano, tomasse urna posico que flanqueava o I
iosque que o inimigo oceupara, seguida d'uma
balera de montanlia, e ordenei no general con- j
de de Reus que se apoderasse da casa do Mar- j
Lint. Ambas as operacesse verificaram instanta-I
neamente : a balera liinpou o bosque dos ini-
migos, e a casa fui lomada com pequeas per-
das, Qcando senhor do todo o valle que as di- I
minutas lunas do inimigo por fim evacuaram,
a ingeniadas pelos vivos e certeiros tiros da sua
artilharia, de modo que os esquadres dos hus-
sares desceram planicie em quanto que as l.i-
polacoes dos navios de guerra, commandados pe-
lo capilo de fragata D. Miguel Lobo, salta vam
em torra, atacando o Inimigo conjuntamente com
os nossos cacadores no meio de gritos repeli-
dos de viva a ruinha, linha a marinha, viva o
exercilo, quecada urna das forcas respectivamen-
te dava.
A operaoao principal eslava terminada e o meu
pensamento cumprido com facilidade : porm
reconcentrando-so o inimigo, que perseguido pe-|
los nossos soldados se linha retirado urna po-
iicfio que domina a tiro de espingarda o valle
mente com os numerosos grupos de cavallaria e
infamara que acudara em auxilio pelo valle que :
conduz a Aughera, era preciso desaloja-lo para
nos livrar do seu fogo. Encarreguei esta opera-
cao no general conde de .Reus, que com a maior I
impeluosidade a levou acabo com os batalhes!
de Vergara, Princepe, Luchara e Cueuca era pri-
meira linha, os de engenheiros e artilharia em
primeira linha, os de engenheiros e artilharia
em solidas reservas, e secundado pelos dos do
Cordova s-ordens do brigadeiro ngulo, chele
da segunda brigada da primeira diviso do se-
gundo corpo, com os quaes opporlunamenlc re-
furcei aquelle general.
Entretanto que isto succedia as alturas, os es-
quadres primeiro o quarto dos hussares da
Princeza secobriam de gloria no fundo do valle,
atacando com valor impossivcl de descrever as
coiiideraveis forcas do cavallaria e infantaria
Inimiga que linham voltado a agredi-lo. Em sua
impetuosa carrera derribando com as suas espa-
das quanlo se oppunha a seus passos, chegaram
ot a penetrar no acampamento marroquino,
ortcmente estabelecido no fundo e encerrado en-
tre as escarpadas postos, apoderando-se o ca-
bo Pedro Mur, depos de malar o porta-bandeira,
d'um estandarte como recordaco e penhor da-
quella heroica carga.
Todava, reslabelccidos os Mouros da sua pri-
meira sorpreza e achando-se anda muito dis-
tante a infantaria que acuda a marche-marchc
em apoioda nossa cavallaria, viram-se forcados
aqwelles valenles a retirar-se ocossados por to-
das as parles d'urn fogo mortfero, no qual
alm d'outros muilos ofliciaes e soldados, rc-
ceboram honrosas feridas os commandanles
niarquez de Fuente Pelayo c I). Joo de Al-
dama.
Nestc momento recebi urna participarlo do ge-
neral conde de Reus, indicando-mc a possibil-
dade de se apoderar do acampamento ini-
migo.
Passei-me nestc aclo da casa do Marabut para
-a eminencia onde se achava aquello general, de-
pois de ler prevenido o general Garca, chefe do
stado-maior general, que a um signal meu
avanzara da citada casa com sele batalhes
do segundo corpo e atacara o campo inimigo pe-
lo valle, emquanto que eu o verificava cora as
forras ayancadas das posices que estas oceupa-
vam.
Sem dmda, examinando da eminencia a po-
sico do dilo campo, persuadi-me de que a ope-
rario premeditada nao podia levaf-se a etfeilo
sen) grandes perdas, porque collocado no fundo
do valle e cercado por todas as parles de esca-
brosos declives, leamos sido victimas do fogo
inimigo feilo desses ponlos sem risco para elle,
pelo quo prefer evlta-los desistindo do ata-
que o passando de novo para a casa do Ma-
rabut.
A's tres da tarde, reforcado o inimigo com os
numerosos grupos quo vinham sem cessar cncor-
porar-se nelle, atacou outra vez d'um modo
desesperado as posices que oceupava o conde de
Reus, porm este com esse valor sereno que tan-
to o caracterisa, pondo-se frente dos seus ba-
talhes ao grito elctrico de pitra a rainha, sahio
ao encontr do inimigo, que como urna trrenle
impetuosa descia dos prximos montes.
Immedialamenlcchegaram-se a cruzar as bara-
ndas-e espadas, seguindo-se por alguns momen-
tos urna lula encarnizada., corpo a corpo, da qual
sahiram vencedores os nossos batalhes. O ini-
migo voltou as costas, e a bandeira de S. Fer-
nando, arvoradr. pelo niesmo conde de Reus, luc-
luou de novo na importante posico tres vezes
disputad!. Contribuo eflicazmente para esto re-
sultado a chegada naquelle momento do general
Zabala com os batalhes de Simancas, Leos Ara-
piles c Saboya, pois laucando decididamente con-
tra o inimigo, e unindo-se os seus esforcos aos
do general conde de Reus, partilhou cora elle a
gloria desle bnlhante feito d'armas.
Ao conhecer do vallo o intento do inimigo,linha
eu marchado velozmente ao encontrodocondede
Reus, fazendo-me seguir a marche-marchc pe-
los batalhes da Princeza com o brigadeiro Hedi-
ger, chefe da segunda brigada da segunda divi-
so do segundo corpo, era quanto que o general
Garcia com os de Navarra e Chiclana, sob o com-
mando do general O'DouncIl, avancava lambem
pela direiia para proteger aquello flanco. A'mi-
rilla chegada, o momento decisivo linha j pas-
sado ; ni as nao obstante Uve de tentar dar urna
carga com o meu quarlcl general e a niinha es-
colla, que o inimigo j nao esperava.
Cansados os batalhes de Vergara, Principe,
Cuenca e Luchana da diviso do reserva, e es-
gota las as suas munices, li-los soccorrer as
posices que oceupavam pela primeira diviso
do segundo corpo, dispondo que se retirassem
para a outra que acabavam de entrincheirir li-
geiramente os engenheiros debaixo do fogo do
inimigo. Este conlinuou com bastante inlensi-
dade ao abrigo dos bosques at ao anoilecer. En-
lo delerminei que o ronde de Reus com as suas
tropas ficasse na posico cntrincheirada, theatro
durante o dia do lo sanguent as scenas, e que a
do segundo corpo recolhessem ao seu acampa-
mento.
Aquellas passaran. a noito sem seren incom-
imdadas, e ao amanhecer do dia seguinlo no-
lou-se que o inimigo linha levantado o a-
campaniento o marchava em direceo a Te-
tuan.
Este combote, Exm. Sr o mais renhido sem
duvida dos que tem sustentado o nosso exercilo
desde que se abri a canipanha, forma urna glo-
riosa pagina para acrescentar a sua his-
toria.
A passagera do valle do Castillejos abri s
nossas fropas um terreno mais despejado c fa-
voravel aos movmentos d'um exercilo organisa-
do do que o terreno accidentado e frago-
so, que lera sido at agora theatro de seus com-
bales.
O inimigo nao podia dcsconhecer as vantagens
que perda para os seus ousados ataques, o so-
bretudo para o seu syslema de defeza desdo o mo-
mento que transpozessemos esse terreno, e isto
explica sufliciolemente o seu rosullado e perti-
naz empenho neste memoravel combate.
Os inimigos erara commandados pelo'Muley
Abbas, irmo do imperador e general em chefe
do seu exercilo, e por seu segundo o governador
de Tetuan, segundo me inforraaram varios Mou-
ros feridos que foram recolhidos pelos nossos
soldados, e ainda que tambera disseram que as
suas forcas subiam a 40,000 homens, julgo exa-
gerada esta cifra, se bem que julgo nao baixa-
riam de 20,000 ; entretanto do nosso lado s to-
maram parlona accao l batalhes, duas bale-
ras do monlaiilia e urna montada do segundo
rcgimento e dous esquadres.
A nossa perda foi /d'um brigadeiro, 13 chefes,
56 ofliciaes c 481 praeas de piel, feridos, 7 ofli-
ciaes e 63 pravas de prel, morios.
A do inimigo calculo-a em 2,000 homens fora
do com bale, e como prova disto d i rei a V. Exc.
que, segundo a parte que deu o vigia do pharol
no dia 2, ao anuiinciar-me a marcha do exer-
cilo inimigo, diza-mc que, pelo menos, pas-
savam de rail as macas de feridos que va con-
duzir.
Nao concluirci, Exm. Sr., esto officio sem fa-
zer a V. Exc. menco d'alguns noraes, ainda
quando me nao seja possvel poder verifica-lo de
tantos feilos de valor dislincto como tiveram
lugar.
Citarci o general conde de Reus e general Za-
vala, que tantas provas deram do seu arrojo, da
sua deciso e do seu tranquillo commando no:
meio perigo o general Garcia que lo compli-
codamenle secundou as minlias disposices ; o
general O'Dannell que leve o seu ca vallo ferido
o general Uobimque acudi a todos os lugares
do perigo com o valor serono que o distingue e
o brigadeiro ngulo, chefe da segunda brigada
da primeira diviso do segundo corpo, ferido
frente dos seus soldados no mais rudo do com-
bate.
Tambem me. recommendam eflicazmente os
generaes Prim e Zavala o digno cornporlaraento
dos seus chefes e ofliciaes do stado-maior e aju-
I dantos de-campo, dos quaes alguns sellaram
i com o seu sangue os seus serviros neste dia, de-
vendo por fim manifestar tambem a V. Exc. que
os meus ajudantes de campo e os chefes o ofli-
ciaes do cstado-maior do meu quartel-general,
communicaram as minhas ordens cora a maior
scrcrdade e arrojo nos sitios de maior perigo,
cumprindo lo ponlualmenle as inslruccesquc
levavatn sem que urna s soTres3e demora ou tu
intclligencia em sua cxccuco.
Dos guarde a V. Exc. por muilos annos.
Quirlc! general do acampamento sobre o valle
de Zurair, t de Janeiro de IcOo.LeupulJo
O'Donnel. Exm.0 Sr. ministro interino da
guerra.
A questao romana.
I
A soberana temporal do Papa conslratada e
regeitada pela escola revolucionaria de lodos os
malizes em nome do direito dos povos, princi-
pio reforcado cora a inhabilidade governalva
que empre stam cariosamente corle do Roma.
Tomando pois o empenho do defender aquel-
la soberana, examinaremos a questo romana
sob aquello dobrado ponto de vista direiio e
exercicio do direito.
E quanto primeira parle bem pouco ne-
cessario para Ihe achar um infallivel principio de
soluco.
Nao ha direito conlra direito eis um prin-
cipio de phlosophia jurdica umversalmente ad-
mtlido.- Nao ha direito contra direito, nao pode
haver direlos eguaes e opposlos ; podo haver
dois dreitos opposlos, ui3s um superior ao ou-
tro, que por aquelle suspendido ou destruido.
Asssim o importante direito de conservaco
militas vezes Iludido por aquelle da Religo c
da Patria ao sacrificio da nossa vida.
Isto posto, fica o campo desembaracado das
insoluveis quesles dos principios fundamentaos
das difforentcs escolas polticas. Qualqucr que
seja o principio publico que irnos corlo, que
elle nao pode ler valor era raa questo, que
paira em mais alta regio, a dos interesses re-
ligiosos, a das condiccoes do natural desenvol-
viraenio do calholcisrao.
Embora na poltica se admita somento o prin-
cipio da soberana do povo ; nao se pode era
nome desse principio regeitar a soberana tem-
poral do Tapa.
Nao queremos dzer cora isto que esta sobe-
rana seja condc;ao essencial de existencia pa-
ra o calholicismo ; nirigueni o diz ; neiihum ca-
tholco o er ; o que essencial de todos os
terupos c lempo houve, em que a Egreja so rei-
nava us supplicios c as catacumbas ; mesmo
depois do arvorada a cruz no capitolio houve
Papas, cornos. Gregorio VII, que morreram n o
desterro c oulros na priso.
Mas deixan lo isto, como indigno de seria dis-
cusso, demonstremos que a soberana tempo-
ral do Papa nao sendo essencial comtudo con-
dico natural do pacifico e desembarazado des-
enrolmenlo da Religio, o por tanto direito su-
perior da Religo e de todo o catholico.
I'or ventura liarcra*dlguom que ouse alfirmar
serem os supplicios, as catacumbas, o destorro
e a priso os lugares convenientes para a gover-
uaco espiritual do mundo'?
Convindes por corto em que nao sao ; como
ento queris 3/er do Papa, soberano espiritual,
um subdito temporal e como tal subjeito pri-
so, ao desterro, s catacumbas, aos supplicios
que Ihe quizerem irapor os poderes da Ierra ?
Queris que so repita esse marlyrologio dos tres
primeiros seculos.de S. Pedro S. Silveslre, em
que os Papas conservaram a liberdade cusa
da vida ? Ser licito, ser justo cxpol-os a taes
transes ? Pode urna lal posico ser da ordem
natural das coisas ?
Dires talvez, anda mal, que vos nao importa
a Religio, que nao olhais seno para o direito
humano, que a vossa esphora do direito acaba
no mundo visivel ? Muitos nao o dizoru, mas
sentem-no, ou nao o dizem alio, porque llies
convera respeitar o scntneoto calhulico da
naco.
Mas nem assm podem bem defender-sc nesse
campo estreito.
Recusis o direito da Religio ; mas podereis
recusar o da liberdade de consciencia ? Icscre-
veis-lo em a vossa bandeira e nos nao o rsca-
mos da nossa, ainda quo o entendemos em har-
mona cora as nossas crencas religiosas. Mas
j que ahi o inscreveis sofTrei que nol-o appli-
quemos.
Nos eremos na Santa Egreja catholica ; ere-
mos que o seu chefe visivel o Papa ; que a
elle incumbiu o mesmo Divino Mcslrc o dever
deapascentar, roger e governar o seu rebanlho ;
que o nosso mestre na d utrina e na moral :
dello esperamos pois ensiuo e direceo : assim
que para nos a liberdade de consciencia consiste
em poder obler e seguir esse eusino e direceo
sem obstculos ; donde vena que a tssa liberda-
de nao pode deixar de presuppor a liberdade do
supremo Pastor ; a liberdade do Papa a pri-
meira condico da liberdade de consciencia do
catholico e por tanto do cidado que professa o
calholicismo.
A liberdade do Papa so pode darse quando
elle seja completamente independente, e se pode
ser tal sendo soberano. O Papa subdito, esta-
ra sempre merc do governo temporal,, o qual
sabe lioje muito bem encadear a liberdade ec-
clesiaslica em nome da liberdade civil. Nada
mais fcil do que tolher toda a accao papal: nao
vemos nsaqui ser necessario, para se publicar
una pastoral ordenando preces, o demandar 1-
cenca do poder civil ? Imaginai um Papa re-
duzdo condico de um hispo portuguez. sub-
jeito sempre s ordens do ministro dos eclesis-
ticos e dizei com fraqueza o que seria da liber-
dade de consciencia dos caiholicos de todo o
mundo, e a quo miseravel estado nao ficaria re-
duzida a Religio !
Nem se argumente cora a ex.slencia dos ms-
enos bispos, dzendo, que seja como for, sempre
vao exercendo a sua misso: sabis porque?
Porque o Papa livre e nenhum governo ousa
as ultimas violencias, que dariam lugar a que o
Papa provisso aos males da Egreja, c assim alar-
garse o exercicio do seu poder. O Papa livre
e, na forcada mudez dos bispos. pode elle fallar
lo alto que os eccos do mundo Ihe respondam
e fulminem o oppressor. A diflorenca bem se
v que consideravel e maior ainda se allender
a que o Papa lem de exercer auloridado sobre
subdilos de diversos Estados c hispo nao.
Bera o sabemos ; a revoluco nao rujo lo fe-
rina contra o Papa, se nao por que ve nelle o
primeiro e mais poderoso obstculo nos seus
tnslinctos nivelladores. Exulta j por que cuida
ver um filho de um rei christo, um descenden-
te de sanios, abjurando as tndices de pae e
avs, tornado rei de Roma, levantar o braco con-
lra o Papa, dizendo-lhe : Cala-te, s meu sub-
dito, s um funecionario, s um estipendiado
no o remenlo ; cala-te ou levanto o salario e le
onceno em Santo-Angelo /
A revoluco. conta-so assim victoriosa ; mas
cotila mal ; vai contra Deus, so descre de Dous
dir-llie-hemos que vai contra os seus proprio s
principios de liberdade de consciencia.
Muitas oulras razos poderiam adduzir-se era
favor da soberana temporal do Papa ; seria lon-
go cmimeral-as mas nao podemos occultar una
que o para todos ainda urna razao de pa-
triotismo. Portugal catholico, como outros
muilos Estados ; quereria ello, independente-
j mente das razos religiosas, que um soberano
temporal qualqucr, o fosse tambera "do Papa,
chelo espiritual dos portuguez? Quereria que
esse poder podesso influir na direc.o que o
Papa houvesse do dar s cousas religiosas do
nosso paiz ? Digam-nos os revolucionarios que
desojara merecer o nome de patriotas; se no
fim da lucta Viclor Manoel victorioso se enfa-
dasse da verbosidade parlamentar e se transfor-
masseem imperador da Italia, semelhanca do
da Franca ; so nao goslasse como era natural
dcsta liberdade que aqui possuimos; se paja
Ihe fazer pinaca, elle se inlromeltesse, por ex-
emplo em a confirmaco dos nossos bispos e
insinuasso ao Papi que recusasse lal ou tal
nome, gostarieis de ler a luctar com o Papa,
apoiado em una naco de 25 milhes do ho-
mens ? Respondei a isto, se podis.
Mas insists talvez aecusando a Religio por
molar a liberdade de ura povo aos interesses do
seu livre desenvolvimento, acabis por flra odi-
ando ainda mais esta religio divina e entoaes
una lamenlaco chorando a liberdade da Ro-
mn ha.
Sej como for ; nao ha direito conlra direito,
repetimos ; os dreitos de 200 milhes de caiho-
licos nao pdem deixar de prevalecer sobro os de
3 milhes de subdilos do Papa. Ha de mais mu-
tas razes que Ins destroem csses pretensos di-
relos da soberana do povo. Esses tres milhes
sao caiholicos o dado e nao concedido que a
maioria recusa a soberana do Papa, devenios
consdera-los dominados por unn gran le aberra-
co de ideas, pois que recusnm sua crenca re-
ligiosa, que prevalece tanto polittica, um servi-
go, urna dedicacio, urna fideldado queraciona-
velmente dclles se deveria esperar.
Otrtra co^ja seria se os Romanos nao fossom
catholicos filias como o sao devem aceitar as
consequencias da sua crenca. O Salvador man-
dou Pedro a Roma, Pedro ahi ainda o vigano
deChristo, o Cabe.;a da Egreja, e para que o seja
como convra deve ser soberano ; os caiholicos
dos Estados Romanos segundo suas mesmas eren-
cas obrara contra raza o c direito oppondo-se a
essa soberana.
Quanto mais que, como veremos, a soberana
do Papa, lo paternal, lo branda, lio digna para
subditas catholicos s poleria ser contrastada
em lempos, em que o delirio reformador cega
militse os entrega as ruaos de urna minera de
furiosos, que pela violencia chegam domi-
naco.
Mas nao esquejamos urna reflexo profunda do
um hornera de grande autoridade cm a mesma
escola revolucionaria. Mr.Odillon-Barrolem urna
celebre sesso sobre a expedcao de Roma as
cmaras do lempo da repblica, sendo presiden-
do consclho disse : necessario que os dous
poderes estejara confundidos nos Estados Roma-
nos^para quo estejara separados no resto do
mundo.
E linha razo M. Odillon-Barrot ; a separaco
da ordem espiritual da temporal, inaugurada pelo
chrislianismo fot ura grande passo para a des-
truido desses Ilimitados despotismo do velho
mundo. Os despotas lnhara j um poder formi-
davel com quo contar ; o qurrndo mais tarde na-
quelle mar tormentoso da EJade-media a forca
quii avassillar o mundo enconlrou dianle o Papa,
chefe espiritual, 4 testa dos povos que nelle en-
contravara abrigo c reparo.
Aquella mesraa rcunio dos dous poderes, um
limitado a pequeo territorio, o outro abracando
o mundo, em mos que a nao lornavara perigosa,
foi o meioetlieaz de escapar ao vicio antigo, que
ia reproduzir-se indirectamente pela sujeico do
Papa a um poder temporal.
Eis-ahi outra razo muito superior a quaes-
quer direlos dos subditos Romanos.
Emfim, se gritis tanto contra o Papa, po-que
nao fazeis o mesmo conlra o papa anglicano c
conlra o papa russo ? Masdestesou a revoluc.o
se teme mais, ou sent que nao est alli a forca
moral que Ihe corta o vo audacioso. O velho
Papa de Roma o seu primeiro inimigo, pre-
ciso destrui-lo, embora nisso v mal para a hu-
rnanidade c para a civilisaco.
Quererieis, que ao menos fossem separados dos
dominios-pontificios a Roraanha o as Marcas :
nao repetiremos aqui o que se tem lano repeti-
do : s diremos que a conslituico territorial do
Papa obra secular da Providencia. Tocar-lhe
tentar deslru-la.
Os Estados do Papa nem sao to extensos que
assustem, nem to pequeos, que nao possam
oflereccr urna suflicienie seguranca ao chefe da
Egreja : sao lambem capazes para dar a esta lodo
o pessoal, que exigem os varios ministerios da
curia romana. Accresce que tomando o meio da
Italia de um a outro mar e interdondo-se entre o
novo reino do Piemonto que tenia ir at Roma,
e o de aples pode evitar, que estes dous po-
tentados venham s mos, pode mante-los era
equilibrio, o assim ao mesmo lempo assegurar a
propria independencia e a paz da Italia.
O roubo da Romanha e das Marcas abre o ca-
minho s successvas usurpacos at completa es-
poliarlo ; Garibaldi l diz : Roma, Roma ; uni-
dade, unidade ; a Italia urna s naco tendo por
capital Roma o por tanto o Papa subdilo ou exi-
lado I Nao o pode consentir nem o catholcis-
mo, nem a civilisaco !
II
Demonstrado o direito da sobcrauia tempora-
ral do Papa, nao e lamhein pouco imprtame a
forfja que ao direito arrscenla o mol i porque
essa soberana comer;ou e so desenvolveu. Ahi
dos pelo mesmo governo de Turim, presidiara a
lodo o mov ment e se esforcuvam por torna-la
pioniontez por meio de circulares, conselhos.
riviHvmga ,.ui uni ue circulares, conseino.-'
se ve que nao lo. obra de mbito, mas da rio- promessas, engaos ; chamou-se reo de lesa-n.a-
cessidade dos povos e das c.rcumstancas do ten,- gesladc queDJ o elegasse tal depu.ado ; nao
po ; nao fo. edificio levantado por um ou alguns ; ,I0UV0 Cl,didaturas contrarias s pien.o:..e/.as ;
homens. fo. construyo de seclos ; indelenni- cartas auonymas ameacrau, com o punha
nado no lempo lom o cunho da Providencia.
Quando depois de tres seculos do niarlyrio,
Constantino deu paz Egreja, sahio esta das ca-
tacumbas cora sua forte organisaeo presidida
pelo Papa : ecmo os chrislaos perseguidos cos-
tumavam deferir todas as suas quesles ao arbi-
tramento dos seus bispos, Constantino adiando
til esta forle autoridade sanccionoii-a.
Transportada a corlo par.i Conslanlinopla, o po
polica era dirigida por piemontezos; emfim um
diplomtico francez X allribuo os dficit precoces
das finanzas revolucionarias aos salarios dos elei-
lores e dos eleilos !
Se o voto dos cleilores era lo espontaneo, co-
mo dizeis, para que tanto altar. ? Se OS Roma-
nhoes eram to contrarios ao Papa, para que era
preciso irupelli-los lano .'
Mais anda ; muitas pessoas foram expulsas
der do lapa, como arbilro temporal O como gran- pelo terror revolucionarte ; as lisias el
IIO .lili A ri. 1:1(1 miiril f>r.w<\n nrt .. >i .1.. ^ ^ .... I .~. .. i .. I .
de auloridado moral cresceu consideravolmente,
como era natural, nao havendo no Occidente,
quera oll'uscasse o explendor da cadeira de San
Pedro.
Por outro lado a devoco para com o Vigario
eitoracs
foram expurgadas de" grande parto os julgados
adversarios ; dos restantes mesmo a grande maio-
ria nao foi urna: na provincia de lVolonha que
tem 320,000 habitantes, dos quaes 83,000 adul-
. tos capazes de volar, s 18,000 foram apurados
de Chnslo consltluio-Ihegrande patrimonio mes- e s6 houve 6.000 volantes !!
mo desde o lempo dos imperadores pagaos, como Depois disto venham ainda fallar no voto das
atiesta Ammiano Marcelino, historiador pago. populaies 9
Constantino constitnio ao Papa patrimonio que ( E porque quo agora raes.no a Romanha est
rendum 200,000 cruzados. guarnecida por Iropas toscanas ?
Mas larde, no VI seclo o Papa era j i um po j i;asla vej H1UIS ein r i(los t scja f>
telado no occidente e o s grande persagem do ( exercicio da soberana temporal do" Papa.
mundo romano, que os meamos barbaros respe- ,:; bein dc vcr> (,ue a qU4,ror.M eillrar om ut!1
' .' cxaiue completo da organisaeo dos estados non-
As ...vasoos acabaran, cora o Senado e cora o Uficios, por |isoiro quo fusso; setia Cciso escre.
Consulado, c o povo romano e a Italia nao achou vcr uni votume
refugio seno no Papa, que muitas vezes toraou Assim qa0 subordnando-nos idea que nos
sobre s. o governo de Roma e de urna parte da guU> a dt ia3liflet goVuril0 rin;ino aos o|hos
,,'.' da sciencia ca govcrnaco e do sonso publico
loi como chefe dos Roma nos que S. Leao sal- openas tocnremoa ropdameille a|guns ponlos
vou a Italia da espada devastadora de A Hila ; Inais frjzanies
que S. Gregorio salvou Roma e Ravena da furia Elll tempos'era que a liberdade tudo para
da Ag.lulfo e aples, da de Ariji de Denevenlo. uraa cerla classe> Cnvc, Jizcr.lhc q(le us su,,_
l-'oram os Papas que defenderara e ampiraram o
povo romano das lyrannias dos imperadores de
Conslantinopla e anda que foram, emquanto po-
deram o por muito mais lempo do que o povo
queria, sub ltos liis desses imperadores, eram
j considerados como principes daquolles povos.
S. Gregorio Magno possuin 23 dominios, unidos
i
dilos do Papa, sem as ruidosas formulas parla-
mentares, gozara de mais real e verJadeira liber-
dade, do que os governos que se orgulharn de
liberaos. E a razo fcil de indicar: que i
organisaeo dos estados do Papa d a cousa ape-
zar de nao ler nfurma que muilos julgam n.dis-
pensavel. E primeiro compre que se attenda
, ,. hcii3j.ii. i. (iinueiiu cun ir que se aueiua a
luaes comprenendia Oenova com luda a cosa __ i ....
.. ^. b forma da monarchia-papal: c electiva c o eleito
martima desde a Toscana al Praveuca assim I i \
.i ,-i ''".> aim e sempre um homem de longa carrera publica
filie a* II.K lllior-lll Imlu? ,>nr Hn ...,, ....!,. I juui.iu
que as suas liberalidades eram de um grande
principe.
Quando Justiniano II quiz encarcerar o Papa
Sergio II. os soldados de Ravena, da Pcnlapole,
da Emilia, foram a Roma e expulsaram o envia-
do imperial. J ento o Papa governava o du-
cado dc Roma e protega aquellas provincias.
Quando os Lombardos se apoderaram dos Alpes
Cocios resttui-os ao Papa Joo VII o o seu rei
Ariberto com as cidades de Tortona, Bobbo, Ge-
nova c Savona.
Nesse lempo (705 a 707) possua a Santa S
Gallipoli, Olranto o aples. Depois os impera-
dores iconoclastas dc Conslantinopla, querendo
destruir com perseguices o culto das iinagens
fizeram rcvoltar os povos, que se deram de todo
ao Papa.
Os lombardos penetrara ento na Hala o s a
magestade do Papa salva Roma : Luilprando re
dos Lombardos entra era Roma somente para ir
em que se habililou a dirigir os homens ; em que
provou tlenlos e virtudes. Depois o principio
descentralisador, que cuntido nos devidos limi-
tes, o verdadeiro principio liberal, acha-se pra-
ticado pela forte organisaeo municipal e pro-
vincial, que d solueo definitiva 3 lodos os ne-
gocios do municipio ou provincia at urna alca-
da elevada e s os negocios que a excedera que
sao enviados capital. As mesmas autoridades
administrativas proviuciaes lera junto a si um
conselho electivo, que lhes embarga o aroitrio.
Os negocios pois sao expedidos cora presteza e
se haalguma queixa contra demasiadas inmu-
nidades do poder municipal.
Aadminislraro da Justina, este to importan,
le ramo do servico, publico, nao d motivos de
queixa aos romanos. A magistratura, como nao
creada por partidos, nem porlanlo repassada do
paixes polticas respeilavel c respeitada. Se-
..... ,..... gundo a tabella criminal do anno de 1858, de
depor as suas armas e bandeira real sobre o tu- 0412 causas crimes comecadas neslo ou j nos
mulo dos apostlos. annos anteriores passaram para 59 penas e -i
Desde S. Gregorio III data a cessaco de lodo
o dominio dos imperadores do Conslantinopla na
Italia. Os Lombardos succederam-lhes as ten-
tativas de oppresso e conquista ; mas quando o
mal foi mais intenso, Pepino, chefe dos francos
desee dos Alpes, derrota Astolfo. reidos Lom-
bardos e restitue ao Papa (75 da era do Christo)
os seus dominios entre os quaes Bolonha. (1)
Assim que j em meio do secuto VIH o Papa
reinara na maior parte da Italia Central c meri-
dional.
Como se v esla dominaeo foi creaco espon-
tanea da Providencia. O poder espiritual dos Papas
a Sua Santidade torna-os primeiro arbitros das
contendas dos fiis, mais tarde grandes e ricas
personagens, logo depois a primeira autoridade
processos.
A fazenda publica prometlia a maior prosperi-
dade, fructo da organisaeo fiscal, cuja mais ulil
insliluicao o conselho de fazenda [Consultas-
delle Finme) eleita pelo conselho provincial
como este o pelo municipal e este pelo colle-
gio eleitoral, mas todas aseleices feitas por lis-
tas trplices, que sao levadas escolha do sobe-
rano ou do delegado da provincia.
O conselho do fazenda tem 2J raembros secu-
lares representando as 20 provincias do estado e
noineados pelo soberano, sendo somente dous
padres, para representaren] no conselho as ideas,
do governo.
O orcamenlo c todos os annos minuciosamen-
te discutido, o que raro se faz nos governos par-
moral do Occidente e necessariamenle protector; lamentares. O resultado que o governo pontifi-
e refugio da Italia, rei cmfim do vasl03 domi-
nios, que mais tarde cerceados por doaces e in-
vestiduras, ha seculos se conservam cora os li-
mites de hoje. A pequea repblica de S. Mari-
no que qualquer outro estado se loria ha muito
cncorporado acha-se encravada ha mais de 12
seculos nos estados do Papa sendo assim um
phenomeno nico e que prova como pouco aquel-
es dominios foram o resultado da arabico ou
da forca.
Nao ha portanlo soberana que tenha mais di-
reito a ser conservada, ou se considere o princi-
pio que a legitima, ou se considere o fado do
seu estabelecimento.
Mas o voto das populaces? Esse voto respon-
demos urna mentira revolucionara. sabido
como na Romanha ha urna populacao turbulenta
dificl de disciplinar : o Papa, que'por nao olie-
ra r os seus povos nao tinha extreito, vio-se era
razo das passadas revoluces e daquelles turbu-
lentos obrigado a acceitar o auxilio dos auslria-
cio que herdou da revoluto de 48 una divida Je
90 milhes de cruzados, afora 40 da divida ante-
rior, c 12 milhes de. papel moeda republicano,
que levo dc lutar por muitos annos, com um d-
ficit de 18 a 20 milhes, j em 1858apenas dez
annos depois da catastiophe poltica o econmica
houve no orcamento ura excedente de mais do
100 contos e no dc 1859 cerca de 180 conlos. A
revoluco veio destruir lo prospera prespectiva
que moslra quanto pode um governo justo o eco-
nmico, sera augmento de tributos e abaixando.
tres vezes a tarifa das alfandegas.
A evidencia desta habilidade fazia cscreverem
13 dc julio de 58 ao Constilulionnel de Pari.s
as seguintes palavras :
.< Os satisfactorios resultados do orcamento de
1858 explicara-se pela severa economa que se
emprega as despezas do estado. O augmenta
da receita nao se deve ao augmento do imposto.
Os estados romanos pagam 08 milhes de fran-
cos com 3 milhes do habitantes (8); a*Franca
eos na Romanha. Quando estes por medida es- COra 35 paga 1.000. Donde se segu que emquan-
iraiegica, parliram de Bolonha ficou o campo li-1 to um romano paga 22 francos ura francez pa<-a
vre aos revolucionarios apezar do poucos. ven- I >- n u j
cera quasi sempre com a sua acUvid.de os I o- ? """^, m ^^"^ g?VCr"0 PnU-
mens de ordem mais d^uln. ficl ""Z**' <*<>* "'ls saltos, dos quo
mens de ordem mais descuidosos.
Assim a revoluco excitada, soccorrida, ajuda-
* t
pintara esciiramenle sem o conhecer, fazendoin-
leira iustiga ao bem que pratica .
da por extrangeiros acampou na Romanha ape- c ,
zar do voto das populaies, o quo bem se man- A l a1ul.nol"emo.s ios nossos finance,ros que ;,
fpinn n, 0i:- / i despeza da cobranca dos imposlos que e de lodos
lestou na eleicao dos chamados representantes da em geral -correi, alfandegas, sello, predio*
Romanha : semelhantes a tantos que ahi temos > p|c. de 14 0|0 c s de 4 0p0 no imposlo prel
nrmmriMln dial. Os impostos sera lancamentu de novos tri-
butos (eem augmentado bastante as alfande-
gas que em 1848 rendiam 22 milhes de francos,
em 58 rendiam j 29, depois das tres reformas
favoraveis ao commercio.
O ministerio das obras publicas dos mais ac-
tivos. As obras feitas ou em execuco, s no u!-
presenciado..
Nao se consenlio uclla nem liberdade de ira-
prensa, nem de palavra, quando se iralava de
nada menos, do que do repudio-da soberana do
Soberano Pontfice ; agentes piemontezes, envia-
(1) Bolonha nomeada expressamente, no di-
ploma do Luiz o Pi, entre as cidades que Pepi-
no o Carlos Magno jam dudum per donationis
paginam restituerunt beato Petro Apostlo el
praedecessoribus vestrii. Troya cod. dipl. Long.
n. 681 citado na Resposta almemoranlum del
governo dello Romagne.
[i] O niarquez de GabriaeUe l'origint de i*
guerre d'Italiep. 28.
s (3) A populacao dos estados romanos era se-
gundo aestatistica ofRcial de 3,124,666 almas eia
1853, leudo crescido de 1850 a 53 em 38 966 se-
guindo a mesraa progressao em 53 nao devia ir
longe de 3,200,000 almas.
1
fMUTOISIl


