Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08962

Full Text
Anno XXV.
Sexta-feira 15
VAHTIDA8 SOS COBBXIOS.
Guianna cParahlba, segundas cscxtas-feiras.
Hio-G-rande-do-Norte, quinlas-fciras ao nielo.
rdia.
Cabo.Serlnliaei, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a 11 e 21 de cada mez.
Caranhuos e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista f Flore i, a 13 e 28.
Victoria, i quintal reirs.
Olnitla, todos os dias.
ZraSMXBEDH.
I'iiASMBA loa. --Cliela a 5, sllh. e 9 ni. da m.
Ming. a 13, as 4h. e48 m.dam.
Nova a 10, as 6h.c56m.da t.
Cresc.a26,sl0h.el0m.da t.
pbumb px HOJI.
:t
I'rlineIra s 10 horas e 54 minutos da manb.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarde.
de Jullio de 1849.
N. 155.
FRIIJOI DA SUBSCRIFpAo.
Por tres raezes (tdianladot) 4/000
Por seis mezfs 8/KW
Por um anno 15/000
das da saman a.
9 Seg. S. Cjrlllo. Aud. doI. dos orphSos e do m.
da 1. v. t
10 Tere. S. Januaro. Aud. da chae, do J. da I. y.
do civ. e do dos feltoada faienda.
11 Quart. S. Sabino. Aud. do J. da 2. v. do civ.
12 Quint. S. Joo Gualberto. Aud. j J. dos orph.
edo 111. da 1. v.
13 ext. S. A ndelo. ( Feriado.)
14 Sabbado. S. Boavcntura. Aud. da Chae. edoJ.
da 2. vara do criinc.
15 Ddiii. O Alijo Custodio do Imperio.
CAMBIOS IM 11 M JUX.HO.
Sobre Londres, a 24'/, d. por 1/000rs. aOO
. Pars, 380.
. Lisboa, 115 por cento de premio.
Ouro.-Oncas hespanholas........ 30/500 a
Moedas de 6/400 velha... 17*400 a
de6/400uovas... Ib/MO .1
. dei/OOO........... 0/400 a
Praca.-Paucesbras.leiroj...... 2/0) *
Pesos coluinnarlos........ *#uuu B
D.ios iiielcanus......^.^__'#a"J_a.
dias.
31/000
17/6011
16/(K.
9/li0ti
2/1120
2/020
1/020
DIARIO DE
NAMDKia
PARTE OFFIC1AI.
GOVERNO DA PROVINCIA.
RELATORIO
coro JM **. *>. Wanotl Tra T01U aotrt-
goa a dmnUlrco dtiU prorioeU ao Sxm. Sr,
cooMlkao Hoor Surti Caraco Irfo no
i,* i h.u.
Illm. Fxm. Sr. Congratulando-me
com V. Ee. e con todos os habitantes des-
la heroica e leal provincia, porter V Exc.
tomado posse da administraeflo della, vou
cumprlf odever.de nforma-lo do estado
dos negocios pblicos que por pouco mais
de seis roetes mecoube a honra de dirigir.
Desde que foi aniquilada a revolta que por
mais dequatro meces poz em perigoas ins-
titulces constitucionaes que nos regem,
tem reinado'a ^ranquillidade em todos os
pontos da prottncia; e no me assistem re-
cejos de que seja de novo alterada ; porque,
havendoOsdesordeiros perdidosa posicoes
oflicises de que se serviram para chamar s
armas ume parta da populaclo incauta, des-
ilos os embostes com que a illudiam, co-
ecido Cfoe a grande mloria do povo per-
nambucano so quer a ordem, e com esta a
monarchia constitucional, difllcl senSo ioj-
possivel he que os iuimigos do palz proc-
relo tentar ainda contra a paz publica To-
dava, resentida a provincia do abalo revo-
lucionario que tocou a maior parte de seus
municipios, julguei cojyjnjente conservar
7
msntaraM idiviilual e de proprie-
dade, e djfl W^ITqucr esperanen que al-
gurji deaaVLnr0 possa nutrir da a'erar o
soreg dos pacficos habitantes di bes lu-
gares. I
Do mappa n. 1 veri V. Etc. quaes $9 pon-
tos oceupados pelas ditas frca, e do de n.
2 qual o armamento apprehendido abs que
se involveram no movimento. Esto dadas
ordens positivas para que se continu na
execucSo desta medida que me pareen de
niuita conveniencia, tanto paraba seguran-
za publica, como para os interesses da fa-
7enda nacional. Perlo de cinco mil armas
fram entregues a diversos eidaddos duran-
tea adminislracSo de um dos predecessores
de V. Eic. parte desse armamento he
aquella mesmo do que cima fallei, e oulra
Earte existn ainda por arrecadur; mas, sa-
endo-ae quaes as pessoas a quem fra con-
fiado, pdem estas sercompellidas a apre-
senta-lo, oua indemnisar o estado do res-
pectivo valor. Neste intento exped ordens
que ainda nSo surtirm o desejado elTeito.
Do mappa n. 3conbecer V. Exc. o nume-
ro de armas que foram enviadas para esta
provincia durante a revolta, qual o existen-
te no arsenal, e quantas foram distribuidas,
bem como as que teem sido recolhidas ; e
por este modo fiesra habilitado a dar ai
providencias que em sua sabedoria en-
tender.
Acham-se em andamento os processos dos
complicados na revolta, e brevemente po-
derSo receber deciso definitiva, tanto os
quepertencem ao furo civil,comoaomilitar:
he de esperar que justca seja feita polos
tribunaes competentes.
Por falta de prises de Ierra, foi indspen-
savel conservar a bordo dos navios da ar-
mada alguna presos polticos que teem sido
tratados do melliur modo possivel, segundo
ascommodidades que offorecem eses na-
vios. Poneos silo os que na aclualidade con-
linuaan em laes prisOea.
O estado da sguranca individual e de
propriedade depois que passou a calamito-
sa poca da revolta, se nfh. he satisfactorio,
tambero nilo he desanimador. O numero de
rrimeicommettidos deentSo para c nilo
lio consideravel, pelo que se deprehonde du
mappa n. 4. Como a aceflo da polica se n3o
estando a lodos os pontos, e a impunidade
dos criminosos ho a principal doenca do
nosso corpo poltico, necessariamente se
bao de multiplicar os en ornosos, e conti-
nuar o desrespeito vida o propriedade dos
cidados. por mais que o governo e a poli-
ca se esforcero por garantir 13o preciosos
objectos O digno magistrado que dirige a
polica nflo cessa de empregar os meios le-
gaesdepavenir odelictoae reprimir os cri-
minosos; e procura ser coadjuvado por
agentes que reunam illuslracau honradez
e boa vontade.
Funcciuna regularmente o tribunal da re-
IscAo, que todava neceasila da presenta de
nimios do aeua dignos oiembros que nao
Ucm vindo axercer seus lugares. To Jas as
comarca ealfio preenchidaa de juizea de
direito edejuizes municipaea leltradoa, e
aaua auppientes aquelles lemos que os de-
voro ter, menos o do Uuricur y ou Exu que
foi ulliinauenle removido.
Por causa da revolta deixou a juslica de
ler seu andamento ordinario em mu los lu-
gares ; mas agora ludo vai entrando em seu
Tttaafai mtrrv-l .
0 corpo de polica que muilos e bons ser-
fvicos preslou na crise por que passou a pro-
[ vinda-, contina a merecer a conanca da
I presidencia, uceupado em diversos desta-
camentos, como onioiislra o mappa 11. 5
m A le provincial n. 953 de 91 detnaio pr-
jimo t asado elevou-a 59* o mi mero de pra-
cas oeste corpo, que pea le anterior com-
punlu-se sOmeuio de 402 ; poJendo, em ca-
so de necessidade, sei elevadas 500: alie-
rou tambero a le citada a organsar,fio do
ftorpoero cireumstancias ordinarias, crean-
do mais um lugar de nmjor, e dando ao
commandante a graduacDo de tenenle-co-
rouel: estas alteracoes deveriam (r-se em
pratlca do 1.* do corrento mez em diante.
Posao assegurar V. Exc que em seu digno
commandante, e na maior parle dos olli-
ciaes e soldados pode contar a provincia os
mais morigerados eesforculos defensores.
f.ompoe-se a guarda nacional de toda a
provincia de 12 commandos superiores, 28
legoes, 55 bitalhoes, 20esquadr0es deca-
vallaria, 2 corpos e ditas seccoes de bata-
IhOes, descrptos na relaefio n. 6. Todos es-
tes corpos se acham em desorganisaco, de
modo que nSo tem sido possivel obteros
necessarios mappas de sua forca numrica
edo armamento. Encontrar V. Exc. na
mesma releflo os poslos superiores que se
acham prvidos; e dos subalternos nflosSo
chegadas al agora muitas das propostis,
para que possa dar-sealguma forma a esta
importante porclo da fTca publica, quo
muita attencflo merece.
Pouco tando a dizer acerca da secretaria
da presidencia, cuja direceflo esl confiada
a um cidadSo que tanto tem de honesto e
dedicado, como de hbil, s mecumpre fl-
anear V. Exea, que os seus ompregados
sSo pela maior parte intelligentes, ecum-
prem seus deveres; dislinguindo-se por sua
lealdade e dedicaeflo o offlcial archivista
que servio de offlcial de gabinete.
Sobre o estado das reparticoe de fazen-
da tanto geral como provincial, ter V.
Exc. os necesssrios esclarecimentos nosre-
latorios que exig e submetlo considera-
cflo de V. Kxc sob nmeros 7 e 8.
Algumas mudancae de empregados acon-
selharam as crcumstanciasem que se achou
a provincia, e a necessidade do servico : as
mais urgentes frnm efTectuadas ; as oulras
frcas em alguna c2o das autoridajji Fmar a ci.ifian;*, -ficaram para serem realisadaa mais de es-
----- paco. A este respeito peco a attencflo de
V. Exc: para a alfandega, cujo chefe, ha
pouco empossado, por sua actividade pro
metteamais bella administrac.no. O seu
relalorio sflb'n. 9 contm o eslado desta re-
parteflo.
Igualmente so faz mister olhar para o
consulado o thesourura geral, que n.lo
pude dar todo o cuidado que reclamam tflo
importantes reparti^oes.
A inspectora das tropas he dirigida com
habilidade e muita honradez por um anligo
oflicial do exercilo que faz honra sua clas-
se. o trabalho insano das complicadas
uontas das despezas feilas no decurso da
revolta, as quaes ainda n3o poderara ser
ultimadas nilo obstante os mais vigorosos
esforcos, tem aquelle oflicial prestado os
melhores servicos, que o geverno nilo deve
deixar sem recompensa.
O arsenal de guerra, dirigido por um hs-
bilissimo oflicial, prosegue nos importan-
tes servicos a seu cargo, e a companhia de
artfices, ao passo que desempenha seus
devores militares, mostra bstanlo pericia
as artes que professa.
A deaprendizes menores n3o hmenos
bem encaminbada na educado de auas pon-
cas pracas,
Depois que um doloroso acontecimenlo
veio derramar a consternaco no seio de
militas familias com a parda que soflreram
pela falsilicaco de lettraaque se desconta-
ramcom escandalosa preva cacao do nspo-
clor e tliesoureiro da inslincta thesouraria
das rendas provinciaea, tima nova reparticilo
foi creada pela le n. 223 do anuo passado,
sendo insinuada em 25 de setembrocom
0 regulamcnto queselhe deu, comecou a
funeciouar regularmente, o de modo que
aa rendas publicas fizeram face s despe-
zas coi rentes o previstas no respectivo or-
camento, contando em 14 do passado em
seus cofres um saldo de 15* contos daris
comprehendido o erapreslimo de 100 dos
300 votados na lei do orcaiuenlo geral em
rasSo do aconlecimento que refer. Este
saldo he devido a muitas despezas fetas
votadas para o material.
Achando-se atrasada a escripturacao por
deficiencia de empregados, autorisei ha
pouco chamada de dous collaboradorea
externos para adianlar estes trabalhos,
vencendo a mdica diaria de 1:000,000 ris
cada um : mas estes devem ser despedidos,
logo que seja posta em oxecucio a lei do
orcamento para o corrente exeroicio que
elevou o numero dos empregados, como
propoz o inspector
A' esta reparlicflo est subjeito o consu-
lado, composto de 9 empregados dabaixo
da direccSo de um chefe, que se aonexa
a inspecefio do asaucar e algodfiu com 3
empregados. Apezar da aulorisaeflo que a
lei do orcamento anterior conferio presi-
dencia pata reformar esta reparticilo, nilo
me julguei suflicieulemente habilitado pa-
ra o fazer, ucm era pporluna a occa.-.ic
para taea alleraiOes, limitando-me por isso
a despedir alguna empregados que me pa-
rereram poueo idneos. No relalorio tb
n. 10 encontrar V. Exc. alg. 11 etclareci-
meiilus a respeito de Uo importante as-
sumpto;esobo den. 11 acharoquadroda
divida activa e pasaiva da provincia, impor-
tando aquella desde 1836 em diante em
ris l*9;G6*,H0, e esta em ris 47:116.72*
de 18*2 ero dianle ; mas 11S0 esta compra-
hendida na primeira o alcance dolhesou-
reiroe inspector da instincla thesouraria,
que monta a mais de 50 conloa de rea, pe-
los quaes se procede contra os respoosa-
veia e seus fiadores
Permita V. Exc. que acerca deste objecto
eu oceupe tua aitencSo, ponderando que
a frprobidade dos agentas da extrncta the-
souraria, alero da qubra de cicdito que
irouxe a fazenda piovincial, e do traoalor-
no geral que acarrelou neala parte da admi-
iiislragSo publica, que al certo ponto foi
allenuad* peta boa fe dos deveuores, os
quaes uo duvidaram assignar nova iellras,
pode ainda traaer aeiioa embarazos, se por-

venlura os tribunaes julgsrem responsavel
a fazenda provincial pelas ledras que se a-
cham em roSo dos. portadores, alguns dos
quaea j ntentaram sas sccOes contra ella.
He ainda desconhecida a somma de lettras
falsificadas, e ainda se nflo achou meio de
chegar a um exacto conhecimento deltas.
Para saber-se mesmoqual he a importancia
das lettras verdadeiras descontadas indivi-
dualmente., cumpre que se conclua o ba-
taneo geral da thesouraria exlincta, auto-
risado pelo art. 12 da lei n. 223 doanno
passado, cujo trabalho prosegue com len-
tidSo pela natureza da materia, como V.
Exc. ver Ja informaeflo junta sOb n. 19.
Foi curto o tempo quo tive para providen-
ciar a respeito, mas a llustracSo de V. Exc.
acudir ao mal com remedios promptos e
enrgicos.
Faco bom conceito da maior parto dos
actuaes empregados da thesouraria pro-
vincial ; mas nem por isso deixo de lar es-
crpulos a respeito do alguns que perten-
ceram exlincta, ondo tSo consideraveis
extravos se deraro, sem que ao menos ellos
se apercebessom !!
Est em andamento sh a direceflo do
inspector do arsenal de marinha a obra gi-
gantesca do mellioramento do porto, para
a qual se destinarain no corrente auno no
contos de ris. Ao governo geral ped um
oflicial hbil e experimentado para enge-
nheiro director^ porque era mister um
mestre padreiro, sufllcenlemente pratico e
habilitado, nlloduvidei empregar neste lu-
gar o muito conhecido neala provincia An-
dr Wilmer, marcando-lfie urna gratifica-
cilo mensa I do 150,000 rs. Nessa obra e na
do caes do arsenal empregam-se mais de
200 pessoas livres. Com o machinisla Starr
aeiia-sa contrata Jo o concert e collocacflo
da machina deescava^So na barca quo bre-
vemente deve sabir do estaleiro, e sar.ap-
pliraJa ao importante flm que he desti-
nada, bem como a construccSo das boas
de ferro para balisamento do banco de In-
gle?, e das barras do porto.
