Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08990

Full Text

1M0 IXXYI. HOMERO 39.
Por tres mezes ada Por tres mezes vene Jos 6$000.
StXTA FEIRI 17 DE FEYEREIRO DE 1860.
Por anno adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
BSCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE.
Paralaba, oSr.Antonio.Vlexandrino deLima;Na-
al, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o Sr.
A. de Lomos Braga; Cear, o Sr. J.Jos dcOUvoira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Marln9 Ribeiro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas,o Sr. Joronvmo da Coala.

PARTIDA DOSCOKKEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Paralaba as segundas e
sextas feiras.
S. Anlo, Rezorros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns nas trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareln, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
uricury e Ex nas quartas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenieiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreios pariem ns 10horas da manhaa.}
AUDIENCIAS DOS TRIBUKAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: trras e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: trras e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
7 La cheia aos 15 minutos da manha.
13 Quartominguante as 4 horas e 31 minutos da
tarde. .
21 La nova as 5 horas e 20 minutos da larde
21) Quarlo crcscenle as 5 horas e 35 minutos da
tarde.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
Segundo a 1 hora o 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
ENCARREGADOS DA SIBSCRlPtAO NO SIL
Alagos, o Sr. Cl.iudino Faleio Dias Bohia,
Sr. Jos Marlins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Uarlins.
KM PERNAMBUCO.
O prcprirt.iio do diario Manoel Fitrueiroi d
18 Sabbado. S. Smelo h. m. ; S. Perpedigna v. Farift.na sua livrorin prara da Independencia n.
10 Domingo >. Conrado i. ; S. Colono l. (i 8.
13 Segunda. S. CregorioII p. ; S. Benigno I.
14 Terca. S. Valenlim m ; S. Auxencio ab
15 Quarta. Ss. Faustino, Jovita e Dioseoro nim.
1G Quima S. Porfirio m. : S. Honestosac
17 Sexta. S. Silvino m. b.; S. Policromo b.
EXTERIOR.
KlMIItl s,
31 de tlezembro le 185!)
O auno terraina-se n.ais brilhante do que co-
mecara, quanto as relaees entre a Inglaiertae a
Franca. s sentimentos de colera excitados pela
' uesto da captura portugueza do Charla et
Veorges, e as suspeilas sobre as inlences da
Franca na Italia desappareceram, assim como a
acerbidade de nossos relaees que a sympalhia
dos torys pela Austria tinham creado e que o
geverno, enlao no poder, occullava difficultosa-
nente. Ha um auno, o senliniento nacional da
Inglaterra para com a Franca nao era menos ror-
dcal ; presentemente, o povo inglez pensa e falla
inc-lhor da Franca do que em lempo algum do au-
no passado, apesor da pequea disputa sobre o
isthmo de Suez, que bastante fcil accommo-
1 .ir, se o goorno inglez for bastante moderado
pira sustentar a Turqua na recusa de conceder
i va companhia privilegios, que poderiam pro-
judirar seu poder c suas prerogativas, o que, por
outro lado, o governo francez seja assas circums-
peeto para islo annuir. Esta disputa nunca
commoreu o sentimento nacional da lugla-
terro.
<< Esta boa intelligencia actual entre os dous
pinos deve ser collamente allribuida um sen-
timento de grande confianra nacional, e, por con-
seguinte menos irascibilidade da paite da In-
glaterra ; mas, muito mais anda, provavclmenle
ns conflancaque se tem nos votos reaes do go-
verno francez relaiiv-imenlc Italia : a ultima
biochura nos fez, emfim, crer que a Franja dese-
ja tornar livm a Romagnc c permiitir sua anne-
xaco ao Pienionte. A nica dilTerenra que ha
hoje entre a poltica inglcza e a franceza, ,
creio, que o governo inglez preferir seguir a
poltica da nao intervonru at seos ltimos li-
mites, exigindo que nao seja pennitiido algum
poder extra-italiano intervir nos negocios da Ita-
lia, antes de garantir ao proprio Papa a posse de
Roma; o que nao poder ser feilo sem a oceu-
p?co actual, on ao menos sem a ameaca de oc-
cepacao pelas tropas eslrangeiras, as qars per-
petuaran) todas essas difiieuldades do interven-
rao dos govemos eslrangeiros nos negocios da
Italia, que acabaram por trazer a gueira ac-
tual.
Os argumentos publicados nas nossas colun-
nase oas do iournal des Debis contra todo po-
der dado ao congreso, se elle se reunir, de re-
constituir a Italia, esto completamente de ac-
cordo com a opifio publica da Inglaterra, e
creio que com a do governo. Desojamos tomar
livre a Italia, nao por um decreto, mas pela sup-
presso do habito consagrado de lhe impor una
vontade estrangeira ; entretanto, nossa le for-
temenle abalada, presentemente, quanto a reu-
nio do Congresso. Se a Russia, a Austria, a
Hespanlia e o Papa se conserv.ini parte, le-
le
sobre lialitax, Sunderlana Leis e .Muntnoutli, e
sobre Charles e Guilaumo ; ainda que nada mos-
tr de sua vida privada, que provavelmenle nao
conhece, lendo-a, parece-vos v-los.
O estranlio dbalo na cmara dos represen-
tantes eni Washington sinda nao se lerminou pe-
la eleiro de um presidente. O Norte parece tu-
rnar maisconiianca e coragem, a ultima votacao
enlloca no corneco da lista um dos republicanos,
que pertence ao partido da anti-escrovido; an-
da que nao lenlia reunido votos bastantes para
ser cleito.
O rompimento enlrc os Establos do Norte e do
Sol approxima-so. Um dos membros do Norte
turma que toda carta franqueada por elle pode
ser aborta o queimada por um administrador de
correio nos Estados do Sol, o que isto permit-
tido e prescriplo pelas autoridades dos mesmos
Estados: amitos membros rio pattido do Norte 1 **cepeionaes.
declaran) que nao pcrmittiro a disrusso sobre I ~sle navio,
a separaefio entre o Norte e o Sul ; dizem que an-
les ario a guerra do que aulorisa-la.
Esperamos com grande interesse as noticias
da recepcao; que o imperador deve fazor, por
occasiao do dio de anuo ; ella deve tancar .lign-
ina luz sobre a slnacoo diplomtica.
{La Preste.Caldas Jnior.]
Tricot, o corpn ex-
para Kanala, donde
va de ler muri o copito
pediconariu vollou depois
parti 15, alravessaudo a Nova Caledonia de
este a oeste, para Iransportar-se Forte de
Franca.
(Jorna/dos Debate S Filho.)
INTERIOR.
nhtima reunio, sol a forma de Congresso, pod
ter lugar; mas enlao mesmo a Prussia, a Fran-
ca e a Inglaterra, se ellas oslivossem unidas, se-
riani astas fortes na condicao actual da Russia e
da Austria, para prohibir absolutamente toda no-
va ingerencia da paite dos poderes nao italianos
nos negocios do Italia.
curioso observar, olhando para o passado,
o resultado da Iota, que comecou ha um anno, e
ver que ella foi para a Austria exactamente o
que a gueira da Crimea foi para a Russia, a oc-
easiao de revelar a fraqueza do poder nacional e
di impor-lhe reformas, que, adoptadas com ur-
banidade pela Austria, a pacificara por muito
lempo, assim conioas reformas russas pacifica-
ra ni i Russia. K preciso estabelerer que todas as
guerras ultimas liveram por efiVito dcscobrir a
fraqueza no interior, em lugar de distrahir delta
a silencio, assim como o suppc as Insorias das
guerras aristocrticas e despticas.
< A fraqueza da Inglaterra era em seu syslo-
ma administrativo : ella foi revelada pela guerra
da Crimea e pela rebellio da India, e una rovo-
luco completa, que ainda nao lindou, manifes-
teu-se-nos.
A fraqueza da Russia consista nas suas fal-
sas relares entre as dilVerentcs classes, princi-
palmente entre os aldecs descontentes e os ser-
ves. Islo lornou-se manifest pela guerra, e foi
usadamente posto em ordem ; a Austria, que
se conservou parte na guerra da Ciima, por
su i vez atravessa actualmente urna crise severa.
Ati': que ponto a Franca tem feito descoberlas,
nesla ultima guerra, s'obre seus defeitosadminis-
trativos e constilucionaes, nao posso dizer,
mas creio que ella nao deve escapar sorle
eommum.
< Deveisj terouvido fallar da morle de lord
Macaulay ; havia dous annos que elle tinha sido
elevado 'Camara dos Pares, e creio que nunca
linha fallado ; esperava-se que elle pronuneias-
se um discurso na occasiao do bil, que transfe-
ra o governo da Indiada companhia East-India
para a corda ; mas elle eslava doenle e nao o
fez, -Nao sei em que grao seus escriplos sao po-
po ares em Franca, nem mesmo se ellos po-
deriam sustentar a Iraducco francesa; tmi-
do mesmo que o seu eslylo cumulativo e con-
fuso podesse adaptar-se o eslylo fcil e nalurel
da lingua franceza : ha pontos salientes em seus
escriplos, mas sao anlilbeses aecumubdas, que
nao se pareccm s habis exposiees dos rossos
mclhores esrriptores ; para nos", entretanto, a
Sil) perda vivamente sentida, nao como poli-
tico, mas como historiador. Elle nao tinha as
qu;tildados exigidas para um homem d'eslado,
ainda minos para sustentor um debato diario na
Cmara dos Communs ; todava, nlgumas vezes
seus discursos produziam um profundo eleilo ;
diz-se mesmo que algu,ns mudarain a sotte de
W debate na cmara; mas seus discurses no-
isUjfkpm sido elaborados sobre questes
qui'^flBiJacoulay linha ha muito lempo estu-
dado ; ntra eram inspirados pelo culor do dbale,
nem modificados pelas mudancas, que pode sof-
r'rjwia questao; elle amontoava os racioci-
nio.;, "que prova que poda reuni-los sobre ujn
ponto uMca a seu bel-prazer, masque nao in-
dica a sublileza do orador pralico.
Creio que elle aprenda os discursos pelo
conicao e denois os prOQunciara. Pondo do parte
seu modo de pensar e do raciocinar, julgo que
ello examinara voluntariamente una questao,
menos que lhe msse inleiramenle di'sconhecida;
seu interesse na poltica nao era esto interesse
moral do liomem poltico, que dirige os acontec-
mentes, mas o de um homem ancioso de os re-
gular segutido principios e tneoriaa conhecidas ;
pon ue Maeaulay era um partidario whig ; ello
era, como disse Culeridge de Pili, fundido em
um molde definido, do qual nao se afastava. Sen
prodigioso saber nao alargara o horizonte ideal
de sja intelligencia ; suas ultimas obras nioslram
a misma pobreza de ideas que nos seus primei-
rosensaios ; suis ideas eslao grupadas em torno
de alguns raros peiisamenlos lodos da escola Ira-
dicional dos whigs. Era um adorador da conve-
niencia c da ulilidade. Sua imaginaco era ma-
ravilhosa, viva, ainda que sem ideas", e nao era
limitada ao desenvolvimenlo exterior dos acou-
tecinienlos. Nenhum historiador Iragou mais vi-
vos retratos dos caracteres polticos do que Ma-
eaulay, e enlielauto nao estimara, como se deve,
os mais bellos acontecimentos, nao profundava o
conherimento, nao lanrava um rpido olhar so-
bre jis forras monlaes "quo trabalhara inlerior-
men e, mas os fazla de maneira, como um hbil
pintor de retratos, prender a cxpressio geral
do carcter, mesmo quando nao o comprehendia;
era um curioso poder com curiosos defeitos;
mas se lerdos sua historia nao podereis deixar
de sentir urna verdadeira impresso sobre osdi-
ferei.tcs homens d'Estado, que ello descreve :
Ha algum tempo que as autoridades france-
zas em Nova Caledonia tinham concebido as mais
seras inquielagdes pela seguranca do nosso es-
labelecimento nascenle em "Kanala. Ellas preoc-
cupavam-se especialmente em proteger os colo-
nos que comecavam a reunir-se em torno de Na-1
poleonzilie, e "desde principios de jullio o com-
mandanle Saissel, governador, lomou disposi-
i.oes pasa saber a causa da allilude amcaradora
das populaces de Hyenguene que por toda a
parte esptalluvam una ell'ervcscencia extrema-
mente perigosa.
A Irib hyenguenense a mais bellicosa do
paiz ; e precedentemente leve a sua frente un
cliefe muito einprehendedor, rhamado Bonaratte,
quem o contra almirante Diibuzet vo-sc na
neressidade de mandar educar, e que boje est
em Taiti Alguns individuos europeos d,i peior
condicao, criminosos fgidos de seus desierros,
liliham entre si disputado a successao dasle che-
fi', e conseguido aunar os povos de Hyenguene,
e inspirar-Ibes o pcnsamenlo de tontarem contra
nos a oll'ensiva.
' A necessidade de terrnirar quanto antes nm
poslo militar em Napoleonvillu linha causado
demoras, que muito contrilmiam para augmen-
tar a resolugo desla tribu, e a insolencia dos
aveulureiros, que tinham emprehendido excta-
la. As cousas liliham chegado tal ponto, que
ella amearava ir atacar o governador em Ka-
nala.
O corpo expedicionario pode finalmente fa-
zer viagem para o seu destino no dia 31 de agos-
to, e desembarcou no da seguinle no territorio
inimigo. Compunha-se apenas 160 homens, que
forain divididos em oilo destacamentos, dos
quaes os dous primeiros, sob a direcriio do com-
maudanie Durand, occupai-am os desfiladeiros
da exlremdndo septentrional da penusula ; e os
ouros seis, sob ss ordens do governador em
pessoa, dirgiram-se para o sul. Tentaram met-
ler es massas caledouianas entre dous fogos ;
mas nossas tropas nao eram asss numerosas
para fechur-llies a possagem, anda menos para
enrolvo-loe, e esla primeira batalha esleve Ion-
ge de ser decisiva.
Por toda a noilc o corpo expedicionario foi
inquietado no acampamento; inrisiveis inimigos
lancaram nina chura de podras, misturada de
linis de espingarda, aos quaes era quasi inipos-
sirel responder com ulilidade, e um soldado foi
morlo por nm tiro quasi queima roupa.
As operacoes continuaran! no da seguinle 2
rio, onde os
l'oiitmi.ssiio Anulo-Irasiteira .
PBJEZAS.
Ailgo XXXV.
Segunda parte.
lriguc Echo, da prara de l'ernambuco. Proprie-
tario Jos 'ereira da Cunha.
Acha-se este caso revestido de circumstancias
grarissimas, e ainda mesmo em assumptos laes)
Exponhamos essas circiimstancids.
de consirurcao americana, havia
sido comprado pelo proprielario a una casa in-
gleza em l'ernambuco no anno de 1815. Foi des-
de logo empregado em cabotageni, na qual con-
tiniiou scniprc a occupar-SC, especialmenle enlre
os porlos do Kecife e Rio Grande. Em 1850 dis-
poz-se a transportar a l.oanda carga lcita ; etTec-
tivamenle, munido de todos os despachos, sabio
do pono de Pcrnambuco no dia 1" de agosto
desse anno, c quando apos regular viagem, j se
achara em vista da frica, foi registrado pela
crvela llatller, e aprisionada no dia 27 de se-
lembro, sendo desrarregada a tripolacio para
Quicombo, e mandado o navio para jugamento
no almiranlado.de Sania Helena.
O passaporle imperial desie navio, segundo a
certidao que aos autos se aclia sppensa, mostra
que elle ia autorisado a seguir daquelle porto
para Angola, regressando ao Ass, e que lerara,
alm do dito passaporle n. 47, certificado de ma-
tricula c mais papis de bordo.
Apenas da violencia houvo conhecimenlo, o
respectivo propietario fez o competente protesto,
depois renorou-o por urna jusiilicaco regular
na conservatoria brilannica com cilacfto do vice-
cnsul inglez, como reo. Ah se juslilicou, por
meio de documentos e lestemunbas, que desde
o anno de 1820 este negociante se occ.upava ex-
clusivamente de commercio grosso muilo honra-
damente, que nunca se oceupra no trafico da
escraratura nem mesmo quando licito fora, assim
como lanibeiu pao leve gociedade para tal lini :
que elle era o nico proprictario do na*io : que
para l.oanda lora este remetlido pora commercio
licita ; que s lomara os aprestos necessarios
para a Iripolarao : que a sua carta de ordens pro>
rara a natureza da commerefal permuta a que
era destinado; que o aprezador se transportara
a bordo maruja, levando os papis para bordo da curvo-
la, e que rollando litara a Iripolarao deixando
nelle apenas o capilao c o cozinheiro. Tudo islo
foi amplamentc provado com os dizeres dessas
pessoas que baviam assistido a semelhanles ac-
tos de violencias.
Costuniado j o commercio brasilciro a passar,
tinar-se ao l rauco da escraratura ico ni quanto an-
da neste caso, s tribunaes brasileiros o podes-
som condemnar).
As indemnisacoes pedidas r- documentadas
mencionan) a quanta de 56 32ftgo0, que ao cam-
bio daquelle lempo correspondo a 0,510,15.
seus habitantes, e o povo rumano deplorou estes
setenta annos de captireiro.
A experiencia ronornu-sc uestes nossos das.
Um vez o papa fora de liorna enlrarain nella os
bandidos, reinara ni a aisolacao e o crime : a po-
pularao diminuto de muitos mllharesdecidados,
tj governo imperial tomou a conveniente atli- morios ou rugidos; nenhum beneficio se ex ; nao
litos Ofilcios e especialmente no n. se soubo se nao destruir, c fui una fortuna para
liorna que esle estado da coosas apenas durasse
12, de 8 de marco de 1851 e n. 23 do mesmo an-
no recommendou alegarn em Londres os mais
activos passos. Naquelle dizia o Sr visconde de
Uruguay dita legaco :
Ordena Sua Mag'eslade Imperial que V. ex-
ponha este caso ao governo de Sua Mageslade
Hritannica, reclamondo as devidas indemnisa-
ces.
Dos cas^s que temos narrado este o primeiro
alguns mozos, porque ella corra risco de nao po-
der mais levanlar-se de seas ruinas (31 Po l\
regressa do seu glorioso exilio enlre as acclama-
coes do seu povo, e a cidade eterna aprsenla lo-
go urna nova face como nuir'ora nos dias de Gre-
gorio XI no immorlal Pi Vil
A historia, mismo a contempornea, atlestar
anda que a allianca de principas com os sophis-
de entre os centenales de julgamcntos por tribu- tas revolucionados e inimigos da autoridad da
naes s operando em nome de Sua Mageslade santa S foi sempre fatal aos seus mesmos Ihro-
Esta questao da escravatura asse- nos, e um dos mais espinlosos exemplos da di-
s lepidpteros, que sao sempre os rinajustica sobre a rabera dos ambiciosos usnr-
, masa cada passo se tiansfor- padores de autoridade temporal do pnntitlce ro-
Em IbtIO era o ovo ; quando s se esla- mano demas ido recente e condecido para
Brilanniea.
melhoii-so
mesmos animie
mam.
beleciam aspirarles. Em 1817 era a chrysalida,
quando jj, sem preparo se exigia a apprehenso
dos navios actualmente portadores de escravos.
At 1815 seguio-se a bnrboleta ; quando os na-
vios eram aprozados e julgados por comniisses
denominadas mixtas. D'ahi por diante, o bicha-
rojo fcio ; quando os eslrangeiros appreliPiidiam
navios e os faziam julgar por leis c tribunaes
seus. O Echo 6 do tempo do bichoroco.
V. como estamos tratando do Echo urna das ul-
timas facauhas brtannieas, do que (endonamos
dar noticia, diremos que com o echo tem de eom-
mum a fama, que assim como aquelle nao pro-
nuncia senao as derradeiras patarras, esla nao
para que
seja preciso reniemora-lo,
Ah e qual ter o soberano que nao estreme-
ra vendo compromi'tticla a sua propri corda na
sacrilega exautorai-ao da soberana temporal do
summo pontfice.soberana a maisanliga, amis
augusta, a mais magnifica na luminosa e nunca
interrompida successao dos seus cheles, a mais
segura para garantir a unidade catholca. sonta
emlim dos perigos que nao poucas vezes acarrla
a ambiguo de inicresses dynaslicos nas monar-
chias hereditarias ?
Se osles litlos nao bastara para inanler otar-
la a posse desse patrimonio sagrado e reneral
ue, embora nao seja objeclo de bem se pode
considera nem publica seno nossas derradeiras dizer que constitue um ramo essencial do gorer-
aeces. j no da egreja, nao sabemos o que peder dizer-sc
A muitos idnticos gemidos faz esle echo, c legitimo entre os homens. E como se a Divina
sabe-se que para elle foi que Ovidio escreveu : j Providencia quizesse dar a esta obra da sabedo-
flangentibus assonal echo ; esperemos que todos ra dos seclos urna saneeo mais explcita e so-
dios se convertan. em chos de benrao acta
commissao.
Publicla.
[Jornal do Commercio do Rio.)
Arccbispatfo da Rabia.
Dom Romualdo Antonio de Seixas, por merco de
Dos e da Santa S apostlica, arcebispo da
Babia, metropolitono e primaz dn Brasil, con-
de de Santa Cruz, do conselho de S M o Im-
perador, grande dgnitario da imperial ordem
da Rosa, Grao-Cruz da de Christo, etc.. etc.
em taes assumptos, pelas forcas caudinas destes goado os verdadeiros catholicos, o excitado os ge-
lenine, face desta poca chamada de lo/es, de
cicilisaco ehumanidado, permito que de urna
das maiorescrises, em que se ha visto o pontifi-
cado, sempre accommctiido e nunca vencido,
surgisse o mais glorioso triumpho da egreja de
Dos.
Apenas conslj a grande Iribularo, em que se
aclis o magnnimo Po IX, esbuhado de 9eus
estados por subditos ingratos e rebeldes, e tor-
eado a buscar um asylo em lena estranha, o
mundo catholico se pe em morimenlo : os prin-
cipes da sua comunh&o correm a ofierecer-lhe
.4o clero e fiis da nossa diocese saude. paz e ben- "W' s",a hospilaldade. como tamben, o auxilio
fo em Jess Christo nosso Divino Salvador. I e 8U8 rmafi Pa *&** ? lhron0 POnUflesl.
J pelos jomaos da Europa e pela locante
ocu
r
e
scienles dos tactos occorridos por occasiao da
guerra da Italia acerca do poder temporal do pa-
pa, e seu dominio sobre os estados da Egreja, e
quanto este deplorareis acontecimentos tem ni
judiciossmenie chamara umxcisma respeiloi \
quem pode si r desconhecl lo. qui> anliga ron-
jurarao contra o ponlific.id >, que no I
atroz persegulcao de que fora victima o renera-
vel Po VI, j proclamara a ana ri torta, in-
culcando que sera -i.....iltmo papa, ainda na
perdeu assim e*| -, c que de naos dada-
com o protestantismo coulina a empewhai
esforros, illndindo a 1 i.i f dos Im e i
para arrancar urna por urna ai neJraa do ma-
gestoso edificio d > egreja d Jess Chi ia
M is n io recelemos que pre ileea
impas ma.julnaces. A perseguir
que o Divino Fundador do christianismo di
i sua Egreja rom a promessa nfolltvel d
perenne assisiencia, al qne ella realise os
destinos sobre aterra. Esta guerra inressant.-
que ella soll'ie ha I!) seculos um dos maU bri-
IhanlPS carictercs da rerdaN> e orgem divina,
'I'1" a distingue particularmenle de Indas
sellas do erro e da mentira, como ontr'ora -
exprimir no recinto da Assenrbla flan
lo BonnMo. i.u rendo grar ao
seiulo de me hnver dado un iirora da n
religio, porque plulosoptiiramontc ira
re que se persiga rom un u| eocarni im
o que nao seno um erro. I>.
Se todava, irmaos e lilhns muito
fe, a Iradico o a experiencia de (odoa os
is inspira a mais perfeita ronRan i
Iriumpbos do ratholieismu, nem por isa'o n -
devenios considerar dispensados de implorara
i Clemencia para que restitu a paz
quilidade egreja e tuda Europa, arada
cad i de oras calami lides, e que enri.....
rilo de sabedoria c de conselho ao novo
i, onde vo discutir-so e fixar as
d ir oes i ... ,.,,,, ,|a(j ls ,,r ,
Monarchas, cuja alta ci
dade nao consentirn jamis que ridos
os direitos da Santa S, de que el les se bao
m strado benemritos protectores.
N islo intuito ordenamos que nos das -i\ ,
e 26 do corrente se aqam : i Nossa S
Metropolitana > em todas as parorhiai di -
pita!; nas do interior e nos conrelos da Re-
gulares, em qnaesquer outros ritas, re i
tolos os ecclesias'icos obriga '< s horas
cas no li.'o de nmadellas a Anliphona D i |
li i ttine, iii ni< noslris por esparo de um .: i
Dada n'esta cidade ,a Baha sob \osso .
| sello das Nossas Armas ao3 f 3 I Janeiro d li
Areebi* I dt S i !a Cruz.
Lugar ,- do sello.
Nolii i tdor Calh
al_ I Que dizemos nds? A Prussia protestante, di/, o
u un. iuiiiat*-t u.i r.oin i.i ; ih.o.1 loi.tnir (i|- :,j ,,....
acucao do sar.lissi.no padre Po IX no consisto- .'^Tc^ Pr"SS,?sasraa,:C8' offe
io secreto de 26 de setembro ultimo, transcripta '. "f""^" f^" a, Pon,,lce .desterrado
mon. 25 do Noticiador Calholico, estaris *?i?!u9egumle B0,a escripia por est
de setembro, de ambos os lados do
nossos queimarara muitas aldeas.
No ataque da primeira aldea linha sido mor-
lalmente ferido o capilao Tricot, e porlanto, des-
de o seguinle dia de entrada em campanha, ti-
nha o corpo expedicionario perdido um capilo
e um soldado, comando j 19 feridos. Achara-
se redozdo porto de 1 id homens validos c a
resistencia dos U/enguenenses nao pareca cn-
fraquecer.
Todava desde o primeiro dia, o chefe curo-
peu, que linha sido o principal agento da in-
surreicao, tuha cabido nas mosde um dos des-
tacamentos francezes; e no da 3 foram igual
mente aprezionados dous outros brancos S6US
cumplices.
A posicodestes individuos, presos com as
armas nas nios, era bem clara ; a le marcia"
proclamada desde o p
sammtas da nossa poca, linha-se o proprictario
munido de um documento passado e de papis
registrados no consulado inglez.
Aliin de se demonstrar a improcedencia e il-
legalidade dos actos do aprezador, aquejaremos
um extracto da deelaraco juramentada, feta
pela propria respeitavel casa ingleza de Pernam-
bnco que vendeu o brigue, c legalisada pelo v-
ce-cousul daquella na-jao. Ilenrique Chrislo-
phers.'a 21 de dezembro'dc 1850. Eis o que ellos
dizem :
Conheceran e liveram relares durante mais
de 20 annos com o Sr. Jos Pereira da Cunha,
respeilabilisslmo negociante brasilero, de grosso
trato, em Pcrnambuco. Nunca souberam, ou-
rirara nem suppuzeram que elle estresse, ou
jamis livesse eslado envolvido em trauco de es-
clavatura, directa ou indiraclamente de qualquer
maneira, ou em outro qualquer trafico Ilegal.
No anno de 1855, tendo-lhe sido consignado de
Philadelphia o brigue americano Echo..... na ul-
tima viagem receberam as ordens e procurac/ies
dos propietarios para vender o navio; como'ef-
fecllvamente o venderara ao dito negociante Cu-
nha, a 18 de outubro de 185 ; este o empregou
no commercio entre Pernambuco e Rio Grande,
transportando sal, assucar c mercaduras, donde
levava carne, ele. Nunca souberam nem ouvi-
rara ou suspeitaram quc.lal navio jamis se bc-
CUpasse do trauco ; ao contrario esto conven-
cidos e cortos de que tal nao ha.
Chegand.0 o navio ao Rio Grande, a 19 de
mao de 1850, com una carga de carne, tomou a
bordo agurdente o outros gneros lcitos para
midos e dcmnnstraces de dor de lodo o episco-
pado, despeito das injurias que Ibes tem attra-
hido da parle, dos inimigos da Sania S este po-
bre procedimenlo, como se fosse um crime to-
mar parle na justa atfliccao do seu augusto chefe,
como em semelhanles crises pratcaram sempre
os bispos do mundo calholico.
SERGIPF.
Visita de S. M. o Imperador eidaf t
S. Christovo.
A anliga capital da provincia de S*rg>p<
poda deixar de receber a visita do Nonarcha.
Attencioso para todos os seu- subditos, elle
visitar todas ns ci la es da provincia de ->. -.
Pretenda visitar S. Christovo levando em -i
t lora de duvida que o santo pa- ; companhia a Augusta linperatriz. A dikul :
S. M o Imperador um tal apoio porm da entrada di barra dnRio Vasa-bsrrU
ullinia potencia :
s negocios de Roma preoecupam o governo
de S. M. o Imperador das Prussias e sera enga-
nar-se gravemente o suppor quo nos tomamos
una parle menos viva quo os governos catholi-
cos nasiluico em que se acha S. Santidade o
papa Po IX.
dre achara em
para a-reslaurai.uo do seo poder temporal e espi- muilo rasoarelmente antolhada mpedio que -
ritual, e que o governo russo se assocar fran- plano se eifeiluasse lit(oralmente e assin 5. V
Icamcnlea todas as medidas que podercm trazer Imperador resolreu-se i ir por tena do Ai
: esto resultado, porque elle nao alimenta contra
E como poderiamos nos, sem violar o juramen-: f,'0/ ,eon. seinimento algum de nrahdade,
to solemne que prestamos no acto da nossa sa. ; pm "C -.'.imosidaJc religiosa.
graeao, deixar de unir nossa dbil voz esse con- J^JUSu K2S Q C0DSC,enc,"I dnf Povos Das
ceno unisono e eloquente, que ho sollado, no | ^T"^1!!?*!8.' nos seus *>*>oo e lod'
seu profundo sentimento, lodos os pastores do re- "d '
banho de Jess Christo Oxal que estas pou-
cas patarras pronunciados nesla to interessanle
a s. Christovjo. Por mais la que fosse i rii-
la do Imperador a S. Chrlsl iva i n il
S. H. a Imperatriz nao ira lambern aquella ci-
dade, ronlrislou aos habitanles.
E' que o amor do po 6 to nobr, quanl
sorte de homenagens, que dos ltimos conlins pansivo. A monarebia est consubslanciad
erso allluem aos ps do soberano ponlili- par augusto, a quem estn entregues os des)
parle do mundo, objeclo da especial predilecco
do inmortal pontfice, possam lambern levar um
balsamo consolalor s angustias do seu amar-
gurado coraco, vendo o interesse que nos Brasi-
leiros, na immensa distancia que nos separa do
centro do catholicismo, haremos lomado poli do-
loroso stuaco do nosso pai eommum e supremo SvH.i
.,aslort v lraternidade, mas que a combalesse como a
Quando soou aos nossos ouvidos o feliz antiun-
cio da paz da Europa, respirou o nosso animo
abatido pela fnebre imagem dos horrires es-
tragos de urna guerra sanguinolenta e mortfera,
c roncebeua mais doce esperance dos resultados
dessa paz inapreciavel, que o mundo nao pode
dar, e que pareca firmada pela mo do mesmo
Dos, mediante os mais competentes e apropria- | crever a'lgu
dos instrumentos para esla obra de reparaco
Mas quanto foi curia a nossa illusao, e alflictivo
o nosso desengao Nos esperamos a paz, e
este bem ainda nao chegou ; esperamos o remedio
O po>o liga s duas pess >as o amor
a monarebia Assim ---- .-> de que ai
ce. apresnla o peso immenso de um suffiagio do Bras.
unnime e universal em pro dos sagrados direi- que vota
los do supremo hyerarcha do calholicismo. ra S. Christovo nao seria honrado tambera ei
que -i pretendida repblica romana nao mereces- presenra da Imperatriz foi urna nuvem d
se o assenso e a sympalhia das testas coroadas, I leza que turrn os coracoes que nm
a ningueui pode islo sorprender ; mas que a pro-'
piia repblica que aeabara de lerantar-se do
seto da Franca nao s lhe negasse o sculo da
pa-
lavra e com a espada, o que deve mnravilhar e
que prova quanto eram profundas as convicres
desse povo Ilustre, protestando pelo orgao "dos
seus representantes contra to iniqua usnrparao. I As 5 horas estavam em frente do paco no Ara-
Seria longo reproduzr aqui as rozes eloquen- caj um grande numero de csralleiroj qu<
tes que proromperam de todos os ngulos do par- acompanhar o Imperador. Apezar da fadiga das
lamento da Franca republicana em defeza do po- successiras viagens, S. M. a nessedia i S. Chris-
os coracoes que a ni rayera-
vam a visita imperial. Lua reprcsenlaro foi
presentada era Larangeiras a s. M. o Irop i
pedindo a ida da Imperatriz. 0 Imperadoi
pode delirir-lhes. A' ddr porm nchou o i
na honra quo i dar a S. Christovo o Imperad
No dia 17 ao amanhecer S. M parti ira S
Christovo.
Principio da cxpedicao, era- Luanda, donde devia voltar com carga permitti- e o conforto, e cisque sobreveio a perturbaco
ovenndnr rL! "*0t' m da, 0," om laslro. para o porto de Ass, onde \ Expectarimut pacen, et non est 6onm ; el!em-
delesb,.,V, e?peMC qU i'1 C0,'Ura 8ablJo 1 "iofaz o trafico da escravatura, pus vnrationis, etecce turbado (I). >
,r 'r0" id.e*amman revo,,a "a0SC '?** SIm quS SC ac,,a s;l1 Proorio Para RLo Gran- I Sim.lrmos e filhos muito amados, explicando-
em reunir o conselho de guerra ahm de ; o os depoentes pensam lirmemente
ilii runiniiwn, -..i,...... .------1. ...... ..... i !""" iniiaoiii iin.-iin.iiiu quu nos uesio mnoo esiamos oeiii longo oe querer in-
oue r. .,/ i '' e,,e esPcrava. ao ,110"1 hnuve ncra PJe haver intenco da parte de tornar-nos nas profundezas da alta poltica das
'lu* odete. \ t o i i^'hihih\ ii.i-.an,-T,._ert que parece, ver o desanimo apoderar-sc das
massas assim privadas dos principaes chotes,
mas pode cerlificar-se de que os europeus, que
continuaran! a dirig-las, eslavam longo de
abandonar a partida, e que moslravam-se ao con-
trario determinados a continuar a resistencia com
o mesmo vigor. Nos dias seguintes o corpo ex-
pedicionario esleve constantemente alerta por
cans de procuraren! os indgenas sorprehender
as sentinells.
Ofamigerado Jack, compon somonte naror,
mais selragem que os caledonios, cojos cosiu-
mes adopiou, n como ellos, consigui approxi-
mar-se trila passos do acampamento francez c
descarregar a sua espingarda. Podia-se receiar
que a expedic&o exigisse noros c mais rudos es-
loicos. O numero de nossos soldados nao servia
para intimidar a multido armada, que exceda
em muito as nossos linhas; a indulgencio, que o
commandanlc em chefe usasse, para com os tres
individuos aprezionados, nao teria por lim mais
do que animar os indgenas e prolongar urna lu-
la que nao podia durar mais lempo sem tornar
se perigosa s nossas (ropas, j passadas por
lanos provas desde os primeiros dias. A neces-
sidade porlanto impunha-se, c a responsabilda-
do do governador llcara gravemente rompro-
metlida, se elle hcsilas.se fazer applicaco da le.
A' 8 de setembro o com mandante Saissel
conrocou o conselho de guerra, quem entre-
gou as pecas de inslrocco. A culpabilidadc dos
lies indiciados era to notoria, e a nalureza da
pena de tal modo indicada pela do crime, que a
senlenra nao podia ser duvidosa.
O conselho pronunciou-se pela execuco in-
mediata.
Em cumprimento desle julgamenlo o gover-
nador cumpna um dever de cerlo peni re, mas
um dever dictado por considero! des de salvaco
publica, porque nelle eslava o xito de uma ex-
pedirlo, o qual nao podia ser esquerido sem ex-
por s soldados aos mais graves perigos.
Este acto de represso leve, farlar, as con-
sequencias que se podiam esperar ; espalhou o
terror entre os europeos, que estavam frente
dos indgenas, e privando-os do chefes, os redu-
zio fraqueza.
Desde enlao o^desanimo espargio-se por todo
o paiz, e a expedico, que na madrugada de 8
lava cortada de obstculos o perigos, pode
cpnsegMj^scu lm quasi sem resistencia. Nossos
9'irSr'ram 03 Dancl3 hyenguenenses des-
/Of^rcrK-se por toda parte sua approximaao,
e npjcnconlraram mais um europeu siquer nas
lucirs indgenas.
No da 9 eslava terminada a expedigao, e o
governador prevento a populacao de sua partida
annunciando que nao lhe concedera o peruiio,
se nao expulsasse um corto numero de europeus,
mencionados em una deciso, que fez publicar,
c se nao ealregasse o chefe kawa, que se gaba-
Jose da Cunha de se envolver uo pernicioso e il- nacoes : alem da nosso innnifcsla incompetencia,
ercio da escraratura, nesta nem em n bastariam de cerlo os mais aperfeicoados le-
loscopios polticos para descobrirem no bello co
outra qualquer viagem, direcla ou indirectamen-
te, etc.
Nem foram s estes os negociantes da propria
naco violentadora que assim se expressiram,
pode dizer-se que todo o alto commercio inglez
em Pernambuco se indignou unnime contra a
lyrannia, que nada justificara nem explicara.
Muta honra faz aos negociantes britannicos da-
quella cidade o documento que passamos a tra-
duzr.
a Pernambuco, 3 de dezembro de 1850.
Illm. Sr. Jos Pereira da Cunha.Nos abaixo
ossignados, negociantes britannicos nesta cidade,
allirmomos e declaramos que durante os muitos
annos que temos conhecido a V. aqui como res-
peitarel negociante brasilero, nunca ouvimos
nem suppozemos que V. se envolvesse ou livesse
jamis envolvido no trafico da cscravatura. Tam-
ben) sabemos que desde que V. comprou o bri-
gue Echo, tem este andado em operacoes licitas
para o Rio Grande, at a presente viagem a
Loanda.
Firmemente pensamos que esla dita viagem
foi perfetamente legal e licita, c que nao houve
intenco da parle de V. de se complicar no trau-
co dilecta ou indirectamente ; mas, ao contrario
que era deteiminaco de V. nao se intrometter
em semelhante pernicioso e Ilegal trafico ; e por
quanio estamos em consciencia convictos do ver-
dade destes fados e declararao, fica V. em liber-
dade de usar desla carta como mclhor lhe con-
vier.
Somos, etc.Henry Gibson.Fox Irmaos.__
A. S. Gorbett.S. P. Johnston.James Cablrce
& Companhia. M. Calmon & Companhia.
Poingdestro.Fred Robilliari..lohnston Paler
& Companhia.Deano Youle.Geo. Kenworlhy
& Companhia.Le Bretn & Companhia.Adara-
son llowic.Jones Patn & Companhia.Russell
Mellors & Companhia.John Poingdestro.
Todas estas firmas e.to reconhecidas a 13 de
Janeiro do 1851 pelo vice-consul inglez Henry
Christophers.
A hypothese aqu lirada Ja se acha largamente
desenvolvida na primeira parle da nossa memoria
onde fallamos das violencias praticadas pelos cru-
zadores e tribunaes da Gra-Bretonha na poca
posterior dos tratados, isto ao anno de 1816
Desde ento tinha cessado lodo o direilo de vi-
sita e do deteuco estipulado em 1826.
O bil aberdeen nunca foi reconhecido pelo
Brasil, nem le brasileira. Este navio nunca
se empregara em trafico, nem em outra especie
quslquerde contrabando; nun^a a bordo transpor-
tara carregamenlo seno licito. Nao foram echa-
dos a bordo nem se quer os objectos menciona-
dos, seja no proprio bil inglez (com quanto ina-
plicavel}, nem da lei brasileira de agosto de 1850
para o liin de considerar o nario suspeito de des-
der temporal do pontfice romano; bastar trans-
mitas do magnifico parecer da
commissao encarregada deste importante as-
sumpto, de que foi relator um dos seus mais emi-
nentes oradores, o Sr. Thiers, que ninguem ac-
cusar de demasiado all'errado Ss pretencoes da
curia romana.
I m numero de cavados, convemenle-
ajaesados esperara a comotira imperial
lovoo.
mente
'.) rarall destinado a motilada de S. M -i
meio daqnelles porto do paro.
As 5 e meia boros di monhl S. M. montn, t
seguio pela estrada do Campo Grande para S.
Christovo, acompanhado de sita comitiva,
da Italia, hoje to nublado c carregado de nuvens
nmeacadorasiit nroo ad dispergendum [i; o
sinislro ou o prospero futuro, que a Providencia
tem reservado humanidade. Mas o que est
patente & todas as vistas, e nao pode escapar
mais mediocre intelligencia, a recrudecencia,
se assim podemos dizer, dessa mitiga e mplacavel
guerra, que inimigos internos e externos nao
tem cessado de fazer contra a Egreja Calholico,
ferindo-o no seu mesmo coraco, islo na pessoa
e autoridade do seu chefe vigario de Jess Chris-
to na Ierra !
O espirito de voiligem, precursor sempre de
calamidades e ruinas, parece haver-se derrama-
do por entre os povos e os proprios conselhos dos
prncipes. De um lado a revolta e anarchia con- '
ira a autoridade temporal da Santa S, to inli- i
mmente ligada com o seu poder espiritual, des-
pojando-a de todas, ou da maior c mais impor-
tante parle de seus dominios ; por oulro lodo a
amblco, aceitando os dons mais que muito sus-
peitos n perigosos dessa injusta e sacrilega expo-
iiaeo.
