Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08944

Full Text
ABHO imi. HOMERO 18.
Pr tres mezes ada fados igOOO.
for tres meies veochs 6x00.
&EGDHD1 FEIRA 23 DE JAREIRO DE 1860.
Por anuo adiantado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCA RREGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE.
Paralaba, o Sr.Antonio Alejandrino de Urna;Na-
tal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, oSr.
A.de Lomos Braga; Ccar.o Sr. J.Jos deOlivcira
Maranho, o Sr. Mnnoel Jos Martins Ribeiro
Ouimarcs; Piauhy, o Sr. Joo remandes de
Morros Jnior; Par, o Sr. Justino J. natnus;
Amazonas.o Sr. Joronvmo da Cosa
l'Aui ni.v iuo umutius.
Olinda todos os lias as 9 1/2 lioras do da.
Iguarass, Goiannao Paralaba nasiegtfrjdo- e
sextasSriras.
S. Aulo, Rezerros, Bonito, Caruar, Altinhor
Caranlinns as torcas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeirn, Brejo, Pes-
queira, Ingazcira, Plores,"Villa Bella, loa-Vist. .
Ouricurye L\ as quartas-eras.
Cabo,!Serinhem, Rio Formse, Una, Barreos,
Agua Prela, Pmenteras e Natal quintas-furas.
(Todos osc.orreio* partera as lllhor.isda manha )
AUDIENCIAS 1WSTRIBUNAES DA CAPITAL
T-P'Tc.al do e.oramercio: segundas e quintas.
r o : lerdas feiras e sabbados.
.... i nda: tercas, quintas e sabbados as10 horas.
Jiiizo do rommercio: quintas ao meiodia.
:)ito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara docivel: tercas c sextas ao meio da
i Segunda rara do civel: quartas c sabbados ao
meio dia.
EPHEatfRIUES DO MEZ DE JANEIRO.
1 Quarl cresecnte -as 8 horas e 28 minutos da
nianhaa.
S I.ua cheia a 1 hora e 3 minutos da tarde.
15 Quartomingnaote as 4 horas c 38 minutos da
manha.
22 La ora as 9 horas e 27 minutos da lardo
31 Quarto cresc. as2 horas e51 min. da manha.
PREAMAR DE 110JE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
Secundo a-- 5 horas e 42 minutos da tardo.
DAS da semana.
23 Segunda. S. Itaymundo de Penaforle.
2 Torga. N. S. da Paz ; S. Themoteo b. m.
25 Quarta. Conversad de S. Panto op.
26 Quinta. S. Porarpo b. m. ; S. Paula r.
27 Soxta. S. Joo Chrisostomo b. dout. da igr
28 Sal.bado. S. Cyrjllo b. : S. Lenidas m.
29 Domingo. S. Francisco di- Rallos b. dout.
ENCARREGADOS DA SUBSCRTK v I NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio I D ia,
Sr. Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro,o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERXAMBUCO.
O proprietario do diario Mam ':..' d
Faria.na sua livraria prara da Indi ia n:.
fi p8.
EXTERIOR.
Rchtorio dos pmliaixalloros de Veneza
sobre as cortes estranseirns.
VII
Collecgo dos documentos inditos e rclatorio!
dos embajadores venezianos sobre a corle de |
franca durante o 1G. seculo, publicada pelo i
Sr. Tomascot'm retrato deCalharina do Me-
dris pelo embarcador Giorani Corrcz.
O traballio que o cavallciro Cibrario lili lia oxe-
cutado em prol da historia do, sou paiz rom as ',
relazioni renezianas, o Sr. Tommascr foi incum-
bido de eniprehender tambom etn prol da histe-
ria da Tranca, em proporeoes mais ampias, o
harrnoniosas. O cavalloiroCibrario tinha csco-
ihinr trens desles documentos pertcncentes cada
um um secuto diverso, de sorle que m roali-
dade tinha tragado antes tres quadtos episdicos,
do que urna obra que reunisse as bellas quali-
dades, de unylade e harmona. OSr. Tomraas-j
co apresenlou pelo contrario u:i quadro com-
pleto ; oceupando-se somonte de um seculo, o
46; [ rocurou nos eolleccdes manuscriptas as co-
pias de relazioni que ahi so achevam, reunio-as,
tradusio-as o publicou-as. Por que impulsao o
sob que direccao?... Para responder, mister
rolal r om poucas palavras o que era, e cm c^uo !
estala estar a publicaco ministerial da collec-I
cao geral, de que fazem parte estes dous volu-l
mes Je relazioni, a colleeco cuja empreza e
formaco conslituem um do's fados os mais no-
taveis do impulso as nvosligacoes histricas,
effectuado entre os annos 1830 e 1810.
O ministerio da instruego publica tinha nes-
sa poca como chefeum homem que tinha es-
cripto a //.-.'(oria da civilisac jn na Franca e a
de Curios 1 at ento os mais bellos dos scus
triumphos; devia-os aos seus cstudos de hisjo-
rh, c sou goslo pelas letras. Entre as recor-
dares que o Sr. Guizol deixou do sua adminis-
Irac ., em 183!, ha urna que sempre os homons
de estudos collocaram em lugar eminente, 6 a
da persistencia e dediraco pessoal to honrosas
do que o Sr.Guizol deu'brilhantes testemunhos, 1
pira fazer rcconhcccr pelo rei e pelas cmaras a j
importancia da collecgOvJFto florcscenle sob
o titulo de Colleeco de documentos inditos so- i
ore a historia da Franca. O ministro na pri-
meira de suas raissivas ao rei, com dala do 31 j
de dezembro de 1833, exprjmia-se do modo se- !
guite ;
Senhor, ha porto de quinze annos, o estudo
da? fontcs histricas readquirio urna nova activi- !
dade. Homens de um espirito perspicaz., del
urna sciencta rara, do urna constancia laboriosa
peneiraram, uns no vasto deposito dos archivos
do ri no. oulros as collecgoes dos monuscrip-
tos di Bibotheca real ; alguns levaramsuas in-
vestigaces ateas bibliolcsas e archivos dos de-
partamentos.
Em todos estos tugaros, tera-se verificado, des-
de os primeiros ensaios, revolvcndc ao-acaso,
que grandes riquesas linham tiendo oeeultas. Os
osforcos reduplicaram e nao lardou-se em obler
descobertas Lio importantes quanto inesperadas.
verdadeiras revelacoes que acharam com um
novo brilla, laes o taes aconlecimentos, laes
ou laes seculos do nossa historia, tal ponto
que lalvez se possa avancarquo os manusetiptos
e monumentos originaos, que at agora leem
sido mblicaiios, em breve excedern jera nume-
ro e importancia aos que icarem inditos. ,.
Deseuvolvendo depois o projecto, cujo Um esta
exposic.io faz claramente prever, o ministro po-
da ao rei sua approvago e conclua com o pe-
dido do urna autorsacao enderecada as cmaras,
de prescripgao de medidas para a pesquiza e
pubiieaco dos documentos inditos relativos
historia da Franca.
I's'o projecto deleifoi npprovadoalSdejulliodc
183!, foi nomeada urna commisso cncarregada
de erncorrer, sob a presidencia do ministro da
instruccao publica, para a direccao e vigilancia
das investigaces e pubticac5es,'que deviam ser
feitas com os fundos volado's no bulget do exer-
cicio de 1835. A cifra da primeira concessao
eiia pelas cmaras subi a 120,000 ir. No dia
dois de dezembro de 1835 o Sr. Guizol fez co-
nhecer ao rei, por um relatorio circumstanciado,
o estado dos trabalhos emprehendidos, e oprc-
sentou-lhe os primeiros resultados.
I. m oxito completo cojoava j este trabalho
lilteiario. Estes trabalhos, escrevia o Sr. Gui-
zol, divdem-se ern duas seres distinclus. Lina
ou iroliendendo os documentos relativos his-
tori; poltica o social do paiz, .'i sua legislacao,
suas instituicoes, a outra oceupa-se da histo-
ria das sciencias, das letras, das artes, e de seus
monumentos. O' ministro entran depois no
detalhe dos trabalhos, mencionando as obras j
impressas o annunciando as que estavam na im-
prensa. .Entre as primeiros, j elle noliciava
don-: volumes dessa grando obra do Sr. Mignet,
que tanta luz. rollectio sohre as tentativas da di-
plomacia franceza no 17. seculo, quero fallar
das .Xegociaces relativas suceesso da Ilespa-
nha, alguna oulros tatnbem de documentos par-
ticulares historia da guerra dessa mesma suc-
eesso, confeccionados pelo ganeral baro Pe-
lel, de sorte que em um mesmo tempo pde-so
conhecer o lado militar da grande lula, da qual
0 Sr. Mignet apresenlava o lado diplomtico. A'
osles primeiros testemunhos de grande autori-
dad e vinha njuntar-se o volume do Jornal dos
1 -' idosgeraes reunidos em Tours en 1184, redi-
mido por Joao tlasselin, traduz.ido e impresso,
c que tinha relago com o assomplo. Mas os
livms que se cstavm imprimindo, ou qne esta-
vam cm preparacao, eram mais numerosos ain-
da. o sua lisia minuciosa fa/.i.i presagiar ao rei,
ricos maleriaes para os eruditos c letrados. O
ministro annunciava a Sutoria em verso da
Cruzada contra os herticos albijenses, iradu-
zica do provencal pelo Sr. Fauriel ; a Clironica
en, verso dos duques da Normaivlia, por Bene-
dicto de Santa Maura, em lingua normanda do
13 secuta, copiada pelo Sr. Francisco Miguel
do manuscripto original da Torre de Londres ;
a Chronica do religioso de S. Dionisio, confiada
nos cuidados dos Srs. de Barantc e Belaguet;
os Registros originarios do parlamento de Pa-
rs ; os Registros da cmara das :onlas; o Tlie-
sonro dos despachos, cxlraaido sob a vigilancia
do Sr. Guerard, menibro do Instituto ; os Cari-
nos da abbadia de S. Berln, c da egreja de
Rosta Senhora de Chartres.
ma commissao tinha sido instituida em Ro-
sa icn, sob a presidencia do Sr. Carlos Ubeiss,
com a incumbencia de extractar os oitenla e cin-
co volumes in folio dos Papis de Ettado do
cardeal de Gravelle, e o Sr. Champolione Fi-
geac fazia sua colheita as collecgoes da Biblio-
theca real com o fin de formar a colleeco das
Certas dos reis, rainhas, paineles e pr'incczas
de Franca aos reis, raiahat, principes e prince-
sas de Inglaterra desde o 13." secuto at o /im
do 16 Em todas as partes se viam os indicios
de um grande movimento, em todas as parles os
do urna viva impulsao. Entao foram tambom or-
denadas viagens atravs da Franga aos homens
os mais capazes de comprehender o sen objeclo,
issogurar-lhes o xito. Assira o Sr. Michelot
vistou os depsitos de Poitiers em Bayonna, de
T;u em Tolosa e Montauban, de Cahors em ur-
ges c Orlcans ; o Sr. Leglay percorreu o norte,
os Srs. Redot c de Fonlonelle o Poitou ; o Sr.
Ueiss, o oubs e o Jura ; o Sr. Grauier de Cas-
saguac, o meio dia da Franga, e o Sr. Francisco
Miguel o da Inglaterra. Na segunda serio dos
tnhalhos, isto a da historia das letras fe dos
manumeiilos, brilhavara os nomos Ilustres dos
Sis Cousin e Prospero Merimo; o Sr. Cousin
acabara de entregar o seu manuscripto das
' Obras inditas de Abailard, o o Sr. Merimo en-
derecava, durante sua viag-'U Brelanha, infor-
uiacoos sobre a arMioologhi desse amigo ducado.
A cillec.ao dos documentos inditos tinha
chegado oslo grao de prosperidade e aclivida-
de, quando mullas copias das relazioni acerca
da Franca, durante o 16 fculo, pertenecaos
diversas possessoesda bibotheca real, foram in-
dicadas o sprosontadas ao Sr. Guizot, como ou-
tras lanas obras inditas, de grande curiosidade
e importancia : um simples olhar revelou ao
ministro a verdadeira importancia destes dncu-
mentos, o elleencarregou-jo decolloca-las entro
as obras da collecgo. No Um de 1830, e du-
rante a impresso do Pari* sob Philippe o Bel-
lo, pelo Sr. Depping, o sabio Sr Fauriel, que
urna estrella amisido, havia milito t-mpo, liga-
va ao Sr. Guizot, apreswiio no ministro o Sr.
Tommasco, e recommendou-o como o editor o
mais capaz, e conveniente para o trabalho sobro
as relazioni dos erebaixadores do Veneza, cuja
publicaco tinha sido resol /id i pela commissao.
O Sr. Tommasco possuia, ce tacto, Iros qualida-
dcs que o toruavam mais nulo que ninguem pa-
ro salisfazor essa misso lo.la Iliteraria : era cru-
diio. inlelligerjlc o Venez.ano. Empregoii lauto
ardor e elocuencia omsjaobra, quanto gosto em
sua tradueco.
Seus doiis volumes apparercram cm ISIS.
Anda que sua modestia o lenha fello dizer que
estrangeiro e mullo lempo convencido da d'uli-
culdade de escrerer ou Iraduzr sollrivelmente
soja o que for, nao poda deixar da invocar a
indulgen i.i do publico ..-
Seu primeiro prefacio d a conhecer o qutale
do bom sonso, e do espirito de critica franca d>'
que c dolado; a maneira por que caraelcrisa,
desde o comeco, a obra poltica que leve raissao
de publicar em Franga encantadora. Nao 6,
diz elle, a diplomacia, a mfadonha estatistiea,
nem a historia modelada por um sys'.ema, que
se deve procurar ncslcs documentos. Nelles
ver-se-lia diplmalas quo jiilgara como historia-
dores, historiadores que obsorvam como ho-
mons de negocios, escriplores que nao formulun
suasphrases para serem impressas. Pagim seo
Iribulo s ideas, mis sou olvidar os la l>s
pairam sobre o seuassurailo, massemque Ihes
escapem os delalhes, insistem algumas vezesso-
bro essas pequeas cousas qne sao o segredo dos
aconlecimentos, e os quaes desdenham os histo-
riadores de profisso ; cm compensaco, esque-
cem outros, cuja importan ia tem sido exigera-
da polo projuizo dos sabios.
A nica censura que se po le fa/.er ao Sr. Tom-
masco particularmente sobre o pequeo nu-
mero de rezalioni que ajunlou. Porque nao es-
leiideu elle suas investigaces alm dos limites
da Bibotheca real ? Que grande colheita teria
ento podido fazer Ajunlou nove desles docu-
mentos : mas se. livesse consultado ou mandado
consultar as eolleccdes renezianas, florentinas o
i'omanas, teria obtido u magnifico resultado do
uoi i verdadeira e grande colleeo de pegas sobre
Os negocios do lti. seculo. Todava as nove
relazioni comprehendidas eolio 1535 o 1577, que
traduzio e publicou, formim noste fragmento de
C.aminha lo depressi que ninguem a passo a
pode seguir. O exercicio que faz conserra-lhe
niuito bom oppelile ; come muito e de ludo in-
dillerentemenle, o que, segundo afrmam os m-
dicos, o motivo do algumas molestias que a
tem levado dois dedos da mofle. Roconlu-cc-
se nella o espirito de sua familia; deseja deixar
monumentos do seu nomo nos edificios pblicos,
as liibliotliecns e nos musous Depois de lor
comecado muilos desles esfabeleoimenlos, foi:
obligada 6 tudo inlorroraper. Alem disso prin-
ceza boa e amavl para com todo o mundo, faz
pronssao de contentar todos que se Ihe diri-
geni, pelo menos com palacras, das quaes nao
certamentu avara. Sua assiduidade nos ne-
gocios espantosa porque nada se faz sem olla
saber, nem mesmo a cousa a mais diminuta ;
nao pode comer, beber ou mesmo dormir retes
de ouvir fallar delles Apresonta-se nos exer-
citos ainda com risco de sua saudo ou mesmo
de sua vida, faz ludo o que os homons sao obli-
gados fazer; e entretanto nao a araam. Os IIu-
guenolcs dizem que ella os onganou com bellas
palavras e com seus modos de bondade mentiro-
sa, cm quanto tramara sua perd com o rei ca-
tholico.
Os catholicos dizem pelo contrario que so a
rainha nao livesse animidons lluguerfotes, ellos
nao so atrevan! lano. E' pois urna poca
singular esla ; Iodo o homem presume muito de
si ; tudo o que cada um imagina pedo ousada-
mente, o so o nao nbtein tu continenti d altos
gritos c attribuo todo o mal a rainha. Como 0
estrangeira, ainda que Qzesse dadivas al todo
paiz, liaviam dz.er que nao dava nada do sen.
Todas trs resolucos de paz, ou do guerra que
nao satisfizeram a nago foram nicamente at-
ribuidas a rainha, co'mo se ella governasso por
si, sem guiar-se pelo eonselho do ninguem. Nao
quero di/or que soja urna Pylhonissa.... una m-j-
Ihor infaIlive;confessarei mesmo quetem algumas
rozes confiado de mais om seu propro sonso ;
m is [uo principe ( por mais abio o falente que
nao loria enlouquecido n-hando-so em
m -. de scmelhanto guerra, sem mesmo poder
discernir seus amigos aos inimigos, obligad j a '
servir-se das pessoas que o circundam, e que
entretanto sao todas inleresseiras, e algumas pou-
co Qeis .' Nao sei que homem por mais prudente
que fosso, nao teria sido superado por lodos osles
obstculos. Imaginai oois o que seria do urna
mulhor estrangeira e sem amigos, acabrunhadg
pelo terrorgeral, nunca ouvindo a verdade em
redor de si. Ouanio a mim, screnenissimo prin-
cipo, militas vezes maravilhei-m? de ver que el-
la nunca se pcrlurbou c nem consagrou-se nen-
hum dos dois partidos, o quo loria sido a ex'ro-
ma calamidade para o reino. E' ella quem tem
mantido este rosto de magostade real que ainda
se encootra na corte. Bis porque sempre a la i
menlei cm vez do censura-la Um dia o disse
5 ella mesma, e muitas vezes rn'o repeli fallan-1
do-me de seus pesares c das desgranas da Fran-
ca .\\ sei que mais de urna vez enconlraram-
na chorando cm seu gabinete, mas inmediata-
mente enchugava os olhos e dissimula va sua dor \
e adra de iludir os que aiuisavam do oslado das
poca urna serio de as3u raptos dos mus impor- cousas pela cxpresso de sou .mulante apresen-!
lanos, o_que nao cessarao de ser consultados taya-se nos lugares pblicos com urnaDhvsiono-
por aquellos que nao se contentara de con:
somonte da historia a frgil superficie dos acon-
teciraonlos e a rida cheonoiogia dos fe-
los.
O Sr. Tommasco aprsenla e caraelcrisa do
modoseguinle esses person-igcns cojos discursos
traduzio e publicou :
Entre os autores dos cscriplosque publica-
mos, diz elle, excepto Navagero, nao lia um que
seja celebre ; Nicolao Tiepolo, fez na verdade
versos amorosos, mas seria mais odmiravel que
um Italiano nao os tvesse feilo no 10." seculo.
Quasi lodo; foram en '.irriga ios de dilferenles
missoespolticas ; e as bibolhecas de Franca e
Italia conservam muitas de suas relazioni sobre
osdifferenles Estados di En-opa. Caval e Su-
riano sao talvez os mais fecundos ; Capello e
Correzo os mas nolavei-,se ojutgarmos polas duas
relazioni que traduzo, cujas discripejes bollas o
liis, generalidades sabas c firmadas sobro os
fados, encantarao o leor. O trabalho de Su-
riano leva o ututo e a forma de Commentario
Histrico ; o do secretario de Lippomano umi
verdadeira viagem ; o de Michiel, enviado em
1575 para felicitar o rei por seu casamento, se
approxima na primeira parle, do genoro das me-
morias, mas reassume logo o lora de um dis-1 do
curso poltico.
Se a segunda parle do nisso trabalho nao li-
vesse por fin commentar, catando seus mais cu -
riosos alalhes, todas as relazioni parliculares
Franca c aos seus negocios, eu me applicaria
analysar no presente capitulo a mor parle dos
textos traduzidos pelo Sr. Tommasco, e a fazer
ressaltar suas mais salientes qualidades, mas de-
vendo preparar-me para mellior cumprir este
dever no lugar que isso destinei, conteiitar-
me-hei com reproduzir por agora una pagina
encantadora de um dossas embatxadores, cojas
descripcoes liellas e fiis nao podem deixar do
encantar o leilor no dz.er do Sr. Tommasco.
(ieovano Corrozo tinha estado era Franca cm
1503 ; linlia visto pois a Franca duranlo os fu-
nestos annos cm que o reino foi lio cruel-
mente atormentado pelas lutjs religiosa e pe-
las negras intrigas dos q ic se aproximavam do
hrouo. Pelo que pode elle dizer com rauitasc-
reridade, no principio de sou discurso :
ima
ma seren-je jovial.' Depois reassumid o cu;- I
so dos negocios, segua ora um parecer, ora ou-I
iro, o que molivava estas medidas inconvenioii- |
tos c errneas de que se tem fallado tanto. E'
sempre dificn fallar convenientemente da Franga
neslo lempo, rio sopara aquellos que a julgam '
de longo, mas al para esses que esli em seu
soio e que frequcnlam a corte, porque as consi-
deraces que devera dirigir Sua Magostado sao
nnumeraveis, e elle nao pode contar com a obe-
diencia de seus subditos. A ambico dos gron-
nts tem de tal modo augmentado q'uo lodos que-
rer iam governar e nenhum obedecer, d'ahi nas-
cem rivalidade, odios, hosiilidado, e conlra-lios-
tilidados, quo nao actuara somenle sobre os ne-
gocios de momento, que vista do carcter do
rei, devera lor muito echo nos tempos futuros. ..
Mas a rainha conseguo com seu sabio proce-
der desabusar todas essas cabecas francezas, que
j i nao esperam mais conslrangi-la a reiirar-se e
oceupar-se de sua existencia pessoal. Todos
presentemente a ternera, todos sejulgariam fo-
lizes de obsequia-la ; e si cessassem as perlur-
bages, c olla nao livesse nocessidade da coopc-
rago de certas pessoas, poderla dirigir o reino
como se fosse sua natural soberana. Este esla-
Vi, durante osla rmbaixada, serenissimo
prncipe, e excetlentssimos sonadores e lidalgos,
o reino de Franca emires oslados diversos, mas
nao de lal sorle diversos, que um nao fosse o
presagio e o precursor do oulro : primeiraraenle
; un oslado incnrlo c vacillante, depois um estado
sanguinolento c de guerra aborta ; emfim.aps
urna paz. curta e simulada, um nov estado de
i guerra, no qualdoix.i-o, sem osperancade poder
| encontrar urna unio c repouso durareis, pelo
| menos por muito tempo, se Dos nao lhe for era
! soccorro...
O erabaixadordescrevo com urna energa sin-
gular o estado das faeces o comtnoces dessa
Franga onde, segundo sin cxpresso pitloresca,
as rennioes dos Huguenoles tinham por signal,
duranlo a noile, em vez do sora dos sinos, tirus
de arcabuz.
Mostra-nos deum modo minucioso, a conduc-
ta da rainha mai no meio dessas confuses. e,
gragas habilidade de sua penna, vendo a rai-
nha. vemos tambera a mullior Quanto A Go-
vani eorrezo, sua duplice qualidado de Italiano
o embaixador animado com o espirito de con-
ciliagaoo mais pronunciado, o tinham muitas
vezes aproximado da rainhi mi, dessa Cathar-
na de Mediis, cuja indiridualidade maravlhosa
prefaz o fundo desse vasto quadro dos reinados
turbulentos de seus tres Olhos. Depois de lor
descripto o reino, suas divses, suas lulas : J
queenlrei nos delalhes, diz elle, convm fal-
lar-ros dos prncipes de singue e depois de suas
Magostades. E' enlo queesle embaixador vc-
neziano para representar a Mediis, emprega,
com urna habilidade natural realmente extrema,
todos os recursos ntimos do talento de observa-
cao, e do grao de subliiezi que tanto caracterisa-
rara os de sua nago e governo. E' esla passa-
gom.este retrato, tanto physico, como moral, da
celebre mai dos tres Valoisj Francisco II, Carlos
IV, e ilenrique III, que rou reproduzir sera de-
mora, porque o considero como ura ornato ca-
paz de altenuara sequidao ineritavcl da primei-
ra parte deslo trabalho.
Posto queja ella tenia entrado, diz o em-
baixador, nos seus cincornla e dous annos 12
de abril, est jinda m." ito robust* e de boa
saude.
do cousas prolongar-sn-ha ainda por alguns
annos, porque o carcter do rei, como lodos sa-
bem, se presla isso. Invoca-se sempre o ro,
porque a regra, mas todos os olhos esto vol-
vidos para a rainha que pode tornar militas pes-
soas contentes ou descontentes a seu arbitrio .
Assim expriraio-se Giorani Correza respeito
da rainha Calhariua, e julgo que difucil molhor
dcscreve-la lauto no physico como nemoral. Es-
la relazioni, alm dsso curiosa em sua exten-
sao ; as carias polticas, entro cu tras, da rainha
mi com os oulros soberanos da Europa, sao nel-
la ponderadas e analysadas com urna pciia das
mais notaveis.
Esta embaixada foi cnlretanto effectuada em
urna poca das mais tumultuosas e triste; a Fran-
ga nao era bella ento, lodo o embaixador ella
pareca antes um homemempregado em um mis-
ter de trabalho c fadiga, do que em um emprego
de corte.
Giorani Correzo nao vio festas no velho Lou-
rre, que seus successore3 viram em to grande
abundancia 1103 primeiros dias da entrada de
ilenrique III em Pars, todo embaixador deria
ento acompanhar a corle em suas continuas
mudancas que tornavam miseraveis o vagar da
vigom, a escascez de cavalgaduras, o pessimo
estado dos caminhos, a caresta dos vveres e o
encontr de ladros e salteadores. Lde o epi-
sodio caracterstico com que Giorani Corrozo ter-
mina sua magnifica relazioni perantc um sonaio
habituado a viver em um Estado, que era ento
muito superior Franca, seno em extenso, pe-
lo menos em riqueza c prosperidade.
Nao vos fatlarei tao bem dos hornveis alvo-
rotos, dos tiro3 do arcabuz, dos terrores, suspe-
tas e perigos que incessnnlemenle me circunda-
ran! o dos quaes lo bom cu parlicipava com o
rei. Eslive presento no memoravel dia de Heaux,
me moro re nao somonte para o rei, mas tambera
para lodos os que com elle eslavara; ento na
cicade de Paris onde tudo era confuso, e onde
conforme a ordem de Sua Magostado e segundo o
cxemplo dos outros cmbaixadorcs, dos sacerdotes
e dos frades que despiram todos suas sotaina3, e
tomaran) armas, eu arraci as pessoas de minha
comitiva, lira sempre agua prompta na ra, por
que receavam serquemados vivos d'entre de ca-
sa ; mandei poslar senlinellas durante a noile e
hibituei-me A despertar ao menor signal, a cada
ruido uiie mechegasse ao ouvido. Em tal agita-
cao do espirilo c de corpo, em meio de tantos
gastos de dinheiro, eu nao sent fadiga nem dos
prazer, e ochava honroso e bello empobrecer cm
servico de vossas senerissimas.
Os dois volumes traduzidos pelo Sr. Tommasco
opparecerm era 18:13, c desde seu comeen foram
muito notados tanto pelo Ihesouro histrico que
enire-abriam, como por seu mrito intrnseca.
A historia cora pubcidade franceza dessas rela-
zioni vcnezinnas sobre os nossos negocios do
XVI seculo, acabava do encontrar, com elTeilo,
predecessoros Sainl-Simon, no modo admira-
rol de narrare escrever um retrato, *al poni
que se pode affirmar ser hje imprudencia a
qualquerescriptor que tratar das coisas dessos
lempos passados nao consultar os refastoiii im-
pressas e manuscriptas dos cmbaixadores de Ve-
neza que tvessem sabido da corle de Franca (1).
VIII.
A colleeco do Florenga ; sua formaco, seu
condado, e palroado." O marquez Go Cappo-
ni.f.uiz Bcnaparte.rei da Hollando.\ prn-
ceza Carila. Eugenio Albcri, sua vid.i, e
sua empreza.
l.m junlo em Paris n commissao que presidia
aos documentos inditos velara na publicaco dos
dois volumes confiados crudigo do Sr.' Tom-
masco,urna commissao nao menos nolavol se for-
mara em Florenga, com o fim de organisar urna
publicarn do mesmo tronero, porm muito mais
extensa e mais geral. Eis suas origens o seu pa
droado. O Sr. Eugenio Albcri que elevava-sc
entro lodos por muilos graos do distneco, aca-
bara fio escr -ver era Florcnca urna Vida de. Ca-
No prefaciodesta obra, que nina rehabilita-
gao muito justa desta grande mulher poltica, o
autor depois de ler'annunciadoa intengo que
leve do purificar a memoria da celebre rainha
das nodoas com que foi manchada mesmo pelos
mais graves historiadores, e vingar em seu no- j
mea Italia de lodosas injurias dosestrangeiros,
nao menos odiosas que frequentos accroscen-
la que os primeiros documentos com o auxilio e
auloridade dos quaes julga ler obtido semethan- :
le resultado, sao as rclaces dos cmbaixadores ]
oenezianos, as quaes, diz ello, os fados sao :
narrados e julgados com esso pleno ronheci-
inento das cousas que s prtente leslemu-
nhas oceulares e dcsinieressaJas.
_ Assim ex posta, no comego de seu livro pelo
Sr Albeii, a vanlagem de taes documentos ut
irahu a atlengo do ura dossos grandes homens,
dos quaes se pode dizer que nasceran, sob essa
estrella propicia, que faz brilhar aquellos
quera protege'com todo o brilhn do generosid ide,
cora lodas as luzes de um grande saber, e com
Iodo o poder da sabedora nos conselhos. Tal
era e ainda o marquez Gino Capponi, Florenli-
110 do alto nascimento, charo liaa.em servigo
da qual empregou sua3 virtudes pessoaes. Ce'r-
lamente, de todas as emprezas lilterarias, que
protegeu, creou ou aconselhou este homem do
bem, ha poucas que lhe possam angariar mais
altos elogios do que a da publicaco dos Relato-
rios dos embaixadores venecianos no senado, du-
rante todo o XVI seculo. Com effeitoaos esfor-
cos do marquez Gino Capponi se deve a creago
dessa lo dislincla associagao florentina qiie,
lendo o Sr. ingenio Alberi por seu enearregado
de negocios, publicou em 1839, o primeiro vo-
lume dessa importante colleeco, que j boje
tonta doze volumes, c conhec'ida com o titulo
geral: Relazioni degli ambasciatori Veneli al
Sealo raccolte, annotale publcate di Euge-
nio Alberi a speze de una societa.
Pedir tojas as bibliolhecas estrangeiras in-
dicares de suas re/u;io)i, no lti." seculo, or-
denar a sua copia, repart-las em serios, (Ilstra-
las de notas eruditas e explicativas, de modo
lomar fcil a sua consulta, formar emlim um
dos mais curiosos repertorios historeos do um
seculo taro abundante de factos ctrao esso quo
iiiudou a situaejo da Europa o dou-lhe a forma'
poltica que ella com pouca alleraco conservou
ale o apparecimenlo da revoluco franceza
ajuntar urna lal empreza o nom venturoso d'-
Florenga, facilitar os meios do execugo o lo-
mar como cautella as garantas do bom xito,
associando os e.sforgos benficos e generosos de
personagons celebres por seu nomo, ou recam-
niendaveis pelas mais felizes qualidades lal
foi a muilo uobre idea do marquez Gino Cap-
poni.
Esta idea foi depressa comprohendida. I'ma
sociedade escolhida, composla de quatorze pes-
soas, s quaes um pouco mais tarde reunio-so
um homem quem a cvdade de suas manei-
ras, o encanto de seu talento e os ornamentos do
seu espirito distinguen! em alto poni na socie-
dade parisiense, o prncipe Jos Poniatowski, se-
cundou com um gracioso entente inspirago do
homem de bem e de sciencia que se tinha cons-
tituido iniciador da empreza. Na primeira ordera
desla brilhantc associagao estavam dous noraes
gloriosos para a Franga, isto c, os dos Bonapar-
tes. O principo l.uiz Ronaparle, o ex-rei da
Hollando, c pai de Napoleo III, honrou com
sua prolecgo, e approvago elTectiva o projecto
do marquez Capponi. Ao lado desles c como
padroeira da obra, do mesrao modo que o prin-
cipo, eslava a excellenle princeza Carlota, lilha
do finado rei Joscpli c j viuva do irmao mais ve-
lho do imperador actual. Florenga era ento o
centro desta ilustre familia, da qual um dos che-
fes, o ex-rei da Hollanda, babilara o palacio
Giantigliazzi, as margens do Amo, c sua ora,
a princeza Carila, viva em um retiro dedicado
s bellas arles, no palacio Strristori, com a rai-
nha Julia. O principe seu sogro e ella, durante
lodo o lempo que passaram em Florenga, honra-
ran! com un.a prolecgo pronunciada os artistas
o lellrados. Como mais adianle relalarei, o Sr.
Eugenio Alberi tinha sido pagera do prncipe por
espago de dous annos ; e quando, acorapanhado
pelo marquez Capponi, tinha participado ao prin-
cipe e asun ora urna empreza lo honrosa como
a de publicaros preciosos documentos de una di-
plomacia que foi gloriosa, ambos os principes
quizeram ser dos primeiros em preenchoras obri-
gaces de socios.
Nao c agradavel encontrar assim entro os suf-
fragos concedidos urna orapreza, cujo lim ora
propagar o quadro o mais vivo o animado da po-
ltica do XVI seculo, dous nomes pertcncentes
cstu familia desterrada ento, o da qual entre-
tanto, um um pequeo inlcrvallo, sal ira m dous
cheles de imperio que mais altamente oceupa-
ram a poltica e a historia da primeira motado
do IX seculo ?
Semelliantes suffragios eram de um bom agou-
ro para a rpida formaco da associagao : com
efiVito foram mister pucos dias para'quc esti-
vesse completa. Em torno do principe Luiz Ro-
Jiparte, da princeza Carlota c do marquez Gino
Capponi vicrara grupar-se oulros dez persona-
gens. Direi aqu lodos os seus noraes : uns sao
bem soantes aos ouvdos italianos, outros eleva-
ram-se por conquistas intellectuaes, outros it-
liistraram-se finalmente no capitulo nao menos
honroso das boas aeces ; o marque/. Azzolino,
chefe de una das mais bellas familias dos Esta-
dos Romanos, espirito muito cultivado, um dos
commentadores das obras desso genio potente
que, sofiYenlo as profundas amarguras do exilio,
lixou a gloria italiana do XIII secuto com a epo-
pa da Divina Comedia ; o marquez do Bagno,
spii cunhado. natural de Mantua f o Dr. Bianchi,
digno representante do corpo de advogados Flo-
rentino, autor da bella obra conhecida com o
nomo do Carographia da Italia di Altilio Zuc-
cagni Orlandini; a marqueza Ginori Venluri,
niadas mais nobces damas de Florcnca, model-
lo o mais perfeito da vivacidade, graga" o espiri-
to, que odquiriram para esla cidado urna lo 1-
songoira noraeada ; o conde Theodoro Martiani
Brunaci de Pisa qup, por seu espirito de benefi-
cencia tanta hoara fez sua fortuna : o Sr. Giau-
ni, publicista Ilustre e poltico hbil; o mar-
quez Rinuccini cuja valiosa prolecgo fomentou
incessantercenle o nomeada Iliteraria da familia
desle nomo ; o Sr. Mayer, de urna familia suis-
sa, que, ha muito tempo obteve direilos de cida-
(1) Na segunda parle deste trabalho entrare-
mos era longos delalhes sobre as relazioni ex-
clusivamente consagradas ao paiz e Corte de
Franga, ser entao a mclhor occasio para fallar-
mos c orno convem da magnifica e preciosa col-
lecgo de todas ss copias de rtfoztoni sobre o
Franga, formada e posta em ordem pelo caralleiro
Asbruc, que delta fez oflerta a S. Exc. o minis-
tro da instruccao publica.
de na Toscana, por causa do inlercsse generoso
que sem cessar tomn as obras de benclicencia, |
e pea animago que deu inslrucgao publica ;
o Sr. Sionna, estrangeiro como o Sr' Mayer, In-
gle/, conhocido por causa da exploraco 'de suas
ncas minas de cobro, as Marera mas, o do qual
se poderi as3cverar quo foi bcneicenlo antes e
no lempo de sua fortuna ; o Sr. Alfredo do Reii-
mont, ministro do rei da Prussia na corle da
toscana, edepois na de Roma interinamente,!
cnptor distincto, sabio completo e da maravlho-
sa escola histrica, islo que ensina a atlrahrr
a cunosidade sem faltar om nada ventad. fi-
nalmenie o condeSerriston ao qual sen talento,
Icaldodc e oulras qualidades das mais nobres, li-
zeram ehegar s mais altas dignidades do Esta-
do : tal fui a companliia, taes as person igei
se reuniram em sociedade paro a publicaco de
lodosas relazioni venezi.inns
seculo. A direegao do traba...
escolher seus colaboradores, a investidura final-
mente do plenos poderos foram por unauimidade
confiados sem ci 11 H56 inlelligente aclivida-
de c ao disternimento lo fiel o Sr. Eugenio
Alberi.

la das obras lo in mortal [tal 1 -
urna las
No p |ss_,.
pois de : 1 publicag id I t de l
Med ,; 1 : : 1 dad
! ilti con roliirai : !
xadon ', dezesseis volumes ....
multas bro iras polticas, um 1 1
cnr;v;it \ :,;,-/ ;, ., gt rico I' .
durgo italiana da UiVmia < / .
1 la cora seu nomo o com n
M 13 I-------,, : I.-| 11| :;:. .. ; O I
na, que til
paiz ardente, c !o 011 1 n
intrpidos de Duran lo o aui
' <' t ,. .! s
fendo seu I
Nosta biograpiia dasrefasiont renezianas ante
cuja coraposig nao recuamos, apezar da ex-
tenso dos delalhes nevitaveis que s pdem ser
interessantcs para um limitado numero de pes-
soas.nesla biographia smento do docuraeo
homem que mais se lera esforcado por sou b un
xito c popularidad merece quo tacamos 11:11-
gao de sua vida publica : o non..: d Sr. Eug
dio Albi ti est .'ora em dianleligadocolli cro
lao preciosa [..ara urna grande phaso da historia
moderna que elle lera corajosamente dirigido,
Portanlo, debaixo desle* ponto de \ista, para
mo um dever por em relevo as nobres tenden-
cias de espirilo e corago que o Sr. Albeii uo
cessou de dar expanso desdo o dia em que.com
a sua primeira obra, don o primeiro passo na car-
reira das leitras.
O modo porque osle personagem lo distin lo
lom preenchido sua vida, muito curioso e mo
reprsenla essa actividad,: inquieta e variada
em suas formas, que tem caraclerisado o espiri-
to italiano em lodos os seus movimeulos desdo
nossa reslaiirecoo : ora homem de sciencia. ora
\ ene) ia, c foi
1 e.a.n.is ao\\l .nnu icrrii I e
lio. o cuidado doia 10 de onl-,
imite siib?<- piei te j-'-J > d
Alberi foi in .

