Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08925

Full Text
AMO m?. IBMEBO 299,
Por tres mczes adiantados o$000.
Por tres iuezes vencidos 6$Q00.
SBXTi FEIRA 30 DE DEZEMBRO DE 1859.
Per auno adiantado 19^000.
Porte franco para o subscriptor
E.NCARREGADOS DA SUBSCRtrCA'O DO NORTE.
Paralaba, o Sr. JoaoRodolpho Gomos; Natal,
o Sr. Anlouio Marques da Silva ; Aracaly, oSr.A.
de Lomos Brng; Cear, o Sr. J. Jos de Olivcira
Maranlo, o Sr. Manoel Jos Martn? Rihoiro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernanda de
Moracs Jnior; Par, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas.o Sr. Jeronvmo da Costa.
PAlUlVA UUH COM.IU-.IOS.
Olnda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiannac Paralaba as segundas c
sextas fciras.
S. Anio, Bezerro.s, TSouito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as torcas foiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoero, Brejo, Pes-
queira, Ingazcira, Plores, Villa Bella, lloa-Ysta,
Ourcuiy e Ex nns quartas-feiras.
Cali, Serinhaem, Rio Forraoso, Una, Barreros,
Asna Prota, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os dirruios parloni as 10 huras ila manlian 1
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Rela^o: (erras feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas c sabbados as 10 horas.
Juzo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civcl: quartas e sabbados ao
moio dia.
EPHEMEK1DES DO MEZ DE DEZEMBRO.
2 Quarto cresccnle as 11 horas e 30 minutos da
manha.
10 I.ua cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quarto mnguanie as 6 horas c 56uiiuutos da
larde.
24 La nova as 3 horas c 27 minutos da ma-
nha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde-.
PARTE OFFICIAL
Ministerio do imperio.
Rccife.Ministerio dos negocios do imperio cm
'ni iOde dezembro de 18-r>y.Illm. e Exm Sr.
S. M. o Imperador manda remelter a V. Exc. o
requorimenlo junto do Francisco Xavier das No-
ves, mosire da quarlaclasse das oflicinas do arse-
nal de guerra, pe,lindo ser dispensado de assislir
ao ponto afm do que V. Ex,c. de suas ordens, na
forma do que informa o respectivo director, cm
cujo sentido fui deferido a sua policio.
Dos guardo a Y. EreJoao do Atmeida Pe-
rn.> Filho.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de. Pernam-
buco 21 de dezembro de 1859. Luis Barbalho
Muniz Fiuza.
Recife.Ministerio dos negocios, do imperio
-ni 20 do dozombrj de 1859.Illm. c Exm. Sr.
Communico a V. Exo. para seu conhecimento
e governo, que por portara datada do hojo, hou-
ve S. M. o Imperador por bem conceder sois rae-
zes de licenja, com os seus respectivos venci-
mientos ao vigario da freguc/.ia de S. Frci Pedro
Gonr#lvesdo Recite o arcediago Placido Antonio
davSilva Santos.
Dos guarde a V. ExcJoao de Almoida Pe-
roira Filho.Sr. presidente da provincia do Per-
nambuco.
Cumpra-so.Palacio do governo dePernam-
buco 24 de dezouibro de 1859.Luiz Barbalho
Muniz Fiuza.
Hei por hoin conceder ao paire Antonio do
Oliveira Aniones a demisso que pedio do lugar
do rapello do exercito.
Palacio do Rccife em 22 de de/.einbro o 1859,
trigsimo oilavo da independencia c do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos
de Almeida Peroira Fillio.Conforme.Dionisio
da Cunha Iiibciro Fcij.
Recife.Ministerio tos negocios do imperio
em 22 de dezembro de 1859.Illm. e Exm. Sr.
S. M. o Imperador deferindo nesla data o requo-
rimento do ex-soldado Antonio Jos tezerra,
manda que seja este admitlido CJmo servente do
arsenal de guerra desta provincia, o que com-
munico a V. Exc. para seu conhecimento e exe-
cucio.
Dos guardo a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente desta provincia.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 2 de dezembro de 1859.Luiz Barbalho
Muniz Fiuza.
Recife.Ministerio dos negocios do impeiio
em 22 do dezembro de 1859.Illm. e Exm. Sr.
Remollo por copia a V. Exc. para seu conhe-
cimenlo e para o facer constar ao tenente gene-
ral commandante das armas o decreto pelo quol
S. M. o Imperador houve por bem conceder ao
padre Antonio do Olivcira Antones a demissao
que pedio do cargo de capcllao de exercito.
Dos guarde a V. Ene.Joao de Almeida Pe-
ruira Filho.Sr. presidente desta provincia.
Cumpra-se.Palacio do governo de l'ernam-
buco 24 de dezembro de 1859.Luiz Barbalho
Muniz Fiuza.
Recife.Ministerio dos negocios do imperio
em 22 de dezembro de 1659.Illm. e Exm. Sr.
Communico a V. Exc. para son couhocimento
que por portara desta dala S. M. o Imperador
houvc por bem conceder um mez lo licenra com
os seus respectivos vencimentos ao padre Anto-
nio de Helio e Albuquerque capcllao alferes da
repartijao eclesistica do exercito.
Dos guarde a V. ExcJoao de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de l'ernam-
buco 2! de dezembro de 1859.Luiz Barbalho
Muniz Fiuza.
Recife Ministerio dos negocios do imperio
em 22 de dezembro de 1859.Illm. e Exm. Sr.
llavendo S. M. o Imperador deferido nesla da-
ta n requorimenlo era que o soldado da coro pa-
nilla fixa de cavallaria desla provincia Joao Car-
neiro Machado Freir, pedio escusa do snico,
por lersido julgado incapaz delle, assim o com-
munico a V. Exc. para seu conhecimento e para
que expeca suas ordens alim de que ao referido
soldado soja dada a sua baixa.
Dos guarde a V. ExcJoao de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente desta provinria.
Cumpra-so.Palacio do governo de Pemam-
buco 2 de dezembro de 1859.Luiz Uarbalho
Muniz Fiuza.
Recife.Ministerio dos negocios do imperio
em 22 de dezembro de 1859.Illm. e Exm. Sr.
Manda S. M. o Imperador, a quem foi presente
0 offlcio de V. Exc. do 1." do coirenlo, sob n.
53, com o requorimenlo do soldado do 2." bala-
lho de infantera Demetrio Jos de Farra, con-
demnado a gales perpetuas pelo crime de feri-
mento leve cm um eamarada, que para ser to-
mada em consideracao a materia do mesmo re-
querimenlo se exijaro iiiformacoes mais circums-
lanciadas acerca do fado e sus crcumslancins.-
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presdeme da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco, 24 de dezembro de 1659.ut; Barbalho
Muniz Fiuza.
Recife.Ministerio dos negocios do imperio
em 22 de dezembro de 1859.Illm e Exm Sr.
Communico o V. Exc. para seu conhc-cimonto e
ins convenientes que por decretos desta dala S.
M o Imperador houve por bem exonerar a Jos
Pedro Vellozo da Silveira do lugar de director
geral dos Indios desta provincia, o nomoar para
o mesmo logara I.ourenjo de S e Albuquerque.
Dos guarde a V. ExcJoao de Almeida Pe-
rera Filho.Sr. presidenle da provincia.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 27 de dezembro de 1859.I.ui Uarbalho
Muniz Fiizu.
Recife. Ministerio dos negocios do imperio em
22 de dezembro de 1859.Illm. e Exm. Sr.8.
M. o Imperador ha por bem que V. Exc. mande
proceder aos necessarios examos e fazer o pre-
ciso orcamento das despezas que se lornarem in-
dispensaveis com o reparos e concertos da poni
volha do Recife, afim de quanto antes poder pro-
ceder-se a essn obra. V. Exc. devora nessa con-
formidado informar-nic circiimstanciadamcnte a
semclhantc rospeilo para se expedirem as ordens,
que forero convenientes.
Oulro sim, ordena o racsuio Augusto Senhor
que V. Exc mande lambem fazer o oxame e pro-
ceder ao orjaincnto da despoza com a conslruc-
cao de urna nova ponlc na direcrao da linha de
palacio, que una o bairro de Santo Antonio ao
da Boa-Vista, enviando-me todas as informaces
com a maior brevidade, afim de se poder resol-
ver sobre tal assumplo.
Dos guarde a V. ExcJoao de Almeida Pc-
reira Filho.Sr. presidente desta provincia de
Pernambuco 27 de dezembro de 1859.Luiz Bar-
balho Muniz Fiuza.
coudo de Sapucaby, conselheiru do estado, .sena-
dor do Imperio, e camarista de S. M. o Impera-
dor, Exm. Sr. conselhciro Luiz Pedrcira do Cou-
lo Ferraz, Kxm. consclhoiro Antonio Manoel de
Mello, Exm. l)r. Francisco Bonifacio do Abren,
medico de S M. Imperial, Exm presidente da
provincia, l)r. Luiz Barbalho Muniz Fiuza, mou-
senlior Francisco Muniz lavares, Rvm. provisor
do bispado Francisco Jos Tarares da Cama, chefe
de polica Dr. Trsio de Alencar Araripc, os
niembros da commissan da Assocajo Comnier-
cial Benelccnle, Srs. Jos Teixeira Bastos, Ma-
noel Alvos Guerra, Antonio Jos do Castro, Fran-
cisco Joao do Barros, Xrancisco Accoli de Gou-
veia Lins, .Iojo M.iihous, os niembros da coin-
missao dns sociedades Liber.il Peniambucana C
Auxiliadora da Typographia Nacional, os Srs.
Dr. Felippe Carneiro do Olind i Cimpello, major
Manoel do Nascmoiilo da Costa Monleiro, e Dr.
Antonio Vicente do Nascimcnlo Fcitoza, os mom-
bros da adminislraco dos eslabelecimonlos do
caridade, os Srs. comnicudador Jos Pires Fcr-
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Estevao Prolo martyr.
27 Terca. S. Joo Ap. Evangelista
28 Quarla. Ss. Caslor Cezario e Agapio mm.
29 Quinta. S. Thomaz Are de Cantuaria m.
30 Sexta. Ss. Vcnusliniano c Agripiniano rom.
31 Sabbado. S. Silvestre p.; S. Minervino m.
1 Domingo. Cireiimeiz.in do Senlinr.
ENCARREGADOS DA SIBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha, o
Sr. Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
DEM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manoel Fisueiroa da
|Faria,na sua lvraria praca da Independencia ns.
16 o 8.
i reir, tcnente-corooel Jusiino Pereira de Farias,
Antonio Jos Gomes do Corrcio.Joao Pinto do Le-
, mus Jnior, e muilos oulros cidados: o Exm.
, e Bvm. Sr. hispo diocesano fez as oraces do es-
! lylo, c benzeu a casa destinada para a inaugara-
; cao do nsylo de mendiridado, com que a Asso-
ciaco Commorrial Benoliccnlo desta provincia,
coadjnrada pelas sociedades Liberal Pemanibu-
cana e Auxiliadora da Typographia Nacional, c
mediante a cooperaco de immensos cidados,
, resolvou solemnisar e commemorar a augusta vi-
sita de SS. MM. II. mesma provincia de Pcr-
! nanibiico. E porque assim se houve por inau-
gurado o pi<> inetiiiito ncini.i referido, se lavrou
este termo, cm que se diguou assignar o mesmo
, Augusto Senhor, c assignaram lambem as pes-
' seas e autoridades cima mencionadas, c oulras
que assistiram ao acto. E- eu Dr. Antonio Vi-
I cont do Nascimenlo Feitoza o escrevi. D. Pe-
dro II. Joo d'Almeida Pereira Filho." Luiz
Barbalho Muniz Fiuza. Visconde do Sapucahy.
provincia da l'araluba ao criminoso Miguel Jos
de Barros Passarnho, escoltado por duas pracas
docorpo do polica, sendo paga naquetla provin-
cia a importancia das despezas de transporte.
Comiuunicou-se ao chefe de polica.
Dita.O Sr. agente da companhia brasilera
do paquetes a vapor mande dar transporte para
a provincia do Maranho, no vapor Oyapock, a
Jos Mariano Rihoiro, em lugar destinado para
passageiro de estado.
30 -
Officio ao Exm. presidente da provincia da
BohU Accuso recobido o officio. que V. Exc
Pao ('AUo, romo so v do coma em duplcala.- i,.,i |'., \i ,.,. i v n -i v-
oue arompanhou o citado offlcio. deando ianger. Mogador, la Vera-Cmi ? ^ao
que arompanhou o citado officio
Diio ao mesmoDe orden de S. Exc. o Sr.
presidenle da provincia communico a V. S., em
resposla ao seu officio datado de honlcni, sob
n. 377, que, por despacho desla data, se aulo-
risou a Ihesoururia de fazenda a pagara quanlia
de 203^900 ris, em que importaran! a bandeira
o mais objoclos fornecidos por essa roparliro
para a guarda nacional do Coianna, como se've
da roma tm duplcala, que acompanhou o citado i
cilicio. I'ermitina a Europa que o direilo o
Dilo ao mesmoDe ordem de S. Exc o Sr.
Dilo ao mesroo-Tonho a honra de aecusar re-! oSSS?!!! de fai,ond.n PW
cebido o onicio, que V. Exc. se servio dhixir-tne : id"*uw reis em 1ue miporlou
em 17 do trrenle, communu-ando que Suas do po.r es?a lJep'?,r>1"-[,0 *m visla
Magosta de o Imperador o a Imperatrz, tendo : prc. nci" de,.19 lo corrente,
partido da capital dosu provincia no dia 3 para COnl? l'm dupl>cala, que acomp;
vi-Miir a;......-- -:.i.j,. ; .-,i._ ... r o licio
MIXISTEBIU DA FAZENDA.
He ndimento das alfandegas e consulados do imperio no anno financero de 1858
a 1859, comparado com o do de 18o7 a 1858, pelos respectivos ttulos e
repa i lic/ies.
Imporlaciio.....
Despacho martimo. .
Exporlacao.....
Interior e extraordinaria.
Anuos fmanctirot,
1858 a 1859
29,047:616825
255:4381471
7,1..0:306:4:2
364:377*472
3G,82:i:737b2
1851 a ISS
31,0S5:2775'227
238.5583ti5(5
6.:15:307.^:97
2H8796SC74
38,737:939#699
Ui/jerenras.
Para mais
1G.-S773815
0O:!)9'Jcl7r.
G5 5813155
723:4o5;l
Para menos.
- ----------- ..icui, que >. r.\c ~,------.: -----....." "
se servio dlrigir-me em 14 dosie me/, rom d.ioF PresiUonle da provincia communico a V. S., en,
colloces dos actos legislativos dessa provincia I "-,!,Posia a" '' oicio de honlem, sob n. 378,
pi omulgados no correte auno. <1,ue' por despacho Uu*ra daij, se auioiisou a
Dilo ao mesroo-Tonho a honra de aecusar re-' ,.inar,a de o/cnd.n PBr a quana do
JOU res, em que mporlou o brim fornrei-
dc despacho da
como se vi'' da
partido da capital dosu provincia no dia'3 para I Cm'' l'm auPllcala. 1U*> acompanlmu o citado
vizitar diversas cidades e villas do Reconeavo, '
haviam rogressado a 13, sem leiem sofl'rido a
menor alloraeocm sua preciosa saude, liavendo
recobido dos habitantes daquellos lugares as mais
evidentes demonstrarles de rospeilo c amor a
Suas Augustas Pessoas.
Dilo ao mesmoCommunico a V. Exo. que S.
M. o Imperador, o S. M. a Imperatrz nao lem 5- .vnnaeatei provincia com um embr
soffrido a menor aileracao em sua preciosa sau-i,-r!8 pcU '-o^'.ao imperial do llrasii
habilanles rl,l.-, Ll^a- .
Uilo ao inspector da thosourara provincial-
faz o mesmo que a Inglaterra bloqueando o
l*rco ou bombardeiando Djeddah ? Que quer
dizer pois essa phrase do .. Times : A es-
quadra ingleza seconarntra em Gibraltar por
causada ni ilute Ja Hespanha em Algesiras?
Acaso a Lies pan ha urna perfeiiura brilann,
que duva pedir ou receber ordens de Londres ?
Permitt'n a Europa que o direilo o a Justina
succurnbam ante a forja bruta ? Zxo conliecor
ella que isto diz respeilo i liberdade dos mares,
c que por conseguate jga com o nleresse da
lo los ?
