Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08963

Full Text
Anno XXV.
afaubado i*
FABTISAB BOS COB.BXIOS.
Ooisnna e Parahiba, srgunda e sextas-feiras.
lUo-Grande-do-Norte, quintas-felras ao nielo.
dia.
Cabo, Serinhein, Rlo-Jbrtnoso, Porto-Cairo
e Macei, no 1., a II c 21 de cada mea.
Garanhuos e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria; s quintas-feiras.
01 inda, todos oa dita.
XFBKNXH.IDE9.
Frusis Dt lo. Cheia a 5; sllh. e Oni. dain.
Ming. a 13, s 4h. e48 lu.dain.
Nora al.as tth.c56m.da l.
Cresc.a 26, i 1U h.e lliin. da t.
pniiKia BZ HOJE.
Primelra s li horas e 42 minutos da manh.
Segunda s U horas e 6 inioutos da larde.
de Juiho Jol8|9.
jy. ilm.
MAS DA MU AMA.
fuscos da nrasoaivolo.
Por tres mezes (di'aMuif o) 4/000
Por seis mezes 8/KI0
Por ubi anno 15/000
9-Seg. S. Cyrlllo. Aud. do J. dos orphosedo tu.
dal.v.
10 Tere. S. Januaro. Aud. da chae, do J. da 1. v.
do civ. e do dos fetos da fazenda.
11 Quart. S. Sabino. Aud. do J. da 2. v. do civ.
12 Qulnt. S. Joao Guxlberto. Aud. do J. dos orph.
' edo m. dal. v.
13 Sext. S. Anacleto.f Feriado.)
14 Sabbado. S. Boaventura. Aud. daCbanc. e do J.
da 2. vara do criine.
16 Pon. O Anjo Custodio do Imperio. ]
CAMBIOS W 13 DE JDIHO.
Sobre Londres, a 24'/, d. por 1/000 rs. aGO das.
. Pars, 380.
> Lisboa, 115 por cento de premio.
Ouro.-Oncas hespanholas........ 30/MO a 31/000
Moedas de6/400 velhas.. 17/400 a 17/800
de (i/400 novas... 16/400 a 16/600
. de4>000....... 0/400 a 9/WO
/>raM.-P.tac5e.br.silelro........ 2/000 a 2y0J0
Pesos columna rio........ 2/000 a j'i'i
DUoa mejicanos........... 1/900 >/
DIARIO DE PERIUHLWGO.
PARTE orne.AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
(EXPEDIENTE DO DIA 11 DE JULBO.
OfTIcio. Ao inspector da thesouraria da
Ifsienrla, transmittindo os a vinos sb ns.
113, 116, 117 e 118 ila thesouraria lo liizen-
da do RIo-G'ande-do-Norte, rommunican-
|do o saque da quanlia de 4:119,630 rs. cm
Iquatru leltras sobre essa, e a favor de Joa-
Iquim Ignacio Pereira, Jos Comes de Sou-
Izs, Francisco Ignacio Ferreira Jnior e
IFranciseco Jos Gomes. Parlicipou-se so
presidente da referida provincia.
Dito. Ao director do arsenal de guerra,
han que remeta para o Rio-Grande-do-
Norte, na primeira occasiflo opportuna, a
Cmela de loque que, para ter esse destino,
:e mandou apromplar rj'aquelle arsenal;
eclnrando haver ofllciado ao presidente da
eferida provincia, para que mande indem-
nisar o mencionado arsenal da quanlia de
,000 rs. que se despenden com a sobredi-
.a corneta. Nesle sentido ofllciou-se ao
presidente da supradita provincia.
Dito. Ao cimniandante do vapor Tht-
lit, ordenando receba a seu bordo e trans-
ar te para a Bahia, na sua prxima viagem,
b segunde-tenente da armada, Candido Cus-
todio Lemos. Scieiitificou-se o comman-
snle do brigue-escuna Andorinka.
Dito. Ao inspector do arsenal de ma-
rinlia. Faca Vmc. remover para a forta-
leza do Brum os presos Jos Ignacio de
Abreu e Lima, Antonio Corris Pessoa de
Mello, Antonio l.uiz Ferrelra'ria Cu ufa e
Denlo Jos Ferreira Ponteiro, e para (o quar-
tel de polica os presos padre Jo.lo de Fran-
ca Cmara, Jolo Alfonso Ferreira o Antonio
Pereira de Lira.
Efectuadas estas transferencias, trna-se
desnecessario o servico do brigue Austral,
e por isso Vmc. o entreguo a seu dono, en-
vlando-me a conta do frete que se dever
para s mandar pagar. OfTiciou-pe nesle
sentido sos commsndsnles das armase cor-
po de polica
Portria. O presidente ds provincia or-
IdenaaoSr. capitSo-tenenle commsndante
Ida corveta Euerpe que faca darexecucSoa
Isenlenca da relaeflo desta cidade, pela qual
Meniands|i6r em liberdade o preso Pedro
knlonio Teixeira CumarSes, que se acha
H bordo do brigue Austral.
I Dita. O presidente da provincia, usan-
0 da autorisaco que Ihe fot concedida pe-
lo decreto de II de Janeiro do correnle a-
ilo, resol ve conceder amnista, em nome de
I. M. o Imperador, ao reverendo Bazilio
Boncalves da Luz ; e ordena ssutoridades
m quem competir que tifio procedan) contra
> mesmo pelocrimede rebelliSo.commelli-
0 nesta provincia. E para a sua resalva
he mandei passar s presente, om virtude ds
lual gozar de todos os elTeitus da amnista.
Dita. O presidente da provincia, usan-
0 da aulorisacfio que Ihe foi concedida por
Secreto de 11 de Janeiro do correte snno,
Besolve conceder amnista a Valcnlim Lopes
la Silva ; o ordena que elle seja relaxado
la priaSo em que se acha, nfio podendo em
fcmpoalgum ser processado pelo orime de
ebelliao que leve lugar nesta provincia.
Inteirou-se o chele de polica.
DEM DO DIA li.
I O1T1C0.--A0 presidente da I aliia, rogando,
fcm consequencia de pcllcao du alferes Jorge
Rodrigues Sidreira, baja de expedir suas or-
Uens para que do 1." do crreme em dlante
k pagadoria militar daquella provincia suspen-
pao pagaraeoto da prestacao mensal de 15/000
entine elle ah deizia; licm como que dg-
nese de exigir e trausmillir a guia do mencio-
nado omcial.
I Dito.Ao coinmandante das armas, coinniu-
nlcando haver mandado diapensar do servico
s destacamentos de guardas naclonaes que
Biistlam era Panillas, Altinho e Beierros, e
vreommendando ordeoe ao (enente-coronel
omniaudanle do 3.' batalhao de arlilharia que
ftrette aos subdelegados daquelles districtos,
le Ib'o requisilareiii, o auxilio de fdrea que
Kr compativel com a commisso de que se
Belfa eucarregado, e com a neccsiidade do ser-
i(0 que der lugar requisicao.Officiou-se
este sentido aos subdelegados dos referidos
iilriclos.
I Dito.Ao mesmo, declarando que pode dar
Balxa do servico ao soldado particular da com-
Btaoia Axa de cavallarla desta provincia, Her-
enrgildo Coellio da Silva, e aceitar para subs-
tui-lo uo meaino servico pelo lempo que Ihe
pila o soldado da dita companbia Anacleto
unes uezerra, que ja completou o praio por
ue era obrigado a servir no exercito.
I Dito.Ao chefe de polica__Tendo-se-me
presentado o bacharel Vicente Ferreira Co-
ins, pronunciado no processo de rebellio,
Irquerendo ser recolhin Iguina das forta-
kias alim de tratar de sru livraiuento, desig-
lei-lbe a fortaleza'das Cinco-Ponas onde te-
lera ser recebido i disposlcao de V. S. O que
toimnunlco a V. S. para seu couhecimento.
pfllclou-se ao counnaudante das armas ueste
lentido.
I Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
iignIHcando-lbe que pode, em consequencia
Ha requisicao do alteres do corpo fito do Cea-
r, Lua de Franca de Carvalho, reduzir a oito
nil ris mensae a prestacao de rs. i5/000ijue
He aqu delxra. e dar coma de seuielhante
Rducjao i thetoura.ia de faaenda daquella
prov ucia.
L Dito.Ao mesmo, para que pague ao agen-
Jacoinpanliladas barcas de vapor 95/400 rs.
V> frete de cinco caixes com diQ'erentes ob-
Ftns dos batalhdes de cacadores na. 1 e 2,
Peni como de dnas caldeiras de ferro, una dita
pires uiariuites de l'ullia de llindres, perten-
?ntes aos inesiuoa tiaialilei, e traaidos com
Muelles calxdea do poito das Alaga paveo
Pesia cidade dlsposico do marechal cmii-
Dandaute das armas, cuja ordem j fraui
eguej.inteirou-se o agente da referida
, pauhia.
Dito.Ao mesmo, ordenando hala de pro-
Ifi
videnciar para que, depols que o alferes do 6."
batalhao de catadores, Pedro da Coala Chaves,
ae retirar para a corte com o casco do corpo a
quepertence.abonem-semensalmentea sua fa-
milia nesta provincia os dous tercos do sold
que elle tem dlreito.Parlieipou-se ao com
mandante das armas. ,
Dito.Ao director do arsenal de guerra
para que por aquella repai ticao sejam fnrnt-
cidas ao delegado do termo de Olinda duas
guritas para abrigo das seotinellas que vlgiam
a cadela do referido termo.Scieotlucou-se o
chefe de polica.
Dito.Ao inspector da thesourarla da faien-
da provincial, ordenando mande satisfazer ao
administrador das obras publicas a quanlia de
59/Ol0 rs. que se despendeu com os concert*
da ponte de Santo-Amaro, altn da somma em
que el les lram oreados, visto que laes repa-
ros, segundo declara o mesmo administrador,
se acham concluidos cera a necessaria solidez e
per feico.Commuii icou-se ao mencionado ad-
ministrador.
Portarla.- -Nmeando ajudantes do procura-
dor- fiscal da Ihesouraria da fazenda provincial
nos lugares abaixo declarado os cidadaos se-
guinles :
No termo de Naiarelh o colleclor Manoel da
Molla Silvelra.
No do Po-d'Albo o colleclor Alejandre
Barbosa da Silva.
No de Olinda o promotor publico Jos Car-
dase de Queiros Fonseca.
No do Hr-jo" o promotor publico Bento Jos
de Souza.
No do Konito o promotor publico Manoel
Rodriqucs Plnheiro.
No de Garanbuns o promotor publico Lou-
renco Machado Dias.
No de Flores o promotor publico Joao da
Silva Braga.
No da Ha-Vista o promotor publico Joao
de Souza Reis.
No do l.imoeiro o promotor publico Mano-
el Claro Goncalvrs Guerra.
No de Saolo-Anto o colleclor Tiburtlno
Pinto de A linela.
No de Iguarass o colleclor Candido Libe-
rato de Oliveira Maciel.Bcienlificou-se o ins-
pector da thesourarla da fazenda provincial e
o respectivo procurador-fiscal.
Dita.O presidente da provincia, usando da
aulorisaco que Ihe foi concedida por decreto
de II de juieiro do correte anno, resolve con-
ceder amnista a Henrique Llx de Almeida,
residente na comarca do Rio-Forinoso, pelo
facto da rebelliaoque teve lugar nesla provin-
cia, e ordena que contra o mesmo Almeida se
O'D proceda em lempo algum ;-elo criine de
rebellio.
Dita O presidente da provincia, usando da
autorisacao que Ihe conlere o decreto de 11 de
Janeiro do correte anno, ha por bem conce-
der amnista em nome de S. M. o Imperador a
Antonio Pereira de Lira, pelo criine de rebrl
lio que teve lugar nesta provincia. E para
sua salva-guarda se llic passa a presente, ein
virtude da qual nao ser jamis inquietado ou
processado pelo dito criine.Igual aJoaoAf-
fonso Ferreira.
Dita 0 presidente da provincia,em virlude
da aulorisaco que lbe confere o decreto de ll
de j.inein> do enrente anno, ha por bem con-
ceder amnislia ao padre Joao de Franca Cma-
ra pelo faci de rebellio. com a clausula de
residir por un anno na cidade da Parahiba ;
sendo-lhe, porm, concedida licenca por 30
dias contados da data desta em dianle para ir
comarca do Rio-Forinoso tratar de seus ne-
gocios. E para sua salva-guarda se llir passa a
presente, em virtude da qual uao aera jamis
inquietado, ou processad pelo criine de re-
bellio que teve lugar na provincia.
EXTERIOR.
ASSEMIILEA NACIONAL DE FRANCA.
sf-ssaO de 22 dk Mffb.^
A queitilo romana 1 a hngara,
M. de Ssrrans tem a palavra para inter-
pelar o ministro dos negocios estrangei-
ros.
M. Sarrant : -- Eu principio reeonhecen-
do que ns ocrasiito do snnuncisr .liontom
as minliss interpellacOes, servi-me de urna
palavra pouco parlamentar. Fac esta de-
clarariio para que nfio naja na discussSo
nada que posss oflender as susceptibilida-
des, e declaro que o que entilo disse refe-
re-se ao systema, e nfio aos homens.
M1 ti lia inionefio he suscitar em puncas pa-
lavras duas questoe : a nossa inlervenefio
na Italia, e a inlervenefio da Russia na Hun-
gra. Vos, cidadSos, declarastes por um
voto solemne que a expediento francezs ti-
nha sido desviada de seu lim, equeogo-
verno pareca ter adoptado urna poltica
diametralmente opposts i da sssembla.
Porvenlura poz-se j termo i esta contra-
pulitica I Nfio : o general Oudinot, depois
de se haver refeito, marcha de novo sobre
Roma ; execucCes horrorosas teem tido lu-
gar om Lorne, e agora mesmo chega-nos
una proclama^ dirigida pelo general
WmpiTen aos habitantes da Bolonha.
Nesta proclsmacelo, o general austraco,
empenhando a solidariedado da Franca,
prometa aos patriotas bolonhezes urna in-
dulgencia nfio completa, mas relativa. Po-
de acaso a Franca aceitar esta sjolidane-
dsde?
Tambern devo assignalar-vos o augmen-
to do nosso exercito expedicionario. Vos
votastes um subsidio para a remessa de
14,000 homens, e o nosso exercito presen-
temente secoropOe de SIO.OOO praess. Que
signilicscSo tem este accrescuno, equal se-
r a nossa altitud* em presenca dos Aus-
tracos e dos Napolitanos que marcham so-
bre Roma P O que he que se espera para
uxecutar-se a ortlfm do dia desta assem-
b i
Passsrei i segunda questo, quesillo
hngara. Vos n8o' ignoris, cmados, que
se falla da inlervengao russa no regula-
metilo dos negocios internos da Ausliia.
Ha muilo lempo que os projectos ambicio-
sos da Russia TBtjuieUjB o mundo; digo
muito lempo, porque ossas quoixas conti-
nuas augmentam a importancia da ques-
to ; mas operigo nunca foi tilo inminente.
O Sr. ministre? dos negocios estrangeiros
disse na sessSo de 7 qne nfio desconhecia a
gravidade do incidente ; que o governo da
repblica procedera por via de neeocia-
COes, eque, se estas nfio fossem suflicien*
tes, nSo recuaria dsnte de outros meios.
Por minha parte agradeco-lhe esta lin-
goagem. Eu comprehendo que se possa
negociar depois de acontecimentos seme-
Jhantes quelles que produzram a conven-
ci de 1811 ; comprehendo tamhem que
se possa negociar depois de. urna simples
violceo dos tratados ; porm hoje nSo se
trata de nads dissn. hoje trsta-se de um
facto de msior gravidade, trats-se da vio-
laco das fronteiras da Hungra.
Esperareis porvenlura que se pronuncie
a sorte das batalhas para tomantes entilo
urna ilecisfio f (Approvafio ttquerda.)
