Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08995

Full Text
ASNO XXXVI. HUMERO 44.
Pop tres mezes adia tados ,
Por tres neies venc J*s 6

QUISTA FEIRi 23 DE FEVERE1HQ DE 1860.
Por armo adiantado i9$000.
Porte franco para o Subscriptor.
BNCVRREG.ir OS DA SCBSCRIPCAO DO NORTE.
Paraliiba, o 3r. Antonio Alejandrino de Lima; Na-
tal, o Sr. Antonio Marquusda Silva; Aracaty, oSr.
A. de Lemos Rragi;Cear,oSr. J.Jos deOIiveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martin? Ribeiro
Guiraaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. momus;
Amazonas,o Sr. Jr-rmtvmn da Costa.
PAKflOA DOS LOltltUl.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Igrass, Goiannae Paralaba nassegundas e
sextas feiras.
S. Aiilo, Bezerros, Bonito, Carunr, Allinlioe
Garanhuns has tercas feiras.
Pod'Allio, Nazareth, Liraoeiro, fdejo, Pes-
queira. Inga/oir, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e F.x as quarlas-feiras.
Cabo.Seiinhaem, Rio Formoso, Una, Bar re i ros,
Agua Pela, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
[Todos os crrelos partem as II) horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAE9 DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundos e quintas.
Relaeo: tercas feiras e sabbadns.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas-ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
rrfio dia.
EPIIEMEKIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 I.ua cheia aos 15 minutos da manhaa.
13 Quarlo minguaute as 4 horas e 31 minutos da
tarde.
21 I.na nova as 5 horas e 20 minlos da tarde
29 Qtiartu crescente as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
PREAMAR DE IIOJE.
Pllreeira as 6 horas c 51 minutos da manhaa.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Eleuterio b. ni.; S. Nicolao b.
21 Terca. S. Angela de Marina v. f.
22 Quarta de f.inza ; S. Margarida de Corlona f.
23 Quinta S. Lzaro monge ; S. Milborges v f.
U Sexto. S. Pretxtalo b. ni.; S. Primitiva r. m.
Sabbado. S. Malinas ap ; S. Edisbertorei.
2(i Domingo. Ss. Osario e Dio.cnro mm.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO Sl'L.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereda Martins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Figueiroa d
Faria.na sua lirrariapr.cn da Independencia ns.
6 e8.
EXTERIOR.
Narroeos.
Acampamento de Castillejos, 2 de Janeiro de
1860.
Anda que raui oceupado em actos do servieo,
aproveo um momento em que pude entrar na
ruaba barraca para lhe escrever estas poucas li-
li has acerca da accao do honlem.
Os tejieres do Horizonte comprehenderao que
De vveres oslamos bein, as tropas parliram
'do Serralho racionados para seis dias, e- para
, maior vanlagom estamos em comnionicaco eom
i a esquadra, que nao s nos facilita o sortide de
provises de todo o genero, como tambeni desa-
1 foga de feridos e enfermos os hospilaes de cam-
panha.
Balo servido desempenha-sc tambem com exac-
! lido e muilo inclhor medida que nos aparta-
mos de Ceuta, onde a excessiva ngglomeracao de
1 enfermos c feridos fazia impossivel a ordem e
nao temos lempo pan pulir o rstylo, nem par b((1 ajSisiell(.a>
hzer poticas discrtpcfea : caneados, cobertos de : Em cadn divisa0 cxsle lim ll0S[lit3, fix0 do s,n.
lodo e sanguc. con. o ouv.do e osolhos alientos ( gnCi ao|lde lranspor,am durante 0 comiialc os
senipre aos movimentos das tropas ao toque da | f(jridos cmados ja aml)ulancias de brigai||
corneta, bastante fazemos se enviamos desili-'
Todos esles incommodos cessarao quando nos
eneontrarmos ao abrigo de Tcluan. E' de apete-
cer que seja breve.
nhada caria de vez em quando. A a ceas de hon-
lem fui urna verdadeira balalha, a primeira em
importancia e perdns dolorosas de quanlas se
lem dado na actual campanha. ,
v .. ,- L-lado-rnainr general.Na manhaa do dia 4
Nu ira libamos encontrado Ino tenaz resisten- do t,,n.,Ml pz.su em mo.imPnl0 exerclUl na
ca, porquo nunca tambem foi lio ronsideravcl dircreo de Teluan, levantando o campo que d-
o numero de inirnigns, e nem to grande o empe- nha estabelecido no valle de Dastellejos.
nlio de ganhar posb-o sobre posicao. inB'S0 ",n PPM resistencia alguna n03-
.... ."...,. sa marcha, a oual se verilieou som obstculo ale
A victoria nao estere mu instante indecisa.
DMS i di>'is."i<> Prim esleve gravemente eompro-
mettida, e na nec6ssid.de de fazei prodigios de
valor para snstenlar-se n'iimas alturas que liaba
conquistado bayoneta: al que chegou o gene-
ral Zavaia com 8 ou 9 batalhes.
O fojo comecou s 7 lu.ras da manhaa e era
se avtslar o valle Mnuel, em cujo ponto se dis-
pozera que o exercilo acatnpnsse.
No lado opposlo do valle eleva-sc o monle Ne-
da costa, se ria estabelecido em urnas collinas o
acampamento inimign.
A posicao orcupada pelas nossas (ropas era
limito ventajosa e de fcil defeza, todava, o ini-
epois poden ser liccnciauos quano nao toieui
necessarios.
De oiitro modo as nossas forcas siio mais em
nome do que reaes, pota indnbitavel qae fora
das filas necessario um numero considerare!,
e assim mesnio succedeu Franca na guerra de
Italia.
Acampamento ao p do Cabo Negro 9 de Ja-
neiro.
O horroroso temporal de vento e chuva3 abun-
dantes, que reina desde a manhaa de 7, obrigou
a nossa esc|iiadra a fazer-se ao mar, levando as
nossas provises de bocea e os grandes depsitos
de guerra,
O gado est sem comer ha 2 i horas, o falta o
pao e a bolacha tropa c aos olliriaes ; pnrm
anda ha carne, pois restaran) algunas rezes.
O acampamento est convertido em um loda-
zal, c se islo nao cessa, brevemente estamos t-x-
postos, nao aos ataques do inimigo, mas a perda
do gado, o que seria muilo sensire.
K lano mais para lamentar esie cntralempe
porque no dia 6verii|canios una operacao estrat-
gica muilo brilhante.sem mais perda que 1 murta
i'tres ou qualro feridos da minha divisan, occu-
pando e sustentando una posicao que era a cha-
ve do nossn caminho e que fo francamente de-
fendido pelos Mouros, e perfeitamente tomada
pelo regiment da rainha, lendo apoiada a sua
esquerda pelo primeira batalhao de I.eon e pelos
caradores de Alba doTormes.
Desojamos que cesse o mo lempo, pois em
gron, e no fondo, direila, cousa deduas leguas quanto elle assim estiver nao possivel dar um
posso mais.
Acampamento sobre o rio Azmir, 12 de Janeiro.
Nao pode Vmc. imaginar como mudou o as-
ja bastante entrada a noite ainda seouviam al- i??,J0.g".?.u?.no,*a.I!?ou.5?e?,.u 8.enT,,ar!an? PJ*? do aonipamento quando na manhaa de 10
guns titos
Islo lhe pravar que os moriros pelejam be ni
islo tanto quanto compalivel com a sua falla ment algnns tiros com as nossas arencadas: at
de organisaco milita*, e plano de ataque. 3"' ':s [i ,8n,' e"*-" empenhado mais o
Assim 'maior gloria o vcnc-los aire se ','"" ll/.,"llo"r l'nrn 'jl,,,,,f 1'"' um" fiba,en" Um dosseus ofReiacs que era portador do va-
maior gloria o rnci, io que e posijao, cojas granadas brevemente Ozeram nos pregos para o general em chefe. mandou lar-
iralasse dessas hordas cobardes e cspantadi- sabir uns 2,(I0 cavallos, que de cerlo esperavam gar um escaler, a8o obstante o oslado do mar.
cas de que nos fallam com muita formalidad e momenlo de carregaras nossas tropas, se che-INeMe ompreheodeu a sua marcha fazendo extraor-
Ecrtos peridico, sem imaginar que robaixando ^ssem a desccr ao valle, atlrahidas pelos seus finarlos esorcos para chegar Ierra, porm nao
alraz dos outros, destacamentos de carallaria e I aristou oro rapor, u pouco depois 12 ou 13 que
infanlaria para a nossa direila, ainda que man-i nos I razian as provises, que comecavan a es-
tendo-se estes fora do liro, e crusando-se lo so-' careiar.
nenie algnns Uros eom as nossas arencadas: al O primeiro navio que chegou prximo da costa
que, s 3 di larde, tendo-se empenhado mais o foi o Duero.
o inimigo se rebitxa egualmente a este valeroso exercilo, [ rain a ronfuso entre aquella massa, que fugio
o general l'rini, resoluto a morrer antes que para o seu acampamento com notareis perdas
abandonar o terreno que baria ganhado passo a }'",' ^'"''.'n- CaVall8' lcrm'n3Ba0 u fo uo ca"
\ lorao urna bandeira, arengou s trapas Pela noss parle tiremos um coronel, um ofl-
e marchou alomar urna eminencia d'ondcos cial e 17 soldados feridos e 5 morios.
mouros nos faziam muilo daino. Btesmo lempo, o general Garca, chefe de
MaminlU raM> auiimui... estado-maior-general, praticava um reconlieci-
.viqueiia car^.i uisiinzuirani-se os regirnenlns -- i .. .. .
j)P n '- ment entro a costa e as lagoas do ralle de Mnuel
- uoraora, cuenca c a artilbana a p, perdendo al s colnas que o limitam aop de monte Ne-
muilos ofliciacs. gron, sem mais accidente que mu soldado ferido
Os kussards chegaram a penetrar no acampa- lcv,,m,'iiie, e o ler recebido duas balas o cavallo
ment inimigo com um arrojo lalvez imprudente !'"' ?"! ""nl V di, S-"cra|. "lli,ldl> amuem
.. MupruueuHj. lendo o de una ordenam-a.
que .lies cuslou baixas mu sensiveis, como a do Dos guarde a V. Exc. por muilos annosQuar-
tencnie coronel, os douscomuianaatiies e ranos'tgl i"t'mw"icnni do ralle Azmir, 5 offieiaes.
Ao tornar a reunir-sc com a divisao, um cabo
agitara com orgulho una bandeira, que linha I
tirado com a vida ao mouro que a tetara.
As perdas tolaes consisten! em unsGOOhomens
entre morios e feridos.
Boje continuamos a marchar para o Cabo Ne-
gro, chave da planura de Teluan, onde se diz .
que nos espera o inimigo em grande forra.
Desojamos que aprsenle o grosso do seu i
exercilo para dar-lhe um golpe decisivo.
ro de 1S0.
Leopoldo O'Donnell.
Exni.' Sr. ministro da guerra.
Exercilo d'Africa.Estadomaior general.
No dia do torrente, em cumplimento das or-
dens e instrun oes que lhe liuham sido rommu-
nicadas, se poz em movimento, antes do tuque
de amanhecer o general chefe do e.slado-maior-
general com o segundo corpo de exercilo, Ires
baleras de artilliaria de moiilanha e 2esquadres
de laneciros para se apoderar das posii.es, que
forniam o limite da desemboiadora no'mar do
planicie a sua lao gabada rarallsria, pois que
ate agora nao se lem mostrado digna dasuare-
pulaco.
Parece que a bandeira lomada lionlem aos
o pode conseguir ; as ondas roltaram a frgil em-
barcac.io. e lauto o ofilcial como os marinheiros
liveram que ganhar a praia a nado, sendo aco-
llados, por enihusiasticas acclomacdes dos nossos
soblados, que presenciavarn aquello acto de valor
e de aangue fro.
Pouco depois chegou o general Buslillos, e s
com muilo Irabalho e perigo ronseguio desem-
barcar conferenciando depois com o general em
chefe.
Com duro Irabalho e servindo-se de barricas
que eram arrojadas agua rom grossos cabos,
pelos quaes puchavam soldados e marinheiros,
medidos na agua al ao pescoco, pode dar-so ao
exercilo um di.i de racao.
Para completar o quadro nao fallaram ataques
do inimigo nos dias 10 e 11. porm o se.i ardor
lem diminuido rmiilo o frrn ropollidos tJCil-
menle.
Algumas cargas de infanlaria e de carallaria,
e principalmente o fogo de 20 peras collocadas
em batera, s ordens do capito Lpez Domin-
gues, foraai bastantes para os fazerem desappa-
recer.
As suns retiradas sao muilo desaslrosas, por-
que os nossos canhes rayados os alcamam a
muilo larga distancia.
Km um e outro encontr tomaran a parle
principal os rgimen los de Caslella e de Toledo,
e os batalhes de catadores de Arapiles e Lle-
rena.
Esles ltimos foram cnnduzidos a una carga
pelo proprio grneril Prim.
Uina das granadas disparadas pelos nossos obu-
zes fez a exploso sobre o cavallo do uni chefe
; valle de Mnuel ao p do monle Negron.
Tenho grande desejo de ver manobrar em i Es.a operaro arriscada e dillirif: porm indis-
pensarel para aasegurar a paassgem do exercilo
pelo estreito isthmo do areia que lecha o valle
enlre o mar e as lagoas, onde se perdee infiltra ,nimi80' 1ual loS f" morto.
o rio Mnuel, foi levada a elleito com a maior feli-' ''cram-se algnns prisioneiios, julgo por
> cidade e inteUigencia pelo general Garca, sem H"? /
mouros se enviara irnmediatamenle rainha para : nella perder um nico hornera. Segundo ouvi em urna barrac
ser collocada na egreja da Atocha.
m
Acampamento das Lagoas 6 de Janeiro.
Occupndasao romper do dia as primeiras colli-
nas, se apoderou sem demora de um mporlan-
tissimo cerro, que icando sobranceiro ao monte
Negron, assegurara completamente a pasaagem
do ejercito.
A acelo do da 1." foi lao fecunda em conse- j As compaohias de engenbeiros, com um ardor
quencias farorareis ao exercilo como foi renhida i!ib" d"0 maior elogio, abrirn em urna horaum
no campo da balalha. commodo caminho para a artilliaria, desde a
N-.quell.noUo emprehenderam a su, retirada &&^1USSS: Z^!^
as tropas inimigas, e as tropas do segundo, ter- naquella cost'a ao p do monte Negron en urna
ceiro e quarlo corpo avanraram perto de urna le- posico, que se liresse sido defendida pelo ni-
gua pelo caminho de Teluan. ,:iigo, nos leria a sua posso cuslado abundante
A marcha como acabo de dizer niio foi "ranle dL,'- i
' "r,"IJC' lain esle feliz resultado coiitnbuio spm duvida
nem o poda ser, altendendo as dilliculdades ma- alguma u
teriaes que foi preciso vencer; mas rnesmo cur-
arraca um ilelles c pes-
aos de consideraco no exercilo.
Apezar das grandes e continuas chufas vai a
melhor a molestia reinante.
Concneu muilo para isto a mudanza de acam-
pamento.
Acampamento do Serralho, 11 de Janeiro.
Hontein liz urna excnrso a meia legua das
nossas guernlhaa trancadas o prximo da Sorra
Bullones, com o fim de reconhecer urna casa for-
te, que dizem ler perlencido ao grande kabi da
kabilade Benzu ou Bcn-suf.
Acompanharara-mequalro ofliciaes c dous sa-
padores.
la produzio vanlagens incalculaves para o exer-
cilo.
O acampamento de Castillejos, alegre, espa-
coso, e n'elle se percebe o aroma de muilas
plantas c arbuslos, que do seu solo brolam.
Alm disso lem muilo boas e abundantes aguas
e estas circunstancias nao podem deixar de in-
fluir no estado sanitario das nossas tropas que
com efleilo melhorou bstanlo.
Immedialamcnte depois da nossa chegada,
acampamos alli, e lerantaram-se as barracas de-
pois de eslabeleccr grandes guardas com todas
as domis precauces necessarias, que por mui-
n morimenlo que operei na nossa di- i a^LIST^L^V^ obscrTndo do all
reila para o acampamento inimigo. o qual rcceiou e "a SL i,,revera
tas
que parecaru
ver-se envolvido entre as nossas forras, se se di-
rigiese a impedir a operacao da esquerda.
o estado de completo socego do ruar favorcecu
naquelle dia, como nos anteriores o fornecimen-
lo de vveres e as relaces com a nossa esquadra,
a qual seguio paralellamenle o movimento do
exercilo.
Deus guarde a V. Exc por muios annos.
Quartel general do acampamennto no Valle de
Azmir, s de Janeiro de iSB'i.
Leopoldo O'Donnell
Lu)/' Sr. minislro da guerra.
Acampamento sobre o rio Aoyat, 6 de Janeiro.
S5o 3 horas da madrugada, e dentro de una
dev
m a descer.
Se o fizessem, teriamos que sustentar una lu-
la de rewolver e espadas contra espingardas.
A nossa correra linha por lauto alguma cousa
de lemeratia.
A casa que chamou a nossa attenrao deve ler
sido rio seu lempo um bom edificio."
Ainda se reconliece o oratorio, as habitaedes
das mulheres, aco/inha, etc.
O mais notavel urna sala coberla de arabes-
cos e com versculos do Koran.
Os ledos desappareceram. as escadas sao ms
e o pavimento est coberto de ervai
Urna grossa parede rodeia o edificio, o qual
parece ler sido abandonado ha doze annos.
Defronle desla vimos outra casa, tambem em
ruina?, s com urna habilacao baixa na torre.
Nesla c na cozinlm da anterior devia ter estado
ten em eonta a el
temos.
asse de inimigo que comba- ber oque nos succedeu. K,| Mi___.
Quanto milis
Nao ser estranho que de noite se recolham
O estado-maior general collocou-se sobre a riquoz. esta Ierra "Kw.gcn^ desla
collinn em que se acba situado o castalio alto, : Sn''V"!,r:S. ^f'?" ,1I1 ll,,ndaf !"'"" ,'m "WI | Um dos nossos parti um pao ao qual ,,lou um
ornando una larga ra que comee., na barraca \o, sotari., '" ""|,en5 orna d bandeira ..a torr da casa.
do general em chefe.
Vamos passar o rio, debaixo de um horroroso
Na retaguarda desla collina licam os hospilaes tamporal, porm julgo que mistar oceupar |>ri-
de aangue, chefes de brigada do lerceiro corpo
e a conipanhia de fogueleiros, ltimamente or-
ganisada, repartindo-se por um e oulro lado as
divisos dos outros corpos.
Desla sorio permanecemos al antes de hon-
lem, que lomamos a emprehender a marcha pa-
ra esta ponto distante s meia legua do ante-
rior.
Iiilriricheirados n'elle passmos a noite sem
noridade ; mas hontem, seria cousa de meio
dia, apreseiilararn-se, ainda que 5 larga distan-
cia, forjas iuimigas de infantaria e cavallaria em
errscido numero.
meiro que o inimigo urna posico que ha na
frenle.
O seo acampamento asimples vista muilo bem
o percebe em razo da sua exlenso c numero de
Bitas tendns cnicas, como as hespanholas, que
ainda usamos, e das quaes cada una abriga 15 a
20 homens ; julgo que baver 2C a 30,000 ho-
mens, ainda que -as opinies sobre o numero ra-
in
Provenidos us postas avanzados, o general em
chefe percorreu toda a linha, depois de ordenar ,
nue -i.riill.irii i.rf. ",ut"'" va dar consequeucias mmto senas, em razao do
uue a aniiuaiui ra ada, anrovetinndn n aiu u* ..,..__ j i -
t i, ojiiuituanuo o seu ex- augmento diario das baixas.
traordinnrio alcance, fizesse alguns tiros sobre1 Os 50 mil homens nominaes do novo sorteio
aquellas massas ; esla ordem txeculada com I Htarnm reduzidos a 40 mil, pois o resto deve cal-
Ouando rollamos ao acampamento descobri-
mos urnas (incenla bombas de 12 pollegadas, e
urna especie de moinho.
Acampamento de Cabo Negro 14 de Janeiro.
S tenho lempo para contar lacnicamente o
combale de hoje, pronietleudo ampliar amanhaa
a minha narruy,ao.
Esta manhaa proseguamos o nosso movimen-
to araocando sobre eslas alturas desde o acam-
rum aq.il segundo as apreciares particulares fi V^^W^otiSl
Era preciso que qnan.o antas se al.iviasse o Z^^^^T^^^
nosso regiment das mochillas, e tambem era | frenle da linha situadas em
Efaria' 'aanaS^'*!!.-! '""t*"* 1" '' D,,Sla na0 Se doixaram enSauar com P-
uilanlaria, porque pode V. ler a certeza de. sagem das lagoas
b'alhH,""1'8"1 C" f"S 3 hmCnS POf Cadl exfirci, ia P,,ro em "'"o ^ entrar em
i-, .- I combate; os soldados levaram as comoetentes
ste assump.o que lao superfinamente taco .o, hilas e nellas racSo Jill^Zunto
luito seno, e se anda as nao deu, pode loda- ao lempo era lerrivel.
promplido fez relirar a cavallaria, em quanto o
resto da fnrea inimign Irocava alguns liros cora
os nossos cacadores, que soffreram mui pouca
perda.
A noile passou-se com inteira Iranquillidade,
e cr-se que com brevidade continuaremos o
nosso movimento, se bem nao possa effecluar-ce
com a presteza que todos desejamos, pois que
nos adiamos na parte mas spera e difJictl de
lodo o caminho al Teluan.
culnr-se para os que se substiiuem por dinhei-
ro. segundo um calculo exarlo, depoi9 de lam-
bem preparar outros 10 mil para as armas espe-
ciaes, ficaram reduzidos a 30 mil, sem contar
os que vao para o Ultramar ; e esta algarismo
qunsi nullo, sendo o sorleio de 5} completado
dentro de 4 mezes, nao cstanao lalvez incluidos
nellesos novos recrulns que se vo tirar.
Mendizabel pedio 100 mil homens, e foram es-
ses a grande cjlumna de apoioem que descansa o
convento de Vergara.
Cem mil homens para o exercilo activo e 50
mil pata a reserva sao uS homens precisos, e
Todava lendo-sc os Mouros adiantado al nos
encontraren no cume da cordilhoira, cujo ter-
mo o Cabo Negro, rompen o fogo eram pouco
mais de dez horas, generalisando-se a todos os
corpos.
A aejao foi forte o renhida, porm sabinos
bem.
O inimigo resisti muilo, potm as nossas tro-
pas portnram-se com tal bro, que nao foi possi-
vel resistir ao ardor das suns cargas.
Os Mouros foram laucados ou antas despalilla-
dos para a planicie, na qual com ludo os alcan-
qou a nossa cavallaria, acudiendo a sua reta-
guarda.
Jogaram todas as armas e quasi todas as divi-
sos ; a artilharia o fez difiranles veres com
acert; porespaco de afumas hua*esleve sera
cessai fa/.endo logo com mi-lrnlha, u coluliinados
os fogos de difierenles pontos, causou as rnas-
sns hOrrivel estrago.
Alm disto, as peca3 raiadas rom as rantogens
de seu grande alcance foram de muita uDldade,
tanjo durante a accao como na retirada.
Nns alturas oppostas s que haramos conquis-
tado linbam um campo entrincheirado, o at el-
le ou muilo perla ehegou o conde Reus, fren-
te de alguns esquadies de hussards e coura-
ceiros.
Estamos por tanto a legua e meia ou duas le-
guas deTetiinn ; no lemido Cabo Negro, que cer-
lameute urna posicao formidavel.
Chegou e est desembarcando a divisao Bios.
A dura vida do acampamento altern a saude
do general Boss, a ponto de sentir dores conti-
nuas, sendo preciso leva-lo para um dos navios
da esquadra.
Po. tanto Bornete ficou em estado de fazer ser-
vico ende os generaes que commandavam o cor-
ito, o con de Reus, encarregado tambem do lercei-
ro corpo.
Acampamento do Serralho, 16 de Janeiro.
Poucas noticias posso dar relativas ao primei-
ro corpo, que est oceupado em talar, e termi-
nar a linha de reducios, e fazer caminhoscm dif-
ferentes direcces.
Os mouros nao somonte nos nao inconimodam,
mas nem se querso v um ; de maneira que
completa a tr.nquilid.de.
Nestes dias os generaes tem-se oceupado em
esludar e reconhecer todo o terreno qne tica fron-
leiro nossa linha, e chegaraos Serra Bullones
somenle com urna pequea escolla, sem ver mais
que um ou outro mouro desgarrado.
O terreno ainda quo escabroso rene bellas
condices para ser cultivado, e sobre ludo excel-
entes valles para o gado.
Em todas as direcces se enconlram grandes
ossos cora muilos cadveres, muilos sem sepul-
ura e outros cobertos com ramos, e lendo em
redor militas podras ; isto prora que o numero
dos morios foi muilo miior do que suppunhamos,
explicando-se tambem assim o motivo, porque
deixaram de incommodar a nossa linha, al ao
ponto de caminliarmos pelo nosso terreno em
plena liberdape, senio al pejo rnesmo acampa-
mento que ellos tinhaia, o qual levaiilaram logo
que o general em chefe demonstrou querer a-
vanear.
Nos estamos completamente ociosos, e cheios
de senlimento, porque j que fonos os prineiros
que pi/.amosesle paiz, desejariaraos tambem ser
os primeiro que oceupassernos o primeiro ponto
de importancia no imperio ; hoje j nos cusa o
nao anvUnos o sibilar das balas ; parece que nos
falla al? f i cousa, do maneira que j julgantoa
aguerr. I minada para nos.
O general era chefe est a pequea distancia
de Teluan ; honlem alravessou o Monte Negro
sera muita resistencia por parte do inimigo, em
cuja operacao se suppiinha que houvesse grandc
combate; tomada a posse do dilo monte pode di-
zcr-se que se rencerarn os dilliculdades princi-
paes da marcha para Teluan ; quando V. receber
esta j ter saludo da tomada da dita posLo, pois
com os elementos que leva para a baler, nao
possivel que resisla muilo lempo.
Segundo se diz, c islo repelido com grande
insistencia, logo que o exercilo esteja em Teluan,
comecarao as negociaces da paz ; assim dizem
os quo esli mais versados na questao da guerra.
Dos queda que as grandes despzas e sacri-
ficios que o paiz tem feito para a guerra, assim
como o sanguc que se lem derramado sejarn le-
vados em corda para as negeciaces.
O general Rios, com a sua divisao, desembar-
cou boje na ria de Tyluan, tomando posse dos
castalios arrazados pela esquadra e da casa cha-
mada da alfandega ; parece que (cara oceupan-
do estes pontos para deixar aberla a coiiimunica-
co cem o exercilo, que sitia Tetuan.
Acampamento sobre o rio Martin 16 de Ja-
neiro.
J nos adiamos vista de Tetuan, e sobre la-
do livres dos montas c altos, que al agora en-
baracarn a nossa marcha.
No dia 14 deviamos apoderar-nos das temidas
e na verdade temiveis alturas do Cabo Negro, ul-
timo obstculo dos que a natureza collocou no
nosso caminho.
Antas de amanhecer estavam as nossas tropas
ao p do Cabo ; a operacao preliminar, que con-
sista em abrir passagem, foi dada ao conde Reus,
o qual conseguioo seu fim depois de um fogo
assas vivo porcra de curia duraco. O resto do
exercilo com o general em chefe na frente acha-
va-se em posicao, teniendo que o inimigo' des-
presando as fon-as do general Prim, intentasse
involver o nosso flanco.
Comecou a passagem da artilharia pela costa
operacao para que foram sufiicientesas parelnas,
ajudadas eflicazmente pelos artilheiros.
Osmarroquinos concentrados depois, serian
duas horas, sombra dos reductos que tinharn
construido, cousa que vimos pela primeira vez,
tornou-se geral o combate.
O general Prim passou direila, Picando no
lado opposto a brigada Paredes ; finalmente de-
pois de um vivissimo e muito bem sustentado fo-
go e rarias cargas bayoneta, dadas por dife-
rentes batalhes, decidiram a victoria, arrojando
o inimigo para a planicie, na qual nao pode ser
muito perseguido por ser quasi uoile echover de
um modo extraordinario.
Durante este combate, chegou a esquadra com
a divisao Rios, e tanto estes como Buslillos con-
ferenciaran con o general en chefe. A victo-
ria tornava necessario um dosembarquo naqelle
ponto, pudendo ser muilo mais udl no rio de
Teluan, e foi isto o que se effectuou. Hoje s 7
horas da manhaa chegaram os nossos navios
cridada do rio, e depois de alguns liros que nao
foram respondidos, desembarcou alguma forja da
divisao, que logo tomou posse do forte, encon-
trando nelle 8 pecas de arlilhcria de ferro do 2 i,
munic.oes, barracas, algumas canelas, pelo que
suppe que enterraram algumas pecas.
Pela sua parte o general em chefe, vendo que
o inimigo procurara eslorvar a passagem da ar-
tilheria de posieo, descendo em numero consi-
der.rel, dispoz na planicie a divisao de reserva
formando quadrados dois batalhes, flanqueados
pela cavallaria, e com 12; pechas- ao centro.
Na retaguarda estavam as reservas te inanla-
ria, e lodo o resta da divisao coniniandada pelo
general Alcal Caliano.
Disponas desla forma, pouco mais ou menos,
arancaram as tropas, fazendo alguns dios de ar-
lilheria; que foram bastantes para dispersar os
mouros sem ser necesario carga alguma.
Desla maneira chegou o grosso do exercilo a
eommunicar com a divisao Rios.
O inimigo terne-nos, e a contar deste momen-
to, nao crirel que faca resistencia em parle
alguma.
Tarife 13 de Janeiro.
Pela Folha sola que se publica en Algecirase
que renetli vero o numero de naufragios oc-
eorridos nesta costa.
Hoje falla-se aqu com muita insistencia na en-.
Irada das nossas tropas em Tetuan, do mau esta-
do em que se acha o exercilo niarroqaino, e da
separacao do Muloy-Abbas, irmao do imperador.
Tambem circuala rumores relativos ao em-
barque e sabida da divisao Rios para Castille-
jos.
O dia esteve sereno, o mar brando com venlo
a sudueste.
Alen dos sinistros eccorridos nao possivel
figuraros dainos causados ueste campo e gados,
em consequencia das nnundaces da noite de S
e de 0.
AcampameulO sobre o rio Martin, 17 de Ja-
neiro.
Pouco a pouco lemos ido ar.nc.ndo por entre
sorras, valles, e lagoas at ao ponto, termo por
agora da nossa peregrinaco.
Por certo nao podis formar urna idea exacta
da differenca que existe entre este terreno c o
que acabamos de atravessar.
A vasta planicie quo se exlendc diante da nos-
sa vista tem todos os recursos que poder deso-
jar o pintor de mais gosto para dar a con'aecer
urna deliciosa paisagem.
Um exlenso valle limitado por verdes montes,
e no extremo opposto pelo mar, com um rio que
o cruza, o no fundo a sua correspondente cidade
branca e de boa apparencia, eis aqui em globo o
que encontramos ao transpor as ultimas al-
turas.
Hontem verilicou o seu desembarque a divisao
do general Rios, que chegou ao Cabo Negro no
mais renhidu do cmbele do dia 14, e que per-
maneceu bordo por nao ser possivel sallar em
trra por causa do mar.
Entre as 7 e 8 horas da manha chegaram
embocadura do rio as canhoneiras e vapores e
dispararam alguns liros contra os fortes, os quaes
nao correspondern! por esteren completamente
abandonados.
Convencidos disto os chefes, desembarcaran
alguma tropa que penctrou no forte, collocaudo
ao mesnio lempo em diversos pontos da praia
qualro bandeiras eguaes, cada una dellas s ou-
das qualro que ondearan nos vapores, cora o fim
de que a operado se fizesse sem desorden e po-
dessen reunir-se fcilmente n'um ponto dado os
individuos do seu respectivo corpo.
O exercilo avancou tambem, nao sem fazer l'u-
gir os Mouros, que pareciam ter inlcnces de
atacar, mas mudaram de proposita logo que a ar-
tilharia disparen os prirneiros tiros.
Parta da esquadra, a nao, as duas fragatas,
llanca e Princesa das ustnrias, e mais alguns
navios e canhoneiras Qzeram-se novamente de
vela, Picando aqui varias destas ultimas, que pe-
netrara no raio at cima da alfandega.
Este o nico edificio de grande solidez, que te-
mos visto al agora, e tambera nao ha mais, por-
que se divisara bem clara neste todos estes con-
tornos incluso Tetuan eo acampamento inimigo,
prximo praia, e composto de um grande nu-
mero do barracas na sua maior parte cnicas
A citada casa est bastante arruinada, porm
mesnio assim ha de servir-nos de nrniazem de
vveres, pois o principal nao succeder como aos
dias 8 e 9.
Para este fim todos os dias desembarcan pro-
vises que en numero considerare! chegaram de
Ceuta.
Nao sei quando eniprehendereinos alguma cou-
sa contra a praca, se alguna cousa se emprehen-
der, porque Corren cora insistencia rumores de
paz, ainda que eu creio que s se entabolaro
negociaces quando esliverraos dentro de Te-
tuan.
Antes parece-mo impossivel, e ainda assim
julgo ser muito cedo.
Acampamento do castalio e rio de Tetuan, 1S
de Janeiro.
No dia 16 veio a este acampamento um lord
inglez, o qual depois de janlar cora o general em
chefe do exercilo parti para o navio que o trans-
portou ; mas como chovia bastante e estes pano-
ramas africanos apresentam vista poucos ca-
miubos, mxime quando a noite escura, o nos-
so omnipotente inglez (pois os lords o pretenden]
ser) leve que resignar-so a dormir fronte de
Muley-Abbas ; viria da sua parte ?
E o que nos perguntamos, pois nao compre-
hendenios essa viagem que sendo de puro prazer,
o livesse deudo se quer al ter o gosto de pre-
senciar algum feilo d'armas, ou subir aos curaos
das nossas posicoes e tirar algum bosquejo, ou
mato florido ; emfim, alguma cousa que servisse
um dia de monumento histrico.
Portante nao lendo acontecido assim, podo ca-
da um arenturar-se em conjecturas sem ser vi-
sionario.
Ende lurbilhes de venlo e agua com interva-
los deso, baixamos honlem deffiniliramentc dos
cumes das montanhas, c pizamos a planicie das
margensdo rio do Tedian que tem mais de duas
leguas de largura, ainda que vista parece
menor.
Por causa da chuva sahimos tarde, pois ainda
que carregamos as nossas bagagens ao amanhe-
cer, tivemos quo tornar a descarregar e carregar
de novo.
O terreno eslava lamacento e at em alguns
sidos pantanoso por causa da chura, e na mar-
cha H necessario vadear urna das ramicaces
do no cora as bagfgens e cavallos, e desfilar a
Iropa por urna pcnle construida pelos enge-
nheiri s.
Por fim reioanoilo, eos lurbilhes nos mo-
lestavaia muilo.
O exercilo tere un. marcha muito penosa, e
I minha divisao 2-' do 2 corpo) entrn no acam-
pamento s 10 horas da noile, pois aecorreu o
incidente de que ao desfilar pela ponte soubemos
quo da 1J divisao linham licado escallonados para
proteger a marcha do exercilo, 2 batalhes e
comprebendemos que nao era possivel deixa-los
sotados son saber onde deviam dirigir-se u
ainda sem ordem para isso assim os esperamos
al deixa-los a salvo e traze-Ios na nossa cora-
panhie.
Nesta operacao koure, lalvez, a mais acertada
diceccao ; pois emfim niguen nos inolestou.e
caminhamos como se fosse em paz.
Temos encontrado em outro fortn do rio una
preciosa balera de conslrucgo moderna e deca-
pacidade para 5 pecas, construida al com gasto,
com fortes esplanadas ; e acbaram-se enterradas
3 pecas de ferro fundido de grosso calibre de
conslrurco ingleza, segundo pareca, assim como
a batera.
Era Teluan veem-sc 8 fortes en dislinctos
pontos, e alguna deltas .vaneados.
Hoje nos dispararan urna granad.que nao nos
fez daino; mas podem faze-lo.
No abandono dos fortes que lomou a m.riuha
doixaram urna moura ferida, bastante regular e
bem vestida, e como nao se fez fogo de espin-
garda, suppe-se que foram os mesmos Mouros
que a feriram para que nao cahisse viva era nos-
so poder : agora acaba de morrer.
Os rivandeiros que seguan o quartel general
denioraram-se hontem era baixar dos montes, c
os Mouros collteram as bestas e riveras.
Neste momelo icam bandeira branca era um
forte avancado de Tetuan.
(Sardo.)
Urna correspondencia dirigida de Turin
Presse de Pars, expoe nos seguintes termos as
causas da queda do ministerio Itattazzi e da no-
rneaco de Cavour:
<.< Cansa accidental da mudanri.O ministe-
rio que julgara desfazer-se de Cavour afiastan-
do-ode Turin para envia-lo ao Gongresso, ven-
do o Congresso comprometido, acotheu -con
summo prazer um olPicio inglez em que lord
John Rusacll exprima o dssejo de ver pessoal-
mente o antigo presidente do conselhu. Cavour
foi chamado.
o A misso de que por rcz.es vos fallei, fo-
Ihe offerecida. Aceilou-a, sob condicao de que
o parlamento seria convocado para o raez J i
marro.
Apresenlara esta conrocacao como devenJj
lisonjeare bera dispor a opiniopublica de In-
glaterra.
O gabinete actual, composto do homens me-
ticulosos, recuou perante a condicao exigida por
Cavour. Tinlia os seus motivos para dilatar a
convocacodo parlamento al fias de abril.
Esdibou-se na le eleitoral, que tornarain-
possivel antes de tres mezes a operacao do voto,
por causa da noneacio previa dos syndicos en-
carregados de tornaren as listas. Cavour acou-
selhou que se atropellasse a lei, que se mandas-
sen confeccionar as lisias pelas municipalidades
que actualmente funccioriain.
O ministerio, cheio d< suste, declarou estar
disposlo a submetter-se ao parecer de un adro-
gado Gassinis, amigo de Cavour, o qual fra re-
ceulemente indicado para o ministerio da justi-
ca, e recusara dizendo com desdem que o mi-
nisterio nao linha bastante solidez. Mr. Cassi-
nis deu naturalmente razao a Cavour contra o
texto da lei.
A sesso legislativa fui dissolvida.
Isto passava-sen'umasegunda-reira, s duas
horas da larde. Cavour annunciou que ia partir
para a sua casa do campo.
O ministerio, o qual eslava bem ao fado da
opposico que rosnara l fora, depositou.aua
demissiio as mos de el-rei. Na segunda-feira
noite Cavour foi chamado.
< Causan profundas da mudanca.\ opposi-
co contra o gallineta Ratlazzi, como nao igno-
ris por certa, tulio dous motivos : desronten-
lamenlo do espirito de conservaco, inquieto pe-
los negocios internos ; descontentamente do es-
pirito italiano que nao achara asss enrgico,
favoravol a um armamento do espirito de con-
servaco tornava-se extremamente saliente. At
mesnio em l'lorenca comecavam a causar receio
os singulares amigos de Ratlazzi.
O effeilo produzido pela campanha de Rrof-
ferio fui dos mais comprometedores ; escusado
insistir nisso. Por outro lado,suppunha-se que
o braco do gabinete nao era asss forte contra o
eslrangeiro (DabormidaJ ; que nada se fazia pa-
ra occorrer eventualidade possivel de um rom-
pimento de hostilidades La Marraora). O princi-
pal defeilo desse ministerio era o elle carecer
de humogeneidade, achando-se assim exposto aos
nlaques dos retrgrados e aos dos progressistas,
islo dos tmidos e dos afToitos. Era um gabi-
nete Ilgico na sua essencia, corno de resto sem-
ine o tem sido todos os gabinetes sardos, com a
differenca de que, o vulto de Rattazzi nao impu-
nba tanto como de Cavour.
Causas mysUriosasda niudanra.Segundo
as ininhss informaces tres aeces secretas mina-
rara o edificio ministerial alevantado por Mr.
Rattazzi, e aclivaram otlTeilo das causa intrn-
secas e profundas de que acabo de fallar. Pri-
meira accao : a dos amigos de Cavour, sobreludo
em Milo : segunda accao : a da diplomacia, que
os incidentes Brofferio, banquete Trombetia, etc ,
liaviam indisposto. Como se dala de mysterios,
nao serei mais explcito.
Nao so pode duvidar que o nico fado da
sua entrada no poder seja, sob o poni do visla
da inlui^iio do espirito publico, um grande suc-
cesso para as aspiracoes italianas. Parece a todos
evidente que vamos retrocedendo para a vespera
de Villa-franca, visto ter sido retirada a famosa
demissiio do dia seguate. Islo ha de causar
muita sensaco na Europa c na Italia. Cavour,
para os espiritas que analysara, tem uta sen-
mUTESDOl
\