Oh 1 se nao devem ser perdidas pora o prsenle
as coes do passado, o que podem esperar uns c
outros no destecho deste drama mysterioso I
Espcraro os agitadores, sublrahindo-se ao ju-
go suave da soberana pontideiarque se realisem
sobo sceplro de oulro prncipe os clculos, para
nao dizermos os sonhos da Hberdade que aspi-
ram ? E o paiz que se compro/, de receber das
mos da demagogia esses despojos usurpados de
um poder o mais legitimo que se conhece na Ier-
ra poder contar com a submisso c lealdadodos
seus novos subditos ? A hisloria. que a luz da
verdade c lestcmunha dos lempos, encarregor-
se-ha de responder semelhanles questes. Ella
atlestar que asoliciludee a poderosa influencia
dos papas salvaran) mais de uma veza capital do
mundo christio da invaso de inimigos ferozes,
e que nunca ella soffreu mais sensivel e mais r-
pida decadencia que nesses periodos de turbulen-
tas faccoes, que opprimiram o seu pacifico mo-
narclia, e se apoderaran) do estado.
A experiencia, diz um distinto cscrptor, es-
tiva feta desde os lempos de Rienzi. Nesla pe-
ca toda a Italia era cheia de movimento e de vi-
da, todos os estados, todos os paizes vizinhos de
Roma, bi lhavam de uma maravilhosa aclividade.
E o que foi. Roma durante os setenta annos que
a ausencia dos papas Iho deixou para desenvol-
ver lvrementesuas forcas? Roma cahia como
cahe um corpo morlo, segundo a expresso de
Dante; Roma va a herra crescer nas suas ruas.c
diminuir-se consideravelmente o numero dos
Com eleilo dizia o insigne porlamenlor. sem ,oJo squito de cavalleiros. S. M. Iraja ;
utoridade do Bohemio Pontifico a unidade Prp,0> caK'a "nca, chapeo de palho
montara.
Acoiiipnnha-o o Sr. presidente di provni
seu secretario e o Sr. chefe de polica. O
da proco salvou, os roguetea subirn aoar, o mu-
sica eiuiiibou nos margena do Cotinguiba. o
responden com ia
Nos arriaos que
circulan) o Aracaj houve um engao dos bate-
dores, que ah errarom o caminho; nas -
de pouca monta, peis aquellas rastissimaa ida-
nicios de a.-eio, onde surgen) fonnosos oai
meio d csterilidade nao podem deixar de mere-
cer a contemplar.ao do viajante. E se nn:_
se dispe a ir percorre-las volu
erro do caminho nas estradas que ah se crusara
troz em pago a consoloeo de rer aquelles ar>
leresses particulares lias nacoes, bem como nos o que comecou mo grado, araba-se ento con
oslados o inieressc privado "se cola diante do in-| Ptazn-
teresse publico. Assim este interesse universal O sol nascia. derra-nando seus roios com toda
mais que sufficientc para que as potencias ca- a mageslade do sol dos trpicos. Ah reto-nos
tholicas tenham o direilo de reintegrar Pi IX a nienforia a bella poesa do Sr. Pranklin Doria

a o
catholca seria dissolrida, sem esta unidade o
catholicismo acabara por fraccionar-se em coi-
las nnumorarels, e o mundo moral, j to for-
lemenlc abalado, seria de lodo abatido. Ora a
unidade catholca, que exige a submisso reli-
giosa das nacoes christas, mal poderia subsistir ^vo que j estova acordado
so o pontifico, seu depositario, nao fosse abso-|suas seelamacoes do eslylo.
lula o completamente independente ; se no meio
do paiz, que os seculos lhe tem assignado, e
que lodas as nacoes lhe ho mantida se elevas-
se um soberano, principe ou povo ( pouco im-
porta ] qne livesse o direilo de lhe dor a lei.
Para o pontificado nao ha oulro modo do inde-
pendencia que a soberana.
E' esle um inleresse universal do mais alta
importancia, ante o qual devem ealar-se os in-
(1) Jerera. cap. 14 v, 19.
(2) Habacuc cap. 3. r. 11.
na sua Sede pontifical
E lano a forra da verdade c da juslira, quo
no mesmo parlamento protestante do Inglaterra,
apezar do seu inveterado odio egreja romana,
a causa, do poder temporal dos papas achou
corajosos defensores que nao s rebateram cora-
josamente as falsas e gratuitas impulacoes que
ento correram, e agora se renovara com incri-
vcl despejo contra o governo pontificio, como
ainda nao duvidaram recriminar as invectivase
declamaccs dos ministros da cora contra os
pretendidos abusos da adniinistraro romana,
oppondo-lhes o lamcntavcl espectculo dos sof-
fiinientos das numerosas classes dos seus pro-
prios subditos, e com espoeia'idnde da infeliz e
heroica Irlanda, que gemem sob o enorme peso
da miseria o de outros mullos niales, quo corro-
en! as estranhas d'esse paiz, alias to eolio, e
que se lem donominado trra classica da lber-
dad e (5).
Como pois, que se pretende obscurecer ou
contestar esles principios salutares dilados pelo
senso religioso de lodas as nacoes, e reconheci-
do* pelo direilo publico da Europa, excitando
ou acororoando, forca de falsidade o calum-
nias, projeclos de reformas, pela maior parte,
incomptivels com n ndole especial do governo
pontificio, afim de reduzir o sen Augusto chefe
uma dependencia humilhantc e funesta aos in-
teresses do mundo calholico ? Quem ha ah
que por entre esses fementidos protestos de
veneracao, c proposito de respeitar e conser-
var illibado o poder espiritual do Summo Pon-
tfice nao cntreveja o que o celebre Lamennais
(3) Victorias da egreja durante 10 primeiros
! annos do pontificado de Po IX pelo abbide Mar-
gotti cap. 10.
(4) Ibi cap. 9.
(5) Margotti cap. 8 pag 262, onde se ach
um extracto do iuteressantissimo discurso de
Mr. Georges Bowyer em resposta a lord Pal-
merslon, lord Russel e outros.
O sol nascenle, c repelimos COmnosco aquel-
las csirophes lindissimas.
O balite de Dcus o sol ocende
E o sol o manto de oiro preste, estcnde
Sobre o elher azul, c a Ierra e o mar :
Tudo luz, tudo brlha, ludo encanta.
Se espreguica, se agita, se alerauta,
Ao seu rdeme e penetrante olhar.
As nuvens sao corseis que dispararan)
Da arena afogueada que formaran)
As faces do horisonte em combusto :
Frcios partidos pelo ar galopan) ;
Songue vivo escamando ora se topan).
Ora era procura do infinito rao.
Lamentamos que nao livessCM preparado a es-
Irada : era um beneficio, cuja efficacia dnraris.
Imperador a em um formoso ginete. Estar
affarel como nunca. Tratara com muila familia-
ridado a alguns dos cidad&os que o aosnnanh i-
vam. E' como deve ser o Monorcha. A eliqui i.i
continuada, peunanente um peso para M
races bem formados, como o do Senhor ). Pe-
dro II.
Na baixa do Valle do Mcdo, que fica mca le-
gua distante de S. Christovo era S. M. o impe-
rador esperado pelo coronel Domingos Dios Coe-
Iho e Mello, um dos mais ricos proprielarios di
provincia, varo maior de OS annos. Eslavo em
grande uniforme da patente militar que tem, o
acompanhado de seus filhos, genros, e outros
muitos cidados, que tinham viudo a ca vallo di
cidade de S. Christovo para ah reccbcrcm 8.
M. o Imperador. Quando o Imperador chegou a
esle lugar foi saudado com vivas a SS. MM. II.
O Imperador agradecen com a affibilldade que
lhe innata, e que neste dia palenleava-se ex-
traordinariamente. Quando o Imperador entrn
na cidade era 7 horase 55 minutos. A distancia
percorrida tinha sido de 5 leguas. Eslava t ida
(6 A verdade de egrej i catholca demostrada
pelo abbade Calle tota t-, cap. 7, pag, 35 :
ILEGVE


(*)
fniiii'ia de arcos a cidade wM uo lolhagens, e
bitidiras. As ras limpas e alcatifadas de
junco.
Todas as casas estavam nceiadas, lendo as ja-
ncllas ornadas de colchas. Das janellas as se-
nhoras o meninas espargindo flores sobre o im-
perial viajante, acompanhavam este acto coin vi-
ras enlhusiasticos, com acclamares prasentei-
ras sinceras. A antiga capital "se npresentava
< 11 'citada, ostentando suas gracas e donaiies
como a matrona que se enfeita esperando occu-
pai em ura salao de baile o lugar que em outro
lempo oceupara orgulhosa o altiva.
A divisit da guarda nacional conimandada pelo
Sr senador Antonio Diniz de Siqueira e Mello
furnia va alas desde a entrada da cidade ale o
pa^o.
parada cotnpunha-so de tres brigadas. Al"
brigada era renimnudodn peto Sr. 'r-Trcnte-coro-
tiel .los Guilhcrmc da Silveira Vellos. A 2 a pelo
Sr. t ncnle-eoTonel Donririgos Dias Jnior. A 3." pelo Sr. tcucnle-coioiicl Manori
Gaspar de Mello Henotes. As gracas eram em
numero de 1200. Dessas -176 thihara sido f arda-
das, as (fue rumpecm o 3.o;bolalho pelo -sen
romn andante Domingos f)ias Jnior. Ao mirar
o imperador hoiive urna salva de arlilharie, c 0
sironde dos lgreles du ac. Asacelamoecs [>o-
ftulares ocompairnaram estes saudacoesdu-csiylo,
e assim foraoi continenlo, at uno .10 opar-so
s. 11. no pecotoi recebido ahi pela cmara muni-
cipal e mais autoridades locos. Solando S. M.
ao paco, que fui o ulico palacio da presidencia
em S. Chtistovo. Foiohi, em urna sepela con-
venientemente preparada a ceremonia ao sculo
lo erurifleo. O cruciflxo era do um rico lavor.
Era a imagem do crucificado toda ele prata Os
r.iins e is outros apparelhos sao de ouro ; a cruz
: de Jacaranda. E-lo imagen) (o: oulr'oaa dos
padres jesutas, c boje to Sr. Francisco Das
Coelhu e Mello. Ao lado do crucifixo no altar
eslao as miagos de Nossa Senhora da Conceho
do Pilar. O peco eslava ricamente preparado.
Era o ni.iis sumptuoso de ludes da provincia.
Ser publicada depois nina descripeo especial
d i paco em S. Chrislovo. O Sr. Francisco Dias
Coelho e Mello pedio tironea a S. t. o Impera-
dor para ser por elle oiTerecida a S. M. alnipc-
ralriz una imagetu fcita loda de podra, ao que o
lmppradoi se dignou acceder. A imagem c da
S.uiia Roza Mvslica; a pcnfia representa urna
prosa cercada de boluca da niesma flor.
Apenas S, M. mudou as roupas de viagem sa-
hio pata orar na matriz. Eram !1 horas da ma-
nllia. A tropa eslava cni alas desde o paco at
a porta da igrrja.
A igrrja matriz de S. Chrislovo foi erecta no
t' rapo dos Phcltapcs de i asidlo. Tom sido di-
efii vezes reparada. IJKiraamentc quando se
faziam alguns reparos no lelo, este desabou todo,
desde a porla da igreja ate o arco cruzeiro. A
piedade dos liis insligida pelo desojo da recep-
cao imperial eflViluou prodigios. Em menos ile
vinto dias ; igreja foi cubera convenientemente,
e no da da entrada do Imperador, ningucra dira
que fori aquello mesmo-cdicio que linha solla-
do if.o lamenlavcl desastre uro mez antes.
A igreja eslava ornada com simplcidado de-
notando lodo o zelo que bouve em apprompla-la
ara augusta ceremonia que ahi devia ter
S. M. dec arou ao Sr. vigario que dispensava o
Te-Dcum, que preparavara em aceito de gracas.
Depois de ler orado S. M. vultu para o pago,
o:ide almocou.
A mesa estova proparada rom aceio e profu-
so. Alm aa comitiva de S. M. liveram a boma
la provincia, o Sr ctele de polica, o deputado
da provincia Barros Pimentcl, e osSrs. commen
dador Sebaslio Gaspar de Almeida Boto, Fran-
cisco Dias Coelho Mello e Dr. Francisco da Silva
Freir, bemeomo o Sr. Roberto Francisco de
Carvalbo, cc-mmandaote da guarda de boma, a
qual foi prestada pela guarda nacional.
I ni pomo depois S. M. salio c visitn a igreja
da Misericordia, percorrendo lodos as suas di-
ises.
Depois enlrou no hospital, visitando as enfer-
i ; as, dirigindo aos doenlos una palavra de
affeclo, n ui gesto le cnsul nao.
Poi al a cozinha e pedio informaces sobre
todas as particularidades do eslabelecimento.
Ao sabir do hospital loi saudadocom acclama-
ri 9 estrepitosas.
Em seguida foi ao con,-enlo de S. Francisco.
Orou na rapella-mr. Depois passou a observar!
o claustro. Si bio iodos os andaros, iudo ao sa-'
lit, onde foi ;i bblioiheci publica que j boje
nao exisle.se nao em miniatura no Aracaj < m
urna sala do archivo da assembta provincial no-
ta-so pie provincia j i nao livesse bibliothera '
regular, foi ao salao em aue foi n asscmbla pi >-
vinctnl. Do iodos esse3 lugares procurou gozar
os dironles pontos que das janellas a vista des-
cortina para o lado do rio Pnramopama, e as bai-
.\as em que se formatn as sallinas pelas aguas vin-i
d pelo i io rompri lo.
< convento do s. Francisco atiesta o zelo dos
is liois na edificacao dos templos. Edifica-1
la a nave da grojacom lodo o esmero apresen-
la o bello aspecto do convento de S. Francisco J
de l'oraguass na Baha. Foi ncslc convenio
que residi um religioso, fallecido o armo pas-
s.iJo, '-;e poneos minulos antes de expirar com- I
liozjyna poesa. Chamava-se fre Jos do San-
la bernia. Iloje ha apenasdous religiosos nesse
convenio.
Sahindo do Mosteiro, S. M, foi visitar a ordem
lerceira de S. Francisco. Percorreii lodosas
carneiras, tendo antes visitado a sachrislia.
Dahi foi visitar a aula de primelras letlras,
cujo professor o Sr. Francisco Jos Gomes, Pe-
dio o lirro das matrculas, examinou-o, toman-
do algumas olas. Arguio a l meninos, os,
fuaes io ios mostraram pouco adianlamento.
untando ao professor os motivos daquelle
airazo, respondou elle a S. H. que os alumnos
nao compreliondiam suas explicaces. Notando'
-s. M. o atrazocra que so acbavam os alumios
a respeito dasquatro opera<;oos di arilhmelica
- fazettdo sobre isso urna refleiio ao professor'
este desrulpou-se di/endo que isSo aconteca por-
que os alumnos nao linham compon lios. \ isso
Inor compendio o professor.
Estas patarras (hilas dos labios do imperador I
naquel.e reclulo, davem servir de ura protesto
solemne contra o deleito do professorado. A
inrancia cumpre dar a instruccao por meio da
palavra animada, viva, Iransmittida pelo ardor!
da vocacao do professor. Nao dar-se-lhe um
ivro, o querer que o pobre menino, lea, relea
Ilumine ideas, que elle s por s nao pode co-
iner- Compre oo mostr descerau alcance da I
intejitgencia infantil : Iraduzir por assim dizer a '
llnguagem obscura do livro : animar rom sita
palavra a lettra mona do papel : reiiflcar o es-
cnplo, transmittir a i J:-a da palacra ao alumno,
loe a nao srosle esforro do professor passar
como se nao passasse, pela pagina do livro, lera
*omo se nao losse o que esl escripia no papel.
l- esta a tarefa do professor: a gloriosa mis-
sao de enskio. Nao se esqueea mais daquelle
axiotna do Imperador. O melhor compendio l
o professor. Estas palacras sos por sos resu-
em lodos w tratados sabr a inslrucco pu-
DHca. Ellas resolvem o grando problema do cn-
aroo. Poi ellas trauspiram es ideas da civilisa-
'."io bodieina sobre o grande destino do mostr
era sen importante ministerio. E' um refiero
sagrado do penscmenlo de Lherminier : < Der-
ramai a inslruccie sobre a cabera do novo : vos
Joe deveis esse baplismo.
Depois do ler examinado os Iros alumnos S
a. rnandou que o protessor argase sobro a dou-
imu ehnalaa, e attOHdeu com o maior cuidado
as perguntas fetlas e as resposlas t'adas.
Sahindo desta aula foi S. t. i igreja do Ro-
sa: o, onde fez orae5o.
Ao passar pela igreja do Senbordas Miscricor-
'iiasqueaMda esta por concluir, oergunlou
qual a ii.vcca<;ao. e depo de obter a re
conttnuou e,m seu caniinho.
Foi igreja e ao convento le Nossa Senhora
oa Uinceicae das Barbadinfaos. Esto mosleiro
loa na extrema Jave A igreja est construida com" aonello
'Mmplicidade mageslosa aue dS aos temples a
K^Jdeza pura c singella da relig-o christaa.
> .lineada pelo mpsmo gosio dojkjm sempre sao
ruidos os templos dos Barbadiuhos. E* esls
sexo leininino sob a direccao Ua proT^sggra pu-
blica D. Maria Punce Soulo Maior. Arguio a 3
meninas que mostraram algnm anrento;
encarregando S. M. a professora do .fazer per- '
guillas sobre doulrina tlirista. Esla insistencia
do Imperador para que os yn'ofessores atguam
nesses elementos do calliecismo c muito profi-
cua. Couhecc-se do zelo do professor em der-
ramar no meio dessas intelligencias infans as
scraentcs da religiiio, o que 6 a baso da insuc-
co publica. De feito cumpre formar esses co-
races, mldando-os no cadinho da doutriuha, e
da f6. Releva, pois, fazer-Ibes comprehender
oslas \^!rdadcs, anda que nao soja scuo pelo
habito que se Ihes fa^a repetir os phrases da dou-
trit>3, que mais tarde comprehenderao.
>esla aula passou para a de meuinos, regida
pelo padre Jos Anlonio Correia. Nesta aula
Sendo feilo algumas pergunlas a diversos alum-
ines, vio que esses aprcscnlavam algura aprust-
lameiito, satisfazendo lodos ellos s quesaes
| que foram propostas. S. M. parecen satisfeite.
D'abi foi visitar a capella de S. Miguel, c reco-
llieu-se ao paco dando beija-mao a caman mu-
nicipal, o a mullos oulros ridadaos.
Depois do janlar, a que foram convidados os
_ mcsiuos cidadaos, que cima dissemes, s. M.
sabio a cavallo visiiou o cemiterio e a casa do
mercado.
As (Je 1|2 horas da tarde rccolheusc. A noile
! leu beija-mao, a que concorreram muitos ci-
dadaos.
Nessa occasia urna porco de meninas vcsli-
i das de branco, rom griualdas du flores ua fronte,
subiram ao paco c canfaram em presenta de S.
M. utu livmno, lindo o qual liveram a boma de
beijar a mo de S. II. No centro da praca da
Mairiz havia um |ialanqiie IJue linha sido levan-
; lado as ex| ensas dos artistas. Para elle se su-
\ bia por duas oseadas de 13 degros. O palanque
se eleva sobre 8 arcos, e termina em um pa*i-
1 ment. Sobre esses ha A columnas o una copu-
la de um lado formando una especie de docel.
Fiii enfeitado de rambraiuha verde e encar-
nada. .Nao altcstava arle era gosto archileo-
iiico_. A noile este kiosque foi illnminado. o
clarodas tuces na ordem em que estavam dis-
poslos, davam-lhe una bolle/a, que elle por si
.nao tmha. A noile loda a cidade illuminou-se.
.1 quem eotrava enlo por Ierra pelo lado da
igreja dos Barbadinhos, a cidade representara
urna vista encantadora. Era como um randela-
bru do inynado de luzes surgindo no meio das
i floreslas.
As lo horas da noile S. M. recolheu-se.
Ao amauheccr do dia 18 de Janeiro s. U. par-
I lio para o engenlio Escuna! onde almocou, che-
gando de vello o S. Chrislovo as M'horas do
| dia. Esle engenbo disto de S. Chrislovo 4 lc-
j guas.
liecolhido r.o paco S. M. foi lomar algum re-
. pouso bem como a comitiva.
As 4 horas da tarde sabio para o Aracaj,
acompanhada de muilos cavalletros, que Ihe for-
maram squito al a capital. Eram os cavalhci-
: ios que pela manhaa o linham acompanhado, e
i parle dos que o receberam no Valle do Hado.
As acclaniaces saudaram ao Imperador at
queelledeixou a antiga capital da provincia.
S. M. dignou-se acceilar urnas flores de panno
inuio bem eram 2 ps de espirradeiras, 2 cestas com flores
diversas, 1 p de jasrnim.
I.iu S Cbristovo deixou S. J|. de osmolas
MARIO PE PEWAMTOCO. SEXTA FEIRA 1? DE tTEVEBfnO PE -1860.
esposta
singelleza de consIruccJo que da lambem tanta
belleza a matriz de Aracaj, a igreja de S. 9al-
''roi* construida ha poneos annos, nico lugar
" Sergipe, onde 5. M. aceilou o Te-eum.
Depoia S. M. foi a grej do Amparo, onde vi-
wlou lodas os dviso.'s do edificio. Sahindo
o ah foi ao convento do Carmo ; depois de ler
examinado a igreja, procurou o lugar em que
u ueste convenio o extinelo lyreu da provincia,
..Miando a sala das congregacos, o das aulas.
DsJn passou a percorrer o edificio da ordem ler- i
ceira, T
Pouco depois foi a aula de latinrjue regida
pelo flvm. Sr. padre Jos Boberto de Oliveira, \
que foi o professor desla disciplina no lyceu ex- '
linio. S. M. aTguio a alguns alumnos, fazendo-os
iraduzir o Horacio c o Cicero. Da aula de latim !
*. M. foi Tra nula de primeiras Jeltras para o!
2:000 res para os pobres, e para a Misericordia
3:0008 reis.
As 7 horas da noile enlrou jS. M. no Aracaj,
onde foi receido com os brados enlhusiasticos
do povo que osaudava.
Foi ueste dia que a guarda de honra leve por
porla-bandeira o vice-consul de Uruguay. A
noile S. U, deu beijamao, a que concorreram
nimias pessoas. Era adospedida. linha de par-
tir no dia seguinte pela manha.
Viagem da S. Al. o Imperador no Eseurial.
No dia 18 as C horas da manha parlio S II.
o Imperador, acompanhado de sua comitiva, do
Exm. Sr. presidente da provincia, c d> Sr. chele
do polica para o engenho Escorial propriedade
do Sr. Anlonio Dias Coelho e Mello.
Durante todo o caminho aflua o povo para no
ulas da estrada afini de saudar com os scus hra-
dos ao Imperador. Passando S. M. pela villa ds
Itaporanga foi festejado por girndolas de fuge-
les,que subiram ae ar, e por estrepitosos vivas.
A's 7 e 1,2 horas da manhaa chegam ao en-
genho, onde foi S. M. recebido com lodo o en-
ihusiasmo, feguetes, e acclamacoes cstrondosas.
O caminho eslava enfeitado por arcos de fo-
Ihas naturaes, com fcsloes do Dores. Chegando
ao engenho S. M. assislio ao Irabalho da ma-
quina. Fslo ongonlin moo a agua. O Impera-
dor_ visitou toaos os deparhmenlos do edificio.
Fez a respeilo algumas reTexoes que demons-
traran-! qionlo elle entendido ueste ramo da
industria agrcola. Depois S. M. foi aos cana-
viai's, onde rio Irabalhar o cultivador especie
de arado, que por si faz o servir.> de muilos ho-
mens. S. V. elogiou este meltioraineiilo inlro-
duzido na agricultura, que serve para tantos
'uisieres, como soja amanliar o terreno, limpar
a caima etc., e que deve sor apresenlado.
Todo o gado do engenho linha sido reunido
em um espaco. S. t. moslrou-se muito con-
lenle de vero modo porquo no Escorial sao cul-
tivadas os diversas raras do gado vacum, cavallar
e langero, os qnaes lodos tom nesle engenho
apresenlado urna procreaco uilissima, e.-n razo
do esmero do sen proprielario.
Depois S. II. servio-se doalmoco que lho li-
nha sido ofl'erecido pelos proprielaros.
_ Tiveram a honra de lomar pnrle nesse almoen
alem da comitiva, os Sis. presidente da provin-
cia, chele de polica, senador Diniz, depulado
Barros Pimenlel, brigadeiro llorta, Jos Mathoos
I-eiie Sampaio, capao Goncalu Vieira Dantas
raajor Serapbim Aires de Almeida Bocho, lenen-
ta-coronel Manuel Garpar, tnajor Joao de Aguiar
Boto, Antonio Diniz limitas, commen lador Se-
basiiao Gaspar de Almeida |}.to, Dr. Siivio \na-
cletu de Souza Bastos, raajor Pedro Moni/. Tollos
do Menezes, lenlo coronel Pedro Leopoldo fa-
buco de Araujo, c alguns oulros cavalleiros, co-
jos nomes nao nos chegaram ao conhecimenlo.
Tiveram a honra de servir a mesa a S. M os
Srs. Antonio Dias Coelho e Mello, Domingos Dias
(."'.'I'" e Mello Junio, Francisco Dias Coelho e
Mello. Jos llodnges Coelho e Mello, eDominaos
Das Coelho o Mello Pai.
As91j2 S. M. relicou-se, ch. gando as 11 eli4
a S. Chrislovo.
O Imperador duranle todo o caminho pedia in-
tormacoes a respeilo do systema mais usado lia-
ra preparar o assucama provincia, fez a respeilo
algumas reflecccs, denotando que lera as me-
mores ideas a respeilo dos melhorameotos, a que
letn direilo osle ramo da agricultura do paiz.
Oihandopara os lenos, que bordara a estra-
da, c para a vegelago fez s. H. algumas obser-
vaQo s, que prorara'm os couhecimenlos qee le-
ve da Historia Natural.
Foi 0 Eseurial o nico Engenho que na pro-
vincia de Sergipe leve a honra de ser visitado
porS. M. o l. compre aos scus proprielaros pro-
curar fazer que elle corresponda aquella atlencSo
fazendo progredir a agrien lia tura, melliorand
cada vez mais os sysleraaa, pelos quaes o assu-
car se orepara. alini de que possa ura dia o Es-
eurial ser nm engenho modelo.
Descripao do l'ar.o em S. Chrittovo.
0 palacio, que oulr'ora servia para a residen-
cia tos presidentes da provim ie, na antiga ca-
pital do Sergip.!, foi o destinado para servir de
aposento a SS. MM. II. quando fossera a S. Chris-
lovo.
Esse edificio fica ao lado esquordo da praca
jara quem entra na cidade, viudo do Hospicio ta
Piedade. Esl siluado defronlc a Igreja de S.
Francisco.
A cummisso de recepcao em S. Chrislovo
esmerou-60 por tornar aquello edificio digno dos
Hospcdos Irapcriacs.
O exterior do palacio foi aceiado e pintado con-
voDienleminte.
A entrada J para urna bella oseada de desoi-
to degros.
O logedo dopcrslillo da podra da provincia
mame que imilla o martnorc branco.
Finda a oseada atravessa-so um corredor ou
galera que entrada para lodos os aposentos
do edificio.
Enlrando-se pela djceia, chega-se na sala do
docel. Esla vasla, tendo de largura 41 pal-
mos, e de coniprimcnto 170 pouco mais ou me-
nos. Esl toda alcatifada de tpeles de lavoures
diversos. As paredes forradas de papel pintado.
Do ledo pende um Iu6lre de 8 luzes. As janel-
las eslo guuarnecidas de cortinas de chamalole
verde, e oraarello, com sanefas desetim encarna-
do, presas por flores de metal dourado. Os
porlaes eslo fornecdos de arandelas.
No fundo da sala esl proparado o throno. E'
um rico docel, cora espaldar feito de selim ver-
de, bem como os tres degros. O espaldar e os
sens appendircs eslao orlados de galao de ouro.
No docel eslo duas cadeiras de Jacaranda com
espaldar estofado de velludo carnregim. bem co*
mo do mesmo sao estofados os assonlos. As pre<- j
silbas que segurara os assenloe 9 os encoslos sao i
douradas. As caoeiras sau de um trabaiho dcli-
cadissinio. Forera as que servirn) na Baha no
pavilhao levanlado pela cmara municipal na ca-
p'al dessa provincia, quando. SS. MM. ah des-
cansaran!. Foram as primeiras em que se srn-
larara SS. UM. m sua viagem pelo norte do im-
peli.
Ao lado-Se coda urna dessas cadeiras esl um
bofele forrado de selim escorale g.iloado de ou-
ro. Do oJto cahera duas cortinas de selim ver-
de, lambem orladas de galo de ouro. Este do-
cel eslava destinado para S. M. o Imperador, e
para S. M. a Imperolriz.
Da galera, vollondo-so om drxvao para o
plano superior entrada, d-sc na sa,la de re-
cepcao. Esta est alcatifada lambem de tpelo,
c forradas as paredes de papel piulado de cor
verde. A mobilia do Goncalo Alves a Luiz XV.
Ha no centro urna mesa da raesnta maneiri,
conlcndo urna serpentina de brou/e dourado.
Do ledo que esl pintado de branco pende um
lustre de (i luzes, de bronze. Sobre o soph fi-
ca um rico espelho de moldura muito bem tra-
balbado, e dourado com multo goslo. As janel-
las esloo guarnecidas de renda branca com sane-
fas de selim* cor de rosa, presa por flores doura-
das. As porlas leein cortinado do chamalole,
como as da sola do docel. Os porlaes eslo
guarnecidos de orandellas de vidro. Sobre um
consolo lia um refogiu de bano em forma de
semi-cilipse terminando por urna figura, que
sentada sobre o mostrador apunta com o dedo
iude.v para ura livro, com o titulo Confessions
de J. J. Bussoauleudo dcfronle una staule-
zinha de livjos. Ha junto dos sopbs tpeles de
pelle de anca o de galo montez, orlados de se-
lim. Desla sala se passa pora a sala do docel,
para o quarte do Imperador e para a capella.
A capella fica osquerdo de quem entra na
sala de recepc&o, ficando simada entre essa e a
sala do docel. Esl forrada de papel ,- tapecada.
Defronte do porta est o aliar com a imagem do
Senlior Crucificado. Aos lodos dessa imagem
que esl levantada sobre um calvario di jacaran-
do, ficaan os Imagens de Ncasa Senhora da Con-
eieu e deNossa Senhora do Pilar. Junio dessa
ultima esl um cruciQxO pequeo lodo de prata,
que- foi des jesutas. Foi esse o offcrecimenlo
que se fez S. M., como di/emos, na descripeo
da recepcao em S. Chrsiovo.
O qiiarto de S. M. o Imperador que fica pora
o lado direilo a quem entra, hovendo para elle
entrada pela sala de recepcao, esl todo alcati-
fado de tapetes de ricos lavore*. As paiodcs es-
lo forradas de lindo popel piulado. A mobilia
ueste quarto c loda de po-solim. A tomo de
um Irabalho perfeilissimo. Ha junio Julia uma
(6/e de nuil da mesmo madeira. u loilele lera
ricos vasos de porccllana. O lavatorio lera jarro
e hacia de prata, pendendo juntos desses dos
loolhas de rambraia. Tambem de rambria eram
os leos. Os Iravessi-iros sao de seda com fro-
nhos de cambrn boidada. A colcha de gor-
guro lavrado. O cortinado riquissimo.
Contiguo ao quarto de S. M. o Imperador, fica
o quarto de S. M. a Tmpcralriz. Este lem o chao
lodo alcatifado de lopeie. As paredes eslo for-
radas de papel boi bado com llores. O ledo es-
l forrado de selim edr de rosa.
A mobilia de Sebaslio de Arruda. Consta
de cama, toileto, consolos, lavatorios e lables de
nuil, os lences de cambraia Travesseiros
grandes do seda cor de rosa, o os pequeos d*
seda azul. De cambraia sao as fronhas. Sobre
os consoles eslo dos jarros de porccllana flnis-
siroa, contendo flores de panno dt> um irabalho
superior. Essas llores consliluera um primor
da arle. lia lambem castieoe- de prata lacrada.
O cortinado da cama de selim cor do rosa.
Coulinuando pelo galera em direccao porle
posterior do edificio enlra-se esquerda na sala
do janlar. Ahi vera-se ricos aparadores: so-
bre elles diversos servicos de porcella, e 12 sal-
ras de prata, com Ires bandejas j)o uiesuio metal.
No centro est a mesa de oslado, Em direc-
cao della, ditonle uma braca, Oca a mesa impe-
rial Nesta mesa ha duas grandes jarras de pia-
la, de rico lavor, cometido llores. A loueo c de
porccllana dourada, c os talheres de prata. Ua
profuso de iguarias, que sao delicadas, bem co-
mo os vinhos. Ao lado est uma baca de prata
muito bem liabalbada sobre um lavatorio, junto
do qual pondera duas loolhas de cambraia uis-
sima.
A mesa de oslado esl fornecida de abundan-
tes iguarias, doces e fruclas. A sala de janlar o
muito arojada, cercada de janollas. D'alli pas-
sa-se para a despensa. Do lado direilo lo cor-
redor licam os aposentos para a comitiva, os
quaes eslavam convonientemeole proparados.
[Comi Serg eme.]
PABAHYBA.
A nt:Hi5:n!;> du vurein de S. l. o
Imperador a esta provincia
Narrar os aeoiilccimeutos, conheccr eanalj-sar
os coslumes em proveito Jos goracoes, que se
snccedom no thoatro do mundo, dcscrever os phy-
sirnomias, pintor as differeutes pitases do en-
grander-imento dos nacoes, e indicar as causas
verdadeiras do sua decadencia o declinacao, se-
guir com judiciosa critica e escrupulosa impar-
cialidade o desenvotvimento da* acijeshumanos ;
esclarecer e guiar a humanidad-: em sin marcha,
eis a misso da historia desde Tcito, Heredlo!
Bossuet, al Cez-ir Caniu, Alcxsndre llcrculano e
oulros.
Qualiflcar os feitos memorareis, que honrara
ura hroe, desempenhar o seu carcter, Ilustrai
oseunotnte perpetuara sua memoria dcscre-
vendo suas virtudes, levan loo a historia guiado
e defendido pelo justa aprccbcfiu de ura grande
merecimento, incumbe a ira prensa coeva, ao
panegrico, que ajuda a histona, e lho presla
assim um grande servico.
S M., o Sr. I). Pedro II, vo terminando uma
longa e afanosa viagem algumas provincias lo
norte do Brasil, onde assignalou una nova era
le progresso e felicidade para pai/, c de im-
morredora gloria para si.
Sera prelendermos levantar mais nm padro
fama gigante de S. M o Sr. I). Pedro 11, que des-
de, muito se repercute nos ecos do velho mundo
era respeitosa admiraco, e menos guiar aos an-
naes historeos o sen nclito renome, que lho
prediz nrecoce a gloria dos Cezarcs, o merilo de
Alexandre, c o culto e respeilo de Napoleao, e
mais que o poder ^ grandeza de scus ovos, o
que s cabera a melhores engenhos. entendemos,
que una llgeira noticia, anda que em Iraeos in-
eiso incorrelos, verdado, desse movimenlo
civisador c popular, que surge por tola pule
aos passos do Egregio \isitante, ser quic bem
recebido poraquelles ao menos, que nao poderam
Confundir-senas turbas, que ondoavam nos ras
da Poi-.livba, que nao poderam saciar-se do ex-
primir amor e acalaraonlo ao seu manarcha du-
ranle a sua feliz visita, o que nao conhecem de-
tomadamente os beneficios seta cont, que sua
Alta Munificencia derroraava era derredor do si.
e os melhor.netitos que sens estados e sabedo-
ria nos promellem no futuro.
Nessa afanosa viagem S. M., doldo d ranila
sabedona e lluslraco, de um goslo peculiar pe-
las sciencios e estudo das anliquidades, c de um
vigor e caforco superior raats penosas c pira
lodos allliclivas fidigas o iucommodos se dese-
nhoit aos olhos do paiz o hroe de sua grandeza
e florescencia, o prophela de sena destinos, a es-
perancaraaliaadd de sua gloiia. uluia.
ara comprehender, que Dos reservou o Bra-
sil a ^presentar um importante popel no vasto
drama do desenvolvimenlo hura uiitario, seria
bastante ao observador ju licioso esl idar esla era
vordadetramenlo pica, era que o nclito c Pr-
vido Monareha vera pessoatnioote examinar e
cotthecer suas neeossidades, c remediar seus
desvos e males ; seria bastante contemplar S. M.
no seiode seu povo.
Quando nessa opulenta e loboriosissima Ingla-
terra a tao preconisada poltica d.is Pilis, dos
Palmerston, e dos llussels tem desvirluado a sa-
lular corabinaeio e equilibrio do governe mixto,
e nullilicado quasi o elemento monarchico, qu
vai sendo absotvido pelo poder legislativo ou
antes pelo poder dos pares Quando a llospanha
estreme agitada pelas continuas dlscussoes o li-
des nleslivas, que o potente sceptro dos Felip-
pes, collocado as raaos debis de uma mulhcr,
j quasi nao as pode suflocar c extinguir, e Por-
tugal anceia decadente c rachilico, \ivendo so-
menle de sua glora passada, eternisaJa por uma
serio, de reis Ilustres.
Quando em Franca Napoleaoo cholo do po-
vocorre todos os dias o risco do perecer sob o
puuhal republicano, e as machinas infernaos re-
benlara debaixo do seu carro, imperial ; e om
alguns outros paizes os ihronos e at a pedra ue
Son Pedro, s pouco lempo abalados, se conser-
vara anda iirmados sobre bayonetas, no Brasil
S. M. o Sr. F.edro II., vem ao seio das turbas
CDermcs, apenas por ellas guardado e defendido,
e recebe indisiv.eisprovas do mais sincero o acri-
solado amor o profundo respeilo* a sua Excelsa
Pessoa ; atravessa s e indefeso regios quasi
desertas deste vasto territorio, que por luda par-
le se pova de brasileiro* para aauda-1 a victo-
ria^lo em sua pauagem.
Neeaos momenos de v-erdleira e sincera *;'-
fsao ue um euthusiasmo stm limites era admi-
ravel c sublime o espectculo que se ufferecia
Por toda porle e sempre as ideas e opinics
polticas, os ponidos todos do paiz so fraternisa-
vara, e resuman) em um nico pensaraenlo ; e
a toz popular, singla exprcsso dos senlimen-
los do urna naco, soava fremente do ardor e
enilmsiasrao,
O Sr. I). Pedro II. o enviado do co. O Bra-
sil defendido pelo hornera sali e compassivo.
Vos sitn. Vos sois di|lo u'c goveraV a homens
nascidos para a liberd'ade e amor da sua patria.
Aquellos mesmos, que se deixavam seduzir
pelas illusocs ulopislcas dos revolucionarios c
innovadores da Europa, os Brssots o Kossuls do
Brasil, protestara boje contra sua anl!ga f c ren-
dem solcitos honjenageiti e veneraco ao syra-
bot preclaro do eterno esalutar principio nio-
narchico. E o cstrangeiro vivamente commovi-
o pelo locante effeilo dessas scenas prodigiosas,
arrebatado pelo frenes popular, confunda cora
nossas as suas acclanio;oe?.
Por loda d parle e sempre seguido pela espon-
tanea c cordeal renaraco o amor, S. M. syrabo-
lisavo o importancia, a influencio e o destino de
urna grande naco ; reparta por todos igualmen-
le o premio de sua justica, ou a puni(o de sua
severtdade ; allrahia tudas as sympalhias por
urna docura e bondade irresistvois : subjugava
is espirilos rebeldes ; e o murmurio das paixoeS
polticos vinham expirara seus pesante o respei-
lo devido ao legitimo poder; sua alma era o ino-
dilo d'alma do paiz, seus actos refleclara as ira-
presses do seu povo, sua eloquoncia a riqueza
do seu espirito, e sua virlude pereicao de sua
educaco.
Espirit fecundo, devolado propugnador da li-
berdade, brasileiro d'alma c coracao, S. M. era a
encarnai.o, o verbo de uma profunda crencaa
da felicidade patria.
Nessa feliz viagem de S. M vemos a realisa-
co de un pensamento sublime c grandioso, ve-
mos um nao poupar de despe/.as, um arriscar e
despender largo e generoso de grandessommas
cun fervor aidenle, ura voto cumplido, uma lar-
ga colheila para os pobres o desvalidos, poder
de fadigas e dedicaco de ura hornera rico e feliz,
masque nao adormece na opulencia, e dvsce to
iliiono aos hospilaes levar a consolaco o soc-
corro a miseria e a dor.
Vimos anda uma maior e mnis larga colheila
de beneficios reac-, cora que S. M. dotou n P.i-
rahiba, c muilos oulros providenciaos, o melho-
ramentos, que por sua delerminajo so vio rco-
lisar.
Em ceilo espaco de lempo viajando com urna
rapidez iucrivel desta capital villa do Pilar e
d'.ihi cidade di' Uamonguape, alcancou as mais
urgentes neeossidades, os moles da Parahiba, e
comprehendeu as causas, que enlorpcceiu o seu
Qorcsciinento c riqueza.
Vede.
Depois de ler ora Teniambuco a Babia despen-
dido immensos capifaes em favor de asylos de ca-
ndada, e ajudar diflerenles empiezas em prol do
engrandecimento dessas j to ricas provincias,
S. M. no fin de seis dias de sua estada na Paro-
liiba linha mondado construir um novo mala-
douio, s expensas suos, era una instante ne-
cessidade. reclamada pela sslubridade publica
desla capilal ; construir uma nova ponte Jo Sa-
nho, lui dando o mais fcil e commodo transi-
to ao ccmmcrcio com o interior, exista ha mui-
los annos, quasi em ruinas ; linha deliberado
mandar quebrar a grande pedra, que obstrue o
rio Haroonguope, o que ser o mais valioso ser-
vira feito a agricultura da provincia, que lera as-
sim o ni meio muilo mais lacil de levar seus pro-
duelos a maiores mercados.
Deixou os seguimos estillas :
Nesta capital.