12)
MARIO t>E PERNaMBUCO. SaBBAIiO 5 DE FEVERE1RO DE 1860.
/
/

limo decenio, sao realmente de vulto. O n-
uuaire de la Revue des deux mondes de 55-56
calcula, que era quanto o governo romano gasta
cm obras publicas 5,46 0(0 da sua receila, o Pie-
monte s gasta 3.81. Em especial, a grandiosa
obra do enxugo das Alagi'ias-Fouliuas, com que
nao pode lira Norva e um Trajano, incetadas
jiorPio VI, sao continuadas e estendidas at Os-
missao de ajudar a desfazer o que se li/.era em
1815. Nao pesada a torca, nem difficil o en-
cardo de a execular. Nada flzemos ento para
nos nem para os oulros. Nada temos pois que
desfazer fagora. Quem n'aquelle tempo fez de
mais ou fez mal destruir a propria obra. Nos
assistiremos e colheremos da comedia humana
mais urna lico proveitesa acerca da inslabilida-
Jia por Pi IX. Os estados romanos possuem le-; de das couss terrestres,
legraphos elctricos, cajninhos de ferro, e Roma j vimos desautorisar solemnemente, o imperio
a llunnnacao agaz. Sena longa a enumeracao fmncez e o seu chefe intelligente. enrgico, e
qiiC aqu podenamos fazer, mas s indicaremos audecioso. que violara injustamente o nosso ler-
as oscavaooes de Ostia, da Carapanha romana e rito'rio c que altacra a nossa independencia. Fir-
via-Ai.pia. as adnnraveis das Catacumbas, mag-jnmnjos, essa senlenca sem rancor nem ira, mas
Hincos gabinetes de ciencias naturaes com que Com a indignado que a oflensa provocara, e cora
Universidad! da Sapienza, um ob- a eonscienciosa conviceo que nos provinha da
M-rvatorio magntico, que o Cosmos chama com-
pleto, alm da generositiade pessoal do Papa pa-
ra com o observatorio astronmico do Collegio
romano, o primeiro da Italia e um dos primeiros
o mundo cm apparellins o inslninienlros, etc.
Indicaremos atilda os premios dados aos agricul-
tores que ptanUssem um dado numero de certas
.nvons, os quaes importaran em mais do 150
unios distribuidos de ISiO a 57 pela plnnlaco
de 1 136;(I85 arvores.
A ppulaco val em augmento, sendo o de 50
-a 53 de por 77 cada anuo, em quanlo em Fran-
ca nao fui de 51 a56scno de 1 por 13!); acha-se
["ni distribuida havendo 7 i cidades de 5 a......
10,030 almas 32 do JO a 20 e 15 somonte
oais populadas'; di 75,7 habitantes por kilme-
tro quadrado e 5 14 individuos por familia; o
que todo sao dados muito mais favoravets do
I i os de oulros paires, que se dizem mais avan-
zados. Assim O Picmonto cm 48 linha una po-
pulaco de (S_ pessoas por kilmetro quadradn
{ Aiiituuire de52) a Franca cm 1 linha Gr>
[ Avnuaire de longitudes ).
Os pobres nos estados romanos, segundo a es-
latistica rilada, em 53 eram 37:015, islo 6 :
talados romanos 1 pobre em 8G habitantes.
Franca 1 20
Dolgica 1 3
Inglaterra 1 6
li esses mesmos pobres romanos neham fcil
rouforto nos immensos estabclccimentos de eari-
lade e na caridade dos particulares; alm de
>;; e a almeiitaco batata.
K d'aqui vem que os romanos sao dos povos
que ramem nn-iliur. A estilstica da carne con-
sumida (io Roma de novemure de 1854, a no-
vembrode 1853, da conte noventa e oito libias
< de 12 oncas) por cabooa par 22 dias do car-
io': porque nos outrs 112 comc-se peixe ;
vem a ciar 10 oncas por' cahoea e por da. \
nossa existencia polil'n-a de enlo. Eramos mo-
narebia velha ; as velhas monarchias deviam ter
o nosso appoio. Identidade de situarn e do in-
leressos. Communham de principios idnticos.
Agoralglorifloaremos o imperio que njndamos
a anniquilar, e prestaremos homenagem ao su-
fragio universal e ao novo principio monarcliieo
na pessoa do sobrinho e successor afortunado de
N'apoleo I. Os lempos sao outros ; outra a
Europa ; nos tambem ja nao somos o que ento
eramos. Antes da nossa rubrica estar a dos ven-
cedores de Walerloo a dos prinripaes signatarios
da Santa Alltanca, e, para que o contrasto seja
mais elTicaz e mais til o ensino. o noine de Mel-
ternich firurar as actas de 1860 como so lo
as de 1S15. Nao nos perlenre a nos discutir se
esta significativa rasualidade 6 ou nao importan-
te Ape/ar das reformas com que o imperador
ile Austria quiz remorar o imperio antes de en-
trar no congresso, a nosa situaco mais lgica
do que a sua. Nos somos monarehia nova.
Felizmente, nao temos questo nenhuma es-
pecial com que enlreler a allonoo do congres-
so. Ovi'ina est muito bem na mo dos he-pa-
nhes. As eternas quesloes do Sacranento c do
Rio da Prala ja nao sao nossas e a legislarn dos
limites ao norte das nossas possessoes da frica
occidental nao negocio de didicil resoluco,
com quanlo possa vir no futuro a ser de grande
vanlagem para nos Da melbor organisac&o rio
servico repressivo do trafico nem misaremos fal-
lar, nem o dereriamos fazer, mesmo no caso em
que a i-so in lireclameiilo nos ioeitassem.
Vamos pois, ao congresso sem interesso direc-
to a delTender, e vamos bem. Nao temos prelcn-
OS. Nao nos cabe solicitar. A nossa indepen-
dencia p. completa quanlo o cnsenle a irossa fra-
queza. Estamos aptos para o bem, e difBcilmen-
te pederemos colloear-nos no caminlio oppnsii
bil
nossa dbil acco no congresso das gran-
Ruhs Laverguc | lUmc tits Beux-Mondes, 1 de des potencias europeas nao pode ser dclerroim
inaio de o ] d a cada parisiense apenas 100 li- da seuo pela influencia dos inleresses geraes.
bras de carne por auno-, as PJinripaes cidades | polos principios da razan e da jnlica, e pela l-
gica, que sempre a expresso mais lie! da ver-
Igiea 1(0; em Londres 130. Obscrve-se
porm que em Boma nao se calcula como aqu a I
carne salgada; ha mais di; carne; que os romanos consomem mais hortali-
ja e fim la ; que u clima mais quenle demanda '
nenns alimenta. Accrescenta-se que, segundo o '
intendente francez Tournun, o romano beba 202
litros de viniio, em quanlo o parisiense beba 70.
15 ris o anal?! em 1S">(.
Quanto insiruei o publica, est ella lo dif-
::i Hda e loa cuidada*que Huma, ecnlro da chris-
laudade, pdde-se dizer que tocn a niela ueste I
punto. Quasi um sexto da popnlagao total for-!
na o numero da ppulaco estudiosa ; em Lon-
dres apenas um oilavo ou um nono da popula-
ban. Foi um mtnil'i'o do parlameuio inglez, que
dado.
Inleresses geraes, razio, jusliea, lgica e ver-
dade sao nomos abstractos. Todos os invoca ni
para que prevaleca o branco ou para que Irium-
phe o prelo. Cada qual entende essas expresses
a seu modo, e Ibes attribuc sentido diverso. pir-
tugal lia de (azer como os demais; nem elle pode
dar a essas palavras signifioaco que nao seja de-
rivada do seu modo de existir, o dos principios
fundamentaos da sua organisaco poltica.
O Portugal do congresso de'lSO nao c o Por-
tugal do lbl. Ja o dissemos, c boni c repeti-lo
a miudo, porque lia muia gente que nao ve nem
ouve, e outra que finge nao ver nem uuvir o que
se passa n'esta trra e 0 que se vai fazendo n'ella
lodos os dias. Nos demos cabo da monarehia ve-
b fi dizer Inglaterra em urna obra que Fez all Iba. Pode ser questo se. tizemos bem ou se pro
grande sensaco I) ; porquanto o aulor 6 co-I cedemos mal ; mas certo que aeabou. Orgaoi-
nliccidn cerno hemeni publico de notavel indo- sainos outra mu difiVrcnte da antiga. Mudamos
pendencia de carcter, e por i so impondo res- ,o syslema da admintslra*;ao ; alleramos o tnclho-
pcito, como dia o jornal protestante o Mor- do do imposto ; dispuzemos de diverso modo a<
ning-Chromckle. finanzas; reformamos a jusliea, o ensino, o exer-
a parle a caridade 6 mais larga- cito, a marinha e as colonias ; moditeamos a si-
luacao do clero ; confundimos as classes : aboli-
mos os privilegios e demos a liberdade Ierra.
mente excrctada. Mr. Fulchiron calcula as es-
molas do Papa, dos prelados o mais pessoas ca-
ritativas em 10 muimos de cruzados cana an-, f.egislaeo poltica, commercial, lisral, adminis-
ihi ; alm dkso ha os hospilaes que recebem lo- trativa, judicial, militar e penal, propriedade, in-
dos os pobres que se apresentam, ondeS.io trata i dustria, crdito, ludo emfim compiizeliios C orla-
dos come protegidos de .lesos Chrislo. Todos os nisamos a nosso gosto. Os revolunconarios fa-
butm em liorna para mais de KlOO /em assim, e nos assim flzemos. Quem livor mo-
flo do nomo, que se arrependa ; nos, nao. Revo-
dolos s raparigas pobres, priiicipnjnienle as edu-
cadas nos conservatorios, e quo so ajustara a
asar.
Teeiii calumniado muito o governo pontificio
como porsp.giiide%: pois bem eis aqui o que cs-
i i '.a Mi. de Courceles o embaixador a rep-
blica Ir.inceza jun'.o -oo santo Padre em 1613:
Depois da volla do Papa somonte se intenta-
ra in 38 processos nenhuma priao preventiva
luro e anarchia sao consas muito riill'erontes
Alfonso Ueariques, Alfonso III, D. Diniz, 1). Joo
I, D. Pedro duque de Coimbra, I). Joo II, o mar-
quez de Pombal e I). Pedro IV foram revolun-
conarios.
A propria dymnasla dos nossos res se honra
de o ser. Ella prendo antiga dymnastia pela
ausencia da lei slica e podo comparecer entre
BU fez nos priineiros seis niezes; nao honre ne-jos representantes do dirello divino com os lilu-
nhuma sentenca capital, julgamento, sequestro,
uein mult-i.
Y. Mr. de Torquille, e:r. sesso de 18 de oulu-
bro do 1849, dizia A assembla franceza :
. I.' induliilavel que esta revolucao coinecaila
rom a violencia o assassinio, continuada, mas
los que ellos proprios recoiilieceram e aceiiaram
como ligilimos : mas o fundador do ramo poilu-
guez da casa de Dragama puz como base funda-
mental da nova dymnastia a manutencao dos
principios revoluncionarios ou liberaes. Assim o
diz a carta constitucional. A palavra revolucao
com vidriola e loccura, depois do turnada Ro- nao nos faz estremecer. Quer dizer aUcrnc'o,
na, nao cuslou a ninguem liberdade, nem bens, mudanca, e nao significa anniquiltaco.
nem vida. Ora, o Portugal revoluncionario vive de inde-
Uasldva porm t!izer que o Pi IX do boje pendencia, de liberdade e do governo regular e
lie mesmo Po IX do iSio, que abri as por- justo, ludo quanlo for contrario a estes princi-
las da patria e das plisos a lodos os exilados pios era qualquer parte de globo antipatliico
ii presos, quando parle dos quaes tho leui pago sua nalureza poltica e nocivo sua existencia e
um a mais negra iitgraiido. aos seos inleresses. Os inleresses ger*aes sao pois
Mas dizem : o governo do Roma um governo para nos outros o triumpho dos principios cons-
dc padres; pois remellemos os calumniadores lilutivos do nosso proprio ser. O Portugal novo
para o Annuaire de la Recue des Deux-ilondes socio o alliado natural dos Estados livres e dos
de 55-56 que C tesicinunlio insuspeilo, e ah le- que o desojara vir a ser, e nao s pelo conven-
rao que, pondo de pacte os tribunaes superiores cimento da razo, da jusliea e da verdade dos
i.i capital, apenas liavia n'aquelle auno 33 pa- principios, mas tambera pela experiencia salutar
*res em em presos eivis, e segundo os ltimos dos resultados.
dados, all consigu idus, os padres eslavain para sombra da arvore da liberdade, todo lem
c.om os seculares como 1 para 80 ; ao lodo 98 prosperado na nossa Ierra. Nao ha nega-lo. Os
padres, e o numero dos seculares empregadosI que suspirara pelas cebollas do Egypto, suspirara
nos tribunaes puramente ecclesiaslicos, era mu- mal. As cebollas ja nao prestavam, c, se Ih'as
lo superior a 98. pozessem agora na mesa, afrmamos que as niio
Erofira.em as revol?oes, os estados romanos comiaro. O Portugal novo ha de entender, e en-
deriam U: sor boje (ios mais ricos do mundo.
At 1>.0 liveram sempce um Corle excedente del
ic.iii i -, depois vi io a (poca das revoluQocs que
. iram precursoras da catastropho de 48, que lan-J
'o urna temerosa per'.orbaco em toda a vida
social, e apezir disso. do:: anuos depois, as feri-
las eslavam cicatrizadas e j se entrevia uraa
.; i ca de prosperidade.
Lancemos agora urna vista d'olbos para o Pie-
motile, o lo gabado e admirado Piemonle, a
torra querida da revolucao. (i voltio syslema li-
ri!i i dt'ixado em caixa G't niillioes de francos, os
<|uaes os revolucionarios esbanjarara ou sumi-
A divida era em
725 ni. fr.
10
40
05
.un sem nunca darem cuntes I
meados do 56 de
Venia de bens nacionars
- um omprostinro de
liis di dficit por orijamenU; de 50
b6 inilli.
'Itendidas as despozas da ultima guerra ] a divi-
da publica oin 63i. milhdes de francos : islo leu -
limado os iiiipostos do 8 milliocs em
a 150, em 189 por meio de una quanli-
!i noros impostes que espanta !
1'. para que se veja que elieidade se desfruda
no l'iei.mul, basta dizer que o o:\aiuenlo ciim-
l rehende Irirtta catkegorias de receila ordinaria,
iHim ii;ia enorme uianlidade de taixas e addic-
tende assim, as quesloes do direlo publico euro-
peo. Ajustica que elle lia de volar para os ou-
lros ha de ser aquella que oulr'ora elle pedia
para si aos governos e aos povos.
A razo humana poz na legislaco de quasi to-
das as nacfies um aforismo de iuconleslavel ver-
dade. Igual condieo, igual disposico. E una
regra de jusliea universal. Ora, Portugal onde
encontrar condieoes ijuaes s suas, ha de forco-
saraente volar a favor de disposicoes iguacs -
quellas que applicou aos seus casos, ou lia de
renunciar lgica, quer dizer, razo e ver-
dade. Islo nao so tire duvidade.
O congresso lem por fim principal o arraujo
definitivo dos negocios da Italia que nao linde-
ra in ser resollidos nem na entrevista imperial
de Villa-Franca, nem as prolongadas conferen-
cias de Zurich. F.slo de um lado os habitantes
da Italia Central pedindo independencia, liberda-
de, paz, tolerancia, bom governo e ordem, ei-
Pjimindo os seus votos, com socego c modera-
cao, e recanlieccndo a monarehia como um prin-
cipio salutar e fecudo capaz de llies garantir o
gozo de lodos esses beneficios.
Petico legitima, desojos justos e grande lesle-
munlio a favor do principio monarcliieo. Esto
porem do oulro lado os que nao souberam dar
aos italianos nenhuma d'essas couas.
Promellcm oulhorga-las agora. Os povos can-
...naos admiravel (5} de modo que o grande ci- *? dc experiencias cruentas, nao quercm
dado lieHionte/. nao se pode niecher sem pagar.
Ditosa condieo, ditnsa genio !
Maso prugresso iiidtslrial o coinmercial 1 Essc
niostra-o abalauca conmiercial com asomma de
438 mili es que o Piemonle leve de pagar aos
cstrangeiroa para equilibrar as exporUcos com
.ts impotlaces de 1850 a 1850mais do 71 mi-
lhes que arrancou a um deputado em 1 i do maio de
i-st.-i culamaeo ; Nos hriucaiiios alegre-
Diente sobre um vnlco,
E i is ah o listado-madcllu !!...
beranos abandonado os seus throuos expoi.la-
ncamenle. Os Italianos nao querera a repblica
de Plalo, nem a de Lamartine,, nem a de Luiz
Blanc, nem a de Ledru Rollin, nem a deMazzini.
Querera re c ordem, mas re que seja amando a
ordem, que ordene civilisando. Este querer nao
muito censuravel, e se os inleresses da Europa
se oppuzerem a unio com o Pieraonte, fotoa
todava confessar que as razoes que a dotermi-
nam sao plausivcis, e que o carcter do nosso
governo e das nossas insliluigoes exige que res-
petemos essa vonlade e quo votemos por ella,
ainda quando tal designio nao devesse ter o as-
sentinicnto unnime do congresso.
Este com ludo um ponto de mais difficil re-
soluco. Os Italianos teem o direilo de se cons-
litnirem a seu gosto. E' inquestionavel. Porm
asoutras naQoes podem querer por a csse direi-
lo um limite determinado por inleresses geraes
de ordem differenle, mas nao menos diana de
alteneo. A Europa pode preferir a creaco de
um nina da Italia Central a annexacao a Pie-
monte formando o grande reino da' alta Italia.
N'essa divergencia, a vonladc dos italianos o
melbor de todos os meios de resolver a questo
e a ndole dos governos livres acons'cllia e pede
do, os subditos romanos scriam contados entre
os povos mais felizes da Europa.
Sao eates os assumptos mais importantes das
deliberacoes do Congresso. o acerca de cada um
dclles aponamos, sem prevengo nem espirito
de partido, oque nos parece confoimc com o
que somos como nacao livre ecomo povo catho-
lico. Como nacao livre, devenios prolccco aos
Ilalianos.com quem temos affinidade de raca, de
lingua, de costumes, de civilisacao e do amor de
liberdade, de ordem e de progresso. Como povo
calholico, devenios ao Sumuio Pontfice oque os
bons filhos devem aos seus progenitores. A ra-
zo, a philosopliia, eo proprio Evangelho ensi-
llan) a conciliar esses deveres, o gravo sera a
responsablidade dos nossos plenipotenciarios
se desconhcccssem nalureza da sua missao.
Nos vamos tomar parlo nos conselhos da Eu-
ropa pela priraeira vez como" povo livre. Mostrc-
ino-nos dignos do papel que nos loca, dignos da
liberdade que soubemos conquistar, dignos da
religiao a que sempre fonos liis, e, finalmente,
dignos do seculo que deu ao calholicismo um
novo explendor, aos povos a cmancipaeo polili-
ca, a civilisacao o maior desenvolvime'nlo, c ao
mundo um progresso inmenso em todos os ra-
que se siga e.-se. Assim pensa sem rebuco a In- |mos dos conhccimenlos humanos,
glatera, o ella mestra velha em quesloes do! Nio recejamos ir dar notos lentos demago-
indopendencia e de liberdade. Nos, que sempre ; gia. O movimento em que tomara parle a alia
mais ou monos lhe seguimos as inspiracoes, va-
mos com ella ainda esta vez, que nao iremos
mal. O reino da alta Italia ser independenlc de
nobreza italiana, a classe inedia, o povo, c al
parte do clero, nao nina sedico demaggica, c
tima revolucao nacional, como as nossas de
aples, da Austria c da Franca. Ondo est ahi 1385. de 1640, de 18o8, e do 1820. Que Dos
o mal ? Votemos pois pela annexacao ao Pie- abencoc a revolucao italiana, como abenroou as
monte, se queremos ajudar a constituir seria- j do Portugal anligo o moderno,
mente a Kalia.
A Austria amanha pode arrepender-se do
Villa-Franca e de Zurich. Nao seria a primeira
vez. A Franca tambera pode amanha ou no
dia seguinto deixar-se possuir do demonio do
predominio c da influencia no pennsula italia-
na, demonio do que sempre andaram possessos
os res de Franca e o seu povo. aples tam-
bem val alguina cousa. Val mesmo muito ; nem
ha Dalia sem aples, e, infelizmente, sao ne-
cessarias garantas contra as intcnces que se
possatn presumir no governo das Duas Sicilias.
E era qualquer desns casos, a fraqueza do Pie-
monle produzir infallivelmente a queda dos
bons principios na alia Italia, o esforeo dos Ita-
lianos para os sustentar, a guerra civil, a desor-
den) o a continuaco das desgranas daquello povo
to infeliz nos lempos passades, como prudente
o moderado depois do capliveiro.
Um oulro ponto de gran lo ponderaco com-
plica extraordinariamente a questo italiana. E
a nalureza especialissima do governo das loga-
ces anles da guerra. Essc territorio portencia
aos F.stados Romanos o eslava sujciie ao gover-
no temporal do Papa, cuja autordade do sobe-
rano mereccu sempre a lodo o mundo a maior
viiiera.ao o respoilo, o inaiormento tiesta poca
era quo lodosreconnecem as virtudes, a bondaJe
c os dotes eminentes do venerando chote da
Egreja.
Esta parte da queslo italiana seria por cerlo
de solueo quasi impossvel, se o poder lempo-
ral do Summo Pontfice fosse, como poder espi-
le proprio nos entregou, propondo-uos um brin-
de a religiao calholica, c a Jess Salvador do
mundo !
Esta scena foi extraordinaria 1 Nos rogamos
interiormente ao nosso Divino Mostr "que se 11-
zesse completamente comprehender por aquello
rei pelo seu povo idolatra.
Em seguida, el-rei fallou-nos, sempre em
inglcz, de Mgr Pallegoin, a quem chama seu
amigo, (ung friend) da rainha Victoria e de
mu los homens illuslres da Inglaterra ; foi de-
pois do nosso santo padre o papa que se liatn ;
eonvidou-nos para ver o retrato de S. S. que con-
serva em um pequeo quarto.
Por toda a parte para onde ia o rei, seguia-o
urna menina da guarda de corpos, que levava ao
hombro um magnifico sabr. Quando o rei pa-
rava, a menina caba de joclhos.
O rei levou-nos depois sua bibliolheca,
formada de una serie de- cmaras guarnecidas
de armarios envidraeados, nos quaes nao vimos
seuo um pequeo numero de volumes. S. M
disse-nos que os bichos linham devorado todos
os seus livros. O rei foi o proprio que abri em
seguida as jauellas para nos ad mi ramos a pai-
sagem.
Quando vollamas ao salao encontramos a
mesa coberla com diversas pegas de carne. O
rei fez-nos assentar e convidou-nos a servir-nos.
Acceilamos, para nao recusar, urna especie de fri-
ass ; depois os oscravos vieram de joelbo3 re-
tirar os palos de carne, que substituirn) por do-
ces. Reccio ser muito extensa dando-vos urna
dcscripfo da sobremesa. No fim o rei servio a
cada urna do nos um bollo, lomando oulio para
s, c manifeslou-nos o prazer que senlia vendo
sua mesa religioss francozas.
Expressou-se cm muito bom inglez; apenas se
nota difliculdade na sua pronuncia, e necessa-
rio para o comprenbeder, urna grande alteneo.
Durante todas estas ceremonias, as creancas
nao linham deixadode brincar em volta do ros ;
flzeram-uos mil caricias ; quando nos levantamos
para parlir, corrern) para nos e estendendo-nos
as inos exclamaram: Good byca(adeus), nica
palavra ingleza que sabern. ) rei reconduzio-
nos oflerecendo-nos a mao Tullamos apenas
chegado a casa, c alguus olTicaesdo palacio, se-
guidos do oscravos, vieram offerecer-nos das
fruc'.as que haviara sido servidas na mesa do rei
No d:a immediato, pagamos a visita ao prin-
cipe, que linha viudo rr-nos nossa chegada.
Alguns dos padres liveram a bondaJe do nos
acompanhar.
Referir! alguns detalhes; havia menos eti-
quetado que nu palacio do rei ; a casa do princi-
pe o mais singular musen; nos saldes, veem-se
movis europeos, siamezea, chinezes, sellas para
cavallos, chapos de dille re ni os formas, clirouo-
mieros, livros, candieiros do crcel, leitos de
niarmore, vasos de ouro o do prala, escovaa di
falo o para limpar cavallos, caixinhas guarneci-
das do podras, amontoadas pela parlo do cim,
de balso e cm torno dos movis. Doze msicos
siamozes acresceutavam a todas oslas riquezas,
A noticia da nossa chegada cspalhou-se de- urna grande quanlidade de son diversos. Dizen-
pressa ; os christos diziam aos missioiiarios que do-nos adeus, o principe insisti mlo para que
Siain.
Rordo, 5 de noverabro, era frente de Bankok
(Siam).
O nosso navio devia, como sabis, locar em
Bankok. A 11 de selembro chegamos embo-
ca lora de Meiiam, grande rio dc Sio. Foi ne-
cessaro algumas horas para pdennos atravessar
a barra. O nosso capitn leve depois de se diri-
gir a casado Rovernador de Pekuaro, o mandar
para torra a sua artilharia.
Para nos poupar as demoras da navogaco
no rio, alugou iimi grande barca coberla, o pro-
poz que nos conduzirla directamente a Bankok.
I'arlimos de lardo. A noito eslava m'gnifica ; a
la brilliava no eco scni nuveiis ; a nossa barca
prosegua suavemente sobre as aguas tranquillas;
as nossas vistas nao cansavam de admirar as
margpns coberlis de verdura ; quando se osla fa-
tigado da aridez to montona do hoTsonle no
meio do ucceano, consideramo-nos felizes do en-
contrar nos estreitos a rica vegelaco ilos tr-
picos !
Chegamos s cinco horas da manba a casa
de Mgr Pallegoin, que nos reeebeu com grande
bondado. Tivemos a fortuna dc assistir raissa
de Sua Giandeza, cmquaulo que o nosso capilao
ii fazer nos preparar um aposento em casa do
seu consignatario.
ritual, de instiluicao divina. Nao o ." O pastor cas (eram as nossas toncas; ; mullos dosles bons
universal dos fiis nao reconhece superior na padres vieram ter comnosco. Explicamo-lhes
linham lindo religiosas francozas com azas bran- nos tizess mos constar cm Franca o bom acolhi-
raento que nos foi feito. Prometli-lh'o; mas
Ierra quando presido em nomo do Dos a Egreja
de Chnsio, nem a parte espiritual do seu poder
est sujeila as discusses e arbitrios dos homens
ou as contingencias dos lempos c dos acouteci-
nicntos. Como soberano temporal, como legis-
lador profano, como administrador secular, como
eonio eramos passaros anillados na sua missao,
o todas nos empreg >s palavras cheias de cari-
dade. Aquclles ser. iros usara a sotaina ; apenas
deixain cresc.er as barbas, o conservara os pos
pus, menos durante os oflicios. Estavamos mul-
lo commovidas dc ver um venerare! hispo des-
unanceiro, como militar, como rhefe do polica,' calco como todos os seus missioiiarios, o nos nos-
como director do trabalhos publleus, como pro-1 sos'coracoos repelimos as palanas sagradas :
lector do couimerco, da industria, das sciencias,
das letiras e das artes, cabe-lhe participar do-
beneficios e dos inconvenientes inherentes dif-
licil missao de governar, e seguir o impulso da
civilisacao goral ou sor vencido por ella.
A Egreja alhcia a lodos esses trabalhos, Ella
nao coiihoce o general que commanda o oxeici-
lo pontificio, o engenheiro que conslrue os ca-
minhos de firro nos Estados Romanos, o jniz que
julga e senlenceia os criminosos, o algoz que os
execula, s empregados que administrara as al-
fandegas, as autoridades municipacs que dirigcm
os inleresses profanos dos povos, e todos OS fue-
clonaras do governo romano senao como cluis-
los, soosao. Que o director do Uonie de Pie-
dado abuse da sua posico para defraudar aquel-
te estabeleciuiento. que um tinpregado da alfan-
dega seja menos escrupuloso no cu m primen tu
dos seus deveres, que un juiz seja corrupto e
venal, a Egreja, a religiao, o dogma, o a disci-
plina eclesistica nada tem cjiii isso.
Nem oqueira chamar a Egreja para defender
o poder temporal do Pontifico. >s ninkigos -di
calholicismo exultara com essc toj&c defeza,
e allriluiem ento ao espirito da hosa religiao
iodos os numerosos deleitas do governo tempo-
ral dos Estados Romanos. Declaran* o calholi-
cismo ncorapalivei com o civilisacao, e inoslram
o protestantismo, e a heresia grega combinndo-
se sera dilliculdade com o progresso dos lempos
modernos. Esse um mo sysloma. Couduz
infallivelmente ao absurdo que aponanlos, por-
que se diriva de premisas falsas. O pontifico o
o soberano temporal sao entidades reunidas na
mesma pessoa, mas sempre se eonfundirem. ris
deveres e os dircilos sao dislinclOS, e rigorosa-
mente indispensavel que se conservera assim. O
poder espiritual indivisivel 6 inatieuavel, a
possesso do territorio lem .-ido aqu interrompi-
da, acola dividida, logo reconquistada, depois
cedida, em parte comprada, em parte bordada e
por todos os modos sujeila influencia do causas
absolutamente cstranhas a le calholica.
Ha nesla queslo alguns pontos em que toda
a Europa est concorde, sem exceptuar o pro-
prio pontifico. Taes sao, por cxemplo, os abu-
sos e. ms pralicas do governo romano, que o
Papa piomeiteii ha muito, lano Franca como
propria Austria, corrigir e reformar. Tal c a
impossbilidade de roter na sujeieo temporal
pontificia os povos dos Estados Romanes sao
francezes de um lado, austracos do oulro, e na-
politanos nas fronteiras. Se o exercilo francez
dcixasse Boma entregue a si propria, a soberana
apoio quo lliedo os soldad
us
Aqu ha um grave ponto de direito, como se
dizia entre nos em 1828.
Era Italia havia soberanos. Esses soberanos li-
nham a posse hereditaria do residir all, de co-
brar os impostes, de nomear os ministros, os
juiz.es, os rarcereiros c toda a arraya miuda e
grossa da jusliea e dos oulros ramos de serv ;o
publico ; commandavam os exordios, faziam s
eis, contrataran) as alliaucas, prendan) os cons-
piradores e. os que o nao ram c exilavam ou
suppliciavam aquellos que melbor Ibes agradara
.Mas o que va lem razoes para intellgencias des- i castigar rom aspereza. Parece quo mais do que
ai i las por tbeorias destruidoras? Que importa posse. E' direito.
verdade, o bem dos po-os, o direito e a justica
quand.....[ue se quer detar abaxo a Cruz?
Porque contra a Cruz, contra a esperanca de
pobre, do humilde, do virtuoso que a revouco
an.iuha d'ahi vem esses odios irracionaes.
Na essencia a queslo romana, como lodos a
.oii,'prcliendemos, nao seuo a queslo de
Papa ou revolucao
( hrislo ou impiedado
Leusou o demonio.
(.Vflcio.)
rOPTUGAL E A QUESTO ITALIANA.
Pola segunda vez n'este seculo somos convida-
dos a tomar parle nos conselhos da Europa Da
primeira vez ganharoos a cusa do nosso sangue
i direito do asignar em Vienoa- o que ento se
cuidava que seria a paz do mundo. Da segunda
concdemenos gratuita c benvolamente a per-
U Roiiu, ils Rulez and ils idstutions: by
J. F. Manguire M. p. London 1857.
(5 Todos estes dados sao extrahidos da carta
.-o conde repoli de Bolonha, escripia e publica-
ia em Turim pelo conde J. Cosa dclla Torre,
deputado.
au uos consla, que Pc;iol rcsponJcsse.
lem
amor dos povos o
da Franca.
Grande calamidade que o chefe da Egreja
sofira por essa causa amargas tribulaces. E
nao monos ; para lastimar que cm seu nomo se
governe mal a ponto.de orcar os povos a que-
braremos vnculos que os uniam cadeira do
S. Pedro. O chefe da Egreja nao pode continuar
a sor victima dos vai rensdas paixos profanas.
O sen nonio nao dore ser invocado para assaltar
cidades, nem para fu/.ilar rebeldes, nem para
pocessar conspiradores, nem para exilar revolu-
cionarios, nem para outros a-los profanos a que
o direilo de todas as naeoes ligou una responsa-
lidade iucorapalivcl cora a uaiureza especial do
governo pontificio.
Adoptados estes principios, que a boa razo
approia e que a hisloria ensina, que se nao in-
ventaran] oeste socolo, antes de longo tempo
erara condecidos, c por vezes foram acollos com
maior ou menor resignaeo pela curia rumana, a
questo das legajes est resolvida. Aquellos
povos lem igual direilo de se coiislituircm c de
escolherem quem Ihes do o bom governo e a
paz que todos es italianos supplicam a Europa
cujos representantes vao reuuir-se em Pars.
O mudo pelo qual a independencia do chefe
da Egreja devo sor assegurada, oulro ponto
desta queslo ; mas nesse nao ha conflicto de di-
reitos, nao lia dissidenles, nem rebeldes. Os
proprios subditos revoltados esto concordes em
que o prelado supremo da Egreja Calholica do-
ve ser lo independente quanlo o exige a mag-
ni lude das suas funeces, o s.ui carcter vene-
rando, e o respoilo devido a Jess Chrislo, cujo
vigario na torra o Papa, Al i lemos, nos por-
tugueses, o dover de nos mostrarmos sincera-
mente dedicados ao chefe da nossa religiao e dc
lhe prestarnos lodo o apoio qiecouber nas nos-
sas forcas. Nao temoso direilo de violentar os
povos das legacoes a sujeilareui-se ao pessimo
governo romano, mas cabo-nos a Obrigaco do
olbar com cuidadosa dillerencia pelos inleresses
do pontilice, sem prejudicar os dos povos.
O Papa possuio urna grande poreo do territo-
rio que hoje faz parle do imperio frauecz. Na
Italia leve tambem outras possessoes. Cedeu
urnas ; a conjnnetura dos lempos lirou-lbo ou-
tras, e nao licou por isso menos poderosa a
Egreja, menos Iriumphante a nem mais ba-
lido o poder espiritual do ponlice. Ahi mos-
Irou Dos que a susteniaco da Egreja Calholi-
ca nao eslava ligada a nenhuma evenlualidade
temporal, o que onde o soberano perda ou ga-
nhava provincias, o pae espiriai dos fiis nao
augmeutava nem diminua a sua autordade.
O excesso do zolo projiidica todas as quesloes,
e nesta lem osle defeilo produzido resultados
Como sao bellos os ps daquellcs que aiinuti-
ciain a paz o a boa nova
Gomo estavamos em extremo fatigado, dca-
peimo-nns do monsenliur, o reliramo-nos para
a nossa habitarn. Gomocavamosa descancar um
pouco, quando dosannnnciaram risitas; era urna
anciaa, directora do um collegio com algumas
meninas chrslaas, que nos (raziara olleras dc
filelas, bolos, o oulros objeclos. Apresenlamus-
Ihes os nossos agradec metilos.
Sao sal irnos por espaco de alguns dias, se-
uo para ii mos missa.
No dia 1C, foz-se annuntiar o primeiro prin-
cipe do reino (nao sabemos so pederemos escre-
ver o nomo dc S. A.); vinha scompanhado pelo
viscoiide do Caslelnau e por um interprete, se-
guidos do um grande numero de oscravos que
marchavain com o corpo indinado. Picamos sor-
prendidos cora esta honra. S. A. era do estatu-
ra elevada, mas de gordura lo extraordinaria que
dillieilineiilc poda andar. O son vestuario roil-
sislia em um manto de soda, urna veste de pan-
nilibo liianco, e orna facha il^-j i .unan lia. Os
SCUS ps estavam nS. A en fleca eslava rapada
como usara OS Sianezos, oxeepeo do alio em
que havia urna Irunfa de cabellos brancos propa-
rada em li. principe, trazia uina caixa de orno que conlinha
betel, o segundo conduzia um vaso de ouro. onde
havia charutos e una pasta.
Quando entrou, o principe curaprmeritouo
nos a europea, e cora uma excellcnle expresso-
nos dirigi algumas perguntas a respoilo da nos-
sa prolisso e das nossas oecopaces. Depois
dissemos que se desojramos ver o primeiro re-
nao linhamos mais do que pedir ao cnsul fran-
cez paia solicitar una audiencia pranos; acres,
centou que S. M, Inia inuila satisfacao em no-la
on< eder. Agradecemos no principe a sua bon-
dado o a honra que fazia a simples religiosos.
Quando sahio, tocou familiarmente no hombro
do nosso capilao, dizeudo-lhe que estimara ve-
lo em sua casa. Soubemos depois que o princi-
pe linha sido mando pelo proprio ro, e quo ha-
vendo S. M. salilo da nossa chegada, linha a
maior curiosidade de nos ver. Confiarnos, pois,
ao cnsul o cuidado de nos arranjar essa visita
corte, que foi lixada para o dia 3 dc oulubro ao
nieto dia.
Entramos todas qualro para a grande barca
de monsenhor, ornada com a bandcira franceza ;
Sua Grandeza linha a bondade do a por nossa
disposico. i> cnsul e um missionario francez
seguiram-nos cada um era seu barco. Quando
como cu nao colillero pessoa algiima, eslou mili-
to euiljar.eadi' sobre a maucira porque heidedar
cumprimenlo orouiossa. Irma X. Da cou-
gregaeo de S. Taulo de CliailicS.
(Coiii'litiicione/).
REVISTA DIARIA.
Quando damosalguroa noticia, que nos vem
aoconhecimenlo,soraenle temos em vista neste
fado o cumplimento de nina obrigaco a que nos
impozemos para com o publico ; a obrigaco de
p-lo ao correte da juillo que involva prxima
ou remotamente interesso publico.
Islo servil de declaraco, para que se nao
contunue a suppor, que em nossas noticias le-
vamos o proposito de aplainar diltlculdadcs de
qualquer, individualidade, ourender servido a es-
ta ou aquella pessoa.
Consignar um tacto, que sem duvida lia le an-
dar ligado um ou oulro individuo, nao favo-
nea-lo.
Quinta-feira teve lugar a reunio da socie-
dade commandt.iria Araorim, Fragoso, Santos
& ('.., o foram eleitos ossenhores :
Jos Jernimo Uouiciro, presidente da assem-
bla goral.
lira. Jos Mamede Alvos I'crrreira eBcnto Jos
da Costa Jnior, secretarios.
Podro Wanchoaster, Frencisco Joo de Barres
e Hanoelj da Silva Sanios para a commisso
fiscal.
'V
publica, da qual um baluarte invencivel o Dr.
Pessoa, Ilustrado, independente e superior a
considerarles pessoaes, que prometlia muito;
sendo que principalmente esperramos muito
delle na correic.o a que devia proceder, pois ha
muita cousa a pon e remediar, principalmente
no cartorio de orphos, cujo esenvo a opinio
publica denuncia como prevaricador, alem das
prevaricaroes encontradas pelo Dr. Correa Lima,
quando em 1858 fez correico,
do grande desvantagem para a comarca essas
mudancas, ainda que em proveito do mudado ;
pois as autoridades novas, quando convencidas
dejsua missao, nada fazem,esperandoconhecerpor
si os fados, aguardando lempo opportuno, e eis
que habilitados, mudanca no caso, o que s era
proveito dos mos.
A eleico j Iraz por aqui as cousas com ani-
macao : no numeio dos prelendonies ha gente
que cu nao sai em que se flam. O bom ver os
candidatos avaliando-se superiores aos oulros;
entretanto que entre os candidatos ha um que loi
cea opinio expontanea da comarca, que ser
eleito se mudancas adredo forem feitas, cora vis-
tas de supplanlar a liberdade do voto : conti-
nan) as cousas como eslo e nao receio seja ello
o escolhido, deixando por agora de referir o no-
me, o que farei na primeira opporlunidade.
A poicia nao lem tido preciso de Irabalhar,
porque lem havido completo socego.
As chovas lem continuado menos fortes ; mas
o verde j d esperanzas de abundancia.
Sobo titulo de Agricultura publicamos
um helio irahalho do nosso collaboradnr Dr. An-
tonio .Marques Rodrigues, do Maranho, que no-
lo olereceu em sua passagem para o Rio de Ja-
neiro.
Ainda bem que, sabendo avaliar a importancia
desse ramo para o Brasil, esse nosso joven talen-
to so lhe dodicou inicuamente, eslndando com
alineo, as suas necessidades e os inelhoramentos
! a inlroduzir, quer quanlo aos iuslrunientos, quer
ao planto e cultivo.
A Sociedadc de aclmalico de Paris reeebeu
de um dos seus corrcsponde'nlss da Persia a indi-
caco de um certo numero de vegetacs muito in-
tnressantes, que seria fcil, diz o dito correspon-
dente, de importar e aclimatar na Europa.
Eis a enumeracao, sera designarn especial,
tal como foi communic.ada : qnalOTzc especies no-
taveis dc uvas, uma das quaes nao lora grainha
vmtc qualidades de mobl, todas excellonles, das
quaes algumas duraai aleo invern; certa espe-
cie de pecogo de um lamanho e de um perfumo
oxcopciouaos ; duas especies de ligumes, de que
nao lia similares em Franca, e de que os Persas
fazem grande consumo ; uraa luzema que produz
sote corles por anuo ; romeiras e all'ostigos, que
produzem sera cultura [Inalmento uma planta
chamada lombeki susreptivel de se fumar como
o tabaco o que goza, segundo dizem, da proprie-
dade de curar a tsica pulmonar.
I.o-se no Indicador Econmico de S. reters-
bourg:
O cnsul dos Estados-Unidos da America em
Nicolaiew, nas margens do Amor, M. Collins,
apresenlou ao governo um notavel projecto para
o eslabeleciment de um lelegrapho entro Mos-
cow e a cidade dc S. Luiz, nos Estados-Unidos,
pelo eslreilo de Behring e Siik, pelo dito projec-
to possvel estabelecer uma communicaco di-
recla entre Nova-York e Saint Pelersbou'rg. O
aulor da memoria julga possivel estabelecer lam-
boni uma ramifieaco de Niaehla a Pekn, alm
da ilha Sachalin ou .leddo o Hakodali. O com-
plnenlo deste lio soi de 14:040 militas ioglo-
zas. o cslabelecimenlo do lelegrapho cuslaria
:i. 100:000 rublos, e seu costeio 9JO.000 rublos
por anuo.
Escrovem de Berlin a 10 de dezerabro : se-
gundo os dados eslaiislicos os mais modernos,
a |iopulaco da Prussia cunta aclualmenle do
mais de 18 milboos de almas. Quanlo aos pro-
ducios do slo elles revelara ura fado raaravi-
Ihoso ; a colheila da batata produzio no uliimo
anuo 2S0 milhes do alqueires, dosles consumi-
se no paiz 18'J milhdes, e os 100 milhes restan-
tes sao empregados nas dglillaccs de agur-
denle e n'oulros ramos do coinmercio, como cx-
porlacj para o eslrangeiro, etc.
Ura dislincto agrnomo, M. Gualler, fez co-
nhecer uraa receila para que as estacas flquern
quas ndestructiva.
No concurso regional de Rourg, diz elle, ura
lavrador apresenlou um molbo de estacas de sal-
gueiro peieitaraenie conservadas, ainda que ti-
vessom servido, ha dez annos com ellas, apre-
senlou nutras uo preparadas, quo apenas cora
um sc-rvico do dous anuos estavam do lodos es-
tragadas. O ilonileur dc* Courrers publicou o
modo de preauroc&o, que o seguintc :
Preparase uma barrica ou um tonel, tendo no
fundo sulphato de cobre ou vitriolo azul, que se
dissolre n'agua, na proporco de um kilogramma
Neste mesmo dia realisou-so no Santa Isa-i '"."" 20 li.lls de li*l",!" ". com o auxilio de um
el o espectculo lyrico-draaialico ora beuellcio ?: ",?.c"?"seess *issluijo at que as subslan-
das Sras. Harini o Gavetli.
A representaco corren bem, quer na parle
cas ii uein perfoitameiile combinadas cora a a-
gua. Quarenla huras depois, procede-se i:i-
nca, quei na dramtica, cuja coinpanhia salisfoz mer8ao daf estacas: licando estas bem banhadas
a expectativa; no que foi acompanhada magnifi- com *1"?Ila preparacio; tiram-se para fora do
camenle pelos artistas italianos. A Sr." Harini deu uma exte'nso a voz, que es- "'"' u,aram d,: ma cor esverdinhada, que indi-
lavamos longo Jo esperar, sustentando assim en-i'.1'10 ',IR' proJuzo o seu efiVitO, repe-
tro nos a opinio que ha conquistado era oulros sp i,0i'erilCa" i hcando ellas bem impugnadas
poral do summo pontifico nao encontrara no desembarcamos, tivemos de percorrerdebaixode
Os povos todava, oppoem a esse direilo outro
maisrarasvez.es eonliecido, mas fundado na na-
lureza do homem e da sociedade, na philosopliia
do direito e no Evangelho. E' o direilo de seren
bem governados e dc nao Ibes ser cortada a pelle
quando os losquiam, por nos servir de uma eom-
paraco antiga. mas enrgica. Elles sustenlam
que um direilo, c que lodos os soberanos o ju-
rara guardar quando sobem ao throno.
Qual d'estes direitos varaos nos sustentar no
congresso ? O direito dos mos govejnos que os
povos nao querem, ou o direilo dos povos que
nao quercm taes governos ? Este 6 o ponto. O
povo quo alcunhou de mo o governo absoluto,
e por isso o nao quiz, qual dYsses direitos leria
mandado sustentar e delTender em um congeesso
que se livesse reunido era 18:13 ? Pois esses deve
delTender e sustentar em 1800.
Mais ainda.
Os Italianos olham em torno dc si era busca
da liberdade que a Austria e os seus archiduques
Ibes nao souberam dar, e olham com a avidez Klanienlavcis. O poder temporal do pontilice pa-
cora que o viajante qu-asi gelado pelo fri ao
atravessar os Alpes ve ao longo a fogueira que o
podo aquec
beral com
[oral, porem os povos allcgam que esta esrolha
uta direilo. raaiormente leudo os respetivos so-
dece pelo excesso de zelo dos que o exerciam em
seuiiome. Do oulra forma, ia muito teriomsi-
:er. O Piemonle ha muitos anuos li-|do atlendidas se ponderaedes licnevolas dos Es-
ordem. Vamospara o Plemonie. E'na- lados Calholicos. Ento,'corriiiidos os abusos,
nK'Hiorado o syslctia de governD.c hormonisada
a aidmicilraco cou progresso jjerald raun-
um sol ardenle, um grande espaeo de carainbo
propalado de lijlo vermelho. Na passagem vi-
inos as estribaras roaos dos clephautes. Era uma
espele depaviihaoesporava-nos um pagem,que
nos fez sentar all emquaiilo se previnia o re da
nossa chegada.
Algumas centenas de oscravos appareceram
alguina distancia para nos examinar. Ticemos
de esperar muito tempo. O cnsul vendo que o
calor e os nossos Irages nos fatigavam muito
loz previnir o ro, que don Ordem para nos dei-
xarem entrar im mediata mente.
O palacio eslava cheio de um grande nume-
ro do oscravos sentados sobre os calca libares No
alio da escadari.a, porta da sala da audiencia
achava-so S. M. Tem uma estatura mediana o
milito magro : a sua expresso lem alguina cousa
de aiisiera, que so ola etn senhor absoluto. O
seu vestuario consiste em um manto, uma cami-
sa branca, uma pequea veste de soda transpa-
rente azul-clara, um bonete escessez ecbinelas
bordadas da ouro. O cnsul apresenlou-nos, e
o padre dirigi algumas palavras em siamez a S.
M. O rei, conservando-so en) frente da porla.
olliou para nos por alguns instantes em silencio,
depois dando-me a mo, perguntou-me se ou
fillava inglez. A' rainha resposla afirmativa,
disse-nos cm inglez : Senhoras, desfjaes ver
a rainha ?.> Depois disse-nos que o soguissemos;
alravessoo com incrivel rapidez una grande sa-
la cheia do principes e mandarina. Estavam pros-
Irados sobio os cotovellos um com as faces no
chao. Uraa quanlidade de creancas, vestidas cora
um simples manto, o coloras do conloes e bra-
ccleles do ouro, corran) em torno do nos. Erara
as oni as creatinas livres no meio daquolla mul-
lido dc oscravos. Pobres creancas! passados
algnns anuos lereis lambem que vos prostrar na
presenea de S. H.
Seguimos o rei por muitos corredores, no
meio de una dupla lileira de ranlberes prostra-
das. s. K. p.arou do repente e perguntou-nosse
sabamos fallar latini ; disso nos que o fallara, e
para nos convencer disso recilou osignal da cruz;
ln nomine Patris ele. Depois loinou o cruxifi-
xo que pendo das nossas cotilas, dizendo-nos que
saba muito da nossa religiao. Alinal chegamos
a uma excellcnle sala, inobiliada a europea; on-
de havia um-throno e uma cadeira de bracos do
ouro que ra presento da rainha de Inglaterra.
Quando entrou o rei apresentou-nos a rainha ;
lhe IJaeen consort, como elle lhe chama, eslava
vestida com ura manto c uma facha langada so-
bre o hombro direilo, como usara todas as mu
Hieres siamesas; tem una bella piesenja ; cal-
culo que lera quarenla anuos.
O rei apresenlou-nos tambera aos tres filhos
da rainha, ea um grande numero de damas com
uns liinla filhos. Depois convidou-nos a sentar
e foi elle proprio quera nos apresenlou frutas em
um sexto de ouro.
Havia na mesa um apparelho que abri, e de
onde lirn pequeas gnalas com vinho de difle-
rcules especies.; depois do copo que havia re-
servado para si, laneou uma gota em cada um
dos cepos que uos-&sta.Y.m destinados, e que cl-
theatros de excellcnle cantora ; e a Sr.J Gavetli
nao lhe licou somenos, se.....mbargo de na conti-
nuaco baver enronquecido de maneira sensivel
Y. boje a representaco da companhia dra-
mtica, sol a empresa do Sr. Coimbra no tbealro
de Santa Isabel.
Vai sc-iia o Xbel e Caitn, e a comedia origi-
nal franceza os Detafi t.
Tomos noticias do Cimbres, as quaes do-
no- aquella localidade n'um estado laslimavel
quer pelo lado hygieiuco, quer por sua sttuaco
climatrica.
A secca assola ludo, e os gados vo niorrendo
sera recurso alguna, pois as chuvas nao apea-
recen.
Ueste estado ten) resultado fugirem os gados
para as senas, onde tem destruido as lavourasl
lano mais quanlo nao cxisleni tomadas para im-
podi-los, sendo para admirar que j nao baja
lido logar olgum conflicto entre plantadorese I
creadores ; o que que para desojar continu,
para que nao accresra a afflicco ao afilelo.
O delegado lem dado providencias acerca da
retirada dos gados, mas ludo ha sido improficuo
pela falla acuna referida de tomadas nas es-
tradas.
A varila grassa cora forra, eeni Noint ja lem
feito urnas quinze victimas em adultos.
Alera deste mal, reina um oulro, que consiste
em clicas lories, cephalogia igualmente forte,
vmitos o diarrhea. Esta docnca ja tem ceifado
lamben difieren tes pessoas.
E esperado all o delegado Monteiro, c consta
a domisso do subdelegado Carvalho Cavalcanli.
As noticias que recebemos da Boa-vista che-
gara ao lu deste mez, econliimam nao haver sof-
frido nenhun ataque a tianquilidado publica nos
qualro termos deque se corapoe aquella co-
marca.
A secca prosegue com todo o seu horrivel cor-
lejo de mortandade de gados, falla de
do vitriolo azul, bauhani-se em agua de sal, e
quando socca poden ser empregados para qual-
quer uso, na certeza do que ollas lem uma du-
racao decupla da quo ordinariamente tem as es-
tacas.
MonTALIDADE DO DA 2| DO CORIIENTE :
aria de Mello, ezposla, branca, 3 mez.es; tosse.
Francisco Jos do Espirito Sanio, branco, viuvo,
^ 00 anuos ; eolito ebronica.
Flix, prelo, escravo, solteiro, 40 annos ; indi-
gesto.
los Hara da Costa Carvalho, branco, viuvo 50
anuos ; gaslrareio.
Sabino, lardo, 7 mezes; bexigas.
Hospital de caridade. Exislem G5 ho-
mens, 57 mulheres nacionaes, 2 homens estrau-
geiros, 1 homem escravo, total 128.
Na totalidade dos doenles existem 38 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e G homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo oirurpio
Pinto, as 8o raoia da manba, pelo Dr, Dornellas
as 8 horas da manba.
Commuuicados
Agora que o Sr. Dr. Alcanforado parece 1er
despido a sua phrase das formas acrimoniosas,
do que a principio a havia revestido ; agora que,
como so ve no Diario do boje, ello ja so esque-
ceu do Sr. dezetnbargador (Juimares, ja levan-
tou o analhem.a, a quo havia votado os deputa-
dos commerciaes, para lembrar-se do tribunal
do commercio, tambera de minha parle esque-
cer-me-hci do Sr. Dr. Alcanforado, para s lem-
brar-me de seus arrazoados impressos.
Muitos dos meus amigos achavam, que cu nao
responda conforme a pergunla, sem duvid!) por-
que liam o que eu escrevia, e nao o queescrovia
o Sr. Dr. Alcanforado. Para que lodos vejara
' i bem s claras, quaes as cavalheirosas normas de
t-i/i'J.i, ciu. I.IU. Ili.ia ICIIUO lio UUI illllfl KM .1111 e- ... I ^.,..., ___ j- '. ,
en.ado a alhmospher. uma face carregada, es- s 8Slcs 2 Pri;1 CU1 relev0-
erav.ira uma melhora, pois suppunbara essc ,7,' ,2,$Z'".l?;s'r ..
ihennuieno precursor da cabida de chuvas. I V ?,--.' AIc'1nfor^0' Jizcndo a un juw.
.. a subsistencia publica, penuria d'agua para a ,
Hella, ele. ele. : mas lel.do no da anterior apre- P.r9e*tor.*B Sr" l)r' Alcanforado, e aprec.em dc-
s
pe
phennmeno p
A falla de arinha que existe no rio, c o alto
pceo do 16; por quarla quo olla esl dando no
Joa/.eiro, lem teilo affluirem para all todas as fa-
rinhas das sorras, que sustenlam os mercados dos
dos termos agrcolas ; de modo que estes ja se
recenten) sensivelmenle dessa sabida extraordi-
naria, que ha tornado ludo caro e dilFicil.
Havia ja chegado oDr. Lacerda, juiz de direito
Horneado paia a comarca ; o qual acha-se em
exeicicio desde 13 do passado. Muito esperara
delle na comarca; principalmente indo substituir
a um magistrado cujo nome llca all devidamen-
lo apreciado por seus actos do inleira justica e
imparcialidad!', sempre manifestada no decurso
de sua Judicatura.
Escrevem-nos de Garuar, em 20 do cr-
lente :
Foi preso na manl* de 16 o professor de pri-
meiras letras Jos Isodoro dos Santos por nao
ler entregue um escravo do qual era depositario,
sendo sallo na manba de 19 por ter juntado o
depoimento de duas lesteraunhas, na pclieoqne
requoieu fosse relaxado de priso, depoimenlos
que para niim nada valan, alem de seren in-
su Bidentes.
Temos presenciado oslas noiles pagodes na
casa de cerlo baeharel que esl unido aqui a cer-
ta sucia, que s esl saiisfi ila quando trabalham
os olhos no eco e as mos no mundo. Foi tal
a algazarra e herrara que fizeram em certa noile
que o digno delegado vio-se obligado a mandar
ordem para pdrl ermo ao pogode, no qual a
abundancia da patricia e concumitaiilcs se fazia
sentir.
For cartas particulares (vemos noticia de
haver sido nomeado chefo de polica para a pro-
vincia do Paran' o digno juiz de direilo desla
comarca, o Dr, Pedro Camello Pesca. Esla co-
marca perdeu muito, e princip-ilmenle a justica
(MUTILADO!
que elle julgou prevenido, jogou-lho ura in-
sulto ;
2." O Sr. Dr. Alcanforado, dizendo a um juiz,
que elle julgou sem exame dos aulos, jogou-lh
ura insulte ;
3 O Sr. Dr. Alcanforado, dizendo a um juiz,
que elle escreveu o contrario do que pretenda
dizer, arremessou-lhe un ridiculo :
4. O Sr. Dr. Alcanforado, dizendo a um juiz
que nao o pode comprehender por mais tratos
que dsse sua iinaginaco, arromessou-lhe um
ridiculo ;
o. 0 Sr. Dr. Alcanforado, dizendo a um juiz,
que um fundamento do accordo por elle lacea-
do, (i ftil banal e conlradilorio em si, usan do
una phrase demasiado grossein, que revela a
ina ventado com que entrou nesta discusso ;
6 O Sr. Dr. Alcanforado, dizendo aos dous
deputados commerciaes, que julgaram a queslo,
que nao fazia coma com elles, na s moslrou-se
'lesprczador da lei, que all os collocou, mas
ainda cobrio de ridiculo os mesmos deputados ;
7. O Sr. Dr. Alcanforado, distando aos depu-
tados commerciaes, que seus votos de nada va-
lan, porque eram sabidos dias anles, ou calum-
niou-os ou denunciou-su espreilador das conver-
saeftes alheias, sendo que e-n lodo o caso cobrio-
os de desprezo e de ridiculo ;
8." filialmente, o Sr. Dr. Alcanforada, estrel-
lando a deciso proferida por ura tribunal a um
s de seus membros, revelou um plano pouco
digno d'uin advogado que se preza, uma estra-
tegia para inulilisar os juizes injuriados, como
disso meu pai o Sr. Dr. Vicente Pereira do llego
em sua correspondencia do hoje.
Ora, avista disto, que censuras moroco eu, quo
sou levado pelos sagrados motivos por meu pai
revelados, respondendo ao Sr. Dr. Alcanforado
no mesmo lora, com que elle, aggrcdia "? Veja o
publico, que o meu procedimenlo foi diclado pe-