Se investigarmos o carador desta inter-
vencSo, acha-lo-hemos nos termos do ma-
nifest do imperador da Russia ; este ma-
nifest traca o programms da poltica rus-
ia. O orador 16 alguna trechos deste do-
cumento, no qual o imperador, depois de
hsver tocado na declarado de marco de
18(8, diz que, reservandn-se para obrar
quando os interesses da poltica russa o exi-
gissem, est resolvido a defender-se contra
o inimigo commum, depois de ter invoca-
do o dos das batalhas.
Para bem comprehender-se o pensa-
mento desto manifest, accrescenta o
honrado ntembro, convm 1er os com-
mentaros que Ihe addiciona s gazeta of-
(ietiil de S.-Petorsburgo. Esta gazeta con-
sidera o movimenlo democrtico como um
incendio que amcaca propagar-se por to-
da a Europa, e que convm extinguir quin-
to ames. .
CidadSos, nfio quero cancar-ves a paci-
encia, porm recommendo vossa sol-
cilude a coincidencia que existe entro es-
tes diversos documentos e a proclamaco
do re da Russia.
Repara i, para elle tambern j nfio se trata
dos interesses privados da Russia, trats-se
dos interessesgeraes da Allemsnha. Futre
aquellas potencias esta quesillo he do hoje
por diante unta queslq de solidsrietla.de ;
he tambern deste lado a lula da aristocracia
contra a democracia europea. <,Approva$2o
eiquerda.)
Quando a Hungra se levanta pela liber-
dade, quando na Allenianha 300,000 ho-
mens lancino man das armas para comba-
ter o despotismo, diz-se quo ho anarchia ;
se a Polonia quer serlivre, diz-se que lie
anaichia ; a sssembla de Frankfort he
tambern urna reunto de anarchistas. A
metade da Europa, portanto, segundo esle
dizer, he composta do anarchistas I
Eis-aqui, cidados, o thema da aristocra-
cia.
Agora pergunto-vos, podeis.viver tran-
quillos e solados em presenca desta allian-
Ca dos reis P N3o, tio o podis. Destru
os tratados de 1815; obrai, que a Provi-
dencia vos assisle ; mas tifio percais um
so momento. (Viva approvafo esquerda.)
Lembrai-vos do que disse o imperador ao
senado, depois do ter assignalado os peri-
gos da situaco : NSo adormecemos no
regaco da indolencia, porque precisara-
mos de seculos o torrentes de sangue para
reconquistar a liberdade e nossa indepen-
dencia. >
CidadSos, vos estis de joelhos, levantai-
vos, eu vo-lo peco. (Approv.i(3o etquerda.)
s 1 ni, levaiitai-vos, anda que o facais so-
mente em honra deste here, para glorifi-
car sua memoria. (Risadas e murmurios.)
Fica persuadidos que estes movimenlns
do tropas, este concert entre as potencias
realistas nSo teem mais do que um lim :
Vencer a Franga, e acabar com a repblica
franceza.
O orador entra na enumeracSo das tro-
pas 'iue a Russia pOe em movimento; elle
calcula o numero destas tropas em 915,000
homens, e depois accrescenla :
He evidente que semelhantes fArcas nfio
teem smente por lim destruir a Hungra,
si tu, trats-se de urna nova liga ; eu sei
que esta palavra ha sido tantas vezes repe-
tida, que j limitas pessoas a nfio tomain
em sentido serio. Todava nfio farei as-
sembia a injuria de crerque nfio 1 cusa co-
mo eu que estamos ameacados, e que de-
vemos cuidar cm defeuder-nos. {Murmu-
rios )
Entramos em circunstancias graves: os
acontecimentos marcham rpidamente; e,
terminando, direi que se nfio pozerdes o go-
verno em estado de obrar iinmedialainenle,
compromelterttii gravemente a liberdade da
Europa. {A/iproucaB isqutrda )
O Sr. Presidente : O >r. ministro dos ne-
gocios esirsngeiros tem a palavra.
M rouin ie L'lluys : CidadSos repre-
sentantes, o honrado preopinante chamou a
allenco da assembla sobre duas ques-
tOes, a questSo romana e a questo hnga-
ra, poroccssiiio da inleivencSo r.isss.
Nesle recinto, a qucsifio romana j tem
sido o objecto de duas discussOes. A segun-
da he de urna data anda recente; a assem-
bla manifesiou a sua volitada ; a questSo
foi tongamente tratada em um dbale es-
pecial, e nSojulgo necessario repetir esle
debate. Ja dissemos assembla que um
agente especial tinha sido enviado ao quar-
lel-general do nosso exercito, e que este
gente levara por inslruccoes a acia dos de-
bate* da assembla, com a ordem expressa
de com ellas conformar os seus actos. Por-
tanto vonlade da assembla sera belmente
executada; creio nada mais dever accres-
ceular.
A questo hungira foi ventilada em urna | OSr. Presidente : Eu li a ordem do da
das sessOes precedentes. Eu j disse quejeoma modflcscSoajuo Iheez opropnoM.
agravldadedo fado da intervengo russeJJoly.
tinha despertado a solicitude do governo,! Vinle membros pediram o escrutinio do
equeesta solicitude tinha sido maniresta-ldvisSo, vai-se proceder a isso (Ruido.)
Ja por urna nota dirigida em virtude desta I *. Flcon : Peen licenca_para fazer urna
II FflVFI
evento, o das consecuencias que poda ter
em Londres, em San-Petersburgo, em Vien-
na, em Rerlim. No estado em que as cou-
sas se acham, nada mastenho que aceres-
centar sobre este negocio. (Movimento pro-
lonqado na esqutrda.)
M. Joly : Peco a palavra.
M. rouin de L'Huys: O honrado preo-
pinante disse que era tempo de sahir da via
diplomtica, e recorrer a medidas enrgi-
cas ; (Sim m !) elle que as indique, e for-
mule urna proposta. {Muito bem Agitarn
na esquerda.) O gabinete j declastu o que
faria.
" Deville: Riga o que elle tem feito.
M. Drouin de I.'Bwjs : Elle declarou que
cria dever obrar por via deplomalica ; se
alguom pretende alguma cousa do mais, se
alguem julga dever fszer urna proposta de
Ruerra, traga-a para esta tribuna. (Muito
bem muito bem !) Pela minha parte, uada
mais lenho quo acrescentar.
AL Guieharil: Eu appello para a cons-
ciencia de todos os representantes que se
sentsm nestes bancos: elles que me respon-
dan!, se a maneira pela qual a poltica fran-
ceza ha sido dirigida na Italia, ofTerece a
garanta de que a honra da Franca ser men-
tida nos negocios da Al lemanita? Por mi-
nha parte, nSo o creio, e aspalavras, que
acaba de pronunciar o senhor ministro dos
negocios estrangeiros, nSopdem tranquil-
Ihtar-me a este respelo. Logo qup o exer-
cito frunce/ entrn na Italia para sulTocar a
revolucSo romana, nSo pozestes indirecta-
mente nossos soldados ao servico da Austria,
qual por este meio permittistes empregar
todas as suas frcas contra a insurrec.lo
hngara? (Rumores direita. JpprovacHo
aesqueida.) Com este vosso proceder, eu o
declaro em alta voz, violasles a constitu-
Co e osdocretos da assembla, faltastes
ao mais imperioso de vossos deveres, e vos-
sa conducta passada, repilo-o, n.lo pode
mais inspirar-nos contiene em vossa con-
ducta futura A assembla nacional pro-
clamou o respeito das nacionalidades;
porvenlura vossa poltica nflo trahio estas
nacionalidades ? A vossa oxpedicSo de Ro-
ma nSo ho acaso a ma flagrante violicSo
que se ibes faz ? Esta convicio est nos
coraedes, aspalavras que acabamos de ou-
vrs sorvem para confirmal-a. (Movimenlos
diversos.)
Bem sei que fallis da poltica da ordem.
A ordem, vos a vedes na tranquilidade das
ras, como os embregados subalternos da
polica; nos, porm, a vemos em ponto
mais elovado, vcmo-ln na honra nacional
satisfeita, nos interesses da Franca defendi-
dos; vomo-la principalmente no respeito
ConstituicSo. (Muflo 6 U. Joly : A resposta do Sr. ministro dos
negocios estrangeiros prova que a Russia
se deteve por algum tempo om seus projec-
tos de invssSo porm nfio nos afiancaque
ella os renunciara ; se as ultimas noticias
que recebemos, so exactas, devenios sup-
por que ella nSo fez mais que adiar estes
projectos, e que brevemente proseguir em
mu execueo. Se os protestos diplomti-
cos ficarem sem resultado, o dever do go-
verno francez lie tomar immedatamente
medidas enrgicas, em vez de curvar a fron-
te dianle da liga dos lis do norte. (Ruido )
lima Vos : EnlSo queris a guerra ?
Jtf. July ; Sim, quero a guerra, sim vo-
to pela guerra, se porvenlura nSo houver
outro meto de salvaQSo para a liberdade.
(Ruidosa approvaco esquerda )
Lembram-me as invasOcs de 1814, de
1815, animadas pelos mesmos homens que
hoje se apregoam os mclhores amigos do
puz, e que entSo franqueiavam aos estran-
geiros os caminhos da capital. (Novaappro-
vaciio ii esquerda.)
Convm que mudis de poltica, convm
que declaris que a ordem do dia 7 de maio
ja nSo vos hasta, convm que vos colloquets
em frente da liga dos reis, e que. reconhe-
Cais a repblica romana; (rumores numerosos
na direita) convm que declaris que o ex-
ercito francez nSo tem mais por missSo a-
tacar a liberdade romana, senSo defend-la
contra seus inmigos. Entrai, pois, na liga
dos povos, vos nfio podis por mais tempo
arrastar-vos ao reboque dos reis absolutos :
neste sentido he que lenho a honra de pro-
pr assembla a ordem do dia seguinte :
a A assembla nacional, considerando o
manifest do imperador da Russia, e os tra-
tados concluidos entre a Russia, a Prussia e
a Austria, como altentatorios dos principios
de direilo publico,prociamados pela revolu-
CSo franceza, e consagrados pela ordem do
dia do 24 de maio de 1848; e protestando
em nome do povo francez contra esta nova
liga que ameaga a liberdade da Europa;
ordena ao governo que lome as medidas as
mais enrgicas para fazer respeilur o prin-
cipio da independencia e liberdade dos po-
vos (l>a esquerda: apoiados])
Mu las \oses da esquerda : lie necessario
aecuiscentar o reconhociment da repblica
romana.
M. July modifica a sua ordem do dia, e a
remelle ao presidente.
O Sr. Presidente l a ordem do dia.cujo ul-
timo paragrapho acha-se assim modificado:
c Convida ogoveruo para lomar medidas
enrgicas alim de fazer respeitar o principio
da independencia e nacionalidade da rep-
blica romana. (InlerrupcaO esquerda.)
Muitas votes:-- Ah esla ordena e nSo
convida ; le.de a ordem do dia, como foi a-
presenlada. (Rumora direita.)
observaefio do meu lugar. (iV^o! naS\ votos'.)
Do fundo da sala : Le le a ordem do da!
M. Manguin spparecena tribuna.
De todas as partes : ~ Votos .' votos !
' M. Mftiguin I -- CidadSos representantes,
a minha intemjSo, j que os eleitores de
meu departamento qui/eram conservar-
me o seu mandato..... (InlerrupraO a' es-
querda.)
Urna voz : EntSo ns|nada somos?
Da direita : Fallai! fallai !
M. Mauguin : Meu projecto he chamar
a attencSo da cmara futura, desde as suas
primeiras sessOes, sobre a questSo quesea-
ba de ser levada tribuna, e mostrar-llm
que a nova liga pode fazer correr a Europa
inteira o perign de todas as ligas, perigos
que j assignslei, ha 15 dias.
Orna voz :Hs quinze annos. ( Riadas.)
M. Mauguin :Se bem quo as palavras,
que acaban de ser pronunciadas, sejam em
muitos pontos conformes s minhas opi-
nfles, declaro que julgo dever abster-mo
de volar. ( ReelamacSes esquerda.) Cada
um comprehendo os seus deveres como os
entende. Assim he que encaro os meus.
( Nova interrupedo.)
Da esquerda :-lsto nSo nos diz respeito.
Da direila :Fallai.' Fallai Sr. presiden-
te, a tribuna nSo est livre.
I mu vos : M. Mauguin firma a regra do
seus deveres n'uma cousa alheia consti-
tuicSo.
M. M$*guin :As cmaras sSo permanen-
tes ; eu o teconheco : ellas censervam os
seus poderes at o ultimo momento. ( Pois
bem'. Votos!) Mas, permitt-me accrescon-
tar que ellas s devem usar dalles em casos
imprevistos, nos quaeshaja necessidade de
urna s'olucSo inmediata.
fa esquerda : Pensis porventura que
se pode esperar? Esperareis que os Russos
estejam em Paris '! Nos j temos esperado do
mais.
M. Mauguin -.He possivel e de bom gra-
do o recoiitieco, que se lenlni perdido al-
gum lempo, porm julgois porventura
quo urna cmara, que est a expirar, tem
aosolhos do paiz, aosolhos da Europa, a
autordade necessaria ?.... ( Violentas recta-
maco'es.)
Da esquerda -.-Esta he a lingoagem dos
realistas.
M. Mauguin : NSo he no fim de sua exis-
tencia que urna cmara decide de questes
13o graves. ( Nova inlerrupcdo. ) Nolai bem,
eu, qne fallo desta sorte, partilho em gran-
de parte as opniOes que fram manifes-
tadas.
Da esquerda :Vamos He urna citada .'
Foses numerosas: Escutai-o, deixai-o
fallar /
OSr. Presidente:He impossivol continuar
no meio de semelhante tumulto. ( O* gritos
conlinuam na exlremidade esquerda. ) Fa-
zei-m? a honra de calar-vos, cidadSos I
.'/. Pe//el/r:insulla-se a assembla, he
bem natural que ella se indigne.
M. Mauguin : Semelhantes questOes e'xi-
gem urna delbcragSo profunda, e nSo ho
em urna hora, nemem umdia, que pdern
ser decididas. ( Votos '. )
M. Vaulabelle: Eu venho oppr fados s
opiniOcs que acabam do ser enunciadas.
NSo he exacto o que disse o Ilustre presi-
dente do concelho em urna das precedentes
sessOes, que o he esta a primeira vez que
urna assembla se acha em presenca de un-
ir que deve succeder-lhe. A convencSo
trabalhou al ultimo da e em suas ulti-
mas sessOes lotnou as mais importantes re-
soluges; ella decidlo a incorporado do
ducado de Uouillone suasdopendencias ao
territorio da repblica ; decrelou a creacSo
do instituto, ta escola poli y t aclnica ; fez
um cdigo nteiro, e a autordade de seus
ltimos actos nunca foi contestada. ( tolos I
I oos !)
O general Cavaignac: Peco a palavra (M0-
vimentoM diversos.)
Da direila :Escutai I Escutai! (' Rumores
esquerda. )
O general Cavaignac : Cidadaos represen-
tantes, lendo de votar contra a ordem do
dia, queso acaba de propr,sintoa neces-
sidado de fazer conhecer a rasSo de meu voto,
o qual temo ver mal interpretado no exterior.
Votei contras ordem do dia que em termos
absolutosconvi Java o governo a oceupar um
ponto qualquer da Italia; votei contra os oro -
uilos;uece88arios para a expedicSo deCivita-
Vf cenia- NSo YOtei pela ordem do dia de 7 de
maio, mas associet-me a ella ( Rumores.)