o i -- dez mil I
uta mil vencedores rom n .
P 'as de Rrtilharia, d 1 rara i
poder reli -- mas e bag
tono pontificio, em lugar de s< i
pnsioneirns de g
ma. Sua
n >_SC r irin geral do mil
- -
m- lo as
linham sei i cessar i i conde H
i"oii rnal'ii
por morte |
rio para o; :
issin s que ain -"
OOUXi i! g!I :: in< :
i- dos conspira : .res, -
quistado ai -. ,\!
la pela seg in la 1 z m 1831,.
renga, qoo fui s ia re !
rcassumi 1 ento em sua mo :
1 ntemcnl ido, e as rrom-
: Rinhar m n iii 1 -. -. -. ,\ ,
partidista. Din
liz o pacli 1
trabalho das relazioni se tinha ,
^^.i^.,^i^,,h.,-M:i: rT
do, apresentou-se cm Florenga. Suas disposi-
goos naturacs o inclinavam ao mesmo lempo
para a profisso das armas e da penna. para "os
estudos militaros e das ledras. 0 futuro lhe reser-
vava na occasio do oxercitar-se em ambos estes
campos tao heterogneos entretanto Sua rstra
e publicidad.: annuociou n'ello um lillerato ca-
gao 00 [ 1 > i ir e terminar s um trabalho en-
cela lo na prosperidade. Desde o ai n I I- ;
a collocco das ;
in vci -:-.-:
; igm otado 1 m qiiotro b los volumi -
i na pois o
concebido polo marquez Gin para
icar eomolela, para ter pe
noren^m^VftrTralVr0 8PParociuo.ein|^no o onga vereda do l seclo
11 orenca era 183D, c reimpresso no segrate rostam duas etapes i, r Esi
anno en. Tur.m, lera osle li.ulo : Considerare los. historiad .rosen I
S SaboZWerr<" d0 Ilah" J prnCpe '^r'n' Sre- ;: "' C
de Saboia.
Nunca esc revi cousa alguma cm minha vida
cora mais enIhusiasmo, e que me lenha dado
mais vivos prazeros, diz o joven autor em urna
nota que tenho agora presente. Nao se pode
deixar de roconhecer n'esta franqueza expansiva
0 humor de um litleraloque ambiciona as dra-
gonas de genera!. Em 1836. lhe eslava reserva-1
do ser chamado como pagem para junto do ir- :
nao do homem que foi o maior guerreiro que
Ion; visto o mundo. O Conde de Saint-Leu, prin-
cipe Luiz Bonaparle,ex-rei da Hollanda. penl-
timo irmao dt Napoleo, e pai de Napoleo III,
viva a alguns annos em Florenga, quando tendo
desojado ler junto de si um pagem, escolheu para 1
oso: lira o auiur das Considerares sobre a guer-\
ra da Italia do principe Eugenio de Saboia. O
Sr. Albcri passou d'oste modo doze annos junio1
ao principe Luiz em relacoes de intimidsde quo1
1 lio fazem multa honra. Pelo que couheceu o
pole apreciar a excellenle princeza Carila, li-
lha do finado rei Josoph, mulher que leve urna
crenco to lirme nos destinos cheos de grandeza
de seu cimbado como elle mesmo, enlo no exi -
lio. mas hojo imperador dos Francezcs. Eu de-
sojara que estas poucas linhas podessem avivar
muitas recordagoes no espritu do Sr. Alberi,:
o dar-lho idea de todo o interesse histrico que
lena um volume escripto por elle sobro essa
poca de sua rida, na intimidade d'esla Ilustre
familia. Dunnte as lioras de deshanco que lhe
deixara o emprego do cortezia que devia exer-
cor para com o rtnao do ex-imperador, o Sr.
Alberi tinha reunido numerosos maleriaes para
servirem-no 11a Historia da vida de Calharina
de Medicii, historia que escrereu c publicou em
1838. Mais cima disso qual fot a gencrosida-
de de seu intento n'esta obra, citei algumas das
era differcnl -
le perscvi ranr 1 do Sr. Eugei
lando sen-- resultad is [ .. ; :;.'
seus votos d b un
mos os nossos e os de 1 n ie sa-
bem apreciar os labor -
sciencia.
J dissemos qual foi a soried h que empn
lien.leo a obra dirigida pelo Sr. 1
j relatara o cara ler e irat
nagem, resta-nos diei o que a
las series se compoe e que riquezas ncerr
IX
Diviaes e s ries da collecgo de Floren a.__Pri-
meira serie : Rclalori 3 sobre Es ios eu-
rapens, exoeoloa Italia.F
Ilenrique VIH, .Mar. 1 Tu lor, d,. pi
- 1, de Philippe do Hespanha, c :-
los embaixadores de Veneza i corle di
t. ira.
Para .crias obras, a ordem na colloca ".o dos
assumpio.s, a clareza c harmona as dn -Oes, a
nxaclido e fidelidade n 1 di lerminaendas .
qualidades primordaes. A col
ruada pelo Sr. Alberi perln. ilmcnfo a>
numero das obras d'esla rondico ; porqoe antes
de parar no plano de publieaca > que adptou, r.
ediclor empregou e examinou um grande nom' -
'. o m -1 todos tena sido o que ti-
rc3se podido comer no quadi m volume
lo,las as relazioni s bre um mesuro piiz, -
guindo n'iss 1 o ex implo de ora gabinete .le ar-
chivos diplomticos onde rada 1
oceupa ura lugar particular ; mas este pn
lo simples cm si teria le-aJo n'estas t
tancias, 6s confuses as mais imprerisli -. To-
dos os documentos nao estavam ainda, com ef-
foito. reunidos no lempo Ja publicar 1 do I -
----........-." ugom yuid, unc aig'iiua^ uas "". ismuium ..u .>-iii,mi u.i pul.iii ... a i uo
propras palavras cora quecomo-o-.i seu pref.co*. meiro volume da collecgo, era al desmnl
eis agora as de quo se serve para terraina-lo .
caracterisam a rehemencia da eloquoncia de que
o autor so mostra muitas vezes dolado :
Veremos, diz elle, os erros e dolidos impu-
tados rainha dissiparem-se peanle a injostica
das duas faccoos opposta3 que o atormentaran]]
ale sua raorle, e que cora os maiores esforcos^
ella tentou incessanlemento conciliar. Asfac-I
goes sempre injustas, sempre desagradecidas, na !
opinio das quaes at a moderaco c um crirae,
a porfa ullrajaram c calumniaran! a memoria
d osla grande Italiana, cuja poltica conciliadora
salyou a Franca de urna diriso fatal. Os his-
toriadores franeezes aos quaes competia justili-
ca-la, era razo dos servicos que prestou sua
nago, nao coraram de perpetuar to injustas
tradiegos. querendo imputar urna estrangeira
os crios de seus propios concidados. Mas os-
peremos que nosso esforco e labor restabelecam
_ SMIll
numero das relazioni; muitas td ; 1
descobertas n'c3t 9 ann is re enl >, coma n
sobre a Franga em 1193, -
do olvido em 18o.' I'ma s 1
s.lvc,1 todas as difficuld
adoptado o plano de divisos por mpri -
liendondo cada urna, urna grande | d'ahi
resulten para o editor 1 ssibiiidade de
cala serio tantos volumes |uanlo exigisi
abundancia imprevista d alem
d'isso, sem rociar confuso, salisfazei
dale variada de seu publico,ofl*ere<
um roiumede urna seria, ora um 1 le ou-
tra, o que lhe facullava publicar um dia rel
ni acerca da corle pontificia, c oulro da
zioni sobre o imperio ntlomano on solo,- .1
de Inglaterra. Poroso motivo f .i I
modo a diviso : epocha geral, o XVI si
tro-grole, series; a primeira Relatara
a Italia ; a s gun-
foi
rad
e
F
collecgo loram p_.
cojo conleudo ha de nteressar a Franca no mais
ailo poni, est cm vesperas de apparecer, en-
trelaolo nunca a vida do Sr. Alberi eslava jun-
cada de maior concurso de circumslancias varia-
das e oppostas. Com efieito, at o presente, s
encaramos no Sr. Alberi o hornera de le tras e o
historiador, resta-nos considerar o hornera de
sciencias dedicado s obras completas de Galileo,
c o suldado partidista dedicado ao estandarte
Italiano, dofoiidendo-o em Vncennos com seu
filho ao tado ; depois vencido, nao sem gloria,
negociando asalvaco das ruinas de um exercito
cora esse mesmo len, cujas legies arrebata-
mos asaguias embntalhas recentes.
Entre 1840 o 1848, a Italia vio numerosos
congressos sceulficos que alimentaran! urna
cmulacu magnnima as profissos intellectu-
aes. Por occasio do cougresso que reuni-se
em Florenga era 18 l, o grao-duque, incumbi o
sabio editor das relazioni, de dirigir o pub.-a-
go das obras, ou j editadas ou inditas, de Ca-
titeo, segundo os celebres manuscriplos aulho-
graphos, que sao um dos thesourosda bibliolhc-
ca de sua alteza. Os estudos militares a quo
se tinha dedicado cm sua mocidade o Sr. Alberi
o linham necessariamente iniciado as sciencias
malhemalicas, e como possuia lodos os conhe-
ciroentos pliilologicos indispensaveis para o uso
dos escripios do grando homem, que sendo um
dos principes da sciencia, nao menos eslimado
como um dos brilhantes ctassicos italianos,
o Sr. Alberi acceitou do gro-duque esta bella o
seria misso cuja cffecluacao foram consagrados
dez annos do sua vida. Esta bella collecgo,
presentemente terminada, compreliendo 16 vo-
lumes ca S. ; nao existe edco tnai comple-
jo
j -
a
- .,- _-- ......-............. ..... ... ...1.
gltaboas analyticas com o fim de facilitar as con-
sultas n'esta galera preciosa, eompreheaderi
quinze volumes. Onzc da colleeco geral j sp-
pareccram ; creio que alguns estn exhauridos,
lo numerosas lera sido as bibliolhecas u:
em inscrover-se para a sua acqusi io.
A primeira serie compreh nda ..l o presenta
tres volumes ; mas acabada comprehend ri
co. O numero dos documentos comidos i
turnes publicados sao repartidos do mojos.gui-
te ; sete relatnos sobre a corte de Franca, s.i.i
sobre a de Inglaterra, cinco sobre Carlos V, tres
sobre Ferdiuando. seu irmo ; dous sob e Philip-
pe seu filho, e um sobre o congresso de Nice,
com o fim do urna tregoa entre o imperador 0
rei de Franca, cora a intervengao de Pealo III.
ora 1538 Entre os sobre Franga lia dous que o
Sr. Tommasco parece nao ler couhecido; os do
Ma'.heus Dndolo, em 1547, e o de Joao Soranze,
em 1508.
Oquarlo volume desta serie, beja na impren-
sa, ampia mente preeosher aslacunas que o edi-
tor nao linln podido evitar al o prsenle. ni-
camente consagrado Franca, formar urna col-
lecgo de oiizr re/a;ioni inditas, que abrogara
quasi absolutamente a poca do governo dos f-
lhos de Cathatina.
O lugar que reserve! ullerior e nicamente pa-
ra a minha apreciacc das relazioni sobre o rei-
no de Franga, e sua corle, permilte-u.e ainda
conservar nesle capitulo o mesmo sile.ico que
tenho conservado sobre ellas. Farei o mesmo
cora as quedisserem respeito a Carlos V, Philip-
pe II e Ferdiuando, o Icuvavcl Sr. Gackard llics
tendo consagrado una obra especial, do qual de-
verci cxtralr mais de na pajina c tua.s de un
II 1 r\f\ #i=


