Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08996

Full Text
ABIO IXIY1. HOMERO 45.
Por tres mezes adtu *ados 5$0O0.
Por tres mczes venc.J.s 6foOO.
SXTi FEIR1 24 DE FEYERE1R0 DE !860.
Por anno adianlado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
B3CARREG A DOS DA SBSCRIPgA'O DO NORTE.
Parihiba, oSr.AnlonioAlexandrine dcLima;Na-
tal, oSr. Antonio Marquusda Silva; Aracaty, o Sr.
A. de LemosBraga;Cear,oSr. J.Jos dcliveira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribeiro
Guimares; Pauhy, o Sr. Joo Fornandes de
Moraos Juni*r; Par, o Sr. Justino J. naiiius;
Amazonas,o Sr. .loronvmo da Costa.
1'AKl'IUA UUS LOKiUilOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas c
sextas friras.
S. Anto, Bczerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhiins nas Ierras feirns.
Pao d'AlIio, Nazarelh, Limoeiro, Brej, Pcs-
queira, Ingazein, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex nas quarlas-fciras.
Cabo, Serinhem, Rio Pormoso, L'na.Barreiros,
Agua l'reta, l'imenteiras e Natal quintas feiras.
(Todososcorreios partprn as 10 horas da manhaa.]
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relarao; trras feiras e sabbado's-.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: trras e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: ierras e sextas > meio dia
Segunda vara do civel: quarlas e salVbados ao
mrio din.
PARTE OFFICIAL
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 I.ua chela aos 15 minutos da manfcaa.
13 Quartotomguantc as4 horas e 31 minutos th
larde.
21 La nova as 5 horas e 20 minutos da larde
29 Quarto crescente as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Prinveiro as 7 horas e 2 minutos da manhaa.
Segundo as H horas e B minutos da tarde.
OVI-:BAO D.V PSIOYITCIA
7.* secro. Rio do Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 31 de Janeiro de 18G0-
lllm. e Kxm. Sr.S. M. o Imperador manda
que S. Exc, pela parle que Ihe loca, emule e
fac religiosamente cumplir os contratos de 3 de
Janeiro de 1855, 9 de dozembro de 1858. e 17 de
dezembro do anno passado, o iiistrocces de 24
do cnrrenle, especialmente na parte que diz res-
peilo s passagens de estado, e ao prompto exa-
nie dos vapores da cou-panhia brasileira de pa-
quetes.
A- rommissocs Oscaesa que se refercm o ul-
timo contrato e as referidas inslrucoes de 2 do
correnlc serio cmprelas do modo seguinte:
Na corle.Presidente.(J ajudanle do inspec-
tor do arsenal da niarinha encarrrgado das obras
do mar.
Membros.O engenheiro chefe das ofDcinas d
machinas do mesmo arsenal; o l. constructor
d : r rferda rrpartico.
N >s poitos das provincias em que houverem
arsenavs de marioha :
Presdeme.G ajudanle do inspector encarre-
gado da.s obras do mar.
M mbros.Una dos engenheiros de machinas
do arsenal ; un constructor.
Nos porlos onde nao liouvi rem arscn-irs :
Presidente.0 capilo do porto ou o seu de-
legado.
Membros.l'm engenheiro mai luosla, ou pes-
soa professional, Horneada pelo respectivo pre-
sidente da provincia, sob proposla do presidente
da commisso; qualquer officiai de marinlia ou
engenheiroda escolha do referido presidente da
provincia sob proposta do presidente da corn-
il isso.
Nos porlos onde nao houver arsenal, nem ca-
piao do porto ou sen delegado :
Presidente.o oflkial de mariuha de guerra
que estiver em servido no lugar, c na sua falta o
inspector da alfandega.
Membros.O guarda-mr da alfandega ; um
engenheiro de machinas, ou quaesquer pessoas
professionaes da eicolha ao presidente da pro-
Mi cia.
Na Falla ou impedimento do presidente e mem-
bros destas comroissdes, preenchero os seus lu-
ga es os empregados que os subsliluirem em
is emprogos ou eommisscs, e nas desles as
es que forem designadas pelo ministro do
"i perio na tite ou pelos presidentes nas pro-
vtncias.
Suas funreoes scro gratuitas.
As refeiidas comruisses compele :
1." Velar r.a rigorosa execuco das clausulas
nos contratos, c Gscalisar o servico dos vapores.
2." VeriOcar-se o casco, o macninismo eoseu
material se achara em boni estado, ou tcni a
1019a necessaria para o emprego a que sao des-
li lados.
3." Dar conta ao governo monsalmenle, e sem-
pie que litigar conronfeirre, do todas quaes-
quer faltas e abusos que se encontraren no ser-
vico da coropanhia, propondo quaesquer allera-
eoes que a experiencia aconselhar.
i." Nos casos urgentes, quando a segnranra e
v da dos passageiros o exigirem, daro immedia-
laroenle parte do'ministro do imperio na corte,
ou dos presidentes nas provincias, do estado dos
vapores, alim de que estes tomem as medidas
necessarias, e previnam qualqucr successo.
Finalmente quando forem requintadas passa-
gens de estado, ou o transporte gratuito de ob-
ji (tus pcrlencenleg a qualquer ministerio, V. Exc.
Jar as ordens necessarias para seren recebidos
gratuitamente dentro dos limites marcados pelo
referido contrato.
Dos guarde a V. Exc.Angelo Muniz da Sil-
va Ferraz.[Um. e Exm. Sr. presidente da pro-
vincia de Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco. 14 de fevereiro de 1860./.. D. M. Fiuza.
EXTERIOR.
Os revolucionarios de Italia.
I
E' marcha de revolucionarios esquecerem de
prompto a historia da sua vida. E' porlanto 110-
cessidade dos que amam a paz e a juslica avivar-
Ibes a memoria.
E' o que vamos fazer. Tero nossos leilores
irm resumo da historia dos revolucionarios de
Italia, e avivaremos a lembranca de muitos ca-
racteres que anda hoje machinam novas des-
graos.
Nao carecemos de remontar alem da geraro
presente. O anno de 1830 foi o comeeo de urna
nova poca para a revoluro nesle seclo.
Mazzini, o triumviro de Roma, apparece-nos
logo entre os algozes da verdadeira liberdade na
pobre Italia.' Foi este o cabera daquella seila de
perturbadores da ordem ; e. por cima de tres ca-
dveres, subi considerocio e ao respeilo dos
revolucionarios.
Emiliani, e Lazzareschi, e a esposa d'um des-
les foram as tres victimas coiidemnadas ao pu-
nhal pelo tribunal secreto dos carbonarios, que
era presidido por Ma/zini c Sicilia Mazzini fu-
gio eolio da Franca ; e foi para Genebra, onde
era o valhacoulo do todos os inimigus de Deus e
dos bonicos.
Foi elle que den nova organisaco aos carbo-
nados, o de lodas as nutras associaroes revolu-
cionarias formou um lodo homogneo e compac-
to, em que (iguravam os Slerbinis, ialesli, Itic-
dardis, Romarlnos, Romus e Giobcilis. Era
este mo padre o philosopbo das seilas : os 011-
tros eiam os algozes. L'm corrompa a inlelli-
gencia, os oulros o corac.ao.
Nao esquejamos lambem o alfaiate Weinting.
tfbulre rarniceiro de liorna, o curtidor Schmil, e
03 agitadores Hckcr e Albrelch.
LA se achara com clles o conde Rossi: conde
mais larde ; por enlio vagabundo. Era natural
de Carrara, mas fez-sc primeiro Napolitano,
quando quera servir a Mural ; quando em Ge-
nebra. fez-se Snisso : depois naturalisou-se Frau-
cez onde fui elevado a grandes honras ; e por
fin morreu ministro do Papa, assassinado s
mos de seus amigos caraaradas. Tambem se
hara nalralsado Toscano, quando quiz figurar
na primeira assemblea de Florenca.
Reunidas por Mazzini, lodas as sociedades se-
cretas, e congregadas em urna s sociedadea
J'nen Italia comecaram desde logo as execu-
coes. 0 punhal era a forca ambulante que estes
moralUnmos traziam por loda a parle, como
instrumento do redempeo revolucionaria. A
ero/, do puiih.il era a sua cruz, a sua bandeira.
Jos Leu, Suisso, que se atreven a levantar a
voz contra aquellas pantheras sdenlas de san-
gji, foi assassinado em sua propria casa. Teve
a sorle que fora decretada ao intendente da po-
lica de Modena, ao prefeito da cidade ac ap-
les, ao legado de Ravenna, Lessing de Zurich,
nos generaes do La Tour, Anwers, Wald, Lem-
berg e Lienkowzki. Os legados sao ameaqados
com a morte ; um liro de pistola ferio grave-
mente osecrelario de Rivarola, que ia com esle
a carruagem.
Em Bolonha revolucionada recebe um sacerdo-
te qoarenla Uros, e islo em praca publica. Ila-
viam-no condemnado morle as sociedades se-
cretas, porque reputavam confidente do legado.
As jusliras lentam oppor-se aos faccinorosos ;
Targbini, sobrinho de um criado do Papa, Mon-
taran cirurgio, sao presos, e prova seque pu-
nhal e .1 veneno haviam assassinado muitos dos
eis romanos. Sao pois castigados segundo a
le que pune os a.-sa.-sinos ; e evaua-ie dsele
logo 11111 grande clamor contra a juslica. Monta-
nari, Torghini sao appellidados mait'yres da li-
berdade 0"e martyres, sanio Deus !
A revoluro franceza linlia.dado alma aos re-
volucionarios de Italia. Os revolucionarios da
Inglaterra e Franca foram dar a mo a seus com-
panheiros de Italia
Em Boma falliou o plano pela vigilancia de Be-
nelli : mas a Itomanha consegue desenrolar o
estandarte da revoluro. A familia do Napolcao
habitara onloalli. Ounndo a rejeilaram todos
os estados seculares da Europa, achara elle asy-
1 lo e prolecro no Estado ecclesiaslico. Foi d'alli
que sabio a voz mais amiaciosa contra o Papa.
I < O papado nao colisa desle secuto Era o
que escre\ia l.uiz Napoleo, inno mais velho do
actual imperador dos r'rancezes. Por snggesloes
delira Romanha declarou a destiluico do Sum-
mo Poolilice.
facimos ponto nesle lugar.
Memos espaco s consideracoes que esle fado
histrico possa motivar nas actuaos circums-
; tandas.
II
Nao lograram os revolucionarios naquella pri-
I meira poca seus intentos.
J em Espolelo quizeram enlo apoderar-so do
' Sr. arcebispu Maslai, boje nosso Padre Santo,
que pdde escapar-Ibes das mos. Comegaram
liem cedo as provarors para esle virtuoso prela-
j do, e hoje Viga rio de Jess Chrislo na (erra.
O Santo Padre Gregorio XVI que enlo pres-
tdia l'.greja de Deus. con-eguio submellel-os.
; Elles nos paroxismos ringam-se formando colum-
nas volantes que percorrem as Marcas com niel -
; leudo horrores de todas as classes, assassinando
todos quanlos eram submissos ao Padre Santo, e
entre esles o conde Boslari, gorernador de An-
colia.
Mas na Franca reinara o rci das barricadas,
prompto sempre a proteger os revolucionarios,
em |uanlo enlendeu que Ihe conrinha a desor-
den) na Europa, para se poder firmar no Ihrono
usurpado. Pedio pois urna amnista para elles,
amnista que o Sanio Padre quera dar ; mas
desde que livesso reslabelecido a ordem, desde
que se livesse precavido contra a audacia dos de-
magogos.
A Franca e a Inglaterra inslaram. rompromel-
lendo-se a prestar auxilio ao Sanio Padre, 110 ca-
so de surgir de novo a revoluro ; o Santo Pa-
Idro ceden, mas nao sem exceptuar da amnista
I entre oulros, os celebres Mamiani, Vicini, Ferre-
ii, Orioli, Sercognani, Silvani, Slerbini e l.uiz Na
poliao, irmo do actual imperador dosl'rancezes,
e que pouco depois morreo em I-'orli.
Todava as previses do Sanio Padre realisa-
ram-se ; a revoluro surgi de novo, apesar das
reformas que S. Santidade fizera no governo, em
harmona com as exigencias de Inglaterra e Fran-
ca. Corno nao linha pretextos, calumniou, e es-
palhou pola Italia libellos infames, contra a Re-
ligio, contra Deus, contra o Papa.
Km Rimini fi/.eram os revolucionarios suas
nroe/as : mas as Iropas pontificias enlraram em
Rimini, e dos caberas da revoluro Galleli foi '
preso, Bellrami e Lobatelli com 'oulros fugiram
para a Toscana o Franca.
Os demagogos prepararam-se enlo para o fu-
loro, e prepararam-se com urna pertinacia bem
digna de melhor causa.
O congresso svientiftco era menos scientifieo
que revolucionario. O fin claro era a scincia ;
o occullo e principal a revoluco.
A par dislo a Joven Italia, organisada por Maz-
zini, nao descancava em seus Irabalhos de sapa
encoberta.
Nos estatutos dessa sociedade achavam-sc en-
tre outros arligos os seguintes :
Art. 30. Os que nao obedecerem socieda-
de, 011 revelarem seus segredos, morrerao irre-
raediavelmente a punhal.
<< Arl. 31. O tribunal secreto pronunciar a
senleaca, e designar um ou dous dos juramen-
tados para a execularem.
Arl. 32. Aquello que se negar a executar a
sentenca, ser considerado perjuro, e como tal
ser morto in continenti.
Arl. 33. Se o reo se evadir, ser persegui-
do sem descanco por todas as parles, e receber
o golpe de braro inrisirel, embora fosse encon-
trado nos bracos de sua me, ou no tabernculo
de Chrislo.
Diante desta moral nao ha obstculos. Tal au-
dacia passa por cima de todos elles, a nao ser
por sobre o cadafalso.
Restara apanhar de geilo os governos para
consnmniar a obra. Porlanto offerece-se a Lom-
bardia a Carlos Alberlo, pois era esse o sonho de
suas ambicoes; OTereceu-se a Sardenha eo rei
de aples para o Irazer a allianca ; c para en-
gaar os calholicos, dizia-sc que os Estados Pon-
tificios deviam ser accrcscenlados com os duca-
dos da Italia Central.
Eniquanlo se faziam esles offereci met los, e se
propagavnm estas ideas, preparavnm-se os ele-
mentos da revoluco geral em loda a Italia.
A' esle lempo um acontecimenlo natural exci-
ta a auloridade dos demagogos : Gregorio XVI
chamado presenca de Deus.
Os revolucionarios exaltavam muito o mereci-
mento do cardeal Gizzi, c melliam-no cara do
conclave, como o melhor para ser Papa. Quiz
Deus poiem que a escolha recahisse sobre um
yirluosissimo e piedosissimo filho da nobre fa-
milia Maslai de Linigaglia ; e a Egreja congralu-
lou-se leudo sua frenle Pi IX, que foi eleilo
em 16 de juuho del8iG.
Correu voz que se devia implorar do novo Pon-
tifico urna ampia amnista para os contumezea e
refractarios, que o Santo Padre Gregorio XVI s
vio foirado a expulsar dos Estados Romanos.
O povo, lodos os homens de coraeo, anda os
mais devolados ao Papa, naturalmente compassi-
vos, approvam a idea, forlilicam com o sen no-
mo a petico de amnista, pelicao que era feita a
quera linha no corago desde rouito o desojo de
Pff" de SL'r indlgeme. A 17 de julho de
18-16 Pi IX conceden a amnista. A nica con-
diro que poz aos amnistiados, foi que promet-
lesscm por sua honra nao conspirar para o diaii-
te contra o governo pontificio.
Soube-se a noticia j de noile : a muliido cor-
re com ardiles accesos lodas as ras, e vai ao
Quirloal acompanhada de numerosas msicas.
Pareca um delirio de amor ao Soberano Pon-
tfice. Os timbales, clarns, gritos, os transpor-
tes das miillides fizeram daquella noile a mais
formosa da vida do Pontifico.
O povo, caneado de louvar, enlrou em casa ;
no dia segumie accordou recobrado de toreas'
nao para o Irabalho, mas para repeliras bencos!
Mellam-se adanlc dos cavallos do coche ponti-
ficio, ajoelhavam, e nao queriam levantar-se
eroquanto nao se abrisse o posligo, c a mo d
Papa nao apparecesse nello a abeneoar o scu
povo.
Por toda a parle se bradava 6 formoso como
a esperanr-a, forle corno o lc0,y*(0 como Deus !
Breves das mosiraram o que valia esse delirio
de amor, que nos arroubos dos elogios chegava
blasphemia I
"I
Vimos a apolheosc de Pi IX. Os louvores
chegavam a adulaco torpe, os elogios tocavam
na blasphemia.
O soberano de Roma nao poda ser puxado
por cavallos alrelados ao seu coche : os enlhu-
siaslas disputavam aos cavallos tamanha honra,
liravara-os do coche, e queriam levar aos hom-
bros o precioso peso.
As lluminaces geraes e espontaneas repe-
liam-se ; repeliam-se as noites de baile. Asco-
res pontificias, hranco eamarello, foram as co-
res da moda- Chegou a tai exageraeo o amor
do brancu e araarello, que em lodas as mesas
dos homens do progresso nao havia almoco, de
que os ovos nao Bzcssem parte, porque sao
brancos a amarellos. E ai daquello que nao co-
messeovos Era loso assallado por una pha-
lange de libcrdadeiros untaos do Papa, que re-
putavam inimigo da nova ordem de rousas, lo-
do aquello que nao tjvisse bom eslnmago pora
digerir ovo.
Pi IX nao poda apparecer na ra que nose
visse abalado sobuma clima de llores. Tinha de
alraressar sempre por baixo de arcos triumphaes.
Aquellas serenas nuiles do esli eram pequeas
para os fulgares da muliido : a la trema sob
o bello co da Italia entre as ondas de ar agila-
d 18 polas harmonas.
Os amnysliados rollaran patria. Seus nomes-
recebiam conjunctamente com o de Po IX estre-
pitosa orac. Um s dos emigrados recusou fa-
zer a promesas de nao conspirar contra o ponti-
iilire : fui Mamiani. Ao menos esle, se nao cria
em Dos, cria na sua honra.
ntreos amnysliados que mais se disjioguiara
pelas estrepitosas arclamaces do Pi IX, eslava
Jos Galleli. Esle Galleli era filho de um bar-
beiro de Bolonha, de aprendiz de cabellereiro
pode sallar para os bancos dos advogados. Nos
governos absolutos c lyrannicos. como chama.
vam ao de Gregorio XVI, e em Portugal se dizia
do monarebia legtima, ha desles alternados con-
tra a egualdade e liberdade : os lugares das hon-
ras o nobleza pessoal eslo abortos para todos os
que pela sciencia e servicos patria forem dig-
nos de entrar ncllcs.
O antigo aprendjz de cabellereiro o novo ad-
vogado que linha sido preso por um ronbo de al-
fa as n'um convento, masque por commisera-
rao fora sollo, uiaugurou as suas funeces foren-
ses falsificando escripluras o oulros documenlos.
Este crime levou-o de novo ao carcere, donde
pode sabir para as piaras, clamando contra Gre-
gorio XVI no meio da' insurreiro. Os revolu-
cionarios que nas inmoralidades o tinham por
coinpanheiro, queriam-iio cgualmenle por com-
panheiro no crime contra a patria. Debellada a
rebellio por Gregorio XVI, Galleli fogio ; e li-
gera vollava patria aninvstiado. Associando-
se s demonslraces populares dos Bomanos foi
com seus irmaos esperar o Santo Padre Pi IX
na egreja dojS. Pedro tu vinculis, e alli com el-
los so Ihe lancou aos ps, Dgurando-se desmaia-
do pela commoco domis bello dos seiimenlos
humanosa grtido.
O Santo Padie vista deslas provas do reco-
nhecimento que Ihe mostrava o povo de seus es-
lados, podia reputar-so o mais feliz dos sobe-
ranos.
Mas o homem que confundido na muliido
poda observar alternamente esse volcodos ap-
plausos papulares, conhecia qne enibora a pri-
meira exploso fosse espontanea, as repelicts
eram facticias, emhusiasmo obedeca a voz
do commando ; as archoladas accendiam-se e
marchavam por batalhoes com seus cabos
frente. Aps as acclnmaees vieram aabandeiras,
apiSs as i1.111de.iras de fores significativas, as divi-
sas o os laros. Apparca o pvnclum satieits da
revoluco no meio do amarello e blanco das co-
res pontificias.
Os ovos dos almocos eram o verdadeiro svm-
bolo desse ovo de abutre, donde nascem as" re-
voluces. A rireularo linha comeeado ; a ave
de rapia sahiria luz em breve.
Aquella dovoro o enlhusiasmo que esloura
como espingarda, somonte desde que ni oc-
Cttlla d ao galilho, linha feito pensar ao gover-
no pontificio. Como osapplausas degenerassem
por vezes em sedires, bngas e disputas, o go-
verno deu ordem para que cessassem. No primei-
ro momento recebeu o povo a ordem com res-
peilo ; mas pouco depois comerava a espalhar-
se voz de roprovacao, viuda do aigures, mas sem
se poder saber, d'onde.
Formam-se concilibulos secrclos, o os com-
manilaiites do reconhecimento declarara que era
urna injurii ao povo e ao Papa obrigar o povo
romano a afogar no coraeo os senlimentos pa-
triticos e de reconhecimento ao soberano de
Roma.
Sahe entao de novo a gralidao para a ra ; o
elogio urna leima, o louvor urna rebellio, o
agradecimento um motim. O Papa ha de aceitar
por forrja essas demonslraces de amor e i-
delidade, ha de acreditar nellas anda que nao
queira.
Mas era necessario dar urna causa desla resis-
tencia. Mazzini lem bastante talento para nao se
mortificar muilo em buscar explicaces para lu-
do. Comer a espalhar-se que o Sumrno Pont-
fice eslava era assedio, rodeado pelos fanticos,
que Po IX era homem liberal; masque a seita
absolutista o quera dominar.
l'eito isto os homens que muitos anuos anles
nao se haviam approximado do tribunal da peni-
tencia, appaiccem ainiudads vezes mesa da
communho. A hypocrisia c urna das principaes
armas dos revolucionarios ; e quando convenha
ajunlar-lhe o sacrilegio, faz-se.
Somos nos os verdadeiros catholicos. bradam
elles : os fanticos do governo pontificio, sao os
corruptores da relgio.
Feilo islo eslava preparado o campo. Conla-se
depois com ares de myslerio : Po IX per-
lence a urna familia liberal, assenlou prara de
soldado contra o despotismo, c enlrou nas so-
ciedades maconicas : o nosso triurapho c cerlo ;
carecemos de o livrar das raaos dos fanti-
cos
Oueria-se desla arle fazer acreditar ao povo
que os bons catholicos eram os pedreiros livres :
Mazzini enlendeu que tinha envenenado o pon-
tificado, mordendo-o, como serpenle, no pe que
finga beijar. A veneraco nesle caso era, como
se ve, um ullraje : Pi IX era um marlyr, que os
algozes vestidos de cortezos, amarravam ao
poste do seu respeilo, e a quem disparavam as
sellas de seus elogios.
Ouem podia ver e ouvir o que se dizia nas
ras c nas pracas, devia comprchender que ao
novo abulre da revoloco chegava a poca de sa-
bir do ovo.
O Papa o vigario de Jess Chrislo. Ora, Je-
ss Chrislo havia entrado Iriumphaute em .le-
rusalui ; pouco depois suava sangue no I101I0,
recebia o sculo de Judas, e cornado de es-
pinhos cora sceplro de canna na moouvia os
verdugos que lho diziam por escarncovve
iikx.
Os inimigos do papa esloiiteados em
Portugal.
Os nossos revolucionarios nao podiam deixar
de fazer choro com os revolucionarios l de 'ora
na questo de soberana temporal do papa. Em-
bora ella para Portugal se enlrelace com urna
queslo de patriotismo ; embora para nos Porlu-
guezes.seja lao evidente como necessario que o
nosso chefe espiritual, o cabera da uossa religio
nao deve ser nem nsdevemos querer, que eja
subdito de um poder qualquer, que Ihe pussa em-
bargar a sua livre aeco religiosa; nem assim os
revolucionarios de c sao bstanle Porluguczes
para se desprenderem das averses dos de l de
fora e seguirem aqu a linha de proceder, que
Ihes Iraca o patriotismo. Nao fallamos ja da re-
ligio.
Comprehendc-se porm que assim o facam : es-
lo acostumados a calcar todos os principios para
atlender s s suas conveniencias revolucionar as,
s suas raivas irreligiosas esobreludo auti-calho-
lica.
Oh mas em nome da liberdade, que cues
ousam invocar contra o papa ns armas de Napo-
leo e os direilos das popu'a^oes. Se nao que-
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Elculerio b. m. ; S. Nicolao b.
21 Terc;a. S. Angela de Marida v. f.
22 Ouarla de Ciri/ra ; S. Margarida de Cortea f.
23 Quinta. S. Lzaro mongo; S. Milburges v f.
24- Sexta. S. Pretxtalo b. m.; S. Primitiva r. m.
5 Snbbdo. S. Mail-ins ap ; S. Edberto re.
Cv Domirign. Ss Cosario o Diocroro mm.
res mc-recer o nome do l.ypuc.ilas levaulai- s 1 podiam irUar orna Uu,.
fl ri nuil rtfc pi'titri 1 j. tv<, ^.. .:. 1 11___a 1
ENCAr.REGADOS D.VSIBSCRIPCAO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia, #
Sr. Jos Marlins Alves ; Rio deJae;ro,o Sr.
loas Pereira Martina.
BU PE TVAMBl CO-.
O preprietaro do dmrio Maneel Fiwvroa da
Fariarna sua lirraria praca da Independ-ta ns.
fi e8.
primeiro contra a oppresso da Irlanda, contra a
das Ibas Jnicas ; dizei Inglaterra, que restilna
Malla Italia, Gibraltar llespanlia, dizei
Franca que de lambem a Corsega mesma Dalia,
para comerardes mostrando alguma imparciali-
dade.
Mas que a fizesses nao terienvnncadn muilo.
A queslo Mimara nao urna qjtstao'de liberda-
de. porque Po IX o nioiiarcha mais verdadeira.
menta liberal do mundo.
Foi elle o primeiro soberano da Italia, que em
1846, espontneamente, sem ser impellido por al-
guma pressointerna ou externa, deu um Stalu-
lo ou carta constitucional, que alliviava os direi-
los da independencia da egreja catholica com os
das legitimas aspiraedes dos poro; foi elle, que
110 excesso de sua clemencia abri sem fazer ex-
eepco as prises-e as portas da patria aos encar-
celados ou exilados por crimes polticos ; foi an-
da aquello principe de paz. que tratado cara a
mais negra iiigralido pelos mesmos que benefi-
ciara, a quero al confiara olios empregos ; foi
elle, que rollando aos sees estados do exilio de
Gaela ludo perdooo, ludo esjueceu pudendo um
ministro republicano dizer em Franca a cmara
dos representantes, que a reslauracao do papa
nao cuslra a nenhun dos seus seus subditos
nem bons, nem liberdade, nem vida I
A questo romaua nao anda urna questo de
liberdade, porque se depois de U o papa leve
necessidade de ser mais cauteloso em suas refor-
mas liberaos, eomtudo nao lem deixado de se-
guir aquello caminho, que eni um prazo nao
mui longo dara salisfaco aledas as legitimas
aspiraedes do povo romano,
E com citeno que a constihiico vigorosa
do poder municipal e provincial serio um gran-
de, passo para a legitima liberdade dos povos ?
Nao na vida mnunicipal, que o homem apren-
de a ser cidado ? Nao ah que elle se ajuda da
forra desta poderosa associaco, o municipio, pa-
ra resistir eficaz e legalmenlo a quaesquer de-
masas do poder ? Porque a Inglaterra livre ?
Mais que pelo seu parlamento, mais que pela sua
liberdade de irnprensa, mais que por todas as
suas garantas da libenlade, a Inglaterra livre
pela sua forle consiiluico municipal, base e sus-
tentculo de lodas as liberdades ; assim que foi
possivel dizer-se que a Inglaterra pedera viver
por cerlo tempo sem ministerio, nicamente por-
que os municipios fariam conservar a ordem e
porlanto n vida social.
E por nao comprehenderem islo que por ahi
ha tantas constiluires, que al hoje anda nao
deram a liberdade ; o municipio nao lhes formou
o cidado livre, nao Ihe deu os costuraos na liber-
dade; o cidado nao porlanto seno ura servo
do poder, ou dos senhores de um feudalismo 110
vao havido pelo crim
do governo. Nesle esl
dade.
Apercebendo-se dislo, ensillado pela ingratido
de i8 e V3 o papa tomou sabiamente outro cami-
nho ; sem quebrar com as tradcr.es do papado,
rmneiro operv>'o da emancipar;-! social da relha
Europa i o i>. L consliluio primeiro o municipio
e a provincia ,ara l fez rclluir urna parle da-
quella vida s capital, produz, forcosamenle oppresso, acoslu-
ma os poroa a dcixarem-se em ludo dominar pe-
lo poder central e os inipede de a prenderen!, a
governarem-se a si mesmos com ordem e respei-
lo a auloridadeo self-governemenl.
Nem parou aqu o papa reformador : chamou
os povos nspeccodo lauca ment e applicaco
dos tribuios ; eslabeleceu a Consulta de Stato per
le finanze na qual 20 deputados das2U provincias
e 5 Horneados pelo papa examinaran! cora inteira
indepedencia ludo quanlo peitence fazenda pu-
blica. l
Oue esta junta ou cmara fiscal tenha real ira-
porlancia, ve-se melhor do que ludo pelos resul-
tados Os estados romanos dez anuos depois do
cataclismo social de 48 e 41 que deixou o ihcsou-
ro onerado com una divida de 201) milhes de
francos, 30 milhes de papel moeda depreciado,
e um dficit annual de 4 a 5 milhes de crusados,
alem da divida anterior de 100 milhes ; os esta-
dos-romanos tinham para 1859 volado um orea-
ment com um excedente de receila de 80 co'n-
tos afora 100 applcados amorlisaco da divida,
orramento cuja veracidade'era abonada pelos re-
sulladosdo de 58, que setiuhaja ellctuado tam-
bera com um excedente.
Perdoem-nos os leilores se repelimos ; mas co-
mo os inimigos do papa lingera, que nao ouvcni
estas verdades, necessario repelir-lh'as bem
alio paia que nao nao se inlrincheirem atraz di
surdez.
O que fallara aos estados-romanos ? nica-
mente que a revoluro, que o Piemonle nao
araearassera continuamente a paz da Italia : nin-
guem de boa f pode aecusar o papa por nao ler
ido mais alera : seria recommendar-lhe o sui-
cidio.
O papa s poda alargar as instituices, dadas
aos seus povos quando esles, quando'o verdadei-
ro povo se acosluinasse a governar-se o a nao se
deixar seduzir o dominar por um bando do fac-
ciosos a quera pouco importa progresso, liberda-
de ou crilisacao, que nao seja dada por elles e
com o poder de tracar limites e de applicar e
interpretar a sua vo'ntade essa liberdade, esse
progresso.
Se os revolucionarios quizessera verdadera-
mente a paz e a liberdade da Italia, em vez de
eslarem em continua hoslilidade com o papa e de
favoreccrem as ambires do Piemonle, deviam
ler do ensinar aos povos romanos a vida de cida-
do no munipio, na provincia e na consulta de fi-
nanras, e assegurar o governo na estrada das re-
formas.
a aos 111
['pe* dw secreta-
rias e congregarles pontllli ias .'
Maa-as rossas autorid^tlcs .trahem m torsos
desejes t'tllelam, o Ttiw'e, o DaHu-Newi
todos coolrarios ao calhelieismol
Elevis s iiuvens a carta dn Napoleo, exullaes
por que elle agora se une Inglaterra par tirar
a Romanha ao papa ; mas r.o reparaos que ello
nao qner o que vos queris ; elle prometi que o
rortgresso hado reeonhecer aepapa os seus-esta-
ilos redendo elle a Romanha; ros queris qui-
lbo nao guro e independen le ; nrentMtraes por agora a
concessiode Roma. Nos os catholicos agrade-
cemos: mas nao acechamos ; temos so nesiao-pnlavras de Bonaparle escripias ao di-
reclorie. (1707) : a liorna na; pode existir por
muilo tempo, despojada deslas bellas provincias
Romanha e Marcas1 urna revoluco alli UMl
consequencia necessaria da reparaeo.
Piais-vi.s da poltica de Napoteo?
I iais-vosmal ; elle nao quer suicidar-vos por
corlo, e suicidio seria a sua allianca com a revo-
luco.
So ann se desva do caminho seguido al
aqui, apecar.de ser em ponto lao grandioso, ufe
desconfiamos muilo que este novo abraco dado
Inglaterra nao ha de irazer a esta-grande bem ;
ja aquello da Crimea lho nao fui mullo avoravol :
o caso do se dizer :
itn bien, qui rira\le derniere
O papado nolreme, como dueis ; lem a pro-
messa daquello que podo mais que toda a torca
e violencia di torra. Nao ho-de prevalecer con-
tra aquella podra angular da egreja as portas do
inferno, agota representado peta revoluco. O
pontificado lem passado por ouir.-s moiores lor-
meriiasem mais criticas circuinstancias, olera ti-
cado de p ; os tufos passam o robustecera-no.
Olhai un pouco para o que vai pelo mundo
vede a Inglaterra, vede a llollanda softVendo o
grande acto da auloridade papal, a consiiluico
da jerarchia ecclosiaslica apezar da le de lord
John Russell e da agitaro protestante ; lde a
concordata'com a Austria o as nutras fritas com
os governos protestantes de .Wartemberg e de
Badn que em concessus e liberdade para a
ja nao ticam quera da Austria ; estudai a que
acaba de publicai-se em Ilespanha ; pesa i o mo-
do da deinico do ogiiu da Inmaculada Cou-
ceico ; vede o concert unisono do Episcopado
interino (1) do clero de lodas as partes do mundo
de lodos os catholicos verdadeiros ; aentai nas
conquistas feilas pela egreja nos paizcs protestan-
tes, em Londres que lem 300,000 catholicos, em
Genebra, nesla Roma do protestantismo onde^
da populaco professam o catolicismo ; pondt-
rai as conversdes das niaiores intelligencias do
,. -^ ... .^.,o...v mu-1 protestantismo allemo e inglez ; repara! na lor-
ie ou pelas boas graras ca e respeilo adquirido nos Estados-Unidos pelo
ado impossvel a liber- eatholicismo ; eslendei a vista por essas missies
cornadas mulas vezes pelo maitvrio, e tirai urna
concluso.
Maa como-i rossa inlclligenca vos nao ajuda-
ria podis abrir nina auloridade insuspeila, da
escola do Journal des Dthatt, vosso amigo contra
o papa : filie o Animarlo da Revista dos dous-
mundos 5-2-53.
A siluago dos oslados romanos apresenta
desde alguns annos um dos mais curiosos espec-
tculos : as questes mais graves desle lempo sao
discutidas no seu seo, e o velho principio reli-
gioso, incarnado no papado, assaltadocom todas
as armas do espirito moderno, apezar de conti-
nuar impotente par se defender com a forra ma-
terial, achou nesla lulauma aeco moraf qual
ninitos o julgavam ja incapaz de' as aspirar.
Ao mesmo lempo que a soberana temporal do
papa carece, para se inanter, das baionelas cs-
trangeiras e se sent na impossibilidade de for-
mar alguns rrgirnenlos para fazer a polica de
Roma 2) a soberana espiritual do Santo Padre
exercida com ardimento notavel e se revela em
Franca, em Inglaterra, Allemanha, Austria, Iles-
panha, eua llollanda mesmo, com um vigor que
se lho nao suppunha ..
A egr-.ja nao s reconquisten em Franca o ter-
reno que Ihe lomara em 1830 o espirilo'philoso-
phico e liberal, mas mesmo soube atacar o pro-
testantismo na Inglaterra c llollanda e o Bosc-
phismo na Austria. Urna vicloria inconlestavtl
coroou os seus esforcos,
O mesmo Annuari'o 53-56 confirma estas con-
Ilsses acrescentando:
Nas cousas da egreja (o papado) manlem a
sua posco no mundo com tanta felicidade como
firmeza.
Bom seria que o Vorlugues estudasse mesmo
a queslo temporal de Boma uestes livros onde
osalgarismos s.io eloquentes, apezar das anlipa-
Ihias do escriplor.
Oucao l'ortuguez ainda a Macaulay, cuja au-
loridade escusadode oscurecer, e-cuja impar-
cialidade aqui abonada pelas suas crticas pro-
testantes e phitosophicas.
Depois de recordar a grandeza das (radicos do
papado, a sua auliguidade em face das mais
vclhas raras reaes c das mais antigs naces ac-
crescenla :
O papado subsisle, nao decadenle, nao como
urna ruina, mas chcio de vida e de urna vigorosa
mocidade.
Nada indica que esteja prximo o fim desla
loriga soberana ; vio o comeeo de lodas as so-
beranas existentes e nao ousaraos dizer, que
nao estoja destinada a ver-lhes o flm. Eraj
grande e respeitada anles que os saxonios pozes-
sem o p na Gr-Brelanha, anles queosfraneos
passassem o Rlieno, quando era Antiochia flo-
resca ainda a grega eloquencia, quando os do-
los eram adorados no templo de Meca. Pode ser
anda grande e respeitada no dia, em que algum
viajante da Nova-Zelandia em meio a vasta suii-
do seapoiarem um arco quebrado da ponte de
Londres para desenliar as ruinas de S. Paulo I
Depois de to glorioso lesteinunho, podo bem
o Porluguez enfureccr-se contra o Papa ; cem
isso nao mostrar seno a sua ignorancia que
corre parelhas cora a sua dcscrenra.
Mas o l'ortuguez aprsenla um grande argu-
mento. O Papa absolvendo pelo ministerio do
padre o criminoso, que fica assim innocente, nao
o pode depois punir como rei! I
Grande argumento na verdade para nescios,
mas nao para pensadores. Se Dos, que lano
perdoa e que sabe quem perda, porque v
os coraces, se regulasse por esla lgica, devia
de abolir o purgatorio e livrar os penitentes da-
quellcs males tempuraes, que lhes enva para os
purificar
So o
Tpprn lmenlo tiro o direiio de ptrslr
lano lira ao Paa-rei mu i so r>- nao Papa :
se a conlissoc a absolvicao annullam o cm-
o ie ralholicn uo lem dreilo a castigar, dri "
de sabir absolvido o criminoso.
Absurdos e absurdos eis as consoque:icias-do
principios do Portwgxes.
Passemosa oulra miseria. O' l'brluqu^r e-.tia
riba muilo que senhoras. que mulhercs venbam
a publico manifestar o seo sentimenlo pelns-ul
Irajes felos ao-pap4; como se essis senh
nao fosse ni ralholi :g 1 portug^ei.is !
Portes liberaes !
As patrilas-Dies ePusichi sao- urnas beroi
nas. quando rlamam eonlra as bonestissimas-e"
sanias lllias de S. Vicente de Paulo Una are-
na burlescamatrte trgica no sabio do Ihealro ar--
ranca bravos dos labios porlogue .nos. e traz la
griicis nsticas aqullos olhos pudibundos?
Mas baver senhoras calholiras >tue proteslern
devoran Sonta S? brenunlio :"
liem hajam. Mas, que fervorosareente acoden)
> I i- cspontaneeleslemunho de son !' I" Alegre-
mos-nos todos, calholicos? A P est viva- na
quelles coraroe* V nova geraeo que surge so-
bre ruinas do seeplicismo, vem stnmiada por
aquella luz. Bemdiclo seja o Deus das miseri-
cordias .'
! Kniliui pasme diaulo .lo folheto OVapa e O-
Congretsoque urna digna pasmaeeiro ; philo-
sophia e coherencia nao se enconlram al, mas.
para o Portugus o mesmo.
lie resto a vossa apologa nao deslroe nem nmi
so 'las ri/ocs, que os calholicos lem adduzid
era favor da soberana temporal do Papa: n\i:<
para que se lho ronhera o valor ahi vai osle tre-
cho, qua mosira bem quanta seja a sciencia his-
trica :
0 poder lemporal do papado foi urna enn-
cesso da ignorancia dos seclos, concesso auo
niinca podia ser abengoada pela Providencia Di-
vina.
E comluJo dura ha doze e mais seclos'....
Mtesapnhn
G1LBRALT.VR, 8 DE UM-ino 1.1; 16G0.
Ajju falla-se muilo em paz.
Suppe-so que osla decidido.que depois-da.lo-
j ruada de Teluan ressaro as hostilidades, o que
se enlabolaro ncgocio(,-oes, que a oficiosa In-
glaterra provocar, com o indicado fin.
Accrescenta se que um agente da Gr Breta-
nlia levara o sen ardor no nssumplo, a ponto d^
se dizer, que para mais obscurecer o cruadro da*
nossss deadilas, que o dito agente ser o cnsul
inglez era ranger, isto o mesmo que- 1: redigiu
o nos tez subscrever o rergonhoso tratado dt
Io5.
lambem se designara as bases principaes di
paz, que sao :
1.' I mi indemnisaco moderada era dnbern
e salisfeila em frez prazos, pelos gastos que a
guerra occasionou.
2.'' Um pedaco de terreno nao muilo extenso,
nos arredores de Ceuta.
3.a A evacuaro da referida prara de Teluan
pelas nossas Iropas, logo que lor assisnado o tra-
tado de paz.
E A formal promessa, por parle do sultao
de que a Irilw Augbera nao tornar a mol
11 nossa piara.
[Xa rao.)
Nao sao eslas porm o fim dos agitadores ; o
fim mais alto, o lira a deslruco de toda a
auloridade, principalmente a relig'iosa e primeiro
que todas a do papa. Nenhum outro so anlolha:
se elles lano se empenhara em senhorear-se de
Roma, 6 porcuidarem que, senhores de Roma,
sero senhores do papa e por tanto da religio, e
que embancado o regiment da egreja na sua ca-
beca, essa hade definhar at perecer. As vistas
desla gente soconhecidas ; basta onvi-los ; vfi-
deo Porluguez de antes de hontem que le pela
pela cartilha revolucionaria de lodos os inimigos
do papa e do eatholicismo.
E como vem serapro a lume as mesmas acen-
sarn repetir a defeza. Nos nao accresilamos,
nenhum calholico accredita, nenhuma lei -c-
clesiastica declara, que a soberana lemporal
do Papa seja essencial ao Papado; mas todos os
calholicos pretendemos que urna condico
necessarn para a liberdade da sua aeco religi-
osa. Um Papa, subdito de um poder "qualquer,
era papa a cada passo violentado, espesinhado
e lalvez impedido completamente de exercer
o seu alto ministerio; era o papa das catacum-
bas ou dos exilios e prises sob os imperado-
res herejes ou prepotentes, ou sob os bares in-
dmitos da idade media.
Diris que sempre haveria urna naco catholi-
ca que o abngasse ? Sim, mas IA ficaram em
Hoina os tribunaes, os cartorios eclesisticos, os
da mesma secretaria do papa, os estabelecimen-
tos ecclesiasticos necessarios ao desenvolvimenlo
de eatholicismo e em todo o caso l estavam sem-
pre merc dopoder secular. Um papa nao ura
bispo eja muilo o desterro de um bisno ; so o
governo sardo podesse fazer ao papa o mesmo
que fez aos arcebispos de Turin e Cagliari que
deslerrou sein processo ; quem pode devidar da
immensa perturbaco, que isso tancar no orbe
catholico? Quem se atrevera a escrever para
Homn um segredo de tonsciencia, que envolvesse
------------------ .,,,,, l1 ^UD tii>uii t>*e
a nenra e a fortuna de urna familia, sabendon**
aranbaa o magnjflgo. ftalaazi ou 1'ec.ixls < F.j*ioi
(1) Era obsequio da verdade, e era que muito
nos pese, devoraos fazer urna excepeo do epis-
copado porluguez que se tem conservado mudo,
provavelmcnte em prova da liberdade liberal, de-
licias desle calholico paiz.
(2) Isto era era 52 poucos annos depois da ro-
roluc&o. que abalara ludo, era um paiz que re-
jelaaeon3cripc.o, em ura estado de fazenda que
a mesma revoluco deixara deploravel e em que
porlanto era necessario fazer grandes economas.
Mas o papa linha ja ltimamente um exordio
de 14,000 homens bem disciplinado e que afora
alguma rara deserco se conserva fiel. Esta for-
ca seria bastante, se o Piemonle nao estivesse
sempre em continua conspiraco contra a sobera-
na do papa, o quejuslifica a oceupaco franceza.
Se o Piemonle intervem pela revoluco, por
que nao intervino as petencias catholicas pelo
papa.
Deinem os estados do papa ao papa, prohibam
ao Piemonle lodo a auxilio revoluro e esla se-
r, impotente porque a grande maioria do povo
lomano quer o napa e bem o provam as carica-
tas eleices- ios chamados representantes da Ro-
ioi man ha..
Mlo 31 de dezembro.
Cortos jornaes esforcara-se para nos persuadir
que a Italia gusa de socego c felicidade desda,
que respira o arda liberdade. Mas ludo quanlo
publicam sao informaeoes inexactas o de vistas
nial tomadas.
Com etl'eilo, necessario que saibais que este
socego de que tanto se gloriucam nao resulta d
salisfaco geral, mas sim da pusilanimidaded'uns
e do quebrantado de outros; lambem nislo ope-
ra una certa ordem que conten os aguadores
n m estado de hypocrisia diante da Europa.
Sem embargo para formar nma justa idea do
estado dos nimos, necessario nao acreditar u<>
que dizem cerlos homens obesecados, examinar
com descernimenlo oque so passa o enlo fcil-
mente se conhece que esta tranquldade appa-
rente da Italia central tem outraa causis.
Toda a aglaro se esgola com o tempo ou se
extingue nos seus prnprios exr.essos.
liaseis mczes. que os curifcus do parido da
revoloco se exaltavam com veleidades beilico-
sas, mas hoje ainda que menos ardenles, nao
deixara do Iroar.
A muliido imbcil que os segua, soltando
blasphcmias ou cnticos onarchicos comer a
emudecer, e cada um olha ao redor de si como
; se olhariam entre si os convivas que despeilam
j depois de urna orgia, na qual se embriag'aram a
adormeccram.
_E' coslume nesla cidade entre os ociosos (elle*
sao numerosos) reunir-so nos armazens de li-
vreiros nos cafs e nas boticas. E' alli que se
discuto e delibera.
Ora deliberando-sc reconhece-sc perfeilsmcnte
que o dinheiro falla, que nada se fax sem dinhei-
ro, e que preciso muito dinheiro era loda a oc-
casio.
Has quem o fornecer?
E acerca desle ponto que na o mesmo accor-
do. Islo nao admira e eu comprehendo.
Era varias provincias a colheita da seda foi
mediocre; daqui procede a falla de numerario na.
Circulacao. Alem dislo os camponezes e os ren-
deiros eslo arruinados pelos damnos irrepara-
veisda guerra e ua impossibilidade de satisfazee
o imposto.
Emqiinrito ao commercio v-se que falta a con-
fianza, o que os negocios escasseiam.
Esta penuria financeira intristece os espirilos.
esfria sensivelmenle o enlhusiasmo poltico e fax
dtverso nas turbulencias da ra. Assim, os ho-
mens preocupados com a salvaco do paiz deso-
jara urna prxima mudanca no estado actual das
coisas.
Mas que desenlace se pode esperar? A fuso
sob o sceplro do rei do Piemonle encontra bas-
tantes dlficiildades ; o seu principal obstculo
o antagonismo,a anlipathia que reinara enlre os
diversos privilegios italianos.
Era Roma, aples, c Mlo, o Piemonle, fri
e aliento no futuro, mas vivo em aproveitar tod.i
a oceasio de dominar, nao considerado como
italiano, e quando muito um mestiro.
A Lombardia que so recorda dos'fados passa-
dos conserva-sc altiva c desconfiada, o est m
dtsposla a ver nos piemonlezes libertadores fan-
farres que cidados do mesmo imperio. Desde
muilo lempo que Milo sonha um outro destino
que a subordinaco a Tunm.
Sobre a margem occidental do Lago de Como,
eleva-se um monumento funerario que lera ins-
criptos caracteres romanos e a data MDCCLI.
Um da que ou considerava este monumento,
ura inilanez so aproxiniou de mira e me disse :
Sabis o que significa esla inscripco.
Perfclamenle, una data."
Nao, senhor, a formula cabalstica do
nosso futuro, o eis a traducn:
Milo chegari a ser cidade central, livre e ir-
dependente.
A diplomacia tem muilo quo fazer, mas islo
est escripto. Tal vez que a opinio do wilanez.
seja urna puerilidade, mas muilas vezes as pue-
rilidades bastam para decidir os povos a grandes
coisas.
Como, Genova e Vcnezi pensam ainda na in-
dependencia republicana.
Tanto em Genova como cm Veneza ha um
parlido consideravel animado de urna profuodi
repulso para o dominio piemontez.
Emquanto aos pequotios ducados, resentcm-so
-ir