lo do Sr. l)r. Alcanforado. O que uuvo foi qu
He arteirameate involveu 05 insultse os ridi-
culos com a saa grande questo, o eu nao s>u-
be alterar o meu modo de escrever, descrimin in-
do os ponlos di quo trata, Agora porem que ahi
ficara capituladas todaj as urbanidades e convc-
niencbs do Sr. Dr. Alcanforado, quera dir que
eu me exced na defeza ?
Devo duas palavras ao Liberal Pemamlu-
cano.
Diz a redaceo desta folha, que eu desrespei-
toi um mais velhoda ordem e ti/, mal a causada
caixa filial, pela qual tanto me nloresso, e ap-
parenla tambera intercssar-se a mesma redacg; o.
Bjostr3r-me-hei doc, quanto esta uliiraa ccn-
sideraco. Quanto aos mais velhos da ordein,
porem, oITcrecO redacraodo Liberal Pernambu-
cano e ao Sr. Dr. Alcanforado a seguinto formu-
la de juramento dos advogados da Franca. O
publico dir, se nao foi o Sr. Dr. Alcanforado,
quem se dcsrrspeiiou a si, qnem, postergando as
DIARIO DE PEnSAMBUCO. ^ SAMADO 35 DE FFVEREIKQ DE 186A.
Caldoso Ajre, e acresceuu que Itllilo k'ilo esia
aoramuniaaco a Ayres, porque este coslumava
pergontar-lhe, quando voltava da caixa, quaesas
pessoas que all enconlrava, nao.se lembra com
tuijo se lho indicara aos que all tinha visto no
mesmo dia que Francisco.
Entretanto, ltenla a maneira, porque Reg
depoz nao admira que de nenhuma das pessoas,
quo elle assevera ler visto naquelle dia, elle se
lembrasse depois do dia 12 de marco de 1858, e
que so se recordasse de Fewhacrd para ser apnn-
tado aos embargados, o que admira 6 que estes
por sua parte nao cuidassem de fazer cilar os in-
dividuos, que no dia 12 de novembro de 1857
iizerara os desconlus que consta dos autos a fl.
205, olm de corroborarem, sendo possivel, o
depoimento de Reg, e que uem ao menos trou-
xessem a este jmzo Joo Cardozo Ayaes aflm do
completar tal depoiiuento.
. Os embargantes asseveram que Ayres negou
. na polica o fado de havcr-lhe Joo l'ereira Re-
mis indeclinaves normas de conveniencia, es- 1 go cominuuicado o encontr que, segundo aflir-
quecendo o decoro da ordem e grandes razos' na Uvera com Francisco Fewheerd em dias de
de interesse publico, collocou-me na posico cu : novembro de 1857 na caixa filial, e comquanto
que meacliei. | nao tenhamos raesmos embargantes podido pro-
Juro ser fie', ao rei o caria constitucional, var esta sua assorco, pois que pelo chefe de po-
et nada dizer ou publicar, como advogado, con- lica nao ll.es fo dada a certido, () que pedi-
* do documento de fl, 263,
(3)
trano ai losa regula mentn, aos bous costu-\ ram, conforme se v
mes, seguranza do estado e paz publica, ejcomludo de sopor que clles fallara a verdado]
nuncaafaslar-medo respeilo devido aos tribu- porquanlo se o dito de Pereira Rcgo livosse sido'
naeses autoridades publicas.
Observou o Sr. Dr. Alcanforado 15o elevadas
prescripgdes, que alias sao intuitivas ? Porque
se gritara cont.a mim, (|ue so desearreei-me,
fui transviado pelo mo cxemplo d'um mais ve-
lho da ordem ?
Diz o Liberal le hoje, depois de resumir os ar-
suslentado pelo scu paira) Ayres na polica, os
embargados nao teriam deixado de trazer a este
juizo o mencionado Ayres, que sendo, como c
negociante de consideravel fortuna e de posico
elevada e indepenJente, se prestara a dopo'r e
nao lemeria malquislar-se cora os embargantes ;
tanto que nao receiou subministrar aos embar-
rasoados impressos do Sr. Dr. Alcanforado, que gados para instruirem a sua causa as letras de
nao fazo mesmo a respeib dos arlgos do senhor fls. 143, 144, 145 e 146.
estudaate por nlo serera escriplos era lingaagem Se o tribunal do commercio tvesse lido aojme-
jundica e decente, e nao olTerecerem proporgos nos a sentenca appejlada, nao escreveria seme-
para um resumo. Sao fertilidades de eseripto- thsnle fundamento, poique alii o depoimento de
res habis, 6 um insulto itirado a um pobre es- Rogo se acha nao s transcripto como aualysado
ldante, por quera alias no dia antecedente se com urna miuuciosiJade, e criterio que faz hon-
nioslrou interesse, para rotira-Io da liea, em que
c>l dando trabalhos talvez a um mai's velho da
ordem.
Por ventura nfelo argumentei, nao oppuz razos
srazos do Sr. Dr. Alcanforado ? u que pre-
ciso para que a redaecio do Liberal Pernambu-
ra ao zelo e intelligeueia do magistrado que a
proferio.
Sinto dizer que sem o exame dos autos, sem
terlido o depoimento do Joao Pereira liego, sem
ler lido a sentenca appcllada, o tribunal jurn
as proprias palavras dos embargados, appclla-
cano ache materia remmel ? Nao poderia a I dosde cuja conteslaco foi quasi textualinen-
redaccao abstrahir, do que chamara minhas face-te oopiado o referido fundamento.
cas e acrimonias, e resumir as minhas razos ? Eis aqu a prova :
Pois a minha linguagem jurdica nao vale bem a Diz a conlestaco arli- Diz o accordao :
do Sr Dr. Alcanforado ? Melhor fra, que a re-1 go 20 :
Oaccao do Liberal dissesse. que nao resuma por- Que em 12 do novem- Que Joao Pereira Re-
que nao quera... e estando no seu direto, niu- bro de 1857 o mesmo go (que nao caixeiro
guem por isio llie faiia aecusaces.
C irao quer que seja, dispenso bem a segunda
u oa folha liberal, que me contesta a li-
berdaJe de pensar e escrever, mediudo a'defezn
pela aggressao, e eonlinuarei.
Espero mostrar ao publico'nosseguinles arlgos,
com a mais cenobtica seriedade, que o Sr. Ur.
Alcanforado lao feliz no meio de suas aggres-
scs, e s-lo-ha 110 tim, quanto o foi no princi-
pio
/. P. do Reg.
Recite 2 de ferereiro de 1860.
0 quinto fundamento do accordao de que me
ocetipo o seguinie :
Que Joao l'ereira Rogo (que nao c caixeiro
neni empregado di Banco jura ler encontrado a
12 de novembro (dia em que foram descontadas
as ledras em quest.io) Francisco Fewheerd socio
da ca.a dos embargantes encostado ao baleao das
propostas ; e scu depoimento est longo de ser
infirmado pelo documento agora offer-ecdo a f. |
655.
O exame da procedencia deste fundamento ser
Fewheerd fui encontra- nem empregado do ban-
do por Joao Pereira lie- co), jura ler encontrado
go nacaixa filial, e jun- a 12 do novembro (dia
to ao baleao d^s pro- em que foram descoula-
postas......das as letras em questo)
.........Francisco Fewheerd, so-
.........co da casa dos era Da r-
.........gantes,encostado ao bal-
.......cao das propostas.
Nao tencionava ser to extenso ueste artigo,
mas a demonstradlo, quedesejo levar evidencia
do urna assercao minha, que alguem poderia
parecer menos respeitosa do tribunal, qual a que,
o accordao foi proferido sem o exame dos autos,
i alo me forra.
Continuare! a analyse desso fundamento no
artigo seguinie.
Recife 2i de feverero de 1360.
J li.G. A Ico foro do.
Correspondencias.
Srs. redactores.* Por deferencia para com
feilo confrontaudo-o cora o depoimento de Joao a redacto do Liberal Pernambucano e maisrespeil3
Pereira Reg no juizo especial do coraiueruo. ao publico, responJerei s observacojs feilas pjL
'<< One tendo ido ror varias ve.es a caixa filial "f, .re',DS0 f.1".^"1^ transcrigao do ac
no m?z de novembro do nnno passado descontar Ud. "l^elitmo tribunal do cominercio.
letras de Joao Cardozo Ayres de quem caixei- 1 proferido na causa pendente entre a caixa filial
ro, sendo que foi esse mez aquello em que elle do banco do I5rasil e as casas iebcr e Keller
teslemunha mais vezes foi a referida caixa, all m ninn nm > mm c i;.; 1:. .'
vio Francisco Ferhweed em urna dessas vezes no P m"n S6.dir,'a:> ^^ s moti-
espaco compreheiidido no primeiro andar entre
a oseada e o baleao d'is propostas, nao podendo
elle teslemunha dizer por nao se recordar, se foi
a primeira voz que no mencionado mez elle les-
temunlKifoiacaixi qlie vio ao indicado Ferhweed.
Nada mais disse, e repergunlado pelo advogado
vos por que nao aceilei a discussao provocada
pelo Sr. Dr. Alcoforado, como advogado dessas
casas, no terreno em que elle a colocou.
Priineirarrrcnte sempre me parecsu muilo in-
conveniente toda a discussao pela imprensa sobre
apesar de ja haver deposto na polica, nao se
lembra de mais cousa alguma acerca das uezes
que foi a caixa, e das dalas deltas. Disse que
nao se record.i se foi no da 12 ou 18 de novem-
bro que vio a Francisco na caixa, a->sim como se
nao lembra em que outra data atli o vio naquelle
mez
Ira
1
odios e paixes, e consequenlemente perturbar a
calma dos espiraos dos jtiizas ; e (al ha sido a
taticd empregaja desda o comeen daquella
causa.
Em 20. lugar nao se traa Je urna queslo'
tz. Disse que nao se lembra ler visto em ou- scientifica ou jurdica, mas da voracidaJe ou fal-
', n22?2 d"" F""c:sco c'11xa- sida Je de lettras, que mais do facto do que de
c Disse que se nao record- em que posirao se J' """-'" ""I"-"0
ochava Francisco quando foi por elle teslemunha l|[rell cuJa solucao depende de exame e aprecia-
eacontrado na caixa, e nem se lenha algum ob- Qo de provas que existem nos autos, <|ue s nel-
jeclo na mo, o que se records porm que se les polem ser regularmente discutidas, sendo
achara entre a escoda e o baleao ja dito. nnr ennconninto ,.;, ,j is, r- <
t,... i_ ... J llur tonsesuinio vaa loda a discussao Tora del-
1 crido o accordao assoverado, como acuna se j uiouimju wia uu
que Joao Pereira Reg jurara haver cncon-|'fs.ou era abstracto, a nao ser acompanhada
ve.
Irado no aia 12 de novembro (dia era que foram |de innmeras cerlides exlrahidas dos mesmos
descontadas as lettras em queslo) a Francisco autos ; oque a tornara nimiamente fastidiosa
ternweed encostado .10 baleao das propostas, nrnillf, ,,,! j.
ser precisa outra prova mais do quo a leilur 8 prollx.a' T".1"'0 alias ajusta apjee.acao de-
do referido depoimento, c que tica textual- Provs 6 da pruativa competencia dos tribunaes
tiienlc transcripto, de que o accordao foi profe- perante quera sao exhibidas o discutidas,
ndo sem o exame e lciiura dos autos, contendo Alm dislo, desde que o Sr. Dr. Alcoforado
o depoimerilo, em que. elle se bascia, nao o qne ,m....n ,.,r. ;,, """"
relie se escreveu, mas cousa raui dv'ersa? | .l[0uxe **[* a 'Prensa a discussao, nao da ques-
que por si
deci -
pes-
as co-
indigitando nomes proprios
d
cru
enaerra elle um tacto que tero a p
ra do mesmo Francisco Ferhweed .
coso socio da casa dos embargantes declaren se-1 CIIJ"S '"uividuos foram fortemente aggrediJos,
rom falsas as "
con!
b
portante e de tal consequenca? I -"-" H". |>iui-aiia, ou pea paixao que
A pardesla inexactidao, veja o publico porque sempre ma onsellieira, ou que nao passava de
modo analysou o digno Sr. Dr. Peretli o mesmo urna nova estrategia para inulilisar os iuizes a
depoimento
Diz a sentenca
fundamentos :
Das icsteniunhas que depuzeram de f!. 294 a I*"* que ejam favoravois causa de Bieber
38i v. nenhurna vio a Franiisco;Fewheenl na ca- e Keller, ou que mais tmidos
rilial, excepto Joao Pereira Rogo, o qual jura as agresses imnressas.
ier all encontrado o mesmo Francisco em urna
das 0 ou 8 vezes que foi a/lita caixa no referido
mez, e acrescenta que nao se
dia 12, ou no dia 18, ou era oulro qua
do indicado mez de novembro que vio a '
na caixa filial,
< I! de notar que o achar-se na caixa filial um ,ela Priineira exploso do Sr. Dr. Alcofo-
aegociante, nao ora um fado de aatureza a cau- i ra,'o,
---------^ ww. -^ vw w~ W1..VU. nt.mi,o UIV.IUI Ul( ?u- I ---------- ------------ 111 U.H u-^irjll'iji;.^,
rera falsas as letras em questo. E poda o ac- compreliondi que a questo e iornava p-ssoal
lordao do meretssimo tribunal do coramcrcio que nao podia deixar de degenerar em r.olemic
baseiar-se inexactamente em um facto to ira- ,r iQ1>la '..... .0uiicijr era polmica
portante e de tal consequenca ? arden te que era provocada, ou pela paixao que
reformada por esto e oulros V.ZZ^"T' t?0* a ave;h"em-se
1 de suspeilos, afim deentrarom em seo lug
iar 011-
recuera ante
Por lodas estas razas pois entend que nao
embra se foi no me assentava bem envolverme directamente em
ilquerdia tal polmica. Meu (iiho rorem pedio-me licencia
Francisco para lomar a t|efeza je uma ()as peS50a3 anr,rei].
sar impressao no espirito de quem o presenciasse
e a ser lembrado motes depois e com a circuras-
lancia do lempo, eni que tal facto, visto do pas-
sagem occo e dado algum fado extraordinario que li-
zesse recordar o farto comnium, que se figura,
de estar um commeiciante em um eslabelecmenlo
que descorita letras, negocia com saques, ele. ele
e tanto mais conmino, se com esse cslabelcci-
nienlo tivesse a casa de tal commerciantc fre-
quentes trans.-ces
Nao pois natural a lembranca do fallado
encontr de Francisco na caixa filial, quando a
par do semelhante fado nenhum oulro se den
mais ou menos importante e relatado por Perei-
ra llego que limita-so a dizer que esse encontr,
desde que veriiie-ou-se, faou-lhe gravado na me-
moria, porque elle teni a memoria um tanto fi-liz
por ser esa pessoa chara a outra que o
honra com a sua amisade, ha muito lempo, e
para fallar no niuu nome como adv. gado da cai-
xa filial. Consent nissu ; mas tambera nao
linda approvado a phraso a crimoniosa de que
se lem servido, desculpavel em verdes annos, e
faret com que seja modificada.
Sou.Srs. redactores, seu alientoleitor,
Ou. Vicente Pereira do Reg.
" Por ter sahido com alguns erros notavais,
repelimos a correspondencia supra pedido do
seu autor.
bl
Srs. redactores.Rogo-lhes o favor de pu-
icarem a presente, pea qual declaro, que a
resposla que o raen antigo amigo o Exm. Sr.
Basilio Cuaresma Torreao se dignou dar-me so-
a respi no dos relos que presencia ; sendo que a- u y.u"!?m Torreao se dignou dar-me so-
pezar da fdicidale de sua memoria, llego nao senir" na'"rallda,1e uo commendador D. Antonio
recorda o que fazia Francisco, nem se tinha al- \"*<;*>, que o Liberal insrio em
gura obiecto as .naos e era se fallara com elle %" "" S' "ao [)r,,va J"na,s T"' cssc i''stre Bra-
assim como nao se lembra o lugar, em que pre-
cisamente estova Francisco, e nem as pessoas,
que vio na caixa quando all cncontrou Fran-
cisco.
Desmentida assim a felcidede da memoria de
Reg, conhece-se a improcedencia da rato que
elle d. de nao recordar-se das outras psssoas,
que vio na caixa filial na me-;ma occasio, em
que diz ter encontrado Francisco, pois se d'este
lembrou-se Pereira llego tendo-o visto na caixa
nina s vez, por maioria de razio se dava lem-
siliano nascou na provincia do Cear ; labora
slm a mesma resposla em alguns equvocos e
erro ; v. g., o meu bo.m amigo aonde achou es-
cripto Camaro, aonde achou D. Antonio Cama-
rao, concluio serem e.sses o mesmo D. kntonio
Filippe Camaro ; deslembrando-se que ao mes-
mo lempo, que este, exisiiram, o com esle al
serviram, oulros indgenas do mesmo apellido
Camaro um certo se bapUsou l no Coar,
sendo ja pa de lilhos ; concluio lugo o meu ami-
go, que ah aonde se baptisou nasceja : e dizque
ram os embargados com rdeces e propostas,
que junlaram de II. 78 a fl. 89, a casa A quo Fran-
cisco pertence era ncostumada n fazer aescontos
pelos seos caixeiros e socios na caixa filial, e m'3;,5l !|o eseremos ten iiom.s das capitana*
co, como o dslc o era ao do geral do l'.rns.l, na
Baha, e assim tambera os d.>s demais capitanas ;
por consegrante nada de singular e extraordina-
rio olTerecia a presenca do wesroo Francisco na-
quelle estabeleciment#, anda que all fosse visto
pela primeira vez.
Alliruii Pereira Reg que no proprio dia era
que cncontrou Fnncisco Fewheerd na caixa fi-
lial communcou isse mesmo at seu palrao Joao
dt Parahiba, do Rio Grande do Norte e do Cear
territorios da capitana de Pernambuco ou o ter-
ritorio de Pernambuco lindar aonde coinoca o da
Parahiba, salvar esle o o do Bio Grande do or-
te e ir emeiidar-se, e continuar com o do Cear :
eu 0 mostrarei depois mi'lleir.
e dspresou em-
r
Esta certido a que se refero o accordao.
tim o uieu especial amigo os escilplun. tuu-
lemporaneos e conclueotcs sobre o poni e se-
guio aos equivocse aos que escreveram um se-
culoe mais de secuto e raeio depois, sem darem
razao ou provas da novillada que avnncaram
contraria ao teslemunho dos que riram. Mos-
trarei circumstanciadamenlc quanto acabo de
dizer, logo que me chegHe mao o 3o tomo da
corographia do Sr. Dr. Mello Moraes, o qual to-
mo 3o prestou ao meu amigo o mai.i forte dos
argumentos com que leve a boudade de me res-
ponder e com tanta brevidado e ento ver-so-ha
que a lgica e a hermenutica nao consentem
assignar-se o lugar do nascimento do commen-
dador D. Antonio Filippe Camaro, se nao na
provincia de Peruambuco. De V. Ss. atiento
venerador e assignante.
Antonio Joaquim de Me2/o.
Publicaces a pedido.
Resposta ao llnal ds~Factns I-
viT.sos.-iIu Liberal Pernambuca-
no de honteiia (81 do corrate.)
Se a causada caixa filial com as casasBie-
ber o Kelleror vai bailando na opinio publica
do Liberal ou antes aos olhos da sua redaccio,
porque os lera annuviados pela ogerisa que' ha
mostrado mesma caixa cora as suas recentes
publicaces contra ella ; e por isso menos com-
pleme para dirigir a opinio publica acerca da
questo pendente.
Se todos os poderes do mundo deven) res-
ponder perante a opinio publica como sabia-
mente diz o Liberal, ento devera tambem os
juizes, que proferiram o accordao era discussao
descerdas suas sedes 5 arena jornalislica para
responder pelo seu acto, porque foram elles os
provocados eno o advogado da caixa filial que
s lem obrigacao de discutir nos autos respecti-
vos perante o tribunal competente. Assim pensa o
Leonardo.
ELEig.VO
(las provedoras, escrivaas e
mordomas que nao de fes-
tejar o Senhoi" B0111 Jesus
das Dores no anuo de 18G0
a 1861.
Proredoras
As Illmas. c Exmas. Sras.
D. Candida Francisca dos Rcis, esposa do IIIm.
Sr. lente Joaquim Bernardo dos Res.
I). Mana Candida da Costa, esposa do Sr. Joaquim
Ferreira da Costa.
I). Balbina Mara da Conceico Lima, esposa do-
Sr. Miguel Arcbanjo da Roza Lima.
0. Digna de Santa llosa, filha do Sr. Francisco
Jos Gomes de Santa Rosa.
Escrivaas.
As Illmas. e Exmas. Sras.
D. Maria da Paz de Arandas, filha do Sr. Fran-
cisco Bazilio de Arandas.
I), (termina Lino da Rocha, filha do Sr. Joao
Manocl Lino da Rocha.
D. Marceoiiilha Goncalve3 da Cruz, esposa do
Illm. Sr. lente Eleodoro Fernandes da Cruz.
D. Albertina de Moraes Sarniento.
Mordamos
As Illmas. e Exmas. Sras.
I). Josefa Mara do Carino Ferreira.
I), llcrmina Isabel Ferreira.
I). Calharina Thomazia Baealho.
D. Augusta Celestina de Moraes da Uesquita Pi-
inenlcl.
I). Maria Candida de Moraes.
I). Cilicina Liberata Quinlella de Oliveira.
I). Maria Zeferina Carneiro Machado Rios.
D. Hargarida Alfonso Ferreira.
Eslava assignada pelo padre Manocl Cyrillo de
Oliveira, coadjuclor pro-parocho.
ELEigAO
dos provedores, escrivaes e
niordomos, que hao de fes-
tejar o Senhor Bom Jesus
das Dores em S. Goncalo no
aimodelSGOalSGL
Provedore
Os Illms. Srs.
loo Baptisla Fragozo.
Dr. Joao Ignacio Pogg.
Escrivaes
Os Illms. Srs.
Professor de msica Pedro GuerriJo.
Antonio Domingos Pinto.
Mor domos
Os Illms. Srs.
Jos Antonio Pereira.
Manoel Gomes de Campos.
Joao Antonio dos Beis
Joo Fernandes da Silva Oliveira.
Manoel Jos do Souza Mello Braga.
Joo Caelano de Hagalhes.
Jos Francisco Rodrigues da Costa.
Dr. Joo Ramos da Silva.
Joo dos Santos Nuues Lima.
Evaristo Mendes da Cimba Azevedo.
Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarment.
Antonio Jos Clemente de Moraes Sarment.
Uespaciios de e.tporiueao pela ile-
sa do noosulado desta eidade
dia 1 do feverero de 18G0.
LiverpoolVapor inglez Stanley,Saunders Bro-
thers & C. 116 saceos assucar" mascavado.
MarsilhaBarca franceza-itevcrrier, N O. Bie-
ber & C, 1,303 saceos assucar mascavado.
Rio da PrataPatacho dinamarquez Ernestinas,
Amorim Irmos, 150 barrican assucar branco.
Rio daPratiPolaca oriental .S. Agoslina, A
Irmaos, 3O0 barricas assucar branco e 50 ditas
dito mascavado.
LiverpoolBarca ingleza Chases, James Ryder
i C, 100 saccasalgodo.
LisboaBarca porlugueza Formosa, Manocl C.
da Silva, 2 barris mel.
Havro Rrigue francez Parahiba, Lemos J-
nior Leal Ruis, 3 arrobas de doce de guiaba.
Recebedoria do rendar-i internas
-raes de Pernambuco.
Rendmento do dia 1 a 23. 25:6^086
dem do dia SI.......1.-983*128
27.6013814
Variedades.
Abundanea do ?jrska*eruzes.
O conde do Nesselrode, decano dos ministros
dos negocios estrangeiros da Europa, o o conde
Walew.ski, que era ltimamente ministro dos ne-
gocios estrangeiros em Franca, e que na 1 lem
anda cincoenla anuos, sao os dous ministros
que lem mais condecoracoes em loda a Europa.
Cada um delles lera trinta gra-cruzes.
Via se i rpida.
Um negociante americano que vai para a i'.hi
de Ceylo, doixou New-York no dia 10 de junho,
e chegou a Liverpool na manha do dia 19. De-
pois de haver concluido alguns negocios em Li-
verpool e era Londres, erabarcou em Soutbamp-
tun no dia 20, no paquete que se dirige a Ale-
xandiia, e leva o correio da India.
Este Americano deveri ler a sua viagem ter-
minada no dia 15 de agosto, viudo deste modo a
percorrer a distancia dos Estados-Unidos Chi-
na, isto, 15,000 milhas, em 66 dias.
Dous meces e alguns dias ler-lhe-ho portanlo
sido suficientes para alravessar o ocano ndico,
o mar atlntico, o mediterrneo c o mar da Chi-
na. Ter visitado a Inglaterra, Gibraltar e Mal-
la na Europa, Alexandria e Suez na frica, Aden,
Ceylo, Pouang, Singapura e Hong-Kong na Azia'.
(Correto do Porro.)
Consulado provincial
Rondimenio do dia 1 a 23. 49 701^005
dem do dia 2.......1.-746J5B0
_____ 51:452$5z5
Pauta dos precos dos principacs gene-
ros e ppoduccoes nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
20 a 25 de feverero de 1S60.
Agurdente alcpol ou espirito
de agurdente .....
dem caxaca. .......
dem de cana .
dem genebra......
dem idom.......
dem licor.......
dem idem.......
dem resillada e do reino .
Algodo em pluma 1." sorle .
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3." dita ....
dem em caroco.....
Arroz pilado .. .* .
dem com casca ......
dem branco novo.....
dem mascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......
dem grossa......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem modo........
Carne secca.......
Carvo de madeira ....
Cria de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bous......cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Cliifrcs........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra curtidos
dem de onca......
Doscc de calda......
Idi'in de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos. .....
Esleirs de prepon ....
Estoupa nacional.....
Parinha de aramia ....
dem de mandioca ....
Fcijo..........
Fumo en^fulha bom ....
dem dem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gomraa polvilho.....
Ipecacanhua.......
Lenha em aihas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
Uadeiras cedro laboasde forro.
Louro pranchoes de 2 custados
Costadinho. .......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguhadas.....
dem qiiiriz.......
Virnhlico pranchoes de dous
distados.......
[dem idem custadiuho de dilo
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 2 1/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuacs
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
[dem em obras eixos de socupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel.........
caada 600
300
400
60
botija 240
caada 6i0
garrafa 280
caaada 720
arroba 8$GO0
> 7$G()0
> 6600
2,^150
arroba 3j!000
alqueirc 3500
arroba 4J350
2^800
canada 800
2<560
arroba TgOOO
>: 3$840
arroba 6500
4$000
5'000
9^000
7$000
2l)00
103000
12$000
cento 2j(.00
igooo
3$000
55000
3200
libra 280
400
175
um 300
lOgOOO
libra 500
400
isooo
um 3g200
1$C00
uma 300
arroba lg600
33000
alqueire 2,$560
alqueire 6,$000
arroba 14|oOO
9$000
75000
105000
65OOO
35200
arroba 355000
cent 0 2350''
13C00
12300
uma 3000
um 103000
uma 65000
85OOO
2g500
4S000
252 0
1$600
um 25000
145000
455500
a IO51IOO
SgOOO
IO5OOO
uncial em cuinpiiriienlo da oiuein e3i vigur,
manda convidar aos proprietarios abaixo decla-
rados a entregarem na mesma thesouraria no
prazo de 30 dias a contar do dia da primeira pu-
blicacao do presente, a importancia das quo'.as
com que devem entrar para o calamento do pa-
leo do Carnio segundo o disposto na lei provin-
cial rturaero 350. Advcrtiiido que a falla da en-
trega voluntara ser punida cora o duplo das
referidas quolas na conforraidado do art. G" do
icgulamcntode 22 de dezembro de 185(. '
Palco do Carmo.
Nmeros.
2 Manoel Antonio da Silva Rios. 75J600
* Dito. 213600
6 Dito. 195800
8 I.nizaCaminha do Amorim. 32i00
10 Antonia Beralda de Souza. ISjOOU
12 Pedro Alexandnno Rodrigues Lins. 25J200
l Antonio Joaquim de Souza Bibeiro 32?tl!l
16 Flix. Francisco de Souza Magalhcs 785(100
18 Bacharel Francisco Pereira Freir. 141-5000
2') Joaquim Bernardo de Figuctiedo. 97g500
22 Oidem lerceira doCarmo. 45^000
21 Thereza Maria Joaquina. .. 90JO0O
Nmeros.
1 Antonio Joaquim Ferreira de Souza 519000
3 Jos Feliciano Portella. i:)520
5 ilerdeiros de Domingos da Costa
Albuquerque. 97^200
7 Jas Joaquim Pereira de Mendonca
e Manoel Pereira Caldas. 8O5IOO
9 Ilerdeiros de Bernardo Luz Fer-
reira Portugal. 755'JOO
11 Alaria da Conceico do Miranda
Castro. 515600
17 Gabriel Antonio. 1059000
19 Ordem lerceira do Carmo. 30^000
21 Dita. 21ono
SS8 Dita. 21,
20 Jos Pires de Moraes. 1 00
2, Mara da Paz. 28J
29 Viuva e herdeiros de Jos Ignacio
Ferreira e Silva. 180
31 Maria d'ssumpco de Mello Al-
buquerque Fila."
:i'! Antonio Francisco Duros.
35 Mathlldcs Bernarda da Conceico.
!7 Silvana Moreira Lima.
39 Joo Pedro da [tocha.
Francisco guacio Torres Bandeira, escrivao do
juizo coramercial o fiz escrever.
Anselmo Francisco Peretli.
1 i; 00(1
7$200
75200
1 i.-;.;!
par
canada
Milho......... alqueire
Podras de amolar. uma
[dem de filtrar......
[dem roblos......
Piassava em mullios .... ura
Sabo......... libra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) uma
Tapioca........ arroba
Un has de boi...... cento
Vinagre ....... pipa
osooo
305000
240
25500
800
95000
15280
200
120
255000
1U3000
3$200
3 50OO
$300
50-3000
MoYJmento do pono.
A'aiio sahido no dia 24.
Parahiba,Barca ingleza Crown, capito Peter
Fea, em lastro.
Alfandega.
Rendmento do da 1 a 23. .
dem do dia 2i.....
323:5251601
13.4l7jj60
336.9439141
Moviinonto da alfainlej-a
71
208
------279
170
325
------501
Volumes entrados cora fazendas
com gneros
Volumes sabidos cora fazendas
com gneros
Descarre.gam hoje 25 de fevereiro.
Barca frnncezaOccidentefazendas.
Brigne hamburguezCapibaribecemento.
Bligue francezZouavccemento.
Escuna americanaJ. Darlingfarinha.
Barca brasileiraAmeliadiversos gneros.
Consulado geral.
Rendmento do dia 1 a 23 59 308I08
dem do dia 24....... 2:377;j767
<
S o
O =
t gd
i|
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7) a
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OJ3UIOJDJ -3 S2 0 1 -a 1- 00 id 0 1 ua 1.-5 0 i~ A
OJjnuojBif 3 S 0 1^
S r- liiquajqoj !2 0 co n co co C3 co
'unmnoii 33 n-i ^1
'OpDuBl)U)J * i 5^ CO 15
O H tu w > '3popisiojui 1 1 | ft fit fl
oo5o3j\q ! 1 1 I U3 w fia a fl
vui{dso>u)Y
sviojj 1 a -S !. S 2. 0 "O
Diversas provincias.
Rendmento do dia 1 a 23. 5 6785195
dem do dia 2....... 621gi55
A noite clara, ver.to NE, vcio par~o terral e
assim omauheceu.
OSC1LT.AC.O DA M\RK.
61 685SS7- Pfcnmar as 6 h 3'' ds manha, altura 6 i p.
?! Baixamar as 0 h 42 da larde, altura 1.8 p
Observatorio do arsenal demariuha 2 de feve-
reiro de 1860 Vikras .Icmor-
6.2995350
Editaes.
O Illa. Sr. inspector da thesouraria pro-
1:4015300
E para constar se mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 24 de fevereiro de 1S60.
O secretario,
Antonio Ferreira d'AaouuciacO.
FACULOADE DE DIBBITO.
De ordem do Exm. Sr. director baro de Ca-
ra aragibe se faz publico por esta secretaria, que
os alumnos desta faculilade da data desie em
diante podero pagar a taxa da lei que serve de
abertura aos trabalhos do anuo lectivo.
Secretaria da faculdade de direto do Recife.
22 de fevereiro de 1800.O offlcial-maiorservia-
do de secretario,
Manocl Antonio dos Passos e Silva.
O Dr. Anselmo Francisco Piretti, commen ladot
da imperial ordem da Rosa o juiz de direilo
especial do commercio d'esta eidade do Recife
capital da provincia de Pernambuco e scu ter-
mo por Sua Magostado Imperial, o constitu-
cional, o Sr. D. Podro II, que Dos guarde
etc., etc.
Paco saber aos que o presente edilal virem t
d'elle noticia lvefera, em como o coramendador
Manoel Goncalves da Silva me fez a pelico do
theor seguinto !
Illm. e Exm. Sr. O coramendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante matriculado e eslabe-
lecdo n'esta eidade, quer fazer citar a D. Isabel
Carolina Bourgard Jardiin, viuva do tinado Ma-
noel Pereira Jardn), assim como os berdeiro!
d'este para verem nropr c responder a urna ac-
co ordinaria em que o suppticanle lem de podir-
Ihes a quanlia de 727J326 rs-, que aquello Jar-
dn! ficou a dover-the or saldo de eonla come
melhorexpressar na mesma aeco e requera V.
Exc se digne mandar citar a snpplicada que
moradora n'esta eidade, e que visto ter O suppli-
cante juai '.;:ado 110 juizo da conciliaco serem
incerlos os supradilos herdeiros e moraren) em
lugar nao sabido, para ellos se passe carta de e-
ditos citados os Drs. curador geral e procurador
fiscal da fazenda nacional, sob pena de revefia,
furos e costas, e Picando logo todos citados para
todos 03 termos da causa o sua execu. fio at real
embolso do supplicantc iiidcpeudcute de novaci-
laco.
Teile a V. Exc-rllun. Sr. Dr. juiz especial do
1 commercio defirimoiBO'.E. K. Me.Advogado
Jocomc Pires.
E mais se nao conlinha em tal pelico, que foi
por mim despachada pelo theor seguinto :
Distribuirla como requer.
Recife, 9 do fevereiro de ISOO A. F. Pe-
retli.
E mais se nao conlinha em meu despacho que
vai aqui transcripto, em virlude nlo qual fo a
mesma pelico destrbuiJa ao escrivao des o jui-
zo Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, que
fez passar o presente edita! com o prazo de 30
das, pelo theor do qual chamo, cito e hei por ci-
tado aos referidos herdeiros. para que dentro do
referido prazo comparacam nestejuizo, alira de
allegaren) a sua defeza sobre o expendido na pe-
lico cima transcripta sob pena de revela ; pe-
lo que toda c qualquer pessoa, prenles, amigos
ou conhecidos dos mencionados supplicados os
poderao fazer scicnle do que cima tica dite.
E para que cheguc a noticia de lodos mandei
passar editaos que sero allixados nos lugares do
costme e publicados pela imprensa.
Dado e passado n'esta, eidade, aos 13 dias do
mez de fevereiro de 18601 39 da independencia
e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
O Dr. Anselmo Francisco Porclti, commenda-
dor da imperial orden) da roza, juiz da direilo
especial do commercio, nesla eidade do Recife
de Pernambuco etc.
Fago saber pelo prsenle, em como por parle
pe Jos dos Santos Pereira Jardim, me fora di-
rigida a pelico seguinte : Illm. e Exm. Sr.
Jos dos -anlos Pereira Jardim. commerciante
esiabelecido nesla praca, quor fazer citar a D.
Isabel Carolina Bourgad Jardim, viuva do falle-
cido Manoel Pereira Jardim, assim como os
herdeiros deste para, verem propor e responderem
a uma aeco ordinaria em que o supplicanle lera
depedir-lhes a quanlia do 1,4739975, que a-
quclle, Manoel Jardim ficou a dever-lhe prove-
j nieiite de uma porco do agurdente, como me-
lhor expressar na mesma aeco ; o requer a V.
Ene, que se digne mandar citar a supplicada
que moradeira nesla eidade, e que, visto ler o
supplicanle justificado no juizo conciliatorio a
incerteza e auzencia dos herdeiros cm lugar nao
sabido, para estes se passe carta de edictos, a to-
dos os doutores, curador geral e procurador fis-
cal da faze.-.da nacional, sob pena de revelia,
juros, e costas, cucando logo citados para lodos
os termos da causa e execur;ao at real embolso
do supplicanle independeote de nova cilacao.
Pede a V. Exc. Illm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, definmento E. P. M.
adevogado, Jacome Pires.
Nada mais conlinha em dita peiit-ao aqui co-
piada na qual doi o despacho seguinta, por ler
sido no juizo conciliatorio pelo supplicanle jus-
tificado a auzencia dos herdeiros do supphcado
em lugar nao sabido difira como pede. Re-
cife 9 de fevereiro do 1860. A. F. PereUi.
Por forc esle meu despacho, o escrivao que
este subscreveo fez pa3sar o presente, pelo theor
do qual vai ser citados os herdeiros do supplica-
do Janoel Pereira Jardim por todo o ccnieudo
na pelicjio aqui incorta ; portanlo todas as pes-
soas, prenles, amigos e conhecidos dos herdeiros
do supplicado Ihes fa^am sentir de que por esle
juizo ficain citados para lodos os lermos de uma
arcao ordinaria, afim de que dentro do prazo de
3o dias comparecen) em juizo para allegar o que
Ihes for a bem de seu direilo sob pena de re-
velia.
E para que lodos tenham noticia, mandei
passar caria de edielos qne serao aftixadas nos
lugares do coslume e publicados pela imprensa. [
Dado e passado nesta eidade do lUsifa de j
Pernambafo aos 13, de fevereiro de l&SQ. Eu, 1
_____eclaraces.
C&C&EIO .
Pela adminislraco do correio desta provincia
se faz publico que no dia 1." de mareo viodoura
fechar-se-ho as malas que lem de cnnduzir
vapor cosleiro Persinnnga, com destino a Ta-
mandar e provincia de Macelo., cujo fechamento
ser as 3 horas era ponto do referido dia.
Conselho udmiuistratlvo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jectos seguinlcs :
Para o 9." batalhao de infanlaria.
Bandeira cora oficialalo do Cruzeiro 1 ; porta
para a dita 1 ; hastea para a dita 1 ; capa d
brirn 1 ; dita de oleado para a dita 1.
Para a companhia de pedestres desla eidade.
Clvalas de sola de lustre 00.
Quem quizer vender taes objectos aprsenla
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da mauba do dia 27
do corrala mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra. iO de
ferereiro de ISOO.Rento Io$iLameaha Lts.ro.
ronel presidente.Francisco ioaquan Pereira
Lobo, coronel vogai secretario interino.
De ordem do Sr. cap lao do porto, faz-se
publico, que por tono este mez lem de ser ar-
riado o machiiiisnio do pharol de Santa Anna,
na barra do Maranho, segundo a cojnmuoira ao
ltimamente feita pela capitana do porto d'i-
quella provincia.
Secretaria da capitana do porto de Pernam-
buco, 17 de fevereiro de I80O.
O secretario,
J. /'. P.nrretlo de Helio Rejo.
O Illm. Sr. inspector desta Ihesouran 1 man-
da fazer publico, para conhecimeiito de quem in-
teressar, que em cumplimento da ordem circular
d thesouro n. 4 de rio Janeiro ultimo, se acha
aberta nc-ta thesouraria a subsjjluico das notas
de lj, 23 c 5JJ dilacerlas. Secretaria da thesou-
raria de Fazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
de ls60.O oilicial maiorinterino,
I.uiz Francisco de Sainpaw e Silga.
Novo Banco de PeriiniiiLiieo.
O novo hinco de PcVnambuco recc-
Nie as notas de sua emissao de ,S e de
iOif, e pede aos possuidores das mesma
o favor de as virem trocar no seu es-
criplorio, das 11 horas da manha ata
as 2 da tarde.
Conselho administra Uvo.
O conselho administrativo, para foineiiinentrv*
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art.
22 do reculamente de l de dezembro de 1852'
faz publico, que foram acceilas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para furncciniento do arsenal de guerra.
Jos Rodrigues Ferreira200 meios de sola a
-l$J20, .'{ arrobas de cstanho em verquinhas a li-
bra a 730 rs., 2 libras de rolioz azul ferrete a li-
bra a 15. ">"' pennas de ganen para cscri ita a
cento a IS280, 100 macos do obreias o maco a
GU res.
Manoel de Azevedo Arulrade50 arrobas de
cali delinhn para tacos do pera a libra a !
Joao Jos da Silva32 libras" de linha pn la do
ineinda a libra a G.j, 32 libras de dita branca do
novello de n. 60, a libra a li>')0.
O conselho avisa aos mesmos vendedores ci-
ma que devem recolher os gneros comprados no
da 27 do rorrele mez s 10 horas da manha.
Sala das sesses do conselho administrativo.
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 d
fevereiro de 1860.Francisco Jnaquim Vertir
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho admiaistrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar 03 objectos
seguiutes :
Para o palacio da presidencia.
100 libras de vela estearinas.
Pirra o hospital militar.
Bolea de damasco bran o para o arrelicario 1 :
dita de dito txo para os sanios leos 1 ; loalbas
de brirn liso para forro do altar 2 ; coberta par
o mesmo 1 ; espanador 1 ; apagador e vai a para
as velas 1 ; manistergio para o altar i; sangu-
nhos para o calix 4 ; corporaes 2 ; amitos 2; p-
rannos para cobrir as galhetas .
.Quem quizer vender lacs objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secrel ira
do conselho s 10 horas da uiauha do dia 29 do
correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. -- de
fevereiro r 1SC0.Rento Jos Lamenha Lint.
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, coronel vo^al secretario interino.
TIIEATRO
i/ii
CORPaHIJI DRAMTICA NACIONAL
son a riiHF.ci.ii) no vrti-.i v
ANTONIO JOS DUARTE COfHBtU,
N:ihiuIo 25 de fevereiro.
Represenlar-se-ha pela segunda voz, o muito
aj'plaudido drama era 3 actos :
Terminar o espectculo com a nova c espiri-
tuosa comedia em dous actos, Iraduccao do
francez :
OS DISiD'JOS.
Tomara parle na representaco os arltistas !
Vicente, Raymundo, Carvallo, Lima, Lessa, e as
Sras. M iria Luiza e Jesuina.
Convidados, etc., etc.
Previne-se s pessoas que encommendar.ini
camarotes para o presente espectculo, tenham
a bondado. de manda-Ios buscar al hoje s 6 ho-
ras da lar le
Os bilhetes vendidos para sabbado 18, lera en-
trada no presente.
Comecar s 8 horas.
TIIEATRO
DOMINGO, 20 DE FEVEREIRO.
s 4 1/2 horas B tu;ni:.
Subir scena a muito jocosa comedia am l
ados original brasileiro :
O
rF.USONACKNS. ACTORES.
Carlos, novico.................. Vi cen.-.
Ambrosio Nnnes................ ayninndo.
Mestre dos novicos............ Carvalho.
Juca
Criado...........................
Jorge...........................
Florencia.......................
Emilia sua tilha................
Rosa, Cearenaa................
Meirinhos, frades, ele.
Terminar o esocctaculo com a muilo dosej.ida
comedia em 1 acto :
N. N.
fos.
Lima.
D. Jesuina.
D. Isabel.
D. Maria Luiza.
INGLEZ IHACHINISTA.
Prerine-Se ao rtspetlavel publico, que parap
Presenlc e3peclaculo nao havero distincoes de
Cainarotes, codeiras ou plateas ; a entrada geral
l?(K)0.
A sociednde espera toda a proteccao do respei
tnvel publico a quem desde j se c'onfessa grata.
v\
''i "