A' Sania casa da Misericordia. .
Para os pobres........
Para um maladouro.....
Pora a igreja das Merces ....
Na povoaco do Cabedello.
Pora os pobres.......
Para o cemiterio.......
Na freguezia do Livratnenlo.
Para os pobn s.......
.Na freguezia le Sania Rita.
Poro a igreja do Sorcorro. .
Para a igreja da Balalha ....
Na freguezia do Taip.
Para os pobres.......
Na villa do Pilar.
Pora os pobres. .
Paro a matriz. .' '. .
Para o cemiterio.......
Na cidade Moiiianguape
Pora os pobres........
Pora o matriz........
Pora o cemiterio ,.....
Para o igreja do Rozario ....
Para a igreja do Coracao de Jess .
seos de justu.a, jue do cemilcrio linhaui ido di-
rectamente.
Esla alia dignitfade ecclesiaslica, qno s el-
Eram qcasi oilo e tros quarlos horas da noule, tjXS^XTuASZnYuXTn
uando sanio o Dr. chefe de polica, depois d Jen/lo,1!f conrcre'lne l,lu, P"PC'o ter procedido como lhe cumpria, mandando re-
colhcr ao quartel de polica alguns escravos da
casa, e deixando algumas praoas ncsla.
Na manha do da 5 leve lugar a autopsia no
cadver, qual assislio o senlior da escrava que
dizem reconhecera. Tambem se dizque os m-
dicos declararan) que a escrava nao suecumbira
molestia interior, o que pareca ser dos castigos.
Finalmente s onze horas da noute, foi o senhora
presa para uma das salas do quarlel do corpo
fixo, o j se acha concluido o processo.
Ao lempo que se tratara de semelhanle fado,
vtilgarisou-soa noticia de que havia suecumbido
Felicitamos o nosso amigo por mais osle aclo
de dislinccao, a que lhe dan direilo ndispula-
vclo seu zelo c dedca;o aos inleresses da san-
ta Igreja.
Acha-se condemnada pela Santa Se, por de-
cret de 12 de dozembro do anno p. p, a obra
doSr. Dr. Carlos Komi, acerca dos casament
nnxtos, que esse Sr. puhlicou no lito de Janeiro
em suskntacao do projecto offererido as cmaras
pelo ex-ministro da justica, o senador Francis-
co Diogo Pcrelra de Vasconccllos.
Por esle aclo fleam triumphaiiles os principios
desenvolvidos e sustentados peloSr. conogo Pinto
lie '.imiil-J ruin Irah.l'tiA n n\.,^nr.. C- r-.^l._
ut lusui.a pora aquella \ lila, e all trataran) da i-artas de nualro i itavas 't-'O >
exhuraaco do cadver, e depois de nrorederem V q r". "V, ,
\,u, e / 1 cotnpanhtas costumao transportar gratu lam
Dizem que este senlior um desses carac-'
que s lem em vistas desempenhar opti- 7es
ca.
lores
mmente os seus deveres, olera do
muia illustraco e eloquoncia, alera de muito
. pralica.
J v-so que o ergo da juslico publica acha-sc
: exeellenlemente bem prehenchldo.
i A abertura do Iribunal do jury lera lugar em
, fevereiro prximo, no da seis,
Anda mais noticias Distes' Na manha do dia
18 do corrente chegou do sul o vapor Prineeza
de Joinville e ao derembarcar para a Ierra alguns
possogenos, virou-se j ao p da praia n janga-
di. O resultado fui que houreram dos victi-
mas, sendo uma senhora italiano que vinha de
passagem, e um pobre pescador, que estando
para ir pescar, c vendo a pobre senhora deba-
lendo-se com as ondas, lancou-sc ao mar com
oovavel desojo de salva-la e perecen lamb
retaos.
Assim pralica a companhla de raporri in->-
e nao obrando di misa IUi que p-> :
J competir cora ella a de que oro i nos
na iodicece de um iiiconvenient-; cuja perma-
nencia ou eonlnuacao Dio lhe pade apruveilar
por forma algnma, sendo portaoto para di
que insto se d uma alteracao.
Deraorom-se nesta porto os vapor
zcs era suas viagens o espaca de dote I
mas anda assim nao raras "vezes o con
acha-se em atropello por sor tninguado a
paco.
Ora, se appareeem incon\t-uii-nt< s doze
horas, o que nao dar-se-ha com mcUde
lempo ?
A demora dos vapores purlugut zes ha si lo mu
pequea no nosso porio ; aiada ha
Brasil, no ma passagem poro a Europa, i,.
do por obra das 7 huras d'ai
que nulrissem sentinentos "ao humanitarios! l?*&* *' C? cuino i-s que leve esse
iuwtSn ler" ".............w u""......",s MW ^ l9 d" pi
0 Dr.'cbcfo ie policio logo que |*m.iM. a-l. A fll" que se dav semelhante successo,
""'cilios .ao iiumaniioiios, es9e neonveniento, come 6 de*
esse pobre pescador, sem du- Temos noticias do Pajeh de II
lamentar essas duas victimas data de l do passado.
ores,
leve nolicia de mas cada dw creseem as apprehensoea d
ao lugar do desemb.rqrmo SHUSS^J^ ""^^ "
o'itrdo'/vZS}f''o'''ri"''-l,,'ii;''S- l:" Os gneros de primaira necess-lad- ,
coo lhe eco "/cspoilo, cuja lionscnp- ; ,|,i e n.s proximidades por pi i. Na
' I Passagem do Joazeirn est a tarinha a !6f n
6:000gi 00
4:0dl,s0U
i:(KMi(lil
ao$oou
300;0(I(|
SOftOOO
30J00
oogoon
lOcO
30O;U0
5305000
5009000
soogooo
1:0005000
60000U
50US000
300X000
300,^000
Total 19:8009000
Nao piulemos contemplar aqu as esmoltv.que
S. M. den era mo dos pobres, que confiadamente
a esliravam.
1. quem sabe, que sorama de bens nos esl
i anido reserva-la em sua vasla concepeo, o que
mais larde lera efTeilo ?
S. M. o Sr. I). Pedro II, bem fadado nos arca-
nos da Providencia pora o throno do Brasil, cx-
cedendo a todos, qual outro Sal nessa magosto-
de natural, que tanto o distingue, o como David
pelo explendor de sua virlude e sabcdoiia, ao
mesmo lempo philosopbo e poltico comprehende
perfeiloraenlo que conquistar a toialidadc das
adhesoes de um povo deve ser o objeclo uuico
osforcos de ura rei ; animar seus estimlos o
boas tendencias, guia-le ao progresso, assegurar
i O seu engrandecimento c felicidade o mais sagra-
do dever da realeza.
No coracao e memoria dos Parahibanos, como
de todo brasileiro, o nomo de S. ST. licar cierna
! mente gravado por to importantes beneficios, e
sua saudosa lembranca.o amor e obediencia que
lhe sao de vid os, se perpetuarn, revivero cons-
tantes iies-i-s moiuiineiilos, que c licam de sua
[ singular bondade e suntraa munificencia.
E assim, uo a civilisneo era todos os lem-
pos lera nascido e se perpetuado nos coslumes.
u is iiisliluicoes e na vida dos nacoes ; < por
feitos loes que Alexandre Luiz' XI, Napo-
leao e outios vivera aiuda na Iradico e na his-
toria.
A Iradico c a historio diro as provindouras
eras c geraces, quo S. M. foi emulo desses h-
roes, e hroe como ellos : c que foi o mais sa-
bio, justo, humano, e adorado monareha de seu
lempo.
E nos digamos com as turbas.
O Sr. I). Pedro II o enviado do eco. A glo-
iia do Brasil certa.
Salve Seuhor !
( Imprcnsa.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NaMBUCO.
Ccar,
Fortaleza, 25 de Janeiro de 1860.
Quando nutria os melhores dez-jos de nolciar-
lhe agradareis noticias no introito do novo armo,
e assim por diante, succedo infelizmente o con-
trario Dous fados graves lem preoecupado a
atlenco publica. Um desses fados, leve lugar
nesta ci lalvez pela posioo da pessoa o quem se attribite
o fado, familia a que perlencc. O segundo
fado teve lugar no sitio Santo Antonio do Bura-
co, propriedade do Sr. coronel Joaquim Mendos,
que disla da villa de Maranguape uma legua.
Dizem que Idnticos sao os fados ; que dous
escravos perecerara a sevicias, e achanda-sc se-
pultados, leve lugar os exhumacoos. Supposlo
que a imprensa aqu nada lenlta dito a respeilo,
passo a referir simplesmcntc o quo sabe todo pu-
blico desla.
Na tarde do priraero dia do anno, appnrcce-
rara boatos de que urna escrava havia suecum-
bido a sevicias de sua senhora. Esses boatos
grassaratn com lodo incremento nos dias 2, 3 e
4 : era a ordem do dia. Pela tarde do da 4,
corren a noticia de que o Dr. chefe de poliiia, o
tahelliao do crime, tres facultativos do rceio ba-
tolhoo do corpo fixo, o raajor do corpo de poli-
eia, o outras pessoas, liuham-se dirigido ao re-
milerio. Os curiosos para logo ponclraram o fira
a que se diriga o Dr. chefe de polica, e para o
cemiterio atlluiram. All chegados, o nao po-
dendo terem iugresso denlro do cemilerio, tra-
taran) de procurar posicao para que podessem
presenciar os actos a quc"ia-se proceder.
O morro da aroia que fica ronjunclo o sobran-
ceiroao cemiterio, deparou-lhcs posicao quo lu-
do poderam ver.
Eram seis horas c alguns minutos da lardo,
quando se acabou a exhumarn e verloria no ca-
dver, ficando a oulopsia para a manir do dia
seguinte, o qno succedeu. Apenas os curiosos
souberam do resultado do oxanie feilo no cad-
ver, e o que disseram alguns dos que linham as-
sislido dentro do cemilerio, maior celeuma cor-
re-y., e os curiosos offluiram em fenle c porla da
cas* .4.1 pes.?oa a quem so allribuia semelhanle
fado (B. .Mana Firraina Pacheco Cordoiro), e on-
de se acha* o Dr. chele de policio e mais j.es-
P.i
Dr. Gervasio Cicero Albuqucrque Mello.
Belarmiuo doS Roriz.
Supplentes.
Jos Querado Filgueiras.
Vigario Cosorio Claudiano
Circulo do Ico.
Dr. Fructuoso Dias Ribeiro.
Dr. Anlonio Ferreira dos Sanios Caminha.
Dr. Benjamn Piulo Nogucra.
Vigario Monoel RobertoSobreira,
Circulo de Inhamum.
Dr. Jos Fernandos Vieira.
Dr. Joo Fernandos Vieira.
Vigario l.onios Braga.
Vigario Sarniento Renevides.
Circulo da Granja.
Dr. Antonio Ferreira dos Santos Caminha.
Jos Antonio Pereira Pacheco.
Joo Sereriano da Silveira.
Custodio Moreira.
Nesle ultimo circulo houveram dos eleires,
e em dfforonles candidatos, a oxcepco l Dr.
Caminha. Consta que e deram muitas irregula-
ridades : que nao se proceder no dia designa-
do, etc.
Nao sem repugnancia vou agora trol.r da fer-
renha poltica que infelizmente reina nesta pro-
vincia, c que a causal de lodos essas paixes
odios
des
iiiilho d-se o n.ismo hacend s unente nes.-pj
dous ltimos, sendo que ou primeiro \- ..
:-2'l a i|iiaita, e no segundo a 3;00U
A c .me est geraluicnte dozesseis poto
0 vapor de guerra aoslriace E/iae(*,eaa que
vi 11 S. a. I. o Sr. archi-duque Maximiliano,
entrou no dio 16 s 10 pora 11 horas da noile
I ora o niosqueiro. Ncsla occasio os B|
encostaran) para cima do recita submat
coroprehenddo entre os huios da barra,
pogou era pouco ; mas safas hcm.
O Sr. chefe da estaoio noval, qae toaJ>
elle entrara, linha collocado de pro
barro uma lancha do briguc-laira llt
prompla prestar qualquor soccorro.
Esle dislinclo chefe durante a noile estere r.o
mar, e foi pessoalmenle observar o vapor vei
se lie precisara de algn auxilio.
A Capitana do porto loriihcm di-u os pro id- B-
cios de sua compelen :ia.
O vapor receben oitenla toneladas
ale o meio da, e pouco depois foi m copar O
mesmo lugar no lou-oroo, a;im de pod
para o seu destino noile, como eneclivami
seguio.
Do Iguarass cscreve o nosso corraponJea-
le em dala de 1 i:
A piessa com que lhe csrrevi ultiman
.. -- -......ipangas
recommenda-lbe que nudos de ccete, e dizem que lamber- de Cira
lhe escreva duas carias : em urna lamentasse de poni, de senlinella na porla da
a falla do polica all, e que lhe indieasse pessoa dia seguinte
para delegado, o quo lhe peco lome lodo o inte- cando a
em que o presidcnU
rrilar-se, tnandou fazer
i-1, w, al
da ji.Ma, co-
ver ao ir-
ca ha um amigo jusliceiro, o ehefo de polica > Os h
| imparcial, c sincero liberal Que seu notne 'aes e.xcc
referindo-se a seu correligionario a quem insi- liveis com
nua' '
pa
rclho ,
loraens calmos o de sonso, que avalii |
ccessos, poro dzerem se elles sao
com a circumspecciu do canrter anda
io ja linha ido paro o Rio ao govorno imperial, I que soja de um aprendiz de mmatrvtU
ra vir recommendado presidencia Passarei, no entretanto, desse fact' v
Nao de bable que ha muito corro, que essa oulros novos, e menos repugnantes.
mvriade de ac:usoc6es. essa opposcoo frentica
o systeraalica feita por esse chefe de partido
Ilustrada e jusceira admiuistraco passada do
Exm. Sr. Dr. Joo Silveira de Suizo, e Dr. chefe
de polica Ablio, foi nicamente factura c obra
do oncommenda da mente de semelhante befe,
Q s5 Qthas do despeito ; pois consta-nos de boa : esperara niontenia'o gov creo, a"quem so Mote
ionio, que aquellos funecionarios repelliram li- '
versas exigencias que Ihes foram por vezes feitas
i por esse chefe de partido.
Avalie-se igualmente que peso deve merecer
as censuras e aecusocos que lambem pelo mes-
rao lempo, ptulicar esse chefe, civado sempre
de espirito de partido, contra as autoridades su-
balternas das localidades ; as quaes si linham
I por alvo, embaracar o adminislraro, e inculca-
la fra da provincia como prejudici.il e perigosa !
i A demanda e'.eiloral continua a gei a ptrCOC-
cupaco dominante do gente deste l< rm -.
- Por parle do Dr. Silvino alega-sc c pr
a circomstaneia valiosa de ser elle niblid i
peilo do govorno ; os advogados do Dr. I
Joaquim contestona, fundados na neutral
lem pedido. Dizem mais que o Dr. Mauoel J--a-
jquim nao procura oulros recursoa eleil
nao sejara os seus proprins e os dos sonsa:.
-< Esla nolicia de nculralidade do governo, lem
quadrado muilo, embura se procuro contesia-l.i
com o delegado do Otido, que dizem su
tura do Dr. Silvino. Ha porem, luem .-ssegurc
nao ser exacto esse boato, altribuido ao
juiz municipal, que apezor de muito cireva
o e verdadeiro, leem sempre a infecidodo de
dcslnbuir noticias inexactas, que ora nada i i
parecem cora a detiribtieia de ta justica.
Nao perderei lempo com essas conjeclnras .
Anlielo-lhc oplima sonde e pecunia, n quepas-
sasso alegres festas e Igualmente eus penales.
Rem ex vencate pender.
- i,..,,.i____. i,......i, mi i,,,,, i.........M, i ''^l'i'icni lodos o res non rerba, c por en quant
DiARio^rftTwAMBucQ.""ide":afr rsrieusr** -
Por fallar era S. Exc. Estove domini
Ilontem pelas G horas da
o v,
Noile, quo apenas adiantou i
porto o vapor ^c^St ^^
porlos do
guinte
Amazonas. O ro encina cora moita torea, e
desconfiava-se quo hovcri.i uma enciente,
quasi igual a do anno passado. felizmente porem
os moradores do boixo Amazonas dizem que por
all comecava a decresear.
A safra do cacao promelle ser muilo abun-
dante.
J havia sido preso, em Obidos, o assossino do
Habano Jernimo Bulls, e mais ura do seus com-
pteos.
Para.A provincia gozo de tranquilidade. O
invern comecava a desenvolver-so, sem cora
rara comprimetila-lo, vieron) conler.les das ma-
uciras urbanas e cavalb.-iiosas de S. 1 n
<< Falla-se que o recrutamonlo d; jnaarda na-
cional conl nuar : veremos
Ua poneos dias ura sujeilo enibr agado poap
scem frenie da casa do juiz municipal? a m.t-
llie chufas e pilerias. O delegada o rtsPmeu a
cadeia, onde curti a bebedeira.
Ouizeram ver nesse excosso de embriague
um acinte eleiloral ; mas tal it.io he uve.
kvAId sempre.
Segundo consta do almanak de Gotha do
anno passado, que um documento Imtaafrito,
o Sr. archi-duque Fernando aximiliano Jos
udoaindaser^lo ibondan'to wmo 'ere dVo I dswSos'^asea iTm^uSl.'S*
sejar. l ",nsCeu a o de julho de 1SI2, i fi-
0 Exm. Sr. Dr. S o Albuqucrque Continuara ,,,,? arch'-duque .Francisco tas ; Isi |
a seguir a mesma marcha escloredda, ,?e de de : S^ffhSSi ^ tClU ^'^VTT 6
que all oporlra mi em pralica vice-almrranto c commandante m d efe da ma-
I rindo imperial e proprielario do regiment de
encontramos nos jornaes
liara nho.Nada
que marcea menco.
Cear.Os se i ios receios de secca, que tanlo
as populacoes, comecain a desva-
atlerrorisavara
ubians austracos n." 8 c chefe do lerceiro regi-
ment dos dragues prussos. Casou-s- 27 de
julho de 18j7 com aarchi-duquezo Marta La iluta.
nocer-se cora as copiosas chovas, que lera cah- dc Juul' dc 1S,' ,illia lI rci do5
do sobro lodo provincia, e -~-r-
em nciiTnu.-
para a raca
Aio Groada do Norte e Parahiba.-lmn nn- I fn8'>-oma pelo reinado do rei Alfreda, qo
vera de bononga corao que tal^ nostaa du., lTiS"^^jirt-aUan*fc Sob
.provincias, aonde apenas se d a successic^dos J I.nnnr"S1dB0.bom..rei* 6 q"C S ^ Subd'1's
' a apurr e lecer a
opois de Wiit, tem
lalvez arbitrariomenlo flxado o anno !>60, come-
as
. mas
osla la, alm de ser muilo precisa, parece ura
pouco retardada : porque ha provas positivas da
existencia deste ramo de industria j um secuto
antes.
...,^ ...,,, ., ,,,,/iin;i,i t- iiie. a conuuuarem r.
da mesma forma, devera tornar um anuo fert-L.T 5CT T* SAC.n,F,1!;,0S ,EM ^
lissimo fui no lira do IX secut, lao glorioso
Jlio Grande do Norte e Parahiba.-lmn nn- S^^nli/f-'110
rem de bonanca como que baixou ROsUs daos Sffi^.dnl2. LtV*J
provincias, aonde apenas se d a successao dos l\"ZZ*tn bom,.rei I1
dias, sen, cortejo de fados que perturbe a trau- f. aPrcndcra"1 c continuaram
quilidade publica e a seguranco individual. I )*'" /'f"as es'Ppros. dcF
Os candidalos depulaco gcrol preporam ve- ^^iMBMla Bxado
rilcando a quolificaoo e seus tramites, oerre- TZLtnZX? ,f C5V,bc,e,,"ra ,i,mbcm
no para o prximo cmbate. i ,? ac,,ir3s 'a c>";r os llmenlos ; n
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
ret vapor que ullimomcnle voio da Euro-
pa, tiremos noliria de hav.er o summo pontifico
nomcado sen prclade domestico ao Sr. conogo
Pint de Campos, ora prova dc roconhcciracnto
aos servicos prestados pelo referido Sr. congo
4 causa da Igreja.
Winchester, quo ora o principal poste romano
na Gra-Brclanha, o foi lombem o primeiro asyt
da civilisarao, e o primeiro centro das manufac-
turas de las nglezas, linha soffrido vicssiludcs
serias.
Atacada frequenlemente, c peodii'amenle
ameagada pelos indoraaveis Saxons, linha por
lim suecumbido perseveranca de Cerdic depois
K
ILE6VEL]


DIARTO PE PEtNAMBlfO. SEXTA FEIRA 17 O FEVEREIRO DE 186.
*
de vale anuos uo ataques directos, l'aesava-se
tudoisto, punco rnais ou menos no nnno 546. A
obstinarlo dn sua resistencia linha, sem duvida,
exposto sua populacao e suas artes vingancas,
conseguintcmente nao admira que a cidade, do-
poii Jo lomada, soflrcsse um saque geral. Mas
a rigucza, o luxo, o bem estar da sua populacao
submcltida eommunicaram em certo espirito de
civilisacao aos conquistadores, e sabia poltico
deCerdic, que era realmente conservadora, foi
toda dirigida com o fim de proteger asarles
uteis, e principalmente a manufactura das laas,
com cujas vantagenssefaniiliarisaram seuscompa-
nheiros ao ponto do se iuleressarem particular-
mente no fabrico das laas.
E fra de duvida que no periodo corresponden-
te ao renascinionto dessa manifestado em Flan-
dres os principes anglo-saxons, de anima-la, e
desenvolve-la, em wincheslcr. O intervallo,
comparativamente paciiico, que decorrera sob os
soberanos saxons al a pilhagem do Winchester
pelos Dinainorquezes, foi urna poca de grande
prosperidadc para o com murcio das laas. O rci
Edgar em pregn todos os meios ao seu alcance
para o animar e aperfeicoar. Mas este fabrico
tornou-se gradualmente* mais importante pela
caresta da materia prima, vidamente procurada
pelos leceloes de Flaudres, epor elles exportada,
do que pela abricaco dos (cidos.
O segundo saque dos dinamarquezes, o grande
incendio de 110*, as perturbarles que occorre-
ram nos reinados do Eslevao, c scus successores-
outro incendio ponto depois do primoro, e a
es (a em 1318 liveram una funesta influencia
nao s sobre a industria manufactora de Win-
chester, mas anda sobro um conimcrcio de ex-
purtaco das laas.
Occorriam estas desgranas no periodo, em que
as manufacturas llmenlas progressivamenle
prosperavam. Finalmente Eduardo III trans-
portou o mercado das laas de Winchester para
Calaix e essa medida paralysou inleiramente o
commcrcio da Gra-Brelanha.
No limo porra de 1202 em consequencia !}
lima lerriyel innunda o em l'landres foram obri-1
gados muitos leceloes a procurar um abiigo em
Inglaterra.
Q governo ingloz, apreciando pouco as grandes I
vnnlagens, que poda obter de agazalnare esta-
belecer%quelles emigrados, obslou em lugar de
animar a sua entrada ; porque, m occasiao ella i
nao ta proveilosa em parte, seno produzia logo
os beneficios, (pie o pai/. colheu depois, porm '
que nao podia alcancar senao pouco a pouco.
Os emigrados foram repelidos dos condados1
selvagens do norle. Mas algum lempo depois1
mullos desses leceloes oiam mandados para o1
psiz de (alies, ese eslabrloceram nocondao de
Hereford e outrus visinhos, o desde essa poca
comeeou a industria das laas a ser abracada pelo1
povo, e a lomar progressivamentc um incremen-
to animador.
Foram recolhidos no da !5 do correnle
casa de detenco 7 homens e 1 mulberes, lodos1
livres, sendo S ordem do subdelegado do Reci-
le, e 1 do de Santo Antonio.
Passagciros do hiale bras.ileiro Deberibe,
vinde de Penedo':Marcelino de Puntes Hartins,
e Jos Uarle da l'.unlia Pinto.
Passageiros do vapor brasileiro Princeza de
Joinville, sabido para os portos do Sul :Fabio
Cesino Bastos, Domingos (ornes B irgcs, lente
Horacio de Gustuo Coelbo, majnr Joo B. de
Sou/.a Braga, 2 pracas do 1" batalhao de infan-
tara, eapilo Manoel Luciano da Cmara Guara-
n e sua senhora, Ires Napolitanos, Francisco de
Paula r.avalcunii de Albuquerque e 1 cscravo,
Antonio ldano G. de Almeida, Esabelha Celler,
Dr. Joo Jos Dmaso, I) Anua Mara das Nevos,'
Joaquira Pereira Arracs, Custodio Francisco Sos-
res, Luiz Ferrei:a Campos, I). Joaquina Tunes
da Cosa 1 Qlh-1 e urna parda, lente Manuel
Joaqun; Machado, um escravo do Dr. Nahor, B. \
Cavalcanti da Conceicao, Francisco das Chagas,
Felppe de Souza Brasil, Leopoldo Equey, Vi-
cente I.ourenco, Alfredo Sergio Ferreira, Albino
Domiugos, alteres Ignacio Pereira Sorra, Jos A.
de Araujo, Clirysoslomo Dorio Nobre, 6 Africa-
nos livres, Hanoel Joaquim do Almeida Moeda.
l.evv Simn, Manoel Jos de Sani'Anna, 1
cscravo era companhia de Sergio Ferreira, um
contingente de 5U pracas de. linha. padre Anto- |
nio Jos da Costa, duas irmas e 1 escravo, Vic-
toriann Jos Marinho Palhares.
Passageiros do vapor brasileiro Parsmun-
01, sabido para os porlos do Sul:Antonio
Jos Conrado, Joaquim Jos Martina, Jos Fran-
cisco Coelho da Paz. Manoel Ferreira Foi,les J-
nior, Jos Bernardo da Molla, Lourenco Scnho-
riiiho de Menezes Cisneiro.
MiTwionto publico :
Mataram-sc no da 16 do correnle para o con-
sumo desla cidaue i'J rezes.
HORTALID&DB DO DA 16 DO COMIENTE!
Jos Amonio Serpa, branco, viuvo, 56 annos,
alteraco de ligado.
Manoel, pardo, 3 mezes, eonvulsoes.
.Mara Senhorinha da Costa Alecrim. branca,
casada, 30 annos, sebirro no estomago.
S:ibina Maria Pereira, pela, solleira, 25 annos,
tubrculo pulmonar.
Hospital de camode. Exislcm 7S ho-
mens, 53 mullieres naciunaes, 2 homens estrau-
geiros, 1 hotnem escravo, tolal 131.
Na tolalidadc dos doentes exislcm 39 aliena-
dos, sondo 32 mulberes e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Pinto s 8 horas da manhaa, pelo Dr. Dor-
nellas s 8 horas da manhaa.
CHR0N1C/UUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COfflMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 16 DE FEVEREI-
KO DE 1860.
PBES1DIKCU DO EXM. Si. DESEMBARCADO!
SOUZA.
s 10 horas da manhaa, achando-sc prsenles
os Senhores depulados Reg, Basto, e Lcmos,
o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acia da antecedente.
EXPEDIENTE.
Foi pnseiite a colaoo olfieial dos procos cor-
rentes da praca, relativa semana linda.Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
I in requerimenlo de Manoel Joaquim de Oli-
veira & Companhia, pedindu o regislro de dous
papis de arreudamenio das casas da ra do Cor-
doniz ns 12e 18.Regislrem-se.
Ouiro de Manoel Gonealves Ferreira c S J-
nior, pedindo que se Ihe declare por cerlido se
seus pairo-es Francisco Joo de Barros c Joo Li-
rio Marques sao conimercianles matriculados.
Como requer.
litio do mesmo, pedindo o regislro da sua no-
meacao de caixero.Regislre-se.
Ouiro de Marcelino Jos Gonealves da Fonle,
que tendo deludo de ser caixei'ro Joo Kodol-
gistrar ; pede que seja esta sua declaradlo regis-
trada, afini de. ficar de nenhum elleito aquella
ii o'ii caca o.Co'mo requer.
Outro do rnesmo, pedindo o registro da nomea-
cao de seu caixero Joaquim Pedro da Cosa o-
reir.Como requer.
Outro de Vicente Alves da Cosa e Silva, pe-
dindo o registro da procurar-o que ajunla.Re-
gistre-se.
Foram com vista ao Sr. desembargador fiscal,
os seguinles requerimentos :
lm de Julio Cesar P. de Oliveira, ridado por-
loguez, de 36 annos de idade, domiciliado eosla-
belecido nesla cidade, com sua casa de commcr-
cio de Cazcndas por grosso e a relalho, pedindo
matri:uliir-se.
Outro do N. O. Beber & Companhia, successo-
res, pedindo matricula de sua (Irme.
Outro de Francelinu Xavier da Fonseca o Joo
Martina do Rio, pedindo o regislro do seu con-
trato social.
(nitro de Ricardo Cnduff e Jos Pinto Ribcro,
pedindo o registra do seu contrato de sociedade.
Outru ile Xislo Vieira Coelho, pelindo o regis-
tro do seu cuntalo social.
Nao havendo nada a Iratar-se, o Sr. presidenle
oncerrou a sesso.
SESSAO JL'DICIARIAEM 16 DE FEVEREIRO.
FHESIDENXIA DO EXM. SK. DESEMBAKliADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, prsenles os Sis. desembarga -
deputados llego, Basto, Lomos e Silvera, o Sr.
presidenle declarou aberta a sesso ; c foi lida e
approvada a acta da antecedente.
Sendo prsenle a appellaco julgada em sesso
de 19 de dezembro do anuo prximo fiudo, em
que sao :
Appellanles, Benlo Jos da Costa, Dr. Joo
Jos Ferreira de Aguiar e putros appellados,
a viuva e herdeiros de Agostinho Ileririiiucs da
Silva.
M,mdou-se pagar a dzima.
A nina hora da tarde compareceu o Sr. desem-
bargador Villares.
Foi assignado o accordo preferido na appel-
laco em que sao ;
Appellanles, o presdeme e directores ua cai-
ta filial do banco do Brasil nesla provincia ; ap-
pellados, N. O. Bicber & C. e J. Keller & C.
Jl'LGAMEVTOS.
Appellanle, Tiburcio Valeriano Baptsta : ap-
pellada, D. Archangela Maria Ramos e Silva o
outros.
Reformaran! o accordo.
Appellanle, Joaquim Pereira Bastos ; appella-
dos, Campos & Lima.
Foram despiezados os embargos.
distuiblicok.s
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
mulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Ao Sr. desembargador Guerra.
(Escrivo Martins Pereira.)
Nada niais boa.ve a tratar.
Bkgo Rangel,
Secretario interino-
C1MAIU MUNICIPAL K)RECIPE.
SESS.iO EXTRAORDINARIA DE 6 DE FEYF.RLI
110 DE 1860.
Presidencia do Sr. llego e Albuquerque.
Presentes os Srs. Barata, Franca, llego, Oli-
veira, e Gemeiro, fallando com causa participa-
da o Sr. Mello, e sem ella os mais senhores,
abrio-se a sesso, e foi lida o approvada a acia
da antecdanle.
Foi liJo oseguinle
EXPEDIENTE :
m requerimenlo, viudo da presidencia para
a cmara informar, do Dr, Augusto Carneiru |
Uonleiro da Silva Santos, recorreudo da delibe-
raco que a ni es ni a cmara lomou d'o despensar
do trabalho que linha de inspeccionar o gado !
inoilo para o consumo publico, na qualidade de
medico du niutadouro. Posto em discusso. re-
solveu-se que se informasse S. Il\c. que era
exacto ter a cmara turnado semolhanle resolu-
cao, nao so por julgar boje desnecessaria essa
mspecco, como porque o peticionario eslava em
ceinmisso desempenliando o menlionado traba-
lho, lauto que nao linha outro titulo seno o ofli-
cio que Ihe (ora dirigido en. dala de 7 do abrilde
1858, pela mesma cunara.
Outro, viudo tambera da mesma presidencia,
para ser informado, de Francisco Bolelho d'An-
dnde. requerendotitulo de um terreno demari-
nha, de que j est de posse, no lugar do torio !
do Malos.A'commissao de edifleaco (Barata u
Oliveira.)
Outro do engenheiro rordeador. nao se oppon-l
do a preteocao do Jos Casimiro da Silva Pereira. I
que declara em seu requerimenlo querer fazer
na Irapcira da casa, que est edificando na ra i
da Concordia, una porta sobre urna sacada no
n.eio, e duas janellas, urna de cada lado assim
como Ires janellas no oilo.Detero-se
Outro do mesmo, informando, como se Ihe de-!
terminen por offlcio de 23 de Janeiro ultimo, so- \
bre a obra que esl fazendo, na ra aira/ da
mairz da Boa-Vista, o capilao Trajano Alipio de
Car val lio Mendonca.Inlcirada.
Outro Jo mesmo, comiiiunirando que, leudo
ido dar coideaco para urna casa na ra do Lima,
oud.i Fundicao, em Santo Amaro, observara que
Custodio de lal nao linha seguido a cordeacao
quo Ihe foi dada para edificar Ires casas naquella
roa, guardando o uvellamento das de Miguel Ar-
chanjo Fernn les Vianna, o Joo Reges, de sor-
la que inclinando* a linha do nivel veo a Bear
una dillcrenea de dous palmus entre o cordo
do muro pelo dito Custodio feilo, e a casa do re-
ferido Miguel, causando assim a ra una grande
defurmidade, irreparavel boje, por eslarem j
acabadas as menciona las lies casas ; accrescen-
lanlo o engenheiro que trazia eslo facto ao co-
uliecimenlo da cmara para lomar ella as provi-
dencias que euteudessj convenientes.A" com-
missao do edilicacoes.
Outro do fiscal da freguezia de Santo Antonio,
respondiendo a portara desla cmara, de 311 dr
Janeiro passado, em que se Ihe reconimcndava
toda nltenco para o caes de 22 de novembro, que
se achava un mundo, fazendo o referido fiscal di-
versas observares a semelhanlu respeilo; e
leinbrando a conveniencia de se uiiidarem os lu-
gares de despeja para o fim do caes do Ramos,
junio a ribeira, e fim da ruadeS. Francisco,ou-
tr'ora Mundo Novo.
Altendeu-se ao que expoz o fiscal, o pcrmitlio-
se quo os despejos fossem feitos dora em diante
nos lugares por elle indicados.
Outro do mesmo, communicando-se a achar-so
arruinado o calcamenio das ras du Livramento,
Direila o travessa do S Pedro.Mandou-sc re
parar.
Outro do mesmo, informando o requerimenlo
de Joo Uonjalves Lucas Lisboa, pedindo licenca
para fazer commuuicar u cano de esgoloque len
em sua casa da ra da C.unboa do Cuino, com o
aqueduclo perlencenle a cmara, sendo de pare-
cer o mesmo fiscal que nao havia inconveniente
em so defferir ao peticionario.Delterio-se no
sentido da inforniaco, sendo a obra inspecciona-
da pelo engenheiro cordeador.
Outro do fiscal da Boa-Vista, informando a pe-
lico de Joo Pacheco de Queiroga, dizendo que
pode elle continuar na obra de sua casa na ra
de Camaro, visto quo a mesma obra esl sendo
feita de cfliformidade com as posturas.Conce-
! deu-se licenQa.
Outro do mesrao, comraunicando queseacham
gastos as medidas da praga do mercado daquella
frequezia, e requisilando novas.Mandou-se or-
dem ao procurador para fornecer oulras.
Outio do mesmo, informando a pelieo do Jos
Gonealves Ferreira Costa, em que pedio so Ihe
COncedesse licenca para edificar urna casa mea
agua em seu terreno em Santo Amaro, prximo
fundicao do Slarr. cuja frente acha-se j edifi-
cada na altura de 22 palmos; declarando o re-
le ido fiscal que a meia agua tica na ra da Au-
rora, junta a um quarleirao de casinha do mes-
mo Ferreira Costa, que deixa umi abertura que
serve actualmente de ra, mas que anda nao es-
l tragada.A commissao de edilicacoes.
assignado o lenuu ue coOiraqui quo ceieOrju Arj.H|eiU> do trasiu olanlo,cotuu pesaessao
om a eamara pra a conslrucco do muro do ulIramaOna, os rois de Portrgal linham inds-
cemiterio dr freguezia da S. Lourenco da Malta, lindamente sobre todas as igrejas as duas espe-
cies de direitos, uns resullaDles dopadroado re-
gio e laical, que era commum a lodosa os princi-
pes soberanos do3 estados calholicos pelos anti-
gos caones e ltimamente pelo Sagrado Conci-
a cmara mandou pagar-lhc importancia do
tergo da obra, como elle havia requerido.
I)espacharam-se 'as pet'ieoes de Antonio
da Cunha Soares Guimaraes, Amaro Jos dos
Prazeres,
d
nesfo
ma
Arijos da Porciuncula, Dr, Igncio Firmo Xavier, O regio alvar de 14 de abril de 1781. chama-
Jos Jacomo Tasso, Jos Pacheco de Medeiios, do vulgarmenteo alvar das facilidadese ao
Joaquim Cavalcanlc d'Albuquerque Lins, Jero-'qual se soccorre o defensor da curia foi promul-
nimo Froncisco Ferreira, Joao Luiz Ferreira Ri- gado pela Sra. 0. Mafia I, em virtude desses di-
beiro, Joo Saraiva d'Araujo Galvao, Jos Arito- retios, que Ihe compeiiam, como Gro-Mestre da
nio de Souza Quein>3, Jos Casemiro da Silva Ordem de Cbristo, e quo exercia auclorilale -o-
Pereira, Joo Gonealves Lucas Lisboa, Luiz Joslprft, sem dependencia do voto religioso, como
Nunes, Manoel Jos d'Olveira Lima & C. Mara ln era facultado pela referida Bulla da 1,'nio
do Carmo Veras, Manoel Joaquim Xavier de O apologista da enra nao leu o citado alvar,
Coulo, e oulros, e levanlou-Sfi a sesso, | pois, se o livesse ido, nao dira quo o direil
En Francisco Camilo da Booviagem, offieial- de apreseniacio, nos beneficios ecelesiasticos,
maior, a escrevi no impedimento do secret-irio, que compele "a cora, est circumscrplu dentro
lipl r, e era procu-
J!L
Reg Albuquerque, presidente. Rege, llel- dos limites de cada lisia I
lo, Gameiro, Qliveira.
Communicados
Os multo ruspeiluveis Srs. vnreaures linnaUos
no jurdico e luminoso parecer do sen illuslre ad-
rogado, di/em que o Sr. Veras nao o compe-
tente prra ser juiz do paz ueste anuo da verda-
dera luz, segundo os Pedreiros livres, e do nas-
cimento de Nosso Senbor Jess Bhrst, segundo
a folhinhae novo almanack dn Vasconcellos, 38
da Independencia, e por mal de peccados bis-
sexto.
OSr. Veras, arrimado, como sen cosime,
Ifii com o cdigo do processo criminal em pu-
nho grita : alto l ninguem se nao eu pode e
de ve funecionar como juizdo paz do Io dsiricto.
E emquanlo se necupam no dtze tu direi eu ; as
concillacdos se nao fazen, porque os advogados,
que nao forcm o da cmara, recriarn alguma
nullidade insanavel, pois que se este diz que o
Veras juiz legitimo, aquclle diz que osupplen-
te da cmara rto ser juiz calholico, c vaid'aqui
vera d'acol, licarei cu sem com-quibus, e o<
mos pagadores (com perdo de quem me ou?e)
conlinuaro em ferias Islo nao pode ser : peco
a pala va.
O distinelo advogado autor do parecer em que
se montn
O publico hade ter lidu com profundo asco,
no Liberal l'ernambucuno, as duas primeiras coi- ,
respondcncias, em que 3 Curta episcopal se lece (l>rj|0 'doeo i
sem a menor ceremonia o seu elogio, e ter pro-
vavelmcnlo re:onhecido comnosco, que ellas nao
merecem as honras do una resposla seria. O cy-
nsino com que aquella genio, de envolla com o
iiome respeilavel de sua Lxc. Rvm.", se nomeia
a si, e se qualiflea de proba, de honesta e de il-
rara lirmar-se, na questo da apresentacu do
Sr. padre llego, em urna le, quo um dos me-
lhores argn.....tos em favor do procedimento do
governo imperial.
Oue n direilo de apresenlacao nao esl cir-
cumscriplo dentro dos limites de cada lisia iri-
coroa pode apresent.ir outro sa-
le sua livre esrolha, evidente prala,da sua penna de ouro, da sua inlelligencia
Prfido Sulvapor brasileiro Prinrrza aVJWn-
vilk, eommandante o Io lenle Antonio Cor-
r.a de Biilo.
Bahacanf.oneira brasileira Iguatemy, ron-..
mandante o r lenle Domingos Joaquim di
Fonseca.
Navio entrado no dta 16.
Havre31 dias, barca francesa Occidente, de 23
toneladas, capilao Hanibois, equipa'g.m le
cargas differenles mercaduras ; a Tessel i'rer
& c.
Rio de Janeiro37 dias, barca fitanccua Hori
lltarn, de 198 toneladas, capiUra PeroneiU
quipagem 10, em lastro ; a Tessel Prere&C.
Penedo4 das, hiale brasileiro eberibe, tt 1
toneladas, capilao Beinardiiio Jos Bandiin.
equipagem 5, carga podra de amolar c bmIs
gneros; a Pedro B. de Siqueira.
Navios sabidas no atMM dn.
Lisboapaiaclio portuguez Maria laez, eapita >
Antonio Jos da Rocha, carga asa
l'aialubabrigue inglez Aro**, capilio \V. Ilui-
ckens, rom o mesmo lastro que Irouxe d
de Janeiro. Suapendeu no lamaro.
so montn a cmara para sustentar sua mo.-o, Porlos di Inrnoi ,,; v. i ......
sSo" v;:*"z^Tf- ^-^'^rSsSBBti^Ka
so por acaso me arredar desle proposito, peco io--------------------------_________-_____ "
leilor que m'o advirta] dizque a malcra est re- 2. I aVi"" '
(Olvida pelo aviso de 12 de Janeiro de 1856 I 3 8 I a Horas.