\
ti)
DIARIO TO PEttirAaiBCCa SF.XTA FKIIU 24 DE FE*VFRtTRO DE 1860.
minio da influencio de Cavour, porque elia ope-
ra do mais petto. Comludo se ascidados oppri-
midas pelos dictadoras, intimidadas lelos bandos
ferozrt, nao ousara pronunciar-te abertamenie
contra a annexaco os conladini campenezes,
moslram-se decididamente em varios lugares op-
postos ao systema de bsorpeo.
A' cerca da Yoscana, acredito que lem outras
vistas de annexaco.
Tudo o que lenho ouvido prova que os tasca-
nos aspirara reconstrurco de un novo reino do
l.tiuiia, com ou sem coudico de reuiiio oudos
estados limitrophes.
Tenho encontrado lauto em Pisa como cm l'to-
renca vivas sympalliias pelo grao duque. Sendo
elle realmente o mellior hornera que lieos lem i Thora e Principe.
croado, rldenoslo por ser da casa de Loraino I Soguindo viagmn. ancoro., em Onim, no cer-
pnr ter seu filho primognito ordenado emlSiS' ,aL ....
o bombardeamentu de llorenca insurgida. rerflo marco do 182<. All se achava mansa e
Notaiqua em 18S este principe linha dez nn-1 pacificamente, occupando-.se de legitima permuta
us, Masseja o que tur Femando seria acolliido mercantil, sem pensar se querem tomar escravos
o da e* tal localid.de ( pois era em llolembo que
' (endonara munir-se de urna carregacao de es-
procurae-es bstanlos, e eiHendia-se que as re- ; traco, quando lio parciaes juizes 6 raveia Jos
clame-oes deviara ser fcitas directamente peranto
o governo inglez, ou ao poder judiciario d*qelle
pas. Eis-aqui as ckcumslancias dcslc negocio.
O commendador liveira propoz o seu patacho
para ir a reegate de pretos no porto de Mulombo,
um dos nominalmentc aulorisados {los tratados
especiaos para durante alguns anos continuar o
trafico da escravalura. ElTectivamenic sabio o
navio da cidade da Bahia a 18 de dezembro de
132G, com passaporte e;n que se lho coicedia
fuer escala por Seria Leda, Costa da Mina, S.
Toscana, seja como ni da Elrurla, porque o |
?o toscauo justamente altivo da suanacioualidade
dissimuts oseu eseiilimenlo, e duvido que. se
dotxe conliscar por neuiuin dos seus visinhos.
I.e-se no mosmojornal:
As correspondencias de Alexandria confirman)
o que nos aunuuci.uu as nossas COrrespon-encias
de Y uri ui.
ciavalura ) quando, no dia 10 desse mez foi visi-
tado pela crvela de guerra brilannica MuUslo-
ne ; examiliou o patacho muito iniudaiiieule, e
nada liio adiando de suspeilo deixou-o, sahiudo
at ao mar. tarde porora desse mesmo dia
inleressados, se viam obrigados a declarar que
condemnavara, apezar de nao haver, nem ter ha-
vido escravos a bordo ? Pois sevn esse o caso
nico cm que a captura fosse legitima, e esta
confissSo eiuivalo condemnaeao da propria
sentenea.
Apparece cnto um novo ponto de vista, lo
eerebrino, como quasi todas as elsticas inter-
preta.es, com que aquellos lobos se justifica-
vam perante esles cordeiros. Condemnam o navio
per um nico fundamento de quo o seu passa-
porte o nao deria ter antorisado a fazer seine-
Ihanlis escalas Este poni, porque a primei-
ra vez que o traamos mais amplamenle precisa
elucidadlo.
hibico alguma para os subditos de S. ill. J. alli
tocarem, c por sso cria injusto e indecoroso
quo fosse o proprio govemo imperial quem ii-
zesse semelhante prohibidlo, meramente por des
confianca de contrabando, quo nao de suppor
elles acam, peta certeza de que serao punidos
com lodo o rigor das leis ; quanlo mais que S.
M. o Imperador, longo de querer animar o trafi-
co de travos, bem pelo contrario deseja repri-
m-lo o mais quo fr possivcl, e seguramente o
leria j abolido, se as actuaes circunstancias do
brasil nao Jornasseru mu perniciosa a sua agri-
cultura esli medida.
Fica, pois evidente que o direilo de conceder
escalas para fazer commcrcio licito, nunca foi
Be Parma nos escrevem cora data de 10, com- reappareccu as mesmas a-'uas dettou fundo
mullicando que na larde de 7 do crreme, appa- pcrl0 do palarho c |)a,.a dl.sut0li j01IS
receram afinados as esquinas das ras pas- L.i-ra- ,, uoua es
,.,1IIS. Icaleres de gente armada, numerosamente tripo-
Que tinham sido presos dous individuos pela das, e que em tumulto c gritos se dirigan) so-
guarda nacional por eslarom eserevenio em urna bre o patacho, fazendo immedial.imenle foso
esquina : Queremos Ca ibaldl. |ailcko du ^
l-.niao houre gritos contra o marque/ Guido """ **" ros-
Rosa, coronel da guarda nacional, o contra esta see" um [erro 1ue S tinha perdido ; assallaram
guarda. patacho c delle violentamente se apoderaran),
Sao croatas, gritaran! os amotinados, quero- sem altenJcrera se nueras representa,Oes que
"SactaS.-* e decidirn, que sus- ^ ',,u, I do meslie e-ilao em ter-
lent.riain C. llosa. ra J le cram fetlas.
<)s postos foram refereados e apoiadospor tro- Retirada do patacho a lipolaeo, declararam
,.asde liulia piemonlezas e soldados da brigada que o navio ficava prisioneiro, e'mraedUtamen-
'Vr'l's pa.rulhas percorreram a cidade. l* f'ji "ia"d;'J" P Serra Lea, sen, ltenlo a
Na manhaa de8, urna palrulha estere aponto,nao tsl'"' a""la presente o mestre, o qual linh-i
de ser desarmada. ido a tena refazer-so de mais manlimeulos e
Knlre os aggressores acliara-se um cedo Cor- comprar panos c azeites,
leu, que rumor publico designa como um dos ,'.;.
assassnosdodesgracadoAnviti. Asstm seguio o nano para Sena Leda, onde
Este milvado foi ferido le um guipe de baionc- '"' subraellido a julgamento da irrisoriamente
la p.u- um guarda nacional. chamada coramisso mista, por isso que anda
^Objudo.qiw pcilencia o tal Croten td dis- entao, como qaii perteitamente, sO (unccionava
s principaes agentes descita mizzniana ron- com com ,ui*s*n3 inglczes. Nao ha va um nico
niram-sc em uina assembla rcuiiblicana : estes escraro a bordo ; mas us cruzadores nglozos es-
sao oseidadaos Boccl, alaiale, Viola dono de tarara ja lao seguros do espirito que dominara a
uina toja ae bebidas, Oliirieri, adrogado Uazza ,.|.,;<<-. ,in c,1P,., i ., ,
i. r i i i.oi.irni>ao ijo Nena l..'oa. em iul"auii>nlii .l..i <
'o Dr. Cocioni. o mesmo que foi agraciado pido- "o"'"-nio aesia
duque Carlos 111 oniem, que se ammavam, sem apparencia do mi-
abandonado pela soberana brosilcra, que lodas
Aos autos se acha appensa a cerlido, mande- i as retes que os delegados do poder no Brasil con-
da passur pelo presidenle da provincia, do passa. ; cederam essas escalas, os navios que usaran, des-
porte imperial, conferido alias con, todas as fot- la eoncessao pralicarara um acto licito, que de
malidades ; di/.-se nesla cerlido que : um acto licito ro pode provir condemnaeao c
Em 15 de dezembro de 182G se deu passa-1 que consoguiitemente os navios no caso do Pro-
porte, debiro do a. 8, ao patacho Providencia,, cidencia condeiiraados, hao de receber os devidas
de 17 1[2 toneladas, levando 23 pessoas de lii- '
polaco, deque mestre Joao Pedro de Sonza,
e dono Joaquim Jos de Oliretra, o qual ra para
Molembo, com escala pela Serra-Lea, cosa da
Mina, ilhas de S. Thom e Principe, d'ondo ha
do rollar para esta cidade, conduzindo quaiquer
numero de escravos, nao exceden do a 368.
indemnisaedes.
No seguinlc artigo, fallando do brigue Andori-
nha se ver anda corroborada esla doutrina de
modo a nao deixar a mais pequea evasiva en.
fado nem em direilo.
Este negocio se ada alTecto prsenle com-
misso, onde ten, o numero 29. Todas as asser-
l'iea, pois, assenladoque a auloridade, em lio- K:oes sc acham largamente documeuladas ;
me do imperador do Brasil, conceden a este na- cunl ccrldes sc conlirma que o navio levava
vio o direilo de fazer as mecionada escalas ; remjcar8a licita, tabaco, agurdente, cambrainha,
agora urna commissao inglcza apicsionar e con- len50Si damasco, ferro e espingardas, que nao Foi
demnara mesmo navio, portase iue fez tquillo ac,,ado um nico esrraro a luido ; alli se vea
que a sua nica auloridade superior lho eonseii- c;",a dt Mden^jompleUmente mercantil. Lfim-se
lia que praticasse igualmente as sen tengas ciris de protesto e justi-
passaporte. diz-Ihe que pode ir a Onim ; o .llcarao d sinistro e aprezamenlo, com cilacao do
navio vai a Onim, e a commissao considera-o cri- con50, B Ba respectiva cilacao se di/, que a'preza-
minoso por sso que foi adiado em Onim lrala1'-1 de dispersar a marinhagem, distrbu-
Eslc assumplo reveste porlanlo formas anda "lJ""a Por wi embarcacoes, que foi encontra-
gravame : carne caro e nial pesada inlokra-
vcl.
O Sr. Francisco Ferreira Borgcs, comman-
danle do vapor Oyipock, deve chegar a esta ci-
dade no fim do prximo mez de marco, para to-
mar a gerencia da coropanhia pemambucana. O
Sr. Borges c bem ronherido pela sua intelligen-
cia, aclividade, espirito de ordein o honradaz. A
Companhia rernambucana neerssitava de ser ad-
ministrada por urna pessna quo reunisse a esse
bom conceilo a pralica de commcrcio e navega-
i;o que distinguen, o digno commandante do
Oyapock. E esle. lendo por hobilo leva," a bom
desempcnlio os negocios do que sc encarrega,
nao larga lia a posico ranlajosa em que se acha
no Rio de Janeiro e na acreditada Companhia
Brasileira, se nao eslivesse cerlo de ser bem suc-
cedido na gcslo dos negocios da Companhia Per-
nambucana. O seu nomo pois urna garanta de
bom resultado para a til empreza da nossa na-
vegaco costeira, e por esle motivo nao podemos
deixar de felicitar 03 respectivos accionistas.
Por portara de 22 do correte foi nomtodo
O cidado Jos Ignacio de SA Carneiro para o car-
go do subdelegado do districlo de S. Benlo em
Garanhnns.
Na villa de Serinhcm, no dia { do corren- '
le mez Jos Luiz dos Santos, procurador no foro
daquella villa leve urna disputa com o pardo
Thom de S. Cavalcanti, e passando das patarras
s vina de fulo, quebrou-llte a calmea com uina ,
bengala.
Foi preso em flagrante pelo Dr. juiz munici-
pal, que o est processando.
Foram presos os seguinles criminosos :
Pelo delegado de Cmara Jos Francisco Bor-
ges, por furto de escravos no termo do Bonito.
Jus Quinlo Bezerra, pronunciado per crime
de fuga de presos.
Manuel Flix do Nascimcnlo, por crime de'
furto de carallos.
Pela delegacia do Buique, Jos Bazlio, co-|
nhecido por Jos Goiabeira, pronunciado pon li-
me de tentativa de ni orle contra a pessoa de
Marcos de tal.
No dia i\ do mez passado rccolheu-so
cadeia de Cabrobo Jacinlho Pervira da Cosa, '
pronunciado por crime de ferimentos e resis-
tencia.
foram recolhidos casa dedelenco no dia
.... --. ----------...... -----I -..km ILLililliUUS UllPJ UlT I......IMlIU IIU Ulil
rares. E'de priraeira inluicao que o pro- ae nao lor- 0l,l" quer que fosse, teste- 21 do correnlo 2 homens e 1 mulher, sendo 1
irietario do navio lera jus A indemuisaeo por "l""llls T10 u podossera acensar de piralaria il;v|'' '' 2 escraros, a saber: 1 ordem do dele-
sso que o acto pratieado foi legal e perfeitamen-\oa ^oi^^s de lodas.as teslemunhas *o ah d0.o1.fin '"' /" ih ^ubdeleado
c conformo com a antonsacao recebida. u '. 1L3 lo"'"'""" 'oda a nossa exposicao. Poram recolhidos no dia 22 mesma 2 homens
pi
S!
le
............---------------------------*"
Uar-sc-ha caso que o gorerno do Brasil nao !
livesse auloridade para conceder scmelhanle pas- ...... ;"'''' >"J uotara ene les lem un na e
saporle, e que por isso concedendo-o fosse o ver-1 t"da a .'"'"ii lriP'5*0 bordo da dita fragata in-
dadeiro causador de soffrimentos merecidos 18.'& exccp5* cozinheiro o mais urna ou
epoe por exemplo contra o mestre :
... e fazendo logo bular a elle leste/
demnisaco pelo principio datmnam dediste n-
Todos estes revolucionarios teniaram sublevar "'"'u receio, a dispersar al a tripolacao do na- \(lel"r '/"' "(,c'lllioiuin damnidal. T'mha ao con-
vio apresado, por isso quo tinha anlecipada cer-
duas
: pois fra elle lesleniunha coi
Veste caso o governo do Brasil que deve a in-l J,,as Psoas T'e ficaram no patacho ; logo do-
a guarda nacional, mas nao o conseguirn, e a
sua lenlaliva republicana mallogrou-se. to?-, ,i .i^,
0 diclador Farini ordenen qS cm Pontremo ,'' J" lu,S*mcal- Qe oiilraconsa poderiasuc-
sc i ',. -se o sal, nao por C. cntimos a libra, mas (0"C|. quando o prosador era inglez, os nteres-
s m por II) cntimos romo as nutras provin- sados, erain inglezes, os commissarios iuizes
eram inglezes, as instrucrocs ostensivas, e as
tas. istu pioduzio desconlcnlaucnto e desor-
deus.
A guaida na ional pegn em armas, e inra lin-
do as lejas de Uleree.u ia obrlgOU os vendedores a
vt nder o sal a (i eeiitimos.
o pino nao admiti que so opponham soa
rentado soberana, e o dictador escarnecido.
I'.m Mulelolo, a mullido dirigio-se casa
do ca iio S [uaza que com manda a
cional.
0 capito apresentoii-se com as insignias do
seu posto, mas nao fui respeirado: roubaram-
lh quareula Iuizes era euro, e dispararam-Uie um
tiro de pistola.
E nao ie.na a ordem mais perfeila em Parma?
[L'nwn
muito provavelmenle secretas, cram do governo
inglez, a rosponsabilldade, no caso de iudemn-
sacao, deviarecahir sobre o governo inglez Nao
esperemos da natureza humana que, em taes cir-
cumstancias, se dsse o admiravel exemplo de
~l_ urna iinparcialidade, que prejudicaria tao alta-
mente os nleresses de quem era juiz o parte.
Aqu so re um novo exemplo do que deria
acontecer quando, como no caso ja denunciado
do navio Ave-Uaria, funecionavam commissarios
brasileiros ou as decises eram justas ou pelo
3 epifarecia enrgico protesto, formulado
pelo proprio juizo para completamente desaulo-
Na Blgica nota-se aelualmento urna grande riaar o ii|31,i ........
agitacao siroi-polilica, si mi-religiosa, de que os ,' Jul'a,uu"'J Prem quando ludo corra a
jornaes do partido retrogrado se lornan igaos rcua 'l"u outra cO's-i era de esperar ? o cap-
calorosos e inleressados. Ilor comecara por conlrariar as instrueces pac-
Eiu ca i urna das dioi eses, >s daquerlc tuadas, deixando Qcar em ierra o canitao nico
do, secundados pelos membros do clero ca- i,. .h..,. r..i.m-ar.i,..i. i '
iholie.....niaram a iniciativa das mensagens des- c ', rePresentane ')" "mo. continuara ds-
tinadas a manifestar ao chefo da chrisUndade os : Poraana Inpolajao do mosmo navio, para o
nenies dedicados, enlhusaslas.e Ulvez rae-1lim d, n"'0 car se quer urna tuslcrauuha que
nos que pouco cnstRuconaes daquelles cumpa- paleiiteasse as Ilegalidades e violencias pratica-
triulas que subordinara o direilo dos poros ao in- j,,s ,..,,,.. -,.,,,!,. H"ca
-o do poder temporil dos ponliliee.-. Minias ,. u,c'u'' 805lnlu = Inumpbarite a Serr
das uossas cidades lem visto reconstituir a obra '"a ; cont* son bel-prazer o que II
do ultimo sanie padre, resurgida em rautagem
das fin aneas do passajo, e as columnas das uos-
.- is folhas delicies nao sao suliii lentes para le-
produzir as mauifestaces publicas pelos bispos
de Iodos os pai/.es.
As uossas nter. Te-: porm nao sao queixar-nos.
Longo disso. amaun s bastante iib
no apra-
Zta : qui n'eatend qu'niu eloche, nentend qu'uu
son, e por ultimo ia-so buscar a mera ormalida-
de de una sentenea, ja a priori conhecido, e per-
manentemente sloreotypada.
S pelo dilo do apresador, sera que appareces-
baslanle Menlo para se urna sombra de prora, a commissao condem-
T'e nos nao r. me ella e larga- .,,,.,,.,,,,. n,, u_ lu"utl"
m. uto pralicada por todos aquelles com aiiem i J''""l"': ";Jtl "ao Ja a ^^K^ ntver-
vemos, quer sejam adversarios ou amigos. Mas o|sal 0I" "Nl,t'lia Je proras, mas a especial dos in-
inenos que podemos [azer, quando assislimos a I glezes ? Onde a especfica prova clara e innega-
espcctaculo eslranlio e instructivo da parte re de que rezao os tratados? Onde o delicio uue
daquelles que procurara azer uso de direilosquo I e-------
tantas vezes fen contrariado, lomar nota da
sua conduela, e fazer sobresahir as consequen-
cias.
A Ijberdadc de associacao, a principalmente da
imprensa, leein, ha mais de trinla anuos, conta-
do os chelese os orgaos do partido retrogrado
no numero dos seus mais ardenles detractores
Nao sc contentaran) era atlacar essas libeidades
isas, era urna lula ludes os dias renora la ;
i/erain-i!,e a honra de urna condemliaro em
regra, rahida do alto da cadeira ponliicia. As
tnani'esi i,;0es appareceram depois das encycli- pontos, taes como as acabamos do expor julga-
estygraatisaram pela sea parto essas deles- mus conveniente documentar anda mais as nos
lavis in venenes do espirite moderno, que sao as : sa3 asscrcs 5"
causasinfallivcis de desaslreso do ruina para os "' C3"
slilucionaes, bstanle cegos para con- Eis-aqui o extracto da sentenea :
sagrar a sua patria. Se o lempo das cruzadas nao Perinin 3 j ,.i <../' j
> i cranie a. .v... ele. funecionanJo na au-
ra absolutamente indwpensarel comecar por de-
raonslrar.'
Destroe-sc uma negocacao lao importante ;
loma-so um navio ; lauca-sc mo de uma carga;'
arremessa-se Ierra doenlia uma tripolacao pV
bre, sem harer de uma s le a mnima disposi-
. "'i que se assenlesetiielhaiilo procedimenlol
E como seja licito duvidar-se da possibilidade
de que as cousas se passassagem era lodos os
liarlo o referido governo auloridade de lazer o
que fer? Enlo o que o nivio pralicou era legi-
timo, e a condemnaeao niq ia, rislo fundar -se
exclusiramcnto para a sua eoodemnacao em um
fado que nao era criminoso.
Mu nem duvi.loso ser esla reoponsablidade
a nica perfeilamenle legal ; nem uma sombra
de disposico In nos helados quo prohiba aos
dous governos, no pleno uso de sua soberana,
de concederein passoportos para quaiquer parle
do mundo. Nenhuina disposiseao lia que aulo- j
nso apprehonso, porque um navio encontrado ;
ao norte ou ao sul da linh.i, ou mesmo dentro
de portes onde fui antorisado para entrar, uma '
vez que se nao demonstre clara e iiie-javelmente i
que alli eslava u.i aclualidade traficando em ts- \
era vos.
ni maissete homens
passados de bordo da fragata para um brigue
americano quo alli se achava. do norac Silo c
mo querendo o capito doste brigue d ir condne-
Saoou passageraa lauta genle, fez laucar dous a
bordo do lugar Veloz, e assira dispersada toda a
gonle, uns a bordo da fragata, outros em diversas
embarcacoes e aquello em Ierra con, o capito
ii/.eram seguir o patacho para Sorra Lea, o all,
| na ausencia do mesmo capio, e sem gente d
palacnoque o podesse defender, ele.
Todas as mais leslemuulias depoe
rao eentiJo e com lar
minios.
poem no mes-
gos outros desenvolvi-
As araliaees, laudas e elementos dodesenrol-
vin.ei.to saoassignados por muilos cidadoa im-
portantes, e debaixo de juramento. Esse desen-
volvimentoporumbaixissimoorcamento sobo e u
capital quantia ue GJ:S7u:,j. Essa somma
Diz a arl. 1. do tratado de 18l7 que se ronsi- ac,ma '"" seus i!"'"s ser mandada sera durida
dera lucilo o commercio de escravos que fr fei- V*8n pe|a co,nmis3ao. Fila entender derer or-
lo em quaesquer porlos ou paragens da cosa
d'Africa, prohibidos pelo arl. 1." do tratado de
1815 que sao na Cosa Occidental os territorios
portuguezes que leam entre o 5." e o 18 graos
de lalilude meridional ] ; o passaporte de que se
den o formulario appenso ao tratado refere-se
exclusivamente ao assumplo de formatidada no
que toca ao trauco de escravos, mas nem impede
nem poJia jamis impedir o dpt para outra especie de eoramorcio it.>. C que o
tratado nao regula, pois quanlo a t is escala,
de primeira evidencia que sempre se, ho de re-
gular pela le commura.
O navio que lver tocado em quresqoer porlos
o nelles nao tiror pratieado acto algum relativo
cscravatura, por uenhum principio, nem de
direito commura, nem do convencional, poda
ser condeninado. Nao ha durida que a Gra-
denar osla restituii;ao .'
Por [ue a reclamaeSo do que se trata refero-
se ao periodo Juraiilo o qual a conven-o de
ISjo manda julgar;
-Porque o governo affectou esta deciso
nobre commissao :
Porque a sentenea condemnatoria da com-
missao mixta do Sena Leda foi a propria a reco-
nhecer que ao baria, nem tinha bavido escravo
afnutn pa n leaOco a bardtf .lunario.
Porque o motivo dado pela commissao pan
o apre/amento nao conforraea direilo ; nem aos
tratados ;
Porque dizendo a commissao que conuemna
por ser o navio enconlrado ao norte do equador
commelte una iniquidade, por sso que os Irala-
> permittiam conJemna-lo n'outras circums-
tancias, nao depon leudo do simples fado de se
Bretanha, no seu systema concatenado de perse- ''r'co"tl'"' "avio t;:" 'Jes paragens, mas sira de
guirao, chegou a oblcr nma portara, onde se di- Sr *hi aehado cupando-se no tratiuo Ilcito, o
zia que o encarregado de negocios de S. M. Bri- i quc.a ["''''"'ia CJI"""Sso reconhece nao ter sue-
lannica tinha submettido muitas represcnlaeoes C
as quaes asseverava que cortos negociantes se
serriam do pretexto de escalas dolosas aim de
fazerem o commercio lucilo da escraratura e
que, em atlencao s suas Instantes reclamacdes,
re recommendara aos presidentes que nao con-
cedessem raais taes escalas por outros pontos da
costa d'Africa. Felizmente, por
Por pie o navio foi aprisionado no pro;.rio
ponto aonde o seu passaporte imperial lho p'er-
mitlia escalar ;
Porque se o navio proceda era conforoiida-
de com a autorisaeo do seo natural soberano,
nao poda ser respqnsarel por actos de terceiro,
anda quando menos regulares fossem:
Porque ao contrario era muito regulares
actos do gorerno brasileiro
esle
"em, esla pouco
decorosa condescendencia rao durou, pois. leu-
do subido imperial presenta representa, oes '""- "^'u3 "" noveno nrasueiro por nao ter
muito bem fundadas do varios negociantes br'asi- abdcado uni diri;il<> inherente sua soberana ;
leiroa, baixou uma porlaiia do Sr. risconde de I "" Por,luo se houre um curto periodo (o que
Inhambupe, dalada de lt de julho de 182(5, na decorretl Jc 'i,; janeire a 1 dejulho ae 182I,
cedido desde-1832, c agora, ecislem na Europa ear15a clc-- Por ^33 1:|c no lempo da captura e
Ii s em que fc tein ouvido a palavra dos apprehcnsao sa achava oceupado no trafico all
piriMarios das ideas Itranwntauas. O syslcma cito de escravos. F vordade que demonstrado
poltico que Ihe pareca lao doseiarel porque ti- r.,: .. ,.,,> ,, u'
uhaui rspera,:.-.-.s do tirar deilo partid, e de ^'e" temp0 d sc ",assar a sentenea nao
submetter os e'utros, appliuaram para si; con-1ex,s ain 08eravoaa bordo, mas o easo que o
samo direilo de associacao; isolam-nas; [''''ado Procidencia foi capturado ao mar de j-
n-'emsumm.?.0^'''10 im"as& Phibem- gos, na baha do Benim, a 6 e 25 de latude
Para nos que nunca deixamos do depositar na Botl do e1ua,lor' ndo muito rregulvrmenlo
rdade uma f ardenleo absoluta, as ligos da ''" se llie conceden a licenca para escalar por
historia contempornea nao mudaram asnossas Serra Leda,costa de Gui e ilhas de S Thom
icroei; mas, comquanlo eslejamos muilos c Princioc na Cosa occidental d'Africa no nassa-
ediucados a respeUo da mcorcigibilidade do cer- '
tos partidos polticos, parece-nos difficil
que
aquelles que u^uix apaixonadaraenleboje dos di-
reilo?, que contestaran! oulc'ora, possara anda
porte imperial que lem numero 47 datado da Ba-
ha a 13 de dezembro de 182(1, o qual passapor-
te s poda aulorisa-lo a entrar nos poilos da
Sr^CJt i?v^pTssaao.To8r mais'dlndi C08ta ^ "cilldo o da
'!<; sso pareja, se apenas consultar o bom H,M_ eseravalura, c que se reduzem ao territorio de
S. M. fidelissima ao suido equador.
so, nao contamos com a conrersao definitiva dos
- retrgrados ; nao i.'\;\ pois do ser ver-
dad que boje prestara aos principios liberaos a
mais notare! e involuntaria homenagem.
Os governos consliliicioiues, enistU est 0 B6-
gredo da sua focca, assini como a garanta da sua
duraco, nao (emem > uso da lberdadc. Deixam
mesme aos seus dclractoroa o direilo de calum-
niar as in.slituees de que lirain partido. Para
respond r aecusacoes lo ri#Ienta3 como i
tas, basta invocaras liyes da hislori
I t aproveitatfas e convencer afina
Nole-sc que monlanhas de absurdos rao por
esse exlranho documento! A sentenea c de 11 de
maio de 1827, e al ine3mo o navio tinha sabido
em 18 de dezembro de 18G. Como que a com-
nisso podia funecionar ( em relaco a navio
brasileiro ) na ausencia de eommissrios de S. 31.
tomo injus-1f-rei de Porlugall A convenco de 1858 diz
f:...* i! que os negocios que se examinam contara-da
INTERIOR.
Coiiiuiissu An^Io-lirasileira.
PlF/.VS.
Artigo X X X 11 .
SECLSDA PiRTE.
Talacho Providencia, da praca da Babia ; pro-
prietaria o commendador Joaquim Jos de Oli-
veira, depois sua viuva tfslamenleira e nven-
lar'niite D. Anna Joseplia do Bomlini e li-
veir ; e por niorle desta os acluaes adminis-
tradores e teslamenleiros do casal Manoel Do-
mingos Lopes, Jos Marinho Pires e Manoel
Jos Correa de S.
No rclalorio de 1846, declarou o Sr. barao de
Cayr ser esla uma das anligas reclamaces af-
jelas legaeo imperial em Londres, mas que a
dita legaeo tinha dexado representar pelos pro-
curadores dos proprielai ios ; assira deriam ser,
porque a e*se lempo estarn lies munidos ele.
ma indi.
ecorosa dignidade nacional, julgou Sua l*0,nmum
Mageslade dever deferir benignamente a lal sup-1. ~ 1>,"'1",! achan lo-se, porlanlo, segundo a
plica, reslabelecendo o quo anteriormente se urisPru,le'>cia brasileira e universal, desde i
praticava a esle respeto. Jc J"ibo de 1S20 o imperio no uso desta sua fa-
0 mesmo ministro, na mesma data, -* I!ttWade' c ,0"do n sabido da Bahia muito
s mos d
oo ministro, na mesma data, passando T1,V ."o?" fhdda Bah,n """'"
do Sr. vsconde de Paranagu a copia ^T'- 'S *- C 1S d? de,zbrabro <** 1826, nao
la que dra ao referido encarregado de 9dU 1''" M m,olvos^ 'egalmenle condemnado,
e l mulher, sendo l livree 2escravos, a saber :
1 ordem do l)r chefe de polica, e 1 do sub-
delegado do ceilo.
Diurno. Uma carta do N ilha de
Chypre), le 21 de novembro, d noticia de um
desastre que recorda a iriiiundaco que, em 18S0
deu all a morlea 11,000 habilaiiles.
Na manha de llJ de novemb o ultimo o co
i'scufi-eeu de repente, o sul comecou a soprar
com violencia, os relmpagos rasgavam as nu-
rens, c o trovao eslourava cura borrivel estam-
pido.
Una chuva a l orre ules romecon lugo a tmal-
as proporcoes de um verdadeiro diluvio.
Ao nieio dia a cheia das agu is [oi lal que o rio
iiiuu em muilos sitios, c cu -i lana iinpc-
tuo-idade, que uu buuve lempo ile tediaras
porl is de ci lade.
tleia hora depois ludo eslava innundndo. 0
bazar sobreludo Iruha dous metros de agua. A
cnnslemaco era ge ral.
_ Por luda a parle su s illavam grl >s de afflic-
cao. Era um espectculo hcrrivel.
Para cumulo da dcsgrac.i, aporta da cid ole
que devia dar passage i, para facilitar e escoa-
i las agu is, fui i ro rente, o que
nug'heiilou a,coi rnaco dos ;ad)S ha-
bitantes.
As duas o niela :',.\ tai lo as agas comecaram
a diminuir, e moa hora ', linbam dcsappa-
. i i enlo que se pude j ligar dos lerivcis
n sul lados da innundaeo.
Quatropessoas jovens, urna crianca de um an-
uo o onze muiheres ficaram sepultadas debaixo
das ru -.
Os corpos de uma mulher o de uma crianca
nao appareceram.
Quareula o ele casis c cento ocincoentalojas
nlluiram, o de umitas nem signaos licarain.
Numerosos armazens de fazenda soll'reram
mais ou menos as conse [uencias do grande
desasir.
Mais de cem muas mor erara afogadas debaixo
das ruinas.
A peda na cidade calculada em dous mf-
lli -de piastras.
Esla perda reunida aos prejuizos que houve
nos campos, touiuu o carcter de uma cala mida-
de publica.
Fi.irii:c\rois pe Civita-Wecciiu. No
mez prxima passado lerrainaram estes impor-
tantes trabalhos.
No fronlespicio de uma das as novas portas
dr-lcrniiiiou o governo de Roma quo osso escul-
pida a seguinte inscripco :
IWRnHBH inranCLUX pars.No orcamento
da imprensa imperial, para 1860, calcula-se a
despeza em 3 milhes e 820 mil francos, e a re-
ceila em 3 milhes c 853,900 francos, dndo-
se, por tanto, um saldo positivo de 253,000 fran-
cos.
A imprensa imperial tem um director, um se-
crelaiio, um inspector um revisor para os lexios
onentacs un, administrador, seis chefes e cinco
sub-chefes especaes. vnte c um empregados,
um corrector cm chefe. cinco correctores, dez re-
visores e quatro directores deoilicina. O numero
dos operarios varia segundo aquanldade do tra-
balho.
No orcamento nclui-se 1 milhao 900,000 fran-
cos para compra de papel. 60,000 flancos para
tinta e accessorios e 140,000 francos para enca-
dernacrips. Dez mil francos sao destinados para
compra de lypos chinezes.
IIistokia TEHkivKi,.Na interessanle obra
As muiheres no Oriente, mad. D'ora-Islria cila
uma horrivel historia de uma mulher da d'Fslhu-
n ia.
Esta mulher, durante o invern do I817, hin-
do ii'um tremo, con. Ires ilhos, e vendo-se per-
seguida por lobos esfaimados, laneou-lhes pri-
mo jro um dos Cilios, depois o segundo e por lin,
o ultimo, eassim couseguio chegar a aldea, onde,
espavorida, contou o que liuha fetlo. A narracao
foi acolhida com grlos de indignacao. Um joven
aldea, que oslara a radiar leuha,'aproxiraou-so
com o machado na mo e Ibes disse :
Ii sagraos da para salvar a tua vda, liveste
coraeo de lancaraos lobos os leus Ires Cilios,
em vez de morrer cora elles Do joelhos de'
joelhos vais receber o castigo do leu crime
MebalJe a mulher teutn comrnover os al-
deos ; nem um s se mechen para a salvar.
Quando ella acabou de rezar a oraco domini-
cal, conlenlaram-sc de responder:
' Assim soja l
E o executor improvisado completou a sua
obra. Depois foi voluntariamente eulregai-se
priso.
Tres mezes depois, comparecen no tribunal,
como reo do crime- de assassinato, c respondeu
com firmeza s perguutas do juiz.
Triuta pes oas -- disse elle foram tesle-
munhas da bcco que rratiquei, porem sem que
rosem nao in, poram estorro. Pois que a gal-
linha. defiende os seus pinlainhos, a femea do
anima! w.r.i* estupido, o mais tinado, torna-se
intelligenli n corajosa para proteger seus Cilioss
e a [iiella miseravel, urna mulher, urna mi ian-
COU aos lobos OS seus Ires filbS, uns depois du;
oiiir.i--, em vez de es deflender ou morrer com
11
Nao m
negocios, Ihe parlicipou ser definitiva a resolu-
to que S. M. o Imperador tomara a respailo das
escalas dos navios brasileiros, reslabelecendo a
pralica anteriormente observada. Quanlo res-
posla dada pelo mesmo ministro ao encarregado
de negocios brilannieos, que iostava pela conoer-
raco da lal pouco regular portara, devida s
suas instancias, julgamos importante Iranscre-
v-la, por isso que ella demonstra irrecusavd-
mento tres pontos :
1. Que o governo brasileiro entenda de seu
direito soberano cndor escalas, direilo de que o
nao esbulhavam os tratados ;
Pos IX. Pol. max.
Ci vi.un, ad ve na ru ruque, commoditali.
Viam. forreara aperuit.
l.ibeui. auclo. eommealu Corenlem.
Novis. moenibus. prodne. jusst.
Opus. lev ore. sumplu. wlerius. absolvendum.
Conimissil. miltibus. gallis.
Optnie. de. ditione. romana, merls.
Curante, sumnio duce. nvicli. exercitus.
Auguslino. comit, de Goyon.
Paefeclo. casiris. Napolconis 111.
Galliarum. Imperatoris.
Bienio, moenia. perfecta.
Aun. 1). M. D.CCCLIX.
Sacri. ponlilicalus Xlll.
Aluaxca vxulo-usa.Oprimeiro tratado de
alliai.ea entre a ra e Portugal foi assigna-
do em Londres era 16 de iunho a"e 1873. Lord
Edward, re de Inglaterra e da Pranea, declara
que ser um leal tid o constante amigo do rei
de Portugal. Celebraran) depois outros tratados,
entre estes um assignado cm Lisboa a 16 de
maio de 1703.
Neste tratado estipularse : que se os res de
Hespanha ou Pranca, ou ambos jnnl is, enlo ou
no futuro llzessem a guerra, ou dessem motivo
para se suppor que a fariam, ao reino de Portu-
gal, no continente europeo, ou nos seus domi-
nios do ultramar, a raiitlia da Cria-Brelanha e
03 Estados Geraes da Ifollanda empregariam os
seus bous officios para persuadir os ditos reis a
observar os tratados de paz com Portugal, e a
nao Ihe fazer a guerra. Porem se os bons offi-
cios forera inefiieazes, as potencias supramencio-
nfldas de Inglaterra o Hollanda, faro a guerra
aos ditos leis, e para esta guerra, se for na Fu-
ropa, fornecero Ii.OOO homens armados e pagos
Supprimimos muitas outras considera.- oes que
anda no espirite nos tumultuara, at mesmo por-
que tenconanios, como dito fica, levar o poni sua costa, e que conservarn esta torra no seo
por ilesenvolvinienlus de mais autorisada bocea a cojmpleto. Alcm disto estipula o tratado, une se
OS litos reis de franca ou Hespanha fa/.cm aguer-
|ra ou do motivo a suppor que a querem fazer,
ms possesses porluqitezas do uliramaras po-
encias da Graa- Bretanha e da Hollanda forue-
Superior evidencia no seguinlc ai ligo.
Publicla.
[Continua.)
?mumm.
REVISTA OiARIA.
2. Que a Inglaterra tanta entenda que os Ira- .~~ Na quarla-feira leve lugar a procisso d
lados por si sus nao prendan as mos do "over- ^tT"' ''"ul "o ,ttou brill, roli8lH> '!''
no brasilero, quanto a esta eoncessao. ,,u"e ins- SlSf" C"'i"',,a"1 US lcrcc5ro* da orJ-
por tanto, em relaco ao mez de maio de 1827,
nao baria sombra de explicaco possivcl para que
os navios brasileiros fossem julgados por com-
missao luso-brilanmca ; e se o nao podan, ser
por uma la!., que far por uma exclusivamente
inglcza ?
Dzem que tres vezes chamaran, os inleressa-
dcs, e que por Rao apparecerem, correa o nego-
cio revelia; ora isto 6 uma zombaria.' ou
fazer de sanbenilo gala. Pois o aprezador e a
commissao ignorarmn acaso que inlencional-
usnfe se tinhain disseminado a forca pela frica
todas essas pessoas que agora sc punham i cha-
mar cm Scrra-Leoa ? Que buzina nao seria pre-
cisa para d'alli ser ouvido em Benim ? Nao pro-
sigamos ; as formulas da Justina sao cousa de-
masiadamente sagrada para assim se ludibria-
rem.
Mas a propria cntenca qne autfienticanienle
apresenta o corpo de delicio de semelhnnies jul-
gadores.
guoj nio di"C jer sitie j evidencia-da deinoDs-3
lava para alcaucar este favor de um governo, a I pceslito era numeroso, e o acompanharr.ento
quem conseguntcmeiite nio podia pedir como ( compuiiha-se do hispo diocesano, do Fxm. presi-
obrigacio resultante de Iralidos J'"l da Iirovincia- J'> "r: "hefo de polica e seu
'{ Ooo foi.m ri.a ', i,.i i som'la"o. 0 de outras pessoas notaveis de varias
o\ une lorara felas a Inglaterra as respecti- jera reinas sudaos.
vas communicacoes. Uma guarda do 2. batalho da guarda nacio-
Fis aqu o que importa da referida ola do "'''deste municipio fez as honras da solemiii-
Sr. vsconde de luhanibupe ; dadc-ri a
nevo norm t pIp nLm.ii > r v .~ Sr- Dr- Prancisco Jos Mariins Penna Ju-
Uno porem a esle iepetlo informar a Vmc. nior deixou o excrcicio da delegacia desle pri-
que, se bem o governo de S. U. o Imperador, meiro districlo, psssando-o ao seu 1. supplenle.
por condescender com os desejos de Vmc., Ii- v,u spoco de cerca de dous mezos cm que o
vesse mandado prohibir em dala de de ionero ree^do * <- ? '. Wim sa^rSMsrsssyrf-vss:
ordenou naquella data ao presidente da provin- do crime.
cia da Bahia, comludo, lendo posteriormente su- "* A socie bido imperial presenca represenlacoes, mui f!al A"lurimvF"'o, Santos : C., de que hon-
bem fundadas, de varios negociantes brasilei-
ros, pedindo a combinaco das dilas escalas, o
governo de S. M. I. se dignou deferir benigna-
lem demos nma breve noticia, tem as mesmas
bases dessa que gyra no Rio de Janeiro cun a
firma social de Mau & Mac Gregor.
Nao tem a toriedade um capital Cxo, e nos
mente a esta supplica. ao s porque julgou d\?cm "0 q"e esl,c rl jllimilado. J se eleva
" Ju,o"u :0|,c presentemente cerca de selecentos cotilos
de re,*.
quo nao liavia iuconveiiie;jte nesla eoncessao ;
porquaulo, se elles abusas64'm da referida esca-
la, como Vmc. recela, se acha dado o remedio a
esterespeito feito em Vienna em 2 do Janeiro
de 1815, c na convenco adiieciouada ao mesmo
tratado de 28 de julho de 1817, mas laraLem por-
Chamamos a allcngo dos respeclvos fiscacs
para os ae.ouges, en, olguns dos quaes nos osse-
veram haver abusos flagranlcs da boa f dos com-
pradores.
Nesses acougues a fraude acha-se enlhronsada,
e por todos os modos rouba-se no peso, j car-
que, sendo aquellas illifts perlanceales portu- l'coan(lo-o de ossos, j lanzando na conchada
gal. no tratado feito enUez, Brasil e ,o dilo reino Sr'w^p^lof *"* dCSCer' aSSn'
cm 2?d ^ostj do ajino fmtot rTio ha pro- | Sobre a toaUs, n'iaae deve soTrer mais le
te
corno a 5. H. Portngneza na ios de guerra, em
numero egual oti superior aos do inutigd, de mo-
do que naos seja possivcl hitar, mas ainda im-
pcjdir todo o ataque oa invaso, em quanlo du-
rar a guerra.
Be oinimigotoma uma cidade ou uma praca c
a fortifica, as ditas provincias do ultramar", os
o soccorros oontinnartt at que a eidade ou praca
seja retomada ao ininrigo.
'. estes artigos seguem-se outros, pelos quaes
o ie de Portugal se compromelte a usar dos sens
bons officios junto dos reis de Hespanha e Fran-
ca, no caso de que estas potencias quoiram fazer
a guerra fngl,.Ierra, e a ajudar esta ultima po-
leria, se a guerra se der.
Cun boa ra/o ehamamos pois Inglaterra a
ndssa amiga alliada, sois que a allienca anglo-
lusa, coiila perlo de cinco seclos de existeucil
(487 anuos).
pi-nLii-.AcoEs.Publenm-se em S. Francisco
da California 12 jornaes diarios, outros (autos
semanarios, alguns qunzenaes e 3 ou men-
saes. Ha 4 em france/, um cm hcspauliol, um
eni allemaa, c um cm italiano. Em geral os jor-
naes fa/eui uma liragem de 3,1100 li.OOO exem-
Plares, com oxeepcoesdos publicados em idioma
esirangeiro, dos quaes nao ha nenhun que che-
gue a 1,500.
Fuioiiieu" aXema'*.A emigra^o lUemia
para a America c a Australia dimumlo multo em
lo-) J.
O numero de emigrantes sahidos de Ilambur-
go diininuio quasi um terco, puissendo de llOl)
era 1858, loidold.UO no auno lindo.
En, Bremen e outros porlos de Allemanha an-
da a diniinnico foi mais considerajrel.
Monumentos.O consdho municipal deMilo,
na sua sesso de 2 de Janeiro, volou 40,000 flan-
cos /7;200$000 rs.) para auxiliar a coiisli'ucgo do
monumento, que os Italianos se propocm erigir
era Pars, em signal do gralido Franca. Vo-
lou lamben, tribuir para o monumento queso piojera levan-
tar em Magenta, cm commemoraco da batallia
que,v;iqueoj > Lemiurdia aos excrcilos liberta
dores
(HUIU-ADO
: esa o que liz, porque liz juslica.
be deyo nioireu- por sso, morrerei era paz
Assira fallou o aldeao PianU Pohling, e, sen,
duvida, o imperador Alexandre I. achou que ti-
nha raz3o purque a sentenea que coudemnara
Frantz Pohling pena capital foi commulada cm
dezannos de priso : e menos alguns mezes de-
pois, o mancebo foi restituido sua familia.
Cavw.lwu.v mabroqcina.A cavallana men-
ta carallos inte.ros nao muito grandes ; a forra-
gem compoe-se gcralmente de palha e corada.
Bobera uraa so rezao dia: nao lem ferraduras,
a nao serera oscavalos dos commandantes, que
so sao fei rados das mos.
O rabe nunca limpa o seu cavallo senodei-
lando-lhe agua, quando o leva a beber.
Deixa-o de neite e de dia exposto intem-
ipcric, e ala Jo por urna mo s argas Jas
las
Bi p is que passam de 6 annos de idade, nao
so cortara nem a cauda, nem a crina.
A sella de madeira forrada de couro econi
: ipasmui levantadas, como usan, os picado-
res : assim que vai o caratleiro encaizado so-
bro a caralgadura, levando os estribos muito
curtos.
1'ira so nao ferir o dorso dos carallos, enllo-
cara debaixo da sella uma ou duas mantas jun-
tas ; porem, apezar desia precauco, a maior
parte dos carallosesto semine (erdos.
0 cavallo rabe dcil, conhece a voz do amo
! e raras vezes d coucos.
As armas do caratleiro sao a espingarda-e a
espada. Alguns trazem tambera pistolas e punnaes
ao lado, no cintutao. Levan, a espingarda ou ao
lado ou na mo, segundo necessario para
m ireha ou para o combate, e a manejara nia-
neira de massa com grande faclidade.
AAMi'A.v.KNro arabk. V forma do acampa-
ment atabe sempre snigular. (
As tondas da cava Hara esto no centro c as da
otaria forman) OS limites. Cada leuda con-
I lem uns 20 liuineus. nados a vigiar durante a noite, licandoumde
|sentinelln desdo o anoitecer .-t meia noite, o
0,1,1" desdo essa hura ale ao ama onecer. Duran-
te o dia o acampamento nao lem guarda es-
pecial.
As leudas lem todas as portas viradas para o
Lavante.
Sao baixas em forma de paralellogrammos, o
felfas gcralmente de um panno lecido com o pello
do camello.
Qnandoo rabecolloca a sua lenda para algu-
ma demora, cobre-a com grandes calinas e palha
ntrela a I, para Ihe dar mais consistencia pol-
lera e mais calor por dentro.
Os chefes usan, de grande luxo as suas lendas
0 adoraui-as com grandes cortinas de t-las bor-
dadas a onro c prata.
Quando marcha um exercilo rabe as lendas
sao levadas por um cerlo numero de camellos o
mullas, cujos conductores esto enenrrogados
exclusivamente de asscnlar e levantar o acam-
pamento.
Entretanto que o exercilo est em contacto com
povoaeoes, OS habitantes sao obligados a lorne-
cer tuJus us vveres neeessaros para homens o
ea va los.
Se o chefe ou seus principaes ajudantes levam
comsigo as suas muiheres, estas viajara em uma
espeeie do eaixas engradadas por ires lados, de
I maneira a deixar qs seus rostes completamente
oceu'IOS.
Cada irib ou kabila leva as suas bandeiras,
: que precdelo o [chefe, c serven, de poni depois
1 do combate.
listas bandeiras sao do varias cores c bordadas
cu.-o mu lo luxo.
> o impurador ou algum seu filho commanda
o xercito,acompanha-o sempre a insignia impe-
rial, que um lindo guarda sol ou sombriuha
verde, que deixou a actual menardia em poder
dos lrancezes em Isly e que fui substituido por
oulro. r
Cantoiif.s em miniatiiia.Os hroes dos sa-
los de Pars sero este invern os cantores lili-
putianos que se cstre.iram na noilo de 5 com o
. maior exilo no salo lierz
Sao tres anes que en, nada se parecem aos
Tom-Pouee, nem aos Colibr, nem sos outros
phenomen js da mesma especie ; pelo contrario,
sao encantadores e possuem una vasta intelli-
' genera.
Sao uns verdadeiros roiixincs. Tem, com pc-
: quena diil'erenea, a rnestna estatura, a mesma vi-
veza nos olhos, e rostos quasi parecidos, de ma-
neira que se poderiam ter como irmos, com
| quanlo se reunissem por acaso. Um delles so
clnma Piccolo, cora 25 anuos c tora 3 pole-
1gadas.
Nasceu na fronleira austro-lalana o foi pas-
lor. Sendo atacado um di, por um urso, foi
salvo pelos caes do seu rebanho. Desgosloso da
vida pastoril, achou um protector era M. Schwartz
que o fez debutar pela primeira vez no Jheatro
de Vienna. O segundo, por nonie Voundcrlicb,
; lera a mesma idade que Piccolo e tres pollegadas
j de menos. Nasceu na Bohemia, mais joven
lera 1!) anuos c 30 polegadas hngaro. Ha 7
annos que esles artistas em miniatura eslo juu-
los, e tem exercdo o seu talento para o canto as
principaes cidades da Europa. Em Paris hospe-
daram-se n'um dos principaes hoteis, e comquan-
to sejdhi apenas escropulos de homens, levara a
vida de grandes senhores, de maneira que os seus
gastos montara a 160 francos diarios.
O IXPREtMM da rtcsslA.O Morning-Post,
de 5 de Janeiro dedica um artigo do fundo fal-
la de probidade e Utuna dos empregados de to-
das as cathegoras na Rosna, bascado nos extrac-
tos da sonlenca do general Salller e cmplices.
k este respeito, diz o citado jornal, a Ilussia es-
la muito alrazada das outras noyes da Europa.
Desdo o lempo de Pedro oGr.inde, a regra, e nao
a excepeo, era a falla de honradez o probidado
entre os altos funccionarios collocados junio da
pes3oa do czar.
Tres mezes antes de morrer o imperador Nico-
lao, estando muito convencido dos roubos queso
fa/:am, disse, alludindo aos seus arsenaes : Rou-
bam os meus raaslros, as miabas velas, cordas e
a mnha estopa. Os ladros, altos e btaos, rou-
bariam tuibem os meus navios o canhoneiras,
sc podessera levar ludo sera serera descober-
tos.
O imperador actual vai mais longo do que seu
pai no caminho das reformas, e o ultimo proces-
so um grande golpe contra a corrupcao dos em-
pregados do imperio das Russias.
O COSSMMO DA MANTEIOA F.M P.iniS E LON-
okes.Temos visId uma eslatislica assaz cu-
riosa, pela qual se pode julgar que os parisienses


