Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08992

Full Text
X
AMO'jgTI. HOMERO 41
Por tres iuezetfth lados 58000.
Por tres mezes venc "<$0OO
*
SEGiWSIRA 20 DE FFYEREIRO DE 1860,
Por nnno triimitado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
B.NCAK REGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE.
Parahiba, oSr.Antonio Alexandrino deLima;Na-
tal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J.Jos dcOlivcira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martina Ribeiro
liuiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Mornes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nonios;
Amazonas,o Sr. Jeroriymo da Costa.
PARTIDA DOS LORREIOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiaunae Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altiuhoe
Garanhuns as tercas feiras.
To d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qucira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouiicurye Ex as quadas-feiras.
Cabo.Serinhem, Bio l'ormoso, L'na,BarrWos,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreios parteni as 10 horas da manha]
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relarao : trras feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao raeio da
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE OFFICIAL
EPHEMRIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 La cheia aos 15 minutos da manhaa.
13 Quartominguante as 4 horas e 31 mirtos da
tarde. n ^,,
21 La nova as 5 horas e 20 minutos da tarde
2! Quarto crescente as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
PREAMAR DE IIOJE.
Priraeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Rispado de Pernambuco,
C Exm. c Rvm. Sr. hispo diocesano, attenden-
do a exisliieni as mesmas causas, cm virtude
das quaes lem concedido que se possa usar da
comida de cune no lempo quaresmal; ha por
liem conceder a inesma dispensa para a presente
quaresma, usando desse elemento urna s vez
por dia, e observando o preceito do ji'jum. Ex-
ceptuam-se porm as sextas o sabbados, a quar-
la-feira das tmporas, quart-i-feira de cinza e a
semana sania.
O mesmo Exm. e Rvm. Sr. manda declarar que
lias domingas da presente quaresma far cele-
brar missa solemne com sermo, na igreja de
S. Pedro desta cidade. assistmdo a estes actos,
que deven) principiar As 10 horas.
Palacio da Soledade 18 de fevereiro de 1860.
O provisor.Francisco Jos Tavares da Gama.
COMIASDO DAS ARMAS.
Qnnrtel genernl do eominando das
armas de Pernumbueo, na cida-
de do ltecife, ir de fevereiro de
1860.
ORDEM DO DIA N. 353.
O lenle general cornmandanle das armas,
determina, que fique addido ao 9U batalhao de
infantera o Sr. tencnle do 8" Augusto Carlos de
Si lucir Chaves, que por doenle regressau hon-
teni da comarca de Garanhuns, o faz publico para
conhecimento da guarnico e devido efTeilo, que
tiesta dala nos lermos do aviso do ministerio da
guerra de 19 de agosto de 1853, e do legulamen-
toannexo ao decreto n. 2171 do 1 de maio de
1858, engajou para servirem por mais seis annos
Sr 2 cadete 2" sargento da -i'1 companhia do
8" batalhao de infanlaria Jos Alvos da Graca
Bastos, e particular sargento qiiarlel-mestre du
niesm ) batelfto Bernardino Candido de Araujo,
que sem nota inalisaram o lempo a que csla-
yan obligados como voluntarios, o 1" a 27 de
julho do anuo passado e o 2" a 25 de Janeiro do
correnle anuo, e eni inspecro de saude a que
se procedeu cm Villa Bella", a 10 e 28 do dito
inez de Janeiro, e foram julgados robustos e saos.
Assignado.Jus Joaquim Coelho.
Conforme.lierardo Joaquim Correia, lenle
ajudanle de orden* do rommando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Londres 3 de Janeiro de 1SKO.
Est annunciada para amanha a partida do
paquete Milford Aven do porto deste nnme para
u Brasil, e espero que com elleito lera ella lunar,
pelo que. remeti nesla occasio para o Rccie a
prsenle carta. O paquete Portugal, perlenron-
1c como aquelle a nova liaba de valores enlrc a
Inglaterra e o iliu do Janeiro, nao chegou aind.i
a Milford, nem de Lisboa foi al hoje annunciadi
a sua entrada nesse porto : pode ser que esta
demora se ja devila 4 alleraco que % directora
inlrodu/.io as partidas, leud o Portugal deixa-
do o Brasil s em 24 de dezembro, o que sendo
irlo lea feito que aquelle paquete se ache an-
da em viagem.
A principal carga que leva o Milford liaren,
na presente viagem.consla de ferro em obra,des-
tinado, segundo me informatn, aos nossos cami-
nhos de ferro ; quanlo a passageiros leva do In-
glaterra |iinitadissimo numero, mas possivel
que em Lisboa receba mais gente nessa qualidade.
().- jornaes desta capital publicaram ha quatro
das urna participarlo telegraphica de Lisboa,
em que se noticiou para esta prara que o gover-
iio portuguez acabava de declarar suspeilos de
ebre amarella lodos os portos do Brasil. To
extraordinaria noticia causou aqui viva sensaro,
pois que anda pela cheg.ida do ultimo paquete
de Soulhampton linhamos recebido, aquelle res-
peiio, iiiformaroos satisfactorias ; de sorle que
si' 11; i o pode calcular, porque motivo lera o go-
verno portuguez tomado aquella deliberarlo,
que alias v;ii alfeclar directamente o seu com-
mercio com o Brasil. Como consequencia daquel-
Us pnico, subiram hoje os fretes dos porlos da
Inglaterra para o Brasil; assim como os contra-
ta que com grande numero de individuos esta-
vam aqui a rcalisar os directores das nossas ero-
prezas frreas, afim de engajarem para o snico
das obras no Brasil o pessoal de que carecen)
essascompanhias, para oque se iam aproveitan-
do das favoraveis noticias do Brasil quanlo
rundirn sanitaria dos seus portos. Nestas cir-
cumstancias convinha remediar aquello mal ou
ao menos impedir o seu progresso; e para esse
Jim a legaco do Brasil nesla corle mandou pu-
blicar nos mais acreditados jornaes da capital
un artigo, em que por sua autoridade declarou
que anula pelo ultimo paquete do Brasil recube-
ra noticias Iranquilisadoras a respeito das condi-
roes sanitarias dos porlos do Brasil c que Ihe
nao pareca provavel a apparigoda labre, prin-
cipalmente em toda a extenso da costa do im-
perio, em mullos pontos da qual nunca appare-
ceu aquella molestia. Semellianle asseroo em
contr.idicr.io da aterradora noticia, lem aq'ui pro-
dundo bom cffeilo; tanto mais que em Inglater-
ra e ja be ni coi.hocido o delestavel amor que o
conselho de sade de Lisboa lem pelas quaren-
le.nas, e por conseguinie muilos se inclinam a
crftr que seria principalmente por obediencia a
semelbante tendencia que se decrelou a suspeita
de febre amarella em todos es porlos do imperio.
Nao deixarei todavia de himentar o fado, por-
que nao haduvida que.com verdade ou sem ella,
cssa noticia veio aqui espalhar o terror, que mais
ou menos sempre existe a respeilo da salubri-
dade no Brasil.
A empieza dos concessionarios Russell e Vian-
na de Lima para o encanamento c esgoto das ma-
toriasfecaesda cidade do Rio de Janeiro apparc-
ceu finalmente a publico, e a venda dassuas aeros
tem-se realisado conforme aununciam algn* jor-
n i. s com 1. i de premio. O capital pedido para a
obra de libras esterlinas seis cenias e cincoenta
mil ; o juro d'esse capital c assegurado pelo tri-
buto 1 meado cm virtude de nina lei sobre cada
propriedade, que como termo medio vira a contri-
buir com 40J)'J00 annuaes para a somma total donde
proceder u mencionado juro, que segundo tem
pretendido indicar a directora d'essa empreza su
liir. a 8 e 8 1/1 por tcnlo ; c o praso destinado
para a nalisaco das obris o de seis annos.
Conforme j disse urna vez, a impresso que aqui
tem feito a apparieo d'esse novo privilegio com
a garanta dogoverno imperial tem sido desfavo-
rnvel para o nosso crdito n'este mercado, tendo
al apparecido artigas contra a poltica do Brasil
em materias Qnanceiras pelo facilidade com que
o governo imperial toma sobre si onus. quando
e cerlo que os seus recursos sao limitados, e
pelo desequilibrio que vai eslabclecer nos seus
fundos aqui colados, introduzindo ttulos com
juros progressivanante maiores ; noque v tam-
ben) O publico inglez urna certa m f com o in-
tuito de apurar capilar. Os motivos que leva-
ran) o governo do Brasil a fazer semelhante con-
cesso eslo bem longe do merecer nenhuma
censura ; mas certo que aqui o governo ingle/,
nunca teiia tomado sobre si semelnanle empre-
za, concedendo a particulares um lal privilegio,
a rnunicipalidade seria aqui reputada a enlidad
mais apta para levar a efTeilo e administrar se-
Biclhanle obra.
Conf la-nos que a directora dessa empreza (em
encontrado muitas difticuldades na passagem das
suas aeros, das quaes osto com dono apenas
seis mil; duvidam mesrao olguns que aflnal ve-
nha essa empreza a vingar. Entretanto ficticia-
mente ou com realidade alguns jornaes desta ca-
pital tem publicado nos seus Money-markt
anieles que laes fundos lem sido vendidos com
1| premio; donde se pode inferir que o pedido
grande, c por consequencia que vira a compa-
nhia a apurar o capital necessario.
A verba que se pede no programma dessa em-
preza para despezas prelimaresde & 85,000:0:0.!
To extraordinaria somma,sobre o capital de .Sf
605,000:0:0, e sobre urna obra cojos estudos nao
exigem na opinio de muilos avalladas despezas,
causou nesla praca vivo reparo : tanto mais qu
ainda ha pouro apparecera ao publico a empre-
za de ferro de S. Paulo com um capital de dous
milhOes eslerlinos, para o qual todava se pedio
aos accionistas somonte S 45,000 0 0, como des-
pezas preliminares!
Ha enlrc muila gente daqui a iniprcsso que
com a verba de despezas preliminares se enco-
bren) os grandes lucros dos vendedores de pri-
vilegios ; e por isso, quando tal pedido exage-
rado, as emprezas co-megam logo por desacredi-
tar-se. E' de lamentar que islo possa ser o mo-
tivo de nao ir lalvez adiante a empreza de que
leuho fallado, e que urna vez realizada seria de
sumnia ulilidade para a cidade do Rio de Ja-
neiro.
Os fundos das nossas emprezas de estradas de
ferro tem-se ressenlido daquelle estado de cou-
sas, de sorle que as arcos da estrada de ferro
da Babia que ltimamente eslavam apremise
achara na actualidade com 18 a 316 d" des-
cont ; as de Pernambuco continuara com a de-
preciado de 96 1 1(2 a I 1 jS: e as de S. Paulo
apenas no dia 20 do crreme obliveram nova-
menle l[i premio, tendo porm em geral as ope-
rajes desse dia sobre nquelles fundos sido rea-
lisadns na in3or parle ao par. Para esle esta-
do de desconfiarle.! lem lamben) contribuido o
reccio que nesla praea ha de que o prximo pa-
quete de Soulliampton, viudo do Brasil, seja
portador da noticia da guerra entre o Brasil e
a Confederacao Argentina de accordo com Mon-
tevideo e o Paraguay; appareceu at publicada
no Daily News, ha alguns dias.umacarta de Bue-
nos-Ayres de 19 de novembro em que se d co-
mo inevitavel aquella ruptura, assim como urna
revoluco prxima na proxinciado Rio Grande
e na de Pernambuco no sentido de independen-
cia !
Nesla praca, onde rouilas vezes qualquer lige-
ro molivo abala a corifianea, veio aquillo alar-
mar um pouco os capitalistas que possuem fun-
dos brasileiros ; mas nao creio que esse pnico
soja duradvuro, lanto mais que ainda no caso
recelado,ninguem nesle paiz acredita seriamente
que o Brasil lenlia de fazer urna bancarrota ; lla-
vera quando muilo motivo para urna certa iluc-
tuaco. mas nunca para urna completa deprecia-
cao nos nossos fundos pblicos.
Estes Qcara actualmente do modo seguinte : os
de5 0|0a 101, e osde 4 l|2()M0a 94 e 9 l]2.
Os consolidados inglezes ficam a 95 1 S vis-
ta,ea951|a prazo de 15 dias. O Banco de
Inglaterra levanlou a sua laxa de joro de i \ri
0|0 a 3 0|0 em razao do excessivo pedido de nu-
merario que lhe lem sido feito.
Os fundos do Buenos-Ayres do 6 0|0 estao de
8 i 1|2 a 85; os Chilenos e 6 Om de 103 1|2 a
10 11,2 ; os Peruanos del li2 0|l) a93|le9j-
os 3 0j0 Porluguezes a ii, 4 \\\ c 4 1(2 ; os
Ilcspanhocs 3 0|0 a 44 l| e 4 ii4; e os Turcos
de 4 0|0 garantidos a 104 5|8.
Desde 9 do correnle al esla dala consta-me
lerein cliegado do Brasil a esle paiz os seguintes
navios : o Alinda (13) de Pernambuco a Gree-
nock ; o Trazer a esle mesmo porto (l) da Pa-
rahiba ; oMary aufield (15; igualmente desta
procedencia aquello mesmo destino ; o ilolli/
(16) de Pernambuco a Greenock ; e o S. Jos 1
[19] do Rio Grande a Teignmoulli.
De Inglaterra seguiram nesle mesmo periodo :
o Emi'.y (19) para o Cear, de Liverpool ; desle
mesmo porto o Tit-bit (19) para o Para ; e o Ino
;2) de Cardill' para o Maranhao.
No mercado de Liverpool o nosso algodo fica
colado da maneira seguinte: o de Pernambuco
e Maranhao a 7 Ij2 d e 8 1|2 d, e o da Babia a
7 d por libra. A procura lem sido grande, espe-
cialmente nesta ultima semana, em que a venda
diaria regulou de 570 a 600 saccas
O coco do Brasil est de 4 i s a 60 s per cwt,
sujeiloa 1 d de direilo por libra ; o cal de 1.a
qualidade de 62 s a 72 s. o de 2.a de 55 s a 61 s,
e o ordinario de 48 s a 54 s 6 d, ludo sujeito a 3
d de direito por libra ; o pao Brasil de 100 s a
105 spor tonelada, livre do direilos ; o assucar
de Pernambuco e da Parahiba branco de 28 s a
32 s, e o mascavado de 22 s, a 34 s per cwt ; o da
Babia branco de 27 s 6 d a 32 s, e o mascavado
de 22 s 6 d a 27 s; c finalmente os couros sal-
gados do Rio Grande de 7 d a 8 d 5|8 por libra,
os seceos salgados de S d 1[2 a d 1[2, e os soc-
eos de 9 d a 11 d por libra.
Lisboa, 1 de fevereiro de 18 60.
Abriram-se as corles a 26 de Janeiro. O dis-
curso da cora nao avanea nada.
Falla-so por aqui muilo na formncao de um
partido novo. Efcctivamente, nao sel "o despeito,
se as ambices mal contentadas, se a ordem na-
tural dos acoutecimcnlos tem .lado origen) ao n-
cleo d'esse partido, que j corita no seu gremio
um cerlo numero do nomos conhendos. Latino
Coelho, Corroa Caldeira, Lobato Pires, Sebastio
do Carvalbo, Claudio Nunes, Julio Piraentel, Au-
drade Corvo, etc. etc., perlenccm, segundo oueo,
a essa nova parcialidade, sem fallar em diversos
membrosda cunara. O programma pomposo:
abnelo das tercas dos conselhos, liberdade decom-
metcio. grande desenvolvimento iustruceo pu-
blica, reorganisaco da fazenda, ele, ele. Ouanlo
a denominaco dcsto grupo, tenlio ouvido mili-
tas variantes. Nao falla quam lho chame ecclec-
ttco. As sesses lem-so feito com regularidade,
e para o iin do correnle fevereiro publicaro um
jornal politico destinado a propagaras suas ideas
e pnmeiro que ludo a combater a silua^o ac-
tual, de que alma c cabeca visivel o Sr. Fonles
Pereira de Mello, por antonomasia o D Magnifi-
co Esle sobrenomc sabio d'aquello grupo, valha
ajverdadu. Tem-se popularisado, e boje nao dei-
xar de acompanbaro ministro, deluindo al cer-
lo ponto o seu carcter individual.
J v, pois, que d'entre os homensqueao prin-
cipio apoavam na tribuna e na imprensa a sita-
e.io Tontos Pereira, 6 que sabiram mullos adver-
sarios decididos e que a estas horas eslo dando
serios cuidados ao governo. Fonles nao Rodrigo
da Fonscca. A habilidado do finado estadista na-
da lem do commum com os recursos estratgicos
OU laclo govornalivo do que possa dispr o actual
ministro do reino.
Rodrigo da Fonseca Magalbes fui chamando a
si os liomeis que no Paiz o gladiavam ; chamou
a lleroluco com armas e bagagem, c prepren-
se para viver cinco annos no poder. Fonles nao
lera elementos para o imitar.
O chbele, (que tambem assim so denomina a
nova fraeco liberal) pedera porventura ser divi-
dida por ma intriga bem manejada. A cornu-
copia dos favores minisleiiaes despfjada oppor-
lunamente sobre alguns., com excluso dos un-
iros, mascom a finura com que Rodrigo da Fon-
seca sabia fazer estas cousas, tal vez collocasse
aquella phalange em posiea duvidosa, semeando
a discordia no seu gremio. Em todo o caso, lam-
ben) seria tardo, porque o ministerio est muilo
gasto em dez me/es de governo. As sympathias
oblidas, nunca foram muilo numerosas. O parti-
do histrico nao lhe deixa um palmo de terreno
e combate com lealdade e unio. Os miguelislas,
na urna, na impronsa o na cmara nao trausi-
gom com os governamenlaes.
O conselhoiro Jos Bernardo da Silva CaDral
levo desla vez urna cadeira no parlamento, o no-
te-se bem que esta eleico foi altamente dispu-
tada pelo governo. No'se pensa em geral que.
Jos Bernardo possa constituir um grupo forle na
cmara ; lodavia ha de levar comsigo cerlo nu-
mero de votos; um orador temivel e nao pode
ver esta administraco O seu jornal, cuja pu-
blicae.io tem oslado suspensa ha alguns me/.es
vai reapparecer. e nao pouco hade tambem c.on-
U-ibuir para abalar a situaco a energa deste gru-
po mais ou menos numeroso. A sorle est lan-
zada : hoje nao ha meios de prolongar por mili-
to lempo a vida artificial do ministerio. O patro-
nato a que. recorren nos prirneiros mezes da sua
gerencia para grangear adheses, foi-lhc falal :
em primeiro lugar porque sobresaltou a massa
dos contribuimos com a croacao dos nichos e si-
necuras. O povo teme esta prodigalidade e as I
antipathias sao por essa causa mnito pronuncia-I
das. Por outra parte, a troco de alguns afllhados, i
que servia por eonta do pobre orcatnenlo, creou :
um exercito de despcados c descontentes. O
mesmo lhe succedeu com as eloiees. Muilos in-
dividuos se acham no partido novo que espera-
vain, com corto fundamento que Ibes fossom ener-
gicamonle apoiadas as candidaturas pelos agen-
tes ministeriaes. Nao o foram, ou porque o go-
verno nao tevn forra para isso, ou porque nao
quiz, e o resultado j boje os ministros eslo sen-
lindo.
O principio de anidado governamontal nunca
existi com o gabinete de mareo. Veja-so aquel-
lo epigrammade Jos Estevo.'disparado quoi-
ma roupa sobro o nobreduque da Terceira. pre-
sidente do conselho de ministros, no primeiro dia
em que o ministerio se apresentava ao corpo le-
gislativo. Ainda mais : riram-se n'algunias lo-
calidades ltimamente candidaturas recommen-
dadas por um dos ministros em antagonismo
com outras que o eram por oulros menibros do
ministerio.
A questo Langlois tem collocado cm pessim
situai;o o ministro das obras publicas Antonio
Serpa. A imprcn?a da opposico lem-lhe de-
monstrado exuberantemenlo que na conlagom do
concurso para a adjudicaro do contrato para a
foilura das estradas raacailamisadas, se nao hou-
ve fraude intencional, existi comludo una im-
perdoavol leviandade, porquanlo o ministerio fe-
chou o concurso ao trigsimo nono dia, deixando
a porta da ra licitantes porluguezes que oflore-
ciam para o thesouro una vantageni real do 140
e tantos cotilos de ris. Esla questo lem sido
anily.sada c commentaila nos limites da decen-
cia jornalislica, e a opposico fez bem de explo-
ra-la, porque lem pola sua parlo o espirito pu-
blico. Ninguem pode ver a sangue fri um des-
perdicio de ceios de conlos, quando se allega a
penuria do thesouro e ficam -em projecto muilos
melhoranientos de reronhecida urgencia.
O ministro da marinha, (general Ferreri) se
quiz ser deputado, foi asyl.tr a sua candidatura em
Pinhel, pois em Lisboa lora derrotado no primei-
ro escrutinio. As suas reformas tem de ser exa-
minadas no parlamento, e duvido que desse exa-
uie resulte gloria para o seu autor. Iloiive muila
injuslica. Serviros comprovados por um longo
exercicio foram pieleridos, o que tambem acou-
teceu nos oulros ministerios. A classe do furic-
cionalismo. (governamenial e ordeira geral men-
te) creio que desla voz foi em columna cerrada
votar contra o governo ; o que ajuda a explicar
o cheque eslrondoso que o ministerio solireu as
eloiees da capital.
Ainda lhe n.io falle do resultado do segundo
escrutinio que leve lugar a 26 de Janeiro. Em
Lisboa eslava a eleico pendente de 3 crculos.
Em dous ganhou o governo, sondo cleitos o l)r.
Filippc Polque e o marquez do Souza Holsicin.
No lorceiro Iriumpbou o advogado Virialo Serlo-
ro de Paria Blanc, miguelisla, c portanto, da op-
posico. Em Elvas venceu a opposico. Em Lagos
e em Monlenior tambem.
O cerlo que na cmara ha mais do 50 depu-
tados decididamente opposicionislas, o muilos
oulros que, nao devendo a nenhuma das frac5es
militantes o sen Iriumpho, entondem que nao
trazem compromissos de nenhuma ordem e vola-
rao contra o governo, sobreludo no que dissor res-
peito a augmenlo de contribuices. evidente
que homonsque vieran) camiira pela sua in-
dependencia, pelas influencias locaes longamon-
te radicadas; homens de campanario, houens
que pretendem couceiliiar-sc na vida publica,
nao querero rollar aos seus pen.tescom o la-
bo de tributarios e oppressores dos povos. Do-
pois, com a nova lei, morreu o celebrrimo cha-
peo de que os ministros tiraran) os eleitos da na-
ao. O campanario vio agora que linha mais
forca que o governo relativamente. O campa-
nario declara-se tambem soberano, e os seus es-
colhidos nao temern o azorrague de nina disso-
luco, porque o nicho eloiloral l os espera sem
dependencia dos ukases do Ferroiro do Pa$o.
Por outra parteo gabinete jaesgotou todos os
recursos prematurimenle : deu empregos s mos
cheias e pouco mais lera que repartir. Dissolveu
una cmara,tendo a anterior sido dissolvida e nao
lhe resta aquelle recurso. Tresdssoluecs seguidas
seria caso para comprometler gravemente a tran-
quillidade publica, c viria lalvez o 6arn7 de pl-
vora. Nao ha de ser preciso tanto para desalojar
o Sr Fonles. E' sabido que este ministro dissera
na ultima seso das cortes que nao sahna do
poder, sem que um barril de plvora fizesse sal-
tar a siluacao dos seus oixos. Quando no 1 do
Janeiro foi completamente derrotado em Lisboa
pelo Chaves, honesto burguez que em tempos foi
mercieiro e servio honestamente diversos cargos
parochiaes e municipaes, houve quem dissesse
que o ministro do reino liaba cabido cora um bar-
ril de manleiga.
Serio, serio. A cmara actual nao fcil de ser
disciplinada. O lado mais vulneravel da adminis-
traco o das medidas de fazenda. Sem ampliar
os trbulos nao se mantem o systema prodigo at
hoje seguido pelo gabinete. E' para repellir esse
novo gravames que eslo convergindo lodaa as
torcas c duvida-so muito que o ministerio sobre-
viva aos debates tinaneciros-
Ha urna questo gravissima que est agitando
singularmente a altenco publica, desde que ap-
pareceu na arena jornalislica um pequeo jornal
o Agapilo. O redactor rcsponsavel deste diaria
o anligo correspondente do Braz Tisana. Tem
saludo n'aquolla folha aecusaces vehementes e
repetidas contra o Sr. Marles Ferro ministro
da jusiica que diz ser complico dos moedeiros
falsos, pela prolecco que Ihesd.no publicando
o inquerito judicial a que ha lempos se procedeu
no Porto. Este jornal extranha qun o ministro
niandasse proceder a um oulro inquerito admi-
nistrativo, e insina que desle segundo inquerito
serao excluidos importantes eselarecimento que
o primeiro fornecia. Obstina-so mais o referido
jornal em dizer que os criminosos sao dous ci-
dadaos brasileiros altamente collocados. A 20 do
Janeiro lia-sc o seguinte as paginas do Agapito:
a Desmentido o nobre ministro, o desbaratado
as suas evasivas, o paiz pode bem avaliar a
verdade das nossasaccusaces.e reconnecer como
cmplice no mais inaudito escndalo o Sr. Mar-
tens Ferro, aue dcil e submisso as influen-
cias de dous brasileiros poderosos, deixa cor-
rer revelia a causa da honra de urna naco
que se v difamada pelos proprios criminosos,
que deviam ha muilo ser punidos, se nao for'a
o revolcante patronato, que os tem posto a co-
berlo da aecho das leis.
No mesmo artigo diz aquella folha que quan-
do se propoz trazer semelhante questo im-
prensa, foi porque tinha as provas ao seu alcan-
ce, e com ellas confundir os hypocrttas, e far
com quesejam punidos os criminosos etc., etc.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Eleulerio b. m.; S. Nicolao b.
21 Terra. S. Angela do Marina v. f.
22 Quarla de Cinza ; S. Margarida de Cortona f.
23 Quinta. S. Lzaro monge ; S. Milburges v f.
24 Sexta. S. Prelextato b. m.; S. Primitiva v. m.
25 Sabbado. S. Malinas ap ; S. Edisbeilo rci.
26 Domingo. Ss. Cosario o Dioseorn mm.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SI L.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das ; Baha,
Sr. Jos Marlins Ahes ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Ficueiroa d
Faria.na sua livraria praea da Independencia ns.
fie 8.
mez passado, oscrevu o inesuio
No da z do
papel :
O paiz sabe perfeilamente que de ha muilo
pesa sobre a nae.io portugueza essa tremenda
accusaeaode fabricadora das notas falsas do
Brasil, e em Lisboa, e especialmente no Porlo,
quandoos bensda fortuna avullam n'este, ou
n'aquelle individuo, vera logo o dito insulla-
dur fabricarle de moedn falsa..... A pro-
pria iroDrensad'ess^iaizl do Brasil ) te^for-
mado esse conceilo, e Portugal vive debaixo
d'essa presso infamante ha muilos
Mas o Sr. ministro dajustra, que
zes et no
^Tn_5DQl
governo, e que era um passo,
nem una providencia lem dalo para punir os
fabricantes de moeda falsa, e que tinha occa-
si.o de mostrar que os criminosos sao'Brasi-
leiros, usa de todo9 os ard'is, de todas as ma-
rinas, de todas as rnbulices e at infamias para
abifaro processo instaurrdo em que appare-
cem inculpados alguns personagens brasileiros,
que tem a 1-Wluekcu su/ficiente para su/focar
os brios do Sr. ministro da justira, que tanto
blazonava da sua honeslidade.
Cunlinuo a extraclar-lhe mais alguns trechas,
para fazer idea completa da enormidade das ae-
cusaces e da impresso que ellas teem causado
aqu.
Diz o Sr. ministro da justica ( continuava o
Agapito de 24 de Janeiro ) que o inquerito admi-
nistrativo a que mandou proceder, pode ser mui-
lo proveiloso ; aqui falla a verdade o Sr. Martens
Ferro ; porque iniaginou que seria proveiloso
ao empenho em que est de abafar o processo
contra os personagens brasileiros.
Porem nao ha de ser assim ; aquelle inque-
rilo urna tranquibernia monstruosa, llogal, e
altonloria do poder judicial; ninguem miis hon-
rado, mais digno e mais competente do que o no-
bre presidente da relac5o do Porto ; foi elle que
procedeu ao primeiro "inquerito, ou averiguaeo
que o Sr. Ferro tem em seu poder, e quetev'e o
186, acbar-se airela entao legaco imperial
em Londres a reclamaco da indemnisacao dosto
navio, capturado a 14 de marro de 1827 ao nor-
te-da linha, o condemiiado'em 30 do abril do
mesmo auno ; red
d ninisa'Wo^lo!
48:9919460.
Daremos a exposiro feila por melhor penna
que a uossa.
Sabio esta embarcaco da Baha em 12 do
novembro de 1826, com deslino a fazer esrravos
annos. cm Molembo, escalando pelas Ibas de S. Thom
ha 10 rae- e Principe, u mais porlos
reclamando os proprietarios a iu-
i.T31:390g376. e a legaco.....
portos onde lho conviesse
entrar.
Fundeada em o surgidouro de Ajud, a tro- :
car as fazendas que levara por buzios e raanli-
menlos, sempre escassos em Molemb pela al- I
fluencia do navios que concorrem a esse merca-
do, ah foi registrada e tornada pela fragata in- ;
gleza Maidstone, commandante o commodoro I
Carlos Bullen, era li de marro seguinte, e por
olio foi mandada para Serra-I.a, depois do lhe
tirar e passir para bordo do brigue Veloz toda a
sua equipagem, excepto o capitn e dous mari-
nheiros. N'aquella colonia, e peranle a deno-
minada commisso mixta Inso-briiannica foi a
mencionada escuna julgada boa preza em 30 de
Abril, com o fundamenta de ter sido encontrada
ao norte da linha, em o dilo porlo de Ajud, e
de haver sido illogalmenle aulorisada para fazer
aquellas e outras escalas constantes do seu pas-
saporlo, posto que a mesma sentenca reconheca
que do se Iht acitara a borda nem 'em trra e's-
crayo algum de trafico. (')
Fea evidenciado que laos commissarios nao
eram juizes. mas legisladores; em que disposi-
cao encontrariam ellos faculdado do condemnar
por lal molivo ?
Nao tendo a escuna, ao tempo de ser regis-
trada e aprezada, um s escravo a bordo, nem em
tena em feiloria alguma, segue-se que o caploi
exceden as regras prescrptis as inslrucces
Beduc^o das azondas ao proco do merca-
do cm Molembo.
Gastos em Ajud e Molembo.
Prero dos escravos eo morcado da Bahii.
Frotes de ida e rolla de Molembo.
I.ivro de prtalo.
' Matricula da equipagem.
Julgamento das soldadas nao ajustadas, e
valor dos escravos ladinos apresados.
Valor do casco e conrertos
_.Procuraro do mostr, olficiaes e tripola-
rao para reclamaco das suas soldadas.
Ouantidade do tabaco embarcado.
.Vivar do navegarn.
Negociacao brasileira.
Visita de sabida.
Extracto do passaporte imperial.
5Justificaeo de propriedade.
Nao possivel que esta embarcacao deixe de
ser indemnisada.
< governo brasiloiro sompro a considerou mal
julgada, ineumhirido sua legara o em Londres
da competente rerlamaco.
O navio, quando foi apresado, nem linha ac-
tualmente nem havia lido a bordo escravos para
trafico, sendo por isso tal condemnacao contra-
ria aos tratados.
descoro de sonegar ; commetta-so novamcnle i annexas convenco de 28 de julho de 1817 e
quelle magistrado o desempenho de outra ave- at ao propro tratado aoglo-luso de 1823 ; po'r-
riguaco, mas nao so v invadir o poder judicial, I quanlo, por qualquer dessas convenres. a de-
atlenlar contra a sua independencia, por um lenro e condemnacao s pode ter
abuso de poder inqualificavel, por um arbitrio "
immoral, que lem s por fim abafar um processo
crime, d-se andamento ao que scaclia instaura-
do; faca-se obra pelo inquerito do presidente da
relacio do Porlo, mandern-seouvir os presos que
eslo na cada d'aquella cidade, u nao esqueca
inquirir o preso Braga que est na cadoa do Li-
moeiro, aqui muilo perlo, em Lisboa, E ELLE
DIR QUEM E' QUE LHE MANDOU FAZEIt AS
NOTAS FALSAS, E ONDE EXISTA A MACHINA
INDUSTRIOSA......
Mais abaixo lia-sa na mesma folha:
Tambem repetimos ao Ilustre embaixador
do Brasil; a instancia por sua honra j devia es-
tar satisfeila. Sabemos que o governo do impe-
rio do Brasil (em feito allos empenhos para des-
cubrir quem sao os fabricantes de moeda falsa
ugar na con- :
currenca das duas hypolheses : 1.a, de elTocti-
vamente sa acharem a bordo alguns escravos, de
maneira que se realizo a apprebenso corporal ;
2.a, de lerem sido lirados, trocados ou permuta-
dos em lugar nao comprehendido nos limites,
onde seniclhante commercio licou continuando!
permillido.
c Nao obstante, a commisso denominada lu-
so-britannica condemnou a escuna, bem que, na !
sentenca os juizes reconheram nao ter ella lido ;
escravo algum a bordo, nem haver sido encon- I
Irada era flagrante delicio ; fundando-se para se-
mediante julgado em que nao era permillido
escuna entrar em porto algum da Cosa d'frica,
que nao fosse dos licites para o trafico.
Nos se deriva tal fundamento de um argu-
mento capcioso, mas torna-se absurdo. A f icul-
ravos s a que se res- .
sabemos mais que avultadas sommas sao postas dade do trafico de esc
disposiro para proceder s diligencias; apon-, tringio aos porlos designados polo Irlauo, sem
tamos ao nobre embaixador um raeio de confie- que se iniposesse reslricrio alguma a lodosos
cerquoni sao os criminosos ; exiga a publicaro niais ramos e gneros d'o commercio. Toda a
uo inquerito do presidente da relaro do Porlo e| vez qoc ao norte da Equinocial su nao traflcasse
I pode saber quem sao os acensados de em escravos. todo o mais negocio era permillido,
i falsas; questo muilo sim- e por isso aquella embarcaco que a esse lempo',
fabrica rom
pies, ele., ele.
O Vorluguez de 28 de Janeiro resumi toda a
lueslao n'um artigo que lhe mando: Nesse ar-
tigo, citando oulro que o mesrao jornal escreve-
ra a 11 de agosto do anno passado, la-se: F,'
lempo de acabar com estas escandalosas deferen-
cias. A lei tanto castiga o nobre como o peo,
o embuxauor como o cONSii.. Ko nos obriguem
a por em pratos limpos todo esle negocio.
A Vccoluco e o Poc/amenro lem escriplo al-
guns arligos mostrando que a publicaro do in-
querito nao curial e seria intempestiva, assim
como o nacionalisar um crime que est alecto
as pesquisas judiciaes.
posto despachada e habilitada para o trafico, pro-,
terisse este para fazer aquelle, por exeniplo, o
de ouro, marlim, etc., uern violava os tratados,
nem pralcava delicio.
_ Alm disso, a commisso luso-brilannica'
nao era a esse tempo compelente para julgar as
propriedades britannicas apprehendidas em Ira- i
tico illicito, as quaes s podiam ser julgadas po-
la commisso mixta anglo-britanuica Soria ab-l
surdo suppor que o governo do Brasil entendes-
se consentir em que os navios de seus subditos
fossem julgados por juizes nao seus, ( Para evi-
tar repetices, suppnmircnios aqui o desenvol-
vimenlo desta these. que julgamos ler levado
u caso e que o Sr. Maciel Monleiro, segundo evidencia na Primeira parte desla Memoria).
a dizein, dirigi urna nota enrgica ao nosso No tocante faculdado de fazerem os navios
brasileiros escala por quaesquer portos que lhe
aonvenham, ainda quando situados ao norte do
Equador, cumpre notar que nunca os tratados tal
impedirim, toda vez que nao se lizesso com-
mercio illicito de escravos c que essas escalas
nao servissem de pretexlo para se ello conimcl-
lor abusivamente.
me
governo, eque era consequencia o ministerio pu-
blico ji querellou do jornal Agapito. O Sr. Mar-
tens Ferro tambem querellou do referido jornal
Parece que o advogado do minislro da justica
ser o Dr. Holtremann, e que o redactor Vicgs
nao actiou por ora advogado. E' quanlo se. O
negocia est muilo feto. As cmaras ho de lo-
mar conhecimento delle. Nao me quero encar-
regarde boatos e rumores. Du-se que por tr3z f Jlouve> sim. uma portara, bem ou mal con-
de Agapito anda alguem que deu o dinheiro para i ce^lda' recommendando que se nao pennillis-
o costeio do jornal e altamente ernpenhado SCm a.os nav">s scalas ao norte do Equador, mas
neste processo, tendo sido a questo do moeda | cra.l*"meiro lugar_essa portara tinha data de
falsa o nico molivo da creaco darjuelle ocriodi-! j Janeiro dc 8' emquanlo este navio ioh-
co. Assevera-sc mesmo que esse alguem une I ,'"""/ er.aJ^ linha
-----.....que esse alguem que
inspira o sobredito papel tem sido aecusado pela
opinio publica de semelhante crirae, e diz-se
que faz agora este escndalo para provarque nao
ello o fabricante de notas falsas.
Soja o que fr: abstenho-me de emiltir opi-
nio. Os tribunaes pronunciaran! o seu rere-
dictum e creia que faco votos para que a verdade
Inumpbe. Porluguezes ou Brasileiros, sejara
quem forem os deliquentes, mysler que a acro
da lei castigue o crime e se desmascarem os que
abusam assim da impunidade. Eslou persuadido i {
que os nossos co-irmos desse vasto imperio as-
sim pensam tambera. Nao faro questo de na-!
cionalidades. A
mopolitas. Ajus
ca-se ella sobre q
ha sabido da Baha cm no-
vembro de 1826 ; mas nem oulra intelligencia
do que a supramencionada licito dar a seme-
lhante ordem do governo, porque alias viria a
impedir-se ou a restringir-so aos subditos brasi-
leiros o commercio do ouro. mirlrn, pannos,
azeile de palma, e oulros arligos de permuta na
cosa da Mina, e oulros ponlos d'Africa, limila-
o ou reslrcco que os tratados nao eslipula-
ram, que nao pode entender-se sera absurdo. On-
de est defeso que um navio, cm lempo em que
podia ser e era licitamente destinado ao trafico
escravos nos porlos perraittidos, toque antes
ou depois, em algum porto, a commerciar era
virtude, como o crime, sao eos- ros nrllS,s de Permuta ? o que a lei prohibe
liQa de todos os pcvo Exer- i quf se lrallT,e t:"1 escravos fra dos porlos in-
uem houvcr merecido os seus1 e os Juus nao deviam achar hesilaces j
rigoroso a opinio publica icar sitisfeila "em s"Pl)0-'as. para, a seu arbitrio, condemua-
Para o paquete de 13 lhe commuiiicarei o I re"\neS0f'u^f mnoccnles.
mais que haja occorrido. _"_reclamante tem sentenca de justificaro
O Aron cnlrou hontera e parti logo para Sou- I do1si"lslro. cni o julgado das perdas, danranos,
thampton. sl vai pelo Milford Haven O Por- e os cessanles. avahados em 131:3905575.
Apresenlaram-sc os seguintes documentos ;
Certificado do apresador; defesa e recla-
maco do apresado ; senlenca em Serra-Lea, e
outros documentos processados naquella colonia.
Protesto e jusiilicaeo do piloto Antonio
Jos Calvo, na ausencia do mostr, ludo pro-
cessado e julgado na ouvidoria da allandega da
Babia.
Qualificaro de ser cidadao brasileiro Ltiiz
Antonio do Passo.
A
lugal da companhia Auglo-Luso-Brasileira enlrou
'a 20 de Janeiro.
A bordo da galera Cidade de Ilelem do Para
houve 4 casos de febre amarella, sendo 3 fataes.
O governo tuandou-a para Viso farer quarente-
na, para onde sahio na tarde de 14 do mez pas-
sado rebocada pelo vapor de guerra portuguez J?s-
tephania. A carga que j eslava desembarcada,
coirama, encommendas etc., foi queimada, pa-
gando o governo as competentes indemnisaces
que ouvi andar em vinte dous contos de res. O
estado sanitario, gracas Providencia, continua
a ser muito satisfactorio,
A familia real lomou lucio por um mez, por
ter fallecido a gran-duqueza Estephania de Ba-
aqueaco da escuna Tentadora.
Manifest c factura ea carga.
E de que modo os cousas corriam cm Ser-
^'^ZX^tfoo0^:
L.
dosa memoria.
Por hoju nada mais.
ESTADO DO MERCADO.
Inscripres de 3 0/0 de assentamento 47 1/2-
47 o/4.
Coupons-40 3/8-46 5/8
Divida diforidu 34-341/2.
/I
Banco de Portugal 553555J>.
Dito do Porto 256S-258.
Vraras eslrangeiras.
Pars 26 de Janeiro.Os fundos franceses de
3 0/0 eslavam a 68 fr. 80 cent. Os de i 1/2 p/c
a 96 e 80.
Londres 26.Consolidados nglezes 94 3/4 at
94 7/8.
id 27.Os fundos hespanhoes 43 c 80 c
d
Madrid 27.Os fundos hespanhoes 43 c 80
lvida difforida a 33 e 75.
INTERIOR.
Coiuiiiissfii Anslo-Brasileira.
PREZAS.
Artigo XXIX.
SK G C t D A PARTE.
Escuna a Tentadora, da praca da Bahia. Pro-
pietario Luiz Antonio do 'Passo, hoje suas
herdeiras.
Diz o Sr. baro de Carro, no seu relalorio do
missao se exprime assim
......O supplicanle teem recorrido aos diffe-
reutes procuradores desse tribunal, para formar
sua defesa, mas infructferas bao sido suas dili-
gencias, a v-se obrgado a defender-so por s.
S nos admira que era Fretowne achasse um no-
tario que Ih fizesse a esmola de redigir ura pro-
testo ; lalvez seja porque esse uotano se chama-
va Savage.
Transcrevamos ora parte dessa sentenca, que
nao deixa de ser curiosa :
.....Na ausencia de commissarios de S. M. F.
declaran) que a escuna Tentadora eslava, na oc-
casiao era que foi lomada e apresada, emprega-
da no trafico illicito de escravalura, ficandopor
isso sujeila pena de ser confiscada ; e condera-
nam a dita escuna, seu massamc, apparellios e
parlencas, e os bens, fazendas e raercadorias riel
la carrogados, como preza boa e legal, por ter
usido aprezada uo dito trafico Ilcito de escravo^ ;
e tambem declaram que, ao tempo de se pausar
a dita sentenca, nenhuns escravos eslavam a
bordo ; mas que a dita Tentadora fra aprezada
era Ajud na enseada do Benino, na latitude 5
19' N., sendo regularmente aulorisada a f.7.
escala pela costa da Mina, ilhas de S. T' ',? !,
Principe, corno consta do seu passar r,' .-_.
wX'na Dahia aosUd,: n^mb",d:
Artigo XXX.
Galera S. Benedicto, da prara da Bahia. pro-
prielario o commcndudor Joaquim Josf de
Oliveira depois suu riura testamenleira ein-
tentarlante Anna Josepha do omfim e
Oliotira, epor marte desta os actnacs admi-
nistradoras c testamenteiros do casal Manoel
Domingues Lopes, J0s{ Marinho Pires e Ma-
noel ius Correa de S.
O preprietario do navio propuzera a resgate de
escravos em Molembo, porto entao permillido, a
sua galera. Teve sim cuidado em despacha-la
Com todas as formalidades e inlcrvencao de to-
das as autoridades que podiam tomar' perfeila-
mente legal a oxpedieo. Cora esse despacho se-
quo da Rabia para a frica a 1 de man) d-
1826. Tornou-se a riagem longa, escassaram
grandemente os mantimentos e lavrou-se lermo
do mar, protestando pela necessidade que havia
de ir refazer a Onim eu Lagos, e tomando-se esla
direceo achava-sc j o navio prximo da cosa
quando enconlrou uma canoa Iransporlando 2.">
negros vres que regressavam de preslar servi-
ros em oulro navio. F.sles negros informaram
ao commandante deque all n.io havia o neces-
sario que elle procurara, e como ellos dissessora
ser muito pralicos da cosa, propoz-lhe enlrarem
para o navio alosados, servindo-lhu nao s de
guia niquelles pontos da viagem, mas de media-
neiros para compra de manlimenlos, lenba, ele. :
assim se concertaran) o nieslre e os prelos livres,
melteu-so a canoa para dentro e seguio viagem
para Acara. Na digressao foi a galera registrada
pola corveta Fiques e por outra escuna, acha-
ran) neste navio ludo cora ordem e deixarain a
galera proseguir livremento.
Achava-sc j na altura ae Acara, quando foi
encontrada pela fragata inglesa Brazen, a qual a
detere, examinou os despachos, e declarou aue
ficava prisioneira.
O mostr, ahombrado do lal deliberaro, do
que nem se lho davarn os motivos, protestou
contra semelhante violencia ; e receioso do que o
molivo fosse acharem-se a burdo os referidos es-
cravos, provou al com os dfpoimenlos desses
negros livres e a exhibico do tralo escriplo, que
nem osses homens eram escravos, nem o navio
e destinara a tal commercio naquellas para-
gens. O cornmandanle de nada fes caso; lomou
a si o passaporte, a derrota e os domis papis :
lancou ao mar a canoa, meticu no poro os 2")
negros livres, deixou somonte a bordo o mostr
o dous marinheiros, eordenou a ura capilo de
presa que levasse a galera para Sorra Leda, onde
euectiramente chegou a 1 de novembro de 1826.
Apenas o navio aporlou a colonia ingleza, foi
submettido ao julgamento da famosa commisso
a qual segundo o costume, era somei.le composta"
de Ingleses, e em todos os annos podia ser em
tal poca uma commisso anglo brasileira, por
isso que nem se quer linham sido a esse lempo
jamis Horneados commissarios brasileiros. Islo
bastara para quoseconsiderassem nullos quaes-
quer julgados desla naturesa, e tanto assim que
foi esla a razao pela qual o tratado enlro a In-
glaterra e Portugal de 1817 mandou que- a In-
glatorra pagasse todas as embarcaces tomadas
e julgadas ato 1815.
Apresentou immediatamente o raestre com-
misso o seu protesto, repelindo que os prelos
eram homens livres, moradores do Acara, cuja
profissao era a de marinheiros de canoa : que el-
los se achavara a bordo em virtude de um volun-
tario accordo, pelo qual linham alugado a si
mesraose a sua canoa pela remunoraro do sus-
tento O de 48 r61o3 de tabaco, segundo se pro-
vava pelo depoimento delles e da tripolaro, e
pelo trato escriplo de que o commandante inglez
so apoderara, que o captor lancera ao mar aca-
noa e maltratara muilo a todas" as pessoas que
elle meslre nunca havia tentado escapar ao re-
ferido captor, o qual to pouco lhe nao tinha feito
signal de pretender visitar o seu navio ; que fi-
nalmente, commettida que foi a violencia, con-
tra a qual elle nao podia reagir, apresent.ra ao
commandante ingle/, um protesto, no qual allir-
mava o que ora repela, que esses horaens n.io
eram escravos, que pelo menos os nao lomara a
bordo nessa qualidade, e muito menos para tra-
fico
De tal modo se linham chegado a evidenciar
os fados, que a propria commisso, apezar de
exclusivamente composte de Ingleses, c anima-
da ao sabido espirito, reconheceu ter sido o na-
vio m presa, ordenando que fosse entregue ao
mostr ; o curioso porm que depois de esta-
belecer osle principio recusara arbilrar indemni-
saces, que aos proprietarios suavisassem a per-
da total da carregaro, as soldadas vencidas e
outras novas de Sorra Leoa para a Bahia (visto
nao se achar a galera cm estado de poder mais
demandar o porlo do seu destino). Esta sentenca
um modelo de conlradicco, e da demonslraco
doque significavam os famosos julgamenlos'd .
Serra Leoa : cumpre aqui transcrev-la, c r ara
queso nos nao imputem alteraces, seja n-, r0
pria lingtia cm que foi proferida ; v
Adrailted lhe said claira and pron nrpi1 thrt
ship and cargo lo belongas claimed M '
formably lo lhe provisin, of ihoT ;,,,,, ",
Iba same to be rostored to the el ,.'"'J- dcrrctH
use of the owder and propro' uHh l0T. lhe
,Z 'V r am0U'-'1 "'creof, and report the
same to lhe Comm lSsioniiers v
c V *\0.sfalso f"rther decrecd. that lhe said ahip
*-ff nf'c0.n'aving been detained to the Norlh-
ward ol the quator, indirect violalion of her
lasspoii, tfhch led the Captor, inte error, that
me wes nol ertilled to Deniurage for the period
o ner detenlion.
Bf.conheceram pois os juizes britannicos que a
re .lamaco do capilo da galera era fundada, e
4ue, segundo o theor dos tratados, devia ser
restituida, bem como as cusas, perdas e gastos
occasionatlos cm consequencia da referida cap-
tura, ordenando que o contador calculasse os
a'8n'ismos respectivos. Se all acabasse a sen-
.u(a, oslara o fado em ordem, pois o art. 8o d
rcgularaonto tinha singelissimas applicacoes ao
caso: mas nquellessonhores desmancharn) com
os ps o que linham feito com a cabeca, por
quanto logo em seguida determinaran) que a re-
ferida galera nao linha direito a indemnisacao,
por demora, quanto ao periodo da sua detenjo,
ILEGVL