M)
DIARIO DE PERNAMBCO. SABBADO 25 DE FEVBBFJRO DE 1860.
1,
GR4NDEC0SM0RAM4
ou
GABINETE PTICO.
llua da Imperatriz numero 5.
Henrique Berger, rliogado ltimamente do Pa-
rs, Icm a honra de ofierecer ao Ilustrado publi-
co Pernambucano o seu grande cosmorama de
vistas inteiramente novas, aonde o respeitavel
publico, mediante urna pequea quantia, pode
passar algumas horas de recreio. O proprieta-
rio desle estabeleeimenlo espera merecer a con-
currencia publica, corlo de que nao se poupar
;i estotros para que o publico (ique satisfeito. De
liojo al domingo serio patentes as seguintes :
1. Balalha de Vareza pelo general Garibaldi
em maio de 18"i9.
MST\S NOVAS.
Ia Praca do S. Podro em Roma
8.* Vista geralde Versailles, odia da Testadas
aguas
;!." Entrada trmmphanlc dos alliados em Se-
bastopcol : 9 e setembro de 1S55.
4 Entrevistas em Alcxaudra de s. M. apo-
leao III C Vctor Emtnanucl, generaos Mae-.Ma-
kon .principe Napolen, Niel e I.amarmora.
5.a Cidade de veneza, tomada de outros pontos
6." Vista geral dos Campos Ellysios, c o pala-
cio de Industria.
7.a Guerra da India, entrada iriiimphantc de
Naua-Saib corregado pelos depilantes, a L'u-
cknov.
8 Calhedralde Milao ualtaJia.
9." New-York cidade.
10 Vista do Taris, lomada dos jardns das Tu-
Ih crias.
11 Cidade de Hamburgo, Allcmanha.
12 Pariz, palacio do industria da exposieo
universal : 1855.
Para commoddade das familias, o gabinete
oslar aborto das 6 horas da larde s 10 da noilc.
Entrada para hoincns e senhoras 500, c me-
ninos do 1(1 anuos para baixo gratis
13. Pars, tomado do raes das lournolles.
1 Grande vapor I.cviathan, construido por
M. Brunel e Fila.
pachacos cora aulecedencia al a vespera de
sua chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Leiloes.
Terca-feira 28 do corrente^.
O agente Borja aulorisado por urna pessoa qce
so retira para fora da provincia, far leilo em
seu armazem ua ra do Imperador n. 15, de toda
a mobilia pertencento ao dito senhor, a qual
consta de ricas cadeiras de jacaiand, consolos
com lampos de pedra, mesas, camas, apajadores,
vidros, apparelhos para alniogo e janlar, guarda
ropaa etc., etc., c mais pertences de casa, assim
romo urna iolinidade da objectos miudos que se-
ria cnfaduiiho mencionar.
Na inesiua occasiao.
So rao vendidas duas excellenles escravas de
habilidade, de urna pessoa que so relira para
fora, bem como duas caixas com selins 'f'rrglezes.
Dar principio sll horas em ponto.
LEIIAO
DE
Aos fabricantes de velas
de carnauba.
Na ra da Cadeia n. 59 loja de fer-
ragem vndese'cera de carnauba por
menos preco que em outra qualquer
parte, em porcao e a retalho,
A dinheiro ou a prazo.
Ven de-se urna cocheira na ra da Ca
deia n. 1 B defronte de S. Francisco,
com 3 carros e 10 cavallos
tender dirija-so a mesma
com quem tratar.
Ra do Codorniz n. 8.
Vende-se batatas em gigos de 40 libras a 1.
Feijao amarello.
Dito branco.
Dilo mulalinho.
Milho novo.
Parolo do Lisboa.
Familia de mandioca,
: quem pre-
que achara'
e outros gneros, e mais baratos do que em ou
so vista acredilaro os bt
Ira
bous
MEMORIAS DA VIAGEM
DE
A visita de SS. MM. II. s provincias da Babia, Pernambuco, Sergipe, Parahiba, Alagoas,
e Espirito Santo, inaugurou urna poca famosa nos annaes do imperio.
Urna publicarlo que tenha por fim perpetuar a memoria de tao fausto acontecimento, re-
gistrando as medidas mais proficuas e os actos mais caractcristicos du munificencia imperial, du-
rante estaviagem, roujunctamente com as demonslracoes deaprece. devocao e lealdade que Ibes
foram prodigalisadas pelo acrisolado patriotismo dos habitantes daquella's provincias, nao pode
deixar de ser bem acollada por todos os Hrasileiros.
Tomando sobre nossos debis hombros esla grala e honrosa larefa, exlrahiremos das folhas
publicas ludo quanlo r conducente ao nosso empenho, inscrindo alem disso quaesquer docu-
mentos inditos e importantes, e todas as informacSes valiosas e fidedignas que nos forem minis-
tradas sobre semelhante assumpto ; bem como as felicilacoes, poesas e discursos dirigidos a SS.
MM. II quando paraesse fira nossejam enviados por se'us autores. Nada nos ser tao agradave
como citar e recommendar consideracuo publica os nomes dos benemritos cidados, que mais
se distinguirn) as demonslracoes de amor e veneracao para com os augustos viajantes.
A obra ser dividida enflautas partes quanlas sao as provincias visitadas ; fazendo-sc, em
tugar competente, urna honrosa mencao dos sens acluaes presidentes.
Avisos martimos.
arao e Para.
ra-se em poucos dias o palhabole Novaes,
lepois da pouca demora do costume, segu-1
i os portos arima : recebe alguna carga '
irata-sc com os consgnanos Teiseira Bastos, s
C largo do Corpo Santo n. 6, segundo andar
Para a ilba de S. Miguel segu com brevi-
u patacho portuguez Souza 6 C. : quem no
:o quizer enrregar ou ir de passagem, en-
-s da Madre de Heos n. 9, ou na ra do mesmo no-
roe n. 30, ou com o capitn na praca do com-
fiEALCOlFAMlA
DE
Papeles ioglczes a vapor.
Al ofim desle mez espera-se da Europa un j
dos vapores desta com panhia, o qual depois da
demora do coslume seguir para o Kio de Janei- I
ro, tocando na Baha : para passagens etc., Ira-
la-se com os agentes Adamson, Howio & C ,
ra do Trapiche Novo n. 42.
Cear.
ie com multa brevidade o palhabote Santo
Amaro receba carga e passageiros : a tratar
com Caetano Cyriaco da C. M.. no lado do Corpo
Santo u. 5.
LISBOA
Passagem.
Terra feira 28 do corrate
O agente Borja l'ai leilo no seu armazem no
da cima designado, por despacho do IIIm. Sr.
Dr. jui/. do orphios, o a requerimenlo de Joo
Antonio Coelho, por si o como cessionario de
Jos Joaauim Pinto Hartins, de un sitio no lu-
gar da Passagem que faz esquina com a anliga
estrada da Torre, penhorado aos herdeiros filhos
do fallecido Prancisco Geraldo dos Santos, cujo
sitio lem algumas frucleiras, cacimba, tanque e
Ierras proprias de plantacoes, tres casas terreas
de taipa, na frente da estrada nova, sendo urna
rebocada de cal e lodas cohortes com tullas.
Os pretendemos poderao examinar o referido
sitio esobre o valor do mesmo laucar no arma-
zem da ra do Imperador n. 15, s 11 horas em
ponto.
LEILO
DE
Miudezas e perfimarias.
Denker& B&rrozo farao leao poriu-
tervenrao do agente Hvppolito da Silva
de um esplendido sortimento de miude-
zas, perfumara e miiitos artigas in-
dispensaveis a qualquer loja de miude-
zas: segunda-feira 27 do correne as i 1
horas em ponto no seu armazem da ra
da Cruz confronte ao cliafariz ; o agen-
te cima pede a todos os seus amigos
que comparecam a este leilo promet-
tendo-llie que ,tudo sera' vendido sem
reserva de preco.
o veleiro vapor
Sabbado 25 do corren le s 11
horas ein ponto.
PELO AGENTE
CAMARGO
O agente cima fara' leilo por con-
ta e risco de quem pertencer no ar-
mazem dos Srs. Machado & Dantas na
ra da Madre de Deosn. 6
DE
"20barrs com manteiga ingleza.
50 saceos com arroz pilado.
30 saceos com feijao mulalinho.
10 barricas com tapioca superioi.
As 11 horas em ponto.
NI
com mandante Ricardo Goble (banco
nhecido neste porto) sahindo no
Dia 28 do corrente
para carga e passageiros para o que
tem exceUent'S commodos, trata-se
cora os consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C ,
praca do Corpo Santo|u. II.
l'ara Lisboa alio com brevidade o patacho
I nio, porque nao espera por toda a carga, c
de pcqucria lota^ao : quem no mesmo quizer
carregar, dirija-se a seu capitao, ou a ra da Ca-
deia do Recito n. 38, primeiro andar, cscriptorio
du Manuel Joaquini llamos c Silva.
Uiode Janeiro.
<) brigne -Maiia Luzia, capitao Bel miro Bap-
tista de Souza, recebe apenas alguns volumes pe-
quesos ou niudezas, e sabe com mu i la brevida-
de: a tralar com Almeida Gomes. Al ves & C,
iil- ra da Cruz n 27.
Para Lisboa.
Vai sahir em poucos dias por ter par-
te, da carga prompta, a bem conhecida
barca Gratido, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C. ruado:
V.gation. 9, primeiro andar, ou com'
o capitao A. P. Borges Pestaa, nal
praca.
COMPANHIA PER. DE
Navegaco cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commaiidante Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
1" de marco s 5 1/2 horas da larde e recebe
carga posta a buido at o dia 29 do corrente, at
o meio dia."
coipimih nnmiEiRA
DE
O vapor Tocanlins, commandante 0 primeiro
tenentc P. II. Duarle, espera-se dos portos do
sul em seguimenlo aos do norlo al o dia 29
do corrente mez.
Itecebe-se desde j passageiros, frote de di-
nheiro e encomroendas e engaja-se a canta que
o vapor poder conduzir, sendo os volumes dcs-
Sabbado 25 do corrente ao
liieio dia.
O agente Ca margo fara' leilo era seu
aimazemna ra do Vigarion. 19
DE
Uma linda escrava com alguraas habi-
lidades como seja cosinhar e lavar
com toda perfeieao.
LElUO.
O agente Pestaa continua a estar aulorisado
pela commisso liquidataria da exlincta socieda-
de de fiacao e lecidos de algodao pira vender o
restaule do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os prelendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se com o dilo agente.
Avisos diversos.
No dia 23 doco,rente desappare-
ceu um escravo por norae Caetano, ca-
bra, de idade 25 annos, com os signaes
seguintes: cor clara, altura regular,
cabellos bastante carapinhos, cabera
compri Ja, bastant! barbado e gago,
oOicial depedreiroe saino com chapeo
de pallia da Italia : quem o pegar le-
ve-oa ra da Gloria n. 73, em casa de
Francisco Ferreira Gomes de Menezes,
que sera' bem recompensado.
Gollerio de Nossa Senhora
s do Bom Conselho, ra do|
Hospicio n. 19. 2
Precisa-sc de tros criados que decm fia-
dor sua conducta, sendo 2 para copeiros
5$ aos quaes se offereco a mensalidado do @
25, e um para o servico baixo, a quem @
se garante 30#, preferindo-so que scj-i cap-
tivo. @
C-#@ @ @S8
Loja e oicina de sapatos e ta-
mancos da estrella d'ouro,
na ra largado Rosario nu
mero M.
Tem exccllenle bezerro francez, chegado pr-
ximamente a 45800 a pelle, e em duzia a 353000.
tem pouco, e por isso os freguezes se devem
apressar.
ESPERMACETE.
A 610 rs. a librado melhor que ha no merca-
do : na taberna da estrella do pateo do Paraizo
n. 14.
qualquer parte, quo
freguezes do cobre o sedulas velhas.
N abaixo assignado faz sciente ao publico, e
com pariiculandadc ao rcspeitavel corpo do
commercio desta praca, que tem admllido a seu
socio na loja de ferragen3 e miudezas da roa do
Queiraado n. 47 ao Sr. Antonio Francisco de Sou-
za Magalhaes Jnior, que os negocios da nova
sociedade gyrarao sob a razao social de Machado
& Sou/a ; c que corre por conta da nova firma a
liquidariio do activo c passivo da exlincta firma
de MoreiraS Machado. Ilecife 21 do fevereiio
de 1860.Anlonio Luis Machado.
Moleque fgido.
Frigio hontem imite (2:)) o moleque Louren-
;o, baixo, representa 18 annos, crioulo, Jo ser-
tio do Cear, retinto, buco de barbe, secco do
corpo, cabera grande e redonda, ps muito gran-
des e grossos, tem uma cicatriz de (crida autisa
na fonle do lado esquerdo, anda a passo largo,
mas pausado ; pode ser que ande pelo Remedio
nas campias desse lugar ou as tabernas :
quem o pegar leve-o ra do Trapiche n. 40,
onde se gratificar. Tambcm desappareceu o
mulato Jcronymo, de mcia idade, pernas grossas,
barba cerrada e toda crescida, mas corlada a le-
spura, falla-lhc denles, e consta andar pda Ca-
punga por perlo da casa do engenheiro da estra-
da do ferro, onde lem uma amasia. Esses escra-
vos andam em mangas de camisa e calcas azues
ou brancas : o moleque levou chapeo do Chile,
e o mualo, de massa pardo.
Aluga-se um segundo andar com grandes
commodos: a tratar na ra da Praia, serrara
numero 55.
elSOt a 500S
Nova loja
Encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimarcs gerente Jo-
s Gomes Villar.
Vende-se neste importante eslabelecimento de
fazendas linas os mais ricos.
Cortes de vestidos pelos bordados a velludo,
de 2 saias c outros de 7 babados os mais supe-
riores que ha na provincia, pelos precosde 1505
a 300?.
Ditos ditos adamascados do 603 a lOOg.
Ditos ditos de seda de cores do 853 a 2003
Manteletes pret03 bordados com bico.
Grosdenaplc prelos de todas as qualidades de
1>900 a 35200.
Peebincha ; para
apurar dinheiro.'
Cassas de cores a 2i0 rs. o covado, sendo cores
fixas ninguem acredita, apparecam anles que se1
acabem.
Nosl eslabelecimento hade todas as qualida-
desde fazendas para senhoras e homens e ven- j
de-se por procos admira veis afim de se fazerl
muito negocio.
nesta publicaco, com referencia s paginasen) que os seus nomes forem citados; e. finalu
a relacao das pessoas que, lano na corle, como nas provincias do imperio, (luizerem com sua*
signaturas proteger estas memorias, cuja importancia deriva de tao alio assumpto. Bous o
SS.
mente,
s as- i
excra-
MM. II.
signantes de 1 al 4 exerapiares, a 12J rs., pagos na livraria do abaixo
esses senhores com dircilo do reclamar a obra por partes, proporciio que se" fore
quando nao prefiram recebe-la completa elogo depois de concluida." O cstabelecir
piares primorosamente cucadernados se rao ofi'erecidos, oom o devido acatament a
em nonic de todos os Srs. assignantes.
Cada exemplar que, como j se disso, constar de seis parles, mais ou menes volumosas.
alem de um adi.ilamento em que taremos mencao das pomposas fcslasquc na corte se fizereni para
a recepcao de_SS. MM. II., e dos despachos que porventura possam tec lugar depois do seu re-
gresso, custar aos assignantes que subscreverem 5 ou mais emplares, a 10$ cada um ; e aos as-
assignado. ficando todos
rem imprimindo,
menlo responde
por todas as quaniias que Ihe forem entregues, e aceita, como lem estatuido, no momento em que
se queira, e em qualquer transaccilo, os seus recibos como dinheiro. (*]
Encerrada a assignatura ser elevado o cusi da obra, se alguns exemplares carem dspo-
Toda a correspondencia deve ser dirigida ao editor
Bernardo Xavier Pinto de Souza.
Rio de Janeiro.Typographia e livraria, ra dos Ciganos ns. 43 o 45.
(*) Nao ser ocioso declarar, que tendo sido publicadas lodas as obra,
eslabelecimento no anno prximo passado, urna das quaes conten) 11 volumes (Amores de Ovidio
Grinalda Owdiana) acha-se por isso em dia com lodosos seus assignantes.
este
e
'RAS A
OU
ar, sea molas
15Ra Nova
FREDF.RICO GATIER cirurgiao denlisla, collo:a estas
e tambem com
[1
Pimo do
nem ligaduras.
1
dentaduras
cora sumim perfeieao
barato que ad-
mira.
Vendcm-se casacas, sobrecasacas, paletots de
panno preto, pelo diminuto preco de 2j, colletes
de seda a 2g, dito de fus.ao, grosdenaplc a 152(10,
a elles, antes que se acabem : na ra Nava n. 14.
Lencos de labyrintho.
Grande sorlimenlo de lencos de labvrintho
chegadosaesta loja, de muito bonitos desenhos
que por goslo se podem possuir, e por precos'
muito baratos : na ra Nova n. 20, loja do
Vianna.
Vende-se um escravo crioulo de 21 annos
de idade, sadio, sem vicio 011 defeito algum, pe-
rito ollicial de sapaleiro, bom copeiro, c opto
para qualquer servico : a tratar com o abaixo as-
signado na alfandega, ou em sua residencia na
ra la Saudade, primeira casa com soto do la-
do do sul. Pedro lexandrino de Hartos Ca-
valcanti de Lacerda.
Velas.
Vendem-se caixas com velas de espermacetc a
640 a libra, a retalho a 680, doce de goiaba a 13
e 1J120 o caixao, vinho do Porto engarrafado
fino a 800 e l a garrafa ; por baixo do sobrado
n. 16, com oitao para a ra da Florentina.
Vende-se a taberna n. 141 da ra do rilar:
a tralar na mesma, ou no primeiro andar.
Substiluico de cognoine.
O alferes secretario do oilavo balilho de in-
fantaria de primeira linha Luiz de Queiroz Cou-
tinho, faz sciente as pessoas de seu cotfheeSmcn-
lo, c as do m?is que convier possa, que seu ac
tual nome Luiz de Queiroz Wandcrlcy d'Ala-
goas, cuja tesoluco tomou por ter no exercito
um seu irmo daquelle nome e no mesmo jiosto,
e obstar quaesquer duvidas que no futuro appa-
recessem em prejuizo de ambos.
Sitio para ahigar.
Arrenda-se um sitio no Caldeireiro, entre os
do Srs. Dr. Alcoforado c Rabello, com exfolen-
lo e fresca casa de morada, bastantes larangeiras
e oulras frucleiras, lodas carregadas de fineta
a melhor agua de beber que lia naquelles luga-
res, excellenle baixa de capim. e porlao para o
rio, alem da casa de morada lem outra casa com
sala e 2 quartos, e mais cocheira, estribara,
quarlospara feitor c prelos : a enteuder-se com
Candido Alcoforado, ra do Amorim n. 50. ou rio
mesmo sitio, das 6 horas da tarde s 7 112 horas
da muaa.hj
Ausenlou-sc da casa de
seu seuhor o escravo de nomo
Filismino, pardo escuro, idade
20 annos, cabellos crespos,
beico bastante crescido, ps
e
Tientes americanos com gengivas.
Leiiibrando ao respeilavel publico que j conhece a superioridade do seu trabalho, que sendo ; otihIpg i-^f i I 11 i-i pomilar
todas as suas obras execuladas debaixo de principios certos, obtem sempre o resultado almejado, o uuca Wliuuia i^0tliai,
que nao acontece a muitos que por serena pouco habilitados na arle trabalham s as apalpadella's e Iieill COllllCCido UCSla
por sso nao fazem seno obras defeluosas.
_____.Tem massa adamantina, agua e pos dentfrcios.
Altencao.
Urna pessoa habilitada para fazer escripturaoao
mercantil por partidas dobradas, offerece-sc pa-
ra escrevr em qualquer casa de negocio, ou
mesmo para caixeiro de armazem ou de cobran-
cas do mesmo, d fiador, lem boa letra, lem al-
guma pralica do commercio : quem do seu pres-
| timo se quizer utilisar, dirija-so a ra do Passeio
Publico n. 11, loja, que achara com quem tratar
|H-.......................:.......................... : ;"
:
.
i GRANDE E VARIADO SORTIMENTO
DE
Rouasn leitas e fazendas.;
NA
L.o^a cavmazcm
DE
Ges & Bastos
Relogios de prala.
r.m casa de Hcnry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender a precos commodos
relogios de piala de patente, inglez'es.de sabone-
ta e do vidro, dos mais acredilados fabricantes
de Londres.
Relogios de ouro, inglezes.
Relogios de ouro chronomclros, meios chrono-
melrose de patente, sabonetes e de vidro, com
ponleiro grande ou pequeo para segundos, to-
dos dos melhorcs fabricantes de Londres, a pro-
cos commodos : em casa do Henry Gibson, ra
da Cadeia do Recifo n 62.
Piano.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um cxccllente pia-
no, novo, por preco commodo.
Vende-se a casa terrea n. 3 da travessa dos
Ferreiros, em chaos proprios : a tralar na rua do
Rosario n. 58, defronte da rua do Aragao.
Milho,
Na tanoaria da rua da Hoeda, defroute do tra-
piche do Cunha, vendem-se saceos com milho,
por diminuto preco.
= Quem liver para arrendar um slio em dis-
tancia da cidade uma legoa, ou legoa e meia, e
que se preste a planlacoes, annunco para sor
procurado.
Precisa-se de uma ama rom bom lcite, tao
somonte para dar algumas vezes no da, para cu-
jo fin se ajustar as horas em que deve ser: a
tratar na Boa-Vista, rua da Santa Cruz n. 66 ;
em Sanio Antonio, rua Nova, segundo andar 11.
39 ; o no Recife, no Forte do Mallos, prensa nu-
mero 11.
= O acadmico do 4." anno da Faculdade de
Direito, Francisco Jacinlho de Sampaio, mudou
a sua residencia para a rua Direila 11. 131, onde
contina a ensinar lalim, estando aulorisado pelo
governo provincial.
No engeaho do Ucha precisa-se de um
feilor quem pretender, dirija-se ao mesmo cn-
genho. que achara com quem tratar, ou a rua do
Qucimado, loja n. 39.
Joao Baplisla Soares Guimares vai a Eu-
ropa, edeixa por seus procuradores nesta cidaia
durante a sua ausencia aos Srs. Manoel Anlonio
Na rua do Qucima-
don. 46.
:;
:
:
: 1
M Ricas sobrecasacas de panno fino prelos i;
: e de cores a 28?, 30g c 35?, tambem temos ::
,: paletots dos mesmos pannos a "223 e 24, d
: paletots de casemira de cores de muito ':
: bom gosto e finos a 12j>, 14g, 16$ e 18, d-
': los do panno prelo para menino a JS# e
j 20g, ditos de casemira de cores a 8JJ e 10-J,
i: calcas de casemira de cores e pretos ejun-
: lamente para meninos a 7#, 8?, 9?, 10j> e
11 12S, colletes de gorguro de seda e case- ":
: mira a 5J, 6$ c 7g, paletots de alpaca prc-
tos de cores saceos a 4$, ditos sobrecasacos 3
:; a 7 e 8g, dilos de brim, de esguio c de %
; fustao lano brancos como de cures a 4}, I
: 7J0O, 58e:, calcas de biins brancos mu- !
! j lo finosa 5, 63 e 7?, colletes brancos c de :
M cores a 3g e 35500, camisas para meninos
',[ de diversas qualidades, calcas de brins do :
:: cores linas a 3^500,4$ c 53, um rico sorli- j.
I menlo de vestidos de cambraia brancos '
;"; bordados do melhor gosto que tem appi- ::
..: recido a 2S,->, manteletes de fil preto e de -'.
I cor muito superior gosto e muito moderno i .<
'i a 20,$ cadaum e 2, ricos casaveques de 3
I cambraia bordados para menino a 10^, di- %
: tos para senhora a 15$, ricos enfeiles de M
.; froco de velludo gosto melhor quo teraap- '
H parecido a 10 e 125, e outras militas fa- 3
! zendase roupas feitas que com a presenca N
;| do freguez se far patente.
'ICasacasparaa quaresma ]
S Neste mesmo estabeleeimenlo ha um \'-
I grande sortimento de casacas pretas, as- 3
'; sim como manda-se fazer por medida a von- 9
!\ lade do freguez, escolheudo os mesmos os |
,'-. pannos a seu gosto sendo os picos a 35j> S
I: e 40.
Camisas inglezas
i No mesmo estabeleeimenlo acaba de che-
gar um grande sortimento das verdadeiras
; camisas inglezas peilos delinhocom prega
<; largas, ultima moda, por ter-se mui
' quantidade determinou-se a vender po
- menos do valor sendo a duzia a 34.