f
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO DE 1860.
retrato para as exigencias c"o capitulo que llies
f. destinado : resta-me pois expressar a impres-
s.o que scuii coiu a leilura das refaztent sobre a
Inglaterra.
As reas ton i sobre a Gr-Bretanha adiadas no
XVI seculo sao muito raras, e por isso devem
ser inuito mais preciosas para os amadores dcs-
sas diversas, depois fazem-os ferver i ponto de
oblerem um licor de tal forra que embriaga o
horcem que bebe do niais como acontece com o
vinlio o mais forte.
Algumas linhas consagradas no espirito de es-
ludo que animava os Inglezcs sao de grande elo-
gio para este povo ; nao ha hornero dcsla naco
tes documentos.' Pelas nvestgaroes -pessoacs que lendo-as, nao tenha o ilireilo de senlir-se
que Jiz sobre o movimenlo da diplomacia vene- : orguihoso por semclhantes observarlos, tanto
zia:ia ero Inglaterra, reconheci que o numero dos
entalladores ordinarios nao tinlia subido a mais
de dezesete e o dos extraordinarios mais de
seis durante o decurso deste seclo.
lima tal parcimonia diplomtica pn vero de
que durante os nuarenta anuos do reinado de
Isabel, todas as rclacoos cessiram entre o gover-
so do Veneza e o da Gra-Bretanha, ero conse-
queocia sem duvida da poltica religiosa darai-
iil., Inteiramenta pronunciada, desdo o comer
de seu reinado, para os da religio ; assirn cha-
ma-se, as memorias rancezas do lom t, i i
trnsfugas do partido c.illioli.'o para o protestan-
te, que verdico que iuterrotnptdas ero
1557, as retacees diplomticas de Veneza coma
Inglaterra s'se renovaran) cm 1603
llevemos colleeco do Sr. Eugenio Albcrt as
qualro relazioni inicuamente intactas sobre a
tira-Brelauha que chogaram ate nos. Duas pu-
blcacocs diversas, a da Sociedade chumada de
Canden cm Londres, o a excellenle obra Four ye
mrs attkecourl of Henry VIH nos revelaram a
existencia das relazioni precedentes, alias muito
curiosas; urna de 145)8, traduzida para o nglcz
enriquecida de nulas, por Carlota Augusta Smeyd,
a oulra de 1519, cita.la pelo Sr. Bau I m I'iov.n ;
as neiihuma das duas pode ineli mente ser li-
mis gloriosas quanlo sao mais antigs. Que
maior elogio de sen paiz pode pretender um po-
vo que ouve uro embaixador muilo dcsinlcrcssa-
do dizer seus concidados :
Eu supponho que este felicissimo reino de
Inglaterra nunca deixou de ler boas c sabias ins-
lituirdes. Pode-se com verdade dizer que para
a prsperidade dos bons esludos, esses principes
to felizmente dotados, crearan] duas piincipaes
escolas, urna ero Cambridge,e a oulra em Oxford,
as quaes tres mil esludanles oiivein as licoos
constantes dos mais excellcnles meslres, em to-
das as sciencias, e ern drspeza alguma at que
lenham merec Jo o titulo do doutores. Dahi
procederam tantos boinens louvavcis e illuslra-
dos......
A um genero ma;s elevado quanlo s ronside-
races pertence a rtlazioni de Daniel Brbaro :
ella j era celebre ios ultimes anuos do XVI se-
rillo, poca em quo foi publicada no Tesoro Po-
ltico ; mas enlo os lelores desta colleeco nao
a conieceraui cm sua iiilogridado, por causa
da transformado porque linha passado as mos
de seus editores, ro XVIII seculo, o illustrecr-
lii-o Marro Foscarini fez-lhe particulares elogios
em sua LUteralnra Yencziana. T.leito cmbaixa-
dor cm 1548, Daniel Brbaro tinha chegado
throno de E-
nha de Inglaterra ede Irlanda e protectora da' feitanicnlc a italiana, mas nao ousa falla-la, n5o
da como completa. A's qualro de incontcsiavcl Londres no lempo da elevaeSo ao th
noUicnticidade repioduzidas pelo Sr. Albcri, 0,'duardoVI, principe anda muito joven para rc-
nesentaroniro papel que nao o de um elegante
r ajuulou una quinta, anourma, mas fcil
:onliecer-s por seu cstylo, eco
0 veueziana.
O embaixador Ludo vico Tatlicr, que recilou a
primeira, conheceu a Gra-Brelanha entre 1528
e 1531, por conseguiute dura ilo um curto perio-
do do reinado de Hcnri [no VIII. Daniel Brba-
ro, autor da j ni la, ah i isidio de I54S 1550
no lempo da Eduardo VI ; seu successor Giaco-
dio Soranzo sj5 della ausentou-so ero 1551, no
lempo da rainha Mara, e n conhecimenlo do rei-
nado deslu primeira muliier deTMiilippe II foi
1 lulo per causa da estad) i corr mi ti
do Giovam Uiclneli, coja colla Veneza eil'ec-
luou-se em 1557.
Deetas quatro descrpees de Inglahura, csson-
dalmenle dfferentes culre si pelo o odo porque
sao tratadas, exlrahi os poi los mais notareis,
coiro os (raros sobre os costumes, as observa-.
roes aproveitarcis, c as allusoes car..
tanto devo confossar, que em malcra de
citaroes, incline-me frequentemente para as dos
retfal t escri s, p suadidu de que nao ha no
mundo galera mais capaz de exhibir a figura o
carcter des principes como eram e nao como os
pintn s de i irte julgaram deror relrata-1
quoa colleeco das relazioni, porque os pintores
de corte o! edeciam iiisso s nalicnaveis obriga-
cOes do oficio do um cortigiano.
A re/a; ion de Ludovii ir c de um e.-'.y-
Io ligeiro. Variada em seus ass impl -, ella nao
tero essa profundeza poltica na qual um dos seus
succes,>oes Daniel Brbaro, foi tao bm succe-
dido ; mas i xa por isso de ser um curioso
e precioso esb 50. i cdrlcem 1528, par-
liado cm 1531, este embaixador nao tinha podido
conhecer Henriquc VIII m s o perii do de cruel-
dado conjugal que lli i I [11 rio, na memoria das
mulheres, a repulac 1 de lerrivel matador de es-,
posas. Alem disso o retrato moral que fez de
Henriquc VIII podera parecer de urna parciali-
dad e singular, ou bajuloc 1 i, perdeavel, so len-
do-o, nao se oreportasse dala precisa do dis-
curs. O rei d^ Inglaterra, antes d.1 poca do
seu divorcio do sua 1 1 mull ir, Calharina
le Aiago, Ollia de l'erdnando o Calholico e ta
de Carlos V, tinha urna u rucada de bello c boro
principo da christanda I .
Nao possivcl olvidar que este mesmo re,
qr.e devia mais larde occasionar loo vivas coleras
ao Vaticano, tiuha ido desde osprimeiros anuos
de suaaecesso ao throno, proclamado defensor
da sania groja romana pelo grande Leo X. Fui
aoraenle por 1532 ou 1533 que a nalureza feroz
e paixocs lerriveis, que o dominaran) depois, ce-
meceram manifestar-so bastante para deixar
prever que nao seria homom de recuar peranlc
nenhum excesso paraobler asmis violcnlassa-
tisfacoes. Por isso nao llevemos admir ir-nos da
excellenle opinio do embaixador, dizendo sem
hesitarn alguma :
Nesle llenriquc VIII Dees,uni a belleza do
corpo da alma, '1 ponto de maravlhar todo
cavalleiro, de urna Qguia bom foila, e por conse-
gniite completamente fora das preoeupacoes dos
embaixadores. O de Veneza, hornero de urna
propeuso manifcsla para as scicncias goverua-
monlacs, leudo pois pouco que so oceupar do
principe, Ijnha applieado seus hbitos d 1: obser-
vaco e acxlcnso desuas vistas muito vastas ao
carcter das inslituiedes de paiz. O coroecu de
seu discurso annuncia que esle orador sabe con-
ciliar a experiencia de um poltico com o racioci-
nio do um philosopho.
I corlo, di/, elle, que aquello que go venia
um Estado deve ler particularmente a vista Qxa
solio astros cousas capazos de assegur-ir feli-
cidado aos povos, fim esto que se deve propor
lodo o boro gov.Miio. D'eslas tres cousas so urna
vem a faltar ou est mal ordenada, impossivel
que d'al deixe de resultar o maior detrimento
para o povo.
A primeira a regio que pe os liomcns em
harmona com Dos, dispensador de lodos os
bens : a segunda a justica que conserva os po-
vos unidos, e os manlem no respeito de seus su-
periores; a lerceira a forra armada (milicia^ que
garante no interiore no exterior contra as frau-
des e a violencia dosinimigos.
Darei relaro de cada urna d'ellas vossas se-
renissimaa con.o as acbei e como foratn institui-
das desde sua origen) no reino de Inglaterra.
Para ser melhorcomprehcndido direi em poucas
palavras o que o paiz que lein governar c com
que auloridade o governa o rei da Gra-Bre-
tanha.
E' assim que esle hbil observador chega ex-
plicar theologicameiite as transformajoes as
crenQas do paiz; expoe os principios dogmticos
adoptados, e pela primeira vez o senado de Ve-
ri /i foi esclarecido sobre as bazos desta revo-
lui-o religiosa quo deu em resultado a Angli-
eana.
A adminislraclio da Justina, os detalhes sobi
os jurys, a orgauisaco do exercito, o quadeo da
mariuha, a posico das fortalezas, o ordem de
heraoca as familias sao estudados com um cui-
dado que mo tazcomprehender a rerocidade d'es-
las palavras de l'osiarini.
Muito nolavel o relatorio que nos deixou o
famoso Daniel Brbaro sobre a Inglaterra; com
effeilo na descripeo dos costumes,das leis o das
novas relacoes, consequeucas da revoluco que
operou-sc nesle reino, est implcita a de nume-
rosas particularidades, quo nos explican) as on-
gens u al as c: usas de um to grande aconleci-
mento.
A patarra de Daniel Brbaro era iudependente,
c suas observares lvres de lodo o servilismo.
AlgUDS imagiuam que nao havia liberdade de
tribuna em Vene/o, e que o receio dos tormentos
c prisdes que o conseibo dos dez podia infligir
lin^ua dos oradores
f, nasceu a 18 de julho do anuo 1815 da Incar-
nago ; por consequencia complelou hontcm seus
trila anuos c seis imv.es. Sua estatura loni
mais do pequea do quo do alta, de urna cOr
muilo branca, com um leve colorido vermclho
e muilo magra ; tem os olhos grandes o oscuros,
os cabellos ruivos e o rosto redondo, com o na-
riz talvez uro pouco baixo e chalo : coi suroma,
so em consequencia de sua idade ella nao corae-
casse a caniinhar para a decadencia, antes po-
der-se-ha chama-la bella do que feia. Nao
de forle compleigo, e ainda mais porque ha al-
gum lempo sofTro dores de cabeca e grandos en-
commodos no coraeao pelo que"ve-so toreada
muita dieta e fr'equenles sangras. Sua so-
briedadede nutricio extrema, e seu cistuine
jamis comer antes de urna ou duas horas depois
do meio da, apezar do habito que tem de le-
vantar-so ao romper da aurora. Ferias suas ora-
coes e ouvida a missa, oceupa-so coro os nego-
cios at meia noilc, consenlindo em dar audien-
cia nao somonte aos do seu consellio, e conversar
com ellos sobro a marcha dos negooios, mas an-
da lodo que lh'a pedir.... dotada do muita
intelligencia e mais que mediocremente ins-
truida as lettras latinas e especialmente as
sanias cscripluras ; alm da sua lingua natural,
falla a franceza e a hespanhola ; calendo perfei-
larocnle o italiano, mas nao o falla... Sua Ma-
gostado deleita-se muito ero tocar o alade e es-
pineta, c toca-os maravilhojamente, o al. cnsi-
nou esta arte A muilas desuas damas antes de
ser rainha. Porm mais que ludo apraz-lho ves-
tir se soberhamento o ornar-so com pompa: seu
vestuario e do duas formas : un compe-se de
um trajo uro uouco ao mudo dos horneas, mas
muito ligado "ao corpo, com una capa da cauda
muito longa, ooulro consiste cm um vestido de
corpo c mangas largas, ao avesso, Begundo a mo-
da franceza. Cosluma vesli-lo as gran es so-
lemnidades, coberla de bordados de ouro e priti
Jo muito valor. E' lambem muito cuidadosa
com suas jolas, com as quaes enfeita seu capi-
osla ole exprimir-so cm 1 itim de modo quo ma-
ravilha lodos pelas resposlas que d c conver-
sacoes que sustenta. Execula pcrfeilaraenle os
trabalhos das mulheres, romo as obras de agu-
lha e bordados de todo o genero ; 6 tambero mui-
lo hbil para a msica, principalmente para to-
car a aoje e cravo, c ero tal perfeigo, quoquan-
do locaraagora loca muilo menosadmirava I
aos melhores meslres pela destreza de suas mos,!
o pir seu modo do tocar.
Michieli chega depois delicada questodas|
qualidades moraos: comc;ando pelas ms, mus-
tia Ufara Tudor muilas vezes assomada edes-
denhosa como muilas mulheres, mas mesqoinha
e somitega do que generosa e liberal como con-
viu una rainha. Mas cm compensaco do-
baixo do alguns oulros pontos do vista ello a
chama sem egual; nunca fraca na adversidado ;
.nunca pusilaniu.i cui face do perigo Referindo
as palavras de seu piimeiro roinislro, o famoso
cardoal Polo, exalta muilo a energa do sua f,
i-severan lo que respeito do Iriumpho desuas
crencas ella era do um temperamento capaz de
reconhecer, por estes poucos fragmentos, quane
te o conhecimenlo, eeonvivencia cora estes do-
cumeiitos importain a aquees que tiatain das
pessons c dos actos dos principes. Para tan
escrever a seu respeito mister te-Ios vslo -
observado, c em parle alguma os acharemos
mais fielmente retratados, lauto no physico co-
mo no moral, do quo as relatnos dosembai-
xidorcs do Veneza.
X
Segunda serie da colleeco de Plorcnca.Rela-
tnos dos embaixadores venecianos sobre os
Estados da Italia.Retratos do JooJacques
Trivula o \o Senhor de Lautiie.O secretario
Caroldo em Villa-franca.
A segunda serie da colleeco florentina com-
p rehn de os Estados da Italia : repartida em
cinco vulun.es, dos quaes duus sao exclusiva-
mente reservados aos rea torios sobre Roma e
os Soberanos Pontfices, est li je completa. Seu
quadro vasto, o o lodo desse quadro cheo de
grandeza". Esta parte da colleeco excita uro sen-
lmenlo de curiosidad
parte d'Aiuerica existen rerdadeiros e
catholicos, dedicados Santa Se, i bm o centre
da nossa celigio. nao obstante os eabaracoa
que o nosso governo ha sempie opposlo ao
descnvolvmeiilo religioso entre nos, j impe-
dindo por delongados pretextos a coolinua^io
das roissoes no nosso inlerior, j dtfliculUad a
salisfaco de muilas oulras necessidades espri-
tu aes por meio do previas lictnjas tivis, quo
apenas se pode tolerar e alias nao e do cm
paizes ero que a religio cal blica nao I a da
estado. Posea a vozdu cbefoi-omn um duschris-
los quebrar uro_ da esses lirus ryrannices, que
prendem a Igreja Brasileira noext-rcici > funecocs, que cada vez so vo loro.nido ma.j
difficultadas pelas mais allenlaloiijs exigen-
cias b invasoes do poder temporal, a punto do
desligar os parochos da uniio e otad
ca aos primeiros pastores, unii >i
Espirito Santo para reger e governar a Igjcj
Dos.
Possa emfin o nosso sabio c i Mar-
a, a quem ni;.is que aludos o
.articular, s!o o de j da uac.o, incumbe a salraclo do poi i brasileiro,
fazer tace aos rigores do martyno. Mas na reali- ver a Italia analysada polilicamenlc na pessoa desviar de sobre nos a lenpeslade :ue o- incre-
dado ora urna nulhcr pouco feliz, pensativa,. dos seus principes pelos Italianos, quo forma-1 dulos nos vo preparando na visive pi
los
melancholica, o agitada ao mesmo lempo, e Mi-1 vam um Estado exclusivamente segregado
chieli explica muilo curiosamente as intimas do- outros pelo form rernoe pelos costum
res pliysicas c moraes essa mulher, que em ul-i nclinaocs do sen povo. Tenho urgencia em
lima analyso, foi urna rainha de mais acrescen-
tar lista jS to numerosa dos seros que se afa-
nan oro busca de uro absoluto, composlo da le-
licidade e prazer reaes. Expondo o grao de con-
flanea que depositara em sen piimeiro ministro,
o cardeal Polo, quanlo ao cuidado e governo do
reino, diz:
Ella poderia, pois, viver coro o espirito quie-
to e tranquillo cm ludo, so nao tivesse temer
as prooccupaies publicas o as dores intimas que
a fazem muilas vezes cahir na mais profunda
melancholia, e isso aiflda se augmenta por urna
obslrucco que sijiTro no orgo uterino, a qual
occasioua a suppresso da lluxo mensual, acci-
denta que, lia
do Da?.! i
li:;.'-lo, nao pude ceonhecer, em toda a ex-
tensa;! tiestos discursos de homens tao sensatos, |
os sen ti roen los, nao de rivalidade, porm de in-1
veja c desdora, queperQd liisl nadores, pela
mor ;.. : le i slrangeiros, afanaram-se, semelhan- ;
les a mercenarios de polica, en fomentar com I
excessivo empenho.
Entretanto estes discursos nao offereciam as.
aais opporlunas para desojar os;
odios polticos e comraenta-los tal-prazer?
Sao i ntretanlo muitos venezianos que uestes dis-
i un is presentan) suas im| n --oes |
mesma Veneza sobre Hlo, Floreaba, Mama,.
Urbino uu Saboia. Sem duvida eucontra-se |
nelle algumas vezes um Irecho mordaz, urna
\ que, lia mullos anuos, o multas vezes
lote o que deita no pescoeo donde cahem como Isujeila, e ao qual nao basta remediar facilitando! allaso mais provocadora do que caridosa ; mas
adorno sobre seu vestido* Anda que seus an-1 o lluxo. mas sao necessarias ainda frequcnlos que distancia nao h'a entro cssas liberdades de
lepassados Ih'as tenham deixado em quantidade I sangras,era em um p, ora em oulro. Dahi ro-1 elocuco que ntui dem ser relevadas
a
ella sera du\ ida comprara ainda rauito mais
uo ser a falla de dinheiro em que so acia.
Os Ingle/.es, diz ainda Sjranzo, em oulra
parlo de sua relazioni, sao do bella estatura e
Je urna cor branca o corada com OS olhos es.u-
ros. Vesle.m-se cada uui conforme sua condico0, i
corno quasi em toda a parle; o vestuario dos lio-1
mens assamclha-se muilo ao vestuario italiano,!
o o das mulheres scmellianle em ludo roo 1.
das fr.im ezis. Os nobres sao naturalmente .le
grande cirilidade principalmente para cora os
estrangeiros. E' o inverso ni plebe, que rnui- .
lo oi'gulhosa, o se mostr muito hostil ludo o
que nao ingle/., persuadida como est de que
as vanlag-ns quo tiran os merca.lores fra de
sua Iba sao oulras tantas pedas para ella....
Os nobres, excepto os quo oceupam cargos na
corle, costumam nao eslabelecer residencia as
ridades, mas habitar era seus cas tollos, onde
fazein Importante figura, cm razo da abundan-
cia de sua mesa e mullidao de seus criados. So-
bre pujajn nisso todas as na^oes e para lunar
ora exenploentre outros,citareio conde de Pem-
suliam essa placidez adebilidadecontinuas. U n
dos seus mais vivos pozares ver os vaos rcsul-j
ladus do sen casamento o por conseguiute o po-
ngo ca que cahiram de novo u restaura^o da.
roligiao calhoca o a obediencia santa sede,
que ella restabeleceu com tanto zelo O ardor. |
Has o quidro dessa rainha enferma,
pelo espirito de que vo impregnadas o as for-
mulas do ullrage, azedume e odio das quaes os
s vi Lentos lulmigos da Italia Icriam
o quereriam poder anda fornecor incessaules
exemp! is Os homens que gostara de dar a ra-
zo d 9 por si mcsuias, leiam coro a at-
lene i [tic m recen as relazioni sobre a l'lo-
uni .a assoma la, outro dia debilitada, allingc \ renca -. a Sa'ooia ; admirar i pe > contrario a di-
realidades mais tristes ainda, quando o cmbaixa I. le coro que o veneziano sal i i nao uniente
dor, mencionando as taceos polticas do reino,
r. presenta a soberan i torturada pela conscien-
cia do odio que inspiou seus pavos com suas
; iguicoes religiosas :
.< Alllige-se la.nbeni cun as sedieoes, conju-
ra,; jes o emboscadas que todos os dias ve forma-
rem-se o dirigrcra-se contra ella no interiore
exterior do reino. Anda que al agora nao Ihc
tenha dahi resultado grande infortunio, todava
rom) em laes superveniencias mister inil -,.
castigo-, leu 1 i por guias o erro o a suspeila, ora
uro ora oulro; como mister proceder com
rigor contra a propriedade e a existencia, ella nao
ignora que seraelhaulcs necessidades nao fazem
broke, cojos creados em numero do mais de mil, i "ais que aligar o ojio c a nilignaco, por [ic
esto lodos vestidos com sua libr. En ses | sabe que sendo notivos de roligiao, ou a inlcn-
campos oceupam-sn na caca variada c a ludo o
que Ibes pode servir de alguma dislraceo ; em
pouco lempo acoslumam-so este modo de vida,
de soite que fazero cree s tereni por fin viver
alegremente... Os Inglezes nao saoapaixondos
relatar mas al apreciar as boas lusliluicoes que
tinha encontrado, o que Florenga tinha de boro
e louvavcl, O embaixador veneziano sabia dze-
!o em Veneza ; mas sabia lambem relatar os
s 'us abusos ; porque, cm ludo, e em luda a par- | de
te, para o bem e para o mal que observara, a
. .i da suas Obscrvages era igual.
M is OS dous volui.es mais atractivos o admi-
raveisdesl i s rio, sao incoutestavclmeiile osque
foran exclu un msagra : .< Roa ; nao
: i imaginar qnc leuhara sabido do alguma
penna i is conli aiporan -
XVI seculo, paginas m.is a leqjadas ropresen-
tar-nos, com perfeita i cacti l ns personagens
; ,i 9 dos successores de S. Pedro ; demorar-
uiu-hei, pois, para por e;n relevo esta serie, as
rebizio i da corte de Roma. Tambera uellas os
I ires de retratos tracados lusgislralraeulc
rifitm, s ::i.lo a expn
antigos ;u. slrc gi a. id .res.
leclinica entre os
I i la.i.i, sem cn-
rao deexpclltr os estrangeiros hespauhoes, que
s'o aborrecidos por lodos, os mov is que levam
os conjurados obrar, ellos sao nao si dcsculpa- | reconl io osles ltimos foran fetos ad
dos, mas al insuflados por lodo.-.
Ah nao termina no discurso do embaixador
pela profisso das armas e soleen meios de se osla anatoma dos pozares da rainha. Nao posso Irar nos delal auhas
exercitarem nellas durante o terapo de guerra ; citar todas as pagiuas quo ello Ihe consagra ; re- mnb xador s cortes do L'rbino, V
acabada a guerra esquecera manobras e disci- vela ainda & seu auditorio maravilhado oulros
plina. Deve-se entretanto dizer que cm todos dous tormentos provenientes de fonics roais iu-
iis embales moslran grande oragem e nos pe- limas, como a ausencia do rei Philippe, seu ma-
ngos muita presenca de espinlo, mas mister. 'i''1-1! T'c ella muito ama, c a prcsem.a da prin-
que eslejam munidos de grande DOrrao de vive- ceza Isabel, sua irraa do oulro matrimonio, (i-
de reduzir a Igreja
Igreja Anglicana.
Temos fiero Dos que os nosacs gorcroai
SC ho de convencer que a religii
objeclo de suaalgada, e que nao esperen qi
horrores produzidos pela i .
prorar, ceno provou Franca, qi
c um ramo da adniinislra(e i .1 |
absurdo, falso e ridiculo, (juo \ :.ia
q'jcra o concebe, c que lera sJ
aos que lera lido a loucura c i quere
colar.
E' cousa espantosa que es m<
quer se chamom con i.
laspuros, jam unnimes em coiqurai un
berdade sem limites, c^uto \
bem, e s.j nao vejam que ella
mais terrivclmeate porigosa em n al ria i
C>, em que se firma a ba moral,
impossivel baver sociedade, ordem e
gi csso !
Nao '.' o governo que quando elle Itve
Liado o lajo religioso, que jurou mauler, e*i
lueriJu simullancawonlc desfeitu lodo o i i
i dos homens
lo-sc frente da direc{So da Igreja,
mais proficua aos inleressos doeslido i Primei-
ramente nao Ihc reconh
tanto ten o governo do hoje, como ii
de ero e Caligula, como tero os da ,
da China, salvas as < squeo.pl |
der espiritual ha julgado convi
a (uella inspeceo e prerog.
da independencia natural de lu pudci
oulro. Em segundo lugar a Irisle i i\
ca do tantos desaterios em nal do Brasil i.". >
abonara muito a esperance de melhor diiurfo da
parle dus ministros e '; .
I.-. s. Gra<;as Providencia a Ierra
Cruz ton un monai :ha que bem
mar um novo Tilo, o elle sa >e que
i, durante o PT nelhor sendo protestante de que
mo calholico.
Nelle confiamos, e o povo, que anda ni >
deu a de seus pas, unir-se-ha cora
soberano para fazer triunphar o Ihi
altar.
RequerimtMto.
I'.xm. c R iv. Sr. Diz o vigari > da
de S. Pedro desta capital, quo bavcudo o B
Padre se dignado agraciar a nsalriz da referida
iiiipressecs scmelhanles 4 do do embaixador So- grande c poderosa rainha) serve do Iransicao ao
rauzo respeito dos exercilos inglezes ? Quer i orador para dcscrerer sua pesso; o o senado vo-
lorenea ou
Mantua, nos teriam de afaslar ainda por muito
; ic devenios consagrar s re-|
bro a l'ianca, i:;.; uta em razo do
lui deste livro, q ic c antes de recordar do que
, que asiles de subrmos ao Vaticano e ah i
uto Padre coro os olhos de
ron ii i-, indiquemos o numero dos ilocuiucn-
; irii.los nesta serie entre os diversos pai-
zes italianos e consagrados descripeo de seus
coslu nes, leis o governo.
. inceniciiles ao ducado do'
ihasseraos cada freguetia con o rescripto junto, concedendo in-
dulgencia .'.enana e rcmisso d
fiois, que a visilarem em cr os d.
dcllcs a prosima leumidade da Immacu
Conceico da Saolissima Virgem, rem i i|
cante apresenta-Io a V. Ex., rugando
sao de o poder publicar no domingo J do C< i
te, para con4ccimento-dosre sn
foi essa graea ulorgada.
Pede a V Exc.' Rcvm." benign
E 11. U.
Despacho
Como pede, feticilando-nos por esto prc
cois a Inglaterra ojue a frouueza de seus exerci- neziano sem duvila presin nina allenco com- Fab lia entro 1551 o 1601 sele sobre o gro-du-! auxilio que a piedide do Sub rano Pontilii
._ ,t. .. *i- i i .- .., ,. t i in ,!.> .1.. i,. .... .i; ...r n... r .i ..-. -.".. .i
tos .le lena seja classificaJa entre
ciernas '.'
Para seu livro dos Aconlecimentos de Inglater-
ra, desde a marte de Eduardo Vi at a chegada
de I). Philippe de espanha ueste rc/no,oaulhor
Giulio llovilio, que o publli-ou ero ferrara em
15C0, servio-se como elle mesmo o ikelarou, do
as verdade* | fleta esta passagem do discurso do embaixa- lo de l-'lorenca i ..." I -V e 1589 ; cinco s i
dor, porque en a primeira vez que Uto era apre- u Estado de Milo, entre 150 e 1587 ; In
bre o d icado Urbino, entre 157e 1575 ; duas
o d
sentado o retrato desta princeza :
lilla nasceu, diz elle, era 1533, no mez do so
se te ai bre: acaba porianto de completar seus brea rico-realeza de aples, em 15/0 e
um i vibre o icado de Ferrara, en 1575
Mantua, entre
1510 e 1588
o mundu. Suaphysionomia muilo bella; tem
arbitrio, peava a lingua dus oradie.es pouto de relatorio muito prolixo le Giovam >ficliieli, suc-
incapacita-la pora qualquerallusao generosa rou jcessor deGiacomo Soranzo em Londres, junto a
observaco proveilosa! Erro crassissimo, que a- rainha alaria. A reputado diplomtica de Ui-
qui dissipo coro urna nica phrase d'esse enibai- chieli, na poca em que v'ollou de Inglaterra, so
a fronte cesarioa! [ha la testa eesarina) e mu- ?'"J"r-, Terninando o enunciado minucioso das tmha j propalado as primeiras cortes, e do-
to serena ; contrario aos costumes inglezes, dei- o""las da jusiica inglcza, Daniel Brbaro como xanie os vinlc annos snhsequenles fez com que
i imo nao caria sor- S0 llvcsse l,,rlc0 a1'"- alguns meios violentos I fosse incumbido das missoes as roais delicadas e
enlo empregados em tantos Iribunaes, disso: as mais dRceis. Minlias inrestigacOes nos ar-
l.sta mancira de applicar a juslica, en materia chivos de Veneza m'e fizeram encontrar como
criminal, parece aus Inglezes leal e chela dejos- orabaixador Franca, por (res diftereules vezes
tica, porque ellos sustentim que a tortura una o seculo XVI vio poucos diplmalas mais acti-
iiiim cousa, sendo sonieule do violencia econs- ; vos e mais experimentados. Sua relazioni, re-
citada cm lT e a de Pedro Precili, que regres-
are crescer toda a
prendido de ver a belleza singular do seu cor) >,
aconpanhada Je urna perfeita agilidadeem todos
OSexercicios ? E'um bella cavalleiro e monta
maravilhosamente ; sabe justare vibrar a lama,
esgrima a espada e atia o arco como os meslres
da profisso ; finalmente nojogo da pela sua des-
treza notavel. So era sua mecida Jo nalu-
reza aproure dota-lo de to notaves talentos,
deve-se lambem dizer que nunca se mostrar in-
dfferenlu ao cuidado de conserva-Ios e ampla-
les, e scnipre Ihc pareceu que para uro principe
como eu, seria cousa muito reprehensivel neo
por um justo equilibrio entre as virtudes corpo- '
raes c as Intellectuaes e ri oracs. Esludou taro-!
bem em sua juveulude excelleules humanidades,
dedicando-se ao estuJo das bellas lettras, ,
fibilosophia c dos livros santos. Alm da lingua
atn e do p.nz, aprondeu a bespanli la, a fran-
>e/.a e italiana. V. aTav I, gracioso, muito civil,
liberal, especialmente ara os espirites Ilustra-
dos c os virtuosos, essi a.- estas a quero nao ces-
sa de agradar.
EntreJ i tar de sua inli lli,; ncifl la
certeza de seu juizo, deixou-so de tal modo sub-;
jugar por algura lempo los cuidados a mocosos,
que nesta ociosida le al mdonou a adminislraco
do estado s mos dos .--ees mais fiiscorlezos,
at perto da poca do desvalmenlo de Walsey,
cardeal de Vork ; mas enljo lomou tal goslo pe-
lo governo, o pela dirceco dos negocios que do
liberal o generoso IdTnou-SC avaro. Oulr'oia nao
havia algum ulico seu que se despedsso de Sua
Hajgesl a ser aecuroulado de presentes ;
hoje lodos rcliram-sc pouco salisfeilos. Mosira-
BC religioso, ouve do ordinario duas missas re-
Irangiinento, e forrando muita vez o suppliciado
coiifcssar nao s o que nao commetteu, como
ato o que nunca pensou conneltcr; lepellem-na
lambem como molestando o corpo e compromet-
iendo a vida de um hornera que nao culpado.
sou em 1C07 da corle de llenriquc IV, sao tal-
vez as mais extensas e mais bem compostas que
se coiihcce. A que presentemente me oceupa
tero de particular que era materia de instruoces
Os inglezes coro Bffeilo sao de parecer que e mais! preciosas, encerr em sua segunda parlo, rescr-
juslu libertar um malfeitor do que condemnar um vada s personagens da corte, una analyse ela-
iiinocente.
A liberal c magnifica inslituico dosparlamen-
tuas vantagens contra a turca ou capricho do
soberano, suas garantas polticas enlreliveram
principalmente a altcnco do embaixador; nao
- ouieulou, como un dos seus predecessores,
horada por mo de meslrc sobre a pessoa e ca-
rcter, ainda muito inccrlo, do marido da rainha,
do principe esposo, que era enlo o tilho do im-
viute o tres aunas Esta donzulla reputada nao
menos bella de espirito do que de corpo, ainda
q io possa ser chamada mais sympalhica do que
liada, quanlo sua forma. E' alta e bem frita,
de urna cutis muita lina, ainda quo morena ;
tem os olhos bonitos, porm cima do lud tem
urna bella mo ; o, para dize-lo de passagem,
faz. garbo dea ler bella. E' de una viveza o pe-
nctraco admirare!, e soube boro eraprcga-las
nos expe lenles q ie lomou quando era acabru-
nhaJa das suspeilas o perigns, ero meio dus
quaes achou-se. Sobrepuja mesmo S rainha no
conhecimenlo das linguas, porque alero das la-
tinas sabe seffrivelmcnlo o grego, c falla lam em
o italianoo quo nao faz rainhae esta lin-
gua apraz-lhe lano que coro os '.alanos tem
o orgulhn de nao querer fallar oulra. E' im
rosa e alijvn ; e embora conlleva quo nasi
de urna favorita, nao tero todava menos amor
proprio do que a rainha, e nao se Stippoe me-
nos legitima ; allegando em seu favor quo sua
ini naoquiz viver com o rei.scno pelos trami-
tes do casamento, como a auloridade da Igre-
ja e a interferencia do primaz do reino ; que eui-
duas so-
1580,
duas
a repblica de Genova ; nina sobre 0 os-
lado de bucease urna finalmente sobra o paiz
da Sicilia. Algum is destas relazioni, por exom-
pl >, nina do Florenga de 1527, una de Saboia do
15CI, una de f rrara do 1">7j, urna de Urbino
o offerecem smente o quadro con-
lo paiz do governo que o emba- misso Je lodos os seus peccados a I .
s^Wi
perador Carlos, csso I). PhiHppe, depois Phi-1 bora tenha sido illudida, leudo obrado do boa f
lippe II, monarcha de una poltica incompre-
heusivel, fomentador de odios to formidaveis e
com examiiiar-llie o mecanismo ; moslra o seu : t0 inveterados, que anda boje o historiador o
alcance, passa dala a descripeo da cidade e dos mais austero e o mais senhor de si, somonte ao
seus magistrados, o lord-raatre c os ahfermen. | faltar no norae deste principe, nao afasia sem
Leudo as pasmas d esle
como subdita que era, isso nao podia prejudicar
nein ao casamento de sua mi.ncm ao seu nasci-
mentn, [iorquo (inha nascido sob a salvaguarda
desta mesma boa f ; que admiltindo mesmo
que fosse bastarda, senlia-60 soberba o gloriosa
em 15 7, na
le ni pora neo
xi i j- e'.; i-,-,,u, mas ainda u na historia rpida
ido, muito perfeita para rememo-',
rar a origem e ssiiu les desles paizes, nos ;
[uai as lulas da meia idade com o imperador
de um lado eo papa do oulro, tinham produzido
tao amargas subversoes, e tao fu rosas tem pesia-
dos. No XVII secuto mulla- l.stas relazioni li-
nham adquirido lao alia nomeada, que Wicque-
orl | ido com certeza mencionar algumas, non-1
-as com 03 mi sinos el deu aos
famosos es triplos do cavalleiro Fcinple sobre os
9 i1 1 COS.
relatorio, diz elle, que Lzaro Mecenigo
bre a corle do duque do Urbino, e
le fli 'orne Lippomano fez sobre a coi te do lu-
I i do Sab lia, s i in lito bellos o particulares,
ba de do liberalisar aos liis da nossa
honrando ao iesnio-tcmpo a matriz d i l;
licantc.
Baha, 3 de dezembro del853. -Irte^Mj
Duhia.
BREVE.
Pi I1!'. II.
Para perpetua memoria.i .
mentar a religio dos eis Ci -..a .o i
:;..*a ubrlido com picUo ......
iros na Igreja misericordi once-
- no SENUOR nduL'eiK a plcuaria i
bem como o nue
l o cavalieii'i
cada uro dos liis de uai e out 'o si que U r-
: i trami u arropen li los, i
nidos com a sagrada communho em i
dcvolamcnte visitaren) a igreja nal de j,
Pedro Apustolo ua cidade deS. Salvador no Bra-
sil na solemnidade do Santiasin
Christo o na festividade da Cunceico Imotacu-
lada da Bealissima Virgem UAItlA. nos lias I
tiros dos Apostlos S. Pedro e S. PauloS. P
ad cnsula, etara assimaa lerceira d
ibi uuenumdossele diasimmedi
continuos e consecutivos quciada um h
para lucrar ai.
na sexla-feira da semana daPaixo, fazenda pie-
dos :s preces a Dos pela concordia d s princi-
pes ciialaos, cxlirpaco das -, i
o Cornar exa,l?o da Santa Madre Igreja. As quaes iudul-
sobre a corle de Poma tal qual era no lempo de 8c'cias podcro ser appKcadas ir m
sadas e urna culada nos dias de [esta ; faz intu-
ios beneficios, s.....renlo os pobres, osor-
phos, as meninas e es enfermos ; a sommaan-
ana! de suas csmolas sobe a 10,003 ducados, e
parece amado de todo?. Est 'nosquarenta an-
uos de sua idade e vinle c dous de seu rei-
nado.
Mas apezar deste relralo lio lisongoiro e to
pouco semelhanle ao Bcnrique Vlll que conhe-
eemos, quera coinraclter a sem razo de esque-
rer que esle rei
foi, nao foi menos um homem dig
cm uro justo meia entre l.uiz XI I [ti
la energa desuas medidas a respeito
mesma hora cm que escrevo estas uilias, essas
insliluicoes esto mais vigorosas e mais lorcs-
eentes que nunca : e isso apezar de tantos venda-
i vaes solirevindos, apezar das perseguicoes de Ma-
ra e Isabel em pol de causas adversas,apezar dos
I ruios fulminados sobre Carlos 1, dos.horriveis
Uihrcnezis das dissi.lencias religiosas, do Iriumpho
roplacavel das tetes rondes sobre os cavalk-iros,
I apezar da dispersu das reliquias do protector pe-
' lo Sluart restaurado, das tumultuosas agitaces
1 dos L'higs e dos Torys, apezar finalmente das in-
seg
portante. Tres retratos, o do Mara com > an-
uos, o de Isabel com 22, e o de Philippe de lle.-;-
pauhacom 80, sedu/.om comple'.amento a alten-
<;o, nao s pela elegancia atiracliva dacondi<;o,
mas anda pela extrema habilidade, applicada
analyse dos sentimenlos e da alma dos principes,
pela perspicacia empregada era preve-los, que
parecera ler sido cm todos os momentos do sua
carreira diplomtica, as qualidades esscnciaes
de Michieli. Eu citarei muilos
para comecar
tes retratos, seguindo a ordera era
tolerancias inauditas, vis e estpidas de uro.Juc- locados.
ques 11! Porm se estas inslituiedes prosperaran) j Presentemente, diz Michieli
de um modo tao bullanle d-sde a poca transac- ja segunda parte da narraeo como" o sabe, vossa
la era que fallara I! ubaro, eu vejo tambero,con- serenissima, a rainha Mara o Philippe d'Austria,
forme urna de suas observarlos, que algumas re do Hespanha. seu marido esto frente, do
oulras nao eslao mais adianladas. A observaco reino de Inglaterra.
seguinte deve ser muilo maisagradavel ao governo I ella, porque soberano, como' 'patrono, 6 filha lo no moral c sondar sua alma,
Dietaiiha.seallenueraquenaou dehon-jde llei.riquo VlIIc de Calharina de Arago, c ler ainda visto Sufflcienteraente
r. pudiador de mulheres como ,,e",,> W" dt; *, e que to justa quanlo
s um homem digno de eslai dada- \eP4' f;' acJ d" fi?ercito de torra:
escudos de dotaco nnniial ; e que cnilim, e
como razo preeminente a todas as oulras, esla-
va designada como succesora ao throno no caso
do que a rainha nao tivesse herdeiros.
c Isabel, o embaixador passa ao rei Philippe
o principe esposo da rainha. l)escreve-o como
iraagem viva e verdadeiro relralo de imperador
seu pai : a mesma cor, a mesma physionomia,
as raesmas feicees, com a mesma bocea, e os
fragmentos des- labios pendentes, dos quaes um mais grosso que,
que esto col-, outro o Signal caracterstico do sua familia ; de
' estatura um pouco menos que a do imperador,
mas todava bem feilo de corpo, como tantas
vezes o poderam observarnos lorneios, coro ar-
mas ou sem armas, a p ou a cavallo. Michieli I
eslende-se largamente sobre seus hbitos; po-j
A rainha, para comecar por rm no momento em que dispe-sc a descreve-
iresiiine nao u
occu.ado nos
Alexandre VII. Sera desejavel que todos os
embaixadoresseguiasem o cxcmplo dos de Ve-
i! i, ; irquc seria um dos melhores serviros
[ii poden m prestara seus principes, lauto co-
mo a s -us -.-ores. As observoces que o
" ;. V pe fez i b:i .. provincias L ni -
l is.....
O volume la colleeco mais recenleraenlo pu-
blicado pelo Sr. Albcri apenas conta dous anuos
i de data : de toda a serie o que cncerra o raaior
ro de rclatorios at cuta.) inditos sobre as
diversas corles da Italia no \VI scalo. Sal
lo nelle amptamentc descriplos, e julgo
salisfazer o iiitcresse dos lelores fraueczes indi-
i-lhcs especialmente a rclazione do secre-
tario Caroldo, que regressou de Milo Veneza
. 1520. A_ razo deste iiiloresse extraordina-
rio i que enlo os Prancezcs estavara em Milo.
Era no lempo ero que o nosso famoso capito de i
frogio pelas almas dos liis fallecidos
e unio com Dos.
As presentes lellras valora i para
nao obstante quaesquer delerminaeves em con-
trario.
Dala en Roma era S. Pedro sob o Aun.
Pescador no dia 2-> de junho de 1859, d
quarto anuo do Nosso Pontificado.
Pelo Sr. cardeal MacchiJ. I!. Bi
Catcllani.
. do sello Pontificio.
3 '\cu lor Calholico.]
AlagMs.
VISITA DE S M. IMPERIAL V C0M4BI '
PORTO CALVO.
. IRTA 1.
Ueu charo senhor.Ainda ,- le doeate,
leell,pO-
dllS mais
ou escocezas......
Tal diz elle, a disciplina militar dos In-
glezes, qual importa para ser completamente
poderosos nobles, cojos desconlilamentos ara- I ue,n regulajlB, que os soldados sejam excrcilados
biliosos perlurbavam o r. ino, apezar deste reir-' com" cu,ivem .""'"o antas de ter-se preciso ci-
to to lisongeiro, digo eu, o embaixador no fim '* :**< t>isono, fustero itsoldalieser-
dc sua reinaron, nao desmeollo a sagacidade ei.cema si conviene, e como o sao os de ma-
que ordinariamente o drsliiiguc, prevendu o dia n,uha 'luc> fl'm c<^^r. conservara seoslas
linda obscuro, porm j prximo, cm que lien- abr,Ku ludas a mcursoos llaracng :s, brelas,
rime Vlll se apreseutaria, sem rebufo, remo
repudiador de Calharina de Arago, c iniraigo
declarado dos successores de S. Pedro.
Resla-n.e, diz elle, discorrer sobre es rela-
res dos principes estrangeiros com Sua Magos-
tado e prognoslicar o que, segundo minha op-
nio resollar sem duvida ao divorcio qoeo rei
tcnciona ha muito lempo. Comecando, pois, pe-
lo nosso sanio padre, direi que sua santidade
tido em muito pouca consideraco pilo rei, por
se ler recusado ate agora a autorisa-lo para o d-
?orcio o qual, digo-o do convieco, ser de
grande prejuizo para a igreja de Roma, da qual o
rei j manifesla fian, menle querer relirar-se e
devolver ao beneficio de sua corda os fundos que
ella possuc no reino ; medida que enriquecera o
Tei de mais de seis nihoes por anno.
O embaixador que escreveu esla relazioni ap-
plicou-sc especialmente instruir os senadores
dos costumes particulares, das inslituiedes se-
cundarias, dos hbitos, dos recursos geraes dos
diversos condados de Inglaterra.
Nelle existe tambero aonumeraco dos pro-
ductos do solo, das qualidades da tena, a men-
co dos rebanhos iiinumeraveis existentes nos
prados c pastos admiraveis :
Estes povos possuem lambem aslas as mais
preciosas, das quaes fazem pannos de todas as
especies, e da mellior qualidade......
Mas, accrescenla elle, se Dos, perfeilo o mag-
nnimo, mnstrou-sc prodigo de tantos beneficios
seu respeito, nao lhes concedeu pelo menos a
oliveira, nem a vinha.
- nasceu era fuvereiro de 1515 : ha pouco entrou negocios, e nao ser ainda o principe bstanle so-
portante era seus 43 annos. : hor de si para que se possa delle fazer uro juizo
O embaixador expoe enlo cora eloquencia as acertado,
vicissitudes o difikuldndes q
crcumdarara a exallaco ao
Tudor; o constrangimento ao
20 annos de unio e o infortunio
a infemia de seu pai desherdando-a, e, por cu- I dcMe-hia applica-las? Philippe entrou apenas
u'ulo de vergonha, proclamando-a bastarda: ajno activo da arte governalva ; pode-se possuir
ambico do Norlhuniberlaiiil oppondo-lbc por esta scicncia poltica inslincliva e naturalmente ?
morle de Eduardo VI, a infeliz Joanua Grey; de-'ou so revelar ella conforme s circumslan-
Esle periodo da historia da f,raa-Brelanha que
Sas la guerra tinha sido o senador Oiiili o qual
leve por secretario messer Caroldo. Pela co-
neraeo do Grilli, Caroldo Coi enviado como mi-
nistro residente de Veneza em Milo, e foi enlo
que escreveu u relatorio curioso que eu i lodo.
i das paginas singulares desta reluzione a
comarca de Porto Calvo.
Senlirei, se o meu trahalho nao liver o
da porfci.o, entretanto restar-ine-ha a sali-
do assegrar-vos que a verdade c somonte a ver-
dade presidir sua cpnfecco. Se for contesta-
do, o que duvido, nao recearci a diacussio e no
Possuem a cevada fermentada e a ceneja;
Bao estas as bebidas da paiz, e elles as chamam
ceneja, cerveja forle, ou emhorrachadeira, con-
forme a bondade ou a forra dos engrcdienles. Pa-
ra fazer eslas bebidas, tomara pomos sclvagens,
anisturam-nos na agua cora raizes e oulras cou-
comeca com a elevaco
no e termina com a morte da rainha Maria, sua
rma do piimeiro matrimonio, ( ferlil ero rcla-
torios tc embaixadores venesianos. Possuimos,
com efieito, lies muilo completas, que foram
pronunciadas, cada urna em seu lempo, no espa-
go d'esles dous reinados. Daniel Brbaro exone-
rado era 1551 foi substituido porGiacoino Soran-
zo, ao qual succedau era 155, Giovaoi Michielli.
Por ordera de vossa serenissima e de vossas
illuslrissimas sciiliorias, fui enviado como em-
baixador ao serenissima rei Eduardo VI de In-
glaterra, e depois do sua morte fui confirmado
n'este cargo junto a serenissima rainha Mara...
Ye .-tu discurso relalarei as qualidades da sere-
nissima rainha, com que ditliculdades obteve el-
la o throno, c fallarei simultneamente do seus
mais prximos pai entes. Farei ver depois seu
poder, suas loicas de Ierra e mar, seus rendi-
menlos e despezas ; opresentarei sua forma de
governo as cousas da religio e as do Estado;
emfiffl, depois do ler lucado em alguns pontos de
suas relacoes de visinhanca ou coiiimerciacs com
os prncipes estrangeiros, terminare! minhas
funecoes, segundo vossa illuslre vontade, o lina-
lisarei o meu discurso.
Tal o programma do embaixador Soranzo ;
elle o pieeiicheu honrosamente. Entretanto,
sem duvida em razo do talento j experimen-
tado de seu predecessor Brbaro e seu successor
Michieli, sua relcuioni parece inferior se a com-
pararen) com suas visinhas. As duas passageus
quo me parecern) fazer a mais certa provocaco
curiosdaac esto incluidas, urna no relralo da
rainha, a outra no dos inglezes grandes senho-
res da poca.
A surcuissma rainha Uaria, intitulada rai-
ineo de
- e pois de le-la assim acompanhado, por
" tantas commoces cagitacoes, e mostrando-a fi-
nalmente sobre o throno, muda de tora, de stylo
e forma, querendo representa-la quanlo ao phy-
sico. J vimos esla rainha tres annos antes, no
lempo de Soranzo ; ei-la agora tres anuos depois,
no lempo de Michieli.
A rainha Maria 6 urna mulher de pequea es-
so
eias '?.... O acaso dos tempes e a supervenien-
cia dos aconlecimentos que, de una hora para
oulra, podein surgir no mundo, nao sero sudi-
cientes para mudar as disposiedes na tu raes o
as qualidades inslinclivaa de um principe....
E, diz elle, para s procurar exemplos entre
os seus, o imperador seu pai nao se manifeslou
na verdade pessiraamente ; lodos, ou pelo rac-
latura, que, embora pequea nao tero deleito al-! "os, raaior numero dos seus subdlus, nao li-
gum era seu semelhanle era ero algura dos seus nham respeilado um espirito estpido e uro co-
raembros. rago entorpecido ; o nao pode-se dizer que fui
Magra e delicada nao so asscmclha cm nada i ; de um jacio e repentinamente que desperlou e
seu pai, que era alto e gordo, c nem tambero mostrou-so to activo, lo emprehondedor, lo
sua mi que sem ser alia, era todava suQicieu- inliepido como vossa senenssiraa sabo anda
(emento gorda o de bella physionomia, como o
deixam vera apparencia c leijes que tem cm
seus retratos. No lempo de sua mondada repu-
tavam a rainha mais do que soffnvclmenlc bel-
la,pit che mediocremente bella agora algu-
mas enrugas, fruclos antes dos tormentos do que
dos annos, tormentos que a fazem cror um pou-
co mais vclha do que do-lhe urna apparencia
severa.
Tem o olhar to vivo, que inspira nao somon-
te respeito, mas al temor aquello sobre quera
o fita, apezar da myopia do sua vista, porque nao
pode ler nem distinguir um objeclo sem appro-
xiraar o livro ou o objecto de seus olhos. Tora a
voz forte e quasi to alta como a de um homem;
do tal modo que quando falla ouvida de algu-
ma distancia. Porm visto que hoje, podc-so-ihe
negar coro justica algumas vantagens physicas,
ao menos podo-so dizer sem adulado que tem
adquirido muilas intellectuaes. cora effeito alm
da perfeicao o facilidado de espirito com quo el-
la ludo comprehende.... de urna inslrucco
muilo vasta e superior de seu sexo. Das cinco
linguas qoe enfeudo, falla qualro.. entende per-
in elle consagra s familias do ducado ; a pri- ulli,n.os aPuro3. recui.crei-ao lesten
m. ira visla parecera que Caroldo viveu e fallou soos insuspeilas. oue certamenlc e de bom |
couurmarao minhas assei\o'. s.
Ai 11 horas da noule do dia 1 do cefi
quando era ludo agilaeo c enlhoMasmo na ca-
pital seguiram para bordo do vapor de guerra
Amasouat osors. |irs. Jacintho Pac* de Meadon-
i.a, Jos Antonio de MenJoina Jnior, a de ui-
volia, aproi lando a oceastao, a Bflsdlezima
;ulceVe"aosen!.or\!e"Telignv,nq;resenanU!s"do!l)".0\^/'u"^.1'indo- .
rei de Franca em Milo, "enumera os che fes de i As HhOlM ja o m t soleando O Ocano.
i< Os Bel'ioio- In;' "rndu a aggressao tenaz e nao inlerrampida
admiraij'o
Pareceodo olvidar ler sido arredilado junio ao
senhor de Laulree, ao rjente Joo Jacques Tr-
melhor do que eu ? Acontece muilas vezes que
algumas nalurezas tardas e lentas e alguns es-
pirilos quietos e, por assim dizer, preguicoEOS,
scnlindo-se repentinamente estimulados, reco-
nhecem-so capaz.es de um vigor al clao des-
conhecido, c se revelan) era um dia contrario ao
da vspero, principalmente se a occasio lhes
depara algum aconteciineuto prospero, no qual
adquircmeoragom, o que os loma ardenles, im-
pacientes e lenicis.
Veremos pela analyso do livro do louvavcl Sr.
Gachard (Rclatorios sobre Carlos-Quinto e Phi-
lippe II) corao, segundo a opnio de um outro
embaixador de Veneza que conheceu perfella-
raento o rei, e fez um estudo profundo do seus
sentime-ntos o aeces, como, digo, o rei, se tinha
manifestado o revelado era 1559, qualro an-
nos depois de recitadas as palavras de Mi-
chieli.
Termino aqu o exame analylico das rsfaxtoni
sobro a Inglaterra, pertenecnto & primeira se-
rio da colleceao dovidaaos esorcos da socieda-
de Florentina e do Sr. Albcri. Porm j o ho-
rnera experimentado no esludo da historia pode
familia cm Cuellos c Gibelnos.
zo, os Arcmbuldo, os Cazalbivago, os Da Tolen-
lir.o sao Huellos, diz elle, os V-cunli sao Gibeli-
nos .o. fo mesmo modo fui elle informado so-
bre as cidades secundarias ; Pava Gibelino,
e.loda imperial, accrescenta elle ainda, em Lodi
os .luis tercos sao Guclfos, isio os Fescivaghi,
os Vgnates, os Cadamosli, mas vs Vislarin, os
Gavazzi sao Gibelnos E d"esle modo, o se-
cretario Caroldo val subindo a escalla guaira e
gibelina al a Saboia. O duque de Saboia
Huello e fomenta a faeco guelia, o todo o Pie-
monte Guelfo... >
[Continnar-se-ha.)
INTERIOR.
BABIA.
O Soberano Pontfice dignou-se enviar por
intermedio do Rvm. Sr. Dr. Maccdo Costa o
Breve, que abai.xo Iradzimos, cuncodendo in-
dulgencias plenanas aos liis que emcerlos dias
determinados visilarem a matriz do S. Pedro
desta capital. Nao cessaremos do agradecer e
louvar a piedade e munificencia do immortal
Pontifico, que no meio de lo graves circuins-
lancias ero que so acha a capital do mundo ca-
lholico, so nao rsqiicco desta ponjo do reba-
nho que lhe fra confiado, sendo notado por
lodos os Brasileiros, quo lera a subida honra
de se apresentar S. Santidade, o mleresse
paternal, que elle moslra pela Igreja do Bra-
sil.
Possam as freiuenlcs relacoes, que se vo
eslabolecendo entre Roma e o' nosso paiz levar
ao Sauto Padre a doce consolajo de que uesla
o vento nordeste chogou ero paz e salvamento
ao ponto desojadoo boqneirio, pouco distante
da villa de Porto de Podras.
Ero sote horas da manh. Desemtareai
una hora depois na villa de Porto de Podra.
Reinava uro fri glacial nos habitantes da vil-
la ; nada havia que demonstrase ser alii e
rado S. M. I.
A presenca do Dr. Jacintho dcsaponldu-os
completamente; oreeoaheeeraaa eatao que ta-
rjara sido iludidos, acrcJilando nos falsos boa-
tos, quo se espalhavain adredo para inculir a
descrenca sobre a instante, e prxima visiii de
S. M. 1. e de tal sorte que ja o vapor estando
fundeado, aUiriiiavam ainda que era o Igua-
rass.
Depois acluou ainda urna oulia circumslancia,
e foi lercro alguns inembros da comniisso en-
viado os seus donativos para a capital, quando
eram lo necessarios na villa. Dissipadas asdu-
vidas, e animadas pela presenca do illuslre ca-
valheiro Dr. Jaiintho de Mi-nilonca, tratava-so
coro rapidez admiravcl dos preparativos para a
recepeo ; que devia ler lugar. A casa do majoc
Joo Jos Concia escolhida para a residencia de
S. M. lomou rpidamente una nova forma.
Preparou-se a ponte psra o desembarque, do-
ces, vinhos, e ruis onjectos de conforto para o
Augusto Vistame. O Dr. Loareaco Becerra Car-
nciro da Cuuha era obsequio e pedido do Dr.
Jacintho Iransporlou-se inslanlanearaenle vil-
la, e auxiliado pelo Dr. Mendonca Jnior, lenen-
le-roronel Beiriz, Rogerio Jos Correia, e Joo
da Silva Reg e Mello, cuidaran) dos prepares
necessarios, dando todas quantas providencias
cslivcrjm ao alcance desses infatigaveis, e pres-
trnosos cidadus.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIIU 2,1 DE JANEIRO DE 1860.
JL
As 6 horas da manha Jo dia 3 do corrento
chegou o vapor Apa trazendo S. M. I. o Sr D.
l'earo II, que elTecluou sua entrada na villa s7
lunas da manho.
Ao desponlar o vapor desde a praia do Boquei-
ro at ao rliegar da villa, suhiam constaulnmcn-
lc gyrandolas de logeles.
As praias apinhadas da populaco, que vida
esperava oAugusto Visit inte, saudava com es-
trepitosos vivas o Monarcha Rr.isileiro. Ao des-
embarcar, S. M. I foi recibido pelos membros
da cmara municipal e grande concurso do pes-
soas respeilaveis, que com lodo o cnlhusiasmo
coiriprimcnlavam S. M., que nao cessava de re-
ceber continuas ovaces desse povo agradecido
visita do Bou Augusto Imperante. S. M. percor-
reu a antiga matriz do N. Senhora da Gloria, a
nova matriz, que se est edificando ; c depuisde
urna hora do demora, nao querendo aceitar a
lefeiro, que lhe fora offererda continnoii sua
derrota, huido deixado os segrales donativos :
para a malrfz a quantia do 50)J rs. e para a po-
breza
diversas direceoes cm procura do cavallos para
S. M. I. e a comitiva. Do feilo, s5 1/2 horas da
maullan sahio S. M. I a percorrer a villa, sendo
acompanhado polo Dr. Jacintho e major Emig-
dio, que forana encarregados de indicar os luga-
res mais.importantes e dignos da visita de Sua
Magostado.
Primeiro pontoComandit uba.
Foi ueste lugar-ora que outr'ora muilo se itn-
morlalisou o exercilo p.orluguez e brasilciro, sa-
cudindo o jugo da Rellanda, onde o famoso e in-
vencivel guorreiro llcnriquc Dias sondo ferido
gravemente, depois de sollror a amputacio em
un braco vollou ao-combale com o mosto o ardor
e valenta.
Segando ponto I.adcira do Joo Andr.
Foi ahi que o capito I.ourcnco Cameiro do Arau-
jo, vendo-so a testado pequeo numero de. bra-
vos, coiihccendo que seria impossivcl n lomada
do Porto dos Hollndoles, situado no oileiro da
finca servio-so do nina estrategia admiravcl, que
foi mandar que a sua gento rodeasso a ladeira
repetidas vezes afim de convencer aos Hollande-
forea de seu com-
a de 300-2 rs.
Vou descrever vos agora, conformo me perinil- zes, do qne era numerosa a
tirem minhas torcas ja cnfraquocidas a nteres-j minio. Com effeito os Ilollanduzos vendo pas-
sante viagem, que fez S. M. & villa de Potlo-;-s;"'lauta genio licaram possuidos de tal temor,
Calvo. que inmediatamente abandonaran! a forte posi-
l'.mbarcou na sua galeota c seguio pelo rio' efio, turnando posso dola o famoso capito ha
Malignaba,chegando s-i horas no Varadouro, pouco mencionado no dia 25 de selombro de
porto de desembarque na villa de. Porto-Calvo. 1615.
Toda a populaco da villa e de seus arredores, Terceiro pontoOileiro da forca.
que havara corrido sofrega para applaudircoi Aqui eseminou S. M. os rosaos e ruinas do an-
a chegada do Seu Soberano, eslava a testa ao tS 'orledos Batavos, e aceiiou com muilo prn-
primeiro signal que lhes devia annunriar a sua zer urna granada colosso que offorlou o Dr. Ja-
pproximaco, c de feilo apenas indicado, um cintho, de peso de mais de 2 anulas, c que fora
sentimento' de animacao e de alegra so apode- encontrada outr'ora por oecasiao de urna cscava-
rou do todos os coraooes. cao, que alli flzcram.
Urna linha de gyra'ndolas desde 0 Varadouro Ooarlo ponto Cadea.
al a villa fui a saudaco prmeira ao Augusto
Visitante. O povo corra de loda a parle ; ani-
mado o fervoroso rompa em continuados vivas
de 46 a 51 s. c 6 d.; pagos ostlireitos de 3 d. por
libra, Indo pela medida ingleza de, 112 arralis.
O Po-Brasil conserva o prego de luO s. a 1U5
s. por tonelada.
Assucar de Pernambuco c Parahiba branco de
266 a 316; mascavado 25 s. a 20 s.; da Ba-
bia branco 266 a 31, e mascavado de 21 a 26,
suge ito a direilos de 16 s. por cwt. sendo branco,
o-de 13 s. e 10 d., sendo mascavado
Couros salgados do Rio Grande de 7 a 8 1$ d.
por libra ; seceos de 9 a 11 ; e seceos salgados
de 8 Ii2 4 9 1(2 d. por tibia.
Fundos brnsileiros de 5 or cenlo a 103 ; de 4
1(2 de 1852 a 93 ex. divid.; do 4 l[2de 1858 a 91
ex. divid. Consolidados inglezes de 3 por cont
95 7i8 a 3[4.
Tinliam sahido para este porto [Recifc] os sc-
guiules navios. A9o Miranda, de Liverpool,
e a 18 o Gepbicna Helena, de Palmonla.
FERiMCO.
vincti c das da Parahiba, Rio-Grande do Norte c
r.car elevara-so constantemenli! militas o gra-
vissimas quexas, pela irregularidade na remes-
sa da correspondencia, que condozid.i pelos
corrcios terrestres. Os estfelas, ou nao sao des-
pachados, ou nao parlem no dia c hora marca-
dos no regula.nenlo. e demoram-se ordinaria-
mente limito mais lempo do que d eslabcbeleci-
do para o transporto das malas.
Os inconvenientes, que dah resultam para o
commorrio, e cm geral para toda a sorlc de re-
tacos, sao obvios.
Do onde provra o mal ? Ser da mesquinha
paga que as adminislraces offereceru aos esta-
da, e 21 guardas marinhas, 18 dos quaes oslu-1 solicilude, bem pode avallar, que c bom. lali-
compmh.i de artista
daro bordo o 4" armo do actual curso d mari
nha, sob a dtrecco do Sr. 1" lente Can P-
iiheiro de Vasconccllos, que um joven offlcial
de bastante itlustracSo.
A guarnieau da crvela de 193 pracas : mau-
la esta 18 paixhaus de calibre 30 em balera, e
est em perfeilo estado de aceio.
Por conimunicaooes viudas da Bal.ia consta
que alli reina a febre amarelU, e por isto os na-
vios daquella procedencia Bearo ^ quarentona
no ancoradouro de franqua, conforme requisi-
tou a rcparlieo de sautle capitana do porto.
Edificio'grande ecom proporeocs para os fins
de sua creaeao; lodavia pelo sea mi estado,
filt i de ladrilho, reboque e caiamenlo torna-se
c applausos. Ao desembarcar S. M., o Rvm. vi- I urna prlsosepulchral, insalubre e falal para os
gario da villa acompanhado de mu i tos sacerdotes
tpiesenlou-lhc a imagem do Crucificado, quo
S. M. beijou cheio de ternura e piedade.
Era urna scena de religiao muilo tocante, fe-
liz lembranca, que dispcrlou a approvaro de
quanlos presenciaran) essa tocante ceremonia
- gnida acamara municipal pelo orgao de
seu presidente, Joao Nunes da Fonseca, que de-
posilou as sagradas mos de S. M. as chaves
dessa villa, pronunciou o segninte c bem elabo-
rado discurso:
Senlior!A cmara municipal desta villa de
Porto Calvo com o mais profundo respejlo, amor
c Adeudado por si, como orgo legtimo de
seus habitantes, se aprsenla dando gracas a
Dos Poderoso e com a expres-o mais significa-
tiva de homenagem, a felicitar V. M. Imperial conde de Sapucahy receben a presidencia, que
iufelizes nidia recolliidos.
S. M. eslranhou sobromaneira o indifferentis-
mo co:ti que se lera tratado este cJiicio, que com
pnuca despeza ternaria nova forma a preci
os fins do sua iusliluioo.
Quinto ponto Casa'da cmara.
A vista do sen estado diffleilmenlc se. cotihe-
ca ser aquello o edificio, em quo funccioiiava a
cmara municipal e o tribunal dos jurados. S. M.
foi minucioso em suas perguntas c licou pouco
contente.
Ah sahe ao oneonlro do S. M. o honrado ~e-
leranoo capitao Tertuliano dr-Almoida Lins, que
foi recebido com muita affal ii i le por S. H. I.,
ministro do imperio por todos que all se acha-
vam. Foi das mosdeste ancio, que o Exm. vis-
>t
RECIFK, 21 DE INEIRO DE 1860.
S SEIS HORAS DA TAHDE.
Betrospecto semanal,
A semana que acriba de 0ndr-se, foi pobre de
noticias. Do exterior, o que de mais importante
publicaram os jornaes, foi a noticia do comyloio
triumpho que em Buenos-Ayres alcancou o dii>
Libcrdade as eloicoes, que, alli procederaiu-sc
para a nomearo dos representantes, que leem
de rever a constiluieao federal. Anda nao era
condecido o resultado completo da votacao da
campanha, mas pelo que ja se sabia, o club I.i-
berdude obteria a eleico dos seus candidatos.
O partido moderado", ou como geralmenle o
noineiam, o partido da paz, nao conseguir ag-
senlar-se no congresso federa!. Esle tacto nao
deixar de influir nos deslinos do paiz ; o 6 de
receiar que preicn';oes imprudente.-;, encoberlas
e santificadas com um patriotismo irreflectido c
inpossibililem a reunite desojada, caceen
A cidade de Cdiz, um dos portos militares,
tetas. Ser pelo deleixn dos agentes ? Ser fi- onde se tcm armado a esqnadra hesponhola des-
nalmcnle por causa', da flaqueza doregulamcnto? tinada As operaces contra Maocos, uma das
A paga, que se d aos estafetas, na verdade! mais ricas e das" mais comracrcianlcs do reino.
por tal mnao mesquinha, que nao pode acoro- I Ella esl comprehendida na capitana geral da
coar honiens diligentes e activos a entregaren-[ Andaluzia, e conslilue a capital da intendencia,
se a este genero de trabalhn, sempre mais peno- qual d seu nomo ; tambora 6 a capital i! i
so e pago com um salario inferior ao que ganha ; provincia na parte administrativa. Estende-se
o simples jornaleiro. Seja, porm, esta, ou ou- na f xlremidade occidental de uma lingua de ter-
Ira qualquer a causa das irregularidades, pro- ra formada pela illia de l.eao, situada no ocano,
ao longo da cosa sudoeste da Ilespanba. Est
ciso curar de remedia-las o mais promplamcute
que for possivel.
Todo o imposto, desde que nao satisfaz s con-
diedes de utilidadc publica de sua creaeao, tor-
na-so uma expoliacao violenta e iniqua. O por-
te das cartas c dos jornaes, forrado como est
nestas condicoes, logo que a partida e chegada
das malas nao se realisa nos dias e horas marca-
dos no regulamenlo, c que se nao d aos parti-
culares a liberdade de se. dispensaren de um
meio de correspondencia to inccrlo, como o cs-
l sendo o dos nossos corrcios terrestres.
as eondk'oes em que se acha o nosso crrelo,
roo io, o; ir-se uma
e*n scena, para divertir os bjncos vaaios, como
sconleceu ra primeira reprea ntaco, e naui prin-
cipalmente quando ella t"in a consciencia, quo
sabe cabalmente prench<>r a sua missao de quo
tira a sua Babsistencia. Nos, entretanto que as-
sistimos alguns concerlos, c que nao somos lei-
gofl na materia, julgaoaos serem artistas de m-
rito, c dignos de seren protegidos.
C^MMEHCiO.
l'R\i;\ I)!) RSCtPB 21 1)2 JANEIRO DE 1S60.
S TRES HORAS DA TARDE.
CotsQoes offleiaes.
Descont de letras10 0,0 ao auno.'
Francisco Alam'de de AI tunda.
Secretario.
ALFANDEGA.
adlmenlo do dia 1 a 21. 26 035J367
dem do dia 21......7.161
ureguia-
rodeada do uma muralba e d" bastioes
ii'S em relaco nalureza do terreno.
A ) su! um rochedo exulado, eeva-se o forb
de San-Seliastiao, perto da part' superior est
o forte de Santa Callinrina ; o forte Caladura e o
reducto Glorielta defrndem a villa de San-Jos,
construida n'uma lingua de Ierra. Para prot
o ranal de San-Pedro conslruio-se ao s il
o forte do mesmo nomo. A entrada da Babia
defendida pelos fortes do Matagorda, ao p da
villa do Trocadoro << forte !.^i/. e a b
tales, que protegern ao mesmo lempo o esl ib -
110'
i'IHENTODA Al PANDEOA.
V'oluraes eulrados t idas
< coir gneros
Voli: ib 89 bi I >s oom fazen '
C CO.T g"-l
73
i-,
== 5i)o
lili
; i
-
lera ello a necessaria torea moral para imporl ro Ce eonsiruccao, e os arsenaes,Jncluinda oda
multas aos que se siibtrahem oo pagamento do '
porlc das carias c dos jornaes, se lhe nao c dado
fazer a remessa no lempo estipulado, ou so nao
pode contar com a pontualidade dos seus esta-
fetas ?
Os signaos do telegrapho da barra estao uns
farrapos velhus, queja se nao distinguen!.
ao desenvolvimeulo da riqueza publica, 6 ara
elles um accidente, que os desgosla. Quando a
pela feliz chegada a esta villa, que ainda que pe- ,
quena em seu progresso e populaco, lodavia '
grande na lealdado com que suslentou 0 poder I
Soberano, mereceu um nomo histrico e a con- ]
flanea dos Augustos Monarcbas, manifestada no
grandioso litulo de Leal, hojeapenas da Seuho-I
ra da Apresentaeo, lealdade anda nao entra-1
quecida o bem pronunciada em diversas pocas;
c para cumulo de seu reneme, agora visitada
pe i Magnnimo e Supremo Chefo do Nacao.
. Por esta .sublime e jamis esquecida o honrosa
sita, constilue o quadro histrico desia ventu-
rosa villa a mais brilhante no futuro, e lhe obre
uma nova era.
Por lo grande morco, honra o bondade, a
inesma cmara por si, c ern nome de seus muni-
Cipanos d mil gracas Providencia c com o
znaior cnlhusiasmo" c orgulho congratula-so c
tributa a V. M. I. submissas, respeitosas c cor-
daos homenagens elevando ao Dos Supremo
seus votos pira que conserve os to preciosos
dias de v. M, i., da Alta p cdosa o Angosta Con-
Borle, n issa adorada tmperatriz c da Augusta
entao exercia como rico-presidente esle respoi-
tavel cidado.
S. H. visitn as aulas de primciras lellras do
sexo masculino e femenino. A segunda eslava
bem proparada. Asmen i idinhas de bran-
co, com suas fachas de verde e amarello espora-
va m a Visita Imperial.
A di-iimia proessora soffrcu uma decepeo,
que feli. mente para logo dssipou-sc c foi a se-
gninte : pergnnloa S l. a urna monina so sabia
os mandameutos da le de Dos olla acanhada
por se ver interrogada por S. M. letubiou e res-
pondeu que nao sabia ;a professora porm ani-
inou-ae logo a menina repeli os mandamen-
tos da le dr. Heos.
Emflm s 10 horas recolhcu-se S. M. palacio,
onde o esperava o almoco.
uma hora receben S. U. tolos os cida ios ;
den beija-raao, etc., etc.
ceg,
dara de novo a guerra. Infelizmente, parece que
a desorden, canarchia 6 a cndilo de vida da- i _Wade da ,,,lanlia det,fi,adi para as despezas
quelles povos; a paz, que lodos desejwn como a (Io teUgrnpfin. B possivel que at nisso so fa-
supreraa felicidad, como o estado mais propicio (..im nwsquinhezasl
O horacm, que l est empregado no telegra-
pho, consta-nos quo recebe apenas 1?')00 por da.
Um servente de obras, cujo servico nem maior
nem mais penoso, nem to alorado, c no qual,
alem disso, nao preciso o conhecmenlo d i lei-
tura c da escripia, ganha quando menos oulro
lauto. A cada um conforme o seu trabalho. O
empregado do telegrapho merece melhor paga.
Demandaram o nosso porto, do dia 1! ao 20
i do corrente, 21 cmbarcaccs mercantes, com o
, lolaco de 7,b7 toneladas Sahiiam, durante os
I mes nos das, 20 cmbarcacocs mercantes, rom a
i lolaco de 6,386 toneladas'. Eutraram masiduas
erabarcacos de guerra*, nacionaes.
i Rcndoram, ncsses misinos das : a alfan-
dega 72.84687 ; o consulado geral23:33S829 ;
,i re ebedoria das rendas geraes internas ris
3:2733368 ; o consulado provincial 19:1693782.
ti movimento total da alfandega, nos mes-
inos das, foi do 6:003 voluntes, a saber :vo-
i lumes entrados com fazendas, 85 : com gone-
! ros, 2,995 : total dos volume.s entrados, 3,849;
voluntes sahidos con fazendas, 958; con g-
neros, 1,201 : total dos voluincs sabidos, 2,159.
Falleccram durante a semana 45 ptssoas,
sendo : I': liomens, 9 mullieres c 11 prvulos, 1-
vres ; 1 homens, 1 mullier e 5 prvulos, es-
clavos.
Familia Imperial lambem lo venerada para fe- Vou prepar.ir-ni eseguiroi con todos
do impc-
Vla ,-eni
licidade da nacao e engrandec ment
rio; e fiel entrego a V. M. I. a chave da villa
lor mancha. I" o symholo da verdadeira
:a, de que Vos Senhor, tendes as sobera-
nas nwuis o dos cora cijos bnsilcros como p.ii e
ilor desta grande familia, rogando a hon-
rosa permisso de beijar a Aug isla Mo de V.
W. I. o melhor dos Monarchas.
Villa de Porto Calvo 3 de Janeiro de 18G0.
.lo o Nunes da Fonceca Callassa Galvdo.
Filadelfa Americode Unta.
iodo Ferreirados Santos.
Alexandre Ferreira Callassa.
Antonio Cassimiro Botelho.
loaquim Jos de Oliveira.
i' ; 10 5SC acto Sigui S. AI. I. dnbaixo d palio para a igreja matriz, acompanhado por to-
da a oflivialidade da guarda nacional fardada a
le uniforme, c no maior brillio c luzimento.
O delegado da villa, o subdelegado e todos os
inspectores respectivos ornados de suas fachas,
iclfvos policiaes, acompanhavam S. M. As
,is mais gradas; um concurso numeroso,
que a cada momento saudava o imperador, gy-
ilas, que de lodos os pontos da villa aiira-
:aa ao.ar, offcrcciam um lindo panorama nessa
villa a toga da no prazer e no cnlhusiasmo.
As ruaseslavam guarnecidas de arcos Irium-
-. seguidos por uma linha de soldados da
la nacional que enthusiaslica applaudia o
brilhante e magnifico cortejo. Do altodoouio-
ro da forca divisava-se o simulacro do forte, fc-
i e de recordagdes patriticas.
lira o lypo de um laclo histrico, de um pen-
samento"grandioso o sublimo, c de ira!
znagestesas; era o orgulho dos Dativos concul-
cado pelo triumpho de audazes vencedoresera
as nmcias desso bello oitero que iremulava o-
pendo nacional. Devc-se isse IrabaTho iiitei-
ramenle oozelo e lembranca do agrimensor An-
drade.
A recepeo de s. M. Imperial na villa de Por-
to Calvo excedeu cortamente a toda espectaliva.
A penna nao sabe descrever o sentimento ex-
pansivo, que dominavaos habitantesdessa villa ;
incrivel, que entretanto rivallzasse a alegra e
o triumpho popular cora o sentimentalismo, que
en lodos os grandes lugares lem-se derramado
por ocecasio das differentes recopjSos que lera
iido S. M Em porporQoa villa do Porto Calvo
nao estivo qnem de nenhum oulro lugar.
Os arcos de triumpho se levantaran! como
V "i concluir pressa. Acabo de saber que S.
M. I. segne 6s i horas ara o engenho Novo, bel-
la propriodado do Dr.'Jacinlho do Hcndonca.
na volt a
foi pas-
niinuciosamentc o que
contar '. os-hei
sado.
Por ora na la mais direi, porque esloij com o
physico todo iu'ililisado ; o choque do vopor, os
abalos do magro bnc halo, que amujlocusto
con Jo/o-me esta villa marlyrisarani-me ; lan-
o nao era possivel pira acabrunhar um corpo
cachetico.
Al a rolla.
O. C.
Kbo Diario das Alaglas )
"Im: 'erMIbOcT
Providencia os preserva da guerra exlerna, lan-
'..im-se as lucias intestinas, como que para dar
expanso fogosa actividade, de que sao dolados. I
Coninuam no mesmo p as i daces da Ingla-:
lena cora o Paraguay ; de crr, porm, quo o|
primeiro vapor do sol nos traga a noticia de que!
ludo arranjou-se segundo voulado do governo
inglez. A arrogancia de Lope/ lem de ceder e-
nergica allitudc da diplomacia ingleza. A experi- '
enca lem demonstrado que aquellos nossos tur-I
blenlos visnlios teetn um direilo stti atneris, c
que respe! I a m mais a lgica dos canhoes, que a;
fdos tratados', que os principios do din ito. Os
Inglezes esto determinados a empregar os mes-'
mosargumentos, que com bem xito embrega-j
ijira os Estados-Unidos da Ara rica. As violen-
cias que leero soffrido os subditos brasileiros, a
falla do Icaldade no cumprimento das conven-'
cues, os insultos que constantemente nos diri-
gen] todos esses pequeos governos, que nao
querein comprchender os legili nos inl ircsses de
seus respectivos paizes, o sio verdaderas ano-
malas, no seculo em que vivemos, autorsam o
justificara a acrimonia daosa linguagam. Pe-
dimos paz, efferccerao-lhes lodas as garantas I
possiveis sinceridade de nossos desojes, o elles!
nos allribuem vistas ambiciosas, nos provocam
lucia que lano desojamos ovil r !
A provincia do Entro Ros, que al agora eral
considerada como o municipio :ru!ro da c
derarao foi pelo general Urquiza livre d
honra, o va gozar das vantag us de ter um go-
vernoseu. Dizcm que o mesmo general
accumular as tuncces do presid-enle de Entre
Ros e de capito general da Confederar,
llosas ns se extinguen! uaquclles paizes!
Da Europa nada sabemos do importan) '. O
congresso que devia reunir-sn em Pars a 15 des-
te mez.para decidir dos destinos da Italia, talvez
ja te.'ihi dado comeco a seus trabalhos. Que sa-
hr dellc ? Produzir os raesmos fruelos que e j
celebre congresso de. 1856?
Uba de Carraco".
A reunio deslasobras faz de Cdiz urna das
proras as mais fortes da Europa. Sua vasl
lila forma uin porto i c bem abrig
Ella consiste em dous golfos, i < i mun-
cam entre si. O primeiro lem mil n
abertura e o segundo mil metros. Cdiz u
Somos informados do que provni isso da exi- dos estaques e um dos portos de armamento da
esqnadra hespanhola. Ella lem uma es ola de
maruha, outra^de pilotagom, outra de cadetes i
ouira de cirurgia para as forras de i rra c
mar.
A cidade de Cdizi5 muilo bem con-!
suas casas sao elegantes e bem edificadas, e
un
cus,
sua
75,000
0*) mil
grande numero de estabelecimcutos publi-
que gosam de uma repulaco merccid-i
popularn no principio do seculo i
Descarregam hojo ."' h Janeiro.
i inglezaFavoritaferro ecarvio.
tai i inglezaMirandamcrcadorias.
Brigue inglcz-r-Kunrtymedesbaealh i
Barca ingleza- Izabella flidleydem.
Rarca ing :a C.r iwncan
'..I l di'.
Pit.iiii i jido -Maii i -;! ,
Rriguc fran 'ruando mercado'.
canoSien rs 'Ho.
P i]. <:. i '.'
Imporla.".
. Clemt indo J>' Gic Qoch,
1 g Ij a .". O. Ru ber C, manil I i o
ule :
ic.as cervej i, fi
; Ivoi i.- ii II .I '".
5 raixa i ; a N. O. 1 St C.
habitantes, anda boje conla mais de
I barricas r
_lo :
-- .n ,\ C.
Iliale
;i i: J. Astli y \ C.
li-ta cidade muilo antiga : foi io.. la pelos Jo a M irtins & I;::, ios, i
Pheuicios, quo lhe derura o nomo do Cades, tinte:
cuja tradcelo significa : ponto rodeado por
uma baha de rochedos, Ainda se v6, no fun-
pod'agua na lha de S. Podro, quanJo u mar
esl cm calmara, as ruinas do templo de II
les, e as casas da antiga Cades. Os Romn
rain senhoi es di sla cda I
gino/.es. No principio da i la le m liaos Ai
a lomara ni e a conservaran! al li., | i a, na
qual os Ilcspanhoes a rcconquisl.....o. Os ar-
-enaes marilimos, eos eslaleiros de coiistruc-
;io eslu situados na Iba da I irac a !i
- de Cdiz, lio canto d i baha do ni
nomo.
As ilhas de Leo, de que cima fallan os, i
separada do continente por um braco d i mar de
:. 3 'os cera de
de dita, 15 sari os t _
liiolhi los, 1631 ros :adoa
rdem de di-
rers -.
ala 21. .
a do dia 21
i 19
58

