Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08947

Full Text
AUNO XIXV1. HOMERO 21.
Por tres meacs ada tades 5$0O0.
Vw tees mezes vencidos 6$000.
OOIBT FEIR 26 DE MBEIRO DE 1860.
J- anno adianlado 19S000.
Porte frantv Dara subscriptor.
BNCARREGA DOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
rarahiba,oSr.AntonioAlcxandrinodeLima;Na-
tal.oSr. AiiUnio Marqu'isda Silva; Aracaty, oSr.
A. de Lomos Braga; Cear, o Sr. J.Jos deOliveira
Maranho, o Sr. Manocl los Martin Ribeiro
Guimares; Pauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Muraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. natnos;
Amaznnas.o Sr. Joronvmo da Costa.
1'AtUIUA UlS tunitLius.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas c
sextas feiras.
S. Anlao, Bezorros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as torras feiras.
Pao d'Allio, Nazarelh, Limoeinrj Brojo, Pes-
queira, Jngazeira, Floros, Villa Bolla, Boa-Vista,
Ouricury e Ex as quarlas-Toiras.
Cabo, Sernhem, Rio Formoso, L'na.Barroiros,
Agua l'reta, Pitnjjnloiras e Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos parlera as 10 horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRII5UXAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : trras feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as II) horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orpbos: trras e sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: trras c sextas aonicio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPUEMEKIDES DO ME/. DE JANfcliio.
1 Quarto crescentc as 8 horas e 28 minutos da
manha.
8 La cheia a 1 hora o 3 minutos da tarde.
15 Quarto niinguaute as 4 horas e 38 minutos da
manha.
22 l.iia nova as 9 horas e 27 minutos da tarde
31 Quarto cresc. as 2 horas e 51 min. da manha.
l'REAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manida.
Segundo a? 8 liorna o C minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Raymundo de Ponaforte.
2 Torga. N. S. da Paz ; S. Themoleo b m.
25 Quarta. Conversfio de S. Taulo ap.
26 Quinta. S. Pulioarpo b. ni. ; S. Paula v.
27 Sexta. S. Joo r.hrisostomo b. dout. da igr.
28 Sabbado. S. C.yri.lo b. ; S. Lenidas m.
20 Domingo. S. Francisco de Salios b. dout.
K.MARRECADOSDA SI'BSCRIKO "O >( I..
Alagoas, o Sr. Claudico Falcio Dias ; Baha,. <
Sr. Jos Marlins Aires ; Rio do Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMB1 CO.
O proprietario do diario Manuel Figntf; 4a
Faiia.na sua livraria praea da Indi I
f> e8.
PARTE OFFICIAL.
<;i>vEitxu n.v i'itt)va\ci \.
Oflicosdo Exm. Sr. presidente da provincia di-
rigido* ao governo imperial, de particular interes-
80 dos nomes abaixo declarados, os quaes de-
ra satisfazer o respectivo sello para poderem
seguir os seos destinos :
Anna Francisca Leal de Castro.
Alfonso Alvos llego Villela.
Altores Aris.ides Ballhazar da Silveira.
Furriel Antonio Carlos Costa e S.
Antonio osla Mello Luna.
Antonio Francisco-de Barros.
Antonio .lo;: Dias Nunes.
Antonio Manool Kstovo.
Intonio Silveira S Brrelo.
Antonio Tencira Peixoto.
Antonio Vctor Si Brrelo.
Cabo de escuadra Belsrmino Francisco Barbosa.
Belarmino Jos Sanios Bulco.
Coronel BeuloJos Lamenha l.ins.
Bernardo Jos Marlins Pereira.
Segundo lenlo Carlos Estoves de Frcitas Gui-
ni iracs.
indo lente Clemente Francolino Tavares.
Fortunata Alexandrina de Almoida Fortes e duas
irmes.
Majoi Feltppc Duarlc Pereira.
Primeiro cadete Fredcrico Jos Wickenliagoni.
Francisco Alvos deOliveira.
Francisco Eduardo Benjamim.
Atieres Francisco Genuino Simos.
Francisco Muniz das Chagas Pacheco.
Fiancisco Manool de Paria
Francisco Quiuiiuo da Silva Vieira.
Ignacio Fortunato do Espirito Santo.
Ignacio Jos Rodrigues.
Justina Francisca do Jess.
Juvolino Anniniode Barros Corrcia.
loaquim da Cruz Lima.
lente Joiquim Jos dos Santos c Araujo ;2
Soldado Joaquim Jos Tavares de Souza.
Dr. Joo Alfredo Corroa deOliveira Andradc.
Joo Affonso Rigueira.
Joo Baptista do Amsralc Mello,
.loan Kduardo Chauvin.
Joo Piulo de Lomos.
Elias Baptista da Silva e Angelo Francisco Car-
i iro.
Joo Paulo do Miranda.
loando Rogo Barros.
- Anarleto do Nascimeato.
Jos Cyriaco Perreira.
Jos Faustino de Barros.
Jos Joaquim de Almoida.
Teiioiito coronel Jos Luiz Caldas Litis.
Tencnte .los Manoelda Silveira.
Jos Itoilr gues Araujo Porto.
Jos Raymundo de Carvalho.
Dr. Jos Sergio Ferr ira.
Jos Tlieodoro de Azevcdo.
Soldado Leoncio Jos Joaquim.
Alteres Li izde Queiroz Coutinho.
M .-'o-/ A Causo Perreira Oapobre.
Marcolino Evangelista da Paixao.
Soldado Marcolino da Silva.
Manoel Ai gusto Henezes Costa.
ipilo MsnOel Claudino de Oliveica Cruz.
Sentenciado Manoel da Costa.
Manoel Eduvigasda Silva.
Soldado Manoel ll>lorio de Santa Rosa.
Mi ti i.'. Jos da Cosa.
lele Manoel Jos (oncalvcs (2).
Ex-soldad > Manool do Nascimcnto Segundo.
Soldado reformado Manocl Rodrigues da Cosa.
Primeiro sargento Manocl Saturnino daCunlia.
Dr. Pedro de A. Lobo Moscoso.
Religiosos do convento de Santo Antonio.
Roberto Pereira Duarte.
Tiburn I ylario da Silva Tavares.
Vicenl embolino Cavalcanti de Albuquorque.
elino Guedcs de Mello.
Viceneia Mara do Livrarnenlo.
COjDI.WDO das armas.
Quartcl general docommando las
armas de Pernamhueo, na cicla-
da do Recife, "~> de Janeiro de
I8.
ORDFM DO DIA N. 313.
Com o fim de evitar os abusos que se lem da-
do nos embarques das familias dos senhores of-
iciaos do exercilo nesta provincia, determina o
tenente general commandanle das armas, que os
senhores commandantes de companhias, quan-
do qualqucr Sr. ofiicial livor de embarcar, con-
duzindo a sua legitima familia, rcmellam ao
quartel general urna ola domonstrativa das pes-
soas Je que essa se compoe, devendo para isso
consultar os respectivos assenlamentos.
Assignado.Josi Joaquim Coelho.
Conforme.Horacio de Gusmo Coelho, alfe-
3 ojudantc d'irdens do cominando.
r.
EXTERIOR.
A paz da Europa.
[Continua fo.)
VIII.
Dexamos o congresso de Vienna proclamando
i necessidade do accordo cm nome da salvaofio
coinmum.
Aquella voz Napoleao em Franca viera ao
meio do baile como as palavras rn\sleriosas no
nieio do festim da Babylonia.
At ahi nenlium desses mais poderosos monar-
que all se liobam viudo abracar c appelli-
dar-se irmos. nenhum desses maisdislinctos di-
ploraotas que so presavam de imporleis ao mun-
do poltico, nenhum dolles acreditara na paz,
que se devia consolidar naquelle magcsloso con-
gresso.
Desde que a quostao acerca da Polonia tinha
revelado o accordo que exista entre a Russia e
a l'russia, preparavam-SO para nova hita a Aus-
iria, Inglaterra e Franca.
Os exercilos haviamsuspendnlo as armas \'nin-
guem porm, as liaba deposto. Fallava-se na
paz.; dieia-se que era appelecida de todos ops
Santos anniis de guerra ; mas desse bello sonho
que doiravu os primeros dias do congresso ape-
Jias rostavem saudosas recordacoes.
Nao se esconda a Napoleo quaes tinhain sido
as consequeridas do tratado secreto de 5 de Janei-
ro ; pois era aquello o pomo da discordia que a
ambicio viera atirar ao convivio dos monarchas :
contando com as rivalidades dos ambiciosos, o
terror e o prisionciro da Europa, vinha com a es-
pada de Austerlilz repartir a cada ura oseu qui-
nho.
Masa eslrelia de Bonaparte tnha-so eclypsa-
do. Essa mesma desunio c desconiianca
dos res da Europa foi a salvacao desles e a oer-
la delle, r
Se as mutnaa desconfiancas livessem acabado,
os exercilos houvcram sido reduzidos, e Napo-
leao nao os encontrarla logo promptos para lhe
embargaren! o passo, era a espada de Wcling-
tnn lhe poicra aponlar o caminho de Santa Hele-
na : se a guerra houvera rebentado entre elles
Napoleo vina a ser o arbitro da paz.
Assim cois, se o destino dos homens nao fora
mais forte que seu braco, mais poderoso que
seu gomo, Napolco nao precipitara a sua volla
da ilha d'Hlba. Arrastou-o o destino, entrou em
Pars, c c.sse senado que o desthronra, esse po-
ye que o clesconhecera, esse exercito que o aban-
donara, correm lodos para elle, e entregam-lhe
de novo o sceplro que Luiz XVIII nao Uvera pul-
so para sustentar.
Quando Alexandre I soube que ninguctn se
alevanlava em defoza do re legitimo, disse que
nao desombainharia de novo por elle sua es-
pada.
A Inglaterra que nao se atreva a contrastar de
frente esta resoluco, conseguo todava que os
alliados se coraprometlessem fazer um esforco
cominuin em beneQcio da mutua seguranza con-
tra apoleo, mas nao para irapor nenhum go-
verno Franca.
A Inglaterra cotihecla o perigo de dar Fran-
ca u;n govornoqiiu nao fosse fundado n'iim prin-.
cipiu de eslabilidade ; mas julgou que naquelle
momento para nao alionar a vonlade du czar,
llie con vinha a dissirautaco.
E por que era que o czar mostrara lamanha
repugnancia ao regresso dos Bourbons ? Acaso
COmprchendta elle, que ,\ Franca] poda detestar
a gloriosa dynastia dos netos de S.Luiz? Domina-
va-o a idea revolucionaria, ;. elle principe abso-
luto, senhor do poder civil, e arbitro das cons-
cioncias ? Nao era isso.
Os vultos gigantes valem mais vistos de res-
peilosa distancia.
Alexandre 1 hava pedido a mo do duquo de
Berry para sua irinaa ; e Luiz XVIII recusara o
seu consent ment sobre o pretexto do differen-
ca de rcligiao, ealguuioulro motivo que devia
ferir o czar. Depois aquella triple ( secreta
allianca entre Franca, Austria e Inglaterra contra
o que se suppunbam projeclos ambiciosos da
Russia, nao era extranba u este ressenti-
menlo.
as disposices de nimos que estes [actos de-
vam produzir no czar, une o vinha encontrar
anoticia de icr Luiz XVIII abandonado a Franca
Napoleao, sem ao menos tentar um esforco do
resistencia.
Alexandre pergunlou, seuo seria niclhor que
o duque de Orleans fosse substituido a Luiz
XVIII. O congresso ficou atnito com tal idea,
e lord Elancarlliy foi o primeiro que se abalan-
cou impugna-la.
Nada pois se decidi nesta occasio ; a quos-
tao nao foi aprazada ; as tropas voltam !t fronte
para a Franca, e 800 mil soldados marcham a
disputar o passo ao conquistador, que anda len-
| lava d.->r brilho a seu nomo, quando j lhe tinha
anoitecido a fortuna.
A' 17 dejunhode 1815 entrara ello em Bru-
xellas depois de urna sanguinolenta batalha ; a
18 Walorloo ora escolhido para thealro onde de-
via represontar-sc a peripecia deste drama san-
guinolento.
A Franca que um anno antes contemplara a
entrada ilos Bourbons e dus Bussos nao s sera
odio, mas at com svmpalhias, via-sc agora oc-
cupada por 18'J mil homens, que suslentava
sua cusa : -ia-se insulta la pelos [nglezes c Prus-
sianos.se maisanlipathicos vhinbos.
Sobre osla- humilha^es perdn Landasi na
Alsacia, Surre Lunis naLorena, Philippo Vil le
e Mariemburg no Hain.iut, Versois]no paiz do
Saxe, tuve que aceitar a demoiieo dolluninque,
restituir Saboia c Paizes-Baixos o territorio
que lhe conceda o tratado de Pars, entregando
quitina tirabas qaa}a4auiam a fronloira. perio dos cen dias cuslou Franca tros milha-
res de milhes.
Foram-lhe arrebatados mil objectos d'arjo co-
mo ella os arrebatara s nados onde entraram
seus soldados, os manuscribios das bibliolhecas;
e quando os tratados de Vienna foram submet-
tidos approvacqo das cmaras, estas vota-
ram-os no mais profundo silencio.
Assim Acara a Franca enflaquecida, em quan-
to que a Russia fortifleava seu dominio na Polo-
nia ; reconslruia-se a mouorehia prussiana, re-
[iarlmdo-se os oslados saxonios e annexando-se-
ihe algumas torras dos amigos eleitorados ec-
clesiaslicos do Rheno : a casa d'Austriaconsli-
luia-se vigorosa no interior da Allemanha, c n.i
Italia, ja pelos dominios que so lhe concediam
at o P, j por sdasligacoes cora os ducados de
Parma, Tos ana c Modeua, e bem assim por ler
subido ao throno de aplos o legitimo re Fer-
nando IV.
I ni espirito de sabedoria c conciliaro tinha
i chamado ao congresso as diferentes potencias
rivaes em parlodominova e inlluia all o prin-
cipio da juslica, o das conveniencias ; quantu
proceden daqnoile foi bom e eslavel ; quenlo
veio deste, fui vicioso e traziu ora si raesmo o
' germen da corrupoo.
Dosprezou-se mais do -urna vez o drclo dos
poros e o direito dos soberanos : assassinaram-
se ou sepullaram-so muitas naciomlidades que
i ou anda linhaui vida robusta, ou ao monos po-
|diam sor chamadas vida da independencia. Se
os res destronados pelo usurpador apoleo
vollaram a seus oslados, foi mais pur voto dos
povos, que pelo do congresso, se exceptuamos a
Franca.
Assim nao admira que esta obra, a qnal agou-
ravam seculos de duraco, cahisse cm ruinas
. dentro de 15 annos.
Depois lodos os annos lem cabido urna podra
.do desmantelado edificio ; boje basta um peque*
' no impulso para dar com ella em torra.
Ser essa a misso do til uro congresso ".'
i Examina-lo-hemos.
I\
Eslava consummada a obra da diplomacia, que-
remos dizer, a obra das conveniencias, mais que
da justica.
i Diz um celebre historiador contemporneo que
. Pradt julgou com screridade es actos do con-
gresso de Vienna. c adtvinhou as consequencias
idelle, mclhor do que os diplmalas, porque os-
crevia no seu gabinete, organisava a Europa como
I lhe pareca mais justo c mais conforme ao intc-
i resse geral, o nao tinha que lutar contra os in-
; rosses particulares, Kisto, cm vez de o humi-
lliar, oxnlla-o.
Se a diplomacia inhbil para remediar o fu-
turo, deixe que a espada corte as difficuidades
do presente. Para o passado nao ha remt-do ;
os morios nao rcsuscilam ; o sangne derramado
l fica na Ierra, clamando contra a civilisacoque
inventa meios de destruirlo ; as lagrimas que
i cavaran) as faces de orphaos e viuvas, nao do
i vico aos lours os gritos, que de peit03 lacera-
; dos pela dr subiram ao co, nao pedem juslica
em vio.
Essa juslica vira.
Se a iijo fez a espada do hornera, fal-a-ba a
I de Deus ; se nao a reconherem iribunaes cor-
! ruplos pela ambcao, roconhecel-a-hao os, povos.
Apos o IracUdo de Vouna, as quatro grandes
potencias conlinenlaes, celebraram em Pars a 26
de setembro de 1815 o tratado da Santa Allian-
ca, santa pelos senlimentos que a dictaram, san-
I u pelos principios que nella se reconhoccram.
Por esse tractado os monarchas qne o ussigna-
ram, e lodos es que depois adherirn! a elle, em
conformidade com o preceito evanglico que nos
manda araarmo-nos uns aos oulros como ir-
maes, comprometliam-se a permanecer unidos
pelo lago indissoluvel da araisade fraternal ;
a soccorrerom-se muluamenle ; a governareni
seus subditos corno paos ; a manlerem sincera-
mente a religio, a paz e a juslica. Os sobera-
nos abaixo assignados, dizia anda o tratado,
consderam-se como membros de urna familia
rhrisia, lendo por nico soberano Jess Chrjsto,
j Verbo Aitissinio, c encarregados cada um delles
j pela Providencia de cultivar ura ramo da mesma
, familia : convidam todas as poteuchs a reco-
| nhecerera estes principios e a cntrarcm nesta
: santa allianga.
Alli eslava o homem novo, o horaem da lei da
I graca dominando o homem velho e corrupto ; alli
se reconhecia a necessidade de unir os homens
pelos vnculos religiosos, de governar segundo os
, principios de justica. Os soberanos reputavam-
se paes do grandes familias ; e onde o amor de
I pae se c.isrcom a autoridp.de publica, f? povos
podem ser mnilo mais felizes, do que onde a
obediencia pedo a suavidade de ser livre, e o
manilo coolrahe a repugnancia de ser forra.
cima desses paos nao eslavam os fillios, au-
loridade falsa como as divindades do paganismo,
0 digna de recebor a apotheose no inesmo lunar
e ao mesmo lempo, em que um povo em dilirio
a burear aos prostbulos urna deusa para seus
altaros.
cima desses pies, eslava o soberano d'> lodos,
o Verbo Allissiino, Jess Chri.slo, supremo juiz
que a todos os res poduia estrellas coritas dos
males que houvessem feilo.
Nao admira que Jorge IV recusasso assignar
esta allianca sob pretexto de que allentava con-
tra a liberdado dos seus povos. Com islo quera
dizer, que a liberdado parlamentar ingleza nao
pedia casar-so com os principios evanglicos :
poda nao obstante a da l'russia e Franca.
Mas quando alli se reconheciaro lo santos
principios, como foi que nao sal la rara aos olhos
dos soberanos as injusticas que acaban) de con-
summar no tratado do Vienna ? Como se poda
justificar a desmnmbracao da Saxonii para en-
grandecer a l'russia? Que valor poda ter o tra-
tado deTilsit, quando urna iiacionaidade abala-
da por elle, queri"surgir para o fazer cm po-
dares .'
\\ com que direito so lolhia Polonia a liber-
dado de escolher soberano, renovando as-tradic-
coes dos seus pela convena.' Homo, inri reino
de Polonia : mas um reino anncxadu Russia,
que se poda reputar independentc, emquanto um
soberano como Alexandre lhe suavisa n perda da
sua antiga liberdado, todava essa bella Pelona
que servir de cidadclla Europa contra os vos
do crescente, licava amortalhada n'un dos ca-
ptulos do tratado de Vienna. AUxandro pre-
tenda que a Polonia fosse um reino independen-
te sob o sceplro de son irmao Constantino, ou do
duque do Oldemburgo ; a Inglaterra oppunha-
se, (emendo engrandecmento ou pelo menos
preponderancia da Russia ; depois leve que co-
der o consentir na annexo, porque tinha neces-
sidade de concili ir a boa vootade do C7ar.
I.' o que acontece,quando se cala a voz dajus-
ti.i, e nao falla sono o nteresse. Se o mal en-
tendido ciumo das potencias nao so houvera op-
posto conserracao do lo gloriosa nacionalida-
de, quando mais tardo a Russia toulasse a anne-
xao Ja Polonia, anda o direito das nacionalida-
des fallara bem a!lo o contra o a I tentado de dar
a inorte a infeliz Polonia ; mas, desde que os ad-
versarios da Russia foram os primeros a dosco-
nhecer e desprezar a voz desse direilo, haviam-
se inhabilitado para o inrocarem depois.
Foram desallcndidos na Allemanha os antigos
direilos, o em parto foi respettada a diviso que
a espada do conquistador fizera ; ora parle davara-
se territorios s grandes potencias, entregavam-
se-llies povo; como rebanhos, sem os escotar so
quer, sem ouvir seus voios.
_ As antigs e venerandas repblicas da Italia
fu-arara sepultadas sob as ruinas que deixara apos
81 a espada do anjo negro do Deus, romo Se-
nhpra de Rifa cbamav* a Napatuio. A orgulho-
Isa Veneza curvava-se ante a magostado do Im-
pora lor d'Austria ; Genova is engrandecer os do-
' nimios da casa de Saboia.
0 povo chrisian poda bra lar como o Psalras-
la: diviserunt til vestimenta mea.
Assim pois a Santa Allianca, por mais since-
ros que fussem os senlimentos dos que a faziam,
nao poda santificar a obra da njuslica, do so-
lipsismo o da amb>;3o. Era boasemente espar-
Rida em terreno amaldicnado. ora arrore que
lancava raizes asmargensdo Mar Moilo, abraza-
das pelo fogo do co.
Assim, quando quinze annos depois a revolu-
eao expulsava dn Franca o seu re legitimo, o
que fez a Santa Allianca? Abri as portas do xi-
to a realeza proscripta, e foi saudar o usurpador.
A Allianca que fdra Santa as palavras, que
tora proravclmcnle nos senlimentos de alguiu
monarcha, caba sobro o chao pantanoso e p-
trido, ondo a haviara plantado : estril como as
plantas que bordan) o ligo ASphallite, sem pro-
rJuzr um fruclo so quer.
Ii'/.oiio annos depois csses mesmns que foram
in lifferentes desventura do principe que cha-
mavara irmo, viram-se boira do abysmo : c
longe do aprenderem na li.;o que Ibes enviara a
Providencia, persistirn! cm considerar o inlo-
resse proprio romo regulador de sua poltica.
Ligadas anda pelo tratado da Sinta Allian ;a
rica va m somonte a Austria, Prusaia e Russia ;
esta cumprio seus devores quando aecudio
Austria na hora do extremo perigo: mas quando
Russia so vio atacada pela Franca, Inglaterra,
Turqua o Piemonte, a Prussio conservou-sc neu-
tral, e a Austria, depois do varillar largo lempo
entre o nloressc o o dover da gratido, ligou-so
as potencias occidenlaes contra a Russia, o cor-
tn o laco que anda restara daquclla malfadada
allianca.
Nao lardn que a Austria nao houvcsse do ar-
repender-se do sea poltica.
O imperador dos francezes, ligado com o Pie-
monto, e auxiliado pelos revolucionarios de Da-
lia faz guerra & Austria, e esta nao podendo es-
perar auxilios do seus antigos alliados, subscro-
veu a condioes que lhe tira vara qnasi todas as
vantagens ganbasno congresso do Vienna. Per-
deu o Milano/, a faculdade de ler guarninos em
Flaooncia, Ferrara e Comacchio que lhe assegu-
ravam ambas as margens doP.
Taos foram os preliminares de Villa Franca ;
mas nclles tambora se estpulou que nao ficas-
sem prejudicados os direitos do Summo Pontfi-
ce na Ronianha, nem os dos duques de. Parma,
Toscana e Modcna : lodaria a revolucao.'auxilia-
da pelas armas francezas e sardas, movida polas
intrigas do Piemonte, proclama a destituieo da-
quollas soberanas, oannexaoo ao Piemonte.
Os tratados de Vienna recebem desta vez um
golpe profundo ; o prximo futuro congresso c
convocado para se roconhecerera como novo di-
reito publico as profundas alloracoes que j se
achara feilts e consummadas naquelles tratados.
[S'jco.)
Marroeos,
Acampamento del Serrallo lo de dezembro.
Desde que escrevi a minha ultima tveram lu-
gar dous feilos d'aimas; um na estrada de Ta-
tan com a divsao do general Prim, o outroeom
os balalhoes do primeiro corpo que, commanda-
dos por Lassel, concorroram ao poni atacado.
Desta ac^o j V... tem noticia, assim como das
perdas, que lvemos. as quaes anda quo dimi-
nulas por seis horas de (ogo, foram mais sensi-l
veis pela pessoa que succuriibio, o Sr. coronel!
1 Monlins.
A 15 foi o segundo, na liuha dos reductos que
I quasi eslao terminados.
Seriam 8 horas da manha, quando em dille-I
I rentes direccoes se apresentaram grandes raassas .
t de cavallaria e nfantara inimiga, que comecou
atacando as forcas que protegiam as foitilicaQoes
dos reductos o a destruicao dos bosques prxi-
mos. '
O general Lassel, apercebendo o intento do ini-
migo, poz em movimenlo lodo o seu corpo d'exer-
cito e lomou as as disposices convenientes para
repellir o ataque emquanto o general em chefe,
conbecodor do movirnento loraava as mata acer-
tadas medidas.
Entretanto foram atacados os batalhes de Si-
mancas e um dos do re por urna forlo massa de
infantera c cavallaria, porm com lal valor re-
pellram o inimigo que o general l.nsset, que es-
lava vista destas forcas, lhe fallou fazendo-lhcs
conhecer o bem quo nesta occasio so haviam
conduzido.
Um balalho do regiment de Granada com-
niaudado pelo seu coronel cbogou cora tanta op-
portunidadea reforjar os citados batalhes, que
alm de os ajudar, comparlilhuu com elles a glo-
ria de repellir o inimigo.
E-dos batalhes portararn-so bem, e disto se
persuadi o general em chefe, quo apresenlando-
se nos pontos que o inimigo alacava, pode pre-
soncear lo briihanle comportamento. Aconteca
isto as alturas, em frente do lorlo'em construc-
co Francisco d'Asss.
direita no Je Isabel II c ca3a do Renogado,
la ni bem os iiiimgos atacara ra vigorosamente, po-
rm o balalho das Navas e 4 companhia* do de
Herida, com os seus chotos nfrente desalojaran)
os Mouros das poSC09 que oceupavam c com
tal bravura ". li/eram, que em poneos momentos
ropollirain o inimigo, apezar de bem tuanlidv o
fogo que elle fa/ia.
<)s batalhes do Madrid, Bourbon, Catalunha o
Alba do Tormes operara ni no mesmo ponto.
Como sompre, as nussas tropas rcpelliram o
inimigo al onde lhe foi ordenado, e anda que
giandos massas coroavam as Suas posicoes, aban-
donavam-as, sendo atacados pelos nossos solda-
dos.
Presenciamos algnns teitosde valor por parto
dos Mouros, hara mourozinho que so approxi-
mava dos nossos soldados na distancia de 30 ou
40 passos, descarregava a espingarda e voltava
para os sonsa correr, o isto o repetiam tres ou
quatro vozos.
Individualmente nalhes falta valor ; porm a
sua in organisaeao os far Bear vencidos em lo-
dos osencontrosque tendamos.
As pedas delles, como sompre, sao imposs-
veis de calcular.
As nossas foram um olcial o Irinta c seis sol-
da los morios, loz offlciaes o 1 i!) soldados fori-
dos.
Espora-so a cavallaria para pilrem movimonlo
os corpos do exercito, na linda de reducto forma-
da Reara' o primeiro corpo.
Acampamento no caminho de Teluan, 18 de
dezembro.
Desde a minha anterior correspondencia, em'
que dava corita da ac^o do dia 15, sustentada
polo primeiro corpo e meia brigada da segunda
divislodo segundo corpo, o pelo lerceiro corpo o
a oulra meia brigada mencionada, o do bom of-
feito que a arlilharia de monianha c montada fez
com as suas pocas rayadas na cavallaria arabo, s
o corren hontefa tarde o inimigo atacar com
grossas columnas do cavallaria a diviso Prim,
quo prosegua os trabalbos do caminho, que j
lera porto de duas leguas, a contar de Ceuta.
O fogo dos vapores fez recuar os Mouros para
OS barrancos que esto dominados por limas po-
sicoes naturalmente fortificadas, o que elles criara
abandonadas ou nao previstas pelos nossos ; mas
tropecaram com '.res companhias, duas de Atman-
sa u nina do Principe, que combateram por mui-
lo lempo, e iracas que a demasiado tarde os
obrigou a relirar-se, c por corlo estando a noite
j um tanto avaneada.
Ouvi contar ao capitn de granadeiros de Al-
mansa un rasgo do valor d'um soldado seu, o
qual se lancou sobre um Mouro que se deslaca-
va da sua massa de cavallaria, lhe apoiilou a es-
pingarda, mas a escorva nao pegou fogo; o
Momo tamben! aponlou, mas a arma nao dis-
psrou.
Lnto lancou-se sobre o granadeiro, para fazer
uso da arma branca, este nao leve lempo de ar-
unr bolOneta, mas lancou a mo no rano da
espingarda do seu adversario, quo por nao car
do carillo se agarra crina com a mo em que
liuha o altange o larga a espingarda, mas nesso
momento o granadeiro levantando a sua espin-
garda, Hieda com os fechos urna pancada lo for-
lo no crneo que espedacando-o, eslende o Mouro
morln a seus ps.
Colhe cnto o armamento c cavallo do inimigo
o volla para a sua companha.
A morlandade de ginetes c cavallos foi consi-
drate!.
Calenla-sc em uns 200 a 300 domons.
A io-sa fui d'uns 7 homens feridos da priraci-
ui diviso do lerceiro corpo, que prologia o quar-
to. o de dous morios o uns vinle feridos deste ul-
timo
Reina um grande temporal.
Tem cbovido por espato de 36 horas seguidas,
o feiio um vento lo forie que tez voar a maior
parte das barracas dos cheles e todas ou quasi
todas da tropa, sem qne se pos*a transitar por
parle algiima, pois ludo esl feilo um lodacul.
Parece iinpossivel que o soldado cante e ra,
como ouvi e vi hoje ao toque d'alvorada, mas sao
Hespanhoes o tem o cora^o mu grande. A nos-
sa barraca franceza cnica, arrebalou o vento s
12 12 horas da noite.
A mesa que tinhamos ao redor da estaca do
centro gyrou em tormos que oseu autor ou art-
fice nao acohhece, e o nosso equpamento custa
a distinguir do barro e da palha hmida em que
esl cnvolto.
Acampamento na estrada de Teluan esquer-
da do reduelo Principe 1). Alfonso, 15 de dezem-
bro :
Quando fecha va a minha anterior nao julgava
que. o fogo se generalisaria, c nos oceuparia todo
O da.
Os Mouros fiznram-nos exhibic&o de numerosa
cavallaria, porm a sua collocaco as monta-
nhas 6 urna prova da sua classica Ignorancia,
pois se verdade que as armas de infante sao
oguaos s de ginele, e por mais que estos e os
seus cavallos es teja m coslumados, o resultado 6
apresentar maiores alvos c maior dilliculdado em
o cuitar os seus movimentos.
Indubitavelmente a sua idea foi atacar a nossa
osquerda, c quando comocassemos a porsegui-
los, carregarem sobre a nossa extrema direita ;
coiihocida porm a idea pelo nosso general em
chefe, bateu-os na esquerda com a arlilharia
rayada, que nunca vi to ccrleira, o qne perton-
cia primeira companhia do segundo regiment
montado (capito D. Eugcni Franco Munhoz) e a
companha de montanha do quinto regiment a
p (capito I). Jos Lopes Domingues.) De posi-
co em posco foram-os arrojando successva-
mente e_o lerceiro corpo que oceupa esla posi-
qho j nao foi molestado com insistencia, e anda
que sempre leve urna guerrilha era fogo, f6liz-
menlc s leve um homem ferido.
Na nossa direita, o fogo de guerrilha foi muito
sustentado, assim como o da arlilharia dos for-
tes, e para os desalojar da frente da nossa liuha
doram-se algumas cargas de baioncta.
Esta liuha era coberla do primeiro corpo e dous
batalhes da segunda brigada da segunda diviso
do segundo corpo que tinham avancado para tra-
badlos oque liveram de entrar em fogo, tendo-
lde sido morto um ofilcial.
Eu nao me considero na situaco do dar conse-
Idos, porm julgo que seria prudente poupar es
sas guerrilhas, quo rendidas com frequencia,
nessas occasics, teem algumas baixas.
Nos deviamos estar mudos, oceultos e resguar-
dados como elles, c somenlc repellir os seus ata-
ques com armas brancas.
Finalmente, uns 25 ou 30 morios e um cente-
nar de feridos, entre elles 9 offlciaes foi o resul-
tado de um combate, cuja nica compensagao
consiste na perda que leve a sua cavallaria, se-
gundo podemos ver de longe com os oculos de
campanha.
Contiuunm a chogar reforcos de vqjuntarios,
com o que se cobrem as baixas dos corpos
Cdegnram 2 balalhoes de hussardsda Princeza,
e o resto do lerceiro balalho de Cuenca, menos
scssenla homens que ninda esto em Corunha.
Ceuta est chea de gneros e comestveis, e
as diligencias por parte do governo- nao faltara,
Queira Dos quo todos as ajudem.
As noticias que podemos communicar aos nos-
sos leitores at a hora em quo escreventos estas
lindas, s comprehondem particularidades dos
o Itimos combates, ou so referom ao extraordi-
nario movimonlo que em todos os pontos da Pe-
nnsula se observa, cm eonsoqueinia da guerra.
As numerosas correspondencias que recebemos
do acampamento affirmam que no dia 15 com-
mandou os Mouros o irmo do imperador. Nesta
areno suecumbiram dous dos cheles da cavalla-
ria inimiga, leudo cabido do cavallo un delles
depois dedeter a nossa primeira liuha de iuer-
rilhas.
N'um peridico franco/, o Pays, encontramos
noticias do interior do Marroeos que alcaucam
ale 15.
O mais essoncial do seu conloado que o im-
perador anda permaneca em Mequinez em fren-
te do seu exercito, e nao pareca disposto a dei-
xar por atgum lempo a sua residencia lomando
parle na lula com as suas tropas.
Di/.-sc tambem'que as tropas que pelejam do-
jc com o exercito hespanhol sao irregulares, o
nisto cromos encontrar alguna ncxactido, por-
que em um dos ltimos encontros, os Marroqui-
noscITecluaram movimentos tcticos, operando
numerosas forcas combinadas, e isto nao podo
conseguir-so seuo cora tropas que receburam
urna instruceo solida e adequada.
Acrcscciita o correspondente do Paya, que as
tribus de Marroeos, Tafilete o Sus, pormanocem
estranhas guerra ; que tresds unaos do impe-
rador commandara carpos irregulares, e que o
son prente Muley-Sulirao, um dos que tinham
levantado a bandeira de rebeliio contra Abd-EI-
Raman, subraetteu-so ultimamenle.
Referem-se varios feilos particulares de algns
individuos do nosso exercito, nos quaes se bem
devoraos presumir ha alguma oxageraco apezar
do muito provavel.
U.n presidiario lutava braco a braco com um
Mouro, e convencido d.i sua' impotencia physica
tralou de appellar para a astucia, afira de desfa-
zcr-sc del le
Com olToito fingi abandonar a espingarda pa-
ra manejar a baione'.a que o seu contrario agar-
rara fortemente, em umdestesesforgos-partio-se
a culatra fazendo cahir o Mouro de espadoas.
Urna vez o Mouro no chao foi para o presidia-
rio mu fcil recobrar a sua arma e vencer o ad-
versario.
Oivlro lance conlic-cemos em que do mesmo
modo, se v um desses rasgos de engoudo que lo
coinmuns sao nos nossos quarleis.
Un Mouro agarrou a cartucheira do um sol-
dado hespanhol o emprehendeu leva-lo forra
para o acampamento marroquino. nao obstante
us desesperados esforcos que o Hespanhol fazia
para escapar apoiando na Ierra a culatra da sua
carabina : de repente o queso cria prximo a sor
vctima da barbaria do seu adversario, suspendo
a rospiraco c estrellando o corpo, conseguo dos-
fevclar o seu cinturo deixando o Mouro com as
correas na mo, que rcrobrou instantneamente
alravessando do um golpe de baionela o seu ap-
prehensor.
J saben os nossos leitores acfficaz ajuda quo
durante a aceo do dia 15 prestaran! diviso de
Prim os navios da armada.
L'mas desgraca. ha que lamentar por este fri-
to de armas, e nao devida cei lamente ao fogo do
inimigo.
A exploso puramente cxponlanoa de ura ca-
nho do Bonventurn, arrojou agua seus dous
carrogadores, que podor.im salvai-se, mas com
os bracos mutilados.
O navio, nao obstante, conlinuou fazendo fogo
emquanto podiam dislinguir-se as guerrilhas
dos contrarios, e entretanto o facultativo do
navio ajudado do da fragata Ceros amputou os
tronos dos bracos que continham aquelles des-
grogados, cajos ante bracos tinha levado por in-
icuo a granada e a carga do canho.
Pouco depois foram transportados ao hospital
de Ceuta, e quanlos tinham noticia do successo
os concoituarara dignos do premio offerecido pe-
la provincia de Iluclva aos primeros martimos
que se inutilisem qa campanha.
Antes de agora temos dado a conhecer o con-
tedo de algnns documentos achados sbreos
Mouros morios no campo da batalha.
Hoje transcrevemos a tradueco de oulro nao
menos curioso que os anteriores.
Diz assim :
1.
Oh Ali meu, pleja com os barbaros pela glora
do Dos e do prophela, e quando estojan) morios
ou do oulro lado do mar, volla que o amor do
Fatima le espera.
Nao ha mais que um Dos para os fiis, nem
mais que Ali para Fatima.
2.".
Em nome
o.
;2 Nao ha poder nem forja se- ^
nao em Deo3 o Mohaoi- g
. med o confiado K
achara fora do ponto designado re -
doncia.
!>e ludo islo se deduz, qn se ha aljruns '.. n -
gados entre osMour s, quu esto I anl
nossas tropas, ser ; \ o n imero, e
rao subjeilos a urna cigilaucia, qu i
Iludir na primeira oecasi i. i ira esrapare
miseiavel condico, que osla ) cooi]
Ceuta, de dezenalarii de 1 Mr..
Temos ueste b ispilal um Uouro I
urna baionetada.
Fui hontera ve-lo. c ;
man de 90 annos o d- boa pn -
Como entendu um pou i >' ...
nxir-Ihe alxunas pe
den sem 1.li.-nt lado.
1'sUiva comeado biseotos molhados em
nao obstante o preceil i do i lan.
Ras suas palavras claramente se deduz :
v; is compatriotas nao so entregara, pot qu<
hzeram crer qu nos fuzilariamos q i
cahissi ni as n
'lamban me disso que ni
cao diaria do que duas bolach
quantnJado do arroz.
Nos das em i I .
vintcns, e nos n itros 23 i .
Parece quo depois da .. i do dia 15,
levaram pauladas por ordem d i -;, |<,
marcados nos hombros com um ferro q
Os mdicos sao do opnio de q .
tara curado dentro de poui os dias.
As enfermidades uao jugmi
vina l'iovidencia. *
Acampamento de Ans
22 de dezembro.
. I
a
0 &iujm,rjp
3."
Dcos clemente e misericordioso proteja aos fi-
llios de Mahommcd. Confiemos todos no Dos
piedoso o no seu prophela.
Elle quem nos orna e nos escuta as nossas
afflcces.
Elle nos far vencer essas legies de inflis
que alravessaram o mar.
Elle far que cumprindo-se as prophecias tor-
ne o crente a purificar as santas mesquilns de
Cordova e Granada das profanares do impo.
Os Renegados, diz urna pessoa que viajen pela
frica, nao tem em Marroeos bastante conside-
raco para poderem, como julgara algumas pes-
soas, representar o menor 'papel, nem tomaren)
a mais pequea parte na guerra, que os Mouros
hoje^sustentara contra a Hospanha.
Nao obstante a sua abjuracao, c por maiores
que sejara os seus talentos, nenhum Renegado
oblera emprego algnra militar, tanto pelo dos-
prezo, em que vivem, como pola desconfianca,
que inspiram em um povo muito desconiiad'o,
que adivinha muito bem os motivos, qucimpel-
liram esles mos chrislos a abracarem una no-
va religio, que esto dispostos observar to
mal romo a primeira.
Os Renegados formara urna corponroem quo
esto representadas todis as naces;"porm fi-
guram principalmente nellas os Francezes o os
Hespanhoes, uns desertores dos corpos discipli-
nados da Argelia, e outros fgidos dos presidios
de Mellila e de Ceuta.
Pertencem nominalmenle ao corpo de Tobidzi,
ou artilheiros do sullo ; porm sao raras as oc-
casics em quelhes comfiam pecas do arlilharia
e espingardas, e muilo menos para as enviaren]
contra Iropas europeas, pelo receio dequeapro-
veitassem lo boa occasio para arranjarem o
seu perdo, c procuraren),na desergo. os meios
de tornarem ao mundo civilisado.
Ordinariamente nao permiltido aos Renegados
o permaneceram as cidades do liltoral; quasi
todos residera em Fez, Mequinez e em oulros
pontos do interior, aonde o imperador tem guar-
nieres, destinadas a repellir as continuas excur-
ces dos Ailves e de outras indmitas tribus do
Atlante.
O sold, que recebera to limitado que mor-
reriam do fome, se islo fosso possivel em ura
solo lo frtil como o de Marroeos : vivem po-
rm reunidos na maior miseria eem um estado
de continuo capliveiro, porque um castigo de
ceta pauladas, pelo meios, esperara os que se
Nb da 15, seriara 6 horas da mandan, -
do acampamento o rompen o foo conii
ros. os quaes cm grupos, e occulland
bosques, se approximaram s p? -,
tinhamos lomad < no da
O combate durou at ao :
uve u fortuna do sabir ilh i.
\ amos me Ir inta'n lo a po i :n e pe
,:';-:"- I1.....si i a uns 2,0lHI m
11 terreno infern il, che n de pedras
vas, por entre as quaes difficil passar
Jamis podercis fazci id i da gritara, qii
Mouros levanlam quan Jo acc nimel I .
como lobos carnvoros
Para ludo me falla lempo, copre esta-
mos do servir de dia e de n lile.
O soldado hespanhol io lem gnal, pelo fr\i
valor no combate, c p lo seu sofTrimento no
meio dos traualhos da guerra.
No dia 17 estire embosca I i i na um can:.
com o balalho, Jes rando quo o de B j i
tros atacassem o inimigo pira n,,. dai
pe [-i"n prova do : -.
ato s 3 da larJo nao vimos os M
peraram que os accommeti..... u
assobiac as bal is o i ida ma
B ija o outros corpos \.\ irn a
pois o fugo duro a ali
Na noite daquellu in< sm > d
ver, o pelo espaco de muitas horas
abonas as cataratas do co.
O acampamento chuio de agua pan ca um n. r
em quo as barracas 11? im ,- v : bai
lsiu o pcior que n pode su r, i
leaos outr i cama seno o chao.
o illiislre profossor Carlos Maileucci. u:a :
meinbms di deputico toscana envala junl
imperador Napoleao aOm d expdr os d .
povos da Italia central, acaba do dirigir as -
guinio cari rnaf des Di
Pisa 1 de dezembro de l
Si nhor:
" Mauifestasli s, se bem me mbro, o I
de conhecer a imprcsso que, em mim I
situaco poliliea da Toscana ao mi u rci -
Italia depois do urna ausencia do alguna do
muilo folgarci, no momento era quo a causa da
Dalia central vai sor levada peranle um coi
so europ poder tambera Leva-la peranle
oun.il d.( opiniao.
_ u prim iro faci que chamou a minha i
cao, e a forra j adquirida pelo novo governo, e
a con nanea que elle soube rpidamente ns
ao paiz. Ka Toscana, assim como em lodosos
paizes civilisados que se acham em anal
diees, onde a fortuna, as luzes, a insli
mu espalha I is, existem duas el \a,
elasse liberal propriamente dita, quo est fren-
te do progresso e do movirnento, que
pola poltica nacional do governo, e quo a seu
turno inllue sobre as dchbcracei do _
a oulra, com posta do pequeos propriel iros, d
art.stas mais ou menos ricos, e de gente que se
cniprega no pequeo commercio e industria,
classe geralmenlc scnscla e apegada paz. Es-
cusado dizer qu a primeira paito da popula-'
cao, aquella que d impulso ao paiz, decidi-
damente contraria 6 restaura^u gr-dneal. Esta
elasse, que se compoe dos homens mais eminen-
tes do paiz, nao pode esquecer que o governo do
grao-duque, restaurado pela naeo em 1849,
inaugurou oseu reinado aholindo'a Consliluiro'
para nova mente nos enllocar sob a d>
de Vienna, que as nossas linaneas licaram
zidas ao maior apuro para pagar as tropas
triaca- que oceuparam a Toscana por espara de
muilos anuo.-, o quo no momento cm que csta-
lou a guerra para a emancipado da Italia,-os
nossos principes .adirm do paiz preferindo a
prolecco o o auxilio das baionctas austracas.
v Estes senlimentos, que poderosamente ani-
an) a elasse Ilustrada do pai, sao a seu turno
fortalecidos por oulros argumentos que so casara
com os senlimentos c interesses geracs. Pomos
de parto quaesquer idasdo odio, e renunci
a tracar o quadro de todos os insultos quo '.ovo.
a soflrer a consciencia do paiz por parto do urna
adrainislrago forcosaraente anti-nacional ; lnn-
lamo-nos a dizer que o povo est completamen-
te tranquillo polo que diz respeito s suas affei-
cos e aos seus interessses, vendo o governo con-
dado a homens umversalmente estimados, ho-
meus que o governo destituido afastava lo si
sistemticamente. Noraes lacs como os de La-
j a tico de sandosa memoria, de Ricasoli, L-un-
bruschioi, Peruzzi, Senlofnnli, Dingy, Ridolfi,
Andrcucci Fabrzi, Galeolli Giorgini, o muilos
outros bem condecidos na poltica, as lettras c
as scicncias, sao penhoros de conlianea para ;i
nacao Inteira. A reforma da le municipal, a pru-
dente reorgaaiisaco da guarda nacional, a ics-
tauraco da Universdadc de Pisa &o seu anligo
esplendor, a prolecco dada s bellas-arlesa
unio das alfandegas', a unificacio dos pesos e
medidas, a hbil administrarlo das obras publi-
cas, dos dominios do estado o das Mareramas,
sao medidas que agradan) ao paiz e que nao sao
revolucionarias. A senlenca larrada contra o
amigo governo consisto em que elle loria forco-
sarncnle de rejeitar lodos esses elementos, e nao
poderia aclmatar-se com ellos.
Nao esla a primeira vez que um congresso
europeo se rene para examinar e condemnar,
depois de umexame, urna situaco to falsa, to
f"culfda em desordens como o seria a da Toscana,
se lhe impuzessem urna restauracao. Basta re-
cordar os exemplos da Grecia, da Blgica e dos
Principados Danubianos; e nunca a opnio uni-
versal se declarou lo abertamente como hoje
para repellir o emprego da iulervenro estran-
geira.
_ Ao expormoslo afoitamenlo esta convieco,
nao julgamos irao encontr das ideas exprimidas
na carta do imperador a el-rei Vctor Emraanuel.
0 imperador em Villafranca, comproraelleu-se a
empregar a influencia moral da Franca junto ,
dos povos Italianos para pacificamente levar a
mitii Anni