Diversos concertos autorisei em fortale-
zas e predios que servem de hospilaes mili-
tares. A necossidade de um edificio nacio-
nal para hospital da tropa he do summa ur-
gencia ; porque os particulares actualmen-
te arrendados ao governo para este mister
silo incommoilos e insalubres ; e, so oulros
houvera ainda que por maior preco, ha mu'i-
lo leria dexado de ser occupido o denomi-
nado da (liona, edificio inteiramente fra
de todos os preccitos hygienicos.
Aprsenlo V. Exc. sh o. 13 o relalorio
sobre as obras publicas em andamento, e
por elle ver V. Exc. qual o estado de tilo
importante objecto. !*ecessta de urna
reforma radical a administraco de obras
pubhm; he pxlpitanle a necessidade de
engenheiros habis, existindo apenas um
que uo podo bastar para o servico. Exa-
minando a escripturacao e a marcha da al-
muistracSo, o encontrando ludo no peior
estado possivel, cncarreguei a urna com-
missflo presidida palo veador Sebasliflo do
llego Barrosa confeccSo de um regulamen-
to apropriado, por ser muito defeituoso a
inconveniente o systema adoptado no ac-
tual, tanto a respeito da parte thechica, co-
mo da fiscalisacSo. Sob 11. 1* aprsenlo o
importante trabalho da mesma commissEo.
Sendo de muita precisilo a conslruccflo
de urna cadeia nesla capital, mande levan-
tar a planta e escolher local para ella, e es-
tes trabalhos bem cedo poderlo habilitar a
V. Exc. para a devida execucilo.
Necessitam do reparos quasi todas as ma-
trizes da provincia.
Urge dar andamento rpido s duas estra-
das do sul e norte, mas s depois de con-
feccionado o novo regulamento pode ludo
ser feito com proveto.
Entendo que sera muito conveniente de-
vassar as maltas do sul da provincia por
meio de urna estrada que ligassa aquelle
centro importante villa do Itio-Formoso,
para que se aproveitassem os feriis terre-
nos que ha por aquelle lado, e se inlrodu-
zisse o trabalho no meio dessa populaco
quasi errante e barbara que j por duas ve-
zes tem sido empregada contra a ordem
publica, e he o acoute da seguranza indivi-
dual e de propriedade.
Concorreria grandemente para o melho-
ramento material e moral desse lado da pro-
vincia a execucilo da lei provincial 11. 220
que manda proceder aos necessarios traba-
lhos para desimpedir-se a navegacilo do rio
Una.
Os diversos trabalhos que mandei execu-
tar constam do relalorio sh n. 13, anterior-
mente mencionado.
O iheali o publico est quasi a ser conclui-
do, sendo agora necessario contratar a pin-
tura do edificio, que deve corresponder
elegancia e perfeigilo delta. Tendo-so des-
pendido toda a somma consignada para es-
ta obra na lei do orcamento anterior, e nao
convindo que ella licasse parausada, man-
dei entregar ao respectivo administrador a
quantia de6.*57|319 rs paraaua contina-
cao e pagamento da podra de cantara que
veio de Lisboa.
A instruccSo publica da provincia resen-
le-se dos defeilos do actual regulamento;
e, achando-se o governo aulorisado a refor-
ma-la, nomeei urna commiaaBo composta
do pessoas entendidas na materia para pro-
pr as alleracOea que a experiencia tenha
aconaelliado. brevemente podvr ser pr-
senle V. Exc. o resultado de seus traba-
lhos.
As administrares do patrimonio dos or-
philos e das casas de caridade existentes
, neala cidade achavam-se no mais deploravel
estado. Demitii-as e encarreguei a direceflo
' de tau proveilosos estabeleciuienlos a cnia-
dflos do melhor conceito, que trstam de fa-
zer-lhes os beneficios de que necessitivam.
Elles prestam-se aosfinsdesua instituiefio
segundo as frcas de seus patrimonios.
Merece a protecefto do governo a socieda-
de dos artistas, cojo progresso he necessa-
rio ter muito em vistas.
Teem sido cumpridas todas as ordens do
governo imperial com excepeflo smente
daquellas que dependem de infrmameos
que ainda nflo poderam ser colindas.
Fram dadas ordens para a eleicSo de di-
putados, devendo fazer-so as eleicOes pri-
marias no dia 5 de agosto prximo futuro
com as qualflcaces ltimamente Taitas na-
quellas parochias ero que no corrente auno
e na poca marcada na lei nflo tivessem co-
roecado as que cumpra que sa fizessem, ob-
servado o disposto no aviso de 9 de marco
de 1819.
Del ordem que se suspondesse o recru-
tamentopelo prazo determinado por lei, e
8ou informado de que esta disposicSo da lei
tem sido escrupulosamente observada.
As do juizes de paz e vereaJors fram fe-
tas com a maior calma e liberdade em todas
as parochias em que a ellas se nilo procede-
ram om devido lempo por causa do movi-
mento revolucionario, restando apenas mu
poucas que por inconvenientes deixaram
de faz-la. Insignificantes fram as duvi-
das occorridas, .e na secretaria constam as
soluces que lhes de.
Determinando o governo imperial que se
marcasse dia para a elecflo de dous senado-
res que devem substituir aos dous fallecidos
consol heiro Antonio''arlos RibeirodeAnd ra-
da Machado e Silv i,i! coronel Jos Carlos.Mai-
riok da Silva FerrSo, designei o da 28 do
outubro, para a eleic,3odi;cliMtores,e cons-
guinlemeote o dia 28 de uovembro sub-e-
quente para a de senadores ; porque em
algumas parochias fallava a qualificaco do
auno corrente, e eu enlendesse que s com
esta se devia proceder referida eleico, or-
denei que se comecassa o trabalho della nes-
sas parochias no dia 15 de julho corrente,
do que dei parte ao governo supremo, cuja
approvacflo acaba de chegar.
Funccionou a assembla provincial o
lempo marcado na lei de sua ereac.no; lo-
ds as leis quo ella onvou sancco fram
eff-'Clivameule sanccionailas por serem de
ulildade publica : sua Ilustrada minora
devo um voto de reconhecmento pelo pros-
tanle auxilio que deu ao governo, e pala
moderaeflo com que sa portou, o que muito
ha de concorrer para firmar-se a paz e mo-
ralsar o puiz.
Tendo dado V. Exc. as informaces
que me pareceram mais necessarias para
dar comeco n honrosa larefa que 1.1o dig-
namente Ihe foi confiada, e de que muitos
bens auguro esta heroica provincia, peco
licenca a V. Exc. para ainda urna vez con-
signar ludo o meu agradecimento para com
o povo pernambucano, de quero tantas
provas de lealdade recebl durante o lempo
em que live a honra de estar testa da ad-
ministraco. Ero qualquer parla que exista,
em todos os dias da minba vida recordar-
me-hei com a mai >r emoeflo da dedicaeflo
e amor sinslitucOes, que encontrei nelle
e na parle do valenle e brioso exercilo o ar-
mada brasileros, que tanto me penhoraram
por seus valiosos servicos : sejam elles sem-
pre tflo felizes, quanto sflo dignos de todos
os bons.
Digne-se V. Exc. aceitar os meus protes-
tos do consideracilo e estima, c os sinceros
votos que formo para que seja a sua admi-
nistrac o symbolo da paz e da harmona
entre os Pcrnambuoanos,. e o garante da
prosperidade que Ibes alianca a reconheci-
da illustracio e patriolisuio de tilo dislinc-
lo estadista.
Dos guardo a V. Exc. Palacio do gover-
no do Pernambuco, 2 de julho de 18*9.
Nanotl Vieira Tosa.
quarto hatalhflo daartilharia a p Daniel
Alvos Percira Ribeiro Crne, quo para all
seguc a gozar da licenca que obteve da pre-
sidencia. >
Dito. Ao inspector da thesouraria Ta
fazenda provincial, ordenando mande for-
necer reparticilo das obras publicas a
quantia de 120,320 rs., melado do orcamen-
to dos concertos a fazer no trrelo da al-
fandega, em o qual se acha collocada a re-
ferida repartidlo, aflm da quajusta-osa
dar principio aos mencionados concertos.
Sciontiflcou-so o administrador das obras
publicas. ______
EXTERIOR.
Os valiosos servicos quo Vmc. ha presta-
do causa da ordem no lugar de sub-
delegado merecendo muito apreso desta
presidencia, julgo conveniente manifes-
t-lo ainda por esla vez, no momento
de deixar a administracio da provincia do
que S. M. o Imperador fez-me a subida gra-
c,ade dspensar-me.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo
de Pernambuco, 2 de julho do 18*9. Ma-
nuel Vieira Tolla. Sr. subdelegado da fre-
guezia de Santo-Antonio, Rodollo Joo Ba-
rata de Almeida.
EXPEDIENTE DO DIA lO DE Jl'l.IIO.
Officio. Ao commandante das armas,
recoinmendando faga embarcar no vapor
Paquete-do-Sul, que lem de sabir amanha
para os portos do sul, quarenta prapas e uro
oflicial do quarto batalhflo de arlilharia a
p, a fin 1 de sarom transportadas para a
provincia da Uahia, ficandoS. Exc. na in-
lelligencia de que o restante daquelle cor-
po dever seguir depois de amanhfla no va-
por TheUs, para cujo flm se mandou a-
promplar. Megle senlido ofliciou-se aos
commandanles dos vapores cima mencio-
nados.
Dito. Ao inspector da thesouraria de
fazenda, communicando, afim de que faca
constar ao inspector da alfandega e ao ad-
ministrador da mesa do consulado, que o
cnsul d'Austria o llamburgo nesla provin-
cia, tendo de seguir para a corte no vapor
fnraeu, passara aquelles consulados a V.
A. Yietz, cnsul da Suecia e Noruega nesla
mesma provincia. Neste sentido expedi-
ram-se as convenientes participarles.
- Dito. Ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, para que o commandante do
vapor l'uraenn recaba a seu bordo e condu-
ce corle do imperio o primeiro lente do
MUTILADO
NOTA DIRIGIDA AO COItPO DIPLOMTICO
El CAETA,
pelo Sr. carieal Jaeomo Antonelli em 18 ie ft-
vereiro do corrente anno de 1819, em que,
depnie de urna fiel expotiedo Ho* aronteei-
mentot havidoi deide a elevarlo do tanlitti-
mo padre ao solio pontificio al a tua pre-
sente siluiirn, pede que as potencias ores-
tiluam aos seus estados.
A santidade de nosso senhor desdo os
primeiros dias de sau pontificado, flo te.-
ve outros desejos seno do prodigalisar be-
neficios pelos seus subditos conforme o
tempo, attemlendo a todo seu molhorbcm.
Com efleitp, depois dehaver bailado o de-
creto do perdflo a favor dos seus quo por
crmes polticos se achavam ou desterrados
ou encarcerados; depois de haver creado o
concedi de estado ei Instituido o concedi
do ministros; depois de approvar pela im-
periosa violencia da circumstanca a ins-
toieflo da guarda civica, a nova lei para
una bem entendida liberdade da iuipren-
sa, o finalmente um estatuto fundamental
para os estados da santa igreja, tnlia todo
o direito aquello reconhocimento que os
subditos devem a um principe, o qual nilo
os considorava snnflo como seus lhos, o
nSo promellia-lhes seno uro reino do
amor. Porm foi mui diverso o reconheci-
mento que tirara de lanos beneficios o
condescendencias prndigalisadas coro elles.
Depois de broves demonstrarles de applau-
so, dirigidos porm por quem j tinha no
coraeflo as mais malvadas iiilcucoes, (do-
monslraces quo o sanlissimo pudro com
lodos os modos proprios do seu paternal
corarlo procurou de fazer cossar; provou
logo o amargoso fructo da ingratidflo. Vio-
lentado pela audacia de urna face.flo a cm-
peuhar-se em urna guerra contra a Aus-
tria, se vio obrigado a fzer urna allocucflo
no consistorio de 29 de abril do anno pr-
ximo passado, com a qual declarou ao
mundo iuteiro que o seu devar ea sua cons-
ciencia nflo o consentiam. Tanto bastn
para roroperem as macliinaces, j antes
dispostas, ero iberias violencias ao exorci-
cio de seu pleno o livrepodor, obrigando-o
a divisflo do ministerio da estado em eccle-
siastico o civil, divisflo que nunca reco-
nbeceu.
Ksperancava, entretanto, o sanlissimo pa-
dre que, formando os diversos ministerios
do pensoas idneas e amanles da ordem, as
cousas lumariam mvllior andamento, e Ca-
rian parar em parle os males queameaca-
vam desgranas. Porm um farro matador,
manejado pela inflo assassina, cortou suai
concebidas esperancas com a morlo do mi-
nistro Rossi. Por este dolido, levado em
triumplio, se inaugurou atrevidamente o
reino da violencia, se cor con o quirinal de
homens armados, se ntenlou da o incen-
diar, se dispararan) tiros contra a morada
do su mino pontfice, e se teve a dr de ver
que um de seus secretarios fosso alii mor-
to : quera-so finalmente frca do ca-
nhflo abrir o seu palacio, quaudo nilo ee-
desse em approvar o ministerio que elles
tinhain formado.
Com urna serie de factos lloalrozcs, co-
mo a todos he bem conhecido, vendo-se a
poni de suecumbir ao imperio da frca, o
sutnmo pontfice se vio na dura necessida-
de dse retirai' de Roma e de lodo o eslado
pontificio,alhn de recuperar aquella Nie rila-
da que Iba fra lirada,a de que deve gozar de
plano uso do seu supremo pudor. Por dispo-
sicSo da Divina Providencia rclirou-sa para
Cela, e hospedado por um principe emi-
nentemente calholico, cercado da urna
grande parte do sacro collegio e dos re-
presentantes de todas as potencias com as
quaes esl em amigaveis relaces, nilo tar-
dou um momento em fazer sentir a sua
voz, cm annunciar com o acto pontificio
de 27 de novembro prximo passado os mo-
tivos da temporaria separagAo dos seus sub-
ditos, a nullidade e illegalidade de todos
os-actos emanados do ministerio extorqu-
do pela violencia, e em nomear urna coin-
missflo governativa para assurair a direc-
eflo dos negocios pblicos, durante a au-
sencia do seus estados.
Nflu dando-se apreco algum emanscilo
das suas vontades, o procurando-so com
mendigados pretextos illu.nr a sua frca
entre o povo inexperto, so passou pelos che-
fes das sacrilegas violencias aos maiores al-
ternados, arrogando-se aquelles direitos
que 10 parlencero ao soberano, com a ins-
liluifilo de urna legilima represeiitacflo
governativa com o Ululo do provisoria o
suprema junta de estado. Contra urna Iflo
gravissiroa e sacrilega maldade,o sanlissimo
padre proleslou com ottlro seu aclo de 17 de
dezembio p. p.,annunciando nflo ser aquel-
la mua de estado senflo urna usurpagflo do
soberano poder, sem ter por isso auiorida-
de algutna.
Na verdade o sanlissimo padre esperava
que tees protestos chamassem aos devares
" 1
ILEGIVEL


(le fldclidade e do submisso nos nUravia-
dr.s; porm um novo c mais monsfruoso
arto i)o manifest perfidia, do verdadeira
rebellifln encheu a medica da su amargu-
ra. Tal foi a convocacllo de urna asscm-
lil* gru nacional do estado romano para
eslnbelecer no\.is frrtns polticas para o.i
estados da santa s. Pelo quecomnuiro
mo'u proprio do 1* do Janeiro p. p. protes-
tou contra aquello acto, e o condemnou
com. enorme c sacrilego attentado com-
mettido em prejuizo de sua indepe. .'ncia
e soberana, digno dos castigos fulminados
pelas le: tanto divinos como humanas j e
prohibi a lodos os seus subditos de tomar
..ello parte, advertindo que todo aquelle
que tenlasse contra a soberania temporal
dos summos pontfices romanos ncoriia
as censuras, e especialmente na excom-
munh.lo-maior, pena em que declarou te-
rem incorrido tambem aquelles que de
qualquer modo e debaixo de falso pietox-
to violaram e usurparan*! a sua autoridade.