r
|2)"Tff f. T7 7fl fft
DIARIO DE PEftMMftCCfy QUISTA TE11U 9SDE TEVEREMO DE 1860.
liJu mltiplo ; mas o.puvo iku,o *erd razao :
Cavour, um despertador italiano : Viva Ca-
vour
Este nome rai causar irm jubilo imnrenso
por toda a Italia. O lelegranho j n-lo annnn-
ciou. "Era Boionha e era Plorenca o enlhusiasmo
chcgou ao-seu auge. Este aeonteciraento vai, ao
que parece, transformar indo.
As noticias de Italia ^,0 interessantissimas c
merecem a attenco dos nossos teitoecs O gabi-
INTERIOR.
Coiumissa Anglo-Brasilc4r*.
PREZAS.
Arligo XXXI.
SEGUNDA PARTE.
rios Antonio Vedrozo e lbuqmrquc e herdei-
ros e Fcente de Pa ula e Sito*.
Esta reclamaran urna das mais antigs. Foi
neto de Ratlazzi ceita pelo rei. O conde Cavour foi ctrearregado da dres- A quanlia que a esse lempo era reclamaba
onnacaode um ministerio cuja fcsla j aprc-!^08 proprietanos foi a de 47:369*250; e a to-
sente* aancro real. O novo gabinete com- poe-sc dos memoras: Cavour, presidente e mi- 'oavio ''avia sido indevidameiite capturad ao
ressados em laes assumptos ler Ojitliecw.ienio do
modo como aqudla veneranda deciso se expn-
me, scnirndo -alias quo o espaco no inhiba-(re a-
prescnlar os laudos dos ilWrstrcs comintsearios,
em que ambas as theses sao largamente desen-
volvida? com toda a forca do argutnehticaoiqoe
Sumaca 'Crioula, da praga da Baha, proprieta- nda <* Wn_0r|irM,SEs aqu o leer Ja citada
scHenca do Exm. juic arbitro:
Vistos e examinados cales autos, em quo re*
de crdito na Eurupa, e crear correspondencias
para as diversas pravas do imperio, alim de es-
labolecer o movimeulo de fundes commcrciacs
por saques.
Esta soctedade nao e" aulorisada por Ici algu-
ma, mas o producto da simples combinaran de
particulares, leudo por conseguinle por codicao
ila respectiva existencia o crdito, que a firma,
mereca ou possa merecer pela regularidade de
suas operaroes metcanlis e bancacs.
l'rescindindo da confianza de que deve dispor
clamare'indemnisaco 09 propietarios da suma- e!1,1 eociedmle para a expanso de suas transac-
nslro dos negocios cslrangciros, oceupando in-
terinamente a pasta do interior; Fanti, guerra ;
Mamiani, inslrucro publica ; Casin, graea e
justb'a.
Assim se confirma a mtanla j
discussocs da-miprensa pienronteza tinhar: Yeito
presentir ha das como inevilavel.
Mas por ter sido previslo, este
considerar CO rao o equivalente, al
noile da liulia, e relaxad* pelos proprius rupto-
res, sera sentenca da commissao. Eis o caso :
Os propietarios dcsle novia propuzeram-o, na
piara da Baha, pocinula, dcslinaude-sc (em
lempo em que isso era permittido) a ir buscar es.
cravus en Moleinbo para resgate. Nele-se que
este proeedimento era anterior ao IrMado de 1826,
ncoittec'.menlo i e 'luo dC3,'no do navio era o sul da linha, sen-
olitica eee as
nao perdesada da sue in.pnrt incia. Bcve-se do eonscguintcmtale ludo perfeilemenlo regu-
;in des mon-
tar.
Effcciivamcut?
en nacional Criouia, por si o nomo procuradores
dos oulros inlcressados, ve-sc :
1. Que a sumaca foi aprezada 110 porto de
Onin pela fragata inglcza Bnn aos 30 de Janei-
ro de 1824. e relaxada em Seira Lea aos 16 de
abril do mesmo anno.
2. Qtm-sse aprezamenlo feito dentro 4o
porto, e sem que existiese, on livesse existido a
bordo carrogimcnlo de escravos, nao eslava de
certo sulorisado pela eonvenco de 28 d* julho
de 1817, nem mesmo pelos addicion.ies de 15
de mareo de 182J, transcriptos a fl 138 t., c em
Molcmbo ( onde alada era permittido ).so inop-
DOrtunas. O que importa saber se r. sumaca
foi bem aprezada. Se o nao foi, a detengo e
I desvio oram violencias, pelas quaes devida in-
. a j,_,i .1. xki.-wLi i' -an->l ii 1! liueacvaiuenis o navio se preparou com as con
tes, dane^ssao de *tie*.L,. 1,1 ^gnal Ja 1 ^.^ ^^^ Q dcspachos do ; demn.sago. G illustrado cora,issario britanHi-
ddopeo o urna poltica n*"a
leuilivo da poltica qe-j hawa motivado .
a-, 1- itnnr t"' Jo ib~' rost-guia em sua viagein, quaudo "" .i ^2 S JE-*- -** t*" a u "uvc,,lbro'debaixu dc um gia,lde lcn,po-! "- -",ud0 e apfzar d0 xpt
es, lem ella vantagens sol.ro os Bancos, que
mito convdm s nossas acluaes circumslancias
rmanceiras.
Nascontas correntesque eslabeleccr, fica lirre
s pessoas, qu tivtrem depositado dinheiro por
tal forma, o retirafCm-no quando Ihes aprouver,
o pa_ssn que nos Bancos s ha essa faculdade
depois de passgdos Sfissenta das, da data da on-
Irada as quanlias, c. t-m nlgtins al com a ies-
Iiu...:-j de una pailiciparj previa e aulerior
cinco e niais das daquelle em que se prcleude
relien o dinheiro dado.
Recebe toda e quaiquer quanlia juros, o que
M4 da-sc nos Bancos ; porque eitcs se limilam
a tima soimna superior.
Descontar leUras com qualqucr prazo o de
waneira conveniente, quando 03 Bancos nao o
ta/era seno cora aqut-lies de quatro me/.es, e
no mximo de seis pelo menos, cen duas rmas
de rcconhecidocrcdite de pessoas residentes na
1-iaea.
A referid sociedade finalmente, alm deslas
smina de 25.U56.131 francos, comprehendeiido o
saldo do exercicio precedente e abstrahido esse
salda, foi a receita de 16,468,565 francos. Esla.
ultima somma decorepe-se em :
Producto de immoveis............... 2,924:894
Rendas do estado.................... 2,875:676
das municipalidades........ 121:258
dos particulares.............. 594355
Taxa dos pobres sobre os cspeclacu-
<>. ele............................ 577:955
Producto das esmolas................ 1,476:248
Dnns em genero...................... 128.6111
em dinheiro..................... 1,219.169
Subscr[i'-oes.......................... 4,232:142
Receitas diversas...................... 2*318:872
________
16,468:565
VA-se que os principaes rendim-entos dos ins-
titutos de beneficencia sao as subvencoes, as ren-
das-e os productos de mmoveis, qo fzem 65
por cento do total da roceita.
s specorros era 1853 tem monlado a..........
12,328:407 francos, distribuidos conforme o map-
pa em seguida
Soccorros em alimentos.............. 7,190:491
em vestuario................ 794:186 i
em combustivel............. 570:62O
om dinheiro................ 857'4G0
em diversos ohjcetos....... 2,915:710
12,328:467
Comparados estes resultados com os do pero-
do de 1833 a 1852, subdividido em novos perio-
-.esult:.'.!> de HM subscripeao feito em S. Pt'tcrs-
: para o tmlhac de espiugardr.s de Garibal-
-.:.. U r.avallini, cnpenheiro, rccel-eii a quanlia
de 17< ,250 frneos daquelU earal, para depe-
Mi.-ir na caixa tl*Miat em Milao.
N,< Jia 11 edegaram a Cremenc 600 Hungaros :
do cc.vallaria trrrham disertado de Villa-franca,
,, vslvu, partMido do porto da Babia a 29 de outu- co *ecnnece, quando, depois de ventilar, rae- I e de muitaeoulrs vantagens que florece, tem a
declara ero seu expediente compieUmonle com- dos de 5 anuos, observa-se O augmnto"dc"c-
posto,*ao n.S'/.f/"8"!? P*tr3n? *88*8 '""lidades coitos nao s sob o titulo de alimentos, mas sob
ou alheio de entrar em mafe imnti ^ltSC"P,as "os estatutos dos Bancos, fonnalida- lodos os outros.
Nil, desarvorou era parte, o que junto as calmas, """ uc cnirar Cl" mais ampia discu-
sao., e deconvir em alguma ruzoacel com-
pwuafo pela demora occasianaa. :>
ro.l A questao lira, pois, reduzida a lix.ira nalu-
oedcu a radicaos reparos e concortos. no que le- *** *"*** indemnisaeo.
vou bastante lempo; entretanto foi negociando! l arece-nie que indemnimro deve ooojpre-
os-gneros que levava,elrocando-os por pannos, :,nd0,ldos os ,ucro licilos 1UC *e denxaram
weitas, marlim. ele ; Qnalmenle refez-se de a- ',fi pcrccbor Pcl" bolencia. Em 1824 c -cunmor-
s-COrrentee e aos receios provenientes das fallas
de panii'.-, iuduzio o eapilao a lavrar ocompeten-
des pie tornara-SO multas vezes atra/adoras ao I O termo medio aunual do numero dos indivi-
commerflanto, dos soccorridos aagmentou as seguintes pro-
Acha-se nomea.lo o Sr. Br. Joan Floripes porches: '
Periodos. Numero medio dos
nm-os sen tftiues na frente, para se reunrem
8ob as banOhw do Violoc Bnmnuel. Famm "^ d'sPzf f**'m
parte dessa cmpanhia de disc:;,lma ..as quaes1 >"le estado de cousas for reg.strado pe o navio
em sido mantida em vipor o castigo das vara- *" bnUMIW Mmpr, o qual achando-o
das Algunsjtanam feito parte da legio h..n- f ^em, o denou pMgrd era seu camtnho.
rara que dorare a guerra, havia sido formada !a de,5ti,r """I"1' de Uh!"- ,Iuai",u 'PPa^eu
COI Acqui. Om artigada paz de Villa-franca W- M**Al9 P"10 i( frt-U u 1U co,n-
. .r u.. ......:, .. .,,A mandante o commodore Courtuav. Este, sem
Bulara a seu (favor urna pinna amnxstia, e ate ...... ,- '
. ,,-. (,i., i tais diligencia era ceremonia, descmarcou 40
mesmo a exemp-ao dosuwo militar ; tew-ilo, ,
." .-. u,.;,, ,;,!,, (pessoas armadas, asquees dingindo-se era lu-
oorem, regressado ao sen paz, ha\iam sido re- f ..... ,
, ,- j- <.. multo a leiiona, onde se achava o nieslrc da su-
partidos telas companliinsCtsciplinares. ...
No dia Crn.ha Lavido m Verona urna dispnta I n,fe. >laram deque ella eslava apretad*,
seguida de un: conflicto Mre alguns Hngaros e e ""' requUitacam a entrega dos escravos que se
atiradores aHemaes. ,Hatre Oestes haviam toado taTa ^V" Pra embarcar. Respondeu-lhes
morios uocaopo da lula alm dc muitos outros ertw 1ue luJo a
. ., : elle nao eslava cun
-en.los.
Nao reina melhor iiHaHtgenia as gnarmces -Vus' e smente oceupando-se em comn.ercto Kei-
da Mareha d Ancn., entro 08 crutas allemes '" ; q"o porlanto nada linha a praiiear contra a
indgenas. Tem havido ritas e fe- forSa protesto, ncm podia entregar es-
rimentos. EmPeru^a, as Mcitacdes \xt cea- eravos que nao exiafam.
io do amo novo deram lugar a libarte q. Em presenca daquella resposta negativa, pra-
aram i. urna desufdem geral.
ci de escravos era licito
Das l'-anclo ajudanle do procurador liscal pro-
vincial de Goianna.
^ No dia 25 do correnle sabe para a Ilha de
Femando de Norouba o brigue escuna de guerra
nacional Xinyit.
Houtein solemnisarain os navios de guerra
nacionacs.com embanJeicamento.e salvas o aniii-
nos porlos da frica versariodo nasrimenlo do immortal fundador da
lortugoeza especificados no art. 2. du conven-
Qio citada de 1817.
rna ,r-- indiriduos soccorridos.
1533-183/............. 731.311
18381842............. 813-210
l431847............. 925-274
1848-1852............. migui
^-;.................. 1,022.996
relcelo segunlo dos individuos soecondos
3." Que em consequencia dessa manifesla
rregularidade, e (endo a commissao mixta de
Sena .Le6a mandado relaxar a galera Minerva.
independencia dos Estados-Unidos, general Vas-1 para a populaQo d a medida exacta do
lungiuii, acoinpauhando o brigue escuna de guer- lo real ou upparenle do pauperismo, desde 183'
ra da inesrna naeao Delpk-im, que se aclia em a 1858 :
nosso porto.
--'Caplain ll'CUnlock.-'Oi lords do almiran-
lado ingUz eoro mu nica rara ao caplain M'Clintock
Periodos.
Individuos soccorridos
para 100 habitantes
que f''ra apresada na mesma occasiac e circuuis- '',U! Sua Magestade a Raiuha em consideraco
lancias da sumaca, foi esla, sido-rcndenlc do U* u!l,ai,u'!i r*--.sultad...s ah-angados por elle 'em
.,.. _,,,, L, IP. : sua ultima expedi.-ao s regios rticas, 1 11 ha
julgamento, igualmente relaxada, fl. 1 5. sido servida ordenar que, de abril de 1857 se-
Nao foi pois julgada boa preza, e porlanlo o ''mbro de 1859, lempo em que elle commaudou
proprietario ornis inleressados tem incontesta- -v''cl'1 f"x' "'0 soja contado como pastado ii"
vel direitodeserera i.de.nriisadosdosnreiui/os;!'-'|,'l'OS('n-U,d? L'SlVd- >Eslc ta0r' 'lllt s''
a me l!,e ro,.i.,r. i. prejOS pode ser concedido pelo soberano, o mu rara-
s aquelhts rcsultaram desse aprmenlo reco- iiicnle exen-ido.
iqnillo era imaginario' oue ia,"en, ll,e831 .opiniao dos aprezadores, ^eguc h.,je para a Rabia o brigue escuna
orando neni trocando scra- <,"C- *** uaru Juo da commiss.o mixta, de gXe!" a'",!r";o,'o qufiacima nos referimos.
pidiiuo ncm irocanuo tscra relaxar3m a preza. O i-.vh'kiumo, oi-hcul.A reparlicao da es-
, .t.ln,i,.'iw i .. t'uslica geral de Franca publicou o trisla balan-
As.;in as queques de saber se a arribada a 50 dessa pona., da miseria publica, que se faz
Unin l.u blha do proposito deliborado do mostr iscreer nos registros da caridade ollicial. Os
se
1833-1837.........
18381841.......
18131847........ .
18121852............
1853..................
O que ha anda m.iis a notar que apestar do
augmento do numen) dos soccorridos, o valor
medio do soccorro dado a cada um nao deixou de
ser concedido pelo soberano, mu rara- augmentar tamben) :
18331837............ 9,41
1 1~.
39
2.04
2,78
2.8G
1838-1812............
1843-1847............
18481852............
1853
1' .51
\> 03
11,56
2,05
_ Este fado com posto chama a mais seria alen-
la parlo do governo, dos departamentos o das
til .11,1111 os appreheosores, nos das successivos,
Dirigrani-se soberana e
inauditos altentados.
Recebemos de Bolonhr. a noticia do progrosse .
imperativamente, ao regedor e aos habitantes do
jue fazeir. as orlifleadcs mandadas construir
pelo genere! Fanti. Eale general acora panfeado
lo eonui.-', Cadogan, nepector enviado pela In
gtaterra i: Italia Central, com urna missao in -
portante, cssisle muitas ve/es aquellos traba.
1. Foram mandados vr de Forli os arlilheipos
1 sea nos, aura dse preceder co;n maor a
dade.
paiz, para que cntregassem os imaginarios escra-
vos, laucando mo de lados os raeios j dc alu-
ciar, j de araedroutar, ora co.-n pruraessas, era
com a mearas do emprogoda lerrivel forca, des-
pejando em tena copia de artilharis emosquela-
ria, molando uns, virando canoas de oulros o
platicando os maiores insultos.
Ape/.ar de lerem baldado lodos estes mcios, e
.....-.i..., uuiu --- -------. -- ^..... u ....vi.." ->....,,,.,-..,; ,;, ^1,1,1,1,; esraia oesdo 10-JZ
vez que nao excedessem a arqueacoo do navio .Veuui, a cegueira e a surdo-iuudez; alm dis- Era impossivel fazer desapparecer do um dia pa-
Ora, ambas estas considerares form aitendidas Ifriu??! os estabelecimenlos uuoicipaes, ra outro cssas ph al auges parsitas era pre. 1
no calculo de fl 151 O nanm a 1 "Mufflciencus do recursos, subven- urna Iransicao. e paree,-,, natural que os iuslitu-
.rh-,-^-,1,, ,,'..;, de escravos enea que^iu certos anuos nao montara a rae- os de caridade, que onreciam os menos ineios
acna-se ah anida mais limitado do que o da ar- Pos dc 10 milhoes de traucos; elle
eoncorre
ldr.uii distribuidas 1 ,'.00 armas de fogO guar-
da naciona! de Boionha. dc nada lercm encontrado que justilicassem as
O general Panli lem do varias votes que se aaProgoadas suspeitas, passa.am para a fragata a
tierra estalar. era pretiso que Boionha fosse a: ll>cao da sumaca aporehendida, dcixandoso-
Saragoca d,-. Italia.
Em Parata, um conrento foi convertido ti'itmr.
,, ... 1 ,, .- j ierra ; observaram, era contrario, que a sumaca
fundieaoonde ja soleta: luudido pcQas dar'.;- '
Ihaiia ralada.
. mente a bordo o platicante o o pillo. Ncm um
esclavo havia sido achado, ncm a bordo era em
A cidado dc nacencia possue um magnifioo
carrilhao que pesa 4k5(K) kilogrammas de brouie
fedio autorisacao par., mandar fundico ledo
jiquelle bror.ze [taras.: ulilisado no servido do
patria.
Diremos duas palavras acerca do or^aracnlo a:.
bellas arles.
De Roma exporou-se o valor durante o aune 1
eslava lo Ja concertada d-j novo; conllrmaram-se
assim todas as assercoes do mostr, c, nao obs-
tante, continuaran) as violencias.
Puzeram a ferros a tripolaeo dentro da fraga-
la brilarinica ; e quanlo sumaca, seguio logo pa
I ra Sena Lea a 2 dc fevereiro, dcbaixo do com-
inaudo de um raestre da prez, sera se fecharen)
; nern se sellarem as escotilhas, licaudo o nieslre
em ierra, e nao querendo os captores, ao oie-
dos escravos de Molembo e nao de Onin
sabido que na Baha estes davam maiores lu-
jeros ; nein de oulra sorle se explicara o trafico
: lucilo, continuado na frica Septentrional, era
lempos nos quaes era elle licito em portes meri-
dionaes.
i E pois, nao lhe rost cscriipulo em julgar,
comojulgo, devida aos reclamantes, nao a qun-
1 lia total que ellez pedem, mas a que resulta da
, modifieaeao de fl 151.
Rio do Janeiro 21 de dezemhro de 1859.
Eustbio de Queiro: Coutinho Matoso da C-
mara.
A decisao que se acaba de ler parece rediwiro
pediJo dos proprielarios da sumaca,'.eerra ffo
uietade do seu valor quarito no cap: todava
nada terao ellos que oppor, c dev. ..<, aceitar
respetosamente a determinada solu. ao. l.'-n pon- | desde lt>;;i a 1853.
jusiilicavels pela humanidade, se 1
plinar ao
Porm cumprc dizer a rerdade ; a
_'S iiis- uaue nao parece
"l-p118-no 0,''.ami:"1"1 de cada niinislerio, soccor- ca perigosa que lem lomado, deixando dar o ca-
lueac.io, aniculado a 11., e os preeos forom os ^ual,."enle com soramas importantes para certas do disciplinar ao mesmo lempo a miseria e a es-
Aa n a 1 ilsS0llu'.ljes de caridade : tiiialmente, d directa- "'"1
". quando; mente, sob a forma de crditos especiaos ns- dado nao parece bei disposta conl lenden-
ros annuaos, que soraniam u'mna quantia bas- racter permanente a processos de caridade que
lanie elevada. seria para desejar que nao fosse.n applicados se-
.., a_Pa1rlainenl08 lomara a seu cargo a maor nao temporariamente.
A religiao, como a humanidade, prescreve sera
uvid, o dever de assistir a tojos os desgraca-
parie da despeza dos asylos espaciues dos alio-
nados indigentes, cnlram com os hospicios e as d
I municipalidades as despezas da infancia desva- dos
lda, e consagran) era socorros de loda .1 na-
lureza a extimeao da inendicdade sonunas im-
portanies.
As municipalidades providencian) insuficien-
cla dos recursos pcoprios dos eSlabelecintenlos
eiicarregados de soccorrer os indigentes validos
nsttolosdebneGcenciaJ de tratar doenles (hos-
pital), e de recolher os indigentes invlidos. L'
a esle ultimo ramo dos socorros publ
mas nao e menos verdaJe que a Icgilimida-
de da desgrana, nao realmente consagrada se-
na., ,, indigencia invalida, e que Deis como a so-
cieua.le, mpoe o Irahalho a lodo o lioniem va-
lido de espirito e de corpo.
O adulto que adquiri adisposico mendict-
dade dilfieilinenie se entrega a'sa pralica do
Irahalho. Mas porque nao so trata com mais
lo de impedir que a infancia adquira o fu-
lu ha porm em que nao locram os relatorios '
dos lies juizes, omisso que ce duida a 10,11-
missio ainda precncher quando se tratar de for-
mular a cifra exacta da iiid.innsacao
) art. 8." do regulamenio das cammisses
icos, isto nesto habito de mendigar, oue no li
"?""?.'" "1 l"-'L"S e5taielecUu.n,ow,. ,,oc c,,.n, ,-...... ihitm P? 1-2.'? %"?, J?" f rr" ?
son a iiscalisarao das municipalidades, que mendicidade deve ser sinceramente proscripta a
consagrado o prsenle artigo. A primeira parle respeilo do certas idades. 6 iucontestavelmenle a
,f-.,rclallV0s ao [x-T'edo decorrido respeilo da infancia que necessario que ella
soja absolutamente prohibid). [duslace Ca-
E' a estes ltimos anuos, que respeita o se- opo.]
nos, consentir era receberera o protesto do pi-
pinturas antigs e modernas : os quadros anti- I
goa Qgu.-arair.com 15.136 escudos c os dos pin- VoSava sumaca para-Serra Leda, em quanlo
s contemporneos com 133,589 ; as eseulp- fragata Dann continan a cruzar na costado mixtas, que faz parlo intgrame do datado de 2s
luras antigs com 1,630 e as modernas COK Orto-, mas depois, j cem oulro commandante, de Julho do 1817, onde se lem as sl ruceo es
229,37. j seguio sem delenra para a colonia ingleza, onde praticas para levar a effeito o disposto no art. 5
tistes algarazos emanan. Jo ministerio do cora-1 chegou a 10 dc abril. J ah se achava enlao a j do corpo do mesmo tratado, em quo as duas al-
mercio, das bellas artes. Industria, agricultura e ksgracada sumaca, que, para cumulo de infor- tas partes contraanles se obligan, indemnisa-
obras publicas.
;uiule
Receitas ordinarias .
extraordinarias.
Reembolro de despezas.
Fundos Ii'vres de 1852 .
41,151:112 francos.
10.709.745
13,150:17!)
20,370 291
lo para o con-
incultura e \ esgracada sumaca, que, para cumulo de infor- tas partes contratantes
Ionio, havia sido no caraiuho roubada e piratea- cao das perdas pela del
da por corsarios.
dos navios, determina no 0 que, estabelecido Taxas d'us pobres .
Temos beje noticias da tedia c da China viadas NeSSe mcsni dia 16 de abnl novo minan- que soja o capital da indemuisaeao. so accres-
<] ir Hong-Kong e Shanghai. dante da fragata Baa fez passar para bordo da cente um juro de 5 0/0 sobre o Imposto do capi-
Em um lhn-. :r assorobla ] que honre em -sumaca o pillo c os olliciaes, determinando ao tal empregado na compra e manuleneo da car-
Matadouro pini.ico :
Mataram-se no dia 22 do corren
sumo desla cidade Tu rezes.
.MoniALIDAOB I,o DU 22 00 CORRBMTS !
Pedro Jos de Corvalho, pardo, solteiro, 26 an-
-------- nos, colera pasadlo.
,.,... 85,699:327. loaqnim Nalhias, preW; solteiro, 60 annos, ca-
As recoltas ordinarias c extraordinarias sao de- maras de sangue.
Angela, parda, 0 mezes, dentico.
1 1,301:906 Ueneiieto, prelo, escravo, solteiro, 37 annos, fe-
7,5:110 bre lyphoide.
255:003 Pedro, branco, 3 annos, bexigas.
9,287:636 Eugenia, parda, solleira, 30 anuos, diarrhea.
1,400:709 4oao Poly.arpo dos Santos Campos, branco, ca-
0,427:807 sado, 88annos, angina.
-------------Joaquira, pardo, 7 raezes, desinteria.
41,154:1121 Hospital db camdadb. Existem 71 ho-
mesmo exercicio iraportaram meiis, 51 mulheres nacionaes. 2 horaens eslrau-
compostes pela seguinte forma !
Producto de mmoveis .
lleudas sobre o eslado .
sobre as municipalidades
tcncao arbitraria e illeg.il Subvencoes dos commins
As dc
d i
entrega, nem inventario do que na sumaca eiis-1 'raria a dctencSo, j fixou o algarismo pelo qual Pharmacia
- ul no neto i.,.-;;.. -. rte, auuinciou este ucon-
lecimento era Uoadr.h.
i.oirem anda muitos boatos a respeilo dos re-
beldes de Nesswl.
_ Assfigurava-se que .-. Begun linha desgranado
THauno- Kan, porque-se nao quiz ir baler contra
S Ingkzes. Dizia-se tambera que seis mil re-
beldes, cora quro pecas d'artrlliana e de/.oito
*lepl antas linhaw tomado urna lorie posicao era
Kaptha. s rchetnes .c-ntregaram-so a "loda a
laudado de rouba nas-foonteiras.
Tinha cmecado a cameanna em Bundelkund
-: na Iudic-Ceiral.
Segundo as carias c jornaes d<; Shanghai, Mr.
Wrd, ministro an-.-ricaiio, linha regressado
19,693:888
1,738:557
8,005:187
5, 37:b73
A mofle um jornal de Luclcnoiv. I ni Ikahmua que cons- ,
ta lerassisido sua doenea. e que esleve pie- ll* n5& obstante reclamar e instar o piloto era consonte o capital de rademnisajao. Acha-se Despeza dos engeitados
querer ouvirjulgado de resliluico, por ser ille- I pois, desde j verificado o preexistente dircilo a "'versas despezas .
gal o aprczamenlo. juros, porque esse nao depende da aprecia, jo ~~~"
Vndo que nada oblinha. exigi o pillo que dos ttan' |e,s0 silM da aispoMCjo da le ; a u'ni- 0 pessoal dos hospiUes e hos^LSf o m-
ao menos lhe dessera ura documento ou declara- I M ''"c ,:l" lal ;,ss,,mPl0 Vora e a que eslabele- prebenden, se nao aquellos, que se applicam ao
cao escripia do que se linha passado; al isso foi cem osilrn,ado?' e 'I"e seriamente nao depende l'i"';',"t."lu .df dut"1". composlo de i;000 -.
agora de arbitrio algum ulterior. Suppomos que medlc0S, religiosos, enipregados, agentes ou ser- [ ",a\1- d!""lj contra a
' a .Ilustre commissao completar um acto de jus- '
Comiiumicados
Ainda o Banco *:. ICcasil.
Ja nao existe compressao exercida pida direc-
tora da caixa filial contra o commercio, segundo
hontem reclaraou u Liberal l'ernambucanu que
assim confessou ler comnicllido urna inexactiuo
recusado.
Durante os das que a sumaca se demorou ain-
da em Serra Leda, fez o pululo os maiores estr-
eos para que a jusliea e autoridades lerritoriaes
omassem seu ptroleslo e reclama'o ; dcbaldc o
deligonciou, poique nao achou urna nica que a
isso se preslasse. Depois de soffrer a tripolacao
violenta incommiinicahilidaile, foi-lhe lapibem
aquella einade, de una viagem que f-..z o inte- prohibido sallar em Ierra ; ultrajavam e espan-
O numero dos doenles e indigentes admiltidiH
lira, explicando assim a sua sentc-uca na parte Lnos cslabelccimentos de caridade lem coutinua-
em que, por emquanto, se acha omraissa. em augmento excepcao Jo 1853, como mos-
tr o mappa em seguida :
ri(i/.t'o/a
PERNAMBUCO.
or. Mr. .i/ard achavA-se.a .2 de noveinbro era
tXvansliav, cidade qno lca a 30 mi .has pouco
i.iajs ou monos de Soocfaow, ende leva una in-
-ta cora, o lio, goveaiador geral. i'oi n'essa
-oa difosco que ILany, prodec.essov de lio,
ioJia recebku o eoronei Uasaohall o ttr. Mac-
Laue..
.cube-se laca bem que < gnvornador geral li-
mhaaidu posiiiGmente.encarcegado pelo r.ipora-
*lor d-, ver se,podia obter mediacao dos Esta-
i i-'.! I calma Franca, Inglaterra o China. Es-
ieiava-se porft) um "choque, primeiro que as
....'usas el.egassem.a regular-sc ; porgue no nor-
a corra por toda a parle o boato, do que o go-
vnuio lazia grandes preparativo?; prs se defen-
der a todo o cueto. Mas por oulro Udo sal,ia-st,
i|Ur is seas meios e defesa erara po>uco sulli-
s, e que para pocrcm resistir aos rebeldes
ira Bv.cc.s.-;rio que ganhassem do lado do mcio-
dia, e do Oeste da Europa. Bm iinsuj-Kong
ogslou a ira.prossao produ/.ida em Inglaterra pe-
lo desatxe de Jak, e ue a Franca e a ngla-
terra se dspuoham a mandar para a Cbizia as
Jorcas neeeasariai para obrar como exigem a Jjoii-
jra /las duas naces e os inleresses do comm^cio
cavara as pessoas da equipagem que pediam jus-
liea.
REVISTA DIARIA.
l-alleceu ante-hontoai, de um ataque de
angina gangrenosa, o Sr. Joo l'olycarpo dos
Sanios Campo, escriplurario da sccrolaria do go-
verno.
E' o segundo falleciraento que nesles ltimos
das da-se de empregados daquella reparticSo,
Nao se fez pois urna sombra sequer de proces-
so sumaca Criouia, ncm dc tal pieza lomou
conhecimente a commissao mxla.ou outro qual-
qucr tribunal da colonia ; erafim negou-sc aos a-
P
g<
hi
dc maio, lendo-se-lhe al para cumulo de des-I
humanidade, negado as provisoes o abastecimen-1 TcndoYolrido esta cid
l'el iodos.
1833-:;;.
1838-42.
1843-47.
1848-52.
1853
Media aunual das subdi-
visoes.
471:381
531535
58 !:507
618:207
542:223
principal nistituicao eulie nos existente ; porm
lo que hasao manejos internos, grupos de es-
j peculadores favorecidos e capitaneados para lins
poUlicos ,or um rae mbro da directora desse es-
labcleciraeulo.
O crdito, de que na opiniao publica julga go-
zar tal vez immerecidamento] o director da caixa
lilial injustamente injuriado, nao lhe permiti
responder acciisagcs dessa orJem, vagas, ano-
i,yinas e que i,,"u, pflssam de calumnias ; publi-
cados os nomes dess, sesi dadores favorecidos
e reproduzida essa accusaeao era artigo lirmado
toadas em ura artigo ..iioiivino do Liberal Per-
A assislencia oflicial, quo comprehende a in- nambueano.
.rezados toda a audiencia t faculdade para alie- Za I, uro ^KLTE Su*. d'uW aba"djn,ldj' ""W* su d'"- Hwlfa 22 de fevereiro.
K "inua na pouco, aescuidoso da morto, bnneava cilio forma um dos eslaJos mais nteressanles' ?*
;arcm o seu direito. Neste eslado do cousas sa- | acerca della cora um companheiro, mal pensan- da nova eslatislica. Segu o mappa do termo __________
lio a 29 de abril de 1824 chegando a liahia a 27 j d?1ue eslava instante ou emiueule o seu termo medio do numero dos meninos soccorridos em O desizamento coiii oue alnn aflvn<7i,ln-
mpa-
tos proporcionados a tupolacao, que por conse. j nhias do 8C' balalhao de primeira linha, que se
guinlc correu duplicados riseos. achavam ra, parece que seria de conveniencia,
Naosse mallogrou, pois, a negociacao. mas q",!.a 7uarda do 'ospial militar, fosse d'ora a
. I 'ante feta por essas pracas. em substituir.) das
perdeu-se seu importante cagamelo, por isso dc guarda ^cioml quc lcla iVJSaJg
que parle ficou em Ierra e era abandono, parle empregadas.
foi roubado pelos piratas que encontraran), e as-
nevera igualmente a Iripolaciio que ainda oulra
parle leve igual sorle as mios os captores.
stu simples exposico dispensa coramenlarios.
Quem so houver dado ao incommodo dc seguir
.'.njuelli's pjiV.es. O resukado do semelhiLale i *s dnaionslraces quo haremos tentado, reco-
guerra nao parece uuvidoso.
Kos mares da CJjina rebentsu um novo tufo.
la que lamenta! a perda d-3 muitos navios.
I m lerrivel ineendin causuu ere Jlong-Kong ura
da meo de 2,400:000 dollars.
nhecer qiianlas indemnisacoos sao devidas neste
caso, sean coular a de um insulto que nenhum di-
nheiro pudo resarcir.
Esle assuraploj se acha decidido pela illuslre
commissao. 0 commissario brasileo outendia
O eQQimerrio com o Japo loma um desenvol- |dever-sc pagar srgunJa a corita que formulan o
x iraeiiio notave ; um milho de niaslras foi ul- l -. ...
''" fimaissaiio brilannico entenda haver neste ue-
limaraerile mandado de Shanghai para Kana-
gawa. O porto de Hakodadi osl aberto aos es-
irangoiros desde 35 de outubro, da em que en-
rou em exercicio o cnsul inlez n'aquella resi-
dencia.
A questo difficil da comparaco do moeda dc
prala do Japo, com as piastras" do Mxico, em-
pregadas pelos eslrangeiros as Iraiieacces, aca-
ba de ser resolrida. D'aqui por dia'nle, 311
ilzbou?, forraarao o equicalenle de 100 piastras.
'Jornal do Commercio, de Lisboa.)
gociocircumslancias allenuantes, e que por iss*<
se dsvia indemnisagao, porm diminua. .Nao po^
deudo ot dous illuitres collegas enlcnderem-se,
asorlo deignou pora decidir a queslo o arbitro
brasileiro o Exm. Sr. uzobio de Queiroz, e ema-
nando dcsle profundo jurisconsulto (um dos mais
altos c merccdamenlc collocados na opinio pu-
blica dcste paiz), pode conside-ar-se como asa-
belecendo desdo j algum atesto .era materia de
preza ; julga moa q^ imporlar i lodosos inl
tres periodos do dez anuos, e
anuos.
Periodos.
1815-1624
1825-1834
1835-1814
18451852
1853 .
n'ura de oilo
Termo medio animal.
. 130:901)
. 15l;777
128 826
. 126:513
120:171;
Ksle mappa aprsenla resultados menos des-
gradaveis; o numero dos meninos soccorridos
Submellemos esla lembranca ao Exm. general
commandante das armas, am de que, depois loca o seu apogeu nos quatro annos do periodo
de apreciada devidamenle, lenha a conveniente de 1831 a 1834, e salvo a repelieao dc 1819
applicacao. se o merecer, como suppomo-lo. 1853, observa-se urna uiminuiea bem sensivel I o juizo publico acerca de lodo o a
- Os nossos ass.gnautes da provincia da Pa- no elfeclivo da mfancia desvalida C0Jln0 elfc S^ tu proo t, ra-
mos desvaidos em 1853 sao'rihura conslrangiraento, por haver ldo^; nao
entendido o que lodos leeni e entendem nesses
officiososseanianham na defeza dseos clieules,
longe de favorecer cusa que prelendem prote-
ger, mais a compromeltem e abysinaiu, Rulo li-
quei bem convencido, quando me disseram que
| um couiinuncado, que appareceu no Liberal,
| em um dos das passados, se dissera que as uii-
nhas ioformacCes dadas S. F.xc. Rvma. foram a
causa desse laa fallado casamento ds ura filho
menor de Manuel Joaquira llamos e Silva. Se o
autor do comiiiiiiiieado livesse deixado Qcaruo
escuro essas informaces, lalvez eu me visse na
rigorosa neeessidade de responder, esclareccndo
,. km ....i.'.;.... .:______j ,.,_ .
rahiba continuara a qucixar-se do nao recebi-
mento de Otarios pelos correios terrestres, ao distribuidos em quatro cathegorias :
passo que nao omitlimos de remelte-los, com a
ponlualidado mais restricta, para a administia-
eo desla cidade todas as segundas e sextas fei-
ras de cada semana.
Este estado, quo deixaremos de aualficar, nao
pode e nem deve subsistir por mais lempo, por
alropelador de relaces em que cumpre haver
loda a celeridade. Ouaudo o governo estabele-
ce.com exclusao de concurrencia particular, ura
servico pelo qual exige urna paga, ha contratado
a ohrigarfio para com os contribuinles de ser esse
servieo feito com toda a poulualidade e som gr-
bame d"elles.
Se pois umcslafela somcnle nao satisfaz taes
condicoes, amplie-se o numero dclles para a re-
gulaiiidade das comniunicaces, regularidade eue
a linpostco presuppe e ordena.
Org3 cia! de Amorim, Eragozo, SaloSi C., uma.so-
ciedadeexn commandila com-oHm do descontar
Jetlras, receber dinheiros juros em conlas cor-
rAiites, proiitfcr cqifrarocs de Uuibjo jvpr meio
Kugellados...................72,472
Abandonados ................ 25,812
Orphos...................... 6,460
Soccorridos temporariamente. 21.402
129,176
Porlanlo s osengeilados proprioraente dilos
formara mais de melado do total dos soccor-
ridos.
; documentos, julguei que a resposla estiva bem
clara e manifesla ahi mesmo. e que era desue-
cessario o Irahalho de responder, c deixci correr
' as C0US*s corao ara.
Mas como agora medizem, que esse mesmo
commuiiicado tem a sera-ceremonia de dizer ao
publico, que ou andava pelas lujas fallando e di-
zendo.s elle sabe o que, creo dever responder-
Ihequeha irluito lempo a ininha vidaemuito
recolhida, que nao frequenlo sociedades e reu-
A despeza desle ramo de servieo de caridade nioes, quer publicas, quer parliculares, oceupan-
nao lera diminuido na mesma proporcao que o do-me unicaraciile de curaprir, como nosso os
numero de meninos ; ella lluclua desde 1824 en-I meus deveres parochiaes, nica ambiro que
ir os limites que dao por lerma medio 9 milhoes hoje me preocupa : de longe em longo "dou al-
p,ar..?' a a .. 8uns Pnsscil's hygicnicos, c sempre s; mas o
lassando agora aos soccorros dadoa aos indi- autor do comraunicado
'.o--pon--alguna momentos em alguraas
as; mas.nuwia ahi se.tem tratad dessas
qiwoes ltimamente oCcorrida, questcHis quo
por sysiema teoho deixado de provocar, 'e que o
dono da casa lamhem nao tem provocado, e nem
pessoa alguma, e a htravrasem sido provocadas
ellas esto no dominio publico, e nao haveria
que eslranhar, que urna oulra palavra se profe-
rsse a-respeilo ; mas nem isso.
Nao censnro o autor do communicado por de-
fender esta ou aquella causa, o quo o faga do
melhor modo que entender, mas sem transpor
oslimiles da rerdade, e era prejuizo da repula-
cao alheia. Ha um campo vaslo e vantajoso,
era que. se pode estabelecer urna honrosa defeza
de S. Exc. Kvm. mas nao se essa defeza fr con-
fiada a raaos to desajeiladas. Por oxomplo, en
nunca defendera S. Exc. Rvma,. dizendo que
elle faz ludo por sis, e sem conselho,porque isso
seria era seu desabono, seria umasalira em lou-
vor, urna vez que ura bispado como o de l'ernam-
buco, nao pude ser bem governado por suas par-
ticulares e soladas inspiracoes. A posicao de
S. Exc. lhe nao permilte estar em iniuiediato
contracto com toda gente, e nesse inuivldual iso-
lanienio estara exposto a muitos erros, qualquer
que fosse a sua sahedoria e quaesquer que fos-
sem as suas virtudes, que levando a supp Jr bem
de lodos, o fariam victima de inuitas cavilacoes,
ede toda a qualidade de tratantices como'fre-
quentemente acontece. S. Exc. Rvma. cera con-
selheiros illuslrados e probos nem sempre esta-
ra isenlo de engaos, que tal a cundiese desla
nossa triste humauidade mas sem ellos!... Olil
l)Cos livre.
Queira. Sr ediclor, dar no Diario um canlinho-
a eslas desconchavadas linhas de seu amigo
O vigario \enancio Jlenriques de llezende.
O segundo e quarlo fundamento do accordao,
deque me tenho oceupado nos artigos anteriores
tem entre si estrella lgaco, c por isso tratare
delles conjunclamenlo.
E o segundo fundamento que o thesojirciro
Domingos l'ramisco lavares, nao entregou di-
nheiro sem scieoeia de que a pessoa presente
para receber era da casa que fazia a Irausaccao,
e mais que a cosa dos embargantes appetTadosj
I mais olloreceu descontossenao por intermedio do
socios.
i: o quarlo fundamento que o faci de nao
poder o ihesoureiro indigitar a qual dos caixei-
ros. ou socios da casa dos embarga ules fez a en-
: Irega, nao deve infirmar seu depoimento, pois
que a sua afirmativa flea de p, fundada na regra
geral de seu modo de proceder, nao sendo de ex-
Iranhar, /uc era una I ida de IransacQcs o the-
soureiro nao guarde era memoria cada individuo
dos que se apresenlam por paite de casas .ue
lem unniis caixeiros e so. os, e nao lera algum
especialmente incumbido do servieo dos descon-
tos do Banco.
V-se pois que o accordao d por avariguado
e pro\adu o (a, lo de haver o Ihesoureiro entre-
gue a quanlia do descont pessoa da casa, que
lgun as letras pela simples declaracao do mes-
mo Ihesoureiro, que alm de empregado na cai-
xa filial depoz sobre o faci por elle mesmo pra-
licado, o para tirar dc sche si a responsabclida-
de, em que livesse encorri.lo, ou pelo menos de
remover a censura de deleixo ou incuria de
haver entregue urna quantia avultada a pessoa
des condecida.
depoimento do inieressado nao admiltido
em juizo por serjustamente suspeito, e no oaso
jamis pode desvanecer a provy a tal>idade cons-
lante dos auios, como em lempo se demonstrar,
i e se elle fosse l,asante para provar a veracidad,,
i das letras, tomo atnrma o referido accordao, dar-
se-hia que quanlo mais suspeito fosse o depoi-
menio.mais digno de ereditose fazia, isto, que a
sua veracidade estara na ra/ao directa do seu in-
lj i esse em affastar de s a responsabilidade quo
lhe eabia.
E sabido que a teslemunlia singular sobre lu-
do se vaga nao fd/ prova : a nica lestemunha
'jue depoesobre a entrega do dinheiro a pessoa
da casa de"N. O. Dieber \ C, o sera qne podesse
determinar essa pessoa, o ihesoureiro c nada
obstante o seu depoimenlo foi tido pela mesma
verdale, e poslos a inargem nio s os principios
que na apreciacan do seu depoimenlo deviam-so
lerem vista, como a inrorosemelhanca do seu
depoimenlo, as prfiprias conlrodires o' a prova
dos autos contraria a sua mesma asserro.
E de nutar que ao thesoureirj foram a presenta-
dos iodos os caixeiros da casa de N. O. Biebcr &
C, e que elle dec'.arou conhecer perfeilamenle o
socio Francisco Pererhejr. que enlo estiva na
en ropa, e ourro caulrtl quo nao loi encontrado
na occasi.io, c elle disse que nao poda saber se
algum d'enlre estes caixeiros, ou o socio ausento
fOra qnem reci bcra o dinheiro, sem ao monos in-
dicar Bigual nenhum caracterstico *da pessoa a
qnem li/.era e entrega .lo oinheiro, insislindo po-
rom que entregara o dinheiro a pessoa da casa
cima fallada.
O seu depoimento era pois vago e visivelmen-
lesuggerido pela neeessidade era que se ria de
: dizer que havia entregue o dinheiro pessoa da
casa que figurara na letra, o que, quando muilo
podeiia eslabeleccr urna presumpcao raui re-
mola.
A senlenca appellada declarou que em Ihse
tal depoimento smenlc p-.deria ser aceito com
inuila cautela, deu as raaoes pelas quaes nJo li-
nha valor algum ; o accordao porm lhe deu to-
da a importancia, c nem mesmo procurou des-
vanecer os valiosos c jurdicos motivos que o in-
i Orinaran, sera nem mesmo dizer urna palavra
i acerca delles.
ti que dea exposto corista dos aulos, e da sen-
, lenca da primeira instancia que corre mpressa ;
se for contestado provarei cora cerlidao aulhen-
lica.
Eis aqu o que disaa o Ihesoureiro depois do
afiirmarque entregarao diniieiro a pessoa da casa
N. Q. Bieber & c. :
Disse que se nao record da pessoa a quem fez
o pagamento das letras demandadas, mas esl
bem cerio de que foi a pessoa da casa dos em-
bargantes N. 0 Bieber & C, erabuia no saiba,
vendo esla pessoa, distingiii-la de oulra qual-
; quer, nao se lembre de seus signaos, nao saiba
so brasileiro on eslrangeiro, e uio se record
de a ler vislo outra vez
Para fazer mais saliente a nossa dcmonslra-
co Irasladamoa para aqu o fundamento da sen-
lenca do Exm. .Sr. Perelti na parle em que apre-
cia o depoimento do Ihesoureiro. Ei-lo :
Verdadc soja que o Ihesoureiro da caixa Do-
mingos Francisco Tavares affirma em seu de-
poimenlo que com quanlo no se record do
no rae da pessoa que recebeu a importancia do
descmodas letras demandadas, com ludo elle
deu essa importancia pessoa da casa dos em-
bargantes N. O. Bieber & C,, porquanto nunca
pagoii pessoo desconhecida. Heperguntada
pssa lestemunha disse que nao se recordava da
Desee*, quem fuera o sobredito pagamento, jA
nao se limitando a sua falta de lembranca ao
nome dessa pessoa, e accrescenlou que nao sabe,
vendo-a, dislingui-la de outro qualquer, nao se.
lembra de seus signaos, nao sabe se brasileiro
ou eslrangeiro, c nao so recorda dc te-le visto
oulja vez.
Te.ndo essa lestemunha sido interrogada pelo
cliefe de polica em presenca dos caixeiros quo
erom enlao,'e em 12 de'novembro delS57 da
cosa dos embargantes N. O. Bieber & C. deala-
rou, como se ve do documento de fl. 138, que
nao se recordara a qual desses caixoiros entre-
gou a importancia do descomo das letras de II. 4
e 0. 7, porque nao se lembrava dos signaos do
individuo, que recebera tal importancia, e nem
os ligara a pessoa algurao dos presentes naquea
o casiao, e declarou mais que couhecia i todas
ell ,s, c que o que menos couhecia era Th. Fr.
W. Edelsen, ao passo que bcra couhecia os cai-
xeiros Gamo e Andrade, que na mesma occa-
siao eslavam ausentes, e quem nao se recorda-
va de ler feito entregada quantia do descont.
\ insistencia porm da tesiemuiiha Domin-
gos Francisco Tavares em dizer que entregara a
importancia do descont dos letras njuizadas d
pessoa conhecida par do esquecimento, quo
mostr ler, de semelhante pessoa, acha a sua
explicarlo no proprio depoimento dessa leste-
munha. porque, se, corao ella affirma, eslava
obligada a fazer os pagamentos dos descontos a
pessoas conhecidas, claro que nao podia dizer
que fez o pagamento do descont das lelras de-
mandadas pessoa desconhecida, sem reconhe-
cer pso (acto que deixra de cumprir o seu de-
ver, assim como claro que asseverando ter fal-
lo esse pagamento u pessoo conhecida, c de quo
dissesse estar lembrado, vio-se na neeessidade de
nomea-lo, e porlanlo neslas circumslancias ne-
nhum oulro expediente lhe restara senao esle.
genios validos pelos instituios de beneficencia,
r-se que eslesera 1833, eram 6,275 e em 31 de
uevembro 1852 appaiecem 11,691. E* um aug-
mento era 20 annos do 5,416 instituios, sendo
seu tcriao medio por anco de 271.
As diversas receilas m 1853 produziraa: urna
parece andar armado de
alguma lente dc vid ros lapidados, que applican-
do leja do Sr. Figuera, v tantas lujas quin-
tas sao as facetas de sua lente, c em todas ellas
o vigario Bezende, e eis ahi todas essas lojas,
,em que cu ando fallando. Verdade c que A una
'dcfos muilaslojsi JoSr, Figueiia, 2 urna s
e que valeu-sc, dizendo que pagou o descont
Jas lelras dc fl. 4 c fl. 7 pessoa que conhecera
entSo como sendo da casa dos embargantes
N. O. Bieber &C, mas de que se havia esqueeido.
Como quer que, porm, nesla parle o de-
poimenlo do Ihesoureiro da caixc filial lidha vi-
sivelmenle por fim sahar-lhe o proeedimento do
qualquer censura, o importe urna defesa, quo
de si faz dilo Ihesoureiro relativamente ao paga-
mento do descont, de que se trata, i inconlesla-
MJTILADdl
ILEGVEL