So a Hespanba lomar como regra de proce !er
esta rraxima amiga :
Fazeo que (leves, succela o que succe-
der, e sfl'iontar asameac.as da Inglaterra, de-
Bito ao mesmoPeco a V. S. que so sirva de xa-l3-liao sosniha em face Jo inimigo di genero
informar sobre a requisico comida na segunda humano 1 l>juecer-se-lia a Franca de que sua
fftL'ASSr d EW"" Pre8de,e '[-ni^o proteger oafraco.? K' n,Lario
Dito ao inspector da alfandcgaAccuso rece- leillurar-llie que a Hesi.inha durante a guerra da
bido o officio, que V S. dirigi honlem o s. Bxe. Ameiica, em Tra.'algar, eslava nosso lado, e
embrulho
2,037:660^(02
8
2,637:0003402
ALFANDEGAS E CONSULADOS.
Alfandoga do Rio do Janeiro .
Consulado dem .......
AlfanJega da Ilahia......
Consulado idem.......
Alfandcga de Pernambuco .
Consulado idem ......
Alfandcga c consulado do Maranliao
Dita dilo do Para......
Dita dilo Jo Rio-Grande do Su! .
Dila dilo de Porlo-Alegre ...
Dila dilo de Uruguayana .
Dila dilo de SaniaCalharina .
Dila dito do Espirito Sanio .
Dila dito de S. Paulo ....
Dila dilo do Paran......
Dila dilo de Sergipe.....
Dila dilo das Alagoas ....
Dila dilo da Paraniba ....
Dila dilo do Rio-Grande do Norte
Dita dilo do Cear......
Dila dilo do Piauhy.....
Annos fmanceirus.
1858 a 1839 187 a 1858
14.718:2078875
3,704 3s7p180
i,-(;3J4$7u&
9 r,i7;i 11
5,79 2 797;3S6
1,038:301?3SIU
1,275:071 $992
1,285:797$850
1,415 842$308
357:375$279
169.221*18!)
66:236*823
20:1105003
406:8035126
112:2301463
120:848g669
219:4965818
272:746*295
134:530*121
274.426620
07.77 i|l36
3ji.823:737al{2 38.737:938*699
16,175:
3,215-
4,938.
850:
6.446:
1,051;
1.246
1,231
887
336
225
69
20
409
196
111
216
317
217
428
697J752
06829fi
609$509
432J351
58gi77
2789140
0 52S088
3633614
'253jh85
:331|022
.0498919
321*161
:766|453
:064*273
: I .-T'.I
880.W
:677521
:08$45
.-3459614
22i!.-:7n2
: 21*185
Bi/ferenras.
Para mais. Para menos.
488:31Sj8884
9
98084*700
9
*
29:029fiJ04
54:i:l:207
528:5b*423
21:044125

9
9
9

8:967*793
9
9
9
9
14.35^951
1,57:489J877
i
6674:64801
8
C53:7S3*09I
15:9768770
S
9
9
9
55:828*730
3:0878811
1:645*850
2:2018147
83:89 8816
9
27:1805703
44.6628150
82:815*493
53:3039172
*
'VI.".,
do, e coniinuam a receber dos habitantes desla
capital as pravas mais rignQcalivas de amor e
adheso a Suas Augustas Pessoas.
Dito ao de Minas-GeraesCom o officio, que
V. Exc. se servio dirigir-me em 14 do crranle,
recehi dous exemplares impressos do relalorio,
corn que a administraeo dessa provincia foi en-
tregue a V. Exc. pelo't0 vico-presidente Dr. Joa-
quim Delfino Rihoiro da Luz.
Dito ao de AlagoasAccuso a recepro do o-
ficio, que V. Exc. se servio dirigir-me em 17 des-
lc mez com duas colleccoes dos actos legislati-
vos dessa provincia promulgados no concille
anno.
Dito ao da ParahibaTransmiti a V. Exc. a
primeira via do conhecinienlo da plvora, que
pelo arsenal de guerra desla provincia so remet-
i na barcaca-Juvcnlnapara essa prOAncia,
assim como copia do contrato feito para osse lim
como propriclario da referida barcaca. Offici-
ou-se sobreest assumplo ao dreclor'do arsenal
de guerra.
Dilo ao do CearCommunico a V. Exc. que
nesla data, e pelo vapor Oyapock, segu para
ah o cscalcr, que, por aviso do ministerio da
marinha do Io de marco desleanno, foi mandado
construir para o servico da alfandcga dessa pro-
v ncia.
Dilo ao commandante das armasCommunico
a Y. Exc. que no dia 2 de dezembro, anniversa-
no natalicio de Sua Mageslade o Imperador, dc-
verao formar cm grande parada, pelas 5 horas
da larde, no largo do Paco Imperial, os corpos
de Ia linha e da guarda nacional desle mucici-
pio, conforme as ordens expedidas.
Teco a V. S. que se sirva de informar sobro o
que pede o tenente-genoral coinmnndanle das
.ue mesmo boje campeiam seu* soldados com os
cm nossos em Touranne ? Finalmente 1 o para
nos, possiiidoresda Algorra, fronieira re Mar-
rocos, um inleresso da piimeia ordem nao dei-
0 pavi-
quo peue o lenenie-genoral coinmnndanle das xar Iremular sobre os muros de Tan'or o pavi-
deXmS0 ,,dUS0''1U,i V acon,Pahado Ihaoinglez? A Hespanha em Tangerno amea-
1,242:8219184 3,157:Q23g441
po, conforme as ordens expedidas. Pia .viaceio ao 1'lenlo da armada Frai
Dilo ao commandante sujforior da guarda na-|Jos Cop"10 Netd, que vai all responder ;
cional deste municipioAilendendo no que rac,y' sc"do a Passagcm em lepar destinado
roprosciilot! verbaimeute o commandante supe- PassaS0i''o do governo, se o houver vago.
diiVoiene.! de 1,911:202*257, que para monos so ola no rendimento das alfandegas e con
do imperio, correspondente ao anno de 1858 a 1859, comparado com o de 1857 a 1858
nao su da rcdiiccau mn< linum .is ilir,,:int. a* f,..;..u. a. ,..-.,.. 1____u .._ _____
A
sulados d
procede nao s da reduecao que houve nos direitos da farii'iha de'lrigo, baralho, 1
cl.ilas. baeas o oulros arligos, como da diminuicao de quasi mil conloa de ris que se deu na al-
fandcga da cirio no valor da imporlaciio. Primeira sub-diiecloria das rendas publicas. 13 do
dezembro do 18o9.O sub-diic^'.ur inteiino. Antonio Jos de Castro.
laihao
GOVEB.\UD.V PBOV1KCIA.
Expcilionto do dia 21 de novembrii,
Officio ao Exm. enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario do llrasii em Londres.__
Accusando a recepro do officio que V. Exc. se
do infantaria ArsUdes Baltliazac da Sil-
veira a quanlia de l-i;000 do. forragem para una
bosta de jiagagem, como indica o inspector da
thesoiiraria do fazenda no officio junio por copia.
Dilo ao presidenle da relacao.Rogo a V. S.
servio do dirigir a osla presidencia, se me offe- 'i1'"-' se sirva de dar o seu parecer sobre a materia
rece a dizor, orn resposla, que acabo de fazer li"s papis inclusos.
entregar a S. Exc. o Sr. ministro do imperio, que Dilo ao chefe de polica.Accuso recebido o
se acha nesla capital, o officio que V. Exc. re- officio, que V. S dirigi a S. Exc. o Sr. presi-
metteu com dreccao a elle. denle da provincia, participando nomeado Joao
Provaleco-meda opportunidade para apresen-, Amonio da Silva Pessoa para guarda da casa de
tar a V. Exc. os protestos do miuha perfeila es- ; detencSo.Communicou-se ao inspector da the-
lima e ronsideracao. i souraria provincial.
Ditoao Exm. presidente da provincia de Goyaz. | Dito ao mesmo.Peco a V. S. que se sirva de
Accuso recebido o officio que V. Exc. dirigi a
osla presidencia cm 5 de nulubro ultimo, cora os
relatnos e colleccoes de lois dessa provincia
pedidos para biblioteca publica desta provin-
ciaFez-so remessa dos referidos relatnos o
colleccoes de lesao director geral da inslru -So
publica.
Dilo ao commandante das armas.Pode V.
Exc. mandar abrir assenlamento de pracas aos
recrulas Joao Lopes da Silva, Jos Pcrreira da
Silva e Manoel Pilippe, aos quaes se refero o
officio de V. Exc. com dala de honlem, sob nu-
mero 1,038
Dito ao director dp arsenal de guerra.Visla a
sua informneo de 26 do corrento, sob n. 372,
mande Vmc. fomecer 30 calcas de chita, 2 cas-
sarolas de ferro, 4 chaleiras, 4 barra para con-
duccod'agua e urna jarra, ludo com deslino a
enfermara militar cm Macc.Communicou-se .
ao Exm. presidente da provincia de Alagoas.
Dilo ao director das obras militares.Paca 1
Vmc. concluir com urgencia as obras da coshtha 1
do quarlel da companhia fixa de cavallara, como I
solicita o lente general commandante das ar-
mas no officio junio por copia.Communicou-se
ao commandante das armas.
informar sobre o incluso requerimenlo de Virgo-
lino Alves de Olivcira.
Dilo ao procurador da cora, soberana c fa-
zenda nacional.Rogo a V. S. que se sirva de dar
, o seu parecer sobre a malcra dos papis iuclu-
, sos. que 3conipanh.ini a informacao do inspector
da thesouraria de fazenda, com dala de 21 do
! corrento, sob n. 830.
I Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
IPasso smaos de V. S., paraos convenientes
exames, copias das actas do conselbo administra-
tivo para fornocinienlo do arsenal de guerra, da-
tadas de 7 e 19 do correnle.
Dito ao mesmo Peco a V. S. que se sirva de
informar sobre o incluso icquerimenlo do Dr.
I Francisco Carlos Brandan.
Dilo ao mesmo.Peco a V. S. que se sirva de
informar sobre o incluso requerimenlo de D. llo-
sa Candida Goncalvrs Forreira.
Dito ao mesmo.Pego a V. S. que sirva de 11-
formar com o que se "llic ollerecer, vista do
; que pondera o tenente general commandante
Idas armas no officio, que acompanha os papis
' inclusos.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
ao commanaanic 008 armas. ; provincia manila transmillir a V. S. as inclusas
Dilo ao coniiiiaiiUaue do corpo de polica. 1 ordens do Ihesouro nacional, sob ns. 190 a 193,
Mande Vmc. aprosenlar ao Dr. chefe de polica, o bem assim 2 cilicios da secretarla de estado dos
quando por elle forero requisiladas 4 piaras do negocios da fazenda com dalas de 21 c 22 do cor"
corpo do seu commando. alim do reforcarem a
escolla, que lem de conduzir criininosos" da ca-
deia do Rio Formse para a casa de deten' ao.
1 ropii-srmuii veroairoenie o commandante sup^-
: nor da guarda nacional dos municipios de Olin-
da o Iguarass, resolv expedir ordem para que
dosaquarlole amanhaa o 9o batalhao de infama-
ra, e recommendo a V. Exc. queso sirva do fa-
zer aquarlelar aroanha mesmo um dos corpos
desle municipio para substiliii-lo.
Dilo ao mesmoSirva-so V. Exc. de expedir
i as suas ordens para que no dia 2 de dezembro
prximo vindouro, anniversaro natalicio de Sua
Magostado o Imperador, os corpos disponiveis da
guarda nacional sob seu commando superior se
reonamaos de 1a linha, s ordens do lonei.lc-
: general commandante das armas, afim de mar-
jcharem para o largo do paco imperial, onde
I formarao em grande parada pelas 5 horas da
i tarde.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Ao prmeiro tenente da armada Francisco Jos
I Cocino N'elto, que lem de ir responder aojurv
na provincia de Alagoa.*, mande V. S. pagar "o
meio sold, com que foi contemplado em rela-
' cao por bordo do brgue barca ltamarac, onde
se acha preso, como declara o conimc.ndaule da
eslaco naval.Communicou-se a esto
Dito ao mesmoRemello a V. S. a inclusa fir-
ma original do Augusto Bibiano Lzaro Ferreira,
j novo assignalario de olas, nomeado pelo go-
remo, como declarou o inspector geral da caixa
de amorlisarao em officio do 15 do correnle.
j Communicou-se ao referido inspector-gora!.
Dilo ao commandante do corpo policial da
aartiC,tcccl" olHcio, que V. S. dirigio-me em
22 do correnle. communicando que, por ordem
do ministerio da juslica, fizera embarcar no va-
por Oyapock para a guarda nacional desla pro-
vinera 300 armas do adarme 17 com as respect-
! vas bayonelas, 300 marlelinhos. 300 sacatrapos, i
de documentos.
Dito ao commandante do corpo do polica
Sirva-se V. S. de mandar por disposico do
Dr chelo de polica duas pravas do corpo sob
sen commando, afim de escoltaren! al o (orino
do Bonito o soldado do mesmo corpo Manoel
Martina de Oliveira, que all vai ser processado
Communicou-se ao chefe de polica
Dito so conselbo administrativo do. patrimo-
nio dos orphosPero ao conselbo administrati-
yvo do patrimonio dos orphaos que se sirva de
informar sobre o incluso' requerimenlo de Roaa
Hara de Olivcira Cosa.
PoriariaO Sr. agente da companhia brasile-
ra de paquetes a vapor faca receber a bordo do
vapor Oyapock, com deslmo a provincia do Coa
r, um escaler e mais objoclos, que Ibe sero
aprosenlados por parle do arsenal de marinha.
Communicou-se ao inspector do referido ar-
senal.
DilaO Sr. gerente da Companhia Pornam-
bucanade paquetes a vapor mando dar transpor-
to para a provincia das Alagoas, no vapor que
lem do partir amanhaa, a tres pracas do corpo
de polica daquella provincia, onde sero pagas
as respectivas passagens.Communicou-se ao
chefe de polica.
DilaO Sr. gerente da Companhia Pernam-
bucana de paquetes a vapor mande transportar
para Maceiao 1" lenlo da armada Francisco
responder ao jo-
para
EXTERIOR.
rente.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao conselho adminislialivo para
cimento do arsenal de guerra.Convero
Ditoao juiz de direilo do Bonito.Peco a V. S.
que se sirva de informar com a possivei'brcvida-
de, sobre o incuso requerimenlo de Jos Pedro
(orne- 1 CavalcanU.
que o I n Dilo ao administrador do correio.Peco a V.
consellio ndminislrativo para loinecimenlo do s- que se sirva de informar sobro o que prope o
Termo de inauguraco do asilo do mendicida-
de na cidade do Recife.Aos vinte e Iros das do
mez de dezembro do anno do Nascimcnlo de
Nosso Senhor Jess Christo, de mil e oito ceios
e cincoen'a e nove, trigsimo oilavo da indepen-
dencia e do imperio do Brasil, em urna das salas
do pavimento terreo do edificio Pedro II, uo lo-
gar dos Coelhos, no bairro da Boa-Vista, e na
cidade do Recifo. capital desta provincia de Per-
nambuco, estando presentes S. M. o Sr. D. Pe-
dro II, Imperador e Defensor Perpetuo do Bra-
sil, S. M. a ImperatrU, o Exm. e Rvm. Sr. bispo
diocesano D, Joo da Puriflcacjio Marques Perdi-
go, o Exm. Sr. conselheire Joo d'Almeida Pe-
reira Filho, minJEtro "do imperio, Exm, 6r. yis-
arsenal de guerra promova a compra dos objec-
los, constantes da relaeao junta, para a enfer-
mara militar a cargo rio destacamento do selmo
batalhao de infamara em Macelo.Communi-
cou-se ao Exm, presidenle de Alagoas.
Relacao de que se traa no offlcio cima.
Calcas de chita............................
Camisolas de brim braneo................
Bules de louca............................
Chicaras e pires............................
Tigelas pequeas de louca......:.........
I'ralos rasos..............'..................
Dilos fundos.............................'
Baudcijas meaos..........................
Copos de vidro para acua...............
Talheres.............. .....................
Tinteiros de vidro para as eiiiferniarias"
Lavatorios de ferro........................
Toalbas pequeas para as bancas........
Mesa forrada de uco para autopsias......
Estojo porttil cirurgico..................