Votei ueste sentido, porque nSo quera
que se atacasse Roma; porem nSo julgo
tambern dever sssocar-me a um voto pelo
qual a repblica franceza se tornasse soli-
daria da repblica romana. ( Inlerrupcao
esquerda.--Numerosa$aJheso es.JEscuto do la-
do esquerdo numerosas inlerrupcOes, s
quaesnSo respondo, porque nfio julgo de-
ver entrar outra vez no debate ; quero so-
monte direr que temo que a rejeicSo da
ordem do dia, tal qual fura presentada
contra a qual votarei, seja interpretada co-
mo urna prova de que a assembla nacio-
nal he indilerente aoquese passa na Eu-
ropa do lado da Russia. Eis o que temo.
Reconheco que a allitude recentemente
lomada por algumas potencias, e particu-
larmente o manifest do imperador da Rus-
sia, tnoditicsm completamente a siluacfis^
das cousas na Europa, e por consequencia fl[
nossa attilude em presenca das potencias
estrangeiras. ( Movimcntos diversos.)
Creio que esta attitude pode ser, temo
Mi mi Ann
aasaai


tnesmo que ella venha a ser urna causa do
guerra na Europa, e nSo quizera que a as-
sembla nacional se separssse, deixando
pensar que lio indiflerento a estes Tactos;
por esta rasSo quizera, sem adoptar a or-
dem do dia proposta, que urna redacco dif-
rente exprimase o sentimenlo que acabo
de manifestar nesta tribuna.
Da esqverda :-Proponha a sua redaccSo.
M. Joly :--Eu nilo me opponho a que SI.
Cavaignae aprsente a sua redaccO/
i/. Cavaignae:Declaro que estou promp-
toa aceitar urna redacco que expresseo
nie 11 pensamento ; porm nilo a tenho pre-
sente ao espirito; supponho que alguem a
apresentar ; talvez nSo me convenha pro-
p-la. (nter rupco esquerda.)
Algumas votes: Basta faxer una di-
versSo.
O general Cavaignae ( voltando-se para a
esquerda ):Muias vezes me haveis inter-
rompido, e cm termos muito menos indul-
gentes do que estes que agora modirigis.
Tenho permanecido tranquillo e urna nica
vez respond a vossas interrupcGes, porquo
tratava-se, nSo deminhasopiniOes, senSo de
minha honra.
Seem algum da sentirdes a necessidade
de restaurar esta discussSo, aceita-la-hei
de bom grado. ( Muito bem I Rumorei.) Se
ino tenho mostrado pouco Solicito em a-
ceitar o debate, nfio he porque o tamesse,
senSo porque tratava-se de interesses pes-
soaes; a lula nSoa procuro, mas no a temo.
( Minio bem \--Vamo$ questdo.) Votarci com
empenho por urna redaccSo, a qual deixan-
do livre a repblica franceza em frente da
repblica romana, que ella deve respeitar
que nilo deve atacar, que nSo obrou com
justiga atacando no interesse, do seu
proprio principio... (kdheslio esquerda.)
mas que no he obrigada a seivir, por
urna rodacSo que, desviando toda a obriga-
cSo deste genero, toda a ideia de solida i ie-
dadeentrea repblica franceza e qualquer
outra repblica, exprima esta ideia : aas-
sembla nacional vi nos actos que 1 lie h<1o
aidoassignalados umaeventualidade, urna
ameaca de guerra; ella, portanto, convida
o governo para oceupar-se desde ja comas
necessidades que della pdem emanar.
(Agitac'o. ) ,
M. Je/y :--A observaefles do honrado ge-
neral Cavaipnac obrigam-iue a entrar as ge-
neralidades de minha primrira redaeco.
O honrado inembro le de novo a printeira
redacco de sua ordem do dia, a qual be o ob-
jecto de limitas iuterrupedes.
U gerural Cavaigntc :Agora estou de aecr-
do com o pensamento, c nao com a redacco
da ordem do dia proposta por M.Joly Nesta
redacto descubro ion a decainco de guerra
eOectiva, a qual nao posso adoptar. Quero-
me persuadir que a siluaco conten um perl-
go de guerra, que esta guerra he at provavel,
se assim o quierem ; mas nao pretendo ir
adame, e por esta rasaD he que niio posto as-
auciar-nie a rrdaivan de M. Joly. Se a assetn-
bla nos quuessc conceder cinco minutos, tal-
vez pndessemos adiar urna redaeco coinmum,
anual ella poderia aceitar. (Sim tim l)
MSI. 11 iiid.t e Clemeiit Thomai apresentam-
ae na tribuna mas a soasan declara-se sus-
pensa. No fun de aleunt instantes, contina a
acaalo,
O Sr. Presxdente:-0 Sr. general Cavaignae tcm
a palavra.
O general Cavnignac : Antes que lela a or-
dem do dia quevou lera honra de propr-vos,
necessitn recordar-vos algumas das explica-
res que j vos apreientei.
A ordem do dia de M. Joly serla approvada,
ou rrjeitada.
Se fosse approvada, arrasta la a Franca
urna aolidariedade com a republlca romana,
se o contrario succedesse, recelo que a assem-
lila nacional parreesse licar indifl'erente a Tac-
tos gravea que coinplicam a siluaco. He para
evitar este duplo esclito, que aubi tribuna,
r que vos proponho a ordem do dia do leor se-
guinte :
o A asscmbla nacional chama a attencao
seria do governo sobre os econlecimeutos e
movimentos ile tropas que eato temi lugar
na Kuropa, e, vendo na sltuacao peiigos para
a liberdade e para a repblica, recoiumenda
ao governo qne tome as medidas necessarias
para enrgicamente proteg-las.
O Sr. Presidente:Vou tornar a lr c por a
votos a ordem dn da proposta pelos Srs. gene-
ral i.avaignac e Joly.
Da esquerda :Nao rao A ordem do dia
no he de M. Joly.
M. Jo/y :--A ordem do da que acaba de lr
o honrado general Cavaignae nao me parece
satMazer as necessidades da siluaco. Ku nao
pretend empenhar a repblica franceza na
aolidariedade com a repblica romana ; quii,
bem como o general Cavaignae, garantir
a republlca francesa contra eventualidades
ameacadoras mas entend que, attendendo
consideraco da assemblda, devia fallar-lhe
em urna lingoagrtn que corresse o pareo com
a altura da siluaco, e fosse digna da repbli-
ca franceza. (Minio bem I da esquerda.) Que
querem dizer estas palavras : Os aconleci-
incutos e movimentos de tropas?
Desdo a revoluto de fevereiro que sem-
pre leem havido movimentos de tropas. Qual
he o acontecimento que reclama neste mo-
mento toda a nossa solicitude ? He o mani-
fest do Imperador da Russia, o qual cns-
ul ue urna ameaca para o principio da revo-
lado de fevereiro. Este manifest emana
de um soberano, e se dirige a outro sobera-
no, o "povo f-ancez, pois bem! ao povo
francez compete declarar que protesta con-
tra o teor e as consequencias deste mani-
fest. NSo involvamos equvocos em nos-
sa lingoagem; ha ja um anuo que nossa
poltica se involve em equvocos; ei-a, no
momento em que vai expirar o noss man-
dato, assignslomo a nossa morte por um
acto de independencia e um grito de liber-
dade. (Muito bem! aquerda j O general
Cavaignae quer a mesma colisa que eu ; po-
rm permitta-mo que lhe diga, sem amor
preprio do autor, nao o disse lio bem como
eu. (Hitadas.) A Franca republicana deve
fallar urna lingoaguem digna de al, e nos
devemos ordenar ao governo 'que faga res-
peitar todas as nacionalidades. (Muito bem'.
esquerda! )
JW. Odilon Barro!, presidente do conceibo:
O debate que se tem levantado sobre es-
tas ordena do dia, basta para demonstrar a
pravidade do aclo que se propoz assem-
blca. Se se ttatasse de explicar os lacios,
de pronunciar um juizo sobre a siluagSoda
Europa, de dizer mesmo que a solicitude
do governo deve ser despertad,que elle de-
ve estar promplo para toda eveutualidade,
seria isso malcra de um discurso. Quando
se trata, porui, de effeiluar um aclo, ao
qual se deve dar o maia ferio carcter, quan-
do se trata finalmente de empenhar a pol-
tica do patz, convin rtfleclir seriamente,
convm pesar todos os lemos que se enipre-
gum, conten ver at onde se querchegar,
eque poltica ae quer seguir. (Approtaeao.,
Pela minha parte, creio que na* circuns-
tancias em que nos echamos, no se pode
achar um meio termo entre um convite ao
governo e um manifest de guerra. O hon-
rado cidadflo Joly comprehende o alcance
do que faz ; elle quer arrestar a assembla
urna declaracSo de gu?rra ; mas entSo ho
preciso ter coragem de dize-lo. (Violenta n-
tertupcao esquerda.)
umerotat vozet: Elle o disse.'
M. Odilon Barroi: Aceito a confissSo,
e agradeco quolles quo tiveram a franque-
za de faz-la. Sim, he um manifest de
guerra; por via de urna ordem do dia pe-
de-se a esta assembla urna guerra europea.
Pols bem Eu no o hesito em diz-lo, o
governo repelle com todas as suis frcas
um semelhante acto.
Terminando este discurso, no direl msis
que urna s palavra ; nflo queremos susten-
tar urna poltica cuja responsabilidade n.lo
carregassemos pessoalmente. [Muito bem l
muito bem Murmurioi esquerda.)
(Continuar-te-ha.)
PEnNAMBUCO.
AI'IIRACAO GERAL DOS VOTOS PARA VE-
READORES DA CMARA MUNICIPAL DA
VILLA DE FLORES, EM AS TRES FRE-
CUEZIAS DO MUNICIPIO, FLORES, TA-
L11ADA, E1NGAZE1RA.
Vereadorti.
Os Srs. Votos.
Reverendo Jos de Souza MagalhSes 940
Reverendo Manoel Ferreira Rabello
Araujo 833
Professor Antonio Jos de Souza 827
Ifajor ChnstovSo Jos do Campos 815
Manoel Joaquim de Magalhfles 761
Victorino Pereira da Silva 759
Major Antonio Bernardes de Azevedo
Baptisla 575
Supplentei.
Os Srs. Votos.
Reverendo Marcal Lopes de Siqueira 210
Marcos Ferreira Cantara 154
Reverendo Joaquim Jos de Veras 137
CapitSo Jofio .Nones da Silva 124
Major Manoel Vicente da Cunha 119
Jos Francisco de Medciros 98
CapitSo Manoel Ferreira llahello 96
RELACO DOS BITOS DA FREGIJEZIA DE
SANTO-ANTONIO EM JUNHO DE 1849.
Dia 1.Josefa, escrava, com 18 mezes.--
De mal dos .lentes.
IJem2.-Jo.1o Martins de Miranda, pardo,
casado, com 96 annos.~Com todos os sacra-
mentos.Pobre.
I le ni .Joaquim, de nacSo, escravo.
De hidropesa.Com uncSosmente.
dem dem.Filippe, pardo, com 5 annos
De bexigas.
dem dem.Manoel, crlonlo, escravo,
cornil annos.De molestia interna.Com
unco.
dem 5.Anna da Paz, parda, com 80 an-
nns.-De ataque cerebral.Com ungSo se-
ment.Pobre.
dem idem.Helena, branca, com 15 das.
De alrophia geral.
dem idem.Miguel, preto, de nacSo,
escravo, com 30 annos.De phtisica pulmo-
nar.Com lodos os sacramentos.
Idem ideui.-Mai ki, parda, com 5 mezes.
De eonvulses.Pohre.
Idem 6.Antonio Rodrigues Azedo, par-
do, com 16 anuos.Do combustSo.Com
todos ns sacramentos.
Idem 7.Manoel, crioulo, com 8 dias.
De espasmo.
Idem idem.Rufino, pardo, com 1 anno.
De convulsfies.
Idem idem.--Manoel, pardo, com 4 an-
nos.De espasmo.
Idem idem.Mara Francisca de Olivera,
parda, com 30 annos.De molestia interna.
Com todos os sacramentos.Pobre.
Idem 8.Reinalda de tal, pirda, com 50
annos.De esquenenca.Sem sacramen-
tos.Pobre.
Idem 9 Custodia, crioula, escrava, com
3 annos.De convulsfies.
dem idem.-Antonio Ignacio Favlla, par-
do, com 19 a unos.-He gaslro-intoiiles.-Com
todos os sacramentos.
dem idem.Mariana, preta, escrava,
com 40 annos.De tubrculos pulmonares.
Com todos os sacramentos.
Idem 10.Mara, parda, com 2 mezes
De molestia interna.Pobre.
Idem II.Paula, crioula, com 24 annos.
De pthisica pulmonar.Sem sacramentos.
Pobre.
dem 13.Izabel, crioula, escrava, com
2 annos..-De dearrhea.
Idem 14Gaspar, preto de Angola, escra-
vo, com 22 annos.-De hepathtes.Sem sa-
cramentos,
Idem idem.Bernardina Joaquina dos
Passos, parda, com 17 annosDe tubrcu-
los pulmonares.Com todos os sacramen-
tos.
Idem idem.-Joaquim Carapeba, de An-
gola, forro, com 50 annos.De pnthsica
pulmonar.Ungido smeute.
Idem idem.Francisco de Paula e Silva,
pardo, casa Jo, com 38 annos.De phtisica.
Com alguna sacramentos.
Idem 15 JoSo, preto, Congo, escravo,
com 58 annos.De molestia interna.Sem
sacramentos.
Idem 17.lgnaca Francisca de Vascon-
celos, branca, viuva, com 56 annos.Do
aslhma.-Sem sacranientos.-Pobre.
Idem 18.Tiiomaz, crioulo, escravo, com
43 annos. -- De gastro-intercolites.Com
todos os sacramentos.
Idem idem.Joaquim, crioulo, escravo,
com 25 anuos.De phtisica.Com uneflu
s mente.
Idem 19.-Mara, parda, com 9 mezes.-
De bexigas.Pobre.
dem dem. -Jeronymo, crioulo, escravo,
com 30 anuos.-Do dearrhea.Com uncSo
s mente.
Idem idem.Rafael, crioulo, escravo,
com 4 anuos.Do molestia interna.Pobre
Idem idem.-Manoel, pardo, com 9 mezes.
Do dearrhea.
. Idem SO.-Manoel, de Angola, escravo,
com 60 atiiios.--Da estupor.Com todos os
sacramentos.
dem 21.JoSo de Dos de Araujo e Silva,
liranco, viuvo, com 60 annos.De ioterco-
lites.Com todos os sacramentos.
idem idem.Genoveva Mara da Concei-
cSo, parda, viuva, com 44 anuos"Da teta-
no.Cuui un (So.
Idem idem.Antonio Venancio da Silvei-
ra, branco, casado, cora 46 aunas.De gan-
grena interna.Com todos os sacramentos.
dem 82. Mariana Francisca de Jess
Conz iga, branca, viuva, com 77 annos.
De ulceras na garganta.Com todos os sa-
cra mu n tos.
dem idem.Manoel Rodrigues da Cunha,
pard o, com 5 annosDe gangrena nos in-
lestinos.Com todos os sacramentos.
I'jem 22.Bernardino de Sena Albuquer-
qtitf, branco, com 14 annoi.De anasarca.
'om lodos os sacramentos.
. dem idem.Bernardino Garca de Far .s,
branco, com 35 annos.De apoplexia.-r
Sem sacramentos.
dem dem.Mara, crioula, escrava, com
4 anuos. -Da coqueluche.
dem idem.Krencisca das Chagas, bran-
ca, viuva, cora 50 annosDe apoplexia.
Com todos os sacramentos.Pobre.
dem 23.Franclsca das Chagas e Silva.
branca, viuva.De apoplexia.Com todos
os sacramentos.
dem 24.--Pedro, branco, com 5 annos.
De hidropesa.
dem idem.Rosa Rodrigues dos Passos,
Africana, forra, com 50 annos.-De hidro-
pesa.Com todos os sacramentos.
dem idem.Manoel Eugenio do Patroci-
nio, branco, viuvo, com 45 aonos.-Dain-
flammacSo com gangrena.-Com todos os sa-
cramentos.