fi)
DIARIO DE PERNAMBCO. QUINTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1*60.
c loi'.o as roslauraces ; o so os couscRios que o
imperador nos dirigi para cumprir coui os seus
jiroprios compromissos, nao lem sido acolhidos
pelos italianos como lalvez teriam eligida cal-
culos prudentes, c o impulso do una gralido
quesera eterna, est boje provado al o eviden-
cia quo lemas obrad* e obramos anda movidos
por urna suprema necessidado; que, como tive-
nios a huma de o declarar 8o augusto protector
da n.too italiana, o sacrificio do futsro e da fe-
licidade de um povo nao dep-mde das nossas
vontades o excede os nossos tfeitos, e que esse
sacrificio compromcilcria a honra-da Franja e os
interesf-es da sua poltica na Italia.
Accilai, ce.
C. Malleucci.
Eserevcm de S. Pcteisburgo Corresponden-
cia flama:
v. .V nossa cid.ide isla ha alguns mezes sendo
o tacado de debates polticos animados, quo fa-
vorecen) lauto mais a prop.igac.ao e origom de
toda a qualidade de boatos, cuja verdade mili-
to difficil conbecer. o imperador concedeu
aristocracia una especie da liberdado da
palavra e da imprensa, convocando os delegados
da nobic/a de S. Pclersburgo, e autorisanao-os
a manifestar sem reserva, cm memorias dirigi-
d > a s. M. a sua opiuio a respeito da commis-
s i de redueco da emoncipncao dos campone-
zes. Poi em cousequencia disso que cinco gej-
mi : | liram um una pelieo quo o impe-
rador dsse .o paiz urna cousiituieo, por isso
que i's>u o nico rneiu quo permiti realisar a
cmaucipac, i recorda.-am ao mesmo lempo as
proinessas cilas por Alcxandre 1 na abertura da
Dieta polaca em lSlfc. imperador escreveu por
sen proprio pnnhn na pelico as seguintes pala-
vi..- : v : Sou reeonRocido tanta franqueza
Pouco depois, dezoiio delegados da nobreza
quoixaram-se em oulra pelico do segredo que
se guaedou as delibera.Oes da coniiiiisso pre-
sidida pela general Uostowzoff.
O imperador neo responden a este pedido, e
ficou lauto in.iis dosconteufo por isso que i
va de receber nina brochura impressa em Pars
como titulo de:l.'iiia Jo um deputado da
cotn misso ao presidente da comraissio de re-1
da> :5o, ajudantc de campo general KoiowzolT, j
brochura que ataca .i vivamente a commiss
Esta brochura apparceia escripia por um onony-
mo, mas nao se i.norava que o seu autor era
Mr. avid-ow-Kloff. O imperador encarregou
tim dos prenles do autor, o principo Barialinski,
i] advertir Mr. Urluff, e de o impedir quo pro-
seguiste tiaquelies lucios, se nao quera allrahir
I re si irn pai i\ eis desgranas.
r.mlim, o chambellan Michel Dcsobrazoff, fi-
Iho do sonador dcsto nomo, o neto da
r.
diz respeito ao nosso publico, esse julga divisar
n'esses boatos o symptoma de un futuro mais
amono para os Estados de Veneza, segundo a sua
credulidade a ponto de julgar provnvel a cessao
1 Sardenha d'essas fonnosas provincias, median-
te um njusHe quesera celebrado no seio do con-
gresso.
Honlem fallava-se novamenle em Turru de
una eonibinaoo ministerial,da qual faria parteo
conde deCaror, como ministro da fazenda, e Cas-
sines como minislio da justica. O que talvoz deu
origoin a estes boatos, que o advogado Cossi-
iK-s recusou a pasta quo Ihe foi offerecida pelo mo-
tivo de Cavour nao fazer pane do gabinete, o sei
por bom canal que elle dissera a el-rei que se
sua mageslade se dignava um dia confiar ao con-
de oiuidado do formar um ministerio, elle, Cas-
sinos aceitara cora o maior prazer nina pasta.
No entretanto, a pasta da justica continua a
estar dispouivcl, o que muito prejudica o sen ico
do estado.
O bario Manno, o conde Coppi o o engonheiro
dus finsneas, Mr. Ilamono, acabam de chegar a
Milo. Estn incumbidos do visitar o anligo edifi-
cio da contabilidade central para ah iiislallaitm
o tribunal de cassaco.
A solucao que ha pouco foi dada questo da
regencia na Italia central, satisfaz aqu os ni-
mos, por isso quo as dilliculdades suscitadas pe-
lo barao Ricasoli nao podiam deixarde fazer nas-
cer nina djs mais porigosasseusaces no centro
da Pennsula, t luije um laclo averiguado que a
Sardenha garanti um cii.preslimo do 30milhes
do francos Toseana ; Fornelli o Baslogi foram
incumbidos d'esta transaeco.
Ou vistes uaturalnienlc fallar lia das do urna
audiencia concedida pelo reda Sardenha ao ad-
vogado Guerrazzi, do Lome. Tcm-se observado
que o anligo republicano de Loorno desde essa
audiencia o ohjecto das maiores atteocoes cm
Turim. Disscram-me boje que elle vni breve pu-
blicar naquella cidade, um grande jornal, que le-
ra por (iluto: Lo Standard Italiano (o. oslan- Jas absolvicoes, por que os prevenidos declara-
daito italiano). O advogado Brofferio, o condeM08 n' culpados nao podom engrossar a pha-
Asproni, eM. Inlerdonato, soro os sous collabo- la"e dos criminosos,
radores.
cionavel, humana, moral e conforme sexigen-
cias di) iiiloresse publico.
O quadro que o senhor primeiro advogado ge-
rol apresentou da desnioralisaco e da crmina-
lidadc em Franca espantoso ; segundo elle, so
nao se reagir por motos violentos, a sociedade
chegar ponto de suecumbr sob os attaquos
desse exercito do mal, quo lodos os das faz pro-
gressos aterradores; o esto respeito cilou a
parle da eslatistica criminal, que assignala os se-
guintes resultados :
numero medio dos prevenidos correccio-
naes, julgados requisioo do ministerio pu-
blico foi :
De 1826 1830, 48,363
De 1831 i 1835, 55.585
Do 1836 n 1840, 71.350
De 1811 18*5, 81,306
Do 1816 1850, 117,512
De 1851 1855, 155,555
O Irabalho das cstatislicas o confiado homens
intelligenles o dedicados, que cuidara do scus
affaseres cora a sotllciludc, que ellos redamara,
e fazem lodo o possivel para torna-Ios utois ;
mas seria um grave erro crer que as cifra.
queda a oslatislica, mesmo hoie,Saod'uraa exac-
tidao perfelta. Em mu i tos departamentos, as
listas, coni o socorro das quaes sao feilas as
estatisticas, sao confeccionadas por empregados
os mais nfimos. Quanlas negligencias o erros
nao se dercra suppor ? A estalijlica dala alias
de 1S25, cm sous principios nao era o que c ho-
jo : e se anda boje so coininollom tantos erros,
quantoserros o oinissdes nao soram cominelti-
dos de 1n2' i 1830, o mesmo posleriormento ? I
Nao pois possivel lomar como exacta, mesmo
approximalivameote, a cifra de 48,303, o as que
licia correccional, o a dos assassinos o ladros i nou nao Mies
cora violencia e arrorabr.menlo, nao hesitamos
era preferir paeira calhogoria. Temos a fo-
lidade de concordar cora o Senhor primeiro ad- cmara dos pares, om virlude do sua omnipote'n- rcpre'ssorsogundo"ele
vogado geral que as grandes audacias o os gran-icia, linha declarado que oxisliam cirounislancias, vadora, smeiile com a
que as gra
dos crimes loniani-so mais raros; e que esta
dosgracada civilsacao moderna, que tem produ-
si-lo e felu prevalocer taas cousas ms, tantos
principios detestareis, tem ao menos a bondado
de ler-nos livrado paiasemprc dos Cartuchos o
Mmdrnos, cujas biographias podom ser lidas
com inleresse, mas que deviam sor bom morti-
licanles para seus contemporneos.
Nao hesitamos declarar que o inleresse indi-
vidual, o inleresse social o a moral fazem urna
excellenle operacao, quando trocara um assas-
sino por com gatunos.
Sem duwda sena mais preferivcl ver dimi-
nuir ao mesmo lempo o numero dos aecusados
do crimes e o dos prevenidos do delicies; e so
iia moios para obler oslo duplo resultado, c mis-
tor quanto antesemprcga-Ios; porque se lomos
era nova ; ja tinha sido consagra-, A censura foila aos juizs polo sonhor primei-
da era arestos anteriores, t urna voz que a loi ro advogado gCral lera sido o resultado das preo-
s circunstancias atenuantes, a cupaeoes do sua doutrina em materia penal. A
6 nlil, elicaz e eonser-
condicao de ser fizada do
atenuantes, o liaba substituido pena de bani-lura modo inlTeXivel pola lei. Esta doulrina in-
mento, aplicavel a fados declarados por ella cons- compstivel com o principio das circumstaneia3
tantes, a de cinco annosdo prisao. | attenuanlcs : por tanto misler applicar as dis-
Ouando.postoriormonle le do 1832,venlilou-! posicoos do cdigo penal sem Hevar em conla as
so na cmara dos pares a queslao de saber se modiflcacoos de 1832. B' assim que, de conse-
clla esta sujeila a prescripcoes do direilo com- quencia em consequencia, chega a d'izer aos ma-
mum, oso pode reduzlr a pona indefinidamente,'. gislrados, quo roduzem as penas absizo do mi-
M. Laplagnc-Barris, que nao ha quera possa ae- nimo, pela applicacao do artigo 463, que clles
Clisar de ler sido um porigoso innovador, nter: julgam a loi. E porque osla censura ? Porque a
vio nesla discussao; lembrou cmara do3pares | magistratura tem sido infiel s exigencias d.
que foi ella quem, por sous arestos, inspiroo c doulrina, que nao admilte, nem podo admillir as
slrados prc-
mstancias a
preparou a lei do 1832, o folicilou-so de que essa circumslancias ailenuantes. Os magia
lei permillia aos julzea proporcionar a pena ferera doulrina hoslil estas circu
do delinqueuto. Eis suas pa-
criminalidade
lavras
Coniprehendo-so que sob o imperio d'um
cdigo, que applicava aos factos qualilicados de
cqnlestado a.eiaclidao das cifras, dadas pelas es-1 crimes ou dolidos, urna tarifa do penalidades
latlsiicas, o principalmente as conse quencias ti- cslabelecida com urna precisa o de alguma serle
radas dessas cifras, relativamente s properces malhemalca, a cunara dos pares tivesse julgado
"a cnmnalidade, nao hesitamos reconhecer que dever desembaracar-sc dos aperlos da lei para
ate 1855 houve progrosso no numero dos dec- j mitigar, quando fosse necessaro, o rigor das pe-
a^Kr?oa0a e c,in,,cmnados. As estatisticas de "! : mas a mudanca importante, que seua ares-
lbu.), 1356 o 1857 iiiostram urna diminu.-ao no tos tiuham de alguma'sorle preparado rculisuu-
mimero dos prdrenidns de tojas as calkegorias. > em 1832-
Nao poderia resultar dcste fado que a multipli-
pltcidade das condeinnardos nos anuos anterio-
res fosse o resultado das" perlurbacoes polticas,
que (vernos do alravessar, o das deploraveis dou-
trinas, que vieram suscitar os mos inslinclos da
pobresa c da miseria Se assim os resulla-
inlertores le55, assi
Xa legislaro do direilo commum, a questo
ao saber se existen) circunstancias atenuantes
sempre proposta cm materia criminal : e cm
caso de solucao affirmativa, os jui/es devora ro-
duzir a pena um grao ao menas, dous quan-
do muito. Esta latilude pareceu sulficienlc para
Brnxellas,18de dc/cinlirodc 1859.
Noticiamos ha das quo o nuncio do papa na
Sissa entregara ao govorno federal a resposla
da sania s, notficacio que lhe foi foila da re-
solucao lomada pela asscmbla federal ahnlndo
luda a jurisdiceo ecclesiaslica estrangeira do
territorio da Confederagao. A nossa correspon-
d 'ncia particular de Berna nos d a conhecer o
sentido dessa resposla.
O enviado J.i corle do Roma que manifestara
o seu pezar pela deliberado que a auloridade fe-
nomo, o neto o principe 'doral julgra devrr lomar, doliberacao que esl
Url ff, utre^ou o imperador una memoria em em opposioiio direda com as prescripcoes ccono-
quo procuraya pr venir o imperador contra os micas que estabolecera que poder algum civil, e
mesmo supremo podo ulervir na jurisdieco
ra'is coiiselhoiros que o cercavan, e quo leva- ,.
vara o imperador o o imperio s bordas do prc- espiritua
cipicio
Os jnizes e os lunccion.irios administrati
ilizia, estio con -, c le bi perdido t i o
seulimcnlo lo honra ; a monarclua est a pon-
se dissolver pi ilitica-
iieule, etc. U io di imperio, ao qual foi
submvtlida isla uiinuiia, declarou que o auloi
ora culpado do crime do ;.l ,i iraijSo. O princi-
pe Oiloll', | .. cute do preso, absleve-se de
v.:.;'. principe Wnsslli Dolzorowki o o co;;-
ilo .Si Ik.ii .i'.uiV nao comparecerom sesso, e
Mr. Dezotiazoff fui desaulorado dos seis ttulos
reza, e das suas tuiccocs c c\ilado para
Viatka.
A nobreza de S. Pelersburgo lem lenco
nas icicoes do escollier Mr. Daoidno-
Orlotl para seu marocha!, em cousequencia Ja
uoragein pollica de que dou prov -.
lorii 11 do Coa mercio de Lisl oa.]
Floreaba aot*; dezemltroi
Nao ci ssaraui anda os cora menta ros a propo- ;
.-lio da solucao dada questo Buoncompagu:
prensa toseana, sobietudo, alimeula-os, o
una acalorada polmica le Iravar-so en-
tre dous jornaes do Florcm;a, /.' Risorginiento c
o ." trione: o primejro sustenta quo a uomcaco
i: um \i' ule nao u'..j el i operar de-
scra ulil decompor a cifra geral, c indicar a
prngresso do mal nos dolidos, que altestam a
iromoralidade o que gravemente altaeora o in-
leresse social.
Soria justo locar em conta e dodu/.r dos tota-
es assigualados os prevenidos de dolilos no-
vos, os quaes anteriormente a lei, que os puno,
nao eram juslicados. Uestes citaremos apenas
um o do fraude sobro a nalureza, valor c quali-
dade dosobjeelos vendidos. Nao ha quem igno-
re que as fraudes subi os comesliveis o as
merca dorias foram sempre numerosas ; foram
taos e adqueriram taes proporces, que o legis-
lador julgou dever ntervir, classifirnndo osles
actos no numero dos dolidos, o om 1851 appa-
receu a lei, que os puno como laes.
Na oslatislica do 1851, o numero dos preveni-
mos, o quando os desbordados eomprehcndorm I J que fallamos da cmara dos paros, c.
s rerolucoes sao deploraveis, principa!- dever citar um tr lio da obra de M. Cauchy,
para ellos, que- ultrajar a moral de lo- titulada : Dos precedentes do supremo tribu-
nacoes cxlorquir o "al dus pares.Este trocho demonstra que este
supremo tribunal do justica estiva gravemente
l. portanto, segundo parece-nos, a volla aos tocado lo vicio das fin imslancias al.....iani**s, c
principios da moral, quem tem tornado mais ra- assim poderia ler urna larga parle nas censuras,
que foram inlistncamente fritas & todas as juri-
raeie
des us lempos edo"todas as
oem do ou i rom.
dos pastores da igrej.i catholica, aca-
bou por so declarar disposto a vir a um uCCOrdo
nao s para regulara adniioistrayo ecclesiaslica
no Tessin, mas tan.bom para onlabolar nego-
eiacoes tendeutes a resolver tolas as outras
queslQos religiosas quo reclamara u'ui remedio
proiupto e ellicaz.
A atiludo enrgica lomada pela Suissa produ-
zio porlanlo o desojado elfoilo. A corto do Ro-
ma, como sempre, cede porque nao lona nutro
remedio, isto cedo sem dignidade, dep lis de
ler resistido sem razo e sem justica.
As financas romanas jamis se lurnaram nola-
veis par suas prosperidades e anda menos pela Mn"'mnn'"'Tn"'J- "" ',IU''U"U'
suaboaadminWo; chegaram poro,,, a'um JOO.^ 300 por O. 6 expor-sa aos
tan d ploravel estado que j nao possivel dar'
um pusso na senda al aqu trilhada.
Nas regidos governameulaes altribue-sc a pe-
nuria do Ihesouro separado das quatro mais
3 provincias, as Lcgaces, cujos funeciona-
rios refugiados em Roma onlinuara 'a receber o
son salario, cm recompensa di sua (ido
1'ambeui foi misler listar cusa do muito di-
nheiro novos soldados mercenarios.
Recorrer a um emprestimo cousa impossivcl,
depois lo rapio do Menino Morlara. .Nao sero
Uolhscild e os sous correligionarios 'iuc suslen-
lenj ci fu os scus milhes um govorno que pe
assim om praiica a justica para cora os Israe-
litas.
Aconsclba-se ao pipa oulra medida j por vo-
ta
rasos coiJemnac.oes criminaes.
rudavia, se, rom i temos Oit, existe mcios pa-
ra mais roduzir anda o numero dos delinquen-
tes, mister emprcga-los pac bom de lodos.
O genitor primeiro adrogad > ,; ral assignalou
and s le ludo as causas do mal, depois indicou
remedios provisorios, salvo a necossidade do re-
correr mais tarde medicamentos mais; etiei-
gicos.
Segn io oslo magistrado, em geral atlribue-
so a marcha constautemenr asccndenlc da cri-
minalidade duas causas prii
perfeires ca lei pi
diccoos. LO-so 6 pagina :<'i : Emro 139 son-
loneas pioiiuiicialas no proeesfo de abril d
ei que as consagra. Nos nao saboriaraos censu-
rar-lhes a preferencia I
O que acabamos de dizer prova a incompalibi-
dade da doulrina do senhor prin.cro advogado
geral com o syslema das circumslancias attenuan-
los. Quaes sao as causas desta iucompalibilida-
de l
Fcil determina-las.
A doulrina do senhor primeiro advogado geral
tem por base a idea do que o fim principal, es-
sencial da lei o da repressao penal, o exemplo,
a intiradaco. Para que tima o outra possam at-
lingir este lim misler que ambas sejam seve-
ras ; misler que a lei lixe para cada caso a
pena applicavel; mister, para proteger o inle-
resse publico, que o magistrado teuha a menor
latilude possivel na applicacao da pena, de sortc
que seja a lei penal o nao ojuiz quem prooun-
' sentenca. Sondo o Ora essencialda lei a in-
limidaco, nao tem o juiz a indagar como, por-
que, era que circumslancias, om cousequencia
de que torcas o crime ou o delicio foi coramelti-
do. Sao condi^es intrnsecas c individate, do
que nao so dove oceupar ; dnvc smcnlc exami-
nar e apreciar o fado. Provado que seja o fai lo,
se e u.'ii roubocoiu ou sera circo instancias aggra-
ranles, applicar apena, que o cdigo penal, in-
Hige era iguaes circunstancias, sen recorrer,
bem entendido, ao altenuante artigo 163, quo
roo baria reprossao penal a clficacia o o poder
midacao.
A doulrina, que fez pr calecer o principio das
circumslancias ailenuantes, tem ouiros funda-
cutos : ella nao contesta que a i ipfessao penal
1834, to a urna so, na qu >l a corte dos pares nao ib va ler por fim o exompto o a nlimidac io
II 1.1 liii.l.^ ..... t .^.. I.. .- :. n -___1.. .... ____.: I___ '. .. "
peta
a urna nova
:iar-sc a o
do; destes dolidos apenas de allomas cenlo- ca dos tribu/Mies de tojas as cathegorias.
nao teuha nociendo as nonas inllUidas
le....
. (: minislerio publ i recorrou
formula i um de alg ima surto
excrcicio deste direilo supremo :
Declaramos, diz elle, que nos conformamos
coin as concluses que precodem para mitigar as
causas principaes : 1." s ini- penas so o tribunal julgar conveniente.
nal; 2. exeessica indulgen- Assim nao somonte o espirito innovador e
nas ; na.de 1S5G. eleva-se 11,716. Parece-
nos que seria conveniente deduzir do lotil da
criminalidade dos anuos, quo se soguiram
IS'tl, a cifra dos delinquenics, que desde en-
tilo foram condemoados, o que al entaono
linliam sido.
Tomar tilias, que indicara approximntvamon-
tc o numero dus provenidos de todas os lempos,
que indicam aecusaces de inda nalureza, desde
a maisligeira al a mais grave, dos lea mendici-
dade e a vagabundagem at o roubo, para dol-
as tirar a consequencia de que a crimiuali la-
do tem augmentado na proporcao do lif, 150,
mais graves
erros.
T' lambem um engao dizer que ha mais do-
lidos por que ha mais pro cssos. 0 augmento
I na cifra dos procosso podo ler outras causas. Sao
ha quem ignoro que, om cousequencia das ins-
11ruceos dadas polos chefes da magistratura, sous; da a^ occasio de defender as nossas cora
.-.'
revol icci'inario de 18W, que devo ser aten a lo
O orador leudo apresentado o histrico dones-; de tcreoinnieltiJo as circumslancias al i,
salegislaco penal, desde a orJonanca do 1670 dove ser comprehendido no numero dos culpa-
ata revisan dos cdigos d'iustruceocrinvinal e loso minislro da jusli;.a que apresentou a le
penal de 1832, enectou a questo das circums- de 1832; a cmara dos deputados e a dos pa-
lancias ailenuantes. Em cortos discursos ofli- ri's. que rolaram osla le ; alera destes, o tribu-! o lerrvel direilo de punir, deve app
-la questo linha sido locada, mas to ac- nal dos 'are-, que, como com razao fa/ notar M. as suas fore.as inlellecluaes a indagar
mas coiisidera-o como secundario, c rolloca em
primeiro lugar ajustija, que ella proclama til,
necessaria, esencial o indispensavel. Segundo
esta do itriaa, a repressao penal nao i raciona-
el, ni ral, nem chrislaa, nao. salular para o
mado e para a sociedades.! nao for jusl i,
isto ,se niio i lovar-se ou reduzir-se couforme <>
grao de culpabilidade do reo.
Ella nao restringe a funeco do juiz ao exame
do faci, das circumslancias ajigravanles, e ap-
plicacao da lei penal ; considera que .i juiz nao
prccncherii dignamente sua misso se cresse
dever assim malerialisar sua intervengo que
elle, investido pola auloridade publica d difficil
icar todas
S verificar
cidenlalracnle, tao do levo, quea opiniao publ- Lapl gne-Barris (l] exceden por scus arestos a j o fado e as circumslancias quo o acoropanharo
ca pouco so occuj.ra com os ataques iidiredos, ei de 1832 o lhe inspirou su is disposices. u c alera disto quaes foram as causas, >>s motivos
182 que eslondeu o benelicio a-is dcste fado, om cousequencia de que circumstan-
elle
Devcmos fazer esta justica a M. de Ganjal, que circumslancias atouuaules um corto nu
apresendm c discuti" por lod"s os lados a
questo das ciicumslancias allenucnles.
Pondo de parto as insinuces, ambiguidndes,
c hostilidades indirectas, elle bravamente des-
cubri suas baleras, c RSSCStOU ludas as
conlra a lei de 1832. Felicitamos raui siiu-eri-
mente a esto magistrado por ler franca, leal o
enrgicamente exposto suas doulrinas .-rere as
de crimes, nao pode evidcntcraciilo escapar a
< de cuiiiplicidade ; o da 1810 6 talvez de
' '['- culpado : porque foi elle quem pri-
meiro Un as honras do lei ao principio das cir-
cumslancias atenuantes.
' :"-;' ;i pu una doulrina, que com ca a ap-
ir na loi ora 1810, que com o lempo e a ex-i
ponencia ad juirida recebe dcsenvolvimenlos con-
e.n 1821, ij c se completa em 1832.
subordinados sao boje mais rigorosos quo
los. Ha muilos anuos, o numero dos auxiliaros
da justica lem mais que duplicado, os agen I -.
iis comraissarios do polica tem por toda parte
augmentado. Seria omita lemeridade suppor
que estes agentes, osles comraissarios de polica,
jofens activos, c que sao inleressados era pro-
var a necessidade do sua croarlo, tenhrain pro-
circumslancias alleiiuaules, o por ler-nos [orneci-
da a occasio de defender as uossas com a mes- Depois dislo dcconein'is anuos -'o esta obra do
d'an-1 na franqueza, loaldadoe cnergi.a. [O annos, para a nal cooperara'latios homens
i-.is em que termos o senhor primeiro .
geral expriraio-se este respeito
'< A escola poltica, que dominava cm l'i m 'a
quando rompe,, rerolucaode julho de 183>. ll-
it livamenle a aunoxac io, mas sim fazer gover-|
nar i paiz cm nomo ,.. Vctor Etnm-inuel para
patonlear Europa a contado nacional desergo-
vornada pelo nionaicha sardo. // lli irgimenlol
nao considera pulanlo salisfacloria a soluco que Islo ja so fez. Em 1S JO. o i ana. restressado do
res .Itou. (lacla, impoz s contrarias religiosas o tributo do 1e c>lda u,u- e se fo*.*> uccedia que algum
No entender da A'iisi e i sle va! de accordo mil lides de escudos pagareis em 15 annos, a
/ s [ osla em pralica : vera a ser a de apollar-pa- V'* 'ta '"= 4 i
r.i os recursos das ordens religiosas. 6IMM lrlb]' n'lra ,nde "" V1,*!0,0 ,""nP'';-
do; conhecia fundo todo sen disinti, a vida
una dado sobre a intcrprelaco de nossas le- rc-
pressivas una falsa dirceao aos espiritos. As
...i u ugi,ciu.ui; **: bu. mr.^ii.i, inii^>n |.,v i;controversias que surgiram desta siluaco geral,'
vado o felo cundemnar dolidos, que linham n- trouxerara algumas reformas ulei?, laes cuno a
los Picado impunes ? Nas passadas realezas mui-
las vezes aconteca que o procurador 'lo re nao
cmminoules per ibcr.p ir suas uzes.por sua !"i de 1832, que corresponda aos vi
dedicaco luda a prova ao inleresse publico, cessidados publicas, foi quasi universa
I J5U :... < dcleslavel invi n ; i, que
e mister .'ciar, esperando que seja abolida.
cora | el i i hi fe do go- 500 rail por cada anuo, exceptuando o primeiro
niiii;. a assombli, proclamando a regencia, auno cm que a conlribuico foi de um milho.
do ui da
dos quo estacara sujeitos sua juriidicu, de
moraldade al eulo inconlesUida, compietlcs-
se, cm um momeiilo de frnqueza, um delicio
sem gravidado, o vcllio magistrado fazia vir o
dous lade, lendu uina igual au-J n ci Indos desta forma, mal jliegaram para cobrir
loridado, i a u o a iiicsti......di io, o dficit di
uiJS ellos adum-so de accOrdu naa s.it coiiclu-
.--,:. lo punco satisfoilos
du piad
Sevoshoi fallado de tima polmica rclrospccli-
\a, foi uuicameulo para catiaignar que a irapren-
no approva a noraeaco do governa-
dui" geral das provincias ii li. n is da liga e que
ella ii'esto ponto orgo liel da opiniao publica.
Visto pi/.ai cu o ti nene das quesloes retrospec-
tivas, nao sei supcrQuo indagar porm momen-
to quaes foram as causas que influiram nas del-
;6cs de Uicasoli, caus ., i lus, lalvez
i.m pouco de leve. Effedivamenle, sou iu-
formado ';: nselho dos ministros c
i
Buoncompagui, consclbo a que assisliam, como
.-, afora os ministros ordinarios, o conde do
: ur.Azoglio.llicosoli i iwpagui, o minis-
ilaz/i, leudo perdido quasi teda a esperanza
tic a resist ncia do barao Uicasoli,.recur-
ren a um meio extremo, que foi, ler a nula fron-
se i ppunha inf niormento lauto a regen-
de Carignan como dolegacao
..;.., i. ;...!ur lluoncompagui. lisia n da, que
i a fazer proferir a palavra a>icarao, cuu-
ii plenamenlo o che fe do govorno* de I'lo-
renca da uecessidada do dc-sisiii da sua opposi-
: j inleresse da ordem e da tranquilli lade da
Pennsula. Julgo poder-vos asseverar, seu re-
ceio de um desment lo. que foi esta a nica cau-
sa determinante de lado o [lie so combinou, de-
cidi o aceitn.
Fazcm-so preparativos no palacio Croccllaque
dove servir de residencia ao goreruadur geral;
li.as i reo Uo li.o eng mar DO d2 r que lliioilcom-
pagni retardar oinda a sua partida de Turin, por
je divos cstrauhos todava poltica.
IM decreto deFariui determina as altribuicoes
dos novos ministros; s eulrarao na posse dos
Seus cargos quando esliverem concentrados cm
Modcna io se meio lempo, os secretarios geracs dos minis-
tros do Bolouha o Parma daro expediente aos
negocios.
A proposito do fiolonlia, sabei que se est re-
Jo um novo Memorndum que ser apresen-
ao rongresso, alim do pugnar pelos dirciloS
das legac,oes, suslcnlando a sua separa^au des
oslados da egreja.
Palla-sc em aples da reformaro de urna as-
sembla com voz consultativa, excepto para os
leisfinanc sos a asscmbla teria roz
deliberativa.
popa um milho do escudos. O dinheiro dos hes-1
piluhoesfoi parar era boa mo.
A incerteza da prsenlo situacao nfasta do Ro-
ma os estrangeiros. Alem do necio de urna re-
tQo, predomina o dos ladros. Durante urna
semana houve dezoito ataques nocturnos. Foi
necessaria a inlcrvencao do general Goyou o qual
adoplou medidas deseguratica. Defacto, granas
ao concurso do alguus soldados voluntarios cun
ceiio numero do gendarmes francezes, foram
capturados muilos Uaquellcs inaleitores. A po-
lica romana julgava quo os culpados iam ser
couduzidos a Monte Cilorio ; poroni tal nao foi a
polo rol de Sardenha p ra se tratar da questo [volitado do general Goyon. Nao ignora ello que
a polica prolege cortos ladros de que se serve
para certas sublracces de urna nalureza particu-
lar, como bom o provou o roubo do famoso rola-
lorio do conde de ftayneval.
O general Goyon, para acabar com os escanda-
losos manejos da polica romana manduu escol-
lar para Civila Vecchiaos malfoitores.
O Monitor?, do Doloiiha nao cessa de publicar,
por ordera de Farini, documentos da adminisira-
no secreta que so acham nos archivos d'aquella
ciliado. Lm dos mais inleressanles o docu-
mento em que o eardoal Deniollig lendo sido in-
formado que Alexandrc Momas ia viajar nas le-
gaces, lhe attribue a qualidade deeraissario de
una sociedade demorratica, c ordena quo o pren-
dan!. Humas devia sor reconduzido para a fron-
teira pelos carabineiros papaos com a ameaea de
cinco annos de Irubalhos forrados no caso do
rogressar.
A adrainislraco pontificia nao julgava indis-
pensavel una senlenca judiciaria para condera-
nar um viajante a cinco anuos do trabadlos for-
jados. (juanios cavalleiros monos notareis quo
o romancista francez tem sido encerrados nas
masmorras do Pagliauo ou do Civita-Caslella-
ua ....
dadao.
Unjo os tribunaes sao necupados por jo'"cns
a Mara Chrislina mandou entregar ao i gsirados. oslra.ihos localidade, onde er-
cpiii suis funeces; nenhum laco s'estabdece
entre clles e seus subordinados, de quem dese-
jam separor-se o mais dopressa possivel. Che-
ga um delicio ao seu ronhecimenlo ; n i coi he-
ciliar os i'-neiles d
Independence Uelge.
JURISPRUDENCIA.
3ifw>, "*' dv. dezembi'o,
Em tudas as esquinas de Milo foi allixado s
8 da manhaao estatuto sardo. Como bem podis
imaginar, hi je um dia festivo para o populaco,
porque a uoeiamacao do o taluio sardo a ga-
ranta material das nossas libertades, oatlo
solcmue o publico da nossa independencia o
laco que dora avante nos une Sardenha, fin
este a que aspiramos desdo ha onze annos. Mi-
lo festejar esta noilo um to fausto successo
com urna grande illuminaco publica, leudo j
tidu lugar osla maiiha uni'a revista de quatro le-
gies da nossa guarda nacional quo toda se reu-
ni, uus fardados o uniros paisana.
A agilacio eletoral que todos os dios vai to-
mando incremento, um iodicio de que cada um
toma a serio o seu papel o approveila as liooes
Da repreedu penal o das cireums-
tancius attenuantes.
No auno passado, o procurador geral M. Chaix-
d'lM-Aiigo, no discurso, que pronunciou na ses-
so do abertura da Corte imperial do Pars, nao
conformou-se com os tradicior.acs felicilacoos e
elogios, qao eram lodos os minos feilos, sem res-
triejo e medida, aos magistrados ; e julgou dever
dar-lhes pareceres oconsolhos.
Era difcil urna tal empreza ; por quanto se o
elogio esompre bnn aceei'.o qualquer que seja a
formula, que o revista, a censura implcita quo
coiiicm, em eguaes circiimstaneias, o parecer
ou consclbo, faz com que olios sejam, pouco fa-
vorovolmenle acolhidos. Todava, as observa-
cps do procurador geral eram lo bem fundadas,
eram feilas com um laclo to exquisito, com urna
finura, urna, conveniencia c medida tao permi-
tas, quo lodos as apreciaram cm seu justo valor
e approvaram-nas.
O senhor primeiro advogado geral da Corlo
imperial de Pars entrou osle anuo na senda pe-
rigosa, que sou chele linha lo felizmente per-
corrido o anuo passado. Ter a severa censura
com o reo, nem despjom c<>nhoco-lo; qaem
quer que soja o culpado, qualquer que sej a
puresa de seus procedentes, as forras que o ar-
rastaram, sen posar, arropondimeno o a jiouca
gravidado da falla, nada dislo Iraz embargas ao
processo, o a condomnaeo, que so segu, col o-
ca entre i lie e os homens do bem urna barrara
nvencivel.
Cromos pois que nao nos engaamos om di
que o nuuiei'.i, a ociiviil i le e o zelo dus ami-
llares da justica lem contribuido muito para o
augmento dascondcmnaccs; que muilos dclic-
los nao provados, nao condomnados antes anfes
dolles, oforam, gracas elles;ei,ue a repres-
sao penal nunca foi exercida em l'o grande ci-
ca la.
O augmento na cTra dos procossos lora ai;.da
outras causas, quo poderiamoa assignalar, mas
cromos nao dever ir alm do que temos dito.
Resulta d'ahi que as cifras indicadas, que nao
tocm, na selalistica, a significacSo que se lnes lem
pretendido dar, nao podein servir do baso urna
argumenlaco (endent a eslabelecer que a cri-
minalidade cm mnlera do deudos lem subido oa
proporcao das cifras citadas.
A' par desta progrosso to eonsideravel das
scnlencas por delickos,apresenla-se um fado mui-
to oxtrinhu. Em quanto agjenla lodosos annos o
numero dos prevenidos, todos os annos dimi-
nua o dos aecusados de crimes da competencia
das Corles cFassiset.
Para completar esle respeito as observacoes
do Senhor primeiro advogado geral, nos ex-
Irahimos da oslatislica do 1850 o quadro seguin-
le, que d, do quatro om quatro annos, o termo
medio dos aecusados sentcnciadospor crime.
Eis o quadro :
Do 1836 180 5.728
Do 1811 1845 5.292
De 186 a 1850 5.159
Em conlinuaco desla cifra l-sc o seguintc :
O numero das aecusaces. longo de awt-
suppressao da marca o a da mulilaco da man
aos parrici las. Masera !':;.: tntrodiiziram na le-
gislacao um elemento, que lornou-se dissolvenle
pelos oxcessos da pralica.
< Nesla poca para por um tormo ao escnda-
lo do crias absolviees, o legislador quiz abatir
do nina manoira geral o nivel das ropl'OSSes. A
'\. '-i dos motivos da let de 29 do rtrrll He
1832o diz uestes lemos : Era necessaro
o meio de estender tolas as materias a pos-.v
sibilidade do adogar a lei por outra modo que vonladc passamos
' nao o minuciosa revisao das menores parlicu- hin .,, ja .......i .
larldades. Para allingir esle lira o projecto in-
Iroduzio nos grandes crimes a facu'.d.idc de
' ateniiacao, quo o art. 463 d i i
reo leaos
'< O legislador de 1832 nao poda ignorar que
o nome de humanidado nao couvcm essa
molle uiJulgcncia, quo o imperador aple
I, caractensava to bemdizenJo que, salvando
oa culpados, cita espunha os homens de I
< a seus allomados.
.Mas elle queria condescender com o espirito
do lempo. Peanle a cmara dos pares, n cunde
M. de Baslard, relator da commisso, nao u dis-
simula ; ello brada cu.n pezar : 0 logUladoi
nao pode desconlipcur o pu ler di s fai U i, s
coslurnes e prejuisos da poca om que vive.
Vsim rislo o legislador de IS:J2 uo lutar
' 'i; i'-ios prej lisos c coslumcs du lempo, para
lir uns, piir em bom caminlio es oulros, e
fazer prevalecer a sa razo ; mas ao contrario
csliidar, procurar apropriar-sc das id
inlrod'i/i-las na I i, c i sag i-l -. e dobrar
i-- moJ i, d iiido-ll.es auloridade legal n ill til
!,,-:i ?ons raco, a farra de impulso das ms
tendencias.
Assim, o legislador de 1332 em vez de lutar
emita os prejuzos, as ms tendencias da |
II.
IV.r ceu-nos til, para respondermos aos to
vivos al i [ucs, de quo lea sido alvo a le de 1832,
lemlrar em que circumslancias ell. .asceu;
quoni foram os quo inspirarara-na, propozerara,
suslentar, m o i u ag iram pela auloridade de
sua posie.oo carcter : paroceu-nos necessaro,
para refutar a censura do lovianda lo o fraque/.a,
feitaao legislador de 1832, eslabelecer que elle
na'-, raaisfzora, do quedar una legitima salis-
I '. i aos volos .' n. ;.a p ibca, c ecos-.
sidado umversalmente recnnlieci la
Dito slo, para restituir le de Is'>2 seu ver-
dadeiro carador c auloridade legitima, de boa i
a considera-la em si, abslra-1
enes, que lhe dovoiiam con-
procurar, o appropriar-se das ideas falsas, que
dominavan eutao, o sobreludo consagra-las em
menosprozo do inlprossc geral, inlroduzindo na
lei o veneno das circumslancias atenuantes* Nao
queremos citar nomos ; porem devraos dizer
que o minislro da justica, quo propoz a lei de 25
de abril do 1S32, quo os quo a suslentaram pe-
ranto as cmaras.les depulados e dos pares, go-
zaran o gozam anda do urna grande auloridade
no paiz ; que a voz, que ergue contra toes homens
a accusacodc ler sacrificado o inleresse. social
aos prejuzos o phanlazias de seu tempo, deve
encontrar pouco ou nenhum echo.
Devenios lambem fazer observar que esta lei
de 1832 que desprezon os cnsinos da sa razo,
e consagrou una delestevel doulrina, foi volada
na cmara dos depulados por 22 volos cunta i,
c na dos pares por 7C contra 11.
Como se ve a detestavel innovaco das cir-
cumslancias atenuantes, leve om ambas as c-
maras, um grande numero d'adherenles.
todos.
Ser boa util a le de 23 de abril de 1832,
leu urna mais ampia exlenso s circums-
lancias attenuantes, o romplolou a obra dos io- i
gisladores do.1810 c 1S2I i
\ soln ;o lesta quesio pode ser dill'erenle, se-
gu do a ponto de vista, em que for encarada a ,
repressao.
Comprehon lomos pcsfi lam :; que o .-
i lo geral a tenha resol do m ga-
livamcnlc. Segundo elle o fim essencial da re-
r sso a inlimi 1 i ; i ; ora, a pena diminuida
em consequencia da admis-o das circumslan-
cias ailenuantes, nao intimida, ou nao intimida
bel ni ;. conseguinlo as circumslancias t-
pi luzera laes res illa los, onor-
vam a le penal, dcslroem aelficacia Ja repres-
- io, e alai ara por coiiseguiute
leross so i;.l. Tal inconlestavelmenle a dou-
lrina do senhor primeiro advogado geral ; dou-
trina, que tu: illa da definiyo, que dou do fim
da repress o q ie a!'tu disl i el ira nenie i --
pica no seguintc trecho du seu discurso :
Nao considerando o lado a julgar seno em
suas condicoes intrnsecas e individuis, o juiz
[ii o (ira essencial d i justica forllicar
o rcspeilo lias leis ; esquecc que, quando a jus-
cas o crime ou delicio foi comuicltido : quaes
foram as excia^Oes o forcas, que compellirara o
prevenida ou o acensado ; so o culpado nao
por elle reconherido tal; qual c linalmenlo a na-
lureza o proporces da criminalidade, o por con-
se pi io ia da pena applicavel.
Sem duyda porque oslas ib'as linham preva-
lec lo inuilo anteriormente 1832, como allcs-
lam os numerosos Arestos pelos quaes a corte
suprema cassnu arestos o julgamenlos, que li-
nham admillido circumslancias ailenuantes fura
jeripces das leis ento existentes, que
otos o no-
Inienlc vo-
lada pe es du is cmaras.
.Comprehende-se lacilmcnte quo os partidarios
das cirrumslaiicias ailenuantes, que collocam na
segunda ordem a mimidaco, pondo na primeira
a moralidado da repressao ; que nao admitlem
que seja o fado quem determine a apphraroda
pona; prctendendo que a falta, a culpabilidade
devem servir do regra e medida repres-
sao penal, nao podein convir com os que nao re-
conbocera ji repressao outra fim que o do intimi-
dar, e que nao veeni na obra da justica criminal
seno fados a punir.
Quando os primeiros podom para o juiz una
grande lalitude ni appTTCToo dos cnsiigos para
pcrmittir-lhe salffazer as nocessidades de sua
cousciencia, o cviiar-lho a dor do pronuncia!
uma senlenca quo lhe parece injusta ; os segun-
dos sustentara quo o gran do criminalidade du
reo est fia da misso do juiz ; que o cdigo
penal de 1810 seoncurregou deste cuidado ; que
os magistrados nao leen a fazer mais do que re-
gistrar as condemnaces que o cdigo pronunciou
de anlemo oindislinclamcnte contra lodosos
| m podem adiar-seno caso, que a le previo.
Desta divergencia entre as duas doulrinas re-
sulla que uns acham as circumslancias ailenuan-
tes da le de 28 de abril do 1832 encllenles, os
oulros, pelo contrario, doleslaveis.
Nao nas admiramos de que, sobo imperio Ja
ordenanra de 1670, no lempo cm que so fazia
. soffrer aos aecusados a loriura, aos condemnados
os supplicios do fogo, da roda e do esquartea-
] inenlo, nao livessemSsido discutidas as quesies
iber se o lira essencial da repressao penal
a a intimidadlo ; se a pona du ia ser propor-
ravemcnle o n- Cl0"'lda c opplicada ao fado ou falta ; mas o
que ni s lora sorprendido, o que nos lem profun-
damente eheommodado, 6 ver surgirem iguaes
quesloes no seculo IX, no anuo do 1859.
U quo nos consola das pravas porque lem pas-
sado nosso pa/., doasaciificios dolorosos, que a
desgrana dos lempos Impozeram nossos pois o
a :u>i meamos, reconhecer que, denois dessas
luas tao numerosas, deseesanguc to frequentc-
mente derramado, snecodem coslurnes mais do-
lera comineliid i o erro iraperdoavel de esldar. tija r'cpifino corai"n!oTesa7anlia os malfeitres !''"..:''/13'','0S;_ v,,,i!i(';"" queurna benfica pin-
era vez de iiiln,ida-Ios ; esquecc que assim
sobre o corpo social em sentido inverso do seu
deslino. Perdendo do vista o Om geral da jus-
liea, elle mais fcilmente so desembarazada au-
loridade das logias legaes : chega at a Julgar is
leis em vez de julgar conforme ellas. assim
que su i razo abandonada liea entregue lodus
os acasos dos altradivos individuaos.
\-si.n o juiz que julga que a repressao nao
dissipa do as Irevas
lllldo lodos ver, em lodo o esplendor,
las verdades que radiam hoje sobre todas
i obra i !"S0P1''-1 ,e"i pouco a pouco
' e permitlido
as eterna
as consciencias.
Dizer, en presenca destas.celestes clarezas,
quo o misler immolar victimas humanas aos pos
do molo da inlimidacao ; quo o fado que
mister julgar e cundemnar, desconheter prin-
cipios iicuiilestavcis e ha muito inconteslados.
lunv.a do sua misso o o fim essencial da lei
penal. Esta loi leve o cuidado de flxar a pena in-
fligida cada un dos casos por ella enumerados.
O Juiz par conseguinlo devo limilat-so a verifi-
car o fado, procurar no cdigo penil de 1810 o
artigo applicavel esse fado, o applicar a pona
que esse artigo determina ; se passa alm, se con-
sidera 0 l'Vi lu A .1. luaiv era suas condi aos i
A palavra innovaco, do que nos temos serv- i tr*Rsecas e indivi luai esquece que o fim essen-
do, impropria ; erradamente que julgou-sc f,a' ^a us.lica e fortificar o respeito das leis, e
fim essencial
belece a inqui-
rezes o aecusa-
a fazer confisses em presenca dos ioslru-
nienlos de tortura ? "Porque uo se levantara
fogueiraso rodas cm nossas pracas publicas?
porque sao ^.s esquarlejamenlos renunciados f
Certamento quo laes supplicios sao raelhores quo
a guilholina, para intimidar os perversos : por
conseguiote sois inconsequentes cora vosso sys-
lema, renunciando lo preciosos mcios de inimi-
1 aco.
inlimidaco Antes do 1789 com eleilo a
repressao penal linha por lim n inlimidaclo ; sa-
que os di Hrcules ceiros eleitoraes prodigalis.ini por cue dirigida loi e'a lodos os magistrados
com um grande sentiinenlo do patriotismo para a
nslrucco dos oloilorts. A associaco eletoral,
propriamenle dila, co'.obiou honlem noile a
sua quorla sssao ; reumr-so-lia lambem ama-
niia para proceder eleico do alguna membros
da commisso proinolora. l'ensa-so quo os co-
micios eleitoraes seo convocados duranlo esle
mez, que o novo parlamente poder reunir-se
no meado do mez do Janeiro.
Um Lalo vindo do territorio veneziano causn
honlem uma grande soiisa<;o. Annuncia-se que
a Austria acaba de ordenar asuspenso da cons-
cripcoem Mantua. Alm d'isso os Ires dislnc-
tos de Alm-P, os quaes na conformidade das
convonces estipuladas era Villa-franca o ratifi-
cadas em Zurich, devam ser oceupadus pela Aus-
tria, nao o sero seno depois das deliberaces
dofloncresso de Pars. Dou-vosdc conselho'que
aguardis a confirmacKi desta socia, pelo que
de Franca o successo, que conseguiram as ben-
volas observacoes do procurador geral ? Produ-
zir no inlorosso publico todo o bem que o re-
formador esperara ?
Duvidamos.
M.'dc G.iujal comecou seu discurso assignal.indo
a influencia da repressao penal. Este magistra-
do dsso com razo quo a repressao penal, sua
nalureza e nuancas, lom uma aeco incontesla-
vel sobre a morlidade publica ; depois, deter-
minando as regras da repressao, acrescenlou
que para ser legitima, devia a repressao penal
corresponder sen deslino ; que, para ser com-
pleta, devia ser medida pelo inleresse publico .
Substituiremos esta definio.o a nossa ; parece-
nos que, para ser legitima,* a repressao penal
deve ser justa, isto que o castigo deve ser,
nos limites determinados pela le, proporciona-
do falla. Com esta condicao a repressao c ra-
ro das aecusaces durante o curso desle atino
de f 399.
Estes resultados trazera alguma consolaco;
por quanto so penoso pensar que o numero dos
que sao levados polica correccional por inju-
rias, roubo, vclhacaras, dilTamaco, ferinientos,
mendicidado, vagabundagem, ele", lem augmen-
tado, nao sem grande salisfaco que so ve quo
lem diminuido os crimes da competencia das cor-
tes d'assiscs, que causara perturbarles alias mui-
to mais graves na sociedade, e comprometiera
d'um mojo tao deplornvcl o interesse lano in-
dividual romo gorol.
M. de Gaujal fez vista de resultados to van-
lojosos, os seguinles observacoes:
No lempo era que oslamos sao os preveni-
dos corrcccionaes, que, por seu numero sempro
crescenle, consliluem a verdadeira chag social.
A' grande luz dos civilisaeoes modernas, sob a
aeco dos diversas causas, que minorara, abatcm
os caracteres, que transformara as paixes. e subs-
liluem os recursos e ccrabiuaccs da fraude aos
ardores e oxcessos da violencia, que odoram os
costumes depravando-os, agrandes audacias e
os grandes crimes lornam-se raais raros ; porem
os dolidos inspirados pela sublilesa, astucia, cor-
rupto, baixeza e vicios sem energa multipli-
cam-sc.
Declaramos muito francamente que nao pode-
mos pretender quo a civilsacao moderna tenha
minorado c abatido os caracteres dos assaSsinos
e salteadores; nao sentimos do modo algum, em
nosso inleresse pessoal c social, que suas paixes
se bajara transformado, e que. ellos tonhara subs-
tituido os recursos o as combinacea da fraude
aos ardores o excessos da violencia; toreados a
cscolher cutre a deprayoco dos ladrees de po-
Este orligo era cora cffoilo concebido no-tes
termos :
Nos casos cm que a "pena de prso for im-
posta pelo presento cdigo, se o prejuizo causa-
do noo exceder de 25 francos, e se as circums-
lancias parecerem atenuantes, os tribunaes sao
aulorisados a reduzir a pris al menos de C
mezes, o a multa al menos de 16 francos. Po- I
derao lambem pronunciar uma ou oulra destas
ponas separadamente, sem quo em
pri'scnpc
sin cdigo.
Ci mprehendemos perfeitamenlo que o
primeiro advogado geral considere somonte bom
nos ; raalou victimas aus milhoros ; lorlurou
i!.orilainei" por sua vez- L"la '''Sislacao penal mais
humana succedeu ordoaaaea de 1790 : outras
I rovoluces sobrevieram. Duranlo a lula multas
scquencia
po em caso algum nuantes. A lei de 1832. Dos louvado, anda nao !
nlcnoress penas do simples polica. osla abrogada : por lano quando o juiz, em vir-
0 principio das circumslancias atenuantes foi
por consogiiiiilc consagrado pelo cdigo penal I
de 1810 ; 6 verdade que o legislador restringio-o !
limites muito eslreilos.
Km 1824 rcconlicceu-so que era indispensa-
vel, para dar aos juizes a faculdadc de pronun-
ciar o castigo pena, destruir a barroiro que
muilas vezes os collocava na cruel nocessidado
de pronunciar uma senlenca, que repugnova
subconsciencia. A le do 2(! de junho de 182 i,
em cousequencia da adraisso das circumslan-
cias atenuantes, permillio redu/.ir a pena era um
grande numero de crimes.
Se ha um corpo polilico^que por sua compo-
s?o c tendencias, esteja ao abrigo das censuras
de loviandade o inconsiderado dos interesses
sociaes, inconleslavelraenle a cmara dos pa-
res, que encerra em seu seio, homens que assis-
tiram os grandes aconlecimentos do fim do se-
culo passado, e os desle, leudo visto germinar,
surgir, e desenvolver-se as ideas, as inslituices
e os novos principios, tendo aprendido a scion-
cia social em boa escola. Ora j dissemos que
osla cmara votara a lei do 1832 n'uma conside-
rare! maioria. a doulrina que esta lei sanccio-
gos
Nossos costuraes acluaes, as novas ideas o a
moral, podem com razo orguliiar-se de laes re-
sultados.
A iiilimidaoao Cre-sc que o galuno, o velha-
co, o mendigo, o vagabundo c o pobre caraponez
que vai roubar alguns paos na floresta visinha,
para aqneceros membros entorpecidos pelo fri
so inlimidaro muilo sabendo quo om vez do
alguns mezes do priso lerfio a soffrer ura ou
li' a lodos permitlido, al aos membros do Par- jdois annos? Cr-se que esta dilTerenca na pena
quet, dtzer quo una lei, que ja tonta vinlo e diminuir muilo o numero das preveiices ?
cinco annos de existencia e que hoje esl cm vi- Julga-so que a sevoridade das penas indis-
ludo dclla, reduz a penalidade, declarando que
existom circumslancias allenuanles, usa de uma
faculdade, que clh lhe concede: nao julga, mas
applica a lei. I'ermilta-nos o senhor primeiro ad-
yogado geral fazer-Ihc observar que ello quem
julga a lei do I8l!2 pura empenhar os megistra-
a nao opplica-la.
que hoje
gor, foi o resultado de concessocs feilas pelo le-
gislador aos prejuizos do lempo c ideas falsas ;
permltido lastimar e deploraros modificaces,
que a lei de 1832 julgou dever fazer legislacoo
penal anterior ; o permitlido pedir a supprcsso
destas Biodflcacoes : mas, esperando que o c-
digo penal do 1*810 seja restabelecido sua pu-
reza primitiva, e cm quanto o legislador nao in-
- per
pensavel ao interesse social. E' diversa a opi-
nio de ura homem, que lem alguma auloridade
nestas materias. Montosquieu escreveu cm sou
livro sobre o Espirito das Leis ;
Nao se deve levaros homens por vias extre-
mas. l)eve-se ser moderado nos moios que a
nalureza minislra-nos para conuzi-los ; exami-
no-sc a causa de todos os relaxamcnlos, e ver-
lervier para anuiquillar sua obra, forcoso ser ro- se-ha que olla provem da impunidade dos crimes
signar-so, e nao oceusar os magistrados do jul- c nao da modera cao das penas.
gara lei, opplicondo-a nos limites por ella lia- I Montosquieu, como lodos os homens do genio,
cados. I soube distinguir alravez da obscurdade dos tem-
' pos, em que viva, a verdade ; elle proclamou o
advogou a causa das circumslancias attonuentes.
Torera, diz-se, 6 o/acfoquera deve dar l>gar
(1
lalvez quizesso dizer M. do CnucTiy.
Nota do l'ruduetor.
f a\Xl inril Af\A1