Toalhas proprias para fracluras e de di-
versos lmannos........................
Poriaria.0 presidenle da provincia, atienden
dendo ao que roquereu ojuiz municipal e do or-
ph aos do lermo de Cabrob, hachare! Jos alaria
Cardoso, resolve prorogar por 40 das, sem ven-
cimenlos, a licenca de que gozara.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante das armas.reco a
V. Exc. que se sirva de informar sobre o incluso
requerimenlo do Dr. Fraucisco Gonealves de Mo-
racs.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda comrnunicar a V. Exc, en. res-
posta ao seu officio de 28 de sclembro ultimo,
sob n. 847. que nesla data se expede ordem ao
inspector da thesouraria de fazenda para que o
collec'tor de Tawrat pague ao alferes do 5' ba-
Dr. chele de polica no officio junio.
. Dilo ao inspector da thesouraria provincial.--
A visla do que V. S. informou em seu officio de
26 do correnle, sob n. 396, ordenou S. Exc. o Sr.
presdeme da provincia sojam pagos directamen-
te por essa thesouraria os prcls do destacamento
da guarda nacional na villa de To d'Alho.Offi-
ciou-sc so ti re o mesmo assumplo ao inspector da
Ihcsourariade fazenda, cao commandante supe-
rior da guarda nacional de Fo d'Alho.
Dito ao commandante docorpo de polica.__
25 Sirva-se V. S. de mandar apresentarao Dr. clie-
251 fe de polica, qtando chegar o paquete esperado
2! do sul, duas pracas do corpo do seu commando,
, afim de cscolta.-em um criminoso para a provin-
20 ciada l'arahiba.Communicou-se ao chele de
2 j polica.
Dito ao eommissario vaccnador provincial.
Remello aV. S um envoltorio com pus vaccnico.
Dito ao direc.or das obras militares.Peco a
V. S. que se sirva de informar sobre a requisico
constante do officio junto.
Dito ao agente da companhia brasilera de pa-
quetes a vapor.Pode Vine, fazer seguir para os
portos do norte o vapor Oyapock, hora marca-
da cm seu cilicio de boje.
Portara.O Sr. agente da companhia brasilei-
ra de paquetes a vapor faca transportar para a
provincia do Cear, no vapor que se espera do
sul, o desertor do meio batalhao daquella pro-
vincia Manoel Vicente Ferreira. Communicuu-
60 ao commandante das armas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasilera
de paqucles a vapor, mande transportar para a
corte, no vapor que so espera do norle, o 2o ca-
dete 2 sargento do 9o batalhao de infantaria Ma-
noel-Anlonio de Moracs. Communicou-se ao
commandante das armas
Dita.O Sr. agente da companhia brasilera de
paquetes a vapor, njjade dar transpone pora a
300 chiimlieiras e 600pederneiras, ludo acondi-
cionado einlS caixoes, como se v do conheci-
1 ment annexo ao seu citado officio.Recom-
mendou-se ao director do arsenal de guerra que
mandasse receber os referidos objectos a bordo do
vapor Oyapock.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional de Olinda e IguarassAilendendo ao que
me representen V. S. verbalmento, recommen-
do-lhc a expt'dico de suas ordens para que des-
aquarlelle no dia lu do correute o 9o batalhao de
infantaria de Olinda.
Dito ao dito da guarda nacional do municipio
de NazarelhPode Vmc. vir a osla capital, pas-
sando o commando superior ao chefe de eslado
maior Jos Corroa do Oliveira.
Dilo ao administrador do correioFaca Vmc.
seguir para bordo do vapor Portugal, qu foi de-
morado para partir s 5 horas da larde para os
portos do sul, a correspondencia olhcial, que
llie for Iransmllida.
Dilo ao director das obras militaresAppro-
vando o ajuste, que fez Vmc. com Jos Pereira
de Alcntara do O' para a construccao da casa
de banho, de que carece o hospital militar, pola
quanlia de 1:889208 ris, assim lh'o comimnn-
eo ero resposla ao seu officio de honteni, sob n
317. Communicou-se ao inspector da tjiesoura-
ria de fazenda.
Dito ao conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal do guerraConvm que o con-
selho administrativo para fornoclmenlo do arse-
nal de guerra promova, na forma do seu regula-
monto, a comprados 200 rocos de sola, mencio-
nados no pedido jur,lo.Communicou-se uo ins-
pector da thesouraria de fazenda.
PortaraO presidente da provincia, conforman-
do-sc com a proposta do chefe de polica, com
dala do honlem c sob n. 1280,
Ha vinte e nove annos quo urna immensa ar-
mada parta do porto de Toulon para as cosas
d'Africa com a gloriosa mitsio, digna da Franca
edo seu rei, de obter repararlo de um insulto,
castigar o fanatismo musulmano e livrar o Me-
diterrneo do fiagello dos corsarios, plantando
nos muros d'Alger o estand. re francez. Esta
expedicao en a civilsagao em lula com a barba-
baria, a cruz em face do crescente. Os votos
da Europa Beguiam nossos estandartes, e cada
potencia quiz achar-se na lula, na pessoa d'um de
seus olliciaes superiores.
Houve pelo conliario urna, que tomou s maos
a causa mulsumana, e quiz inicrpor-se entre a
civilisacao e a barbaria, em proveito desla. Ella
ameacmi o rei de Franja Gracss Dos, o
entente cordial, plaa desbrochada ao ;ol de
julho, aindi nao so linha enraisado no solo fran-
cez. A Franja responden lord Sluart como
sempre djve responder quando a Inglaterra amea-
ce. Sabe-se o mais: 400,000 kilmetros qua-
drados de territorio, 250 leguas de costa no Me-
diterrneo boje o resultado da expedijao d'Al-
ger. A Algeiia foi o testamento da amiga mo-
narcliia.
s | Hoja urna narao visinha da Franja e como ella
di- catho'ica, prepara-sc lambem partir a costa
africana alim de pedir Marrocos reparacSo de
seus insultos. Ha muilo tc-mpo que a Hespanha
lem justos motivos de jueixa contra os Mouros
do RilT; e, em vao reclamando ha muilo lempo
urna legitima saiisfajao, parece hoja decidida a
usar, como a Franja, do em prego da forja. Nu-
merosas tropas concenlram-se em Algesiras com a
gloriosa misso de aniquilar os piratas do RilT,
como o oxerciio francez os corsarios d'Aljjer.
-------------------------- ------------' f- 1 ww 1, > i' 1 1 1 I > i. .11 (illlvl
naco chrisia, ou q.ue tal se diz, disposta a em-
bargar-llie o passo. Tera ella a energa da
llesl3urajao ?
A esquadra ingleza, diz o Times, > rece-
beu ordem de concentrarse em (iibi altar, jior
causa d3 attitudeda Hespanha em Algesiras. A
Inglaterra, diz o a Morning Cbronicle, nao
deve consentir que os portos de Tnger e Ceula
passein a urna potencia europea, que nao a Ingla-
terra ;el!es dominam o estrello do hdo do sul, e
sua conquista roubar-nos-bia as chaves do Me-
diterrneo, e ameajaria Gibraltar.
Desle modo sabem boje os Marroquinos que
podem conlar com o apoio da Graa-Brelanha.
A Europa est previnida que so a Inglaterra
possuir Tnger. A Hespanha acha-se na col-
"isao ou de renunciar vingar sua honra, ou em-
...------, resolve noincar -
o cidadao Ihome Lopes Ribero para o lugar va- penhar urna guerra longa, dispendiosa, sanguino-
so de subdelegado da disiriclo de Ortigas e Con-1 lenta e sem pro\eilo, por que a Inslalurra pos-
aoncfe de^oUcia 0urlcury-Comm..nicou-se sua. Gibraltar. quem nen mesmo live a boa-
Expediente do secretario do governo. \ "** fl" de assallo ; emf.m bem como Malla
Officio ao commandante das armasPojo a V. e^orlu- tiOru, mimo dos grandes polticos de
Exc. queso sirva de informar sobre o incluso re-
querimenlo do capitio Joo Antonio Cardoso, a
qem se refere a informacio do inspeelor da
thesouraria provincial de 29 do correnle.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda
S. Exc. o Sr. presidenle da provincia manda
transmillir a V. S. ou duas inclusas ordens do
ihesouro nacional, sob ns. 191 e 195.
Dilo ao director do arsenal de guerra. Exc.
o Sr. presidenle da provincia manda comrnuni-
car a V. S., em resposla ao seu officio de hon-
lem, sob n. 376, que, por despacho desla data,
se aulorisou a thosourara de fazenda a pagar a
quanlia de 8O3OOO ris, em que imporlaram as
cornetas forneeidas por essa repartjo ao ba-
talhao n. 16 de infantaria da guarda nacional de
1815.
Parece-nos que 3 questao assim collocada pe-
la nglalerra torna-se urna questao europea, e
deixa de ser nicamente hespanhola. lia lia
Europa um direilo publico roconhecido, o qual
prescreveque loJa a najo alacada lem o direilo
de defender-se, que todo o insulto honra pede
urna reparajo. Eisocaso, em que actualmen-
te acha-se a Hespanha. Concentrando cm Ca-
dix ou
ja alguem, mas pJer-fe ha dizer o mesmo da
Inglaterra ?
A audacia biitannica infezmenle be favore-
cida pelo estado actual Ja Europa, que, em ver-
dado lem mais o que fazer, do que oecupar-sc
de Tnger, do que saber se es'.e pono ser hos-
panhol 0:1 ingl. /., so o mar fiera livre, se a jus-
lija suecumbira em fenle do mais forie, e >e fi-
nalmentc no mundo t Jeve ha\er urna mari-
nha. Toda sua aUenfio h absorvida ph amr-
cbia, que devora a Italia central. Quando bas-
tara querer, para rccollocar as couzas em seus
eixos, licsiia-se, pa'!ancniea-se com a anarchia,
e cada dia de deroo*a v cre?cer o mal. A re-
volujao cm p dianlelos ilmios os insulta e de-
safia, em nuanto se delibera e pntocolisa 1 Pa-
rece que se ignora que a saareao do que se pas-
sa em Florenj'a, em Parraa e em Modena o
golpe de morte a todas as coras, por quanto,
quer queiram quer nao, ellas sao solidarias.
Em S Petersburgo o imperador c!a Uusaia
reina com o mesmo lilulo, que em Parma a fla-
queza de Parma, em Florenja o tlurrie de Tos-
cana. So iguaes seus direitos : a Haca r um
atlacar ao oulro. A queda d'um em lem-
po mais ou menos remoto, a quala do oulro :
assim o quer a ioll.xivel lgica.
A anarchia as "nleias, o egosmo, o ciume,
os embarojos na poltica ei- o liislo espelaculo,
que aprsenla a Europa. Oque preocupa a Al-
lemaidia nao saber se os grandes priocipiot,
em que se baseiam as sociedades chrislaas, sao
calcados aos ps na Italia pela Revolucao, etn
Tnger pela Inglaterra. Pouco se Ihe d que
d abi resulte para a Franja um visinbo perigoso.
Pouco se Ihe da que o mar seja livre ou feixado:
ella lem mais o que fazer do qua criar urna ma-
rinha : nao Ihe be de mistar cantar o Rheno al-
lcmao, e consumir mela.Icdo suas rendas cm pa-
gar suida los ? NO conserva ella desde IS1 i,
OO.OOO homons em lempo de paz para ler em
temor os exordios frsncezes ? Encaso de lutw
comnojco noconhecequc Londres Ihe empreste*
larj diuh ro, e que lia melhor deixar obrara
Inglaterra para eeontral-a no dia do perigo ?
A Allenidiiha, que lano declamen contra a am-
bicio franceza na Iialia, protestou algum dia
contra a lomada do Perica, contia abertura do
isihmo de Suez ? Assim a Inglaterra, encerra-
da em sua ilha, protegida palo mar, contempla,
sorrtado, o insto ajspecuculo, que o continente
offerece ; e lanja a todos os povos o cscarneo c o
desafio. Honlem era Perim ; hojo bo Tnger,
amanha scia o Egypto ou Canda : e abajar-
se-ha a cabeja ; e, para completar a obra, sur-
gir o rediculo, e vsr-se-ba muilos esenptores
louvar ogenio, os qualidades, o liberalismo do
povo britannico. Oulros se extasiaras ante es-
sa potencia immensa, que parece crocer sempre.
A Hespanha ser pois entregue a si mesma.
Oxal possa ella ao menos manler sua dignida-
de. Se a Inglaterra Iheembargir o paso, ella
deve cilal -a anta c tribunal dos povos; lalvez que
osle appello disperte a Europa de sua lethargia;
lalvez que enlo comprelunda que he chegada a
hora de dizer a Inglaterra : Tu nao iids mais
povo, cuj poder remide nestas duas palacras :
Uivisao revolujao !
Xavier de Fcnlaine.
S. Filho.
I. I.nivers).
O Monson'ior Bspo de.Coutancos diriga as 1 le
ro e fiis do sua deocese a seguiHlo caria pasto-
ral rcspciio do Bealificndo, cuja culto publico
foi roconlemeute autorisado por um direilo pon-
pontifical.
< Ha seiseonlosannos [em de Janeiro de
1259 nossos mui amados irmos, que um dos
nossos irotos, que um dos nossos mais 1 Ilustres
prederessoros, Joao d'Esscy, Rispo do Cuten-
sos enviden Roma um sacerdote de sua ralhc-
dral a pedir ao aummo Pontifico Ianocencio IV
a canonisac.'io de Thomaz Hlyo, rlergo do Ri-
ville, merlo dous annos anles na opinio de san-
io. Ja a vez do povo linha proclamado Itea-
lificado o servo de Dous, rujas altas virtudes li-
nhan excitado a maior venerajao em lodo o piiz,
e cujos numerosos prodigios erara j julgaits de
noloricdado publica, l.ogo comecou-se o 11 Con-
trteos, segundo a ordem o instrueces da sania
S a informajao cannica sobro .1 vida, virtudes e
milagros d'aquolle, que fl'aaui em (liante foi sem-
pre chamado lieali/icado Thomaz. Esta infor-
majao prolongou-se, Dio obstante o telo des-
velado e coostante de Joaod'Essoy, ajndado por
dous celebres caldeaos francozes ; e depois de
jurdicamente provados mais do viole milagros
Joao d'Essey niorreu (em IS7 sem ler podido
concluir esla grande tarefa.
^< Por espaco do oilo annos estove vega .1 sede
episcopal, e Euslachio oceupou-a pouco lempo
__-.,-------- u...Uv......Uv v... v-o episcopal, e cusiacnto oecupou-a pouco lempo
Algesiras um corpo de tropas para atacar para concluir esla religiosa empresa, cuja con-
Marrocos nao faz por ventura o mesmo que a ''"'.acao ormiu-so mais larde de urna extrema
FiiiOTamininmni,. Ai. .. 101.1 r. difficuldade no lempo do Puntilleado de Bonifa-
* renca em 1830 contra Alger, em 1832, for- C10 vra 0 nil0 ^^ ail|(|a dor84le do
jando a entrada do Tejo, mais Urde bombar- schisma do occidente, e os infolizes escndalos.


(i)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 30 DE DEZEMBRO ifk
1850.
quo se bCKtiiratn. G cl*r e poro roiisuloram -se
iestn addlamenlo venerando, coni opprovorao
do Hispo diocesano, a sepultura do sanio padre,
e prPsUodb-lhe lodo o eolio que a Egreja uo
prohibir por leis, sempre respeitadas eiu paz lito !
catholico. Iiopois que cm nossa pratica cessa-
lam ioteiramcnlo astutas terriveis e sanguino-
lentas do protostanisroo, o devoco gerale a fa-
lta de nevos prodigios provoearam una segunda
informarle, a qual foi feila ein 1028 pela auto-
rulade de Monsenhor de Malignen. Ella c rc-
eonhecer como indubilavcis a rralidadc u ear.nl> ;
milagroso de un grande nunioro do fados r-
tenles.