MARIO DE PETVNAfTBCO SEXTA FETRA 24 VE FEVEREItfr) m fsfft.
quasi nadando om raa-
e os luuJriiis andaiu
toiga.
Calcula-se que a quanlidade do manlega an-
nualmcnte consumida em Paris passa de 11 rni-
lh5esde kilogrammas, cabcndo, termo medio, a
cada habitante 27 grammas por dia, ou 9 kilo-
grammas 50 por anno.
Vinte departamentos abaslccem deslc genero a
cidade.
O Calvados e a Manche fornocem 3,000,000 de
ki ogrammas; a S.-ine inferior c o Enre 2,000,900
kilogrammas ; o I.oiret 800,000 kilogrammas. O
ornecimento do resto, que 6 urna quarla parle
feito por quinze departamentos menos impor-
tantes.
IVa Franca desdo 1850 at hojo tem sempre
augmentado a exp'ortarao da raanlsira : em 1850
exportou 2,209,u0 kilogrammas e em 1853......
-.327,700 kilogrammas.
A Inglaterra importa annulmente Franca
3,500,000 kilogrammas ; o Brasil 1,100,000 kilo-
grammas ; as colonias d.is Antilhas e outras
1,160,000 kilogrammas; a Blgica 600,000 kilo-
grammas; Argel 165,000 kilogrammas ; a No-
nruga 220,000 kilogrammas.
0 producto dos curraos, dolcito. roanteiga e
queijos avallado em Franca em [>0J milhes de
rancos, e om Inglaterra em 900 Mtlhes.
A Inglaterra possue 8 milhes do caberas de
gado, e a Franca 10 milhes. Nao obstante esta
differenca em Inglaterra o gado produz maior
quanlidade di leile, havendo ainda milito maior
consumo do manteigado que em Franca.
Alm destes paires os que eiportera maior
quanlidade da manteiga, sao a Hollanla, Blgica
c liolstein.
_ A suion pkq* dr AiiTiLiium.Nacional.
Foi no oriento, e nos meamos sitios onde a arte
da guerra desenvel vea ha pouco todos os recur-
sos da deslruicao, que a maior pera de que ha
noticia nosannaes da arlilharia que lo i construi-
da por um fundidor hngaro, chamado Orban,
por ordemde Mahcmel II, que tentara entopor
todos os molos apoderar-so de Constantlnopla.
Esta pega niousiro lngara, segundo dizem,
balas de podra que tinham quasi ura metro de
circumlerencia.
Antes do so fazera primeira experiencia, foram
prevenidos os habitantes de Andrinople para que
se conserrassem a cuna distancia respoitosa, sob
peni de Gearcm completamentesurd -
Quando a explosao leve lugar, a cidade ficou
em olvida era urna nuvera de fumo, e a detonaran
ouvio-se a mullas legoas do distancia.
A bala percorreu pouco mais de um kilmetro
0 enlerrou-se do chao quasi urna braca (1 metro
i'1' :enl.]
M ihooiet II licou encantado do effelto lerrivel
desta peca, e na sua alta salsfaco encheu de
:i piezas o inventor desia horrivel boca de fjg .
1 .larada a guerra, a ramosa machina parta
majestosamente pu haga por 1 10 bois, o
1 i 1 por 200 homens, que marchavam d
la I>, para conserva-1 1
um oumoro igual de carpinteiros e gastadores
qu< a precedan), a lira do abrir-lhe caminho,
desviando os obstculos, que se oppunham o sua
passa geni.
Apenas chegada e posta em Inte a comocou o
sen officio, mas entao vieram os desengaos
eram precisos 70 homens para servir esto Gar-
gantua de nova especio, ea manobra era lao Ion- ,rasi '-':|j" officio dever ser ngu sineiile roa-
ga, que nao se poJiam dar mais pie 8 tiros em '
2 horas.
Finalmente, para cumulo de desgraca a poca
nao tardn a arrebeular, e o inventor" que nao
quizera abandonar a sua bella obra, foi una das
victimas oque o impedio por conseguate de go-
zir a fortuna que Ihe valora a sua descoberla.
O Pauperismo Official.-A Estaltstiaa.occu-
pa a essencialmenle dos resultados numricos,
deuo sera solucaoa rcaior parle das questes
nioraes, que ella encerra ; n menos (no um
raio de razio humana nao venha esclarecer-la
para lhe arrancar o segredo do s. in.-,
.Mas se a razo urna na sua cssencia, ella
mltipla nos scus procesaos de elaborarlo, o 6
inuitas vezesem consequencia de langas" contro-
rsias, que .-liega a lixar 03 pontos de doutriua Juao l>- Shulfy.
os mais elementares em apparcucias. a brocho- Passageiro dobrigue brasileiro Damo, sa-
ra denovembro do Journal dos Economistas nido para o Rio do Janeiro
or leca una excellonle analyse de urna discussao
importante, que leve lugar" na academia das
sciencias moraes e polilieas relativamente ;i ques-
lao do pauperismo legal, objeclo do artigo j
publicado, o coavm que seja presente aos lei-
tores os piincipaes elementos dessa discussao,
para avahar os reflexoes do artigo referido.
DTuneiru uisiriouiuo sob a luruiii do soccorro e
semp-e urna perda para o corpo social considera-
do 110 sentido ; porque um capital, que se des-
lie, que nao produz o t rabal lio equivalente, e
que nao provoca nem a prolucco ncm o novigo ;
eis-aqui porque 110 poni de "vista do augmento
de riqueza, a assistencia urna m operacao.
Todava, pela tendencia que tem
humana de se abster do
momento em que a existen
pendente desse meio, 6 noccssario que essa as-
sislencia naovnha a ser de alguma maneira um
estimulo a inaclividade, um mcio de inutilisar a
forra individual.
Logo, acrescenta judiciosamenlo M. Alfred
Maurj', a condirao que a caridade proporciona ao
indigente deve "ser sempre inferior aquella oblida
pelo trabalho bora ; o soccorro devo ser como o
rgimen penitenciario; isto nao cnnvem que o
peso ache na sua ifelengo urna vida mais com-
ino.ia, do que obteria trbalhando como operario
honesto, O soccorro concedido ao indigente nao
deve parausar sua energa o enlreter sua pro-
guica.
Se a eseaa considerag5os da sciencia, 6 per-
perintliiio ajuntar outras, eumpre dizer que a ca-
ridade legal estara ao abrigo de toda acrilica.se
ella se conliver siri lamente nos limite, que lhe
assigna M. Bufan para a legitimar. A assistencia
irreprehensivel e santa ojiando inlervcm para
reslabelccer o equilibrio, que deve ha ver entre os
recursos da operario e suas verdo l.'iras rreccssi-
dados, salvar do perigo a existencia da familia,
sustentar sua coragera prestes a falhar, restaurar
sua lorr.a moral, e perinllir-lhe a comegaro tra-
balho cura proveito. Mas a caridade legal dedi-
ca -se a isso ?
Pele, contrario, cammummenle a assistencia c
una operacao nicamente organisada com mais
ou menos regularidode, que trata de una pobre
Z8 mais 011 menos automticamente disciplina la.
O carcter geral das elasses mendicantes re-
presenta una grande maioria do familias, que
explorara melhodicamenle a beneficencia publica
e particular.
Como j se observou no precedenle artigo, os
membros adultos dessas familias adquirirn! uos-
gragadamento- a incln acan mendicidade, e
quando a molestia da pobreza passa a estado
chroaico, ella q ki- sempre incuravel.
Som dei i ir de roo 1 r a devida justiga ao pro-
greso, que ie;n al [uirido no sen modo de pro-
ceder a calida le publica, e no zelo dos que cou-
correm e presidem aos seos artos, com ludo, pa-
rece que a altencao da sociedade ainda su nao
applicou, at agora, a procurar os meios do Im-
pedir que a pobreza accidental se torno depois
ico, e mais que ludo a impedir o seu con-
tagio ca successao indefinida as niesraas fa-
milia.-.
Esses meios, verdale, deyeriam ser diversos,
como as circurastancias la \la o da localidado;
que uesoecupasse a (uisao, 0 nao tul alluudido.
Disto resultou ficaiem juntos individuos, que
convinha ter separados, e que inspiravam re-
ccios ao delegado, tanto que este anterior-
mente havia perdido a conservaco delles nesta
cidade.
Um soldado de polica de mais a mais com-
facilitou
mas pafeco que poderiam ser classificados em
11 equilibrio, seui contar duas piincipaes cathegorias :
1." A 1 : ;3 1 absol ita d 1 va liagem e da
mi 11 licida le infancia d..' amhoa os sexos, ha-
rendo agentes especiaos para os conduzir 's es-
colas de pr ni :ipio, e depois para Ibes facilitar a
iniciaco ao trabalho e aprendisagein de um
officio.
2. Promover a forraaco das sociedades pro-
de polica de mais
a preguiga I prou armas para os presos, c este crinu .
trabalho, desde o nio-!muito a realisago da fuga, que os meamos pre-
ncia est segura inde- sus projectavam, favorecidos pela circumstan-
ca dita, que somento a cmara se deve in.-
putar.
Nao ora possivol que o carecreiro com poneos
soldados obslasso fuga de *vinte o um pre-
sos, bem armados, que o sorprender m no ac-
to de abrir a porta da prsao para entrar
agua.
Elles portanto evadiram-sc ; mas nlguns mi-
nutos depois, granas diligencia da polica, en-
Iravara para a cadeia onze, e entre elles Jos Ma-
ra, homcm destemido, que resisti mudo, e que
ia matando um soldado.
U qudam, a quem respondemos, diz falsa-
mente, quo Jos Maria eslava escondido em urna
calacumba do cemiterio, e que nao obstante foi
assassinsdo, sollrendo desnecessarios c barbaros
ferimentos I
Quanto a resistencia dos barcaceiros, els o
fado tal como se dcu.
O capataz do porto requisitou torga para pren-
der dous individuos, que o desobedecern] ; o
quando tratava do fazer as prisocs, redando s
roclamaeoes e pedidos de lodos os barcaceiros,
quo esta va ni presentes, disse ao commandante
da forga quo se relirasse ; porque havia mudado
de resolucao. A forra relirou-so, e nada mais
houve,
Itesia-nos o lerceiro ponto do accusaco.
E' verdade queso deram do principie- de Ja-
neiro at hoje tres niorles om Goianna.
Urna foi feila no caminho de Podra* do FogO.
O assassino oceultou-se, mas o subdelegado pro
cura prende-lo, e instauren o processo sera de-
niOHi.
Asegunda foi foita em torras doongenho Ma-
cla, e o delinquente foi immedintamenlc
preso.
A lercoira foi feila o:n um lalrao de caval-
los, por um individuo, que c segua desdo a
Paraniba, e que fugio depois do pratieado o de-
licio.
Em lodos oseases a polica lera feito o sen de-
ver : instauren os proc-essos, e procura prender
os criminosos.
Se osen peccado nao ter prevenido tacs do-
lidos, nao ha auloridado policial, quo Jeixo do
merecer censuras. O mesmo dizemos a respeito
da fuga de presos. Do todas as prisoes, as mais
vigiadas e guarnec las, elles fogem ; e em Goian-
na quantas rezes licou razia a cadeia, quando era
delega lo ochefe desse grupo, a quem desagrada
a polica de hoje "?
So a respeito de .nortes, de resistencia, de fuga
de presos, de impunidade o de proleccBo a cri-
minosos, compararmos^o passado com o presento.
veremos quo Goianna est um eo aberl-, A di-
ferenea mravilhosa.
23 do feverciro.
A.
O Uval io dt l'erimiiiatu, o,hijo a iioUciu Ue
ler sido e'Sr. conpgo Campos agraciado'por Sua
Sanlidade eom o ttulo de son prelado domestico,
cojo titulo anda annexa as honras de monsi-n-
hor, nao leve cm vistas applainar difficuldades
cleitoraes, como suppoe a gente do Liberal e nem
a noticia foi um invento para engrandecer o Sr.
conogo Campos.
fado 6 tao real, como renes sao os sorrigos
pelo Sr. conego prestado 4 causa da relgiao."
O Sr. conogo Campos prelado domestico do
Sua Sanlidade, como o Sr. Antonio Vicente do
Naseimcnlo Feiloza doulorein sciencias sociaes
o jurdicas.
Tcnha por tanto paciencia o Liberal, sofTra com
resignariio mais esla docepgiio, pois sina sua
ver sempre subir aquellos, cuja carreira poltica
toma a peito guerrear.
Quanto a melter a ridiculo o titulo do prelado'
(3)
compieui os quairu juizes de |iuz u queso rete-
re o arl. 10 do cdigo do processo, o entrar em
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 22.
exercco som haverimPod.r.e:,to de todos elles.' TTT' hu <>s ziSiS
eo contrario nao parecesse deprohender-se do ldera do dla 2d.......4.629S2,.!
aviso de 13 de julho de 1813 n. 38; restoria, na T^TrTT^i'v7
hypolhese vertente, a duvida de nao constkr
que alguna dos quatro juizes de paz desse dis- ;
Irclo osse legalmente destituido do seu lugar ; '
e conseguinlomenle nao pode ser lirado do exer-
cicio em que se acha o noracado juiz de paz Joo
Francisco Bastos.
Dos guarde a V. M. Palacio do governo de
Pcrnamhuco 15-dn abril del8J2.
Francisco A-utonio Ilibeiro.
Sr. Jos Flix do Brito Macedo.
49:7043005
Pauta dos precos dos principacs gene-
ros c produeces nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana dt
20 o 25 de fevereiro de 1860.
Agurdente alcpol ou espirito
de agurdente ..... caada 600
dem caxaca....... 390
dem de cana...... >
Senhore3 redactores. LenJo o annuncio,
que no seo jornal se publica, noticiando um
domestico de Sua Santidade conferido ao 'conego I concert que deve ter lugar hoje no lliaatro de i dem genebra......
Campos, ura faci quo nao deve admirar, por- Santa Isabel, e vendo que all se diz que en pu/. Idemidem.......
il'Zazd^l i aatmtKn*id'- P"? oW O sin tiro da Coiiczv'o.
Correspondencias.
Sr* redactores.Continuando
jurisdirao,
prestando-mo a reger a orcheslra, como de miro dem dem
se exiga ; nMu dever decl irar ao publico, que dem restilada e do reino
inteiramenie falso o que all se diz, por quanto : Algodo em pluma 1.a sorle
nunca pessoa alguma me fallou a semclhante res-
0 conflicto de pei'.o ; salvo se eonsideram como obn^ngao mi-
na la
da de
jurisdirao, que iao intempestivamente levanlou n|,a eu j0.er ofToreeer-me, o que nao em
i lllma. cmara municipal desta cidade, jura- ,lr,i ib_. ,. ______ .
mentando de autorrdade proprra um quinto juiz c""al- K"nea ,r,e recuSI em m,nna v"
ciro deslricio desta fregnezia artis'a auxiliar os meos companheiros da
)ntra a expressa determina-' nem mesmo aos que nada merecen) : apel
odigo do processo criminal ; ra a lealdade das pessoas que me conhecem 'E'
i publicaras pouras pecas of- ,,;.,. _., 1 ,. ...
. [era numero do 5] para es- i"*q i*"sqo capt.r a benevolencia publi-
lilico, aiu de que cortas pos- ca calumniando-se-me. Felizmente para mi
soas, u.u.; mi vez me mecarn pela sua bilola, ti- sociedade em que vivo me faz j us tica c me
quem cortos do quo, na queslo me ora susto..- ; berta da m vontade de certa gente, que
lo, temi iior hm nianlor um direito sagrado, e ., '
nao son movido polo srdido interesae dos lo- co,no a wstumida a allnbuir aos outros, o
dem dem 2.* dita .
dem idem 3.a dita .
dem em carogo .
Arroz pilado .
dem com casca .
dem branco novo. .
dem maseavado idem
Azeile de mamona
clarecimenlo do publico, afim do que tortas pos- ca calumniando-se-me. Felizmente para mira a dem de mendoim e do coco,
soas, que lalvcz me meram pela sua bilola, ti- sociedade em que vivo me faz justiga, e me ac- Bolacha fina.
ecla Mo:n grossa......
que Cal em grao bom.....
nos que rae podem resuliar do exereicio da va-|* rastillado do seo pouco 011 ncnhiim merec men-
t. Sirva isto de resposta ao quo ss tem dito e
se possa diser sobre aeniellianle motivo.
lecife, 23 de fevereiro do 1SG0.
fnnocencto Smolls.
Srs. rodadores.
redago Liberal
mular poi um soccorro temporario o operarme
11 i a i ib' familia, quo suecumbem ao trabalho,
mas anda o principalmente procurar o trabalho
que Ibes falta, ou um trabalho mais bem renti-
me rado do que aquelte a que sua penuria os obri-
gou a aceitar.
Q utudo a assistencia legal, o assistencia par-
ticular, sua auxiliar obrigada, liveram plena-
mente entra I 1 nos.a hora, nao ser dado, infe-
lizmente] extinguir de toda a miseria; mas ter-
se-lia obtidoiuuilo para a moralisar e a limitar.
(Guataca Casavan.)
Passagciros da barca brasileira Amelia,
vinio do Rio de Janeiro .
Slanool Cordeiroe 1 llta menor.Manoel Ama-
ro, Jos Gongalves, Guilherme Vicenigssnark,
a vida
fronte
a por-
moraes
Mr. Dufan, q 10 se tem oceupadu toda
do problema dos soccorros, c que esi a
de um eslabelecimento de caridade, leve
misso de ler na academia das sciencias
e polticas sua memoria : na qual pretende de-
terminar as condices, om que se podem con-
ciliar a economa poltica e a caridade.
Vas o autor, na opiniaode Mr. Alfredo Manir,
que so ncarregou de dar cunta do debate susci-
tado por essa occasiao no seio da academia, tem
procedido menos 110 sentido de urna conciliagao
do 400 em refutar os principios admittidos peles
economistas. Elle tem considerado a assisten-
cia dos soccorros pblicos como o verdadeiro
remedio da miseria, acensando a economa pol-
tica a nao apreciar a sua efficacidado. Kilo pro-
curen mostrar pelo exemplo de Inglaterra que
Joaquim Rodrigues da Cruz Costa.
M&TADOURO i'l BLICO :
Mataram-se no dia 23 do corrate para 0 con-
sum 1 desta cida le 2'i rezes.
IIOHTALIDADE DO DA 23 DO CORUENTF. :
Luzia Meleiros da Silva llego, branca, casada, 30
anuos ; phlhys :a.
alaria Joa juina l'ereira do Couto, branca, casada,
3fl anu ; ; cancro no ulero.
Nicolao, prclo, escravo, 2dias ; gastrite.
Tertuliano Jos de Henezcs, pardo, soltciro, 35
atmoa ; afMassiasdo.
Luiza, prela, escrava, 35 anuos uro marasmo,
llermina, branca, 5 annos ; escarlatina.
CHROElCft JUD1C1AR1A,
TRIBUNAL DO COUllilERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 23 DE FEVEREI-
RO DE 1860.
PRESIDENCIA 1)0 BXK. SR. DESEMBARCADOR
SOI'Z.V.
As 10 horas damanha, achando-se presentes
Traclarei agora do lerceiro fundamento do ac-
cordo, que tem sido objeeto de outros arligos :
l.e-se no referido fundamento :
Que o farto de haver sido assignada a pro-
proposla de II. 93 por nomo alheio casa dos
embargantes, nao deixa concluir que o mesmo
acontecessequanto ao offerecimento do descont;
o contrario sim 6 iioluralmonle presumtvcl, visto
romo o thesoureiro, como lira dito, s entrega-
va dinheiro pessoa que de sciencia propra co-
uhecia ser da casa quo fa/.ia a Iransacao, o no
caso presente aflirraa que o dinheiro foi entregue
pessoa da casa dos embargantes.
A. simples leitura da primeira parto deste fun-
damento demonstra a sua inexactido, o.i c erro
manifest em que labora.
Suppoe ello que o faca de haver si lo a pro-
posia assignada por nome alheio a casa dos em-
ra, que bem inesquinhos sao, e comtudo lao am-
bicionados.
Desojo moslrar.e espero com o auxilio de Dos
e da jusliga do minha causa consegui-ln :
1.", que a cmara nao linha autoiidade para
me declarar competente, ou incompetente ;
2 quo, quando essa autoridade livesse, o sen
procedtmenlo para commigo foi monos impar-
cial, porque o nao tem sido igual para com ou-
tros em idnticas circumslancias ;
Taja nao nio lomar porem demaziadamente
entenso, e por que desojo ser lido, reservo a
prosecugo do mcu intento para outra a que es-
pero da rao VV. SS. lugar ora seu conceiluado
jornal do que constante li'ilor o assignanta
Caetano Pinto de Veras.
Recifo 23 de fevereiro.
ilni. e Exm. .S'cTendo, como mmediato em
votos entre os cleilos juizes <\<) paz do segundo
dislriclo de Santo Antonio desta cidade prestado
juramento perante a cmara municipal na con-
fu -lindado do aviso de ;( de agosto do lrii. e arl.
6 das instruegoea de 13 de novembro de 1832, em
ra/.ao de ter-se mudado desta cidade do Recifo
para o seu engen'io no principio do anno de
1850 o segundo juiz do paz eleito o Dr. Igna-
cio Nery da Fonseea, e de ter perdido o lugar nleres-cs da jniliga
om setembro do mesmo anno do 185'). O ler-odios
ceiro juiz to paz eleito o Dr. Angelo Henriques
da Silva, em vista do imperial aviso n. 1 o do. 6
l'or diflarcncia para COtn
I'ernambucano
I ilho .
dem idem i sea
Mein moid i.....
Carne secca.....
Carvao de madetra .
ta-ra de carnauba em pao
1 lem id ::i em velas.
Charutos bous ....
ordinarios .
botija
caada
garrafa
caada
arroba