MARIO DE PERNAHWKO. CHUTA PEIRA 23 DE FEVfXETRO DE USO.
vel que nao devc a esto rtapeito ul U
merecer crdito algum.
Para remover a difficiencia de deii_
pessoa a qoem fura entregue o dinheiro
cont das letras falsas, diz o oxordo que a
nativa do thesoureiro fica em p pela rogra^.
tal de seu proceder, nao sendo de estrenar que
na lida de transaccocs nao guardasse memoria
de cada individuo das casas, que teem muilos
caixeiros e soeios, e nao tem algum especial-
mente incumbido dos descont* no banco.
A regra geral da cautela ou cuidado, com que
procede o thesoureiro do banco, ainda que esti-
vesse plenaraonlc provada, que o nao est, ou se
se devesse admillir por mera presumpeo nao
prova que cm un caso dado procedess'e com a
mesma cautelas nem dispensa da prova de que
effeclivamente a empregra ; quando se trati de
averiguar um facto indispensavel prova-lo pelos
PK
que eacceiiavel u seu dupounenlo. Uuui ndo i pleito tu serio ceniu o Ue urna efeicao cucaii-
v, que estas casos sao os fados domestico, de cadamente disputada, procure emaranhar-so em
que falla Poreira e Souza? Entretanto o Sr fertilidades que no dan nem riram'foffca- ti
Jos Bernardo pensando que esto teya delle,
e qu s elle sabe ler, figura em sua Iluminada
cabrea, que o accordao distingue oetre os facro3
domsticos, quando tal nao ha, quando o contra-
rio se ve do contexto e da redaccao do lundamen-
to do accordao, coosas em que "nao forte o Sr.
Dr. Alcanforado. Deixo aos entendidos na ma-
lcra que remellara ao Sr Dr. Jos Bernardo o
ridiculo, a que por esta chicana miseravel em si
tem ineonlestavel direito o sabio Dr.
Deixando de parte a hespanholada, com que o
Sr. Dr. Galvo lembra H Sr. desembargador Gui-
niaraes os seus deveres (que padre se perdeu)
convidarei a que se riam, os tjue enlendera dis-
tas cousas, com a pretcneo do Sr. Dr. de su-
bordinar todos os fundamentos do accordao' a esse
meios admittidos em direito, o seria extranha ju-' que elle declarou contradictorio em si. Veremos
risprudeneia dar como provada esse faci, por de quanto e capaz urna cabeca privilegiada !
que a pessoa que o deyia ter platicado e que in- Basta pur hoje. Coniiiiuari a ler o Sr. Dr.
corro em responsabilidade, se o nao pratioou, Alcanforado, e espero provar-lhe que o accordao
como devera, diz que elVeLlivamente o praticou, foi o qnedovia ser em face da sentenca apabila -
o que se dispense a prova dellc pela regia geral da. Nao se olleuda S. S. com esta minha asien-
do sen procedimento regularen! oulrasoccasies:
o que alias contestado.
Em todo o caso a falta de designado da pes-
soa tornava vago, e porlanlo de pouco ou nenhum
valor o depoituento, que ja" era suspeito em ra-
zo da pessoa que o deu, e do inleresse que ti-
nha no negocio sobre que versou. O lina do 4"
uao vicram
possa faze-
da.
ra> "10 lo firme ; da Europa ainda
patentes de privilegio, para quo s
las, quem lem questes de vida ede morte.
Recife 22 de everciro de 1860.
J. P. do Reg..
No Diario de Yernambuco de 1S do correte
undaraento nao est de. aecrdo com o que cons-1 deparamos com um famoso pasquim dirigido ao
ta dos autos. Os mesmos empregados do banco publico com o lim de justificar a administracao
depozeram que havian caixeiros da casa de N. transarla do Hospital Porluguez das immensas
OBieber & C. especialmente incumbidos do des- accusai oes que ale hoje llie tem sido fritas,
cont das letras, e designaram quaes elles fos- Entrar em questo com os redadores de um
cin, e que o nico socio da casa que por algu- escriplo lo miseravel, seria o mesmo que en-
tregar a urna sucia de arrieiros, sem significa-
cao algu roa, una causa de tanta magnilude, pa-
ra todos aquellas que sabem prezar o seu nomo
e a sua repulaco.
Sim, Sis. redactores, segundo pensamos, a
intimidades verdadciramcnle microscpicas, to-
mos tao irlerceptiveis no mundo do nierer.imen-
mas vezes foi fazer o descont era Carlos Rock.
E'para notar que o thesoureiro da caixa filial
apezar da lida dos descontos e do grande nume-
ro dos individuos que iam faze-los conservasse a
memoria somente de que fora pessoa dossa casa,
que recebera o dinheiro, e nao de qual fosse essa
pessoa, o que nem mesmo avivnsse a memoria
cm vista das que llie foram apresenladas, como ,0. seria fazer-lhes urna honra inqualilicavel
chama-Ios & barra da opinio publica.
.Mas, a posicao desgraciadamente, mal occopada
por alguna raembros daquclla administracao ,
posto que miseraveis pela dependencia servil
em que se tem collucado, os tem levado correr
desenfieadamcnte cammho da lemeridade, nao
se nrroceando agora de insultar os bros de urna
associacao inleira, que s auxiliada pela pru-
dencia, tem podido supportar al boje os abusos
iliegllidades de que sao altamente acensados ; e
que desconhecendo o mais pequeo loque de ci-
vilisacao, mal \eom atravez de sua espessa gno-
fica ponderado, do que se deve razoavelmenle
concluir que de sua patte nao havia certeza do
que asseverava, senao vaga presumirn de ha-
ver dado o dinheiro do descordo pessoa da casa
cm cujo nome foi feito, tanto menos digna de
crdito quanto ella tinha por fm eximir-sc da
responsabilidade ou censura em que incorrera-
Se i,il principio prevalecessc era escusado or-
ganisirurn processo, procurar provas, travar
discusso para averiguara, e letras argidas de
falsas, o descontadas na caixa filial o eram ou
nao, bastara que o thesoureiro declarasse que
Jiavia entregado o din
lignrasse na lelia para que se'desseessa porvr-! laia ...
dadeira sem mais outra averiguacao. Excusado Nao
pessoa da casa que rancia, que nao tem a tratar com pessoas de sua
pois, aos abulres de reputores alheias
que hoje nos dirigimos. E ao publico que no-
cessariamenle lera de fazer sobre nos algum jai-
ra : aos tribunaes do paiz, sondo a severidade
da lei coslunia fazer arrancar a mascara da ca-
lumnia, para alirar cun ella as faces do calum-
niador !
Entcndom-nos ? ...
Sentimos profundamente trazer para ascolum-
insistir no perigo e iniquidade de um tal pre-
cedente, porque salta aos olhos de lodos; infe-
lizmente foi o que se deu na causa de que se
trata. '
Nao concluir esta analyse sem observar que
o thesoureiro, alrn de claramente suspeito, ca-
Jiio em muilas contraicocs que foram notadas
na senicnca appellada, mostrou que nao tinha
consciencia do quo depunhn, mas nada disto fez "as de um jornal lao lido, verdades que s no co-
peso no animo do digno magistrado que redigio racio deviaraos occullar ; mas como accionistas
o accordao, e atlendeu somente ao depoimento : Tje somos, cabe-nos o direito de alear livremen-
do thesoureiro e a regra geral de seu proceder. | le um brado em favor da razao, animando tam-
Ainda urna observaeao : bem a commissao nomeada pelo voto esp/>nlaneo
i)ando-se por proyado o que diz o thesurci- de mais dcduzenlos accionistas, para que prosiga
ro, e prescindindo das consideraroes que inir- firmemente, sindicando os escndalos e desper-
man o seu depoimento, o que se poderia con- dicios de urna" administracao que acabou de se-
cluir era que pessoa da casa de N. OBieber & C. ; pullar a somma fabulosa de cerca de quarenla e
iawa feito o descont e falsificado, ou apresen- seis contos de reis em foguetes msicas, e mil
lado as letras falsos a caixa filial, mas nunca que nutras bugiarias incompetentes a estabelecimen-
essas letrss fossem consideradas verdadeiras, co- ,(is daquella ordem, sem que durante o periodo
mo o foram pelo accordao de que se trata. I de seu exercicio, fizessa sentir, aquelle zelo c
Aprero-me em declarar para evitar qualquer economa que era de esperar em urna insliluieao
rpreUco artificiosa quo nao admilto essa fundada ;i rusta da candade publica!...
Mas ain la pouco : a administracao
hyPol'iese, e somente a figuro para mostrar que
anua rnesmo sendo procedente este fundamento
sem embargo do quo fica ponderado a coneluso
era outra, e nao a que deduzio o accordao.
Proseguir!.
Recite 22 de fevereiro de 186).
J. ti. G. Aleo forado.
Continuemos com o Sr. Dr. Alcanforad) (Pi-
quemos com o can, pois quo com elle encetou
o Sr. Galvao a sua gloriosa vida de advogado).
Antes porm do entrarmos na analyse de sua
mercurial publicada no Diario de hoje, ponha-
roos em relevo um rasgo da lgica do pro-
fundo Dr.
Disse S. S., que os volos dos deputados eram !
SaDldOS I da decsao o Sr. desembargador Guimaraes? Se-:
r lgica ingleza, que, porque o Sr. Dr. Alean-
forado tinha sua questo de vida e de marte, e
porque os votos dos deputados eram sbulos, vo-!
tasse o mesmo Sr. desembargador pela infallibi-
lidadc do balcao ?
Veo publico a m vontade com que o Sr. Dr.
Alcanforado encara a questo ; ve como so ex-
travia um espirito Iluminado e profundo, quan-
do traa de questoes de vida e de morte
Analysando o primeiro fundamento do accor-
dao do tribunal, o profundo Dr. decide que c
elle banal, contra&ilorw em si (o que querer
elle di/.er era sua ling.ua mixta? ) e contraprodu-
cente. Vejamos como o nosso 'Aguesseau pro-
vou a sua asseveracao, c para isto iremos analy-
sando periodo por periodo o seu segundo arr'a-
zuado impresso.
0 Sr. Dr. declara-se admirado de que a firma
de J. Kcller i!i C. nao tenha figurado no accor-
dao. Quandj S. S. entrar em seus lucidos de-
senvolvimentos respeito, rnostrar-lhe-hei que
a sua candura e innocencia f-lo admirar-sc de
muilo pouco.
Leva-me o Sr. Dr. Alcanforado para um ter-
rario om que eu nao quizera collocar-me, isto ,
a discussiio da sentemja do Sr. Dr. IYielti ; mas
o que fazer quando c'esla sentenca a sua clavo
de Hercules ? Queixe-se o Sr. *Dr. Peretti do
seu amigo por esta vez; o cu fazendo-lhe os
protestos de ininha profunda considerado, pe
QO-lheliecnca para aventurar ronsideraies sobre
a sua decisao, pois que islo me forca a pertina-
cia do Sr. Dr. Jos Bernardo.
Ao primeiro fundamento do accordao oppe o
Sr Dr. iim fundamento da sentenca. Na verda-
de grande dcscoberla Y. um srvico que nao
ha dinheiro que pague Sen lo cerlo'quu o ac-
cordo tralou como devia tratar d- refutar os
fundamentos da sentenca, nao preciso ser ad-
vogado de ola nem ler os juizes fechados na
mo para saber e di/.er, que cada fundamento do
accordao toro contra si um fundamento da sen-
tenca.
y vina I intelligen-
funda-
mrnios.
A sentenca
xelros pod.arri dir.
fados domsticos; \<\,
bunal da sabedor i a do Sr.TI
o accordao livesse consignado a
A sentenca, reconhecendo o pn
turou, que os depoimentos em questafll
de valor, porque os caixeiros tomavam^
operagoes de descont da caixa ; o accor
saliente, que esta consideraeiio nada im
para o caso, porque os individuos nao perdia,
por ella sua qualidade de caixeiros, depondjs
bra fados domsticos: e islo nao lem direito
ciJade na lgica de um advogado lo venced:
como o Sr. Dr. Alcanforado.
A sentenca lign grande imp
do Libera'. \'ernam!mcano,
havia partido da cai%- lili
tanta importancia a es;
de muila gcnle que d
<]io (se falsificmeo houve
Ora para o nosso
oslar pelo que
salvo com reia ncia a um dilo
a falsidade
Wcordao deu I
al M^io ao
o a falsifica- L
a d^J'ieber. |
ve orTme nao
Ptfnawb
ros^y
Visto que o accd|Ho repellio doulri
la, que o fado de te
peracoes.de descont
repousa
no patronato de algum Jpiter tona tile, que des-
pedir os seus cem mil raios, em quem se atre-
ver a despir as mentirosas apparencios de sua
osfarrapada conduela. Nao importa ; convem
bradar e bradar semine contra os actos verda-
deramente encapotados de sua administracao.
appresentando-os ao publico tal qual toram pra-
lieados. demonstrando finalmente o evangelho
mystenoso c enigmtico pelo qual at agora se
tem sabido regular.
E' desia forma, Srs. redactores, e no meio de
lodos estes desconeeitos, quelioje seacha collu-
cado o Hospital Porluguez de Benificencia E
tuilo isso porque? querem sabe-lo porque os
seuhores da administracao, sem se embarassa-
rem com as pronunciadas" manifeslaces dos ac-
nuuiaias, (bijnvam secretamente os seus planos,
'Mo manejos os mais ridiculos, alimentando
sempre a firme i lea devoren] coroados seus
mais eslravagantes desejos ; porque esses se-
uhores, abusando em ludo e por ludo os pode-
res que Ihe sao conferidos pelos estatutos, vale-
ram-sc apenas das posteos que oceupavam para
lazerera corle/.ias cusa do obulo da cari-
dade !...
E ludo isto, senhores, ao que o infa-
mante pasquim do Diario de 18 do correte,
chama regular bem um esiabelecimcnlo ?...
Hacerlas cousas, que s podero ser bem res-
pondidas, com urna daquellas longas e Indefini-
das risadas, com que se coslumam fazer calar os
mentirosos ..
Nao contentes com todo esse procedimento
que bem revella a divid de que somos credores,
querem agora a lodo o cusi, e contra lodo o
bom sonso, elevar-so aos galleras de urna glo-
ria que Ihes nao perlciicc, arrogando si o titu-
lo de lundadores daquelle eslabelecimento. Es-
tamos convencidos, que aquellos senhores nao
se alreverao sonhar querer pretender subir
tao alto ; mas se assim se pretendem fazer
urna exclusao accintosa Jos seus ligitimos fun-
dadores, lamben) um dia vira em que lhe sejam
plenamente gratificados todos esses servidos, por
aquelles mesmos a quem tem insultado e' escar-
necido.
Prosiga a commissao no patritico desempe-
nho de seus deveres que desde j lhe presagia-
mos um feliz resultado ; pois explicando minu-
ciosamente torios os fados com aquella decencia
que Ihes digna, nao s se tornarcredora da
estima publica ; como lambonl triumphir em
face dos tiibunaes aonde a acnao da lei fiel-
mente observada, para onde '* empenhos nada
devem valer, nem tao pouco o servilismo de de-
pendencias particulares; mas sim, toda aquella
allencao deviJa ao direito, razao c ver-
dade !
Sao estas as tres armas rom as quaes deseja-
vamosser combatidos rea administracao. e nao
com sophismas e insultos taes, como os que aca-
bou de proferir pelo Diario a que nos temos re-
ferido
Pense pois a administracao, antes de obrar, e
tome o nosso conselho, n'o queira voar rom as
Itasdelcaro, porque para corpos groseiros e
pidamente uiassudos una queda do tao alto,
ser lc. saboreavel quaulo o bom bocado,
da espera receber dos seus mais phrene-
uladores.
os fazendo nma barretada adminis-
nniente ao eximio redactor de lao
uim, visto haver obtido de VV.
anca para todos os gneros de
caba.de provar. Emlini pode o
Ignoroncia naturalmente atre-
rrague inexoravd da sensura ha
har-lhe as gps^p earnes, lab-
res propos a quem insulta.
mum?n>reve, Srs. redactores, se os cscarf-
contipuarem !
So seuaimigo e eonheciao. -
O ex-iooio dnAmizaie nos une.
O Liberal Pesaau'bucano de boje,
sentenca quanlo a di*
rem os caixeiros parte*II
da caixa
lial in
nit. ii.iu v Liberal 1'etnauibucano de hoje, em seus
ujano^i Fados Diversos**precia ol negocios eleilora'es
woe Igtiaras.s fla. urri moda poucolexaclo, reve-
ina da'lando um.f c4}nui volitado, que se alcanca al
i ;'Se
us depoiaaewtps,,u
io Pereira a So^-
Hteuza, conlo
l dorcmeiris
bem claro que o acorda
za ao Sr. Dr. l'erelli; p
coi,fes* o Sr. Dr. AlcanluKtnt ni
puguancia alguma aos depoimeMo
cm fados domsticos.
Foi islo o que nao codlie. na superior ilc
gcncia do Sr. Dr. Alcanforado, apelar de lo
ns tratos que o mesiu*' Dr. lhejaflingio !
bom barulhar ludo.com o prestigiare urna i
lelligencia admirav.el para mystiacar os otr
Beprescnlanle genuino das velhas tradieges
do foro, t Sr. Dr. Jos Bernardo diverle-seem
figurar no accordao o que nelle nao existe, para
ler o innocente gosto de tirar coaclusoes i seu
geo. Se ha boa f, pena que o accordao nao
livesse s do escriplo em inglez, porque, pelo gei-
a i e
na publiciilade^ue d sVenominacoes d cas-
sange e ijuachinins, que*% mao go'slo eleileral
lem ade[ilad> para distinguir as "parciali
. ne-
nhuma parcialidade. Alm de que, tes festes
do mallo nao se elegem juizes : sao elle* de es-
colhaflo vigario, de accordo com o thesoureiro
do dia.
So alguem, pois, allega essa victoria, da qual
os adversarios nao (em roftiieeimenlo, e isso no
interesse do diminuir a impresso da derrota da
qualificag' e mais blgninas o'ulras porque s po-
dem passaras mono as: que frua contente os
seiis louros, rogando a Deus que as palmas v-
renles com que julga dever ornar a fronte alti-
va, jamis possara emmurcheeer pelo suor fri
da decepcao e do labor improficuo.
SullicK-nle pjia lii/.er lace a lodua as su.is nocu-
sidades.-todavia ella lem feilo quanlo tem cabi-
do em anas pessibilidades. Tem reparado as
ras da cidade,. bem como as de Goucalo Jos,
Direta, travessa daquella para ostn, da Paz e
Livramenio, dos Ferreiros tem' feito ladrilhos
as cncoslas das* calcadas pnra esgoto das aguas
pluvioe3 : lem feito pontos, bem como a da ra
da I.agoa do Barro, sobrado riacho Roncador,
dondo fe abrir urna valla em diroccao ao rio
Tapacur, que tem evitado as iruiutidacoes desta
ra lo frequentes lodos os annos pelo invern ;
tem pago aos seos empregados, supprecom me-
dicamentos e curativos aos presos pobres, des-
pende cora o tribunal do jury, gJces, qualifi-
caces, luzespara as cadein?, enterramentc dos
Seja como for, visto que para o Librale o cadveres dos pobres, o eovpos de animacs ; paga
Sr. barao de Camaragibe personagem obrigada,
nao admira que a proposito de negocios de Igua-
rass seja posto em sceoa. E, porm, digno de
reparo que sendo elle constantemente acensado
crescidas cusas de processos criminaes, o des-
pende eom a arrecadacao dos foros do seu patri-
monio iva comarca do Bonilo-.com o asseio da
sala do jury, cmara, das ras- o pracas, com
Assucar oru'.o ouin u'Ainenca 3,uu por arroba.
Descont de letras12 0/0 ao anr>o.
Oeorge Palehelt Presidente.
ubourcqSecretario.
m
Rendimento do dia 1 a 24. .
dem do dia 22......
295-920S602
14:172*966
310V102S568
por pretender manler o predominio do sua fami- aterro! trabalhosos, bem como os ilas estradas
lia. seja hoje censurado por querer desbnsta-la. da Figueira, e Geuipapo, alm rio Tapacur.
E a isto, que se chamapreso por ter cao, e e com aluguel da casa para as suas sesses.
preso por nao ler cao. Porlanlo easas avultadns rendas em vez de
A m vonlade e a prcvenQo acham em ludo poucas, contS diz o Sr Dr., tem muilas appli-
prelexlo para censuras; c quando nao encontra caees, o por isso nao se poder.'i tirar a illacao
factos cream-n'os! lgica, que qwiz o Sr. Dr. eslabelecer nesse seu
Ha lambeui inexactido manifesta na parte em : lopico com os seus principios,
que so procura fazer crer, quo o Sr. Dr. Carneiro Saiba pois oSr. Dr. Boarque. quedo Io de ou-
da Cunha.se tenha envolvido cm descomposturas! tubro de 1858 a30 de selembro de 1859snbiram
e ultrages a seus contrarios, e menos que con- as rendas da mumeipalidado a 6;36();095 e a sua
corra para o pugilato. Ainda ninguem o viodespeza a 6:471$63S, oquesralemte d promovendo scenas, nem frente do cacetislas : j processos pagou-se a quaniia de STl^T^ lenJo-
a sua gravidado do homem honesto nao a tem se alias arrecadado de multas nesse periodo rs.
e'.lecompromellido, e presa- a bstanle para nao 2O5OO1, e nao 1:0003, como diz em seu relalo-
exp-la com tanta facilidade.
Rectificadas assim as inexactides a que leva-
ram o Liberal nios informantes, cumpre tam-
bem declarar que o conselho de cada candidalo
discutir o seu programma pela imprensa, nao
parece acceilavel, drsde quo os candidatos da
balance da receila e
Sr. presidente desta
rio, e ludo isto cunsta do
despeza rcmcltido ao Exm.
provincia.
Parece finalmente, que o Sr. Dr. Buarque no
se deveria collocar na posi<;ao em que se collo-
cou, devendo somente cinjir-Se aos objectos do
Movlmento d alfandcsa
Volumesentrados com fazendas .
com gneros .
Volumes saludos cora fazendas .
com gneros .
219
894
redaccao do conselheiro, deixando de unir o seu juizo civil, orphos, capellas e residuos, ele.
cxemplo palavra, nao apresentaram ainda os
seos programlas, nem fizeram exposieo de
principios.
< homem por ndole imitador: o espirilo de
imiiarao unidos caractersticos da fragilidade
humana. Assim, aquello que pratica o contra-
rio do que aconselha e prega, jamis deve zan-
gar-se quando o seu conselho nao aceilo.
Ao demais, francamente fallando, nao acho
que o negocio seja de discusses; mas sim de
maior ou menor numero de amigos, de rnaior
ou menor numero de volos No caso vertenle
esse o ponto da questo dianle da neutralidad.'
do governu ; pois que desde que osle assume a
iniciativa da eleicao, o melhor e mais poderoso
recurso yer-sc' um candidalo, caso em que
anda a discusso c os programmas sao inu-
leis.
Recife 21 do fevereiro de 18G0.
J....
e nao meclier em repartieres, que nao lhe sao
subordinadas: no que segundo os bous entende-
dores, exorbitou.
Qando milito essa peca, se fosse assim conve-
niente, deveria partir do Sr. Dr. juiz de direito,
como primeiro magistrado da comarca. Nao
desejando pois a cmara municipal, que essa in-
justa censura do Sr. IV. Buarque passasse des-
apercebida, e que com o seu silencio fosse sanc-
conada, rcsolveu em respeito ao publico escre-
ver estas duas palavras, que vos pede, Srs. re-
dactores, lenhaes a bondade de publicar no ros-
so bem conceitnado Diario do que muilo obri-
gar a cmara municipal da cidade da Victoria.
los Cavalcanti Perraz de Azevedo, presidente
da cmara municipal. .
Antonio l.ourenco de Albuquorque Coclho.
Jos Marcelino d Mello.
Manool GampetloCavalcanti Albuqueciue.
Antonio Tcixeira Machado.
^^-*^^"AJ-H>1W P^PJil 111 111 11
Sr.
curei
xim
Correspondencias.
Redactores.Avisado por um amigo,
ler no Diario de Yernamhuco de 28
Descarregam hoje 23 de fevereiro.
Brigue hamburguezCapibaribefazendas.
Escuna americanaJ. Darhngarinha e fugo da
China.
Biigae francsZouavcdiversos gneros.
Importaeo.
Vapsr porluguez Uilford Iavers, viudo da
Europa,manifestou o seguinle :
50 barris manteiga, 5'J caixas queijos; a Tasso
& Ir mao.
1 caixa relogios ; a Soulhall. Mellors & C.
1 dita ferragens ; a Prenle Vianna e & ('..
6 ditas cha ; a I.. A. Siqueira.
50 ditas ceblas ; a Antonio J. Vianna.
1 lata sanguisugas e 7 volumes ; a ordem de
diversos.
Polaca francesa, Zo-uave, viuda do Havre, con-
signada a E. A. Burle A: C, manifestou o se-
guiute ;
3! pipas e 50 barra viuho tinto, G ditos velri-
licarao em grao forado ; a ordem.
2 caixas chapeos de feltro ; a E. Broussouge.
Orna porcio de sal a granel, 806 barricas ci-
mento, :2 caixas sabao, 3) ditas enxofre, 00
saceos farelo, 2i fardos alfazema 30 calvas azei-
te doce, 12 fardos papel, 100 caitas vinho mus-
catel, osordeaux, cognac,e licores surtidos, 12 (li-
pas, 6 meias c 12 bniris vinbo tinto, 2 barris
vinho branco, aos consignatarios
Paliiabotn americano J. Darhng, rindo de New-
Yoik, consignado a Saunders, Brothers k C. ma-
nifestou o seguinle :
2100 barricas farinha de trigo, 200 ditas bela-
chuihas, 1,000 caixas fogo da china, 90 barris o
3U caixas banba de poico ; aos consignatarios.
Consiilail gem,
Rendimento do dia 1 a SI 50 616$931
dem do dia 22....... 3:-
Idera dem dito de dito ueuoes 16$0I)O
dem idem de forro .... 5g00O
dem dem soalho de-dito lOgOOO
dem cm obras eixos de secupi-
ra para carros..... par 10,3000
dem idem rodas de dita1 para
dila........ > 3O3OOO
Mel.......... caada 240
M'"">......... aqueire 2350(
Podras de amolar..... urna 800
dem de filtrar...... Q^OOO
dem rebolos...... 1J28H
Piassava em irollios .... um 200
Sabo......... libra 120
Salsa parrilha-..... arroba 25g0!)0
Sebo em rama...... ItlgOOi
Sola 011 vaqueta (rrio) urna 3200
Tpioca........ arroba 33OOO
Unhas de br...... Cenio 30
Vinfe........ pipa 5(u0
Movimento do porto.
ifavios entradrnno da 2I>.
*MU' ttdWWj hiate braseiro Novo Angetha;
de 47 toneladas, eapitao Jvs Joaquim da Sil-
veia, equipagem 5, carga sd, a Prenle Vian-
na s c.
Assu" 20 das, barca braseira Bebedor,
439 tonelada; capilao Joo V. de Avellar
equipagem 1.', carga sal, Aaaorim & rmeos.
\eio largar o prali;o e seguio-para o Rio d,r
Janciro.
lo de Janeiro 32 das, luiguo hamburguez:
ItosalinJe, do l.15 toneladas, eapfto A. I.. II.
WeiiUI, equipagem 9, em lastro, a Amorim
Irmos.
Aracdy10 dias, hiate brasileiro Ihventivel, dn
:i"> toneladas, rnpilo .los Joaquim Alves da
Silva, equipagem 4, carga varios gneros, a>>
capil(io.
Maranlio 3 dias, patacho brasileiro Alfredo.
de 250 toneladas, eapitao Jos Pereira Ribeiro.
equipagem 10. carga farinha e mais gneros a"
Almeda Gomes, A. &. C.
h inos sahidbt no mesmo dia.
AracalyHiale brasileiro, Camaragibe, cap I a
:-!>ro B. de Mello, carga diferentes- g-
neros.
Falmoulhpela Parabiba brigueinglezClemant.
capilo Daniel Smilh, em lastro.
Senhores redactores.0 individuo, que Ibes
diriga a correspondencia, publicada no Diario
----- j de.hoje, sobre os negocios de Tacarat, andou
l'r-: mal avisado, passando da defe/.a de seus clientes
. contra meu irmao o I mafca d, Mallo-Grande, de quem cortos valen-
Dlversas
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 22. .
54.i02j>034
provincias.
21. 3-9155551)
.... 821
4:76674l
vigario da Gloria do Goit, e lendo-a, achei com
elleilo a tal produccao digna de sen autor, e 11 m
quarloou quinto nelo, se bem me record, dos
famigerados a bit airas que nesta provincia
morreram inforcados pelos seus horrorosos cri-
mcs.
Conheca pois o publico no corrrespondeto Ma-
nuel do Souza l.eao, um dos desccntenies dos
Cabileiras, lilho legitimo de um tal Calul,
aquem a opinio publica indigita ler prilicipa-
a vida furlando cavallos, sendo a rara do
do
iptadk para
2 s debalam, querendo'por ellas reSBjOnsa
dados
sabV-
Usar os respekivos candidatos. Nao crbsiante,
taso nao aii\la para discusso, e por isso me
UmilarerV Apuras "bsorvBcocs. u s
^ Creio quoqo" publico nao" inteiessa cousa algu-"
ma o sab>er das taes denominacoes de gjiacliiiim
e cassd\ge que alias em nada pcejadicam a mo-
raldade de nenhuma das parcialidades*citadas,
ara que o Liberal Ibes d tanto, valor. Nem
vejo que seja isso%nolivo *e,Vs!raiiheza; que en-
Irelanto seria mais natural no vrr-se a -facilida-
de com que oj.iberal recebe ruticias, que o lo-
vam a tommetler iupxactldoes, principalmente
com relarao a* Igufaa^, onde pode elle ser
"*Qi infjsBiadopor intermedio de alliados seiis,
; deiffuo o criterio, que al neje se tem nbsno
de interferencia nos negocios das candiuSituras
to que as cousas vao levando, parece que o Sr. que arlti lo afincada mente-i se pieili;
nverounl; mesmo dcima inexactido vi-
i-sivel o que diz o Liberal, em nlnro no etgota-
menlode forcas das duas pirrialidades em elei-
(oes de fcsvidades religiosas
N'o cacreditavd, que^uem se tena tle um
correspondenle tal, que em sua generaldade
poder bem provar nao a fregueza da Gloria,
antiihesi peifeita da verdadeira gloria, mas a
casa fresca, aquella em que senao paga aluguel,
lisie, sr. redactor, o homem, que despena-
do ousa insultar o meu irmo, alias bom ron no-
cido, ede una replalo bem firmada. Com
todo destacamento movo o correspondenle urna
penna mercenaria para atirar sobre sua victima,
a lama, o lixo em que se cliafurda o espoja,'
pela simples razao de nao poder consegn r casar
cora nossa sobricha, romo havia fantasiado.
Nada admira no mundo. Muilas rezes o ho-
rnera pacifico vai tranquillo seu carilindo, e lhe
corre ao encontr um vil rafeiro a ladrar. Po-
rm sempre digno de reparo ver o correspon-
dente fazer tanto alarle de sua honra, de seu
milindrc que diz ollendido risum leneati', e nao
se ler lembrado desse melindre, quando ibe ad-
j'iiducaraA -.ma br do Inpon-,, dados por
mao vigorosa, e simplesmenle contentar-se, por
descargo de coosciencia, em mostrar a quantos
quiiiam ver, a cara estafada.
Pois bem, agora que o Sr correspondente
tem honra, tem bros, por que invernisou a cara
eu lhe declaro alio e bom som nao llie daremos
palha. Nem eu, o nem o meu irmo desde-
mos a polmicas com vsco ; flci la em vosso
canto sem a menor consideraco nossa ; podis
ladrar a vonlade nao acliareis'quem vos assista.
Entretanto por amor do publico, e do publi-
co somente direi a verdade de lodo o occorrido,
alim de sermoa com razo julgdos por esle pu-
blico, aquem tanto respeitamos, e a cujo juizo
de todo nos subnieltemos, se um juizo antecipa
do nao ha elle feilo, e ao bom censo repelle
urna allianca tal; e consideraban alguma dre-
se ter com um descendente do's Cabileiras, razao
por que tralei de mostrar o quilate da joia, pa-
ra que o publico podesse bem avaliar. Agora o
queso passou com o casamento de nossa sobrL-
nha. *
Sabe toda a fregueza da Gloria que, nossa so-
bnnha eslava contrastada casar cora um moco,
com quem hoje casada, sendo o padrinho
uelle.e nosso amigo, quem nos mandara fallar
la casamento, por urna pessoa que anda existe
o bom o pode testeraunhar. Porm demoran-
do-so realisar este contradi por circunstancias
particulares,e de dos todos dependente, npparece
cntrelanlo este imprelinente cupido, aeompa-
nhado de dous salelliles, desses para quem o
bacamarte a suprema lei, e manda soilicilar a
mao dola.
Ora meu irmo julgou prudente entretero cor-
respondente em quanto de combinaco com migo
vamos o melhor meio de evitar algm escndale
e mesmo consequencias funestas (a ra^a dos
Cabelleiras)sublrahindoa victima, atini de a ca-
sar rom aquelle, que foi sempre de sua vonlade,
e dr nosso conteni.
Quando assim nos dispanhamos, morro o nos-
so amigo decorridos poucos dias do pedido do cor-
respondente, c o moco, com quem casamos nos-
sa sobrinha, insla pela realisaco do contrato, eo
casamento foi feito com plena salsfaco de lodos.
Feilo*, estando o correspondenle no Recife enlre-
tido em seus sonhos ; feito, sera lhe darmos a
menor consideraco, pois em verdade a tal firma
nao merece as honras de um bom funeral, e s
assim lhe podamos teslemuuhar nosso desprezo,
por paga de sen arrojo.
Esla 6, Sr. rodador a verdade de quanto oc-
correu no casamento de nossa sobrinha, o publi-
co e especialmente os pas de familias ios faro
juslica.
Quanlo ao correspondenle nao lhe daremos pa-
lha. Que se raive embora, ladre como bem lhe
parecer, f*jucu nos importaremos. Ten. elle em
sua raca boas raparigas para dislrahir com um
bello casamento, busque pois umsapatc que ehe-
gue no seu p. E scgfulcspcito deste prudente
co-isolhe persiste a samnln. lenibro lhe que,
Mo estamos no lempo en\oue osCabel'eiros e os
Guadelloa e>ain o terror nessa fregueza, e quica
em toda a pro\ncia das. pacficos, eludo deci-
diam com o baenmarle. *v
Hoja j senju/dizrneSno olha Cabelleira.
Emlim o meu irmo catitiinia a morar nessa fre-
gueza, pacifico e bem tranquillo, e eu nesta ou-
tra, disposto e bem disposlo a lomar urna vindic-
ta enrgica contra todo aquelle que ouzar tentar,
o* locar na pessoa delle.
Basta), Srs. redactores. Agradeco 1 luilo a in-
sei rao deslas linhas. *>
vigario Ilasiko Gonealtes da Luz,
hJTracunnaem, 10 d't, fwercirode 1360.
Dr. Alcanforado estragn a sua vernaculidade
rom a mola lingua da ra da Cadeia.
Diz o accordao que o [acta de lerem os caixei-
xeiros parte as operncoes da caia filial nao
os inhibe do depr com iclaco nos casos em
tStoria.SI de fbvereira a-.a I86O.
Srs. redactores.'Sao foi sem muita admira-
OfD.quea cmara municipal- desta cidade da
Victoria; IcoMeo relatorio qu o Sr. Dr. Antonio
Joaqun. BuaTquo Naaarelh, juiz municipal dcsie
termo, fez publicar na folha Liberal Vernambu-
cirit* de 18 de Janeiro ultimo, colon a maneira
Mjusta e_desabrida, com que o Sr. Or. Iratou esla
corpotaco, apresenlando-a como deleixada,
com anilladas rendas, eeslas applitadas a pou-
cas verbas de despezas, com obras paralysadas,
com empregados do foro para pagar-se do cus-
las de pr%rsso.
Se o Sflbnl^quizesse tratar esla .corpornco
sem olTende-ln, teria antes dito, que a cmara
municipal se rene eni sesso ordinaria e ex-
Ir.iordinaria^qtiandu ha urgenaa.; que ella nao
tejn promovido todo os nielK&raenlos da seu
municipio; rr|o tem liados-andamento cecossa-
ro as uf ebtas, porqiic.ajK ?u.s reudjs nj^so
loes de Tacaratclientes lambem, segundo
creio, do Sr. correspondentepretendem tomar
violentamente urna porco de ierras, havidas por 1
meios perfeilamenle leg'aes.
Andou nial avsalo; porque ofiVrece-mc oc-'
Slo de o provocar a una discusso sobra os ne- |
gocios de Tamrali'i, da qual nao duvidoso sa- \
bei quem se salar de prior partido, 8 para lhe
declarar ao mesmo lempo, que potentado nao
o ridado pacifico c amigo da ordem. que l'oi ex-
poliado viva forca de sua legitima propredade,
e que s da lei espera a reparacao do mal que
soffre, mas sim aquelle, que sendo o integro ma-
gistrado Sr. Dr. Jos I'ilippe de Souza Leo, juiz
de direito da romaica, Inmuu torca de anuas
do poder deste um criminoso, que era conduzido
para Tacarat, e em presenta do mesmo magia-1
ir,ido mandou quebrar-lhe as algemas, e decla-
rou publicamente, que o criminoso havia do ser
absolrido pelo jury;que potentado aquelle
que, nao leudo conseguido dobrar aos seus ca-
prichos o Dr. juiz de direito Francisco Bernardo
de Carralho, ohrigou-o a relirar-se s oceultas
e prccipitadamenlo de Tacarat, para nao morrer
s nios dos sicarios do beduino que all impera ;
que potentado aquelle, a cuja soberana von-
lade ferroso que se submetlam todas as auto-
ridades, (ne vao para Tacarat, se nao querem
fugir d'alli acceleradamente, como succedeu ao
Sr. Dr. F. B. de Carvalho ;que potentado ......
eu tarei saber no Sr. correspondente e ao publico
quem Volenlado, e o farei saber por meio de
docunreiiftis e de teslemunhos iosuspejles.
Saiba o Sr. correspondenle, que essa pessoa da
Hatla'-Grande-, a quem quer fazer responsarel
pelo que diz o Diario de Vernambuco, c a quem
chama de potentado, tem aqui prenles e ami-
gos omito dedicados, que nao deixaro correr
revelia a sua causa. I'ede, pois, o Sr. correspon-1
dente entrar a seu geilo na aprecia.o dos nego-
cios de Tacarat, bem corlo de que "ha aqui quem !
saiba minucL lmanle de tudiquai lo nllise pas-
sa, e se acha disposlo a acompanhar qualquer
discusso a esse respeito.
E aproveMo a opporlunidade para rogar a Exm.
Sr. presidenle e ao Illm. Sr. Dr. cl.efe de polica
da provincia, que olhrm com seria allencao, e
com a sua coslumada solicitude para o estado
deploravel da comarca de Tocaral. onde exac-
lssimo que grande numero de criminosos va-
gueia desassombradameiite, pela friqueza e iner-
cia das autoridades, que vivem sob a malfica
Influencia de um maudo do lugar. Procurein
informar-se dislo por meio de pessoas impai-
ciaes e de sua inleira coufianca, e vero que
anda nao digo toda a verdade, e'que necessario
tomar promptas providencias para fazer imperar
a le naquelles seiloes.
Termino aqui, promplo a vollar de novo
imprensa, se o quizer o seu correspondenle de
hoje.
Son, etc.
L. Y.
Recife, 21 de fevereiro de 1860,
Bespnu'Siis sle exporta^ao 3>s"! j:ic-
s:i lo 2'!>nsiil;nIo losia ciliado 11
ih 1 fevereiro jle 1S80.
LiverpoolBarca ingleza Chase, Jan !: I
& C, 35 sacras algodo.
HamplonBarca ingleza Liglel '.' Wha-
tely Porslcr \C, 1,922 saceos assucar mas-
cavado.
MarselhaBarca franceza Emile Fcrnand, T
Freres, 8'.!0 saceos assucar masca vado.
HamptouBrigue inglez Cabcrfeigli, Whately
Porster i\ C, 378 sac os assucar mascavado.
Rio da PrataSumaca hespanhola Carin
Aranaga Hijo &C 150 barricas assucer blan-
co e 50 ditos diio mascavado.
Ex.portae&o
New-York, barca americana Boanok, de ?2i
toneladas, conduzio o seguinle : -,st)0 saceos
assucar.
Kecebeiluria do reiulas Intoriaas
eraos de Pcriminbueo
Rendimento do dia 1 a 21. 22:7993936
Ideui do di 1 22.......1:7009158
24500*094
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3
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, ticanJo uo ter-
A noite clara, ver.to variavel
ral o assim amanheceu.
OSCIlL.Vr.O DA 5H::'.
Preamar as 5 h 18' da tarde, altura 7 5 p
Baixamar a-II h G da mauhSa. altura 1 5 o
Observatorio do arsenal demarinha 22 de feve-
reiro do 1Rr.ll V,RfiAS J.MOn-
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 2l. 43:216g995
dem do dia 22.......L*K7
O Dr. Anselmo Pranciseo Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, juiz de direilo es-
il docommercio, nesta cidade o Recife de
I' nambuco etc.
___? '"'-'" sabor pelo presente, que arequeriraenlo-
\o7A%T9 2a neKcV,n,es .P"l"'i Nash & C. e outros.fora
45:07 -7 52
aberta a fallencia do commerciante estabele
oiu luja de fazendas Antonio da Silva Ro
Pauta (IOS UTO ros <10S pi'ilICipOS* SOnc- I"'1' seutenca seguinle :
pos c proiluccoes nactouaes, VviV^V:1;!";;' ^^"f^tt'r' <""*'*"*
.* < ui.,Lii.c.iuo com laja do lazendas na 1 na Dueiui
tfuecde|flenampel*oesodocoiisu- desta cidade n. 62, dorado de pasar diversos
l/i/lii /t ...1,11.111/1 ta ,..,- I- ..... .. V ^
lado na semana de
20 a 25 de fevereiro de 1860.
Agurdenle alcpol ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......canada
garrafa
caada
arroba
Pubiicaces a pedido.
Para o ///ni. .Sr. Sebastio da Cunha Accioli
Lins Jnior ler em qualquerpa^te em que es-
tiver.
Meu charo mano c amigo.Ha mais de um an-
no que tive a infeliz noticia do ten desappareci-
m uto : e desde enlo tenho tido mil desgostos
em considerar-te separado de todos nos, deuan-
do-nos anciosos por saber novas tuas, e incerlos
da la existencia.
Muilo me admira teres assim praticado, princi-
palmente comigo, a quem sempre Jstes musirs
de terna aniizade, pois nem ao monos escreves-
le-me anda, o quo me faz receiar ainda mais a
incerteza de la existencia.
Ainda que livesses desojo de habitar oulros
campos, ik.u devias nunca separarle donssem
dares parle do leu deslino, como que livesses
por ventura commeilido o mais horrivel de-
liclo.
Nao meu charo mano,por um signal d" mera
palernidade, por urna lenibranc phanlaslica,
nem tao pouco va apparencia, que lonco mo da
pruna para escrever-te estas curtas e'saudosas
lili has.
Sao, meutharo mano, os verdadeiros sentimen-
tos, que o mais puro amor ae dous corarocs uni-
dos desde a mais terna edade faz-mc experimen-
tar n'uma to tonga o crua ausencia.
Nao sei se exisliro ainda aquelles olhns, que
devem ouvir esta minlia linguagem, nao sei se
anda exislindo lornar-se-ho sordos ella, ten-
do j esquecido a mo que a pronunciou esperan-
cosa.
*l)li! esquecido! nao n,1o possivel que dous
manos, dous amigos, embalados n'um mesmo
berro, e lendo um s coraco possam nunca es-
quecer-^e.
Meu charo mano, essa espcranc.i animadora,
essa cerloto eni nossa firme c duradoura amiza-
de me fazem plenamente acreditar que,lendo es-
las lionas, de qualquer parte do mundo, em que
estiveres, viras pressuroso abracar-me, unir-te
mim e urna familia, aonde "sempro acharas
bra os abortos para le reerber cm lodasas occa-
siocs, ainda as mais duvidosas da vida, ainda
mesmo quandn por ventura esiivcsse encerrado
para li o mundo inteiro.
Ainda existe, meu charo mano e amigo, no en-
genho Rebingudo, fregueza de Agua Preta, pro-
vincia de Pernambuco, o leu vordadeiro mano e
amigo ^/
-Victorio do KaacimtnJo Accioli Lins.
dem idem......
dem rcstilada e do reino
Algodo em pluma 1." sorte
Idem idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco .....
Arroz pilado......arroba
dem com casca.....alqueire
dem branco novo.....arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moideN......
Carne secca.......
Carvo de madeira ....
Cira de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bous......
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra curtidos .
dem de onca......


