Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08993

Full Text
AIRO XXIYI. HOMERO 42.
Por tres mezes ada 'lados 5S0O0.
Por tres mezes vnetas 6$000.
TEHCi FEIR* 21 DE FEYEBE1R0 DE 1860.
Por anno adiantado 19fl000.
Porte franco para o subscriptor-
RICARREGADOS DA SLBSCRIPgAO DO NORTE.
Parahiba, oSr.AntonioAlexandrinodeLima;Na-
tal.oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J.Jos deOliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martina Ribeiro
Gumares; Piauhy, o Sr. Joo Feroandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. .amos;
Amazonas,o Sr. Jeronvmo da Costa.
1'AKlllM DOS CUKllbiUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goianna e Parahiba nasspjrundas e
sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinlioe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarcth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iugazcira, Plores, Villa Bella, Boa-Visja,
Ouricury e Ex as quarlas-fciras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimeuteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos parlero as lOlioras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : trras feiras e sabbados.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: tercas e sextas aomeio dia
Segunda varadocivel: quartas e sabbados ao
m'io dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE FF.VERE1RO.
7 La chela aos 15 minutos da manha.
13 Quartominguante as 4 horas e 31 minutos da
larde.
21 I.ua nova as 5 horas e 20 minutos da tarde
29 Quarto crescente as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
FREAMAR DE MOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segando s 5 horas p 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Eleutcrio b. ni. ; S. Nicolao b.
21 Terca. S. Angela de Marina v. f.
22 Quarla de Cinza ; S. Margarida de Cortona f.
23 Quinta. S. Lzaro monge ; S. Milbiirgcs v f.
2i Sexta. S. Pretxtalo b. m.; S. Primitiva v. m.
25 Snbbado. S. Malinas ap ; S. Edisberto rei.
26 Domingo. Ss. Cesa rio e Dioscorn nim.
ENCARREGADOSDA SUSSCRIl'CAO NO SIL
Alagoas, o Sr. Claudino Fako ias; Baha,
Sr. Jos Marlins Alves ; Rio d? Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O preprictario do diario Manoe? lgueiroa d
Para,na sua livrariapraca da Independencia naf.
6e8.
PARTE OFFICIAL
canino das amas.
Quartel general do coinmamlo las
armas de Pernambuco, na ciila-
de do Recite, ZO de fevereiro d e
1HCO.
ORDEM DO DA N. 355.
O lente general cominandnutc das armas
declara, para sen-una da guarnirn, que no dia
18 du crtenle se apresenlou, viudo da provin-
cia o Par, o Sr. capitao Francisco Damasceno '
Rosado, queficnu reunido ao batalho 9." do in-
anlaria a que pertenre.
Assignado.Jos Joaqvim Coelho.
Conforme.ferardo Joaquim Correia, lente '
ajudante de ordens do romroandi".
direilos das paites, de um-i inaiicira satisfactoria
para o tribunal onde teni principio o processo.
Exparimenlo o mais vivo prazer em observar
que os grandes interesses do paiz se achara cm
geral n'uma situacao excellenle e prospera ; que
lem diminuido o pauperismo e o criine, c que lo-
dos os pontos, tanto do Reino-Unido, como de
anas colonias e possesses de alem-mar, reina
un espirito de lidelidade, de conlenlamento, de
ordem c de obediencia lei, assim como um sen-
ilmente profundo de gralido para com o Todo
Poderoso, quegoverna as nardos, e nos favorece
com os scus ineslimaveis beneficios.
Faro ardentes votos para que se digne Ilumi-
nar as vossas deliberarnos, permitlindo que se
augmente c assegure o bem-estar e a felicidade
do raeu povo.
[Jornaldo Commercio de Lisboa.)
EXTERIOR.
debiixu uasiuM banderaa,eatnio-me orgHlhoao
ao expressar o mcu recunhecimento por este pa-
triotismo jamis desmentido.
Se a nossa organisacao militar necessita re-
forma, nao por falla de sdhcso nem valor no
exercilo.
A nossa consliluieo militar foi adoptada em
criticas circumstancias. Em relaco com n po-
po lacio o o estado da fazenda de "que dispunha
ehto o paiz, foi conservad* pela recordaco do
seu glorioso xito. Nao obstante a experiencia
desles ltimos 10 annos, duranlo os quaes foi
preciso em varias occasjes valcrmo-nos da for-
ca defensiva do povo, poz em evidencia os in-
convenientes do diversas classes, que produz, os
que lenlio direito e eslou no dever de alojar, e
Keilucc.au soecessiva no assucar ecafe
l>er aquella dirrceao
mmelhoramento enrgico nos meios de com-! ella pVocede. se acha i'.npedd'de nft.V,9m -" """l.*****^ Pri"p*> *> ">
municafao ; Portanto para assim dizer. o ponto principal, a
Keducco de impostes pela navegacao dos ca- soiiima, e o paladn da liberdade de conscicncia
naos, por consequencia reduceao geral nos meios no calliolicismo, consiste na liberdade do seu su-
de transporte
Emprestimos agricultura e industria ;
Obras consideraveis du utilidade publica
Suppresso du prohibices ;
Tratados de commercio com as potencias es-1
trangeiras ;
Taes so bases geraes do programma para o
qual peco chamis a attencao de vossos collegas,
que lero a preparar, sem demora, os projectos
de lei desuados a realisal-o. Elle oblcr, eslou
nleiramento convencido, o patritico appoio do
Discurso da rainha Victoria.
Mylords e senhores.
Coro grande satisfa^io torno a ver-vos reuni-
dos no parlamento, e com a mesma salisfaccao re-
corro rosta cooperarn o aos vossos conselhos.
As minhas relacoes com as potencias eatran-
peiras coniinuaiii a ser amigareis e satisfactorias.
So aclo do encerramenlo da ultima legislatura
disse-vos que me linham sido feitas proposlas
para haver a certeza de que eu enviara um pie-
nipotenciario para assislir a urna conferencia das
grandes potencias da Europa, se por ventura es- ;
sa confereucia viesse a verificar com o lim de
regular as questoes que lem relaco com o esta-
do actual c futuro da .talia.
Depois recebi do imperador d'Austra c do im-
perador dos Franrezes um convite formal para
mandar uro plenipolenciario ao congresso que do-
ria compor-se dos representantes das oito po-
tencias signatarias dos tratados de Vienna de I
1815. j
As questoes de que se devia oceupar o congres-
ss, segundo se annunciava, consisliam em rece-
ber a communicacao dos tratados cocluidos em
Zorich, deliberando, conjuntamente com as men-
cionadas potencias, as corles de Boma, de Sarde-
nha e das Duas Sicilia, sobre os meios mais ido- i
neos para levar a elfeilo a pacificado da Italia, e
para assentar asua prosperidade em urna base
soli la e duradoura.
Desojosa seropre de contribuir para aclos que '
tenham por im a mnulenco da paz, acceitei o
convite 'iiia se me dirigi ; mas fiz ao niesmo
lempo constar que me achara resol vida a susten-
tar nesse congresso o principio do que nenhu-
ma forra eslrangeira se empregaria para impdr
aos povosda Italia urna forma especial de cons-
tituirn.
Circumstancias que snrgiram porleriormcnle,'
produziam o addiameiito do congresso, sem
que se baja fixado odia para a sua re u nio. Mas,
quej spja por uieio de um congresso, quer seja
por meto de ncgociaccs soladas, deligenciarei j
i'bler para os povos italianos, a liberdade da in- '
terveUi ao cstraiigeira pela forca das armas nos!
seos assiiroplos interiores, e teuho toda a con-
Oanca de que os aasumplos da pennsula italiana !
poderao ser regulados pacificamente, e de urna '
maneira satisfactoria.
Dentro em pouro sero submetlidos ao vossoj
Came os itocumentosrelativos a este assumplo. '
Eslou em rnmmuiiicaco com o imperador dos ;
Francezcs, afim de esireitar as relacoes com-1
roerciaes enlre ambos os paizes, eslreitando assim
cada re man lacos de una allianca amigavel '
entre si.
Tendo occorrido um conflicto enlre Hespanha I
e Marrocoa, empreguei esforcos por meios amiga-
veis, para prorioir uro rompmenlo, massinlo di-
zer que sem resultado. Darei as ordens conve- '
nientcs para que vos sejam prsenles os docu-
mentos relativos a este assumplo.
0 meo plenipolenciario eo plenipotenciario do
imperador dos Francezes, dirigiram-sc, em cum-
priniento dassuas respectivas inslruccoes, em-
bocadura do ro de Peino para d'ahi partreni de-
pois para l'cekin. aim de trocarem naquella ci-
dade as ralilicaces do tratado de Tient-Sin, se-
sundo o artigo 56daquelle tratado. Oppoz-se a
torca, sua passagem, e leve lugar um conflicto
cun as forcas navaes que serviam de escolla aos
plenipotenciarios.
As Coreas alliadas desenvolvern) nessa occa-
siao o seu costumado valor; mas depois de sof-
frerein urna perda consideravel, foram obligadas
a retirar, e preparo agora urna expedicao de ac-
cordo e com a cooperaran do imperador dos Frail-
ee/. -.
A expedicao ja se emprchendeu, allm de con-
seguir a reparacSo e a execu^ao das disposiroes
do tratado de Tient-Sin.
V'erei coro saiisfacu que um promplo consen-
timentu por parte do imperador da China is exi-
gencias moderadas que ts plenipotenciarios for-
mularam avilar! a necessidade do emprego da
forra. Deleiminei que os fossem presentes os
dotumeulos relativos a esta queslo.
1 ni aclo consumado sem autorisacao por um
official dos Estados-Unidos na illia de S. Joao,
entre a liba de Vaeonrere a Terra Firme, poda
oceasionar urna rollfao seria, a nao ser o ajuste
conciliador e provisorio proposto pelo governo
dos Eslados-Unidoa a respeilo da questo.
Espero linnenicnle que a queslao de lmites
fura dos quaes leve lugar aquello aconlccimento,
pudera ajustar-se amigavelmente de urna manei-
ra conforme com es justos direitos dos povos, taes
como eslao definidos pelo primeiro artigo do tra-
tado de I86.
Desappareceram os ltimos vestigios das de-
sorden? que baria as minhas possessoes da In-
dia ; o mru vice-rei verficou urna visita aos dis-
tmios qup foram o principal foco da desordern,
c empregando judiriosameiile a firmeza e a ge-
nerosidadr, reslabeleceu a minha autnrdade so-
1.1 uneriie, ejulgo que existir por nj^ilo lempo.
Uecebi do meu vice-rei as mais satisfactorias
noticias sobre a fidelidade de rnens subditos In-
dios, e dos bons senlimentos manifestados pelos
cheles indgenas, c grandes proprielarios do paiz.
Achando-se a atlengo do governo da India con-
centrada no desenvolvime nto dos recursos inte-
riores do paiz, comprazo-me em participar-vos
que a perspectiva finanecira melhorou muilo.
Conclnio-se um tratado coro o Jipo e aulro
de limites com a repblica de Guatemala ; ambos
vos sero apresenlados.
Senhores da cmara dos commtms, dei ordem
para que vos seja presente o opr.ameutn do anno
prximo.
Esti preparado de maneira qqe estabelcce efli-
cazmente os serviros do exercilo e da mariuha,
assim coreo a defeza nacional.
Felcilo-me de poder parlicpar-vos que as
rendas publicas se acham n'um estado satisfac-
torio.
Mylords r senhores: recebi com prazer e orgu-
lho as minnciosasoflerlas de serviros voluntarios
feilos pelos meos subditos.
Esla mnnifestaro do espirite JUco prestou
um importante eleineuto ae-aosso syatuwiu de de-
feza nacional.
Ser-vos-hao presentes as medidas para refor-
mar m leis que ostabelcceiTi a representa^ao do
povo no parlantnlo, e apoia-la em urna base
mais impla e firme. ^
Recororoendo-ros r>m urgencia a conlinuarao
dos trabalhos para meliiorar a nossa jurispruden-
cia, e particularmente no que diz respeito a que-
bras, a transferencias de propriedade finanecira,
consolidarn dos estatutos, ea urna fuso mais
lata da lei e da equidade hecessaria para assegu-
rar que em cada processo sejam deterniinade os
Discurso pronunciado polo principe da
Prussin na abertura das cmaras
prussianas.
[Ilustres, nobres, e honrados senhores das
duas cmaras da dieta.Quando o anno passado
estaris para regressar s vossas casas, implo-
ramos os divinos auxilios para obtero rest obelo-
cimento do nosso muilo amado rei e senhor.
Com profunda dr do meu coraco e do paiz in-
teiro nao pode o Todo Poderoso alliviar ospade-
cimentus de S. M.
Grvese importantes acontecmenlos tiveram
lugar na Europa. A guerra que linha rebenta-
do na Italia approximara-.e com rapidez s tron-
leiras allemas, e diOlculdade de semclhante
situacao conespondeu a energa da nossa aclitu-
dc. Deterroiuei o movimenlo de seis corpos do
exercilo que linham principiado a oceupar pos-
ees em communicaro com as das tropas fede-
raes allemas nao cornpromeltidas na lucia,
quando a guerra lerminou repenlinamenie.
Aos preliminares conrencionadQS em Villa-
franca seguio-se a concluso da paz Ao previo
convite da Austria e da Franca unidas, o meu
governo moslrou-se disposto a lomar parle no
congresso europeu com o fim de procurar os
meios mais opportunos para Iranqulisar a Italia
e consolidara sua situacao poltica.
Tem-se manifestado com insistencia nesles til-
limos lempos o desejo de reformar a constilui-
co federal allema. A Prussia se considerar
sempre representante natural da tendencia para j
o augmento e reeoncentraco, por roci de ins-I
liluiroes convenientes, das forras da nacao, e em I
geral dsposla a favorecer com medidas* de ver-
dadera imporianca pralica o conjnnclo dos n-
leresses alemeos.
O meu governo 6 guiado pelo desejo de ver a
dieta federal conlcr a sua aeran relativa as
coiisliliiieocs dos estados particulares da confede-
raran nos limites mais circumscriptos da sua
competencia ; e portanto julgou-sc obligado na
queslo do llcss-eleiloral, que ha annos se acha
sem resoluro e snbmetiida dieta, a indicar o
restabelecimeiilo da consliluieo delS31. segre-
dando as disposiroes contrarias s leis federaes
em harmona com o principio aqui assenlado.
De accordo com os meus confederados encami-
nliei constantemente os nossos esforcos para
que os paizes allomaos reunidos debaixo do
sreplro da Dinamarca recebessem urna constitui-
co estarc, em harmona com os tratados exis-
tentes e com os direitos reconhecidos dos ditos
paizes. Empregarei toda a minha diligencia
junio da dieta para que a situacAo provisoria
em que estes derem de permanecer al que se
conclua o seu cllectivo arranjo, se regularse sa-
tisfatonamente.
t)s acontecimentos do anno passado nao pode-
ram deixar de causar perturbarn nos negocios,
eo meu governo esf"rcou-se por prevenir os
scus efleitos quanto Ibe foi possive. As obras
publicas lem conlinuado quasi sem inlerrupeo,
e eropregaram-se os esforcos necessarios para
nao se paralvsarem as conslruccoes decaminhos
de ferro emprehendidas rom recursos particula-
res, u commercio e a industria principiam ares-
sentir-se das consequencias inevitaveis de taes
perturbaroes. Confio que.para a actividade in-
dustrial e para a navegacao contribuir favora-
rjalmenle urna missn Asa oriental, destinada
- estabelecer relacoes fundadas em tratados com
aquellos paizes que s em parte se lem abeito ao
commercio ha mu pouco lempo.
Croa esquadra da nossa marnha,que ter no-
lavel augmento com os fundos extraordinarios
que volastes, acompanhar esla misado.
Coritluio-se com a Sardenha no dia 28 de ou-
lubro do anno passado um convenio addicional
ao tratado de commercio e navegacao de 28
de jiinlio de 1815. que ser submetldo vossa
approvaco constitucional.
Nao obstante os sensiveis conlratempos dos
acontecimentos militares do anno passado, pode-
rnos considerar satisfactoriamente a situacao
econmica do paiz t de esperar que as despe-
zas roladas no orcamenlo do dito anno se cubram
com as rercilas correnles, sem necessidade de-
recorrer a meios extraordinarios. Assim mesmo
poder-se-hao para o prsenle calcular as receitas
e despezas de um modo tal, que, salisfetas as
exigencias publicas, ser fcil continuar os me-
Ihoramentos principiados e remediar novas ne-
cessidades urgentes. empresiimo contrahido
mediante a vossa aulorsaco para objectos mi-
litares, e por meio de subscripcao geral realisou-
se sem diliculdade. O resultado satisfactorio
do too consideravel operaco acredita o patrio-
tismo da naco e a conliauea que inspira a nossa
fazenda. Dar-se-ros-ha cunta da inversao do
crdito que approvastes, e do qual ficou no the-
souro um saldo consideravel, para a applicaco
do qual se vos apresenlar um projecto de lei.
Provisoriamente entiegou-se aotbesouro a quan-
tia de 12 milhdes de tbaleis.
Os interesses geraes reclamam agora com mais
urgencia do oue nunca a resoluco da imprtame
queslo, relativa ao imposto territorial. Os pro-
jectos de lei cerca desle objecto, nao votados
no anno passado, vos sero novamenle submetli-
dos c chamo para clles vossa attencao.
O meu governo lomou na mais seria conside-
rarlo os assumptos muniripaes. urbanos e ru-
raes, a adminislrarao da polica rural c o desen-
volvimiento da con'stituicn dos dstriclos e das
provincias, promettidos'pela legislacao de 1853.
Os estudos \enGcados cora este lim acham-se
lao adianlados quanto o lem permitldo os acon-
lecimenlos do anuo passado. O projeclo de lei
relativo organisacao dos dstriclos ros serii
apresenlido tambero, segundo todas as probabi-
lidades. Um projecto de lei que tenha por fim
a exocuco do artigo 69 da consliluieo acerca
da fixaco das circumscripces eleitomes, est
destinado a satsfazer alguros reclamacoos.
O projecto de lei relativo aos matrimonios
ser de novo submetldo vossa attencao.. De-
sejo ardenlemeute1 que ultimis esla reforma tao
importante como imperiosa.
Os meus desvelos tcm por fim constante o de-
senvolvimento inu-lU-ttu.il da nacao. Ser ne-
cessario augmentar o pessoal do" eusinoe com-
pletar as instituices scienlificas das universida-
des em proporres com os recursos disponiveis.
Da mesma sorle que os lyceus, as escolas re-
gias obliveram um novo programma de esludos
que assegura o seu carcter scientifico e a sua
utilidade para a vida ordinaria, preparando-se
ao mesmo lempo a rreaco de novas escolas.
Senhores.Um assumplo de grande inleresse
reclama a sollicilude do meu governo e a vossa.
Quando o anno passado me vi abrigado a de-
cretar que se pozesse o exercicio em pe de guerra,
tire a salisfaccao c observar que os individuos
chamados accudtaw promptamenle a alislur-se
para este fim invoco 3 vossa cooperarn consti- senado a do corpo legislativo, coloso de iiiaugu
lucional para as medidas que devem augmentar rar coiuigu urna nova era de paz, e de assogurar
a forca defensiva que corresponda ao augmento '
da populaeo, s exigencias do desenvolvirnento
da nossa si I naco agrcola e industrial. Com este
lim vos ser submetldo um projeclo de lei rela-
tivo ao serrico militare aos recursos econmicos
os seus beneficios Franca.
Bogo a eus que vos ten lia
guarda.
cm sua santa
que reclama. Nao abrigamos, sem duvida, o
proposito du romper com as Iradiccoes d'uma
poca gloriosa O exercilo ser para o futuro
um povo prussiano armado.
Trata-se nicamente de infundir nova vida
dentro dos limites prescriptos pelos recursos da
fazenda nacional organisacao militar de nossos
maiores, remneando-a as" suas formas Dig-
nai-vos, pois, dedicar n vossa attencao livre de
preocupacoes e de prestar o rosso assenlimento
a um projeclo examinado minucinsarnente, e que
prende com os interesses geraes, cvis e milita-
res. Este assenlimento ser em (odas as partes
o eloquente teslemunho de eotianea que o paiz
tero nos meus bous desejos.
Senhores.Nunca se submelleu represen
lacio nacional una medida de tal importancia
para a defeza, grandeza e podero do paiz.
Trata-se de assogurar os destinos da patria
contra os accidentes do futuro. Que bemdiga
Dos O rei que desojara vivamente a realisaco
d'esta obra Que Dos proleja a vida do nosso
re e senhor Viva o rei.
NAfOLEAO.
[Commercio do Porto).
Corta do imperador !\'apolcao.
Palacio das tulherias 5 de Janeiro
Senhor ministro. Apez.ir da incerteza que
anda reina sobre cerlos pontos de poltica es-
irangeira, pode-se com conflanca esperar urna
soluco paciliva. E' portanto chegado o mo-
mento (I*, nos oceuparmos dos raeios de dar
grande implusoaos variados ramosda riqueza na-
cional.
N'esle intuito rou airigr-vo as bases de um
programma, parte do qual ter de ser submetl-
do approvaeo das cmaras, o sobre elle com-
binareis com l-s vossos collegas alim de prepa-
rardes as medidas mais accommodadas para dar
um vivo impluso ogricullura, industria e cum-
merco.
Desde muilo lempo que se lem proclamado a
verdade de que os meios de troca devem ser
multiplicados para tornar o eommertio flores-
ceote ; que sem concoatuicia a industria perma-
nece estacionaria, e imbtem elevados precos,
qi^e sao opposlos ao progresso do consumo ; que
sem urna industria prospera, que desenvoha o
capital, a propria agricultura resta na infancia,
ludo, pois, est cncadeado no successivo de-
senvolvirnento dos elementos da prosperidade
publica. Porm a questo essencial verificar
os limites dentro dos quaes o estado deve favo-
recer estes diversos interesses, c que ordem de
preferencia deve conceder a cada um d'eltcs.
Assim, anles do desenvolver o nosso com-
mercio exterior pela troca da prodcelo, ne-
cessano melhorar a nossa agricultura, *e libertar
a nossa industria de todas as peas internas que
a collocam em condicoes de ineriordade. Pre-
sentemente, nao s as nossaa grandes emprezas
sao embaracadas por una muilido de regula-
menlos restiiclivos, mas al o bem-estar d'a-
quelles que Irabalham, esl longe de ter atlingi-
do o desenvolvirnento que tem alcancado em
urna naco visnha. E' somente, portanto, um
systema geral de boa economa poltica que po-
de, creando urna riqueza nacional, deraraar o
conforto entre as classes operaras.
No que relativo agricultura, dereis fazel-a
p.irtilhar dos beneficios das instituces de cr-
dito, abater os florestas situadas as planicies o
replantar as tollinas, destinar annualraenle urna
premo chefe.
Nao sera Instante para o mesmo fim a liber-
dade nao interna do seu espirito, mas a exler-
na e operativa, isto operativa nao na esphera
privada, mas sim na esphera publica, e social.
Continua o autor do folheto no g V, qoerendo
sustentar a usurparo da Romagna por ser um
laclo cousummado.
Ouem nao ve ueste argumento um absurdo con-
sunimadu i
Tratando depois no S VIH de quera pedera en-
trar tiesta restaurarn, di/, o seguinte:
A Franca nao pode faze-lo Naco catholica
nao consentira em dar lo duro golpe no poder
moral do calholicisuio. Naco liberal nao pode-
rla obligar os povos a soll'ierein governos, que a
sua rootade repelle.
Diz mais pura diente que :
\oli.iniio boje coulia o povo italiana as bayo-
netas victoriosas que o protegan ua G mezes
contra a Austria, por-se-hia ero coulradiceo com
>s suas oblas.
Depois de haver proclamado um grande prin-
cipio de jusiica, de reparaeio, e de nacionalidad*,
a Franca nao pudo abandonar esla gloriosa mis-
sao.
Entremos brevemente na analvse destas iuep-
cias:
A Franca catholica esl em perfeilo antagonis-
mo com a Franca liberal. Segue-se que o libe-
ralismo se oppoe ao cailiolicismo.
Isso j nos o sabamos: nao nos d noridade.
' Querem saber qual o grande principio dejusti-
ra, de reparago, e de nacionalidade
Querem saber qual a gloriosa misso, que a
Franca nao pode abandonar?
Compdrcce-se o que a Franca fez na Italia em
1849 com o que praticou em 1859; deixamos es-
ta trela a quero j a Iratou ex-professo nHima-
mente, ao Sr. C. de Muntaleinbert.
que se conserva'ssem com amore lidelidade paralr.l! P^'u WVI icm.DV0-fs do,3 lempos de
com o imperio. tartos Martello, de Pepino, e de Carlos Magno.
Anastasio, o bbliothecario, diz que conhecen- ', ?**}$ vez lmbrar-so-iiia do lempo de apa-
do os poros a aaldade do imperador, se reun- e'. A ..
ram ero conselho para elegerera um novo mpe- ^"^pio de justica ?
rador, c lera-lo a Constanlinopla, mas que, Ion- ru,S fo1 Jusl"-'a du M "ro !
ge de approvar este passo, o Summo Ponlice con-' "","'" 9x^ni{0 Pe Ilalla llonlr" P ll-
peteuil tale consiUum, sperans conrertionem l,0.Jar a A,lsl,"il.ll'! urna parte de seus estados, au-
P
P
llvspi>sia an paniphleto iniitulado
O i'apa e o congressu.
Nao eisle hoja no mundo um dominio tem-
poial, nem mais aiitigo. nem mais legitimo do
que o dominio temporal oos Summos Pontfices.
Todos os escriplores tanto gregos como latinos
concordan) na grande mudenca do governo da
Italia, depois que Leo Isaurico em 726, gorer-
nando ento a egreja de Deus S. Gregorio II, ex-
citando contra os calholicos una grande perse-
guico por causa do cultu dado s iinagens.
Theophanes conta que o Pontfice constando-
Ihe este erro de l.eo, prohibi que se
gassem trbulos por parte de Roma e da Italia,
fazenda afinal que tanto liorna como o resto da
[talia o deixassem ; e ento fez allianca coro os
Francos.
Posto que se nao possa affirmar que S. Grego-
rio instgasse os povos rebellio, porque se ve
pelo contrario, que elle os exhortara com fervor
Papas 6 o direito da egreja personificado no sen
chefe supremo.
Se nem os concilios, nem os prelados por meio
de suas pastoracs lenb un invocado este princi-
pio, como urna regr*dogmtica, urna voz un-
nime dos liomens de estado leaos, e dos que ma-
nejamos grandes interesses polticos o sociaes-,
invocara. Nenhum dexa de seguir quanto Mr
Oditlon-Barrot presidente do conselho ento.
n'uma discussao clebre, dissesobre esta ma-
teria :
E necessario que os dous poderes eslejam
unidos no3 estados-romanos, para ficareiu sepa-
rados era lodo o resto do enmelo.
Tambero nao lo separados, como querem os
regalistas! !!
<) direito que os catholtces leem independen-
cia civil do Summo Pontfice para lutella da sua
liberdade de conscicncia nao nem um direito
civil, nem um direito poltico.
I-i o direito natural, que brola-de una raiz re-
ligiosa ; ao mesmo lempo direito individual (
collectlvo, privado e publico, de todos e de ca-
da um ao mesmo lempo. O governo civil, soli-
do instituido para proteger os direitos dos indi-
viduos associados, deve franquear este a lodos
por ser o mais vital e o mais importante para o
hornero.
Este principio applcavel al aos governos
protestantes, que tendo subditos carblicos, sao
obrigados a manler intacta a independencia, e
porlanlo a soberana temporal do chele espiritual
desses meamos seus subditos.
Por isso nao deve causar admiri'-fio se no
congresso de Vienna, a Inglaterra, e a- Rossia, .se
mostraram lo zelosas pela reintegrarn do Papa
o i posso de iodos os seus domiiios temporae.
Lerobrem-sc lord PalmerstOD e lord I. Russetl
que seria urna incoherencia clara ler Reste con-
gresso urna condula diversa da do congresso de
Vier.na, arredilando os angeanos qjie osen
chefe espiritual tambero o seu soberano lem-
po ral.
E tenha egualmeutc em vista este principio a
Russia.
Como poderao contrariar este principio no con-
gresso estas duas grandes potencias, sem se eon-
Iradizcrem? E a Prussia com seta milhaes de-
catholieos, que capitaneados pelos seus bispos
representara contra a usurpaco feila- ao- Pap,
que far em Paris?
Mas sero porvenlura as potencias cali
cia de Penlapolis, o exercilo de Vene/.a e outros
povos da Italia, traiaramde resistir fortementeao
edito imperial, snbtrahiram-se obediencia do
Exarca que o havia promulgado, e elegoram no- seoa.,'luc e Italiana sem queslao?
vos magristrados para providenciar por este se- A .1'ra,".a fui por em liben
nca individua
Uue fui reparar ? Que resposla se
hade dar a esla inierrogaco Nacionalidade!
E porque nao encorpora ootra vez Italia a- Cor-
uranca individual e do Summo Pontfice.
O;l.ongo-bardos parece quo tiveram grande par-
te tiesta lucia.
So os Grasos abandonavnm esta parle do inipe-',
rio, nem pdtisao se vio a llalla tranquilla, tundo
que combate*, os Longo-bardos, precisara algum
auxilio, que Vncuiilrou em Franca.
Carlos Martello, e os seus successores se allia-
ram com os Summos Pontfices, e se tiveram all
inlencia, nao se diga que erara ellesos soberanos
do paiz. |
Visto quanlo temos dito dos ataques violentos
de L. Isaurico, do abandono dos Gregos, da inva-
sio dos Longo-bardos, pedemos concluir que nao
ha dominio mais justo do que este :
1.* Pelas victorias alcancadas n'uma guerra
defensiva;
vm taires mais ao acto de Pepino o nome de
reslluico, do que de duarjo.
Mas como quer que seja, nao se pode duvidar
que ou por urna doaco, ou por urna restilui-
cao os Papas possuer os seus Estados legtima-
mente.
somma consideravel para grandes obras de drai- la ultima deixou quauto vai do ro Pescia e S.
nagem, irrigacao e desmontamenlo. Estas obras 0 Jirco sobre o Seuna at Coperano des do Appe-
iransfoi mando os terrenos incultos em trras
cultivadas, enriquecerao os dstriclos sem em-
pobrecer o Estado, que cubrir o seu adianta-
nieuto pela venda de urna parle d'essas trras
restabelecidas para a agricultura
Para animar a produeco industrial devela li-
bertar de qualquer imposto tuda a materia prinu
indispensavel industria e conceder-lhe, ex
ccpcionalmenlc e a urna laxa moderada, como
j se tem feito para a agricultura por causa da
drainagem os fundos necessarios para aperfei-
coar o seu material.
Uro dos maiores serviros a fazer ao paiz
facilitar o transporte de rtigos de primeira ne-
cessidade para o agricultura e induajria. Para
isso o ministro das obras publicas far com que
sejam executados o mais promptamenle possi-
ve os meios de communicacao, canaes, estradas
e caminhos de ferro, cujo principal fim ser le-
var carvo e adobos aos dstriclos onde as neces-
sdades da prodcelo os requeiram, e procurar
rreduzir as tarifas estabelecendo urna equitativa
concoirencia entre os canaes e caminho de ferro.
A protec(;o e impulso ao commercio pela
multiplicaco do3 meios de troca se seguir en-
to como urna consequencia natural das medidas
precedentes. A successiva reduceao dos direitos
sobre os artigos de grande rousumo ser ento
urna necessidade, bera como a substituirlo de
direitos prolectores ao systema prohibitivo que
limita as nossas relacoes commerciaes.
Forestas medidas a agricultura encontrar um
mercado para a sua producro ; a industria, li-
bertada das peias Internas, auxiliada pelo go-
verno, e estimulada pela concurrencia, compe-
tir vantajosamenie com os productos estrangei-
ros, e o nosso commercio, em vez de desfalle-
cer, receber um novo impulso.
Desojando, sobreludo, que se possa manter a
ordem as nossas financas, eis como sem per-
turbar o quilibrio, poderam obter-se estes me-
Ihorainentos :
A concluso da paz perroittu que nao exhau-
rissemos a somma total do empresiimo. Resta
disponivel urna somma consideravel. a qua
Sabem qual essa liberdade? E a facilitiiTo de
ludo quauto perverso.
Vamos iinpreusa.
Oue nos diz um jornal de Lugano?
O seguinle ;
! Os padres sao caes, os bispos revolu-ciona-
. ros, o Papa um ladro.
Na Uazttta del Poplo uro la! N. Ros, n'um
artigo intitulado O meu individuo- escarne-
ce a confisso, blasphema contra a comraunho,
repiesenta San-Luiz Gonzaga, a quera a sania
ogreja chama innocente, e penitente, como urna
victima do vicio, etc.; e se fossem os procurar a
Opinione eoPischieto, l adiaramoseo-usas desle
genero. Mas esta liberdade passa a vias de tacto,
baja vista o que se praticou no convento porto
de Forli, as 1 casas de Jesutas, que se Ozcram
praticado desle
Calholieo de Lu-
ba desle modo :
O mundo agila-se. A revoluco lenta pro-
testantisar o ealholicismo ; o calhlicismo tenia
converter o protestantismo.
Qual dos dous ficar vencedor?
Oremos e esperemos.
A Inglaterra a rainha dos mares; a sua
Pederamos apresenlar aqui os diplomas de ^"verso ser a converso do mundo, o irium-
SH Ilpnriao ,' "" P1'0 d" eSr<'Ja i e Deus queira quo venha acha.
recredentes e arrependidos os libertinos da
Italia.
Continua o autor do folheto no VI, dizendo
que :
Entrega ao congresso a deciso desta causa.
E que lal ?
Um congresso de seysmalicos e protestantes
misturados com catholieos, raas esses mesmos
uizes competentes da
se restituirem, sim
; ou nao, os estados e bens da igreja.
Quem nao ve a incongruencia de urna lal me-
dida ?
Parece impossivel que haja quem discorra de
semelhanle modo.
O que se v impiedade e inepcia.
Nao comente com tantos disparates, continua
dizendo que :
O imperador Napoleo comprehendeu que
era preciso salvar o papado, dando liberdade
Italia !
Quer dizer que pondo a Italia sua vontade
para escrever, publicar e praticer toda a qual-
nias por
l.uiz o Pi, de Olton, c de S. Henrique
brevidade, o nao fazemos.
Jumemos a tudo isto as doacoes feilas por Ca-
li, aiina de Bosnia, e pela coudessa Malhilde. Es-
nino at a mar; e alm disso Ferrara.
Temos por tanto, como j se r autiguidade. e
legitmidade no dominio temporal dos Papas ; di- ,"?'ITUS ^? ",n01lC0S.- 1
zen, comtndo os taes impugnadores desle dm i*'?,0.8 e que h? ,de ser .s "u
nio. que nao de institua,? divina. -iSJ&l ?&! ^JCiA
nos que e de msliluicao providencial, que reio
tirar as algemas, e as cadas, que prendiam a-
qiellas mos sagradas, quo nao podiam decre-
tar para o bera dos fiis, e aquellos formosos ps
do que evangelisa a paz, como diz o apostlo das
gentes.
Mas romos responder brevemente ao tal pam-
pheto, intitulado Le Pape e le Congres.
Comec.a por confessar a necessidade da sobera-
na temporal do Summo Pontfice. Al aqui es-
ta dos de accordo.
Depois diz que a auloridade catholica funda-
da sobre o dogma, nao se pode conciliar com a
coarencional, fundada nos costumes pblicos, 1 dada de immoralidades contra a roligio sonta de
nos interesses humanos, e as necessidades so- Jesos Christo, por esse modo que se salrou
c'aes- a auloridade do seu Vigario, por esse modo
Portanto estabelcce o autor do folheto im per- que se Ihe garanliu o seu antigo e legitimo di-
feito antagonismo entre o dogma e a poltica ac- reito ao dominio temporal,
tual.racsmo nos governos cousideradoscatholicos.'
Vadlos adianto ; diz que o horaem do Evange-
Iho que perdoa, nao pode ser horaem da lei que
castiga.
O escrptor nao se lembrou, quando escrereu
estas palavuas daquelle;'u sunt, do Psalmista.
Adianto : O chefe da Egreja, que excommunga
os heregts nao pode ser o chefe do Estado
protege a liberdade de cousciencia.
Ah vai a resposla :
O direito mais sagrado do hornera coda lber-
dad-; de cousciencia, por se ligar mais estrlla-
me! te do que qualquer ouiro com o ultimo fim,
i e est em relaco nao s com os destinos desta
vida, mas tambero com os da vida eterna.
Mas nesle poni, paro que nao haja engao, se
devora fazer urna justa descrrainaco enlre o
sentido calholieo e o racionalista.
Esleentende por liberdade de cousciencia a
senco de qaalguer norma, que nao seja razio
? propria e individual ; o calholieo enlende por 1-
junla a oulros recursos, sobe a perlo de 160 ro- berdade de cousciencia a isenco de toda e
hes de francos. Pedindo ao corpo legislativo
autorisacao para applicar esla somma grandes,
obras publicas, e dividindu a cm tres animidades
daria perlo de 50milhesde francos annualmente
para acrescentar s consideraveissommas annu-
almente consignadas no orcamenlo.
Este recurso extraordinario hade facilitar-nos
uos o prorapto acibamento dos caminos de
ferro, canaes, meios de navegacao, estradas, e
porlos, poirn tambero nos perm'iltir restaurar
em menos lempo as nossis calhedracs, as nossas
egrejas. e proteger de um modo condigno as
sueucias as letras e as artes.
Para compensar a perda que o thesouro sof-
frer por agora cora a reduceao de direitos sobro
as materias primas e gneros do grande consu-
mo, o nosso orcamenlo offerece o recurso do
fundo de amoilisagao, bastar suspender al que
a reiceila publica, augmentada pelo incremento
do commercio, permita- restabelecel-o.
Assim, para resumir"? Suppressao de di-
rtitps ua la e algodo;
i
qua.quer norma, que nao seja a que dos estabe-
lecer.
O racionalista v-se obrigado a sabir fora da
razao e a confundit a creatura com o Creador,
lomando o hornera por um ser independenle ; o
calholieo considerando o hornera no seu carcter
essencial de ente nao absoluto mas relativo, po-
de seguir, sera leraor, as dedueces a que a lgi-
ca o conduz, tirando por consequencia da mes-
ma nota de relaco e subjeico a Deus todas as
atlribuicdes, que dimanara da essencia do ho-
raem
Portanto jase ve que o direito de liberdade de
cousciencia no calholieo se transforma no direito
de seguir sera obstculo a direceodo meslre su-
premo da divina lei, o Summo "Pontfice, e por
consequencia o poder escuiar as suas lices, con-
sultar os seus orculos, invocar ns suas'decises,
e receber a sua luz, os seus conselhos, e as suas
consolacoes.
Ora, por dous modos, se pode ferir este direito :
ou quando o calho'.ico se acha impedido de rece-
Esla urna lgica cerrada.
Pois ento de que haveria de servir a philOS-
j phia moderna e racionalista, seno para estas oc-
casioes "? Santo Agoslmho, San-Thomaz e oulros
seme.lhautes de nada servem para os nossos sa-
bichoes.
No dia de hoje esses cgos que andam pelo
; mundo, lora mais f em ltaccon, em Carlhesio,
. era Leibnitz, em Kant, em Vico, em Rruno, em
, quo JGioberli, era Fchte, em Schelling, em llegel, em
Cousin, em Leroux e Furier, etc., etc.
Pobres cgos! E coecns nonjndicat de colori-
bus ; e quando um cgo guia a outro cgo, cahem
ambos na mesma cova.
Despcdo-se por ultimo o nosso horaem, ensi-
nando-nosa orar; mas nao cieiam que nos in-
dique a oraco dominical; nao, cerlamcnte. Diz
o seguinte:
Tal o que devem pedir a Deus todos os
corares sinceros e verdaderamente catholi-
eos.
Isto nao chega a ler coramento algum, porque
nao o merece.
necessario por una vez desmascarar estes
homens, que se rao inculcando como litlteratos,
e que vo perrertendo a sociedade
Mr. Forrode na Revue des Deux Mondes, diz :
No dia de hoje trata-se siraplesmento do pa-
pado, como do urna daiuellas quesles de posse
territorial, que sao os negocios mais ordinarios
dos governos humanos.
E maisabaixo diz : que se appclla para soc-
correr o Papa, principe secular, para o doizma
catholico da infallibilidade do Soberano Ponti-
fico.
Nao podemos deixar de notar a inconsideraco
do jornalista francez, que, fallando desta sobera-
na, quer egualar a sua importancia dos esta-
dos puramente seculares, e affirma que os ca-
tholieos querem fazer disto um dogma religioso,
confuudido-o com a infallrbilidade do Summo
Pontfice.
Uoje ate urna creanca comprehende a diffe-
renen, que ha entre os estados meramente secu-
se o principado laical 0 cdireilo de um hornero.
para jjovornar a egreja
ja se ve: que sendo eleitores 08 homens raai*
conspicuos da egreja de Deus por ledras e virtu-
des, e nao se pudendo duvidar de- que o Espirito-
Santo os ha de Ilustrar, a eleico ha da reca)ir
sebre o hornern adaptado
de IIpiis.
Esto soberano nao lem mul'-.er nem filhos.
como os ouiros soberanos temporaes; perianto,
as suas exigencias sao muilo menores : mesa
frugal, vestuario modesto, o assim as suas nutras
despezas proporco, de modo que das suas
economices podem applicar, e de tocto applicam
sommas avuludas para bem cus seus subditos,
para o cullo, e para beneficencia publica c part
culac
O mesmo se deve dizer dos rardeae?, cuj de-
dicarn caridade para com Deus e para com
o prximo, se acha esculpida nos marmores,
que apezar de mudos, fallam sobro este as-
sumplo.
Ouanio, pois, s habilitacoes dos em pregados
do governo pontificio diremos romo se fazem
lodos all leem meio deostudar.
Receben indialinclamente os rapazes de to-
das as classes da sociedede, tanto os filhos dos
principes, como os filhos dos homens da nfima,
elasse.
Os merccimenlos rao raes- e intellectuaes sao
os que decidera da surte da-individuo. Alli es-
tudam-se todas as disciplinas, que se enstnam
hoje nos paizescivilisados da Europa.
Todos aquclles que se destinara para a rarrei-
ra ecelesiaslica, ou para. q,ua|t|iier ramo da. vida
publica, depois de uni.tyrocinio de escola, entran)
na sua carreira.
Passam de um tribunal1 para outro, e di^ioisji*
uns poucosde annos de ler praticado a jmlicalTi-
ra as dilTerenles settQoes, tomara.couhecimeiMo
particular de administracc.
as nunciaturas o tomm da diplomacia e ne-
gocios internacioaaes. E quando se acham ha-
bis nesles diversos ramos de judicatura, de ad-
muistraco e de diplomacia, c que se adiara car-
regados de annos, e de cervioos feilos ugreja,
d-lhes o Papa umamurca escarate.
Ora eis-aqu um cardeal; eis-aqui e homem.
que se acha incapaz de govemar, porque pa-
dre; e esse defeito para os nossos pbilosophos
nao se compensa corno todas as habilitacoes du
que os vimos ha pouco revestidos.
Mas apesar disto deve advertir-sc que assim
mesmo c muilo roaior o numero de ernpregados
seculares do que o dos ecclesiaslicos,
Porm nao basta isto para contentar os hornees
da situarao. Diz Mr. de Montalembert, na sua
obra iecente.se se trata de melhoras legislativas
ou administrativas, todas as deu o Papa o todas
preparou ; mas qual foi a que pode contentar
Mazziui ou desarmar Garbaldi ? Diz elle que o
uuico programma dos revolucionarios na Re-
magna, como em loda a parle era Paz de Papa.
Tratando do fim de ludo isto, diz o conde, ser a
deslruico total da soberana do Papa, que um
obstculo invencivel para a uaidade da Italia,
governada por um s senhor.
Temos dito bastante para convencer os ho-
mens de boa-f de que as doutrinas do tal pam-
phlelo sao ms, perniciosas, cavilosas e ineptas.
Praza aos cus que os que eslo ao lomo da gran-
de nu dos estados vejam esta verdade na sua
propria luz, c quo se nao deixem seduzir
aquellos e oulros sophismas semelhanles.
Assim o desejamos de lodo o nosso
racSo.
Mrquez de Lavradio.
por
co-
0 conde de Montalembert publicou um folheto
intitulado Pi IX e a Franca do 18*9 e 185X
O autor comees fazendo notar a grande di-
ferenca que se d entre a questo romana du
1819 e a de 1859.
Refere o diclamen de Mr. Thiers, na cmara
republicana, a eloquente discussao que pi>* esto
motivo leve lugar, a votaco favoravel s con-
cluses de Mr. Thiers; a expedicao do exercilo
francez, o sitio o tomada de Ruma, a adheso
de toda a Europa catholica esla poliUca, as
maiiifestac>es. esforcos e sacrificios feilos para
reintregar o Papa no posse do seu poder tem-
poral.
Ento era o Picmonto quem aecusava a Aus-
tria pelo crime de querer invadir as legares cm
proveilo seu, e hoje, insligacoos e pea ac^ao
directa desle mesmo Piemonle", vista de um
exercito francez victorioso, e por una raisea-
vel consequencia das suas victorias consura-
mou-se o despojo ; os seus autores reclamam
audazmente a sancro da Europa, e julgam lee
certa a saneco da Franca.
Ns.diz Mr", de Montalembert, linhamo-los ven-
cido nesla mesma questo romana, e agora elles
de novo se julgara senhores da situacao. Elles
irabalham, elles fallam, elles mentem como eu-
lo ; porm collocando-se cora afectado debai-
xo da sombra da Franca.
Nos seus diajos, nos" seus decretos,
---------------------, .. a^ lvlt;.,., nos seus
lares, e o principado sacro dos Papas; porqu^ actos, encontrara-se as mesmas offensas, as mes-
mas invectivas que daoutrvez; porra com es-
IMUTILADCJI
ILEGIVELT