Se se quer saber de que maneira o partido
a Ai chico recebeu semelhanle proteslscflo
e a sua gravissima condemnacAo, bastar,
dizerque com todo esforeo selentou impe-"
dirsua divulgaeflo, e se ameacou com cas-
tigos quem ousasse instruir o povo ; toda-
va, apezar de tflo inaudita violencia, a
maioria dos subditos conservou-sn fiel ao
proprio suhYano, e se expoz a sacrificios e
aos perigos, anda de vida, antes que faltar
ao dever de subditos e do cbIIioIcos. O
mesmo partido, irritando-se mu excessiva-
ii: en le em ver contrallados os seus desig-
nios, dobrou de mil maneiras a violencia e
o terror sem Oiiiar a rondicOes e a estado
algum ; porm, querendo consummar a to-
do cusi este excesso de perfidia, recorreu
tambem aos olllcios mais bsixos e mercena-
rios. Assim, pascando de excesso em ex-
cesso com abusar das mesmas gracas con-
cedidas pelo pontfice, especialmente con-
vertendo na mais despresivel licenca a li-
berdade da imprensa, depois dis mais i-
ques injusticas para premiar os seus cum-
plices e nilo soffrer mais a presenca das pes-
soas honestas e limoratas, depois de tantos
assassnos rom melllos debaixo de sua egi-
de, depois de ter espalhado por toda a par-
te a rebelliflo, a desolacflo, a irreligiSo,
depois de haver sedu2do tanta mocilado
incauta, nilo respetando mais os lugares
sagrados eos asylos de paz e dcsolidflo,
nein mesmo os lugares do publico ensino
para converll-os em covil da mais indisci-
plinada milicia, composta de fugitivos o
malvados de paizes estrangeiros, se quer
reduzir a capital do mundo calholico, a s-
de dos pontfices, em urna sede de mpieda-
de, desfazendo, se fosse possivel, toda a
ideia de soberana n'aquele quo pela Pro-
videncia he destinado a reger a igreja uni-
versal, que sem duvida, para ejercitar li-
vrcmente esta sua autoridade em todo o
01 be calholico, goza de um estado como
patrimonio da igreja. A urna tal vista de
desolacflo e de estrago, o sanlissimo padre
n3o poda deixar de ficar trasjiassadode
prounda dr, e internecido pelos gritos de
seus bons subditos, que reclamara o seu
soccorro c protecefle para seren libertados
da mais cruel tyraunia.
Sua Santidaiie, como he notorio, pouco
depois da sua chegada a Cela, no da 4 de
dezembro prximo passado dirigi a sua
voz a todos os soberanos com os quaes es-
t em relaciio, e dando-Ibes parle do apar-
lamento da capital o do estado pontificio, e
das causas que o provoraram, invoca va o
seu patrocinio paraadefesa dos dominios
da Santa-S E he na verdade de doce sa-
ti.sfacflo o manifestar de ter quasi todos be-
nignamente correspondido, tomando a mais
viva paite as suas amarguras, em sua pe-
nosa situaeflo, offerecendo-se promptos em
seu favor, e manifestando ao mesmo tempo
os seiitimenlos os mais respeilosos de de-
vi.cao e de calamento.
Na expectativa do tilo felzes e generosas
disposicOes, S. M. a rainha de llespnnha li-
iiha inste tempo promeltido com tanta so-
licilude um congresso das potencias catlio-
icaspara determinar os meos do restabe-
lecer piom| tmenle o sanlissimo padre em
seus eslados, e em sua plena independencia,
proposiefio qual moslraiam adhesio va-
rias potencias calholicas, ese eslava na at-
iene, lo do ouiras, be todava necessario re-
lerir com dr que as cousas do estado pon-
tificio estilo em poeerde um incendio devas-
tador porefTeilo do partido demolidor de
luda a inslituicflo social, que, debaixo de
especiosos piel, xtos de narionaldade e in-
dependencia, nilo se ten. descuidado de por
ludo em obra para completar a sua perver-
sidade. u chamado decielo fundamental,
emanado em 9 do crrente da assembla
consiitumte romana, apresenta um acto que
por toda a parle iril,lf,borda da mais negra
perfidia eda mais sbominavel impiedade
t>m elle so declara principalmente descahi-
doo ppado de factoe de direito do gover-
no temporal do eslado romano, se proclama
urna r. publica, e com onlro acto se decre-
ta o abatimento das armas do santisMmo
padre. Sua Santidade, ao ver tflo vilipen-
diad a sua suprema dignidade de pontfice
e de soberano, protesta Taco de todas as
potencias, de todas aa naces e de lodos os
catholicoa do mundo Inleiro contra este ex-
cesso no irreligiiTo, contra tflo violento al-
ternado de espolio dos seus imprescripliveis
e sacrosantos diieiios.
Por isso.^ois, a nao seoccorrer com um
prompto reparo, chegaria o soccorro qun-
do os estados da ig'eja, agora inteiramenie
em poder de seus mais encarnicados inirai-
gos, estivessem reduzidos a cinzas.
pelos tratados que fram a base do direito
publico europeu.
E porqu"a Austria, a Hespanha, a Franca
e o reino das Duas-Srilias se encontram
por sua posieflo geographica om si tuaclo de
poder olicitamerleacudir com as suas ar-
mas, n resiahelcccr nos dominios da Santa-
S a ordem confundida por urna borda do
facciesos ; assim, o sanlissimo padre, con-
fiando no religioso interesso destaspoten-
cias filhas da igreja, pede coro plena con-
Iiiiii'.i a Ma inte, vengan armada para livrar
principal nenie o estado da Santa-S da-
quella faceflo do desgranados quo com toda
a sorte de perversidade ahi exercita o mais
atroz despotismo.
Porum tal molo so poder ser restaura-
da a ordem nos eslados da igreja, e restitui-
do o sum ino pontifica ao exerclcio I i vio da
sua suprema autoridade, assim como exi-
gen Imperiosamente o seu sagrado e au-
gusto carcter, os interesses da igreja uni-
versal e a paz dos povos, e desta maneira
poder conservar aquello patrimonio que
recebeu na assumpcflo do pontificado para
transmittil-o inteiro aos seus successores.
A causa he da ordem e do catholicismo.
Porisso o sanlissimo padre confia que sem
duvida, todas as potencias com quem est
em relaeftes amigaveis, e que por tantos
modos, na siluaco em que se acha posto
por um partido do facciosos, Ihe manifesta-
ra m o seu mais vivo interesse, darflo urna
assislencia moral intervencOo armada
que pela gravidade das circunstancias con-
veo invocar. As quolro potencias cima
indicadas nilo demorarlo um momento de
prestar o su adjutorio pedido, fazondo-se
desta maneira benemritas pela ordem pu-
blica e pela refigiflo.
Oabaixo assignado, cardeal pro-secreta-
rio de estado de Sua Sanlidade, inturessa,
porlanlo, V, Exc, afim de que se digne
levar esta nota com a maior pressa possivel
ao conhecimento do seu governo, e na con-
fia 11(1 de benvolo acolhimento lem a hon-
ra de assegurar-lhc os seutimentos da sua
distincta consideracSo.
O'cardaul Jcuino Knlonelli,
Pro-secretario de estado de S. Sanlidade.
(Extrahido.)
gi
ANNEXACO DO PUNJAH AS POSSESS^ES
URITANNICAS NA INDIA.
J
Porlanlo, havendo o sanlissimo padre ex
haurido todos os meios ao seu alcance, im-
pelalo pelo dever que lem face de todo o
mundo calholico de conservar inteiro o pa-
trimonio da igreja e a soberania que ahi ea
ta annexa, mui indispensavel para mantel
a sua plena liberdade e independencia co-
mo chele supremo da mesma igreja, e po-
nchado tambem do gemido dos bons q..e
reclamam al lamente um adjutorio, nflo po-
dendo supportar mais um.jugo de ferro e
urna mao tyrannica, se volia de novo aquel-
las meamas putencias, e especialmente as
calholicas que com Unta generoSidade de
animo e de um modo claro manifestaran!
a sua decisiva vonUde de oslar promptas
para defender sua causa; na certeza deque
.quoriam com toda a solicitude concorrer
com sua moral interveneflo, alim de que el-
le seja restituido i sua sede, i capital da-
quellcs dominios que fram justamente
constituidos para manler a aua plena liber-
dade e independencia, e garantidos tambem
VltOCLAMAf AO DO GOVERNillOR-CEIIM..
No lempo do maharajali Runjeet Singh a ni-
cao inglesa e o sikhs livrram pai e amisade
por espado de mullos anuos; mas, apena*, com
a innrlc di-.li' principe, sua sabrdoria deiiou
de guiar os concrlhos do estado, os sirdars e o
exercilo klialsa sem nenhuina provocaco nein
motivo, invadiram de repente os territorios
britannicns. Seu exercilo foi repetidas veces
desbaratado. Elles fram repetidlos com tnor-
tandade do paiz que tinham invadido, e n.is
portas de Labore o maharjah Dliuleep Singb,
solicilando a clemencia do governo britnico,
oil'crrceu ao governador-geral cubmetter-ie
elle e seus gencraes.
O goveruador-geral estendeu a clemencia de
sen governo ao eslado de Labore ; elle poupou
generosamente o reino que tlnha adquirido
direito de destruir; c, tendo sido o maharajah
restabrlecido uo throno, tratados de paz se
celebrarain entre os estados.
Os Iiiglrzes lian l'n I ni' i i.- cumprido sua pa-
lavra, e escrupulosamente lio observado toda
a obriga(o que estes tratados Ihes impozeram,
porm o povo sikh e leus .befes grosseira e
deslealmente bao violado as promessas que li-
zeram.
Klles nunca pagaram nein o tributo annoal
que se obrigaram, nein os emprestitiios que
o governo da ludia Mies fez, e al |ior meio
das armas teein resistido InipeccSo (lo gover-
no bri tanateo a que voluntariamente ae ttub-
luellei'aiii.
A i>u fui posta de parte. OHielact Inglezes
que obiav.iui.rui nome do entado fram, mis
morios c outroa prfidamente reduildos ao cap-
liveiro. Fiialineute o exercilo, e ludo o povo
sikh, aos daus do Punjab que tinham assignado os tra-
tados, coiuniaiidados por um meuibro da pro-
pria regencia, pegaram em armas contra mis,
e fieram urna sanguiiosa guerra para o fin
por elles proclamado de acabar com os Ingle-
zes e seu poilr.
O governo da India declarou em principio
que nao desejava faier mais conquistas, o por
leus acto* provou a tinecridade de suas de-
ca raedes.
O governo da India nao tem desrjns de con-
quistar ; porm be obrigado a provee plena-
mente cm sua propria seguranca e delender
o Inleresse dos que se aihain submellldos a
seH cargo. Para este lim, considerando como o
mico meio de proteger o eslado da renovacao
perpetua de nao provocadas e devastadoras
guerras, o govrrnador-geral lie obrigadu a
decretar a subjelfo completa de um povo que
aeu proprio governo por inulto tempo nao tem
podido conier, e que (como os successoa bao
presentemente mostrado) nenhum castigo po-
de desviar da violencia, e nenhum acto de aini-
/.'!<' pode conciliar a manter paz.
O goveruador-geral da India, portanlo, tem
declarado e pela presente proclama que o rei-
no do Punjah est acabado, e que todos os ter-
ritorio! do maharajah Dhuleep Singh o ago
ra e licaro sendo para o futuro urna poryao
do imperio britnico da ludia.
Su.i Alteza o maliarajali ser tratado com to-
ta a consideracao e honra.
Os poucos chefes que nao toin.iram parte nat
hostilidapes cunta os Ingleses conservaro
suas propriedades e seus titulos.
O governo iuglez permitlir a todo o povo,
quer seja inussulmano, qur induu, ou sikli,
o livre exercicio de suas proprlas religies ;
porm nao permitlir que nenhum homein
embarace ns uniros na observancia daquellaa
formas e costumes que suas respectivas reli-
gies podrem ordenar, ou periiiitllr.
t)s Jagheers e toda a propiicdadc dos Sir-
dans, ou outros que pegaraiu em armas contra
os Inglezes serSo confiscados para o estado.
Toda a praca forte no Punjab, a qual nao
fr oceupada por tropas inginas, aera total-
mente destruida, e medidas elcazcs se toma-
rao para privar o povo dos meios de renovar,
qur o tumulto, qur a guerra.
O governador-geral convida a todos os habi-
tantes do Punjab, Su dame povo a subinellc-
rem-se pacificamente autoridade do governo
britannico.o qual pela presente he proclamado.
Aquelles que vlveretu como vassalloa obe-
dientes e pacficos do eslado se rao tratados
com brandura e beneficencia; porm, se hou-
ver quem outra vez se abalaucc a resistir au-
toridade constituida,se se renovaren, a vio-
lencia e os disturbios,o goveruador-geral
avisa ao povo do Punjab que o lempo para a
brandura ter enno passado, e que sua ofieu-
ca ser punida com prompla e rigorosa se-
verldade.
Por ordem do muilo honrado governador-
geral da India.
Marco 1 de 1849.B. M. glliot. secretario
do governador-geral.
O TBAFICO DE ESCRAVATURA.
A sociedade Anti-SUvtry, dirlgindo seus es-
forcos antes para a illuslracu da America do
que para o bloqVlo da .frica, obra com gran-
de juizo e sagaeidade. Os debates que ltima-
mente tiveram lugir em nossas cmaras legis-
lativas convenceram a todos que o trafico de
c-cravatora no pode receber um golpe mur-
a! seno pe- ecoperato das partes mais acti-
vas em aue mam.tenc.ao,o pov do brasil; e
um nobre estadista chegou al a repre entar
que, se peraeverassemon impacientemente em
i'.cisso syslema, esta cooperacao nao poderla
ser por multo tempo reprimida. Lisae-se em
Simona que nada mais que a saud.ivel correc-
ciin administrada por nossos cruzeiros era ne-
cessario para levar os Brasileiros a pensaren!
com mais justea, e que, se resoluiamente
obslruiasemos os canacs do trafico de escra-
vatura, seus sustentadores desanimados, cedo
se darlam a ramos mais legtimos de commer-
clo. To grande he a importancia deste argu-
mento na quealao vertente, que julgamoa me-
rece ser cuidadosaucnle considerado ; nos
ajuntaremos tambem alguns factos, talvea
no mui geralmente conhccldos, pal a que nos-
sos leitores posaain inelhor formar suas con-
viccies acerca da conveniencia dos nietos que
empreamos com o lim que rspciamos al-
cancar.
Que certas condices. naturaes tendem gran-
demente para a perpetuidadedaescravidao no
Brasil he cousa que ninguem ignora, porm
nos nao alludimos agora nein a sua posieao
geographica directamente na linha do cuin-
mercio da costa da frica, nein extraordina-
ria conveniencia; de seus portos, comquanto
estas duas circumstancias tenham Ido descrlp-
tas por testcmiinli is competentes, como sen-
do por al mesmas sufficientes para destruir
toda a probabilidade de um bloqiieio relia.
Nao nos referimos tambem aos nterminavels
campos de solo virgern tao favoravel ao traba-
dlo escravo, que suas enormes provincias con-
ten, nem ao carcter peculiar de seus produc-
tos commerciaes,assucar, caf e diamentes;
queremos antes Indicar cerlos fados na con-
dicao social e poltica do Imperio, que tendera
mais aensivelmenle do que qualqucr dos que
temos mencionado para a mauulenco da ius-
ti tu leo da escravidao.