22 i metros
irgura, que os Ilespanhocs cha-
D.....IRSAS PROV
lo da 1 a 20.
lo ii 21......
os l beso uros da experienc
REVIST&DIftRia
Anianha nao partir o Irem da va forrea,
em consequencia de achar-S em concert urna
das pontea respectivas.
O passeio lateral do comeco da ra das
Os Agn i;-\ cides acha-se ein compila obstrueco,
| de ni ineira que por alli s pode-so passar pelo
centro da ra.
Nao sabemos so scmelhanie infraeco e Incom-
modo publico ja foi observado pelo liscal respec-
tivo ; no eutielanto chamamos a sua altenco
para o que dcixamos dito, esperando que mande
Nao o eperam is ; removeros p ranchees que oceupara o passeio re-
m ser ; rovei- fe "do.
Oe jorraos da Enrona. t>o rprebfmos liontera
polo vipnr Brasil, entrado de Mifforu-iivon,
por Lisboa, vera destituidos de inleresse c noti-
cias recntese palpitantes. Apoltica cada vez
embrulhada, e a l! ilia a bracos com as
antigs dessidenrias suffocadas um instante pe-
lo eulhusiasmo da libcrdade e independen a,
vac srmeando de novo a discordia entre um
' povo ainda nao ha milito to unido e cnlhusias-
i mado.
Em Nap s viara-se toda a sorlc de prises o
irbilrari lades, motivadas pela circuloco de
s follias cimj istinas chamando o povo re-
volla.
Na Italia central fervlam os projeclos de re-
bellio. L'm proclamando o restabelecimanto dos
principes lesihronados pelo poyo, oulros fazen-
do circular folhelos incendiariosquenas ac-
tuaos circunstancias nao pod a de car d
nocivos c ina.
.V 5 o Pioni mte e a Lombardia nao eseapavam
effi'rvescenca geral, ron a eleico das
munic; lidad icssario toda a vigi-
lancia da autoridade para conter a trrenle re-
volucionan a.
Corriam boatos de que o successor de Garibal-
di que se retirou 5 viJa particular o gi no-
ral Slefano'.ll, tentara a-.n movimento cm favor
dos principes desthronados.
Todas as noticias que lemas as folhas italia-
nas dam-nos como mui provavel esle acontec-
monto.
A presenca d'um exercilo napolilono nos
Abruzzos, parece que impeli o governo desta na-
cao a nao ceder s exigencias da Franca0 que
p i lera trazer ainda mais embaraces, alera da-
quelles com que ora lucia a Italia.
Em Roma havia reunio de Cardeaes com mul-
tados A ol ra .i.i prepoton :ia e d > e.-o: mo pode : Anda nao foi possivel autoridade compe-
manter-se por longos annos, ni s nao coi eguo lente providenciar acerca da casa desmoronada di
t lar-so Os tratados d i 115, que protnel- roa das Agoas-VerJes, que serve de deposito de
liara uma dura :,i i eterna ac rasgado quanla immundicia ha por alli.
no campo de Solferino. Que o actual congresso' E n verda le. que a larofa ardua que dif-
n'm iiku'.- > iiiOca Ja hisiorin, quo os iuivr i i i i -... > nmi ir remover ledo o lixo para lu^ir
ses das populagqes italianas'Ibes meresam mais proprio ; mas sem embargo o Sr. liscal lera a
consderacodo que a fortuna do dinastas anlpa-1 seu dispor os moios precisos para consecu;o
thi :as, tasso os votos de IN los, I es sao os no ; desse tira, que lhe nao deve ser indifforenle mes-
sos votos, u vapor, que ^o espea da Europa, mo por ara r do lugar que exerco.
talvez ja nos traga algumas noticias s bre esta1 Se a existencia dessa pjssilga nao en com rao-
importante questo. dasse seno aos quenellu mandara depositar ou
Rclalivamcnle ao nusso paiz, pouco temos que lancar os suas porcarias, nao nos imp nlariom is
regislar. 1 com isto, c nem roubariamos o Sr. liscal ao seu
lluvia chegado Baha em um vas i da mari- iolce tar nicnie mas os domis nao deven ser
nha austraca S A. I., o archiduque Maximilia- prejudicados em sua saude por lacios criminosos
no. O Sr. couselhciro Penna, presidente da pro-! e para os quaes nao concorre ra, c menos pres-
vncia, fra a bordo offereccr-ihe o palacio do! lam o sen assonso.
governo para nolle passar os dias que houver de j Obceco do Rosario, longe de ser mclhora-
demorar-se na capital da provincia ; mas nao te-
vra salisfaco de encontrar o disliiielo
por ler ja desembarcado para visitar os cll is ar-
rabales da cidade Diz-sc que o prii segu-1
dte paro a provincia do Para, pois que
o objecto de sua viajera visitar o Amazonas.
Vera s por que sua esposa, priuceza Carlota,
nlindo-se doonle, resolveu car na Hadeira
DESrACIIOS DE EXP0R1 Pl '-\ '
2i DE 3 INEIRO L)E I
-Brigue hai
Rydi ; S C, ',
".
Di I ir fi ti., : '-' '
LavenUai ton l'a-
ter & C, 1,100 s do.
"hila:;, phia : '.' ire i araericar i I
. a. iV C, 25'J saceos a
vade.
iBrigue
1'. Severiano Raboo & t'tlho, 10
car branco.
Rio da Pial':' I,- A
Irma n, 150 bar u r I
REC 13E0 IRIV DE rERNAS
GERAES DE I
Rendimentodo lia 1 2). 9 677sls|
.....
empregar o governo pontificio as actuaos cir-
cunstancias, c da atlilude que deve lomar em
vista da regencia de Buon-Compagni.
A abertura do isthmn do Suez prenda muilo
a atlenco da Europa A Inglaterra, nao queren-
do pprder a sua influencia no Egypto oppoz-se
que por encanto em seu lugar, onde se nao es-1 ta frequenria para tratar dos meios que deve
iva anda o Imperador; foi uma verdadeira
esa, e um grande triumpho, De um para
da a villa se achara transbordante de ale-
gra.
o primeiro impulso quo lhe imprii i
popular dos Olhos alagoanos, o commeiida-
dor Jacinlho de Meudooca.Eram os seus nu-
isos amigos, era o'concurso unnime dos
Porlo-Calvenses em obsequio ao honrado einf-
i rommendador, e especialmente honra
irdavam, que fez -variar a scena doindiffe-
mo o ii i desesperanga, pela scena mais n i-
bre e animadora, que se ha representado na bel- losan
la e tradicional villa de Porto Calvo.
Honra, pois, a esses nobres concidados, a es-
ses leaes o dislinctas conterrneos, que sabera
eom tanto orgulho preencher grandes deveres,
en penhos to sagrados.
nuen.i'S.
j do, como convel!, esto a obslrui-lo com cali-
viajanle, ca, cora que vio cachondo o respectivo Ii Ito de
maneira que este acha-se em umitas partes j
ni-, elido com a calcada,
A proseguir esle sys.iema, em pomo assober-
bar a immundicia, e tomar a propta calcada,
imnossibililando assrao transito.
Bom ser por lano (pie so atienda ao jue fica
'"v. i! LVDO I [AL.
Rendiment a 20.
o do dia 2\.
i
Prara
;!o
para restabeleccr-so. Pazemos votos pelo feliz! dito, cora as prorin(encas precisas.
ao trabalho, desculpando-secom a Porta, que
sua vez se desculpa com a Inglaterra.
O congresso europeu devia rcunir-se em Pa-
rs dol a 20 do corrente. Todas as nacocs, in-
clusive a Inglaterra, j linham nomead os seus
representantes.
Em Parspreparava-so ludo para receber faus-
os represcntanlcs das potencias. O
congresso sera consultivo, mas nao deliberativo.
A Inglaterra conlinnava a nao ver com bous
olhos um oxcrcito francez oceupan lo a Italia :
mas Naooleo III conlinnava lambem fazeudo-se
surdo s exigencias di gabinete de Saint-James.
A guerra de Hcspanha com Mirrocos prose-
Sua Magostado Imperial depois de uma breve guia, leudo aquella conseguido algumas victo-
iu na igreja matriz, segjo para a casa que
fora designada para sua residencia, o elegante so-
brado do negociante Manuel Jos de Almcda
Costa, que se ichava sumpluosamenle mobiliario
pola coraraisso encarregada da recepeo do Sua
M igesl i le composla dos Sis. Dr. Jacinlho Paes
de Mendonca, lencnte-coronnl Pedro de Alcnta-
ra Buarque, francisco l.ui/. dos Reis, Joaqum
JBuarquedus Reis e majar Emygdio Jorge de Li-
ma, a dirercao do trabalho eslevo a cargo de
lo coronel Pedro de Alcntara Buarque,
que n.jo poupuu esforcos e sacriQcios em desem-
penho dessa honrosa misso.
S. H. janton fisS horas o, s 7 den boija-mo
a lodos indislinclamente. As 9 horas recolhcu-se
. i r.
Os oulros cavalheiros da comiliva foram repou-
zar na casa do Dr. Jacinlho Paes de Mendonca.
Compunham comitiva Imperial os Exms. Sis.
c imarsla, riscondo do Sapucaby, ministro do im-
perio, Dr. Joao de Almcda Pereira Pilho, cou-
selhciro Antonio Manuel de Mello, Dr. Antonio
Ii Aran jo Ferreira Jacobina, medico de S. M.,
Dr. Francisco Bonifacio de Abren, almirante Mar-
l.isboa, presidente da provincia Dr. Manoel
Pinto de Sonza Dantas, baro de Ataloia c Dr
Manuel Rodrigues l.eile Oilicica.
Compre aqui consignar ts~ importantes serv-
rjjs, as ordens juomplas o enrgicas do presiden-
te da provincia. O Kxm. Sr. Dr Dantas nao pou-
pou sarrilicios ; pelo zelo e actividade, que o dis-
linguem c principalmente credor das sympalhias
da provincia. Todos lem sido teslemunhns do al-
to intere.-sc que prestou sempre, durante a Im-
perial Visita. forra confessar que S. Exc. re-
paooonlon um papel condigno a sua posigo de
honra; c S. M. I. o recolhia cera toda a distinc-
cao.
Dia 5.
Ainda a aurora nao surga ; era ludo silencio e
cu acordav" j oo estrepito do correras de caval-
los e vozerias do poro, c de toldados, que inoi em
ras sobre sta. No enlanlo os Ilespauhcs ain-
da nao linham lomado a oll'ensva, e esperava-
se u:m grande balalha, antes que os chrstaos
chegassera al; Tetuo ou Tnger.
A causa do demora as operages, linha sido o
nao so poler desembarcar lodo o exercito expe-
dicionario era frica, em consequencia dos gran-
des temporaes que reinavam no cstreito do Gi-
brallar.
A Inglaterra conlinuava a hoslilsar esta guer-
ra, receiosa de quo a importancia deCibraltar di-
miiiuisscno momento em que a Hcspanha po-
derosa na costa fronteira, podesseoppor tambera
um baluarte civilisado, i fortaleza breta.
Pallava-se cm Pars na crcaco d'um grande o
novo jornal que advogasse os "inlerosses dos po-
vos orientaos e einancipaco das racaa asiticas
c nfriranas.
Esta empreza achava opposico no publico de
Franca, Inglaterra e'Hcspanha, que a tratara de
intempestiva, visto que eslas nacos se achavam
guerreando cm territorio dos fllhos dessas racas.
J tinliam sabido alguns navios levando a ex-
peil;o franco-ingleza para a China.
No" dia 26 de dezembro a ranha de Hcspanha
leve o seu bom successodando luz uma in-
fanta.
as eleQoes geraes a que se procedeu em Por-
tugal no dia 1 do corrente, o governo levou em
Lisboa um cheque raale, perdendo todas as can-
didaturas, inclusive a do ministro do reir.o.
O gabinete linha perdido a forca moral com-
pletan) .'nle com osle fado, e dzia-se ao fechar
da mala, que o ministerio nao so opresentaria na
cmara, e pedira j a sua demisso.
Os delalhes ve-los-ho os nossos lcilorcs as
correspondencias e noticias minuciosas que ire-
mos publicando.
0 algodo de Pernambuco flcava no mercado
de Liverpool a 7 l|d. a 8r2d. por libra, sendo
muito procurado. O caf de Ia qualidade de 59
. a 70 s., o de V de 52 s. a 53 s., e o ordinario
complemento da viagem do joven principo, que,
esperamos, nao ser sem resultado para o nosso
paiz, lo mal conhecdo do estrangeiro.
Por cartas do interior cuasia quo a secca co-
raeca a allijir alguns pontos da provincia. Em
C mecavara a morrer o gado por falla de pasto. En-
tretanto, de esperar que o lempo melhorc bre-
vemente, pois ja tee;n cabido alguns chuveiros.
A eslalislra criminal nesla semana levo de re-
gistrar muitos attenlados contra o vida.
Nesla cidade um escravo do convento do Car-
ino preciptou-se de um terceiro andar d.i ra do
Livraraento. O infeliz preferio a morte ao cas-
tigo que recciava mais uma victima da lepra
que nos consume.
Na comarca da Victoria, n'um sitio denomina-
do Buenos-Ayres, dous irmos esfaqnearam-se
morlalmenle A autoridade lomou conhecimen- j
(o do faci e conserva cm custodia os dcliu-
quenlos.
Na povoaeo de Gamella foi assassnado Fran-
cisco Jos d Salles por Jos Wenceslao de Paiva
Coellio. O assassno evadio-se.
Em Iguarass, Mauricio Jos Francisco disparou
sobre una menina ura tiro de espingarda, de que
se acha era perigo de vida. O delinquente esla-
va embriagado. Foi preso c meitido era pro-
cesso.
Era Baixa-Verdo foi espancada uma mulher ;
a polica procura capturar o criminoso.
Em Culumbi liou^e um assassinato, e a auto-
ridade perseguo o delinquente.
No dia 17 do corrente no ancoradouro desla
cidade levantou-se a manija de um navio ame-
ricano, a barca Virginian. O cnsul respectivo,
auxiliado por um forte destacamento da nossa
mannha, foi a bordo da Firgiatan, c realisou a
"captura dos sublevados, que se achira na casa
da correceo. O capt) foi ferido com um pao.
No lugar Serijo, perlenccnte subdelegada de
Podras de Fogo leve lugar no dia 16 uin brbaro
assassinato. Severino Dantas, irritado cora as
repreheusoes que lhe diriga ura irmo seu, por
ler esfaqueado aumprimo, disparou-lhc um tiro,
que instanlaneamenle o malou A bala rompen
os pululos da victima, e foi cravor-so no chao!
Ainda nao satisfeifo com ter derramado osanguc
de seu irmo, esle novo Clim, foi procurar o pai
cora inlenco de ossassina-lo ; felizmente nao ;
logrnu seu intento. Ainda nao tinha sido possi-
vel capturar semclhnnle fera.
Em Cajazeira, Leonardo Aires de Lima malou
t) vapor Penenunga entrn hontera dos
portas do Bul, at Alagos, nao conlondo os jor- !
naesde que foi porlidor, noticia alguraa de im-
portancia. Toda a provincia ressenlia-sa das fes-
lis e regosijos ltimos, achando-se a vida com-1
merciil inleirament estacionada.
Anle-honlem pela manha o capito Ander-
son da galera ingleza Accirglon, que so acha fun-
deada no lamaro.veio entregar ao navio chefe da |
estaco, 3 marinheiros de suaguarnico, que se (
haviam amotinado.
Esta galera enlrou arribada oeste porto, por
lerem sido envenenados o capilo e o piloto,
pelo cosinheiro e despenseiro, segundo se re- ,
tere. Seu destino Madras, para onde conduz
urna porco de mullieres de soldados, da mais
b lixa condico. Consta-nos que o capito enve-
nenado era um homem cruel, tanto que, leudo-!
se desenvolvido na viagem a escarlatina, quan-
do alguma das.infulizes passageiras lhe apresen-
tara seu filho doenle, e cm seu desespero lhe
pedia soccorros, elle o arrebatava das mos, e o
atirava ao occeano !
Procede-se ainquerilos polo consulado inglez.
No mesmo dia, sll horas da manha, co-
mecou-se no arsenal de raarnha a examinar os
aprendizes menores do mesmo arsenal.
Foram examinados em raechaniea applica-
da, e machinas de vapor, em arithmetica, al-
gebra c geometra, c 7 em primciras lellras.
A commisso examinadora compoz-se dos Srs.
lente Viegas, commandanle da inesma cora
paniia, engenlieiio Colsoul, lente de mechaiiica,
o padre Primo, nrofessor de primciras lellras.
Tiveram lambem vol nos exames os Srs.
Cintra, stercoinetrada alfandega, e Antonio Egi-
dio da Silva, lente de geometiia no collegio das
artes.
Assistiram a esle acto, nao s o Sr. inspec-
tor do arsenal, como o Sr. commandanle da
estacan,guarda mor da alfandega, c algumas ou-
Iras pessoas de consideraco.
Os examinandos respondoram rom facilidade.e
demonstraram um aproveitamcnlo ligciro, espe-
cialmente os aprendizes menores Nascimcnto,
Camacho o Vital, que sao os mais adianlndos.
Concluindo esle acto passaram aquellos senho-
res a ver lancar-se ao mar o hiate que se achava
em construccSo, que cabio rpidamente, logo
que Ihcsollarara as escoras.
Este hiato egual ao Capibaribe, construido
tambera no arsenal desta provincia, e bocado
ao mar era 18)8. plano do nosso islnclo
mamo rio Santi Pelri, e que se alravas i porj
meio de urna ponto, que conduz a estrad
MediuSidonia, cilaie pquena construida i
cimo de um rochedo, famosa por suas aguas s -
lu i es, e pelo ibarro, que se lira do -
que 0 0| li ; ira o faorico de lijlos, e d
sos propri is pira resistir ao higo,
O Cowr /.'-' de 26 de oiitnbro
annuneia n islcs lorm is a chegada a Nova-York
do balo gigantes1 i o Cil'j of Xc c-Yark de
do a atriive >sar o 0 :cano ;
O balao gigantes.-o, que deve alrai r <
Atlntico, cm dous un lre3 di -.-, chegou sabba lo
do oboken a Nova-York; fez na entrada tri-
umphal n'um grande rano proprio puchad i i r
oito cavallos enfeilad is do Gtas i I
S o balSo sera o gaz, que ell r, cn-
cha o es ac do vehi nlo, e o alio da m ral -
nha le estofas, que ello formava era co
eom o cos i, q ic deve ervir de bclicho ;; -
viajantes durante a passagero.
O Cil'j of New-York, com o seu cesl dem
tel a vapor, que fui constru lo, segn I ;.
em Green-Poinl est exposto 'uma barraca, na
nniiga localldade do palacio do crj'slal. Si icn-
chimenlo deve i necar amanlia,
lim a companhia de gaz de M inhallan fez I
portar para aquello local um gazomelro cylin-
li o da 8 ;s de dimetro o 12 de cumprido,
com 'erle/a, o maior, que um consum
ler em sua casa. F. rerd
court Lowe deverd ler necessi la le lalv /. de s-
mil ; s cubir.i; de gaz para encher o seu balao,
e que raras vezes se acham consumidores de 13
grande quant lado de gaz.
Ji se disse que o City of Nexc-Tork levar nal
sua primeira viagem oito pessoas.' Mos quando
ter lugar essa viagem? Immcdiatam s------------n -0s da pariij,
da operaco do euebimonto, provavel que o
arconaulo queira, por prudencia, fazer uma ;
; ina urso de experiencia anb : i arris
a viagem por rima do mar. Com
na la so sil"' das suas inlenroes. Era i
i, M. Lowe parece ser u a homem sizudo, e|
decidido a tentar a sua aventura. O sen i
M. I. montain, (ambem est d< ci ido, i ,
atravossar ooren > : i pr rin i primavera.
O principe I. ra, Gullherme, Nicolao,
Culos da Prusso, actual regente daquello i
nasccu a 18do oulubrodo 18JI ; general com-
mandanle da primeira brigada da guarda;
em 25 de Janeiro do 185S com a priuceza Vi' lo-
ria Adelaidc Mara I.uiza, priuceza real da Gra-j
ireta iha o Irlanda c duqueza de Saxe, nascida
em 21 de novembro de 1850.
Passagciros do vapor br sileiro Persin
viudos de Hacei: Dr. Francisco Pinto Pcssoa,
I.oureneo Senhorinho de Meno/es Cisaeiro, Fran-
cisco 1). da Silva Pinto, Manuel B. C. Scupra,
2 menores, 1 criado c 1 escravo, Rozendo Fer-
reira da Silva, Antonio Perera da Costa Lima,
Antonio da Silva Rochac Mathildcs do Jess.
Lista dos baplisados e casamenlos, havidos na
freguezia da Boa-Vista, de 15 a 21 do cor-
ren .'.
Julia, branca, nascida a 27 de abril do anuo pas- Arroz pilado- -
> i jj i


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SI do j:;ji":- : de -
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REVISTA SEM ANA I .
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1/4 d. por 1SOUU I ii
torra, 112 a
115 sobi Porlu re o
Rio de .1 meiro
par e a 1 2 por c, nto.
.' As vendas roduziram-
gun para Rio de Jam
10 i ii
ir O branco vei
sumo de \$2
roba, o '--''
3fl 100 ; e
-
den- se i ara o esti
..;
m 2j50d e n brul 150 a
_,.:-. I poi Nao ha I -
POSO, e a '
ca ados im siJo
Agurdenle-------Vendeu-sc de o
'
a
Co;:; os-----------------
: .
Gusmo Coclli | i ,occ-------
cu i '!U------------
mezes, filha do
.--------
Carne secca -
com um tiro de espingarda a um menor de nome! constructor I.evel e suas dimensoes sao as se-
Antonio Gamaro. Parece que esle crinie llovi-
do embriaguez, pois que o assassno se achava
em una festa. O criminoso conseguio evadir-so.
Em Calende, termo do Ronilo, suicidou-se Jo-
s Gomes Percha, quo se achava preso, como
ruciado cm crime de bigamia. Sem duvda, o!
guinlcs : comprimcnlo na linha d'agua 73 pos,
bocea 20 ps, pontal 8 pos o 3 polegadas,
calado d'agua 6 pes, (eslocamenlo lolal da care-
na "98 toneladas. Deve ser armado com dous
paixhaus de calibre 30 em rodizio
Ficou em una linha d'agua muilo elegante, c
infeliz reconbecendo-se culpado, exagerou os! deve ter mui boas qualidades nuticas.
soffi'imeni.os da pena, que lhe linha de ser appli-
cada, c quiz cvita-losenforcanJo-sc Foi a re-
soluco da loucura.
Como ve-so a chronica da semana que Onda
nao limpa de crimes : umlcvanlamcnlo de ma-
rinheiros, dous suicidios, tres ferimentos graves
e qualro assassinatos Entretanto, folgamos de
o roconhecer, a outoridado tcm sido prompla c
deligenle na represso do crime. Se os agentes
do mal nao perdeni oecasiao de cumprir sua fu-
nesta misso, os agentes da autoridade publica,
a quem estn confiadas a paz e o seguranca de
todos, nao tcem cessado de persegui-los. *Alem
da priso de alguns dos delinquenlcs referidos, o
subdelegado de Panellas effecluou a captura de
um tal Manoel Francisco, criminoso de morte na
provincia da Parahiba.
Contra as repartieses de cerrcio desta pro-
Infelzmente lem o mesmo defeilo que so no-
t o ii no Capibaribe, c que j se remedin ueste,
o maslro do Iraquelc esl muilo r, c deve ser
removido 3 p's para avante.
A Bonita, entrada de Inglaterra honlcm,
adianla s ultimas datas do paquete pois que sa-
bio no dia 17 de dezembro. Consta por ella que
todas as potencias da Europa Jozem s maiores
armamentos niililares; o quo asss indica a
grande confianza na paz, quo se espera ser osse-
gurada ao mundo pelo congresso que se vai
reunir.
Ilonlom pela manlta sahio para New-York
a crvela escola nacional D. isabel que alm
desse porlo dos Eslados-Unidns visitar varias
ilhas e diversos portos da Europa. Seu com-
mandanle o dstincto capilo lente Bento Jo-
s de Gorvolho. Leva urna officialidede cscolhi-
sado, filha legitima de Joo Hermenegildo Bor-
ges Dniz e Gulhermiria di
Din./.
Lourenca, crenla, nascida a 1"
Mar, escrava.
Josefa, parda, nascida a 2 filha natural de
llosa Mara.
Alfonso, parlo, nascido a 9 de agosto do anno
passado, filho do Basilia, esc n a.
Adelina, parda, nascida a 2 aunos e meio, filha
legitima de Luiz Ignacio dos Sanlus c Maria
Flora da Coneeico.
Maria, crinla, nascida a 13 mezes, filha nalu-
ral ce Juliana, eserava
Francisca, crioula, nascida a 4 de onlubro do
anuo passado, filha de Theodora, cscrava.
Casamento.:
Silvio Antonio de Paula com Carolina Rosa,
branros.
Joo [termino BekOr com Joaquina Maria Si-
queira, blancos.
Matadoliio pi'Bt.ic.o :
Malaram-se no da 21 do crrenle para o con-
suno desla cidade 90 rezos.
HORTAMOADK DO OU 21 DO CORRENTE :
DelQna Hara da Coneeico, branca, viuva, 33 an-
uos, bexigas.
Maria Joaquina, prela soileiro, 60 annos, fri-
aldr.de.
Hanocl, pardo, 5 mezes, convidados.
Maria, branca. 3 mezes, bexigas.
Antonio Fernandos, Indio, solteiro, 22 annos,
gasiro oleritesve alfeccocerebral.
Manoel, branco, 18 mezes, intentes chronica.
Manoel Raymundo Alves; poeto, casado, 4i an-
uos, caero na peina.
Haria Francisca do Paraizo, prela, solleira, 18
i ii i os, pbtysica.
HosciTAi. iif. CAnin.inr.. Existem G7 ho-
mens. 01 mullieres nacionaes, 1 hornera estran-
geiro, 1 homem escravo, lolal 13*.
Na lolaliiadc dos doentea exisleui 37 aliena-
t dos.S Mido 30 mullieres e 7 homens.
Foram visladas as enfermaras pelo cirur-
giu Pinto s 8 horas da manha, pelo Dr. Dor-
nellas s 7 1/2 horas da manha.
rs.
i sal
se .. 280 rs. por lil
. _'
airo'.'a.
dem 2? bl a 2: I
b i
rs. por barrica, fu-n lo i
psito 2,7Ui) bai
Ibu- : i
por arroba.
reis poi
la 5$000 rrs. da v<
Ii.i da
. i : 3
. adoBoct
em s 28,1 I arrol ;d
Grande,c 12,000 arrobas do Rio
da Prala.
Caf......Vendeu-so d lf) a ',
j>or arroba.
Cha-----------------dem de IJjOOOa 2*
Carvo de podra- dem dcSO^OOO a 21$0 .' a Li-
ndada.
Cerveja
Commiinicados
----------dem a 4>403 a duzia de r-
raas.
Ao n .ii
mos em ser um carrPAjetbea!
de Richmond q
o sul, e eutrou oulro de Ph;'a-
delphia que in-
clusive i slo licar un boje < n;
ser 35,000 barricas, sendo
12,600 de Trieste c a mais
rica na.
D. de mandioca Y, n I u-so d :
saeco.
Feijo---------------dem de I56OO a 33000 por
arroba.
Lou;a ----- A ingleza ordinaria 1
a 885 por canto de pre
Manleiga- A franceza vendea-aa !> a
481 rs. a libra, t a
a 65'J rs. a libra, licai.! 1 1 n
deposito cerca de 3,000
ricas.
Vendeu-se a 5S500 rs. a ei
a jib 0 ris o
Massas---------
Milho---------------dem de 4|
sacco.
Oleo de linhaca- Vendcu-se a 1^703 por |
Paseas- dem a 52^)00a caixa.
Qucijos---------dem a IjSOO rs. OS 4ai
Ati aulia ter lugar a segunda ro presen tacao I gos.
lyrica no theatro de Santa Isabel, e c do esperar \ Vinagre------------O de Lisboa venJeu-sc de \2b}
que o intelligenic publico desta cidade, anime a 1 0$000 a pipa.
Vinhos-------------Vendern! se de 1.
rom a sua concurrencia os artistas, cuja reputa-
cao se acha alias firmada ventajosamente nao s
aqu, como nos prncipaes theatros da Europa,
aoodc sempre f o rara applaudidos com enthu-
siasmo.
O povo Pernanibucano, que sempre se ha mos-
tacio pro'-o.-'.ir do? arlistos, que buscara a sea
a pipa.
Velas ----- As slcarinas veiideram-sc a
OO rs, o libra.
Descont-----------U rebato de letras rcgulau do
10 a 11 % o anno.
Frotes.....Pera c Canal dc3!> a *i-6:


(*)'
U bfc PBKftAaiMC. -r_jg(&t)A FEP.A 3 bE JaNUvO t 1860.
Ao;oes Je corap" As de nossa estrada d ierra j
tonda chogado a soffrer o des-
cont de 25 a 30 porcento no i
ultimo paquete, mclhnraram
oonsiJeravelmeutc depois, e o I
rimes de 13 do raoz ultimo no-
ticia vendas com 7 e 8 por
ccnlo somenle, com esperanza '
declicgar cui pouco ao par.
Movimeiito do porto.
Navios entrados no dia 31.
Antuerpia das, tingue hanovorano Mirr.n-
da, do 14 toneladas, capitao H. Fock, equi-
pagem 9, carga fa/cudas e niois gneros ; a
RthA Bidoulac.
A i ac ty12 das, hiato hrasileiro S*h/o Hila, de
l toneladas, capttio -los /luiente Fernandos,
oquipagem o. carga couros c mais gneros ; a
Martina llenaos.
HarbordeGrace31 Oias, ti;igue inglez Elisa, do
231 toneladas, capitn l.uckcr. oquipagen, 10,
carga 8,810 barricas bacallio; a Saunders,
Brothers i C. Segnio para a Baha.
Parahiba36 horas, btigwe inglet Grccian. de
140 toneladas, capitao P. Le Grs, rqui-
pagem 7, em lastro ; a Wfeately Forster
,v c.
Liverpool36 dias, barca ingleca Bonita, de 293
toneladas, capitao Thomaz Smith, cquipagem
i!, .isa foseadas e mais gneros; a Souiloll,
Ueltors & C.
Macelo o-portes intermedi s32 horas, vapor
rasileiro Tersiminijii, canimandantc Manuel
Joaqun, Lobato.
Ntoios tahidos '.io mosmodia.
MontevideoGalera americana Middkssex, capi-
\ kj I). R. Cook, cu taslre.
I. i de JaneiroBaroa ingle/a Sletkt, capitn J.
Andrnos, com n nosna carga qm trouxe do
i' : .. Nova. Suspcndeu do lainato.
Babia Brigue inglbz I'hanlon, capitao i. Har-
i- ry, com a mesma carga que Irouxe de Ferra
THEATRO
DE
' reserva de preejo, as 10 horas e.n ponto.
LEILO
O AGENTE
M
Teroa-feira 2-1 de Janeiro de 1860.
Segundo concert vocal a carcter
pela MM>icclade lyrica italiauu, fara* leilo no trapiche do Angelo, de
Svuiphonia. uraa grande quanttdade de mastareos,
Cavatina da opera Macbth do maestro Verdi, vergas e rnuitos outros paos que se tor-
pcla Sea Sofa Marini Testa. ..... nam necessariosa qualquer navio: quar-
Duoto da opera Iraviata do maestro Verdi, .' .. ^
I pela Sra. Luisa Gavetti Reggiani c o Sr. Hyp- ta-eira 25 do corrente as 11 horas ein
i potito ponto no referido trapiche
ipera Masuadvere do maestro Ver- _______________________;____________________
lili Mlffil
DO
Recie a Sao Francisco.
lAmitado.
AVISO.
Pilulas
Vegelo-depuralivas
Paulii
BAZAR
DA
N.6.
Es,,, rau, ri .camena coposu DEFttOI^TE DO ARJIAZEII DO GtZ-
de puros vegolaes colnidos nos campos e matas
Em consequencia de aehar-se urna das pontea i <* provincia de S. Paulo, j lorao analysadas,
Nova. Suspen
Cavatina da
di pelo Sr Luiz Testa.
Grande rondo da opera Luziadc Laintnermoor
do maestro oiii/.7Plli, pela Sra. Gavetti.
SEGUNDA PARTE.
Symphonia.
Cavatina da opera Beatriz de T'jnda do maes-
tro Bellini pelo Sr. Hyppolito.
Duelo da opera Luiza Millar do maestro Verdi,
pola Sra. Gavetti e o Sr. Testa.
Cavatina da opera Uirbeiro de Sevilha do
maestro Rossini, pelo Sr. Jos Mara Hamonda.
Duelo da mesma opera, pela Sra. Marini e o
Sr. Ramonaa.
concert regido polo Sr. maestro J. Suioltz.
l'RF.COS.
1.a oidem.......... 12*000
2.a dita............. lgUOO
3.a dita............. KJ000
Gadeiras............ 3$00
Plateas.............. 2)5000
Os buhles achant-se venda no escriptorio
Jo Ihealro.
Comeear s 8 horas.
Avisos diversos.
Deposito de papel para
medicamento, e lioje se achao assaz conhecidas
pelas innmeras curas que com ellas se tem
oblido, Iornamlj-.se um remedio sempre ulil e
necessario, especialmente nos Ingarcs onde nao
houverera mdicos e forera oscassos os recursos
da medicina.
Sendo o lim principal dest35 pilulas purificar
a massa do sangue, qual ser a crealura que
deixar Je allunder a propria conservacao, der-
.:-u do lat./. io.
ce-:.- a _
Oa;
^ =J
*1 S
o *
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i? .
c O.
SI 1
o-. _c^- *B -o
I
lloras.
V1B
Atmosphera,
S V V V i 1 Directo. ..
: V g 1 1 i Intcnxidade. -1
\<- M l \> 1.. -1 30 i bo ! ! Centgrado. n
1- !; (; I-. f. '-1 cr. i cr *! Itcauniiir. ^
~ i* i b'alirenheit X
ao oo od oo se c 1 lygroinelro.
Barmetro.
Avisos martimos.
2
?5 l
Para o Porto.
^j Vai sahircem brevidade para a cidade doPor-
3 i to o brigue porluguez PrompUd&o. II, turrado e
da via forrea em obras nao haver Irem na ter-
;a-feira 21 do crtente.
i Alnianak da provincia.
Sabio a luz a folbinba com
iOahoanik da provincia para
o cyrrene auno de
mpressao.
' Na typographia deste diario se acha
estubelccido tim deposito de papel dej
dFerentes formatos, para impresso, O qtial se VCndc a 800 1*S. na do do saude, concorro para a boa nutricio da
que se ve de por preco com modo : as- pj-aca da Independencia livra-i existencia, e que sempre urn preventivo de
sim como seu proprietario contrata o (0oni||pni(. n\m ,lnl(Iua,(luer moleslia ? E'incontestavel quegran-
rornecimenso regular do que se precisar Ul u# u. ^OlllClltlO dieni UO ,le parle dos so(Yn(nciuos i,uman0s tem por ori-
mensalmente. kalCIldariO CCCleSiasticO e gera a impuresado sangue.
O bacbarel Witruvio tem' civil: ^ .Ju,am; fafm ijf- **ya
-T .. numanid..doacon;eliianao o uso destas pilulas,
o seu escriptorio no 1* andar Soticia dos principaes esta- c indicaremos os difiranles modos por quose
do sobrado n. 23 da ra Nova, dos da Europa e America com devem ellas usar MgonJo o estado das pessoas
- cuja entrada pela Gamboa do o nomo, idade etc. de seus ini- Deposito geral.
Carino. peradores, reis e presidentes. Rua .J;) Poito n J o. peno da carioca io
-Ojuizmunicipalsupplen-I Resumo dos impostos ge-jda ""'"'Arradecimeiito
em exercicio da 2." vara, raes,proyinciaes, municipaes ,,,,1^ fefl8afce estomago.
Eu abaixo assigoado atiesto que padecendo
Cortes de casemira de gustos modernis-
para meninas de
pelo Sr. Etienne Lagarde no Correio Paulis-I Dolsinhas escocezes
tao onde sohiram algnmas publicar5es a res- escola a 200 rs. o
peito das virtudes e efcacia deste maravilhoso,! ^r>aloe3 do couro de lustre para hornera
3S.W
r,00
3|00Q
1S -'
Ditos do AracRty
Dilos do bezerro
Sapalos de couro delnslre para senhora
Lindissimos chapeos da Italia para me-
ninos 5*MX>
Garrafescom eevadinha 6f000
Cestas com 15 libras de figos.cada urna IstMW
Aletria, caixas de 32 liLras auo
Macarro, caixas do mesmo peso t?OtVt
Assiin como usn excellenle cabriolct por mutto
coininodo preco.
Vende-sc urna casa torna da podra e cal.
te
presando um medicamento que, mesmo em esta- Com chao proprio, sita na ra Direila da fragm
zia dos Alagados, lera Ssalas, 2 svertos, cozinh*
ora, grande quintal murado e cacimba, rauito
fresca, c Rea do lado da sombra, lera ba rala
para ver na via-ferrea, n ptima para padaria, relii
ou outro qualquer estabelecimento por se aenat
a casa na melhor ra de negocio, o junto (!.-
Iras casas de negocio : quera a pretender, diri-
jase a ra Diroila da povoacao dos A .
casa n. 60, que ahi achara o proprietario a
'l'ier hora do dia para elfectuar a venda.
Vendem-se
meios desoa envernisados, couros de toa)
pellicas brancas, ludo chesado rccenteasi
no armazem de Almeida Gomes, Alvea \ C, ra
di Cru/. n. 27.
eneavilnado'de cobre, de primeia marcha e pri- I traiisfei'io SUa residencia para C policiaCS.
amento .. ,* ......
meira classe, por ler parte do sen carregamento wr mmoiim anda-rio Tallfla iln prompto : para o resto e passageiros, para os d I Uil iiVil, pf IIICII O ailai OO: tautlld UU> LlllOiliUieillOa i ,.,-, i i
Suacstcm Vxcellentes commodos, trala-Ve eoml A- ,_ la L,,bi a ,i V\ rvn nnrftrlliftAQ nngo por mino err.po, e sempre iralaJa, ul-
g, Elias Jos dos Santos Andrade&C., roa da Ma- SODl d(IO tld esquina 11. 1-5, 011- !>** OtHldCS. timamenleso Ihe addiciono ao seu tralamento
ldredeDe,sn.32, ou cora ocapitiio. de tem fabrica de ChapOS de! EllipregadoS Civis, milita- a"opatI.ico (com permisso do medico assistente)
,,-.. i ^ ,i f i-i i a applicacao das chipas melicinaes -> do Sr.
sol o Sr. Manuel. res, ccclcsiasticos, Iliterarios uiCardoKirk,
Lavadeira.
SS
- r.
Para Lisboa,
Vende-so urna escrava lavadeira e quilai
ra : na ra da Imperatriz n. i6, loja.
Curso particular de Lingua
franreza .
c
c-
c
F.
>
De ordem do Illm. Sr. Inspector da The-
souraria de Fasend|desta Provincia, se faz pu-
blico que a arromatacao da parte do sobrado de
i'ousan'ares na ra da Guia n. 29, penhorada
sus herderos de Antonio Ferreira Duaro Vel-
ioso, nao leve effeito no dia annunciado por falla
de licitantes, o por isso ica a mesma arrema-
tagao transferida para o dia 28 do corrtnte mez.
Secretaria da Thesouraria deFazenla de Per-
nambiitoOde Janeiro de i 860. O Oficial
Maior interino,Luis Francisco de S. Taio e Silva
segu com brevidade a barca porlugueza Ilorlen-
eia, cnpilao Jos Manoel Rom&o, por ler unja
parte do carrcgamenln piompto ; recebe carga a
trete, c lera boas acommodaces para passagei-
ros: qnem na mesma quizer carregar,nnder cn-
tender-se com os consignatarios Amoriin limaos,
ra da Cruz n. 3, ou com o sobredito capitao na
praeado commercio.
Para o Rio de Ja-
neiro
0 patacho nacional Capuam segu em poneos
Jias por ter a maior parte da carga engajada :
para o resio, passageiros e escravos, trala-se
cora J. U. da Fonscca Jnior, na ra do Vigario
numero 23.
Para Lisboa segu nn dia 2S do corrente o
brigue porluguez Laia III : quem nclle quizer
cairegar ou ir de passageni, trate com os seus
consignatarios Francisco Scveriano Ralx lio A
FiHio, nu largo da Asscmbla, ou lum o capitao
Jos Januario da (".osla, na pra;a do commercio.
=! I ....- III !, I
Na offleina e galera da rua Nova n. 18, pri- (|<> tO(!'l a prOVinCa.
leiru andar, enntinua-sc a tirar refritos pelo _
Americo Netto de Mendonca, '. in no do
eom escriptorio na rua do Parto to anuo da Eaculdade de Dweilo,
n. 119, c a doenle se restabeleceu inteiramentc, | lingua francesa, provisioaado pelo goi
duslriaeS C COUimerciaes de,Janeiro Joaioim Sabino Pinto Ribeiro
Serve elle de guia ao com- sem
creante, agricultor, maii-
piecos principian, limo c emfim par/l lo,|as flg
resguardo nein ncoiiimodo.
llheumatismo
Pa tno ar oo meto do braco.
Constando que um dos herdeiros do finado
Mrquez do Uocifo ja comegara a vender alguns
Deca raeas.
fu.
eiioes.
Existe na estribara de palacio da presiden-
(ia um cavalio rudado, vindo rom os da comitiva
imperiat, na viagein da Victoria, c cojo doiiu ig-
nora-se quem seja : a pessoa que se julgar i m
lireilo a elle, inja-sc a repartieo das obras
publb -. faltar com o abaixo assiguado, que
,.' isla dos signacs cortos, Fur delle enlresa.
Kecifc 20 le Janeiro de 1880. Mano ti I
ito llodri'jue.s So mico.
Subdeb-gacia da fceguesia do Poco 19 de
Janeiro de I8G0.
Acha-se depositado um cavalio alazo, (ue
iota tomado a Antonio Sjvorino, no lugar do
Arraial como furtajo, a pessoa a quem o rresmo
I loncer compareca nesta Subdelegela jnstifi
lo IIis ser entregue. O Subdelegado,
.los Goncalvcs Ja Porciuncula.
sr
mmi
n agente Pestaa continua a estar autons
pela coinmsso liqnidalaria da cnela socio
de de llarao e lecidos 'le algodao pira vender o
ate do terreno do silio da mesma sociedade.
Os prctendcnlcs podem dirigir ao armazem da
rua do Vigario n. 11, a qualquer lora do dia a
enteiider-se com o difo agente.
.o do melhor qualidade: atieslam-no as amostras
patentes no publico, aasim ctunn aquelles que ,
tem honrado esso estahelecimenlo. Tiram-se iLtCreailte, agricultor, 111011-
retralos todos os di as, eos procos principiara |inA n nioPnn
en, 45000 ruis. UUlO C 0.1111111 ^.ui n tuuaa Eu abaixo assignado, declaro que :na minha
ClaSSeS da SOCiedadc. aggregada sollria lia bastante tompo de iheuraa-
Jos Soares de Azevedo, l!smo nM eo?,M .Ja mao at ao raeio do braco.
,. i ,. .... '(cando por isso impossibilitada da fzer cousa
predios perneantes ao exmete Heapiul do proessor do lillgua C Lliterft- aigumacomessa mo ; efazendo usodemuitos
1 araizo, Administracao tjeral dos Lstaheleci-i i., ., ,,on;rv,l
_, r> ., ; ... LU l 11 <. ( I (I 11! 1
, menlos de Candada de novo avisa ao publico
que esses bens ainda estao em litigio e po
sequencia toda a tranzaccao feita com eil
lornar-se nullas- Assim pois nnguem liara o .
l ; 3/,segundo aiidar,um curso de:a nrescnl0'(,ecl3raa0- .r,ua ,le s- Pedro,.
aoranc'a- ip,',,,...... i t 147 rio do Janeiro Manoal Antonio RoJrf-
j PHlLOSOPHIA.,eOUtrodeLlNGOA gues Heconhecnla vardadeira a assignalu-
;da- iMa CaSa Ce >aH10S FRANCEZA. AS pCSSOaS que. de- ra supra pelo tobeliio Pedro Jos de Castro.
110 Gvmnasio remedios sem resultado avorave!, recorreu as
S"'oZ:dcsia cidade, tem aborto em ch.aP"medicinaes Jo Sr Ricardo Kirk,
' escriptorio na rua do Porto n. 19, com as quaes
les pode Sliacasa,praca de D.Pedro ll,lI.;ficou completamente boa. E para constar faco
fnturo se chame a ignorancia.
sejarem estudar urna ououtra
as, podem di- Hcm 1-c Iar
1110
Flix Souvage i C. far3o Icilao por
Lntervencao do agente Ilvppoltto da Sil- *
ISTovo Banco de Pcrnanibuco.'.va ^T C0,roP,etf "0Plni"to dL',fa-
do pateo do Car- destas disetpu
rigir-sc a indicada residencia!
demanhaaat s 9 horas, o i
de tarde a qualquer hora.
0 abaixo assignado tem justo e contratado a
compra da arraano e mais pertenecs da loja
n. 12. na rua Direila, rom os Srs. Antonio Jos
| Fernandos de Castro p
Cura completa
ii resguardo nena en<*oBii:tio<
luflamaeao do baco o es-
126, sobrado.
Pro-, ine-sc ao Illm. Sr. major Frai
Rorges Vieira do Mello, que nao pague i
de 000-5. restante de urna letra que den
deiros do tinado Antonio Jos Bezon i, u
por Manoel do llollanda Cavalcant de \
que, pois que o verdadeiro dono deasa lot
abaixo assignado, sob pena de paga-la COI d
cala, conforme judicialmente iot d
questao nenhuma dunda ha em ventilai
Recito 19 de Janeiro de 1jGO.
Florencio Jos Bezcrrn.
l'ma casa estrangeira precisa
criado : a tratar na rua da Cruz n. 10.
AO PUBLICO.
A' directora do Gabinete Porluguez d i
ioram prsenles na sessao do lil tl<> corrente,
tro roquerimentos podindo o lujar vag
dado dio Gabinete; entre os pretendentsa o
mais habilitado era Tilo Augusto de Xlbu
que Porlocarreiro, natural desla cidade, ,
isso foi osle nomeado. Os estatutos nao oV U
nam a nacioualidade dus ompregados do G
note.
Companhia indenini-
sadora.
A Jirectoria da companhia do sguroi BMrili-
m 13Indemnisadoraconvida
nistas a reunirem-se em assembii i
pectivo escriptorio no dja Z5 Jo i
11 horas da inanhaa, para os luis consignad
Precisa-se de lavadeiras o engommadeiras,
que sojam lirres ou escravas : paga-so o trata-
; so bem.
@@t>4#99@8
DENTES
9
zendasde seda, seJa e alrjodno, seda e c| i
O novo banco de rcrnatnbuco reco-: i i- i i- i- i V i t
, ..... la, la e aljrodao, tiulio, elinlio e alo-n-
w J-j.- Pedro Fernandes.
- && t-y %n .^V ii/ k* > -
lo mago.
Havia muilo lempo que urna escrava minha
solria Je inllamancao do baca e estomago
ficando debilitada impossibilitando-a de faaerj" vndem-se2prtos crioulos ara b
or" a'qtorisHi^'dofir Jos 1ua',l"er servido, sollrendo muit:.s dores e alem \ offlcial de oleiro de lijlo o formas pan pns
cife 20 de Janeiro de'l860 disso cansaco. Sendo-llw ministrado lodos os ^"n1 tem principio de pedreiro, irabalha
1 "urna cousa de carapina ; o ontro muito bom
art. 40 dos estatutos, e proceder-se a ap|
das transferencias do accoes ultiman:
sadas. [tech 21 de Janeiro de 1880 Os
(ores, J. J. FVuse, Jmo Igntcio de Medeir
go. Joo d i Silva Regadas.
do todas propries p
para o que: convidam aos seus nuineto- \ .-p lificiaes pelos dous syslomas VOLC ANITE ;;
sos reguezes a comparcccrem no seu
armazem rua da Ciu/. : terca-feira
i do correte as 11 horas em ponto.
iVrva-feira ^4 do corrente.
PELO AGENTE
A' porta do armazem do Sr. Aunes defronle
da alfandegano citado dia e pelas li horas da
manilas, o referido agente vender por cunta
quem pertencer:
50 barricas com sardinhd?.
26 ditas ton, salitre.
50 sa ecos com feijo bronco.
de
llie as notas da sua emisso de ll .S e de
20$, e pede aos possuidores das mesmas
o favor de as vircm trocar no seu es-
criptorio, das ti horas da raanhaa at
as 2 da tarde.
Subdelegada da Freguesia de do S. Anto-
nio 16 de Janeiro de 1860.
AebaO'Se depositados tres cavallos casianhos, j
que forjo encontrados lias ras desta cidade,
quem for seus denos rompareco nesie juizo qual
justificando Ibes serao entregues. Antonio
Bernardo Quinteiro, Subdelegado Supplento. !
Pela mesa i!j consulado provincial se fai i
publico que os trinta dias uteis para n pagamen-
to a bocea d'> cofre dos imposl is le por cont
sol re diversos estabelecimentos de j sobro ca-!
.-ts de modas, de petfumaria3 e de vender pol-;
, e do 20$ sobre rasas de jogo de bilhar re-
lativos ao anno (Inonceiro de lb59 a 1860 se prin> I
cipiama contar do dia 16 de Janeiro corrente,]
os quaes ficom incursos na mulla de tros
por cento os'que pagarcm depois desse prazo.
Ilesa lo consulado provincial do Tornan,!-ice
11 da Janeiro de 1860.Antonio Carneh'O Macha-
do Rios, administrador.
Conselho de com-
pras navaes.
TenJi de fazer-se a aequisieo de diversos ob-
'jectosdematcri.il, abaixo declarados, para for-
Di nlo d'i almotarifado do arsenal de raari-
nha, manda o conselho fazer publico que tratar
disso em sessio do 25 do corrente mez, vista
<11 propostas em cutas techadas entregues nesse
mo dia aleas 11 horas da manha, acompa-
n'iadas das amostras que cnibam no possivel,
cortos oconcuirentes de sujcilarera-sc a multa
)t)|0dj valor decada otijeclo uo entregue
da qualidade o na quanlidade contratadas e de
earregarem alem disto coro o excesso do preco,
ue o nouver, quaudo pida falta se recorra "ao
SftSXS SSSWSrque ve!"! nM
ObjeclOs,
.Antena de piulo- de 70 ps do compri-
.raenlo e 20 de dimetro 1
Aurora pequea de ferro 5
Amarras de.t a 83 2
Altales no ferro chaloso redondos 10
Agulhas de palornba 50
Algodlo em rama 2 saccas
Broxas grandes de pintar '0
Cofre com tres chaves I
Cuque.-: Je ierro 50
Gorrcnle de ferro de 6S 1
i msis de briui 100
Ditas de ilgodio 100
Calcas do brim 100
Ditas de algodao 100
c idinho de lapis ns. 25, 30, 10 e 50 40
Dobradicas de metal 50 pares
F.sealer de -( remos 1
1 ilelo encarnado 2 peeas
Flanella de escaler 23
l'ocha Juras de camarote 30
Fecha duras de porta 2o
Liaba de barca 4 arrobas
Lixa de vidro 200 t'olhas
Podras do amolar 10
Peiiuas de ac 5
Papel hollan'da 200
liemos de faia de 13 a 20 ps 200
Saceos de conduCco 200
Sola 50
Secante 5
Tinte hranea de /.neo 50
,o, ei.nho e algo- :RUaeslreita do Rosario a.3| J VoIIa go
ara este mercado,, @ Francisco Pinto Ozonocolloca denles ar- @ i l>Ht_lC"oO
chapas do onro ou platina, pudendo ser *;
$5 procurado na sobredita rua a qualquer j
2 H SJ hora. fe
GABINETE PORTLGUEZ
DE
Leonardo Iladiche. Itec
remedios inutilmenle ; como ultimo recurso re-
99 corr as chapas medicinaos do Sr. Ricardo Kirk
g com escriptorio na rua do Parto n. 119, com as:
;.? juaes trzendo a suppuracao rnuitos humores,'
?; brevemente senlio visiveis melhora, e no fim do:
9 28 dias se achou [lerfeilamenlo boa, podendol
{ agora trabalhar ; portante, reconhecendo eu o
'' merereciment das ditas dupas, e dando lites o
seu devido a preco, faco a presente declararlo
para satisfacio do sen autor. Antonio .Ma- !
noel Solr, rua do Cotie n. 20, Rio do Ja-;
::
9
Estopa,
Lona,
Camisas nglezas finas.
No armazem de Arkwriglit
rua da Cruz n. l.
& C.
-:>
SS JSl '' '-' S '> '.:." '> :.x '' ':v ffi '-v 1"' '"- ?"' -"> lia
<2l
Era viiiudo da deliberaciio lomada em sessao
do conselho deliberativo en, 19 do corrente, sao
convidados novamente os membros do mesmo
conselho
2, com macaes da melhor
iiselho para a sessao extraordinaria que deve-
i ter lugar no dia 25 as 6 Ii2 horas da tarde, na
No deposito
gelo.
do
Vendera-se
' tieiro.
( Consultas tojos os dias, das 9 horas da n,a-
n'uaa as 2 da larde. )
Em addilamento ao annuncio inserto no
Diario n. 3 do 4 do corrente, declara-so que a na rua do Crespo n. 1C, loja do Adriano \ C -'
Irabalhador de cnxada : e:n Santo Ara
le da fundieo do Sr. Slarr. defron'e dos J' .
de arvoresque estao na rua.
Aviso s senhoras.
Chegou ltimamente as mais desejadaa I
tanas em pega, e do todas as cores, proprias pa-
ra vestidos para a fasta deN.S. 'I i Saude, e ven-
de-sc [tor menos do que em outra |ual
le na rua Nova n. 1 loja do boro ge
iOOO rs.
Saias de halan pelo baratisamo prc if
barrioUinhaS pCS80fl suspeila de ter furlado o novilho ireto
l levara muito poucas rezes, c cu jo conductor del-
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leilura
de Janeiro de 1859.
.1. 0- Nogveira.
1." secretario.
({uali-
Precisa-sc
Fazendas, ferra-
gens e miudezas
Qiiarla-feipa 2 do corrente.
NO AHMAZEM DO AGENTE
R
seus numerosos froguezes em leilo publico que
dever ter lugar em seu proprio armazem da rua
do Vigario n. 11, as seguintes mercaduras que
serio vendidas em lotes vonlade dos compra-
dores, sem reserva de preco c a golpe de mar-
tello a queima roupa
Caixas com linios de superior qualidade.
).uvas de cantares.
Calcas e meiasde algodao.
Cobertores de lia.
l'anellas c marmitas do ferro e folio.
P3 de ferro e folha.
Escumadciras e colheres.
Aparelhos para tirar comida.
obras de ferro e de folha de landres.
Cadeiras de abrir.
Cenlurocs.
Capachos, baldes, alfineles etc.
Caixas com velas de composieo.
LEILAO
Terca-feira 24 do corrente.
NA RUA DO
Imperador n. 15.
O agente Borja fara' leilo em seu ar-
arrobas. ,ua/'"rn na rua ^ Imperador n. 15, de
latas ricas obras de mareineiria, mobilias,
Sala do conselho de compras navaes em 14 de ran aeeiro d<> 1860=0 secnrtaro, canaeaoios, crjsiaes,, iouca> e ouuos
Afcxandrt Bomutt dos Anj, ni'ittoi artigos que tudo se vender sem
caixas
cadernos
meios
alugar um preto para balcr sorvete, pagindo-se
30 mensaes o comida : na rua da Cadeia do Re-
cite n. 15, loja.
= Procisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na rua da Cruz do Itccifc n. 6i, loja.
Precisa-so de ora homein forro para ser vi-
co do um pequeo sitio : quem pretender, diri-
ja-so a Boa-Vista, rua do Pires, no sitio que vol-
ta pava o Corredor do Hispo.
Nos abaixo assignados, tendo comprado a
Francisco Jos Gnimaraes a sua loja de fazendas
sita na rua da Madre de Dos n. 9, fazemos ver
aorespeitavel publico, e especialmente ao corpo
do commercio, que s somos obrigados para com
o dito Guiantes pelas fazendas existentes na
dita loja. Auproveitamos a occasiao para fazer
ver ao respeitavel publico e ao mu i digno corpo
j do commercio, que da data deste em dianle ica
I gyrando o dito estebelecimente sob a firma so-
cial de Seuna & Rabello. Recife 21 do Janeiro
No mencionado da c pclas^ 10 horas da no-do 1860 Joaqun Bernardino de Senna, lle-
liodoro Candido Ferreira Rabello.
Palelols pernambucaoos.
Esta qualidade de palelols a primeira voz
que apparece tiesta provincia, a marca do cor
praliada e tem slalo, sao muito forles, e resiste
a qualquer invern por maior que seja ; sao fa-
bricados na Boa-Vista, nos Coclhos, na rua dos
Prazeres, casa junio a officina de ferroiro do
fallecido Daic. o vonde-se a 19 o cento dos mas-
sos, sendo embrulhados, c massos inleiros a 2a
o ccnlo ; e boje 23 se achara na ribeira de S.
Jos um caixiio grande para vender ao povo a
retalho, das 7 horas da manhaa s 10, e os dias
que liver do sercm vendidos ahi, sero annun-
ciados. Todas aquellas pessoas que quizerem
fazer as suas encommends para fra da provin-
cia, podem ir ou mandar fabrica, que promp-
tameute lhe serao levados.
Attenco.
Faz-se. publico que ninguem compre a Sra. An-
ua Joaquina Soares 1 moia rommoda, 1 banhei-
ro, 1 banca, 1 sof, 1 marqueza, e maisalguns
movis de casa, visto que a mesma senhora nao
podo vender nenhum dos ditos movis, porque
estao peuhorados Thomaz dos Santos Eslima
.cssa, por execuco de Antonio Gdncalves do
Azevedo, e por estar em ferias ainda nao foram
em praca ; e para que ninguem se chame a ig-
norancia, se faz a presente dectaraco. Reci-
fe de Janeiro de 1860
D-se dinheiro a juros em pequeas por-
c5es, sob peiihores da ouro ou prata : na rua do
fiortas n, 122, a qualquer hora d? dia.
JUsodo monslro.
A 000 re. a vara.
So armazem da rua do Queima lo n. 1'.'.
de-se algodao com 8 palmos de largo, pe
rato preco de 600 rs. a rara ; este algodio
pjia tnaihasde mesa por ser de superior .
dado.
Allenco.
Vende-sc uno armacao envernisaJa, de ama-
as era urn destos individuos que fa/.em profissao
ddessa industria, c a que chamamlangedores.
ailO, MllaS IlO IiaVIO tlO gelO, Finalmente declara-so mais que no mesmo dia
Dolo ni-Ofude &< -i h-ii-i'ifimnb-i [,vesPcra do fesla) passra outra tan-odor cou-
LrctuJIlt^UUeO^ttDarnqUinna. duzmdo um pequeo lote de rezes, tolas, ou
IVoitbo quasi ludas, vaccas m crias, o sabe-seque este
v^ ,. I individuo dirisio-sc com ellas aara o lado do sul
Ko da 21 do corrente, pelas 8 horas da ma- da provincia, sendo encontrado em caminhu por
' '-,''h", 'i'" S. 0f' 0S' Casa "-,21 :-!,; ;o" Ul,la P"S0:1 ? O'Ssa ter visto entre estas vac-
guete.,0, roubaram do abaixo assignado 245 em cas 0 novilho de que se trata : quem levar este
uioeda papel, e urna bocettnha corajoias de ouro I novilho, ou delle der noticia certa, de maneira
e prata, consislindo doan era trancelms de ouro que possa seu dono hav-lo novamente a mo
usados, um com 1 oitavas o meo e outra com 4
urna roedalha de cruz do ouro com dous diam
les, um do um lado e oulro do outro ; urna pu'.- qucrque.Silio MonlcAlegrc 17 de Janeiro de 1S60
01ra de ouro do 14 qutales, com cinco oitavas c ; Vender um bom carro amcrica-
meia, pouco mais ou menos, dous pares de rose-1 m ,
las de ouro modernas, urna maior que outra ; um no de \ rodas, pintado de novo : a tra- uin3 casa que seja grande e que traba boa
lenle de prata moderno taboa virada uianJado far na rui da Aurora n 2f 'ta1, 'J ll,esmo s'll pequen'1. ,,l,s Ul-" -
fazer para noiva, urna cacolela de ouro, de abrir, *.. u. gumtes /-Soledade, Campo Verde, Barreiras 1
com vidro dentro moderna o um alfinetc do pei- i ___ C\ -uil cmoal -ibr-lApimnii rua o Seb : qu0,n Ufe!5 ',ui/-''1 x" '" '
to de ouro a moderna : roga-se a qualquer pos-! iiuigucniaucicuiucii I ja-so a rua da Cadeia n. \h, primen., andar.
soa de nao comprar as ditas joias visto seren rou-; tO de fal)l'Ca C loja dCchai)COSj 7
badas o lamliem roga-se s autoridades policiaes AT \ \ K'A
de pronderem os taes traficantes visto sorem co- nCSta ClUatlO llil JlIVlOa (la 111- 1> IMlt
uhecido, d-so urna cralilicaeao a quem denun-:].].,: nG ^/"^ OA A,^
cor.Antonio Jos do Oliveira. II0[)L IldOIK ia nS. \ l OO, O
11 : : ou seu valer, roceber 20*000 de gr.ililicaeao da rell0 : para ver, na roa Direila n. 52, e a tralar.
11'- mo de SalvadorCoelho de Drummond e Albli: | na praga da Independencia n. 22.
Compra-se
Desappareceu do engenho Peres, um gar- (,uc (. proprietario O Sr.
ireto com urna lislra vermelha por cima l } .
assignado prop cta< io do
o lombo, j forado, porem ainda nao troballo- (|Um de OliVOilM Maia, aUSeil-
0 por ter vindo ha pouco do serlao ; descon- ...
te, coutiiitia no mesmo lugar
rote p
do
d
lia-se qae esteja dosnorteado mesmo para aquel-
las immediacoes : queni delle souber e der noticia .
no mesmo engenho, ou na rua Imperial n. 40,. ^-c *">
ser generosamente gratificado.
Fardo a SS o sacco.
Antonio Fernandes da Silva Beiriz ton, para
vender terete o melhor que tem vindo ao mer-
cado, chegado ltimamente do Porto : na rua do
Vigario n. 27.
Por um corte de cabello e
frisaniento aOO rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba do receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, e um oulro vindo de Paris. Este eslabele-
cimento est hoje as raclhores condicoes que
possivel para satisfazer as encommends dos
objectos cm cabellos, no raais brevo tempo, co-
mo seiam, uorrahs a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
belleras de toda a especie para homens o se-
nhoras, lava-so. igualmente a cabeca a moda dos
Estados Unidos sem deixar urna s pelcula na
cabeca dus clientes para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello sero feilos em sua
presenca, so odesejarem, e achar-se-ha sempre
uno pe"ssoa disponivel para cortar os cabello-, o
pentear 8s sonhiras em casa particular.
O abaixo
Joa- liotel Jaboalao, junto a barrena, avisa
aos seus fregueses qae tendo Je se lser
umae\cellentelesta no dia 2) do cor-
rente mez, ao padroeiro da moma liv-
SOb a gerencia de Seu lgueia, poi essa razaoollereoc o seu lio-
sobrinho Manoel do Oliveira itel com todas os commodos e am.m.->
Maia Jnior, por ter de com-1 forn.c.cer f'n P"0"ptdo excelkn,
, j I comida a lodo e qualquer numero de
mum aecordo sessado nesta ipesfoatquetedetQarlquei.er$ervMt.
data a gerencia do Sr. Manoel do seu estabeleciment, para o que se
Francisco Morcira Maia. Re- lfcl,a prevenido de tudo quanto- e ik-
cife 14 de Janeiro de 1860. ce$sar para bem .$c,'vir- "? imi lve'
n fruezes, o que para isso nao tem nouna-
Por prOCliracaO de JoaqUlUl de do esforQ05 nem despezas.
Oliveira Maia, Jos Antonio de
Carvalho.
Ka- Constan-
temente
trocam-se, compram-se e vendem-se escravos de
ambos os sexos, de lodasas idades c cores com
habilidades e sem ellas e todo este negocio se
faz debaixo de toda sincerdade : na rua Direita
numero 66
Hoje d-se esmolas de 500 rs.
a paires: na rua do Apollo d, 20, segundo
anJir.
qos nem despezas.
Antonio Telles Pereira.
. Villa do Cabo.
O D-. U. T. de Bithencourt Corte
Ueal, tencionando fazer sua residencia
temporaria nesta provincia, oiferece os
serviros da sua proisso medica a todas
as pessoas que o queiram bom ar com
sua conianca a qualquer liora do da
ouda noite o encontrarao ncsla villa.
Precisa-se de urna pessoa activa
que se encarregue de cobrancas nesta
praca e que d fiador, dando-se > por
cento de commissao do que cobrar : a
tratar no armazem de roupa feita da
rua Novan. 19.
r


ftURJQ D PEKNAMBUC. Sfet'SbA FEI1U 2d DE JANEIRO M 1660.
5)
r.
(HKEMP {NTOSQSBBflff
PILULAS VEGETAES
ASSUC ARADAS
LI0ES RATICAS
DE
ESCRITA COMNIERCIJU.
Por partidas (obradas
E DE
Rua Nova n l5,*egttncio andar.
M. Fonsccu de IMcdelros, escriturario da
llicsouraria do fazenda desta provincia,rompclcn-
DELICIOSAS E INFALMVEIS.
Paslilhas vegelaes Je Kemp
contra as lombrigas
E1MC0 E PROFESSOll DE IMi ;.i:'- VC1 '.
IH
I n i;
D*5 ESFEhX
T >;.% O IB..TAM1 I IV. :;a:' >
I i | D.l II Fl M ES .' '-i, ''
temente habilitado pela directoria de inslrucco
publica para leccionar arill.metica nesla cidade, approvadas pela Eim.' inspcccao do jistudo de
lien csolvido juntar, como complemento do seu
curso ortico do escrituraeo por patudas do-
NEW-YOM.,
O V.Kl.UOR REMEDIO CONIIECIDO
Coniraeonstpafdes, ictericia, a'fecres do figado,
febres biliosas, clicas, indigetlots,efixaqucctu.
Hemorrboidas, diarrhea,doenca8 da
polio, irupeoes.e todas as enfermidades,
rnOVVir.Nrrs DO ISTMIO lvl'l'KO DO SAMiUB.
75,000 caixasdcste reracdio.consommeni-se an
nualmcnte !
Ucuicdio da natrtre/.a.
'y-provedo pela faculdadc de medicina, e rc-
comroendaao como o niais valioso catrtico re-
g tal do todos os conhecidos. Sendo oslas pillas
puramente vegetaes, nao contera ellas nenlnim
veneno mercurial nem nlguin outro mineral ;
oslo boro acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-so da huraidade.
Sao agradareis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, e ura remedio poderoso para a
juventude, puberdade e veihice.
Lea-se o folheloque acompanhacada caixa.pelo
nual se ficar conhecendo as militas curas milagro-
sas quelcm oilectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se a venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio do Janeiro, na ra da .Vlfatidcga n. S9.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pcrnnmbuco, no armazcm de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
Curso de preparatorios.
O bacbarel A. R. de Taires Randira, profes-
: aphia o historia auliga no gymnasio
desla provin ia, contina no ensinodos seguintes
preparalarios: rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguas franeera o ingleza ; na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
i wm -mm $mm$ s ws&m,
larel Vicente Aurelio de Frcitas .
bradas, o ensino de contabilidade especialmente i da America.
llbana e por multas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos c mais paizes
na parte relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de deseonlos e juros simples e couipostos
conhecimento indispensavcl os pessoas que de-
seiam empregar-se no commercio ou que j se
acham nelle eslabelecidas. A aula ser aborta
no dia 15 de jaueiro prximo futuro s 7 horas
da noile ; e as pessoas que desejarem matricu-
larse poderao detxarseus nomescm casa do an-
nunciante al o mencionado dia.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis a vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Naocausam nau-
seasnem seiisacoes debilitantes.
Testemunho "espontaneo em abone das part*
ibas de Kemp.
Sis. 1). T. Lanman e Kemp. Porl Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As paslilhas
; que Vmcs. fa/.eni, cura rara nieu tilho ; o pobre
it!.:v"':\ i e drbilklaiff, e gualmofe lint'-'
Aunres brancas tas mulhcr iiejcr ,-n.o <<
ChttWc l>la inj-..t.-;\ i benigna '.:. r.';-.-m: int*y
uio t<>in|i'i J'i x i !. i < di ferro, 'i .: i t
de na ii ;V, e u na \er. de t.'-. 1 duranU lr< ijs;
ella segura a cura.
ca'lti"iiii' mip^rliF, u' ir':* '.'-.
DiixC -. :.i. nichia i .ii;:,; >' ii
ene; \"!ii". i' i|ual(iii"i .;.. ic:<. -
n' >* ,i: -c-i-i.' -. "I :: -" I I -;
i uiiici ii i m i:mi! i lo d" ua '-
tih>rpMira. Di UIU ilf-il" BUr>
i.iiii-^ ruianeos e roinUOM,
He ..or.--bliia.Pomaila onc :>s Clisa ili) 1 i'i;-.
O dtpoto c :i- iiialari/adv IS.itn'ui, biUitu rie Uortlii it.....
\ nessoa que deseja inudar-se e nao lendo rapaz padeca de lombrigas, exhalava ura cei- i
adiado casa, nao ti ni duvida era trocar o pri- ro ftido, tinha o estomago inchado c continua ,
meiro andar do obrado .mi une mora com oulra i coniicliao no nanz. lao magro se poz. que eu
nessoa iiuc e-teja uas mesmas circumstancias. i lemia pcrdc-lo. Neslos circumstaneas um visi-
ainda m.'smo que a t:oca seja por nina casa ter- nlm meu disse que as paslilhas de kemp tinhan
rea :" a tratar na ra Ve.ha da Boa-Vista u. 77, curado sua Bina. Logo quesoube disso, com-
prime! ro andar. Pf?> "-ros de paslilhas e com ellas salve a
Precisa-se de urna ama forra ou captiva vida de nieu tho.
para o servigo de urna casa de familia, e que se
preste a comprar e a salar a ra em objoclos do
servico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
n
Estabelecida em Londres
CAPITAL
Aneo miVhoes
cstei'Wftas.
Saundcrs Brothers ft C." tero a honra de ln
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd. t
Prepara-las no seu laboratorio n. 30 Gold
Street pelos mneos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em N'ew York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio do Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
i Babia, Germano & C, roa .luliaou. 2.
; Pernatnbuco.no armazcm de drogas de J. Soum
\ Compaohia ra da Cruz n. 22.
: ^44^^VV -'Sr^5r^iV:''S
'61 o'"Ur.^Cosinu de Sa tertira 1% t-'16 ",el collocado no centro de urna das car/uacs importantes da Europa, torna-se de grande
Pide volt de sua via^ern instructi-;^ valor P8raos biwiWw e poituguezes, por seus bons comniodos e conforlavel. Sua posi{o
l^tiva a Europa continua no exer-^t;
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECO DE E- KEBWSD-
! O profescr de latim Jn fregueeia
1 de S. Jos desta cidade, abaixo :i!.N(;r.K-
do, declara ao publico que a marr tu-
la de sua aula se aclia abei ta, e qu< <
IrabaUot lectivos da metraa principia-
r3o.nodia 3 de fevereiro prximo fu-
turo. O*, loterewadoa dirijam-sca <
de sua residencia, n. 33t !>:ta no ]i
do Terco.
Manocl Francisco Coclho
Prefisa-se de urna ama fon i
para o soiv:o do u-uia casa de poaea Can
na ra da Cruz n. 45, guilde todir.
O Ur. Manocl Moreita Guerra,
tem o seu escriptorio de at!vocacia n
na ettreita do Kosario n. !, primciro
andar, onde sera' encontra uti.is das 10 boras da raanliSa l ~
da larde
0 linlnreiro do al tto da B
s freg ii te t ; i residem
ra a roa da Roda, .- i i 7
centiniia a lingir com peri
l'recisa-se alujar urna casinba i-.ii^ ,.. i-
guel n5oexc-ida a 16 mitris, di I -
randas precisas : a iratar na ra Direiu
miudesas de unta porta confronte jo L.
S. Pedio.
u-se -fOOaVa uros, n i loJ i ron
' --inia l,\p :i!u-,.:, i | parles c>
Gi mas ou penliow : na roa : i
An) mi n 15, no segundo sudar.
','-- ir
' trien de cnchcira : '|'j ::. '. er, nnn
iocurad '.
Aluga -se n
dar com frenlc : :i
:.
de IVbr&fe;
3 Da' consultas em seu escripto-^
^. \iCruz n. 33, todos os di
rormsr aes Srs. negociantes, proprietarios de N; nos domingos, dt-sile i
casas, e a guem mais conTier, que estao plena-: jK t as | (j da manhaa,
mente aulorisad dila companhia para j^ .
ctTecluar segu :ios de lijlo ep.- V segrate pontos :
"*~ '*" urna das melhores da citlnJo, por so ochar nao s prximo s estaques de camiuhos de ferro, da
/' Allemsrilia o franca, como por ler o dous minutos de si, todos os theatros e dtvertimcnlos ; e,
J.ctcio de sua rirolissuo rneuica. zfe .. ,. y. .....
'.ii ... &&' alem disso, os mdicos preeps coiiMdam.
- 1':.,'.-!--:;'.-: 11 ;
.i-n interno e extern de ama rasa, ..
lambem um i sera', i: na na da S
. 0 adi ogado S B
criplorio para a do Ros
' quina n. '!.
l'n de i an para
. < : na iua Ja iii'i'.. i i-./ ii. Ti
v..1'. .,;, li.'tSr
soine
lutrnlio leudo d
dra, cobertos de tolha e igualmente sobre os SS |. .Molestias de olbos
objeclos que contiverem osmesmos edificios,|Hs ^. Molestias de
qualquerqualidado. [^ peilo ;
- Traspassa-se o arrendan ruto de ura enge-1 JffiTy. Molestias dos orgaOS da fjera-;
coraciO
,i.,
ro paquete para o Rio de Janeiro declara .jg j um Prle no mesmo engeuho, machina nova a <^:
quem M vapor, dislilacao nova ebem montada, 22 bois ** I- .
se retirar pelo prime
ro paquete para o Rio de Ja
*f que nada deve nesla cidade ; porem que
Ie e .:-igar sen credor aprcsenlar as soes ^
P costas no hotel ingiez, onde reside, den- ^
:is t;r de 4 dias a contar dista data, afiu de s|
x swem pagas. Rccie 19 de Janeiro de sS
I ,/JC0. v^
ivisa-s ao publico, que iiinguera faia ne-
gocio alguiu com Marciano Accioli LinsBarradas
'cerca dos leus desle,visto cstatem sujeitos ao
i io o mesmo deredor.
Precisa-sc de nina ama que saiba ensaboar,
rar e fazer o servido interno de urna casa de
i familia : na roa da Roda segundo andar
n. 47
. ;, iiho distante desta praca dnas legoas, vende-so <
I Si
quarpier wt
operacao quejulgarcoavenien- ^
rao, e do anus ;
Praticara' toda
de corroa, seis quartos, algumas obras, saffra
pbntaJa, etc. etc. ; trala-se na ra do Crespo n., fc ^ r -re&iabeleCmCHtO dos^
Precisa-se de urna criada que saiba engom- S-: eus doentes.
mar perfeitamente c ensaboar: na ra do Uuci- ^, q exame .l?> pCssoasque ocon- S
mado n, 28, lerceno andar. \!J&. it r "i:.- it;
ti i i- ^ ^~^ i:i(n.t; Visultarem sera eito indistmcta-^
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamenco, ingiez e por-1
tuguez, para acompanhar as louristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no leino, qur
emfim para toda a Kuropa, por prec.os que nunca excedem de 8 a 10 francos [35200 vl'OO )
por dia.
Durante o espaco do olio a ilaz mezes, alii residiram os Exms. Sis. consullieiro Silva Fer- di llamos n I}.
rao, e seu filho o Dr.'l'edro Augusto da Silva Ferrao, (de Portugal) o os Drs. Felippe Lopes -
Neito, Manoel de Pigoeiroa Faria, e desernbargador Pontes Visgoeiro ( do Brasil, )e muitas ou- j ; -,,; :
.v\ iso aos scuhon s rn-
genhos.
Com |

lias pessoas tanto Je um, como do outro paiz.
Os preces de lodo o servico, por dia, regulam do 10 a 12 francos (-1*000 -i5500.)
o hotel tncontram-se iiiforma'.ois exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
n
-,--r-.- rr;
JARABE DO FORGL1
para
lilHna '" '' l;' :' '' r"v;"!" petos i"'"* pnn.-nies n il i
ifiUKSaiJAUUScoino sendo o melhot nara curar conslipncftes, lesse convulsa e omi
ffeccai dos brooenios, ataqirs <" |.-i">. Irtii^coVa m-rvosas c insouiuolenci cclb
pela inantia, o uutra noite sao sutiicivutes. u r'-ilo rsic ixcelcnte xaropo su ^t. :v i
lempo o doenta'e o nieilieo.
0 dspoii'i a i ,-.,. fi la ia. .' ... i Francia o de Souzi, a. 36.

ou; i, n. .
O Dr.'JoSo Jo.-e Pinto Jnior ad-
ta*r^mu
Coicpra-sc urna l>ttir.i
do-gc de mola : na praca da
denca n 6 i
Compra se ama i:;
pofjrapbia.
so a* segnhiti :
'o na La, o Judas em -
Quem casa quer casa, Por r.iu
mo, i, o l lelo no 1
mi i il i- Vlmas eo D
- graj i dir.

IndVrv n-
n.l
lo VI!
ni
.
- I
:=>
u <>*Vf(<>c
ATTEXCAO
g*^ OOr. Casanova pode ser procurado >j Lj^eada para este im.
*g a qualquer hora em seu consultorio ho- jg J| A ap (.acr,0 de alfnn
4% nicopalhico iM %} i'
$ 2SRl!A DASCRZES=28 g 'M mentos indisr.ens.iveis e
Urna pe sea, que tem pratica do Magisterio,
e.que se aclia habelado, para ensinar primeiras
lettras, grmmalica nacional, e noces geraes da
o,\,'raesmo consultorio acha-se sem-
,if pre grande sortimento de medicamen-
tos i n tinturas eglbulos, os mais no-
ns medica n
m .varios Si
casos, como o do sulfato de al ro-
5j pina etc.) sera' l'eilo.ou concedido |j
^gratuitamente. A conianra que ;i
(voa e bem preparados, os elementos di
..tBrHHWuc iiaciwuw, e nocues geroes ua ^ ],,.,,,,al!,ia c Nyst. ra diccionario dos H I SI clica dentala i nresteza'de sua v>
lingua latina, tem de abrir urna aula particular 3|lcrino3 ',. medicina. K* ja'. dLl>0b',a- a P'esteza ac SU r
-na villa do Cabo, sendo preciso quetenha pelo ?ga esBBSSmt ^SX^SS^^jV^0' C a nec,-,ss.,lladc Pr0,nPla 1
menos vinie a itiuia ollamnosi para poder princl- lVTT>"(Ff TXXIV II "*T""* ? 4 V^ Je sen empreRo: e ludo rinanto o ',>
Poito.
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
piar.
Aquelles Senhores, que quizeretn matricular
seus iilhos polerao dirigr-se no Recite a cMae_So
das 5 ponas a Iratar com o Sr. Pacheco, que
dar as precisas informaces, A mesma pessoa
se ofl'drece tambera a algura senhor
de igetiho
para ensinar seus Iilhos, e fillias se quizer, por
i--o que casado, c sua Senhora se acha habi-
Uda para esto fim.
Mili,
Aluga-se a casa entre as duas pontes da Pas-
sagi'in da Magdalena, do f)r. Ignacio Firmo Xa-
vier : procure no pateo do Carmo n. '), prhneiro
andar, ou ua alfandega, das 9 s 3 da tarde,
Attencao
o
Precisa-sede urna ama para casa de
pequea (amiba : na ra Bella n. S.
g DENTISTA FRNCEZ. 3
'. Paulo Gaignnux, dentista, ra das La- <
> rangeiras 15. -Na mesina casa lem agua e "
^ p denlifico. ^
..': A.X Sfll ? ? i 1A li*--t.'^! i'Ofja a
yvdemovc em
(Jfi doentes.
benelicio de. seus J0
a da
Sr. vogano civil enoenme ; para o rue
\lves; pode ser procurado das 10 horas da'
inanba at as 5 da tarde, na ra da
LE-! Iloda n. 17, primeiio andar.
FflUIIMilS PAR 186(1.
Estn venda na livraria da praca da indo- le n uil i qualid ide, ri n' n i
i pendencia ns. 6 e 8 as folliinhas para 1860, im- vi le no arma- \
pressas nesla lypographia, das seguintes quali- ,\ '
Bez( ros fran-
cezes,
ra da Cruz n. J7.
dades
17
i
:-*."*: =-"'
AVISO
Antonio Pereira de Oliveira Hamos,
tendo de fazer urna viagein para fora
lo impe io, em virtude de sua saude^e
sendo preciso saldar todas as suas contas
todos os seus devedores ine ve-
SALSA NIMIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os maisiminenlea eomoremedia infal-
livel para curar escrophulas,cancros, rln umalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspcpsia, debili-
OI.HI.NUA RELIGIOSA, contendo, Dlm do
kalendariu c regulamenlo di pa-
rochiacs, a conlinuaco da bibli
Otai&u Diaailvlio. 411c be cuuipOc Ou loll-
vor ao santo uonie de Dos, coroa 1! -
tos de amor, hymnos ao Espirito auto
a N. S., a imita^ao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias c commemora^o ao SS. Sa-1
cramento e N. s. do Carmo, sxercici 1 da
Via-Sacra,directorio para oraeiio mental,
dividido pelos dias da semana, obse [uios
a o SS. coracao de Jess, saudacoes di
.