Monsenhor de Lomcnia de Briennc om 165)5
proseguir) a informaran duas Te/es iutcrrrompi-
da : as pocas desla inslraco, as quaes alleslam
a sabedoria, o tlenlo a erudieo dos cooperado-
res do Ilustre Prelado, chegaram ern grande nu-
mero at in'.s. Resulta de lo laboriosa
macao, de un lado, a incontestvcl rxisioiu-io de
ii vos milagros, feitos por intercesso do Deali-
ficado Thomuz, e, d'outro.unia serie impouente
de testeninnlios em favor d perpalui la le de s u
cutio desde 1239 at 177. Era de esperar que
traballios lo bcra dirigidos tossem coreados de
pleno sueeesso; assim lnitamo-nns conjectu-
ras para explicar a demora d'uma d.-ci-o o den -
musconfessar que nao podemos descubrir (raro
algn de reraessa authentica de tollas estes do-
cumentos ao papa XII.
i Durante a tormenta revolucionaria as reli-
quias e o culto do beatificado homas foram re-
ligiosamente consrvalos, cquaudo raiaram das*
iims (cuaca para a Franca o cloro e povo pedi-
rn* a porllft-que a causa da bt-atflrao fosse
comecada ainda urna rez.c sem demora dofirida
-'aula S. Cedendu a numerosas c imponentes
manifeslacoes, nosso reneravel predecessor, con-
forme as leis cannicas omprehendeu o exame
aprofnudado da questo lanas vezes agitada ; o
ei reunir com o maior cuidado os iiiineresos e
importantes materiaes, nos legados e por nos
guardados tomo nina nbro e preciosa heranca.
Nos os completarnos e coordenamos, segundo "as
sabias prescripeocs da sagrada congregarlo dos
Hitos, ocarregada pela autoridade apostlica de
tralsrdcssas Importantes questoos, e de con-
seguir adiciso do summoPuntillee ; e depois de
qualro vezesd'especlativa tirnos ateAiouUnU do
obler uina riocisio.quciuis ci.clie de alegra, e
da qual passanios a Iratai.
Eui y de jullio passado a congregaco dos
Kilos declarou constante un culto cccesiaslico,
rendido desde lempos immemoiiaes ao padre
i.iun.a/. Helye ; e em l do mesmo mcj nosso
santo Padre Pi IX, ratificando'estadecisao, con-
firtnou rom sua propria autorideds o culto do
servo de Deus. Em 19 de setembro una segun-
da decisao da mesma congregaco autorisou em
toda jdioeese de Coulances de |.Vrrancil:es
o culto publico do bcatilieado Thomas, e a in-
trodueco do rilo duplo no respectivo litrgico
diocesano, niissa 6 ofiieio om sua honra, aos 19
de uulubro de cada aui o.
Por tanto,charissiii.os irmos, o successor de
Sao Pedro fallou em fin depois de urna esnera
de seis seculos : permittio-noseccrever un no-
mo na lista de nosso* santos protectores, e in-
vocar publicamente na casa das orejos un de
nossos concidados, un de nossos irmos, diga-
mos uiellior um de nossos paos na f.
lao smenle a soneco e a consagracao J"S
piedosos praticos, que a Iradicco de seisccnlos
ami is nos liuha religiosamente iransmetlido,
alni disto una sentenca pronunciada pelo ebefe
visivo! oa Egreja, qnem nos autorisa a render ao
sacio padre honras at boje prohibidas pelas leis
cannicas. Ls'.a sentenca dada na forma indica-
da pelo papa l'rbano MU, lera para nos os
mesmos elidios que a boaliflcaco solemne, cu-
jas formalidades numerosas c complicadas, te-
riam acanelado demoras considera veis, e taires
addiado ainda indefinidamente o cumprimento
de nossos voto*. Depois desla boaliliraco'. clta-
m la em estylo cannico eguipol/eiitc, o beati-
ficado Thoroaz nao podo receter accrescimode
honra, a nao sor a canonisacio propriaraento di-
ta, que esteiideria seu culto' i Egreia universal,
sem accrcsccntar cousa alguma essencial veno-
racao.cujo objecto legitimo elle desdo jipara nos.
rod ser que elle obten ha esta nova e suprema
sentenra se tpproverao Scnliof manieestar por
novos brillwntes milagrera gloria de sen servo.
Porni deixemos ao soberano Senlior da gi
daoatureza atontecmenlos, que dcpcudi-ni do
sua vontade absoluta, c apreciemos as vistas da
da Egreja honrando o healilicado Thomaz se-
gundo as legras, que ella teeni-nos Iraeado da
parle de Deus.
Ncnhum drjvs, charissimos irmos, confun-
de o coito, .restado aos santos cora a homena-
gpm de adorarn, que perifonee ao creador. 1.'
Qoes que honramos, quando honramos os dous
por elle destirbnidos a seos ser vos, o as coroas
que ell" Ibes tcm determinado, vergonho 6 ig-
norancia grosseira que confnndisse o beneficio
com o soberano bemfeilor; mas'ao mesmo
tempo, vergonha i cegueira snberba, que d*s-
prezasse a imagem de Deus, caraclerisado as
obras c mererimenlos dos santos, ou que re-
cusasse um tributo de I. i -a imagem divi-
na, lao propria a olevar-Bos a seu aul r.
o Vos igualmente sabis, charissimos irmos,
ru, prescrevendo o culto devido aos Sanios, a
lgreja nao se arroga, embora nssim o digom injus-
is innovadores, a estranba pretenefio de di slri-
buir, seu bel prazer, a recompensa cel ste. En-
earregada de dirigir seus filhos pelo raminlin da
verdade e da vida, prohibe-lhes render um culto
religioso fiquelles de seus irmos, cuj santida-
de, epoi.s de sua mortc, nao foi manifestada por
sigues eyidenteraeiitc sotute-naturaes, e s ella
tem o direito de decidir essas graves |u
sempre que farem levantadas, aQm de excluir de
urna vez a supersiico muito crdula e a indilTe-
renea desdennosa rebelde voz do Todo-Podero-
so. PodessPRi nossos desgarrados irmos sertes-
teniunhas dassuas precaueocs,minuciosas indaga
oes e critica exacta e esclarecida, que presiden]
i essas gran les o religiosas informarnos Ento,
.i vista das inflexivels exigencias, que se fazem s
teslemunhas, dos indicios do aulhonlieidade e
verdade, do carcter milagroso dos fados, ron-
fessariam que, entre os aupntocimcntos hi lori-
eos os raais bem averiguados e os mais univer-
salmente admittidos, muitos est o longo de dis-
cwicsr em autoridade? comparaveis s que ser-
,vem de baso &s decisoes sobre o culto dos santos.
A lgreja caiholica, collocando lambem sobre os
altares alguns de seus hroes, longo de ultrajara
razo humana, offerece-lhe, paia legitimar sua
nissio autoridade sobr-natural, oteslemo-
a da iiiiervcn.-o divina, manifesta-
da em furtos milagrosos, que ella lera cuidadosa-
mente verificado. De farto, como seria possivel
que o Dos de verdade obrasse-os em favor de
nina sociedade que nao fosse depositara de sua
patarra e promessas ? Vos por tanto ochaos a eon-
firmafo de vossa f no culto de rosaos sanios
protectores; c podis, sem temor algum, seguir-
Ihes os traeos quanto i doutrina c obras, por is-
s i que lauto aquella como estas leeni si lo glori-
ticadas aos olhos de lodos pelo soberano juiz.
s ilestas considerado geraes, ap
mo-nos,charissimos irmos, em resumir os ttulos
especiaes do beatificado Thomuz vossa venera-
rao e conlianra.
Durante quasi vnto anuos foram objeetns de
sua dedicaco a instrueco e educaco da mori-
dade. e foi para os que "seguiam a honrosa carrei-
ra do ensino um modelo admiravcl de vigilancia,
de lerna solicitude, de abnegarao e dessa dedica-
co christa, que une urna bondado inalteravel 6
urna sabia e prudente firmeza. as pralicas de
urna piedade eminente e principalmente na fre-
qoencia asnina de nossos santuarios qu clo
empregava a sabedona, a forca c a inexgotavel
can lulo, que lornaram-no l til e to caro
seus discpulos. E por ventura nao devemos nos
igualmeole propor esle modelo todos os paes
christos, pois que sua autoridade, internases e
ternura sao o principio, a regra e a hilla dos d-
reitos o deveres daquellcs. que os representara
junio de seus filhos?
.\a idade prxima aos quarenta annoso bea-
Uflcado Ihomaz, obdecendo ao seu hispo o !
lustre Uuguesde Monille, conaentio em abracar
o estado ecclesiafilieo; accedoudo ao voto do Pon-
tfice, procurou e oblevo dspor-se por qualro
annos de estados Iheolegicoa na unireraidade do
J aris para a sciencia sagrada, e de algum modo
iniciar-se no espirito apostlico, visitando o tu
mulo dos apostlos S. Pedro, S. Paulo eS Ha-
go. Oue nielhor modelo, jovens discpulos do
santuario, podis vos escolher? Vos folgareis de
meditar o segu,- flg Hces, quo elle vosdeu tra-
tando com tanta madureza a questo lunda.nen-
Jal de sua vocaco, preparando-sc com tanto zc-
lo para ella po, rucio de urna vida toda do ora-
2dcesPeD Pr estudos scrios c profun-
" O novo ministro de Jess Ghrislo, depois de
lao excelkmta preparaeo, poda com contianca
emprehendero ministerio apostlico :assim p-
deo.os chamar as funeces de missionario que
elle sempee prcencheu as dos dioceses deCou-
tancea e Arranchen por espaco do viole e dous
anno,. Sua palarra.esemptae, oraeoes, caridade
e moriilicari>, obfarain m.iravillias Se graca
misericordia ; popular,oes iuleiras rodcavsm-no,
seguiam-lhe os passos, o dispulavam a felicidade
li^ onvir sima pnlavras > aproveitaf seos conse-
Ihos. Com seus suoies regou toda o vasta cxlen-
so de nossa diocese, e ferlilisou-a com a boa se-
ment, por toda-o parte laucada ; c nos temos a
doce confianza de que os lilhosdos seus evange-
lizados, nao degeneraran] da f di' seus paos.
.Nossos dignos cooperadores gozaram ninda os
ronsolacdes, que Dos conceden a este santo mis-
sionario, o ncharam nos fiis confiados seus
cuidados a mesma docilidade, avidez pela pola-
vra divina, roragem para tornar Doos, c cami-
nhar ni sondado seus devores.
Nossa delicadeza espanla-se com a narrarlo
da vida austera, das vigilias, jejuns e mortillca-
coes extraordinarias do beatificado Thomax, o
qual percorreu, durante dous annos, descalco os
pai/es, que evangelsava. Coremos de noss fra-
que/a, anariasimos irmos, mas aaibamoa lultar
com coragem contra cssa sensibilidade c molleza
que enfraqueco o espirito, submetlende-j) ao im-
perio da carne; apprcssemo-iios em cumprir sem
murmurar as ligciras penitencias, que a lgreja
nos manda, c as que a Providencia nos regula.
Ha seis seculos, o beatificado Tbomaz in-
vocado com a maior conlianca em seu poder pa-
ra com Dos; os doentes correm a seu tmulo
implorando a tura de seus males e achaques.
Nao podemos censurar essa tonfianra que o Se-
nlior inspiran por lanas maravilhas. Mas praza
Dos que menor nao srja nossa conlianra
quando trala-se das doenras do espirito, cu-
ja cura mais maravilhosa 'perante Dos que a
dos mata lerriveds males do corpo. Procuremos
essas sorles de prodigios, sem temer a presump-
co u a lemeridade ; porque o Senhor admiravcl
em seus sanios conceder (como esperamos), pe-
la intercesso d'aquelle, que elle glorifica nesie
da pela voz de sua lgreja, alguna desses mila-
gros do graca e misericordia. Servo de Jess
Christo, to poderoso junto de sua magostado su-
prema, oblendo a converso de alguns nossos ir-
mos desgarrados pela heresia ou pela impieda-
de, ou seduzidos pelas paixoes, fonles de lanos
erras e crimos. Consegu esse reino de paz e dor
cura, queeegos se obstinam em desprezar e aba-
lee, ao rigario de Jess Chrisio, que voscollorou
sobre 03 altaros. Connr^ni paia esta diocese,
que sempre vos foi to chara,a graca de perseve-
rar e crescer no espirito de fe e na pralca das
vii ludes christos. Nos pedimos por vossa inter-
cesso. novas honros nossas obras diocesanas
cada vez mais necessarias porpetuidade do sa-
cerdocio no mcio de nossas religiosas popula-
ces; pedmos para a mocidade, que leve as prc-
missas de vossos trabalhos, esse espirito de obe-
diencia e piedade, sem o qual inevitavelmcnte
cabe nos mais vergonhosos. erros; pedimos para
os paes e para os depositarios de sua autoridade
esses hbitos christos verdadeiramcnle exem-
plarcs,nicos quo podem vivificar e tornar fe-
cundas as lires as maispeifeitas, dadas ao es-
pirito e ao corceo.
Em urna palav'ra nos vos pedimos humildemen-
teque sejaes o inlercessor de todos que obte-
nhaes para os peccadores a converso, para as
almas tracas um renovado fervor, para as almas
justas novos progressos na perfeicao.
Soiiza I'ilho.
[LTnivert.)
INTERIOR.
Couiuiissao i\nslo>Brasileira.
PRESAS.
Artigo X.
Todas as violencias contra dignidades c nto-
resses da nago c dos cidados brasileiros, trm
provindo da cruel aecusago de que o Drasil na-
da [azia para cumprimento c'aobrigaco que lhc
impuzora o tratado de 1826. oque jjavajusao
seu britnico/pedagogo para armar-so de frula, e
puni-lo por onde peccara.
Compre ora honra do imperio demonstrar:
l. Que a acravidio no Brasil nao merece hoje
tal nomo; o que esto assumptu envolve quesloes
de nao fcilsoluco.
2. (jue o Drasil seria dcscnlpavel de nao pre-
cipitar um passo em que muitos vecm um sui-
cidio.
3." Quo apezar disso tem ntroduzido na sua
legislarlo djsposircs contra o trafico, mais du-
ras que nunca poderiam esperar-se.
!.' Que as tem cxeculado comlealdade, vigor
e efieetividade.
1." De como a e.scracidiio
no Brasil nao merece hoje
tal nomc ;e que esle assum-
ploiiirolvc qwuloei deno
fcil soluro.
Nao deixa de sor curioso o aprumo com que ca-
da seclo, cada sociedad, cada homem, julga e
condemna os sentios, os sociedades, os homens
que o precederam; e como nunca os ausentes
lecm razo, o presente aeraste o lempo das lu-
zos, o passado o da escurido.
Di-so tambem oulro fado grave:
Cada periodo na historia da humanidade, apai-
xona-se por urna palavra ora justa, ora va, ora
pengosa ; o turbilho da morfa arrasla os nimos
ate (pie alinalj sem discusso, j machiualmeii-
te, nos deixamos ir. quo fala cocant.
Sabemos pois que a moda ordena hoje que
couftindamos a chamada escracido dos i,
dias rom a eacravdo dos lempos passa les. para
pdennos juntar os retumbantes epithetos de
tranco execravel, nefando, torpe, infame, vil, ne-
fario, indigno c maldito, etc., ele. Ao monos no
Brasil a escravido como nstiluicio est longo
da nalureza da escravido antigao auathemali-
sada.
0 escravo grego c romano nao ad uira pro-
priedade; nao tinha o direito de casar; seu se-
nhor poda inflingir-lhe lodo o erstigo corporal;
matar o seu escravo nao ca crirae; a coudjco
ueste era inferior a do animal domestico; nao
homem, mas cousa.
Ser esta posieo do chamado escravo no Bra-
sil, onde elle adquire propiiedadc em muitos
casos, onde a lei Ihe d o jus de forrar-so (qual-
|ui r que soja o seu valor) pelo preeo, geralmentc
baixissimo, da avaliacSo judicial; onde o liberto
passa, Bem restrceo, a gozar as vantagens de
cidado ; onde o escravo cosa ; onde o tralanien-
lo trazido pelo adocamenlo dos costumes (cal
pela valia da propriedade] j suavissimo: on-
de os propros castigos torporaes, excepto ins,ig-
nieantes correcgea domesticas, perlencem a
autoridade publica; onde existe um funciionaiio
tutelar destinado a proteg-los: oude a legisla-
Cao manda sempre interpetrar cm favor da li-
berdade : onde o assassinio do earravo pelo se-
nhor punido como homicidio ; onde por tanto
o escravo cessou do ser cousa, possando a ser
homem ?
A palavra escravido we tanto tem preiudi-
cado, pois mal cabida no Brasil, onde o captivo
u um simples servidor permanente.