m
cinuir dos aireitos que a protegero. Ein loo ca-
so parece quo a poltica do governo imperial a
esse respeito ser proceder com toda acautela e
com o que a experiencia aconsclhar; era o
ineo de acertar era materia tao grave.
Amanha ter lugar, como ja deixo indicado,
a sesso solemne da abertura do parlamento bri-
tannco. Sua II. a rainlia assistir cm pessoa
quellc acto para 1er o discurso da cora, cujos
priucipnes pontos devero ter sido hoje approva-
dos no conseibo privado que para esse fim con-
vocou a rainha no palacio de Diickinghara. Sup-
poe-se que a falla do throno alludir conclu-
so do tratado de commercio com a Franja,
soluco do conflicto da lha de S. Joo entre as
autoridades inglezas o americanas, siluaco
dos negocios da Italia, e participado da Ingla-
terra no congresso que se esperara, o finalmente
ao estado de dofeza do paiz em consequencia dos
rneios com que para esse fim fra o governo ha-
bilitado pelo parlamento, bem como o plano da
reforma eleitoral.
As discus.soes do parlamento versaro a prin-
cipio, segundo se ere, sobre a poltica exterior,
sendo provavel que esse a respeito mcreea com-
pleta npprovacao a poltica de lord John Uussel
quanlo aos negocios de Italia pela habilidade
com que este ministro illudio afinal a idea d'um
congresso europeo allm de n'elle nao figurar a
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NaMBUCO.
Londres 23 de junciro le f 8 Brevemente aqu esperada a noticia da rat-
li.-.ii.ao do lisiado de commercio que a Gra-Brc-
lanha tem ltimamente negociado com a Franca.
te grande aggrnvoquo, ein lugar e ser como
antes, refutadas e reprimidas pelo esforco com-
rnum de todo o grande partido da ordeni, jul-
gara poderem apoiar-se nas victorias de um
exercilo francez c na poltica de um gavemo im-
perial.
E' preciso n.1o deixar crcr nem dizer que nisto
nada mais joga do quo um inlcresse clerical
ou un direilo puramente religioso. Islo j se-
ria muilo, mas a cousu anda vui mais longo : o
direilo das gentes est tao comprometido como
o direilo da egreja.
A jusdea est mais ferida do que a f.
Mr. de Honlalembcrl recorda, entre oulras
cousas, aspalavras do um ministio do impera-
dor, dirigidas aos bispos francezes :
O principe que estilte o Santo Padre ao
Vaticano, quer que o uhcfe da egreja seja res-
peilado cm lodus os seus direilos de Soberano
lempcii.il.
Entrando mais na questo.diz que hoje nao se
trata de applkar nem u direilo da (orea, nem a
antiga pratica dos conquistadores ;_convcm-i!os
islo, apruveilemo-lo. &
Nao 6 este principio, um novo direilo, um
novo principio o que se pretende inaugurar ; o
principio de que os abusos mais ou uienus cer-
losde qualquer govcino, lendam a sua duraro,
Ilegitima, e que alm disto a soberaaia eeclc-
siasliea incorupaUvel com a civilisaco mo-
derna.
E' este um principio que se applica uniforme-
mente lauto para o que se abandona como para
fquillo que se adopta.
K' una theoria que, nina vez sonecionoda, se-
r irrcsislivel, cujo contagio cousa] nenliuma
poder conler.
Bttu portante, a exlonso, do territorio dado l,a-,,rela"1''1. salvando todava o principio que
11 deixado ao Papa q.io se traa de medir, oquee"e l,,m sempre advogado da nao inlerveneao
se anuina a propria base do seu principado tem- > lia rige ira nos negocios da Italia central.
v-' t e > .. Com cfioilo hoje reputada no mundn noliii-
Kao urna reforma que se sanenona : o di-! iuwuu iwwi
r.ild geral e permanente para a hsurreicao, que 0 euroPeu c,"" projudicada a idea do congresso
se trata de sanecionar contra elle. em consequencia dos ltimos acontccimenlos,
Mr. de Mouialembrit, no fundo da quesio po- principalmente depois da publicaro da celebre I
li.ica. i.,. daii.i-nio sobre o direilo de insur- brochuw < O Papa e o Congresso de que j :
retcao, sobre os pretextos, sobre lodos os pretex-1 ;, J
toa e aecnsaedes, que se laucara contra o poder ,nc 0CcnP*' era u,n3 das minhas precedentes car-!
actual do Pape, exprime-se cora esta irresistirel li>8- () Imperador Napoleo seoliu-se incapaz'
logtea : de rxoeular 0 progranima da paz de Villa-Fran- !
IKao, nio "asanle raconhecer que um po*o L, pelo ,ue respoila a resluiir,,,-,0 wimms
possue o direilo de ter voiiiade sua, e de a ina- ,, '
infestar ; preciso alm disto,que estepovo le- w"". excepto se para isso houvesse de
nha razo, que a sua vonlade seja juste, e que a ompregar a forca, o que lodavia Ihe seria veda-
expressao della seja legitimada pela necessidade do se allnal o congresso rons.isr.isse o principio
c titilidade social. da nao interveneo: e n'essas circumslancas
lie outra lonna cnlunamos no selvagein dog- wvwnmu.
inj de Rousseau : c O. poro nao esrece de ter rew s,,sc,,ar a* dilBeuldades que team surgida,
razio. em consequencia do sen progranima conlido un
(.1 Sarao,] '. mencionado olheto, para desse modo lomar im-
possivel a reunio d'um congresso, que elle non-]
ca desejou, porque nao esteva no seu interesse '
perder o prestigio que guillara entre os Italia- <
nos, sustentando no congresso, por motivo de1
seus compromissos com a Austria, a restauraban
dos duques, a qual 6 altamente odiosa na Italia.
Ao mesmo lempo precisava o imperador apoiar
o raovimento italiano at onde lora chegado sem
Orando e o enlhusiasmo que oeste paiz reina por .,. ,., .,. i. ,.; i .___ ..
,, l'Jr t'"i qu.inio ter sido compromeltidn a ordoin ;
aquello uiotivu. pois se espera por aciuelle modo ,, ,..... ;.,, :., ;^j- .,
'.,''' [un isso careca impedir a reunan d um con-
que a Inglaterra fara desapparocer das paulas ,. ,,, -x. ,.. i
., gresso. era que por cerlo a maioria volara pela
das alfandegas rancezas^ os enormes, lucios que U,,ililllJadc dos (ll|.,iles do Polllice lca.
pesara sobre algm.s an,gos de expo..a,;ao ingle- ,6,s |(oje se aum m refcfll||o
za, laes como o caro e o ferro ; pela sua paite
a franca conseguir da Inglaterra a extinecao Guando-de se comprometter pela decisao du
dos direitos dilTerenciies sobre os espiritas de C008ress. e doptondo o principio de nao inter-
imporlacao franceza c mesmo sobre os rinhos v' :'-''"- '"'arador conseguir que a propria
desoite que liearao rsses arligos equipando's Ita,,a arr8niar* porsiraesma a suasiluorao.com
aos de prodcelo nacional. As correspondencias 1" Knhar elle all anda maior ascendente ;
de Paris leera communicado para aqui que a as- ;l Austria responder que nada pode fazer pe-
sigiiaiui.i desse tratado livera lugar nodia 20 do los duques, visto que do pode iuterrir. Pigu-
cortiente : suppde-se que um dos trechos da Fal- r;i"St "' aetualidade por aquclle modo o polili- !
la do Throno, com que amnnha S. M. a rainha (,;1 ^ Napoleo em relaeo aos negocios da Ita-
abrir em pessoa o parlamenta, se referir, ''' cenlral ; e para esse lini se julga que leve !
eonrlusao de semelhanle negociaco. agora lugar na Sardeqha a reapparico do conde
Diz-se tambera que Mr. Gladslonc, chanceUcr deCavour na scena poltica. O ministerio La Mar-,
do Exchiquier, propoi, logo depois da abertura '"oa-Dabormida deu a sua demissao, que fo ac-
dis cmaras, reduccocs nos direitos sobre varios ; CCila 1"'' r(''> c 'Oo0 o conde de Cavour fui en-
arligos que figurara nas pautes dos alandegas i carre8ado da organisa^ao d'uraa nors adrainis-
e que anda se acham sob a bandeira proloccio- lraaoi "'" 1"e figurara os seguintes principacs
i.isi.i ; um dos arligos, que com certeza ser ali- ""!l"s : Cavour, presidente do conselho c ini-
viado dos grandes direitos en beneficio da in- u>str.dos negocioscslrangeiros; Fanti, ministro
dwstria nacional, 6 o do lpulo de que lano da guerra ; Mamiani, ministro das obras publi-
uso so faz aqui para a preparago da cerveja. cas l> P^'io, ministro do interior. Todos estes
Era FranQa Sl1 espera lambem em breve gran- "on'os representam homens, que se acham les-
ees reformas nas paulas, para o que o imperador la uu Srade niovinicnlo italiano, para cuja reo-
sc .o lia j autorisado pelo senado. Tem all bi- l'Sa?O or.iiii ellos agora chamados ao poder com
logrando sensacao a carta que ese Uionaroba "uiorisncao de I.uiz Napoleo, depois da mudan-'
acabada dirigir a Mr. FoulJ, seu ministro da '.'a'I"c este fez na sua poltica, em relaeo si-1
i'azenda, annuiiei indo-lhe seu inlenlo de levar a lll;".ao da Italia central. Agora o Papa dever
cfeito o importante plano que nessa mesma car- I"-'1'11'-'1' Lega^oes e mesmo ludo excepto Ro-'
U i] resenta sobre reformas econmicas, e pelo "ia ; a lla,ia eentral dever formar um reino se-I
l'ial prelcnde.acabar com o sysiema prohibido- I'araJ. ou mesmo se islo nao poder ter lugar,,
nisla em Franca e apenas conservar o proleccio- SPr ""'exada Sardenha, que deste modo cons- I
nisla tanto quauto se nao opponha ao desenvol- lillli,la l'1" potencia forte, dever um dia libertar'
viniente, da riqueza nacional. O imperador as-. ^eneza para assim se cumprir o programma que
sgnala is diversas causas que leem contribuido napoleo publicou quando dcixou Pars para co-
paia o batimento de certOS ramos da industria ; n^c^ a guerra contra a Austria, islo ,dar li-
nacional, e como mcio de remov-las. prope Iberdado Italia dos Alpes at ao Adritico. A
asseguarao paiz a desapparico de quaesquerdi- esta poltica parece ter sido levado o imperador
celtas sobre as malcres primas para as ndus- ; Pclil Craa-Brclanha, que, segundo se alFirma, pro-
iri.is nacionaes, assim como facilitar aos empre- lettcu o auxilio de suas esqnadras para reali-
liendcdores por meio de nsiituices de crdito sal-a, caso opparceam cornplicaces europeas.
os recursos para levar a elleilo suas emprezas. Escusado seria dizer que da parle do Summo.
Pelo que respeita agricultura, o imperador Pontfice tem havido o mais solemne protesto
suggere como recurso para o seu desenvolv- contra semelhanle Iraico do imperador. Anda
meiiio o estabelecimento de insttui^des de ere- ltimamente o Jornal de Roma, ocgo official,
dito, a exploracao e rrigaco dos terrenos, ele; publicou o protesto que contra os fundamentos |
e como complemento do sysiema prope-se a da brochnra em questo fez a Santi S peranleo
acabar com os regulamentos restrictivos que tan- j mundo catholieo. Sua Sanlidade est disposla a
lo embararam cm Franca a livro Iroca, que so I sustentar es seus sagrados direilos. anda qoan-
pde trazer prospciid.ide ao commercio. Para do o imperador tenha do retirar de Roma as suas
aeililar o Iransporte das materias primas nacas- tropas.
s-aries agricullura o industria, soggore-se
lambem alli o estabelecimento de boas estradas,
ca.uiuhos do ferio e canaes, que serviro princi-| ll05 lmites de Roma ser sustentada a todo o I
plmenle para a conduce ,o do carvao de pedra e cusl0 pela Prasa a auloridade papal nao so pelo '
dosestrumes pira onde as necesidades da pro- respeito pessoa do Pontfice, como para salvar
dueco renham a reclamar. Os elementos desse a ideia do foihelo a respelo da soberana do Pa-
graude plano resume.n-se afinal no seguinte : pa nos Imte8 oa cdodc sania.
mppresso de direitos sobre as las c o alsodao; j n
. u l'a parece disposio a sofTrcr ludo pela sua
reduc-o suceessiva sobre os direilos que pagiro F ,
,. ii causa, c so cm coso do vio enca e nue se refu-
o assncar c o cafe; promplos mclhoi amentos nos i |uc n rm
giara no estrangeiro, para o que tem j ancorado
DIARIO DE PBftSXMBUCq TERCA 7F.KU 2l DE f EVERFJRO DE \Wb.
desordem em que se acha o Mxico, e das vexa-
Qes a que nesse paiz estao sujeitos muitas sub-
ditos americanos, pede autorisaejio ao congresso
para usar da forca contra aquella repblica-.
Osjoraees inglezes acabam de publicaros por-
menores da derrota que no dia 30 de fcovemLto,
3 e 5 de dezembro ^Himo, sofTreu o resto dos
'rebeldes no Oude. Beni-Madho e seus irmaos
linhain sido capturados e mortos pelos tropos da
rainha ; e a brigada de Nusscrabad, com posta de
400 homens, fra lambem aprisionada.
As noticias da China clicgam al 24 de novera-
bro. Algumas forjas inglezas e francezas se
achavam j reunidas era Hong-Kong ; mas pro
emquonto nao linhom seguido contra os chinas.
O governo americano eslava comceando, em vir-
lude do tratado, a formar um estebeleciinenlo ou
feiloria cm Thai-wan, porto principal e capital
da ilha l'ormosa.
Ilespanlia^
As noticias que temos daquelle reino alcan-
cam a 28.
O lempo decorrdo depois da tninha uliima
caria tem sido mu pobre em fados notareis. Os
combates crom quasi diarios em quauto o exor-
dio hespanliol marchava de Ceuta para Teluan ;
hoje que se encentra a pouca distancia daquella
praea, e que (endona sitia-la, s tem havido pe-
quenas escaramuzas. Entretanto para o por ao
fado da m*relia desla campanha, dar-lhe-hei
una reseuha do lodos os despachos enviados do
lliealro da gneira, ao governo hespanhol, quero
Vapor Vulcau, na embocadura do rio te-
luan, 16 de Janeiro.
O commandante geral das tercas navacs ao
rainislto da morinha" :
A'a 6 e meia horas puz-me em raovimento
com osnavios.de guerra c transportes ; s 8 es-
Uva sobre a embocadura do rio, e rendo quo os
fortes fariara fogo, deilei em Ierra tropa e mari-
nheiros para se opoderarem delles como verifi-
caram ; entretanto com os guar da-costas, effec-
tuava-se o desembarque da divsao Ros que
acabou s 2 horas.
O exercilo fez a sua marcha sem oppo-
sigio ; unio-se divsao Ros urna bateria da
monlanha.
18 de Janeiro.
O exerdto continua suas posires tomadas,
desde a Torre Mastn al alfandega.
Os despachos nao narran cousa alguraa de
importancia mus, a nao ser um ultimo de 21,
que cri lercm os Marroquinos atacado as tercas
licspanholas na manliaa do da 23, e lorem sido
Dxpellidos. As canhoneiras oproveilarom com
vanlagens a sua arhlhaiia contra a cavallaria ini-
miga.
Continua o desembarque do Irem do sitio, e as
operocoes prossegucm sem novidade, digna de
m encao.
Era Madrid f.illava-se em crise cominenial, c a
Iberia, indicando o nomo das pessoas q-je devem
formar o novo gabinete, assegura que chegado
do general O'Donnell a modiikacao ser infalli-
vel, entrando nella os progressislas, ou adop-
11 flnWJ
dizer dos que se tem publicado, porque necessa- j ^au<1-so urna poltica de preponderancia militar.
No enlrolanlo a Correspondencia d'Espana, que
considerada como orgo govcrnaraenal, dcs-
menle esta noticia.
L.
mente, muitas opeacoes o plauosierc fieado
secretos.
O general cm chele do exercilo d'A frica, ao
ministro da guerra :
Acampamento sobre o rio Capitanes, I) de Ja-
neiro s 12 horas da manha.
Anlc-honlem [7) ao romper o exercilo o
marcha, levanlou-se um grande temporal de Le-
vante, que obrigou os navios a bordejar, dei-
xando-nos incemmunicaveis com os (oreas mar-
timas.
Apezar disto e da chura, granas aos effica-
zes esteros dos ongenheiros e arlilheiros, a mar-
cha continan at esle acampamento,sem nina ou-
tra novidade que um ligeiro tiroteio sem conse- 'eragao do socego publico, ao menos que nos
quencias. Odia de honlem foi de conliuuo tem- c.u"s,l!' reinando entre os mascaras a lelhor or-
...r ,SJ Jc ,P.u.. acsaij FjasTrjs
ment. O mimigo apresentou-se em fenle do toes da nossa sociedade. Com elteilo. quera
PERHAtVtBUCO.
REVISTA DIARIA.
Estamos na quadra do.carnaval, que amanlia
todava lem de ceder o lugar quaresma, que
ahi entra por cssa imeiacao da cin/.a, rememo-
rativa do destino inate'iial do hornera sobre a
ierra.
Corren o domingo felizmente sem o menor al-
leraco do socego publico,
nosso exercilo, em urna extensa liuha deiorpos
consideiaveis, com vonlade de investir, porm,
relirou-so em consequencia de alguna liros Ja
ortilharia e do fogo dos nossas postes avanzados,
que deram boa conta de si, pois no meio djs tor-
gas inimigas, vnha muila gente a cavallo.
A nossa perda consisti em um soldado c al-
guns feridos. O espirito do exercilo sempre boui
e o soldado contente eanimado.
der-se ao estudodcslas condgdes comparatira-
inenle cora as anteriores e com relacao ao de-
cantado enlrudu d'oulr'ura, nao pode deixar de
couvir no cu10 avancmos, e com nosco de en-
(oar hosannas ios elleilos prodigiosos do pro-
gresso.
Notamos comtudo que o gosto pelos mscaras
lernte a degenerar visivelinonle. O numero dos
niascarados no domingo foi mu i diminuto, e os
cosumes, alm de eoininuns na inveniiva, orain
OS rnesnios d'oulros anuos, sem que apparecesse
Honlem de manha recebi parle de ler sos- !S!!'" q,u,,subl','sa!,isse '"'la id1J. "Va; '"' ""
,..., i. ,. ... "'i-'itos que reproduzsse o que de uoui n o tes se
sobrado na praia a goleta Rosala, fmmediala- deu.
mente enviei o general Rubn cora um batalbu Honlem levo lugar idntico phenomeno, mas
para a soccorrer, e recoUieii-se a tripolacno que ,a,vt' .'l'11' hoje se elle nao reproduza
est no acampamento. Nenhum auxilio foi i ~ ?m OT d Pnrtas nao foi no domingoob-
,.,-,,.! o,. UKUly- -'cniiim aux.iio loi sorv,id-i o regulamenlo policial de 2 de fevoreiro
possivel picstar ao navio pelo estado cm que se I de 1855. na paite relativa prohibido do en-
chara. Irudo. Alli as laranginhas ou limas" de cheiro
a 10 de Janeiro ao meio-dia boveram abei lamente : os brincadores se nao
Oinimigononoshosllisouotagora.-Vs '''',P",r'n,""' c,",ra 0J"* 8pcU ^ f"fl
.!-. i.... -!____ pela compelcMite auloridade, e nem laiube.n lo-
oez horas coraecaram a appareceros transportes, rara impedidos no dosenrolvimenlo do seu genio
que conduzein material de lodo o genero. Anda tHtruaale.
nao foi possivel desembarcar nada pelo estado do
mar, se se poder verificar hoje, seguirei omo-
nUa o meu movimento.O oslado de saude do
exercilo bom, dminuio-sc Binfermidade.apc-
zar do temporal.Poucos interinos das deencas
nos ten allligido.
< Algcclras 11 de Janeiro.
O commandante geral das tercos novoes de
nperaedes, ao ministro do morinha :
A's tres horas da larde estivo i.o acampa-
mento : muilo mar na praia. O primeiro bote
que veio ierra sossobrou sem desgraea algu-
na ; eu saltei nclle com felicidade ; coinmuni-
quei com o general em chefe que eslava no quar-
tcl general situado no rio Zamir. O segundo
corpo do exercilo balia-se com denodo e bizarra,
indo rainha sabida do acampamento o inimgo
em retirada.
Praia Zamir, em frente do acampamento, 12
ue Janeiro.
Nenhum oulro reparo faremos mais que nao
seja a consigiiaco do fado simplesmenle, pois
quero tem devores a cumplir, como agente dos
poderes pblicos, n.'io os deve omillir, e menos
condescender com a respectiva Iransgressao ao
poni de tornar-so indifferente e inactivo.
Cumprimos o nosso registrando o atiU60 ;
qiienj deve puni-lo, que disempenhe o seu, pu-
niiido-o e nao telerando-o.
Sr. I)r. chefe depolica, em altencaooo in-
conveniente dos carros 'as cocbeias da ra
Nova, que sahirem p; ,. a Roa-Vista, lerein do
seguir uina direcc.o diametralmeiile opposla
a(im de ganharcm a ponte do mesmo nome, de-
terminou que lea canos seguissem losa aquella
direccao sera ibes ser preciso dar a referida
volta.
Lista medida do di^no Sr. Ilr. chefe de polica
foi mui acertadamente tomada, pois que assim
Bilma aquellas cocheiras de um rerdadeiro gra-
vame, que sem duvida nao levou em vista o res-
pectivo regulamenlo.
Fallam-nos que algumas oulras providencias
devem anda ser lomadas em sentido restrictivo
da aniplido, em que acha-se concebida a postu-
ra ; e nos confiamos que ellas lero luuir. su
u um liMi.imos que unas icrao lugir, se
O exercilo sem novidade ; uuiram-sc os va- 1"" vc'nl"ia a sua malcra, ou a razo deserque
poresCo/o/ie Fuleono ; o Alerta necessila con- assignam, urgirem por urna reforma qual-
No sabbado passado nao trabalhou a com-
panhia dramtica no Iheatro de Santa Isabel,
como disserno-lo honteni quando noticiamos que
Ihe fra concedido esse thealro ; por'[uonio lo
oesperlaculo transferido nole pela superve-
niencia de iiicorninodo ein alguein da cmpanhia,
que fazendo parle do drama nao pode ser subs-
tituido n'aquella emergencia.
A grande excavaco que bavia na ra da
Gloria, e que pelas enxurradas dasaguasdas
chavas, que ha pnwo cahiram, desapparecera ou
ii> ara quasi aterrada no lodo, comeca
cortos; espero hoje o cpilo de fragata Polo;
bom lempo, vento oeste ; csto-sc embarcando
enfermos e feriJos, o continua a descarga de vi-
veros para o exercilo.
Praia Zamir, 12 de jineiro, s 10 horas da
noitc.
Os inimigos alacaram o acampamento s
duas d.i tarde, e como sempre foram rechaeados,
concluindo o fogo ao por do sol.
0 general cm chefe transmillio ao ministro da
guerra o seguinte despacho :
les salisfez ao que se pretenda. Eis as notas, que
a este respelo publicam os jornacs inglezes.
Est demonstrado que o carvo bituminoso po-
do arder nas fornalhas, sem desenvolviniento de
fume, e eonsegne-se islo por meio de urna ds-
posico particular muilo simples, que so d
porta, e pela maneira particular porque se ar-
ranja o combustivel.
Todo o sysiema consiste em ter urna porla de
fornalha com urna chapo duplicada ; a chapa in-
terior est separada da exterior por ospaco do al-
gumas pollegadas ; ambas as chapas lein diver-
sos furos, para dar passagem ao ar aquecido ; e
o corvao antes de ser posto no fogo depositado
dante da porla da fornalha ; Hcaudo no fundo
della algum corvo j incandescento que so val in-
troduzindo para dentro da fornalha medida que
se iutroduzir novo carvoo ; e isto basta pora im-
pedir o desenvolvimento do fumo.
Quando o carvo bituminoso posto n'um fo-
go-arduo w>, a paite mais voltil de promplo
reduzida a fumo ; se esle fumo 6 alimentado com
ar novo, e passa por um fogo ardente, elle ser
immediaBwnenle queimado. O ar, que passa aira-
re* dos buracos da poita da fornalha lien mistu-
rado com os productos volateis do carvo novo.
Com as fornalhas inventadas por \V. Williams,
o fogo, que livor um pjde superficie, evapora 4
pos cbicos d'agua por hora, resultado duplo da-
quelle, que se oblem nas fornalhas cornmuns, re-
sultando assim una economa de 23 por cenlo
no combuslvcl.
Estas fornalhas tem evaporado 1,130 libras com
urna libra de carvo.
A seguinte descoberta de summo interes-
se para os cocheaos, e para lodos que governam
cava I los:
Trala-sc du um lapa-olhos, cujo cfteilo fazer
parar quasi instantneamente um cavallo que se
desenfreia.
Por este sysiema fica evitada a lula que hnvia
entre o cocheiro o o cavallo. Logo que o cochei-
ro conhece que seus carillos passaui da veloci-
dade ordinaria, em vez de puchar as redeas, elle
as afrouxa, e puchando por una guia, que Ihe
est mo, faz cahir sobre a Cabeca do cavallo
o lapa-ull.os quecega completamente o animal,
o nesse estado elle para quasi no mesmo lis-
iante.
Passageiros do vapor portuguez SHlfard-
Ilacen. entrado do Miltord-llaven o portes in-
termedios :coronel Manuel los Per-ira Pache-
co, sua lilha e um criado, Jonquim Marcos Cor-
rea Guerra, U Reilly c Francisco Rodrigues.
Passageiros que seguirain para os porlos do
sul no vapor Oyapoek:Candido Francisco Soa-
res, Pedrada Silva Reg, Matanna Janola o dous
lhos, r.eiijaiuin Franklin dos Res, AdolpboSlat-
senleac k, Rodrigo Castor de Albuquerque Mara-
nho e um esclavo, Ricardo da Silva Neves, sua
senhora, 8 Blhose duas escravas, Guilherme Au-
gusto Ricardo e seu escraro, Balbino Cesar de
Mello, Jos Goncalvos llomcde, Joaquim M. de
Paira o um esclavo, Domingos Jos Antonio dos
Sanios C.oelho, .los Gomes de Souzu Portugal e
| seu cscravo, lenle llorado de Gusraao Coclho,
; que deixou de seguir no vapor Princesa de Mi*
alie, Francisco Soarcs da Rocn, Satusliano Pe-
, nira da Silva, Raymuudo cscravo, a entregar,
Eduardo Sergio, Goraldo Correa Lima, Antonio
Jos R. de Moiaes, P. Pereira Casca o, Jo-
"sepl, Maurer Porre, Mauoel Jos de Araujo,
Francisco I', de Araujo, l)r. Joaquim da Silva
Gusmo, soldado Amancio Jos da Rusa, Dr. Sa-
lustiauo Ferreira Santos o um cscravo, Joo Yaz
de Carvalho Sodr, Dr. Julio B. de Vasconcellos
| e I). Isabel Hara Rodrigues da Silva e I)r. Ma-
uoel Buarque de Hacedo Lima e sua senhora.
Passageiros do brigue brasileiro Duque ia
Victoria, sabido para o Rio iiu Janeiro: 1 cs-
crava de llanoel ca silva Passos, 1 escravo de
Miguel Jos Rodrigues Viera, 1 cscravo do Ha-
nocl Gouvoio de Souza, lodos a entregar.
Passagciro do vapor de Mena brasileiro
T'ielis, vindo\lo Maranho :Manoel C. de Fra-
tes.
Mvr.uioiuo publico :
Mataram-se no dia 10 do corrcnlc para o con-
sumo desia cidade 83 rezes.
No dia 2u do mesmo 8i.
MORTALIDADB DO DU 19 PO COR11F.NTE :
Matia da Coiiceiro, branca, casada, 53 annos ;
tubrculo pulmonar
Scbastio Jos da Paao, bronco, solleiro, 3o
anuos; abeesso.
20
Mara, branca, 8 mezes; bexigas.
J Ignacio Ribeiio, brauco, viuvo, 70 anuos ;
gangrena,
Joao da Silva Tarares, branco, solleiro, GO anuos;
desiiileri i.
I Thoin, pelo, escravo, solleiro, 5G omos ; apo-
plcxia.
Fclismina Mara da Conccieo, parda, solleira, 16
anuos ; diarrha.
Amonio Marlins, pardo, casado, 22 anuos ; be-
xigas.
Hospital de caiudadb. Existem TG ho-
mens, 51 mulbercs nacionaes, 2 homeus eslrau-
geiros, 1 homein escravo, total 130.
Na lotalidade dos doentes exislem 39 aliena-
dos, sendo \te mulhores e 7 homens..
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Tinto s S a 10 minutos da manha, pelo
Dr. Dornellas s 8 horas da manha.
Fallecern! um hornera de bexigis e urna mu-
Iher de diar rhea.
Coininuiiicalos.
consiga mitigar sua desolalora tristeza, o quo
da coraco Ihe deseja
7m amigo sincero.
Correspondencias.
m
Senhores redactores.[')Quera quer que for-
uiulou o Retrospecto Semanal publicado no Dia-
rio de hoje, foi prfidamente Iludido na infor-
m8cao que leve a respeito d3 comarca de Taca-
ral u.
falso que os criminosos passem alK pelas
barbas das autoridades; alslssimo que estas por
eondescendencia ou frouxido deixem de cumprir
cora os seus deveres, e de fazer respeitar a iei.
Ouem couhecer o Dr. Francisco Goncalv.?s da
Rocha, juz de direilo daquella comarca, t sou-
ber do brilhante papel que elle fez como promo-
tor publico do Rio Formoso durante .11 snnos,
como juiz de direilo dos Inhamuns e chefe de
polica interino do Ceai ; quem tiver conheci-
menlo de que o promotor publico de Tacaral
o distinelo bacharel Joaquim do Reg Rorros, e
o delegado o houiado c enrgico capilo de tropa
de linha Joaquim Cardoso da Cosa, ha de ueces-
sariamenle protestar contra o que se l uo Re-
trospecto Semanal.
Se, porm, o autor desse escripto fazendo la
acre censura aquellas autoridades, que nao ce-
dem em honra, intelligencia e adividade, a
quaesquer oulras da provincia, refere-se oo que
dos jVlagoas e particularmente da comarca de Ma-
ta-Grande so tem para aqui mandado dizer a res-
peito de Tacaral, obrou irrefleclidomenle, por-
que deixou de indagar a origem e moralidadc
dussas informacocs, e mesilla de algumas requi-
scOes qus se lem feito s primeiras autoridades
desta provincia.
Um potentado de Mata-Grande, (Alagoas) cujo
nomo publicaremos, se termos coulesttdos, cn-
tedeu que devia opoderar-se de una pon io de
ierras, peitencentes a urna respeilavtl familia
dos limitas de Tacaral, o vendo, que pelos
meios regulares e civis nado podero conseguir,
recorreu a processos ante-datados, clandestinos e
falsos, fabricados em Mala-Grande, para com-
pro melter a lodos os membros daquella familia,
prende-los ou persegu-los, e ossim apossor-so
de suas trras. Preparado este artificio segui-
r m-sc as requisicoes das Alagoas para aqu, e
lodo o cmpeiiho se'ha feilo para desgrasar a de-
zeseis ou vlnle azendeiros de Tacaral, com lan-
o que o potentado de Mata-Grande, que lem as
boas gratas da polica de Macei, consiga o quo
pretende, islo c, que obteuha iodevidamente as
tetras que Ihe nao pertencem
Seguramente destes criminosos que falla o
Relrospeclo Semanal, mas bem veo seu Ilustre
autor, que seria um escndalo patrocinar lo uo-
jenta ImmOralidade, e a pretexto de punir um cri-
me ideal, dar ganho de causa, e fazer triumphar
um crime verdacleiro, ama tenebrosa urdidura.
Nesta cidade se acham os Srs. Drs. Joao Paulo
Monteiro de Andrade, juiz de direilo da Mata-
Grande, e A y res que all foi promotor, bem como
o capilo Tiaurcio Valerio da Silva Tavares, que
foi delegada em Tacaral, c delles se poder in-
formar o autor do Relrospeclo Semanal, sobre a
verdade do que acabamos de dizer.
Entretanto, embora pronunciados em proces-
sos clandestinos, e falsos, os individuos de que
temos feito meiKo andam foragidos, sendo por
conseguinte injusto o que a respeito das autori-
dades de Tacaral diz o Relrospeclo.
l'iiiiccionarios como os Drs. Rocha, Reg Bar-
r 'S, e onlros que exercem auloridade em Taca-
ral, tem direilo a seren melhonnente aprecia-
dos pelas orgaos da publieidade, que guzamda
importancia e forca do Diario de l'ernambuco.
Recite 20 de fevereiro de 18G0.
^li ^ i um n n if.-^iac. -
Ninguera icrediia que Napoleo dai este pas-
?o ; pelo contrario crenra quasi unnime que
.._ ..., ^..._.. a toma,
as proporeoes que d antes linha.
luiporla, porlanlo, que para logse mande en-
Acampamento sobre o rio Capitanes, 13de|tulhar esse buraco, para que torne-se fcil o
Janeiro s 9 hoias da manha. I transito por aquella lotalidade, e mesmo so nao
Hontera s duas horas observei que os Momos l:"-""'"'",m's despezos, co:n o incremento da
i- i uaninilicnciio. uuando boiiverem de ser foihw na
t.iiha.n estado amover-so da nossa osquerda reparos nlcessSrlos. ",nerem 0e scr lLll03-us
para a nossa direila, toda a manha, e se tinham Amanha lem lugar a procissao decinza,
reunido em grande numero em frente do nosso |feila pelos terceiros da Ordem-Seraphica.
campo. Dispuz as forcas para rechacar um ala- V1~ 2^S?^?? m ',815 E os Oui:uos.-Escrc-
meios de communicaco; redoeco dos direilos
itnbrados nos canaes, e como consequencia disso
a dijiinuiro geral nas despezas de transporte ;
eniprcstinios agricultura e industria : Iraba-
lbos ronsideroveis de ulilldade publica ; sup-
piesso das prohibieoes; o finalmente tralados
cm Civita-Vecchid urna crvela pontificia, Nessa
emergencia parece quo o Ponlilicc se retirarla
para Trieste, e d'alli para Vienna d'Austrin.
Nio por emquanlo conhecida a resposla que
ao protesto do Sua Sanlidade deu o gabinete
de commercio com 'as potencias estrangriras,!francez : a C3usa daquelle documento por parle
no entuito de conseguir dolas o desapparec- ^ Sua Sa"lJaiJe nasceu da caria que era 31 de I
mente dos embaracos que possam eslorvar entre i dezembro ultimo Ihe dirigi o imperador apo- ;
lean, pedindo-lho que cedosse dos seus direilos
s I.egaccs Pontificias. Sppe-se porem que
em consequencia o governo francez declarar
Santa S que se nao rasponsabilisar pela tran-'
quilidade do territorio pontificio que por emquan-
lo obedece ao Tapa, afora Roma onde permane-
ccro as trocas francezas.
Em aples reina por emquanlo IranqnlUda-
de ; mas existo timanlia fermenlaco, que se re-
as alias parles contactantes a livre troca. Toes
sao as bases geraes do grande plano econmico,
de cuja cxccuco o imperador encarrega o seu
ministro.
Para a realisac.o de tainanha obra, prope
Sua Magostado Imperial a apfdieseao dos 160
mili.oes de francos, que reslavam do empresti-
mo folio para a ultima guerra, alm dos recursos
ordinariosque para o desenvolvimenlo dos traba-
Jiios e obras publicas vola orinualmente o parlo- cci!i pela paz, logo que em breve comecar o des-
merito ; e para fazer face diminuidlo que ha- enlace do grande drama italiano. Erilrelanto
ver nas rendas do estado por motivo da reduc- geralrnenie acreditado que no caso de urna in-
coo nos dileilos sobre os arligos apontados, lem- raso daquelle reino pelas tropas libertadoras, a
bra o autor do plano a suspensoo temporaria do 'ossia executor o trotado de alliauca offensiva e
fundo d'amorlisAcao da divido publica al que o defensiva que fezcam aples.
que com os dous que linhain tido lugar nesle
sitio, e assim se verificou. Tomaram parto nelle
10 batalhoes, do segundo c lerceiro corpos e re-
serva.
As tropos avancaram tao bruscamenie, que
toinaram desde logo as alturas que dominam o
campo inimgo, conservando-as al noilc que
so retiraran] ao acampamento. Os Mouros fug-
ram sem defendera quer estas ultimas posicejes.
Colheiam-sc alguns Mouros feridos. Os efl'eilos
da arlilharia sao fataes.
A nossa perda consisti em um morto c 42
feridos
Acampamento dos montes de Cabo Negro, U
de Janeiro s 6 horas da tarde.
Efiecluei meu morimenlo viva forca con-
seguindo urna completa victoria.
O segundo corpo comerou a ser hostilisado s
dez da manha, e successvamente com a maior
bizarra loraon todas as posic&et al as que do-
minam o vale de Teluan :
O lerceiro corpo chegou s duas, s.novas
posicoes, e slnou-sc para apelar o segundo e
envolver a ala direila do inimgo. A guardo e-
ra lomou parte no combate, e tres esquadres
Ein muitas cousas, di/.em, ser o congresf i le
Paris de 18G0 parecido com o congresso de Vicu-
a de 181 e 1815.
Em Pars, assim como em Vienna, deve lam-
bem hacer alguma lula burlesca.
Ainda milita genioso lembra de um cerlo epi-
sodio do congresso de Vienna, mas poucos eonhe-
cem seus detnlhes minuciosos, e que se rete-
rom a nina queslo de preponderancia culinaria
internacional.
M-. do Talleyrand dava um janlar, o ao desserl,
nao havendo mais a dizer sobre poltica, Iratou-
se da supremaca dos queljos. Lord Caslloreagh
gabou o slilton de Inglaterra, Aldini o slrachino
de Miln, Jeltner Is gruyere da Suissa, o baio
de Falk, minslrp da Irlairdn, o queijo de l.im-
bourg, immortalisado pelo gosto excessivo de
Pedro Grande, que nunca o comi, sem medir o
bocado com um compasso.
No maior calor da queslo entra um criado de
cmara, e aiinunca a M. Talleyrand a chegada
do um expresso de Franca.
One iraz elle ? pergunta o principe.
Despachos da corle e queijos de Brie.
A chancellara que receba os despachos, e
venha j mu dos queijos para a mesa.
Execulada a ordem, disseo principe: obstiva-
ine al agora de gabat um dos productos do solo
francez ; mas julgae-o vos, senhor.
O prato passa por lodos os convivas, todos
'Al-.lm i. il.M.r.!^ .1,1 *>. I...n ..H..1. i*.: ___ -
equililrio das linoncas, reslabclecdo pelo desen-
oWimaoto do commercio, nao seja duvidoso
Nas principacs cidades de Franca, onde at
hoje reinara ainda um ceg espirito restrictivo,
laes como Ruao. Marselha, Bordcaux e o Havre,
As datas dos Estados-Unidos chegam a 31 de
dezembro ultimo. 0 congresso nao linha podido
eleger at eolio, por falla de unanimidad?, um
presidente ; entretanto Mr. Buchanon, presidente
da Unio, se resolver a dar leilura oo mesmo
tem sido vU-loriado o plano de reformas que o I congiesso da sua mensogem annuol. Aquello ma-
imperador acaba de apresenlar; mas em Lillo e gislrado fellicila a Unio pelo resultado oblido
oulros pontos nao tem elle sido bem acceito, e
al conlia isso se tem manifestado grave aninia-
co. O imperador tem recebido varias deputo -
cocs por esla accasio, dos quaes unas se mos-
traran! inleiramenle de accordo com as vistas
impciiaes, oulros porm pediram que S. M. hou-
vesse de reparar paro a sorte de algumas indus- jlha de S. Joao com os uglezos, felizmente ter-
inas nacionaes que nao podem de repente pres- minado ; e finalmente tralando do oslado de
contra a rcbellio do Harpei's ferry, cujos amo-
res foram j execulados ; noticia a raliicaijo do
balado celebrado com a China ; refero-so ao es-
lado das reclaroaces pecuniarias dos Estados-
Unidos contra a Hespanha, e necessidade de
oblcr Cuba por compra ; allude ao confliclo do
,,.. nei,," m ,, ------r---------- c praio passa por lodosos convivas, todos
que estaiam cora o segundo, corpo carregarom- provam, e depois de madura rellexo, foi o qoe-
nocom xito. .jo Je Biie unnimemente proclamadoo reidos
A minha escolla de infantaria e carabinei- 'l"ciJ0S-
ros apoiada por alguns batalhoes lomam um re-
ducto onde o inimgo eslava enlrincherado. O
corpo de engenheiros oceupa-se em consliluir o
comiiiho para 3 passagem da arlilharia de bata-
lii.i e de posio. '"
O general Prim porlon-se com bizarra.
Calculo a nossa perda em 300 morios e feridos,
a do inimgo deve ler sido muilo eonsideravt I,
lano pelo empenho em defender as posin'ies,
como pelo grande numero que lomou parte na
balalha
i Chegou e esl tendeada a divisao de
Rio.
15 de Janeiro ao meio-dia.
Continuamos nas mcsmas posicoes que oc-
cupmos honlem, no valle de Tetuan. Avislam-
se alguns inimigos nas alturas que dorainam o
dito valle a mtia legua, t
MKIO DE RBCOMIF.CER O MAL n.\S BATA1\S.
M. Payen, de S. Marcelm, morador em Valence,
arliou, diz a Sericultura pralica um meio fcil
de reennhe-cer so as balotas tem ou nao mal.
Com um kilogramma do cal virgein escis ou so-
lo litros d'agua forma-so um leileno qual se mor-
gulha a hlala, que se quer examinar. Meia hora
depois a hlala com o mal licar teda negra; e
aquella que nao esl toda damnificada ficar so-
niente negra no parlo offendida, ficando o resto
preservado da conlinuacao do mal
Fornalhasvlsiivouas. Desde muilo tempo
que se pretendo quoimar o fumo produzido pela
combuslo do carvo bituminoso, e assim em In-
glaterra como em Franca tem I auloridade dado
regulamentos, obrigondo os fabricantes a usar de
fornalhas, que produzam menos fumo possivel.
A associaeo da Newcasllo oIToroceu 500 libras
esterlinas a quem invcnlasse o meio do consumir
o carvo bituminoso., sem produzir doseuvolvi-
meulo de fumo; e 5. W. Willinms de Liverpool,
oblev# um premie^ porgue invenlou urna forna-
lha, ciie segundo adecisio do juize competen-
\!-:cms< OGI.V-
IIutur limen* Domi-
nam ipsa laudabititr.
A mulher teroente
Dos digna por isto
dos materos louvores.
A hilado hornera de bem contra o infortunio,
di/.a Sneca, um espectculo agradavel aos
oliios dj lleus.
lia pouc.o mais do um anuo que a mo da
morto descarrega implacavel reiterados golpes na
familia do I Um. Sr. coronel Manoel Pereira da
Silva! Parece que entra nos altos designios da
Providencia Divina o apurar, no crisol do soffri-
uieiitos incom porta veis, a alma profundamente
calholica do Sr. coronel Pereira.
Dentro de lo curto espaoo de tempo, lera o
Sr. coronel l'ereira assislido, cora uraa resigna-
cau verdadeiramento christa, ao passamenlo de
I dous irmaos, de un filbo, de um sobrinho, e cho-
ra hoje sobro a sepultura recentemeulc obexta
para encerrar os restos morlacs de sua mais ido-
lalrada iilha.d.. Exm.'Sr." 1). Januaria Pereira
da Silva, esposo do Sr. major Scbastio Pereira
da Silva !
Ohomem, por nolavel ijue tenha sido no de-
curso da vida, nao lera mais ttulos considera-
gao e ao respeilo de seus semelhanles, nem me-
rece mais oceupar a attenc.i e fazer passar seu
nomo menioiia da poslei'idade do quo a mu-
lher, que leve a iocoraparavel felicidade de ieu-
nr.em sua rapida passagem pela ierra., lautos,
lo raros e lo precisos dotes como a l:.v.m.a Sr."
I). Januaria Pereira daSilva. (Juj nome nao se
se Ilustra mais pelo herosmo cvico, ou pela
gloria do talento, do que pelas virtudes inoraos e
domesticas; o, se lem havido em lodos os lempos
quem se eii-arre^ue de escrever a vida dos gran-
des homens, tambera houve sempre quera tomas-
se a si o Iracar a modesto historia das mulheros,
que se distinguirn] pelo herosmo mais aprecia-
vel da constancia s santas leis do dever. S.
Jernimo, por cxcniplo c S. Joo Clirysoslomo
o Homero dos oradores nao desdenharam de
acrescenlar o numero de suas preciosas obras
cora muitas biograpliias de matronas virtuosas.
Nao deve, pois, admirar que nos oceupemos da
Exm." Sr.' 1). Januaria Pereira da Silva, cuja vida
foi urna nao interrumpido serie de actos do mais
acrisolado amor de Deus e do pioximo.
Desde a mais lenr.i infancia que o Exm." Sr."
D. Januaria se fez a lilha predilecta do Sr. coro-
nel Pereira, por sua piedde filial e pela extrema
dncilidadc de seu genio. Como esposa, ninguera
comprehendeii melhordo que ella os graves de-
veres que este estado impoe mulher; foi a
companheira fiel e amiga desvelada e carraosa
de seu marido. Mas, o que sobretodo a caracte-
risavTI, era a caridade evanglica que dispensara
para com os pobres, e a benevolencia c amabili-
dade com que a todos rocebia e (ratava. Foi du-
rante teda a sua vida o anjo tutelar daquelles po-
vos, c chegou a excrcer sobro elle urna lo legi-
lima quonlo pfjerosa e benfica influencia. Por
isso, o dio 20 de Janeiro, em que enlicgou a sua
olmo ao Creador, foi uro da de luto e de cons-
ternadlo no lugar cm que resiJia, e a sua mor-
to lem sido geralrnenie sentida, especialmente
por muitas familias pobres, a quera ella amparo-
va com extrema liberaldode.
Com os raros predicados aiie distinguirn) a
Exm." Sr. D. Januaria, bem se podo fazer ideo
da profunda ddr que seutem, pela sua perda, o
Sr. major Sebaslio Pereira da Silva c o Sr. coro
nel Pereira !
Que estos toscas e ligeiras liabas, trocodas ao
impulso PublicaQes a pedido.
Para o lllm. Sr. Sebostio da Cunha Accioli
l.ins Jnior ler em qualquer parle em <]ue cs-
tiver.
Meu charo mano e amigo.Ha mais de um an-
uo que tive a infeliz nolica do leu dcsappareci-
menlo ; e desdo ento lenlio lido mildesgostos
em considerar-te separado de lodos nos, deixan-
do-nos ondosos por saber novas las, c incerlos
da la existencia.
Muilo me admira teres assimpralicado, princi-
palmente cmico, a quem sempre distes mosteas
de terna amizade, pois nem ao menos escreves-
le-me anda, o que me faz recetar ainda mais a
Incerteza de la existencia.
Ainda que lvesses desejo do habitar oulros
i campos, nao devias nunca separar-te do nos sem
dares parte do tou destino, i-omo que livesses
por ventura commeitido o mais borrivel de-
licio.
Nao meu charo mano,por um signal de mera
patei niiiade, por uma lembranca phantaslica,
uera lo pouro va apparencia, que lancomoda
penno para cscrever-tc estos curtas e soudosas
lindos.
Sao, meu charo mano, os verdadriros senlimrn-
los, que o mais puro amor ae dous corceos uni-
dos desde a mais terna edade faz-me experimen-
tar n'uma 13o longa c crua ausencia.
I Nao sei se existito anda aquelles olhos, que
I devem ouvir esta minha linguagem, nao sei se
i ainda exislindo tornar-se-ho sordos ella, tcn-
' do j esquecido a mo que a pronunciou esperan-
rosa.
Oh esquecido! nao n.lo possivel que dous
manos, dous amigos, embalados n'um mesmo
berco, e leudo um s coraco possam nunca es-
quecer-se.
Meu charo mano, essa esperanza animadora,
ossa certeza era nossa firme e duidoura amiza-
de me fjzem plenamente acreditar que,leudo es-
tas nlias, do qualquer parte do mundo, em que
esiiveres, viras pressuroso abraQar-me', unir-te
mira e uma familia, aonde*sempre acharas
bracos abortos para le receber em todas as occa-
sies, ainda as mais duvidosas da vida, ainda
mesmo quando por ventura eslivesse encerrado
para ti o mundo inteiro.
Anda existe, meu charo mano eamiga, no en-
golillo Rebingudo, freguezia de Agua Preta, pro-
vincia de Pernanibuco, o leu verdadeiro mano c
a i>: igo
Victorio do Xascimento .lccioi Lilis.
Eleico
doma sque ho de festejar o
Santo Mez Mariano da igre-
ja da Santa Cruz, no auno
de 1850 a 1860.
Juiz perpetuo.
O Fxm. e Rvm. Sr. hispo diocesano.
Juiz por eleico.
0 lllm. o Rvm. podre meslr Kaphael Antonio
tolho.
Juiz por devoeo.
O lllm. Sr. Rento Jos Ramos de Oliveira.
Juiza por eleico.
.V Illma. e Exnia. Sra. D. Aiuiunciada.
[*J O autor desla correspondencia pode asse-
gurar a capocidade e iUiistraco do Sr. juiz de
direitoe proiolor de Tacaral, dos quaes noda
dissemos que podesse por cm duvido essas qua-
lidades. O que nao pode, poim, e o que nao
devera ler feito, qualillcar de menos verdadei-
ras e prfidas as inforinacoes, que temos recebi-
do daquelle lugar.
Nada temos que ver com as questes particu-
lares, que se agilam era Tacarat, assim como nos
nao importa lalvcz, se o Sr. correspondente lera
algum interesse era achar mais razo em uns do
que em oulros, dos que nellas Se achara envol-
vidos.
O que sabemos, e o que se nos nao poder
contestar, que, quando em toda o provincia a
polica se esterna por secundar a adividade o
energa de seu distincto chefe, perseguindo e
capturando os criminosos, que vagara por todos
os disirictos ; quando registramos continuamen-
te ueste Diario as doligencias e as prisoes effec-
tuadas em lodos os oulros lugares da provincia,
somenle as autoridades de Tacarat se conser-
vara inertes, somenle dalli nao ti vemos ainda
que registrar nenliuma diligencia, nenliuma
captura de criminosos.
Ser que em Tocor.n os nao hoja ? O Sr. cor-
respondente deve estar cerlo |fc contrario ; por-
queejlesi apparecem por toda parle, e osserloes
mais invios, c os lugares onde as auloridades sao
menos activas sao os pontos mais infestados del-
les. O que, pois, se deve concluir, seno quo os
autoridades sao frouxas ou negligentes ?
Se o Sr. correspondente quer prestar servicos
s autoridades de Tacaral. podc-o fazer livre-
nienle ; mas deve deixar-nos lambem a liberda-
de de julgar das cousas publicas segundo os nos-
sos propnos conceilos.
Os redactores.