arroba
alqueirc
arroba

caada

arroba

arroba



: n galia. ,
res.....
Cocos seceos. .
Couros de boi -
bargantes (N. O. Beber & C]
nao deixi con-
quanlo ao oll'e-
e respoiio
ao publico, respoiiderei as observages foilas pjla
mesma redacao em seguida a transcricao do ac-
cordo do meretissimo tribunal do commercio.
proferido na causa pendente entro a caixa filial '
do banco do Brasil e as casas DicLcr e Keller,
na parte que a inim se dirijo ; e direi os moti-
vos por que nao acaitei a discussao provocada era ^f seceos espichados.
pelo Sr. Dr. Alcoforado, como alvegado dessas
casas, no terreno en quj elle a roloeou
Primeiramente sempre entend sor muid con-
veniente tola a discussao pela mprensa -
causas pon entes pranteos tribunaes, antes que
elles prorara a sua ultima decisao, porque Icn-
I de a criar prevenges contrarias aos verdadeiros
irritar os nimos, exilar
epaixoese consequenteiiento pertubrr a
0 tal ha sido a
le outubto di
calma dos espirites dos juizes
latic empregada desdi o cornejo d iquella
causa.
Em 2,o. lu^ar nao se trata
1817 por ter aceitado entao a Ho-
rnearan por anuos feila pelo governo de sup-
plenlo do juiz d'orpbaos dista cidade, oCDciei ao
juiz de paz em exereicio do segundo dislriclo de ,< ... .",'"" '""." .. f ,, ,
o ilastos, di claran- SCWBU"M 011 jurdica, mas da voracidada ou fal- !':".....m 1""''1 ,,:"11
i!' orna qii -
dem dem verdes.
' cabr i e irlidos
I lem de on ;a .
Di de ca] la. .
i de Goiaba ,
! ce "...
indcs.
Id' ni pequeos. .
Estci prc] ori .
Esloupa nacional .
Farii lia d araruta .
dem de m indioca .
i.
miseria lem crestudo na populago dos produc- \ os Srs. deputados Reg, Basto, Lemos eSilveira,
tos o da accumulago dos capilaes. Parquanlo o
r-f.tire causou o estado do angustia em
ira se acha a classo operara, e cujos pro-
gressos tendem a augmentar-se. A iinmorali-
dafie ou imprevidencia do operario nao ca uni-
r causa da miseria qua o voxa, ella lambem 6
o efleilo do insufDcieocia do salario, das raria-
gocs, que affeclam a procura, da feria forrada
do alto prego das subsistencias, dos cnca ;os
progressivos da familia, da falla dos meios roaos
de ere tilo o de outras cousas ainda mai3 locaes.
Faltando urna vez o equilibiio entre os recur-
sos do operario e suas necesidades cresco e
lua-se a indigencia, a monos qua meios
extraordinarios, adqueridos tora do trabalho. nao
venham reslabelecer um equilibrio, e salvar do
perigo a existencia da familia. Deludo isto re-
o Sr. presidente declarou aborta a sesso.
Fui lida eapprovada a acta da antecedente.
KXPBDIENTE.
Um officio do secretario do meritissirao tribu-
nal do coramerci > da provincia do Haranhao, de
10 do rorrente, aecusaodo o roceblmenlo do quo
lhe foi dirigido da parlo doste em 2o de Janeiro
ultimo.luleirado.
Foi locante, a colagao officlal da junta de cor-
reloros pcrtenccnl semana linda. Archi-
ve-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Jos Peres da Gruz e Jos
Victorino do Paiva, pedindoo registro do distrale
de sua sor\edade sol a Qrma do Jos Victorino
de Paiva & l'.ompanhi i. Como requerem.
Oulro do E. A. Hurle & Companhia, pedindo o
salla a necessidade de assistencia, que quando registro do sen contrato social.Designem a to-
applicada do urna maneira inloliigento, sustenta ta parto de inleresses ou perdos dcada socio.
a coragom : restabelcce o individuo, o lhe por- Outro do Xislo Vicha Cuelho C impanhia, pe-
imito conhnuar com fructo o seu trabalho. lindo o registro do seu contrato social.Na for-
these tem sidoapoiada por duas inlelli- ma do parecer fiscal.
as poderosas, em differentes espheras, M.| Foram com vista ao Sr. desembargador fiscal,
Coustn, o philospho ectetico, e M. Bartli, legis- os seguimos requerimcnlos
te; mas oncontrou romo adversarios UM. de
Lavrrgne, Dunoycr, Michol Chevalier, Villern e
Wolowski. As razos expressas pelos ltimos
cinco podem ser redu/.idas ao seguinle :
A assistencia nao deve sor concedida seno
rom estromareserva, eso quando o liomem por
urna i ni ; mi lado, ou por um desgrana est na
imi ossibilidade de ganhar o seu pao : "os soccor-
ros fcilmente distribuidos s pessoas validas,
lmje do seren remedio miseria, enirelem
liga, que gera o paralysa a actividade. A
roia poltica nao condemna a caridade ; o
que ella v, lama una calillado bem entendida
e uma grande circumspeccao noemprego da as-
sistencia legal. A assistencia loo fraco reme-
dio contra o pauperismo, que cm Inglaterra este
tem augmentado extraordinariamente em face do
mais poderoso meio de assistencia, a quo jamis
Be tem recorrido a laxa dos pobres.
Por outra parle a axperieiicia mostra lodosos
dias em Inglaterra os felizes eludios da applica-
i.iin dos principios da economa poltica. A con-
igiio geral dasclassea laboriosas tem melhorado,
o salario dos operarios do ambos os sexos tem
augmentado. Em summa, os resultados oblidos
pelo esforgo individual lem sido em todo supe-
riores, aos resultantes da appiicac5o de le dos
pobres, tal ruino ella exislia cm 1883. Pela au-
liga lei dos pobres, a condirao do indigente era
um verdadeiro estado, no qual minia gente po-
der a viver, porque viviam muilo melhor como
pobres do que como operarios. Convm que os
pobres nao ateancem na sua pobreza commodi-
dades tacs, que nao aspirom a sabir da sua cou-
digao.
Alin tlislo, a economa poltica, que a scien-
cia do em prego o da aequesigao das riquezas,
Um deJoao Jos Sal anua, do Ccara, pedindo
ser prvido no lugar de agento do leudos daquel-
la piara.
Outro de Antonio lYioira do Oliveira llamos o
Joao Joaquim de Son/a |Abreu e Lima, prdiudo
registrar o sen contrato social
Outro de Kall Joham Schonctton, pedindo ma-
tricular-se.
Nao havendo nada a lratar-so, o Sr. presidente
oncerrou a sessao.
i __
SESSAO JUDICI ARIA EM 23 DEFEVEREIRO.
PllESlOE.NCIA 1)0 EXM. SR. UESBJtBARGAOOR
SOt/ \.
Aos 20 minutos depois do meio-da, arhando-
do-se presentes os Sonhores desembargado-
res Villares, Silva Ctiimaraos o Guerra, c os Srs.
deputados Reg, Basto, Lemos e Silveira, o Sr.
presidente declarou aborta a sessao ; c foi lida e
approvada a arta da antecedente.
Foi assignado o accordao proferido na appel-
lago em que sao :
Appellante, Tiburcio Valeriano Baplista ; ap-
pellada, |). Archangela Maria Ramos e Silva e
outros.
V \.SS\CENS.
Appellante, Jeaquim Ferreira Uendes Guima-
res; Repellados, arinca & Castro.
Appellante, Joao Antonio Gomes Cuimaraos ;
appeliado, Manoel .los Gongalves Braga.
Appellante, Joso da Silva Ferreira ; appeliado,
O Dr. Joaquim Antonio Alves ilibc'ro.
DoSr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Villares.
Appellante, Antonio Ferreira Tinto ; appelia-
do, Tiburcio Antones de Oliveira.
Do mesmo ao Sr. desembargador Silva Guima-
nSopode por de parle uma questao (al como oi|iie?-
pauperismo, que lio nlornainculo prende com
e bem estar e a prosperidado das incoes. Cur-
tamente que na pratica os principios nao podem
ser apphcados de tima maneira geral e absoluta,
mas isso nao impede que esses principios dcixeui
de existir, e nao devum guiar o hornera de lis-
tado. E' um faeto que so a assisleucia c s ve-
zes uecossaiia, inerilavcl, nem por isso ella dei-
xa ue ser uma cousa lameulavel, uma exlrcmi-
dade deplorarel, contraria a um bom syslcnia
econmico, e uue se deve empregar o menos
pos si ve!.
Finalmente o paupcismo ao mesmo lempo
ura objeclo de ostudo paraos economistas u para
os moralistas; do que devem proceder principios
diff.'reiiles eopinios oppostas.
A moral quei primeiro qua ludo remediar um
sollriiiieuto presente, e desgragadamcnle verda-
deiro. A economa poltica indaga a fon te do
mal, e quer como um paliativo, o que a caridade
d como remedio.
Nada mais houve a tratar.
I'ltCO RANOF.L,
Secretario interino"
cluir que o mesmo acontecesse
recimenlo do descont.
Ninguom ha que ignore e expresso no regu-
laraenlo da caixa filial quo o nico moo do se
offorecor urna letra a descont 6 a proposla ; en-
tretanto o accordao para remover esto ponto im-
portante da defeza, o nico, de que fez menguo
recorre ao que nao existo, admitte um outro of-
ferecimento que nao podia ter lugar, deslinguiu-
do a proposta de olforccimonlo de descont ; e
fundado ueste falso supposlo diz que o contrario
sim era naturalmente presumivel, porque o the-
soureiro so entregara o dinheiro a quem de
sciencia proprta sabia s"r da. i-.-js.i (fue razia n'
transacriio, o no caso prsenle a turma que o di-
nheiro fora entregue a pessoa da casa dos em-
bargantes.
11 portanto fora de loda a conleslario quo pa-
ra combater o ficto conhecido e prova lo relati-
vamente a proposta assignada par lir.na diversa
d'aquella que figurara as letras, racorreu o ac-
oordao a uma supposigao errnea, e julgou mais
naiiiralmonte presumivel aquillo quo nao podia
acontecer,isto que houvessc outro offereci-
mento alm da proposla, sera ao menos dar-so
ao trabalho de ver que nao houve, nem poda
haver outro olorecimenlo de descont di que o
que foi feito poia propusta que est nos autos.
Nao monos uotavel quo no referido funda-
mento se recorra a presumpoo de nao entregar
o thesoureiro dinheiro senao a pessoa que de
sciencia propna sabia ser da casa que lazia o
descanto, para cstabelecer que efectivamente o
dinheiro fdra dado a pessoa da casa de N. O.
Biebcr iS; C. cnihora a proposla fosse feila em di-
verso nome, romo reconhece o accordao, ivcar-
rend para csse lim a umasupposco ioadmissi-
vel c contraria a evidencia dos autos.
O publico c as pessoas entendidas na materia
o Imprciaes decidiro se procedente o funda-
mento prenotado, e se, ao contrario nao rovol i
clammonto a tnjustica quo me tenho proposla
de demonstrar.
Recifo 22 de feverciro de 1860.
J. It.J. Alcoforado.
F bico, ou ca1er*a ?
O Liberal Perna mbucano, que desloo seu nas-
cimento prega uma cruzada contra a preponde-
rancia do uma familia na provincia, o que do
maos as ilhargas ha gritado desesperad menle
contra a influencia das familias Rogo Carros c Ca-
valcanli, acaba de reconhocer a neeessidade da
preponderancia do urna familia neata provincia,
para vencer a eleigao em um circulo.
Nao gracejamos : a prova do nossa proposicao
est as seguales palavras, que se leetn em iim
arligo edictorial do Liberal di hoiilem sob nume-
ro :I2.
C^- Da fregnezia de Santo Amaro do J; boalo
nada diremos por ora, esperando que a familia
Souza Lrao, qut ahi prepondera, saib% nanler
a kijitimidadt dessa preponderancia .3
Esta lirada do Liberal Irazagua no bico.
Ninguom ignora que a familia Souza Lco ra-
mifleagio das familias liegos Barros,Cavalcanlis,
que suas opinies polticas sao idnticas ; o que
quer pois dizero Liocralanatbematisar a prepon-
derancia e influencia d'estas, e declarar necessa-
ria e legitima a preponderancia daquclla? Por-
que devem os Souzas Leoes preponderar na fre-
gnezia de laboatao. c nao iiilluirem os liegos Bar-
ros no Cabo, os Cavalcanlis em S. Lourengo, e
em outros pontos, onde teera legitima inlluencia
pe is suas riquezas, talones, virtudes e servicos
causa publica ?
Si, como prega o Liberal, o predominio,e pre-
ponderancia do urna familia prejudicial ros in-
leresses desta provincia, porque razio sr deve
consentir, e appoiar a preponderancia di familia
Souza Leao, e guerrear a dos Reg Barros e Ca-
valcanlis, cine soguem os mcsinos principios po-
lticos? iii
E nocessario pois que a redacro do Liberal,
em altengao 6 propra dignidad, responda seria-
mente s nossas pergiinlas, e destrua o mo ef-
foito que produziram as suas palavras, no animo
do publi;o, sempre fcil em acreditar hilorias
dos meninos do trem.
Assim o espera.
O admirado.
Recife, 23 de fevereiro de 1S60.
Santo Antonio, Joao Francisc
do-lhe, que rae caba funecionar esto auno, por-
que tlosde a peda do lugar do Dr. Angelo, em
setembro de 1850, tinha elle Bastos passaito de
auarlo a lerceiro juiz de paz do qualriennio,
e cabia-lhe por conseguinte funecionar como
lerceiro juiz de paz proprielario no anuo do 1851,
mas som usar do seu direitu s entrn em exer-
eicio cui abril de 1851, quando desde a perda
do lugar do Angola era ello o lerceiro juiz de
paz, o nao poda no lerceiro anno do 1851, ftfnc-
couar como supplentc : sondo proprielario no
elle, e conseguinlemente como juiz do paz pre-
p riela rio do lerceiro anno, foi quo funecionou
em 1851, 0 so desde Janeiro desse anno nao exer-
ceu ello, sift imputet foi tacto e omissao sua em
razo da desde<6*>terat>Fo de Isa'), aero juiz pro-
prielario do lerceiro anno do iiualriannio no se-
gundo dislriclo do Santo Antonio, e como lam-
bem desde esse lempo adquir na forma di lei,
como immediato em votos o direitu de ser con-
siderado juiz de paz do quarlo anuo no referido
dislriclo, o tino em caso idntico foi resol vid o
pelo goveauo a respeito do juiz. de pu da Varzea
Francisco, Joaquim Machado, duvidanJo o dito
Bastos pasear o exereicio do lugar djuiz de paz,
levo o negecio ao conhecimeulo do V. Exc. para
resolver, como entender usto.
Dos guarde a V. Kxc. Cidade do Recifo 7 de
fevereiro do 1858. lllm. e Exm. Sr. Dr. Vctor
d'Oliveira, presidente da provincia.
Jos Feliz de tirito Mace!).
Informe a cmara municipal desta ciddo.
Palacio do governo de l'ernambuco 7 de fe-
vereiro de 1852. I'i'ror d'Olueira.
lllm. e Exm. Sr.Tendo sido chamado pela
cmara municipal desta cidade em '. do abril de
lsl para na qualidade do quarlo juiz de paz dn
segundo dislriclo da freguezii do Sacramento
silade de letlias, que matk do fado do nu
direilo ouja solugao depende de exame e aprecia-
gao de ptovas quo existem npssutos, qua se
les podem ser regularmente; descnlidis, s fo
por conseguinlomeme va loda a discussio fora
delles ou em abstrato, a nao ser acompanhada
de innmeras certides cxtrkbidas dos mesmos
autos; oque a tornara nimiamente fastidiosa
e prohxa, quando alias a lista apiociaco de
[dem idem ordinario
.'. :i dem reslolho .
: "in mo bom .
[dem idem ordinario.
Gomma polvilho .
! ianhua.....
Lcuha em achas grandes
dem idem pe uon: .
dem em toros ....
pravas da privativa competencia dos trbunaes ras cedro taboas de forro.
Louro pranchoes de 2 costados
I
Varas o
uilhadas
perante quem sao exhibidas e descutijas.
Alm disto desde que o Sr. Dr. Alcoforado Costadinho. .
trotixe para a mprensa a discussao, nao da ques- Costado .
tao, mas do referido accordao ; nao como deci-
sao proferida por um tribunal colleclivo,
soa moral, digna de respeilos pblicos, mas co-
mo acto individual, indigitabdo nemes pro; i s i [em quiriz.......
cujos individuos foram fornmente aggredidos, Vimhlicb pranchoes de dous
comprehendi qiia a questao se lornava pessoal, custades.......
que nao poda eixar de degenerar em polmica dem idem custadinhe de dito
ardenteque era provocada, ou pela paixn que Idem taboas do costado de 35
sempre ma eonsellieira, ou que nao passava i a 40 p. do c. e 2 1,2 a 3 de
uma nova estrategia para inutilisar os juizes a. largura
quem se enjurrava, obrigandotos a averbarem.se Iaem ;'al uil" Ul' '-1'110 uzuaes
cgnto


libra
>^
y
um

libra


um

arroba

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cenlo


una
ura
urna
Communicads
O Liberal f'ernam'/ucano do hontem, om seos
Fados Diversos, publicou tuna noticia, quo lhe
don do Goianna um qnidum uloress.ido no des-
crdito das aiitoridaoos policas.
Expliquemos os fados, e a tanlo se reduz a
del.'/, i das mesmas autoridades.
Quando se proparou a casa da cmara para a
hospedagem de 8. M. o Imperador, foi nocessa-
rio remover os presos da cadeia de Goianna pa-
ra a casa do delen-ao dosla cidade ; e em urna
das prisoes va/ias depositou a cmara todos .os
movis, que nao podum servir na rtfceprao do
S. M
Voltando os preso?, o delegado pedio & cmara.
Muitu pile a invoja cm uin corado
mesfiiiinh.
Cada degro que sobe na escala social o Sr. co-
nogo Piulo do Campos,6 mais um aprrlu dado
nonodacorda.com que so bao de enforcar os
seus invejosos e ranrorosos inimigos.
Sahiaraos que o Liberal ha muilo represond o
papel de garoto, e mesmo de doido o que igno-
rramos era que lambem roprosentasse o Jo bd-
bo.de comedia, ou do palhago de bumba meu boi.
.Mas desse ledo engao nos tem tirado 05 dous
communicados publicados nos Liberaes ns. 31
e 32
ilutados, que nao podem ver sen desesrerar o
entftanilccimenlo de uin iuimigo poltico, cuja
sombra tanto lemem.
do Recite, exercer o respectivo logar, por so
adiar impedido o lerceiro juiz de paz l)r Angelo
Henriques da Silva, poroecupar o de jiiz de or-
phos, e continuando cu a exercer oslo presento
auno, nao s por me competir legalmente o exer-
cicio do quarlo anno, como lambem por ter ser-
vido, somonte parto do lerceiro anno, e me pare-
cer ter sido na qualidade de supplenlo, recebo
agora um cilicio o Dr. Jos Flix do lliito Maco-
do, parlicipando-me que leudo havidoduas vagas
ueste quatrienuio lhe perlence funecionar este
anuo, como inmediato em votos a vista do que
tenho a honra de consultar a V. Exc. para que
se digno deliberar se nao obstante nao ter eu
preencliido o lempo que a lei me permute, de-
vo transmittr o exereicio do dito lugar de juiz
lo paz ao referido Dr. Macedo.
Dos gualdo a V. Exc. Segundo dislriclo da
fregueziado Sacramento do Recifo9 do feverciro
de 1852. lllm. e Exm. Sr. Dr. Vctor d'Oliveira,
presidente desta provincia.Joao Francisco Bas-
tos, quarlo juiz de paz do segundo dislriclo da
fregnezia de Santo Antonio do ltecife.
Informe a cmara municipal desta cidade.
Palacio do governo do Feroambuco 11 de fe-
vereiro de 1852.Vctor de Oliveira.
lllm. e Exm. Sr.Conformando-nos com o
parecer .no per copia Iransiniliini js a V. Ese.
do nosso advogado, a quem mandamos ouvir so-
bre a materia do officio que rever! unos do ba-
charel Jos Flix do Brito Macedo, quem se re-
fere a petirao de Joao Francisco Bastos, quo lam-
bem devolvemos, parece-nos ler satsfoilo os des-
pachos de V. Evo. proferidos om ditos oflicios e
peticao devendo alfirraar.n S. Exc. seren exactas
as circurastancias mencionadas peio dito ba-
charel.
Doos guardo a V. Exc. Paro da cmara mu-
nicipal do ltecife em sessao de 8 do marro de
1852.lllm. e Exm. Sr. Dr. Vctor de Oliveira,
presidente da provincia.Francisco Antonio de
Oliveira, presidenteManoel Caetano s. Car'
neiro Alonteiro.Francisco tlamee de. Almeida.
Joaquim Lucio Uonleiro da Franca.Joaquim
Canuio de Figueiredo.
llms. Srs Em resposta ao officio do VV. SS.
datado de 11 do corrente, que acompanhou a
policio do b.uh uel Jos Flix de Brito Macedo,
oumpro-mc dizer quo dados os fados menciona-
dos na dita pe ligio parecem valiosas as razos
produzidas polo peticionario, pois o aviso n. 33
de 13 do julho de 18(3 suppera o raso de
oxislirem os juizes de paz cleilos provisoriamen-
te impedidos ; e nao resol re o caso cm que al-
guna lem perdido o lugar, e dcixftda do existi-
rcra como juiz de paz, hypolhese em que parece
dever proceder a regia do arl. 6 das instrueces
do 13 de dozembro del8i2.
Doos guarde a VV. SS. etc. Roco23 de feve-
reiro do 1852,lllm. Srs. presidente e vereado-
ros da cmara municipal do Recite.Jos Fran-
cisco de Paiva, ad.-ogado.
Conforme. .No impedimento do secretario.
ofJBcial
Manoel Ferreira Accioli.
Em resposta ao seu olficio de 7 de fevereiro
doste anuo, no qual expie sua opiniao a respeito
da conducli do juiz de paz Iesse dislriclo. ora
era exereicio, Joao Francisco Bastos, enteudendo.
V. M. que na qualidade de supplenlo juramenta-
do lhe compele exercer o lugar, vislo como o di-
to juiz de paz j servio no anuo passado lerceiro
do quatnonio, por se le.r considerado impodido o
cididao votado em lerceiro lugar, ou impossibi-
lilado em consequencia de haver sido nomeado
supplenlo do juizo d'orpliaos, o quo deu occasiao
ser Vmc. jurameniado, sondo o qutito votado,
occorre drzer-lhe, que- nao me parece fundada
sua prelenro, porquaiUo, aquelle cicadao servio
no lerceiro auno como supliente, sciu perder o
direilo de servir uo quarlo anno, e (uando fosso
liquido que 110 caso de vaga se- dovesse jura-
mentar al|ii:c dos nmedutos m vet1 para
de suspaitos afim de entraren! era seo lugar ou-
tros quo sejam mais favoroveis cansa de Bia-
bar e Keller, ou qua mais tmidos recuera ante
as agresso;s imnressas.
Por (odas estas razas pois entenJi que nao
me aesentava bem envolver-se directamente em
lal polmica meo fiiho porem pedio-me (cerca
1 do forro ....
[dem idem soalho de dito .
dem em obras oi.xos de secupi-
ra para ranos.....
dem id im rodas de dita para
ditas........
Mol.........



um



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240
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230
720
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45S5 10
160U -
WJOOO
par 103000
para lomar a defeza de urna das pessoas aggredi- Milho.
das pola primeira publicsgo do Sr. Dr. Aleo- Podras-i
forado, por sor essa pessoa chara a outra que o
honra com a sua amisade, ha muilo lempo, e
para fallar r.o meo nome como advogado da cai-
xa filial. Consentinisso ; mas lambem nao linha
approvado a phrase e a crimoniosade rj ia se lem
servido, desculpavel em verdes annos, farei
com que seja modificada,
Sou Srs. redactores, seo atllento leitor.
Dft. Fcente Pertira do lego.
PraeadoRecife 23 de foci'eiro de-1860
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotaecs ofBciaes.
Cambio sobro Londres23 d. 9l) div.
George Patchetl Presidente.
VuboiircqSecretario.
Alfanrlegra.
Rendimento do da 1 a 22. 310:102$5GS
dem d) dia 23.......13:42933
323 525,>501
MovIiBtento da alfande;
Volumes entrados com (azendas
com gneros
30$00O
caada 240

uma 800

IPB0
um 200
libra 120
arroba
:
urna 3|200
arroba 9000
cont |900
pipa 50-000
Volumes sabidos com fazendas
com geneos
-)
102
-----10
9
252
-----36
Descarregam hoje 24 de feverciro.
Escuna americanaJ. Darlingf irinha.
BrigueharaburguezCapibaribefazen
0iio'ue franco/.Zouavecemento.
Consulado geral.
Uendimento do da 1 a 22 .
dem do dia i-i......
51.1025034
5:20607
dem do filtrar. .
dem roblos .
- iva em molhos .
Sabo......
Salsa parrilha .
Sebo em rama. .
i vaqueta (meio
Tapioca........arroba
Unhas de boi
Vinagre .
Moyimento do porto,
.Varios entrados no da 22.
Rio do de Janeiro12 uias, barra nacional Ame-
lia, de 213 toneladas, capitn Manoel Jacinto
Teires, equipagem 12. carga varios gneros;
a Azevedo, Almeida & C.
Rio de Janeiro23 dias, biigue dinamarquez
Concordia, de 310 toneladas, capitn l. I>.
Grano, eqnipagom 11, em lastro ; a viuva de
Ainorim & l'iliios:
Babia9 dias, brigue de guerra inglcz Syren,
commandante Balfour.
.Vinos sahidos vo mesmo dia.
de JaneiroKrigue nacional Damo, capilao
Manoel Jos Vieira, carga assucar,
Rio Orando do Sul Brigue Nacional Alejrele,
capilam Francisco de Assis Goncalves Penno.
raiga assucar o mais gneros.
Babia Brigue escuna de guerra americano Uel-
vhitn, commandante Steedman,
59:3083108 ;: 3
lg g
H fe
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 22. 4:76Gt7 l
dem do da 23....... 11S45I
5678195
Despachos de expartacao pela hm*
sa do consulado desta cidade n ,
dia 33 de fevereiro de 1 SI '.
LiverpoolBarca inglcza Chase, James Ryder
& C, 3t) sacras algodao.
Qamplon=Brigue inglez cCaberfeigh, Whatcly
Porsler & C, 600 saceos assucar maseavado.
Ballimore Brigue inglez aCaroline Schenk,
Whately Porater & C, 2,350 saceos assucar
maseavado.
Canal = Patacho hollandez Gepbiena Helena,
Roslron Rooker e C, 1,600 saceos assucar
maseavado.
Havre Brigue frantez Parahiba, T. Freres,
1,030 couros salgados.
Rio da PrataPatacho dinamarquez Ernestina^,
Amorim Irmaos, 125 barricas assucar branco.
Rio da PrataSumara hespanholi Cariosa,
Aranaga Hijo t C 200 barricas assucer branco
Porto Barra portngueza Pormosa, Bailar &
Oliveira, 15 saceos assucar maseavado.
LisboaBarca portugueza cTejo, A. Irmos, 8
pranchoes deamarello.
Heee!eIoria de rendas interaas
gera.es de Pernanibiaco
Rendimento.do dia 1 a 82. 14.5001014
dem do. dia 23......
J) a
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'Sdoh
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o
A nolo clara com grandes" nevoeiros e agua-
cciros, vei.io varavcl, e assim amauhecou.
OSCII.I.ACO DA HAR.
Preamar as 5 h 42' di tardo, altura 7.0 p.
Uixamar as 11 h 5 da nianhaa, altura 2.0 p.
Observatorio do arsenal deunruiha 23 de feve-
reiro de 1660 Vikc.vs Ji'mor-
Edtaes.
FACULDAOE DE DIREITO.
De ordem do Exm. Sr. drcelor barao do Ca-
1111 iragibo se faz publico por esla secretaria, quo
i os alumnos desia faculdade da dala deste em
dianle poderao pagar a laxa da lei que serve de
I abertura aos trabalho* do anno lectivo.
Secretara da faculdade de direilo do Recifo.
1:133*34)2 22 de fevereiro de 1860.O official-maiorservia-
-------------' do de secretario,
t&tMKM Manoel Antonio dos Tassos e Suva-