Aluga-se uma
.......
prcta 011 parda,
:
Srs
:-i
Furto.
Furtaram do engenho Guerra,
Cabo,
praca
por ser ha muito teinpo bo-
lt-ero: (jucni o aprehender e
leva-lo ao Mondcgo casa do
couiniendador Luiz Gomes
i Ferreira, ser generosamente
moios o 20 alqueires, medida de Lisboa; ; no es-
criptorio de Carvalho Nogueira & C, rua do Vi- I
gario n. 9, primeiro andar, aonde existe a amos- '
Ira.
== Vendem-se alguns ceios do barricas va- |
sias no melhor estado possivel : a tratar na pa-
daria do pateo da Santa Cruz n. 55.
Escravos afianzados.
Vendem-se 2 escravos pecas de 18 a 20 annos
de idade, 1 bonito moleque de 12 annos, 1 ex-
cellenle escrava ptima cozinheira de 26 annos
por 1:200*. 3 ditas com habilidades : na rua das
;.f "Aguas-Verdes 11. 46.
Grinaldas.
Vendem-se grinaldas para senhora.de escama,
nmito ricas, e palmas para enfeilar chapeos de
palhinha, e vestidos para noiva : na rua do
Queimado n. 2, lerceiro andar, tudo viudo da
provincia do Maranhao.
Tabacfimcr
Fleur d'harlebeke, receben-se pelo navio fran-
cez Ville de Boulogne. a costumada remessa
desle superior tabaco, em mastos pequeos e
graudes, para 320, 60 e lg280, fazendo-sc aba-
limenlo de 20 0)0 a quem comprar de 2! para
cima : no centro commercial, rua da Cadea do
Recife u. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Rua do Livramento n. 2,
loja deCaminhi Irmos & C, tem venda groz
5n lo de 1J700 e 15900, e muito superior por
SOOO, chapeos pretos muito finos a 8 e 05, pa-
letots brancos de linho por 4;500, dilos de cores
a 355OOV camisas de Hnho por 3ijj urna duzia,
ditas de fustao brancas e de cores a 29jj a duzia,
corles de vestido de seda escollados a 25, c ou-
tras muitas fazendas de bous e variados gustos ;
os mesmos receberam ltimamente do Cear bi-
cos, renda., ricos lencos do labyrintho, e fro-
nhas, que tudo se vende por diminuto preco.
Calcado Barato.
Na rua da Cadeia do Recife
Madre de Dos, venden-so
n. 45, esquina da
Pt
urna casa nos Afilelos, cu je sitio tem casa do
taipa e lera cenlo e tantos ps de coqueiros e ou-
tros arvoredos de inicios, e trra para qualquer
[ilantacao qne pode oceupar 4 escravos : a tratar
na rua Mireila dos Afogados n. 46.
Altencao.

Constando que alguem annunriou para vender
j a casa terrea n. 28, sita na rua de S. Miguel dos
I Afogados, previne-se que ninguem faca negocio
algurn sem que se cnteiida com os cinco consc-
nlioros da mesma.
Eu abaixo assignado declaro que vend a
taberna que passuia no Recife, boceo Largo nu-
mero 1 D.
Josi Antonio da Cunha Guimares
= Precisa-se de um pequeo para caixeiro de
taberna, com pralica : na rua da Seuzala Vclha
n. 10 .
Como o venlo se tenha passado para o lar-
go, o peixe dos curraos do norte deve estar de
boje, sexta-feira at quarta da semana que vem,
as 6 horas da manhaa, e agulhas lodos os dias
de larde ; assim como o abaixo assignado lem
duas jangadas no largo, e so ellas mataren) ca-
vallas se prefere : os senhores que as dueiram
para seu gasto, dirijam-se ao logar dos pombei-
ros, rua do Pilar u. 95.Domingos da Rosa.
Lava-sc e engomma-se com peifeicao : na
rua das Trinchiir>s, loja de marcinero n. 50.
Fugo no dia 7 do everero do corrente an-
no, a pela Minervina, de idade de2 annos, na-
cao Nago, com a suafilha menor de 3 annos, de
nome Feli/.arda, secca-do corpo de estatura re-
gular, com 3 (albos em cada lado do roslo e una
marca branca em cima ao hombro esquerdo pro-
veniente de urna queimadura, tern peinas finas,
c ps pequeos, levando saa de ganga azul ja
desbotada : roga-se porlanto as autoridades po-
liciaes c capHaesde campo, a captura da dita es-
crava, levando-a rua da Cruz do Recife n. 8,
que ser generosamente recompensado.
Fugio do engenho Santos Mondes da co-
marca deNazareth, de Laureutino Gomes da Cu-
nha Pereira Bellrao, no dia 23 de Janeiro prxi-
mo passado, uma escrava de nome Josepha, que
reprsenla ler 30 anrios de idade, pouco mais ou
menos, cor fula, corpulenta, testa empolada o
bor/.eguiKS de bezer-jenm cantos, maneira de principio de calva
ro para bomem, de un. ptimo fabricante de Pa- ; ,)CS granJe*Si pernM lT0SSs J^ J^J
olhar espantad",
Goureia ^ Lcite
enos, c estes com-
no Carrapato ; sup-
r r-. ..UMM, um u|iiiuiu i.iuindinu ue 1 a- 1,,.s "randes nemas "rnssas
ns pelo barato preco de 8r.000: sapatos rasos pa- Kl^2BloP5SSl ""ro
ra bomem a 3o t, 4^00 e 5500 borzegums foj comprada no Recife aos Srs
para enancas a SJtc 3|500. sapatos de tranca pa- a 5 au[ws pouco n)ais uu mC(
preferindo-
de Carvalho, Adriano Augusto de Almeida, Fran- se escrava, para o servico de uma senhora. que
AhAn r.HA.lAD lili %**i.tn ^ ." _,_
cisco Guedes d'j Araujo.
E pechiucha.
Urna pessoa que conta alguma cousa, com mili-
ta pralica de fazendas, miudezas, molhados, etc.,
ele offerece-se para caixeira : quem precisar
annuncie.
Desappareceu no dia 21 do corrente mez
um menino do idade 8 annos, com os signaos se-
guintes : pardo, levou uma catnisi de golla, uns
tamancos, um bonete, lem is ventas chalas, tem i
saiba co/.inhar e comprar ; na rua da Seuzala Ve-
Iha n 76, segundo andar.
Precisa-se do uma ama que engommo, co-
zinhe e compro para casa de pouca familia ; a
tralar na rua larga do Rosario, lerceiro andar n.
39, cuja entrada pela rua estrella do Rosario.
= Precisa-se saber quem e onde mora o pro-
pietario da casa terrea n. 98 da rua Vclha, do-
fronte da travesea do Joo Francisco, para ir. -
tar-se de um negocio de seu particular inleresse:
na rua larga do Rosario, lerceiro andar do sobra-
ra bomem a liSOO, e sapatos de bezerro para
bomem a 4;500 ; na mesma casa tem sortimen-
to de sapalos de borracha para hornera, senhora
c meninos.
Facas de cabo de marfini.
BJquissimo sorlimenlo de fa-as de cabo de
marlim de lodas as qualidades, para mesa e so-
bre-mesa, desde o mais fino al o mais baixo,
por precos muito baratos : na rua Nova n. 20,
loja do Vianna.
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro para uma
c duas pessoas, dos mais lindes modellos que
lem vindo a este mercado, assim como tambem
ditas com lona para homens e meninos, por pro-
cos muilo baratos : na rua Nova n. 20, loja do
Vianna.
Na roa do Trapiche n. 1 i, vende-se o cen-
lo de ceblas a 800 rs.
S<5
*5
999
>si @@@@8SS@
as pernas cinzenlas, padece de calor do ligado ; do n. 39, uja entrada pela rua estrella do Ro-
quera o pegar, leve-o no boceo do Peixe Frito,! sario.
em casa da Sra. Anna Joaquina do Sacramento,
que ser recompensado.
Altencao.
Previnc-sc ao publico, que os annuncios pu-
blicados neste Diario de 22 e 24 do corrente, da
permuta do sitio da Ooa-Viagem, por uma casa
nos Afogados, o sobre os alugueis do ambos, e
nao nos Afilelos : a tratar na rua Dircita dos
Afogados n. 46.
Na taberna c padaria da rua Real do Man-
guinho n. 51, ha pjra vender feijao n.ulatinho,
tanto em saceos como a retalho, por menos pre-
co que possivel, c outros mais gneros tenden
les a molhados, tudo pelos mesmos precos da
draga.
Ama.
Precisa-se de uma ama para fazer as compras
e cozinliar em casa de uma pequea familia (tres
pessoasj : uo palco do Carato n. 20,
andar.
Precisa-se alugaruma prelado meia idade,
ou um moleque de 12 annos, pouco mais ou me-
u ,'S : na rua do Rangel n. 61.
SOCIEDADE
mm e MoiiDig
1
Sessao no dia 26 do corrente, no palacete do
caes de Apollo, as 10 horas da manha sem falta
Manoel Thomaz de Souza.
1 secretario.
= Precisa-se de um caixeiro pata taberna, que
d fiador a sua conducta : na rua Direila n. 12.
Conrado Schwarlz rera-se para fura do
imperio.
Vende-se ou arrenda-se um grande sitio
com casa de vivonda muito perto da praca, com
duas grandes baixas de capira que se ebrta 100
feixes de verao e invern, terreno propriu para
plautacds e vaccas de leite, e com seus arvore
primeiro j dos do frucio : quem o pretender, dirija-se a ser- se vende na mesma loja fil prelo com 10 palmos
I raria da rua da Praia n. 55. de largura.

3)
I
BC3-BIBIS
da ultima moda.
lf, Vendem-se bibis recentemenle chega-
@ dos (chapeos de senhora para passeio) :
no segundo andar do sobrado da esquina
@ da rua do Queimado por cima da loja do
@ Sr. Preguiea, entrada pelo becco do Pei-
g xe Frito n. 1. 2
@&@@@@ 39 @@@
ATTENCAO
Vende-se a armaco da loja da casa da rua do
Horlas 11. 29, sem gneros : a tralar no becco de
Campellon. 4, primeiro andar, por cima da ta-
berna.
m
m
Villa do Cabo.
No armazem do Machado vende-se carne sec-
ca, bacaliio e mais gneros, pelos mesmos pre-
cos do Recife.
Vendem-se muito baratos sapatinhos c bor-
a zeguns de setm branco para aojos de procissao
- na rua Nova, loja de Vieira & Pinto, e tambem
poi:
praram a um Sr. Trindade
poe-se estar acontada, por isso quem a appiv-
benderelevar ao referido engenho, uu nesta
praca aos Srs Manuel Ignacio de Olivera & Fi-
Iho na praca do commercio, ou mesmo der no-
ticia certa do lugar onde ella se acha, ser recom-
pensado.
Fugio no dia 21 d dezembro do anno pas-
sado, o escravo Manoel, contiendo por Manoel
Caboclo ou Manoel Onea, cora os signaos seguin-
tes : representa ter 26 annos de idade pouco
mais ou menos, alto, reforjado do corpo, tur
alar.injada, rosto redondo, cera alguns signaes
imperceplivcis de bexigas. sem barba, cabellos
crespos, testa pequea, nariz chalo, bocea gran-
de, beifos grossos, pescoco curto, lem a marca de
um talho no de.lo annular da mao direila, ps
redondos, lera um andar gingado e apressado,
falla muito e alto, lem bastante forc, da qual
faz alarde, gosla de andar promplo e sempre cal-
cado, levou toda a roupa c entre ella nina camisa
I de ilanella meselada de roxo, com mangas com-
' pridas e uma algibeira sobre o peilo esquerdo,.
I dous chapeos, um de mola e oulro de couro ; foi
j os:rvo da finada D. Francisca de Salles Monlei-
ro : quem o pegar, ou dellc der noticia ao seu
senhor abaixo assignado, morador na rua da Ca-
deia, rasa n. 52, ser generosamente rreompen-
1 sado. Cidade da Parahiba, em 13 de everero-
! de 1SC0.
_Joo Antonio Marques.
Fugio no dia 15 para 16 do corrente, o pre-
to Antonio, nacao Angola, ps apalhetados, esta-
tura baixa, representa ter 30 annos de idade,
lem nas costas duas ou tres marcas de chicote,
algumas de bexigas, levou comsigo uma camisa
de chita, e calcas escuras; julga-se andar nesla
praca, ou ler seguido para Pedias de Fogo : ro-
ga-se por lauto as autoridades policiaes ou capi-
laes de campo para que o npprehendam e o levem
rua Direita n 60, ao Sr. Benjamn Fl..iiklu tia-
Cuuha Torrean, que ser bem recompensado.
Curso de inglez.
.Eneas Bruce participa ao publico desta cidade,
que lem aberto um oulro curso para principian-
tes, desde as 6 at as 7 horas da noile: na rua
do Queimado n. 26, primeiro andar.
= Jos Gomes da Silva faz sciente ao corpo
de commercio e a quem mais inleressar possa,
que comprou a taberna a Manoel Bernardino Al-
ves, e por isso todos os tenhores ciedores deve-
rao apresenlar suas conlas no prazo de tres dias
para serem pogss, lindo os quaes nao se respon-
sabilisa por qualquer conta que lhc apresentaieui
Hecie 18 de efereiro de 1860.


DIARIO DE PERNA MBUCO. SABBADO 25 DE FEVEREIRO DE 1860.
(5)

MiwatD a mm&
DO R. CHARLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS F.NFEK>1IDADES
PXUS DE;
CbPAHU?
PARA O TllATA*ESTO E Pt-.XPTO CCRAllVO
IKXCAES, DN TuDAS AS AFFECCOBS CVTANEAS, VMOT
Curato do ferro Clinblc.
preferivel ao
Y.P>;>c mili
Copatiba as Cube-
bus, cur.i iinmdi3lainen-
te qoalquier purgagio,
relax:i(.a'j e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulhiivs. Injcerao de
Cimi.ie. Bsu iijeccA) benigna emprega-se mes-
uro lempo do xarope de ciirato de ferro, urna vez
de maiib, e uaia vez de larde durante tres das;
illa segura a cura.
DEPUfiATIF
du SAIVG
E ALTERACOES 1)0 SANCIE.
Depurativo de mdsiio.
Xarope vegetal Ecm nir-
curio, o nico conbecido
e :i| ] iovado para curar
con irouiplida e radi-
calmente impigens, pstulas, lurtes, sarna, co-
mixo's, acrimonia e alteracoes viciosas do san-
gue; virus, e qualquer afle niio* iiiiui'rm-*. Tomo-se dous por semana, se-
guindo o Iratamenlo depurativo. Pomada nn-
tiici'|ietcu. lie ura i lt.-1 lo auravilhoso as af-
fecoes cutneas e comixes. ,__
no nori'oiiidim.Pomada que as cuaa ern 3 das.
O tl-ptsito na rua tanja do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 86.
S32
Alraanak (la provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o aluianak da provincia para
o correriteanno de
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:.
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
LlOES PRAT1GAS
DE
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dobladas
E ME
Aii?iastici
RuaNovan 15,segundo andar.
Ifl. Fonscc.i le illcrtei ros, escriturario da
ihesouraria de fazendadesla provincia,competcn-
temcnle habilitado pela directora de inslrucco
publica para leccinar arilhmetiea nesla cidade,
lera resolvido juntar, como complemento doseu
curso pratico do eseriluraco por patudas do-
bradas, o rnsino de contabilidado especialmente
na parte relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de descontse juros simples e compostos
conhecimento in-lisponsavcl as pessoas que dc-
sejam empregar-se no commercio ou que j so
acliam nelle estabelecidas. A aula ser aberta
no dia 15 de jauciro prximo fuluro s 7 horas
da noile ; e as pessoas que desrjarem malricu-
lar-se podero deixarseus nomesem casa do an-
nunciante at o mencionado dia.
l'recisa-se do unta ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sabir a na em objectos do
lleSUmO OS impOSlOS ge- servico : na rua largado Rosario n. 28, segundo
\PPR0VA(\0 E .\IT0IIISA(1.\0
DA
E
CENTRAL DE HIGIENE ftBLl
ura a
EjLECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
Rua Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB A DIBECC.10 DE E- KLBYaND
Esle hotel collocajo no centro da urna das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melliores da cidaJe, por se achar nao s prximo as eslayoes de carainlios de ferro, da
Para seren aplicadas s partes altceUuAas, sem
resguardo nern incommotio.
AS CHAPAS MEDICINAES sao milito conbecidas nesla corlo e em todas as provincias desie
imperio ha mais do 22 anuos, o sao afamadas, pelas boas curas que so lem obiido as errfermida-
i dos abaixo escripias, o que se prova com innmerosallestados que existem do pessoas caazos e
' Vi 1 v 'a C S A A distmccoes.
.xa itvrana n. o e 8 da praca da; Com esUs Cha j-is-BtKCTR0-A0SETiCAS epispaticas oblem-se urna cura Tadical einfallivfll
Indepenecia, prcciza-se luILr ao Sr. cn> 'odos os casos de nflammaco {cansara ou fulla dereepiraro), sejam internas ou externas, do
Joao da Costa Maravillia. "88do bofes, estomago, braco, ros, ulero, peilo, palpitacao d coraco, garganta, olhos, erysi-
Ro"i-se aos Srs Hpvpdorps a Sima nri.l ?;!!' lheuma,l,,8.mf. jaques nervosos, ele., ele. Igualmente para as dilTerenles especies de tu-
, r ae\edoresa nrmasodal mores como toInnliosL escrfulas ele, seja qunl Mr o seu (amando c profundeza or meio da
de Lene t Lorreta em liquidado, o obsequio | supparacao sero radcalmenle extirpados, sondo o seu uso aconselhado por habis c dislinctos fa-
do mandar saldar seu3 dbitos na toja da ruado
EmpregadOS CIViS, milita- Queimadon. K).
raes, provinciacs, mumcipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
! parochiaes.
cullalivos.
ajnela dos fabricantes america-
nos Grouver & ICaker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, rua da Senzala Nova n. 52.
l'recisa-se de urna ama para cozinhar: na
rua Nova n. 8, loja.
'agrcolas, induslriaeS, littera-i ConUoua-se*preparar bandejas enfeiladas
y ... '" diversos {
ras e particulares.
res, ecclesiasticos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
um pedaco do pape
cadas no seu lugar.
e a declaroco ondo existem, aflra do Allemanha e Franca, como por ler a dous minutos de si, todos os theairos e divet limemos ; e,
altn disso, os mdicos precos convidara.
JNo hotel basempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, ingles e por- .
uguez, paia acompanhar as lourislas, qur em sitas e\.curses na cidade, qur no leino, qurJ'IS, VCllllaS, aCOUgUCS, eilgC- 'j
Estabclecimentos fabris, in-
duslriaes e commerciaes de
erafim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3?2Q0 a -ii?000 )
por dia.
Durante o espado do oito a dez mezes, alii residiram os Exms. Srs. conselheiro Siua Fer-
rao, e seu filhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador L'ontes Visgueiro ( do Brasil, ) e rauilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de lodo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4^000 i500.)
No hotel enconlram-se nformacois exactas acerca de ludo que pode precisar um
estrangeiro
Sipop du
wmm
JARABE DO FOUGET.
aflecces dos
pela uianh, e outra
lempo o doente e o mlico.
O ilspusito i na rud larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
Este xarope est apjrovado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icoino sendo o inrlbor para curar conslipseoes, Itsse convulsa e ouir. s.
bronehios, ataques de peito, rriucoes nervosas e Issomnolencias: urna colliorada
i noite sao suflicientes. O t IV- i lo desie excelente xarope satisfaz ao mesmo
NICA, VERDADEIHA
G1TIMA.
E LE-
SALSA PARBILIIA
DE
QIi
V
J
goslos, com bolinhos dos mais pro-
curados o dos mais perfeitos do nosso mercado ;
assim como pudins, bolos inglezes e france/.rs, e
da nossa massa os mais perfeitos, c lambem as
bellas seringas e ilhozes para otompo do carna-
val, e urna porcao de doce dccajsecco purpre-
I <;o commodo : procure na rua da Tetilla n. 23,
lOdaS aS qualldadeS COmO lO- segundo andar, que se far negocio.
O Ur. Cosme de Sa Pcreira\>
de volt de sua viarrem
<.
U110S,elC., ClC. j/^ae volt de sua viarjem mitructi-A
Serve elle de guia ao COm- Ht.T? Europa continua noexer--^
,, I J^cicto de sua proussao medica.
merciante, agricultor, nutr- MR Da'consultas em seu e$cripto-s
linio e emim para todas as|Sr0nol>airro do Kecife, rua da^i
elasses da sociedade.
O bacharel Witruvio tem
o seu cscriplorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da rua Nova,
cuja entrada pela Camboa do
Carino.
Remedio sem igual, sendo reconhecido polos
mdicos, os mais mnenles, como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspcpsia, debili-
dade goral, febre biliosa e intermitiente, enfor-
!os resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e erupedes que resullam da impureza do
sangue-
CAUTELA.
D. T. Lanman ck Kemp, droguistas por atacado
New York, arham-se obligados a prevenir o res-
oilavel publico para desconfiar de algumas te-
rues imitaces da Salsa Ptriilha de Brislol que
boje se vende nesteimperio, declarando a lodos
que sao ellos os nicos proprietarios da receita
do Dr. Brislol, tendo-lhe comprado no anuo de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tom
dircilo do fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredo da sua preparacio acha-se so-
mente cm poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com dosapreciaveis co-
bina^oes de drogas perniciosas, as pessoas que
;cm comprar o verdadoiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sera os quaes qual-
>uer outraprepnraco falsa !
Io O envoltorio de fora est gravado de ura
sob urna chapa de ac, tiazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGESTO
N. G9 Water Street.
New Yorli.
2" O mosmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Vrixtul em papel cor de rosa.
4o Que as aireooes juntas a cada garrafa tern
nma phenis scmelhanle a que vai cima do pr-
senle anuuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na rua da Alfandega'n. S9.
Bahia, Germano & C, rua .Juliio n. 2.
P-Tiiatubuco no armazcm de drogas de J*Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22.
FOLHIffliS l'ARt 1860.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folliinhas para 1860, im-
pressas nesla lypographia, dasseguiutcsquali-
dades :
ft OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alcm do
kalendatio e rogulamentodos diroitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliotheca do
Crislao Brasileiro, que se compo : do lou-
vor ao sauto nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, bymnos ao Espirito Santo c
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carino, exercicio da
Vi a-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido polos das da semana, obsequios
ao SS. coraco do Jesns, saudaces devo-
tas as chagas de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e aiijo da'
guard, respondo pelas almas, alm de
outras oraces. Proco 320 rs.
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamcnto dos diroitos parochiaes, e
Cruz a. 53, todos os dias, menosS,
al nos domingos, desde as G horas
^t as 10 da manhaa, sobre osV
seguintes pontos : .)
!. Molestias de. olhos ; ;:J
? Molestias de cordcSo e dej
peito ; _'
3-. Molestias dos orgos da gera-|'
cao, e do antis ;
\\ Praticara' toda e
Pdc-se mandarde qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a toda" as pessoas que a diguarem honrar com a sua confianza, em seu escri
no, que se achara aberto todos os dias. sem excepeao, das9 horas da manhaa s 1 da lardo.
RITA DO PARTO 110
PERTO DO IARGO DA CARIOCA.
-aA.
qualquei
opeiaeao q uej til gar con venien-
te
seus doentcs.
OVIDIO DA GAMA LOBO.
U.M NTIDO V0L. DE 300 TAG. EM 8 FfiAKCF.Z.
Analysa-seesta obra o papel da companhia nos diversos paizes denlo [oi expulsa
desco-
n5o
por seus pretendidos crimes e ambicao, mas para realisarem Euas ideas sebimaticas prova-sa o
cnstranp'inicr;U' de Clemente XI\ espediodo o breve da cxlinccfio da companhia, eque ella foi, e
O exame das pessoas que o con- -& ainda, um dos mais esforzados sustcladorea da religiao, cm cuja def.za conquislou a coia de um
V bre-sc o [lao canccrlado pelo ph losophismo, pela poltica e pelo jansenismo para deslrui-Ia.
para o restahelecimcnto dosSj
^
>ultarem sera' fcito indistincta-
lOMPAMHA DA \I\ FRREA
RECITE A S. FRANCISCO.
Tolo presente sao convida Jos os senhores ac- .
cionislas virem do dia 3 do correte cm dianlc ,
ao cscriptorio da rua do Crespo n. 2, para rece- '
borem o 8." dividendo do juros de suas accedes,
contados no semestre decorjido do 1. de agosto
,de I8J9 31 de Janeiro de 18GD. Kecife, 1." de
ftvereiro do 1860.
Precisa-se alugar um prelo ou prcta, j;i ido-
sos, para comprar na rua e fazer o mais servio
de urna casa do familia, ou mesmo una ama as
mesmas crcumstancias : quem tiver e quizer,
anuuncie ou dirija-se a ma de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
Precisarse fallar oo corresponden-
te dos Srs. tenente-coronel
verdadeiro mariyiio.
Deus nao permitlio que a iniquidade fusse commelJa sem fi.-ar gravada em documento-
e irreeussaveis ; estes documentos, que tatito se esforcaram por fupprimir os inimigos da com-
panliia, felizmente poderam ser conservados, e tem apparteido ltimamente na Franca em diver-
as obras, que confirmam a opiniiio que ainda formam dos Jesuitasos homens imparciaes e ques
nao sao adversos S Apostlica.
E' um brado em favor dos Jesutas, entre ns ainda to iniu-tamenie iultrado?. e que nasca
A apphcacao dealguns medicag ; Ja comkyo mima de que sua causa a da jusiica, do pontificadoe da re
Assigna-se no escriptorio desle Diario, rua das Cruzas.
i, mente, e na ordem de suas en- :.?
^ tr&ds; fazendo exceprao os doen- f.J
tesde olhos, ou aquellesque por
jmotivojustoobtiverem hora mar-
ceada para este im.
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
Ilemeterio
uma colleccao de ancdotas, ditos chisto-' Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes, vier de Andrade: na livraria n. 6 e8
reccitas diversas, quer acerca de cozinha, ^a praQa ja Independencia.
I*
quer do cultura, o preservativo de aores
e tractos. Proco 320 rs.
1TA DE rORTA.a qual, alra das materias do
costume, conlm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 10 rs.
sS!
. *7> ': ':> St '.:! & <:> Q ( '^ <"> -f> ^;> '.'?
9
Altencao.
m 6 m
B Curso pratico e thoorico do lingua fran- @
ceza por urna senhora franceza, para dez 5$
H mocas, segunda e quinla-foira do cada so- 5
$ mana, dastO horas al moio dia: quera ?-
qui/.er aproveilar pode dirigir-se a rua da ^
,'C- Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos $
adiantados. ;.:.*
- :. -:>.--i-'..f) ^^*^ r>!-'a >< Is '.-->-^..V -- .-. v:. -V > .> >^&J'*>' ^ v:^ vJ: \> vj VV
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na rua do Cul-
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 10 a 15
anuos, que tetina boa conduela, saiba
ler e eserever ; preferndo se um or-
phao sem parentes e era adberentes na
cidade : na rua IJiteita n. ib.
lamentos ndisrensaveis cm varios,(
rJi casos, como o do sulfato de airo- ". "
\|Pna\etc.) sera' felo.ou concedido j-k
V< gratuita mente. A conianca que
fuelles deposita, a presteza de sua i??
^acrao, e a necessidade prompta ;/!
de seu cmprefjo; tudo quanto o )-
demove era beneficio
^doentcs.
Precisa-se de uma ama de leite,' n^i-it_____. i i Tr
queotenha era abundancia, que sej Pastllhas Aegctaes de Kemp
bera sadia ede bous costumes : paga se COlltra S loillbrgas
bem. Dirigirse a' praca de Pedro I [ n^rovadas pela Exm.MnsPec,r,o de esludo de
por muitas outras juncias de hy-
a dos Estados Unidos e mais paizes