1
Juua por devucao.
A Illma e Exma. Sra. D. Seuhorinha de Lima
Cavalcami I.acerda.
Escrivao por eleico.
O Illra. Sr. Joaguira Ignacio Ribeiro.
Escrivao por devocao.
O III m. Sr. Francisco Aires de Carvalho.
Thesoureiro.
Ollim. Sr. Antonio Alves Vilella.
Procuradores.
O:: Illms. Srs.
Claudno Gomes Brrelo.
Mainel da Silva Jacome Pessoa.
Mordoraos.
O Illms. e Rvms. Srs.
Vicario Manoel Joaqun Sobreira.
Manuel Cyrilio de Oliveira.
Agostinho de Lima Cavalcauli de Lacerda.
Francisco Alves branles.
Themistocles.
Jos Gregorio de Oliveira.
Jos de Jess Marco Vasconcellos.
Francisco de Arruda.
Os Illms. Sis.
Jos Bernardo Pinincha.
Antonio da Cosa Mello.
Manoel da Silva Bastos.
Jos l.uiz Alves Vilella.
Joaquim Antonio Lopes.
Antonio Joaquim Feneira Porto.
Antonio Joaquim Ferreira.
Manoel Alves de Carvalho.
Bernardino Jos Monleiro.
Joo Jos da Costa e Silva.
Jos Francisco de Paula.
Antonio Marlins Saldanba.
Antonio Nunes de Oliveira.
Mordomas.
As Illmas. e Exilias. Sras.
D. IJana Alves de Carvalho.
I). Antonia Guilhermina de Carvalho.
D. Mana Carolina de Carvalho.
D. Zeferina ias Brrelo.
D. Marii Errudina Jacome Pessoa.
I). Maria Joaquina da Costa.
D. Catliarina Rinsi Curio.
D. Maria Rosa.
I). Maria da Silva Amara.
D. Francisca Alexandrina Jacome Pessoa.
I). Candida Marlins.
!). Carlota Maria da Canecico.
1). Alexandrina Rita do Amparo Costa.
I). Maria dos Santos Nunes de Oliveira.
n Maria Correa de Almeida.
H Francisca Illuminada de Jess.
D. Maria Anglica da Cruz.
I). Francisca Januaria.
1). Maria do Lima Amorim.
D. Auna Francisca Larra fianna.
I). Carolina Francisca Magalhes.
D. Alexandrina Maria da Silva.
D. llmbehna Pessoa de Mello.
D. Antonia Delpbina.
O vigario, Manoel Joaquim Xavier So-
breira.
DIARIO DE PERXAMBUCO. TERCA FE1RA 2f OT FEVEREIRO DE Vfifirt.
ELEICO
Dos juizes e juzas, escrives e monta-
mos, que hao de festejar a N. S. da
Conectado, erecta na igreja. da San-
ta Cruz", no auno de 1860 a 18(51.
Juiz por eleico.
O Illm. Sr. Jos Aniouio de Araujo.
Juizes por devocao.
O Illm. Sr. Jos Bernardo Peninchc.
O Illm. Sr. Joo Jos Lopes da Silva.
J ji/.a por elciciio.
A Illma. e Exrr.a. Sra. I). 'igncz, mulher do
Illm. Sr. Francisco Accioli de Gouveia Lins.
Juizas por devocao.
A Illm. e Einia Sra. D. Mahilde, mulher do
Exm. .Sr. Dr. Anselmo Francisco Peretti.
A Illma. e Exrna. Sr. D. Maria Corroa de Al-
meida, mulher do Illm. Sr. Rufino Jos Correa
de Almeida.
Escrivao por eleico.
O Illra. Sr. Lu/. Morena da Silva.
Escrives por devocao.
O niffl. Sr. Lino Antonio Saraiva.
O II m. Sr. Ignacio Nunes de Oliveira.
Escriva por eleico.
A Illma. e Exilia. Sra. D. Francisca Joaquina
de Oliveira, mulher do Illm. Sr. Jernimo Fiuza
de Oliveira.
Escrivaas por devocao.
A Illma. e Exma. Sra. D. Emenilena Candida
de Almeida.
A Illma. e Exma. Sra. D. Joaquina de Farias
Teixeira.
Thesoureiro.
O Illm. Sr. Francisco Alves de Carvalho.
Procuradores.
O Illm. Sr. Eugenio Calisto de Queiroga.
O Illm. Sr. Manoel da Silva Basto.
Mordemos.
Os Illas. Srs. :
Manoe; Abes de Carvalho.
Joo Manoel do Cont.
Jos Diarle Coutinho.
Domingos Bernardino Ja Cunha.
Jos Faustino de Lenios.
Joao Ferreira Ramos.
Domneos Jos da Rocha.
Claudico Jos de Siqueira.
Antonio Alves Vilella.
Vicente Teixeira Coimbra.
Manoel Zeferino Das Barre'o.
Joaquim Ignacio Ribeiro.
Joaqun. Antonio Lopes.
Manoel de Jess Jordn Cordeiro.
Francisco Ferreira da Silva.
Jos Gabriel Carnciro Rezende Campello.
Mordomas.
As Illmas. Exmas. Sras :
D. Maria Amelia dos Santos, lilha do Illm. Sr.
Joao Francisco dos Santos.
D. Maria Amelia da Silva Bastos.
D. Maria Anglica de Jess.
I). Filipf a, mulher do Illm. Sr. Victorino Anto-
nio Marlins.
D. Candida de Menezes Drummond.
lt. Joaquina Correa da Silva Baslos.
D. Zeferina Dias Brrelo.
D. Anna Victoria da Silva Magalhes.
D. Dinamerica Aires Vilella.
I). Maria da Assumpco Guerra.
D. Francisca Januaria.
D. Alexandrina Rita do Amparo Costa.
h Joaqu na Vivaos Cavalconli.
1). Emilia Carolina de Carvalho.
i). Ncopisa Alves de Carvalfio.
D. Maria Joaquina Lopes da Silva.
O vigario, Manoel Joaquim, Xavier Sobreira.
Illm. Sr. subdelegado. Joaquina Maria da
once'iQac, Brasileira, moradora na ra do So!
n. 1 se llie faz preciso que V. S. Ihe altes
te sua coo lucia tanto civil como moral
pede a
M.
Pernartbuco 22 de Dezembro de 1859.
A ro-jo ie Joaquina Maria da Conceico, Anto-
nio Soares Ferreira dos Santos.
Diga o inspector respectivo.Subdelegicia de
Santo Antonio 22 do dezembro de 1859.Quin-
teiro.
Ein virlude ao despacho da V. S. atiesto que
a suplicante de que traa a petigo, de con-
ducta regular. Rtcife 23 dedezembrode 1859.
O inspeeior, Joajuim Francisco de Torres
Gallinlo.
Refiro-me ao alles'ado retro. --Subdelega-
ca de Santo Antonio 24 de deiembro de 1859.
Antonio Bernardo Quinteiro, subdelegado.
Eu abaixo assignajo ein f de verdade, atiesto
que em fevereiro de 1855, acbandome destacado
na villa de Limoeiro ; em outubro do mesmo
auno a Sra Joaquina Maria da Concedo, pro-
curou n miuba casa valendo-se de minha Sra
para consetva-la em sua companhia como ama
secca, trazendo ella um filho menor, de idade de
9 mezes: e durante dez, e lanos dias que se
conservou em nossa companhia, sempre desem-
penhou satisfactoriamente suis obrigacss, e
portn se fcm um procedimento irreprehensivel.
Gidade do Recife, em Pernambuco 23 de
dezembro do 1859.Nicacio Alvares da Souza,
teen te do lO batallie de infamara.
Eti abaixo assignado em f de verdade, atiesto
quo a Sra. Joaquina Maria da Conceicao, ajus-
tou cmmi;o a vir para minha casa servir-me
como ama secca, com a cndilo de poder ter
em sua companhia urna filhinha menor, de idade
de 3 a 4 roezes ; com este ajusta entrn para
minha casa qo 1 de maio do correle anno, ira-
coa lucia i3iiio civil como moral ; por isso
V. S. lbe dera como requer. E. R
sendo em sua coinpanliia a dita menor, e ambas
se conservaram at 8 dejulho, dia em que a dita
menor sucumbi doenra de dentes como se po-
do ver pela certido do medico, e da conta do ar-
mador, da despaza que paguei para seu enterro
minha cusa, em razo de seu ordenado at ahi
ser muito diminuto por causa da condicejio cima
dita, e que depois da morte da dita flha lem
continuado e usa continuar lo a servir-me sem-
pre com um proceJiraento irreprehensivel, ga-
nhando cama, e mess, e doze mil reis mensaes,
ludo islo atiesto ejurarei se preciso for___Recife
23 de dezemb o do 1859.AntonioSoares Fer-
reira dos Sanios.
Atiesto que a Sr.* Joaquina Maria da Con-
coigao portou-se bem, durante o lempo do um
mez que esteve em minha casa, como ama rnnnii
Recife 21 de dezembro de 1859.Jos
Brando da Rocha.
Atiesto que a Sr.* Joaquina Maria da Con-
ceigao dutante o lempo que esleve em minhacasa
como ama portou-se sempre com urna conducta
irreprehensivel, e por ser vendaje passei este em
que me assigno. Recife 21 da dezembro de
1859.Augusto Xavier de Souza Fonceca.
Venancio Henriques de Rezende, presbylero se-
cular, official da imperial ordem do Cruzeiro,
conego honorario da imperial capella, e viga-
rio collado na igreja matriz do Santissimo
Sacramento do b/irro de Santo Antonio do
Recife.
Certifio que revendo, os livros dos obilos
desta freguezia no livro 18 a foihas 4S2 achei o
assento da forma e theor seguir.te:
Aos nove de julho de mil oito centos e cinco-
euta e novo, nosia freguezia de Santo Antonio
falloceu de dieihra, Maria, branca, filha de Joa-
quina Maria da Conceicao cura 6 mezes de ida-
de ; foi sepultada no cemiterio em habito bran
co. De que manlei fazer este assento, e por ver-
dado assignei.O conejo vigario, Venancio
Henriques de Rezende.
E nada mais fe continha no referido assento,
que bem e fiel mente fiz copiar. E por ser verdade
mandei passar a presente, que assignei.Fre-
guezia de Santo Amonio, 23 de dezembro de
1859. O conego vigario, Venancio Henriques
de Rezende.
O Sr. Antonio Soares Ferreira dos Santos, deve
a Jos Pinto de Magalhes.
Julho 9 ..........
Licenga parochial......25360
Sepultura da cmara. 42000
Um carro de passeio.....53009
Umcarn infuitado de aojo. 163JJOO
2793130
Reeebi do mesmo senhor aconia cima.Re-
cife 9 de julho de 1859Por Jos Pinto de
Magalhes, Germano Pinto de Magalhes.
( Eslavam sollados e reconhecidos.)
EtiFcO
o
los juizes que tecm de festejar a
Nossa Senhora do Bom Parto, na
eapella do S Sebastiao da chinde
le Ulinda, no anno de 1861.
Jui/.a perpetu e protectora.
S. M. a Imperatriz a Sr.1 O. Thereza Christina
Mana.
Juiz perpetuo.
O Exm. e Rvra. Sr. I). Joo, bispo diocesano.
Juizes.
O Etm. Sr. presidente da relacio Agostinho Er-
inclino de Leo
O Illm. Sr. Dr. Braz Florentino Henriques de
Souza.
O Illm. Sr. Dr. Manoel Antonio dos Passos e
Silva.
0 Illm. Sr Dr. Manoel de Figueirou Faria.
Juizas.
As Exmas. Sras. :
D. Amelia Augusta Alves da Silva Oliveira.
O. Mara Ephigenia do Souza Araujo.
D. Mara Barbota de Souza, lilha do fallecido Sr.
Francisco Ilomein de Souza.
D. Margarida Lopes de Almeida, mulher do Sr.
olferes Jos Joaquim Teixeira de Almeida.
ELEICO
liara o festejo d.. glorioso S. Sebas-
tiao, no anno de 1H<>1,
Juizes.
Os Illms. Srs. :
Tenente-coronel Manoel Antonio dos Tassos e
Silva.
Hajor do estado-maior Thomaz de Almeida An-
lunes.
Capilo Francisco Luiz Viraos.
Capilo Francisco Martina dos Arijos Paula.
Escrives.
Os Illms. Srs. :
Teen te Jos Joaquim do Lima Jnior.
Alferes Antonio Jos Conrado.
Alferes Demetrio de Azevedo Amorim.
Alteres Manoel Norberlo da Costa.
Mordomos.
Todos os Srs. oflicaes do batalho da guarda
nacional da cidade de Oliuda.
(Assignado.) O arcediago vigario, Joo Jos
1 erara.
Fortaleza, 21 le Janeiro.
A MOllTF. DA SEM10BA HOLAMIIM.
Ha tres dias, que a popula^-ao desta capital
passou pela mais triste e pungente impressao,
que podia causar urna desgrana, que nos com-
moveu a todos.
A cantora Luiza Bolandiui de viole e um an-
uos de idade, que viuha da Bahia para o Mara-
nhao no vapor l'rinceza de Joinville com sua
cotnpanheira Justina Galli, instancias do di-
rector do nosso Ibealro o senhor Francisco Coc-
Iho da Fonseca, que voltava de Pernambuco no
mesmo vapor, resolveu licar nesla cidade, A es-
pera de oulros artistas para darem alguns con-
ccrlos, sem pensar que em vez do novo Ion-
ios para sua cora de artista ella vinha infe-
lizmcntfl encontrar a morte no porto do Ceara !
Por cerca de onze horas da mauhaa do dia 18
a infeliz Rolan lint, a senhora Galli e o nosso pa-
tricio o Sr. Ludugerio Garca deseinbarcaram era
urna janeada, que j muito perto do tena na ar-
rebentarao da mai, virou-se, caldudo lodos uo
mar.
OSr. Lud'igerio ea Sr." Galli salvaram-sn fe-
lizmente, mas a senhora Rotandini, quo cahira
mais para o fundo, ia sendo arrebatada pelas on-
das, diante de una mullidao, que conleinplava
impas6ivcl as suas agonas, quando um pescador
generoso de nome Caicara atirou-so ao mar para
salva-la.
O infeliz foi lambern buscar a morte deixando
nma vinva e tres lilhinhos I...
Tendo conseguido alcancar n Sr." Bolandini,
que com ello se ligou. nao" pido vencer a forr.l
do mar para sahir, e longo tompo se debaten com
as ondas pedindo soccorro, e ninguem d'eutrc o
immenso povo, que eslava rpinlnrdo na praia, os
quiz salvar, o elles desappan-cerarn I...
Oh no parece que estamos em um paizcluis-
tiio !...
Nao sabemos o que mais doramos lamentar
n.'ste caso, se a falta de porto que ao menos d
desembarque, sal o, aos passageiros, se a in-
dillerenca dos pescadores e povo, que eslavam
na praia, se falla de providencias da parte da
capil.inia do porto.
Em rordade o nosso pOflo nao merece tal no-
mo, o ncui leaos esperances de que os poderes
do Estado nos d.item com'os melhoramentos, de
que possa elle ser susceptivo! ;mas nao obstante
pedimos por amor da humanidado que o governo
nos d ao menos barcas de salracao ou salva-vi-
das, para que nao venharaos a "deplorar nutras
dcsgraias eguaes e deque nos orcupamos.
O procedimento dos pescadores, que se conser-
varam irapassiveis, p nao procuraran! salvar os
intclizes milito condemnavel, e nein sabemos
em que lingua poileremus encontrar termos enr-
gicos, que exprimam a nossa en indignacao ac-
ial conlra a fiieza estpida, com que deixaram
morrer os infelizes afogados. liio perto de Ierra*!
Emquanio i capitana do porto a nossa indig-
naran sobe de ponto, quando refleclimos, que
por pirlo desta reparlicao nao npparcceu a me-
nor providencia I...
O Sr. copitio do porto Rodrigo Jos Perrera
eslava uo trapicho, e la permaneccu immcvcl,
indifTerente mesmo ao aconteritueato lltuctiluvel
que acaba de dar-se !
Cfuui elle, nein e pdiiao-luoi', ucni cpala/,
nein oshomons pagos pela thesouratia para o
servido da capitana, ninguem apparnccu, nki-
guein fez i menor diligencia para procurar esses
infelizes, que poderiam ser salvos pela stioncia,
anda alguraas horas depois de submergidos.
OSr. Dr. chefe de polica apenas leve noticia
do fado dirigio-sc a praia, e deu algumas pro-
videncias ; porm j lardo.
O desembarque da senhora Rolandini, e mais
passageiros do Princesa de Joinville leve lugar
detoar cheia, e bem que seja esta n primeira
vez que-somos tcstcmunha de tamanha desgra-
ca, comtudo fados semelhantesse podem repro-
duzir, e por isso anda fazemos aqui urna recla-
marlo, que vem a proposito.
Os vapores da companhia brosilcira sao obri-
gados pelo seu contracto a demorar-se no porlo
desta capital somonte 6 horas quando passam pa-
r o norte c 8 horas para o sul, o que impossi-
vel que se observe regularmente nesle porto,
sem resollar atropello para o cotnmercio, c para
os particulares, e perigos para os passageiros,
que muilas vezes sao obrigados s embarcar, e
desembarcar, dentro do prazo das taes horas do
contracto, mesmo de mur cheia.
Pelo que ninguem deixar de concordar com-
nosco, que o contracto da companhia deve nesta
parte soffrer una modifieacao, ftcando os vapores
obrigados n estarem no porto durante urna mar
razia para dar lugar aos embarques e desembar-
quessem os riscos, a que estamos exposlos as
mares chcias, cui urna costa desabrigada como a
nossa.
Os cadveres do pescador o da Sr." Rolandi-
ni vieram praia uo dia seguinlo, c forair. se-
pultados no cemiterio publico, cumpiinlo notar-
se, que na occasiao, em que fui encontrado o ca-
dver da cantora, foi sensivcl a falta de soldados
de polica, quedeviam ter sido espalhados pela
praia para lomarem conla da acarno cadver, e
evitar a profanaco e a plhagcm das joias.
Consta-nos, que o Sr. clnfe de polica dora es-
sas ordens ; mas l nao hovia soldados, como cl-
ft mesmo observou.
Nao podemos concluir este artigo sem acres-
centormos duas palavras de reconhecimonto aos
Srs. Francisco Coelho da Fonseca e. Dr juiz mu-
nicipal Jos Antonio Rodrigues por estarem pro-
movendo urna subscripto em favor da viuva c
orphaos do infeliz pescador Caicara, e a lodosos
que concorrerem para por estainleliz familia ao
abrigo da tome c da miseria.
[Pedro I )
TRIBUTO A VERDADE.
Nao ha paixiio mais baixa, nem de mais depra-
vado gosto, que a de maldizer e calumniar ; e
apezar disto, como affirma o eonselheiro Bastos,
nao ha outra paixao mais conforme a nossa na-
tureza corrompida, era mais dllicil de ven-
cer-so.
Assim que, conlra toda a pureza da verdade,
o diremos mesmo, contra a prtipria consciencta,
alguem houve nesta capital, que, com o fin tai-
vez de lirar a limpo sous malvolos desejis, e
oblcr os resultados que anhela, nao duvidou lan-
ear inao das armas da calumnia o da maledicen-
cia para ferir o honrado negociante desia cidade
o Sr. Domingos Henrique de Oliveira, que aqui
ezerce digna.monte o lugar de agento da compa-
nhia Brasileira de Paquetes a vapor, procurando
desconceilua-lo peranle a gerencia da mesma
companhia, e isto com o sabido lim de abrir es-
paco a queiu, mais do que elle, deseja empolgar
esse lugar.
Pelo conhecimento que temos do Sr. Oliveira
eslavamos mais que muito habilitados para des-
mascarar o maldtzente e caluraniador, mas jul-
gamo-nos dispensados desse trabalho, avista do
abaixo assignado, abaixo inserto nesle peridico.
Os cidadaos que ahi se veem assignados sao maio-
res de toda a excepco, e por ventura dos mais
grados di capital ; tal a forc.a da verdade,
que muilos delles nao mantera relaces de ami-
zade com o Sr. Oliveira. Peder este senhor ter
necessidade do jusliticar-se peranic a gerencia da
companhia brasileira, mas nao (erante a pro-
vincia, que de perto o conhece, e que sabe fazer
justica s suas recommendaveis qualidades e so-
bre ludo ao sej distinclo cavallcirismo para com
todos.
Constando aos abaixo assignaJjs que a male-
dicencia de alguem lem feilo aecusaces ao Sr.
Domingos Henrique de Oliveira, agente da Com-
panhia Brasileira de Paquetes a Vapor nesta pro-
vincia, sem duvida com o calculado lim de o
desconceituar peranle a gerencia da mesma com-
panhia, procurindo fazer acreditar que nao Ira-
la elle bem as pessoas que se dirigom ao eserip-
tono da agencia da referida companhia a negocios
Je seu mteresse, e de particulares ; em hoaie-
nagea a verdade declara e attcslam que o su-
pradilo agente Oliveira dispensa as mais delica-
das alieuces para com todos os que se dirigem
a agencia, quersejs para tratar co negocios rela-
tivos a companhia, quer de particulares, porlan-
do-se sempre cora toda a urbanidade e cavallei-
rismo que o dislinguem, e o tornain igualmente
credor das atlencos de todas as pessoas que com
elle huscam tratar. He esta a verdade, que a
maledicencia, no sen supremo esforco, jamis
poder obscurecer, e que com toda [brea da
conviccao a (testara os abaixo assignados.
Cidade do Natal, V) de Janeiro de 1860.
Vigario Bartholomeii da Rocha l'agundes.
Bacharel Odaviano Cabral Raposo da Cmara.
Bacharel Jos Moreira Brando Castel'.o Blanco.
Joo Carlos Wanderley.
lago Francicco Penheiro.
Alvaro de Oliveira Gondim.
Francisco Othilio Alvares da Silva.
Antonio Benevides Seabra de Mello.
Luiz da Fonseca Silva.
Francisco Gomes da Rocha Fagundes.
Joo Carlos Wanderley Flho.
Joauuim Jos de Torres.
Jos dos Santos Caria.
Eneas Leocracia de Moura Soares.
Joaquim Guilherme de Souza Caldas.
Florencio da Costa Oliveira,
Berilio Leo Saraiva.
Joao Clirysuslumo de Oliveira.
Joo Chrysostomo de Oliveira Jnior.
Jos do Reg Bezerra.
Joaquim Mechelinode Souza Sant ago.
Jos Felippe Santiago Juuior.
Thomaz Gomes da Silva.
Joaquim Soares Rauozo da Cmara.
Andr Apostlo Soares Rapozo da Cmara.
Lbano Fernandos Barros.
Odorico Alves Raposo da Cmara.
Manoel Alves Teixeira de Moura.
Jos Alexandre Seabra de Mello.
Alexmdre Thomaz Seabra de Helio.
Bacharel Francisco Xavier Pereira de Brto.
Dr. Vicente Ignacio Pereira.
Joaquim Ignacio Pereira Jnnior.
Antonio Marques da Silva.
Francisco Jos Gomes
Antonio Bento da Costa.
Padre Joo Coelho pe Souza e Oliveira.
Joo Ludgero.Vital de Baslos.
Antonio Eustaquio Coelho.
Joaquim Jos do Medeiros.
Francisco Ignacio Ferreira Jnior.
Miguel Carlos da Costa.
Bernardo Joaquim da Costa Leite.
Antonio Jos Lisboa de Oliveira.
Joo Manoel de Carvalho.
Jos Dias Pimenta.
Padre Joo Carlos de Souza Caldas.
Antonio Joaquim Gomes.
Mauricio Theodoro do Souza.
Miguel Ferreira de Mallo.
Francisco Jos da Cunha Sampaio.
Jos Thomaz de Oliveira Mello.
Antonio Francisco Aras.
Jos Gothardo Emcreneiano.
Antonio Salyro do Rigor Pinto.
Canuto Ildefonso Emerenciano.
Joaquim Jos do Lima e Silva.
Jos Ignacio de Brilo.
Francisco Bernardino Nunes Monleiro.
Miguel Francisco da Costa.
Bento Jos Tavcira.
liento Gervasio Freir do Revoredo.
Lourenco Fernandos Campos Caf.
Jos Leo de Mello Acucena.
Barlholomeu Guedes da Rocha Fagundes.
Jos Maria da Silva Uaia.
Manoel Pinto de Carvalho.
Miguel Germano de Oliveira Sucupira.
Francisco Ildefonso Emerenciano Chino.
Francisco Fernando Carvalho.
Padre Antonio Francisco Arfas.
Jos Ferreira da Costa.
Pedro Jos do Carvalho.
Eslava rocouhecido pelo tabeiliao publico.
[O lio Grndense do flor le.
Movliueuto da alfandega
Volames entrados com fazendas 46
con eneros 385
Volumessahidos com fazendas 301
com gneros 336
431
637
Doscarregam boje SI de fevereiro.
Barca franceza-rOccdent quejjos e btalas.
Estuna hamburguezo Capibaribe fazendas.
Barca portuguezGralido diversos gneros.
Brigue inglezGeorge-ferro c carvo.
Inaportaeao.
Brigue bamburguez Capibaribe, vindo de Hara-
burgo, consignado a Kalkmann Irmo & C. ma-
nifeslou o seguinlo :
3 barricas cordoalha ; a Scbapheillin & C.
5o barricas escomilha, 1 dita cstauho; a A
Stolgenleack
150 caixas vinfio, 1 dita brim, 1 dila chales, 17
caixas mobilias ; a ordem.
1 caixa fazenda de seda; a Monsscn & V-
nassa.
1 caixa correulc de metal, 2 barricas caJinhos,
II caixas estampas pintadas ; o N. OBieber & C.
3 caixas brinquedos e miudezas; a F. T. Bas-
tos.
300 caixas velas slearlnas, 1 dita chales, 1 dita
amostras ; a J. Keller & C.
9 voluntes mobilia, (guras de gesso, etiquetas,
pianos, miudezas e nonnas ; a J. Praeger & G.
50 caixas velas, 25 ditas queijos, 1 crabrulho
amostras; a A. Luiz Rodrigues.
2)0 barricas genebra; a Scve Flhos & C.
20 embrulhos formas de ferro para assucar 5
caixas couro de lustre: a C. J. Astlcy & C.
3 ditas dito de dito; a D. A. HalheuS.
9 caixas couro de lustre, 100 borricas cemenlo,
58 voluntes fazendas de algodo, dito ela, fi-
tas de seda e de algodo, pannos, miudezas, lf
caixas palitos de fogo, 75 fardos lona da Rtissia,
1 caixa charutos, 100 barricas cerveja, 300 sac-
eos farelos, 10 toneladas carvo, I caixa vidros, 1
fardo formas, 2 caixas amostras, 1,7-17 garra-
fes ; a II. Brunn & C.
1 fardo formas, 1 pacote amostras, 2 caixas
travesseiros, 2 ditas casimira ; a Dararaayer, Car-
nciro & Cunha.
| i caixas fazendas, 1 dita amostras ; a J. da
Silva Faria.
3 caixas ferragens ; a J. A. II. D. & C.
7 volumes meias, miudezas, couros, etc., 1 tla-
cote amostras; a Prenle Vianna & C.
6 caixas meias, 1 pacote amostras, 1,261 mul-
los ; a Rolh Bidoulac.
1 caixa foihas de ouro ; a B. Francisco de
Souza.
1 caixa ranreadorias; a Feidel, Pinto & C.
20 barris e 30 nteios manteiga, 1 caixa mer-
rcarias : a llailiday & c.
200 gigos batatas. 30 ditos champagne, 7 cai-
xas marmores e movis, 23 ditas conros, chapeos
para homem, modas, agulhas para co/er ele, 3
ditas porcelana ; a Burle & C.
3 caixas crystaes, aovis, marmores etc., 2 di-
I las tapetes bordados e papel pintado ; a E. C. de
i Albuqueiqiic.
3 embrulhos amostras ; a Joo Keller, Schaf-
heitln c A. J. Faria Jnior.
Vapor nacional Princesa de Joinville, viudo
do norte, consignado a agencia, manifeslou o se-
guinlo :
1 pacote ignora-so ; a Antonio Carlos Damas-
ceno.
1 caixote idem ; a Francisco das C C. Pessoa.
9 saceos e caixas idem ; a ordem.
3 ditos idem ; a ordem.
1 caixoleidem ; a D. Raimunda A. da Silva.
2 gaiollasidera ; a Gustavo Jos do Reg.
1 encapado idem ; a Jos Pedio de Castro.
1 pacotinho idem ; a Francisco de O. Jnnior.
1 g.iioll-i idem ; a Odaviano de Souza Franca.
1 embrulho idem ; a Kalkmann, Irmos &C.
Consulado geral.
: Rendimcnto do dia 1 alS 4 5 5t000
dem do dia 20....... 2:7o3SG0U
tumo em luida Dura. .
dem idem ordinario ....
[dem idem restolho ....
Idera em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gonima polvilho.....
Ipccacanhua.......
Lenha era achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
Madeiras cedro taboasde forro.
Louro pranchocs de 2 custados
Cosladinbo. ...*...
Costado........
Forro .........
Soallio........
Varas aguilhadus.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranchoes de dous
custados.......
dem idera custadinho de dito
dem laboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dilo de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
Idera cm obras eixos de secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel.........
Milho.........
Pedra.s de amolar.....
dem de illiar......
dem rebolos......
Piassava em molhos ....
Sabo.........
Salsa parrilba .....
Sebo cm rama......
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca........
Unlias de hu......
Vinagre....... .
()
arrooa lijjuuu
93000
7300o
10*000
6$000
3PO0
arroba 35,-JOOj
ceuto