(A)
DIARIO DE PERNAMBUCO. ~ SEXTA FEIKA 24 DE FEVERRIRO DE 4860.
Oat. Anselmo Francisco Ptretti, commendadoi
da imperial ordem da Rosa e jtiiz de direilo
especial do commercio d'esla cidade do Recite
capilal da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo por Sua Mageslade Imperial, e conslilu-
cional, o Sr. D. Pedro 1L que Dos guarde
etc., ele. *
Faro saber aos que o prsenle eJilal virem e
d'olle noticia tverem, em como o eommondador
Manuel Goncalves da Silva me fez a pelicao do
tlioor seguinle:
Illm. e Exra. Sr. O commendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante matriculado e cslabo-
lccido n'esla cidade, quer fazer citar a D. Isabel
Carolina Bourgard Jardim, viuva do finado Ma-
noel Percha Jardim, assim como os herdeiros
d'eslcpara verem propr c responder a urna ac-
eo ordinaria em que o supplicanle lem de pedir-
Ihes a quantia do 727JJ326 rs., que aquollc Jar-
dim licou a dover-lhc or saldo de conla romo
melhor oxpressar na mesma acgo o requera V.
Esc. se digne mandar citar a supplicada que
moradora n'esla cidade, e que visto ler osuppli-
canle justificado no juizo da conciliaco serem
incertos os supradtus herdeiros o morareni em
lugar nao sabido, para ellea se passe carta de e-
ditosCitados os Drs. curador peral c procurador
fiscal da fazenda nacional, snb pena de revelia,
juros c cusas, efleando lugo lodos citados para i
todos os termos da causa e sua execuco al real
embolso do supplicanle imlcpendeute de neva ci- i
tara o
Pede a V. I"\cIllm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio delirimenlo.E. R. MeAdvogado
Jocomo Pires.
E mais se nao rontinha em tal pelicao, que fui
por mim despachada pelo llieor seguinle :
Distribuida como rrquer.
Recifc, 1) de Cerereiro de 1860 A. F. Pe-
relli.
E mais se nao continha em mcu despacho que
vai aqu transcripto, em virlude do qual fui a
mosraa pelicao dcstribnida ao escrivao des'o jui-
zo Uanoel Hara Rodrigues do Rascenlo, que
tez passar o prsenlo edilal com o prazo de 30
das, pelo Iheor do qual cliamo, cito e lici por ci-
tado ao, referidos herdeiros. para que dculro do
referido prazo cumpa recan n'esle juizo, a fin de
allegaren! a sua defeza sobre o expendido na pe-
ii i i cima transcripta sob pena de revelia; pe-
loque (o l \ c qualquer pessoa. paientes, amigos
ou conhe p V. para que chcguo a noiicia de lodos mandei
-..; edilaesquc sern affixados nos lugares do
imc c publicados pela imprensa.
Dado e passado n'esla cidade, aos 13 das do
le fevereiro de 1860, 39 da independencia
.i i imperio do Brasil.
Eu Manuel Mara RuJiigues do Nascimeulo, CS-
SubSi revi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti. commenda-
rlor da imperial ordem da roza, juiz de direilo !
i ; ci;.! ,lu commercio, r.esla ciJ^ de l'ernambuco ele.
Faco saber pelo presente, cm como por parle
pe Jos .los Santos l'ercia Jardiin, me fura di-
rigida a pelicao seguinle : Illm. e Exm. Sr. i
Jos dos >anios Pereira Jardim, commercianle
estalielecido nesta praivi, (|ucr fazer citar a I).
Isabel Carolina Bourgad Jardim, viuva do falle- i
ciJo Manoel IVeira Jardim, assiin como os j
herdeiros deste para, veris propor e responderem
a uir.a aeco ordinaria em que o supplicanle tem |
le pedir-Ibes a quantia de 1,4738975, que a-I
quelle, .Manoel Jaidim ficou a dever-llie prove- [
nonte de urna porcao de agurdenle, como me-
lhor oxpressar na mesma acciio ; e requer a V. I
Exc, que se digne mandar citar a supplicada
que morarleira nesta cidade, e que, visto ler o
supplicanle justificado no juizo concili&iorio a
incerteza e auzencia dos herdeiros em lugar nao
sabido, para estes se passe carta de cilicios, a lo-
dos os doulores, curador ge ral o procurador fis-
cal da lateada nacional, sob pena de revelia,
juros, e cusas, c (cando logo citados para lodos
os termos da causa e execuco al real embolso
o supplicanle independeote de nova ctaco.
Pedea V. Exc. Illm. Sr. Dr. juiz especial!
adevogado, Jacome Pires.
Nada mais continha em dita petigao aqu co- \
piada na qual dei o despacho seguinle, por ler;
vido no juizo conciliatorio pelo supplicanle jus-
tificado a auzencia dos herdeiros do supplicado
em lugar nao sabido difira como pede. Re-
cie 9 de fevereiro de 18C0. A. F. Perelti.
Por forra este meu despacho, o escrivao que
esle subscreveo fez passar o presente, pelo llieor
do qual vai ser cilados os herdeiros do supplica- i
do -Manoel Pereira Jardim por todo o cenieudoj
na pelicao aqu incerla ; porlanio todas as pes^l
Boas, prenles, amigos econheciJos dos herdeiros
<]o supplicado llies facam sentir de que por esle
juizo licam cilados para lodos os termos de urna
accao ordinaria, afim de que denlro do prazo de
30 dias comparecam em juizo para allegar o que1
Ibes for a bem de seu direilo sob pena de re-1
velia.
E para que todos lenbam noticia, mandei
p3.;sar caria de ediclos qne serao sffixadas nos !
lugares do cosiurae e publicados pela mprensa.
Dado o passado nesta cidade do Ilecife de
Pernambuco aos 13 de fevereiro de 1860. Eu,
Francisco Iguacio Torres Bandeira, escrivao do
juizo commercial o fiz e=crever.
Anselmo Francisco Perelti.
Declaraces.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimentc
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jeclos seguinles :
Para o 9." batalho de infanlaria.
Randeira com oficialalo do Cruzeiro 1 ; porte
para a dila 1 ; bsica para a dita 1 ; capa de
brim t ; dt3 de oleado para a dila 1.
Para a companhia de pedestres desta cidade.
Grvalas de sola de lustre 60.
(Juern qui/.er vender laes objectos aprsente
as suas propoStas em caria fechada na secretaria
inselho, -; ll) horas da manhaa do dia 27
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
rara forneeimento do arsenal de guerra, 20 de
fevereiro de 1860.liento Son Lamenha Lins.co-
i inel presidente.Francisco loaauim Pereira
Lobo, coronel vosal secretario interino.
De ordem do Sr. capilao do porlo, faz-se
publico, que por todo esle mez tem de ser ar-
riado o mai lunismn do pharol de Santa Anna,
na barra do Maranho, segundo a communirai o
ltimamente feila pela capitana do porlo d'a-
quella provincia.
Secretaria da capitana do porto de Pernam- '
I o, 17 de fevereiro de 1860.
O secretario,
J. P. Ilarrello de Mello Reg.
O Illm. Sr. inspector desta Ibesonrana man-
d i v..r publico, para cnnbeciinenlo de quem in-
teressar, que em cumpriment da ordem circular
do thesouio n. 4 de 5 do Janeiro ultimo, se acha
iberia necia lliosouraiia a substiluico das olas
(Je 1$. 2-5 4.- .j- dilaceradas. Secretaria da thesou-
rar.i de fazenda do Pernambuco 17 de fevereiro
de 1860.O oilirial maior interino,
Luiz Francisco de Saipaio e Silga.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo I)ineo de Pernambuco reco-
lijo as notas de sua eraissao de 1 <',s' e de
'2')$, e pede aos possuidores das mesma!
o favor de as virem trocar no seu es-
criplorio, das II horas da manhaa ate
as 2 da tarde.
Conselho administrativo.
O conselho administralivo, para forneeimento
do arsenal de guerra, em cumprimcnlo ao art.
'21 do rogulamcnlo de 14 de dezembro de 1852'
i.iz publico, que foram acceitas as propostas dos
senhores abano declarados.
Para forneeimento do arsenal de guerra.
los Rodrigues Ferreira300 meios do sola a
4f320, 3 arrobas de eslanho em verqninhas a li-
bra a 730 rs., 2 libras do relroz azul ferrete a li-
bra a 159. 5'H) pennas de ganc.o paro escripia o
cento a 1JJ280, 100 macos de obreias o maco a
60 rcis.
Manoel de Azevedo Andradc50 arrobas de
cabo dslinho pora tacos de pera a libra o lfMQ.
Joo Jos da Silva' libias de liuhajwela de
meiada a libra a 6jJ. 32 libras de dita branca de
novello de n. 60, a libra a lg60O. '-**l*
O censelho avisa aos mesmos vendedores ci-
ma que devem recolher os gneros comprados no
dia 27 do correnle mez s 10 horas da manhaa.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 22 de
fevereiro de 1860. Francisco Jnaquim l'ereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objeclos
seguinles:
Para o palacio da presidencia.
100 libras de vela eslearinas.
Para o hospital militar.
Bolea de damasco braiu-o para o arrelicariol ;,
dila do dilo rxo para os santos leos 1 ; loalhas
de brim liso para forro do altar 2 ; coberla para
o mesmo 1 ; espnnador 1 ; apagador o vara para
as velas 1 ; manistergio para o altar 4 ; sangui-
nhos para o calix 4 ; corporaes 2 ; amitos 2; pa-
i nhos para cobrir as gaflietas .
Quem quizer vender tacs objeclos aprsenle
as suas pioposlas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do dia2'Jdo
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administralivo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 22 de
fevereiro de 1860. liento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.francisco Joaguim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
THEATIU)
COMPfiNHIA DRAMTICA NACIONAL
SOB A DlftECC.VO DO ARTISTA
AXTOXO JOS DIMITECOIUBRA.
Sahhado 23 de fevereiro.
Represcntar-se-ha pela segunda vez, o muilo
i[>plaudido drama em 3 arlos :
ELECA
Terminar o espectculo com a nova c espiri-
luosa comedia em dous actos, Iraduco do
francez :
s jusjuios.
_ Tomam parle na representarao os arllisias !
Vicente, ltayinundo, Carvalho, Lima, Lessa, e as
Sras. Maria l.ui/.a e Jesuina.
Convidados, etc., etc.
Previne-se s pessoas que rncommendaram
camarotes para o prsenle espectculo, tenham
a blindado demanda-Ios buscar at buje s Oli-
las da lard
Os bilhetes vendidos para sabbado 18, lem en-
trada no presente.
Comerar s 8 horas.
(RANB C0SH0RAM.4
ou
GABINETE PTICO.
Ra da Imperatriz numero 5.
Henrique Berger, chogado ltimamente de Pa-
rs, li ni a liorna de oflerecer ao ilustrado publi-
co Pernambocano o seu grande cosmorama de
vistas inteiramente novas, aonde o respeilavel
publico, medanle urna pequea quantia, pode
passar algumas horas de recreio. propnela-
rio deste cstabelecimonto espera merecer a con-
currencia publica, corlo de que nao se poupar
a esforros para que o publico fique salisfeilo. De
hoio at domingo serao patentes as seguinles :
1." R.italha de Vareza pelo general Garibaldi
em maio de 1859.
VISTAS NOVAS.
1.a Piara de S. Pedro em Roma
2.a Vista geral de Verstiles, o dia da fesla das
aguas
'." Entrada triumphanle dos alliados cm Se-
baslopool : 1) ce setembro de 1855.
Entrevistas em Alexandria de S. H. Napo-
teao III c Vctor Bmmanuel, generase Mac-Ma-
kou .piincipc Napolen, Niel e Lamarmora.
5.a Cidade de Vene/a, lomada de oulros pontos
6.a Vista geral dos Campos Ellysios, o o pala-
cio de Industria.
7.a Guerra da India, entrada triumphanle do
Nana-Saib carrogaJo pelos elephante, a l.u-
cknow.
8 a Calhedral de Millo na Iiaa.
9.a New-York cidade.
10 Vista de Pars, lomada dos jardins das Tu-
llicrias.
11 Cidade de Hamburgo, Allereaiiha.
12 Pariz, palacio de industria da exposiro
universal : 1855.
Para commodidade das familias, o gabinete
estar aborto das 6 horas da larde s 10 da noitc.
Entrada para homens c senhoras 1}000, e me-
ninos de lannos para baixn gratis
13. Pars, lomado do caes as tournelles.
14. Grande vapor Lcriatban, conslruido por
M. Rrunel o Fila.
Avisos martimos.
Dia 28 do corrente
para carga e pagsageiros para o que
tem excellentt's commodos, tiata-se
com os consignatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C ,
praea do Corpo Santo|n. 11.
Para Lisboa saho com brevidado o patacho
Uniao, porque nao espera por toda a carga, e
de pequea lolac&o : quem no mesmo quizer
carregar. dirija-so a seu capilao, ou a ra da Ca-
deia do Ilecife n. 38, primeiro andar, escrplorio
de .Manoel Joaqun) Ramos c Silva.
Rio de Janeiro.
* O brguc Mara Liua, capilao Re.mro Rap-
lista do Souza, recebe apenas alguns v alomes pe-
queos ou miudezos, e sahe com muila brevida-
de: a tralar com Alraeida Gomes, Alves & C,
no ra da Cruz n. 27.
Para Lisboa.
Vai sahir em poneos dias por ter par-
te da carga prompta, a bem conliecida
barca Gratidao, para o resto da carga e
passageiros trata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C. ra do
Vigarion. 9, primeiro andar, ou com
o capilao A. P. Borges Pestaa, na
praca.
Leiies.
LEILAO
PELO AGENTE '
LEILAO
DE
ARROZ
Sexta-fcira 2i do correte.
PELO AGENTE
No da cima designado e ao racio da em
poni o agente Pesiara vender por conta de
quem perlencer em um ou mais lotes vonlade
deis compradores no armazem do Sr. Hemetcrio
no Porto do Mallos
O saceos com arroz do Maranho.
O agente Pestaa continua a estar aulorisado
pela commisso liquidataria da extincla soceda-
de de fiaro c tecidos de algodao pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma socedade.
Os prclendentcs podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se com o dfo agente.
LEILAO
DE
Uanleiga inglcza.
Sc\la-i'eii'a 2i do correte.
PELO GEOSTE
O refoiido agente far leilo por conla de quem
perlencer sc\l:i-fciia 2 do correnle s 10 horas I
da manhaa no armazem do Sr. Aunes defronte
da alfandega
DE
8 barris grandes com manleiga americana.
[67 caixas, 28 meios e 200 quartos com figos.
68 barris com chouricas.
50 caixas com velas stearinas.
20 ditas com queijos llamengos desembarcados
ltimamente.
Sc\ta-fera 2-4 do corre ole.
J. P. Adour & C. farao leilao por in-!
| tervencao^do agente Cimargo, do mais'
I lindo e variado sortimento de miudezas j
desembarcado ltimamente pelo ultimo
j navio francez, proprias do mercado.)
para que pedem aos seus fregueses que
! comparecam na sexta-feira iio seu arma-,
zem na ra da Cruz n. 40, as 11 horas i
em ponto.
LEILAO
DE
No dia cima designado c pelas 10 horas da
manhea o referido agente vender por conla de
quem perlencer porta do armazem do Sr. An-
uos defronte da alfandega
50 barris com manleiga ingleza.
Avisos diversos.
Vital Jacoby, subdito francez, retira-se pa-
ra lora do imperio.
Um moco quo enlcnde alguma cousa de
escripia dobrada, se offerece para caizeiro de
qualquer casa de negocio, quer nesta praca.quer
fura della : quem pois de seu presumo se quizer
uiilisar. dirija-se a ra do Vigario n. 5, primei-
ro andar, a tratar rom Manoel Jos Goncalves
Braga Jnior, que dir quem seja a pessoa que
a isto se propc
= Quem precisar de um rapaz para caixeiro,
leudo alguma pratca de escrplorio, queira an-
nunciar por esto jornal.
Na roa do Rangel n. 7, precisa-se fallar ao
Sr. Francisco los da Silva e Manoel Jos da Sil-
va, lillios daSra. I). Mara Luiza de Olivera, re-
sidente na cidade de Lisboa.
NA
Ifll
cr
Espora-sc cm poucos das o palbabote Sovaes,
que depos da pouca demora do costme, segui-
r para os porlos cima : recebe alguma carga
Irata-se com os consignados Teixeira Bastos, S
Ai C largo do Corpo Santo n. 6, segundo andar.
Para a Iba de S. Miguel segu com brevi-
dado o paladn portuguez Souza & C. : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passegem, eu-
REALCOlir.VNIHA
DE
Paquetes iaglezes i vapor.
Al ofim deslc mez espera-se da Europa um
dos vapores desta companhia, o qual depos da
demorado costumeseguir para o Ro de Janei-
ro, tocando na Babia : para passagens etc., tra-
ta-se com os agenles Adamson, llovie t C ,
ra do Trapiche Novo n. 42.
lenda-se com Joo Tavares Cordero, na Iravessa
da Madre de Dos n. 9, ou na ra do mesmo no-
mo n. 36, ou com o capilao na praca do com-
mercio.
Cear.
Segu com muila brevidado o palhabole Santo
Amaro, recebe carga e passageiros : a tratar
com Caelano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo
Sanio n. 25.
Passagem.
Terca feir 28 do corre jte.
O agente Borja fai leilo no seu armazem no
da cima designado, por despacho do Illm. Sr.
Dr. juiz de orphos, e a requermento de Joo
Antonio Pinto Manins, de um sitio no lugar da
Passagem que faz esquina com a anliga estrada
da Torre, penhorado aos herdeiros filhos do fal-
lecido Francisco Geraldo dos Santos, cujo sitio
lem algumas fructeiras, cacimba, tanque c Ierras
proprias de plantaces, tres casas terreas de tai-
pa, na frenleda estrada nova, sendo urna reboca-
da de cal e todas cobertasjcom telhas.
Os pretendenles poderao examinar o referido
silo c sobre o valor do mesmo tancar no arma-
zem da ra do Imperador n. 15, s'll horas em
poni.
Terca-feira 28 do corrente-
O agente Rorja autorisado por urna pessoa que
se relira para fora da provincia, far leilo em
seu armazem na ra do Imperador n. 15, de toda
a mobilia pertencenlc ao dito senhor, a qual
consta de ricas caderas de Jacaranda, consolos
com lampos de pedra, mesas, camas, apajadores,
vidros, apparelhos para alinoco e jantar, guarda
roupas etc., ele, e mais perltces de casa, assim
como urna iofinidade da objectos miudos que se-
ria enfadonho mencionar.
Dar principio s 11 horas em poni.
!UU(D
Sabbado 25 do corrente s 11
horas eni" ponto.
PELO AGENTE
CAMARGO
O agente cima fara' leilao por con-
ta e risco de quem pertencer no ar-
mazem dos Srs. Machado & Dantas na
ra da Aladre de Deosn. 6
DE
20 barris com manteiga ingleza.
50 saceos com arroz pilado.
50 saceos com feijo mulatinho.
10 barricas com tapioca superioi.
As 11 horas em ponto.
Eslabclccida cm Loodrcs
CAPITAL
Cinco mUkocs de libras
esterlinas.
Saunders Rrolhers & C." tem a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telha e igualmenle sobre os
objeclos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
Substituicao de cogitme.
O alteres secretario do oilavo balilho de in-
fanlaria de primeira linba Luiz de Quciroz Cou-
tinho, faz sciente as pessoas de seu conhecimen-
lo, o as de mais que convier possa, que seu ac
lual nomo Luiz de Uueiroz Wanderley d'Ala-
goas, cuja esolucao tomou por ter no exercito
um seu irmo daquelle nomo e no mesmo posto,
e obslar quaesquer duvidas que no futuro appa-
recessem em prejuizo de ambos.
Sitio para alugar.
Arrenda-se um sitio no Caldeirero, entro os
do Srs. Dr. Alcoforado c Rabello, com escolen-
te e fresca casa de morada, bstanles larangeras
e outras fructeiras, todas carregadas do fructa,
a melhor agua de beber que lia naquelles luga-
res, excellentc baixa de rapim, e porto para o
ro, alem da casa de morada tem outra casa com
sala e 2 quartos, e mais cocheira, estribara,
quarlospara feitor e prctos : a entender-se com
Candido Alcoforado, ra do Amorm n. 50. ou no
mesmo sitio, das 6 horas da larde s 7 1(2 horas
da manhaa.
ASSOCIACO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipacao
dos Captivos.
Tendo cessado as ferias, e devendo comecar os
trabalhosdo conselho administrativo, o Sr." pre-
sidente convida osmembios do mesmo conselho
para se reunirem na casa das sessoes, no palace-
te da ra da Praia, no domingo 27 do correnle,
as 10 horas da manhaa.
De conformidade com os estatutos deve-se
proceder a eleco do novo conselho na primeira
domingade marco, que a 5, o que ser em as-
sembla geral : pelo que manda o Sr. presidente
avisar que todos se liquiden) com a caixa social
para poderem ser cleitos na forma dos mesmos
estatutos.
Sala das sessoes da Associaco de Soccorros
Mutuos c Lenta Emancipacao dos Captivos 21 de
fevereiro de 1860.O secretario,
Modesto Francisco das Chagas Cannabarro.
Lava-se e engomma-se com peiebo : na
ra das Trincbeirts, loja de marcineiro n. 5J.
Finio.
LISBOA
o veleiro vapor
commandante Ricardo Goble (nemeo-
nhecido nete porto) sahindo no
Leilao
ao
Sabbado 25 do corrente
raeio dia.
O agente Camargo fara* leilo em seu
aimazem na ra do Vigarion. 19
DE
Urna linda escrava com algumas habi-
lidades como seja cosinhar e lavar
com toda perfeicao.
Atteuco.
Pede-se a pessoa que por cassuade ou por ve-
ras trou um turbante da cabera de urna mulher
no baile da ra da Praia, na lerca-feira, quo te-
nha a bondado de o levar ra Nova n. 5, do
contrario ver seu nomo por extenso, pois j se
tomou taformacoes da pessoa que o vio tirar, por
estar sentado ao p da mesma mulher.
Na ra do Crespn. 21, precisa-se de urna ama
boa co/.nhcira.
Permuta.
O senhor que annunciou permutar um andar
e solao, com boas aceommodares, por um silo
perto da praca, pode dirigir-sb a osla lypogra-
pbia, que se dir quem pretende fazer sse ne-
gocio.
Precisa-se de um criado que d fiadora sua
conduela, para casa de homcni solleiro : quem
esliver neslas circumslancias, dirija-se a ra da
Cadcia de Sanio Antonio, sobrado n. 25, segundo
andar, boje ra do Imperador.
Precisa-se do urna pessoa habilitada para
ensinar meninos perto desta cidade, sendo que
naotenha familia : a tratar na ra larga do Ro-
sario n. 29.
Permuta-se um silo na Roa-Vi.-gcm, por
una casa nos Afilie tos, cujo silo lem casa de
lapa e lem cenlo e-lanlos ps de coqueros e ou-
lros arvoredos do fructos, e tena para qualquer
plantarn qne podeoecupar 4 escravos : a tratar
ua ra Direila dos Afogados n. 16.
Precisa-se de um moleque para
servico de tima casa de pouca familia :
na ra da Cadeia n. 41.
Precisa-se de urna ama de leite
forra ou captiva : na ra das Cinco Pon-
tas n. 67, confronte as ca Precisa-se de urna ama para todo o serv-
ro de urna casa de pouca familia : a tratar na
ra da Cadeia, loja n. 45, esquina da Madre de
Dos.
O abaixo assignido dexou de ser caixeiro
de Varejo C, desde o dia 22 de fevereiro de
18C0.Antonio da Cunha Brando.
Allenco.
Constando que alguem annunciou para vender
a casa terrea n. 28, sita na ra de S. Miguel dos
Afogados, previne-se que ninguem faca negocio
algum som que se cnlenda com os cinco conse-
nhores da mesma.
Precisase de urna ama livre ou escrava,
para casa de pouca familia : na ra da Trompe,
sitio numero 2.
'.lincas Rruco relra-se para o Rio de Ja-
neiro.
Francisco de Olivera Franco vai a Europa,
e durante o lempo de sua ausencia deste impe-
rio, deixa encarregado de seus negocios, em 1."
lugar ao Sr. Francisco Jos da Cosa Ribeiro : em
2." ao Sr. Alexandre Jos da Silva ; e em 3." a
seu caixeiro Jos Victorino do Souza.
Para o Illm. Sr. Sebaslio da Cuuha Accioly
Lins ir cm qualquer parte cm que esliver.
Meu charo mano, j sabemos que existes e
sem novidades, e j recebemos as carias que nos
cnviasles ; porm nao sabemos anda onde resi-
des para le rcsponderuios ; por isso pedimos
que communiques o lugar, ou pelo correio ou
[lOrmeio de portador, para te salisfazermos com
o que exiges. F.ngcnho Rebingudo, freguezia de
Agua Prela, em Pernambuco.z= Victoria do Nas-
cimento Accioly Lins.
Roga-se aoSr. alferes Julio Pompeo de Dar-
os Lima, uliimamenle chegado da corte a esa
cidade, que annuncie por este jornal o numero
da casa c ra em que mora, pois ha quem com
elle deseja entender-se.
Viccnzo Calavresse, subdlo Napolitano, re-
lira-se paja o Para.
Precisa-se do urna ama que seja capaz para
tratar de urna senhora somonte : na ra da Sen-
zala Velha, esquina do becco do Porlo, primeiro
andar n.48.
RESTABELECniENTO DE SALDE
OBTIDO
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Inflaiuiiiit^-sio do rsidiim^.f .- i.'-i-.-s
rio fieito.
SolTrcndo urna escrava minha, ha bastante
lempo, de una inflammaco do estomago cora
falta de respiraban, cancasso, dores de pelo e
muilo fastio, depois de ler applicado diversos
medicamentos, nunca obleve algum alivio, c fi-
nalmente recorr s chapas medicnaos do Ricar-
do Kirk, escrplorio na ra do Parto n. 119, com
as quaes, no pequeo espaco de 30 dias, ficou
inteiramente reslabelecda.
E por ser verdade, mandei passar o presente
que assigno. Ra do Silva Manoel n. 21. Ma-
noel Jos de Xndrade.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
Consullas lodos os das, das 1) horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.
Villa do Cabo.
O bacharel Carlos Eugenio Dansrche Mavig-
ner, de volta do Itio de Janeiro, tem aberto o
seu escrplorio de advogado na villa do Cabo,
ra do l.ivramenlo.
= Precisa-se de urna ama deleite, c paga-se
bem : alraz da matriz de Santo Antonio, sobra-
dinho de dous andares, no segundo andar.
Alten cao.
Trecsa-se de um cozfnhciro, e paga-se bem :
na ra Nova n. 21.
Eu abaixo assignado declaro que vend a
taberna que pjssuia no Recife, becco Largo nu-
mero 1 B.
Jos'Anlonio da Cunha Guimares.
= Precisa-se de um pequeo para caixeiro de
taberna, com pralica : na ra da Senzala Velha
n.104.
Aluga-sea loja da casa da roa d^ Impera-
dor n. 17, pelo lado do caes : quem o pretender,
dirija-se ao primeiro andar da mesma casa.
O prelo Beraldo, croulo, natural do Mara-
nho, acha-se fgido desde 21 do correnle, pre-
lo, denles bonitos, beicos grossos, levou calca de
algodao azul j velha, mas limpa, sem chapeo,
usa de abertura de camisa aborta no pelo ; sup-
pOo-se que ande l pelo Recife : pede-so a quem
o pegar, levar a na do Rangel n. 62, que ser
pago do seu trabalho.
Prope-so una pessoa habilitada, e que
tem pralica de magisterio para ensinar priroei-
ras letras, noyes de arilhmetica, grammalica da
lingua nacional c francez, fura desta cidade :
quem quizer utilisar-sc de seu diminuto prcsli-
ino, annuncie por esle jornal para ser procurado
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston ti C. ra da Senzala n. 42.
Attenco.
Perdc-se honlom em occaso da procisso
urna pulsera de ouro da largura de urna pollc-
gada, sendo pelas ras seguinles : palco do Ter-
co, ra Direila, paleo de S. Pedro, Carmo. carn-
boado mesmo, ra Nova, ponte, ra da Impera-
triz praca, al a ra da Concecao : quem achou,
se for pessoa que queira flear livre deste encar-
go de consciencia, pode levar na ra da Conce-
cao n 42, ou no arsenal de guerra ao professor
da cadeira de msica, que rocompensar com ge-
nerosi'lade Manoel Augusto de Menezcs Costa.
O abaixo assiguado declara a quem inleres-
sar possa, que a casa da ra Bireila dos Afoga-
dos n. 24, que oslar para ser arrematada, os
utencilios e foino da padaria* estebelcida na
mesma eslao sujeilos osles ao pagamento do rs.
228$, que se devem de alugueis ao proprelario
da mesma Antonio Jos Vaz Salgado, da villa do
Cabo.Jos Joaquim da Costa Maciel.
Precisa-se de urna ama para coznbar c en-
gommar para urna pessoa : na ra da Senzala
Velha n. 108, sobrado primeiro andar.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Palma
na freguezia de S. Jos n. 21, pertencenlc a um
orpho : por isso quem a pretender alugar, ha
de ser com fiador idneo, a entender-se com Jo-
s Thomiz Cavalcanli Pessoa, nos Remedios.
Precisa-sc
de um menino portuguez ou brasleiro, com pra-
lica ou sem ella, para caixeiro do urna taberna
em Reberibc : a tralar na ra do Queimado nu-
mero i.
Preesa-sc
de urna ama forra ou captiva para.os serviros do
urna casa cm Beberibe, de pouca familia : "a tra-
tar na ra do Qucimado n 48.
En si no particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, continua no
excrcicode seu magisterio, ensinando primeiras
letras, lalim e francez, e tambera admtte alum-
nos internos.
Como o vcnlo se tenha passado para o lar-
go, o peixe dos curraes do norte deve estar do
boje, sexta-feira at iiuaria da semana que vem
as horas da manhaa, e agulhas lodos os dias
de larde ; assim como o abaixo assignado tem
duas jangadas no largo, e se ellas malarem ea-
vallas se prefere : os senhores que as lueiram
parasen gaslo, diijim-.se ao lugar dos pombei-
ros, ra do Pilar n. 95.Domingos da Rosa.
Precisa-se alugar animalmente un silo
perto da praca, preferindo-se no Hospicio, Sole-
dade, Caminho Novo, principio da estrada de Joo
de Barros, ou Iravessa de Joo Fernandos Vieira :
quem liver annuncie ou drija-se a ruadas Cru-
zes n. 41, segundo andar.
Fugo no dia 20 de novembro do anuo pr-
ximo passado, um escravo do ensenho Sedro [do
Gibo) perlencente a Ricardo Pinto de Moura, de
nomo Joo, idade de 25 annos, pouco mais ou
menos, com os sgnaos seguinles : cor prela,
baixo, chcio do corpo, cxo do quarlo esquerdo
naris chalo, beicos grossos: quem o apprehen-
der, leve a seu senhor cima, ou no paleo do
Carino n. 1, ao Sr Joaquim Manoel Perreira ds
Souza, que ser generosamente gratificado.
Um moco que presta fianza a sua conduc-
ta, ouereee-se para caixeiro de loja de fazendas,
de calcado, ou armazem de assucar, e pan co-
brancas nesta praca : quera quijzer annuncie ou
drija-se a roa Nova, loja de ourivesn. 4.
Roga-se aos Srs. Joaquini Francisco dos
Santos & C. o obsequio de annuiciar sua mora-
da porque se Ihc deseja fallar.
Chaves adiadas.
Quem perdeu urna penca cora 5 chaves peque-
as, sendo algumas dmenos de urna pollcgada,
dirija-se a lvraria ns. 6 e8 da praca da Indepen-
dencia, queso lhe entregar.
Aluga-se a loja do sobrado na ra da Au-
rora n. 40" : a tratar na ra do Cabug, loja n. 9.
Vendem-so saceos com farinha lina, esper-
macele a CsO a libra : no palco' do Paraizo n. lo'.
Vende-se um carro de 4 rodas com os com-
pelenles arreios, ludo em bom estado quem
prelender, dirija-so ao largo do arsenal de ma-
rnha, cocheira de Manoel Cabral Borgts C.
Vcndem-se
Barricas de breu.
Graxa em bexigas.
Cemento era barricas e meias ditas : na fabrica
de sabo por tiaz da igreja do Santa lila.
Liquidaco.
Rorzoguins para senhora
Ditos para menina
Ditos para menino
Ra Nova n. 7.
45000
30000
200
Fazendas pretas e
de cores.
Na loja do barateiro, ra Direta n. 75, vcn-
dem-se ricos corles de seda pelos e de core*
com Ires ordens de babados por pinos mais ba-
ratos do que em outra qualquer pane, assim co-
mo isijam, ricos manteletes de teda pretose.de
cores muilo em conta, ricas maulas piolas de l-
nho, sendo muilo baratas olhando a qualidade
da fazenda, sobrecasacas de pannos linos prelo-.- -
e de cores, chapeos de castor prcios, brancos.e
de outras qualidades ; assim como sejam outras
quaesquer qualidades de fazendas. na lijado
Ribeiro Lobo, na ra Direila n. 75.
= Vende-se urna barcaca nova, de primeira
viagem, que pega era C00 "saceos, construida de
amarello, com muilo bom massamee ludo quan-
to nocessario para viajar : os pretendenles di-
rijam-se a ra do Qucimado n. 3'J.
Attenco,
Vende-se a armaro da casa da ra de Hortas
n. 29, sem gneros : Irala-se no becco do Cam-
pello n. 4, primeiro andar, por cima da taberna.
Guilherme Antonio de S declara que d'oia
em diante assigna-se, nao Guilherme de Helio e
S, como por engano sanio nos Ires annuncios
anteriores, mas sim Guilherme Amazonas de S,
o que laz publico para evitar complicaces e eiu-
barar.os que por vontura possam apparecer-lhe
no futuro.
O alteres Julio Pompeo de Ranos Lima
mora com seu pji Joaquim Ignacio de Barros
Lima, na ra da Siudadc.
Precisa-se de um feitor que cnlenda do
horlalice : ua praca da Independencia lis. 6 e 8.
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 18 anuos,
de boa conducta, e que lenh'a pralica de taberna:
na ruadas Gratesn. 20.
ATTEN(aO.
Perdeu-se no da de terca-feira, 21 do crren-
le, urna pulsera do ouro, desdo a ra de Hor-
tas, ra de Santa I hereza, pateo do Carmo, ra
200*000.
Furlarara do engenho Guerra, no Cabo, um
quarlo de roda, rodado e urabigudo, no da 3
do corrente: quem delle liver noticia, baja de
communicar no dito engenho, ou na casa n. 15
da ra do Hospicio dosta cidade.
Ansentou-se da casa de
seu senhor o escravo de nome
Filismino, pardo escuro, idade
20 annos, cabellos crespos,
beico bastante crescido, ps
grandes, estatura regular,
bem conhecido nesta praca
por ser ha milito tempo bo-
leeiro: quem o aprehender e
leva-lo ao Mondego casa do
commendador Luiz Gomes
Ferreira, ser generosamente
recompensado,
Veude-seuraa bonita mobilia de jacarando,
nova, com espelho grande, lindos quadros e va-
rios objectos: a dirigir-se das 4 s 6 horas da
lardo, na ruado Trapicho n. M, terceiro andar.
Esl fgida nos arrabaldcs desla cidade urna
prela que nao ser muilo costoso pega-la, pelas
inl'ormaeoes que se podem dar as pessoas que se
quizerem encarregar de a pegar : na ra da Ca-
deia n. 35 se darao as inormacoes, e os 200^000
a quem a pegar.
Na ra do Crespo n. 12, primeiro andar, ven-
de-sc por barato proco um grande lleiro de
amarello. lodo envidrando, proprio para guar-
dar louca.
associaco CnpogvapfttcA
IkvtiAmhuCiitta.
Domingo, 26 do corrente, s 11 horas da ma-
nhaa, haverscsso daasserabla geral, no lugar
do costme.
Roga-so aos Srs. conselheros para compare-
ce rem duas horas antes, afim de funeciouar o
conselho director.
Secretara da Associaco Typographica Per-
nambueaua, 23 de everoro de"t860.
J. L. Doradlas Cmara.
Io secretario.
Deseja-se alugar um prelo escravo para
servir em um sitio : a tralar na estrada de Joao
de Barros, sitio da E\ Sotanas,
75. casa terrea.
Deseja-se cffecluar o contrato de urna pe-
soa para mostr de meninos cm um engenho
prximo a villa do Cabo : quem liver aplido
necessaria e quizer lomar esse encargo, pode d-
rigir-se ra da Senzala Velha n. lu, ou casi
do Dr. Barros, juiz municipal, no caes do San-
Francisco.
Quem precisar de urna ama forra para coz-
nbar, dirija-se ra do Pocinho, sobrado ondo
inorou o cirurgio Miguel Felicio.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de qual-
quer eslabelccimenlo, preferindo loja de fazendas
ou miudezas, pois que (em alguma pralica, ou
anda mesmo para algumas das provincias do sul :
quem pretender annuncie para ser procurado.
Exislem no sobrado n. 3, do paleo de S.
Pedro cartas para os Srs. Jos Eziquio de Amo-
rm Lima e Francisco de Olivera Coelho.
Precisa-se alugar um solo ou um quarlo
separado: quera liver drija-sc ra de San-
Jos n. 16.
Compram-so moedasde ouro de 163 c 20$ :
na loja das seis portas em frente do Livramenlo.
Doseja-se lomar alugado um homem (pre-
fere-so um eccravo) bem recommendado. que
saiba c.onduzr urna carreta e que dconia fiel do
que lhe for confiado para vender : faz-seo ajus-
te no sitio da Exm.* Sr.* viscondessa do Goian-
na, na Estrada de Joo de Barros.
= Vende-se urna casa nes Afogados.no prin-
cipio da ra de S. Miguel, a qual lem excelen-
tes commodos para urna familia: quem a pre-
lender, dirija-se a ra Direila n 33, que adiar
com quem tratar.


DIARIO DE PERNA MBUCO. SEXTA FEIRA 24 DE FEVEHEIRO DF, 1860.
f
O Mt
DO DR. CIIABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PAR* O TRATAHEXTO E PhMI'TO Cl RAT1Y0
HAS EKKERMIDADES fliXIAES, DN T^DAS AS AFF.f.COES CITANEAS, VIRIS
iO'mIw d<- ferro Chalilo.
Xropr mu prelerivel ao
Copahba e as Cube-
tas, tiirj inmediatamen-
te qualquier purear .o ,
relaxaba) e dtbilidaJe, e igualmente fluxus e
flores brancas das mullieivs. injccfao de
Chabic. Esta injeceio benigna eniprega-se mes-
mo t'.'mpo do xirjpe de citrato de ferro, urna vez
de manb, e tima vez de tarde durante tres das;
ella segura a cura.
PLUS DE
COPA H"
DEPURATIF
do SA\ G
E ALTERACOES DO SANCl'E.
Depurutit o de Mangue.
Xarope m cela I sem mer-
curio, o nico couliecido
e approrndo pan rursr
con promptidaii c radi- |
clmente impigeas, pstulas, btrpes, sarna, co-
mixd-s, acrimonia e alteracfies viciosas do san-
ftue ; virus, e qualquer aeiio venrea. Ba-
nhoH ininei-ucit. Tomao-te dous por semana, se-
puindo oiratamento depurativo. remada an-
tiliei'|ielira. De Uin tflVilO mjravilhoSO nas f-
feces cutneas e comix&es. _.^.
Hemoriohidaff.-Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposito e na ra larga do Rosarlo, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB k D1MCG.0 DE E. KERWND
Esle liolel collocado no centro de urna das rapitaes importantes da Europa, torna-sede grande
Valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavcl. Sua posigao
urna das melliores da cidade, por se adiar nao s prximo s estafes de caminos de ferro, da
Allemanlia e Franca, cumo por ter a dous minutos de si, todos os tlieatrose divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidam.
^so liolel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no leino, qur
cnifim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3&200 4-5000 )
por da.
Durante o espado de oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu lho o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os preces de todo o servico, por dio, regulam de 10 a 1 2 francos (-12S000 4#500.)
JNo hotel enconlram-se informarais exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangciro
Aloianak da provincia.
Sabio a luz a folhinha coni
o aluianak da provincia para
o correnteanno de
(5)
S irop d
urPORGET
JARABE DttlOUGET.
Este xarope esta ap| i-ovado pelos mais crmnrntcs mdicos de Taris,
Icoino sendo o melhor para curar COMpacoes, t aDecc-ies dos brimcuips, ataques de peito, rrilacAe* nervosas e insomnolmcias: urna colbera.la
pela manlia, e outra i noile sao suflicientes. O eln-ito desle exceleute xarope satisfaz ao niesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposito nv ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 3C.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecciesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade ele. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabelia dos emolumentos
parochiaes.
Empregados chis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associaces coinmerciaes,
agrcolas, industriaos, litlera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
duslriaes e coinmerciaes de
todas as qualidades como lo-
ijas, vendas, acougues, enge-
nlios,elc., etc.
Serve elle de guia ao cora-
incrciante, agricultor, mar-
timo e emiin para todas as
classes da sociedade.
O hachare! Witruvio tcm
o seu cscriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
LI0ES PRATICAS
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dobradas
E DE
APPK0VA(!\0 E AUTOR,SA(iA0
DA
Ra Novan 15, segundo andar.
M. Fonsccn de llcdcii-os, escriturario da
thesouraria de fazenda desta provincia, competen-
temente habilitado pela directoria de instruccao
publica para leccionar arilhmctica nesta cidade,
tem resolvido juntar, como complemento do sen
curso pratico de escrituracSo por partidas do-
bradas, o ensino de contabtlidade especialmente
na parle relativa a reduc^ao de moedas ao cal-
culo de desconlos c juros simples e composlos
eonhecimenlo in.lispensavol as pessoas que de-
sejam empregar-se nu commercio ou que j se
acliam nellc eslabelecidas. A aula ser aborta
no dia 15 de jauciro prximo futuro s 7 horas-
da noite ; e as pessoas que desejarem matrieu-
lar-se podero deixar seus-nomesem casa do an-
nunciante at o mencionado dia.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de familia, c que so
preste a comprar e a sabir a ra em objectos do
servico : na ra larga do Itosario n. 28, segundo
andar.
Na livraria n. G e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se fallui- ao Sr-
Joo da Costa Maravillia.
Hoga-se aos Srs. devedores a firma sorial
de Leite & Correia em Iiquida^o, o obsequio
de mandar saldar seu3 dbitos na lujada ruado
Queimado n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Itaber.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston Piccisa-sc de urna ama par cozinhar: na
ra No-va ti. 8, loja.
Conlinua-se a preparar bandejas enhiladas
do diversos goslos, com bolinbos dos mais pro-
curados e dos mais ptrfeitos do nosso mercado ; rio, que seac
assim como pudins, bolos inglezes e franeezes, o
da nossa massa os mais perfeilos, e lambem as
bellas seringas e Qlhozes para o tempo do carna-
val, e urna porro de doce decajsecco porpre-J
i;o commodo : procure na ra da Pcnha n. 23,
segundo andar, que se far negocio.
E JUSTA CENTRAL DE HYGIESE PIBLICA
II.KCTRO-M.Vr.M-TICAS EPISPASTICAS
icar
Pava sevem aplicadas s \>aiies afecladas, sc\\\
Tcsguardo nem ii\commoi\o.
AS CUAPaS HEDICINAES sao muito conliecidas nesla corte e rm (odas as provincias dc-to.
imperio ha mais de 22 anuos, o sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido nas enfermida-
oos abaixo escripias, o que se prova com icrliuraerosallesUdos que exislcm de pessoas capazos e
de dislinccoes.
I
NICA, VERDADEIRA
GITiMA.
E LE-
SALSA PARuILHA
DE
R. medio sem igual,' sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livcl para curar escrophulas, cancros, vheumalis-
mo, onfermidades do figado, dyspopsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades^resultantes do emprezo de mercurio,
ulceras e ciupcoes que resultam da impureza do
sangue
CAUTELA.
. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, achara-se obriga peitavel publico para^tte^oofiiar de algumas te-
nses imitacoes djjSaTsa' Parrilha de BrigtoT que
Ljpje se vcndeXestc imperio, declarando a todos
-jjii'! s'io eils os nicos proprietarios da receita
^^ffio br. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
* ^56.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito do fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredodasua preparaco acha-se so-
monto em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciareis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
uor oulrapreparaoo falsa ;
Io O envoltorio de fora est gravado de um
Indo sob urna chapa de ac, trazendoaop as
seguintes patarras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGEKTS
N. G9 Water Street.
New York.
2 0 mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C, Uristol em papel cor de rosa.
4o Que as airecoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix semeihante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Bjhia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernarabuco no armazn de drogas de J. Soum
i Companhia ra da Cruz u. 22.
Traspasse-se o arrondamenlo de um En-
genh.3 muito peno da pratji, rende-se urna par-
te do mesmo Engenho, una maquina a vapor,
umi deslilarjao nova montada de um ludo, 22
bois de carro, G quarlos, e outros objectos :
tracta-se na ra do Queimado n. 10.
Ki- Constan-
FOLIIIMUS PAR 1860.
Eslo renda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla lypographia, das seguintes quali-
dades :
Folhinha religiosa, contendo, alm do
kalendario e regulamcnlo dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuaco da biblioll.eca do
Crislao Brasiloiro. que se compe : do lou-
ror ao santo iiomc de Dcos, coroa dos ac-
tos de amor, hyniuos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemorarao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para ora;o mental,
dividido polos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudru-oos doro-
tas s chagas de Chrislo, oracoos a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. J^is^c anjo da
guarde, responco polas almas, alm de
oulras oraces. Preso 320 rs.
WiTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
una collecc.ao do ancdotas, dilos chisto-
sos, coitos, fbulas, pensamcnlos moraos,
reccitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e [ireserraliro de arvores
e fruclos. Preco 320 rs.
1TA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 100 rs.
t><>owiftiQ fa'si'Gt ft^'7'' iairariiffliir>iirMfr
| Altenco.
h
m
O l)v. Cosme de Sa' Pcreirl
>
^-de volt? de sua viagem nstructi-^
^uva aturopa conltnua no exer-jwt
^iciciodesua proisso medica. wp
'Js u consultas em seu esCFjpto-jwK
Mi'io, no bairro doRecife, ra du^
^ACruz n. 5o, lodos os dias, menosIg
^nos domingos, desde as' G lioias|^
Sft ns 10 da manhaa, soLre os^
'i seiuinlcs pontos : >^
M*. Molestias de. ollios : fcV
mons como lokinhbs, escrfulas etc., soja qual fr o seu lamanho o profundeza por moio da
supporacao scrao nadicalmenle extirpados; sondo o seu uso acouselhado or habis o distnclos fa-
cullativos.
As cncommendas das provincias devom sor dirigidas por escripto, londo lodo o cuidado do
lazerasneccssanaS expliearoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parlo do corpo existe, sena cabeca, pcs:oro, braco, cdxa, perna, p, ou tronco
o corpo, declarando a orcumstancia ; e sondo ferida ou ulceras, o molde do seu lamanho em
um pedaco de papol c a declaracao onde existem, afim de que as chapas possam sor bem apli-
cadas no seu lugar. r
Pde-se mandar de qualquer poni do imperio do Brasil.
Consullas n lodajas pessoas que a dignarem honrar com a sua confian-a, enfseu escrinlo-
ar aborto todos os das, sem excepoo, das!) horas tfa manhaa s 2 da tardo.
m
RA DO PARTO i!9
perto do largo da carioca.
Molestias
peito
de coraco e
def&
g3*. Molestias dos igaos da gera-||g
id cao, e do a us ; -y
^4*. Praticara'toda e qualquer |t
mm
'Em
ron
OVIDIO DA GAMA LOCO.
Ca ntido yol. de 300 pao. em S" Francez.
te para o restubeiecimento dos
seus doentes.
Analysa-o nesta obra o papel da companhia nos diversos paiz:? di ale fui expulsa ; desco-
ojansenismo para deslrui-la, nao
para realisarem sus ideas schimalicas prova-se o
/ conslrangimenlo de Clemente Xl\ expedindo o breve d3 extinecrio da companhia, eque ella foi, e
operaeSo qucjulgarconveii'icn.^, tre-so o plano concertado pelo pbilosophismo, pela poltica e pe
COMPAMHA DA VIA FRREA
y por seus pretendidos crinies e anibicao, mas
.' constrangimento de Clemente Xl\" expediodo u.^.^ uo B.,
\i O exame das pessoas que o con- L-r anda, um dos mais esforzados sustentadorea da religio, em cuja defaza con uislou a cora de um
^sultaiem sera* 'eito indistncta-*>I verdadeiro martyrio.
Deus nao permitlio que a iniquidade fosse commetiida sem ficar 'gravada em documento
lamente, e na ordem de suas cri-
no
O
teniente
trocam-se, compram-se evendem-se escravos de
ambos os sexos, de todas nsidades c cores com
habilidades e sem ollas e todo este negocio se
iai debaixode todasinceridade : na ra uireita
numero 66
= Precisa-se de urna Moa livre ou escrava,
para cozinhar em casa de pouca familia : na ra
da Roda n. 52.
O abaixo assignado perdeu na larde de 20
do crtenle, era urna carta, o bilhele inleiro do
Hio de Janeiro n. 4315, da vigesima-setima lote-
ra a avor do estado sanitario, e previne ao the-
soureiro da mesma nao pague, caso saia algum
premio, senao ao abaixo assignado, e o mesmo
ollerecc sociedade a quera o achou c leva-lo ao
pateo da Ribeira n. 2 A.
Francisco Solano da Cruz Riueiro.
*