f&?H
u^^
I
U agente do erdj I
' i Jo

dividido pelos dias da semana, obsequios
ao ss. coracao de Jess, udo.Oes di "7 ':,' ;,;' "::'" '
las s chagas de Chrislo, orajes a N. Se- Brlto t I :!
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anio da /"1''-,;-- bondad.
suarda, rasponeo pelas almas, alm di ; :.....edito d i.iutm
outras oracues. Preco 320rs. larao qu. geralmenle lem ido. '
Vaccina publica.
a
tratar rom l'irmino Jos de Oliveira. sidencia do commissario vaccinador, ra oslreUa ser[iocliam?.dos 1
Uocra-se aos Srs. devedores do estabele- do Rosario n. 28, S.---.U1UO andar. ,.,, 1 1
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob- Prccisa-se de urna pessoa forrt mi1 captiva que estiver desvao
. ,, .... ni \ que saiba engomraar bem : na Passagcm, depois, Uoga-so aos Srs. devedores a firma social
sequo do saidarem seus dbitos na ra dotiui-.. urnniU eavt a esouerda 1 r r r -i i
, '. _. 1 r i-a po.nc ptquin.1, M0uuuj casa .1 Lsiu.iuj. ,io Leilo Corroa em liquidacao, o obsequio
le.o venJa n. 2j ou na ra do Oueimado K-ja l T/iw*/\a nliAni"i 1 e rnm. 1 1 11 ii-
J KlllOb dllOIitlutv LU.II- 10 mandar sal.iar cus ueb
^y ^y *_r \**- \^r ? >;y frj> V y '' -
11. 10.
iOOS (le rakafao. |
'.'. Desapparoceu na noile de 17 do corren te g
S 5s 11 para as 12 horas, do hotel ingiez, ;;.
1 um cavallo casiauho rom cauda o dinas y
irgas, tendjO um denle quebrado e no {.*
:' : -o alguns r.alor.ibos: qHetTl o levar g
- ho el ingiez ahi receber a gratificaco $
una. ;
-. g ...... ....... -, -,.-, S991
Monitor das Familias.
Acham-se publicados o 1., 2., :.", 4.e5.a
nmeros da serie extraordinaria deste peridico,
destinada o dar conta da visita imperial a esta
provincia, devendo sabir o 6. por toda a sema-
na vjndoura.
Dez estampas aconipanham os nmeros publi-
cados : OS retratos de SS. MVJ. II. ; as vistas do
sen desembarque na rampa do caes do Collegio ;
a passagcm do prestito imperial pela ra do Im-
perador; as illunmiacSes da Boa-Vista, Arsenal
de Manaba, Fra de Portas, Lingoela, ra da
Praia e Cinco Ponas ; o pavilhao c chave man-
dados facer pela cmara municipal, e a sala do
docel do paro imperial na occasiao do beija-mao
dado 110 liia 2 de de?enibro.
O sexto numero ser acompanhade pela vista
da groja do Espirito Santo na occasiao do le-
Deum ah celebrado.
Entre os arligos publicados sobresali um
que, dando conta da genealoga do SS. MM. II.,
mostra que as mesmas Augustas Pessoas contara
entre os seus ascendentes mais de 70 liis e Im-
peradores.
Ilerebem-.se assignaluras por toda a srica ra-
/iv.i de 59000, na ra do Imperador n 22, pri-
iuciro andar.
1
PreeisA-se de urna ama que coznhe bom, para
casa leja n. 82.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico inlerno de casa de pequea familia : a tra-
tar na ra do i'.abug n. no segundo andar.
O Sr. Joo lavares Cordeiro, quo mora
na roa velha (enha a bondade de ir buscar as
imagens de Sanla-Anna Sanio Cosme c Damia)
usas por vints cura mil res pois j bastan-
te lempo de espera, e bastantes veses que se lera
ido a sua casa pelir para que assim o ctimpra
fique o mesmo sr. advertido que se espera al
o fim Jo mez ; sirva este lambem para oulras
pessoas que em cssa do mesmo artista tem man-
dado (ivcarnar santos e l eslao^delidcs, elle em-
prega dinheiro e nao pode empatar sem lucro
algum por que enlo os vender e perdero
seus donos todo o direito a elles. Becife, 19
de Janeiro de J860. Amonio Firmo
~ O Sr. Filippe Benicio de A^u
querqueCavalcanti, queira che^ar ao
pateo do Terco n. VO, a negocio que
nao ignora
los na loja da ra do
mimicar ao respeitavel#corpo!Qaelm>don- 1()-#
, ,. ucencia dos a?j'ki'aiitos aincrlca-
docouimercio uesta pra nAct lnl-i loivn riP 0\isl P a Machinas de ceser : em rasa deSamuelP.
fiesta uatei ueiva ut cxisin a johast,jn & Cm rua ua Senzaia Nova n. 52.
SOcicdaiio ({C lillhaillOS ful*- Precisa-se fallar ao corresponden-
mario C CUC gvrava SOb a ra-1te **os s- tenente-coronel Hcmeterio
I Jos Velloso da Silveira e Francisco Xa-
/.dO UC vicr de Andrade : na livraria n. 6
Aranaga & Bryan da praca da Independencia,
ficando sua liquidano a cargo i
de bossos successores os Srs.j
Ara naga, Hijo fe G.
Periiaiiiliuco 31 de dezem-j
rodel859.
A ran a sa & Bryaa.
c8
dade geral, febre biliosa e inlerraitlentc, enfer-
I nliam pagar suas contas ate odia .Udojinijades resultantes do cm preso do mercurio,
' corrente mez ; assim como avisa aquel- i ulceras o erup^oes que rcsulUm da impureza do
Transmissao do fluido de braco a braco, as sansue
quintas e domingos, no torrean "da alfandega, e T''e devem a mais de um auno eque \ CAUTELA.
- al as 11 horas da niairtiia, na re- nao pagar ate o mencionado dia oO, | D T Lanman & Kcmp aroguisias por ntacauo
New York, acham-se obligados a prevenir oros-
peitavel publico para desconfiar"de algnmas te-
nues imitaces da Salsa Parrilha de Brislol que
boje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receila
do Dr. Brislol, leudo-lhe comprado no auno de
1856.
Casa nenliuma mais ou pessoa alguma tem
direilo dr fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparara o acha-se so-
mente em poder dos referidos I.anuan Kemp.
Para evitar engaos com desaprecia veis co-
binaces de drogas perniciosas, as pessoas que j
quizerem comprar o verdadeiro dovem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer oulrapreparaco falsa :
Io O envoltorio de fora est gravada de um
lado sob urna chapa de ac, trazendu ao p a< j
seguintes patarras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGEim
A'. G9 Water Street.
Kew York.
2 0 mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3' Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Oristol em papel cor de rosa.
4" Que as direcoes juntas a cada garrafa tem
urna phenix scmelhantc a que vai cima do prc-
Senle aununcio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Babia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
l'ernarobuco no armazcm de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. l.
Tiaspasse-se o arrendaineiilo de um En-
genho muilo perto da prac,a, vende-se urna par-
le do mesmo Engenho, urna maquina a vapor,
irnos as pessoas umi *"&**** >ntsda de um ludo, 22
que desejarera possuir algum dos retratos acima-bois de carro, 0 quartos, e oulros objeclos:
o obsequio de nos prevenirem com antecedencia. I tracia-se na rua do Queimado n. 10.
II'V DE VARIEDADES, ci nb udo o knlenda-
rio, regulamenlo dos diruilos paroch
nina collerrao d" ancdotas, ditos chisto-
sos, eolitos, falmlas, pcnssiiicnlos rao
receitas diversas, quer aerea de
quer de cultura, cpreservativo de aores
o [rucios. Preco li) rs.
SFiTA DE PORTA.a qual, alera dasmaterias I
uostumn, conlui o resumo dos din
parochiaes. Preso 100 rs.
luj
;] -r ............ .,
;: m : .
lidoto para U J.-.- a- ti
Para conl
: i verdad u
piia assif natura
Jo i psl ili i '.
%9

GRANDE I I i-
DA
i '
MMimi
ij>i?! avtts .....
Osabaixo assignados, honrados pela incum-
uncia que receberam de SS. MM. II., previnem
'. respeitavel publico, que se achara actualmente
' no caso de poderem furnocer o retrato fiel dos
I l Augustos Motiarchas Brasileiros, o que at hoje
iia.\ eil(J.O CeSSatlO a SO-1 era taodinlcil de alrancar-se, visto que as capias
ciedade que gvrava nestapa- saha0,|uam,fda8 enn q"a5 lod>as sem semdha"-
ea sob a lirnia de \.rana,ra &' si>orna,|i',ucanosiue'amoamor ededicarlo
"' manifestaran] aos seus Augustos Soberanos em
brsail, pai'tlCipaillOS ao res sua recente visita a esta provincia aonde Elles
^iln>-l^-nn..m.,,,.l deixaram recordacoes eternas, nao i!eixar5o de
peitaVelCOrpOCOmmerCialqUe approveitar este ensejo para possuirem urna
cn.a lidiiiilii-li lnn n p-n-crn o I kmbranca de seus augustos hospedes.
sua iiquiaacao uca^ a ca go e A!om ,a iniplrs pL^tog^pni;,1 em fum0i pos.
por conla da sociedade que 80iraosre,ratosem, a,u,,rel,"e'0,cosobrete,a'
1 : quer para ornar salas, quer para reparticoes pu-
llCSla dala lO rmaiUOS e que Micas, piim de que as incumbencias possam
gyrar sob a ra'zo de
Aranaga, Hijo & C,
a qual conlinuar os negocios
da exlincta firma e espera me-
recer a mesma conianca que goza va.
Pernambueo 1
de 1800.
Anfonio de
Enrique de.i
GuilhermeJ. Kreisler.
dUail Anglaua HlJO. Precisa-se de costurciras de alfaiale de todas
Da-se interesse em urna boa olaria, a quem as obras : na rua Nova n. (50, esquina da ponte.
livor dous escravos, 0 que entenda do Irabalho:
ao prelendonle se expor as vanlagens do mesmo,
na rua da lmperatriz n. 47, 3" andar.
Altenco.
O Sr. Spier, machinisla ingiez' morador na
rua do Brum n. 15, acaba de assentar nesle en-
genho urna machina de vapor, nao s com todo
asseio e perfeicao, como com economa e pres-
teza, por isso'rer.oinmendo aos mcus collegas
que livcrcm machinas de vapor para assentarem,
O Sr. thesoureiro manda azei pu-
blico que se acham a venda lodos os dias
das 9 horas da manhSa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 28 e as caas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia o. Ii eltj, o?
bilhetes e rneios da priinena parte da |v
lo!
s l
Loja eariu&'j.em
dl:
*t<

luslitulo pho logra piuco
DE
Slalil k Companhia
Plioto^raphos de S. 31. o Iitperador.
Collegio de Bemfica.
Director e nico proprietario
Eslevao Xavier da Cunha.
Este collegio, legalmente autorisado, c estabe-
primeira loieria do cemiterio de Ijjua
rassu', cujas rodas devero andarim-
preterivelmente no dia 2.j ,o corrente
mrz. Thesourariadas loteras 1 \ de ja- palctoisd is w..-.
Na rua do Queinta-
do 11. \i\.
Ric is bn casacas le | m
;C J-i i>-r 28J, lilq :laf, laill
neiro de 1800.O escrivao. J. M. da
Cruz.
o abis o assignado declara ao corpo de com-
mercio, que o Sr. Manoel lavares Corroa di
do ser seu caixoifo desde o dia 10 do corrente ; .
: [lalciols i!-- raseniii d<
bom goslo o linos a 15.?-, ;,. [8.
los do panno prel i paia iiienin i a i
: 203, ditos de cose mira J- coi a Sj \< -
ealjas le cas ;
ament para u i nios j "/*>, \ 'J-, I
assim como ica sendo seu caixeiro gerente para \i,, iltctea !e
qualquer IransacMO o^Sr. Antonio Jos Baplista. mira a 5j, 6$ /,-'. pal
: los d- i ires sai i i
" n 7 8|, ditos 1< ; i le
Jacinlho Jas do Amoral mAr
Precisa-se do ftma ama de leite para criar
um menino : na povoaco do Uonleiro, becco do
Quiabo.
A pessoa que precisa arrendar una grande
baixa para plantar capim, ou fazer sociedade, po-
de procurar na rua da Soledade n. 2, que acha-
ra com quem tratar.
Aluga-se urna prola que saiba vender na
I rua : quem a livor c quizer alugar, dirija-so s
: fusto lano lirancos
! 550O, : e6, ral is de brin- >., .
: Id linos a a$, (jy o 7tf, i
cores a '!.< o 3?500, camisas para
;: de divi rsas quali lades, calcas .
; cores linas a 3^500, i| o 59, a ni .. -
i ment de icslidos de eatn i
: bordados do raulhor goslo um
Cinco Ponas n. lio, ou aonnnne por esto Diario : reeido a 2->>. mauletei s ,' ni.'.
No dia 5 do corrente desapareced da rua j cor muilo superior gesto e au lo n
I larga da Rosario um quarto comcangalha <|ui:m a 20j$ cada'um e 249, ri os .
Vllenco.

Precisa-se alugar um sitio com casa de vi-
venda pelos arrabeldes desla cidade : na rua do
Vigario n. 5. primeiro andar.
meio bllhelc n. 4083 da 19 lotoria de S.
Pedro de Alcntara do Rio de Janeiro, pertence
em melado a Antonio Jo3 d >s Reis, c se acha
assignado no verso do dito meio bilbclc pelo
mesmo Res, o em poder do Sr. Jlo Antonio
Jomes Juiraares, o que se faz publico por cau-
que o prcflra a oulro qualquer machinisla, com isa de duvida.
o que muilo ganharao. i Quem tirn por engao) urna caria n. 5269
Engenho Timb-Ass, na fregue/ia de Ipoju- do imperio, do mez de dezerabro, mande-a a seu
ca, 3 de Janeiro de 1880.Antonio Peregrino Ca- \ dono, nt* d Eooantamenl
vatoanti ii ilbuqutrque.
laiate.
[) c. 7, loja de al-
com quemtralar.
Quem annunciou ler nma baixa com ca-
Neslo mesmo eslabelocimento ha
' grande sorliinonio de casaras pretas,
pira, para arrendar queira dirijir-se a rua da sim como manda-se fazer por medida a vi
I inslrucco e a educaeo convenientes. i quera o tiver para alugar annuncie ou derija so Q
jPpofrt r\(\ f*|AO'Ilf'7l a fUa tla ^adoa do Recifo n. 19. que achara
dos Afogados.
No da 27 do corrente se levantar a
bandeira da padrofiraNossa Senhora da
Paz, com o esplendor do costume, ves-
pera e o da 29 sera' de sua esta, a
noite oTe-Deum,e depois machinas e o
logo de vista. No dia 50 ter. lugar a
festa do SS. Sacramento, e a noite
tera' lugar no pateo o brinquedo dos
binguelinhos.
Isabel Mara Ridrigues da Silva, poTtUgOO
ia, relira-se para o Rio de Janeiro.
iCasaeasparaaijuarcMiia
S V...->.< -.... i 1 .:........ I .
'
Caeia doRccife n. 27 segundo andar por cima ',; tada do re8,,e- escolbendo os mesmo! -
do selleiro que achara com quin tratar. | J7S SU *"* "^ 0S l"'
Feitor
e iOjf.
Um liomem, porluguez, offerece>se para ira-
lar, de qualquer sitio nosarrabaldes desla cidade,
ou para tratar do cavallos em alguma cocheira.
Camisas ingezas
^ No mesmo eslabelecimcni-i acaba de ebe
8 gar ura grande sortimento das verdad
8 camisas inglesas neitos dolinhoeoaa pregas
largas, ultima moda, por ler-se iuji i .
Para aiuslar no hotel Trovador rua largado ::: 'l'ianiidade doterrninau-se a vendei ,
Rosario n. 46 das 8 horas at ao meio dia. 'onos do Vil,r 9Cnd6 a iwt m
Preciza-se de urna ama quo saiba cozinhar,
engomraar, e que faca as <--)mpras diarias de
urna pequea familia : na rua dcsClUzcs n. -II,
segundo andar.
'. '" '':.' ;':.:' .....
Vende-so superior linlid 'le algoJo, I
cese do cores, em novello, para costara : en
casa de SeutboU M-:lcr4 C, r-ja d i
n. 38.
1 r-a^vf%^r^


m
DIARIO DE PERRAMBUCO SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO DE i 860.
llllie, farola c fardo.
Vende-so no aimacm dc Francisco L. O. Aze-
vedo, na ruada Madre de Dos n. 12.
I Aviso aos fumantes 1
Luvas dcJouvin.
Vcndem-se vordadeiras luvas de Jouvin muito
novas, prelas, cor de eanua, c brancas para lio-
mens Q sunhoras a 2500 o par, para acabar : na
ra da Impcratriz, loja da boa fe n. 74.
t 1J000
1 320
120
200
Vende-se na loja de Nabuco & C, na
i raa Novan. 2, o seguinlc :
j Pumo caporal, o maro
i Dito da Virginia, o iaco
Papel para cigarros o livrinlio
i Cigarros Dola Fogo, o mace)
i Cigarreiras de palha.
> Ditas do marroquim.
i nharuteiras d: inarroquini.
| Boleas para guardar fumo.
fincas para segurar cigarros.
Itocaes para c larulos.
; Cachimbos finas.
.^..-t?, i indi/a.
k%\j\
O
De novo chegaram os afamados relogios i
glezes de ouro, de patente, e esto venda
arma :em do Rostro Rookei & C. praca doCoi
Si ito n. 48.
Alte1
i
^> Vendem-se 20 eseravos do ambos os se-
3 mulatinhos proprios para pageos, 2
w ; s do 1- ai 'ios, 5 cscravos proprios para
vk i e 19 cscravas rom habilidades e
ellas, todos s v pdempor presos corarao-
i prazo e o dinheiro e lambeni troca-se : na
ra Dir:la n.
.....'....
\ udem-se camisas fi.ua./as de di-Sgj
- a versas qualidades, eeroulas de linho, di-
- de algodao, camisas do meias etc.,
lo por preco commodo : na loja^dc a- ""
:o .', C. na ra Nova n. 2. SB
r&i
Oleados pintados
a 2#000 o covado.
Lindos i idri e boa qualidade : na praca da
' en i ncia n. 2 i a 30, chapelaria de Joaquim
i ... i ira Mala.
*"-- C.-J C...Blcni*)0 Odig 9lDV CID &d)V DfflB I
[Para acabar vcnde-scln
barato na loja de Nabu-1
co & C. na ra Nova n. Stj
o seguinlc:
a; Borzeguins de duraque gaspeado de
'.*-: Incln nirn cmiUi.fi Q

3S
O
Iustje para senhora a
Ditos dito dito para homcm a
Sapatoes de lustre para homcm a
Sapalcs do "lustre para menino a
Dilos de bezerro para mcninn3 a
Dotina* do bezerro para menino a
Ditos de duraque gaspeado de lustre
I>ara menina a
Sapatos razas de lustre com salto para
h o moni a
. >itos dilos sem sallo a
Queimado n.40.
Grande c variado sortimento
DE
Fazendas francezas erou-
pasfeitas receidas em di-
reitura pelo ultimonavio.
Dao-se as amostras com penhor.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
dr
I r
tv
raz
ou a
nlieiro.
di
ira da ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 cerros c 1 rico coupe
- ; uso. algum : quem pretender, dirija-
.....[lie ... li ir com quem halar
Vendem-se foguea de furo econmicos, de
de familia, conlendo 4 torn-
til e torno para cozinha cun lcnha ou carvao,
...... nvenco pela economa de gastar um
. de lcnha ou cando dos antigos, o de cozi-
- is presteza, tcm a differenca de se-
amdviveis, oceuparem pequeo espaco da
. c de fcil" conducta o: vend m- porprc-
nioduos, na tundico de Francisco A
Mesquila] ra do Brum, e lias lojas de
idoso, junto a Conceicao da ol-
l e 'ja do Queimado n. 3J.
loja doscrtanejo,rua
So Queimado n. 43 _f
R ero direitura de Franca, deencom-
gchapeos do castor rapadoss
i | ret s,i as as mais mo-
le tem vindo ao racrerdo, e por me-
' 'ra qual ; r par i, assim como
.....rande sortimento de enfilo,
i prc ose de cores pelo diminuto pro-
' : la um, assim romo lem chapeos de
rol de panno a IgSOOcada um em permito <
13 mullo fi M 'asde
lio> ig un,.!, enmrala urcia i;.i
. e a vara a 5fi0,e a 840, gan ras
im branco de linho a 3 .: I a -
velludo de furta-corespretos a
s prelos a 8 e-o >, calcas de case-
1 '" a 7, 8 e llf, dilos pretog a 7, 9 e
rao a ''> 5 e Gg, saceos na-
" ;- lamanho3, eiascruas, por
i, a 1$500, dilns a 1|800 e '
' ; > '' e ; ', chap os enfeita los para
c meninas es j| or q il; : r pre-
[ui se encontrar o proco,
I oe.
ac.
*
A G$ a caixa: na ra larga
do Rosario arinazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rualavga do Rosario loj n. 28
arreazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como ven !em-
se vidros areluiho do tamauho mais pe-
nueno al mais de G palmos.
Vendem-se luvas de camurga
brancas, amarellas o pretas para mi-
litares na loja de Nabuco & C. na
ra Nova n. 2.
.'- '"->.....:"-v":
Ra daScnzala Nova n. 42
Vcndc-se em casa do S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins c silhes in-
glezes, candeeiros e castices bror.zeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para cairos, e
montana, arrcios para carro de um e dous caval-
B d'ouro patento inalezes.
:.i '-! y i
M0SELLEw
; TODKMILIEa(G9 ,
I LOjIDREIS f
em garrafas e meias gar-
rafas.
C. J. Aslev&C.
3
| Seguro contra Fogo
! ]IIPA^iaiA |
Til Ti [F> t=rfi IT"
JJ i I
e
A 03 f

.i
iiiiii
a peca
mnimo de la
lavaras, bandos tic cia parra senhora
- 190 rs. o par, pulseiras de contas
.....ninas muito lindas q ICO rs.
r; na luja de miudezas do a ten o da
'. isla i. qua ;iz.

LONDRES
AGENTES
C J. Asllcy & Companliia. :
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, c para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja do cite
& Irmn na ra da Cadeia do Recife n. 43.
Yc&de-se
de 2 saias........
Ditos do ditos de seda prelos bordados a
velludo...............................
Diios de ditos de seda de gaze phantasia
Ricasromeiras deil e de seda bordadas JJ
Taimas de grosdcnaplcs bordadas...... 3
Chales de touquim branco beldados a
30>e..................
Grosdenaple do cores de quadrinho3 co-
vado.................................
Dito do dito liso covado................
Seda branca tarrada covado 1!G00 a....
Grosdenaple preto lavrado covado......
Dito dito liso encorpado a lgGOOe....
Dito dito com 3 palmos de largura a
1SC00 e..............................
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... I90OO
Gaze de sedada China de floreselislras
covado a.,.........................
Follar de seda de lislras costo novo co-
vaao.................................
Setim de escocia e diana de seda covado
Chaly de fl'ires novos desenhos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado.................................
Mojo velludo de cores covado..........
>elbulina de todas as cores............
Setim de todas as cores liso covado ...
Bnlhantina branca milito fina a.......
Cliilas francezas claras e escuras a 200 o
Casemira preta fina algiOOc..........
Panno prelo o de cor lino provade li-
mo a 3$500a........................
Corles de casemira de cor a 5g e........
Cassasorgandys de novos desenhos a
vara........................
Ditas francezas muito finas a...'.........
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
Golmliasde cambraia bordadas depona
Ditas de dito bordadas a C00 a..........
Tiras e entremeiosdecambraiabordados
Ricas mantas prelas de linho para se-
nhora .........................
Ditas ditas de blond brancas e pretas..
Chalesde soda decores, prelos c ruxos..
Dilos de merino bordados com irania de
seda.............................__,
Dilos de ditodilo de i\.............'....'.
Dilos de dilo liso dito de seda..........
D:to de dilo dilo de la..................
Dito do dilo eslampados fino lista de
seda............................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos...................
Ditos de algodao de labyrinihooOe!!.!
Capcllas brancas para noiva............
Ltifeites dcvidnlho prelo c do cores....
Aberturas para camisa de esguiao do
linho........................_<#
Ditas de dilo de algodao brancas 3 d
cores......................
Saias balao modernas!!!!.'!!!!!!!"!"!
Chapeos francezes forma moderna......
Gravatqs uo seda depona bordadas a
velludo...........
Camisas fraucezas de cor"e'brancas
finas a 1$800 o........................
illas ditas de fuslao brancoe de cor.!!!
DUas ditas de esguiao muito finas mo-
dernas ..........................
Seroulasde brim de aigod'o e de linho
baljas de casemira pretaselim 9S e....
de ditas de cores 8 e............
'l'' de niiia casemira..................
Diiaa do brim lino o varias qualidades
3#e Collcles de velludo, gorgurao,
casemira e setim.
as d
[ S
9
80JJ000
1$200
lr,;,'()
2*000
2j}000
2$500
2$500
lJfOOO
1#000
IjOOO
900
500
1500
700
800
500
320
23500
7S000
75>00
1JJ000
500
1S00
9
t
7500
73090
69OOO
45500
85000
$
15*000
8
s
I
G.3000
8#5O0
|500
2S500
9
ngooo
Kmoo
45000
5?000
- panno prelo muio fino^'j 40SOOQ
loooonoo c rl,|...b ao panno'Ulclu
C
casemira mesclada golla de
v
lino 2-j
Palelols de
velludo .
Dilos de alpaca preta muito finos!!!!'.'.
Dilos do merino setim prelos c do cores
Ditos do meia casemira..................
Ditos de alpaca piolse de cor forrados
uituse brim branco epardo finos......
!'s de biiw de quadrinhos finos
o?500 c ..........................
Dilo de alpaca pietoe de cores.!!!!!!!!!
Relogios do ouro paten........tes......
35:000
rothers & C. tcm pura vender etn
- rn, :. praca do Corpo Santo n. 11,
do ultimo gosio. recentimente
.....cunicvidjs e acreditados fa-
' a -;. Broadwood &Sons de Londres, e
------ pro^ri ara este clima.
_ Vende-so um carro de 4 rod cons-
truido e forte, com assento ra 41 ssoas de
'. um assento para boleeiro e criado fura,
panno fino, e ludo bem airar indo :
1 ira fallar, com o Sr Poirici no aterro da Boa-
e no escriplorio de Jami s Crabtrce & C. n.
. uz.
; do Qoe iado
loja de A portas q. 10.
Ain 'a re:,.ain algumas fez-ndas pata conclu-
ir a liquidado da firma de Lcite & Crrela, as
e ven lera pir deminuto preco, endoen-
iti os s'guinljs :
-!e iieits cruas para Iioxcm a 13G00

25000
4*000
3000 I
-135000
2?)000
000,
le cores
Ditos de ditas cruas muilo superiores
de ditos para senhora
de -luis muilo finas
a 1!' calcado meia casemira
Di 1 de ditas de casemira de cores
Ditos de ditas de casemira preta aS9 o 65000
Brim trincado braaco de liaho fino
vara 1*000-
''o.tes :ie colele de gorgarSo de seda 290001
Pane prelo fino, provade limao 3* e 49000
Gravatasdeseda preta e decores 19000
I :.cezes, largos, cores fixes
' a lo 200
Chitas francezas largas finas covado 240
estrellas 160
Riscados decassa de cores lindos padroeso
fi'pcrior qualidade covado 280
as .lo cores covado 240
Pessas de cassa branca brdala com 8 va-
ras or 29000
Tirar L riladas 200
Ca nbraas lisas muito finas peca 4*000
Ernt&iinas de cores para vesliJos covado 240
Cfa illa) de 1:1a bordados de seda ura 2*000
lenaple prelo, largo aovado 1*800 e 2*000
SeJo, e sarja Iavrada 19800 e 2*000
Vestidos b.-ancos borJados para baplisado 59000
Veo' bordados para chapeo 29000
K .'re meios bordados 19600
Alhoalhado adamascado largo vara 1 280
I.e-icos de thila escuros um IOO
' langi de cores para palitos covado 200
Bom
negocio.
Vende-se, com poucos fundos, a taberna do
pateo 'Jo Terco n. 12 ; a tratar na mesma,
I Folha de cobre e Metal
amarello.
I Estaulio cin barra e Pre-
gos de cobre.
I Alvaiade eVerniz copal.
I Folha de Fland res.
I Palhinha para marci-
neiro.
Yinhos finos de Champa-
nlie c Moselle.
n Lonas da Russia e Brim
de vela: no armazein
deC. J.Asey&C.
Chapeos de caslor prelo
ebrancos
Na ruado Queimado n. 37, vcndem-se osmo-
Ihores chapes da caslor.
Aviso.
No armazem du Adamson, Howie & C. ra
do Trapiche 11. 42, vende-se selkis para hornera
e penhora, arrcios prateados para cabriolel, chi-
cotes para carro, colciras para cavallo ele.
Botica.
Cartholomeu Francisco de Souza, ra larra
do Rosario n. 3G, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AfTccleur.
Diluas coiilra sozocs.
Dilas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo ing'ez.
i"arope do Bosque.
Pilulas americanas (con'ra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dilo.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga comrolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortirnenfo de pa-
pel para fono de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melior
presunto de fiambre.
Linguasdc vacca cmsalmoura vinJas
de Londres, vetidcm-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
. -y
-rr -..^,,.1
18:000
10*000
9$000
7c0()0
6*500
6*000
5gfl00
3S500
s
-,
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. de
New-York, o mais aper-
feicoado systcraa, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garnnte-se a seguranca
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
._.,., ._ nes,a agencia : nicos
agentes em Pcrnambuco Uoymundo Carlos l.ei-
te & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
cm-V?l!den"sc C?rt8a dc vestidos de phantasia
a *, ditos de tarlalana bordados a rclroz a 25,3
ditos de popelina a 12: na ra Nova n. 14,
loja do bom goslo.
Al6Y;NCI:\
Da
FINDICIO LOW-MOW,
Ra da Senzala Kova n. 42.
Neste est:'ln eci-nenlo continua a haver um
eoroopletosoriimi'i in de moendas c meias moen-
das para eiienho, machinas d. vapor e tacas
de ferro balo e coado, de todos os tamanhos
para dio.
Cortes de vestidos
de seda
Ka roa do Queimado u. 37 loja de 4
a poiias acaba de recebe? pelo ultimo
2SII1M! 1 9SHA(i n nO*. ,?avio vi,ul do Havre um completo sor-
AffVVVC AW\f\) A pei/d. Umenttde vestaos de seda 5 2 saias,
Algodao trancado americano branco, proprio
para toalnas e roupa de cscravos, com um pe-
queo toque dc agua doce : no armazem de fa-
zendas da ra do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuam a torrar na ra
da Cadeia do llecife n. 48, pecas de cambraia li-
sa cora 10 jardas a 4j)500 e5g, lencos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias muilo fi-
nas e de lindos padroes a 650 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3tfS00 a duzia, dilas cruas in-
glezas para homcm e meninos, chales do meri-
no lisos a 4S5O0, e bordados a 6*. palelols dc
alpaca preta e do cores a 5, eeroulas de linho
en S j "' camisas oglezas muilo superiores a
bOfta duzia, organdys de lindos des'-nhos a
1*100 a vara, corles de cassa chita a 3$, chita
franceza a 20, 280, 300 o 400 rs. o eova lo, pecas
de madapoln com 30 varas a 40800, 53, 5jJ50,
o, 7 eSg, chitas inglezas dc cores Qxas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e ">, corles dc
Fazendas per precos La-
ratissinos.
2 babadosc dc aventados-qnaesse vcu-
dem por proco commodo.
Chapelinas dc seda e dc
velludo para senhora. ,, >uia
Ricas clianelinas de seda c de vcllu- "llodil dll. ,
il n., .,.., \ t\ e oulr-ns mullas fazend:
(.o para senhora: na ra di) Queimado tade do comprador.
n. 37, toja de 4 partas.
Golas e manguitos.
Ricas golas c manguitos dc cam-
braia : na ron dc Queimado u. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes
Ci Prcguica vende em sua loja na ra dr. Que.
mado n. 2, as seguidles lazendas:
Lencos de cambraia lisa muito liua du-
zia
Ditos do cassa brancos e de cores, duzia
Cambraias de cores de diversos gostos,
covado
Chitas francezas de lindos padres, co-
vado a 290 e
Chales de merino lisos com Lanj.is de
relroz, um
Dilos de dilo bordados dc velludo, um
Dilos de dito com palmas de seda, um
Alpaca de seda de quadios, covado
Meias muilo finas pera senhora, duzia
Dilas dilas para dita, duzia
Ditas dilas para dila, duzia
Meias casemiras de quadrinhos, corado
Ditas lilas escuras com dy;'S larguras,
covado
Cortes de dita muilo fina
Dilos de dila preta bordada
Drira branco de lfnho fino, vara
Dito dito dito, vara
Dilo dilo dilo, vara
I
fooe
m
:I00
bel'1"
CIO
4cOO'i
31000
foo
as que se rendero a ron-
Palitos de Brim 3^000
Na ra do Queimado n. 19. eslao-sc acaban-
do Palitos dc Brim a C3COO
Goberlas de chila
ii 2^000.
Ra do Queimado n. 10.
iiiazcni de f las
., ....... para uicsca ave 'i?, tuin> ui
mira fma o ^ho" *b 'l]1^ dc moiacasc"I "icos roaMfele^s desrosdcnaple ri-
mira a -VJ, vestuarios bordados para meni- iv,..i...l a
nos, e oulras muitas fazendas ciuc se vende por CiH'CnlC UOI'adOS '. lia I'lia 00 Queima- '
baraiopreco do u. 37, toja de 4 portas. Ruado Queimado n. 19.
i casa de Peutes dc tartaruga. saias bordadas. 3400
Ricos peritos de tartaruga para alar ''-^''c riiLr'' f"ancez neo-, des a 21
cabello^ na ra 00 Queimado n. 37, S^^jjjjpaM mcu]t,
& C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne do suucrior qualidade de marca acre-
ditada na corle.
Tinta branca superior cm oleo, latas de 25 H-
bras, por commodo preco caixas de 4 latas.
verniz e verniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Santos da Ba-
bia, i
Brilhanles de diversos tamanhos c de primeira.
qualidado
Pecas de chita miudinha fina com 2S ce
a 5
OO
loja do A portas.
Camisas francezas
!> ,. e ... l'-rarlibraia miu-lielia a OO avara
meas camisas fraucezas tanto de du a oovm.
pea de linho como dc algodao C dc fus- hales escaros para r ao baabo :'; DO
t'"iA *\ >ii Ir '';-. ,. 1^ I ._ .1. tf^k:i.n **-,______ __. n
'
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor prelos dc superior qualida-
de a 10, dilos francezes dc seda a 7g, ditos de
caslor brancos a 11$, dilos de relindo a 8 e 0,
ditos da lontra de todas as cores muito finos, di-
tos do palha ingle/es de copa alia e baixa a 3c
>S,_ ditos de fcl tro, um sortimento rompido, de
28500 a 6*500, ditos do Chilo de39500, 5, 0, 8,
U, 10 e 12*, dilos de seda para senhora, dos mais
medornos, a 12 mo posto a 15-5, cnfeiles nissimos para c
a 4gi0 e 5?, chapeos de palha escura, massa e
seda, muilo proprios para as meninas do escola,
sendo os seus precos muilo em conla, ditos para
baplisado dc meninos c passeios d m 'smos,
tendo diversas qnaliaades para escolher, !
do galao, ditos de marroquim, dilos de vellu-
do, dilos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagera, chapeos dc sol dc seda para me-
ninos de escola, c mesrao para senhora e para ho-
mens ; finalmente oulros muitos objectos que se-
na enfadonho mencionar, e ludo se ven de mui-
lo em conla ; c ossenhores freguezes vista da
fazenda ficaro convencidos da verdado : na bem
conhecida loja dec'npoos da ra Direita n. Cl,
de Benlo dc Barros Feij,
finos miuda e c
Chitas francezas muilo
ras a 2^0 covado.
Um completo sortimento de mada
i
V 2000 a diszia
ao: na na do Queimado n. 37, loja A
portas.
Boneis para crianca
Rices bonets de marroquim para
Crianca : Ha ma dO Queimado II 37, lo- Len$os de cambraia para al-ibeira a 2,000
ja de A portas. zia run do Queimado n. 19.
;;, .,. s deambraia tas
meopalnicos
(la huropa pelo Sr. Dr
Sabino O. L. Pinho.
Es*es medicamentos preparados espe- j|
.'..:iiie segundo as neressidades da r'-*J
homeopalhia no Brasil, vendem-se pelos
Na ra do Queimado n. 19.
cimacios!*; '&.> -
da ultima moda.
j precos conhecidos na botica central ho- | I ^
paDiica, ra de Sanio Amaro (Hundo Sf ||
{ffl ~- ^ sondo andar do sobrado "da ps'q
Novo] n. 0.
, .-. -
-- )
Vende-se bibis reccntemcnlc chi
hapi us dc senhora para passeio) i
ihapAs de seda paraf
senhora.
t
i
Campos & I.irna lem para r*uder m
laposdo seda para senhora a 10j cada S
\- um : na ruado Crespo n. 12 S
ELOGIOS.
Vende-se era casa de Saunders Brolhers &
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Iloskell, por precos commodos,
e lambem trancellinse cadeias praos mesmos.
eexcellente costo.
Nende-se urna preta crioula muito moca, de
esvclia figura, com urna filha do 4 annos", s:ibe
perleilamenie engommar c cozinhar, C propria
para casa de tratamenlo : no largo da Assem-
bla n. 6.
E.MS,o!k:r
45Ra Direita45
Para horaens.
Ttorzeguins aristocrticos (lustrel
Borzeguins zouavos, obra forlissima (be>
zerro)
Borzeguins cidados (bezerro e lustre
Borzeguins econmicos
Sapatoes batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (primeira classe]
Ditos para mecinas' (primeira classe]
9eoo
8000
booo
6S000
5JS000
5*000
4*000
500 rs. o covado.
Campos & Lima, tem para vender s
H alcatifa com qualro palmos de largura a P
M i/s' covado : na """a do Crespo fc
cobertos e descoberlos, pequeos c grandes, de
ouro patente inglez, para homcm o senhora,
de um dos melhorcs fabricantes dc Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa d
Souihall MHora & c a
|@ %*? #!
v? Vendem-se toalhas de linho do Porto a fe
# 7$ a duzia,guardanapos grandes a 3g a du- @
zia, dito mais pequeos a 2ft : na loja dc
Nabuco & C, na ra Nova n, 2. *s
Vendem-se barris com cal de Lisboa, da mais
nova que ha no mercado, por prego do 6$ cada
um barril: na ra do Brum n. 18, armazem dc
assucar.
@@ @t s@
I Para (lenles. |
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
9 ra Nova n. 2, camisas dc casemira, di-
las de flanclla, eeroulas de meia, meia de
la ccarapucas dc meia. q*
@ S 8S3
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
.. = Vendem-se corles de vestidos de seda es-
coceza, muito lindos padroes a 30$ ; na ra No-
va n. 14, loja do bom goslo.
Taclias para engenho
Fuudioo de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande soriiniento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este neslimavel especiOco, compt -lo Inleira-
mente de hervas medicinaes, nao ocrcu-
rio, iioin alguma oul .. di l< ... D -
nigno mais tenrainfancia, cacompl i i mais
deli :aa igualmente prompto o segio para
desarreigar o mal na compleico mais robusta
inteiramentc innocente em soas operacoes c cf-
felos; pois busca e remove as ioenjas 'de qual-
quer especie c grao por mais antigs c i
quesejam.
Entre miliares de pessoas curadas c i esh
remedio, muitas que j estarn as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguirn]
: ar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mis affliclas nao devem entregar-, a a de-
sesperar ao ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o benclicio da saude.
Nao se perca lempo cm lomar este remedio
para qnaiquer das .... i enfermidades :
ra do (j'.i sr< :
t "1 S Preguica, entrada pelo becep do Peixa
III aj i
'I P H ff ti M .. ..
_ *iWWft "i Fumo americano
Rila tl "..;:>i*ivIo" ll. i\ Vendersefomoamericano para faarchir
j e cigarro, e mascar em caixiahat de SO, e n
confronfi ao gaz.
Caixas com ;!2 libras do macarra o novo
Ditas com o mesmo peso de lalharim dilo
Dilas com o mesmo peso dealetria
Cestas com cerca de 1(2 arroba de figos
Sapa los do Aracaly, o par
Dil de lustro para senhora idem
Sapatoes de lustre para homcm, idem
43000

CgOO
600
1S260
3#500
Vendem-se fazsndas
por barato
proco e algumas oor menos de seu 3H
valor para a.aln'em peca e a reta- b
rj llio : na ruado (JucimadJ loja do
%& portas n. 10.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Amas (mal de].
Aslhnia.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou cxlcn.ua-
crio.
Debilidade ou falta dc
forcas para qualquer
cousa.
Dysnleria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no reir.
Enfei midades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipela.
Pebre biliosas.
Febreto interinlenlc.
Vendem-se eslas pilulas no eslabelecimenlo
gcral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e llespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten una inslrucgo em portuguez pa-
ra explicar o modo de so usar deslas pilulas..
O deposito gcral em casa do Sr. Soum
pharmaecutico. na ra da Cru u. 22, cm Per-
nambuco.
Febreto da especie.
Golla.
Kemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigest es.
Inflammacocs.
Ir regula ridades
menstruaeso.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na i us.
Obsiruccao de venlre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
!! ileucao de ourlna.
Rlieumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
ulceras.
Venreo (mal).
apees pr
Na ra do Queimado
numero 19.
Chap?ost prelos de primeira qualidade, e de
Wrma elegante a IOS cada um.
Nova iinciico aperfei-
Cft o i i
Odi
Bandos ou almofadas
de crina para ponteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruad? Cadeia do F.e-
ifo n. 43, loja de Leite i Irmao.
ArmazeiB k fazendas.
librMdO prego de 4.".0 ria a Lra ; na ruada
Cruz do llecife n. 50 primeiro andar.
Charutos de Iav
Vndese charutos da (lavana das
melhorcs marcas conhecidas Desta pr<
vinca: amado Imperador n. II t.
, .Vende-se a barcada
Vrasilei) <*, de primeira marcha, de I
excellcnle ronslruc;o, fondeada i
mos : a tratar na ra do Crespo,!
llaridadc.
Vende-se um excelloole mulato Je 1
muito bonita figura, cem principio de ..
ferreiro : na ra do Queimado i\.o2, loja.
Altcnco.
o
Na praca da Boo-Visla n. 1!
o? seguidles objectos ; 2 ca I
( ditas tic bra
I ludo dc amarello, 1 candelabro dc i
res de lanl
[grande, 1 panno de mesa i
30 sias, c mais alguns objectos de en-
I !S.
rr Vende-so um prelo moco : r.a ra da
1 numero GO.
km
0
0,
Ra do Queimado numero 19.
Cortos .) riscado francez 31i2 cuvadosa2j00.
Coberlas de chita a 2|600.
Chapeos enfeitados para meninos e meninas.
Ditos prelos linos, uhima moda.
Dilos de fellro.
Cambraia organdys muilo fina.
Chales de froeo do tres ponas.
Ditos de merino bordados de duas pealas.
Dilos muilo finos bordados a troco.
Ricos chales do touquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enfeitados.
Manteletes prelos bordados.
Igna rio Nery Ferrcira da Silva Lopes, pro,
(ario da loja de miudezas da ra do I
n. 2, faz denle aos ssus freguezes, q-i lem un.
grande sortimento c enfeiles para o=
e juntamente ricas franjas pi
. ma, e lodosos mais prepares para enfcil
vestido ; o na mesma loja se dir.' quem .
nheiros-a juros sub res I ouro ou ;
jhypotheca ou boas firmas, seja que quanti
! a prazos pequeos de 2, 4 c me/es.
Pechincha sem igual II
Vendern-se barrilinhos comfigosdecommadrr,
pelo diminuto preco de 1,400 o barril: dv '."..
do Mallos, ra da Uoeda n. 25.
Allcnr-o.
Vende-se farelo de Lisboa era saceos de 8
bras. pelo barato preco de 6$ sacio, milho a
jOO o sacco, arroz, de casca em socios, dito do
Haranho, caf do Rio, feiio mulalinh .
do Aracaly a 2$50 a arroba, cuurinhos de ca-
bra, esleirs de palha de carnauba, vassouras
wmmm
Vende-se na 1 >ja deNabuco \ C.
narua Novan. 2, escolente tinta
preta para marcar roupa.
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existem 40 parellias, todos -
muitos gordos, novos e de bom tama- te Traum-ann deHambur/jo.
uho do excellente carregamento ebe-
gado ltimamente de Montevideo: os
pretcrdenlcs dirijam-se ao trapiche da
companbia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Portas, de Fex da Cunha
Teixeira.
Tachas e moendas
lAnmint.n.i.iiu,; i. o, D'"a. esleirs e pama ue carnauDa, vassouras
Loncos para algibeira, brancos, a 2 a duzia. idra>. batatas a 2:100 a arroba, muilo n
_ I figos muilo frescaes a I96OO, passa a OJO u libra,
SlIO i\\ Allf-Ntinla 1 *?^f doce do goiaba, velas de carnauba, dilas de es-
lilla (10 llUelilttO 0. 0#.!,,ern'acelc; ,ods es!,-4 g, eros vendem-sc por
** menos preco que cm oulra qualquer parle : l.
A 30g cortes dc vestidos de seda quecustaram arujazem da ra do Rango! n. C2.
60j>; a T65 corles de vestidos dc phantasia que
cuslaram30; a 8g chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muilo superior; garante-se que nao
desbola : na ra da Cadeia do llecife n. 48 lo-
ja de Leite & Irmo.
Enfeiles dc vidrilfao c do retroz a 4,1 cada
um : narua da Queimado e.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabc Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
Braga Silva & C, lem sempro no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, um grande sortimento
de lachase moeudas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar co
mesmo '.'epo9lo ou na ra do Trapiche a 41.
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & limaos.
Milito
nos armazens dc Tasso 4. rmeos.
Calcado francez
Na loja n. 4 da praca da Inde-
pendencia sel-se torrando
mesmo a tronco de seulfls
velhas.
Broseguins para homens a OOO
Ditos para senhora a 3?0C0
DiioS*"iiara meninas a 2?C0
Dilos para crianca a 2*000
Sapaioes de lustro a 55W>00
Sapato de lustro rasos a 27000
Ditos de lapeie para h >mem a 1SO00
Sipntes de beserro para homem a 49000
Bitininhas de lustro e marroqoim a 1*000
Sapalinhos de lustro do coUetes a 640
Assim como todo o calcado se ven>'e ^ |n>
lo preco.
r-L ~ZT.