Km primeiro lugar deve-se observar que,
comquanto no brasil um tscravo seja verda-
deramente um escravo, comtudo um negro,
no sentido que os Americanos dan esta pala-
vi i, nao he um negro. O que queremos dlzer
he que nao ha neuhuuia distinceo social en-
tre a raca prcta e a branca, a qual d em re-
sultado a proscrip;ao da prlmeira. Toda a po
pulacao do brasil pode andar por 7,000,000 de
habitantes. Oestes inetade ou brui 3,(>00.000
o negros escravos, e dos 4,090,000 resi n.ics
mais de inetade sao pretoi livres ou pardos, e
he cenan, ente mui duvidoso se em todo aquel-
le immenso territorio se poderachar um ini-
llio de prssoas de puro sangue brauco. A
igualdade reconbecida entre as duas ricas tem
conlribuido para sua quasi perfeita fuso;
elles casam-se e associam-se sem impedimento
ou eioine, e comquanto um pequeoorgulho
aimla se possa encontrar nos descendentes pu-
ros, com tudo um sangue sem mistura j nao
he uin passaporte mais Indispensavel para as
posices sociaes ou officiaet do que a nobreza
o be cm nosso proprio pas.
Ofllciaes do exeicito carinada, minislrosde
estado, empregailoi diplomticos, advogailos,
magistrados pOdem ser, e sao inultas veiea
pretos, ou pardos, e at se tem observado que,
contra a ordem usual da natureiaem taes ma-
terias, os individuos descendentes da cruza-
inrnto das racas sao dotados de maior viveza e
sptido para os negocios do que aquelles que
descendem das rajas originara. Esta curiosa
amalgamado tem Ido em resultado tirar
instituico da escravidao um de seus elemen-
tos mais susceptiveis de rxplosn; e-t.ij.i nao
lie una qilestnu He raca ou de cor, s<-iuio lima
relacao pessoal caire senhor c escravo, e pelo
menos untos os prrto quanto os brancos sao
assim interessados em perpetuar o capliveiru
systematico de seu< proprios cuncidadaos. Alcm
dissn.bein que o rigor dea te caplivriro uo se-
ja de nenhuma surte abraudado pelo facto de
ser o preto seuhor, e at o contrario lenha lu-
gar, lodavia a condico do escravo he menos
abjecta e degradada do que naquclles paires
era que um inelhor trataineuio do individuo
he combinado com urna barreira 'nsuperavcl
entre urna e ouira rafa.
Pela clasAilirafao da popul,i(o que damos
cima, v-sc claramente que a emancipacao
di-ve ser no brasil um briu de fcil conseru-
c"facto. que aepde explicar j prlas mes-
mas rclaces que tem prodmido a fuso das
raca. j pela influencia e poltica, a este res-
peiio iuvariavrl, da igreja calholica.
Em segundo lugar apresenta-se urna con-
sideracilo, a qual, posto seja menos impor-
tante que a primeira, nem por iso deixa de
ter algum peso. O llrasil he urna inonar-
chia que, contando apenas um quartode
seculu de existencia, acha-se plantada no
meio de jovens repblicas. Os estados quo
o cercam leem lodos igualorigem e historia,
e sao habitados pelas mesmas racas, mas
estas, segundo parece, pela adopco indis
linda de insliluices republicanas, tcem
degenerado em conimunhes illicilas de
vclbacos e assassiuos. Em todas estas com-
munhes a inteira abnlico da escravidSo
foi jnvariavelmente proclamada como con
diciioessencial do republicanismo da Ameri-
ca meridional, e nilo be por consegiiinie um
resultado muito desnatural que a manuleu-
Ciio desta instiiuicilo seja ligada, os ollios
los Brasileiros, com a preservaco de sua
monarchia- Nflo obstante o systema ser
em si mesmo insustentavcl, he fcil de ima-
giniircoinquanta repugnancia um Brasile-
ro so submetteria a una assimilhaciio obri-
gutoria de suas nstiluices, anda mesmu
neste respeito, cora as do Equador ou
Chile.
Falta-nos o espaco para conlinuarmos
mais minucosanienle a enumeracSo das
circumstancias relativas qurstSo, porm
o que temos dito julgamos sufficiente para
mostrara impropriedade extraordinaria das
medidas por nos actualmente empregadas
rara produzir no espirito dos Ilrasileiros o
efTeito que desejamos. NHo he de nenhuma
sorte improvavel que a opiniao publica no
Brasil se prestara sappellacesquejudico-
samente Ihe forem fetas. Em verdade,
conforme as inrormacOcs que lemos recehi-
do, existem prcsentemcole naquelle impe-
rio inelhores malcraes para trabalho do
que aquelles que Wilberforce e Claikson
acharara, ha alguna annos,eni nosso proprio
paiz.
A imprensa em lodo e imperio brasileiro
he absolutamente livre, e quasi que tam-
bora absolutamente desoccupada;poim,em
vez de aproveitarmo-uos de 19o pacificas
agencias, persistimos em medidas qu,
sendo para nos de um dispendio incalcul-
veI, nflo lem outru resultado que o de con-
firmara propria inslituieflo que desejamos
destruir. Nos dirigimos nossas piulan >ro
picas represenUces aos Brasileiros smeu-
te pela hoco do caiihflo. Elles nilo nusou-
vem fallarsenflo pelas espingardas denos
sos cruzeiros, e aos individuos mais imme-
duuamrnte iuter.stados no trafico lrna-
se, porlanlo, fcil o representar toda nossa
cruzada como bascada sobre os motivos
interesseiros de auiblQiio commercial. Nos-
sa violencia Icnde actualmente a nacoiial-
sar um trafico que lraLa.lbainn> w -"-
ftuir, e a poltica da Inglaterra he denuncia-
da como procurando .subverter o nico
cammeriio prospero o lucrativo para o
p- to que as initituicOes peculiares e a posi-
Cilo-dopaz lendom para tornar a escravi-
dao nicamente atacavel pelo interior, nos
obstinadamente 'alacamo-la pelo exterior,
e deste modo damos frca quelles mosmos
preconceitos que he de nosse interesse des-
truir. .0 caso he um dos que reclamam em-
pricamente o emprego da frca moral, e
nos limitamos nossos esforcos a urna cega
e indstincta violencia. Que as nstituices
da escravidSo sejam precipitadamente abo-
lidas no Brasil he cousa que talvez se nfio-]
deva esperar, nem mesmo, conforme o
que havemos dilo, so deva desejar, pbrquan-
to urna tal fusilo do sangue africano nao he
urna calamidade para a rar,a importada;
porm eslas nstituices, bain como so pode
observar nos estados meridionaes da Unifio,
silo inteiramenie compaliveis com urna sin-
cera reprovaeflo assim do trafico, como de
todos os seus horriveis incidentes. Uot tal
estado de cousas, nos o lloveramos promo-
ver, mas pelo que temos dito no ser difii-
cl ao letor avaliar essas predieces que re-
presentara sua consummacllo, como deven-
do ter necessariamonte lugar em um perio-
do uo distante por meio das operaces do
esquadro africano.
(Timei.)
PEnNAMBUCO.
CAMAHA MUNICIPAL DO RECIFE.
3'StSSA onoinAsu km 23 de jCsiio db 1849.
I'resitlcneia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Carneiro Monteiro, Bar-
ros, Barata, Mamede e Vianna, faltando os
demais senhnres, abrio-se a sesso, sendo
lida e approvada a acta da antecedente.
Continuot a apurarlo dos votos para ve-
readores, e s Iros e meia horas da tarde
eslava concluida.
O secretario deu principio redacc.lo da
acta respectiva, e no pudendo ullima-la
por estar a hora bastante adianlada, ficou
para a sess.to seguinle.
Despachou-se a petico de Antonio Fer-
rera l.ima e levantou-se a sessilo. Eu, Jodo
Jos Itrreira de Aguar,secretario,a subscre-
vi. Reg Albuquerque,,presidente. Bara-
ta. Carneiro Slonleiro. Mamede. f i-
anaa.
pi no primeiro de agosto egulnte: o Co
trato ser feito por bairros, sendo eicluirt
no da BaVista o reservatorio e o -bafariz u
to a ponte," c nc do aecife a biva proxlni- ,
arco da Conceico. Os pretendeates remeiiZ
rao at o dia 10 de julho ao escrlptorio X
companliia as suas propostas em cartas fecha*
das, assigna^'as por si e por seus (adore r
coniDarccerio no ref-rldo dia 1G. Aj co'di
ccs do contrato aerao patentes uo iiie.,n
escrlptorio todos os dias de trabalho, das 0
horas da manhaa ao incio-dia, e das tre .'
seta da tarde.
Theatro de Apollo.
SABBA1K), HDEJUIJIO,
IJlliiua representacao.
Satisfazendo s instancias de grande no-
mero de pessoas, os artistas francezes ,n
tes de se dedicaren) outro qualquer'mjs"
ter, querem offerecer ao respeitavel no
blico desta cidade o mais bello drama qu
jamis lenha sido representado nos thcaira,
francezes:
Ti nta anuos
da
Vida de umJQgador,
em seis qadros.
Visto a importancia e a exlensSo desta
drama, ser elle representado sem oo.tr,
qualquer peca theatral.

IQMMIXAO.
AI.FANDEGA.
Rendlmenlo do dia 19.....
CONSULADO (ERAL.
Rendimenlo do dia 12......
Diversas provincias........
3:392,287
1:537,85
108,450
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1-2 ... ,
4:211.257
mmm>
.tiovimento do orto.
Navio inhido no din 12
Santa-Cal harina Patacho brasileiro Es-
padarte, capiulo Mancio Soares de slen-
ilonca, em lastro. "
Avisos liarittmos.
Para o Havre pretende y.
guir viageni, com muita brevidi.
de, a barca franceza Zampa, de
primeira marcha, tendo j parle do
seu Cdrregamento prompta : aindi
recebe algum frete :os prelenden-
tes pdem dirigir-se aos consif-
n a tari os da mesma, B Lasserre &
Comptnhia, ra di Senzalla Ye.
iba, n. i38.
KD1TAES.
Pela inspectora da alfandega se faz
publico que no dia 13 do rorrente se hilo
de arrematar em hasta publica, e na porta
da mesma, 11 duzias de luvas curias de pel-
lica, a 8,000 i s. a duzia ; 8 ditas de suspen-
sorios com gomma, a 10,000 rs. a dita ; 8
lencos de setim preto, para grvala, a 3000
rs cada um ; 2 Rrozas de botGes dourados,
a 12,000 rs. a groza ; 2 ditas de alfinetes or-
dinarios para camisa, a 10,000 rs. a dita ;
7duzias de caixas de massa pura tabaco, a
6.000 rs a dita ; 2 ditas de oceuloa de b-
falo com caix, a 8,000 rs. a dita ; 1 dita do
ditos dourados sem c*x, por 12,000 rs.-,
valor I ola 1-300,000 rs. : ludo apprehendido
pelo ajudanle do gusrda-mr, Florencio Jo-
s Carneiro Monteiro, a bordo da barca
franceza Catimir-de-Lavigne, na occasiflo
em que eslava procudendo busca que Ihe
foi ordenada, os quaes objeclos nflo vinham
manifestados : sendo a arremataeflo livre
iio dirctos ao arrematante. Alfandega, II
de julho de 1849. O inspector, Imz Anto-
nio de Sampaio Vianna.
Perante a thesouraria da fazenda desta
provincia se ha de por em hasta publica, nos
dias 28, 30 e 31 do mez de julho prximo fu-
turo, para ser arrematado por quem menos
proco oiTerecer, o servico da capalazia da
alfandega desta cidado pelo tempo de viiite
e dous mezes que lerflo principio no primei-
ro de setembro deste anuo, e com as condi-
Cdes que serflo patentes no acto da arre-
mataeflo. As pessoas que se propozBrem a
licitar deverflo comparecer nos referidos
dias na sala das sesses da mesma thesou-
raria, competentemente habilitadas.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial do Pernambuco, 2 8 de junlio de
1849. O oflicial-maior, Ignacio do* Santo*
da l-'omeea.
Joto Xavier Carneiro da Cunha, (dalgo catat-
leiro da cata imperial, cavalteiro da ordem
de Christa t udmtnitrador da meia do co ti-
tulado detta provincia par S. U. o Impe-
rador que eo* guarde, etc.
Faz saber que, no dia 14 do correnle, a 1
hora da larde, so ha de arrematar, em pra-
ca na porta desta reparlicflo, urna porcSu
de 17 couros salgados viudos do pui lo de
Macelo, na barcada relii-Ventura deque
he ine.-ti e Serafn) Jos da Costa, a quem f-
ram apprehendidos polo fcilor coiiferente
desta mesa, Prxedes da Fouseca Couti-
niio.por nflo trazerem guia: sendo a arrema-
ta efl o livre de despezas. Me*a do consu-
lado de Pernambuco, 10 de julho de M49
O administrador, Joio Xavier Carneiro da
Cunha.
.-- Para o Rio-de-Janeiro segu viart*
em poucos dias, o bem ronhecido brisua
Flom-Jetui. que se acha com parte de
carregamento j prompto aimla recebe li-
gnina carga escravos e passageiros, parto
que tem excellenj^ommodos : quem pre-
tender pililo dirugtjflKfo cap tilo, Joo Ves,
lura diPilva na pim'do, airpe-Sarito,<5
a ra dalladre-de-Deo^^H tarpeiro m-
P|ra o Aracsly segu, ee? "cris din,
o pataffio ianla-Crut: para o resto da car.
ga o passageiros, Ira ta-se ao lado do Coras.
Santo/lujan. 25.
--Paira Lisboa, com a maior brerirliti
possydl, partir o brigue portuguez Tanj*.
I:6l6,30i /. forradoe encavilhadode cobre.- teme>
cellentesVcommoilos e tratamento pira pas-
sageiros :^pretendents"Tj*a carga pfi.
dem Iraiar cem o capilfio, MJanoel de ol.
veira Faneco, na praca do Corpo-Santo, oo
cora l'irmino Jos Flix da Rosa, na rus di
Senzalla-Nva, n. *2.
O brigue nacional San-Jo*segu con
toda brevidade para o Hio-de-Jneito, por
ter a bordo parle de seu carregamento pi-
ra o resto da carga, passageiros e cseiavoj
a frele, trata-se com Gaudino Agostinhot
Barros, ra da Cruz, n. 66, ou com o cipr-
ino a burdo.
Para Angola sali al o dia 20 do cor
rente, o brigue nacional Deitino, cpm lionj
commodos para passageiros: a tratar na rol
da Moda, n. 7.
PARA O PORTO
sahir no dia 15 do andante mez o brigm
po'tuguez Mara-Feliz, do que be capililo
l.ourencu Fernandes do Carmo, poJendo
anda receber alguma carga miuda, assin
como anda lem alguns commodos pire
passageiros : os prelendenleg iratem coa o
dilocapitSo na Praca, ou com o consigna.
tario, Antonio Joaquim de Souza Ribeira.
Os Sis carregadores queiram mandar m
conhecimenlusao escriptorlo do consgna-
la rio, para se promptificaretn osmanifrslos.
Para o Itio-de-Janeiro segu, em pou-
cos das, o bem conhecido brigue Astombn:
para carga e passageiros, trala-sena ruada
Cadeia du Recife, n. 61, com Joilo Jos Fer-
nandes Magalhflcs.
-- Para o Par* com escala pelo Cear i
MaranhSo partir com muita brevidade o
patacho Fortuna, ja se acha com um terco
da carga a bordo, e mais de meia carga en-
gajada : quem no mesmo quizer carregir
para qualquer dos mencionados portos,d|
rija-so ra da Seuzalla-Nova, n. 42, pri-
meiro andar.
-- Para Lisboa saho mpreterivelmenl*,
no dia 18 do correnle o brigue portugus
Concei'cdo-dt-Mara: inda recebe alguM
carga e passageiros para o que offereea
excedentes commodos: trata-se com os
consignatarios, Thomaz de Aquino Fouse-
ca & Filho, ou com o capilSo na praca.