ce p. I o



libra


um

libra
*

um
- ...--------IS04-
lonas compradas dinheiro, com 1
autos consta, e ten lo convocado os seus credo-
res, dizendo-lhes nao poder occorrer cm dia aos
seus empenhos e achar-se quasi tmpossibil
ae negociar, julgo ter dito Rocha cessado os sen j
pagamentos, o declaro em estado de quebra 1
0 lermo legal da existencia desta, contar dodiu
01 do Janeiro p. p.
Nomeio curadores Aseaos os credores Fobo
Souvagc i. C. c depositarios interinos P.nlo do
Souza e Bairao, e prestado pelos primciros o u-
ramenlo d > estylo e pelos segundos assignado o
termo de deposito ;. o escrivao remetiera
desla senlenca ao juiz de paz compleme para ;i
appellaco de sellos, que ordeno se ponham em
lodos os bens, livros-e papis do fallido.
Feito o que, e publicada a presntenos leemos
dos arts. 812 do cod. corara., e 129 do ret;. n.
daro assubsequentes providencias pelos
referidos cod. e reg. determinados.
Recife 11 de fevereiro de lS'O. Anselmo
Francisco Peretti.
Lu virtude desla sentenca, convoco a todos os
credores dj dito fallido, para que no da 23 do
corrente as 10 horas da manha cemparecam n 1
sala das audiencias, afini de se proceder a no-
mearo de depositario ou depositarios.
V. para que cheguc a noticia a quem posea 11-
3SS0 I ,cressari mandei passar ediiaes queseroo affixa-
r,---inni'los nos luSar-'s do costume e publicados pela
' imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 20 de fevereiro de lsi;i). Eu 1 ran-
cisco Ignacio de Torres Brndeira, escrifo dj
juizo do coramercio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
FACUI.DADE DE DIREITO.
De ordem do Exm. Sr. director baro de Ca-
maragibe se faz publico por esta secretaria, quo
os alumnos desla faculdade da data deste em
dianle podero pagar a laxa da lei que servo do
abertura aos trabalhos do anno lectivo.
600
390
400
01o
240
60
280
720
8$600
7J6O0
60600
2$ 150
3$000
3|500
4$350
28800
800
2$560 i
7000
43000
53000
98600
7S000
2.>!>0n
103000
COiVlMEKCIO,
PiaratloItecit?22 de fevereiro.4e1860
AS iVttES HllAS DA TARB*.
Couros swcoi, vargado^--27.0r. fot libra.
Dosce de calda.....
dem de Goiaba .
dem seceos.....
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
Esteiras de preperi .
Estoupa nacional.....arroba
Earinlia de araruta ....
dem de mandioca ....
Feijo.........
l'umo cm folha bom ....
dem dem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .. .
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua.......
Leona em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de farro.
Louro pranchoes de 2 ciisados
Cosladinho. ...*...
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas .
dem quiriz ...... fc f
Virnktico p..uichoes de ,jous
custades. .... ...
dem om custadiuho de dito
Id^n taboas de CMAado de 35
4 40 p. de c. e..3 1/2 a 3 de
torS"ra ......
urna

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cento


urna
um
urna


ura
*
2$ 500
sooo
33000
53000
3fi2O0
280
400
175
300
10000
500
'400*
13000
33200
13GOO
300
1S600
3S000
2JB60
6$000
143000
9300
7300o
10|80
6$000
33200
353OO0
2$500
1360,0
123O00
igeoo
103000
6$000
85OOO
23500
43000
-v
Secretaria da faculdade de direito do Recife.
22de fevereiro de 1860.O oUkial-maior serviu-
do de secretario,
Manoel Antonio dos Pasaos e Silva.
0 Dr. Antonio Francisco ds Sales, eavalleiro da
ordem de Christo, ejuiz de diaeito da segn la .
vota crime da comarca desta cfcsde do Recife..,
capital da provincia de Pcrnamfeuco, porS. Sh>
o Imperador, que Dos guarde, etc. r-
Faro saber aos que o presente edilal vi rem ou
delle noticia liverem, que hoje enarei em BuaM-^
co das funceoes de juiz do direito da 1-' Ira cri-,
mu da comarca desta cidade, e que\df,rei au-
dieitcia na respectiva casa publica as-efertaikr
feiras, s 10 horas da manha, e expeliente v
casa de miuha residensia, ra da Uno 11?... lai-
dos os dias, das 1 s 10 da manlia, e das &#<<-
da larde. Tr
E para que cliegue ao cenhecimento dos.in*r-
ressados, mandei passar o prsenle cdital e p-
blira-lo pelo jornal.
Dado e passado nesia cidade do Recife, cpi-
tal da provincia de Pernambuco, aos 18 de l^v-.
reiro de 1800.Eu. Francisco Ignacio de Mhsjda
escrivao o subscrci.
4(onio Francisco de Sales.
O Dr. Anselmo Francisco Piretli, commenlador
da imperial ordem da Rosa c juiz de iU/A'-j
especial do coramercio d'esta cidade doweito
capital da provincia de Pernambuco e sell^-
mo por Sua Magostado Imperial, o consrltn-
cional, o Sr. D. Pedro II, que Dos gajrde
etc., ele.
Paco saber aos que o presente edital vtidBu e
d'clle i'.ol'eia liverem, em como o commi^gn.T
Manuel ('.encalves da Silva me fez a peknw do
lhoc-r seguinle ^^
Illm. e Eira. Sr. O commendador Manoel Gon-
calves da Silva negociante, matriculado e cstabe-
fecido n'esla cidade, quer fazer citar a I). Isabel
Carolina Bsmgffd Jnrdim, viuva do nado Ma-
noel Pereira Jardim, assim como os herdeiicj
d'este para verem propor c responder a urna .*.-
23240 rao ordinaria em que o supplicanle lem de pr-dir-
flios a. quanlin de 7279320 rs., quo aquello Jar-
dim ficou a dcver-lhe por saldo de coala como
mel!i,i: expressar na mesma aecoe requera V.
E\c. so digne mandar citar a snpplirada que
moradora 11'csla cidade, c que visto tur osupp'.i-
canle justificado no juizo da corniln-co seiem
incastas os supradilos herdeiros o inorareni em
lugar nao sabido, para elles to passe carta de e-
ditos citados os Don curador feral e procurador

ljGO
i 13000
lfJOOO
4SJ500
IHUTILAKU
ILEGIVEL


)
MARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 33 DE FEVERHfcO DE 1860.
fiscal tlii tazciida nacional, sob peua de revella,
juros c costas, e (icando logo lodos diados para
lodos os turnios d caosn e sua execuco al real
embolso do suppleanlc indepeDdeutede nova ci-
laco.
Pede a V. ExcIllm. Sr. Dr. juia especial do
oommeirio dcflrimonlo.-E. R. Me.Advgado
Joeomc Pires.
E mas se nao rnntinha em tal pelicao, que fui
por mirn despachada pelo theor segunle :
Distribuida como roquor.
Recite, 9 de fevereiro de 1860 A. F. Pe-
relti.
E inais se nao ronlinlia etn meu despacho que
vai aqi i transcripto, era virlude do qual foi a :
mesma pelicao destribuida ao eserivo des'cjui-,
zo Manuel Mara Rodrigues do Nascimeulo, quo !
fe passar o presente edtlal com o prazo db 30 !
das, pelo theor do qual chamo, rilo e hei por ci-
lado aos referidos herdeiros, para que dentro do ''
referido prazo eomparecam neste juizu, aflm do
allegaren! a sua defeza sobro o expendido na pe- i
lieo cima Iranscriptn snb pena de revelia; p-
i (oda e qualquer pessoa, prenles, amigos:
ou conlio i los dos mencionados supplicados os
P'KHfa) fazer setenio do que acitna tica dito.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar editaos que sarao afiliados nos lugares do
coslumc e publicados pela imprensa.
Dado e paseado n'esla cidado, aos 13 das do
nv / de evereiro de 1800, 39" da Independencia
e do tanortn do Brasil.
i'.u Manocl Hara Rodrigues do Nascimeulo, es-
crivao o subscreu.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commenda-
oVr da imperial ordem da roza, juiz de direilo
especial do eomntercio, nesla cidade do Recite'
de l'ernamliuco ele.
Fajo saber pelo prsenle, em como por parle '
pe Jos dos Sanios l'ercira Jardiin, me tora di-
rigida a pelicao seguinto : Illm. o Exro. Sr.
Jos Jos -anlos P rela Jardim, commercianle
esubalecido nesta praca, quer fazer citar a l).
Isabel Carolina Uourga 1 JarJim, viuva do falle-
cido Manocl Pereira Jardim, assim como os
herdeiros desle (ara, verem propor e resnomlerem
a uir.i accao onjinaria em que o suplicante lea
le pedir-Ibes a quaniia de 1,4739975, que a-
qucllo, Manoel Jardim ficou a dever-lhe prove-
niente Je urna poreao de agurdente, como me*
mor Mpressafi na mesma acc-o ; c requer a V.
Exc, que se digne mandar citar a supplieada
[ue u moradeira nesta cidade, e que, visto ler o'
sopplrcante justificado no jnizo conciliatorio a
incer.eza c auzencia dos herdeiros em lugar nao
-jIiJj, para estes se passo caria 4e edictos, a lo- |
dos os doulores, curador geral e procurador fis-j
ca da axoadi nacional, sob pena de revelia, |
uros, e cusas, eficando logo citados para lodos
os termos da causa e execuco al real embobo
do suplicante indepndenle de nova ciUrco.
rede a V. Exc. Illm. Sr. Dr. juiz especial
lo commercio, defirimento E. R. M.
adeudado, Jacome Pires.
Nada mais continua em dita pelicao aqu co-
piada na qual dei o despacho seguate, por ter
ido no jui/.o conciliatorio pelo sopplicante jus-
tificado a auzencia dos herdeiros do stipplicado
'i li car nao sabido ddi a como pud. He-
<'ife ile evereiro de 18((). A. P. Pereli.
Por torca este meu despacho, o eserivo que
este Bubscreveo f*./. passar o presente, pt-lo llieor
do qual vai ?er citados os herdeiros do suppliea-
da .Manoel Peieira Jardim por lodo o cenleudo
na pe icio aqu incuria ; porlanio Indas as pes-
as prenles, amigos e condecidos dos herdeiros
lo su plicado Ibes fa<*arn sentir de ru por osle
jui/.o Qcaro citados para todos os termos de urna
i ordinaiia, afim de que dentro do prazo de
30 dias eomparecam emjoizo para allegar o que
Ibes Fot a bem de seu direilo sob pena de re-
velia.
E para que todos lenbam noticia, mandei
passar carta de-ed icios <|ne sero afiixadas nos
lugares do cosiume e publicados pela imprensa.
Dado e pascado nesta cidade do llecifa de
Pernambuco aos 13 de evereiro de 18G0. Eu,
Francisco Ignacio Jorres BauJcli, eaciiiSodo
jjizo commerewl o fiz escrever.
-4nsc/mo Francisco Perelti.
bra a 730 rs., 2 libras de relroz azul ferrete a li-
bra a 159, 500 pennas de ganco para escripia o
cento a 1S28U, 100 macos de obreias o maco a
60 ris.
Manoel de Aze.vedo Andrade50 arrobas de
cabo de linho para tacos de pega a libra a l900.
Joao Jos da Silva32 libras de linha preta de
meiada a libra a lijt, 32 libras de dila branca de
novollo de n. 60, a libra a 1g60O.
O conselho avisa aos mesmos vndedorcs ci-
ma que devem recolher os gneros comprados no
dia 27 do coi rente moz s 10 horas da manha.
Sala das sesses do conselho administrativo,
p-ra fornqcimenta do arsenal de guerra, 22 f
fovereiro de 18G0. Francisco Juaquim Vertir
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para ornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objectos
soguiules:
Para o palacio da presidencia.
100 libras de vela* estearinas.
Pura o hospital militar.
Bolea de damasco bran;o para o arrelicariol ;
dila de dito ixo para os santos leos 1 ; loalhas
de brim liso para forro do aliar 2 ; cobcrla para
0 mesmo 1 ; espanador 1 ; apagador e vara para
as velas 1 ; manistergio para o altar ; Bangui-
nhos para o calix 4 ; corporaes 2 ; amitos 2 ; pa-
ninhos para cobrir as galhetas 4.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
BSSuas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho As 10 horas da manha do da 29 do
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para forncciraenlo do arsenal de guerra, 22 de
evereiro de 1860.liento Jos Lamenha I.ins,
coronel presidente. Francisco Juaquim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
T1IEATIIO
tenda-se cora JooTavares Cordeiro, na travessa
da Madre de Dos n. 9, ou na ra do mesmo no-
me n. 36, ou com o capito na praca do com-
mercio.
Cear.
Segu com mulla brevidade o palhabole Santo
Amaro, recebe carga" e passageiros : a tratar
com Caclano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo
Santo n. 25.
LISBOA
o vcleiro vapor
n
Oalllu
Es pee tcalo lyrieo-drumntico,
em Itciietifio LaJbjrfai Ga\ctti Uesiaiii c Sopha
.llariui Testa
(je 23 Depois d*-- innmeros obus que oheontraram
as beneficiadas da parle dos Sis. Snn.lt/. e Santino,
de Bccordo cora a compaubia dramtica, sob a
a direccao do Sr. Coi m bra, vera boje apresen lar
0 espectculo segointe ;
PBIMEIRA PARTE.
1. Symphonia a grande orchostra.
2." Romance da opera / Due Foscari, pelo Sr.
Testa.
3." Huelo da opera I Due Foscari, pela Sra.
Marini e o Sr. Tosa.
4." Aiia da opera Domint-neoro, pela Sra.
Gatetli.
SEGUNDA PART:.
.' Priniciro acto, em obsequio, da linda co-
media em dous actos, original
ID1SS"'
PERSOXAGENS.
ACTORES.
Coimbra.
Vicente.
Lisboa.
Carvalho.
1). Isabel.
L). Maa Luiza.
i >eclarac


