Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08961

Full Text
Anno XXV.
Quiita-ieia k
PAHTIDAS DOS CORRZIOS.
f.olanua e I'aiahiba, segundas e sextas-feiras.
Hio-Gtande-uo-Norte, quintas-feiras ao melo-
da.
Iju.Srrinliiein, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a 1! e 2) de cada inei.
fcaraiihuus e Bonito, a 8 e 13.
Roa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s qulnlas-felras.
Olinda, todos oa diaa.
ZPHXBIXBIDZS.
rnAiE di loa. Chela a 5, is 11 h.e 9tn.dam.
Ming. a 13, s 4 h.e 48 m. da m.
Nova a l'J, s 0h. c6m.da t.
Gresca26,s 10 h.e 16 m. da L
PRE AMAR DI HOJE.
Priinelra s 9 horas c 18 minutos da inanh.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da larde.
de juliio de 1848.
N.
'"tfi.
i<>:
PBKOOa DA SUBSCaiPCAO.
Por tres roezes (aasoaudo)4/u00
Por sel meies 8/HK)
Por uui anno l^OOO
DAS da semana.
9 Seg. S. Cyrlllo. Aud. do J. dos orphSos e do m.
dal.v. ....
10 Tere. S. Januaro. Aud. da chae., do J. da I. y.
do clv. e do dos feitos da fatenda.
11 Quart. S. Sabino. Aud. do J. da 2. v. do clv.
12 Quict. S. Joao Gualberlo. Aud. do J. dos orpn.
edo ni. dal. v.
13 Sext. S. Auacleto.( Feriado.)
14 Sabbado. S. Boaventura. Aud. da Chae, e do J.
da 2. vara do crime.
15 Pop. O Anjo Custodio do Imperio^__________
CAMBIOS IH 11 DE JDlt.HO.
Sobre Londres, a 24'/, d. Pr 1/O00 rs. a60 das.
. Pars, 380.
Lis'oa, 115 por cento de premio.
Ouro.-Oncas hespanholas........SJfi a
Mocd.s de6/400 vclhas.. 17/400 a
. de6/400notas... 14*400 a
. de47000........... 0/400 a
rVala.-Patacoesbrasiielros...... 2/O0U a
Pesos columnarlos........ 4f"*
Ditos mexicanos..........
31*000
17/600
16/OO
9/HOO
2/020
2/02(1
1/920
DIARIO IH; PERMHBICO.
PARTE 0FFICIAL.
JoVERlH) DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 1 DRJULUO.
boleto. Ao ctele de polica. Accu-
ido a recepjflo do ofllcio que V. S. me
ripio rom dala le 5 do frrente, pnrlici-
nrio haver mandado rrcolher cadeia o
^.psoFilippe Nery deMendonja, que, como
|jjf jado pm crime de rehellio, |he fra
ettido pelo delegado de polica do ter-
1 defiolanna, tenhoa responder-lheque.
esse individuo ror sua posijflo social, ou
tras ciroumstanci's atlendiveis, nSo po-
ser considerado como cabera de rebel-
cumpre que seja immedialamente
t.
to. Ao msjor Innocencio Eustaquio
reir de Araujo, dispensando-o da direc-
das obras militares desta provincia, a
.. de que possa seguir para a Rabia com o
arto hatalhfio de artilharia a p ; edeca-
lo que, antes de partir, deve de justar
tas com a pagadoria militar. Commu-
u-se ao commandante dal armas e ao
peolor da pagadoria militar
ito. Ao director do arsenal de goer-
m. u'orisando-o a despender a quantia de
jit|,l20 rs. com a compra de azeite de car-
alo ede coco, velas de carnauba, lio de
;odfto e pavios, de que ba necessidade pa-
fomeclmenlo de luzes no corrente mez
scorpo* de linha, guardas e fortalezas
ta provincia. Scieulificou-seo inspec-
r da pagadoria militar.
Dito. Ao inspector da pagadoria mili-
r, iransmiltiiuto os prets dos vencimentus
uelemdiieitn, de 21 a 30 dejunho ede
10 dojulho deste anno, o contingente do
uundolatalhfio de tajadoras, ora nesta
lovincia, aflm de que baja de proviilenciar
lia que seis entregue ao major Juf da
[iva Cuimrfles a qusniia de 63,840 rs. ,
Ln que importam os referidos vencimen-
[s. I'articipou-so ao commandante das
fmas. j
Dito.--Ao inspector do arsena^Je.mari-
|ia, iransmiltindo copia da relacfio dos res-
salvados do transporte Vumeiol, que
ram trazidos para aqui pelo Pirapama
lito. Aoalminislrador das obras pu-
,jgj declarando que ha providenciado
raquea tbesoiirara da fazenda provin-
I fornrja aquella repartijio, em vista do
Jido que por parle della llie fr aprsen-
lo, a quanlia de 1*8.480rs. Scienlifi-
j-se o inspector da referida tbesouraria.
Hilo. A Juaquini Pedro do Kego Barre-
dizendn que, nio obstante a requisicSo
delegado daquelle termo, deve S me.
eumprir a ordem por que a presidencia
jndou fosse recolhido ao arsenal de guer-
todo o armamento que se distribuir a
impanhia de guardas nacionaes queesteve
tsiacada na cidade da Victoria.
Dilo A' cmara municipal de Naza-
Ith.Foi-me entregue oofficioque Vtnc.
Irigiram a esla presidencia em dala de 23
mez pussadii, expondo as duvidas que
js occorreram na execujflo da lei regula-
lentar daseleijocs; e em solujio s mes-
as duvidas ti-nho a declaiar-lhes que, de-
rminandooarligoS.0 da lei que ojuizde
iz presidente d junta de qualiicacSo, e
jr consegu ule o da mesa purochial, seja
jmpreoeleto na ultima eleijSo geral, he
ilaro que o juz de paz mais votado dos que
Fram juramentados e empossadosa 23 de
Inulto prximo passado, be o competente
ira fazer a convoca jilo dos elelores o sup-
ilenles no da 5 do corrente mez, e para
[residir a mesa parochial 110 da 5 de agosto
lluro.
Quanto, porcm, junta de qualificajflo,
lecm conformidade das ordena da p.esi-
mcia tom dereunir-se no dia l."> do cor-
lle mez, deve ella ser presidida pelo juiz
paz roais volado do quatrienmo (indo
Isto que por elle foi feita a convocado, por
10 terem anda sido empossados os juize6
paz eleitos para o qualriennio actual;
lisqueoaitigo 110 da lei, determinando
ue o presidente da junta de qualificajflo
^ja sempre o individuo que houver feilo a
invocac,flo dos elelores e suplientes para
foruiar;i) da junta, exclue absolutamente
assuuiirem a presidencia os juizes de paz
Idos pela eleico para um novo qulrien-
|o, como Vmcs. bem enlenderam.
[l'oitaria. Concedendo ao bacliarel Jos
bgelo {Jarcio da Silva a demissSo que pe-
ra do lugar de agente da arrecadac.no dos
jreitosdo algodSo desla provincia na de
lagoB, e nomeaiido para subslitui-lu no
Mencionado logara Antonio Lopes Vianna.
ISesle sentido expediram-se as conveni-
lies pai licpacOiS
DEM DO Pi' 9.
(Officlo.--A coiiiuiandante das armas, re-
kunbeodando baja de dar as precisas provi-
Pnclas, afim de tpje sejam apreseulados ao Dr.
p.sc Uentu da Cunta Figuriredo, presdeme
uineado para as Alago., os soldados da coin-
nlila fina de eavallara*desta provincia, Jos
lodiigues Laboro e Agostlnbo Pereira da Sil-
\ para que o acoiiipanbem al all, e liijueni
nuas ordens.l'arlicipuu-se ao mencionado
(residente.
)ito.Ao inesino, rransinltUndo a guia de
(noel Jiij do Carino, desertor do 2." batalbao
ariilharia a pe, e recomineudando que o
lanr receber a burdo do vapor i'aranu,onde
ci da provincia do Cear para esta.Partici-
ou-ie ao presidente daquella provincia e ao
eente da coinnanhla das barca de vapor.
1 "10.--A0 inrsiiio, transniltliodo a gula do
%do de linha Amaro Jos de Moraes, que
p.\|iara esta provincia a bordo do vapor ra-
ime, afm de reunir-se ao respectivo bata-
u do qual se separira para ficar 11,da Pa-
aMi, em consequenia de haver s/o ferido
no ataque do Brejo-de-Areia.Scicntificou-se
o presidente da referida provincia.
Dito.Ao inspector da thesourarlade fazen-
da, transmiltindo quatro avisos de nt. 112,
114, 11A e ll9deletlras sacadas pela tbesou-
raria do Rio-Grande-do-Norte sobre essa e a
favor deManoel Martina Ferreira Rorls, Fran-
cisco Paulino de Castro, Barroca S Pinheiro e
e Pedro Jos de Alcntara Deao, a primeira e
a segunda na importancia de 200/000 rs. cad.
tima, a tercelra na de 6:360/000 rs., e a quarta
naderis480/000.Partlcipou-se ao presiden-
te daquella provincia.
Dito.Ao cnminandante do vapor PaqueU-
iln-Sul, recoinmendando baja de receber a seu
bordo e condusfr at a provincia da Babia o
alferes do 5.' batalbao de fuzileiros, Innocea-
cio Eustaquio Ferreira de Araujo, que para
all segu a gozar da licenca que obtivera da
presidencia.
Dito.Ao inesmo, ordenando haja de rece-
ber a bordo do vapor de seu commando e
transportar para a corte do imperio o segundo
lente da armada Eneas Justo de Barros Tor-
rero.Inteirou-se o commandante do hsjgue
Calliopt.
Dilo.Ao director do arsenal de guerra, para
que faca receber naquelle estabrleciinentn r
recolher aos respectivos armens 25 colie e 30
travesseiros que ainda restam dos que fram
comprados para os prlsionelros ferldos outr'-
ora em tratainrnio na enfermarla do araenal
de iiiarinlia, e que Ihe serao remeliidos pelo
inspector do inesmo arsenal.Neste sentido
ofHclou-se ao commandante das armas e ao
Inspector do relrrido arsenal.
Dilo.Ao mesmo, aulorisando-o a comprar
os objectos consiantes da relacao que devolve
por copia, para os trabalhos daquelle arsenal.
Sdcutilicou-se o inspector da pagadoria mi-
litar.
Dito.Ao inesmo, para que faca preparar
una corneta de toque com bocal, alim de ser
remedid.1 ao I-.iin. presidente do II o-Grande-
do-Norte na primeira occasiao opportnna, e
ordenando que envi presidencia a coma do
que se despender com a proinplilicacao de tal
Instrumento.
Dito.Ao inesmo, ordenando faca receber e
recolher naquelle araenal os objectos constan-
tes da relacao que remelle, e que scacbam a
cargo do 4." batalbo de artilharia a pi1.Com-
inunicou-sc ao coiniuaiidamc das armas.
Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
determinando lar. 1 indemnisar o coiiiinandan-
te do corpo de polica da quanlia de 1 U/680
rs. que de 2l a 30 dejunho ultimo despen-
deu com as diarias fornecidas aos recrutasde-
lidos noquartel do inesmo corpo.Inlelligen-
ciou-se o referido commandante.
Dilo.Ao mesmo, para que d as precisas
providencias para que seja paga ao cominan-
danle do corpo de polica a quanlia de 100/MiO
rs. que elle despendru de ll a 20 dejunho ul-
timo com os recrutas que esliverain recolbi-
dos as prisoes do quarlel do mesmo corpo.
Scienli6cou-sc o mencionado commandaiite.
Dilo.Ao inspector da thesouraria da fazen-
da provincial, drvolvendo um cilicio do com-
mandante do corpo de polica acerca do paga-
mento de varias pecas de equipamento que se
mandaram aprouiptar para o mesmo corpo na
iinpoitancia de!:15i/000 rs., e remetiendo os
recibos e conlas relativas essa despeza.
Dito Ao delegado do termo do Bonito, de-
clarando que.no sendo possivcl por 01a man-
dar-se l'.uer nina cadeia uaqui lia villa, 10
Sinc. rxecucao ordem que leve para mandar
proceder ao orcameiuo d hoiiverem de fazer com os reparos da cadeia
actual.
Portarla.Nomcando para membros do con-
cribo de administra rao de faldamento do cor-
po de polica no correte anno financeiro os
respectivos primeiros coiniiiandanlcs de com-
panhia Firinino Tbeolonio da Cmara Santia-
go e Amonio de Albuquerque Maraulio.Sc-
eniilitou-se o coiniiiandanle do mencionado
corpo.
EXTERIOR.
A QUESTAO ITALIANA.
BESPOSTA DO SF.KUOB LEDC-ROLLlN AO DIS-
f.I'IIm IH) Sl-Mloli 1UIEIIS.
[Conliniiacdo do numero 151.)
O Sr. Ledru Holln: --Cidadaos. posto
que tenha de responder a dous oradores,
serei breve, pois que em una questo de
i.lo subida gravidado indevido fora entrar
em longos desenvolvimentos. Responderei
primeiramente a algumas palavras do gene-
ral Cavaignac.
Tem-se dito que a poltica do governo
provisorio e da commissSo execuliva era
pouco mais ou menos a mesm? que fui se-
guida pem ministerio presidido pelo gene-
ral Cavaignac: j prove o contrario, de-
monstrando por cinco diversos lopicos, pe-
la vossa ordem do dia de 2* de maio, e pelo
manifest do Sr. de Lamartine, que a Fran-
c.a se considerava compromeltida para com
a Italia desde que a llalli II.c pedisseum
concurso armado. Pois bem, tifio se nos
fez esse reclamo; pelo contrario. Callos
Alberto repello a nossa iiitervenr;.1o.
Succedeu, porm, outro tanto no gover-
no do Sr. Cavaignac? MSo. Aqui est urna
comiminicac/io que prova que a Lombardia
na Venecia pediram-lhe oseu concurso ar-
mado, e que se Ihes respondeu com urna of-
ferta de mediacSo.
Eainda assim, como se entabolsram as
negociares P Negociou-se, quando so sa-
ba que a Austria nSoentraiii em negocia-
res senSu tomando por bseos tialados de
1815.
Se esses fados silo verdadeiros, e nin-
guem os poder contestar, em vez de tratar
da independencia da Italia, o governo do
general Cavaignac acetava por base das ne-
gociacOes um principio aulipalbico ao paiz,
os tratados de 1815.
O Sr. General Cavqignac: Peco a palavra.
OSr. Ledru-Rotin; Tratarei agorado
outro ponto: disse o Sr. Cavaignac que a
sua responsabilidade nflo se achava compro-
meltida, que a assembla oruenava, e que
elle, dcil exeeulor, nSo faza mais que obe-
decer. Aii.' anda estamos lemurados do
MMMi^^aansmaDnioaw
como as cousas sa passaram. Vinha-sedi-
zer na tribuna que nSo se poda divulgar as
negociacoes, mas que havia-se proceder se-
gundo os dictamos do interesse da Franca,
e a assembla depositar a sua conlianca na
palavra de um soldado. 1
Mas nSo se nos venha dizerque obedeceu-
se a urna ordem. Ainda o repito, tal nSo ha.
Sois vos, portanto, o rosponsavel, porque
guardastes constante silencio em todos os
negocios diplomticos. A poltica que se-
guistes era, portanto, a vossa e no a da as-
sembla.
Urna Vo ta etqueria: Bravo! fJW-
iado$.)
O Sr. Ledru-RolHn : Tratemos do facto
gravo da discuss.to, do discurso do Sr.
Tniers.
O Sr. Tniers entrou em tantos porme-
nores.que talvez me fdsse algum tanto cus-
toso responder-lbe se nao fsse njudado por
urna recordaco. De Teito, ouvi em 1810 o
Sr. Thiers sustentar a doutrina da guerra.
OSr. Thitrt:- Nflo!