Idem 26.Claudino Edbuego Ferreira,
branco, casado, com 20 annos.-De molestia
interna.Com todos os sacramentos.
dem idem --Joaquim, branco, com 6 me-
zes.De gastro-nterite.
Idem idem Victorino, branco, com 6
me/es.De molestia interna.
dem idem.Francisca Maria de Paula,
crioula, viuva, com 40 annos.De apople-
xia lenta chronica.Com todos os sacra-
mentos.Pobre.
dem dem.Luiz, psrdo, com 2 arflios.
De pleuresa. .
dem dem.Maria Antonia do Espirito-
Santo, parda, viuva, com 60 annos.-De mo-
lestia interna Sem sacramentos.
dem 27.Luiz, preto, escravo, com 50
annos.-De urna rotura na verilha.Sem
sacramentos.
dem 28.--Francsco, preto, de Angola,
com 54 annos.-De frialdade.Sem sacra-
mentos
Idem dem.-Jos, branco, com 2 annos.-
De convulses.
Idem 25.Anna da Cunha Soares Nobre
Pessoa, branca, casada, com 30 annos.De
molestia interna.-Sem sacramentos.
Idem idem.Manoel da Rocha Santos,
branco, casado, com 50 annos.De indam-
mac3o.--Com todos os sacramentos.
Idem 29.Coronel Joaquim Jos Luiz de
Souza, branco, casado, com 58 annos.-De
estupor.Com lodos os sacramenlos.
dem idem.JoSo de Lima, preto, de An-
gola, forro, com 24 anuos.De bexigas.
Com uncSo.
Idom idem.Jos Ramos da ConceicSo,
branco, casado, com 32 annos.De inten-
tes.Com todos os sacramentos.
AO lodo 62.
Santo-Antonio do Recife, 9 de julho de
1849 O vigario, Venancio Henriquet de Re-
lende.
tomrancio.
AI.FANDEGA.
Rendimento do da 13.....10:631,671
CONSULADO GERAL.'
Rendimento do dia 13...... 1:635,379
Diversas provincias........ 39,344
1:674,723
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmonto do dia 13..... 1:202,852
moviiienlo co Porto.
Navios entrados no dia 13.
.Monrovia pelo Rio-Grande-do-Nnrte, sonde
linlin arribado, trazendo 49 dias de via-
gem edo ultimo porto 10 Brigue sar-
do Gema, de 182 toneladas, capitSo Jos
Cordilio, equipagem 10, em lastro ; a Le
Bretn Scharamm & Compnhia.
Havre 36 dias, barca franceza Julia, de
242 toneladas, capitSo Beduchand, equi-
pagem 13, carga fazendas, manteiga e
niais gneros; a B. I.asserro & Comp-
nhia. Possageiros, Flix Sauvage com sua
scnhorarSebasti3o Tobler, Charles Besa-
se, Francezes.
Alcobaca 7 dias, hiate brasileiro San-
Juilo, de 44 toneladas, capitflo Francisco
GuimarSes de Figueiredo, equipagem 8,
carga familia ; a Amonio Irmilos.
Nario tbido no mesmo dia.
Babia Barca ingleza Broad-Oak, capi-
tSo James Shclford, carga a mesma que
trouxe.
UDITAES.
Pela inspectora da alfandega so faz
publico que no dia 14 do correle se liilo do
arrematar em hasta publica, e na porta da
mesma, 24caderas de ferro, com assento
de palhinha e encost de madera, por fac-
tura, urna 2.000 rs., total 48,000, impug-
nadas pelo segundo escriplurario Antonio
Francisco de Moura, no despacho por factu-
ra, sol n. 180: sendo dita arrematacAo
subjeita a direitos. Alfandega de Pernatn-
buco, 12 de julho do 1849. O inspector,
Luis Antonio de Sampaio Vianna.
O lllni. Sr. inspector da thesouraria
da fazenda provincial, em cumprimento da
ordem do Exm. presidente da provincia, de
20 do cnente, manda fazer publico que
nos dias 17, 18 e 19 de julho prximo vin-
douro, ir a praca, perante o tribunal admi-
nistrativo da mesma thesouraria, para ser
arrematado a quem por menos lizar, a obra
do caea do Passeio-I'ublico, na ru d'Auro-
ra, sol as clausulas especiaes abaixo trans-
criptas, e pelo prego de 6:949,800.
As pessoas que se propozerem esta arre-
matadlo, compsrecam na sala das sesses
do sobredilo tribunal, nos dias cima indi-
cados, pelo meio-dia, competentemente ha-
bilitadas.
E para constar se mandou afQxar o pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Secretaria da.thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernauibuco, 21 de junhode
184. O segundo escriplurario, Antonio
ferreira d'AnnuneiacBo.
a Clausulas etpteiaes 1. As'obras do caes do l'asseio-Publico
da roa d'Aurora serio feitas pela forma, sb
as condicOes e do modo indicado no orca-
mento e nos riscos apresentados nesta data
approvacSo do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, sendo a importancia da obra em seis
contos nove cantos quarenta e nove mil e
oitocentos ris.
1.o 0 arrematante comecar as obras
no Drazo de um mez, e acabar no de seis
mezes, ambos contados na conformidade
do art. 10 do regulamento para as arre-
mataces, de 11 de julho de 1843.
3. O pagamento da arrematado
realisar-se-lia em quatro preslacesdo mo-
do determinado no art. 15 do precitado
regulamento.
4 Para ludo o mais que no esta de-
terminado pelas presentes clausulas, seguir-
se-ha inteiramenteoque dispoe o regula-
mento mencionado de 11 de julho de 1843.
Gabinete dos engenheros, 30 do abril
de 1849. O engenheiro, J. I- Vctor
l.ieutier.
Olllm.Sr. inspector da thesouraria da
fazenda provincial, em cumprimento da or-
dora do Exm. presidente da provincia, de
18 do corrente, manda fasar publico que
nos dias 17,18 e 19 de julho prximo vin-
douro ir praca perante o tribunal
administractivoda mesma thesouraria, para
ser arrematado a quem por menos fizer, o
concert da veranda da ponto da Boa-Vista,
sb as clausulas especiaes abaixo copiadas,
e pelo preco de 3:567,920.
As pessoas que se propozerem esta
arrematadlo, comparecam na sala do sobre-
dito tribunal, nosdias cima indicados, pelo
meio-dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aillxaro pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Secretaria da thosourara da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 36 de' junho de
1849. O escriplurario, Antonio Ferreira
d'Annunciacao''.
a Clausulas etpeciaet da arrematac&o.
1. Os concertos da varanda da ponte
da Ba-Vista serSo feitos pela l'rma com as
diiiiiiuiices e do modo indicado no orea-
ment e no risco approvados pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, e pelo preco de
3:567/920 rs.
2." As obras princpiarSo no prazo de
15 das, e concluir-se-hSo no de 4 mezes,
ambos contadosem conformidade do artigo
10 do regulamento das arrematarles.
3. Durante a execucSo das obras o
arrematante dar um transito fcil e segu-
ro, collocando varandas provisorias.
4.* O pagamento far-se-ha em duas
prestaces iguaes; urna quando tiver execu^tjoljre'
lado meiade da obra, e a ultima quando es_
tiver inteiramente' concluida. '
5. Para tudo o mais que nilo est de-
terminado as presentes clausulas especiaes
seguir-se-ha inleiramente o quo dspOe o
precitado regulamento.
Gabinete do engenheiro, 25 de junho de
1849. O engenheiro, J. /.. Vctor Lieu-
thier.
Peranto a thesouraria da fazenda desta
provincia se ha de por em hasta publica, nos
diss 28, 30 e 31 do mez de julho prximo fu-
turo, para ser arrematado por quem menos
prego ofTerecer, o servco da capatazia da
alfandega desta cidade pelo lempo de vinle
e doiis mezes que terSo principio no primei-
ro de setembro deste anno, e com as cond-
(,'Oi's que serSo patentes no aclo da arre-
matadlo. As pessoas que se propozrem a
licitar llvenlo comparecer nos referidos
dias na sala das sesses da mesma thesou-
raria, competentemente habilitadas.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 28 de junho de
1849. -- O ofllcial-maior, Ignacio dot Santos
da Fonieca.
l>eclarac;es.
O arsenal de guerra precisa comprar
30 pegas de brim liso, 400 covados de baeti-
Iha, 8 arrobas de robre velho, 8 quintaos de
chumbo em lencol, 10 caixas com fo has de
(landres dobradas, 10 ditas com ditas sing-
las, 30 pe les de couro de lustro e 400 meios
do sola da melh'or qualidade : as pessoas
que taes gneros liverem e quizerem vender,
compareccrSo na sala da directora do mes-
mo arsenal, no dia 16 do co> rento, munidas
de sua proposta com o ultimo preco em
carta fechada, e as amostras.
Compnhia de Beberibe.
A administrado da compnhia do Bebe-
ribe faz publico que no dia 16 do corrente
contratar com quem mais olTerecer a co-
hranca da laxa de 20 rs. por caneco d'agoa,
por lempo de um anno queter principio
do 1 de agosto prximo futuro. O contrato
ser feito por binos, e havendo quom
quena que no contrato se incluam as bi-
cas que fornecem agoa aos navios,etc.,
tambem ter isto lugar subjeilando-se s
coi.die.oes quo lhe ser&o apresentadas no
referido dia 16.
Theatro de Apollo.
IIOJE, 14 DE JULIIO,
Ullirua representac^o.
Satisfazendo s instancias de grande nu-
mero de pessoas, os artistas francezes, an-
tes de so dedicaretn a outro qualquer ms-
ter, querem ofTerecer ao respeitavel pu-
blico tiesta cidade o mais bello drama que
jamis tenha sido representado nos thoalros
francezes:
Ti inla annos
da
VidadeumJQgador,
em seis qadros.
DISTRIBUigAO.
Versonagent. Actores. .
Gerinauy pai Mr. Len. "
Dermor, seu irmo Grabiel.
GorgeCermanyj ioeadorei t Achule.
Waner j jogworef jt ljlimberlT%
Adlpho Jems.
Alberto Jems.
Btrmantr Gabriel.
Um magistrado Charles.
Um viajante Len.
Um oOJcial Um amador.
Amelia Mine. Itroska.
lime. BirmanneLuiza Len.
Soldados1, domsticos, ejogadores.
Visto a importancia e a exlensSo deste
drama, ser elle representado sem oulra
qualquer pega theatraj.
Avisos martimos.
Para a Babia sahe, nestes oito dias
com a carga que tiver abordo/ o hiate 5o'
citdade : quem nette quizar carregar, ou ir
depassagem, dirija-se a ra da Cruz do Ba-
cilo, n. 24. ,
Para o Havre pretende se-
guir viagem, com muita brevida-
de, a barca franeexa Zampa, de
primeira marcha, tendo j parte do
seu carregamento prompta : ainda
recebe algum frele :os pretenden-
tes pdem dirigir-se ao consig-
natarios da mesma, B LasserreSr,
Compnhia, rufi da Senzalla Ve.
lha, n. i38.
Para o Rio-de-Janeiro segu viigm
em poucosdias, o bem ronhecidt
llom-Jtsus, que se aclia com parte
carregamento j prompto; anda recebe i
guma carga escravos e passageiros, pir
que tem excellentes emmodos: quem
tender pode dirigirse ao capitSo, Jlo Ven-
tura da Silva na prat;a do Corpo-Sanlo,
a roa da Madre-de-Deos, n. 3, lerceiroi
dar.
Para o Aracaty segu, em poucos din
o patacho Santa-Cruz: para o resto da cir'
ga e passageiros, Ira ta-se ao lado do Corso
Santo, loja n- 25.
-- Para Lisboa, com maior brevidada
possivcl, partir o brigue portuguez Tony.
/, Torrado e encavilhado de cobre: tem ex-
cellentes commodos e tralamento pira dn.
sageiros : os prelendentes para carga po.
dem tratar com o capitSo, Manoel de Oli-
veira Faneco, na praca do Corpo-Sanlo, ou
com Firmino Jos Flix da Rosa, na ra oV
Senzalla-Nova, n. 4.
O brigue nacional San-Jos segu coa
toda brevidade para o Hio-de-Janeiro, por
ter a bordo parle de seu carregamento : pi-
ra o resto da carga, passageiros e eserirot
a frele, trata-se com Gaudino Agostinhods
Barros, ra da Cruz, n. 66, ou cora o caai-,
tSo a bordo.
*> Para Angola sahe, at o dia 90 do cor.
rente o brigue nacional Destino, cpm boa
commodos para passageiros: a tratar na mrw
da Moda, n. 7.
PARA 0 PORTO
sal ir no dia 15 do andante mez o brifet
l>or4VtSMz Maria-Felii, do que he capilo
i Fernandes do Carino, podando
eber alguma carga miuda, iuia
inda lem alguna commodos para
ros : os prelendentes tratem com o
i tilo na l'raca, ou com o consitni-
iitonio Joaquim de Souza Ribeiro.
carregadores queiram mandar os
conhecitmentos ao cscriptorlu do consi((n-
tario, paya se promptiflearem os manifestoj.
I'ark o Itio-de-Janeiro segu, em pou-
"Cos dias, o\bem conhecido brigue Assonbro:
para caiga passageiros, trata-sena ruada
Cadeia do Recife, n. 61, com JoSo Jos Fer-
nandes MagalhSes.
Para o Para com escala pelo Cear t
MaranhSo partir com muita brevidade'o
patacho Fortuna, j se acha com um terco
da carga a bordo e mais de meia carga en-
gajada : quem no mesmo quizer carregar
para qualquer dos mencionados portes, di-
rija-se. ra da Seuzalla-Nova, n. 43, pri-
meiro andar.
--Para Lisboa sahe impreterivelmenta,
no dia 18 do corrente o brigue portuguei
Concei'cdo-de-Maria: ainda recebe algumi
carga e passageiros para o que oflereee
excellentes commodos : trata-se com os
consignatarios, Tliomaz de Aquino Fonse-
ca & Filho, ou com o capitSo na praca.
Para o Rio-Grande-do-Snl pretendesi-
hir breve b brigue Juno capitSo Jos Fran-
cisco dos Santos: ainda pode receber il-
guma carga a frote, escravos e passageiros:.
trata-se com Amona) IrtnSos, na ra di
Cadeia n. 3!.
Leiles.
-OcorrelorOliveirafar leilSo, por or-
dem do rospeclivo juizo, a requenmenti
doscrodoresdo devodor Manool Joaquim
l'ascoal Ramos e de accordo com este.uas
fazendas da loja do dito devedor, e arma-
cSo da mesma tudo em um s lote ou lo-
tes a vontade dos prelendentes: segunda
feira, 16 do corrente, s 10 horas la mi-
nliSa na referida loja slla no largo co
l'asseio-Publico. No acto do leilSo se apre-
entar o Balanco respectivo, eassegura-
se o arrendamento da loja.
--Adamson Howie & G. farSo leilSo, po
intervencSo do correlor Oliveira de gran-
de e variado sortimento de fazendas ingle-
zas todas proprias do mercado : lerc,''e
ra, 17do corrente, s 10 horas da "'IU|
fin ponto, no seu armazem da ra do ir
piche-Novo.
Avisos diversos.
A pessoa que annunciou, no Diario >
Pernambuco de terca-feira 10 do corren,
querer vender urna casa terrea na ra "
lha, n. 125, por 800,000 rs. querendo ven-
der por menos, dinja-se ra da taaw
de S.-Antonio, n. 26, segundo andar, que*
dir quem compra. I
Na ra de S.-Rita, n. 91, precisa-si
urna lavadeira quo seja fiel, e d con"
cimento de sua conducta. .