E se esta permancncia.c esta condicao justifica
a allilude dos negrophilos europeos, quizeramos
que nos explicassem o ardor quasi fantico pela
hberdade dos selvagens do frica e o abandono
de iguacs miserias serio maiores, cm outras lo-
calidades, algumas das quaes deviam inspirar
muiio maior sympathia.
Porque razo a Inglaterra nao exige imperiosa-
mente da ussia a liberdade dos seus serios ads-
tnclos gkba na mesma Russia e Polonia '.' Ser
por ler conhecido em Sebastopol quanto valora
os canhes moscovitas'.'
Porque cnsenle a escravido em lugares da
India? Temer os Nana-Sahibs de campanario?
1 orque tolera a instituico nos lisiados-Unidos
que lhe prolubem a violaeo da sua bondeira c
a busca dos seus navios? Ser porque Joo bul!
| nao brinca com Irmao Jachi
Porque supportou to mansamente o rogresso
ao trafico, recem-tentado por Napoleao, e no ca-
so do Charles e Georgc o insulto as quinas feto
1 ao leopardo? Scc poique Cherburgo domina o
canal da Mauclia?
| Em que mereceni menos a sympathia da moda
britnica os 3!) mil escntvos exportados animal-
mente da Barbaria e Egypto? Os 50 mil vendidos
pelos vassallos do Imn de Mscate, levados em
navios rabes, de Zanzeba e oulros portos da
costa do leste da Arric para a Arabia. Peisia,
India, Java e outrasregies, etc., etc.?
At mesmo, porque razo a Inglaterra nao li-
berta da temporaria escravido os seus soldados,
os seus Irabalhadores das minas, os seus maltra-
tados operarios, os seus oppressos irlandeses, o
tanta oulra pungente desgraca que l tem por ca-
sa, e que lhe doria tocar mais de pedo?
Nao; esses todos laoste wearoaiw&o; irmos
sao somenle os que veera das praias fronteiras
coadjuv-arem trabalhos agrcolas, semclhaiile aos
que so fazem em alheias colonias concurrenles.
Nem a historia de Portugal nem a do Drasil
aprsenla um s fado de concidado vendido.
ara gloria do progresso ingles, certo que as
suas pralicas nascernm de mais longo, para irem
mais longo tambem.
No periodo saxonio erportaram-se escravos de
Ora Bretanha para o Continente. O papa Grego-
rio Mi no mercado de Roma more; ingleses
s
escravos, a vender. Gcraido Cmbrense. m-
Iherme de Malnsbury e outros, arcusom os anglo-
saxouiosde renderem as suas criadas e seus li-
Ihos aos eslrangeiros, especialmente aos ran-J
dezes. pratira continuada depois da conquista ;
normanda : e anda hoje os jomara ingleses fal-*
lan de mulheres vendidas por seos maridos, ou I
trocadas a potes de rerveja, em feiras de pteos'
com cerdas ao posenco. I.-so nos caones de
um concilio de Londres : Let no onc (rom honce-
forih presume locan-yon tha twicked trafic,
by tchich men en F.ngland have bem lilhcrlo
sol' like brule animal. Nao apuntaremos osles
irreeusoveis fados historeos como desaireaos a
Inglaterra ; mas so romo comprobativos de que,
se da precisa mais que ningucm apasiguarcons-
cier ca vergada ao peso dos maiores remorsos em
laes moleras compre que a sua cruzada libcrta-
deira assuma maior exienso nao opprmindo os
reos, nem fugindo dos fortes.
Pintos ha mesmo na questo qu*- ventilamos
que tem sido e sao mu debatidos ; um dos pre-
dicados da hodierna moda negrophila a into-
lerancia ; rom cffeilo, nada mais rnmmodo do j
que responder a argumentos com arremecos, in- i
jurias c qualifienres infamantes; o s'ystema '
rhim, que denomina os europeos selvagens o bar-
baros, julgando assim adquirirem jus para se'
sentarem no throno dos filhos do sol. Nos, po-
ror a queni nm a moda fascina, nem o receio
invade, diremos que de ambas as parles temos
ouvido argumentos nao destituidos da peso.
inul I reproduzr os que so apresentam lodos os
dias a favor da aholiro da escravaria natural
liberdade e dignidade do homem, qualquer que
seja a sua cor. Nao ousamos preferir opinio
nossa sobre as asserres contrarias, e nem sabe-
mos para onde pesa o fiel da batanea, mas nao
e justo occullar valiosas razes, em contrario da
mod.i, que s so dizem ao ouvido, com mpdo
dosaal hemos do intolerancia. Ha qnem diga
( nao nos ; non nostrum tantas camiiouere li-
tes ) :
Oue a rara africana de nalureza inferiora
caucasiana, e que sendo o homem, pela sua supc-
lioridade intelledual, rei da creaeo, nada hi de
Contrario ao direito natural em collocar em po-
sirao scialmenlo inferior, a quera inferior na-
turalmente ;
Que a experiencia dos Daliomeys/dos Con-
gos, das I.iberias, dos Hayiliis, etc., mostra que
tal roja, deixa la exclusivamente a s, c incapaz
de so organisar e civlisar;
Que, sendo o Irabalho una lei de Doos,
cumrre forrar ao trabalho esses homens indo-
lente:, e que na occiosidade nao preenchera as
vistas do Creador, e os deveres da humanidade ;
Que a mor parte dos prelos vendidos em
frica sao prisioneiros feitos em constantes guer-
ras desses selvagens, que alias os inmolaran] ;
Que asimples aboliro do trafico, desacom-
panhoda de providencias ivilisaloras, c mais re-
troces-so que progresso:
Que a condicao do escravo moderno, bem
nutrido, bem vestido, poupado, sent do vio-
Icncia, geralmcnte superior da liberdade de
que cdle nao sabe usar, a qual o murgulha as
necossidades sociacs que un senhor lhe pou-
pava ;
Que finalmente se ainda se achara poneos
os favores concedidos aos servos, ampliem-se,
mas rao se imite o selvagem que abale a arvore
para oolher o fruto.
Taos sao as principos considerores geraes que
temos ouvido ; quonto s peculiares a este paz,
passemos a aponlo-los, sem todava tirarmos
consecuencia alguma, pois vendo excellcnles ar-
gumentos pi e contra, fica aosenso publico sen-
I enejar.
2. De como o Drasil seria
desculpavel de nao precipitar
um passo, em que muitos cem
um suicidio.
E a balanca do commercio contraria ao Brasil,
em escala asss larga. A exporlaco, com que
corresponde mor porte da importarn, consis-
te essencialmente em algum algodo,' muito as-
sucar o muitissimo caf. pois a industria agr-
cola que exclusivamente sustenta o Drasil como
naco.
O vaslissimo territorio do imperio abraca lodo
o ospaco que decorre desde o rio Oyapock at os
limites austraes da provincia de S. Pedro do no
Grande do Sul, com a largura de 720 leguas,
computadas desde o cabo de S. Agoslinho at o
presidio de Tabalinga. Este mundo que, calcu-
lando sobro varias populacea da Europa, c mui-
to mais pela liberdade da"s regies inter-tropi-
cacs, bem poderi.i conter e alimentar 400 rai-
llioes de habitanles, apenas oncena uns 6 mi-
llies, isto mu hornera onde podia ler 70. A
sua primeira necessidade pois povoar este im-
mcuso deserto.
Dardeja o sol com tanta forca nossas poragens,
que a esses indispensaveis trabalhos agrcolas
nao rosistetu os brancos eslrangeiros, c nem
mesmo os indgenas, quando os houvesse era nu-
mero sulficienle para as necessidades ; o sangue
africano o uuico perfelameiile adaptado para
Ira bal liar sob toes ratos solaros.
Portugal, que nao lnha bracos europeos com
que povoar este immenso territorio, vasuu nelle
a popularo superabundante doa seus dominios
africanos. Eis como, desde tres seculos, se fo-
ram creando e multiplicando os grandes cstabe-
leeimentos de lavoura que formara a riqueza do
lisiado. '
A convenco do 182G supprimio instantnea-
mente esse secular abaslecimenlo, e ncnhum a
oulra iinportaco de gente, euchcu essa lacuna.
Assim, estancadas as novas acquisiees, vio-se
0 paz limitado aos bracos que ja possuia.
Na ra.a africana,escrava, a lei da morlalidade
e mais avullada que a da reprodueco, d'onde se
segu um progressivo delinhaiuenlo que acaba-
ra talves por de todo anniquilar essa caterva de
Irabalhadores. Graves molestias, endmicas e
epidmicas, lem nos uliiraos lempos arrebatado
muitos milheiros do prelos, e devastado enge-
nhus, eslabi'lccimcnlos agrcolas, provincias, di-
minuindo-so assim por muitos modos, esses
uteis braros, cncarecendo o Irabalho exactamen-
te quando" os gastos da produeco, em vez de di-
minuir, cresciam.
Se, espontanea ou artificial, urna colonisoco
abundante houvesse acompauhado a supresso
do trafico, dar-se-ha urna subsliluico mui acci-
tavel. pois, cu-ler[s paribus, o Irabalho livre
pre.eii-.el ; mas nao pudendo viver o paz seno
da industria agrcola, sendo a falla de braros a
mortc della, nao concneudo bracas livres que
oulra cousa que um suicidio pode denominar-se
a espontanea privaeo do trabalho forrado e da
acquisieo de africanos ?
Ignoramos se estes argumentos lem ou nao
forca era presenca das lueoras contrarias ; mas
sem duv.da a lem para que nem lodo o paz se
deixe arrestar pela moda, e para que um estado
que ainda,a quem mar.admilte a escravatura co-
mo instituidlo sem so horrorisar, nao cnconi-
mende horror para a mesma escravatura, s pela
sua sluacao de alejo mar. Se a intolerancia
brlanuica di licenca, podem dos particulares al-
guns considerar o assumplo em suas applicages
pralicas a este pas, nao to liquido como se pre-
tende.
Talvez que a estas simples duridas, se respon-
da com improperios ; ao que diramos que altas
capacidades inglesas (antes que a torrente arras-
lasse ludo], homens de muito hora saber, muila
piedade e muito bora senso dcfenderaiu esta ulti-
ma these na Inglaterra emquanto fui possivel. Os
esforcos de W'ilbcrforte foram muito tempo im-
potentes contra a argumentado contrara. Quan-
do Sir W. Dolben apresculou o seu bil para re-
gular o trafico at quo abolido fosse, foi anda
vaa a sua tentativa. A questo da abolico re-
ceben no debate repelidas derrotas ai 1801,quan-
do \\ ilberforce obleve maiora na cmara baixa ;
mas uo passou na dos lords, e no anuo segua-
te al na dos communs foi o projedo regeilado.
Anles do bil de 25 de marco do 1807 observa-
mos quo os actos preparatorios, loes como
a ordem do conselho de 185 ele., foram actos
do execullvo, e as dscusses do parlamento ti-
nham sempre dado victoria aos anti-abolicionistas.
Nao sejamos injustos para cora o parlamento
britaunico ; nao erara os inleresses, mas convic-
es, que nada tinham de iudecorosas, que indu-
ziam lanos estadistas o opporem-se suppres-
so do trafico. Porque razo o que honlem foi
patritico em Inglaterra ser hoje abominavelno
Drasil. Dar-sc-ha caso que o vicio e a virtude
depcndain das latitudes ?
Se porm c corto que assim pensara indivi-
dualidades ( posto nao raro menlirem os labios
ao cerebro ) anda c mais certo que o governo
brasilciro e os altos poderes do estado pensaram
c obrarom como quem quer leal e definitiva-
mente a aboliro do trafico, tomando assim mais
nobro o seu procediuienlo, mais flagrante a in-
justico briiaunica, c augmentando desi'arlc a
obiigaco que impede actual commsso de in-
demnuar violencias duplamente injustas pora
com os particulares como para com a naco.
Este descnvolcimento ( que conslilue o'iercei-
ro e miarlo pontos, ueste artigo indicado > ser
objecto do seguintc discurso.
Publicla,
PERMMBUCO.
REVISTA DIARIA
Nao hos sendo por modo algum indifforen-
Ic qualquer passo que entre nos se d para o mc-
llioramento de nossa trra, corre-nos o dover de
lUacrmos alguma cousa sobre o eslabelecimeulo
de bonitos do paleo do Catino, que torna-se re-
comiuendavel por lodos oslados que seja enca-
rado.
Desde muito que era reclamado a existencia de
um edificio ou eelabelecimcnlo, que ofeiecesse
ao publico proporcoes convenientes para o refo-
cillamerilo do corpo, que tantos motivos tem en-
tre nos de exigir essa salisfacoo ou condiro pa-
ra o exercirio normal dos funeces orgnicos.
Esta necessidade, pois, ou antes "esta lacuna foi
preenrhida, depois de grande trabalho e nao pe-
queo dispendio da parle dos empreenJedorcs
da casa de banhos, a que nos ref-?rimos.
De coito, essa lacuna foi completada nao de
um modo imperfeilo, massim com todas as exi-
gencias possiveis ; demanoira que all deparam-
se com todas as commodidades, o acco al o lu-
so, alera da variedade de banhos, em que tonto o
sao como o enfermo vaoachar umallivio.
Todos convem & urna voz no que havemos di-
to, porm alguns ol jeclam que o costo dos ba-
nhos devera ser menor.
Esta condiro seria por certo muito para deso-
jar que livesse lugar, mas nao dever-se-ha tam-
bera nioller em linha de coiita o grande dispen-
dio que accarretam taos empresas- entre nos, on-
de lo cara a mo d'ubra ?
Pairee que so nao deve prescindir desla ob-
servaro quando quiscr-se notara altura do cus-
i dos banhos, custo esto que todava ainda ha
pouco foi diminuido, reduzido-so cada bonito
menos de -iOt) rs. para os assignantes. Por menos
desia quantia muguen) hoje tomar um banho
ern sua casa, a nao ter quem lhe deite agua, de-
vendo notar-so aindi a diffrcnca que vem de
urna gamella para um banheiro rom todas as ac-
comodaces proprias e especialmente preparados.
O lundo de ullidade. publica que resulta da
oKisioncin r!e um tal cstabolecimento, convida a
que se lhe d o maior impulso possivel, pjtnUm
do-se aos respectivos empresarios.
Em addilamento s noticias que ja havemos
dado acerca do incendio dodia 27, curapre-nos
dizer que a pessoa que dellc s- ieniiiiiou ao res-
pectivo subdelegedo foi un filho do Sr. Pedo An-
tonio do Carvalho : e o Sr. subdelegado mandan-
do logo tocar fogo na igreja do Corpo Santo,
segmo para o theatro em que se representara
aquello drama horrivel. levando comsigo os sol-
dados de polica Hi destacados, os pedestres que
achavam-sc enlo no quarlel, e alguns oulros
soldados das guardas do consulado 0 alfandega.
Logo aps alliaprcsentou-sc o major Lourciro,
commandanle dos pedestres daquella sec.o que
muiloso distingui arrestando os perigos, a pon-
to de ser niandido retirar do tclhado incendiado
pois o perigo era nessa posieo iraminenle e quasi
certo. Em seguida chego o Sr. Dr. chefe de
polica, que foi ineansavel, ja dando acertadas
providencias, ja animando, ja finalmente por si
mesmo dando exemplo nolavel de reunir BS obras
s delerminaees dadas-
Itttormam-nofl que o Sr. Alvaro, legista da ra
da Cadeia do Ilccife, prestou bous serviros na-
quella emergencia.
O numero do saceos que foram queiraadas, cle-
va-se a 161, sendo ellas pertencenles a di to ren-
tes pessoas.
Os 1'oilTOS DE fttARROCOS,Mojfdor. .1,7(10
atr : As vistas de Morrocos comorchcndcm iim-
exlenso de 900 kilmetros, dos quaes t rosen tes
es lao sobro o mediterrneo o leiscentos sobre o
olflantico, e este litloral cceerra um grande
numero de pontos nota veis pelo desenvolvimen-
to de sua industria martima, entro estos mere-
ce particular atleneo o porto de Mogador, si-
tuado no attlantioo, e que passamos a des-
crever :
A cidado (leste nomo, construida cora bstan-
le regulardade, nao era, n'oulio lempo, mais
que um simples castalio muito elevado sob o do-
minio dos Mcrenitas em 1510. A ruda dcsta
fortaleza destinada a proteger a costa, foram
construidas algumas casas paro os neeessidades
da marraba do lisiado ; mas a localldade tendo
parecido vonlojoso, foi fundada urna cidade em
t/CO, sob o plano do engenliuro francs, M. Je
Serly discpulo de Pcrronet, que foi para esse
um chamado pelo imperador.