DTAWO DE PFRNAMBTJGO. QUINTA FP7RA 2G DE JAMURO fiE 1860.
S applica^ao da pena, e logo que este fado
previsto por um dos arligos do cdigo penal de
1810, a pena, por eslo artigo determinada e
nao onlrn que deve ferir o prevenido. Fien bem
entendido que o artigo 463 scmpre posto, ern
quareutona para nao infeccionar os outros artigos
do cdigo penal.
Mas nao se desnatura deste modo a lei c o 11 m
5 que se propoe? A lei penal tem inconlestavcl-
niente por objecto punir nao um faclr, porcm
urna falla ; nao podendo estatuir sobre cada de-
licio commcllido, foi obrigada a recorrer for-
mulas geracs e indicar a pena que parecia-llie
em relaeo com a criminalidadc, que devera fa-
zer suppor os fados que eila determina.
A base da penalidado 6 poisacriminalidade do
culpado na medida, que a lei presumi. Pdc
acontecer e frcquenlementc ocontoco que as pre-
visoes do legislador acham-afl desmentidas por
provas incontestaveis, e que a par de fados que
devora fazer suppor una grande pervorsidade,
vom eollocar-se circumstancias, que demons-
tram que tal perrersidade nao existo, ou fue, se
existe, est bem longe de ter as proporcoes,
que se cncontram de ordinario em Kmelhantcs
casos.
O que deve o juiz fazer em igual ocrurren-
cia ? Os adversarios dascircumslanciasaltenuan-
les nao hesitara sobre a soluto. O magistrado
nao dere substituir sua sabedoria sibcdoria da
lei ; deve maquinalmente applicar o artigo do
cdigo penal, e, em honra do principio do inli-
niida.'o, condemnar calceta um menino, cujo
dolido merece, quando muilo, dous aunas de
prsio.
Esta discusso pesa-nos, opprime-nos, c nao
scnlimo-nos com coragem para ebatinua-la ;
nossa intelligeecia recusa admillir que so possa
Stisl n!ar queojuiz est na uecessidade de pro-
nunciar urna pena que seu espirito, razo calma
e consccni a Ihe assignolam ioiqua, quando a lei
humana o justa lbo d o meio de eslsbeleeer o
equilibrio entre o castigo e a falta ; o coracSo so
nos agita quando Imaginamos que pobres i
sados podem ser victimas esta espantosa dou-
trina.
I.onvailo seja Dos 1 sero pouco numerosas
estas victimas, porque ja sj passarara os bellos
lempos da theoria da intiraidacao, e nao voltario
mais.
Pi rni, perguntamos nos, de que podem servir
esses ataques contra a le d > 1852 1 Deseja-sc
r-la desapparecer, porque t: ma. Se por infe-
licidade dcsapparecesso, o quo acontecera ? Com
a troca da lei da repressao penal, mudaram as
ten lencias, as opinies, os costumes, a rontade,
que toem os magistrados de apphcar racin,-u i'I-
in inte as penas ? Tomai cui l.i Jo ; se colloeais os
magistrados na cruel alternativa de pronunciar
absolvieses ou condemnaeoes. que a consiiencia
lhes assignala como injustas, nao temis vos que
- pensem que o primolro, o mais sanio, o
mais sagrado de seus deveres fazer Justina
-. e que | ira seren ti ;is este dever, vio-
len', o lio respeito i li
Nao somos daquelles que olbam os rondem-
nados como doentes, de quem 6 mister cuida
rom .uma terna sollicilude, agazalha-los conimo-
ile, nutri-Ios bem e dislrahi-los; pensa-
mos que seria perigoso que os l.oniens de bem
inrejassetn a surte dos perversos ; que estes de-
vem ser punidos na medida de suas colpas ; que
a prisao deve ser um lugar de oxpiacao e de me-
Ihoramenlo; e que assim serao cnnciliados os iri-
teresses do culpado, us da moral, ajustica e da
sociedade.
Nfis felicitamos a M. de Gaujal por ter clara-
mente ventilado a questao das cirrumstancias
atlenuantes, e ter exposto sua opiniao, em ma-
teria de repressao penal, rom uma Icaldade e
franqueza que nao deixara duvidun.em incerteza
pobre o natureza e as consecuencias de sua dju-
ti no.
Felicilamo-lo igualmente por ter aposentado
iodo de pensar respeito da applicacao da
lei penal pelos magistrados.
0 itros leriam tal voz crido dever abrandar pela
erpressao a dureza das censnras, c evitar gene-
ralisa-las. Osenhor primeiro advogado geral
nao quiz recorrer estas ultimas medidas; pen-
iv i, como disso, que a chaga da criminali lade
tinha lomado Io grandes propoives, que ern
mistei impregar o ferro quente da inliraidaeao.
(uno eslava convencido de que o mal provi-
nba de terem todos os magistrados desprezado
n piaica este remedio heroico, leve a cu-
n de dirigir-sc l'idos, e enrgicamente
ar exi-nssira indulgencia do. triouuaus
dos os gr
S mos obligados a reconhecer que os raagis-
is nao encaram a repressao penal no ponto
de vista, em quesa collocou o senhor primeiro
advogado geral, que ellos nao considerara a in-
timidar; jo como o tira essonciol da ropressao,
que nao creem que sua misse nicamente con-
sista emjulgaro f.irto ; queeslimam tero dircito
r o uever de apprcciar as c rcumslancias intri-
ttiaes iio faci, os precedentes do
. a natureza e o grao da criminalidadc,
o d: proporcionar assim a pena falta. Todos
os i isistradus por conseguinie,#achando-se le-
v icio da apreciaran pessoal, deveram
jsariamente ser aecusados, pela censura, de
de justica para com a sociedade.
.' I era ac msequencia lgica, rigorosa e inc-
vilavel da doulrina do ministerio publico ; dou-
Irina, que, devendo regenerar a moralidade,
ii liversalmenle repellida pelos tribunaes de to-
dos os graos. Kra bem preciso censurar aos ma-
dos suas fallas, assignalar seus erres, c fa-
zer-lhcs comprehender que deviam buscar a de-
io i repressao penal, nao n.13 leu moder-
-. que sao mais ou menos aneciadas dos vi-
da philosophia moderna, mas na ordenanza
1' ; ",.....ouservou os verdadeiros principios
as doutrinas.
Muitas vi/es temos ouvido censuras de exces-
indulgeacia dirigidas aos jurados ; muitas
tambera, no supremo tribunal do justica
temos ouvido as mais vivas recriminaedes contra
ridade dos magistrados. Nao
s mei nos admirado de. ouvir pela pri-
i censura de indulgencia excemiva,
dirigida aos jralos, masaos juz.es.
Coniinua.
.......tm......^n
(8)
mo do Cabo ; Pi Quinto Vieira, criminoso de
morto na provincia da Parahiba. O Sr. Antonio
Marques de Hollanda Cavalcanti, tem sido incan-
savcl na repressao do crime, o capturado crimi-
nosos, pelo que tem merecido elogios do Sr. Ur.
chefe de polica.
Ol'ayt publica os segninles esclarecimenlos
sobr os esforcos que faz o governo prussiano
pan organisar uma marinha de guerra.
A esquadra prussiana, segundo o quadro offl-
cialmenlc adoptado pela commissao superior da
guerra e da mariuha, constar do dez fragatas
hlice de 46 4 52 pecas. S uma destasfragatas
esl em ronslrucco neste momento em Danlzick,
uma oulra vai ser posta no eslaleiro na segunda
quinzena de novembro, c quatro sern cncom-
mejidadas para a Franca c para a Inglaterra.
lisia mocara esquadra comprehender alm
disso quinze corvetas hlice o sessenta canho-
Inhciras vapor, das quaes dez serao empaveza-
I das conforme o systema francez. Quarentaca-
: nhoneiras devem estar terminadas no mez de
abril deste anuo.
Inlependenlemenle de seu empregoem caso
de guerra, ellas serSo appti:adas a vigilancia do
littor.il prussiano e substituirlo os anligos na-
vios guarda-costas.
j Entre as oulras construccoes que se seguiro
i depois, cila-se a de quatro "grandes transportes
j mixtos no genero dos que possue a Franca e
I que prestara tao uteis sor vicos. Porm o gabi-
nete de Berlim comprelienJeu que nao era srt o
1 material naval que o devia preoecupar, c que o
pessoal, ero semelhante materia, tinha uma im-
portancia gual, ou superior.
Por consequencia, tomou duas medidas desti-
nadas & produzii cxcellenles resaltados
Urna relativa i creacao de una escola fluc-
luante do marinheiros artilheiros, semelhante a
da mesma naturez i que a Franca estabeleceu em
Toulon a bordo da nao Su/fren, escola que tem
dado artilharia de nossos navios urna lao gran-
de superioridado ; a outra relativa mudanca
para Slralsund da escola naval que agora esl
em Berlim, e que destinada formar offlciaes
l ara a marinha do estado.
Slralsund um porto do Bltico em que os
mancebos poderlo aprender pralica ao mesmo
lempo que a theoria. Alm disto, a escola de
Danlzick, desuada inslrucco dos officiaes
marinheiros, receber um grande desenvolvi-
mi nto. Este estabelecimonto ser reorganisado
sobre o modelo das escolas de mestranca da
Franca, escolas lio uteis todos os respeilos.
EstasdifTerentvs medidas leem sido provocadas
('o almirante principe Adalberto da Prussia,
encarregado da direcclo dos negocios d.i mari-
nha de sen pai'Zi cujo patriotismo o mrito to-
dos na Prussia fazem jusli ;i.
A marinha iusleza actualmente compoe-se
le 516 na"ios ciTectivamente arma los, dos qaacs
250 so acham em commissao em varias parles
do globo. Neste numero nao se inclucm li ca-
nhonoirns a vapor, a raaior parle das qua s
sao da furca d,' 60 cavollos, cuja terca parle es-
t agora em commissao. Alm disso exislem
mais 122 brigues, cascos, etc., em pregados no
servido dos portes, e 47 pequeos guarda-costas.
Eis as esl que se acham aquelles na-
vios, inclusive as canlioneiras.
Algodo de Macelo = "8500 por arroba posto e
bordo.
Francisco lamede de AlmeiJa.
Secretario.
AI.FANDEGA.
Rendimento dodia la2i .232196jiil
dem do dia 25......27:.il(i>585
ai9 537026
MOVIMINTO DA AI.FANDE:
Volu mes entrados com fazeudas .
< c com gneros .
Volumes saludos com fazendas .
c < com gneros .
Dcscarrogam boje 2G de Janeiro.
Barca inglezaMirandaferro c carvao.
Barca ingleza-Crowndem.
Brigue dinamarquezCeros fazendas.
Brigue hamburguezEsperanceidem.
Barca inglezaFavoritaferro e carvao.
Brigue iuglezClement carvao.
Brigue francezFernandoo reslo.
OONSUI.ADi GKKAU.
A.
271
218
== 489
123
2D3
326
Rendimento do diala2. .
dem do dia 25 ... .
64:765*643 iro p
Para o 9." balalho de ii fnnlaria de linha,
Joao de Souza Marinhu 7 pares de charla-
leiras para a msica a 1350l).
Para as ditas companhias de pedestres desta
provincia.
Carneiro&IrmaoiO grvalas de sola de lustre
a 960 rs.
Cumiarles iOliveira8 Hvros com 200 folhas
de papel de hollanda paulado a SgOO.
Para o 5. balalho da guarda nacional.
Antonio Pereira de Oliveira Ramos1 bandei-
ra de damasco de seda com armas imperiaes por
98#. t porte com golao de ouro por 51S200, 1
bastea com esphera dourada por 13j*. 1 sacco de
oleado por2j, 1 dito do brini por 40 rs.
O conselhu avisa aos mesmos' vendedores que
devem recolher os objectos cima mencionados
no dia 27 do crrenle, pelas 10 horas da ma-
nilla, na secretaria doconselho.
Sala das sessoes do consolho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
| janciro de 1860.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, corone] vogal secretario interino.
INSI'KCCVO DO ARSESALDE MARINHA.
Tendode continuar no baiiro de Sanio Anto-
nio a con
provisoria
Recebe-se desde ja paaeagelros, frote de dinbei- de Juas excellentes cscravas, sendo um
ro e encommendas e engaja-se a carga que o
vapor poder coudu/.ir sendo os volumes despa-
chados com antecedencia at a vespera de sua
chegada : agencia ra do Trajiiclie n. 40.
Para Lis)oa
segu com toda a brevidade, pur ter a raaior par-
to da carga prompla, o patacho portuguez Mara
Ignez, capillo Antonio Jos da Rocha, recebe
carga a freto : auem no mesmo quizer carregar,
poder! entender-so com Basto & I.cmos, ra do
Trapiche n. 17.
pardo tlei-Joilo 18 armos rroprio para
pageui, e um.* negra de 20 annos oom
ilguuicS labilidades, eiiotnma e cose
con perfeicao, osqoaesserSo vendidas
sem reserva de piteo.
CO?JPAMILV PEll vAMICCA'A
2:201277
66 967,si 23
u. u ,.uiiiiiij, no nanro oe sanio Amo- t penencer na cscaduil
construccao do lauco do caes entre a ponte VQYAV'iP'iA PAClftP^ Q Vf?.,\A^'da manir a
loria eooutrolancofeilo do lado do iba- I Lid f t/2(lta0 UIMCI! II ItSilOl 301 gigos cor
ublico, convida o Sr. inspector aos que' tF .t 34 ditos com
f> referido agente ven lera por conla de quem
perlencer na escodinha d i iga Ss li) horas
DIVERSAS PROVINCIAS..
Rendimento dodia 1 a 2i. 4:107i?103
dem do dia 25...... 19337
4:3053710
DESPACHOS DE EXPORTADO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
25 DE JANEIRO DE 1860.
Ballimore Brigue americano J. C. Coals, W.
Forslor & C, 809 saceos assucar masoavado.
New-YorkBrigue inglez Crecan*, Whalely,
Forstert C 1,154 saceos assucar mascavado.
Porto Brigue porluguez cPromplidSo II. Bar-
roca &Medeiros, 110 saceos assucar branco c
7U ditos dito mascavado.
PortoBrigue portuguez Amalia I, Jos Anto-
nio da Cunta S Irmlos, 450 saceos assucar
branco c 75 ditos dito mascavado.
Exportado,
Philadelphia, barca americana Imperadora, \
do 460 toneladas, couduzio o seguinle 5,000 i
saceos cora 25,000 arrobas de assucar. j
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAF.S DE PERNAMBCO l
ftendimenlododia 1 a2i. 22:679,9769 i
dem do dia 25...... 365 86
queii un lomar a si essa obra a a presen la rom
nestasecretaria com as suas proposlas em cartas
lechadas no dia 13 do mez prximo, pelas 11 ho-
ras da maiib'ia, em que lera lugar o contrato :
sendo que as condignos coneernentes a feitura
da mesma obra, eo respectivo orcamenio esto
patentes nesta secretaria tara quem antes do con-
trato precise consulta-Ios.
Inspecc&o do arsenal de marinha de Peina ta-
buco, em 25 de Janeiro de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Crrelo,
Pela nspeccSo do correio desla provincia se
faz pnblico que no dia Io de fevereiro vindouro,
pelas 3 huras da larde, era ponto, fecliar-se-hao
as malas que tem de condu/.ir o vapor costeiro
l'eiiiiiuii'jj, com destino I Tamaudar e pro\ in-
da de Ma rei.
O vapor Persinunga, commandante Mannel i
Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de ;
sua escala no dia 1" de fevereiro futuro s 5 ho- '
ras da tarde, c recebe carga as o dia 30 do cor-
rente ao meio dia, arompanhad.i com os enmpe- i
lentes despachos e conhecimeutos, e os fretcs '
serao pagos na gerencia.
s com btalas,
ceblas.
L* i!e>.
l'KLO AGENTE
THEATUO
S. B. Pa
Recreara o.
23:045*155
-- ..=== I rrevine-sc aos socio; em geral, que no dia 28
CONSULADO PROVINCIAL. jdocorrentc lera lugar a recita da sociedade, t
Rendimento dodia 1 a 24. 70-801^305 '. que perdem mandar ver seos bilhetes no escrip-
ldemdo^dia25....... 1:57151,J torio do theilro nos dias 26, 27 o 28, das 10 da
---------------' manhaa as 6 da tarde. Recife, 2 de janciro de
72-.732.tfW 1860.O secretario, Joao liara de Uoraes Na-
xrr~t '-rwwr~
Movimeiito do porto.
~ r-: iiis.n;'i
20 do corren!e.
Xa porta do arma-
zem co Sr. Anees
AS 10 HORAS EM POMO.
O AGENTE
\ porta do armazem do Sr. Annes defronte da
i alfandega pelas 11 horas da manhaa o mencio-
agente vender por conla de. quera per-
lencer
Presuntos inglezes.
Genebra em frascos.
Caixas com queijos de Minas.
PELO AGENTE