No dia 9 do julho do corrente n"0'^
areceu no engenho novo da ConceicSo, "
reguezia de Santo-Amaro-JaboatSo. proia que diz andar fgida, e ser eaxravao pj
Ci. U.lu 1 .la DlniAl^a.l
d
ir. Manoel de Figueiredo, morador nt> a -s
Jo...;., acliando-se a dita preU doenteP
estar bastMte descorada de aezoes que '
tinuadamenle lhe eslSo dando : porta ni
quom for seu verdadeiro setior quer
rigir-so ao referido engenho, que, J*","iB!"i
slguaes celos, lhe ser entregue; adveru
do, porm, que nflo se responsabiliaa "
nhor do dilo"tngenho por fuga ou oui >>
qualquer acontecimento que possa a J
durante o lempo que a mesma esliver
dito engenho. i0
- Aluga-seoprimeiro andar dosoora'
H.39, no Aterro-da-Boa-Vista com mu-
los rutumudo para grando familia ,v
300,000 rs. anuuaes, com iana idnea .
tratar no mesmo sobrado. nrior
-Alugam-se 3 bous escravos, Prop ;
pira todo e qual quer servigo de uina CI
na ra do Vinario, n. 7.



Um individuo foi boje (9 do corrcnte )
, |oja do abalxo assignado buscar em nome
doSr. major Sebastigo, commandante di
(avallara, duas pequeas espingardas pa-
ra espoletas, cujos canos teem de compri-
menlo de 82 a 2* polegadas, as quaes ti-
jham sido separadas por compra pelo dito
r. SebastiSo e pelo Sr. Almeida ; e, tendo-
h'as o abaixo assignado entregado, aconte-
ce que o dtio individuo nflohavia sido en-
carregdo doasconduzir, efra um meio
je que se servir para furta-las. Asaim, o
,batxo assignado, avisa ao publico, e es-
pecialmente s autoridades policiaes, que
se dignem de apprehend-las, caso tenbam
deltas cdnhecimento, e as entreguem ao
nrsoio abaixo assignado. Vommateau
WEEgBS
DAURORA fj
O. Siarr & Companlia teem a honra de
.visar aos seus freguezes, e ao publico em
peral, que sua grande rundic.no em S.-
Amaro alm do sortimenlo que constan-
temente tem arha-se de novo prvida de
muilas moendas de canna, e de varios ta-
manhos feitas no mesmo eslabelecimonto
pelos inais reritos offlciaes, e rom o maior
cuidadoepe-relevo; Unto assim he, que
os annuneiantesse ufanam em garant-las
pelo primeiro anno. As moendas inteiras
todas de ferro*, construidas as olTIcinas
dos annuneiantes, silo muilo superiores a
quaesquer outrasda mesina natureza que
at aiora teem sido aqu offerecidas, pois
aquellas encerram em si certose importan-
tes melhoramentos resultado de mais de
aoannoa de experiencia e pratica do paiz.
O arrematante do dizimo dos
cocos
faz certo que os predios que nflo pagam do-
cima silo os que devem o segundo anno do
dito imposto, sendo de 1847 a 1818.
Precisa-sedeurna pessoa para o servl-
o de urna padaria : atrs da matriz da tloa-
Ista, n. 22.
ASSASSINATO HORROROSO!
D. Francisca da Cunha Bandeira de Me-
llo viuva do Iturgos, e eus filhos pedem
encarecidamente aos Srs. delegados e todas
as outraa autoridades policiaes capitfles de
campo pessoas particulares a apprchen-
so de dous de seos escravos que, en o seu
engenho Agoas-Claras do Urucu* da fregue-
zia de S.-Antfio, dirigiram-se a casa de seu
administrador o Portuguez Domingos de
Oliveira ,e all achando-n dormindo assns-
sinaram-no com urna fouce dando-lhe um
s golpe na testa, de manoira que abri-
ram-na. Este brbaro acontecimento teve
lugar nn da 98 de maio do correnle em
alta noite, e assim que perpelraram esse
crime evadirni-se; e como os annuneiantes
querem os entregar aos tribunaes de Jus-
tina para devida mente srem sentenciados,
fazem o presente seguindo este outro.
200,000 rs.
D-se esta quantia de gratificar;!! a quem
levar ao engenho Agoas-Claras, de Uruc,
da viuva do Burgos, ou tiesta praca, no
paleo do Carmo, n. 18, segundo andar, a
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
I.eon, os dous escravos seguintes que fu-
giram nos das sabbado para domingo, 26
a 27 do corrente : Vicente, pardo de 26 ali-
os, de altura regular cabellos crescidos e
carapinhados testa sobresabida olhos pe-
queos, nariz chalo, tomador de tabaco de
caco, rosto descarnado* com espinbas,
sem nenhuma barba; levou 1 camisa do ma-
dapoln, urna caifa de casimira usada, urna
jaquela de bretaolia, um bonete de velludo
azul ja usado, um chapeo de palba, um
dito de pello preto : Joaquim, crioulo bas-
tante preto, de 38 anuos, alto secco, cara
pequea, bem barbado'; tem o costume de
levara mfio barba ; he gago ; andar com-
nassado; dizem ter mili em Pajah-de-Flo-
res ; fui escravo do ra pililo Leandro Bandei-
ra do Muura do Apody o qual se aelia pre-
sentemente na comaica doS.-Antilo, e tem
um sitio oin Cravat ; presume-se terem
pailido para o Apody onde lia muitos pa-
reles do dito Moura; comquanto o primei-
ro andasse sempre em viagens dos sertOes
do sul ao poeiUe, com os cobradores desta
casa : ste ultimo escravo levou um chapeo
preto de pello e outro de couro, duas ja-
queles brancas, 1 calca de brim pardo 1 di-
ta de risoado 1 camisa de madapolflo,
duas ditas de algodo da tetra e ceroulas.
Itoga-se a vigilancia nesles doua escravos,
que vindo com muila brevidade, serflo
gratificados ainda com mais do que se olTe-
ece.
Furtaram, no da 7 do corrente, um
cavallu castanbo, com um espravflo na pei-
na signal branco na testa ps hrancos,
"c bom la man b : quem o levar ra de
pollo armazem n. 22, ser reconden-
ado.
0 Dr. Lobo Hoscoso conti-
a a receber doenles em sua ca-
a, no A trro-da-Boa- Vista, n. 48
nde ha commodoa suflicientes,
iao s para se traturcm de suas en-
ormidades, como para se Ihes fu-
er qualquer operaeo : as pessoas,
ortanto, que se quizerem curar ou
mandar aigum escravo, pdem di-
rig r-sc eo annunciante em dita ca-
sa, certos de que serao tratados
com todo o desvelo.
Oproprietarlo do engenho Canba, sltu-
o duai lefoas'aoaul de Santn-Anto, est re-
'ot com animaei, a eati paramentado de lo
preciso, e com urna lafra de doui mil
': eie engenho tem man Je meia legoa
'drada de cicellknte terraa de ptima
rduefin, tendo grandes vaneas, Tamtieui
' veudein, ae agradar ao compiador, 32 a::!
i*ei de roda e 20 bois mansos: quem|pre-
*oder, dirlja-ie ao meiiuo engenho, que lodo
i negocio ae fari, e le precisar de atgum escla-
eciine.-'o, dirija-se a ra do Quelmado, n. 27.
Aluga-se umaexcellente casa na ra
[doSeve, junto a urna olaria, com 9 quartos,
Tn grande solflo: na ra da Cadeia do Re-
c'ft, n. 51, segundo andar.
Dentista.
D. W. Baynon, cirurgiSo dentista a-
mericano, breve se retira desta pro-
vincia e pelo pouco tempo'queaqui se de-
mora, tem a honra de offerecer ao respei-
tavel publico o sen prestmo, na ra do
Trapibe-Novo, n. 14.
jj Chapeos de sol
Ra do Passeio, n. 5.
Oh Tque pelncha para o amave! res-
peitavel publico.' Novas sedas da methor
qualidade que se pode fabricar, por serem
de encommenda e da melhor fabrica de
Franca, recebidas agora.
O fabricante deste estabelecimenlo ad-
verte ao respeitavel publico desta cidade
que elle possue presentemente um rico sor-
timenlo de chapeos de sol, assim como cha-
peos de sol de seda furia-cores, dos mais
ricos que teem apparecido neste mercado,
e de cores conhecidas; ditos para senhoras
de bom tom, adamascados, lavrados, com
suas competentes franjas de retroz, tudo
que tem de mais moderno e do melhor gos-
to; um completo sorlimento de chapeos
de sol de panninbo de todas as cores e de
todos os tamanhos, para homens, senhoras
meninos : ha tamhem igual sorlimento de
faaendas para cobrir armares, tanto de se-
das de cores, como de panninhos trancados
e lisos imitando seda. Adverte-se* que os
freguezes serao servidos ~om brevidade, e
se acharSo satisfeitos da boa qualidade, do
bom gosto e do bom prego.
Alugam-see vendem-se bisas hambur-
guezas, das melhores que ba no mercado :
na ra das Crdzes, n. 40.
Pede-se encarecidamente a pessoa que
levou, talvez por engao, um capote do
panno azul, de um des corredores do pala
ci do govcrnn, na nolte do dia 5 do cor-
rente mez, entregiie-o na ra da Cruz, n
55, ou annuncie onde deve ser procurado.
D-se algum dinheiro a premio de 2 por
cento ao mez sb penhores de ouro e prata,
e tamhem se dir sol hypolheca em algu-
ma casa terrea dentro desta praca, ou com
firmas a contento : no Aterro-da-Ba-Vista,
n. 72, se dir quem d.
Retira-se para frada provincia Flix
Ferreira de Mattos.
Quemannunciou no Diario-Novo n. 20
querer comprar um sitio em Beberibe, diri-
ja se ao mesmo lugar, na pnvoago, a fal-
lar com Lourengo Justiniano Rodrigues,que
tem dous para esle fim, e com certas cora-
modidades e rio perto.
A pessoa que annunciou precisar de
roupa engommada clavada com perfeigflo,
dirija-se ao principio da ruada Gloria de-
fronte do hospital, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de urna mulher de bons cos-
tumes que queira acompanhar urna senlo-
ra casada para seu engenho, e que se quei-
ra encarregar de duas crianzas j desma-
madas para as pensar com desvelo, pagan-
do-se-lho o que se convencionar : a quem
convier procuro na praga da Ba-Visla, casa
n. 32, segundo andar.
Precisa-se de 180,000 rs. por espago de
10 mezes, dando 200,000 rs. queserflo pa-
gos a 20,000 rs. mensaes: quem Ihe couvier
annuucie por este Diario.
ESTRAVIO.
Mandando-se no dia 13 do correnle a um
negro levar um cavallo para a estribarla do
Sr. Bernardo, na ra da Soozalla, e entre-
gando-se-lbe igualmente um chicote de bo-
lear, novo, cabo de balea ; accontoceu o
negro entregar s o cavallo tendo comsigo
levado o chicote : por isso avisa-se a quem
o mesmo o dsse a guardar, queira leval-o
loja de loura doSr. Fragoso, na ra da Ca-
deia, para prevenir que uilo se proceda con-
tra quem retm em seu poder objectos
albeios, o que se protesta fazer logo que se
encontr o dito negro.
Furtaram da casa do abaixo assignado,
na noite do dia 12 de julho, meio faqueiro,
contend) 6 colheres de sopa, 6 garfos, 6
facas, colher de tirar sopa> 1 dita para ar-
roz, 1 dita para peixe, gario e faca de
trinchar, 1 alanaz, 6 colheres de cha, 1 cun-
da do assucareiro : todas estas obras de
prata, fritas no Porto : roga-se a todas as
pessoas a quem frem offerecidas, ou dellas
liverom noticia, dirijam-se ra do Torrea,
n.18, quesero generosamente recompen-
sadas. Itidio Jote Cdparica.
A pessoa que annunciou, no Diario de
Pernambuco, querer turnar 200,000 rs. a
premie dando boa firma, dirija se ra do
Sebo n. 8, que ah se dir quem da.
Quem tiver urna preta-para todo o ser-
vico de urna casa de familia dirija-so ao
pateo do Tergo, venda n. 7.
Existe um escravo no engenho Dia-
mante comarca de Goianna, de nome Fi-
lippe o qual occulla o nome do senhor e
do engenho de onde veio fgido : quem se
julgarcom direilo a elle ditija-se ao dito
engenho, que, mostrando os documentos, e
dando os signaes certos, Ihe aera entregue,
ou recebera o importe, se o quizer vender e
convier o prego; nflo se responsabilisando
o proprielarlo daquelle engenho por qual-
quer Tuga, ou extravio que mesmo escra-
vo possa ter.
-- Aluga-se urna casa que sirva para pa-
daria e que tenha commodoa para fami-
lia em S.-Amaro Hospicio, ou Soledade :
quem-tiver dirija-se ra da Madre-de-
Deos, armazem de Vicente Ferreira da
Costa.
Na ra Direita, n. 61, se dir quem
compra urna casa terrea, ou sobrado nSo
sendo esle de grande preco e sendo em boa
ra.
Hoje, depois da audiencia do Sr. dou-
lorjuizdo civel da segunda vara, se lia de
arrematar um pequeo sitio com alguns
ps defructeiras, em chaos proprios, casa
do vivctida arruinada, no hecco do Quiabo,
na povofcSo dos A togada* avahado em
OSr. Jos Leonardo queira dirigir-se
ra da Cadeia do Recite, a. 61, para to-
mar conta de 2o voluraes do barricas aba-
tidas vindas do Rio-de-Janeiro pelo bri-
gue Auombro.
Um rapaz brasileiro que da fiador a
sua conducta se offerece para caixeiro de
cobrancas ou de outra qualquer oceupa-
cjlo : quem de seu prestimo se quizer utili-
sar, dirija-se as Cnco-Pontes, n. 91.
D. Loizt Margarida llerb-ter, viuva de
Joflo Baptisla Herbster, entregou a admi-
nistricflo da merceneria.pertencente ao seu
casalf, ao Sr. francisco Borges da Assamp-
eflo, o qual he tamben o nico autorisa-
do a receber as dividas do mesmo casal e
passar recibos. Os credoros da casa se po-
derfio en tendee com elle, aflm de se habi-
litaren) para receberem as partilhas o qne
se Ibes deve
Sendo um fseto vulgarisado a minha
estada na padaria dos Srs. Vallonca & Fi-
Iho, na qualidade de caixeiro, he justo
que tambem notoria seja a minha sabida ;
isto he, a rasflo della ; porquanto devo
evitar que a ignorancia a tal respeito occa-
sione desfavoraveisjuizos acerca da minha
conducta. Saiba, pois, o publico que fui da
alli deapedido para que outro podesse ser
admitlido, e nSo poralguma outra causa ;
e que isto he trio exacto quanlo he certo
que, naquella qualidade, eu tenho cons-
ciencia de haver bem servido aos menciona-
dos Srs. a quem peco que me conlesleni
se por ventura o que deixo dito resente-se
da menor inexaclidSo. Ignacio de Amo-
rim Lima.
Precisa-se alugar urna prela escrava
para todo o serviro de urna casa de diminu-
ta familia : pagam-se-lhe6 mezes adjunta-
dos: na ra do Azeile-de-Peixe, ou travessa
da Madre-de-Deos n. 7, primeiro andar.
- l'rccisa-se de um trabalhador de mas-
seira na ra larga do Rozado padaria
n. 48.
No seminario de Olinda procura-se
um moco portuguez, inglez, ou francez,
por menino quo seja, para criado de urna
casa : a fallar no mesmo seminario, com o
seu reverendo reitor ou vice-reitor.
J Homoeopalhia. }
? Primeiro consultorio homoeo- #
f| patbicoem Pernambuco, na I
S ra da Cadeia de S.-Anto- *
9 nio, n. ai
I) Este consultorio estar aberto lodos
Si os dias desde s 10 horas da manha
Z al as 3 da tarde : as pessoas que nSo
a podrem che^ar ao consultorio po-
gVi derflo ser visitadas em suas casas,
t qualquer que seja a distancia desla
Ai praca. Os indigentes serflo tratados
jL gratuitamente, apresentando unnit-
av testado do vigario de sua freguezia.
vido a vender o refi-vldo engenho. o qual 450,000 rs., por execucSo contra Anna Joa-
quina da AssumpcSo.