O porto, um dos mais frequcnlados do litloral,
formado por urna ilhola, e defendido por nu-
merosas baleras. Apezar dos Irabalhos empre-
gados para o proteger contra as invases de
area, quo augmentan) diariamente. O pequeo
porto de Sai-Abd-Albth, situado mais ao norte,
pode ser considorado como una de suas depen-
dencias, e lhe serve do succursal.
Os mais nolaves edificios da cidade sao o pa-
lacio do govornador, a al.indcgi, a grande mes-
quila, e a torre de Beni-JJassan, de um aspecto
onginalissimo A cidade de Mogador, a qual os
Mouros tambem do o nomo de Senevrah, tonta
actualmenle urna populaeo do 17,01)0 habitanles
sendo 8,000 Mouros, e 4,000 Judeus, os quaes
concentrara as suas raaos todo o commercio do
Cabo.
Seus printipaes artigos de exporlaco sao :
pellos de cabra, gomma-graxa, amend'oas, lo,
a/eitc, cera, mulos, couros, marfiin, peonas de
abslruir, o fiuctos seceos,
Na provincia, ou reino de Sou/.a, e na mesnia
cosa cstoos pontos seguinles : Agadir, chamado
Geser-Ghesen por Leo Africano, c Sania Cruz
pelos Portugueses, que a possu.ram por ospaco
de dous seculos. Sania Cruz tem um porto, qu'e,
como abrigo, o n'clhor do litloral, n'oulro tem-
po tloiescenle, mas em consequeneia de urna
revolta foi destruida por Sidi-Mohanimcd, eseus
habitantes transportados para Mogador ; nunca
mais se restourou, e cunta hoje openas urna po-
pulaeo de 400 habitantes. Moessa, pequea ci-
dade murada, situoda a 9 kilmetros da costa, e
que a mais meridional, de todas as do litloral.
Tarondaul. capital da provincia com urna popu-
laro de -21.000 almas, est rodeiadade urna mu-
ralhaquetcm oilo metros de altura. Laraeteh
villa grande com lodas as casas guarnecidas de
amelas. Akkah, que tem urna importancia espe-
cial, porque a cidade, ondo se reunem as cara-
vanas do Tomboncton. El-Kassaba, cidade que
gozou de urna grande prosperldade sob os pri-
meiros Scherifs, que succederam aos Mirinilas
Osdificrenles portos de Maocos tiveram n'ou-
lro lempo urna importancia consideravel, sobo
ponto de vista militar e poltico : esta importan-
cia porm hoje quasi nulla, entretanto es-
tes eslabciecimenlos martimos conservam bas-
lon-e valor cpmmerciol, porque Marrocos urna
das regioes d frica mais ricas c mais produc-
tivas.
NOVO EMRECO DO VE11N1Z DO Jvp.io.A pol-
po glandulosa, ou verniz do Japo, cujos ispeci-
lens j sao lo conhecidos eui Pars, aclual-
giao Pinto s 8 horas da n:anaj, |>elo Dr. Dur-
ncllas s 8 da man.a.
LHRCNICAJUDICIAR1A.
TRIBUNAL Di RELC0.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 27 DE
DEZEMIUIO DE 1859.
presid:m:ia no exm. sr. conseliieiuo eruelino
DI. I.EO.
As 10 horas da manha, a-hando-se prsen-
les os Srs. desembargadores Figueira de Mello.
Sveira, Gitirana, Guerra, Lourenco Santiago,
Silva Gomes, e Caelano Santiago, procurador da
cora, foi aborta a sesso.
OSr. desembargadoi Figueira de Mello propoz
o recurso crime :
Recorren le, ojuizo ; recorr lo, Joo Elov So-
bral I-i. I
Sorteados os Sr. desembargadores Silveira,
Silva Gomes e Gitirana.
Improcedente.
Negaram a soltura pedida em habeas-corpus
polo soldado do quarlo balallo de artilharia
Ignacio Cardoso d: Silva.
DISTMBGICBS.
Ao Sr. desembargador Silveira, os recursos
crimos:
Recorrcntes, Manoel Antonio Vicira c oulros
recorrido, ojuizo.
A J horada larde encerrou-sc a sesso.
Variedade
s.
COLI.ECTOP.IA DF. OLINDA.
Lani/moii) Su leclma dos predios
urbanos do districo da colleeto-
ria quo tem do servir no anuo i-
nanuciro d 3S55 1SGO, pelo
eollectoi- Manoel Jos do Azevc-
do Amori:M.
Estrada do (>ruz d-j Al.n3s das
N. 1. Jos Jacame Tasso J-
nior, casa terrea arrendada por.
dem 2. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por........
dem 3_. D. Mara da Concei-
co Saares da Cmara, c*a lar-
rea arrendada por.........
dem 4. Cosme DamiOj casi
larrea arreuJaJa por.........
dem 5. Herderos do Visconde
de Loares, casa terrea arrcnJa-
da par ...............
Estrada de Cruz Je Almas.
N. 1. Tenenle Coronel Manoel
Jo.- da Costa, casa torrea oc-
cupada pelo proprieiario avalia-
dapor...................
dem 2. O mesmo, casa terrea
arrendada por.............
dem 3. Manoel CoelUo Cin-
tra, casa terrea arrendada por..
dem 'y.Viuva de Manoel Lou-
rengo, casa lorm arrendada
Mojas.
1205OOO
320SOOO
181^000
3005D0U
10O0
3005000
12139080
5005000
por
2503000
dem 6. Viuva de Manoel Joa-
quim Pereira, casa de sbralo
de um andar oceupada pela pro-
prietaria avaliala por....... 400*000
dem 7. Antonio da Silva, ca-
sa avallada por............ 485000
dem 8. Antonio Luiz Gon-
calves Ferreira. casa terrea ar-
rendada annuaimente por..... 250v000
dem 9. Antonio Pedro de Al-
cntara, caa terrea arrendada
por............... ..... 100JO00
dem 10.0 mesmo, casa torrea
arrendada por............ 1605000
dem 1J. Hcrdeiroido Viscan-
de Loures, casa terrea arrendada
por..................... 4005000
dem 12. Adriano Jos Borges,
casa tarrea arrendada por..... 1005000
dem 14. Lu/, de Mello d'AI-
buquer.|iio Pila, casa terrea ar-
rendaJa por............... 2405000
Estrada do Parnarme'rtm,
N. 1. Viuva de Manoel Joa-
quina Pdreira, casa lor.-oa arren-
dada por.................. 1005000
dem 2. Viuva da Antonio
Bernardino do Res, casa lerrea
arrendada por............. 1505000
dem 4.Monsenhor Dom Fran-
cisco Muniz Tavares, casi do
sobrado de ura andar oceupada
pelo propietario avallada por.. 3005000
Mein 5. Jos Antonio da Silva,
casa lerrea oceupada pelo pro-
pietario avahada p;r....... 503000
dem 6. Francisco Jos Sari-
llio Leal, casa terrea oceupada
polo propietario avaliada por. 2003000
dem 7. Joao Gongalves dos
Santos, casa terrea oceupada
pelo proprielario avaliada por. 803000
dem 9.Joaquira Jos do Amo-
rim, casa terrea oceupada pelo
proprielario avaliada por..... 4009300
Ra do Parnarmeirira.
V. 1. D. Caetan de Farias
Costa, casa lerrea oceupada pelo
proprielario avaliada por...... 5C09000
dem 2. I). Mara Salom Ale-
xandrina Schuler,^ casa lerrea
4003000
m
mente considerado como um dos vegelaes de
bastante ullidade, pelo feliz uso que se lhe d,
sernndo de alimento s novas especies de luchos
de s-da. Esta arvore, depois dos estudos feitos
por M.Holel, eujos resultados foram communi-
eados sociedade Zoolgica de achioalacoo pode
tamhcm olTereier recursos cllicazes medicino,
em consequeneia da aeco physiologica especial,
queexercem sua casca o suas folhas sobre a eco-
noma dos homens e dos animis. Com effeitn,
segundo reiteiradas experiencias, sabido que a'
cosca fresca do verniz do Japo conslilue um an-
Ihelminlico dos mais poderosos. E como hoje es-
ta planta se cncoiilra em toda a parte, a sua ap-
plicico fcil, na cerloza de que tambem
mais innocente que a dos outros turifugas.
l'assagercs do brgue nacional D. Alfonso
viudo do Ass : Delchior los dos Res, He-
leno Mana da Ce nceiaio, (res filhos e um filho
menor.
Passageiros do hiate nacional Invencivel
sabido para o Aracatye Ass : Prudencio Mar-
ques de Amorim e 2 escravos, Manoel de Mello
Monto Negro Fessoa Jnior o 1 criado, Vicente
Ferreira Lins, Joo Francisco dos Santos Gaviao,
Antonio Bernardo de Araujo, Joequim de SouzjI
Maa.
Passageiros da barca nacional Clemenlina
saluda para o Rio de Janeiro : Amaro Fran-
cisco de Moura, Jernimo Jos Tclles Jnior c 2
escravas.
Mataooi'ko piui.ic.o :
Malaram-se no da 29 do corrente para coii.-u-
mo desta cidade 44 rezes.
MonTALibACE do oa 20 do corueme:
Jos, pelo, sollctro, 22 annos, hr-rmia.
Francisca, parda, S anuos, bezigas.
Hufina Mara da Conceico, pela, soleira, 60
annos, estupor
Gaspar Antonio Ferreira, pardo, solteiro, 21 an-
nos pulmoiiile.
Hospital db caridade. Existcni 07 ho-
mens 59 mulheres nacionacs, 1 homem cstran-
gero, 1 homem escravo,total 128.
Na totolidade dos doentes existem 36 aliena-
do! sendo 29 mulheres c 7 homens.
Foram visitadas as enferman?? peio cirur-
arrendada por. ....
dem 3. Manoel Jos da Silva
Guiraares, cosa terrea oceupa-
da pelo proprielario avsliada
por.................... 50.3000
(Continua}.
Correspondencias.
Srs redactoresHogo-lhe o favor de inserir
estas linhas em seu Diario para que cheguc ao
conhecimonto do publico ver o quanto se me es-
l fazendo sem quo eu deva a fazenda valia de
dez ris ; no da 18 de junlio de 59 fui citado c a
4 de julho pcnhoiado em racus bens para pagar
vinte e dous ral e lanos res do aeougue em a
casa n. 2 da ra do Rango!, sem que eu era tem-
po algum livesse estabelecimento algum, em se-
mentante casa, juntei um ahaixo assignado dos
moradores da mesma ra em que nioslrei que
nunca linha tido esiahelecimeuto em tal casa re-
quer a cmara municipal para que mandasse
que o fiscal de Santo Antonio altcslassc em al-
gum tempo en linha tido cstabolecimento algum
em semeihaite casa o que elle atloslou que nun-
ca tive estabelecimento em dita casa, junte! eer-
lido da Ihesourara em como nunca fui colle-
tado cm dita casa donde cobrara de mira o im-
posto de 56 a 57, juutei lodos os recibos em co-
mo quem tinha tido aeougue de 54 al 58 era
Pedro Francisco da Cosa e nao eu, o o mesmo
Pedro tamhcm nada devia por quanto dos reci-
bos se tria oslar pago, assim mesmo nao ro bas-
tante, Uve senlenca do Sr. juiz dos feitos da fa-
zenda em que me condemnou no principal c cus-
as, dizendo em sua senlenca que aquello juizo
nao era sufficienle para tomar conhccimeiito dos
livrosda lliesouiaria, embarguei a senlenca, con-
cedeu-me 20 dias pm ir liquidar (al imposto
com a thesouerria, requer a mesma com lodos
os documentos pora decidir sobro seuielhantc
imposto, nada decidi cm os 20 dias, tornei a
requerer ao ministro, deu-me outros 2Udias, ciu-
fim sao passades tres mezes sem que a Ihesou-
rara decida tal negocio, ora como fosse acabada
a dilacao do ministro sera que a thesouraria te-
nha decidido nada, o escrivo da fazenda man-
dou os aulos para a concluso sem que fossem os
documentos junios porque se acham na thesou-
raria e vendo eu se continuar com a execuco
san que nada deva a fazeuda por tanto nes'tes
termos quercm que lhe pague sem lhe dever
nada, quero porque quero, venha dinheiro, quer
deva quer nao deva, que bella justica dessc sc-
nhores ompregados maudarem iclaco para juizo
de quem nada deve e se lhe rcquer"no do des-
pacho a scmclhantes aulos, pcis falla o suppli-
cante requerer contra elles ao presidente da pro-
vincia.
JotAnleiiio de S Qiteiroz,
Recite 29 de dozembeo de 1S59
Passeo arttatleo na lt:J:>.
ililo.L'in Leonardo de Vinci.
D.-quem esta pintura ? de Leonardo de
vinci. Fiqui-i diaule desla doce apporico mais
de urna hora ; ao principio appoiada "no muro
que para ah lazia face, c como a exiguidade do
paleo repelle apenas no pona perspectivo ondo
o todo se v com exoclido.
Depois, duas mulheres que estovara na janel-
la trouxeram-me urna cadeira. Filos nao pare-
ctam comprehender minlta atienta posieo. Pro-
cure trocar duas palacras com ellos poro justifi-
ca-tas. O que lirei de mois caro foi, que nin-
gimni vmlia ver aquillo que era velho, quo nada
era posta de parte a dc*o$ao, ou pouca cousa.
Ellas queriam em sua gyria me indicar o cami-
nho do zimhorio, para me compensar do erro e
lempo perdido.
Eu pedi-lhes que me deixasscm tranquillo, .-.
tambem que nao fizessem subir o rapazinho n.
Bello menino que por seus movimenlos natu-
raes, sua graca maligna, smi simples modelado
0 forma delicada, pareria-me una phonlostica
ressurreico daquelle que defera servir de mo-
dc-llo ao grande meslre, que me dava para exo-
roinar em seus saltos, o mmenso saber e os iu-
dicacoes lie promptas quanlo correctas.
De lempos em lempos, eu fechara os olhos,
quando a sorpreza me fazia duvidar. Com M.
Yvon, em Brescia, eu tinha aprendido a descon-
fiar do sol e seus raios.
Fallare) disto porque a pratica do pintor c do
decorador lera alguma cousa que tirar de nossas
espeiencias nesta cidade.
Porcm mi.'iha obslioaco de nada me servio.
Cada vez que se abra os olhos, a lembranga.o
nomc, a obra inteira do meslre divino sr retrac-
ta vam da parede por mil raios.
Nada faltava-lhe do que p;>rlenc" e assigmla.
Eram: sua composico sempre voluntaria, e
ngi'la por suas regras seguras ; seus movimenlos
admirados e transcriptos por sua incessanto cu-
riosidade e rapidez lacnica ; seus gestos ctelos
de siguilicoeao e docilidade lo ofastodos do re-
pousocomo da violencia ; sua alma cheia de vi-
da, seu equilibrio cheio do liberdade e seus ba-
tanaos cheios de symetria.
Como sao difficeis de guardar e pintor entre si
estas condices.
O mois rigoroso o mais austero saber podem
so invistir o artista.
A esttica c seus arrestos, a anatoma o sen
rigor, a geometra c suas certezas, a perspeliva
e seus artificios, nao sao quasi accessirfs e nf.o
abrem seus thesouros seno a leimosos ogresso-
res. Aquelles que sao bastante violentos par.
enlrar neste sancluaro escarpado, e que na lucia
c assalto nada deixom cahr, nada deixam'per-
dor de sua alegra, de sua expansao, de seu fcil
abandono do sua amavel modestia, do sua inge-
nuidade juvenil, sao h.-m raros, sao de cefte fa-
cis de enumerar na longa jerarchia dos mestres
que devemos admirar e venerar a outros res-
petos.
A belleza sera tibieza, a riqueza sera ostenta-
cao, a forca sera espanto, c a mageslade sem
orgulho, foi lombem dado a alguns principes de
nossa orle.
Esla pintura na ra eslreila, no pequeo pa-
teo, no fin da alea negra, de um dclles.
E de Leonardo de vinci.
Kepilo-o. Nao ha que duvidar. Ah empe-
nho toda a minba competencia. Nao e=(ou no
commercio. Nao quero manda-'.a vender nem
compra-la. Hilo que a guarde, teuha cuidado,
e amostre.