T l o nobre advogado carambolou erafal-l a.8 S'!* "ST* S I
en l'...nn .'. ...... D e ________ I. ____ i:______ j t> "! _------ --------
a, calilo
das seguinles pa
Bailando poi uiun resuiuiaa as cuusuiias, ; em semeinanie disp
5S9 da coiisciencia e ordena fuer subir 0 aviso em que se fundou o parecer do illus- i
ilavr.is do proprio citado alvar : I quasi divina da sua sciencia profund
or mim resolutas as consullas, em semelhante disparate 11
lustrada firia corar do pejo a propria eslalua da IJ gYjan* r*foh.' dirai-3o ao Mspo
mpudencia I
Atacado o consistorio da Soledade, desde o
primeiro arlgo do Diario, na sua ulcera mais
cancerosa e dolorida, ou usando da expresso
que esl mais. em moda lendo-se-lhe locado
na sua corda sensivel acudi elle prompta nen-
ie com o anodvuo dos elogios A probidade e a
honestidade proclamada da gente do consistorio
era, em verdade, o nico antidoto contra a acen-
sara de desliibuir elle as gracas e os beneficios
ecelesiasticos somonte pelos amigos c por aquel-
I 'S, que sabera o segredo de agradar. S depois
do priraeira e segunda doze dos laes elogios,
que Ihe psrcceu necessario entrar em arguraen-
taco, e ei-lo de novo no Liberal, com una ter-
ceira correspondencia, menos asquerosa que as
antecedentes, e por sao mesmo menos indigna de
allenco e de resposla
N'csse lerceiro escripto, ja se nao lem aquel-
les nojentoa elogios, que irrilitvam os espirites
mais tolerantes e iraparciaes. Trata-se ah de
a mu.na real presem.a, ou havendo eu por bem Ir Mirabeaux Pernanbucano, resolveu que tenioo
nomear outro ecck*iatico em lugar do pro- fallecido em tevoreirn do 185i o brigadeiro Joao
Chrisostomo da Silva, juiz de p:iz do 3" auno da
freguozia de S. Auna (Rio de Janeiro), a lllm.a c-
mara juramentara a Candido Jos Fernandes e a
Francisco Jos.; Ramalho, eleito para o anno, c
leudo este ultimo servido no 3", a Fernandos rom-
a
"a 2 s:
x 2 '
H\
Mascaren!
eiro, 1). Jos Joaquim Justiniaiio
ts far a dita mesa expedir as car-
< las de miulia real represeutac'o, etc.
Ja ve, pois, a curta e n seu especioso c fino
defensor, que, pelo propiio alvar dell de abril
de 1781, o governo imperial lera o direilo de va-
pelia .-ervr n i', porque os avisos du Io e 191
feverciro, e l de maio de 1836 tratam de imye.
F.VLLF.CIXBNT0 PE I'M J r.
III
utrn-jne jure, mas aquillo
i
nar das proposlas dos bispos, podendoopresentar, dimenlos temporarios e i
no benoueio vago, outro ecctesiascn que nao \ tente, do que rcsullou do
algum dos propostos. Consegutntemente, apre-
senlandn o mesmo governo, na freguezia de a-
/ iretii, (i Sr padre Reg, que alias fiara julgado
apto o idneo para o ministerio parochial, usara
de nm direilo que \h perlence, e que Ihe nao
pode ser contestado pelo consistorio da Soledade,
ou por quem quer que seja.
V. ta verdade que (em a cora, por virtude de
concosses da Santa S, e mais particularmente
pela Bulla da (Jnio, o direilo de prover livre-
menie em ledos os beneficios ecelesiasticos! que.
ordenando a rainha I). Maria I ao hispo do Id
o
5 .-
l^
nos VOTADOS.
N i son llr.
me parece claro : o Sr: Umbelino morre
.Nao [o longa v o agouro : est vivo c bem vivo
as Alag.'ias. a niudanca do Sr mbelino para j
essa provincia foi definitiva 1 Nao : elle all se
icha desempenhando urna commissao do gover-
no temporario, e que pode prolongar-se, ou po-
do lindar a cala instante, e laillO assim, que
continua a ser 1." cscriplurario da Ihesouraria
desta provincia : logo, ao caso, nao oppli i el
o aviso, que qual a espada de Alexandre, servio
O.S g. a .- S- 3 1 Horas.
i 1 Almosphera
~ 1 l'irecco. H e
= 1 1 Intemtidttde.
lilil l ci oo jo j ea i BMIM- I Centgrado. i.
i'iii;i;; i !* ~> -_: ~. i ,' Ilraumur.
- 5 i?:- | FahrenheU
- i i-1-I v 33 -100 | IJygromttr

- -i
B /
5 2
>
7
S= |
: c~. :, ^i 3
f u oi/tetro.-
Edilae
s.
e Janeiro que abrisse concursos para o provi- ao illuslre Dr., para cortar o n gordio. antes
paura
livesse sido approvado em concurso synodal'c
proposto para vigario de nutra fregnesia, do o
apresentar em Nazaretb, para onde nao tora cll
O autor do escripto, quem quer que parece
ter inlelligencia, alguma instruccao e muila fi-
nura na argumentarlo ; mis 6 pena que estes
preciosos dolos, completamente exlranhos aos
demais que os meslres das ditas milicias, que
pelo lempo foram, faziain e obravam, assim
< as cousas cspiriltiaes, como lemporacs '%.
("i i.) seiam ue>nenu dos em pura nerda. e !'- o > .,. a,
nhara de naufragar na defezo de lio m causa | SMlCS T .""UM,t"'"- e" 2i-
Passemos ao lame dos tros pontos de defeza. I esl' n,ondl,,l ,i,,,! ^"Jas Parochia se
As ra/.oes allegadas, liara justificar a falla de
L podera dar, e collar, hvre e lici- que em vista do que determina o arl. 19do
tmenle, as dignidades, e oulros beneficios e I codijo do processo criminal e o art. li das ins-
officios das ditas ordens, e oulras cousas per- (ruceos de 13 de dezembro de 1832 he claro
lencenies collaeao, proviso, presentarlo, que qualquer juiz de paz, a quem compelo
elcicao, ou onlra alguma disposicao dos mes- vir em um unno dcierminado, conforme o nu-
i pelo lempo foram das ditas ordens mero de votos que liver oblido, nao ti -i privado
exercero emprego nesso aneo, como proprie-
io delle, por ter servido na qualida le do sup-
is as ditas cousas, c cada una dellas, e as penle em algum dos oulros.
proposlo. E, por ultimo, sustenta-se que, para
salisfazer as disposicCS do Sagrado Concilio Tii-
lSCiZ -Snl Pr"Vi,,l",l-,, "7 Pan"''"'" : l^-A- "SSC cuTaror o^leneficms | do'c
concursos synodaes havendo um crescido numero
de freguezias vagas, cifram-sc (odas em certos
motivos, chamados poderosos, que tem S. Exc.
Rvm.* para se absler de os mandar abrir. O con-
sistorio nao se esquece nunca de occullar-se por
delraz do vulto do S. Exc. Rvm.*, a quem faz
responsavel por todas as suas machinacoes.
Apurados esses motivos poderosos, nao encon-
tramos seno um capricho altamente condemna-
vel c una desobediencia formal as leis Jo Estado
e aos sagrados caones da igreja. Ib, diz o nr-
provej.im por concurso, todava por nina de-
claraeao dos eardeaes, de 28 de marco do anuo
de 1589, esl declarado, que as igrejas paro-
rhiaes da ordem nao ha lugar o concilio, etc.
P idoi ain la, vista disto, sustentar o con-
sistorio da Soledade, que o gov.erno imperial
ii.io podo apartar-so da lisia trplice, c apresen-
tar, era urna freguezia vaga, um sacerdote idneo,
que para ella nao timba sido proposlo ?
A le de 20 de oulubro de 1823, cilaJa'-pelo
c .jisi'.'oiio nao se refere propriamente ques-
lao. Por ellas foram ntaudadas vigorar no Brasil
todas as leis, resoluco, etc., promulgadas em
lurisdiccao|portagfl, de ^ e a pela razio de ter
sido por ella considerado como le nossi o alvar
das facilidades, que a devia ter citado o defen-
entre o governo imperial c o Sr. hispo de Per-
narabuco ; e contrario boa ordem e harmonio
que deva reinar entre os dous poderes, temporal
e espiritual, que se esteja a multiplicar as occa-
sies de novos contlicios, o que provavelmeolo
se dara se fossem asertos os concursos para as
freguezias vagas, c se sobre elles livesso S. Exc.
ilvm." de fazer as respectivas propostas.
Mas, podo dar-se um conflicto de jursdiccao
entre o bispo do Pernambuco c a cora, e sobre
sor do consistorio. Portante, nada temos que
ver com ella. A lei de 22 de setembro de 1828,
que acabuu com a mesa de conscicncia e ordens,
0 I de juriho de 18 il tambero nada provam em
favor da efdrimila opinio do c nt.rio ; por-
que urna e outro, tratando dos beneficios ecele-
siasticos, referem-se s do proviinento, anliga legislacao ; isto aoj
fA'i'',lUsS:,?:'VMC:,lcs,avel'n-,'rle P0**m" esla citado alvar de 1 de abril de 1781, que modi-
pelos sagrados cnones e pelas concosses espe-1 n-.......... ._.
ciaes feitas pelos sumnios Pontfices A cuna
episcopal, que linha um particular iulcresse em
inspirar, e que inspirou ao Sr. I). Joo a deso-
bediencia ao imperial decreto de apresentaeo do
padre Reg, essa c smenle essa que pretende
ver um conflicto do jursdiccao n'aquillo, que
todos reconhecem um critne qualiffeado e punido
pelo nosso cdigo criminal. 0 Sr. padre I!
nao soube, corno soubcram oulros, o segredo d
agradar a alguem da
curia. D'alii a desobe li- nos
licou a oulros alvars mais antigs c ao velus-
tissini) regiment da mesa da conscicncia, na
parte em que trata dos concursos feitos peran-
leelh.
Do lerceiro ponto da defeza da curia nos dis-
pensa de tratar o Diario de Pernambuco, que o
refuta ex-professo (2).
Terminando a refutncao desle secundo ponto
' da defeza da curia episcopal, cumpre que decla-
remos bem alio, que nenhum inleresse mundano
move a escrever em favor do governo irape-
Oulro do fiscal de S. Jos, informando que os
concerlosfeitos pelo reparlicao das obras publi-
cas na ra Imperial, em frente da casa do rida-
do Antonio da Silva Gusmo consistirn) tos-
menle em entuthar aescavaco; que as podras
que all estiverara foram para o empedrameoto
da ra, o nao era possivel que fosse em pregadas
! na rampa, que fez a companhia da esla la de
! ierro, por isso que quando apparcceu a pnmelra
cscavaco, j a mesma rampa eslava feita.
.Mandou-se offlciar ao Exm. presidente da pro-
vincla, reraetlendo-so copia do ofilcio do fiscal.
Outro do mesmo, informando que Amaro Jos
dos Prazeres poda edificar as duas casas, para as
quaes peda licenca, no seu terreno da ra Impe-
rial.Defferio-sc.
Outro do fiscal dos Afogados, declarando, em
observancia da portara que Ihe foi dirigida em
30 de Janeiro ultimo, com copia do ofilcio do Dr.
Augusto Carneiro Monteiro da Silva Sanios, em
que comniiinicara a cmara lerem sido conduzi-
dos d'aquella freguezia para seren consumidas
em aljnient.icao publica dous bois que inorieram
de molestia, que nao havia chegado ao seu co-
nhecmenlo semelbante faci; que elle fiscal se
achava de posse das chaves do acougne, que o a-
bria as 6 horas da manhan do "lodos os dias, e
linha scraprc o cuidado do examinjr as carnes
existentes no mesmo aeougue ; que nos dias 23,
21, 27 e 31 de Janeiro passado appareccram re-
zos moras no curial, mas que estas foram enter-
adas empresenta de agemes da polica.Inlci-
rada.
Ouiro do mesmo, iulormando qu 3 casa onde
pretende Carlos Augusto de Barros Lima estab-
lecer um deposito de plvora, a mesma onde
outr'ora leve igual deposito Bernardo de Barros
Brrelo, a quul llcava distante de oulras ciu-
Icoenta bracas, conforme determina o 1." do
art. 1." das postoras addiccionaes de 11 le agos-
j lo de 1859. Coiicedeu-se a licenca.
Foi approvado um parecer da commissao de
edificar-oes, no sentido de poder continuar Jos
Jacomc Tasso com os concerlos de sua casa na
Cruz das AL-nas, votando contra o parecer o Sr.
1 Gameiro, por estar convencido de que era urna
reedificaco e nao concerlos.
| O Sr. Barala fez o seguinte requerimenlo, que
l foi approvado : <. As empanadas que os esla-
I bclecimentos desla cidade collocam as respec-
1 (ivas ponas, nao Irazem ufildade alguma aos
seus dorios, e lalvez s possam servir para frau-
de o engao ; sao inconvenientes e prejudiciaes
ao traslo publico, afeiam a cidade, e se oppoem
ao progreso e civilisaro ; sendo que por todas
estas considerarles deve cessar esse pernicioso
uso, reprovado na Europa ; requeiro por lano
que se peca no poder competente a dcrrogaro do
art. 8. do til. 8. das posturas muoicipaes, que
as permitlio, devendo ser subsliluido pelo se-
guinie, que offereco Fica derrogado, e sem
. efTeilo o arl. 8." do lit. 8. das posturas munici-
! paes, que concedeu o uso das empanadas ; nin-
guem as poder collocar ern porta ou janelb al-
I guma, sob qualquer preleUo : os.cuulraveiilu-
res solTrero a pena de lOgOOO de mulla, e o do-
bro na reincidencia.
Paco da cmara 6 de feverciro de 1S60. O
vereador Pirata d'Almeida. > Tendo o rida-
do Joaquim CJralcanle 'd'-Vlbiipurque Lins,
d!l;l^a^a,'y,;'hMadr,;r,ni,:,o,lluj,J,is,1v'5,, -v^ q^; ..sc^^^^
; n' indelin.U de multas paroch.as, ,;,0 do Sr. pa(lre K 10, c majl
| contra as terminantes disposicoes do Concilio r.i- de nome conhecemoe. Fornsteiro esta provin-
cia, mas empenhado, como lodo o brasileiro deve
estar, no progresso moral do pa:/., e convencido
de que elle s nos pode vir pelo poderoso auxilio
da religioo, abracamos de coraco a causa que
defende o Diario de Pernambuco'.
Ninguem 0usar negar, que a ignorancia mais
crassa, e que a im moral idade mais requintada
invndem c lavram, como urna lepra, o clero de
Pernambuco, onde todava se encontrara anda
alguns sacerdotes inlclligcnles. instruidos e rno-
ralisados ;ninguem ha que nao saiba, que este
triste estado de cousas lodo filho do des-gover-
no da diocese, cujo respeilavel prelado se lora
deixado dominar por urna camarilha, onde a in-
sipiencia c a ponerso lizoram assento. *Dahi
vem, que as parochiaa, em vez de seren confia-
das aos mais dignos, dentre os dignos, na phrase
do Sagrado Concilio Triudenlino, sao postas em
almoeda, c vem a ser prvidas por homens de
t vida dissolula, e que de sacerdotes s teem o no-
| me ;dahi vem que, anda em vida dos proprio-
i larios, sao os beneficios prometudos a geni.'
: dessa,
pos
dentino e do direilo commum.
Os laes molivos pederosos, por forca dos quaes
nao se fazem concursos para provimcoto das pa-
rochias vagas, nao passam, pois, como dissemos,
de um capricho estulto c altamente condemna-
yel ; capricho, nao de S. Exc. Rvm.". que vive
Iludido, e cuja boa f esl sen lo a lodos os mo-
menlos compromellida pelos relapsos, que o cer-
cam, e que pe o maior erapenho em alTastar do
palacio da Soledade os mais devolados amigos
de S Exc. Rui.", os que Ihe fallaos a linguagem
da verdade.
Diz o defensor da curia episcopal, que o go-
verno imperial nao linha o direilo de apresentar
o padre llego na freguezia de Nazarelh, urna vez
que nao ("ora proposlo para olla. Para o aulor da
correspondencia, a que nos referimos, o direilo
, do esculla, ou de apresenlaco, qoo tem o pa-
i droeiro, est circuinscripto dentro dos limites de
cada lista triplico ; c esla reslriccao dos dircitos
|do padroado elle a deduz doregio alvar de li
de abril de 1781, e das leis posteriores que re-
gulan! a materia.
O aviso de l'J de fev.ereirn declaraque OS
juizos de paz que servem como supplentos no
impedimento de oulros, mi ficam privados d<
de servir como proprietarios no anuo que Ihes
compete.
Finalmente o aviso de 1 de maio declara q le
o juiz que servo em um anuo como supplcnto ou
seja por impedimento ou seja por escusa da pro-
prietarlo, nao perde o direilo que lem de servir
era ouiro anuo romopropriniario.
"ra, o Sr. Veros servio como supplcnlc no im-
pedimento do Sr. (Jmbclino por tanto, e-t.i na
letra de qualquer dcsles avisos, e foiralice ir
desenterrar o aviso de 1 >0b' [ue so refere ao ca-
so de um juizmorlo.para applica-lo ao caso de
um juiz vivo.Ah onda peccado do Sr. Veros
digan) l o quo quizerem !....
Ahi anda cousa de desformo que o.genio do mal
quiz Vomar do Sr. Veras, que bora chrislao,
verdade ; mas que nao obstante gosta do seu 33,
' Dr. Anselmo Francisco Pirclli, roinmen
da imperial orJera da Rosa e juiz I
cial du eon>mm-cio d'esl i i I
lal da provinci i de Pernanb i i i t< .-
11111 Por Sua Hagcsl i i" Impi'ri ti,
ciunal, o sr. i). i'.-Ji.j ii, qUC i, ,, .- ;
ele, ele.
Faco saber aos quo o prsenle e Mal virrin
d elle iioIt i liverem. em romo o commou I
Manoel Gonealves da Silva m fez a i
llieor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. i cornrai n 11 .- \; moel
calvos da Silva nogocianie malncu
lecido n'esla cidade, .i,, n n. ;
Carolina Bourganl Jardini, viuva do finado Ma-
noel Pereira Jardim, assim como
para verein propr e resp md ,
;.'"' ordinaria em iji.....snppli anle lem de
Ins i [uaulla de T27- I2(i rs., que a ;
dimfieoua dever-lhe por saldo de coala i
melhor express ir na mesma ., \
''' se digne in ni lar i : nlii a 11 que
mora lora n'esla cidad ', c q le vial 1,
cante justificada no juizo da con .
uii ei los os supradilos herdeiros e
lugar nao sabi lo, para elles se passe cari i
ditos citados os Ors. curador geral e procurad r
fiscal da fazenda nacional, sob peni den
juros c ., a Qcan lo logo lodos citad u
os tormos da causa e sua exi .
embolso do supplieantc mdependente d
lacao
Pede a V. Etc.Illm. Sr. Dr. ju es
conimercio deflriinenlo.E. n MeA di
Joco me Pires.
E mais se nao ronlinia era lal peticao q .
por mim despchala polo theor seguule :
, Distribuida como re pier.
Recife, l de feverciro do 1880A, F t -
retli.
F. mais se nao continua em me i dess
F. a Ulur'. cmara municipal ?.. Essa que
nao sel como se salvar da pecha de parcial ? !
Digara-me, lllms. Srs., pois s com o'Sr. Ve-
ras, que seda o caso da applicaco do aviso de
18.6 ? *
Pois o vosso distinelo secretario quantos aunes
tem exercido a vara de juizdo paz de San Joe '
lo pr izo com pa regara n'cste
allegatera a sua defeza sobre o exj
'".''" > tranacripla a >b pe la .
1,1 'I'"' 'oda e qualquer pessoa, pan ul -s
ou conhei i los dos mencin i I
pnderao fazer setente do quo acire i
E para que chegue a noticia do i ,i ,,
. i
Pois o fuiz de paz que actualmente servo no Pa4Sar cdilaes que serio afiliados nos lugarea d.
2" dislricio da freguivia de Santo Antonio nao coslumo e publicados pela imprensa.
servio o anno prximo passado, e nao est ser- Dado e passado n'esla cidade, aos 13 dias !.
viudo no correnle ? ""'' ,:'' feverciro de 1860, 39a da .
E enlo para aquellos, a lei urna, e pira o Sr. !e ,i." 'lli'"f"> do Brasil.
Veras, a lei outii .l'-" Manoel Maria lo Ir
Eem que ficar este negocio ? Resolver-se-ha .crivao o subscrevi
ou nao a cmara a subnvilor o seu acto ao ro- Anselmo Fia:: i
nbecimeninda presidencia, que a autoridade O Dr. Anselmo Francisco Pereiti, eonHnaa dor ila imperial orJeindi roza, juiz de di
! i N ',-
que deve terminar o conflicto que menos reflec- |
lidamente levantou ella?
Eis o que espcri ver
O Porleiro das Andiencia,
3-iffT'.^ .A .'^, .T^<
n, como ltimamente succedeu com urna
m -i v^SZ^ l ?[ Pr 0ra' ,q"C fa' I fa,"tcl'i', das visinl.an asdeslacidade.para aqual
mus lalvez em oulros artntos. os erras Insinri. '
eos do defensor da cu
remos lalvez em oulros arligos, os erras hislori-I e mandou chamar, do" proprio palacio coisco'pal,
na, nao podemos com ludo p0r dous portadores dahi expedidos, a um padre!
deixar de observar, que, a respeilo das posses- que se achava
como grao-mestre, por concessao especial da
Sania S, c eslas providas por elle, como sim-
ples padroeiro leigo, e collados os parodies pelo
respectivo ordinario, na forma do Sagrado Con-
cilio Tridenlino ; por quanlo tod.is as possesses
ultramarinas pertenciam pleno jure a ordem de
Christo, nao s autos, mas at e principalmente
depoisda bulla chamada da l-nio. Islo
de urna freguezia o de cipello de fortaleza, car-
gos nao s incompativeis por sua natureza, por
seren ambn geraes, como pela natureza das
nbrigaefies inherentes a cada um delles; dahi
vem, finalmente, que estoja um capelln do
exercito a oceumular tambera os funeces do n-
,'irio geral do bispado, sem que baja nenhum
Rcndimentn do da 1
dem do dia 16. .
AlfiMiilejgii.
a 15.
1Ii>\ ii'ii'iito da alfauadesa
especial do commercij, nesla dada Jo Recifi
de Pernambuco ele.
Faco saber pelo presente, em rvno por i
de Jos Jos Santos Pereira Jardim, me fon di-
rigida a pelieo seguinte : II! n. e Exm. Sr.
Jos Jos Santos Pereva Jardim, commerciaaMo
196:3003070 estabeleciJo nesla praca, quer fazer cn.ir a I).
29j00723 IsabelGsrolina Bonrgad Jardim,wnva Ja falle-
22"i :?[17?:!2S c'' Mai,n<-'l Pereira Jardim, assim como os
= = herdeiros Jeste para, verein propor e respondern
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumes sabidos com fazendas
com gneros
193
334
181
216
unen
presso na referida bulla, quo especificadas..
falla das Indl3S, da frica, da Fthiopia e do A7r-1 Nesla: circu.nslancias. era impossivel t
si/, e mais etpresso anda no Ululo 12 da par(e),
tercein dos eslalulos dos cavalleiros e freires da da'l'V'.m
ordem de Nosso Senbor Jess Chrislo, que diz i de Pe'rna
assim
As libas c conquistas ultramarinas perten-
cem a esla nossa ordem, pleno jure, na jurs-
diccao espiritual; e posto que as ditas partes
se crearam, c se levanlarara areebispados e
bispados, nao perdeu a ordem o que d'anles
linha ; e o meslre aprsenla as laes prelasias,
e assim em lodas as dignidades, coneseas das
Ssdas ditas partes, e em todos os mais benefi-
cios curados e si rapuces que if ollas ha. (1
(1) A mesa da conscicncia c ordens, lendo-se
queixado ao rei contra o padre Antonio Simes,
vigario da freguezia do S. Lourenco d'esle bis-
pado de Pernambuco, per achar-se elle, havia
rnais de dous annos. fura de sua igreja, pedindo
que Sua Mageslade houvesse por bem de ubrigar
a vir para sua dila igreja ; c leudo Sua Magesla-
de ordenado, que a mesa Ihe declarasse, se esse
vigario era confirmado e de habito ; respondeu-
lhe a mesa rom a seguinte informaco", de onde
tambera se v, que todos os beneficios ecclesias-
licos das possesses ultramarinas perlenciara
ordem de Christo :
O vigario Antonio Simoes 6 confirmado, e
collado na igreja em que Vossa Mageslade o
proven em Pernambuco, como meslre da or-
dem de Nosso Senbor Jess Chrislo, e nao
lem o habito ; porque, posto, que todos os be-
neficios ultramarinos sao da dita ordem, e da
aproscniago de Vossa Mageslade. nao lomara
o habito os prvidos n'elles, por Sua Magosta-
do ler n'isso despensado. F.m mesa, 21 de fe-
verciro d 1G22. Segum ns asignaturas.
Podamos reproduzir ainda oulros muidos do-
,a urr.a aceo ordinaria em que o sanplicMta
de pedir-Mies a qnamia Je !,47d*>975, que a-
5271 qoello, Manoel Jardim ficon dorer-lba |
niente Je urna poreSo Je agurdenle, com asn-
, llior expressar na mesma aeco ; e requer a V.
r, r ~ "NW.Exc, que se digna manjar citir a Maidicada
Descarregam boje 17 Je fevereiro. i -u,qoi. m
Brigue inglez-George-ferro e carvo. 1ue e ttn nesta ci lado, e q-ic, viste ter o
BarcafrancezaVille deBoolognefazendas. uppltcanta justificado no juizo concihaijrio a
Ruca nacional Jassonfariuha Je trigo. incerteza c auzoncia dos herdeiros em logar t. -
BrgtVoSX^^^ TbiJoIpar3es,ess.p?0car,3Jeelic,o!; a to-
Consulado iM-al. ',,los os d'JU,ores. curador geral e procurador li-
Rendimenlodo dia 1 a 15. 36:227*9"8|5al da faw.-.li iidcoiidI, sob pena Je ravaiM,
dem do dia 16....... 4:2959177 juros, e castas, efieando logo citado* para i
~~~~7: os termos da causa e execueao at real embol-o
__ I da supplicanle indepsndenie de aova eilacio.
Diversas provincias. i Padea V. E"cc. Illm. Sr. Dr. jai* especial
Rendimenio do dia 1 a 15. 2:3;J|j:!G Jo commercij, Jefiritncnto E. i. M.
dem do da 16.-...... 30732S9. adevogado, Jaeome Pire-.
2-728:6 Na,la mais conlinIu em diu peticao aqui c.-
=== fM* ns. 1U Despachos le cvniri.^O pela ma- *'1 n" jui'-o conciliatorio pelo supplicante jaw-
si to consulado tiesta ciliado n liBeado a auzeocia dos herdeiroa do s,i ..;,'.. ,
dia i de feverciro do 181 '. em lugar nao sabido J.fira como peda |.
','l,0.ITft;',^nlp0rlUg'',n'aa< Ma'oel V"' c'^ 9 ** fevereiro de 1360. A. f. Peretti
tacio de Oliveira, 300 saceos assucar branco e ., '
i or (orea este met despacho, o esemao qua
osle snbsereveo fez passar o prsenle, pelo theor
Jo qual vai or eiladoi os herdeiros do eappliea-
Jo Manoel Pereira Jardim por tojo o nanionda
na peticao aqu incerta; portante badas as p^s-
New-YorkBarca americana Roanok, Whalely S3<. paremos amigos e conheci los dos I; !
Forster & C, 1,01)0 saceos assucar mascavadu. i Jo sujiplicaJo Ihes facara sentir de que por
*VVX^%r^Z^- J"- '--citaJos para todos os termo, de ,n
. Rio da PrataPatacho dinamarqus Ernestine. \ arc-:l oril">a,ia. "> '' T'e danlro Jo prai
i \\l-fisr\\i\At\t\nit\c I Aniori"' Irmos, 150 barricas assucar branco c 30 dias com pareja ai ni juizo pa'a 0ll05.ro qui
ViUl H .a|MMtULIlLlrls. 200 ditas dito mascarado. ; Ihes for a bem da sen direilo sob penad* re-
---------------------------------------------------- Porto Barca poitugueza Formosa, Jos B. ...i,,
reancliires l'.itni nn.-inlii n:in t > r 11 : a iliu n____ a i____:__.:._____,______ vena.
ex-1 motivo que justifique semelhantes atrpelos de
lo I de todas as leis do justo e do honesto.
que
parte I mprensa licasse muda expectadora dos esftn-
ic se praiicam continuamente. \>iar\o
mbuco cumpre, pois, osen dover; e
dcsmenlera dosQa nobre missao, seno atacas-
sc o mal desde que elle conhecido. Nos, pela
nossa parle, cumprimos lambera o nosso, auxi-
liando-o nesla pa erusada contra os escribas e
phariseus, que niercadcjam na casa e cora as
cousas do seuhor.
0 verdadeiro calholico.
PorloBarc
i
300 ditos dito mascavado ; V. Augusto F. I sac-
eos assucar branco.
UarselhaBarca franreza Emie Fernand, T
Freres, 1,000 saceos assucar mascavado.
Liverpool Barca inglcza Chase, James Ryder
& C, '') saccas olgodio.
Braga, 2 barricas assucar nranco.
Exportacao.
E para que lodos lenbam noticia, man 1 i
Falmoulh, barca uigleza Favorito, de 372 lo- pa^ar carta di edictos qna sera aBtadaS nos
Srs. redactores.Com quanlo nao ten ha a diss
tela de ler recebido o grao in utroquejure, sou
forcado a encelar o debate (como se diz entre os
,:]" poiiavelSorli! ":!E;,:,';;r "^8"ie : -"o,^ 'satcos I U3ares da cosile pubica,o7pi" mpramm.
oria de rendas internas
geraes de l*crn:inihiico
Remmento lo dia 1 a 15. 14.761!46 l'rancisco Iguacio Torres BanJeira, esenvao Jo
dem do dia 16'....... 8055216 juz0 couimercial o fiz escrever.
--------------- AikcIiiio Francisco Perrtli.
que se agua entre o resp..,,,... llu..u..u u o. ...... com assucar.
lo oe veras, e os respeilabilissimosSrs. m*mbros nP,.ni,,i
da muilo Illm." cmara municipal di. Recife.
cumentos officiaes para corroborar as proras ja
exhibidas de que todos os beneficios ecelesias-
ticos das possesses ultramarinas eram prvidos
lirremente pela coroa, por serem todos elles per-
lencentes ordem de Chrjsto.
(2) Deixamos de refuiar o terceiro ponto da
defeza da curia, por ser um miseravel sopliisma
completamente destruido pelos dous ltimos ar-
ligos do Diario sobre esta materia. O carcter de
perpetuidade e fnamovibilidade dos parncbos Iraz
conje consequencia lgica e necessaria o promp-
to e definitivo inmiscu das paroctuas cagas ;
por quanlo a eonservacat* prolongada de vigarios
encommendados, que pwdeni ser demitlidoso re-
movidos a arbitrio, rTe*roc aqiilles principios de
perpetuidade c iiia/novibilidade de que lo par-
liculariuctile trala.ni o caoonflas.
DaJo o passaJo nesia cidade do Itecifs .le
Pernambuco aos 1 3 de fevereiro de 18(50. En,
15:5695102
Consltalo provincial
Rendiente do dia 1 a 15. 27:17 {,'5370
dem do dia 16.......4.i77|45
DeclaracttS.
Moviment do porto.
Navios saludas no dia 15..
STaceivapor braseiro Persiniin^fficomman-
daiile Manoel Joxgnim Lobato.
Piimeira seccao. Secretaria da polica Je
---------"-----| Pernambuco 16 de fevereiro Jo 1861'.
31::i5-:!21 | O Dr. Chefe de polica da provinci* resolve
que nos dias 10. 20, c 21 do correnle mez se
un fiel execucao ao regulamento Je 2 Je forerei-
ro de i855, b.iixo transcrito.
REGULAMENTO.
Anigo 1,0. E' c;j;e;ialmonte prohibido o jo-


(4)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 17 DE FEYEBEIRO DE 1860.
go de enuncio, e o lancar-se agua sobre as pes- andares silo na ra a Guia n, 2y, peuhorada aos
soas que transitaren) pelas ras, querseia isso neniciros do Antonio Ferreira Duarte Velloso,
feitopor meio de vazos ou siringas, quer pelo uf.f,!?^0^'!0^'1'^ annunciad por falla **
i \. ,, ... v i licitantes, e por sso fea a mosnia arremataran
emprego das chamadas limas de cheiro, e bem transferida para o dia 18 do corrente" S
assira o uzo de linios, lamas e oulros objectos j Secretaria da lliesouraria de fazenda de Ter-
que lem sido empregados era lo pernicioso
jogo, _
Artigo 2,. Sao perraillidos os grupos de
mascarados caraclerisados por qualquor molo,
po ni 5e;n aluses, especialmente das que digam
respailo a religiao e seos ministros.
Artigo 3,9. Nos dierenles caracteres com
que se npresenlarem os mascaras nao sera usar
de oulras armas que nao sejao as fabricadas de
papelo ou madeia frgil.
Artigo 4,J. Nao por modo algun permtlii- certos os concurrentes de sujeilarem-!
do a introducto de escravos no meio dos mas- l1'' 5joclo nao
nambuco 1." de fevercird de 1860. O olcial
maior interino,
Luis Francisco de Sampaio e Silva.
Conselho de compras navaes.
Tend) do fazer-se a acquisicao de diversos ob-
jectos do material abao declarados, para for-
necimonlodo almoxarifado do arsenal de mari-
nlin, manda o consclho a/.or publicu'que tratar
disso em sessao de 18 do correnle niez, a vista-l
de prnj se inesmo dia al as 11 horas da manhaa, acom-
panhadas dos amostras que raibnm no possivel,
-se a mulla
entregue
da qualidade e na quanlidado contratadas, o de
carregarem alem disto com o excesso do proco
caras, e os que entre elles forera encorara los se-
ro presos e correcccionados. Iscohouver, juando pela faltase recorra ao'meY-
Artigo b,. Os mascaras prostar-so-ho com < e,1U0> hern como de seren pagos do quo vende-
decencia, nao praiicaro insultos, e Ibes nao se- rcm ',cla u'"ia n" m"'!" Bra S,rat'ca-
. rermillido vagar pelas ras depois das oilo Cobre em olha do |fSoncas, com os compe-
lers da norte, lentes pregos, 160 folhas. *
Artigo t,0. Aquellos que formaren) reunios Colla da Baha, 6 arrobas-
para haile e nos tbealros, prohido dar assobios, !rucerado Para a ''niara 1.
guio, e pralicar asioaJa. Se.a respeitado o
segredo dos ve.-tuario o mascaras, e mitguem
poder dirigir-lhes perguntas. e travar com ellos
eonversaces que naoejam decentes e respetar-
se as mclhores reunioes. Do mesmo modo se
baverao os mascaras uns para com os oulros, e
principalmente para cora as familia; dos cama-
roles a quo se dirigirem.
Artigo 7,". Toda a pessoa mascarada que
por algum modo offender a decencia, provocar
rixas, e petlubar a ordem mantida nos salos se-
r mandado retirar inmediatamente.
Artigo 8,. Na falta de observancia das pro-
videncias cima, a polica proceder coilra
infractores como desobedientes.
O secrelario,
Rufino Augusto de AlmeiJa
Conselho administrativo.
O consclho administrativo, para fornecimento i
do arsenal do guerra, tcm do compraros objectos
os
Estanho oilo arrobas.
Fole 1.
Ferro tirulo 10 toneladas.
Pechadoras de caixas 15.
Camnenos de ferro 50.
Navalhas do marinheiro, 100.
Paos do ferro 48.
Panno para mesa 1.
Porafusos deferrro do 5 e C/4 do polegadas 10
grozas.
Tachas de ferro para bomba 10,000.
Zinco em barra S arrobas.
Zarca o, 10 arrobas.
Sala do couselho de compras navaes om Por-
naroburo, 10 de feverero de 18.O secretario
Aleraddre Rodriguis dos Anios.
TIIEATRO
Para o Aracaty.
Segu em poucos dias o hiale Camaragibe, pa-
ra carga e passageiros trata-sc na ra do Vicario
numero 5.
REAL MaYAKBU
nglo-Luso-Brasileira.
O vapor Milford Ilaven, espera-se da Europa
no dia 19 era diante, c seguir para os portos do
sul no mesmo dia da chegada : para passageiros
trala-se com os agentes Tasso Irmaos.
Porlo e Lisboa.
Sabe com brevidade a barca portugueza For-
mosa, capilo Joaquim Francisco l'inhciro, re-
cebe carga e passageiros, para oque tora magn-
ficos commodos : quem quizer C3rregar ou ir de
passagem, trate com o capito na praca, ou com
os consignatarios Manoel Ignacio de Oliveira &
I'ilho, no largo do Corpo Santo.
Irmamladedo Divino Espirito
Santo
O escrivo da irmandade do Divino Espirito
Sanio, erecta no convento de Santo Antonio do
Recife, convida era nome da mesa regedora a lo-
dos os seus charissimos irmaos para comparece-
rero na quarla-fuira 22 do correnle, no cousis-
torio da mesnia, pelas 2 horas da larde, afiru de
acompanharmos a procissu de daza.O escri-
vo, Francisco Landelino da Silva.
Pcrdeu-se no dia 1 i pelas i e meia horas
da larde urna carleira de marroquirn verde, tar-
jada de ouro, com 6 pollegadas de comprido c 3
de largura, pouco mais ou menos, sahindo-se da
sala das audiencias na ra do Imperador a seguir
pelo boceo do Ouvidor, ra das Cruzes al ra
de S. Francisco n. 8 ; tendo dentro urna porcao
de scdulas de lg, de 5$, de 2g e de 1 ; um
meio bilbeto de urna das loteras do Rio de Ja-
neiro, a respeito do qual se prevenio pelo vapor
Vrinceza de. iaionville ao respectivo thesoureiro,
afim de que neo pague como proceda contra
quem o a presentar, visto como somonte prlencc
BO abaixo assignado. Alem disto a carleira con-
linha urna carimba urna declaracao do dia em
quo oannunciantc recebeu a quania de 3005 do
Sr. thesoureiro da lliesouraria gcral para des-
pezas da alfandega, alem de mais oulros apon-
lamentos quem a livei adiado, c tiver receio
o ir para o inferno em consequenca do -
APnOVAC&O E AlT0RISA(]\0
DA
^IMIIA aiMFUlrSO^L I IMIllilQliSIA
E JUNTA CENTRAL DE HIGIENE PlMlCi
I
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
I Kirk
Pava
Baha.
O brigua liara Luiza, capito Rclmiro Bap-
lisla de Souza, propoe-sc a seguir pura a Rabia
por lhe ter apparecido quem do" nm terco do
carregamenlo: as pessoas que nclle quizerem
larregar para o dito porlo, queiram dar suas no-
cas al is 10 horas do dia sexta-feia 17 do cur-
ente, no cscriplorio dos consignatarios Almeida
(lomes, Alvos & C, roa da Cruz n. 27.
querr restituir, poder entrega-la na alfandega
ou na ra do S. Francisco n. 8, a seu dono, que
generosamente o recompensar.
Caelano l'inlo de Veras.
Precisase alugar urna casa no bairro da
Roa-\ isla, com commodos bastantes para 4 in-
glezes, o sabor 4 dormitorios, 2 salas, cozinha,
e casa para dous pretos ; a dirigir-se no eserip-
scrcm aplicadas vs partes affectavlas. sem
resguardo nem incommotlo.
r t^
J\iXXiX
torio dus Sr?
= Feidel
para a ra da Cruz n. 18.
;.,;Ai\C"U''\S JfPICI?lAEs sao muilo conhecidas nesla curte e em todas m proacias
imperio ha mais Jo 22 anuos, o sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido n
dedisUncc qUe S prVa Cm ""u,ucr,JS ailestados que existem de pes^
n, .nm0Sl'1S CAA?,-EtECTR0-JUCSBT:iS EMSPASTiCAa obtem-se urna cura radical c
VZ fn CaS,Sde ""V"""11'-'"' '""--" ou falta de rupiraco tejan mternas ou ,
"l,,,bu'es' sll"a"0' bra< "M, tero, peito, palpitado do coete, garganta ol!, -
moa SVS^Er."08?'1 elc- elc" '8"nl P" **2i,
, mudaram o escriplorro I ^JaSfiSSftff "ou ^ 1SSSU.WS
-'aunders Rrothers&C,
LiCOES PRATICAS
(len-
io,
segrales:
Para os armazens 'lo arsenal i!c guerra.
Sola, meios 200; cale, de linho velho, arrobas
r> i estanhuem verguinbas.arrobas ;; linh
tas, libras 32 ; Un has brancas, libras 32 ; relrnz
azul ferrle, Libras 2; obreias, macos 100
a> de ganen 5i (1.
Quem quizer vender laes olijoelos aprsenle
assuas propostas em caria fechada na secretaria
do conseibo s 10 horas da mauha do dia 22 do
correnle niez.
Sala dassessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal' de guerra, 15 de
rciro i!" 1860.fenlo Jos Lamenha Lint,
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, roronel vogal secretario interino.
Coasciho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra lem do contr.....r es gene-
ros abaixo declarados, para a compauhia dos
menores do arsenal de guerra durante os dous
es do mareo o abril prximos vindouros.
Para a companhia dos menores.
Paos do oncas, bolhachas, manleiga franceza,
carne verde, dita secca, bacalho, azeilo doce
de Lisboa, vinagre de dito, loucinho do dilo,
farinba de mandioca, feijao piolo ou mulalin
arroz do Maranhao.