DIARIO DE PERNAMBUCQ. SEGUNDA PEIRA 23 DE JANEIRO D 18G0.
VenJe-so urna bonita cscrava prcln, crioula,
idade do 20 annos, t-ngoiiiraa, cose, borda o co-
zinha o diario regular de urna familia.; beni co-
mo um moleque da mesan idado, pouco mais
ou menos, boa figura, robusto, e proprro para
qualquer servico : na ra do Queimado n. 33.
Rtulos para charutos.
Btalas baratas!!
Gigos de 32 libras a lg400 para acabar: na
ra da Madre de Dos n. 8, armazem de Valen-
oai C.
Uefronlc da malriz da Loa Visla, n. 86, ven-
dem-sc e alugam-se bichas de Ilnmburgo, por
menos do que cm qualquer qulra parle, amola-
se qualquer fernmcnla, tirti-se e chumba-se
denles, sangra-so e faz-so tudo quauto pcrlence
a arle dobarbeiro.
Na coclieira n.
(7)
Ha um grande soilimcnlo de rollos para ca- paraz0 vcnde-SC um cabnoli'
xas de charutos, para garrafas do licores, tanto ,'
de bojo_como de garullo, em bronco, para nelles das inuitoinanciro e em bom
Marmelada
pateo do
t de 4 ro-
eslado.
Vende-se maimelada superior em latas de 2
libras a 500 lis a libra ; na ra Direita n. 93. j
es<|uina do bceo do Serigado, no mesmo esta be- .
Iccimcnto vende-se cognac e macas mais bara-
lo 'jue em eutra parte.
Cliego
Na lo ja do
"
ti
:- .3.
lidia
se escrver o que se quizer, de botica, para ca-
xas de cha, viudo do Rio de Janeiro, de vinhos
do Porto, feiloria, e de caj ; na lypopraphia e
encadernaco da ra do Imperador defronle de
S. Francisco.
S ni a o de Nantua.
Obra completa ntidamente impressa em milito
bom papel, sque esta usada em todas assenlas
da provincia, cartas de AB C, tabeadas, trasla-
dos de muitos niolellos, arte de 1er por ventu-
ra, ntothodo facilimo, os martyres pcrnambuia-
nos, que se acliam adoptados para aleilura das
escolas, carlilhas de mui boa edicto e conside-
ravelmente augmentada, economa da vida, una
eonfortissima carlonagera, arilhmetfca e grsni-
malicado professor Castro Nunes, calhecismo da,
doutrina chrlsta, mui correlo, impresso era \CIl(lcr
mui bora papel e typo grande, papel de peso i n,i.. i ', -
transparente para escrver as escolas cem pau- Lfta,S c mf" Jc Bores cl'"n1 ao so para
la, almaco de linho, greve, de machina, etc. : na \ roupoes evcuidos de montara de Sra. como para
typographia c cacadernaco da ra da Impera-j vestuarios de meninos a 3C0 e -0O risocova-
defronte de S. Francisco. doChallesde merino estampados muilo finos pulo
arUiaZem (le raZCntlaS UC deminulopreeo de 2:500 cada um musselinas
RavmiHldO CarlOS LctC fe IincK,ornas' bla>te largas, de variados padroes
r.,,,*,- 17 .( |3 260 e 280 ris o cova !o grvalas a fantazia.o
mperairiZ U. masmoderno pos ivela 19 c 1200 cada urna, e
La"^, sJ!5l!Tlf"L?! !ltrls muiMs fazendas, cajos preeos exl'aor-
linariamente baratos, satisfaro a expectativa
m
DE
Sita na ra Imperial d. 118 c 120 jonto a fabrica de sabo.
DE
asio J.da Silva dirigida porHaaocl Carnoiro Leal.
Nesto estabelecimonto ha sempre promplos alambiques de cobro de differcntcs dimenrocs
[de 3009 a 3:0C0i) simples c dobrados,para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios conlnos
para resillar e destilar espirites coni graduaco al 40 gios (pela graduaco de Sellon Carticr) dos
melhores svslomas boje apirovados c conhecidos ncst3 e oulras provincias do imperio, bombas
de todas as dimenges, asperantes o de repucho tanto de cobre como de bronze c ferro, 'torneiras
de bron/e de odas as dimencocs o fcitios para alambique, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fonialhas c rrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencocs para encmenlos, camas do ferro eom armac&o e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas c lachos de cobro, fundos de alambiques, passadeicas, rspumadeiras, cocos
0
37 Roa do Qoeimado 37
Loja de 4 portas.
Chcgot a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feilas, como seiam : pale-
oits de panno fino de 163 al 28$, sobrecasacaa
de_ panno fino preto e do cores muilo superiores
a 35?, um completo sortimento de paletots de
rifeadinho de bnm pardo e blancos, de braman-
te, que se vpndem por preco commodo, cerou-
las de linho do diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho do 2g ;
cada urna, chapeos franeczes para homem a 8s
ditos muilo superiores a 10?, ditos avelludados!
, copa alta a 139, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para homem de49, 50 eal V-
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10?, ditos de palha para senhora a
12f, chapelinhaa de reliado ricamente enfeita-
dos a 25j, ditas de palha de Italia muilo linasn
258, cortos de vestido de seda em carto de
il L50J, ditos de phantasia de 1C? al 3"
goilinhas do cambraia del? at 5?, manguitos
de Ig500at5?, organdys escuras c claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo sin
&la
i i CgUlCa lia Fila UO para engenho, folha de Plandres, chumbo em leneol e barra, zi'nco em leneol e barra, lsnees e
Olioilpado l ^ toril mn armellas de cobre, lences de ferro a lalo,ferro suecia inglez de todas as dimnsocs, safras, tornos
* '% JJ* | e folies para ferreiros etc., o oulros muitos nrligos por menos proco do que om outra qualquer
' parle, desempenhando-se toda o qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dosfreguzcs fue so dignarern honrarem-nos com a sua confianza, acha-
..... na ra Nova n. 37 loja do ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encommendas.
No
lGO-000
la de cores para crian-
de linho para sc-
10, tem constantemente um
de tazendas fazondas finas por menos do que em
outra qualquer parte, a saber<
Vestidos de seda h irdados a torcnl, de
todas as cores,que se venderam a 300$,
vende-se agora i or
Ditos que se ve mura :.i por 120^000,
vended-se a "OJOOO
Ditos que se venderam por 70?. a COjOOO
Ditos de phantasia que so vcudcrrm a
35, vende-se a 2-:.>
Pilos de barego que se venderam a 20^,
vende-se a
Vestuarios de sed
cas a I2ge
Camisas de cambraia
nhoras n S>, 1 2g e
manteletes de seda de cores a
l'ilos de seda pela a 20,f, 25g o.
Ditos de grosdcnaple preto, du ultimo
goslo, por 55$000
Las de cores matizadas, muilo bonitos
padrdes, oovado CO
Ditas de cores, lisas, de urna eflr B,
covado 60
Cortes de casemira de cor para cairas 5JOO0
Bcnets de phantasia para meninos 3JOO0
Chapeos idem para meninas g
Collinhas de missangas ara senhoras ?!
Chales de froco com tres ponas lOgOOO
Ricos cortes de gorgurao para rolletes 6|000
Chita franceza escura celara, evado a
280, 330 o 640
Bramante de linho, 10 palmos de largu-
ra, v,ra 21500
UuarJanapos adamascados, duzia, a 105
.125000 e u-ono
Ditoa de algodao acolcboados, duzia 2J5O0
Saias de balo de crinoline, da melhor
qualidade que at boje tem apparocido
oeste mercado, de 12$ a 5;000
lin grande sortimento de camisas de
lodas as cualidades para homem a
206000 al 65$000
Perfumaras inglezas do afamado fabri-
cante Julin Gusnell & G.
Assim como um grande sortimento de fazondas
propnas para os serios, que se vendem muilo
baratas, e o mesmo estabelecimento se obriga a
cncaixolar despachar, embarcar com a maior
presteza possivel.
Acaba de chegar 80 armazem de fazendas
t-a ra da Imperatriz n. 10, o seguinlc ;
Ferros de eagommav
econmicos, do inelhor autor.
Chafla.
Prcparaeao propria para tornar as mobilias
usadas em novas.
Panoocouro,
que ptimo pora fazer guardas-lamas de carros
o mais ineorpado, o prelu e lustroso, do que o
mcllmr couro de lustre.
Para lora da provincia.
Vendcseum escravo bonita figura, crioulo, I
dado30annos, pouco mais ou menos, perfeito
bolieiro e ardineiro, advirtindo-se porm, so-;
brea clausula do ser para fora da provincia:!
quem eonvier dirija-se a ra da Cadcia, loja de '
Sampaio silva S c.
Na ra do Rosario larga n. 38, segundo an-
dar, existe para se vender dous escravos pejas de
desoll para vinle annos de idado.
*3 10 i i i -o o
do comprador.
I i-
Itclogios de ouroe piala, cobertos e dcscobcr-
tos patenie inglez, os melhores que existem no !
IjJOOO mercado, e despachados hoje, vendem-se porl
preeos razoaveis: no escriptorio do agente ol- i
15J00O veira, ra da Cadeia do Recite n. 02, primeiro '
| andar.
168000
20$00
30J000
rinho do Torio, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, dem, dito inuscstcl, dem: no
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLASSOltADO
telos srs.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre Iferculano A. G. llamosA. Cuima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de Hendonra A. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos .los BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva" e Cunha F
Gomes de AmorimF. M. RordalloJ. A. de l'reitas Oliveira-J. A Maia I. -Y. MarquesJ de
Andrade CorvoJ. da Costa Cascaes-J. Daniel Collacoi. E. de Hagalhaes CoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunha llivaraJ. J. da Graja JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoelboJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de Sou/.aJ. S. da Silva Perra/.
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CosaLu/. Filippa LeitcLuiz los da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazVulentim Jos da Silveira
LopesAislo Cmara.
DIRIGIDO
ron
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da Molla-Rodriso Pasanino.
Ka ra Nova b. 14, contina n ler ":n ro
toe variado sortimento das mais bellas I
fazendas pro; ras para a pnfa ; assim
zcudas propiias pora a quaresaa, ce i
de vestidos pretes, grosdenaplea, la s, i.....;..-
l, e manli lelcs.gargaqtilhas pretase de i
vende-se por menos do que em outra qualquer
parle.
na da In)cra!i; b. 2
Venle-se superior queijo^ia prato a i-"oo
alibra ditosaisso a 800 iis a libra, m M,
ingieza primeira qualidade a lvOOO dita fran-
ceza 720 cha do primeira qualidade 2?
periores 94fJ0dloa2:20U dito 2S00D lacl -1
e padrues novos a 720 avara, casemirasde cor- ,u- no i t "
les para colletes, paletots e cakas de 3?500 al ,' qusl/dades, peras seccas a -o
4$ o covado, panno fino preto e decores Je 2j5O0 3 '':jr;i e caixinhas 'le i libras 29500, ara
allO$o covado, corles de rollete de velludo a 8';0 a lihrn, relias de espermacet' n
e de Hisijo brancos de cores, tudo por nreco mileo,i0i
barato, aloalhado do algodao a 1280 a vara ,""'l',llL
corles de casemiras de cores de 5 at 99, grosdo- .. l.
I 0
.
o, do mais superior,
.:, dito '.-"Seal. .
d lVei *rnoc* & Mcdeiros, ra da Cadcia juntamente com a revista do que mais notavcl houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
_ 'ria ou nas artc-s. alguns arligos originaes sobre qualquer dcstes .-.umplos, o archivo universal
Jes.,eJaneiro de lSu'J, em que comocou a publicar-so, tem salisfuilo aos seus Cus, com a maior
naples do cores epretos de 1^600 at'39200 0
covado, espartilhospara senhora a fi do casemira ricamente bordados a lij' cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos pira ho-
mem, tazenda muilo superior, de 12 at 20"j a
duzia, casemiras de cores para coeiro, cov
2JI00, baroge de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sortimento de collelesde
gorgurao, casemira preta lisa o bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato Cruzesn. 10.
proco, velludo de cotes a 7$ o covado, pannos'
para cima de mesa a 109 cada uro, merino al- i
cochoado pmpno para paletots e colletes a i
o covado. bandos para nrmaoo de cabello al
19500, saceos de tpele e de ma'rroquim para \ ia-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, 'no todo se vende ,; vontado di s
frcguo7os, o oulras muitaa fazendas que nao
AYSO.

i' n feita, chapeos e c.
se vestir um h iracm
na i i de sabuco & ;. i i ra Xo> a n. :
atraz da malriz.
...
Vende-se a loja de calcado da ra


possivel aqu mencionar, porm com a risla
compradores se mostrero.
l.'OS
Aviso.
Destinado a resumir lodas as semanas o movmento jornalistico e a offerecer aos leilores,
Fujio na madrugada ',
corrente do sitio do Si. .' :
REMEDIO INCOMPARAVEL. I?"8,1? "fi!?"3^10um cavaUo '
UNGENTO HOLLOWAY. .russa, g .ido, idade p uco mau ou me-
chares de indivi todas as naroos pn-' nos II annes, clinas erando e a m c --
r ""T"1""'1 pruvar em coso nocessario, que, *
pelo uso que delle flzeram tem scu coi .- CA no fjuarto eiquerdo : quiera o 1
brosintr!-
do inuti
i.uNiiiiua-se a vender fazendas por b*txo | I exaclidao e re
. revo al mesmo por menos do sen valor, Publica-so
m afim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas \
na ra do Queimado o. 10. 81
-- .....-,.......:..-:'.:
Goiabada Imperial.
Vende-se emeahes e em latas a mais fina
goiaba que so tem visto. Ra Direila n. G.
regularidade.
todas as segundas reiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de i20 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deslc Diario, ra dasCruzes, e na rus Nova n. 8.
Prego da assiguatura : pelos paquetes vapor 10200 por anuo ; por navio de vela 8$ 'moeda
brasileira).
lia algumascoilcecocs desde ocomeoo da publicaco do jornal.
Fiib.

Fannha de milho americana, era barricas, che-
cada no ultimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso limaos.
=; Vende-seno armazem de Jos Antonio Mo-
reira Das & C na ra da Cruz n. 26 :
Mercurio doce.
Ri Iroz.
Linhas em nnvellos.
Cera de Lisboa em velas.
Craxa ingieza era boioes.
Lazarinas e clavinotes.-
Chumbo em leneol.
Oito do muni';o".
ferros de aro para ei mmar.
Pregos de ferro de ludas as qualidades.
Ditos franceses sonidos.
Gemm sn$mm$ c fea-
raos.
nperatriz, o:;r
b, taberna da csauina n.
queimado.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes c ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada em scu recouhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhoa lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, tachas de ferro balido o fundido de todos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodos, rodetes, aguilhoes c boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, culliva lojes, pontes, 'aldeiras e tanuurs, boias, alvarengas.
notes e lodosas obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
desenhos ou moldes que para tal iba forera apresentados. Recebcm-se encommendas nesle esta-
belecimento na ruado Brum n. S A c na ra do Collegiohoie do Imperador n... moradia do cai-
xciro to estabelecimento Jos Joaquim da Coala Pereira, com quem. os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.
dem lestoraunhar as
comparare! e provar em caso necessario,
elle flzeram tem scu corp mi ..-
bros interamenle saos depoia ao sobredi to sitio ou a n lea do
-I, ucebera' al riran
Escravo Pu ido.
d i 9 lo corronle f
hira, fi.iguozia da Escada,
ira : po r ;ul ir, sci
gre, i Ha d i i .i ; -,
pus fcios, um i into cambado,
!.. i de lis! i,
i azul o cli i| o de I seta preto: :
.ar .,.) dll I .:...-... i a S i :. M' i
la Co :. on a Francisco
generosamente re i".
i ligio no dia 17 .1 i c rrenlc o i
faci, i|in? tem ofilcio de ro
ao Sr. Dingo J i
ler mi I annos, leven ves
ca lo, i i re chita c pali I
lem as p iras im hadas, bai
marcas de rentosas qu ulli n
i direi'to, bastante i
. curandeiro e feilircirn : qu tmente outros tratamentos. Coda posoa'nec;f ..
poder-so-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'i s re
todos os dias ha muitos anuos ; e a I -
dellas sao to sor prndenles qui luciuu e so
mediros mais celebres. Qua il ; -
braram rom este soberano remedio o uso do seus
bracos e pernas, depois de tet perraan
go lempo nos hospilaes, onde de viara soTrorn
amputaco! Pellas ha muitasquehai
xado eases asylos de padecimentos, para
submerlerem 6 essa operado dolor i l
curadas completamente, mi
pieciosoremedio. Algumas das taea pessoa s na
enfuso de scu recoul mto declararam es
les resultados benficos diante do lord cor
dor e outros magistrados, aura di n
carem sua firma ti va.
Ninguem desesperara do cstsdo di udc -
livesse bastante confianza para ensai ir
o constantemente seguindo algum le
mentratato que necessitasse a ? lur :a do mal
rujo resultado seria prora rincontcstareimcntc :
Que ludo cura.
O ungento lio
til, t::air; pr.k-Jlea-
larmcuto nos segaintes easosi
aro aierro da.Boa-Vis-
2, derontc do sobrado
C;0O i
59000
2-U00
leEOo
Ig500
ISOO
29000
13000
2g000
rt
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ra:=- ra rae
t- ^" > Vi ^
ra B- O a
O" ~ .a
' riorvinho vclhodo Porto, caada
Pilo dito Lisboa c Pigucira, iJem
Hito dii> d Cette, idem
Hilo Duque engarrafado, o melhor do
mercado, do autor Antanio Ferrcira
Meno/es, garrafa
Hilo dito Madeira, iilem
Dito superior, Porto, idem
Hilo dito dilo, dem
Dito muscatel Setubal, idem
Dito dito franrez, idem
Champanha, mana milito acreditada
Licores franeczes mui.o Unos
Vinagre branco de superior qualidade,
garrafa
Frasi d i gonebra hollarla verdadeira
Ditos Je dita mais pequeos
Ditos ili1 conserva grandes
Sal refina !o igual ao de potes [cuia]
Ch< late francs muilo fino, libra
; \ elaa de |. ,: i. .; ;; qualidade
Cha hys ion muilo superior
l:lo uchim, o mais superior do mercado
Mantciga ingieza fior
Hila dita de GfOa
Dita franceza muilo superior
Latas de sardinhas '*'
Hit; s dilas muilo supoi
Dil lo bl itinhos fin
ha americana, libra
Dila ingle/a
Vinho engarrafado Malfazin : >rior
Pares do garrafas brancas, o ar a 2$,3$ e
Barris de cognac inglez, em ranadas, nianlei-
ga franceza c ingh ::a, i m barris e meios dilos,
e outros muitos gneros que se vendem por me-
nos que em outra qualquer parte.
Vinho do Poiio.
Vende-se overdadeiro vinho do Porto engar-
rafado, c em barris de quarlo, por proco commo-
do : no armazem de Adamsou llovi & C,
ra da trapiche n. _'.
Faiiolm de trigo.
No armazem de Val nca & C, na ra da la-
dre de Dos n. 8, vende-se farinha de trigo das
marcasseguinies, por preces convenientes :
8SS P.
Gallega.
Fontaine.
II m P
DO
IIF
o
: I
?

)
T
3 RIJAx\aiCSiaA,CAjSASO]FlI]3aAO s
Cliniea ^>op ikiIjos os systcraas.
)lr^tS;td^r.Ml^S>d?50f dias P^manhae de tarde depois de 4 horas,
.u.^paiacuiaranimalmente nao sopara a cidade como para osengenhos ou oulras
Alporcas.
1 aimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das coalas.
dos Miembros.
Enfcrmidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Brup^Oou c CSCOrhnli-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor nas extremida-
des.
Frituras.
Gingivas escalda as.
IncharOes
Inflammaro dofigado
Inflanimaco d rga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peilos.
de olkos.
Mordeduras de i
Picadura de mosquil -.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
supurar-oes ptridas.
Tinha, em qual .
te que seja.
Trem le nen .
Ulceras na bote,;.
do ligado.
das artieulace i.
Veas i on idas ou noda-
das nas penias.
a ra da Cruz do ;;' ife 11. C i.
Qc lo.

s autoridades,
i d : genho Dous In
niez proxim
- i Flix, 6 carreiro, alto, seec i, an I n
go e descompagado, denles anerl
ico i i ou menos, fal! i
i e a v in lo osla bebado, i
s ni sobresaliir os IW! levi
tanho de um pe branco, e.irelia na i -
la na anca. 1 -i es ra n
do fallecida Lcenla ; dizem
o sul, por po antes dizia qi
i do sul, oque l.i nguen
isso roga se s aub
dito negro, levando-se em conta i
despeza.
iras cid.

propriedades ru
i Jmn 0s chamado,s devem ser dirigidos sua casa at
-v\ Sencia a outra qualquer hora do dia ou da uoile sendo
i-nn Pcssoa' darua c o numero da casa.
Nos casos que nao forera d
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por cscripto em que se declare o nomo da
de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife podero re-
1S42S0 v i& i clll,L'lL'S a LulK;a -Sr- ,oao Sounn& G. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
7*1: N8uei"1 de Souza na rua do Crespo ao pe da ponte velha.
OArtl essa loja e na casa do anunnciante
_;>uuu mcntoshomcoiatl
_-o( 10
iJOOO
oB
5CG
640
440
ljkSOO
120
20
15500
-000
achar-se-ha constantcment e os melhores medica-
ucos ja Dem conhecidos e pelos preeos seguiutes :
Boiica de 12 tubos grandes, ...'..
Ditos de 2 ditos. ......
Dilos de 36 ditos.............
Dito de 48 ditos...... ......
Dilos de 00 dilos..........['. '.
Tubos avulsos cada um.....! *
Frascos de linduras........
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr.' Jahr 'traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele., etc. .......
Medicina domestica do Dr. Ilering, cora diccionario.' .' .'
Koporlnnodo Dr. Mello Moraes.
lO'000
15000
20j!090
25*000
OsOOO
1?000
2iOJO
0 ha poneos dia-, do Id
>enri geral de Londres n. 221, Straad, e na loja de '"im da Silva Leo, de Maa d' i '
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas i uros mozos cm companhia do n
encarregadas de sua venda era toda a America os signaes seguintcs : estatura regular i
do snl. Havana e Hespanha. ; do do cor| reprsenla le 10 annos, pon
Venle-se a 800 rs., cada bocetinha i i mi nos, ti m marras debexigas pela rara, -
urna nstruccqo em prtuguez para o mi lo di ;- fazer a barba deixando tuissas
fazer uso deste ungento. lo regrista, falla, um pouco
O deposito geral em casa do Sr. Soum, sado, anda calcado, intitula-i
pharmaceutieo, na ruadaGrun. 22. em Per- cal^ae camisa de algodozinho azul coi
nambuco. icl do laa proprio pira marujo : i
> /-v V o /-.-i s! ** 1T> a, ^ -. ^ 'l111'"1 Pe8at ^ '' -1 Manoel d -
rua da Cadcia do Recife n. (2.
Fugo no dia 27 de dozembro do ar.no
prximo pos? Jo, do engenho Brejo, fregu]
No lem conhecido e acreditado deposito da Jaboatao, o escravo Alexandre, cabra -
i ro. idade de 30 aonos pouco mais cu menos, la
estatura me liana, secco, e pisando m&l por can-
sa das lobas, niie lisera nos ps ha um ai
20SOOO
10:0i0
CSOOO
p
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se
na nientomenle montado, far-sc-hao tambera do Io de novembro em vante, contratos mensaes v
maior commodidade e.ecorjomia do publico de quera os proprietarios esperara a remuneraco d.
! tantos sacrificios.
Assignatur; de banhos frios para urna pessoa pormez.
momos, de choque ou chuviscos por mez
__________Sorir-s do rartoes e banhos avulsos aos Dreeo annunciadoo.
potassa da Russia e da do Rio de Jane.ro, nova
e de superior qualidade, assim como lambem
cal virgem em pedia: ludo t oreos muilo
razoaveis.
SELLINS.
Vcndcm-se os melhores seilins inglezcs de pa-
e lem o cos'ume de embriagarse : dVronfi
; que esl no Recife ou Iianiaraca : pe.!
le. no armazem de Rostron Rooker LGe,[U,nl0 ?uem encontrar quer* k\a lo n
n. 48. 'engenho, ou ao csciintorio do Sr. Mauod Ahes
piara do Corpo Santo
rara
? o 'C '
-
J3.- 2
J ra "O
3 .-r
cr
3 o
o "3
sa5s sg
p ra =
ra ra _
a 3 s. c
zr~3 ^
novas
S 5-
Vondc-se em casa de Arkuright & C., rua da
Cruz, rniazem n. 61, relogios do fabricante Hi-
qhbury, sendo que pelo seu perfeilo macliinismo
podc-su usar cora coberta ou sem ella.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu.
na rua da Cadcia do Recife n. 36.
Champa illa.
Vende-so barato, para fechar contas, urna pe-
quena quantidade de champanha, era gigos, da
marca acreditada CiC, na rua da Cadcia do Reci-
fe n. 62.
$27* PAMA O CARNAVAL.
Na rua do Cabug, loja de fazendas finas n. 8,
do Almeidac Burgos, venJera-sc vclbutinas cor
de carmizim, verde, azul ferrete, claro, rftxa,
cor de rosa e preto, de boa qualidade, que bem
assemelha-se com o verdadeiro velludo, a proco
de 720 cada covado : exisie. muitas oulras fazen-
das propnas para apromptarem-sc os masca-
rados.
Vende-su urna escrava de 24 annos, de bo-
nita figura, engorama, coziuha, lava e cose bem,
e urna negrinha de 10 annos : na rua larga do
Rosario ni 26, secundo andar.
Estiio se acabando sebolas de restaos a 1^500 e
sollal a 13 : na rua do Vigario n. 27.
v:
-i.
i

i
-Fazenda
Acaba de cliegar do Rio de Ja
neiro algns exempiares do
primeiro e segundo volume | cs> 8
da Corographia.
llistonca clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica sil, peloDr. Mello Hforaes : vende-se a
\ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da ndeoendencia.
Vestidos de seda.
Vendem-sc corles de vestidos de seda com 2 e
3 babados, armados, do203 a -i03 cada um, sen-
do que scu valor razoavcl ser de 80$ : na loja
4 i
m
1
i
nova.
i
i
n
de
je scu valor razoavcl
Dorias da rua do Queimado n. l(.
iiSS-

uesombaroaJas ltimamente vindas do
J) Porto, proprias para prsenles, por che-
tgarera inteirmcnte perfeilas: vendem-se @
no armazem Progresso no largo da Penha
@ n.8, tanto cm porfo como a relalho ;
proco commodo. @
@-'.;:.^:l;. ,;32S 32 SSS@
Vende-se a armaco e
gneros da taberna n.l-fdo pateo do Ter50 : a
tratar na rua Augusta n. 94.
Brim lona branco e de cores para cal-
cas, vende-se a 3# a vara, no segundo an-
dar do sobrado da esquina da rua do @
i, Queimado, por cima da loja do Sr. Picgui- t
5 oa enlrada pelo boceo do Peixe Frito n. 1. ^
6^000 rs.
Saccas grandes ; na rua Nova n. 52.
Espirito de vinho com M
graos.
Vende-se espirito de vinho verdadeirocora 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas eu as ca-
adas : na rua larga do Rosario n. 36.
Yende-se c permuta-se por casas
no bairro de S. Antonio desta cidade,
ou arrenda-se o sitio da travessa dos
Remedios, na freguezia dos Afogados
n. 21, pelo tempo que fr convencio-
nado : quem pretender urna destas de-
ca racoes, entenda-se com o seu pro
pretaro Caetano Pinto de Veras, na
casa de sua residencia, rua de S. Fran-
cisco n. 8, ou na reparticSo da alfan-
dega, para tratar do seu ajuste
Era casa de Henry Forsler & C., rua do
Trapiche n. 8, vende-se :
Um carro americano de 4 rodas.
Arrcios americanos.
Bombas amercas.
Fogoes americanos.
Arados de ferro a 30$
Champagne e cognac.
Relogios americanos.
Farinha de trigo de lodas as marcas.
Vende-se um cavallo novo, de bonita cor,
bem fcito, e bom andador, sem achaque algum :
a tratar na rua Imperial, casi ou sitio do mnjor
Antonio da Silva Gusmo.
Marmelada.
Na rua Direila n. 6. vende-se marmelada
de primeira qualidade a 6i0 ris a libra a ella
antes que se acaba.
Farinha.
Ferrcira & Marlins em scu armazem na tra-
vessa da Madre de Dcos n.16, vendem porpreco
commodo a superior farinha do mandioca rece-
tomento chegada do Haranhe, cm saceos gran-
des, tanto em porcocs como a retalho,
- Ferrcira, na rua da Moeda ; e | rom
urna boa recompensa,
Desappareceu na noite d<> dia 7 d<
corrente de S. Jos do Man.-:. .
Toixoira Bastos, escravo crioulo, de .
nedicto ; representa -' a Ji ani
co mais ou monos, sem barba,
corpo p
baralissimn procode2$ cada corte: na"loj ido Pa* coaistando de carcas
sobrado amarollo nos quatro cantos da rua do I Panno fin,) "ul, camisas bran
Queimado n. 29, de Jos Horeira Lopes. brim tranr
Resumo das licoes do eloquencia nacional i lo_fHtro escuro, e urna rde, :
sem igual.
Lindos cortes de chitas francezas largas pelo
para facilitar os examos desta faculdade : acba-se
guidn per urea mulhcr fi ii;i, rdr ful i, I
venda na livraria acadmica, rua do Imperador Candida,*qiif ronsla ser natural d ,
n.Sl.
Para os folgasocs do Car-
naval
Gama fe Silva, no autigo ater-
ro da boa-visla hoje rua
Imperatriz n. 00.
cabello amarrado. 0 escravo natu
gipo, aonde tem mai, boje forra.
R l-se a qui ni o a lehender d
Manguinho em casa de Jos T. Bi
; > idado em casa de Bastos i Lrmr.s, ru i |
i picho n. 17, 'jue ser generosa mi nte i
sado.
Moleque Fgido.
lOO.sUUO de gratificado.
Roga-se aos capilacs de campas, e a I
qualquer autoriJade a apniebena de um inole-
Ycndem lindissiinos chamalotes de algodao |1lie de nome Macoel, crioulo, idade 12 anana
a imilacao de seda, de todas as cores proprios: pouco mais ou menos, o qual fugio da ea
para vestiJos de senhoras para vestuarios para abaixo assignado no dia 30 Je ouitibro do cjr-
homens por prego baratissimo que facilita faser- fente anuo, levando ca!c,a de cor, carniza azul,
ceura rico vestuario gastando muilo pouco Ji-
nheiro da-se as moslras com pinhor.
Pera e ameLxa
Vende-e pera sscca e ameixas rainha Clau-
dia cm caixinhas de 2 libras a 1000 a caixi-
nha ou 500 ris a libra ; na rua Direila n. 93.
esquina do beco do Serigado.
Com toque de avada
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:830
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3?P
4:000 a dusia dilos com i palmos por cada face
e de 4 o meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Lcite &
Irmaos. rua da Imperatriz n. 10.
Farelo.
Vende-se farelo superior, saceos com 90 e tan-
tas libras a 5fi60O; na travessa da Madre de Dos
a. 18.
chapeo de palha oleado e o maior signa! so'rer
do aslhma ea pouco estevedecnte de I
desconfia-se que estoja acoila.lo per algam i
talhao, que se queira aproveilar de sua pe uena
idade para o aedmir, desde j protesta o memo
abaixo assignado de cahir sobre dito larapio rom
todo o rigor da lei, e gratifica da mareia
aquello que llie der noticia certa, e paga tota
despeza que se fizer com o mesmo moleque >ara
se eiecliiar dita aprehensao, levando rua Ncva
n. 2!. Franeisco Jos Germano.
No dia 2 de Janeiro deste anno (agio a r.;u
lato oscuro, idade de 40 t 50 annos, escravo de
Francisco Dias de Ajenjo, morador un lugar Gua-
rita, pertencento a rarahibs, cujo escravo
o signaos seguintos : crioio do corpo o i
cora alguns cabellos brancos, quam'o and i
a perna direila para fra e leva a ponti c
em procura do esriucrdo, o que chamain /. n I -
la ; levou chapeo de couro, Icndo por enlaite
urnas bololas foitas do mesmo couro, qm
para o lado, c urna veste com guarda-pe:!", lu-
do de couro ; julga-se andar pela Nwgrm t
Magdalena, aonde lem um mano : a pessoa que
o pegar, diriia-se a Boa-Vista, rua da oaejnij
ra, casa a. 11, que ser bem recompensada.