Para o Rio-Crande-do-Stil pretendesa-
hir breve o brigue Juno capitflo Jos Fran-
cisco dos Santos: anda pode receber al-
guma carga a frote, escravos 6 passageiros:
trata-se com Amorim IrmSos, o* ruad*
Cadeia n. 39.
Para Parabiba
salte, impretervelmente no dia 14 do *'
rente, o hiate nacional Btpadarte : para
restante da carga e rasssgeires, trala-aeaa
ra do Amorim, n. 36, ou cosn o mw*>
Victorino Jos Pereira, no trapiche do !
godSo.
Para a Haba sabe, uestes oitos di
com a carga que liver a bordo, o hiate So-
ciedade : quem nello quizer carregar ou if
de passagem, dirija-se a ra da Cruz do Re*
cife, n. 94.
lleclaraees.
Companhia de fieberibe.
A dmiiislrsco da companbia de Haberl-
b fax publico que, no dia lo" do correnle mez
de julho. contraan com quem niai ollerrccr
acobrancada laade20rcis por caneco d'a-
lieildes.
Joflo Keller & Companbia conlinuarflo,
por nitervcncflo do corretor Oliveire, oso
leilflode fazendas deaeda, liubo, 13 lH>J
algodfio, tuda* proprias do mercado: hojer
13 du correiUe.s 10 horas da mauhfla.uo
seuarmazem, ru da Cruz.
-Ocorrelorliveirafar leilflo, por or-
dem do icspeclivo juizo, a requoiimeolo
los crednres do davodor Manooi Joaquim
Pascoal llamos e de accordo com eata.das
fazendas da loja do dilo devedor, o arma-
eflp da mesma ludo om um s lote ou Jo-
tes a vonlade i


seniora o balanco respectivo, eassegura-
Avisos diversos.
.- A i essoa quo annunciou.no Diarlo de
Tematntiuco le terga-Ieira 10 do correte,
querer vender urna casa terrea na ra Ve-
lh, n. 125, ror 800,000 rs. querendo ven-
der por menos Iirija-se a ra da Cadeia
de S.-Antonio, n. 26, segundo andar, que se
dir quem compra,
Quero annuncinu querer comprar um
armario, dirija-se travessada campia,
n. 1, entre a ra Velha a a da Alegra.
Hoje, na sala das audiencia do S. dou-
lorjuizdo civelda primeira vara, s lt
horas para ao meio-dia, so ha de arrematar
o sitio de S.-A nna, penhorado por Luiz Go-
mes Ferrairaao herdelroa de Francisco Xa-
vier da l'onsec Coutinho, por ser a ultima
praga eserivflo Reg.
Na ra de S.-Rila, n. 91, precisa-sede
urna lavadeira, que ceja fiel, de corihe-
cimento de sua conducta.
Na ra do Cnldeireiro, n. 14, Uva-so e
engontma-secom as pnnsabillsando-se pelas fallas que hou-
TeT.
Aluga-seo primeiro andar do sobrado
o. .no Aterro-da-Boa-Vista com mui-
(os commodoi para grande familia por
300,000 rs. annuaes, com Manga idnea : a
tratar no mesmn sobrado.
Prrcisa-se de urna ama para urna casa
de pouca familia : na ra das Cruzes, n. 26,
primeiro andar.
-Alugam-se 3 bons escravos, proprios
para todo equalquer servigo de urna casa:
na ruido Vigario, n.7.
Oesappareceu no da 11 do corrente ,
as 6 horas da manhia um crioulinho for-
ru, de nome Concalo o qoal suspeita-se
filar ocpulto para er vendido como capti-
vo. Esta menino tem Sannos; he um pou-
co fulo, eterno nariz afilado. Roga-se a
quem oachar, de leva-lo a Joflo Alves de
' nujo, no Jang, d'onde desappareceu ,
,,ue seri gratificado.
No da 14 do corrente, pelas 4 horas da
tarde na ra das Cruzes se hio de arre-
tar, na praca do juiz do civel da segun-
da vara S escravos e urna mobilia, por
execuco de Regor & Caucanas contra Fir-
mino Jos Flix da Rosa.
-Mjese ha de arrematar um escravo ,
yrexecoeflo de Jos Joa'quim Fer/eirl e
Souz', na praca do juizo do clvel'da pri-
meira vara, eserivflo Santos: os licitantes
comparegam a sala das audiencias onde
tem de se proceder a arremalagflo.
--JosOongaivegFerreiro e Silva ernbar-
r para a Paral) i ha a preta Dioniziaj, para
ser entregue a sua senhora, l). .Mara Alc-
xaadrina Comes da Silva. ;
Th cairo de Apollo. >
Noilia 15 do corrente, As 10 horas da
mantilla pavera reunifio d'assembla geral
dos Srs. accionistas do Ihealro de Apollo,
para a segunda e ultima dsrussflo dos es-
tatuios.
-- Precisa-se alugar duas pessoas para
trabaiharem em uro sitio na Ponte-do-
Ucha : na ra da Cadeia do Recife, n. 45.
Aliiga-seuuia loj muito grande, pro-
pria para um armazem, o com quintal oca-
cimba no pateo da ordem tere ira do
Carmo : a tratar no sobrado por cima da>
mesma loja
-'- Precisarse de um caixeiro queentenda
de loja de miudezas e ferragens : na rus
larga do Rozario, loja de miudezas, n. 26,
D-se ainheiro a premio sobre penho-
resdeouroe prala: na ra do Hospicio
venda do lefio de miro.
Quem annunciou quwer comprar urna
enrreute para relogio, dirjase ao bilhar
do Passeio, das 2 horas em diante ; assim
como se vende o meaoio bilhar por com-
medo prego
A crioula que mora na ra Direita, n
68, e que se o/Terece para ama de urna casa,
dirija-se ra das Cruzes, n. 26, primeiro
andar. ,
Carlos Claudio Tresse fabrican-
te de orgos e realejos na ra
' das Flores, n. avisa ao respeitavef publico que concerta
orgflos., realejos, pOe marchas modernas
desle paiz concerta pianos, scraphias ,
calxas de msica acordaos e qualquor ins-
trumento que apparega : lamben) faz obra
nova e vende um orgflo proprio para capel-
la, ou aliar-mr, com boas vozes, por pre-
co cummodo.
Sociedade Apollinea.
Convida-se aos Snrs. socios para apre-
sentarem suas propostas para convidados i
partida do dia 24, em sessflo da direcgaodo
dia 17 pelas 6 horas da tarde, na casa da
sociedade.
Arrcndam-se duas casas terreas na Pas-
sigem da Magdalena ao p da ponte : a
tratar com Agoslinho da Silva Cuimarfles ,
no mesmo lugar, n. 37.
AO PUBLICO.
^Em mol eresci do numero contavamos
mdicos at agora molestias incuraveis,
contra as quaes s era permillido ao paci-
ente resignarlo para sourer um mal de que
ja nOo liavia esperanzas do poder librta-
lo, eso medie* philaetropleo a dor de ver
mui**e de1 seus semelhantes victimas de
ader, contra aa quaes se declara va
impotente, podondo apenas lamentar a fra-
queza da inlelligencia humana. Mas, gra-
ta sos progressns da medicina, gracas ao
zete de homens ineansaveis, que, nflo des-
rsperando da perfectibilidade ila sciencia,
si leern dedicado investigagllo de reme-
dios que possam alliiar humanidade de
alguna males que a aflligem, o numero das
niuleslias reputadas incuraveis vai de dia
dia dimiiiuindo. Assim, achar depois
longos trabalhos, do profunda mcdila-
'o reiteradas experiencias, medcamen-
os que rxis restiluain o uso dos dous mais
Untes sentidos de que ho dolado o
em, q liando estes ja se acliavain no sup-
lo estado He incurahilidade e inteira-
nte perdidos, he por certo um dos maio-
r' servigos que se poda prestar a huma-
Jidade; eia o que eslava reservado i um
h|imem philantrnpo da cidade de Braga, em
Portugal, cuja sciencia, cujo amor deseos
*meiiHinte se teem feilo geralmente co-
"iiecer o remedios que orw ouerecomo
lico, nfio onlram na el sise daqutlles
[VI.Iop ns.dn 1-1.,-l.ialum^nfnl.
, na referida loja, sita no largo do lea com roncos o desegmpassados brados, e
passeio-Publico. No acto do* leilflo se apre-l que o crdulo vulgo por ignorancia recebe
na boa f e sem discernimenlo, achsndo-se
depois illudido; tem, porm, de oceopa
mui distincto lugar entre os medicamentos
que maiores beneficios prestam ao homem ;
constan) elles da dissolncfio aquosa de ex-
tractos de plantas medicinaos, de virtudes
mui reconhecidas e verificadas. O longo
uso, as continuadas e severas experiencias
A que por toda a parte teem elles sido sud-
meltidos, sem que urna s vez hajam falda-
do em scus bons effeitos, e desmentido as
esperancas que sobre elles fTavia fundado
o seu inventor, lhe teem grangeado cons-
tantes e repetidos elogios dos mais sabios o
respeilaveis mdicos, assim da Europa, co-
mo da America, que unsonos ahonam e
proclaman) sua aceflo sempre certa a beni-
gna. Um destes licores he destiuado a
cnmbaler as molestias de olhos, e tem por
principal virtude restituir aos orgffos da vi-
sito suas funccOes ; reanimar e fazer reap-
parecer em sua natural perfeicflo a vista,
quando esta estiver fraca ou quasi extinc-
ta ; comanlo, porm, que no haja ceguei-
ra absoluta com desorganisaffio das partes ;
nflo menos til e enrgico he para desfazer
as cataratas, destruir as nevoas ede prom-
plo debellar qualquor inflammafBo ou ver-
melhidflo dos olhos. Nflo causa dr, nem
estimulo na parte.
Oulro liquido reslitue a faculdade de ou-
vir os sons ao ouvido tocado de surdez, an-
da que inveterada, urna vez que o mal nflo
seja de nascenca, aem causar ero tempo al-
go m o menor incommodo ao doente, e sem
priva-lo de cuidar em seus negocios.
INSTRUCgES PARA O USO DOS RE-
MEDIOS.
<5
LOTERA DO GUADALUPE.
As rodas desta lotera andnm imprcteri-
volmente no dia 1do corronte mez, como
tom sido annunciado: disto e pdem con-
vencer os amadores desle jogo, os quaes
devein por esta rasflo concorror a comprar
os bilhotesqueexistem venda nos lugares
do costme, cortos de que quanto mais ile-
pressa se acabarem os bilheles mais rapida-
menfe as rodas terlo o seu gyro.
Quem precisar de urna ama de leite ,
forra e do matto, com muito bom e abun-
dante leite, dirija-se ra das Flores, n. 21.
Precisa-sede um caixeiro de 12 a 16
annos para venda oqual d fiador a sua
conducta: nos Quatro-Cantos venda n. 95.
0 gerente do contrato do rap prince-
za de Lisboa contina a vender este rap a
retallio a dinheiroa vista e nflo se fia a
pessoa algums e roga as pessoas que an-
da eslSo a dever o favor de mandar satisfa-
zer seus dbitos.
Uproprictario do engenho Canha, sim-
ado dual Irgoas ao aul de Sanlo-Antao, etU re-
lolvldo a vender o referido engenho, o qual
inoe com animaea, e est paramentado dlo
do o preciso, e com uma afra de doui mil
paea: ene engenho tem nii.s de niela leoa
quadrada de eacelleniei terraa e de ptima
producco, tendo grandea vaneas. Tambem
se vendem, se agradar ao comprador, 32 ani-
maea de roda e 20 bois mansos: quemjpre-
lendiT, dirija-te ao mesmo engenlio, que lodo
o negocio se fnr, e se precisar de algum escla-
reciuiento, dirija-ae a ra do Quciinado, n. 27.
Homoeopa tilia.
Primeiro consultorio homoco-
pathicoem Pemanibuco, na
ra da Cadeia de S.-Anto-
O dos olhot tmprega-te do modo uguint* :
O doente pela manhfla, emjejum, uma
hora pouco mais ou menos depois que er-
guer-se do leito, tomar sobre a palma da
inflo pequea porfflo daquella agoa ; e com
ella moldar bem os olhos, fazeudo que al-
gumas gotlas caam sobre o t'olio oceular :
semoslimpar, os conservara molhadosat
quo naturalmente enxuguom : ao deitara
se a noite praticari o mesmo: durante o
lempo que usar do remedio evitar o calor,
aceflo de fumaca e o vento; far abstinen-
cia de comidas salgadas, azedas, eaduba-
das com especiaras.
0 remedio dos ouvido* tern tpplieado do mod*
que legue :
O doente pela manhfla, uma hora pouco
mais ou menos depois de erguer-se, ainda
emjejum, far derramar dentro dosouv-
dos quatro ou cinco godas do liquido, ta-
pamfo-os depois com algodflo em rama ; a
noite ao deitar-se repetir a mesma opera-
eflo. Durante o uso do remedio evitara ex-
pr, os ouvidos principalmente, aceflo do
calor e do vento, afim de evitar grande
transpirarlo, liavendo cuidado em nflo mo-
ldar os pesero agoa fria ; finalmente deve
abster-se de comidas salgadas, azedas e
adubadas.
Estes remedios estflo venda na botica de
Bartholomeu Francisco de Souza, na ra
larga do Rosario, n. 36, nico deposHo em
Pernambuco, pelo prego de 2,240 res cada
cidro.
Cartas finas de jognr
a retalho e cm poigflo muito em conta ;
Charutos
da clebre fabrica de S.-Felix e ou tros, sec-
eos a de primeira quatfdade, pelo barato
preQo de 2,000 rs. a caixa de um cenlo; co-
meslivos conservas e licores de diversas
qualidades, chegadog pelos ltimos navios;
mu soi tmenlo de viudos tranco e tinto,
ordinarios e superiores, em garrafas e em
harrjs: na ra Nova, cesa francez n. 69
nio, n. ai
S Este consultorio estar aberto todos
Q) os das, desde as 10 horas da manhaa
al s 3 da tarde : aa pessoas que nflo
podrem chegar ao consultorio po- *L
u derflo ser visitadas em suas casas, -*
(]>l praca. Os indigentes serflo tratados ^
gratuitamente, apresentando umat- m
a testado do vigario de sua freguezia. c^
m
% II Len, grava dor de todas as qua- %
% lidades o sua senhora, professora %
d desenlio actualmente residentes #
% na ra da Cruz n 40, segundo an- %
^ dar, eslflo promptosa receberquum#
- se quizer ulilisar de seu preslimo %
M das 9 horas da marUifla at s 4 da lar-
de. Os mismos pdem dar ligos em
casas particulares ?
a ---' *
-- Precisa-se de um caixe.io para palla-
ra quo tenlia pratica ou sem ella o qual
abone sua conducta ede um amassador,
que seja capaz bem desembaraQado, eque
varra o (orno: tambem se precisa de um
preio para o servico da mesma padaria :
paga-se o que so ajustar todos os mezes : na
S.-Cruz, padaria de uma s porta
O Sr. Americo Militflo de Freitas Gui-
marfles tem cartas na ra da Cadeia do Reci-
fe, n. 43. segundo undar.
Roupa lavada e engommada com asseio
epromptidflo :quem precisar, dinja-sn ao
pateo do N.-S.-do-Tergo, n. 17, que achara
com quem tratar.
O Dr. Francisco de Paula llapiisla m'u-
dou a sua residencia para a ra larga do Ro-
zario, casa n. 28, primeiro andar, ondo mo-
rou o Dr. Netto.
Aluga-se um sitio na Soledade, na es-
trada que segu para o Manguind, n. 26 : a
tratar no armazn de taboado, defroute de.
San-Francisco, n. 8.