Quem quizer contratar os gneros cima men- I
Clonados aprsenlo as suas proposlas em caria
lechada na secrelaria do conselho s 10 horas da
manhaa do dia 2 do correte niez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 15 de
feporeiro de 1860.fenlo Jos Lamenha Lint,
nel presidente.Francisco Joaquim rcrci-
ra Libo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administra tivo,
O consclho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art.
22 do reaulamento do 1 de flezembro de 1852,
taz publico, quo foram aeccitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para o arsenal de guerra.
Ramos & Lima 10 varas de galo do prata
ta largura do 1 pollegada com *J7 oitavas a lj a
oilava.
Como procurador de Antonio da Silva Gusmo,
Manoel Florencio Alvos do Horaes250 caadas
de a/iiie de carrapalo, medida nova a 1$405.
Joo Carlos Augusto da Silva250 caadas de
azeite de Carrapalo, medida nova a 1 05, 2 ai-
- do algodo da Ierra, a libra a 880 rs.
O conselho avisa aos vendedores, quo dovem
recolher os objectos cima declarados, no dia 17
do correnle na sala das sessoes do couselho s
10 horas da manhaa.
Sala dassessoes do conselho administrativo,
i fornccimerilo do arsenal de guerra, 15 de
riro de 1860.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
O chele da 1.a seccao do consulado provin-
cial, servindo de administrador, usando da au-
torsarao que lhe concede o art. 50 do regnla-
mento de 23 de dezembro de 1852. faz publico,
que no dia 18 do correnle, pelas 11 horas scro
vendidos em hasta publica, a porla da mesma
reparlieao. 60 couros verdes com 30,272 libras,
araliada cada libra, segundo a paula, em 175 rs ',
'naos so acham depositados no armazem de-
nominado Pao Rrasil, e que pela reparlieao do
consulado goral j havia sido requisitada a sua
remoco, cojos couros foram apprehendidos a
freres, pelo guarda desla mesa Jus Luiz
de Souza Mesa do consulado provincial, 15 de
fevereiro do 1800. Tluoduro Machado' Freir
Yercira di Silva.
COWPftNHIA DRAMTICA NACIONAL
- 4 DtRECCO PO ARTISTA
AXTOMO JOS DAUTECOIIBRA.
Sabbailo 18 le fevereiro.
Represenlar-sc-ha pela segunda vez, o muilo
opplaudido drama em 3 actos ;
Leiies.
COMMERCIAL
Pop partidas dobi-adas
espectculo com a nova e espiri-
c:n dous actos, traduccao do
Terminar o
1 : -a comedia
francez :
D3 UISM1DS.
: romam parle na representago os arllislas :
Vicente, Raymundo, Carvalho, Lima, I.essa, e as
Sras. Mara l.ui/a c Jesuina.
Convidados, ele, etc.
Previne-se s pessoas quo encommendaram
camarolos para o presente espectculo, lenham
a bondado do manda-Ios buscar al boje s ho-
ras a larde.
Comecar s 8 horas.
A 17 do correnle.
O preposto do agente Olivcira far loilo por
conla erisco de quem pertencer de
11 velas de lona.
7 correnles linas e grossas.
2 bombas de forro para navio.
22 arrobas metal vclho de forro de navio.
31 barricas bolachas inglezas grandes
200 atas tinta om oleo,
caixas dita em p.
1535pecas fita de cadaco larga.
!J caixas com 210 duziasde copos para agua.
9 resmas de papel grande para imprimir
50 latas doces do marmolo c de oulras fructas.
Scxta-feira 17 do correnle, s 11 horas da ma-
nhaa, no boceo da Itoia defronte do ehafariz do
Forte do Mallos, armazem n. 18, por baixo do
sobrado do Raitholomcu.
BtS
CASSItXO POPULAR
DE
MASCARAS E PHAMASIA
KO
M AGESTO SO SALA O0
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado 18 de fevereiro.
Asocicdade Cassino Popular tcm a honra de
annunciar ao respeitavel publico, que o primei-
ro baile da grande fjsla verdadeiramenle popu-
la: em quo loaos licito lomar parle em seus
folgares sem excepeo de pessoa ou sexo, lera
lugar no dia cima mencionado, c que lem en-
vidado os meios possiveis, alim de que os bailes
do Cassino no presente carnaval nada deizem a
desejar, por quanlo a sociedade so ambiciona
que em seus divertiraentos continu a reinar or-
dem, moralidadc e respeito.
A orchestra ser augmentada e executar um
lindo c escolhido reporlorio de difl'erenlcs pe-
cas, sendo a maior paite inteiramenle novas.
Ser senipre mantida a boa ordem, c com Q-
delidade observado o regulamenlo que o Illni.
Sr. ln. chefe di? polica so dignou approvar.
Os carios eslaro venda no dia do diverti-
mento, no pavimento terreo, para damas gralis
e eavalheiros i''.
O agente Postana continua a estar autorisado
pelacommissao liquidataria da extincta socieda-
de de iaco c lecidos do algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
entender-se com o dito agente.
LEILAO
llamos Duprat & C. continuatao por
intervencao do agente Hyppolito da
Silva o seu leilao consistindo em um
completo sortimento de fazendas, I, li
nho, algodo, seda e la, la e algodo e
entre ellas g'ande quantidade propria
para a (jiiarcsma, para oque pedem aos
seus ivguezes que comparecatn quinta-
feira l do corrente as 1J horas em
ponto no ?eu armazem da ra da Cruz.
os
MrraiiEGi
Ra Nova n 15,segundo anda?.
.11. Foiimccu deMedelr0, escriturario da
Ihosouraria de fazenda desla provincia,competen-
temente habilitado pela directora de nstruccao
publica para loccionar arilhmetica nesla cidade,
teni rosoivido juntar, como complemento do seu
curso pratico de escrituracao por partidas do-
bradas, o ensino de contabilidado especialmente
na parte relativa a redueco de moedas ao cal-
culo de descontse juros' sini[iles e compostos
conhecimenlo indispcnsavcl as pessoas que de-
sojan) empregar-se no commercio ou que j se
acham nclle estabelocidas. A aula sci a berta
no dia 15 de Janeiro prximo futuro s 7 horas
da noite ; e as pessoas que desojaren! matricu-
lar-so podero deixarseus nomos em casa do an-
nuncianle at o mencionado dia.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servieo de urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sabir a ra em objectos do
servieo : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Ra do Livramcnlo n. 2,
loja de Caminha Irmaos & C, lom venda groi
prelo de lff700 o 15900, e milito superior por
2C00, chapeos pelos muilo linos a 8 e 9#, pa-
lelots blancos de linho por 4a50O, ditos de cores
a :t$500, camisas de Hubo por 3# urna duzia,
ditas de fuslao brancas c de cores a 29 a uuzia|
corles de vestido de seda escollados a 253, e ou-
lras muitas fazendas de bons c variados gostos ;
os mesmos receberam ltimamente do Cear bi-
cos, rendas, ricos leos de abyririlho, c fro-
nhas, que ludo so vende por diminuto
Precisa-se de 200$ a juros; do
por cotilo porespaco do um a
logo os juros do dito lempo : qn
r dcixar em caria fechada cor,
F. o nome da ra e o numero para
do, na ra do Cabug n. 2 D.
vos.
fazer EESlX r"'ovincias fvom sr dirigidas por escripto, lendo lodo o e i
mlCSlil en. m,e n,, n' "" "' ".* ^^ S"' P bmCm" Senh0M 0U :
Z co,t10 existe, se na cabera, pescoco, braco, cdxa, nema.' ,. ,
m SdacJ de nan l ?Zu*tan-d- ; f Send erit ,,ln'n,'' "^ d"
?daPs nSouIugarP. declaraSao >* "lem, aQm de que as chapas ,
Pde-se mandar de qualquer poni do imperio do BmsI.
rio oueseSachar Lta^f f1,^as1q" ,e,n l,onrar r<" a sua confian^, em
no, que st achara aborto todos os das, sem excepeo, das 9 horas da mauha as 2 da Un
9 IUJA DO PAR 10 119
PERTODOIARGO DA CARIOCA.
MEMORIAS D\ VIVGEM
o;-:
Paral.iba, \
aconlecirii'
visita de Ss. MM. II. s provincias .\ Baha, Pernambuco,
spinio Sanio, inausurou rima poca fomosa nos annaes do i
jj-I'! |mhliea,;ao que lenha por fin perpetuara memoria de t.V fausto
r ni,' !\?i ,^f '"'"S Procuas e os C'S ma'S caracle encia in p. ,.,!,!
: m"V'"I'1u!ic''i,'i'11!'':'0111 '!' :'-'"s eaprece.devoao e lc.ld.de
^deuard S pelo acrisolado patriotismo dos habitantes daquelUs provinci
aeixardc ser ucm acolhida por iodos os Brasileiros.
^,ublicas71\b!'ln0l,1Sn,>''r,l'lS;OS1dol'',i,s nombrosesta grata e honrosa l.refa, eilrahin i -
me ofi.el,1 Wr conducente ao oosso crapenho. inscrindo alem disso quae:
ad. ssXc em;'!!'-',';" """'' f ^ *" '"'""'" "" "" 08M C ****** "OS
n assumpio ; bem como as felicita ,.es, poesas e d -
. msi. ii quando para esse Om nos sejam enva los por seus aulori -
ir e recommendar consideradlo publica os nomesdos b
de
Nada nos ser ijo
>enemcrilos cidadi
Se llisllll islinguiram as demorfttraoes de amor e venera :3o para com os augustos viaiai
ididaem lanas parles quanlas sao as provincias risiladas; faiei
ion rosa men io dos sens acluaes presidentes.
:ilu-
UC ;
prejo.
lugar competente, una
Prevenindo os
ra de possuirem po
traa os retratos de
Tambem lhe addicionareriios um quadro syoplico de lo'dos os

os desejos dos leaos habitantes dessas provincias, aos qoaoa a v
r a.gnns das, em seu sem, os augustos imperarnos, uniremos
s .HB. II., trabalho em cuja perfeieao empregaremss o maior desvelo
cavalheiros
que Qgurari ru
is nomes foreni i lados e,
acias Jo in lizcrem com i .
deriva de lo alto aisumpto. Bwu
oom o devido acaiamenlo, a ss. .\
procura-
Cada exemplar qu
O agente Pestaa far leilao
quem pertencer sexta-feira 17 do
por conta
correnle s
Era consequenca de lerem dado parlo de
doente o juiz de paz do correnle anno desla fre-
guezia, c o primeiro volado, a quem por lei com-
peta substitui-io, acho-mo em exercicio dosie
cargo, na qualidade de 2. juiz de paz. as au-
diencias conliniiam nos mesmos dias e s mes-
horas do costme. Freguezia de S. Jos do
Recife l de fevereiro de 1860.
Maooel Ferreira Acciolli.
... arremataeao dos Itcns penhoradosa Jos
ncio do Oliveira \- Silva, por execuco de
Manoel Joaquim Baptista pelo juizo municipal
da segunda vara, escrivo Santos, aununciada
para o dia 15 do correnle, ultima praca, nos I)ia-
rios de 13,14 e 15, ficou por ordem do mesmo
juiz para u dia 18 do correte a hora e no lugar
j.i indicados naqucltes annuncins, por nao ler
apparecido arrematantes na dita ultima praca.
Recife de fevereiro de 1800.
Manoel Joaquim Baplist i
CORREIO.
O vapor Oyapock seguo para os portos do
sul hoje (17] as 8 horas da noile, c receber as
malas do correo as 5 da tarde.
Novo Banco de Pernambuco
O novo banco de Pernambuco i eco-
llie as notas de sua emissao de 1< S e de
2-, e pede aos posstiidores dasmesmai
o favor de as vitem trocar no seu
eriptorto, dasBl 1 horas da manhaa
as 2 da tarde.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico, quo os 30 dias uteis para o pagamento
boca do cofre dos impostes do 4 por cento so-
bre diversos estabelecinienlos de 40*, sobre casas
do modas, de perfumarlas o de vender plvora, e
de 2.')5 sobre casado jogo do buhar, iindam-se
no da 20 de fevereiro, licando sugeilos a mulla
de '3 por cento sobre os seus dbitos, todos os
que Corem pagos depois desse prazo. Mesa do
consulado provincial, 7 de fevereiro de 1860.
Pelo administrador, Theodoro Machado Freir
Pereira da Silva.
INSrECCAO DO ARSENAL DE MARINHA.
_ Tendo de continuar no bairro de Santo Anto-
nio a coustrueco do lanco do caes entre a ponte
provisoria o o'outro lanco feito do lado do thea-
tro publico, convida o Sr. inspector aos que
queiram tomar a si essa obra a apresenlarem se
nesla secrelaria com as suas propostas em cartai
fechadas no dia 13 do mez prximo, pelas 11 ho-
rns da manhaa, em que lera lugar o contrato :
sendo que as conliecs concernentes a feilura
da mesma obra, eo respectivo orcamcnlo esto
patentes nesla secretaria para quem antes do con-
trolo prense consulta-]os.
InspecQo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 25 de Janeiro de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Arijos.
De ordem dolllm. Sr. inspector da lliesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
que a arremataeao da parte do sobrado de dous
OU
GABINETE PTICO.
Ra da Imperatriz numero 5.
do
,10
horas da manhaa era seu armazem na ra do Vi-
gario n. 11 DE
Mobilia constando de guarda louca, apparador,
cadeiras, sofs, marqueza e consolos, mesas,'
espelhos, Ihoalhetle, quadros, lanlcrnas, can-
deeiros, commodas. secretarios, carteiras, fu-
mo americano em caixinhas de 20 libras, cha-
rutos c jarros
Na mesma occasio vender
1 lindo mulatinho de 18 a 20 annos, bonita figura
proprio para pagem c mesmo para oflicio por
ja ter um principio de ferreiro.
LEILAO
DE
Carro e cavallos.
Uenrique Bergor, chegado ltimamente de Pa-
rs, tcm a honra de oll'orecer ao Ilustrado publi-
co Pernambucano o seu grande cosmorama de
vistas inteiramenle novas, aonde o respeitavel
publico, medhnle urna pequea quanlia, pode
passar algumas horas de recreio. O proprieta-
rio deste eslaboleciincnlo espera merecer a con-
currencia publica, certo de que nao se poupar O agente Hyppolito da Silva ara ei-
fpRayrars^SLr ude um exce"e,>te ca,i'ro de 1. Batalha do Vareza pelo general Ganbaldi em rodas coin quatro cavallos todos bem
2 c'ombne0 JKn.. .h.n .i i v l adtStl'ados para este fim, em lotes a vou-
-. Lomuate de Monlebello pelo gencal Forcy e
Buvel.era 20 de maio de 1859.
es-
ate
3. Cmbate de l'aleslro, o re Viclor Emmanucl
a lenle do exercito sardo, contra os Austra-
cos, 31 d-> maio de 18'J.
4. A sanguinolenta batalha do Magenta, dada
por S. M N'apleon III, eos generaos Espi-
nasse e Macamahon.
5. Tomada de Malakolf c Sebastopol, os Fran-
cezes soltando logeles a congreve.
0." Batalha de I.uccknon, os Inglezes contra os
_ Chins, fazendo trincboira dos depilantes.
..' Praca do Papa V em liorna.
8. Rico pal icio do senado de Venca.
9. Chegada deS. M. I. Napolen 111 a Genova,
no vapor Rain-ha Horlencia, 12 do maio de
10 Praca do palacio'real em Pars.
11 Hotel da villa em Paris.
12 Vista da cidade do Hio de Janeiro, lirada da
Ilha das Cobras.
13 Praeade Napolen III em Paris.
14 Embarque de SS. MM II. Napolen III e da
Imperatriz Eugenia para Prestes.
Para commodidade das familias, o gabinete
oslar aborto das G horas da tarde s 10 da noite.
Entrada para homens e senboras 1$00, e me-
ninos de 10 annos para baixo gralis.
Avisos martimos.
Para a ilha de S. Miguel. Espera-sc do Rio
de Janeiro o patacho portuguez Souza & C.:
quem no mesmo quizer carregor ou ir de pas-
sagem, entenda-sc com Joo lavaros Cordeiro,
na travessa da Madre de Dos n. 9, ou na ra
do mesmo nome n. 36, segundo andar.
tade do comprador : sexta eira 17 do
corrente ao meio dia em poni no seu
armazem n. 11 C. da ra do Imperador.
C*
Vestuario.
Vendc-se quasi por melado de seu valor por ler
servido urna uuica vez, um rico vestuario para
mascarado : na praca .da Independencia numero
l c l.
*
Na hvraria n. G e 8 da praca da
Indepenecta, prcetza-se fallar ao Sr.
Joo da Costa Maravillia.
Prccisa-sc de um bom forneiro, que enlen-
da bem do seu oQicio, para lomar conla do urna
padaria ; paga-so bom ordenado : na padaria da
ra Imperial n. 43.
Precisa-se do urna ama para engommar e
cozinhar para duas pessoas : na ra da Senzala
n. 40, primeiro andar.
Para o carnaval.
Vendem-so casacas de parlno fino, proprias
| para o carnaval, pelo diminuto preco de as-
: sim como grosdinaples de cores para vestuarios '
a lj*200 o covado : na ra Nova n. 14.
Vestuarios para mascara-
dos.
Vendcra-se c alugam-se vestuarios para mas-
carados, na ra do Queimado n 2, loreciro an-
dar, que se prometi vender por precos razoaveis.
E na mesma casa aproinptam-sc vestidos pretos
para a quaresma, flores para enfeiles de igrejas,
e ornamentos para padre.
A ordem terceira do S. Francisco precisa
contratar com um sacerdote para celebrar missa
domingos o dias santos, no oratorio da casa de
detenc&o : os pretendentes dirijam-se a ra Di-
reila n. 10.O secretario,
Bernardo Jos da Cosa Yalenle.
A viuva de Rufino Jos Fernandes do Fi-
gueiredo convida a todas as pessoas que se jul-
garem credoras de seu casal, a comparecerem
com os seus ttulos na ra de Sania Rila u. 5,
afim do serera contemplados no respectivo in-
ventario.
j-e, como j se disse, constar de seis partes, mais ou mcnei
' orece- o"do ^aMMi;,V"1e'V' ?r''mnr "en'-'a "a3 P?mPM ''
eresso ; '' Vos dcsPch0S 'l'"1 porventura possam ter lugar d
se niieiii !L :f que lhe forem enlregues, o aceita,como lemeslal
q i ,'Z a, *llia|ll'!or 'ransaccao, os seus recibos como diobeiro -
a assignalura ser elevado o cusi da obra, se alf
mveis.
;uiis cxcmplares Qca
ida ao editor
Toda a correspondencia deveserdiri_
Ra ilo lanas t ,. Bernardo Xavier J
to de Janeiro.Typographia e livrafia, ra dos Ciganos ns. -3 e 15.
estabelecme'nloe-0-tS,,-UOCl,riir- qU l.end Sld- PW5 to* hw
eslabe eciinenio no anuo nrnri..7.., V k-- '"" .isouras ai,- -
c......'"^'"gsgj:;y-as.?!?..-i......- ^-
- Precisa-se de urna ama que lenha pralii
cozinhar : a Iralar rio largo do
cheira n. 1.
de
arsenal, cu-
Seguro mira Fogo
DELICIOSAS E I.NFALI.1VEIS.

.

3 r^>
para
COMPAMIIA VIGILANTE
DE
Vapores de reboque.
Convidara-se os Srs. accionislas para sessao
extraordinaria hoje 17 do corrente ao meio dia :
no segundo aedar da ra do Trapiche n. 8.
O agente HyppolUo da Silva fura'
leilao de urna escrava crioula, inoqa,
perita cosinheira, lava, eugomma liso,
e uru molato moco prop; io para pagerri
ou boleeiro : sexta-feira 17 do corren-
te ao meio dia em ponto : no sen ar-
mazem n. 11 C. da ra do Imperador.
Avisos diversos.
Offerccc-se um rapaz brasileiro com bas-
tante pralca do taberna, para caixeiro, o qual d
fiador a sua conduela: a tratar na rna de Bor-
las, loja n. 9.
Precisa-se alugar um escravo : no deposilo
da ra das Cruzes n. 41.
= Alugam-se o segundo e lerceiro andares
da casa n. 15 da ra do Vigaro : quera prelen-
de-los, dirija-se ao caes do Ramos n. 2. escri-
torio, ou ra Augusta n. 94, casa de Prxedes
da Silva Gusmo.
= O abaixo assignado faz sciente ao corpo do
commercio, quo deixou de ser caixeiro do 111 o.
Sr. Antonio Joaquim Rabello Bastos desde o dia
16 do correnle, eao mesmo agradece o bam tra-
lamenio e o bom conceilo que fez durante o lem-
po que esteve era sua casa Recife 16 de feve-
reiro de 1860. = Antonio Jos de Sousa e Silva.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Oireita n. 45.
Biogo Zipparro, subdito napolitano, retira-
se para fura do imperio.
= Procisa-se alugar urna casa ou loja no pa-
leo da Pcnha ou na ra do Rangel : quem livor
e quizer alugar, anuuncie por este Diario.
Aluga-se a loja do sobrado na ra da Au-
rora n. 4: a tratar na ra do Cabug, loja n. 9
Calcado Barato.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45. esquina da
Madre de Dos, vendem-so borzeguins de bezer-
ro para hornera, de um ptimo fabricante de Pa-
ris, pelo barato preco deSftGOO, sapalos rasos pa-
ra homern a 3J500, 4s5(M) e 5500, borzeguins
para criancas a 3$c 3590. sspatos de tranca pa-
ra boraem a_lt800, e sapalos de bezerro' para
hornera a ijOO ; na mesma casa lera sortimen-
to de sapalos de borracha para hornera, senhora
c meninos.
Vendc-se una escrava mulata, de bonita
figura, do dado de 14 a 15 annos: a tratar na
ra do Crespo n. 14, na loja de Simplicio Xavier
da Fonseca & C
Aos senhores ourives.
No hotel da Europa ha para vender ferramen-
tas para ourives, laes como : cylindros com 17
rolos, dos quaes 15 gravados e 2 rolicos, 1 banco
de estirar com leares c fieiras, folesa franceza,
com fundo de torca, ate, tenares e limas.
= Vcudc-se um terreno com 318 palmos do
frente, na ra Imperial desta cidade, lado da
sombra e da mar pequea, dividindo ou limi-
tando os fundos com esta, em extensao de mil e
tantos palmos, tcm pois plena capacidade para
urna boa otaria, ou um sitio para edificaco de
diversas ras de casas : os pretendentes dirijam- !
se a ra da Concordia, loja do sobrado era obra, !
que confronta com a entrada para a casa de de-
lenco.
== Vendc-se urna casa nes Afogados, no prin-
cipio da ra de S. Miguel, a qual lem cxcellen-1
les commodos para urna familia : quem a pre-
tender, dirija-se a ra Uircita n 33, que achara
cora quera Iralar.
.= Vende-se um bom e muilo novo cavallo
para carro, assira como um carro de 4 rodas e
todos os arreios : na ra do Queimado, loja de
ferragens n 11.
Na ra do Trapiche n. 14, vende-se o cen-
to de ceblas a 800 rs.
= Compra-se um carro da alfandega: na ra
do Rangel n 97, segundo andar.
LONDRES
AGENTES
| C J. Astlcy & Companhia.
| Veiile-sc
| Tintas de oleo.
Formas de ferro
I purgar assucar.
| Estanho em barra.
| Verniz copal.
| Palhinha para marci-
nciro.
Vinhos finos de Mosclle.
Folhas de cobre.
| Brimdevela: no arma-
zem de C.J. Aslev & C.
.kiLi ffuaLvar&iiEBajk r c lh.
A
I
Paslilfias vegetaes
cOulra as lumb
ile
rig
Kemp
as
c mti
IM
Eslabclecitla cm Londres
m.
CAPITAL
Cinco iniinocs de libras
esterlinas. *
saunders Brothers & C." tem a honra de In-
rormar aes Srs. negociantes, proprielarios de
i casas, e a guem mais convicr, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
i etloctuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia- ou era fazendas de'
qualquer qualidade.
Traspassa-se o arrcndamenlo de ura en-*e-
j nho distante desla praca duas lcgoas, venderse
urna parte no mesmo engouho, maehina nova
vapor, dislilacjo nova e bem montada, 22 bois
t do correia, seis quarlos, algumas obras, safTr,.
; plantada, etc. elc. ; Irata-se lia ra do Crespo n
13, loja.
Publicaco luterana.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na mo do
aulor ra do Vigaro n. 11, brox. 3g encad 4j>.
Albino Domingues, subdito portuguez, re-
tira-so para o Rio dejaueiio.
approvadas pela Exm. nspecejo
Habana e por muilas outr
giene publica dos Estados Unidos
da Ameria.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
da veis vista, doces ao paladar -
inlallivel contra as lombrigas. Ni nau-
seasnera sensa^es debilitantes.
Testemunho exponUnoo em abone das ,
Ibas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. t
12 de abril de l&5i).- Senhores. U| i
que Vmcs. fazom, euraram mcu lilho o i
rjpazpadeciadeIombrigascvhnl.ua :n
ro ftido, lintu o estomago inchado t
comicliao no nariz, lio rm.gro se pe*. H
tema pcrde-lo. Neslas circumslaucias um van
nho meu disse que aspasti|han de k. ,
curado sua filha. Logo quesoube
prei 2 vidros de paslilhas e com ellas
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Fbjd.
Preparadas no seu laboratorio n. ;!G ,
Street pelos uincos proprielarios I). Lanmm
Kemp, droguistas por atacado cm New York.
Acham-se venda era todas as iotic
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. S9.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
rernambuco.no armazem de drogas de J. -
& Companhia ra da Cruz u. 22
DENTES
i ART1FICIAES. S
jRuaestrcitado Rosario n.3;|
Francisco Piulo Ozorio colloca denlos nr-
@ liliciaes pelos dous systoraas Voi.CAMl I". Stf
<{ chapas de ouro ou platina, podendo ser {
procurado na sobredila ra a qualquer $$
hora. m
S99S6S @$g,
Professor dentista.
Acreditado em Franca, em Hespanha. e ncsl i
cidade de Pernambuco, arranca denles c railes
com a maior rapidez possivel, assim como rollo-
ca-os sobre chapa de ouro, plalina e prata \
vonlade de qualquer um que dclles precisar
como tambem chumba c limpa-oscorn o m< r
asseio possivel, tira denles em casa a 2j c M
e fura a 5*. denle posto em chapa de ouro a IO"
quem dellc precisar, procure no Recife, beceo d>
Abrcu n. z, primeiro andar.


DIARIO DE PERNA MBUCO. SEXTA FEIRA 17 DE FEVEREIRO DE 1860.
5',
Veneravel ordem
terceira de S. Francisco do
Recife.
O secretario da mestna abaixo cssig-
nado de novo lembra a seus eharissi-
mos irmaos o dever que Ihes impoe os
nossos elalutos de acotnpanharem a
procissao de cinza, que tera' lugar na
tarde de 22 do correte mez, e apro-
veita a occasiao para rogar aos mora-
dores das ras por oude tem de transi-
tar a dita procissao de aconservarem
limpas, cujas ras sao as seguintes : ao
sahir ra do Imperador, praca de Pedro
II, ra do Queimado, Livramento, D-
reita, pateo do Terco, buceo do Dique,
ra de Aortas, pateo do Carmo, cam-
bo do mesmo, ra Nova, praca da In-
dep ndeneia, ra das Cruzo, ao reco-
lher-se, certos de que no caso contra -
lio tomara' outra direccao. Secretaria
15 de fevereiro de cO. Bernardo
Jos da Costa Va lente, secretario.
O secretario da irmandade de N.
S. do Terco, faz sciente a todos seus
charos irmaos, que sendo convidada
nossa irmandade pela veneravel ordem
terceira de S. Francisco para acompa-
nhar a procissao de cinza no dia 22 do
COirente pelas 2 horas da tarde, a mesa
regedora em seceo do dia 14, resol-
veu unanimente t'osse aceito tao honro-
so convite, e por isso espera (pie seus
charos!tuiaos se prestem a comparce-
em nossa igreja, no referido dia e hora
para a coadjuvacao e brilhautismo de
to religioso acto.
0 Monitor das familias.
Sahio luz o 6. c ullinio numero da serie
extraordinaria deslc peridico, exclusivamente
consagrada & visito de SS. MM. II. a esla pro-
vincia.
Os arligos publicados sao :
1. numero.Programma do Monitor das Fa-
milias ; visita de SS. MM. a esta provincia ; ora-
rao pronunciada no Te-Deum celebrado na igre-
ja do Espirito Sanio ; poesas diversas.
2. numero.Festejos populares em honra de
SS. MM. ; o dia 2 de dezembro de 1859 em Per-
uanibu.'o; felicitarles dirigidas a S. MM. ; poe-
sas diversas.
3." Quinero Os preparativos para a recepeo
de SS. MM.; obras feitas por conla da cmara
municipal dista cidade ; pajo imperial; Ilumi-
narles do bairro do Recife ; felicitares dirigi-
das a SS. MM.; poesas diversas.
4. numero.A familia imperial do Brasil :
viagens de SS. MM. villa do Cabo e cidade da
Victoria; illuminacao da praca da Boa-Vista;
poesas diversas.
5." numero.Viagem de SS. MM Cidade de
(linda ; viagem de S. M. o Imperador villa de
Iguarcss e cidade de Goianna ; illuminacao das
Cinco Pontos; ciicilacOes dirigidas a SS. MM.;
poesas divers
G.u numero.Diario da visito de SS. MM. a
esta provincia ; viagem de S. M. o Imperador
cidade do Itio Formoso, povoato de Tamandar
villas de Serinhem c Escada ; illuminacao da
ra da I'raia ; pavilho c arco levantado rra ci-
dade de Oliuda ; csinolas ferias por S. M o Im-
perador a differentcs individuos c corporaeoes ;
poesas diversas.
Estampas.
1.aRetrato de S. M. o Imperador.
8.aRetrato de s. M. a lmperatriz.
3.aDesembarque de SS. JIM. na rampa do
caos do Collegio.
4.aComplemento do desembarque de SS. MM.
5.a Passagcm do prestito imperial pela ra
i I ollcgio.
6 'llluminaces da ra da Cruz, Fura de
Portas e praca da Linguota.
7. llluminaces Jo arsenal de marulra, Cln-
c. Pontos e ra da I'raia.
8.Illuminacao da praca da Boa-Vista.
-Pavilho c chave mandados tazer rea
cmara municipal desta cidade.
10.aSala do docel no paco imperial na oc-
casiao do bcijaoio dado 2 de dezembro de
l&M.
11.aBecoroaco da igreja do Espirito Sanio
na celebrarlo do Te-Denm cantado pela feliz
chegada de SS. MM. a esla provincia.
lia series completas venda pelo proco de OS
cada urna.
b esla urna pnblicacao que torua-se recom-
meodavel para lodas as pessoos que tiveram a
dito de nascer na briosa provincia de Peinara-
bueo.
Series ordinarias.
Cada serie constar de dez nmeros que serao
acornpanlrados de vinle eslarnpas, sendo cinco

nnraonoiovo
DODR. CIIABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PA1U O TKATASIENTO E PliMl'TO CURATIVO
PLUS DE
COPAHU
DPBATIT
AJVG
DAS ESKERMIHADES Sl.Xl'AES, DX T.DAS AS AFFECCOES CUTASEAS, VIRUS
Ciulo le ferro Jinlite
Xaroiir mu preleiivel ao
Copali bu e as Cube -
bus, cur.i iinmediataineii-
le qualquier puraciO,
reUxtcSo e dtbiliilaJe, e igualmente fluxos e
tluores brancas da? mulhcres. injccviio ile
Chalilo. K-ita injica benigna eui|>rega-se mes-
mo ternpo do xarjpa de ctrato de ferro, urna xgi
de ni a n lia e urna vez de larde durante ires dii?;
tila segura a cura.
E ALTERACOES DO SASCUE.
nrpuraliio de n:ur.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conliecido
e approiiio para curar
con promplida e radi-
calmente impigens, pstulas, btrpes, sarna, co-
mixs, acrimonia e alleraroes viciosas do san-
gne ; virus, e qualquer atleco venrea. iiu-
oIiom iiiiitfi'ucs. Tomao-ie dous por semana, se-
puinilo o l ra la me n lo depurativo. Z'oniodn un-
(Miorpciicit. De um irrito nuravilhoso as af-
fecoes cutaueas e comrxes. ___-----
iic Hur i>iiiia.Pomada que as erraa em .1 dias.
O deposito na ra larya do Itosario, botica de Uartholomeo Francisco de Souza, n. .30.
Si
Almaiiak da provincia.
Sahio a luz a olhinha com
o almanak da provincia para
o corrente anuo de
ATTENCAO
Offcrcce-se urna pessoa para cnsinar cm al-
Igum engenho o scgiiintc : grammalica nacional.
Compram-se moedas de ouio ; mi esrnp-
lorio da ra do Trapicha n. 11, primeiro .
Compra-sc rrrna escrava que soja nn
. bonita figura, que saiba engommar, cozinhar, e
alrrn, francez, geometra, e tambem primereas ; costura : na ra do Ilnrm u. 10, arma
o qual se veitde a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. G e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
letras : quein pretender, pode dirigir-se ra do
Livramento, armazem de molliados n. 5, e abi
deixar o nome do enger.ho c o distrielo a que
pertence, para os prelenderrles se entenderem
pcssoalmcnte.
Manoel Jos de S Araujo.
Compra-se no armazem da ra da I'raia
n. 7 urna escrava do 20 2i anuos, de bonito
figura, prefirindo-se sor Jo mallo, cora ab liJa-
Nos abaixo assignados participamos ao res das ou sem ellas, pode ser prccnrailo Haal
peilavel corpo do commercio cao publico, que hora, assiffl como um molemifl de l8
Irzemos socredade na loja de calcados francezes, ._.. '
roupas feilas c perfumaras da" ra Nova n. 7. nos' __________________
desde o dia 3 de fevereiro do correte armo, cuja
sociedade gyrara sob a razo social de Silva 4
Ribeiro. Recife 14 de fevereiro do 1860Saly-
ro Serapliim da Silva, Jos Francisco Itibciro.
Precisa-se de urna ama ja rdosa s para co-
zinhar para dous ruocos solleiros : na Soledadc,
ra do l'rogresso, penltima casa do lado cs-
querdo.
Na villa do Cabo,
do
Vendas.
iiidezas baratas.
Na ruada Cadeiado Recife, esquina di M
de Dos, vendem-sa miudezas nmila l
pois se quer acabar com as mindezM n
no cstabelecimenlo na mi
porcao de capachos compridos c redond -,
se vendem por barato pi
5E
raes, proviuciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados civis, milita-
rua do l.ivramcnto, Ira urna boa casa de morada
O llOine, idadCCtC. de SeUS til- -, [)ara alugar-se, junio a mesma rua, nalraves-
i i sa, que vai |iara Torrinlia, ha oulra milito nre-
peratlOreS, reiS e presidentes. Ihor, grande, nova, fresca, e com mullos com-
Tiosiimr i\c\a imnnefno rrn niodos' ,,a0 s Pa uma numerosa familia, como
JALSU1UU UUb lIIipuSlUS ge- mesuro para eslabcleeirnenlo de collegio de
meninos, hotel, ou oulra qualqucrcousa : quera
pretender qualqer deltas, dirija-se a mesma i
rua, casa jrrrrio a do l)r. Affonso de Albuqucrquc, I
que ah achara com quein tratar.
-: Prcdisa-se de um forrreiro que enlcnda j
perfeitomentc de padaria; na rua larga do Ro-
sario n. 18, pcrlo do quarlel de polica. Na mes- ."'
raa precisa-se de um trabalhador que cntenda (j'ISild r A III ,t :t: \ ;t'i(; (jlli,
de plantar capiur e tratar do mesmo. .
res, ecclesiasticos, Iliterarios Roga-seaos Srs. devedores a Brmasociai raes gerente Jase Gomes I di
de toda a provincia. de Leile & Correia em liquilacao, o obsequio I\\\t\ do CrCSBO \\. 15.
Associacoes commerciaes, ^^*ttamUi s na loJada ruado
WU 10:
cncyclopcdica
10.
RllO NWTO AIYI RrilV^llnC /'RAlf>ir>Q^ aSrC0las intlustriaCS, Hilera- agenciados fabricantes; amerlca-
UUa ftO\a, CQ1 blUXeiaS ^IieiglCa;, naseparliculares. *uSr*?sz
por precos sdmiraveis
i Grourer & Baker.
era casa de Samuel P.

SOB \ DIRECTO DE E- KLRVV^D
Estabelecimenlos fabris, in- j0^,s,n &c.rua da ^.zaia Nova n. 52.
duslriaes e commerciaes del ApprOVClICUl i OCCaSilO.
de ultimo gusto e
51 ; < m bar alissimos
Sedas prelas cm corles com
1! 1 s ,1 velludo.
! :> ni com duas saias l<
Grusdenaples de ti i s.
ManleU-li s riquissi
Chapolinas para senl ora de [(alia i
alera disso, os mdicos precos convijam.
No hotel hasempre pessoas especlaes, fallando o francez, allemiio, .(lamengo, nglez e por-
uguez, para acomparrlrar as lourislas, qnr em suas evcures na cidade, qur no leino, qur
cnrim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3*200 457000 )
por dia.
Durante o sspnQO Je oito a rlez mezes, alri resiJiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Or. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netlo, Manoel de Pigaeiroa Faria, e JesemlargaJor l'ontcs Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os prtcos de toJo o ser vico, por da, regulam de 10 a 12 francos (45000 4#500.)
so hotel encontram-se iiiforina^ois exactas acerca de tildo que pode precisar um eslrangeiro
Serve elle de guia ao com- '"^
lo.
Aluga-so um grande armazem na rua da
merciantc, asnculloi*. man- ,niz ?. 2, que bota os finidos para amados
lanoeiros: a tratar na rua do Rangel n. 62, ar-
JARABE DOFOUGET.
^ J Este x:ro;ie e-i approvado pilos ruis enrinrntcs mdicos de Pars,
Umiiii sendo o melhor pira curar onstipricoi-s, t(S.-e convulsa e ouiras,
iil'.'i i l-s dos bronebios, ataques de peito, rrilacoes nervosas e iusoinnolttncias: uma colberada
pela inanlifi, e outra noite sao sufOcenles, (i iiv ito desle excelente xarope saUsfaz ao mesmo
lempo o duente e o medico.
O sposito na rua tarta do Rosario, botica de farlkolomeo Francisco de Souza, n. 3C.
Precisa-se de una raulher forra para ir era
cornpanhia de uma familia al o Haranhao :
quera quizer fazer esle negocio, compareca no
silio da sonhora viuva Amurim, ira Ponte de
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
limo e emiin para todas as
classes da sociedade.
Estrata de Ferro
DE
TAfflMDMB UHL
niazcm.
Canoa desapparecida.
Dcsapparcct u no diall do corrente do porlo
dos canoas do Recife, urna canoa de carreira
casas de familia para escolheicm a
Arados amen xtnos e tur
pata lavar roupa : i m casa de S. I
linston o C. riiri da Seuzala n. i.
Vendem-se tres lindos lencos de lab)
yindos d.i Haranhao,
Or gnslo p 1--1.. ; p
Lina i
iberia, com porto do 2 bracas de corrente, pin- por nodo pn o .- o .
i toda de prelo por lora raostra ter sido pintada numero G
de verde por dentro : quem dola der noticia ira
fundlcao do Sr. Mosquita ser gratificado.
Prccisa-sc de urna aura : rro pateo do Terco
n. 2G.
Offerece-seum rapaz porlugnez paracaixcr- Gratule SOrlitlienlO !-'
ro de venda ou mesmo para cobranzas, o qual d
fiador a sua conduela, e que est arrumado ["i-
ObacliarelWlTRL'VIO tem rm doseja-sc mudar quem pretender dirija-sc
, iia travessa do Queimado n. 3, se dir quera <\
O SCU CSCriploriO 110 1* andar Precisa-sedeumaama para cozinhar: na
Sao convocados a rcuriirem-se
coramcrcial os Sis. accionistas da
estrada de ferro do Tamandar o Lira
do corrente mez.
na associarao
compauhia da
no dia l(i
40 Una do Qiieirnado.
SALSA PABRLHi
DE
Remedio sera igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mis iminentcs como remedio infal-
livel para curar escroplrulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dispepsia, debili-
dade geral, tebre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e erupcoes que resultam da impureza do
sarigue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por alaeado
de labynnlhos, tres de bordados, qualro de mu- \-oxv York, acham-se obrigados a prevenir o res-
sicas, duas de figurinos e seis de \islas, retra-
tos, ele.
F0LH1MIAS TARI .800.
Eslo venda na nvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla lypographra, dasseguiutesquali-
dades :
VOLIIINIIA RELIGIOSA, contendo, alera do
kalendario c regularnenlo dos diretos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolheca do
Cristao Brasileiro, que se compde: do lou-
vor ao sanio nomo de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymuos ao Espirito Sanio e
a N. S., s imitacao do de Sanio Amlirozio,
jaculatorias e commeruoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carino", exercicio da
\ ia-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
no SS. coragSo de Jess, saudaeoes llev-
las s chagas de Chrislo, o raques a N. So-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guardo, rasponeo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prerjo 1120 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regularnenlo dos dircilosparochiaes,e
un.a collecco de ancdotas, dios chisto-
sos, coritos) fbulas, pensamentos moraes, |
reccitas diversas, quer acerca de coziuha,
quer de cultora, e preservativo de aores
e fructOS. l'reco 3 rs.
ITA DE TORTA,a qual, alm das materias do
coslume, corilm o resumo dos diretos
parochaes. Preco ICO rs.
.lo sobrado n. 23,1a rua Nova, ~ *Et;
cuja en
Carmo.
. preparar bandejas eneitadas
cuja enlrada pelaCamboa do t ,Ia tiy***** i? n.,.;
/-, curados e dos mais perfeitos do nosso mere
assim como pudins, bolos inglczes e francezes, i
das para a qunre ma, e -
Iras iinti;,; por i-
ilis precos parn acabar.
Do-se amdsl i-.
Cor les de resti lo de si ia de con -

COlirAMIIA DA VIA FRREA
RECIFE A S.' FRANCISCO.