*&&$ ^ te-fe y
Este-India e China
Cabo da Boa-Espe-
ranca............
Oeste da Cosi.i da
frica...........
Norte America c
Indias Occident.
Pacifico............
Sueste i!,i America.
Australia..........
Mediterrneo......
Esquadra do Canal.
Servico particular.
Estagoes nacionaes.
Fort i
35
9
19
17
12
9
6
il
II
15
156
S
306
339
110
91
1.960
713
252
344 10,231
*m r i-..!..
7.210
1,270.
3,036.
3,160.
1,490.
IJ80.
050.
16.603.
6,550.
4,902.
43,326.
Navios entrados no da 25.
Araratv15 dias, hiale brasileiro Exhalaco,
de 37 toneladas, capitlo Antonio Manuel Al-
fonso, cquipagem 5, carga cornos c mais g-
neros; a Grugel Irmaos.
libas de MaioSO dias. barca dinamarqueza Jan
Tecker, de 2J7 toneladas, capillo Peter Feu-
ren, cquipagem 10, carga sal ; a C. J. Aslley
\ C. Seguio para u Bio de Janciro com escala
pela Baha.
Baha12 dias, patacho inglez Express, de 192
toneladas, capillo II. Wsodcock, cquipagem
p ^os martimos.
Para o Porto.
ra
5,
carga fumo ; ao mesmo capitlo. \ eio re-
Tolal. 516 14,787 00,252. i
Le-so no United Service Gazete, que asi
mais activas medidas se hlo tomado'as colo-
nias da Australia para enhocar e-si parle do
imperio brilannico em oslado de oppor-se com
va nt age ni ao oaque de qualquer,grande poten-
cia civilisada que venha a esiar em guerra com
a Inglaterra. As fortinracoos de Sydney leem
silo augmentadas, e procede-se vigorosamente
ao olistamento e exercicio da forca local. Em
Victoria lambem o povo parece convencido da I
necessid ido de adoptar providencias que garan-
si.im seu (Imesronia pm, u .i sseiDDiun cocal'
votou grandes sommas para eslo fim.
Alm disso se leem elevado formidaveis fortes
e bateras em Port-Phillip, e na baha de Ilub-
son, c se hlo feito ezcessivos pedidos de. anus
e material de guerra.
A ristn dcstes armamentos por toda a parle,
pergunlaremos nos, que lerriveis arnnieciuien-
losno se esperara no verlo deste anuo?
Pareen q:^ inda a Europa tem oinslinclode
uma grande c mortfera guerra, nquesdella
espera a resoluclo dos complicados problemas
que a diplomacia tem em m&os.
Passag iros do hiato brasileiro Exhalaco,;
entrado do Aracaly :
Domingos Ribeiro de Oliveira e o menor J.
Fernandos Machado.
Hatadocro pi'bmco :
Mataram-se no dia 25 do crrenlo para o con-
Sumo desta riJade 81 rezes.
ft!0nT4L!DADE OO DI* 25.DO COUIr.NTC .
Tlierczo, prota, escrava, solteira, 40 anuos ; hy-
dropesia.
Joaquim Jos do Nasrimento, pre'.o, casado, 2S
annos; pulmonitcs aguda.
Miguel Francisco de Lima, viuvo, !7 anuos; con-
gestao cerebral.
Zacaras, puto, Dscraro, solleiro, 48 anuos; gas- j
tro intentes.
Josefa Caruielia da Silva, branca, solteira, 18 an-
nos : febre intermitente.
Hospital he caridade.Exislem 70 ho-
mens, 00 mulheres nacionaes, 1 homemeslran-
geiro, 1 hornera escravo, total 132.
Na totalidado dos doentes existem 37 aena-
|dos,sendo 30 mulheres c 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras
frescar e seguio para Bromen Haven.
Rio de Janeirobarca ingleza Obcron,
toneladas, capillo J. W. Synions, equipagi n
15, em lastro; a Saundors, Brothers&C. Veio
recebor ordens e seguio para Macci.
Bahia6 dias, brigue inglez Mtl ecent, de 220
toneladas, capillo P. Lenlhorn, cquipagem 13,
era lastro ; a Johnston Pater & C.
Navios sahido$ no mesmo dia
Baltimoro.Patacho americano Ilenry A. DiJiw,
capitn J.Warrin, carsa assucar.
Vai sabir por estes dias para a cidade do Porto
o brigue porluguez Promptidao II, forrado o
encavilhado de cobre, de primeira marcha e pri-
meira classe, por ter seu carregamenta quasi
completo ; para o resto e passageiros, para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se cora
Elias Jos dos Santos Andrade & C, ra da Ma-
dre de. Dos n* 32, ou com o capillo.
Para o Torio segu no dia 4 de fevereiro o
brigue porluguez Amalia I, por ter prompto
de )7'.) scu carregamento : quem nelie quizer ir de pas-
sagem, para oque olTerccebons commodos, di-
rija-se ao seu consignatario, na ra da Cadeia
do Recife n. 3 i, ou ao capillo na praca.
Viuva Ainoi im & Fillio tuzem letlao,
far loiliio na porta (lo anua- Por intermedio do ngente cima, de vi-
zeiii do Sr. Aunes defronteda ;iho lj!;': m.toboaqual.dade,em
, toles a voitdurdos compradores: auia-
alfaildCga, por COllia C riSCJ ta-fera 26 docorrente na
I de quem pertenCCr, dos gene-. rfre i<; Dos armazem n.
ros abaixo declarados, chega-1f^10;nde s"ae,, recolhl [o
dos iilliinaincnto na escuna
hamburgueza Esperanza os
quaes serao-vendidos prazo
onde
rulo vinl-o.
da Mi-
do Sr.
o refe-
alfandega
Porto c Lisboa.
Sahe com brevidade a barca porlugueza For-
mosa, capilla Joaquim Francisco Pinheiro, re-
ceje carga e passageiros, para oque lera magn-
ficos rommorius : quem quizer carregar ou ir de
passagera, Irate com o capillo na praca, ou com
os consignatarios Uanoel Ignacio de Oliveira i
lilli", no I. rgo doCorpo Santo.
ao sabir da
aindasc acham
300 gigos com batatas.
7 saceos comameadoas.
140 barricas com ceneja
brinha.
Co-
PELO AGENTE

madrtant0

e
'\> 4 M wSKiJ ^ ^ > &
Que faz Antonio '!' : rira At s & C.
por intermedio do agente cima, do
harmazem ra .'! i Cadeiido Recif:
Scjcta-feira i" docQrrentp..
NA
CSl)IC2j^!^ 63:qutata-feira2do can-ente
horas em ponto
Uma poiTl) di gigos J.
seboii 5.
!1
as
li-
li
de
COftlPANHIABRASILEIRA
I PAOllETES'A VAPOR.
O vapor I'.uun, commandante o capitao l-
ente Torrezno, espera-se dos porlos do norte
. em seguimenloaosdo sul at o dia 31 do cor-
rcnlo me/.
liecebe-se desde j passageiros, ficto de d-
nheiro e encommendas e engaja se a car-a que
o vapor poder condu/.ir, sendo os volumes des-
pachados rom antecedencia al a vespera de
sua i begada : agencia ra do Trapiche n. 10.
HKT0.
'idita^
kU
PERHAfBUCO.
HEVISTA DIARIA.
1 -o abono da rerdade, curapre-nos dizer
pie ncnhuina parte era sciencla iinhaodi.no
- la "." Diretla, de cujo cuixeiro tratamos
ii pou is dias como um mystiflcador dos inei-
" Me caliiam s b as un has
! islo ass .Tamos, porque, apenas foi dada a
' -.'"'- i' e le a veiiOcar a res-
a exaclidao, c como consequencia despedio
iro, que com laes arliraanjhas ia com-
I i mellendo-lhe o crdito e o bom nome, que
irarai reante deve serapre fazer po'r sus-
tentar.
Com tal arloprovou elle snrestranho aquellas
i is, para nao dizermos outra cousa.
-- J temos ouvido fallar a inuilos acerca da
nci i de garapito em differentes pontos dcs-
, q ie al i sao assigualados pur suas de-
linardes.
\-. [ oiluras municipaes vedam tal eommercio,
niniinam penas contra quem o excreer, pelo
principio nocivo c immoral quonellese d. Mas
no enlrelanto, adespeito de ludo, vai elle, assu-
lo as pmporcoes que j rm outro lempo le-
iconvem que se nao relaxe acti-
vjdadc d'.Mitr'ora na repressao de semelhante
, l izen lo-se cum que, desapparecam todos
garapdcs, que ho produzido effeilos bem
desatrosos nos escravos.
Ase.liuvas que anlo-honlem pela larde ca-
'. j: deisaram uma amostra mni sensivel
i era que h5o de licar as differentes mas
; pontos da cidade, que de presente acham-
Qcados ou e;n ruinas, quando chegar o
10.
servir fto de um incentivo para os repa-
, de que elles precisara, seren (coscom a
posslvol requerida brevidade ?
Vi :,.:-. o que d'ahi sahir.
Consta que na noitede 39 para 31 do pas-
ua povoae&n do Jnrema do termo de Cma-
ro, Fram-iseo da Rocha Cavalcanti, eslanJo den-
tro da propriaras,softVu um tr0 do qual ficou
eravemenle forido. Ignora-se quem toase o au-
lor dcslc erime.
I'oi preso no dia 7 do corrente, pelo dele-
gado de faruaru, o criminoso M.uioel Jos Fran-
, "ni! ha qnalru annos assassinou no lugar
Monto-Alegre, do termo de Pionc, o infeliz Mon-
te-Negro.
Na madrugada do dia 15 do corrento, o de-
.i do polica do termo da F.scada. poz em
Be ..o o lugar denominadoPemarcaco, em ter-
ilo engeiiho I.igen. e alli ciptnron os seguin-
imiiiiisos : Mauoel Soaies Cavalcanti. rri-
i:n luso por tentativa de morle ; Manuel Moreira
da Bocha, assassino de sua propria mulher: Juo
Aoselmo das Virgens, criuin oy: de morte uoter-
gi.io Pinto s 7
pelo r. I) irne
horas e 4') minuto-
as s 7 horas e 3-'
" 1111 i i, i-i
pelo cirur-
da manhaa.
da manhaa.
Correspondencias.
Srt. redactores.Fiquei bastante sentido de
ver no Diario tic 23 do corrente, em uma noticia
dada por Vv. !. a respeito dos negocios da gale-
rajngleztLAeerington a expresso mulheres da
mais baixa condigo, applicada mulheres dos
siddadosao servico da India, que formara, a niaior
parte dos seus passageiros. (*J
Confio Docavalleirismo do Vv. Ss. de retirar
uma expresso tao agravante, nao somonte por
ser ella nao merecida, como perqu as pessoas
"""gnadas b*.i mulheres, que se acham no maior!
estada de ufelieidade posavel. longo dos seus
proieetores naturaes, e muitas deltas eheias de
magnas por terem perdido seos Hlhi s.
Aproveito a occasiao pata Ihe demonstrar que
o navio segu para Calcula, o nao para Madras, e
que o Uado capitao, nao fui lao cruel que ai- I
rasso com as enancas vivas ao mar, c sim denota
de moras.
Tetiho a honra de sor de Vv. Ss. illustrissimos'
senhores redactores.
1 DSuIsdo lirilani'.., 2! de janciro de 1SG0.
A Augustas Cowpcr.
Cnsul.
De ordem do Mm. Sr. Inspector da The-
BOtirarta do Fasendadesla Provincia, se faz pu-
blico que a arrematagao da parte do sobrad; de
dous au lares na ra da Guia n. 29, penhora la
aos lierdeiros de Antonio Ferreira Duarie Vel-
loso, nao leve eT-.rito no dia annuncia.lo por falta
de licitantes, e por isso fica a mesma arrema-
lacao transferida para o (lia 28 do corrente mez.
Secretaria da Thesouraria de FazenJa de Per-
nimliuco 9 ila Janeiro Jo 18G0. O Oficia!
Bfaior interino.Luiz Francisco de S. Paio o Silva
Pela inspeccao da alfandega se faz publico
que no dio 27 do corrente mez, depois do melo-
da, se ho de arrematar aporta da mesma re-
particfto, sendo a arremata^o livre de direilos
ao arrematante, Tinte crocos de palha pozando
l8 libras no valor de mil ris cada uma libra
abandonadas aos direilos por Fructuoso Muniz
Gomes
AITan lega de Pcrnambuco, 2 i de janciro de
1860.O inspector,
Bonio Jos Fernandcs Barros.
Mg^t- rrcviwr i mi ni.....-mu ;> 11 _j imm
s.
AS 10 HORAS E}
DE

\e
A 27 do corrente.
Por ordem e conla do lilm. Sr. I>r. Oliveira
Macicl, que seguin de j'ui/ de direilo pora a co-
niosno c \ac\Yaivdv\,ma- u '."l!" 'i"'1- !",:"sI>iJ,: oincira ta-
0 *, r leilao da sin mobilia, censistindo em piano
SIOS, &Li\iSSLill\S pOTCela- Ing wUfalde Broa,lw<"> * randa completa para sala do visilas, com raar-
liaS C CaTVStaeS. '.Wala i moScs tt03 rcsPs' liv'S c,: ''!s mesa de meio,
, a ludo obra mui bem acabada, mobilia de salado
l\C lCl Clll OYa'-), mYOI- ,an,ar intlHSTo ptima mesa elstica para
11 soas, 12 cadeiras mod
es e easttuinVias ins\e- ^^^odas, suard
1 ~ estrellas, lavatorii
/.es, trens Ac casa, car-
ros, cabrolets, ca\a\\os,
ele, etc.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
eberxbe. pretende seguir al o lim da prsenle
semana, tem melado de seu earregaraento a bor-
do : para o resto que Ihe falta, trata-se com os
seus consignatarios Azcvcdo & Mondes, no seu
escriptorio ra da Cruz. n. 1.
Para a Babia.
A bem conhecida ese
lende seguir nesles q_.
guma carga miuda : trata-se com o seu consi"- : ca cm ?>'o, que effectuar na ponte de Uchoa,
natano Azevedo & Mendos, no seu escriptorio ra | ,llda.;l.r"'a mobilia de mognoe mais artigos qu<
da Cruz n. 1.
ernas de 'iiu'i n
a roupa, marqoezas largas e
ios rom louea compl \ do por-
celana, lanlernas, jarros, crystaes e outros raui-
jectos: assim como um harmnico i
gao moderno proprio para igreja ou acomp,
I ment de piano : sesla-feira t~. do corrente, s
! 10 lioras da manhaa, ra das Cruzes S mi i An-
1 ionio sobrado n. 28, lerceiro andar.
A\ rsos.
'Deposito de papel para
improssao.
icuna nacionil Carlota, pre-1 ntor5aado pelo Sr. C. J. Aslley, que se retirou Na typographia deste diario se acba
ualro dias, ainda recebe al-1 a^n5?,P'' ?j?T5^!'7rA "n?l."*Bia.Pu.b," estabelecido um deposito de papel de
Bciara o^
COMMIIBCSOi
PRAi;A 1)0 aF.ClFE^j DZ JANETRO l)E 1560
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotaces officiaes.
Descomo de letras10, 11, e 13 1(2 0/0 ao anno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro 1|2 Odlde
rebate.
Assucar mascavado-2|S50 a 2f630 por arroba. I
Assucar m..scavauo bruto bomSf8()0 por arroba '
(*J Quando opplicamos s passageiras da ga-
lera Accringt'tn a Czpressfio que o Sr. consol
incie/ nos pede que rdire nao procedemos levia-
namentn, o o publico desta capital j esta ha-
bito ido ver acircumsperc.au com que Ihe no-
ticiamos os diversos fictos que oqni occorrem.
Nos mesmns fomos teslemunhns occularcs do
procudimento que t vera tu algunas destas passa-
geiros cm Fura de Portas, na tarde de 21 do cor-
rente, prncedimenlo que nos guin a formular
aquello juizo sobre o carcter dolas. Sentimos,
portento, nao poder acqUiescer ao desejo, alias
mni lnuvavel, do Sr. cnsul inglez.
Rebitivair.cnle ao fado das eriaBeas atiradas
80 mar, foi-nos elle communicado por pessoa
fidedigna; e o proprio Sr. cnsul, dizendo que o
capitao nao foi to cruel, deixa perceber que este
swipio o ii alguma cousa.
O Redactores.
_ Existe na estribara de palacio da presiden-
cia un ca vallo rudodn, viudo com os da comitiva
imperial, ni viagem da victoria, c cujo dono ig-
nora-so quem seja : a pessoa que se julgar cora
direilo a elle, dirija-se a repartidlo das obras
publicas, a fallar con o abaixo as'sigiiodo, que l
avista dos signaos certos, far delle entrega.
Recife 80 de Janeiro de 180. Manocl Anto-
nio Rodrigues Samico.
Novo Banco do Pernambuco
O novo banco de Pcrnambuco reco-
llie as olas de sita emissao de l'-># e di
20ii, e pede aos possuidores das mesraas
o favor de as vircm trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa ate
as 2 da tarde.
Sub.i.-logacia da freguesia do Pojo 19 de!
Janeiro do 18GO.
Acha-so depositado um cavallo alazao, que
fora tmalo aAnlonio Sevorino, no lugar de i
Arraial como furia !o, a pessoa a quem o rresmo
perlencer comprela nesta Sub lelegacia justifi-
cando Ihe ser entregue. O Subdelegad
Jos GoBcatves da l'orciuncula.
Pela mesa do consulado provincial so*fi
publico que os trinla dias uteis para o pagamen-
to a bocea do cofre dos imposlos de 4 por ceir,
sobre diversos cslabelecimenlos de 40f sobre ca-
sas de modas, de perfumaras c de vender poi-
vora, e do 20$ sobre rasas de jogo de buhar re
lalivos ao auno financeiro de 1859 a 1860 se prin-
cipiara a contar do dia 16 do janeito corrente
(Indo os quaes (lram incursos na multa de tros
por cont os que pagarem depois desse prazo.
Mesa do consulado provincial de rorrinmbiiec
11 de Janeiro de 186.Antonio Carneiro Macha-
do Rios, administrador.
Conselho administrativo.
O conselhu administrativo para furnecimeuto
do arsenal de guerra, cm ruroprimento ao artigo
22 do regula ment de li de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas a; proposlas des'
senhores abaixo declarados.
Para o Rio do Janeiro.
O brigue escuna loven Arthur, segu uestes
dias, anda podo reeeber alguma carga miuda o
escravos a freto : trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Ucudes, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Aracaly,
o hiale Sergipano, sahe ni presente semana com
a carga que livor : para o reslo c passageiros,
dirijam-se a ma do Y gario n. 5.
din
renles frmalos, juna mpressao,
se venan por pre^o commodo: is-
serviro de ornamento a residencia do dito se- (jtt'
nhor, constando de urna riea mob'lia de mogno L;m r
moderna com podra marmore, piano Inglez de C0.m0 S" Pr-Prie.tarjO contrata o
Sobo com muita brevidade para o Cear o hia-
to .Surta Rita, j lera parle da carga pr.mpta:
para o resto Irala-se na ra da Madre de Dos
numero 2.
4:' A
<*^i-itfgs:vfet.'>wa
REALCdirANRIA
DE
,;: j Paquetes inglezes a vapor.
At o fim do mes espera-sc da Europa um
dos vapore- desla companhia, o qual depois da
demora docostume seguir para o Rio de Janei-
ro ; locando na Bahia, para passagens ele, tra-
ta-so com os agentes Adamson, Howic & C.rua
do Trapiche Novo U. -52.
piano
mogno, armarios, guarda livros. divana e poltro-
na-, ibas camas de Jacaranda e ferro, excellen-
tes toileis, guardas roupds,lavatorios com pedra,
mesa ela'rtica, guarda loucas e aparadores para
sala de jantr, cadeiras avulsas. mesas paraje- n cr. 0C(-.r,,J0iMn un 1- nnl-ir
gos, riquissimos aparclhoa de fina porcelana na- .^'-H t-SLl xpil IU I1U dlHlill
ra almoco c janlar, inissimos ihry>toes, cande-
labros, serpentinas, espedios, cabriolis, caval-
losetc., etc., c oulros mnilos arligos que estaro
a vista tos compradores na
Ponte de Uchoa
passando a casa do Sr Cib.-on. o segundo sitio.
M M
O agente Pestaa continua n estar antorisado
pela commissao liquidalara da exliiicla socieda-
de de arao e lecidos de algodo para vender o
restante do terreno do sitio i1a mesma sociedade.
Os pretendemos podem dirigir ao armazem da j
ra do Vigario n. II, a qualquer hora do dia a
enlcnder-se com o diro agente^^
B"""a
[brneciwenso regular doqtte se precisar
mensalmcnte.
O bacharel Witr i vi o t em
do sobrado n. 23 da rua Nova,
cuja entrada pela Camboa do
Carino.
Ojuizmunicipalsupplen-
ie em exercicio da 2.a vara,
transfiri sua residencia para
a rua Nova, primeiro andar do
sobrado da esquina n. 23, on-
de tem fabrica de chapeos de
sol o Sr. Manuel.
IL
- --.-
C0MI1IAdB?,ASLIE1hA
O vapor Oyapock, commandante F. Ferreira
Rorges, espera-se dos portos do sul cm segui-
' mente sos do norte ano dia29 d? corrente.
O agente Hyppolito tara' Ieilo lioje
20 do corrente de todos os pannos 'pie
Sr. thesoureiro manda lazt-r pu-
se acliain depositado? no trapiche da i blico que se acham a venda lodo' os di-.s
Angelo, oscj'.iaes seio rendidos tal qual das 9 Loras da manhaa as T> da tarde,
seacliarem e ao correr do mareWo : 'no pavimento terreo da casa da ruada
as 11 lnras em ponto no referido Ua-j Aurora n.26 enascajas coinmissionadas
piche-
Quarla-feira 26 do corrente ao
meio dia em ponto.
O agentj Gamargo depois do leilao
do vinho no armazem do Sr. Uchoa,
rua da Mudrc de Peos n. 5, fara' Icilo'Cruz.
pero mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. IV e 1G, o
bilhetes e meiot da segunda parte da
quart lotera do Gymnaito rernam-
bucano, cujas rodas d^verao andar im-
[preterivelmente no dia 4 do prximo
'uturo mez de fevereiro.
Thesouraria das (oleras i de ja-
nciro de 1360.O escrivSo, J M.da


L-.
!Afi_bg PKRNAMBVjCQ. ODNfA FfeirU 26 fefe JaSHM> b* \860.
east

GRANDE EXPSITO
m
mmmmiMBM
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o aluianak da provincia para
o correneanno de
Pilulas
Vegeto-depuralivas
o qual se vende a 800
dalndepenc
.. G e 8 contendo alm
"te nA %>&
Peritos ofllciae3 de caraplna : na rua do Im-
perador n. 20, livraria, so dir quem os oluga
por commodo preeo.
Capella da Scnhora da Ciniccko da es-
trada de Jo de. Narros.
A sociedade dos derolos resolveu celebrar a
fosla de sua excelsa padrocira, de accordo cora
o seguime
di:
<-.vv
v \ v-
imguei jse m mmi
1N. 11-Ra do Queimado--N. 11
PROGRAMMA.
Blast-jf.uj.vs, sendo nicamente compostas As 7 Loras da noite de 27 do correle ser a
nraon d/l In " V ^lut-l,e"u^l-ia ll> I a da provine-,, de s. pau|0, j forao analysadas! ElUB*- j" actual para a .pella, sendo acom-
pelo Sr. lienne Lagarde no Coneio Paulis- ; Panl,ada1d msica marcial, at ser arvorada em
,_ i .. % ii- i a competente bastea.
tnno onda sa nram algmim publicicoes a res- Na vespera fi noile (28) haver I;1,,anha 3olem.
peno das virtudes e eflicacta dcsle maravilhoso, ne com msica de orchostra e militar.
me Tica ment, e lioje se acho assaz conhecidas A fes,a comeear as 10 horas da manha, t-
pelas innmeras curas que com ellas se ter.i ^St^V^^Si a m,,sica ?"} sendo
..l.tlu ,.j, ,- .-, : Pagador ao l-.vangclho o reverendo padre Lou- 3ue aeJse ler luSar domingo 29 de Janeiro s<>
oblido, tornndose u.n remedio sempro un e renco de Albuquwque Leyla, n qual noile ,ora? da manhaa, aOm de tratar-se sobre a le-i-
do
HJIkalendario ecclesiasco e
civil:
Noticia dos priucipaes esta-
dos da Europa e America com
3 O proprietaiio dcste oslabclc-ciineiilo leudo resolvido tiquidaralguna dos ob:ec- iff\
r.->,^ tos existentes em su.i cosa de modas e armasen! da fazondas.vender os ditos ohjcclos =s\
<~'v C0!a V'"le "" ,ril,,a '"'r cfllto de "baHinentO do que ate hoje se lem vendido visto que Se3
-^ para isso se acha sufficieotemente habilitado em raza* do receber por sua coma das /''-' ,
m inncipaes fabricas de Franja, Inglaterra e Allomanha : ioias, fazendas de seda, l, li- gS*? IKU'OClliaCS.
V -Bho e algndao. y) I l _
Lmpregados civis, miiita-
% o nomo, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostas gc-
raes, proviuciaes, taunfieipaesde'?a*.e*tten*srpropria conservado, e OliciaCS presando un medicamento que, mesino em esta-
T 1 15 1 1 id0d(J SaU''
tabella dos emolumentos e Ra do Codorniz n. 8.
^s^asrtaa. isa
55ST"'s 'os" 'uce",';iS
Vende-sc urna mobili
leito
de
los
espelhos grandes e mais objecios essario-
ri'os'n.3? '' Pafa V" C ,raUr' Da fUa '^""*%-
Peonas de tolla.
Vendom-so '32 libras de peni.as de rol& m
ra do Queimado, leja n. 11. Ra
O secretario da irmandade de Nos;,-, Senlin
ra do Livramenlo. por ordem da mesa nadara
convida aos irmaos da'mesma, para comparece'-
rem no consistorio urna rcuniao de mesa eeral
Boite
v.\--?
LDEREQOS completos, e ineios de brillan-
tes e outras peers preciosas.
lili ICEL&TESe alflnetcs com pedios dif-
ferenles.
ROSKTAS de oiiro e coro', gosl noderno.
TRANC.EI.INS, correntes e cadeias espe-
cialidade em gusto.
ANEIS de euro cora brithtmtes finos, para
bomeus p senlioras.
HITOS do dito com ineeripc,>s amorosas
e espado para calctlo e retrato.
BOTUES de euro com podras e sem ellas
para panhos do comisas.
DITOS para peitos de camisas.
ADESEQOS finos, proprios para lulo, de
gosio moderno.
Toileltepourles
dames.
i.'.- blond c selim bran-
-v>' I ORTl'.Sde vestido
r*'/'4 co bordado especiaiidade
IH10-; duaa saias,
DITOS de diio de phanlhasia e
m
iodos os devotos associados devero com-
parecer aos diversos aetos da testa, para sen
maior espleod->r e brithanlismo. Recite 1\ de
Ule, concorre para a Loa nulncaoda Janeiro de 1880.-O secretario,
e que sempro um preventivo da J. .Y. da Fonstca Capibaribt.
[qualquor molestia ?... K'inconteslavel que gran-! Manel Francisco da silva Ribeiro, subdito
TollellepOlirleS^ res, ecclesiasUcos,atterarios
hnmniAG "^ de toda a provincia.
lUllllii^d. pj Associacoes commerciaes,
m^l^!tJSSSu fino i,n" :l agrcolas, industriaos, littera-
PALETOTS do panno c casemira prelos e ^g | l'iaS C particulares.
de cores mesclados, r-p^? 1-1 *. i. i
s ejaquettes angiaise de ca- %, lisiaoclcciinentosfabris, in-
dustriacs e commerciaes de
de Par,e dos solTrimentos humanos lem por or- ^"K'sa^de6 ITr^l^Tll'^
gem a impuresa do sangue. de idade, pan caizeiro do .oposito, e que d
Assim, julgamos fazer un granle servirlo u dor d nos
(ia-
_.nlo
liumanidadeaconselliando o uso deslas pilulas, i numcr d2- ...-.
. t_j!__________ ,rr ... Simn Levy, subdil-> francez, retira-ae pa-
ra o Rio de Janeiro a tratar de seus negocios.
semira mesclados.
GOLLETES de velludo, gorguro e case-
uiii.i pnios e de cores.
CHAPEOS de seda o castor broncos e pre-
tos com pello oh sem pello.
DITOS de feitro a Garibnldi c cluimpctre. rA
CAMISAS ngTczaa e francaua as melhores %? UllOS, etC, etc.
(ue lem viudo esta praca. ?-'f '
GRAVATAS. prelas e de cores Pinaud, :;"/-'-
e indicaremos os difiranles modos por que so
devem ellas usar, segundo o estado das pessoas
Deposito geral.
Ra do Porto n. 119, peno da carioca Rio
de Janeiro.
Agradcci menta,
Inflamacilo do jja'.Io
l'.u abaixo assftnado attcslo
Cemiterio publico.
Precisa-se de umjardineiro perito em sua ar-
te ; a procurar o respectivo administrador.
Os abaixo assignados (azem sciente ao pu-
blico e com especiaiidade ao corpo de commer-
Domingos Jos Ribeiro Guimttres,
reeT<.i?tfL'aiXMassigna,lSlPara ""unwlWade do
respelavel publico, procuraram e conaemiiram
vtneCCri Cmr d'Versos P,,los dcsla 3SSo
vendagera dos forros econmicos do Dlese Draki
CesS0^ EfTl por '>"e 'em Tondilo no
/ li'"10"10 da r,,a da Imperatrizn. 1.0,
a de ferro.fole e descaneo. Esta marvilha d'ar-
te americana e um daquelles inventos degrande
ulilidade para a industria, pois no s eenomi!
saocarvaoe lempo, mas abeonsegue em deter-
minado espaco de lempo engommar o triplo do
que se obten, com um ferro'-ommum : coi Gtt
"tcarvao ^nma-sa um dia inlciro. ne-
rssra-ves; n"^r **&* ;
que se pretenda, para o qe lem um reslro
todas as qualidades como lo-
W jas, Vendas, aCOUgueS, enge- ro!l* senhora de nOamaco
j mago por muilo lempo, e se
Serve elle de guia ao com-
mn'da Ham' 88 '"Crciailto, agricultor, mari- PP^o ^"chapas medicinaes
r" de m limo eemfifpara f-'~- -' Ru58r<, Kuk' com eS4Sriplorio na ru
elasses da sociedade.
Jos Soarcs de AzevedoJ
M Amonio ^^J^-JC'^tT ThomaFer".
n Joaquira Airea de Moraes retira-se para o dem dos Srs. Fon'seca & Martins6-
limamenteselheaddicionou ao seu iraiamento Janeiro de I860.-Jo< AUes L
ailopailiico (com permissao do medico assistenle)! Soara de Azeredo.
do
e Co
lilanchickeuse el Pareceuse.
SERffgoSeee bmn de nam- ^[imo'rem'nnf parradas1 as ^ a
BOTINASpara bomem, de casemira e pe- ^1.,.".. ^"ua [.ata luaab cth n. 119, o a doente se resUeleceu inteiramente, | velmente a sociedade
.ica gaspeados a verniz. ^^
LVAS do pellica para hornero e scnhora,
brancas, palhi, de coi es c pretas, de ~?/?'
Jourin. gfP
DIKOCULOS de superior qualidade c ricos Wfi&
Costos proprios para ihealros. $& tUlVl
, lamento allopailiicoa que se submette, e val n-
prolessor delingua e hilera- ramio proficuo resultado.
UTOS de ditos de phanlhasia e tarlatana rn _^ I g ^^ i Wf$ \ i i -i i i*
bordados, Achiles o duas saias. lOCllC 1)0111' GS^'"CSla Cluade lem aborto 0111
^&S&*gSS*"* frocoH /.nf-r-lc ^* suacasa,pracadeD.Podrol,n.
Mr0S do (ouquim bordados do differentes 5_/lildi I5. fe ol ,SCgUIl(lo aildar,Um CUTSO de
DI
''' u vt c'0, "T' ,, ,, VESTUARIOS para baptisados, bordados a
' -\s? a> ^s de lo e blon brancas e pret poolo real, inglez e pomo da Italia.
?.S3 MANTELETAS, copos c sabidas do baile '
. \\| pi .-las o de cores.
COI.A1UN1IOS para scnhora brdalos a
croi hi't, ponto real e ponto inglez.
CA.MISINHAS bordados e enfeitadas com I
reios de Guipr e Valenciana. i
5PARTILH0S i PARECEUSE para se-' CAMISAS francozas para meninos de -l
miora.
E umitas outras cousas qu
por falla de
!" no re.it, inglez e poni da Italia. b3?i? ; i?
Al'EUNAS de superior qualidide en- ^? l'UANCKZA. AS pCSSOaS qiie de-
xKrs?AeMifciudoapara meninos c$-, sejarem ostudar una ououtra
VE$pSS^^XZi'Sem estasdisciplinas, podem di-
MEIAS de sedo brancas de peso etpeciali- ^ IMgir-SC a indicada residencia
-^ de manhaa ate as 9 horas, e
|i|:de larde a qualquer hora.
Precisa-se
que linham no seu estabe-
az uso das chapas do mesmo autor para o liga lo lecimento de fazendas na na do Queimado n.
ou estomago, sempro como coadyuvante do ira- I .- i- d9 correte, flcando a car^-1 do socio
1 Santos o aclno e passivo, ronlinuaudo o estobe-
lecimento com o mesmo gyro na razo de Joa-
quim Francisco dos Sanios." Rccife25 de Janeiro
nacional IIO Gvmiiasio Oquerefiro verdade, oo uro. de 1860.IlenriquedeOliveira Soares, Joaquim
Collegio nacional em S. Christovao, Rio de Fran
Janeiro Joaquim Sabino Piulo Ribeiro
Reconliecida verdadeiraa assignatura supra pe-
lo labeliao Loiz Rodrigues Pires da Cosa.
Vendc-se urna cabra (bicho) muito boa
IIILOSOPHI.l,COUtrodcLl.\GOA "ladeiro, o com abundadeia do leite, com urna
cria: na ra da Praia do Pocinho n. 13,
iftcisco aos oanios.
I^VP**"* ARADAS Lf:S
.5.idem.do Sr. Jos Eleuleri do
na do Crespo
10 anuos.
espajo n."io se annunciam.
na ra do
11, fazem
Os abaixo assignados, eslabeleci
Cabuya com lojas de ourires ns. 0 e .
publico que leem recebido de novo os mais bel-
los sottmenlos de obras dcoiiro. e venden) por
piceos mais em couta que possirel, e passam
. comas com recibos garanlindo a quadade do
ouro, pelo qual ficam respons.ncis : recebem en-
j cominendas, e concertara qualquer obra de ouro
, com asseio e promptidao.
Seraphim li Irnuo.
= Aluga-sc um niolatinho escravo para cria-
- O Sr. Antonio Jos dos Rcis noo se pode ,11,";'no Pa carrogar laboleta de ouro pe-
chamar senhorda melado do moio biihele n. 4083 -3 rua- (Ju?m 1"'zor dlrija-se ra do t -
da VJ lotera de S. Pedro de Alcntara, primeiro i no "*- de""> da rua do Arogo.
por ter assignado contra vontade do dono do bi- T rrecisa-se de urna ama forra ou captiva, pa-
Iheie;aeguudu pur nio ter oi'.icll.i roacbido di-' 'a ,avAreeiigOBwr : na ru Augusta n. ,
I
<4 *a|
r