Precisa-se comprar uma escrava quo
saida cosinhar eengommar, sendo recomi-
da : na praca do Coinmercio, n. 9, primeiro
andar.
i i
Novo pflo de Provenga. ^
Na padaria do becco das Uarroiras e ja
9 no deposito da Estrella, no Aterro- 1
BJ da-Boa-Vista, n. 39, fabnca-se o no-
vo pflo de Provenga, oqual he fabri-
cado pelo melhodo do seu primei-
a ro introductor que veo esta provin-
f. cia o com as melhorcs farinhasque
I ha no mercado, c asseio que he pos-
sivel: da mesma sorte se fabrican) as
faiiasda rainha de Hespanha boli-
nhos, blscoulos, biscoutintios, falias,
cavacas : ludo do melhor gusto pos-
sivel e proprio para cha ; tambero ha
hnlachinha de Lisboa em latas1 de 8
libras por prego commudo ; amen-
duas confeitadaa e de vanas quali-
dades.
Jos Jo
m fiiillilfl fin
im
o
H||||M|M, Azevedo Csrvslho vai
"*f*"_**ftJPj| iMltfi
Roga-se ao Sr. Christovflo de Ilollanda
Cavalcante, que esleve no engenho Cama-
ragibe, e passou-se para Arandipe de Ipoju-
ca.eque era arrematante do uma das estra-
das, que tenda a bondade de ir, ou mandar
alguem por si, so pateo do Carino, n. 18.
Agencia de passaportes.
No pateo da matriz de Santo-Antonio,
sobrado n. 4, tiram-se passaportes para
dentro e fra do imperio, assim como cor-
rem-se foldas e despicham-se escravos.|
Precisa-se de uma ama deleite, que n
tenha bom e abundante, para urna cnanga
< meiro andar.
ASSASSINATO HORROROSO!
D. Francisca da Cunha Bandeira de Me-
llo vi uva do Burgos, e seus filhos pedem
encarecidamente ansSrs. delegados e todas
as nutras sutoridades policiaca, caplfles de
campo e pessoas particulares a apprehen-
sflo de dous de seos escravos que, em o seu
engenhoAgoas-Claras doUrucu' da fregue-
zia de -S.-Antflo, dirigiram-se a casa de seu
administrador o Portuguez Domingos de
Oliveira e all achando-q dormitlo assas-
sinaram-no com uma fouce dando-lhe um
s golpe na testa, de msneira que abri-
ram-na. Este brbaro acontecimento leve
lugar no dia 26 de malo do corrento em
alta noite, e assim que perpetraran) esse
crme evsdiram-se; e como os annuncianles
querem os entregar aos Iribunaes de ju--
liga para devidamenle s rem sentenciados,
fazem o presente seguimlo esleoutro.
200,000 rs.
D-se esta qoantia de gratificagflo a quem
levar ao engenho Agoas-Claras, de Uruc,
da viuva do liurgos, ou nesta praca, no
paleo do Carmo, n. 18, seguido andar, a
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len, os dous escravos seguintes que ru-
girn) nos das sahhado para domingo, 26
a 27 do corrento : Vicente, pardo de 26 an-
nos, de altura regular cabellos crescidos e
'carapnhudos testa sobresabida odos pe-
queos, nariz chato, tomador de tabaco de
caco, rosto descarnado e com espinhas,
sem nenduina barda; levou 1 Camisa do na -
dapolflo uma caiga de casimira usada, uma
jaqueta de bretanlia, um bonete do velludo
azul ja usado, um chapeo de palha, um
dito de pello preto : Joaqum, crioulo bas-
tante preto, de 38 annos, alto, secco, cara
pequea bem barbado ; tem o coslume do
levar a inflo barba ; he gago ; andar com-
Dassado; dizem termfli em Pajah-de-Flo-
res; foi escravo docapitflo Leandro Bandei-
ra de Moura do Apody o qual so arda pre-
sentemente na comarca de S.-Antflo, e tem
um sitio em Craval; presume-se terem
partido para o Apody, onde lia muitos pa-
tentes do dito Moura; comquanlo o primei-
ro andasse sempre em viagens dos sertes
dosul ao pculo, com os cobradores desta
casa : este ultimo escravo levou um chapeo
preto de pello o nutro do couro duas ja-
quetas brancas, 1 caiga do briiu pardo 1 di-
la de riscado, 1 camisa de niadapolflo,
duas ditas de algodflo da trra e ceroulas.
Roga-se a vigilancia uestes don escravos,
que vindo cum muila brevidade, serflo
gratificados ainda com mais Jo que se ofTe-
recc.
Furtaram, no dia 7 do corrente, um
cavallo caslanbo, com um espravflo na per-
na signal bronco na testa ps hrsncos,
de bom tamanho : quem o levar ra de
Apollo armzem n. 22, ser recompen-
sado.
No seminario de Olinda procurs-se
um mogo portuguez, inglez, ou francez,
por menino quo seja, para criado de uma
casa : a fallar no mesmo seminario, com o
seu reverendo reilor ou vice-reitor.
Precisa-se alugar urna preta escrava
para todo o servgo de uma casa do diminu-
ta familia : pagam-se-lhe 6 mezes a.imita-
dos: na ra do Azeite-de-1'eixe, ou travessa
da Madre-de-Deos n. 7, primeiro anuar.
Prccisa-se de um trabalhador de mas-
De ni i si a.
D. VY. Baynon, cirurgiflo dentista a-
roericano breve se retira desta pro-
vincia e pelo pouco lempo que aqu se de-
mora, tem a honra de olTerecer ao respei-
tavel publico o seu preslimo, na ra do
Trapihe-Novo, n. 14.
-Jr? Ca pteos de sol jr
Ra do Passeio, n. 5.
Oh! que petincha para o amavel o res-
peitavel publico .' Novas sedas da methor
qualidarie que se pode fabricar, por serem
de encommenda e da melhor fabrica de
Franca, recebidas agora.
O fabricante deste estahclecimenlo ad-
verte ao respeitavel publico desta cidade
que elle possue presentemente um rico sor-
timento de chapeos de sol, assim como cha-
peos de sol de seda furta-cres, dos mais
ricos que teem apparecido neste mercado,
e de cores condecidas ; ditos para senhnras
de bom tom, adamascados, lavrados, com
suss competentes franjas de retroz, ludo
que lem de mais moderno e do melhor gus-
to ; um completo sortimento de chapeos
de sol de panninho de todas as cores e de
todos os tamanhos, para homens, senhoras
e meninos: hs tambem igual sortimento de
fasendas para cobrir armages, tanto de se-
das de cores, como de pannnhos trangados
e lisos imitando seda. Adverte-so. que os
freguezes serflo servidos com brevidade, e
se achanto salisfeitos da boa qualidade, do
bom gosto e do bom prego.
FNDICAO DE FERRO
E FABRICA DE MACHINAS NA RA DO
RRUM. Bowman & Me. Callum, engenhei-
ros machinistas e fundidores de ferro, mui
respeitosamente annunciam aos Senhoras
proprietanos ileongenhos, fazendeiros, mi-
neros, negociantes, fabricantes e ao res-
peitavel publico, que o seu eslahelecimento
de ferro movido por machina do vapor con-
tina em effeclivo exereicio, e se aeda com-
pletamente montado com apparellios da pri-
meira qualidade para'a perfeila confecgflo
das maiores pegas de machinismo.
Habilitados para empretiondcr quaesquer
obras da sua arle, Bowman & Me. Callum
desejam mais particularmente chamar ..
attengflo publica para a sseguintes, por
terem deltas grande sortimonto j promplo,
as quaes construidas na sua fabrica pdem
competir com as fabricadas em paiz es-
trangeiro, tanto em prego como em qua-
lidade das materias primas o inflo d'obra,
a saber:
Machinas de va pnr da melhor construcgflo.
Moendas de canna para engenhos de lo-
dos os tamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animaes.
Rodas d'agoa, moinhos de vento e serra
rias.
Manejos independcnlcs para cavallos.
Rodas dentados-
AguiIlutes, bronzesochumaceiras.
Cavillics e parafusos de todos os tama-
nhos.
Taixas, pares, crivos e boceas de forna-
Iha.
Moinhos de mandioca, movidos a mflo ou
por animaes, c prensas para a lila.
Chapas de fogflo e frnos de familia.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de
bronze.
Bombas para cacimba o de repucho, mo-
vidas a mflo, por animaes ou venlo.
(uindasles, guinchos e macaco?.
Prensas hydroulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varandas, grades e portes.
Prensas do copiar cartas e de sellar.
Camas, carros de mflo e arados de ferros,
Al.'ni da supcrioiiade das suas obras, j
geralmente reconhecida, llowmau & Me.
Callum garantem a mais exacta confurmi-
dado com os moldes e dezenhos remedidos
pelos Senliores que se dignaron do fazer-
Ides cuco ni mell las, aproveila n.lo a OCCOSflO
para ogradeccrem aos seus numerosos ami-
gse freguezes a preferencia com que teem
sido por elles honrados, e asseguram-lhes
que nflo pouparflo esforgos e diligencias
para continuaren) a merecer a sua coufi-
anca.
#3>- >* --a>- seira :
ii.*8.
na ra larga, do Rozario, padaria
O Dr. Lobo Moscoso conti-
na a receber doentes em sua ca-
sa, no A trro-da-Ba- Vista, n. 48,
onde ha commodos su lucientes,
nao s para se trataren} de suas en-
Icrmidades, como para se Ihes fa-
zer qualquer operacao : as pessoas,
portanlo, que se quizcreui curar ou
mandar algum escravo, pdem di-
rigir-se ao annnciante em dita ca-
sa, certos de que serao tratados
I com todo o desvelo.
LIMA l
faz sciento a quem couvier, que mu- u
dou o seu eslahelecimento de unifor- J
mes militares da loja da ra do Quei- ;,'
mado, n. 10, para o primeiro andar T
do sobrado n. 19 da mesma ra m
aondo contina a vender os ditos V
t uniformes para todas as patentes das A
9 differenlos armas do exercitoe guarda if
^ nacional, msicas etc. | tendo eITcc- i
tiv,mente aboluaduras para fardas u
c sodre-casacas de (odas us clases I
galOesdeouroe prala Tina para di- Q
visas, caigas e chapeos de pagens T
chapos envernizados par pagens, A
r de rmas as mais modernas a 5,000
s ruis.
Fugio'do abaixo assignado, no dia 6 do
corrente, das 7 para 8 horas ds noite, o seu
escravo crioulo, do nome Filipre, baixo,
grosso, bem barbado, ida de pouco mais ou
menos de 38 anuos ; vestido de caiga e ca-
rniza de algodfloziuio, chapeo do palha pin-
tado de preto : desconfia-so ter ido para o
lugar du Brejo-d'Areio, de onde ho natu-
ral: quem o pegar, leve-o a ra Direita, n
27, segundo andar, que ser bem recom-
pensado. Hemelerio Vaciil da Silta.
I'recisa-se de 200,000 rs. a juros por 18
mezes, dando-so boa Irma por fiain na
estrada de Joflo de Barros se adiar coro
quem tratar.
Aluga-se uma escrava para o servigo in-
terno de urna casa de familia i a tratar na
ra da Gloria ii. 76. Na mesma casa rec-
bense roupji) para engommar.
Do primeiro andar da casa n. 28, atrs
da matriz, cahioum pequeno^ato maltoz:
iiuom o pegou querendo restituir, leve-o
a dila casa, que ser generosamente re-
compensado, gpk
0 arrematante do dimfo dos
cocos
faz certo que os predios que nflo pagam de-
cima sflo os que deven o segund.. anno ao
dilo imposto, sendo de 1847 ai 1818.
--OSr. Francisco Alves de Pinho tem
cartas na ni do Trapiche-Novo, n. 16, se-
gundo andar. ___.
-Precisa-sede uma pessoa psra o servi-
go de uma padaria : atrs da matriz da Bos-
Vlsta, n. 22. .
Alugam-see vendom-se bitas hambur-
guezas, das melhores que ha no mercado :
na ra das Cruzes, n. 40.
Guildermc Smilh, por seu bastante pro-
curador, embarca para oMaranhflo osseus
escravos, Mara do Rozario, de nagilo Baca ;
e os crioulos Antonio, Miguel e Maria Jos.
I'ede-se encarecidamente a peasoa u#e
levou, talvez por engao, um capote de
panno azul, de um des corredores do pala
eio dd governo, na noite do dia 5 do cor-
rente mez, entregue-o na ra da Crux, d.
55, ou annuncie onde deve ser procurado.
Aluga-se uma excellenle casa na ra
do Seve, junto a uma olaria, com 9 quartoe,
e um grande sotflo: na ra da Cadeia do Re-
cife, n 51, segundo andar.
Gratificaco de too,ooo rs. por
um relogio.
Desappareceu um relogiodeou-
ro de patente, suisso; no he de M-
bonele, lem mostrador de louca,
autor Le Hoy ck Fils, e no mos-
trador uma quebradura ; levou
urna cadeia de ouro com um peque-
o grupo, sendo o sinet de mo-
saico, e est tim pouco quebrado.
Quem a presentar o mencionado
relogio na ra da Cadeia do Meci-
fe, n. su, receber a gratificarlo
olTerecida sem mais ndagacSo al-
guma.
Comoras.
Compra-se urna escrava boa costureira
e engommadeira ; assim como escravos fer-
rciros ecarpinas : no paleo do Carmo, n.
18, segundo andar.
Compra-se uma carroga nova ou em
bom oslado, e quo Irabalhe com dous hois :
na ra Direita, venda que foi de Jos da
Ponda n. 23.
-- Compra-se uma escrava recolhida,quo
saiha bem engommar e coser: paga-se bem:
na ra de Agoas-Verdes, n. 46, se dir quem
compra.
Compra-se uma corrente para relogio,
de 3 a 5 oitavas: quero tiver annuncie.
i'nmpram-se 20 canoas de* areia: na
ra da l'raia-de-S.-Rita n. SI.
Vendas.
Vende-se uma negra da Costa, a qual
l 400 rs. diarios, o motivo se dir ao com-
'prador: no pateo do Terco, o. 17,
Vende-se uma taberna as Cinco-Pon-
tas, n. 23: a tratar na mesma taberna.
Vendem-se velas de carnauba de seis
e noveem libra, muito a Ivas, que parecen)
esper mcete o dfo doa luz, por prego mul-
lo commodo : na ra de Hurtas, n. 120.
Na rus da Cruz, armazem n. 33, de S
Araujo, vendem-se superiores batatas de
Lisboa em canastrasde3 arrobas, a 2,000
rs a arroba : tambem se vende as arrobas.
Vende-se urna botica com armagflo
moderna na cidade do Goianua qa ra
do Amparo : a tratar na mesma botica, ou
com Bartholomeu Francisco de Souza na
rus larga do Rozario, n. 36.
Vende-se a venda do At,er
ro-da-Boa-Vista, n. 2i : a fallar
com Manoel Fructuoso da Silva,
na ra doCamarSo, n. 5.
Vendom-se duas excellentes redes
do Maranhflo de algodflo e pintadas : na
ra da Cadeia do Recife loja n. 51.
Vende-so um carro de bois, novo e
bem fciti,; no engenho Velho do S.-.Vma-
ro-Jaboato.
do bom e batato.
Na rus doQueimado, vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, conlinuam-se a ven-
der suspensorios de seda a 500 rs. o par ;
luvas de seda a 200 rs. O par ; meias de
seda curtas, pretas, brancas e de cores a
800 rs. opar;|engo8pretosdeeda, a 200
- ditos de cambraia para grvala a 400
rs. .
rs. ; lengos brancos a 180 rs.; e outras
muitas fazendas por commodo prego.
Vende-se a muito acredita-
da I irinlia franceza fiaron, (llega-
da ltimamente, e por preco rasoa-
vel : na iua da Senzalla-Velha,
n. 138.
Queijns de qualha.
Vendem-se superiores queljos de quartia,
rhegados ltimamente do Cear pelo vapor
Pararme: na ra da Madre-de-Deos ven-
da n. 36.