m

nn
MARIO OE PEB3AMBUC0. SECUNDA REIR 2* BE FEVEREIRO DE 1860.

pui is.su que luilia siilu deuda au norle uo fcqua-
dor, em viclaoao directa do seu passaporle, o
que linha nduzido o captor em erro.
Antes de passar alm admiremos esto jerispru-
censuioraos o S>r. Ur. chele de polica pela sua i proeesso, dissiparam as Uuviuas, podendo-so pm-
pronunoio, mas pedimes-lhe venia para diacor-! seguir hoje iros termos da lei, cm vista das sen-
dar do san opiniao. Para nos est liquido, se-
gundo o juizo dos peritos ao corpo de delicio
dencia, contradictoria e absurda. Narcgjra a ga- eipresso que os [orinientos nao eram de sua na-
lera era conformidade com os tratados sendo il-
legalmente detida ? Soo-lhe devidas todas as in-
deranisiicoes do arl. 8"? Navegava ella ao con-
trario, infringindo as dUposiroos dos tratados?
Nenhuma indemnisaco Ihe devida.
Como se pretenda colorir urna iniquidade,
juntou-se ao primeiro excesso de fallar juslica
em nome da Justina, nutro quo uo parecer mais
grave: o do citar falso, pegaram-se aos cha-
mados juizes a urna disposico do regulameuto
invocando somentc algumas palavras, mas fu-
Rindo das que com essas formara um todo, dia-
inctralmenle opposio sua pretenro. Diz o
tratado o seguinle :
No caso em que se prove de una mancira
evidente para os juizes de ambas as nocoes, e
sera lhe ser preciso recorrer deciso do cora-
inissario arbitro, que o captor for nduzido a er-
ro por culpa voluntada e reprehensivel do capi-
lao do navio detido, nesse caso somentc nao te-
la o navio detido direilo a reerber, durante os
das da delenco, a compensacao pela demora
estipulada.
lurea morlaes, alias elles nao fariam depender
moite da falta de tralaraento e remedios con-
venientes ; e tambera fora deduvida que es.ta
sunhora nao leve a menor inlenc.io de matara
sua escrava pelos insigiiikantes'motivos que de-
claran! os escravos denunciantes de ter a falle-
cida manchado urna peca de panno no engom-
raado.
Nao ha pois fundamento algum jurdico, nem
prova legal da existencia do delicio, seno o
faci da raorle anterior ao faci do castigo nao
mortal ; mas podendo esto cffeilo ter oulras
causas, nao julgamos boa lgica cm materia to
grave a que discorfli pelo principio : Posl hoc,
ergo ptopter hoc lo combatido. Sobre isto cum-
ple notar que os fcrimciilos dos senhores em es-
cravos nao sao criroes, como os de um hornera
cm oulro homem; c que em caso de duvida
sobre o resultado, se deve a justica inclinaran-
tes a favor do senhor do quo do escravo.
Nao queremos resuscilar os anligos costumes
de Alhenas e Sparla, c nem mesmo queremos
admillir o que nos Estados-Unidos se pratica,
tencas verificadas e das concordantes informa-
r-oes obtidas da secretaria presidencial, como
deixo declarado, instruido e prvido nos papis
respectivos.
A irregularidade no modo de procedor na re-
messa c recebimenlo dos presos* pelas autorida-
des dos termos da provincia era geral e desla ca-
pital, e nos respectivos asscnlamentos, subia a
poni, que era se quer a ordem das jurisdieces
era guardada e a certeza da competencia lirnada
para os devidos efeitos da lei.
Assim que nimios sentenciados a gales achei
a disposico da polica, enviados dos outros ter-
mos em difierentcs pocas, devendo ser entre-
gues ao juiz execulor a forma c para os efTeitos
da lei ( cdigo criminal artigo 44 e 311 regula-
memo numero 120 de 1842 artigo 07, aviso 256
de 24 do dezembro de 18(9 ) e muilos da mesma
pena, figurando nos assenlamentos como ja em
cumprimento de sentonea. altelos ao juiz muni-
cipal, estando alias as sentencas suspensas por
dependencia de ulterior julgamento por va de
proleslo^i do deciso de appcllaro, e em nao
poneos c*Bos, desde mu tos anuos.
A mesma inverso das jurisdieces e a mesraa
desordem e sempre igual deficiencia dos assen-
Veja-sc que mullidao de circumslancias ina- j considerando os escravos como nao sendo da tos, no poni Je vista do indispensavel conheci-
mento do estado actual dos livramentos c do re-
sollado dos recursos, dava-se tambera acerca dos
reos de outras penas, por difierentcs delicies, in-
clusive os da lei de 10 de junho de 1835.
No que respeita smente aos reos de pena ul-
tima, notavei que nao menos de 13 ( fora os
que peios exames nao pudo conhecer as senten-
cas que liveram) se conservera sem conhecimen-
lo, intimadlo e averbaco da final deciso con-
atoria ou commula"tiva das sentencas, c per-
plieaveis ao prsenle caso : era
juizes fossem de ambas as nocoes ; e estes nao
s nao eram inglezes e brasi'leiros, mas nem
mesmo inglezes e porluguezes, e somonte in-
gleses.
Lxige-se urna circiimslancia grarissima, cujo
espirito bem se comprehende, que a unanimi-
dad* da-opiniao dos juizes das duas nacoes sem
ser preciso recorrer-se a arbitro, o que cerla-
meHte fcito com o lim de patentear que, era laes
casos, assim ojulgou tambera quem era o natural
prolector do navio detido; aqu corren ludo
mister que es I especie humana, principalmente nos estados do
'sul da mesraa repblica, onde a barbaridade
excede a ludo que se pode imaginar na civilisa-
eo moderna ; mas queremos tambera que baja
tolerancia a favor dos senhores em quanto nao
se abuln a escravalura ; queremos que nestes
casos, em que a morte nao est legalmenle
provada o senhor nao soja incommodado pela
juslica ; porque alias coagir os senhores a nao
castigarem mais os seos escravos.....ix i ^- de
de veidado das
de processos rr
X." No prazo e sob a comminaeo assiguaOos,
o mencionado juiz, em visla da lisia formulada
em correicao dos 40 presos da cadeia achadossLpor' particulada..
sua disposici coi ossenlatnenlos irregularesV forenles parcialid
dependencia de providencias a bem de seus li- '
vramenlos ou d9 execuco das sentencas, far
corrigir laes irregularidades, e providenciar no
sentido das indicares da lista e da lei.
3." O uiesmo preceito, prazo e conminarn li-
gam ao Dr. delegado de polica, afim de providen-
ciar de jgual modo, em vista das listas dos presos
iivrcs c escravos adiados sua disposico na ca-
deia e'\na casa de aorreceo, os primeiros era
circumslancias semelhanles dos da lisia sobre-
dita, e os oujros sem o deslino da lei ; ficando
igualmente relevadas, por esta vez, asfaltas pie-
teritas, na mesraa esperanza e por idntica razo
cima mencionadas.
uUfccaroes
ftis!ddWr
s allusivas 9 extravio
mola ou rcenle dala,
regados pblicos d*as dif-
olilicos da freguezia da
Conceico dos Gudj^Ks, colligindo as provas
que adiar, requeremW'os inquerilos necess:
e denunciando os culpados.
3." A indigoaco, tarabem desde^fao atra-
so que se arge ao subdelegas^fc polica da
villa da Cuta, por soltar indeuilamenle ura in-
diciada de crimo de morte, comparecenlo em
juizo c adiado como tal; recollignido as provas
do fado e raclificando em juizo a denuncia sup-
posla extraviada.
4. Individuada represerttacao aojuiz cor-
regedor, oorescriptoe apsa audiencia geral da
abertura da correicao, dos embaracos quo tiver
. adiado as leis ou na sua execuco por parte de
4. Lmendar tarabem o juu municipal, na | quaesquer autoridades, era prejuzo da ba ad-
mesma conforraidade, o abuso de longa e hodier-i ministradlo da iustiiM ; e bem assim dos abusos
na dala constante da rela.;ao que se lhe entre- errs ou omissoes que reclaraem raais prorapla
ga dos 84 sentenciados remettidos para a casa de providencia,
correc.o, sem guias correnles e declarativas de 22. as seguintes correices ser allendida
furnia das indicacoes conleudas na dita 'relarao
e seu additaraenio, e dos proviraenlos nos repec- |
iivo8 papis do ca torio das oxecuooes.
5 Nao archivar o escrivo das execuces. los
levelia de loda e qualquer prolecco, lransfor-1 porisso arrastados peante as juslicas do paiz.
lue.morram por urna causa qualquer, que se sistindo indecisas e suspensas as execuedes, sem
suiciden mesmo sem saber como, e que sejam embargo de datarem alguns dos recursos, de inui-
maiido-se esla disposico de justica na da mais
completa parrialidade.
Era preciso provar (note-se bem com que encr-
j;ia o tratado se exprime de una mancira evi-
dente e coetemente que o captor foi induzidb a
Mro por colpa voluntaria c reprehensivel do ca-
pioo. Absolutamente nenhuma culpa volunta-
lelo tcrrivcl!.'
Explicando o fado c nosso silencio i respeito
delle tica por isso respondida a Moderaran do
M.iranho que nos censura por nao termol-o
lo-o denunciado ao publico, se bem que seu re-
dactor parece ler com essa censura querido al-
canzar os nossos patricios os senhores comman-
ria nem involuntaria, reprehensivel nemjustfi- daniessuperiores Joaqun Mendos da CrozGui-
cavel p.iteiiiearn laes actos pof porte do capitao. maraes, Jos Antonio Pereira Pacheco c sena-
tos anuos, e sabendo-se aliundegis decisoes .
Smente por inforaoaco d^ proprio preso ou
por nofrcia vaga do carceiviro, e pelas dejornacs
traduzidos nos seus essenlos, pude saber do es-
tado actual de algumas dessas cousas.
Por vezes, depois de folhearmos. cu e o Dr.
promotor publico que acompanliava-uio na syn-
dicancia, assenlos o livros que se retoara de
una a ouiros, era o preso quem nos di/.ia ou a
seutenca em virtude de que o remctleram para a
III
Proveduria.
23. Cessando o inteiro olvido em que. demui-
s aimos, ja/.om os nngocios dos diversos ramos
neni oi raandaram os juizes, como se ha feito. as da competencia da pruvedoria, nos quaes alias
guias de sentencas Ilquidas, sera o competente mui vitalmente ciilendein os interesaos da fa-
nprimento das diligencias de liquidarn ; zonda publica e os de muilos particulares, o ser-
vil.-" pin, a economa dos eslabelecimentos cari-
dosos esuas adrninistracoes. e o bem-eslar de
nao poucos orphos, e pessoas niiseraveis, inle-
ressados todos por diversos ttulos, assim como
prejudicdos pela indefinida mora e uo cumpri-
mento dio quo Ibes dovido; recommenda-se
Qorlanlq mu instantemente ao Dr. juiz munici-
curaprindo a um e outros torera sempre em"vis-
ta o diligenleraoule observarem oque a tal res-
peito determinara osarts. Io, 10. 21 e 22 do re-
gulamcnto de 18 de marco de 1819, o que Ibes
ser indagado era correicao (art. 20).
0." Nao scrao mais relevados todos os que
esercam o dito carlorio da falta de fazerem e.-
ofllcio conclusos aos juizes lodos os processos de I pal e provedor, por si e ajudado da necessaria i
execuco criminal, em que houver sentenyas ou til promoco do respectivo promotor, que dS
luovimcnlo aos indicados
les lamen-
do fallccimento. co.o qnaasos orphos que Ihes
consto acharem-so rna^desamparados e sera
providencia acerca deJHUesons c bens; a ns-
tureza ey1 prnvavol desles, e por quem pos-
suidos ow habidos. *
Cnrtoriog.
36. Todos os escrives lero seus cortnos em
devida ordem, conservando os papis, eitos e li-
vros, lindos ou pendentes, systematicament* dis-
tribuidos e classicados, numerados conforme a
remisso exacta do ndice e ludo inventariado
pena de multa at OU^OOO, de que nao sero re-
levados cm correicao.
37. positivamente defeso aos tabellies de
de notas eslarem simultneamente ausentes da
cidade, uo s em lempo de ferias (aviso de 30
de agosto de 1852, c decreto de 30 de novembro
de 1853, art. 6o) como anda a titulo do servico
ou mandado do respectivo juiz ; pela conlrave-
coo, alera da ncro dos particulares prejudicdos
pela demora dos aclos dependentes do oflicio do
tabelliao, flc'ain"s*ijeitos multa de 100000, e
bem assim o juiz ou autoridade, das sujeitas
correiro. que assim os empregar ou tiver era
sua companhia, conjunclamento fora dos limites
da cidade, salvo com previa providencia legal
idecrelo de 30 de agosto de 1851, e de 30 de no-
vembro de 1853, ait. 6o.)
Cumpra-sc e guarde-se o presente provimen-
lo geral, e lancado no livro respectivo, commu-
nique-se por copio ou impresso fiel, aos empre-
gados a quera competir o seu conhecimento o
execuco.
S. Paulo, 31 de dezembro de 1860.O juiz de
direito, Jos Tarares Uaslos.
mullas Ilquidas : pena de seren multados at
10)j, euibora, depois da falta, lenham largado o
oflicio (regulameuto citado, arls. 20 e 22.)
7. rica prohibido no interino escrivo do ju-
ry e execuces accumular oulro qualquer oflicio
de juslica, ainda a titulo de mera iclerinidadeou
enramisso (lei d 3 de dezembro de 181, arl.
1IW, aviso n. as de 20 de junho de 1841.) sendo-
A circumstancia dos negros adiados a uordo foi dor Paula Pessoa pelo parentesco que lera com cadea da capital, ou a pena em que linha sido lhe permiUida a oico dentro os aue actualmen-
tao dcmonstradaraciite innocua, que nem mes-; essa senhora, aos quaes por certo poupana o reformada ou cummulada sua seutenca. le exerec no iinprorzavel nrazo do cinco dias
mo peranlc a commisso se alreveram a sosten-! desgosto de publicar seus nomos innocentes ueste Restas circumslancias verifiquei a 'estada con- Nao Me ser porra aceito a exoneracao antes
ti- o acensadlo ueste lerrcno, Ocou somonte a caso, se nao quizesse accrescenlar a allliccao ao juncia de quatro pacientes, viudos da Casa flrau- de cumplido'o une nesto nrovimenlo se lhe de-
oulra iiit-reparao. igualmente pueril, de ler sido aflliclo po. essa mesma causa. co, com este singular assentamenlo desde leve- termina, e restabelecido oservicodas execucs
adiado o navio algumas mil has cima do norte Mas emflm sao gestos de cada um, queso reno: Al ver dUposiro de quem deeem do nimio atraz o desorden em que so acha
afilelo por essa mesma causa.
Has omfim sao gustos de cada ura, que se
importa mais com o que vai pela casa dos ou-
Oual c. porra, a disposico dos tratados que I'res do que pela sua; restando-nos smente
aniorisa por isso os procodimentos de que se Ira- i dizer que o Pedro ii nao lera redactor advo- lecm deixado de afleelar tambera aos inleresses
ca, com este singular assenlameuto desd
roiro : Al ver disnosirao de
ficar
Descuidos semelhanles
ta? Como se poden evitar os sinislros e succea-
SOS de oir.i ui.iior no mar? tlnde se vio jamis
que se punisse ura homem por aquillu que nao
poda deixar de fazer? O termo de mar manifes-
loo os Fundamentos da forrada arribada ; alm
lissi o longo esparo de lempo que por ventos e
mares ronlr.itios a galera leve de supportar no
mar, oque assim llie fez escassear todos os man-
tiinenios, fcilmente o poda o aprezador avaliar
pela derrota do navio. Mas lia mais, qnal o tra-
tado que aulorise o nprisionamenlo de um navio
por isso que encontrado ao norte do Equador?
O objeelo das convences foi, por liarte de am-
bos os gorrinos, vigiaren) que os seus subditos
izessera n commrrcio illicilo de escravos,
mus isto ludo em conformidade com os tratados
c nslrucres annexas ; ora, em parle nenhuma
dessas dispcsicods ulcrnacionaes apparcoe a pro-
hibico de qualquer arribada a que se soja abso-
lutamente obligado por torra raaior ; porque isso
seria um conr(asenso opposto a todas as leis
existentes, e at aos principios geraes Ja huma-
nidade ; nem na idade media, no lempo em que
vigoiava o direito albinalo, e at o de confisco
dos bensdos naufragados, fui mais longo a odio-
sa prelenco.
Que o navio fosse risitado nao assumpto de
importancia, porra detido ( mil vezes menos
condernnado] um acto que nostas uircumstan-
cios ii.' o tem nome.
Continuando a nossa narrac2o, diremos que,
em viitude da apontada deciso da chamada
commisso mixta, apresentou o Registrar ron-
urna coula que j. era ridicula e que assim
mesmo foi glosada pelos justos conmissarios, os
quaes ordenar.im queso se pasasseao meslrede
S. Benedicto <. 22 o tu scbelings por despeza
da demanda, e #. 10 privo e
gado que se callasse por
interesse assim nesie
[PfdrojTJ.]
ca I, como ha acontecido com os escravos apprc-
hendidos por desencaminhados, e quo achei do-
lidos ii ni na cadeia a 6 inezes, e alguns na casa
de covrecco desde inezes e annos, enfermando
na recluso e absorvendo o seu valor cora as
despezas do deposito c IraUraeutu, sem sercra
.entregues a quem peiteuco ou transferidos ao
itelUlOI'IO C pi'OUlllClllu gem CIU C0r-J."1"'. dos residuos, como o devem ser depois do
(50 dias da apprehenso, na frma e para os de-
vidos elidios da lei e regularaeutos respectivos
Dns tactos, sobre ludo, arguem a iuatlengo
dos juizes, promotores pblicos e escrives, que
iprido o que nesle prorimcn
termina, o restabelecido o servico das execucoes
do nimio alra/o 0 desordem era quo se acha
Cessando o abuso de ciilenderein as auto-
nao i ridades que leein feito o seu ollicio e declinado a
rcsponsabilidade mandando guardar na cadea os
guias
: dos senliorios particulares e da fazenda provin- presos receludos de outros districtos, sera as
JURISPRDENCIft.
ItlODKJ.WEIUO.
reiiao.
Primeira parte.Belatorlo,
i.
e ui prr.-o uc urna amarra per-
dida pelo raptor! .Viuda nutr curiosidade, o na- :'.'' f"os. J"J '1'"-' baria deixado
vio manda-se entregar ao mastre u abonara-se-
llies as despezas com os calcules fritos rom a
demanda e aliual nao se lhe d indemnisaco
alguna.
Levara o navio da Babia para o seu deslino
4,200 rolos do tabaco, 50 pipas dr genebra, da-
masco, agurdente, ele, e voltou de S -rra Leda
(segundo o documento dado pelos inglezi i d
lastro, C apenas crin ^ rulos avariajos de la-
. i u de lorua-viagem, sendo est a grande car-
ga |ue una cerlidu da Ifandega raoslra ler re-
gressado Babia, o nao acharam aquelles
iihues objecto algum para indemnisaco.
O mestre linha j em Sena LeOa protestado
contra o capture depois contra a commisso ; re-
novou-se esso protesto na Baaia, onde lano o
so
Dislrabido em roda um dos annos de tuinha
estada e exercicio ncsla comarca era commissoes
do goveruo, que inlerrompiam-mc a jurisdieco,
e estando quasi apagada, ueste iniporlanle foro,
a idea de correicao, pela serle de annos decorri-
dos da ultima, ftila por um de neus honrados
predecessores, previa eu, como todos os honens
liitelligenles do nosso foro, o desmedido peso de
servico da syndicancia quo, a primeira vez, ra-
me agora pralicavel.
Nao leudo nunca disposico para Iludir a lei e
tao poueo o habito de salisfazer, apparenlente
e de era formula, o que ella comnclte ao olfi-
rio do juiz, ou ao menos nao malando-ruo. anda
de lodo o espirito a con lidio misrrima do ma-
gistrado brasileiro to altamente significada reto
protesto mudo de nossos so Trini en tos, nao poda
por lano conleiilai-me com o expediente de, em
vez do beneficio de algum irabalho real laucar
alii alguns vistas formalmente e deixar alguns
provmentos ligeiros nos livros, aulos e papis
dos diversos ramos em que cnlende a aleada da
correiro.
Nestes termos c na irapossibilidade pliysica e
oral de ver e provee conscienciosamenlc, em
do ser Blipe-
rinlendido e examinado em maia de una dezena
de anuos, fazia-se mister dividir, por esta vez e
pelos primeiros seguintes trabalhos de igual na-
lureza, os assumptos da competencia correcio-
nal, no empenho real do mclhor os examinar e
! atiingir o lim til da lei.
Na esculla nao hada hesitar ; os orphos, que
con razo fruera ampia protccc&o da lei, teem
um juizo tutelar e permanente, urna administra-
, cao especial e privilegiada, e. cora providentes
e cautelosos rogimenlos, tutores e curadores pos-
ios por escolha daquelles a quem a naluroza os
alVoiroa, ou pelo cuidado e subsidiaria providen-
cia di lei.
Os presos e sentenciados, porm, raais do que
os orphos, merecem allencao, como a classe
se teem succedido nesses dous ou tres decenios :
reporlo-nie aos provmentos que deixo nos au-
tos dos presos Jos francisco de Paria (carapi-
neiro) e America Jos, por eslarem indebilamen-
le como em cumprimento de penas liquidas, a-
Chando-os eu dependente ura de julgamento de
oulro jury, em virtude de protesto intentado da
senlenra do de Lorena em 23 de OUtubro de
1810, e oulro com senlenra pendente [por falta
de expedidlo, segundo os "autos do appcllacao
ex-oficio da junta de justica, desde 2'J do feve-
reiro de 18321
III.
correnles de suas culpas, processos ou sciilcn-
C.as : defendo e prohibo sol) a multa de 10(>5 que
o juiz municipal, delegado de polica e mais au-
toridades sujeitas 5 correiro conservera presos
em laes circunstancias, sem constaren dos as-
senlos e papis respectivos suas diligencias acti-
vas e reiteradas, e o resollado a bem do conheci- dores c i asaos mais podei
priso e do ulle-' 26. O escrivo da provedorii
inmediato e ampio
serviros.
2 i. No lomar as con las, quer as do
tos c residuos, quer as das adraiuistraces conec-
tivas ou singulares que as devam "prestar, da
competencia da proredoria (aviso de 28 de no-
vembro do 1831, regulamenlos n. 120 do 1812,
arl. 7'J ; aviso de 8 de junho do 1818, etc.) ex-
cita-se a particular atienco o diligeu.-ia do jui-
zo municipalprovedor para a continuadlo dos
fritos de. mais lempo parados e lomada das coa-
las mais amigas, [idos palpareis Inconvenientes
da mora.
25. Em todo o caso, para as testa mentiras e
mais cuntas que por maior importancia dos res-
pectivos! casaes c administraris envolvam raaio-
ros inleresses fiscacs, particlai >s e pios. appli-l
cara antes de ludo sua attenco o Dr. juiz pro-
vedor, alagando quaes se aden nessas cir- j
cumsiancias o compellmdo activamente os res-1
ponga veis, de forma que por oceupar-se a justica '
de preferencia cora os mais pequeos, se n i
o escndalo de esqueceren-se as ubrigaces e os'
maiores encargos dos teslameiile.ros, administra-
menlo da culpa ou inulivo da
rior destino do preso.
I)." Pica entendido que as niesmasautoridades
nao podero transferir, de una a outra, os seos
presos sen Mies dar a nota da colpa, ainda que
os conserven por menos de 21 horas ; e a auto-
ridade que os receber dever immedialameiile
examinar se a liveram, e corrigir a talla (havcii-
do-aj, sob pena de serum respoiisabilisados.
10. A nota constitucional ser sempre expedi-
da e assignada pola propria autoridade a quem
perlencero preso, ou que o receber, nao em no-
me e assignaturo do escrivo, como irregular-
mente lera acoulocido, infringida a lei.
11. Para os devidos cITeilos sero diligentes os
escrives dos juizos respectivos e o das execu-
;des criraiuacs, era darem conhociineiilo ao car- -' Ss
carcereiro e aos presos das notas constilucionaes,
mandados, despachos e sentencas a intimar; c
mesmo mestre como o proprietario do navio 11-1 nienos amparada de prolecco e mais vseravel
' cm toda a accepeo jurdica, sendo que por isso
e por nao lerem como aquelles um sysleina de
legislaco lo amplamenle combinado e protec-
tor, a sua audiencia e o aecurado exame de ludo
o que Ibes diz respeito, o primeiro dever c a
zeram as suas juslilicacoes, que foram julgadas
por senlenra. Todos estes documentos se achara
Bubmcttidos actual commisso, bem como o
passaporte imperial, a caita de ordens equanll-
dade de outros papis- entre os qoaes as avalia-
Melhor do que podera eu dize-lo, mais lonza-
mente dao ben a conhecer o que achou a cor- na reincidencia das omissoes adiadas, sero mul-
eirao e esla a cargo das autoridades compelen- lados; nao ll.es sondo lamben mais relevada,
ar. j relaeoes circumslanciadas que bem como aoscarcereiros, a talla das competeii-
les verbas no livro da cadea, foi tas por estes ou
por riles proprios escrives, na forma da lei ()r-
deuaco liv. p'tit... regulamenlo n. 120 do 1812,
arls. 159c I i, clc.
12. Nos caso- om que permillida a llanca c
';>:> filias debaixo de juramento, e justificativas '"dispensavel introdueco do ollicio dos correge-
do quodro demouslrativo da indemmsicao, no
qualapi'is todas as deducroes feilas, e ex'cliiindo
ainda uumerosas verbas que os tratados autori-
s.irun a subraelter, reduz a indemnisaco pedida
i quanlia de 133:910^915 do capital cm os ju-
ros respectivos.
Acha-sc submctlido esle negocio commisso
anglo-brasileira, aomle tem o o. 2S.
CEARA'.
L'ni caso grave.
No primeiro de jineiro prximo passado, fal-
dores.
E o que providencialmente insina e prescreve
o decreto regularaenlar do 2 de oulubro de 1851
artigo 13 de accordo com os preexistentes regi-
mcutos, om que resplandecen] a equidade e sa-
bedoria dos antigos legisladores.
Assim que, sem dispensar'me cora ludo de al-
tendor ao que me foi possivel dos demais nego-
cios corregiris, e de prover, como adiaule farei,
o que dclles me cnsinavam alguns apentamentos
collegidos, volei-mc, de preferencia, audiencia
e inspeceo dos assenlamentos dos presos e sen-
tenciados da cadea e da casa de correro ; e nao
leccu e no sepultada no ceraileno desla cidade,' sendo seu numero lolal menor de 32', (odas
urna escrava do Sr. Jus Barbosa Cordeiro, e. ni
da trez para o lia quatre levanlou-so o rumor
p il lico p opalado por ura escravo. o um inolo-
que Jo ni'sino Sr. Barbosa, acensando a senhora
I). Mara Firmina sua mulher, de lel-o assassi-
nado com castigos. Para logo o Sr. Dr. di efe de
policio passou a lomar conhecimcnlo do caso,
fasendo exhumar o cadver c procedendo a vis-
loria interna e externa. CoMtou-nos que os
senhores doutores Poirles, Medeiros, u Hachado,
empregados no indo balalhao desla provincia,
adiaran varias eseariacoese conlusoes externas
em algumas parles do "corpo, e nada interna-
mente seno una adherencia da pleura aos pul-
moessigaal de amiga eofermidode ; pelo que I godos eriralnaes de senehante nalureza.
declararan; ser de parecer que a morl procede-
r doelas sevicias ou castigos, salvo o caso de se
lerem applscado os cuidados c remedios convoni-
entes.
\o me-mu lempo conslou-nos tambem que
antes de fallecer lora chamad o Sr. Dr. Men-
, --------os
oras ( posso dizc-lo ) de que podia dispnr de
todo o lempo da correicao foram consagradas
a esse trabalho, inuila 'vez cora prejuizo das do
repouso restrictamente indispensavcl.
Se o trabalho empreliendido e executado, al
quasi esle momento da audiencia ;cral do en-
cercamente da correiro, nao desmente sua con-
veniencia reconhecida priori e determinada
pelo decurso de annos, em que os eocarcerados
nao viam um juiz tomando-Ibes o rol individua-
daraente e examinando oque fosse a bem de cada
um ; o resultado dos exames, todava, nao sup-
puz nunca que excedesse tanto e lo desfavora-
velmentn o conceilo cm que me cstavom os ne-
II.
des
descobnodo-tbe um pleuriz, mandara applicar
unas ventosas e uns remedios que pedir em
rrreita ao Sr. boticario Antonio Thcodorico da
Costa, o que se verificara ser exacto.
Em presenca destas duas causas lo contrarias
, <5a niortt : os castigos ou o pleuriz. e alenla a
vorigrm de, boato partido de escravos contra seus
senhores, e a incerteza do corpo de delicio nos
icTiiios exprjlos, entendemos dever guardar si-
lenc^O al o llnal desfecho deste negocio; deixan-
Quanto a cadea, dos 171 presos ala examina-
dos de 19 at 30 de novembro, quasi todos t-
nho assenlamentos Irregulares o incompletos,
esparsos desordenadamente por 15 livros que
examinei, e muitos os linbam, ou to lacnicos,
les
uiaiidei formular, do todos os presos o senten-
ciados, as circumstancias de necessidade de
providencias,oque vo remellidas a cada limadas
autoridades, a cuja disposigao se achara.
\ olvendo syndicancia na penitenciaria c mais
dependencias da casa de correceo, de que oceu-
pei-me do 1." al 10 do corrate dezembro ; ao
lempo que comprazia-me de um rgimen a ll-
menle satisfactorio, que nesse imprtenlo esta-
belecmeuiu atiesta a iiilelligeocia e o louvavel
zelo do seu digno administrador, liv de sor-
preender-me cora a irregularidade do que par-
tencia ao ollicio da autoridade.
Alera de nao entender a pruvedoria, nem par-
ticipar o interesse fiscal provincial do que I lio
cabe, dos escravos indelinilivamenlo dolidos,
achei nao menos de uns 80 sentenciados, cons-
tantes da rclaco que entrego ao Dr. juiz muni-
cipal, remettidos para aquella casa om difieren-
tes anuos, sob promessa de opporluna reincssa
do guias, que anda se esperam !
A scmelhanle irregularidade accresccu a es-
tada all de sentenciados, cujas penas nao sao
cumpriveis era tal estabelecimenle, pela nalureza
e lim especial da instituirn.
Ainda preoccupa-rac tambera a impresso des-
agradavcl que deixou-o o exame do quatro co-
lonos estrangdros enviados pela juslica de paz
de outros termos da provincia, como condemua-
dos a sourerem priso com Irabalho al paga re m
a divida de adianlamentos de contrato de servi-
ros, cujo valor algumas das sentencas nao do-
signam.
Sendo naturalmente syrapalhica ao ollicio do
juiz a causa do l'raco assim como repugnante a
todos o que fere a honra e os inleresses vitaos
a priso livor sido eiu flagrante, ser lida era
falta a autoridade que expedir a ordem de priso
e nota da culpa sem declaradlo dessa circums-
lancia.
13. Adverle-sp lambem que, nos despachos de
ia (lea obrigado a
addicionar as relacftes dos testameoleiros e raais
a lminisliadores obligados a cotilas, que deve a-
ulai correicao [decreto de 2 Jo oulubro de
1851,- art. 30} a dodaraeo dos do contas pen-
dentes e do motivo de nao prestaren! ou ultima-
ren;.
27. Corrigindo, quanto antes, o Dr. juiz muni-
cipal e provedor u descaminho dos amigos livros
de lombus ecenias, e provendo sobre una neces-
sidade lo fundamental c mo indispensavcl da
instiluico, far crear, para ser apresenlado se-
iguinte correicao, u grande livro do registro e
tumbos das capcllas, ordens e contrarias, por to-
das rateando as despezas do costo, sello ecscrip-
tura.co, informa e com as exigencias dos arls.
e 10. i i S5 1" e 7" :> 5 1' e ii) ii do
decreto de 2 de ouiul.ro de 1851 aviso n. 274 de
22 do setembro de 1855.)
28. l'eiio e legalisado o livro mencionado, pro-
cc-ler inmediata c subsequenlemonle o juizo
aos registros o lombamentos respetivos a cada
ama das ce pellas c associoces sobredilas, me-
diante o exame de sua crcaco ou ereceo, insli-
luices, ttulos e coinpronissos, e mais diligen-
cias, inqoiriroes c procodimentos necessarios.
29. Por esla occaaio e para o dito tira, e ai-
tendidas as declararnos, limilacocs e explica oes
da i i decreto de 2 de outubro de 1851, arl. j
3" in fine, o art. 7; avisos ns. 245 218e 27^ de
lo e 17 de novembro o l.|u dezombro de 1853,
7 i.'o 22 .o seleiiKiro de 1855, etc.) prove-
DIARIO DE PERNAMBUCO.
s jornaes e correspondencias receidas pelo
Mfird'llaveii, continuara a oceupar-se quasi ex-
clusivameutc di questo italiana.
No da 21 leve lugar, enrao eslava annunciado,
a abertura do pariaraento inglez. A rainha Vic-
toria proferij nesse acto o discurso do coslume,
do 'nal indicaremos os pontos principaes : de-
clara que, baja ou nao rorigresso, a Inglaterra ha
de empregar os meios para que aos Italianos so
nao mponlia um govornc contra sua vontade.
Pelo que loca guerra hespano-niarroquina, diz
que o govemo inglez procurara evita-la e don
seus esforcos sro apresentados os documentos
convenientes. Accrescents que se ocrupa em
augmentar as relaeoes conrmerciaes com a Fran-
ca, devendo dalli esperar-se que a allianca entro
as duas naroes se estreitar cada vez mafs ; quo
ia ser mandada urna expedidlo para t China, era
concurrencia com as torcas francezas ; e que
con flava em que serio satisfacioria e definitiva-
mente regulada a queslao da ilha de S. Joo, a
qual se podia considerar provisoriamente ajusta-
da. Tambera se prometi ura projecto de refor-
ma parlamentar.
fravou-se una luda jornalislica entre os pro-
teccionistas e os liberalistas francezes, em con-
se laencia de urna carta do Imperador ao minis-
tro do interior, sobre reformas de governo inter-
no, abolindo monopolios, e consagrando, seno
rasgadamente, ao menos de um modo compali-
vel rom as necessidades da poca, a iiberdade de
commercio.
Diz-se que Mr. Miguel Chevalier entrar no
ministerio.
A parto da carta do Imperador que trata de
melhoramentos materiaes, nao tem Irazido dis-
cusses algumas, mas lera sido recebida por to-
dos com enlhusiasno.
Moni/Mir publicou o projeclo de le sobre a
execuco dos grandes Iraoalhos de esgolamento
0 desinfee^o de que Irala a raesina carta.
Receia-se mnilo quo augmente a agitaco
nos povos da Italia se porvenlura o Piemole
aulorisando os votos da assembla constituinle,
dos ducados e da Hornada, consentir era que el-
les se realisem. as Marcas espera-se a cada
passo o ni levanlamcnto,,
i' u aples a inquietadlo augmenta todos os
dias.
Era Madrid fallava-se em decomposirao liberal
do ministerio.
Em Lisboa linliam-sc aberio as cortes ; o dis-
curso da eoroa nada diz.
0 exercito hespanliol acha-se era frente de
Tetuo, reuiiindo os seus materiaes para por si-
tio a esla piara.
WUlMIIIIIf l,n
pronuncia, uosatiafazera as autoridades opre- ta ulteriorinanle o juiz municipal.o provedor, na
l&J c regulameuto n. 120 de lb2,
ceito eo linda le, declarando a classe do de-
helo sem designadlo da nalureza particular oudu
artigo especifico da culpa, que devem precisare
citar em vista da lei criminal decreto de 13 de
oulubro de
arl 285.)
l. Previnindo os frequenles casos do fgida
de presos do.poder dos guardas, por seren Ile-
gal eimpreridenlemente confiados fora do recin-
to das plisos a menos de dous respoiisavo.s, nao
consentiro o juiz municipal e autoridades cima
designadas a continuadlo do abuso a respeito dos
le estejam sua disposico ; o se Ihes levar em
forma dos regimentos acerca .
l_. Das snnegacos dos ttulos, ou das a-
ios e usurpadles dos bens : e de seu afora-
menlo, arrecadaco e aproveitaraento como con-
vier.
5 2." Das indemnisaces dos dainos que adiar
fetos pelos otficiaes u administradores, ou por
'aniculares; c quaesquer reposicoes devidas s
sobredilas capellas e administrad-oes.
'!" Dasacquisicoea ou detencoes contra a lei
ou sem licenca competente; das' illegitiradades
ou vacaturas dos vnculos e encargos e sua de-
voluco a quern competir; e dos sequeslros ne-
culpa, assim como aos carcereiros e mais respou- cessariOS por parte da fazenda publica, na arma
saveis pelos presos, a inobservancia da cautelosa c drcumslancias de direilo [aviso de 28 de no-
de seu paiz, nao podan, pois, ser-rao ind'e-
rentes o teor c a hisloriaca dessas sentencas, I inciaes dos procesaos e
o eno o a imprevidoucia bem palpavd da oniis- ben como de ser ouvido
sao da importancia da divida pagavd [vindo era acra o nao foi ofQi'ial. fazendo as
la), a imprudencia dos avullados a- necessarios ou mil sua audiencia,
prohibir a tal respeito do art. 17o do rogula-
inento cima citado.
II
Ministerio publico,
15. Sustentando toda a valia e efiieacia deseo
importante emprego, como en bem da sociedade
e da juslica publica o inslituio o lei, reclamar
o Dr. promotor publico, perante as autoridades
policiaes e prorossaiiles, seu direilo o nlcres-
se publico, que multas vezes preterido, do as-
istir s buscas, exames e diligencias maissubs-
ivranentus criminaos,
nos cm que a pal le e a
circumstancias
i como as de
iiianiamenles ide conlos de res] a pobres eslran-1 notoria miserabiMade de ofiendido, desistencia
elros que apenas dispunliam de seus dous bra-, e coiisequrnie baixa da culpa, ele f'ro-ulaiiirnio
ros e do urna saude contingente e j obligada ao n. 120 de 1812, art. 222, 33S i zinc ote aviso
peuhor dos encargos de familia ; a iniprobabili- 2 3 de 17 de dezembro de 1850 1
dado einlim de ad luirirera
na priso um real se
10. Redamar igualmente o Dr. promotor pu-
quer por conta deseu resgale, antes crescendo Mico, peanle a aut>iidade competente conlra a
nova divida a da alimentacao e vestuario no es- prlica Ilegal e inconveniente ao decoro de seu
taelecnnenlo, desde que a rangua dos recursos emprego e a servir da juslica, de ser equipa-
da; Duenda provincial aconselhou a medida da rado s pessoas particulares, a forma e as lio-
reducrao da despeza, e depois a SUSpenSO lolal ; ras de ser aamillido fallar aos preso*
lSf S2? --*T.ra.T' V- N5? d08 lolerat u'"b',m "' promotor reilos complales aviso de 8 de oulubro da 1859
i A ,T, &Z' ,e com a "PPareSe"0" ,blls" ,l( prelerir-se sua assislencia ou ollicio. e regulamenlos provisorios e em geral, de t-
Ue oulio tantos argumentos, que me confirma- nos rasos que o roquerem, com certido dos es- das as corporaeoes d
\am na opiniao da necessidade de revisao e ur- crives de nao lerem encontrado
genio reforma em diversos pontos do nosso sys- rendo a ractficaco dos actos de
vpinhro de 1834, e de 8 de "junho de 1848; re-
gulamenlo n. 120, de 1812, art. 497 e regula-
menlo o, 1 !! dito. arls. 2" 2', 33 e 30 etc.)
30. Com os referidos dados e semelhanles far
organisar o Dr. juiz municipal, pelo escrivo
competente e sob sua direceo, para o servico e
destino competentes eni caa urna das seguintes
correices. urna retaceo exa la ;
1." lias capellas existentes era ceda ura dos
municipios do termo, com as declaracoes do 11
do alvar de 23 do maio de 1775 e art. 30 do de-
creto do 2 ae ouiubro do 1851, e descriminando-
se as prvidas do administradores e as vagas por
commisso ou por qualquer oulro principio [alva-
r citado e decreto dito, arl. 5" e 'J 5 2"), e
aquellas a respeito de que se tiver procedido nos i
termos dos 2' e 3' do alvar de 1 de Janeiro
de 1807 da In de (i de oulubro de 1835 e decreto
de 2'J de maio de 1837.
S 2." De todas as ordens teredras, miau I
e coufrarias creadas no termo, com declaradlo
nao s das pessoas que compoe as mesas regodo-
ras (decreto de 2 do outubro de 1851, art. 30 co-
mo da continuadlo ou uo titA compromissos e
sua desobrijaro com a fazenda publica pelos Oi-
p.ira examinar e receilar dita escrava, o que ou por tal forma emmaranhados, que toca va m-
- se no mesmo deleito negativo, pelo ignal resul-
tado de, ou saber-se smente a autoridade que
remetiera o preso e a data da entrada ( que nem
de todos consta, ) ou ignorar-se os motivos jus-
lificalivos da priso e conservaco, o estado dos
processos e livramentos, a pendencia ou a irre-
vogabilidade das sentencas o os termos das exe-
curoes.
Assim, depois de examinar muilos paginas de
mais de um livro dos assenlamentos dos presos
do do i'otnar parle pela Sra.l). MariaFirniina pes- Joaquim Jos dos Santos, Manoel Pnlcherio e
soa de f,''"!'' Jespeitavel por sua posiro social Jos Caetano. e embora comparados com lodos
limai/1 *** !u'J'' ''' impulacocs desla or- os papis e esclarecimenlos dos carinos, vi-mo
drm, antes n ,u,lu conllevada por sua mansido c emmaranhado nos mesmos embaracos em que ja
respeito s leis' e autoridades, para nao embaa- se linham visto outros juizes e quasi Iludido na
5 o polica nos *0-li! ddigencios, o sermos ac- espeelativa e empenho serio que linha, de por
usados do concorn,r directamente para a impu- termo desta vez qucslo sempre indecisa que
nidade dos crimes o' *e**** egualmenle de de ha muitos annos esses presos agitara perante
tomar parle pela polica W'rjujarraos nao estar as autoridades inferiores e superiores, etigindo
o ciime provado pelo con '* Ae uelicto,_ visto co- ; soltura ou intimacao e conhecimcnlo da3 coli-
mo, provando-se os cuidaao r'i le l0.s al'f"' esladis sentencas por crime de morte em acto
cados s escariadles e coaluc
v.;s
.acbadas, nao
U-rio ella, no juizo dos medico.T f^.^!*J'
norte ; e por entendermos que em ?M25
confessado a?sim pelos peritos, c ,
diagnastico e tralamento do D. Mendos, JSU^', ~
trihue a morte a um pleuriz sem derrain
de que, depois de quatro das da morte, s. *",'
diam ler desvanecido os signaos internos ."
leracdes cadavricas, nao couvinha expor esi.
senhora vergonha de urna discusso publica
sem griTo e indeslructivel fundamento, nem
inspirar animosidades, sublevacao nos e=cravos
conlra senhores, era prejuizo da rdem pubiVj3 c
segnrai ca pesson!. ^-
proiSci^ddrLS "Tco cs, Cncluid Pela
lesemba
cnlende-
-SStf^iTKift'-SBS
de roubo de um lavernciro de Santos, em virtude
de que desde 1831 eslo as codeas publicas
Embora se nao duvidasse das penas graves
que, como prarasdo exercito c pelo preexistente
privilegio de foro, liveram entoo esses reos pe-
ranlc os tribuimos militares, o oxtrario, porra,
dos aulos o das respeclivas sentencas, coincidin-
do com a anliga irregularidade dos" assenlos da
cada, appoiava as reiteradas reclamaces de
soltura por ofidio de habeos corpus, ou 'decreto
a's graea, sempro indeferida ou sobrestado por
esc.'uPuls dos mogislrados e prudencia dos po-
deres competentes.
Feliz nenio, ao amor que vola a verdade um
homens mais Ilustrados do nosso foro, e ao
do. de consciencia o sinccridade quo eral-
fundo lhe reconhece ( o Sr. coiisclheiro" Clc-
menlc se de Seoza, ) devo urna
men Falr.a. -orlantes dados que, auxiliando
nrinaciosa r^V'.^rreirSo i, corregindo a nota-
os diligencias .^nimentos o dopcaTninho do
vel la cu?, joj ;.,. '......
corporaeoes do mo mora, com declara-
re que- '.'ao especifica dos seus bens, quer as circums-
u que indobila- tandas do que Irala o arl 44 8 3o in fine, do de-
tT,n r*,1*''t S '? co.nl*lode >"CI'<"" "PU seja excluido, e denuncindoos que rein- celo de2de outubro delSlfquer as do art
os aua 'c'h iv-ranT fdTV 'L^'E ""S "". S"" U S "' ,; COm inoicacao ^ lilu!os 0 domi.no
dciSSiVdf de oulubro dflftt7 Vo .'nos o ,11 de 18:L ,- I "!as c caMa d0 ''"''.'^ o que nunca deixar plenles dispensas e liecncas, e legalisadas com
examinar tl'JJu^KLLT 1' i"" a i d **rPnscDl*> promotor publico toma, o pagamento dos direitos devidos [aviso de30 de
examinar a condicao curainal desses colonos, o rol dos presos (Ordenaco liv. i L 158 5. nove-nbio de 1853 c de l e 17 de outuhrn do
ah o lustificam osaccuradoi estados o a solici- e lii. 2( g 3.; alvarA del de junho do 18. t W, etc '
awtr^?^^\^Cl^ T*0 ,o h ,', S i.ii lspe" '' '|ue J n,,"a"Jo s,! stao legalmenle reclusos, cora suas antecedentes o o de ... 20 antes deaoresenladas
a^e^i^SrlarSm^ C",i, "r" nnis- notas de culpa, pronuncias e sen.encas cowen.es. pelo escrivo. deve examm las u pro d
.ido as dl '2?m "^fTo M'd" "I ^"^ ^^ "l"Jul"S 0S 1" COra "rora"1',r ',0 uizo. r re^i.icar'e addi-
coexiscm mso oL "^ C 4 ue I P,0*ta"!'0 toM,Jdl'!i esU,r- c ll,J l'ir 'Iuc n"er, e juntar as copias authenlicas
desenconlram os interesses (am- que e a bem, quer dos livramentos, quer das pes-, dos tito'
bos altendiveis) dos nossos faiendeiros e seos
contratos fortifica se-rae de dia era da com os
novos errus nascidos do estado actual da legisla-
cao e sempre nocivos, assim a Iiberdade indivi-
dual como propriedade e industria.
Tal foi o erro do recurso de um locador de ser-
viros brasileiro, soltura por elidi de habeas
corpus, que anda ha poueo indeferi, reconhcceii-
do, odavja quo o erro da allegada revogoco da
lei de 13 de setembro do 1831), o conseguiute-
nienle da supposti incompetencia das juslicas do
paz paro obrigar os locadores nacionaes, ha de
generalisar-sc provavelraenle pelo valor dasupi-
nioes do Ilustrado autor da Consulidacao das
leis ciois, que assim o iusnuou na sua atorisa-
da obra art 96, nula (1).
SECUNDA PAIiri;proveemos.
Derivando do que Ii
los de doraini
---.......-, que misicr seiara pa
videncias (alvar Citado: Grdenacao liv. 1" til. ranea dos inleresses da fazenda publica.
!) i>; ui.2Cpr. c3 e 4"; til. 58 g l; co-I IV
digo do processo enminal arl. 37 gg 2. e 3.; re- Juizo de orphos e ausentes.
gulamento n 120 do 1842. art. 150 ; decreto de 9 32. O Dr. juiz de orphos, chamando a si o li-
de oulubro de 18ol, ort. 31 g 3".
s )
re. Alm dessas providencias, o qualquerfque
seja o deferimento das autoridades competenles,
dar parle o promotor publico autoridade que
presidir comarca, das fallas e abusos que re-
clamaren) procedimento crimina"
vro de tutelas o o tombo dos dous carinos, exa-
minar con a solicitude de seu cargo, quaes as
contas e envenlarios de diversos casaos e neran
cas quo existan do alguns anuos olvidados ou
parados, e se por motivo calculado de patrocinio
(cdigo do pro- ou uaclividade, que se arge principalmente a
cesso criminal arl, 37 3.; decreto de 2 de ou- um dos serveuluarios, o os serviros que ochar
'8ol, art. 51) e lhe requeror a soltura em laes circumslancias far expedir co
Materia criminal.
1. Relevadas por esla vez as faltas e irregu-
laridos adiadas no juizo e carlorio das execucoes,
na expectativa de nao as ver reproduzidas sob
quaesquer pretextos, e pela ra^o de nascerem
de mullos nonos e da instabilidade nao s das au-
toridades romo dos rcenles do dito carlorio,
conlinliamcnle mudareis por vicio inemediovd
pelos juizes ; emendarao uarm, l?es faltes, re
gularisando o servico o supprindo o que a cada
exposlro iira coubcr, q Dr. juiz municipal c o actual iulc-
rio oscriyo do jury o execucoes criminacs,
isto dcnlro em 00 dias, sem descont (lo lempo
das forias e sob pena der'.-spoiisibidode.
ar
a-
de
o sempre dos
nl.am indefiH.dame.ite os autoridades appre- srrvicos mais amigos, e desles osrelativosa bens
Kiisoias, connote agora, prelerido o ollicio do de maior peiigo ou desamparo, obligando os
j.v.izo dos resflUAB, e em prejuizo de lerceiros e seus escrives a que assim atacara
*lawr^aprov;a:al (lei geral u. 585 de 6 de, 3 5, s escrives de orphos addicionarao nos
ibrp de 18u> arl. 14 o regulamenlo provi- relaeoes dos inventarios e tutores que Ihes in-
seno de ^ de julio de 1856.) tumbe aprsente era correicao o arl. 30 do de-
Zl. Heccjimenda-SO a prumotona publica : creto regolamentar de 2 de oulubro de 1851 a
8. i A Arrjdicanola, aborto que seja o exame '-----
peridico d ja<&4 para '
cimento, sobre eo ojgiws pro
inrM' *{t!1,"'l'l tor,dadc corregidora, /orsm sublrahidos res- orphos, incumbida ao seu officio pelo art. 33 do
pociivaiiiispeccao. citado decreto, as precisas observaces
? A lyitdlconcia, desJo ja, jiijijIo no ando I iran nao s o lempo, ao menos '
.>,.. pM, iiciu legdiamoniai ue a ue ouiuro ue 1851 a
irlo que seja o exame precisa declararao das dalas do comeco do sor-
ra levar ao seu conhc-' vico c de sua paralysaco.
rocessos, papis ou li- j 35. Tambera addicionarao os subdelegados na
que raos-
spproximado,
PERNAVIBUCO.
RECIPE, 18 DE PBVEREIRODE 1860.
S SKIS IIOIIAS DA TA.UiE.
Uctrosiiccto semanal,
No decurso da semana que expira, foi o
nosso porto mais frequeulado do que acontece or-
dinariamente, mas nao livemos noticias do ve-
iiio mundo. Dos portes do sul entraram trez va-
pores, ura a pos oulro :o Brasil, o Cruzeiro do
Sul e o Oneida. Dos pottos do norte enlrararn
o Princesa de Joinville e o Oyapock, que acaba
do partir para o sul.
Recebemos, pelos paquetes procedentes do sul,
noticias das repblicas vtsinnas. As do Para-
guay alrain am a 17, as da Gonfederacio Argen-
tina a 2'", e as de Montevideo a 30 do raez pas-
sado.
Do Paraguay as noticias mais importantes sao r
a ralilicaco, pelo presidenta da repblica, da
garanta dada por Lpez filho, ao pacto de uio
de U de novembro, de que este fora o mediador ;
e a con emnacao dos complicados no conspi-
ra ;a o conlra o presidente do repblica, enlre os
quaes se cuita o subdito inglez Constat, que deu
causa desinlelligencia entre o Paraguay e a In-
glatera. Porara trez reos principaes condemna-
dos pena uluma. f.onstat era um delles ; mas
0 presidente Lpez 'por causa das duvida.*) tra-
lou logo de perdoar-lhe.
So o procedimento do tribunal judiciario do
Assumpco, prol'erindo contra Constat seutenca
de pena uliiuia, compcova ainda mais a qnes-
to pendente entre a Inglaterra e o Paraguay, o
perdo do inglez, que nao pode deixar de"ser
considerado um ocio de covardia, colloco os ne-
gocios nm una situarn de serem raais fcilmente
resolvios. Entretanto, o cnsul ingle/.-nao se
salisfizera com a simples soltura de Constat, e
pedia anda urna indemnisaco pecuniaria, e a
satisfaec offldal exigida pelo governo da Gr-
urelanha.
Era Buenos-Ayres continuara o congresso
mnilo dividido, quer sobre a necessidade de re-
formar aconstUaieo de maio de 1853, e quer
sobre a accciaco da lei do congresso de S. Ni-
colao, que poe 80 arbitrio de Roenos-Avres ser
ou nao a capital da Confederadlo Argentina. Ha
no congresso irez partidos completamente extre-
ma los, e entre elles um, o localista, queso op-
pc ideia de ser Buenos Arres a capital da Con-
lederaco, pelo recri de que a influencia do
presidente nao prejudique o espirito de provin-
cialismo, considerado por esse partido como ura
demento de torco.
Al ao dia 28, dala das ultimas noticias, a con-
vencao eslava ainda erasessoes preparatorias.
Era Montevideo, o que mais uccopava a at-
tenco publica e constitua, por assim dizer, 3
ordem do dia, era o prxima eleiro do presi-
dente da repblica. Os candidatos, que linhara
mais probabilidades de ser eleitos eraraD. Ju-
i lio Pereira. I). Bernardo Berro, D. Barnab Para-
. va e D. Diego Lamas. Dizia-sc que triurapho-
; ria, por faz ou por nefas, a candidatura de I). J.
| Perda, lilha doaclud presidente ; mas que era
mais sympathca a de D. B. Berro.
O presidente Pereira leranlava-se de urna pc-
rigosa enfermidade.
A assembla geral tinba sido convocada para o
da 15 do correnle.
AppareCCU om Montevideo um novo jornal in-
titulado a Corutiluiea e redigido por Antonio
Corada, no qual se traa quasi que exclusiva-
mente da desinlelligencia entre o Brasil e a Con-
federarlo Argentina. Dizia-se que fora creado-
polo general L'rquiza.
Continuaran muilo frias os relocas enlre a
legacao imperial c o governo de Montevideo. Nao
se lhe prestara alli o menor apoio, e a legacao
obslinha-so de loda e qualquer coinmuuicajo
com aquelle governo.
As noticias de Porlo-Alegre alcancam a 28
do passado e as de Santa Calharina ao 1,' do cr-
reme.
Tioha-se procedido deic.o dos memhros da
assembla provincial do llio Grande do Sul, e o
Sr. marerhal Prancisco Pelix linha lomado posso
do commaudo dos armas da provincia.
Em Santa Calharina nada havia occorrido de
notavei.
Noticias de Minos do nejado do mez passa-
do anniinciam que o invern ia alli muilo bem,
e que se devia esperar urna colheila muilo abun-
dante.
Na corle linha oslado por alguns dias S. A.
I. e R. o archiduque M.-.ximiliano. Visitera o
que de mais imprtanlo e notavei havia na capi-
tal do imperio, fora a 'elropolis, onde jaulera
com as sereiiissinios princesas imperiaes, c em-
barcara de novo para continuar sua riagero.
Tinha-se dado grande numero de despachos
em iodos os ministerios. Enlre elles interessarn
CMUTILADO