-- Precisa-se. de um caixeiro que tenha
bastante pratica de venda, para turnar con
tu de unta casa por balanco : d-se bom or-
denado : na praca da Boa-Vistan. S.
Segunda-feira, 15 do corrente, s4 ho-
ras da Urde porta do juiz de orpitos ae
ha de arrematar um terreno com a frente
para ra da Aurora tendo 200 palmos de
frento e fundos at a ruado Hospicio ava-
llado em oilo contos de ris, pertencenle
lito terreno a viuva e herdeiros do Uado
Francisco Jos Mariano.
Agencia depassaporles.
No pateo da matriz de Santo-Antonio,
sobrado n. 4, 'liram-se passaportes para
dentroe forado imperio, assim como cor-
rem-se folhase despacham-se escravos.
Precisa-se de urna ama de leite, que n
tenha bom c abundante, para uma> crianca
de 6 mezes : na ra do Collegio, n. 19, pri-
meiro andar.
AO PUBLICO.
Em mui cresci do numero conlavam os
mdicos at agora molestias incuraveis,
contra as quaes s era permiltido ao paci-
ente resignacSo para solfrer um mal de que
j nflo liuvia esperanzas do poder librta-
lo, e ao medico philantropico a dAr de ver
muitos de seus somelhantes victimas de
enfermedades, contra as quaes se deolarava
impotente, podendo apenas lamentar a fla-
queza da inteligencia humana. Mas, gra-
bas aos progressos da medicina, gracas ao
zelo de homens incansaveis, que, nflo des-
esperando da*perfoclibilidade da aciencia,
se teem dedicado invesligacffo de reme-
dios que possa tu alliviar liumanidade de
alguns males que a affligem, o numero das
molestias'reputadas incuraveis vaidedia
em dia diminuindo. Assim, achsr depois
de longos trabalhos, do profunda medita-
rlo reiteradas experiencias, medicamen-
tos que nos restiluam o uso dos dous mais
importantes sentidos de que he dotado o
tiomem, quando estes ja se achavam no sup-
posto estado de incurabilidade e fnleira-
mente perdidos, he por certo um dos maio-
res serviros quo se poda prestar huma-
nidade; eis o que eslava reservados um
homem philantropo da cidade de Braga, em
Portugal, cuja sciencia, rujo amor de seus
semelhanles se teem feito geralmenle co-
nltecer. Os remedios que ora offerecomos
ao publico, nflo cntram na cjasse daquellrs
que (o vido e ousado charlatanismo incul-
ca com roucos e descompassaJos brados, e
que o crdulo vulgo por ignorancia recebe
na boa f e sem discern ment, achondo-se
depois Iludido; tem, porm, de oceupar
mui distincto lugar entre os medicamentos
que maiores beneficios preslam ao4iomem :
constam elles da dissolurSo aquosa de ex-
tractos de plantas medicinaos, de virtudes
mui reconheridas e verificadas. O longo
uso, as continuadas e severas experiencias,
A que por toda a parte teem elles sido sub-
me'tidos, sem que una s vez hajam f-Mia-
do em seus bons efftitos, e desmentido as
esperances que sobre elles havia fundado
o seu inventor, Ihe teem grangeado cons-
tantes e repelidos elogios dos mais sabios e
respeitaveis mdicos, assim da Europa, co-
mo da America, que unsonos abona m e
proclaman sua ac^So sempre certa e beni-
gna. Um destes licores he destiuado a
combater as molestias de olhos, e lem por
principal virtude restituir aos rgflos da vi-
sflo suas funceOcs ; reanimar e fazer reap-
parecet em sua natural perfeicflo a vista,
quando esta esliver fraca ou quasi eftinc-
; comanlo, porm, que nSo haja ceguei-
ra absoluta com desorganisaco das partes ;
nSo menos til e enrgico he para desfazer
as cataratas, destruir as nevoas e de prom-
pto debellar qualquer inflamrnacao ou ver-
melhidflii dos olhos. Nflo causa dor, nem
estimulo na parte.
Outro liquido restitue a faculdade de ou-
vir ossons ao ouvido locado de surdez, in-
da que inveterada, urna vez que o mal nflo
seja de nascenrj, sem causar em lempo al-
gum o menor incommodo ao doeute, e sem
riva-lo de cuidar em seus negocios.
mi mi Ann
JNSTRUCCOES PARA O USO DOS RE-
MEDIOS.
0 doi olhct mprega-se do modo teguinte :
O doente pela manhfla, em jejum, urna
hora pouco mais ou menos depois que er-
guer-se do leito, tomar sobre a palma ,da
mito pequea poreflo daquella agoa ; e coro
ella molhar bem os olhos, fazondo quo al-
gumas gottascaiam sobre o globo oceular :
semoslimpar, os conservar molhadosal
que naturalmente enxuguem : ao deitar-
se a noite praticar o mesmo : durante o
tempo que usar do remedio evitar o calor,
ac(,'flo de fumara e o vento ; far abstinen-
cia de comidas salgadas, azedas, e adula-
das com especiaras.
O remedio dot outidot ser applieado do moda
que legue :
0 doente pela manhfla, urna hora pouco
mais ou menos depois de erguer-se, ainda
m jejum, far derramar dentro dosouvi-
ilos quatro ou cinco goltas do liquido, la-
pando-os depois com algodlo em rama ; a
noite ao deitar-se repetir a mesma opera-
eflo. Durante o uso do remedio evitara ex-
pdr, osouvidos principalmente, a acQflodo
calor e do vento, afim de evitar grande
transpirando, havendo cuidado om nflo mo-
Ihnr os ps em agoa fra; finalmente deve
abster-se de comidas salgadas, azedas e
adubadas.
Estes remedios estSo venda na bolica de
Bartholomeu Francisco de Souza, na ra
larga do Rosario, n. 36, nico depos'lo em
Pernambuco, pelo pre?o de 2,210 ris cada
vitlro.
Desappareceu no dia 11 do corrente ,
s 6 horas da manhfla um crioulinho for-
ro, de nome lionculo o qual suspeita-se
star occullo para ser vendido como capti-
vo. Este menino tem Sannos ; he um pou-
co fulo, e tem o nariz afilado. Roga-se a
quem o adiar, de leva-lo a Joflo Alves de
Araujo, no Jang d'onde desappareceu ,
que ser gratificado.
No dia 14 do corrente, pelas 4 horas da
tarde na ra das Cruzes se ho de arre-
matar, na praca do juiz do civel da segun-
da vara 3 escravos e urna* mobilia, por
execueflo de Regor & Cancanas contra Fir-
iiiino Jos Flix da Rosa.
Jos Conga Ivs Ferreira e Silva embar-
ca para a Parahiba a preta Dionizia, para
ser entregues sua senhora, I). Mara Ale-
xandrina Gomes da Silva.
Thcatro de Apollo.
No dia 15 do corrente, s 10 horas da
manhfla, bfiver reuniflo d'assembla geral
dos Srs. accionistas do Iheatro de Apollo ,
para a segunda e ultima disrussflo dos es-
tatutos.
Precisa-se alugar duas pessoas para
trabalharem em um sitio na Ponte-do-
Uchoa : na ra da Cadeia do Recife, n. 45.
Aluga-se urna loja muito grande, pro-
priu para um armazem, e com quintal e ca-
cimba no pateo da ordem lerceira do
Carmo : a tratar no sobrado por cima da
mesma loia
Precisa-se de um caixeiro que enlenda
de loja de miudezas e ferragens : na ra
larga do Rozado, loja de miudezas, n. 26.
-- D-se diiihoiro>s premio sobre penho-
res de ouro e prata : na i ua do Hospicio
venda do lefio de ouro.
Garlos Claudio Trcsse fabrican-
te de orgaos e realejos na ra
das Flores, n. c; ,
avisa ao respeitavel publico que concerta
orgflos, realejos, poe marchas modernas
deste paiz, conceda pianos, seraphinas ,
caixus de msica acordflos o qualquor ins-
trumento que appareca : tambem faz obra
nova e vende um orgflo proprio para capel-
la, ou altar-mr, com boas vozes, por pre-
go commodo.
Sociedade Apollinea.
Convida-seaos Snrs. socios para apre-
senlarem suas proposlaspara convidados
partida do dia 24, em sessflo da direcQao do
dia 17 pelas 6 horas da larde na casa da
sociedade.
%*#**,* m.mmit.m
JNovo pflo de Provenga.
Na padaria do becco das Barreirase
no deposito da Estrella, no Aterr-
le da-Boa-Vista, n. 39, fabnca-se o no-
Id' vo pflode Provenga, o qual he fabri-
g cado pelo melhodo do seuprimei-
m ro introductorqueveioesta provin-
ca o com as melhores farinhasque
1 ba no mercado, e asseio que he pos-
S sivel: da mesma sorte se fabricam as
| falias da rainha de Hespanha boli-
nhos, biscoutos, biscoutinhos, fatias,
cavacas : tudo do melhor gosto pos-
sivel e proprio para cha ; tambem ha
bolachinha de Lisboa em latas de 8
libras por prego commodo ; amen-
doas confeiladas e de varias quali-
dades.
%mwmmmm mwmmiwmmm
Arrendam-se duas casas terreas na Pas-
sagem da Magdalena ao p da ponte : a
tratar com Agoslinho da Silva Cuimarfles ,
no mesmo lugar, n. 37.
Precisa-se de um caixeiro para pada-
ria que tenha pratica ou sem ella o qua
abone sua conducta e de um amassador,
que seja capaz heitl desenlame;,ilo. c que
varra o forno : tambero se precisa de utn
preto para o servigo da mesma padaria ;
paga-se o que se ajustar todos os mezes : na
S.-Cruz, padaria de urna s porta.
Precisa-se comprar urna escrava que
saiba cosinhar eengommar, sendo recola-
da : na praga do Commercio, h. 2, primeiro
andar.
Jos Joaquim de Azevedo Orvallo vai
a cidade do Porto a listar de sua saude.
Cartas finas, de jogar
a retallo e em porgflo muito em conU ;
Charutos
da clebre fabrica de S.-Felix e outros, sec-
eos e de primeira qualidade, pelo barato
prego de 2,000 ra. a caixa de um cento; Co-
mestives conservas e licores de diversas
qualidades, ebegados pelos ltimos navios;
um sot tmenlo dn vinhoa branco e tinto,
ordinarios auperiores, em garrafas e em
larris: a ra Nova, cesa fianceza., n. 69
0 gerente do contrato do rap prince-
sa de Lisboa contina a vender este rap a
retalho, a uiuheiroa vista e o So se fia a
pessoa algjima e roga as pessoas quo an-
da osto a dever o favor de mandar sstista-
zer seus dbitos.
LIMA i
5 faz scienteaquem convier, que mu-
? dou o aeu estabelec.mento de un.for-
mes militares da loja da ra do Que,- ^
f mado, n. 10, para o primero andar ?
A So .obrado' n. 19 da mesma ru. g
V .onde contina a vender os ditos J
4 uniformes para todas as Pftenles d A
V d.fferentosarmas do-exerctoe guarda %
^ nacional, msicas .etc.; tendo effec- *
t tivsmente abolladuras para fardas f
I esobre-casacas de todas as claaaes ^
galOesdeouroe prata lina para, di- ^
f visas,caigas o chapeos do pagens, T
* chapeos envernizados para PU. S
f de vrmas as mais modernas a 5,000 l
m ris.
)>.'a>a>*-f'.
._ Do primeiro andar da casa q. 28, atrs
da matriz, cahiouin pequeo gato mitas:
quem o pegou querendo restituir, leve-o
a dita casa que ser generosamente re-
compensado.
m
Compras.
Compra-se urna carroca nova ou em
bom estado, eque trabalhe com dous bois:
na ra Direita, venda que foi de Jos da
Penha.n. 23.
Compra-se urna escrava recomida, que
saiba bem engommar e coser: paga-se bem:
na ra de Agoas-Verdes, n. 46, se dir quem
compra. .
Compra-se urna corrente para relogio,
de 3 a 5 oitavas : quem tiver annuncie.
Compra-se, para urna oncommenda ,
urna escrava para se applicar a vender miu-
pezas que soja da Costa ou de Angola e
inda moga : na ra larga do Roiario, n. 82,
ou annuncie.
Compra-se, por inconvencia de urna
pessoa tem una casa terrea com dous ou
3quartos .sala na frente e atrs, cozinha
fra, quintal eoacimba : prefere-ae as ras
do Rangel, Larangeiras, e Trincheiras;
que seja em cirios proprios: na ra larga
do Rozado, n. 22, ou annuncie.
Compra-se um guarda louca usado, pa-
ra cozinha quem tiver annuncie.
Compra-se urna estante que esteja em
bom estado : quem tiver annuncie.
Compra-se um moloque de 12 a 18 an-
nos : na ra do Livramento n. 38, primai-
ro anda/.
Vendas.
Vendem-se bilhetes da lote-
ra do Bio-de-Janeiro : na praca
da Independencia, n. 37.
-- Na ra do Queimado, vindo do Roza-
rio segunda loja n. 18, vende-se panno
fino azul, verde e preto, a 2,000 rs. o co-
vado.
Pechincha.
Vcndc-seuma porgflo de charutos Tura-
dos, proprios para serem de novo cobertos,
por diminuto prego : na praga da Boa-Vis-
ta, n. 15.
Vende-so um lindo cavallo preto do
tenente-coronelFavilla por este rotirar-se
da provincia ; tambem se vende urna rica
cama de Jacaranda com armagflo de cam-
braia coletillo de marroqum, enxergOes
e escadinlta do p da cama : tudo novo na
ra Nova, loja do Guerra.
Vendem-se velas de carnauba de seis
e noveem libra, muito alvas, quo parecem
espermacetee dfloboa luz, por prego mui-
to commodo : na ra de Hurtas, n. 120.
Vendem-se duas excedentes redes
do Maranhflo, de algodflo e pialadas : na
ra da Cadeia do liecife loja n. 51.
Jo bom e batato.
Na ra do Quoimado, vindo do Rozado,
segunda loja, n. 18, conlinuam-se a ven-
der suspensorios de seda a 500 rs. o par ;
luvas de seda a 20 rs. o par ; meias de
seda curtas, pretas, brancas o do cores a
800 rs. o par ; I en cus pretos de seda a 200
rs. ; ditos decambraia para gravata a 400
rs.; lencos broncos a 160 rs.; o outras
tnuitas fazendas por commodo prego.
Vende-se a muito acredita-
da firinlia franceza liaron, chega-
da ltimamente, e por preco rasoa-
vel : na tua da Senr.alla-Velha,
n. 138.
Queijos de qualha.
Vendem-se superiores queijos de qualha,
clicgados ltimamente do Cear pelo vapor
Paraeme: na ra da Madre-de-Deos ven-
da n. 36.
Ainda resta por vendor-se urna peque-
a porgflo de retrates das principaes pes-
,soas de Portugal c Hespanha que se darflo
agora por monos do que at aqu se teem
vendido, alienta a precisitoque ha de se
liquidar este negocio: vende-se tambero
una cxcellente obra Picciola 2 volu-
ntes, tra.luzida do francez, e premiada pelo
instituto de Franca: na ra Nova, n. 6, loja
de Maya Ramos & C.
Para casas particulares.
Btalas de Tenerife, muito su-
periores, a a,56o rs. a arroba :
no armazem do Annes, caes da Al
fandegs.
Vende-so urna porgflo de casaes de
pombos do muito boa raga, por prego de-
masiadamente commodo: na ra da Flo-
rentina, n. 16.
agencia de Edwin Maw.