rs>
DIARIO t) fKBNAMBOCO. SEGA FETRA 2S DE JANMftO I)E Igert.
LHleratura.
Os ludiupna* dos grandes deserlos du
Aseriei Septentrional, pelo abunde
fcm. nmenecli, raisstouario aposto-
Uto.
IX
(Cy>t!HUlir0.)
T lo o ,;;,. regado pelo rio Zuni mu f' r-
is forragons o excellentea o nao ue
lam do irrgaos o artificial, como os das outras
;; os /. mis eolhom milho cm lal qnan-
: 'de ["o nao s satisfaz fu suas m casida-
linda o expe l**ni il o forte /''
do rio Pui reo de uesle.
pafa singular alravessa-
v nma crala de monlanhas e rttoga-se nina
; lani'ie cm cujo centro est silua lo o Poco de
l'itob chamado polos naturacs Ouah-nokai-Un-
n fe.
li uro buraco de forma atenuada uno lom 300
metros de circurafcroucin eni sua motor largura
c 42 do protunddade. I'or meto de una oseada I
ejn-aspiral, feita as boiras, d ao tundo
d'osio buraco, que contera un charco d'aguacon-
ivel, cercado ilo grandes espntyos. lisio pu-
i O urna das curiosidades do deserto, assemn-
M nmile ao quo os Americano.-* chamara
mater-kolt (buraco d'agua o que naturalmente
pmdiiz-*o no> terrenos molles.
A .V O.d'csla regio corneja o paiz dos Mo-
', osla naeo 18o altivo, to Independonte,
quinto industriosa, rio sua populacho diminuir
i isi loravelmenlo uestes ltimos lempos, em vir
i le las bexigas, i anda queseja impossivcl desig-
aclamoiito o numero de Indios, q'ic coin-
p urna Irib, pode-so todava assegurar que as
; de M oquis nao encerram hoje mais de
ti.OdO habitantes.
Amigamente osle paiz era povoado at o rio
i o. o Chichlitlicalc ib S.; o viajante
q i uije o pea-corre raras vezes andaum diasem
itrar ruinas 'le toda :i especie e restos de
do barro pintada, Masillados no solo.
1 'go ;: so |: -i alem do Poco de lacob, in-
mpro para o cano Pacfico deixa-so
a magnifica cada da Sierra Madre o ao
.vi! a i!,i sierra Mogozon para entrar no bello e
cspacos>i rallo do Puerco occidental que se lan-
' i no Colora h Chiquito ( ou pequeo Colorado,]
I ikilom dros mais ; oeste.
Na mundo ha poucos paizes to bellos como o
i encerrado entre o Gil*, o Colorado esous
all u en tes, o rio Verde e o Colorado Chiquito i
no nasce as serras de Mogozon o do Zu-
ni e rcune-se ao Colorado, junto ao grande ca-
n i.i.
D'ahi o Colorado dirige-so para oeste airavez
de una leuda que lem mais de 50') metros do
indiJaic abaixo da planicie, dopois desee
sua juneco com o Gil, o qual
'' rni i u limito meridional d'esle vasto paiz. Ape-
rar de sua elevacao e a presenca dos montes
t-Habi cada azul,] Cerbito, Aquario,
\zteeos, Mogolln, Floresta Negra o do urna mnl-
lid.'io de conos de origem volcnica, o invern
mura i:. -i; u i nessa lalitode.o os campos que
con am reapparecerso hmidos o regados
numerosos regatos.
un dcstes campos desigual o cheio de acci-
dentes corre um affluenle do l'uereo occidental,
i! .una.i-) Litl \dendrou, cujas margeos Cortil i las
de mame rermolho arenoso eslo semeadas de
r linas e mitigas loucas de barro.
I -so sobre estas mesmas margeos una pe-
qnena (lorcsla de arvores petrificadas, ineio se-
idas no marnc o convertidas era jaspe dodif-
trenles roros. Algumas destas arvores medeni C
: is de circumfercncia sobre li de com] rid >
v maior parte dos ramos eslo rermelhos e os
iron '>s tostados ou prctos, como se liressem sido
qu uiiados.
Alm d; Lithodendrou o mais importante e o
i rico valle que secnconlra o do Colora i
Clii pulo, que lem 30 & 40 kilmetros de largu-
ra o que ; jsu os ni ;s pastos do mundo:
icadamente ello est deshabitado ; porcos
le una variedaddesconhoc.idano resto
do lobo, ahi cavaram suas moradas junto das
-': arvores petriliradas que pouco occul-
1 m is altas hervas. Antlopes e. cabritos inonle-
-; ; sao pouco mais ou menos os
nicos seres animad s que aproveitam-sc das r-
rerundidade desta Ierra inculta. <)
hiladas pelos Cosninis. Estas grullas sao natu-
ralmente coberlas da una substancia vitrosa de
um escuro pnito como o ferro, pela maior parte
teem sido csiiranquieadas artificialmente e divi-
didas por muros.
Mais para odiante encontra-se torres de <>b-
servaco o hyeroglyplios gravados na3 rochas.
F.m tola esta regiao do vole/ies extractos a af-
ilia da limla desvia-se do raslo iiloJoo asan-
te, algumas ve/.es mosmo a sua di-.cejao com-
pletamente o contrario do que deveria sor. Tam-
ben) para nao afTaslar-se, deve-sc altenJ:r mais
ao sol do que bussola.
i ;> que se detsa as monlanhas de s. Pran-
-96 aosol es montes VVilliam e ao
le 1'. icjio, tiega-se ao rtepois 5
flore-i -\ ., .. i si na trada da caaa dos
Aztecos. '-'o paiz frcquenlemenlo vistalo pelos
Apacho*, no invern recolhc um i iramonsa quan-
lidade do plantas liliceas mexicanas que os lu-
dios assam para comer o aue os Mexicanos dis-
lillam parafazer agurdenlo mu forte. Em lodi
a America nao ha livlvez um lugar to favoravel
para^um povo do agricultores e pastores que esta
jiorvio dos grandes deserlos comprehcndida en-
tro a Floresta Negra, o rio Verle, o rio Salinas,
c o Gila. Os campos era geral sao hmidos e nao
teriatn necossidade alguma de urna irrigaco ar-
liicial ; as florestas possuem pinhoi, abetos, ce-
dros e enormes carralhos ; as montanhaa eocer-
rara consSderaves riquezas minoraos. Por Ira ti-
eo refore-se que o euro ea prala ahi so cham
"ni abundancia e inuit03 ailluentes do Gila tra-
zem em seu curso pailetas d; ouro. Porm anda
passar-se-hao muilos annos primeiro que os re-
cursos d'este paiz se jara seriamente explorados
a da ra i europea visto como, alem das dlitul-
daites que resulta m di siluaco geographica do
paiz, os Indios, zelosos de sua independencia,
poruo os maioros obstculos que poderem ao es-
belecimeoto dos ga3l idores c cavalleros de for-
tuna cm scus dominios.
A cadea dos Aztecos passa em frente do
monte da Kmeranca sobre urna pona grantica
baixa que parece ligir a parte do sul do norte
da cadea i 113 longit. O. e 33a lu. N. D'esta
altura saliom du.is correnle d'agia ; urna corre
para leste e toma o nomo de rio Pueblo, a oulra
dtri
\
azues uo genero dos do Valle too lioso ( Rocky
DeV, ) de que j fallara is. Urna espe.-ie de ser-
pentu ou arco iris envolco os hieroglyphos e pa-
rece ser ti divindndo d'esses lugares. O aspecto
singular d'esse lugar di a razao porque os Indios
o escolheram como um lugar sagrado, para ahi
celebrarem suas ceremonias religiosas ; os sal-
guemos, as mes juilas, as nnredieai, os arbusto.- e
as plantas de todas as especies fazem um i espe-
cie de galera setvagem, urna morada cheia de
sombras e mysteriaa que deviam ferir a imagiul-
cao d'esses phautaslicos filhos do deserto.
Sahiulo da garganta, entra-sc no grande valle
do rio Colorado, que, vindo de N. O., introduz-
so em urna larga fenda pralteada no meio de una
massa de moulauhas negras.
O Colorado, na e nli ica lora do Wilam, polo
ter 230 metros de largura com urna correnleza ii
cerca de 4 kilmetros por hora, llega um terre-
no de alluvio que parece conter menos arca
o melhor Ierra que a das margeos do rio Gran-
de. Subiudo o Colorado, passa-se pelo pequeo
vallo dosChemehuevis que lom ao mximo 7
8 kilmetros de lrgo sobre 10 ou 12 de compri-
do. O lado oriental guarnecido de numerosas
povoaees e campos cultivados que estendeir-se
ao lado opposlo. Os Chemehuevis pertoncem i
i! i. io dos Pah-lats, chamados PuyucUos pelos
liosponhoes, no geral sao baixos, rocliuucliudos
e musculosos; scu rosto ordinariamente pinta-
do de preto o para oceultar sua nudez so trazera
um avenlal. Cull.am trigo, milho, feijao, ervi-
llias e antros legumes desta especie.
Depois do valle dos Chemehuevis vem o dos
.Mojaros (ou HohavosJ, que do urna fertilidade
notarel. Estes Indios sao talvez os nicos selva-
gens do continente americano, que nao lendo t-
do pouco mais ou menos relacoes com os euro-
peus, licaram no mais primitivo estado natu-
ral ; sao inlelligentes e agradaveis. Os homens
leen um lalhedireito obem proporcionado ; tra-
eos regulares como os dos Iiespanhocs, ossos
grandes, sombreados por comeados cilios c ro-
deados de circuios azues pinrauos piccadellas ;
seo nico traje um avenlal estrello o curto de
algodao ou de pello ; odas mulheres consiste em
urna saia feita de correas da casca de algo-
doeiro e que desee desdo a cintura at os joelhos;
vas na csperauc ce chegar essa dcscoberla.
O que certo 6 quo em 1534 Corlez equipnu
dous navios; um foi dado ao commando de Her-
nando Grixalva e o outro ao de Diego Bczerra de
Mendoza.
Estes dous capitaes tiverara ordem do conti-
nuar as exploraces j feilasnas costas do golpho
californio e fazer todo o possivel para saber o
que era feito de um navio do Estado, que parti
anteriormente e do que nao se ourio mais
fallar.
Na primeira noile de sua partida de Tehuan-
lepe* no Ocano Pacifico, os dous navios sopara- j
ram-se para nao miis encoutrarein-so. Civil-
va, di lis de ter vislo as cosas da California
ill
Temos depois Cavendisl o Rogers visitaram
csses lugares ; n dcscripeo que fizerara dos ha-
bitantes refere-sc exactamente .aquellas das tri-
bus actuaos que SO encontrara anda nesses vas-
Ios deserlos.
Em 1599 Gaspar de Zuniga, conde de Monte-
rey e vice-rci do Mxico, organisou urna oulra
expedicio segundo as ordens recebidas de Phi-
lipo I!, re da Hespanha, afhn de descobrir no-
vas trras e crear estabeb amentos as costas da
Califor lia.
O general V'escaino, que a commandava, parti
de Acapulco cii{ 1002 e chegou al Ai" lal. .
i'.iu sua derrota encontrou dous porlo.s magnifl-
urna tilia dc-eri., S que chamou S. riiomaz, vol- eos, dos quaes de i o norae de San-Diego c de
r, L t.8M?hB- ..- I Monteiez era honra do vice-rei.
ezorra de Mo.iJozi, do carcter altivo c co-,
leriuo, foi assassinado por sua equrpagem us- **?on depois da volta de Zuniga, a fama veo
tigaeoos do piloto lofluno Ximenes. Este de-
pois do assdssmoio do capitn, tomn o comman-
eyitar a auibico do governo e dos particulares,
visto como' o interior da California j patsara
dente, e os quaes atrnvessou o sabio e corsjo?
doutor Barth.
Este viajante, que nos (em referido tantos far-
tos modernos, eobre o interior da frica, roma-
nos ter visto os e trrenles seceos, e ue M
tretanto mostrara ler sido, cm pocas anI
leilos de grandes rios.
A America do Norte lambem tero se'
siflerayehnente, ha tres scalos Vastas extea-
soes d'agua, pantanos sera Om, leen d
j cido, desde a poca de sua deseo!
Os grandes lagos estrarteat-ae, IM|
nos caudalosos, oflareeta mais
icao.
U Nigara, por cxeraplo, conserva di -
los os roehedos, sobre os quaes urna grdi
le de suas aguas corra outr"ora.
do da oxpodieao e dirgio-se para o norlc. Che- 101" niuilo rico om minas de ouro e de prata, em-
gou pennsula da velha California e deu o nomo 1u;ll|Ojque as cosas c os golfos possuam, se-
de Sania Cruz ao lugar em
quo fuudeou, o quo
provavolmcnle a baha di Paz, situada na cos-
a occidental do goiplio californio. Porem nao
gozou por muito lempo do successo de sua em-
preza, pois que os ialuraes do paiz o assassina-
ram jumamente com vinto outros Uespanhes.
Alguns raanuscriplos mexicanos affirmam quo
a California foi descoberla em 152G, porm nao
ollerecem prora alguma em apoio desta as-
sercao.
de um valor consideravel.
Tambera ronovaram-se frequonlemente de 1615
j 1668 as expedicoes oRiciaes e particulares,
porm sera dar resultado de descobeita alguma
importante.
F.mfim, em IG77, ordens baixadas da corte de
Madrid chegaram D. Prancisco Pa
' Rivera, arcebispo do Mxico i
Pederamos anda multiplicar estes exempio*
rilando varios trechos da obra de M. II u
Este sabio dislincto, lio prematuramente re i
gundo dlzia-se, pcrolas de urna grande belleza e do pela morlo A seus amigos, e scieocia
gica, que cultivava com tanta penda, i
quo antigaraente as aguas do niJi-Neg -
tendiam sobro urna vasta parte da lasaia aier -
dional,e da Turqua ; c, se. seaao no* man
. le obsorv leoos prximas de geographos {ti
je ru.ssos, todo o territorio compilen lidoentre <
mar-Negro, o o mar-Caspio foi outr'ora cob.
i Enriquez por muito tempo, pelas aguas,
vice-rei da
Estes phenomenos nao teem oulra cansa, i
ser a diminuicao gradual da clima, di -1
geni da formaco do globo. Mas, \
algiiera, onde esli cssas aguas qu
m-
y
a
:sus antigamcnle os paizes, que ac
l,_ as extensas planicies da Asia, da Ifrici
i-se para oeste e torna-so tributaria do W'il-. algumas lambem se cobrera com capps de pellas,
liam. Hahi at os montes Aquanus, o terreno As donzeltas trazem ao pescoeo colares de pero-
chcio do acidantes o dosco rpidamente para a las ; guando se casao, picara' o queixo pntan-
Occeano Pacifico na razio de 13 metros por kilo-i do-o de linhas azues verticaes e deixara o colar
metro. Os nachos drigom-se todos para o sul e de perolas para lomaren um de (ios torcidos, do
as planicies sao coberlas de um rico tapete do qual pende urna concha irabalhada de corlo mo-
verdura que faz lembrar abolla e verde Erim.lao. O uso dejias conchas muito anligo, as mu-
As torrentes de lava resfriadas anda sao bastan [Hieres o teem em muito. Os Indios mais facci-*
parte septentrional.
Francisco de Ulloa, durante os dous annos so-
guinles, coniinuou as viagens de exploraeo al
a embocadura Jo ro Colorado, porm nao pene-
trou al a alia ou Nova-California ; esta honra
eslava
Cabrillo, um dos pilotos do Fernando Cortez."
A 27 de junho de 1312, segundo as iuslruccOcs
e ordons do Aulonio de Mendoza, vicc-rei da
Nova-Hespania, Cabrillo parti de Natividade
[Mxico] para explorar as costas do norlc. Des-
cobijo o extenso cabo situado entre 40 e l lal.
N. e que Chamou ca6o Mendoza em honra do
vicc-rei, e chegou a reconheccr at a altura d
i': tase forundidadc desta Ierra inculta, o rio
go ; no t :ii;m da i xpedico de Coron i- norf a.su' fa/- Ul a
!o, os Uespanhes o chamavam llio del Lia
ansa da quaiilidado do Unho que crescc cm
ins marg elle corre para (t. N. O. entre
dous : incos de alluvio sombreados or boa |u >-
1 d loi iros, .'unto do Colralo Chiquito
Canon do iabo, oaual mu estreito,
profi n lo, do aspecto raedouho, accesso quasi
issvol e serve de entrada dons'outrosVal-
perladi entre co!linas espossametilc cober-
illas, que se eslendera at s moula-
s de San-I ran -seo.
X
Uoyavet. Caminho dos 31
mies.Los Aljelos.
A O. dn Colorado Chiquito atravessa-se um
li lmno regado pelo ro Verde, cm cujo
io elcvani-seconosdegrs.scmclnanlesailho-
n do um mar de verdura. O r.o
nasce na frlda das morrtanhas do San-
Francisco, percorre militas planicies, que fertili-
S|. cora as aguas do ro-Sabinas e
Unca-si no Gila, junto da poroacao dos Coco-
Deslisa-so ao depois, durante algum lempo, pelo
lado meridional do pico do San-Francisco, an-
dando sobre especies de vagas volcnicas rgi-
i- i" semeadas de mamelous de urna grande re-
11 le, li'um desses mamelocs quebrnu-sc o
1 om virlode do urna lorrente do lava que
Uro lempo escapou-sc, c cujas rugas tor-
t m as anda eslo mu visiveis.
ii rolcaode S. Francisco mu largo na baso ;
0 cu ra forma lo da reuni.io d muius crteras
elevadas 10 I metros cima do nivel do mire
cobertas do constantes noves. Sua posieo goo-
graphica entre 111 "el 12 longit. o. e*35' e36
1 at. N. Os lados d'esl
lad s de floresta
i 33 n-
p i'ieiios o tojos corvania sinsburyania ) cha-
mados aliaiina polos Mexicanos. As rochas sao
atravossadas de numerosas grullas naturaes ha-
le communs, porm sio cortadas de largas fen-
das ou canoM o os valles sombreados por nume-
rosas bosquetes de salguetros c algodoeiros, prin-
ci pal man lo prximo ros ros. Os Yampis habi-
lara i'ssas regios e os fogos de seos acampa-
mentos diariamento sao avistados. No caso quo
queiram enlabotar qualquer negociaco, elevam
b iros um licju om signal de amisade ; sen
duvida dovido oslo costuine o nomo do rio d"l
l'zan, dado pelos prmeiros Uespanhes ao Colo-
rado.
Entre os montos Cerbatos e os montes Aqno-
i''is, queseguem cadea dos Aztecos, passa-se
pelo ni igniiico valle de IKi7iom' rirer rio de
tt'illiam. Entre as numerosas curiosidad*) d*esie
vallo, devenios cilar os creas giganteas ( sam
duv la o cactus, o mais colossal d'esta familia ; )
seus omos allingem ordinariamente a altura de
10 15 metros j tecos de una grandeza pouco
raa> ou menos semelhanle, crescem junto d*esso
enorme vegetal.A llora Oestes desertts de
um a grande belleza emui dilleronlo, encerra plan-
tas ti lujos que se nao enconlram em oulra pa/to,
A forma do cereusgiganteas de urna columna
estriada e vertebrada, leudo muitos bracos que
elevam-se parallelamenlo cora o tronco. Entro
os raammiferos citaremos o carneiro das monta-
uias, cujos ciiifres sao prodigiosos e a l extra-
ordiuariamonte lina o macia. Contara que quan-
lo este quadriipcdo perseguido, pelos cacado-
ros, deixa-sc cable do alto de um pro ipicto sobro
- cli bjes o torna-se a levantar sem sentir mal
alxum E'provavelniente com a la d'oslos car-
neiros quo osTotozoacos lociam os bellos pannos
le pie os ludios do Gila fallaram ao padre Mar-
cos de Nica.
Bochas mctamorphicas, volcnicas onde gres
vermclho, leudo a mais bizarra apparencia, eslo
am in oalas dos dous lados do William, aleo rio
la Mara, onde o valle muda sua dirceo de
e vai de leste para
oeste. Dcixando o rio Santa Mara, conlinua-sc
i seguir o curso d i rio at i a sua emboca Inra no
Colorado, situada 114" longit. o. e 34" lo'
lal. N.
Segon lo urna anliga tradi^o, o; tnstalladores
dos pueblos vieram do noroeste at as margena
do William ; ah su alviaicora om dous ornos,
um foi por San-Juan o o canon deCholly para o!
ros pntan o roslo de preto c os guerreiros ac-
crescentara uma raia encarnada no queixo, no
nariz o na fronte. Seu bracoesquerdo cornado
do braceletes de couro. tragados com botdes brau-
cos c ligara i seus cabellos ponnas de nguia pin-
tadas, s cheles trazem suspensas no nariz ter-
quezas e rnalos de ossos. Todos os Mojavos,
Cuchaos o Maricopas teem a separacao do nariz
perforada, porm os pendentes s sao trazidos pe-
los homens de disiincgo. Homens e mulheres
passam as lies quartas parles do dia no tecto das
casas conversar e gozar do dulce far mente.
| O Colorado, em fronte da principal povoaco
dos Mojavos lom porto do 3!):J melrosde largura;
porem pouco profundo.
Deixa-so-o alera dessa povoaco e dirge-scao
depois para N. O. al o lago de" Soda e o cami-
nho dos Mormcs. Esta narle do caminho um
pouco ondulada cheia do "cascalbos, semeada de
gigantescas yuccas o muilo montona.
Em certas distancias veem-se rochas ennegre-
cidas por fogos subterrneos e coberlas" de
hieroglyphos. Ao norte avista-se urna I i ha de
picos volcnicos por cima dos quaes apenas dis-
lingue-seo cinio nevoso de urna alia monlauha.
A transparencia da atmosphera lal nesses cli-
mas que descobrem-se monlanhas distancias
incalculavois.
Aulos de chegar ao loito ja secco de um lago
ja coberio de eflorescencia de sal ou de sulfato
Por espnco de dous annos a oxpodieao le-
ve ptimo resultado, moral e materialmente
fallando, o os jesutas conseguiram converter
militas tribus. Comludo a dilliculdadc de supe-
reservada ao portuguez Joo Rodrigues j raf as enormes despezns necessarias ao sustento
dos conquistadores c dos eolooisadores im|
que ossos estabelecimentos tomassem um carc-
ter serio de prosporidade e duraco. A Hespa-
nha, cnlo litigada dos continuos sacrOcios que
Ihe cousavam todas cssas tentativas do co'onisa-
eao, contiou aos jesutas o cuidado de acabar a
conquista da provincia do que eram lano g0-
vernadores civis, cmoespirtuaes; este?, porm,
44 lu. N porm acabrunhado pelas molestias e recusaram ; entretanto nao querendo aban
f.idigas, voltou Natividade, segundo a optmao
do Venegas ; outros escriptures dizera ter ello
morrdo no porto Possesso, da ilha S. Ber-
nardo no pequeo srchipelago do Barbara.
B:n 1377, sir Francia Drake, que enlo nao
os Indgenas as trovas da idolatra, 0 padre Killi
e o padre Salva Tierra volaram-so sua sal-
varao c foniu os primeiros apostlos da Cali-
fornia.
passava de simplescapito. porm um navegante I Kh&c ??,amM i,>",,nas Pa."" sobre
j mu dislincto, preparo, com a ajada de al- '
guns amigos, urna cxpedeo do campillos contra !
os Hcspanhoes, o quo o lcvou a dar a volta em
. os missionanos
na admiravcl larefa da civilsaco dos Indi
das provincias novamenle
redor domund. Sabe-so que as grandes rique- d^cliforrii?'' ,UPrCBd '
descobertas.
i as
lancia
u
enas
pa-
governo.
Drake pois parti com vistas de fazer essa im-
portante captura; atravessou o estrello de Ma-
galhos e chegou s costas da California om 1579,
depois do ter roubado todos os navios que cn-
oppoz-so, apezar das represenlares que n
padre Salva Tierra fez Sua Mageslade, por in-
lermcdiodc seu conselho das ludas. Porm o
zeloso missonario nSo mudou de inl
conlrava no caminho c saqueado todos os novos 1 JeraTlicenoa"!" ZtfH? g0ra'
estabelecimentos hespanhes situados prximos .V.'i, emprehend.
5 cosa. Suppondo ser o primeiro em descobrir
do soda
[0 lago de Soda), acha-se um deserto de
rea branca cuja superficie compacta e dura. A'
253 kilmetros mais distante, encontra-se o rio
dos Mojavos. bollo riacho quo por ve/.es encbre-
se sol) um leito do arca o cascalbos, e roappare-
co do novo.
junto doste rio 117' longit. O. e 33" lat. N
que confina o caminho tragado pelos Mormcs
desde o grande lago Sal ou Timpatiogos, uo
I lili, alo o golfo Californio. Esle caminho cos-
tea o rio dos Mojavos duranle muilos das de ca-
minho, depois ntiomotle so directamente para
oeste, elevando-se rpidamente at a' siorra o
San Bernardino quo atenga o ocano. Alraves-
sa-SO essa cadea junio do monte Gabriel situa-
do na parlo meridional da sierra, dopois des-c-
se-o na planicie oppposta por um doeiive de l:)
f 7o" metros por kilmetro. O Horraoes cst.-
uraa bolla serrara junto dessas mon -
centro do Novo Mxico, c oulro passou pelo riu-| lanhas: fazem laboas de carvalhos, pinhoiros a
Verde ceslabeleceu-se junte do rio-Gila, d'on le j 'ycomoros, que crescem nos barrancos, e dos bel-
p irtio para estonder-se at o Mxico. los abetos de San Bernardino.
N'esta parte de seu curso o William abre.cara- Da base do monte Gabriel al o mar nao se v
uho airavez das raonlaulias, por urna brecha, a-1 mais quo urna planicie inclinada, bcuhadasde ro-
bera om um triplico leito do diozlos, granito e [ gatos om cujas margeos eslo estabele-idas porto
quartoso branco, que contm urna galena argn- ue 500 heralos exploradas por Mexicanos o Ame-
tifera. Eila garganta h ilutada pelos Indios do rcanos da California. No centro est edificada
Colorado ; inuitas vezes ahi se enconlram at-
guus traeos de seus acampamentos ; ora sao ros-
tos de redes trancadas com a casca do salguoiro,
ora sao cabanas lilipuciannas construidas de ra-
mosde arvores ccobertas de folhas E' do notar
que u'csses logarejos, os Indios s accedem fugo
com pequeos ramos de urna polleg.ida do ospes
- ira i' a i mesmo lempo que sonda a madeir-i mu
abundante elles mostrara muia parclmoniaem i
uso. Por occasiao dos grandes calores osses sel-
vagens fazem sua cama na rea aquecida polos
raios do sol, porm, qnando em lempo de chu-
i fros, dormem em pequeas cabanas cheias
1" folhas ou de hervas seccas.
Rochas amontoadas urnas sobre as ot.itr.is ro-
presenlam os andares de um immenso IcocaHis
mexicano ; seus cahoeos, decepados polas tem-
pestados, do a apparencia do uns doniilhoes (re-
cortes gothicos do 13 socalo ; as aberturas e
fondas d'essas oseada? cylopinassao lapadas por
plaas, espinhosas o cactus extraordinarios; Urna
dos d ete grupo volcnico -io tape- Pianias, espumosas e cactus extraordinarios; t;ma
estas de piuhosj pinus brochyplera)I^'essns rochas perpendiculares naturalmente
drosde altura, de cedros, carvalhos cavada om sua baso o forma urna grande.grulla,
VOIJLIETIjSI.
BRANCAS,
i\I.FRK5> ASSOLAXT,
VIH
{Continuarlo.]
O P eslava em trago de ceremonia.
P i manlia linha dado um passeio cavallo no
C irao todas as pessoas quo vivera cn-
tre qualro pared s, elle s aspirara ao or livre.
Um sculimenlo secreto, viziuho do amor, o de
corlo muito atestado da indiflerenen, impellia-o a
enmprir quanlo antes a sua commisso o fazer
visita a familia Bonsergent. Ripansel, que ad-
vinhoii a impaciencia do advogado, diverlio-se
em excila-l i com demoras : cmlim fui necessario
deixalo partir.
Vai onde le chamara os destinos, disso elle
i
Brancas nao precisou que lh'o repelissem. Sel-
lou e i ; arou o cavallo e parti galopo. Vin-
to minutos depois, apeova-se na poiia do majnr
at, o prenda a bride do cavallo ao annel
i!" Piro, que desde lempo inmemorial, est pre-
so nos muros das casas confortareis da provin-
cia.
Endireilou para madama do Bonsergent, com-
primentou-a com a maior polidcze procurou com
os olhos Claudia, que linha subid' ao quaito a Tira
do dar nma ultima vista d'olhos ao espolho. Elu-
da apresentou o mancebo ao marido e ao coro-
nel Malaga. O maior recebeu-o com um sorrso
e um aporto de mao. e Malaga 'nelinou-se com
corta impostora que o Parisiense Ongin nao per-
cebe/. Senlaram-so no fundo do um jardm era
um kiosque do vidros coloridos que servia no vc-
ro do sala da familia Bonsergent.
Dopois dos prmoros comprimoutos pergunlou
madama Bonsergent :
Como acha a nossa trra? Nao lera os gran-
des aspectos da Suissa, nem 03 infinitos do Oca-
no, nern a bellez regular dos parques de S.
Co id, de S. Germano e de Mendon. A nossa na-
tuioza moa nalureza' de provincia.
Brancas advinhou o perigo. Todos os provin-
cianos lingorn urna modestia exagerada fallando
das guas provincias e interiormente sao da opi-
ino da |iielle Gaseo, que achava o Louvre se-
nielhaiiie s estribarlas de seu pai. Essa peque-
Vidfl o Diario a 17,
om cuja entrada se acha nina bolla lucia de agua
lmpida c lorenle. cima da fonte a grulla
tapetada do hieroglypphos vermelhos, broncos e
na vaidade de queso zumba feita dos mesmos
sentimenlos que o amor da patria quo to bello
adiamos nos Gregos e nos Romanos. Vieille-
ville n dos barbaros d'AngouImo, de Carpontras
o do Lons lo Saulnier, como Alhenas ria dos bar-
baros de Suzc, de Ecbalana, e do Tersopolis ; e
Paris, arbitro supremo do gosto, entre Vielllc-
villo o l.ons le Saulnier, z'ornbi de ambos Na es-
soiicia, o amar da patria nao seno o amor de
nos mesmos, augmentado com o odio do prxi-
mo. Talvez, pensando bem, nao adiemos muito
mrito em nos amarraos a nos mesmos.
Minha senhora, replicou niodestaracnte o
Parisiense, Icnho vislo muito pouco a sua torra
para fallar a respailo, mas o que Icnho visto
admiravel. Osgelciros da Suissa sao felos para
os Inglezes e para as cabras monteaos; o Rhig pa-
recc-sc ao monto Branco,o monte Branco Gene-
bra, c a Genebia ao monte Rosa, o todos juntos
nada lem do maravilhoso. Sao enormes mon-
tos de roehedos, sem perspectivas, embaxo dos
quaes se acham profundos valioso quo o sol nun-
ca Ilumina ; cima desses vales c na encosta da
monlanjha elevam-se carvalhos cuja folliagem
sombra entristece os olhos c o coraeo; de qual-
quer lado que urna pessoa se vollo.'s ve objec-
tos lerrlveis ou Iristes. Os poetas convem em
ai liar isso bollo. Concordo, porque conliocem
melhor a materia do que eu, mas essa conven-
cao do data muito rcenle. Hade acreditar que
o sabio Homero se accoinmodaria muilo bem com
0 valle do Chamounix. quaulo tanto llio cuslava
a supporlar a vista do Ida, seis vezes menos ele-
vado do que as alturas de Monlmarlre '? E o
meigo Virgiio a quera faz horror o Eridauus rei
dos rios porque degrada algumas vezes os mu-
ros das granjas de Mantua V E Fenelon, que con-
tenta-se cora um bosque de larangoiras, com um
regalo que corre n'um prado, cora uraa ilhaziiiha
01 lada do Caas, e cora urna grua d'onde so des-
cubra o mar ? A grua do Calipso nao oulra
'cousa o observe que morada de una densa ;
julguo se simples moraos nao se deveriam con-
tentar com menos. Aqu ha agua, rclva, flores-
las e collinas coberlas do. pmpano verde que pen-
de em fesloes. O quo podem desejar mais I Mul-
la genio lem feito o giro do mundo e soprado nos
dedos no cuma do Chiraborazo, que se dara por
muito feliz hoje se podesse sentar-so ao Cante
do lar entro a mulher e os lilhos, com o copo na
raao, ao rudo similar do vento as techadoras.
Porem, disso a potica Elodia, Chateau-
briand nao teria razo quando gabava as mara-
villas do Nigara, as lloreslas immensas, as sa-
vanas, e o sol meio occuilo nis vagas do Atln-
tico ? Nao ser Byron inspirado quando canta a
Ierra da mura o do limociro, ou o monte Bran-
co, csse niouarclia das montauhas ?
Ta, la, la, disse o major Bonsergent ; esse
acidado mexico-amoricana de Los-Angelos, pou-
co inte.-ossinte, cora 4 3,00!) almas. Dahi pa-
ra ir S. Pedro, nao se tem mais que seguir o
curso do San Gabriel, que vai ler por declive do-
ce, sob um co delicioso, no meio de urna verdu-
ra cierna, al as praias arenosas do Ocano Pa-
cifico.
XI-
Primeiras expedicoes California. Fortuno \i-
menes.Fernando Co'tez.Hodiigues Cabrillo.
Descoberla da CaliforniaSir Francia Drake.
Sua recep'o polos naturaos.Expodieo do
Oloiido.O padre Salva Tierra.Os Jesutas.
Para completar a dcscripeo dos deserlos me-
ridionaos da America do Norte, resta-nos dar al-
guns delaihes sobre a descoberla e topographia
da California, que se acha a oeste das regios de
que tomos tallado nos captulos precedenles.
Em 523 o imperador Carlos V, em uran caria
datada de Vnlladolid, ordenou Fernando Corlez
que procurasse as cosas oriontaese oecidentaea
urna passagem para as grandes Indias; Cortez,
era sua resposla ao imperador, falla com muilo
onihusiasmo da possibildade do deasobrlr urna lal
passagem ; parece mesmo quo fez. minias lenlali-
teu Chateaubriand um hornera hbil; mas, dia-
bos me lovem, so entendo pitada das suas admi-
raveis historias Ora urna rma que loma o
irmo polo primo, e para expiar o erro, diverlo-
so em cantar o De Profundis emquanto o irmo,
que, tambera nao est cora o juico em muilo bom
oslado, passeia, desde pela manlia at a imite,
margem do mar, insensivel a lodos os rheuma-
iismos e a indas as pleurisias ; ora urna araa-
vel selvagem que maganoa na floresta com um
solvagem dos mais civilisados, e que se envene-
na justamente no momento em quo um S3bo ve-
Iho cujo nariz se inclina para o tmulo lhe faz
comprehender um pouco lardo que ella obrara
melhor casando-se. Pensa enlo que para se-
mentantes imaginaees urna paysagem norman-
da, brela o poitevina sera suiBciente 1
Profano disso Elodia secretamente irrita-
da pelos discursos burguezes do marido. Que-
ras talvez que se pintasseni bois, carneiros, pas-
toras sentadas na relva, e trancando chapeos de
palha, ou quo a arle suprema 011 obra prima do
poeta fossea conversa de um estalajadeiroa con-
tar, om lempo de feira, os ganhos do dii ? De
certo, nao necessario misturar as tempestades
do Ocano, pintura das emoces de um herbo-
rista.
Bonsergent ergeu os hombros sem dizer pala-
na e accendeti o cachimbo. Brancas, que cora-
prehendia que essa discusso lilteraria enfastia-
va soberanamente os dous soldados de Napoleo,
deu-se pressa cm pcr-Iho termo.
Tolos nos temos razo, disse elle.
Eis ahi est urna couclusao de advogado,
disso o coronel.
Sira, senhor, disse Brancas, todos nos te-
mos razo. llavera s um caminho para o ge-
nio ? Byron e Chateaubriand tiveram razo era
embocar a trombela pica ; Virgilio e Fenelon
tiveram razo cm cantar sobre um thema mais
doce a eUeidade dos campos; o Inglez e o Bre-
lao agradara s almas perturbadas o vilenlas ;
o Fiancez o o Lombardo s almas mancas, paci-
ficas e humanas. Aos primeiros. os Alpes e
seus sombros geleiros, aos segundos, o Poitou e
os prados sempre verdes !
Com mil bombas I disse Bonsergent, faz
prazerouvi-lo, Sr. Parisiense, esintono conhe-
cer o seu methodo para cstabelecer era minha
casa urna paz perpetua. Nunca minha mulher
quiz crer quo eu tivesso razao contra ella e ao
mesmo lempo que ella, e morreret sem lh"o per-
suadir.
Pois eu son mais feliz, disse Malaga, minha
mulher concorda comigo cega mente.
Jess I que horrot I exclamoa madama Bon-
sergent ; nao falle nunca em semelhaotes cou-
sas, corouel, M quer conservar a minha ami-
zade.
-:
essa trra, chamou-a Nova-Albion. Deu fundo
cm urna baha que alguns autores julgam
sera do San Francisco ; porm segn Jo noticias
mais exactas dove-so crer quo a conhecida boje
cora o nonio do Jack's liar bou r, que est um pou-
co mais ao N.
Os habilanles do paiz descoberlo por Drake v-
viam om cabanas que osabrigavam das intcm-
en; io, ic-
padio geral do sua or-
icenca d
oiigas opposi |6c3, > o- superiores Ih'a
. deram. Do oulra parle a andien ;ia do Gua la! 1-
I jtara vio enlo as cousas differentcmente e en-
trn em .suas valas com lauto ardor que o soli-
citador D. Jos do Miranda Villizan, lornou-se
o mais dedicado amigo e ajudou-o com iodo o
1 son poder. Este apresentou 16 ds julio, de
requisico audiencia para que so
erapenhasse cm favorecer a misso do padre Sal-
pories das osiacoes. Os homos andavara intei- wlnJoaSS^ eSCterou-S0 a vicccd ^n'
ramente us e as mulheres liiiham, em forma de "
saiote, pequeos aventaes da especie daquellcs O padre jesuta no cometo do auno do 16)7
que usara os actuaos Mojavos. Os solvagens trou- dtngo-se ao Mxico com plenos poderes do
xerara ao capitn peonas, especies de rnalos de seus superiores para fazer as eolio tas :, .
los e fumo. A noticia de sua chegada espa- r'as a sua empreza. Ahiachou o padre L'grtu que
lhou-se pouco dopois na cire.umvisnhaura o os encarregou-se de ser seu agente no Mxico, pa-
na tu raes annunciaram-lhe que o rei de urna ra affaslar tedas1 as difliculdades que surdiss
grande naci vsinha via V-lo selho assegu- conlra a expedico da California. Algum ; -
rassera que nonhura mal lhe fariam. Drake fez po depois, I). Alonzo Davales, cundo' do Mira
comprehender o melhor possivel que o rei seria Valloz o D. Malleu Fernandez de la Cruz mar-
bom viudo. jquex do BuenaVista, promeiteram-lhe! 2:000
Us campinos viram logo dopois approxmar-so- oseo los da Allemanha, os quaes, junios s libe-
Ihes urna numerosa corapanhia, fronte da qual randados do.s outros beufeitores, raontaram
caminhava um hornera de bella appaiencia. Ira- lo:000 escudos. D. Pedro de la Sierpe,
pendo um basta o em forma de sceptro, d'onde I soureiro de Acapulco offoreceu emprestar
pendiam iluas coroas de ponnas o ires cadena Je | 'ral 'ola para o D/anspori^ t,. tj ,i, i;.; c
ouro. O rei vuha ao dopois, cercado do urna mul-
comiliva e fez-TItes presente de urna barca
rom, como nao poda contar com o xito da
a
the-
11 na
sua
Po-
em-
lidao de homens de aspecto grave" vestidos do
pellos do anim.us ; umsein numero de seliagons I P.rezi e careca do fundos que poderiam produ-
fechava o cortejo. z_ir urna ronda annual, a congregago de Nossa
Estavam piulados de diversas crese carrega- | Senhora das Dores, do Mxico, deu 8:0d0 escu-
vam toda a qualidade de presentes. O que ira- '"s Pra fundar urna misso aos quaes ella ao
ziao sceptro fez um longo discurso, que foi se j depois accrescenton mais 2:000, leudo calculado
gudu de dansas geraes e bizarras cantonas. Ao 'I'"'- I"'ll> monos seriara precisos 500 escudos de
dopois o ro approxiraou-s do capito inglez, | ronda para quesubsstisso, vista a distancia do
poz-lhe na cabeea urna das duascoras e fez-lho
donativo de son* reino, que Drake acoitou com
prazerem nome de sua soberana.
Nao misaramos garantir veracidade desta par-
le da relacao do Drake, que be ra poda ser inven-
tada para, era caso de necessidadc osso novo lor-
rilorio passar cora da Inglaterra. Como quer
que soja, os Inglezes enlranharam-so no interior
do paiz e ahi viram coelhos cm bandos rJe
milhares. Na volta os exploradores alBrma-
ram que o paiz que acaba va m do visitar devia
conterouro em abundancia, porque, diziam el-
I les, era adiado cm quantidade em muilos luga-
j res. Nesse caso, pode parecer extraordinario
I que os naturaesnao trouxessem sobro si ornato
I algum desse precioso metal. Este tacto, assini
como a nudez dos naturaes, provaria quo estos
solvagens viviam em completo oslado do barbaria
e que isnoravamos mais simples elementos darae-
tallurgii. E egualmentc para admirar que recom-
pensando o rei Drake, nomeaudo-o Cavallciro e
lzendc-lhe que suas accoos davam-lhe mais
paiz e os
tr'avara.
poucos recursos qu.
a se eucon-
Alem disso, li Juan Cavallero v Ozio, sacer-
dote da ctdade do Qucretaro ecommissario da
m [uisicao, hornera extremamente rico o genero-
so, fornecou 2,000 escudos para fun laco do du is
outras missocs o proraetteu ao padre Salv 1
ra prostar sua f todas s lellras do perraul a
sobre elle saccadas.

'1 u ir-se-h .'
Variedades.
Da limimi-i/fio gradual da chava.
Ser, porm,esse desvio resultado das mudan-
cas do curso das aguas, pe]a adjunecao das em-
bocaduras ? Nao, por certo, mas pola excassej
dossos cursos, em consequencia da diminuicao
daschuvas naNubia, as monlanhas oude o Nilo
nasce.
honra que seu Ululo, nao dsse um s paeso pa-l As chovas nao snstentam s o Nlo como se
ra apoderar-so do paiz que seu almirante 'julga- sabe, mas amia varios grandes rios do interior
_______________________ da frica, que corrom para o sul o para o occ-
va ter descoberlo.
Malaga mordeu os labios.
Tu assiui ileitas a perder os nossos nego-
cios, disse em voz baixa Bonsergent ao amigo,
cala-te, queros ioar mal com Claudia ?
Ah l por Claudia, oulro caso, respon-
den o coronel no mesrno lom, sabes que lhe que-
ro bom como se fusse minha lilha.
do avallara c toreado a balcr-se. No segundo
golpe, Bonsergent corlou-lhe o p.inho direito
mesmo aos olhos da mulher que linha corrijo ao
ouvir o barulho. Varambon apanhou a nio que
trilia cabido o nessa mesma noile parti para a
Dalia, desgosloso das boas fortunas.
A impotencia de vingar-so augraentava ainda
re?, da Nova-Hollsnda, e da Europa I ll
simplesmcnte mudenca no curso das
Abandonando esaes terrenos, a mar tona corri-
do para outros ? Bis-aqui aasloea, qm
procuramos responder. O quo paren a sci
das observacca geolgicas, e geograph
afllrmar, que nao ha e
rios de nova forma, anda as pocas
cas.
L'uia opinio, quo nao deixa de ter o
de c razao. acaba de apparecer, n 1 I
proposito desia questo da diminu o d. s cha-
vas : pertence ella ao capitn Alfn o Draj
theoria, por meio da qual este -
explicar todos os phen ,,
emqueslo, muito simples na'
Segundo \I. Drayson, o a;lol 9 lin 11
\o_u de augmentar, desde OS
ate agora.
Todos os annos, innumeraveis plantas co-
brem a superQcleda tena, e su u foll
o bastes morrom, aeccam, eaugmentara : -Cari-
as quantidados de seiva ou de ierra d. -
das pelos annos prc:edcntes.
Se aos restos dos vegel es se ajunlat 1 -
duelos do lodos os animaos, desdo o homei
os insectos selvagens, nao se* os d( -
, mas ainda OSda Ierra, ler---
mente todos os annos urna quantidade J<- i
crea los, alm da qnc j exista, late ,
ainda mais peloestudo de plantase I -
do mundo primitivo, c pelos dos -
cndanos e terciarios. Os carroes, tan
do u.mas e lurfosos, que fazem I
riqueza do mundo, e cujasquantidad s na l 11
pa parecem inexgotaveis, I
outras carnadas ni lis
a disposiQo dos terronas. 1
vera ter augmentado o volume do gtol 1. Ha
anmaos dos lempos primitivos, o sobi
coochas que se encoHtram nos terrenos I
devero ler contribuido ainda mais para
a croata do globo, do que os vi
do, o que nos parece exacto, a
regelarode nossas florestas actuaos leja
prompta, do que a das dos lempog ma remo-
los, daquello, por cxomplo, cm qpe n -
minas do car-, ao de 1 Ira, 1 las
assim sao su Bidentes para reforcar >
mentos de M. Drayson. Ls,>- resi 1
povoam a torra absorvem em vid., maior |
de materia liquida, do que solida. A nv .
cujas riquezas sao inexgotaveis, nunca anea,
o a agua saturada d' um ou oulro gal
cipa! instrumento de suasproducci -.
\--;m pois, segundo M. Drayson. ora an
sumo dos (luidos por lodos li-
nas dilFercules luneeoaa Ja vi.J.i, n, g|
atribuir diminuicao gradual da chuv
verdico, o que nio parece davdoso, qu< u --
sa vegetal e animal augmenta, a massa I
du : mmente exisleutena almos
Ierra diminue neccssararaente.
Semelhanle theoria pedera maten I
montes. Picaremos aqu no 1 :
sto na diminuicao gradual dachuva \
logia fez tantos progress i.sd no espa 1
secuto; j nos revela tantas maravi'lhas
desenterrado tantos Ihcsouros viziveia lem cal-
culado com lana precisan as diftVronl
da Ierra, quer antes, qur depois da
genero humano ; cntregou-so lao .
dos sobro toaseis, que podemo-la cr
viccao, quando annunciar noi
Pois bem a diminuicao gradual das chava* de-
ve ser clasatficada entre as mais mi,
descobertas meteorolgicade nos.- im-
porta agora s, cm presenca de egual ,
curaros meios de destruir os perigos iue leaie-
Ihanle descoberla ameaca para o tutu-o, >,-
ella continuar as mesmas proporc*-. \
daschuvaa laura muilo pequea quantidad. 1-
aua sobre os reinos animal o vegetal, alim de
quo se aceite, sem exame, a sua diminu
Convidamos pois os sainos, afim de con Una
as suas sabias indagagoes, o nma vez capara
desses 1 rogressos da scieocia. o melhor ne po-
donamos fazer, era empenh.ir os agricalt
auxiliarem os esforgos da administraran dos
halhos pblicos, pata acabar con: o itOSSO ai
systcma de rrlgaco. I ma vez mi
toma diilicll, preciso que a agricultura d'<
ora diante s ular-lhe 0 uso.eai
scus proveitosos Irabalhos.
l.lM!
______________(Jauornal du Havre*Bmr
rou a sua son affaclacao, mas licou oftVndid
lo modo com que Audim-t par
Claudia.
Vem defender a causa do Sr. Ripansel .'
pergunlou o secretario geral.
Sim, senhor.
Ma de ter muilo que fazer para gaahar
processo. Lsio todos de acord era como
lamento valido.
Espero, disse o advogado, provar o contra-
rio c forca a communidade de P... urna 1
IIun ( 5tU-
r da con-
No mesmo momento chegou Claudia, e fez ao ; mais a raiva de Elodia. Em I845,ella linha chega
Parisiense o mais gracioso comprmento. Boa- do idadeem que a vinganca impossivcl s mu-
scrgenl e Malaga levanlarara-se. Hieres, mas consolava-se fa'ando mal do marido
Meu charo senhor, disse Bonsergent, depois e erguondo um pedestal para si.
do servico que me preslou, minha casa sua. j Eis-ahi una m torrivel I pnsou Brancas, luieo"
Espero que lerei o prazer de vo-lo por aqu mu- mas s tinha olhos para ver Claudia e a chegada i Sei, senhor disse Vudinct uno aareeii i
lasv"(S; c ., dc -'a nova visita ponnillio-llieexauna-lavertr-se ora irritar o seu ii.ic.lo;i.:
-Onde vai o Sr. Bonsergent? pergunlou vonlade .Essa visita era o Sr. Audinot, secreta- impossivd suaeloquencia mas du
triDunal con.-iut 1 jar as pobres
s om favor do scu cliente.
Brancas vondo-o sabir com Malaga. I rio "geral da profeitura, e nuivo de raadcinoisclle
Vai dar o seu passeio e jugar sua partida Bonsergent.
de bilhar com o coronel, disse madama Bonser- ; Urna cara chala, um nariz do Knlmouk, urna
gent. Os maridos doste paiz nao podem suppor- testa larga mas mellida para dentro, urna bocea
lar a companhiadas mulheres. Toda a tarde se grande seraellianle a dos Balracianos, um Marat
passa no nolequim, onde fumara, jogam, questio-[ de grvala branca, eis a Sgura do Sr. Audinet,
nam, e cospem volitado. jTriste infortunio de j lilho mais velho do coronel Malaga. Os olhos
urna mulher delicada e que nasceu para melhuros eram amarollos e iixos como os da raca felina ;
destinos, ver-se ligada toda a vida por una le I ludo ttolle annuociava a iolelligeocia, a aatucia
absurda esses entes brulaes.
Oh minha mai, disse Claudia, o que est
dizendo I Meu pai lao bom !
Teu pai ? S Dos sabe, Claudia, quantas
vezes... Mas nao aos olhos de minha illia que
devo depreciar seu pai.
A pobre Eloaia era o lypo mais perfeilo dessas
mulheres nao comprchendidas, que duranle al-
gum lempo, esliveram cm moda as provincias.
Todos os seus pozares, pela maior parle imagi-
narios, nascem de um oigulho inmenso. Alguns
versos muilo gabados pelo redactor idolatra da
gazeta de Vieilleville.uraa belleza por muito lem-
po celebre, um espirito fcil e um carador des-
ptico tinhara feito de madama Bonsergent a rai-
nha da moda em lodo o departamento. Ella so-
nhou Paris e a gloria ; mas o prudento e ass-
zado major, quo pouco apceo dava repulaco
qim adqurem os maridos das mulheres celebres,
oppoz-se formalmente a isso, e passou aos olhos
de Elodia pelo mais feroz lyranno que haja tor-
turado o corac.io do nina pobre mulher. Foi um
momento critico no casal. Felizmente, nenhum
celibatario ousou aproveilar-se do furor de ma-
dama Bonsergent que de bom grado se deixaria
roubar e levar Paris. Os defonsoresdas bollas
oppriraidas llcavam morios de terror lerabraudo-
se da aventura do pobre Varambon. Esse man-
cebo, caplao na guarda real em 1829, lerabrou-
se, estando de lieonca, de mandar urna, caria e
um raraalhele do flores raras madama Bonser-
gent. A carta foi interceptada pelo major, que
raandnu pedir a Varambon, que tivesse a tonda-
de de ir ao seu jardm. Este loi sem descoulian-
ja e achou-se frente a frente cora duas espadas
baixa ferocidade.
Caminhou como um galo, fazendo urna volta,
loraou urna poltrona, c senlou-sc dcfronlo de
Brancas, leudo cuidado do voltar seoslas luz.
0 advogado, ao vc-lo, sentio urna impresso pe-
nosa, e como um abalo elctrico. Lembrou-se
que era o noivo do Claudia o exariiinou-o sera
aSectaco.
O Sr. veio bora tarde hoje, disso madama
Bonsergent ao recem-chegado.
Minha senhora, rospondou ello com tpm
grave o doutoral, eu s conheco o meu devor. A
vida urna serio do devores a.'cumprir. Tivcdo
substituir o prefeito, que foi fazer a corrcco, e
asignar por ello certo numero de papis.'
Ao mesmo lempo olhou para Brancas com una
cara que nao acrescentou nada s disposices
a miga veis deste. Elodia percebeu e aprsenten-
os reciprocamente.
Sr. Brancas, lenho a honra de apresenlar-
lhe o Sr. Audinet, secretario geral da prefeitura e
nosso amigo particular.
Brancas inclinou-so polidaraculc mas com
frieza.
Senhor Audinet, lenho a honra de apresen-
tar-lho o Sr. Brancas, ura dos advogados mais
celebres do foro de Paris.
Ah I foi o Sr. que leve a felicidado de sal-
var-lhes a vida, disse Audinet com fingido calor,
permita-me quo lh'o agradeca particularmente.
estas palavras, levantoii-se sollicito e aper
tou a mo de Brancas. Oadvcgado reparou que
a mo do Audinet era fra e pegajosa como a pel-
lo de urna serpenle, o que para os physiologis-
tas, um sigu1.! de baixezo e hypocrisia. Reti-

lo que o
religiosas
O Parisiense comprehondeu a tctica de Am-
diuel, que por uslincto o sem conhoce-lo,
va-o como iniraigo. Sentio que o secretarte
quena laze-lo fallar o forea-lo a de
Evitou o golpe.
Receto aborrecer as seaboraa, 1 ,
le, expondo os meios de direito de que aWnau
mas fique certo do que a evidencia em pro
do meu cliente, e quo como o Sr. diz, as r
sas bao de ser despojadas, se restituir OS Uns
do oulrem sor despojado.
Assim terminou a primeira escaramu a. Bran-
cas saino alguns minutos depois. o leve o e
de ser colindado por madama Bonsorg ni
vollar tolos os das.
Quando elle se retirou disso Audinet.
Todo o Parisiense fatua, lste nao 1
cepeo regra.
E o senhor, toda a pahvra que diz c
maldade, uitcrrompeu Claudia, com u:n lom n io
serio, meio de gracejo. Nesla occ*s:o ambem
nao taz excepcae 4 regia.
Claudia disse madama Bonsergent com sj
veridade.
Gosto desta araavel franqueza, disse Audi
net. Parece que a senhora loma muilo iulcrcs-
so pelo bello ettrangeiro '{
Taulo mu importa cora o bello ettrmmftiro
como cora as pyraraides do Egypto : mas nao
gosto quo o senhor diga dianic de mira, mal de
um hoiiiom que nos salvou a vida.
Ora historias I disse Audinet. queiu nao fu-
ria o mesmo? Dar a mo a scuhoras para des-
corona do um carro na reahdado cousa muito
dilcil e perigosa I ...
A disputa prolongou-se ainda por algum lem-
po, porem uada mais se disse que maraca ser re-
ferido.
(CaaXmaar-M-aa.
PERN. T1T. DE M. F. fE FMUA1WK.
II
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