OSr. Ledru-ltollin: O Sr. Thiers dovia
creditar na guerra em 1840, pois que des-
penderam-seentfio 800 milhr.es no presup-
posto de urna guerra que nflo teve lugar.
OSr. I'Aferf : Nflo !
O Sr. ledru-Holln : Bsstanles vezes,
nos debates da cmara dos deputados, pro-
vou-se que essa campanha, ou anles osse
projeclo, havia custado Franca tao avul-
tada somma.que o lliesouro devia por mu-
to lempo resentir-se desse desfalque. NSo
basta, pois, di/er NHo he pieciso pro-
vsr. Estamos fartos d pbrases... [Inlerrup-
ro. ~ Risadat Ah Ah!)
Por mais que se diga em contrario, oSr.
Thiers arredilou em 1840 na guerra, exci-
tou a populacho, e ilespendeu com mfio lar-
ga os haveres do estado no presupposto da
guerra.
Qual, porm, o motivo dessa guerra ? Um
interesse remoto : o nflo querer facultar
urna potencia influencia no Oriente. Nflo
se tinta.a eolfio de urna nacflo inimiga
acampada s portas da Franca, o entretanto
sois vos o proprio que misis dizer que nin-
guem se deve bater por urna quostilo de in-
fluencia. (Va etquerda : multo iem .') Vsso
passado vos esmaga.
lima Vos : Bravo bravo (WiaJos.)
ledru-Rollin : Doclarastes que havia
tres polticas a seguir: a poltica guei reir,
a poltica da mcdia(0o, e una terceira que
consiste em fazer por nflo fazer, e que bas;
tanle quadra poltica seguid* pelo minis-
terio. [Approvap'io va etquerda.) Se queris
a paz a todo o trance, deveis ter a coragem
de vi-lo dizer nesta tribuna.
Dizeis que a guerra com a Austria lie ne-
gocio grave, e a este respeito accresreutais
com soberano desdem : O que be a sympa-
thia dos povos?
Ah a causa da independencia italiana
anda nflo est perdida por o exercito pie-
moutez ter sido vencido 110 campo de bata-
1 Iba de Novara. (Rumoree em sentdotdirersot.)
[Nflo, ainda nflo esla perdida, e vou provar-
! vos que essa causa est mais ebeia do vida
que nunca.
Acabo agora mesmo de receber duas car-
las, urna de Bolonha, oulra de lilao (Ou-
rum oucam !.;
Na primeira, manda-se dizer que o gene-
ral Pepe linha derrotado 6.000 Austracos, e
que os linha encurralado sobre o P.
lamben, se me manda dizer que as pro-
vincias da Venecia, al entilo reprimidas,
se acham em plena insurreico. Estas no-
ticias sfio exsclas, poique fram dirigidas
urna casa deParis por um banqueiio de Bo-
lonha,que expe 11.ui circumslanciados pur-
menoies a respeo desses aconteciinetitos.
A oulra caria, a do Millo, escripia por
una alta personagem, diz que a cidade est
em grande fermentacilo, se he que nflo est
completamente sublevada. Itadelzki man-
dou ordem de bombardear Milo, e Berga-
mo j ha tres dias est sendo bombardeada.
' {.Sijurro dubitativo.)
Urna cousa allligio-me bastante, senho-
res: veio-se dizer nesta tribuna que a cau-
sa de Turim linha sido abandonada pelos
povos da Italia. Pergunlo en se os Huma-
nos e os Toscanos tiveram lempo de apre-
! sentar-se ou thealro da guerra? E por el les
nao lerem tido lempo de la se apresentarem
: he que eu digo que a causa da Italia nflo
est mora. {Signaei de approtar-o na es-
querda.)
I Diz ainda o Sr. Thiers que a guerra com
a Austria be a guena com a Europa. Quan-
do em oulra poca o Sr. Thiers defenda a
seu talante a honra da Franca, o que di/i a o
seu amigo Duvergier de lia 1.1 aune i' Dizia :
Nflo se pode fallar na honra da Franca quo
logo se nao venha dizer que a Europa ha de
sublevar-se. S3a recursos iheloricos. Eo
que dizia o Sr. Hanoi em 1840 quando se
fallava na peilurbacflo da Europa a respeito
da honra ameacada da Franca Dizia que
' eslava mal 11 avado o dbale, que nSo se Ira-
lava da gueira europea, mas da honrada
Franca.
Ja se v, pois, que queris influir sobre
nos, como ouli'ora se influa sobre vos, por
i meio do u.edu. (Sim 1 si'm A Jo nao )
Examinemos agora com calma se a silua-
cSo da Franca, se a sua honra, exigem a en-
trada dos nossos exercitoa no Piemonte.
I Sun, a Franja muilo interesas em entrar
no l'ieuionie, ja pela lellra daa nossas cum-
j municatOes olllciaos, ja pelas palavras do
' Sr. de Lamartine, que dizia uiua depula-
1 cGo italiana : Ida dizer a vossos riiiilos
que eiles lambem leem irmSoa em Franca,
; e que, se nos chamatem, correremos eui
seu socorro.
Nao podis, portanto, recuar sem deshon-
} ra : a Franca esta compromeltida.
Quando mesmo o n5o estivesse, anda do-
vera a Franca acudir em sorcorro do Pie-
monte. O que temos nos fetode ha cin-
cooota anoos ? Allancas com reis; teem to-
das ellas sido desastradas. Pois rajamos
IIancas com os povos.
Que, Sr. Thiers vos que tendes tito aqui-
latada inlelligenca, e que vistes a situaefo
da Europa em 24 de fevereiro, quando den-
tro de oito dias a explosSo tinba-se feilo
sentir em todos os recanlos do continente,
quando a Allemanha, a Italia, a Valaquia, a
Hungra, respondam ao movmento de Pa-
rs, dizeis que nflose pode contar com a
sympathia dos povos! Ah dizeis urna blas-
phemia. (.ipplautoi na etquerda.)
Dizeis que outr'ora -os exerctos segtiiam
os reis contra a Franja. Sim, mas hojeo*
povos estro emancipados.
Ah Sr. Thiers, pode ser que tendis
comprehendido o passado, mas nflo com-
prehendeis nem o presente nem o futuro.
(.Va esquerda : Muilo bem !,)
Tambem se nos disse: Porque nflo trans-
pozettes as fronteiras quando esses povos
se levantaran! 1' Sim, foi isso urna falta.
Iteconhejo quedevcrimos ter descnrolado
o estandarte da liberdadn e da guerra. Mas
bem imprudente foi o Sr. Thiers em susci-
tar esta questflo ; nflo sabe elle em que es-
tado a monarchia fugindo deixava a Franja?
De 370 mil homens s 6 I mi1, quando mui-
lo, podiam marchar. Achmosem Vincen-
nes carluxos cheius enm l'arelio ou area,
oulrus sem balas, que foi preciso desman-
char. {Susurro.)
D.issestes mais que nos tnhamos recusa-
do as propostas fetas pelo gabinete austra-
co e relativas a l.ombardia e Venecia.
Otio mu' conliccnmos as prnmossas dos
res, e bem poderamos hesitar; mas asse-
;.:u 1 o quo nunca se Tez proposta alguma
dessa naltirvza ao governo provisorio, nem
commissSo execuliva ; houvo nicamen-
te urna proposta feita ao Sr Casali, em Mi-
lito, mas elle rerusou-a. Tinda porventu-
ra consullado a Franja ? Nflo.
Agora pergunlo. O que resta dessa argu-
mentajfio armada ronlia nos? Ilesla a in-
dependencia da Italia. Nflo queremos a
gueira pelo simples prazer de fz-la ; o
que queremos be a honra e o interesse da
Frai.ja ese, como consequencia, rompes-
se a guerra, diriamos : he melhor quo um
na jilo combata do que se deshonre. {.Na et-
querda : tnuilo bem '.)
Citarei por (im as palavras do presidente
da repblica. Dizia elle que a Franja, por
manter a sua honra, pnileria transpr as
raias do impossivel. Pois bem! O que nos
s pedimos he quo se faja o possivcl. N.to
sri se eslarei engaado ; creio que nflo ;
mas parece-me que toda a Franja falla por
ineiis labios quando exclamo: A Franja
prefere a morte deshonra. [Ruidota appro-
vacioe applautot na etquerda.)
(Jornal do Commerelo.)
Da Preste de 22 de maio prximo passa-
do transcrevmos o seguinte artigo do Dia-
rio de S.-Pelersburgo respeito do mani-
fest, publicado pelo imperador da llussia
na occasiSo de enviar suas tropas em soc-
corro da Austria.
Publicamos hojo um manifest quo o
imperador acaba de dirigir a seu povo, por
occasiio da entrada do nossas tropas na
(.alliria. Os principios o motivos desla im-
portante medida silo ah tilo claramente in-
dicados, que nflo ha necessidade de que
mais os desenvolvamos.
A intervcnjflo he baseada sobre duas
rasos principaes : o dever moral que nos
impOe o pedido formal do gabinete, como
qual estamos ligados pelos empenhos c
transaejes do urna velha allianja ; e o di-
rcito positivo que deriva nesta occasiio da
necessidade de prover nossa propria dc-
fesa.
Para quem quizer tomar o trabalho do
lanjar os olhos sobre nossa posijfo geo-
grapliica, assim como sobre o estado das
povoajOes dos montes Carpalbos e do Da-
nubio, tornar-se-ha evidente que a monar-
chia austraca nflo pode deste lado ser of-
lendida. qur em suas possessoes, qur nu
seu poder poltico, sem que resultem vio-
lontas perlurbajOes nflo smente em nos-
sas relajes com as potencias vizinhas, se-
an lambem em nossos interesses maises-
senciaes.
Estes interesses fram atacados pela
insunejlo hngara. Pouco depois de seu
rompmenlo a Auslria vio-seobrigada a vi-
giar na defensflo de seu territorio sobre
miiitiis pontos ao mesmo lempo. A fnsur-
reijao tomn immedalameiile um desen-
volvimento mais formidavel, e no he pos-
sivel desconhecer por mais lempo sua na-
lureza e tendencia.
Das bordas do Theiss, ella rpidamen-
te ganhou as bordas do Danubio, e he j
senhora da alta llungiia como da Trausyl-
vania. Pelo fugo de sua acjflo ella tem es-
lendido o circulo de sua influencia revolu-
cionaria ; o inovimenlo jliflobe smente
hngaro, ello se tem lomado meio polaco.
Elle he como a base de urna insurreijSo
mais extensa, mais ambiciosa, a qual as-
pira a sublevar as provincias da antiga Po-
lonia, e a renovar para nos os desastres e
calamidades de 1831.
Este novo espirito se desmascarou no
dia em que o campo magyar luruou-so a
parada dos restos da emigrajfio polaca,
desses soldados da anarchia, quesoencon-
tram em todos os paizes ao servijo de todas
as conspira jes que teem por fm destruir os
principios 1'undaineD.Ues da sociedade, e
subsliluir-lhes os sonltos sanguinarios da
mais odiosa demagogia.
Mais o> 20,000 desses individuos mili-
tam actualmente debaixo das bandeiras do
exercito hngaro. Elles formam regimen-
los e corpos inteiros organisados. Ho a
seus chefes, o principalmente a Beni e Dem-
biuski, que perlence a concepjflo de seus
planos, assim como a direcjffo de suas ope-
rajes militares. Elles nflo oceultam os
projectos que teem contra nos ; elles os pro-
claman! pelo contrario em alta voz. Elles
querem levar o thealro da nsurreicSo
Gallicia, e porventuro a nossas provincias
polacas. Seu trama tem j ramiOca^flcs
tanto na Gallicia como em Cracovia.
Da parte da Transilvania, elles exci-
tando os Moldo-Valaquios e provocando
descontntamenos, procurara parausar os
esforjos que fazomos, de aecrdo com
Turqua, para manter a tranquillidade
naquellas provincias. Em urna palavra
elles entrelem urna agacSo permamente
sobre a vasta linha de nossas fronteiras.
Um tal estado de cousas nflo pode durar
mais lempo sem prem perigo nossa situa-
jlo ; elle reclama de nossa parte promptaa
e enrgicas medidas. Hu deploravel ha
por certo que a Russia nflo possa mais con-
servar a altitude passiva que adoptara desde
a origem da crise europea. 41a roais de um
anno, nflo tem ella mostrado nenhum
desejo, nem manifestado nenbuma influ-
enciado intromelter-se nesta lula djs dous
pi jacintos de ordem moral eanarchica que
contina ainda a revolver a sociedade na
Europa,
Emqqanto a tempestado social conser-
vou-se longo, a llussia permaneeou calma
o immovel om presenja da ag.tajfio do
mundo. Ella vio romper a guerra, cahi-
reni as instituijes e mudar-se a forma dos
governos, sem se apartar da neutralidade
que n si mesma havia imposto. Mas o go-
verno imporial nflo tinlia do prever que
lempo viria em que talvez Ihe fsse neces-
sario obrar, o se fina!menlo abandona a
policlica expectante quo at o presente ha-
via seguido, nem por isso deixa de perma-
necer menos fiel ao espirito de suas anterio-
res declaracOes.
Comefleito, annunciando em um ma-
nifest de 14 de maio passado, que se abste-
rja escrupulosamente de toda a interven-
jilo nos negocios particulares dos oulros
paizes, c que deixaria cada najSo a liber-
ilade de modificar, de conformidade com
suas proprias idtias, sua constituijo inte-
rior, ogoveiRO russo reservou toda sua li-
berda.le tic acjflo para o caso em que as re-
voluj .s dos estados cstrangeirus pozessem
em perigo sua propria seguranj, ou amca-
jassem desaranjar, em prejuizo da Russia,
o equilibrio territorial cstabelccido pelos
tratados.
> Agora, portanto, que nossa propria so-
guranja aclia-se aineajaila pelo que se
passa, ou so prepara na Hungra, bem co-
mo ntlestam os esforjos e projectos dos in-
surgentes proclamados por elles mesmos,
eque toda a empreza tentada deste lado
por um governo revolucionario contra a in-
tegrnladu e unidade da monarchia austra-
ca lleve ser considerada como um ataque
contra a posse de estado, cuja manutenjo
nosso augusto imperador, de aecrdo com
0 espirito dos tratados, considera como in-
dispcnsavel assim ao equilibrio dospode-
1 es na Europa como ao respeito de nossos
proprios estados, o governo imperial be
obrigado a prover eventualidade, por ella
prevista. A situajSo actual hedemasiada-
menle complicada, e nSopde deixar fruc-
tiflcar os germens quo fram semeados.
Prevenindo estes males o apressando, pela
cooperajflo que a Russia presta a sou adia-
do, a extincjfto do fogo que ameaja es-
le, der-se do Danubio al o Vstula, e mau-
lem em um estado de le menta jilo todas as
nacionalidades deste vaslo imperio, a Rus-
sia nao exerce smente um direito incon-
teslavel, o qual resulta do interesse de sua
propria conservajilo, ella er anda nflo s-
mente que obra conforme o interesse de to-
das as potencias que amam verdadeiramen-
te a paz, sen jo lambem que contribue pa-
ra a 11.anulenjin da paz social e equilibrio
europou.
II I
fe am
Mais de 2
PEiNAMBUCO.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
2.' SESSA OnOINAaii EM 21 DE JIISHO DE 1849.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Carnero Monteiro, Bar-
ros, Rarata, Matnede o Vianna, abrio-se a
sessao, sendo lida e approvada a acta da an-
tecedente.
O secretario fez a letura do seguinte ex-
pediente :
Um ofliciodoDr. Custodio Manoel da Sil-
va c.uimaritos, communicando achar-se no
exercicio do lugar de juiz de direito da pri-
meira vara civel desta cidade, para a qual
fura removido por decreto de 14 de abril
deste anno.
Outro dojuiz de paz do primeiro distric-
todeJiboalflo, juntando o do inspector do
primeiro quaileirflo do mesmo districto,
cm que pede pagamento da quanlia de ris
2,280, despendida com a condujlo de co-
fre, urna e luzes. Que se autorisasse o
procurador a pagar dita quantia e se parti-
cipasse ao referido juiz de paz.