m
o ;:
Curso pratico c theorico de lingua fran-
ceza por una senhora franceza, para dez 55
mocas, segunda o quinta-feira de cada so- /i
mana, das 1U horas at moio dia : quom @
quizer aprovoitar pode dirigir-se a ra da .;.
Cruz n. 9, segundo andar, l'agamentos @
adiantados. S
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 10 a lo
anuos, que tenha boa conducta, saiba
ler e escrever ; preferindo se um or-
pliao sem parentes e nem adlierentes nu
cidade : na ra Uireita n. 45.
RECIFE A S. FRANCISCO.
Pelo presente siio convidados os senhores ac-
cionistas virem do dia 3 do correnlc era (liante
ao cscriptorio da ra do Crespo n. 2, para rece-
bcrcra o S." dividendo de juros de suas acedes,
contados no semestre decoriido do 1. de agosto
feveroiro de 18.
Precisa-se alugar um preto ou prcia, j ido-
sos, para comprar na ra c fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo una ama nas
inesmas circiimstancias : quem livor e quizer,
annuncio ou dirija-sc a tua de Santa Hita n. 40,
priniciro andar.
Curso k inglcz.
.Kneas Bruce participa ao publico dcsta cidade,
que tem aborto um outro curso para principian-
tes, desde as 6 al as 7 horas da noile : na ra
do Queimado n. 26, primeiro andar.
Precisa-se tallar ao corresponden-
te dos Sis. tenente-coronel Hemeterio
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade : na livraria n. G e 8
da praQa da Independencia.
WLicoes de francez
1
^Ecaaa pa. v......^.
*a A applic.icao de alpuns medica y,
^amentos mdispcnsavcis era varios,,
J, casos, como o do sulfato de airo-ti
Ef
^Jpina etc.) sera' feito,ou concedido
A cenfianca
que j
DA
Ma
O Sr. thesoureiro manda azer pu-
blico que seacham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as S da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26enascasas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na ra da Cadeia do Ilecife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6" horas da tarde somente, os bilhe-
tei e meios da quarta parte da primeira
lotera do theatto de Santa Isabel, cu-
jas rodas deverao andar impreterivel-
mente no dia 25 do corren te mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeracDo sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 15 de feve-
reiro de 1860.O ecrivao, J. M. de
Cruz.
%j gratuitamente.
51. nellJfc ieposita, a presteza de sua
^ ac<;W, e a necessidade promr ta |;.
de seu emprego; tudo quauto o
Ndemove em beneficio de seus
doentes.
t^C ; ijc. 5G^rf ScSSSi
1 Precisa-se de urna: ama de leite,
que o tenha em abundancia, que seja
bem sadia ede bons costumes : paga-se
bem. Dirigirse a' praca de Pedro II
E um brado em fa\or dos Jesutas, entre n; anda tao injustamente ulgados, e que n^ce
da conviccao intima de que sua causa a da justiea, do pontificado e da religio.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra das Cruzas.
MMUS D.V'"\iAGEM
DE
(antigo pateo do Collegio) n. 57, segun-
do e terceiro andar.
Professor dcnlisla.
i pumo.
Madomoiselle Clemenco de llannetot
H de klannevillecontinua a dar licoes de
jj, francez e piano na cidade c nos arrabal- _
ffi dos : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. 3*3
mmsa mm %&m w&m% ms&m
O abaixo assignado, residente no terceiro
andar do sobrado n. 58 da ra Nova, acha-se no
exercicio de seu magisterio, onsinando primeiras
letras, lalim o francez, e contina a receber alum-
nos internos.
Jos Mara Machado de Figuciredo.
O professor de latim da freguezia
de S. Jos desta cidade, abaixo assigna-
do, declara ao publico que a matricu-
la de sua aula se acha abci ta, e que o$
trabalhos lectivos da mesma principia-
rao no dia 5 de evereito prximo fu-
turo. O; nteressados dirijam-se a casa
de sua residencia, n. 55, sita no pateo
do Terco.
Manoel Francisco Coelho
DENTISTA FRANCEZ. 5
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangoiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
J^ p dentitico. >*
**** A *AA.*.AA.J. Al* i .t t Sl* i. i. i. i.y\
O Sr. Honorato Jos de Olivara Figucire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da Independenci-i/iue se preci-
sa fallar-lhe.
= Jos Gomes da Silva Caz sriente ao corpo
de commercio e a quem mais inleressar possa,
que comprou a taberna a Manoel Bernardino Al-
vos, e por isso todos os senhores credoras deve-
rao apresonlar suas cootas no prazo de Ires dias
para seiem pagas, lindo os quaes nao se respon-
sabilisa por qualquer conla que lhe apresentarem
ttecife 18 de feveroiro de 1800.
Precisa-se alugar um sitio que
nao diste mais de legua e meia desta
praca, o qual tenha lugar para oceupar
mais de 8 captivos, ese ti ver pasto para
vaccas melhor sera', podendo o arren-
damento comecar agora ou cm maio,
conforme agradar : a quem o tiver para
alugar, podendo, diriji-se a praca da
Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se urna sala propria para escriptorio
na ra das I.arangeiras n. 21.
= Precisa-se de uraa ama : no palco do Ter-
co n 20.
Precis>i-se alugar ura moleque que coziuhe
o diario de urna casa de familia : quem o tiver,
queira deixar nota ou iadicaco do. sua residen-
cia nas lujas ns. 6 e 8 da pra;a da Independencia
para ser procurado.
m.n*-.a*r-iL.m U* \^*r ilU1''I .11 M..;.1> l!_i* *1_ Ji* ly. JI^
Seguro contra Fogo
COMPAUniA
A visita de SS. MM. II. s provincias da Rabia, Pernarabuco, Scrgipe, Parahiba, Alaai
c Espirito Sanio, inaugurou urna poca famosa nos annaes do imperio.
tima publicacao que lonha por fm perpetuara memoria do lao fausto acontecimento r"1-
gisirando as medidas mais proficuase os aclos mais caractersticos da munificencia imperial' du-
rante esta yiagem, coujunctamenic com as demonstracoes dcaprecf, devorao e lealdado que'
foram prodigalisadas pelo acrisolado patriotismo dos habitantes daquellas prc
deixar de ser bem acollada por todos os Rrasilciros.
Tomando sobre nossos debis hombros osla grata o honrosa tarefa, cxtralliremos das folhas
publicas ludo iiuanlo lor conducente ao nosso emponho, insor.ndo alem disso quaosquer docu-
mentos inditos e importantes, o todas is informarnos valiosas e fidedignas que nos forem minis-
tradas sobre semeihante assumpto; bem como as felicitacos, poesas o discursos dirigidos a S
MM. II,, (uando para esse lira nossrjam enviados por seus autores. Nada nos ser lao agr<
j como citar e recommendar considera^ao publica os nomos dos benemritos cidadaos, que mais
acreditado em Franca, em llespanha, c nesta : se dislmguiram nas demonstracoes de amor e veneraco para com os augustos viajantes.
cidade de l'ernambuc, arranca denles e rai/os A obra ser dividida em tantas parles (|uanlas sao as provincias visitadas; fazcndo-SC cm
com a maior rapidez possivel, assim como eolio- luSar competente, una honrosa mencao dos sons actuaes presidentes.
ca-os sobre chapa de ouro, platina e prala a Prevenindo os desejos dos leaes habitantes dessas provincias, aos quaes s dadaaventu-
vonlade de qualquer um que. delles precisar, a ^e puasuirwn por alguns dias, em. seu seio, os augustos imperantes, uniremos obra do que se
como tambera chumba o limpa-oscom o maior lrali os retratos de SS. MM. II., trabalho em cuja perfeioao cinprcgaremss o maior desvelo.
asscio possivel, tira oentes em casa a 2-3 e a 3j Tambera lhe addiciouaremos ura (|uadro syuopticu de Iodos os cavalheiros que Ggurarem
e fra a 53, dente posto cm chapa de ouro a IOS: : nPSla publicacao, cora referencia as paginas em que os seus nomos forem citados; e, finalmente
qu.em doli precisar, procure no Ilecife, becco do ardacao das pessoas que, tanto na corlo, como nas provincias do imperio, ouizerera com suas as-
Abreu n. 2, primeiro andar. signaturas proteger estas memorias, cuja importancia deriva de lao alio assumpto. Dous exem-
.. i piares priniurosauonle encadernados serao oll'orecidos. oom o devido acalamento a S> MMii
|4B tHObvuttU iiLiuii. iiKmlu iilUilBC?':*" era norae de todos os Srs. assignantes. '
^1 Cada cxcmplar que, como ja se disso, constar do seis paites, mais ou monos vol ura osas.
m j alem de um additaraenio ora que faromos menoao das pomposas testas que na corle se Gzerem para
ig a recepeo dc_SS. MM. II., e dos despachos que porventura possam ler lugar depois do seu i.-
gresso, cuslar aos assignantes que subscrevorom 5 ou mais exempiares, a 10 cada um ; e aos as-
signantes de 1 at 4 exeroplares, a 12J rs., pagos na livraria do abaixo assignado. Loando todos
| csses senhores com direito de reclamar a obra por partes, proporco que se forera imprimindo
s quando nao prefiram receb-la cmplela c logo depois de concluida." O eslabelccimonlo respondo''
5 por todas as quanlias que lhe forem entregues, o aceita, como lem estatuido, no momento em que
g se queira, e em qualquer Iransaccflo, os seus recibos como dinheiro (')
i Encerrada a assignalura ser elevado o custo da obra, se alguns cxcmplarcs icarom dispo-
i Diris.
Toda a correspondencia deve ser dirigida ao edilor
Bernardo Xavier Pinto de Sonsa.
Rio de Janeiro.Typograpliia e livraria, ra dos Ciganos ns. :j o 45.
(*) Nao ser ocioso declarar, que londo sido publicadas tudas as obras annunciadas por esle
eslabolocimenlo no auno prximo passado, una das quaes contera 11 voliunos (Amores do UiidiJ o
Grinalda Q< diana) acha-se por isso em dia rom lodosos leus assignantes.
DELICIOSAS E I.NFAL1.1VEIS. i Preparadas no seu laboratorio n. 3G Gold
Street i los uincos proprietarios D. Lanm
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
j principacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. S9.
j Babia, Germano & C.rua Juon. 2.
Pernarabuco,no armazem do drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
DENTES
approvadas pela Exm." inspeccao de esludo de |UliaestrCta do Rosario 11. 3l
Habana e por muilas outras juncias de hy-
1)
mmi
LONDRES
AGENTES
| G J. Astlcy & Companhia.

Vciide-se
para
I Tintas de oleo.
I Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
1 Verniz copal. C
I Palhinha para marci- |
I neiro. I
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
| Brimdevela: no arma- ^
zemdeC J. Astley fe C.
ri-.CMTMLatl 13Q3ICP Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
una parte no mesmo ngonho, machina nova
vapor, distilaco nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras. salTra
plantada, etc. ele. ; trala-se na ra do Crespo n.
13, loja.
Publicacao litteraria.
Guia Luso-Rrasileirodo Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na mo do
aulor ra do Vigario n. 11, brox. 3$ encad 49
O Di*. Joao Ferrara da Silva, de
volta de sua viagem ao norte, esta' re-
sidindo na ruadoRaogel sobradon. 56.
Annuncio.
Precisa-se alugar urna prelaeserava que saiba
lavar, engommar e coser; na ra da Cruz n. 23,
segundo andar.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrisras
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaos, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnera sensacoes debilitantes.
Testemtinho espontaneo em abone das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Porl Ryron
12 de abril de 185'J. Senhores. As pastilhas
isi francisco Pinto O/.oriocolloca denlos ar- 0
@ tiliciacs pelos dous syslomas VOLCAN! I
chapas de ouro ou platina, podendo 8
procurado na sobredila ra a qual iuo; CO
hora. **
Prccisa-SO do um negro ou nina negra para
vender fazendus com outra pessoa: na ra do
Hospicio n. 34.
Alugam-se osdos primeiros andaros dos
sobrados ns. 29 e 31 da ra da Praia : os pre-
tendemos dirijam-se ao armazem n 7 B,defronte
da alfaudcaa, que acharan cora quem tral r.
O Sr Alarico Josc Vurtado, que vea no va-
que Vmcs. fazem, curarara meu filho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, exhalara um chei- {^SjK lCm *"9*C*tl* cscril'l0ll de
ro ftido, tinha o estomago inchado c continua 'r^ Acba-se fugfdo desde o dia 14 do corrente
comicho no nariz, lao magro se poz. ojie eu i o escravo Podio, pardo, com 18 annos incom-
lemia pcrde-lo. Neslas circumstancias um visi- I Plelos- Ix'i'.'os grossos. nariz grosso, bons dea-
nho meu disseaue as pasudas de Kemp tinham | ^^^^^TCaS
curado sua flia. Logo.quc.soube disso, com- quera o apprehonder, leve o ao abaixo assigna-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a do, que gratificara bem.
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu ame agradecido.
W. T. Floyd.
Dr. Francisco Bal'.hasar da SUeeira.
iluga-so um negro do todo o servico, a
quem cinvior dar l;00OJ, fi-.-ando o aluguel pelo
premio do dinheiro.


(61
DE
Ferro Soluvel
DE
m
remedio de eujo emprego se lem tirado grandes
vantagensem ronca, mo 6 alteslado por m-
dicos de luuita reputaeao daquelle paiz ; em I.is-
l>oa pelo l)om resultado oblido nas applicacoes
fcilas no hospital de S. .los, c allirmaiio pela
(lazeta Medica daquella corte, o ltimamente no
Itio de Janeiro, otile foi approvado o seu uso
pela academia imperial de medicina : nico de-
posito ncsla ridade, na rscriptorio de Almeida
nimes. Alvos&Companhia, ruada Cruz n. 27.
Preco de endo frasco Ai
Troca-sc urna porcao de onro e prala em
moeda, por sedlas : na ra do Livramento n.
35, so dir qucni f.i/. es'.o negocio.
Compras.
= Para compnr a biographia do Dr. Jos da
Natividad* SaUanha, pero emprcsfaJo um exem-
j 1 irdaseganda odicSo das suas poesas, ou com-
pro-o.Antonio Juaqxira de Mello.
Xa na do Trapiche n. 9, arraa/.cm de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonscca, conipram-se
continua lamente modas do 16; e 20$000, aginas
dos Estados-Unidos, niodas de cinco francos,
- hosoanholas o mexicanas, cm grandes e
. mas parros.
VeilU-'St um carro de 4 rodas, Dem cons-
truido forte, com assento para 4 pessoas de
deolf, e um assento paro boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arrar.jado :
para fallar, cora o Sr. James Crabtree l C. .
42, ra da Cruz.
Para a quarefma.
Sedas prelas lartadas, lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior ora
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo emuilo superior a 28 c
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Lontinua-se a vender fazendas por baixo g!
g pree,o at mesmo por menos do seu valor, 95
| am de liquidar contas : na loja de 4 portas s
3 na ra do Queimado n. 10. B
i t
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 24 DE FEVF.RETKO DE 1860.
1J600
ssooo
11800
2-500
2jOOO
ara vi
draca.
*^VJ&9?(&
Epeef
Alleicao.
C impram-se, ven lem-se o lrocani-se scravos:
na ruado Imperador n.2l, primeiro andar.
Gompra-se um sobrado ce tirri at
A andares: na prar^a da Independencia
n. 22 se dir'qiem compra.
Compram-se nuedas de ouro : no escrip-
. i da ra do Trapiche n. 11, primeiro andar
"as.
inpi,
xsu
<%j
V nde-sc urna casa terrea no bairro da Boa-
\ la' a Iralar na ra do Imperador botica n 10
Al! lio.
Vende-se a taberna sita na ra do Aragjo n.
1 a ti '.i '.:< -

Suissos.
Em casa de Scfoafheitlin
, : Cruz n.38, vn-
inde e variado
alo'de relogiosdealgi-
beira horisontaes, pllenles,
chron Iros, meios chono-
Lros, de ouro, piala doura-
e foleados a onro ; sendo
gi tsdosprimeirosfa-
caules da Snissa, que se
lero por presos razoa-
\ eis.
= Ven le-se por preco comisado um escravo
iprio para todo o ser vico: na
.
Vende-se o labern da ra da Cadeia Nova
n. 17, ou d-se interesse a urna pessoa que lome
i por i' ilanco c de fiadora sua conducta : a
i .;. m i.
Vende-se sebo refinado do Pono em pao e
, dito do Rio Grande cm b.irris, cera de car-
nauba do Aracaly e da Granja, fio di l'ahia. ve-
1 de i i., ... c simples, todo por procos
ci ...... ios: na ruada Cruz, armazem n. 33.

y>
i
I
Xa ra Nova n. l, na loja dobim goslo, ven-
grosdenaples preto do melhor que ha no
i k)# 2 500, 2J800, 3?,
1 e 3500 o covada ; a ellos antes que se
ac bem.
A.o senliores de enfjenlio'.
No armazem do Jos Duarte das Nevos, ven-
barricas das melhores c maisaer-
is f.irinliasde trigo que eos tu mam vira esle
:>do.
Semenles dehortalice.
S'mentes do horlalico de todas as qualidades,
vralas pelo vapor Brasil : vendem-sc na ra
da Cadeia do Recite,loja do ferragens de Vidal &
Bastos.
Os abaixo essignados, estabelecidos na ra do
Cabugcora lojas de ourives ns. Dell, fazem
em recebido de novo os mais bel-
rtimeulos de obras de ouro, e vendem por
m conta que possivel, o passam
m recibos garantindo a qualidade do
1 ii 11 qui 1 licam responsavois : recobem en-
I is, e concertara qualquer obra do ouro
com assc.o e promptido.
Seraphim & Irmo,
Vendem-se moedas de ouro americanas
na ra da I Hi cife n. 40.
A 320 l!S. A LIBRA.
Presuntos inglezcs proprios para fiambre : na
ru i da Cruz, do Rccife n. 5'J, taberna.
Fcijo aniarello.
Antonio Farnandes da Silva Beiris lem para
yendir por prego commodo, em pequeas e gran-
des i >r< es, sac i com feijo aniarello de 6 al.
i Cda um, ou 30 cuias, medica desla c da
mclhor quali lade que ha no mercado, e cliesado
iillimimenledo Torio no brigue porluguez .1 ma-
fia 1: na ra do Vigario n. 27.
A prazo ou a d-
nheiro.
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 ren
sem uso algum : quem pretender, dirija-sc
mesma, que achara com ouem tratar
A6acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixillios.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem
se vidros a retalho do tamanUo mais pe-
queo ate mais de G palmos.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonliston & C. va-
qjietas de lustre para carros, sellins esilhocs in-
glezes, candeeiros c casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relosios d'ouro patente injilezes.
Meias de seda de peso
para senliora, brancas e prctas, e para meninas,
brancas e riscadas : vende-se na loja de Leitfc
& Irmo na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
& Baslos, ha para vender os
objeclos abaixo notados por
piceos cominodos e ludo da
melhor qualidade possivel,co-
mo sejam:
Camas de ferro c cora lona.
Combas dejapy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Suecia de todas as larguras.
Aro de Mitao.
Arcos de Ierro de todas as larguras.
Cravosde ierro de todos os tamanlios.
Ferramenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Trem completo de porcelana para co-
sinha.
Guardas comidas redondo* c quadrados.
Enchadas americanas e de todas as qua-
lidade*.
Ditas do Porto de todos es tamaitos. '
Pregos de tolas as qualidade*.
Catxas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de todas as quali-
dade*.
Tornos francezes para assados.
Bules, cafeteiitfs, assucareiros e man-
teguera* de metal.
Pencira de latao de todas s grossuias
para padaria e reinacao.
Ditas de metal dita dita.
Moinhos de todos es tamanhot para re-
fina rao
Fio de algodao de todas as qualidade*.
Dito frouxo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins.pastelaoebolinlio*.
Latrina* patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ierro.
Diversas ferramenta* proprias para
jardim.
Balancas decimnesde todos os tamaitos.
vinho do Porto,, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dilo rnuscatel, idem : no
armazem de liarroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se es me-
Ihores chapes de caslor.
(3KEMP; MEALwoKK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MEI.IIOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares, ictericia, affecroes dofigado,
febres biliosas, clicas, indigesloes,enxaquecas.
llemorrlioidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANCCE.
75,000 caixasdcslc remedio cousommem-se an
nualmente I I
Demedio dn natnreza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegelaes, nao conten ellas nenhum
veneno mercurial ncm algum oulro mineral ;
estao bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operado, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade c velhice.
Lea-sc o folheto que acompanha cada caixa.pelo
qualse ficar conhecendo as mullas curas milagro-
sas quetera electuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes c proprietarios.
Acham-se & venda em lodas as boticas dasprin-
! cipaes cdades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
l'ernaibuco, no armazem de drogas de J. Soum
4 C, ra da Cruz n. 22.
bincha
sem igual.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-sc cambroias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado, "i,
pelo barato preco de 500 r3 a vara. do Challes de merino eslampados muito fmospelo
Novas machinas de cozer,
Wheler PE
Aviso.
Saunders Brothers & C. lem p*ra vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto. recentiment
chegacos, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para esle clima.
Carne do vacea salgada, em bafris de 200
libras em cosa de Tasso Irmos.
No armazem de Adamson, Ilowie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-so selins para homem
e penhora, arreios praleadcs para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavalloetc.
Botica.
Bart'io'omeii Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febres).
ungento Hollway.
Tilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 ouc3s a
12 libras
Assim como tera um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prei;o.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde racca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deronte da
porta da alfandega.
New-York.
Achara-sc venda estas intcressanles machi-
nas de costura, as quacs rcunem todas nsvanla-
gens desojareis, nao s pela perfeic3o o seguran-
za do mechanismo, como por seren da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a Irabalhar nellas, o que se consegue
com urna simples licio. Estas machias fazem
posponto dos dous lados da costura c em cora
maior rapidez c perfeicao possivel.
Acham-sc venda c mosliam-so a qualquer
-hora ds dia ou da noite na nica agencia desla
provincia no aleo da Boa-Vista, actualmente
ra da Imneratriz n. 10 primeiro andar.
Na loja doscrtanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberam cm direitura de Franca, dencom-
menda, os melhores chapeos de castor ra :
sendo brancos e pretos, c as formas as mais mo-
dernas que lem rindo ao mercado, c por me-
nos que em oulra qualquer parlo, assim como
tamben tem um grande sorliincnto de enfdte,
de ridrlho pretos c de cores pelo diminuto pre-
so do 4g cada um, assim como lem chapeos de
sol de panno a 1$200 cada um cm perfeito esla
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
esguiao de linho a lg urna, cambraia preta fina
a 300 o covado, de cor a 5-SO, brim branco de linho a 1$200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos' a
7g00, ditos pretos a 8 e a 9,?, calcas de case-
mira de c 12$, colletes de gorguro a 4, 5 e 5$, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eiascruas, por
ser grande porcao, a lgSOO, ditas a 1$G00 e'2.5 a
duzia, linas a 3 e 4g, chapeos cnfeilados para
meninos e meninas e sen'noras por qualquer pre-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o proco,
e n5o se deixa de remndor.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4^500 c 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3* a duzia, carabraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a rara, meias fi-
nas para senhora a 3800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos a 4J500, e bordados a 6#, paletots de
alpaca prcla e do cores a 53, ceroulas do linho
e algodao, camisas uglezas muito superiores a
60a duzia, organdys de lindos desenhos a
1*100 a rara, corles de cassa chila a 3g, chita
francezaa250,2S0,300e400rs. o covado,'pecas
de madapolo com 30 varas a 4$S00, 5$, 5$500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores kas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 2j>, ditas de mcia case-
mira a 2240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outtas muilas fazendas que se vende por
barato preco.

O agente do rerdadeiro xarope do Bosque tem
eslabelecidu o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem do drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario cfa-
zcr elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconliccido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que gcralmcnle tem lido. Un cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual rerdadeiro an
lidoto para todas as molestias dos orgaos palmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o rerdadeiro conten no envoltorio a pro-
pria assigoatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esla litliograpliada.
<\
sor limen i o de cha-
Chegnem a Pechinclia i# Ra do Oueimado. 40
Na loja do PrcguiQa na ra do Grande sortimento defazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muilas por baratissi-
mos procos para acabar.
Do-se amostras com penhor.
Corles de vestido de seda de cores com
Queimado n. % tem para
\ender:
Chaly e merino de cores, oplimo nao s para
roupoes evesiiJos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas babados
modernas, bastante largas, de variados padroes' Ditos de dita prela com babados
a 20 e 280 r.s o cova lo grvalas a fanlazia.o Ditos de dita gaze phantazia
mais moderno pos-ivel a l#e 1200 cada urna, e
outras muilas fazendas, cujos precios extraor-
dinariamente baratos, satisfarao a expectativa
do comprador.
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
il-W do Posponto igual pelos
-'- ~T-- \".>!w dous lados da costura,
^*\jZJ^-^yi\ garante-se a seguranca
das rr achinas e manda-
se ensinar nas casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesla agencia : nicos
agentes em Pcrnambuco Raymundo Carlos Lei-
l Irmao. aterro da Boa-Vista n. 10.
tumi ARIAZEI I
i
Ra Nora n. A'.), junto
aigrejada Conceigo dos
Militares. 8
g< Neste armazem encontrar o publiro *>
-. ara grande o variado sortimento de ron- aS
H pas feitas, como sejam casacas, sobreca- SS
;f saca*, gndolas, fraques, c paletots de ffi
g panno tino pelo c de cores, paletots c A,
y- sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- #
na pretos e de cores, paletots e sobre- c-
sicos de seda e casemira de cores, cal- 2
. casde casemira preta e de cores, ditas de '& nienn, de princeza, de brim de linho :
35 C!,1'.s de algodio, colletes do velludo SS ,- '
preto e de cores, ditos de setim preto e 3S
hrrit.f.n Alio A.. -_____r r. t ^
branco, ditos de gorguro ecasemira, di-
los de fustoes e brins, fardamenlos para f&
^ a guarda nacional, libres para criados ||
m crolas e camisas francezas, chapeos
> grvalas, grande sortimento d* roupas v
I | ara meninos de 6 a 14 anuos ; nao agr- M'
M dando an cnmnnnlor aimimia j.n -^.... W
ffi dando ao comprador algtimas das roupas S
.tas se apromplarao oulias agosto do p
mprador dando-se no da convenci- e$
ralissimos.
peos.
Chancos de caslor pretos do superior qualida
de a 10, ditos francezes de seda a 7?, ditos de rt
caslor brancos a 14$. ditos de velludo a 8e93,: 1 I7PI1HIS HA! liPAPAfi \\"
ditos da lontr de lodas as cores muilo finos, di- i UUJUl^ | J |>1 1\V3 M
tos de palha inglczes de copa alta c baixa a' 3 e
5$, ditos de fel tro, um sortimento completo, de I
2J500 a 6^500, ditos do Chile de 850O, 5, 6, 8 !
9. 10 e 12;, ditos de seda para senhora, dos mais '
Hedemos, a 123, chapelinas com veos do ulti-
mo gosto a 153, enfeiles finissimos para cabo,-,
a 43.00 e 50. chapeos de palha escura, massa'e
seda, muito proprios para as meninas de escola
sendo os seus procos muito em conla, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos
leudo diversas qualidades para escolher, bonets
de gallo, ditos de marroiuim. ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de soda para me-
ninos de escola, c mesmo para senhora c para ho-
mens ; finalmente outros muitos objeclos que se-
na enfadonho mencionar, e tudo se Ten de mui-
lo cm conla ; e ossenhores freguezes vista da
a (carao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direita n. 61,
de Bento de Barros l'eij.
Tachas para cngenlia
Fundicao de ferro e bronze
Di
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de \^o do comprador.
tachas de ferro fundido, assim'' 3HSMB
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguiutes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos c de cores, duzia
Cambraias do cores de diversos goslos,
covado
Chitas francezas de lindos padroes, co-
rado a 2'JO e
Chales de merino lisos com franjas de
retroz, um
Ditos de dilo bordados de relludo, um
Ditos de dilo com palmas de seda, um
Alpaca de seda de quadros, corado
Meias muito finas para senhora, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias caseraas de quadrinhos, corado
Ditas ditas escuras cem duas larguras,
corado
Cortes de dita muito fina
Ditos de dita preta bordada
Brim branco de linho fino, rara
Dito dito dito, rara
Dilo dito dito, rara
Dito dito dito, vara
1580U
19000
210
300
6S400
85000
8*000
610
4.;000
3$600
500
Romciras de fil de seda prela bordadas
Taimas de grosdenaple prelo bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso pelo c de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado ljf e
Dita lisa pela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia c seda, barra no lado
Orlandys de cores, lindos padroes, rara
Manguitos de cambraia lisos o bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de lodas as qua-
lidadcs, covado
I Casemiras idem idem i lem
Gollinhas de cambraia de lodas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touqoim breos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Entitcs de vidrilho francezes prclos e
de cores
Aberturas para camisa de linho c algo-
dao, brancas e de cores
Saias bolfio de varias qualidades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodfio brancas o de cores
Ditas de fustao brancas e d cores
Ceroulas de linho e de algodao
ellas brancas para noivas muito finas
completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa c seda, cam-
braia e seda tapadas o transparentes,
covado
Meias croas brancas e do cores para
meninas
Ditas de seda para menina, par
Luras do fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
VellMilina decores, covado
Pulsen-as de velludo prctas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
L'm sortimento completo de lavas de
seda bordadas, lisas, para senboras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ele de gorguro de seda
de corea
Ditos de velludo muito finos
Leos de seda rosas para senhora
Marquesitas ou sombrnhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisado:., o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
, lo superiores, covado
Tafet rdio, covado
Setim preto, encarnado c azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
Setim liso de todas as cores, covado
escuras, co-
9
9
I
*
i
1&200
8
3&000
1&500
10*000
161000
18000
I
9
a
9
S
?900
i
5.5000
9
9
3g5Q0
9
68000
85500
8
-. -
di>"uu i Chitas fiancezas claras
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
SIS L0nC0S d seda de gorguro prelos
"Collarinhos de esguio de linho mo-
l
15600
9320
1*200
8700
28000
lODO
8
SjOOO
29500
8
2noo
nooo
SoOO
11600
&
326
1640
8g500
1$600
18400
18200
IgOO
e outras muilas fazendas que se renderao a ron-
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brolhcrs 4
C, praca do Corpo Sanio, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por procos commodos,
e tambora trancellins e cadeias para os mesmos,
decxceilenle gosto.
Relogios de ouroe prala, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoareis : no escriptorio do agente Oli-
reira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Cera de carnauba.
uKV2*i** Cadoia do Recite, loja n. 50, de Ca-
rilla & Silva, ha para rendir cera de carnauba
de boa qualidade por menos preco do que era
outras partes. r
Velas.
Vendem-se caixas com retal de espermacete a
.?JAbra' a relalho a 680. doce de goiaba a la
n.l. na^a0, lfl do ,>orl0 eS"rafado
fino a 800 o 1$ a garrafa : por baixo do sobrado
n ib, com oitao para a ra da Florentina.
cobertos e descobeifos, poquenos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Lirerpool,
rindnspelo ultimo paquete inglez : emeasa d
Southali Mellors & U.
Para os folgasoes do Car-
SYSTE1IA MEDICO DEIIOLLOWAT.
PILLAS IIOl.LWOYA.
Este nestimavel especifico, comporto inteira-
mente de berras medicinaos, nao conten mercu-
rio, nem alguma out.a substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seg.o para
i eigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operac5os e ef-
foitos; pois busca e remore as doeneas 'de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
quesejam.
Entre milhares do pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estaram as portas da
morte, preserrando em seu uso : conseguiram
recobrar a saudo e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
A.S mais afflictas nao dev.-m entregar-so a de-
sesperacao ; facam um competente ensato dos
eOicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Ko se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades
Vendem-se fazendas por barato
pr _o e aigumas por menos de seu
valor para acabar, cm peca e a reta-
lho : na ruado Queimado'loja de 4
portas n. 10.
1SO0O
8
8
i
i
129000MO
Gama & Silva, no autigo ater-
ro da ba-visla hoje ra
Imperatriz n. GO.
^endem lindissimos chamalotes de ali a imilagaodeseda, de todas as cores proprios
para vestidos de senboras para vestuarios para
homens por preco baratissi no que facilita faser-
ceura rico vestuario gastando muito pouco di-
nheiro da-se as raostras com pinhor.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns ejemplares do
primeiro e segundo volurne
da Corographia.
Histrica chonologioa, genealgica,
nobiliaria e poltica de imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
4# o volutne, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da prac,a da Independencia.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
ilas.
Ajcias(malde).
Asthma.
Clicas.
Conrulses.
Debilidade ou extcrwia-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa_
Dysintena.
Dor de garganta.
de barriga.
-nos rins.
Dureza no reir.
Enfermidades no reir.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
llerysWla.
Febre biliosas
Febreto intenntente.
Febreto da especie.
Gotta.
llemorrlioidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflaramacoes.
Ir r eg u aridades
menstruaco.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se eslas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Ilespanha.
Vendem-se asbocclidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contem urna instruego em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral era casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Crui n. 22, em er-
nambuco.
Algodao monsiro.
A 600 rs.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ren-
de-se algodao com 8 palmos de largo; pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; esle algodao serve
p..ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
limaos.
Nova invenfo aperfei-
Coada9
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n.48, loja de Leite & Irmao.
M do Oueimado n. 37.
demos
Um completo sortimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calis de muilas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores de 5$ a
!
:
:.
-
GRANDE E VARIADO SORTIMENTO :
1)K
Rouasp leilas e fazendas!'
HA.
: i
LOJa cavmazem
DL
Ges & Bastos
; I
i Na ra do Queima-
do n. 46.
Ricas sobrecasacas do panno fino pretos 1
:-; e de cores a SBf, 30jje 35f, lambem lenes !
. pakiotsdos mesmos pannos a 22j e 2 i-,
;: paletols de casemira de cores de mui.i : I
; bom goslo e finos a 12?, 14$, 16$ e 18, di- |:
: ,', 1 pannrt Prol ,ara "finino a 189 e 0
- : 0$, ditos de casemira de cores a 8 e IOS !
; calcas de casemira de cores e prelos e juii- ;
;: lamente par meninos a 7, 8?. 9-J, 10$ e
l, colletes de gorgnrio de seda e case-
A 30$ corles de vestidos de seda queeustaram
60?; a lto corles de vestidos de phaulasia que
custaramo0; a 8J chapelinhas para senhora-
na ra do Queimado n. 37.
: ; mira a 5$, 6 e 7|, paletots de alpaca
pre-
M. w -e., .~.~-v fc I.IJ.UV.I lili--------
. los do cores saceos a 4, ditos sobrecasaco- :
:": a 79 e 8g, ditos de brim, de osguiao e de :i
fuslao tanlo brancos como de cores a 4, :
M 4&5I), SfeOJ, calcas de brins brancos mui- !
g lo linos a 5|, 60 e7j>, colletes brancos e de :
i cores a 3$ e-35500, camisas para meninos
de diversas qualidades, calcas de brins de '
Rrilll trnilPlHn f lSnli^t-.^^ ;i CrCf f"!,aS a3-50()-'iS e 5. um rico sorti- ":
milll U dUCadO e linllO tOdOri ment de vestidos de cambraia brancos jl
bordados do melhor soslo que tem appi-
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n 48 lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na rua do Queimado n.87, loja de 4 porlas.
~- JCjm casa de Kabe Sclunettan &|i = */. = >ihhu uums ia --.
C.rua da Cadeia n. 57, vendem-se1^ S7rdnse "T8 f*lB^qile com presena ='*
.do freguez se fara patente,
e_ ti
|: rendo a 285, manteletes de fil preto e de
t; cor muito superior gosto e muito moderno ;.'
i< a 20( cada um e 2iJJ, ricos casaveques de
p cambraia bordados para menino a fO>, di- 3
tos para senhora a 15$, ricos enfeiles de ;
y\ froco de velludo gosto melhor que tem ap- 3
: parecido a 10 e 125, e outras muilas fa- ;
J
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann dellatnburgo.
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Fariha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Hilho
nos arma.wn $* Tasso^i Irmos.
Casacas para a quaresma!;
Neste mesmo eslabelecimento ha um :"
g grande sorliincnto de casacas prelas, as- i
*. sini como manda-se fazer por medida a von- : >
N lade do freguez, escolhendo os mesmos os 9
M pannos a seu gosto sendo os procos a 35 '
t e 40J>. B
Camisas inglezas
No mesne eslabelecimenlo acaba de che- D
* gar um grande ortimento das verdadeiras ?*
g camisas inglts peilos de linho com pregas
largas, uliisra woda, por ter-se muila ;,t
5J quantidade delerniinou-se a vender por *
5> menos do valer sendo a duzia a 34$. S
fMUTILADQI