alujar um preto para bater lorvete,
- | pa^ndo se 30$ m*nsaes e comida : na
i na da Cadcia do Kecie n. 15, loja.
r
cfucll"
De cadeiraria o fandicao
salido
Et MO
nlieiio atxum para Iba transmitir direilo de pro
puedade e como a lisia de tal lotera inda nao
riesse c se nao possa dizer que ha dolo, faz-se a
presente dcclaracao.
o do metaos, na rua do Brum, pas-LT.loga"scasPe3SOas iue ieTem amad..
i-l fmxlion ilf. form : Cadeade Santo Antonio n. 15, tenham a bon-
) el lUlitlIOc.O IIO ICIIO. dndedevir pogor o que devem ao menos os juros
Ueste eslabeleci ment acha-se sempro promplo um grande soilimcnto de alambiques de Giuseppe Seogo
resillar espiritos al -40 de Vibonali, subditos Nao
il re de tolos os lamanhns simples c continuos, e machinas de destilar e
eraos, carapucas c columnas de cob
brico de assucar, serpentinas
nho, bombas de lodas as qualidades, sinctas e lodosos bronzes necessa
de cobre de lodas as dimenses, lodos os cobres necessarios para o fa- para a Paran i
de cubre e cslauho, laclips para refinac5o, lachas movis para enge- i Ro"a-sc
ji
son pena de serem chamadas de outro modo.
o e Antonio (lToni
poltanos, retiram se
iba.
I .iloi.u.-i i-mmaiu, ouLj;i. i,>.r.n|,.i, r<*itm- I
-e pora Mncci.
Aluga-sc o sobrado n. 11 11 de dous anda-
res i; solo, sito na rua do Imperador : o tratar
no, Mondego era cosa do fallecido commendador
l l.uu Gomes Forreira.
o abaixo assignado respondeudo a infantil
1 pergenia do seu cx-caixeiro Italduino de Quei-
I roz Honteiro Regadas, publicada hontem neste
i jornal, teru a duer o seguate : 1., que o nao
i estar habilitado para receber quantia alguma per-
; lenceiilc a minlia loja c emanado do tocio de
45
Grande soriimento.
-Sisa DinilrIS
9.;000 i
8|000
SoOOO i
(i.SOOO
Os estragadores de calcado encontra-
ro neste e*t%belecmeato, obra supe-
i ior pelos presos :i!jai.\o :
Hoinem.
Borzegains aristocrticos. .
i) tos (lurtre c bezerro).....
BorzeguiuS arranca tOCOS. .
Ditos econmicos.......
Sagates de bater i-liv .
Senhora.
Itjrzcjjuius primetra classe (sal-
to ile quebrar) ......
Ditos todos de merino contra
calos salto dengoso).....
i' >rzegnins para meninas (f'or-
tissiinos]..........
E um perfeitosortiment de tolo cal-
iado edacjuillo que serve para fabrca-
lo, como tula, couros, marrojuins, cou-
ro de lustre, lio, utas, sedas etc.
ASSOCIACAO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipace
dos Captivos.
leudo lindado as ferias que lomara o conselho
administrativo da sociedade, o Sr. presidente
monda convidar os membros do referido conse-
lho pora se reumrera domingo ^20] s horas da
lard, ni sala de suas sessoes, no palacete da rua
da Praia ; o espera que comparecam lodos com
o zelo que lhes habitual.
Sola das sessoes da Associaco de Soccorros
Mu.ios e Lenta Emaneipaeao dos Captivos 20 de
Janeiro de lbGO.
Lu Cynaco da Silva.
1. secretario
gumas ve/.es persun-
uma escravade nomo Domingas o una casa ter-
rea nos Borros Baixos n. 10.
Precisa-se de una ama que saiba cosinhar
e engommar, para casa de um homcm solleiro : ,
na proea da Boa-Visla n. 10 '"-J0 Uell;
Pt\\\nrln .1,. "VT O 1 t /' Mauoel Gcnveo de Souza mudou seu es-
LOIle^lO IIO N. 5. UO lom LOSI- criploriodo commissocs de assucar da rua estrel-
la do Rosario para a rua do Apollo n. 20, pri-
meiro andar, ooude pode ser procurado, dos 8
numero 19 '""'l Jainanhaa && S da larde do todos os dias
Lm estrangeiro precisa alugar para o fin '
do mez ue marco um sitio nos arrabaldes dosta
eidade, que tettha commodos sufficientes para
pouca familia : para entender-s na rua da Ca-
dcia do Rccife n. 37.
selho, rua do Hospicio
P1LULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK.
O UELHOR REMEDIO CONDECIDO
ContraconslipacoeS, ictericia, affeccot do figado,
llemorrhoidas, diarrliea.doencas da
pelle, '
PROVENIENTES IIO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
7o,000 coixasdeste remedio consommeni-se an
nualmenlc 1 !
Itcmetlio la Kr.'.i'eza,
Approvado pela faculdado de medicina, e re-
'. commendado como o mais valioso catrtico ve-
[ getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao conlcm ellas ncnlium
veneno mercurial era algum outro minera/ ;
estao bem acondicionados em caixas defolhapa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e cffcazc
em sua operaeao, c um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e vclhice.
I.eo-se o folhetoque acompanha cada caixa.pelo
qualac licarS conhecendo as mullas curas milagro-
sas que'icm elTectuado. I). T. Lanman ei Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os uni-
ii-lhe se eslave salisfeito em minha loja, diss'e-i cos fabricantes e proprietarios.
me sempre que eslava, o que noo poder negar. Aeham-Se venda em todas as boticas dasprin-
Recife 25 de Janeiro de lbGO.Francisco i. do l cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
r Bahia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
Pcrnambuco, noarmazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Curso de preparatorios.
0 bacharel A. R. do Toares Bandira, profes-
sor de geographia e historia amiga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos scguinles
preparalarios : r helor ica, philosophia, geogra-
phia, linguas franceza e ingleza ; na casa de sua
residencia, rua lama do Rosario n. 28. scguudo
rLL i ,d''m d, Sr- Vcvo losi a Costa
Caslello Branco ; rua do Lirramcnto n. 36, idem
f ruz n tSf.^nl i"' d?do: rua da'santa
Cruz n J dem do Sr. Luiz Morcira da Silva ; e
na ruadalmocralnz. dem dos abaixo assignados
- It,fiyn]""io Qarlos Leile & Irmo.
-Antonio Jos dosReis.em rcsposla ao annun-
c.o em que se noga o direilo meiacSo don,. ,
led.o de Alcntara, lem simplesme.iie a dizer
que ludo quantu diz aquello annuncio fa so
pois que Ihe perier.ee melado no dito meio Mlh*
o'em,l'8V"'ovni so or prccis' com documen-
tla seu poder, passado por aquello annun-
0 abaixo assignado, com loja de tarlara-
gue.ro na rua das Trincheixas n. 8, avisa s pes-
cof, J.". m co"c"rl1," "e obras de tartaruga na
sen eslabclecimento desde o anno de 1856 a l&otf.
en ham a boudade de vir busca-las no piazo de
ladias, acontar desta dala, do contrario serio
\enaias para seu pagamento.
Jos Joaquim da Cunha Guiarn.
.,rrfJ '""d01"3 arrumacao, para qualquer
asa de mo.hados, um rapaz que dconhecimen-
lo da sua conducta, do que lem bastante pratica
ao Sr. Christovao de Santiago do '"U'r despedido ; 2.". que faltou a verdad
e como
or de j o a maior de 500c.
n. 30, se dir quem d.
O antigoestabelecimen-
to de fabrica e loja de chapeos ^i nia ,arga d Uuba,i0 "2*-
Altenco.
a'000 nos' sl'ndo as estradas dos Ailictos,
j Manguioho, IVirnameirim, Joao de ilari
Alugam-se duas negras, urna para lodo o nCSta Cldailo lia pi'ar.l
| servico, e outra nicamente para o sorvico in- i. i an
lerno de casa de urna familia honesto : a tratar uOpCUUOIlOia I1S. 24 l JO, do-
* ... o t sequo de saldaren) seus dbitos na rua do Col-
l[UC O pi'OpriOtariO O br. JOa-|legO venia n. 25 ou na rua do QaeimaJo loja
da Til-; Roga-se aos Srs. deveJores do estabcle-
cimenlo do fallecido Jos da Silva Tinto, o ob-
: -ia rua do l.ivramcuto n. 30.
ijucm livor um sitio para alugar por tres an-
Arraial, Joseph Lehmann e Nalhan Danhaisser re-1, \0 ( i:,,:.., u., .,,,0011 n. 10
rros. Ro- liram-se desta praca. [UIIU Ut U1I V Ol a iUdltl, aUSCll- "-j,^-"'
sarinho e Torre,di rija-se rua da Cadeia do Re- Ter lugar a" festa de X. S. da Conceicao l(* f,ntll illlia un memtin liirmar
cife n. 43, loja de Leite & Irmao.que nao se olha dos Lasaros o dia 5 de fevereiro rindouro, sen- '
..,mn.a pi^QO o aluguel, sendo o sitio grande e se
O) OOO agradar.
'>
000
Rap.
Na ma larga do Rosario, passando a botica do
Sr. Rartholomeu, asegunda loja de miudezas n.
O, ha para vender rap princeza Rocha, muilo
fresco, dito de Lisboa para oilaras, dito grosso,
dito lino, dito meio grosso, dito nierao, dito
lolo francez.
anas.
Latas com br.nha franceza a CO rs., frascos de
estrados muilo linos a 500, 610 o ljj, agua de
colonia, frasco grande, fina a 610 e \s, lieos fras-
cos com banha de todas as qualidades a 5'JO, G40
e l, e outros muitos objeclos que se vendem
mais baratos do que em outra qualquer parle, a
dinheiro avista : na rua do Crespo 11. 5, loja de
tres portas.
AULA DE MENINAS.
No dia oO de Janeiro* do correnle anuo se acha-
ra aborta na rua Direila n. 54, a aula de ensino
primario pcrtenccnlea Clara Francisca da Sil-
va Coutinho, que oulr'ora se achava 110 pateo
da Ribeiro de Santo Antonio. No mesmo dia se
apresentar um regulameuto interno da mesma
aula.
Alejandrina Hara Thcodora do Livramento
protesta contra tona e qualquer transaccao feita
por seu marido Pedro Augusto Pradincs sem o
sen consentimento, relativo a um terreno sito na
rua da Alracco.com 60 palmos de frente o 560 de
fundo, confinando a leste com terrenos anda nao
vendido?, e a oeste com os fundos dos terrenos
da rua projectoda a anterior rua traressa do ce-
1 Cactano Piulo de Veras, juiz de paz. do 1.
55O0{dislricto do freguezia do S. S. de Sonto Antonio
I desta eidade, faz sciente a quem interessar, que
lem transferido de fazer as audiencias do mesmo
juizo ao meio dia, como baria anuunciado por
esto Diario n 11 a 16, para as 4 Ir horas d
tarde dos dias tercos e sexlas-feiras, na casa pu-
blica dos audiencias.
= O Sr. Guerreiro, guarda-livros, quena ter
a bondade de satisfazer o que deve na rua da
Praia n. 10. equondo nao, se explicar melhor.
O Sr. Filippe Benicio de Albu-
querque Cavalcanti, queira chegar ao
pateo do Trro n. 40, a negocio que
nao ignora.
$%$&d$s-d$ $-$#$#$$$
.'$ Precisa-se de urna engominadeira forra &
<$ ou cscrava, que engomme com perfeico, @
poga-se generosamente : na rua da Cruz
S n. 27, segundo andar.
O Sr. Joaquim (Jal lino Alves da
Silva,tora urna carta na rua estreita do
Rosario n. 30.
Na rua lartta do Rosario n. 38,
segundo andar, existem para se vender
dous escravos pecas de 18 a 20 annos,
proprios para pagem ou boleeiro.
r= Aluga-se por lempo somente de 4 mezes a
espacosa loja do Passeio confronte ao antgo caes
do Collegio, c a que Oca em relac,o loja da
rua do Imperador n. 17 : a pessoa que a preten-
der, entenda-se nesla mesma lo, para tratar do
ajuste.
Precisa-se de urna ama quo tenha bom lei-
le para criar um menino do 4 mezes: quera es-
tiver ncslas circunstancias, dirija-se alraz da
fundcao do Santo Amaro, sitio que foide Manoci
Fructuoso da Silva.
= Ausentou-se de casa de seu senhor o escra-
vo do norae Frederico, pardo, idade 20 an-
nos, magro, pernas muilo finas, o pes muito
grandes : quem o apprehendere levar casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira, no
Mondego, ser generosamente recompensado.
Precisa-se de urna ama que saiba coznhar
muerto, em cojo lerreno tein direilo mais urna I para casa de pouca familia : na rua da Cruz do
hcrdeira. 'Rccife|n. 31.
do a bandeira no da 26 do correnle." OCaSa, SO) il gerCllCKl lio SOU
Existe na rua Nova, loja de Jos Luiz Pe- SOhl'illllO ^Fannol do Olivoii-i
ira, um objecto de valor que um crieullnfao U/"U">JUUOei (10 UIHClia
deixou do penhor por chales que levou para | .UUia J U11IOI", pOI' tOT do COIU-
araostra, estes chales voltaram, e o portador por 1 -1
esquecimento deixou o penhor, ha 3 ou 4 dias. i lllUin lCCOI'dO SCSSildO HOSta
Madame A"
paquete inglez.
i
v- .<^00 <-!.,> 7>^ '..'->
- V xz> v.- .> \> <-> i xy 17- t_*iV
0OS de graficacao.
n
Dvsappareceu na noile de 17 do correnle
s 11 para as 12 horas, do hotel inglez,
um cavallo castanho com cauda e clinas
largas, leudo um denlo quebrado c 110
1- data a gerencia do Sr. Mauoel 1 EraS^^'SSiTWaSS
1 t? r 1* t i @ cima.
- Perdeu-se na noite de 23 do correnle, da I'ailClSCO MOI'Oira Maia. IlO-
rua Direila em direcro a Uavessa de S. Pedro, I 0{fc i L .1. anaii*n pateo do mesmo, rua de Dorias em seguimento I ^VVKj x tlc' J"1 IOUU.-----
80 paleo do Carino al a rua do Cano, urna pul- p0r prOCUfaCaO de Joaiiuilll de
sena de cabello com a forma de urna cabra, ion- -... l. 1
do a cabeca e a cauda de ouro. e lavrada : quem
a liver adiado leve-a a rua Direila, na casa 11.
7i, que ser recompensado.
Prccsa-so de urna pessoa idnea para lo-
mar conla porbalanc.o de urna taberna bem sor-
tija o afreguezada, sita na Capungo, c se offere-
co interesse vanlajoso : a tratar no taes do lia-
mos, armazem de farnha.
O abaixo assignado autorisa ao Sr. Manoci Joa-
qun) Alves de oliveira a promover amigarel ou
judicialmente aeobranca de snas dividas.
Jos Luiz Pereira Junior.
Conrad Kppel csua mulher Elisabett Klip-
pel, Jacob Hender e sua mulher Anna Elisabett
Hender, subditos prussianos, retiram-se para f-
rado imperio.
Attenco.
Para as pessoas que lverem bom gosto de pos-
suir em seus sitios ps de larangeira cravo, ven- 1
de-se no aterre- da Boa-Vista, loja de selleira
n. 58.
Altenco.

@ Curso pralico e theorico de lingua_fran- @
@ ceza por urna scnhora franceza, para dez ''.}
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
A maa, das 10 horas al mekt dia : quem
9 quizer aproveitar pode dirigr-se a rua da ^|
^ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
Sp odiairtados. hi
}t Elias Leao de Ploeg e Simio Leo de Ploeg
vao pare seu negocio.ao Cear.
Oliveira Main, Jos Antonio de
Carvalho.
Constan-
teniente
trocam-se, compram-se e vendem-se escravos de
ambos os sexos, de todas as idades e cores com
habilidades e sem ellas e todo esto negocio se
l'.u debaixo de toda snecridade : ni rua Direila
numero 66
^L-cis de francez e
piano.
ffi Madomoisellc Clemencc do llannelot
S| de Manncvillc continua ,'a dar liccs de
^ francez < piano na eidade e nos arrabal-
:V= des : na rua da Cruz 11. 9, segundo andar.
Curso particular de lingua
franceza.
Amcrico Netto de Mendonca, alumno do quin-
to anno da Faeuldade de Direito, professur de
lingua franceza, provisionado pelo goveroo da
provincia, faz scienlc ao publico c com especia-
iidade nos pas dos seus discpulos, que no dia
15 do torrente deu principio s lieoes do curso
de lingua franceza, que dirige era casa de sua
residencia, rua da Penhin. 11.
irupcoe,,e todas as enfermidades, sisjh^e^uiS^Su^ S^Sl
rado pai Miguel Antonio 'da Cosa eSiha ^es-
pera amda receber de todos o particular' obse-
quio de ass.stir no dia 27 do correte, polas 6
horas da manhaa. a una n.issa que se celebrar
na igreja matriz do Corpo Santo, pelo repouso
iS;r,Ve8ea,,nad0p"i' ^W
. ^tonfo da Cosa e Silva Machado.
mmiK* d7um criado fara fotot de dous
cavailos,e que entenda alguma cousa de bolea
osariod"*e /ur ?l! naroa esireUad
precisa a N" de charuls, se dir quem
)rr7JC."dfSC um eW0,el de duas das com
2 fnrrii T 1^1* eSlad' P^adO dC OOVP
e forrado, sendo de balaustres e de patente bem
oXn" VCnde 8,nene cavallos bons
andadore,, por proco commodo. e bastantes gor-
r mS?S prclonde.r- PoJe dirigir-se ao sitio do
E barato que ad-
mira !!!
Na loja da rua da Madre de Dos n :G A, ven-
dem-se paletots de casemira de cores francezes a
Wf, tutos de alpaca preta (na a 8S30, ditos do
dita de cores a 4&500, ditos de brim de linho do
cores francezes a 5, calcas de casemira fina a 8S300, ceroulas france-
zasa 1$00, camisas francozas brancas ede cores
muito finas a 2$, chalcs.'de la estampados a
Sow, cortes de casemira finas a 5S, ditos do
cambraia com barra de cores cem 21 covados a
39500, ditos de dita com ditas a 1C0J, meias
para homcm, dozia a 2, lencos blancos pora
homem muilo finos aduzia2$50, chitas franco-
zas de cores a 200 rs. o covado, dita de dita es-
cura a 2-O, chita roa com 38 covados a 45!i00 a
peca, ditas de cores a 160 o covado, chapeos do
meia maesa a 2g, ditos de palha escura a l$9CO,
chaly de llores a 800 rs. o tocado, dito de dita
muito fino a9C0, e mais fazendas que se do por
' barato pieco.
= Vende-se um carro de conduzir gneros, e
um boi muito manso, bem eonhecido por trab.i-
lhar na alfandega ; assim como urna casa do
laipa com muitos commodos, ha pouco acabado,
no lugar do Jordao, prxima ao rio do mesmo li-
me, o a um quino de distancia da estacan da
Boa-Viagem : a ver o carro e o boi, na cocheira
do Sr. Dr. Lina, e para tratar-se, na rua da Pe-
nha n. 27, das 6 s 9 da manhaa, e das 4 da tar-
de em dianle.
Sapaloes a 800 rs.
Vendem-sc sapates do Aracaly com orolh.i,
obra muito tioaa 800 rs. o par, cpalos de roor-
roquira para scnhora a 800 e 900 rs. o par : na
rus da Imperalriz, loja da boa fe n. 74.
Ausenlou-sc no dia 24 do correnle, de casa
de seu senhor. o preto Joao, de nacao Angola,
de idade 30 anuos pouto mais ou" menos, os
signaes mais salientes urna ferida nos dedos
de um dos ps, e p bastante enchado, que o
impossilita de andar, por isso que nao podia ir
para muilo longe. julga-se estar oceulto em al-
guma casa, o qual se achava era tialamenlo da
mesma ferida ; prolcsta-se contra quem o liver
oceultado, e responsabilizado pelo que Ihe acon-
tecer por causa da ferida que eslava Bastante
grave e em Iratamenlo, e que muito pode peiorar
por falla do mesmo : roga-se, portanlo, aos se-
nhores capitaes decampo c pedestres, ou quem
delle tiver noticia, a apprehensao do menciona-
do preto, e leva-lo rua Direila n. 10, quo se
gratificar.
Fugio no dia 7 de novembro do anno pr-
ximo passado o escravo Felippe, do nacao An-
gola, de idade 45 a 50 annos, cora os" signaes-
seguintcs : um lano baixo do corpo, cor fula,,
testa carregada, olhos pequeos, cara larga, sem.
barba, falla lina e a voz sempre. baixa, bocea
larga, com alguns cabellos brancos pelas ontes,
parecendo ser muilo mancinho, porm muilo
vclliaco e meltiuo a curador de emposlurias, do
bom corpo, pernas um lano finas, segundo o
mesmo corpo, cujo escravo do Antonio San-
tiago Pereira da Costa, proprietario do engenho
Providencia, na freguezia de Agua Prela ; quem
o pegar ou disser onde de corto csti scr bem
recompensado.
U
l@@ &&*9Q9m @
1'

Precisa-se de una ama quecoznhe bem, para
casa de homem solteiro : na rua do Imperalriz,
loja n. 82.
Aviso.
O abaixo assignado proprietavio do
hotel Jaboatao, junto a barreira, avisa
aos seus regue/.es que tendo de se fazer
urna e.vcelieiite festa no dia 29 do cor-
rente mez, ao padrociro da mesma fre-
guezia, por essa razao oll'erece o seu ho-
tel com todas os commodos e afianc-
fornecer com promptidao excellente
comida a todo e qualquer numero de
pessoas que se designar querer servir-se
do seu estabelecimento, para o que se
8cha prevenido de tudo quanto ne-
cessario para bem servir aos seus fre-
guezes, o que para isso nao tera poupa-
do esl'orcos nem despezas.
Antonio Flix Pereira.
Villa do Cabo.
O Dr. M. T. de Bithencourt Corte
Real, tencionando fazer sua residencia
temporaria nesta provincia, oKerece os
servicos da sua prolisuio medica a todas
as pessoas que o queiram honrar com
sua conanca a qualquer hoa do da
ouda noite o encontrarlo nesta villa.
II i-^Vlr^i


DIARIO D PERNAMBUCO. ~ QUINTA FEIIU 56 DE JANEIRO "DE 1860..
(5)
li0es mam DEUCl0SAS E ,NFALUVE,S-
DE
ESCRITA C0MMERC1AL
Por partidas dobradas
AUtISlT.Il
RmNovan Inundo andar. Paslilhas vcgctaes de Kemp

M. roiiscci dcnedfiro, escnturano
thcsouraria do. fazendadesta provincia,compelen-
temente habilitado pola directora do inslruccao
publica pera loccionnr arilhm-.tica ncsla cidade,
contra as lombrigas
npprovadas pela Exm.' inspeeeao do cstudo de
iem resolvido juntar, como complemento do seu llbana e por umitas outras juncias de hy-
curso pralicu do cscriturao-io por partidas do- giene publica dos Estados Unidos e mais paues
bradas o cnsino de contabilidades especialmente da America.
na parte relativa a reducrao de moedas ao cal-I Garantidas como puramente vcgctaes, agr-
culo do decentse juros'simples e composlos daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
conhecinuMito'iiilispensavel as pessoas que de-
sejam empre?ar-se no conimercio ou que j se
acham nelle cstabelecidas. A aula ser aberta
no dia 15 de Janeiro prximo futuro s 7 horas
ila aoite ; e as pessoas que desojareni matricu-
lar-se podero deixarseus nonicscui casa do an-
nuncianto at o mencionado dia.
ofallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sonsacos debilitantes.
Tcsleinnnbo'espontaneo em abono das parti-
lhas de Kcmp.
Srs. I). T. Lanman e Kemp. Porl Byron
12 de abril de 1S59. Senhores. As paslilhas
que \ us. fazem, curaram meo Bino; o pobre
_,, VBODO TOWffi
D0DR.CIMB1E
MEDICO E PttOFESSOR DE PHA.UMACIA, DE TARIS,
DAS EM tllMIDAES S'-.XCAES,
Citrnto to ferro Chalilo,
galopa mili pri'feiivel ao
Copah ba e as Cube-
bas, cura i.nmediataiticn-
te qiialquier purgacio ,
relaxacft) e d<-bilidade, e igualmente flaxos e
flores brancas das mulheres. injeccuo de
cimillo. Esta injeceto benigna emprega-se mes-
mo lempo do xarope de curato de ferro, uma vez
de manta, e uma vez de tarde durante tres das;
GQPAHU
MEA 0 TIUTAHENTO E Pi.MrTO CURATIVO
DN T DAS AS AFFKCCOES Cl'TANEAS, VIM'9 V. ALTERAOOES M) SANGOS.
iiop. Xarope vt-geial em mr-
oirto, o nico coobecido
e approvaiio para corar
_ c"n promptid;0 e radi-
calmente Impgera, postla*, herpes, sarna, co-
nix6, acrimonia e atteracCei motas do san-
gue; viius, e qualquer aflciio venrea. Ba-
nliM minoraos. Tomao-se dous por semana, se-
ciiimlo oiraiamer.to de[ uialivo. Pomada n-
(iicrpviira. De um ttTeiio nuravilluso as af-
feces cutneas e comixOes. __.^__.
SANG
ella segura a cura.
lIc:nori-ohida.-rPomada que as cuaa em 3 das.
O deposito na ra larga do Rosario, bvtica de llartholomeo Francisco de Suiza, n.3.
Compra-se uma litcira prefenn-j Rtulos paraclianitOS.
tlo-se de mola : na prara da lndepen-j Ha um grande sorliniento de rtulos para cai-
dencia n 6 C 8. ias ^e charutos, para garrafas do licores, tanto
1 de bojo como do gargallo, em branco, para nellcs
Compra-le uma litcira : n=sta ly-, se escrever o que se juizer, de botica, para cai-
. l xas de cha, vindo do llio de Janeiro, de vinhos
pOjjrapliia. do Porto, feiloria, e de caj ; na lypographia e-
Compram-se as seguinlcs comedias; Ber- encaderaacao da ra do Imperador defronte de
nardo na La, o Judas em Sabbado de Alteb.-ia, 5. Francisco,
Quera casa quer casa. Por causa de um ligarla* SlliaO (IC Ndlllua.
mo. A rosca, o Duelo no Tere, no Andar, o Ir- f i,i,;rinK,tl, impM8Sa em m:to
mi das Almas coDubo na escola: nestatypo- bom papi.,/(> 1[lie e8l usada ,mltodas anclas
Uma pessoa que deseja muaar-se e nao lendo. rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
nchado casa, nao Iem duvida em trocar o pri-
meiro andar do sobrado em que mora cora ootra
pessoa que esteja lias mesmas circumstancias,
inda mesmo que a troca soja por uma casa tor-
rea : a Iralar na roa Velba da Boa-Vista n. 77,
primeiro indar.
__ Precisa-se de uma ama forra ou captiva
para o Borrico de nina casa de familia, o que se
preste a comprar e a sabir a ra em objoctos do
servico : ua ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
COMPAHHCIA
Estabelccid em Londres
fifp igfiSS
CAPITAL
Cines m\Y\u*es
cserWuAs.
ro ftido, liona o estomago ochado c continua
comichao no nariz, tito magro se poz. uue eu
loraia perde-lo. Noslas circumsiancias um visi-
nho meo disse (pie as pastillas de Kemp linliam
curado sua lilha. Logo quesoube disso, cum-
prei 2 vidros de paslilhas e cora ellas salvei a
: vida de raeu filbo.
Sou do Vmcs. scu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Troparadas no sen laboratorio n. 3t Gold
i Street pelos oiocos proprielarios i). Lanman e
j Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-sc venda em todas as boticas das
principaos cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Rabia, Germano & C, vua Juliaon. 2.
Pernambuco.no arma/era de drogas de i. Sc-um
Vendas.
.avelioente augmentada, economa da vida, uma
ieonforlissima cortonagein, arilhmeti',a ag
' matica do professor Castro Nunes, ralhecismo da
donlrina chrlstaa, mu correcto, impresso em
raiii boni papel c lypo grande, papel de pi i
Acaba de chegar do Ro de Ja l^ffiZ?l S^X^ra
neirO algllllS CXCmplaresdo lypographia o encaderua?ao da ra da Iinpi ra-
. t ___i.,... dor, defronte do S. Francisco.
primeiro e segundo voltime y^ i
da Corographia.
Histrica clionologica, genalogica,
I nobiliaria c poltica do imperio do Ura-
|sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se oj
'H o volume, i>oJendo-se vender o se- Cruz, armazera n. 61, relogios do fabricanlc Hi-
*_j j i:____; r. .,; qhbury, sendo que pelo sen pcrfeito iiiacliuii>iuo
ffiindo ern separado : na tivrana n. b c J0 8 da prac, da Independenca. RdoglOS.
tUn
Vonde-seem casa do Arkuright & C., ra da
lii-
Veslidos de seda.
VenJcra-C cortes de veslidos de seda com 2e
3 babados, armado*, de 203 a 10* cala um, sen-
c;ue sen valor razoavel ser de 8i : na loja
i)
O JJr. Cosme de Sa Pereira|S
^|devolt de sua riagem instructi-^
votiva a Europa continua noexer-"v,
3cicio de sua profissao medica. |V
tlC llDTaS ^1 Da' consultas em seu escripto-*^
t rio, no bairro do Recife, ra daf;
Ra Nova, cm Bruxelias (Blgica)
SOB A DIRECTO DE E- KEftVaND
do
de i norias da ra do Oueiuiadn n. 10
m
til 1^1 (AjAAl

Desembarcadas ulmamcnte viudas do @
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de ; -
tente : no armazem de Augusto C. de. Abreu,
na ra da Gndeia du Recife n. 3fi
Tara o carnaval.
-.i Na ra do Cabugfi, loja de fazendas finas n. 8,
) do Almcida& Burgos, ndem-so velbunas c'r
le cacjnizim, verde, azul ferrete, claro, roxo',
cor de rosa o prclo, de boa qualidade, O.oe
asscmclha-se com o verdadeiro vello lo, a pi ;o
de 720 cada covado : exisle mnilas oulras fazen-
Este hotel collocaJo no centro de uma das capilaes importantes da Europa, torna-se de grande ; @ porto, proprias para presentes, por che-
valor paraos brasilciros e porluguezes, por seus bons commo'ios e confortavel
uma das melhores da ciJaJo, por se adiar nao s prximo s cs-tac,Ges de caro'
Alleinaiiha o Franca, como por lera dous minutos de si, todos os thcatros -..............., .,
alera disso, os mdicos precos convidam. @'S@@K$S- #@ '@
JNo hotel lio sempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por- _, 1 Til P
luguez, para acompanhar as tourislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur, ^ 11^ IO (iO l 01*10
presos que nunca exceden) de 8 a 10 francos (35200 -ivOOO )
el. Sua posico garcm inteiramente perfeilns: vendem-se "'-----------_-------
linhos de ferro, da 55 no armazem Progrcsso no largo da Penha ||3|||?||-
,. ,. j ja n.8, tanto ora nun-ao como a rclallio tt = = -. -
l e divertiincnios ; e, 2 Cnimo,,0! | f 2. g -. ^ii^2
das proprias 'ara apromplarera-so. os masca-
radas.
U ''- '/. ~.

c J - *J Z3
- ^ - v. = 3 O
;
s- *- ^ ~i - z
a ~ rz - 13 -
c ^
/. :i ^
^i
iJ.j. jt
.. i; a
r. = u, 7\ ~
Ora, cobertos do lelia e igualmente sobre os
objoctos que contiverem os meamos edificios,
quer consista era mobilia ou em fazendas de
lualf-uer qualidade.
Moleslias de olllOS
Molestias de coracao e
peito
S 3 11 o 2
BJ-S
Traspassa-se o arrendamento de um enge- ?.$ -. .Molestias dos oreaos da gera-|i
nho distante dosta prac-a duas Icgoas. vende-se j %\
ira parte no mosmo ongenho. machina nova a i cao, e uo anus ^
vapor, distilacao nova c bem montada, 22 boisj n rr. Praticara toda c qualquer^
de corrcia, seis quortos, algumas obras, stira | S-; operati0 qucjulgarconvenien- f'
de corrcia, seis quortos, algumas obras, salira S| 0ptrac5o cinc* ulrrar convenien- v
gm:;0a,,,c. etc.; trata-so na ra doCrespon. ^ tparVo restabllecimcntodos^
Publicaco Htteraria.
Vende-se o verdadeiro vinbo do l'orlo engar-l |'7 7- gg^aa g 5
,. ... r o u c-i v rafado. o em barris de quarto, por preco commo-
a dez mezes, ah residirn! os Lxms. Srs. conselheiro Silva l er- ^ B0 ,rmazein de Adamson-Howic & C, na
ugusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os I)rs. Felippe Lopes rua' dl xrapiche n. 12.
$* Nelto, ManoeldeFigueira Faria, edeserobargador l'ontts Visgueiro ( do Brasil, j e muilas ou- 11 ^.1. ^ .1 .-^ iMfyO
" Iras pessoas tanlo de um, como de Otilio paiz. 1. til illlll t-tU II J-^L.f
Os precos de lodo o servico, por dia, regulara, de 10 a 1 2 francos (-i-OOO 49500.) No 8rraazcn, ,, vahiica ; C na rua da Ma-
Ko hoel enconlram-se informais exactas acerca de tu do que pJe precisar o Di eslrangciro i dre de Dos n. 8, vende-se farinha de Irigo das
' marcas seguin'cs, por presos convenientes :
SSS F.
JARABE DO FOIIGET.
t '- ~ l: 3 --
e. -Ii,a3 <.
z- ~ ': ; ^
,n- m

cus doentcs.
Guia l.rso-Brasiliro do Viajante da Europa- M ame das pessoas que O C0
1 vol. om4o de 500pag.:_ vende-se^na mau do ^|sultarein sera' eito indistincta-^
^mente, e na ordena de suas en- |S
^ tr&das; fazendo excepcao os doen- J
aulor rua do Vigarig n. 11, brox. 3 encad -45

H -m-m'Wif&tM
Esle xaio>e est ap|-r<'v:ido pelos mais riiiuulcs mdicos de Paris,
como senilo o melhor (.ara curar constipacoes, u-sse convulsa e oulras,
aOeccoes dos broncbos, ataques de peito, irritc6es nervosas e tisomnolencUs: urna colbera<'a
pela oanlia, e outra noile sao suficientes. O ilito dtsle excelenle sirope satisfaz 30 mesui
lempo o riuente e o medico.
O ilsposiu na rua lar ja do Rosario, botica de Rartkolumco Francisco dr Souzo, n. 30.
Gallega.
Poname.
fc
;';;?
ff

Xa livraria n.
G e 8 da praea da
lidiar ao S
es
O I.r. Casanovapode sor procurado g- | fia -unieres or i>or ^.Independencia prcci?a-se lallar ao Sr.
qualquer hora emseu consultorio h-|t g **^^XiS^^i^m !lUn^ Abreu Po.to ou Andie Al ves
eopathico E C? motivonistoootivercm noi a raat fev i
28=ROA 1)ASCRZBS=28 fe cada para este fin. |G ,. ^.^.^-b. ^ ,*
oumesmo consultorio awha-se sem-gt fi? /.., -..,..........r. T' NICA. VERDADEIRA E LE-
0 Dr. Joo Joie Pinto Jnior ad-
voffa no civ
e no crime ; para o fine
Marmelada
Vende-se maimslada superior em talas de 3
libras a 500 lis a libra ; na rua Direila n. 93.
esquina do beco do Serigado, no mesmo esta be-
Icciraenlo vende-se cognac e niaras mais Lara-
o 'uo em outra parte.
D. c .:
13
l \ #5 cada p;
ovimosmo consultorio acha-sc som- V i. p, metl',Ca -'
pro grande sortimento de modicamen- g i/^ A applicaqao ue aiguos meoica ,^
tosem tinturas eglbulos, os mais no- |^ i jumentos indispensavcis em.variOS^g
8 nellcs deposita, a presteza de sua g
DaceSo, e a necessidadeprompta^
y NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
pode ser procurado das 10 horas da
manilla at as o da tar Je, na rua da
Moda n. 17, primeiro andar.
Cli
a
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3 2 O -1 5 r. ~ ~
"53"f,' -isa
SALSA PARKILIIA
.....) jai
sidencia do commissario vaccinador, rua estrella
do Rosarlo n. 28, segundo andar.
JATIFICIAE
Remedio som igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais i min entes como remedio i ofal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheunialis-
no, enfermidados do ligado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e crupedes que resultam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
A quem fallar duas cavernas de cieupira, I
diiiia-se ao sitio daTacnruna, que dando ossig-l
nnes das mesmas e pagando as artpcr.as ftrfcos [
com aapprehcnsao, ser-lhe-ho entregues. .^"> demove em beneficio UC SCUS ,
-Tv-TT-rTTrTTr-rr^TTTrTTTTTTTT^' g|doentes.
fe dentisth fraNcez. ,mmK&&>
P raulo Gaignoux, dentista, rua das La- .* | AVISO
>> rangeitas 15. Na raosraa casa tem agua o !
p dcnlilico. ^
Antonio Pereira de Olivcira Hamos,
^JL^.ti.x&.i.i.i.JLi.XX3.U.xi.i.i.i.ti.i.i.Ji.y- jtendo de fazer uma vageia para lora
Vaccna publica. do 1mi,e'io>C,K ,vJirtu.de.tle 8ua 8audft
Transmito do fluid! do braco a braco. nas sendo preciso saldar todas as suas contas
quintas o domingos, no lorreo da alfandega, c roga a todos os seus devedores que tc-
nossabbados at as 11 horas da matihaa, na re- nham pairar suas contas ate odia TiOdo
.trolla i
corrente mez; assim como avisa acjuei-
.1^ *,...... a, les (pie devetn a mus de um auno eque
We-^3x*^ uSo pagar ate o mencionado dia 30,
Uti CO ; serao chamados a tuzo para pagar o 1 New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
i ciue estiver devendu peitavcl publico para desconfiar de algumas le-
C'H ,, e ., nes imitaces da Salsa Parrilha do Brislol que
t%\ ltoga-se aos Srs. devedores a firma social | hoje sc VPI1'dc nesle mperio, declarando a todos
jl\Ua CStreita (IO KOSarlO U. 0$ j0 I_eie ^ Correia cm liqui.lacao, o obsequio | que sao elles os nicos proprietaiios da receila
francisco Piulo Ozorio colloca denlos ar- g i je mandar saldar seu3 debites na loja da rua do : Jo Dr. Bristol, tendo-lbe comprado no anuo de
lili, iaes pelos doussyslemasVUJXANnE $'q .() 1856.
rli.ii.a-de ouro ou hialina-, podendo ser f; ^ .'.'.- Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tcm
agenciados fabricantes amerlca-. drcl0 de fabricar a Salsa Parrllha de Bristol,
nos Grouver & Bahcr< | porque o segredo dasua preparaeao acha-se so-
Machinas de coser : em casa de Samuel P. | mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Joliiistnn & C, rua da Senzala Nova n. 52.
Precisa-se lallar ao corresponilen-
I te dos Srs. tenente-coronc 1 llemeterio
Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
vier de Andrade: na livraria n. e 8
da praca da Independencia.
- Cm casa estrangeira precisa alugar umjNa lojcl do PrCgllira l,1 flUl do
criado a Iralar na rua da Cruz n. 10. Oueilliado II. 2. leill paiM
FOLIIIMS VkM i8(10. vender:
, F.staoa venda na livraria da praca da lude- Clialy e merino decore', ptimo nao sopara
pendencia ns. f. e 8 as folliinhas para 1800, im- roupyes evestidos de monlariadc Sra. como para
pressasnesta lypographia, dasseguintesquah-i J^^j, roeBnoa a J60 e 400 ris o cova-
m' do Challe de merino- esampados rouilo fios pelo
VOMIINIIA RELIGIOSA, conlcnOo, nlm do deminuto preco de 2:500 cada um mussclinasj
kalondatio c regulamenlo dos direilos pn-' mojerna P, bastante larf-as, de variados padiocsi No porto do capim acha-se o venda ism
rochiaes, a conhnuacao da bibholhcca do rf. .. "i....,., rAnuzia o'!'";il boi de earroca ja experimentado nu sei .
Cristno Brtsileiro. que so compe: do lou- a 260 e280 re,s cVd 'Jrvl a 0lazia. um burro do ra -a de Buonos-Ayrcs, muito n
vor ao sanio nomo de Dos, coma dos ac- mais moderno p03:i%el aloe 1200 cauauma, 01 queni os pn ten ; comprar dirija-se ao seii -
:: i L -
a.Sirn=aS5
o q a o r- -j
l :- --v^
23,5--,
t::s s chogas do Christo, orardes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alera de
outras oracoes. Preco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, conlendo o kalenda-
rio, rogularaonto dos direitosparochiaes,e !
uma collec ao de ancdotas, ditos chisto-
to"
..uilllilll lilla,*
i agento ^ verdadeiro iflropa do Bosque Iem

I

Ilui Noca a. 49, junto
procurado na sobicdita rua
ira.

Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudiro do Reg Lima lira passaporte para
dentro e lora do imperio por cemmedo preco e
presteza na ruada Traa primeiro andar u. -13.
sos, coulos, fbulas, pensamentos moraes, PStabe*lecdo 0 Sf.u deposito na rua da Cadeia Ve- g (t ilirit' (tt Conceirao recoltas dnersas, quer acerca do coznha, ,, ., f), ,a bulifa ,.'.llIllilZl, ,; drogas ,,. V|- J J ./-,-.,. '
quer de cultura, cpreservaUvo de arvores ceD,oJos eBrttoA Pilho : desnecessario fa- Mtlltares.
e tructos. necoj2Uis. zer ologios bondodc deste xaropc, uo so pelo gg Nesle armazem cnccnti iblico '":
M>ITA DE PORTA,a qual, alera das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Troco 160 rs.
Constando que um dos herdeiros do finado
Alenco
O abaixo assignado com loja do pintor na rua
da Impcralriz n. 72, faz sciente ao respeitavel
publico jue leudo rauitis imagens de alguns
fn guezet para encarnar, j fazem para mais de
um a dous annos e nao podendo o artista mais
esperar, faz sciente aos seus do.-ios -ara procu-
rar na dia loja marcando o pra/o do 15 dias, o
nao se apresentando os seus donos.scrao troca-
das para pagamento das despezas feila cora'di-
las imagens. Beeilo 23 de Janeiro de 1860.
Slanoel ijnaeio de Oliveira Marlint.
Antonio Augusu Cuelho Sou/.a retira-se no
vapor inglez para o Rk> de Janeiro.
Na ollicinn e gaioria da rua Nova n. 18, pri-
meiro andar, conlinua-so a tirar retratos pelo
systema norte-americano. Mais de 50(10 rela-
los tirados era quatro anuos pelo artista que
dirige esse estabclecimcnlo, provam a bondade
dos processos empreados nicos, que garan-
t.-i um retrato innalleravelj e a accilago que
at de DEM ALTO Iem merecido. No mesmo
ftstabelcci.Tieiilo se cncontra o mais variado,
abundante e bello sortimento, que existo ncsla
cidade, de quadros, molduras douradas, passe-
par-toiiis c caixinhasde todos os lamanhose fei-
tios. C.nnfianlcmcnlc recebo-sc de Tranca c dos
Estados-Unidos todo o que diz respeilo a pholo-
graphia, e sempre dospre/.ando-se ridiculas eco-
oomias, iiiHidam-so vir objeelos mais modernos,
c de roelhor qualidade : atlestam-no as amostras
patentes ao publico, assim como aquelles que
tem honrtdo esse estabelecimento. Tiram-se
retratos lodos os dias, e os precos principiam
era 4SO0O ruis,
Ferreira Villela. prolographo.
Por um corle de cabello e
frisamento a00 rs.
Rua da Emperatriz n. 7.
l.ecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro ccntra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, e um oulro viudo de Paris. Esle estabele-
cimento est hoje as melhores condi^es que
possivel para satisfacer as encorainendas dos
objeelos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejain, marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aneis, rosetas, etc., ele, ca-
belleiras de toda a especie para honiens o se-
nhoras. lava-se igualnieiito a cabeca a moda dos
Estados Unidos sera dcixar uma s pelcula na
cabeca dos clientes para satisfazer os prclenden-
tes, os objeelos em cabello serao feilos era sua
preseno.a, se o desejarem, e a< har-ee-ha sempre
uma pessoa disponivel para corlar os cabellos, c
peulear as senioras em casa particular.
mnacoes ue orogas perniciosas, as pessoas que I pre.uos penencenies oo
quizerem comprar o verdadeiro devora bem ob- Faraizo, Adniinislracao <
^SSgSS^SJTS quaes ,iual" imentos de LM\de nc
reconlicido crdito de seu onlnr como pela acei- laco que feralmente tera (ido. Um cera nu- '-U. pas leilas, como sejam casacas, sobroca-
mero de curas se t* ui conseguido com applica =, londolas, fraques, o palelols do
cao do xaropc de Bosque, o qual 6 verdadeiro aii' 3| panno tino proto c de euros, paletols c
l'idoio para todas as molestias dos orgiospulmo. S ibrecasacas de mcrin
nares. Para conhecimento do publi o declara- x ria prclos e de cores, paletols c sobre-
se que o verdadeiro conten no envoltorio a pro- i jgj casai os de s< la isumira do i ores, cal-
'
Os abaixo assignados, honrados pela incum-
bencia que receberam de SS. MM. 11., previuem
respeitavel publico, que se acham actualmente
no caso de poderem toinecer o relralo fiel dos
Augustos Mon.irchas Brasileiros, o q.be at hoje
era lo difficil de alcan^ar-se, visio que as copias
lithographadas erara quasi todas sera semelhan-
ca alsiima,
Os Ternanibucanos que tanto amor e dedicacSo
mauitoslarain aos seus Augustos Soberanos em
sua recente visita a esta provincia aonde Elles
deixaratn record.iroes eternas, nao deixarao de
approveilar este ensejo para possuiem uma
enibranca do seus augustos hospedes.
Alem da simples photographia eiu fumo, pos-
suimos retratos em aquarella e a oleo sobre tela, genho muito perto da praca, vende-se urna par-
quer para ornar salas, quer para repaiticOes pu- le j0 mesmo Engenho, um3 maquina a vapor
futuro sc chame a ignorancia.
Na casa de banhos
do pateo do Car-
Tara evitar engaos com desapreciareis co- j Marquex do Uecfe ja comegara a vender alguos
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que I predios pertencentes o exlinctD Hospital do ?Ttf assignalura dos proprielarios, e no falsilica- cas de casemira prela e de cores, diias
jeral dos Eslsbeleci-1 do esta lithograpbada. ri, de princeza, de biim de linho .;
i no publico PechillCha Sem igual! branco e decore*, Sefasiao crispados,
1 o'"cnvoUori'o'de fura est gnavado de umaue e5#es ^"s anda esta o em litigio c por con-1 Vendem-se barrilinhos com figos decommadre, k n'clo'e d*e "ofes.'di'los de ^ctim rela
lado sob uma chapa de ac, trayendo ao p as sequencia toda a tranzaccao feita com elles pode pelo diminuto preco de 1,100 o bail: no Turto i <&> branco, ditos degorgurao ecasemira, di- ^
lornar-se millas- Assim pois ninguem para o do Maltos, rua da Moeda n.23. i,.e h.. fnaipa p hrn fnri.mci.i. -,
chapa de ac, trazudo ao p as
seguinlcs palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street
New Yovl.
2 O mesmo do oulro lado lera ura rotulo em
papel azul clar cora a lirraa e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha aeha-se o retrato e firma do
inventor C. C. ftristul em papel cor de rosa.
4o Que as direcSes juntas a cada garrafa tem
uma phenix scmelhaiitc a que vai cima do pre-
sente annuncio.
OEPOSiTOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. 89.
Babia, Hermano & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazera de drogas de J. Soura
i Companhia rua da Cruz n. 22.
Traspasse-se o arrendamento de um En-