Oulro do fiscal do bairro do Recife, pe-
dindo se maudasse pagar ao cirusgio Jos
Antonio Marques a quantia de 9,600 rt., da
tres corridas de sade que com elle fizera
em dias dos mezos passados, o ao Dr. Jos
Joaquim deSouza igual quanlia na mesma
conformidade. Que se passassem man-
dados.
Continuou a apuraqo dos .votos para te-
.-v ... jCo.


readores lo muniripio, e nSo pode ser con-
cluida.
Despacharam-se as peticOes do Francisco
da Silva .dedeiros, de Francisco de Paula
Lopes Vianna, de Jos Lopes de Oliveira, de
Joflo Pacheco Catle, do padre Joaquirn Pe-
reira Freir, de Jos Antonio Lopes, de Ma-
noel da Cunda Olivoira, de Manoel Teixeira
Peixolo, e levuntou-so a sess.to. Eu, Jodu
Jos Ferrei'a de Aguar,secrelaT\o,a subscre-
vi. liego Mbuquerque, presidente. Bara-
ta. Carneiro Uonleiro. amede. I i-
anna.
ELACAo DOS BITOS DA FREGIIEZIA DE
SAMO-ANTONIO EN MAIO DE 1849.
Dia 1.Manoel Francisco, pardo, casado,
com 25 anuos.-lio estupor.-Com lodos os
sacramentos.
Dito 2 Thomazia Cordeiro, parda, sol-
teira, com 55 minos -De desinteria.-Com
todos os sacramentos.
dem idem.Idalina, branca, com 17 me-
zesrDe mal dos denles.
dem idem.Z'ferino, pardo, com 18 mo-
zos.- He Convulsflo.-Escravo.
dem idem.Francisco, preto, de ncelo,
escravo, com 16annos -Do bipertrophes no
corao,flo.-- Sem sacramentos.
Idem 3.--Desiderio, crioulo, escravo, com
30 annos.-De congestilo cerebral.-Com al-
guns sacramentos.
dem 4Rosa Mathildes Pessoa de La cor-
da, branca, casada, com 45 annos. Deab-
cesso e gangrena no i esquerdo.Com to-
dos os sacramentos.
Idem Idem.Theodora Mara da Concei-
Cflo, crioula, viuva, com 50 annos.-De phthi-
sis.Com lodosos (acramontos.
Idem idem Francisco Manoel de Almei-
da Pcnba Jnnior, pardo, solteiro, com 25
annos.-De tubrculos pulmonares.-Com to-
dos os sacramentos.
Idem idem.Gertrudes, branca, cora 3
nieves.-I)-; febreconvulsa.
Idem 5.Antonio, crioulo, escravo, com
45 annos.-Do bcpaliles.-Smonle confes-
sado.
Idem idem.Antonia Januaria Corris,
parda, casa,la, com 46 annos.-De molestia
interna.Com todos os sacramentos.
dem idem.Joaquim dos Sanios Jiunes
Lima, solteiro, com 20 annos.-De molestia
no peito.Com lodos os sacramentos.
Idem 6.Cordolina, prela, escrava, com
30 annos.-Do ttano.Com algtwis sacra-
mentos.
Idem Idem.Francisco, branco, com 6
annos.-De hidropesa.
Idem idem.Anlonio, Congo, escravo,
com 3* annos.-Dede.euleria.-Com todos os
sacramentos.
Idem idem -Jacinlha, preta, escrava, com
50 annos.-De molestia interna.Com lodos
os sacramentos.
Idem 7Filippe, pardo, escravo, com 6
dias.-De ttano.
Idem idem.Itosalina, parda, escrava,
com 19 mezes.-Do convulsOes.
Idem 8 -Francisca, branca, com 11 dias.-
De ttano.
Idem idem.Anna Joaquina da Silva,
viuva, de 00 annos.Do molestia interna.
Com todos os sacramentos.
Idem idem.Celestina, crioula, com 3
annos, forra
Idem idem.Ponciano, crioulo, oscravo,
com 30 annos.-De molestia de peito.Sem
sacramentos.
Idem idem.Jos, preto de na?3o, escra-
vo, com 40 annos.De molestia interior.
Com todos os sacramentos.
dem idem.Alejandre, preto de Angola,
escravo, de 20 annos.-De hidropesa.Scm
sacramentos,
dem 9. Jo3o, de Angola, escravo, com
70 annos.-De tubrculos.Sem sacramentos,
dem lo.Francisco, de Angola, com 40
annos.-De dearrhea.Cocn sacramentos.
Mem Mem.Felsmina, branca, com 14
mezes -Do interile.
Idem idcm.Juvino, branco, com 2 an-
nos.-De hexigas.
Idem II.-Joaquina, preta, da Costa, com
40 annos.-De phlhisica pulmonar.Com to-
dos os sacramentos.
Idem 13.('.aciano Jos Comes, branco,
viuvo, com 53 annos.-De deairhea.Com
lodos os sacramentos.
dem 14.Francisco, preto, com 1 mcz.
Do tu mores.
Idem idem.Jos Mauricio Wanderlcy.
dem idem.Aurdi Canavarro, branco,
solteiro, com 60 anuos.-De cirro.-Confes-
sado.
dem idem.Florinda, crioula, escrava,
com 70 annos.-De beiigas.Com lodos os
sacramentos.
Idem idem.-Olimpia, parda, com 4 me-
zes -Ue convulsOns.
dem 15Joanna, preta, de Angola, es-
crava, com 30 annos.-De frialdado Sem
sacramentos.
Idem 16.-Jos, branco, com 3 annos.-De
liexigas.
dem idem.Januaria, branca, com 10
ine/es.-De molestias internas.
dem idem.-Candida, branca, com 15
das.-Do convulsOes.
Idem idem.--Antonio Comes Pereira de
S, branco, solleiro, com 76 anuos.De
phlhisica.Sem sacramentos.
Idem 17.Mara Gomes, prela, viuva, de
90 anuos.-Do dearrlioa.Sem sacramentos.
dem 18.Anna Francisca, parda, viuva,
com 68 annos.-De hidropesia.-Com todos
os sacramentos.
Idem idem.Anna, parda, com l mez.
De toce convulsa.
dem idem.Francisco, pardo, cora 21
mezes.-De perilonite.
Icicmi9.-l.iiiz, crioulo, escravo, com
anno.-Degastro.
Idem 20. Francisco Jos da Cunha, bran-
co, solteiro, com 95 annos.-De gastro-hepa-
ti les agudissima.Sem sacrementos.
Idem idem.- Joanna Mara da Concejero,
prola, de Angola, com 50 annos.-De apople-
ja.Com lodos os sacramentos.
Idem idem.Desideria Mara da Concej-
ero, branca, viuva, com 64 annos.-De dear-
rhea.Com todos os sacramentos.
Idem 21.Antonio, preto, de Angola, es-
cravo, com 2\anuos.-l)o pleurezia aguda.
Com alguns sacramentos.
dem 22jr-Joquim Francisco Pires, bran-
co, con 60 annos.-Phthisico.S cotifes-
sado.
dem idem.Ira; crioula, escrava, com
24 annos.-De beiigas.Sem sacramentos.
Idem 24. Cuilhermiua, branca, com 14
mezes.-De desenteria.
Idom 25. Francisco Jos Vianna, branco,
solteiro, com 50 annos.-Do molestia inter-
na.Sem sacramentos.
Idom 2G.Raymundo, preto, escravo,
com 1 anuo.-De hidropesa.
dem 27.-Justina, branca, com 4 mezes.-
De bexigas.
dem 29.-Mara Petrouilla do Espirito-
Santo, Darda, solteira, com 24 annos.-De ro-
bre hetioa.Com alguns sacramentos.
dem dem.Manoel de Darros Wandor-
ley, branco, viuvo, com 54 annos.-De In-
flammac3o.--Smente ungido.
dem dem.-Annalia, parda.-Logo depois
de nascida.
dem 31.Faustiniana, parda, escrava,
com 3 annos.-De inflammaces.
Idem idem.Joaquim, preto, de Angola,
escravo, com 40 annos.-De hidropesa no
ventre.Sem sacramentos.
dem dem.Anna Joaquina Carneiro,
branca, viuva, com 80 annos.-De molestias
internas.--Sem sacramentos.
Mem idem.Antonio, preto, de Angola,
escravo, representando 60 annos.-De gas-
tro-interitos chronica.Sem sacramentos.
Ao todo 64.
Santo-Antonio do Recife, 4 de junho do
(849-0 vigario, Venancio Henriquet de Re-
zende.
o
NMO N rWlilMCO.
BlCirt, 11 9IJDLHO DX 1849,
proximopassado. As noticiascom que nelles
deparamos sSoanteriores s queja publica-
mos,e*irah idas dos jornaes france zes e por.
luguezes por nos ltimamente rocebidos;
e s tomos que accrescentar que o Punjab
na India fra recentcmente annexado s
possossOes inglezas;-que as portas da cidade
de Cant3o na China iam ser abertas aos es-
trangeiros ;e que na Grecia um novo gabi-
nete lora organisado, tendo por presidente
o senador Canaria.
(Juanto s noticias flnanceiras, os consols
i.m Londres tinham ficado dn90 7|8 a 91 ;
as a poli ees do banco do 193 1|2a 195; OS
fundos brasilciros a 78; os cinco por cont
porluguezes a 27 ; os cinco por cento hes-
panhOesa 16 1|4, e osdous o meio por cento
hollandezes a48 7|8.
Publica cao a pedido.
Hontem noite um carro triumphal, pu-
chado por quatrocavallos brancos,parti do
pateo do armo para o Aterro-da-Ba-Vista,
levando sele virgens que trajavam candidas
vestes, e tinham as frontes engrinaldadas.
A primeira dessas virgens soslinha na
mflodretn um ramo de flores arlificiaes,
de cojo tronco pondia urna fita de seda ver-
de, franjada d'onro, contendo a seguinte
inscripeflo:
As Pcrnambucanas ao Exm. Sr. Manoel
Vieira Tosta.
Chepado an lugar que cima fra Indicado,
o achando-se em frente da casa onde se a-
chava o Exm. Sr. Tosa, teve o carro de pa-
rar: entilo o Sr. subdelegado da freguezia
de Santo-Antonio, tcnente-cnronel Rodolfo
Joln Barata de Almeid, voltando-se para
a varanda em que se achava S. Exc, rodea-
do de mu i tos amigos, inclusive o Exm. Sr.
cnncellieiro de estado e presidente da pro-
vincia, declarou em breve allocuQflo que
ello, bem como aquellos que o acompnnha-
vam em numero talvez Te mil pessoas, vi-
nham presentar S. Exc. um tostemunho
da gralidfln e respeilo que Ihe volavam as
Pernamhucanns.
Para logo, a portadora do ramo oTere-
ceu-oaoExm. Sr. Tosa, recitando alguns
versos : S. Exc agradeceu a oflerU com a
devida urbanidade, e lerminou o seu agr,
decmenlo,assegurando que nunca esqueeo-
r Ido convincente prora de consideradlo e
affecto.
Immedialamente, as seto virgens desce-
rara do carro; e, transposta a escuda da ca-
sa, entregaran a S. Exc. a honrosa off-
renda.
Receido o ramo, o Exm. Sr. Tosta desceu
com as virgens; e, depois do as ler collo-
cado no carro, entoou vivas aos bons e
leaes Pernambucanos ; vivas que fdram
enlhusiaslicameute correspondidos pelo po-
vo, e seguidos de outros a Sua Magestude o
Imperador, constituidlo poltica do im-
perio, ao Exm. Sr. presidente da provincia,
ote, etc., etc.
Entilo o carro psrlio para a praca da Roa-
Vista ; o, depois do se tiaver demorado ah
alguns momentos, retrocedeu para o bair-
ro de Sanlo-Antonio ; sendo que, ao appro-
limar-su ello pola segunda vez residencia
do Exm. Sr Tosta, as jovens Pernambuca-
nns saudaram de novainente, n3o s a S.
Exc., scmlo tambera ao Exm. Sr. presi-
dente.
De volla para o Carmo, o carro ainda per-
corren diversas ras do referido bairro.
N3o concluiremos sem lastimar que, ao
correr de semelhanto acto, tivessem havi-
do algumas oceurrencias desagradaveis,
taescomo o espancameulo de alguns Indi-
viiluos, tres ou quatro pedradas lauca-
das furtivamente sobre o cairo na ra Di-
reita e na do Collegio, algumas palavras,
emli ni, i| ue jamis deveri un de ser proferi-
das por nimios conlra irmSos ; oceur-
rencias que nSo podemos deixar do altri-
buir actual intolerancia dos partidos, e
que, estamos persuadidos, nao se reprodu-
zirSn, pois que temos fquo, meiliante a
sabia polilica que o governo vai deseuvol-
vendo, desapparecera, ou ao monos min-
goara muilo essa intolerancia, tanto mais
censuravel, lano mais digna de ser re-
pellida e combatida com todas as lorias
quanto dopOe altamente coutra a Ilustra-
l'odo secuto em quo vivemos.
Elogio que dedeou, noi diai do, iddoi do
barao do Itamaraca, o bachorel formado em ici-
enciof jurdica, o lociac, Joao do Barro Foleto
d'Vlbuquerqnn Maranhao, locio corrripondrnte
do soeiedode Auiiliadora do Industria Nacional
do capital do imperio, Eumcnio Illadicoie no aca-
demia dof areadei do Romo, o do loitituto Hii-
torico do Franca.
Ok '. amiaile! oh dadiva divina !
Tu hes mirilla ambco,e mem thrinuroi :
Km mi corecao puro trgui-te aliara :
Por ti morrer quiera.
Nao le conkeccm reis, e nao te anima.
Ente inora (ai celebres, ana o vulgo
Felice! cliamma, eemjmaie o lertm,
Bem que arbitral da Ierra.
J. T. Canuto de Forj.
Egregio Maclel, da loga ejemplo /
Eiemplo raro, de virtudes raras !
Sublime antemural da honritidade,
Tu lies da patria esmalte.
Da lvida ambico e da bailesa
As denegrida! venes eipezlnhas :
Sobre teu leito estende noite amiga
O maulo do socego.
No rrgaco da honra e independencia,
Sem do torvo rrmorso o espectro borrivel
Inquietar leus prazeres innocentes,
Tu vives, cbaro amigo.
Hes o iol refulgente da virtude,
Delicias do Urasii e seu renome.
Protector da innocencia desvalida,
Seu norte, seu santelmo.
licneiicenci.i! Amor da humanidade.'
Eisaqal teus brazdes ; eis os leus foros !
IIivaes dos deoses que no Olyuipo avultam,
Thesouro do indigente.
F.ssea peitos marmreos, insensiveis
A' ventura de amar, serrn amados,
'.ni ocio vil submrrsos, nao penetrara
Umbraes da elernidade.
Magistrado fel! Padriio de gloria .'
K'uiii seculo infeliz, fecundo em criines,
Jamis torpe traiciio manchou-te as faces,
Tu foste sempre um anjo.
Cega valdade, aborrecido orgulbo,
Enroscada po'itica, manliosa,
Teas bros gencrusos nao qurbrarain,
i u i alma se nao torce.
Que dotes iminorlars, preclaros, bellos,
Eazeiu teu ornamento, esmalte c brilhu !
.ile teus avs, modestia e probdade,
Uerdaste venturoso.
lte.il,.! mais o quaitro inestimavel,
Ser u teu coracao bondoso e terno,
Asjlo das virtudes e das musas,
Escudo das sciencias.
Raro eieinplo tu lies da nalureza!
Vives us corardrs, nos cos, na fama,_
Eucauto dos nuil nes, da patria esteio,
E seu lluran de gloria.
Se a esistencia dos mos asaombra, espanta,
He dadiva dos cos, dimanam delles
Os dias do mortal que he virtuoso,
Prstame humanidade.