urna
um
una
um



par
23500
lg600
123000
33000
103000
63OOO
8?000
23500
43000
232
sooo
213000
113000
453500
163000
53000
103000
103000
303000
caada 240
alqueire 23500
una Su
93OOO
ig280
um 200
libra 120
arroba 23$003
1 ,.!
unta 332 1
arroba 3j000
cento gooo
pipa 5O000
Em quonto o mercado decebo continua firme,
islo obstar a que baja urna baixa ronsiderave
em ppeos, mas ao mesmo lempo nao anticipa-
mos grande melhoramento duranle os prximos
2 mezes, mns sini unta baixa se acontecer que o
mercado do cebo fique menos firme, e .1 posi<*
deste mercado, que presentemente sustentado
por especulacao, est muito critica.
Cambios.Sobren Ro de Janeiro rio tem lia-
ndo transaeco nenhumae a cotaro est inlei-
ramenle nominal Sobre Portugal nao se le;u
feilo quasi nada: offereceuse muito pinico papel
e houve muito pouca procura ; o cambio subre
Lisboa regula 52 1/4 d, a 52 1/2 d, e sobro o Por-
to 52 7, d da 53 d.
Melaes preciosos.Aslrunsaccoes em prata em
barra p-ara a ultima mala para "a India e China
tem sidoem escala grande, e sendo ao mesmo
lempo o supprimenlo pela mala das Indias
Occidenlaes em ponto comparativamente peque-
o, o preco subi al 5/2 1/4 o ira alguns casos
mesmo a 5/2 3/8, mas este ultimo preco nao se
pode sustentar.
O mercado leon lirapo de patacas mexicanas
nominalmcnle continuar a cuiacao alta de 5/1
3 it tiaver novas iniperla(des.
MoYimento do porto.
47:3075600
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 18. 2:900J8G2
dem do dia 20....... 3473393
3.27J255
Despaclios de evportacao pela me-
sa fio consulado desta cidade n
dia SO de fevereiro de 1H.
Baliimore Brig' inglez oCaroline Sehenk,
Whately Forste. "; C, 1,600 saceos assucar
mascavado.
MarselhaB- za I everrer.N O. Bie-
ber & C, assucar mascavado.
Ilio da Prata namarquez Ernestina,
Amorim Irm, rricas assucar branco c
50 ditas dilo 1
PorloBarca pono* Formosa, Antonio de
Oliveira Pennt, 153 de quri.
LisboaBarca portugueza Formosa, Manoel Ig-
nacio de Oliveira, 36 saceos assucar branco c
18 ditos dito mascavado.
Exportaeao.
Rio Grande do Sul, brigue nacional (Algrete,
de 131 toneladas, conduzio o seguinto : 800
saceos e 300 barricas assucar
Iteccbedoria de rendas internas
geraes de Pcrnambnco
Rendimento do da 1 a 18. 16:6613780
dem do da 20.......4:501-3169
21.1623058
Consulado provincial
Rendimento do dia 1
dem do dia 20.
a 18.
35:0003752
3:6203025
40:520^777
Paula dos precos dos principacs gene-
ros e prodnecoes nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
20 a 25 de fevereiro de 1860.
Agurdente alcpol ou espirito
de agurdente.....caada
dem caxaca......
dem de cana.....
dem genebra.....


COlltlEHClO.
AHaadeca.
Reudimenlo do du 1 a 18. 261322,3611
dem do dia. 21).......13.38912a
274.711^40
Idera idera.......botija
Idera licor.......caada
Idera idem.......garrafa
dem resillada e do reino caada
Algodo em pluma 1." sorte arroba
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroeo.....
Arroz pilado......arroba
dem com casca.....alqueire
dem branco novo.....arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim o de coco.
Bolacha fina.......arroba
dem grossa ....
Caffj em grao bom. .
dem idem restolho ,
dem idem com casca .
dem moide......
Carne secca......
Carvo de ruadeira .
Cera de carnauba em pao .
dem idem era velas. .
Charutos bons......cento
dem ordinarios .
dem regala.......
Chifrcs........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idea verdes.....
dem de cabra corridos .
dem de onca......
Dosce de calda......libra
Idera de Goiaba ....

arroba






>>

y
libra
>

um

dem seceos .
Espanadores grandes.
Idera pequeos. .
Esleirs de prepori
Estoupa nacional .
Fariiiha. .da-ararut a
dem df mandioca .
Feijo......

um
>>
urna
arroba
alqueire
alqueire
600
390
400
60
210
640
280
720
88600
73600
6J600
2JI150
3g000
3,$500
43350
2*800
800
23560
73000
33840
63500
43000
53000
93600
7300o
23000
103000
123000
2300'
13000:
330C01
53000 i
33200
280
400
175
300
103000
500
400
1J000
33200
300!
geoo!
33000,
23560
qpoo'
LONDRES. 2: DE JANEIRO DE 1860
Morcado monetario.No dia 19 do con,'ni" o
banco da Inglaterra elevou a sua laxa de des-
cont a 3 0/0, e apezar de haver muito pouca
procura para dinhciro a este preco, nao impro-
vavel que o banco elevar a laxa de descont
anda mais, se a exportaco da especie continuar
na mesma escala como ltimamente.
Algodo.A animaco, que licitamos era nosso
ultimo, conlinuou duranle toda a semana que se-
glo, mas depois honro alguns dias de abali-
inenlo na procura ; esla porm lornoii-se de no-
vo inuito activa, o na semana que acaba de lindar
fi/.eram-se Irunsaccoes de grande importancia ; o
total das vendas desde o da 7 monta a cerra de
190,000 sacras. A franqueza, com que os pos-
suidores responderam esta procura, fez com
que nao houvesse melhoramento nos preci s ; o
algodo dos Estados-Unidos apenas recup'ero o
[tosicao que liuha perdido durante a temporaria
trouxidao, e nos precos do do Brasil nao houve
alleracao notavel
Assucar.Logo depois da sabida da ultima
mala para o Brasil houve procura muito anima-
da, e realisaram-se transaccoes de grande im-
portancia, na maior parte rom urna subida de
o u. sobre os precos anteriores, ein cujo melho-
ramento participaran! as cargas do Brasil no mor;
porm a firmeza dos possuidores de assucar do
Brasil em deposito obslou a que se fizessem
vendas imprtanles nestas descripedes, lii iian-
do-so o negocio a cerca de 100 caixas da Babia,
a 28,2 a 30/2 para o branco e a 21/10 a 27 l(j
para o mascavado.
Na semana passada os compradores para con-
| sumo suspenderam as suas operaces, o que deu
I ao mercado appacenciaa de trouxidao, mas os
possuidores nao se moslram dispostos para ce-
der, e os precos sustentam-se soffrivelmenle.
Venderam-se as seguinles cargas do Brasil no
mar, a saber para o Reino Luido aos pesos da
descarga :
5700 saceos mascavado pelo John da Tirahiba
a 26/0.
4500 saceos mascavado pelo Paul Augusl de Per-
nambuco 8,26/9.
3500 saceos mascavado pelo Ellen de Pernambu-
1 co revenda a 27,'0.
3500 saceos mascavado pelo Mary Weir da Pa-
ralaba a 26/6
e urna carga misturada de Maroim (para chegar
da Franco) constando de 120 caixas mascavado,
62 caixas e 300 saceos branco a 26 0.
As colacoes para cargas do Brasil da safra nova
sao asseguintes, a saber :
Para o Continente. Para o Mediterrneo
De PernambucoBianco 28/0 a 30.0 20 0 a 31, 0
dem .-Mascavadj23/0a2i 0 22/6 a 23 6
Da Baha. .-Branco 28/0 a 30/0 28/0 a 1 o
dem. .Mascavado 21/0a 25/6 28/6 a25/0
l-.m Liverpool venderam-se em deposito
23,915 saceos, 11 barricas e 290 caixas do Bra-
sil mascavado, Bahia a 23/6 a 26/6, Pernambu-
co a 24/0 a 36/0, Cear a 25/6 a 26/3, Rio Gran-
de a 21/9 e Maranho a 26/0 a 27/0.
Tambcm venderam-se no mar duas cargas de
mascavado da Parahiba, urna de 2,900 saceos a
25,6 ca outra ceica de 260 toneladas da saira
nova a 26/6, ambas para o Reino Unido aos pesos
da descarga.
Caf O mercado dos Coloniaes lem sido pou-
co animado ; os precos das qualidades superiores
susteniarara-se, mas* as inferiores baixaram cerca
de 1/0. Tem havido poucos supprimentos do do
Brasil ; para alguns lotes do Rio, que na sema-
na passada foram olTerecidos era leilo, houve
eorapeiico regular, e venderam-se 1,100 saceos
bom ordinario misturado at verdadeiro fine or-
dinary a 55/0 a 61/0.
Vendeu-se no mar urna carga de 4,500 saceos
pelo Herzogin Maria do Rio, regulares, para
ser baldeada neste porto para o Mediterrneo, a
55/6. seguro contra todos os riscos.
Paraos pe rtos do Continente ha pouca procura
de cargas; coloraos cargas de Good Firsler do
Rio no mar como segu :
Para o Continente 55p0 a 56p0
Para o Mediterrneo 57[0 a 58[0
Em Liverpool venderam-se em deposito 300 sac-
eos da Bahia ordinario a 53(0, 1,500 saceos do
Cear ordinario a bom ordinario a 55(0 a 59i0 e
uns poucos lotes superiores a 60|O a 6i|ft, 150
I saceos do Rio lavado ordinario a 620, e 430 sac-
eos do Rio bom ordinario a 57j6 a 58|0.
Tambem venderam-se no mar duas cargas do
I Rio (6,350 saceos/ para o Continente a precos
calados.
Cacao.Tem havido melhor procura para o
das Colonias, que realisou precos um ponco mais
altos, e tendo-se annunciadn m controlo do go-
verno,urna partida recem-chfgada da Bahia tam-
bem alcancou precos um tanto melhores; do
aesla procedencia venderam-se em ludo 900 saceos
principalmente a 45|0 a 40|0, e uns poucos sac-
eos a 46i6. Do do Para ainda ha falta, e para o
pouco que est oqui os possuidores pedem pre-
ces olios.
Tabaco do Brasil. Continuamos ainda sera
supprimentos, e por consegiiinle nao temos nada
a avisar.
L'rzclla.=Conlinuam as imporlacoes de Lisboa.
A procura deste genero ainda] est frouxo, e o
nico negocio que ltimamente se fez lera sido
na do Cabo Verde, que alcancou f 59. As co-
lacoes da d'Angola sao nomiae3
Marfini.Sem novidade.
Couros.O mercado continua muito firme ; os
salgados seceos e verdes do Brasil sao procu-
rados
CeboO mercado est quieto mas firme; as
colacoes para o da America do Sul sao as seguin-
les por 112 'S direilos pegos.
De boa cor 58i6 a 59:0
Sofrivel e escuro 566 a 58|0
Escuro c muito escuro 53|6 a 55(6
Azeite dnco.Continua a haver procura regu-
lar, e o mercado est firme & nossa colarn.
Azeite de palma. =0 mercado tem eo'ntinuodo
pouco activo ; venderam-se cerca de 150 tonela-
das a maior parle a S5 a 45 10i0. Ha ven-
dedores a S?45 10|0 e cm alguns casos a Sf43.
Chegaram 500 toneladas, e as existencias mon-
tam al.OOOlonC'.alas.
Em Liverpool lem-se feilo vendas da qnalida-
desuperioratpor 43 As vendas montara a
3.800 toneladas em deposito e para chegar, a S
43 a JS 44 e unas 300 toneladas era deposiio o 44
SP 10/0, cujo preco agora pedem os passnidores
Chegaram cerca de 2.SUO toneladas, e as existen-
cias montara a 3",500 toneladas.
Em Bristol venderm-se 250 toneladas a ? 44
a 45. Chegaram 300 toneladas, e as existen-
cias sao cetca le SOO toneladas.
hados entrados no dia 10.
MilfordHaven c portos intermedios24 diaa
vapor porluguez Mitford-ttaren, de 1,772 to-
neladas, comuianiianto Jos Maria de Oliveira
equipagea 102, carga diflertntea gneros;
Tasso & Irmos.
Apa--86 dias, galera americana Mnnj Brodfbri,
de 801 toneladas, capitao I. Kelly, equipagem
20, carga guano ; ao capilo. Veio refrescar.
Lisboa64 dios, escuna portugueza Lici, de 10i
toneladas, capilo Jos Das Moreira Jnior
equipagem 10, carga sal ; a ordem. Arribnu
cora agua a berta, sen deslino era Rio- Grande
do Sul.
Marseille65 dias, polaca franceza Zouarr, do
220 toneladas, capilo .1. Crouzal, oquipageia
10, carga viuho e mais gneros ; a E. Burle
i C.
Navios tahidug no mesmo dia.
BabiaHiate nacional Dous Amigos, capilo B.
A. de Araujo, carga vanos gneros.
Rio da PrataBarca hespanhola Christina, ca-
pitp Mariano Rnag, carga assucir.
M,n- -ille Barca franceza Jaeson, capilo F. I.
Auberl, carga assucar.
Navios entrados no da 20.
Rio de Janeiro21 dias, patacho porluguez Sou-
!a & ('., de 211 toneladas, capilo Francisco
! aquim, equipagem 10, em lastro ; a Joo la-
vares Cordeiro.
Maranho7 dias, vapor hrasileiro de guerra
Thelis, commandinte o 1" lenle Francisco
Gomes da Silva.
Ncw-York48 dias, hiato americano / Darting,
de242 toneladas, capilo Marshall, equipagem
8, carga 2.100 barricas com fuinha de trigo e
mais gneros ; a Saundcrs .Brothers & C.
Rio de JaneiroBrigue brasileira Duque da Vic-
toria, capito Joo Marliniano Lisboa, carga
assucar e mais gneros.
Navios sabidos ?w mesmo dia.
Canal por MaceiEscuns dinamarqueza ffetn-
rich, capilo P. Steher, em lastro.
; CalcutaGalera ingleza Ackringlon, capilo J.
Ilenderson, com os mesmos passagei ros que
Irouxe de Liverpool. Suspend' do lamaro.
pi s 5 Horas.
n 1 c tr. Vi PJ a 1 0 l Atmosphera
y * S. irecgao. t -i 0
w ? I Inlensidade.
-1 1-* OO co OO Centgrado. B 0 s s H
M 99 M ts Id O Reaumur.
6*9 9 cc 0 Fahrenheil
- 1 O -4 ^J , lygrometro.
- & en til c:i -1 en 8a Barmetro
O
GB
ea

5
< *^
S 53
5 o
o r-
>
A noite clara, ver.o SE, veio para o ten
assim omanlieceu.
0SC1I.L.\C0 DA MARK.
Preamar as 3 h 42' da tarde, altura 6.5 p
Baixaruar as 0 h 30 da manha. altura 1
Observatorio do arsenal demarinha *20 de
reiro de 1860 Vikc.as Jcmor.
al e
.5 p.
leve-
Editaes.
Secretaria da inslrucco publica de Per-
nambuco, 1 de fevereiro de' 1S6D.
Farj saber a quera convicr, que por delibera-
co do conselh 1 director da instrueco publica
se acha approvado para a leitura dos meninos em
todas as aulas primarias da provincia, a obra
imitiilada Iris Classico, publicada pelo Sr. eon-
selheiro Jos Feliciano do Caslilho Brrelo de
Noronha.O secretario interino, Salvador Hen-
rique de Albuqnerque.
O Dr. Anselmo Francisco Pirelti, commen ador
da imperial ordem da Rosa e juiz de direito
especial do coramorcio desta cidade do Recife
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo por Sua Magestode Imperial, e constitu-
cional, o Sr. Pedro II, que Oeos guarde
etc., etc.
Faco saber aos que o presente edilal vrem e
d'ellc noticia liverem, em como o commendador
Manoel Goue.ilves da Silva me fez a pelicjio do
theor seguuite :
Illm. e Exm. Sr. O commendadorManoelGon-
calves da Silva negociante matriculado e eslabe-
lecido n'oela cidade, quer fazer citar a D. Isabel
Carolina Bourganl Jardim, viuva do tinado Ma-
nuel Pereira Jardim, assim como os herdeiios
deste para verem propr e responder a urna ac-
c.'io ordinaria era que o supplicante lea de pedir-
llies a quantia de 7279326 rs., que oquelle Jar-
dim ficou a dever-lhe por saldo de conta como
melhor expressar na mesma aeco e requera V.
E\c se digne mandar cilar a supplieada que
moradora n'esla cidade, e que visto ter osuppli-
canle juslilicado no juizo da conciliaeao serem
incerlos os supraditos herdeiros o moraren! em
lugar nao sabido, para elles se posee corta de e-
dilos citados os Drs. curador gerol e procurador
fiscal da fazenda nacional, snb pena de re relia,
juros e costas, e licondo logo lodos citados pora*
lodos os termos da causa e sua execueo ole real
embolso do supplicanlc independcnle de nevaci-
loco
Pede a V. Exc.Illm. Sr. Or. juiz especial do
commcrcio defirimcnlo.li. R MeAdvocado
Jocome l'ires.
E mais se nao continha em lal petieoo, que foi
por mini despachada pelo theor segui'nie :
Distribuida como requer.
Recife, 9 de fevereiro do 1860 A. F. Pe-
relti.
E mais se nao continha em raen despacho que
vai aqui transcripto, em virlude do qnal foi .
mesma pelicau destribuida ao escrivao dse jui-
zo Manoel Alaria Rodrigues do Nascimento, quo
fez passar o prsenlo edita! com o prazo de 30
dios, pelo theor do quol chamo, cilo e liei por ci-
tado aos referidos herdeiros. para que dentro do
referido prazo comparecan Destejida, olini do
allegaren) a sua defeza sobre o expendido na pe-
lico cima transcripta sob pena de reu-lia ; pe-
lo que toda e qualquer pessoa, prenles, amigos
ou conheciios dos mencionados supp!icadus"os
podero fazer sciente do que cima tica dito.
E para que cheguc a noticia do iodos niondei
passar editaos que sero allixados nos lugares do
costme e publicados pela imprensa.
Dado e passado n'esla cidade, aos 13 dias do
mez de fevereiro de 1860, 30 da independencia
e do imperio do Brasil.
Ku Manoel Mario Rodrigues do Nascimento,es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commenda-
dor da imperial ordem da roza, juiz de direito
especial do commercio, nesta cideda do Recife
de Pernambuco etc.
Fago saber pelo presente, em como por parte
pe Jos dos Santos Pereira Jardim, me frira di-
rigida a pelirao seguinte : Illm. e Exm. Sr.
Jos dos dantos Pereira Jardim, commerciante
estabelecido nesta praca, quer fazer citar a D.
Isabel Carolina Bourgad Jardim, viuva do falle-
cido Manoel Pereira Jardim. assim como os
hedeiros deste para, verem propor e responderem
a urna aeco ordinaria em que o suplicante tem
---------------
MTILADQ


f*)
DIARIO bE PERNAMBUCO. TERCA FfRA 21 DE FEVEREIRO DE 1860.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
de pedir-llies a quaniia de 1,4738975, que a-i
quello, M; noel Jardim fcou a dcver-lhe prove-
niente de urna por^o de agurdenle, como me-1
lhor expressar na mesma accio ; e requer a V.
Exc, que se digne mandar citar a supplicada |
que h moradeira nesla ciJade, e que, visto ter o
supp icanle justificado no juizo conciliatorio a i
incerteza e auzencia dos herdeiros em lugar nao ,
sabido, para estes se passe carta de edictos, a to- Esyeetaeulo lyrlco-drainatico,
dos os doulores, curador eral e procurador fis-| e,M hewecio das Sras.
ca da fae.-.di nacional, sob pena de revelia, **<* GavelU Ressianl c Sopliia
juros, e cusas, e Picando logo citados para todos1 A arin'T.es*a-
os termos da causa e execuco at real embolso lUIBia-leira <1C reverCU'O.
do supidicanle independenlo de nova citacao. ..Sf iVJtT""?* lft? 2"e nco"lra,rnm
_ ,KI .. ,, v. r\ 1 as beneficiadas da parteaos Srs. Sinollz e Santino,
ledea V. txe. lllm. 9f. Ur. juiz especial de accordo cora a companhia dramtica, sob a
do commorcic, defirimento E. R. SI.: a direceo do Sr. Cuirnbra, vem hoje apresentar
adevogado, Jacome Pires.
' o espectculo, soguinlc ;
Nada mais continha em dita peticao aqu co- c... kJK jf^j I'ARTF.
1. Symphoma a grande nrchcslra.
piada M qual dei o despacho Seguale, por ter I 2." Romance da opera / Uue Foseari, pelo Sr.
sido no juizo conciliatorio pelo supplicante jus- Testa.
lificado a auzencia dos hordeiros do supplicado 3- Uueto da Pcra ue Foseari, pela Sra.
em l.gnr nao cabido-d;fKa conio pede. Re- j *{ ** Domin.nenro, pcla Sra.
cife 9 de fevereiro de 1800. A. t. Pere ti.
Por forija este meu despacho, o escrivo que
este subscreveo fez passar o presente, pelo theor
do qual vai ser citados os herdeiros do supplica-
do Manoel Pereira Jardim por lodo o centeudo
na peticao aqui incerta ; portanto todas as pes-
soas, prenles, amigos e condecidos ilos herdeiros
do supplicado Ibes fagam sentir de que por esle
Marini e o Sr. Tesla.
4." Aria da opera Domin-negro,
Ga\clli.
SEGUNDA PARTE.
5. Primeiro acto, em obsequio, da Vinda co-
media em dous actos, original
na alfaudega d'omle sahirao
para serem vendidas.
Principiar sll horas em
ponto.
Gneros de estiva
LEILAO
Quarta-feira 22 do corrente.
O gente Borj.i fara' leilao na porta
da alfandega por conta e risco de quena
pela coraniissio iiquidataiia da exmela socieda-
de de fiaoao c lecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doYigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se rom o dito agente.
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de granJe quantidade de charutos
da Babia por conta e risco de quem
pertencer e em lotes a vontade dos com-
pradores : quarta-feira. 22 do corrente
perteucer de59 barril com vinagre su-as 11 horas em ponto no .imazeui do
petior, 26 cacas com queijos e 15 ca- Sr. Joao Tavares Cordeiro ra da Sla-
xnscom superiores sardinhas.cujos gene- dre de Dos,
ros vender'sem reserva depreco, dan-!
do principio as 11 horas em ponto.
mmmii.
PF.nSONACF.NS. ACTORES.
Joaqiiim de Andrade........... Coimbra.
Carlos.......................... Vicente.
Luciano........................ Lisboa.
juizo hcam citados para todos os termos de urna Baplisla Carvalho.
areno ordinaiia, afim de que dentro do prazo de Modesta........................ 1). Isabel.
30 ilias comparecam em juizo para allegar o que
Ibes for a bem de seu direito sob pena de re-1
velii.
I;. para que todos tenham noticia, mandei
passar caria de edictos qne seriio afllxadas nos
lugares do cosame e publicados pela imprensa.
Dado e pstalo esta cidade do Uccifa de
Pernambuco sos 13 defevereirode 1860. En,
Francisco Jguacio Torres Bandoira, escri\aodo
juizo commercial o fiz cscrever.
Anselmo Francisco Perelli.
Deciaracoes.
Kxisiom para vender-so nos armnzens da
i partirn das obras publicas 30 saceos de trelo:
os pessoas q1* s quizorem comprar ou exami-
nar, podem dirigr-se a mesma reparlieo a en-
leiidcr-se cim o encarregado dos ditos arniazens,
'ni'ii'l Antonio Rodrigues Samico. Socrelenn
bras publicas 2U de fevereiro de lbil. O
secretario, I". A. Ramos Zantty.
CoHselho iiiiiiiinisti'atvo.
O conscllio administrativo, para fornocimenlt
do arsenal de guerra, lem de compraros ob-
jectos seguinles :
Para o 9. batalho de infantaria.
Bandi i: a com oQicialato do Cruzriro 1 ; porte
para a dila 1 ; bastea para a dila 1 ; capa de
brim 1 ; dili de oleado para n dila 1.
I'aru n companhia de pedestres desta cidade.
iravalas do sola *e lustre CO.
.inora quizer vender laes objectos aprsente
as suas propostas eni carta fechada na secretaria
inselho, is 10 horas da manba do dia 1~
do rorrele mez.
Sala das sessoes do consclbo administrativo
para fnrnccimonto do arsenal de guerra, SO de
fevereiro de 1860.liento Sos Lamenha LifW,co*
roiol presidente.Francisco ioaquim l'ereira
I '), coronel vogal secretario interino.
Pela directora das obras militares se lem
de fazer,as i-risiesdo hospital militar, difieren-;
lesconcertos : as pessoas que se queiram encar-
desle servieo, comparacara na referida di-
rei loria das 10 horas da manhaa em dianle, nos :
dias "I, 2i c 23 para trataren a respeilo.
Directora das obras militares de Pcrnambuco
20 de fevereiro de lbGO.O amanuense.
Jo Monteiro de Andrade Jlalcinae.
Ti'ihIo-sc d-c proceder a nova numeraco
da roa do Imperador, oulr'ora ra do Collegio,
que dever principiar desde a esquina desta al
ao convenio de S. Francisco, assim romo do
militas casas construidos em diversas ontras roas,
i administra Jor do consulado provincial, encar-
Caratina........................ 1). Mara Luza.
poca actualidade.
TERCEIRA PAUTE.
6 Aria da opera Slacbctlt, pela Sra. Marini.
7." Duelo da opera Luisa Miller, pela Sra.
Gavetti e o Sr. Testa
OLA UTA PARTE
8 Secundo acto da comedia.
quinta parte.
0. Aria da opera Altila, pcla Sra. Marini.
10." Rond (ina! da opera Lucia de Lamer-
moor, pela Sra. Gavetti.
As beueflciads aproveitam a occasio para
agradecer, do intimo d'alma, a bondade e o ca-
valiieirismo com que se diguou prestar a coinpa-
dramalica, lauto mais importante, qnanto seus
proprios compatriotas se l'urlaram un como
que dever de os proteger
O restante dos bilhetes acha-sc venda no
hotel Francisco, casa das beneficiadas.
MIUDEZAS.
PELO AGENTE
Avisos diversos.
A infia assignada successora de seu tinado
filho Firmino Moreira di Costa, faz scienle ao pu-
blico c com especialidade, ao respeilavel corpo
do conirnereio. que nesla dala lem dissolvido a
sociedade havida entre sen dito filho e o Sr. An-
tonio Luiz Machado na loja de ferragens sita na
ra do Oueimado desta cidade n. 47, a qual (jy-
rava sobre a razio de Moreira & Machado, Ccan-
do o dito socio o Sr. Antonio Luiz Machado, res-
ponsavel por todo o activo e passivo. Recife 18
de fevereiro de 1860.
Cicilia Joaquina Slonteiro da Cosa
O abaixo assignadn faz sciento ao publico,
e com especialidade ao respeilavel corpo do
commercio, que n'sla data dissolvera a sociedade
aue entre elle, c o finado Firmino Moreira da Cosa
havia na toja de ferragens sita na ra do Quemad(t
n 47, a qual gyrava sobre a firma social de Mo-
Sevta-feira 24 do corente.
J. P. Adour ervciK o do arr^nti C. .marm In mait' "vo ft PaMT. Por agsim conveiicionar com a Sr.
.eivtn^ao uo agente L, margo, uo mais n. Cicilia Joaquina da Costa, rai do dito meu
Alugain-se osdous pruneiros andares dos
sobrados lis. 29 e 31 da na da Praia : os pre-
tendenlcs dirijam-se ao armazem n 7 B, defronte
da alfandesa, que acharao com quem Irat r.
O Sr. Alarico Jos Furtado, que veio no va-
por Brasil, tcm urna carta no escriplorio de
Tasso Irniaos.
= Pcde-se ao Sr. fiscal da freguezia do Re-
cife, para que lance suas visla para urna grande
quantidade de balaUs podres e oulras immundi-
ces laucadas prximo ao chafariz da ra do Brum,
que com o terral exala mao cheiro.
=: Adiase fugfdo desde o dia 1|do correte
o escravo Pedro, pardo, com 18 annos incom-
pletos, beieos grossos, nariz grosso, bons den-
les, retorcido, boa altura, c leudo como que um
bolao as costas de urna pancada que llie deram :
quem o apprcbcndcr, leve-o ao abaixo assigua-
do, que gratificar bem.
Dr. Francisco Ballhasar da Silceira.
itluga-se um negro de lodo o servieo, a
quem convier dar 1:000j, ficando o aluguepelo
premio do dinheiro.
Na ra do Rangol n. 7, precisa-sc fallar ao
Sr. Francisco Jos da Silva e Manoel Jos da Sil-
va, lilhos da Sra. D. Mara Luiza de Oliveira, re-
sidenlc na cidade de Lisboa.
^* fticos corles de vestidos prelos @
t$ de duas saias bordada; em tecido a vello- @
': do, sem competencia em gosto e qusl-
dade. <
^ Tl^1 Mantas prelas bordadas, de blon-
?( de de linho muilo superior. @
^4 Knfeites de llores finissimas para ^
U eabeca de senhora bom gosto e modernas, tf
J3> ^ 2' andar do sobrado da esquina @
Ji da ra do Queiinado, por cima da loja do Q
@ Sr. Fteguiea entrada pele becco do Peixo
n$ Frito n. 1. m
Vendem-se muito baratos sapatinhos c bor-
zeguinsde Slim brauco para anjos de procissao-
na rua Nova, loja de Vieira & Pinto, e lambem
ter
lindo e variado sortimento de mitidezas socio. Recife 18 de fevereiro de 1860.
desembarcado ltimamente pelo ultimo Antonio Luis Machado.
navio francs, proprias do mercado.! "" Prec,sa-S^ alagar um s.t.o que
para que pedem aos seus f.eguezes que'n5 d,stt mai" dt e me,a desta
comparecam na sexta leira no seu arma- Pra. zem na ruada Cruz n. 40, as 11 horas, maisdt= 8 captivos, ese ti ver pasto para
Na noile do dia 18 do corrente, as 10 horas
da noile, roubaram da casa de Francisco Pereira
da Silva Santos os seguinles objectos : 90J em
sedulas e 2 nnnes cora duas oitavas e mela cada
um, e um com o aro quebrado, um aJereco, um
par de argolas.e mais alguna objectos pequeos :
pede-ses pessoas que estes objectos forein o flo-
recidos, a captura do sujeito : na roa da ca3a de
delencao n i7.
Quem pre sarde urna ama que engomma
com peif-'icao, dirija-se a rua do Rosario da Boa
Vista n. 28.
Tabacfumer
Fleur d'harlebeke, receheu-sc pelo navio fraii-
cez Tille de Boulogne. a coslumada remessa
desle superior tabaco, em misios pequeos e
graudcs, para 32, 640 e ig28), fazeodo-se aba-
tmenlo de 20 0|0 a quem comprar de 20J para
cima.
CURA COMPLEiA.
SEMRESGLARDO \m hCOMMODO-
Iiitlaiuiii;t alo ligado.
F.stando muilo docnic urna minha oardinba de
18 mezesde idade, com urna intlammacao do fi-
gado, leudo as extremidades indiadas, mandei
vir urna das chapas mediciaes do Sr. Ricardo
Kiik, morador na rua do Parlo n 11U, e no es-
p3'o de 40 dias obleve melhoras, c hoje se acha
quasi restabelecida ; e por me ser esle pedido, o
faco para conhecimenlo do publico.
Vicente Pereira da Silca Porto,
Rua de Malacavallos n. 9.
Eslava a firma recouhecida pelo labellio Pe-
dro Jos de Castro.
Chegou a esln cidade de Pcrnambuco, vin-
do do Rio de Janeiro no da 15 do corrente, Joao
Antonio do Amar.il, no paquete brasileiro, em
procura de seu lillio Jos Aulonio do Am.iral, e
como o nao podesse encontrar era pessoas que
j lhe deein relacao, nem por tres annuncios que
toaba annunciado.e por isse motivo se aderece
, o mesmo senhor, a quem precisar, para jardinei-
em ponto.
vaccas mellior sera', podendo o arreo-
damento comecar agora ou cm maio,
conforme agradar : a quem o tiver para
, alurar, podendo, diriji-se a praca da
Qmiita-feira 23 docorreuteas independencia n. o e 8.
C\SSI\0 POPULAR
NO
M AGESTO SO SAL.iO
DO
PALACETE DA RUA DA PRAIA.
Hoje haver grande baile de mascaras e phan-
lasias,
Principiar s horas do costme.
11 horas em ponto.
O agente .Camargo i'ar.i' leilao em
seu armazem na rua do Vigario n. 19
lacional
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 10 a 15
annos, que teuha hoa conducta, saiha
ler e escrever ; preferindo se um or-
200 lardos de los do mellior que pode ,. r
i ., i plmo sem prenles e nem adherentes na
i'a ver i rx-
cidade : na rua Direitan. 4">.
DE
se vende na mesma loja lila pelo com 10 palmos j ro 0 hortetao, e para feil'or de qualquer fazen-
de largura. da, que para isso lem ortica da sua Ierra e do
Rotl.e & B.doulac mudaram seu escriplorio uodt janeiro> a0nde presistio 1 annos com o
e o consulado dinamarquez para a rua do Trapi- servieo que annuucia: quem dello precisar, di-
clie n.18. rija-seao Forte do Mallos, rua do Codorniz, casa
Prec.sa-se alugar um criado escravo ou for- do pasto ns 3 e 4:1, que achara com quem tratar
rapara casa de un cslrangeiro solle.ro ; deve irei;isa-se fallar com os Srs Albino Uo-
aaber cozmharefa^r o servieo interno de casa: driguesPimenta e Joao Fernandes Chaves Ju-
a fallar na rua ,io lrjpn h, n. 18, escriplorio. nicr a ne io ignorara, na
Guilhermc Antonio de Sa avisa ao respci- rua Velba n 67
lavel publico que d'ora em diante so assigna Gui- Tasso irmj09 Iltervencao do agente
hernie de Mello e Sa. Recite 20 do levereiro.de Pe5tana) e por cont3 d(J qucm pe|-leCt.ri f^zoin
ibW- leilao de 13 saccas de 15a avadadas de agua sal-
Mara Francisca de Assis previne ao publico K>da, quarta-feira 22 do corrente, na prensado
que nao faca negocio ou Iransacco alguma com Sr- Manoel Ignacio de (t. Lobo, as 10 horas
Ignacio dos Sanios N'unes a respeilo da prela Se- do da.
verina, pertencente aodilo senhor, visto adiar-
se legalmente bypothecada..
Quem precisar de um rapaz para caixeiro
de cobranca ou de escripia, procure nesta lypo-
graphia, e d-se fi3ilor a conducta.
LEILAO
DE
DE
Mascaras e jiliaiilasia.
Hoje 21 do correle haver grande baile nos
Baldea do caes de Apollo.
Esle ullimo bailo do carnaval ser dado com
todo o brilbaiilismo.
Bilhetes para senboras gratis e homens 23
Avisos maritimos.
Cear.
Segu com muila brevidade o palhabole Santo
Amaro), recebe carga e passageiros : a tratar
LISBOA
o veleiro vapor
regado demandar proceder a referida nume- com Caetano Cyriaco da C. M., no lado do. Corpo
ra;'io di oidem superior, convida as pessoas que Sanio n. 2a
so quizerem prestar a Cazer esto servieo a apre-
sentarem suas proposlas eni cartas fechadas
mesa do mesmo consulado at o da 20 do cor-
ren e. Mesa do consulado provincial, 13 de feve-
reiro de 1800.O administrador, Antonio Car-
tltiro Machado liios.
Pela subdelegada do 1." districlo dos Afo-
gados se faz publico, que se arham depositados
os animaos seguinles : um cavallo ruco sujo, e
oulro mellado, que forana tomados pelo inspec-
tor da Imbiribeira, na noite do dia 12 do corren-
ie, a Francisco Xavier de tal c a Manoel Jos,
moradores no Ru, os quaes sendo presos eva-
diram-se da patrulha, levando aquello o cavallo
ni que vicha montado; um raslanho, que foi
lirado pelo inspector da imbiribeira a traz da
asa de Ignacia de tal ; um ruco vermelho, re-
medido por Francisco Manoel dosPassos Coetho,
0 qual j foi annuiiiado ; c 5 rezos romcllidas
por Pehx Jos da Soledade, por estarem denlro
de suas lavouras : quem se julgar, pois, com di-
reilo a riles comparecam ueste jui/o munidos de
seus documentos, que lhe serao entregues.
Jos Itoberto de iloraes e Silca I COmmandante Ricardo Goble (bem CO
De ordem do Sr. capilao do porlo, faz-se \ 1 j
publico, que- por tolo este mez lem de ser ar- nliecido neste porto) Salando no
nado o machjoismo do pharol de Santa Anua, '
na barra do Maranlio, segundo a communicacao
ltimamente, (cita pela capilania do porto d'a-
quclla provincia. para carge e pas-ageiros para lo que
Secretaria da capitana do poilo de Pcrnam- t>m |pXrtllpn*.:. nnmmndos trih.
buco, 17 de fevereiro de 1860. ,tem |exceiientis oommoaos, tiata-se
O secretario, ; cora os consignatarios
J. /'. Barrillo de Helio Reg. \ C ll'VnrRC RROTIFRS Al C
O Illa. Sr. inspector desta thesouraria man-! JAU1^JLJC.IK3 1>1\U J llL.t\^ O, !_..,
da fazer publico, para conhecimenlo de qucm in- praca do Corpo Santolu. 11.
teressar, que em enmprimento da ordem circular Vara Lisboa sabe com brevidade o patacho
do thesouro n. 4 de 5 de Janeiro ultimo, se acha niao, porque nao espera por toda a carga, e
aborta ne.-ia ihesonraria a subsliluicao das notas de pequea lolaciio : quem no mesmo quizer
de ljj. 2S e Sy dilaceradas. Secretaria da thesou- j carregar, dirija-se a seu capilo, ou a rua da Ca-
de la/onda de Pcrnambuco 17 de fevereiro | deia do Recite n. 38, primeiro andar, escriplorio
de 1660.O otlieial maior interino, de Manoel Joaqum llamos c Silva.
Luiz Francisco de Sampaw e Silaa.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Jo arsenal de guerra, tcm de comprar os objectos
seguinles:
Para os armazens do arsenal i'.e guerra.
Sola, meios 200; cabo de linho velho, arrobas
.">!( estauhoem verguiuhas,arrobas 3; nhaspre-
1 is, libras 32 ; linhas brancas, libras 32 ; relroz
azul ferrete, libras 2 ; obreias, macos 100 ; pen-
nas de ganeo 5 0.
UUCV.IUU iiuoic pul l\JJ OdUUJUU IIJ
Dia 28 do corrente
ARROZ,
Seila-feira 2i do correte.
PELO AGENTE
PESTAA.
No dia cima designado e ao moio da era
ponto o agente Pestaa vender por conta de
quera pertencer era um ou mais lotos vontade
dos compradores no armazem do Sr. Hemeterio
no Forte do Mallos
90 saceos com arroz do Maranhao.
LEILAO
Pecliincha
Thom Lopes de Sena,
Peante o Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda
se bao du arrematar cm ultima praea os bens se-
guinles :
Urna casa terrea de taina, no lugar da Baixa
Verde da Capunga, com 17 palmos de frente, 40
de fundo, quintal grande cercado de limoeiros,
com algumas frucleras, cuja casa se acha bas-
tante arruinada com um oitao cabido, sendo o
solo proprio, pur 3U0j|, a qual foi penhorada aos
herdeiros do padre Goncallo Jos de Oliveira.
do da.
Villa do Cabo.
No armazem do Machado vende-se carne sec-
ca, bacalho e mus gneros, pe os mesmos pre-
cos do Recife.
Fugio no dia 24 d de/.ombro do anno pas-
sado, o escravo Manoel, conheddo por Manoel
Caboclo ou Manoel On;a, com t>s signaos seguin-
les : reprsenla ler 20 annos de idade pouco
mais ou menos, alto, reforgado do corpo, cor
; alaranjada, rosto redondo, com alguns signaos
Qoiota-feira
Pelo
(o correle,
agente
TUSA,
dono da anliga loja da rua Nova n. 32, que fo
de sua sogra Hdame Theard, lem a honra de
annunciar ao respeilavel publico, principalmen-
te a seus fieguezes, que recebeu em dirctura de
Franca, escolhido pelo gosto de Madame Theard,
um completo sortimento para sua casa de modas, ozU"iafra,"iTnVaTmVrado'^um te^heiro
chapeos Je velludo e de soda, de todas as cores, gcOOO ; oulra dila no mesmo lugar n. 33,
para senhora, ditos pretos para lulo, ditos de
velludo e de seda de todas as cores,para meninos
e meninas, bonels e gorras de todas as coies, sa-
patinhos para baptisado, sosto novo, capuxo a
Mara Sluard para sabidas da bailes ou thealros,
chales, capas e manteletes de grosdenaples pre-
los,guarnecidos com bicosdo guipurac vidrilhos,
bordados de velludo, enfeiles para eabeca de to-
das as cores, de diil'orentes gostos e qualidades,
esparlilhos de carrilel e de enliar, bicos e filas
de seda de todas as larguras, franjas, cascarrilhas
de seda de ditl'ercntes coros, agulhas francezas,
linhas c retrozes de todas as cores, c outras mili-
tas miudezas. Rocebera-se Ogurinos todos os
mezes, fazem-se vestidos da ultima moda, ves-
tuarios de baptisado, c tu.lo mais quanto for de
preparos de toileles de urna senhora.
ATTENCAO
Urna casa torrea na ra Imperial n. 178 com impercepveis de boxigas. sem barba, cabellos
20 palmos de frente e 40 de fundo, quintal em crespos, testa pequea, nariz chato, bocea gran-
aberlo, e (oda em mo oslado, por IDOS, cuja de, heiros grossos, pescoeo curto, lem a marca de
casa foi penhorada a Joo Tcixeira Cuimarae?. ; um tallio no dedo annular da mao direita, pes
A. renda annual da casa terrea i o lugar de San- redondos, lera um andar singado e apressado,
t'Anna de denlro, freguezia do Poco da Panella I,alla 'null ,; a". lom bastante forea, da qual
n. 32, rom 20 palmos de frente c 51 de fundo. I3Z alarde, gosla de andar promplo e sempre cal-
por' ado>levou loda a roupa e entre ella urna camisa
com i de. Isnella meaclada de rxo, com mangas corn-
os mesmos commodos por 9Gj, as quaes foiam primas e urna algibeira sobre o poilo osquerdo,
penhoradas aos herdeiros do padre Manoel lhe- i dous diapeos, um de mola e oulro do couro ; foi
moteo. escravo da finada D. Francisca de Salles Monlei-
A renda animal do sitio no Salgadinho com al-! ro m o pegar, ou dello der r.oticia ao sen
unas fructeiras, e urna casa terrea de podra e senhor abaixo assignado, morador na rua da Ca-
dea, casa n. 52, ser generosamente recompen-
sado. Cidade da Parahiba, cm 13 de fevereiro
cal, com 58 palmos de fenle o 70 de fundo por
2lS, o qual foi penhorado a Francisco Ferreira
de Mello.
A renda annual de urna casa terrea no largo
do Remedio n. 21, com 17 palmos de frente c 52
do 1SG0.
Na
Joao Antonio Marques,
barcaca Amizade Pernambucana, quo
Vende-se a armaco da loja da casa da rua do
Ilortas n. 29, sem gneros : a Halar no becco de
de fondo, estando em cai\ao, e por rebocar no i "aufragou em sua recente viagem para Macei,
interno o externo, qiiiulal em aberlo com lelhei- cm Maracahipe, carregamos por conta e risco dos
ro por 72$0. I Srs. Portella & Branco, de Alagoas, dous volu-
Oulra nu mesmo lugar n. 21 A. c no mesmo j mes com fazendas, marca P & 1!, na importancia
estado por 72$, as quaes foram penhoradas a Jop 1 do rf- 592JS. Acconlece vir nesla cidade o Sr.
Baplisla Soares. (Jos Porlella, socio da referida Urina, o qual de-
A renda annual do urna casa o silio no lugar (os de concluir seus negocios, soguio na manha
do Salgadinho de Olnda por 100$, ludo peono- do dia 14 Para 1>url dl! ^allinhas, a obterinfor-
radoaviuva de Joao Nepoinuceiio Ferreira de ma,:oesdos ditos voluntes, que se salvaram jon-
Mollo. lamente com oulras fazendas. O Sr. l'oiiclla
Os pretendentes comparecam as 10 horas da ; onduzio nossa caria, factura e conhecimenlo, e
Campello n. 4, primeiro andar, por cima da ta- manhaa do dia 23 do correle mo/. de fevereiro,' for 'Si0 nos sorprende o que diz o Sr. Francisco
Lelellier & C. faro leilao no dia cima decla-
rado e pelas 10 horas da manhaa em seu arma-
zem rua da Cadcia Velha n. 14, e por inierven-
cao do referido agente
DE
Um completo e mui variado sortimento de miu-
dezas, perfumaras, quinquilleras e objectos
de phantasia, ludo do mellior gosto e o mais
proprio para este mercado.
LEILAO
Quarta-feira 22 do corrente
ao meio dia em ponto.
PELO AGENTE
PESTAA.
No mencionado dia e hora, o referido agenle
vender em leilao publico por conta do quem
i pertencer no armazem do Sr. Araujo no largo da
L\tO U(3 JclllClI U. Alfaudega.
( brigue Hara Luzia, capilo Belmiro Bap- Urna porcaode cabos, massame e mais aprestos
para navio.
lista de Souza, recebe apenas alguns volumes pe-
queos ou miudezas, e sabe com muila brevida-
de: a tralar com Almeida Gomes, Alvos & C,
ne rua da Cruz n. 27.
Para Lisboa.
Vai sahir era poneos dias por ter par-
. te da carpa prouapta, a beta condecida i
as suas prooostas em caria lechada na secretan.! .' '
doconselho as 10 horas da manhaa do dia22do I barca Grat.dSo, para o resto da carga e armazem na rua do vpai.0 n ,9
corrente mez. passaffeiios trata-se com os consijnata-1 ... ^ ,'
Sala das scssos do cousolho administrativo, n r' v..||lo vftllP:rn A r ., ,1,, Por aut0rlSaCa0 d Lxm- Sr- Ju,z do
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de "?* ^rvalho, Nogueua i C. na ^iomroercio de U|na Inulatinha perten-
fevereira do 1800.Rento Jos Lamenha Lins, Vigario n. primeiro andar, OU COul | ^
Quarta-feira 22 do corrente
s 11 horas em ponto.
O agente Camargo far..' leilao em
coronel presidente.Francisco Joaqnim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
CoNfceilio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
(!< arsenal de guerra lem de contratar os gene-
ios abaixo declarados, para a companhia dos
menores do arsenal de guerra durante os dous
me/es do marco e abril prximos viudonros.
Para a companhia dos menores.
ITios de migas, bolhachas, mnnloiga francoza,
cha hysson, assucar reliuinado, caf em grao,
carne verde, dila secca, bacalho, azeile doce
lo Lisboa, vinagre de dito, loucinho de dito,
farinha de mandioca, feijio prelo ou mulalnho,
arroz do Maranhao.
Quem quizer contrataros gneros cima men-
cionados aprsente as suas proposlas em carta
lechada na secrelaria doconselho s 10 horas da
manhaa do dia 24 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para forneciraento do arsenal de guerra 15 de
fevereiro de 1860.fenlo Jos Lamenha Lina,
o capito A.
praca.
P. Bjrges Pestaa, na
Leiloes.
LEILAO
DE
cente a massa fallida de Jos Kibeiro
Pontcs.
LMLiM)
Hyopolito da Silva fara* leilao a re-
querimento dos Srs. Lopes limaos, e
despacho do lllm. Sr. juiz especial do
commercio, da armaco e gneros exis-
tentes na taberna n. 9 sita na rua Au-
gusta: terca-feira 21 do corrente as 10
horas em ponto na mesma taberna.
boma.
Vende-se a taberna n. 141 da rua do Pilar :
a tralar na mesraa, ou no primeiro andar.
Vendem-se 17 arrobas de ferros velhos de
todas as qualidades : na rua da casa de delencao
n. 17.
Arrenda-se urna casa terrea na rua da Pal-
ma, na freguezia de Santo Antonio, n. 13,perten-
e a ultima l!t ''.'"'h' e Silva, no que cscreveu de Porto de
. Calimbas em 17 do correle, ese acha ein seu
fazer I di;lr'0 d? hoje.
cenle a um orpbo : por isso quem" a pretender
alugar, ha de ser com fwdor idonf o, a entender-. os predios n. 8 da rua estrella do Kosaro, e n.
na sala das audiencias publicas, que
praca
Manoel Jos de Carvalho, lendo de fazer I d';lr'0 d? hoje; Fsi revemos; estas linhas para fa-
uma viagem para fura do imperio, dexa nesta zcr sentir ao Sr. Silva que o Sr. Porlella nao
cidade por seos bstanles procuradores aos Srs. ialgura avontureiro como se antev do que diz
Dr. Antonio de Vasconcellos de Menczes Urum- I e,n scu relindo aiinurfcio, c nem lhe podia diz^r
monde Bernardiuo de Senna Dias. quesera nosso caixeiro quando nosso freguez.
Para se evitaren! questoes, prevne-se que Recifei -0d^ fevereiro de 1860.
ninguem faca transaccio por qualquer titulo com Ferreira & Matheus.
se com o tutor do dito orphao.nos Remedios.
Irmandadedc S. Jos
d'/lgonia.
O secretario da irmandade de S. Jos d'Ago-
nia, erecta no convento de N. S. do Carmo do
Recife, convida, em nome da mesa regedora, a
todos os seus charos irmaos, para compareccrera
na quarta-feira, 22 do corrente, no consistorio
19 da rua do Senhor Bom Jess das Crioulas,
que o Sr. Joo Baplisla Fragoso annunriou para
vender, visto que a respectiva proprielaria a Sra
I). Hara do Carino Nunes Ferreira, alem de ser
una senhora octogenaria e ler meios mais que
sullicienles para manter-so, nao precisa valor-so
desle recurso que collamente lhe foi aconsclhado
por pessoas que desejara locuplelar-se a cusa
de sua boa f c excessiva confianca. E porque
este procedimcnlo prejudica direitos c inleres-
ses legiliraos, declara-se desde j quo toda o
DE
Ferro Soluvel
da mesma, pelas2horasd* larde, ahm de acom- qiiaiUcr negciaco que for foita com os refer
panharmos i procissao de cinza, para que fomos dus prcdos 0 0,ros quacsquer, e mesmo ludo
convidados.O secretario,
Julio Cesar Pereira da Rocha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia IS
do corrente, urna sua escrava da Cosa de nomo
Maria, que reprsenla lerdo idade 45 annos, al-
tura e eorpo regulares, cor nao muito pela, tora
bastantes cabellos brancos, costuma tra/.er um
panno alado roda da eabeca, lendo por sgual i
mais saliente as mos foveiras, provenieute de
calor de ligado. Esta escraya tondo sahiuo como '
de costume, com venda de arroz, nao voltot
mais : roga-se, portanto, s autoridades pol- i
caos, capitos de campo e mais pessoas do povo, I
a apprehonso de dita escrava, e leva-la loja ]
do Preguica, na rua do Qucimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronle ;
dacocheira do lllm. Sr. tenenle-coronel Sebas-
tio, qne serao generosamente recompensados.
Os abaixo assignados doclaram ao respei- !