lilaila esta pjoviucia us do Sr. L)r. Mubor B. Ca-1
valcanti parajaBaetarin do governo dn provincia
4o Pilohv, ^Hk- Dr. Tedro Camello Pcssou
para chere de polica da provincia do Paran, e
a do Sr. Dr. Eleulerio^rguslo de Atlayde para
inspector da alfandll^llruguayant. "Sao tres
Pernambucanos.
Pelos paquetes do sul recbeme*1 agndavel
noticia de ter sua santidade o papa Pi IX n
tneado o-Exm. Sr. conego Pinto de Campos se
prelaco domestico, titulo que sua santidade a
poucas pessoas confere e ao qual se acham liga-
das as honras e prerogntivas vitalicias de mon-
eenhor. Os serviros importantes que o Exm.
Sr. pudre Campos prestou a Jgreja, rombatendo
as enmaras o projecto de casnmentos mixto do
ex-ministro da juslie, correelheiro F. Diogo Pe-
rara de Vasconcellos, foram dcvidamente apre-
ciados e recompensados pelo summo pontfice.
S dous Pernambucanos tcem sido distingui-
dos, no Brasil, por sua SaTMidade com o honor-
fico ululo de prelado dolrretico, que sao os
Exms. Srs. Pinto de Campos jjpfklc de Iraj.
Os vapores, chegados tfb^Wfflt*, trouxeram
noticias do Amazonas at 28lJp3fwsiHo, do Para
t 8 do Maranh.io at 10, tfrFnSiiry at 4, do
Cear at 13, do Rio Grande d'lf.Norle at le
a Parahiba al 16 do corrente.
Do Amazonas sotibemos que tres soldados as-
sassinaram brbaramente o capito Jos V. dos
Sanios Lima, de primeirn linha do exercito, com-.
rnandante da fronteira do Marabitanas. Os assas-
sinos tinhum-se evadido.
O Amazonas eoroecava a cncher exlraordina-
riamente, o j se esperava que produzisse os
mesmos desastres que produzira a grande en-
diento Jo auno passado.
Tinha chegado ao Para o celebre viajante Je-
ss \ idaure, que segua o seu pennoso itinerario
para o Mxico.
Conlinuavam a (azer-se alli os preparativos
para a recepcao e hospedagem de S. A. I. e R. o
archiduque Maximiliano d'Auslria.
9 Eiin. e Rvm. Sr. D. Manoel Joaquim da Sil-
veira, hispo do Maranhao, linha chegado capi-
tal daquella provincia, de volla de sua viagem
ao interior e capital do Piauhy. Teve urna
recepcao condigna com o dio mereoimenlo de
S. Exc. Rvm., e que muito honra ao povo* ma-
ranhense. 'J|k
Consta que o Sr. Dr. Ovidio da Gama Cobo,
secretorio da presidencia ia dar publioid.Wer; na-
quclla provincia, sua obra j annuneiada ttft
os jesutas. < 't,
Do Piauhy soube-se, que o administracao'rrf
Exm. Sr. Diogo Velho corria sem troperos. PU
circule de Ooiras (do centro) tinha vencido na
cleico provincial a chapa dos candidatos do par-
"tido que se intitulaconciliador c progressila.
A navegarn a vapor pelo rio Parnahyba tor-
nava-s3 cada da mais regular, c as vanlagens
immensas, que dclla colhem j os Piauhyenses,
aiem que ellos bendigan] continuamente os no-
mes do* Srs. Saraiva eJunqucira, que mais con-
corre r,i m para o seu prompto cstabelecimento.
Tinha, fallecido no interior da provincia do
Cear c Sr. Dr. Francisco de Assis de Azevedo
Cuimaracs, membro da commisso scientiflca
Os seus collegas achavam-se na nidade do Cralo.
Fora presa, na capital, urna senhora, irraa dos
Srs. Pachecos, acrusada de ter morlo com sevi-
cias a urna sua escrava.
Do Rio Grande do Norte e da Parahiba nada
nos consta que morena especial menco.
Recebemos tambem, durante a semana, no-
ticias do interior da provincia.
De Contara dizem-nos que fazia alli um sol de
rachar, mas que a agricultura nao ia mal. A duas
leguas i'nquelle lujar linha cahido urna grande
china de saraiva, que fizera alguns estragos.
No lugar Caporas, freguezia do Bom-Jardim,
termo do Limoeiro, foi assassinado por dous es-
cravos seus, a golpes do foice, I.uiz Cavalcai.t
de Albuquerque. Foram logo presos os assassi-
r^^Wr
-.
MAMO PE PERNAMBUCO. SEGINfU TORA 2 HT FRVEtfEIRO Df tMO.
eslo epoaiUdas n aisS WTc Biarlubu uesm
provincia
Espera-se a lodo momento do Rio de Ja-
neiro o vapor Caiiacuan, quesahio no da 9 do
Rio de Janeiro, e nerlf incorporarse 5 estarao
naval desta provincia, aejajlubslituirao da ca-
nhonoira Araguary, queKye ir para acorte.
Escrcvem-nos de Caruaru, em 13 do cor-
te :
As churas qne eram desojadas pelos criado-
res, lem tapido cm abundancia, e espancado o
receio da qu se-ac.havam possuidos, visto o nu-
mero crescido de bezerros, garrotes etc., que ti-
nha'm morrider, devido islo a qiianlidadeJde car-
rapatos, que houve no principio do vero.
ioo temos um faci por insignincance que
seis para mencionar e que va augmentar a csta-
tistica criminal, o que muito estimamos, e em
[ honrad nulprida Jes locaes.
Lpolicia permanece ar.liva em qttasi todos
osjdjKctOs das seis subdelegaras deste termo,
nao^paVanece criminoso do especie alguma,
apenas me dizem que na de Quipap, alli alguna
demoram-se criminosos
Os ladres de cavarlos accossados neste ter-
mo procuraran! os limites do termo do rejo,
onda a distancia e quir a negligencia da oulo-
ridade os conserva a rom recado, apenas corri-
dos, urnas vezes e outros ongainlados, quanlo
se animam procurar neslc termo alimento ao
oflicio.
;.*) recr-jtamonto tem trabalhado. e nao vejo
queixas, o que devido escolha previa : antes
de ser preso o individuo, a autoridadej o lem
(8)
dj selembro do
oanna, escrava.
ereiro do anno
noel Jos Gomes
tea. .
fi-
edo
da lioa-usla e 12 a 18 ae letcieuu Uu crreme
anno.
Edusrdo, pardo, nascido a 13 de outubro do an-
no passsdo, llho de Andr Cnrino da Assump-
rao e Joanna leopoldina de Ju*.
Joanna, crioul, rascid a 27 de dezembro do an-
no passado, ilha natural de Calhariua, Africa-
na, escrava.
Jerouima, parda, nascid
anno|passado, fllha nal
Maria branca, nascida a
passado, fllha legitima
Lima e Maria l.uiza St.ri
Francrsco, pardo, com oito mffhs de
Iho legrlimotiHj Antonio Faustino
. e Rosa Maria da, Crmcereo.
Casamento!.
Jos Xavier de Souza Funsaca comAjna Joaqui-
na de Oliveira, brnnros.
Honorato Antonio Coclho, co
Tenorio, hrancos.
Domingos da3 Noves Teixeira
tanca Januaria Monte i ro de
Matadouro puBtico :
Mataram-se. no dia 18 do correte para o con-
sumo desta cidade 97 reze?.
IIOBTALIDADE 00 DIA 18 DO COBURSTR '.
Antonio do Dos, pardo, solteiro, 80 annos, ph-
tysica.
Isabel, parda, 8 dias, espasmo.
Vicencia.semi-branca, 7 annos, frialdade.
Joao, branco, 4 mezes, convulsoes.
Hospital de caridadf.. Existem 78 ho-
mens, 52 mulheres nacionacs, 2 homens estran
m
l.ibania
Vfi Cons-
e, brancos.
em visla, e quando o agarra, por c nao ha San- I geiros, 1 homem escravo, total 133.
lo Antonio que o acuda, entretanto que alguns'
dos recrutados, lem voitado ao torrao natal, o
que desgosta a auloridado e enfraquece o zelo
I pelo servico publico.
A cmara municipal hi uns poucos do an-
nos que pede seja o distric.lo de paz de Carapo-
ls, pertenecnte ao termo do Brejo da Madre de
Dos, considerado pertencendo a este termo, e
manifesta em seu pedido motivos ponderosos ;
mas nao sei o que ha no Brejo. quo nada ha
produ/.ido taes pedidos ; entretanto o povo
desse di silicio, quasi que lodo elle, recebe do
parodio dostu freguezia o pasto espiritual ;
pois a distancia para esta cidade inferior me-
lado que preciso percorrer para chegar-se ao
Brejo
Foram recolhidos casa de detenco no dia
17 do corrente 4 homens, todos llvres, c 1 mu-
4 Iher escrava ; sendo 2 a ordem do subdelegado
da freguezia de Santo Antonio, 2 a ordem do da
fregnezia da Boa-Vista ca ordem do da fre-
guezia da Muritiei-a.
Foram recolhidos casa de delenciio no dia
16 do corrente 1 homem e 3 mulheres," lodos li-
vres, a saber: 1 a ordem do Dr. chefe de polica
e 3 a ordem do subdelegado de S. Jos.
As postes be ferro.A scicncia lem feito
dos homeus verdadeiros Tiles, desde que, deci-
frando algorras paginas sublimes de grande li-
vro da crearao, ellos poderam calcular o gyro
dos'astros, "descubrir milhes de estrellas, cnca-
minhar o raio, abreviar as distancias pelo tele-
grapho elctrico, arrahear natnreza o segredo
de suas forras para creat michinas poderosas,
navios, que afrontamos ventos e as corrent-'S,
motores maravilhosos, corscis com folego de fer-
ro, sapatosde aro, que conduzera sobre urna via
frrea, urna cidade inteira atravez dos valles e
das enlranhas da ierra.
O genio do homem, eslendendo auas descober-
las, eslendeu seu imperio ; multiplicando suas
invenres, mulliplicou suas forras c seus meios
de aegao : assenhoreou-se de bastantes elemen-
tos para emprchender e realisar trabalhos gigan-
tescos.
Quando se observa todos esses trabalhos nao
possivel deixar de admirar o auxilio immenso,
qne para os conseguir, tem prestado um metal,
que a nalureza, como mai providente, dissomi-
Na lotalidadc dos doentes existem 39 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 7 homens.
Uuiu petteuo, nuuu cun uispucno da presi-
dencia, para a cmara informar, de Jos Moreira
da Silva, sobre um terreno da marinha, na ra
Imperial.Que hoovessevistaoengenheiro cor-
deador. .
Outro do Dr. chefe de polica, excusando a re-
cepejio do oflicio desta cmara, de 30 de jaueiro
ultimo, c enviando a copio de um regulamento,
que confeccionare, em data de 6 do corrente,
designando as ras por onde devem os carros
entrar c sahir.Que so aecusasseo reccbimcnlo
e se remettessem copias do regulamento aos
Dscaes.
Outro de Francisco Xavier de Oliveira, juiz de
paz, supplente do primeiro districto da fregnezia
do Recite, respondendo que se actiava mudado
da freguezia, e por isso inrpossibilitado de vir
prestar juramento,Que se chamasse, o imme-
diato.
Outro do Dr. Francisco de Aratijo Barros,
communicando ler deixodo, no Io do corrente, o
cxercicio interino da segunda vara de dircito
desta comarca, e reassnmido o exercicio de seu
cargo, de juiz municipal da segunda vara.In-
leirada,
Outro do supplenle de fiscal em exercicio, do
bairro do Recife, remetiendo o termo de listona
a que proceder as casas ns. 14 e 16 da ra do
Codorniz, pertencenles, urna Candido Alberto
Sodr da Motla, e oulra a Joao Jos Fernandes
de Carvalho.Ao archivo.
Outra do fiscal da Boa-Vista, representando
sobre o mo estado das ras da Gloria e do Mon-
dego, assim como das rampas dos caes do Cap-
baribe e da Aurora.Que se offlciaesse ao go-
verno da provincia, para mandar calcar de pre-
ferencia as mencionadas ras, e reparar as
e anida que um uu uuiru s que liguram no pro.
cesso, linha lido parte as operasea de descon-
t da caixa, islo nao faz com que elles perram o
carcter de caixeiros e sejam inhibidos de depdr
com relago aos casos em que aceilavcl seu dc-
poiroenlo.
Qne o Ihesonreiro Domingos Francisco Tavares,
nao entregou dinheiro sem scicncia de que a pes-
soa presente para receber era da casa, que fazia
a transacSo, e mais que a casa dos embargantes
appellados jraais olTrcceu dcscontos seno por
intermedio de seus caixeiros e socios.
Que o Tacto de haver sido assignada a proposta
de fl. 90 por nome alheio casa dos embargnn-
les, nao deixa concluir que o mesmo acontecesse
quanlo ao offerecimento de descont ; o contra-
rio sim naturalmente presumlvel, visto como o
thesoureiro, como fica dito, s entregava dinhei-
ro i pessoa que de scienCia propria conhecia ser
da casa que fazia a transacro, c no caso presen-
te afflrma, que o dinheiro foi entregue pessoa
da casa dos embargantes. *
Que o faca do nao poder o Ihesonreiro indigi-
tar a qual dos caixeiros, ou ocios da casa dos
embargantes fez a entrega, nao deve infirmar
foram escripias por ra'tm e nao pelo Porteo da*
A udieticias.
_ ram-
_ Foram visitadas as enfermaras pelo cirur- pas, ponderando-se que qualqucr reparo que se
iao Pinto s 8 e 1/2 horas da manha, pelo Dr. faca cm taes ras, a nao ser o calgamcnto, se
nos a d.ligencias da respectiva auloridado poli- nou por toda a parle com mais ou menos abun-
No lugar Guarabira, do mesmo tormo do Li-
moeiro, Alexandre Correa Moreno esfaqueou a
Joaquim Alvos da Rocha, que (letra em perigo
de vida. 0 criminoso foi preso.
No engonho Amazonas, freguezia de Ipojuca,
termo o Cabo, Joao Valerio foi espancado por
diversos a mandado dos rendeiros do engenho__
Manoel e Joao C. de Souza Leiio.
Deu-se aqu no Recife um roubo em casa do
Sr. Jos Pedro da Silva, inspector da thesoura-
ria provincial.
Tivemos, pois, noticia, durante a semana, de
im assassinato, um ferimento grave, um espan-
camenloe um roubo.
A poli:ia contina activa na captura dos cri-
minosos :
Pelo delegado do xu'foi capturado o crimi-
noso Joaquim Freir dos Santos, acensado do cri-
me de raorle no termo de Bananeiras, na Para-
hiba.
Pelo delegado de Villa Bella foram capturados
Manoel Jos Teixeira e Gabriel Archanjo de Li-
ma, criminosos de furto e chefes de urna quadri-
Iha de ladros.
Emquanto que urna boa parle do pcssoaL4a
poliriase empenha por este modo em perst^jar
c capturar os criminosos, consta-nos que cm Ta-
caiaiu' os maiores criminosos passeiam sem o
menor reoeio as barbas da polica e das mais
autoridades do lugar I
Nesla semana chegou do Rio c eslevo nes-
la cidade um dia S. A. I. e R. o Senhor archidu-
que Frcderico Maximiliano, irmao do imperador
da Austria. S. A. conservou o incgnito, o nao
aceitou a hospedagem que lhe eslava preparada
por S. Exc o Sr. presidente da provincia.
Demandaran: o nosso porto, do dia il at
o dia 17 do corrente me/., 28 emb.ircares
mercinlos.com a lotarao de l,-26:i InnelaJas.'Sa-
hiram durante os mesmos dias, 22 emb.ircaees
mercantes, com a totaco de 8,436 toneladas.
Enlrou, alem disso um Viso de guerra : o vapor
austraco ElUabelh, e sahiram dous :o mesmo
vapor austraco e a canhoneira a vapor gua-
te m y.
Renderam nesses mesmos das : a alfin-
degy 122.92&214; o consulado geral 14:589^051;
a recebed ira das rendas geracs internas ris. ...
7:494*732 ; o consulado provincial 16:899.^)02.
Omovimento geral da alfandega, durante
os mesmos das foi de 5,127 voluntes, a saber:
voluntes entrados com fazendas 456, com
gneros 1,625. total dos voluntes entrados 2,071 ;
voluntes saludos com fazendas 866, com gneros
2,190, total dos voiumes sabidos, 3,056.
Falleceram durante a semana 38 pessoas,
sendo 6 homens, 10 mulheres el3 prvulos, li-
vres; 5 homens e 4 prvulos, escravos.
danria.
Na verdade, nao o ferro que tem sido o pri-
meiro auxiliar du homem desde que elle o soube
acrornodar a todas as suas volitados? L.-sjs vas-
l.is manufacturas, esses focos de vida e de tra-
balho, onde a industria prepara os beneficios, que
espalha na sociedade, poderiam accaso exisltr,
se o homem nao tivesse sabido fabricar com o
ferro machinas, que podessem supprira flaqueza
ou a insufticiencia dos braros ?
O ferro o primeiro dos melaes, que o homem
soube Iraballi.ir; e anda hoje o que lhe presta
maiores e melhores servidos.
F.llcssao tao variados e tao numerosos, que
quasi impossivel actualmente fazer a sua enu-
meraco.
Etilrc as applicares as mais modernas e mais
interessantcs, que o ferro lora lido. basta citar a
ronstruccao das pontos, dos navios, e das cons-
truccoes civis ; mas limitando este artigo, seja o
seu objcclo exclusivamente as ponles de forro
forjado.
As pontos de alvenaria sendo extremamente
pesadas, exigem alicorees fonnidaveis o arcos de
una abertura limitada ; tem alem disto o defeito
de costaren] muilo caras.
As pontos de madeira, bem que menos dispen-
diosas necessitam de dospezas peridicas assaz
onaras, c que regulam por urna decima parte do
cuno da sua construccao. Estes motivos bastara
para preferir as ponles metlicas, que pcrmillem
mais ligeireza, mais abertura, e menos despeza
na sua consorvacSo.
_ As ponles de chapas de ferro e de ferro forjado,
sao mais recentes do que as de ferro fundido ; c
isso explica-se pelos progressos que se tem obii-
do em raelalliirgia. Ellas lem sobre as pontos
Cundidas a vaalagem de una solidez mais perfei-
ta, e de muito mais elasticidade. Os accidentes
graves orcorridos lias vigas de ferro fundido com
mais de 8 metros de altura obrigaram o parla-
mento inglez a prohibir de urna maneira absolu-
ta o cm prego d estas vigas.
Foi a Inglaterra quo constrio as primeiras
ponles de ferro forjado sob a direceo do celebre
engenheiro Brunel filho. Foi elle," que primei-
ro usou das chapas em arcos tubulares, o cons-
inti essos Bowstings, apresenlando um typo ad-
miravel na magnifica ponte de Saltash, perlo de
Plymoulh.
Dornellas s 8 1[2 horas da manha.
CHR0N1CUDICIAR1A.
TRIBUNAL DARELAfjRfJ.
SESSAO EM 18 DE FKVKRKUIO DE 1860.
presidencia do exm. sn. consel ieiro EMUMKO
DE LEO.
As 10 horas da manhaa, achando-se prsen-
les os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silreira, Gitirana, Guerra, Lomenco Santiago,
Silva Gomes, e Caetano Santiago, procurador da
corda, foi aborta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos julgamentos seguintes :
Na pelirao de liento Jos de Medeiros, pedindo
ordem de habeas-corpus, foi-lhe concedida a or-
dem, para ser aprcsenlado em sessao de 21 do
corrente, s 11 horas do dia.
APPELtArjF.S CIAIMKS.
Appellante, o juizo ; appellado, Ludovico Jos
Carlos.
Confirmada a senlenra.
Appellante, o juizo ; "appellada, Manoela Joa-
quina da Silva.
A novo jury.
.apollante, o juizo ; appellado, Antonio Eu-
frazio de Ilollanda.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Jos
de Azevedo.
Confirmada a senlenra.
Appellante, o juizo ;"appellado, Antonio Nunes
Percha.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado,Manoel Pinheiro
Dantas.
A novo jury.
Appellante, o juizo
de Souza.
Improcedente.
Appellante, o juizo
nio da Costa Cabriola.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Flo-
rentino Caralcanli de Albuquerque.
A novo jury.
DILIGENCIAS CITIS.
Mandaram ouvir ao desembargador procura-
dordacora na seguinte appellacao :
Appellante, Ponciano Rodrigues da Silva ; ap-
pellado. Caetano Rodrigues da Silva Aragiio.
Com vista ao Dr. curador geral as appella-
res civeis :
Appellante, o curador geral; appellado, Nico-
lao Biober d Cumpanhia.
ditas crimes.
Com vista ao Sr. desembargador promotor juslica, as appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Fe-
liciano da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Anto-
nio Guiarte.
Appellante, o juizo; appellado, Laurentino de
Torres Gallindo.
Appellante, o juizo ; aopcllados, Joaquim Ig-
nacio de Siqucira e outros.
Appellante, o promotor; appellados, Jos Fran-
cisco do Nascimento c outro.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Ignacio
do Nascimento.
AO PUBLICO.
lemJo entregado em 23 de Janeiro do corren-
te anno, ao Sr. Antonio da Silva Rocha, as fa-
zenuas, que se achavam em meu trapiche, sal-
vas do naufragioda barcada Amizade Pernambu-
eann, em 15 do mez presente veio minha casi
o Sr Jos Portella, dizendo-mc que era dono
de grande parte das mencionadas fazendas, pe-
di-lhe qun me mostrasse documentos que po-
dessem destruir a enlTega que en havia feito ;
nao os possuia. Conlinuci procurando tornar a
nossa conversado mais seria, descarlon-se em
dizer-me que era caixeiro de Ferreira & Matheus,
mas ounca dando-mc clareza por onde ennhe-
cesse ter elle Portella parle as mencionadas
fazendas : positivamente lhe disse, que as nao
entregava se nao ao sobredilo Rocha, de quem
tenho um recibo, e com ello tratei do as fazer
seguir om urna das minhas barcacas para M-
celo, logo que esteja prompta da obra que eslou
acabando, c que nao exceder ao dia 24 do or-
seu depoimento, pois que a sua affirmaliva fica i fcnle.
de p, fundada na regra geral de seu modo de ara 1ue pois o Sr. Portella se persuada que
proceder, nao sendo de exlranhar, que em urna "ao foi subterfugio meu, pan icar com s refe-
ida de transaeces o lliesoureiro nao g'uarde em ri'!as faicndas, mesmo para que propalando a
memoria cada individuo dos que se apresenlam ; JDinha recusa, nao se julguc que foi e dolosa,
por parle de casas que tem muitos caixeiros e fco scienle ao respeilavcl publico, o a quem
socios, e ne lem alguro especialmente incumb- particularmente convier que as fazendas devem
do do servico dos descontos do Banco. I seguir no dia 2 i do presente, como venbo de
Que Joao'Per.'ira Rogo (que nao caixeiro nom d'zer para Macei. se doren entregues ao Sr.
empregadodo Rauco) jora ter encontrado a 12 de!
novembro (dia em que foram descontadas as let-1
llenrique Correa Rodrigues.
Purlo de Calimbas, 17 do fevereiro de 1S60.
tras cm qiteslao) Francisco Fenerhierd, socio da
casa dos embargantes, encostado ao balco das
proposlas ; o seu depoimento esl longo do ser
infirmado pelo documento agorc offoreeido a
fi. 655.
Francisco de 'aula c Sitia.
O escrivao deste juizo Joaquim da Silva Rogo,
fique entendido de que s pode servir peraot
mim, que sou o juiz de paz do quarlo anno, ero-
possado
arruinar logo, principalmente agora que foram
ellas designadas pela reparlicao da polica para
transito de carros.
Leu-se e ftcou adiada al vir a deciso da pre-
sidencia, urna peticao de Candido Alberto Sodr
da Motta, declarando que estava prompto a en-I dos embargados appcllante's ; o mesmo Ilolm rei responsabilisar nos termos da lei.
trarem ajuslecoma cmara sobre a desapropria- i confessa, que a sua volla foi precipitada, acotar- Primeiro districto da freguezia de Santo Anlo-
gaoda sua casa de um andar e solao, na ra do ecu fra de suas prooriasprovisoes; e Loppachcr "'. ^ fevereiro do 1860.
confessa qne foi Pila inesperada. A cause foi
Que Holm havia seguido para fundar urna casa possado lcgalmente, o nio supplenle jurameu-
om Londres, lodas as preffumpcoes nao mais vol- ',;"' Pe,a camera municipal Antonio Augusto da
tarta de accordo com islodepmas leslemunhas l'o'iseca ; e no caso de assim o nao cuntprir fa-
appcllado, Luiz Manoel
appellado, Manoel Anto-
Cordoniz.
A cmara deffo.rio a petirao que estava adiada
com a informacao do fiscal da Boa-Vjsta, de
Francisco Jos re Souza Almeida, requerendo li-
cenca para levantar lelheiro, no sitio que lem
arrendado na travessa da Trempe.
Despaeharam-se as peln;es de Abilio Jos
Tavares da Silva, Candido Alberto Sodr da Mot-
la. Carlos Augusto de Rarros Lima, Francisco
Joo Honorato Swra Grande, Lima &. Martina,
Alaria Pilrppada Gloria. Maria Jovina da Concei-
^o, Pedro Augusto Pradinc ; e levantou-so a
sesso.
Eu Manoel Ferreira cciolc, secretario a escre-
vi.--Barros Rogo, pro-presidente.Rogo.--Ba-
rata de Almeida.Mello.Oliveira.--Gameiro.
Communicados
Asignado. Caetano Pialo de Veras.
Certifico que em rirtude da portara a quese1
refere a presento copia, e remeiii ao respec-
tivo escrivao Joaquim da Silva llego, a qiiDi
declaren ficar entendido, e por meu pedido
passou a presente copia
Recife, 17 de fevereiro de 1856
O ofliral do juizo.
Albino de Jess Uandeira.
, f REVISTA DIARIA.
Informam-iios que na ra du Camarao exis-
te um cano, cujas aguas lera formado um lama-
cal infecte, que nao pode deixar de sor prejudi-
cial A quem por alli mora. Somos igualmente
informado-, que tal cousa j foi scientikada a
competente auloridade mumeipa
cou de providenciar a respeito.
Islo pos o. esperamos que se rcalsc a remo-
c o de semclhanlc foco de infeccao, cujos mias-
A Franca vio, depos de um corto numero de
annos, as chapas emprogadas na construccao das
ponles e viaducto! dos caminhos de ferro", e M.
Flachat constrio no syslema inglez a bella pon-
te de Asnires.
A Inglaterra deve ao genio de Roberto Stephen-
son as primeiras pontos tubulares. Este Ilus-
tre engenheiro, cujo nome immortal est ligado
a ludo o que se lera feito de grande e de mara-
villoso no desenvolvimento dos caminhos de
forro, leve a inda de construir ponles com gran-
des tubos rectangulares de chapa rebatida, por
cujo interior passam os trens dos caminhos de
forro. As duas ponles de Conway o de .Menay,
que clleconstruio no caminho de' ferro de Ches-
lu a llolyhead, sao as mais notareis neste gc-
e que eslafi- uor0-,
\ lranra j possuc exemplos doslo genero de
0 BASCO DO BRASIL.
_ Um brado geral se ergue da parte do conimcr-
cio contra a compresso cxercida pela direceo
da caixa filial do banco do Brasil nesta provin-
cia o que a demonstrarao mais convincente dos
mos resultados que. prvm do monopolio do
crdito, iao calorosamente defendido e sustenta-
do pela escola da unidade bancada.
A esla asserrao infundada, desenvolvida em 2
artigos do Liberal Pernambucano de 17 o 18 do
corrente, responde a seguinte demonstrarao do
movimento de carleira do cslabelociuiento boti-
cario tiio injustamente agredido :
Demonstrarao do estado da Carleira da caixa
fial de Janeiro de 150 a Janeiro de 1S60.
cartf.irv.
6.499;037*575
7.828:9518626
8.8l.952#330
8.951:3713014
8,:590:6/7185
7.827253930
7.72i:3i)3$08l
7.449:9385914
7.482:525S580
8,478:8368956
9.102:6018868
9,608:893571
9,974:188 j817
Por esta demonstrarao ve seque a carleira da
caixi filial desde Janeiro do anno passado lem
ido em constante progresso. e confrontando-se
o seu estado em Janeiro de 1859 cora o do mes-
mo me/, no corrente anno, da-se um augmento
de 3,'75:1518242, isto mais de 50 (jlO; do modo
que eleviMido-so a esse algarismo u accrescimo
do credilo concedido nesta provincia pelo banco
do Brasil ao coramcrcio e industrias ha com-
presso E observarido-se agora que em Janei-
ro do anno finjo a caixa filial estava uu gozo
da faculdade emissoria do triplo sobre o seu
fundo disponivel que por decreto do governo foi
reduzlda em abril prximo passado ao duplo,
ainda torna-so mais visivel
ei:a inesperada. A cans: to a
crisc co torne rcia) da Europa diz Holm, entretan-
to que urna das leslemunhas dos proprios emba-
gantes. C. J. Schemeltau aflirma ler onvdo di/er i
que a causa foi estar Holm pouco snlisfeilo das
especulares dos socios Carlos Itoork e Francis-
co Fenojhierd, sendo de notar que e3tc seguir
para a Europa, logo que Holm chegou.
Que o que Luppacher disse a Poggi, cobrador
da caixa, isto que Biober bem podia acabar I ------
com a queslao dando o dinheiro para o pagamen-l Sr- escrivao deste juizo Joaquim da Silva
todas letras, d a entender que ello Luppacher, *8o. cnteetnie ao oflicial de juatica Albino de
sabia serem as letras saccadas por pessoa da casi Jess Pandera, o livro de protocolo das audien-
de Bicber ; e o nao oppor Loppachcr nina nega- l',as.
tita formal asseverarrio de Poggi, mas conlir- Pnmeiio districto de Sanio Antonio, 17 de Ja-
ma odepeimentodeste alias nimio verosmil, por ereiro de 1860.Assignado.O jui/. de paz .la-
haver Poggi relatado as palavras de Loppachir a '<""" A*9*#o da fonaecav.
militas pessoas, no mesmo dia era que foram as c' rtillco que em virtude da portara a que sr-
letras aprasenladas a pagamento. reiere a presente copia, inlimei ao escrivao Joa-
Que em visla do exposto nao procede o articu- 1"i"( l'a Silva Rogo, o qual deelarou que nao pe-
lado dos embargos c nao tem forra a argirn de ,lla ''izcr entrega do protocolo, como os dessa
f.ilsidade das letras. Freisa e Lo'ppacher, deele- portara, pot ter sido intimado igualmente por
rando que as letras sao falsas, nao fazem prova l""'1 portara do Sr. juiz de pax do quarlo anno
em juizo, por seren ellos inleressados, que ii-
zern parle das firmas demandadas.
Que nos exames procedidos lia conlradiccoes, I
como evidente nos autos, aeiescondo quedos
pontos allegados como prova de falsidade, alguns
foram desvanecidos, como o da nurnerarao no
alio das letras, odas chapase outros; e de mais
Caetano P uto de Veras, para nao servir senuo
peanle elle, e por mim pedido passo a presente
cen Iao om f de verdade
Recife, 17 de fevereiro de 1860.
O ollir.ial do juizo.
Albino de Jesi/s Uandeira.
1859 Janeiro .
Fevereiro
Margo
> Abril .
Maio .
a Junho .
Julho .
Agosto .
Selembro
Outubro
Novembro
Dezembro
1860 Janeiro .
-. .- mais visivel essa compresso,
Appellante, o juizo ; appellado, ledro Jos de porquanto esse eslabelecimenlo a nao ter sido
Oliveira. munido de fundos que gradualmente lhe ho si-
Appellante, o juizo; appellado, Luiz Pereira do enviados pela caixa matriz do banco do Bra-
sil, seguramente nao poderia ter prestado ao
appellado, Antonio Sa- commercio tao importantes e valiosos servidos.
Os homens justos o imparciaes, devem ver
appellado ; Joao Francis- nessa clevaco do carleira da caixa filial, nao s
a prova matheraatica da improcedencia das ac-
dos Santos.
Appellante, o juizo ;
raiva de Lomos.
Appellante, o juizo ;
co de Albuquerque.
Appellante, o juizo
Ionio do Costa.
Appellante, Antonio Filippe Nory
o juizo.
Appellante, o juizo ;
da Silva.
Appellante, o juizo
do Itrito.
Appellante, o juizo
das Noves.
Appellante, o juizo
ques do Nascimento.
Appellante, o juizo
Ribiiro.
Assignou-se dia para julgamcnto das seguintes
appellaces crimes:
appellado, Manoel Joa-
appcllado, Domingos An-
appcllado,
appellado, Joo Baplisla
appellado, Jos Ribeiro
appellado,
appellado,
Luiz Antonio
Manoel Mar-
appellado, Francisco de
appellado, Antonio Har-
appcllado, Ignacio Jos
Appellante, o juizo
quini Soares.
Appellante, o juizo
tins de Almeida.
Appallanlc, o juizo
da Luz.
As appellares civeis :
Appellante, Lurenro Justiniano da Rocha Fer-
reira ; appellado, Claudio Dubeux.
Appellante, o juizo ; appellado, D. Anua Fran-
cisca do Espirito Sanio.
Appellante, o juizo ; appellado, Guilherme Au-
gusto Rodrigues Selle.
DISTRIBlirES.
Dislribuiram-se na sessa de 14 do corrente, ao
Sr. desembargador Figueira de Mello, as seguin-
tes appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ale-
A bocra negra o tmulo escanc.ara !
E o archanjo da morie cempuugido
Levanta a ftico ainda enternecido,
Vai ferir... mas uaosealreve. pira !
Mas no livro fatal da cleriiidadc
leu nome estava esrripto, cruel sorto !
Por senlenra cruel havia a mortc
ponles ; o Garonna, o Sot. o Taiu e o Heraull, I xandro da Costa o outro.
sao atravesssadospelo caminho de ferro do Meio
nas seirradiam por lodas aquellas paragens de urna maneira summaracnlc incommoda. as olficinas de M. Govin ; um dos mais habis
Acha-seaberla, em cumprimento da ordem 'constructores da Franga.
do thesoii'o nacional de 5'do passado mez, a Agora mesmo se const
substituidlo das olas de 1$, 2j e 5, que esli-
verem dilaceradas, podendo quem as possuir d-
rigir-se a thesouraria para esse tira.
ror concessao do Exm Sr. presidente da
provincia lem de dar oUumas reprcsentaresno
Santa Isakei a companhia que, sob a direerao do
ru nos Estados-Unidos
una immensa ponte tubular no caminho de fer-
ro de Nova-York ao Canad.
A America o paiz das grandes emprezas o dos
trabalhos gigantescos. Nada c capaz de obstar
o espirito emprehendedor de seus engenheiros.
Ha um grande rio, um lago, um braco de mar,
Sr. toimba, Irabalhava no Apollo, tendo ella j 1 '*" Pr(!C1so alravessar. Ha una distancia de
dado conuco aos seus trabalhos no sabbado pas-
sado.
F.' de crer que com esta dislraccao. em lugar
mais conveniente, torne-se a quadra menos mo-
ntona c riis amena.
Por portara de 16 do correnlo foi nomcado
Jos do Reg Coulo Maciel para o raigo de 4o
supplente do delegado de polica do Brejo.
Na mcsrns data foram exonerados Manoel Al-
ves Barrotjdo carg de 3o supplenle do delegado
de polica do termo de Garanhuns, e Antonio
Cardeal de Azevado do de 2" supplente do sub-
delegado do 1 districto da freguezia do mesmo
nome e termo.
l-'oi concedido no alferes Joaquim Antonio
de Moraes exoneraco que pedio do cargo de
subdelegado de polica do districto de S. Bento,
em Garanhuns.
O vapor Persinunja, entrado de Alagoas,
foi portader du jornaes al 17, que do as se-
guintes noticias :
A varila desenvolvera-sc no Pilar, Impcra-
irix e Alal.iia, atacando a populaco mais despro-!
.vida de mi ios.
No dia 10, 3s 10 horas da manha, tundeara
alli o vapor Prt'ncea de Joinville.
Avo aos navegantes.Por todo este mex vai
ser arriado o machinismo do pharol e Santa
Anu, no Maranhao, visto o estado do ruina da
columna, cue acha-so^juaM a cahir.
Nt dia 11 do rurrenle sabio do Maranhao
para osle porto e vapor Thetts, aflm de melter
cqui novas caldeiras, que vieraru de Inglaterra c
meia legua de una margeni a nutra. Os cons-
tructores americanos nao se intimidara ; cas ma-
ravilhas, que appareeem sob sua direceo tem
semprc esse carador audacioso, c ao mesmo
lempo econmico, que ellcs sabent imprimir a lo-
das as suas obras.
A grande ponte no ro Susqueana, em Colom-
bia, e a de Potomac, em Washington offerecem
urna exlensao de 2,011 metros cada urna. De
todos os syslemas imaginados na America, o mais
eogenhoso o das ponles construidas em grades
{lallci-brij<' rujo uso comer a espalhar-se, e
que sao geralmente designadas sob o nome de
ponles americanas.
A grande ponte do Rhcno Chlre Culogne e
Deulz, construida nesse svslema sob a direceo
de M. Hermn Lhose lera 420 metros de compri-
men to.
na Allemanha, onde mais se enrontram ac-
tualmente as pt.nies cmericauas, sendo a mais
notavcl a do Vstula, prximo a Dantzik, que
tem 690 metros de comprimento.
A ponto de Kehl, cujos trabalhos conlinuam
com presteza, est construida no mesmo sys-
tema.
Os caminhos central c sudoeste, na Suissa,
aprensentam uolavtis exemplos de ponles ame-
ricanasdevidas ao tlenlo de M. Cari Etzel.
Kslas pontes lem sobre todas as oulias a gran-
de vanlagcm de que no sou syalema de construc-
cao reunc-se As garantas de duraro e solidez
a economa c a rapidez do traballio."
Lista dos baptisados haviJos na fregueiaz
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Feli-
ciano da SMva.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellares
crimes :
Appellante, o uizo ; appellado, Francisco Al-
vos da Silva.
Appellante, o promotor ; appellado, Joo
Eduardo de Aquino.
Ao Sr. desembargador Gitirana as appellaces
crimes :
Appellante, o juizo; appellado. Pedro Jos
de Oliveira.
Appellante Jo juizo ; appellado, Luiz Pereira
dos Santos.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Si-
ratva de Lemos.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellante. o juizo
ques do Nascimento.
Appellante, o juizo
Assis Bezerra.
Appellante, o juizo
das Nevos.
As 3 horas da tarde encerrou-se a sesso.
appellado, Manoel Mar-
appellado, Francisco de
appellado, Luiz Antonio
CMARA MUMCIPAL DO RKIFE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE 9 DE FEVEREI-
RO DE 1860.
Presidencia do Sr. llego e Albuquerque
Presentes os Srs. Rogo, Mello, Oliveira o!
Gameiro, fallando som causa participada os mais
senhores ; abro-se a sesso j :'o hda e appro- I
vada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE :
Um oflicio do Exm. pr.-sidehte da provincia,
mandando que a cmara informisse, un urgen- tomada, julgando
ca, se ameaca perigo para o transito publiclo spJa n I'"5 's se
estado de desmoronameulo, era que se acha o
trapiche novo, na bairro do RtcTe.Resolveu-
se que logo que cnegasse a informaro do enge-
nheiro cordeader, a quem se en'carregou de
examroar o trapiche, se espoftircsse feni ella
presidencia.
cusages feitas, como as vanlagens do espirito de
associaco em materia de crdito ; um banco so-
lado em urna praca commercial, e s podendo
dispr de recursos proprios, nao poderla ler re-
cebido os auxilios que efleelivainente foram pelo
Banco do Brasil fornecidos sua caixa filial es-
tabelecda nesta provincia, islo foram capitaes
da praca dn Rio de Janeiro, que vieran por essa
forma fecundar a crculaco da praca de Per-
nambuco ; porlanlo, os efeitos do monopolio do
crdito entre nos com a existencia da grande
inslituico Banco do Brasil, do em resulta-
do, que esta praca possa facilitar o seu movi-
mento commercial, recebe tao poderosos auxi-
lios da praca do Rio de Janeiro.
Nao leudo outro proposito seno o de forneccr
ao publico alguns esclarecimcntos acerca da
principal instituiro de crdito entre nos existen-
te, jiilgatnos nao dever responder oulras cons-
deracoes do Liberal Pemambueano, quo segu-
ramente s guiado por falsas informares, pode-
ria ennuDciar proposices lo inexactas ; e ni-
camente para nielhor mostrar o erro em que la-
bora o redactor desse jornal; por ultimo diro-
mos,que o algarismo da carleira da caixa filial
hoje superior a dez mil conlos, sendo egualmente
cxcessivamenie elevada a importancia das ope-
rages em descont realizadas na semana que
hoje finda.
Recife, 18 de fevereiro de 1860.
Publicando hoje o accoido proferido pelo me-
retssimo tribunal do commercio, e sendo elle
extenso aguardo-me para nos seguintes artigos
na analyse que prometti fazer d'elle ; e que ver-
sar nao s sobro o sen complexo, como sobre
cada um de seus fundamentos.
Recife 18 de fevereiro de 1860.
A/co/V> 171 lo.
lllm. e Exm. Sr. presidente do tribunal do
commercio.N. O. Biebcr & C. e J. Keller & C,
precisara a bem do seu dircito que V. S. lhe man-
de passar por certido o (heor do accordo pro-
ferido na appellacao cm que sao appellanleso
presidente e directores da caixa filial do Banco
do Brasil,-nesla provincia, e appellados os sup-
plicanles, em termos que faca f.
Pedo a V. S. assim lhe delira. E R. Me.
Como requerera. Recife 16 de fevereiro de
1860 Soma.
Jos Marianuo de Albuquerque, serventuario vi-
talicio do oflicio de escrivao de appellaces
eommerciaes, nesla cidade do Recife, cap'iial
de Pernambuco, capilito da guarda nacional do
servico activo, ludo por S. M. o Imperador o
Sr. D. Pedro 11. que Dos guarde ele.
Certifico que revendo os autos ue appellaro
commercial em que sao appcllantes o presidente
e direclores da caixa filial do Banco do Brasil em
Pernambuco, e appellados os negociantes N. O.
Bieberdc C. c J. Keller & C, de que faz menso
a petirao retro, dos mesmos autos consta ser o
lirou-se a limpo.que diversos eram os punhosau- A IllOI'te (lo llMVil lllolillmill) IKU MilUOPl
torisados a firmar e a escrever as letras, e que as s.,1.1,,,,1..
demandadas assemclhavam-se as de tullas 244, IwfCa a.llUdllllit.
sendo que o dizer a sentcnca appellada, que esla
lelira servio de modelo a*aquellas, pelo espaco
que medeou de seu descont a sua entrega ao
thesoureiro, nao passa de una supnsro, que
nao infirma a presuinpro resultante da seme-
Ihanra :
Que de ludo isto resulta, que alguma prova
existe a favor da veracidade das lettras, pois ve- i
se que foi pessoa da casa dos embargantes quem
as desconlou, e esto firmadas por quem eslava
para islo autorisado ; e as reservas, e vacilares !
de certos depoimentos deixaui ver, que a dafixa j
era nao por a dcscoberlo a pessoa, que no caso j
em queslao firmn as lettras ; sendo que todo o ; Deixar-me'em Inste, era misera orphandadc !
discutido conspira ramio rnais em favor da vera- r
cidade do que da falsidade das mesmos lellras : Tu morreste, meu pai ? nao posso cr-lo!
Que o juiz quo reconhece que o exame mcia InJa vejo o teu rosto, o teu sorriso ;
prova que nao podendo ser auxiliada pelo jura-1 Nos leus labios movendo-se eu diviso
ment supletorio, o pode ser por quaesquer oulros I Moral conselho, paternal desvello !
^1 V/0"SHSU"lementC Pr f resuml">,s :' Que val o mundo, quando a campa erguida
ZZt ^ 'r, OTnKOJ,S ",dufU ;'S ?" TT l)o en,e .Toado o fri corpo encerra ?
lenca nao militara em favor da falsidade das le- | -
tras, havendo sim drvagares sobre a reputaco
da lirma da casa dos embargantes, o que nao u-
lorisa concluso algurna de peso :
Que se os peritos, geralmente fallando, devem
limitar-so a emillir sua opinio nos exames, por.
compararn de ledras, como reconhece a Scnlen-I
ca, servindo apenas de parecer o seu lando, nao
foi ligilimo, que deste deduzisse o juiz una pro- |
vada falsidade, elle que confessa, que os peritos
podem fcilmente tomar escripias, c firmas ver-
daderas por r-niiitadas ; aerescendo que os exa-
mea tambera rornoreui argumentos em favor da
veracidade das lettras :
Que para nolar.que a sentenca appellada nao
trocta-sode demonstrar qual a prova dos embar- moranda visita de S. M. o Imperador osla pro-
gos A. 16 e replica fl. 113, pois tendo na presen- vincia, sobrelca a avullada esmola de qualro
le queslo os embargos 11. 16 o carcter de libel- coritos de res, que deu acs pobres indigentes
lo, dellcs deviam dimanar, e com ellos deviam QCSla capital,
ser confrontadas as provas: Este ingente donativo omnipotenlea em
Que allogando-se em ditos embargos a falsida- l0(l 0 seu esplendor c profundosa Defien-
de das lellras, incumba aos embargantes, como lmenlos de evanglica candado, que imperan
do direilo prora-la, de modo a nao deixar du- no coraro magnnimo de S. M. o Imperador,
vida, e longo (lisio estiveram e esto: r"r 'oda parte, que S. M, se dignou de percor-
Ooo a senlenra fulhas. limitando-se a refutar'rer e. visitar, a dor e a pobreza,ia orphandadc
a contcstarao o sua prova, ea sustentar a pro- e a viuvea, a miseria e a mendicidade receberam
cedeucia dos exames, sem oceupar-se da usen- sempre de seus labios una palavra dore e anjje-
ra da nrova itnc tnuInriM.. n^.t^ n.^,.^ ;..r;., lira di> rorifiAt.i'n i> fio etnc tn:ni.- um *nt*\ i..^
Torna-se un: crino para nos a torra,
E' peior do que a morle a propria vida !
Ah morrete!Eu tambem morrer dcsrjn "...
Onde me 1 o y a. Dos, o meu delirio ?
Morreste, s^m ; porm na luz do empyreo
Tu'alma perpaisar cu sinlo, cu vejo !...
1860.
Manoel Saldanha e Silva.
PARAHIBA.
O emprego das esmolas.
Porenlre muitos actos decaridosa phIontrOMa
que de urna maneira indelevel aasellaram a n.r-
a nova juns-
ao que nega
lica de consolaco e de suns mos um acto liem
significativo de sua imperial munificencia. Que
iligini os hospilaes de caridade c os cslabcleci-
mentos pios, que S. M. se dignou de visitar, e a
mendicidade. que confiadamente lhe eslirava a
mo para esmolai o pao.
A Parahiba mais urna testemunha occular de
actos lo edificantes.
Esla avullada quanlia foi entregue ao vigario
desta freguezia para fazer a sua distribuirn, que
na qiialidade de paslor podia melhormenle co-
iheor do venerando accordo proferido pelo me-
relissmo tribunal do cummercio desta cidade o
seguinte :
Accordo em tribunal do commercio, ele.
Que a vista dos autos dos fundamentos finaos
da sentenca appellada,! fl 55 v., como corona-
rios das diversas propositos, observar-oes e in-
ferennas por ella liradas ia discussoo da presen-
te causa, nao se pode conceder, que a decio
l'iovndos os embargos fl. 16,
ajusla com o implexo das
provas constantes il.>s autos, porquanto da exac-
ta c reficclida apreciaran dessas provas e das dis-
posirrs de direito applicadas mesma causa,
moslra-se :
Que os caixeiro?; podem depor validamente se-
hrc factos domeseieu.Pcreiro e Souza nota 481,
ca da prova dos embargos, creou
prudencia de que a prova incumbe
e o exame dos peritos conslitue prova bstanle ;
sendo que alias o contrario, quanlo ao onus d.i
prova c a exame dos peritos recouheceu o juiz,
como se v a folhas c folhas :
Que, finalmente, nao havendo sido provados
os embargos de II. 16, nao seria jurdico, que por
fugazas presumprosse julgasse provada a falsi-
dade argida, quando o art. 258 do regulamento
n. 737, requer para a concluso de falsidade pro-
va cITecliva econcludente da parlo do que a allega, nueceras ovclhas indigentes e necessitadas do
E quando mesmo o citado artigo nao fosse tao sou rehauho.
explcito, quando mesmo do parle a parte vales- Deploramos porm profundamente, que as vis-
sera igualmente as presumpceS (o que nao se '?s pa'crnaes c dolorosas de S. M lenham sido
d como fica demonstrado; a mesma devera ser a luo. gravemente desnaturadas era sua appli-
deciso em face dos principios do direilo morcan- caC_ao.
til, c em respeito a boa f que a bussola das Esla 'reguezia infelizmente administrada por
Iransaccoes eommerciaes : i,,m parodio que, arrasiado por urna mal entend-
Por tanto, pelo mais dos autos edisposires de da Oratido para com alguem, nao lem sabido e
dircito que regom amatoria deque se" traa,; nem podido elevar-se altura dos sacerdocio, de
reformara a referid i senlenra appellada a 551 1ue se acna encarregado.
verro, julgam, por conseguinte nao provados os '?-He nesla freguezia se lem constituido um a-
embargos fi. 16, mandara que fique sobsistindo I eem!lw,acetarlo de um bando poltico, que na
a condenaro de II. 68 verso proseguindo-se em provincia se denomina rasgado .
seus cTeiios lgaos, c condenara os appellados
as cusas.
Cidade do Recife, 16 de fevereiro de 1860
Souza, presidente.Silva Guimarcs.Villares,
vencido.Vellozo Soares.Foi voto vencedor o
Noinlcresse desse partido, cujas bandeiras ju-
rn, lhe sacrifica ludo al a santidade do mi-
nisterio, que exercila.
No lempo da cabala eleiloral ellono mais
o ministro de Christo, que tem de exercer entre
Sr. dppulado supplenle Manoel Buarque de Ma- i n"s uma nl'5So verdadeiramente evanglica de
cedo Lima. Silva Guimares. pai, harmona e concordia, parece rutes cora o
E mais se nao eofttinha no venerando accordo enviad> do Salanaz, que vem atirar o Tacho ere-
pedido por cerlidao o qual vai por mim escrivao Pllanlc ua dissenco. da discordia e da luta no
no principio da presente declarado e no fin as- mc' uo rebanho do Senhor E o verdadeiro sa-
signado de propro puuho, transcripto e copiado cerJo'e da cabala !
verbo ad verbam : vai a presente sem cousa que "a Puco lemos uro arligo de fundo no Diario
duvida faca, conferida e concertada na forma do ''/Pernambuco, que faz judinosns observarnos
esiylo escripia e assignada nesta cidade do Recife 'ilc,,rca do estado do nossoclero, e tratante dos
de "Pernambuco, aos 17 diasdo mez de feveieiro Parochos diz; Ellos vivem em permanente
do anno do nascimento de Nosso Senhor Jess luda-s com os seus parochianos por causa do
Christo, de 186'), trigesimo-nono da independen-
cia c do imperio do Brasil.
Escrevi e assignoi era f de verdade,
Jos Jlarianno de Albuquerque.
Publicacoes a pedido.
VA' SEM EXEMPLO.
Quando me refer ao digno juiz de paz do 2,.
districto nao disse, nem quiz dizer que S. S.
houvesse servido como juiz propietario, por
mais do um anno, o que pretend mostrar, foi
somente a incoherencia da roesma cmara rsu-
nicipal.
eleires.
E una verdade, que lodo9 nos senlimos e de-
ploramos.
O nosso parodio envolve-sc aqui na lula elei-
toral do uma maneira pouco condigna com seu
estado, que espanta e admira.
Percorre desde a rogativa al a simona, falla
: em nome da religio, de que ministro, profana
o nome venerando de Jess Chrislo assegurando
I as pessoas lemcules Doos, que elle foi rasgad
i em sua dolorosa passagem ueste mundo, e final-
mente corrompe com o dinheiro a alma e aons-
I ciencia de seus ovclhas para Ibes arrancar um
voto contra as suas ideas, suas condices, c seus
i seiilimeiitus. Que impiedade essa do nosso pa-
irocho!
E Indo isto faz, segundo elle proprio confessa.
! pela gralhlo, em que se acha para com um in-
i dividuo. Mal entendida gralido essa, que ar-
rasla o nosso parocho a jogar na corrupc.o da
S S. este anno continua em exercicio (noque
ohra mui regularmente) e a cmara nada diz. I cabala os devores mais sacrosantos da nossa rc-
0 Sr. Veras continua no exercicioe a cmara ligio. de que se diz ministro,
o declara incompetente,
Foi esla a questao.
Assignando-me o Perteiro das Audiencias
forcoso por isso que seja eu o Sr. Jos dos
Santos Torre, que de certo au Louvo
porm muito a caulelladsste Sr. declarando no
Se o nosso parodio nao lem fe reas bstanles
para se libertar do servilismo de sua gralido,
ffeveria em bem da religio oda groja, que diz
servir, ter resignado ou permutado esla fregue-
zia. E uma medida, que ha muilo se faz sentir
e reclamar.
Mas, infelizmente o dizemos, a propagando do
chistianismo a causa, de que hoje menos se
ter parle alguma na puWtcacao da linha! que i tura.