Narrar tuas acedes he celebrar-te,
O mais he vao, tu bastas ti mesmo,
llviiuius tecer, louvar tuas virtudes,
lie decantar teus annos.
commmc\om
AI.FANDEGA.
Rendlmento do dia 11.....3:586 550
CONSULADO RERAL.
Rendimento do dia 11...... 556,259
provincias........ 61^886
Diversas
Idem dem.gueda, branca, com me-
zes.-De alterarles chronicas.
Idem 23 -I' rancisca Ignacia de S.-Jos,
bronca, viuva, com 80 annos.-De gastio in-
toriica.Com lodos os sacramontos.
Acabam de passar-.se para bordo do vapor
Paquett-do-Sul os Eiras. Srs. Manoel Vieira
Tosta e Jos Rento da Cunha Figueiredo:
este com deslino provincia dasAlagas
quo vai presidir ; e aquelle com dircccSo .i
da Rabia, donde, segundo corre, transpor-
tar-se-ha a corte.
Ss. Excs. vieram da Roa-Vista a p, e na
seguinte ordem: em frente os Exms. Srs.
Manoel Vieira Tosta e barflo da BOa-Vists :
logo aps os ExniS. Srs. conselheiro de
estado Carneiro Leo e Dr. Cunha Figueire-
do; em seguida o Exm. Sr. marechal coin-
mandanle das armas o o Sr. commandante
superior da guarda nacional do Hecile, bem
como-um numeroso concurso decldadSos
de tudas as classes.
Adianto deste grupo, vinha urna pessoa
atacando fogueles, e bulra espargindo llo-
res pelo caminlio que elle tinlia de trilhar
Chegados socaos do Collegio, Ss Excs.
receberain as devidas con,indicias da bri-
gada que ah os esperava, no meio de lo
mi mero povo; e, apenas Ss. Eics. pozeram
p na galeota, mullos rojOes subram ao
r.
Urna banda de msica militar, que so
achava n'um escaler, acompanliou al o
vapora mencionada galeota.
CONSULADO PROVINCIAL,
Rendimento do da 11.....
618,1*5
798.650
TioviiijeiiLo do 'orto.
Pela barca Cumberland, que,procedente do
/Vaco en/raii> no dia 10.
Liverpool 45 dias, barca ingleza Cum-
berland, de386 toneladas, cai-ilSo James
Aitkins, equipagem 17, carga lazeudas ;
a Deane Yuule & Companhia.
AauJo sabidos no miento dia.
II ireelona Polaca hespanhola Ardila, ca-
ptino Jos Bellram, carga algodflo o
couros
Macei, Baha e Rio-de-Janeiro Vapor de
guerra l'aqueledo-Sul, commandante o
iriiiieiro-tenenle Thomaz da Silva Vas-
concellos. Passageiros : para a Baha, o
Eira, ei-prosidente Manoel Vieira Tos
com sua ramilia, o Exm. Sr. presidente
das AlagOas Dr. Jos Benlo da Cunha Fi-
gueiredo cora sua familia, Jo3o Rodrigues
da Silva, o segundo-tenante Nabuco, o
inajor do quarto batalhilo dearlilhara a
p e 48 pracas do mesmo, o alteres I uno -
cenco Eustaquio Ferr ira de Araujo ; pa-
ra o Rio-de-Janeiro, 2 segundos len-
les e 1 escnvilo da armada.
E1TAES.
- Pela inspectora da alfandega se Taz
publico que no dia 13 do correlo se hSo
de arrematar em hasta publica, e na porta
da mesma, 11 duzias de luvas curtas de pel-
lica, a 8,000 rs. a duzia ; 8 ditas de suspen-
sorios com gummi, a lO.OOOrs. a dita ; 6
lencos do setim preto, pura grvala, a 3 000
s cada um ; grozus de boifles douraoa,
7d'iziasde caiasdo massa para tabaco, a
6.000 rs. a dita ; 2 ditas de oceulos de b-
falo com caixa, a 8,000 rs. a dita ; 1 dita de
ditos dourndns sem caxa, por 12,000 rs. ,
valor totsl 300,000 rs.: ludo apprehendido
pelo ajudante do guarda-mr, Florencio Jo-
s Carneiro Monleiro, a bordo da barca
franceza Casimir-de-Lavigne, na occasiSo
em que eslava procedendo busca que Ihe
foi ordenada, os quaesobjeclos nio vinham
manifestados : sondo a arrematarlo livre
dediroitos ao arrematante. Alfandega, II
Je jull-.o de 1849 O inspector, Luis Anto-
nio de Sa.npaio Vianna.
O lllm. Sr. inspector da thesoursria
da fazenda provincial, em cumprimento da
ordem do Exm. presidente da provincia, de
18 do corrente, manda fazer publico que
no da 19 do crranle ira praca, perante
o tribunal administrativo da mesma thesou-
raria, para serem arrematados a quem por
menos fizar, os colicortos da ponte de Moto-
colomb, das pontezinhas checheo, l'ao-
Secco e de seis bombas na estrada do sul,
sb as clausulas especiaes abaixo transcrip-
tas, e pelo preco de 841,500 rs.
As pessoas que se propozerem esta
arrematacSo, comparecam na sala do sobre-
dito tribunal no dia cima indicado, pelo
meio-da, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aullar o pre-
sente e publicar pelo Diario. .
Secretaria da thesoursria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 5 de julho de
1849. O segundo oscriplursrio, Antonio
Ferreira d'Annunciacdu.
Clausulas especiaes da arremataedo.
1." Os concertos da ponte do Motoco-
lorah, das pontezinhas do Checheo e Po-
Secco, o das seis bombas da estrada do sul,
serflo feitosde conformidade com o orca-
mento apresentado i approvactlo do Exm.
presidente pelo pre?o de 841,500 rs.
2 As obras principiaro no prazo de
um mez, econcluir-so-hSo no de 5, ambos
contados em conformidade do srt. iodo re-
gula ment das arremstarfles.
3 Os materiaes serflo previamente
examinados pelo engenbeiro, e approvados
lavrar-se-ha um termo.
*. O pagamento do importe das obras
realisar-se-ha depois de concluidos todos os
concertos e examinados pelo engenhelro.
5 Para ludo omaisquen.lo est de-
terminado as presentes clausulas seguir-
se-ha inteiramente o que dispOe o regula-
mento das arrematares do t. de julho de
Obras publicas, 1.'de julho de 1849.
0 engenhelro. J. 1.. Helor Lieutier. .
O lllm. Sr. inspector da Ihesoussria
da fazenda privncial manda convidar ao
Sr. ex-arrematanlo do imposto de 2,500 so-
bre o gado vaceum consumido, e dizimo do
mesmo gado, para requerer a entrega de
suas ledras quo se acham depositadas nes'-
ta Ihpsouraria, e inutilisadas em conse-
quenca de recis.lo do respectivo contrato.
Secretaria da thesouraria vincial de Pernambuco, 9 de julho de 1849.
O segundo escrplurario, /intonso Ferreira
d Annuneiaeio.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria
da fazenda provincial, em cumprimento da
resoluto do tribunal administrativo, man-
da Tazer publico que no dia 12 do corrente,
ao meio-dia, perante o mesmo tribunal se
ha de arrematar a qu m mais offerecer, por
lempo de dous annos e onze mezes, a con-
tar do primeirode agosto do corrente airtio
a 30 de junho do 1852, 0 imposto seguinte :
Mi/locolomb, svaliada annualmente por
2:720,000 rs.
Dita dita da ponto de Bujary, svaliada
annualmente por 640,000 rs.
Diladita da Tacaruna svaliada annual-
mente por 640,000 rs.
As pessoas que se propozerem esta
arrematado,corhparer;am na sala das ses-
sflesdo mesraolribun.il, no dia cima in-
dicado, competentemente habilitadas.
E para constar se nisndnu aullar o pr-
senlo e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco 5 de julho de
18*9O segundo escrplurario, Antonio
ferreira da Annunciui'w.
0 lllm. Sr. inspector ds thesouraria da
fzenua provincial, em virtude da resolucSo
do tribunal administrativo, manda fazer
publico que em cumprimento da le, pren-
te o mesmo tribunal, vai novamenle pra-
ca no da 19 do corrente o imposto seguinte:
Dous mil e quinhentos ris por caliera
de gado vaceum que fr consumido nos
municipios abaixo declarados:
Oiinda, avaliado annualmente em ris
2:800,000.
Po-d'Albo, dito 3:200,000 rs.
Nazarelh, dito 4:400,000 rs.
A arrematado ser feila por tempo de
umanno e nove mezes a contar do primei-
ro do agosto de 1849 a 30 de junho de 1851
As pessoas que se propozerem esta arre-
matoslo, comparecam na sala das sessOes
do sobredito tribunal, no dia cima indi-
cados, polo meio-dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda
provincial do Pernambuco, 5 de julho de
.?*9-. segundo escrplurario, Anlonio
terrena d'Annunciacdo.
Peranto a thesouraria da fazenda desta
provincia se ha de por em hasta publica, nos
dias 28, 30 e 31 do mez de julho proiimo fu-
turo, para ser arrematado por quera menos
preco olTerecer, o servico da capalazia da
alfamlega desla cidade pelo lempo de vinle
e dous mezes que terflo principio no priinei-
ro de selembro desto anuo, e com as cond-
Oes que serflo patentes no acto da srre-
metaeflo. As pessoas que se propoz-rem a
licuar deverflo comparecer nos reeridos
das na sala das sessOes da mesma thesou-
raria, competentemente habilitadas.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
lo aponte, nodoReclfc a blca proiim.J
arco da Concelco. O pretendentea rJ "'
rao ate o dia 10 de Julho ao escrinto*'^
companhia as anas propostas em cartas feU
das, assignadas por ale por sena fiadorV.
comparecero no referido dio 16. As c
{des du contrato aero patentes no im-?,
esLriptorio todos os dias de trabalho di i?
horas da manhaa ao incio-dla, e das ir
seiada tarde. ,re*
- No dia 9 do corrente foi apprehendia
um cavado csstanho : quem fAr seu d
dirija-se a subdelegada da Boa-Vista D
Ihe ser entregue. p,ri
Acha-se rerolhido cadeia desUciih
de o preto Manoel, que dfs ser escrava
Manoel Francisco : seu senhor drij,.J
subdelegacia da Ba-Vista, munido de
ttulos, para Ihe ser entregue.
Theatro de Apollo.
SAUBADO, 14 DEJULHO,
uniua represen lacio.
Satisfazendo s instancias de grande. I
mero de pessoas, os artistas franceze,
tes de se dedicarem a outro qualquerVi
ler, querem offerecer an rrspeitavel J
blico desta cidade o mais bello drama u
jamis tenha sido representado nos tbi
francezes:
Ti iuta anuos
da
Ada de um JQgador,
em seis quadros.
Visto a importancia e a extensSo *u
drama, ser elle representado sem oZ
qualquer pera theatral.
avaos martimos.
Oti.l
da Me
Mhiri
Para o Aracaty segu, om poucos dtiti
o patacho Santa-Crui: para o resto da cir.l
ga e passageiros, Ira la-se ao lado do Coroo.1
Santo, loja n 25. "^f
-Para Lisboa, com a maior brevjilaJ
possivcl, partir o brigue portuguej rar.
/, Torrado e encavilhado de cobre: tem V
cellentes commodos e Iralamento para
sageiros*: os pretendentes para carga
dem tralar com o capitflo, Manoel de
veira Faneco, na pra?a do Corpo-Sanlo "Gw
com Firmino Jos Flix da llosa, na rui dVl
Senzalla-Nova, n. 42. '
-- O brigue nacional San-/oJ segua c,
loda brevidade para o Itio-de-Janeiro, sor
ler a bordo parte de seu carregamentu ,.
raorrttto da carga, passageiros e escriint
a rreiei trala-secom tludino Agostinhooi
Burro*, ra da Cruz, n. 66, ou com u casi-
tilo a fiordo.
ara Angola 8ahe,a(odia90 do cor.
reutet o brigue nacional Deslino, cpm bons
comnJbdos para passageiros: a tratar na rw
da, n. 7.
PARA O PORTO
o dia 15 do andante mez o brigue
po'tugitez Maria-Felii, do que he capito
LourencoVFemandes do Carmo, podenJo
anda receber, alguma carga miuda, assia
como anda tem alguns commodos pan
passageiros : os pretendentes traletn com t
dito capitflo na Praca, ou com o eonsignt-
tario, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
O Srs. carregadores queiram mandar m|
conheciinentosaocscriptorio do consigna-
tano.^para se promptiDcarera os maiiifisloi
Para o Rio-de-Janeiro segu, em pon-
eos dias, o bem conhecido brigue Assoust
para carga e passageiros, trsla-so na ruad.
Cadeia do Recife, n. 61, com Joflo Jos Fer-
nandos Magalhfles.
Para o Para com escala pelo Ceari
Maranhao partir com muita brevidade
patacho Fortuna, j se acha com um le,
da carga a bordo, e mais de mea cargas
gajada : quem no mesmo quizer carregrr
para qualquer dos mencionados portos.di-
rija-so ra da Seuzalla-Nova, n. 42, or-!
meiro andar.
--Para Lisboa saho impreterivelraenta,
no da 18 do corrente o brigue portugua
Coneeiedo-de-Mnria: ainda recebe algow
Carga o passageiros, para o que odered
escolenles commodos : trala-se com
consignatarios, Thomaz de Aquino Fonse-
ca & Filho, qu com o capilflo na praca.
Para o Rio-Crande-do-Snl pretendesi-
hir breve o brge Juno capitflo Jos Fran-
cisco dos Santos: ainda pode receber al-
guma carga a frete, escravos o passageiroi:
Irata-se com Araonm Irmflos, na ra di
Cadeia n. 39.
Para Parahiba
sabe, impreterivelmente no da 14 do cor-
rente, o hiato nacional Eipadarte: para o
restante da carga e passageiros, tratase di
ra do Araorim, n. 36, ou com o meslr,
Victorino Jos Pereira, no trapiche do al-
godflo.
Para a llahia sahe, nestes oilos din
com a carga que liver a bordo, o hiato 5-
ciedade -. quem nello quizer carregsr ou ir
de passagem, dirija-se a ra da Cruz do Re-
cife, n. 24.
Sabe para Lisboa no dia 15 do cor-
rente, o briguo porluguez Maria-Jo', t
que he capilflo Joaquim Jos Mosquita : pa-
ra o resto da carga ou passageiros, tratar
se com os seus Consignatarios, Francisco se-
veriano Rabello & Filho ou com o mesmo
capilflo na praca do Commercio.
Leudo*
vncial de Pernambuco, 2 8 de junho de
1849. O ofliciai-maior, Ignacio dos Santos
da tonseca.
Oeclaraces.
Liverpool, onlrarahoje no porto desta cid.- a 12,000 rs. a groza ; 2 ditas de alhuates or
do, lecebCmo. o lime*** u e de maio Idiuarios para camisa, a lO.OWrs. a di,
Companhia de Beberibe.
A administracao da companhia de Beberl-
a i I)UD|,C0 1ue> no dia ib' do correle mez
de julho, contratar com quem mais otlerecer
acobrancada laxa de 20 ris por caneco d'a-
goa, por tempo de um auno, que tei nriucl
'i'rr.oU.. rlr'r0 de "0, fHUloe : o con-
Joflo Keller & Companhia continuarSo,
por inlervencflo do corretor Oliveira, o son
leilfludo fa/.endas de seda, linho, 13 e de
algodilo, todas proprias do mercado I sexla-
feira, 13 do corrente, s 10 horas da m-
nhfla nu seu armazem, ra da Cruz.
Avisos > **
(.uilhermc Smilh, por seu bastante pro-
curador, embarca para oMaianhflo nsseus'
escravos,Maris du Rozario, de nacflo Haca;
e os crioolos Anlonio, Miguel o Maris Jos,
Pede-so encarecidamente a pessoa quf
levou, talvez por ongano, um capole d
panno azul, de um des corredores do pal*
co do governo, na noile do dia 5 do CO'-
renlo mez, enlregue-o na ra da Cruz,
U, ou annucie onde leve ser procurado.