Exislem para render-se nos armazens da
lico das obras publicas 30 saceos de farelo:
as pessoas que as quizerera comprar ou exami-
i, ir, pudem divigtr-se a mesma repartico a en-
lender-se com o encarregado dos ditos armazens,
' nuil Antonio ItoJrigues Samico. Secreten
das obras publicas 20 de fovereiro de 1860. O
lario, r. A. llamos Zanuy.
Consoliio atlmiiistmlivo.
O conselho administrativo, para fornecimento
doarsenal de guerra, tem de compraros ob-
yectos soguintes :
Para o 9.* balalho de infanlaria.
Bandeira com otBcialato do Cruzeiro 1 ; porte
para a dita 1 ; bastea para a dila 1 ; capa de
t ; dila rJe oleado para a dila 1.
l'ini a companhia de pedestre! desta cidade.
Grvalas de sola do lustre 00.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle
..i- prnposias em carta fechada na secretaria
insetho, as 10 hars da roanbaa do dia 27
"w ile mez.
Sala das sosses do conselho administrativo
forneeimento doarsenal de guerra, 20 de
eire de 1800.liento .los Lamenha Liiis.co-
ronol preaidenle.Francisco Souquim Pereira
i mel vogal secretario interino.
Pola directora das obras militares se tem
de fazer,nafi priseedo hospital militar, differen-
io-i ros .' as pessoas que se queiram encar-
regardesle servido, eomparecam na referida di-
eloria .as 10 horas da manha em diante, nos
dias 21, 22 e 23 para trataren) a respeito.
Directora das obras militares de Pornambuco
:.! ce ic oiiiro de 1800.O amanuense.
Joan unteiro de Andrade Malcinae.
Juaquim de Andrade........
Ca los........................
Luciano......................
Baplisla. ....................
Modesta.....................
Carolina.....................
poca actualidade.
FERCEIRA PARTE.
6 Aria da opera Macbeth, pela Sra. Marini.
7." Duelo da opera Luiza Miller, pela Sra.
Gavclti e u Sr. Testa
QUARTA PAUTE.
8 Secundo acto da comodn.
QUINTA PARTE.
9. Ana da opera Allila, pola Sra. Marini.
10." Rond final da opera Lucia de Lamer-
moor, pola Sra. Gavetti.
As beneficiadas aproveitam a occasiao para
agradecer, do intimo d'alma, a bondade e o ca-
raUeirismo co:n que se dignou prestar a compa-
dramatica, tamo mais importante, quanto seus
proprios com alriolas se furtaram um como
que dover de Em quanlo i companhia representar o 2." ac-
to da cnTnedia, as beneficiadas, lerao a subida
llOlira *1.- r pnmfirimODta* uj ooitd [Tulvulorui Din
seus camarotes.
O rstanlo dos bUhetcs acha-se i venda no
escriptorio do Ihealro. Os de platea sero a Ig.
COMPANHIA DRAMTICA NACIONAL
s IB v DIRECi '.O DO ARTISTA
AMOMO JOS bl'ARTE COIMCRA.
Sabbado "5 de evereiro.
Representar-so-ha pela segunda vez, o muilo
applaudido drama em 3 actos :
ELECAIl
Terminar o espectculo com a nova e espiri-
tuosa comedia em dous aclos, Iraducco do
francez:
S lIMJliS.
j fomam parte na representaoao os or lisias ;
| Vicente, Raymundo, Carvalho, Lima, Lessa, e as
commandante [(tardo Guble (hem co
nhecido neste porto) sahindo no
Da 28 do correte
para carjja e passag<:ros para o que
tem excellentes commodos, tiata-se
com os consirjnatarios
SAUNDERS, BROTHERS & C ,
\n-nci do Corpo Santofn. 11.
Para Lisboa sabe com brevidade o patacho
'L'nio;), porque nao espera por toda a carga, e
de pequea lolacao : quem no mesmo quizer
carregar, dirija-se a seu oapilo, ou a ra da Ca-
deia do Recite n. 38, priiueiro andar, escriptorio
du Manoel Juaquim llamos c Silva.
Rio de Janeiro.
O brigue Mara Luzia, capito Belmiro Rap-
tisla de Souza, recebe apenas alguna volumes pe-
queos ou miudezas, e sahe com muila brevida-
de* a tratar com Almeida Gomes, Alves & C,
ne ra da Cruz n. 27.
Para Lisboa.
Vai sahir em poneos dias por ter par-
te da carga prompta, a bem conliecida
lia rea Gratidao, para o resto da carga e
passageiros Irata-se com os consignata-
rios Carvalho, Nogueira & C-, ra do
Vigario n. 1), primeiro anclar, ou cotn
o capito A. P. Borges Pestaa, na
praca. __________
Leloes.
eomparecam na sexta-tira no seu arma-'
zem na ruada Lruz n. 40, as 11 horas
em ponto.
Qu ota-feira 23 docorrenteas
11 horas em ponto.
O agente Camargo tara' leilao em
seu arrnazem na ra do Vigario n. r9
DE
200 fardos de os do mellior que pode
liaver neste mercarlo.
LEILAO
DE
ARROZ,
Scxla-fcira Vi do correte.
PELO AGENTE
Suissos.
No dia cima designado e ao meio dia em
poni o agente Pestaa vender por conta do
quem perlencer em um ou mais lotes vonlado
dos compradores no armazem do Sr. Hemclcrio
no Porte do Mallos
9U saceos com arroz do Maranho.
Uuinta-eira 23 to corrente.
Pelo arente
Em casa de Schafheillin
& C, na ra da Cruz n. 38, ven-
de-se utn grande e variado
sortimento de relogios de algi-
beira horisontaes, patentes, I
chronometros, meios chono-'
metros, de ouro, prata dou ra-
da, c foleados a ouro; sendo
estes relogios dos prirneiros Fa-
bricantes da Suissa, (fue se
vetidero por precos razoa-
veis:
Precisa-se de um moleque para
servico de urna casa de pouca familia:
na ra da Cadeia n. il.
Precisa-se de urna ama de leite
forra ou captiva : na ra das Cinco Pon-
tas n. 07, confronte as casas cabidas.
Procisa-se de urna ama para todo o serri-
co de urna casa do pouca familia : a tratar na
ra da Cadoia, luja n. 15, esquina da Madre de
eos.
O abalxo asslgnado deixou de ser caixeiro
do Varejao & c... desde o dia 22 de fevereiro de
1860.Antonio da Cunha Urandao.
Alte ii cao.
Pcde-se ao escrivaoGoelaque nao abuse
tanto dicoiiliaiu-a e proteceo romerecida.
O corcunda.
=; Vende-se por proco commodo um escraro
de moia idado, proprio para todo o servieo: na
ra Augusta n. 2i
Veude-sc a laberm da ra da Cadeh Nova
n.17, ou d-se ulero-so a urna pessoa que lomo
conta por bataneo e dO fiador a sua conduca : a
tratar na mesma.
Vende-sc sebo refinado do Porto em pao t.
cisa-se de um criado que de tiadora sua
para casa de homcm solleiro : quem
alas circumstancias, dirija-se a ra da
e Santo Antonio, sobrado n. 2, segundo
, hoje ra do Imperador.
Precisa-se de urna pessoa habili ada para
cnsinar meninos perlo desta cidade, sendo que
nao tenha familia : a tratar na ra larga do Ro-
sario n. 29.
Permuta-scura silio na Boa-Viagem. por
urna casa nos Afflictos, cuje silio tem casa de
laipa e lem cento e tantos ps de coqueiros e ou-
tros arvoredos de fruclos, e trra para qualquer
planlaco qne pode oceupar 4 escravos : a tratar
na ra Dreita dos Afogados n. 46.
Eu abaixO assignado declaro, quo de ne-
nhum elToilo flea adecLira.o feila no Diario de
segunda-feira 20 do correnle, crea de um flea
passado ao Sr. Antonio Borues da Silveira Lobo,
por ouantosc acha eltecluado o negocio do en-
gonhoGenipapo de que tratei, nao S(; devenda
rom ludo cunsiderar-sc dolosa qualquer transac-
co que por acaso tivesse fcito o mesmo Sr. Lo-
bo com o (lea cima dilo.
Bnlonio Borges Leal.
Attenc&o.
Pede-sc a pessoa que por cassuada ou por ve-
ras tirou um lurbanle da cabera do urna mulhor
no baile da ra da Praia, na lerca-eira, quo te-
nha a bondade de o levar ra Nova n. 5. do
contrario veri seu nome por extenso, pois j se
tomuu informaooes da pessoa quo o vio tirar, por
eslar sentado ao p da mesma mulhcr.
L
Na ra do Crespn. 21, precisa-sede urna ama
boa coziiiheira.
Permuta.
O senhor que anntmeiou permutar um andar
e solo, cum boas accommodaces, por um silio
porto da praca, pote dirigir-se a esta typogra-
phia, que se dir quem pretende fa/.cr esse ne-
gocio.
Aos senhores de engenho.
No armazem de Jos Duarle das Nevos, ven-
dem-se meias barricas das melUorese mais acre-
ditadas farinbasde tiigu quecoslumam vira este
mercado.
O preto Beraldo, ertoulo, natural do Mara-
nho, acha-se fgido desde 21 do correnle, pre-
to, denles bonitos, beicos grossos, levou cuba da
algodo azul] velha, mas limpa, ura chapeo.
I.etellicr & r.. arao leilao no dia cima decla-
rado o pelas 10 horas da manhaa em seu arma-
zem ra da Cadeia Volha n. 14, e por interven-
cao do referido agente
DE
Um completo e mui variado sortimento de miu-
dezas, perfumaras, quinquilharias c objectos
de phanlasia, ludo do melhu gosto e o mais
proprio para osle mercado.
B
autorisado
Velas de lona,
A 23 do rorrente.
O preposlo do agente Oliveira tara leilo, por
cotila e risco de quem pertenec-, de 11 velas de
lona para navios, e lalas de Unta a oleo, para
fechar conlas: quinta-teira 23 do corrente, s
11 horas da manha, boceo da Boia, Jcfronte do
chafara do torio do Mallos, armazem por boixo
do sobrado do Barlholomeu. _
O agente Pestaa continua a estar
pelacommissao liquidataria da exlincta socieda-
de de Oaco c lecidos de algodo para vender o
restante do terreno do silio da mesma sooiedade.
Os prelendentcs podem dirigir ao armazem di
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se com o difo agente.
volas, dilo do Rio Grande em barris, cora de car-; usa do abertura de camisa aborta n-> piulo ; sup-
nauba do Araoaiy c da Granja, lio 11 Baha, ve- pe-sc que ande l pelo Recite : pede-so a quem
n. 69, que ser
las de composirao e simples, ludo por procos
commodos: na ruada Cruz, armazem n. 33.
i
?MMM
Na ra Nova n. 1 na loja do bom goslo, ven-
de-se grosdciiapies prelo do molhor quo ha no
mercado a l9<>0, 2JO0, 2$30O, 2-(KI, 2^00, 3,
3?2oO o 3?50 o covado ; a clles antes que se
acabem.
Altenco.
o
Conslando que alguora annunciou para vender
a casa terrea n. 28, sita na ra de S. Miguel dos
Afogados, provino-so que ninguem faca negocio
algum sem que se enlenda com os cinco conse-
nhores da mesma.
Precisase de urna ama livre ou escrava,
para casa de pouca familia : na ra da T.rempe,
sitio numero 2.
.lineas Bruce relira-se para o Rio de Ja-
neiro.
o pegar, levar a ra do Rangel
pago do seu Irabalho.
Prope-se una pessoa habilitada, e quo
tem pratica de magisterio para ensinar primei-
ras letras, nocOes de arithmetica, grannnaiica da
ingua nacional e francez, tora desla cidade :
quem quizer utilisar-se de seu diminuto presu-
mo, aiinuncie por este jornal para ser procurado
Quem precisar de urna ama que engomma
com perfeico, dirija-se a ra do Rosario da Boa
Vista n. 28.
Arniariiilio (So Rccifc.
Vendem-se penles de tartaruga Imporatriz,
a lOg, ditos de massa a 2J,ditos de tartaruga di-
roilu5 a 5J, ditos de massa a lg, ciifeitos c vi-
drilhos pretos e de cores a 3300, luvas de seda
eneitadas a 2-5 o par, ditas lisas a 1#, loques com
plumas, espelho e bolola a 3?000 e nutras di-
versidades de miudezas qua se vence o mais
barato pnssivel e d-se amostra : na ra da Ca-
deia do Recite n. 5, loja de miudezas, a primei-
ra loja do lado esquerdo viudo do Corpo Sanio.
\f O FVl a n"<"i 11 CrlnrrCk ~ Francisco de Oliveira Franco vai a Europa,
all III \_yl lt I IlwlljAct* c .durante o lempo de sua ausencia desle impo-
" O I rio, deixa encarregado de seus negocios, em l.
Sexta-eira 2ido corrente.
PELO AGEiNTE
Qninta-feira 23 do corrente s
11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao em
seu armazem na ra do Vigario n. 19
Di:
fcrido-se do proceder a nova nurocraio
nado Imperador, oulr'ora ra do Collegio,
flue di .ir principiar desdo a esquina desla at
i conronlo de S. Francisco, assim como de
' rnuns ci sas copslruidos em diversas outras ras,
' a aduiinistradflr do consulado provincial, encar-
t^jj de maridar proceder a referida nuine-
j;a/j di^ ordem superior, convida as pessoas que
' /8Jluize*fim prestar a Ozer osle servioo a apre-
nijcjin teuas proposlas eni carias' fechadas
Sras. liara Luiza c Jesuina.
Convidados, ole, ele.
Previne-se s pessoas que encommendaram
carnarolos para o prsenle espectculo, tenham
a bondade de manda-Ios buscar al hoje s 6 ho-
ras da lardo
Os biliiolos vendidos para sabbado 18, tem en-
trada no presente.
Comecar s 8 horas.
Urna escrava com algumas habilidades
como seja cosinhar e lavar, isto com
toda perteico-
LEILAO
fyppolito da Silva fara' leilo are*
querimento dos Sr. Lopes Irmaos e
despacho do Illm. Sr. juiz, especial do
commercio, da armacao e gneros exis-
tentes na taberna n. 9, sita na ra Au-
gusta : (juinsa-feira 23 do corrente as
10 horas em ponto na mesma.
No dia cima designado e pelas 10 horas da
manhea o referido agente vender por conta do
quera perlencer porta do armazem do Sr. Au-
nes defrontc da alfandega
50 barris com manloiga ingloza.
Avisos diversos.
Vital Jacoby, subdito francez, retira-se pa-
ra lora do imperio.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos, Portu-
guez, retira-se para a Europa a tratar do sua
saude, levando em sua compauia sua sen hora
I). Escolstica Mara da Silva Hamos e sua lilha
menor Joaquina Thereza de Oliveira Ramos.
O abaixo assignado faz scienle ao r esperta-
tugar ao Sr. Francisco Jos da Costa liiboiro : em
2. ao Sr. Alexandre Jos da Silva ; c em 3. a
seu caixeiro Jos Victorino de Souza.
A POKtA DA ALFANDEGA.
O abaixo assignado pede ao compadre provin-
ciano da Ordem n. 99 desle anuo, une baja de
publicar qualquer fado praticadn pelo abaixo
assignado na alfandega, como einiucgado ou mes-
mo durante toda a sua vida privada, que o Desa-
bone, slim de que osle escriplor possa justificar
o que em dilo numero da Ordem disse ao seu
bom compadre corle ra poder merecer algum crdito
se nao o lizer continuar a ser li lo e havdo
pelo respeitavel publico como um infamo calum-
niador, ladro c detractor da reputaco alheia.
O abaixo assignado pobre, e o nico bem >io
possue a sua honra, que e.-l disposlo a defen-
der a lodo o custo, e logo que souber quem BOja
' esse infame escriplor, que punco a poucoj o vai
conhecendo, mostrar ao publico qual o can-
cro que roe as entranhas desse malvado, o o fai
assignando seu nome como um hornera que se
defende com honra, c nao como vil traidor que
assassina de emboscada. Recite 20 de fevereiro
de 1860.foo Eduardo Pereira Borget,
m quasi
o* I**1
feBan-
&
O arrematante do pavilho da praca de D. Pe-
dro 11, havendo-o mandado desmanchar, vende
a madeira de que elle se compuuha, a qual cons-
ta de pranchoes de pinhp, pedacos de Iravcs de
Folir.t rdf) Qffl|Hnfl '* runjprjit.i.ltf, (vll'O de
assoalbo de pinho : a tratar no bazar da ra do
Imperador n. 6 ; queijos, btalas, casemiras, re-
vadinha, amendoas, aos precos j annunciados
no mesmo ba/.ar.
Dcsappareceu de Goianninha, provincia do
Rio Grande do Norte, o mulato Luiz, com os sis-
naos seguimos : araboclado, desbolado da cor,
cabello estirado e preto, lem falta de denlos na
frente, pouca barba, estatura regular, e ha noti-
cias do quo tem andado por Pudras de Fogo :
quem o pegar, poder levar ao lugar cima, a en-
tregar ao Sr. Manoel Pegado Cortos, ou nesla
praca a Joo da Cunha Magalhes, que ser re-
compensado.
Boa gratiOeaeo.
Fttgio do engenho Monjope, no dia 9 do
iylJU,
a do t;
r
GRANDE COSHORAJIA
ou
GABINETE PTICO.
Ra da Imperatriz numero 5.
Henrique lergor, ehegado ltimamente de Pa-
rs, lem a honra de ollerecer ao Ilustrado publi-
co Pornambucano o sou grande cosmorama de
vistas inleiramenle novas, aoude o respeitavel
publico, mediante utna pequea quanlia, pode
passar algumas horas de recreio. O propieta-
rio desle eslabelecmonto espora merecer a con-
currencia publica, corlo de quo nao se poupar
a esforcos para que o publico lique salisfeito. De
boje at domingo sero patentes as seguintcs
1. Ratallia do Vareza pelo general Caribaldi
em maio de 1859.
VR. VISTAS NOVAS.
I.'1 Traca de S. Pedro om Roma
2. Vista geral de Versailles, o dia da festa das
aguas
3. Entrada triumphantc dos alijados em Se-
baslopooi : 9 de setembeo de 1855.
4.a Entrevistas em Alexaudria de S. M. Napo-
. loo 111 o Vctor Emmanel, generacs Mac-Ma-
a cap.la.ua do porlo d'a- |kon .p.incipe Napolen, Niel o Lamarmora.
5.a Cidade de Veneza, lomada de oulros pontos
6.a Vista geral dos Campos Ellysios, e o pala-
cio de Industria.
7." Guerra da India, entrada triumphantc de
Nana-Saib carregado pelos elephantes, a Lu-
cknow.
8 a Calhodral de Milo na Italia.
II." New-York cidade.
10 Vista de Pars, lomada dos jardins das Tu-
lhcrias.
11 Cidade de llamburgo, AUcmanha.
12 Pariz, palacio de industria da exposico
universal : 1855.
Para rommodidade das familias, o gabinete
estar aberlo das 6 horas da larde s 10 da noitc.
Entrada para homens c seuhoras 1(000, e me-
ninos de 10 anuos para baixo gratis
Quinta-feira 23 do corrente
ao meio dia em ponto.
O agente Camargo fara' leilao na por-
ta do armazem dos Srs. Machado & Dan-
tas na ra da Madre de I)os n. G, por
conta e risco de quem pertenec*
DE
40 barrts com manteiga ngleza.
100 saccas de arroz pilado, tudo sera'
vendido ao correr do martello.
LEILAO
PELO AGENTE
proposias em carias leonadas a
sino consulado at o dia 20 do cor-r
rJKiijMAa do consulado provincial, 13 de (ti.
^^';iflej480^.O administrador, Antonio Car-
fl^iro' mfchnd-i Bios.
ordem do Sr. capito do porlo, faz-so
o, q >e por lodo osle mea lem de sor ar-
riado o macbnismo do pliarol de Santa Anua,
najbarra do .Maranho, segundo a communicacu
umniamenle tula
qunlla pro< ncia.
^Secretaria da capitana do porlo de Pernam-
b'j^D, 17 de fevereiro de 1860.
' O secretario,
J. P. fa riel lo de Mello Reg.
O "Um. Sr. inspector desla 4hesourari inan-
ia fazer publico, para' cnnhocimenlo de quem in-
social de Ramos i Lima ; icando a cargo do
mesmo abaixo assignado a liquidaco do activo
e passivo contrahido al 31 de dezembro de 1859.
Recite 21 de fevereiro de 1860.
Antonio Pereira de Oliceira Ramos.
Uta moco que entende alguma cousa de
escripia dobrada, se ollereee para caixeiro do
qualquer casa de negocio, quer nesla praci.quor
fura della : quem puis de seu presumo se quizer
ulilisar. dirija-se a ra do Vigario n. 5, primei-
ro andar, a tratar com Manoel Jos Gonealves
Braga Jnior, que dir quem seja a pessoa quo
a isio se propon
=s Quem precisar de um rapaz para caixeiro,
londo alguma pratica de escriptorio, queira an-
nuncar por este jornal.
Na ra do Rangel n. 7, precsa-se fallar ao
Sr. Francisco Jos da Silva e Manoel Jos da Sil-
va, llhos da Sra. D. Maria Luiza de Oliveira, re-
sidente na cidade de Lisboa.
Trccsa-se alugarum criado esrravo ou for-
ro para casa de um eslrangoiro solteiro ; deve
saber cozinhar e fazer o servioo interno de casa :
a fallar na ra do Trapiche n". 18, escriplurio.
Guilherme Antonio de S avisa ao respei-
tavel publico que d'ora em diante se assigna Gui-
lherme de Mello e S. Recife 20de fevereiro'de
1860.
Maria Francisca de Assis previne ao publico
quo nao faca negocio ou transaeco alguma com
Ignacio dos Santos Nunes a respeito da preta Se-
verina, perlenoente ao dito senhor, visto adiar-
se legalmente hypothecada.
COMPANBL1A
.>
lar, qtreein oumprimenlu da ordem circular
W'ito n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se acha
i o-ia Ihesouraria a snbslilijico das notas
2| c 53 filaceradas. Secretaria da thesou-
Je lazonda.de Pcrnambuco 17 de fevereiro
).O ollicial maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silga.
Baneo de Pernambuco.
bvobuico de Pernambuco reco-
llie as notas de sua emissao de 10$ e de
- i.S', e pede aos possuidores das mesmai
o avorde as virem trocar no seu es
cnptorio, das 11 horas da manha ate
as 2 da tarde.
ConseUto administrativo.
O co isclho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, om cumprimento ao J\t.
22 do ref-ulamcnlo de 1 de dezembro de 1852'
faz publico, que foram acceilas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
los Rodrigues Ferrcira200 meios de sol* a
-fg'120, 3 arrobas de cstanho em verquinhas a li-
O refeiido agenle far leilao por conta de quem
perlencer sexta-fera 21 do corrente s 10 horas
da manha no armazem do Sr. Annes defronle
da alfandega
DE
8 barris grandes com manteiga americana.
67 caixas, 28 meios e 200 quarlos com figos.
68 barris com chourieas.
50 caixas cora velas slearias.
20 ditas com queijos flsmengos desembarcados
ltimamente.
o
ALL
Eslabcle
Avisos martimos.
Maranho e Para.
Espera-se em poucos dias o palhabole Novaes,
que depois da pouca demora do cosame, segui-
r para os porlos cima : recebe alguma carga
Irata-se com os consgnanos Teixeira Bastos, S
& C largo do Corpo Santo n. 6, segundo andar.
Para a ilha de S. Miguel segu com brevi-
dade o patacho pnrtuguez .S'ouza & C. : quera no
mesmo quuer carregaj ou ir de passagero, en-
MIUDEZAS.
PELO AGENTE
Scxta-feira 24 do corrente.
J. P. Adour & C. faro leilo por in-
tervenco do agente Cimargo, do mais
lindo e vanado sortimento de miudezas
desembarcado ltimamente pelo ultimo
navio francez, proprias do mercado,
para que peden dos seut fregueses que
m
CAPITAL
Ciueo
des para t( respondermos ; por isso
que communiquos o lugar, ou pelo correio ou
por meio de portador, para te salisiazermos com
o que exiges. Engenho Rebingndo, treguezia de
Agua Preta, em Pornambuco.= Pic(orio do Nat-
cimento Accioly Lins.
Roihe & Bidoulac mudaram sou eseriplorio
e o consulado dinamarquez para a ruado Trapi-
che n. 18.
Vicenzq Calavresse, subdito Napolitano, re-
lira-se paja o Para.
Precisa-se de urna ama que soja capaz para
tratar de urna senhora smenlo : na ra da Sen-
zala Velha, esquina do becco do Porto, primeiro
audar n. 48.
Troca-se una porco de ouro c prata em
moeda, por sedulas: na ra do Lirramento n.
35, se dir quem faz osle negocio.
UESTAIiELECIHEMO DE SAUDE
OBTIOO -j
SEM RESGUARDO NEM 1NCOMMOD0.
Iii:iiiuu:i(':i( lo estoniano c doce
I> peito.
Soffrendo una escrava minha, ha basta
lempo, do una inflammaco do-estomago
falla de respirar;o, cancasso, dores do pe.
muilo faslio, I depois de ler applcado
medicamenlosl nunca oblevc algum a
nalmente recorr s chairas mediciu
do Kirk, escriJilOiio na ra do Parloj
as quacs, tyi pequeo ospajo
inleiramenle r 'Slab'ifLCoida.
li por ser verdades matuici
qne assigno. Ruad Silva Ma
noel Jos de Xndrade.
JB^^nbentMNerdadelra a'a
jolnTabelliao Podro Joan de Caflfl
TCon*su.]ins lodos osias, das 9
nha s 2 da tarde. _
*K *"*
pedimos ao ref,i.r'l0 engenho Monjope, ser generosamen-
le gratificado.
Gontinda a oslar fgido desde o mez de ou-
lubro do anuo prximo passado, o escravo Ma-
theus (que se intitula Malhias), de naco Ango-
la, representa ter 50 anuos de idado, "tem falta
de denles na frente e os dedos das mosfoveiros;
oslo ireto foi escravo dos herdeiros do Jo-o Lu-
| ci Teixeira Cavalcanli, que leem olaria no lle-
; medio, e sendo levado praca por execuco
' conlra os mesmos, foi arrematado por Juaquim
!da Silva Lopes em junho e 1859, e consta quo
j o mesmo prelo se acha om urna rasa Inbalhan-
i do oceulto, pelo que protesta o annunci; tile usar
com lodo o rigor da lei conlra quem lver oceul-
to o sou escravo, e cobrar-lhe os dias de servioo:
roga-so, portento, a todas as autoridades p-
ciaes e eapilaes de campo a captura do mencio-
de An-
c au-
sentan, ou casa de seu senhor Juaquim da Sil-
va Lopes, na travessa da Madre,
rife ii. 18,
>..'.' ,, (L'j'Uill J MV l.HI|IU ti LI1UIU1.I UO riltl
nado prelo. mandando leva-lo padaria de
dr i Narciso, as Cinco Ponas, d'onde se
VilIa.do Cabo.
.O^bTTcliarel Carlos 'EugOiiio ;*ni
nior, de volla do nrirde'jSn.eT.io," t
tria' ma-
N .
S
. do a estirara oa-
idade 50 annos, pouco
a da vista, f.. 11 a de denles,
jmoii yiei jnaiido. anda, por ler
Jwl/5 l,ou-" onclvadus, a cabo u do ser
aji.ildado quo soflia ; tsla escrava
JW^ire..ann :pela Qoa->'isla, e com mais ve-
"A.r-i-v u0 Colurello, onde presume-se que
f*Uli qm uipa.casa acontada : portante, roga-
liO'vo'asvuloridades polic'iaes o pedestres a
ur;i da referida escrava, o leva-la a sua se-
na pojeuade, estrada de Joo Pern
ISvietr, silio da casa cimenta, quereceber a gra-
li.'ioaj^io-Jciiua^.
bho Inhuman iiq i]jo 12 do
cubilo, dOjiiJmo Caldillo,
jPOaos pouco mais ou
to pouca barba, ca-
pociuenosQ^indo, pes apa-
dwiles ni^fliio, chapeo de
au#-jpiga-se quo loi il-
poss^JB : u,eni o pegar diri-
li'raii(isc1pJpriieiio na ra Nova
n. que ser bom re-
i'ugl.Oi
oorrente>.un
rop^OMMia
jiioitb^iaj
be'ca r>tmiprija
l.heladlir fal
COJIJO, l|VQII
ol
formar aes Srs. nr
casas, eagucmm
mente 'autorisados .pela
companhia
elTectuar seguros sobre edificios deT1Jc^(H|^^.:'J_,i|;^0Va 2I-
iflritA benftjae poaaua'nO.Hecife.dieccbjSargo nti-1-
os' mero l.B. v- '
dra, cobertos>de lelha e igualmente "sobren
objeclos que coiflivercm os mes
quer consisla( emftnobilia. ou eWfa*e"ndas de
qualquer qualidade.
" a -
rrecis.vse de um cozfnheiro, e
" iva nj f"
abaixo a*ssignado decl
f
relie Mavig-
cm Bertoi|p(S; por
'' La-scaoSr.
i- -iy^ou.noerigeho
compeusado^,^
* No
dos
aga-^e bem'
que vchdi a1
esmjis,edi
tiffaicnd
Atenco
V'endc-se urna casa terrea no bairi
Visla : a tratar na cocheira do Sr%
ra da Roda.
.<
Attencfo.
= Pr'ecisarse deum pequeo para caixeiro -fj
taborr, com.pratica-: na iua da Senzala- V'elh
40f.->
., A>iga-se
-dorn. 17, pelo
dirija-se tdspnmSffb andarvda mesma casa.
Alug6*ra-se duas nogra's crioolaade ida&
dnTioa_J25anrios, pouco maiatfu'menos; ^l'ie'^|aJ|nJ(rf
fino na^"^Pr3F"ec,,'''"'''"" o^i*^"'0 do urna casTTSpRrn
prelenfler,iiirija-se aguado Rangel, sobrado de
um andar n. 51, querellar co'm quemlral.Tr.
rauca.: na iua da Senzala: Velhi
J^n *- '
a Iryflrda nsa da rAra- dcjmnera-
ladkl*ca\s': que"nj.oTi|tender,
maro andarvda mesma casa.
Vende-se a.'taberna^ila na ruaffb^Aragaoj:
10: a tratar na mesma, l* -
m fiante, vendase to-
. quid, sem rnistusa, a 280 rs.
a arraC-Kdas Jjjl do.dia at'as 9 horas, na ra
rcija do Ottsaj-iq, v9%Li da esquina n. 1C, co-
quoni .vai_jzara a ra das Larangeiras.
-^rso arfezem.de ^liiio Lourenco, ra da
deia.do4Pfein..59 tem para vsnder um
ft^np.de nr/va***invenQao, quralm do suas excel-
; len|e.s. qualidaJes, pode ser locado por qualquer
pessoa, ainda quo.nao tenha feito csiudo nen-
nnm sobre a msica.
-> Vendo-se urna escrava muala, de bonita
figura, de idade de 14 a 15 annos: a tratar na
ra do Crespo n. 14, na loja de Simplicio Xavier
da Fonseca t C
Roga-so aoSr.-SHeresJulio'Pompeo de Bar-1 Vende-sc urna casa nes Afogados no ruin-
ros Lima, uhViinamante ehegado da curte a eslaJ-cTpio-'da ra de S. Miguel, a qual lem 'excellen-
CMlade, que anuuncic por este jornal o numero les commodos para urna familia : quem a ore
da casa o ra cmne mora, pois ha quem com ten*r, dirija-se a ra ireila n 33, oue ochar
elle desoja euteder-se/^ I c,om quem tratar.
*
(MJTILADa
ILEGfVL


DIARIO DE PERNA MBUGO. QUINTA FEIRA 23 DE PEVEREIRO DE 1S0.
Dft.THABH
DO M.TIABE
MEDICO E PIIOFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS EtlkRVIDAPES
PIUS DE
BUXIUC8,
CNrate de rorro Chablc.
Xaroi.c nuil pitlerivrl ao
Copah ba e as Cube-
bus, tur-i iiiiniedilaiiK li-
te qualquivr purgiCio ,
relaxado e d.bilidaJe, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulhtr.s. injcecao
Ckahic. Esta ii'jecco benigna emprega-se mes-
rao t-rapo do xarjpe de c trata de ferro, urna vex
de maula, e una vez de tarde durante tres das;
ella segura a cura.
AIU O TIUTAMEXTO E PliMPTO CURATIVO
D.1 TuDAS Ai AFVECCOES Cl'TAIfEAS, VIRl'S
DEPURAT.F
% SAN6
E Al.TERACOES DO SASGl'E. '
n<-|iurl\o de Mangue.
Karope vegetal tem mer- \
curio, o nico conlicido
e appro^allo para curar
con promplida e radi-
clmeme impgero, |.usiu'as, birpes, sarna, co-
mixo->s, acrimonia e alierarops \iciosas do san-
Kiie ; virus, e qualquer aUuo venrea. Ba-
nboH minemea. Tomao-e dous por semana, se-
^iiindo o tratamento deputalivo. Fomutlu iin-
tiheruotiea. De um tffeito maravilhoso as af-
feces cutneas e comixes.
Heii*ri-ohitia.Pomada que as cuaa ern 3 dias.
O deposito na ra larga do Rotarlo, botica de Uartholomeo Francisco de Suuza, n. 36.
mu
Ra Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- HjBVASD
Esle holel collocado no cenlro de urna das rapilaes iraporlanies da Europa, torna-sede grande
Valor paraos brasileiros eportuguezes, por seus bons commoJos e eonfurtavel. Sua posic.o
uma das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s eslacoes de caminhos de ferro, da
Allemaitha o Franija, como por lera dous minutos de si, todos os theatrose divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as tourislas, qur em suas excnrses na cidade, qur no reino, qur
emfira para loda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 45000 )
por di*.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fcr-
rao, e sen fillioo Or. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras peisoas tanto de um, como de ouiro paiz.
Os preoos de todo oservico, pordia, regulam de 10 a 12 francos (43000 450O.)
JSo holel encontram-se uiformag5is exaclas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
AlmaDak da provincia.
Sabio a luz a folhinh|i cm
o almanak da provincia para
o correntkh no de
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o iiome, idade etc. de seus im-
peradores, res e presidentes.
LINES PR TICAS
DE
ESCRITA C0MMERCIAL
Por partidas dobladas
(5)
MUlTMDlinPKCJl
Ra Novan ib,segundo andar.
U. Foiieccii dcMctlelros, escriturario da
thesouraria de fazendadesla provincia,competen-
lemente habilitado pela directora de instrueco
publica para leccionar nrilhmctica nesta cidade,
it'in rosolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico do escriluracao por partidas do-
bradas, o cnsino de contahilidadc especialmente
na |iirle relativa a reduego de moedas ao cal-
culo de descontse juros simples e composlos
conbccimenlo iii lspeusavel as pessoas que de-
sejam empreaar-se no conimercio ou que j se
acham Bolle eslabelecidas. A aula ser aberta
no dia 15 de jaueiro prximo futuro s 7 horas
da noile ; e as pessoas que desejarcm matriru-
lar-se podero deixar seus nomos em casa do an
nunciante al o mencionado dia.
Prccisa-se
de uma ama forra ou captiva
para o servigo de uma casa de familia, e que se
T> ___ i preste a comprar e a sahir a ra cm ohjor-tus do
lieSUmO OS impOStOS ge- servigo : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
__ andar.
raes, provinciaes, municipaes __ Na livraria n. o e 8 da praca da
epoliciaeS. fndepenecia, pteciza-se falUr ao Sr.
rp i 'Joao da Costa Maravilha.
i abella dos emolumentos ^ Roga-se aos Srs. devedo.es a fuma social
pai'OClliaeS. <'e Lelte Correia era liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
mpregUdOS CIVIS, milita- Queimadon. 10.
res, ecclesiasticos, Iliterarios asenc0f2,.^'r^n^sk^erIca-
de loda a prOVlllCia. Macnina? _dc coser: em casjde Samuel P.
AP!!I0VA(\0 E AlT0IUSA(;\0
DA
AAIS>ltfifil||A DfifllPgRDAL MIDI1IIS3A
E JUNTA CENTRAL DE IIYfilENE PUBLICA
m tomas* m
iSiropdu
DrFORGET
JARABE DO FOKGET.
Este xarope est aprrovado peles ma;s endarntes mdicos de Paiis,
Icomo sendo o mrlhor pata curar con&tpac,oes, t's^e convulsa e outr^s,
al;ecc>es doi iiijuctiios, auques de peilo, irriUciV nervosas c iusomnolencias: uma colherada
ptla manlia, e oatra a noite sao sutlicientes. O .ll'ilo deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doenle e o medico.
O dsposito i na ra larga do lotario, botica de Uartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PARMLOA
DE
Q^.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio inf.il-
livr' para curar escrophu'.ns, cancros, rboumalis-
mo, enfermedades do figado, d)'spppsia, debili-
dad i geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
mid.ides resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eruproes que resultara da impureza do
sangue
CAUTELA.
F. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, arham-se obrigados a prevenir o res-
pciiavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imilncoes da Salsa Parrilha de Tlrislol que
boje se vende neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprietaiios da receiia
do Dr. Dristol, tendo-lhe comprado no anno de
1836.
Casa nenbuma mals ou pessoa alguma trm
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredodasua preparacao acba-se so-
mente cm poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciareis co-
binag&M de drogas perniciosas, as pessoas que
quicrero comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
icr oulraprcpararo falsa !
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob uma chapa de ac, trazendo ao p as
seguales patarras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
l\cw York.
2 O mesmo do outro lado lem um rotulo cm
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
p rielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Uristol cm papel cor de rosa.
A" Que as Qirecdes juntas a cada garrafa lera
rima phenix semelhantc a que vai cima do pre-
mule annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega ~n. 69.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazcm de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arreadamente de um En-
;enho muito peno da praga, venda-so urna par-
te do mesmo Engenho, uma maquina a vapor,
jmi deslilago nova montada de um tudo 22
bois de carro, G quartos, e out'fos objectos :
:racta-se na ra do Que.ir,a FOLDISHAS PAR 1800.
Estao venda na livraria da praoa da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as fulbinhas para 18G0, irn-
pressas nesla typographia, dasseguinlcsquali-
dades :
K OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamenlo dos direitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliotheca do
Crislo Brasilciro. que se compoe : do lou-
vor ao santo nume de Oeos.coroa dos ac-
tos de amor, bymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imilarao do do Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemors^ao ao SS. Sa-
cramcnlo e N. S. do Carmn. mercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corac.o de Jess, saud3Ces devo-
tas s chagas de Cbristo, oraees a N. Se-
nhota, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 'i0 rs.
WiTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamenlo dos direitosparoehiaes,e
uma colleeeo de anccdolas, dilos chisto-
sos, coulos, fbulas, pensamenlos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, o preservativo de arvores
e fru'cios. l'rero '0 rs.
1TA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costuuie, contm o resumo dos direitos
paroehiaes. Prego 160 rs.
Jobnsion & C., ra da Senzala Nova n. 52.
coinmerciaes, riiKr?!"*"^ p,ra coriBhar: B
Continua-se a preparar bandejas enfeiladas
de diversos gostos, com bolinhos dos mais pro-
curados e dos mais perfeilos do nosso mercado;
assim como pudins, bolos injilezes e franeozes, e
da nossa massa os mais perfeilos, e tambem as
bellas seringas e lilbozes para o lempo do carna-
val, e uma pon-Fio de doce decajsecco por pre-
go commodo : procure na ra da Penha n. 23,
ciundo andar, que so far negocio.
O Dr. Cosme de Sa' i'ereiru ^
J&de volt? de sna viagem instiucti-tv
'*lva a Europa continua no exer-pt
^cicio de sua proissj medica. f
Da' cousutas em seu escripto-gS
rio, no bairro do Itecife, ra dayr
ji^Cruz n. 53, todos os dias, meno*SC
S|uos domingos, desde as lioraspr-
Associaces
agrcolas, industriaos, littera-
rias e particulares.
Estabelecimeutos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como to-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,clc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emiin para todas as
classes da sociedade.
-ObacharelWiTRuviotem |lt a8.1t0d* *. kpe os
\y se{;unitcs pontos :
o seu esenptorio no 1- andar m i-. Molestias de oUios ;
do sobrado n. 23 da ra NoYaJfi K fc?0,e8lia de curacBo e d
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Pava scrciii applieadas s paites aneciadas, sem
resguavAo nem neonimodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conheeidas nesla curie e em todas as provincias dette
impon.) ha mais de 22 anuos, e sai afamadas, pelas boas curas que se lem oluido naa enl
des almixo escripias, o que se prova com innmeros alleslados que eibslem de pessoas cauazos e
ile distincgoes. '
Com estas CHAPAS-ELECTko-MACXETiCAS EPIspaStICAS oblem-sc uma cura radical e infallirol
em todos os casos de ioQammaco sansoen ou fulla de respirarn, sejam internas ou externas, do
ligado, bofes, estomago, brago, rins, ulero, peilo, palpilaeao de coraco, garganta, olhos, erysi-
pelas, rneumatismo, ataques-nervosos, etc., ele. Igualroenle para as" differeiUes especies de ta-
mores como lohinhos. escrfulas ele., soja qual fr o sen tamanho e profundoza por meio da
snppuragao strao radicalmenle extirpados, sendo o seu uso aeonselhado iior habis c dislinctos fa-
cultativos.
As eneommendasdas provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo lodo o cuidado de
lazerasnecessanas explicaces, se as chapas sao para bomem, sen'liora ou crian.-a, declaran.!.) a,
raolesiiaom que parle do corpo existe, se na cabeca, peseoco, brago, c\a, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cireuinstancia : e sendo ferida ou ulceras," o molde do sen tamanho em
un pedaco de papel c a declaragao onde exislcm, am de que as chapas possam ser bem appli-
cadas no seu lugar. "
Cornil
rio, que se acl
Pode-se mandar de qualquer ionio do imperio to Brasil.
as a lodagas pessoas que a dignarem homar com a sua confianza, em seu escrij
har abetlo lodos os dias. sem excepgao, das9 horas da mauhaa s 1 da larde.
9 ROA DO PARTO H9
PERTODOiARGO DA CARIOCA.
o-
wmK^mkuwi i
ron
h3', Molestias dos orgaos da ge
cito, e do anus ;
i
OVIDIO DA GAMA LOBO.
L".M NITIDO YOL. DE 300 TAG. EM 8 FRANCEZ.
||motivojustoobt
/|cada para este (im.
m A applic.ico de alguns medica ^!
1>
I Allencao. 1
;-;j Curso pralico e iheorico de lingna fran- @
@ co/.a por urna senhora franceza, para dez {$
@ mogas, segunda e quinta-feira de cada se- fe
j* mana, das 10 horas at meio dia : quem &
** quizer aproreilar pode dirigir-se a ra da &
$t i.niz n. 9, segundo andar. Pagamentos
i adiantados. j|J
Roga-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Finio, o ob-
sequio de saldarem seus debilos na ra do Col-
legro venia n. 25 ou na ra do QueiinaJo loja
n. 10.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 10 a 15
annos, que tenlia boa conducta, saiba
le*) se re ver ; prefenndo se uin or-
| m parentes e nem odbercntes na
ck : na ra Direitan. 4t.
Constan-
teniente
lrocam-se, compram-sc e vendem-se escravos de
ambos os sexos, de todas as idades e cores com
habilidades e sem ellas e lodo este negocio so
.'dz dcbaixo de toda sinteiidade : na ra Dirciia
numero 66
= Prerisa-se de uma ama livre o.i Non va,
para cozinhar em casa de pouca familia : na ra
da Boda n. 7)2.
O abaixo assignado perdeu na larde de 20
4o correnle, em uma caria, o bilhete iateiro do
Uto de Janeiro n. 4315, da vigosima-setima lole-
ria a avor du estado sanitario, c previne ao Ihe-
soureiro da oiesma nao pague, caso saia algum
premio, senao ao abaixo assignado, e o mesmo
olferece sociedade o quera o achou c leva-lo ao
paleo da Ribeira n. 2 A.
Francisco Solano da Cruz Ribeiro.
O Sr. tbesoureiro manda azer pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor tbesoureiro na pra-
ga da Independencia numero li e 16,
e na ra da Ctdtia do Uecife nume-
r 2 armazem do senhor Tontea ate
as ti horas da-tfirde someute, o bille-
tes e meios da qual ta parte da primeira
lotera do theatto de Santa Isabel, cu-
jas roJas deverao andar impreterlvel-
mente no dia 23 do corrente mez.
O mesmo Sr. tbesoureiro manda
igualmente fazer publico que ras casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeracao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 15 de feve-
reiro de 1860.O escrivo. J. M. da
Cruz.
COJIPAMIIA DA VIA FRREA
RECIFE A S.1 FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas virem do dia 3 do correnle em diante
ao oscriptorlo da ra do Crespo n. 2, par* rece-
bcrem o 8." dividendo de juros de suas aegoes,
GUUtdOS ni. scuicalro dorui. .,1.. .1.1 1. do goal
de 1859 31 de Janeiro de 1800. Recife, 1. de
feverciro de 1860.
Precisa-se alngar um prelo ou prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servigo
de uma casa de familia, ou mesmo uma ama as ; ia~> f---wg
mosmas circumslaticias : quem tiver e qnizor, : ^"jdemove em beneficio de seus i
t>doentes.
-'- BraBSSraBS303fi >3CSC>3C?3C3lCS?S8s
Precisa-se de uma ama de leite,
queotenha em abundancia, que seja
bem sadiaede bons costumes : paga-te
bem. Dirigir se a' praca de Pedro II
Analysa-se nesla obra o p.ipel dacompwiliia nos diversos paizes donle fui expulsa ; deseo-
eo plano concerlado pelo phtlosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para deslrui-la, nao
leus pretendidos crimes e ambigao, mas para realisarem suas ideas seliimaticas prova-se o
...Iraogimentv de Clemente XIX expedindo o breve d3 extinceo da companhia, eque ella foi, e
I O exame das pessoas (neo con- f? ainda, um dos mais esforzados susteniadorea da religio, em cuja defsza conquistou a coiu mi
jisultarem sera' feto indistincta- M? verdadeiro marlyio.
^mente, e na ordem de suas en- xS Deasn5o permillio que a niquidade fosse commelitila sem ficar grvala em documento-
tradas;azendoexcepcoosdoen-|> e irreeossaveU ; estes documentos, que Unto se esfoccaram por supprimlr os inimigos da com-
etes de olhos, ou aquclesque por^ panla, felizmente poderam ser conservados, e lem apparec'ulo ulfmamcnie na Franga em diver-
obtiverem hora mar-1( sas ul)ras' ,|UC C0,lirnl:iR1 a opinio que ainda formara dos Jesutas os borneas iuiparciaes e q es
,,/ /? i nao sao adversos S Apostlica.
L um brado em favor dos Jesutas, entre nos anda lao injustamente julgados, e qu nasce
j|mentos indispensaveis em varios %C
casos, como o do sulfato deatro- f)Q
pina eto.) sera'fetto.ou concedido |
^gratuitamente. A confia'nca que8
\\ nelles deposita, a presteza de sua Y?
V|acrao, e a necessidade prompta *"
V antiuncie ou dirija-so a ma de Santa Rila u. lo]
primeiro andar.
Curso de iijlez.
/Eneas Bruce participa ao publico desta cidade,
que lem nberto um onlro curso para principian-
tes, desde as 6 al as 7 horas da noile: na ra
do Oueimado n. 2G, primeiro andar.
Precisa-se Tallar ao corresponden- (antigo pateo do Collegio) n. 57, segn
te dos Srs. tenente-coronel Hemeterio do e terceiro andar.
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa- n.P I *
vier de Andrade : na livraria n. 6 e 8 rrOlCSSOF -UCIltlSta.
da praca da Independencia.
ase ft^ffimm&asmmmi
gLicoes de francez e]
piano.
da convircao intima de que sua causa a da jusiica, do pontificado e da relighio.
Assigna-se no escriptorio desie Diario, ra das Cruzos.
JIEMORIAS A VGl
IIK
a r
fs .
Mademoiselle Clcmencc de Hannclot --
g de Mauneville continua a dar licocs de 3?
8 francez h piano na cidade e nos arrabal- PlAbreu 2< Pr"'lclr ">
crediladoem Franga, cm Hcspanha, e nesla
cidade de Pernambuco, arranca denlos e raizos
com a maior rapidez possivel, assim como collo-
Ica-os sobre chapa de ouro, platina e prala a
! voiiladc de qualquer um que dellcs precisar,
como lambem chumba c limpa-oscom o maior
! asseio possivel, tira denles em casa a 2) e a 3j
| e fra a 5J. denle posto em chapa de ouro a 10:
quem delle precisar, procure no Recife, becco do
'..'Jjl&Ji>J%ji> Uiui JKiil CCflif J OSCl>3"JO
Seguro contra Fogo
COMPAHHIA
m
^ des : na ra da Cruz II. 9, segundo andar. ||
O abaixo assignado, residente no terceiro
andar do sobrado n. 58 da ra. Nova, acha-se no
ejercicio deseo magisterio, ensillando primeiras
letras, lalim e francez. e contina a receber alum-
nos internos.
Jos liara Machado de Figueiredo.
O proessor de latim da i'reguezia
de S. Jos desta cidade, abaixo assigna- m
do, declara ao publico que a matricu- g
la de sua aula se acha abei ta, e que o$ S
(rabalhos lectivos da mesma principia-]|| C J. Astlev & Companhia.
rao no dia 5 de evereiro prximo fu-
turo. O-: nteressados dirijam-se a casa
de sua residencia, n. -33, sita no pateo
do Terco.
Manoel Francisco Coelho
A visita de SS. MM. II. s provincias da Babia, Pernambuco, Sergipe, Paralaba, .'
e Espirito Sanio, inaugurou uma poca tunosa nos aunaos do imperio.
Uma publicaco que tenha por liui perpetuar a memoria de I3u fausto Econtecimenla, re-
gistrando as medidas mais proficuas e os actos mais caractersticos c!:i munificencia im|
ranle esta viagem, roujunctamente com as demonstragoes de aprece. devocao i lealdadc <
foram prodigalisadas pelo acrisolado patriotismo dos habitantes daqm las provincias, ni
deixar de ser bem acollada por lodos os Brasib iros.
Tomando sobre nossos debis hombros esfa grata o honrosa tarefa, nxlrahircmos das 9
publicas tudo quanlo idr couducente ao nosso empenho, ioscriudo alem disso quaesquor 1
montos inditos e importantes, c todas as inforroardes valiosas e fidedignas que nos forrm mi -
Iradas sobre semelhantc assumpto; bem como as flicilagoes, poesas e d irsos d
MM. II., quando para esse fin nossrjam enviados por seus autores. Nada nos ser lao awrai
como citare recommendar coosiderago publica os nomos dos benemritos ridados, nui-
SO dislinguiram as demonstrages de amor e vener.igao para com os augustos viajantes.
A obra ser dividida em" lanas parles quanlas sao ns provincias visitadas ; fazendo-se
lugar compelenle, uma honrosa menguo dos sens acluaes presidentes.
Prevenindo os desojos dos lenes habitantes de.-sas provincias, aos quaes s 'inda a ventu-
ra de possuirem por alguna dias, em seu seio, os augustos implanlos, uniremos obra di
Irau os retratos de SS. MM. II., trabalho em cuja perfeigo empregaremss o maior desvelo.
Idicionaremos um quadro synoplicu de lodos os cavalheiros que Cgurarera
JJ
LONDRES
AGENTES
Tambem lho add
nesla publicago, com referencia s paginas em que os seos nomos fortn citados ; e. fiualn
a relagao das pessoas que, tanto na corte, como as provincias Jo imperio,.quizerem com suas -
signaturas proteger estas memorias, cuja importancia deriva de lo alto assumplo. Dous .
piares primorosamente eucadernados sero offerecidos, ooin o devido acalamento, a SS. M'i. l
em nomc de todos os Srs. assignanies. '
Cada exemplar que, como j se disso, constar de seis partes, mais ou menos volu
alm de um additamenlo em que taremos meneo das pomposas festasque na corte se fizerem
a recepeo de SS. MM. II., e dos despachos que porventurn possnin ler lugar depois do seu r -
: grosso, cuslar aos assignanies que snbscrovorom 5 ou mais excmpiares, a illg cada um ; e aos as-
| signantes de 1 al 4 exomplares, a 12S rs, pagos na livruia do abaixo assignado. ficado I
j I esses senhores com direito de reclamar a obra por parles, proporgao que se forem imprimindo,
I quando nao preiram receb-la completa o logo depois de concluida." O eslabelecimento res
' por todas as quantiaS que Ihe forem entregues, e aceita, como lem estatuido, 110 momento
se queira, e em qualquer transaegao, os seus recibos como dioheiru
Encerrada a assignalura ser elevado o cusi da obra, se alguns exemplares icarem dispo-
Toda a correspondencia deve ser dirigida ao edilor
llernardo Xavier Piulo de Souza.
Rio de Janeiro.Typographia o livraria, ra dos Ciganos ns. .i e [5.
(*) Nao ser ocioso declarar, que leudo sido publicadas todas ns obras annunciadas por osle
..l'lll.....In ,1.1 ': I t 1 HWdMH .. n .- A f. ..n.-. i'.. II i i I i I I ..llin... /t....._.. .. ,
niveis.
^ tj 1 '\SLlf V CV \ O til TI 1 Ti fl I 1 ^ J"u i'u u. -tu. ni .j.ic .riiuo .-.i'/" y -..n.^'.aj '.'- .' "... js .iiiriuil. l.iuas por 0 - *-vJin|-auiij.ii. eslabelecimento no anno prximo passado, uma das quaes contm 11 volumes (Amorea de Ovidio e
i------------------------------------------,.___ Grinabla O diana) acba-se por isso pm dia com todos os sens assignanies.
S
DENTISTA FRANCEZ.
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- t(
tangeirai 15. Na mrscia. casa tem agua e M
para |
'.o
p denlifico.
\
O Sr. Ilonoraiji Jos'dr Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua moratia ou dirigir-se
livraria da praga da'lndepeiidcncU,que sl-' preci-
sa fallar-lhe.
=: Jos Gomos da Silva faz scienle ao corpo 3
de commorcio e a quem mais iuleressnr possa, I *
que comptou a taberna a M.moel Beraardlno Al-! f
ves, c por isso todos os senhores credores deve-
rao aprsenlar suas comas no prazo de (res dias %
para seiem pagas, lindo osvquaes nao se respon- '
sabilisa por qualquer coqfa que lhe apTescntarcm
liecile 18 de feverciro de 1&60.
- Precisa-se a lugar um
ruto diste mais de legua e 1
-SC
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Eslanho em barra.
Veraiz copal.
Palhinha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma- g
/em de C J. Astlev & C.
1 XtafD&ftci a i;s utijgBPBnna.
Traspassa-se o arrendamento de um engo-
SitiO que 1 "ho distante desta praga duas logoas, vende-se
ueia di-xti unja P8rte no ni,'S1110 engoho, machina nova
tsl" I vapor, disttlagao nova e bem montada, 22 bois
DELICIOSAS E I.XFALUVEIS.
i
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
, Preparadas no seu laboratorio 11. 3G Cold
Slrcct pelos uincos proprlelarios l). Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio do Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano c C, ra Juliaon. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
^.Companhia ra da Cruz u. 22.
wfiffBfSg ,,.-.-, ... ., v.;,.,
nruTre
2 9
9
DENTES
-1
approvadas pela Exm.Mnspecgao de esludo de |l\Ua CStrcita do liOSaHo II. 3
Habana e por muilas outras juncias dehy- @ Francisco Piulo O.orio enlloca denles .
rvir n (iml i,ml,n I ,, v.por, 01sm.1g.10 nova enera mnnlnda, TI bois
p. aa, o qual tenl.a lugar para oceupar de concia, seis quartos, algumas obras, saffra
mais de o captivos, ese tiver pasto para ptnui4a, ele. etc. ; trata-ae na ra do Crespo n.
vaccas melhor sci a', podendo o arreo- lo^a"
ilamento comec.tr agora ou cm maio,
conforme agradar : a quem o tiver para
alugar, podendo, dinji-se a praca da
Independencia n. 6 e 8.
Alnga-se urna sala propria para escriptorio
na ra das I.arang''iras n. l.
=: Precisa-se de uma ama : no pateo do Ter-
co n 26.
Precisa-se alugar um moleque que cozinhe
o diario de urna casa de famin : quem o livor,
queira deixar ola ou indteacao de sua residen-
cia uas lojas us. 0 c b da praga da Independencia
para ser procurado.
Publicago litteraria.
Guia Luso-Rrasikirodo Viajante da Europa
1 vol. cm 4o de 5.00 pag.: vende-se na mao do
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3$ encad 4j>
O Dr. Joao ferreira da Silva, de
volta de sua viagem ao norte, esta' re-
sidindo na ruadoRangel sobrado n. 56.
Annuncio.
Prerisa-se alugar uma prela esc-rava que saiba
lavar, cngommar e coser; na ra da Criz n. 23,
segundo andar.
giene publica dos listados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio
infallivcl contra as lombrigas. Nocausam nau-
seasnem sensneoes debilitantes.
Testenuinho cxponlaneo em abone das parli-
lbas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. rort Rvron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmrs. fa/.era, curaram meu filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalara um chei-
ro ftido, tinha o estomago inehado c continua
comichao no nariz, lao magro se poz, que cu
tema perde-lo. Noslas circumslancias um visi-
nho meu disse que as pasli[has de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
pre! 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vracs seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
& liliciaes pelos doussyslomas VOLCAMTE ,.
J chapas de ouro ou platina, podendo sor S
(:* procurado na sobredita ra a quul ner &
hora. a
Precisa-sede um negro ou urna negra para
vender fawndas cotn outra pessoa : na ra drj
Hospicio n. :tt.
Alugain-se os dous primeiros andaros do?
sobrados us. 9 e ai da ra da Prain : os pre-
tendentes dirijaui-soao armazem n 7 D,defronte
da alfandega, que acharo com quem Irat r.
O Sr Alarico Jos. Portado, que veio no va-
por Brasil, lem uma carta no escriptorio de
Tasso irmios.
= Acha-se fugfdo desde o dia 1| do correnle
o escravo Pedro, pardo, com 18 anuos incom-
plelos, beigos grossos. nariz grosso, bons den-
los, reiircade, boa oliura, e lendo como que um
botao uas cosas de urna pancada que lhe dorara :
quem o npprehender, leve-o ao abaixo assigna-
do, que gratificara bem.
Dr. Francisco Ballhasar da Silrra.
itluga-se um negro de lodo o snico, a
quem convier dar 1:000$, fieando o aluguepelo
premio do dinheiro.