Pelo presente sao convidados os sonhores ac
I I 9
da nossa massa os mais perfeilos, e tambemos Dilos de dita prcta com babados
bellas seringas e lilho/.es para o lempo do cama- ,
val, e uma porcSo de doc de caj seceo por pro- [
ro commodo : procure na rua da Penha n. l'>, "Omciras de fi :
segundo andar, que so far negocio. raimas
Jacinlho Jos do Amaral A raga o participa Grosdenaplcs de < rinlios
ao publico, que leudo de ir ao centro desta c- covado
dade a cobrancas, deixa por seus procuradores i-,i- ,
l-rancisco Jos Correia Slar-iues, Anloutu J '' '
Baptista, Andiade & Campello. seda lan branca, coi i
--^^^^*V'^^""^^^'^'*v*^'"*v--. "' ores, cora
ODr. Cosme d Sa'" frcu-a :; l*r8ui P'opria para forros
^devolladusua viagem notructi-' v. Corlesd(
pan : -
1
1
1
- Precisa-se alugar um prelo or. prela, j ido- v,l'u*in* ?' todoS dias' mcn0^)f Mantas de !
"V nos domingos, desde as 0 liorasTp
I o ios os nmeros serao divididos cm Iros par-
: leitura para lodos; leilura para as senho-
ra.- ; leilura paraos meninos,
Recebem-se assignaturas na lithographia rio
Monitor das familias, rua do Imperador [Cadeia]
D. t2, razo de 5j pagos adiaulado.
I. o melhor prsenle que se pode fazer a uma
senho 'a,
Ordem terceira do
Carmo.
'i .-"cretario da mesma, abaixo assignado, avi-
peitavcl publico para desconfiar de algumas te-
nues imitaces da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vendo neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receila
do Dr. Bristol, lendo-lhe comprado rro anuo de
1S56.
Casa nenhnma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredoda sua prepararlo acha-se
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp. j
Tara evitar engaos com desapreciaveis co-
bnacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizercm comprar o verdadeiro devem bem ob-
sa a i larissimos irmaos para que com-1 servar os seguintes signaos sera os quaes qual-
qucr oulrapreparaco falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob uma chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
sos, para comprar na rua e fazer o mais serv mi
de uma casa de familia, uu mesmo uma ama as
mesmas circumstancias : quem trver e quizer,
ainiuncie ou dirija-sc a la de Santa Rila n. i,
primeiro andar.
Curso de inglcz.
.Eneas Bruce participa ao publico desta cidade,
que tem aborto um ouiro curso para principian-
tes, desde as G al as 7 horas da noilc : na rua
do Queimado n. 1G, primeiro andar.
Precisa-se fallar ao corresponden-
tedosStt, tenente-coronel Bemeteriol
heorico de lingua fran- '?* Ve,,oso d Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade : na livraria n. G e 8
*-> o--k'.\'* ^.\'>'i *-. r. ti s-.. . <7* tt *r* >r\ <7\ <.. -'. A
V> V> T_. KL> C* M '> >_> VVO'OOO^. O 5 ^i> O G V> >
Altenco.
i-ite as 10 da manha,
\i seguintes pontos :
l*. .Molestias de cilios
sobre
cs>
lii
Chales de seda de l
. s de eaiu.
Dilos de .
1
de
curacao e
. Molestias
peito ;
'. Molestias dos orgaos da gera-|
cao, e do anas ;
. Praticara' toda e qnalquei
Operacao quejulgarconvenien-
tM Panno prelo e de cerca de lodas o
1; lad s, co' lo
Casemiras dem
Collinhas de cambraia de io.l.
lidades de 600 rs. a
,'V. 'hales de louq -
Dilos di mi ri bord
5 ceza por uma senhora france/.a, para dez
;; mocas, segunda e quinto-feira de cada so- da Draca da Indenpndpnrin
: mana, das 10 horas at meio dia : quem n.M |nuepenaencia.
SOL AGENTS
AT. G9 Water Street.
^iew YovV.
2" O mesmo do outro lado lem ura rotulo em
papel azul claro cora a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
rnventor C. C. Urislol em papel cor de rosa.
4o Que as areecs jimias a cada garrafa tem
nma phenx semelhante a que vai cima do pr-
senle arrnuncio.
DEPSITOS.
Ro de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Baha, Germano & C, rua Julao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Cornpanhia rua da Cruz n. 22.
mmm
pareci, na larde de 11 do correnle s 2 lloras,
na igreja da nossa ordem, paramentados com
.asilos, alm de acomparrharinos a procis-
' rio,
J t de Castro Guimares.
Precisa-se de nina ama de leile forra ou
i na rua das (unco Ponas n. (7, coofron-
- cabidas, ah achara com quera tratar.
Pi tisa-se de urna ama para casa de ho-
rnero solleiro : na rua Direila n. ii, loja Je a-
zeiidas.
=_ Precisa-se alugar um escravo tiel para ser-
'. irim eslraiieiro : no aterro da Boa-Vistan.
9, loja.
Precisa-se de uma ama para casa do pouca
famlia, qui r seja forra ou captiva na rua do Hos-
picio n. i
Antonio Joaquirn Alves Teixeira, faz scien-
te ao corpo do coinmercio, que lem dissolvido
amigavelracnlo a sociedade que linha de com-
pras e venias de gneros de estiva, com o Sr.
Antonio Dias Fernandos, ficando a liqudac.io do
activo c passivo a seu cargo, cuja sociedade gy-
rav.i na razim de Antonio Joaquim Alves Teixei-
ra & C. Be:ife 15 de fevereiro de tfe60.
olVerece-se um rapaz para caixeiro do pa-
daria ou der osito do mesmo genero, o qual lem
pralica : quem o pretender dirija-sc a padaria
defronle da eslaco que achara com quem I -atar.
Precisa-se de uma ama de leite,
queotenKa em abundancia, que seja
bem sadia e de bons costumes : paga-se
bem. Dirigirse a1 praca de Pedio II.
... :J r> ii \ i-< umi desulacao nova montada
(ant.go paleo do Collegio) n. 37, segn- bois de carro> G
do e terceiro andar.
Offereee-sc nma pessoa para caixeiro de
cobranga, ou de rua, pois o mesmo propieta-
rio, e da fialor a sua conducta, porlanto a pes-
soa que precisar, dirija-se a rua da Cruz n. 15
que adiar cem quem tratar.
Mara Isabel Bessone de Oliveira, previne
ao respcitavel publico, que seu marido Gregorio
Antones do Oliveira nao pode vender os bens de
seu casal, c bem assim tres cscravos de nomes
Joan, Joaquim e Jacob, em quanto nao for jul-
gado o divorcio que a annunciante lem intes-
tado.
O Sr. Francisco Chabredier, Francez, vai
no Bio de Janeiro,
Joao Antonio do Amaral, chegado a esta ci-
dade ba 3 dias, desoja muito fallar cura seu Glho
Jos Antonio do Amara!, que ha 8 annos exista
nesta provincia : roga-se, pois, ao mesi.no ou a
quem dellc sou ier, o obsequio de dirigir-se ao
Forte do Mallos, rua do Codorniz n 3, que mui-
to se lhe agradecer. ^-
rW
quem
S quizer aproveitor pode dirigir-se a rua da ^
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
; adianlados.
-..,...-:.--V.'-.-.- -.:.:.>':. *!'.: T^ c- >"'> O, ri V
V> C O \zy X> ^y K> *ly *> ^x K> T> Vl> ^>v> Vi V O- *- v_> .''.
Roga-se aos Srs. devedores do esiabele-
cimenlo do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
so- SC1U' de saldaren! seus dbitos na rua do Col-
' legio ven-la n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
Deseja-se fallar com os Srs. Ma-
noel Francisco de Almeida, Jos Marcel-
ino de Souza, Tliomaz Dias Souto eo
padre Jos Avelino Monteiro de Lima,
a negocio que nao gnoram : na rua do
Cotovello n. 48.
O Sr. tliesoureiro manda lazei pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 8 da noite,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia numero lie 16,
e na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 2 armazem do senhor Fontes at
as 6 horas da tarde somente, os bilhe-
tea e meios da quai ta parte da primeira
lotera do thetitto tle Santa Isabel, cu-
jas roJas deverao andar impreterivel-
Traspasse-se o arrendamento de ura En-
genho muito peno da pra?a, vende-se uma par- mente no dia 25 do corrente mez.
te do mesmo Er.gcnho, urna maquina a vapor, O mesmo Sr. thesoureiro manda
do, 2 igualmente fazer publico que ras casas
Quem quizer Vender um sobradinlio ou
uma casa terrea na Boa-Vista, dirija-se a esta
lypographia, que a;har com quera tratar.
lepara o restabelecimento el of^ lampados de lodas as quaiid
seus doentes. fF Enfeilcs de vidrilho fran ;os c
O exame das pessoas que o con- ftV
|sultarem sera' feito indistincta- I
"",mente, e na ordem de soasen-
h9sam&$mmsmm9&-mb
mLiges de francez
piano.
:f Mademoisellc Clcmencc de llannctot ~f
3i de Manneville continua a dar licoes do =f;
'^ francez e piano na cidade c nos arrabal- t
Jjg des : na rua da Cruz n. 9, segundo andar. f=
j. tridas; fazendoexcepcaoosdoen- ^
sr^ tesde ollios, ou aquellesque povff
!J4 motivojustoobtiverem hora mar- v
I
W ^Mcat'a r,ara esle ''m*
rrecisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba bem engouimar e cnsaboar : na
rua do Queimado n. 28, lerceiro andar,
O abaixo assignado. residente no lerceiro
andar do sobrado n. 58 Ja rua Nova, acha-se no
exercicio de seu magisterio, ensillando prmeiras
letras, ltiro e francez, e contina a receber alum-
nos internos.
Jos Mara Machado de Figuciredo.
O proesser de latira da reguezia
de S. Jos desta cicla'
le, abaixo assigna-
applicaciio dealguns medica |^ algodo brancas c de i
tos in dispensa veis em.variosjsO Ditas de fustn brancas <
i casos, como o do sulfato de airo-|k
~j4 pina etc.) sera' fetlo.ou concedido |g
3^ gratuitamente. A confianea que^*
Q. nelles deposita, a presteza de sua |g
Vacrao, e a necessidade prompla ^
|de seu emprego; tttdo quanto o ju
1 demove era beneficio de seus .V
doentes. '\
Attenco.
s
Precisa-se de l 400;} a juros de um e meio por
ceir., polo lempo de 8 mezes, discontando logo
o juro do dito lempo, c dando-so uma casa por
do, declara ao publico que a matriCU-1 se8uran$a a dita quantia : a quem convicr esle'
la de sua aula se acha abe. ta, e c,ue os ;'
trabalhos lectivos da mesma principia*
I
; i
: i
; i
quarios, e oulros objeclos :
Iracta-se na rua do Queimado n. 10.
No dia 17 do correnle mez lera de ir A pra-
ca do juizo de paz da reguezia de S. Jos, na
rua de Santa Itila, 30 dunas de pralos de beira
azul, 5 du.ias de. tigelas pintadas, 11 bules pin-
tados, 1 dilo radiado, 18bacas piuladas, 6 ditas
brancase C garrafoes empalhados, peileiicente a
viuva Bosa & Irmao, a requeriuienlo do deposi-
tario geral.
Constan-
teniente
acuna mencionadas se acharn bilhetes
de numeraeao sortidas a vontade dos
compradores.
Thesouraria das lotcrias 15 de feve-
reiro de 1860.O escrivao. J. M. da
Cruz.
Z DENTISTA FRANCEZ. 3
> rao no dia 5 de fevereiro prximo fu-
turo. O-: interessados dirijam-se a casa
de sua residencia, n. 33, sita no pateo
do Terco.
Manoel Francisco Coelho
= Precsase de um caixeiro para taberna que
tenha pralica : na rua da Senzala V'elha n 10
rr: I'recisa-se alugar urna casa terrea bem pe-
quena, as ras seguintes : rua da Roda, largo
do Paraizo, rua a iraz da Matriz, becco de S.
francisco, rua da Cruz, que nao exceda de 10 a
1 $000 : quem tver annuucic sua morada para
ser procurado.
Desappareccu no da 11 do correnle feve-
reiro um menino de nomo Pcrgeniino, pardo, de
dade 11 annos, levando chapeo de fellro de cor
parda, forrado de velludo, o alguma roupa den-
tio de uma caixa de chapeo : quem delle live
noticia, dirija-se a rut das Aguas Verdes n. 50,
primeiro andar, ou a Santo Anlao a seu palCac-
lauo Jos. Ferreira, que ser recompensado.
Precisa-se de um Iromcm natural das libas
para ser empregado no senico de uma carroca
com boi : a Iraiar na rua do Crespo, loja da es-
quina que volla para a rua do Imperador, ou no
Monteiro, sitio de Xrsto Vieira Coelho.
- tibaldo Anuos Vieira de Souza, nao lendo
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e < i podido despedir-se das pessoas de sua amizade
trocam-se, compram-se evendera-se escravos do
ambos os sexos, de lodas as dados c cores com
habilidades e sem ellas e lodo osle negocio se
faz debaixode todasincetidade
numero 66.
. p dentifico.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Fgueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praca da Independencia,que ge preci-
sa fallar-lhe.
OITerccc-se um liomem para trabalhar em
machinismo de vapor, e concerta qualquer peca
na rua Direila i tendente oulros oflicios : para tratar, na rua da
1 Concordia n. 26, sobrado.
por motivo de sua molestia, pede desculpa e of-
fercce-lhe o seu diminuto prestimo na cidade de
Lisboa, para onde se vai tratar.
Ouom tiver acbado um annel de cabellos,
guarnecido de ouro, leudo na chapa em cima a
palavraAmcre denlro as inicioes M. J. S. C ,
e o quizer restituir, queira, ter a bondade de o
levar casa do escrivao Ferreira na rua da
l'alma.
Aluga-se a casa n. 4 da rua do Prazcr, no
lugar dos Coelhos; a tratar na mesma casa.
rrja-se a rua das Cinco Pontos defron-
le da estco, deposito n. 118, que se dir quera
faz esle negocio.
Antonio Augusto da I-'onscca, juiz de paz
do 1." dslriclo da freguezia de' Sanio Antonio",
scientitica ao publico pue se acha em exercicio,
e que d audiencia no lugar o dias do coslume,
lelas 2 boras da larde, podendo ser procurado
em casa de sua residencia na rua das Trinchei-
ras n. 36.
Saques sobre Portugal.
Teixeira Basto, S & C. comprara saques so-
bre Lisboa e Porlo de qualquer quantia.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar
e engommar, anda mesmo sendo porlugoeza,
para uma pequea familia : na
ii. II, segundo andar.
rua das Cru/.es
Compras.
. ~ 'ar* eompTir a biographia do Dr. Jos da
Naliviilade Saldanha, peco empresfado um exem-
plar da segunda edicaodassuss poesas, ou cora-
pro-O..-lutoto Joaqxim de Mello.
Na rua do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, de Jos de Aquino Fonseea, coinprain-se
continuadamente raodas de 163 e 20a000, nguias
dos F.slados-L'nidos, modas de cinco francos,
oncas hesoanholas e mexicanas, cm grandes e
pequeas porcoes.
Alleoclo.
Compram-se, vendem-se e Irocam-sc escravos:
na rua do Imperador n.21, primeiro andar.
= Compram-se as seguintes comedias Ber-
nardo na La, o Judas em Sabbado de Alleleia,
Quera casa quer casa, Por causa de um algaris-
rao, A rosca, o Duelo no Tcrcciro Andar, o lr-
mo das Almas c o Diabo na escola : nesta lypo-
graphia se dir.
Aberturas para cari
do, brancas u d>' <
Saias balo de vari is qu '
Chapeos ftaccezi '
Lrn sorlimcnlo con
seda de lodas as qualidades
Camisas franeczas, 11II de linho e de
: -
c de cores
Ceroulas de linho c dealgod.'io
Capellas brancas para noivasmoiio finas
m completo sorlimcnlo de fazendas
para vestido, sedas, la e seda,
braia e seda lapadas c transparentes-,
covado
Meias croas brancas e do cores
meninas
Dilasde seda para menina, par
l.uvas de fio de Escocia, parda*,
menino
Velludilho de cores, covado
V'elbulina decores, covado
Pulseiras de velludo pela; c deco-
res, o par
hilas de seda dem dem
I ni sorlmen'.o completo de luas de
seda bordadas, lisas, para serihora-,
homeiis e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ele de gorgurao de seda
de ores |
.Ditos de velludo muito finos
Lencos hora
Harquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para serihora ;-
Sapalinliosdc merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Tafel roso, covado i
Setim prelo, encarnado e azul, proprro
para forro?, com i palmos de largura,
covado
Setim liso de lodas as cores covado j
Chitas frarrcezas claras e escuras, co-
vado a 200 e sSU
Cassas franeczas de cores, van a 500 e tCW
Lencos de seda de gorguio prelos 5
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlmcnto de roupa fcila
sendo casacas, sobrecasacas, palelots.
rolletes, cairas de militas qualidades
de fazendas ,->
Relogios c obras de ouro 3
Cortes do casemira de cores de 5J a ljOO
Para o carnaval.
Mascaras de rame a \f, e de papelo a 320 :
no pairo do Carmo n 9, primeiro andar.
Vndese niel para embarque : no ca
Ramos n. 6.
Vende-se um fogo de ferro com os seus
competentes ulenclios ; na rua do Imperador,
loja do uiarcineiro n. 18.


(6)
DIARIO DE PERWAMBUCO SEXTA FEIRA 17 DE FEVEBEIRO DE 1860.
Na ra do Queimado, loja n.
49, de Muniz & Amaral,
vcndem-se fazondas muito baratas para acabar,
por menos prero do que cm outra qualquer par-
te, como sejam : casemiras finas a 7000, 4$ P
3800, colletes de velludo a b$, cortos de brim
de linho a 2>, 1J6Q0, alpaca de seda a 400 rs. o
corado, cortes de vestidos de duas saias a 8$,
Jilos a 7 e 6j, corte de cassa chita a 2J, cassa or-
gandys a 500 rs., tarlalanas a 900 rs., cintas a
230. 240, 200 e 160. dilas de coberta muito finas
a 240, chally a 600 rs., finalmente ludo muilo
barato, que a vista se admira e faz vontade ao
comprador.
Velas.
Vendem-se caix3s com velas do csperraacelc a
Gil) a libra, a relalho a 680. doce de goiaba a.ljj
e lgl20 o caixao, vinho do Porto engarrafado
lino a 800 e 18 a garrafa : por baixo do sobrado
n 16, com oitao para a ra da Florentina.
Vende-se urna negra moca com urna cria
d1' 11 mozos, cozinha, lavo o engomma : na ra
do Imperador n.20, primeiro andar.
Feijo amarello.
Antonio Farnandes da Silva Beiris tem para
vender por proco comr..odo, em pequeas e gran-
des poroes, sceos com feijio amarello de 6 al.
quoirescda um, ou 30 cuias, medida desia e da
melhor qualidade que lia no mercado, c chegado
ltimamente do Porto no brigue porluguez Ama-
ha 1 : na ra do Vigario n. 27.
= Vende-so ou arrenda-se o engenho Potozi,
silo na froguezia de Agua-Prela, me com agua,
eopeiro, as obras tem os necessaros, novos
commodos, e bem construidos, e no que respeita
3 prodcelo para todas as qnalidades de culturas,
parece na haver superior em parle alguma, tem
boas matas o terreno para levantar oulro enge-
nho, tirando o Potozi com as torras necessarias
para sifrejar os mil paos de assucor que se qui-
/; plantar, de presento o nico inconveniente
que se aprsenla c estar longo do embarque,
dous das de viagom para ida e volla dos car-
gueiros, inconveniente este, que breve tem le
desopparecer com a chegada da estrada de ferro,
que reduz a duas carcas por dia : portanto qiicm
quizor possuir um Potozi, cu mesmo desfructa-io
por arrendamento, no eugenho Uchda achara
COm c[i cm tratar, 00 na roa do Queimado n. -i'J a
fallar com Manoel Florencio Alvos de .Moraes.
Vende-se o engenho Taepe, distante menos
de meia legua de Iguarass, sendo d animaos
i lem proporces para agua : a tratar na
ra do Imperador 16, lerceiro andar donde se
l informar Ti.>s
Escravos venda.
Ni ra do Imperador n. 21, primeiro andar,
v : li m-se -2 i srravos, sondo 16 negros, todos
pecas do !G a 20 anuo?, o 6 negrinhas, tendo urna
lias 18 annos, ontima para mucama.
Vondem-sc foges do forro econmicos, do
1JG00
Veude-se una carro de 4 roas, Dem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, c um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arrar.jado :
para- fallar, com o Sr. James Crablree & C. n.
42, ra da Cruz.
Para a quaresma.
Sedas prelas tarradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 28000
Grosdenople preto, covado 1800
Dito largo e muilo superior a 2 e 2y500
Sarja preta larga, covado 2000
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Coulinua-se a vender fazendas por baixo
|j preco at mesmo por menos do seu valor,
n alim de liquidar conlas : na loja de 4 portas
j| na ra do Queimado n. 10.
Vidros para vi
^^S&i*
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
draca.
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONIIECIDO
Conlraconstiparoes, ictericia, a/fecres do figado,
AG$aCaXa: na rila larga f^res biliosas, clicas,indigestes'.ev.xaquecas.
do Rosario armazem de louca. IIemoirIioidas, diarrhea.doenras da
Vidl'OS para CaixilllOS. [Pe"e rupcoes.e todas as enfermidades,
Na ra larga do Rosario Iota n. 28 p.R^IE^"o estado impcro no sanc^
armazem de louca, mandam-se botar v- nualS?, medio coMommem-ie .n
dros em casas particulares por preco | Remedio la natureza.
muito commodo, assim como vendetn-; Approvado pela faculdado de medicina, e re-
s vidros aretalho do t&manbo mais pe-1con,">endado como o mais valioso catrtico ve-
queno ate mais de G palmos. ,9eCal lic lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
Rlll Ha <*!- 11-71!O Navo r\ h 9 pu"amcnte Tegetaes, nao conlcm ellas nenhum
uua uaotlUdiailU >a II. lA veneno mercurial nem algum outro mineral ;
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va- ] esli bem acondicionadas em caixas de folha pa-
quetes de lustro para carros, sellins e silbos in- ra rosguardar-se da humidado.
giezes, candeoiros e oastieaes bronzeados, lo- as r.^i=____i .
as Inglezas, lio de vela, chicote para carros, e ; 6a0 arada!<,i ao Pa'ad". 8
montara, arreios para carro de um e dous caval- era Sl,a op0'.'. o um remedio poderoso para a
ras e efficaze
os. e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
juvontude, puberdade e velhice.
Lea-sc o follieto que acompanhacada caixa,pelo
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,, qual se Bcar conhecendo as multas curas milagro-
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite \ Sfls quetem eflectuado. D. T Lanman & Kemp,
& Irmao na ra da Cadeia do Recife n. 48. droguistas por atacado em Nova York, sao os uni-
Na 1 lia da Gadea'dO Re- cs fabricantes e propietarios.
Acham-se venda cm todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
peehiDcha
sem igual.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraias organdys para vestidos do.
senhora, o mais fino que possivel, e de lindes
padres, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato preco de 500 rs. a vara.
Cheguem ao barato.
O Leite >S Irmo continuara, a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4500 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3& a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3j800 a duzia, dilas cruas in-
glezas para homem c meninos, chales de meri-
no lisos a 4g500, e bordados a 6?, paletots de
alpaca preta e do cores a 5j>, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, corles de cassa chita a 3J, chita
franceza a 250,280, 300 e 400 rs. o cova jo, pegas
de madapolao com 30 varas a 4jS00,- 5;?, 5S300,
6, 7 c 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 2, ditas de meia case-
mira a 2240, vestuarios bordados para meni-
nos, e nutras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
DEPSITOS.
T.io de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C., ra Juliao u. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas do J. Soum
& C., ra da Cruz n. 22.
cife loja de ferragens de Vidal
& Bastos, ha para vender os
objectos abaixo notados por
preoos commodos c ludo da
melhor qualidade possivel,co-
mo sejam:
Camas de ierro e com lona.
Itambas de japy completas.
Canos de cliumbu de todas as grossuras.
FerroSuecia de todas as larguras.
Ac de Milao.
Arcos de Ierro de todas as larguras.
Oravos de ferro de todos os tamanhos.
Ferramenta completa para tanoeiro.
Ferramenta completa para ferreiro.
Trem completo estanhado para cosinha. i
l'rem completo de porcelana para co-' T ,,
liu::.tcomi,lM,.eJondosoqadrad,:^tvas lucilinas de cozer,
Fuciladas americanas e de todas as qua- ; DE
Wbceler atente, para casas de familia, conlendo 4 forna-
ias, e rorno para cozinha com lenha ou carvo,
i invengao pela economa de gastar um
I de lenha ou carvao dos anligos, e de coz
om mais presteza, tem a difirenos de se-
i en amo vi veis, oceuparem pequeo espaco da
. o de fcil cooducco : vendem-se porpre-
luilo mdicos, na fundico de Francisco A
- i Mesquita] ra do Brum, e as ojas de
.le Cardoso, junio a Coaceicao da pon-
te do Recife, e ra do Queimado n. 30.
Na loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 k.
Reccberam em direilura do Franca, deencom-
la, os melhores chapeos de castor rapadoss
f.'udo brancos e prolos, e as formas as mais mo-
d'mas que tem viudo ao mercedo, e por me-
- em outra qualquer parte, assim como
tambera lem um grande sortimento de enfeite,
di vidrilho pretose de cores pelo diminuto pro-
co d
sol de panno a lS2UUcada un em perleito esta i r mip lns^
aberturas brancas muilo finas a 320, ditas do R.13mmf na A P n H "T "^ CSlaS inlcressanlcs "M"
e guio de linho a lS urna, cambraia preta fina i *%? mW,t fin3S de ldaS aS I1*' : '' "*"? a8.f8 r^unpm tod van.a-
I o covado, a vara a 5C0.e a 610. gangas Fn^i fTLZZ^: ~ P "***, *SCgUr3"-
r a 540, brim branco de linho a 1*200 a va- lr.no* ^ncezes para assados. ( V Jo mechanismo, como por seren da mais bo-
rn, col'.etes de velludo de urta-coresprclos a jBuleS' Cafetenas, assucareiros e man- ""* ^^\. "*** M* parase
7, ,00, ditos pro.os a 8 e a 9*. calcas de case- i n tegue.ras de metal. : P"Dd" a ^" e".. o que so. consegue
'Peneicaidelataode todas as grossuias."'" ( P bcSo. Estas marlunasfatem
parapadariaereinacao.
Ditas de metal dita dita.
O agente do verdadeiro xarope do Bosque lem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. (M, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecossario cfa-
zer elogios bondade dcste xarope, nao s polo
reconhecido crdito de seu autor como pela acci-
taco que gcralmcntc tem tdo. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
cao do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an
lidolo para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimonto do publico declara-
se que o verdadeiro conten no envoltorio a pro-
piia assignatura dos proplanos, e no falsifica-
do esla lilhographada.
(Jlicguem a Fcchincha
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. % tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de monlariade Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finospelo
derainuto prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padres
a 260 e 280 ris o cova lo grvalas a fantazia.o
mais moderno pos.ivel a lse 1200 cada urna, e
outras militas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente b^ralos, salisfarao a expectativa
do comprador.
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado syslema, fazen-
do posponto igual polos
dous lados da costura,
garante-se a seguranra
das n achinase manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
a' do dia ou da noite
CALCADO
Grande sorltmeno.
4S---I
mm AMAZEB
lidades.
Ditas do Porto de todos os tamanhos.
Pregos de todas as cjualidades.
IJ cada um, assim como tora chapeos de i Cai.xas cora ferramenta de cara pina (pa-
f panno a 1J200 cada un em perfeto esta 1 ra curiosos)
I>E
New-York,
calcas de case-
n:irn de edr a 7, 8 e 11$, ditos prctos a 7, 9 e
1, colletes de gorgurao a i, 5 o 5, saceos pa-
r viagem de diversos tamanho3, cias cruas, por
ser grande porcao, a 1&500, dilas a lgOOO e 2-5 a
duzia, finas a 3 e 4j, chapeos enfeitados para
meninos e meninas e sonhoras por qualquer pre-
co, e ludo o mais aqui se encontrara o preco,
e nao se deia de veninder.
Aprazo ou adi-
nlieiro,
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupe
uso algum : quom pretender, dirija-se
a, que achara com quem tratar.
Saundcrs Brothers & C. tem pira vender em
mi armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recenliraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
lua do Queimado
e laiao
posponto nos dous lados da costura o cozem coc
maior rapidez c perfeico possivel.
Acham-sc venda o mostram-sc a qualquer
Moinhos de todos OS tamanhos para re- hora ds dia ou da noile na nica agencia desla
linacao provinciano aterro da Boa-Vista, actualmenie
Fio de algodao de todas as qualidades. \ ra da Ironeralrz n.7 primeiro andar.
Dito frouxo inrjlez proprio para coser.
saceos para assucar.
Formas para pudins, pastelaoebolinhos. i
Latrinas patente de porcelana.
Lavatorios dito dita.
Ditos de ierro.
Diversas erramentas
jardim.
propnas para
Relogios
Suissos.
na ra Nova n. 71.
Balancas decimaesde todos os tamanhos. r Em ca" de S(:,a,1^t'n & C, ra da
- Vendem-se rarrinhos de mi a 15000 rs. .'llz n# o;<' rende-$e um grande e va-
nado sortimento de relogios honzon-
taes, patentes, clironometros e mcios
c'ironometros de ouro, nrata doiir:id.i
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado ,.a (jj r '
dito champagne, idem, dito muscalcl, idem: n0 e aleado!, a ouro ; sendo estes relogios
armazem de Barroca & Mederos, ra da Cadeia do primeiro falnicdiite da Suissa : que
do Recife n. 4 se venderao por pre,;os razoaveis.
Charutos.
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor prctos de superior qualida-
de a lo, ditos rancezes de soda a 7$, ditos de
castor brancos a 14g, ditos de velludo a 8 e 9-5,
ditos da lontra de todas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezes do copa alta e baixa a 3 e
5J, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2S500 a 6J500, ditos do Chile dc3j>500, 5, 6, 8,
9, 10 e 123, ditos de seda para senhora, dos mais
medernos, a 12j!, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15, enfeites linissimos para cabeca
a 4S00 e 5, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os scus precos muilo em conla, ditos para
baptisado de meninos e passoios dos mesmos,
tendo diversas qualijados para escolher, bonets
de galao, ditos de marroiuim, ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagom, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros muitos objectos que se-
ra enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em conla ; e os senhores freguezes vista da
fazenda ficarao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da ra Direila n. 61,
de Bento de Barros Feij,
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
lina Novan.49, junto
a tgreja da Conceigdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
un grande e variado sortimento de mil-
pas te.las, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, c paletots de
panno lino prclo e de cores, paletots c
sobrecasacas de merino, alpaca o bomba-
zina prelos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda c casemira de cas de casemiro prela e de cores, dilas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco c de coros, de fuslao e riscados,
calcas de algodao, colloles de velludo
preto o de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorgurao ecasemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamentos para
u guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas raneczas, chapeos e
grvalas, grande sortimento do roupas
para meninos de 6 a 1-i annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptaro oulras a goslo do
comprador dando-se no da convenco-
nado.
anana .*
ims-$&mw&
m
DE
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Tiapiche n. 42, vende-se solios para homem
. i a penhora, arreios praleados para cabriole!, chi-
, cotes para carro, coleiras para cavallo etc.
43OOO!
2300O
59000 do Rosario n. 36, vende os seguintes medica
loja de A portas n. 10.
AinJa restam algumas fczsndas para conclu-
ir a liquidadlo da firma de Leite & Correia, as
q aes se vender por deminulo proQO, sendo en-
tre outras as seguintes :
Magos de meias cruas para homem a JGOO
Ditos de dilas Je cores 29000
Ditos de ditas cruas muito superiores 4*000
Ditos de ditos para senhora
Dos de ditas muito Gnas
Cjries de caiga do meia casemira
Ditos de ditas de casemira de cores
D tos de ditas de casemira preta a 59 e 65000 m Bob L'Affecteur.
lirim trancado branco de linho fino Pilulas contra sezoes.
vara 19000
Cortes de colelo de gorgurao de seda 25000
Pao preto fino, prova de limao 39 e 455000
Grvalas de seda preta e de cores 15000
Riscados rancezes, largos, cores fixes
co-ado 2C0
Guias raneczas largas finas covado 240
Ditas estrellas 160
Riscados de cassa de cores lindos padrSes o
superior qualidade covado 280
Cassas Je cores covado 240
Pessas de cassa branca bordaia com 8 va-
ras por 25000
Tiras bordadas 200
Canbraias lisas muito finas peca 49000
Ernestinas de cores para vestidos covado 240
Challes de la bordados de seda um 2900O
Grodenaplo prelo, largo covado I98OO e 29000
Seda, e sarja lavrada 15800 e 2900O
Veslidos brancos bordados para baptisado 55000
Veos bordados para chapeo 25000
Entre meios bordados 15600
Athoaihado adamascado largo vara 19280
Lencos de chita oscuros um 100
Gangas de cores para palitos covado 200
No armazem da ra da Madre de Dos n. 8,
existe um grande sortimento de charutos das
marcas seguintes, e vende mais cm cotila do que
em qualquer parle.
Varetas Brandao.
Begalia Brandao.
Lanceiros.
Varetas S. Flix.
Regala.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
RELOGIOS.
Vcndc-se era casa de Saundcrs Brothers &
C, praca do Corpo San!o, relogios do afama-
do fabricante Boskell, por precos commodos,
e lambeta trancellinse cadeias para os mesmos,
deexceilente kosIo.
mm
Aviso,
Botica.
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa de
Soulhall Mellors & C.
Cocos italianos
de follia de flanJres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
"ga duram quatrodos nossos-a 400 rs. um
"' e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unilciro.
Para os folgases do Car-
naval
Gama & Silva, no autigo ater-
ro da boa-vista hoje ra
Imperatriz n. 60.
Vcndem lindissimos chamalotes de alsrodo
a imitagaodeseda, de todas as cores proprios
para vestidos de senhoras para vestuarios para
homens por preco baralissimo que facilita faser-
ce uro. rico vestuario gastando muito pouco di-
nheiro da-se as mostras om pinhor.
Linguasde vacca emsalmoura vindas Acaba de chegar do Rio de Ja
de Londres, vendem-se nicamente no neirO alguns OXeinplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionolo{;ca, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
'4 o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na vraria n. 6 e
Ditas vegeta.es.
Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzhbras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Superior ao melhor .
presunto de fiambre.
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Vendas,
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
I como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SISTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, comporto inleira-
mente de berras medicinaos, nao conlm mercu-
rio, nem algoma outra substancia delectcria. Be-
nigno a mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
intoiramonte innocente era suas operaces e cf-
foitos; pois busca e remove as doenca de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
que sejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
raorte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saudo e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afililas nao devem entregar-pe ade-
sesperacio ; facara um corapetenle ensaio dos
efficazes cfleilos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiqucr das seguinlos enfermidades :
R6logios de onroe prata, cobertos edescober-
tos patente inglez, os melhores que eiistem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por 8 da praca da Independencia
ana"- da Silva Gusmao,
efcriptorio de Traxedes
Os abaixo assignados, cstabelecidos na ra do
Cabug com Iojas de ourives ns. 9 e 11, fazem
publico que toem receido de novo os mis bel-
los sorliraeulos de obras de ouro, o vcndem por
precus mais em conla que possivel, e passam
conlas com recibos garantindo a qualidade do
ouro, pelo qual Gcam responsaveis : recebem on-
commendas, e concerlam qualquer obra de ouro
com asse;o e promplidao.
Seraphim & Irmao.
fgiSovos medicamentos bo-
' mcopathicos enviados
da Europa pelo Sr. Dr.ff
Sabino O. L. Pinho.
Estes medicamentos preparados o=pe- !E
ciaL^nte segundo as necessidades da m
op homeopalhia no Brasil, vendem-se polos JS
^ precos conhecidos na botica central ho- ||
9j meopatliica, ra de Santo Amaro (Mundo f>
AGENCIA
FUNDIDO LOW-MOW,
Uua da Senzala Nova n. 42.
Neste eslabolecimenlo continua a haver um
comapleto sortimento de moondas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e laixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhus
para dto.
Os estragadores de calcado encontra-
io neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos presos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos, O.sOftO
Ditos (lustre e bezerro)..... 8$OOo
Borzeguins arranca tocos. 8,^000
Ditos econmicos....... G.S'000
SapatOes de bater (lustre). o.^KX)
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ...... 5i000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso)......I|500
Borzeguins paia meninas (for-
,issmos)..........tfMO
E um pe f.ito sortimento de todo cal-
cado edaquillo que serve para fab,
lo, como sala, couros, manofuir.s, cou-
ro de lustre, io, filas, sedal ele.
Para mascarados.
Na loja d'aguia do ouro, ra do Cabug n 1 I
i vendem-se lanjoilas. galoes, ol:,|. ,,,.
as qualidades, preprias para enfeii
! nos de mascarados, assim como mascaras d.
I rame e de papolio muilo finas, que se vende lu-
do muilo barato por sa ler recebido em d
Attenco.
ccn('n,l3?m"se vela* de eaMrsascete arel
060 a fibra, e em cana a 640, as-nn con
mullos sonoros por preco commodo na i
na do largo do Carino n. 13, esquina do boceo da
Bomba
Para o carnaval.
Vende-se um riquissimo vestuario, Mlfl
anno passado, com lodos os seus pertei
proco tao commodo que adunia ni ru
ala Nova n. i.
Fazendas por precos ba-
ralissiiiios.
O Preguica vende em sua loja na ra do ]
mado n. 2, as seguinlos fazondas :
Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
zia
Dilos do cassa brancos c de cores, duzia
Cambraias de coros de diversos goslos,
covado
Chitas francezas de lindos padres, co-
vado a 290 c
i Chales de merino lisos com franjas de
retroz, um
j Dilos do dito bordados de" velludo, um
I Dilos de dito com palmas de soda, um
i Alpaca de soda de quadros, covado
j Meias muito finas para senhora, duzia
Dilas dilas para dila, duzia
I Dilas dilas para dila, duzia
j Meias casemiras de quadrinhos, covado
Ditas ditas escuras c/m duas largai -,
i covado
Cortos do dila muito fina
Dilos de dita preta bord.i.Ia
; Brim branco de linho fino, vara
Dilo dito dilo, vara
j Dito dito dito, vara
i Dilo dito dito, vara
, c oulras nimias fazondas que se venderlo a voq!
1 lade do comprador.
Sementesdehortalice.
Sementes do bortaliro do todas
I vindas pelo vapor Brasil-; vendem-se i
da Cadeia do Recie.loja de ferragens de Vidal \
I
un

i-; i
Bastos.
- yi
\ onacm-se fazondas por barato
proco e algumas por monos de seu
valor para acabar, era poca e a reta-
lho : na ruado Queimado" loja de 4
portas n. 10.
.:
i
.:
Algodao iiionslro.
A 600 rs. avara.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se algodao com 8 palmos de largo, pelo ba-
rato proco de 600 rs. a vara ; esle algodao servo
p..ra toalhas de mesa por ser de superior quali-
dade.
! GRANDE!VARIADO SOIiTlMEMO
DE
Rouasp feilas elizends
I^oja c armazem

DE
4,000 rs.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias[malde).
Aslhma.
Clicas.
ConvulsSos.
Debilidade ou exteiwia-
cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysuitciia.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza noventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditos no ligado.
Dilas venreas.
I'-nxaqueoa.
Ucrysipela.
Febre biliosas
Pobreto inlernitente.
Febreto da especie.
Qotta.
Ileniorrh odas.
llydroposia.
Ictericia.
Indigestoes.
Jlammacoes.
Ir r eg u laridades
menstruacao.
I.ombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal do podra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Betencao deourina.
Itheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se esia3 pilulas no estabelecimenlo
geral do Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocclidhas a 800 rs. esda urna
dellas, conten urna instrueco era porluguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaecutco. na ra da Cruz n. 22, ea Per-
nambuco.
por sneca de milho; nos armazens de Tasso
lrmaos.
Nova iiivciicio aperei-
(oada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ra do Queimado n. 37.
n* 30.c<>rtosde veslidos de seda quecustaram
b; a 16-3 cortes de vestidos de phautasia oue
custarara30; a 8g chapelinhas para senhora-
na ra do Queimado n. 37. ,
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na na da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao. '
- Enfeites de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
:
i:
i-;
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & limaos.
Farinba de mandioca
nos armazens de Tasso & lrmaos
Milho
nos armazens d T.isio'4 lrmaos.
Ges & Bastos
Na ra do Queima-
do n. 46.
nicas sobrecasacas de panno fino prelos'
e decores a 28S,3c ?, umbem leiros
paletots dos mesmos pannos a 2^- .
palcloUde casemira de coros de n
bom goslo e finos a !2f, 145. I65'e 18 di- \
tosdo panno prclo para menino a M| ,
0$, ditos de casemira de coros a 83 e 1(1
calcas do casemira de coros o putos e '
lamento para meninos 7?, 8?. !).-, \<
V2, colletes de gorgurao de seda 'e ci
mira a a$, 6g e 7g, palelols de alpaca pro- :
tos de coros saceos a 43, dilos sobn
a a (Je 8jJ, dilos de brim, de onguiio
; i iislao lano branres como de coros a 4j
f: 4&500, 50 0 6,^, calcas do brins brancoftavi' :
': l0 Unos*VLe7tf- eo,te,e> ''"coa
-. dodntrssquahdado.cal.ns de brins de :
: coros finas a 500,41 o bj, am rico aorti-
m monto1 de vestidos de cambraia brai
: bordados do melhor goslo que lem arri-
; reculo a 28?, manteletes de fil prclo a de
fj cor muilo superior gosto e muilo moderno
, ricos faaareffi de
cambraia bordados para menino a t()>. di-
j los para senhora a lj, ricos enfeite* de
S froco de velludo goslo n.clhor qoa tem an-
B parecido a 10 e 12?, e outras muitas \3- .
j zendase roupas foilas que com a preaenca I
t^ do froguez se far palenle.