Declara-se que oannuocio do proeo-y
radnrou administrador de M. J C o Silvi"
no Diario de Pernambuco de 10 do correorf.
nflo seenteiido com o mesmo administra-
dor, mas siin com a cassftdas Ultras inioi*-
-- Pic^ija se de ungama d


ka
I tender, dirlja-ae ao mesino engenho, que todo
.,, .. nm, o.ppllpntn nn na ri,. tender, airlia-ie ao metmo engenno, que loao
, "B 5,m^Tm?Kl! ,i n<,Bcl se far' c e precisar de algn, escl*
d0 Srve, junto a urna olaria com 9 quartos, I dirlja.ie ^ do Qaeimad0i D. w_
t um grande sollo: na ra da Cadea do Re-
cifc, n 51, segundo andar.
-- A inda se precisa de um padelro e for-
(neiro que nucir ir para Macei, conforme
[so annunciou por este Mario.
-. precisa-se de urna ama de leitc, que o
'tenha hnm e abundante, para urna crianeja
iie6 mezes : na ra do Collegio, n. 19, pri-
meiro andar.
.. Obcharcl Jos Gamillo Ferreira'Ra-
hrllo, reliraHdn-se pnra a provincia das
Magdas nfio pode ler o prazerde pessoal-
mente despedir-se daquollas pessoas que
niuilo o honraram com sua amizade, o que
faz por este jornal, ofToreccndo-lhes seus
diminuios servicos naquella provincia.
Precisa-sedeurna pessoa para o servi-
co 4a uma padaria: atrs da matriz da Upa-
Vista, n. 22.
Lotera de N. S. do I.ivrnment.
\s rodas desta lotera andam no dia St
Fcorrenle, e os bllhotes estSo a venda dos
lugares do costme.
Pelojuizo docivcl da primeira vara,
eserivflo Santos, por execuefio de sentenca
que encaminha Jos Joaqum de T. contra
jote da Silva Braga se ha de arrematar,
fiados oa dias da lei, um escravo do gen lio
da Costa de40annos pouco mais ou me-
nos, bom canoeiro ,-avaJiado em 350,000 rs.
Iloje, 12do cprrente, he a ultima pra-
ca, peranto o Sr. doutor juiz de orphOos,
das rendas de dous sobrados da ra Augus-
ta, e urna mei'agoa na ra do Alecnm,
pertencentes aoa herderos de Jos Mara
de Jess llunz e sua mulhcr, a requeri-
mento do tutor destes menores cujas ren-
das estflo avalladas em 300,000 rs cada so-
brados e 00,000 rs. a mei'agoa.
vtMmmmmmmm mm.mmmmm9
o res-
SNovo pSo de Provenga.
Na padaria do berco das Barroirase
J no deposito da Estrella, no Aterro-
~ da-Boa-Vista, n. 39, fabnca-se o no-
vo pilo de Provenca, oqual he fabri-
cado pelo methodo do aeu primei-
ro introductor que veio esta provin-
cia, e com as melhores farnhasque
ha no mercado, e asseio que he pos-
si vel : da niesma sorte so fabricam as
Mias da rainha de Hespanha lioii-
nhoa, blscoulos, biscoulinhos, fatias,
ovacas : ludo do melhnr gosto pos-
sivel e pmprio para cha ; lambem ha
bnlachinha de Lisboa em latas de 8
libras, por preco comniodo; amen- jK
8j doas confeiladas e de varas 3 dades.
1 1
towwwwmmm wwpwimfw*
-No dia 13 do corrente, se ha de ar-
rematar na porta do Sr. doutor juiz mu-
nicipal da primeira vara e substituto da pri-
meira do civel a proprie.lade de casas ter-
reas da ra da Florentina,com as cdnfronta-
cOes que so acliam declaradas npjescripto
que est na mo do portero por execu-
ciloiio 'loutor Cela un Jos da Silva Santia-
go contra Jofio Bernardino de Vasconcel-
os e sua mullior : he a ultima praca s 4
horas da tarde
-- Desappareceu no dia 7 do corrente,
um menino de nome Mannel, pardo, de 12
I a 14 annos, um pouco ferh ido di cor.; le-
voujaqueta dequadios caigas de linhode
qtiadros amarellos; desconlia-se que est
oceulto, e por isso roga-se a qualquer pes-
soa que. compra eso a vos que nfio o com-
pre como captivo pois elle he forro e nns-
cidodevenlrelivrn, e-nunca foi escravo :
quern delle der noticia no boceo dos Marty-
Irios, casa do sua mfii, Auna Joaquina dos
I Anjos.ser gratificado, c protesta-se usar do
Irinor das leis contra qiiein occullaro refe
[rido menino, que tambero levou um bone-
| te de guarda nacional.
Precisa-se alugar uma preta cscrava
[para todo o servido de urna casa ddiminu-
I la familia : pgam-se-llie 6 mezes adianta-
Idos: na ra do Azeile-de-Peise, ou travessa
|da Madre-de-Dcos n. 7, primeiro andar.
rrccisa-.se de um trahalhador de mas-
Iseira: na ra larga do Rozarlo, padaria
[n.48.
0 Dr. Lobo Moscoso conti-
"na a receber doentes em sua ca-
sa, no Alerro-da-Ba-Vista, n. 48,
onde lia com modos suflicienles,
nao s para se tratarcm de suas en-
fermidades, como para se I lies fa-
zer qualquer operaco : as pessoas,
porUnto, que se quizercm curar ou
mandar algumi escravo, pdem di-
rigir-se ao ahnunciante em dita ca-
Densta.
D. W. Baynon, cirurgifio dentista a-
mericano, breve se retira desta pro-
vincia e pelo pouco lempo que aqu se de-
mora, tem a honra de ofTerecer ao respei-
tnvcl publico o sou prestimo, na ra do
Trapihe-Novo, n. 14.
Joaqum Pereira Arantes scientifica
ans seus devedores que incumbi ao Sr. An-
ionio Pereira Vellozo a cobranza de suas
dividas, pelo que ao mesmo Sr. poderSo
pagar seus dbitos.
Alugam-se e vendem-se bitas hambur-
guezaa, daa melhores que ha no mercado
na ra das Cruzes, n. 40.
$ Caplios de sol
Ba do Passeio, n. 5.
Oh! que pe\ india para o amavel
peitavel publico.' Novas sedas da tnethor
qualidade que se pode fabricar, por serem
le encommenda e da melhor fabrica de
Franca, recebidas agora.
O fabricante deste estahelecimenlo ad-
verte ao respeitavel publico desta cidade
que elle possue presentemente um rico sor-
timento de chapeos de sol, assim como cha-
peos de sol de seda furta-cres, dos mais
ricos que teom apparecido neste mercado,
e de cores condecidas ; ditos para senhoras
de bom tom, adamascados, lavrados, com
suas competentes franjas de retroz, tudo
que tem de mais moderno e do melhor gos-
to; m completo sortimento de chapeos
de sol de panninho de todas as cores ede
todos os tamanhos, para homens, senhoras
e meninos : ha tambem igual sortimento de
(atondas para cobrir armares, tanto de se-
das de cores, como de panninhos trancados
e lisos imitando aeda. Adverte-se que os
freguezes serSo servidos com brevidade, e
se acliarfio satsfeitos da boa qualidade, do
bom gosto e do bom preco.
I Ol'lilil \ DO GUADALUPE.
As rodas desta lotera andam impreteri-
vclmente no dia 14 do corrente mez, como
tem sido annunciado : disto se pdem con-
vencer oa amadores deste jngu, os quaes
devem por isla rasfio concorrer a comprar
os bilheles queexistem venda nos lugares
do costume, certos de que quanto mais de-
pressa so acabarem os bilhetes mais rapida-
menfe as rodas terilo o seo gyro.
--Quem precisar de uma ama de leitc,
forra e do malto, com muito bom e abun-
dante loite, dirija-se ra das Flores, n. 21.
Offerece-se uma crioula para ama de
casa a qual faz todo o servico de portas a
dentro : na na Dircita, n. 68.
-Precisa-sede um caixeiro de 12 a 16
annos, para venda oqual d dador a sua
conducta: nos Quatro-C.antos venda n. 95.
Precsa-se de um homer solteirn e sem
familia que seja hbil para ensinar parli-
ulaimonto l." lellras, subjeitando-se a
este t rah.. I lio gfei um engenho distante des-
la prnca sete leguas : no l'oco-da-Panella,
casa do major Antonio Lourenco.
O gerente do contrato do rap prinre-
za de Lisboa contina a vender este rapa
. oii.liio", a dihlieiro a vista e nfio se lia a
pe.*soa ulgtimu e roga as pessoas que an-
da estfio a dever o favor de mandar satisfa-
zer seus dbitos.
M
sa. certos de
que
serao tratado
com todo o desvelo.
Aluga-se uma escrava para o servico in-
terno de uma casa de familia: atraanla
rufda (loria n. 76. Na mesma casa rece-
be-seroapa para engommar.
Jos Joaquim de Azevedo Crrvalho v*i
cidade do Porto a lia lar de sua saude.
Do primeiro andar da casa n. 28, .atrs
da matriz caho um pequeo gato mallcz:
quem o pegou querendo restituir, leve-o
dita casa, que aera generosamente re-
compensado.
O arrematante do dizimo dos
cocos
faz eerlo que os predios que nfio pagam de-
cima afio os que devem o segundo anno- do
dito imposto, sendo de 1847 a 1818.
OSr. Francisco Alvea de Pinho tem
carias na iua do Trapicne-Novo n. 16, se-
gundo andar.
O.9 tenle da armada Francisco de
Seiin Soulo Maior tendo de seguir via-
larem na fragati l'araguan para a provin-
BM da ittu e dai.i para a cOrte, despede-
pe de todos os seus e em particular do seu
liiitirt'u amigo o Sr, Ilernardo de UUvcira e
Mello de quem recebeu lautos obsequios r
otas urovas <>e eslima as quaes OcarSo
pideleveimente gravadas no aeu cora^fio.
I Oproprietario do engenbo Cariha, aiiu-
[ilo duaa lign ao aul de ..anio-Aiiio, etti re-
UuIriUu a vender o referido engenho, o qual
[ loccon anlniaes, e cita paraiurnUdo de lo
I o o preciso, e com uma safra de dous mil
pac: ole eogrnho tem inaia de meia legoa
puuilracu de encellrnies Ierras e de ptima
l>rodiicc;iii, lindo grandes vaneas. Tambeiu
M vendem, Se agradar ao comprador, 32 aui-
lil*^ll^i-a^^^^U*QJa^jiiajiiiai^^ili '" "-'-.
Homceopalhia.
Primeiro con-ullorio liomoco-
patbicoem l'ernambuco, na ,7
tua da (adeia de S.-Anto- I
nio, n. ni
Este consultorio estar aberto lodos
os dias desde s 10 horas da manha
at as 3 da tarde : as pessoas que nfio
podrem cliegar ao consultorio po-
derfio ser visitadas em suas casas,
2 qualquer que seja a distancia deala ^
praca. Os indigentes serfio tratados ^
gratuitamente, apresentando umat- Z
testado do vigario de sua freguezia. ^
AO PUBLICO.
Em mui cresci do numero contavam os
mdicos at agora, molestias incuraveis,
contra as quaes s era permitido ao paci-
ente resignaefio para aolfrer um mal de que
j nfio havia esperances de poder librta-
lo, e ao medico philantropico a dor de ver
muitos de seus scmelhantes victimas de
enfermidades, contra as quaes se declarava
impotente, podondo apenas lamentar a fra-
queza da inlelligencia humana. Mas, Bra-
cas ans progressos da medicina, gracas ao
zelo de homens incansaveis, que, nfio des-
esperando da perfoctibilidade d> aciencia,
se teem dedicado investigarlo de reme-
dios quo possam alliviar 4 humanidade de
alguns males que a aflligem, o numero daa
molestias reputadas incuraveis vida dia
em dia diminuindo. Assim, achar depois
de longos trabalhos, do profunda medita-
fio m reiteradas experiencias, medicamen-
tos que nos restituam o uso dos dous mais
importantes sentidos do que he dotado o
horneen, quando estes j se achavam no sup-
posto estado de incurabilidade e inteira-
mente perdidos, he por certo um dos maio-
res servicos quo se poda prostar huma-
nidade ; eis o que estava reservado um
hnmem philantropo da cidade de Braga, em
Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus
scmelhantes so teem feito geralmente co-
nliecer. Os remedios que ora offerecomos
ao publico, nfio entram na classe daquelles
que o vido e ousado charlatanismo incul-
ca com roucos ndescompassadosbrados, e
que o crdulo vulgo por ignorancia recebe
na boa fesem discernmento1JBchando-si'
depois Iludido; tem, porem/do occopai
mui distinelo lugar entre os medicamentos
que maiores beneficios preslam ao homem
constam elles da dissolocSo aquosa de ex-
tractos de plantas medicinaos, de virtudes
mui reconhecidas e verificadas. O longo
uso, as continuadas e severas experiencias
a que por toda a parte teem elles sido sub-
metlidos, sem que uma so vez hajam falha-
do em seus bona efTeitos, e desmentido as
esperances que sobre elles havia fundado
o seu inventor, lite teem grangeado cons-
tantes e repetidos elogios dos mais sabios e
respeitaveis mdicos, assim da Europa, co-
mo da America, que unsonos abonam e
proclaman) sua acefio sempre certa e beni-
gna. Um destes licores he dcstiuado a
comhaler as molestias de olhos, e lem por
principal virtude restituir aosorgfios da vi-
sflo suas fuuccOes ; reanimar e fazerreap-
parecer cm sua natural perfeicfio a vista,
quando esta esliver fraca ou quasi extinc-
la ; comanlo, porm, que nfio haja ceguei-
ra abholuta com desorganisaefio das partes ;
nfio menos til e enrgico he para desfazer
as cataratas, destruir as nevoas ede prom-
pto debellar qualquer inflammacSo ofl ver-
uiclhidflo dos olhos. Nfio causa dr, nom
estimulo na parte.
Outro liquido restitue a faculdade de ou-
vir os tona ao ouvido locado de sur,le/, an-
da que inveterada, uma vez que o mal nfio
seja de nascen^a, sem causar em lempo al-
gum o menor incommoJo ao doeule, e sem
priva-lo de cuidar em seus negocios.
1NSTRUCCES PARA O USO DOS RE-
MICUIOS.
No seminario de Olinda procura-se
um moco portuguez, inglez, ou francoz,
por menino que seja, para criado de uma
casa : a fallar no mesmo seminario, com o
seu reverendo reitor ou vice-retor.
Rega-se ao Sr. Christovffo do Hollanda
Cavalcante, que esleve no engenho Cama-
ragibe, e passnu-se para Arandipedelpoju-
ca, e que era arrematante do uma das estra-
das, quo tenha a bondade de ir, ou mandar
alguem por si, ao pateo do Carino, n. 18.
Agencia de passaportes.
No palco da matriz de Santo-Antonio,
sobrado n. 4, liram-se passaportes para
dentro e lora do imperio, assim como cor-
reui-sc folhase despacham-seescravos.J
Prccisa-sc de um caixeiro de 14 a -18
anuos do idade : na ra Direita, n. 80.
Um individuo foi boje (9 do corrente )
loja do abaito assignado buscar em nome
do Sr. major Sebastian, commamiaiite da
cavallara, duas pequeas espingardas pa-
ra espoletas, cujos canos teem de compri-
iDonto de 22 a 24 polegadas, as quaes li-
ndan) sido separadas por compra pelo dito
Sr. Sebaslifio e pelo Sr. Alinela ; e, tendo-
Ih'as oabaixo assignado entregado, aconte-
ce que o dilo individuo nfio havia sido en-
cirregadodeasconduzr, elra um mero
de qua se servir para furia-las Assim, o
abaixo assignado, avisa au publico,, e es-
pecialmente s autoridades policiaes, que
se dignem da apprehend-las, caso lenliain
dolas conhecimenlo, e as eulreguem ao
mesmo abaixo assignado. l'ommnltau.