Estahclccida cm Londres
CAPITAL
Cineo milMes Ae libras
esterlinas.
Saundors Rrolhors & C. lem a honra de In-
tavel publico, com especialidade ao corpo do formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
commerrio, que o Sr. Antonio Vicente Pereira casas, eaguemmais eonvier, que estao plena-
deixou de ser seu caixeiro desde o dia 11 do cor- mente autorisados pela dita companhia para
rente mez Recife 14 de fevereiro de 1860. efectuar seguros sobre edificios de t'
Francelino Izidoro Leal & C.
quanto pertenca a referida senhora lem de ficar rcm? sujeito a nuestoes incviUveis. vantagensem tronca, como aitestado por me-
____ dicos de muita repuiacao daquelle paiz ; em Lis-
^tfl^I^A '%rHR % boa pelo bom resultado obtido as applicadks
le.las no hospital de S. Jos, e afOrmado pela
Oazela Medica uaquella corle, e ltimamente no
Rio de Janeiro, oule foi approvado o seu uso
pela academia imperial de medicina : nica de-
posito nesta cidade, no escriplorio de Almeida
'lomes, Aives Preco de cado frasco o
Precisa-se de um bom feitor c que soja do
boa conducta, para um sitio porto da praca : na
rua da Madre de Dos n. 2.
A pessoa que annuiiciou querer empregar-
sc em urna casa commercial, sen lo que sirva pa-
ra o servieo externo de despachos, embarques,
descargase fobrancas. queira dirigir-se rua da
Litigela n. 3, que ah se lhe dir quem o pre-
lendenle.
Para vender
urna nogrinha de 15 a 16 annos, saliendo bem
IIKIIU pun .. ------
de' lijlo pe-1 CO"-nar e engommar, no Mangumho, em lenle
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os I do w,' d Dr'nu>?'-,
Iugio no da 7 de fevereiro do rorrele an-
Oferece-se ura caixeiro para taberna, da objectos que contiverem os mesmos edificios, > 1US10" a,/ u^yereiro'do rorrele an-
qual lera bastante pralica : c tratar na rua des quer consista era mobilia ou era fazendas de n-0' nl)r0,,a Minervina, de idade de 21 anuos, ,,a-
Marlyrios, taberna n 36. qualquer uualidade. r-ao ^6,<. cora a,s"a 'Iha menor de 3 annos. de
--------------------------------------------------------------------------- ---------------------------nome lelizarda, e secca do corpo de estatura re-
Cerveja ingleza.
O agente Borja far leilao
n a porta da alfandega,por con-
oroncl presidente.Francisco Joaquim Perei- \ r> pcr-n ilp nilPlll nPrfPUPPr
ra Lobo, coronel vogal secretario interino. ld C ,ht0 Ue lueui Pei -ClICei,
de 100 barricas cooa cerveja
ingleza de superior qualidade
branca e preti, em garrafas e
meias garrafas, as quaes che-
gando aqui pelo ultimo vapor
de Londres, ainda se acham
Novo Banco de Pernambuco.
Onovobinco de Pernambuco reco-
llie as notas de sua emissao de 10$ e de
20$, e pede aos possuidores das mesraai
o tavor de as virem trocar no seu es-
criplorio, das II lioras da manhaa ata
as 2 da tarde.
LEIS
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao por conta e risco de quem per-
tencer de 7 barricas com. presuntos en-
capados : quarta feira 22 do corrente
ao meio dia em ponto defronte da al-
indola. ^^
LEILAO.
O agente Tcstana continua a estar a.utoi6.do
ron
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Um ntido vol. de 300 pag. em 8o Francez.
Analysa-se nesla obra o papel da companhia nos diversos paizes donde foi expulsa ; desco-
bre-so o plano concertado pelo philosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para destru-la, nao
por seus pretendidos crimes e ambicio, mas para realisarem suas ideas scbimalicas prova-se o
constrangimento de Clemente XlVoxpedindo o breve da exiinccao da companhia, eque ella foi, e
ainda, um dos mais esforzados sustentadores da regio, em cuja defeza conquislou a cora de um
verdadeiro marlyrio.
Deusnao permillio que a iaiquidade fosse commetlida sem ficar'gravada em documento-
e irrecussaveis ; estes documentos, que tanto se esforcaram por supprimir os inimigos da com-
panhia, felizmente poderam ser conservados, e lem apparecido ulitmamente na Franca ein diver-
sas obras, que confirmara a opiniao que ainda formara dos Jesutas os homens imparciaes e ques
nao sao adversos S Apostlica.
E' um brado em favor dos Jesuilas, entre nos ainda lao injustamente julgados, e que nasce
da convirjao intima de que sua causa a da justica, do pontificado e da religio.
Assigna-se fiO escriplorio desle Diario, rua das Cruza?,
rpo oe estatua re-
gular, com 3 lalhos cm cada lodo do rosto e urna
marca branca era cima ao bombro esqnordo pro-
veniente de urna queiraadura, tem peritas finas,
e ps pequeos, levando saia de ganga azul ja
dosbotada : roga-se porlanlo as autoridades po-
liciaes e capitaesde campo, a captura da dita es-
crava, levando-a rua da Crut do Uecife n. 8
que ser generosamente recompensado.
O abaixo assignado leudo vendido a sua ta-
berna ao Sr. Jos Gomes da Silva, por Uso roga
a todos os seus credores de apresoniar as suas
conlas para ser conferidas e pagas nos seus ven-
cimentos em casa de seu mano no paleo da Ili-
beira n. 1. Recife, 18 de fevereiro de 1860.
Manoel Bernardiuo Aires.
Aviso.
A casa de pasto da n:a da Cruz n. 47, avisa ao
publico, que de hoje em dianle contina em seu
gyro, a fornecer almoc.o e jantar para (ora a 5$
e mandando levar a 3J assim como noile sor-
vete a 200 rs., e lonche, e espera que os seus an-
ligos freguezes prestein a mesma concurrencia,
pois elle dono j se acha prsenlo, visto ja ter
vkido de una vez do mato para a praca
Fugio no dia 15 para lp' do corrente, o pre-
lo Antonio, naco Angola, pos apalhelados, esta-
tura baixa, reprsenla ter 30 annos de id^de,
trm as costas duas ou Ires manas de chicote,
algumas de bexigas, levou coinsigo urna camisa
de chita, e calces escuras; julga-se andar nesla
praca, ou ler seguido para l'cdras de Fogo: ro-
ga-se por tanto as autoridades policiaes ou capi-
laes de campo para que oapprehendini e olevein
rua Direita n 60, ao Sr. Benjamn Flan klin da
Cuiilis Torreo, que ser bem recompens ido.
[MUTILADO



DIARIO DE PERNA MBUCO. TER\ FEIRA 21 DE FF/VEaEIRO
0DO NOVO
DaOR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS
PLUS DE
COPAR U
AIU O TRATAMENTO E I'Hllli CIRA11VO
EMEHNIOADES SlIXl'AES, DS r.DAS AS AFFF.CCOES CITANEAS, VIRl'S
(Mi-uto de rorro Cliablc.
Xarope mui prelerivel ao
Cvpali ba e as Cube-
lias, i-ur.i iinraedialainen-
te qualquier purgarlo,
relaxar) e dt-bilidaJe, e igualmente lluxos e
lluores brancas dar mull/i vs Ij<^ao do
Cha:>lc. Esta injecco benigna emprega-se mes-
iri" t.-uipo do \ .'o|ic de ciirato de ferro, uina vez
de maiib, e urna vez de (arde durante tres das;
ella segura a cura.
DEPURATIF
d.SAJVG
ALTERAD-OES 1)0 SANGl'E.
Itrpurulivo de Kaague.
K*rone vegetal ten mer-
curio, o nico ccmbecido
e approvado para curar
cun i i(iin|>i'.i; o e radi-
calmente impigens, pusiula*. btrpes, sarna, co-
niixo-s, acrimonia e alteaciVs viciosas do san-
gue ; viius, e qualquer auY BhoH nimci u<-. Tomio-ie dous por semana, se-
Eiiindo o iratamento depurativo. Pomada n-
tiherpetiea. De um t lcito maravilbuso uas al-
fe^es cutneas e comixes. ._.
Hemorrahidu.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O depotito e na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 38.
Almainik da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corren fe a nao de
Ipirito
i)
Bu
; 1 L.-a 1
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclcsiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o lime, idade etc. de seus im-
peradores, reis. e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
Irmandadedo Divino
Santo.
0 escrivo da iruiandade do Divino Espirito
Sanio, creca no convento de Sanio Antonio do
Recifc, convida ero nome da mesa rogedora a to-
dos os seus tharissimos irmaos para comparece-
rem na quarla-fcira 22 do correle, no consis-
torio da niesina, pelas 2 horas da tarde, all; do
acompanharmos a procissau de cinza.O escri-
vo, Francisco Landelino da Silva.
Piecisa-sc alugar una casa no bairro da
Roa-Vista, con commodos bastantes para 4 in-
gUzcs, a saber : 4 dormitorios, 2 salas, cozinha,
e casa para doug pretos : a dirigir-se no escrip-
torio dos Srs. Saunders Brolhers&C,
l.\S DA V1AGE
DE
A visita do SS. MM. II. s provincias da Balita, Pernambuco, Scrgipe, Paraliiba, Alagoa*,
e Espirito Santo, inaugurou urna poca limosa nos aunaos do imperio.
Urna publicarao que lenlia por Qra perpetuara memoria de lio fausto acoutecimento, re-
gistrando as medidas inais proficuas e os actos mais caractersticos da mu ni licencia imperial, du-
rante esta riagem, coiijunctamenle com as demonslraces de aprece. devocjio e lealdade que llies
l'oram prodigalisadas pelo acrisolado patriotismo dos habiantes daquellas provincias, nao podo
deixar de ser bem acollada por todos os Brasileiros.
Tomando sobre nossos debis hombros esta grata p honrosa larefa, exlrahiromos das follias
publicas ludo qoanlo tur conducente ao nosso empenho, inserindo alera difso quaesquer docu-
menlos inditos e importantes, e lodas as inormaees valiosas c fidedignas que nos forem minis-
tradas sobre sctupiarite assumpto ; bem como as felicilacoes, poesas e discursos dirigidos a SS.
MM.ll., qiiaudo paraPsse fira nossejim enviados por seus autores. Nada nos ser loo igradavel
como citar e recommendar considei.T.fio publica os nomesdos benemritos cidadaos, que mais
sodislinguiram as demonslraces de amor e vencracao para com osaugustos viajantes.
A obra ser dividida em'lautas parles quanlas sao as provincias visitadas ; fornido-so, cni
lugar competente, urna honrosa menguo dos sena actuis presidentes.
Prevenindo os desejos dos leaes habitantes dessas provincias, aos quaes s dada a ventu-
ra de possuirem por alguns dias, em sen scio, os augustos imperantos, uniremos obra de que se
1W. t'oiiserii tic ivledciros, escriturario da trata os retratos de SS. Mil. II., trabalho em cujapereico empregaremss o maior desvelo,
thesoiiraria de fazenda desta provincia,competen- Tambem llie addicionaremos umquadro Bynoplico de lodos os cavarheiros que figuraren*
LI(lOES PIUTICAS
ESCRITA COMMERCIAL
Pop partidas dobradas
e he
Rua Nova n ib,segundo ando r.
Dous exeru-
S. MM. II ,
Rua Nova,
SOB A DIUCtVO DE E- MfcRYAXD
cm Bruxellas (Blgica), aprcolas'i.,,(lusl,iaes'litlera-
*-> /7 ras e particulares.
Estabelccimentos fabris, in-
Esle hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande UllSlriaGS Q COinmorCiaeS (le
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e eonfortavel. Sua posigao todas 8S OUalidadeS C01110 lo-
uma das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s estacos de caminhos de ferro, da js YPIldlS Tr'Olirriipc pn0-
Allemanha o Franca, como portera dous minutos de si, todos os tlieatros e diveriimenios ; e, ". ? "o^
alm disso, os mdicos presos convidam.
so hotel hasempre pessoas especises, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanliar as lourislas, emfim para loda a Europa, por precos que nunca excedem de S a 10 francos (3S200 4^000 )
por dia.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residirn) os F.xms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os l)rs. Felippe Lopes
Neito, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e rauilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de lodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 436000 4*500.)
JSo hotel enconlram-se nformaeis exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
I'aeS, prOVinCiaCS, munCipaeSlcmenle "abiluado pela directora de Inslrucfao nesta ptiblicacao, com referencia s paginas era que os seus nomes forem citados; e. finalmente,
... .publica para leccioiur ar'uhnielica nesta cidade, I a relagao das pessoas que. tanto na edrte, como as provincias do imperio, nuizerem com suas ns-
e pOllCiaeS. tem resolvido juntar, como complemento do seu j signaturas proteger estas memorias, cuja importancia deriva de tao alto assuuipto.
rp ,k | j curso pratico do escrituracao por partidas do- piares primorosamente encadernados serao offerecidos, oom o devido acatamento, a
aueiia UOS CmOlUniCUtOS bradas, o cnsino de contabilidade especialmente era nome de lodos os Srs. assignanies.
mrOfllilOS I na parte relativa a reducrao de moedas ao cal- Cada exemplar que, como [i se disse, constar de seis parles, mais ou mones volumosas.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiaslicos, Iliterarios
de toda a provincia.
Associaces commerciaes,
Sirop dif
DrPRGET
IAUABE DO FORGET.
1
Este xarope esi approvado pelos irais eniim nles mdicos de Paris,
Icomo sendo o mrlhor para curar constipacoes, losse convulsa e Oulras,
iffeccftea dos brjncbos, ataques de peilo, irriUcAea nervosas e iusomnotencias: una colherada
pela inanb, e outra noile sao suflicienles. U ill'eilo deste excelente xarope Sitisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposito na rua larga do Rosario, botica de Uartholomco Francisco de Smua, n. 36.
5? Ubaldo Anucs Vieira de Souza, nao lendo
podido despedir-se das pessoas de sua amizade
por motivo de sua molestia, pede desculpa e of-
ierece-lhe o seu diminuto preslimo na cidade de
Lisboa, para onde se vai tratar.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PARRILIIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os maisiminentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enferraidades do ligado, dyspepsia, debi-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
raidades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eiup<;oes que resultam da impureza do
singue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietaiios da receita
do Dr. Diislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
monte em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizercm comprar o verdadeiro devora bem ob-
servar os seguintes signaes sera os quaes qual-
uer outrapreparaco falsa ;
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ac, trazendo ao p as
seguintei palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2" 0 mesmo do outro lado lem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Uri&tol em papel cor de rosa.
4o Que as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Baha, Germano C, rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazera de drogas de J. Soum
& Companlua rua da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arrendamento de um En-
genho muito perto da prara, vende-se urna par-
te do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,
urna destilarlo nova montada de um ludo, 22
bois de carro, 6 qusrlos, e oulros objeclos :
tracta-se na rua do Queimado n. 10.
= A viuva de Rufino Jos Fernandes de F-
gueiredo convida a todas as pessoas que se jal
garem credoras de seu casal, a compareccrem
rom os seus ttulos na rua de Santa Rila u. 5i,
afim de serem contemplados no respectivo in-
ventario.
== Biogo Zipparro, subdito napolitano, retira-
se para fura do imperio.
8^- Constan-
teniente
trocam-se, compram-se e vendem-se escravos de
ambos os sexos, de todas as idades e cores com
habilidades e sem ellas e lodo este negocio se
faz debaixo de toda sinceridade : na rua Uireila
numero 66
FOLIIMIAS l'.UU I8I0.
Eslao venda na livraria da praca da Indea>
pendencia ns. 6 e 8 as olhinhas para 1860, im-
pressas nesta lypographia, das seguintes quali-
dades :
W OLIIINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario c rcgulamenlo dos.direitos pa-
rochiacs, a conlinuacao da bibliolheca do
Cristao Brasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, bymuos ao Espirito Santo e
a N. S., a iinilaeao do de Santo Anibro/.io,
jaculatorias e conimenioracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. curacao de Jess, saudacocs devo-
tas s chagas de Clirislo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oraeoes. Prc^o320rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regularnento dos direilos parochiaes.e
una collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, tabulas, peusamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de aores
e fructps. Preco 320 rs.
WlTA DE PORTA,a qual, alm das materias do
coslume, contera o resumo dos direilos
parochiacs. Pceo l rs.
3&s.e>v<,v;. ^. -,,...,. nv.,.jwvifi*>

;;j Curso pratico c theorico de lingua fran-
@ ce/.a por urna scuhora franceza, para dez ".K
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada so-
t mana, das 10 horas at raeio dia : quem @
quizer aproveilar pode dirigir-se a rua da <#
9, segundo andar, racamentos 8
adiantados. ;*
no dia 15 de jaueiro prximo futuro s 7 lioras
da noile ; e as pessoas que desejarem matricu-
lar-se podero deixar seus nomes em casa do an-
nuncianle al o mencionado dia.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de familia, e que se
preste a comprar c a sahir a rua era objeclos do
servico : na rua larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Xa livraria n. C e 8 da praca da
Indepenecia, picaza-se falLi- ao Sr
Joao da Cota Maravillia.
Precisa-sC de ura bom forneiro, que enten-
da bcra de seu ofiicio, para tomar conta de una
iilwit or or padaria ; paga-se bom ordenado: na padaria da
uiu&,t.W,., eiL. rua imperiai n. j
Serve elle de guia ao COm- ~~ ug-se aos Srs- devedores a Grma social
. I ii ''e ^e',e ^ Correia era liquidado, o obsequio
mtrCiante, agriCUllOr, mari-de mandar saldar seus dbitos na lojada ruado
limo e emfim para todas as Quemadon. jo.
daSSCSda snHodndo ugencla dos tabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
lohnston S; C, rua da Senzala Nova n. 52.
Aluga-sc um grande arniazeni na rua da
.Cruz n. 2'J, que bola os fundos para a rua dos
Tanoeiros: a tratar na rua do Rangel n. 02, ar-
uiazcm.
Canoa desapparecida.
Desapparec(u no dia 11 do corrente do porto
das canoas do Recite, urna canoa do carreira
: aberta, com porto de 2 bracas de corrente, pin-
I tada de pelo por fora 6 mostra ler sido pintada
] de verde por dentro : quem della der noticia na
[undicao do Sr. Mesquita ser gratificado.
Precisa-SO de urna ama : no pateo do Terco
n. 26.
Precisa-se de urna ama pan cozinhar: na
rua Nova n. 8, loja.

m .
Estrata de Ferro
DE
TilMiDMS HJHJL
Sao convocados a reunirem-se na associaciio
eommercial os Srs. accionistas da compauliiada
estrada de ferro de Tamandar o Una, no dia 16
do corrente niez.
ObacliarelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar-
do sobrado n. 23 da rua Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.

COliMMIIi DA VIA FRREA
Allencao. I
RECIFE A S. FRANCISCO.
Telo presente sao convidados os senhores ac-
cionistas virom do dia 3 do corrente cm diante
ao escriptorio da rua do Crespo n. 2, par icco-
berem o 8." divid ( de juros de suas acedes,
contados no semestre deconido do 1. de agosto
de 1859 31 de Janeiro de 1860. Recife, 1." de
fevereiro de 1860.
Precisa-se alugar ura prelo ou prcla, j ido-
sos, para comprar na rua c fazer o mais servico
de una casa de familia, ou mesmo una ama as
mesmas circunstancias : quem liver e quizer,
annuncie ou dirija-se a ma de Santa Rila n. ^o',
primeiro andar.
Curso de inglez.
l.ueas Bruce participa ao publico desta cidade, | ^
que lera ilierto um ouiro curso para principian-
tes, desde as 6 at as 7 lioras da noile : na rua
do Queiinado n. 26, primeiro andar.
Precisa-se fallar ao corresponden-
te dos Sis. U-ncnte-coronel Hemeterio
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade : na livraria n. 6 e 8
da piara da Independencia.
Continua-se a preparar bandejas enfeitadas I '"as "e Kemp.
de diversos gostos, cora bolinhos dos mais pro-i Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
curados e dos mais perfegos.do nosso mercado ; ,12 do abril de 185!). Senhores. As paslilhas
assim como pudins, bolos inglezes e Trancezes, e 1- f ,. ,
danossaraaisaosmais perflilos, e tambera asi q,,e ^ mcs- fazcm- curara,u n,cu lllho Pobre
bellas seringas e lilhozes para o tempo do cama- jrjnuz padeca de lombrigas, cxhalava um chei-
val, e urna poreao de doce de caj secco por pre- | ro ftido, liuha o estomago incitado e continua
co-commodo: procure na rua da Penha n. 25, comichao no nariz, tao magro se poz.'aue eu
segundo andar, que se fara negocio. ii.;. 1 1 *.
r(\iX-^ClJ^.'"i/^ Jg^MBtgaMCa^araet? 1lemia pcrdc-lo. Neslas circumstancias um visi-
^S**,^f?K-^ vV7 "JYrfiTyT^-.-oryT,.-,^^. nho meu disse que as pastabas de Kemp linhain
|g Ur. Cosme de Sa Pereira^V: curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
Hde volt de sua viagem instructt-^ prei 2 vidros de paslihas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vracs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
esses senhores com direilo de reclamar a obra por paites, pronorcao que se forera mprimindo,
quando nao prefiram receb-la completa elogo depois de concluid.1." u rsiabeiecHnento respon le
por todas as quanlias que Ihe forem entregues, e aceita, como lem estatuido, 110 momento em que
se queira, e em qualqiici transaccilo, os seus recibos como diuheiro (*)
Kucerrada a assigatura ser elevado o cusi da obra, se alguns cxcmplares fiearem dispo-
nireis.
Toda a correspondencia deve ser dirigida ao editor
Bernardo Xavier Pinto de Souza.
Rio de Janeiro.Typogrsphia e livraria, rua dos Ciganos ns. 4:1 e 45.
(*) Nao ser ocioso declarar, que leudo sido publicad is ludas os obras annunciadas por csle
eslabelecimento no auno prximo pissado, una das quaes codlin II voluraes (Amores de Ovidio e
tiiin.ilda 0\idiann) acha-se porisso prn dia com lodosos leus assignanies.
DELICIOSAS E LxFALLIVEiS. (Veneravel conraria de Siila
Rita de Cassia.
Pelo prsenle convido a todos os nossos cha-
ros irmaos, para no dia 2do correle, as 1 ho-
ras da larde, comparecerem em nossa igrpja, afim
de encorporados aconipanliarmos a procisso de
cinza, para o que romos honrados com o convite
da veneravel ordem lercoira de S. Pram
Consistorio da contraria de Sania Rila de Cas-
sia 17 de fevereiro de 1860.O escrivo,
.1 ttodriguei Pinheiro-.
O Dr. Joo i'erreira da Silva, de
volta de sua riagem ao norte, esta' >e-
sidindo na rua do Rangel sobrado n. .
= Cm moco que lem soffrivel letra, boa
graphia e alguma contabilidade, lendo resolvido
deixar os seus est-udos por assim Ihe convir)
para seguir a \id.i eommercial, deseja arru-
inar ge n'um escriptorio ou algura anuazem ; an-
nuncie para ser procurado.
Anda roga-se ao Sr. Franc seo M mo<
1 l lio, de dirigir-se i olaria do Sr.
Marcelino Jost 1.1, -. na rua do Uondego, uu
declarar aoudo deve-se procurar.
Precisa-se doihomens para lomarcm con-
ta de um sitio e de uiiia carraca, que leniam
boa conducta, e preferem-su do Porto : qu< ni
liver eslas habil/acOes, trale na rua do luipi ra-
dor n. 12.
Annuncio.
Paslilhas vegetaes -Je Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* inspeccao de estudo de
Habana e por militas outras juncias de hy-
giene publica dossIados Unidos e mais paites
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
dareis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnera sensares debilitantes.
Testemunho espontaneo em abone das parti-
j^ tiva a uropa continua noexcr-':V
k^cciodesua prolisso medica. ,t
Da' consultas em seu escripto-^{
)^ro, no bairro do llecife, rua da^(
[Cruz n9o, todos os dias, menos^(
I nos domingos, desde as 6 dorase
^Jit^islOda manlma, sobre 0^
H seguintes pontos :
Precisa-se alugar urna prela eserava que saiba
lavar, engOroniar e coser ; na rua da Cruz 11. 23,
segundo andar.
Molestias de olhos
de ooracao e
deo
. Molestias
peito ;
. Molestias dos igaos da gera-
cao, e do antis ;
. Praticara' toda c qualquer
opetaeo quejulgarconvenien-ft-
Preparadas no seu laboratorio n. 36
j Street pelos u i neos proprielaros D. Lanman e
1 Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 69.
Babia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Una pessoa habilitada, se offerece para 1 n-
sinar primeiras letras fra desta cidade : a
soa que quizer ulilisar-se de seu diminuto pres-
limo, amanille para ser procurado, ou dirija -
Gold a ultima iraressa da rua ua Praia, armazem uu-
mero 3f.
Pernambuco,no armazem de droga
& Companlua rua da Cruz n. 22.
1 DENTES
Quem pre ir una eserava, dirja-
nse a rua Direila n. 62, primeiro andar.
= o escrivo da irmandade do Scnbor Bom
dos Passos, erecta na matriz de S. Ti. Pe-
dro Goncalvc3 do HecilV, convida, em nome da
mesa regedura, a lodosos se is irraos parj 1
parecereiu na quarla-fcira, ii do corceiile, as 2
horas da larde, n.- consistorio da mesoia irman-
dade, para acompanharmos a procissao de cinza,
rislo termos sido c nvidados pela veneravel or-
dem lerceira de s. l-'raiicisco.O escrivo,
Francisco Munoel dos Santos Lima.
J. Soum
$
m
G
ARTlVICIAi:.