w
Substituida o de cogitme.
0 alteres secretario do oitavo balilho de in-
fanbri i do primeira linha Luiz de Queiroz Cou-
tinho, faz sciente as pessoas do sou conhecimen-
lo. c as do mais que convior possa, que scu ac-
tual norae 6 I.ui/ de Queiroz Wanderley d'Ala-
goas, cuja losolticao tomou por ter no ejercito
um seu irmao daqucllo nome e no mesrao posto,
c obstar quaesquor duvidas quo lio futuro appa-
recessem em prejuizo de ambos.
Silio para alugar.
Arronda-se um sitio no Caldeireiro, entre os
do Sis. Dr. Alcoforado e Uabcllo, com excellen-
lo o fresca casa de morada, bastantes larangeiras
c outras frucleiras, todas carregadas de fructa,
a melhor agua de beber que ha naquelles luga-
res, excellonlo baixa de capim, c portao para o
rio, alem da casa do morada tem outra casa com
sala e 2 qnarlos, e mais cocheira, estribara,
quarlspara feitor e prolos : a entender-so com
(..andido Alcoforado, ra do Amorim n. 50, ou no
mesmo sitio, das 6horas da lardo s 7 Ii2 horas
da manha.
ASSOCIACO
DE
Soccoi'os Mutuos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
Tendo cessado as ferias, o devendo comear os
trabalhosdo conselho administrativo, o Sr.' pre-
sidente convida osmombros do inesino conselho
Vara so rcunirem na casa dassesses, no palace-
te da roa da Praia, no domingo 27 do correte,
os 10 horas da manliia.
De conformidade com os estatutos deve-so
er a leic&o do novo conselho na primeira
doraingnde marco, quo c a 5, o que ser em as-
scmblea geral ; polo que manda o Sr. presidente
avisar quo lodos se liquideru cora a caixa social
para poderem ser eleitos na furnia dos mesmos
estatutos.
Sala das sosses da Associaeo do Soccnrros
Mutuos o Lenta Emancipaco dos Captivos 21 de
fevereiro do 1860.O secretario,
Modesto Francisc i d u Ckaga$ Cnnnnbarro.
Lava-se e m perfeicao : na
ruadas Trineheins, loja de marcinoiro n. 50.
MARIO DB PERNAMBPCO QUIETA FEIRA 23 DE FEVEKEIRQ DE 1860.
Furlaram do engenho Guerra, no Cabo, un
quarto de rodil, rod lo o umbigudo, no da 3
do corren! : quem delle liver noticia, bajado
nunicnr no dito engenho, ou na casa n. 15
da ra do Uosj
Precisa-se de um bom feitor o que seja de
boa conducta, para um sitio porto da praca : na
ra da Madre de Dos n. 2.
A pess a [u annunciou querer erapregar-
so em nuil.. -i i immercial, sendo quo sirva pa-
despachos, embarques,
brai *as, queira dirigir-se na da
la n. '}, que ah so Ihe dir quena 6 o pre-
I
'< i b gna lo fondo rend lo a sua ta-
. s Gomes da Silva, por isso roga
a id is os seus en < ores do apresentar as suas
a ser conferidas e pagas nos seus ven-
casa de sou mano no paleo da Ri-
beira n. 1. Recife, 1S de fevereiro de I 360.
M i ocl Bertiardiiio Alvos.
MU-
Soluvel
DE
mprego se loni lirado grandes
vantagensem i i uno e aUeslado por me-
ilaco daqueile paiz ; oni l.is-
lido nas applic
no hospital d i S. Jos, e afflrmado pola
G : Medica daqu lia c&rte, o uliimamcntc no
i Janeiro, onle foi approvado o sou uso
l i n :a mia m i rial de medicina : nico de-
. no cscriptorio do Almcida
' -, Ali'- ihia, ra da Cruz n. '11.
i ido,fra i a
Compras.
=r Para com por a biographia do Dr. Jos da
Natiridade Saldanha, poco emprestado um eiem-
la segn la edicao das suas poesas, ou com-
pro-o.Antonio Joaqxim de Jlello.
Na ra do Trapiche n. 9, armazem de as-
suenr, de Jos de Aquno l'onseca, compram-sc
. lamente moOdas de 1G> o 20;00U, aguias
dos Estados-Unidos, moedas do cinco francos,
9 hesoanholas o mexicanas, em grandes c
pe [uenus porcoos.
lenco.
Corapram-se, vendem-se e Irocam-se escravos:
na ra do Imperador n. 21, primeiro andar.
Compra-se um sobrado de um ate
h andares: na praca da Independencia
n. 22 se dir'quem compra.
Compram-se moedas do ouro : no escrip-
torio da ra do Trapiche u. 11, primeiro andar.
das.
Sementes dehortalice.
Semeotes do hortalice do lodas as qualidados,
vindas pelo vapor Brasil : vendem-sc na ra
da Cadeia do Recito, loja de ferragciis do Vidal &
Bastos.
1J600
23000
1$800
2s500
28000
Os abaixo assignados, estabelecidos na ra do
Cabuya com lojas do ourives ns. 9 e 11, fazem
r>ui>li''o quo locm receido de novo os mais bel-
orliraeolos de obras do ouro, e vendem por
precos mais em cont3 que c possivel, e passam
contas com reribos garanlindo a qualdade do
ouro, polo qual icam responsaveis : recebem en-
commendas, e concortaru qualquer obra de ouro
com asseio e promptidao.
Seraphim & Irmo.
- Vendem-se moedas do ouro americanas
na ra da Cadeia do Recife n. 40.
A 320 S. A LIBRA.
Presuntos ingleses proprios para fiambre : na !
ra da Cruz do Recife n. 59, taberna.
Feijo amarello.
Antonio Farnandes da Silva Beiris tem para
vender por proco commodo, em pequeas o gran-
des porces, saceos com feijao amarello de 6 al.
qucirescada um, ou 30 cuias, medida desta e da
molbor qualdade quo ha no mercado, e chozado
ltimamente do Porto no brigue porluguez.ima-
iia 1 : na ra do Vignro n. 27.
Aprazo ou adi-
liheiro.
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, leudo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso slgum : quera prelender, dirija-se
mesnia, que achara com quem tratar.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo a. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. receutimento
chegados, dos bem condecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para esle clima.
Carne de vacca salgada, em barril de 200
libras : em casa de Tassj Irmos.
Veude-se um carro de 4 rooas, bem cons-
truido e forte.com assento para 4 pessoas de
dentro, e umassente para boleeiro e criado f>a,
forrado de panno uno, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtreo 4 c. n.
42, ra da Cruz.
Para a qnaresma.
Sedas pretas lavradas, lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrndo, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2$ e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Conlinua-se a vender fazendas por baixo ?
|j preco al mesmo por menos do seu valor, b
gi aQm de liquidar contas : na loja de 4 portas
fij na ra do Queimado n. 10. w
Vidros para vi-
draca.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario toja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queo at mis de 6 palmos.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e rologios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,!
brancas e scadas : vende-se na loja de Leite j
& Irmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Na ra da Cadeia do Re-1
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os;
objectos a baixo notados por
preros commodos o ludo da
melhor qualdade possivcl,co-
nio sejam:
Camas de ierro e com lona.
Bombas dejapy completas.
Canos de chumbo de todas as grossura.
Ferro Suecia de todas as larguras.
.Veo de Miigo.
Arcos de Ierro de todas as larguras.
Cravos de ferro de todos os tamanlios.
Ferramentacompleta para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Tremcompleto de porcelana para co-
sinha.
Guardascomidas leJondos e quadrados.
indiadas americanas e de todas as qua-
lid.ides.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Pregos de todas as qnalidades.
Caixascom ferramenta de campia (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de ledas as quali-
dades.
rornos francezea para assado?.
Bules, cafetenas, assucareiros e man-
tegueiras de metal,
Peneirai de latao de todas as grossuias
para padaria e refinacSo.
Ditas de metal dita dita.
Moinhos d todos os tamanhos para re-
fina cao
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito frouxo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudins, pastelaoe bolinhos.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ierro.
Diversas erraraentas propria para
jardim.
Bataneas decimaesde todos os tamanhos.
TODI-SIE
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dilo champagne, idem, dilo muscatcl, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recito n. 4.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os mo-
Ihores chapes de caslor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Howie d C. ra
do Tiapichc n. 42, vende-se solios para homem.
a penhora, arreios prateados para cabriolet, chi-
clos para carro, coleiras para cavallo etc.
Botica.
Tartholomeu Francisco do Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Roo L'ATecteur.
Pilulas contra sozoes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
Di a Sands.
Vermfugo inglez.
A'arope do Bosque.
Pilulas americanas contra fobres).
ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Elliicir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oocas a
12 libras V
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico '
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes deron.te da
porta da alfandega.
Vendas,
Relogios de ouroe prala, cobertosedescober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hojn, vendem-se por
presos moaveis : no oscriptorio do ag-nle Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recita, loja n. 50, de Cu-
nha & Silva, ha para vender cera de carnauba
de boa qualidade por menos preco do que em
oulras partes.
Velas.
Vendem-se caxas com veas de espermneetc a
640 a libra, a retalho a 680, doce de goiabaa 1
e 18120 o caixao, viulio do l'orto engarrafado !
fino a 800 e 1J a garrafa : por baixo do sobrado !
n 16, com oilao para a fu da Florentina.
(FKEMP wje^ayohk)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
IDEELIliilP*
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONDECIDO
Conlraconstipacoes,ictericia, affeerdes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO HANGUE.
75,000 caixasdesle remedio cousommem-se an
nualmente I 1
Remedio da natureza. *
Approvado pela faculdade de mcdiMna, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amenle vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial ncm algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas em caixas do folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efflcaze
em sua operaro, o um remedio poderoso para a
juventudo, puberdade e velhice.
Lea-se o folhetoque acorapanhacada caixa,pelo
qual se licar conhecendo as multas curas milagro-
sas quelera efTectuado. D. T. Lanmari & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se a venda em lodas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Ro de Janeiro, na ra daAlfandcga n. 89.
Baha, Germano & C, ra JuliSo n. 2.
Pornambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.

Novas raachiuas de cozer,
DE
Wheeler DE
New-YorL
Acham-so venda estas ntcressar.les machi-
nas de costura, asquaes renen todas asvanta-
gensdesejaveis, nao s pela perfeic-ao esoguran-
ca do mechanismo, como por screra da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a Irabalhar ncllas, o que se consoSuc
com urna simples lieao. Estas machinas fazem
posponlo dos dous lados da costura o cozem cora
maior rapidez e perfeieao possvel.
Acham-se venda e mostram-so a qualquer
hora ds da ou da noite na nica agencia desla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imiieratriz n. 7 primeiro andar.
Na loja do sertanejo, ra
do Queimado n. 43 A.
Reccberara em direitura de Franca, de encom-
ienda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que em outra qualquer parte, a3Sm como
tambem tem um grando sortimento de enfeite,
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
co de 43 cada um, assim como tem chapos de
sol de panno a lg200 cada um em perfeito esta
do, aberturas brancas mulo finas a 320, ditas de
esguiao de linho a 1$ urna, cambraia prela fina
a 300 o covado, de cor a 540, brim branco de linho a 1&200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
7g40O, ditos pretos a 8 e a 9$, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e
12$, colletes de gorguro a 4, 5 e 6g, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eiascruas, por
ser grande porcao, a lfcOO, ditas a 1SC00 e 2j a
duzia, finas a 3 e 4$, chapeos eufeilados para
meninos c meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e tudo o oais aqu se encontrar o preco,
e nao se doixa de vemnder.
E peehincha
sem igual.
Na loja do Treguiga, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais Uno que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato prego de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48,pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5g, lencos do cam-
braia de linho a 3$ a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3j>800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4)3500, e bordados a 6, paletots do
alpaca preta e do cores a 5, ccroulas de linho
e algodao, camisas inglezas muilo superiores a
60^a duzia, organdys de lidos desenhos a
19100 a vara, cortes do cassa chita a 33, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4800, 5t, 5$.">0,
6,7 e 83, chitas inglezas de cores Oxas a 200 rs o
covado, loalhas para mesa a 3 e 4{>, corles do
calca do brm de linho a 23, ditas de mcia case-
mira a 2j>240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a TtSaTlj ttimdo (HicimadO
STalojadoPreguicanarWdo ffande sorlimcnto de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
D-se amostras com penhor.
Queimado n. 2. tem para
\ender:
Chaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finospelo Cortes de vestido do seda de cores com
deminuto prego de 2:500 cada um musselinas babados
"ro1!51* lafgaS.' de variados, P811'5" Hilos de dita preta tora babados
Ditos de dita gaze phantazia
Romeiras de fil de soda preta bordadas
Taimas de grosdenaple prelo bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso pelo e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 1J e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia o seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padroes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremcios bordados
Manas de blondo brancas e prelas
Ditas de fil de linho prelas
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel alie 1200 cada urna, e
oulras muitas fazendas, cujos preijos extraor-
dinariaoiente baratos, satisfaro a expeclativa
do comprador.
Machinas de costura
una uguiicia :
agentes em Tcrnambuco Raymundo Car
te A- Irmao. atorro da Boa-Vista n. 10.
GHAXDE ARMAZE11
O agente do verdadeiro xarop-3 do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e armazem de drogas do Vi-
cente Jos de Brlto& Flho : dtsnecessario fa-
zer elogios bondade dosto xarope, nao s polo
reconliecidocredlo de seu autor como pela acci-
tacao que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
rao do xarope de Bosque, o qual verdadoiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadoiro contera uo envoltorio a pro-
pria assigriatura dos proprelaros. e no falsifica-
do esta lithographada.
'-.'.-'
' AJ;
s
i
ib
DE
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a Kl?, ditos fnncezos de seda a 1%, ditos do
castor broncos a 14$, di'os do velludo a 8e9,
ditos da loi.lra de todas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezes de copa alia e baixa a 3 e
5g, ditos de fel tro, um sortimento completo do
2S500 a 6J500, ditos do Chile de 3*500, 5, 6, 8,
9, 10 e 12$, ditos de seda para senhora, dos mais
niedernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo gosto a 153, enfeites finssimos para calcen
a 43>00 e 59, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muilo em conla, ditos para
baplsado do meninos e passoios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para escolher, bonels"
de galo, ditos de marroquim, ditos do vellu-
do, ditos enfoitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chopvos ninos do escola, e mesmo para senhora e para ho-
rneo* ; finalmente outros muitos objectos que se-
ria enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em conla ; c ossenhores freguezes vista da
fazenda ficarao convencidos da verdado : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direita n. 61,
do Bcnlo de Barros Feij,
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feieoado syslema, fazen-
do posponlo igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das rr achinas e manda-
se cnsinar nas casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesta agencia : nicos ,
Carlos Lei- Chales do seda de lodas as core3
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de lodas as qua-
lidades, covado
i Caseniiras dem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touqum brancos
Ditos de merino bordados, lisos e cs-
/?.// V/vw *, lampados de todas as qualidades
liUa NOVO, n. 4iJ, JimtO m Enfeites do vidrilho francezes pretos o
aigreada Conceico dos1 decoros
M Militnvoe A1,orluras Para camisa do linho c algo-
Tt K.n *1*nwCb. f%\ dao, brancas e de cores
bs pns fetasj como sejam casacas, sobreca- ^' LnaPC0S Irancoxes finos, forma moderna
* sacas, gndolas, fraques, e paletots de 38 i ^m sortimento completo de gravatas d
M rTn0 '"'"P";1 e dft .cores, paletots c A, I seda de lodas as qualidades
f* sobrecasacas de merm, alpaca o bomba- ^ r.m; t ts
ria prc.os e de coros, palJtoL e sobre- S | C7 T"' Pe"S d linh e d'5
-V casaros do soja o casemira de cores, cal- M al'Cdao brancas e de cores
Jg ras de casemira prela e de cores, ditas de <3> Dilas de fusto brancas e de cores
O SSSf'SSS?^ dS b-rim de li,,h0 ^iCeroulas de linho o de algodao
* liranco e de cores, de fusto e riscados <\! r,__ i .
| caigas de algodao, colletes do velludo fPeH "" P"aito ftw.
^ preto e do cores, ditos de selim preto e ffi completo sortimento de fazendas
K brauco, ditos de gorguro ecasemira, di- > P*n vestido, sedas, lia e seda, cam-
^ tos de fustoes e Mu fardamentos para B. braa e seda lapadas e transparentes
g a guarda nacional, libres para criados, *f> i covado C "'
^ ccroulas o camisas francesas, chapeos e W.'
^ gravatas, grande sortimento de roupas ^
! |^ para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- M
g^ dando ao comprador algumas das ropas ^
j g feitas so apromplarao oulras a gosto do |k
' ij comprador dando-se no da convenci- fs
nado. ^
sase-eeeS
9
9
I

9
1200
I
33000
1^500
10f000
16JC0O
1000
9
8

9
9
$
gooo
9
53000
9
a>oo
9
6JO00
8.J500
I
V
DE
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadoias para os mesmos,
de excellente gosto.
cobertos edescoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez em casa de
Southall Mellors & C.
Para os folgasoes do Car-
naval
Gama & Silva, no antigo ater-
ro da boa-vista hoje ra
Imperatriz n. G0.
Vendem lindissimos cbamalotes de algodao
a imitagodeseda, de todas as cores proprios
para vestidos de senhoras para vestuarios para
homens por prejo baratissimo que facilita faser-
ceum rico vestuario gastando millo pouco di-
nheiro da-se as mostras com pinhor.
Acaba de chegar do Ro de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volunte
da Corographia.
Histrica clionologica, genalogca,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Mora es : vende-se a
4$ o volunte, podendo-se vender o se-
gumdoem separado : na livraria n. 6 e
S da praca da independencia.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOI.LWOYA.
Este inestiniavel especifico, comporto inleira-
mcnle de berras medicinaos, nao conten mercu-
rio, ncm alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a comploicao mais
delirada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
iuteiramento innocente em suas operacoes e cf-
feitos; pois busca e remove as doencaj do qual-
quer especio egro por mais antigs e icnazos
que sejam.
Entro milhares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depis do h.nver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao dovom entrcgar-=e a de-
---i iracao; facam um competente ensaio dos
efficazea effeitoa desta assombrosa medicina, e
prestos recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguinles enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas. f
Arelas (malde}.
Aslhma. -
Clicas.
Convulsoes.
Oebilidade ou extcrjia-
cao.
Demudado ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Dysin loria,
or de garganta.
FazeDtlas por precos ba-
ralissimos.
O Treguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muilo fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos goslos,
covado
Chitas francezas de lindos padroes, co-
vado a 290 e
Chales do merino lisos com franjas do
retroz, uui
Ditos de dito bordados de velludo, um
Ditos de dilo com palmas de seda, um
Alpaca de seda do quadros, covado
Meias muito finas para senhora, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias casemiras do quadrinhos, covado
Ditas dilas escuras com duas larguras,
covado
Cortes de dila muito fina
Ditos de dita preta bordada
Brim branco do linho uno, vara
Dito dito dilo, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, rara
, e outras muitas fazendas que se veuderao a von
tade do comprador.
Meias cruas brancas
meninas
Dilas de seda para men na, par
' I.uvas de fio de Escoc 1, pardas,
menino
Velludilho de cores, corado
Vclbulina decores, covido
Pulsciras de velludo
do cores para
para
15800
I9OOO
2sn
300
O$4O0
8 SjJOO
640
49000
3S600
3000
5C0
res, o par
Ditas de seda idem idem
prelas e do co-
leto de luvas d.3
para senhoras,
Um sortimento compl
seda bordadas, lisas,
homens e meninos, db todas as qua-
lidades
Corles de col'ete do goigurao de soda
decores
Ditos de velludo muito linos
Lencos do seda rosas para senhora
Mar uezitas ou sombrinl
molas para senhora
i Sapalinhosde merino b< rdados proprios
para bnplisados, o pa
Casinetas do cores de du
to superiores, covado
Tafel roso, covado
9
15600
13
15200
700
23000
lrooo
as do seda com
is largurasmui-
Setim prelo, encarnado
para forros, com 4 pal
covado
Selim liso de lodas aseares, covado
Chitas francezas claras
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
azul, proprio
nos de largura.
o escuras, co-
icnnni s "mi ue core, vara a a
1S0OO Loncos de seda de gorgu ao pretos
63400
8S500 I
1600
1*400,
15200
ljiOOO
Co'.larinhos do esguiao
demos
Um completo sortimento-
:-
sendo casaras, sobrecasacas, paletol
colletes, calcas de mu tas qualidadi
de fazendas *
Relogios c obras de ourc
Cortes do casemira de edres do 5$ a

de linho mo-
do roupa feita
9
85000
25O0
2^00
1*000
$500
15600
9
C-32/;
go
15000
Vendemj-se fazondas por barato
preco e allgumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ra do Queimado" loja de 4
portas n. 10.
sm
12.-000

i I
::
\
':>
:
1
W
Agodo inousro.
AG00 rs. avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
do-so nlgodaocom 8 palmos de largo, pelo ba-
rato preco do 600 rs. a vara ; este algodao serve :
pjra toalhasde mesa por ser de superior quali- '
dade.
i; GRASDEEVARIADO SORTMESTO :
l)E
Rouasp leilas e azendas
i i
por sacca de milho ;
Irmos.
4,000 rs.
nos armazens de Tasso

de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfet mida des no ventre.
Dilas 110 ligado.
Dilas venreas.
Cnxaqueca.
Hrysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Goa.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
IiiflSmmaces.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigasd'c toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Ob3truccao de ventre. .
Phtysica ou consumo*;
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalisrao.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
inveacao aper
coada,
Bandos ou almofad
de crina para penteade de
senhora.
Vende-so nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
Ra do Queimado n. 37,
A 303 cortes de vestidos de soda quecustaram
ti?*- A 1fiS rnrliw Hj miIJ/m, An _1____.__ "
luoia c atmazem
DE
Ges ^Bastos


i Na ra do Queima-
do n. 46.
-: Ricas sobrecasacas de panno fin
H e de cores a 2SJ, 30* e 35?, tamben
; palelots dos mesmos pannos a 22* e 24*, [
2 paletots de casemira de cores de muito i"
& bom gosto c finos a l2j, 14J, 16$ e 18, di- i,
R los de panno prelo piara menino a 18* e S
:.- 205, ditos de casemiifa de cores a 8* e 10>. ;
'; calcas de casemira dfc cores e pretos ejun- [!
:
:
fino pretos ]
m temos j
. ta mente para meninos a 7*. 85, 95, 10* o :
;: 12^, colletes de gorguro de seda e case- i
1 ; mira a 5$, 65 e 7g, ijalelolsde alpaca pre-
~: tos do cores saceos aj4*, ditos sobrecasacos :
1 : a 7* e 8$, ditos do brim, do esguiao o de i =
I fusto tanto brancosicomo decores a 4?,
' (: 4*500, 5e6J, calcas de brins brancos mui- : .
: lo linos a 5S. 65 e 7a*. cnlleies brancos ede i
finos a 55, 65 e'7*. colletes
iros a 35 e 35500, camisas pi
I <
60*; a 163 cortes de vestidos de phantasia nup 1
custaram305;a8| ch.pelinh.8 5LS ^ Ktw ffX'JS!.,r T*?
na ruado Queimado n. 37 ;; unersas quaiioaups, calcas do brins de
: cores finas *3&500, 4j c 5*, um rico sorii- :
j monto de vestidos de cambraia brancos ??
; bordados do melhor, gosto que tem appi- :'
; recido a 28, manteletes de fil preto e de i
; cor muito superior gosto e muito moderno B
fj a 20$ cada ume 24*, ricos casaveques de r
p cambraia bordados fiara menino a 10*, di- : >
1 ; tos para ser.hora a S5J, ricos enfeites de 8
o de velludo goslo melhor que lera ap- }J
Brim trancado de linho todo
preto,
Vendem-se eslas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespnnha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contem urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, oa na da Crui n 22, esa Per-
nambuco.
te Traumann de Hamburgo.
do deposito geral do Rio de Janeiro: a trata
com Tasso & limaos.
Fariuha de mandioca
Tasso & Irmi
Milho
nos armazens de Tasso & Irmios.
no armazMu de Ti3go'4 Irmos.
fazenda muito superior; garante-so que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife u. 48. lo-
ja de'Leile & Irmao.
Endites de vidrilho e de retroz a 4* cada
um : na na do Queimado n.37, loja de 4 portas.
fcm casa de Rabe Scbmettan &!'! Parecido a luje 12. e outras muitas fa- :
C-, ra da Cadeia 57, ver^lem-se S'&SlttOTiffi *" PW^ |
elegantes pianos do atamado fabrican- Kr
" Casacas para a quaresma;
Ncste mesmo estabelecimento ha um '^
H grande sortimento de casacas pretas, as- 3
1 sim como manda-so faaer por medida a von- \
:: tade do freguez, escolhcudo os mesmos os jf
y] pannos a scu goslo sendo os precos a 35* |it
i e 40*.
Camisas inglezas
:-
No mesmo eslabelecimeulo acaba de che- Vi
W gar um grande sortimento das verdadeiras
( camisas inglezas peitos de linho com pregas ^
I largas, uliiina moda, por ter-se milita ;,j
fj quantidade determinou-se a vender por
p menos do valor seno a duzia a 34*. ^
UAUULADQ}


DiABIO DE PERNAMBCO. QUINTA FE1RA 23 DE FEVEREIRO DE 180.
m
DE
Sita na ra Imperial n. 118 e 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebaslio J.da Silva dirigida por Manoel Carneiro Leal.
Neste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de difforentes dimencoes
(de 300 a 3:(t) simples e doblados, para destilar agurdente, aparclhos destilatorios continos
nbas
Iras
onze e
: todas
WO IIMIB^W poi" VHWIIIvmLra, V1.11IUJ UU ICUU WIII l'MIHU.llll C SU III OII4I, lUgUUS UU IUI"I'0 O O t ll \ 0 i S G
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicns, espuraadeiras, cocos
para engenho, follia de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco era lencol e barra, lsnces c
armellas de cobre, lences de ferro a lalo,ferro suecia inglez de todas as dimns-es, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que era outra qualquer
parte, desenipenhando-se toda e qualquer encomnienda eom presteza e perfeieao j conhecida
e para coniraodiilade dosfreguezes que se diguarem honrarem-nos com a sua confianoa, acha-
t na ra Nova n. 37 loja de forragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e era barrisde quarto, por preco commo-
do : no srmazem de Adamson Ho,wie& C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
ARCHIVO IMVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
OLLABOBADO
TELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. GilAlexandrc IlerrulanoA. G. RamosA. Gnima-
resA. do LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. I.opos .tu Mendonea A. Xavier
Rodrigues C.ordeiroCarlos Jos BarreosCarlos Jos CaldeiraE. Tinto da Silva' c CunhaF.
Gomes do Anu.rimF. II. BordalloJ. A. de Freilas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollaooJ. E. de Magalhes Cout'mhoJ. G. Lobato
PiresJ. 11. da Cunha RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoellioJulio Mximo de Oliveira PimenlelJ. Podro de Sou/.aJ. S. da Silva l'erraz__
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo Midosi Ricardo Julio FerrazYalonlim Jos da Silveira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
roR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da .lollaRodrigo Paganiuo.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offereccr aos lcilores, con-
fnnlar.ipiitc com a revista do que mais nntavei houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns arligos originaos sobre qualquer desles assumplos, o archivo inivf.rsal,
desde Janeiro de 1859, em que coraecou a publicarse, lem salisleilo aos seus lins, com a maior
exaclidao c regularidadc.
Pi.blica-sc todas as segundas foiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um voume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio dcste Diario, ra dasCru/.os, e na ra Nova n. 8.
Proco da assiguatura : pelos paquetes vapur 10S200 por auno ; j>or navio de vela SS [moeda
brasileira).
Ha algumas collccooes desde o coraeco da publicaco do jornal.
Com toque de avaria
1:800
Cortos da vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Baymundo Garlos Leite &
Irmos. ra da Imperatriz n. 10.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
FUND
S-;us proprietarios offerecem a seus numerosos froguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufaclurada era seu roconhecido estabelocimento a saber: machinas de vapor do
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de niadeira, moen-
das o nioias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindasles, guin-
chos o bombas, rodas, rodetes, aguilhos e buceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca o oleo de ricini, portos gradara, co-
lumnas c monillos de vento, arados, cultiva lores, pontos, 'aldeiras e tanuues. Unas, alvarengas.
botes o todas as obras de machinismo. Evocla-so qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
desenhos ou moldes que para tal fim forom apresentados. llecebem-sc encommendas neste esla-
boleciinonlo na ruado Brum n. 28 A c na na do Collogiohoje do Imperador n... raoradia do cai-
xeiro do ostabelecimento Jos Joaquim da Costa l'eroira, com quem os prcteudentes se podtm
entender para qualquer obra.
CONSULTORIO
% P. A. MHH) HOSCOSO,
3 RUJx* DA GLORIA, CASA BOFURDO 3
Clnica por ambos os systcmas.
r,nir,P r'r?b Moscosod insultas todos os dias pela manhaa,ede tardedepois de 4 horas
^^.Sr^fT^" ^tn*0tpara acidaJ^onio para os engenhos ou outras
Mn.^s 5**? devem ser dirigidos & sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da uoite sendo por oscripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uuioro da casa. H uu.ut ud
JZXSt ?ue nf\forPm uce "agencia, as pesaos* residentes no bairrodo Rocife podero re-
^Tj^^^^jLiT^^J-^^ Cruzou a loja de Uvroslsr.Vs
metter.
nugueira ce Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa luja e na casa do aiiininciantc aohar-se-ha conslantcmcnt e os melhores
mentoshoueopalhicos ja bom conhecidos e pelos prcos scuintes
Botica de 12 tubos grandes, .
Hitos de 24 ditos......
itosde 36 aitos. .......
Dito de 48 ditos.....\ ',........
Ditos de 60 ditos. ......'.
Tubos avulsos cada um.....
Fraseos do linduras......' ......
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr.' Jahr 'traduzid'o
em portuguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc...........
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario' .'
.________ Repertorio do llr. Mello Mora es.
medica-
OJOOO
I5g000
2OJ090
25f(iuO
OcOO
1S00
SgOU
20*000
10)4000
68000
Neste proveiloso estabeleoimenlo, que pelos n
nientcmei lo montado, far-sc-hao tambera do Io
maioi commodidadee economa do publico de <
tantos sacricios.
Assiguaiur. de banhos frios para urna pes
' momos, de choque
,___________Sprifts de cartoes p banhos avulsos aos ore. 1
mellioramentos feilos acha-se conve-
cino em yante, contratos mensaes para
priolarios esperam a remunerado de
pormez.....lOgOOO
chuviscospor mez ljOOO
inn'jnciadn.
Vandc-secm casa de Arkuright & C., ra da
Cruz, araiazem n. 61, relogios do fabricanle lli-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito maciiiuismo
pode-se usar com cubera ou sem ella.
da Silra
m
"t-v
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
tente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vndese
de pa-
Abreu.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa: ni ra larga do Rosario n. 36.
Lengos de labyrintho.
Grande sorlimenlo de lencos de labyrintho
chegadosaesta loja, de muitobonitos desenhos,
que por gosto se podem possuir, e por preros
muilo baratos : na ra Nova n. 20, loja 'do
\ianna.
Vende-se um cscravo crioulo de 21 anuos
de idade, sadio, sera vicio ou defeilo algum, pe-
rilo ofcial de_sapalciro, bom copeiro, c'apto
para qualquer servico : a tratar com o abaiio as-
signado na alfandega, ou em sua residencia na
ra da Saudade, primeira casa com sotao do la-
do do sul. Pedro Alejandrino de Jarros Ca-
valcanti de Lacerda.
Ve, em-so pipas e barris notos de Lisboa :
o raes do Ramos n. 2, escriptorio de Prxedes
Gusmao.
' .' S '.:' ;:' & fi S?> '- ": ^> !:>> T.V>X>1r>,^
m
I
i
Estopa.
fe Camisas inglezas.
Biscoutos em latas.
Em casa de Arkwiglil & C. ra da Cruz nu-
mero 01.
v-ende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor & C. ra do Torres
n. J.
E barato que ad-