I^CVtlJimllUCAttA.
ma-
Wm-mzm$mmmW$m$-Wm (antigo pateodoCollego)n. 37, segn- Habana e ,
fLices de francez ^i !oc^--^- -m-"
1 & PpaPaccah Iaila ,la Amerirn-
Domingo, 26 .do correte, s 11 horas '
nlia, bav :.i S''.~>io da assembla goral, no '.
I do costume.
Roga-se aos Srs. ronselhcin s para rompare-
cerem duas horas antes, alim de funccionai o
conslho director.
Secretaria da Associacao Fyoograpbica Per-
1 nambucina, X do feverciro de 860.
J. /.. Dornellat Cmara.
1' secrelaiio.
= Precisa-se do uma ama deleito, o pnga-se
bem .- alraz i!a matriz de Santo Antonio, sobra-
dinhode dous andaros, no segundo andar.
piano.
Madomoiselle Clcmence de
jPS Madomoiselle Clemence de llannetot
aa de Hannevillecontinua a dar lines de
, francez o piano na cidado e nos arrabal-
|g des : na rua da Cruz II. 9, segundo andar.
O abaixo assignado, residente no lercelro
andar do sobrado n. 58 da rua Nova, acha-se no
Professor densta.
tfjl acreditado cm Franca, em Hespanba, c nesla
; cidade de Pernambuco, arranca denlos e raizes
com a maior rapidez possivel, assim eomocollo-
ca-os sobre chapa do ouro, platina e prata a
vonlade de qualquer um que dellos precisar,
como lambem chumba o limpa-oscom o maior
assoio possivel, lira denles em casa a 23 o a 3
Garantidas como puramente vegetaes, agr-1
daveis i vista,doces ao paladar sao o remedio !
infallivcl contra as lombrigas. Naocausam au-1
scasnom sonsaedes debilitantes.
Testemunho expontaneo era abone das parti-
Ibas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Porl Ryron
Precisa-se de
na rua Nova n.
Atlenco.
um cozfnheiro, e paga-sc bem
Aluga-sea loja da casa da rua d~- Ini|
dorn. 17, pelo lado do nos : quom o pretender,
dirija-se ao primeiro andar da mesma casa.
e fra a 5#. denlo posto cm chapa de ouro a 10-*: 12 de abril do 1839. Senhores. As
exercicio de seu magisterio, ensillando primeiras 1l'em del, precisar, procure no llecife, boceo do que Vmcs. fazom, curaram mcu filho : o pobre p'e-co aue an
Do'fnfe'rnos6 ^^ ^^^' "" W 3lU"" "' PnBWe NWB Padecia de lorigas, balava um chei- P-g", levar
Jus Maa Machado de Figueiredo ^-^-'^-J 00*00 Seguro coilra Fogo
O prolo B*>raldo, crioulo, natural do Mara-
nhao, acha-se f ifti lo desde 2\ do corrate, pro-
to, dontes bonitos, bei^ns grossos, levou calca de
atgodio azul j velha, mas limpa, sem chapeo,
M usa de abertura de camisa aborta no peito ; snp-
de 1 i pelo Recife : podo-so a quom
r a rua do Rangol n. 62, que ser
rabalho.
O professor de latim da reguezia
de S. Jos desta cidade, abaixo assigna-
do, declara ao publico que a matricu-
la de sua aula se acba abei ta, e que os
trabalbos lectivos da mesraa principia-
rlo no dia 3 de evereiro prximo fu
turo. O: nteressados dirijam-se a casa %
de sua residencia, n. 33, sita no pateo
do Terco.
\ C J. Astley & Companhia.
^ comicliao
no nariz, l.io magro so poz, iiic cu
" temia perde-lo. Nestos crcumstancias um visi-
Prope-sc uma possoa habilitada, o que.
tom pratica do magisterio para onsinar primei-
COMPAMIIIA
LONDRES
AGENTES
p
Manoel Francisco Coelbo
^TTTTTTTTTTTTTTTTVT"rTTTY ^TTT>.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- 5
rangeiras 15. Na mesraa casa tem agua e "<
^ p dontilico. >
^.i.i.XXi^..XtXXXi.XXX tiJLXi. ti i.ty
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da Independencia,que se preci-
sa fallar-lhe.
= Precisa-se de uma ama :
co n 26.
Precisa-se. alugar um moleque que cozinho
o diario de uma casa de familia : quom o tiver,
queira deixar ola ou'iodicacao do sua res,don-
Ca as lujas ns. 6 e 8 da praca da Independencia
I para sor procurado.
no paleo do Tor-
i
i
Vendc-se
para
O Sr. thesouretro manda lazer pu-
- Traspasse-se o arrendamento de um En- ; bhc0 e se acham & ven(Ja todo8 Q3 das
gento muiio perto da pra^a, vende-se uma par-, 0", ,
te do mesmo Engenho, uma maquina a vapor, | das J horas da manhaa as S da noite,
utni destilacao nova montada de um tudo, 22 no pavimento terreo da casa da ruada
quanos, e outros objectos: | Aurora n. 26 e as casas commissionadas \ Precisa-se alugar ura sitio que!]
pelo mesmo Senbor tliesoureiro na pra- nao diste mais de legua e meia desta f
ca da Independencia numero ti e 16. P1 W 00(ual nha Nr*"" Para oceupar
a nn ,.,, ,i r c mais de 8 captivos, ese t.ver pafto para :
e na rua da Cadea do llecife nume-
ro 2 armazcm do
tracta-se na rua do Qtitin.3do n. 10.
Constan-
teniente
lrocam-se, compram-se evendem-se escravos do
ambos o sexos, de todas as idades c cores com
habilidades o sem ollas e todo este negocio se
faz debaixode todasinceiidade : na rua Direita
numero 66
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estauho em barra.
Ve miz copal.
Palhinha para marci-
neiro.
Yinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zcm de C J. Astley & C.

vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
1P. T. Flnyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36
Street pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Aifandega n. 59.
Bahia, Germano & C.rua luliaon. 2.
Pernambuco,no armazem de drogas de J. Soum
ex Companhia rua da Cruz n. 22
DENTES |
Francisco do Oliveira Tranco vai a Europa,
eduranto o tempo de sua ausencia desle mi e-
rio, deixa encarregado do cus negocios, era 1.
Gold lugar ao Sr. Francisco Jos'' da Cosa Ribelro : om
2." ao Sr. Alejandre Jos da Silva ; c em 3." a
Iseu caixeiro Jos Victorino de Souza.
Para o IIIm. Sr. Sebaslio da Cunha Aceioly
Lins irr cm i, u/i quer parle em aueeiliver.
.Meu charo mano, j,'i sabemos que existes o
sem novidades, o j recebemos as cartas que di s
onviastes ; porm nao sabemos ainda ondo resi-
des para lo respondemos ; por isso ped
que communiques o lugar, ou polo correio cu
pormeio de portador, para le Satisfazermos com
o que exiges. Kngnnho llobingudo, freguezin de
Agua Prcta, cm Pernanibueo.= rc(orto do
cimento Acciolt/ Lias.
9
"
Rogase ao Sr. alferes Julio Pompeo de Bar-
ros Lima, ltimamente chogado da curte a e^?.
cidade, que anuuncie por este jornal o numero
da casa o rua em que mora, pois ha quem com
Francisco Pinto Ozorio rolloca denlos ar- @ elle desoja en'.endcr-se.
;.-: liftciaes pelos doussyslcmas VOLCANITE ... r, .-..
chapas do ouro ou platina, pudendo ser ;$ ,."" Vlccnzo Calavresse, subdito Napolitano, re-
ARTIVICIAESI.
Ruaestreita do Rosario n. 3|
na sobrodila ru"a a qualquer $ ,ir*-e Pwa Pwr-
=: Precisa-se de uma amo livre ou escrava,
para cozinhar em casa de pouca familia ; na rua
da Roda n. 52.
O abaixo assignado perdeu na tarde de 20
do corrate, em uma caria, o bilhetc inleiro do
Rio de Janeiro n. 4315, da vigosima-setima 1
ria a favor du estado sanitario, e previne ao Ihe-
sourciro da mesma nao pague, caso saia algum
nremio, seno ao abaixo assignado, e o mesmo
oloroce sociedade a quem o achou c leva-lo ao
pateo da Ribeira n. 2 A. i
francisco Solano da Cruz Ribeiro. Cruz.
vaccas melbor sera', podendo" o arrea- *:'cir0"0 <&** stix?^^cLKU.I
senlior rontes ate damento comec.ir agora ou cm maio,
as 6 horas da tarde somonte, os bilhe- conforme agradar : a quem o tiver para
tes e meios da quarta parte da primeira 'alugar, podendo, diriji-se a praca da
lotera do theatro de Santa Isabel, cu- Independencia n. 6 e 8.
jas rodas deverao andar impreterivel-I "~ P"*-i de u moleque para
servico de uma casa de pouca familia :
na run da Cadria n. 41.
Preci furia ou captiva : na rua das Cinco Pon-
tas n. G7, confronte as ca?iT cabidas.
Precisa-se do urna ama para lodo o sorvi-
o de numeracao Surtidas a vontade dos ende urna casa de pouca familia: a tratar na
mente no dia 25 do corren te mez.
- O mesmo Sr. tbesoureiro manda
igualmente fazer publico que as casas
cima mencionadas se acliam bilheter
compradores.
Thesouraria das loteras 15 de eve-
reiro de 18G0.O escrivao, J II. da
rua da Cadeia, loja n. -15, esquina da Madre do
Dos.
Dcseja-se alugar um prelo escr.ivo para
servir em um sitio ; a tratar na estrada de oao
de Barros, silio da Exm.a Sr.'' viscondessa de
Goianna.
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho. disimilo dosla praca duas legoas, vonde-so
lima parle no mesmo engenho, machina nova
vapor, distilacao nova e bem montada, 22 bois
de conoia, sois quarlos, algumas obras, salfra
plantada, ele. etc. ; trata-se na rua do Crespo n.
13, loja.
Publicaco Iliteraria.
Cuia Luso-Brasiloirodo Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vendc-se na mao do
autor rua do Yirario n. 11, brox. 35 encad 4a
O Dr. Joao Perreira da Silva, de
volta de sua viagem ao norte, esta' re-
sidindo na ruadoRangel sobrado n. 56.
O abaixo assignado deixou de ser caixeiro
de Varejao & C, desde o dia 22 do overeno de
1860 Antonio da Cunha Brandao.
Precisase do urna ama livre ou escrava,
para casa de pouca familia : na rua da Trempe,
sitiu numero 2.
@ procurado
hora.
Precisa-se de um negro ou uma negra para
vender fazendaa cora ouira possoa : na rua do
Hospicio n. .
Alugam-se os dous primeiros andares dos
sobrados ns. 9 o 31 da rua da Praia : os pre-
lendenles dirijam-se ao armazem n 7 B.dofronle
da aifandega, que acharao com quem t;at r.
; Precisa-so de urna ama que seja capaz para
tratar de uma ajenkora somonte : na rua da Sen-
zala Velha, esquina do boceo do Porlo, primeiro
andar n. jS.
RESTABELECISEMO DE SALDE
OBTIDO
SEM BESGUABJH) NBM 1NCOMMOD0.
Alarieo JosFurlado, que velo no va- Inflaiiiniaeao lo estomago c dores
por Brasil,
Tasso Irmaos.
lera uma carta no escriptoiio de
Atlenco.
ilo {tCltO.
Soffrondo uma escrava minha, ha bastante
lempo, do uma inflammaco do estomago com
falla de respirarn, cancasso, dores do peilo e
Prdca-se honlem em occasiao da procissao muito fastio, depois do ler applicado diversos
uma pulsnra do ouro da largura de urna polio- | modicamentos, nunca ol.lcvo aguin alivio e
gada, sendo pelas ras seftuintes : paleo do Ter- | nalraenle recorr s chapas medicinaos do Ricar-
do Kirk. escriplorio na rua do Tarto n. 119, cun
co, rua Diieila, pateo do S. Podro, Carmo. cam-
boa do mesmo, rua Nova, ponte, rua da Impora-
triz, praca, at a rua da Concei^ao : quem achou,
se for possoa que queira flear livre deste encar-
go de consciencia, pode levar na rua da Concei"
cao n 42, cuno arsenal de guerra ao professor
da eadeira de msica, que-rocompensar com ge-
uerosidade Manoel Augusto do Menezes Cost.
.-Eneas Bruce relira-se para o Rio de Ja-
neiro.
as quaes, no pequeo espayo du 30 dias, icou
ntoramente roslabelecida.
E por ser verdado, mande! passar o prsenle
que assigno. Rua do Silva Manoel n. 21. Ua-
noelJos de kndrade.
Reconherida vordadoira a assignatura supra
pelo tabelliao Pedro Jos de Castro.
Consultas lodos os dias, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.
A
._-s-


(6)
Attenco.
Tedp-se i pessoa que por cassuada ou por ve-
ras lirou un turbante da rabera de urna mulher
no baile da ra da Praia, na lerea-fehra, quo te-
nha a bondade de o levar a ra Nova n. 5, do
contrario ver seu nome por extenso, pois j se
tomou iuformaces da pessoa que o vio tirar, por
estar sentado ao p da mesraa mulher.
Precisa-se do ura criado que de fiador a sua
conducta, para casa de hornera solteiro : quem
estiver nestas circumstancias, dirija-se a ra da
Cadeia do Santo Antonio, sobrado n. 25, segundo
andar, hoje ra do Imperador.
Vital Jacob?, subdito francez, relirs-se pa-
ra ira do imperio.
Na ra do Rangel n. 7, precisa-se fallar ao
Sr. Francisco Jos da Silva e Manoel Jos da Sil-
va, fillios daSra. D. Mara Luiza de Oliveira, re-
sidente na cidade de Lisboa.
BIARIO DE PERHAB1BUCO SABBADQ 25 DE FEVEREIRO DE 1860.
Villa do Cabo.
O bacharel Carlos Eugenio Danarche Mavig-
nier, de volla do Rio do Janeiro, tero aberto o
seu escnplono de advogado na villa do Cabo,
ra do Livramento.
DE
Ferro Soluvel

Na ra Jo Crespn. 21, precisa-se de urna ama
boa cozinheira.
Permuta.
O senhor que annunciou permutar um andar
io, cora boas accommodaees. por um sitio
pe lo da praca, pode dirigir-se u esta lypogra-
phia, que se dir quera pretende fazer sse ne-
gocio.
Ihfeil
Eslabclecida era Londres
as$g> mu.
CAPITAL
CAneo miU\oes de, libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de tn-
iar aes Srs. negociantes, proprietarios de
s, : j guem raais conrier, que eslo plena-
los pela dita companhia para
luar seguros sobre edificios de lijlo epe-
< i, cobertos Jo telha e igualmente sobre os
[iie coutiverem os mesmos edificios,
consista em mobilia ou euifazendas Je
a>alquer qualidade.
ASSOGIACAO
DE
Soecorros Mutuos c Lenta Emancipacao
dos Captivos.
Ti udo cessado as ferias, deven Jo comecar os
;ii s Jo conselho administrativo, o Sr.' pre-
le convida osmembios do mesmo ronsellio
; ra se rcunirem na casa dassessocs, no palace-
a ra da Praia, no domingo 27 do correle,
as 10 horas Ja manhaa.
conformidade com os estatutos, deve-se
proceder acleico Jo novo conselho na primeira
nga de ::iarco, que a 5, o quo ser em as-
l)la geral : pelo que manda o Sr. presidente
avisar que lodosse liquiden) cora a caixa social
Para p< I m sercleitos na forma dus mesaos
estatutos.
Sala das sessSes da Associac&o do Soecnrros
ios e Lenta Emancipado dos Captivos 21 de
fevoreiro de 1860.O secretario,
Modesto Francisco das Chagas Cannabarro.
abaixo assigoado declara a quera nteres-
sar possa, que a casa da ra Direils dos Afoga-
ra. 24, que estar para ser arrematada, os
cilios e tomo da padaria estaDolecida na
ua eslo sujeilos estes ao pagamento de rs.
, que se devem ds alugueis ao
mesma Antonio J
Cabo.Jos Joaquim da
Precisa-sede urna ama para cozmhar o cu-
nar para urna pessoa: na ra da Senzala
n. 8, sobrada primeira andar.
Aluga-se urna casa terrea na na Ja Palma
reguezia deS. Jos: n. 23, pertencento a um
bao: por isso quera a pretender alugar, ha
com fiador idneo, a entender-se comJo-
hbmiz Cavalcanti Pessoa, nos Remedios.
Precisa-se
a menino porluguez ou brasileiro, com pra-
n ella, para caireiro de urna taberna
I 'beribe : a tratar na ra do QucimaJo nu-
! !.
remedio de cujo emprego se tem tirado grandes
vanlagensom Fronca. como atteslado por m-
dicos de muila reputacao daquelle paiz ; era Lis-
boa pelo born resultado oblido as applicaccs
teilas no hospital de S. Jos, e allirmado pela
Gazela Medica daquella corte, o ltimamente no
Rio de Janeiro, onde foi approvado o seu uso
pela academia imperial de medicina : nico de-
posito ncsla cidade, no rscriplorio de Almeida
Gomes, Alvos & Companhia, ruada Cruz n. 27.
Preco de cado frasco 4$.
Troca-so urna porcao de ouro o prata em
moeda, por sedlas : na ra do Livramento n.
J3, se dir quem faz este negocio.
Compras.
(KEMP NEY^JYORQ
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
HIIE.
NEW-YORK.
O MELIIOR REMEDIO'CONIIECIDO
Contra conslipacoes, ictericia, affecroes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestoes, enxaquecas.
Ilemorrhoidas, diarrbea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO 1JIPCR0 DO SANGIE.
75,000 caixasdcste remedio cousommem-se an
nualmcnte 1 I
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
I getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pillas
v JE"1 rn"1pur a biographia do Dr. Jos da
Natividade Saldanha, peco emprestado um exem-
plar da segunda edicio das suas poesas, ou com-
pro-o.Antonio Juaqxim. de Mello.
Compram-so moedas de ouro de 163 e 20-3 :! Pu"amento vegetaes, nao contera ellas nenhum
na lujadas seis ponas em frente do Livramento. i veneno mercurial nem algum oulro mineral;
sucTr de'josdeAlinn \'L^!!^ d M" H* bem condicionadas cmcaixasde folhapa-
sucor, uejo>c o Aquino tonseca, conipram-se .-,.... ^ j. t -, .
continuadamente raodas de 16 e 20000. aguias r rc;sSuardar-se da humidade.
dos Estados-Unidos, modas de cinco francos.' Sao "gradaveis ao paladar, seguras e efflcaze
oneas hesoanholas e mexicanas
pequeas porees.
incos,
em grandes e
Alcacao.
Compram-se, vendem-sc e trocam-so escravos:
na ra do Imperador n.21, primeiro andar.
Compra-s um sobrado de um ate
i andares: na praca da Independencia
n. 22 se dir'quem compra.
Compram-se. moedas de ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Vendas,
em sua operario, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa,pelo
qual se ficar conhecendo as multas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Ternambuco, no armazcm de drogas de J. Soum
j4 C, ra da Cruz n. 22.
Pechinelia.
?\a ra do Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
de-se por barato preco um grande flteiro de
amarello. lodo envidrarado, proprio para guar-
dar louca.
IS'a ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferrageas de Vidal
& Bastos, ha para vender os
objectos abaixo notados por
preeos comino dos e ludo da
mclhor qualidade possivel.co-
mosejam:
Camas de ferro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
le alugueis ao proprietario I Ferro Suecia de todas as larguras
se vaz Salgado, da villi do Arn A.> m;|.-.,, "
ia Co.ua Macicl. *S dt- ""O-
Arcos ue Ierro de todas as larguras.
Cravosde ferro de todos os tamanhos.
Perramente completa para tanoeito.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanliado para cosinha.
Tt-em completo de porcelana para co-
sinha.
fuardascoratdas redondos e ffuadrados.
lncliadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de todos es tamanhos.
Pregos de todas as qualidades.
Caixascom ferramenta de cara pina (pa-
ra curiosos)
Bandejas milito finas de todas as quali-
dades.
fot-nos rancezes para a;sados.
Bules, cafe ten as, asscareiros e man-
tegueiras de metal.
Penetral de latao de tod.ss
i

Procisa-sc
oa ama forra ou captiva para os ser vicos de
isa ei i Y-, tberibe, Je pouca familia : 'a tra-
tar na ra ao Queimado n 43.
Ensirio particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 Ja ra .Nova, contina no
ciciode seu magisterio, ensinando primeiras
le ras, latim e francez, e tambera admiti alum-
: internos.
Precisa-se
alugar annualmcnte um sitio
i da praca, preferindo-se no Hospicio, Sole-
, Caminlio .Novo, principio da estrada de Joio
Barros, ou travessade Joao Fernandes V'ieira :
a tiver aanuncie ou dirija-se a ruadas Cru-
:i. 41, segundo andar.
Lira moco que presta fianza a sua conJuc-
la, offerece-se para caixeiro de loja de fazendas,
Jcado, ou arraazcm de assucar, o pan co-
is ncsla prara : quem qoizer annuncie ou
i-se a ra Nova, loja de ourivesn. 4.
Roga-so aos Srs. Joaquim Francisco dos
tos i C. o obsequio de aununciar sua mora-
d : porque,se Ihe deseja fallar.
Chaves adiadas.
m perdeu urna penca com 5 chaves peque-
-endo algumas de menos de urna pollegada,
dirija-se a livraria ns. G e8 da praca da Iudepen'-
di ocia, que se lhe entregar.
Aluga-e a loja Jo sobrado na ra da Au-
rora n. : a tratar na ra do Cabug, loja n. 'J
Deseja-se tomar alugado um hornera [pre-
-se um eccravo) "bem recommendado, que
saiba ronduziruma carreta e que Je corita liel do
que lhe for confiado para vender : faz-seo ajus-
te no sitio da I".xm.a Sr.* viscondessa de Goian-
ca, na Estrada de Joio Je Barros.
Guilherme Antonio de S declara que d'ora
era dianle assigua-se, nao Guilherme. Jo Moli e
S, como por engao sabio nos tres annuncios
anteriores, mi si ni Guilherme Amazonas de S
0 que faz publico para evitar complicares e em-
08 que p ir vontura pussam appareccr-lhc
1 i .turo.
O alfere Julio Pompeo de Barros I.ima
i om seu p Joaquim Ignacio de Birros
Lima, na ra Ja SiuJade.
Precisa-se de um teitor que entenJa de
ilice : ua praca da Independencia ns. 6 o 8.
Precisa-se de um caixeiro fie 14 a 18 annos,
ia conducta, e que tenha pralica de taberna:
na ra das Cru/.os n. 2U.
ATTEl\(1I0.
Terdeu-se no dia de lerca-feira, 21 do crran-
le, uma pulseira de ouro, desde a ra de Hor-
t n de Sania Thcreza, pateo do Carmo, ra
estrella do Rosario, dita larga, paleo do Paraizo,
ra p>-rlraz doquarlel de polica, ra nova at
n ra da Imperatriz a pessoa que a livor acha-
<.o e queira reslilui-la a seu dono, ser genero-
samente gratificado, e poder entrega-la na ra
de Hartas, na quina da trsressa dos Marlyrios n
o. casa terrea.
Deseja-se effecluar o contrato de uma pes-
i para mesire. rte meninos em um engenlio
prximo villa do Cabo : quem tiver nplulao
-saria e quizer lomar osse encargo, poJe Ji-
rigir-se ra da Senzala Velha n. 100, ou casa
<:o Mr. Barros, juiz municipal, no caes de San-
Francisco.
Quem precisar de uma ama forra para cozi-
' bar, dirija-30 ra do Pocinho, sobrado onde
morn o cirurgio Miguel Felieio.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de qual-
q'ier eslabclocimento, pjr[biindo toja de fazendas
ib zas, pois que (era alguma pralica, ou
anda mesmo para algumas das provincias do sul:
quem pretender annuncie para ser procurado'.
Lxislem no sobrado n. 3, do pateo de S
Pedro cartas para os Srs. Josa Eziquio de Amo-
nni Lima e Francisco de Oliveira Coclho.
Brecisa-se alugar um sotao ou um quarto
separado: q lera tiver dirija-se ra de San-
Jos n. 10.
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler DE
New-York.
Acham-sc venda estas interessanles machi-
nas de costura, as quaes reuncm^todas as rauta*
gens desejaveis, nao s pela perfeicao eseguran-
ca do niechanisrao, como por scrcm da mais bo-
nita apparencia, sendo muilo facis para se
aprender a trabalhar nellas, o que se/ consegue
com uma simples licao. Estas machinas fazem
posponto dos dous lados da costura e cozera cora
maior rapidez e perfoico possivel.
Acham-sc venda c mostram-se a qualquer
hora ds dia ou da noitc na nica agencia desla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imi>eratriz n. 10 primeiro andar.
Xa loja doserlanejo, ra
do Queimado n. 43 A.
Ipechincha
sem igual.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padres, os mais modernos quo ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmio continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa cora 10 jardas a 48500 e 5$, leos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, rucias fi-
nas para senhora a 3^800 a duzia, ditas croas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 63, palctotsde
alpaca preta e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodo, camisas uglczas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, corles de cassa chita a 3g, chita
franceza a 20,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao cora 30 varas a 4$800, 53, 5$50,
6,7 e 8g, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, corles de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2-3240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oulras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a PecHThclm
40 Ra do Queimado. 40
Grande sortiraento de fazen-
das para a quaresnia, e ou-
tras muitas por baratissi-
raos preeos para acabar.
Do-se amostras com penhor.
Na loja do Preguia na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestiJos de montara do Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes da merino estampados muilo fios pelo Corles"de vestido i
demrauto preco de 2:500 cada um musselinas babados
modernas, bastante largas, de variados padres Ditos de dita preta com babados
a 2fa0 e 280 res o cova lo grvalas a fanlazia.o ( Ditos de dita gaze phantazia
mais moderno pos-ivel a 1 e 1200 cada uma, e Romciras do fil de seda preta bordadas
oulras muitas fazendas, cu jos preeos extraor- Taimas de grosdenaple pretcbordadas
dinariamente baratos, sat.sfarao a expectativa Grosdenaples de cores com quadrinhos
do comprador. covado
Machinas de costura
9
9

5
9
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
Dito liso preto e de cores, covado
Seda larrada preta e branca, covado ls e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda degaze Irans-
das rr achinas e manda- Urlandys de cores, lindos padres, vara lgLOO
13200
i
33OOO
13500
105000
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
fa do Jia ou da noite
nesta agencia: nicos
Carlos Lei-
agentes em Ternambuco Raymundo Car
*J"a2vSS2? m-s. &< tmm ^^ ^^ &&
GRANDE ABiAZEII
11!
O agente do verdadeiro xarope do Bosque le
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho: desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconlrecido crdito de seu autor como pela acei-
tado que geralmcnto tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xarope do Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulnm.
nares. Para conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro coiim no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
Ra Nova n. 49, junto
1 a itjreja da Conceigo dos
Militares.
Neste
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Dilas de fil de linho pretas
Chalos de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
! | Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idera
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
! Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Euh it,.s Je viJrilho francezes
de cores
Aberturas para camisa de linho
do, brancas e de cores
pelos o
e also-
m
sor lmenlo de cha-
a| pas tenas, como sejam casacas, sobreca- ?->; ."aP00s francezes finos, forma modo
- panno lino preto e de cores, "paletols e .
* sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
y| zina pretos e de cores, paletols e sobre- v
^ casacos de seda o casemira de cores, cal- ff
SS2 CS de casemira preta e de cores, dilas de S*
<^ merino, de pnnccza, de brim de linho <&
M ""neo e de cores, de fustao e riscados, S Canellaa hmno
& calcas de algodao. colleles de velludo
M preto e de cores, ditos de setim preto e
v branco ditos de gorgorito e casemira, di- *&
m los de fustoes e brins, fardamentos para
tjj a Kra nacional, libres para criados g
m ceroulas e camisas franeczas, chapeos S?
> grvalas, grande sortimento de roupas '^
. para meninos de 6 a 14 anuos ; nao agr- f.
dando ao comprador a"
r aano ao comprador algumas das roupas !|Dila
p fetasse apromptarao oulras agosto do H r..v
S comprador dando-se no da conve
M nado.
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida- l
de a 10, ditos francezes de seda a 7$, ditos de r\
castor brancos a 143. ditos de velludo a 8e9s W ,17011 K MV IirMAG I.
ditos da lontra de todas as ebres muito Qnos d- *'^"'5 VM VI l\f\)d ti
tos de palha inglezes de copa alta e bai
rna
pieto de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas franeczas, peitos de linho e de
algodo brincas e de cores
Dilas do fustao brancas o de cores
Ceroulas de linho e de algodao
as para noivas muito finas
L'm completo sortimento de faendas
para vestido, sedas, laa c seda, cam-
braia e seda lapadas c transparentes,
covado
Meias creas brancas e de cores para
meninas
I
ss
S
o
S
$300
fcOuo
9
3j00
8
650C0
8S500
as de seda para menina, par
as de fio de Escocia,
menino
pardas, para
para padaria e rdinarao.
Ditas de metal dita dita.
Dito frou.vo ioglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins, pasteloeholinlios.
Letrinas patento de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas ierra mentas
jardim.
Bataneas decimaesde todos os tamanhos.
Reccberam em direilura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e prelos, e as formas as mais mo-
| dornas que lem vindo ao mercado, e por me-
cr.T,ss.nJn0Sq"eetn outra lualquer parte, assim como
1 tambera tora ura grande sortimento de enfeile,
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
50.de 4$ cada um, assim como tem chapeos de
.Homhos de todos os tamanhos para re- j sol de panno a lacada um em perfeilo esta
finarao do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
fio de algodao de todas as qualidades. | esguio de linho a 1$ uma, cambraia preta fina
a 360 o covado, s a vara a560,e a 640, gangas
de cor a 540, brim branco de linho al 200 a va-
ra, colleles de velludo de furta-corespretos a
'$400, ditos pretos a 8 e a 9.?, caigas de case-
mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretos a 7, 9 e
12$, colktes de gorguiao a 4, 5 e 6$, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eiascruas, por
ser grande porcao, a lfrOO, dilas a ljJGOO e 2jS a
duzia, finas a 3 e 4$, chapeos enfeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pro-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o piejo,
e nao se deixa de vemu lee
-----ixa a 3 e
85, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2$500 a 6J500, ditos do Chile dc3-j500,5, 6, 8,
!>, 10 e 12?, dilos de seda para senhora, dos mais
medernos, a 12$, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15, enfeites fu.issimos para cabeca
a S'00 e 5. chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus procos muito era conta, ditos para'
baptisado de meninos e passeios dos mesmos,
lendo diversas qualidades para escolher, bonels"
de galao, ditos de marroquim. ditos de vellu-
do, ditos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, c mesmo para senhora e para hc-
mens finalmente outros muitos objectos que se-
na enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em conta ; e 08sniores freguezes 5 vista da
fazenda ficaro convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direita n. 61
de Benlo de Barros Feij.
Tachas para engenta
Fundico de ferro e brouze
W
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
DB
Francisco Autonio Correia Card
gorguro de seda
Ditos de cassa brancos c de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos goslos,
covado
Chitas franeczas de lindos padrees, co-
vado a 290 e
Chales de merino lisos com franjas de
retroz, um
Ditos de dilo bordados de velludo, um
Ditos de dito com palmas de seda, um
Alpaca de seda de quadros, covado
Meias muilo finas para senhora, duzia
Ditas ditas paradila, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras cem duas larguras
covado
Cortes dedila muito fina
Dilos de dita preta bordada
Brim branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dilo, vara
I Velludilho de cores, covado
Vclbulina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e deco-
res, o par
Ditas de seda idem idem
L'm sortimento completo de lavas de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes do col'ete de
de cores
Ditos de velludo muilo finos
' Lencos de seda rtxaa para senhora
Marquesitas ou sombrinbas de seda cora
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para bapsados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, covado
8$000 Tafel rdxo, covado
6i?^|Selim Preto, encarnado c azul, proprio
Para forros. com 4 Palmos de largura,
4>uiJU covado
11 Setim liso de todas as cores, covado
Chitas franeczas claras e escuras, co-
vado a 260 e
1 ennn!CaSSM francczas de cores, vara a 500 e
iuuu Lcngos de seda de gorguro pretos
o*HW CollariDhos de csguiOo de linho mo-
J*500 demos
lSoo Um conirilol "amento de roupa feila
1-200 SC,"J0 Casacas- sobrecasacas, palelots,
iwmn c.0,'eles. "leas de muilas qualidades
iOUU! del.izendas
8
3
5
S

I56OO
5J30
1*200
7G
sgooo
1-0U0
18800
2!0
300
CfOO
3$000
5C0
tem u m grande sortimento de I ISuZS^" v'" x"u i **: VJ
e ouro
proprias para
im-
viuho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dilo muscatel, idem : no
armazem de Barroca & Mcdeiros, ra da Cadeia
do Itecife n. 4.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selins para hornera
8 penhora, arreios prateadospara cabriole!, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo etc.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob I.'Affecteur.
Plalas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (conlra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras *
Assim como tem um grande sortmenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
prego.
Superior ao mellior
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura lindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deronte da
porta da alfandega.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recifa, loja n. 50, de Cu-
nta & Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos preco do fine cm
oulras parles. '
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por procos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle gosto.
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, pa.-a homem a senhora,
do um dos melhores fabricantes de Liverpool, I Accidentes epilpticos.
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de* A1P"as-
Southall Mellors c C. Araplas.
arav
draca.
A 6$ a caixa: no ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por proco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalho do tmanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
tochas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA 1IEDC0 DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este incstimavel especifico, comporto inteira-
raenle de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria Be-
nigno mais tenra infancia, ea compleico mais
delicada e igualmente promplo c seguro para
dosarreigar o mal na compltelo mais robusta
e nteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca de qual-
quer especie egro por raais antigs e ienazes
qnesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando era seu uso: conseguiram
recobrar a saude c furcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem cntregar-se ade-
sespera$o; fagam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
N5o se perca tempo em tomroste remedio
para qnaiquet das seguintes enfermidades :
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacdes.
Irreg 11 a ridades
menstruac^o.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedia.
y
8^000
2&500
V
1>000
S500
ljCOO
5
5640
15000
12;000
I y'.r>
_jj.
preco e algumas por menos de *eu
valor para acabar, era peca e a reta-
lho: na ruado QucimadJ loja de 4
portas n. 10.
i m
HNH
Algodo
Corles de casemira de cores de 53 a
Attenco.
Vende-so a taberna sita na ra do Arago 11.
IO : a tratar na mesma.
I = Vende-se por preco commodo um escravo
de meia idade, proprio para lodo o serviro : ua
ra Augusla n. 2.
Feijo amarello.
Antonio Farnandes da Silva Beiris tem para
vender por preco commodo, em pequeas e gran-
des porcoes, saceos com fcijao amarello de 6 al.
quenescada um, ou 30 cuias, medida dcsta e da
melhor qualidade que ha no mercado, eche-gado
Ama-
AG00 rs.avara.
aH a\m"Sm da ru0a do, Queimado n. 19, ven-i ltimamente do Porto o brlroe'ortnM 1
de-se algodao com 8 palmos de largo, pdo ba- ha I: na ra do Vigario n 27 PrlUuez"
rato preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
p..ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade. *
4000 rs.
nos armazens de Tasso
Vendas,
R6logios de ouroe prata, cobertos e descober-
los patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendera-se por
preeos razoaveis : no escriptorio do agonte Oli-
veira, rus da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
ebiiidade ou extenua-
co.
Demudado ou falta de
forcus para qualquer
cousa.
Dysintetia.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Ruro/a no ventre.
Enfeiridades no venare.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Uerysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitcnte.
por sacca de miiho ;
limaos.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Itelencao de ourina.
llheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tifo doloroso.
Ulccras-
Venereo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 22, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hesaanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada uma
dellas, coHlcm uma instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaeeutieo. na ruada Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Nova iovcR?o aperfei-
yftaila,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
eifa n. 48, loja de Leite & Irmao.
M do Queiinaiio n. 11.
.A 303 cortes de vestidos de seda quecustaram
oUJ?; a 163 corles de vestidos de phaulasia oue
custararu30; a 8;? chapeliuhas para senhora-
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n 48 lo-
ja de Leite & Irmao.
- Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada ,
um : na ra do Queimado r..37, loja de 4 portas, i fosdenaple preto, covado
Em casa de Rabe Sclnnettan & \ lJil- Iars omui, superior a 2-5 c
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sera uso algum : quera pretender, dirija-se
mesma, que achara com nuera tratar.
Acaba di; chegar do Rio de Ja
neiro alguus exemplaresdo
primeiro e segundo volunte
da Corographa.
Histrica clionoiogica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Helio Mora es : vende-se a
H o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, c um assento para boleeiro e criado fra
torrado de panno Guo, e ludo bem arranado :
para fallar, cora o Sr. James Crabtree c C. n.
42, ra da Cruz.
Para a quaresma.
Sedas pretas larradas, lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
1S60O
Sarja preta larga, covado
2;noo
1$8()0
2j500
2;000
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Farfolla de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
Hfilho
nos armazens d<* Tasso'4 Irmaos.
na ra do Queimado, loja de 4 portas n 10
a Lonlinua-se a vender fazendas por baixo %
preco at mesmo por menos do seu valor, M
b am de liquidar cuntas : na loja de 4 portas
i ra do Queimado n..10. S
..-.;. .
Ra da Senzala Novan. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhslon 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiios e castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaria, arreios para carro de ura e dous cval-
os, e relogios d'ouro^patenle inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite
&. Irmao na ra da Cadeia do Recife u. 48.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBaDO 25 DE FEVEREIRO DE 1860.
f7)
DE
mmmm& i mmim m fus.
Sila na ra Imperial n. 118 el 20 junio a fabrica desalmo.
DE
Sebasilo J,da Silva dirigida porManoc CarnciroLeal.
Ncste estabelecimento ha scmpre promptos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
(de 300JJ a 3:0005) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para rt sillar e destila! espiritos com graduacao at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores sj-slcmas hoje approvados c conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as dimencoes, esperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e (cilios para alambiques, tanques etc., parufusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, lubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadoicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de_ Flandres, chumbo cm lenool e barra, zinco etn lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lcnccs de ferro a laliio,ferro succia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos proco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se loda c qualquer encomnienda com presteza e perfeicao ja conhecida
e para comniodidade dos freguezes que se dignaren) Jionrarem-nos com a sua onfianca, acha-
rad na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitado para tomar nota das encommendas.
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e em barris de quarlo, por preco commo-
do : no armazem de Adamson Ilowi & C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Dao-se a
Os abaixo assignados ,
conteni.
pora commodidade do
ARCHIVO
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLA SOBADO
TELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre IferculanoA. G. RamosA. Gnima-
raesA. de LimaA. de Olivcira MarrecaAlvos BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues CordoiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' e CunhaF.
Gomes de AmorimF. H. RordalloJ. A. de I-'reilas OlivoiraJ. A Maia .1. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. di Cosa CascaesJ. Daniel Collar-J.E. de Magalliaes CoulinhoJ. G. Lobato
Piros.1. II. da Cunl a RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Olivcira PintoJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Olivcira PimontolJ. Podro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da Cosa Luiz Filippo LeitcLuiz Jos da
Cunha L. A. Rehello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentina Jos da Silveira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de CanalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalislico e a offerecer aos leitores, con-
fusamente com a revista do que mais nolavt 1 houvcr occorrido na poltica, na scioncia, na indus-
tria ou as arios, alguus arligos orij'
desde Janeiro de 1859, era que come
exactidao e regularidade.
l'ublica-so todas as segundas fei
um volume de 420 paginas com indic
Assigna-se no escriptorio desle
Proco d assiguatura : pelos paquet
brasileira).
Ha algumas collcccoes desde o comeco da publieaco do jornal.
Com loque de avaria
1:800
Cortes de vestido%e ehita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3$
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Baymundo .Gados Leite &
Irmaos. ra da Imperalriz n. 10.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C., ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos traucelius para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as naeoes po-
dem testemunharas virludesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso nocessario, que,
pelo uso que dolle fizeram tom son corpo c mera-
brosintoiramente saosdopois do haver emprega-
do intilmente olitros trataniontos. Cada peso
poder-se-ha convencer dessascuras maravillosas
Chegouasle estabelocimenlo um completo i"}1 1,'i",'a Mperiodicos, que Ih'as relatan
.,:____nj.^... -. | "'dos os das haimiiilcisanrios; ea maior parte
so
possoas reco-
de panno fino prcto e de cores rauito superiores uraram com o>io soberano remedio o uso de seus
a 35?, um completo sortimento de palclols de ^LX^t'. c^S ''" *V !**"" lon-
,-,... go tompo UOS nqspitacs. onde de viam solTrer h
nscadinhode bnmpardoebrancos.de braman- Lp^cao I Defya ha muitasque l'aumdo dei-
37 Ra do Quciuiado 37
Loja de 4 portas.
d a este ostabolocimenlo um i
.,:, j i ., i "" us uiis na miiims annos; ea maior p
sortimento de obras fetas, como ciara : pal- dellas sao tira so prndenles que admiran;
lots de panno fino de 16g at 2SS, sobrecasacas mdicos mais celebres. Quanlas possoas re
respeilavel publico, procuraram e conseguirn)
estabelecer era diversos pontos desta cidade a Ilc' que se vpudem Por preco comniodo, cerou- lado esses asyloj) de padecimentos, para senao
) Blesse Draki las de ''"'l0 de divcrsos lmannos, camisas s"|,"""e,'"m '> I cssa operacao dolorosa foram
francezas de linho c de panninho de 2g at b$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8?,
vendagom dos ferros econmicos do
pelos mesmos presos por que tom vendido no
scu cstubcleeiniento da ra da Imperalriz n. 10,
slo de 12$ porapparelho completo, que cons-
ta de ferro,fole e descanco. Esta maravilha d'ar-
te americana um daquelles invenios de grande
ulilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvao e lempo, mas seconsegue em deter-
minado esparo de lempo engommar o liiplo do
que se obtem cora um ferro commum : com CO
rs. de carvao engommase ura dia inteiro, s ne-
cessila limpar o ferro quando so principia a ope-
rario, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que lem um registro ; o
seu peso est graduado para, som esforro, poder
sor manipulado a routade do mais dbil traba-
lhaJor, lem mais um appardlio que obsls a que
o calor do ferro possa prejudicar a quom com
ellos Irabalha. Arham-se i venda nos seguin-
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedid. Algumas das lacs pesso:is na
eafusao -I" seu reconhecimenlo doclararam es
ditos muilo superiores a 10?, ditos avolludados, los resultados benficos dianle do lord coi
copa alta a 13, ditos copa baixa a IOS, cha-
peos de fellro para homem de 4#. 5$ e at 7S
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a IOS, ditos de palha para scuhora a
125, chapelinhas de velludo ricamente enfoita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
25$, cortes de vestido de seda em c.rlao de -10$
at 150$, dilos de phantasia de 16; at 35000,
gollinhas de cambraia de 1JS at 5g, manguitos
de l$500at5jj, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para cohetes, palelots o cab-as de 3>r)0 al I Dores decabec.
4$ o covado, panno fino prelo e de cores de 2-3500 das cosas.
allOS o envado, cortes de collete de velludo
les lugares : praea do Corpo Santo n. 2,estabolo- \ milito superiores a 9 e 12$. ditos de gorgurao
cimento do Sr. Jos Alves Barbosa; ra da Ca- e de fuslao brancos de cores, tudo por prego
deia do Recite n. 41. dem do Sr. Thomaz Fer- lia''a'". atoalhado de algodao a 1*280 a vara,
nandes daCunlu ; ra da Madre de Dos n. 7, cortes de casemiras de cores de 5 al 9$, gresde-
idem dos Srs. Fonseca & Martins ; ra do Crespo DaP'es ^ cores e prctos de ljGOO at 3200 o
11. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio de Azevedo; 'covado, espartillios para senhora a 6$, coeiros
ra da Penha n. 16, idem dos Srs Pinto de Souza ; de casemira ricamente bordados a 12$.cada um,
&Bairao; ru, do Cabug n. 1 B, na aguia de' \??5? ouro ; ra Nova n. 20, eslal
Antonio Duarle Carneiro .
n,wn >n iAn~ i c r a,iz,aicasemiras decores para coeiro, covado a
radorn. u, dem do Sr. Guimaraes & Olivoira ; .,-,
-------- ^jrrege-
dor c oulros magistrados, afiffl de maisaulenli-
carem sua lirmntiva.
Ningiiem desesperara do estsdo de saude s
livesse bastante coniianra para ensaiar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoque pecessitassea natureza do mal,
cujo resollado seria prova riiicoiiloslavelmeute :
'.'"(t tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segufntes casos.
Inflammaco dabeziga.
da matriz
Lenra.
.Mal--- das pernas.
dos poilos.
de olhos.
Mordeduras do reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
l Canceres.
Corladuras.
dos membrosl
Enfermidades da culis
em goral.
Ditas do anus.
ErupQCS e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Friaklade ou falta de
calor as extremida-
des. .
Frieiras.
. ,' 1 \ o "hoiaa9e 12jcada um, dos lisos para lio- engiras escldalas,
^labelecmento do Sr. mcm> fazcnda ffinUo e {"Sha56es
Manna; ra de Impe- | dlizi.cascmir,s dc Cl,,, ,arn ,:,._ rnvai!n ; mnammarao dofigado
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arlicuiagoes.
Veas torcidas ou noda-
das nas pornas
Vende-se este unfuento no estalorimentn
Liquidaco.
Dorzeguins para senhora
Ditos para menina
Dilos pora menino
Ra Novan. 7.
49000
3JO00
do Sr. Joao Antonio deMacedo; ra da Santa
Cruz n. 3, dem do Sr. Luiz Morera da Silva : e
na ra da Imperalriz, idem dos abaixo ..ssignados
Raymundo Carlos Leile & Irnuw.
Vendcm-se foges dc ferro econmicos, de
palcrilc, para casas do familia, conlcndo 4 forna-
lhas, e Torno para cOzinha cora lenha ou carvao,
Seus proprielarios offerceem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e ptima invei^a0 Pela economa de gaslar um
qualquer ulna manufacturada em seu reconhecido eslabelecimeuto a sabor: machinas do vapor de 1 lor- do 'eiba ou carvao dos anlgos, e de cozi
lodos os (amanhos, rodas d'agua para cngeuhos todas do forro ou para cubos de madeira, moen- i uhar com mais presteza, tom a dillercnca de sa-
'"u^*6?.0,"8.' ,nci,a.s de.'err?. 1.';itido,0 f,lildidode,,odos. os t'"n,a"l'0s, guindastes, guin- | rem amoviveis. oceuparem pequeo espaco da