X.
DIARIO DE PEBNAMBUCO. SEXTA FEIRA 24 DE FEVEREIRO DE 1860.
DE
smmmi i ?mm$m m giris,
Sita na na Imperial n. 118 e 120 jan (o a fabrica de sabo.
DE
SebastMlo J.da Silva dirigida porHanoc CarneiroLeaL
Neste estabelocimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de diffcrentes dimencoes
(de 300 a 3.00(1$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios conlinos
para restilar-e destilar espiritos com graduaeao at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores sys cmas hoje approvados e conhecidos ncsta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes. asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lorneiras
de brome de iodas as dimencoes o feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para ro as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaeo e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, fulha do Flandres, chumbo etn lencol e barra, zinco era lencol e barra, IsnCes e
arrocllas de cobre, lenccs de ferro a latao,ferro suecia inglez de todas as dimnsoes, safras, tornos
e folies para f^rreiros etc., e oulros muitosarligos por menos prego do que em oulra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza c perfeicao j conhecida
e para commndidade dos freguezes que se dignarcm honrarem-nos com a sua confianca, acha-
ra. na ra Nova n. 37 luja de ferrageus pessoa habilitada pata tomar nota das encommendas.
Vinho do Porto. Com tonue de avaria

(7)
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e era barris de quarlo, por proco commo-
do: no armazem de Adamson Howie & C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Jos da
Silveira
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS SRS.
0. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. Gillexandrc IlerrulnnoA. G. RamosA. Guia-
rlesA. de LimaA.de OKveira Marreca Alvos BrancoA. I. Lopes de MendonraA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos RamirosCarlos Jos CaldeiraB. Pinto da Silva' c CunhaF.
Gomes de A morir F. M. HordalloJ. A. do Freitas Olive-ira J. A UaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel ColiseoJ. K. de Uagalhaes CoiilinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunba RiyaraJ. J. da Graca Jniori. Julio do Oliveira PintoJos liara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimeniclJ. Pedio de SonsaJ. S. da Silva Ferraz__
Jos de TorresJ. X. S. da Molla Leandro Jos da Costa Luiz Fiiippe Leile__Luiz
Cunha L. A. Rebell da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazVaknrn Jos da
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de CarvalboI. F. Silveira da MollaRodrigo Paganno.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistco e a offorecer aosleitores, con-
f i rila ni en le com a revista do que mais notan I houvcr occorriJo na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo universal,
desde Janeiro de 1859, ora que comecou a publicar-se, tora SalisfelO aos seus ns, cora a maior
exaclido c regul.iridade.
Publica-se todas as segundas Mras em (binas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com indicoe frontispicio competentes.
Assigna-se no escriplorio dosle Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor 10J200 por anuo ; poi navio de vela S [moeda
brasileira).
Ha algumascolleccoes desde ocomeeo da puMcaeo do jornal.
111 i
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico om geral, toda o
qualquer obra manufacturada em sen reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, taclias de ferro balido e fmiiido de todos os lmannos, guindastes, gn-
dios e bombas, rodas, rodetes, aguillies e boceas para fornallia, machinas para amassai man-
dioca e para descarorar algodao, prencas para mandioca c oleo de ncui, portos gradara, co-
lumnas e moinhos Jo rento, arados, cultiva mes, postes, aldeiras e lanaues, ludas, al varen "as,
boles el.idas as obrisde machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal (im forera apresentados. Rocebcin-se encommendas neste esta-
belecimento na ra lo Bruno n. 2S A e na roa do Collegiohojc do Imperadorn... moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquira da Costa Pereira, cora quom os preledenles se podum
ntender para qualquer obra.
Dao-so a contento.
Os abaxo assignados para conmodidade do
respeitavel publico, procuraram e conseguirn)
eslabelcccr era diversos pontos desla cidade a
vendagem dos ferros econmicos de Rlesse Draki
pelos mesmos proc, .s por que teni vendido no
seu estahelecimenlo da ra da Imperatrizn. 10,
islo de 123 porapparelbo complot), que cons-
ta de ferro,fole c descanco. Esta maravillia d'ar-
le americana um daquelles inventos de grande
utilidade para a industria, pois nao s econorui-
sa o carvao e lempo, mas se consegue em deter-
minado espaco do lempo engommar o triplo do
que se obtem cora um ferro commum : cora GO
rs. decarvo engomina se umdia inttiro, s ne-
' essita limpar o ferro quando se principia a ope-
rac&O, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que lem um registro ; o
seu peso est graduado para, sem esfon;o, poder
ser manipulado a vonlade do mais dbil traba,
lhaJor, lera mais um apparellio que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quem com
ellos Irabalba. Aeham-se venda nos seguin- !
tes lugares : praea do Corpo Santo n. .estabele- i
cimento do Sr. Jos Alvcs Barbosa ; ra da Ca- :
deia do Recire n. 4 i. idera do Sr. Tliomaz Fer-
nandes daCunha ; ra da Madre de Dos n. 7,
dem dos Srs. Fonseca & tlartins ; ra do Crespo
n. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio do Azevedo;
ra da Penia n. 10, idem dos Sis Pinto de Souza
& Bairo; rua do Cabug n. 1 B, na aguia de'
ouro ; ra Nova n. 20, estabelecimento do Sr.!
Antonio Duarte Carnciro Vianna ; ra do Impe- i
' radorn. 20, idem do Sr. Guimaraes & Oliveira
ra do Queimado n. 1 i, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra llireta n. 72, idera do Sr. I
I Jos Soares Pinto Corris; ra da Pala n. 28,
: dem do Sr. Custodio Uanoel do Uagalhaes ; ra
i da Praia n. 46, idem do Sr. Pedro Jos da Costa
Castello ltranco ; ra do Livramento n. 36, idem
I do Sr. Joao Antonio deMacedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
na ra dalmperalriz, idem dos abaixo assignados
llaymundo Carlus Leile & Irm&o.
Vcndem-se ogijr.s do forro econmicos, de
[tenle, para casas de familia, contendo 4 forua-
llias, e Torno para cozinha cora lenlia ou carvao,
i ptima inveneao pela economa de gestar um
, toreo de lenha ou carvao dos anligos, e de cozi
[ o liar com mais presteza, tem a differenca de sc-
nm emoviveis, occui>arem pequeo espaco da
casa, c de fcil condcelo : vendem-se por pre-
sos muito mdicos, na fundirao de Francisco A
, Cardoso (Mosquita; ra do Rrum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recite, e ra do Queimado n. 30.
ojo resultados
le ludo cura.
1:800
Cortes de vestido de chita rocha Gna a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3?
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Lcite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento ura completo
sortimento de obras feitas, como sejam : palc-
tots de panno fino de 16$ at 283, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35 riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco coraraodo, ccrou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
Trancezas de linho e de panninlio de 23 at 5j?
cada urna, chapeos franoezes para hornera a 8#,
ditos muito superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 103, cha-
peos de fellro para hornero de 4?, 5J e at 7|
cada um, dilos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a 10$, ditos de palha para senhora a
123, chapcnhas de velludo ricamente enfoita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
253, cortes de vestido de seda em cario de 40$
at 1503, ditos de phantasia de 163 at 35000, \
gollinhas de cambraia de 15 al 5#, manguitos'
de lg500 at 5$, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor- l
les para clleles, paletols e calcas de 3^500 at
4$ o eovado, panno fino prclo e de cores de 29500
al 10$ o covado, corles decollte de velludo
muito superiores a 9 e 123, ditos de go-gurao
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, aloalhado de algodao a lg&80 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9#, gresde-
naples de cores e pretos de 1^600 at 3tf2()0 o
covado, espartilhospara senlioraa 63, coeiros :
de casemira ricamente bordados a 12g cada um, |
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, dios lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 2()# a
duzia, casemiras decores para cociro, covado a
2$;00, barege de seda para vestidos, covado a I
1;400, um completo sortimento de colletcsde
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao de cores, os qoaes se vendem por barato
proco, velludo decores a 7g o covado, pannos
Para cima de mesa a 10 cada ura, merino al-
cochoado proprio para paletols e colletes a 2^800
o covado, bandos para armaeo de cabello a
I95OO, saceos de tapete c de marroquim para-via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende i vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivcl aqu mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
Facas de cabo de marfim.
Riquissimo sortimento de fa as de cabo do
marfim de todas as qualidades, para mesa e so-
bre-mesa, desde o mais fino al o mais baixo,
por preros muito baratos : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro para urna
0 duas pessoss, dos mais lindos modellos que
lera vindo a este mercado, assim como lambem
ditas com lona pira humen* e ruen'.nos, por pre- ment de r
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Palcr & C., ra
do Vigario n. 3, un bello sortimento de rclogior
de ourd, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
variedade de bonios Irancelius para os mesmos.
REMEDIO INCOWPARAVEL.
UNGENTO IIOI.I.OWAY.
Mlharesde individuos de todas as nncOes po-
dem lestemuiiliar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mern-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do inulilmeute outros Iratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que fh'as relatam
todos os dias lia nuiilns annos ; ea maior parle
dolas sao lao sor prndenles que admir.-.n; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com e^le soberano remedio o uso de seus
bracos e pemas, depois do ler permanecido lon-
go tempo nos hospitacs, onde de viam soffrer *
amputaeao I Dellas*ha muitas que havendodei-
xado esses osylos do padccimcnlos, paras-nao
submcttereni essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taos pesst n
enfusao de sen reconhecimento declararam es
tes resultados benficos liante do lord con
dor c outros nWistrados, am do maisaulenli-
carem sua Qrmativa.
Ningoem desesperara do estsdo de saude Sa
livesse bastante conanca para ensaiar este re-
medio constanlemente seguindo algura lempo o
mentraWto(luelnece 1 natureza doma'
aeiia prova rincoulestavelmente
O ufij-taesio E:a atll,
mais partieu-
inucuie nos searuintes asos.
a.
Alporcas.
Cuinibras.
1 :al los.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabec.
das costas.
dos mcmliros.
Enfeiu:idadcs da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e esejorbuti-
cas.
Fistolas no abdomen.
l'rialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gcngivas escaldadas.
lnchacoes
Infiammaeao dofigado
^ ende-se este un
Iuflammaqao d.i bezi
da matriz
Lepra.
das pernas.
dos pe los.
de oihos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mos [uitos.
Pulmoes.
madelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, era qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
I Iiias na bucea.
do figado.
das arliculaces.
Pechiocha
Thomc Lopes de Sena,
dono da anlga loja da ra Nova n. 32, que foi
a sua sogra Madame Tbeard, tem ahornada
annuntiar ao respeitavel publico, principalmen-
te a seus freguezes, que receben em direitura do
Franca, escolludo pelo goslo de Madime Theard,
um completo sortimento para sua rasa de modas,
chapeos de velludo e de seda, de Iodas as 1
para senhora, ditos pretos para luto, dilos do
velludo c de seda de tedas as cores.para meninos
e meninas, bonels o gorras do todas as cores, sa-
patinhns para baptsado, costo novo, capuxo a
Mara Stuard para saludas dv-. bailes ou Ihealros,
chales, capas e manteletes de grosdenaples prc-
los.guarnecidos com bicosde guipiirae vidvilhos,
bordados de velludo, enfeilcs para cabera du to-
das as cores, de dTorentcs gostos e qualidades,
pspartilhos de carrtel o de enlar, bicos e Olas
la do todas as larguras, franjas, cascarrilhas
de seda do difTerenles reres, 1 francezas,
linliase retretes dollas as cares, o outras mui-
tas miudezis. Rccebcm-se figurinos lodos os
mezes, fazem-se vestidos da ollima moda, ves-
tuarios de baptsado, o ludo mais quauto Jbr de
prepares de loilcles de. urna senhora.
Vende-se
e est gordo :
quem vende.
um boi bom de carro milito novo
na botica da ra Nova so dir

h
Ra da Seazala \ova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletos irtim iitodi ;
I inas da vapi el xas
de ierro balido e coa o. di lo los os tama
para dto.
L___
Esera\os fue
Fugio nodia 7 de noven bro do anno pr-
ximo passado o escravo !.'..: >, de naro An-
| gola, de idade 45 a 50 un i im os signaes
segumtes : um tanto baixo do corpo, cor
, testa carregada, olhos pequeos, cara Luga, sem
: barba, falla lina e a vez sempre baxa, bocea
larga, com alguns cabellos bram
paicceiido ser rnuilo
pelas fon tes,
mancinho, porm milito
: velliaco o meltiuo a curador de emposlurias, do
Veias torcidas ou noda- bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
das as pernas. | mosmo corpo, cujo escravo de Antonio
..uento no estabecimento 'ago Pereira da Costi, proprietario do engei
geral de Londres n. tK. Strand, e na loja de Providencia, na fregui zia de Agua Prcta
todos os boticarios droguistas e outras pessoas*O pegar ou disser ende de cirio est ser, bem
encarregadas de sua venda em toda a America recompensado,
do snl, llavana e Ilespanha.
Vende-se a $00 rs., cada boectinha contm
urna instruccd era prtuguez para o modo de
fazer uso deste vnguento.
O deposito fie ral
pharmnceutico], na
n a m bu ce
em cesa do Sr. Soum,
ra da Crun. 22, em Pcr-
i.
Potassa da Rus
E CAL DE LTSBOA
No bem cotihecido e acreditado deposito dr.
ra da Cadeia do Recite n. 12, lia para vender
potassa da Rassia e da do io de Janeiro, nov
e de superior qualidade, assim como lambem
cal virgem em pedia : tudo uor mecos muito
razo a veis.
Ro
Molcque Fgido.
lOp'OUO de gratGcar5o.
-ga-seacscapilaes decampe
T^f?

$
3 RLTA RAGLORIA^ASAROFUii^lo 3
Clnica por ucA)os os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa ede tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar aimualmenlc nao sopara a cidade como para osemrenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a ouira qualquer lona do da ou da rioite sondo por escripto em que se declare o neme da
pessoa, o darua CO uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recfe poderao re-
moller seus bilheles a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao pe da ponte vellia.
Nessa loja e na casa do annnnciante ac.har-se-ha onstantement
mentoshomeopaiicos ja bem conheeidos e pelos precos seguin tes:
Rolica de 12 tubos grandes, ..."...
Hilos de 2i ditos...........
Diti sde 36 ditos. ...
Dito de 48 ditos............
Ditos de 60 ditos...............
Tubos avulsos cada um...... .
Frascos de linduras......'.".'.'.'
Manoal de medicina homeopathica peloDr.'jahr'traduzido
em portugoez com o diccionario dos tormos de medi-
cina, cirurgia ele. etc............
Medicina domestica d* Dr. Hering, com diccionario. '. '.
Repertorio ilo Dr. Mello Moraes. .
e os melhores medica-
. 106000
. 15 i
. i';
. 2y
. OcOOO
. cnoo
i 000
20S000
lli00"
8000
.;,..< !, P??'fe-cimPn1?' lpelos no vos mclhoramentos eilos acha-se conve-
n u rTJL^? h!0' r;u"-s,-hd0, ,ai"^.m 1" de novembw em vante, contratos mensaes para
untos saSios010 PUW,C de qUem S I""^lali^ esperara a remuneracao de
Grande sortimento.
4SRa Dircita*43
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homein.
Borzegainsaristocrticos. 9,s000
Ditos (lustre e bezerro)..... 800q
Borzeguios arranca tocos. 8'000
Ditos econmicos....... C&'OOO
Sapa toes de bater (lustre). 5;;000
Senhora.
Borzeguius primeira classe (sal-
to de quebrar) ...... S.^'OOO
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso)..... 4,^500
Borzeguins pata meninas (Cor-
tissimos).......... i-,^000
E um pe feito sortimento de toco cal-
cado e daquillo (pie serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroijuins, cou-
ro de lustre, io, ltas, sedas etc.
Rua do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidagao da firma de Leile & Crrela, as
quaesse vendem por deminuto prcro, sendo en-
tre outras as seguintes :
Magos de meiss cruas para hornera a 1$600
eos muito baratos
Vianna.
na rua .Nova n. 20, loja do
Em casa de E. A. Hurlo & C, rua da Cruz n.
a _sempre para vender ura completo sorli-
e exccllentes pianos de lodos os
. e a toda a
qualquer autoridade a appiehensao .le ura mole-
que de nome Mar.oel, crioolo, idade 12 annos
pouco mais ou nidios, o qual fugio da casa do
abaixo assignodo no da 30 de outubro do cr-
reme anno, levando ealca de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal soffrer
de asihmaea pouco estevedoente de bexigas;
desconfia-se que esteja acoitado por algura esper-
talliao, que se qoeira aproveitar de sua pequea
idade para o sedozir, desde j protesta o mesmo
abaito assignodo de cahir sobre dito larapio com
todo o rigor da !e, e-0ratiica da mareira ocima,
aqufclie que lhe der noticia certa, e paga toda
lespeza que se fier com o mesmo moleque para
se effectuar dita aprehenso, ltvando a rua Nova
a. 21. Francisco Jos Germano.
Fugio do engenho Sanios Hcndes ia-co-
Sacc
dem-se
"a!
Farelo a u^um.
randea : na rua Nova n. 52.
^onte da matriz la Boa Visto,n.86, ven-
alugam-se bichas de Unmburgo, por
menos do que era qualquer ouira parte, amola-
se qualquer fcmmenU, tira-se e chumba-se
denles, sangra-so e faz-so'ludo quanto perlence
c arle do larbeiro.
Na ron do Trapiche n. 14, vende-se o cen-
to de ceblas a 800 rs.
:;
i
preeos e qualidades, os quaes sao de muia du-
racao pela sua boa eonslruCQO. Lites j
que foram premiados com a m'edalha de pr
ra classe na exposi^o universal de IS, alera
de seren de 7 olavas e 3cordas,so de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podera comprados com 20 ou d0 t'iO de
menos que era ouira qualquer parte.
Bezerro francez
grande c grosso :
Na rua Direita n. 45.
da ultima moda.
Vcndem-se bibis recentementc cltega-
dos chapeos de senhora para passeio) :
no segundo andar do sobrado da esquina
da rua do Queimado por rima da loja do
Sr. Preguca, entrada pelo becco do Pei-
xe Frito n. 1.
Assigualur. de banhos frios para urna pessoa por mez.....
> momos, de choque ouchuviscos por mez
Senes ija carines p. banhos avulsos aos creeos annuneiados.
ogooo
I05UOO
Vandc-seem casa de Arkuright & C., rua da
Cruz, armazem n. 61, relogios do fabricante I'.i-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito machinismo
pode-se usar com coberta ou sem ella.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu,
na rua da Cadeia do Recife n. 36.
Espirito de violto com 44
* Vendem-se pipas e harria novos de Lisboa :
no caes do llamos n. 2, escriplorio de Prxedes
da Silva Gusmao.
JS ^* ,L'V' es i v> -j ., _, -j.. v_, v^ .
1
m
o
n
i
& Estopa.
x-i Camisas inglezas.
0 Itiscoutos era latas.
Em casa de Arkwiglit & C. rua da Cruz nu-
i*^ mero 61.
0^-
i
-
e
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as es-
andas: na rua larga do Rosario n. 36.
Lencos de labyrintho.
Grande sorlimerilo de lencos de labyrintho
dragados a esta loja, de muilo'bonitos desenhos,
que por goslo se podera possuir, e por preeos
muito baratos : na rua Nova n. 20, loja do
VianDa.
Vende-se um escravo crioulo de 21 annos
de idade, sadio, sem vicio ou defeito algum, pe-
rito ofcial de sapateiro, bom copeiro, e'apto
para qualquer servifo : a tratar com o abaixo n$-
signado na alfandega, ou em sua residencia na
rua da Saudade, primeira casa cora solao do la-
do do sbl. Pedro Atexandrino de Uanot Ca-
valcanti de Lacerda.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Hellor & C, rua do Torres
n. ?.
E barato que ad-
mira.
Vendcra-se casacas, sobrecasacas, paletols de
panno preto, pelo diminuto preco de 2$, colletes
de seda a 2g, dito de fusio, grosdenaple a l2(iO,
a elles, antes que se acabera : na rua Nava n. 14.
Em casa'do Henry Forsler & C, ruado
Trapichen. 8, vende-se :
Um carro americano do qualro rodas (pode-sc
ver era casa do Sr. Porier, rua da Impera'tii/).
Arreios americanos.
Bombas idem.
Foges idem.
Arados idem a 3GJJ000.
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farnha de higo de loda as marras.
Lampeoes de palele com azeite proprio.
!.>000
4*000
OOO
35000
25000
"000
Ditos de ditas decores
Ditos da dilas cruas muito superiores
Dilos de ditos para senhora
Diios de ditas muito finas
Corles de calca de meia casemira
Diios de ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira prela a 58 e 69000
Brim trancado branco de linho fino
vara 18000
Cortes de colote de gorguro de seda S'OOO
Pao prclo fino, prova de limo 38 e 4#000
Grvalas de seda preta e de cores 1?000
Riscados francezes, largos, cores fixes
colado 2C0
Chila3 francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas ico
Riscados de cassa de cores lindos padroes o
superior qualidade eovado 280
Cassas de cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada cora 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 48000
i Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda ura 28000
Grodenaple preto, largo covado 18800 e 28000
Seda, e sarja lavrada 1?)800 e 28000
Vestidos brancos bordados para baplisado 59000
Veos bordados para chapeo 29000
Entre raeios bordados 19600
Athoalhado adamascado largo vara 1JI280
Lengos de chita escuros um 100
Oangas de co-es para palitos covado 200
1
vV
i
i
i
Sv;:,^',:;;:::::; @fll@##$
ATTENgAO
Vende-se a armacSo da loja da casa da rua do
Moras n. 29, sem gneros : a tratar no becco de
Crtmpcllo n. -f, primeiro andar, por cima da ta-
berna.
Vende-se a taberna n. 1 il da rua do rilar:
a tratar na mesma, ou no primeiro andar.

No armazem do Machado vende-se carne sec-
ca, bacaliio e mais gneros, pelos mesmos pre-
cos do Recife.
^* Ricos cortes de vestidos pretos U
de duas saias bordadas em lecido a vello- @
do, sem competencia em gosto e quali- (s
dade.
f^P" Manas prolas bordadas, Je blon- @
;-:J de de linho muito superior. @
<$ g^P* Enfeites de llores finissimas para @
^ cabeca de senhora bom gosto c modernas. %
50 f^P* 2- andar do sobrado da esquina &
da rua do Queimado, por cima da loja do @
>- Sr. Preguica entrada pelo becco do 'eixe @
$ Frito n. 1. a
Vendem-se rauito baratos sa patn hos e bor-
zeguins de setini branco para anjos de procissao
na rua Nova, loja do Vieira i Pinto, c tambera
se vende na mesma loja fil pelo cora 10 palmos
de largura.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de lachas e moendas para engcuho, do muito
acreditado fabricante Edwin Mav : a tralar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44.
Para a quaresma.
25-roa do Queimado-25
Neste estabelecimento lia pata ven-
der capas e manteletes de gtsdenaides
preto, do melhor gosto que teta vindo
a este mercado, hem como outras mui-
tas fazendas que se venderao por pre-
ros rauito razoveis.
Cocos italianos
de folha de flandre3, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de (uneiro.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, saliendo bem
cozinhar e engommar, no Manguinho, em frente
do sitio do Dr. Accioly.
Rua do Livranioiilo t. %
marca de Nazareth, de LaurentinoGomes da Cu-
nha Pereira Delirio, no din 33 do Janeiro pi
i'hnos m" Pn?!;!l1"' uma escravade nome Jnsepho,
rimei rePre8cn,a ler 'M annos do ida...:-, puuromala u
menos, cor fula, cor polenta, testa empelada o
com cantos, maneira de principio de calva
pes grandes, pernas grossas, peilos grandes,
oentes perfeitos, olhos vivos, olhar espa
foi comprada no Recife nos Sis Gouveia ,\
ha 5 annos, pouco mais uu menos, c c.-h s
praram a um Sr. Trindado no Carrapalo ;
boo-se oslar acontada, por iso quem a appre-
henderc levar ao referido engenho, uu nesla
praga aos Srs Manuel Ignacio de Oliveira & 1 i-
Iho na praca do cominercio, ou mesmo di r no-
ticia certa do lugar onde ella se acha, ser recom-
pensado.
Fugio nodia 2 d dezembro ilo anno pas-
sado, o escravo Uanoel, con!., ; Manuel
loja de Caminh-i Irmaos & C, lem venda gioz Caboclo ou Hanoel Onja, com es signaos segun-
preto de 1"(!0 e l'JUO, e muito superior por j'es: representa ler 26 annos de idade pouco
2gCO, chapeos pelos muito linos-a 8 e lli, pa-|mais ou menos, alto, reforcado do corpo, ir
letols blancos de linho por 4(500, ditos de corea alaranjada, rosto redondo, cem alguns signaes
a 3^500, camisas de linho por 3-8 uma duzia, imperceptiveis de bexigas. sem barba, cab
dilas de fustno brancas e de cores a 298 a duzia, crespos, testa pequea, nariz chalo, bocea gran-
rortes de vestido de seda escolhidos a 25, e uu- >!". belfos grossos, pescoco curto, lem a marca de.
Iras muitas fazendas de bous c variados gostos ; ; u"' lallio no dedo annular da mao direito ps
os mesmos receberam ltimamente do Cear bi- redondos, lem um andar gingado e apressado
eos, rendas, ricos lencos de labyrintho, e fro- falla muito e alio, lem bastante forca, da quai
nhas, que tudo se vende por diminuto pceo. faz alarde, gosta de andar prompto e sempre cal-
"alpnilA Raiof n J','' leT?u lodo,a rou,pa e enlre tlla "ma "misa
tiMltauU IJtllcllU. de iianel'a mescloda de ixo, cora mangas com-
N'a rua da Cadeia do Recife n. 45 esquina da P|idas c UIIia a'gibeira -ubre o peito esquerdo,
Madre de Ues, vendem-se borzeguins de be/.er- < dous chapeos, un i o oulro de couro ; fui
ro para homem, de um ptimo fabricante de Pa- ,>s:nvo :l ll"adj I). Francisca de Salles Monlei-
ris. |ielo barajlo preco de SjGOO. sapalos rasos pa-: l' :. I"01?1 ? Pe8aT. ou dellc dcr coticia ao seu
ra homem a 3f 500, -(!J500 c 5JJ0O, borzeguins *'
para crianeas a .'(.> e 3$500, s?patos de tranca pa-
ra homem'a_l;800, e sapatos de bezerro para
homem a 4:500 ; na mesma casa tem sortimen-
to de sapalos de borracha para hornera, senhora
c meninos.
Vende-se mel para embarque : no cae: do
llamos n. 6.
Vrcdc-se a taberna do pateo do Terco n-
14, rom gneros ou s a arrnagao, como melhor
convier ao comprador : a halar na mesma taber-
na, ou na rua Augusta n. 'J.
Sapalos doAracay.
Vendem-se sapalos do Aracaly por mdico i.Dire,U-1U^ a Sf',Bcni,m*n "*^J>
proco : na loja de miudezas da rua da Cadeia do LBha 'JI
Recife n. 7.
Pcnnas de ac ing!ozas.
Xa ruada Cadeia do llccife loja de
senhor abaixo assignado, morador na rua da Ca-
deia, casa n. 52, ser generosamente rrcompen-
sado. Cidade daParahiba, em 13 de fevereiro
du 1SG0.
Joo Antonio Marques.
Fugio no dia 15 para lt do corrente, c pre-
10 Antonio, naofio Angola, ps apalhetados, esta-
tura baixa, reprsenla ler 30 anuos de idade,
lem as costas duas ou tres mareas de chicote,
algumas de bexigas, levou comsigo uma camisa
de chita, e calces escuras; juba-so andar nesla
praea, ou ler seguido para Pedias de l'ogo: ro-
ga-sepor tanto as autoridades peliciaes e.u rapi-
tes j campo para que o appranend im e o h vem
ia da
pe
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignad no dia 18
do corrente, uma sua escrava da Cosa de nome
miudezasn. 7, de Guedes GoBQalves, ^^.^i^^
acham se a tienda as verdadeiras pen- bastantes cabellos branca, postuma Irazer um
as de ac in/rlezas fabricada de ac ponno a.l?a roda ?a ^^ lui,!" porsinal
.c i mais saliente a> raaos foveiras, proveniente do
lelmado de primeira tempera e sao ap- calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
plicaveis a toda a qualidade de letra Jc costume, com venda de arroz, nao voltou
do tnsiene nrn/>s. I moi : ro9-w. portaolo, As autoridades poli-
i iaes, capitaes de campo e mais pessoas do povo.
a apprehensiio do dita escrava, e leva-la I i
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
conlorme a opinio do insigne proes-
sor de calligrapliia Guillierme Scullv1
que lia pouco esteve nesta c dade por
conta de quem sao vendidas pelo mdi-
co preco de 10$ a caixa, dinlieiro a
vista,
Compauhia tic illuminaco a
gaz
do sua residencia na rua da Florentina defronlo
da cocheira do Illm. Sr. lenenle-coronel Sebas-
tiao, qoe sero generosamente recompensados.
Fugio no da 7 de fevereiro do corrente an-
no, a preta Mnervina, de idade de 24 annos, na-
cao Nago, cora a sua filha menor de 3 annos, de
nome Felizarda, secca do corpo de estatura re-
gular, com 3 lalhosem cada lado do roslo e una
No armazem da rua do Imperador n. i "M"* branca em cima do hombro esquerdo pro-
1 vendem-*e elobos cara candeeirov vc"ic,,le dc Ul"a'U''""adljra-' ,e/" lernas finas,
i, veiiuun st giuuui paid canneenos n ps pequeos, levando sala de ganga azul ja
1
a IgOO.
Escravos afiancados.
Vendem-se 2 escravos pecas de 18 a 20 annos
de idade, 1 bonito moleque de 12 annos, 1 e.\-
cellenle escrava ptima cozinheira de 26 annos
por 1:2009, 3 ditas com habilidades : na rua das
Aguas-Verdes n. 46.
Grinaldas.
Vendem-se grinaldas para senhora.de escama,
muito ricas, e palmas para enfeitar chapeos de
palhinha, e vestidos para noiva : na rua do
Queimado n. 2, tereciro andar, tudo vindo da
provincia do Maranhao.
Tabacfumer
Flcur d'harlebeke, recebeu-se pelo navio fran-
cez Villa de Boulogne. a coslumada remessa
deste superior tabaco, em masios pequeos e
grandes, para 320, 60 e 1JJ280, fazendo-so aba-
timento de 20 0|0 a quem comprar de 20J para
cima : no cenlro commcrcial, rua da Cadea do
Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
desbotada : roga-se portanlo as autoridades po-
lieiaes e eapilaesde campo, a captura da dita es-
crava, levando-a rua da Cruz do Recife n. S,
que ser generosamente recompensado.
No dia 29 de Janeiro do presente anno fu-
gio do engenho California da regue/ia de N. S.
da Luz o escravo Francisco, de naco Angiio,
idade pouco mais ou menos 35 annos, estatura
baixa, ccV bem picta, cara redonda c muito la-
Ihada, os olhos un pouco enchados por estar um
ponco locado de frialdadc ; levou camisa de azu-
lan, ceroulas eomprdas de algoio da Baha,
calca branca e camisa de madapolao, aqueta io
panno fino preto j usada, chapeo de palha do
carnauba : roga-se a qualquer pessoa que o.u-
prehender, leve-o nesla praea a Jos .'oaquini
Jorge, na rua do Queimado n. 13, e no dltoei-
genho a Jos Ferraz Dallro, dos quaes recbela,
querendo, a gralificacao de 50J.
=s No dia 15 do corrente fugio um escrevo cri-
oulo por nome Benedicto, moco, baixo. e grosso
do corpo, quando falla gaguja : recommenda-
se as autoridades policiaes e eapilaesde campo
a apprehenso do mesmo, dirg'ndo-se a rua do
Crespo, loja n. 11, qu sero generosamente re-
compensado.