E bastante.
Jeauron.
SCHAMYL.
Eis u m noroe (jue subsistindo hoje, apparece
a vista dos europeos careado de tal aureola de
mystero, de mogestade e grandeza, quo anles se
considera como um ente myihologico do que
como um ser real. O seu mme fot sempre o
terror dos russos, a admirado da Cucassia, ee--
pecie de plianlasia viva pata es europeos. A
| sua fama universal, e ainda que nao seja pos-
sivel relatar iodos os seus feitos, julgamos oppor-
i tuno reproduzir um ortigo, no qual se referem
potica e sentidamenio os seus principaes rasgos
havendo-se colhido para isso as observacoej dos
homens mais autorisados para fallar deste novo
prophela do Alcorao.
Por muitos annos Scliamyl foi o pesadello da
Russia, e nem os grandes exercito, nem as
enormes somraasque parase apoJerar delle pre-
parou, cera os meios de Nduccao empregados
para se livrar di lao formidavel iniraigo, ha-
viam sido sufficientes para aprisionar este singu-
larsimo caudilho, e muito menos para' abatir
a sua f ou fazer vacilar o sen adomavel es-
pirito.
_ O telegrapho annunciou-nos agora a sua pri-
so pelos russos ; em quanlo nao chegam os pro-
menores desta victoria da Russia, julgamos qae
os loitores vero gosiosamente os traeos mais no-
tareis da physionotnia moral desta rei e proj lela.
->esse paz de monlanhas brancas e negras,que
osgeog apiras chamara o Cauca.-o*; nesseberr^o
dapoesia c da lenda.que de phantasmas, que de
proposlas e entes mysteriosos nao leem appareci-
do ? Sobre um pico nevado encanJeia a fbu-
la grega a Promedio ; sobre oulro habita o Djin-
Padicliad, principe dos demonios, e junto deste
a ave Anka que toda a antiguiJ.de oriental cele-
brou. Se dermos crdito ao veneravel IleroJo'.o
alli onde devemos buscar as Amazonas.
JNo pico de urna dessas montanhas de quebra-
das phantasiicas, sonde talvez tropecasse a arca
do diluvio antes de chegar a Arabol, e onde
Jason achou o vellocino de oiro Alexandre o
Grande, Mitridates, Attila, passaram por esse
eaminlio ; Scliamyl, pois, fi'ho dos montes cau-
csicos, nao oode deixar de ter a sua lenda.
Nella est envolta a sua infancia, e apena.-
i nos lie dado conhecer os primeiros passos da sua
vida. Viven at os 25 annos na sua patria,
dado ao trabalho e a racJitacao, ou, como diz
Mr. Lamarclte no seu excellente livro sobro os
1 Turcos e Russos foi educado em S. Peters-
1 burgo, onde alcancou o gru de coronel ? Eis
aqu urna perguula que nao nos penniltimos re-
solver, ainda que ura grave auctor allemao,
Badensiel, esteja neste ponto de accerdo com
Mr. La marche.
Aqu seria occasio de dar o relraiodo nosso
liere. Porm qual devemos escollier ? Te-
mos a vista urna colleqjd francoza, cutra ingle-
za, oulra allemaa, oulra russa, e uonhuma del-
las nos subministra dados completamente idn-
ticos. Qual o faz moreno, qual loiro, qual rui-
vo, nao falta quem diga que tinge a barba de
muitas cores.
Grande he a nossa perplexidade em meiode
lao diversas relaces ; por isso nos lima tamos a
reproduzir a bella pincelada de Bersek Bey, poe-
ta do Lbgheslan :
Schamyl tem raios nos olhos e flores nos
labios.
E como vive o chote dos circassianos ?
E' su mira mente sobrio, come pouco, s l
agoa, dorrec pouquissiraas horas, consagra os
seus ocios orogoo e lcitura. Ha um nao sei
que de providencial na existencia deste liomam ;
dir-se-liia que vive por milagre, e concebe-ie
apenas o ascendente, o poder que exerco ao redor
de si o irran, e sultao do Caucaso Oiiental, tres
vezes em perigo de morte, e tres vezes salvo pela
Providencia.
Em 1832, atacado por tima forte calumnia
russa Khasi-Mollad, com urna tropa de fiis tu-
ndas, havia-se encerrado em Heinvi : alli nema
victoria nem a fuga eram possiveis. Os mri-
dos, sacerdotes guerreiros, guardies supremos
das revclaQoesdo xtasis, que formara a base do
novo islamismo que emprehendeu a tarefa de
reunir as seitas da Ornar e Allah ; os mtiridas,
dissemos, morrem cantando psalmos. Occrpo
do raurida Schamyl, crivado de bollas c bayone-
ladas, jezia entre os dos oulros.
Tempo depois, o successor de Khosi Mallad
I
I


\
Hamsad-Ucy, peicreu victima da inveja, tiesta
repgname paixao que poderia chamar-se a es-
coria do cora cao humano ; morreu tra'icocira-
menie assassinado na mesquila de Chunsach,
opesar da heroica deeza de seus muridas que
calmara iodos junios delle. Scharnyl que havia
sem duvida resusciado, distingue se entre os
mais nlrepi los, e veem-no por trra com o cor-
pocoherio de feridas. Espa!ha-se a nova da
sua moite ; mas bem depressa torna a appa'e-
to do Caucase, como o segundo prophela de
Altai.
Schamyl liuha estabeleciJo o sen quariel ge-,
neral na aldeia de Akulgo, edificada sobre ro-
cas insecessiveis e de aspecto to estranho, que
bdenstel denomina-a uma creac/io phanlasli-
ca dodiabo, a quem Dos parece haver concedi-
do abri-la en podra. >. Os russos alacain aquelle
ninho de abultes : a f,nte des seus melliores cir-
casianos, dos seus mais fiis inundas, Schamyl
defende-seai ao ultimo extremo; as propris
mulheres lomara parte no combate. Ter-se-
hia dito, refeie urna lesieinunha occular, que'
erara furias vingaJocat trazadas em nuvons [ara
semear a destruido e a morte.
No calor do combate Hit lia m se despojado dos
seus vestidos superiores; as suas langas o es-
pessas traiiQas iiuoluvam-lhes nos eolios e seios
mis. Depis je cf0rcos sobrehumanos, acres-
centa lestemunba russa que citamos, quatro
daquellas muracrescon$eguara .fazer rodar sobre
as nossas caber,s tuna inmensa roca que fo des-:
'son a alguns pasaos de nos, e oi estropear a '
aiguns de nossos sollados. Vi oulra mulher,
com os olhos (iioi u:na lisiante na sanguenta
tragedia, agarrar de repente .tim temo filhinho
que so 1/ie conservava unido aos vestidos, qua-
Lrar-lhe a cabece contra o ngulo de una peJra,
c lancando-o no espaco com um grito sclvagem,
arrojar-seadaz delle n'um precipicio. Exemplo
horroroso, que todava nao deixou de encontrar
imitadores i
:Du Futuro)
CONSTITUIDLO SOCIAL DA KABYLIA.
. ESTBAUIDA li\ lll.\ |sr\ u.OKIltvN.v E COLONIAL. )
. .iss.kj.i a erise, caa commuuuidadc Mfomava
;eus hbitos, isso mis rivalidades e suas guer-
las ;.o anun cl-numena, tornando-se simples
particular, ou, 0 que -em duvida era antes, amin
ue una aldea somivjefc s ovia conservar a po-
pularidad,: dosservicos prestados. ChamaVam-no
tuiun-tt-oumena por cosime e, quando era che-
gaita a occasio, oncontravani-no prompto para
eommandar. Nes^e sentido, linha cada tribu o
i cnitui-el-o:ciicna permanente.
Entretanto, alguna nomons notareis, que per-
tenciam a partidos poderosos, eonseguim con-
tener sua dictadura momentnea, umitas vc/p-:
necessaria, era urna especie de kaidat. Quena ni
"i saustazer-lhos a aasbeao, ou, prevendo o fu-
crear uma unidadenacional. Se seobessem
hf-886 1I'1'"1" r'spelar a suseopliUilidadi repu-
blicana dos dj'.maas, leriam lomado nossa con-
quista muito mais dillieil, dando a defeza urna di-
receao melbor entendida.
Tara destruir esse principio de unidade poli-
tice, slo 6, liuje, a uui lae na iusurreico, pa-
lecia que nao deveriamos reconhecero ann-el-
oumena ; mas loria sofrido o servico eral ; de-
-luiram-nos a conservar na tribu o seu amm-el-
oumena a impossibldadc de correspondonnos
com todos os amins de paizes nfasladus e diffl-
ce, a necessidado de conservar empregos ou t-
tulos para certoa personageus que nos fin ha m
civido e que era preciso ocupar. Alm disso
esperavamos que o espirito inquieto desconfiado
- coso do kabyla em geral faria com que em
poneos airaos o adjemaa nao consentisse que o
seu amin se dirigase, para cominuuicar com-
i'isco, a um kabyla mullas ve/.es exlranho a al-
uea equo, tomando em virlude de seu titulo de
Kinu-c-oumena tanto mais importancia quanlo
'nonos lera, oupoem-se as prelenedes republica-
nas do menor logarejo. Fizeuos do amin-el-on-
mena mu 'simples agente de vigilancia, sem ini-
ciativa na adeiiiiislra.ao, sem ineios directos de
repressao, sem poderes definidos. Km caso de ne-
cessmade laaumos delle um personagem ulil ou
o annuuaiavamos completamente. Em una
patavra e elle o transinao necossaria entre o dic-
ador que nao tem mais ra/.ao juslincativa para
..xislir a rente das confederacoes dissotvidas c o
rraiHM /., at o da o ni que os cliefes d-J al-
Jea se dtrigirem directamente a nos. Esso mo-
mento anda nao chegou.
tonscrvaiido, pois, o umin-e!-oumena, que re-
:ebe, como o nmi'u. um sol Jo do governo fratieez
\ com j elle, sujeito a ck'icao da asscmbla.
i.ieiroes, rcooracao dos cholea indgenas.
Existe ha muilo entre os kaoylas o principio
das eleicoes c da reuovaco dos cheles. Tirava
elle principalmenje a sua ra/o de ser, da r.vali-
dade dos partidos e do recco que se Un!.a de
veras potencias do dia creur raizes no poder.
Lonsagrando esse principio, porque era usado e
lanibem pelas razos seguiutes :
Sob o nosso patronato, elle obrig os hnreos
mais populares, mais quorioa^WTa opi-iiao pu-
vir alternadamente desempenhai- un car-
go que lhe confiamos. Reservamos para nos o
to de aceitar, ou recusar os candidatos da
elci^So, de sorte fue, consorvando sempro esse
ireilo, seai mCsmo usar delle, impedimos que
os homens influentes indaaigoa da nossa autori-
aade, possaui uo dia da insurrcico, allegar s
massas a saa e.vdusao dos negocios sob um regi-
men irancez. Se realmente nao oceuparam posi-
eao alguma, fu porque a eleico popular nao o
quiz. r r
De rnais, augmentamos a influencia franecza,
rnallipkcando o numero de individuos em rela-
:au directa coraaoseo v que. em virlude de raas
runecoes publicas, precisara de nosso auxilio e de
nossas lu/.es.
Senoobjeclarem que podemos crear dilicul-
Jades por isso niosmoquc, dcixando o cuuiuan-
no acccssivel a lodos, podemos ler um inimigo
mais influente c perigoso ora lempo do insurrei-
,ao, responderemos qao nos perlence sempre,
segundo as circunstancias, recusar o candidato e
que tambem esso individuo dimnuc sua popula-
rizado iei\..iuJo-iiossaiiccioiia-la ; que suas in-
sigas noaessariaraeate tornam-se mcno3 pciigo-
.'itnas elle se torna iiolavcl.
Noadevemos de preferencia temer aquellos que
'ra/. da coitmase lingem vielimns iiuportanles
aa conquista e se cercara de lodos os desconten-
tes. Quinto a emorao popular que padem casal-
os debates daIeicao, em urna administracao for-
te como a nossa, ella sempro o Ihermomelio
da opinio publica.
Conservaremos, pois, o principio da eleicco na
kabyla.
Addae kanoun.
cima dssemosque os djcmaaa julgam segun-
do o adda, direto consuetudinario e segundo o
caiKMNt, direilo escriplo.
Adda.O cosame ou aida existe em todas as
tribus berberescas como tyto de sua origem. Um
grande numero esqueccram ou talvez abantoua-
ram forca, sob a occupar;o musulmana, o dje-
maa e os kanouns, mas ainda conservam o adda
elemento precioso para se guardar. Huitas vezes
est elle em opposcao com o puro cdigo do
inusulmano e de quando em quando, em virlu-
de do decreto do Io do oulubro de 1851 ( fustira
musulmana, ) a autordade tem-se visto obiigoia
a fazer prevalecer n'essas tribus as docsoes dos
kadis sobre assolujoes dadas pelo adda Os con-
quistadores rabes bem linham conhecido essa
iucompatbilida do adda o do cdigo religioso.
Assiin linham elrVs ordenado que se escolliessem
os kadis eui as pessoas do paz, antes concili-
sntes que sabios e conhecedores do adda. Era
una concessao intelligenle, feila aos anteceden-
tes de povos nos quaes so queiia inlroduzir o
Alcorao.
Comiudo, apezar dessa concessao, o adda co
kadt so achara eiuopposi>;ao em inuilas tribus da
Aigeria.
Kanoun.O kanoun a colloccjio escripia dos
usos sanccionados pela pratico, das ngras ou
decises antigs estabelocidas pelas assemblaa e
eonscntidas por todos. Faz as vezes do carta
eonslilueional, de cdigo civil, penal, administra-
tivo e militar; rcgcila qualquer outro cdigo bem
como o djemaa qualquer tribunal. Os kanouns
acham-se principalmente cm vigor no ceniro do
lijurdjura, nento por mais lempo da influencia
eslraugeia.
Nessa regio tal kanoun aceito por nlgumas
tribus que formam urna confederacao, outro ex-
clusivo de urna s aldeia, mas por loda a parto
lia um. O amin seu depositario e guarda e
n'alguns casos pode infligirs penas consignada--
no Kanoun sem reerir-se ao djemaa.
DIARIO DE PERNAMjgjeO. SEXTA FF1RA 30 DE DEZEMBRO DE 1859.
ver ubi una causa uu Uesuiueiii iiicuic-
l-.ssas i-is, (Heladas M'i.i experiencia, retleciem se de*
as necessdades, os inleresses, as paixdes dosldiavel
povos que ellas devem conter ou moderar. As- Esse espirito turbulento dos Kabylas revela
sm qu.isi todas lem os mesmos caracteres go- urna vitahdade de que se pode tirar partido, dan-
r.irs: ncrao igual sobre todos ; ausencia de pri- do-lhe eoino saluda a industria e o commercio,
vilegio; respeitoao individuo, a sua mulher, a cousas do gosto dos Kabylas, mas at liojo cni-
siia casa ; ausencia de penas corpreas e de pri- baratados pela guerri.
sao; liberdadede commercio ; morcados fian- Logo denois da submisso, os kabvlas retoma-
eos ; encargos proporcionaos s ri mezas ; exclti- rain o gosto e o hnito do trabalho e do eommer-
sao dos eslrangeiros quautu ao poder; equilibrio i co. Laboriosos, industriosos, habis, poderao pe-
politico entre os individuos, as familias, as al-' netrar as ollicinas do nossos artistas onde sera
deias, as tribus, mantido mesmo a cusa dos n- applic.ida a sua sptidSo. Essa lendencia de ver,
teresses particulares; as mulheres, por oxcntplo, COnbecer, aprender, ievar para a aldea um desr
nao podempossuir immoveis, sendo a proprieda-
de de algumasort
asscmbla, sem
das mulheres e dos eslrangeiros.
Einfim o que faria pensar que rio nos acha-
raos entre musulmanes que o valor do nume-
rario reronliecido odus inleresses que se pa-
gam ; o jnro permitlMo, Ncsse raso'a conven-
eo por si s la/ le. N is lomos >or tanto manti-
do provsoriamenle os kanouns.
Apezar das resticces que conlm a nomen-
claluia citada mais cima, tem elles sem duvida
alguinas cousas que nao se aoliam de accordo
com as nossas deas.