dios o bombas, rodas, rodlos, aguillios e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, culva.loies, pontes, '-aldeiras e tanuui's, boias, alvarengas.
I-des e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual f.'.r sua natureza pelos
los ou moldes que para tal flm forem apresentados. Recebem-se encommendas ueste esia-
belecimenle na ra do llrum n. 28 A c na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
v iro do -'slabelecimenlo .los Joaquim da Costa Pereira, com quein os pretendentes se podem
1 ntender para qualquer obra.
^^
: /-">, W /r* ifi> K<
f
3 RA RAGiLORlA.CA^AROFUIfRAO 3
Clnica por amitos os sysientas.
O T>r. Lobo MoscosodA consultas todos os das pela manhaa e de tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualmente nao sopara a cidade como para os engenhos ou outra*
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em cao de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o dama o o numero da casa.
Nos casos que nSo forem -I" urgencia, as possoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
moller seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr Jo
Ni gueira do Souza na ra do Crespo ao p da ponte relha.
,a loja e na casa do annnnciante a.-har-so-ha constantement eos melhores medica-
mentosnomeopaibicos ja bem conhecidos e pelos preros scuinles;
Botica de 12 lubos grandes, ...".......10 casa, e de fcil condiiccao : vendem-se por pro-
cos multo mdicos, na fundirao de Francisco A.
Cardoso (Mosquila) ra do Bru, e nas lojas de
ferragens de Cardoso, junio a Coneeioao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 3J.
o covado, bandos para armario de cabello a pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
19500, saceos de tapete e de marroquim para va- i "1"llL"JC0-
gem.eum grande sortimenlo de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
Fazendas pretas e
de cores.
Na loja do baraleiro, ra Direita n. 75, ven-
dem-se ricos cortes de seda pelos c de cores
com tros ordons de babados por preros mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, assim co-
mo sejam, ricos manteletes do soda prelos e de
cores muilo em conta, ricas mantas [tretas de li-
nho, sendo muilo baratas olhando a qualidade
da fazend.1, sobrecasacas de pannos finos pelos
e de coros, chapeos de castor prelos, brancos o
de outras qualidades ; assim como sejam nutras
qua.'squer qualidades do fazendas na loja de
Ribeiro t\ Lobo, na ra Dreilan. 75.
z= Vende-se urna bareaca nova, de primei a
viagero, que pega em 600 saceos, construida ile
amarello, com muilo oom mossamee ludo ; i -
lo nocessaiio para viajar : os prelendonl_- .-
rijam-se a ra do Quoimado n. 39
Veude-se urna bonita mobilia de jacarai 5,
novo, cora espelho grande, lindos quadros ova-
rios objerlos : a dirigir-se das 4 s 6 boias da
larde, na ruado Trapiche n. 1 lercero andar.
Arados americano e macliina
para lavar roupa : ero casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. i2.
eemnciia
Thom Lopes de Sena,
dono da antiga loja da ra Nova n. 32, qu
de sua sogra Madame Theard, lem a honra jo
annunciar ao respcilaTcl publico, principalmen-
te a seus freguezes, que receben em direiluro Je
Franca, escolhido pelo go^to do HacUme Tli ard,
um complolo sortimento para sua casa do m
chapeos de velludo e de seda, de Iodas ase -,
para senhora, dilos prelos para lulo, ditos de
velludo o de seda do Iodas as eors.para menin- 3
o meninas, bonels e gorras do todas aa cores, sa-
patinbos para baplisado, gosto novo, capuxu a
Mana S'.uard para sabidas de bailes ou Iheotros,
chales, rapas e manteletes de grosdenaples pre-
los,guarnecidos com bioosde guipura e vidilhos,
borda dos de velludo, enfeitcs para rabega di -
das as rores, de differenles goslos e qualc
osparlilhos do carritel e d.: en Dar, bicos e
de sed? de Iodas as larguras, franjas, cascar;
de seda de difTerenles cores, agulhas francezas,
linhas o relrozes do iodas as cores, e outras
tas miudezas. Recebero-se flgurinos todos os
mezes, fazem-se vestidos da ultima moda,
luarios de baplisado, c tudo mais quantu I
proparos de loileles de urna senhora.
Vende-se um boi bom do carro mu.o n o
o osla gordo : na botica da ra Nova se !'
quem vendo.
Farelo a G^OOO.
Sarcos grandes : na ra Nova n. 52.
SEP Defronte da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dem-se e alogam-se bichas dc H.imburgo, por
menos do que em qualquer outra parto, amola-
se qualquer fernmenta, lira-se e chumba-se
denles, sangra-so e faz-se tudo quanto perlencc
c arte de barbeiro.
Vende-se a taberna da ra da Cadeiu Nova
n.17, ou d-se interesse a una pessoa que lome
lussia
Potassada
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia o da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedia: tudo ior urucos muito
razoaveis.
save
ira
r\G^\
'NDICiO L0W-10W,
Roa da Senzala Rova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias m
das para enSenho, machinas -i- vapor e i
de forro balido e coado. de todos os :amai : os
para dto.
Escra\os fuajiclos.
Ri
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
= A-ha-se fgido desde o dia 14 do corrcn'c
10 escrayo Pedro, pardo, com 18 annos incom-
Ditosde 24 dilos.
Dilos do 36 flitos.
Dilo de 48 ditos.
lojiOOO
20S090
25S000
Ditos dc 60 ditos..........'.'.'.'.'. 0>000
Tubos avulsos cada um.
Frascos de lincturas.........".*.".'
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr.'jahr trduzido
em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, ciringia ele. ele............
Medicina domestica do Dr. Herug, com diccionario! '. '.
Repertorio do Or. Mello Horaes......
i,000
2000
2OS00O
10S000
Neste provei'oso estabelecimento, qne pelos no vos melhoramenlos feitos acha-se conve-
nientemente montado, rar-se-ho tambem do 1 de i.ovembro em vaste, contratos mensaes para
lanos sac'rSos 6 ecouomiado Publico de 1uem os proprielarios esperara a remuueracao de :
Assignalur de banhos fros para urna pessoa por mez. lOgOOO
. momos, de choque ou chuviscos por mez ISjjOOO
__________ Senes de csrtoe.s e banhos avulsos aos recos annunriarios.
Vande-seem casa dc Arkuright & C, ra da
Cruz, armazcm n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que polo seu perfeito machinismo
pode-se usar com coberta ousem ella.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu.
na ra da Cadeia do Recife n. 36
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de yinho verdadeiro com 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
sadas: na ra larga do Rosario d. 36
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentiroente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para esle clima.
Carne de V3cca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vendem-se pipas e barris novos de Lisboa :
no caes do Ramos n. 2, escriptorio de Traxedes
da Silva Gusmao.
I Vende-se I
$ Estopa. j
&I Camisas inglezas. S
m Biseottlos em latas. gg
A Em casa de Arkwiglil & C. ra da Cruz nu-
mero Cl. ^
Vende-se superior linha de algodao, br.in-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor Jr C, ra do Torres
n. 38
Em casa de Henry Forstcr & C, ra do
Trapichen. 8, vendo-so r
L'tn carro americano do quatro rodas (pode-sc
ver em casa do Sr. Poirier, ra da Imperalriz]
Arreios americanos.
Bombas dem.
Foges idem.
Arados dem a 30?*000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Familia de Irigo de Iodas as marcas.
Lampeoes de palele com azeite proprio.
Attenctlo.
Vende-se urna casa terrea no bairro daBoa-
Visla- a tratar na ra do Imperador bolica n 10.
Vendem-se saceos com faiinha fina, esper-
macete a 650 a libra; no paleo do Parauo n. 16.
Grande sorliinento.
4SRna Direita*4
Os estragadores de calcado encontra-
iaa ueste estabelecimento, obra supe-
i or pelos preros abaixo :
Hornera.
Borzegains aristocrticos. O.sOOO
Ditos (lastre e bezerro)..... SsOOq
Borzeguins arranca tocos. 8^000
Ditos econmicos....... 6s000
Sapa toes de bater (lustre). 5-000
Senhora.
Borzeguins primeira elasse (sal-
to de quebrar) ......5$000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$'500
Borzeguins paia meninas (Cor-
tissimos)..........i.sOOO
E um pe feito sortimenlo de toJo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, itas, sedas ele.
ilua do Queimado
loja de A portas n. 10.
AinJa restam algumas ezendas para conclu-
ir a liquidaco da firma de Leile & Crrela, as
quaesse vcnJcm por deminuto preQo, endo en-
tre outras as seguintes :
Macos de meias cruas para homem a 19G00
Dilos de ditas de cores 2JJ000
Dilos de dilas cruas rauito superiores 4$000
Ditos de ditos para senhora 300O
Diios de ditas muilo Cnas 45000
Corles de calra de raeia cssemira 2-5000
Ditos de ditas de casemira de cores 5JJ0OO
Dilos de dilas de casemira preta a 59 e 65000
Brim trancado branco de linho fino
vara 1*000
Cortes de colele de gorgurao de seda 25000
Pao prelo fino, prova de limao 38 e 45000
Grvalas de seda preta e de cores 15000
Risc.ados rancezes, largos, cores fixes
covaJo 200
Chitas francezas largas finas covado 2-10
Ditas estrellas ico
Pwscados de cassa de cores lindos padroes e
superior qualiJade covado 280
Cassas de cores covado 240
Pe?sas de cassa branca bordada com 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muilo finas peca 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes da laa bordados de seda ura 2*00(1
Grodenaple preto, largo covado 19800 e 29000
Seda, e sarja lavrada 15800 e 29000
Vestidos brancos borJados para baplisado 55000
Veos bordados para chapeo 25000
Enire meios bordados 15600
Athoalhado adamascado largo vara 19280
Lencos de chita escuros um 100
C-angas de cores para palitos covado 200
Os abaixo assignados, estabelecidos na ra do
Cabug com lujas de ourives ns. 9 e 11, fazera
publico que leem recebido dc novo os mais bel-
los sorlimeolos de obras de ouro, e vendem por
procos mais em conta que possircl, e passam
contas com recibos garantindo a qualidade do
ouro, pelo qual ficam responsaveis : receben) en-
commendas, e coneertam qualquer obra de ouro
com asseio e promptidao.
Seraphim & Irmo.
Vendem-se moedas de ouro americanas
na ra da Cadeia do llecifc n. 40.
A 320 RS. A LIBRA.
Presuntos inglezes proprios para fiambre : na
ra da Cruz do Recife n. D'J, taberna.
&
^
jacaran- giv im^u < uv nuniciro 00 armo pro-
I d e chapeados de metal. As pessoas quepreci- unw passado o escravo Felippe.de nago An-
sarem podem cmpralos com 20 ou 0 t\0 de, S0'-1.de idade 45 a 50 annos, rom os' si _
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor i
tesla carregada, olhos pequeos, cara larga,
barba, falla lina o a voz sempre baixa,
larga, com alguns cabellos brancos pelas toriles,
parecendo ser muilo mancinho, porm muilo
velhaco e meltiuo a curador de emposlurias de
bom corpo, pernas um tanlo finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Pereira da Cosls, proprietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua P.eta quem
o pegar ou disser onde de cerlo est ser Lem
recompensado.
Moleque Fgido.
100^000 de gratificado.
Boga-se aos capitaes de campos, e a toda 9
qualquer autoriilade a apprehensao de um mole-
j que de nome Manoel, crioulo, idade 12 annos
I pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de outubo do
Na ra Nova n. 14, na loja do bom gosto, ven i
de-sc grosdenaples prelo do melhor que ha no
mercado a 15900, 2;OoO, 2$30t), 250, 2$b00, 3,
392OO e 395OO o covado ; a elies antes que se
acabem.
Aos senbores de engenho.
No rma/em do Jos Duarte das Nevos, ven-
dem-se meias barricas das niolboreso mais acre-
ditadas farinliasde Irigo que costumam vira esle
mercado.
Sementes dehortalice.
Semenles do hortalico de todas as qualidades,
vindas pelo vapor Brasil : vendem-se na ra
da Cadeia do Recife, loja de ferragens de Vidal &
Pastos.
f^* Ricos cortes de vestidos prelos
15 de dnas saias bordadas em lecdo a vellu- -t
^C do, sem competencia em goslo e quali- fc
v' dade. @
> C^ Mantas prelas bordadas, de blon- A
M de de linlio muito superior. 55
5 ^* l-'nfeites de flores finissimas pan 11
, cabera de senhora bom goslo c modernas.
f;> ^* 2* andar do sobrado da esquina A
da ra do Queimado, por cima da luja do
:; Sr. Preguica entrada pele becco do Peixe @
m Frito n. 1. s;
menos que em outra qualquer parle.
Bezerro i'rancez
grande e grosso :
Na ra Direita n. -i.
Vende-se mel para embarque : no cae: do
Ramos 11. 6.
Veede-se a laberna do paleo do Terco n-
14, com gneros oujs a armacao, como me'lhor
convier ao comprador: a tratar na mesma taber-
na, ou na ra Augusta n. 94.
Sapalos do Aracaty.
Vendem-se sapallos do Aracaty por mdico
preco : na loja de miudezas da ra da Cadeia do
Recife n. 7.
Pcnnas de ac inglezas.
Na Na da Caldea do Recife loja de' reme anno" evando caiga de coV,"caliza"azul,
miudezas n. 7, de (niedes tV Goncalves, chapeo de palha oleado e o maior signal soTrer
acham-8e a' venila as verdaileiras pen-|de asihma ea pouco eslevedoente de bexigas
nas de aro inglezas fabricadas de aro desconfa-se que esteja acoitado por algum esper-
reliiiado de primeira tempera e sao ap I ,alll5. que sequeira aproveitar de sua pequea
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimenlo
dc tachas e moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Para a quaresma.
2S-rua do Qneimado-25
Neste estabelecimento ba pata ven-
der capas e manteletes de grosdenaples
preto, do melhor gosto (jue tem vindo
a este mercado, bem como outras mili-
tas fazendas que se venderao por pre-
ros muito razoaveis.
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
cozinhar e engommar, no Manguinho, em frente
do sitio do Dr. Accioly.
plica veis a toda a qualidade de letra
conforme a opiniao do insigne proles-
sor de calligrabhia Guilberme Scuy
que ba penco esteve nesta c dade por
conta de quem sao v ndidas pelo mdi-
co preco de 2$ a caixa, dinbeiro a
vista,
Compauhia dc illuminacao a
gaz.
No armazem da ra do Imperador n.
11, vendem-se globos para candeeiros
a 1$300.
Vende-se um carro do 4 rodas com os com-
petentes arreios, tudo em bom estado : quem
pretender, d'uija-se ao largo do arsenal de ma-
rraba, cocheira de Manoel Cabral Borges i C.
Vendem-se
Barricas de bren.
Graia em bexigas.
Cemento em barricas o meias ditas : na fabrica
de sabao por Iraz da igreja de Santa Rila.
Attciicao,
Vende-so aarma'-oda casa da ra de Hortas
n. 29, sem gneros : trata-se no becco do Cam-
pello n. primeira andar, por cima da taberna.
es Vendc-sc urna casa rus Afogados.no prin-
cipio da ra de S. Miguel, a qual lem excellen-
tes commodos para urna familia : quem a pre-
tender, dirija-se a ra Direita n 33, que achara
cora quem tratar.
idade para o seduzir, desde j protesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dito lsrapio com
todo o rigor da lei, e gratifica da maneira cima,
aqublle que lhe der noticia cena, e paga loda
despeza que se fizer com o mesmo moleque para
se effecluar dita aprehenso, legando ra Nova
o. 21. Francisco Jos Germano.
Fugio no dia 20 de novombro do anuo pr-
ximo passado. um escravo do engenho Sedro do
Cibo) perlencenle a Itieardo Pinto de Moura, do
nome Joo, idade d.' 25 annos, pouco mais o 1
menos, com os signaes seguintes : cor prel 1
baixo, cheio do corpo, cdso do quarlo esquerdo'
naris chalo, beicos grossos: quem o apprehen-
der, leve a seu senhor cima, ou no pateo Jo
Carmo n. 1, ao Sr Joaquim Manoel Ferreira Jo
Souza, que ser generosamente gratificado.
200S000.
Fsl fgida nos arrabal.ies desla cidade
prelo que nao ser muilo cosloso pega-la. peles
infnrraaces que se podem dar as pessoas que so
quuerem encarregar de a pegar : na ra da Ca-
deia n. 35 se daro as informaeoes, e os2tH)j000
a quem a pegar.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no da 18
do correle, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa lerde idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela, lem
bastantes cabellos bramos, cos urna traz-r um
panno atado roda da cabera, tendo por sign.il
mais saliente a3 mos foveiras, proveniente de
! calor de figado. Esla escrava lendo sahio como
de cosame, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-s.-, perianto, s autoridades po-
; ciaes, capitaes dc campo e mais pessoas do [ovo,
a apprehensao de dita escrava, e leva-la loja
( do Preguica, na ra do (Juoimado n 2, ou casa
{c sua residencia na rna da Florentina defron'.e
da cocheira do Illm. Sr. lenle-coronel Sebas-
tiao, qne sero generosamente recompensados.
No dia 9 de Janeiro do presento anno fu-
gio do engenho California da freguezia de N. S.
da Luz o escravo Francisco, de nacao Angico,
idade pouco mais ou menos 35 annos, estatura
baixa, cor bem pela, cara redonda c muilo la-
lhada, os olhos uoi pouco enchados por estar um
ponco locado de fiialdadc ; levou camisa de azu-
lao, ceroulas compridas de algodao da Baha,
Relogios
Suissos.
Elu casa de Schafhcitliu
& C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se um grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes. cala ba,lca e Ci"^.isa de "dapoiao. jqueta d
, i panno fino prelo ja usada, chapeo do palha de
CnrOnOmelrOS, mClOS ChOIlO- carnauba : roga-se a qualquer pessoa que o ap-
prehender, leve-o nesla praca a Jos Joaquim
Jorge, na ra do Queimado n. 13, e no dito en-
metros, de ouro, prata doura-
da, e foleados a ouro; sendo
estes relogios dos primeiros fa-
bricantes da Suissa, que se
venderao por precos razoa-
veis.
genho a Jos Ferraz Dallro, dos quaes receberj,
querendo, a gratificacao de 50g.
t=. No dia 15 do corrente fugio um escrevo cri-
oulo por nome Benediclo, moco, baixo, e grosso
do corpo, quando falla gaguja : recommenda-
se as autoridades policiaes e capitaes de campo
a apprehensao do mesmo, dirigmdo-so a ra do
Crespo, loja n. 10, que serao generosamente re-
compensado.