-- Ainda resta porvendor-se uma peque-
a porgflo de retratos das principaes pes-
soas de Portugal e Hespanha que se darflo
agora por menos do que at aqu se teem
vendido, alienta a precisfloque ha de se
liquidar este negocio: vende-se tambem
urna excedente obra Picciola f S volu-
mes, traduzida do francez, e premiada pelo
instituto do Franca: na ra Nova, n. S, loja
de Maya Ramos &C.
Para casas particulares.
fiatatas de Tenerife, muito su-
periores, a a,56o rs. a arroba :
no armazem do Annes, caes da Al
fandega.
Vende-se uma preta da Costa, a qual d
400 rs. diarios, ao comprador se dir o mo-
tivo: no pateo doTergo, n. 17.
Vende-se um vestido e louca de meni-
no, proprloi para baplisado por ser obra
muilo asseiida' na ra da Cruz, a. 49.
A


- Vende-se o engenho do Canha, dua legoa
ao sul de Santo-Antao, sendo dito i ngenho dr
animaea e estando moentc, com safra para mais
de dous. mil paes, tendo mals de inela legoa
qundraila de trra, de multo boa produccao,
mhIii uito alsjjenlio grandes varzeas, bem como
32 animaes^ro rod e 20 bois de crrela A
tratar com leu proprletario no dito engenho, o
qual tofi o negocio fnr, e para tomar algUDI
ciclareclfnenlo na ra do C iclmado. n. 27.
Cha barato.
Vende-se muito bom cha, pelo preco de
.100 rs. a libra : ni ra do Crespo, n. 23.
Deposito da fabrica de
Todrs-os-Santosna Babia.
Vende-se em casa deN. O. Bieberfc C.
na ra da Cruz, n. 4, algodflo trancado
daquella fabrica, muito pioprio para saceos
de assucar.
Pechinchas para liquidaco.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo, n.
S A, ao p do arco de S.-Antonio, as seguin-
tes fazendas, para liquidacSo: corles de cas-
aa com seto varas, para vestido, de muito
lindos padroes e de cores flxas a 2.000,
2,500, 3,000 e 3,500 rs. 'corles de collete de
setim lavraiio de diversas corea, a 4,000 rs.;
ditos de gnrgurflo de seda, goato moderno,
a 2,500 e 3,000 rs. ; ditoa de velludo de di-
versas cores e tsmbem lavrados, a 2,500
at 4,000 rs. o corle; fustflo branco alcochoa-
do para colle'e, a 500 rs o corte ; gorgu-
rilo de algodSo escuro, para collete, a 200
rs. o corte; casimira para calcas, de supe-
rior qualidade e gnsto delicado, a 4,000 rs.
o corte ; cassas de cOres com 4 palmos de
largura, propriaa para vestidos a 240 rs. o
covado ; e outras muitas fazendas : bem co
mo anda restam alguna pannosJinns de 3 e
4,000 rs. ; merino, a 9,560 rs.; lentos guar-
necidos de bico para mSo de senhora, a 400,
500 e 640 rs.
Vendem se presuntos inglezes psra
fiambre ; latas com bofachtnhas de Lisboa ;
ditas de araruta ; ditas de mermelada de
1,9 e 4 libras ; ditas de sardinhas ; ditas de
hervilhas ; ditas de chocolate de Lisboa
frascos de conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja; barris com azeilonas brancas de
Elvas ; garrafas com viudo moscatel de Se-
tubal e da Madeira ; queijos de prato ,
frescaes: tudo novo e ebegado ltima-
mente de Lisboa; na ra da Cruz, no
Recie, n. 46.
Taixas para engenho.
Na rundirlo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de rereber um completo sorlimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acbam-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carrossem despezas ao
comprador.
Vende-se algodSo trancado
da fabrica de Todos-os-Sanios a
370 e a 3oo rs. a vara : na rua da
Cadeia, n. 5a.
A 1,000 rs.
o corte de raleas.
Vende-se brim trancado pardo de puro
I i ntio a mil rs. o corte de calcas : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
Vendem-se sellins inglezes e
canias de ferro: na rua da Senzalla-
4a.
AGENCIA
da fundi^ao Low-Moor,
BA DA SENZALT.A-JNOVA, N. [\1.
Neste estabelecimento conti-
ne a haver um completo sorti-
mento Je moendas e meias moen-
das, para engenho; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido e
co'ido, de todos os taannos,
para dito.
A aoo rs. o covado.
Vende-se zuarte azul trancado, muito en-
corpado e cora 4 palmos e meio de largura ,
a melhor fazenda para vestir escravo pelo
barato preco de 200 rs. o covado: na loja da
esquina da rua do Crespo, que volta para a
cadeia.
A pechincha.
Cortes de cambraia adamascada
com toque de avaria, 2,5oo res ;
ditos I i m pos para vestidos e corti-
nados, a 3,ooo ris ; dilos de tala-
garca, a i/ioo ris ; ditos finos, a
2,5oo ris; cassa-chita de cores fi-
xas, a 3oo ris o covado; viseado
em cassa, o covado a aoo ris; lan-
zinlias para vestidos,calcas e roupa
de meninos, a 3ao ris o covado ;
e outras muitas fazendas por preco
brrato : na rua do Crespo, loja de
Cimba Guimaraes, n. 15
A 64o rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo, dos
mais encorpados que ha, e proprios para es-
cravos, a 640 rs. cada um: na rua da Cadeia-
Velha, n. 33.
Aos 2o:ooo,ooo de ris.
Continuam-se fir?
-4
de
.le
nova, n.
Toha de Flandres.
Vendem-se canas com folha de Flan-
dres : em casa de J. J. Tasso Jnior: na rua
do Amorim, n. 35.
Na rua Nova. n. 5,
vende-se um lindo mulatinhode 15 annos ,
proprio para pagem, por saber muito bem
bolear; um rooleque de 16 annos, muito
lindo ; um dito de 18 annos ; um preto bom
conheiro ; um dito bom ganhador de rua
3uo paga 560 rs. pordia; urna parda de lin-
a figura de 20annos, com todas as ha-
bilidades precisas ; urna preta por 300,000
n. ptima para vender na rua, por ter
disio pratica ; urna dita ptima para o tra-
balho deenxada ; nma dita de 20 annos ,
boa quitandeira.
Em casa de Jo.lo Slewart vendo-se man-
telga ingleza chegada pelo ultimo navio,
por preco commodo e quantidade a von-
ladedo comprador.
Vendem-se dous escravos de bonitas
figuras : na rua da Cruz, no liedle, n. 43.
Novo sortimento de brim trancado
a i,5oo rs.
Vendem-se brins trancados brancos, lisos
e delislrasde purolinho, a 1,500 rs. o cor-
te ; cortes de fustln alcochoado a 480 rs.:
na ma do Crespo, loja da esquina que volta
para a Cadeia.
Na livraiia ns. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia vende-se o soguinle :
MANUAL KLEITOflAL
contendo a le regulamentar das eleicfiese
os decretos e deciraes do governo que dflo
esclarecmenlos sobre sua exeeuc.no,expedi-
dos at abril do corrrenle anno, coro notas
explicativas fundadas uestes mesmos escla-
rec mentos;
NOVO MANUAL DO JUIZ DE PAZ
contendo urna minuciosa explicacao de to-
dos os spiI setos no desempenho de soas
aUribuicOes, seguido de um appeodice das
leis, regulamentos, avisos, etc. relativas
aos ditos juizes inclusive as das elcicoes ,
eregiment dos salarios, e de um ndice
alphabeticode todas as materias contidas
neste manual;
CDIGO DO PROCESSO CRIMINAL
de primeira instancia do imperio do Brasil,
com a disposieflo provisoria acerca da ad-
ministracilo da juslica civil, seguido da Iei
de 3 de dezembro de 1841, e regulamentos
para sua execueflo do 31 de Janeiro e 15 de
marco de 1842, segunda edic&o mais cor-
recta e augmentada com notas.
SSSF.
Msnoel ds Silva Santos continua a vender
barricas de familia de trigo da marca ci-
ma mencionadas, ltimamente chegada a
este mercado: a tratar no armazem de Anto-
nio Aunes, no caes da A'fandega.
Vende-se cal virgem de Lisboa de
superior qualidade, em barris de 4 arrobas,
chegada oeste mez pelo brigue Mana-Jote :
a tratar na rua do Brum armazem de
Antonio Augusto da Fonseca, ou na rua do
Vigario, n. 19.
a vender bilhotes, meios, quartos, oitayos e
vigsimos da decima lotera concedida a
beneficio da construyo e reparo das ma-
trizesda provincia do Rio Je-Janeiro cu-
jas listas devem de chegar a esta provincia
no primeiro vapor : na rua da Cadeia do He-
r le luja de fazendas, n. 51, de Jofto da Cu-
nta MagalhSes onde existem as listas das
loteras passadas.
Superior arroz fraudo de vapor.
Acaba de chegar pelo Paraeme e vnde-
se por commodo preco: no armazem que
foi do Braguez, ao pe do arco da Concei-
(9o.
Bilhetes com assignatura de
Siqueira.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo de ris.
He chegada a lista da terceira lotera
Campos e com ella grande sortimento
bilhetes, meios, quartos, oitavos e vigsi-
mos, na ruada Cadeia, n. 56, loja de fer-
ragens, de Antonio Joaquim Vidal. Adver-
te-se que destas loteras fram vendidos na
mesma loja os bilhetes ns. 1,015 e 5,505
com 1:000,000 de rs.; sssim como na ante-
cedente se vendeu o numero 5,573 com
4:000,000 de ris.
Novos riscados monstros, de vara
de largura, a 320 rs. o covado.
Na rua do Crespo, n. 5, vendem-se os no-
vos riscados monstros, muito finos e pa-
drees nunca viudos a este mercado, pelo
barato preco de 320 rs. o covado.
0 monstruoso bramante de linho
de 11 palmos de largura.
Na loja do GuimarSes & llenriques, na rua
do Crespo, n. 5, vende-se bramante fino de
uro linho de 11 palmos de largura, pelo
ralo preco de 2,800 rs. a vara ; ricos co-
bertores de barra de seda, muilo grandes, a
6,000 rs., e mais pequeos, a 5,000 rs.;
fazendas estas nunca vindas a este mer-
cado.
Pannos, ale 3,000 rs. o covado.
Na loja de Cumanes & Henriques, na rua
do Crespo, n. 5, vende-se panno preto e
azul, pelo barato preco de 3,000 rs. o co-
vado e preto mais inferior pelo diminu-
to preco de 2,000 rs. o covado j bem como
um completo sortimento de todas as cores,
e de diversos precos.
Chitas decores fixas, a 5,200, ou
a 140rs. o covado.
Na loja n. 5, que faz esquina para a rua
do Collegio vendem-se chitas de bons pa-
driles e cores fizas, a 5,200 a peca e 140 rs.
o covado ; ricos corles de cassa da lainha
Victoria a 3,600 rs. o corle ; lindas cassas
fraucezas, largas, pelo barato preco de 610
rs. a vara : esta fazenda se torna muito re-
commendavel por ser de padrOes novos e
muito finas ; alm destas lia um com-
pleto sortimento de todas as qualidades de
fazendas, por preco muito commodo.
-- Vende-se superior familia de mandio-
ca em barricas, por preco commodo, e sac-
casa4,000rs.: no armazem da rua de A-
puo, ii. 4, o no du dufunlo Braguez, ao p
do arco da Conceic&o.
4os fumantes de bom gosto.
No armazem de mnlhados atrs do Cor-
po-Santo, n. 66, ha para vender, chegados
pelo ultimo vapor viudo do sul, superio-
res charutos S.-Felix, e de outras muitas
qualidades que se venderlo mais barato do
que em oulra qualquer parle* bem como
cigarrilhos hespanhes, ditos de palha de
milho, que seestflo vendendo pelo diminu-
to prego de 500 rs. o cenlo.
A elles antes que se acaban.
Na loja da rua do Crespo, n. 5 A, ao p do
arco de S.-Antonio, vendem-se cortes de
cambraia de cores flxas de novos padrOes,
a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.; pecas de cassa de
babado, com 10 varas, pelo diminuto preco
de 2,560 r.; panno fino azul e preto, a
9,500 e 3,000 rs., superior fazenda ; cortes
de seda para collctes padrOes novos a
2,000 rs. ; assim como ha um sortimento
completo do todas as fazendas, por preco
mais commodo do que esa outra qualquer
parte.
-- Vende-se] um lindo mulatinho de 19
annos 'de idade, de excellente conducta e
com muilos bons principios de sapateiro ;
urna escrava de nacflo, pare todo o servico
de casa ; duas ditas para o campo ; um rno-
leque de nacflo : no pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vendem-se pecas de m dapolo largo
com 20 varas, muilo forte, proprio para
roupa de pretos, a 3.000 rs; ditos mais finos
a 3,600, 4, e 4,500 rs.; linhas grossas do
novelo, alguma cousa sujas.a 160 rs a quar-
ta e tres nvelos por 20 rs.; pecas de chi-
tas para forro do bah a cito patacas; chi-
tas de coberta, bonitas eslampas, a 160 rs. o
covado; ditas, cOres fixas. muito fortes e no-
vas, a 5,400 a peca, oa160rs. a retalho
lencos de toquim com frangas, proprios pa-
ra meninas de escola, a 640 rs.: na rua do
I'asscio, loja n. 17.
~ Vende-se chsmpsnha da maissuperior
qualidade que tem viudo a este mercado :
na rua da Cruz, n. 27, armazem de Crocco
&(V
Na loja da rua do Crespo, n. 6, ao
p do lampeSo, chegou novo
sortimento de fazendas, todas
de muito superior qualidade e
muito baratas.
Cortes de brim trancado branco liso e
listrsdo, a 1,500 rs ; ditos escuras, a 1,000
rs. ; dito cor de ganga, a 1,440 rs.; cober-
tores dealgodflo americano, muito encor-
pado, a 640 rs. ; chitas finas e de cores fl-
xas, a 6,400 rs. a pees e s 180 rs. o cova-
do ; chapeos de mansa a 1,600 rs. ; ditos
de seda a 640 rs. ; pecas de cassa para ba-
ilados, a 2,400 rs., e 320 rs. a vara ; e ou-
tras muitas fazendas por preco commodo.
Vende-se orna casa terrea, sita na 1ra-
vessa do Peixoto, a qual rende 8,000 ris
mensaes, por 900,000 rs, ou troca-se por
esersvos Esta casa est ao vendedor em
1:925,000 rs., como mostrar de escriptura
e mais documentos. Trala-se no paleo do
Carmo, n. 18, segundo andsr.
Vende-se urna escrava cabra, btstan-
tante robusts, por preco commodo : na rua
Bella, n. 14, primeiro andar.
Vendem-se tenas de vidro,
em grandes e pequeas porcSes :
no armazem da rua da Cruz, nu-
mero 48.
Pechinchas extraordinarias*
Na rua do Crespo, n. 5 A, vendem-se lu-
vas de pellica, tanto para homem como pa-
ra senhora a 160 rs. o par ; ditas de seda
curtas, para senhora a 120 rs., e com-
pridas a 610 rs.; meias de seda compri-
das, tanto brancas comopretss,a 1,280
rs. o par ; ditss brancas, bordadas e a her-
as a 1,600 rs. o par ; ditas pretas e bran-
cas psra homem a 1,000 rs. o par; luvas
compridas de pellica para senhora., a 640
rs. o par ; e outras muitas fazendas que se
darflo as amostras com o competente pe-
nlior.
Vendem-se. as fojas do abaixo
lixas de tartaruga ; sspatOes em barricas ; | do Para no ultimo vapor: na rua do Tr.
arutos finos de S.-Pelix; ponnasde emfc ;,che, n. 96, caas de Manoel Duarte r
da Cruz, no Rocife,
fojas
assignado,
na rua Nova, n. 28, defronte da igreja da
ConceicSo e na rua do Queimado, n. 9, de-
fronte do becco do Pelxe-Frito, sellins in-
glezes e francezes para montara de ho-
mem esenhora ; cabecadas brancas, rolicas
chalas ; ditss de couro de lustro ; talinse
cananas de couro de lustro, brencas e pre-
tas ; barretinas para ofllciaes e soldados de
infantaria e cavallaria ; bandas ; pernciras
de couro de lustro e brancas : couro de lus-
tro branco eamarello para canhOes de bo-
las; fundas nglezas, de urna e duas veri-
Ibas ; colchoes do todss as qualidades.