ILEGVEL
S> r


M)
*-*-*
Ora, collocJila uva mus desse parodio a es-
mola, que S. M. o Imperador so dignou de fazer
aos pobres indigentes desla cidade, era fcil do
presumir-sc, que elle a poriaera proveito do par-
tido, que com tanta dedicacao serve.
Cercado do padre Eduardo bem conhecido na
praia do Lacena no lempo do naufragio da em-
barcaran, que o vulgo denominnu Mam Ce e nes-
rt cidade, once so lem convertido ero ceg ins-
trumento da cabala do partido rasgada, sahioem
verdadeira excurso eleiloral.
Para que o pobre podesse oblcr o bolo de sua
esmola era necessario, quo representasso urna
unidade na algebra poltica ; que a viuva tivesse
ilhos ou protectores, que fossera votantes, a or-
phaa tutor ou curador quo votasso. Referc-se,
que esmolas avultadas se lizeram a pessoas, que
possucm escravos ; porque lem parentes e adhe-
rentes, que sao volantes. Oulras esmolas l-
veram applicac,o, quo a decencia nos faz ca-
lar ...
O Sr. Antonio Honra, cabalista do partido ras-
gado, foi encarregado pelo vigario de distribuir
as esmolas na povoaco da praia do Tamban,
onde tem scus volanlas.
No acto da entregadas esmolas o acolyto fazia
soar no ouvido do indigenteque na eleico a
que se lem de proceder n.) lim do anuo conlava
com o seu voto, do seu lilho, prente ou adhe-
rente.
Desla manera se percorreram as ras dcsta ci-
dade e lugircs adjacenles.
Temos cm nosso poder urna caria Turna pes-
soa, residente nos arredores desla cidade, que
passamos a Irinscrever psis verbis. Nao perca
pela incorreceo do eslylo.
Illm. sehor...
2 de Janeiro de 1860.Primciro que ludo es-
v tiraaroi', que estas duas regras aoliem V. S. e
< loda a familia de sade, etc. Senlior... Man-
< do-lhe di/.er com lodo o segredo, que o Sr.
4 vigario e nals o Sr. podre Eduardo sexla-feira
i o;i gabbado vom a esle lugar a cabula com o
p de viren] dar esmolas, e lambrm a cale lim.
< Veja o que faz, eu nao o engao, estou avi-
saudo. No mais ndeus. Venerador e criado
rlc...>
Tamanho lem sido o escndalo com quo o vi-
gario co seu acolyto lia procedido na dislrihui-
'' l-.'stas esmolas, que os seas proprios amigos
e correligionarios o coasuram acremente. As
pessoas honestas de ambos os lados condemnam
i forja o silencio da imprensa dianle do lan-
i i :ynismo.
Ja c.'ii 1856, anno da eleico, a esmola de qua-
Iro conloa de ris, que Sua Magostado o Impe-
rador se. dignou de mandar para suavisar a
miseria da orphandade e viuvez, que causn >
nesla cidade o cholera-raorbus, leve idntica ap-
pliracao.
Sentimos ser obrigados a Iracar estas ligel-1
ns considerares cm desabono do nosso paro-1
c'ii, i quem nao temos m vonlade. F. de
--iji-i.il-. quo SO us renda alguna insultos c
ocacos, mas a ludo estamos resignados.
Senlinella vigilante de um grande e generoso
partido, nestncanlinho do imperio, nao poda-
mos deixar de soltar um grito de alerta contra
ineios lao indigna mente manejados pelos nossos
adversarios: fazer sentir as pessoas quem se
distribuirn! oslas esmolas com o fim do as cor-
romper, que nada devem ao vigario e seu aco-
lyto e nicamente a-mo bendceme do nosso
Idolatrado Monarcha ; e levar ao alto conheci-
wi'iiio do Sua Magostado o Imperador o empre-
gje uso, que se fez nesla cidade das esmolas,
que deixou para seren distribuidas nicamente
com os pobres eindigeutes.
[Imprensa )
DIARIO DE PERNAMBDCO. ~- SEGUNDA FEIRA 20 DE FEVERFJftO DE 1860.
Assucar-----------
Praca do Kecife
18 de fevereiro de 1860.
.4a 3 horas da tarde.
REVISTA SEMANAL.
Cambios Depois dos saques de que foi
portador o vapor inglez, os
cambios tem-se conservado es-
tacionarios, sendo os ltimos
24 3/4 d. par IgOQO sobre Lon-
dres, 390 a 395 rs. por franco
sobro Paris, e 115 por cento de
prftnio sobre Lisboa.
| Algodao-----------O superior vendeu-se de 8J600
a &J800 por arroba, e o regular
de8500a 8600 por dita.
Os brancos foram vendidos de
gOO a 59400 por arroba, os
so me nos de 3*600 a 3*700, os
mascavados purgados do 35200
a 3300, o America de 2*900 a
3-3400, o Canal do 2*700 a 2*S50
por arroba.
Vendeu-so de 75*000 o 8OJ00O
por pipa.
Couros-------------Os soceos salgados venderam-
sc de 280 a 290 ris a libra.
Arroz-------------Vendeu-se de 2JJ400 a 2C750
por arroba.
dem a 2*950 por galao, o de
Lisboa.
Sera entradas, eo deposito hai-
xa consideravelmentc. sendo
hojo de 7,000 barricas ; e ten-
do-se rctalhado de 9* a 12*000
por barrica.
Batatas-----------Venderam-se de 900 a IglOO
por arroba.
Carne secca A do Rio Grande nova vendeu
se de 4*800 a 5j500 por arro-
bas, c a velha do 1*500 a 3000,
icando cm ser 25,000 arrobas
da primeira e cerca de 10,000
da segunda. Nao ha do Rio da
Trata.
Vendeu-se de 6-jSOO a 7*500 por
arroba.
Sebo cm rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........ arroba
Unhas de boi...... cento
Vinagre........ pipa
lllfiOOO
3$200
3*000
$300
50*000
Movimento do porto.
Navios sahidos no dia 18.
Portos do Sulvapor brasileiro Oyapock, cora-
mandante o segundo lente Francisco Ferrei-
ra Borges.
Rio da Praiabrigue dinamarquez Heindal, ca-
pitao F. i. Bodker, carga assucar e agur-
denle-
Nao hoiiverara entradas.
Agurdente-------
Azeite doce
Bacalho-------
Caf--------------
OS a. Q. o a. ( S Bo'as.
W n VI V) PJ o s 3 c ET SI o s> O Atmosphera c CE w PJ 73 o <
W Direcgao. < m M -1 O ti
* V * 53 os o 3 Inensidade. O C/3 a rfl
00 oo o ti/ -I b * Centgrado. -i 3 O B H O 3 S8 5 o
^1 1*1 o t) M M O b # i Reaumur. o r- O es
oo ** oo 00 3 - Fahrenheit c. >
O I ^-1 ^1 . Hygrometro. f*
-I Ci til ce o w 00 5! 3 o Barmetro
herdeiros de Auiuuio rerrelra Uuarie Velloso,
no teve effeito no dia annunciado por falta de
licitantes, e por isso fica a mesma arremalaso
transferida para o dia 18 do corrente.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
narabuco 1. de fevercird de 1860. O olicial
maior interino,
Luis Francisco de Sampaio e Silva.
IISSNO POPULAR
NO
PALA
MAGESTO SO SALA O
^^ DO
DA RIJA DA PRAIA.
bailo de mascaras e phan-
Iloje havflr grande
lasias,
__________Principiar s horas do cosame.
Avisos martimos.
A noite clara com alguns nevoeiros, veco
SE, veio para o terral e assim amnnheceu.
OSClLLAiVO DA XARK.
Krarn,Vh54V^r.Bwt.n33pb
i-*>w^ii!rw(
Alfamlcf^a.
1 idimento do dia 1 a 17. 2G.-809.3G51
Uem do dia 18.......1 i:512*960
H<\iiento da
V ames entrados com fazendas
> com genoros
261 322$611
alfandc^a
Voluntes sahidos
9 a
tora fazendas
com gneros
91
1,315
------1,406
131
222
- 353
Descarregam boje 20 de feverciro.
(tarca francezaVille de Boulognefazendas.
Patacho portuguez ^: Unio diversos geueros.
Barca portuguez Gratidaoideni.
B ii
ue inglezGcorgoferro o carvao.
Lisboa,
c Silva,
Itiipnrtaco
Patacho portuguez Unio, vindo de
cansjsnaoo a Manocl Joaiiuim Ramos
lanifeslou o seguinto :
110 barricas sardinhas ; a Jos Antonio da Cu-
nha & Irmaos.
25 ditas dilas ; a Manocl Jos Martins do
silva.
10 ditas ditas ; a Amorim o Irmos.
103 ditas ditas, 20 barra alpiste; a Luiz Jos
Costa Amorim.
20 barra vinho branco ; a II, Gibson.
50 saceos farelo ; a Vicente Ferreira da
Costa.
8 pipas o 10 barris vinho ; aos consignata-
rios.
5 ditas e 25 ditos vinagre ; a Manocl Alvos
Guerra.
20 caixas tclhos de vidro ; a Francisco Scverino
R. ; Filhos.
157 podras de cantara ; a Lomos Jnior
Leal Rcys.
1 pacote impressos ; a Jos Antonio dos San-
tos Lessa.
1 caixote livros e semenles, 1 dilo frascos
com doce, 1 lata um retrato, 1 dila roco ; ao
i)r. Francisco Balthazar da Silveira.
70 barris loucinho, 92 ditos chouricas, 8 ditos
3, 30 dilos e 7 pipas vinhos, 395 caixinhas
- s, i caisdes rap ; a Thomaz de Aquino F. i
Filhos.
1 caixolinho marmelada, 2volumes um orato-
rio, imagens e pertcnces ; a Francisco Gomes de
Oliveira.
75 caixas ceblas ; a Almcida Gomes Alves
A C.
1 temo de condeces; a Joao Mara Cordeiro
Lima.
1 caixa chinellos de orello ; a Satyro Serafira
da Silva.
25 surrdes alpiste ; a Aranaga Bryan.
3 barris torresmo de horco, 1 caixoto sapa-
tos, loahas do linho ; a Manoel Jes de Oli-
"ira.
1 barril vinho ; a L. A. Donburcg.
1 dilo ervilhas, 4 ditos peras seccas, 1 dito fei-
30,6 ditos vinho, 1 caixa chapeos do palha, 1
dita caixa de costuras o bordados ; a Joao Frc-
d.'rico do Abroo Rogo.
10 caixas figos ; a Custodio Jos da Silxa Gui-
maraes.
2 pipas oleo de linhaca, 1 caixa dilo de amen-
loa, 1 dita brochas surtidas, 1 ditas drogas, mo-
I amentos e preparanjcs medicinaos ; a Jos
Baj lisia da Fonseca Jnior.
1 caixa marmelada, G ditas ceblas, 7 ditas La-
utas, 25 Larris vinagre, 16 caixinhas peras pas-
33 las ; a Jos de Oliveira Nobre.
50 barris vinagre ; a Guilhcrmc de Carvalho
i C.
1,160 molhos ceblas, 50 canaslras batatas ;
ao capitao do mesmo navio.
CoiisuIad< geral.
ftendimento do dia 1 a 17. 42.121c574
iim do dia 18....... 2:22*26
4:54iS0OO
Diversas provincias.
nenio do dia 1 a 17.
. Jora Jo dia 18. .
2:413*950
486j|912
29001862
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade a *
dia 18 de fevereiro de 1860.
Havre Priguo francez Parahiba, T. Freros,
1,676 couros salgadas
ILimpion=Briguo inglez xCaberfeigh), Whately
Porster &C, 700 saceos assneu mascavado.
ew-orkBarca americana >, Whately
Forsler Sl C., 1,000 saceos assucar branco.
Lisboa Barca portugueza xFormosa, Manocl
Ignacio de Oliveira, 2 barriquinhas caf.
Itecebedoria de rendas internas
Keraes de Pernambuco.
jlftndimenlo do dia 1 a 17. 15.998*858
Jjra do dia 18....... 662*961
16:661*819
Consulado provincial.
Kendimenlo da dia 1 a 17. 31:270*202
UKi do dia 18.......2:630^550
36:900^752
/.ia de garrafas.
Farinha de trigo Entraran] 1,600 barricas do
Richmond pelo Rio de Janei-
ro, com as quaes o deposito
hojo de 25,600 barricas, son-
do 11,000 de Trieste, c a mais
Americana. Aquella relalliou-
se de 21* a 22;000 a barrica, e
a Americana de 16* a 20*000 a
barrica.
Hila de mandioca- Vendeu-se de 6*500 a 7*000
a sacca.
Feijo-------------dem de 1 $600 a 33000 por ar-
roba.
Manteiga----------A ingleza vendeu-se de 630 a
660 rs. a libra, e a franceza de
460 a 470 rs., (cando era depo-
sito 2,500 barris.
Oleo de linhaca- Vendeu-o a 1*700 por galao
Queijos---------dem de 1;900 a 2*000 os fa-
mongos
Vinhos-------------dem do 280* a 310*000
P'P'1-
Vinagre----------dem de 120*000 a 10000 a
pipa.
ura d.U p.
Observatorio do arsenal demarinha 18 de ieve-
reiro de 1860 Vikcas Jcniob.
Editaes.
por
Pretes--------------Para o Canal inglez a 25/.
Descont----------Variaram de 10 alSporcenlo
ao anno.
Accoes do couip. Sera transaeces.
Paula dos procos dos principaes gene-
ros c produccocs naciouaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
20 a 25 de fevereiro de 1860.
Agurdenle alcpol ou espirito
de agurdenle ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana.....
dem gonebra.....
dem idem ....
600
Secretaria da instrueco publica de Per-
nambuco, 14 do fevereiro do" 1860.
Paco saber a quem convier, que por delibera-
cao do cousclho director da instrueco publica
so acha approvado para a lcilura dos meninos em
todas as aulas primarias da provincia, a obra
intitulada Iris ClassicO, publicada pelo Sr. con-
selheiro Jos Feliciano de Caslilho Brrelo de
Noronha.O soiretario interino, Salvador Ileu-
rigue de Albutuerque.
Para a ilha de S. Miguel. Lspera-se do Rio
de Jeneiro o patacho portuguez Souza & C. :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de pas-
sagem, entenda-sc com Joao lavares Cordeiro,
na travessa da Madre de Dos n. 9, ou na ra
do mesmo nome n. 36, segundo andar.
Cear.
Segu com muila brevidade o palhabole Sanio
Amaro, recebe carga e passageiros : a tratar
com Cactano Cyriaco da C. II., no lado do Corno
Santo n. 25.
pela comuiissao 1iqataria da extiucta socieda-
de de flacao o lecidos de algodo p-jra vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra do Vigario n. 11, a qualquer hora do dia a
entender-se com o diro agente.
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de grande quantidade de charutos
da Baha por conta e risco de quera
pertencer e em lotes a vontade dos com-
pradores : quarta-feira 22 do corrente
as 11 horas em ponto no ;,\ mazan do
Sr. Joao Tavares Cordeiro ra ft^Mi-
dre de Dos.
Avisos diversos.
Leiloes.
LEILAO
DE
AP.r.u
Sexla-feira 2i do corrente.
PELO AGENTE
Deciara^es.