(8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO DE FEVERF.IR DE 1860.
Agricultura.
Duas palavras soltrc a nossa
agricultura.
Pela agricultura faril observar-so o estado
prospero, a ndole, os coslumes, a industria, cm-
lim .1 i ivisnco tic qualqjior povo. UnJi: a aarL-
ciliui iterada rumo ciencia, ondea slri-
il i- a Iniciativa do govcrnn radjuvam os
irlicularca io professio-
linas eronomisam capital e Ira-
', a!.i, sera duvida, existe b riqueza, o credi-
1 v do que di-
ta uasia filar na America os Estados-Unl-
dos, i' na Europa a industriosa Inglaterra, ou a
culta Mlenianiia
\ai4us ao b> Uittlu que se ueum empiegar
para erguor do alialinirnlo a nossa lavoura, c om
dnvida a colonisacao c um delles, uin dos prin-
eip.tcs. A's nobies tentativas de Oiympio Ma-
chado a provincia c devedora da inlroducco de
887 colonos pnrluguezcs que vieran) Irabalhar
como operarios no canal do Arapapalhy. as mi-
nas aurferas de Pericaua, ou como agricultores
nas colonias de Santa liabel do Sr. Tnrquato
Coi Iho de Sonza ; de Sania Thereza do Sr. An-
tonio Correa dn Mcndonca Billencourl. o de ?e-
Iropolis, do Sr. Francisco Marques Rodrigues.
Con. a deportac.no do Sr. Bitlcncourt, a colunia
de Sania TherCZa aiiaichisou-se cm breve lem-
po, e nao ringou os fruiins que eram anriosa-
mentc
ou com os niales inherentes iiiuanc.i le ali-
menlacoo clima, e veni-se obrigados a perder
capital e precioso lempo no citc das arvores, o
no arranramcnlo improbo de troncos e raizes.
Nesle preliminar trabalbo o citlono lia de perder
necessariamenle a primeira colheita, porque nao
Ihe sobra lempo de plantar, preparar a cultura, o
collier. Mas da nalureza do homem preferir o
trabalbo menos oneroso, e alimentar-se de urna
ambicao mais ou menos dilatada. Nisto est a
chave da snpposla ignorancia dos colonos poilu-
guezes que por ora vieran) i nossa provincia, e
nao lia motivo de esliajiliar se elles, na dura al-
ternativa de destocar o terreno ou perder a ro-
Iheila dos primeiros annos, abandonain o cultura
Na Inglaterra o > iaj nlo observa !or nao admi-
sangumaribs, e, no remanso ua lamina, es me- I
nios familiarisam-se e encruam-se com esses
dcploraveis cxemplos. aprendem a balbuciar com
os escravos palavras descompostas, e mais larde
quotidianamente observam atrevidas inmoralida-
des. Se nao vemos ordinariamente om nossa pa-
tria os nbcenos e horrorosos dramas da socieda-
de pagua, porque urna luz purissima nos escla-
rece, e a dontrina do Homem Deus nos rerom-
menda a caslidade severa, o nos convence que o
bronco e o negro, o seuhor o o escravo descen-
dem lodos do um tronco cnmnium.
A colonisacao voluntaria nao existe anda na
provincia, e *iem existir lao cedo. Causas na-
turaes e aiificiaes, a difflculdadedeeominunica-
Ces, 0 cusi das passagens, o amor da pal ra, a
opposico dos govemos, emais ainda o nao lia-
ver entro nos ierra destocada, sao obstculos de
esperados, l-.in Sania Izabcl, o zelo do pelo arado, e preferem o svslema lolineiro e bar-
.seu digno empezarlo mallogrou os males que | baro das derrubadas, quein. .bs ecoivras
sorapre idntica lenlativas produzem ao princi-1 Na sus rhegada o colono deve encontrar o .
pn> o segundo iuforn.acao fidedigna, os colonos maior numero, onssivcl di< rnmminini i-.i _,. .
nenie os prodigios da industrio, os costosas cl.ivam a can na pelo arado, nao deven, cousa vi or a Zi' ,V, M. la a fe^X%dTo h- nos& aZ l T ?" lii"1'" /' ","1"t'n'-1 ?u "' an"
ranaes as .numeras v.as frreas, a gigantesca alguma das despezas contradas para vestuario, me, o 5 cfoV.ec do e a menles da '' Cm dfiSCrn*aM5ada a torre-
expans&o do crdito e os nrMivares de navios e passagem e ormelos, e adoptara i, svstema de osVnimtn don sYcoCon"'ludo m m
Ka^^
nao deudo ,,,,,,,, J r*^.1. ,-1 IZ KT^S ^Vu^T^lt i SffKj^pS^'SftSr 2 *' ^"'^ ^ "*M
L i -. concorre ,:,.!nl"!" """ 1"? M onfacao c china, como Inmbem com a peral- fe dos colonos, e se, uzem-os para fugirem e So
seu>l,,b.an.es consasrou, a vi,,la rural o ens.no. cosa feltre, que nessa poca culou nas povoa- cumprire.u ns obrigacoe" co, r 1 al vio -
o exemplu e o esmul. que dao a .....fia as so- coes do interior numerosas vjdas. Em poneos ,-, da propriedade cMunia
rtvdados agrcola*, a impresa, a nobre/a e oKo-|meaes a peito furaeceu ao comiterio da colonia macs solios nos
emigracao europea. Por todas cssas vau-
sas nunca nos cansaremos de recommemlar aos
ca a boa cultura, ennobrecer o Irabalho, e reme-
diar o mal permanente, causado pela sabida e pe-
la n.o.te dos escravos. Tanibem o governo pro-
o estrago de ani- vmcial lalvez que podesse fundar annual e suc-
os tienementos pendentes. Sabemos que una permita legisla-1 cemento da trra, na edificaco das casi
"adores empresarios, comtudo as vantagens do rao rural nao podo ser observada rigorosamente sorias. na compra dos ius 'en os agr"rioi a. -
systema colomsador nao |..m calado, como era n'um territorio vaslissimo como o nosso, que nao maes domsticos
de esperar, no animo do publico. Dos colonos
vindos provincia muitos empregam-sc em oc-
cupacoes alheios agricultura, outros procuran
meios reprovados para Iludir a boa f dos con-
tratos, ou m ostra ni supina ignorancia das colisas
agrcolas, ou desgostam os emprezarios com exi-
gnnciis frivolas e impertinentes, ou d.io exem-
plo trislissimo de urna intil evergonhosi men-
dicidado. Taes sao as principaes razes que nos
apreseiiiam os adversarios da colonisacao euro-
pa, e particularmente da porlugueza.
Primeiro que ludo, ficerca de nacionalidade,
basta va aos nossns olhos urna nica e valiosa
considerarlo para que fose preferida a qualquer
oulia a colonisacao porlugueza, e vem a ser a
idunlidade de linguagcni, costumcs e cronrti. A
nacao porlugueza nao cede em perseveraba, Ira-
balho, economa, resignagao, dignidade e mesmo
ntelligenria, a palma a" nenhum povo. Alem
disso muilo frugal, e em materia de colonisa-
cao a frugalidad,' ou a maneira dealinienlacao
assumpto de grande importancia. O camponez
allc-mau ou iuglez, rerdade que se distingue
polo carador laborioso, mas em compensaban vi-
ve n'um clima demasiaJameuto trio, alimenta-so
do ntuita carne, suceulento qneijo, excellente
manleiga, ecerveja a fartar. Em Portugal o ho-
mem do campo do mesmo modo laborioso
como o Allemo ou Inglez ; excede nm o ouiro
|e_m frugalidad,1 ; e no llinlio, por excmplo, sa-
lisfaz-se com a broa ou pao de railho, e qualquer
conducto, como, raras vezes, a carne, e quasi
semprc o bacalho, urna sardinha, urna frucla.
Debaixn deste ponto de vista o colono portuguez
estranlia menos o nosso clima, familiarisa-se
mais fcilmente com os no-sos coslumes, e su-
jeita-sc luellior ao estado alimentariu
e sementes. Essas colonias,
dirigidas e fundadas por urna co.umisso de ci-
dados honrados, lutelligenles e escolhidos pelo
governo, presidida pelo director da llonsacao,
havum de vingar e produir fructuosos resulta-
dos.
Deste modo a provincia fuudava aos poi.ccs, e
successivamenle, um certo e determinado nume-
ro de colonias agrcolas, fazia animalmente una
aprsenla populac.io compacta, nein facilidade
i de comn.unicai-cs. Mas o braco da auioridade
j pode estender-se fcilmente n'um ou n'oulro lu-
gar, e por ora quanlo basta para que a pro-
priedade agrcola viva mais desassombrada. O
. mais abrir alicorees para o edificio da civilisa-
co futura.
Sao inmensas as vantagens quo iraz comsigo
naturalmonto a colonisacao europea. p,lo lado despeza reproductiva que nao poderla exceder
maierlal e moral urna quoslao de primeira or- 16 ou zX):OUO& embolsada cm prazos longos,
iiem para a nossa patria. Ninguem pode contes- verdade; masen compensacao recebia pelo m-
ur que e necessar.o encher quanlo antes o vacuo posto do algodao e mais productos agrcolas des-
pnerio pelo desfalque dos bracos escravos, e que sas coloni.-.s una renda perpetua, e com una po-
,. produelo do Irabalho do homem livre supe-Ipulago laboriosa, (ixa no solo, reproioaca os ln-
10,rao do escravo cm quautidade e qualidade gares dsenos do interior, e dava simultanea e
(-om a saluda dos escravos para o sul do imperio trplice animacao 4 agricultura, industria e
; c coiu a moilalidade superior aos Lastmenlos'
vao-se os nossos estabelecimentos ruraes despo-
vonndo insensivelmcntc, e permaneceodo ns tr-
ras incultas.
.Nao devem os nossos lacradores vacillar um so
instante, permanecer com os bracos cruzados c
cunar a caneca com a resignadlo raussulmana.
Com una lao perniciosa iidilferenca podem licnr
na certeza que seus filhos ou netos, s berdaro
poucos escravos o em grand? copia Ierras incul- fulo lia'
tas ou a miseria. preciso pois um valente e
nobre esforz que produza proveilo particular e
publico. Os nossos lacradores necessariamente
procederiam com muilo discernimenlo so traas- i de oi'itra parle Ibes venha o excmplo. Causa do
.-em .-sji) ja de procurar colonos proprios e rnow observar os proa-ssos grosseiros que se empiegam
cao e riqueza s .,a cultura do arroz, nlgoda ., milho c outros pro-
a com a fouce os
mu O lauca por Ierra
. avistante: o bom ns arrores seculares, e o ogo n'um'instante as
inza. Di
com-
mercio.
O svslema aralorio o segundo ponto que me-
rece a atlcncao dos homens pensadores, nao s
para se eslabelerer na provincia urna racional a- I
gricu llura, como tjinkni om lodo o imperio. Se.
collocamos cm primeiro lugar a colonisacao eu-
lopa porque alm de muitos da3 suas vanla-;
gens materiaese moraes, o systema aralorio p-
de ser por ella mais natural e fcilmente admit-
provincia. Os nossos lavradores nao se
atrevem a desembolsar dinheiro, destocar o ler- I
reno, adoptar melhores methodos de cultura, e, '
abracados com a rutina tradicional, esperare que
ensu .o sobre
' 'onomia rural da Inglaterra, Escossia e Ir-
i inda riii cessa de encarecer essa India tenden-
e com muilo eonheeimento de ansa ,l una
explicacao histrica e demonstra que os povos
amigos do norte da Europa, Saxonos e Norman-
dos, vivendo primilivamnnie nas florestas, lega-
am nacao ingleza o Inslinrlo da vida solitaria
e o genio da independencia individual, qualida-
des que fcilmente se nio euconlram nos povos
rigem latina, em Italia, na llAspaiiha e na
I a. ondea vida urbana preferida rural.
l-i, a razaoporque na Inglaterra os prazeres
i can | o enamoram (odas as classes, e Iradu-
se nas varias concepcocs ideaes, no marmo-
tola, na poesa. Por todas pstas causas
reunidas, ocnsino, o excmplo c a ndole, nao ha
que admirar quando vemos nas exposicoes agr-
colas o principe Alberto, a rain ha \ clona, a mi-
, o ulero a os mais distiuclos fidalgos exp .-
i iiii bois, cavados, carneiros, parcos, penis, pa-
l i e gallinhas, ealcancarcm os primeiros pre-
mios NSo ha tambeni que admirar quando ve-
mos nuil, melling numeroso o ministro lord Pal
-i .o disseriar sobre estrumes, o declarar que
semelhante assumpio a questo vital da Ingla-
i
I.' na verdade para invejir semelhante pro-
_ sso n'um paiz essencialnieiiln nianufaclureiro
r commercial, o o nosso rorarjao confia..ge-sc
quando ven.os em mfios rotn>>irs, n u'uma qua-
>i deploravel orphandadea agricultura uo Brasil.
K eonhecido por lodos que, na agricultura, a vaeca
ira uo lisiado, na phraso enrgica deCormo-
onsislc a nossa principal, e lalvez nica ri-
; icza, e desde o lempo colonial ele boje, no es-
paco dn mais de tres seculos, mui poucos esfor-
ns particulares ou pblicos lm sido em prega-
dos em melhora-la. Comtudo, na historia agr-
cola maranliense avultam dous homens Ilustres,
J laquim Franco de .c e Eduardo Olympo Ha-
chado, que de eoraco dedic.aram a inlelligencia
e a rnulade para extinguir a eondicao deploravel
da
i i d
era
cess
j'or
que
nf,
ceu
ra q
liiai
mais rendosa e que se julgava ser nessa poca o Essas objeccoes podem ler forra nicamente con-
unico mel de evitar a decadencia agrcola e sal- ira a ma escolha dos emigrantes, mas nao sio
\ar a provincia. Nao laliaram adversarios para valiosasconlra a colonisacao. Provam que hou-
r tmbaler, e mesmo ridicuhrisar as suas genero- ve erro, prccipila^ao, ou'mesmo abuso de con-
gas ideas, mas a verdade triumphou, e com a Cianea da parte dos agentes que nos lugares de
nova cultura mullos lavradores pagaran) as divi- emigrarao contrataran) homens alheios profis- na le,
ontralndas,.abastecern) o mercado, conlie- sao agrcola. Mesmo na colonisacao alleniaa Cullura
ceram a abundancia, e augmentaran) proporcio- para o Itio de Janeiro e S. Paulo iambem le.u los e
nalmenle a riqueza publica. havido infelizmente em muitos casos pessima es- pela
Olympo Machado, carcter disimilo por una colha. e nao sao poneos os barbeiros, alfai
oce inlelligencia, variados profundos eslu- reos de polica o fabricadores de barricadas que
d s, reuna em si adrairaveis dotesadmiuistrali- lem desembarcado como agricultores, e causado
-, e mais que ludo a provisao do futuro, o ns- nas colonias graves embaracos. Atalgumas mu-
1 lo do genio. Com espirito sagaz observo,, el- nicipalidades da Suissa ja se encarregara.n de
le que em Pernambuco o Babia a cultura do as- promover nas suas localidades a emigracio de
secar mais nneiTeicoada, e no Tio de Janeiro o gente intil, ou para melhor dizer varreram de
s. Paulo a abundancia e o elevado preco do caf, i casa a escoria sDcial, e mandaran pora o Brasil
daran) ao capital empregado nm juro valioso el una intitulada populaco laboriosa e ordeira. O seclo o povo brasile'iro anda
proporcional, o que nao succedia na cullura ma- que certo c que temos colindo urna l.cao pro-: pernicioso cancro da escravaria, que ser extir- saraos, o erro esl' en. nao se adopl"arii"ianlo "a'-
venosa, e por consequencia nao .levemos conlra- pado quando a colonisacao em grande escala, ou les o svslema aralorio, que ..0r si ha de remover i
ar senao aquelles colonos que aprescnlaren. at- urna numerosa populaco livre absorver a escra- esses o'bstaculos e substituir a penuria pela opu-
leslados dos parochos e autoridades politicr.se va era menor numero. Nas cidades a populaco leneia
rivis, referendados pelos nossos agentes consula- livre permanece como ociosa, o trabalbo envi'le- i Em algumas partes dos Estados-Unidos na Ca-
e que proven, a nalural.dadc, profissao e mo- | cido, e o braco escravo supprc nas artes e olli- retina do Sul, na Georgia, em Mabama 'no Mis-
en a sement, o arronce n.iniiciusamen.e a berra
parsita rom o auxilio de animaes eiistrumcn-
tos agrarios, o assim economisa muilo cabcdal,
lempo c Irabalho.
O lacrador norte-americano com dez ou vale
escravos colhe pelo menos a mesma quanlidade
de algodao (melhor era preparo e qualidade) que
qualquer dos nossos com vinte ou quarenla es-
cravos. Para presenllrnios, diz o Exm. Sr. Dr.
Jd.io Costosa da Cimba Paranagu no sen bello
i, lalorio assemblca legislativa provincial, os
grandes resultados, que alm das vantagens eco-
nmicas e civilisadoias lem de trazer comsigo a
cullura pelo systema aralorio, basta allenlarmos
para o estado aclual di nossa lavoura e a silua-
cao florescenle da agricultura norte-americana.
Cutre nos una quadra de cera bracas com una
rea de 10,000 bracas quadradas pode ser bene-
ficiada com tres bracos, e produ/ir. termo medio,
80 a 100 arrollas de algodao em caroco. egual nu-
mero de alqueires de arroz, o 40 a 50 alqueires
de milho. A mesma porco de lerreno plantado
de mandioca pode produzir 300 alqueires d. fa-
milia. Nos.Estados-UnidQS da America do Norle
urna egual quadra produz, termo medio, 450 ar-
robas alm do milho, btalas, ele. Entre nos urna
quadra beneficiada por tres bracos, c naquelle
paiz, pelo svslema aralorio, Ires' bracos benefi-
ciara Ires qoadras. ntrenos Ires bracos produ-
zem 8(1 a 100 arrobas de algodao. e nos Estados-
Unidos o mesmo numero de bracos produz 1 ,150
arrobas, isto caria braco empregado na nossa
lavoura produz de 21 a YS arrobas de algodao,
no entanto que naquelle paiz cada braco produz
150 arrobas, c nunca menos de 350. E nao
achamosexageiacao nas palavras dodislincto ad-
ministrador, porque nos Estados-Cuidos a scien-
cia agrcola faz diariamente numerosos prodigios
como os que menciona o Dr. Cloud.que no espa-
C0 de dez anuo- clevou pelo mellioramento ma-
terial o valor de suas lenas 4 500 o/O mais! O
mesmo Dr. Cloud afiirma que pelo se novo sys-
tema de cultura um acres bem eslercado pode
produzir 5,000 libras de excellente algodao era
carleo !
A cultura da canna de assucar assombra-nos
coro os mesmos resultados, < assim que vemos
no estado da Luiziana a fazenda de S. Thiago,
do coronel T. B Thorpe, mostrar cm 1852 o se-
g,linio valor e produccao :
Valur da fazenda.
Terra. 9,000 acres a 10 pesos..
Edificaeoes....................
Machinas.......................
Escravos........................
(Jado............................
360*000
1OIWKIO
fJOgOO
17O&OO0
11S000
: "Serados que trouxessera animacao e riqueza s i,a cultura do arroz, alg.idao, milh
ocalidades solitarias do interior. Con. se.nelhan- duelos agrcola). O escravo roca
te medida a populaco livre nacional nao consi- arbustos, corla cora o machado o
dorara o Irabalho como cousa avistante: o hora as arvores seculares, e o fogo n'
exon.plo seria fecundo germen da futura opulen- reduz cinza. Depois coirnrn-e. planla-se, ca-
paiz I ""!'os aPerei?03dos processos de cullura pina-se, colhe se o arroz, espina por espina, e apa-
.. ,. .,.......augnienlanara a produccao ; as Ierras incultas nha-SOO al-odao Nao lia systema mi oareea
As objeccoes do ma fe, exigencias frivolas, g- I adquiriran, valor fabuloso, o os lavradores, pos-
Nao se deve levar somonte em linha de ennta
as vantagens maleriaos ou utilitarias da coloni-
sacao, mas lambera con particular complacencia
as vantagens moraes. J
Nao s nas vas frreas, nos barcos a vapor,
na
da vivendo, e, passadus anuos, acna-se na dis-
tan, a de urna legua emais. Enlao lev aula nova
casa, povos ranchos, e a primeira situagao tica
reduzida a tapera. Os principaes productos agr-
colas sao transportados em carros nas pessimas
estradas, pelos barrancos profundos, ou nas dos-
raph.a elctrica, na populaco, na agri-1 tas dos cavados, e o producto da venda no mee-1
ra, na ira.usir.a, no commerc. nos exerci- cado raras vezes iiidemiiisa o juro do capital era-
nas esquadras que pode existir una com- pregado nos carros e nos animaes, o lempo que
fortuna publica. Em ludo isso estar con- perdem os escravos na condurcao para o porto de
lates, centrada a opulencia, o movimento, o numero, a embarque, o frete, o seguro' e as rommtsses
vanglona. a energa, a audacia, a torca, mas t.l>o Muilas 'e/es o lacrador manda somonte ao mer-
n principio vivificador que dirige o homem, a fa-* cado o melhor produelo agrcola, o algodao por-l
milla, a tribu, a nacao, a hii.nanidade, perfeieao que o arroz e o milho nao podem ser transporta-
ideal, moral absoluta infinita. dos, nao pagara as despez.as, e f.cam abandona-
: parallelo e simultaneo do pro- dos e apodrecein na roca Dabi
gresso material, ntellectual e moral que surge Cunadas dos nossos lavradores acerca da incons-
i civihsacao, o no estado aclual do lancia dis estares, falta de colheitas, nenhum
contra si o valor das Ierras, pobreza geral. Segundo pea-
len
ranhense, o convencen-se de que a le m varia-
vel de procura e da oflVrla naturalmente havia
de convidar para os melhores morcados agrco-
las do sul os bracos escravos da provincia. Essa
].,ev sao realisou-se em breve lempo; milhares
de escravos abandonaran! as nossas fazendas de
algodao, e apenas dexarain o momentneo res-
das mi laiicolicas e solitarias taperas. Para
evitara sabida dos bracos escravos, ou roclhor
fallando, para compensar o mal que poden a cau-
sar a ausencia desse instrumento do trabalbo,
inlentou o benemrito Olympo Machado a colo-
no europea. No sen vasto peiisamcnlo a co-
lonisacao havia de inlroduzir na provincia una
i numerosa e activa, o trabalbo livre, o
systema aralorio, e os aprfeicoados processos de
urna boa cultura. E quando comecou a realisar
psse grandioso cominellimenlo, a moile ceifou-
re
ralidade.
Assim a emigracao
igracao convidada lomar [ cios as necesidades da vida. Nas populacOe.s ru- sipipi e na Luiziana cultiva-86 pelo svslema ara-
aclualmenle proporcao df^yezes menor, mas te- raes o mal e peior. e ser dilcil encontrar lio- lorio c com bracos escravos, o a
remos em troca urna populac.io acliva, laboro- raens livres que
sa, eminentemente agrcola. O Brasil augmen- | Quatro paos finc
lelhas
tara em riqueza, os colonos abencoaro a nova
patria, o na Europa nao ser barateado o nosso
crdito nacional por malvolos forasteiros.
As verdadeiras causas que lem por ora mallo-
grado entre nos a colonisacao podem ser allri-
buidas nao s pouca diligencia na boa escolha
dos colonos, como tambera ao despreso de certas
precaucoes essencialmenie necessarias. Nessa
falla de precaucoes que existe o erro fatal, e
Oodo, arroz, mi-
se consagren) a vida agrcola. ; Iho o canoa de SSSUcar. Nesses oslados abun-
adosna tena, pindeba em vez de dam excellentes madeiras, nao se abalera ricas
e a existencia en flor, e morrou romo o archi-1 cumpre remedia-lo nas lenlativas futuras. Al
tecto que desenlia magnifico ninnumeuto, abre os
alicorees profundos, mas a quera a Providencia
nao cnsente levar ao cabo a inmensa colum-
nata, ou a cpula arrojada.
FOIJfflETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
lililM "lAMTNM.
Si mivuio.Embotara do tscriptor em escolher o
assumpto da presente Resrkha.Advertencia
aos crticos. L'm aconlecimenlo notavel seno
iim milagre.
Ainda nao sabemos verdadciranienle sobre que
assumpto versar o nosso aclual Irabalho.
Pegamos na peona macbinalmente espera de
urna inspiraran que nos salvo o embaraco de
um llienia cm que possamosdiscorrer oque agra-
de mais do que. os nossos anteriores escriptos, o
infelizmente, elle nao nos acode menle, que j
se acha fatigada com lano scismar.
E entretanto os crticos ah eslo espreila
para nos ferirem occultan.cnle cera suas malig-
nas refiexoesera quanlo que frente fenle nos
acolhem com o sorriso nos labios, nos aflagam,
e leceni em nossa honra um hyinno de elogios.
A discuso dos negocios da marinha, por
assim dizer nova : os que teem oosado sustnta-
la, levantando urna punta do veo que cobre as
mazellas dessa reparlicao, lizeram una revoluco
extraordinaria, e incorreran. nos odios e malque-
rencas dos que viam seus usurpados privilegios
destruidos, deitado por Ierra o venturoso noli me
tangen, a forra da razao e dos arguraenios sem
replica.
Se nao tora o estado adiantado da civilsaco
do paiz, o receio de lula com a opinio publica,
ja loriamos pago caro e bem caro seraelhanle or-
r >jo.
Felizmente o Brasil boje nao o que foi vin-
te anuos, e a pralica da livre Inglaterra, em que
Napier e outios otliclaes distiuclos da marinha
ingleza discuten) os negocios de sua reparlicao,
inlerpellando al o ronsclho do almironlido, es-
l adraillida entre nos e slidamente plantada.
0 escriplor fardado lomou, pois, lugar no ban-
quete da civilsaco, e concorre com lodos os
seus collegas para essa marcha admiravel do
mondo que presenciamos com grande vanlagera
publica.
Mas como nos animamos fallar na Inglaterra,
Franca, etc., se inda nao ionios Europa, e na-
da por consegrante vimos daquella parlo do
mundo'?
Como sabemos o que se passa em seus arsenaes
Aoje nenhum empresario lembrou-sc de destocar
previamente a porco do Ierra* necessaria para a
cultura dos colonos ; e quando elles chegam,
acham-se bracos com a saudade da trra natal.
meacabas em vez de paredes, cipo era
vez de pregos, urna rede, urna espingarda, um
anzol, um ramo de timb, dous pes de bananeiras
e o coco do malo dao-lhes frtelos, caca, pesca,
doscanso, abrigo e permanente oeiosidade. D'ahi
nascc e cresce urna populaco indolente, intil.
vagabunda,
dencia a
florestas, nao se mandan) construir navios em
I' >i/is eslrangeiros, e a marinha mercante ou a
de guerra cada vez se ostenta mais numerosa,
mais formidavel. A agricultura similar norte-
americana, comparada com a da nossa provincia,
lera contra si a aspereza do clima fri, que mala
da, o que nao possue a nobre indepen- o algodoeiro muilas vezes ,' nascenea e o preco
dqumda pela economa c trabalho. Taes elavadissimo da limeiilaco e do salario. Cora
sao os tactos maleriaes que a escravidao produz todas estas desvntagens econmicas e naturaes
em contacto com a liberdade. Os fados moraes a agricultura norte-americana superior A nossa'
sao do mesmo modo perigosos: osenhor acost i- em permanencia, valor da Ierra, prodcelo coli-
mado a ver o escravo curvar ao menor aceno a chego e amor ao solo natal. Na cultura do algo-
eabeca, adquire, natural e nseusivelnienle quo- do o plantador norte-americano lavra o terreno
ou menos caprichosas, colricas, deslorrda, abre os rogos, espalda o estrume, Ion-
Total.......... 7018000
Produccao da fazenda.
Assiicar, 1,300,000 libras n 6cts..... 780000
Melaco, 60,000 gallos a 3ti cls...... Zl$600
Milho, 9,000 barris para consumo
de fazenda e raadeira para o enge-
nho........................................ 14*100
Total........... 1149000
Esta resenta transcripta do una carta que o
mesmo coronel Thorpe dirigi em novembro de
ls-V> ao redactor do jornal agrcola Uarper'i Ma-
ya cine.
Para quo os nossos lacradores ronber.ain a gran-
de riqueza que ainda podem eolher das suas fa-
zendas, mandando seu3 filhos csludar a cultura
similar nos paizes mais cultos, adnittindo me-
thodos agrcolas mais racionaos, vamos Iranscre-
ver quasi por inleiro os trechos dessa interessan-
le carta. A Ierra do uieu engenho, diz o coro-
nel Thorpe, conten"nove rail acres, sendo culti-
vados mil e qunhenlos, a saber: olo ceios
acres, em cannavial: duzentos e noventa e quatro
era milho, cuto e cincocnla pelos negros tara
sen proprio uso ; duzentos e quarenla c seis, em
hlalas, prados, pomares, norias e iardins, dez,
ora oliveiras, e u resto dos nove mil acres oc-
cupado pelas malas que foriiecein o combustivel
:iara o fabrico e reiinaco do issucar, e a neces-
saria madeira para as barricas.
Os edificios comprehendem a casa de vi-ven-
da, 24 ranchos com caranda cada um, quatro
quartos, hurla, gallnheiro e chqueiro annexo,
um hospital cora sele salas e urna grande caran-
da ;_a casa do engenho cora 570 ps de cn.npr-
do, 75 de largo e 34 de altura ; duas casas para
madeiras, cada urna com 400 ps de comprido e
100 du largo ; una casa do administrador, ou
tutor; urna serrara, armazens o eslabulos com
100 divisos para os animaes.
A casa do engenho contm as machinas c a
bomba de vapor, ijue suppre com a sufilcienle
agua o machinismo, representando a bomba urna
loica de Si) cavalius, e alm disso o engenho pos-
sue as escumadeiras e mais proparos para se la-
bricar e purificar em 4^ horas 25,000 libras de
asseear, sendo ludo isso feto por vapor.
O gado consiste era sessenla e quatro ma-
chos, do/e cavallos, dezessele bois, cento e qua-
renla e cinco carneiros c oitenta vaccas, c o nu-
il.ero de escravos do duzentos o quinao, dividi-
dos cm cento c eele trabalhadores de campo,
dous tanceiros, um ferreiro, dous raachinistas,
qnalro carapinas, vinte serventes da casa, quai.o
amas, seto velhos, homens e niulheres que ser-
vem nos estalos, e sessenla e quatro crianzas
de cinco anuo- para baixo.
Vinte rail pesos o cosleio annual da fa-
zenda, e esse cosleio reprsenla as despezas fei-
las cora os feitores, Diestros de assucar. raachi-
nistas, alimento e vestuario dos escravos, e re-
paro das machinas e dos edificios. A raco que
se d semaiialnienie a cada escravo consiste em
cinco libras e meia de superior carne de porco
salgada, cora bastante farinha de railho. Us es-
cravos cosaen. tambera criaco e carne fresca de
porco, parque nao s possuem gallinheros e
chiqueiros, como tambera as borlas, que sao
obrigados a cultivar para sua propria ulilidade,
e a sobra dos vegelaes e a cria;o que rae ven-
dern) os escravos, e que pagueiem ouro e pra-
ta, representaram o auno passado a somma de
mil e quiilifiilos e sessenla pesos, nao se in-
cluindo nesta .somma o producto das gallinhas,
ovos, porros e mais fructos vendidos freguezes
incertos. Os escravos, alera disso, recebera an-
imalmente dous vestidos completos, dous pares
de sapalos, ura chapeo e um cobertor.
Pelos trechos da caria do coronel Thorpe po-
demos sem exageracoaffirmar que a nossa agri-
cultura esl duzentos anuos alrazada em relacao
a dos Eslados-L'nidos. Dediizindo-se dos 114,000
pesos, valor da colheita, 20.000 pesos e m prega-
para escrever ex cathedra !\ respeitn
melhoramentos moderados por elles?
e propor
Hija vista os con-eqnencias da critica desasa-'governo d'aquella repblica, para aj oslar as
da da Revista de Edimburgo sobre os primeiros uunstes pendentes ntreos dous estados
lslo dizcm crticos niulelligentes que querem trabalhos inlellectiiaes de lord Byron. que, se- Esta bella esquadra, onde se achava reunida a
nostrarespirito em una roda onde ha mu pouca gundo seu b.ographo John C.alt prodozirara sobio flor da marinha brasileira, e una forte divsao
dose delle. i 0 enlao joven poeta urna mpresso viva o pro- do nosso valente exereilo, subi os ros di Piala
t a ousadia de quera lem consecro a de si funda, e um desojo insaciavel de vinganca, que o Paran com enthusasmo. ardenle de loriase
proprio, de quem sabe o que diz, porque para se satsfez na sua vigorosa salyra, intitulada Os combates, sera encontrar obstculo ab'ui fazen-l
aprender, muilas vezes melhor ler s, do que' llardos inglezes eos Crticos escoeczes. \ do Iremular alli o pavilhao auri-verdo rom ga-
ver nicamente. I Infelizmente os crilicosdcsto quilate fullulam Ihardia. e ganhando um prestigio moral, o urna
Ouera lera bons iivros sua disposicao ve me- i na sociedade, como formigas era um formigueiro. justa influencia, que faziam brotar em lodos os '
Incapaz.es de produzir cousa alguma, abraeiin o peit,
eligen- feliz
Ihor, porque v pelos ollns de homens instruidos
que iuvesiigam ludo cora cuidado, cora iilcncao
antecpada de escreverera cora fidelidad.1. o
mesmo nao acontece ao visitante que passeia pa-
ra constar, que v ludo inconsideradamente, pe-
la primeira apparenria, sem coinprcheuder o que
lera dimite dos olhos, que c justamenle o que
mais frequenlemente succede maior parle dos
laes sniores, que entendem que nao podo ler
instrueco quera nao fez um pssscio Europa,
cnibora se passem alli os das materialmente.
Para estes senhores nao ha le tur a poss.vel f-
ra de algura romance, ecoroo nelles nao ha dis-
cripces de arsenaes, nem syslen.a de adminis-
Iraco, nao comprehendem que exislam fontesde
eitos bem fundadas esperancas de urna poca '
tarefa fcil de rebaixnr os trabalhos da inielligen- feliz, pira os ticos paizes patinados pot aquellas
cia que Ibes superior e qual votara una sur- aguas, e para o Brasil.
da oveja, embora estes trabalhos tejan em sen | A pericia do seu dislincto chefe. a ac.tividade
proprio beneficio ; concorran para inelhorar a de todos os roniinandantes, ofBciaes e praeas,
sua sorte. I que s tuham ura pensamento coinmum, o de
A estos que nos referimos, reputando-os ura > desalTrontar a honra da bandeira nacional, levia-
cancro para o paiz, que desgraciadamente nao se menle olTerolida por una potencia que nos de-1
pode de todo extirpar, por causa de sin? multas va o reconhe, ment de sua existencia poltica,
raizes. levararo a esquadra com rara felicidade al s
Mas nos os desprezamos ; danios-lhes ascos- Tres lloccas, lugar era que ella fundeou para es-
las como fazo navegante prudente a estes fogos perar o resultado da n.isso de paz de que linha
engaadores que noite brilham na cosa que sido encarregado o chefe da ruissao de guerra
Olhos menos exercitados so afigurarara outros Todos saben, o desenlace das negociaees en-
tantos fanaes; porque procuramos a luz verda- tabuladas, que foi reprovado pelo paiz inleiro '
nslruccao abundantes onde possaraos adquirir' deira que nao se confunde cora elles. porque a dignidad.; nacional exiga'alguma cou-
coiihecimetilos malcra que nos habililem a Proseguiremos, portanio, a nossa pesada lare- sa mais em relaco com os sacrificios
aprespntaruma opimao propria. fa, airoslando lodos os embaracos que nos oppo-
Em compensacao, porm, lomos encontrado j zerera os raaos caracteres, lulando cora a leluc-
iiui firme apoio nas .naiores illoslraeoes do nossa : lancia dos privilegios fondados no abuso da for-
marinha, das quaes I.avenios recebido irrecusa-ca c na ignorancia dos lempos passados.
veis lesleraunlios de apreco maior, na realtdade, .... ,.
do que aquelle que merecemos. marraba, ja algueni o disse com minia pro-
E' quanlo nos basta. priedado. e seraelhanle a una malta virgcm. on-
de o cultivador com o macha lo em urna nio c o
Das lindas que preceden, nao se conolua que | arcl0,c n'oolr"{ par.a J-'sbas" "-Treno, e tor-
teraemos a critica, nein que nos queiraraos eximir lia'10 PPru> eni el.
sua aeco. Varaos devassar essa espessa floresta, onde for-
Exerceudo nos este direito sobre o que nos pa- cosaraenle l.aveu.os de enconlrar n.uita scrpenlc
rece irregular, nao contestamos a ninguemexer- hedionda, o bastantes animaes damninhos ; te-
ce-lo Iambem sobre nos. | mos f era Deus, que esmagareraos a cabera da
A critica esclarecida, sensata, energica.sempre serpenlc, e que conquislareinos ura futuro rag-
quando 6 justamenle manejada, ura beneficio! nifico para essa nobre classe que o paiz contera-
para a sociedade, um olemenlo de progresso que pa com orgulho.
se deve estimar muilo, que o escriplor, princi- O fin grandioso ; nosso apostolado subM-j menle, queo apresenlavam como u'ni eiivia lo da
plmeme, deve apreciar, como se quer e SC pro-| me. Queimporta por coiiseguinle o raarlyrio ? guerra, e que era completamente intil Nao se
p.tdiam altear de forma alguma os dous caracte-
res. Era necessaiio que um cedesse ao outro.
A prsenos da forja para o fin da misso foi
um erabaiaeo, que a coinpromelleu logo desde
que ha-
va mos feilo, e com a forca imponente que ha-
camos desenvolvido rpidamente, provando a
importancia de nossos recursos.
No parlamento cchoaram aecusaces vehe-
mentes e apaixonadas contra o en.baixador, olli-
eal de marinha. e cm resultado de loda esta ce-
le.una o almirante llcou sacrificado, c houvc
urna mudanca ministerial.
Nao nos compele aprofundar este assumpto :
pertence historia aprecia-lo, e ella o far de-
vidameule, rehabilitando o nobre general da ar-
mada, estamos convencidos.
Em nossa opinio elle s roronietleu um erro:
foi aceitar corno diplmala inslruccoes que Ihe
prescreviara paz lodo transe, cceilando o
coinmando em chefe de una expedicao appara-
losa, preparada para entrar om arco prompta-
cura a luz formosa de ura pharol. Eslomos decididos.
Esla, pois, alraejamos, porque nos ser pro- : 4%
Ocoa. Corra o anno de 1855: o imperio havia pre-
Oqoe eslygmalisamos a critica injusta, ca-1 parado urna brilhanle expedicao, cornposta de
lumniadora. que nao podendo locar na forma, 16 navios de guerra, em que s'e viara nove vapo- sua origen ; visto que nao ian.os inipoi un ul-
no hesita em envenenar a intenco. res, nao contando os transportes, Carregados do limatum, mas sra negociar.
Esla especie prejudirialissima, mala quasi vveres, combustivel e material necessario para i O presidente do Paraguay, deremos canfessa-
sempre aspiraces nobresque deviam ser anima-1 a forca expedicionaria, que devia desembarcar. lo, comprelieud.-u a posico que Ihe cumpria lu-
das para concorrerem ao bem commum da hu-| no Paraguay, sob o comraando do chefe de es- > mar; nao descou de sua dignidade. e manidade ; desanima o talento, calumnia-o e o^uadia Pedro l'erreira de Olveira, que reuna urna lco, que nao estacamos no caso ,1,
rece-
menor de seus desastrosos elTeitos, irrila-lo, e j este honroso e pesado encargo, o de enviado ex- ber delle, que lalvez ainda noi seja pror'citoa
affasla-lo da senda honrosa que devia tiilhor. I trnordiiiario e ministro plenipotenciario junte ao Picn, pois, por sua exigencia fuudeada a es-
quadra nas Tres Boceas, como dissemos, sob o
contratando do enlo capitn do mar o gueira
Francisco Manoel Barrozo, que era o chefe do es-
ta.lo-maior, oceupada era fazer constantes ejer-
cicios, nao s para enlieleniraento das guarni-
coes, como para destreza deltas.
Os das passavam-se n'aquello ermo aborreci-
dos o longos, as noites erara crueis ; porque os
raosquitos pouetravam nos lugares mais recndi-
tos, 0 alli iam afillgir as victimas quo para os
evitar, arrostavam ura calor excessivo e insun-
potlavel.
Officiaes, marinheiros c soldados, todos esta-
vara tristes ; porque em vez dos perigos que so-
nharain edesejaram, presagiavam que teriamde
regressar patria sera nada fazer, sera ajunlar
nina gloria niaiss nossas glorias, sera atrancar
um novo louro tao virante como os de Tonelero
e Monte Caseio?.
Quanlo contrastare esle estado de abaliraenlo
con. a energa civil que se desenvolveu na occa-
siao era que pouco lempo antes o navio almiran-
te fez. o signalpreparar para combatee que os
tambores tocaram postes ; signal que eleclrisou
lodos, e que foi recebido por ura s gritoVi-
va o Imperador'?
Assim chegou-se ao mez de mareo, poca era
que se passou o acenioritnento notavel, que va-
raos referir aos nossos leilores, o qual causou
lao proTunda impresso era toda a expedicao,
que nao se fallara depois ..elle seno como" de
ura miiogre visivelmente operado pela Divina
Providencia.
Ainda boje, esles homens endurecidos pelo fo-
go dos combales, e pelas lulas violentas do Oca-
no nao se lembrara delle sem se cominoverem,
prova dessa viva impresso.
Entre os navios da esquadra conlava-se a fra-
gata a vapor Amazonas, em que o almirante li-
nha cado a sua bandeira. Eroquantoelle trata-
ra em Assnmpeao, capital do Paraguay, succedeu
fallecer um rnarinheiro.
Na disposiio de espirito em que lodos seacha-
vam, a per.la do eompanheiro de trabalhos, a
lembranca de que i.i ser sepultado era urna ierra
cslranha, que nos era hostil, longo do slo da
patria, e dos anelo* da familia, enltisteceram
consideravelraenle a guarnieodo Amazonas.
Chegada a occao de einbarcar-se o corpo
era um escaler para ser transportado tena, ella
formou-se cabisbaixa, prxima ao porlal, e o
caitao singello passou por urna dupla fileira de
homens lisnados telo sul, da qual sahian solu-
cos comprimidos, e entrecortados ; o capellodo
navio, com o crucifixo na raao e seu livro de ora-
i'oes acorapanhava airar do caixao rom toda a
officialldado, recitanjo o oflicio de defuntos.
dos no cosleio da fazenda S. Thiago, veio a ler
o coronel Thorpe no anno de 1852, com 215 es-
cravos, o produelo liquido de 94,000 pesos, que
pouco mais ou menos corresponden) 168 000
da nossa moeda Com egual numero de escravos
nao ha por ora entre nos lavrador que sonhe eo-
lher idnticos resultados, e feliz se acreditar
aquelle que poder com o mesmo numero de bra-
cos eolher 20 ou 30:000$, nao se deduzindo o cos-
leio. As Ierras do coronel Thorpe represenlam
o imnwnso valor de 300,001) pesos, ou 720:0005
da nossa, e urna egual porco de Ierras enlrc
OS 0 mais que peder valer ser 3 ou 4:000 !
Nao mllenos em linha deconla as edificaeoes
machinas e gado. Compare-sc iambem a ma-
neira de se tratar alli os escravos, a carne que
sen.ai.ai.i ente comcm, a hoa roupa que vi-slem
o peculio que amontoam com a venda da horta-
liza, gallinhas o ovos, e considere-se como tra-
balhori contente a nossa estfravalura, digna de
melhor sorle, mal vestida, nao possuindo cousa
alguma, cometido rarissimas vezes un) pouco de
carne, e quasi semprc railho cozido, ou o arroz,
adobado nicamente com a vinagreira do malo !
\ e-sc pois na cultura similar dos Estados-Uni-
dos pelo systema aralorio o iramenso valor da
Ierra, as prodigiosas colheitas do necessario nu-
mero dos animaos que lavram e preparara ater-
a, e fornecem a carnee o leite. Era nossas fa-
zendas ha, pelo contraro, a penuria em tudo
isso, e nelles pode ser apuntado como raridade
o ameno jardn, ou a vicosa borla, ou o fresco
pomar, que ao mesmo lempo enamore os olhos
com a verdura, e flores, ou deleite o paladar com
os delicados logumes e sabulosos fructos.
O systema aralorio nao merece a nossa pre-
dilcccao pelos fructuosos resultados que acuna
acabamos de enumerar. incontcst.vel que
aprsenla urna admiravel produccao agrcola, e
facilita os meios necessarios para a' criaco e en-
gorda dos animaes uleis fazenda. Alm des-
sas grandes e ulilissi.nas vantagens exslem as
outrasduasdignas de particular apreco : a perma-
nencia c o amor ao solo natal. Cora' o systema
aralorio a trra semprc cultivada de pas a fi-
lhos e netos : a una laboriosa geraco succede
outra que augmenta a riqueza do campo borda-
do com a inlelligencia, economa e trabalbo : as
boas ideas, os uleis inventos, as bem succedidas
experiencias trocara-sede prximo en prximo,
analysam-se, discutem-se, espalham-ge, abra-
carn-se e transmiltem-so com rapidez admira-
vel : os hbitos pacficos, os bous coslumes, as
honradas Iradiccs, e os puros affectos de fami-
lia crescera, medrara e enraizam-se vontade no
lar domestico. Nao succede assim no oslado ac-
tual da nossa agricultura. As distancias longin-
qutis, os pessimos caminhos, ou as difceiscom-
munieaces, fazeni cora que os nossos cultivado-
res vivan solados, ignoren os progressos da
.-ciencia agrcola, nao aproveitem a riqueza que
[iodo piouzir a ierra, e adquirain coslumes
quasi nmades. E por isso que mudam fcil-
mente de habilacao como o rabe do descro :
n'um ou n'outro anno levantara novas leudas, e
animalmente devastan novas florestas: o ma-
gestoso claran do incendio os alunia na su i
marcha anli-civilisadora, e apoz si deixarn rai-
zes troncos queinados, e a casa de vivenda
que era breve lempo cahir por Ierra Nenhum
alTectO suave os pode prender ao solo natal, nem
a saudosa lembranca dos amenos lugares por
desusaran usdescuidosos diasda infan-
cia, nem a doce consolaco de dormirem para
sempre osomno da .norte no mesmo templo, a
sombra de mesma cruz, ou na valla commum do
ceinilerio ao p das queridas cinzas paternas !
N'uma boa cultura pelo systema aratorio tres
i cousas lornarn-se indispensaveis : a pastageas,
o gado, e o estrume. A tena empresta planta
os elementos nutritivos, e d'ahi nasce a obi
rao de indemnisa-la cora o fertilissiuio estrume.
De ouiro modo a Ierra (ka exhausta, a planta
nasce racliitica, amarellece, murcha e morre.
Mas, para que baja o estrume necessario o au-
xilio dos animaes domsticos, e por isso vivero
elles presos nos eiraes, nos eslabulos. nas es-
tribaras, nos chiqueiros, e alera disso trabalhaiu
na lavra, na sega, na condueco, e foinecem a
carne e o leite familia do lavrador. Os prados
naturaes e artificiaos Iambem prestara aos ani-
maes domsticos o roesmeserviro que elles pres-
tan) com o estrume tena. Assim no systema
aralorio os animaes domsticos fornecem o es-
trume que fertilisa a tena : os prados que nss-
eeni da Ierra, fornecem a l.erva que alimenta .;
engorda na fazenda os animaes domsticos. Estas
nocoes, que parecen demasiadamente singellas
na theoria, sao na pralica de dilcil applicacao, e
i exigem particular eonheeimento da conipo'sico
da Ierra, dos estrumes, c das plantas, E' preciso
* experiencia, o longo lyrevinio, o fra disso lia
de o lavrador caminhar s apalpadellas, e s de-
pois de muilas decepcoes que poder eolher a
boa paga do trabalho. Nesle pon geral a
ignorancia entro nos, visto que o svslema arato-
rio na cultura do algodao, arroz" e milh. nao
est fntroduzido ainda na provincia por colonos
at agora viudos, nem pelos nossos proprios la-
vradores. Comtudo mais que necessaria qual-
quer leu latir para que se inlroduza o novo sys-
tema, e apparecam dignos imitadores.
Sem pie entendemos que una escola pralica de
educandos agrcolas, eslabelecida nos subuibios
da nossa capital, resolvera de um modo satis-
factorio esse dilcil problema. Era 1851, o Ilus-
tre presidente Olympo Machado, no seu relato-
rio assembla legislativa provincial, aconse-
Ihou a creaco de ura cslabelccimenlo de edu-
candos agrcolas, mas a raerte ccifou-lhe a exis-
tencia, c o alvino nao foi logo abracado. Era
1650, o Sr. Dr. Antonio Bego otiorecou um pro-
jeclo de le para se fundar prximo da capital ura
esubelecimento agrcola, e o projecto foi discu-
tido e approvado, mas nenhum depulado coiiig-
nou quantia alguma para aexecuco da lei. Era
1858 a presentamos na lei do orcamenlo una
emenda aiitoiisando o governo da provincia a
gastar 10:0009 na lundaco da escola, c ao Exm.
Sr. Dr. Joo Lustosa da Cuiiha Paranagu per-
icnce a gloria de ler formulado o regulamenio
de 10 de dezerabro de 1858, era virlude do qual,
na historia agrcola inaranhense, ficar associado
o seu norae aos nomes dislinctos de Franco de
S e Olynipio Machado. A escola dar educaeo,
moralidade e trabalho mocdade desvalida, pn -
mover a colonisacao nacional, crear ura vi-
reiro de excellentes feitores, c por consequencia
ministrar aos nossos lacadores homens nabili-
, lados que pratcaraente ensinein os processos
: a ral nri os________ Continuar-saha.)
A trgala arriou sua bandeira a rucio pao, era
funeral, e os deraais navios fizeram o mesmo.
Era admiravel o silencio que reinava, e o re-
colhimenlo que se ubservava em todos os sera-
blantes, o que provava a importancia que a ma-
rinhagera ligava ao acto grave e religioso que se
passara.
Quando o caixao foi recebido pela gente do es-
caler, ura dos homens que o segurava em baixo
na escada do porlal cabio ao rio.
Nao se pode fazer urna idea da anciedade ge-
ral produzula pelo sinistro grilo de um homem ao
mar, que vinha bruscamente inlerroniper aquella
tocante ceremonia.
Era urna segunda victima certa, que se loria de
chorar ainda mais lastimosamente, arrebatada de
chofre existencia, quando eslava menos dispos-
ta para lazer esla viagetn.
Quem ronhece o rio Paraguay sabe que elle
nao entrega o desgranado quo una vez recebeu
era seu Icito caudaloso.
Correndo cora urna vclociJadc de 6 a 7 railhas
por hora, nao ha esperanza de Batracio para
quem se dbale em suas aguas. Isto sabiam al-
l iodos, e por consequencia aquella noticia pro-
dii/io urna angustia indizivl.
Mas, oh prodigio admiravel !
O venerivel capello levanta o cruxifico e as
vistas para o co, e com um ar verdaderamen-
te inspirado e commovido exclamaSenhor, sal-
vai este hornera.
A supplicacheia de f do sacerdole foi prorap-
tamenle allenddn, e o infeliz rnarinheiro, por
um milagre visivel subi lona d'agua no mesmo
lugar om que havia cabido, quando deveria ler
sido arraslado pela correnleza para bem longo do
navio !
Quera pode descrecer o prazer causado era to-
da a esquadra por aquelle triumpho notavel da
nossa r.ligio ? Nossa penna incapaz de faze-
lo devidanienle.
Lirailamo-nos referir o fado, presenciado
por muilas testeraunhas, tal qual sedeu, inlcira-
raeule convencido de que foi urna manifestara.i
que o Senhor quiz fazer de seu poder Exp'li-
que-o como ll.e parecer melhor, quem nao ad-
millir o nosso pensamento, que tambera o dos
nossos marinheiros, cheios sempre de resigna-
cao vontade de Dous, c de esperanca em sua$
sanias misericordias.
E. A.
PEHN. TYi\ DE M. F. DEFAMA. bW
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