Na ra de Apollo armazem n. 6, de M. Cal-
monl, Campa tilia, acla-se constantemente
um grande sorlimento de ferragens inglezas
para engenhos de fabricar aasucar, bem
como taixas de ferro coado e balido de de-
ferentes tamanhos e modelos, moendas
de dito, tanto para armar em madeira como
todas de ferro para animaes e agoa, ma-
chinas de vapor de frga de 4eavallos, alta
pressflo, repartideiras, espumadeiras, etc.
de ferro estanhado. Na mesma agencia adia-
se um sorlimento de pesos para balangas ,
escovas pai a navios, ferro embarra, tanto
quadrado como redondo, salra para ferrei-
ro e urna porgflo de tinta verde em latas:
tudo por barato preqo.
4




Vende-so cal virgem de Lisboa de
superior qualidade, em barris de arrobas,
chesada nesle mez pelo brigue Maria-Joti
a tratar na ra do Brtim, armazem de
Antonio Aueusto da Fonseca, ou na ra do
Vigario, n. lf.
AGENCIA
da fundido Low-Moor.
RA DA. 8EN7.AL* A-NOVA, N. 4^.
Neste estabelecimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tanianhos,
para dito.
A 100 rs. o covado.
Vende-se zuarte azul trancado, muito en-
corpado e com 4 palmos e meio de largura
a melhor fazenda para vestir escravo pelo
barato prego de 200 rs. o covado; na loja da
esquina da ra do Crespo, que volta para a
cadeia.
A pechincha.
Cortes de cambraia adamascada
com toque de avaria, 2,5oo rus;
ditos limpos para vestidos e corti-
nados, a 3,ooo ris ; ditos de tala-
garca, a i,Goo ris ; ditos finos, a
2,5oo ris; cassa-chita de cores fi-
xas, a 3oo ris o covado; riscado
em cassa, o covado a aoo ris; lan-
zinhas para vestidos, cairas e roupa
de meninos, a 3ao ris o covado ;
e outras militas fazendas por preco
h; rato : na ra do Crespo, loja de
Cunha GuimarSes, n. 15
A 64o rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo, dos
mais encorpados que ha, e proprios para es-
cravos, a 640 rs. cada um: na ra da Cadeia-
\filia, n. 33.
Aos 2o:ooo,ooo de ris.
G&" Continuam-se j>
a vender bilhetes. meios, quartos, oitavos e
vigsimos da decima lotera concodida a
beneficio da construcgflo e reparo daa ma-
trizes da provincia do Itio- de-Janeiro cu-
jas listas devem de chegar a esta provincia
no primeiro vapor : na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de fazendas, n. 51. de JoSo da Cu-
nha MagalhSes onde existem as listas das
loteras passadas.
Bilhetes com assignatura de
Siqueira.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo de ris.
He chegada alista da terceira loteria de
Campos e com ella grande sortimento de
bilhetes, meios, quartos, oitavos e vigsi-
mos na ra da Cadeia, n. 56, loja de fer-
rsgens, de Antonio Joaquim Vidal. Adver-
te-so que destas loteras fram vendidos na
mesma loja os bilhetes ns. I,0t5 e 5,505
com 1:000,000 de rs. ;assim como na ante-
cedente se vendeu o numero 5,573 com
4:000,000 de ris.
Novos riscados monstros, de vara
de largura, a 320 rs. o covado.
Na ra do Crespo, n. 5, vendem-se os no-
vos riscados monstros, muito tinos e pa-
drees nunca vindos a este mercado, pelo
barato preco de 320 rs. o covado.
O monstruoso bramante de linho
de 11 palmos de largura.
Na loja do GuimarSes & Henriques, na ra
do Crespo, n. 5, vende-se bramante fino de
Euro linho de tt palmos de largura, pelo
arato preco de 2,800 rs. a vara; ricos co-
bertores de barra de seda, muito grandes, a
6,000 rs., e mais pequeos a 5,000 rs.;
fazendas estas nunca vindas a esto mer-
cado.
Pannos, a2e 3,000 rs. -> CoiWo.
Na loja de Guimarfles & Henriques, na rus
do Crespo, n. 5, vende-se panno prelo e
azul, pelo barato preco de 3,000 rs. o co-
vado e preto mais inferior pelo diminu-
to prego de 2,000 rs. o covado ; bem como
um completo sortimento de todas as cores,
e de diversos precos.
Chitas de cores fixas, a 5,200, ou
a\A0rs. o covado.
Na loja n. 5, que faz esquina para a ra
do Collegio vendem-se chitas de bons pa-
droes e cores fizas, a 5,200 a peca e 140 rs.
o covado; ricos corles da cassa da rainha
Victoria, a 3,600rs.o corte ; lindas cassas
francezas, largas, pelo barato preco de 640
t. a vara : esta fazenda se torna muito re-
commendavel por ser de padrOes novos e
muito finas; alm destas ha um com-
pleto sortimento de todas aa qualidades de
fazendas, por preco muito commodo.
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca em barricas, por preco commodo, e sac-
caa a 4,000 ri.: no armazem da ra de A-
pollo, n. 4, e no do defunto Braguez, ao pe
do arco da Conceicfio. ^'"lf*
4cs fumantes de bom gosto.
No armazem de moldados atrs do Cor-
po-Sanlo, n. 66, ha para vender, chegados
pelo ultimo vapor vndo do sol jCAperio-
res charutos S.-Flix, e de unir s mu i las
qualidades que se venderfio o
que em outra qualquer ]
cigarrilhos hespanhes, ditos
milho, que se esta o vende
to prego de 500 rs. o cento.
A elles antes que se acabem.
Na loja da ra do Crespo, n. 5 A, ao pe do
Vendem-se pacas de madapollo Jareo
com 20 varas, muito forte, proprio para
roupa de pretos, a 3.000 rs; ditos mais finos
a 3,600, 4, e 4,300 rs ; linbas grossas de
n-velo, alguma cousa sujss,a 160 rs. a quar-
ta e tres nvelos por 20 rs.; pegas de chi-
tas para forro do bah a oito patacas; chi-
tas de coberta, bonitas estampas, a 160 rs. o
covado; ditas, cores fixas. muito fortes e no-
vas, a 5,400 a peca, e a 160 rs. a retalho .
lencos de toquim com franges, proprios pa-
ra meninas de escola, a 640 rs. : na ra do
Passeio, loja n. 17.
r- Vende-se champanha da maissuperior
qualidade que tem vindo a este mercado
na ra da Cruz, n. 27, armazem de Crocco
&C.
~ Vende-sel um lindo mulatinho de 12
annos de idade, de excedente conducta e
com muitos bons principios de sapateiro ;
urna earrava de nagSo, para todo o servigo
de casa ; duas ditas para o campo; um mo-
leque de nacSo : no pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vende-fe o tngenho do Canha, dual legoaa
ao iul de Sanio-A nio, sendo dito engenho de
animarle estando mornte, com safra para mal
de doiis mil prs, tendo mala de mola lrgoa
quadraria de trra, de multo boa proiiuccao,
Irndo dito cogenho grande) vaneas, bem como
32 animan de roda e 20 boii de crrela A
tratar com leu proprietario no dito engenho, o
qual todo o negocio far, e para tomar algn]
esclareclmentoi na ra do Queitnado, n. 27.
Cha barato-
Vende-se muito bom cha, pelo prego de
500 rs. a libra : na ra do Crespo, n. 23.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Saiitosiia Rabia.
Vende-se em casa de N. 0. Bieher & C.
na ra da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar.
Pechinchas para liquidacao.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo, n.
5 A, ao p do arco de S -Antonio, as seguin-
tes fazendas, para liquidacSo: cortes de cas-
sa com sete varas, para vestido, de muito
indos padrfles e de cores fixas, a 2,000,
2,500, 3,000 e 3,500 rs. 'cortes de collete de
setim lavrado de diversas cOres, a 4,000 rs.;
ditos de gorgurSo de seda, gosto moderno,
a 2.500 e 3,000 rs ; ditos de velludo de di-
versas cores e tambem lavrados, a 2,500
at 4,000 rs. ocrte; fustSo branco alcochoa-
.lo para colle'e, a 500 rs o corte ; gorgu-
ro de algodSo escuro, para collete, a 200
rs. o corte ; casimira para caigas de supe-
rior qualidade e gosto delicado a 4,000 rs.
o corle; cassas de cores com 4 palmos de
largura, proprias para vestidos a 240 rs. o
covado; e outras muitas fazendas : bem co-
mo anda restam alguna pannos finos de 3 e
4,000 rs. ; merino, a 2,500 rs.; longos goar-
necidoa de bico para mflo de senhora, a 400,
500 e 640 rs.
Vendem se presuntos inglezes para
fiambre ; latas com bolachinhas de Lisboa ;
ditas de araruta ; ditas de mermelada de
1,2 e 4 libras ; ditas de sardinhas ; ditas de
hervilhas ; ditas de charlate de Lisboa ;
frascos de conservas ; ditos d'agos de flor
de laranja; barris com azeitonas brancas de
Elvas ; garrafas com viimo moscatel de Se-
tubal e da Madeira ; queijos de pralo ,
frescaes: tudo novo e chegado ltima-
mente de Lisbi: na ra da Cruz, no
Recife, n. 46.
Taixas para engenho.
Na fundigSo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se s venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregnm-seem carros sem despezas ao
comprador.
Vcnde-se algodSo trancado
da fabrica de Todos-os-Santos a
270 e a 3oo rs. a vara : na ra da
Cadeia, n. 5a.
A 1,000 rs.
o corte de calcas.
Vende-se brm trancado pardo de puro
linho a mil rs. o corle de ca'gas : na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
Vendem-se sellins inglezes e
camas de ferro: na ra da Semalla-
nova, n. l\i.
Folha de Flandres.
Vendem-se caixas rom folha de Flan-
dres : em rasa de J. J. Tasso Jnior : na ra
do Amorim, n. 35.
Na ra Nova. n. 5,
vende-se um lindo mulatinhode 15 annos ,
proprio para pagem, por saber muito bem
bolear ; um moleque de 16 annos muito
lindo ; um dito de 18annos ; um preto bom
cozinheiro; um dito bom ganhador de ra
que paga 560 rs. pordia; urna parda de lin-
da figura de 20 annos, com todas ss ha-
bilidades precisas ; urna prela por 300.000
rs. ptima para vender na ra por ter
disso pratica ; urna dita ptima para o tra-
balho deenxada ; nina dita de 20 annos ,
boaquitandeira.
Em rasa de Jolo Siewart vende-se man-
teiga jngleza rhegadafcelo ultimo navio,
por prego commodo ,eVuantidade a vou-
lade do comprador. ""*
Vendem-se dous escravos de bonitas
figuras : na ra da Cruz, no Recife, n. 43.
4
para sua execucSodo 31 de Janeiro e 15 de
margo de 1842, segunda edigSo mais cor-
recta e augmentada com notas.
SSSF.
Manoel da Silva Santos rontinua a vender
barricas de farlnha de trigo da marca ci-
ma mencionadas, 'ltimamente chegada a
este mercado: a tratar no armazem de Anto-
nio Annes, no caes da Alfandega.
Na loja da ra do Crespo, n. 6, ao
p do lampeSo, chegou novo
sortimento de fazendas, todas
de muito superior qualidade e
muito baratas.
Cortes de brim trangado branco liso e
listrado, a 1,500 rs. ; ditos escuros, a 1,000
ra. ; dito cor de ganga, a 1,440 rs.; cober-
tores de algodSo americano, muito encor-
pado, a f 40 rs. ; chitas finas e de cores fi-
xas, a 6,400 rs. a pega, e a 180 rs. o cova-
do ; chapeos de massa a 1,600 rs. ; ditos
de seda a 640 rs.; pegas de cassa para ba-
bados, a 2,400 rs., e 320 rs. a vara ; e ou-
tras muitas fazendas por prego commodo.
Vende-se a venda do Ater-
ro-da-Ba-Vista, n. 2a : a fallar
com Manoel Fructuoso da Silva,
na ra do Cama rao, n. 5.
Na ra da Cruz, armazem n. 33, de S
Araujo, vendem-se superiores batatas de
LisbOa, em canastras de 3 arrobas, a 2,000
rs a arroba i tambem se vende as arrobas
Vende-se urna casa terrea, sita na tra-
vessa do Peixoto, a qual rende 8,000 ris
mensaes, por 900,000 rs., ou troca-se por
escravos Esta casa est ao vendedor em
1 .-225,000 rs., como mostrar de escriptura
e mais documentos. Trata-se no paleo do
Carmo, n. 18, segundo indar.
' Vendem-se telhas de vidro,
em grandes e pequeas porcSes :
no armazem da ra da Cruz, nu-
mero 4&>
Pechinchas extraordinarias.
Na ra do Crespo, n 5 A, vendem-se lu-
vas de pellica, tanto para homem como pa-
ra senhora a 160 rs. o par ; ditas de seda
curtas, para senhora, a 120 ra., e com-
pridas a 610 rs.; meias de seda compri-
das, tanto brancas comopretes.a 1,280
rs. o par ; ditas brancas, bordadas e abar-
las a 1,600 rs. o par ; ditas pretas e bran-
de fOrmas modernas e de todas as
cores,
muito facis de cobrir; manteletes de seda:
Novo sortimento de brim trancado CarlosHardy, ourives, na ra Nova,
v a i 5oo rs. n" 32' vendem obr" de ouro do- lei
Vendem-se brins trancados brancos, lisos
e de listrss de puro linho al ,500 rs. o cr-
ortes de fusllo alrochoado *80 rs.:
Hado Crespo, loja da esquina quo volta
para a Cadeia.
Na livraria ns. 6e 8 da praga da Inde-
pendencia vende-se o scguinle :
cas psra homem a 1,000 rs. o par; luvas
compridas de pellica para senhora a 610
rs. o par ; eoutras muitas fazendas que se
darfio as amostras com o competente pe-
ni) or.
Oculos de alcance.
Vendem-se multo superiores oculos de
alcance recentemente chegados de Ingla-
terra por prego commodo : no escriptorio
de Eduardo H.YVyalt, na ra do Trapiche-
Novo, n. 18.
640 rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano, encorpadose grandes, a duss pata-
cas ; chitas escuras, de bonspadrOes e co-
res seguras, a meia pataca o covado: na
ra do Crespo, na loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
Vende-se vime, chegada ltimamente
no Irrigue Novo-Vencedor: na ra do Apol-
lo armazem de Antonio Augusto da Fon-
seca.
A aoo, i,a8o e i,5oo rs.
Na ra do Crespo, n. i4 loja de
Jos Francisco Dias.
vende-se superior brim pardo de puro
linho a 1,280 rs. o rrte; dito cor de gan-
ga, a 1,500 rs. ocrte; superior chita de ra-
mapem para coberta, de cores muito fizas,
a 200 rs.; chitas miudinhas de todas as co-
res e de pannos finos, a 160 rs. o covado;
ditas de superior qualidade, a 200 rs. ; cor-
tes de fuslOes de cores fixas, a 320e 400 rs.,
e de superior qualidade, a 1,280 rs.; pegas
de bretanha de rolo com 10 varss|, a 1,600
rs.; e outras muitas fazendas por barato
prego.
Vendem-se 6 lindos moleques de na-
gSo e crioulos, de 16 a 20 anuos, sem vicios
nem achaques ;2 pardos de 18 a 20 annos ,
um dos quaes he perfeito ofllcial de sapa-
teiro, e ambos proprios para pageos ; 4 pre-
os' de 25 a 30 annos, de bonitas figuras,
sendo um delles bom serrador e muito h-
bil para qualquer servigo, o qual he de na-
gSo e nfio tem vicios nem achaques o que
se afianga ; um preto de meia idade, mu tu
bom cozinheiro, equed-se em conla ; bem
como oulros muitos escravos: na ra do
Vigario, n. 24.
Lencos pretos pwa gravatas a
720 rs. cada um.
Na loja n. 5 da ra do Crespo, vendem-se
lencos pretos para grvalas, com um peque-
no toque de mofo, pelo barato prego de 720
ris.