botija
dem licor.......caada
garrafa
caada
arroba
dem idem......
dem restilada e do reino
Algodao em pluma 1.a sorte
dem idem 2.a dila ....
dem idem 3.a dila ....
Idi m em caroco.....
Arroz pilado......arroba
dem com casca.....alqueire
dem blanco novo.....arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem moido.......
Carne secca.......
Carvo do madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bons ......
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chires........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cotlidos .
dem de onca ....

arroba




cento



libra


um

Dosce de calda...... bra
dem do Goiaba.....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos...... ,>
Esleirs de prepon .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de ararula ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em folha bom..... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho .... ;>
dem em rolo hora .... .>
dem idem ordinario. ... >
Gomma polvilho..... >
Ipecacanhua....... arroba
Lonha em achas grandes cento
dem idem pequeas. ... >
dem em toros......
Madeiras cedro laboasde forro, urna
Louro pranchoes de 2 cuslados um
Cosladinho. ....... urna
Costado........
Forro......... ,>
Soalho........ :?
Varas aguil hadas ..... >
dem quiriz....... s>
Virnhlico prauchoes de dous
custados....... um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a40p. de c. e21/2 a 3 de
largura .......
dem idem dilo de dilo uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem cm obras eixos de secupi-
ra para carros..... par lOjjOOO
dem idem rodas de dita para
ditas......... 30^000
Mel......... caada 240
Mho......... alqueire 2$500
Pedras de amolar..... urna 800
dem de filtrar...... 9g000
dem rebolos...... 1$280
Piassava em molhos .... um 200
Sabao......... libra 120
Salsa parrilha...... arroba 25$000
Tendo-se de proceder a nova numera'.-ao
da ra do Imperador, oulr'ora ra do Collegio,
que dever principiar desde a esquina desla at
ao convento do S. Fiancisco, assim como de
muilas casas construidos era diversas mitras ras,
o administrador do consulado provincial, encar-
regado do mandar proceder a referida nume-
raban de omI.mii superior, convida as pessoas que
se quizerem prestar a fazer osle serrico a apre-
sentarem suas proposlas em carias 'fechadas
mesa do mesmo consulado at o dia 20 do cor-
rente. Mesa do consulado provincial, 13 de feve-
reiro de 1860.O administrador, Antonio Car-
neiro Machado Rio.
Pela subdelegada do 1. districto dosAfo-
gadosse faz publico, que so achara depositados
os animaos segiiintes : um cavallo ruco sujo, e
oulro mellado, que foram tomados pelo inspec-
tor da Imbiribeira, na noite do dia 12 do corren-
te, a Francisco Xavier do tal o a Manoel Jos,
moradores no Ru, os quaes sendo presos eva-
dirara-se da palmilla, levando aquelle o cavallo
era que vioha montado; um castanho, que foi
) tirado pelo inspector da Imbiribeira a traz da
casa de Ignacia de tal ; um ruco vermclho, re-
medido por Francisco Manoel dosPassos Coelho,
o qual j foi annunciado; e 5 rezes rcmetlidas
por Flix Jos da Soledade, por estarem dentro
de suas lavouras : quem se julgar, pois, com di-
reito a ellos, coraparecam nestejuizo munidos de
scus documentos, que lhe scrao entregues.
Jos Roberto de Mor a es e Silva.
De ordem do Sr. capilo do porto, faz-se
publico, que por todo este mez lera de ser ar-
riado o machinismo do pharol de Santa Anna,
na barra do Maranho, segundo a comirfunicarao
ltimamente feita pela capitana do porto d'a-
quella provincia.
Secretaria da capitana do porto de Pernam-
buco, 17 de fevereiro de 1860.
O secretario,
J. P. Barrelto de Mello Reg.
O Illm. Sr. inspector desla thesouraria man-
da fazer publico, para conhecimento de quem in-
teressar, que em cumprimento da ordem circular
do thesouro n. 4 de 5 do Janeiro ultimo, se acha
aberta nesta thesouraria a subslitucao das olas
de 13. 2$ o 53 dilaceradas. Secretaria da thesou-
raria de fazenda de Pernambuco 17 de fevereiro
de 1860.O olicial maior interino,
Luis Francisco de Sampaio e Silga.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Por esta secretaria se faz publico, que na dala '
infra foi competentemente registrado o contrato ;
de sociedade, que sobre a loja de fazendas sita
na ra Nova n. 10, lizerara em 28 de Janeiro pr-
ximo passado Joo Vieira de Mello e Silva e An-
tonio Domingos Pinlo, aquelle Brasileiro, c esle
Portuguez, domiciliados nesta cidade do Recife,
durando dita sociedade o espaco de tres anuos,
contados da referida data, e com o capital de'
20:000$ fornecido por ambos os socios, aos quaes
perlenco o uso da firma social de Vieira & Pin-
lo. Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 18 de fevereiro do 1860.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lera de comprar os objeclos
seguintes:
Para os armazens do arsenal de guerra.
Sola, meios 200; cabo de linho velho, arrobas
50 estanto em verguinhas.arrobas 3; linhas pre-
las, libras 32 ; linhas brancas, libras 32 ; relroz
azul ferrete, libras 2 ; obreias, macos 100 ; pen-
das de ganco 500.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente
as suas propostas era carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manha do dia 22 do
corrente mez.
Sala dassesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
fevereiro de 1860.Rento Jos Lamenha lint,
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra tcm do contratar os gne-
ros abaixo declarados, para a companhia dos
menores do arsenal de guerra durante os dous
mezes de marco e abril prximos viudouros.
Para a companhia dos menores.
Paes de 4 oncas, bolhachas, manteiga franceza,
cha hysson, assucar relininado, caf em grao,
carne verde, dita secca, bacalho, azeite doce
do Lisboa, vinagre de dilo, loucinho de dilo,
farinha de mandioca, feijo prelo ou mulatinho,
arroz do Maranho.
Quem quizer contrataros gneros cima men-
cionados aprsente as suas proposlas em carta
fechada na secretaria do conselho s 10 horas da
manha do dia 24 do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 15 de
fevereiro de 1860.Rento Jos Lamenha Lint,
coronel
400
640
240
610
2S0
720
8$600
7-J600
6$600
2gl50
33000
33500
43:150
2#800
800
23560
73000
388-10
63500
43000
53OOO
93000
7300o
23000
103000
128000
23.JOO
13000
33000
53000
33200
280
400
175
300
103000
500
400
13000
33200
18600
300
13600
38000
28560
68000
143000
9S000
7800
108000
68000
33200
358000
28500
13000
123000
33000
osooo
63000
83000
23500
43000
23240
1S600
i)

2 .'3000
llgOOO
458500
OSOOO
53000
108000
No dia cima designado c ao meio dia em
ponto o agente Pestaa vender por conta de
quem perlcncer em um ou mais lotes vonlade
dos compradores no armazem do Sr. llemclcrio
no Forte do Mallos
90 saceos com arroz do Maranho.
Quiuta-fcira 23 do corrente.
Pelo agente

I.elellier & C. faro leilao no dia cima decla-
rado e pelas 10 horas da manha em seu arma-
zem ra da Cadeia Velha n. 14, e por interven-
co do referido agente
DE
Ura completo c mui variadpsortimenlo de miu-
dezas, perfumaras, quinouilharas o objectos
de phanlasia, tudo do melhor gosto e o mais
proprio para esto mercado.
Segunda-feira .20 docorreule.
PELO AGENTE
PESTA
O reierido agente vender por conta de quem
pertencer no dia cima designado o pelas 10 ho-
ras da manha porta do armazem do Sr. Au-
nes defronle da alfandega em lotes vonlade dos
compradores
67 caixas inteiras, 128 meios c 200 quartos com
passas.
68 barris cora chouricas.
50 barris com cavallinhas.
50 caixas com velas stearinas.
LEILAO
Ao publico.
Conslando-me que desta cj^Bl partir para a
Ilha da Madeira urna procuradlo bestante, a*
qual se autorisa all a arrecadaco dos rendi-
rnenlos do vinculo de^njmadoPonta do Sol.
Jorre da La declaro quo a tal aulorisaco
engaosa, p#is que o dito vinculo e rendimentos
pertence a meu sogro o tenente-coronel e caval-
leiro da ordem do Cruzeiro Antonio. Gomes da
Silveira por succecao de seu finado pai o capitao
Antonio Lopes d'Andrade, morador na provinda
doCeara, de quem sou eu procurador ; e como
quer que lenhara derorrido muitos annos sem
se haver recebido os dilos rendimentos (de 18 a
20 annos) em razao de ter fallecido o procurador
de dito meu sogro nesta praga, o negociante Jos
Ramos de Oliveira, e ter eu andado envolvido
em coramoces polticas por estas razos ficou
islo era abandono at o presente.
No entanto agora passo a tratar de fazer nova
habilitaco, afirade por a ciminho o recebimen-
lo de taes rendioiontos, icando desde j resolvi-
do o equivecafc* por trra a dila procuraco ou
aulorisaco, qae segundo mo consta, (ora lubri-
cado pelo respectivo cnsul portuguez era 13 de
dezembro do anno prximo passado, protestando
em todo caso contra qualquer abuso resultante da
dita procuraco, ou de oulra qualquer que alli
appareca eia delrimenlo dos raeus direilos. Ci-
dade de Olinda 18 de fevereiro de 1860.Cantillo
dd Silveira Rorges Tavora Indgena.
= Jos Gomes da Silva faz scienle ao corpo
de commercio o a quem mais inleressar possa,
que comprou a taberna a Manoel Bernardino Al-
ves, e por isso todos os senliores credores deve-
ra o apresenlar suas conlas no prazo de Ires dias
para setera pagas, lindo os quaes nao se respon-
sabilisa por qualquer conla que lhe anreseutarcm
Ilecife 18 de fevereiro de 1860.
Mara Francisca de Assis previne ao publico
que nao faca negocio ou transaccao algurua com
Ignacio dos Santos Nunes a respeilo da prela Se-
verina, pertencente aodito senhor, visto adiar-
se legalmenle bypothecada.
Quera precisar de ura rapaz para caixeiro
de cobranca ou de escripia, procuro nesla Ivpo-
grjphia, c d-se fiador a conducta.
O abaixo assignado, lendo passado um fica
dstsuantia de 1.000J ao Sr. Antonio Borges da
Silveira Lobo, pede a quem quer quo for dilo ti-
ca apresenlado, que nenhuma transaccao faca
por quanlo esl o mesmo dependente da effe'c-
tuacao do negocio do engenho Genipapo, como
consla do recibo passado peto mesmo Sr. Lobo,
era virludo do qual nenhuma obrigaco temo*
abaixo assignado, era quanlo nao for decidid}
dito negocio Antonia Borges Leal.
Perante o Sr. Dr. juiz dos l'eitos da fazenda
se bao de arrematar em ultima praca os bens se-
guintes :
Urna casa terrea de taipa, no lugar da Bai.va
Verde da Capunga, cora 17 palmos do frente, 40
de futido, quintal grande cercado do limoeiros,
com algumas frucleiras, cuja casa se acha bas-
tante arruinada com um oilo cabido, sendo o
solo proprio, por 3003. a qual foi penhorada aos
herdeiros do padre Goncallo Jos de Oliveira.
Lma casa terrea na ra Imperial n. 170 com
0 palmos de frente c 40 de fundo, quintal em
aborto, o loda em mo estado, por 1003, cuja
casa foi penhorada a Joo Teixeira Guimares.
A renda annual da casa terrea zo lugar de San-
t Aima do dentro, freguezia do Poco da Panella
n. 32, com 20 palmos de frento e' 54 de fundo,
cozinha fra, quintal murado e um telheiro, por
(J0000 ; outra dila no mesmo lugar n. 33, com
os mesraos commodos por 96?, as quaes foram
penhoradas aos herdeiros do padre Manoel The-
moteo.
A renda annual do sitio no Salgadinho com al-
gumas frucleiras, e urna casa terrea de pedra e
"L',com 58 Palmos de frente e 70 de fundo por
2163, o qual foi penhorado a Francisco Ferreira
de Mello.
A renda annual de urna casa terrea no largo
do Remedio n. 21, com 17 palmos de frente e 52
de tundo, estando em caixo, e por rebocar no
interno e externo, quintal em aberto com telhei-
ro por 723OOO.
Outra 110 mesmo lugar n. 21 A, e no mesmo
estado por 72$, as quaes foram penhoradas a Joo
Baptista Soares.
A renda annual de urna casa e silio no lugar
do Salgadinho de Olinda por 1003, ludo penho-
rado a viuva de Joo Ncpomuceno Ferreira do
Mello.
Osprelendenles compareeam as 10 horas da
manhau do dia 23 do corrale mez do fevereiro,
na sala das audiencias publicas, que a ultima
praca.
Manoel Jos de Carvalho, tendo de fazer
urna viagera para fra do imperio, deixa nesta
cidade por scus bastantes procuradores aos Srs.
Dr. Antonio do Vasconcellos do Henezcs rura-
mond o Bernardino de Senua Dias.
* Para se evitarem questoes, previne-so que
plicaveis a toda a qualidade de letra i nin8uem laca transaccao por qualquer tilulo-coni
conforme.ypW,. do n,^ rf gff*-tf*--J* J-JJ*
SOI de calhgraphia Guillierme Scullv !'Ie Sr-Joao Baplisla Fragoso annunciou para'
que ha pouco esteve nesta c dade or' *en'Jer. vfio que a respectiva propietaria a Sra.
rnnfi H.. mm ^ ,i; l>. 1 j1 I "' Mana,d tarmo Nanea Ferreira, alera de ser
conta de quem sao v.ndidas pelo inodt-; urna senliora octogenaria e tor meios mais quo
co preeo de 10.^ a caixa, dinheiro a suficientes para manter-se, nao precisa valer-so
vista, ideste recurso que certamenle lhe foi aconscllia lo
ft_._ u* 1 -ii ~ 'porpessoas que desejam locuplelar-se a cusa
LOmpailUia de lllumiliacao a desuaboa fe eexcessiva conlianca. E porque
eile procedlmenlo prejudica direilos c inlcres-
8d ses legtimos, declara-se desde j quo loda e
No armazem da ra do Imperador n ; (JualT,er. "egociaco que for feita cora os refer-
aos predios ou outros quaesquer, e mesmo tudo
iros quanlo pertenca a referida senliora tera de ficar
sujeito a questoes inevitaveis.
A infra assignada successora de seu finado
filho Firmino Moreira d.i Cosa, faz sciente ao pu-
blico o com espocialidade, no respeilavel corpo
do commercio. que nesta dala lem dissolvido a
sociedade havida entre sen dito filho e o St. An-
tonio Luis Machado na loja de ferragens sila na
ra do Queimado desta cidade n. 47, a qual gy-
rava sobre a razo de Moreira & Machado, ican-
do o dito socio o Sr. Antonio Luis Machado, res-
ponsavel por lodo o activo e passivo. Recife 18
de fevereiro do 1860.
Cicilia Joaquina Monteiro da Costa.
LEITE.
No dia 21 do corrente cm dianle, vende-so to-
dos os dias leile liquido, sem mislusa, a 280 rs
a garrafa das 7 1,2 do dia at as 9 horas, na ra
estreila do Rosario, venda da esquina n. 16, co-
mo quem vai para a ra das Larangeiras.
O abaixo assignado faz sciente ao publico,
o com especialidade ao respeilavel corpo do
commercio, que n-'sla dala dissolvera a sociedade
que entre elle e o finado Firmino Moreira da Costa
liavia na loja do ferragens sita na ra d Queimado
n. 47, a qual gyrava sobre a firma social de Mo-
reira & Machado, Picando a seu cargo todo o ac-
tivo e passivo, por assim convencion.ir com aSr.*
D. Cicilia Joaquina da Cosa, mi do dilo meu
socio. Recife 18 de fevereiro do 1860.
Antonio Luis Hachado.
>"o armazem de Emilio Lourenco, ra da
Cadeia do Recife n, 59 tem para vsnder um
piano de nova nvenco, que alm de suas excel-
lenies qualidades, pode ser locado por qualquer
pessoa, ainda quo nao tenha feito estudo nen-
h 11:11 sobre a msica.
Voede-se a taberna do pateo do Terco n-
lf, com gneros ou s a arraaco, como melhor
convier ao comprador: a tratar na mesma taber-
na, ou na ra Augusta n. 91
Sapalus do Aracaty.
Vendem-se sapalos do Arac; y por mdico
proco .- na luja de miudezas da ru da Cadeia do
Recife n. 7.
Armariili do Recife.
Vendem-se penies de tarlaruga Imperalriz
a 10$, dilos de massa a2jt,dilos de tartaruga di-
reiloj a 5jl, ditos de massa a 1J, enfeites e vi-
drilhos prclos e do cores a 3:500, luvas do seda
enfeiladas a 23 o par, ditas lisas a 13, loques com
plumas, espelho e bolola a 3J000 e oulras di-
versidades de miudezas qua se vende o mais
barato possivel e d-sc amostra : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja do miudezas, a primei-
ra loja do lado es.juerdo viudo do Corpo Sanio
Escravos aiancados.
Vendem-se 2 escravos pocas de 18 a 20 annos
do idade, 1 bonito molequo de 12 annos, 1 cx-
cellente escrava ptima cozinheira de 20 annos
por 1:2009, 3 ditas com habilidades : na ra das
Aguas-Verdes n. 46.
Compram-se 4 escravos de 12 a 18 annos,
do arabos sexos na ra da Moeda, em casa de
Manoel Alves Ferreira & Lima, ou na ra do Vi-
gario n. 29.
Compram-se moedas de ouro de OJOOO e
203 : na tua Nova n 29, fabrica de chapeos de
sol.
= Compra-so um carro da alfandega : na ra
do Rangel n. 77, segundo andar.
Pcnnas de ac inglezas.
Na ra da Cadeia do Wecife loja de
miudezasn. 7, de liuedes & Goncalves,
a cha m-se a' venda as verdadeiras pen-
nas de aro nuezas fabricadas de ac
refinado de primeira tempera e sao ar>-
a
Quarla-feira 22 do torrente!
ao meio dia eui ponto.
PEL AGENTE
No mencionado dia e hora, o referido agenle
vender em leilo publico por conta do quem
perlcncer no armazem do Sr. Araujo no largo da
Alfandega.
Urna porco de cabos, massame o mais aprestos
para navio.
Quarta-feira 22 do corrente
s II horas em ponto.
O agente Camargo ar..' ledao em
iseu armazem na ra do Vigario n. 19,
por autorisacao do Exm. Sr. juiz do
commercio de urna mulatinha perten-
cente a massa fallida de Jos Hibeiro
Pon tes.
ra L
a re-
nel presidente.Francisco Joaquim Perei- \\ IIyopolitO da Silva fara' leilao
060, coronel vogal secretario interino. ueumento dos SiS. Lope IrmaOS, e
Novo Banco de Pernambuco. despacho do illm. Sr. mi especial do
O novo banco de Pernambuco reco- commercio, da armacao e gneros exis-
llie as notas de sua emissao de 1 Ojjf e de ten tes na taberna n. 9 sita na ra Au-
20^(, e pede aos possuidores das mesmat I gusta : terca-eira 21 do corrente as 10
o favor de as virem trocar no seu es- horas em ponto na mesma taberna,
criptorio, daBl 1 horas da manha ate
as 2 da tarde.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico, que os 30 dias otis para o pagamento
a boca do cofre dos imposlos do 4 por cont so-
bre diversos estabelccimenlos de 40, sobre casas
de modas, de perfumarlas e de vender plvora, e
de 20$ obre casado jogo de bilhar, lindam-se
no da C0 de fevereiro, litando sugeilos a mulla
de 3 por cento sobre os seus dbitos, todos os
quo forem pagos depois desse prazo. Mesa do
consulado provincial, 7 de fevereiro do 1860.
Pelo administrador, Theodoro Maehado Freir
Pereira da Silva.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
que a arremalaco da parto do sobrado de dous
andares sito na ra da Guian, S9, penhorada ao
fara'
O agente Hyppolito da Silva
leilo por conta e risco de quem per-
tencer de 7 barrica com presuntos en-
capados : quarta-feira 22 do corrente
ao meio dia em ponto deronte da al-
fandega. _^
LOMO.
O agente Pestaa continua a estar autorisado
11, vendem-se globos para
a 1-J500.
No dia 29 do Janeiro do prsenlo anno fu-
gio do engenho California da freguezia de N. S.
da Luz o escravo Francisco, de nacao Angico,
idade pouco mais ou menos 35 anns, estatura
baixa, cor bem pela, cara redonda e milito la-
loada, os olhos um pouco enchados por estar um
ponco locado de frialdadc ; levou camisa do azu-
leo, ceroulas compridas de algodo. da Babia,
calca branca e camisa de madapolo, jaquela d
panno fino prelo j usada, chapeo de palha de
carnauba : roga-se a qualquer pessoa que oap-
prehender, leve-o nesla praca a Jos Joaquim
Jorge, na ra do Queimado ll. 13, o no dito en-
genho a Jos Ferraz Daltro, dos quaes receber,
querendo, a gralicacao do 50g.
Os abaixo assiguados declarara ao respei-
lavel publico, com especialidade ao corpo do
commercio, que o Sr. Antonio Vicente Pereira
deixou de ser seu caixeiro desdo o dia 11 do cor-
rente mez Recife 14 de fevereiro de 1860.
I'rancelino Izidoro Leal & C.
Offerece-se um caixeiro para taberna, da!
qual tem bastante pratica : e tratar na ra des
Martyrios, taberna n. 30.
= No dia 15 do corrente fugio um escrevo cri-
oulo por nome Benedicto, moco, baixo, e grosso
do corpo, quando falla gagueja : recominda-
se as autoridades policiacs e capites de campo
a apprebenso do mesmo, dirigindo-so a ra do
Crespo, loja n. 10, quo sero generosamenle re-
compensado.
coupanhia
Estabelccida era Londres
EM
mu.
CAPITAL
Cinto m'ilhtk's de libras
esterlinas.
Saunders Brolhers & C." tem a honra de In-
formar es Sis. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dila companhia para
elfectuar seguros sobre edicios de lijlo e pe-
dia, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou em fazendas de*
qualquer qualidade.
rVlB<.
rou
OVIDIO DA GAMA LOBO.
Um ntido vol. de 300 pag. em 8j Francez.
Analysa-se nesta obra o papel da companhia nos diversos paizes donde foi expulsa ; desco-
bre-so o plano concertado pelo philosophismo, pela poltica e pelo jansenismo para destrui-la, nao
por seus pretendidos cri mes e ambicao, mas para realisarera suas ideas schiraaticas prova'-se o
constrangimenio de Clemente XlVexpedindo o breve da exlinccao da companhia, eque ella foi. e
ainda, um dos mais esforzados susteniadorea da religio, em cuja defeza conauislou a cora de um
verdadeiro mariyrio.
Deus nao permiltio que a iniquidade fosse commellida sem fiear "gravada em documenlo-
e irracussayeis esles documentos, que lamo se esmerara por supprimir os inimigos da com-
panli8, felizmente poderam ser conservados, e tem apparecido ltimamente na Franja em diver-
sas obras, quo confirmam a opiniao que anda formam dos Jesutas os homens imparciaes e ques
nao sao adversos S Apostlica.
E' um brado em favor dos Jesutas, entre niu ainda lao injusiamenle julgados, e que nasce
da convccao intima de que sua causa a da justca, Jo pontificado e da religio.
Assigna-se no escripiorio desle Diario, ra das Ouzes.
ILEGVEL


\
r
DIARIO DE PERNA MBUCO. SEGUR DA FE1RA 20 DE FEVEftEIRO DE 1860.

WIWBflSO NQVO
** DO DR. CHABLE
MEDICO E PUOFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS ENFSRK>ADES
PARA O TflATABENTO E BIHI'TO CURATIVO
W3UAES, D.N TODAS AS AFFECCOES CUTNEAS, VIRUS E ALTERACOES O SAXGUE.
PLUS DE
COPA HOZ
CiCrnlo de forro Cliablr.
Xaroiw mui pret'erivel ao
Copahba e as Cube-
o*, cura immediatanien-
te qualquier purgicio ,
relaxadlo e debilida.de, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. anjee?** de
Chablc. Esta injec(,o benigna emprega-se mes-
mi lempo do xjrope de ciirato de ferro, urna vez
de manba, e urna vez de Urde durante tres das;
tila segura a cura.
DEPURATIF
d SANG
ncptiratit o de ftan&up.
Xa i upe vegetal fem mer-
curio, o nico conbecido
e approvado para curir
con promplida e radi-
calmente impigens, pstulas, Inri es, sarna, co-
mixes, acrimonia e alleraces viciosas do san-
gue ; viius, e qualquer illuo venrea. Ba-
nhoN luineracn. Tuno-se dous por semana, se-
iMiimio o tratamento depurativo. Pomada an-
tihcrpeiiea. De um ttlVito maravilliuso as at-
fecoes cutneas e comixes. _-__.
iciiori ohida.Pomada que as cuaa ern 3 dias.
O depotito i na ra larga do Rosario, botica de Barlholomeo Francisco de Souza, n. 36.
M
Almauak da provincia,
Sabio a luz a folhinha com
o ahnanak da provincia para
o correnfeanno de
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria ii. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
rmandadedo Divino Espirito
Santo.
O escrivSo da irmandade do Divino Espirito
Sanio, erecta no convento de Sanio Antonio do
Hecife, convida em norne da mesa rcgedora a lo-
dos os seus cliarissimos irmaos p3ra comparece-
rem na quarla-feira 22 do corrente, no cousis-
lorio da mesma, pelas 2 horas da larde, afn: de
acompanharmos a procissau de cinza.O cscri-
vao, Francisco Landelino da Siloa.
Precisa-so alugar urna casa no bairro da
Boa-Vista, com commodos bastantes para 4 in-
glezes, a saber : 4 dormitorios, 2 salas, cozinha,
e casa par dous prctos : a dirigir-se no escrip-
toriodos Srs. Saunders Brothers & C,
LICOES PKATICAS
DE
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dobradas
(5)
MEMORIAS DA VIAGEM
DE
E DB
A visita de SS. MM. II. s provincias da Haba, Pernambuco, Sergipe, Paralaba, AIaoa--
e Espirito Santo,, inauguron uma poca famosa nos annaes do imperio. '
Uma publicaco que lenha por fnu perpetuar a memoria do tilo fausto aconlccimenlo, re-
gistrando as medidas mais proficuas e os actos mais caractersticos da munificencia imperial, du-
rante esta viagem, coujunclamenle com as domonstraccs deapreoe. devocao e lealdadc quo Ibes
foram prodigalisadas pelo acrisolado patriotismo dos habitantes daquellas provincias, nao podo
deixar de ser bcni acolhida por lodos os Brasileiros.
Tomando sobre nossos debis hombros esta grata o honrosa larefa, extraremos das folhas
publicas ludo quanlo lr conducente ao nosso emponho, inserindo alera disso quaosquer docu-
mentos inditos e importantes, c todas as inhumarnos valiosas e fidedignos que nos forera minis-
lu irS''re sen)e'nanlc assumpto; bem como as fclicitacoes, poc.-ias e discursos dirigidos a SS.
IM. II., quando para esse lim nossejnm enviados por seus autores. Nada nos ser tito agradare!
Ra Nova, cm Bruxellas (Blgica),
SOB k DUEGC.0 DE E- MRYVND
Este hotel collocado no centro de uma das capitaes importantes da Europa, torna-se Je grande
Valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua psito
urna das melhores da cidade, por se adiar nao s prximo s eslace3 de caroinhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minulos de si, todos os theatrose diveitimenlos ; e,
alm disso, os mdicos preeos convidara.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, nglez e por-
uguez, para acorapanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfiru para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3S2Q0 4P0OO )
por dia.
Durante o espago de oito a dez mezes, ah residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu Glho o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os rs. Fehppe Lopes
Nelto, Manoel de Figueira Faria, e desembargador Ponles Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanlo de um, como de oulro paiz.
Os preeos de lodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (4#000 i500.)
iioiel encontram-se informacis exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
aiiyuitic
Ra Novan 15, segundo andar.
II. Fonsceii lefflcilciros, escriturario da
* t -< thesouraria de fazenda desta provincia, compelen-1
raes, pi'OVinCiaeS, mUniCipaeS 'emente habilitado pela directora de instxuccao nesta publie
i- publica pata leccionar arilhmcliua ncsla cidade, a rclaco da
t pOllCiaCS. j lera resolvidojuntar, como complemento do seu -signatura:
I'.Wolf. i_ i i I curso pratico de escrituragao por partidas do-1 piares pri
auella dOS eUlOlUmenlOS bradas, o cnsino de conlabtlidade especialmente
mrnplllPQ na Parle re'a,'va a redueco de moedas ao cal-
j/uiuivUiats. culo de descontse juros simples e conipostos
Emnret?adnS PvS milita- eo.nl,ecimen, nlispensavcl as pessoas que de-
ajixj^icjjuvjuo tma, jiniiia sejam empregar-se no commercio ou que j se
TftS PPPlp41tilipnG til tpr.irine ; acham nelle cslabelccidas. A aula ser aberta
, cw,it&id&uoub, uieidiiub no dia 15 de jauero proximo ruluro a 7 horM
de lOda a prOVinCia. da noil i e as pessoas que desejarem malricu-
. lar-se poderao deixarseus nomos em casa do an-
ASSOCiaCOCS COmmerCiaeS,, nunciaole at o mencionado dia.
o^v..:lnn :. i___t i Precisa-se de uma ama forra ou captiva
agriCOlaS, mduStnaeS, llItera- : para o semeo de urna casa de ramilia. c quo se
1'aS e DarticulareS preste a comprar e a sabir a ra em objectos do
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, agougues, enge-
nhos,ctc, etc.
* iuu un |"i i.ii ii. -id.
ScrVC elle de guia ao COm- Roga-se aos Srs. deyedores a firma social
mAn<.v>t inCrCiailte, OgriCUltOr, Ulan- de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
timo e emfiui para todas as Queimadon. k>,
ClaSSeS da SOCiedadC. enca los fabricantes amcrlca-
Estrata de Ferro
mo citar e recommendar 5 consideiaeao publica os nomos dos benemerilos cidados, que r
i do amor e venerac para com os augustos viaja
se distinguir nas dernoti.slmees do amor c venerac pata com os augustos viajantes.
A obra ser dividida em tantas parles quanlas sao as provincias visitadas ; fzendo-so, cm
tugar competente, urna honrosa mengo dos seus actuaes presidentes.
rrevenindo os desejos dos lea'es habitantes dessas provincias, aos quaes s daJa a ventu-
ra de possuitem por signos dia?, cm seu seio, os augustos imperantes, uniremos obra de que se
; tratj es retratos ite SS. MM. II., traballio em cuja perfeicao empregaremss o maior desvelo.
Tambem lhe addicionaremos um quadro syuoplico de lodos os cavslheiros que Bgurarem
i" .ffi0!??!*. PWjcac5o, com referencia is paginasen! que os seus nomos torera citado; e, finaln
Sirop du
DrPORGET
. ....-. o<=..uu u un nrjr luir turar consupacoes, wsse convulsa e oiitr; ,
aneccoes dos broncbos, ataques de peito, rrt;.c.o.>s nervosas e insomnolencit.: uma colimada
pela rnanha, e oulra a notte sao sufticienies. tlleito dcste ocente xaropc satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o me.ltco.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Dattholamco Francisco de Souza, n. 36.
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl aprrovado peles ma:s ennnites mdicos de Pars,
Icomo sendo o mclhor para curar constipacoes, tesse convulsa e outr.=.
Ubaldo Anuos Vieira de Souza, nao lendo
podido despedir-se das pessoas de sua amizade
por moiivojde sua molestia, pede desculpa e o-
lerece-lheo seu diminuto presumo na cidade de
Lisboa, para onde se vai tralar.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PARBILIIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa c intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreso de mercurio,
ulceras e eiupcoes que resullam da impureza do
sangae.
CAUTELA.
D. T. I.anman & Keinp, droguistas por atacado
Kew York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavcl publico para desconfiar de algumas te-
nues imitares da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende nesle imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no auno de
1656.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
Oireilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredodasua prepararlo acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos cora dcsapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bera ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer oulraprepara^o falsa
Io O envoltorio de fora est gravado de um
ado sob uma chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2 O mesmo do oulro lado tem tira rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
.inventor C. C. Vristol em papel cor de rosa.
4o Que as ireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pr-
senle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega[n. 89.
Bjhia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernarabuco no arraazom de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
F0LU1MIAS PARA 1860.
Eslo venda na nvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, das seguintes quali-
dades :
*} OLHINHA RELIGIOSA, contendo, 'alera do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliotheca do
Crislo Brasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo norae de Dees, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao Jo de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, excrcicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e aojo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Preeo320rs.
IFlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamenlo dos direitos parochiaes.e
urna colleccao de ancdotas, dilos chisto-
sos, cotilos, fbulas, pc-nsamenlos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de aores
e fructos. Preco 320 rs.
WITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
i AUenco. |
:
^ Curso pratico e theorico de lingua fian- @
ce/.a por uma senhora franceza, para dez J;g
M mocas, segunda e quinta-feira de cada se- i!
mana, das 10 horas ot meio dia : quem @
5 quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da <
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
3 adiantados. ^
@@@@@@@@@ @i@@@
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queiraado loia
n. 10. J
eseja-se fallar com os Srs. Ma-
noel Francisco de Almeida, Jos Mai col-
lirio de Souza, Thomaz Dias Souto eo
pudre Jos Avelino Monteiro de Lima,
a negocio que nao ignoram : na ra do
Cotovello n. 48.
p.-
servico : na ra larga do Rosario u. 28, segundo
andar.
Pa livraria n. C e 8 da praca da
Indepenccia, pieciza-se fslLr a Sr.
Joo da Costa Maravillia.
Prcrisa-se de uro bom orneiro, que enten-
da bem de seu officio, para tomar corita de uma
' padaria ; paga-se bom ordenado : na padaria da
ra Imperial n. ;i.
.., "' -, i;"""-"';."', com icicrencia as paginas ern que os mus nomos torera ruados ; e, llnalmenle
la cidaoe, ( arelacao das pessoas que, tanlo na curte, como nas provincias do imperio-, auizerem com suas ns-
nto doseu signaturas proteger eslas memorias, cuja importancia deriva de tao alio assumpto. Dous exera-
rtrdas do- piares primorosamente encadernados sero ollerecidos, oom o devido acalamento, a S. MM U
^ em norne de todos os Sr?. assignantes.
Cada exemplar que, como j se disse, constar du seis partes, mais ou menos volumosas.
alcm de um additamenlo em que taremos menco das pomposas testas que na cute so fizerem pera
a recepcao de SS. MM. II., edos despachos que porvenlura possam ler lugar depois do seu re-
gresso, costar aos assignantes que subscreverem 5 ou mais exemplares, a 10$ cada um ; c aos as-
signantcsdel at 4 cxemplares, a 12$ rs.. pagos na livraria do abaixo assignado. Ocando lodos
esses senhores com direito de reclamar a obra por partes, proporcao que so forrm imprimindo
quando nao preOram receb-la completa elogo depois do concluida." o eslabeleciment responde
por lodasas quantias que lhe forem entregues, o aceita, como lem estatuido, no momento em que
se queira, e em qualquer transaceAo, os seus recibos como diuheiro. (")
Encerrada a assigalura sei elevado o cusi da obra, se alguns exemplares lcarem di=DOl
Diris.
Toda a correspondencia deve ser dirigida ao editor
. Bernardo Xucier Pialo de Souza.
llio '(Janeiro.Typographia o livraria, ra dos Ciganos ns. 3 o -55.
(*). Nao ser ocioso declarar, quo lendo sido publicadas todas as obras annunciadas por esto
eslabelecimento no auno proximo passado, uma das quaes contera 11 rolumes (Amores de Ovid
Oimaliia Q\ diana) acha-se por isso em dia com todos os !eus assignantes.
DELICIOSAS E LNFALLIVEIS.
1
DE
Sao convocados a rcunircm-se na associaco
commerrial os Srs. accionistas da companhia'da
estrada de ferro de Tamandar o Una, no dia 16
do corrcnlc mez.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu cscriplorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboa do
Carmo.
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Aluga-so um grande armazeni na ra da
Cruz n. 29, que bola os fundos para a ra dos
Tanoeiros: a tratar na ra do Rangel n. 62, rnazem.
Canoa desapparecida.
Desapparectu no dia 11 do correnle do porto "aua"a e por muilas outras juncias de by-
das canoas do Rccife, uma canoa do carreira giene publica dos Estados L'niJos e mais paizes
oherla, com perto de 2 bracas de corrente, pin- da America.
ada de pelo por fora raoslra ter sido pintada1 r-j..__
i ..J.r_-_ __. ..' Gaianlidascomo puramente vegelaes, a^ra-
Pastilhas vegetaes Je Kemp
conlra as lombrigas
approvadas pela Exm.a inspeceo de esludo de
de verde por dentro : quem della der noticia na
fundicao do Sr. Mosquita ser gratificado.
Precisa-so de uma ama : no pateo do Terco
n. 26.
Precisa-se de uma ama para cozinhar: na
ra Nova n. 8, loja.
Continua-se a preparar bandejas enfeiladas
de diversos gostos, com bolinhos dos mais pro-
curados e dos mais perfeitos do nosso mercado ;
daveis a vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sonsacos debilitantes.
Testemunho exponlaneo em abone das parli-
Ihas de Kemp.
Srs. D. T. I.anman e Kemp. Port Byron
2 de abril do 18'J. Senhores. As paslilhas
COMPAMIU DA VIA FRREA
no
RECIFE A S. FRANCISCO.
Pelo presento sito convidados os senhores ac-
cionistas virem do dia 3 do corrente em diante
'ao cscriptorio d ru do Crespo n. 2, para rece-
berem o 8. dividendo de juros de suas accoes r
cornados no semestre decorrido do 1. de agost /' ? menos!p
del859.31de Janeiro de 1860. Recite, 1. de ;^"?S dora,ngOS, desde as 6 borasg
fevereiro de 1860. \)t as lOda manhaa, s"1
Precisa-se alugar um prelo ou prcta, j ido-' ^ seguintes pontos :
sos, para comprar na ra e tazer o mais serico I 53 i*. Molestias de ollios
assim como pudins, bolos inglezcs e francezes, el,
da nossa massa os mais perfeitos, e tambem as que raci- a/-em- curaram meu lilho ; o pobre
bellas seringas e filhozes para o lempo do carna- fJpaz padeca de lombrigas, exhalara um cliei-
val, e uma porcao de doce de caj secco por pie- i ro ftido, tiuha o estomago iridiado e continua
SgSraLgS fanrlrnUeagSioPenha ^^ "on-z.tr, magro se pez. 4e cu
'-''^J^&'JiXjSi '{&/fj2tZJ^^'~'?iA' icmia perde-lo. Neslas circumslancias um visi-
OT^edGsa*^^' ?"""" J SSfe'lUe r3S paSlhaS fe KniP l"1,a'n
... "i-'P curado sua filha. Logo que soube disso, com-
|de volt de sua v.agem initrucfa-Q prei i ?idros de paslhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
ir. T. Floyd.
de uma casa de familia, ou mesmo uma ama nas; ?M t. \i|,,f :,. j i W,
mesmas circumslancias: quem livor e quizer >S l Molestias de Coracao e deB,
annuncie ou diiija-sc a ra de Santa Rita n. 4o' ^ peito ; f,\.
pnmeiro a"di,r- MZ'- Mo,t* dos 0,'85os da Gera-|^
Curso de ingiez.
.Eneas Bruce participa ao publico desta cidade,
que lem aborto um oulro curso para principian-
tes, desde as C al as 7 horas da notte: na ra
do Queiraado n. 26, pnmeiro andar.
Precisa-se deShomens para lomaren) cun-
ta de um sitio e do un,a cano a, que leudara
boa conduela, e preerem-so do Porto : quem
livor estas habililacoes, trate na ra do Imj
dor n. 12.
Annuncio.
Precisa-se alagar uma prela escrava que
lavar, engommar e coser ; na la da Ciuz u. .i,
segundo andar.
_ Una pessoa habilitada.se offerece para en-
sinar primeiras letras fra desta cidade : a pes-
soa que quizer utlisar-se do seu diminuto prta-
linio, annuncie para ser procurado, ou dirijd so
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold a ultima tra?essa da ra da Praia, armazem nu-
Street pelos uincos proprelarios I). I.anman e "ler0 i'
Kemp, droguistas por atacado cm New York. Quera precisar alugar tuna escrava, dirja-
se a ra Direila n. 82, primeiro andar.
= Oescrivaoda irmandado do Sonhor Bom
Jess dus Passos, erecta na matriz de S. Ir. re-
dro Goncalves do Recite, convida, era noiue da
mesa regedora, a todos os seus traaos para cum-
parcceiem na quarta-feira, 22 do curente, as 2
horas da larde, do consistorio da mesma riinau-
dade, pata acompauharmos a procisso de cinza,
visto lermossido convidados pela veneravel ur-
den lerceira de S. francisco.'J escrivao,
Francisco Manuel dus Santos Lima.
te'parp^becimentodosill ARTflFICIAES. 1 /S^tSS^^
fiRtiva a curopa continua no exer-
licicio de sua profisso medica. p
Da' consultas em seu escripto-^
rio, no bairro do Hecife, ra daf
Veneravel confraria de Santa
Rita de Cassia.
Pelo presente convido a lodos os nossos cha-
ros irmaos, para no dia 22 do correnle, as 2 ho-
rasda larde, compareccrem em nossa groja, afim
de encorporados acompauharmos a procissau do
cinza, para o que lomos honrados com o i
da veneravel ordem lerceira do s. Francisco.
Consistorio da contraria de Santa Rita
sia 17 de fevereiro do 1860.O escrivao,
.1. llodrijuea Pinlieiro.
O Dr. Joao-*"erreira da Silva, de
volta de sua viagem ao norte, esta' re-
sidiudo na ruadollangel sobiudon. 5 =3 Um moco que tem solTrivel letra, b ia orio-
graphia e alguma contabilidade, leudo resolvido
deixar o.s seus estudos [por assim lhe ronvir]
para seguir a vida commercial, deseja arru-
m ir se n'um escri| torio ou algum armazem ; an-
nuncie para ser procurado.
Ainda roga-se ao Sr. Francisco Manuel dos
Pass ido I llio, de dirigir-se oan,, do Sr.
Marcelino Jos Lopes, ua ra do Mondego, oa
declarar aonde deve-so procurar.
sobre os^/J
as boticas das
Acham-se venda em toda
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juliaon. 2.
Pernarabuco,no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22
cao, e do anus ; *!....
V. Praticara'toda e qualquer|g $
operacao quejulgarconvenien-
9
DENTES
wi
seus doentes.
te
Precisa-se fallar ao corresponden- 1VI ? exame das pessoas que o con
dos Sis. tenente-coronel llemeterio 5Sultai'em sei'a' c0 ""tela- fg | uJgSS
Oe Velloso da Silveira e Francisco Xa- V^mente. e na ordem de suas en- %
vier de Andrade : na livraria n. 0 e 8 ^tradas; fazendoexccproosdoen
- SRuaestreitadoRasario n.3
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- ft
los doussyslomasVOLCANITE @
da praca da Independencia.
fLicoes de francez e
.hapas de ouro ou platina, podendo ser %
',* procurado na sobredila ra a qualquer i*
i? hora.