:.-
te para o restabelecimento dosN v
seus doentes. s&
O exame das pessoas que o con- f.
<1sultarem sera' feto indistincta- l>? 'g Francisco Pinto Ozonocollocadenles ar- g
Jx *E @ Uficiaes pelos doussvslemas \Ol.LAMI 1-.
. & S^ua estreita do Rosario n. 3S ',"1 f !,,;i'" le"/" "''tas
'I! 9 dade : qaem quizer annuinie
Q Cruz n.
WwwW owooiy PWIS \^ *.* .^ ;
Roga-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na rua do Col-
legio venia n. 25 ou na rua do Queiraado loja
n. 10.
Deseja-se fallar com os Srs. Ma-
noel Francisco de Almeida, Jose'MarccI-
linode Souza, Tliomaz Dias Souto eo
padre Jos Avelino Monteiro de Lima,
a negocio que nao ignoram : na rua do
Coto vello n. '8.

Smente, e na ordem de suas en- a
<;j;tesde olhos, 011 arjuellesque por|j
^motivojustoobtiverem hora mar-
picada para este lim.
^Lices de francez #*|H' Afpp.1''0;^0 dalB "1<:uitas
?,A /1 it/iiis*s~> c-^E rsmentos indispensaveis
piano.
Mademoiselle Clemence de Ilannel
1
M\Slj&mcuun "aispensaveis em varios*,
" 5casos> como o do sulfato de airo- ?/?
S'{ pina etc.) sera' 'eito.ou concedido ^g
chapas de ouro ou platina, podendo ser 5
@ procurado na sobredila rua a qualquer
hora. m
=1 Precisa-se alugar una casa ou loja no pa-
teo da Penha ou na rua do Rangel : quem lim
e quizer alugar, annuneie por esle Diario.
-s:i_u> = Permula-sc um exeeilenle andar de urna
casa e soio com boas accommodaceso .-iio em
una das principaes mas de Santo Antonio, por
ja perto da ci-
= Prccisa-SC do duas amas, nina para 1
nhar o comprar, o outra una o servico inl
de una casa de pequea iamilia: uu rua do
(Jueimado 11 16.
Jos
do Norte.
da Silva relira-se para o RioGrandc
s de Mauneville continua a dar lices de 5
^J, francez e piano na cidade c nos rrabal-
3r des
f
! fflgratuitamente. A confianza que^
Seguro contra Fogo
Compras.
na rua da Cruz 11. 9, segundo andar. jj|
0 abaixo assignado, residente no terceiro
andar do sobrado n. 58 da rua Nova, acha-se no
exercicio de seu magisterio, ensillando primeiras
letras, latini e francez, e contina a receber alum-
nos internos.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
O proessor de latim da f'reguezia
de S. Jos desta cidade, abaixo assigna-
agnelles deposita, a presteza de sua j
Tacc3o, e a necessidade piompta S
de seu emprego; e tudo quanto o |S
beneficio de seus \V
leite,
jdemove em
1 doentes.
GOMPAHIIIA
5]
LTJ l! II
LONDRES
AGENTES
Precisa-se de tima ama de
queotenlia em abundancia, queseja'I C J. Astlcy & Compailhia.
bem sadia e de bons costumes : pasra se i e___________
do declara ao publico que a matrxu- bem. Dir p se la de sua aula se acl.a a berta, e que os (antig0 pa,eodo Coi|eg) n. 37, segn-1]
Jo c terc-iro andar.
trabalhos lectivos da mesraa principta-
raonodiade fevereiro prximo fu-
turo. 0-: interessados dirijam-se a casa
Vende-se
OfTerece-se nma pessoa para caixeiro de
cobranca, ou de ru, pois o mesmo propriela-

1 -- ----- 1------------------------------ ,-.-,...-.- w
de sua residencia, n. 00, sita no pateo rio, e da fialor a sua conduela, porlanto a pes- fi
do Te
ico.
Manoel Francisco Coelho
\ DENTISTA FRANCEZ. \
> Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- <
? rangeiras 15. Na mesan casa lem agua e *<
J^ p dcniilico. ^
*AAAAAAAAAAAAjfcAAAAAAAj9LAAA.i>;
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Figueire-
do queira anniiiiriar sua morada ou dirigir-se &
O Sr. thesoureiro manda fazer pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas Ma manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada ,,
A,___ a ... livraria da praca da Independencii,que se preci-
uiora n. 20 e as casas commissionadas: sa fallar-lho.
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-r ~J";""V\ uma *?" ptri c,,fommar,c
, 1 cozinhar para duas pessoas: na rua da Senzala
ca da Independencia numero fie 1G, "'0, primeiro andar.
f -.a ma ,1, j j i, r Alugaro-se o segundo e terceiro andares
e na la da Ludeta do Recite mime- da casa n. 15 da rua do Vigario : quem preten-
ro 2 armazem do senhor Fon tes ate ll(-'os- dirija-se ao caes do llamos n. 2. esrrip-
f. .... I lorio, ou rua Augusta n. 94, casa de Prxedes
as b horas da tarde somente, os bilhe- ida Silva Gusmao.
Ordem terceira do
soa que precisar, dirija-se a rua da Cruz ti. 15
que aclia com quem tratar.
Alug.i-sea loja do sobrado na rua da Au-
rora n. 40 : a tratar na rua do Cabug, loja n. 9
Professor dentista, i
acreditado em Franca, em Hespanha, c nesla
:idade de Pernambuco, arranca denles e raizes
com a maior rapidez"possivel, assim comoc.ollo-
ea-es sobre chapa de ouro, platina o prata a
vontade de qualquer um que delles precisar,
101110 tanibem chumba e limpa-oscora o maior
r.sseio possivel, lira oentes em casa a 2} e a 3j

=
a
*
Tintas tleoleo.
Formas do ferro para
purgar assucar.
Estauho em barra.
Verniz copal.
Palhiuha para marci-
ueiro.
Vinhos (itios de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimde vela: no arma-
zem de C J. Asi ley & C.

tes e meios da quaita parte da primeira
lotera do theatio de Santa Isabel, cu-
jas rodas deverao andar impreterivel-
mente no dia 23 do corrente mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
I igualmente fazer publico que as casas
i cima mencionadas se acham billetes
de numeracao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras f 5 de feve-
reiro de 8C0.O escrivo, J. M. de
Cruz.
Carmo.
e fra a 58. denle posto em chapa de ouro a 10$: -;lJUT*i>t.a>e3KJ* na-o liJBtOitt'lliaiiSitKo;
quem delle precisar, procure no llecife, becco do I
Traspassa-se o arrendamento de um enge-
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
uma parte no mesmo engenho, machina nova i
vapor, dislilaciio nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quartos, algumas obras, saffra
plantada, ele. ele. ; trata-se na rua do Crespo n.
13, loja.
Abrcu n. 2, primeiro andar.
Ao eonnercio desta
praca.
Para empregado de qualquer casa eommercial,
olierece-se uma pessoa j, anliga e bem conhe-
Publicaoao Iliteraria.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Europa
O sccrelario da mesma, abaixo assignado, avi-
sa a lodosos charissimos irmaos para que com-
parec-ira na larde de 22 do corrente s 2 horas,
na igreja da nossa ordem, paramentados com
seus bacilos, afim de arompanliarinos a procis-
sao de cinza =0 secretario,
Ilanoel Jos de Castro Guiinares.
Precisa-se de una ama para casa de punca
famlia. quer seja forra ou captiva na rua do Hos-
picio n. 3f.
Saques sobre Portugal.
Tciseira Basto, S & C. comprara saques so-
bre Lisboa e Porto de qualquer qunlia.
.... : *- i "'a i-uau-unmniiiu uu nijiiiiit: u 11 t,ui i'iu-~~
cida por lodos os senhores negociantes desta pra-^vol.em 4o de 500 pag.: vende-se na miio do
=r Para compr a biograpbia do Hr. Jos da
Natividade Saldanba, pejo emprestado um exem-
plar da segunda ediQaodassuas |K>esias, ou coin-
pro-o.Antonio Joaqxim de Mello.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de.los de A quino Fonseca, compram-se
continuadamente raodas de 11)3 e 20;0XK), aguias
dos Estados-Unidos, v. odas de cinco frai
- iiesD.iiili..las e mexicanas, em grandes u
pequeas porcoes.
Allencao.
Compram-se, rendem-se o Irocam sr escrav ?:
na rua do Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se mnedas de ouro de I0JJ a > :
na rua Nova 11. 2J, fabrica de chapeos de sol.
Compram-se moedas da ouro : no escrip-
torio da rua do Trapiche n. 11, primeiro andar.
Compra sa no armazem da rua da Praia
n. 7 uma eserava Je 20 2 3nnos, de bonita
figura, preGrindo-se sar Jo mallo, com abelida-
d-s ou sera ellas, pode ser precnraJo aqualqner
hora, as>im como um moleqoe de 18 a -20
annos.
Compram-se -t escravos do 12 a 1^ anuos,
de ambos s"\i>s na rua da Uoeda, era casa de
Manuel Al\ es I'erreira \ Lima, ou na rua do Vi-
gario n. 5:9.
Compram-se moedis de ouro de lo0flfl o
20S na 1 ua Nova n 29, fabrica de chapeos de
sol.
= Compra-so um carro di alfandega : na rua
do Rangel n 77, segundo andar.
Vendas.
i-i, i-ndo as habilitares precisas pata lodo ser-
vico que diz respeilo n esle ramo, c de conduela
8 crdito responsabilisado : quem precisar, sr-
v.i-se anuunciar por este jornal para ser procu-
rado.
= Xa rua do Imperador n. 13, precisa-se de
una ama forra ou captiva, que saiba engoramar
perfeitamente.
O Sr. Antonio Teueira de. Albuquerque Pin-
ti, morador em Pao d'Albo, queira vir rua No-
va 11. 55, a negocio que nao ignora.
Na rua da Cruz n. 3J, primeiro andar, ves-
leni-se anjos para procissoes por todo o prc^o,
do gosto dos que pretenderen!.
aulor rua do Vigario n. 11, brox. 3 encad 4j>
Precisa-se alugar ura escravo : no deposito
da rua das Cruzes n. A\.
Precisa-se de uma mulher idosa para to-
rnar conta de uma casa de familia, em ausencia
da mesma familia, somente para reger e servir
a 2 estudantes da familia que se relira : quem
quiz"r, dirja-se Passagem da Magdalena, antes
da ponte grande n. 29, penltima casa a es-
querda.
Na praia dos Caldeireiros n. 15, precisa-se
I de bons ofllciaes charuteiros, paga-sc raellior que
era oulra qualquer parle.
Sementes ilehortalice.
Semenies de horlalice de todas as qunlii.'ades,
vindas pelo vapor Brasil .' vemlem-se na roa
da Cadeia do Recite, loja de ferragons de Vidal o;
Bulos.
Os abaixo assignados, estabelecidos na rua do
Cabug com lujas de ourires ns. 9 e 11, fazem
publico que leem rerebido de novo os mnis bel-
los sortiraeutos do.obras de ouro, e vendem por
precos mais em conta que c possivel, e passam
contas com recibos garantindo a qualidade do
ouro, pelo qual fteam responsaveis: rerebeni en-
conunendas, e concerlara qualquer obra de ouro
com asse'oc promplidao.
Serophim A Irmo.
MUTILADO


('o
K^Nova loja
encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Yicira Guima-
raesgerente Jos Gomes Villar
Hua Ao Crespo n. 15.
DIA^fc DE PERRAMBL'CO TERCA FEIRA 2! DE FEVF.REIKO DE 1860.
por
Nesle novo cslabelcciuieiiio existen] fazendas
de ultimo gosto e por procos admiraveis
serem baratissiraos :
Sedas prelas em cortes com duas folhas borda-
das a velludo.
dem ion) duas saias lisas.
Crosdcnaples de todas as cores.
Manteletes riquissimos prclos c de cores.
ChapcUnas pnrasenhora de Italia ricamente en-
lejiarlos e de seda, os inais modernos possiveis.
Cassas de cores a 260 rs o covado, lodos se ad-
miram d-se o pre;o baralissimo.
Fazendas de tolas as qualidades para homens
c senhoras do mellior possivcl e mandam-sc dos
casas de familia para escollieiem a volitado.
Velas.
Vendem-se caixns com velas de espermacele a
640 a libra, a rclalho a 68>. doce de goiaba a I
c 1$12() o caixiio, viliho do l'orlo engarrafado
fino a 800 cija garrafa : por baixo do sobrado
u 10, com oitao para a ra da l'lorenua.
Fcijo amarello.
Antonio Earnaiides da Silva Betris tem para
r por preco commodo, ern pequeas e gran-
ees porQdes, saceos com teijo amarello de 6 al.
queirescada um, ou 30 colas, medida dr-sla e da
melhor qualiJade que lia no mercado, e chesado
ltimamente do Porto no brigue portuguez Ama-
lia 1: 111 ra do Vigario n. 11.
= Veade-se ou arreada-so o engenho Potozi,
s 1 na freguezia de Agua-Prela, me com agua,
iro, as obras tem os necesarios, noves
nodos, o bem conslruidcs. e no que respeita
a produceao para todas as qualidades de culturas,
; e nao haver superior em parte alguma, tem
matas o terreno para levantar outro onge-
riho, Qcando o Potozi com as (erras nocessarias
para sifrejar os mil pies de assuear que se qui-
zer plantar, de presente o nico inconveniente
(.ie sp aprsenla estar longo do embarque,
das era para ida e vnlta dos car-
gieiros, inconveniente este, que breve tem de
d isapparecercom a chegada da estrada de ferro,
q io reduza duascarsras por dia : portanto quem
: possuir uiii Potozi, cu mesnio desfructa-lo
Veude-se um carro de 4 rodas, Dem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Para a quaresma.
Sedas prelas tarradas, lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior era
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple prelo, covado
Dito largo e muilo superior a 2 c
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
.1.1 i.. .. >_ K41
18600
2#000
1g8()0
25500
28000

fallar com Manoel Florencio Alvos do Mor.ies.
Vende-se o engenho'Toepe. distante menos
de ih 1,1 legua de Iguarass, sendo d animaos
111 tora proporces para agua : a tratar na
1 Imperador n. lij, terceiro andar donde se
1 intu naces
Escravosa venda.
Na ra do Imperador n. 21, primeiro andar,
1 1 ra-se 22 escravos, sendo 1C negros, todos
- de 16 a -JO anuos, c 6 negtlnhas, leudo urna
dolas 18 anuos, ptima para mucama.
Na loja doscrlanejo,rua
> Queimado n. 43 A.
Iteccberam em direitura de Franca, docncom-
menda, os melliores chapeos de castor rapadoss
1 brancose prctos, c as formas as mais mo-
dernas que tem rindo ao mercado, e por mc-
nos quo em outra qualquer parte, assim como
:n tem um grande sorlimento de enfeite,
dlritho prctos c de cores pelo diminuto pre-
go de i cada um, assim como tem chapeos de
rol de panno a 1$200 cada um em perteito esta
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
iao de linho a 1$ urna, cambraia preta fina
a 36*0 o covado, a vara a560,e a 640, gangas
>i a 540, brim branco de linho a 1J200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
1,'utos pelos a 3 e a 9$, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretos a 7, 9 e
1~, colletes de gorguro a 4, 5 c 6$, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, ciascruas, por
mde p ircJo, a lpSOO, ditas a 1$600 e 2.3 a
duzia, finas a 3 c 4$, chapeos eufeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
go, e ludo o oais aqui se encontrar o preco,
e nao se deixa Je remnder.
A prazo ou a di-
nlieiro.
Vende-se acocheirada ra da Cadcia de San-
to Antonio n. 7, lendo carros e 1 rico coupe
b .1 oso ilgum : quem pretender, dirija-se
mesma,que achara com quem tratar.
Conliuua-se a vender fazendas por "baixo f
preco at mesmo por menos do seu valor, S
afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
gna roa do Queimado n. 10.
ros para vi-
draca.
*
A6$acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
arraazem de ltica, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, aspira como vendem-
se vidros a retalho do tr.manho mais pe-
queo ate mais de 6 palmos.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se era casa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetasde lustre para carros, sellins e silbos in-
glezes, caudeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inclezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e prelas, e para meninas,
brancas e nscadas : vende-se na loja de Lcite
& Irmao na ra da Cadeia do Recife u. 48.
Na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os
I-ir arrenda ment, no engenho Ucha achira' nhippn quem tratar, oo na na do Queimado n. 89 a u,JJLCtOS OUaiXO HOiaClOS por
precos commodos e tudo da
melhor qualidade possivel.co-
ino sejain :
Cimas de ierro e com lona.
Bombas de japy complejas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Stiecia de todas as larguras.
Ac de Milao.
Arcos de ierro de todas as larguras.
Cravos de ferro d,; todos os tamanhos.
Ferramenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha.
Trem completo de porcelana para co-
sinha.
Cuardascomidas redondos e quadrados.
Enchadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Progos de todas as qualidades.
Gaisascom ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de todas as quali-
dades.
Fornos rancezes para a?sados.
Bules, cafeieuas, assucareiros e man-
tegueiras de metal.
Peneiras de latao de todas as grossuias
para padaria e reinacao.
Ditas de metal dita dita/
Moinlios de todos os tamanhos para re-
inacao
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito frou.vo inglez proprio para coser
saceos para assuear.
Formas para pudtns, pasteloebolinhos.
Latrtnas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas erramentas proprias para
jardim.
Bataneas decimaes de todos os tamanhos.
(HKEMP NUEVYOftfQ
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONIIECIDO
Contra conslipaces, ictericia, affeccoes do finado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVEX1EYTES DO ESTADO IMPl'RO DO BAICGl E.
75,000 caixasdesle remedio coiisommem-se an
nualmente 1 I
Itcmedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilulas
pu-amente vegetaes, nao contem ellas ner.hum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslo bem acondicionadas em caixas de folhi pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e elieaze
em sua operarao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e vclhice.
Lea-se o folhetoquc acompanha cada caixa,pelo
qual se llcar conhecendo as minias curas milagro-
sas quelem eTectuado. D. T. LannTan & Kemp,
droguistas por alacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acham-se venda em todas as boticas dasprin-
! cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfaudega n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
I'ernambuoo, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na prara do Corpo Santo n. 11,
is pianos do ultimo goste, recentimenle
idos, dos bem conhcidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
ruuilo proprios para este clima.
Filia do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restara algunias fez-'ndas para conclu-
ir a li'juiil3c,o da firma de Lcite & Crrela, as
quaesse vendem por deminuto prego, sendo en-
tre outras as s?guintd3 :
19600
2J000
45000
35000
45000
25000
5000
C5000
Mjjii de meiis cruas para hornera a
Ditos de ditas decores
Ditos de ditas cruas muito superiores
Dito^ de ilitos para senhora
Daos Je ditas muilo finas
Cortes de caiga de meia osemira
Di los Je ditas de casemira de cores
Ditos Je ditas de casemira preta a 58 e
Brim trancado branco de linho fino
vara
Corles le colele de gorguro da seJa
Pao prelo fino, prova de limao 3J e
Gravatas Je seJa prela e Je cores
Siseados rancezes, largos, cores fixes
covao
Chitas francezas largas finas covado
Ditas e-treitas
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler < Wilson
DE
New-York.
Acham-sc venda estas intcressanles machi-
nas de costura, as quaes rcunem todas as vanta-
gens desejaveis, nao s pola perfeirao c seguran-
ca do mechanismo, como por sercra da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a Irabalhar ncllas, o que se consegue
com urna simples licito. Estas isichirras fa?cm
posponto dos dous lados da costu cozem cora
raaior rapidez e perfei^o possivcl.
Acham-se a venda c mostram-se a qualquer
hora ds dia ou da noite na nica agencia desta
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
ra da Imxieratriz n. 7 primeiro andar.
"1 pechincha
sem igual.
Na loja do Treguiga, na ra do Queimado n. 2.
vendem-se cambraias organdys para vestidos de
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato preco de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irrao continuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5g, lencos do cam-
braia de linho a 3{> a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padroes a 610 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 6#, palelols de
alpaca preta e do cores a 5, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
60ja duzia, organdys de lindos desenhos a
lj>100 a vara, cortes de cassa chita a 3j, chita
franceza a 2S0, 280, 300 o 400 rs. o covado,'pecas
de madapolao com 30 varas a 4$S00, 5?, 5S500,
6,7 e 8 covado, toalhas para mesa a 3 e j, corles de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2?240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Cheguem a Pechincha 40 Ra do Queimado. W
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupes evestiJos de montana de Sra. como para
| vestuarios de meninos a 360 a 400 ris o cova-
do Challes Je merino estampados muilo fios pelo
deminulo preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o cova lo gravatas a fanlazia.o
mais moderno pos.ivel a 18 e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos precos extraor-
dinariamente baratos, satisfarao a' expectativa
do comprador.
Machinas de costura
fde S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
\ feigoado systema, fazen-
^-. do posponto igual pelos
r^^jCI" ^ous lados d3 costura,
garante-se a seguranra
das n achinas e manda-
se ensillar as casas de
familia, bem como se
Lt mostrara a qualquer h-
tjlr* ra do dia ou da noite
nesta agencia : nicos
Suissos.
mi-si
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalel, idem : no
armazem de Barroca & Medciros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
O agente flo verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lo n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brllo& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tarlo que geralmcnte tem lido. Um cem nu-
mero de curas se lera conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
udlo para todas as molestias dos orgios pulmn.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro conten no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprielarios. e no falsifica-
da esta lithographada.
sor lmenlo de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 10, ditos francezes de seda a 7, ditos de
castor brancos a U$, ditos de velludo a 8e 9?,
ditos da lontra de todas as cores muilo finos, di-
tos de palha inglezes de copa alta e baixa a 3 e
5$, ditos de fel tro, um sortimenlo completo, de
2S500 a 63500, ditos do Chile do35500, 5, 6, 8,
9, 10 e 12;}, ditos de seda para senhora, dos mais
medernos, a 12$, chapelinas com veos do ulti-
mo gosto a 15, enfeites finissimos para cabeca
a 4$J00 e 53. chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muito em conla, ditos para'
baptisado de meninos e passeios dos raesraos,
tendo diversas qualioades para escolher, bonets
de galao, ditos de marroquim. ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo r senhora e para ho-
mens ; finalmente outros muitos objectos que se-
ria enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
lo em corra ; e ossenhores freguezes vista da
fa^enda Qcar&o convencidas da verdade : na bem
conhecida loja ci chapeos da ra Direita n. Cl
de Benlo de Barros Feij,
Taclias para engenho
Fundicao de ferro e bronze
DB
GBABDE ARMAZEM
rain Nova n. 49, junto
| a igreja da Conceigo dos i
Militares. 3
^ Neste armazem encontrar o publico "Q>
O um grande c variado sorlimento de ron- M
H pas fcilas, como sejam casacas, sobreca- S
O sacas, gndolas, fraques, e palelols de e$
.:': panno lino prelo e de cores, paletots o 4>
"f aobrecasacas de merino, alpaca e bomba- f.
ag zina pretos e de cores, paletots e sobre-
p cas.ii os de seda o casemira de toros, ral- ft
g| cas,I,, casemira preta c de cores, dilas de &
iv merino, de pnnccza, de brim de linho W
^ branco e de cores, de fustao e riscados, S*
x calcas de algodao, colletes de velludo 5*3>
II neto e de cores, ditos de selim prelo e
K branco, dilos de gorguro e casemira, di-
3 los de fusloes e brins, fardamenlos para S
^ a guarda nacional, libras para criados,
Grande sorlimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
Dao-se amostras cora penbor.
Cortes de vestido de seda de cores com
babados
Ditos de dila preta com babados
Dilos de dita gazc phantazia
Romeiras do fil de seda preta bordadas
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores cora quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda Jarrada prela e branca, covado ljf e
Dila lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de veslido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de cambraia e seda, barra o lado
Orlandys de cores, lindos padrees, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Manas de blonde brancas e prctas
Dilas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cascmiras idem idem idem
Collinhas de cambraia de todas os qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de louquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilbo rancezes pretos o
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Chapeos rancezes finos, forma moderna
L'm sorlimento completo de gravatas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
9
9

9
1200
I
3&U00
15500
10*000
16J0OO
13U00
%
5
8
I
s
S900
1
5000
3J500
5?
6*000
8;50O
,- ceroulas o camisas francezas, chapeos e
I <3 grvalas, grande sortimenlo do roupa:
e a
pas S
ft> para meninos de 6 a 1 anuos ; nao agr- &
SS dando ao comprador algumas das roupas S
j$; felas se aproniptarao oulros a gosto do 3J
\\ comprador dando-se no da convenci- S
35 nado. 9
-pesas
Charuto?
No armazem da ra da Madre de Dos n. 8,
existe um grande sortimenlo de charutos das
marcas seguales, e vende mais em conla do que
em qualquer parle.
Vrelas Brandao.
Regala Brandao.
I.anceiros.
Vrelas S. Flix.
Regala.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
Ihores chapes de castor.
Aviso.
1000
2?00D
42000
13?000
200
240
ICO
Riscados de cassa de cores lindos padr5es o
superior qualidade eovado 280
Cassas ..le cores covalo 2i0
Persas de cassa branca brdala com 8 va-
ras por 23>000
Tiras bordadas 200
Cambraias lisas muito finas peca 4*000
Ernestinas do cores para vestidos covado 240
Challes de laa bordados de seda ura 2900O
Grodenaple preto, largo covado 1*800 e 2*000
Seda, e sarja lavrada 19800 e 2*000
Veslidos brancos bordados para baplisadfc 55000
Veos bordados para chapeo 2?>000
Entre meios bordados 13600
Alhoalhado adamascado largo vara 1*280
Lencos de chita escuros um loo
Gangas de core para palitos covado 200
No armazem de Adamson, Ilowie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selns para hornera
e penhora, arreios prateados para cabriole!, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo ele.
Botica.
Bartholomeu Francisco "e Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'ArTecieur.
Pilulas contra sezes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrlha Bristol.
Dita Sonda.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollway.
Pilula3 do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vcude a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Em casa de Sclialheitlin & C, ra da
Cruz n. oi, vende-se um grande e va-
riado sortimento de relogios horizon-
taes, patentes, chroaometros e mcios
c'ironorretros de ouro, prata dourada.
etoreados a ouro: sendo estes relogios\^er 0bra ta,lto d6 ferro fuil-
que dido como batido.
Francisco Antonio Correia Cartazo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
por precos ba-
O Preguica vende em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muilo fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos gostos,
covado
Chitas franco/as de lindos padroes, co-
vado a 290 e
Chales de meriu lisos com franjas de
relroz, um
Ditos de dito bordados de velludo, ura
Dilos de dito com palmas de seda, ura
Alpaca de seda de quadros, covado
Meias muito finas para senhora, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias cascmiras de quadrinhos, covado
Ditas dilas escuras com duas larguras,
covado
Cortes de dita muito fina
Dilos de dila prela bordada
Brim branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
e outras muitas fazendas que se vendero a voli-
tado do comprador.
do primeiro fab cante da Suissa
se venderao por precos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente (tost.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melliores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa d
Southall Mellors & C.
Cocos italianos
de folha de flindres, muito bem acaba
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Para os folgasOes do Car-
Gama & Silva, no antigo ater-
ro da boa-vista hoje ra
Imperatriz n. G0.
Vendem lindissimos chamelotes de algodao
a imitacodeseda, de todas as cores proprios
para veslidos de senhoras para vestuarios para
homens por preco baratissimo que facilita faser-
ce um rico vestuario gastando muilo pouco di-
nheiro da-se as mostras com pinhor.
Linguas de vacca em salmoura rindas 7ZSZ1VTT ""Y.0?- 3 T
deLoadrei. vendem-se nicamente no Acaba de chegaP doRlodeJa
armazem de Luiz Annes defronte da neirO algUllS exemplaresdo
porta da alfandega.
Vendas.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos.patente inglez, os melliores que existem no
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Historien clionologica, genalogica,
nobiliaria c poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4# o volume, podendo-se vender o se-
mercado, e despachados hoje, Vendem-se pori&uJ1(*0 em sePa"ado : na livraria n. 6 e
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli- 8 da praca da IndeDendencia
Indar" "" ^ ^^ d ReCfe B' 62> primeir0 M~ Ca^ae "rca '*".. em barra de 200
- ; em c?sa de Tasso IrmSos.
libras
SYSTEJU MEDICO DE II0LL0W AY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este inesiimavel especifico, composlo inleira-
menle de hervas medicinaes, nao conlm mercu-
rio, riera alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico raais
delicada igualmente promplo c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente era suas oporaces'e ef-
feitos; pois basca e remore as doencaa de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j eslavam as portas da
norte, preservando em seu uso: conseguirn!
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis aficlas nao devem entregar-se ade-
sesperasSo ; fa$am um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
NSo se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas.
Convulscs.
Debilidude ou extervia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas DO ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intemitente.
Febreto da especie.
Gota.
I le ni o rrh o id 33.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Iiiflamroacdcs.
Ir r eg u l'aridades
menslruaco.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtyska ou consump-
pulmonar.
Reten^ao de ourina.
niicuraatismo.
Symptoraas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
1800
1*000
210
300
6S400
SJOOO
8?000
640
1SO00
3g600
3000
500
1S00O
6S00
8$500
1$600
1400
1200
1S00O
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ra do Queimado' loja de 4
portas n. 10.
Algodao fflooslro.
A 600 ps.avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de lar>;o, pelo ba-
rato preco de 600 rs. a vara ; osle algodao serve
pura toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
algodao brancas c de cores
Dilas de fuslo brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
Um completo sortimenlo de fazendas
para veslido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninas
Ditas de seda para menina, par
Lavas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lavas de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens c meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda roxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosdc merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
lo superiores, corado
Tafel rxo, covado
Selim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmus de largura,
covado
Selim liso de todas as cores covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorguro pretos
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Belogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores de 5J a
-*...........''--"......:...:.-.. -..-.:...::.:.. .zzi
i
jf
i
|)
GR.HDEEYAMADG SORTIESTO
DE i ,
Rouasp (citas e fazendas;
:
:
i
:
3
s
8
I
1&600
S3O
1J200
700
2$0O0
isooo
t
9
8000
2^500
I
2f-00
lifOOO
S500
1600
9
&325
IG0
S
gooo
9
I
12-3000
KA
Loja e armazem
DE
4,000 rs.
por sacca de
limaos.
miiho; nos armazens de Tasso
ova invengo aperfei-
Coada,
Bandos ou alniofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
,cife n. 48, loja de Leite & Irmao.
8ua do Oueimado h. 37.
A 30g cortes de veslidos de seda quecustaram
603; a 165 corles de vestidos de* phaulasia nue
cuslaram30; a 8g chapelinhas para senhora-
na ra do Queimado n. 37.
Briui trancado de linho todo
preto,
azenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recite n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-;
te Traumann dellamburgo.
Al
Ges & Bastos
Na ra do Quema-
do n. 46.
{:: Ricas sobrecasacas de panno fino pretos ^
-. e de cores a 2s$, 3J> e 35, tambem tercos !;
|j paletots dos mesmos pannos a 22 e 24, %
g paletots de casemira de cores de muilo if
it bom gosto e finos a 12?, 14^, 16$ e 18. di- g
:: Js dc Pan'i prelo para menino a 18 e j
g 20$, ditos de casemira de cores a 88 e 105, ::
i.; calcas de casemira de cores e pretos ejun- S
.;: lamenle para meninos a 7, 8, 99, 10;> e '
K 12, colleles de gorguro de seda e case- W
g mira a 5, 6$ e 7$, paletots de alpaca pre- :
>: tos de cores saceos a 4$, dilos sobrecasacos :
: a 7j e 8$, dilos de brim, de osguiao o de
E fuslao tanto brancos como decores a 4$, i*
; 4500, 59e6(, calcas de brins brancos mu- :i
-. lo linos a 5g, 6 e7$, colletes brancos ede
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Ilavana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. csrta urna
deltas, contera urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de so usar destaspilula3.
O d?posito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-!
' nambuco.
r; cores a 3$ e 3-;500, camisas para meninos i'
:f: de diversas qualidades, calcas de brins de
: cores finas a 3500,4 j c 5, ura rico sorli- ": i
m ment de vestidos de cambraia brancos f
M bordados do melhor gosto que tem appi- ''
g recido a 28, manteletes de fil preto e de J
E cor muilo superior gosto c muito moderno [5
K a 20$ cada um e 24, ricos casaveques de j$
y, cambraia bordados para menino a 10, di- :J
) los para senhora a 15$, ricos enfeites de r*
: finco de velludo gosto melhor que lera ap- 9
H parecido a 10 e 12#, e oulras muitas fa- :
11 zendase roupas feitas que com a presenca [
fi do traguea se tara patente.
Casacas para a quaresma^
Nesle mesmo estabelecimento ha um '
! grande sortimenlo de cosacas prelas, as- a
sitn como mandarse fazer por medida a von- ||
f:
do deposito geral do Rio
com Tasso & limaos.
de Janeiro : a tratar ';
Farieha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irraaos.
IHilho
I nos armazens de Tassoji Irmos.
lade do freguez. escolhcno os mesmos os
pannos a seu goslo sendo os precos a 35 -^
e 40.

Camisas inglezas
r
No mesmo estabelecimenio acaba de che- [*
^ gsr um grande sorlimento das verdadeiras S
^j camisas inglezas pellos de IhiIio com pregas ':
&l largas, ultima moda, por ter-se muil W
N quantidnde deleroiinou-se a vender por 3
menos do va'or sendo a duzia a 3{.
tMUTILADO