O dono do botiquim Cova-da-Onca res-
ponde ao Sr. capilfio do quinto balalhfio,
Honorato Jos de Oliveira, e mais alguns
Sr. olleiaes, que nfio se enleiide com suas
mercr-s; ssimcom os que teem bilhetes
em dito botiquim.
Furlaraiu, no dia 7 do corrente, um
cava I lo caslanbo, com um espravilo na per-
na signal branco na testa pshrancos,
de bom tamaiiho : quem o levar ra de
Apollo, armazem n. 22, aera recompen-
sado.
- i'recsa-se de um homem que tenha
bastante pratica de venda para tomar cun-
ta de uma por halanco.e so livor algum
fundo com que entre para ella se Ule dar
i ulerease cm proporgfio do seu fundo: quom
esliver neslas circunstancias aiiuuncio.
Quem annunciou querer vender uma
i, .,-n. ipiroajirtjX-
i m i-rii a
O do ollus emprega-se do modo irgunilc
Odoente pela mantifia, emjejurn, uma
hora pouco mais ou menos depois quo cr-
guer-sedo leito, tomar solire a palma da
mfio pequea porffio daquella agoa ; e com
ella mullala bem os olhos, fazendo que li-
gninas gollns caam sobre o fclobo occular :
sem os I i ni par, os conservara molhadosal
que naturalmente enxuguum : ao deitar-
se a noite praticar o mesmo : durante o
tempo que usar do remedio evitar o calor,
acefio de fumaca e o vento ; far abstinen-
cia de comidas salgadas, azedas, eaduba-
das com especiaras.
O ron edio dos ouvido ser applieado do moda
que stgve :
O docnle pela manlifia, uma hora pouco
mais ou menos depois de erguer-se, anda
em jejum, fnr derramar dentro dosouvi-
dos quatro ou cinco goltas do liquido, la-
pando-os depois rain algodfio em rama ; a
noite aodeitar-se repetir a mesma opera-
Cfio. Durante o uso do remedio evitara ex-
pr, os ouvidos principalmente, accSodo
calor e do vento, afm de evitar grande
transpiraciio, liavciido cuidado om nOt> mo-
Ihar ospsemagoa fra; finalmente deve
abstor-se de comidas salgadas, azedas e
adu badas.
Estes remedios estilo venda na botica de
Biirtholomeu Francisco de Souza, na ra
larga do Rosario, n. 36, tunen deposito em
Pernambuco, pelo preco d*2,240 ris cada
vidro.
Canas finas de jogar
a realho e em porffio, muito em conta ;
Charutos
da clebre fabrica de S.-Flix eoutros, sec-
eos e de primeira qualidade, pelo barato
prego de 2.000 rs. a caixa de um cenlo; co-
meslives conservas e licores de diversas
qualidades, chegados pelos ltimos navios;
um soi tmenlo de vinhos (tranco e tinto ,
ordinarios e superiores em garrafas e em
barris : na ra Nova, cesa fianceza n. 69
413 II. Len, gravadorde todas as qua- t
<> iidades e sua senhora professora
r de desenlio actualmente residentes A
<> na ra da Cruz n 40, segundo an- <
' dar, estilo promplos a receber quom g
je se quizer ulihsar de seu prestimo,
dj das 9 lloras da manlifia al as 4 da lar- Sf
a, de. Os meamos pdem dar ligues em w>
t}_ casas pailiculai os m
fS LIMA
m faz scientea quem convier, que mu- o
I dou o seu estabelecimentode unifor- a
S mes militares da loja da ra do Quei- gj
T mado, n. 10, para o primeiro andar T
J do sobrado n. 19 da mesma ra
V aonde contina a vender os ditos ?
k uniformes para todas as patentes das A
V differentesarmas do exercitoe guarda ^
t\ nacional, msicas, etc.; tendo effec- |
tivamente abotuaduras para fardas u
esobre-casacas de todas as classes
galOes de ouro o prata fina para di-
visas calcas e chapeos de pagens
chapos envornizados par pagens
de trmas as mais modernas a 5,000
ris.
Vendas.

i
91
Precisa-se de um caixeiro para pada-
ria que tenba pratica ou sem ella, o qual
abone sua conducta e de um amassador,
que seja capaz bem desembarazado, equo
varra o forno : tambem se precisa to um
preto para o servico da mesma padaria :
paga-so o que se ajuslar todos os mezes : na
S.-Cruz, padaria de uma s porta
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14
annos para uma venda: na ra da Flo-
rentina, n. 1
O Sr. Amcrco Militfio de Freitas Gui-
marfies tem cartas na ra da Cadea do Reci-
te, i). 43. segundo andar.
Quem annunciou precisar de uma en-
gummadeira quo se respunsabilisn palas
casa na ra Velha ditija-se a ra das La- tall/s da roupa lavada e et.gommada, diri-
""'" <"- *" i-- -urna Direita. n. 1.
9MM(MaVMa>
Estolana Francisca dos Res, Brasileira,
val Europa.
Antonio Euzobo Rabcllo, Brasileiro ,
vai Europa.
Frederico Cuilherme Wellhausen faz
uma viagem para frada provincia.
I'n cisa-se alugar um moleque que se-
ja fiel, para fazer as compras e o mais ser-
vico i!e uma casa de pouca familia : na ra
da Cruz, armazem n. 48.
-- Vai em praca um sobrado do um andar,
na ra de San liento, defronte do oito de
San-Pedro-Novo, n. 3 : quem o pretender,
v em Olinda, no sabbado, audiencia do
Sr. Dr. juiz do civel eorphfios, quo he lin-
da a praca.
Fugio do abaixo assignado, no dia 6 do
corrente, das 7 para 8 horas da noite, o seu
escravo croulo, do nome Filippe, baixo,
grossn, bem barbado, idade pouco mais ou
menos de 38 annos; vestido decalca e ca-
rniza de algodfiozinhn, chapeo de palha pin-
tado do preto : desconlia-so lor ido para o
lugar do Brejo-d'Areia, do nndo ho natu-
ral : quem o pegar, leve-o a ra Direita, n
27, segundo andar, que ser bem recom-
pensado. 1/emelerio Maciel da Silva.
Precisa-se de 200,000 rs. a joros por 18
mezes, dando-se boa firma por flanea : na
eslrada de Jofio do Barros se achara com
quem tratar.
Jofio Jos de Medeiros, tonilo.admilli.lo
para seu socio a seu sobrinho Jacintho Jos
de Medeiros Correia, na casa de negocio que
acaba de estahelecer na cidade da Parahha
do Norle, e que tom de cyrar sh a firma de
Jofio Jos de Medeiros Correia & C, faz cer-
to por este jornal que esta firma loma a res -
ponsabilidade de solver todas as transac-
ces anteriormente conlrahidas pelo dilo
seu sobrinho, cm cujo nome fram oll'ei-
t nadas.
Rouna lavada e engnmmada com asseio
e prompldfio : quom precisar, dirija-so ao
pateo do N.-S.-do-Ter?o, n. 17, quo achara
com quem tratar.
O Dr. Francisco de Paula Baptista mu-
dou a sua residencia para a ra larga dollo-
zario, casa n. 28, primeiro andar, ondo mo-
ro u o Dr. Nolto.
Aluga-su um sitio na Soledade, na es-
lrada quo segu para o Mangiiinho, n. 26 : a
Iratur no armazem de tvboado, dcfVonte de
San-Francisco, II. 8.
Na ra da Praia, n. 14, deseja-se fallar
com o Sr. lente-coronel Fernando Fran-
cisco do Aguiar Montarroyos, on annuncie a
sua morada tiesta praca por csla folha.
Achou-sa um cavallo com cangalha no
dia 6 do corrente : quem ffirseu dono haja
de o procurar no becco do Connives, ar-
mazem n. 4, que, dando os signaes certos e
pagando as despozas quo se teem feito, Ihe
ser entregue.
Precisa-se de quem secncar-
regue de lavar c engommar com
toila a perfeicao a roupa tle urna
casa de pouca familia, respoosabi-
lisondo-se pelas faltas. A quem
lito convier, annuncie para ser
procurado.
Carlos Monteiro Texeira, lendo vendi-
do a sua taberna, sita na ra da S.-Cruz n.
3, mudou-se para a travessa da Campia, n.
I, no mesmo bairro,onde seuscretlores p-
dem dirigir-se para serem pagos. O mesmo
faz ver a seus devedores que Ibes vilo pagar
por bem at o fim do correle mez, pois
que bem a seu pozar demandar os que de-
xarem de Ibes pagar, visto ler de se retirar
para a Europa.
Precisa-se comprar uma escrava que
saiba cosiuhar o engommar, sendo recollii-
da : na praca do Commercio, n. 2, primeiro
andar.
Roga-soencarecidamente ao procura-
dor ou administrador da rasa doSr. M. J
C. eSilva que lenha a hondade do vir pagar
o que deve na ra da Praia, n. 14 ; do con-
trario se publicar o seu nome por extenso.
I)eseja-se saber quem lie o
Sr. Jos kugenio da Costa Faiva,
ou quem suas vezes faca, para Ihe
serem enviadas do' liio-de-Janeiro
diversas encommendas de impor-
tancia: na ra da Cruz, n. a8, casa
de Lima Jnior & Companhia.
Compras.
Compra-se uma escrava moga de na-
efio que nfio tenha vicios nem achaques ,
a qual saiha bem engommar e cozinhar:
uas t'.inco-l'onUs, n. 80.
Compra-se uma escrava boa coslureira
e engommadeira ; assim como escravos fer-
reiros ecarpinas : no pateo do Carino, n.
18, segundo andar.
- Compra-se uma carroca nova ou em
bom estado, eque trabalhe com dous hois I
na ra Direita, venda que foi de Jos da
Penha n. 23
. Compra-se uma escrava recomida, que
saiba bem engommar e coser: paga-se bem:
na ra de Agoas-Verdes, n. 46, se dir quem
compra.
Comrra-se uma corrente para relogio,
de 3 a 5 nitavas: quem tiver annuncie.
-- Compnam-se 20 canoas de arcia : na
ruada Pr^v4- S -V.i'a .n-,21.
Pra^a da Independencia,
numero 57.
A os 30:000,7000.
Vendem-so bilhetes o cautelas da lotera
do Rio-de-Janeiro, concedida a beneliclo
das construyes o reparos das matrizes.
Na mesma casase moslram as istas das lo-
lora passadas, o se trocam os bilhetes pre-
miados : a elles, que sfio poucos.
Vede-se a venda do Ater-
ro-da-Ba-\tsta, n. 2a : a fallar
com Manoel Fructuoso da Silva,
na ra do Carnario, 13. 5.
Vendem-se duas excellentes redes
do Maranhfio, de algodfio e pintadas : na
ra da Cadeia do Recite, loja n. 51.
Vende-se um carro de bois, novo e
bem feito no engenho Velho de S..Va-
ro-Jaboatfio.
. N. 0.
Ra da Madre-de-Deos.
Furo vinbo da Figueira.
0 novo armazem desta pinga deliciosa
acaba des" abrir nesta ra, defronte do ex-
tinclo armazem ao mesmo preco de 180
rs. agarrafa ,e a 1,360 rs. a caada. Os
amantes deste licor alli enconlrarllo garra-
fas promptamente lacradas e com'o seu
competente rotulo para trocarem por outras
promptamente ; assim como, tambem en-
contrando barris de diversos tamanhos,
por prreos bem rasoaveis ; bem como vinho
branco de Lisboa a 1,600 rs a caada o a
220 rs. a garrafa. O propietario desto esta-
helecimenlo pedeexame para poderem ava-
dar a pureza do sua qualidade e asseio, s
que em nada desagradar aos concur-
rentes.
Vendem-se duas boas osera vas de 18
a 20 annos; uma linda moleca de 16 an-
nos ; duas ditas por 800/rs.; um escravo
e irreiro; um pardo de 25 annos, bom car-
reiro o pagem : na ra de Agoas-Verdes,
n. 46, so dir quem vende.
Vendc-se uma preta de 14 annos, que
cose bem, engomma e cozioha : na ra lar-
ga do Rozario, loja n. 35.
Vende-se, ou permuta-se um sobrado
de um an lar com sotfio e lujas, sito na ra
da Roda, n. 4-2; um dito dito no pateo de
S.-Pedro, n. 3; um dito dito na ra das
Cinco-Pontas, n. 44 ; uma casa terrea na
ra das Cinco-Pontas, n. 79 ; uma dita na
ra da AssumpQfio, n. 64: osles predios
pertencem a viuva e herderos do finado
Antonio Francisco Cabral, residente na
liba de S.-Miguel: quem pretender com-
prar algum destes predios, ou permutar por
i.ntrus naquella ilha dirija-se ra das
Cincu-Ponlas, n. 90, a tratar com Jofio
Jos do Monte, que se acha competente-
mente autorisado a fazer qualquer ne-
gocio.
Vendem-se 75 accOes da companhia de
lleberibo : no Aterro-da-Boa-Vista n. 63,
1 andar.
Km casa de Jofio Slewart vendo-se man-
telga ingleza chegada pelo ultimo navio,
por prego comino.lo o quantidade a voli-
tado do comprador.
Na ra Nova, n. 5,
vendc-se um lindo mulatinhode 15 annos ,
propriopara pagem, por saber muito bem
bolear; um moleque de 16 annos muito
lindo ; um dito do 18 annos ; um preto bom
cozinheiro; um dilo bom ganhador de ra
quo paga 560 rs. por dia; uma parda de lin-
da figura de 20 annos, com todas as ha-
bilidades precisas; uma preta por 300,000
rs. ,ptima para vender na ra, por ter
disso pratica ; uma dita ptima para o tra-
ballio deenxada; nma dita de 20 annos,
boa quilandeira.
Vende-se um par de adragonas para
nllicial subalterno, urna barretina appare-
lliuda para guarda nacional : na ra Nova,
n. 18- Na mesma casa compra-se um diccio-
nario portuguez e francez.
Vendem-se dous escravos de bonitas
figuras : na ra da Cruz, no Recife, n. 43.
Panno azul.
Vende-se panno lino azul, proprio para
fardamento por preco mais barado do qua
em tmira qualquer parte : na ra do Amo-
n ni, n. 35, casa de J. J. Tasso Jnior.
Bom e barato.
Vendem-se superiores corles de casimi-
ra de algodfio do bonitos .adrOes, a 2,240
rs.; ditos oscuros, a 1,440 rs.; ditos de
liri tu liso escuro de puro linbo a 700 rs.,
e a 200 rs. o covado ; corles de colleto de
velludo de algodfio de cores, a 640 rs.; cor-
les de cassa-chila, a 2,600 rs ; metim bran-
co a 160 r.. o covado; chales de Ifia gran-
des a 2,000 rs ; lencos do seda de cor a
1.000 rs. ; ditos superiores, a 2,000 rs.:
na i ua do Queimado loja verde, n. 21.
Vendem-se meios bilhetes da lotera
de N. S. do Livramento: na ra Direita, 0.7.
Vendem-se 3 fortes pianos, chegados
pelo ultimo navio francez de muito boas
vozes, superiores as de outro qualquer que
tenha apparecido, e de novo modello que
nfio deixrafio do agradar ao comprador;
charutos de lia vana, por preQo mais commo-
do do que em oulra qualquer parte; un
completo sortimento.de instrumentos de
msica, tanto de metal como de madeira ;
bustos de gesso representando muito fiel-
mente a rainba Victoria e o principe Alber-
to*; relogios deouro e de prata, chegados
ltimamente da Suissa. Estes relogios que
sfio muito bem acabados se tornam mui-
to recommendaveis a qualquer particular,
e adverte-se que ha entre elles alguns que
andam oito dias sem precisaren) de corda :
na ra da Cruz, no Recife, n. 55.