fffl tes de olhos, ou aqulesque porjfji S* AMAftaa
m mof.vojustoobtiverem hora mar-1
cada para este im.
Precisa-se alugar uma casa ou loja no pa-
lco da Penha ou na ra do Rangel : quem liver
pumo.
Mademoiselle Clemence de Hannetol
3< de Manneville continua a dar lices de SI
^, francez piano na cidade c nos arrabal- 9
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar, m
O abaixo assignado. residente DO lerceira
andar do sobrado n. 8 da ra Nuva. acha-se no
exercicio de seu magisterio, ensinando primeiras
letras, lalim e francez, e contina a receber alum-
nos internos.
Jote Uaria Machado de Figueiredo.
O proessor de latim da freguezia
c
DA
iran
O Sr. thesoureiro manda lazer pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
lraspasse-se o arrendamenlo de um En- a,,,^,.,, 0r
nhomuito peno da pra5a, vende-so uma par- i Auro,a n-oe nas casas commissionadas
M Pna etc.) sera' feito,ou concedido I
j' gratuitamente. A confianca que8
\\ nelles deposita, a presteza'de sua -
\^accao, e a necessidade prompta |^
<^ de seu emprego; tudo quanto o |>
^demove era beneficio de seus|
gdoentet. |
Precisa-sede uma .ama de leite,
le S. Jos' desta cidade, abaixo" assipa- T* V^* Ti abunutanCa' aue seJa |
do, declara ao public que a matncu- t "m^* ^^t LTV, 3
la de sua aula s acha alie, ta, e que os ? ^"^ n V T JFt %?edt I
trabalbos lect.vos da mesma 'pr^ feS^."^ "' ^ '^ S
rao no da o de fevereiro prximo fu- tur s
ture fw ;tr.... i. a: Offerece-se nma pessoa para caixeiro de I
I^Uv?; l" ,.e,"ad0,-"')">* a caa cobranca, ou de ra, po!, o mesmo proprieU- 8
de sua residencia, n. 35, sita no pateo rio, e da fiador a sua conduela, portante a pes-
soa que precisar, dirija-se a ra da Cruz n. 15
que achai com quera tratar.
Aluga-se a loja do sobrado na ra da Au-
rora n. 41): a tralar na ra do Cabug, loja n. 9
COMPxlMMIA
v-
uma das principaes ras do aamo Antouio. por
ura sitio que lenha boa casa, c seja pe tu da ci-
dade : quera quizer annuncie.
= Precisa-se de duas amas, uma para cozi-
nhar e comprar, e oulra para o srico interno
de una casa de pequea (amia : ua ruu do
IjueimaJo n. 1G.
Jos da Silva relira-se para o RiuGrano
do Norte.
Compras
J.
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
[J
~ Para compr a biographia do Dr. Jos da
Nalividade Saldanha, peco empresfado um r mi -
piar da segunda edigao das suas poesas, ou rom-
pro-o..lnionto Joaqxim de Mello.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonseca, compram-se
continuadamente modas de lt>3 e 20;U0, uias
dos Estados-Unidos, modas de cinco flancos,
ticas hesoanholas e mexicanas, era grandes
pequeas porgos.
AUcdc
do Terco.
Manoel Francisco Coelbo
DENTISTA FRANCEZ.
geiinu muiiu peiiu ua pratja, venoe-se urna p
te do mesmo Engenho, uma maquina a vapor,
uma deslilaco nova montada de um tudo, 22
bois de carro, 6 quarios, e outros objectos :
tracia-se na ra do Quein.ado n. 10.
= A viuva de Rufino Jos Fernn Jes de Fi-
gueiredo convida a todas as pessoas que se jul-
garera credoras de seu casal, a compareccrem
com os seus ttulos na ra do Santa Rita u. 54,
alim de screm contemplados no respectivo in-
ventario.
= Biogo Zipparro, subdito napolitano, retira-
se para lora do imperio.
Constan-
teniente
trocam-se, compram-se e vendera-se escravos de
ambos os sexos, de lodas as idades e cores com
habilidades e sera ellas e lodo esle negocio se
faz debaixode toda sineeiidade : na ra Direila
numero oo.
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 1G,
e na ra da Cadeia do Uecife nume-
ro 2 armazem do senhor Fon tes at
as 6 horas da tarde somonte, os bilhe-
tes e meios da quarta parte da primeira
lotera do theatto de Santa Isabel, cu-
jas rodas deverao andar impreterivel-
mente no dia 25 do corrente mez.
O mesmo Sr. thesoureiro manda
igualmente fazer publico que nas casas
cima mencionadas se acham bilhetes
de numeracao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das loteras 15 de feve-
reiro de 1860.O escrivao, J. M. da
Cruz.
-----------.- ,...,.. v.'nVilIflIUI l-
cozinhar para duas pessoas : na ra da Senzala
n. i, pnmeiro andar.
~ Alugam-se o segundo e terceiro andares
da casa n. la da ra do Vigario : quem preten-
de-los, dlrija-se ao caes do llamos n. 2. escrip-
lono, ou ra Augusta n. 9-i, casa (ft Prxedes
da Silva Gusmao.
Ordem terceira co
Carmo.
O secretario da mesma, abaixo assignado, avi-
sa a lodos os charissimos irmaos para que com-
parecam na larde de 22 do corrente as 2 horas,
na igreja da nossa ordera, paramentados con!
seus hbitos, afim de acompauharmos a procis-
so d cinza.=0 secretario,
Manoel Jos de Castro Guimares.
Precisa-se de uma ama para casa do ponca
mlia, quer-"1- f-- !-- --
picio n. 34.
Saques sobre Portugal.
Tcixeira Basto, S & C. comprara saques so-
bre Lisboa e Porto de -tialquer quanlia.
Profcssor denlisa.
A ere dilado era Franca, em Hespanha, e nesta i
dade de Pernambuco, arranca denles e raizosl
com a maior rapidez possivel, assim como eolio-i
quem delle precisar, procure no Recife, becco do I
Abreu n. 2, primeiro andar.
Ao eomnereio desta
praca.
-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro para
purgar assucar.
Es tan lio em barra.
Verniz copal.
Palhinha para marc-
neiro.
Vinhos inos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
DENTISTA FRANCEZ. 2
C Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e -<
C po donlifico. >
T.' ...... -o< nanwwtmrmft, em Hespanna, e nesta
^AAAAAAAAA.AAA^aaaAaAAjl, iiiJ.>: cidade de Pernambuco, arranca denles e raizea
- O Sr. Honorato Jos de Oliveira Fiuueire C0J' "?10' r'ii,deZ PssiveI' af'!n comor.ollo-
do queira annunciar sua moraJa o, I. Hr-Se SSLaS ?* d 0Ur0' pl,i:a pr,la a
livraria da praca da Independenciauuc e r'ri 1 'l"al'lu ,r "". 9Me del|es Precisar,
safallar-lhe "u^enutitcn,qut se preti- corno tambera chumba e lirapa-oscom o maior s ---------......
- Precisa'-se de uma ama para entramar c ^!mF&,2% l^" T CaS,a a ^ e a 3S i ZC,n (]t G- J- Astley & C.
C^1,ar_:_Paradua? P^oas: a ra fSSSl! mm de% ^U^^^jl^*I^T^I*BMMMM^6SJ
Traspassa-se o arrendamenlo de um enge-
nho distante desla praea duas legoas, vende-se
uma parle no mesmo engenho, machina nova
vapor, dislHtco nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarios, algumas obras, sadr
plantada, ele. ele. ; Irala-se na ra do Crespo n.
13, Inja.
Publicaeo litteraria.
M.
Compram-se, vendera-se e trocam-se escravos:
na ra do Imperador n. 21, primeiro andar.
Compram-se moedas de ouro de loj) a 2.'$ ;
na ra Nova n. 23, fabrica de chapeos de sol.
Compram-se moedas de. ouro : no es'-np-
lorio da ra do Trapiche n.. 11, primeiro andar.
Compra-se no armazem da ra da praia
n. 7 uma escrava de 20 24 tonos, de boiiia
figura, pieliiindo-se sar do mallo, com ah-li.la-
dcs ou sera ellas, pode ser procurado aqualquer
hora, assim como ura molequc de 18 0
annos.
nne -:r---
Vendas.
Sen lentes dehortalice.
Semenles de hortalice de todas a? qua 'mies.
vindas pelo vapor Brasil ; vendem-se un ma
da Cadeia do Recite,loja de (erragens de Vidal :
Bastos.
Da
LOWMOW,
Para empreado de qualquer casa commercial,
oirerece-so uma pessoa i,i antisra o bem eonhe. i f n i"
(ida por lodos os senhores neaodanlesde.h n i GT LuM-Bw-Hciro do Viajante da Europa-'
ca. lindo as aiS5S,-SS Sta Ser- LS ^ 1 v" "? WVi "V^lS* ma do ; ?
vico que diz respei.o a este ramo, e de conduca ; aUlr fUa d Vl8ano "" brox' 3^ encad 4
e crdito responsabilisado: quem precisar, sir-l Precisa-se alugar um escravo : uo deposito
va-se annunciar por esto jornal para ser procu- Ja ra das Cruzes n. 41.
rado.
Ra da Senzala Jtova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comaplelo sorlimento de moendas e meias raoen-
das para euScnho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamunhes
= Na ra do Imperador n. 13. precisa-so do
Preci.a-so de uma mulher idosa para to-
, uu mar eonla de uma casa de familia pm miannoi*
fcimcS1 CJpllVa' qU Saba WiM,aMr da,mr.a ^"v-T"1' t* reg ewrvS
lie- a 2 estudantes da familia que se retira : quem
O Sr. Antonio Teixeira do Albuquerque Pin-
quizer, dirija-se >1 Passa
da ponte
querda.
rom da Magdalena, antes
grande n. 29, penltima casa a es-
-- -----------------------------rw. t..oi. uu UIMM.
famha, querseja forra ou captiva na ra do Hos- -----------..... i-.-> m-
, to, morador em Pao d'Alho, queira vir ra No-
va n. 55, a negocio que nao ignora.
tn,7^a,n-^da,CrUZ ^33- Primciro andsr. v- | Na nraja dos Caldeireiros u. 15, precisa-se
JOIAS.
Os abaixo ass'gnados, estabelccidos na ra do
Cabug com lujas de ourives ns. 5) e 11, f.-i/em
publico que leem recebido de novo os mw 1..-1-
los sorlimcutos do obras de ouro, e vendo'n por
preeos mais em conta que possivel, e passaia
cotilas com recibos garnntindo a qualid.ide .lo
ouro, pelo qual ficam respnnsaveis : reccbpm pii-
coromendas, e concerlam qualquer obra de ouro
com asseio e prompiidan.
Seraphim & Irmo.


m
MARIO DE PERWAMBUCQ SEGUS DA FEIRA 20 DE FEYBftGIRO DE 1860.
*3-NwaJoja
encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira Gimo.-
rcs gerente Jos Gom es 1 illa r
IVua do Crespo n. 15.
Neslc novo cslabelecimcnlo exislem fazendas
de ultimo goslo e por procos admirareis por
sorom baralissimos :
Sedas pretas om cortes com duas folhas borda-
das a velludo.
dem com duas saias lisas.
Grosdeoaplcs de todas as cores.
Manteletes riquissimos prelos e de cores.
Chapelinas para senhora de Italia ricamente en-
feados e de seda, os mais modernos possiveis.
Cassas de cores a 260 rs o covado, todos se ad-
miram d-se o preco baratissimo.
Fazendas de todas as qualidades para homens
c senlioras do melhor possivcl e ruandam-sc as
casas de familia para escolherem a vonlade.
Velas.
Vendem-sc eaisas cora velas de espormacetc a
6-10 a lil>ra, a retfllho a 680. doce de goiaba a 1
e 1 fino a 800 e 1* a garrafa : por baixo do sobrado
n 16, com oilo para a ra da Florentina.
Feijo amarello.
Antonio Farnandes da Silva Beiris tem para
vender por proco rommodo, era pequeas c gran-
des porcoes, saceos con feijo amarello de C al.
(fueirescada un, ou 30 cuias, medida desta e da
melhor qualidade que ha no mercado, cchejjado
iiUimaiiii'iite il;i Porto no briguc porluguez ima-
lia I: ni ra do Vigario n. 27.
=i Vende-se ou arrenda-.se o engibo rolozi,
sito na froguezia de Agua-Preta, me com agua,
copeiro, naa obras tem os necessarios, noves
COR)modos, obem construidos, o no quo respeita
a oroduecao para todas as qualidades Je culturas,
parece nao haver superior em parte algunia, tem
boas malas c terreno para levantar outro engo-
lillo, fieando o Potozi com as Ierras necessarias
para sifrejar os mil paos de assucar que se qui-
zer plantar, de presente o nico inconveniente
que se aprsenla 6 oslar longo do embarque,
dous das de riagera para ida e volta dos car-
genos, inconveniente este, que breve tem de
dosapparecer com a chegada da estrada de ferro,
que redui a duns cargas por da : portanlo quem !
quizerpossuir um Polozi, cu mesmo desfructa-lo]
por arrendamento, no engenho Uclioa achara
corr quem tratar, oo na ra do Qucimado n. 'J a
fallar com Manoel Florencio Aires de Moracs.
Vende-se o engenho Taepe, distinto menos
de meia legua do Iguarass, sendo d animaos
n tem proporces para agua : a tratar na
ra do Imperador n. 16, terceiro andar donde se
darao informaeoes
Escravos venda.
Na ra do Imperador n. 21, primeiro andar,
vendem-se 2 escravos, sendo 10 negros, todos
pecas de 1G a0 anuos, e 6 negriuhas, tendo urna
ellas 18 anuos, ptima para mucama.
Na loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Re.cberam em direitura de Franca, deencom-
nenda, os melhores chapeos de castor rapadoss
fondo brancose pretos, eas formas as mais mo-
dernas que tem viudo ao mcrcr-do, c por mo-
nos que em outra qualquer parle, assim como
tanihem tem um grande sortimento de enfeite,
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
co de 4j cada um, assim como tem chapeos de
sol de panno a lg200 cada um em perfeito esta
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de
esguio de linho a 1$ urna, cambraia preta fina
a 360 o covado, 9 a vara a560,e a 640, gangas
de cor a 540, brim branco de linho a 1*200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-coresprctos a
7giOO, ditos pretos a 8 c a 0$, calcas de case-
mira de cr a 7, 8 e lljj, ditos pretos a 7, 9 e
12$, colletes de gorgurao a 4, 5 e CS, saceos pa-
ra viagem de diversos tamaitos, eias cruas, por
cor grande poreo, a 19500, ditas a 1$600 e 23 a
duzia, finas a 3 e 4$, chapeos cufeilados para
meninos e meninas e senlioras por qualquer pre-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o preco,
e nao se deixade vemnder.
Aprazo ou adi-
nheiro.
Vende-se a cocheirada ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
sem uso algum : quem pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentiraenle
ehegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Iiua do Queimado
loja de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fazendas para conclu-
ir a liquidacao da firma de Leite & Crrela, as
quaes se vendem por derainulo preco, sendo en-
tre outras as seguinlds :
Macos de meus cruas para homem a 18600
Daos de ditas de cores 29000
Ditos da ditas cruas muito superiores 45000
Dito* de ditos para senhora 3*000
Dos de ditas muito Gnas 4#000
Corles de calcha de meia casemira 25000
Ditos de ditas de casemira de cores 5*000
Ditos de di las de casemira preta a 59 e 65000
Brim trancado branco de li;iho Gno
iooo
25000
45000
15000
Veude-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e focte, cora assenlo para 4 pessoas de
dentro, e umwsento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Para a quaresma.
Sodas pretas larradas, lindos desenhos
covado 156OO
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 2*000
Grosdenaple pelo, covado 1J800
Dito largo emuilo superior a 2* e 506
Sarja preta larga, covado 2S0OO
na ra do Queimado, loja de 4 porta n. 10.
Continua-se a vender fazendas por baixo
preco at mesmo por menos do seu valor,
afim de liquidar contas : na loja Je 4 portas
na ra do Queimado d. 10.
ara vi
draca.
[^m&TAUs
A 6$ a caixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja. n. 28
armazem de louca, mandam-sc botar vi-
dros em casas particulares por preco j
muito commodo, assim como vendem-
se vidros a retalbo do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se om casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, scllins e silhes in-
glezes, candeeiros c casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-so na toja de Leite
& Iimao na rua da Cadeia do Recife ti. 48.
Na rua da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os
olijectos abaixo notados por
procos cqmmodos e tudo da
melhor qualidade possivel.co-
uio sejam:
Camas de ferro e com lona.
Bombas de japy completas.
Canos de chumbo de todas as grossuras.
Ferro Suecia de todas as larguras.
Ac de Milao.
Arcos de ierro de todas as larguras.
Clavos de ferro de todos os taraanhos.
Ferramenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo cstanhado para cosinba.
Trem completo de porcelana para co-
sinba.
Guardascomidas redondos e quadrados.
Encliadas americanas e de todas as qua-
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Pregos de todas as qualidades.
Caixas com ferramenta de carapina (pa-
ra curiosos)
Bandejas muito finas de todas as quali-
dades.
Fornos francezes para assados.
Bules, cafeteuas, assucareiros e man-
tegueiras de metal.
Penetra* de latao de todas s grossuras
para padaria e reinacao.
Ditas de metal dita dita.
Moinhos de todos os tamanhos para re-
linacao
Fio de algodao de todas as qualidades.
Dito frouxo inglez proprio para coser
saceos para assucar.
Formas para pudms, pastelaoebolinhos.
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ferro.
Diversas ferramentas
jardim.
Balancas decimaesde todos os tamanhos.
(j"KEMP VNPEBgDBK)
P1LULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
MU?.
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstipages, ictericia, affecgdes do f gado,
ftbres biliosas, clicas, indigesloes, enxuquecas.
Hemorrhoidas, darrhea,doencas da
pelle, irupcOes.e todas as enfermedades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO S.VNGCE.
75,000 caixas deste remedio cousommem-se an
uualmeDte I 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, ere-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amenle vegetaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras o efcaze
em sua operaro, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa,pelo
qual se ficar conhecendo as multas curas milagro-
sas quelem cfTectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Juliao n. !.
Pernambuco, no armazem de drogas ci J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
proprias para
Novas machinas de cozer,
DE
Wheeler < Wilson
DE
New-York.
Acham-sc venda estas interessantes machi-
nas de costura, as quaes rcuncm todas as vanta-
gons desejaveis, nao s pela perfeicao c seguran-
za do mechanismo, como por seren da mais bo-
nita apparencia, sendo muito facis para se
aprender a trabalhar nellas, o que so consegue
com urna simples licao. Estas machinas fazem
posponlo dos dous lados da costura e cozem com
maior rapidez e perreigo possivel.
Acham-se venda emosliam-se a qualquer
hora ds dia ou da noite na nica agencia desla
provincia no aterro da Boa-Vista, actualmente
rua da Imaeratriz n. 7 primeiro anear.
TOIM-SI
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Mcdeiros, rua da Cadeia
do Recife n. 4.
Charutos.
No armazem da rua da Madre de Dos n. 8,
existe um grande sortimento de charutos das
marcas seguintes, e vende mais em corita do que
em qualquer parte.
Varetas Brando.
Regala Brandao.
Lanceiros.
Varetas S. Flix.
Regala.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Ayso.
Suissos.
Em casa de Schaiheitn & C, rua da
Cruz n. 58, vndese um grande e va-
riado sortimento de relogios borizon-
taes, patentes, chronometros e mcios
chronornetros de ouro, prata domada,
efoleados a ouro ; sendo estes relogios
do primeiro fabiicante da Suissa : que
se venderao por pregos razoaveis.
pechincha
sem igual.
Na loja do Proguiga, na rua do Queimado n. 2,
vendem-se cambroias organdys para vestidos de
senhora, o maia flno que possivel, e de lindes
padres, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato preco de 500 rs a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuara a torrar na rua
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 e 5g, lencos de cam-
braia dcliuhn a 3# a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3-5800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 6#, palelotsde
alpaca preta e do cores a 5JJ, coroulas de linho
e algodao, camisas iuglczas muito superiores a
60 a duzia, organdys de lindos desenhos a
1#100 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4$80(), 5?, 5g500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs
covado, toalhas para mesa a 3 o 4, cortes de
calca de brim de linho a 2, dilas de meia case-
mira a 2j*240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Xarope
Cheguem a Pechincha
Na loja do Preguica na rua do
Queimado n. % tem para
vender:
Chaly e merino de cores, ptimo nao s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminulo preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padres
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno posvel a 1 e 1200 cadauma, e Romeiras de fil de seda preta bordadas
40 Hua do Queimado. 40
Grande sortimento de fazen-
das para a quaresma, e ou-
tras muitas por baratissi-
mos precos para acabar.
|)a-se I amostras com peabor.
Cortes de vestido de seda de cores com
babados
Ditos de dita preta com babados
Ditos de dita gaze phantazia
outras muitas fazendas, cujos precos extraor-
dinariamente baratos, stisfaro a xpectativa
do comprador.
O agenle do verdadeiro xarope do Bosque tem
eslabelecido o seu deposito na rua da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica o armazem de drogas de Vi-
cente Jos do Brtlo & Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que geralmcnte tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
oao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas os molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conhccimcnto do publico declara-
se que o verdadeiro contera no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios, e no falsifica-
do esta lilhographada.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellinse cadeias paraos mesmos,
de excellente nosto.
JM
vara
Cortes de coleta de gorgurao de seda
Pao prclo fine, prova de limao 3& e
Grvalas de seda preta e do cores
Viseados francezes, largos, cores fixes
co-ado 200
Chitas francezas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padres o
superior qualidade covado 280
Cassas Je cores covaJo 2i0
Pt-sas de cassa branca bordada cora 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Cambraia* ligas muilo finas peca 4$0G0
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Qiilles de laa bordados de seda um 29000
Grodenaplo preto, largo covado 18800 e 2000
Sela, e sarja lavrada 1&800 e 29000
Vestidos brancos bordados para baplisado 59OOO
Veo; bordados para chapeo 2&000
Entre raeios bordados 1&C00
AuVmlhado adamascado largo vara 1J280
Lencos de ihla oscuros um 100
Gangas de cores para palito? covado 200
No armazem de Adamson, ITo^rie & C. rua
doTiapiche n. 42, vende-se selins para homem
e penhora, arreios prateados para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo ele.
Botica.
Bartholomeu Francisco fle Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AfTecteur.
Pilulas cunlrasezcs.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
.aropc do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollway.
Pilnla3do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sorlimcnfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, veudem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Vendas.
Relogios de ouro e prata, cobertosed6scober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hojo, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadeia do Recife n. 62. primeiro
andar.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47s
loja de funileiro.'
Para os folgasoes do Car-
naval
Gama & Silva, no mitigo ater-
ro da ba-vista hoje rua
Imperatriz n. 60.
Vendem lindissimos chamaloies de algodao
a imitado de seda, de todas as cores proprios
para vestidos de senhoras para vestuarios para
homens por pre?o baralissimo que facilita faser-
ce um rico vestuario gastando muilo pouco di-
nheiro da-se as raostras com pinhor.
Acaba de chegar do Ro de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volunie
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraet: vende-se a
4# o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso IrmSo.j.
sortimento de cha-
peos. |
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 10, ditos francezes de seda a 7$, ditos de
castor brancos a U$, ditos de velludo a 8 e 9j>,'
ditos da lonlra de todas as cores muilo finos, di-
tos de palha Inglezes de copa alia c baixa a 3 e
5g, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2g500 a 63500, ditos do Chile de 3-J500,5, 6, 8,
9, 10 e 125, dilos de seda para senhora, dosmais
medernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo gosto a 15, enfoites finissimos para cabeca
a 4$J00 e 5S, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muito em conta, ditos para
baptisado de meninos e passcios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para escolher, bonets
de galao, dilos de marroquira, ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem. chapeos de sol de soda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros muitos objectos que se-
ria enfadonho mencionar, o tudo se ven, de mui-
to em conta ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda ficarao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da rua Direita n. 61,
e Benlo de Barros Feij,
Tachas para engealio
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Carduzo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SISTEMA MEDICO DE H0LLOW AY.
riLULAS IIOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composlo inteira-
mente do hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio, nem alguma outra substancia deleeteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaedes e c-
feitos; pois busca e remove as doeHcaa de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que ja estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregarle a de-
sesperado ; facam um competeute ensato dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo era tomar este remedio
para qnaiqucr das seguintes enfermidades :
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das a achinase manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
fa do dia ou da noite
nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
&S^s,riaBoa-v,s,an-10
1 GRANDE ARMAZEM
Roupa feita.
I Rua Nova n. 49, junto
m a igreja da Conccico dos
E Militares.
a Nesle armazem encontrar o publico
^ um grande o variado sorlimento de rou-
|| pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, c paletols de
panno fiuo preto e de cores, palelots c
sobrecasacas do merino, alpaca e bomba-
^ zina prelos c de cores, paletols e sobre-
|B easaeos de seda e casemira de toros, cal-
tS cas de casemira preta e de cores, ditas de
6 merino, de princeza, de brim de linho
M branco e de cores, de fustao c riscados,
5 caigas de algodao, collelcs de velludo
prclo e de cores, dilos de setim preto e
branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
|p tos de fusloes e brins, fardamenlos para
u guarda nacional, libres para criados,
ceroulas o camisas francezas, chapeos c
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 1 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromptariio oulras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
nado.
Fazendas por precos k-
ralissimos.
O Preguica vende em sua loja na rua do Quei-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muilo fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos gostos,
covado
Chitas francezas de lindos padrees, co-
vado a 290 e
Chales de merino lisos com franjas de
relroz, um
Dilos de dito bordados de velludo, um
Dilos de dito com palmas de seda, um
Alpaca de soda de quadros, covado
Meias muito finas para senhora, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Ditas ditas para dita, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras com duas larguras,
covado
Cortes de dita muito fina
Ditos de dita preta bordada
Brim branco de linho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
Dito dito dito, vara
e oulras muilas fazendas que se venderao a von-
lade do comprador.
Taimas de grosdenaple preto bordadas
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada pjrela e branca, covado 1$ e
Dita lisa prela fe de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parenlcs
Ditos de cambraia e seda, barra ao lado
Orlandys de cores, lindos padres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Manas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de lodas as coros
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia de todas as qua-
lidades de 600 rs. a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Entalles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
j Saias balao de varias qualidades
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de lodas as qualidades
I Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Dilas de fustao brancas e de cores
i Ceroulas de linho e de algodo
Capcllas brancas para noivas muito finas
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores par
meninas
Dilas de seda para menina, par
Lavas de to de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de luvas de
seda bordadas, lisas, para senhoraf,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rdxas para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprias
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, covado
Tafet rdxo, covado
Setim prclo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
covado
wnM Sel'm lis0 de todas as cores' covado
ko Cnilas francezas claras e escuras, co-
vado a 260 e
Cassas francezas de cores, vara a 500 e
Lencos de seda de gorgurao pretos
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletols,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Relogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores de 5JJ a
9
9
9
9
9
1200
8
3JO00
1&500
lOflOOO
16J000
1*000
I
9
9
9
9
t
gooo
9
9
50000
9
3500
9
60G0
&J500
1&800
lJiOOO
240
300
6S4O0
8S00
6J>000
640
4&O00
lgfJOO
6g400
8g500
1S600
13400
1200
1$000
9
s
9
S
9
1*600
3z0
1J200
700
2g000
1?000
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias(malde].
Asthma.
Clicas.
Convulsos.
Debilidade ou extewia-
cao.
Debilidade ou falta de
toreas para qualquer
cousa.
Dysintena.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza noventre.
Enfeimidadcs no ventre.
Ditos no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Fcbrc biliosas
Febrcto inlernitonte.
Febrcto da especie.
Gila.
Ilemorrhoidas.
llydropcsia.
Ictericia.
Indigestoes.
nflammaces.
Ir r eg u a ridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
rtheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tieo doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-sc fazondas por barate-
proco e algumas por menos de seu
valor para acabar, era peca e a reta-
lho : na ruado Queimado' loja de 4
I portas n. 10.
I
8*000
2J500
I
SJP00
lOOO
g500
1*600
932J
1610
i
jooo
9
9
12*000
";^.......-^KB2s2^3sg^2r:n:^^::..r:
.:
:
:
i-.j
M
:
I'
;..
Atoodo monslro.
A 600 rs.avara.
Xo armazem da rua do Queimado
n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba- f !
ralo preco de 600 rs. a vara ; este algodao serve
p^ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
por sacca de milho
Irmos.
4,000 rs.
GIMDEE VARIADO SORTIMENTO
DK
IRouasp feilas e lazendasJ
li
KA
I-o ja e armazem
DE
Ges&Bastos
!
I
nos atmazens de Tasso
P.
Na rua do Queima-
do n. 46.

:
.;
:
;:
Ritas sobrecasacas dp panno fino pretos '
5 e de cores a 28$, 30 e 35?, tambera tercos |
g paletots dos mesmos pannos a 22* e 2?, j
: palelots de casemira de cores de muito 8
6 bom gosto e finos a 12*. 14j?, 16$ e 18, di- 9
gj los de panno preto para menino a 18* e :
E 2nS. dilos de casemira de cores a 8* e 10*, :
U calcas de casemira de cores e pretos ejun- )
: tamente para meninos a 7*. 8, 9*, 10 e ';
123, colletes de gorgurao de seda e case- H
mira a 5j?, 6g e 7)}, paletols de alpuca pre- :
i(-: tos de cores saceos a 4, dilos sobrecasacos *
1 E a 7* e 8$, ditos de brim, de osguiao o de i
;.- fustao tanto brancos como de cores a 4*, t:
M 4*500, 5e6g, calcas de brins brancos mui- ">
11| to finos a 5g, 6* e 7, colletes brancos e de "
, i cores a dg e 3j500, camisas para meninos !
;;. de diversas qualidades, calcas de brins do : .
g cores finas a 3*500,4| e 5, um rico sorii-
inven?o aperlei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ruado Queimado n. 11,
A 303 cortesde vestidos de seda quecustaram
60*; a 16* cortes de vestidos de phaulasia que
custarara30*; a 8JJ chapelinhas para seDhora:
na rua do Queimado n. 37.
!>..;,,, I ...... ,1,. Ar T i_ l i ,: cur,,s unas a 3*)lW, 4J e 5*, um rico sorli- :
Brim trancado de linhO todO, k mi'nl ^ vestidos de cambraia bramos -
... hn.l.J.. J..__-II_________.. i'
-
i- \:
,: bordados do melhor gosto que tem app.i- '
p recido a 28*", manteletes de fil prclo e de :
^ cor muilo superior gosto e muilo moderno KJ
M a 20g cadaum e 24, ricos casaveques de y-
cambraia bordados para menino a 10, di- \-
(j tos para senhora a 15$, ricos enfeiles de j
W..U.UUU u.t, ujj uet i ia?. |^ froco de velludo gosto melhor que tem ap :-
Em casa de Rabe Scbmettan Si'P- Pacido a 10 e 12>, e outras muitas fa- '.-
zondas e roupas feilas que com a presenca i'
preto,
faxenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na rua da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.:
Vendem-sc eslas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encartegadas de sua venda em toda a America do
Sol, Havana e Hespanha.
Veadcm-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslrucCo em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito gcrl em casa do Sr. Soum
pharmacculico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SAMO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
nosarmazens de Tasso & Irmaos.
Milho
nos armazens de Tasso!* Irmaos.
I do freguez se far patente.
Casacas para a quaresma
4
ha um {,
Neslc mesmo estabelecimento
graude sortimento de casacas pretas, as- :
simeomo manda-sefazer por medida a ven- \
lado do freguez. escolhcno os meamos a :\
pannos a seu goslo sendo os precos a 35 '->
e 40.
- Camisas inglezas
No mesmo estabelecimento acaba de che- J
g gar um grande sortimento das verdadeirns
p camisas inglezas peiios de linho com pregas K
K largas, ultima moda, por ter-se muila ft
quantidnde determinou-se a vender por H
S menos do valor sendo a duzia a 34>.
\