hlieas. O fim de que as incumbencias possam
ser salisfeitascom presteza, rogamos as pessoas
(pie desejarem possuir algum dos retratos cima
o obsequio de nos prevenirem com antecedencia.
Instituto photographico
UE
Slalil Koiupanhia
Plioloi;iit[)lios de S. )!. o Imperador.
Rua da Impertriz (outr'ora aterro d
Boa-Vist-i) n. 12.
Attenco.
urna deslilac^ao nova montada de um tudo, 22
bois de carro, G quartos, e oulros objectos :
tracta-se na rua do Quein.ado n. 10.
dollegio de BemGca.
Direclor c nico proprictario
Estevao Xavier da Cunha.
Este collegio, lcgalmcnte autorisado, c eslabe-
| lecido no arrabalde do Cbora-menino, abre o sou
anno escolar, ora conformidade dos respectivos
eslatutos, no dia 7 do corronto. Seu director es-
pora continuar a merecer a conlianc-a de que al
H [chapeos de senhora parapasseio) no se- =f !
^ gundo andar do sobrado da esquina da ->>; |^At|An/|
^ rua do Qiioiniado por cima .la loja do Sr. gj \i,iLI U
que sejam livres ou escravas : paga-se e Irata- ; S rua do Quoimado por cima 'la U
^j Preguiea, entrada pelo becco do Peixe ;.>
1110
Trccisa-se do lavadeiras c er.gommadeiras,
mi livres t
se bem.
Ncsta typagraphia pre- ^i^^mmm^.mm
cisa-sc de um moco, que sai-j
ba sua lingua com precisao,
para aprender ti arte.
Aviso.
^g i dando ao comprador algumas das roupas '.
: fi-itas se aproraptaro oulras agosto d
0 comprador dando-seno da convenci- '
nado.
da ultima moda.
H Vende-se bibis recontemenlo ehegadi -.,-.- .
S C/.T/ ^*i^- *rf.,,i- w..
ASeocao.
superiores e h
ralos.
Ruada fniper. Iriz,oulr'orr aterro da Boa-Vis-
ta, taberna da csiuina n. 2, defronfe do sobrado
queimado.
Superior n inho velho do Torta, canada
i ..; agora tem gozado, nao cessanda do cmnrcgar lo-
T.ecsa-se alugar ura sitio com casa de vi- | d Q d8ve/J0 mqM scus a,u|nnos ^^ fl

rrecisa-sc
. i i_ i j j -ii i U<> U ui.v.'-n'i iiiiii 'im; >' o mi iii tus
^SVIBS Sfi^f": na rua d0 "-^e *-".
O proessor de latim da freguezia
de S. Jos desta cidade, abaixo assigna-
do, declara ao publico que a matricu-
la de sua aula se ada abcita, e que os
trabalhos lectivos da mesma principia-
rao no dia 5 de evereii o prximo fu-
turo. O-: nteressadof d'uijam-se a casa
de sua residencia, n. 33, sita no pateo
do Terco.
Manoel Francisco Coelho
Trccisa-se de um caixeiro para deposito do
padaria : a tratar na rua Oircila n. 19.
Iloga-se ao Sr. Antonio Henriques de Mi
randa o favor de aparecer na rua dos Mari moa
n. 36,*que so lho desoja fallar a negocio de 3'rii
'interesse.
O director pretende abrir no dia 3 de fevereiro
prximo futuro os cursos de agricultura e de
coraraercio, creados pela reforma dos scus esta-
tutos. As pessoas que quizerem hubilitar-se pa-
ra as respectivas aulas, poder vir ao instituto
dar scus non.es matricula.
OSr. carapina Jorge da Cosa Monleiro ba-
ja de dirigir-so a olaria da rua do Mondogo, so-
bre as obras que vez de cninreilado, com a cou-
alugarum pelo para baler sorvele. pagando-so i ;0id,eIiipr.csa-,fs na "bra da casa do silio da
303niensae.se comida : na rua da Cadeia do He- I e.S,.r,a >Arrai.al, *" s,a dc documentos,
eife n. 15, loja.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de pouca familia :
na rua da Cruz n. 45, segundo andir.
O advogado Souza Iteis mudou o scu es-
criptorio para a rua larga do Itosario, sobrado da
quina n. 52.
Fazera-sc franjas, trancelins, tranca psra
aneis e recobe-se roupa pura eiigommar: na rua
do Apollo sobrado de un s auuar cora varanda
de pao.
_=* Pi-ecisa-sc alugar uma escrava pora o ser-
vico interno e exlerno dc urna casa, assim como
iambom um oscravo : lia rua da Sania Cruz n. 66.
Vende-se fardo de Lisboa em sacios de 36 li-
bras, pelo barato preco de (>$ o sacco, milho a
:>.-". 10 o sacco, arroz de casca em surco?, dito do! B'lo dito Lisboa c Pigueira, tem
Maranli.'io caf do Itio, feijo mulatinho, gomma "'lo dito de Cello, dem
\a noile do 20 para 21 do correnlo, desappa- do ^racaly a 2500 a arroba, courinhos do ca- Dito Duque engarrafado, omelhordo
recou do sitio do Sr.Joaquim Carneiro.no Man- ;, esleirs de palh.i de carnauba, vassouras j mercado, do autor Antonio 1'oirciia
guiiiho, ura cavallo castanho, leudo uma mallia : ,,,|n |iala|as 0 2$300 a arroba, muito novas, I Meiiezes, gnala
branca no pe esquordo, e rom a marca O na per-i fi.os mu|0 frescae3 a 1*600, passa ai
; porlanlo, pede-so a quera o livor ochado, de doce do goia|,ai vc|a3 ,ic carnauba, ditas
permacetc ; todos estes gneros
menos preco que em outra qualquer parto : do I Dito musratel Setubal, dem
armazem d'a rua do Rangcl n. 02. ";to dito francez, idera
wshis atoa gaagag^ffi-S^l, Charapanha, marca muito acreditada
^ Licores fr.mcezos muito linos
*Ci., i Vinagre branco de superior qualidade,
Vende-se na loja deNabuco & C. Wm\ garrafa
na rua Nova n. 2, encllenle tinta SSs'. Fr*cos de genebra. hollanda verdadeira
preta para marcar roupa
i leva-lo ao mesmo sitio, ou ao escriptorio da
rua do Trapiche Novo n. 11, que sera bem re-
j compensado.
(.hiera liver um molequo para alugar men-
salnienle, dirija-sca rua da Cruz n 45, segundo
andar.
Collegio de N. S. do Bom Cou-
selho, rua do Hospicio u. 19.
\J titiras, I .*-( -v^i n<>ii.iiu
0 u libra, Dito dito Madolra, dem
is de es- D..o superior, Porto, idera
vendem-se por Dito dito dito, dem
i;- (i
58HW
S 00
^^!0w
}-'
: -
SjjOOII
-
j lendo mandado pregar alguiuas pecis por um
ollicial, etc.
=.Segunda vez mga-se ao Sr. Francisco lla-
noel dos Tassos Coelho, dc dirigir-se a olaria da
rua do Mondogo, ou mandar.
Compras.
Aviso aos seuhores de en-
genhos. -^
Co'iipra-se mel em por^a : a Iralar no caes
do Hamos n 6.
Machinas de cosliira
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feigoado systema, fazon-
do posponto igual pelos
3 dous lados da costuro,
garante-se a seguranza
das n achinas c manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ja do dia ou da noite
nesla agencia : nicos
agentes cm Pernambuco Raymundo Carlos Lci-
te & Irmo, aterro da Boa-Vista n. 10.
T
Ditos do dita mais pequeos
Dilos do conserva grandes
Sa! refinado igual ao de potes cuia)
Chocolate francez. muito lino, libra
Velas de osperraacolo, superior qualidade
320
icoo
500

:-i.
l#28i
72i'
rh hysson muito superior 2$000
Dito uchira, o mais superior do mercado 2jj5CO
Manleiga ngleza flor IJftOi)
Dita dilade 610a 80O
Dita frauceza muito superior 560
Latas de ssrditthas dc Nantes 6<>
Diias ditas muito superiores 440
Ditas de blscoilinhos linos If.^Oo
Bolacha americana, libra 120
Dita ngleza 240
Vinho engarrafado Malva/.ia superior li-O!
Pares de garrafas brancas, o par a 2-5,3J o 4^000
Barris de cognac inglez. era panadas, manlei-
ga francoza c ingleza, era barris e meios ditos,
c oulros muitos gneros que se vendeni por me-
nos que em outra qualquer parto.
OP Defronte da matriz da Boa Vist,n.86, ven-
dem-sc e alugam-se bichas de Hamburgo, por
menos do que era qualquer outra parte, amola-
muito maeios, todos de duraquo fino, lano para se qualquer ferramenta, tira-so c chumba-so
homens como para senhoras: na rua Nova, loja dentes, sangra-so e faz-sc tudo quinto pertenco
de calcado francez n. 7. 'o arle dc lorbciro.


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIIU 2GJ&E JANEIRO DE 80,0.
Milho, tarinha e fardo. Luyas de Jouvi n.
6JPE
Vcnde-se no armazem de Francisco L. O. Aze-
TCdo, na ra da Madre de-Dos n. 12.
M
swtsaaa
MTM
Vcnde-se na loja do Nabuco
raa Novan. 2, o segiinte:
Fuuso caporal, o maco
Uiu da Virginia, o mago
Papel f ara cigarros o livrinlio
Cigarros Bola Fogo. o maco
Cigarreiras de palha.
Dilas de niarroquim.
Charuleiras de marroquin.
Boleas para guardar fumo.
Piucas para segurar cigarros.
Roraes para charutos.
Cachimbos injs.
gooo
320
120
200
Vcndem-se verdadeiras luvas de Jouvin muito
novas, pretas, cor de canna, e brancas para ho-
mens e senhoras a 2g500 o par, para acabar: na
aa da Impcralriz, loja da boa f n. 74.
Aviso aos fumantes ilfK^SS^Sf^l
Kelogios.
De novo chegaram os afamados relogios in-
glezes de ouro, de patente, o estao venda no
armazem de Rostro Rookei & C, praca doCorpo
Saunto n. 48.
Para acabar vende-sel.
barato na loja de Nabu-S
co & G. na ra Nova n. 2,
o seguinte:
Borzeguins do duraque gaspeado de <*
jB lustje para senhora a 3g fg
Ditos dito dito para homem a 7$ ;
Sapa I des de lustre para homem a T>i M
Sapates de lustre para menino a 4j sfe
Ditos de bozerro para meninos a Si$ f
Bolinas de liezerro para menino a 7j ,
Ditos de duraque gaspeado de lustre W-
para menina a 3$ raja
fg; Sapalosrazosdc lustre com salto para f|
9g homem a .;: q
< Ditos ditos sem salto a 3g f|
Vidros para vi-
draca.
*
C;i* Vendem-se 20 escravos de ambos os se- A 6| a Caxa : na rila larga
ios sendo 3 imilatinhos proprios para pagens, 2 ilfilns'irin Anno7Dm /ln lcnoo
loques de 12 unos, b escravos proprios para "O OSMIO armdZem C lOUCa.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito cornmodo, assim como vendem-
se vidros aretalho do lamanlio mais pe-
queo at mais de G palmos.
tu
o
o servico e 10 escravas com
sem 'lias, lodos se venlem por presos commo-
dos, a prazo e a dinheiro o tambera "troca-se : na
ra Direila n. CG
, -..- ..,,,..,2
Sg 3.... -..t,-.
VenJcm-se camisas traneczas do di-'jj
isas qualidades, erroulas de linho, di- W>
M las do algodao, camisas de meias etc., M
;do por preco commodo : na loja de a- '
buco 4 C. na'ra Nova n. 2:
Oleados piulados
a 2#000 o eovado.
Vendem-se luvas de camurca
brancas, amarellas o pretas para mi-
litares: na loja de Nabuco & G. na
ra Nova n. 2.
OBJ
I.nulos padres c boa miMidadc : na rmra <".i ^f^'TT'i'M^fi
Ra da Senzala Nova n. 42
pendencia n. 2 a 30,'ch:ipelarij de Joaquini
ira Maia.
W--a S3Bfl
A prazo ou adl-
nliciro.
w a eochi rada ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros o 1 rico coupc
uso algn, : quem pretender, dirija-su
i, [ue a liar com quem tratar
Vendem-se fogoes de ferro econmicos, do
itc, para casas de familia, conten do 4 forna-
i torno para cozinha com lenha ou carvao,
..o pela ecooomia de gastar um
de lenha su carvao dos aiiligs, c de cozi
nhar com mais presteza, lera a dlfferenca t
amoviveis, oceupareni pequeo ('.-'acoda
p do fcil condurcao: vondom-so por pre-
auilo mdicos, na fundicSo de francisco A
H [uita] ra do Brum, c as lujas de
- o- ue CaiJoso, junto a Conceicao da pon-
te do Kecifo, o ra do Qucimado n. 3i).
-V loja do sertanejo, ra
do Queimado n. 43 A.
ata rm direilura do Franco, de encom-
ios melhores chapeos de c padoss
co o prelos, e as formas as mais mo-
|uc I m rindo ao mercado, e por mo-
ni .Mitra qualquer parle, assim como
i ro tem um grande sorlimonto de enfeile,
da cores pelo diminuto pro-
IjJ cada um, assim como lera chapeos de
le | nno i lg200 cada um [ a
do, al trancas muito tinas a 320, ditas de
ho a Ig urna, cambraia prela fina
i o eovado, e a rara a 56t),e a CO, gangas
i a 5iU, brim branco de linho a 1200 a ra-
da velludo do furta-coresprctos a
I, ditos prelos a 8 c a 9', cairas de
7, 8 e llff, ditos pretos a 7, 9 e
- Heles ilc gorgurao a 4, 5 c 6, sac
ti vuigem de Itversos lamanhos, i uas, por
m U po cao, a 1$500, ditas a lgOO e a
I is a c i/', hapeos enfeitados para
aas e senhoras por qualquer pre-
ludo o mais aqui se encontrara
- ix de n rnnder.
Vende-so em casa de S. V. Jonhston & C. va-
quetasde lustro para carros, sellins esilhcsin-
glezes, candeeirus e caslicaes bror.zcados, lo-
nas ingle/as, lio de vela, chicote para carros, e
montara, aneios para carro de u;n e douscval-
os, e relogios d'nuro patente inslezes.
-. -i. IH& >. 9 ... h ... y ti ti a ,.
NOSELLE MOSSEUX
DE

em gariafas e meias gar-
rafas.
C. J. Astley&C.
oegnrocoBirarogo
COMPAMIi
JiJ^j
AGENTES
C J. Astley & Companhia.

cr -i':

O pUeO,
A S00 rs. a peen
10 IrS raras, bandos de crina para senhora
i '0 rs. o par, pulseiras de
senhora ou meninas muito lindas a 160 rs.
acabar ; na loja de miudezaa do aterro da
iJoa-Ni^ia a. 62, quasi confronte a matriz.
1 unders Brothers & C. tem pwo vender em
rmazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recentimente
idos, dos bem conhecidos e acreditados ta-
:v. ood &Sons de Londres, c
ujui i prop este clima.
Veu I -.- m c,,rro de 4 rodas, bem cons-
c forte, com assento para 4 pessoas de
ro, c um assento para bolceiro e criado frn,
lo de panno fino, e ludo bem arrar.jado :
para fallar, com o Si Portei no aterro da Boa-
riplorio de James Crabtree & C. n.
-,', ra oa Cruz.
Iloa do Qiieima.do
loja to A portas n. 10.
Ain la restam algumas fez'ndas para conclu-
ir a liquidacao da fuma de Leile & Crrela, as
quaesse venlem por deminuto prego, endo en-
tre nutras as seguintds :
Magos Je meits cruas para Iiomctn a
Ditos o'e ditas de cores
itos de ditas cruas muito superiores
\)vo< de ditos para senhora
Dosde ditas muito finas
Corles de caiga da meia cisentka
Ditos de dilas de cesemira de cores
Ditos de ditas de easemira prcta a 58 o
Brim transado braaco do liaba lino
vara
Cortes de cuide de gorgurao da seda
Tao prcto fino, pro va de limo 35 e
Grvalas de se Ja prela e de cores
fincados rancezes, largos, cores fixes
co a io 200
Chita- francezas largas Gnas cavado 240
Ditas e tfeilas 160
fiiscados de cassa de cores lindos padroeso
superior quali.lade eovado 280
Cnsas ,1o cores eovado 240
Pesas Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, c para meninas,
brancas e ciscadas: vende-sc na loja de Leile
ii Irmao na roa da Cadeia do Recife n. 48.
....
Venile-se
r-
Queimado n.40.
Grande c variado sortmenlo
DE
Fazcndas francezas erou-
pasfeitas recebidas em di-
reilura pelo ultimouavio.
Dao-se as amostras com penlior.
Ricos corles do vestido de seda do cores
de 2 saias............................ g
Ditos de ditos de seda pretos bordados a
velludo............................... j(
Ditos de ditos de seda de gaze phanlasia %
Ricasromeiras defil e de seda bordadas $
Taimas de grosdeuaples bordadas...... g
Chales de touquim branco boadadosa
3de.................
Grosdenaple de cores de quadrinhos eo-
vado .................................
Dito de dito liso eovado...............\
Seda branca lavrada eovado 1JG00 a___
Grosdenaple preto lavrado eovado......
Dito dito liso cncorpado a lgfiOOe....
Dito dito com 3 palmos de largura a
liGOO e..............................
Sarja de cores larga com 4 palmos' d
largura eovado a......................
Gaze de sedada China de floreselistrs
eovado a ..................
Follar de seda do listras goslo novo eo-
vado...............................
Setim de escocia e diana de seda ovado
Chaly de flores novos desenhos eovado
narejede sedado varias qualidades eo-
vado................................
Meio velludo de cores eovado.'.'.'.'.'.'.'.'.
Velbulina de todas ascores............
Setim de todas as cores liso eovado ...
Brilhaniina branca muito tina a.......
Chitas francezas claras c escuras o 200 e
Casemira prela fina algSOOe..........
Panno preto e de cor Uno provade li-
niao a 3J500a........................
Cortes de.easemira de coraSjte........
Cassas orgaudys de no ros desenhos a
vara.......................
Ditas francezas muito Guasa............
Uanguilos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinhasde cambraia bordadas deponta
Ditas de dito bordadas a GOOa..........
Tiras c enlroroeiosdecambrniabordados
lucas mantas pretas de linho para se-
nhora ...........
Ditas ditas de hlond>raucas e pelas..'
Chalcsdc sada decores, prelos croxos..
Ditos de merino bordados com franja de
seda..................... _<'_
Ditos de dilodilo de la!!'.!.!"'.'""'.'"
Diios de dito liso dito de seda..........
Dito de (iio dito de la..................
Dito do dito eslampados ino "listado
seda........................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..................
Ditos de aluodao de labyrithooe!.".'
Capellas brancas para noiva............
En fe i les devidrilho preto e de cores....
Aberturas para camisa de esguiao de
linho......................
Ditas de dito de algodo brancas e d
cores.........................
Saias balo modernas.!!.'..'!."!!!!!!!!!
Chapeos francezes forma moderna......
Gravatqs de seda depona bordadas a
velludo ...................
Camisas frauce/as do cor o brancas
finas al?800 e........................
Ditas dilas de fuslao brancoe d cor!!!'
Hitas ditas Je esguiao moiio finas mo-
dernas ...............
Seroulasde brim de igdao e'danh
uaieas de easemira prela setim 9S e....
Jijas do ditas de cores 83 c............
ta de moia casemira .............
I'ijas de brim Uno c varias qualidades
3?e Colletes de velludo, gorgurao,
. easemira e setim...................
Casacas di panno preto multo a ao'c
bonrecasacos c paletots ue panno preto
fino 24> c.......................
Palctols do casemira mesclada golid
velludo.......................__
Ditos de alpaca preta muito Gns.!!'.'.".
litios da merino setim palos c do cores
Ditos de meia easemira..................
Oiios de alpaca pretos e de cor-forrados
Ditos de brim branco cpardo finos......
Di Jos de brim de quadrinhos finos
d>oQO c ..........................
Dito de alpaca preto e decore-.....!!!!!
Relogios de ouru pateo........tes..!.!
Fumo americano
Vende-se fumo americano para fazereharuios
e cigarro, e mascar em caixinhas de 20, e 40
libras 9 preco de 450 ris a libra ; na ruada
Cruz do Recife n. 50 primeiro andar.
Charutos de lavina.
Vende se pharutos da Havana das
rnelhorcs marcas conhecidas nesta pro-
vincia : na ruado Imperador n. 11 C.
Raridac
G^CIA.
DA
80g000
ipoo
l8i)0
2600
2000
2S500
BfSOO
1^500
1000
1000
lj>000
900
r.oo
1^500
700
800
500
320
2$500
7,^000
7ff0UO
1000
500
9

10500
9
g
7*500
79090
63MKI0
43OO
8JO00
S
1C000
S
9
C$000
8=500
9$500
295OO
S
113000
108000
4S500
s
-
mj

ras jior
Tiras bordadas
Cambraias lisas muilo finas peca
Ernestinas de cores para vestidos eovado
Chali :< de laa bordados de seda um
Grodenapia preto, largo eovado I98OO o 29^00
Seda, e sarja lavrada 1JJ800 e 29000
Vestidos brancos bordados para bsptisado 5S000
2*000
Folha do cobre e Metal
amare I lo.
Estnnho em barra e Pre-
gos tle cobre.
Alvaiade eVerniz copa!.
Folha de Flandres.
Palilinba para marci-
nciro.
Yinhos finos de Champa-
nlie e Moselle.
Lonas da Hussia e Brim
de vela: no armazem
d C. J. Astley & C.
>CV": I Gi 9< B : .. ::. ;;
Chapeos de caslor preto
e brancos
N'a ra do Queimado n. 37, vendem-se os mc-
Ihorcs chapes da caslor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Howie & C. raa
do liapiche n. 42, vende-sc selius para homem
e penhora, arreios praleados para cabriole!, chi-
cles para carro, coleiras |>ara cavallo ele.
Botica.
Ttarlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
'$"00 ; montos :
Rob L'AITecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegelacs.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermifngo inlez.
A'arope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellirir anii-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Superior ao nelhor
presunto de fiambre.
Lin^uasde lacea emsalmoura vinJas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfande^a.
59000
;oooo
359OOO
J89OOO
10c. 00..
ogooo
79DCMI
6951II
6800(1
5O00
o$500
S
Vendc-se um excellenlo mulato de 18 annos,
muito bonita Ogura, com principio do officio de
lerreiro : na ra do Queimado n. 33, loja.
28000 e2$500 a peca.
Algodao trancado americano branco, proprio
para loalhas c roupa de escravos, com um pe-
queo loque de agua doce : no armazem de fa-
zcndas da ra do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
. /,L'lt.l! Irra5 conlinuam a torrar na ra
da Cadoia do Recife n. 48, peCas de cambraia li-
sa coraill) jardas a 4500 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muilo fi-
nas c de lindos padres a 60 a vara, meias fi-
nas para senhora a 39800 a duzia, dilas cruas fn-
gle/as para l.omem e meninos, chales de meri-
no lisos a 4J500, c bordados a 6$, paletolsdc
alpaca prela e do cores a 5, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
0119 a duzia, orgaudys de lindos desenhos a
plOO a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
franceza a !0, 280, 300 e 400 rs. o eovado, pecas
dejnadapolao com 30 varas a 4$800, 5?, 5g-)0,
b, / e 8, chitas inglesas de cores lixas a 200 rs o
eovado, tcalhas para mesa a 3 e -*, cortes de
calca de brim de linho a 29, dilas de"meia case-
mira a 2j20, vestuarios bordados para meni-
nos, c outias muitas fazendas que se vende por
barato prceo.
Em casa de N. O. Bieber
& C ra da Cruz n. 4, vende-so ;
Champagne de suueriorqualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 1[-
brag, por commodo pre<;o caixas de 4 latas.
Verniz c verniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Santos da Ba-
bia.
Brilhantes de diversos tamanhos c de primeira
qualidado
fESKJ
Vi
sorlimeRlodecha-
Fazewlas por presos-k
ratissinios.
O Tregnica vendo em sua loja na ra do Quei-
mado n. 2, as seguintes fazendas :
Lencos de cambraia lisa muito fina, du-
zia
Ditos de cassa brancos c do cores, duzia
Cambraias de cores de diversos go.tos,
eovado
Chitas francezas de lindos padroes eo-
vado a 290 e
Chales de merino lisos com franjas de
relroz, um
19800
19000
240
300
uzia
FllPICiO LOWMOW,
Ra da Scnzala Nova d. 42.
Neste cslabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimonto de raoendas e meias medi-
das para euSenho, machinas de vapor e taixus
de ferro balido e coado. de lodos os tamanhos
para dto.
Corles de vestidos
de seda
Samad Q,Iim4.i.37 foja tttXSSiSStSXSStSiS
POI'UIS acaba C rCCdlCr IIClo uililUO ^'P6" du sed" de quadros, eovado
navio viudo do Havre um completo sor- \ nS&X*&"*n' *"*
lmenlo de vestidos de seda de 2 saias,''
2 babadosc de avcnlal.os qiaes se ven-
dempoi-preco commodo.
Ghapelinas de seda e de
velludo para senhor .
Ricas cliapclinas de seda c de vellu-
do para senhora: na ra do Queimado
n. 37, loja de 4 porlas.
Golas e mangulos.
Ricas golas e manguitos de cam- U 'u,,,us uu uti,u a avuuu
!e!,/rvrasaa d0 Cucimad0 37> '^".Cobcrlas de chita
6g40O
8000
831 00
040
400
ascoo
3000
500
Dilas ditas pora dita, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, eovado
Ditas dilas escuras com duus lanuras
eovado '
Cortes de dita muilo fina
Ditos de dita preta bordada
Brim branco de linho lino, vara
Dito dito dito, vara
Dito dilo dilo, vara
Dilodilo dilo, vara
e oulras muitas fazendas que se vendero a voli-
tado do comprador.
Palitos de Brim 3#000
Na ruado Queimado n. 19. eslao-se acaban-
do Palitos de Brim a 3S000
lgOOO
65400
80500
10600
18400
1*200
lgOOO
a 2000.
Ra do Queimado n. 19.
I
.rmazem de fazendas
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra do Queima-
do n. 37, loja de Aportas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar rte {Ie r,l!o frn
cabello: na ra io Queimado u. 37Jr,T03,rnfeil3'lof
loja de A porlas. '
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de .
PCIO de linllO coma de algodao C de fas- Chales escoras para Ir ao banhoV.OO
lo: na ra do Queimado D. 37, loja df C!lilas francezas muito finas miudas c esca
14 portas. rns a 94ft *****-
Ra do Queimado n. 19.
Sajas bordadas a 3200
Corle de piscado francez iSeovados a 2500
para menino
ado
Pecas de rhia iniudinha fina com 3S"'covados
a 5500
Crambraia miudinha a iOO a vara.
UUa 400 vara.
peos
IGhapos de seda paral
senhora.
Cr
:$$ Campos & Lima tem para vender S
.-hapeos de seda para senhora a 10? cada e
nm : na rued. Crespo n. 12
u
$$mm%s&
iu
Vende-se em casa deSaunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
no'fduricaiit Rosltell, por precos commod..s,
e lambem trancellinso cadeias praos inesmos,
oc escolente goste
1C00
2J1U00
3S000
13000
2CO0O
5000
65000
1*000
2^000
45000
1*000
\cnde-se urna prela crioula muito moca, de
esvelta figura, com una iiha de 4 anuos', sabe
pcrteilarneuto engommar o connhar, e propria
para casa de Iratamcuto : no largo da Asscm-
b!a ii. 6.
o a m
500 rs. o eovado.
Pampos & Lima, tem para vender ^
? alcatifa com quatro palmos de largura a g
|| 500 rs. o eovado : na ra do Crespo <&
25000
2o0
ooo
240
2900
A eo bordados para chapeo
l-:nre meios bo-dados
Alhofclhado adamascado largo vara
Lencos de chita es:iiros um
Gaogaa de cores para palitos eovado
15600
18280
100
200
Vendem-se
m^ios de sola envernisados, couros de lustre e
pelli'-as brancas, ludo chenado recenlemente :
nc armazem de Almeida Gomes, Alves & C ra
t. Cruz n. 27.
I
Relogios de ouro e prata, coberlos c descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
procos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Batatas baratas!!
Gigos de 32 libras a 18400 para acabar: na
ra da Madre de Dos n. 8, armazem de Valen-
;a { coberlos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
viudos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Snuihall Ifellors & C
198@8 AftAA?9 ^*$&
($0 Vendem-se loalhas de linho do Porto a (J
@ 7a du/.ia.guardanapos grandes a3g adii-
$J zia, dilo mais pequeos a 2$ : na loja d.- S
,' Nabuco C, na ra Nova [n. 2. }''
< x^ as i-, v *c >u- v^. <> ,o-> wv9<$S
Chap'-osdc caslor pretos de superior qualida-
de a lo, ditos francezes de seda a 7, castor brancos a l-$, ditos de velludo a 8 o !).-,
ditos da lontra de todas as cores muilo finos, di-
tos de pall a inglezcs de copa alta e baixa a 3 o
og, ditos de fel tro, um soitinicnto completo d-
aSia a.G}5(,.()- dilos do Chile de3500, 5, 6, 8,
J, 10 e 12;, dilos de seda para senhora, dos mais
modernos, a 12$, chapelinas com veos do ulti-
mo gusto a 15$, enfeites Cnissimos para cabeca
a 4'00 e 5J*. chapeos de palha oscura, massa'c
seda, muito proprios para as meninas de escola,
sendo os sous precos muito em conta, dilos para
baptisado de meninos e passeios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para escolher, bon.-ts
de gal.io, ditos de marro niim. dilos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, c mesmo para senhora e para i-
nicos ; fin lmenle outros muitos objectos que se-
na enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to em cotila ; c ossenhorea freguezes vista da
lazenda Oca rao convencidos da verdade : na em
conhecida loja de chapeos da ra Direila n. 01,
de Rento de Barros l'eij.
Taclias para engenho
Fundicao de ferro c bronze
DE
Francisco Autonio Gorreia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como so faz c concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEITA MEDICO DEIIOLIOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, compo o inleira-
mente de hervas medieinacs, nao ccnlm mercu-
rio, ii.in ai.'nina outra substancia delecteria. I!.-
Digno mais tenrainfancia, eacompleicao mais
del ida igualmente prorapto c seguro para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta
e inicuamente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doeneaj de qual-
quer especie e grao por meis antigs e ier
quesejam.
Entre militares d.- pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
r- cobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os ou iros remedios.
As miijs afilelas nao devem entregarle ade-
sesperacao ; fneam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assomnrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
No se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Al portas.
Ampolas.
Andas'malde].
Asthma.
Clicas.
Conyulses.
Debilid.ide ou exterwia-
co.
Dcbilidadc
forjas
cousa.
Dysi nte ria.
Dor de garganta.
de barriga,
-nos ruis.
Dureza no veulre.
F.nfeimidades no ventee.
Ditos no figado.
Ditas venreas.
I'nxaqueea.
Herysipela.
Pebre biliosas.
Febreto intennl. nte.
ras a 240 eovado.
nonf(onnr.nK:n,-1n Um completo sorlimento de madanolao.
ionCbSpara enanca ? onnn | r
Ricos bonets d3 oiarroquim para ^ ^""vf X lllZla
Cl'ianca : na l'Ua dO Queimado n 37, lo- LcnC3 ^ cambraia para algibeira a 2,000 a du-
ja de i portas. zia ru! do Queimado n. 10.
KSrSSSSSBSrBSi Cei1es ^ cambraia pretas
_____ il ^ Nfl na dn n.int^o.ln n 1 ti
50
meopalhicos enviadosg
da Europa pelo Sr. Dr.
Sabino O. L. Pinlio.
_ Estes medicamentos preparados espe- i
ciaL-jnto segundo as necessidades da li
u homeopalhia no Brasil, vendem-se pelos S?
'g precos conhecidos na botica central ho- ^
rw meopatliica, ra de Santo Amaro [M".ndo $t>
gf| Novo) n. 6. Q
Na ra do Queimado n. 19.
-
.......................................... f
No
dcnosilo

.
pusnu CO
gelo.
Vendera-se barriquinhas
com macaos da melhor quali-
'i, vinduono irt vio to gelo, '
pelo prego de 8.S a barrquinha.
CRAXDE E VARIAD SOUTI3IEST8
DE
oiiasp feilas e fazendas
KA
'
DE

- .
3 \endcm-sn fazondas por barato |g
^J preco c algumas por menos de sen
mus v;'lor Para aca' ra PSa (' a rcla"
SS porlas n. 10.
^ _>ii^ -,."t.; tssaifiMffnsff f+3 --'--...
Ckpeos prelos.
Na rua do Queimado
numero 19.
Chapeos pretos de primeira qualidade, c de
trma elegante a 10$ cada um.
Ja"'" inveneao anerei-
Na na do Queiina-
don. 40.
cu falta de
para qualquer
Gotta.
liemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacdes.
Ir r cgu la ridades
menstrua
Lombrigas do loda es-
pecie.
Mal do pedia.
Manchas na culis.
Obslruccao devenlre.
Phtysica ou cousump-
pulmonar.
aelencao de ourina.
Hheumatismo.
Symptomaa secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras
Venreo [mal).
Vendem-se larris com cal de Lisboa, da mais
nova que ha no mercado, por proco de Cg cada
um barril: na rua do Rrum u. 18, armazem de
assuear.
i Para (lenles, f
@ Vende-se na loja do Nabuco & C. na
rua Nova n. 2, camisas de casemira, di- Qsi
0 lis de flanella, ceroulas de meia, meia de @
4) la e eaiapueas de meia. ej>
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnston & C. rua da Snza!a n. i2.
= Vendem-se corles de veslidos de seda es-
coceza, muilo lindos padres a 3'.$ ; na rua No-
va n. li, loja do bom goslo.
Vendem-se estas pilulas no estabclecimenlo
geral de Londres n. 22!, cSlrand, e na baja de
lodos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadaa de sua venda em loda a America i/b
Sul, Havana c Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
deltas, conten urna nslruccao em porluguez pa-
ra explicar o modo de so usar destas pilulas.
O deposito geral 6 em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22, aa Per-
nambuco.
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existem 40 parclias, todot
muitos gordos, novos e de bom tama-
uiio do encllente canvgamento ebe-
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdentes dirijam-sc ao trapiche da
companhia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Portas, de Flix da Cunha
Teixeira.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempro no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortim;.i;to
de tachase moendas para engenho, do multo
acredilado fabricante Edwin ll.tw : a tratar no
aesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44.
ccada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Ce- !
cife n. 48, loja de Leile \ Irmo.
noazea de fazendas.
Rua do Queimado numero 19.
Cortes de riscado francez 31[?covadosa2#500.:
Coberlos de chita a 2>600.
Chapeos enfeitados para meninos o meninas.
Dilos pelos Anos, ultima moda.
Ditos de fellro.
Cambraia organdys muito fina.
Chales de froso de tres pon tas.
Ditos de merino bordados de ditas ponas.
Ditos muito finos bordados a froco.
Ricos chales de touquim branco.
Cortes de seda de duas saias.
Luvas enfciladcs.
Manteletes pretos bordados.
Lencos para algibeira, brancos, a 2g a duzia
.: Ricassobrecasacas de panno Pno preto-
; e de cares o 280, 1150 35*, tambera len 1
palctols dos mesmos pannos a 22- e 2'
; palctols de casemira de cores de muit I
bom goslo e finesa 12r, 1.{j-, 1GC 18. di-
: '"'l'i', panno preto para menino a 18* c S
US, dilos de casemira de cores a 8 > e 10
calcas de casemira de cores e prelos piun-
: lamente para meninos a 7*. 8, 9*. 10^ e :
i 1i, colletes de gorgurao de seda e case- :
mira a 5$, 5$ e 7$, palelolsde alpaca pre-
: tos de cores saceos a 43; ditos sobrecasacos !
: a 9 e 8$, ditos de brim, de esguiao e de
u fuslao lano brancos como decores a -i- '
: 4*500, 5o6J, cairas de hrins brancosmui' S
: lo finos a 5g C8 e7, colleles trancos c de j
, cores a 3ge 35500, camisas para meninos U
: ae diversas qualidades, calcas de brinsde;
. eres (mas y 3.-001, 4 c 55, um rico sorli- :
- m.'iito de veslidos de cambraia blancos-'
; bordados do melhor goslo que tem appi- '
: recido a 28?, manteletes de fil preto e de '
- eoinn,ul0 superior goslo c muilo moderno :
: aSOSradaume 21j, ricos casaveques do :
: carm raa bordados para menino a 10, di- :
m los para senhora a 15J, reos enfeiles de :
troco de velludo go-lu melhor que lem ai.- :
: parecido o K13 c 123, c oulras muitas fa- :
j zeodase roupas hitas que com a presen a '
: 00 freguez se far patente. |
asacas para a jiiaresnia
. Neste mesmo Pslabelecimeulo
; grande sorlimento de casacas pretas, as- '
sim comi manda-so fazer por medida Ton- ''
lade do Freguez, escolhendo os mesmos os '
': pannos a seu goslo sendo os precos a 33o :
I e 40?. "j
Camisas iuglezas
No mesmo pslabelecimeulo acaba de che-
;.. gar um grande sorlimento. das verdadeiras -
camisas inglezas peitos de linho com pregas :
: largas, ultima mola, por ter-se inuila :
L quautidade delerminou-se a vender por i
, I menos do valor seudo.a duzia a 34;\
Eaa do Queimado n. 11.
A 30g cortes de vestidos de seda quecustaram
60; a 163corles de vestidos de phanlasia que
custaram 30.; a 8,J chapclinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-sc que rao
desbota : na rua da Cadeia do Recife n. 48, la-
ja de Leile & Irmao.
Enfeites de vidrilho o do relroz a 45 cada
um : na rua do Queimado n.37. loja de 4 porlas.
Em casa de Kabe Scbmettan 4
C, rua da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Tiauc-ann de Ilamburgo.
do deposito geral do Ro de Janeiro: a tratar
com Tasso & limaos.
Fariiiita de mandioca
nosarrnazens de.TaSso & Irmo*.
Ulilho
nos armazens de Tasso & rmeos.
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, chc-
gada no ultimo navio dos Estados Unidos nos
armaiens de Tasso Irmios.
Calcado francez
o
Na loja u. 4 da praca da Inde-
v pendencia set-se torrando
mesmo a tronco de sed tilas
velhas.
Broseguins para homens a CcOOO
Ditos para senhora a 350O
Ditos para meninas a 250O
Dilos pira crianza a 2000
Sapa loe' de lustro a 5J000
: Sapato de lustro rasos a 27OO
Ditos de (apele para homem a 1P000
Stpatocs de beserro para homem a 48000
Buininlias de lustro e niarroquim a 19000
Sapatinhos de lustro de cohetes a 640
Assim como lodo o calcado se vende por bara-
to |irec,o.
Vende-se
i
:-
5 Kstopa,
; Lona,
Camisas inglezas finas.
| No armazem de Arkwrigbt C
g rua da Cruz n. 0!.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado.
dilo champagne, idem, dilo muscalci, idem : no
, armazem de. Barroca i Ucdeitos, rua da Cadeia
i do Reciten. 4.
-