Agencia de I duin lavv.
Na ra de Apollo armazem n. 6, de M. Cal-
moni & Companhia, acha-se constantemente
um grande sortimento de ferragens inglezas
para engenhos de fabricar assucar, bem
como laixas de fero coado e batido de de-
ferentes tamanhos e modelos, moendas
de dito, tanlo para armar em madeira como
todas de ferro para animaos e agoa, ma-
chinas de vaporde fflrga de 4cavallos, alta
pressfio, repartideiras, espumaderas, etc.
de ferro estanhado. Na mesma agencia acha-
se um sortimento de pesos para balanzas .
eseovas pai a navios, ferro embarra, tanlo
quarado como redondo, salra para ferrei-
ro e uma porc.no de liuta verde om latas:
ludo por hvato preco. __^_ ^


<4
Vende-se cm casa deN. O. Bieber& C.
na ra da Cn:z, n. 4, algodflo trancado
laquelta fabrica, milito pioprio para saceos
de assucar.
Pechinchas para liquidadlo.
Vendnm-se, na loja da ra do Crespo, n.
5 A, no p do arco do S.-Antonio, as seguin-
tes fazendas, para iiquidacflo: corle .'e cns-
sa com srte varas, para vestido. Jo mnilo
lindos p-droes e de cores fixas a 2.000,
ti,500, 3,000 e 3,500 rs. ;"crtes do rollete de
etim lavrmlo do diversas cores, a 4,000 rs.;
ditos de gorgurflo'dc soda, goslo moderno,
a 2,500 e 3,000 rs. ; ditos de velludo do di-
versos edres e tamliem lavrados, a 2,500
ate 4.000 rs. o curte; fuslflo branco alcochoa-
do para tolle'e a 500 rs 1) corte ; gOrgu-
rlo de algodflo escuro, para collete, a 200
rs. o corte; casimira para calcas, de supe-
rior qualidade e posto delicado a 4.000 rs.
o corte ; cassas de cores com 4 palmos de
largura, proprias para vestidos a 240 rs. o
covado ; e nutras muitas fazendas : bem co-
mo ainda restam alguna pannos finos de 3 e
4,oro rs. ; merino, a 2,500 rs.; lencos gnar-
necidoa de bico para mHo de senhora, a 400,
500 p 640 rs.
- Vcnde-se o engenho do Canha, duas legoai
ao Mil de S.into-Anifio. iendo dito cngrnbo de
animars e estando inocule, com safra para mais
de dous mil para, tendo mais de meia legoa
quadraila de trra, de muito boa produccao,
leudo dito engenho grandes vaneas, bem como
32 animaes de rodn e 20 bois de crrela A
tratar coiu seu proprielario no dito engenho, o
qual todo o negocio tari, e para tomar alguns
csclareclmriilos na ra do Quelmado, n. 27.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
aos ao 000,000 rs.
Na praca da Independencia, loja n. 4, che-
gou novo soi ti ment debilhetes e cautelas
da muit acreditada lotera da corto. A elies
antes quesoacabem.
engenho.
Cha barato.
Vcnde-se muito bom cha, pelo preco de
500 rs. a libra : na ruado Crespo, n. 23.
Df psito da fabrica de
Todos-oS'Santns na Babia.
-- Vendem so presuntos inglozes para
fiambre ; latas rom bolachinhas de Lisboa
ditas de araruta ; ditas de mermelada de
1, 2 e 4 libras ; ditas de sardinhas ; ditas de
hervidlas ; ditas de chncolate de Lisboa
frascos do conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja; barris com azeitonas brancas de
Elvas ; garrafas com vinho moseatel de Se-
tubal e da Madeira ; queijos de prato ,
frescaes \ tudo novo e chegado ultima-
mente do Lisboa : na ra da Cruz, no
Itecife, n. 46.
Tai xas para
Na fundcTo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quael acham-se a venda por preco com
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Vcnde-se algodo trancado
da fabrica de Todos-os-Sanlos a
370 e a 3oo rs. a vara : na ra da
Cadeia, n. 5i.
f\ 1,000 rs.
o corle de calcas.
Vcnde-se brim trancado pardo de puro
linho a mil rs. o corle de ca'cas : na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
Vendem-se sellins inglezes e
canias de ferro: na ra da Senzalla-
nova, n. l\i.
Folha de Flandres.
Vendem-se caucas com folha de Flan-
dres : em casa de J. J. Tasso Jnior : na ra
do Amorim, n. 35.
F/mnha de trigo SSSF
de superior qualidade e nova ; dita ameri-
cana em meias barricas ; dita gallega, cm
meias barricas; cal virgem de Lisboa ; vinbo
do Porto, em pipas e barris de quarto e
oitavo superior e mais inferior ; aechadu-
ras para porta de armazem ; superior cha
hygson nacional de S.-Paulo; familia de
mandioca, em saccas, por preco com modo :
na ra do Vigario armazem n. ti, de
Francisco Alves da Cunta.
Novo sorlimento de brim trancado
a i,5oo rs.
Vendem-sebrins trancados brancos, lisos
e de listras de puro linho a 1,500 rs. o cor-
te ; cOrtes de fuslflo aleochoado a 480 rs.
na ra do Crespo, loja da esquina que volta
para a Cadeia.
Na livraria ns. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia vende-sc o seguinte :
MANUAL ELEITOIIAL
contendo a Ici regulamentar das cleicOese
os decretos e decisoes do governo que dflo
esclarecimenlos sobre sua exerucflo,expedi-
dos al abril do corrrente anno, com notas
explicativas fundadas uestes mesmos escla-
recimentos;
NOVO MANUAL 00 JIJIZ DE PAZ
contendo urna minuciosa explicacflo de lo-
dos os seus actos no desempenho de suas
ali rihuic/ies, seguido de um appendice das
Icis, regulamentos, avisos, etc. relativas
aos ditos juizes inclusive as das elccde,*,
e regiment dos salarios, e de um ndice
alphabeticode todas as materias coudas
ueste manual;
CDIGO DO PrtOCESSO CRIMINAL
de primera instancia do imperio do lirasi
com n disposicSo provisoria acerca da ad-
ministracHo da juslica civil, seguido da Ici
de 3 de dezembro de 1841, e regulamentos
para sua execueflo do 31 de Janeiro e 15 de
marco de 1842, segunda edc3o mais cor-
recta e augmentada com olas.
Chocolate de saude e xa-
ropo de angico
fabricado noMaranhSo por Luiz iiotentuit
& r.ompanhia, boticarios chimicos da escola
esjucial de Paris. I stes dous obieclos tflo
necessarios as molestias do peito, copo
mesmpa conservaedo da saude, ja exper-
oimitados por muitas pessoas que bem con-
firman) seus bous resultados. Constante-
mente llavera um deposito deslea sorlimen-
to na ra da Cadeia do Itecife, n. 25, de-
fronte/lo Beeco-Largo. Seu preco fixo ser delrs. avara : es' faze.ida se torna muito re-
800 r. a libra do chocolate, o 1,000 re. ca- commeniavel por ser de ps,roe _nov_9,
da urna garrafinha de xarope, acompanhan-
do um receituario do seu autor.
SSSF.
Manoel da Silva Santos continua a vender
barricas de farlnha de trigo da marca ci-
ma mencionadas,'ltimamente chegada a
este mercado: a tratar no armazem de Anto-
nio Aunes, no caes da Alfandega.
Vende-se cal virgem de Lisboa de
superior qualidade, em barris de 4 arrobas,
chegada neste mez pelo brigue Marta-Jote:
a tratar na ra do Brum, armazem de
Antonio Augusto da Fonseca, ou na ra do
Vigario, o. 19.
AGENCIA
da fundico Low-lloor,
HUA Da. SKMZAI.TA-NOVA, T. t?.
Neste estabelecimento conti-
na a ha ver um completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e taclias de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos,
para dito.
A aoo rs. o covado.
Vende-se zuarte azul trancado, muito en-
corpado c com 4 palmos e meio de lafgura ,
a melhor fazenda para vestir escravo pelo
barato preco de 200 rs. o covado; na loja da
esquina da ra do Crespo, que volta para a
cadeia.
A pechincha.
Cortes de cambraia adamascada
com toque de avaria, 2,5oo ris ;
ditos limpos para vestidos e corti-
nados, a 3,ooo ris ; dilos de tala-
garca, a 1,600 ris; ditos finos, a
2,5oo ris; cassa-chita de cores fi-
xas, a 3oo ris o covado; riscado
em cassa, o covado a aoo ris; lan-
zinluis para vestidos,calcas e roupa
de meninos, a 3io ris o covado ;
e outras muitas fazendas por preco
rato : na ra do Crespo, loja de
Cimba Guimares, n. l5
A 64o rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodflo, dos
mais encorpados que hn, e proprios para es-
cravos, a 640 rs. rada um: na ra da Cadeia-
Velha, n. 33.
Aos 20:000,000 de ris.
C3T Contmuam-se _r?
a vender bilhetes. meios, quartos, oilayos e
vigsimos da decima lotera concedida a
beneficio da ronstruceflo e reparo das raa-
Irizes da provincia do Rio-de-Janeiro cu-
jas listas devem de chegar a esta provincia
no primeiro vapor : na ra da Cadeia do Ite-
cife loja de fazendas, n. 51, de Joio da Cu-
nha Msgalhfles onde existem as listas das
loteras passadas.
Superior arroz (raudo de vapor.
Araba de chegar pelo Faraeme e vcnde-
se por commodo preco: no armazem que
foi do Braguez, ao p do arco da Concei-
Cflo.
Na ra do Cabugd, loja do Ditar-
te, vendem-se
bicos de Monde pretos ; ditos brancos (
franjas erequiifcs, cliegados ltimamen-
te de Franca, o da ultima mida. Dflo-se
amostras.
~ Vende-se a casa terrea de pedra e cal
n. 136 da ra Imperial, com grande aterro
at o rio, e mais um terreno ao lado,
promplo para oulra casa : ludo em chaos
proprios : na ra do Collegio, n. 6.
Bilhetes com assignatura de
Siqueira.
Lotera do Ro-de-Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo de ris.
He chegada a lista da lerceira lotera de
Campos e com ella grande sorlimento de
bilhetes, meios, quarlos, oitavos e vigsi-
mos na ra da Cadeia, 11. 56, loja de fer-
ragens, de Antonio Joaquim Vidal. Adver-
te-se que deslas loteras fram vendidos na
mesma loja os bilhetes ns. 1,015 o 5,505
rom 1:000,000 de rs. ; assim como na ante-
cedente se vendeu o numero 5,573 com
4:000,000 de ris.
Novos riscados monstros, de vara
de largura, a 320 rs. o covado.
Na ra do Crespo, n. 5, vendem-se os no-
vos riscados monstros, muito finos o pa-
diOes nunca vindns a este mercado, pelo
barato preco de 320 rs. o covado.
Freguezia.
Vende-se vinbo da Figucira de superior
qualidade, a 1,280 rs. a caada, e a garra-
fa a 160 rs. sendo engarrafado dando o
freguez oulra gurrafa : no paleo do Terco
venda n. 7.
0 monstruoso bramante de linho
de I I palmos de largura.
Na loja de Gumarfles & llenriques, na ra
do Crespo, n. 5, vende-se bramante fino de
puro linho de 11 palmos do largura, pelo
barato preco de 2,800 rs. a vara; ricos co-
bertores de barra de seda, muito grandes, a
6,000 rs., e mais pequeos', a 5,000 rs. ;
fazendas estas nunca viudas a este mer-
cado.
Pannos, a 2 e 3,000 rs. o covado.
Na loja de Guimarfles & llenriques, na ra
do Crespo, n. 5, vende-se panno preto e
azul, pelo barato preco de 3,000 rs. o co-
vado e preto mais inferior pelo diminu-
to preco de 2.000 rs. o covado ; bem como
um completo sorlimento de todas as cores,
ede diversos precos.
Chitas de cores fixas, a 5,200, ou
a 140 rs. o covado.
Na loja n. 5, que faz esquina para a ra
do Collegio, vendem-sc chitas de bous pa-
drdes e cures fixas, a 5,200 a peca e 140 rs.
o covado; ricos cortes de cassa da rainha
Victoria a 8,600 rs. o corte ; lindas cassas
francezas, largas, pelo barato prco de 640
e
muito finas ;"alm deslas na un. com-
pleto sorlimento de tedas as qual'dades de
fazendas, por preco muito commodo.
JSa ra do Cabugd, loja do Duar-
te, vendem-se
fitas desetim lavradas; ditas com franjas;
setins lisos o de cores ; goloes volantes ,
t; inas e espeguilha ; flores, cape'las de flo-
res de laranja ; lavas de seda ; mantas para
meninas, a 800 re.; ditas para senhora, a
9,000 re.; lencos para grvalas; corles de
collete s; cutilarias finas ; diversas galante-
ras : tudo por preco commodo.
ISa ra do Cabugd, kja do Duar-
te, vendem-se
holes de Pedro II, de primera, segunda e
lerceira qualidade; ditos de cavallariada
guarda nacional; ditos de infantaria; ditos
de massa para encadles; ditos de diversas
qualidades ; ditos de marinha ; dilos pre-
tos da ultima moda ; dilos de madre-pero-
I para palitos ; ditos de seda, proprios pa-
ra enfeiles de vestidos de senhora e meni-
nas.
Na ra do Cabugd, loja do Duar-
te, vendem-se
tesourss para alfaiale e barbeiro, fabrica-
das em CuimarSes pelo melhor cutileiro
daquelle lugar ; ditas de Lisboa, para se-
nhora, com aros rolicos de ac fino. Dlo-se
amostras.
Vende-se superior familia de mandio-
ca cm barricas, por preco commodo, e sac-
cas a 4,000 rs.: no armazem da ra de A-
,pollo, n. 4, o no do defunto Braguez, ao p
do arco da Conceicao.
4cs fumantes de bom goslo.
No armazem de molhados atrs do Cor-
po-Santo, n. 66, ha para vender, cliegados
pelo ultimo vapor ,vindo do sul, superio-
res charutos S.-Flix, e de outras muitas
qualidades que se venderflo mais barato do
que em oulra qualquer parte : bem como
cigarrilhos hespanhes ditos de palha de
f< i I lio, que se estilo vendendo pelo diminu-
to preco de 500 rs. o cento.
A el/es antes que se acabem.
Na loja da ra do Crespo, n. 5 A, ao p do
arco de s.-Antonio vendem-se corles de
camhraia de cores fixas de novos padrOes,
a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.; pecas de cassa de
liahmlo, com 10 varas, pelo diminuto preco
de 2,560 rs. ; panno (no azul o prelo, a
2,300 e 3,000 rs. superior fazenda ; corles
deseda para collcles padrdes novos,
2,000 rs. ; assim como ha um sorlimento
completo da todas as fazendas, por preco
mai-rVommodo Jo que em oulra qualquer
parte.
Vende-se' um lindo mulalinho de 12
annos de idade, de excellcnle conducta e
com mudos bons principios de sapateiro ;
urna csrrava de n^o, para todo o servico
ile casa ; duas ditas para o campo ; um mo-
leque de nacao : 110 pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vendem-se pecas de madapol?o)rao
com 20 varas, muito forte, proprio para
roupa de pretos, a 3,000 rs; ditos mais finos
3,600, 4, e 4,500 rs.; Hutas grossas de
novelo, alguma rousa sojas,a 160 rs a quar-
ta e tres nvelos por 20 rs.; pecas de chi-
tas para forro do bal o aoilo palacas; chi-
tas de coberla, bonitas estampas, a 160 rs o
covado; iiilas, cores fixas. muito forte.- e no-
vas, a 5,400 a peca, e a 160 rs. a relalho ;
lencos de loquim com franges, proprios pa-
ra meninas de escola, a 610 rs. : na ra do
l'asseio, luja n. 17.
Vende-sechampanha da maissuperior
qualidade que temvindo a este mercado :
na ra da Cruz, n. 27, armazem de Croccu
&C.