Antonio Firreira da Coila Braga.
Oculos de alcance.
Vendem-se multo superiores oculos de
slcance recentemente chegados de Ingla-
terra por prego commodo : no cscriplorio
de Eduardo H.VVyatt, na rua do Trapiche-
Novo, n. 18.
A 640 rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo smeri-
cano, encorpadose grandes, a duas pata-
cas ; chitas escuras de bons padrOes e cO-
res seguras, a meia pataca o covado: na
rua do Crespo, na loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
Vende-se vime, chegada ltimamente
no brigue Novo-Vencedor: na rua do Apol-
lo armazem de Antonio Augusto da Fon-
seca.
A aoo, i,a8o e i,5oo rs.
Na rua do Crespo, n. i4 loja de
Jos Francisco Dias.
vende-se superior brim pardo de puro
inho, a 1,280 rs. o corte; dito cor de gan- br,d lirn _
ga, a 1,500 rs. o corte ; superior chita de ra-
magem para coberta, de cores muilo fixas,
s 200 rs. ; chitas miudinhs? de todas as co-
res e de pannos finos, a 160 rs. o covado;
ditas de superior qualidade, a 200 rs.; cor-
tes de fustOes de cores fixas, a 320e400 rs.,
e de superior qualidade, a 1,280 rs.; pecas
de bretanha de rolo com 10 varas!, a M00
rs.; e outras muitas fazendas por barato
preco.
Vendem-se 6 lindos moleques de na-
C1o e croulos, de 16 s 90 annos, sem vicios
nem achaques ; 2 pardos de 18 a 20 annos ,
um dos quaes he perfeito efilcis! de sapa-
teiro, e ambos proprios para pagens ; 4 pre-
*os de 25 a 30 annos de bonitas figuras ,
sendo um delles bom serrador e muito h-
bil para qualquer servico, o qual he de na-
cSo e nSo tem vicios nem achaques o que
se afiance ; um preto de meia idade, muito
bom cozinhero, equed-se em cotila ; bem
como oulros mullos escravos: oa rua do
Vigario, n. 24.
Lencos pretos paw grvalas a
720 rs. cada umf, J
Na loja n. 5 da rua do Crespo, vendem-se
lencos pretos para grvalas, com um peque-
no loque de mofo, pelo barato preco de 790
rea.
Vende-se urna escrava de 13 a 14 an-
nos que sabe coser chao e fazer todo o
mais servico de urna casa: ao Koiie-do-
Mattos, n 10.
Vende-se urna porcSo de cssaes de
pon los de muito boa raca por preco de-
masiadamente commodo: na rua da Flo-
rentina, n. 16.
Vendem-ae superiores velas de car-
nauba em caixaa chegadas do Araccaly;
c
ch
bahuszinhos: na rua
0.24.
Borneas de gamma-graxa
vendem-se na Io|a delivrodo pateo do Col-
legio n. 6, de JoSo da Costa Dourado.
Cha brasileiro.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
molliados, atrs do Corpo-Santo, n. 66, o
mais excellente cha produzido em S.-Pau-
lo, que tem vindo a este mercado, por
preco muito'commodo.
Vende-se repertorio das leis extrsva-
Santes ; Lobfto, aeces summarias : na rua
o Queimado, loja n. 13.
A tgooo'rs.
o cenlo de ceblas novas e grades : no ar-
mazem de Francisco Dias Ferreira ao p
da alfandega.
Vende-se urna poreflo de madeira de
louro qne foi da annacftb de urna loja, mui-
to secca e propria para marceneiro; um
balcflo ; 7 caixilhos envidracados: tudo
muito proprio para loja de fazendas, miu-
dezss e calcado : no Aterro-da-Boa-Visla ,
n. 79.
Carlosllsrdy, ourives, na rua Nova,
n. 32 vendem obras de ouro de Iei, co-
mo sejam: brincos, anneis, alfineles, gar-
ganlilhas e obras feitas na Ierra : tamben.
concerta e faz obras de encommends. Na
mesma loja vendem-se chapeos de palha de
arroz abertos e bordados, os mais bonitos
que teem spparecido, enfeitadose semen-
feites ; chspos de palha suissa para se-
nhora e meninas de todos os tamaitos, en-
feitados e sem enfeites; fitas largas, flores,
penachos de todas ss cores e muito ricos pa-
ra chapeos ; luvas de pellica para homem
e senhora ; ditas prelas para senhora; ditas
de algodflo brancas e de cores para ho-
mem montar a cava] lo ; meias de seda bran-
ca e preta para senhora ; ricos lencos de
garca para senhora; lengos de seda para
grvala de homem ; crep de todas as cO-
res ; requififesde seda para enfeites de cha-
Kos e vestidos ; franjas para manteletes ;
nucas para meninas; armacoes de chapeos
de formas modernas e de todas as cOres ,
muito facis de cobrir; manteletes de seda:
todas estas fazendas sSo novss e chegadas
de Pars na ultima embarcacSo. Na mesma
loja tambemse fazero chapeos de todas as
qualidades psra senhora.
~ Vende-se, a bordo do brigue ero, fun-
deadoaopda rampa do Ramos, sebo em
rama de boa qualidade, por preco muito
em conta.
No armazem da rua da Moda, n. 7, con-
lina-se a vender superior colla das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul, por preco ba-
rato.
Vendem-se as obrss rompidas de Ca-
mOes, em 3 volumes, (da ultims e mais nti-
da edicio, qor preco extremamente mdi-
co : na rua Nova, n. 50, loja.
Em conta e perfeitos retratos color^
dos e pliolos." ph icos 50 por cento menos
dos precos costumados, nflo se entregam os
retratos sendo depois de completo a conten-
lamento dos seus donos (o artista trabadla
smenle 12 diasj Daguerrean atler : na rua
da Cadeia de Santo-Antonio, ir 26.
Vendem-se capachos, a 480. 640 e 800
rs. cada um ; lilas largas de seda lavnda e
de diversas cores, muito proprias para cha-
peos ile senhora e enfeites de cama, a 320
400,480,640, 800 e 1,000 rs. a vara: um
grande sortimento de hicos e rendas de to-
das as larguras e|francezes, principiando da
largura do um dedo al um palmo que a
vista de seu diminuto preco ninguem dei-
xar de comprar a vista das amostras;
meias de algodSo muito finas psra senho-
ra, homem e meninas ;-luvas de pellica en-
feitadas para senhora a 1,280 rs. ; ditas de
seda de varias cores, curias e compridas ;
ditas de pellica pura homem, a I.OOOrs. o
par; ditas de algodflo brancas, a 400 rs., e
de cores muito proprias para montara ,
a 400 rs.; um sortimento de louquinhas
para enancas ; papel de peso de machina,
branco e azul em meias resmas, a 2,800 rs
a resma, e a 40 rs. o cadernn; e outras mui-
tas miudezas por preco commodo : no Aler-
ro-da-iioa-V>sta, n. 79.
Vende-se urna commoda de angico,
com muito pouco uso : no Aterro-da-Boa-
Visla. n. 79.
. Vendem-se escravos baratos, na rua
das Larangeiras n. 14, segundo andar: 3
rets com algumas habilidades; urna mu-
ilinba quecose e marca ; um moleque de
12 annos; dous molecOes de naglo ; um pre-
to de nacflo Costa que ganda 480 rs. por
da por 420,00o rs.; 3 pretos ptimos pa-
ra o campo.
Vende-se um bom escravo, de nacao
Angola, de 25 annos, proprio para todo o
servico : na rua do Padre-Florianno so-
Duarte |fo
dngues.
Bom e barato.
Vendem-se superiores coi. ;s d
ra de algodflo Be bonitos padrOes au
rs.; ditos escuras, a 1.440 rs.; ditos?,
brim liso escuro de puro linho a -nn ,
e a 200 rs. o covado ; corles d coIIm/j \
velludo de algodflo de cores, a o rs < f
tes de cassa-chita, a 2,600 rs ; melirnhr0"
co, a 160 ra. o covado; chales de Un er,
des a 2,000 rs ; lencos de seda de cor I
1,000 rs ; ditos superiores, a 2,000 rt'f
na rua do Queimado loja verde, n 21
N. 9.
Ba da Maclre-de-Deo.
Puro vinh'o da Figueira.
O novo armazem desta pinga delicia, I
acaba dse abrir nesta rua, defronle doi
tinelo armazem ao mesmo preco de 1
rs a garrafa, e a 1,360 rs. caada. 2 )
amantes deste licor all encontrarflo g I
fas promptamenle lacradas e com o m I
competente rotulo para trocaren) por ouk! I
promptamenle ; assim como tamben Z,
contraro barris de diversos tamanijj I
por precos bem rasos veis ; bem comoriaLJl
liraneode Lisboa ,a 1,600 rs a caada!*
Na rua das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar, vendem-se 5 escravos sendo : um ino-
lecole crioulo; um dito de Angola; um
escravo de nacflo, ptimo canoero; um di-
to de meia idade, que cozinhao diario de
urna casa ; duas pretas de 40 annos urna
ongomma, cozinha e lava, o a outra he-
boa lavadeira.
Vende-se muilo superior farinha de
araruta a 200 rs. a libra : na venda da es-
quina que entra para a Camboa-do-Carmo.
o o
Q Vende-se fsrinha de mandioca era q
q saccas grandes, de superior qualida- q
{j de fina e muito alva, por preco q
n commodo, e em medida de cuia ca- X
X culada a 900 r '"' -''- *
Z, 300 ra. a libra
JS' eros de boa
G conta do que em outra qualquer par- lo, de 30 annos ; he baTxo'e secco
V te : no pateo de N. S. do Tergo, 0 face um signal bem visivel de urna denii
9 venda o. 7. Q te um lallio que mal se divisa queni 0|
QOQOOOOOQOOQOOOOOQ, ar leve-oaudito engenho, ouao *"'
Vende-se azeite doce em caixaa de''MB,deM,UMr de Candido Lobo, na ij
19 garrafas vinhp clarete em ditas; dito "e1Ap0"a' 8S, que ser bem recuinp
de Bordeaux em ditas o barris; dito Bour- "
caada 4.
220 rs. a garrafa. O propietario deil* e
lielecimetilo peileexame para poderemiijj
liar a pureza do sua qualidade e asseo 1
que em nada desagradar aos neir.;
rentes.
Vende-se urna preta de 14 annos,!
cose bem, engnmma e cozinha : na rua Ja
ga do Rozaro, loja n. 39.
Vende-se, ou permuta-se um lobnst
de um andar com sotflo e lojas sito un
da Roda, n. 42; um dito dito no pleo J
s.-Pedro n. 3; um dito dito na na
Cnco-l'ontas, n. 44 ; urna casa terrea
rua das Cinco-Ponas, n. 79 ; urna dita a*|
rua da AssompcSo, 11. 64: estes predi
pertencem a viuva e herdeiros do flaj
Antonio Francisco Cabral, esidenle
llha de S.-Miguel: quem pretender cal
prar algum destes predios, ou permutar
outros naqulla ilha dirija-se rua
Cinco-Pontas, n. 90, a tratar coro
Jos do Monte, que se acha competes
mente autorisado a fazer qualquer av
gocio.
Panno azul.
Vende-se panno lino azul, proprio aa*
fardamento por preco mais birado dos*
em oulra qualquer parte : na rua do Ao
riaj, 11. 35, casa de J. i. Tasso Jnior..
Vfcndem-se 75 accOesda compinhitei
Beberine : 110 Aterro-da-Doa-Vista, a. U,
1 andar.
Vende-se um par de adrsgonas asi
oflieial subalterno urna barretina apotra.
litada ara guarda nacional : na rua Mm,
n. 18-Na mesma casa compra-se um diet
nsrio portuguez e francez.
--Atilda est para se vender a-t>bennfa
rua do Colovello n. 31 com os funm
de 300 a 400,000 rs. muilo boa para arg
ci por estar bastante afregueiad ; ln
bons commodos.para familia, e o seuad
guel he muilo barato : o motivo por que
vndese dir ao comprador: a tratar
mesma taberna.
Vende-se urna negrinha de 14 annot
no largo do Livramento, n. SO.
Vendem-se 12 escravos, sendo 2 carm
ros e 9 1 ara todo o servico ; urna negrii
de 4 annos; 5 escravas mocas, de botl
figuras : na rua Direila, n. 3.
Lotera do Ilio-de-Janeini
Na praca da Independencia, lja n. 4,
gou novo soilmenlo de bilhetes e cau
ds decima lotera concedida a beneficio
construeces e reparos das matrizes do
de-Janeiro.
Farinha de trigo.
i. I.Tasso Jnior vende faiinhs amerii
na dePhiladelpbia chegada ultimamen!
de boa qualidade, e por preco commodo.
Vendem-se 23 accOes da Compart"
do Beberibe: na rua do Padre-Florn
n. 27.
Vende-se um gamflo ; urna baresea
va de lote de 24 caixas, quasi em esl
de ir ao mar : na rua da Praia, defronU
ribeira, ns. 9e II.
Poelica pelo doutor Vele* },
vende-seno pateo do Collegio Jojidt
vros de Joflo da Costa Dourado.
Vendem-se chapeos de lebre, bran
e pretos de escova, de castor e outros :
rua dos Quarteis, loja de miudezas, n.
Attciiriio aos 20:000,oo de rs
Acham-se a venda na rua da Cadeia do
cife 11. 24, na loja de cambio da viuv
Vieira &Filhos, bilhetes e meios ditos
decima lotera a beneficio das conslrucc.'
ereparos das malrzes do uio-de-Janoi'
esiao no resto pela grande exlraccHo
teem tido A elles, a elles, quem nflo qui:
iicar sem a boa sortc.
Vende-se setineta propria para
de mesa a nove vintens o covado ;
linas enlejiadas, propriaa para muta
a 1,000 rs. 1 na rua do Passeio, loja
Vende-se urna cadeinnha da mi
em meio uso; urna duzia de cadera
Jacaranda, feitas no Porto ; urna mesa
marello para jantar; um candieiro de
durar em meio de sala, e outro de latSo
ra loja : na rua da Gloria refinaeflo de
sucar, 11.114.
Vende-so urna preta que engo.
cozinha na rua das Cruzes, 11. 30.
J-SCrVU JtUjrtUUt I
1.; dita do araruta, a i' **
; e lodos Os mais ge- Z.\ Fugio, do engenho Boa-EspeNnca,#l
qualidade, e mais em V freguezia do Booi-Jardim, o cabra Goo(rj
sado.
gogne e Chatnpanha ; cerveja preta on bo-1 ~ AnJ fgido, desde malo prximo pj
tijas ; esleirs americanas, proprias para*Md0 opreto Aaosttnho, crioulo,oiu>,
forrar salas: tudo de superior qualidade >re"0,' e *'", hero, rallante; be
por preco cammodo : na ruada Cadeia do/.1*1 dec<>l,.!;iic ; anda calcado e 11
Recife, loja n. 45.
Boa compra.
Vende-se nma flauta de cinco chaves. e.
um bom methodo para a .nesma. com mui-jpraCa do Coinmercio.
Ua msicas ; tudo por 8,000 rs. : no Aler-j
ro-da-Bua-Viala, 11. 10. m j I
iripitoa^ova, y inda J Pan. : m a/p. di m. r.
ou
II-t-DV-|ll, II, 1U.
Vende-se salsa mili
do-se forro ; lei sido viso de sobre-ct*
ca pela Bo-Vtsla e esitada nova d* P*
geni: quem o pegar leve-o a 8.-Amaro,
sa de Manoel Cirdozo da Fonseca ,
w