Chd brasileiro,
Vende-se cha brasileiro no armazem de
molhados, airas do Corpo-Sanlo, n. 66, o
mais excedente cha prodozido em S.-Pau-
lo que lem vindo a este mercado, por
prego muito commodo.
~ Vende-se urna porgSo de madeira de
louro qoe foi da armagfio de urna loja, mui-
to secca o propria para marcenciro; um
balcfio ; 7 caixilhos eovidragados: tudo
muito proprio para loja de fazendas, miu-
dezas e calgado : no Aterro-da-Boa-Visla .
n.72.
todas estas fazendas sSo novas e chegada*
de Paria na ultima embarcagSo. Na mesma
loja tambem se Tazem chapeos de todas as
qualidades para senhora.
Vende-se, a bordo dobngue ero, fun-
deadoaop da rampa do fiamos seboem
rama de boa qualidade por preco muito
emeonta. .....
-No armazem da ra da Moeda, n. 7, con-
tina-se a vender superior colla das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul, por prego ba-
rato.
Vendem-se capachos, a 480, 640 e 800
rs. cada um ; fitas largas de seda lavrada e
de diversa's cores, muito proprias para cha-
peos de senhora e enfeites de cama, a 320,
400, 480,640, 800 e 1,000 rs. a vara; um
grande sortimento de bioos e rendas de to-
das as larguras e|francezes, principiando da
largura de um dedo at um palmo que a
vista de seu diminuto prego ninguem dei-
xar de comprar a vista das amostras;
meias de algodSo muito finas para senho-
ra, .hornero e meninas; luvas de pellica en-
rolladas para senhora a 1,280 rs. ; ditas de
seda de varias cOres, curtas e compridas ;
ditas de pellica para homem, a 1,000 rs. o
par; ditas de algodSo brancas, a 400 rs., e
decores, muito proprias para montara,
a 400 ,rs.; um sortimento de touquinhas
para criangas ; papel de peso de machina,
branco e azul em meias resmas, a 2,800 rs.
a resma, e a 40 rs. o cadernn ; eoutras mui-
tas miudezas por prego commodo: no Ater-
ro-da-Boa-V'slasvi. 72.
Vende-se urna commoda de angico,
com muito pouco uso l no Aterro-da-Boa-
Vista. n. 72.
Vendem-se escravos bsratos, na ra
das Larangeiras n. 14, segando andar: 3
pretas com algumas habilidades; urna mu-
latinha que cose e marca ; um moleque de
12 annos; dous molecfies de nagSo; um pre-
to de nagSo Costa que ganha 480 ra. por
dia por 420,000 rs.; 3 pretos ptimos pa-
ra o campo.
Vende-se azeite doce em caixaa de
12 garrafas ; vinho clarete em ditas; dito
de Bordeaux em ditas o barris; dito Bour-
gogne e Champanha ; cerveja preta em bo-
tijas ; esleirs americanas, proprias para
forrar salas: tudo de superior qualidade,
por prego cammodo : na ruada Cadeia do
Recife, loja n. 45.
Boa compra.
Vende-se urna flaula de cinco chaves, e
um bom methodo para a mesma, com mui-
tas msicas : tudo por 8,000 rs.: no Ater-
ro-da-Boa-Vists, n. 10.
VenoVse salsa muito nova, vinda
do Para no ultimo p' na na do/Trapi-
che, n. 26, esas de Manoel Duarte Ro-
drigues.
Bom e barato.
Vendem-se superiores cortes de casimi-
ra de algodSo de bonitos padroes, a 2,240
rs. ; ditos escuros, a 1,440 rs.; ditos de
brim liso escuro de puro linho, a 700 ra.,
e a 200 rs. o covado ; cortes de collete de
velludo de algodSo de cOres, a 610 rs.; cor-
tes de cassa-chita, a 2,600 rs ; metim bran-
co a 160 ra. o covado; chales de La gran-
des a 2,000 rs.; lengos de seda de cor a
1,000 rs. ditos superiores, a 2,000 rs.:
na ra do Queimado loja verde, n. 21.
N. 9.
Ra da Madre-de-Deos.
Puro vinho da Kigueira.
O novo armazem desta pinga deliciosa
acaba des abrir nesta ra, defronte do ex-
lincto armazem ao mesmo prego de 180
rs a garrafa, e a 1,360 rs. a capada. Os
amantes desle licor all encontrar* garra-
fas promplamenlo lacradas e com o scu
competente rotulo para trocarem por outras
promptamente ; assim como tambem en-
contrarSo barris de diversos tamanhos,
por precos bem rasoaveis ; bem como vinho
branco de Lisboa a 1,600 rs a caada e a
Vendem-se 23 acgOes da
venoem-se as acgoos da Conwi,
de Beberiba: na ra do P.dffinh;
n.27.
-Vende-se um gamSo ; uma barcae,,. \
va de lote de 24 caitas, quasi etn eVuTl
de ir ao mar: M ra da Praia, defrontaTl
ribeira,ns.9el1. "ronta. ^j
Potica pelo doutor Vel :
vende-se no pateo do Collegio. iu'iUi-
vros de JoSo da Costa Dourado. ""
Vendem-se chapeos de Ubre brain-
e pretos de escova, de castor o otM...,.
ra dosQuarteis,loja.de miudezas, n.'
AttencSo aos ao:ooo,ooo ders
Acham-se a venda na roa da Cadeia do Fu I
rife n. 24. na loja de cambio da \\uu
Vieira & Filhos bilhetes e meios ditos
decima loteria a beneficio das construerflt,
e reparos das matrizes do Rio-de-Janeinv]
estflo no resto pela grande extraerlo qt
teem tido A elles, a elles, quem nao uulzi
(car sem a boa surte.
Vende-se setineta propria para toalhajl
de mesa a nove vintens o covado; et I
linasenfeitadas, proprias para mu'ciaj
a 1,000 rs.: na roa do Passeio, loja n. f
Vende-se uma cadeirinha da Bahit
em meio uso; uma duzia de cadeiraiti
Jacaranda feitas no Porlo ; uma neu
amarello para jantar; umcandleirodt m
durar em meio de sala e outro de litio
ra loja : na ra da Clori roflnagJo as '
sucar, n. 114.
Vende-se uma preta que engomau .|
cozinha : na roa das Cruzea, n. 30. '
Vende-se uma proprledade distanUfc
Recife menos de uma legos, com duas I
casas, sendo uma torrea e outra de um
drre sotflo com 3 otarias, com muito I
barro 2 grandes viveiros e outros qu*
promptos uma vei tente que corre toda i
anno, todo cercado de espinho a valoa J
com alguna srvoredos de fructo, com
porges de se fazer uma engenhoca ,,
extensSo que tem de terreno, com sufflcL,
cia para ter muitas vaccas de leite, pi
muito abundante de pasto: esta proa
dade rene em si muitas proporgrjejB
josas pois tanto serve para recreio, es
para se fazer uso dos esl a bel eci mentes\
em si tero e se poder langar mSo de ooli
que ella offerece ; bem como quem a co
prar querendo pode ter de rendim
annual para mais de 800,000 ra. sem
prego de capital, como se fari ver a coa-1
prador: tambem se vende em separado 11
casa terrea com arvoredos, otaria e gns
terreno -. tudo a vontade do compradoL.
recebe-se em pagamento alguna escraroii
casa nesta praga : a fallar eom Jos Fernin-1
des Eiras na ra de S.-Francisco, pala
cele jttnto-a maro.
Feijo.
No ces da Alfandega, .-rmazem coni
te ao cfafariz, e na'rua da Cruz, arnua
n. 13, rendemrse Barcas com feijSo moli-l
tintn erajsdo, por menos prego do qu>tra
outra qualquer parte.
Cabos, lonas e brins.
Na ra aCruz^no Recite, armazem
13, vende-se"irTh.Completo sortimento
rabos de linho patente, de todas as gro
ras; lonas da Russia verdadeiras; ( en
cidas por imperias) brins para velas, >
primeira qualidade.
Lanternas de patente.
No armazem da rus da Cruz, n. 13, vm-|
dem-ae lanternas de patente para navio,|
muito bem feitas e de varios tamanhos.
Rap rolofrancez
Vende-seo superior rap rolSo frinrai,
nicamente as lujas dosSrs. Caetano l.wi|
Ferreira no Aterro-da-Roa-Vista n. 4t;l
Thomaz deJMlos Estima, na mesma rui,"
n. 54 ; Francisco Joaquim Duarte, tuit
Cabug ; Pinto &irm9o, na ra da Ci
do Recife, n. 19.
Cadeiras de palhinha e de balar,
armarios para roupa; lavatorios; sophis;|
220 rs. a garrafa. O proprietario deste esta-
belecimento pedeexame para poderem ava- mesas e mais mobilia; bem como um rico
liar a pureza de sua qualidade e asseio, e sortimento de
que em nada desagradar aos concur-
rentes.
. co-
mo sejam : brincos, anneis, alfinetes, gar-
ganiilhas e obras feitas na Ierra : tambem
concerta e faz obras de encommenda. Na
mesma loja vendem-se chapeos de palha de
arroz abertos e bordados, os mais bonitos
que teem apparecido, eofeiUdose sem en-
feites ; chapeos de palha uissa para se-
nhora e meninas do todos os tamanhos, en-
feitadoa e sem enfeites ; filas largas, flore,
MANUAL ELKITORAL
arco de S. -Antonio, vendem-se cortes de contendo a lei regulamentar das eleigoes e penachos de todas as crese muito ricos pa-
CT.mJlr*',.d.8J!0'?!,J',,s ^e novo.s Pdr0e decretos e decises do governo que dSo, ra chapeos; luvas de pellica para homem
a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.: pegas de cassa de esclarecmenlos sobre sus execugSo.expedi-
babado, comlO varaa, pelo diminuto urecu dos at urii do corrrente anno, cuoi cUs
de 9,560 ra.; panno tino azul e preto. a explicativas fundadas nestes mesmos escla-
2,500 e 3,000 rs. superior fazenda ; cortea' recimentos ;
de seda para col leles padroes novos, a CUDIGO DO PROCESSO CRIMINAL
2,000 rs. ; assim como ha um sortimento de primeira instancia do imperio do Brasil,
e senhora ; ditas prelas para senhora; ditas
de alguu brancas e de cores para ho-
mem moutar a cavallo: meia de seda bran-
ca e prela para senhora ; ricos lengos de
garga para senhora; lengos de seda para
grvala de homem ; crep de todas as cd-
*,w la. .miui vuuiu na um Duiuiiifiiiu ut- pi inicua iiibi.ih;ii uu iur(>crru uv dic.ii, giotaia ue iiuturiii ; crep de lOQSS S CO-
complelodo todas as fazendas, por prego com a disposigSo provisoria acerca da ad- res jrequififea de seda para enfeites de cha-
mis commodo do que em oulra qualquer I ministragSo da justiga civil, seguido da lei pos e vestidos ; franjea para manteletes-
parte. i de S de dezembro de 1841, e regulamentos loucas para meninas; armagOes da chapeos
{
Vende-se uma preta de 14 annos, que
cose bem, engomma e cozinha : na ra lar-
ga do Rozario, loja n. 35.
Vende-se, ou permuls-se um sobrado
de um andar com solSo e lojas, sito na ra
da Roda, n. 42; um dito dito no pateo de
S.-Pedro, n. 3; um dito dito na ra das
Cinco-Pontas, n. 44 ; uma casa terrea na
ra das Cinco-Pontas, n. 79 ; uma dita na
ra da AssumpgSo, n. 64: estes predios
pertencem a vi uva e herdeiros do finado
Antonio Francisco Cabral, residente na
llha de S.-Miguet: quem pretender com-
prar algum destes predios, ou permutar por
outros naquella ilha dirija-se ra das
Cinco-Ponas, n. 90, a tratar com JoSo
Jos do Monte, que se acha competente-
mente autorisado a fazer qualquer ne-
gocio.
Panno azul.
Vende-se panno fino azul, proprio para
fardamento, por prego mais barado do que
em outra qualquer parte : na ra do Amo-
rim n. 35, casa de J. J. Tasso Jnior.
Vendem-se 75 acgOesda companhla de
Beberibe : no Merro-da-Boa-Visla n. 63,
1 andar.
Vende-se uro par de adragonas para
ofllcial subalterno, uma barretina appare-
Ihada para guarda nacional: na ra Nova,
n. 18. a mesma casa compra-se um diccio-
nario portuguez e francez.
Anda est para se vender a taberna da
ra do Cotovello, n. 31, com os fundos
de 300 a 400,000 rs., muilo boa para nego-
cio por estar bastante afreguezada ; tem
bonscommodos para familia, e o seu alu-H
guel he muilo barato : o motivo por que se
vende se dir ao comprador: a Iratar na
mesma taberna.
Vende-se uma negrinhade 14 annos:
no largo do Livramenlo, n.. 20.
Vendem-se 12 escravos, sendo 9 car re-
ros e 2 para todo o servigo ; uma negrinha
de 4 annos ; 5 escravas mogas, de bonitas
figuras : na rua'Direjls, n. 3.
Lotera do Rio~dt-Janeiro.
Na praga daalndependencia, loja n. 4, che-
gnu nn. fMatjgnto de bilhetes ecautels;
da deeitvia loteria concedida a beneficio daa
construccoea e reparos das matrizes do Itio-
de-Janeiro.
Farinha de trigo.
1.1. Tasso Jnior vende faiinba america-
na de Philadeipbia .chegada ltimamente,
de boa qualidade, e por prego commodo.
cosos de crj stal brancos e de con
para adornos de sala; garrafas e copos de|
crystsl de cores : em caaa de Kalkmaon Ir-
inflo, na ra da Cruz, o. 10.
Vende-se, e quem comprar baaVgo-/
lar, um escrava cabra, sem ricio aem
achaques, pelo diminuto prego de 350,000
rs.: na ra Bella, n. 14, primeiro andar.
Fugio, do engenho Boa-Esperanca, di |
freguezia do Bom-Jardim, o cabra Gonp-
1o, de 30 annos; hebaixoe secco; t"1".
face um signal bem visivel de uma denuuM I
de cavallo ; fugio ha 3 mezes ; tem nojarrr
te um lalho que mal se divisa : quem o|
gar leve-oaodilo engenho, ouao irr
zem de assucar de Candido Lobo, ni
de Apollo, n. 22, que ser bem recoma
sado.
-Fugio, no dia 13 do crranle opru 1
Francisco, mas qoej- d pelonome deCl
co de naeflo llenguella de 40 annos]ps j
co mais ou menos, alto, rosto conipriJ
testa bastante larga e entrando nos "'M.
para o ccntro'da cabeca olhos abugilM
dos e a vista bastante destarada ; falla """' I
to embaragada andar desea usado e lev" !
la mais a perna esquerda qnando daila >
paseada ; levou camisa e ceroulas de I |
dSoda Ierra. Roga-seas autoridades te
ciaese pessoas particulares, que o sp
liendam e levem-no rus larga do Ro
rio, padaria n. 18, que serflo recompa*
sadus.
5o,oco ris
Roga -se aos capitses de campo, ou onW I
qualquer pessoa queiram pegar 1 moleqi |
que fugio no dia 12 do crrente, denos
Luiz, de nagno.Congo.de 13 a 13 n*1|
lem o rosto redondo e nadegas baau
grandes bem reforgado do corpo leou ,
Jiroisa e caigas de riscado azul j desM^ri
o do tralieodecoziuli luem o lev,rvj
Hotel-francisco, na rua^da Alfandega-* 1
Iha, n. 9, receber 50,000 rs. de gra"'"* I
gao. "
- Desspparecer.m, d#odr de ujl^
"ui, nntuuio bernardo Freir, os r--
JoSofinbfln. ilto, cholo do Corpo : Anl" '
baixo ; ambos do gento de Angola : ouew
os pegar ieve-os ra da Senzalla-veosi
n. 70, que ser jec impensado.
MIITII Ano
Pan.: ra TTP. ra m. r. di pau.
-II