V
(8)
Lilteratura.
DIARIO DE PERNAMBCO. SFXTA FERA U DE FEVEREIRO DE 1860.
DA SOBEIIAXIA.
ii
Continuarn. )
que do corlo modo
Ainda mais, a soberana
u>..., ,,,; u ui-icuud coima os antros, o proteo- I ccspciio sigo a op
lor assim constituido loma-se legitimo soberano. "on poiesi aliterhaberi uti
A soberana pode anda ser alienada cni rasos de- ser de oulra
extremos Sendo Iransmiltida a um individuo qu
se torne o senhor do mu povo qualquer, mcdianlo
o consenso deste, e sr.b a condicao o slvalo .
e isto justamente o que acontece as revoluces
emprehendidas com o lm do conquister-sc li-
berdade, onde a escravidao subslilue A anarchia
|uo a anarchia a moite di
d
que se consuma a suciedad.-, sen. que a suben- sentante "de Deus, e ueste sentido 20/ na -m.I.h,.1l)a ,, ,------ --------
ma se estanciera ; mas o scu exercicio o a ma- rania que de direito naturam dirtnn q. l Pelo,scu pl'"1,no vicio- "-
netr. porque ella se eslabelece, isto o governo ouiro lado o representante. L n??'b! ,Ue SitESFB i' **% U,r mundo ',e-
e a sus forma, sao de direilo convencional, ex tuto do novo eme Ihe nntorwn >\,h.* lr,buflal divino, ja a jusilla oterna que
de goyerno, depende do consenso daquelles que que nao quer exercer Vousrv IT,1,' tumprido nesto mundo. Eis a razao porque as
nlementc oceupa a
1 com todas as
a, de liberdade
m mesmo ehegar
relenees lia
r-e al o co,
nobre o paciflra-
l'orque essa iii-
nisou outras na-
ndo, c o mun-
como um castigo,
m povo snn-
:cdor opprimc-o
..... que o consonso
ao vencido inlorvcnlia, sem que o pacto regula-
uso a sua posicao por una acelaeao voluntaria,
esse novo pode considerar-so na escravidao, d
qual entretanto lera o direito de escapar logo que
se oucreca occasiio opportuiia. Porcm se liouvo
pacto, so bou ve consenso, c se elle aceilou vo-
luntariamente a le imposta pelo vencedor, que
so com est-i eondico permtllio-lhe continuar na
sua existencia de
son para que soja justa. A ra-
zao confirma*a opiniio de S. Thomaz. Se aquel-
los que vivein ein sociedade sao entes intclligon-
tos e livres, ninguem toni
Ibes um governo
lliomaz, que disse : lo ; e emquanto este for observado, aqui lo, que
insta tu. Naope- fo urna vez concedido, nao pode ser retirado
O direito do impor-
qualquer, A exrepgSo de Deus
que 6 o nico ente superior na nalureza : a como
sao iniii raros os casos do nlervenc&O divina di-
1 estado social, recta._ os homens rfevem raporesse govrnoaai
por justira, salvo se o Mr por violencia : t qnan-
doa violencia interven) as cousas, e loma
gar d.i jusl
0 I*i
e ludo
a a ssoluoo da sociedade, a qual, como todo' o proprios. Mas enlenda-so que clos,%onsUtun": pacto"social*.
corpo que uve, nao pode existir sem cabera : e >'" ou Irgitimaiido por seu consenso a forma
de governo, nao conslituem por osse fado
osorga-
quaudoscacha violentamente alterada r d
nis da tem necessidade do urna cabeca forte e"de Porania ; e
11:1: braco de ferro paia rcorganisa-la o reconsti- 'as da soberana do poro, pretendendo que ella
1. ISoste caso o povo aliona de fado a sua provera esencialmente do mesmo povo, porcu-
ramacom o fim de restaboierer a urdem ; jo arbitrio constituida. J demonstramos que
suomelle-se a esse poder salvador, qualquer que L',la polo contrario, de direito natura
c consecue subsistir a cusa do sacrilicio da
aaesma forma
e por
.......eoiiseguinle nasce com a sociedade, e ndopon-
Porquc antes de todo cumpre-lho \ dente do consenso dos homens, da
ca c rquidade, ludo vai mal
marcha para tristes consequencias.
Se o soberano nao o mandatario do povo,
este nao lera o direito de subslitu-lo por outro
A sua vonlade, o omquanlo elle cumprir exacta-
mente o seu dever, e precneber as condiroes do
O soberano n.io 6 o delegado do
povo, porin o seu representante, ou antes o seu
a so-( substituto, o que quer dizer que o povo, Irans-
1 ponto que erran, os partidla- millindo seos direilos quanto ao uso e exercicio
do poder, piivou-se desse exercicio em favor de
um individuo ou de una corporacao,
possnindo mais por COnseguinto,
overno
O meihor governo e pois mls liouesto e de-
sinteressado. Nao quero com isto dzer que o
desinteresse deve ser absoluto. Nao ha desir.-
torosse completo genio entre os santos, e os
governos nao sao santos, mesmo estes sao' pou-
co experimentados as cousas terrestres, porque
o seu reino o do co ; e na ordem temporal,
como disse. Jess Chrsto, os fllhos dos seculos
sao mais experimentados que os Qlhos da luz.
Unantp no exercicio do poder, o gorerno queso
concentra n'un so individuo ainda o meihor,
porque sendo o fim do governo dirigir um todo
reunido, qunnio manir for a anidada do gover-
no, meihor coordenadas serao as parles desse
lodo, e maior probabilldadc baverA de um feliz
resollado.
Se porcm encaramos a queslao sob o ponto de
vista da equidade, para nao empregar um termo
mais precioso em si, poren de que mais se lein
abusado, isto r a egualdado, enlao ella muda de
aspecto. O meihor governo, quanto equidade
ou egualdado, aquello em quo lodos os mem-
MOS da sociedade sao ao mesmo tempo interessa-
dos. oslo nao sfj em virtudo do proveito que
dalu Ihes resulta, o da proleor;ao que ellos re-
cebem, como tambera em virtude de urna corta
participacao activa na soberana. Digo urai
certa participado, porque se ella for completa
sto e, se o povo nao conlia o poder a um ndivi'
sararf/Fi "^w- airas?* '-
cooiramo urna obnga,ao, e a insurrcico Ihe
interdicta pola equidade.
. entretanto que no pri-
meiro caso Ihe pormiliida romo meio de defoza
natural. E o que pouco mais ou menos succede
! ( quanto A escravdAo appli.ada nos indi; dos. \
e 11.10 o escravidao provm de dilTerenles causas, mas es-
d,iie Pin n ",1," ,,od" "8" Per.ia,mn ^ preponderancia da torga c da v
'" nto o povo. confiando o governo tona.
co. .Mas ha tantos inconve-
nientes nesse governo. lio diflicil que a mul-
tidao dirija e administre os negocios, quena
Ja,te nao so deve lecomnienda-lo como favo-
elicidado de um povo ; c elle apenas
. a nao ser em pequeas repblicas.
< povo pode deliberar, votar, ter urna
porcm abandon:.r-l!ie a adm nislra
particular, veris que a instituido tornar-se-ha
Mciosa em sua origem, e desta orgem ebria do
corrupono parUrio erros e abusos, que infecrio-
narao o estado n perverlerao o governo. Nao
se pode finalmente dizer que este governo me-
ihor do que aquelPoutro ; porquanlo lodos leem
uns sobro os outros. su as nlagens ; c o qu
^iv": rfTT af e rssui-las em nioior groo, nao
N- ,d, 'f 'a''"-' o* sous inconvenientes.
'i0'"05 dls.<> > exemplo, e por nia3 le.
nhamos experimentado diversas formas ce eo-
verno. nem por isto estamos mais satisfoilos ? e
ft< ra mesmo apenas estamos repoiisando das
nossas tentativas, como o enfermo qucenfrinue
cido por umtrabalho foroado.por una actividode
exagerada, tem necessidade de repousonara ro^.
tauraras suas foreas.
O abbade Haitaiv.
[fen.ila Contempornea.Mlveiia.)
Variedades.
raro I
realisavel.
opiniao
Casa clebre.
O Reino, jornal do Madrid, publica o seguinto
Acerca oa casa em que viveram os Srs. D. Agos-
Hn Arguelles. l>. Martin de los Hocos e D. ta-
mon Gil de la Guarda.
Com o titulo de casa clebre escreve-nos
o seguinte um nosso amigo:
fExiste nesta corte Madrid), na ruado Lope di
Vega (antes de Canlananas), urna casa com o n.
5, era cujo andar principal fallecern! tres per-
sonagens do partiJo liberal hespanhol, que vive-
a sua exis-
a liberdade poltica, sem a con-
e urna illusao primo vicere,
i 1 ar-se, e
si rvaejio certa,
de pililos* j
puca actual ttm app.recido desses fados,
e i.sdelles lomos o exemplo por dnas tezes. Na
uidade porm se davam em maior numero.
As 1' (uciias repblicas da Grecia e da Italia con-
suman) o lempo em se conslituirem e se desor-
sarera alteriiatirameiite, at quo (aligadas
da lula nppellavam para um sabio, um legislador.
'ythag ras instituid muilas dessas pequeas re-!
-. Esse grande philosopho foi lamben)
tido politice, e inminentemente pratieo;
cun lano que nos outros philosophamos as nos-
- sobre os nossos livros, sem dictsrmos
- iiaces, o que por lim de cotilas urna
i.cid; 1 de. Lycurgo leve entre sua-; mos a so- I
berana da Licedemonia, n consoguiu tornar sin-
Rilar 1 : essa repblica, da qual tanto so
ba fallado. Soln formulen a constiluico de
-. Em Roma esses cidados lio orgulho-
1 sua liberdade salvaran) o oslado as cir-
cumstancias dilfici is poi meio da dictadura, a que
lio. i) sonado e o povo ''
romano abdicavam a sua autoridade e cnlregavnm
a soberana nas mios do um s homem durmi
un pra/.o Gxado, dilactor linha dlreilo do \-'
d 1 1 de Diorte sobre lodos c sobre ludo ; era esta
urna medida heroica para evitar a ruina com-
pleta.
O oslado eslava em.perigo, era preciso slvalo,
careant cnsules ; e se isto nao baslava, impero/
dicolor. E por lano em materia de liberdode
os Romanos eram tao exigentes e IJo entendidos
tomo nos.
Ue todas estas considerarles nasce a dilTeren-
'i entre a soberana espiritual e a soberana
temporal.
Esta c puramente humana quanlo A sua orga-1
.jo c ao seu exercicio ; e divina quanto a desinleresse e da capacidad*
sua ungen, o csi< ocia porque, como dissemos, Ha anda oulra especie de legitimidade, mas
c o producto natural da formaoao da sociedade, ; que c secundara-a legitimidade da successo
is que nao pode a sociedade ser constituida sem do poder ostabelocido era una familia polo pacto
humana quanto A sua rea- social, e pelas leis dopaiz. secundaria, por-
sempre mudavol.lquo nao procede senio em segunda linha. Tara
Jiaver successo mislcr que baja o que Irans-
quo o poder do pao na familia, e a faculdade da
vonlade un individuo. O povo nao crea a sobe-
; rania, assim como nao faz a justiea nem a lei
natural; porcm elle tem direito de ingerir-so
na applicacjio c no exercicio dessa soberana,
; e ate mesmo ella nao podo renlisar-se justamente
sem a sua intervengo ron polesl aliler haberi
I j usa sil.
boles dolados de razio, os homens devora em
ludo obrar segundo a mosma raza O ; e como nn-
nhum d'entre el I es lera o direito de gormar os
outros em seu proprlo nomo, pois que lodos sao
eguaes peante a na tu reza, claro est que aquello
011 aquellcs que governam, receben) o poder polo
consenso dos governados. Nisto consiste a or-
gem primaria do toda a legitimidade poltica na
ordem natural.
Tocamos ueste ponto n'uma queslao tao im-
pottanto, c procuraremoslral-lacom acircums-
pecrio quo ella merece, lia duas especies do
legitimidade ; a legitimidade pola origen, e a
legitimidade polo lim. (Im governo pode tornar-
se legitimo, qualquer que soja a
que lenha sido cstabelecido, mesmo tendo tdo a
violencia por principio. Ilegitimo pela sua oti-
gem, se o governo retrocedo a sua marcha, e
reconhecciido o interesso da sociedade allende
com especialidade para o bem publico, fazendo a
esto o sacrificio do seu ptoprio interesso. se alm
disto, salisfazendo sinceramente a condi^ao fun-
damental de todo o pacto social, procura cliogar-
se A ordem, essa governo torna-se legitimo
quanto ao fim, porque o
iua applicacao, velar na sua observan-
cia, e pumr os infractores. Estas func
imperiosas, c
roes sao
urna vez que a naci ou commu-
nidadc como quizerem chamar, consente
tacto a substituido do ura soberano
lar-lhe a autoridade, evidente
consente em obedecer-lhe,
inferiora esse soberano.
pelo
Clll COII-
]ue lambeui
e portanto tornn-sc
Desta sorio eslnbelece
ella.' reconhece a superioridade daquefo ou da-
quelles que a governam.
Insisto do proposito nessa disfineco essen-
!,'?.",.,V?.P.0I eial- P.Hue s ella nos pode afastar das conse-
quencias onarchicas da doulrina da soberana do
povo. Nesta doulrina ha o seu fundo de verda-
' e ; nas o falsa a applicacio que d'ella fazem os
csordeiros e anarchislas : e dessa applicacio
panom todas as revolucOes da sociedade nio-
aerna, que prevalecen) por pouco lempo em
quanto dura a nllucinarao. n.as que nada leem
esiabelccido, porque a sociedade nao pode per-
sistir por seinelhniite meio. Muilo caro nos tem
vencedor ns suas forras, suas facilidades e tem- Ijulgo
po, o con trabe certamentc a obrigai;ao de obede-
cer-lhe, por isso que permittio-lhe um direito so-
bre si. E' esta a nica origen) da escravidao que
nao e indigna do homem ; e justamente o que
acontece A corlas najos quer a respeilo de ou-
Iras naooos que dominara pola victoria, quer a
respeilo de um so hornera que collocaro sua
lenle em momentos critico* com a condirao de
salva-las. Temos na historia mitiga, o mesmo
na historia moderna, muilos exemplos dessas ni-
roes que assuladas pela anarchia, e enflaqueci-
das pela lula dos partidos o filo fervor das revo-
lucoes, buscam por esse meio a sua salvagio. E'
inste, nao h.i duvida, comprar a existencia a pro-
co da escravidao ; porm, por mais que damero,
Da no cora rio do homem urna cousa ainda mais
preciosa que a liberdade a vida. A con-
servarao da vida a principal necessidade, o respeilo do
inslinclo o mais imperioso da nalureza. ci las
5." Ncsle quinto o ultimo corollaio applica-
remos ludo o que tica dito para esclarecer nina
queslao, que se tem muilas vezes esiabelccido.
sem que tenha sido resotvida,
ma admiraoao mo
feliz por haver
nuntGS nas oiiras di
causn isto; e al me
encontrado taes pensa-
esso sabio dn tao grande m-
toridado, cujas doutnuas admiraveimente cohe-
rentes em todas as suas paitos, indicio muita
maduresa e roiloxAo. Alm disto enconlram-se
as mesmas opmies era todas as suas obra
que prova que nao era urna ha
siin urna conviccio profunda o decidida
bis essa passagom, eme extrahida do Sum-
ira no rheologico, quest. 103, arl. I
opio s. Thomaz cita Aristteles :
lia duas cousas a observar-so sobro a boa
oiganisarao dos chefes em urna communidade
ou pacao { note-se quo elle- trata aqu da sobo-
uo viemos de fallar |. a
sois oDras, 11
lucinaro, mas
A' puli-
ros de 7} e o Sr. Guarda de 85.
(Notareis coincidencias, quo em Inglaterra 011
n'oulro paiz seriara mais que sulkieiiles para
que o estado comprasse aquella casa como de-
va comprar outra que perlo Ihe Pica, o era que
passou os sena ltimos das o inmortal Cervan-
tes e eriglsse nella um monumento simples,
transmittisse As geraces futuras
serviros o as virtudes de lio
tridos. .>
quo
a memoria, os
emininenles pa-
pn neira
iiv.
o meihor governo
e vera a sor : Oual
A inonarchia, a aristorra- vernc a tod
conal e de conslituirem a sociedade de
ma mancira conforme A dignidade
c ao direito iam lambem
fazendo
ca, ou a democracia? L'ns opinan) em favor da
nionarcbii, o para fundamentar sua opiniio fa-
zem prevalecer grandes vantagens, bem que ha-
seos inconvenientes Outros exal-
a soberana
. ', e por isso relativa
e nao pode serexcrcida sem o consenso dos
homens per contensum hominum mediante
tro. Nao assim a" soberana espiritual,
ni directamente de Dcus, e procede do
E portanto nao lem necessidade do consenso succeder A si
meus, nem daquelles que a ella obedecem.
uando em nomo de Dcus e por direito divi-
no, prescreve vonlade humana o que a esta
fazer. Foi Dcus que a insliluiu
indo aegreja, en Espirito Santo a esclarece,
'- senvolve, ditigoalravs dos seclos, (juan-
- seus ministros, 6ainda Dcus quo os esco-
Ihc, preparo-od c san 1 ion.-os ; ellos recebem
do cn um carcter sagrlo e una missao celos-
1 .1 razio porque a soberana espiri-
tual nunca muda e 6 infallivel, porque cslA ac-
n a do lempo e do espaco ella marcha para a
eiernidade, e marclu lentamente por entre as
encas e opposicocs do mundo, porque nao
imada das paiioes dos seculos ; e nunca se
1 de seu caminho nem recua jamis, seu
governo seni| re o mesmo, pois que nao depen-
9 horneas ; o pacifico por que procede do
A sua autoridade a mais forte, porque
a mais branda c a mais moral ; a nica univer-
sal, porque s se applica aos espirites, c por
isso que se chama cstholica. A soberana espi-
possue a direcci das almas, e como es-
tas se achara cima do lempo e do espaco, ella
nao pe lenco nem As nacoes nem ios paizes Do-
mina-as de urna a oulra extreraidado da ierra, e examia-los com sinceridad
dirige-as forliler < snoriler, como a sabedoria soluca^ de ui sedeixarle
uggosloos que nasccm dos
millir, ecomo o poder leve um principio, evi-
dente que aquello que foi o primeiro a exerc-
0, isto o, o fundador da dynastia, nao so pode
mesmo. Portanto adquirc-se ne-
cessariamenlo pela successio o direito primiti-
vo, de que ella deriva. Compro, porin, adver-
tir que a successio, por isso que nao d princi-
pio ao direito, nao podo lambem conscrvi-lo
perpeliiamentc : c porque tanibem 110 mundo
nada ha que soja perpetuo. Toda a successo
acaba mais cedo ou mais larde. Extioguindo-se
n familia, quem se transmillir o poder ? Nao
ha mais successor; entretanto o povo nao podo
licar sem governo. Nesto ceso mister tornar
ao direito primitivo. Assim a successio ou a
legitimidade pela heranca, que legal e real,
quando estabelecida pelas leis do paiz, suppoe
na sua origem um direito que transmiti, e no
seu fim quando nao tem quem Iransmittir esse
direito, porque Ihe falta herdeiro. deix.1-0 dis-
ponvel, e portanto o poder rolla naturalmente
aoseu principio, e cslabeleco, se possivel, una
nova dynastia. Eis como se reoova a face do
mundo e dos imperios.
Bem 3110 oslas quostoes sejam melindrosas.
todava nao sao tao complicadas como se presu-
me E' mister estuda-las fra do dominio dos
partidos, e nio ir buscar nos problemas, solur
anleripadas E' mister d "
commum, a perturbara e desoiganisam, fazendo ''" a aristocracia, e pgu.ilmenle descobrem-lhe
ueita presa da anarchia. excellontes qualidades : porm ha lambem gran-
tassemos ao quarto corollario. Na sobe- des em baragos que nio valem menos que os da
rania, hora como em tudo o mais. a lona nao inonarchia. Finalmente outros, c muilos outros
consume direilo. Assim a razao do mais forte "a Calidnde, bradam em favor da democracia
nem serapre e a meihor, como pretenden) os uto- proclamam-na o mais verdadero e O meihor
pistas com suas falsas lices; pelo contrario a ra- dos governos; nao contestamos as suas vanto-
zao do mais forte, sondo nica, sempre a pcior : 8ens : porm convm confessar que ha lambem
peante a justica. Entretanto a forra que, como ""Iro ellas muita cousa rcprehensivel. Senos
dissemos, nao conslitue direito, pode todava con- perguntassem : Qual o meihor dos governos ?
iirmn-io.e e dosio modo que ella se justifica e responderamos: O governo meihor o mais ho-
ennoureeo. Uuando garante a verdade. ajuslica, oslo, isto o mais desinloressado, o que cuida
e o direito, e legitima e necessaria. E como para nos negocios do paiz com mais boa f, dedicacio
a soberana, segundo flca explicado, mister que '' abnegacao de si mesmo, attendendo para o !n-
noja10 consenso, isla o contrato, o pacto ex- loresse geral mais que para o scu nter esse par-
pnc 10 ou implcito, da mosma forma para que os 'Cular, mais que para o iiileresse de urna fami-
lesuitados da forja se tornem legitimos e sejam lla. rara, ou casia. Eis qual o meihor dos co-
u.oiiiinados, e lambem mister que intervenha o 'eriiou, ou elle soja mononhic, ou aristocrtico
consenso do vencido. Assim, por europio, a Pu democrtico, na roonarchits ou monarchas
guerra por si abommarcl, por sao q-#lcm Bmrp"e,Pwnb#m l>.>m ioda esu-a ns, Ira outros
um a dostruicao dos homens, (orna-s. cita nio 'mbem <;: dc|U,s so jesva01 mciramenlc.
oosiante como meio de restabolecer a justira c de i Exislom aristocracias mui nobres, inui dianas
reprimir a imquidade. Adquire enlio um senli- ; Prm sao menos virtuosas em geral que as mu-
do moral e sob este aspecto, ainda que sempre "rehias, por causa do espirito decorporacio ; e
depioravel por que nao deixa do causar a rio!) n- (naimenlc poilom existir democracias honestas p
ca e o morticinio, ella vem alornar-sc lonvavelJJusla9- ainda qac spja isto mais diflicil, porque
por isso que serve para o lim o mais verdadero, n.essa lsP'ce de governo ha muita gente envol-
mais bello e inagesloso, que ha no mundoa ap- viua nos uegocios da naci ; e se entre os ho-
plicaco di justira. E' urna mxima do direito "jons, como disse um poda : Desde Adios nes-
das gentes que, quando duas nacoes se guerreara, "os sio em maior numero ; claro estaqueas
esuccumbindo uraa dellas a otra lbe invade o Ppssoas honestas esli em minoridadc, o desta
territorio, o paiz conquistado tic-a sendo oecupado sur,c ha menos probabildade de que a nstiluicio
seu
do-a
rania d
vem a ser que cada individuo de
soberana. E" este 0 meio de c
P outro os povos, e do obter-se o amor e o
ludas as classes ou ordons estabelo-
comose colhgo deste texto de Aristteles
cita o texto exlrahido da Poltica do Aristteles,
1- cap. 1." ). A segunda se refere As dif-
identes especies do governo. meihor para
estado e o de ura principe virtuoso que go-
a lodos, que lenha ehebs subalternos sob
s vistas e direCQio iramediata, os qines, A
exomplo, usem da autoridade conforman-
coui a virtudo, de surte que o poder ou o
governo por este modo nao perteuca monos o
odos ; e por conseguinte todos os c'idadaos es-
tejara no caso de elegerem n de seren eleitos.
E o que se observa nos governos mixtos, os
quaes representara a monarchia, por que ah se
encoiura um nico chele ; a aristocracia, porque
ha ramios individuos que participan) do
na razao da sua virtud,; e capaci U le
mente a democracia ou o poder popu
lodos podein sor chara '
disto lodos os cidadaos
Sao estas as proprias palavras de s. Thomaz .
nas nao para ainda aqui. Kilo cita exemplos
quo fazem remontar o governo mixto, nao A ori-
gein da eivilisarao moderna, porm aosjudeuse
a Monees. E accrescenta :
E'o governo que fui estabelecido pola lei de
Di'us. MoiZCS o seos Suci'CSSrcs governavam u
povo como um chcfeqiid governa a totalidade da
ni. 10. (i sou governo ora seinellianie realeza,
uopoisdisto Plegia-se setenta e dous ancies co-
nliecidos pela sua virtude, porque elle disso :
bscolhei d entre o povo os homens sabios [Deu-
teronomio, cap. 1. v. 13c i:>
o elemento ai isto
perto
Patriotismo.
Est actualmente exposto-em Shorley
er parle na de Sonthamplon, una magnifica balera de lj
is, que H. Walormnn mandn conslrufr e of-
rereccu A corporacao de Sonthamplon para a de-
foza daquella eidade o exercicio de ura corpo de
arlilharia.
As pecas esli montadas como as de campa-
nea, o com dous Irens de muni$des para cada
urna. Com a carreta,cada pega pesa 8quintaos.
As pecas Corara fabricadas por Nrs. Napiar, e
fundidas o furadas pelo sysloma adoptado nos
arsenaes do governo.
l'oram experimentadas por offlciaas de arlilha-
ria do campo de Aldorholl, que as declararan)
exccllenles. Lord Palracrston e a raaor parte
dos raembros da aristocracia forara v-las e todos-
admiraran que um particular.de mediocre fortu-
na, isoco de una fabrica do enreja, livessc o
e iioal-
o poder popular, porque patr otismo de applcar as sua economas para
5Sjwsr,,-H"-^^^___
Illia de Ceylo.
A Iba de Coylao uraa das melkore doscs-
Isdeda Inglaterra. Est siluacao aosodoeste,
o porto da pona da India, A quem do Gongos, se-
parada da cosa de Cororaandel pelo-estreito de
M-inaar. a sua histeria remonta A mais- remota
a^ii^uidade.
lla dous rail annos que o boudhisrao all foi
ntroduzido, c desde e:>tio ura dos principaes
centros dessa religuio eslravaganle, ejueconla
sectarios.
Anda se enconlra e:n Coylao o bo que descerni
, da- arvore mystiea, debaixo da qual, si'gundo a
o que conslilue
rauco ; e linalmeulo iodos ti-1 acliialmenle parlo de -IDO milhes do
i.liam o dueilo do eloger, pois que ello disse
bscolhe es homens sabios ; o quo conslilue o;
elemento democrtico. .>
i [""-lano na theoria. segundo S. Thomaz, I l'aditio-indiadov Boudha repousou na poca da
sua priraeira incarnicao. a arvore deste- ame
qual o meihord-JS governos
A monarchia seguramente o governo mais
forte, e o que era si concentra maior elemento
de felicidado, quando, como exorimem \ii.i,.!,..
divina. u seu imperioso prolongandoecrescen-
m cessar.vae formando um circulo cada vez
maior al runfundr-secom o infinito.
Tal a soberana espiritual Felizcs daquelles
que, distingundo-a do poder do seculo, oceu-
-se exclusivamente da sua missao de dirigir
as almas, e de cuidar na salvaeao destas,
ingerir-sc no poder temporal das nacoes, s
aspirar no dominio ui
spiraraooominio universal e ao imperio do : desfarte ;
mundo I Semelhante procidimento seria um a-
buso do poder espiritual ; porm infelizmente o
excesso possivel era qualquer que seja a sita- rollario pod
rao, e"o abuso nas cousas, ainda as mais verdadei-'
ras e mais uteis era si,nao prescreve contra o uso.
os homens sao os instrumentos os mais puros que
fieus emprega ueste mundo, c por isso nao de
irar que se confunda o que terrestre c hu-
niano rom as cousas divinas, que ellos sao cncar-
regadosde realisarsobre a ierra.
Resta-nos deduzir alguns i-nrollarios dos prin-
cipios eslabelecidos, e das considerares cima
desenvolvidas.
1". A soberana em sua essencia c de direito
natural, e por conseguinte divina, como ludo o
que de direilo natural. O direito natural o
direito divino nao escriplo, em contraposicao ao
direito revelado que oral ou escriplo. A sobe-
rana e do direito natural, porquo impossivcl
se, c das paixoes.
3 Chegamos A outra con
nos grave, para que cha.
leilor. porque conjura o pe
trina tao adoptada nos 1
sera vando o povo cima do 1
overno o mandatario d
lltC *-0(*lil., t .,. In. : llllllin *.n ^4n. ..__ .r
possue grandes vantagens. e a
nocracia mais inconvenientes. Quando
que
Da democracia nada mais dino ; basta o
tica dito.
Chegnmos- finalmente ao governo mixto, que
parece com ell'oiloo mais razoavel
e a mais antigaque secoohece, e a sua especie
existe ha dous mil anuos.
Coylao foi descoberla era- 1303 pelo PortOguen
Almeida, c pertenceu A eorda do Portug2lDal
1636, poca em quo os Hollandezes all se esta-
belecerani. Os taglezcs ajiossaram-so dola cm
I795i e a Iba Ihes foi definitivamente cedida
pela paz do Amiens. Depois Qzeram pouco a
pouco a conquista completa de toda ella. A.sua
populacao, comprehendendo as differenles raras
e os 3:000 eslrangeiros que a habitara, ; se-
gundo o ultimo- recenseamento, de 1:727:973 al-
mas. Est boje provado que, antes do seculo
XV, ebegou a lor 3 milhoes-de habitantes, A.
pojiulacao *dvide-se boje- em quatro grupos
principaes, que s*io : 1o os-Indigenas divididos
: porera na p^^^uasZ^T"''''1^"^^ Ulldda^ ^dlias; Z> oaMala-
fOiLnETAii.(,)
0 lULHEIfi DE TIIEREZA.
ron
CARLOS HUGO,
......'W.....
VIII
A encoinmenda,
(Conlinuaro.)
Quem sal o ? Talvcz nao se zangue, lalvez
esta caria ebegue em um momento em que so
veja era apuros! I.erabra-mc .do que mo disse
que se algum dia vendosse a sua pintura, serij
j'or ter necessidade de diriboiro. Sou desconhe-
cida do Sr. Rodolpho, mas algunas vezes tem-sc
amigas quo nao se sabem. Seria para mira urna
grinde ventura pensar que, durante ura dia, du-
rmi una hora da sua vida, Irabalhou para mira.
Si i como vivem os mancebos, um nada os desvia
do trabalho; lem paixoes algumas vezes, o amo-
res sempre ; e drpois deixam-se arrastar, jogam
c pordoni. Oh I Sr. Kodolpho nio jogue nun-
c 1 I Pinta tao bem, que me parece que no seu
lugar, cu nao sahiria da minha officna, quere-
rla adquirir nomo, sonharia gloria e trabalharia.
E depois, que Irabalho o seu Como agrnda-
vr-1 ins[rar-se a gente do que Dcus fez. de mais
bello, o pintar o que s tem una hora a vi ver I
Pobres flores Sem o senhor, o que seria dolas?
Resiilne-llie o que deven) perder. Ellas deveni
morrer, como sabe. Devem fanar-se e o senhor
pinta-as. Tecm duas basteas, a sua e o seu pin-
cel. Outros, Sr. Rodolpho, lera Irabalhos duros,
o senhor lera Irabalho feliz. Ha entes bem dig-
nos de lastima, que sao condemnados a oflirios
penosos; tudo o quo o convida ao Irabalho
fresco, puro e embalsamado. O senhor livre,
nao recebe ordens de ninguem. Quando nio tra-
balha, quem o reprehende o seu jardim. Creia
na sua amiga e no seu jardim; irabalhe! tor-
ne-se um grande pintor. E principalmente co-
mece a trnbalbar bem dppressi no meu quadro,
antes que o modelo se fane. O senhor sabe que
um ramal hele cousa de pressa !
< Propo'z-me de ir ver as suas flores ; respon-
di-lhe; nunca. Pois bem, irei ve-las quando
tivcr terminado o meu quadro, antes nao. Nes-
se dia pori na sua janella o meu ramalhete fa-
dillii-eisiio precncher,
intrometler se nellas.
bares; 3" os Musulmanos provenien.es dos di-
diversos paizes da-Africa ; os Europeos.
A capital da ilha de Ceylao Colombo, cuja
populacao monta a 70:000 almas. Esta cidado
serve de residencii ao governador e As d.iferen-
ou agente. Elle o subslilue no poder, deixando-
Ihe o seu direilo de soberana em certas condi-
coesexpressas no pacto social. Por isso esse
individuo, ou corporacao, revestido da autorida-
de concedida pelo povo, por um lado repre-
preciso que a acompanhois em to-
das as suas transieres para que vejiis o vicio-
principio exaltado, triiimplianle t- altivo, depois
bumilado, abatido e despresado, e enlio roco-
nhecereis a justica eterna nas proprias conse-
quencias dos aclos humanos ; reconhocereis que
caberas, e quando so tratar da
um negocio qualquer, o da sua
lio para
precisojgnnde traba
sonso e o-acordo de
por conseguinte bao necessariamcnle
os negocios pblicos.
sao
parque ha muita "gente A
Tem a rantagem que lo- i
1- 1 dos os cidadios delle parlham, anda que s po-
lo voto eleitoral que a exprossao a mais redu-
da da soberana. Mas essa partilha, cumpre
confessar, nao e das melhorcs cou3as, e muilas
vezes ale um grande damno ; porque muilo !cs "'ondades inglezas. Os-oulros pontos mais
leonlrar-se um povo honesto do | notareis depois-de Colorabo-sao: Pona de-Gal-
les-, Kandy, Negombo e Trinqueraalee. Estas-ci-
_uir o con- porm se liwrdos urna porra, do"iiomens'mio'at-: daJt's oram outr'ora, capilacs de reinos- do
individuos, c endara mais para osen proveito, procurem 8- mU1 noulyi e que foraai muilo tlorescontes.
de solfrer tisfazer a sua inclmacao o augmentar a sua lo-
organisafio do
execuiao, ser
consec
quo i>id principe virtuoso. Sendo oslos o vir-
tuosos os eidados, aseieiQoes far-se-hio bem
vezes pela
para que rae nao
nado. Scr. osignal. Passo muilas
Grande Praca, ve-lo-hei e enlraie.
Nao Ihe digo onde moro,
recuse.
At oulra vez.
Thereza.
Rodolpho lendo a carta de Thereza, sen'.io urna
impressao singular. I.embrou-se da mora de lou- <
ca c de avcntal que linha encontrado'
semanas antes
ra, sacrificando o bem pul
itiro no seu inleresse
[Ct>rreio do Torio.)
algumas
do uraa letra de cambio oito dias da dala, sem
sabor como a pagara e senlindo-se mirado' pelo
timbre do fisco, esse olho lerrvel e redondo-que
termina a cauda do dabo.
IX ,
Suspeita.
Entretanto a-so approxmando o fim dos-tor-
mentos de Kodolpho. em seu namoro cora mada-
ie ao espirito tao presente como so a Ella leve modo que Rodolpho craa"rceeise do
vira naquelle momento l.embrou-sc al dos mais e licasse feio. Depois
menores delalhes do seu toilette. Era suas lera- inquelai.cs. Contava
brancas, reparn mesmo que linha ps muito pe- que linha chegado .'
quenos. Nao havia duvida, a rapariga amava-o I solirmenlo.
e Rodolpho exclamou:
Vide o Dixrio n. i.
Sou um garande pedaco de asno !
Devemos dizer tambem'quo soltou um suspiro
lomando a 1er a carta de Thereza. Conhcceu
que, apezar do avcntal c da louca, poderia ter s-
do feliz com aquella mora, que, tendo sera duvi
da sabido dos vexames, em que elle so va, fasia
por elle tal sacrificio e sabia dsfarc.a-Io tao bem.
Teve quasi um remorso. Censurou-se por ter
doixado passir a ventura por ao p de si sera
nem se quer ao menos ollereoer-lhe o braco.
Mas Rodolpho eslava perdido. Tenencia A raa Ja-
me d'Orfen.
0 nosso pintor, como sem duvida pensara os
leitores, era muilo delicado para servir-se do di-
nhtro de urna mulhcr, principalmente de urna
desconhecida, apezar do tocante e engenhoso
pretexto que ella empregava para Ih'o fazer acei-
tar. Dobrou pois a nota do banco, prendendo-a
na caria com um alfinelc c poz ludo na carteira.
Depois enrheu um vaso d'agua e nclle collo-
cou o ramalhete de Thereza.
Eis aqui um ramalhete, disse elle comsigo.
que merece recompensa e que a ter. Pobre The-
reza E' minha amiga Aconselha-me a Iraba-
lhar. 0 facto que jA nio faco nada. Bem,
principarei amanhaa por este ramalhete. Quan-
to ao dinheiro, enlrega-lo-hei a pobre meca, ha
de ter o seu quadro e do grara I Meu Deus meio
da menos dez minutos I Apenas lenlio tempo de
correr i casa do judeu.
Urna hora depois, Rodolpho linha feito honra
4 sua palavra ; mas a que preco Uavia assigna-
0 mancebo eausava
em rassivas lastimosas
is ultimas extremidades do
Mandou mesmo urn dia A baroneza
uma receita authentiea do medico que p*escrovia
ao pobre apaixonado beber (odas as imites dez
de
,;.mb,oPu .fu|,pri,,u luS horrores. Tens possiveis semelhantos iranias do deslino I E dc-
iiinpe.i |1(>ls ,!., Drovava Thcrez4 ,,, madama d'Or-
-lenhooquo a senbora rae deu ha Pouc^> fonlamass a. ftodolpho e fosseq aada Sr elle"
_K um vn nrelo i'1 '"''"''.no",,l,IMa i'")i<-'" "cnlmm serio. Nao
r. un veo prelo se deavairacia Thereza polo sou amor ?
~l'w- *"*"* Ella levo dez vezes vonlade de rollar e de di-
Pois toma o ram, d.-sse a baroneza, dando-a '.''r ;l baroneza que linha corrido a eidade ino-
pia um veo de renda dos mais espessos. Com '"njcnle, mas-refleelio que adiado o quario*-
slo, ticas negra como un forno. Toma aoui Jer,a 'ompanhar a baroneza e saber todo, t.
tens a minha boira, vai depressa. mecnu, pois, a procurar com. a forocidade di
A aia tinha no coracao uma euspeiia In,nivel.1 ciumo. Klnfim, encontrou, era um bairro de-
A Iros rne/.es que nao' cessAra de vigiar aquella sorl0. "'" qnarlinhoaceiado, que poda servil ao
que julgava ser sua rival; mas como advinhar niesm0 l^mp a pobreza e amantes. Dcuas-lu-
nlguma-cousa? Rodolpho, depois da noile do jo- : vns> ''"''Jeu-se a respeilo dns condiroes, a'
go, nao linha mais tornado a
.V
A aia.
Ha na vida tentaees- terriveis.
Thereza in-
vava nas dobras da sua gollinha, a carta do .lia-
da ma d'Ocen. Oque hoveria nessa carU? t
que dizia ella A Rodolpho? Sera urna, resposia,
1 um dessas mysleriosos- bilhetes quo nimiamn
d'Orfen .bceba todas as manhaas? Soria mar-
cando uraa entrevista ^Quebrado o sinote, IWre-
za sabia tudo.
OL,! nunca! diza. ella cenisigo, cow se
respondesso A uraa tentaeao-secreta. Ser uraa
a ce a o mi.
Eslava immoveU sentada sobre-o divaa de
Rodolpho. A baroneza lia-as c- l'hereza
achara a cinza dellas na chamin.
En que poni eslariam nos seus amores ? A
go as de opio em ura copo d'agua. A baroneza baroneza vera Rodolpho As escondidas ? Se o va
enternecida decidio-se erafira a pronunciar o sim nao era dj) corlo err> casa delle. Por mais lo-
< l- i- ^, viarw quo fosse, na era imprudente a esse pon-
Certa manhaa disse A Thereza lo. Para entrar em casa de Rodolpho era ne-
mi 11 na litba, quero associar-le uma obra cessario atravessar uma laja, porque elle nao li-
de candado, tslou para tirar da miseria alguns. ba provisto as mulheres do mundo- Ir A casa
pobres sem pao c sem asylo. E- necessario que| de Rodolpho, fra dar a conhecer a cntrevisla,
tora perder-se.
me descubras um quarto mobliado onde cu pos-
sa instala-los.
Ora quarlo mobilado? perguntou TTiereza
um lano admirada desse impulso de cari lado.
Sim, disse madama d'Orfen, tu comprchendes
o que preciso. Uma casa solada, em um bairro
retirado, bem simples e bem modesta.
Parecen a Thereza que fallando assira.a voz da
baroneza nao linha a seguranca ordinaria.
Est meutindo! pensou a aia. L'ma casa
solada ? replicn ella cm voz alia.
De corto, continuou madama d'Orfen,seeu for
visitar essa pobre gente, nao quero ser vista. Tu
sabes, a caridade como o amor,procuia asom-
bra.
Como o amor, repeli Thereza, comsigo.
E oihou lixamente para a baroneza, que sen-
lindo-se corar, deilou carmim no rosto.
EslA bem, minha senhora, disse Thereza re
lrando-se.
Ah a proposito, replicou a baroneza, in-
til procurar quarlos para alugar. Isso conipro-
mette. E depois, podcni reconheccr-te. EslAs
0. meu serviro e ha gente lio falladeira, tao ma-
En I retan I o Thereza,
senta repugnancia em
simularan da baroneza.
procurando o lal quarto,
crer em semelbanto dis.-
Que snppor uma accao
boa, inventor uma familia pobie a soccorrer, ter
de occullar um adulterio e fazer para isso pre-
texto da cousa mais santa, era impossivcl. Alm
disso a baroneza era cardosa nas suas horas, e
nada havia de inverosmil que quizesse fazer uma
accao boa. Mas so ttvesse mentido, se fosse para
cncontrar-sn com Rodolpho quo quizesse esse
quarto! A' este pensamento, Thereza pnrava
bruscamente na ra, como se os ps Ihe ficas-
loroso, imaginando por momentos que Rodolpho
eslava all por son causa, quo ella csH,va alli
para elle e exclamando :
Rodolpho, meu Rodslpho! sou eu, quem te
ama !
A' nolo, quando voltou, a baioneza chamou-
a. Fallou-lhe de rail tensas, deu-lbc algumas
ordens, depois disse:
A proposito, ia-&M esquccenii^, achast* o
quarto?
Sim, senhora.
Onde ?
Na ra do Limite, n. 5.
No da seguinte disse madarsa d'Orfoa A sua
aia entrogando-lho uma caria fechada ;
Leva estacarla, oiilrega-a pessna, e espe-
ra a resposta.
Se essa pessoa estiver ausento?
Espera-la-has at que rolle?
Thereza lanr^ou os oliios para o sohscipto e
empallideceu.
Dez minutos depois uma mnther rom um veo
sem presos na calcada. Era ella, Thereza, quera prcto enlrava era uma casa da Grande-Praca
procurava esse quarto Era ella quem procurava pergunlando se o Sr. Rodolpho Alvens eslava
o asylo discreto onde encontraran) cm seguran- era casa. Respouderam-lbe que linha sabido
ca a porta da qual Rodolpho possuia a chavo, asi Tenho una carta para cnlregar-lhe em
lancllas cujas cortinas Rodolpho levantarla para mi propria; disse ella
vir ver de longo madama d'Orfen, o lelhado que os Enlao pode subir, Ihe respondern) O Sr
occullaria, o cspclho que os vera. E.ra ella. I Alvens snhiu para negocios, mas vollarfi sem du-
Ihereza quem pracurava a escada por onde loria vida do um momento para outro. No orimeiro
de subir a sua rival. Era ella quera procurava andar, porta cm frente. V
o I'gar da entrevista que a sua rival ia dar A mulhcr do vcu dirigio-s? para a r-srada que
Rodolpho 1 Mas n&oI isso nao exista! nao sfo thc tndicarnm o eutrou na ctficina de Rodolpho
ma. Ha enlao em tudo o que tere os sentidos
uro poder de distraerlo singular. Thereza lan-
Qava os olhos em torno de si. e pouco a pouco
pareca tomar ara ludo o que- va um interesso
que Ihe fa/.ia esquecer porque tinba ido casa
do Rodolpho.
A ollidua do pintor JA. nio era mais a qu
conhccemrs. Nao era mais esse retiro perfu-
mado ondo cada vaso pareca um grando calibo
cujo pistilo era um ramalhete. Conservara s. a.
desordena, uns essa desorden) j nao viva enio
linha mais vestigios da presenra c do traiallto
do dono. Advinhava-se, vendo-o, toda a exis-
tencia que Rodolpho levava, havia algura, lem-
po. Advinhava-se por mil detalhes, nesse apo-
sento entregue ao aoandono, uma vida de ciu-
dados, de noiles em claro c de vadaciov
Basta militas vezes o aposento para julgar-so
o habitante. Todas as nossas aeces iteixam um
vestigio atraz do nos. E o rap'ax tranquillo ?
V-lo-hao era sua cama, meio occulto pelas cor-
linas e que ter nao sei que aspecto honesto o
adormecido. exacto e regulado? V-lu-hao
polo relogio que ha de andar certo com o sol.
Laborioso? Ve-lo-hao pela peona, so escriptor,
pela palhela, se pintor. Secretario? Y-lo-
hio pelas suas rhincllas, que, cuidadosamente
postas em baixo da poltrona, parecen) esperar a.
rolladas bolas. A casa tcralguma cousa d
pacfico, os movis estario no seu lugar, a rou-
pa no armario, papis na secretaria. A^ casa
ser arranjada como o dono.
_____________________(ConfiHuar-nc-ftg.)
PERN. TYP. DE M. F. DEfAlUA. lljll "
1- nWlfc.
(JVHJHLADO