mira.
Vendem-sc casacas, sobrecasacas, paletols de
panno prelo, pelo diminuto preco de 2j!, collelos
de seda a 2g, dito de fuso, gros'denaple a 12(I0,
a elles, antes que se acabera ; na ra Nova n. 14
Era casa de Heury Eorsler & C.. ruado
Trapiche n. 8, vende-se :
Lmcarro americano de qualro rodas (pode-se
v.r em casa do Sr. Forur, ra da Imperatriz)
Arreos americanos,
Bombas idem.
Foges idem.
Arados idem a 30#00.
Champagne e cognac.
Relogios americanos
farinha de irigo de todas as marca
Lampeoes de palele Com azeite p^oprio.
Os abaixo assignados para commodidade do
respeitavel publico, procuraram e conseguiram
estabelecer era diversos pontos desta cidade a
vendagem dos forros econmicos de Blesse Draki
pelos mesmos prejos por que tem vendido no
seu eslabelecimento da ra da Imperatriz n. 10,
isto de 12$ por apparolho completo, que cons-
ta de ferro,fole cdcscanco. Esta maravilha d'ar-
to americana um daquclles inventos de grande
ulilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvao e lempo, mas se consegue em deter-
minado esparo de lempo engommar o triplo do
que se oblem cora um ferro commum: com C0
rs. de carvao engomma-se um dia inteiro, s ne-
cessila lirapar o ferro quando se principia a ope-
rario, o qual conserva sempre o grao de calor
que se pretenda, para o que lem um registro ; o
seu peso est graduado para, sem esforco, poder
ser manipulado a vontade do mais dbil traba.-
iaJor, tem mais um apparolho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quera com
ellos trabalha. Achara-se venda nos segra-
les lugares : praca do Corpo Santo n. 2,eslabele-
cimento do Sr. Jos Alves Barbosa ; ra da Ca-
doia do Recife n. 44. idem do Sr. Thomaz Fer-
nandos da Cunha ; ra da Madre de Dos n. 7,
idem dos Srs. Fonseca & Marlins ; ra do Crespo
n. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio de Azcvedo;
ra da Pcnha n. 1G, idem dos Srs Tinto de Souza j
i.V Bairao ; ra do Cabug n. 1 B, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, eslabelecimento do Sr. i
Antonio Duarle Carneiro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Guimarcs & Oliveira ;
ra do Queimado n. I i, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Dircita n. 72, idem do Sr.
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Praia n. 28,
idem do Sr. Custodio Manuel de Magaliiaes ; ra
da l'raia n. 46, idom do Sr. Pedro Jos da Costa
Castello Branco ; ra do Livramcnto n. 36, idem
do Sr. Joao Antonio de Macedo; ra da Santa
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e
ni ra da Imperatriz, idem dos abaixo assignados
Hay mundo Carlos Leite i Ir indo.
Vendem-se foges do ferro econmicos, de
patento, para casas de familia, conlendo 4 toma-
inas, e romo para cozinha com lenha ou carvao,
ptima inven cao pola economa de gastar um
ion;o de lenha ou carvao dos anligos, c de cozi-
uhar com mais presteza, tem a dillerenra de se-
ren amoviveis, oceuparem pequeo sparo da
casa, e do fcil couducco: vendem-se por'prc-
cos muilo mdicos, na fundicao de Francisco A.
Cardoso [Mosquita) ra do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
CALQADO
Grande so ni ment.
45Ra Dircita*45
Os estragadores de calcado encontra-
uio neste eslabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. O.sOOO
Ditos (lustre e bezerro)..... 8<;OOo
Borzeguins arranca tocos. 8$000
Ditos econmicos....... G^'000
Sapa toes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ...... 5.000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$500
Borzeguins pata meninas (Cor-
lissimos)..........4,s000
E um pe fcitosorti ment de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, o, litas, sedas etc.
Ra do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Ainda restara algumas fezendas para conclu-
ir a liquidarlo da Grma de Leite & Correia, as
(juaesse vendera por deminuto preco, sendo en-
tre outras as seguintes :
Majos de meiss cruas para hornera a 1$600
Ditos de ditas de cores 2$000
Ditos de ditas cruas muito superiores 48000
Ditos de ditos para senhora 38000
Ditos Je ditas muito finas rooo
Cortes de caiga de meia casemira 25OOO
Ditos de ditas de casemira de cores 58000
Ditos de ditas de casemira prela a 58 e 69000
Brim trancado branco de liaho lino
vara 18000
Cortes de colete de gorgurao de seda 23POOO
Pao prcto fino, prova de liraao 38 e 43000
Grvalas de seda prela e de cores 15?000
Riscados francezes, largos, cores fixes
covado 200
Cliias francezas largas finas covado 240
Ditas eslreitas igo
Riscados de cassa de cores lindos palmes e
superior qualidade covado 280
Cassas Je cores covado 240
Pessas de cassa branca bordada cora 8 va-
ras por 23000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 48000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 28000
Grodenaple preto, largo covado 1J5800 e 28000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 28000
Vestidos brancos bordados para laplisado 59000
Veos bordados para chapeo 29000
Entre meios bordados 19600
Aihoaihijo adamascado largo vara 18280
Lenjos deehila escuros um 100
Gangas de cores para palitos covado 200
P^elogios.
Vende-se enl casa do Johnstou Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de relogior
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricamos de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
OGUENTO HOLI.OWAV.
Milharcs de individuos de todas as nacSes pp-
dem (eflr-munhar as virtudes doste remedio in-
comparavel e provar em caso necossario, que,
pelo uso que dclle fizeram tem sou corpo e mem-
brosintoiamontc saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dossascuras maravillosas
ChegouaesU?. eslabelecimento um completo [)C!a 1,'i"l!'a ,J'S pe';i('dicos, que lh'as relalam
inrmnnin sortimento de obras felas, como sejara : pal- dolas sao if o sor prndente* que admira;!, so
ojts de panno fino de 16g at 28g, sobrecasacas : mdicos mais celeDres. Guantas pessoas reco-
de panno fino prelo e de cores muilo superiores braram com esto soberano remedio o uso de seus
braoos o pomas, depois de tor permanecido lon-
! go tempe reos hosptaes, onde do viam soffrer i
' amputacao Dolas ha muitasque havendodei-
a 35tf, um completo sorlimento de paletols de
riscadhiho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, corou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g al 5j
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
dilos muito superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alia a 138, ditos copa baixa a 10g, cha-
peos de eltro para homem de 48, 58 e at 78
cada um, ditos de seda e de palha enfoitados pa-
ra meninas a 108, ditos de palha para senhora a
12j, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
25$, cortos de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, dilos de phantasia de 1G8 at 35000,
gollinhas de cambraia de 18 at 58. manguitos
de Ig500at58, orgaudys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemirasde cor-
xado esses osylos de padeeimetos, paras-nao
submottorcm A essa OperacSo doorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoromedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord corroge-
dor e outros magistrados, afim do maisaulenti-
carom sua lirniativa.
Ninguem desesperarla do eslsdo de saude sa
tivesse bstanlo confianza para ensaiar oslo re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
montralato que necessitasse a nalureza do mal,
cujo resultado soiia prova riiicontootavolmoiiie :
Que ludo cura.
O ungiscttto he til, imtis particu-
lariucute nos M'suintcs casos.
Alporca-
Caimbras.
Callos.
Canteres.
! Cortaduras.
les para colletes, palelots e calcas de 35500 al I Dores do cabera.
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 25000 das costas.
al IOS o covado, corles de collete de vellu do 7*!03 '"y1"'""0?-
muitosuperioresa9el2$. ditos de gorgurao
e de fustao brancos de coros, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 182S0 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 98, gresde-
naples de cores e pelos de 1800O at 38200 o
covado, espai lilhos para senhora a 6S, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12# cada um,
longos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos para ho-
mem, Calenda muito superior, de 12 at 208 a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
em geral.
Ditas do antis.
Eruprocs e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
d-es.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
iInchaces
Inflammarao do Usado
liillaiiimarao da boxiga.
da matriz
Lepra.
Hales daspernas.
dos peitos.
de nulos.
Mordeduras de repiis.
Picadura do mosquitos,
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer iar- i
lo quo seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Veias torcidas 011 noda-
das as romas.
Pecliincha
Thom Lopes de Sena,
dono da antiga loja da ra Nova n. 32, que Coi
de sua sogra Madame Theard, tora a honra de
annunciar ao respeitavel publico, principalmen-
te a seus freguezes, que recebo] em direitura de
Franca, escollado pelo goslo de Madame Theard,
yin completo sorlimenlo para sua casa de modas,
chapeos de velludo e de soda, de todas escores,
para senhora, dilos preos para lulo, ditos do
velludo e de seda de todas as cnrs.para meninos
e meninas, bonets e gorras de todas as coios, sa-
patinhos para baptisado, roslo novo, capuxao a
Mara Sluard para sabidas d. bailes ou Ineatros,
chales, capas e manteletes de grosdenaplos pre-
tes.guarnecidos eom bicosde giipurae idnlhos,
bordados de velludo, onfoiles para caber-a de to-
das as coros, de dilferenlos goitos o qualidades,
esparlilhos de oarrilel c de enl ar, bicoe e lilas
de soda do todas as larguras, fr rajas, cascarrilhas
de seda de dilferenlos coros, agullias francezas,
linhase roliozos do Unas as coros, e outras mul-
las raiudezas. Reeebom-se fkarinos todos os
mi zes, fazom-se vestidos da ultima moda, ves-
tuarios do baptisado, e ludo mais qoanlo for de
preparo de toiletes de urna Benhra.
\*cnde-se um boi bom do carro muito novo
e est gordo : na botica da ra Nova se dii
quem vende.
FUND
PA
0 LOW-HOW,
A
Una da Senzala Hcva o. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comapieto sorlimenlo de motadas emeias m
das para euronho, machinas d vapor o i
de forro baliUo e coado. de todos os tamanhos
para dto.
'
Escra\os ugiuos.
Pugio no dia 7 de novembro do anno
. pe
i ,
do nacao
os" si
pro-
Ai:-
9
pharmaceutico,
oambnce.
na ra da Crun. 22, em Per-
Vende-se este unguento no estabecimento
-iU, barege de seda para vestidos, covado a geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lo400, um completo sorlimenlo de colletes de todos os boticarios droguistas e outras p ssoas
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de I 'ncar'"egadas de sua venda era toda a America
fustao decoros, os quaes se vendera por'baralo snl- ,1;lv3na Hcspanha.
preco, velludo de cores a 78 o covado, pannos1 *enJ*."sc ?8t) rS". cada bocol';nha co!l,,''m
,nj. H orna instruccao em prtuguez para o modo de
para cima de mesa a 108 cada um, merino al- fazer uso deste ungento.
cochoado proprio para palelots e colletes a 28800 I O deposito gorat em casa do Sr. Soum,
o covado, bandos para armadlo de cabello a
18500, saceos de tapete e de marroquim para va- |
gem.eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
Facas de cabo de marfni.
Iliquissimo sorlimenlo de fa~as de cabo de
marlim de ludas as qualidades, para mesa c so-
bre-mesa, desde o mais fino al o mais baixo,
por precos muito baratos : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Camas de ferro.
Grande sorlimenlo de camas de forro para urna
c duas pessoas, dos mais lindos modellos que
lem viudo a este mercado, assira como tambera
ditas com lona para homens e meninos, por pre-
cos muilo baratos : na ra Nova n. 20, loja do
Vianna.
Fardo a 6#000.
Sacoos^rnndos : na ra Nova n. 52.
S?" Deroiile da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dem-se e alugam-se bichas de Hamburgo, por
menos do que em qualquer oulra parle, amola-
se qualquer ferrimonta, lira-se e chumba-se
uenlos, sangra-se e faz-se tudo quanto perlence
c arte debarboiro.
Na ra do Trapiche n. 14, vende-se o cen-
'o de ceblas a 800 rs.
S@<@ @|
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bom condecido e acreditado deposito di
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em podra : tudo Dor nrecoa muito
razoaveis.
Pianos ven
Em casa de E. A. Burle & C, ra da Cruz n.
.48, ha sempre para vender um complelo sorli-
, ment de ricos e excedentes pianos de todos os
precos e qualidades, os quaes sao de muila du-
raco pela sua boa conslruccao. Estes pianos
i que foram premiados com a medalha do primei-
i ra classo na exposicao universal de 1855, alem
de sercm de 7 oitavas e 3cordas,s5o do Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
sa re m podem compra-Ios com 20 ou 30 0(0 de
| menos que em outra qualquer parle.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n.
da ullima moda.
;.:. Vendera-sc bibis recentemcnle ebega-
@ dos chapeos de senhora para passeio) :
g! no segundo andar do sobrado da esquina
j da ra do Queimado por cima da loja do
a* Sr. Preguica, entrada pelo becco do l'ei-
> xe Frito n. 1.

I

^l

S e* \^
ATTENCAO
Vende-se a armacao da loja da casa da ra do
liorlas n. 29, sera gneros : a tratar no becco de
Campellon. 4, priuieiro andar, por cima da ta-
berna.
Vende-se a taberna n. 141 da ra do Tilar:
a tratar na mesma, ou no primeira andar.
Villa do Cabo.
No arma/.em do Machado vende-sc carne sec-
ca, baealho e mais gneros, pelos mesmos pro-
cos do Recife.
k@K> fe a
^* Ricos cortes de vestidos pretos
de duas saias bordadas em tecido a vellu-
$& do, sem competencia em gosto e quali-
dade.
@ _^ llantas prelas bordadas, de blon-
@ de do linho muilo superior. @
@ ^* Enfeiies de llores finissimas para
@ cabera de senhora bom gosto c modernas. @
54 ^* 2- andar do sobrado da esquina
da ra do Queimado, por cima da loja do $
Sr. Preguica entrada pele becco do Peixe m
Frilo n, 1. S
$*
Vendem-sc muito baratos sapntinhus e bor-
zeguins de selim branco para aojos de procissao
na ra Nova, loja de Vieira & Pinto, c tambem
se vende na mesma loja fil preto com 10 palmos
de largura.
4>.
ximopassado o cscravo Fel
pola, do idade a 50 an
seguintes : um lano baixo do corpo, cor "fula,
tosa carrogada, olhos pequeos, cara larga, sem
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
larga, com alguna cabellos brancos pilas fonfes,
parecendo sor muo mancinho, porm muito
vclhaco e metliuo a curador deemposturias, de
bom corpo, pomas um tanto linas, segunda o
mesmo corpo, cujo cscravd de Antonio San-
llago Pereira da Costa, propietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Piola quem
o pegar ou disser ende do corlo est ser bom
recompensado.
Moleque Fgido.
100,s00clcgrati(carao.
Roga-se aos capitcs de campos, e a toJa e
qualquer auloridade a appiehensao do um mole-
que de nome Manoel, crioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cor-
rente anno, levando caiga de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o rr.aior signal solTrer
>!e Mthmaea pouco estevcdoenie de baxigas;
desconfia-se queeste-ja acoiulo por algum esper-
talliao, que se queira aproveiiar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j protesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dito laropio com
iodo o rigor da 1, egratiica da maceira cima,
aquello que l'.ie der noticia ceria, e paga toda
despeza que fe fizer com o mesmo moleque para
se effoctuar dila aprehebsao, levando ra Nova
o. 21. Francisco Jos Germano.
Fugio do engenho Sanios Mondos d
marca de Nararelh, do LaurenlinoG
tilia Peroira llolliao, no dia 3 de Janeiro prxi-
mo passado, urna osernvade i on.e .i se| ha, une
n ; resenla ler 30 anuos do dade, pouco mais o
menos, cor fula, copolenta, testa empolada o
com ceios, i mamira do principio de calva,
ps grandes, pernas grossas, peitos grandes]
denles perfoitos, olhAs vivos, olhar espanl
foi comprada do Recife aos Sis Gouveia & Leito
lia 5 anuos, pouco mais ou menos, e estes
praram a um Sr. Triudade no Carrapato : sup-
p5c-so estar acoulada, por isso quem a ai
hender levar ao rroriJo engeuho, uu
praca aos Srs Manuel Ignacio de Oliveira & Fi-
lho na praca do commcrcio, ou mesmo dor no-
ticia corla do lugar oude ella se acha, ser recom-
pensado.
Fugio no dia 24 d dezorobro do a nno pas-
sado, o cscravo Hanoel, con hedido por Manoel
Cabodo ou Manoel io.a, com os sisnos seguin-
tes : reiirescnta tor 26 annos de idade ;
mais ou menos, alio, reforcado do corpo, cor
alaranjada, rosto redondo, cem alguns signaes
impercepliveis de bexigas, sem barba, cal
Rna do Livramento n. %
loja deCaminha Irmaos & C, lem venda gioz
prelo de 1J700 e 1?9()0, e muilo superior por
2^000, chapeos pelos muito linos a 8 e 9j), pa-
lelots brancos de linho por 4i500, ditos decoros
a 3$500, camisas de linho por 3J una duzia,
ditas d fustn brancas o de cores a 29g a duzia, ] crespos, testa pequea, nariz chalo, bocea gran-
corlesdc vestido de seda escolhidosa 25;}, e ou- ; Jo, bnoos grossos, pescoeocurto, lem a mana do
Iras muitas fazendas d bons e variados gostos; Uln tnlho no dedo annul'ar da mao direila
os mesmos receber
eos, rendas, ricos .
nhas, que tudo so vende por diminuto preco.
Calcado Barato.
i
,ostos;
ram ltimamente do Cear bi- redondos, lem bm andar gingado e apressado
eos, rendas, ricos lencos de labyrintho, e fro-1'a"a muilo e alto, lem bastante forra, da qual
faz alarde, gosta de andar prompto e sempre ral-
eado, lerou toda a roupa e entre ella urna camisa
de flanella inesciada de rdxo, mm mangas com-
Na ra da Cadeia do Rocife n. 45, esquina da S"***9, l' '.""a lP8'beira 3ol)l0 o pcilo esquerdo,
Madre de Dos, vondem-se borzeguins de bezer- chapeos, uta de mola e oulro de como ; foi
cscravo da finada I). Francisca de Salios Montei-
ro: quem o pegar, ou dellc dor noticia ao son
ro para homem, de um oplimo fabricante de Pa-
rs, pelo barato preco de 8^600, sapatos rasos pa-
ra homem a 35500, 4500 e 5?500, borzeguins
para enancas a 3$ c 33500, sapatos do tranca pa-
ra homem a ISO, e sapatos de bezerro para
homem a 4;5D0 ; na mesma casa tem sorlimen-
lo de sapatos do borracha para homem, senhora
e meninos.
Vende-se mcl para embarque : no cae: do
Ramos n. 6.
Vcede-se a taberna do paleo do Terco n-
14, com gneros ou s a armacao, como mllior
convier ao comprador: a tratar na mesma taber-
na, ou na ra Augusta n. 94.
Sapalos do AracaU.
Vendera-so sapatos do Aracaly por mdico
preco : na loja de miudozas da ra da Cadeia do
Recife n. 7.
Pennas de ac inglezas.
Na ra da Cadeia do Hecte
senhor abaixo ksignado, morador na roa d
dea, casa n. 52, ser gonorosamonie recompen-
da Paralaba, eifl 13 de fevereiro
sado. Cidade
de 1860.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito cu na ra do Trapiche n 44.
Para a quaresma.
25-riia do Oueimado-25
Neste estabelecioiento ha pata ven-
der capas e manteletes de grsdenaples
preto, da melhor gosto que tem vindo
a este mercado, hem como outras mui-
tas fazendas que se venderao por pre-
cos muito razoaveis.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualro dos nossosa 400 rs. um
e ii} urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Para vender
urna negrinha de 15 a 16 annos, sabendo bem
coiinhar e engommar, no Manguiuho. em frente
do silio do Dr. Aecioly.
loja de
miudezasn. 7, de Quedes & Goncalves,
acham-se a' venda as verdadeiras pen-
nas de aro inglezas fabricadas de ac
refinado de primeira tempera e sao ap-
plicaveis a toda a qualidade de letra
conforme a opiniao do insigne profes-
sor de calligraphia Guillierme Scully
que lia pouco este ve nesta c dade por
conta de quem sao v>ndidas pelo mdi-
co preco de 10^ a caixa, dinheiro a
vista,
f, i ... no, a prela Minervina, de idade de 2i airaos, na-
LompailQia tlC lHuilllliacaO a S* fago, cbm a suafilha menor de3 annos, de
i nomo l'oli/anla, secca do corpo de estatura re-
&**^ l guiar, com 3 tullios em cada lado do roslo c una
No armazem da ra do Imperador n. marca branca em cima ao hombro esquerdo pro-
11 vendem-se Mobos narn randppirn! ve".le"le de Ullla -aa ^ can,lee,ros'c pes pequeras, levando saia de ganga azul j
a l#o00. desbotada: roga-se portaoto os autoridades po-
Escravos afiancados.
Vendem-se 2 escravos pecas de 18 a 20 annos
de idade, 1 bonilo moleque de 12 annos, 1 ex-
cellente escrava ptima coziuheira de 26 annos
por 1:2009, 3 ditas com habilidades : na ra das
Aguas-Verdes n. 46.
Joao Antonio Marques.
Fugio no ia 15 para 16 do correte, o pre-
lo Antonio, naci Angola, pos apalhclados, esta-
tura baixa, representa ler 30 anuos do i
lem as costas duas ou I res marcas de chicotej
algumas de bexigas, levou comsigo tima camisa
di chita, e calcas oscuras; julga-se ai dar i
praca, ou ler seguido para Podras do Fogo: ro-
- por lauto as autoridades policiaes ou i
ies do campo (para que o appr-ebendam c o I
ra Direitaj GO, ao Sr. lonjamiii Flanklin da
Cunha Torreai, quo ser bem recompensado.
Escrava fgida.
Fugio da capa do abaixo assignado, no dia 1S
do correle, urna sua escrava da Cusa de nomo
Maria, que reprsenla tordo idade 15 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo piola, tem
bstanlos oal olios brancas, costuma trazar um
panno alado rodo da cabeca, leudo por signal
mais saliente] as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de cestume, com venda de arroz, nao \
mais : roga-se, portanto, As autoridades poli-
ciaes, capitn de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensao de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do (lucrando n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do lllm. Sr. lenenlc-coronel Sebas-
lio, que sern generosamente recompensados.
Fugio no dia 7 de fevereiro do corren te an-
ureta Jlii
po-
luiaes e capilaesde campo, acaplura da dila es-
crava, lovando-a ra da Cruz do Recife u. 8,
que ser gei erosamenle recompensado.
No dia 9 do Janeiro do presente anno fu-
gio do engenho California da freguezia de N. S.
da Luz o cscravo Francisco, de narao Angico,
idade pouco] mais ou menos 35 anuos, estatura
baixa, cor bem piola, cara redonda o muito la-
lhada, os ol|ios um pouco cuchados por estar un
ponco locado de frialdade ; levou camisa de azu-
Vendem-scgnnaldas para senhora, de escama, lio, cerouls compridas de algodao da Baha
muito ricas, e palmas _
Grinaldas,
para enfeitar chapeos de
palhraha, e vestidos para noiva : na ra do
Queimado n. 2, tereciro andar, tudo vindo da
provincia do Maranhao.
Tabacfumer
Fleur d'harlebeke, receheu-se pelo navio fran-
cez Vilie de Boulognc, a costuraada remessa
desle superior tabaco, em mastos pequeos e
graudos, para 320, 6 0 e 1$280, fazeodo-se aba-
limento de 20 0j0 a quem comprar de 208 para
cima : no centro commercial, ra da Cadea do
Jlecifc n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
calca branca e camisa de madapolao, jaque-la do
panno uno prelo ja usada, chapeo de palha de
carnauba : foga-se a qualquer pessoa que oap-
prehender, leve-o nesla. praca a Jos Juaquim
Jorge, na ra do Queimado n. 13, e no dito en-
genho a Jos Ferraz Dallro, dos quaes receber,
querendo, a gratificarao de 50$.
= No diaj 15 do corrente fugio um escievo cri-
oulo por nopic Benedicto, moco, baixo, e grosso
do corpo, qando falla gagueja : recommenda-
se as autoridades policiaes e capitiiesde campo
a apprehcnspo do mesmo, dirigindo-se a ra do
Crespo, loja n. 10, que serao generosamente re-
compensado.
MUTILTSDOi