DIARIO DE PRNAMBUCO. QUISTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1860.
CO
DE
Sita na roa Imperial n. 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
BE
Sehsiio J.da Silva dirigida por Manoel Carneiro Leal.
Neste rstabelecimento ha sompre prnmptos alambiques de cobre do dilTorentes dimeneocs
de 3003 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos deslilalorios contnos
para restilar e destilar espritus com graduarlo al 40 graos (pela graduadlo de Sellon Cartier) dos
melhorcs systemas hoje approvados e conliecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, esperantes ede repudio tanto de cobre como de bronze e ferro, (ornciras
iJe bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., para Tusos do bronze c
ferro parajodas d'agua,portas para ornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo do todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com arraaco e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas c tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, ospumaderas, cocos
para engenho, follia de Flaudres, chumbo fm lenrol c barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lencocs de ferro o lato,ferro suecia inglcz de todas as dmensdes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., c outros mullos rticos por menos proco do que om outra qualquer
parte, desempenhando-se toda o qualquer encommeuda com presteza e perfeicao j conhecida
e para coiumodidade dosfreguezes que so dignarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
lio na ra Nova d. 37 leja de lerfagens pessoa habilitada pata tomar nota das cncommendas.
REVISTA HEBDOMADARIA
COIXABORADO
\ TFLOS sns.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlcxandre HernilanoA. C. Ramo?A. Gnima-
resA. de LimaA. de Oiiveira MarrocaAlvos Uranio A. P. Lepes de HendoncaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos RarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva" o Cunda P.
Gomes de Amarina lf. M. BordarloJ. A. de Freitas Oiiveirai. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollacoJ. E. de Magolhes CoutinhoJ. G. Lobato
PiresJ. H. da Cunha RivaraJ. J. da Grapa JniorJ. Julio de Oiiveira PintoJos Hara
Latino CoellioJulio .Mximo de Oiiveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Suva Ferraz__
Jos de TorresJ..X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz l'ilippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MiJosiRicardo Juo FerrazYaleiira Jos da Sveira
Lopes Xisto Cmara.
DIRIGIDO
roa
A. P. de CanallioI. F. Silveira da MolaRodrigo Pagaiiao.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offereeer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, ataras artigo* originos sobre qualquer destes assumptos, o archivo UCIIVERSAL,
desde Janeiro de 1S59, em que comocou a publicarse, lem satisfcito aos sous lius, com a maior
exaclidao e regularidade.
Publica-so todas as soguillas feiras cm folhas de 10 paginas, o compela lodos os semestres
un volume de 420 paginas cun indico e frontispicio competentes.
Assigua-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, c na ra Nova n. 8.
Preco da assignatura : pelos paquetes vapor 10J260 pur auno ; por navio de vela 8g [moeda
brasileira).
Ha algumas collecroes desde o cometo da publicarlo do jornal.
REMEDIO BNCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharcs de individuos de todas as nacoes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necossario, que,
Eelo uso que delle fizeram tem seu corpo e moru-
ros intoiramcnle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravillosas
pela lcitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muilos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que uicntupe so
mdicos mais celebres. Ouanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de sena
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer i
amputac&ol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem a essa operaoao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso de3se
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecinieulo declararan! es
les resultados henelicos dimite do lord correge-
dor e outros magistrados, alim de maisautenli-
carem sua firmativa.
Niiigucm desesperara do estsdo de sande se
tivesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum lempo o
mentratato queneeessitasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prova riucoutcstavelmente :
Oue ludo cura.
O ungento he uti!. mais particu-
larmente nos seriiintcs casos.
37 Ruado Queimado37: Ra da Imperalrizn. 2
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores do rabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Fruirs.
Gcngivas escaldadas.
Ir-chaces
Iaflamniato dofigado
Inflammaeao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queiiuadelas.
Sarna.
Supuraccs ptridas.
Tinha, esa qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do fgado.
das arlic*ular,es.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vcnde-se este ungento no estaLecimcnto
geral de Londres n. 224, Strand, e na luja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
cncarregadas de sua venda em toda a America
do snl. Havana e llespanha.
Vende-se a&OO rs., cada bocelinha contera
urna instrucrao em prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Gran, 22, cm Pcr-
nambuco.
FotassadaUissia
E CAL DE LISBOA.
No bem couhecido e acreditado deposito da
ra da Cadcia do Recife n. 12, ha para vender
! potassa da Russia c da do Rio de Janeiro, nova
j c de superior qualidade, assim como tambera
calvirgemem pedra: ludo nor urecos muito
! razoaveis.
Loja de 4 portas.
Chegon a este estabe-lecimento um completo
sortimento do obras feitas, como sejam : pale-
oits de panno fino de 16g al 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 3a#, um completo sortimento de palc-lols de
riscadinlio de bnm pardo c brancas, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho c de 'panninho de 2$ at 5
cada urna, chapeos francezes para homema 89, j
ditos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 139, ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de feltro para homem de 49. 55 e at 7-S
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a 108, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo rieamenle enfeita-
dasa 25g, ditas de palha de Italia muito finas a
25J(, corles de vestido de seda cm carteo de 401
at 150$, ditos de phantasia de I63 at 35J(H)0,
gollinhas de cambraia do 15 at 53, manguitos I
de Igu00at59, organdys escuras o claras a|
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores I
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor- |
les para rolletes, paletols e calcas de 38500 at |
4j o covado, panno fino preto e decoresde 89500 I
al 10$ o covado, corles de collete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de go-gurao
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 18280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9#, gresde-
naples de cores e pretos de I3GOO at 35200 o j
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 123 cada um, ]
lencos de cambraia de linho bordados para se-I
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20 a
duzia, casemiras de ores para coeiro, covado a
25400, barege de seda para vestidos, covado a
I54OO, um completo sortimento de colletes de
gorgurap, casemira prela lisa c bordada, c de
fusto decores, os quaes se vendem por barato
preeo, velludo decores a 73 o covado, pannos
para cima de mesa a 10-3 cada um, merino al-
cochoado propno para paletols e colletes a 298OO
o covado. bandos para armacao de cabello a
; 13500, saceos de tpele o de marroquim para via-
|gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
[ teguezes, e outras muilas fazendas que nao
i possivel aqu mencionar, porm com a vista dos
I compradores se mostrarn.
Com lojiie de avaria
J:800
Corles do vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 33P
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por caa face
e Je 4 o meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zeni de fazendas de lia) mundo Carlos Leilo &
Irmaos. ra da Imperalriz n. 10.
Escravos fgidos.
200$ de grtifiecao.
Anda contina ausente o prelo Nicolao, escra-
vo de Francisco Antonio Cabral de Mello, pro-
priclario do engenho Tabocas da fregue/.ia de N.
neo que oiu
as a, qualidades peras seccas a H* ff.trfi'StfiS
ibra e caixmhas de 4 hbras 23500, ameixas do corpo, representa (er 22 annos de idade o
I:iA l:u ...II.- J. ___________. nsm ". .... -1..' !______ .1. ..______ '.
Vende-se superior queijo da pralo a 1J000
alibra dilosuUso a 800 tis a libra, manteifja
ingleza primeira qualidade a 15000 dita fran-
ceza 720 cha de primeira qualidade 23560 dito
-3400 dito a 2c20U dito 2#00O bolacbnhas dej da Luz. Este preto u-n dos ci
todas
a li
a 8)0 a libra, vellas de espermscele a 700 ris' tem alguna signaos de castigo as costas, leudo
a libra vinho madeira secca dilo cherez dito. lailillCm alguns principios doofilcio de carapina;
musca le consta ter sido visto no Ouricury, inculcando ser
forro : quem o apprehcnder c entregar no citado
engenho a seu senhor, ou no Recife a Mauoel
Antonio Goncalvrs. sergratili''ado com 20H3.
Pugio no dta 16 de Janeiro o prelo Faustino
que representa ter a idade de 25 annos com 03
signaos seguintcs : cor pela, rosto redondo, bar-
baja, altura regular, grosso do corpo, olhos ves-
gos, bem tallante, natural da provincia do Ha-
i lanlio de onde vcio ha 4 mezes pouco mais ou
menos, lctfou vestido camisa de madapolo a
calca de riscado,-chapeo de couro : quem o
Aviso.
Roupa fcita, chapeos c calcado para
g se vestir um homem dos ps a cabera : jSj
^ na loja de Nabuco & C. na ra Nova n. 2, *
atraz da matriz. ';
\ endem-se l pretos crioulos, sendo um bom aprehender o poder levar ra do Collegio loja
omcial de oleuo de lijlo c formas para engenho, do sobrado n. 3, que ser recompensado do seu
tambera lem principio do pedreuo, trabalha al- Irabalho.
guma cousa de carapina; o outro muito bom | Desappareceu decasa de sen scnh.r,-nodia
rahalhador de cnxada : cm Sanio Amaro, adan- 22 de Janeiro ao meio dia, o cscravo lvo, de na-
to da '
de arvores que eslonarua.
alliador de cnxada : cm Santo Amaro, adan- 22 de Janeiro
?"d^0.d0..?'-^U,rr' dcfronle djs douspsjcao Costa, representa ter 40 annos, pono mais
ou menos, bem fallante, quando quer fallar mais
depressa gagueja um pouco : quem o pegar, le-
ve-o ra do Collegio, casa de seu senhor, qua
seiii gratificado.
Fugiona imite do dia 21 para o dia 22 des-
te corrente Janeiro um negro Cassange, de nomo.
Manoel, neaueno. de 50
Vendc-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de rclogio
do ouro, patente inglez, de um dos mais afa- Mam
mados tabrieantes de Liverpool; tambera urna menos, corpo SCCCO, ps largos e seceos, baixo, o
vaneaaae de bonitos trencellufl para os mesmos. rom toda a barba, pode-se eonhecer melhor por
- r quebrado e tambera as moa por ler sido
F.m casa de E. A. Burle & C, roa da Cruz n.
48, ha sempre para vender um completo sorti-
men'
I1
rae;
'I
i.'
d
|d o chapeados de metal. As pessoas qu
sarern podem compra-Ios c
menos que era oulra qualq
amassador do padaria : quem o pegar, leve-o a
padaria franceza da ra da Imperalriz u. 50, que
ser recompensado.
1 ligio ha pouroi dias, do lugar onde trabalha-
Seus proprelarios offereccm a seus numerosos freguezes o ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase mcias moendas, taclias de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoos e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca o oleo de ricini, portees gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultiva Ion s, pontes, 'aldeiras e tananes, boias, aivarengas,
boles e todas as obras de machinisrao. Execula-se qualquer obra seja qual tr sua natureza pelos
desenhos ou moldes que para tal lim forein aprsenla.ios. Recebem-se cncommendas neste esta-
belecimenlo na ruado Brum n. 2a A o na ra do Collegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
xeiro do estabelccimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os prelendentes se podem
uteuder para qualquer obra.
a 800 rs.
O gigo com 32 libras : na ra da Madre de
Dos 11. 8.
braii
tico,
Recebcram-so ltimamente ama porcao dcstes
c promet'.e-so
li
Vende-se cemento bronco e preto, em barrica
o a relalhq, por barato preco ; no armazn) de
materines da ra do Imperador n. 17, eludo
mais pertencente a peJreiro.
ara os folgasoes do Car-
sem i ni al.
Na loja do Preguiea, na ra do Queimado n. 2,
vendem-se cambraia organdys para vestidos do
senhora, o mais fino que possivel, e de lindi s
padroes, os mais modernos que ha no mercado,
pelo barato preco do 500 rs a vara.
Ferrcra, na ra da .Moeda
urna boa recompenso.
Dcsapparcceu na noite do dia 7 de Janeiro
corrente de S. Ju> do alanguinho, tasa de Jos
ira Castos, o cscravo rrioulo, do nume Be-
nedicto ; representa 25 a 20 annos de idade pou-
co maj ou menos, sem barba, altura regular.
DA
naval
Bm MM ilHl IE PSM!,
3 RA A Gl .RffA, AS A !*** W UBA
CUniea ^oy amlio os systemas.
0 Dr. Lobo Moscosod constfltas'todos os das pela manhaede tardedepois de 4 horas
ContrMa partidos para curarannuanentc nao s para a cidade como 1 ira osen ;ei los ou oulra*
propnedades ruraes. una.
Os chamados derera ser dirigidos sua rasa al as 10 horas da manha c era caso de or-
ad aou ra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome dn
pesso^i o dama e o uumero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes r.o bairro o Recife podero re-
mclteris. us bi I he tes a bottea do Sr. Joao SounnA C. 1.. ra Ja Cruz ou loja de livrosdoSr. Jos
oguetra de Souza na ra do Crespo ao p da ponto vel
Kcssa loja c na casa do annunciante achar-se-ha constantement eos melhores ciedica-
mentosiiomcopulhicos ja bem conliecidos c pelos prcos seguintes :
Botica d? 12 (ubos grandes, ...".......10*000
-Ditosde 2! ditos...............15000
Gama & Silva, no aiitigo ater-
ro da ba-viata hoje ra
Imperalriz n. 00.
Vendem lindissimos chamaloles de aliodo
a imita^ao de seda, do todas as cores proprios
para vestidos de senhoras para vestuarios para
liomens por preco baralissimo juo facilita faser-
ce um rico vestuario gastando miiilo pouco di-
nlieiro da-so as mostras cora pinhor.
Pera e anieixa
Vende-se pera secca o ameixas rainha Clau-
dia em caixinlias de 2 libras a 19000 a caixi-
nha ou 500 ris a libra ; na ra Direita n. 93.
esquina -lo beco do Serigado.
1 nDPllAiltt.
N.6.
DEFIONTE 0 \mm DO HAZ-
' Cortes de casemira de gostos modernis-
simos
: Bolsinhas escoeczes para meninas de
| escola a 200 rs. o
' Sapalcs do couro de lustre para hoincm
i Ditos do Aracaly
. Dilos de bezerro
Sapatos de couro do lnslre para senhora
Lindissimos chapeos da Italia para me-
ninos
' Garrafes cora cevadinha
i Cestas com 15 libras de figos,cada urna
] Alelrra, caixas de :2 libras
Macarra o, caixas di mesmo peso
Assim como um excellenlu cabriolet pormuilo
! commodo preco.
Vende-se um carro e um boi, ludo em mui-
, lo bom estado ; quera o pretender, dirija-so a
ra do Camaro n. 7. que se dir quem vende.
3J500
500
3;000
C00
1280
1|120
55000
6$00
IfiOOO
55000
4?00
foT^ou^ffi; WMh0- ,; mui, reSst. falla mpo-co desean-
uc oarle de sado, anda calcad., intilula-e por forro ; levou
| caira e camisa de algndaozinho azul com lislras
e bonet do la proprio para marujo : roga-se a
I quera o pegar de levar a .Manoel da Silva Santos,
ra da Cadeia do Recife n. C2.
l'ugio no dia 27 de dezembro do atino
prximo passade, do engenho Brejo, fregueza de
Jaboato, oescravo AUxandre, cabra, sapatei-
ro, idaJe de 30 anuos puuco mais ou menos, de
estatura mediano, feceo, e pisando m:<\ por cau-
livros, do muito superior qualidade, e" vendem- s3 Jas Lobas, que Uvera nos ps ha um anno :
sea precos muito razoaveis : na livraria econo- cIcmocostume.de embriagar-so; dc-confia-se
mica delronle do ano de Santo Antonio. -, n .:r. ... i i ,
- Carne de vacca salgada, cm barra de 200 ''Ue Csla no Rec,fe ou *marac : pcle-se por-
libras : cm casa de Tasso limaos. lan, a T"-'"1 encontrar queira lcva-lo aquelia
Deposito lie rap princeza cnSon,'. "o cscrptorio do Sr. Manoel Aires
IGasse do Rio de Janeiro em
Pernambuco, ra da Pe-
j uba n. (), em casa de Pinto de
Souza ABairao.
Nao s ueste deposito existe um grande sorli I corpo gualmenlo regular o bem feito, levou rou-
mento desse afamado rap, como lambera o acre- Pa- constan lo do calcas de casimira, jaqueta do
ditado rap princeza Rocha do ltio de Janeiro I Pan'io Uno azul, camjsas brancas finas, calcas do
com o titulo de particular, que naquella provin- Ban"a e de brioi trancado bronco, chapeo redondo
ca como em outras, tem merecido grande acei- de follro escuro, c urna rede, todo usado. so-
taco, cujas qualidades vendem-se no deposito K'do por urna mulher forra, cor fula, de nomo
cima indicado. Candida,'que consta ser natural de Macei, usa
Vende-se um sitio com casa de vi venda, cabello amarrado. O cscravo natural de Ser-
plantado de arvoredos, cercado com bastante ter- fe''!"1- aonde lem mu, hoje Corra.
ra para plantar, baixa para capim : quera pro-. Roga-se a quem o aprehender de entregar no
tender, dirija-se ao Uemedio defronle da igreja, Manguinho em casa dJosT. Bastos, ou nesta
a Iratar cora Caetano Baptiala de Mello. cidade em casa de Bastos S Lemos.rua do Trapi-
Approveitem em quanto 6 che" 7mi"e lBt& 8e,,wos"Bl^cmi)ensad0'
tempo. Molcque Fgido.
Urna cscrava ocrfoila engommadeira ecozi-1 lOO.sOCO de gratiicacao.
nheira, 1 dita boa cozinheira e quitandeira, mui-: Roga-se aos capilaes de campos, e a loda a
! X KifdSASS ^awss qua,Tier aul0(';,ac f a^rns, ,de ,,m rao,e-
, ra de Aguas Verdes u. 40. fl"ft ,Ie nome -Mar.oel, crioulo, dade 12 annos
lima pessoa tiue se ret- T-00 mai-s ou,menos;.5?' fusio, 1.. x- ...l.t t\t\ f i 8baixo a5i3na(!o no Jia 30 lo outubro do cor-
ra Vepae UU apOllCCS da COm- rente anno, levando calca de cor, carniza azul,
panhia doBeberibe: a dirigir- rl,nrieo ,le iialha 0,ea(,e maior si8na' 5 soffrer
Se lin PSOrinloi-in
  • Conlinua-se a vender fazendaTpor imi'1 '''Ihao, que se queira aproveitar do sua pequea
    fi prerc^al mesmo por menos do se i valor, g 'ja,j P^fa o seduztr, desde j protesta o mesmo
    i alim de liquidar coritas : na loja de 4 perlas H abaixo sssignado de cahir so"bro* dilo larapiocom
    i ra do Queimado n. 10. ,,j. .- ,. .... .
    . i-io o rigor da le, e groiilica da niaceira cima,
    Goiabada Imnerial i \qvt3ie que lhV,or nlicia cerla> e-pnga ,oda
    uuuujuua Aiu|iLlKll. despeza que o fizer com o mesmo moleque para
    i \ ende-se era caixoes e era latas a mais fina se efectuar dita aprefaensao, levando ra Nova
    ROiaba que se tem visto. Ra Direita n. 6. n. 21. Francisco Jos Germano..
    Dos premios da.primeira parle da primeira lotera a beneficio do eemierio de l^uarass
    exlrahida em 23 de Janeiro de -1860.
    Ditos de 6 dilos.
    Dito de 48 ditos.......
    Ditos de Gt) dilos...........I'.'.'.
    Tubos a vulsos cada um...... .
    Frascos de linduras.......".""."
    Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
    em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
    cina, cirurgia etc.. etc. ,........
    Medicina domestica do Dr. Hcring, com diccionario. .' .'
    Repertorio do Dr. Mello .Moraes......
    20^090
    2550CO
    0-000
    1C00O
    2J000
    20-5000
    103000
    Neste provcitosocstabeleciniento, que pelos no vos melhoramcnts fcitos acha-so conve-
    nientemente montado, far-se-hao tambera do Io de uovembro em vante, mralos mensaes para
    maior commodidade e.economia do publico de quera os proprelarios esperam a rerauneraco de
    lautos sacrificios. r r
    Assignalura de banhos fros para urna pessoa por mez. lOgOOO
    * momos, de choque ou chuviscos por mez 15fOOO
    ^^^^ Sonns de carines ; lanhos avuUos aos oreos annunciados.
    NS. PUE.MS. KS. PREMS.
    Saias de balao pelo baralissimo preco de 4j :
    na ra do Crespo n. 16, laja de Adriano"& Castro.
    @ Brim lona bronco o de cores para cal-
    ty cas, vendc-se a 33 a vara, no segundo an-
    tdar do sobrado da esquina da ra do
    Queimado, por cima da loja do Sr. Pregui-
    ea enlrada pelo becco do Peixc Frilo n. 1.
    Farello a
    6^000 rs.
    Saccas grandes ; na ra Nova n. 52.
    Espirito de violto com M
    graos.
    Vende-se espirito de vinho verdadeirocom 44
    graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
    adas : na ra larga do Rosario n. 36,
    Algodo MODsro.
    AG00 rs.avara.
    No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
    de-se algodo com 8 palmos do largo, pelo ba-
    rato preco de G0;> rs. a vara ; esto algodo serve
    pra toalhas de mesa por ser de superior quali-
    dade.
    Era casa de Ilcnry Forsler & C, ra do
    Trapiche n. 8, vende-se :
    lira carro americano de 4 rodas.
    Arrelos americanos.
    Bombas amercas.
    Fogoes americanos.
    Arados de ferro a 30#
    Champagne e cognac.
    Relogios americanos.
    Farinha de trigo de todas as marcas.
    Marmelada.
    Na ra Direita n. 6. vende-se marmelada
    de primeira qualidade a 6}0 ris a libra a ella
    antes que se acabe.
    Farinha.
    Ferreira & Martins em seu armazem na tra-
    vessa da Madre de Dcos n. 16, vendem porprcQO
    commodo a superior farinha de mandioca recen-
    temen le chegada do Maranho, em saceos gran-
    des, tanto era porgues como a retalho.
    Vende-se superior linha de algodo, bron-
    ces e do cores, em novello, para costura: em
    casa de Seuthall Mellor & C, ra do Torres
    n. 38."
    SELL1NS.
    Vendcra-se os melhorcs seilins inglezes de pa-
    tente no aromzem de Roslron Rookcr&C,
    probado Corpo Santo o. 48.
    t 5}
    20 5
    21 5c
    30 sa
    37 55
    39 5;
    13 5;
    00 5-5
    5S 55
    65 5
    66 5*
    67 55
    72 109
    73 55
    74 55
    79 5
    84 20?
    85 5
    87 5J>
    88 55
    92 5
    97 55
    101 51
    3 55
    5?
    7 55
    9 *:
    10 59
    15 55
    17 o;
    18 55
    21 5J
    36 5?
    39 55
    40 5?
    43 55
    48 55
    50 55
    53 5
    54 5
    84 5
    65 105
    68 4
    69 5
    73 5J
    75 5J
    78 5
    81 5
    90 3
    94 3#
    86 5
    199
    203
    5
    7
    9
    II
    17
    20
    22
    25
    26
    29
    37
    39
    45
    O
    55
    56
    58
    63
    6i
    6
    69
    70
    82
    83
    87
    89
    92
    98
    300
    3
    9
    10
    12
    17
    19
    20
    27
    30
    36
    37
    41
    52
    62
    63
    65
    73
    74
    84
    NS. PREJJS.
    5
    55
    5:
    35
    55
    5
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    55
    55
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    55
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    5
    IOS
    55
    55
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    5
    55
    55
    5*
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    55
    55
    55
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    55
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    55
    55
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    55
    55
    55
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    5?
    55
    55
    505
    5
    5
    55
    55
    5
    367
    91
    97
    102
    3
    5
    11
    19
    23
    25
    4*
    45
    55
    57
    60
    62
    65
    66
    70
    87
    94
    501
    2
    6
    9
    18
    29
    37
    39
    40
    41
    47
    52
    55
    59
    61
    62
    66
    78
    601
    3
    4
    16
    20
    21
    22
    33
    37
    39
    48
    50
    55
    15
    5-5
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    5
    5j
    55
    5--
    55
    55
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    55
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    55
    55
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    5
    5
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    5
    55
    55
    5
    105
    5
    59
    NS.PHE
    652
    53
    51
    59
    62
    65
    70
    72
    83
    84
    87
    89
    94
    97
    706
    9
    17
    24
    26
    29
    37
    38
    39
    40
    45
    46
    47
    48
    49
    62
    68
    70
    72
    79
    80
    81
    93
    91
    95
    96
    99
    807
    8
    14
    18
    21
    26
    27
    30
    34
    35
    MS.
    55
    5)
    5
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    5
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    55
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    5-5
    55
    55
    55
    55
    55
    55
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    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
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    55
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    55
    55
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    55
    5
    55
    55
    55
    55
    5
    38
    NS. PREMS.
    839 55
    43 55
    K 5
    50 55
    53
    56
    57
    74
    77
    78
    81
    83
    89
    90
    92
    94
    98
    COI
    8
    10
    U
    13
    17
    18
    26
    31
    33
    35
    40
    45
    57
    58
    69
    71
    76
    88
    94
    95
    1007
    8
    10
    14
    17
    18
    19
    22
    25
    27
    28
    29
    35
    o
    59
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    5-5
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    55
    5|
    5
    55
    55
    5
    55
    55
    1005
    55
    NS. PREMS.
    1012 55
    55
    55
    55
    105
    2005
    5
    5
    55
    55
    5a
    55
    505
    55
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    5
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    5
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    -59
    Oescrivo, Jote Mara da Crux.