DIARIO DE PEBNAaiBUCO. TERCA FEIRA 31 DE FEVEREIR
FABRICA
DE
eamum i fmum u unu,
Sita na ra Imperial d. 118 e 120 junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastian J.da Silva dirigida por Jlanocl Carneiro Leal.
Neste estabplecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de dille-rentes dimencoes
{de 300 a 3:000*) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espintos com graduarlo at 40 graos (pela graduado de Sellon Cartier] dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dnienc.oes, esperantes e de repucho lanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para forualhas c crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de tudas
as dimeucoes para encmenlos, camas de ferro cora armaoao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arroelas de cobre, lences de ferroo lalao,ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosarligos por menos proco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua connanea, acha-
to na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, e era barrisde quarlo, por prego commo-
do : no armazem de Adamson Ilowie & C, na
ra da Trapiche o. 42.
Ferros de engommar econmicos.
ARCHIVO
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre Ilerenlano-A. G. ItamooA Guima-
raesA. de LimaA. de Ohveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mondonga\. Xavier
Rodrgucs CordeiroCarlos Jos Barreiros-CarlosJos CaldeiraE. Tinto da Silva c Cunha 1'
Gomes de Amorim-F. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A llaia-J \ Marques-J de"
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de Magalhaes CoutinhoJ G
Fires-J. II. da Cunha Rivara-J. i. da Graoa Junior-J. Julio de Oliveira FinioJos Mara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira rimentelJ. Pedro de SonzaJ S da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da Motta Leandro Jos da CosaLuiz Pilippe I eitcI uiz
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiHicarJo Julio FerrazValentina Jos'da
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silvcira da HoltaRo(!ps;o Pas;anino.
Jos da
Silvcira
Dcs.inado a resumir todas as semanas o movimonto jornalislico e a offerecer aos lei.
funtamenlc cora a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scioncia
tria ou as artes, alguns arligos originaos sobre qualquer destes assumptos, o michino'
desde jaoeiro de 1859, era que coraecou a publicar-se, tcm satisfeito aos seus flus co
exaclidao o regularidade.
Pub!ica-se (odas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os
um volumc de 420 paginas cora ndice e frontispicio competentes.
Assigna-sc no escriptorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura : pelos paquetes vapor 10200 por auno ; por navio de vela
Ha algumas collecces desde o comeeo da publicado do jornal.
ores, con-
na indus-
LK1VERSAL,
m a maiur
semestres
8g [moeda
afr ifinn.
' ;,;:" nji^
Seus propriclarios ofTerccem a seus numerosos freguezes o ao publico em goral. toda f
Il)iqu-Cr.ybra """"facturada era scu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
desenhos ou moldes que para talJim forera apresentados. Recebem-se encommendas
radorn... inoradla do eai-
preUndentes se podein
Os abaixo assignados para commodidade do
respeitavel publico, procuraram e conseguirnm
eslabelcccr era diversos pontos desta cidade a
vendagera dos forros econmicos de Blesse Draki
pelos mesmos procos por que tem vendido no
scu estabelecimento da ra da Impcratrizn. 10,
isto de 12 por apparelho completo, que cons-
ta de ferro,fule e descanco. Esta maravilha d'ar-
te americana um daquclles inventos de grande
ulilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvao e lempo, mas se consegue em deter-
minado esparo de lempo engommar o triplo do
que se oblem cora um ferro commum : com 60
rs. de carvao engomma se ura dia inteiro, s ne-
cessila limpar o ferro quando se principia a ope-
rario, o qual conserva sempre o grao de calor
'jue se pretenda, para o que tem um registro ; o
scu peso est graduado para, sem esforoo, poder
ser manipulado a vonlade do mais dbil traba -
lliaJor, tem mais um apparelho que obsla a que
o calor do ferro possa prejudicar a quem com
ellos Irabalha. Achara-se venda nos seguin-
les lugares : praca do Corpo Samo n. .eslabele-
cimento do Sr. Jos Alvos Barbosa ; ra da Ca-
deia do Recite n. 4. idem do Sr. Thomaz Fer-
oandes daCunhj ; ra da liad re de Dos n. 7,
idem dos Srs. Fonseca Si Martins ; ra do Crespo
n. 5, idera do Sr. Jos Eleulerio de Azevedo ;
ra da Penia n. 16. idem dos Srs Pinto de Souza
Cv Bairao ; ra do Cabug n. 1 15, na aguia de
ouro ; ra Nova n. 20, estabelecimento do Sr.
Antonio Duaite Carneiro Vianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Guimaiaes & Oliveira ;
ra do Queimado n. 14, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Direila n. 72, dem do Sr.
; Jos Soares Piulo Correia ; ra da Praia u. 28,
idem do Sr. Custodio Ha noel de Magalhaes ; ra
da Praia n. 46, idem do Sr. Pedro Jos da Cosa
j Castello Branco ; ra do Livramoalo n. 36, dem
do Sr. Joao Antonio de Macedo; ra da Sania
Cruz n. 3, idea do Sr. Luiz Uoreira da Silva : e
na ra da Imperad iz, idem dos abuixo assignados
Hay mundo Carlos Lei le & Irmo.
@@##ft$ NI*** x.%n%W*n
^ > ende-se na loja de Nabnco & C. na ra f
U Nova n. 2, mascaras de tolas as o/ialida- $
3$ dos, seronlas de meia e camisas d meia A
;D proprias para o carnaval.
\ ende-se um escravo crioulo de 2( anuos
de idade, ssdio, seno vicio ou deleito algum, pe-
rito oiTicial de sapateiro, bom copeiro, capto
para qualquer servido : a tratar com o abaixo as-
Signado na aifandega, ou em sua residencia na
ra da Saudade, primeira casa com solio do la-
do do sol. Pedro Alexandrino de. Barios Ca-
lakanli de l.acerda.
beleeiinenlona ruado Brum n. 28 A c na ra do Collegiohojc do Impe
xeiro do estabelecimento Jos Joaquira da Costa Percira, com quera os
'atender para qualquer obra.
EHEMED PMTMB B IPBBM)(D1.
3 RA DAGURIA9AIADOFUIVDJLO 3
CVroiea po* nimos os systemas.
r,n.r,P, nr',L?b Moscosoda consultas todos os das pela manhaa ede lard depois de 4 hora.
proTrieLK^r3""1'0"11"31"0"'6 ** para a ddade ^ oscngnhosou 5
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte vclha
Nessa loja e na casa do annnnciante a har-se-ha onslantemont
mentoshoineopalhicos ja bem conhecidos e pelos pre.-os sestuintea
Botica de 12 tubos grandes, ."
nitosde 2 dilos. .....
Ditos de 36 ditos. ........
Dito de 48 ditos. ...'.* .......
Ditos de 60 ditos......'.'.'.'......
Tubos avulsos cada um. .....',
Frascos de linduras......" .......
Manual de medicina homeopatliic peVl)r.' Jahr'tradu'zido
era portuguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,
Medicina domestica d.i Dr. Hering, com'diccionario! '.
________ Repertorio do Dr. Mello Moraes. .
e os melhores medica-
. lOCflOO
. i5$ono
. 20v!090
. 2")j;0U0
. OjOOO
Ijrnoo
2JJ006
20S00O
ogooo
egooo
Ruadalmperatriz
numero 2.
SVende-sc superior manleiga inglesa a 1,<, eh
do nielhor que se pode encontrar a 2*560, bola-
rhinha.s.ui talas proprias pare cha a IJ800. mar-
melada rumio nova do meihor autora Ig, nia*a
de tomate nova a 10280 a libra, peras seecas a
640, ameixas a 640, chocolate fino do meihor
autor de Pars a 1JJ500, ameixas franco/as em
latas de 12 e 6 ultras, e a rutalho a !$280, um
sorttmenlo de potes vidrados para botar manlei-
g', de 1, 2, 4 o 8 libras, queijo suisso novo a 800
rs. a libra : vende-se ludo por menos proco a
dinhero.
Aos senhores ourives.
No hotel da Europa ha para vender ferramen-
las [.ara ourives, tacs como cylndros com 17
rolos, dos quaes 15 gravados e 2 rolicos, 1 banco
de estirar com tenares e fieiras, fules a franceza
cora fundo de (urca, ale., tenares e limas.
Na ra da Cadoia do Recite n. 50, prime-
ro andar, vende-se vinho do Porlo engarrafado
omcaixinhas de duzia, dito dito velho muito su-
perior idem idem, caixas cora volas de carnau-
ba, ditas com ditas de espermrcele, acafate3 e
1 balaras de diversos lmannos e dilTereiitos mu-
dellos, um reslo de cadeiras, obra do Porto, con-
lasdouradas, apiles, toalha de panno de li'nho e
algodao p'ra mesa de diflerentes lmannos, toa-
llas de lmho e algodao, barris com cal de Lis-
boa
Vendem-sc fogoes de ferro econmicos, de
patente, para casas do familia, conlendo 4 forua-
lhas. c romo para cozinha com lenha ou carvao
ptima invenrao pela economa de gastar um
torro de lenha ou carvao dos antigos, e de cozi
uhar com mais presteza, tem a diftcrenra de se-
rem amoviveis, oceuparem pequeo espaco da
casa, e de fcil conduccao : vendem-se por'pre-
;os muito mdicos, na fundicio de Francisco \
Lardoso (Mcsquila) ra do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Cooceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
Iinston cv C. ra da Senzala n. 42.
Com (oque de avaria
1:800
k)rtes de vestido de chita rocha n^a a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:0&) 2:500 3?>
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada Tace
ede 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arraa-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leile d
Irmaos. ra da Imperalriz n. 10.
Nova confeitaria.
Neste novo eslabelecimento encontraran as
pessoas de bom goslo os melhores doces seceos
de calda, grande sortimenlo de pastiltias, as mi-
mosas cocadas nunca vistas nesta provincia, as
amendoas de chicotes e torradas, i precia vel or-
chata; na mesma preparam-se bandejas com o
meihor goslo : na ra da Sauzala-Nova n. 30.
Nova confeitaria.
Nesle brillianie e novo eslabelecimento ha pa-
( ra vender immonsas qualid8des de doces secco
e de calda, para torra e exportacio, proparado
por um novo raethodo, bem com) caj inteiro,
laranja c abacax em latas lacradas, como as que
vera da Luropa: na ra da Sanzala-Nova n. 30.
37 Ruado Quemado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento ura completo
sorlimonto de obras fetas, como sejam : pale-
o)ts de panno lino de 1G$ al 28g, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35?, um completo sorlimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por proco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g al 5g
cada urna, chapeos frantezes para homem a 8j>,
ditos muilo superiores a 103, ditos avelludades,
copa alta a 13^, ditos copa bai\a a lOg, cha-
peos de fellro para homem de 4. 53 e at 7g
cada um, dilos de soda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 103, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamenle enfeila-
dasa 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
I 25jJ, corles ,de vestido de seda em cartio de 40g
al 150g, dilos de phantasia de 163 al 35OO0,
; gollinhas de cambraia de 13 al 53, manguitos
|de Ig500at5, organdys escuras e claras a
, 800 rs. a vara, cass.is francezas muito superiores
i e padroes novos a 720 a vara, casemiras de ror-
j tes para colletes, paletolse calcas de 3^500 al
j 4g o cevado, panno fino preto e de cores de 23500
. at 10$ o covado, corles de collcte de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de go-guro
e de fustao brancos de cores, ludo por proco
barato, atoalhado de algodao a 13260 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 93, gresde-
naples de cores e pretos de I36OO al 83200 o
covado, espartlhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12i cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 203 a
duzia, caseminis de cores para coeiro, covado a
2g{00, barege de seda para vestidos, covado a
13400, um completo sorlimento de colletes de
gorgurao, casemira prcla lisa o bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 73 o covado, pannos
para cima de mesa a 103 cada um, merino al-
cochoado propno para palelots e colletes a 2jS00
o covado. bandos para armacao de cabello a
15500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gom.eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vonlade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel f.qui^neiicionar, pormeom a vista dos
compradoauese mostraran
Aos senhores dentistas.
Denles americanos.
Vendem-se por atacado ou a retalho, de todas
as quahdades, no aterro da Boa-Vista, actual-
mente ra da Imperalriz n. 10, loja.
m
Relogios,
Vende-se em casa do Johnston Pat^r & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogios
de ouro, palcute inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancclns para os mesmos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as naeoes po-
dera lestemunhar as virtudesdesle remedio i-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem scu corpo c mera-
hrosinleramcnle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-ge-ha convencer dessascuras maravhosas
pela leitura dos peridicos, que lli'as relatam
todos os dias ha minios annos ; c a maior parle
I deltas sao tao sor prndenles que mejimpe so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pomas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde do viam sofrer 1
ampulaeio! Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para sonao
submetterem i essa operacao dolorosa foram
curadas complelaraente, mediante o uso desse
preciosorcraedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de scu recouhecimento deciararam es
, les resultados benficos diante do lord correge-
|dor e outros magistrados, aliui de mais*utenti-
carem sua irmaliva.
Ningucm desesperara do estado de saude sj
livesse baslanje conlianca para ensaiar este re-
medio constantemejile seguindo algum lempo o
mentratalo que uecessitasse a natureza do mal,
cujo resultado sera prova riuconlestavelmente :
Une linio cura.
O anfroenlo he til, mais partieu-
larmeiito nos segraiatescasos.
DA
raicio LOW-MOW,
Ra da Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas e mcias moen-
das para eaSonho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de lodos os tamanhos
para dto.
Kll III1IU (JO
Vcndem-se pemes de tartaruga Imperalriz,
a lOg, dilos de masaa a 2f,ditos de tartaruga di-
reitoj a 5|, ditos de massa |f, eofeites e vi-
drilbos pivtos e de cores a 3j50, ltivas de seda
enfeitadas a 23 o par, dilas lisas a 13, loques com
plumas, eapellio e botla a 3J00O e nutres di-
versidades de miudezaa .qna se vende o mais
barato possivel e d-se amostra : na ra da Ca-
deia do ltecfe n. 5, loja de miodezas, a primei-
ra loja do lado es juerJo viudo do Corpo Sanio.
i Alporcas.
Caira bras.
| Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de eabeca.
das cosas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
i em goral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbuti-
i .Cils-
Pistolas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Ocngivas escalda las.
I'ichacoes
, Inflanmaco doflgado
Infianiniaeao da bexiga.
da matriz
Lo na.
Male das pomas.
dos peilos.
de olbos.
Mordeduras de repts.
Picadura de mosquitos.
Pulnioes.
Qucimadelas.
Sama
Supuraioes ptridas.
Tiuha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado..
das artieulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
aa. -^y Bfea K. \v "Sty ^irfr
i%9
O arrematante do pavilhia da praca de D. Pe-
dro II, liavendo-o iiianJado desmanchar, vendo
a madeira de que elle se compunha, a qual cons-
ta do pranches de pinho, peacos de trav
lomo com 9 palmos de compriuiei.lo, forro de
Bssoalho Imperador n. 6; qoeijos, batatas, casemiras, ce-
vadinha,amendoas, aus prejos j,i annunciades
no mesmo bazar.
Escra\os fgidos.
-------y .. -, r...... wuo i i,i o >i:i nao-
>ende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja d.
todos os boticariosdroguistas i outras p sr as 3.ao XnTStS'0' &" f"",es.
encarregadas de sua venda em toda .L^ pa. '."J".s"."'"" nci*o. porem e muito
: encarregadas de sua venda era toda a America
do snl. Havana e Despanba.
Ven Je se a 800 rs., cada bocetinha conten
urna nstruccao em prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito goral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
Bambuco.
PotassadaRr.ssia
E CAL DE LISBOA.
No bera conhecido e acreditado deposito d,
ra da Cadoia do Uecifo n. 12, ha para vender I creado de servir.
potassa da Russia o da do Rio de Janeiro, noi i
! e de superior qualidade, assim como lamben
cal virgem em podra : ludo uor urecos muiti
; razoaveis.
Desapparcreu de Goianninlia, provinm do
Rio Grande do Norte, o mualo Luiz, com os sig-
naes seguinles: acaboclado, desbolado da cr,
cabello estirado e preto, lera talla de deules i frente, pouca baiba. estatura regular, e bu
cas de que tem andado por Pedias de Fogo :
quem o pegar, peder levar ao logar cima
Iregar ao Sr. Uanoel Pegado ..oles, ou nesla
pracaa Joao da Cunha Magalhaes, que ser re-
compensado.
_ Fugio no dia 7 de novembro .o anno pr-
ximo passado o escravb Felippe.de nacao Ai-
gola, do idade a 50 anuos, com os' signaes
seguinles : um lano baizo do corpo, cor fula
testa carrrgada, olhos ppquenug, cara larga, si :i
barba, falla lina e a voz sempre baixa, I i
srga, com alguns cabellos bramos pelas fonles,
velliaco e metUno a curador de emposlunos, de
bom corpo, peinas um lano finas, -.
n:. sino corpo, cujo escravo de Antonio San-
tiago Perina da Costa, proprielario do engenho
I rovidencia, na freguezia de Agua Pela q
o pegar ou disser onde de corlo est sei bem
recompensado.
Boa gratificaguo.
Fugio do engenho Honjope, no dia 0 do
corr.-nie, o mulato Marcelino, alio seco, de pea
chatos, cabellos caxeajos, alguma bjrla, e cerca
ao 26 annos da idade; bolieiro, e n;'.o meo
Quem o apprehender, leve o
anos i
^i^X^^l^^^rtff^:^ !*-*" fe h.-se conve-
maior co.raodidadeelcouomado nb lo d L" ^T V1^ Mn,r,to" meDsaes P"
tantos sacrificios. LLUUOaiia uo Pul"-o de quem os proprietanos esperara a remuueraeao de
Assignalur. de banhos frios para urna pessoa por mez logOOO
Serie, de orlos eUh^vu^ ^^0^,^,^?^"" "^
Vendem-se
queijos superiores a 23, manteiga ingloza a L?,
oJ.'a ''cIl du lul-,1,lor qe ha no morcado
a Z9240 a libra, azeite doce francoz a 600 rs a
garrafa passas a 500 rs. a libra, e manleiga fran-
I ceza a 51)0 rs..e hlalas a C0 rs.; lia Iravcssa das
i.iuzes numero O-
9 S a -t.-:.
Vonde-se em casa de Arkuright & C., ra da
Cruz, araia/em n. 61, relogios do fabricante Ili-
qhbury, sendo que polo seu perfeito machiiiismo
pode-se usar com coberta ou sem ella.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no ^rmazem de Augusto C. de Abreu,
na ra da Cadeia do Recite n. 36
Espirito de vinho com M
$
Vande-se espirito de vinho verdadeiro coro 44
jrros, chegadoda Europa, as garrafas ou as c-
audas: na ra lara do Rosario n. 36
Lengos de labyrintho.
Grande sorlimento de lencos de labyrintho
chegadosaesta loja, de muilo"bonilos desenhos,
que por goslo se podem possuir, e por precos
muito baratos : na ra Nova n. 20, loja do
Vianna.
Nao se enganem, derionte do gat, no
bazar da ra do Imperador.
Batatas hamburguezus a 1J a arroba, corles de
casemira para calca a 3;500. superior aletria a
58 a caiga, de arroba, queijos flamengos, os quaos
se vendem ras tabernas a 2g80O, porl600 cada
ura, obras de ouro do 18 quilates, quasi sem fei-
iio magnificas caixinbas de abruuhos com cerca
de 3 libra?, a 3; cada uni.
- .
m
m

Ai
t Ftopa. r:
@ Camisas inglezas. f?
tt Biscoulos em latas. m
B Em casa de Arkwight & C. ra da Cruz nu- f|
mero 61. g
:>*,.-... vj. :. ; <.-y,-,-v> O ,:,,-., *;*.; ...
Vende-se superior linha de algod5o, bran-
cese do cores, em novel'o, para costura : era
casa de Seuthall Mellor C. ra dn Torres
D. .18
= Veude-se um terreno com 318 palmos de
frente, na ra Imperial dosla cidade, lado da
sombra e da marc pequea, dmdindo ou limi-
tando os fundos cora esla, em exlenso de mil e
lanos palmos; tem pois plena capacidade para
urna boa olaria, ou ura s,tio para edificacio de
diversas mas de casas : os prelendenlesdirijam-
se a ra da Concorda, loja do sobrado em obra,
que confronta cora a entrada para a casa de de-
lencao.
Vendem-se pipas e barris novos de Lisboa :
no caos do Ramos n. 2, escriplono de Prxedes
da Silva Gusmao.
= Vende-se um bom e muito novo cavallti
para cano, assim como um carro de 4 rodas e
todos os arrcios : na ra do Queiraado, loja de
ferragens n J .
Grande sorlimento.
45-Ra Direi(aa-45
Os estragadores de calcado encontra-
rSo oeste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem,
Borzegoins aristocrticos. .
D.tos (lustie e bezerro).....
Borzeguiqs arranca toco^. .
Ditos econmicos. ......
Sapatots de bater (lastre). .
t Senhora.
B01 zeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5^000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....-W500
Borzeguinspaia meninas (Cor-
t'KHW)..........4^000
E um pe fcitosortimento de todo cal-
cado e daquillo cpie serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
1
ao p do arco de Sanio
Antonio,
chegou um rico sorlimento de Jronhas de laby-
rintho e lo-illiD.
Facas de cabo de marfim.
Iliquissimo sorlimento de la as de cabo de
marfim de todas as qualidades, para mesa e so-
( bre-mesa, desde o mais fino al o mais bao,
, por precos muito baratos: na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
I Vende-se urna esrrava moca, crioula, de
idade de 18 annos, bonita figura, engomma bem
e cozinha o diario de urna casa ; na ra Direila
numero 3
Camas de ferro.
Grande sorlimento de camas de ferro para urna
c duas pessoas, dos mais lindes rnodellos que
lera viudo a este mercado, assim como tambera
ditas com lona para homens e meninos, por pro-
cos muito baratos : na ra Nova n. 2, loja do
Vianna.
Farelo a G#000.
Saceos grandes : na ra Nuva n. 52.
52?" Defronte da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dem-se e alugam-se bichas de Ilnmburgo, por
menos do que em qualquer outra parle, amola-
se qualquer ferrimenia, lira-se e chumba-se
denlos, sangra-so e faz-sc ludo quanto pertence
c arte de iiarbeiro.
Na ra do Trapiche n. 1 i, vende-se o con-
t de ceblas a 800 rs.
Para o carnaval.
Vendem-se casacas e sobrecasacas de panno
fino, proprias para o carnaval,pelo diminuto pre-
co ds 2g, assim como grosdinaples de cores para
vestuarios a lj;200 o covado: na ra Nova n. 14.
i
ao referido engenho Monjopa, se a generosamen-
te gialificaJo.
loleque Fgido.
I OOjGOO de gratificado.
Roga-se aos capilaes de campos', e a to,Ia a
qualquer autoridade a appiehensao de un, mole-
que de nome Mar.oel, crioulo, idade 12 atines
F.m casa do E. A. Burle & C, ra da Cruz n. pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
W-ras.nsass "pTarsiTod^i; :^ *Mjgofdo n, ^3ve ouiubro do cor-
precos e qualidades, os quaes sao de umita du- anno' ''-vando coica de cor, carniza azul,
racao pela sua boa conslrueeo. Esles pianos ('liapeo de palha oleado e o maior signal soffrer
que foram premiados com a medalha de primei- de asthma e a pouco esleve doente de bexras
de sss do rsm.vxsiji l!^a!z ?r,,fiase que esu'p ",,iiajo **h^ *
. d e chapeados de metal. As pessoas que preci- "' (l,,e se T'^ra aproveitar de sua pequea
sarom podem cmpralos com 20 ou 30 UpO de i!ale Para -sf!uir, d.sde j pioiesia o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre ditolarapio cora
lodo o rigor da lei, e gratifica da mai.eira cima,
aqutlle que Jhe der noticia certa, e paga loJa
despeza que ;e fi.iLr c< m o mesmo moleque para
, se effectuar dita aprehenso, Izando ra Nova
O. 21. Francisco Jos Germano.
Fugio i!o engenho Sanios Mendos da co-
man a do Nazareth, de l.aurentinoGomos da Cu--
f ii ha Pereira Bellrao.no dia 23 de Janeiro proxi-
ir. passado, urna escrava de non.e J isepha uue
reprsenla ter 30 anuos do idade, pomo ma'is ou
menos que em outra qualquer parte.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Di 1 cita n. 45.
liia do Livranenlo n.
loja dcCaminha Irmaos & C, lom venda
EvlS d0, 1>70 ,-900' e m,,, superior por meno~s" f0r
2j,000 chapeos proles minio ftnos a 8 e 9, pa- -om cantos
htois blancos de linho por 1:500, dilos de cores
a_agaOO, camisas de linho por 3$ urna duzia,
ditas de fustao brancas e de cores 3 2)c? a duzia,
corles de vestido de soda escolbidosa 25, c ou-
fnla, corpulenta, testa empolada o
, maiieira do principio de cal
pos grandes, peinas gfossas, peitos grandes,
denles pefetos, olhos vivos, olhar espantado,
fui comprada no Rccife aos Srs Gouveia & Leite
ha o anuos, punco mais ou menos, e esti ; com-
praran] a um Se. Trindade no Carrapato suu-
Illli'.tiO n^lni1 aAitai4 ...... :..., _._'
iras muilas fazendas de bous e variados iiostos
os mesmos receberam ltimamente do dar bil S?^,ilf^2il3?uaqa P WrrPto = SUP"
cos, rendas, ricos lencos de labyrintho, e fro- Jer o'l r \r ) RX Is0 q'Le'" appre-
anas, que ludo se vende por diminuto preco. -,' -^ m^ 1 T?' u L'esa
i"^lnr. 1 > praca aos Srs Manuel Ignacio de Ohveira 4 Fi-
LalCQUO 15aHilo. "a "rni;a ? *mmerrio, nesroo der no-
v, ,, ,,,,. ,J- n .. ,. 1 "a certa do lugar onde ellaseacha, ser recom-
Na ra da Cadeia do Rccife n. 45, esquina da pensado.
Madre de Dos, vendem-se borzeguiu de bezer- I A A A A 1 n
ro para homem, de umoplimo fabricante de Pa- l"* 11 S I 5p 11 \(\ A'p VU*"0*~ i\
ns pelo barato prego deScGOO, spalos rasos pa- V V Hr 1/J V ^ 1 UllUtlluiOa
ra homem a 35i!(), 4JJ00 e 55500, bor/.eguinsl ... ,. M V
rugi no da 0 de Janeiro lindo a escrava ca-
da Fonseca & C
Vende-se mol para embarque : no ce:
llamos n. 6.
........-- pnanlo, roga-
. sn de novo as autoridades polhiaes e pedestres a
ca| tura da reteiida escrava, e leva la a s-ia sel
Veede-se a taberna do paleo do Terco ir "l10. na. Soledade, estrada de Joto Fernai
14, cora gneros ou s a armado, como meJhor .'"'': Slil. da cosa ""'"'a, que receber a gra-
convier ao comprador: a tratar na mesma laber- lluca,-"ao acuna.
9,>-000
8.c000
8$000
C5000
5.^000
na, ou na ra Augusta 11. 94.
LEITE.
No dia 21 docorrenlo em diante, vende-se lo-
dos os das leile liquido, sem raislusa, a 2S0 rs.
a garrafa das 7 1/2 do dia al as i) horas, na ra
estreita do Rosario, venda da esquina n. IG, co-
mo quera vai para a ra das l.arangeiras.
No armazemde Emilio Lourenco, ra da
Cadeia do Rccife n. 69 tem para xsnder um
I da ultima moda.
Vendem-se bibis recentemenle chega-
[chapeos de sehora para passeio
-
Continua a o?tar fgido desde o mez deou-
tubro do anno prximo passado, o erra<
theus (que se intitula Matliias), de taro inso-
la, representa ter 50 anuos do idade, Vm falta
de di mes na frenle e os dedos das niaosl reros;
es e preto fui esiravo dos hexdeiros de loii
co Tcixeira Cavalcanti, que teem olaria no Re-
medio, o sendo levado pr;.a per exc-cticao
contra os mesmos, foi arrematado por Joaiuim
da Silva Lopes em junho de 1659, e consta quo
o mesmo preto so acha 0111 urna casa trabalhan-
H > endem-se chapeos de oleades para pa- ,
8 Rcns a 33 na loja de Nabuco & C. na ra W
$9 Nova n. 2. S
= Vende-se urna casa nes Afogados, no prin-
cipio da ra de S. Miguel, a qual tem escolen-
les commodos para urna familia : quem a pre-
tender, dirija-se a ra ireita n 33, que adiar
cora quem tratar.
jg dos chapeos de sejihora ,
0 no Segundo andar do sobrado da esquina p>
^ da ra doQueimado por cima da loja do,^?
* Sr. Preguica, entrada pelo becco do Pei- S
^ xe Frito n. 1. z.
Atleneo
Vcnde-se uina porro de burros en-
tre os quaes existem 40 parellias, todos
inuitos gordos, novos e de bom tama-
nho do excellente carregamento ebe-
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdenles dirijam-se ao trapiche da
companbia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Pprtas, de Flix da Cunha
Teixeira.
Tachas e moendas
Rraga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande pimenlo
do tachas e moendas para engenho,^^ Uo
acreditado fabricante Edwin Maw : a nk \B0
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n
. ..... 1---- u. ...1. u iiietiuo pieio .se aena em urna casa Irahalhan-
P'ano de nova invenrao, que alm de suas excel- Jl) occullo, pelo que protesta o anounciante usar
lenles qualidades, podo ser locado por nualauer com lodo riSor da lei contra quem livcr occul-
pesaoa, ainda que nao lenha feito esluJo non- roaSs'cU 'S*?^:!11? os is de servico:
hnm snhre a musir r?ga sc' Korlan1,"1 a Uuias os autoridades po i-
nnm sobre a msica. ,,a >s e capiUl(.s d cam a (.;ipl|]n do ^
SapalS tlO AraCalv. nado preto. mandanJolcva-Io a padana de An-
p file n. 18. que gratificar generosamente.
1cnuasiicaco inslozas ~ *."g,d0cuoai]^^maa no da 12 do
xt '"^Vy^V" "J5v..as. crreme, ura moleque crioulo, de nome Ualdino
iNa ra da Cadeia do ltecife loja de ''' P^sonta ter de idade 20 annos pouco mais ou!
miudezasn. 7, deGuedes & Goncalve '!|,i0"o' bi"x., e ^osso, muito pouca barba, ca-
l 1.'c** ;''cea coinprida. olbos pequeos e fundo ns ana-
acham-sea venda as verdadeiras peu- Inalados.Talla do denles na frc.ie, chap.t P,?J
as de aro inglezas fabricadas de ano ro"r. lcvou alguma raupa juiga-se quo foi il-
reinadode primeira tempera e siio ap S?ifS JKrE c'[[>Cm P8at iri*
!; .r ,.', 1 i ia->eaobi. Jos liancisco Carneiro na roa Nova
pltcavets a toda a qualidade de letra 47 ou no engenho Iabaman, conformeaopiniao do insigne proles- compensaiio
sor il.> raUirmnhia fu'.ll.o. c- II .- N dia 29 de. Janeiro do prsenlo anno fu-
soi ele c-Iligraplna Guillierme Scully gio do engenho California da freguezia de N.S
que na pouco esteve nesta c dade pon da lai escravo Francisco, de naci Angico,
conta de quem sao vndidas Dlo modi-! idade po,uc^ ,,,ais "u'""s 35 a"nos- estatura
rnnr(im L ln a tmmm "j i p'"". cor bem pela, cara redonda o muito ta-
co preco de 10. vista, | ponco tocado de frialdade ; levou camisa de azu-
famniiiKia il tlum^n^S^ lao, ceroulas coiupridas de algodao da Babia,
LOmpailQia de lllumiliagaO a calca branca e camisa de madapoao, jaquela d
ga7 | panno fino preto ] usada, chapeo de palha do
carnauba : roga-se a qualquer pessoa quo o ap-
Vo armazem da ra do Imperador n.' P'chcnder, leve-o nesla praea a Jos oaquim
11, vendem-se globos para caudeeiros J,f' naru?,do Qucimado ... 13, enoditoe.i-
a q.500 genho a Jos Ferraz Daltro, dos quaes recebar,
Escravos afiangados.
Vendem-se 2 escravos pecas de 18 a 20 annos
de idade, 1 bonito moleque do 12 annos, 1 ex-
cellenle escrava ptima co/inheira de 20" annos
por 1:200, 3 dilas com habilidades : na ra das
Aguas-Verdes n. 46.
querendo, a gralificaco de 50$.
= No dia 15 do crrenle fugio um escrevo cri-
oulo por nome Benedicto, moco, baixo, e grosso
do corpo, qiundo falla gaguj.i : recomraenda-
se as autoridades policiaes e capilaes de campo
a apprehensao do mesmo, dirig.ndo-so, a roa d I
Crespo, loja n. 10, que serao gcnerosamenle re-
compensado,
mraracRj]