DIARIO DE PERNAMBLCO. SEGUNDA FEIRA 20 DE FEYEREIRO DE 1860.
CO
Mimum I f (DEBgi El I? i EL
Sita na ra Imperial u. 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho do Parlo engar-
rafado, e cm liars de (piarlo, por prego commo-
do : no anuazem de Adamson llovi & 6., na
ra da Trapiche -n. 42.
Ferros de engoramar econmicos.
Scltasliao J.da Silva dirigida por Ha noel Carnciro Leal.
(de
Neste estabelecimenlo ha sempte promptos alambiques de cobre de difTerentes dimencoes
3DO a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar c destilar espiritos com graduado at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, esperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze c ferio, lorneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas parafomalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, olha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era leucol e Larra, lsnccs e
arroe'las de cobre, lences de ferro a latao,ferro suecia iuglez de todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos prego do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarera honrarem-nos com a sua confianca, acha-
ti na ra Nova n. 37 loja de ferr.igens pessoa habilitada paia tomar nota das encommendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAHORADO
PELOS SUS*.
D. Antonio da Costa A.. F. de CastilhoA.. GilAlejandre llcrculanoA. G. RamosA. Guima-
refiA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlvcs RrancoA. P. Lopes de Mendonr-aA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarrrirosCarlos Jos CaldeiraK. Pinto da Silva" o Cunha F.
Gomes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas Oliveira.!. A MaiaJ. A. MarquesJ. d
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollacoJ. E. de Magalhes CoutinhoJ. G. Lobato
PiresJ. H. da Cunha Rivara1. J. da Grapa JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos liara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira Pimenlel I. Pedro de SonsaJ. S. da Silva Perraz__
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da Costa l.uiz Filippo Leite__Luiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValenta; Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de Carvalho-
-I. F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimonto jornalislico e a offerecer aos leitores, con-
funtainente com a revista do que mais nolavrl bouver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria oj as arles, alguns arigos originaos sobre qualquer destes assumplos, o ARCHIVO UNIVERSAL,
desde Janeiro de 1859, era que coinecou a publicar-se, lem salisteilo aos seus tius, com a maior
exaclido e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volunte de 420 paginas com indicoe frontispicio competentes.
Assigna-se no escriplorio desle Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Prego da assignalura: pelos paquetes vapor 1U por auno ; por navio devela 8.? ,'moeda
brasil :ira). '
lia algumas collecees desde o comeeo da publicacao do jornal.
FUND!
Seus propiielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu recouhecid estabeleeiracnto a saber: machinas de vapor de
indos os lamatihos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de niadeira, moen-
das e metas moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
chse bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para tomaina, machinas para amassai man-
dioca e para descarorar algodao, peseos para mandioca o oleo de ricini, porloes gradara, co-
umnas e monhos de vento, arados, cultiva.Iojos, pontes, -aldeiras e tanuucs, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machiuismo. Kxecuta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal lim forem apresenlados. lecebem-se encommendas neste esla-
belcct.nenio na ruado Rruro n. 28 A o na ra do Gollegiohojo do Imperador n... moradia do eai-
xeiro do estabelecimenlo Jos Joaquim da Costa Pereira, com nuoiu os pretendentes se podem
.ilencer para qualquer obra.
0
IfiSME IPMITJIKD i IPIEMIDIDm.
3 RA DAGLOaMA,CA^DOFlJND0 3
Clnica por aia\jos os syslemas.
h.Jli Moscosod consultas todos os das pela manha ede tardedepois de 4 horas
^A^IL^ maalaeaU>aikOS69'lr'1 acidaJe como para os engnhos ou outras
Os chamados devom ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
ss: rssftsis strd*uui" -*p' -* --",
Sogueirade Souzana ra do Crespo aop da ponte velha
Nessa loja e no caso do annnnciante achar-se-ha conslautement
Hiloshomeopatnicos ja bem conhecidos e pelos procos scuintes
Rolica de 12 tubos grandes, .. .
Ditos de 2 ditos........
Ditos de 36 ditos. ... .......
Dito de 48 ditos.....\ \.......
Ditos de 00 ditos......'.'.'.'.....
Tubos avulsos cada um. ...
Frascos do linduras.......' .
Manoal de medicina homeopalhica pelobr.'jahr'trdu'zido
cm portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ......
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario.' .' ."
Repertorio do Dr. Mello Moraes.
e os melhores medica-
. 10j0()0
. sgooo
. 20j090
. 25$0
. OsOOO
. 1?0(l0
2$00
205000
10$000
Os abaixo assignados para commodidade do
respeitavel publico, proc'uraram e conseguirn)
cstabelcccr cm diversos pontos desla cidade a
vendagem dos ferros econmicos de Rlesse Draki
pelos mesmos pregos por que lem vendido no
seu estabelecimenlo da ra da Impcratrizn. 10,
tslo de 12$ porapparelho completo, que cons-
ta de ferro,fole e descanco. Esta maravilha d'ar-
te americana um daquclles inventos de grande
ulilidade para a industria, pois nao s>> economi-
sa o carvo e lempo, mas se consegue cm deter-
minado espago de lempo engommar o triplo do
que se oblem com um ferro commuta : cora 60
rs. de carvo engommase um dia inteiro, s ne-
cessita limpar o ferro quando se principia a ope-
ragao, o qual conserva sempre o grao do calor
que se,prelcnda, para o que lem um registro ; o j
seu peso est graduado para, sem esforgo, poder
ser manipulado a vontade do mais dbil traba-
lhador, lem mais um apparelho que obsta a que
o calor do ferro possa prejudicar a quera com
ellos Irabalha. Achara-se venda tos seguin-
tes lugares : praga do Corpo Santo n. 2,estabele-
cimento do Sr. Jos Alvos Barbosa ; ra da Ca-
deia do Recite n. 4 5. dem do Sr. Tl.oraaz Fer-
nandos da Cuntid ; ra da Madre de Dos n. 7,
dem dos Srs. Fonseca & Martns; run do Crespo
n. 5, idera do Sr. Jos Elcuterio de Azevedo ;
ra da Penha n. 16. idera dos Srs. Pinlo de Souza
& l'.airao ; rui do Cabug n. 1 R, na aguia de
o uro ; ra Nova n. 20, estabelecimenlo do Sr.
Antonio Duarte Carneiro Yianna ; ra do Impe-
rador n. 20, idem do Sr. Gumaraes &. Oliveira ;
ra do Qucimado n. 14, idem do Sr. Jos Rodri-
gues Ferreira ; ra Direita n. 72, idem do Sr.
Jos Soares Pinto Correia ; ra da Prais n. 28,
idem do Sr. Custodio Manuel de Magalhes ; ra
da Praia n. 46, idem do Sr. Pedro Jos da Costa
j Caslello Ortico ; ra do Livranicnlo n. 36, idem
Ido Sr. Joao Antonio de Macedo; ra da Santa
j Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira d) Silva : e
na ra da Imperalrz, idem dos abaixo assignados
Ilaymundo Carlos Leite & Irmao.
$ *#*
i Vende-se na loja de Nabocol C. na ra J{
?:* Nova n. 2, mascaras de todas as qialida- 9
H des, seroulas de mola e camisas d meia $
i proprias para o carnaval, rt*
| i.:-C@s sijtSt @a:-j8
V ende-se um escravo crioulo de 2 anuos
! de idade, s;.dio, sem vicio ou defeito algum, pe-
. rilo ollicial de sapateiro, bom copeiro, e apto
: para qualquer senigo : a tratar com o abaixo as-
sigoado na alfandegs, ou em sua residencia na
ra da Saudade, piimcira casa com BOto do la-
do do sul. l'edro Alexandrino de tarros Ca-
valcauli de Laccrda.
Ra da Imperalrz
numero 2.
?lVende-!-e superior manteiga ingloza a 1j(, rh
do melhor quo se pode encontrar a 2(560, bola-'
cninnaaom lauspropnas une melada muio nova do' melhor autor a lg, massa i
de tomate nova a IgiSO a libra, peras seccas a
640, ameixas a 640, chocolate fino do melhor
autor de Paria a Ij500, ameixas frsncezas em
latas del2 e 6 libras, e a retolbo a f$280, um
sortimenlo de potes vidrados para botar niantei-:
gi, de 1, 2, i e 8 libras, quey'o suisso novo a 800 !
rs. a libra : vende-se ludo por menos prego a
dinheiro.
Aos seohores ourives.
No hotel da Europa ha pura vender ferramen-
tas para ourives, taes como cylindros com 17
rolos, dos quaes 15 gravados e 2 minos, 1 banco
do estirar com tenares e Detrs, toles a francesa,
com fundo de (orea, ale tenares e limas.
Na ra da Cadeia do Becife n. 50. primei-
ro andar, vende-se vinho do Porto engarrafado
emeaixinhas de duzia, dito dito velho nuilo su-
perior idem idem, raixas com velas de carnau-
ba, ditas com dilas de espermacelc, aiafates c
balaios de diversos lamahos e dill'erenlis mo-
dellos, um reslo decadeiras, obra do Porto, con-
lasdouradas, apitos, toalha de panno ce linho e
algodo para mesa de difieren tes lmannos, loa-
Inasdc linho e algodao, barris com cal de Lis-
boa
Yendem-se fogoes de ferro econmicos, de
patente, para casas de familia, contend 4 toma-
inas, e Torno para coziuha com lenha ou carvo,
ptima invencao pela economa de gastar un
lergo de lenha ou carvo dos antigos, c de cozi
nhar com mais presteza, tem a dill'ercnga de se-
rein amoviveis, occuiiarem pequeo espaco da
casa, o de fcil conduego : vendem-so por pre-
a muilo mdicos, na fundigo de francisco A
Cardoso (Mosquita) ra do Brum, e as lojas de
ferragens de Cardoso, junto a Conceeo da pon-
te do Recite, e ra do Qucimado n. 30.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Com toque de avaria
1:800
Cortos de vestido da chita ro ;ha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Baymundo Garlos Leite &
Irmaos. ra da Imperalrz n. 10.
Nova confeitari.
Neste novo estabelecimenlo encontraro as
pessoas de bom goslo os melhores doces seceos
de calda, grande sortimenlo de pastilhas, as mi-
mosas cocadas nunca vistas nesla provincia, as
amendoas do chicotes e torradas, apreckvel or-
chata; na mesma preparam-se bandejas com o
melhor goslo : na ru da Sauzala-Nova n. 30.
Nova confeitari.
Neste brilhanle e novo estabelecimenlo ha pa-
ra vender immensas qualidades de doces secco '
e de calda, para Ierra e exportaco, preparado
porum novo melhodo, bem como caj inleiro,
laranja c abacaxi cm latas lacradas, como as que
vem da Europa: na ra da Sanzala-Nova n. 30.
37 RuadoQueiraado37
Loja de 4 portas.
Chcgou a este estabelecimenlo um completo
sorlimcnto de obras feitas, como sejam : pale-
otts de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas i
de panno fino preto e de cores muilo superiores I
a 35#, um completo sortimenlo de palelots de!
riscadiuho de bnm pardo e brancos, de braman- j
te, que se vendem por prego commodo, ccrou- !
las de linho de diversos lamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ al 5$
cada urna, chapeos franeezes para homem a 8#,
ditos muilo superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13$, ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de fellro para homem de 4?, 5:* e at 7#
cada um, ditos de seda e de palha entintados pa-
ra meninas a 10JJ, ditos de palha para senhora a
125, chapelinhas de velludo ricaraenle enfeita-
dasa 25gl, dilas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda cm carto de 40$
al 1503, ditos de phantasia de 16$ at 353000^,
gollinhas de cambraia de 15 al 5#, manguitos
de 1g500at59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletcs, palelots o calcas de 3^500 al \
4g o cevado, panuo fino preto e de cores de 25500j
al lOg o covado, corles de collcte de velludo
muilo superiores a 9 e 12, ditos de gorguro
e de fuslo brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a lg2S a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 93, gresde- ;
naples de cores e pretos de lj>600 at 3^200 o
covado, espartilhos para senhora a (>$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12^ cada um, j
longos de cambraia de linho bordados para se- i
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos para lio-!
mera, fazenda muilo superior, de 12 al 20JJ a '
duzia,casemiras decores para cociro, covado a ;
2g400, barege de seda para vestidos, covado a i
13400, um completo sortimenlo de colletcs de
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
proco, velludo de cores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 10& cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 2$S00
o covado. bandos para armaco de cabello a
1^500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, e um grande sorlimcnto de macas e .malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
puattltcl afuaiuemoau.pOTia coma vista dos
compradores se moslraro
Aossenhorcs dentistas.
Denles americanos.
Vendera-so por alacado ou a retalho, de lodas
as qualidades, no aterro da Boa-Vista, actual-
mente ra da Imperalrz n. 10, loja.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Palor & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de rclogio
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
= Vende-se a taberna n. 14 do paleo do Ter-
co, illuminada a gaz ; hoje um dos melhores
pontos de commercio ondo so ada a referida ta-
berna.
REMEDIO INCGNIPARAVEL.
UNGENTO HOLL WAT.
Milharcsde individuos de lodas as nagOes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle lizeram tem seu corpo e rnom-
eros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tralamentos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos airaos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles quo uiejiuipe so
mdicos mais celebres. Quautas pessoas reco-
braran) com este soberano remedio o uso de seus
bragos e pernas, depois de U:t permanecido Ion-
Madeira quasi
de grcil.
O arrematante do pavilho da praga de D. Pe-
dro II, havendo-o mandado desmanchar, vendo
a madeira de que elle se compunha, a qual cons-
ta de pranchoes de pinho, pedagos de travs do
louro com 9 palmos de comprifnento, forro do
assoalho de pinho : a tratar no bazar da ra do
Imperador n. 6; queijos, batatas, casemiras, ce-
vadinha, amendoas, aos pregos j annunciados
110 niesmo bazar.
Escrayos fgidos.
Desappareeeu de Goiaonnlia, provincii do
Rio Grande do Norte, o mulato Luiz, com os sig-
naos seguintes : acaboclado, desbolado da cor,
cabello estirado e preto, lem falla de denles na
frente, pouca barba, estatura regular, e ha noti-
cias de que lem andado por Pedias de Fugo :
go lempo" nos hosptaes, onde "de viarn soffrer a Tlcm pcg'Ti poder levar ao lugar cima, a en-
amputacaol Dellas lia tnuilasque havendo dei-| lroar ao Sr- Manool Pegado Corles, ou nesla
xado csses asylos de padecimeulos, para seno i pr3-n a Jouo Ja Cunha Magalhes, que ser re-
submetterem & essa operago doloroso foram conlPensado.
curadas Completamente, mediante o uso desse Fugio no.dia 7 de novembro do anno pro-
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na wmo Pasado o escravo Felippe.de nacao An-
enfusao de seu reconhecimento declararam es I* '. *e 't3ade 3 a 50 annos, com os signaes
tes resultados benficos diante do lord correge-1 s'',""'"l,s : llni l'"110 Ba')t0 J corpo, cor fula,
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti-1 C8la c:ir''0S-''da, olhos pequeos, cara larga, sem
carem sua lirmativa. Darba, falla fina e a voz sempre bsixa, bocea
Ninguem desesperara do eslsdo de aaude sa 'arga' e tiresse bastante confianca para ensaiar este re- PareccDdo ser muilo mancinho, porm muito
medio constantemente seguindo algum lempo o 'e,hnco e netliao a curador de emposluras, do
uientratato que necessitassea natureza do mal m corP> pomas um tanto finas, segundo o
cujo resultado seria prova rincontestavelmen te : mc?m corpo, cujo escravo de Amonio Son-
Que tudo cura.
O iiiiguenlo he til, mais particu-
lanueute nos seguintes casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cahega.
das costas.
dos membros.
L'nferniidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escalda las.
Inchages
Inflammaoao do fizado
Inflammago da bexga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
.Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos,
Pulmoi s.
Queimadelas.
Saina
Supuraces ptridas.
Tinha, cm qualquer par-
to que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulages.
Veias torcidas en noda-
das as pernas.
\endc-se este ungento no estabecimenio
gral de Londres n. 224, fStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do sal, lavana e Hespanha.
Ven Je-so a 800 rs., cada bocelinha contm
urna instrucgo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soura,
pharmaecutico, na ra da Crun. 22, em l'ei-
uambuco.
PotassadaRiissia
E CAL DE LISBOA.
No bem ronhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vendei
potassa da Hnssia e da do P>io de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgera em pedra : ludo X>or tecos muito
razoaveis.
-M,temen\7nmnfn,f^ltbe!P-Cim,('nt? 1,1C P"'^ no vos melhoramentos mitos acha-se conve-
Assignatur- de banhos trios para urna pessoa por mez.....10?00O
_ momos, de choque ou chuviscos por mez 15o000
Serips rip rartoes e banhos avulsos aos oreos annunciados.
Relogios.
Vonde-scem casa de Arkuright & C., ra da
Cruz, anuazem n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que pelo seu perfeito macliiuismo
pode-se usar com coberta ou sem ella.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro nglezes, de pa-
;ente : ro armazem de Augusto G. de Abreu,
na ra da Cadeia do Recite d. 36.
Espirito de \iuho com \\
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
uadas: na ra larga do Rosario n. 36
Lencos de labyrintho.
Grand; sortimenlo de lencos de l.ibvrinlho
chegadosaesta loja, de muilo bonitos desenhos,
quo por goslo se podem possuir, e por pregos
muilo baratos : na ra Nova n. 20. loja do
Vianna.
?iao se enganem, deYonte do gaz, no
bazar da ra do Imperador.
Balitas hamburguezus a 1 a arroba, corles de
casemira para eMga a 3:500, superior alelria a'
59 a cafes de arroba, queijos llamengos, os quaes
se vendem as tabernas a 2$800, porlgCOO cada
um, obras de ouro de 18 quilates, quas; sem fei-
(0, magrticas caixinhas de abruuhos com cerca
de 3 libras a 3} cada urna,
Vendem-se
queijos superiores a 2, manteiga ingleza a 1,
\. qualidade,cha do melhor que ha no mercado
a Z940 a libra, afeite doce francez a 800 rs. a
garrafa,passas a 500 rs. a libra, e manteiga fran-
cesa a 560 rs.,6 batatas a 00 rs. ; na Iravcssa das
Cruzes numero 6"
e' .' *:. -;> fl f! ':- fi> *? T> -" > -> -T-. T> > T .-x
i
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I

V:'

m
a
i
?* Estopa. #
Camisas inglezas.
iscaulos em latas,
t Em casa de Arkwiglit & C. ra da Cruz nu-
@ mero Gl.
Vende-se superior linha de algodao, trn-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de ScuthaU Mellor& C, ra do Torres
n. 38
= Veude-sc um terreno com 318 palmos de
frente, na ra Imperial desta cidade, lado da
sombra'e da mar pequea, dividlndo ou limi-
tando os fundos com esta, em extenso de mil e
tantos palmos, tem pois plena capacidad para
urna boa otaria, ou um sitio para cdificagfio de
diversas mas de casas : os pretendcnlcsdirijam-
se a ra da Concordia, loja do sobrado era obra,
que confronta com a entrada para a casa de de-
tengan.
Vendem-se pipas e barris novos de Lisboa :
no caes do Ramos n. 2, escriplorio de Prxedes1
da Silva Gusmo.
= Vende-se um bom e muito novo cavallu
para carro, assim como um carro do 4 rodas e
todos os arrotos : na ra do Qucimado, loja de
ferragens n ] I.
Grande sortimenlo.
43-Ra Direita'45
Os estragadores de calcado encontra-
ro neste estabelecimento, obra supe-
rior peles precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. O.S'OOO
.tos (lusttee bezerro)..... S.sOOq !
Borzeguins arranca tocos. 8$000
Ditos econmicos....... G.000
Sapotocs de bater (lustre). .yOOO
Senhora.
Borzeguins pritneiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5.^)00
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengofo).....4$500
Borzeguins paia meninas (Cor.
tosimos)..........400O
E um pe feito sortimenlo de toJo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, io, itas, sedas etc.
Vendem-se chapeos de oleados para pa-
Ji- gens a 3j> na loja de Nabuco & C. na ra &
Nova n. 2. I
= Vende-se urna casa nes Afogados, 110 prin-
cipio da ra de S. Miguel, a qual lem ctcellen-
les commodos para urna familia : queni a pre-
tender, dirija-so a ra Direita n 33, que adiar
com quem tratar.
ao pe do arco de Sanio
Antonio,
chegou um rico sortimenlo de fronhas de laby-
riniho e toalha.
Facas de cabo de marfini.
Riqnissimn sortimenlo de fa-as de cabo de
marliin de lodas as qualidades, para mesa e so-
bre-mesa, desde 0 mais fino al o mais baixo,
por precos muito baratos: na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Vende-sc urna escrava moca, crioula, de
idade de 18 anuos, bonita figura,"engomma bem
e coziuha o diario de urna casa ; na ra Direita
numero 3
Camas de ferro.
Crandesorlimcnlo de camas de ferro para urna
e duas pessoas, dos mais lindos modellos que
lem vino a este mercado, assim como lambem
ditas com lona para homens e meninos, por pro-
cos muito baratos : na ra Nova n. 20, loja do
Vianna.
Farelo a 6000.
Saceos grandes : na ra Nova n. 52.
SS7* Defronte da matriz da Boa Vista,n.86, ven-
dem-se e alugam-sc bichas de II.i ni burgo, por
menos do que em qualquer outra parte, amola-
se qualquer ferrara en la, tira-so e chumba-se
denles, sangra-se e faz-so ludo quanlo pertence
e arle de barbeiro.
Na ra do Trapiche n. 14, vende-se o cen-
lo de ceblas a 800 rs.
Para o carnaval.
Vendem-se casacas e sobrecasacas de panno
fino, proprias para o carnaval,pelo diminuto pre-
co de 2g, assim como grosdinaples de cores para
vestuarios a 1&200 o covado: na ra Nova o. 14.
f @@ mmm@m s
F.m casa de T.. A. Burle & C, roa da Cruz n.
18, ha sempre para vender um completo sorti-
menlo de ricos e excedentes pianos de lodos os
precos e qualiJadcs, oa qoaes sao di' muila (11-
rocoo pela sua boa construccao. Estes pianos
que foram premiados com a inedalha de primei-
ra classo na eiposico universal de lb. alem
de seren de 7 oitavas e 3cordas,sao de Jacaran-
da e chapeados de metal. As pessoas que preci-
saren] podem compra-Ios com 20 ou 30 UpO de
menos que em outra qualquer parle.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
Ra do Lhramculo i. 2,
loja de Caminlia Irmaos i C, lem venda groz
preto de lj700 e IjjuO, e muito superior por
2^000, chapeos prelos muilo finos a 8 e 9?, pa-
lelots blancos de linho por 4500, ditos de cores
a 3500, camisas de linho por 34$ nina duzia,
dilas de fuslao brancas e de cores a 29 a uu/.ia,
corles de vestido de seda escolhidosa 203, e ou-
tras muitas fazendas de bous e variados gostos ;
os mesmos receberam uliiniamente do Cear bi-
tiago Pereira da Coso, proprielario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Prela quem
o pegar ou disser onde de tutu est sera bem
recompensado.
Boa gratiGcagao.
Fugio do engenho Slonjope, no dia 9 do
crreme, o mulato Marcolioo, alio seco, de ps
dalos, cabellos caneados, alguraa buba, e cerca
de 20 annos do idade ; bolieiro, c nao meo
creado de servir. Quera o apprehender, leve o
ao referido engeuho Uonjope, sei generosamen-
te gratificado.
Alolcque Fgido.
lOO.sOOOdegraliicarao.
Roga-se aos capt5es .Je campos, e a toda e
qualquer autorklade a apptehenfao de um inole-
que de nome Mar.oel, ciionio, idade 1 -2 anuos
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cor-
rente anno, levando cal^a de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal sotrer
de asihma e a pouco esleve doente de Lexigas ;
desconfiase queesteja acollado por algum esper-
lalhao, que se queira oproveilar de sua pequea
idade para o scduzir, desde j protesta 'j niesmo
abaixo assignado de cahir sobre dito larapio com
todo o rigor da lei, e gratifica da mai.eira cima,
aqutlle que lhe der noticia certa, e paga toda
I despeza que se izer com o niesmo moleque para
se t.Tcctuar Jila aprelienso, liando ra Nova
n. 21. Francisco Jos Germano.
Fugio do engenho Santos Mendos da co-
man a de Na7areth, de LaurentinoGomes da Cu-
nta Pereira BelfrSo, no dia 23 de Janeiro prxi-
mo passado, urna escrava de nome J isepha, uuc
representa ler 30 annos de idaue, pouco mais ou
menos, cor fula, coi-polenta, testa empol la a
com cantos, maneira de principio de calva
[es grandes, peinas grossas, peitos grandes',
denles perfeitos, olhos vivos, olhar espantado,
fui comprada no Rocife aos Srs Gonveia & '
ha 5 annos, pouco mais ou menos, c estes com-
praram a um Sr. Trindade no Carrapalo ; sup-
poe-se estar acoutada. por isco iuem a a; 1' -
hender c levar no referido engenho, ou tiesta
praca aos Srs Manuel Ignacio de Oliveira .'. I -
Iho na praca do commercio, ou mesmo der 110-
lii-iacorla do lugui ond ella se acha, si; 1..
pensado.
50S0C0 de gralificacao.
Fugio no dia 30 de Janeiro Onda a escrava ca-
bra, do nome Josepha, idade 50 aunes, pouco
n ais ou menos, cuita da vista, talla de di utos,
altura regular, manqueja quando anda, portee
os tornozellos um pouco enchades, acabou de ser
tratado de frialdade que soflria ; esta escrava
consta que anda pela Boa-Visla, e com mais ve-
ra na ra du Colovello, onde presume-se que
esl all cm una casa acoutada : portanlo, roga-
se du novo os autoridades policiaes c pedestres a
captura da referida escrava, e leva la 1 sua se-
nhora na Soledade, estrada de Joao Fernandes
1. sio da casa cinzenla, que receber a gra-
tilic.T.ao cima.
Continua a estar fgido desde o me. de ou-
tubro do anuo prximo passado, o escravo Ma-
Iheus (que se intitula Malinas), de 1 Ango-
la, representa tor 50 annos de idade,'tem falta
de denles na frente e os dedos das maos foveiros;
este preto foi esnavo dos licrdeiros de .lo Lu-
cio Teixcira Cavalcanli, que teera nhiiia na Ite-
medio, e sendo levado praca por execncao
eos, rendas, ricos lencos do labyrintho, e tro-1 contra os mesmos, foi arrematado por Jaqnim
areco. da Silva Lopes em junho de 1859, e consta quo
o mesmo preto se acha em urna casa trabathan-
do occullo, pelo que protesta o anounciante usar
com lodo o rigor da lei contra quem tivi r ocoul-
to o seu escravo, c cobrar-lhe os dias do jet
roga-se, portanlo, a lodas as autorida
ctaes e capilaes de eampo a cap (ora do mencio-
nado preto. mandando lo va-lo .i padaria de An-
dr & Narciso, nos Cinco Ponas, d'onde se au-
senlou, ou a casa de seu senhor Joaquim da Sil-
va Lopes, na Iravessa da Madre de Dos, no lie-
cife n. 18, que gratificar generosamente.
Fugiodo engenho Inhaman no da 1 do
correte, um moleque crioulo, tfo nomo 'Jal .
reprsenla ter de idade 20 anno* pouco mais '
menos; baixo o grosso, muito pouca barba, ca-
ndas, que ludo se vende por diminuto pi
Calcado Barato.

Na ra da Cadeia do Rocife n. -!3, esquina da
Madre de Dos, vendem-se borzeguins de bezer-
ro para homem, de um ptimo fabricante de Pa-
rs, pelo barato preco de 8;000, sapatos rosos pa-
ra homem a 3.jii0,' 4*000 o 59500, borzeguins
para enancas a 3J c 30'JO, s?patos de tranca pa-
ra homem a Ir800, e sapatos de bezerro'para
homem a 4j500 ; na mesma casa tem sortimen-
lo de sapatos de borracha para homem, senhora
e meninos.
;(.-e,

da ultima moda.
::
gj Vendem-se bibis rpcentemenlc chepa- fe
U dos 'chapeos de senhora para passeio) : ^
^ no segundo andar do sobrado da esquina &>
^ da ra do Qucimado por cima da loja do S
^ Sr. Preguica, entrada pelo becco do Pei- ag
@ xe Frito n. 1. S
Attenco
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existem 40 parelhas, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nho do excellente carregamento ebe-
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdenles dirijam-sc ao trapiche da
companbia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Portas, de Flix da Cunha
Teixeira.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sompre no seu deposilo
da ra da Mceda n. 3 A, um grande sortimenlo
do tachas e moendas para engenho, do mullo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tralar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n. 44.
Vende-se una escrava mulata, de bonita
figura, de idade de 14 a 15 annos: a tratar na!
ra do Crespo n. 14, na loja de Simplicio Xavier
da Fonseca C
Vende-se mel para embarque : no ce: do
Ramos n. 6. ludido por alguraa pessoa quem o pegar diri-
Vendem-se ps grandes de sapotas, cm ja-seao Sr. Jos Francisco Carneiro na ra Nova
barris. propnos para embarque : na otaria do Sr n. 7 ou no engenho Inhaman, que ser bem- re-
Marcelino Jos Lopes, na ra do Mondego. 'compensado.
la, olhos pequeos e fundo, p. s apa-
lados, falla do denles na frcule, chapi 1 de
icouro, li vou alguraa raupa, juiga-se quo foi il-
Dos premios maores de 20$ da 29a lotera concedi-
da para a empreza lyrica desta corte, extrahida
em31 de Janeiro de 1800.
^S. PREMS. NS. PUIiMS. NS. PKE.MS.HS.
45 200? 1173 405 200 i 100? 2925
5 40 79 405 74 40J M
13-2 40ff 1202 40- 2207 too? 42
"4 40 21 40 18 200 53
80 100? 23 40 30 40 3025
230 40c 33 40 78 108 27
53 100 1348 1005 2328 200g 33
304 40 77 4005 61 1003 67
37 4,000 8J 200$ 78 200$ 3151
84 40$ 1110 40S )i 100$ 69
409 40 l I0| 2418 40$ 77
524 403 50 100 32 403 81
28 40 53 400;; 86 100 3211
57 100 (2 1005 88 100 40
65 40J 1529 100 91 40 76
08 1005 55 405 2501 40 9(J
611 100 83 ioyg 13 40$ 33:) 0
40 40 to;9 405 66 40 3413
66 400 80 100 639 100 61
70 40 92 1005 40 40 352
766 200 1758 409 27 2S 400 30
813 40 Ho 2 000 67 2005 53
927 40g 1822 40 2813 100; 95
too 40j i% 100 28 -1U0 36 i 2
9 405 93 200 3 i 1003 47
49 40 I9I> 40$ 40 40$ 3760
6i 405 57 4<>$ oa 1,090 78
i 12o 40 77 409 61 40 38 l
45 4o 9 100 91 40 51
PREJIS. NS. PKEMS. NS. PRE.MS NS. PBEMs-
40 38o0 1005 1067 M >- 5233 iOjJ
1,000,-} 3910 100? 75 403 52 100*
10 1022 1,000$ 79 200 56 100$
40 21 too 1710 40 78 1003
40 35 1,000; 22 40$ 5309 40
100 80 iOj 41 405 17 408
40 93 40 43 408 5448 40j
200j 96 200 - 58 40? 5528 40
400 4UJ 40| 82 405 53 1,000$
200$ 3 i 100; 83 1005 73 OO
1,0003 40 400$ 81 41* 81 40fi
0; 4219 100$ S8I 100 87 IOO31
100$ 40 40 15 100$ yo 40
1003 i 2 403 70 403 565 409
100 9j 400 93 200 44 100
10$ 1303 403 4923 40$ 47 40
200 37 40 S 100$ 51 40
Stic t 100 51 40 99 IOO9
200 69 40-3 56 200$ 5710 200
40 75 405 70 100$ 82 40
409 W2 100 88 40 83 40
20,000 31 40 5033 1003 90 200
405 39 1005 98 1003 5821 100
100 4501 1003 5103 1003 52 4 ti
40S 12 40 39 40$ 5926 400
40$ 33 40 77 100 65 10,000
20O 62 40 84 1005
1005 46 i 100 5201 too
403 64 100? 2 1009
---------