    C8)
    DIARIO DE PERNAMBOfiO, QtitNtA PEHU 26 DE JANEIRO LE f860
    Litleratura.
    Contos o leudas da minha trra.
    A XOITE DE NATAL,
    i
    O desconhecido*
    (Continuufo
    lodos o- homens araucaram para o la lo
    I r mide fora Arilonio, e em breve osapparece-
    . : lambern.
    ro-me buscar a minha cacadera liradoii
    lio pora os mocos, i| m: ostararu espavori-
    i i estupefactos, en qnanlo que as muiheres
    aro cin alaridos. Voces nao ouveni, genio
    do liabo? Vo-me busca i a minha espingarda'
    i uo .' i trnou o velho agaslado.
    Aondequeres tu ir, Jernimo? lu enlou-
    quoeeste?. lu perdeste a cabeca ?... grita
    una velha, de voz louqucnha c gritadeira, ex-
    cessivamenle gorda, mas desembarazada e re-
    solula, sahindo da mesma casa, e trovando do
    braco ao lio Jernimo, a qnem o risco da aven-
    tura eslimulava anda os seos bros de rapaz.
    O ompuxo da velha, forte como a'abalro.ico
    lie urna charra dinamorqueza, dcicvc nos seus
    impetos o lio Jernimo.
    Aonde quero eu ir? replica elle ; quero
    sabor qnem 6 o patife que, escondido com aquel-
    las moras, teve a taquero de desfechar quei-
    ma rnnpa com o bom de nosso Antonio.
    Olhe, minha mi, indo o pai armado nao
    i !tn duvida ... ia dizendo Emilia, quando a re-
    Iha, arregalando os ollios, com as faces accesas
    i m ira c as palavras almpclando-se pela colera,
    lhe bradou ii'um tom .limador :
    Que dizes tu, tola!...... Tcns medo que
    te bulam no machacaz, e por isso queros metter
    lamben o pai na alnada ? Vai l. Tu nao me
    fazos falla ; elle slm. Oue me di/.cm rapariga!
    Quer que lhe aguardem o bonifrales Queso do-
    l nda elle asi. J lona idade para isso. E que
    me importa a nnm o cao de Antonio ? E' o que
    ultam sao pos. E deraais o cao nao c nosso.
    Mas como se o fra, porque de Antonio,
    e muito sen estimado : respondeu Emilia tom
    interesse.
    E o que tenho eu que elle o estime ou nao ?
    contina a velha, cada voz mata incendiada, e
    dspondo-se a arremettrr com Emilia.
    O (aso outro, atnlbou Jernimo, mellcn-
    do-se d
    menle lhe haviara dilacerado a alia n'oulra
    poca.
    Emilia chegara-se para elle, e moslrava que
    as mesmas irapresses a dominavam : esta va
    Inste e pensativa como elle.
    O lio Jeronymo lamben) actsmar, mas o scu
    scismar era oulro. Bcflexes nascidas das cir-
    cu instancias singulores do aconlecimento e in-
    cluidas pela supcrslic, eico procminenle do
    carcter ca.uipoo.ez, lhe fa/.iam encarar o oceorri-
    do pelo lado marariilioso. L'ni lobshoniem nao
    se lii-via a aUVrmar que fosse o desconhecido,
    por [iie a configurado era humana, o nao assen-
    lava as quatro palos no chao ; mas cousa boa
    reputara elle de coito.
    Assim estavar lodos, quando um sonoro rc-
    do sinos, troando os ares e reperculindo-
    secm todos os mntese valles visnhos, acordou
    os chos das serranas, e arrancou os aldees
    desla especie de leihargo.
    Ai! que j toca atusa e nos aqu'. excla-
    mou Calharina, sallando como tocada da pilba
    voltaica.
    E' verdade, dizero lodos em chusma.
    Tuca para inissa, rapazcada, bradou Je-
    rnimo. Deixemos mos peasamentos, nao nos
    lembremos mais dislo. O ijue for soar. Anda,
    Antonio, pareces urna estatua.
    En c nao vou missa, resmungou o moco
    aldeo.
    Que?!...... T nao vais musa ?......
    Ora cssa liaba que ver. J para a freguezia, mea
    padilla ; brada Calharina, dando-lho una pal-
    mada as rostas, capaz do alluiruroa torre. Ora
    era oque fallara, se lu noias a missa-do-gallo.
    Vai-le dahi, lulo, que ests p-trafusar'.' Pa're-
    ces-me um piegas. J a ningiiem lembra tal
    cousa, c anda l ests com os olhos cravados
    no chao que pareces um estafermo. Anda, vamos
    dahi.
    Anda, Antonio, dase Emilia em tom moigo.
    go. Eiilo, nao queros ir comnoscu inissa do
    gilo ?
    Pois vamos l, respondeu emfim elle, que
    a esla voz parecen desagarrar-se do seu rumi-
    nar
    Toca a apromplar ludo, rapazes, para irmos
    pira a inissa, grila o lio Jernimo ; o que foi res-
    pondido pela phrase gcral :
    Vamos para a missa.
    Toda a familia entrn para dentro da casa, e
    depois de alguns momentos sahiram todos, mas
    pareca ver desponlar ideas, que bem amarga--1 ligioso, firmaudo-oj com a f, na memoria dos
    vlibs, e com o myslcrio, na imngioaco ju-
    venil.
    Os habilos e cienras do povo recebem desles
    fados, consagrados pela egreja, ou solemnisados
    pela Iradirao, um dislincliro, que importa con-
    servar e perpetuar, porque nisso que residem
    as suas feires naciunaes.
    A litlerslurs, a verdadera exprcsso da socic-
    Jade, na concisa phrase de Bonald, bebe neslas
    tontos as suas mais nativas e furas inspiracoes.
    A uriidadc e consorraco do carcter moral de
    um povo subsiste as suas convieces religiosas
    e populares. Tirai a qualquer naco as suas
    creneas e supersticoes, seus usos e "costumes, o
    veris o que flea : um conjundo de homons de i
    um viver excntrico, positivo e bisonho, sem
    mundo ideal, que brilhe e ra phanlasia, sem
    perspectivas de altractivo encanto que embria-
    guen! a alma e a convidem para largos vos por
    horlsontes sem lim. Seria a aridez moral, sem
    una saudade, mas tambem sem urna esperance,
    que verdejantc refiorisse perpetuamente rollada
    para o futuro de nossos desejos.
    E' porealas razos que, se despirdes os annos
    das suas galas e loucsnias, as pocas festivaes ;
    se desarraigardes estes de suas pralcas e coslu-
    mes ; e se, emfim, buhardos ludo no olvido, e
    despresardes taes praticas e costumes, fica a exis-
    tencia social reduzida a urna serie de das, insup-
    porlavelmcnte uniformes, insipdos, montonos,
    estirados, apenas preenchidos de fadig-is e Ira-
    balhos, e distiuclos por um terremoto, por um
    aguaceiro, ou por um aguaceiro, ou por um
    eclrpse.
    Vollemos agora nossa aldea.
    O repique de sinos, que fura como loque de
    rebate para a familia do bom do nosso lio Jer-
    nimo, uvera a rirlude da voz do anjo, bradando
    das alturas aos adormecidos pastores de Beth-
    lem : erguci-ros, que nasceu o Filho de Deus;
    disse aquella voz : assini soou tambem o campa-
    nario nos ouvidos daquella boa gente. Todos os
    habitantes da aldea se pozeram cm movimento.
    Por toda a parlo comeearam deapparererc dcs-
    apparecer luzinhas, c o ruido de fechar e abrir
    portas principiara a ouvir-se em todas as hab-
    lacocs: Em breve os aldees, entre risadas e
    fulguedos, com a alegra e a esperanca no inti
    scu esleio ; e a jurcnlude adorava-a yendo nella
    a sua esperanca : emfim chegou a tanlo o cnfhu-
    siasmo dos mancebos aldees, que lhe pozeram
    o nome de Flcr da Serra.
    Emilia, poror, pagava com gratido estas de-
    monstracocs lernas, mas seu peilo ainda nao
    palpitara de amor.
    Entre os mancebos da Ierra, que a requesta-
    vara, haria um chamado Pedro, filho do cirur-
    giao da aldea, o qual mais se lata notar pela
    insistencia dos seus extremos o decloroces e
    que lhe pareca mpossivel que a elle cmpre-
    hendesse a IndifTerenra da joven camponeza, por-
    que se jnlgara cm dircito a una preferencia,
    em consequencia de ser filho d'uma das notabi-
    lidades da lena.
    Este l'i'dro era um rapaz de carcter impetuoso
    e vingativo ; d'um temperamento ardente o iras-
    civel. Calara elle no fundo da alma o desprezo
    com que Emilia o tralava ; mas queni allentasse
    nelle perceberia, pelo torvo de scu aspecto c ma-
    nciras retrahidas, que no coraeao, a par de mui-
    to amor, existia outro sentim'ento. nao menos
    forle, que nao era a resignadlo, o scntimcnlo
    que, medida quo a sua ptixo era repulsada,
    recrescia e se aleara de da para dia. O peilo
    de Pedro era compararel a um rulco ; aguar-
    dara s pela hora predestinada paja rebnlar em
    explosao.
    Um aennlecimenlo veio lrrar Emilia deslc
    amante, que ella mais lemia que presara. A
    obrigaco em que estara a aldea de dar um ho-
    rnera para o recrutaroento, fez com que Pedro
    fosse sorteado, e que nelle cahisse a sorle ; sen-
    do por conseguinlo ob.igado a ausentar-se da
    comprazer;de quem as he de cu ler, a nao elle correspondeu com afiecto, acabando assim
    ser daquelle, que me tratou sempre como este colloquio. Em seguida foram lodos dalli dr
    pai ... J I parle do acontecido a Calharina, que, desta vez,
    Nao ; essas saudades, que le Irazem lo nao fez opposicao.
    pesaroso, nao sao de geute mora ; tomou Emi- Mas eis quc'os aldees i vem sahindo da fre-
    ln com malignidade.
    Pois do outrera nao as Icnho ; respondeu
    Antonio com deriso.
    Kutao' outro senliniento que Iecon3omo;
    porquo, se fosse saudade de meu to, devia di-
    minuir com o lempo, qu
    mentar : salvo se i em
    guezia. Pois que I acabara j a niissa-do-gat'o
    Parece impossivcl. Ou o cura a disse muito de-
    pressa, ou nos nos demoramos exressivamenle a
    esmiuear os^iarticulares da famil-j do nosso lio
    Jernimo, lia de ser urna das cousas, por que
    e tudo gasta, e nao aug-1 cffectiramentc os camponezes j enchem as que-
    casa te quizessem mal ; | Ibas da aldea, e ra re ras da se
    trra, e a ir para o regiment que lhe foi desti-! sabe-lo ?
    mas lu s 15o bem tratado como eu, nao 6 ree-
    dade .'
    Oh por rerlo !
    Enlao nutro motivo ?
    !'. bl ni i!, ii
    Bem divcrs'i?... replica Emilia com curio-
    sida de. Mas porqm le niui abre.- cvainosco, An-
    tonio ".' Nao seremos nos cipa/cs de le guardar
    um segredo, e de lo minorar qualquer mal,
    quando csieja em musa mao ?
    Antonio pareceu luiar corosigo mesmo : cn-
    Ire-abrio a bocea, como para articular urna res-
    posta, mas depois licou silencioso.
    Emilia quasi quo iransvio o que nelle se pas-
    sava ; ecum um lom melgo e gesto allavel, lhe
    disse :
    Ora dize, Antonio, dize o quo tcns !
    Oque sabe-lo tu mellior que ninguem ;
    disse elle por fim, como arrancando a si una
    conflssio, que lhe enlpara a alma.
    En ? exclama a ingenua camponeza, ma-
    ravillada. Se nunca ninguem m'o disse ; tu
    tambem nunca m'o dissesle, como o hei do cu
    'rra,
    em demnn-
    sc irein
    nado.
    Passados dous annos appaieceu de novo na al-
    dea, j feilo sargento ; e, sem consultar Emilia,
    alreren-se a pcdi-la a seus pas. Calharina,
    deslumhrada pelo posto do joven militar, estero
    quasi tentada
    Jernimo quiz que sua filha fosse nuvida, visto
    que o negocio lhe dizia direclamento repeito ;
    esla recusou immediatamcnlo. O novo militar,
    respirando mais raiva do que amor, despedio-se
    da familia, c aportando a mo de Emilia, dissc-
    lhc com um acento terrivel eslas palavras, que
    sempre lhe Picaram gravadas na memoria : Emi'
    Diz-t'o a minha perturbacSo; dizem-t'o
    os meus olhos diz-l'o i'sse proprio papel, que
    lens na mao ; e lenho-l eu dito muitas e militas
    vez.es, por minios nianeiras e palavras : tu oque
    nao me queros entender, clamou Aninio com
    a dar o seu assenlimento ; mas energa, por lim, erguendo-sc.
    l'os tu fusie quo escrerosle
    este papel ?
    mancebo arteba-
    o permeto. Agora nao se traa de caes,; j aroaiilhdos e encapotados, c lomaram o ca-
    nreos caes; o coso e mais seno. 1 rala-Se | min||0 da frej,uezjs<
    meios caes; o casn e mais seno,
    de saber quem foi o molro.quo oslara posto ca-
    pa delraz dos choupos, e que depois se esgueirou
    i i para a quebrada da serra. Nao era para ma-
    tar um cao que elle all eslava agachado. Este
    que c o caso.
    E' \erdale; este que O o caso, acudi
    Emilia, fazendo coro com o pai.
    Ser esse o caso, senhora esperilada, mas
    se o cao nao esliresse a farejar e a arranhar na
    porta, j nao era nada dislo, relorquio a velha,
    que era nina especie de deputado da epposic&o
    sistemtica.
    Riles I rom ellos l rcm I dtss raa os
    n ocos que luhaui irado.
    EiTeclivamente assim era.
    Antonio chegou, e os mais camponezes c cria-
    ;u" o hariam seguido, lodos caneados e es-
    bafondos.
    lecha bem a porla, disse Calharina a um
    dos mocos que dar rolla achare, risto que te-
    mos quem nos rondo a casa.
    t) rancho alongou-se.
    As vozes, em praticas folgazas, por entre as
    quaessurdam as gargaihadas esganicadas ees-
    indi-ules das raparigas, foram resoando ao longe
    por algiim lempo, dcixando de se distinguir, e
    fomi indo por ultimo um alarido confuso, que se
    perda ou multiplicara a proporjro das anfractuo-
    sidades da cncosta, queiam correndo.
    Em breve nao se ouvia ja senio o soni suido c
    compassado dos taraancos dos moecs as calca-
    das das quelhas da aldeia : este mesmo ruido se
    extingui pouco a punco ; mas foi substituido
    por oulro, semelhaule a reslolhada que fazeni as
    ful has seccas pisadas.
    mo, o sornso nos labios, e o fervor no coraco, i lia, pensa bem (uanlo pode um amor despresa-
    Eulo que era ?
    bocea de Iodos.
    i quo era ?___
    (i- u Amonio rom
    ,. era :.:n liomeni, respon-
    ar taciturno : mas agora
    ,. Eram os passos de alguem, que se aproximava
    lu a pergunla que saino da Cauieloso.
    O vulto iegro do omburndo apparcccu de no-
    vo ; mas desla vez vinha da trazeira da casa ; c
    cozendo-se com a parede, lomou tambem o ca-
    nutillo da freguezia, porm sempre esquivndo-
    se, retrahiodo-se ou cozendo-se com a sombra,
    at que dcsappareccu de lodo.
    1T
    A MISSA 1)0 GALLO.
    Quem aquella donzella,
    que, cantando, desee a mon-
    lanha radiosa como o arco-
    iris quando coroa as rolnas
    verdejantes do Sena ? L' a
    rirgem.cuja voz inspira amor;
    c a fiirmosa filha deToscar.
    Ossia.n FingalCanto 4."
    A missa do gallo una das boas institu! oes
    quem I......ala que est o busilis. Vaolper-
    guular-UVo.
    \ol perguntar-lh'o 1 !...... Ora essa !
    Pi ;s nao o dram, indo-lhc quasi na pingada ?
    exclamou Calharina pasmada.
    Oual! tornou .\ulonio com um sorrise sar-
    dnico. Parece que ia montado no diabo Pois
    diamante galga terreno, mas nao foi para o seu
    dente pode-lo apanhar.
    E que direceo lomou ? pergunta o lio Je-
    rnimo lomado de pasmo
    Alraves.-ou as Ierras do nioinho, galgn a
    ida da serra, c depois mctleu-sc na vinha
    do Andr da Chaunca. Dahi por diante ninguem
    mais lhe pz a vista em cima.
    Uio responden um campunez, porque Antonio
    i eutregue a cog.taces profundas, como
    O 80 que se passava."
    Est bom, como nao aconloceu desgrana,
    Heos lourado, ainda o caso foi bem Ora andem
    dahi : agora ramos para dentro, diz Calharina.
    Parece que querem Picar na estrada...... Nao
    :n mais nisso. Isso era algum larapio, ou
    ......agora me lembra...... talrez fosse o are-
    ;.io em que nos fallou a Josepha da Hurta ; por
    bem pensado, es'.arem-lhe aqui quasi com
    os mos em cima, e ninguem lhe poder ser bom,
    nda obra do demo. Eu tearrenego. Sala-
    ria z '
    se dirigiram para a freguezia.
    Podcramos agora narrar mil episodios occor-
    ridos, e peculiares a eslas lo almejadas noites
    do natal ; mas nao o faremos. A discripeo cer-
    ra-nos a bocea ; e a penna, mais discreta que a
    propria discripeo, p\ra, recusando-se tarefa
    de prescrular amores, e analysar muitas aceas
    de picante sanete cmico. Continua o royslerio
    a envolver todas eslas ancdotas, historelas e
    lances, em que lodos, mais ou menos, temos fi-
    gurado de heocs e victimas Callemos por in-
    teresse proprio. Agora tomemos o lio da nar-
    rada) de mais alio, para boa inteligencia delta,
    comecando por dizer quem era o to Jernimo, e
    a sua familia.
    O nosso lio Jernimo era o que se pode cha-
    mar um vcrdadelro typo dos nossos aldees de
    provincia. Era um homem que tinlia o peilo ,li''<;
    franco e a bolsa descerrada para todos; que s "
    ra cuas o nao coraces, que acreditara as pa-
    lanas sem descortinar interiores. Mas, sentido
    rom elle em nao lhe pregar a primera, que cn-
    lo ia ludo coi vasa-barris, e nao lhe pregavam
    a segunda ; porque ainda que lhe fosseni depois
    pregar erangelnos, era malhar em ferro fro,
    pois que elle segua o adagio : cesteiro que faz
    um cesto, faz um ccnlo.
    Na sua mocidade, o lo Jernimo fra molciro,
    porque a porda de seus pas, sendo anda peque-
    no, o obrigou a tomar este rumo: porm, pela
    morte do padrinho, cujo era o cazal que elle ao
    presente possuia e habitara, licaram-lhe urnas
    vinhas e urnas Ierras de pao, que se estendiam
    do; e fica certa que Pedro, assim como te soube
    amar, tambem saber pingarse.
    Assim ara as cousas, quando acontecen mor-
    rer um irmo a Jernimo na provincia da Boira.
    Este irmo era um lavrador abastado e solleiro,
    mas que tinha um rapaz o ni sua companhia. que
    creara de pequeo, e a quem quera como a
    seu filho. As ms linguas assevoravam que elle
    verdaderamente o era, o que nos nao sabemos
    ao certo ; o que sabemos que o hora do reino
    o chamou hora da sua morte, e lne disse :
    Antonio (que assim se chamara o rapaz), tanto
    que cu faene os olhos, trata de por tudo que me
    perlencc c-m arranjo ; e depois irs procurar meu raco de a
    irmo Jernimo, que tu aqui j viste por varias i onde acha
    vezes-, o lhe entregars um masso de papis,
    pctgunlOU Emilia, son indo.
    Fui, sim ; respondeu o
    lado.
    E que diz elle, alalhou urna voz, d'cnlrc o
    arvoredo prximo, que se conheceu logo ser a
    do to Jernimo, o qual apparcccu de sbito en-
    tre os dSus jorens camponezes, laucando mao do
    papel, e leudo o que se segu :
    D'entre as rosas do rosal
    E' Emilia a mais lormosa,
    Respiras o seu perfume,
    E*s como ellas vicosa.
    que
    bofetc, e
    honrado ;
    que nao
    esta caria.
    lu tens sido
    has de Picar
    do hon.em morreu ; e
    esl dentro daquelle
    un homem
    sempre bom rapaz ; eslou
    mal com elle.
    No dia segiinle o bom
    Antonio, depois de chorar sinceramente a sua
    morte, fez as suasdisposicocs, o poz-se a cami-
    nho para a aldea do lo Jernimo, ao qual se
    apresentou. Eslo receben Antonio como o seu
    bom natural Ih'o pedia; e leudo mutuamente
    lamentado, um a perda d'um irmo, oulro a
    " Quem dera poder colher-'f^,
    J que meu peilo ferido
    Do toa negra esquivanea
    A ti j esl rendido.
    Caspilc Mais claro s agua, acrescenlou
    Jernimo, depois de h.iver lido, oihando para os
    dous com urna exprcsso galhofeira. Urna decla-
    mor, e em verso... magnifico? Eulo
    asle tu osle papel, Emilia? pcrgunlou
    elle com um sornso sardnico.
    Antonio e Emilia, com [llanto soubessom que
    Jernimo nao era pessoa capaz de suppor mal
    del les, porque a fundo conhecia a probidade de
    um c a rirlude de oulra, no primeiro ins-
    Unte Ccaram estupefactos e corridos de se re-
    rein apanhados n'um lance inleiramente novo
    para elles.
    Entono me respondes,, Emiiia? repe-
    li o vellio. Ests cun os ollios cravados no
    chao, o rermelha como una roma. Achar
    o n papel nao ciime. Em que lugar o adiaste,
    por toda a serra do lado que enteslava o nasecn-
    le. J se v que, senhor de lo rica proprieda-
    de, o nosso lio Jernimo Iralou de se estabele-
    cer e de tomar estado. EfTeclivameiile fez-se la-
    vrador, e chegou cm pouco a ser o mais abasta-
    do do silio. Em quanto O oslado, Jernimo j
    andar de amores, haria lempo, com Calharina,
    lilha de um carpiiteiro de carros da aldea ; e
    d'um homem de quem recebera os extremos de I dize?
    pai, Jernimo leu a carta, o os domis papis, Naqucllc rosal, onde mecostumo sentar s
    dizendo depois : a idea que elle sempre te- tardes ; respondeu por lim a bella camponeza,
    ve ; ella nao "em ; o acaso est quo nao Pique sem erguir a visl i.
    s em desejos E loste lu Antoujo 1 contiuuou Jero-
    E por jue ha de Bear s em desajos, lio Je- nimo.
    rouimo ? pergunta Antonio, seni saber de que fui, lio Jernimo, acudi o mancebo com
    se tratara ; se urna idea boa, e de mais a resolucao. O relho esta alinnativa, rompe n'u-
    mais, de seu irmo, que nos ha de empecer'ma gargalhada estrondosa ; os dous Picaram
    nolona vida das classes laboriosas ; 6 por ellas
    que o homem do povo mede os horisontcs da sua
    existencia, que marca os apillos da suu histo-
    ria intima, os quaes firma e consagra com as
    all'ei.es sinceras da sua alma, tomando estas
    pocas como balizas ou marcos miliarios, que
    arultam no caminho dos annos decorridos ou por
    decorrer, fazendo-lhes annexar, aos j passados,
    . exclamou a velha, fazendo o signal da cruz. lembranca de una saudade que o coraco des-
    Entao ? isto j de mais ; vamos para dentro ou ; llorara sjbrc o memoria di; um ente querido
    nao?......Parece que licarain todos apegados ao
    chao !
    E assim era. A eslranheza da aventura tinha
    infundiJo o espanto em todos.
    Antonio com os olhos pegados no chao, encos-
    tado ao rarapd e Terminando a trra com elle,
    pareca entregue a un pozar panoso, ou para n'e-
    t dizer, lidava por combinar factos que a me- proprio, urna p
    mora lhe esquivava. I lHIC, dtslinclo
    Lm presenlimcnlo indecifravel lhe escurecia
    as deas, povoando-lhe de imagens tristes ludo o. c que inspira e anima o seu viver ntimo
    seu imaginar. uas os eonvieces moraes e religiosas.
    O apparecimenlo do c.-tranho acordara-lhe
    lemforancas confusas, mas atravez das quaes lhe
    aos futuros, um desojo do bem ou urna esperan-
    ca, que poucas rezes a sorle deixa lorir.
    Estas c oulras festividades, unas originaos da
    religio, oulras derivadas de usancas e Iradices
    immemoriaes, sao as rerdadeiras llores do mun-
    do ideal de qualquer povo ; sao as circumstan-
    cias que concorreni para lhe dar um carcter
    yaionomia particular, e um as-
    so asorigens que Iho infundem
    as creneas, as usancas e tradicoesde que matiza,
    e to-
    Dellas nascem furniosas leudas, em que a poe-
    sa da superstco popular engrandece o culto re-
    WOL.HETIM. l-i
    BRANCAS,
    eo?,
    ALFREDO ASSOL.WT.
    \
    (Continua* o.)
    Audinet Picou s e de muito mo humor, Clan
    da chegou muito a lempo para ouvir as ultimas
    palavras do major Brancas.
    E' cm plena torra, dizia Bonsergent.
    No fin de abril, replicara o Parisiense.
    Sira, ou enlo em principios de maio cm
    buracos.
    De que dimetro ?
    Decincoenla ceulimelros.
    A que distancia um do outro ?
    Entre quarenta eoitenla centimetros.
    l)o que fallam ? perguntou Claudia.
    Do melo, inademoiselle, respondeu Bran-
    cas. U melo, mel cucumis, geneio pepino, fa-
    milia dos curcubitaci'Js, o amigo do homem.
    E o homem amigo do melo, replicou j
    Bonsergent. Pcgue^n'um bom melosinho, se-!
    meio os graos cm vasos cheus, de eslrume, cu- |
    bra-meisso de trra hgiia, islo, remechida,
    arranjada com cuidado, regu ludo, cubra-a com
    ni sino para garauli-b do sol, ha de me dar no-
    ticias do que sahe.
    Hile, disse Brancas, osenjior seu paco um
    j oro de sciencia.
    - Knto lirc sempre, mancebo, replicou Bon-
    gerrgent, c nao tema seccar a bote.
    A estas palavras lipainsel e o Parisiense des-
    pediram-se, csubiram a um lylbury que os le-
    vou casa de Alhanasio. Brancas ia perdido
    lias mais profundas cogitares.
    Cumpre confessar, disso Ripainsel, que cu
    tinha nascido para fazer o papel de confidenle.
    Enlo antes quizeras representar o papel de
    tyranno que de confidente ?
    " De tyranno nao ; mas de gala.
    Quem le impode, ?
    Nao, a me de Elodia, bella como Vcnu
    sabia como Minerva, potica como Apollo......
    ....Fiara como Arachra ?
    Nao, era mediocre fiaudeira, mas urna ta-
    garella da primeira ordem.
    Tanlo peior. A sopa nao devia ser boa.
    Para que fallas de sopa, alma grosseira c
    entregue aos apetites dos sentidos ? A mc de
    Elodia nunca soube de que se fazia a sopa.
    Teiilio pena do chapeleiro, disse Brancas.
    c o moro de muas comecou a ser tratado com
    urbaoidade pelo futuro sogro. Emfim, o casa-
    mento ell'ecluou-sc ; o dpois de dous aynas. o
    amor e as esperanzas dos dous esposos foram
    coroados pelo nascimento de urna lilha, a quem
    pozeram o nome de Emilia, por ser o da m di-
    Calharina, sendo padrinho do baplismo o curada
    aldea.
    de a levar avante
    O lempo le dar a resposla, meu rapaz,
    volveu Jernimo. Por emquanto contenta-te de
    i saber que Picas na nossa companhia, que nao po-
    des ticar mellior. porque ueste particular nao has
    de sentir a falla de meu irmo.
    Antonio, que effeclivanienle era um bom ra-
    paz, eslava por ludo ; e cm breve, por suas qua-
    lidades estimareis, grangeou a ainizado de toda
    a familia.
    Todava, Antonio, decorrido lempo, princpou
    cheios de pasmo, mas elle os tirn desto emba-
    razo, fallando assim a Antonio :
    Nao le disse eu, que a idea de meu
    irmo liria de ser o lempo que l'a iwelissc,
    hem ?
    Assim lio Jernimo, respondeu aquelle,
    quasi adevinhandoj.
    Pois alu est o lempo que l'a revrlou.
    Meus lilhos, continucu o bom no aldeo, talen-
    dendo-lhes a mo ; vossCs estimam-se, c nao
    sorei cu, nom lo pouco Calharina, qnc levemos
    Emilia logo desde crianca foi o enlevo de scu
    pai; e com quanto sua m, na apparencia, a
    iratasse de repello, ella fazia o que quera de
    Calharina; porque Calharina tinha o terrivel dc-
    feitode estar em opposie.o com todos; de por
    ludo a ferro e fogo em a fazendo encaminar: de
    nao supporlar contraritdade de especie alguma
    sem romper cm berreiros alroadores ; reilcados
    por esse gesticular petulante, brutal e amaca-
    dt r; mas ao cabo de tudo, a pobre mulher era
    urna pomba sem fel, e affadigava-se por
    bem a lodos.
    Os lempos corrern), c Emilia fui crescendo em
    gentileza e formosura. Todos da aldea sympa-
    Ihisaram com ella : os vclhos viam nella um ao-
    jo de paz ; a indigencia cootemplava-a como o
    a andar a modo preoecupado e cabisbaixo. T-. iso a mal. Meu irmo, que para ti foi pai, pro-
    doa o cslranliavam olio quo era lo jovial e, sequo elle, virando-SO liara AxUonru folgazo ; que sempre fra o primeiro as dan- na absorto, assim o des "java. Elle nao quiz pre-
    sas da aldea, e o mais afamado improvisador judicar a ani/.ade, nem o parentesco; porque,
    ao desafo] E para que lhe haria de dar '? para fazendo-te seu herdoiro era eu tesado ; nao
    andar desviado da mais gente, como orellia
    trasnialhada, ou para se ir assenlar ao p do !
    poco que estar junto do nioinho do lio Jero-
    nimo, e ah levar horas esquecidas a pensar, de
    olhos Pitos n'um rosal, para onde Emilia, ao
    por do sol, costumava ir refociliar da lido do
    dia.
    Lima larde, em que Antonio eslava no seu
    poslo do cosime, mais emberecdo do que nun-
    ca no seu cogitar profundo, foi despertado de
    sbito por urna pequea pancada no hombro ;
    . rirou-se, e deu com Emilia, que com um papel
    fazer na mo, entre-sorrindo-se lhe disse :
    Ests sempre lo pensativo, Antonio. A
    modo que dtiles nao eras lo triste. Isso
    sao por certo saudades da tua Ierra, nao as-
    sim
    Saudades ? relorquio Antonio, olhando-o
    Electiramente, nao ha de que rir I
    adas! as vesperas do meu casa-
    Tu !
    Nao
    ment ?
    t que seria mais triste no dia seguinte.
    Alrapalhas-lc com pouco I Amo-a quiuze
    das se. quizares, que isso ao depois pasta. E' una
    febreainha que nada lom do assustador e que se
    dere tratar com os sedativos.
    Ora que graca !
    E' boa I Nao vejo nisso motivo para arran-
    Ora, coiiliuuuu Ripainsel, cssa me perfet- car os cabellos I Claudia encantadora u das pro
    la nao soffieu que a lilha lizesse qualquer cousa
    com os seus dez dedos ; donde se segu que esta
    comprchendeu muito cedo que o quinho do se-
    xo barbudo era dar de beber e comer ao sexo ti-
    mido, o qual, em recompensa, consenta em re-
    ceber com breridade as honienageus do dito se-
    xo barbudo. Isto durou Iriuta annos, durante os
    quaes, romo sem duvida pensas, o sexo barbudo
    nao rarria o p da porta de Elodia.
    Ella l*o disse ?
    Nao, mas advinhei-O. Gracas a Dos nao
    era difficil. Sabe-se muito bem o que significan!
    esses amores engaados, essas esperanzas tra-
    hidas, esses suspiros, esses olhos erguidos ao co,
    Ainda nao ludu. Tenho factos mais positi-
    ros.
    l'ados !
    Oue hroe quo era 1
    Quem ? o major Bonsergent ?
    Qual Bonsergent Falio-lc do hussard que
    foi niorlucn Walerloo.
    Ouo hussard ?
    O de Elodia, que una a graca forra, o
    genio belleza, c que nao ignoraba o respeilo
    queso deve s seuhoras Isso que era ho-
    mem !
    E nos enlo, o que somos ?
    Uus homens muito mal educados.
    Continua. A Ua historia inieressa-mu.
    Depois de dez annos passados a lamentar o
    hussard, apreseulou-se Bonsergent.......
    E foi logo aceito ? disse o Parisiense.
    Que de lagrimas derramuu a triste Elodia
    antes de unir a sua sorle desse homem mi-
    gar Porm o chapeleiro ordenara. O reapeito
    tilia! fe-la obedecer.
    Triste victima !
    Sim, triste victima Apenas o chapeleiro
    va de bom gosto.
    Nao adas que bel'.a ? disse o adrogado, preciso recommendar-ie
    Oh arrebatadora replicou Ripainscl-
    Julgas que ama o Audinet'!
    Quem sabe Tem se visto tanta cousa es-
    quirla ueste mundo de meu Dos. Audinet
    sempre um homem.
    Qual homem 1 um mono.
    Meu amigo, disse Alhanasio, a dor desvai-
    ra-te. Audinet nao nenlium sapo que feio
    animal ; tem mediocre capacidade, mas homem
    e secretario gcral, c oque vale mais, filho do
    coronel Malaga. Ora, saberas que em Vieillirille
    nao ha ninguem que so atiera a desagradar ao
    terrivel Malaga. Todo aquelle que o faz arrepen-
    do-se.
    Es'ou me ninando para todos os Mlagas
    destu mundo. Elle de carneoosso ?
    Sim, mas aquella carne e ossos sao talha-
    dos no ac de mellior tempera. E' homem de
    matar por causa de um allinele, por falla do um
    comprimenlo, por um sorriso duridoso. Depois
    de 1815 era ello o terror dos ofciaes da guarda
    real.
    Diabo ahi esl urna cousa que mais aug-
    menta o meu amor.
    corle madeiuoisclle
    patarra c nao parece menos bem disposta. Toa
    feliciuade est segura. Olireira obriga-se a de-
    millir-se no lim do auno. Tom a palarra do mi-
    nistro c hade ser par de Franja n'essa poca.
    Para um ex-rendedor de couros, cuma bonita
    posico. A minha futura sobrinha lem espirito,
    bom senso, co que ainda mais precioso, tem
    horror ao romancesco. Tua liaacha-a admirare!.
    Vamos, esls com o p no estribo, monta a ca-
    rallo, e galopa.
    Oliveica ea filha vao passar dous mezes em
    dispondo as cousas a leu favor, mal terminara a
    sua amizade para cmtigo, pois le deixava ao
    Dos dar; assim combinou ludo, insejando
    que, tosssso uuissem, porque era a nica ma-
    neira do tudo Qcar em casa. Eu, porm, 6 que
    nao quiz que isso se lizessesse virga-ferrea ;
    porque, anda que se diz, que o casamento o a
    morlalha no co se tulla, cu c digo que urna
    cousa que devo de ser muito da livre vontade de
    cada um ; e por isso qui/. esprelar primeiro a
    sua inclinaco. Agora j sci qual Confesso
    que foi um papel avesso ao meu genio, c feio em
    estar escuta por delrazdaquellas aores ; mas
    como foi para bom lim, nao me aiiepeudo. Ora,
    pois, meus lilhos, alegreui-se que brevemente
    sero um do outro.
    Emilia 0 Antonio'sallaran) ao peSCOCO do veiho
    aos abracos na, raaior ellusao de ternura, ao que
    sjiihos de asul e oura. A bella Claudia, impera-
    triz das iiiias Afortunadas, offerocia-lho o seu
    | liirono e a sua mo.
    Alhanasio sonhava com mademoiselle Olireira.
    [Nao porque fosse muito ambicioso, nem muito
    apaixonado. A deputacao parecia-lhe o cumple
    da de suas casas, ledos e aueiosos por
    laucar consoada que os aguarda.
    III
    A TRAICO.
    c Nos estaramos n'essa
    noilc assislindo testa de
    Finjal. Os venios desenfrea-
    dos faziam eslalar os carva-
    valhos. Ouvia-se gemer o
    phantasma da monlanha. l.'m
    turbilho de vento airares-
    sou a sala, e fez vibrar as
    cerdas da minha harpa, a
    qual soltou um som lgubre,
    como canto de funeral.
    OSSUHDarlhula.
    Estamos n'uma rasla quadra, cobcrla de lelha ,
    va, & que o pai de Emilia lem concedido a hon-
    ra cumulatira de salo, ante-sala, cmara, casa
    de jautar e saleta de espera. A um lado v -se
    urna ampia lareir.i. com um bom fogo onde ar-
    d, crepiundo em cstalidos intermitientes, o
    cipodo-natal.
    O cepo-do-nntnl urna anliga e devota usan-
    ea adoptada pelos poros de algumas das nossas
    provincias; c nao os nossa, porqueChristien,
    no sen esludo critico sobre os costumes dos Ca-
    lcdonios, diz que os antigos Escossezes queima-
    '. ram, em todas as suas festas, um grande carra-
    Iho, a que chmaram o tronco-da-festa. Em
    Portugal esta usanca pralica-se da mancira s
    guinte :
    Pelas respetas do natal, os larradores abasta-
    dos e devotos, mandam corlar do pinheiro mais
    ; rirenle e robusto, que arulia cm seus pinhei-
    raes, um tronco, que solemne e festivamente
    trazido sua morada, e depositado sobre, a la-
    rcra. Na noilc do natal accende-se e arde at
    pela nianha, guardando-se devotamente o que
    escapa das chammas; pois, segundo crem os
    bous camponezes, essas reliquias tcem o condo
    de afugentar os raios e preservar dclles, o mui-
    las outras mirificas proprledadea e virtudes, ce-
    rno as possuem a palma lienta, as campanhias de
    lloirfa c os ciriods as endoencas.
    O cepo-do-natal, que arda sobre a lareira do
    lio Jernimo, haria-o corlado Antonio, na ves-
    pera, de um ingenie c frondoso pinheiro, que al-
    tivo campeara na assomada da serra, sombra
    do qual muitas rezes O mesmo Antonio se assen-
    lra com a sua querida Emilia. Tinha sido o
    confidenle d-sseus amores ; era bem que asssj-
    tisse s suas bodas. A rapaziada da a Idea ha-
    rio-o ajudado a trazer para o casal, o que para
    elles fra de grande folguedo ; e a boa lia Ca-
    lharina jase achara abarbada de pedidos, folios
    pelas aldeas, que queriam que o ramo milagro-
    so se repartisse por todas ellas, laia de sanlo-
    lenhn, porque eslavam quasi certas de que O
    tronco niyslerioso, que fra guarida de amores,
    sacrario de segredos, e agora cipa-do-natal, lo-
    ria mais rirlude ainda de attrahic corages d i
    que afugentar raios.
    Mas ponhamos de parle os desojos feminis da
    aldea, e completemos os esboro da casa rio re-
    lho Jernimo.
    Em roda da lareira esl o bom do relho. fo!-
    gando em lecer apolheoses aos passados lempos,
    com o cura da aldeia, ancio respeilavel, queri-
    do do lodos pelos dotes do seu carcter verda-
    deramente apostlico, e o boticario da Ierra,
    aos quaes o dono da casa haria convidado para
    fazerem a meia noite com elle, como pessoas
    mui da sua particular estima. Junto dclles v-se
    diamante estirado, aquecendo-so ao calor da
    brasera, seguindo com os olhos os menores ges-
    tos dos ires; e ora espetando as orelhas, ora
    acontando as ancas com a cauda, resinonca,
    oihando de Iravez o boticario, creatura com quem
    embirra figadalmente. Do lelo pende um lam-
    peo de ferro, projectando urna claridade racil-
    lanic e baca em lodo o recinto, que eslapinha-
    du de raparigas da aldea, mui guapas e garri-
    das, com suas galas c donaires; esreados de no-
    vo : o da flor dos mancebos aldees, amigos de
    Antonio, com quem traram praticas folgazas,
    briucam, chacoteiam e riem, formando diversos
    grupos, os quaes, exagerados pelos lampejos
    intermitientes da lareira, ora, aclarando a casa
    toda, os diminuo como pygmeus, ora. quasi ex-
    linguindo-se, os augmenta, dando-lhes formas
    rasgadas, descommunaes, gruleslas ; phanlas-
    licas.
    A alegra transparece nos semblantea de lo-
    dos ; mas urna alegra franca o sincera, sem re-
    serva nem embaimentos. Cada bocea um in-
    terpreto da alma ; cada olhar un refiexo de sen-
    saedes intimas; cada palacra a manifestaco sin-
    gclla de um senlimento
    puro ; e essas expres-
    soes, COinquauto enrgicas, e al mesmo ludes,
    sao, conitudo, ingenuas e chas, como a exis-
    tencia simples e laboriosa daquellas pobres gcu-
    tes.
    (C'ontnuar-se-Aa.l
    ment, a certeza de conserrar sua filha junto a si
    e de agradar ao seu amigo Malaga.
    Entretanto o altaque de Elodia era lo direito
    que elle nao se alrereu a insistir. Infelizmente,
    madama Bonsergent, que tinha suas predi-
    ecces por Audinet, que divagara com ella horas
    ment natural e necessario do seu castello ; de inleirassobre subtezas de melaphysic, e lison-
    mil libras de rendas e do bem geiada de ouvir gabar o seu genro pelo'
    suas cincocnla
    oslar que o rodeara. Como sempre tinha sido
    feliz, era optimista. Coslaya do seu amigo, mas
    nao esquecia os seu interesses, e va com prazer
    Vieillerille para dar janiaies aos eleitores. Nao' esse amor nascenle que ia fazer com que Brancas
    assiduidade. Urna mo-
    ca desto carcter c um dote de um milho nao
    se acham assim a qualquer canto. Adeos, meu
    charo amigo, mil prosperidades.
    Uraindorgcf
    VOs como sou eaipora disse o adrogado.
    se indispozesse com Oliroira. Domis, Rita se-
    duzia-o com sua graca loda parisiense e o genli-
    Ihomem camponez nao pode lcar inscnsivel
    sua belleza. Oue Brancas casasse ou nao com
    Claudia pouco he importara, cun tanlo que elle
    se podesse approximar da bella Rita, e saiisfazer
    T, replicou ltpainsel, nascesles sob feliz ao mesmo lempo duas paixoes de torca egua
    fazer
    Ora quera I Tu que me atiras com a Mada- ; p0Ssou a onda do Sirgo, da qual se nao rolla,
    ma Bonsergent c poes-leao fresco. irremeabilis unda, cmo diz Virgilio, o horrivel
    A conversacao devia ler sido interessantc ? ; Bonsergent descubri tola a sua perfidia.
    De ura iuleressanle palpitante. Elodia cun-
    tou-meassuas desreuluras.
    Pobre mulher !
    Oh senhor pobre mulher 1 L' urna his- I
    toria de arrepiar os cabellos.
    Nao ha nada mais agradarel do que sentir
    arrepcarem-se os cabellos em boa companhia.
    E' sgnal de que nao se c cairo. A la sahe das
    nurens e alluraa o vale sombro. Toma, aqui
    Adrirlo-le,disse Brancas, que estaos prepa-
    rando muito os leus elleilos de sceua. Torneas
    lempo, como um ador e o publico acabar
    le virar as costas.
    Paciencia disso Alhanasio. A
    a turra continuada.
    Em duas palavras, a dama aborreceu-se
    muito e suspeito-a de cscrever em segredo suas
    memorias para setvircm inslrucco c edilioa-
    por
    paciencia
    tcns bons charutos, o carallo nao carece ser guia- c-ao uo S0I1 sexo
    do, conhece bem o caminho. Tudo se cala, c! p0raissoo que ella te contou durante una
    apenas ouve-se cssa deliciosa harmona das es- i horae meia ?
    pherasque exlasiava Pythagoras. Cornaca a tua E- verdadc. Eu julgara estar ouriodo Es-
    ther contar joven Elisa como, com a prolecco
    Sabcrs, disse Alhanasio, que Elodia de
    Ilustre nascimento.
    J desconfiara.
    Seu pac, que foi chapeleiro, tinha urna al-
    ma de rei.
    De rei, em funeces ou de rei desthronado!
    Os reis deslhronadosde ordinario andam de mo sobrea'cu^ui7ado8nic!o.'
    humor.
    Tinha alma de um grande rei.uma alma no-
    bro c bella. Sua me.....
    A me do rei ?
    do deus de Israel, conseguio tornar-se urna das
    quinhentas mulhcres do re Assuro, e recor-
    ' dava-rae involuntariamente de todas as narra-
    roes famosas das tragedlas antigs.....
    Tu sem duvida fuste mais feliz do quo eu ?
    Sim, Bonsergent dou-me bons consclhos
    () Vide o Diario a- 2'J.
    Nao te facas reservado. Visto Claudia ?
    Meu charo amigo, disse Brancas, sers ca-
    paz de estar serio durante alguns instantes ?
    Toda a elernidade, se for necessario.
    Pois bem, eu amo-a.
    Vais enlo
    Bonsergenlo ?
    Poique nao ?
    E tazeres-te amar ?
    Se fr possivel.
    (Juos vuh perder Jpiter de mental.
    Jpiter muilo pouco se importa com os
    meus negocios. Quanto ao tal coronel deixe-se j
    de fazer cara feis, porque na occasio enrolarei a
    beca de advogado c as mangas e eulo vers pa-
    ra quanto presto.
    Tu sabes manejar urna espada ?
    Sci.
    E pistola ?
    Ainda mellior.
    Nao faz mal, s sempre prudente c se vi-
    res Malaga pela calcada da direila, toma a cs-
    querda ; cedc-lhc sempre o lugar de honra, nao
    lhe poupes compriraeutos o nao lo facas cnliar
    como urna cotovia.
    Hei de ter cuidado.
    Ainda urna palavra. Antes de tudo ga-
    nha-mc o meu processo, efaze com que mo res-
    tiluam a heranca do velho Caio Gracho Ripaiusel,
    meu venerado tio ; porque nao justo quo eu
    pague pelas tuas arles.
    Has do ter os leus dous milhoes e o prazer
    de vires dar urna lidio ao Rhodomonto velho.
    Ao mesmo lempo, entravam os dous amigos no
    pateo do castello.
    XI
    Um criado entregou a Brancas urna carta de
    seu tio ; elle leu-a immcdiatamenlc e baleuop
    com impaciencia.
    O que lens ? perguntou Ripainsel.
    Cahio-me urna lelha na cabeca I
    Ah I como a Divina Providencia dura s
    rezes I Escuta isto :
    Meu charo amigo.Pars, 15 de maio.
    Esl tudo concluido. O dote de um milho :
    estrella. Rita e um milho e ainda o senhor se
    faz do rogado. Palarra de honra, faz roulude de
    erguer-se os hombros.
    E Claudia?
    Ora, o leu amor vai embora como veio.em
    nina noile. A primeira vista iuflammas-te e jul-
    gas-te apaixonado por toda a elernidade.
    Diabo de tio 1 Para que veio elle meller-se
    nislo ?
    Teu lio um homem de juizo, disse Alha-
    nasio, e tu' um doudo apezar das las espessas
    suissas e leu ar de homem grave. Elle sabe que
    nao se viroso de amor e de agua fresca, mas sim
    de boa sopa, como diz o bom homem Chrysab ;
    elle le salva, sem saber, das garras do velho Ma-
    laga, c d para la mulher a mais deliciosa Rita
    que teuha jamis apparecido, quer em Taris quer.
    cm Vieilleville.
    Meu amigo, disse Brancas apoz longo silen-
    cio, acabou-se ; eu amo-a.
    A quem, Rila ?
    Nao. A' Claudia.
    Pasea urna aaneira.
    Pouco me importa.
    E has de arrepender-tc.
    Pode ser. Arrepender-mc-hei, mas amo-a.
    Ah 1 disse Alhanasio, se eu nao liresse fei-
    lo concurrencia ao pai Olireira as ultimas elei-
    cesj
    Acaba.
    Ia j facer os meus rapaps a Rita que rale
    bem urnas rite Claudias.
    Faze, que me fars favor.
    Serio ?
    Juro-le.
    Pois bem 1 apresenta-me na primeira oc-
    casio.
    Est juslo. E l ajuda-mn a fazer despe-
    dir aquelle Audinet que me irrita os ervos.
    Pois devoras 1 queros casar com Claudia?
    Nao sei, mas quero por uo andar da ra
    aquelle Audinet. *
    Seja feito segundo a tua vontade, disse Alha-
    nasio. .
    O adrogado deiluu-se muilo agitado. O pen-
    samento dos obstculos que loria de vencer exci-
    tara o scu ardor, porque as olmas nobres e co-
    rajosas nao gostam de triumphar sem perigo ;
    mas via-so prestes a sacrificar todos os seus so-
    nhos ao amor, o para um ambicioso, era um sa-
    cricio cruel. Antes de casar com Claudia, au-
    tos mesmo de saber se seria amado, ia fazer seu
    tio desdizer-se, romper com Oliveira, e fechar
    . a
    c a
    patxo de casar com nina mulher amare!.
    paixo de representar o poro francez.
    Durante esse lempo, a familia Bonsergent es-
    tara reunida em conselho e deliberara so'oie as
    mais graves questes. Quando Claudia, com
    urna vela na mo, approximou-so de seu pai
    para abraca-lo, segundo o costil rae de cada noi-
    te, c rctirar-sc para o sen quarto, o major relere-a
    pela n.Jo o fe-la sentara seu lado.
    Minha Dlha, disse Elodia com tom solemne,
    lien aqui um momento ; trata-se do leu destiuo.
    Miuha querida lilha, disse o major, s feliz"?
    De cerlo, papai, respondeu ella, admirada
    com esse exordio,e comecando a adrinhar o que
    lhe iam dizer.
    Se se apresentasse um bom marido, ssu-
    do, prudente, com coila fortuna, bella pasico
    social c ura nome honroso, c que qiijzessc viver
    comnosco, o que farias ?
    O que Vmcs. julgassem conveniente, disse
    Claudia.
    O major puchou-a brandamente para os joe-
    Ihos e abrai;ou-a.
    J adiamos, disse elle. o nosso amigo
    Audinet
    Claudia que esperara por esse nome, no pode
    no cnlanlo deixar de morder os labios.
    Enlo o que dizes ? perguntou Elodia.
    Eu, nada.
    E o que pensas'.'
    Ainda menos.
    Diabo I disse o major entre denles, islo
    ca mal.... Como, pois nao lens opinio acerca
    de um homem que vs lodos os dias !
    Claudia licou calada.
    Eulo nao queres casar ?
    Eu nao disse isso, papai.
    Nao elle um homem nlelligente ?
    De cerlo, ainda que lodo o seu espirito con-
    sista cm fallar mal do prximo.
    O pai hade dar-lho duzentos mil francos no
    dia do casamento.
    irorarelmente o caminho da deputacao de Vieil-
    leville. Entretanto, nao hesitou um instante, e
    pegando na penna, escreveu a seu tio a resolu-
    cao quo tinha tomado, pedindo-lhe quo desera-
    peuhasso a sua paUvra. Cumprido esse derer,
    Oliveira acha-le encantador. Miss Rita nao disse deitou-se, e dormiu muito bem, embalado em
    meu pai nos nao
    temos com que
    conforme
    Ora
    viver ?
    Hade ser prefeito ou deputado,
    escolhcr.
    Tanto melhor para a Franca.
    E querido de lodos.
    era por isso, disse Claudia que estiraou
    achar esse pretexto, e eis o quo rae zanga.
    Hum I hum 1 disse o major, o lempo esl
    de tempestado.
    No fundo do coraco elle era da opinio da fi-
    lha. Um homem tantas vezes esbofeteado pare-
    cia-lhe um genro mediocre ; mas, como inuitos
    homens de bem, com um egosmo muilo natural,
    risquera voluntariamente a insolencia e cobarda
    de Audinet paraobler, antes c ludo, uesc casa-
    genro pelo secreta-
    rio gcral, tomou com valor a deeza do seu favo-
    rilo.
    Menina, voc urna tola, disse ella. O Sr.
    Audinet um homem de iulelligencia muilo ele-
    vada e do maior futuro. Talvez nao o acheis
    muito bonito ?
    _ Palavra, disse Claudia ingenuamente, quo
    nao pensara nislo ; mas j que me falla, confes-
    so-lhe que mais feio do que urna lagarta
    Como una lagarta, a palarra, disse o ma-
    jor rindo s gargaihadas.
    Muilo bonilu animo-a na desobediencia,
    disse com tom amargo madama Bonsergent.
    Nao a animo, disse o major.
    Mas, disse Claudia, nao tenho que desobede-
    cer, porque Vmcs. nada me ordenaram.
    Isso verdadc, disse Bonseigenl que quera
    por fim discusso e principalmente nao entris-
    tecer a lilha. Ella lvre em suas acedes.
    O derer de urna mi, disse Elodia com so-
    lemnidade, preparar o futuro e a elicdade do
    sua filha. E necessario que a previdencia de
    nina mi suppra a cegucira dos lilhos. 1." ne-
    cessario.....
    E necessario que le cales, inlcrrompou Bnn-
    sergenl com tom firme, sera replica. Basta de
    conversar de negocios osla noto. Paramos com
    que Claudia licasse enquigilada com Audinet. No
    entretanto, quando elle c rier como costuma,
    recebe-0 o melhor que poderes.
    Oh de boa vontade-, disse o moca, cora
    tanto que isso nao me obriguc cousa alguma.
    Boa noite, minha filha, disse o major, vai
    dormir. L lu', minha mulher, prepara-mu ura
    cha porque couslipei-iue hoje tarde.
    Madama Bonsergent saino e chamou a criada.
    Calharina Calharina I
    Ninguem respondeu.
    Elodia grilou com mais (orea.
    Calharina !
    Est deitada, sem duridn, disse o major.
    Dcxa-a dormir.
    Madama Bonsergent enlrou na cosinha em
    que eslava a cama de Calharina, c vio que a cama
    eslava vasia. No mesmo instante riu Calharina
    precipitadamente, com as faces e orelhas rerme-
    Ihas e os cabellos meio desatados. Era una
    moca muilo bonita e muilo bem feila.
    D'oude vem roc ? perguntou madama Bon-
    sergent, o que faz l por fra s onze horas da
    noilc ?
    A aposlropho era fulminante. A's onze horas,
    em provincia, todas as pessoas pacificas, dor-
    mem o mais profundo somno. Entretanto Calha-
    rina respondeu com deseuibaraco.
    Seuhora eu eslava no fundo do jardim, fe-
    chando a porta do kiosquo.
    A ama reprehendeu-a severamento por nao
    ter fechado mais cedo a porta do kiosque, c am-
    bas foram preparar o cha para o major.
    Durante esse lempo, o Sr. secretario geral sa-
    bia trauqullamente do jardim por meio de urna
    gazna, presente de amor da bella Calharina.
    Esta pequona sceua da vida intima, que se re-
    nova muias vezes na provincia, deria ler na con-
    linuaco desla historia e sobre a sorle da bella
    Claudia a mais trgica influencia.
    (Con/inwar-se-/io.
    PER.N. TU*. DE M. F. DE FAlllA. lcW.
    II CTVFI 1
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