Casacas para a quaresma
t Nrsto mesmo estabelecimenlo ha um :.!
P grande sorlimento do casacas protas, as-
I sim como manda-so fazer por molida a v
lade do freguez. escolhondo os Bsenmos os
pannos a seu goslo sendo os preros a 353 :
e 40}.
Camisas inglezas
No mesmo estabelecimenlo acaba do che-
J^ gsr ura grande sortimento das verdadeiras
.j camisas inglezas peilos do linho cora prepa
i* largas, uliima moda, por tor-se muita
*J quantidade delerniinou-so a vender por
* menos do va'or sendo a duzia a 349,
Ss*s yr^nyanrran.- -
Carne de_yace salgdi, em barris de 20(
libras : enfSBQ^ Tasso lrmaos.
:

: 1
: 1
:
: 1
1 >
i
:
LGVL


DIAMO DE PERAMBCO. SEXTA FEIRA 17 DE FEVEREIBO DE 1860.
FABRICA
DE
Mmum i fmum m mrm.
Sita na roa Imperial n. 118 e i 20 jonlo a fabrica de sabao.
DE
Sebaslilo J.da Silva dirigida por Manocl Carnciro Leal.
Neste estabelecimento ha scmpre promptos alambiques de cobre de dilTerentes dimencoes
(de 300 a 3:000*) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilalorios contnos
para reslilar e destilar espirilos com graduac.ao at 40 graos (pela graduaeao de Sellon Cartier) dos
melhores systt mas boje approvados c conhecidos nesla e oulras provincias do impono, bombas
de todas as dhnencdcs, asperanles c de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro lorneiras
de bronze de odas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
forro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potareis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engenho, folha de_ Flaudres, chumbo cm lencol e barra, zinco em lencol e barra, ls'nccs e
arroellas de cobre, leneos de ferro a lalo,ferro suecia inglez de todas as dimnses safras ionios
e folies para ferreiros etc., e oulros muilosartigos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempiMihaiido-se toda c qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para conunodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conianea, acha-
raj na ra Nova n. 37 loj.i de ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encommendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLADORADO
PELOS SUS.
D. Antonio da Costa A. F. de CnstilhoA. GilAlexandre ITerculnnoA. G. llamosA. Guima-
laesA. tic LiriaA. de Oliveira MarrecaAlvos BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues Cord 'iroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos. CaldeiraE. Piulo da Silva e Cunha P.
Gomes de AmortaF. M. Bordallo J. A. do Frailas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade Corvo.1. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de MagalhaesCoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. 11. da Cunlia RivaraJ. 1. da Graea JniorJ. Julio de Oliveira PiuloJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedio de SouzaJ. S. da Silva Porraz__
Jos do TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filipp
Cunha L. A. Rebollo da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio l'errazVale
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioL F. Silvcira da Molla
o LeileLuiz
lenlim Jos da
Jos da
Silvcira
Rodrigo Paganino.
Vinho do Porto.
Vende-se o verdadeiro vinho da Porto engar-
rafado, e em barrisde quarlo, por pre?o commo-
do: no anniizein de Adamsou II->wie & C, na
ra da Trapiche n. 42.
Ferros de engommar econmicos.
Com loque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 3:000 2:500 3#
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
ede 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zera de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irroos. ra da Imperatriz n. 10.

Nova confeitaria.
m
Os abaixo assignados para commodidade do
respeilavcl publico, procuraram c conseguirn)
cstabeleccr em diversos pontos desta cidade a
vendagem dos ferros econmicos do Blesse raki
pelos mesmos presos por
seu estabel
isto de 12
la de ferro
te amcrica
ulilidade para a industria, pois nao s economi-
sa o carvao e lempo, mas se consegue cm deter-
minado esparo de lempo engommar 0 triplo do
que se oblen com um ferro commum : com 00
rs. de carvao engomma se um dia inteiro, s nc-
cessila limpar o forro quando se principia a ope-
rario, o qual conserva scmpre o grao de calor
que se pretenda, para o que tem um registro ; o
seu poso esl graduado para, som esforco, poder
ser manipulado a vonlade do mais dbil traba-
lhaJor, tem mais um apparelho que obsta a que
o calor do forro pos prejudicar a quem com
Nesle novo estabelecimento eneonlrarao
as
f) r% I rjfyi (\C |de asthma e a pouco esievedoenie de bexij
* t5 i (,esconfia-se 1ue esteja acollado por algum espe
VendcTse era casa de Johnston Palor & C, ra lalliao, que se queira aproveitar de sua pequwia
do Vigario n. 3, um bello sortimcnlo de rckigior idade para o seduzir, desde j protesta o mes
m.SIV ,P",onl,e ln|le'- dc um d0S ?"" afa" *baixo dignado de cahir sobre dito Uranio com
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna ..j. r; j ..J 'rP'o com
variedade de bonitos trancelins para os mesmos. itodo.? "g0 ,? ,' e8ral,hca da mtceini cima,
__xr,_j. ... aqutlle que Ihe der noticia certa, e naea toda
== ^ ende-sc a taberna n. 14 do pateo do Ter- j ,. ,, ca fi,. I 8 *
po, Iluminada a gaz ; hoje um dos melhores desFza *lue se nzer c0"1 mesmo moleque para
pontos de commercio onde se ada a referida la- se effectuar dita aprehensao, le^andc ra Nova
IB. 21. Francisco Jos Germano.
berna.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharcsde individuos de todas as naooes pq-
Fugio do engenho Alto do foio Pernal
freguezia de Agua Prula, no dia i do correle
mez. ii inca brocha de nomo Late, do i Jado 1
nos, pouco mais ou monos, baixo, mmi i : -
pessoas oc bom goslo os melhores doces seceos' uera lestemunnnr as virtudes deste remedio in-: guiar ao corpn, som barba ps curtos c ti
de calda, grande sorlirnenlo de paslilhas, as mi-
mosas cocadas nunca vistas nosta provincia, as
amendoas de chicotes e torradas, apreciavel Or-
eli ala ; na mesma preparam-se bandejas com o
mtTfior gosto : na ra da Sanzala-Nova n. 30.
Nova confeilaria.
comparare] c provar em caso necessario, que,; um dedo do um p mais sobr
pelo uso que delta fi/.oram tem seu corpo e moni- chapeo preto dc liaola, calca d
bros inteiramenle saos dopois de haver emprega- ehambo, com iislras dos lados, ca
do intilmente oulros Iratamentos. Cada pesoa I dapdl&o, cabello curiado; sopoe.
I
I -
os annos o a maior parle I l0S" no da segrate da fugi la : rojra-sc ans
dellas sao tao sor prendentcs que mejiuipe so pitaes de campo e antoridados policial
.mdicos mais celebres. Cuantas possoas reco- pegarem. leven-no i seu sonhor.....bimh
... ,-. [l,aule e novo eslabelocinionlo ha pa- | biarara com este soberano remedio o uso de sous
poaer-se-ha convencer dossas curas maravilhosas a estrada de ferro, ou para o RecMa, | u
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara I cncoutrado muilo visiuho da villa da
lodos os dias ha muil
37 Ra do Qoeimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este cstabcleciraento ura completo
sortimcnlo de obras feilas, como sejam :*a7ale-
o)ts de panno fino de 16g al 28g, sobrecasacas
de panno uno prelo e de cr s muilo superiores
a 35j, um completo sorlirnenlo de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commudo, ccrou-
prcciosoremedio. Algunas das taes pessoas na
onfusao do sea reconhecimenlo do clara rara es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, atiin de mais autenti-
carom sua Grmativa.
Ninguom desesperara*oestsdo do saude
tivcssc bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
inoiiiralato (pie necossitasse a nalureza do mal
cujo resultado seria prova rincontestavelmenle :
Cue ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
lurinente uos sc^uintes vasos.
Alporcas.
Caira bras.
Callos.
las de linho de diversos lmannos, camisas
ellos trabalha. Achara-sc venda nos seguin- francezas de linho e de panninho de 2g at 5l
tes lugares : pra?a do Corpo Santo n. 8,estabele- i cada urna, chapeos francezes para homem a 8?, Canceres.
cimento do Sr. Jos Aires Barbosa ; ra da Ca- ditos muito superiores a 103, ditos arelludados, Cortaduras.
deia do Recite n. 44. dem do Sr. Thoraaz Fer- copa alia a 139, ditos copa baixa a 10?, cha- Tf1 de caDeS*-
pandes da Cunhd ; ra da Madre de Dos n. 7,' peos de fellro para homem de 49. 53 e at 7'-dos membros
dem dos Srs. Fonseca & Marlins ; ra do Crespo cadaum, dilos dc seda c de palha enfeitados pa- Enrermidades da culis
n. 5, idem do Sr. Jos Eleulerio de Azcvedo; ra meninas a 103, dilos de palha para senhora a em geral.
na da Penha n. 10. idem dos Srs Tinto dc Souza 12jt, chapclinhas de velludo ricamente enfeita- ?'las anus-
& Bairao; ra do Cabuga n. 1 B, na aguia de'das a 25g, dilas do palha de Italia muilo finas a SS*1 G CSCOrbul1"
ouro ; ra Nova n. 20. estabelecimento do Sr.' 25$, corles de vestido de seda cm cartao de 40g Fisiulas no abdomen.
Aulonio Duarte Carnciro Vianna; ra do Impe- at 150g, dilos de phantasia de 163 al 35000 Fraldade ou falta de
radorn. 20, idem do Sr. Guimaracs & Oliveira ; | gollinhas de cambraia de 1 al 59. manguitos !
gandys escuras e claras a
francezas muilo superiores
20 a vara, casemiras de cor-
PubUco-se" todas as segundas reirs em millas dc 10 paginas, e completa lodos os semestres S d Sr' ^^ f'T' d Masall,acs : rua ',? Para *McXCS' Va]cMs* calns de 3^00 at
um volume de 420 paginas cora indico e frontispicio competentes. r'"a n- 40'ldera do Sr- ''edre Josc da Cosa 4$ o covado, panno fino prelo e do cores de 2*500
Assigna-se no escriptorio deste iarto, rua das Cruzes, e na rua Nova n. 8. Castello Branco ; rua do Livramento n. 36. idem at 10$ o covado, cortos de collele de vellu do
;nalura: pelos paquetes vapor 1020 por auno ; por navio de vela 8$ (moeda do Sr. Juao Antonio dc Macedo; rua da Santa muito superiores a 9 c 12$, ditos de go-guro
Cruz n. 3, idem do Sr. Luiz Moreira da Silva : e e de fuslao brancos de cores, ludo por pre^o
ua rua da Imperatriz, idem dos abaixo issignados barato, atoalhado de algodao a 192S0 a vara,
Hay mundo Carlos Leite & Irmo. corles de casemiras de cores do 5 al 93, grosde-
caior as extremida-
des.
Frieiras.
Gengvas escldalas.
Inchaces
Inflammacao dofigado
Inflamniarao dabixiga,
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos poilos.
de olbos.
Mordeduras do replis.
Picadura do mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna
Supurares ptridas.
Tinha, (in qualquer par-
te que seja.
Tremor do ervos.
Ulceras na bocea.
do (igulo.
das arliculacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as peinas
vando tnicamente vestido urna ca!<
Icasemiraja bastante luja, cuj p
teta os signaes ipguintes : estatura
I guiar, cor preta, tena falta de alg
sj, denles na lenle, pouca barba, ;; ig u ...
alguma cousa quando fulla, ten'
ida de pouco maisou menos 50 anuos :
roga-seas autoridades policiaes e ca -
taes de campo a aprehenclodo dil i -
Cravo Oliendo o levar a rua da C i
do Recifen. 29, I .ja de Vieira & >i
brasileira
lia algumas collcccocs desde o comeco da publicacao do jornal.
Seus proprielarios oTerecem a seus numerosos freguezes o ao publico cm geral toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de Vapor de
lanhos, redus d agua para engenhos todas de forro ou para cubos de madeira
@ dos, soroulas de meta e camisas
S proprias para o carnaval
fiftSS.a?i$ "
in jia
i


Nendc-se este ungento no estaLocimenlo
goialde Londres n. 22. Strand, e na loja do]
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em luda a America
do snl, llavana e Hcspanha.
VenJe se a800 rs., cada bocolinha'conlm
una instruccao cm pringues para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito goral em casa do Sr. Soura,
pharmareutko, na rua da Cruu. 22. em Per-
nambuco.
@SSg tsi^ @@^ia@y
pelos
Hecebcm-se encommendas ueste esta-
iin n. 28 A o na rua do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
miento Jos Joaquim da Cosa Pereira, com quera os preteudente3 se podem
desenhos ou moldes que para tal (im foremapresenta'dos."
t'cleciineulona ruado Binin
entender para qualquer obra.
e

3 HIJA I>AGaLORIA9GA9AIIiOaFU]niAO 3
Clnica por axnuos os systcmas.
^SS **rfi ssaasfc-s
Nogueirade Souza na rua do-Crespo ao p da ponte velha j d br' Jos
-JSSS^iSs^^ -Ihores medica-
9ssAnjsr.rir\ m
Ditos de 36 ditos. .' .".......LM
io do 48 dilos..... .........2CK0SW
Ditos de 00 ditos......'.'.'.......$222
Tubosavulsos cada um. ..'!.' ....
Frascos de linduras. ...'.' ........
llar.oal de medicina bomeopalliic pelobr.' Jahr 'trdu/ido
em porluguoz com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc.
OjOOO
igooo
2$00
Medicina domosca da Dr. Hering', cra'dic'cio'nario.'
Bepertonodo Dr. Mello Moraes. !
203000
ogooo
C$000
nientemfnuClatTfaf^b^ "*- ^^-se .
maior commodidadei^ecotnmUdJrSSL de an^2bro-!f" antC' C0l,,ral0S ee P"a
tantos sacrificio, PubL0 ue qcm os proprielarios esperara a remun.!rarr.o ri*
conve-
esperara a remunera^o de
Assignalur. de banhos frios para urna pessoa por mez .
Serias d% carines a banho. uit ^^ U ^^^ pf m" l^O
aos rreeos annunc.i.-.dos.
>onde-setm casa de Arkuright & C., na da
Cruz, armazera n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sondo que pelo seu perfeito macninisrao
pudc-se usar com ceberta ousem ella.
Relogios,
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu S.
Vendem-se
queijos superiores a 29, monteiga inglcza a 1?,
nJ'.'m ,dr,tll do m*,fa<>' n"eha no mercado
a ZB24U a hbra, azeile doce franrez a 800 rs. a
pai rafa pofsas a 500 rs. a libra, c raanleiga fran-
ceia 5b0 rs..c batatas a 00 rs.; na Iravessa das
C' u/os numero 0-
@K &m ^s/g w ?>
Vndese
na rua da Cadeia do Recife d. 36.
Espirito de vinho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas ou as cu-
antas: Da rua lama do Rosario n. 36
Era casa de Henry Forster & c, rua do
Trapiche n. 8, vende-se :
Ura carro americano de 4 rodas. *
Arreios americanos. '
Bombas americanas.
Pogoe3 americanos.
Arados a 309
Champagne e copnac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de todas as marcas.
Lampeesde patente e azeite proprio, ultima-
mente cheeados dog Estados Unidos.
m Irmiios, rua da Cruz n.. 3, tecm
0:;

i
i
Nao se enganem, defronte do gaz, no
bazar da rua do Imperador.
Batatas hamburguezus a 1$ a arroba, corles de
casemira para cica a 3:000, superior olelria a
:>S a caixa dc arroba, queijos flaracngos, os auaes
so vendem as tabernas a 28800, porljjCOO cada
um, obras de ouro de 18 quilates, quasi sem fei-
tio, magnificas caixinhas de abrunhos com cerca
do 3 libras a 8jJ cada urna.
Madeira barata.
O arrematante do pavilho vende a madeira
por barato proco para concluir : a tratar ni ba-
ors?rdoa0z.ImPer"d0r"'6, co"fronlc ajd-,'
Vende-se'a loja do calcados da rua do Li-
vramento n.29, com os fundos ou armaco: a
tratar na mesma rua n. 21.
Vendo-se um escravo crioulo de 2i mnos
de idado, ssdio, sem vicio ou defoilo algum, pe-
rito official de sapaleiro, bom copeiro, c apio
para qualquer servico : a tratar com o abaixo ns-
signado na alfandega, ou em sua residencia na
rua da Saudade, piimoira casa com sotao do la-
do do sul. Pedro Alexandrino dc Barios C'a-
calcanli de Lacerda.
imples de coros e pretos de 1600 at 3$200 o
covado, espartilhos para senhora a 03, coeiros
de casemira ricamente bordados a 128 cada um,
loncos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 203 a
duzia, casemiras do euros para coeiro, covado a
2$i00, barege de seda para vestidos, covado a No bom conhecido e acreditado deposito di
IjiOO, um completo sortimcnlo do colk-tesde rua da ?deia d" Recie 12. ha para vender
,,.:, panr ,,r,.i-, lio. i i a potassa da Russia o da do Rio de Janeiro, nova
iU.'Cl lsa c bordada, e de |e de superior qualidade, assim como lamben,
jarecos muito
pannos
Polassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato I a'vfrgem em podra: ludo or
preco, velludo decores a 7j> o covado, pannos razoavois.
para cima de mesa a 103 cadaum, merino al-
cochoado propno para paletots ecolletesa298OO
o covado. bandos para armaco de cabello a
19&00, saceos do tapete c de marroquim para via- \
gem, eum grande sortimenfo de macas e .mala?
vendo vonU.de dos
freguezes, o outras niuitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro
ianos
Cm casa dc E. A. Burle & C, rua da Cruz n.
48, ha scmpre para vender um completo sorli-
rnenlo de ricos e excellentes pianos de todos os
presos e qualidades, os quaes sao de muila du-
racq pela sua boa conslruccao. Estes pianos
A rvc? crtrl--v^ Ji' que foram premiados com a m'edalha de primei-
AOSSennOrCS (UMlllSiaS. r d"" esposico universal de 1855, alem
Denles aitiericanos.
Vcndem-sc por atacado ou a retalho, do
O Fstopa. *>
:j Camisas inglezas.
lscautos em latas. ^
;i Km casa dc Arkwight & C. rua da Cruz nu-
39 mero 01. *>
*- /ende-sc superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, paja costura : em
casa de Seuthall MellorJr C. rua do Torres
n. da
% # @@@@
& Vendem-se chapeos de oleados para pa-
gens a 3 : na loja de Naluco & C. na rua &
-Nova n. 2. Z
>ende-se una latiuuia afreguezada para a
Ierra e para ojnalo, com poucos fundos: a Ira-
lar na Reife, ?|;a da Serrzala Velha n 104.
\ff Vcndc-sc un>eabriolet de duas rodas, de
f au,slr?s do P4*CTl, com pouco uso, pintado e
6 novo, cora arreios completos para um comedia, na rua da Cadeia do Recife u. 11
como o drama
para vender aigumas accoes da c
d Pernaml.uco e Parahiba a
pode dirigir-sc aos mesmos
nh.ia gera
le Droicnder
X
A 320 o covado.
Vende-se para acabar, lasLhas de quadros
para vestidos de senhoras: na rua da Madre dc
Dos, loja 11. 30 A, esquina da rua do Encanta-
mento.
Rua da Imperatriz
numero 2.
E^'eride-se superior manleiga inglcza a 1$, cha
do melhor que se pode encontrar a 2j360, bola-
chinhasem latas proprias pare cha a iJgO, mar-
melada muito nova do melhor autor a Ig, massa
do tmale nova a 1J280 a libra, peras scc:as a
00, amoixas a 010, chocolate fino do melhor
aulor de Paria a 1500, amoixas francezas cm
latas de 12 o 6 libras, e a retalho a 1;280, um
sorlirnenlo de (oos vidrados para botar mautei-
g, do 1, 2, 4 o 8 libras, queijo suisso novo a 800
rs. a libra : vende-se ludo por menos preco a
dinheiro.
Aux caporal franjis.
Tabaco francoz caporal de manufactures impe-
riales do Franco em pacotes de 1 e 2 heclogram-
mas a 500 o lf, afancando-se a veracidade o su-
perior qualidade deste tabaco, pois recebe-sc por
tod is os navios francezes ; os consumidores des-
la saborosa fumaca, alem de terem tabaco scm-
pre muito fresco, nao serio engaados, pois que
existe no mere, do grande quaulidade de tabaco
falsificado, e que se vende por verdadeiro; os
pacotes vendidos nesla casa vao carimbados por
causa da falsificaco Centro Conmicrcialrua
da Cadoia do Recife n. 15, loja.
A 3,000 rs.
Vende-se para acabar, cortes de casemira rauis
to linas, de cores a 5? : na rua da Madre de Dco-
n 30 A, esquina da rua do Encantamento.
.Na rua da Cadoia do Recite n. 50, primei-
ro andar, vende-se vinho do Porlo engarrafado
em caixinhas de duzia, dito dito velho muilo su-
perior idem idem, raixas com velas de carnau-
ba, ditas com dilas de espermacete, acaiates e
balaios do diversos tamanhos e difTerenlts rao-
di'llos, um resto decadeiras, obra do Porto, cen-
ias douradas, apilos, toalha de panno de linho e
algodao para mesa de difierentes tamanhos, loa-
Ihasdc linho c algodao, barris com cal de lis-
Jioa.
Vestuario.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 54, vende-
se um lindo vestuario para os bailes do prximo
carnaval
Vende-se superior manteiga ingleza a 960
rs. a libra, dita sem sal a 800 rs dila francezu a
610, banha de porco a 56C, macarrao talharin. a
320, aleiria a 400 rs., passas muilo novas a 480
ccvadinha a 320, queijos a 2*500 cada ura, mas-
sas de tomates a 960 a libra, vinho do Porlo en-
garrafado a 1g!00 a garrafa, c oulros muitos g-
neros, ludo muito bom e muito em conta : na rua
da Senzalla Velha n 50.
Corda sensivel
. ludas
as qualidades, no atorro da Boa-Visla, actual-
meule rua da Imperatriz n. 10, loja.
i- Vendem-se 0 a 7 duzias do la boas dc as-
soalho dc louro, de rolugo, por barato preco, pa-
ra se desoecupar o lugar, e vende-se mesmo em
menores porcoes : a tratar no sobradinho ao nor-
te do gazomelro c a margen) do rio
Vendo-se o engenho Ilha Grande, raoontc p
i corrente, situado na domarcacao das freguezias
de Agua-Prcta e Una, a dinheiro ou a prnzo : a
tratar na rua de Apollo n. 16, segundo andar.
Bolas de borracha
c perneiras dc couro da
Russia.
Na loja de fazendas finas na rua da
Cadeia do Recife n. 53, de Alvaro S:
Uagalhe*.
do sercm de 7 oitavas e 3cordas,s5o de Jacaran-
da e chapeados dc metal. As pessoas que preci-
sarem podem compra-Ios cora 20 ou 30 0[0 de
menos que em outra qualquer parle.
Vendem se saias balo a ,'{.s
na rua da Cadeia n. 53, loja de
Alvaro fe Magalhaes.
Farelo a 6#000.
Sarcos grandes : na rua Nora n. 52.
ST5" Defronte da mairiz da Boa Vista,n.86, vcn-
dem-sc e alugam-sc bichas do Ilomburgo, por
monos do que era qualquer outra parlo, amola-
se qualquer ferrimonla, tira-se e chumbase
denles, sangra-so e faz-sc ludo quanlo perlence
c arle de barbeiro.
Vende-se ou permuta-se porum silio porto
deslapraca, casa na mesma, una parle no en-
genho Alagoa Grande, na freguezia da Gloria do
<-oil : os prclendentes queiram dirigir-so a rua
Bella, casa junto ao deposito do carvao dc pe-
dra, das 6 horas da manhaa as 9, e dessa hora
s 3 da larde, no quartel de polica, que acharao
com quem tratar.
i
i
i
i

Escravos fgidos.
Fugio no)dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe.dc naco An-
gola, do idade 45 a 50 annos, com os" signaes
seguintes : um tanto baixo do corpo, cor fula,
tosa carregada, olhos pequeos, cara larga, serr
barba, falla lina e a voz sempre baixa, bocea
Fugio do engenho Sanios Metidra il
marta dc Na9arelh, de l.aurentino Com i
nha Pemra Bollrao, no dia 23 d ..
mo passado, un.a escrava II<- none J is| hi i
representa ler 30 annos do idade, pouca i.
menos, cor fula, corpolenU, (esta emp i
com canfos, maneira do principio de i
; grandi s, pernas grossas, p< tos
denles perfeilos, olhos vivos, olhai -
o comprada no Rocife aos Srs G
ha 5 annos, pouco mais ou menos, i .- .
praram a um Sr. Trindado no Ca
poo-sc oslar acoulada, por s;o qiiem
hender e levar ao referido engenho i.u
rara aos Srs Manuel Ignacio do Olii
iho un praca do commercio, nu a
licia corta do lugar onde ella so ach
pensado.
SOS000 (c graificar
Fugio do dia 30 do Janeiro Bada i es ra
bra, do non.e Josepha, idade 50 ano -.
njais ou menos, curta da vista, falla de :
altura regular, manqueja quando n p<
os lornozellos um pouco enchados, acata
tratado do frialdade que soffria -
consta que anda pela Boa-Vista, e rom ma
ra na rua do Coiovello, onde presum
esli alli i m un a rasa acontada : portai
so do novo as autoridades poli.......
captura da referida escrava, o le a la i -
nhora na Soldado, estrada de Joi i Fen
vieira, sitio da casacinzenla, que n
licacao cima.

I ugio no tu 5 do rorrele, da casa d i i
assignado, o escravo de noaae I
ulho do aerto do Mochlo, con > ->
gnintes: cor prcla, dentes limados,
ds da ma direila aleijados de orna machii
padan, o (pial jlga se ler lovadi
panhia urna preta escrava este i -,,,,,
senla ler 24 a 25anoos do idade, levan I
sua roupa ; rogase, porlanto, as ., .
policiaca e capitacs de campo a captura d
escravo, o que o levem ao -ou senhor na n.
Pescadores ns. 1 e 3, que scro n
generosamente.
ioaoJaciniho dc M. i: :
FuglO no dia C do corrente a prela Bctii .
crioula, de estatura baixa, eheiadocori
apalhetados, lesla cuita, tem algumas m
grandes do feridas no braco direito, mui
dina, foi escrava do Sr. Ilanorl Joaqun
ro Leal, e foi comprada no Abreu do I
lodos es arrebaldes da cidade, c des
lar om alguma casa,a titulo de forra ,
quem a pegar e levar a sou senhor na rua I
larga, com alguns cabellos brancos polas fonles, i n>8i s.el? recompensado,
paiccendo ser muito mancinlio, porm muito i, ,u"lli,ma J "* fgido desde on.cz di
vclhaco e mollino a curador de emposlurias de UUI'0 do armo prximo passado, o escravo !
Iheus (que se intitula Malhias), a
cavallo, chicote, lanternas, por 350$: qnem pre-
tonde-lo, pode ir ve-lo no silio do Sr. Mcsquita
no Caiuciro, perlo do Ilospilal Porluguez, a qual-
quer hora do dia, que achara com quem tralar ;
bom como dous cavallos caslrados, andadores dc
baixo c esi>npar, dc boa aantonca enovos.
De novamcnleacha-sc .venda osla excellente
be ni
29 ou Honra c Gloria,
que tantas rezos aqui foi applaudido ; exislem
lambem oulros lvros que se promeltc tambera
tender muito cm conla.
g da ultima moda.
:! Vendcm-se bibis recentcmentc chega-
jj dos (chapeos de senhora para passeio) :
S no segundo andar do sobrado da esquina
X da rua doQueimado por cima da loja do ?
i* Sr. Preguica, cnlrada pelo becco do Pe- et
S "Fritoa. 1. 2
Atteneo
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existen 40 parelhas, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nbo do excellente carregamento clie-
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdenles dirijam-se ao trapiche da
companhia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Portas, de Flix da Cunha
refreir.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lera sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 8 A, um grande sortimenlo
de tachas e moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou ca rua do Trapiche n 44,
bom corpo, pernas um tanto finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo c de Antonio San-
liago Pereira da Costa, proprietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Prcla quem
o pegar ou disser onde de corlo est ser bem
recompensado.
Boa gratificando.
Fugio do engenho Monjope, no dia 9 do
crreme, o mulato Marcolino, alio seco, de ps
chatos, cabellos caxeados, alguma buba, e cerca
de 26 annos da idade ; bociro, e nao meo
creado deservir. Quem o apprehender, leve o
ao referido engenho Monjope, ser generosamen-
te gratificado.
Moleque Fgido.
100$000 de gratificado.
Roga-se aos ca pilaos de campos, e a toda e
qualquer auloridade a appiehenso de um mole-
que de nome Mar.oel, crioulo, idade 12 annos.
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do couro, levou alguma raupa, juiga-se quo i
abaixo assignado no dia 30 de ouiubro do cor- !"dido P"' hruma pessoa quem o pegar din-
rente anno, levando caiga de cor, carniza azul, J1" r'',1S1r' J"s F""cIis^0 Can na rua N
.___.___i,__, ,,"'' ou no engenho Inhaman, que i
chapeo de palha oleado e o maior signal e solrer compensado.
o na< < Ai
>a, representa ter 50 annos de idado, ;
do denles na frente e os dedos das naos
es:e prolo foi escravo dos berdeiroi d" tos
ci Tcixcira Cavalcanti, que teem ola!.
medio, o sendo levado praca por cu
contra os mesmos, foi arrematado por J
da Silva Lopes em junho ic li1.!, eeom
o mesmo prelo se ada em urna casa traba
do oceulto, pelo que protesta o annun .
com lodo o rigor da le contra qu< m livi .
to o seu escravo, e cobrar-lho os dias do -
roga-se, porlanto, a lodas as autorida
liaos e capiiaes decampo a captura don
nado prelo. mandando leva-lo 'i padaria (! ti -
dr i: Narciso, as Cinco Ponas, donde te au-
senlou, ou casa de seu senhor Joaquil
va Lopes, na Iravessa da Madre de Dos, nu Re-
cito n. 18, que gratificar generosamente.
Fugio do engenho Inhaman no da l.
corrente, um moleque crioulo, do noaae l
representa ter do idado 20 annos pouco mai
monos, baixo e grosso, muito .
beca roruprida, olhos pequeose fui lo. i -
Dictado*, falla de denlos na frente, cha]
mn ieqak
Dos premios maiores de 20?$ da ls lotera concedida
pela assembla provincial do Rio de Janeiro a
beneficio das casas de detencao da mesma provin-
cia, extrahida cm 23 dc jaiiciro dc 1800.
NS. TUEMS.
2
4i
92
120
36
5>
87
210
37
56
63
68
73
349
100j>
400
40
40O?
200
40
1.000
4,000
40
40
40$
40
40$
100
84 20.000
94
422
31
38
73
88
96
5:10
38
51
54
58
91
6*2
400?
40
2 000
too
100
100
100
40$
200
1,000
40
100
40
40
NS. PKL.MS.
652
71
700
19
3i
43
47
100$
200
200
40
100
100
100a
62 10,000
74
87
866
996
1018
30
43
66
69
95
98
1108
20
21
i-2
48
t209
28
90
85
54
40
40
40$
40
40
405
40
40$
40$
100
100
100$
40
40
100
100
100
100
40
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40
NS. PHEMS.|NS. PRE11S.
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G9
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1303
14
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92
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77
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?8
1701
35
1804
58
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1938
62
2000
as
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81
2237
91
2367
2427
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10
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40
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100
40$
100
40
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40
200
100
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50
76
78
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42
43
63
64
85
2800
29
30
2953
99
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30
75
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86
88
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40
40
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40
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3308
23
87
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61
66
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3665
96
97
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II
62
83
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24
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40
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LEGiVET


(8)
Litteratura.
di
DIARIO DE PERNAMBTJCO. SEXTA FEIRA 17 DE FEVEREIRO DE 1860.
SI el I a c Da na i.
(Contiiiuaco.)
Assim, persistes em querer obandonar-me,
Diocles ? pergunlou o joven patricio.
forrse.
K mide lo diriges ?
A Bonn a Huma proseguio o philosoho
cotn i xoltace, disputar o tigre que roatou leu
i ni d leu irmno# sos m .siius, que llic seguecc
i irsiinados polocheiro do sttngue e peta
sede de carnificrtio, o que Ihesresta dos des| ojos
de climas*.
E |ue [udes tu contra elfos, lu pobre pUi-
lio, pobre cscravo, pobre reina ?
Murror ao menos amaldicoando-os. O s.in-
du ou larde labe sobro a cabera
di'S que uptf lieiarn.
A i-shiSculavras Diocles, acompanhado por
sen ui.-ciHpk, deixou a caverna.
L'ma ultima vez eslreitou Ciassus contra o co-
raco, depois enlrou no batel, rosleou um m-
ntenlo os rochedos, ganliou o mar largo e sollou
a relia... _-. .
Atguns minutos dcpois'havia tjeaspparccido na
l I unladc.
No uiFsmo instante urna gafprlhada retnmbou
aos ouvitlosdc Crassus; porm tuna gargalhada,
tao fiesca, tao pura, la o fclizmdttle cadeneca-
l'.i. que o exilado senlio pratea uuvind os
des penedos repelirem-lhe aWclciosa me-
na
Esta loura jovialidad da parle, o^im ho-
mem ameacaJo por um punlial dcsconcerluu
Crassus.
Selvage-m disse o pegureiro olliando para
o? pulsos que o pupillo de Diocles lhe liavia
ado.
Acompnnhando com a vista os movimento3 do
seu interlocutor, COlilieccu o Rumano que llie
moslravaui com certa complacencia bracosroli-
ros, mos ile urna delicadeza e alvura arislo-
cralira, o seus olhos abaixando-se as sandalias
istor, encontraran! dous pesinhos mmo-
.- -. que pareciam evidentemente mortillcados
por uni calcado demasiadamente largo e pe-
sado
i.:assns teiorii um laeo.
Derxa ver agora o rosto, acresecntou elle
dosi loando a cabera do desconhecido:
A ['undantes cabellos pr't0S se escaparan! do
chapeo deste ultimo *quanto a sen rosto pare- I
ciaser o de um menino do do/e para Ircze an->
i s, de fronte-pura, olhos castanhos, semblante
i, labios nacarados. Os dous mocos troca-,
rain um lance d'olhos e Crassus senlio no cor-
is jo um abalo incxplicavel. Aosorriso que a sua
admiraco provocou, pode admirar duas en Ha-
das de denles de refulgente hraniura. sobre cojo
te a luz brincava comosobic as facetas de
um l: illianle.
Une lal le pareco ? disse o pegureiro com
picbrado.
Muilo liem para que exija a leu respeito as
rnas precisas informuees acerca de la familia,
ssao e motivos que leconduziram esta larde
collada desle dcsfiladcirO.
i suas mos pcqiieninas o desconhecido
desviou para (raz os cachos de seus cabellos, c
depois Je puxar para baixo as abas do chapeo,
calcou-b na cabeca ;
EstJs me aborrecendo, ronlinuou elle.
() que rerdade que me nao dexa-
rs sem harer fornecido as infurmacoos que
exijo.
Deixar-lc-hci piando quzer, e anda cm
cima me has de pedir que volie.
En tao responde primeiro s minhas per-
guntas.
Sao parvas.
De veras?
Se habitas osle paiz deves conhecer-me,
so nao habitas, deque te serve saber o nomo do
camponez que fui met pai, un dos rcudeiros cu-
jos n hanhos guardo.
Visto isto s pastor?
Njo vs o meu traje ?
Para fallar a verdade nao creio que expo-
nhas muitas vezes o rosto aos ardores do sol, nem
que la mao esteja acoslumada ao contado des-
te baslo nodoso. Estas sandalias devem machu-
car-te os ps '?
Decididamente s um homem perspicaz,
ou 0 zagal ; os Rumanos devor-le-hiam
l r dado a presidencia de um dos seus Inbunaes
criminaes.
Nejarnos primeiro o que conten estes al-
-. acresecntou Crass is.
Sao seja essa a duvida, respondeu o des-
conhecido.
Senlou-sc no chao e lirn dos alforges pri-
mi ramentc um guardanapo de orna ahora irre-
ensivel, que desdobrou diante de si ; depois
ui i ave tria, um canlarozinho de vinho, dous
coposo um pao, cuja i odea tostada poreceu o
sus singularmente appeiitoso.
Snii um amigo da nalureza, proseguio elle
ndo o pao e cnciiendo os copos ; goslo de
car js ve/es a minha refeico beira do
mi iima bella tarde de esto. Aos leus amo-
res mancebo.
O cstranho bebeu o sen vinho.
Enlao, continuoii elle aponiendo a Crassus
1 ara nutro lalher, deixas-mo aqui s abarbado
com (aritos comesiiveis ?
O proscripto observa-o rom impaciencia.
An conservas-me rancor, proseguio o pe-
gureiro ; por Venus! peior para ti peior para
i s amuados, replicn o aturdido, mordendo
rom os denles acerados urna a/.a de galinha.
Ah leus razio, estas sandalias me ircommo-
dam.
E alirou rom ellas para longe, deixando ns
sobre a arcia seus ps delicados, cojos arlelhos
cor de rosa pareciam n meara r o co.
Farinoso adolescente, aventurou Crassus a
quem as travessuras do menino mais augmen-
tavam os rereios, bem longe de os dissipar, ve-
Uue-ine, WWK>o, cunliiiuou o Uesiulihe-
cido cm i o m -zomfeleiro, leras vonlade de
chamar aqui todos os moradores das visinhan-
cas ?
De cerlo, que nao.
Se eu nao voltar hoje para rasa hera do
costme, executaro amanha ao longo das cos-
as, urna batida gerai ; exploraro todas as en-
coarlas, todas as cavernas desle lugar, tcm certe-
za disso.
Crassus fez um geslo de colera impaciente;
sen companheiro eslendcu-lhe cordialmenle a
n. 3 o.
Anda, acalma-lr, nio, lhe disse elle, o
visto que nSo me podes molar, comamos Ir'an-
quillamente untos.
Comamos, respondeu o mancebo com voz
alterada.
Por ComS esta gnllinha est exccllonte,
acrscenlou o pastor.
Com o gomo da faca cortou a outraaza da ga-
i linha e olfereeeu a Crrssus.
Depois, deilando vinho
Setiamente, ronlinuou elle, pois tu tinhas
animo de me malar .'
Talvez.
Palera!
Arrisco a minha, poupando a tua vida.
Crs que nao possimos existir ambos ueste
mundo ?
Rcceio bem quo assim seja.
Troquemos as tacas.
Crassus nao ousou recusar. Tomara resolu-
lamenle o sen partido, e prestando ao seu inter-
locutor aliento ourido, comeu com bom uppc-
tile.
Agora fallemos serio, conlinuou o pastor.
Supponhamos que urna desgrara, um naufragio,
se quizeres, te arremessou s'e sem recursos
sobre osla plaga ; que por urna iaimensidade de
razos, que fura intil enumerar, resolvesle sub-
trahir-le a todas as vistas, evitar o conlaclo de
qualquer crea tura humana, penns que vvc-
nas moilo lempo em semelhanles circumslan-
cias ?
Nao sei.
Morrias antes de um mez, meu charo, de mi-
seria ou aborrecimento.
Bem, continua, disse Crassus.
Donde concluo que precisas de un confi-
dente, de um amigo que te ajude a supportar
i o infortunio, quo proveja as toas necessida-
| des, e que espi cm leu proveito a gente da visi-
nhanca.
E esse amigo, esse confidente, onde ocn-
conlrarei ?
Aqui o lens dianle de li.
Para corroborar eslas palavraso pegureiro en-
clieu a laca no discpulo de Dioclcs.
Charo menino, disse Crassus, nada tens a
i ganhar Isso sei cu, antes ludo a perder. Pois cn-
1 tao bebe.
Oh ludo a perder, nao 6 positivamente
exacto
Ardiloso respondeu o pastor sorrindo, ap-
, posto que me queros agora seduzir.
Ouve, sabia que viudo aqui cornmetlia um cri-
meque os senhores de Roma punem hoje com a
morte, e vimsem me importar, leras agora con-
fianza cm mim ?
O Romano hesitou em responder.
Este homem cabeeudo como urna mua hes-
panhola, acresecntou desconhecido ; fallcraos-
Ihe ao eslumago ; multipliquemos-lhe os as-
salios, opponhamos aos seus escrpulos um pe-
daco de empada, o nico meio de o con-
vencer
E o eslranho collocou dianle de Crasos urna
empada que tirou de seus alforges.
Astulo! se tuas palavras fossem verdadei-
ras murmurou Crassus, cuja fronte comecava a
serenar.
Este pao verdaderamente pao, esla gal-
linha verdaderamente gallinha, e esta empa-
da verdaderamente empada '? pergunlou o des-
conhecido locando em cada objeclo com a pona
dos dedos.
Porm lu que s um pastor improvisado,
retorquio Crassus.
E como seus olhos permaneciam obstinados c
Buidos no rosto do pastor, vio-o de repente es-
tremecer, corar, abaixar os olhos, esconder soba
tnica, com um movimento do encantado pu-
dor, os delicados ps que deixra expostos ao
vento.
O Romano senlio todo osanguc rcfluir-lho ao
coiacao. Inclinou-se para o seu conviva cujo
chapeo lcvaulou, e exatnlnando-o mais de
peno :
Porm lu s urna mulhar, e urna mulher
encantadora! exclamou elle. Deoses immortaes I
eu^os agradcc.o. J nao receto de mais nada.
Es formosa, leus dezesseis annosquaudo muilo:
deves ser boa. .Nao, nao ricstes aqui para me
trahir.
Crassus ousou passar a mao em torno a cin-
tura de Slella.
Tu nao me deixars mais, proseguio elle.
Entao nao podia tambem voltar, e morrias
fome.
Pouco me importa.