(8).
DIARIO DE PERNAMBDGO. SEGUNDA PETRA M DE FEVEREIRO DE f860.
L i Itera tura.
Mella e llanai. (')
H
Quando Crassus no din seguinlo despertou, fi-
eoa sorprendido do ver n caverna invadida jor
ds'umbranto claridade. Urna larga abertura,
mal fechad* por urna moila de plantas silvestres,
ilavn nceesso as lorenles de ar e de luz. I.an-
cou em torno de si un olliar de admirarlo.
A mella grua que Ihc parecer Uto triste, lo
I i, lo hmida no meio das Ircvrs, liaba agora
Utn aspecto phanlaslico. O chao eslava rohcrlo
de fina ar.i.i, cuja cor iigeiramenle dourada era
grata ajs ollios como a do artigo mormure de
i: numerase* atelactcs deixavan caliir da
a!i boda suas rrislalisaccs malisados, scinlillon-
los, miro as quaes brineavam lodas as cores do ar-
is. Relelos de ouro, purpura etoposio on-
dularan! sobre o leilo marinho era que O dester-
rado fruir algumas horas de repouso. Lcvan-
tou'-se e depnis de haver consagrado o sen pri-
pensamento aos tenses immoriaes, a os
Heconlieceu en|ko que a cabera e o pello es-
Iranhos eram agitados cor espasmos convulsi-
vos ; travoii-lho das mos, e afastou-lh'as vio-
lentamente da cara.
Os Indgenas dos grandes desertas da
America Septentrional.
[Conlinuacao do n. 19.)
XI.
O padre Junpero.Babia de S. Francisco.Alta
California.O por do sol no Ocano rarifico.
O Sacramento.Aores gigantescos -Os In-
dgenas A Sierra Nevada.Deselos do occi-
denteCaracteres singulares da Grande-Baria.
Una tradico indgena ofllrma que essa babia
era ao principio um lago de agua doce que foi
reunido ao mar por um terremoto. Desde a sua
descnborta S. Francisco leve fama de ser um dos
melhores portos do mundo; c egualmente afama-
do pela belleza pittoresca o ferlilidade dos paizes
limilropbes, pela sua suavidade c bondade de
scu clima. Sua posiejio geogrophico em frente
i"1' "* de sen pai, sen iranio c seus prenles, e I a As'a e na embocadura de dous grandes rios
a Diurlea ; depois de haver um instante chorado! 'Iue atravessam um paiz rico em ccreaes, em ga-
a sua patria ausente, a sua juvonlude volada sem \ {}oa em madeiras de ronslrucco as mosgigan-
a btala, o algudo e os leguiues, rtnn KntMuo
Unidos de um volume ordinario, na California to-
mam um phenomenal.
exlr
mos
lagos salgados. As mais uoleveis deltas ao :
o Bolsom de Mapiml, situado entre 7 e 29 lat.
N., e a grande Baeia que eslende-se era urna
O S. Joaquim e o Sacramento nascem nosduas planicie arenosa de 270,000 kilmetros quodra-
Iremtdades desse extenso valle, de queja le- dos, limitada ao sul por urna cordilheira de mon-
os fallado. Depois de receber mullos afluen- lanhas recentemente desooberlas e ainda nao
les, dos quaes alguns sao bellos riachos, tornam-
ac navegarais, junlam-se por mullos bracos
exploradas; i oeste pela Sierra Nevada ; ao
norte por urna ramiGcacc das Monlanhas Rocho-
d8 15 lat. N., e lancam-sc quasi logo depois na sase o Colombia ei lesle pelo cordilheira dos
baha de S. Francisco, passando por urna larga Ws-Satch e dos Timpanoeos. De lesle oesle
brecha aborta as montanhas da cosa.
O valle do S. Jeaquim tem perlo de 400 kil-
metros de exlens.no sobre 40 de largura. lado
oriental encostado Sierra Nevada 6 o mais bo-
nito ; regado por numerosas correnles de agua
que ferlilisim os baixos, galantemente sombrea-
dos por urna mullidio de carvalhos branros [quer-
rs longiglandtp) de einco seis metros de cir-
seu dimetro de cerca de 700 kilmetros ; sua
forma .pouco mais ou menos a de.um quadra-
do.sua altura cima do nivel do mar varia de
1,350 1,700 metros. Cercados por lodosos la-
dos de altas montanhas, seus lagos c rios ne-
nhuma commuuira;o visite! tecm com o Oca-
no Em parlo rido c pnuco habitado o aspecto
desse vasto paiz o de um deserto semeado
cumfcrencia sobre vinie Imita de nllura e por de numerosos oasis que poderiam abrigar popu-
grnndescycomoros(/)/nfnsoccta*n Joaquim nasce perlo do lago Tular, que est ao
..! A.. ..~ii., n.-. ........ _-:..:____.. -m __-._.
(raballio, ou de brui;os
Mo pheno-
sul do valle. Os seus principaes afT! nenies sao o
Rio de los Cosnmnes. o Rio de los Mokelumnes,
o Rio de los Towalumnes e o Rio de los Auxum-
nes. Esles nomes pela maior parle sao os das
tribus selvagens que Viviana as margena destes
rios e nulriam-se de bullas do carvalho bramo
les haviam percorrido na raspen, desdobrava-se parada do mar por nma cada de montadlas boi- A* col,"ns situadas junto o Sierra Nevada do,
como urna fila cor de pallia, entre a agua verde ". 1"" oforere para o centro una chanfradura !' ?. 1ue,cln Puc0' "Mea. dos altos prados
e os fraguedos musgosos que sobre ella se de- dc uni ou dous kilmetros de largura qu
brueavam Os venios, a chuva, baviam-lhe pro-1 a nica comniunicacaoda baha com ornar; a
fundamente recortado os pincaros porem de j 'ulul exteusSodesla bahia c de 93 kilmetros c sua
cada fonda, das mil asperezas da rocha, musgos i fi'cumferencia do 370 pelo menos, libas ejro-
avclliidadoa, Irepadeiras, cleniatilcs, frageis ar- c'>cdos dos quaes alguns sao mui elevados, sahern
hu-los, oslonlavam no meio de sua espossa folln I graciosamente da agua, accrescendo assim mu-
geni corollas azues o brancas, recreando a vista nicencia desse grandioso quadro.
ao aspecto das innumerarcis estrellas de suas A alia California eslende-se do sul norle des-
pyramides azuladas Em lodos estes ninhos de f' ^-" al^ i-0 'al- N. Sua largura, desde a Sier-
para o centro urna chanfradura "''L,'"'( *"e ,em Pouc.- "_
ilometros de largura que forma "d" ",os e boqueados do Texas, i sao de lodo
o valle a parle mais favoravel a agricultura. Os
arredoies do lago Tillar possuem urna bella flora
entre a qual dislinguc-se a viola Cryaanlha, a
Eschscholliia california! e a memtphila insig-
"iv. Manadas de alus, antlopes, zebras, alguna
ursos grisalhos e um sem numero de penis eou-
Iras aves galinceas,vivem no meio dos ricos pas-
verdura, sobre lanos ramos que balouoava a mais !a Nevada at o Ocano Pacifico de cerca de
tenue virac.no, centenares de passaiinios chilra- -^" kilmetros em sua parle meridional e de 270
ra gorgeavam, espanejando as azas. o sold
me o-dia entornara seus raios ardentes no seio
i -l i potica solidao ; por rima deste painel ai-
qiieava-se o co hespanhol de um pardo des-
molado, raiado de azul.
O moco Crassus volveu em Ionio de si por al-
guns momentos olhos assombrados. Sua alma
ca ailade emoi'oos e solTrimenlos, repousou por:
um pouco eulregando-se a um doce scismar. A'
idea que o destino o liavia arrancado aos snp-
plioios de lulliamini, ao horror das Gcmonias,!
para o conduzir a aquella retiro impregnado d
na septentrional, dando urna superficie de.......
I 5.000 kilomelros quadrados. Numerosos pe-
queos valles,agradaveise feriis eslendem-se das
praias do mar ao interior da provincia ecada um
possue urna missao. As montanhas da costa que
os separam uns dos oulros leem urna altura me-
da Je 70 metros.
Ao pensar-se que esse paiz tem de extensao
10 graos, c natural que se note a differenri dos
climas ; todava realmente ah nao ha nem inver-
n, nem vero, e os mezes correspondeni s es-
lao.s ou sao chuvosos ou seceos, porem nunca
ar, do luz.e do perfumes, nesse pequeo mundotem extremo. As chovas enmecam nos fins de
'neautado que se esconda na dobra de urna que-
bn i, robusteceu-lhe o animo e he inspirou al-
gii na fe no futuro. Encaminhou-se com pre-
;ao al a extremidade da balda,inlerrogou ao
l"i gh o mar, as ribas e as incommensuraveis pro-
lundnzaa do borisonle ; nenliunj rumor, nenlium
movimenlo, nem mesmo o reflexo argnteo de
urna vela Ihe rcvelou, se bemque o sol declinas
s j do sua car reir, a presenta de um ente hu-
'. Entjio animou-se a trepar o ciiuo dos al-
caniis, e alli, deitado asombra do urna Dgueira
selvagem, percorreu vidamente com os olhos o
1 nti culo que so lhe ollcrecia.
Era um plaino immeuso, arenoso, sem acci-
d iles b quasi sem cultura. Aqui e acola alguns
bises de arvores recorlavam no co os giihos
despidos de verdura; viam-se tumultuosamente
no borisonle grandes montanhas pardacenlas,
cu os pillearos escarpados o sol linga de cor d
ro-a, bem como as suas franjas pin Ionios e ras-
ga J;is pelas chinas, o mancebo contemplara
con nssombro esta paisagem. Em quo pensara
He ? que sonho grato ou amargo lhe enleava a
fenle ? Ai! reconstrua na imaginaco essa
campia do Roma, cujas grandiosas "proporcoes e
nei le esplendor nao ha cousa que'possa
rualar. Parecia-lhc
novembro para ressarem nos principios de maio ;
no tempo que decorre enlre estas duas pocas
passam-se os mais agradareis e mais bellos dias
do anuo. A secca no vero no geral moderada
por abundantes nevoas e orvalhos que ferlilisam
a lena ; lambeiu veem-se immensos campos in-
leiramcnte coberlos de rea inculta do que se nu-
Irem um sem numero de animaos bravios e do-
mesticados.
1 liante laclo e a Lilia Ue
productorese nao outracoisa e nao o
meno econmico.
Como pois conjurar todos esses males horro-
rosos que affligcm eangustiam loda a nossa po-
pularlo menos abastada, quiessao os mcios que
temos para isso, para enxugar as lagrimas tra-
le vin va a qual falla-lhe o pao do seu alimente,
o vestuario com que cobre sua nudez, o pao d
seus filhos, sua edueseo o scu futuro ?
Ouaes as medidas que podemos em pregar para
que se aparte de cima da cabera de nossa popu-
lado pobre, que vive de seu rabalho diario e
pouco rendoso, cora relacao caresta geral de
todos 03 objeclos de primeira necessidade, a-
quello fuluio angustiado ?
Tudo isto, como dissemos em o nosso primei-
ro ortigo, so troduzna palavra mgicaColoni-
sncoIndo isto se traduz no em prego de todos
os meios possiveis ao nosso alcance,
|orccidos pela nalureza que os Mormocs eslabe-! nergia, nossa dediraco civica ao paiz que no"
leceram sua residencia principal, como ve-lo-he-! deu o berro, para attr'ahir bracos cullur
mos no correr desta descripeo.
Conliniiar-se-ha)
Agricultura.
Colonisn<*iu>.
I
(Conclusao.)
Os cscravos que J aqui exisiiam, ou viudos dos
Os dous mais bellos valles da California sao o
los que cobrem as planicies.
O Sacramento nascc ao norte da alia Califor-
nia, as proximidades do norte Shatllon Tsalhl,
cujo cimoesbranquicado por eternas neves ele-
va-se 4.800 metros cima do nivel do mar. O
Sacramento dirige-so ao depois para o sul na
extensao de 400 kilmetros e, depois de receber
as aguas de diversos regatos, do rio dos Bulles,
do ri de las Plumas ou do F.ldnrado que desee
das regi5es aurferas, do rio do Urso e do rio de
los Americanos, que banha urna parle da Nova
Helvecia, junta-so ao S- Joaquim, como disse-
mos, o lanca-se na babia de S. Francisco. O rio
abunda em salmoes tao afamados pelo seu volu-
me como pelo sabor de sua carne. O valle do
Sacramento egualmente de urna ferlilidade pro-
digiosa. Arvores fructferas ah se achara em
quanlidade : o linho e o ranhamo tapetara os
campos ; os carvalhose pinheiros nestes lugares
lomam proporcoes verdaderamente fabulosas.
Ah se encontrara frequenleraeiile cedros bran-
COS (llxuya gigantea) de cincoenta metros do al-
lura e cyprestes (/a.rirfi'inii) chamados pelos .Me-
xicanos palo colorado, leudo dez melros de cir-
curaferencia e noventa de altura ; porto de Non-
lerey o palo colorado, que se poderia chamar
o re da vegelaoao
californiana, torna-se anda
de S. Joaquim c do Sacramento. Estes dous, ex- 1^wSS^ V* T",en,e 0cciden,al da Sict-
lensos e largos, s fazem um ; sao limitados
lesle pela Sierra Nevada, e oesle pelas monta-
nhas que estendera-se ao longo do Ocano. Do
alio dessas montanhas goza-se tarde do mais
bello espectculo que a creaco possa olTerecer
aos olhos do hornera. No occidente o sol pe-se
no adormecido Ocano, rugindn a immensidade
e espalliando um crepsculo de incendio sobre a
niovel onda. Nenlium vapor cobre a superficie
das ondas; nuvens brilhanles Iluminan) com
seus raios amarellados e avelludaqps as arcosas
praias. No oriente os cintos nivosos da Sierra
.Nevada colurem-sc insensivelmerile do furia-co-
res do orco iris,
o curso das trrenles
Este paiz possue lodosos elementos
necessarios para tornar a California urna das me-
lhores regies martimos do mundo.
Nada diremos das regios aurferas e do ouro
era p rolado pelas aguas das torrentes e dos
rios; ontros cscriplores j d'ellas leem fallado
bastaule. A prala, o mercurio, o ferro, o enxo-
fre eo asphallo lambem sao adiados em abun-
dancia em todo esse territorio privilegiado,
...jra do
nossas Ierras, ao augmento de nossa produeco
agrcola, e pois tambera do nosso commercio.'de
I nossas fabricas, de nossa renda.
No entretanto, ou por fitalidade que nos pese
horrorosamente sobre a cabeca do nosso bello
paiz, ou por incuria dos nossos governos c de
nossos homens pblicos, ou flnalmunte pela m
vonlade de alguns inimigos nossos, a nossa colo-
nisero vac coda vez se desacreditando mais na
Europa e encontrando difliculdades para se esta-
belecerc correr ligeira o naturalmente como nos
serloes africanos, ou filhos desses desgracaeos: Estados-Unidos, para as nossas praias hospita-
nascidos ja no nosso paiz. foram-se dizimando leiras.
pela morte que os ia colhendo em sua marcha! _Ja "o s o pequeo reino de Portugal que
inexoravel pelo mundo, c principalmente por oc- \ Pon obstculos a colonisacao sua, para o nosso
cosio da epidemia do cholera-motbus. P3z. embora nao nos venha de l a gente mais
Eo que comecou neste sentido a manifestar- propria para a cultura de nossos campos e, ao
se desde que trancados foram, como ja dissemos,' contrario, gente que principalmente tem por lim
os nossos portos para o trafico de africanos, con- dar-se 80 commercio ou arranjar-se de criados
liiia a ir-se dando sera parada e descanco, dos- J servir e empregar-se em alguui trabalho as
truindo toda a forca productiva de nosso trabalho ruM das nossas cidades maritimas ; a Prussia
concentrado nos braco lesera vos. acaba lambem do prohibir a emigraco de olle-
Nestes apuros, e vendo que o trabalho osera- tabes de seus Estados, para a nossa Ierra, os
vo, o nico que liiiharaos para a njssa agricultu- quaes sao sem duvida da melhor gente que nos
ra. va i desapparecendo de da para dia sem re- P*de vir agricultar os nossos campos.
medio que o possa obstar, devenios com todo o I Oual fosse a razo desse acto do governo d'a-
alfinco e firmeza, com loda a dedicaco c amor quelle paiz, nao o sabemos nos. Bem podo ser
do nosso paiz, de sua prosperidade e civilisarfio, 'I110 soja olla estranha ao descrdito em que pare-
levantar OS olhos para a colonisacao, encara-la c,l! 1"c lera sido e vaa a nossa colonisacao na
com toda a coragem precisa e conslrange-la por Europa. A Europa acha-se em ura estado anor-
lodos os meios possiveis a lirmar-se no II08S0 ma'- raJa na^So viga cheia de susto por suase-
mperio. I guranca, a marcha de cada urna das unirs, ar-
Sem isto que esl nos devores do nosso gover- ma-sedos ps al a cabeca, o cerlo a Prussia
no, em breve estaremos no abysrao horroroso da "na das que mais lera mostrado cuidados poj
pobreza, da miseria e do nada'. suas torcas e pela organisaco do seu exer-
Deos de cerlo nao fadou o Brasil para cumplir l'iu.
destino tao lamentavel o triste. Bem polo ser que vendo imminenle algum ca-
li laclisma europeu, prximo algum ataque violen-
Dada a deficiencia de bracos, como mostramos, >o e alterado da parte do imperio francez, nao
em o nosso primeiro artigo," para a nossa agri-, queira consentir que se despovoemlos seus cam-
cultura, grande ou pequea pela cessaco do ira- | pos e suas aldeas, temerosa de rer-SO sem urna
fico de esclavos Ah canos, dado o decrescimento fonle para prover-se de soldados, quaudo dizi-
de nosso planto de objeclos necessarios, cu di- mados sojam os seus qninhenlos mil homens pe-
rectamente ao nosso consummo.ou indirectainen ';,s baionetas e artlbaria do III Napoleao. Tudo
isto possivel, no entretanto nao nos podemos
furtar todava ao receio de que a verdadeira cau-
sa soja iinli a c nao aquella.
Emlim, urna nutra que soja, o fado que con-
iguaior. Parecia-lhc ver sua esquerda a ver-
dejanle montanha do Cuma, coroada de brancas lil's- ^s veillos do mar sibilam dorementc ou
-. assombrada de altivos pinheiros ; em fren- com ^Ul''' Msl* "as florestas de carvalhos e gi-
i o monta sacro, bono da liberdade romana e|gantoscos pinheiros; esses bellos filhos da trra
palacios ratados de ouro ; Collalia que lia-
bitava a casta Lucrecia, Cabas, cujas ruinas de
nore resplandecan! ao clarao do poente ; e
sua direita a grande forma quadrangulor do
niniile Albano, onde Irinla povos foram adorar
Jpiter, protector do Lalium. As extensas linhas
dos moi,les Sabino o Scrates, os rulces etrus-
cos furmovam o fundo destas vastas perspectivas,
e i Anio e o libro realcavam-lhe o brilho, des-
ercrendo as suas sinuosidades pelo meio dolas,
ci "> bordados de prala.
A dcima hora do dia passra, quanJo Crassus
tUltl'U .'l
l|-0
que lhe deixra Diocles, > deseen praia Scis-
nava Reguiudo boira d'agua, no dia seguinle ao
le pela Iroca por productos de outrus paizes,
Uado o recelo que devenios ler, e bem grande c
profundo, como tambera mostramos naqnellc
artigo, de que o nosso grande e soberbo paiz rae
caminho da pobreza e da miseria, em vez ao con- traria tal pioliibeao a viuda de colonos d'ahi pa
lrario.de marchar para a prosperidade c a riquo- f3 c, e que ella um obstculo de mais nossa
za a que Deus, cerlo o destinara em seus altos o j ,ai> tarda c morosa colonisacao.
incomprehensiveis decretos. Queos nossos governos, e agora o gabinete ac-
Dados todos esses fados que nos devem encher ,ua'i que o que se acha frente da gerencia
de angustia e de terror pelo nosso futuro e de Jos nossos negocios o responsavel por todo o
I nossos irmaos, devenios, como j dissemos, egual- qualquer deleixo e descado que possa contra-
l'P* mente naquelle outro artigo cncaTar com verda- riara nossa prospera marcha, olhem para esses
,M frezados pelo ouro, cuja exploracao ; dcira coragem cvica os meios necessarios par factos todos e procurem por tolos os meioslici-
m i nos,a "t ^ enrl W InrfLnni. '"i c^ut^i i de nossa patria, e ernpregar com a maior energa far niente de um poder soboroso, procedimenlo
\>u*.' ,. !v "as dn Lnllton ,la on]Poe Pbres m- i c dedicaco ao nosso bello imperio lodas as me- que ser sempre um crime para o nosso pal
Grandes linhos negros indicom f"rl" J. .' |ue se lanram nos dous M^5;.t.I-t^28' -a ",l.e"'*,,",e c paternal pnra as n0ssas ferlilissimas Ierrassempre com algurna recompensa ao governo prussiono por
n-,Z i i,0,-" a- n,ISSI.onarios.- !-" or- nonra, verdade para as nossas leis, as leis da lo bello arto pralicado para comnosco, como li-
es- d irf.i..oH,. i..lls e com respeto para com zora ha pouco com Portugal a respeilo de seus
jualquer que soja a sua cor, I vinhos, enfraquecendoo commercio qnetinhamos
qualquer que seja sua patria de nascimenlo. com oulros imporind jres dossa niercadoria.
Nem pederemos pilr por um momento em du- Convm, senhores do governo, que cfludes
vida aquellas nossas assercoos, por mais que se- seriamente a colonisacao, se queris fazer a pros-
ellas sombras c tristes para o nosso paiz, i peridade e felicidade da vbssa patria, e gauhar
com bravura supporlam o lerrivcl choque dos
Austros sem se parlirem ; seus ramos enverga-
dos polo Breas, gemendo lomam sua primitiva
posieo. Vozcs melanclicas suspirara no co ei.
nos bosques; assemelham-se s lnguidas quei- ,cullura e mesmo da vida pastoral ; a estupidez
xas de una virgem moribunda e da qual um : l'!,recia s^-r seu carcter dislmclivo ; presente-
grande amor vida apodera-se durante os mo- \ "' e halllam cm cabanas em forma de col-
-------_.------. -- ~~ nuiiii, c vcru.iue tara as nossas icis, as l
es. doceis e industriosos, anda que : hiimanidade e de Deus e com respeto para
ossem do urna intelligencia inferior dos ou- nosso semelhanlo qualquer que soja a sua
tros Indgenas da America Septentrional. Culii-
vavam os campos, a vinha e linham mui bellos
pomares. Antes da chegada dos Jesutas, esla-
vim em complela ignorancia das arles, da agri-
inonlos que precedem sua agonfa,
reem-se os fogos avermelhados dos
los indgenas e ouvem-se os cantos montonos
dos sehagens ; rslescanlos repelidos pelos echos,
resoam como os assulos de um furaco no cimo
ln icol, a "forae comee va a alor- das montanhas e perdem-sc no espado. Alguns
Illbrou-Se d'' ir buscar as provsoes Pasamua mocosos s^hcm da herva liumida C vol-
teiam as trovas dando gritos queixosos. As som-
bras, a note, o orvalho e o tepor embalsamado
i] ssa jornada que passra "lio rpida no aborre- da almosphera embriagara os nossos sentidos.
cimento e troperos de lodo o genero que lhe ia 1.ulla essa P"s'a clheria de urna sublime harmo-
<>i ^inar o s"ii islamento, quandu estacou do re-; "ia "rrebala, transporta o espirito regioes in-
perile, e licou mudo de assombrb. Lu bomem
eslava de p entrada do dusflladeiro para onde
scriplo se enesminhava.
) seu trago era o dos pastores do paiz, isto ,
ura chapeo de palha das abas largas, um gibio
de burel muio largo, aperlado por um cordo de
l em roda da cintura, e sandalias de madeita.
n desconhecido encostar-se quebrada, com
nns alforgea perlo de si, lendo ainda a exlremi-
cognilas, luminosas, onde o ser rez do seio de
urna esphera de delicias, de alegras e sanios x-
tasis. Cada ola dessa meloda da nalureza im-
pressiona vivamente e vibra magnficamente na
alma corno as subliires sonatas de Beethoven ou
as planicies mc'os' andam pela maior parle ns, ainda la-
i aca-.-ipamen- vr,1n' a ,erra. porm tiram prnnoalmente seu
alimento das bololas e dos producios da caca ou
pesca.
A Sierra Nevada de que fallamos precedenle-
mente, faz parle da grande cordilheira de mor-
lanhas que, sob diversos nomes, do alturas desi-
guaes, porm >n unm illreccao consiarfte, esten-
ue-se desde a Sierra de S. Bornardino al a Ame-
rica Russa, s otrerecendo as aberturas por onde
o Colombia e o Fraser lancam-se no uccano.
Esla cordilheira nolavel por sua exlensao. son
parallelo com as costas do mar, elevaco de suas
nome e gloria para vossas pessoos.
111
Em os nossos primeiros arligos j mostramos
que ires instrumentos sao necessarios ao nosso
P9iz para que elle possa produzr econmica-
mente, que nos nao nos oceupariamos em nossos
montanhas, das quaes algumas ultropassam os | que todava lenha deixado o nosso piiz
jam
por mais que nos assuslem ellas sobre o nosso
futuro, a nossa prosperjdado e a nossa civilisa-
eo.
E sabido por todosnem ha un s Brasileiro
que o ignore, que a nossa producido agrcola
vae em marcha descendente e que diminue por
toda a parle cm o nosso imperio. E quando nao escrtptos, com a epgrophe cima senu de ura
fosse direclamenteesse fado observado, bastara delleso trabalho,que estse Iraduzia na exis-
que se attendesso para a dilferenea q>io se im tencia de bracos trabalhadores, que estes entre
dado entra n boom iA(ioriai;;io o a nossa impor- nos, at corlo lempo somonte esrravos, iarn con-
taco, para termos como cerlo aquello decresci- linuamenle se dimmuindo j porque nossos por-
rnenlo de produeco nacional. los foram (raneados ao trauco de Africanos, j
Nem se diga que islo pode nao prnvar cousa al- porque os que aqui exisiiam no nosso paiz, ao
goma, porque podem os paizes que fazem o com- pela forca das cousas desapparecendo.
mercio comnosco ter augmentado muito sua1 J mostramos por oulro lado, em aquellos mes-
producQio, e pois sua importacao entre nos, sem ; mos arligos, que devoramos tratar da coloniss-
mais altos cumes dos montes rochosos e por seus
picos volcnicos. Pela maior parte esles picos,
solados como pyramides. esto collocados sobre
as tocantes lagrimas do Bellin. No meio desses 'inmensas planuras cuberas de florestas magrii-
concerlos divinos, caprichosamente modulados
nos deserlos, o hornera reconhece a mageslade,
o poder e a grandeza de Deus c a alma entorne-
de aug-
mentara sua propria produeco. urna objec-
co especiosa, porm fcil do ser laucada por ier-
ra e quebrada como um pouco de vidro.
Fura possivel, mas nao crivel, que os paizes
dnde do baslo preso ao n que separara os dous: c'<*a- maravilhada, eleva-se at o Eterno ao con-
sarcos. \ templar as suas mais admiraveis obras.
Crassus observou ura instante o estranho. cuia l'iucos sao os paizes dolados de ura co lo
bello, de um ar lo puro, de um clima lo ame-
no como a alta California. E' a Italia do novo
mondo ; as macieiras, as pereiras, ss amexeiras,
as flgueiras, as laraugeiras, os peceguciros, as
ira in-tante o estranho, coja
lo o obrigavo a Iralar como inimigo : ar-
mou-se logo de seu punhal, e encaminhou-se ao
s o encontr.
0 ppgureiro esconden o resto entre as m&os.
Quem s tu '.' perguntou-lho o desterrado.
1 sia pergunla nao obteve resposta alguma.
Oiiem s lu ? repeli Crassus.
O mesmo silencio da parle do desconhecido.
Sers por ventura suido? s mudo, mes*,
he ? ou pretendes esgolai-me a paciencia ? ''''andono das antigs missoes, pouco resta des-
( ro saber quem tu s ? las arvores f.-ucliferasque tinham sido plantadas
E como o pastor persistiese no seu mutismo,
i rassus agarrou-o pelo hombro e sacudio-o coro
forca.
Ocas, que elevom-se nos frias regioes das neves eslrangeiros auguienlassem em lo
cao com toda a forca de coragem e energa, que
exigiam nossa qualidade de filhos do paiz, e os
deveres que a pratica nos impOe.
Pedamos ao governo, e em geral aos nossos
governos, que olhassem para ella com aquello
eternas 4,000 e mesmo 5,605 metros cima do
nivel do mar. A Sierra Nevada exerce sobre o
solo, clima e produeces da alta California urna
influencia cerla.' Afaslada 200 kilmetros da
costa, esta gigantesca muralha recebe os Callidos
ventos carregados de vapores, que assulain do
Ocano, descarregam-se em chuva ou nev so- l a observaco directa do fado, de
bre a parte occidental da cordilheira e deixom ; fallamos.
vertente opposla a secca e os ventos glaciaes.
lo desproporcioualmcnie, a sua produeco com
relacao nossa, que se nofasse a differenca que
se ola e se d da exportaco e da importaco
enlre nos.
Emfim, isto mesmo, quando nada provasse,
nem nos de tal argumento precisramos, ah cs-
que cima
punco lempo, I devolamento patrio que o materia exige, e que
romeiras crescem (arito como as palraeiras, as Tamben, v-se na mesma poca, na mesma lali-
oliveiras, asbananeiras, o cacao e a caima de as-
sucar. O oleo da oliveira da California asseme-
Iha-se oo da Andalousia e o viriho poderia ser
comparado com o das Canarias ; porm desde o
Por engao sahirom no n. 40 as duas oulras
partes arles da prsenle.
Os Redactores.
FOLIISETUI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAWBUCO-
A CARTEIR4.
era toda a superficie do solo pelos jesutas. Em
S. Boavenlura e na missao de S. Luiz Obisbo
:i.jn lat. N.l, oinda veem-se oliveiras cujos, fruc-
los em tamanho c qualidade, excedem todos os
da hacia banhada pelo Mediterrneo. As pro-
dueces do sul dilferem das do centro e do norte.
As uvas, os azeilonos, o milho, o trigo, o fumo.
lude e na mesraa altura, suavidade do clima, fer-
lilidade, riqueza do solo, o vero, emfim, reina
18 DE FEVEREIRO DE 1860.
RafII v VISTA D'OLHOS SOBKF. U ESTADO GKftAI. 1)0
V' i.nwro aos ELHORAXEXTOS moivm.s B HATE-
HIAES.KECES3IDAUES PUBLICAS. TENDENCIAS
PARA O MOVIMENTO PUOOHF.SSIVO DA INIUSTUIA.
IfiTERESSES DI PRIMEIRA ORSEM PARA A SOf.lE-
DADB BRAS1LE1RA.A HARMONA Ql E OS PRENDE.
I
Esludos especiaos sobre a nossa historia Con-
sideraedes relativamente ao modo de escre-
vl-'a!
Acpigraphe com que hoje abrimos osle folhe-
tim bastante por s s para indicar que vamos
entrar d'uma nova serie de Irabalhos, que nao
ho de parecer desagradaveis ou deslituidos de
importancia maioria dos nossos leitores.
Por mais de una vez a nrssa missao de es-
criplor-folhelinislj nos lera levado quasi impe-
riosamente para o campo das apreciacoes criti-
cas, em materias de puro inleresse Iliterario ou
sricnliflco. Chegado a esse ponto que intermi-
navid, e que sempre franquea um espaco imraen-
s > ao espirito, quando o percorre desprevenido e
alenlo, ou nos devemos laucar na invcsligaco
vaga de principios e do theorias que sao mais'do
exclusivo dominio da escola e do collegio ; ou
havemos do circumsrrever-nos esphera de
nossa propria aclividade, examinando de prefe-
rencia o que se passa em nosso paiz, sob o sim-
ples aspecto do seu desenvolvimenlo iutcllec-
lual.
Oo primeiro modo, salisfazemos, por cerlo,
urna necessidade que nimios ho de comprchen-
der plenamente, se icfleciircm que o movmen-
lo progressivo deste sceulo nao exclue nem se
oppoo ao exame das quesloes d'arle, ligadas por
sua natureza com os inleresses nioracs o oinda
com os nielhorameiitos nialerioes da sociedade.
Entretanto, esse plano, summaraenle dfficil se o
houverem de eonceber cm toda a sin extensao,
vera a parar nfallivelmenle no terreno da ana-
lyse c das prescrpeoes didcticas. Ah, nem to-
rios fazem justioi o i folhetinlsta, echrismam-n'o
de antiquario, porque elle nao quer scrinnova-
Ahi esto ainda os procos allissimos de nossos
cereaes o em geral de toda a nossa aliraentaco
para provar aquelle facto. Nem se poder ainda
objedar que isto nada prova a nosero augmen-
dc um lado, emquanto que a estenlidade, o fro toJde pop'ulncao consumidora e nao outra cousa.
e o invern aclnam mais ou menos vigorosa- _nioH. ,, urna le ec
mcnle na vertente opposla destes colossos da
nalureza, cuja sublime belleza lalvez nica
no nosso globo.
Entre a Sierra Nevada oesle e as Montanhas
Rochosasj leste e desde 25 lat. N. al o Colom-
bia se acha urna serie de bacas interiores de um
carcter inleiraroenle particular no que os rise
as correntes d'agua nao do saluda para o mar,
porm perdem-se as aras da planicie ou nos
dor. E' urna situaco critica, e o escriplor pu-
blico mais cedo'ou mais lardo ve-se obri-
gado a abandonar esse caminho para seguir
outro.
Adstringindo-nos 4 i segundo methodo, -nos
forcoso trazer para a imprensa c que francamente
pensamos sobre o oslado das ledras em o nosso
paiz ; e, por mais que nos esforcemos cm de-
monstrar a nossa boa f e as nossos boas inlen-
coosA semclhanle respeilo, nao deixamos de
veigar sob o peso de militares de juizos, que es-
to bem longe de ser imparciaes e consciencio-
sos. A pnsico, se nao mais acabrunhadora,
lem um poco de vilenla para o traballiador
infatigarel, que d'alguma sorte cumprc lam-
bem um dever, meditando sobre a successao dos
fados que se llie poem dianledos olhos.
Huje nao abjuramos de todo esses modos de
proceder em nossa vida, como escriplor o como
folhetinisla ; mas, dando lugar a oulros consi-
deracoosde maior vulto, por isso que se pren-
dera mais imrnediatamenlo s uecessidades gc-
raes da nossa trra, s condices de sna prospe- versas phases por que vai passandoo nc>sso pa ii;
rulado, aos inleresses de sua propria elevaco, e nao Reara ura lugar menos honroso, nessa der-
abrimos espaco, por isso mesmo, ideas mais
vostas, mais proficuas e, por ventura, mais ere-
doras do exame e da atleoco publica.
O quadro completo cm "que se desaubam as
creveraos. Tracando-nos um plano deslo ordem,
fallamos, sem duvida, ntelligencia e ao cora-
co de lodos : asslm enlrelemo-nos lodo* mu-
luamenle em objeclos que nos interessam de
mui perto : collocarao-nos todos nos na posieo
de expedadores, e as apreciacoes ser-nos-ho
communs nessa unidade ininlerrompida de peu-
saraentos para um s poni, para o mesmo fia.
Aos olhos do brasileiro, que ve no csladdVena
marcha do seu paiz a primeira de suas aspira-
ces, o mais elevado de seus inleresses, esse
nosso proposito, que o de todos, nao ha de per-
manecer desapercebido, nem deve parecer inop-
porluno. Os homens, que, pertencendo oulras
regies do globo, vivem comnosco cm perfeila
harmona e senlara-se comnosco mesa coni-
mum, para parlicparem dos mesmos Irabalhos c
dos mesmos gosos sociaes, nada perdern cora
essa nova serie de arligos, que ho de constituir,
por alguns momentos, a malcra deste folhttim.
Empcnhado nesle sentido, percorreremos, unvi
por urna, al onde nos fr dado chegar, as di-
feigescaractersticas de um povo ou de una
naco qualquer, e em que so reflecte o estado
real le urna sociedade, j bem organisada e
constituida, c deve ser constantemente um
dos objeclos mais dignos da observaco do joma-
lista.
Se o homem que sa acha incumbido dessa mis-
sao e desse grave sacerdocio de fallar socieda-
de por meio da imprensa, traz para ah oque
lhe parece conveniente c justo, quanlo apre-
ciado do seu proprio paiz, j moral, j material-
mente considerado, parece que a uingucm as-
sisle odircilo de cslorvar-lhe o camiuho ; por-
que, cm ultimo resollado, elle nao far mais do
que ir do accordo com a opinio publica e ou-
vr-lhe osconselhos e adnioeslacocs de rigurosa
imparcialidad!'.
Tal o nosso filo, ao eslrearmos neste plano
urna vez concebido ; e os desejos que nutrimos
de concorrer, por nossa parle, para o que se nos
augura de suprema rantagem em relacao ao Esta-
do, que perlencemos, nao ho de encontrar pro
vavelmcnte contradictores nem inimigos na pha-
lange sempre dislinda dos nossos leitores.
Urna rpida vista de olhos sobre as cousas que
nos dizern respeilo, sobre os nossos melhora-
nienlos de todo o genero, sobre as varias ueces-
sidades que experimentamos era nosso virar,
como membros de um grande coi po social, e ain-
da sobro o movimerito de nossa industria, e as
condices provaves ou certas de nossa constan-
te prosperidade; nao pode ser um Ihema escusa-
do, era deve passar, como simples divagacao de
jornalista, pelo espirito daquelles, paro quem es-
rota que nos havemos fixado.ao que mais direc-
tamente da nossa provincia. A allem;o se de-
morar, como convm, no esludo minucioso dos
mclhoramenlos que o Brasil, em geral, e parti-
cularmente Pernambuco, esto reclamando ain-
da lodos os das :examinal-os-hemos cada ura
de per si, chamando cm nosso apoio o pensar
aulorisado e prudente dos homens prcticos. A'
respeilo dos raelboramcnlos j existentes, c que
tanto concorrera para o nosso "
felicidade de lodos os bra
mos a nossa palavra, o nosso voto de humilde
egualmente procurassem destruir os obstculos
i que a cada dia se levantara do oulro lado do At-
lntico contra a colonisacao do nosso imperio.
Devenios agora, antes "de tratar da colonisa-
; rjo, propriamenle dita, de seus diversos sysle-
' mas, da esculla que deve ser feita de cada" um
delles, conforme o podem nossas circunstancias
Iactuaes e nossa posieo social, examinar algu-
i mas quesloes que julgamos prejudicio es, na ph'ra-
se acadmica, e sem cuja soluco pouco poderia-
mos alcanrar no exame da malcra emsi, em seu
valor entrinseco.
Um fado se manifiesta nossa intelligencia,
porque e urna le economn-a, que.quan- logo a primeira vista, e que nos parece de sum-
do a procura de objeclo de consumo maior, ella : na importancia, a substituico do trabalho es-
uxcila tambera a que so augmenle os productos, erara, pelo trabalho livre. Nem se diga que
correndo para ah o capital e o trabalho, por rau-leste um fado de pouco ou nenhum alcance para
sa dos procos que necossariamenle sao altos era o nosso lim. porque cousa boje muito sabida
virlude da mesma procura. | por lodo o mundo. a supremaca do trabalho
Se, embora baja a maior procura, se embora i livre sobre o trabalho escravo.
sejam maiores os prerosdos objeclos procurados, Ser assiin para os homens da scencia, para
elles se nao augmentara, pela produeco em
os cultivadores da economii poltica, mas nao o
primeiro lugar daqnellas que mais de perto cn-
lenderem com a moralidade publica, isto c, com
maior escala, evidente que a causa de seme- certa mente para a maioria da populaco do
que derivan) de fonlo mais alia e se cncami- urna verdadeira organisarao poltica e social O
nham para fins de superior ulilidade, virSo pri-]espirito perscrutador e philosophico entra enlo
moro que todos; c na successao immediata de no exame aprofundado, que lhe deve trazer em
urnas a oulras quesloes, oceupar-nos-hemos em resultado o mais seguro conhecimenlo sobre os
coslumcs, a ndole e as ideas dominantes d'esse
povo ou d'essa naco ; e assim -lhe permitalo,
nao s avallar ao cerlo o carcter primitivo d'es-
se mesmo povo, senao lambem o aceo elTicazde
elementos um pouco estranhos, quenaluralmen-
le deveriam influir em sua marcha para o ponto
que \\\i> est reservado.
Por isto vemos nos que, se se quer estudar a
historia, procodendo com eslo melhodo de per-
feito exame, ebega-se a ir procurare comprehen-
der a primeira palavra, com que se iniciara, na
carreira de seu destino, aquella familia que de-
pois vcio a ser urna naoo e que se constituir
indopendente, com suas leis, com sua adminis-
trarn, c com suas institui(es proprias. Chega-
se, alm disso, a ir consultar na sua fonle primi-
liva as legendas e as (radicos populares, que
marcam para (oda a historia particular o seo pe-
riodo fabuloso, tahoz mesmo poticoe frtil em
i crencas de infancia ; nao por que a historia de-
va consignar sem escrpulo essas mesmas tradi-
mas sincera opinio ; e, quanlo s necessidades i ceria ser compichendida e estudada, nao s na
de mais inconlestael urgencia, quer para o I successao inmediata dos aconlccimenlos que a
idianlamenlo moral do paiz, quer para oseo ma- estabelecem, como igualmonlo na aprecia;? o si-
lenal incremento, diremos ainda, com toda a [ multanea dos grandes principios polticos e mo-
franquez?, o que nos acouselharem aquellos que raes,que ella esl pateiileando em lodo oseuqua-
t
os inleresses mais eminentemente raoraes.
1
L'rn objeclo ha para nos de principal importan-
cia, quando laucrnosos olhos sobro o nosso paiz
o o percorremos cm sua vida complela, organisa-
do sociw e politicamente : a sua historia, a
nossa propria historia, em lodas as phases que
havemos alravessado at boje.
Encarando este ponto, fcil dc ver que j par-
timos, pora consideral-'o, do facto primordial c
anterior a lodos:do estabelecimenlo da nossa
sociedade civil e poltica, ao qual se vo pren-
der todos os oulros fados de seu posterior dosen
volvimcnlo e progresso.
O Brasil, constituido como se acha, tem urna
existencia propriamenle sua, que, principiando
infantil sob o dominio de oulros povos, o sob a
inlluenci.i de oulras condices, vcio a desenliar-
se mais lardo varonil c atliletica, em todo o vigor
da edade rofleclida e madura. j ces e legendas de urna remolssiraa dada, que
Os primeiros passos impressos por elle na sen- a transformaran! em chrouica mentirosa ou sita-
da, que a Providencia lhe destinara, fazem ver, j peila, mas por que historia pode, abrir-se-lhe
atravez de embarazos mui naturaes o faciMimos de I um horizonte mais livre cora essa mesma noticia
comprehender, o papel que elle vria desenipe-1 das primeiras impresses na vida nteira dos po-
uhar depois, na poca de seu crescinionto e de vus
sua elevaco. A nos, que ja vencemos tres sceulos do exis-
rte do ca-
dcsenvol-
de sobre os
por coriseguintc da civilisacao em geral ; more- hombros o veslurio emprestado do colonos, e que
iiomeus pracucos. a sua eiciacau.' A nos, que ja vencemos tres seculos
s j existentes, e que A historia, pois, d'eslc paiz, que lautas propor-; tencia, e que estarnos com grande par
isso bom-eslar, para a ces physicas reservara provavelmenlo para ser1 minho Irilhado para o nosso completo
siloros, pronunciare- um dos'mais famosos emporios da industria, e I vintenio ; a nos, que ja sacudimos di
yeem mais do que nos, e que nos ho de toad
jurar com os ampios thesouros de sua Ilustrada
experiencia.
A questo da educaco, j scientifica e litlera-
ria, e j puramente industrial, vira lambem por
sua vez nessas rpidas observaces, que nos
havemos compromeltido ; mas nasse (erreno da
educaco diligenciaremos aprescntal-a em seu
carcter e em suas proporcoes adequadas s cir-
cumslancias, que nos sao peculiares, e situaco
em que ros achames. As necessidades da nossa
industriarepelimol-o-hemos sempre sao as
necessidades da nossa vida social; e tratar es-
pecialmente de um elemento lo imporlanlo pa-
ra nos todos, e das condices que se Ihc devem
annexar a lodo lempo, oll'ra de que v odiante,
nao o mesmo que laucar ao meio de urna
grande, populac.au laboriosa e frvida, um enxa-
mc de doutrinas vasas de sentido, ou supera-
bundantes de veneno e recheodos de fe!. As-
sumptos de mxima transcendencia, come sao os
dro.
A narraco dos fados, ligados entre si pelos
vnculos de urna directa Oliac&o e dependencia,
nao conslilue, em parto alguma do mundo, a his-
toria do um povo. Essa nianifesla-se com suas
feices particulares e proprias, nao j somenle
pelo encadeamento das pocas urnas s oulras,
mas oinda mais pelo exame philosophico, pela
analyse critica das ideas, que essas mesmas po-
cas e e.sscs mesmos fados tendea] a reproduzir.
Estudar o historia de um povo por lano,
estudar-lhe os impulsos, os movimentos, as di-
es adornamos com as galas preciosas da civili-
saco ; -nos impossivel descorihecer que no es-
ludo de nossa historia devenios partir desse pon-
i remoto, onalvsar minuciosamente os fados
reacs, aeparal'-os das Marraces equivocas, apre-
cial-'os luz da critica philosophica. examinal-os
em suris phases distiuctas, percorrel-'os com lu-
cidez e desprevenidamente, sondal-'os em suas
bases e em suasiufiucnciasnaturaes e legitimas.
Tem-se, cnlrelanlo, cstudado sempre deste mo-
do nao s a historia de todo o paiz, como a par-
ticular de cada urna das provincias em que elle
se acba dividido ? Tem-se procurado, i o outro
lado, escrever a nossa historia geral e a particular
de cada urna das localidades, medanle essas clau-
sulas de perfeiti exame? Fazendo juslica aos
homens, que enlre nos se ho encarregado dessa
paiz, onde por verdura ainda credas exiilcm
contrarias aquella opinio econmica e que alias
podem ser destruidas pela discusso calma, cla-
ra e ao alcance do todos os espirito.
Antes porm de examinadnos a questo econo-
mu'a d'HBfa supremaca, nao donaremos deaf-
firmar qnWnesmo em oulros pontos de vista, era
pontos nao econmicos, melhoramos de posieo
social pola substituico. Nem se v ahi icredi-
tar pela jalavra snbslinaco que a escravalura
entre nos j foabold a dofin'iivaraenle.ou pelme
nos, o que mais cerlo. acreditar que avancemos
um absurdo, porque ella a escravido 'ainda
ah est de p plantando as nossas sementes.
Pela palavrasubstituico nos referimos
abolico parcial, pela Cessaco do trafico de cscra-
vos, Irazidos da costa d'Africa e pelo facto da co-
lonisacao admillda.
Pora do poni de visla econmico mesmo, di-
zioraos nos, raelhoromos de posieo. E' a razo,
que o elemento escravo em um paiz qualquer'
um cancro horroroso conlra a mora'idade, os
boas cosluraes e a civlisaco. Nem ninguera
ignora tambera que germens de insurreices, en-
cerra esse elemento subversivo da ordem e da
tranquilidade publica.
Boma, a velha e grandiosa patria da civlisa-
co antga, desde que leve suas Ierras e pracas
publicas innundadas de cscravos, viudos de lo-
das as parles por onde levara a sua lauca con-
quistadora, vio-se presa de perturbarles conti-
nuas, de desordens immensas e innundada de
rios de sangue.
A escravido all, inimiga de saus senhores,
como em toda parle, aspirando, como sempre,
por quebrar os ferros que lhe rouxeavam os pul-
sos, fcilmente fez-se instrumento passivo de
ambiedes e rivalidades de generaos romanos, e
levou muitas vezes o ferro e o fogo cidade do
Capitolio !
Mario, o grande plebeu de Roma, querendo
destruir o parlidr de seu rival e inimigo o dic-
tador Scvlla,revoltou-a edella lancou mo,pa-
ra ungir de sariaue os cadeiros de mrfim do se-
nado, daquella assembla de Reis, como dissera
um ombaixador esirangeiro.e ensanguenlar o Fo-
rtn e as ras de Roma.
Por si mesmos muilas vezes se levinlaram el-
les, aquellos escravos, em diversas partes do
imperio romano, e perturbaran! a tranquilidade
publica, devastando e incendiando as cidades e
os campos, violentando e violando matronas e
donzollas, e roubando c matando seus proprlos
senhores I
Melhoramos pois por esse lado com a cessaco
do trafico de escravos.
E se nao verdade que fosse a escravalura
entre nos abolida completamente, porque nao o
podemos fazer, como o fizera a Inglaterra, sera
malar de um momento para outro a nossa pro-
dueco e o nosso paiz inlero, e porque talveflt
nao chegam para isso os recursos do nosso Ihe-
souro, ao menos fura de duvida que o foi em
parle, por eslancar-se aquella tome della o
trafico africano.
E' pois certo que nos livramos em parte de um
elemento de desordera o de regresso da nossa
sociedade, o qual, para nossa honra, devemos
dizer bem alto que recebemos de homens c de
um governo que nao eram braziloiros.
Pelo lado da moral c da regio tambem, do
mesmo modo que por aquello lado social melho-
ramos.
Ahi esl a relo'gin, que nos grita todos os dias
que nos lodos os homens, somos filhos do mes-
rao pai, que todos nos vivemos nesle mundo de
provocos e de padecimentos, para podermo? um
dia, junios no paraizo, lograrmos da bemaven-
luranea cierna, s sendo della excluidos aquelles
que por seus actos o nierccercm, e nao prolica-
rem bens e virtudes.
Ahi est ella lambema moral,nos gritando
unisona com a religio, que'devemos amar lodos
os nossos semelhanles ; que lodos os homens o
sao, om distinco de cor, nem de paiz, nem de
socolo ; que todo3 devenios concorrer para a fe-
licidade de cada um, como para a nossa.
E de cerlo, que a escravido nao se harraonisa
de sorle algurna com aquelles gritos de urna e
de outra, com aquellas imposices preceituaes
que ellas nos diclam, com aquellas leis que de-
vemos religiosamente procurar cumprir.
A escravido a cessaco para o escravo, islo
, para o horaem que se ocha neslos condices
do direito de delermn.ir-se e de obrar por si"; de
Iraballiar o descancar sua vonlade; do prazer
de ir e vir, como e (piando queira. E' a cessa-
co de lodos ou de quasi lodosos direilos sociaes
a que o homem deve aspirar; a morle da per-
sonalidade !
E' pois urna extrema degradaco da pessoa
humana Nao se pode ella assim'coadunar com
os diclames da moral e da religio a que nos
obedecemos, e as quas veneramos com o mais
profundo e sincero rccolhimenlo !
Escrevendo assim, e expondo ideas lo re-
ennhecidas e comezinhas, certo nao queremos
leva-Ios ao espirito cultivado dos homens mais
ou menos lidos do nosso vasto pai/.; principal-
mente o fazemospara as massas menos sabedo-
ras das cousas que o mundo lido nao ignora, e
que as sciencias desenvolvem c expem. Nao
tememos nestas condices que nos digam inuteis
as nossas assercoes no'sentido era que acabamos
deescrever.
A vnda de homens livres para o trabalho do
nosso poiz, a vnda de um elemento de ordem
e de progresso. para a nossa patria. Para com
a escravido, como a vinda da luz, com relacao
as trovas, como a vinda da felicidade cora re-
lacao ao infortunio, como a vinda da vida com
relacao a morle.
Se coro a cessaco do trabalho escravo e sua
substituico por trabalho livre, melhoramos de
posieo e sorte, no ponto de vista da moral, da
roligo e da ordem social, com o mesmo facto
melhoramos com relacao ao futuro de nossa pro-
duco e a nossa riqueza.
Attenda-se bem, nao queremos dizer que me-
lhoramos desde j, allirmamos que melliorare-
mos para o futuro. L o nao agora a nossa pro-
dueco social ser grandiosa, rica esoberba.
[Revista Cnmmercial de Santos)
veis. Nnii-se por vezesa mingua de dados,
com que se possa entrar no labyrinlho de
mui tos successos ira poi lanos ; e nao raro ver
que os proprios historiadores se confondera ou
mal se entendem sobre pontos era que couvinha
alias quo cstivessera de accordo.
Verdade que para isso nao tem concorrido
pouco a falta por demais sensvel de eslalislica, e
de apoiitamenlos e notas apropradas elucida-
cao de ponlos conlroversos ; e por este lado,
quanlo deficiencia de olas, o mal nao lo
pouco lamentavel, se refleclirmos que respeilo
de muitos successos inlercssantissimos da nossa
historia, e de muitas dos nossos homens celebres,
especialmente no periodo da dominaco hollan-
deza, e ainda depois, ha trislissimas lacunas, qua
um cstudo afadigoso, porm de sunima utilidade,
bem poderia preenher.
A (alienis de monumentos e de documentos
publicse, aos nossos olhos, urna das causas prin-
cipaes desse atrazo, em que ainda nos achamos.
relativamente historia. Nao o dizemos porque
estejamos persuadido de que nenhum documen-
to histrico exista ahi, pira comprovar as marra-
ces que se leem sobre os successos geraes e par-
ticulares de lodo o nosso paiz; mas, sim, por que
pensamos que a maior parle desses ttulos com-
memoralivos da historia patria deveriam estar '
organisados, conservados cm melhor p, o guar-
dados n'um archivo publico.
Reparlices desta natureza seriam rauilissimo
convenientes por todas as razes : ahi se pode-
riam enihcsourar, como n'uma especie de repo-
sitorio, tudo quanlo fosse de immediato provei-
lo, sob o aspecto histrico ; e at seria in-
dispcnsavel que ahi mesmo se deposilassem, col-
locados era diiTerenlcs secces, regularmente or-
ganisados, todos os papis "de. inleresse publico,
fosse qual fosse a ordem, a que pcrlencessem c
de que tizessem parle. Urna classilicaco Siste-
mtica vena dar plena realisaco a um estabele-
cimenlo dessas proporcoes; e nada fra mais
mil, nem mais necesserio a cada urna das pro-
vincias do que possuir seus archivos particula-
res, verdaderamente dignos desto nome.
versas phasQS de sua especial existencia, desde lo importante quo diflcil tarefa, -m.s doloro-
os periodos de mais recothceido atrazo al ao so reconhecer que a nossa historia, escripia quasi
poni de tnail pronunciado adiamntenlo. Cura- j geralmenle como est, ou importa urna chronica
pro, vista disto, alrivessat-uma serie de gera- s vezes omissa as particularidades mais essen-
ces continuadas, a partir da primeira geraco ; ciaes, c cheia de equvocos e de erros palmares,
e, devassando, um a um, lodos os myslerios in- j ou um amonloado de fados contados apenas chro-
limos do seu nascer, do seu croscer e do seu mul-
liplicar-se quasi indefinito, vil-'os comprehen-
der c resumir d'uma vez na vasta svotliesedc
nologicamentc, sem esse espirito de critica apu-
rada e regular que os deve por em relevo s in-
telligeaiias mais escrupulosas e ncoulesta-
Estasconsideraces que ah deixamo3 expen-
didas lo rpidamente demonstrara, que um dos
melhoramenlos mais reclamados para nos lo-
dos, nina completa e fidedigna historiado nosso
paiz; e que, se o governo c os poderes do estado
traclassem de proraovel-a, cora os grandes re-
cursos e meios de que felizmente dispe, prestn-
riam um relevantsimo servido A sociedade bra-
sifetr c causa da nossa elevic&o, da nossa ci-
"vilisa^o e do nosso progrosso.
T. B.
PERN. TVP. DE M. F. DEFAlllA. 1*60.


ILEGVEL