r*)
Litlei'atura.
DIARIO DE PEBNAMBCO. QtlittTA FEtBA t3 Dg FEVEREIBO WB fgtf.
DA SOBEIUMA.
O Han a que ate proponho oeste irabalho in-
dagar o principio da soberana. Trala-se de sa-
os lois civia c poiiicas noto-so. quo i roe le culpado. Acaso una homeiri pode impor
* ra-
be r romo as ums
e nprego eslas duas palnvtas runsi na niesma
podom ser Mljbeloridas, o em que
-. para g vean* os hotitrnee se im-
- ,i si::i i-isciencia ; em rt sumo, d'onde a
't humana lira a suo autoridade.
1
O p-idcr espiritual que dirige a sociedade das
iliuas, slo a egroia, domina em nome da h i
, da Ici ii.iiui.ll u a le revelada, c *por
m [otjoa '.-sos casos, domina em
nomo de Deus. de quem a representan lo sobre
a Ierra; r-quando esse poder dicta Iota trama-
nos, para ajndar eppiicaco das leia divinas,
ccnheee-se distinrtamRiili
miad* e da nnssa obediencia, Oulro lano nao
snccede na ordem civil; o poder ahi nao ins-
tituido directamente por Deus, e a palavra reve-
la la nao o fundamento das leis que elle im-
pie. Temos, prtanlo, o direiio de indagar de
que fonte proceden! pasas leia, qual a sua aulo-
ridade, e a rozno porque devenios obedecer-
ais. Para o dt-senvoli monto destas qnestes
mlsler antea cOHhecer-.se o que sociedade ci-
vil, e d'onde Ibe vem a soberana, scm a qual
ella nao pode subsistir.
O que quer dizer sociedade civil?
lia duas soiles de sociedade entre os homens1
n na que cha mam
mam completa ou penciia, isto e, moei
e ci nrenlrando em si mesma o elemento
negar que cssa auloriJadc existe em tona a so-
ciedade, e que um atlributn essencial da so-
berana. Donde procede, pois, se nao procede
do hornero 1
2o As 1eis sao obrigatorias perante a conscien-
cia, e oquelle que as infringe tornase moral-
obrigares consciencia de outro tiomcni
s sua vnntnde pode lomarse um dever pal
sen sennllianle a poni de sabnelle-lo nao s a
urea oloagarno r\ieri..r, mas anda a urna forra
moral inlerier? Quem d lei civil cssa virtude
n.otu, propno collc-car-sc .1 freni; as oulras la-
culdados- ; e ella o ebefe eip ritual que diri-
ge O bointai moral. Na famijia os filhos prd-
cedem dos paes, e apenaappareceru, o governo
paternal se cotiBliwe, o.a familia se orga-
nisa.
O mesmo siiceedena sociedade. Log que urna
mullido do bomens so aggrcgrm, como nao
oossivel que a aggregar-o se forme c sub-
.sisi sem iim tinculo rummum, j tambero iin-
pb'ssirel que a unidade di redi, a ge slabele-
fa -porque sem esta .o Curponfio poderi rivrr.
E quem ser a cabrea ? Nenluim mrmbro da aa-
regacao tem, como homem, odireilo natural de
; pois que s h<>-
a el natiiral ; sao
e s rnlrain para
....;to da maij-
luand.tceni consimeSa da sua
cdasiiavoiilade. I'jr consequetr-
salvo o caso de nina design.iro divina, em
Eis-aqui o escolhi-
lado quai
islo q
Obligatoria ?
I 3o A soberana se collcca no meio da socie- ,
dado como ministro da jusliea e do bem : em- lorn.u:-se q ci'efe.da sondad,
pituita a espada para punir os mos e defender mens sao lodos eguaes peranl
os bous; persegueo ern.e, repara os dainos, lodos entes reci.mese ln ns
tinga as injurias, uprosenla-sc como defensora o sociedade quando seaacham no esta
natural de cada um, c como protectora de todos.
i Ninguem lhe cantela esse direilo, sem o qual
a razo da sua auto-I0'" l,ao P0,le preenchor a sua misso, e que
um dos seus attributos essenciaes. Nao lia in-
dividuo que tenha esse direilo por si mrsiiio, o
: pois os individuos reunidos nao o podem er.
D'onde vem elle por ronseguinle sociedade?
4. finalmente. Nao s o poder civil prohibe
| ou repara as lijuslicas, como tambera pune
aquellos que as rommeitrm, e pune os al rom a
! niorle. De quem procede esse direilo que lem o cou'iposl
j homem de punir outro homem, nao ser o
pae seu filho no circulo da familia? Que cada
um procure defender-so, isto de direilo nalu-
1 ral ; que busque vingar as injurias que llie sao
; fritas, lambem de justica natural ; mas urna
direilo
reSSB do corpo aorta 1 e o Ilem de luus os seu
mef Vq. O pnmeiro dever, a obrigago essen-
imperfeila; nutra i que cha- Vftz om sociedade o hornera perdo o direilo de
'ifeia, isto iudependenle f"cr-se juslhja por suas propras mios. Confia
preciso "defezada sua propriedade, da sua pesada, e da
parase gorernar, sem necessidade de qualquer s.,,a l'"Mr'1 ;||,'! corto ponto as mo do poder
outro poder humano. m> publico, da soberana, que lem seu cargo
ridade, i
inlelligenc
cia.
que venha o propbeta dizer
do do Senhor nfio se pode reconhecer n'um
homem qualquer o direilo de mandar legitima-
mente sobre os oiilros homens. A'\ista (lisio,
de que maneira s eonsiilnir o chefa da socie-
dade ? A eommunidade civil n uaro, um
curpo ; mas mu rnrpo nimado. por iss'o que
o de ;homens dolados de inteillgoncia e
de. libcrd.ide. E',pois, umeorpo moral, e que
deve ser moralmenie organisodo, islo c, pelo
ejercicio dnrazio e da vonlade dos seus niem-
bros. De ouirasorie seria um rebanho de ani-
maos, e nao urna associacio de homens ; e os
individuos, que formam a sociedade, assim co-
mo entram para ella com as suas forras, activi-
dade, e bens, devem lambem entrar com a sua
tto, intelligencia e liberdadu ; ) (ue s pode
ugar medanle a anpliracao da mesma razo
cial de todo o goerno rmpreguros meios a'seu
alcance para desenvolver esse bera publico, pro-
curando concorrer quanlo lhe possivel para a
salisfaeco dos inleresses do cada subdito. o
que S. Paulo exprime admiravelmchle, porque
depois de ter dilo : Omnis polettas a Deo, disse
raais que o drposilario do governo o ministro
de Deus para o bem, miniSltr I)ei tu bmim
de sorlo que o principal preceito de Deus para o
governaniese pode formular as seguintes pala-
vras : T amar.s sobre ludo o bem do povo, e
nesso bem trabalbais empregando todos os leus ira se
plejio ; e Jab se pude er um idea da justica que
farao a si prrprios. Esse proreso torna-se ao
ullimp ponto deploravel ; ainda que lodo o pro-
cesso urna desgrara, porque devora muilo lem-
po e dinhriro sem que deixe grande proveito
mesmo ao que radie gacha ; a razo que a jus-
lica tem necessidade de viver, e vive cusa dos
que pleiteara ; e tambem esta urna exccllenle
ra/ao para que ninguem se mella em pleitos. No
processo de ura povo rom o seu governo, j que
nao pprmiltido appellar para um juiz iiiiirna-
i lulial, o qu
ia ale.1 dalo passar em revista too o arse-
dos go,"fos constitucionaes, novemos estes
mui complicado3 Por causa da pouca conflanra
que se tem no 'oder, os quaes muilas vezes,
com a louvavel lov^nco de proteger a liberdade,'
pnralisam a auloridtu'0. odiflicullao a sua aci;o';
tornando-se impossir) T'e cedo ou tarde al-
guma dessas condige9ct^,f|dor8s nao seja mais
ou menos restricta, mais oti .menos violada. Em
quanln os homens governnrRn.'.. os abusos sero
inevidaveis ; o so a cada faifa r'mmcllida peh
.,,1':'r,('"x'!r:inil'l,i:''- ^(liS."i'lad_ee governo, paltnteada e exagerada p^Jn oppos'icao
pendencada nar>, que nao deseja que ou- t/polenm a clamar que o paci soc fui vio-
e
pelo
a
, punir as;desordens E' en,, ^Wi^TSS^'TaK.'S i "ff
que fi i legiiinudade essencia do poder, soffrer muilas cousas, e escolher dos males o me-! conlraposican, porm. se essas eondiroes,
naoquanto a sua or.gem, prm 4 legilimidade| or. Ora o maior mal que pode t* ura novo t3Pcc"lllnenln fuudamenlal o principal, sao
urna revoluca, vinleni.-. ,. n5 <, oj V... "'"ceramente observadas pelo governo, eonfor-
r
isto
le
vem um tutor subslllui-lo
nao os philoso-
los, e o tutor lem egual direilo de dirigir go- l''"'i p uloP>las, se julgou sempre aulorisada
vi nar. Mas no estado de maioridadc os llrosi
se cmaneipam, e ueste caso ainda persiste na fa- i
rxilia um vinculo de anuos, de deferencia e de
i entre o pai e os fiihos; porm cessa a
autoridade. Pretender que esia dc'e ser exer-
cida restrictamente al a mortedo pai 6 ir de en-
contr propria lei da nalureza ; os ltomanos o
tara o nao conseguiram. A autoridade pa-
loma urna autoridade que rem do Deus por i
ia ualureza, e esse titulo ella de dirci-
lo divino, porm mediante natura et conliditio-
nibus natura? Quando os filhos se tornara
res e se rstabelpcem por sua conta, a fami- I
lia so dissolve como sociedade, e o pai nao
i i hele seiian m iioinino o par deferencia. !
Por esse meio nao pois, admissivel fundar
orna sociedade completa e pcrduravel, Pora
se constituir urna sociedade civil ou polilt-l
i mislerque as familias se unam em coramu-
j, olas em i dades, as cidades em provin-'
r a--, era oslados e reinos. Portan lo o poder po- '
litico nao pode derivar-se da palernidade. Nao
ha duvida que se diz em estyio (murado que os I
principes sao pas dos seos subditos, e se usa
i oulras cxpresscs semelhantes ; porm islo
smente quer dizer que os principes devem ler
p ira com s -us subditos senlimenlos paternaes,
diiveifi velar no seu bem-esiar com a mesma so-
:u que um pai cuida de seus lilhus.
elles nao sao, em realidade, nem pas dos
- is subditos pela nalureza, nem pais espiri-
tual -.
A vista disto I palernidade nao jiode consliluir
rmen dai soberana civil; porque o pai nao
i. n. um direilo permanente sobre seus lilhos, os
-. quando maiores, se estabelerera por si
ni sinos, e por sua vez lambem se lornam clie-
inflingir a pena de morle. Ora para se tirar a
vida inisler que se tenha o direilo de ronce-
de-la ; mas a sociedade nao a pode conceder aos
seus n.eiiibros ; pode si ni prolege-los, confrma-
los no goso dos seus direilns. Loso a sociedade
por si e de seu molo proprio au pode (er o di-
reilo de punir com multe. Esse direilo existe
todava para a sociedade em cerlos casos ; por
conseguinle d'onde lhe provm elle?
I. claro, ;i vista do -jur acabamos de eslabele-
cer, que a soberana social nao pode sabir de
um origem puramente humana, e considerada
em si mesma, as suas propriodades essenciaes,
n.-s suas prerogalivas ina I lera veis ella possue
exerce direilos que nao podem provir do homem,
e por conseguinle suppoem urna forca superior,'
a quem s pode pertencer o poder de faior a lei'
porque a lei c a relacao natural que existe do su-
perior para o inferior. Portanlo o poder de abri-
gar moralraonle ou em consciencia s perlence
Deus, principio de luda a jusliea e de ludo o
bem : o poder de punir s periunee-a Deus
wilii vindicta : o poder de tirar a vida s per-
lence Deus, nico que a pode dar. Logo oarats
polegias a eo lodo o poder vera de Deus.
Objecliva e essencialmenle ello nao pdj provir
de outra origem, e pretender semellianle cousa
o mesmo que suppd-lo usurpador, invalido,
inconsistente, funda-lo sobre o capricho e vai-
dade dos homens, em urna palavra. substituir
ao direilo a arbilrariedade ea uoloncia.
Nao sao estas razos smenle applicaveis so-
berania, o sao lambem lei moral. O homem
nao faz a Ici moral; nao somos nos que creamos
o dever ; e islo tanto assim que se elle de-
, pendesse de nos. larde ou nunca apparecerla.
A lem disto nao somos senhores da riossa rons-
orianio a soberana, que essencialmenle pro-
vm de Deus, subjetivamente per modum pro-
pnetalis coHUquenlis naturam, islo pela vir-
lude moral do corpo social, prodi.z necessaria-
menlo ex vi do aelo racional n livre dos mem-
bros, um chefe para govern-los. urna vonlade
para dirigi-lus, e lodos esses membrns se orga-
nisam ao redor desSO chefe como os raios ao re-
dor do centro Eis a razo porque o apostlo
dizendo : Omn poUsta a eo accrescenlou :
Qm resisto poiestali, ei or&nalioni retistit.
Aquello que resiste ao poder, que vem de Deus. re-
siste a sua ordem ao preceito por elle estabelecido.
Porque impossivel que urna sociedade se organiso ht
lervir na ronsiituicao da sociedade urna conven-
cao formal, um contrato social, como diz J. J. I
llns.-eaii ; apenas digo que era luda a organis.i-
cao civil,o pacto, se nao expressamente formu-
lado, e implcitamente comprchendido ; e nem
pode ser de oulra sorte porqu nao se associam
convenientemeele homens racionaes sem u
seu consenso, nem o direilo poltico de soberana
pode ser de outro modo constituido em seu prin-
cipio. Seos homens frem associados pela vio-
lencia, o a sen pezar mantillos nessa sssociaro,
nao formaran urna sociedade humana, ou a na-
cao, e sim um rebanho guiado e dominado por
um senhor ; ser islo a superoridode da forra
que por si nao pode consliluir direilo. En I re-
anlo naces ha que assim coineearam, c cojo go- '
Torno, nasrido da violencia, consegran depois le-
giiim.ar-se pela justica, favorecendo sinceramen-
te o bem do povo, de que se liavia l'i.ilo senhor,
e dest'arlerhegando-se ordem pelo cumpli-
mento da enmuran essencial de loda a sociedade
humana. Eu6o o direilo appareceu com a jus- |
tn;a e desinteresse do governo ; o poder usurpa-
dor lornou-se legitimo pelo consenso tcito do
pino, o a virtude de urna soberana mal adquiri-
da pnriftcou e resgalon o vicio da sua origen.
assim que um governo do tacto se pode tornar
de direilo.
O governo. qualquer q,ue elle soja, que desco-
llhece ou profana essa comfi^So essencial da so-
rania, cabe no despotismo e na lyrannia ; por-
que em lugar de velar principalmente no bem
comiuum, no interesse g'nral, e sinceramente de-
fende-lo. esse governo homem, senado ou po-
vo, ramlnha a pos um interesse particular o in-
teresse deum individuo, de urna familia, de una
relativa ao intento e'o lin'i .......------I "'."-",'"-"" ."'l (1|,G pode vir a um povo
Tal 6 a condico fundamental do paci social. | ver nunca'cmo' acabr,' rlemqul raS aPo: n,- ? P'""*"" circumslau-las, o pacto
eera quanlo os homens forera entes dolados de i si ; este em geral um remedio ...e serve para S ftawte ***>* como lo o pacto,
razao c l.berd ,ue, nao podo elle ser concebido ; aggraTar mais do que curar o mal Sabemos Islo TS. I S eml'enhos conlrahdos. e era toda
sen, cssa condico. Entretanto fallando do parto infelizmente por experiencia aau- lslu a forra do rontrato formulado. Porque a jus-
nao lenho a pretehc&o de supporquc deve in-l I "ca quer que aquelles, que se obrigara recipro-
'm sementante queslao nada se pode decidir caraente a um tim, conservem asui palavra, c
de una mam ira absoluta. O rerto, porm, que l cumpram as condi oes eslabelecidas e a coilas.
se deve nimio evitar esse genero de processo ; e Entrelanio esse pacto nao immutavel : como
quando absolutamente nao se possa, cumpremo-l todas as cousjs humanas elle relativo e varia-
dilicar-lbe a acc.io e a responsabilidade ; coro- I vel ; e da mesma forma por que foi estabelecido
pre saber siipporlar c esperar at a ultima exlre-! pode Ser modificado ou annulado, assim como
jnidade. Alm de que todos sabem qual des- ; pode lambem ser alienado em eerlos casos o so-
fecho em semelhantes casos, e quanlo a forra i beranin de um povo, isto pelo consenso das
das Circunstancias arrasla muilas vezes a volita- parles, e pela rennvaro desse consenso. K' per-
de dos homens. Alguns chamam a islo falalida- miltidp rescindir-se um contrato qualquer de
de, uniros providencia que conduz falaldadc. i cornmum acord, conforme as circi.nislancias e
Nesses lerriveis sucriessos, que servem para mu- se o interesse das parles contratantes o exige.
dar a lace dos poros e do mundo, ha quasi sem- Assim quando qualquer naro constituida era
pro lalias de ambos os lados, o as consequenciis monarrbia, nao se segu que nao possa Inrnsr-
por longo lempo acumuladas rebentam com me-SO em aristocracia ou democracia. Roma dipoia
donha exploso. Porm a jusliea de Deus cslil. de ter sido monarcliia constitmo-se em ari-locr.-
por toda a paile. :i.i ubra orcullamenle du- '-ia. Quando os tribunos se introduziram
ranle as desonlens. e logo que estas passam, ao- senada e-inradiram o pafrciado ella incinou-se
patece de novo em lodo o seu brilho, como o sol muilo ;i democracia ; e finalmente reinvindicou
lepoisda tempeslade,
Ern segundo lugar ha condi oes accessorias que
os foros de nnuiarchia sob o despolijmo dos im-
peradores. O mesmo se tem visto em oulras
servem para o complemento da condico funda-1 nacoea segundo a forra das circunstancias. (
mental, slo para realisar o bem cornmum por j povo e o governo nao" su acbein ligados um ao
garantas de esiabilid.ule, de sorle que baja I outro para sempre ; ha muila incerteza iros des-
iiiais |irenmpcn) de oMe-lo r conserva lo. Essas linos das naroes, e na marcha das cousa* hnma-
rondirrs dan lugar a diversas nsfituiges. Por as. O lempo forma e dojlruo as insf;roic,es.
exemplo, na organisa^art da sociedade se poder Nada lia ierra permanente, nem quoNfu s
stabi-lerrr que iodos os membros gozem al per- sociedades, nem quanlo aos individuos ; e a' hce
fes de familia. A autoridade paterna se enfra-1c)encinf e a prova est na perturbaran que expe-
quece a proporejo que as goraedes se multipli-
ca m e se engrandecem ; ella se destribue entre
- cheles de familia, e segundo a lei natural
di propagarao, a unidade se divide para cada
g .i ao em lugar de se fortificar. PorlanlS co-
n o constituir nina unidade social entre essas ta-
is, entre os individuos que as corapem, e
ii ii le partir o poder uu a soberana que a de-
v' reger?
Se considerardes urna mullido de homens isn-
-, sitan como graos de arca que um assopro
aita e dispersa, porque nada ha que os ligue
e iire si. Cada qual, no seu estado natural, nao
ti r'i outro motivo para obrar SCno OS seus ins-
-. seu pensament, sua vonlade. Para
c tnstitui-los em sociedade misler alguma cou-
sa que os laca approximar o unirem-sc uns aos
oulios, trzeudo-os lodos a um poni commum
que se torne o centro de atlrarco dessas ronla-
livergenles, que renna-as o prenda-as por
mi tilo, de sorle que desses membros espa-
1 lados so forme una unidade rollcrliva, um
corpo moral, um estado social. V. da lei da na-
sa, das leis da organisaeao, que sao as
las era todos os reinos, que quando um cor-
; organisa e vive, -lhe preciso una cabeca,
ou cousa que valha, para dominar o todo e dirigir
c.s membros. Logo Inda a sociedade qnando
rma lem necessidade natural, para que du-
iim poder directivo, um chefe, um prin-
cipatus ou princeps, n'uma palavra, una sobe-
rania que a governe, islo diele a lei, vele na
su i exicurao, e puna os infractores. Nao ha so-
ciedaJe, porbaibara que seja, que persista sem
i ? imagem ao menos desse poder.
D'onde procede esse poder directivo que appa-
iece necessariamente com a sociedade? Qual
i principio dessa soberana cuja imposico ine-
1 i qualquer eommunidade poltica que se
titua, e de quem receba ella a sua autorida-
de .' Para responder a estas qnestes considere-
primeiramenle os caracteres geraes da so-
ia civil taes quaes csle.s se nos apre-
iii.
Io Por ludo o poder prescreve c prohibe;
mostra o que na ordem civil se deve ou niio oh-
s -rvar: t fars islo, t nao fars aquillo. Oual
eilo que o homem lem de dictar a Ici ou-
Iro homem".' Absirabindo da familia, nao ha
pas nem lilhos, nao ha chefes de familia consli-
luindo o esta Jo por sua associaro; e ninguem
tem o direilo natural de eovernar os outros.
Carao, pois, um homem, ou alguns homens ou-
sam impor a seus semelhantes: V's farcis isto,
vos nao (aris aquillo, e seris punidos se flzer-
dos oque ros prohibido? Esla linguagem s
compete a um superior, e os homens sao lodos
9 peanle a nalureza. l'ra do circulo da
familia nenhum homem naturalmente superior
a oulro horocm, a menos que se admita, co-
mo Arislotelesque uns nascem para mandar,
outros para obedecer : o que 6 contrario a natu-
n/.a o ao bom-senso. Entretanto nao se pode
rimenlamos antes de pralicar o mal o no remorso
depois de o haver pratcado. O mesmo succede
na ordem poltica. A soberana, que para a
sociedade o que Deus para o universoo prin-
cipio ,la ordem e da jusliea, recebe o poder da-
quel.e, a quem reprsenla, e nao daquelles a
quem governa, os quaes nao Ibe podem conceder
direitos que nao
cialmenle
l, reparar
lossuoin. (Ibjectiva e essen-
ella provm s de Deus ; obra em seu
nome ; c esta a razao por que lem o direilo
de i mpor a lei e obligar a consciencia
as injuriase pun-las al com a niorle.
Porm nao esta a queslao mais diflicil. Es-
labelecido que a soberana considerada na sua
essencia provm smenle de Deus, c que a so-
ciedade a recebe por delegarlo divina, resta sa-
ber como passa ella do poder para o acto ; como
se realisa em um governo qualquer, o sob a in-
fluencia de cerlos homens. E'esla a queslao. se
nao a mais complicada, pelo menos a mais me-
lindrosa. A ella respondo servindo-me da ex-
plicarao dada por Suarcz, que me parece ao mes-
mo lempo mui simples e pbilosophica. Elle dis-
se : A soberana que vem de Deus se realisa
por vwdum proprielalis consequenlis nattt-
rurn maneira de urna propriedade que segu
a nalureza da cousa, o que quer dizer que se
realisa naturalmente como ludo o que vive e se
organisa na nalureza. A sociedade poltica curo
fado natural ; Olla nao se couslitue por mila-
gros, e por tanlo aquellos que estao encarrega-
dos do poder, nao sao instituidos por meios 80-
brenatiiraes, salvo na historia dos judeus, que
urna historia excepcional por seu tim. Anda
mesmo nos casos raros em que Deus interven!,
designando aquello, quedevegovernar, este fac-
ise d por meio da sorte, ou da eseolht do po-
vo. Tratemos, pois, da queslao no seu estado
ordinario, e procuremos explicar a inslituico
moral do governo, como so explica a furmaco
de ura lacio natural em physica, chimica, ou
physiologia. Porquanlo, ainda urna vez seja di-
to, salvo os casos extraordinarios de intervenro
divina, que creara o sobrenatural para a historia
como os milagrea o creara para a nalureza, os
goremos da trra, por sso mesmo que sao da
torra, nascem, se desenrolvem, e perecem se-
gundo as leis do mundo.
Para explicar o pcnsamenlo do Suarez drei
que, em virtude dessa lei pela qual as propie-
dades se manifestam desde que um corpo loma
vida, se couslilue e se desenvolv1, quando una
sociedade estabelecida nao pode produzir cs-
pontaneamenle o governo que a reger, nem a
forma desse governo. Na ualureza a (nrmacao
de um corpo orgnico est sujeita certas e de-
terminadas regias, em virtude das quaes, quando
o centro se constltue e se anima, todos os outros
membros passam gravitar ao redor dille. O
corpo que adquire animarn e vi la nao pode ter
de&envolvimento sem urna cabera que o dirija.
Logo que se forma o humera espiritual, e se or-
ganisa psychologicamenle, a vonlade vem de seu
O 1EALHEW DE T1IEREZA.
pon
CARLOS HUGO,
Vil
O laiis<|uenel.
(Conlinuaco.)
O pintor continuou a tentar a sorle, mas lor-
nou-se impossivel aa saber o que elle paraca,
e se perdia ou se ganhava. Rodolpho pagava so-
bre palavra.
Erafini, levantou-se, disso a um dosjogadores,
alto bastante para ser ou virio por Thereza :
Drvo-lhe Iresenlns flancos, senhor.
Thereza empallideceu. leve medo de quo no
seu mealheiro nao houvesse lano dkiheiro. Em-
Om, nao o sacudi mais, quebrouo. Cahio-lhe
sobre a mesa umachuva de miro.
Que ventura pensou ella, elle podet pa-
gar !
Do repente prestou ouvido de novo.
Passo a mo, disse um tos jogadores.
En lomo, exclamara madama d'Orfen en-
trando bruscamente na galera. Quanlo ?
Solcenlos francos.
Aqu esto.
Apesar da importancia da somms, casaram a
parada.
A baroneza virn as cariase ganhou.
Ha mil c duzentos francos, disse ella.
Ninguem responden. Os ganhos e as perdas
se tinham egualado, o nenhum dos jogadores
apesar dos conselhos da galantera, tiuha lenta-
ijesde arriscar-se contra madama d'Orfen.
Como pois hesitara exclamou a baroneza
rindo; depois voltando-se para Rodolpho disse :
Vamos, Sr. lveos, faca saltar a banca ; j
ion seis vezes.
Thereza leve um medo horrivel de ver Rodol-
pho pnrorgulbo ou por amor acceitar semclhan-
() Vide o Diario 1CW.
sem que baja um corto preceito para que ella possa
desenvolver-se regularmcnto. Logo a institui-
rao legitima do governo lem a sua origem e o
seu direilo em um paci primitivo, Implcito ou
explcito, pelo qual lodos os membros da socie-
dade conferem ou conflam o poder, que Ibes rem rnco, de nina corporac
naturalmente de Deus, ou.aum s homem, o'
que forma a monarchia, ou mutrs horacns, o
que forma a arislocraeia, ou reservnm esse poder
para exerco-lo em commum, o qu constilue a
democracia. A forma de governo parle da mes-
ma inslilnicao ; tambem o resultado de um
pacto, de nina convencao formal on de um con-
senso tacilo ; e impossivel que ce oulra sorle
se organiso urna sociedade legtima. Ella nao
pode ser fundada e conservar-se regularmente
sem urna insliluicao desse genero, que conslilua
e organiso o governo de certo modo, dando-lho
certa e determinada forma, e em razio das cir-
cumstancias. E porque inlervcn o consenso
dos homens que sao arbilrarios. e nada leem de
necessario s formas de governo, s quaes nao
obstante podem ser boas conformo o lempo e o
lugar, esobretudo conforme o estado moral dos
povos o dos governos.
Finalmente o poder civil considerado na sua
essencia provm'necessariamente de Deus, como
lodo o poder nulural com suas propriedades ;
mas considerado subjeclivamenlo ou na pesso.i
que o exerce, e nos meios porque excreido,
so pode ser constituido pelo coraenso dos ho-
mens e por ura patio de umo e de submisso.
Quaes sao as condices desse patio? E'oque
passamos a examinar mediante as consequenrias
polilcas dos principios que acabamos de esiabe-
lecer
II
Duas sorles de condices ha a cousiderar-se no
paci social ; em primeiro lugar urna cund, o
fiindamenial essencial, sera a quat esse uclt
sena destituido de sentido ; em se condices accessorias ou secundar, as, que sao
consequencias da condico principal, ti que ser-
vem para garaniir-lhe o complemento.
A condico principal o interesse commum
da associaro. Esse interesse o fim para que
os homens se reunem em sociedade, e nem nu-
tro fim podem elles
zem
ou mesmo da classe
mais numerosa ou privilegiada da popularn em
oppo.sho s oulras classes. O despotismo nao
oulra cousa ; o emprogo da soberana, da au-
toridade, do poder publico em proveito de um ou
mais ndi>idoos, e em detrimento- de outros; o
que prova que o despotismo nao essencial ao
governo de um s.
Ha militas especies de despotismo. Ha o des-
potismo da monareba, que o mais frequente.
Ha o da aristocracia, o da democracia; o al
I mesmo em oulras sorles de governo se-est a elle
Isugeilo por diflrenles modos. Se um principe,
pelo interesse da SU a familia c de sua grandez i,
acabrunha o povo, upprirae-o, e calca-o-aos ps
os seus direilos, esse principe c um despota ;
porque prefiere a si e sua dynastia ao bem do po-
vo que o cfaamou para gorerna-lo. Se um se-
nado como o de Venca, se nina aristocracia
lirmemenle constituida como a de Roma, quedo-
mina o estado e se inclina mais para o engran-
decimenlo da sua autoridade, para a exalta ;o da
sua rara ou da sua tribu, do que para o intrvsi
publico, ha lambem despotismo porque ha sacri-
ficio do estad em proveito de alguns. Vamos
adaiitc. Se a democracia de Alhenas, por
exemplo, que chama para os empregos aquellos
que a adulara, e nfio aquclles que os merecem,
e opprirae cora o ostracismo os cidadaos mais il-
usiies e virtuosos, porque inveja us seus talen- I
los, gloria, e serviros, se a massv popular,
como a que livemos em 11'Xi, que, sob o pretexto
de egualdade, persegue toda suporioridade social
e mesmo nalur.il, ccaidemna a morle Indos ns qn i
se achara elevados pido itfascimenlo, riquezas, m-
lento c virludes, lia ainda Ji-spoiisimo, e Ue.-io-
lismo peior que todos os outros, porque, a dar-
se esle, antes seja de ura goveruante do que de
mil.
lo ponto do exerricii) da soberana" lendo nella do
mais ou menos parle cont eleiloreou elegiris,
e lendo lodos on quasi Ionios alguma influencia _a
nos negocios pblicos, ainda que na escolha dos i
que lorem delles encarregados : se poder mais
ciinyencioiiar que um numero delermjnado deci- __
da l.ios, nomrados pelo povo ou pelo governo,
concorraro para a formacao das leis, sejam legis-
ladores, pares, denulnlus, seu.nloies, i:u como I
querara chamar; que estas [linceos devendara
de certas condices-de fortuna, scencia, idade e
eapacidade para eleger ou spr eleilo, nlVm de que
mais garantidos firfiiem interesse geral o a-or-
dem publica. Na a.lmnslra ;o da jusliea,. que
faz parle da soliera na, os cioados podem ter as-
si-iiio no tribuna'
melbor dislrihuiro da jusliea, ao menos em
Ineori; e porque a siso-influencia depende evi-
dentemente di moral;-:.i le dos cidadaos, essn
inslituiro lorna-se boa, quando estes precncliem
as suas ,'iio. oes ronsi-eniiosamente, allendendo
smenle egualdade natural < hiiraanidade e
julgando os-seus semelkmrtes com desinteresse ; '''-'
torna-se porm pessima, quando elles sao donl- cujnrol
ido se renova sera cessar.
{Coiitinuar-se-lia).
Variedades.
(10
O pitrt> tic Tenerife.
Tenerife a Iba maior do .trehipel.igo djs Ca-
narias, na frica lps-panliofa.
Tem SO kilmetros, 16*leguas dn extensio, iii
le largura, e urna pnpularo de 80:IHW habitan-
es. A sua capital Sania Cruz, cidade a mais
rommek-ial da provincia, com um [rom porto,
b-ju'v. insliluiro que garante i delendido por lies fortes bera construidos e bem
rmalos.
Dous caminhoscondneem da cid'.ade de Sania
Cruz ao pico de Tenerife-, t) primetro ral direc-
tamente monlanba, porm dinicii e perigoso.
O segundo que passa por l.agonna o Orolavo
mais extenso, mas mais agradavel.
nados por prejuizos e paixoes, por inleresses de aquece n de u
acro i o sol.
partido ou de raidade.
Sao us homens que da o o valor efficaz s ins-
tituirn ; estas por rnelhores- que sejam, sendo
submettidas influencia de cidadaos perverti-
dos, produziru necessariamente o mal ; ent'e-
lanlo que insliluiroes mediocres, e al mesmo
ms, sob a influencia de homens honestos e ca-
pazos, produzem bous resultados. Senli) um
dos encargos da soberana a dcfza do p.tiz, claro
i-sl que todo u cidado a lleve co.nljnvar nesse
intento ; daqni-vem a insliluicao de urna guarda
cvica ou nacional para defender no mesmo lem-
po a independencia no exterior,.n a liberdade no
interior ; esta [psilluico mui til a seguran-
za publica, o lambem lhe pode s-rvr de causa
tle ruina, quando infelizmente a maior parle dos
homens se acha mais inleressuda na desorden!
do que na conservari) da ordem, como vimos
que siircoii.oi lu,-,. i,,')Si |. como remes que suc-
re.le anda em outros pases.
Pede-se oulro sim eslabelccer que nenhum
imposto seja creado sem consenso daquelles que
o pogam : o que parece rauito conforme oqui-
l.m lodos estes casos a lyrannia domina ; por- dado ,, ao bom senso, e alera disto urna garan-
que violada a Ici lundamenial, e o estado se| lia para a propriedade individual ronlra as
cha entregue ao proveito de um interesse part- exoccea dos govemos. Podc-se tambem crear
Purera o que acontece, ou pelo
na (lea a oito kimnelros de .Sonto Crnz,
illo cheio de lavas compacta* que
manea extraordinarpt pela
'ara alm da l.agonna r.travessa o- eaflrmho
muilos jardios, e se esti ndtB depois >t Orofara
sol.re colinas plantadas de vinhedos. F.'sla ulti-
ma cidade edificada sobre* urna altura de o*ie
a vista k> estende pelo mar. Pira ao 3op das
ntonianhas que sCrvera de bascan pico.
A s.ibida de Orotava vai o cautnho pelo mefe>
de gargnnlas tortuosas que conduzem aocimo da
moaianha. O que se admira ver crescer al a
ultimas sumidades do pico urna*planta bervacea,
de felllirs romprldas, levemente recortadas era
volta; cuja- ,>v semelbante 5'violeta.
Pode-se andar por aquelle eaminho-nne muas
do poiz mesmo al ao p do pico a um lugar que
se chaina Cambletle. Nesse lugar comeeara .i
apparmer feudos que exhalara conliiwantenle
ura vtper aquoso o inodoro. O'pico termina por
..,..- !. f..- ii...,, .y.-ow niriii., .utima- do ni-
vel d.iw.i. E' impossivel achar ura mais bello
sol, t>\i um reo mais puro.
Pert da pona ha oulras fentlas das quaes sa-
be ura vapor ardente que produz um zumbido
seraelrarnte a o das abelhas. A volta destas fti-
das es-;,-'..o snlo coberlo de urna Ierra argilosa.
ira podera elles ter. Todos aquelles que fa- eu,ar- "f-'m o que acontece ou pelo menos o insiiiures que sirvam egualmenlo para garan- muilo- branca, prevenionle da d.eo.Tiposico dos
parte de uma associaro qualquer, devem, 3ue pode acontecer 7 Se realmente a condigno Ur a liberdade dos cidadaos, por oxempo : que producios volcnicos; expostos- constantemente
> entes racionaes, encontrar nessa associaro ['"'"'nenlal u violada, nao o esle fa. lo snlln-ien- nenhum cidado sej.v preso sem mandado ex-. ao conlaclo do acido sulfuricc- e da a'ma oue
isfacrao de um interesse proprio, bem cuino ,''I.K";' romper o pacto-T Km direilo assim o presso do magistrado competente, nem so lhe sabe daquelles resoindouros. '
como
a satisfa
a garanta de existencia, a prterV-o da familia,
e ludo o que pode assegurar o dsenvolvimenl I
das facilidades physicas, inlellectuaes e moraes i
da nalureza humana. Nao c possivel exigir-se
que o homem seja completamente desinteressado
em lodos esses pontos. Nao se pode por conse- |
guinle formar nina associaro qualquer sera que
se tenha em vista um fin tile ventajoso.
Porm so cada membro da sociedade deve
nesla encontrar ura iqteresse proprio. nao so se-
gu que a salisfaeco desse interesse lhe seja
permitlida cusa "dos outros membros ; pelo
que lodos os inleresses particulares se devem
dar smaos e equilibrar, de sirle que possa m
ser salisfeiios sem se contrastaren! ou prejudica-
rem uns aos outros. Assim era loda o associa-
ro alm dos inleresses particulares ha o inte-
resse commum, que deve ser a i'uso de todos
aquelles. Esse interesse commum diz respeito
a cada membro, cuja existencia e inleresses pre-
prios elle garante ; devendo tambera cada mem-
bro ceder por sua vez uma parle da sua liberda-
de individual, do seu lempo, do seu pcasament,
dos seus bens, emfim de lodos os meios de vida
de que dispe. O interesse commum por con-
seguinle a alma da sociedade ; o principio o o
fim da mesma, para os quaes ludo deve convera
gir. A sociedade nao pode persistir sera gover-
no, da mesma forma que o homem nao pode
existir sem coraro, que d vida com o aangue
todos os orgos, nem entrar no exercicio da
vida moral sera a vonlade, que dirige as oulras
facilidades ; e bem como no hornera ambas estas
cousas se fazem por urna forra natural e expon-
anla em proveito da existencia humana, assim
lambem na sociedade civil o governo, que so
constilue egualmenle r.r ii niirrc, nao pode
ter outra razo da sua existencia seno o inle-
erupcao
1798, e
Esta claro que o pacto, tendo lugar entre duas abra assento no registro da i
partes, logo que uma dellas falla con, o curopri- runenlo que cerfiqU o mo^o. quereceda o vofeaofe abundauie HouvTo^em
ment das respectivas cont.Ws. a oulra deve interrogatorio pelo-juiz para verificar- a cul- desde erto kh no, L
por esle tarto julgar-sc dispensada da responsa- pabihdade do cidado, a quem seja marcado un, nao lornou a repotir^t-,
luhdaile. Na realidade porm ha uma grande prazo para exhibir a sua justificarn, e nao fique
diolancia entre a theoria e a praliea, entre a es- retido sem prazo determinado, perdeado i Hislorij Je tuna librs* .ite nlrrmlftn
pecnlacao e o fado. N(rpratieacomo distinguir- arte o seu lempo, a sua fortuna, reputaro, el aioilao,
se que o pacto (o essencialmenle violado, e quem muitas vezes al a moralidade pela vida cio'sa Nadal pode moslrar de uma maneira mais ron-
das prises ele. ere. | veniente a inaporlanria do algodo para o com-
Pode-se mais considerar uma garanta social mercio a para a industria, do que os pormenores
a laculdade concedida a lodos Jo e.screver e pu- i rpidos em que vamos entra?, sobre as viagens
alicar os seus pensaroentos, ao que secham e IranMoema^oes de uma libia-desta materia,
liberdade da ira prensa. Sem duvida esta facul-j Veio piimerro da India para. Londres no estado
dule mais ou menos regulada de utilidade ura i bruto: de Londres foi a Manchesler, onde a fia
muilas circnmslancias ; porm como tola a ram, ibepois passou a Paisley, na Escossia, onde
arma defensiva que serve tambem para atacar, l passo pela naveta dos tecetes. Desta ultima
primeiro que o pacto se acha violado, e por con- ella pode lornar-se em instrumento do raftos sen- cidade foi enviada a A y rehire, onde a. Irabalha-
scra o juiz
urna contrstarao ruin
? Se lirerdes
um individuo qualquer e njconscgurdes che-
gar com elle a um accordo, ou vos decidaes a ir
perante os tribunaes o lomis oulro arbitrio,
adiareis em todo o caso um juiz desinteressado
q.ue decida a queslao entre vos. Mas quan lo a
eonteiida entre o povo e o governo, que se ac-
ensara mutuamente de injustos, pretendendo o
le. parada. Passou uma nuvem pelos olhos da
pobre mora. O sen thesouro eslava esgolado e
tratava-se de uma somma que de ordinario nao
se acha em um mealheiro, mesmo nodo um anjo
da guarda.
Sinto muilo. Rra. baroneza, disse Rodolpho,
mas estou completamente arruinado. Perd o
que tenho e devo o que nao Irnbo.
Pois focamos um negoeio, disse a baroneza
a rir. Vi hoje um bonito quadro seu venda.
Jogo os rail e duzentos francos gelo seu quadro.
Thereza sentio refluir-lhe todo o sangue para
o coraco.
Mirilla senhora, disse o pintor inclinndo-
se, a tela estara muilo bem paga se V. Exc. se
dgnasse acceita-la.
Nada, disse madama d'Orfen. Aqui esta-
mos jogando. Quero ganhar o seu quadro e nao
rouba-lo.
Seja, minha senhora, mas ento disponha-
se em ganhar. Annularei a mao, se V. Exc.
perder.
Vlete c rei O re seu, Sr. Al veris.
Thereza, espectadora invisivel e palpitante
dessa scena, olliava cora anciedade para as car-
tas que escorregavam uma a urna por entre os
dedos de madama d'Orfen
Vlelo exclamou a baroneza ; perdeu, Sr.
Aliena.
A quo horas devo-lhe mandar o seu qua-
dro, minha senhora ? pergunlou Rodolpho.
O senhor bem sabe que as dividas de jogo
se pagam antes do meio dio. Vamos ceiar meus
senhores.
A galera tornou-se obscura. Thereza fechou
a sua janella e conlou a somma que Rodolpho
linba perdido.
Ao amanhecer, sahio secrelamente do pblacio.
VIH
A c ii t* omine ii ila,
O quadro de Rodolpho eslava em casa da ba-
roneza no momento em que osla arordou.
l-'.nlrelnnto o artista passeiando de lado a lado
no seu quarto, recitava esle dcsagradavcl mono-
logo :
Perdi esta notte cincoenla franeos, e devo
tresentos. E'necessario que os pague anteado
meio dia e nao tenho um vinlem se quer.
pelo jugo e rom a cabeca
pelo copo de champagne
Rodolpho arraslado
um pouco atordoada
que tinha bebido, nao linba preslaoo aitenro
jogando sobre palavra da trisle situaro ora que
una peda o poda eollocar. A cei.a, a visinban-
ca de madama d'Orfen que o tinha feilo sentar
junto si, muitns outros copos de Sillerv es-
pumoso, ludo isso havia continuado a atrdoa-
lo ; mas logo que vollou casa, logo que des-
appareceram as fumabas da embriaguez, reffec-
lio que devia cem escudos e que nao os tinha.
Havia, nessa refiexo, o que perturbar o serano
de um homem que dnrmu nial ou antes que j
nao dorrae, e a insomnia se. tinha lomado para
Rodolpho urna especie de estado normal. Mas
porque razo havia perdido o precioso dom do
3omno? Rcspondam os que lera amado 1 Cupido,
como diriam as nossas avs, tinha-o intrigado
com Morphcu.
Havia sessenla e tresdias e algorras horas que
Rodolpho faza a crt-i a madama d'Orfen e bem
que os seus negocios eslivesseiu em bom cami-
nho, ainda nao tinham chegado ao fin. Mada-
ma d'Orfen era uma dessas mulhores para quera
o amor urna dislracco e nao uma oceupaco.
Pensa va em Rodolpho quando j tinha pensado
no seu toilette, no seu cosinho, as visitas que
tinha a fazer, e em quatro ou cinco outros man-
cebos que eslavara todos mais ou menos no mes-
segiiinle nao mais obrigadn obediencia, sus-
tentando o segundo que esl no seu direilo, e
que sao injustas as aceusacoe, de que objerlo,
as paixoes se despertara dos dous lados e sabe-
mos por tristes experiencias como era taes con-
uncluras ellas envenenara- lodo, e diffieullom OS
resultados. Neste caso nao bavendo um juiz com-
mum, que seja allteio s impresses que arraslam
os dous lados, acaba-se por laucar mo da loria,
que lex ultima regum, c infeUzmcute tambem
populo ni m.
Declaro ([ue esla uma Stuoco exressiva-
menle grave ; e com quanlo nao se possa negar
que em direilo a lbeoria.se as condices do pacto
sao violadas, esle dpi xa de existir, com ludo po-
de-se allirmar que na ortica mui diflicil de-
terminar o faci de violafo, o catus belli entre
o poro e o soberano ; e como nao ha ju/es adap-
tados para decidirem a queslao, cada timadas
parles conservando-se na sua altitude anteara-
dora se julga com direilo a ser o proprio juiz'da
prente, ou uma denuncia auonynia que a forra
a ser rula vez mais prudente, un a impossibili- :
dade tle se verem, a nao ser em um deserto, ou
pretextar uma nevralgia ; dizervenha e d'-
pois : nao venha moslrar-se ao braco de um
rival, desesperar o apaisanado, depois ite repen-
te dizer-lbe em voz baixa ao ouvido uma palavra
ao sabir de um baile em que Ibe recusaran! tres
quadrilhas ; entuma palavra. a/.eda-lo, lmar-
lhe o coraro. pica-lo com lodos os alfim >es do
corpinbo, tal era o manejo de madama t/ltrfen
com Rodolpho.
E por isso o amor do mancebo inscnsivelmen-
te se envenenara. Ainav.a madama d'Orfen por
uma especie de aposta que lizera com a sua vai-
dade. Amara-a, porque ella pareca nao ama-lo.
'.tinentos, como o-deve ser de verdade e de jos- ram no tambor ; e dalli a Uunbarton. onde o es-
tofo aja dola se fez foi cosido mao. Depois
vollou a Paisley, d'onde pastntu a urna outra lo-
calidad do condado de Rfofrew, paaa ser blan-
queada. Acabada esta operaco, vollou a Pais-
ley, que loruou a deixar andpara sr transpor-
tada a Glasgow, onde se lluodeu a ul iitua de mao;
de Glasgo'v finalmente foit expedida para Lou-
tlres, e entregue ao consumidor.
l'ouc;>se errar, suppondo-que se-passou o es-
paco de tses anuos desde-a poca em que esla
libra de algodo foi acolbida na India, at aquella
era quo- fui vendida era Landres-. Esta diminua
quanjUdede algodo, naate ultime periodo de
suas viogens. ve-se que percorreu- l:45l) legnas
por ir.ar, e 307 por Ierra. Fez traUalhar 15U in-
dividuot? pelo menos, tanlo. pelos- cuidados pre-
I cisos-nara o transporte, como pa.ta a fabricaco.
tica ; eis a razo porque, considerada em si nao
sendo boa nem m semelbanle iuslitiiiro, pro-
vm o seu carcter til ou nocivo do uso que
della se faz, e do fim a que applicada ; til
se tem por ii ir propagar ideas justas ; noci-
va quando ella sonsa para litis funestos, o
que liesgtarad.-.iiienle acronlece iiuasi sempre.
Cssa liberdade] abandonada a cada ura que
queira publicar o que ll,e vem cabeca, torna-
se mu perigosa ordena social, mrmente se
se alteinlera que inste mundo uma verdade esla
em rel.ii o pana mil crios, o que om todas as
questes lanas sao as caberas quaulas as opi-
n,oes. Todava entre poros que se drzera livres
muilo adoplada semelbanle faculdode, cujo
uso rasoavel pode alias esclarecer a governo, e
imped-lo.de pralicar o mal.
Eis ahi fioo apuntadas- muilas tondroes se-
cumlarias ;. ainda existem oulras, quesequizesse-
mos enumerar seria u.-.i nunca acabar
'i m-
i
,iialro
ti bi la -
? Tn-
e Ro-
g.mliou dous mil por cento por todas estas mu-
dait^asl de lugar, o todas essas- metamorphoses.
iUorrei*- do Porto.)
r ni..io, na Brande Praca !- Boas mezes e neto
e muilo lempo e o Sr. doea lar esquecido- que
esse dia eomprou urna roseir que me den, Pois.
bem essa roseira tu-me felicidade. iepos
que ella entrn no meu. quari, o meu poqueno
aoramercio lem pros^rado.
Era uma roseira ahrnd. A proporvo, que
uma rosa desabrochar*.c* a couiava e ;tao. sei
anugo,
Druxellas.
Enlretanto adapCou esse ultimo partido. F.ri
nano dia menos um quarto llodolpho pe;ou no
chapeo n abr a porta cora gilos de homem que
se vai afogar no Sena.
No monientoem que o artista puuha o p. no
Desejava-a porque ella fugia. Cinmotrio, fmpa-1 primeiro degro da aseada, esbarro,i com um
cente, fogoso, pareca um vendaval apaisanado mo^o de rotados portador de um grande rama-
por um catavento. Tinha accessos de violencia I Ihete dentro de urna brga fn-iha de papel.
Solitaria e platnica, em que se enfureca contra I O Sr. Rodolpho Alvens ?
ella e pergunlava a si mesmo, o que proferta, se! Sen eu.
dar-lhe ou abraca-la, e se em um desses mo-
mentos tivesse a felicidade de se poder aproxi-
mar to travesseiro da baroneza, nao sabia se se
servira delle como Olhello on como Lovelace.
Todava Rodolpho nao era por nalureza um ra-
paz trgico ; mas essa resistencia risonha irrita*
ta-o cem vezes mais do que uma despedida bru-
tal Amav.i a baroneza com colera. K lambem
mo ponto que Rudolpho. Por exemplo, havia I a saude de Rodolpho se tiuha itlu alterando n-
tim que ainda eslava s nos conipriuienlos, ou- sensivelinente e a mulher dos seussonhos se ti-
lio na declararo, outro na esperanca, e outro no' nha lomado a mulher de suas insomnios.
despeilo. A baroneza gulava essa parelha de
coracescom graca perfeila, acariciando esle com
a pona do leqne, relendo aquelle, poupando es-
t'outro que tinha bocea fraca.
Rodolpho, na parelha da baroneza, represen-
lava o apaixonado baio. Ardente, com os olhos
em fogo, cora a crina fcil e de irrigar, o seu
amor lisongeava a baroneza e diverlia-se em fa-
zer-lhe sentir o chicot. Oro, o chiclo de ma-
dama d'Orfen tinha dous nos ; sim o nao.
Marcar uma entrevista e fallar a ella, estar ho-
je de gelo c amanha encantadora, ler sempre
disposico um embarazo imprevisto que faz mu-
dar de projectos, escrever muilas palaviinhas ol-
gumas das quaes promeltrm c oulras esquecem,
e cntrga-las aperlando a mo ; pretextar as ne-
cesidades do mundo, ou o recehimeulo de um
De mais, elle drilava por vezes ura olhar in-
quieto sobre a sua situarn linanceira. Eslava,
na phrase vulgar, de louca sera um pires, O sem
puder mais contar com os cmprcslimos. O seu
usurario s lhe empreslava a cenlo por cento e
ainda assim puuha dil1iruldi.de, adiando que a
lia abusava da lougevidade e o sobrinbo da vida.
Todas essas reflexoes nao foram no espirito de ;
Rodolpho seno a consequencia do desagradare!
monologo que se leu mais cima, o que o artista
repeta arrancando os bigodcs como se tivesse
lences de da-lo de penhor.
Ora, tinha perdido quiuhentos francos ; devia
tresentos, era necessario que os pagasse antes do
meio dia e eram onzo horas e meia.
E Rodolpho oihava com furor para o nioslra-
der do rel"io da cana/a.
A hora caminhava. O que fazer ? Tu
prestado a um amigo? Nao linba nenhu
Escrever a lia ? Eram necess-arias vinlt
horas para ter a resposta. e essa sera
velmenie uma recusa. Vollar ao usura
mar-lhe'-hia cenlo e cincoenla por c-
dolpba nao podendn pagar uma- div que ia
sempre em augmento e rojos prazos rada vez
mai. se aprnxmaam, va conitoarorse entr'abri- P'l"|ueuem como. ,g.-.s. fajta-o lao bem qm. si-m
rem-para elle as portas do amigo, o Clichy d0 I""" v-udi.a. A sua- roseira Ueu-nie v. j por mez, em dous raez.es meio, cincuenta ro-
sas ; a dez francos .a. rana sao quinheutos fran-
cos. E v que nt> niiulo. porque elles abi eotao.
Mas a sua rusoira, Sr. Rodolpho. uo flotrr
mais esle invern. Este invento os j,axdins hu
de estar vasos, os- campos nyros, e n/io haver
mais llores SOMO. nos seus quadros. Sr. Rodol-
pho, perdoe-me-1 que lhe vou pedir, ras se li-
vesse urai quadM seu para subslibuir ;t roseira,
CU o copiara l
Hunleni havia um para vende; quera coni-
pra-lo, mas rsla manha ja elle l nao eslava.
Como vd, nina encommrmla que lhe faco.
Nao se zangue, Sr. Rodolpho. Se soilbesse coio
live medo pondo esta nota de banco dentro des-
ta carta '. Mas cobrei animo lembrando-me que
com a roseira quo vou comprar o seu quadro.
Agua, nao leia mais a aiinha carta e ollm
para o meu ramalhete.
ura ramalhete, nao. de flores raras como
as que cultiva no seu jardim, mas de flores salva-
gens. Levantei-me esta manha muilo cedo e
fui rolhe-las no campo. Envio-lh'as para que
faca o retrato dellas.
Sr Rodolpho, no mundo s nao que ha fio-
res raras ; as montas, as estradas, quas de-
baixo dos ps dos viandantes ha tambem flores
obscuras, cujo perfume nada cusa e que s do
aos que goslam dellas o Ira balito do colhc-liw.
Puz no meu ramalhete ludo o que acbei.
Delei-lhe no meio ervas odorferas. Ha margari-
drs, degilalias, botoes de ouros, papoilas. Os
bosques sao representados pelas violetas, ps
prados por campainhas, a agua por um iris, e a
reo por uma borbolcla que se daixou apanhar rm
um boto de ouro V que no meu ramalhete ha
rom que se fazer uma paysngcm.
______( Conlinyar-se-ha. )
PERN. TVP. DL M. f. l'tlAHU, 10 "
Eslou encarregado de lhe entregar esle ra-
malbele.
V ao diabo que o carregue disse Ro-
dolpho.
E esla carta, arrescentou o mo0 de reca-
dos presentando urna carta ao artista.
Da parte de nuera ?
Da paite de uma seuhora.
Ha resposla .'
No.
Ksl pago ?
E.-tou.
Se fosse da baroneza pensou Rodolpho
rollando sua oflicna.
Abri primeiro o cariucho em que ia o rama-
lhete. Era um ramtlhcle de flores do campo,
mas lo admiravelinenle composto que ramalhe-
le nenhum de jardim pedera sustentar a compa-
rarn.
Depois abri a carta ; ddla cabio uma nula de
banco.
Quinhentos francos 1 exclamou Rodolpho.
O que quer dizer islo ?
Leu enlo cora admiraco sempre em aug-
mento oslas poucas linhas, escripias com mao
trmula :
Lembra-sr, Sr. Rodolpho, de uma florista,
chamada Thc-ceza, que cnconlrcu, ha dous mezes
..
mutiladq;]
ILEGVEL