A Hespanhola desembaracou-se vivamente Jos
amplexos de Crassus, e galgou correndo de ro-
chedo em rochedo al o pinraro da serrana ;
depois vollou-se para enviar com a pona dos
dedos um beijo ao discpulo de Diocles. Este
c'orreu alraz della, porm antes que chrgasse no
pinraro dos rochedos, Stclla havia desapparc-
cklc.
111
No seguinte dia, ao alvorecer, Crassus eslava de
p. Sabio para recolher em umaamphora as gol-
tas d'ngua viva que se dcstillavam das fondas do
rochedo visinMS, banhou as niaos c o rosto, ves-
lio com esmero a sua toga, e subi ao pincaro da
serrana Ah permoneceu cinco horas cm ob-
servaoao, interrogando o horisonle, procurando
descobrir ao lado das sendas pedregosas, por
Ir as sinuosidades dos grupos de arvores b
zeadas pelo raio do sol, a tnica brilhan
Slella. Porm, assim como Ih'o preuisserSMia
vespera, quer fosse travessura ou capricho, a
A mais bella 1 Nao viste anida uuira mais
bella do que cu ?
Nunca.
A lembrancade Slella veio a memoria do exi-
lado, e elle senlio o espinho do remorso pun
gir-lhc no corceo.
O que me dizes nao 6 novo, replicou a mo-
ta, rcpetem-m'o loda hora e cada iuslanle
do dia. E' verdade 1 Que fazias tu' na exlremi-
dade do rochedo quando te chomci ?
Esperava.
E quem esperavas?
Crassus nao respondeu. Conhcceu, mosj tar-
de, que Iho queriam alguma confidencia; ora
tazer una confidencia era commetter una indis-
cricao.
l-'nia mnlher! tu' esperavas urna mtilhcr !
prosigui a descoiihccida.
Talvez.
E essa, como todas as oulras, 6 menos bel-
la do que eu ?
O Romano fingi nao perceber.
, E' menos bella do que eu ? repeli a
iSl moca balendo impacientemente com o p.
'.el Que, lo importa, visto que mil corlezaos
te repetem cada hora e lodos os instantes do
, dia ?
moja nao apparecen. Trisle, desanimado, ator- I llludos a minha pergunta. Nao le pareces
mentado pelo calor do dia, Crassus deseen em- com os oulros homens que costuruam sempre
tini i praia, quasi amaldicoando a sua gentil dizer mal da mulher que amam.
amada. E ha milita genio nesta Ierra que diga mal
Mas um espectculo singular lhe deu na vista de li ? pergunlou Crassus.
quando afaslou o coninado de verdura que lapa- Nao sei.
va a entrada da caverna. Um esbatido a verme- :
de Benjamn Coustaul, aclia-se manchado do un
vicio radical : a aridez. Por mais que ponha a
mira as lagrimas, nao so importa com ellas.
Bom inferior como pintura de senliracntos, c co-
mo forma ao romance de Benjamn Constan!, o
Emilio de M. de Girardin, conten, debaixo do
ponto de vista moral, algunias singularidades que
denoiain o audacioso pensamenlo que, mais tar-
de, nao recuar dianto de audacia alguma.
geral. Ora, as faltas e as imperfeirftes de todo
oquelle que entrega sua vida a publicidade, lo-
mam, como o som, pelo eslrondo, um vulto con-
sideravel.
M. de Girardin venden a Moda em adjudiraco
publica. Esla revista foi comprada pelos legiti-
mistas. Cnminaram-lbe por isso. Ilavam-no
j aecusado de plagio no lempo da rreacao
. do
Bandido, cujo titulo por si havia offeudido o du-
l.ii resumo no casamento o Emilio quemfal- jor ,jos mnlilizcntes "-" k
la lodasas minhas espeancas, lodos os meus O caso que M. de'Girardin era enlao um man-
sonhosdoro!,c,dade;Mal!,ilde. vos os real.sa- cebo que, classif.cado, do lado d. um c"Pirilo
res ; mas devo adveilir-vos de que por maisfe- ^ emprehendedor, muito pouco acusium.nl., hu-
lu o melhor combinada que seja a unan, ella nl|je vida de empregado, buscava fortuna or
lemi sempre instantes de scnlimcnlo e mudoncas ; meio da espceularao. Possuii o instincto cm
de felicnlade. lrahlhn. mr,r"ont!
E ma\s fcil eucessar de existir, do quedei-j
zar de crCr no vosso amor; este amor supprnto-
das as affeicocs que me fallaram na minha infan-l
lhado cobria de meias linlas armoniosas, a abo-
bada e os stelactites, c o chao a sua alcatifa de
fina aia. O mancebo levantou a cabeca, Qual
foi, porm, o seu assombro, quando vio'um veo
de purpura robrir a abertura por onde as trren-
los de ar e de luz penetravam na caverna Sem
duvida mao amiga all collocara aquella cortina
IransBareule e brilbanle para o proteger contra
rw*rtlos do sol e os ventos frios da noitc. Cras-
sus avancou. A'sua direita, ern urna dobra do
rochedo, carvoes ardenles se consumiam em um
perfumador do bronze e acabavam do renovar o
purificar a alhmosphera. Subslituiram-lhe o lin-
io de algas marinhas por macios eslofos c excel-
lentcs tapetes de laa das Gallias ; sua mobilia
augmetilra-se com commodos assentos, e urna
mesa sobre que se viam livros, um ponleiro c
papyros ; de modo que o emigrado linha do con-
fessar que Slella bem longe de se haver affasta-
do delle nesse da por travessura ou capricho, j
prevenira ao contrario as suas commodidades
com loda a dedicaeo, toda *a engenhosa sollici-
tude de una mulher que ama, que sabe por em !
pralica, para se fazer amar, nao s as gracas do
seu espirito e as eedueces dasua formosura, |
como o encanto dos seus favores.
Crassus nao durmi durante asesta. Repas-
sou no espirito os acontecimentos da vespera e
daquelle dia.
Quem era essa adoravel moca, quo viera ado- '
car seu infortunio, enriquecer a sua miseria, ale-
grar com risco de vida suas longas horas de so-
lido, suas corapridas noiles voladas ao lulo e ,i
saudade ? Alguma Hespanhola vida de emo-
coes, aventuras e perigos. Mas porque modo
soubera de sua chegada, descobrindo oseu retiro
poucas horas depois da partida de Diocles ? Re-
cebera ella a respeito inslruccies de Roma ou
das cidades martimas vigiadas'pelos agentes de
Marius? Depois, dando-se o caso que Slella co-'
nhecesse os infortunios do desterrado, levo do I
cerlo algum motivo, algum interesse para correr j
em seu soccorro. O pae della seria poi ventnra j
um liberto, um clieule, um amigo do orador
Crassus ? Esle ultimo trocara em algum lempo i
com algum prenle de Slella o penhor da hos-
pitalidade ?
O mancebo perdin-sc no meio de lautas con- |
jecluras. Sorprcndia-se pensar alguntas vezes
que urna divindade secundara do Olympo, Uve-
ra a phantasa de se involverem seus negocios.
Nao se vira lanas vezes as Nymphas das aguas
uamoiarem-sede um mortal !
Apenas a sombra da serrana comecou estn-
Mereces muilo ser adorada para que le
crea. Costumas passear mulas vezes sozi-
nha no mar, quando o sol declina no hori
sonto ?
Todas as lardes.
Nenhum mancebo da vizinhanea le acom-
panba nogosto quo lens pela solido.
Nenhum : c no cnlanto....
E no enlanlo !... repeli Crassus abando-
nando flor d'agua os dous romos inacti-
vos.
Podia dar-sc o encontrar aqui o meu amado, melanclico, que inspira o Emilio.
cia, na minha juveulude; mas esto amor, minha
amiga, tomar oulro carcter. A experiencia vem
sempre muilo laido para ser ulil; chega, como
os ccnsclhos importunos, depois da realidade,
que insultan! ao arrepentimiento pela sua impo-
tencia, e affeclam a dor por seu orgulho
O amor, quo se exalta pelo desojo, enflaque-
ce fcilmente pela posse, mas o sentimento queo
acompanha no casamento um sentimento mixto
que tem todas as vanlagens da anisado sem ex-
cluso alguma aos privilegios do amor: una
sympalbia que so eslabelece sobre a eslima, que1
se eslreila pela intimidado, que se eleva pela j
conlianca, que se inspira pela dedicaeo, c que
subsiste por esla uniaoto doce de affeices, de
ulereases e de devores.
Esta ultima paiavra, minha amiga, encerra
lodo o segredo da felicidade. Nao sou exigente,
salierei desculpar um erro de minha mulher.
Que concluso !
Emilio, assim como notamos mais cima, a
uflica obra de M. Girardin que se lem manifesta-
trabalhosda mprensa ; recoireu a iiMnairia dos
jornaes como teria escolhido a das mina-, se sou
gosto o hoiivcsse impellido para a metalln
Venda seus jornaes desde que arhava algn pro-
veito, ou no momento omque nao lhe pernuitiam
mais as condcoes de suas emprezas, e linha ra-
zo.
A revolucao de 1830, Irazendn-lhe ao p*
ment uma'nova aclividade, abri a M. de liirar-
din urna vasta carreira. Ao mesmo lempo que ,
mercado da intelligencia ia olTerecer industria
do jornalismo fontes mais consideraveis, as ideas
do mancebo se dilatavam. A concepeo da m-
prensa demasiadamente barata, com todas as m i-
consequencias polilicas c moraes, desenvolva-so
no seu espirito. Tracou os imites desla refor-
ma, e tratou de inleressar o governo, olereifiiJ i
applica-la ao Monitor, o qual propunha-se r J i -
zir, quanto ao preco um suido por numero.
M. Casimiro Ptrier, a quem elhi nbaMlleu
esle plano, recusou-o. Nao podia, com i
I convir poltica do juste-milieu que se esle
sem at as classes populares os beneficios da un i
revolucao que, no pensamenlo do remo, aeviam
parar na classe media.
conlinuou a moca.
Um meigo sorriso dilalou seus labios ; dir-se-
hia que seus olhos interrogavam a vasta exten-
so do co.
E' um Ilespanhol ? pergunlou o dester-
rado.
Nao.
l'm Romano?
Mer.os.
Ah Comprehendo, pcrlcnce esla roca
de avenlurciros gregos.
Insolente interrumpen a desconhecida.
Porm quem amas euto ?
l'ma eslreila.
Devoras ?
A mais bonita de todas, aquella que ora
faz brilhar sua chispa de piala entro os claros
da larde ; ora serve de cortejo a Diana durante
as longas nuiles, suspensa como um diamante
por cima do crcsccnle da deusa.
E' Vesper.
Vesper, tu' o dissesle.
A'eslas palavras Crassus senlio um abalo inex-
pliravel. Vesper nao era o nomc que ello to-
mara na vespera quando leve a entrevista com
Slella ?
Abandonou o seu lugar, c approximou-sc da
desconhecida.
Dize-me,adorada beldado,conheces por ven-
tura urna moca formosa como tu', anda que de
una belleza differente, e bondosas como deves
ser, que cncontrou ltimamente na plaga um in-
feliz exilado, c dignou-se exercer para com elle
a mais generosa hospitalidade '.'
L'm rubor divino, que desmaiou do encarnado
mais vivo no branco mais puro, subi s faces
da Hespanhola. Seu bello scio arfou de emo-
co ; seus olhosabaixaram-se, e Crassus senlio
suas mos Iremerem entre as della.
Como se.chama ? pergunlou a moca.
Slella, disse o mancebo.
Sira, conliCQo-a.
Enlao, permitte-me arredilar que tivesle,
como ella, rompaixao do meu infortunio, e que
M. de Girardin, vendo que nada poda esperar
do a,, publico debaixo de seu aspecto sen timen- ua iniciativa do governo. ensaten sobre un.!
lal. Esquecoporlanto alguna versos publicados ca,a mais modista, fra do terreno politic,
!eml{28. em que se cncont.a alguma cousa de lisar s,.u piojccl0. Fundou jornql d,jS ch(_
cimentas uteis, que cuslava quatro fr.mcos por
E um sun-
maestro do
Sonltti.
pies romance posto em msica pelo
romance, M. Masini. Tem por titulo
Ei-los :
Malheiirciix, j'ai rev, (1)
Dans un sombre silence.
Des instants de bonheur ;
Je cumplis sur l'honneur,
Je crus la conslance,
Mais, helas j'ai r\ I
Jeunc et bon j'ai rev
La gloire sans miago,
l.a beaut satis dfaut ;
Et, dans ce sommeil faux,
Je herris leur image ;
J'ai rev, j'ai lev !
Languissant j'ai rev
l.a lin de l'eiistcnee
Dans un jour de douleur;
Rveill de lerreur,
J'ai t\ l'espranee ;
O mon Dieu, j'ai revd !
O sentimento agradavel, mas os versos dei-
xam desojar. Nao os citamos seno pelo con-
Irasle que ellos formam com a physionomia ac-
tual de M. de Girardin. Ellos aecusom um Iraco
no esboco que nos propomos trocar. Vos tomis
urna verruga porum lrac.o, dir-me-hao. Oue im-
; porta se esta verruga potica me favorece com-
prcheuder as hesitaces deste grande pensador
prestes & lanear-sc na carreiri ; que importase
ella trabe a secreta melancola deste especula-
dor, diste coraco de bronze, que se prepara pa-
' ra lodos os gneros de combales ?
auno, e que leve cenlo e trinla mil assigaantcs.
Depois da folba de l.ouslals nao se linha i
em Franca um egual consumo.
Vendo que o espirito corresponJia lio clara-
mente ao seu desojo, M. de Girardin senta en-
grandecer-so o principio generoso que lhe ha\, i
presidido creaco do Jornal da Cowfcttii
tos uteis, c resolveu eslabelecer sobre una
raco de imprensa, a somma resultante de i
roes philantropicas, do accordo com a id
ma do jornal.
O governo c lodos os homens que se iatti
sam pela sorte das classes labori) -
vam entao propagar na Franca a institu. .
Cai.xas Econmicas. Com o ajudados beneficios
do Jornal dos Conkeeimenlot atcii obrigon-i
dar Irinta e qualro Caixas Econmicas em
jecto, registro livros e mpresws nccessai -
sua fundaco. Esla generusidade cuslou-lhe tre-
ze mil flancos. Obrigra-se a forneeer duzentos
francos s trezenlas e sessenta primeiras i.
Econmicas que se estabelecessem em Franca.
Era urna doaco de 72,(K'0 francos.
Cuidava ao mesmo lempo de um oulro pr
lo, que realisou. Em vista de rento e trini
assignanles, que adheriam idea do Jornal rfoa
Conhecitnetttos uteis, pensou que pcdindo um
franco por pessoa, no espirito publico de seus
subscriptores, poderia crear una insliluico que
engrandecesse c elevasse o pensamenlo'd
jornal.
O Instituto Agrieola de Coetbo fui fundado so-
bre eslas bases c por estes mcios.
Celebreu-se una convenci com M. de i
neo, proprielario da Ierra de Coetbo, medianil
E nao haver ah alguma cousa do singular em 200 francos por anno e por alumnos : admit
ver um homem do una intelligencia lo activa. : se cen alumnos, que eram educados, recollu-
comecar por caneos e acabar por urna comedia? | dos, c sustentados gratuitamente. Os prod i
der-se pelo mar, o discpulo de Diocles voltou sers lamben) para mim urna imagem viva da pro -
para o seu posto de observaco resolvido des-! videncia dos deuses.
A moca licou calada.
Crassus afagava-lhe com as mos oslongos ca-
bellos, o rocava-lho a fronte com seus labios'
Mas de repente expellindo-o com urna especie
de energa febril. :
Deixa-rae, Vesper, deixa-me, disse.
E apoiou o p sobre a borda da barqunlia c de
um salto se precipitou as ondas.
Crassus despio a toga para se laucar nado,
soccorre-la, ou antes pcrsegui-la ; porm a mo-
ca linha j alcancado a riba. Ento voltou se,
o saudando com a delicada mao o discpulo do
Diocles :
Adeus, Vesper, adeus disse ella. Volts
para a gruta ; l le espera Slella.
(Conlinuar-se-ha)
cer de vez era quando a caverna, alin de sor-
prender a linda desconhecida Alcancra um
rochedo porto do que leve lugar a sua entrevista
com Slella, quando um ligeiro rumor de remos
se ouvio por baixo delle. Crassus sentindo um
forte abalo, avaugou cabeca com precouyo pe-
la abertura que formava urna pona do rochedo.
E que vio elle ? outra moga, que com as mos
delicadas agitava os remos do urna ligeir bar-
quinha.
O que sobre tudo alirahio o olharde Crassus
nesta nova apparico, foi a imcomparavel frescu-
ra, os cabellos luros cnlrancados e os olhos
azues da indolente remadora. Seus hombros e
bracos, que urna tnica azul mal robriam, eram
Crassus permaneccu por algum lempo silen-i de urna riqueza, de urna perfccode formas ad-
C0S0, engolfado em dma especie de xtasi. Nao i miraveis, e a cor rude das ondas glaucas, dos li-
so farlava de admirar o semblante do urna oval i chens verdes, das rochas cinzenlas da vizinhanea
perfeita, os labios risonhos, o nariz engracado,' mais maravillosamente realcavaa brancura avei-
os olhos prctos cotn longas pestaas, o olhar pro- | ludada. Os ps da deconhecida eslavam calca-
fundo de sua nova alliada.
Es um genio benfico que os deuses me en-
viara para me consolar, para me fortalecer na
desgraca.
Mas nao razo para sabires do leu lu-
gar.
J nao lenho fome
Entao vou-meembora.
Os joveus Icvontaram-se. O pupillo de Diocles
apertava entre as suas, ambas as maos da des-
conhecida.
Modera o teu reconhecimenlo, lhe
ella.
Como le chamas tu ? perguntou
sus.
disse
Cras-
. no forrado a advertir-te, anda que me paro- has Vesper.
Slella.
Slella ? que lindo nome ?
F. lu ?
Como nao saio4eno de notc, chamar-me-
eas um ainovel conviva, que individuo algum
t sp to se devo appro.ximar de mim.
E sou-le eu suspeilo?
Nem a la opparencia exterier,#nem as las
palavras, nem as tuas maneiras esl de accordo
iom os Irages que vestes. Advrto-tc por con-
sequencia, que se me nao explicas de um modo
el, plausivo!, porque arles le achas aqui
aseraelhanle hora, me vereiobngado, anda que
a meu pezar. ..
A que, meu charo amigo ?
\ matar-te e deitar-le ao mar com urna
i lin poscoco.
.\ idea engenhosa e de lan'.o mais fcil
esecuco quando eu vira conliar-rac desarmado
tua discrieo.
Pela ultima vez, para leu bem, le peco que
falles.
tenho
mi-
naste
Bem ; enlao, boas noitcs.
Mais um instante.
O sol desappareceu no horisonle ;
ainda que andar urna legua para chegar
nha aldea, e noite desee depressa
paiz.
Viras amanha, nao verdada?
Talvez. Convidle comludoa guardar pre-
ciosamente o resto de nossas refeices. As mu-
Iheressao travessas c caprichosas ; podia ter urna
phantasa.
Oual 1
A de me tornar desojada, o que seria um
infortunio para o leu estomago.
Meu coraco solfreria ainda mais.
I.isongeiro murmurou a moca.
Como lo nao amarei eu !" lu
linda. ">'
dos cora cothurnos encarnados, cujas fitas subam
entrecrusando-se at o joelho. Pernas robustas,
bem contornadas, elegantes, desenhavom que era
um encanto sob esle enfete. Sorprezo, cap-
tivo eslavista, Crassus licou mudo de admira-
cao.
A desconhecida levantou para elle os olhos, e
como um passarinho que gorgeia,. deixou fu-
gir de seus labios provocadores estas pala-
vras :
Retratos polticos c histricos, por
Hvppolilo Castille.
Emilio oe Girardin.
s tao
FOiJIETIM. r)
0 3IEALIIE1R DE TI1EREZ4.
POR
GARLOS HUGO,
IV
O Espinlio.
( C onl inuaro. )
Mas sabes de urna cousa".' A tua rosa as-
senta-me s mil maravilhas, replicou M"'1' d'Or-
f. o mirando-se complaccnlamenle no seu espe-
lho, emquonlo Thcreza loda orgulhosa com oseu
bom xito, acabava de pentea-la. Ouero justa-
mente agradar alguem esla notc e a rosa me
ajudar a isso.
Ah disse Thereza, a senhora quer agradar
a alguem esta noitc?
Esla mesma noite, respondeu madama de
O fon.
Nao sem duvida a seu marido que a se-
nhora quer agradar, conlinuou Thereza com ma-
licia, porque ello esl ausente.
Ausente ou prsenle, um prenle bem
afasfado, disse a baroneza.
Mas de quem se traa enlo ? insslio The-
reza.
Deum joven c bello pintor que rae apresen-
laram un destes dios c que deve me levar ao
baile hoje.
A paiavra pintor, Thereza sem saber porque,
eslremeceu. Replicn, todava, com ar indiffe-
rente.
E chama-se esse feliz mortal?
Tbereza esperava a resposta de sua ama, que
talvez nao respondesse, quando um lacaio gritou
no salo vizioho;
O Sr. Rodolpho Alvens.
Oue lacaio indiscrelo! exclamou a baro-
neza.
Thereza ficou loda paluda.
Elle murmurou a moca, emquanto sua
ama ia ao salao receber o feliz mortal a quem
quera agradar.
Thereza ouvio abrir-sea portado palacio, de-
[*j Vide o Diario n. 38.
Ser-te-hia grato, mancebo, passear comigo
no mar por esla linda tarde do esli ?
Crassus esqueceu-se que esperava Slella, sal-
tou ligeiramenie denlro da barca ; assentou-se
popa."
Entao ? Consentes, esl-me parecendo que
le sirva de reraeiro ? accrescentou a rr.oca.
Oh nao, gentil formosa respondeu o di-
cipulo de Diocles. Sei que estes remos sao mui-
to pesados para leus bracos, muilo duros para
serem movidos por tuas delicadas raaos.
Ora gracas retorquio a desconhecida le-
vantando-se. Pega primeiro nesta alcatifa da
Bahylonia, e eslende-a popa.
Crassus obedeceu.
Pe agora estaalmofada em cima da alca-
tifa, bem na exlrcmidade da barca. Bom ; as-
sim.
A moca deilou-sc reclinada sobre a alcatifa
preciosa, e apoiou-sc na olmofada que Crassus
linha arranjado para ella. Depois, cora morbi-
dez seductora :
Agora, conta-me alguma cousa, disse
ella ; narra-me alguma historia que me
vrta.
Q"c ha de ser? tornou Crassus affaslando-
se da cosa ; que lu' s a mais bella e a mais ar-
rebatadora das mulheres?
(Continuaco.)
A fortuna que devia mais tarde encher lo lar-
gamente M. do Girardin de seus favores, foi-lhe
a principio rigorosa. Elle perdou seto ou oilo
mil francos.que formav.-mi pouco mais ou menos
a melado do dote que lhe restava de^seusjpais.
Desesperado por este infortunio, a lembranca
do uniforme de seu pai fez-lhe cuidar em bus-
i car urna carreira por meio das armas. Quiz as-
senlarpraca. Mas recusaram-lhe, por causa da
fraqueza de sua compleixo.
Fui enlo que, nao podendo empunhar urna
espada, lancou mao do una penna ; islo a ar-
ma por cxcellencia do seculo XIX, arma do dous
gumes, sem duvida, e que tere militas vezes
aquelle que ousa maneja-la, mas arma dos for-
tes, arma das grandes corageus Entre suas ageis
mos ella tornou-sc una das maisformidaveis do
jornalismo parisiense
Mas nao foi A principio debaixo da forma do
jornal queso manifestramos primeiros ensaios
de M de Girardin. Elle eiicclou a carreira de ho-
rneo! de ledras por dous pequeos livros ( Emi-
lio, Ao acaso), dos quaes o primeiro leve algu-
ma voga.
Emilio, um arrazoado sentimental do filho
adulterino contra a sociedade. Debaixo desle as-
pecto esto pequeo romance tem alguma cousa
de rccommendavel. Por mais Opprimido que
di- mostr ao tribunal da opinio a expresso de sua
queixa, lem sempre dircilo de ser ouvido com
sympalbia. Encarado debaixo do um ponto de
vala mais geral, e no c^dnho do una critica se-
vera, o Emilio de M. Girardin, como o Adolpho
Se eu onsasse servir-me de urna expresso te-
ehnica da caca, e que muilo bem exprime o meu
pensamenlo, mas cora a qual eu me cnlrestice-
ria, desde que se ligasse a menor intenco inde-
cente, dina que o hornera, como o animal no
bosque, vera muitas vezes niorrer no desen-
covar
Emilio produzo sobre M. de Girardin, o cfTeilo
de forca-lo beber golla golta o veneno de sua
dor. Tragn a amarga cicuta. E embrlagou-se,
por assim dizer, de proposito e lentamente. En-
cerrado em um pequeo quarto destes Campos-
Elyseos, onde um da devia desenvolver a elo-
quencia de um luxo patricio, saciou-se solitaria-
mente de suas alienos.
Mas, entre os homens de tempera forte, a so-
lido e a drsio causas de grandes resolucoes. O
lilho abandonado lontou aos vnie c dous'anuos
o violento c corajoso partido do apoderar-se da
auluridade do nome de sou pai, de chamar-se
perante todo o mundo Emilio de Girardin, e de
levar, se a isso o obiigassem, dianle da luslica
do paiz, a-causa dos filhos abandonados da so-
ciedade, representada c incarnada n'elle, c de
advoga-la com o grito do desespero.
O general de Girardin abstevo-se de toda a re-
vendicaco. Admirava sem duvida em silencio a
coragem deste filho, e lamenlava talvez nao po-
der publicamente dar-lhe o nome de lilho. Por
sua influencia, M. de Girardin. no lempo do mi-
nisterio llarlignac, foi uomeado inspector adjunc-
to das Bel las-Arles. Nenhum tralamonto ligou
esle titulo.
Pouco lempo depois, M. do Girardin, sob o l-
tulo original de Hundido, creou um jornal de re-
produecu Iliteraria, que obtevo iramensa voga.
As leis sobre a propriedado lillerara, ainda ho-
je tao imperfeilas, a applica^o deslas leis lo
mal coinpieh ndidas pelos in'teress.idos, deixava
salvo o dircilo do leprodueco dos arligos dos
jornaes. A feliz especulado creada por M de
Girardin desperlou a altenco dos autores Con-
teslaram-lho com justo titulo o dircilo de repro-
deco.
do ensino perlenciam M. de Bchenec.
A subscripeo do primeiro anno den q
ifi.OOO francos, mas a do segundo deitou is dcs-
pezas um deiicii de 13,60i francos e ^2 cntimos
que M. de Girardin supportuu. E raro sustentar-
se emprezas fundadas sobre a generosidade pu-
blica.
O nome de M. de Girardin crescia rpidamente.
Sesus uimgOS lizeram-lhe desde enlo urna
guerra, que nao foi intil sua celebridad'
bem que o jornalisla anda nao SC bou*'
lado em M. de Girardin, com ludo o especulad, r
liavia j lomado lal celebridade, que era consul-
tado, como um advogado, ou um medico cele-
bro.
L'm propretario de collegio pcdio-lhe o seu a-
poio. Elle porm impoz-liic a condicio J
disporia de urna bolsa gratuita para os n.i:
pobres, por vinle alumnos.
Tudo islo passava-se de 1830 1833.
Em 1831 M. de Girardin casou-se cora urna
moca, celebre por seu tlenlo potico, e por mi i
belleza. Madeinoiselle|l)elphma Cay. lia
moca que elle. E (bamavam-na a Musa dt i
tria. I ni humera ordinario leria, c.-ni egual ca-
samento, perdido um pouco de sua individuali-
dades Porm a de M. de Girardin eslava muit<
decidida, e muito conhecida para desapparerer
na aurola potica de sua mulher. Ella (oi, do
contrario, para elle una amiga segura e devela-
da, c couliibuio, cora seus conselhos, com seu
espirito, e com o encanto de sua belleza, para
embellecer sua eiistencia segunda sua car-
reira.
Ouando estas anides semi-politicas, e aemi-
lillerarias nao se loruam ridiculas ou chine r
cas, consliluem algumas vezes urna .
bem forte.
Passo em silencio mulas operares [rlizes '
M. de Girardin, bem como o amsua Familia*
e o Almanack de Franca, para oceupar-n e em-
medialamenle da creaco da lwprensa. I .
clfeito, datar desla poca que M. de Girardin
lomou realmente um lugar as filleiras do jorna-
SI. de Girardin, que mais lardo, proposito do lisnio.
projecto de le, cujo relator nomeado foi M. de. A fundaco da mprensa foi para M.d
Lamartine, devia submeUer-se em favor da pro- din urna especie de ressurreico e de entrad
priedade Iliteraria, inclinou-se diante da conles- urna nova vida. O trabalho das Urnas Je S
laco dos homens do ledras, e deixou de fazer' Uerain, no qual, para dar o nomc de amigo ao
parte do numeio dos propnolarios do Bandido.' senhor Clumon, recebera urna admoestaro da
No anno seguinte, fundn a Moda, cujo pairo- parle do presidente : o mo successo do Panth-
n.ilu fui aceito pela senhora duqueza de Berry. on litlerario ; n attitude da Cmara seu res-
l'm syslema de aversaoe de calumnia preslou-' peilo, no lempo de sua eleiro, e da qual fallare-
pois lodar a sege da baroneza no veslibuio, pa-
rar em baixo da oseada e afastar-se levando ma-
dama d'Oifen e Rodolpho.
Thereza esculou at que tivesse cessado inlei-
ramenle o ruido das rodas sobre a calcada. Te-
ve ento um aporto de coraco. O que senta el-
la pelo Rodolpho? CoMirc'hendeu de repente a
sua alma. An.ava Rodolpho, por que linha ciu-
mes delle. A maneira porque o linha encontra-
do, o encanto que inmediatamente liavia excr-
cido sobre ella, a belleza altiva do artista, a es-
pecie de falsa vergonha quo sentir dianle delle
pelo seu estado de criada, sua mentira, a ambi-
co que havia tido de fazer dessa meutra una
verdade e de se tornar florista porque ello era
pintor de flores, ludo isso devera ser bastante
para ensinar Thereza que amava Rodolpho sem
que fosse necessario apparecer o ciume para lh'o
confirmar.
Ah I havia alguns das que ella se tnln em-
balado com urna esperanca.
Hara guardado, durante seus tres annos de
servico, no seu mealheiro, urna parto do seu or-
denado, sendo a outra destinada religiosamente
por ella a auxiliar a sua familia. A baroneza,
como preciosa que era, s pagava aos seus cria-
dos em ouro, e. nunca se servia de outra moeda.
Thereza linha, pois, no seu mealhetro, cm bellos
liiiz.es, urna somma, cujo montante ignorava,
mas que a ju!gar pelo peso do continente, devia
de ser muito soffnvcl. Gracas s suas econo-
mas, Thereza via-se alugando urna lojinha na
Grande-Praca e estabelecendo-se nella como flo-
rista. A loj'inha devia ser muito ptrto da casa
de Rodolpho, com urna janclla que desse paTa o
jardim do pintor. Logo que fosse sua viznha,
ella Qzera um romance que nao era muilo inve-
rosmil, se considerarmos que Thereza era muilo
bonita c o saba. De vzinho a vizinha, de ja-
nella janclla as amzades se travara depressa.
Comecariam por um bom dia, por tima boa-
larde', timida e discreta, por um signal, por um
oihar, depois pouco a pouco ir-se-iam desemba-
razando, ella accelaria da janclla um passeio ao
jardim, passeio que Rodolpho nao deixaria de no-
vo de propor i sua vizinha; depois sempre pou-
co a pouco, a vizinha tornar-se-ia amiga, da-
riam ora elle, ora ella um passo mais para a in-
limidade; um dia Thereza precisara de urucou-
sclho, no dia seguinte de urna flor, e Rodolpho,
a nao ser um selvagem, necessarianienle dara o
conselho e a flor: depois mostraran! recipro-
camente as suas obras, o pintor mostrara os
seus quadros florista, a florista mostrara os
seus enfeiies ao pintor ; depois o jardim tornar-
se-ia commum ; Thereza sjudaria Rodolpho a
rega-lo, a trala-lo, a te-lo sempre bonilo e per-
fumado, eolheriam um para oulro ramalheies e
colhendo, as suas mos se encontraran!, aca-
baran! por unir-sc e a janclla tornar-se-ia
commum.
Havia talvez no fundo desse romance, no fun-
do desse amor da aia Rodolpho, um desejo
vago de Thereza subir do estado de mendicidadc
a um estado mais honroso. Rodolpho lhe appa-
recera como um salvador mysterioso e potico
que a havia conduzido ao seu caminho para ins-
pirar-lhea idea de adquirir um talento que fa-
ria della mais do que urna costurera, jue fa-la-
ia quasi urna artista.
Cumquanto a aia relia pela dcima vez esse
bellosonho comsigo mesmo, pensava com amar-
samente arranjra pela manha. Deilava um
olhar triste a todas essas riquezas requin-
tadas, e as quaes eslava cscripto o gosto da aia.
Vinhara-lhe lagrimas aos olhos com a idea di-
que se a baroneza era to seductora, devia-o a
a ella, Theieza, que dava a todo esse luxo lodo o
seu encanlo e verdadeiro altractivo, ella que sa-
bia, veslindo madama d'Orfen, inventar a dobra
graciosa, adiar o imperceptivel nada, dar o lo-
que delicado, endireiiar o laco assassino, e que
emfim era ella a coqucltcrie Viva de sua rival.
Porque essa injustica do destino? Porque nao
era ella Thereza a mulher do mundo e madama
d'Orfen a aia ? Onde eslava a dilferenca ? The-
reza era mais moca que madama d'Orfen, mais
bonila ; a differenca, pois, eslava toda na for-
tuna da baroneza," no seu palacio, na sua sege,
nos vinle mil francos que gastava por anno no
seu toilette, nesso pentoador bordado que The-
reza linha as mos.
Thersza teve a phanlasa de experimonla-lo e
de re como lhe licaria. Tirou o vestido c des-
cubri luz da alampada de alabastro que illumi-
se a dar todos os actos e todas as emprezas
de M. de Girardin um carcter de descrdito. Sua
felicidade, sua sitnaco excepcional, seu ardor
pelo irabalho, c talvez tambem a falla do ameni-
dade de suas maneiras, e a forma um pouco pi-
cante de sua linguagem, contribuirn!sena duvi-
da, para arcendor estes odios vis e injustos.
Todos os homens eslo sujeitos fallas cade
feilos, e por isso nao julgo que M. de Girardin
lenha o feliz privilegio de ser excepcao regra
(1) Na impossibilidadu
preferimos o original.
da rima portugueza.
mos mais adianto, um concurso de urcumslan-
cias desagradaveis, urna serie espantosa d
misades, obrigavam M. de Girardin a armar-so ou
succurabir.
A mprensa (oi 3 arma que elle tarjan. Foi
urna verdadeira maca herclea. M. de Girardin.
creando a mprensa, e marcando a assignatura
I pelo preco fabuloso, enlo, de -10 francos, i
' collocou smentc em p de desr.irreg.ir I
horriveis contra seus adversarios do jorna!;
mas al ameacou-os em suas fortuna*.
( l'onfinHiir-sr-.'ii
sanenlo, btetelo o compasso
de urna xvalsa j
De repente sor-;
sobre os dedos com o leque.
rio-so.
Nao reparas n'uma cousa ? disse ella a The-
reza.
O que senhora ?
E que nao tenho mais a loa rosa.
E verdade, respondeu Thereza. Talvez a
senhora a perdosse.
Nao, dei-a.
A quem ? pergunlou
vivacidade.
Dormio ae um somno s al o meio dia.
O pintor linha linha tido al ento hbitos raui-
i lo regulares c muito sedentarios. Era a ptiaaei
ra vez muilo lempo que lhe aconteca fazer as-
sim do dia noite. Levantan jo-sc s cinco horas
: no vero e s sete no invern, o seu primrir
cuidado era oceuparse do seu jardim. Assim o
pobre jardinziiiho pouco acostumado a ser des-
j prezado, pareca muito contristado do srgner lar-
! dio do seu pintor e as dahlias e o iassaini tinham
Thereza cora sigular ] nessa manha aborto muito menos boG
I costme, pela falta do irrigarais do Ronolpho.
I-so una historia, respondeu a baroneza. I Todos nos somos rojeados na vida, de enies i
ga tristeza, que esse sonho apenas entrevisto nava o quarto, dous hombros de una pureza es-
desvanecia-sc. Com efleilo, Rodolpho agradava eulptural, depois pondo-se dianle do cspc-lho,
a baroneza, levavo-o ao baile, e ella era urna : alisou os cabellos, calcou as chinellas de velludo
vallista muito seductora para fazer voltar a ca-ida baroneza, veslio o pcnleador c olhou-se.
beca de todos os seus pares! Thereza conliecia
milito bem a baroneza para saber quo Rodolpho
se apaixonaria por ella, logo quo esta o qoizes-
se- liavia Ires annos, que a aia assistia con-
quista dos mais recalcitrantes, feila por ma lana
d'Orfen. Thereza nao dissiraulou que para si es-
lava Rodolpho perdido.
V'i-o perdido nao s para ella, como para si
mesmo. Calculuu inmediatamente que desor-
dena a caprichosa baroneza faria na vida de um
artista pobre, porque nao linha esquecido as pa-
lavras de Rodolpho; e obairro pouco aristocrti-
co e pouco dispendioso cm que habilava cnuncia-
va unta existencia modesta.
Thereza passou quatro mortaes horas; no
quarlo da baroneza, a esperar o regresso de sua
ama a quem linha ordem de esperar assim todas
as noiles de baile.
Reparando a roupa de noite de madama
de Orfen sentio-se atacada do ciumes. Ma-
chucava com impaciencia febril as rendas
do penleador de cambroia que to cutCado-
Oh se ello rao viste assim ? pensou ella
com um suspiro.
O ruido de um carro na calenda do boulevard
fez cem que a aia tornassea realidade. Davoiu
tres horas no relogio. Y.ta a baroneza que volla-
va. Thereza lirou rpidamente o seu innocente
disfarce de um instante e tornou a por ludo no
seu lugar.
Era lempo. Madama d'Orfen abra a porta do
quarlo.
Dcspc-medepresso, Thereza, disse ella, es-
lou cancaissima.
E a baroneza deixou-sc cahir sobre una pol-
trona.
A aia ardia por interrogar sua ama a respeito
da indio que acabava de passar com Rodolpho
Alven,mas esse nome pareceu-lhc difficil de pro-
nunciar, la despindo a baroneza em silencio,
esperando urna paiavra desla para tirar urna in-
duijao c procurar saber mais alguma cousa. Ma-
dama d'Orfen com os olhos afogados em fadiga e
languidez, pareca seguir urna idea no seu pen-
Eu xvalsava com o Sr. Alvens. Walsando, linha-
mo-nos afastado do salo e perdidon'um boudoir.
No momento ern que a xvalsa ia acabando, a rosa
deslacou-se-nie dos cabellos e cahio-mc aos
ps. O meu par precipita-se, apanha-a, depe
um beijo e quer cutregar-m'a. Era forcar-mo a
dar-lh'a.
Eorca-la?... pergunlou Thereza.
De cerlo, disse a baroneza ; lomando-a a
tomar eu lomava tambera o beijo.
Parecen baroneza que o pen'.e cora que The-
reza eslava, Iremia-ih n..s cabellos.
O que tens? pergunlou madama d'Orfen.
Nada, repeli a aia.
Uma hora depois madama d'Orfen dormia o
somno da innocencia, ao pnsso que Thereza, re-
costada janclla do quarto que oceupava no pa- \
lacio, olhava para uma sombra nef
va e repassava por baixo di gal
cada.
do cousas que se ressentem das nossas a
sem que preslemos-lho altenco. Cada un de
nos lem mais ou menos em torno de si um pe-
queo mundo de quera a Providencia. I m lem
um cao, oulro tem pasearos, oulro lem, com 11
dolpho um jardim que, um diveriimento, um i
noite de baile, um amorico nascenle, faria mul-
tas vezes esquecer. O cao ladrar, os pati
grilaro, mas as flores o que queris que faram ?
Morrem. O jardim nSo deixava de estar all."b-m
entendido, mas linha evidentemente rrAnla -
sol) um sol ardeule que davj una ct de poeira
ao terreno dos cinleros.
Ifava principalmente uma orla de nemophilas
negras c azues, cujas corullas abotinada, se le-
chavam e inclinavam sobre as bastes o mais me-
lllltj UVLIIIJI .1 IIU MU- I 1 ,- i i
bra negra que pissa- lancollcinl.c do mu"du" Sc ,Rdoll,ho """
di narria envidra- *>a8sar 8SS'ra as nol,cs n0 bal10, "dous P1"1'*
Adeus jardim, se o jardineiro so mndasse e loase
J
Essa sombra era Rodolpho que, feliz, cheio de
esperanca e de orgulho, ousra per
leo e com os olhos filos ngsse
dormia a sua futura amanlaj'leT
a lempos com paixo, a rosa^d
ca, dizendo: j
Sou amado. (
Vivaiu ns niullie
Rodolpho passou conscie
ronda ora no pateo doV palacio)'
sentindo ser pintor e|nap poeta,I
de fazer raadrigaes. N
amanhecer, e antes d
no forrtjLi sua cama,
em guilavm duvida de
rsMia sua
voltou a nivscnac ao
eitar-se, p regolfa rosa
cima do Iravesseiro
>o bento.
assim s sociedades fazer corle barooezas l i
rosas artitkiaes!
^0 carrilho indiscrelo da cmara mnnictpal
s^pco horas durante dous minutos, c acord,i
"TOaolpho.
, Devemos dizer em desculpa do pintor, que ape-
nas acordou, poz-se de p, e logo que se poz do
p foi ao jardim com o regador na mo. Mas
apenas havia semeado algumas golfas d'agua so-
bre afilores, appareceu-lhe nu cmo da encada
dajuradeira rystici o honrado logista que lhe ser-
vnWe. powKP com umaaarts na mo.
uar-te-it* )
ARIA. ISbX.