Na luj 1 da ra do Crespo, n. 6, ao
p ilo lampeo, cbegoii novo
sortimenlo de iazendas, todas
de muito superior qualidade e
mnilo baratas.
Corles de brim trancado branco liso e
istrado, a 1,500 re ; ditos escuros, a 1,000
rs. ; dito cor de ganga, a 1,440 rs.; cober-
tores de algodo americano, muito oncor-
pailo a 640 rs. ; chitas finas o de cores fi-
xas, a 6,400 rs. a peca e a 180 rs. o cova-
do ; chapeos de massa a 1,600 rs. ; ditos
de seda a 640 rs. ; pecas de cassa para ba
hados, a 2,400 rs., e 320 rs. a vara ; e ou-
tras muitas fazendas por preco commodo.
Ver.dc-se ugia casa terrea, sita na 1ra-
vessa do Pexoto, a qual rende 8,000 ris
mensaes, por 900,000 rs. ou troca-se por
escravos Esta casa est ao vendedor em
1:225,000 rs., como mostrar de escriplura
e mais documentos. Trata-so no paleo do
(armo, n. 18, segundo andar.
Vende-se urna escrava cabra, baslan-
tanle robusta, por preco commodo : na ra
Bella, n. 14, primeiro andar.
Vendem-se telhas de vidro,
em grandes e pequeas porces :
no armazem da ra da Cruz, nu-
mero 4^.
Vende-se um veslidoetouca de meni-
no, proprios para baplisado por ser obra
muito asseiada : na ra da Ouz, n. 49.
Pechinchas extraordinarias
Na ra do Crespo, n 5 A, vendem-se lu-
vas de pellica, tanto para homem como pa-
ra senhora a 160 rs. o par ; ditas de seda
curtas para senhora a 120 rs. e com-
pridas a 610 rs.; meias de seda compri-
mas tanto brancas como pretas, a 1,280
rs. o par ; ditas brancas, bordadas e her-
as a 1,600 rs. o par ; ditas pretas e bran-
cas para homem a 1,000 rs. o par; luvas
compridas de pellica para senhora a 610
re. o par ; e nutras muitas fazendas que se
dardo as amostras com o competente ve-
ri hor.
Fendem-se, as lojas do abaixo
assignado,
na ra Nova, n. 88, defronte da igreja da
Conceico e na ra do Qucimado, n. 9, de-
fronte do heeco do Peixe-Frito, sellins in-
glozes e francezos para montara de ho-
mem e senhora calmeadas brancas, roldas
e chatas ; ditas de couro de lustro ; tallos e
cananas de couro de lustro, brancas e pre-
tas ; barretinas para ofllciaes e soldados de
infantaria e cavallaria ; bandas ; pernoirts
de couro de lustro e brancas : couro de \v+-
.ro branco eairarello para canhfles de bo-
tas ; fundas inglezas. de urna e duas ven-
illas ; colchles do todas as qualidades.
Antonio Fmeira da Coila Braga.
Oculos de alcance.
Vendem-se multo superiores oculos de
alcance recentemente cliegados de Ingla-
terra por preco commodo : no escriptorio
de Eduardo H. Wyatt, na ra do Trapiche-
Novo, n. 18.
A 640 rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodflo ameri-
cano, encorpadose grandes, a duas pata-
cas ; chitas escuras de bons padroes e co-
res seguras, a meia pataca o covado: na
ra do Crespo, na loja da esqt'ina que vol-
ta para a cadeia.
Vende-se vime, chegada ltimamente
no brigue Novo-Vencedor: na ra do Apol-
lo armazem de Antonio Augusto da Fon-
seca.
A aoo, 1,280 e i,5oo rs.
Na ra do Crespo, n. i4 loja de
Jos Francisco Das.
vende-se superior brim pardo de puro
linho a 1,280 rs. o corte; dito cor de gan-
ga, a 1 ,500 rs. o corte; superior chita de ra-
magem para coberta, de cores muito fixas,
a 800 rs. ; chitas miudinhas de todas as co-
res ede pannos finos, a 160 rs. o covado;
ditas de superior qualidade, a 200 rs. ; cor-
les de fustOes decores fixas, a 320e 400 rs.,
e de superior qualidade, a 1,280 rs.; pecas
de brelanha de rolo com 10 varas], a 1,600
re.; e outras muitas fazendas por barato
preco.
Vendem-se 6 lindos moleques de na-
eflo e crioulos, de 16 a 20 annos, sem vicios
nem achaques ; 2 pardos de 18 a 20 annos ,
um dos quaes he perfeilo oflicial de sapa-
teiro, e ambos proprios para pagens; 4 pre-
'osde25a 30 annos, de bonitas figuras ,
sendo um delles bom serrador e muito h-
bil para qualquer servico, o qual he de na-
eflo e nlo tem vicios nem achaques o que
se alianca; um preto de meia idade, muito
bom cozinieiro, equed-seem conta ; bem
como oiilros mullos escravos: na ra do
Vigario, 11. 24.
Lencos pretos pa^a grava tas, a
720 rs. cada um.
Na loja n. 5 da ra do Crespo, vendem-se
lencos pretos para grvalas, com um peque-
no toque de mofo, pelo barato preco de 720
ris.
Vende-se urna rasa na ra do Rango!, n.
44, em chaos proprios, com 2 quartos, coz-
nha fre bom' quintal e cacimba so : na
ra Augusta, n. 58, se dir quem vende.
Vendem-se escravas qulandorase mu-
camas, pardas e pretas com habilidades;
lonca vidrada muito barita ; doces de to-
das as qualidades secco e de calda: em
Fra-de-Porlas, ruado Pilar, n. 51, casa
da vnva de Manoel Ferrera Pinto.
Vende-se urna escrava de 13 a 14 an-
nos que sabe coser chflo e fazer todo o
mais servico de urna casa: no Forte-do-
Mattos, n 10.
Vende-so urna porcflo de casaes de
pombos do muito boa rnca por preco de-
masiadamente commodo: na ra da Flo-
rentina, 11. 16.
Bonceas de gomma-graxa :
vendem-se na Injadelivrodo pateo do Col-
legio n. 6, de Jofl da Costa Dourado.
Cha brasileo.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
mol ados, atrs do Corpo-Santo, n 66, o
mais excellente cha produzido em S.-Pau-
lo que lem viudo a este mercado, por
preco muito commodo.
Vende-se repertorio das leis extrava-
gantes ; Lobflo, acedes summarias : na ra
do Queimado, loja n. 13
Vendem-se superiores velas de car-
nauba em caixas ebegadas do Aracaly;
caixas de taitamga ; sapates em barricas ;
churutos finos deS.-Felix; pennasde ema
bahnszinhos: na ra da Cruz, no Itecife,
n. 24.
A igooors.
o cenlo de rebolas novas e gradas : no ar-
mazem de Francisco Das Ferreira ao
da alfandega.
~ Vende-se urna porcflo de madeira de
louro que foi da armado de urna loja, mui-
to secca e propria para marceneiro ; um
baldo; 7 caixilhos envidiados: tudo
muito proprio para loja de fazendas, miu-
dezas e calcado : no Aterro-da-Boa-Vist,
n. 72.
Carlos llar,!y, ourives, na ra Nova
n. 32, vendem obras de ouro de lei, co-
mo sejam: brincos, anneis, alfinets, gar-
gantillas c obras feitss na Ierra: lambem
concerla e faz obras do encnmmenda. Na
mesnu loja vendem-se chapeos de palha de
arroz aberlose bordados, os mais bonitos
que teem apparecido, etifeitadose sem en-
feiles ; chapeos de palha suissa para se-
nhora e meninas do todos os tamanhos, en-
feiladns e sem enfeites ; fitas largas, flore ,
penachos de todas as crese muito ricos pa-
ra chapeos; luvas de pellica para homem
esenhora ditas prelas para senhora; ditas
de algodo brancas e de edres para ho-
mem montar a cavallo ; meias de seda bran-
ca e preta para senhora ; ricos lencos de
garea para senhora; lencos de seda para
gruvata de homem ; crep de todas as co-
res ; requififes de seda para enfeiles de cha-
pos e vestidos ; franjas para mauteletes ;
loucas para meninas ; srmscdrs de chapeos
de formas modernas e de ludas as cores
muito facis de cobrir ; manteletes de seda:
todas estas fnzendas silo novas e ebegadas
de Paris na ultima embarcafilo. Na mesma
loja tainheni se fozem chapeos de todas as
qualidades para senhora.
Vonde-se doce de calda do varias qua-
lidades em libras e barris, por preco com-
modo : no armazem de motilados, na ra
do Encantamento, por baixo do sobrado do
reverendo vigario do Recife.
Vende-se urna preta de Angola de
40annos, que engomma, e Cozinha : na
ra larga do Hozario, venda n 46.
Vende-se ua.a padaria bem afregurza-
da, em lugar marcado pelu cmara : na ra
da Senzalla-Velba, n. 106.
Vende-se a refinacllo sita na ra Direi-
la, n. 22, bem afreguezada com dous es-
cravos boas, ou sem elles, sendo a dinheiti Prlca do Commercio.
10 ae vender mais barato | or seu dono M
retir y para a Europa a/yii4ar de sua saude:
traar na mesma rel'-- ^M
Vende-se, a bordo do brigue ero t
deadoaop da rampa do Ramos. ..
emmcodnl.aqU8,dade' Pr pro ^ I
-:No armazem da ra da Moda, 11 7
tina-se a vender superior colla d. V.i 1" I
cas do Rio-Crande-do-Sul, por preyo f '
Vonde-se a crmacSo da fabrica de <*
rulos da ra Direila, n.32, mut0 Ji-
para qualquer principiante estabilice?.
com loja de miudezas, ou fazenda
ser em bos ra e ser o aluguel muu0 oVT
nodo: atrs da matriz da Boa-Visla n oV
Vende-9f, no armazem do finado-ni-.
guez, ao p do arco da Gonceicflo, umi rmV
CSo de caadas de azeite de peixe.
Vendem-se 14 arrobas de algodSoai
caroco por junto, ou a relalho de meii!,
roba para cima : em Olinda, na ra da Rr
Hora, na casa que o muro val ter ao rio
Vende-se urna casa na ra Velha it
Boa-Vista, n. 125, era chaos foreiros mi!
livreodesembaracada, e que rende \L
rs. mensaes: vende-se por 800,000 i!
quem pretenderannuncie.
Vendem-se as obras completas de fx
mOes, em 3 volumes, da oltima e maisn|!
da edieflo, qor preco extremamente aod
co : na ra Nova, n. 50, loja.
Em conta e perfeitos retratos color,
dos e pholographicos 50 por cento menoi
dos precos costumados, nito se entretam 01
retratossenflo depois de completos conten,
lamento dos seus donos (o artista trabalhi
smenle 12 diasj Daguerrean atler niriu
da Cadeia de Santo-Antonio, n. 26.
Vendem-se capachos, a 480,640 e 8M
rs. cada um ; fitas largas de seda lavrtdae
de diversas cores, muito proprias para di.
pos de senhora e enfeiles de cama, a 320
400, 480,640, 800 o 1,000 re. a vara; ua
grande sorlimento de bicos e rendas de ts-
das as larguras ejfrancezes, principiando di
largura de um dedo at om palmo que 1
visia de seu diminuto preco ninguem dei-
xara de comprar a vista das amostras'
meias de algodflo muito finas para seiihoi
1 a, homem e meninas ; luvas de pallici et>
feitadas para senhora a 1,280 rs.; ditas de
seda de varias cores, curias e comprUas-
ditas de pellica para homem, a 1,00on. o
par; ditas do algodflo brancas, a 400rs.,i
decores, muito proprias para motilar^,
a 400 rs.; um sorlimento de louquluhi
para enancas ; papel de peso de marhini,
branco e azul em n cas resmas, a ,80tft
a resma, e a 40 rs. o caderno ; e outras nrC
tas miudezas por projo commodo: no Air.
ro-da-iloa-V'sl, m.78-
VerfJe-se uma^ommoila de angico,
com muilo pouco uso : no Aterro-da-Boi-
Vista, n. 72.
Vcjideni-se escravos baratos, na ru
das Larangeiras n 14, segundo andar:!
preta*com algumas habilidades; urna mu-
latinha, que cose e marca ; um molequedi
12 annos; dous molecoes de nacilo ; um pre-
to de nacflo Costa que ganha 480 rs. por
dia por 420,000 rs.; 3 pretos ptimos pi<
1 a o campo.
Vender um bom esenvo, de meia
Angola, de 25' annos proprio para todo o
seivco : na ra do Padre-Florianno, so
brado de um andar n. 7.
Na ra das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar, vendem-se 5 escravos sendo : um mo-
lecote crioulo; um dito de Angula; um
escravo de nacflo, ptimo canoeiro; umdi-
lo de meia idade, que cozinha o diario di
urna casa; duas prelas de 40 annos un
ongomrna tozinha e lava o a outra be
boa lavadeira.
Vende-se muilo superior farinha d
a 1 amia a 200 rs. a libra : na venda da es-
quina que entra para a Cambua-do-Carmo.
a o
0 Vende-se farinha de mandioca em (j
0 saccas grandes, de superior qualida- q
q de fina e muito alva por preco a
a commodo, e em medida de cuia ca- a
q culada a 200 rs.; dita de araruta a a
pf 200 rs. a libra; e todos os mais ge- z.
'J eros de boa qualidade, e mais em v
O conta do que em oulra qualquer par- Q
Q te : no pateo de N. S. do Terco, 9
O venda n. 7. 0
O o
Vende-se azeite doce em calas de
12 garrafas ; vlnho clrelo em ditas; dilo
de Bordeaux em ditas o barris; dito Bour-
gogne e Champanha ; cerveja preta cm bo-
tijas ; esleirs americanas, proprias par
forrar salas: ludo de superior qualidade,
por preco cammodo : na ruada Cadeia ds
Itecife, loja n. 45.
Boa compra.
Vende-se urna (lauta de cinco chaves,
um bom methodo para a mesma, com mul-
tas msicas : tudo por 8,000 rs.: no Atar-
ro-da-Boa-Vista, n. 10. .
Venae-se salsa muito nova, tn*
do l'ara no ultimo vapor: na ra do Trapi-
che, 11. 26, casa de Manoel uarle R<
drigues.
li8CrVoft f |lllOrl
en
ta
toi
cu
do
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mi
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tei
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vio
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pr<
s
tar
rri
he
ma
est
dOI
no:
l'i
nu
cid
ca
- Fugio, no dia 29 do prximo passado,
um mulalinho bastante claro, de nome Vi
cente, de 12 annos ; levou calcas e jaqtw
ta de algodflo azul,bonete azul e velho.us!
trourhinha com 5 lencos sendo 3 de '"I
varinto edous demarca com as Icltrss M
J A. Este mulalinho j Tez urna fugju
foi pegado em Fragnzo. Roga-se aa autun-
dades policiacs e capilfes de campo, que I
ai'prehendaui u l-vem-no a ma das Ir"*"
cheiras, n. 50, que serflo gratificados.
Fugio, lo engenho Boa-Esperanca ,
freguezia do Bom-Jardim, o cabra Gonc-
lo, de30 annos; he ha 1x0 e secro; UmiB
face um signal bem visivel de urna denlaaa
de cavallo ; fugio ha 3 mezes ; lem nu jrre-
le um tallioque mal se divisa : quem o se-
gar love-o ao dilo engenho ou ao ir**
tem do assucar de Candido Lobo, na "
de Apollo, n. 28, que aer bem recompe"* |
sado.
Anda fgido, desde malo prximo p,
sado. o preto Agostinho, crioulo, alt", beJr
reito.de 26annos, neto fallante ; he um*]
Cial de calafate ; anda calcado e inculca"'
do-se forro ; lem sido vislo de sobr-cis -
ca pela Ito-Vista e estrada nova da I'*"'
gein : quem o pegar love-o a S.-Amaro, o**'!,
sa de Manoel Cardozo da Fonseca ou na.