.(8)
da
Litteratura.
I.cains uacionaes,
GAS MUNIZ.
I
Quando chegado so fim da sua idode,
0 Oicte, e famoso Hngaro extremado,
ii i-gpirito don a quem Ih'o tinta lodo ;
Pirara o Dltio rni Irrara mor lado.
C uior.s.Les. c. ''
P> r ii culo do conde I). Heiirique IU.'un Portu-
gal orpnlo, o orphao lan.b^a) licita scu (llho
A fio i
Futan Deus, ccropadecjdo da leara idade dcslo
rebcmlo do lao Ilustro ramo, mandn para o
proteger un honiom, quasi um anjo, e reniu
I '--. I (Ul.clli .1- \ ilude? (i- lllllilOS.
patudo uu luanle, i' us sequazts d valido tugt-
ram em plena debandoda
As cunsequenrias desla victoria foram im-
nicnsos.
O conde de Troslaroora fui expulso do reino e a
propria I). Tanja, aprisionada no rastcllo de La-
tinoso, expen os seus desvarios ct sua crucl-
dade patacom o filho.
Foi urna dura neccssidfde em que se viu Af-
fonso dn aprisionar suo mo: '"ns coiiapihos
de un poto inteiro, eo sorreg o feliridado de
Portugal, Qbrigotara-ti'o a dar osle passo lao
cruel e lao contrario rom as Iris da nalurcza.
Eis so ajiinln o sobrrbo Caslelhano,
Para tingara injuria de Thrresa,
Contra o lao raro eni genio luzitana.
A quem ni'iiliuin trabalho agrava on pesa.
C.wtOES. l.rs. c. 8".
Anda que a prislo de I). Taroja fosse ti m tacto
1 PERNAMBDCO. TERCA FEIRA 51 DE FEVEREIRO DE 1860.
I uin_a prudencia ao valor, a lealdado mais
extrema dedicarlo, e lancou csse perfeito caval- I todo poltico c quasi despulpado', pea forra dos
leiro sebre os degrosdo ihronodc I). Alfonso. | aconiccimeiilos, nao quiz Deusque (icassempu-
Eslc notarlo tlenle, leal e dedicado era Egas! no este alternado rontra a mais sania das leisda
Moniz do llilia do Deuro. j nalureza e das affeieoos terrestres.
Desvndenle de urna Ilustre familia da Gaseo- ) # re deCastelli propoz-se a castigar a ousadia
nlia, cuja origen) se la perder na oscuridlo dos de Alfonso Henriques, queso allrevia a aprisio-
tenipos golhlcos, Egas Mdmz liuha vinals a Por- I tiar urna lillia dos res leonezes e eastelha-
lugal cmii I). Bwirique, e pelo seo prnprjk valor nos.
' ^Rsan- Fnlrh, pois, em Portugal coro um grande ex-
crcilo, e, pondo ludo a Ierro e fogo, lovou os
seus altivos esquadroes al ao eoracao do reino.
O rei de Portugal dispulou o terreno palmo a
palmo; mil pequeas escaramuces e batalhasen-
sangueniaran o solo da antiga f.uzilania ; mas
por lini O mais forte foi vencedor.
Que pedera fazer o rei de um paiz nascente,
ainda na infancia, em guerra aborta enm o pode-
roso rei de Celo e Caslella. um dos mais opulen-
tos principe do ontlo ?
Currar o rabera ao destino o queoutrofaria;
Lujas o valente mancebo linha no coracao ludo o
o di-nodo e valenta do sen corajoso pac.
Muitas balalhas, pois, alagaran em sangue o
solo de Portugal, e as de Cerneja e reos de
I Val de Vez. Alfonso VII aprender a conhecero
I val.ir dos Portugueses.
Ento o re de Caslella, rorgonhoso por per-
der essas famosas balalhas, foi ao seu reino hus-
iilusira coni luil facanhas o brazo del
lepassados.
Uecoinmerutira-llie o conde Rorgcnliez, na
hora da morle, o seulilho Affo.tso ; e elle, auto
o leilo do seu rei moribundo, joir do servr-
llie de segundo pee e ser-lhe fiel em quauto o
sangue Ihe girasse as veas.
Qud taro Ihe custou este juramento !..
II
De Guimaraes o campo se ligia
C i o sangue proprio da intestina guerra,
Onde a me, que lao pomo o pareca,
A seu filho negeva o amor, e a ierra
i m elle posta em campo j se vio,
K nao ve a soberba o muilo que orla"
Contra Deus, contra o maternal tmor ;
Mi s nella o sensual era o mttior.
r.AMKS. I.ISC. 3o.
Por morlc de seu marido, o conde I). Ilenri-
que, D. Tanja, a fiHu do rei de Caslella, Alfon-
so \ I, lomara a direcelo dos negocios de Porlu- car novas tropas e aperloii de tal modo com o
c'"- joven rei, que elle, cont o javsli arcillado pelos
Os Porluguezcsalo anno de 1120 nao liveram4 caes, foi-se encerrar dentro das mtrralhasda an-
i le dar gratas ao Creador pela boa idiui- liga Guimaraes.
nisira;"io da Caslelhana ; mas nesse anno vcio IV.
Portugal om fidalgo da Golliza, por nomo I). Fer- As cousas'antigs lem urna ccrla
liando Porcz. conde de Traslamara u Trava. superioridado e reputac5o.com que
lia elle dolado de gentil prescitea, ambicio o se fazera estimar
talento. dornas.
A ninlia senliu por o formoso rico-l.onicni una
arden le paixai
mais que as mo-
ra
Gaspar Estaco.Ant.de Portugal.
A celebre villa de Guimaraes, hoje ridade. est
O conde de Iraslamara fundn grandes espe- sil nada 3 leguas ao nascente da formosa Braga,
auras ueste amor ; e ellas nao foram vas. entre 08 ros Ave e Avizella.
. Tarejadeu em breve ao ambicioso valido,' Os dHTorentes povos, que a habitaran) succes-
casando publicamente cora elle, urna prova irre-j sivamente, pozeram-lhe nomes, que foram mu-
CUSavcl do seo amor. i dando juntamente com os seus moradores.
Opovo comeeoii a murmurar, eidero eal Os Gallos Sccltas, quando a edficaram no anno
nobreza apotsTsm secretamente os queixumesda 500 A. C, deram-lhe a denominarlo de Aradura.
P .. que significa cidade de letras, e que, com o correr
raieja olhou com profundo desprezo as quei- ; dos lempos, foi mudado em Leobriga fpraca forte],
Sdos seus vassallos ,,,,, ,)ur geu |Urn0( |amu,.ni voio i perder, cha-
Ksie estado de cousas durou ale o anno de mando se Columbina, e, finalmente, Vimarano,
,-' que, rom a corrupeo do andar dos lempos, icou
Us lorluguezes atnavam pouco sua ra- em Guimaraes, que ainda hoje conserva.
A origem desto nome, dtzem alguns autores
nome,
ue lem tratado das antiguidades de Portugal, de-
riva de lia Maris, tnscripco gravada sobre as
L050 no principio do seu reinado, linha ella
dado az( ao desconteutaincnlodo poro [ior'|ue,
lindo urnas imaginarias periences cidade d mural has 4'afflVMriigaTo'rraTque cstVvk 7oUoca-
rny, havia entrado po a Galliza dentro e levara 'da sobre o monto Calilo, prximo da villa. On-
de assailo. Illas au 1 3ou muito que D. L iraca iros ha que querem que o s'u nomo derive d'um
que enlaooccupava o I reno de Caslella, nao vi- ronde governador da provincia u'Enlre Douro e
11 tiquislara dita cidade, e junlamentc lazer Minho, chmalo Vimaranum
una ternvel algara 110 territorio de Portugal. No anno de 954 a antiga villa mudoii de lugar
ii> lorluguezes linham esqoeciilo estes erros para ocenpar o que anda hoje conserva.
passidos ; mas osle casamento estravaganle veio i A maneira porque se operou esla notavcl mu-
avivar a reminiscencia dos sena amigos desra- danca foi a seguinie:
"'"; No anno de 714 entraran) os rabes na Penin-
U lescontcnlanieiilo era geral.
; sola chimados pnt EbbaseSisebuto, lilhosde Wi-
a Me lempo, j o infante D Affonso comple- liza, e por o infamo Juliano, conde de Centum
ata l'J atinse anda nao hara sido chamado 1), para se vingare
ao menor negocio de Estado, a mais insiguime
conft reucia poltica.
Es b abandono, em queo deixava sua mo, re-
voliuu-llieo animo, e unta lula se liaron entre
0 respeilo e o amor que linha aquella que Ihe.
dera o ser e o desejo de gozar dos seu? nconles-
1 veis lucilos, apelados pelos tolos de urna a-
fio ititeir 1.
I di boato, que entaose espalhou, acabou de
(1 isperar o animo do joven principe.
A voz publica aecusava I. 'Pareja de querer
desj nja-lo do Ihrono cm proveitu do infame va- crescente t
liJn.
Fs e novo ullraje fez ferrer as veas o sangue
de '. fonso Henriques, e, ajunlaudo os seus li.-is
los, propoz-se a castigar a ousadia da alti-
va Caslelhana.
Uiltu i\ dejunho de 1128 viu dou? exordios
as planicies de S. Mainede, junio a Guimaraes ;
11111 era capitaneado por D Alfonso Uenrique, nu-
tro pelo conde de 'Iraslamara.
Um sol de esto dardejova os seus raios afogue-
aJos sobre os deus exercitos,eo seu brilho aver-
iiiellndo ia-se refleettr as pulidas cunaras, ar-
nezes c moutanles destes horneas cuberlos de
ferro.
is catallciros domaram com susto]os seus
- is vineles cobeftos de espuma que, escar-
n da usurpacao de Ruderico.
( general Tarik Aben Zaik, mandado por Musa
,2), Emir-al-Numinim de Harrocos, offereceu ao
imperador das llespanhns a celebre batalha do
rio Chrissus (3), aonde os calentes Godos, vendi-
dos por Oppas, irmo de Witiza e hispo de Hispa-
lis i foram completamente desbaratados, e o
seu corajoso monareha morrea com as armas na
man, defendendo o solo da sua patria
A Hespanha entao curvnu a sua nebro cabera
dcbaixo dos alfanges rabes.
A le do Coran supplan ara a Ici de Christo ; o
itiha quebrado a cruz ; a valenta go-
tliira linha sido vencida pela pericia atabe.
Pelaio Hontesinho, duque de Cantabria, reco-
Iheu-se, com as reliquias Jo exercito vencido,as
margena do Chrissus, s alcanliladas montanhaa
das Aslurias.
Vivendo como o tirso as cavernas e alcants
dessas speras penedins, Pelagio desceu um dia
planicie e mostiou aes altivos africanos, conquis-
latidj-lhes OS reillOS di Oviedo e Leso, o que pu-
de un punhado de homens, movidos pelo amor
da patria.
A anliga e nobre raca gothica principiara de
novo a dominar.
Os pesados frankisks [5] tinham partido os del-
gado* alfanges dos Bereberes.
0 rei Ramiro, segundo ou lerceiro neto desso
vanl, a tena, esperaran) impacientes o motilen- esforcado Pelagio, leve urna lia, a condessa Mu-
lodo selancarem unssobre osoulros. ; madona, ou D. Moma, que, casando com Serme-
Soco o stgnal, e os dous cxereilos, deslembra- negildo Goncalves Mondes, conde de Tuy c do
dos que os tnha criado a mesroa Ierra, chucoram- Porto, governador da provincia d'Entre o Douro e
SC co n furia insana, Minho, veio viver para a villa de Guimaraes
I ma tiuvem de poera cobriu o campo deba- Ihe perlencia.
talha.
que
ijuando o p se abalen um pouco, vu-se I).'
Alfonso freate da carallaria fazer prodigios de
valor.
Seos oihos vivos tinham-se tornado ardentes, |
e pareciamque lancavam fascas de fugo.
Sua bocea, lao bem talhada, eslava encrespada
por u:n sorriso lgubre.
As -enias abortas aspiraran) o chcro do san-
gue e da carnagem.
\ 1 de mais accesa andajava n peleja, l se va
ondear o seu penacho bninco c um largo mott-j
tanle. voltear pelo espaco, reluzir como um re-
lmpago e cahir sobre um capacete inimigo com '
um som prolongado, que ia retumbar pelas que-
bradas dos motiles esmagava debaxo. 0 seu ne-
gro corsel refolgaria coro fua, cdos pea os sol-
dados crai-mortos.
Ao ciliir da tarde, a victoria decidii. se pelo
Fsta virtuosa condessa, por morle de seu ma-
rido, fundou, pinico distante da villa, um sump-
tuoso convenio duplico (6). debaixo da invocaclo
do Salvador o da Virgeni Mara.
Naquelle lempo, as povoaroes nasciam junta-
menle com os mosteiros.
A' sombra dessas muralhas protectoras iam-se
principiando a construir habitacea, crescia o
burgo, e cm pouco tempo eslava formada urna
aldea, urna villa e s vezes mesmo urna cidade.
Il) Ceptum, Ceuta.
(2) Emir-al-Numinim ou Miramolin, chefe dos
cromes ou imperador.
(3) Chrissus, Guadalele, nos confins da Hespa-
nha, entre Xerez e Medina Sidonia.
(_i) Ilispalis, Sevilha.
;i Massa ou ocha dVmas.
(C) Para frades e freirs junlamenle.
Por a inWl parle, sea convenios eraio toni-
ficados, c us pobres habitantes podiam-sc abrigar
nessas muralhas paternaes dasalgaras e correras
mourisess.
Assim accontcceu com o mosleiro da Muma-
dona.
Edificado elle, em breve os moradores .da villa
Vclba abandoriaian as suas casas e vieramcons-
Iruir novas hobilaces em torno 'o proleclorton-
venlo, de maneira que em breti a antiga villa de
Guimaraes llcou completamente abandonada.
Os habitadores do novo burge tiviaa descan-
sados sombra dos venerareis muros do mos-
leiro, quando' Alcraxi, rei moun de Sevilha, ca-
bio una noulo sobre os desprevenidos burgue-
ze#, e destruio-lhes e roubou-lhes as suns novas
cabanas ; e, cheio de despojos, foi-se oulra vez
acnlher sua impenelravel cidade.
Files, collados, quando esse furaco, que ia des-
Iruindo ludo, acabou de passar, principiaran)
novamenle a construir as suas Inbilacoes derro-
cadas.
Mas ainda ellas nao eslavam bem acabadas,
quando Almanaor, n celebre re de Granada, fez
experimentar aos infolizes vimarnnenses as mes-
mas desgranas que Ihes liaba feiu solfrer Alc-
raxi.
Ouando passon esta torrente destruidora, a con-
dessa alumaoona, vendo as calamidades que pe-
savam sobre o pobre burgo, construid sobre O al-
canillado motile Latito, que ahi hacia prximo,
um forte castello de elevadas muralhas e macis-
sas torres, cerrado de profundosfossos, una per-
feila ridadella, aonde senliuellas, poslas na torre
mais elevada, espreilavam por estrella seteira,
se l ao longo na planicie se descobriam estan-
dartes sarracenos ou esquadroes ajouriscos.
A nova villa abrigada pelo mosleiro e pelas
muralhas da alterosa fortaleza o ainda mais por
inmensos privilegios, foi crescendo em grandeza
e podero.
V.
Nao passa muito, quando o forte
Principe em Guimaraes est cercado
Ue infinito poder; que desta sorlo
Foi refazer-se o inimigo maguado.
CtMons. Lns. c. :l."
Alfonso Henriques est cercado em Guimaraes
por um poderoso exercito caslelhano, comraan-
dado em pessoa pelo altivo monareha.
Para ler mais corla a vina/anea da perda da fa-
mosa batalha dos Arcos de Val de Vez, aonde
Alfonso VII linha aprendido a cotihecer a tempe-
ra do Ierro lusitano, linha elle ido a Caslella refa-
zcr o seu exercito, rareado o dtsseminado pelas
espadas portuguezas.
A situarlo de Alfonso Henriques ora desespe-
rada, os viveros comecavam a fallar, os soldados
ja nao eram bastantes para guarnecer as mura-
lhas, e essas, meio derrocadas pelas machinas de
guerra do campo inimigo. j nao serviara seiio
de abrigar o exercito porluguez das escaramucas
diarias ; mas nao poderiam ressistir a um assa'lto
geral, dirigido com vigor.
I). Alfonso esl s n'uma sala do seu paco.
Est sentado n'uma antiga poltrona ; com a
cabera encostada as mos, medita com tristeza
nos seus nobres o lcaes vassalos, morios 11'uni
cerco lao aperlado.
O rei de Portugal linha entio 20 anuos.
A sua estatura era gigantesca, as formas mem-
brudas e alhlelieas. O rosto inspirara respailo.
Era trigueiro o crestado pelas (adigas da guerra.
Us olhos linha-os vivos e exprossivos, e so a
mais leve commorjlo Ihe agilava o animo, pare-
ca m que laocavam falseas de fugo.
As expressivas sobrancelhas viuham juntarse
no alto d'um nariz adunco como o bico da aguia,
o que data physionomia um ar sombro c tris-
lonho.
Um pequeo bigode assombra<-a-lhe o labio su-
perior desdcnhosaineiite levantado. Ostcabellos
eram castanhos e cahiam-lhe sohos pelas costas,
accrescentando a esto lodo lao snnpathko corto
deleixo magesloso.
Estere assim o triste mancebo por espaco de
meia hora com a cabera mcrgulhada as mios ;
por fim acordou do seu profundo pens-ir e pro-
nunciou as seguales palavras enlremeadas de do-
lorosos suspiros : Est perdido o meu pobre rei-
no, a minha nobre villa de Guimaraes '
Volt render homenagem ao rei de Caslella e
desta sorle lalvez saltarei o meu querido Pottu-
gal!
Passados poucos instantes ergueu-se de toda a
sua alta estatura e sahio-lhe do peito umnao
to forte o to lerrivel, que fez tremer as mura-
lhas da sala, e acompanhoil oslas palavras d'um
to violento murro sobre nina macissa mesa que
Ihe eslava prxima, que o duro earvalho voou em
pc.dacos.
llender-me !... laso nunca
Fia urna cobarda infame !
Quando faltaren) os viveres.saliiap is a deman-
dar o inimigo, e Iraspassemos o curasao desses
altivos Castellianos, anda ha punco esmagulos
pelo nosso ierro lias campias de Val do Vez.
Morrendo com as armas na mao, venderemos ca-
ras as vidas a esses perros leonezes, e vencidos,
seremos vencedores. Oeste modo ficar Ilesa
a honra, e um padrlo ser levantado ao valor
porluguez,
F ganhando nova energa rom esla heroica re-
soluco l foi para as muralhas esperar a morle
como o mais simples soldado.
VI
Mas com se offorecer dura raorte
O fiel Egas, amo foi lvrado;
Que d'oulra arle poden ser perdido.
Segundo eslava mal apcrcebtdo.
CAMES.LCS. C. 3.
E' meia noite.
A la, esse astro cantador, espalha a sua
plida claridade sob.i. as muralhas de Guima-
raes, que levantara al s nuvens as suas ele-
vadas torres, que parecem d'utna altura desco-
munal e de formas phaulaslicas, vistas assim
luz do loar.
Ve-se de um lado ed'outro da villa os dois pi-
loresco ros Ave e Vizella, cujas aguas, encres-
padas pela fresca aragetn da noite, assumelham-
se a brillnnles escamas cora o rellexo prateado
d-t la.
Oh', qulo encantadora urna noile do loar!
Parece que a alma se eleva para o co em arrou-
ba meu tos de potico xtasi !
Placido silencio se estende pela planicie e pe-
las encoslasdos montes, so interrompido, de vez
em quando, pelo lgubre carpir do mocho ou da
coruja sobre alguma torre arruinada; poro Iris-
tonho uivar do lobo em torno d'algum corral,
FOIJHETOl. n
0 EALHEIR DE THEREZA.
POR
CARLOS HUGO,
Vi va 111
\
as muflieres do iiuintlo !
( C o ni i n u\urao. J
Itot'olpho leve um muvmnt'o de alegra. Pela
forma do blhele, pelo sitele brasonado, pelo
cheiro de patchouli que exhalava, e. que o ler
estado na raixa do carteiro nlo linha dissipado,
reconheccu urna carta da baroneza. Poz viva-
mente o regador na allea e comocou a respirar
amorosamente, sem dar-se presea em abrir car-
ta, esse perfume novo que acabara de entrar no
scu jardim.
t) artista cslreiava nos amores nobres. Devia
ter loda a ingenuidode, ludas as innocencias, e
perdoem-nos c patarra, lodos os apetites de um
joven csfaimado que nunca (ocou nasenebranles
docuras de una boa fortuna de casa nobre. Hes-
pir.iu pois o patchouli da carta, olhou para oen-
vtlof.pt cujas ponas tinham um bordado dos mais
lcenos, examinou a lellra que Ihe parecen de
urna finura satisfactoria, decifrou as armas im-
pressas no lacre verde desmaiado do sinte, c
depois com alguma emoclo deridio-se a abrir a
elegnile missiva. F.ra co'm effeilo urna corla da
barcneza.e Itodolpho leu
charo se-
'vam-me
ao circo para ver urna dansarina hespanhola e um
macaco de espirito. Detesto os macacos, mas
gosto do espirito, dos cavallos c das danzarinas.
So passar pelo meu enmarle, pelas oilo on nove
horas, v ver-me um instante! Quanto sinlo
que a rosa que o Sr. Iionlem me lomou nao se
tenlia faado Eslou rotilrariada por saber que
ella esl em suas mos. EmGm !
< Mil lembranras da
Raroneza d'Orfen.
Mil lembraneos I repeli Rodolpho ciijo
rosto radiou de prazer e que tilo deixou de 1ra-
dur Umbrticas por esperanras.
A desenvoltura dessa palacra com sen que de
senlimentslissinio ogradou muito ao pintor. En-
trevio urna nova noite de triumpho, c ja, ebrio
s por ler apreciado essa carta de sinete verde,
vollou para o scu quarlo com tcnciio de vestir-
se, abri o seu armario e poz-se a'passar revis-
ta na sua guarda re upa.
[*) Vide o /irro n. i>. ~
n>vvBPtp llt'UUIlUIU UU .
que vai fazerhoje noite, meu ch
nho- ? Nada, nao assim ? A mira lev
Nao eslava no p em que deve le-la um ho-
mem de boas fortunas. Duas camisas bordadas,
una calca e urna casaca prelas, urna grvala e
um colele brancos, compunham lodo o petrecho
de parada do Rodolpho. A baroneza na respera
linha-o visto de casaca preta ; a lorna-lo a ter
no mesmo gosto. Por pouco que madama d'Or-
fen se dignasse associar-se aos seus prazeres, ia
ser condemnada a ver Itodolpho perpetuamente
de casaca preta, porque elle nlo poda apresen-
lar-se diante delta neo) com a sua blouse nem
com o sen palelol saco. Ora, eslava-se em p!c-
110 verlo; Iratara-se do um soirc no circo ; era
occasiao ou nunca mais, de se aprcsenlarcom um
neglig bonilo e novo, e nlo n'ura Irage severo1
de baile. Censurando-so por nao ter previsto del
anlem.io essas pequeas necessidades de trago, o
nosso bello pintor resgnou-sc a envergar de no-
vo a rasetnira preta e o fusilo branca, e depois |
de ler estrictamente abotoado a sua casaca da
vespara sobre o seu coleto da vespera, cojas do-
bras linham lomado urna leve cor parda, sabio
com lelo de ir jantar no cafe do circo, para
oslar mais perto do Ihcatro. Quando ia sahindo
do quarlo senlio um pequeo remorso para com
a sua familiazinliade llores que rilo haviam.tido
agua lodo o dia, e leve mesrajrj teutares de re-
parar o seu esqueeimento, mas fez a sabia reho-
llo do que nao eslava em trages de jardinciro e
que poda emporcalhar-sc indo rega-las.
Apenas acabou de jantar, comprnu Rodolpho
urna cadeira e enirou para o circo. intil dtzer
que previamente baria comprado um par de lu-
vas cor do palha. Era o segundo naquellas tin-
te e qualro horas, mas Rodolpho pensara que a
oulra j nao eslava muilo fresca ^ra se apresen-
lar. Fram essas, despezas que, atiento o orca-
mento reslrclo de Rodolpho, tinham sua im-
portancia. Mas Rodolpho ia ler a honra de ser
recebido no camarote da baroneza d'Orfen, e to-
dos concordarlo que semelhante favor mereca
bem os cinco francos que Ihe linha custado a sua
cadeira. Mas rodolpho a ver a baroneza. Callar-
me, leva-la casa, e lalvez mesmo aperlar-lhc a
mo. E convir-sc-ha, que para aperiar os de-
dos de una baroneza so necessario ter mos
stm medo necessario te-las lambera sera
pecha. tj
No meio do espectculo, chegou madama d'Or-
fen ao camarote.-s-Era acompanhada por alguns
mancebos, menos bellos que Rodolpho, porcm iu-
(inilamentc mais elegantes do que elle. O artis-
ta dirigi immedialamenleos olhos para o cama-
role, mas a distancia inipedio-o de ver distincta-
mcnle, se, como esperava, madama d'Orfen Ihe
diriga ura olhar ou um sorriso. c Rodolpho com-
prehendeu a imperiosa necessidade de ara oculo.
donde ihe responde o tmido lialiao do medise
cordeiro.
0 brando ramalhar das arvores faz coro com
o grito montono da senllnella e com os can-
eos gnerreiras do soldado, affugentando o som-
no com as coplas da cantiga.
Urna noile de luar em Portugal, no Minho, es-
se encantador paraso, o espectculo mais po-
tico que a natureza nos pode offerecer.
Oanle desse magestoso quidro esquec-so ludo,
o prsenle e o futuroso lira o pausado.
Sallam-so os omos e os precipicios de urna
vida agitada o vai-se filar a memoria, com me-
lanclica alegra, na piinieira infancia, aonde
ludo era felicidade.
Sobre o barbocan das muralhas da villa de
Guimaraes passeia um velho de 61) e lanos
a nos.
Gahc-lhc sobra o peilo a voneravcl eabeea*, e.
absorvido em mil pensamento!, voguoia triste e
pensativo.
Na testa, larga e cheia do rugas, est eslam-
pada a lealdado. No nariz direilo e aquilino, no,
befen superior levantado, no brilho dos olhos
negros, conhecc-so um homem de coragem. Na
testa crestada pelo sol e por urna profunda cica-
triz, que Ihe corta o raalo, v-se que tem arros-
lado com as fadigas da guorra.
A rotnprida barba branca, que Ihe rain; sobre
o peilo, mosira que j lem passado alora do ler-
ceiro quartelda vida, e que ella lem sido agita-
da como o dorso do occeano.
Traz vestida urna armadura completa, aonde
se rao retleclir os raios da la.
Pende-Ihe d'um largo cinto de couro una pe-
sada acha d'armas e um cumprido punhal.
Presa dos hombros esvoaca ao capricho do
vento nina cumprida capa branca.
Este velho taciturno Egas Moni/., o compa-
tihero d'armas do conde I). Uenrique, o aio e o
amigo querido do rei Alfonso.
Vagueia assim triste o pensativo, porqu ve ,,
seu querido soberano cerrado por innmeras!
forras, a prara desmantelada, os viveros escassos,
e os soldados poneos e cansados pelas vigilias
a falla de mantimontos.
Egas foi assim passeando por espaeo de meia
hora, at que um relmpago de alegra Ihe hri-
1,1011 ro*u leal, o, no auge do conleiilamenlo,
ergue as mos ao co e exclamou com voz entre-
cortada do solucos :
Est salvo Portugal' est salvo o meu que-
rido Alfonso Argadero-te, meu Dos, por me- '
teres dado lio feliz lembranca !
Eo yelho arremessou-se para a villa com Un-
a ligeirez.i como se liresse 25 anuos.
Vil
Mas o leal vassallo, conhecendo
Que seu senhor nao linha resislencia.
Se tai ao caslelhano, prometiendo
Que elle faria dar-lhe obediencia.
CA.MOKS. tes. C. 3.
Eslava-se na primavera do 1128.
A aurora espargia a sa brilhanfo claridade
sobre as caiiijiinas de Guimaraes. Us seus raos
arrouxados iatn esmaltar de ouro as cristalinas
aguas do Ave o Avizella.
Os verdes tapetes e as escarpadas monlanhas,
que hordam as pittorescas margena desses dois
nos encantadores, eslavam cobertas de brilhan-
te tocio, e assemelhavam brancas perolas de
Ceylao.
Os passarinhos gorgravam alegres, e sallan-
do de ramo em ramo, produziam um doce ra-
malhar. que encantara o ouvido.
As alias comas das arvores ci.iavam branda-
mente com a fresca brizada manilla.
as ras saudavam com o seu montono, mas
agradare], coaxar o sol que hia nascendo.
Era una man hita de primavera, como eoslu-
matii ser no Minho. F' um desses espectculos
em que todos os sentidos sao deliciosamente de-'
leilados.
A vista espraia-se alegre pelas verdes cam-
pias, frondosas devezas, pela superficie dos rios f
lisa como o cryslal, lita-so com melancola agra-
da-el e suave nos longinquos rasaos, cujo fumo,
"levado al aos cos em onduloces phintast-
cas, assemelha-sc ao pensamento.
Os ouvdos recreiam-se contentes com o doce
trinar dos passarinhos, como longinquo mugir do
boi e o balido da stmpalhiea ovelha.
0 olfato aspira com prazer o doce perfume das
las do campo.
t.ieui-se as portas de Guimaraes o sabe Egas
Moniz precedido d'um araulo deestandarle bran-
ro. v- senHnellas do campo inimigo, conhe-
cendo por a bandeira cor da nevo que um par-'
lamentarlo, apresentam as lauras e o deixam
passar.
.Fg*Bj*t>r-*e annuac'ira Alfonso Vil ebrtf en r
fiado JO n-i de rorlog,.!.
Foi irtrr,.- iialainento inlroduzido.
O rei de Caslella eslava na sua lenda cncosta-
do a urna tina cadeira de espaldar franjada de
voludo e loda resplandecente com os lerrivois'
leoes e castalios das armas caslalhanas e leocc-
zas.
Affonso VII eslava em irdo o vigor da nioie-
dade.
o rosto era comprido e magestoso, e a barba,
castanha e croscida chegava-lhe ao largo peilo.
Os cabellos, da mesma cor, cahiam-lhe em
annes por as costas abaixo.
Cobria-lhe os hercleos hombros um manto es-
caralo forrado de ricas peles.
Os bracos e as pernas eslavam deffendidas por1
una armadura de malha, que Ihe deixava ver as
formas bem proporcionadas.
Desde o peito al aos joelhos, eslava vestido
com um magnfico pelle azul celeste, recamado
d ouro e pedrarias
Egas entrou ; e esses dous homens to tlen-
les olharam-se por alguns minutos com curiosi-
dade;jase linham encontrado por differenles
rezos no campo de batalha e tinham reciproca-
mente conhecido a sua valenta.
Por fim o porluguez rompen o silencio :
Mou rei e senhor o muilo alto o poderoso
D. Alfonso Henriques vos enva muilo saudar, e
vencido nlo por vos. mas por a torca esmagj-
dora dos aconteciinenl^s, responsabilisa-se den-
tro de um mez a r a Caslella render-vos home-
nagem e depora sua valente espada aos rossos
regios ps, se o cerco for inmediatamente lerao-
lado.
Acabando de pronunciar esUs palavras"que pa-
recan) que Ihe escaldaram os labios, una la-
grima silenciosa trio rolando dos olhos do re-
neravel anciao e foi-se esconder as suas barbas
brancas.
Felizmente, vendiam-os no theatso. Odinhei-
ro de que Rodolpho prudentemente se muir
permiltio-lhe fazer essa compra importante, e
comecou a olhar para o camarote que Ihe interes-
sava. Mas o prazer que leve era ver o binculo
da baroneza asseslado sobre o scu, foi um lano
perturbado pela presenca dos mancebos que
compunham o fundo do quadro, e com os quacs
naturalmente se comparou. E Unto, que sem-
pre olhando para madama Orfen, estudou e ana-
lysou o trago, lio superior ao seu, dos maraci-
Ihosos que a baroneza Irouxera rotnsig, e coni-
prehendeu a imperiosa necessidade de urna en-
commenda ao seu alfaiate.
Todo aquello que j foi moro nlo se admirar
da especie de inveja que Rodolpho senlio vis-
ta dos elegantes que compunham a sociedade da
baroneza. Era a inveja do celibalario modesto e
innocente para com o filho familia aumptuOSO e
prodigo, que vem no mundo com ludo quanto
necessario para brilhar. O nosso pintor dirigi
pois mentalmente urna loriga invocaclo deusa
Fortuna, sera o soccorro da qual impossivel a
um pintor, mesmo de flores, fazer figura ante as
mulheres. Sonhou a ventura do possuir um cr-
dito Ilimitado em casa dos seus fornecedores, de
poder realisar a phantazia de um palheiro, de
poder escolher lodas os manillas entre urna cor-
lo quantidade de grtalas, de pares de botiits, de
chapeos, fazer se frisar etc. Porque de que ser-
re ter um corpo esbelto, se nlo so lem cotila
aberta com o alfaiate ? De que serve ter-se bel-
los cabellos, se nlo se tem um cabelleireiro ?
Rodolpho foi to longo na sua inrocaclo niytho-
logica que desejou um carallo e um groom, e pe-
dio A roda da fortuna que Ihe enviasse um ca-
briolee
Havia nessa irapresslo de Rodolpho urna gran-
de conlrodicclo com a famosa theoria que o fazia
considerar o amor das mulheres do mundo mui-
lo mais gratuito que odas simples morlaes, mas
Rodolpho nlo den por isso. O deslino reserva-
va-lhe sem duvida essa pequea experiencia e
quera prorarelmente que elle pagasse as cusas.
Entre as oilo e novo horas, o pintor subi ao
, camarote do madama d'Orfen. A baroneza esten-
| deu-lhc a mo. Rodolpho pegou-lhc corando,
menos por timidez do que porque vio cahirem
I sobre si os olhares inquisitorlaese ura tanto iro-
I nicos dos dandys que eslavam no camarote. Jul-
I gou ve-los sorrir do seu modo de trojor e da sua
cosaca preta to estrictamente aboloada, opezar
' da temperatura da noile Sentio-sc rezado, c
; para dissimular o embarazo, sentou-se na som-
bra dQ_jamarole com um desazo de que leve
e que acabou de perturba-lo. Toda-
a d'Orfen mostrou-e muito amare!
Acredito-tos, I) tgas, disse Alluoso, e ide
dizer ao meu querido irmao, que vou fazer im-
mediatamente levantar o assedio e retirar os
meus tlenles soldados, e irei esperar para To-
ledo que que o filho de Taroja v cumprir a sua
polavra.
O Porluguez. saudou-o profundamente e sabio
VIH.
Letana o inimigo o cerco horrendo,
Fiado na promessa e consciencla
De Egas Moniz, mas nao congenie o peito
Do moro illuslrc a oulrem ser sugeiio.
I t.MOES Lis c. 3
Amanheceu o onlro dia sereno, mas carrega-
do de nevoeiro. o sol rompia a cusi por esses
densos va'iores.
Alfonso Henriques foi fazer o sen giro costu-
mado s mjuralhaa ; e um grito de sorpreza se
Ihe escapou do pilo ao ver a planicie despida de
soldados coslelhanos. Nem um nico estandarte
ondeara orgulhoso por cima das tondas bicolo-
res, nem urna nica seulinella se ra no campo :
estava completamente levantado o cetco.
O rei de Portugal nlo poda aliar com o mo-
tivo de semelhante mudenca, pareia-lhe um so-
nho de fadas ; e vendo a Fgas que se dirigia
para elle, assim Ihe falln :
Saber-me-haa dar una explicarlo querido
amigo, d'esla conducta lio extraordinaria de Af-
fonso Vil .'
O leal vassallo prostrou-se aos ps do rei-
Perdpai-me, senhor, via-vos perdido e jun-
tamente o reino, e fui ao campo inimigo e pro-
metti debaixo da minha palavra que se ello le-
vantasse o cerco, v. s. Irta a Caslella prestar-
lhe preito e homenagem.
D. Alfonso quando tal ouvio ergueu o seu pu-
nho formidavel e dispiinha-se a deixa-lo cahir
sobre a eabeea do liel F.gas ; mas susteve-se, e
balendo rom o p, coberlo do ferro, com lauta
forra que fez tremer as muralhas, exclamou com
voz de Irovlo :
Que lizesle, desgranado en ir render ho-
menagem ao rei de Caslella Eu ir depr a mi-
nha valente espada, ainda ha pouco titila no san
guo d'esses perros, aos ps de Alfonso VII Oh I
isso nunca, em quanto livor no peilo utna cetile-
Iha da valenta de meu corajoso pai
Tendes razio, meu rei, cnntinuou Egas ;
mas eu, que vos linha criado, que vos linha en-
sillado a ander, que vos linha preterido aos meus
proprios filhos, podia por ventura consentir, que
esse arrogante Caslelhano vos aprisionasse, ou
cortasse essa nobre cabera, que taas vezes li-
nha cingido ao peilo meu '. Oh I nao isso
nunca! Em quanto o sangue me correr as reas,
iiiiigiieni se attrever a por mao sobre um Qlho
do ronde D. Uenrique. Mas j que a minha pa-
lavra est eiupenhada, ron partir para Caslella
rom minha mulher e meus Hlhos descalcos e de
corda ao cescoco offerecer a eabeea a'Alfonso
Vil.
Nao vas, meu Fgas, exclamou o rei, ven-
cido por lana lealdade : nao vas, poro-te eu, e
mostrare ao mundo a allianca entre ira vassal-
lo e um monareha. F se o altivo Caslelhano tirer
a ousadia de dizer que tu mentiste eu Ihe farei
entrar no peilo essas infames pitarras com a
pona da minha fiel espada.
_ Nao, meu rei, a minha palavra foi dada, e
nao quero que ninguem diga que Egas Moniz
um perjuro.
Nao insisto mais, tornou-lho Affonso, ad-
miro a la nobre dedicarlo ; e a nica paga que
merece lana lealdade 'esla:
R abrindo os bracos a perto a contra o ralele
e honrado peito o leal Fgas, que so precipitou
n'elles, chorando como urna creanca.
EPILOGO.
E com seus filhos o mulher se parle
A levantar com ellos a Cianea :
Descleos, e despidos, de talarle,
Que mais more a piedade, que a vinganea.
Se pretendes, rei alto de vingar-le
De minha temeraria con flanea,
Dizia, eis a-iui venhoofferecido
A le pagar com a vida o promeltido
Cmoks. l.rs. c. :."
Principia va o oulomno de 1128.
Alfonso Vil eslava na sua anliga cidade de To-
ledo, capital doseu poderoso reino de Lelo, dan-
do audiencia aos seus liis vassallos, quando Ihe
annunciaram que um velho acompanhado d'uraa
mulher e lies rapazes Ihe desejava fallar. O Im-
perador perguntou o seu nome, e quando Ihe
disseram que era Egas Moniz, mandou-o inlro-
duzr immedialamente.
O leal Porluguez entrou, seguido di sua des-
granada mulher o dos filhos queridos. Metliam
do. Os roslos linham-nos magros, amarcllos e
luida* pelas-priragoes do Jantmentos, c pela
marcha alorada de lao longlT caminho ; os ps
eslavam esfolados e pisados, verliam sanguo. A
vista do lautas miserias a compaixao pinlou-se
nos desdenhosos rostos dos brilhantes cortesos.
Faas prostrou-se aos ps do Ihrono, e assim 1..I-
lou :
O meu querido rei eslava perdido; quiz sal-
va-lo, e etupenhei a minha palavra, se Icvantas-
seis o cerco, que Alfonso Henriques viria render-
vos homenagem ; mas o seu altivo animo na
se quiz doluar a tal baixeza ; por isso venho com
minha mulher o meus filhos innocentes offore-
cer-me morle em troco da palavra mal cum-
prida. Aqui esl a minha cabera ; dcscarregai
sobre ella a vossa justa colero.
O re de Caslella quando tal ouvio desembai-
uhou a espada, e ja ia quasi a descarregar o gol-
pe sobre o pesclo do leal rico homem, quando
vio que elle linha curvado .1 cabera, e sem tre-
mer esperava firme e mpassivel que o golpe fos-
se descarregado. Alfonso Vil, vencido por lana
nobreza d'alraa e coragem, sustou o golpe, e tor-
nando a mollero (erro na bainha o dando a mao
a beijar ao fidalgo porluguez, acompanhuu esta
aeco das seguimos palavras ;
Admiro lana lealdado, nobre D. Egas, e a
vossa palavra esl desligada do seu juramento,
e ide certificar ao meu Irmao Alfonso que o im-
perador de Lelo, de Caslella e de Aragao Ihe de-
soja mil venturas e felicidades
E virando-se para os lidalgos que o cerca-
vam, conlinuou apontando para Egas :
All leudes, meus leaos vassallos, o mode-
lo de todas as virtudes, da lealdade, do valor, da
dedicarlo e da piedade ; imitai-o e Alfonso VII
ser glorioso de ler os melhores subditos do
mundo.
No seclo XI um vassallo porluguez cumpria
assim a sua palavra !!
Augusto Malheiro Dia Guimaraes.
( Commercio do 'orlo
Variedades.
ora dojyjii,i
co J^e
va Mua
para com elle. Dirigio-lhe a palavra muitas ve-
zes, mas Rodolpho responda balburiando. D'a-
hi a pouco, eslava o pintor hnrrirelmenle des-
contente cnmsgo mesmo. Tinha feto lencao de
ter muito espirito e desempenlio. Nlo tnha nem
urna nem oulra cousa. Foi forrado a lembrar-se
da rosa o da caria de madama d'Orfen para ficar
mais desembarazado, e gracas a esso reflexo,
tornoii-se bastante senhor de si para se approxi-
mar da baroneza que justamente naquelle 1110-
menlo se dignara rollar do seu lado. Rodolpho
chamou a si todo o seu espirito para deslumhrar
a baroneza.
Que horas tem Sr. Alvens ? perguntou-lhe
ella.
Rodolpho empalldeceu. Km materia de relo-
gios, s possuia o seu de cima de meza. Feliz-
mente um dos mancebos presentes lirn do bolso
do collele a totea que fallara a Rodolpho e res-
ponden pergunta de madama d'Orfen. Aquel-
lo senlio logo a imperiosa necessidade de lerum
relngio.
Um momento depois, madama d'Orfen queixou-
se de calor. Era occasiao de Rodolpho tomar a
desforra. Sabio devagarinho do camarote e vol
ou um momento depois com um saco de laran !
jas geladas pelas quaes a baroneza mimoscou o
seu amare) pintor com um sorriso, que Rodolpho
aralion em muilo mais duque a pequea somma
que acabava de deixar as nios do coufeiteiro.
Quiz rolirar-se, mas madama d'Orfen refbve-o,
e desde esse momento, a noile loda nlo foi para
elle mais do que urna successlo de satisfaccdes
de amor proprio que saborcoq com delicias. A
baroneza fe-lo sentar junto de si, e no lim do es-
pectculo lomou-lhe o braco.
Madama d'Orfen contando rollar para casa a p,
com to bella noile, tnha mandado erabora a sua
seg. Apenas sabio do Ihcatro, denIhe a fan-
tasa de ir dar un passeio Allea Verde. Rodol-
pho, Encantado com esse capricho que a prolon-
gar os instantes que tnha a passar com a sua
amada, fez immediatameiile sigua! una cale-
che de aluguel que estacinala diante do circo e
convdon madama d'Orfen o seus amigos a sub-
rem a ella. O nosso pintor senlio-se lodo orgu-
lhoso por ver aceito o seu offerecimento e poder
campar um bocadinho de capitalista.
Durante o passeio, Rodolpho pensou em apro-
reilar o tempo. Eslava sentado defronle da ba-
roneza, cojo vestido de sed roca Va-Ihe os joe-
lhos. L'm pallido luar colora harmoniosamente
o rosto de madama d'Orfen, que prestando vaga
alinelo conversa, filara de tempos em lempos
o olhar sobre o pintor. Rodolpho apeznrda noite,
sentia os olhos da baroneza filos nos seus, e en-
tao senta um indcinivcl cstrc-raeciracnto de
Origem das loteriast
Os autores, que tem escrplo sobre as loteras'
fazem remontar sua origem ao reinado de ero.
Este mperador. por occasilo do urna festa, dis-
tribuir) presentes, que foram tirados sorle, e
rom clfcilo existe orna ccrla analoga enlrc essa
maneira de distribuirlo e o processo actual das
loteras; porem o jn^o regarn,;e consiste eiu
arnsrorsnmmas de dinheiro sobre um ou mais
nmeros crearlo italhna do seculo XV. *
Em liiS, duranle a guerra entre os Vsconti e
Sfurza, o duque de Millo, cojo thesoiiro se tnha
esgotado, imaginou Juntar um imposto volunta-
rio aos toreados, creando um jogo publico, que
chamou bolsas do azar (borse della ventura).
Sete bolsas, contendo a mais forle tresenlos du-
cados, e a mais fraca viste, eram liradas sorle
na prara de S. Ambrosio em Millo. O goveruo
distribua ao publico um numero illimiado de bi-
lheles pelo proco de um ducado. Bem entend
do que a lotera socorra quando se tinham pas-
sado lodos os bilheles das sete bolsas. Esle im-
posto voluntario foi praticadocom bom exilo du-
rante alguns annos. e cohio em desuso, quando
Carlos Ve Francisco I dispularum a posse do Mi-
lanez.
Foi em Genova em 1550 que a verdadeira lote-
ra, la! como anda hoje se joga Da Italia, foi in-
ventada pelo senador banqueiro Brnedetio Gen-
lile. Nesse lempo a chamada senhoria compu-
nha-se do doge e de oito conselheiros, membros
do senado, designados pela sorte. Dous desses
conselheiros renovavam-se de seis em seis me-
zes, o numero dos candidatos elevo-se antenla,
e dahi provtn o ser esse numero a base das
oleras. Deitavam-se n'uma urna noventa bi-
lheles com o nome dos candidatos ; um meni-
no tirata os dous que decidan) da eleicao semes-
tral. A paixlo do negocio e a do jogo muitas
vezes se dio as mos. O Genovez dolado de um
carcter aventureiro, ao mesmo tempo nego-
came e jugador intrpido. Faziam-se grandes
apostas sobre o resultado das eleiresdos candi-
datos. O senador Rcnedetln Gentile que linha
sido doge pouco anles da conspiracao de Fies-
que, tete a idea de orgauisar esi'as apostas era
grande escala, o (orna-las urna especularlo cui
seu proveilo. Publicou que recoberia em sua
caxa lodas as somm.is, que quizessem apostar,
quer fosse por um, quer fosse por dous nomes
dos que con linha a urna, cuja lisia era conheida.
Como se t, o jogo limitava-se anda ases e
din/iies. Gentile romo bom especulador cslabe-
lecia urna desproporclo enorme, em seu provei-
lo, entre o ganho o as prohabilidades ; como, po-
rem, exisiia tambem urna cnsideravel despro-
porclo entro a entrada do jogador. o o premio
que podia lirat, concorra urna mullidlo deapon-
tadores na rasa do banqueiro. Chamou-se ao jo-
go seminario. A esperanea de ganhar muilo,
expomlo pouco,foi-se espaliando por loda Italia,
e causou urna especie de febre. Do todos os
cantos da pennsula enviava-se dinheiro ao ban-
queiro do Genova, que enriqueca de repente e
som risco.
V exemplo dos Cenovezes, os Lombardos es-
tabeleceram um seminario era Millo, e os patri-
cios mercadores de Veneza nlo deixoram de imi-
la-los. De Veneza a lotera foi exportada para
aples por um especulador, e finalmente pora
Roma. Graves abusos apparecerara nos bancos
de jogo. em que os inleresses oram nicamen-
te confiados boa f do caixeiro. Essas desor-
dena dispertaran) a alinelo dos governos. O
lusjcy da Saboia, Carlos Manoel II, prohibi as
loteras em seus estados em maio de 1655 por
um decreto severo, que condemnava os ogadores
ao confisco e cinco anuos do gales. Esla pena
infamante nao impedio nem as haleras.elandes-
linas, nem a remesaa-d/a, laudos para as loteras
de Genova e Venc
prazer e de orgulho. J se va. senhor e possui-
dor dessa seductora baroneza que realisava para
elle nina ventura lana tempo desojada. Dei-
xando-se embalar pelos seus sonhos, elle lem-
brava-se do passado e dos seus pobres amores de
ouir'ora. Vivara as mulheres do mundo pen-
sara o artista. Pareca a Rodolpho que entre
elle e a baroneza se havia eslabelecido urna lin-
guagem muda. Sua alma exaltada pela esperan-
ea, sua bocea enlr'aberla anda que silenciosa,
seus olhos ardentes e brilhando na sombra clara
da noie perguntavara baixinho a madama d'Or-
fen : Amas-me? Ilouremesmo um momento em
que o p trmulo do pintor se aproximen do p
pequenino da sua bella visinha e Ih'o perguntou
em confidencia.
Zaugar-se-hia a baroneza com essa lingua
geni muda? Queremos cre-lo, porque deu im-
medialainenle ordem ao cocheiro para leva-la
ao buulcvard Walerluo.
Rodolpho comprehendeit que linha andado
muilo de pressa c ido muilo longo. Mas em amor
e em calec.he quem que pude responder, pelos
ps ?
Como quer que soja, vollando para rasa, linha
Rodolpho o corarlo to cheio que nao percebeu
que eslaya de algibeira vasia, o que liuha gasto
nessa noite, em Iotas, cadeira, carro e doces, o
dinheiro com que podia fazer durante quinze das,
a ventura de urna grisetle.
VI
Ah!
_0 pnnleiro do relogio da casa da cmara anda
nao linha feto seis vezes o gyro do mostrador, e
j Rodolpho fiel ao seu novo programla se li-
nha metamorphoseado da cabera aos ps. En-
coiilravam-o lodos os das passeiando debaixo
das arvores do boulevard Waterloo, ante o pala-
co da baroneza e completamente trajado de
novo.
Tinha o trago do emprego. Eslava enlu-
vado e frisado. Tinha um relogio, urna corre-
le e urna carleira. l'oderia representar perfecta-
mente o papel deumgolan de Scribe. File, que
oulr'ora, medido no seu chambre o na sua calca
de polainas, firava das inleiros estendido no seu
divn e perdido na conlemplaelo das suas flores
ou nos seus gozos de anliquano, luha-se tornado
o typo do ledo belga. Sua olRcina e jardim j
nada reliara. Nesse reino dos vasos de flores, era
rei um boiao de pomada.
Ah nlo se tratara mais de pintuta na vida do
pintor I la quasi todas as nuiles s sociedades, a
que a baroneza mindava-o convidar ittdirccla-
tnenle. De manilla, apenas se levantara, jes-
Frn 17C>, o mesnWr.Wos Mono-!,vencido pela
paixSo dos subditos., quiz lomar tima parle no
mal. e censen lio quar se cstabcteeesse um semi-
nario em Turim, que s corra de Iresem tres
niezes. Em abril de 1696 seu surcessor Vctor
Amedeu conceden o privilegio das loteras 11111
corlo Carlos Gratlapaglia, mediante urna retribui-
elo de sele mil e quinlientas libras, que devia
pagar ao Ihesourero, e sob a vigilancia de um
magistrado. Tres anuos depois passou o privi-
legio para as mos do banqueiro Cantillo Brag-
gio. que offereceu ao estado vinte mil libias.
Km 1710 um medico < oomn .Ansultno, arrer.dou
0 seminario por titile oito mil libras annuaes.
A guerra da successlo de Hespanha, era que a ca-
sa de Saboia reprsenlos um papil importante,
foi terminada pelo trotado de Ulrecht, e Vctor
Amedeu, querendo juntar s docuras da paz s
vantagens de urna boa administrado, julgou,
que devia fechar a chaa aberta pelo jogo ; pro-
hibi as loteras em seus estados, e infligi penas
severas aos que rcmelti^era fundos para o se-
minario do Millo ou para o de Genova, o papa
Benedicto XIII imtou esla medida prudente.
Entretanto o governo de Genova pelo contrario
(irava da lotera lucros enormes, e estimula va o
zelodos jogadores. A renda annual era de tre-
zentase sessenta mil libras ; fazendo. nlo obs-
tante, os que possuiam o privilegio, boa fortuna.
Vendo islo, Clemente XII e o rei Carlos Manoel.
sentiram menos horror pelas loteras.c nao s-
mente as eslabeleceram no Piemontc e nos Es-
tados Pontificios, como publicaran) que seran)
acceitas com reconhecimonto as rcmessas dos
pazes estrangeros.
Fssa rerelo era favor do jogo, nfallivelmen-
te devia attrahir os judeus. Um cerlo David Pa-
va, offereceu ao re do Pienionte con lo e quator-
zn mil libras por anno, pelo privilegio das lote-
ras. No Cm de Irez annos, um oulro judeu su-
plantou o prmero, e o governo depois despedio
osjudeus, encarregando-se por si mesmo e to-
mando I sua conla a banca, de jogo. O produc-
to elerou-se entlo do cenlo e cincoenta e oilo
mil dous milhoes de libras.
( Conlinuar-se-ha.{
pojava os dous canteiros para coinpor um lindo
ramalhele que mandava madama d'Orfen.
F.ra. como os leilores veem, urna transforma-
cao completa.
A existencia do mancebo tornou-se em pouco
um liirbilhlo. Era hoje um passeio a Spa ou a
Bade, phantasia de madama d'Orfen, o para o
qual pedia a Rodolpho o braco ; amanilla era ura
camarote as galeras Saint"Huberl ; depois fl'a-
manha, era um concert. Rodolpho, para satis-
fazer a esta nova vida, tinha appellado para o di-
nheiro da lia ; depois, como os fundos dados ti-
nham-se esgotado rpidamente,o pinlor fora obri-
gado a dirigir-so um usurario (pie Ihe qtiizera
descontar era letras de cambio suas esperances de
successlo, depois de se ler previamente certifica-
do que a lia de Rodulpho tilo era urna la da
America, e que, rica e velha, o seu nico herdei-
ro era o pintor.
Rodolpho conhecia vagamente que estara cm
um declive perigoso, mas estara muito apaixono-
do para parar. Adorara a baroneza, ou pelo me-
nos julgav ama-la. No entanto, arruinava-se
em bagatellas que apenas eram as da porta.
A dea de sacrificar urna sabia, ainda que tar-
da economa,um soiree em que devia ver mada-
ma d'Orfen nunca apparecera ao nosso pinlor. e
tjdavia qualqiier desses soires Ihe cusiera algu-
ma cousa. E rerdade que achou logo urna des-
culpa a isso, dizuudo que nao podia re"r muitas
rezos a baroneza senlo as sociedades. Com ef-
feilo, logo que madama d'Orfen distingui Ro-
dolpho, os chimes das mulheres e as rivalidades
dos homens despertaran) ; exageraran) as cousas,
e houve quem escrevesse contando-as I Mr.
d'Orfen que, apezar de bonanchio, julgou dever
fazer representaces mulher o offetider-se na
sua aristocracia de camarista, de que sua mulher
recebesse um simples artista. Em pouco mada-
ma d'Orfen vio-sc toreada a tomar para com Ro-
dolpho grandes precaucoes, precauces tanto mois
facis de tomar, quanto o pinlor, apezar das ap-
parencias, anda nao eslava nesse grao de inli-
midade em que um homem pode prohibir urna
mulher de obedecer ao. marido. Madama d'Or-
fen tilo recebeu mais Rodolpho senlo de dia e o
lacaio de semen no vestbulo nlo vio mais o pin-
tor npparecer em casa da baroneza, senlo as
noites dos sabbados, em que havia cem pessoas
no sallo.
(Con/inwa,-se-/ia.)
PFRN. 1 VI'. DE l. F. DEFARU. 1*60

ILEGVEL

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