Alim de remediar es?e incon i-enienlo, propozc-
ram ccear uin como que tribunal de appellacao.
pojo adquiudo em paiz longinquo bem aecusa-
rte um feudo que se recebe daAdo pelo habito condecido das viagens peridicas,
direilo de ileVolu^ao a respeilo Recompensada, alias, por um salario que os Eu-
ropeus nao deixafode dar a bracos inteliigenles,
ella faz prever o dia cm que o aprendizado dn
Obreiro substituir no kabyla vido de cama-
radagein, o espiilo bulhonlo dos tofft, que alias
nossas tropas conlinuaro a conservar no centro
raesnio do paiz.
O anaija.Pr.ialysava o commercio e'a indus-
tria, esse estado desastroso que fazia de cada al-
deia urna praca forte, de cada habitante um par-
liJano a espreila edo viajante un iiiimigo cer-
cado por lodosos lados. A miseria foi algumas
vezi (ao espantosa que se inventou as monta-
nlns Ja kabylia a tregua de Dos como entre nos
destinado a reveros julgamenlos, ecorriglr asfeis! na Idado media ; e lodos sabem que a colbeita
Talvez fosse molhor, como pensom algumas pes- das oKvcIras, por ezemplo, era una poca de
soas, dcixar ao Iribunal kabj'la luda a sua accao Iragua durante as guerras eivis. Recoahaceu-se
e toda a sua autordade que rahiriam com ella odireito dos neutros; os viajantes eslrangeiros,
apenas suas decises nao fossem mais ezceula- escudados em um anaya poderam atravessar os
das immediataineutc. Sen cdigo ou kanoun con-1 campo rivaes dos Kabylas o anuya (om por-
vm ao oslado actual-dessa sociedade primitiva; lugmv. prulecco), palavras (o signai, c um sal-
lalvez seja preciso esperar que novas uecessida- voconduclo ; elle indica, sob a responsabilidad
des so crien!, que as condLcoes polticas o so-
caes lenliam experimentado modilicaccs sensi-
veis para se tentara coordenadoe rogularisacao
desses costumes.
Has so se dcixasse aii Kabyla seus elcmonlos
de civiIsacSo defeluosa, seria- na esperanea di
do quem o conceden, o carador neutro e inviola-
vel do viajante a quera dado.
Era era lempo de guerra una especie de direi-
lo das gentes; em que lodos os partidos, todas as
tribus linham consentida. Esse direilo foi geral-
mente respeilado; seria urna causa geral de guer-
que esses elcmonlos, sob nosso patronato niel- ra onlraa tribu que o houvcsst: violado e deram
ligenle, lendcsscm por si mesmos a se melliora-
rem.
Assira nada so oppoe, quando o syslcma actual
funecionar regularmente, a que a autordade
Irance/.a rena algumas vezes .i gente mais illus-
trada dos djemaas, e Ihetpropoiiha quer novos
arestos regulando casos nao previstos, quer al-
gumas modificacocs s censas actuaos. Fazendo
sobresahr as ranlagvns de una h uniforme, ehe-
gjriamos sem presso a convencer nossos adver-
mportnnria a essa palavra quo hej'-, quando
dojis ou mais homens eeslo a ponto de virem as
niios, a dispula essa logo quc-uiua mulher, una
crean ;.i mesmo exclama: lauco entre vos oauaya
da aldeia ou da tribu. Una "multa excessiva pu-
nira aquelle que nao l'vesse obedecido Kanoun
des Zouaduas.)
O anaya desrespeilado causa de urna peno
proporcional ao poder daquelle cuja proteccao foi
invocada. O anaya de una irib preponderante
sanos. Urna das qualidadesque caraclerisa o Ka-'oude. um hornern influente em um sc///'uuiuero-
byla, homcm pratico por cxccHcncia, a justeza so promelte a quem delle goza una seguranca
de espirito, a rQClidao do juizo, quando nao ce- relativa.
con-
podia
go por seus odios e por seu espirito de barris-
mo, o qual preciso ler cuidado de nao desper-
tar nessas qoesles.
A unidade do re Jigo creara em mais de um
ponto a unidade dcopiniao. Mas destruira tam-
bem o espirito de so/f.'
Entretanto o anaya era apenas um salvo con-
ducto para um particular ; saa arca o nao
. fazer cessar as guerras intestinas. *
Algumas li.bus, cuneadas de combater. invo-
caram o ascendente religioso dos marabuls aim
de trazer a paz s suas nionlanhas.
Espirito desofl'.Soff'nuet dzerem arabo par- Marabuls Osinarabuts (ligados n Ueos) for-
lido; alguem pode ser do um soff, islo alguem niara o casta religiosa e sabia da sociedade mu-
pode pertencer a um partido. suhnana. Alguna de entre elles adquiriram por
E diflicil saber a origem exacta dos toffs, que seu mrito talrepulacao de sabios, de virtuosos,
classilieam edividem todos os Kabvlas entre si. cousas raras as bordas rabes, que a legenda,
Os vellius, quando sao interrogados a esse res- vida do maravillioso, apoderou-se disso c irans-
peilo, dizem que os sofa sempro oxsliraro, e formn os beneficios feilos por homens genero-
abundam cm relacoes de suas guerras, algumas s S !"'"'' S06abios,em milagres aulbeniicosque
das quaes durara uo pas a fllhos. os crenl^s ainda coutam hoje. Essa reputacao c
Sem duvida as peripecias da formaco que in-; essas legendas concrrerom para augmentar", no
diquei cima, ncsse canos de emigtanlcs que ospirilo ingenuo do Kabyla, o prestigio aunexo
procurovam habitar um terreno disputado, a Jo Ululo marabut.
dispersode racas, de poroaees, de familias ha- Inslallado verosimilmcnle ao principio a meia
va de romper miiitus lacos, muilas fialernida- casta onde servirn quasi de traco de uniao entre
des; dopos da inslajlajao, cada um lave prrssa rabe da planicie eo Berberes'co da monlanba,
de procurar, alm Jas montauhas, suas antigs penetraran logo no centro do paiz, onde cada ara
recordarles, de alar aqu e all esses la(os par- acollia os apostlos de urna relgiao nova, os de-
tidos. posilaros da sciencia o da arte de curar, viudos
Entretanto a lei physica i\a consliluico do so- com elles do Oriente,
lo turnara dali cm dianle cada um. individuo ou i Eslranhos guerras intestinas, vvendo em
grupo, raembro de urna nova familia, cojos inle- i P0 no nieio das lulas, ao abrigo das quaes os
ressescommiins fallavam lia pouio mais alto, sem ; l"'nlia sua qualidde de marabul, nao contra-
comludo poder faze-los esquecer. Tocngcnho- [ bindo altianca seno com as familias de sua casta
so em opreseotar suas preferencias particulares (um marabut deslioinar-se-hia casando com urna
como sendo uleis a todos, cada um, alim de a- Kabyla], ser\indo muilas vezes de arbitro por
zcr prevalecer as suas, fonnou cm sua aldeia ou causa de sua neutralidade, elles formaram aqui
em sua familia novas saffs. A par desses partidos c '"' coniniunidadesmporlanles e soffs relgio-
viorara deulro era pouco se alistar oulras sym- sos. Cada aldeia quiz ter seus marabuls dosii-
paihias, oulras prcfeccncias creadas pelas rea- nados a educacaoda mocidade.
cois, pelas novas ne.essidades ds rcenles com-' Era cstabelecinicnio religioso, sustentado e
inuiiidades ; forinaraiii-se soffi maiuies ou raer augmentado por legados piedusos, foi-lbes dado
ores; tns fizerara-se clieules dos oulras as lu- doacao religiosa (djuMinaa). Suas riquezas aug-
tas geraes. Todo oTJjurdjnra se acha dividida em i menlaram, sol ascendente sobre esses povos ig-
toffdcima e so//"de baiso. A todasessascansas florantes, tornou-scimmenso. Dentro cm pouco
de dissideacis, a (odas ossas preferencias mol- i aquellos que para se introduzrcm apenas tiuham
vadas pelo interesse publico ou particular, vem pedido um sonata! (um canto] cm quo podessem
ainda se reunir o prose'.ysmo de urna religio ; aiar "-' pregar a moral, tornaram-so sonhores do
nova. Accroscentonios lmbem que nessn febre Paiz. Poderam a sua voniade, contando comas
geral de ligas o faccoes, a iecessidade indivi- esmolas queimpunham em seu proveilo, cunsa-
dual de annexar sua opiuiaoade urna raassade- Bfar una existencia ociosa vis intrigas, e um
generen om urna especie de mana, em um ha-1 crrarlataiitemo grossairo.
bro irrefleetido do fazer soff api-oposito de um Oslenferam a vaidade e o orgulho, diantc de
uso local, de um capricho, etc. I que. semproSC inclina essa pobre genio de tribus,
Notemos ainda que esses elementos beleroge- niuilo (eli/.es ainda di terem sua beneo. A pr-
eos s podiain manter pelas aunas o equilibrio dileceo dos kabylas para com os marabuls ac-
in.-lavcl do urna sociedade nascida na lula, e le- '"aesse explica por esse faci que em suas mon-
renms urna idea do espirito de parlido c de com-
bale, que, desde sua infancia, anima a sociedade
kabyla, sempre organisada para a guerra civil.
llefeieo einj cominvm. Urna refeicao em com-
miim, necessidado indeclinavel e ccrirnonia Ira-
dieional, ainda rene s vezes os neinbros d'um
so/f ipie val renasecr. ESsa i
lanlias e lia seculos, os marabuls, anda que de
origem rabe, lornaram-se, separados dos seus,
especie de Cerbercscos, fallando k.abyla, igno-
rando as Iradircocs rabes e o proprio Alcorao
queeslavamencangados de ensinar.
as guerras sanias, tiles marchavam afrente
rcunio lem lugar ms I doseonlingenles kalyhas; lornaram-se para es-
Circumstaneias graves ; um juramento, sagrado st's ltimos um fetiche nacioual que niio conv-
pela forma religiosa que o revate, estrella mais li; atacar. Mas comprehende-se que apezar des-
o solidariedadedos convivas. Qualquer pacto po- se respeilo supersticioso.que o kabyla prufessa
utico ou particular c occasio de um.i Besitos re- Para com o marabut, apezar do temor que inspi-
fi'iroes em commiim ; muilas vezes o conciliabu- la ()u da conliaie.a cego que se tem nos amulet-
lo pouco numeroso S agila quesles de nteres-- ls se secundario o particular; es mall'eitorcs abi algumas vezes a expluacao de i
premeditan! em segredo seus projects crimino-
sos. As vezes lan.bcm a gente moderada do dous
soffs evo guerra abi pocm os bases de urna rc-
conciliavao sincera : pois a (raicita seria odiosa
depois de terem assistido em cmnium a refei-
cao, cujo carcter particular o juramento.
Qualquer que seja seu lira, a autordade deve vi-
giar essas rciinioes onde podem
ideas contrarias ao nosso governo.'
Nao so de ve confundir essas refeices com as
CCias religiosas qucpraUcoiu todos os musulina-
nos no lomillo de um santo venerado no dia da
Ziara ou visita ao tmulo. Oulras refeices ko-
germinar as
elra ou das
palavras de um viajante eslrangeiro, os kabylas
nao cederao ncnlium direilo politice aos mara-
buls ; nao sua inf.uenria adraiislraliva que
terenios de combater na Kabylia, mas levemos
de vigiar o papel acl'o que representara na or-
ganisaco das confrarias religiosas dos kouans
jinnaos espirituaes). A influencia deesas adop-
coes de urna origem inccrla adeja mysteriosa-
menle do Bagdad a Maocos, do Algor ao Su-
dan, alimentando sob sua presso latente os lugos
do fanatismo.
Sao ainda os marabuls que na Kabylia lera o
privilegio de acolher e auxiliar esses cherifs
raes lera ainda lugar entre os Kabylas e ibes sao i falsos profetas, cujas milagres, contados pelos
particulares; sao os ouzias ou partilhas. Poram kouans viajantes, vao admirar ao longe as po-
insliluidas e passaram coslunic como um alii- pulaccs o conserva-las sempre afteiosas pelo
vio da miseria publica. Em cerlos das, quando da guerra santa.
so sabe pelosdrnmofisqnea caixa publica con-j Os marabuls, bem que eliminados agora dos
vmenle descoberio c este ngme anda quo nao
lhe seja sempre applcavel, leon at boje.
Durante tres ou qualro mezes, Magalhaes na-
vegou cutre as lhas que esniallara o ocano c
chegou alinal as ilbas Pbilippinas, onde, toman-
do parte en urna dispula dos indgenas, cncon-
trou nina morte violenta. L'm dos seus tres na-
vios a Victoria, proseguio sen curso, atrovessou
o ocano Indico, dobrou o cabo da Roa Esperan-
ce c chegOTsau e salvo, realisando assim a pii-
raeira viagem de circuninavegaco do globo ; es-
ta viagem durou tres anuos o "i dias.
As dimeusoes do grande ocano, assira des-
eo bertas pelos Europeos, sao dileaentemenle
apreciadas pc-los gcographos eminentes. O que
ha decerlo, entretanto, que elle oceupa quasi
a nielado da superli.ie do globo ; ainda que, c
islo bstanlo extraordinario, muilo poucas
das grandes correntes abi lenham suas emboca-
duras, l'ouco mais ou menos a stima liarte do
continente asitico leVa suas aguas ao Parifico
por uiiermodio do Amoor, do llonng-ho do
lan-tse-kiang e do oulros nos de menor impor-
tancia, mas sobre, todo liltoral do contiuenie
americano, as grandes cordilheias chegam lo
porto da costa, que s os pequeos ros desa-
iiuain no Ocano. Quasi uma quinta parle das
aguas da America do Norte e a vigesimj quima
das da America do Sul sao recebidas pelo Pa-
cifico. '
Motivos valiosos levara a pensar que o fundo
ou quasi a tolalidade do fundo do ocano Pacifi-
co se eompuo de montauhas de origem vulcanice
mu elevadas e semelhantes as que gnarneccra
as cosas. Desde a pentnsuln do Karatschalka :
que forma o limite occidental do mar de Bohrml
ate a Nova-Zelandia do Sul, esla extensa linli., :
Ue libas couleni vulcoes em aceo.ou que ollere-
cera indicios de ac^-o volcnica que nao poden,
engaar. A Imita de vulefees que reina as lhas
Aleoutieiines, entre o Kamtscbailia e a Vmerica
russa, contera pouco in.ns ou menos viole vulcoes.
e observa a o.dem methodica das nionlanhas da
Asia e da Amuuca. ahi, eslendendo-se para
0 sul, as extensas nionlanhas Rocheuses ou li-
pes martimos alcansain os vukes da America
central o os uno aos Andes da America do Sul
enlremeados du crteras que vomitara fogo
tumo. As.coslas orientaes ou americanas do
1 acico estae cheias de pennsulas e de ilhas
Algumas ilhas guarnecem as cosas da Patogenia :
oulras de pequeas dimeusoes eeto Sfasladasl
( algumas renleiias de millias da cosa ; a mais no-
, lavel entre ellas a Joo l'eiiiandes, onde du-
; ranle tres anuos Imbtlou na mais absolul i' soli-
. oao o iiiani.liciio escossez Alexandie Solhirk. I
que foi o lypo ojiginal do Robinsoo Croso e
I neioo dos versos lao conliecidos do Cooper. Mais
| longo, ao norte, e justamente debaixo do equa-
; dor, esta o grupo volcnico das Galpagos, afas-
lado cerca de ,00 m.llias da costa da Araeilca do
I bul. Lile se compoo de seis grandes ilhas o de
; site pequeas.
A i ,!i i Abeniiale, amaice, lem fBO milhas dM I
compiimc.to c lo de largura em uma de suas '
parto, eleva-se a 4,000 ps cima do nivel do
mar.
A Iba Carlas ou a Eloriana lem 20 milbas de I
cpmpiimenlo o quasi l de largura listas ilhas '
sao enormes massas de lavas granticas, na de- i
presso das quaes o solo que alii se achou aban- :
clonado, forma valles e planicies cuberas do ar-
bustos e de va.iedade de cactus, que serve de
alinienlo a tartarugas d3 un. tamanlio cxlraor- :
uiUirio.
Ha una pequea colonia na ilba Carlos. V
pennsula da California e a ilba recenlementc ce-
lebre de\ ancouver, as.-ini como as ilhas da Ra-'
nlia Carlota e oulras mais ao norte, orlara o lit-
loral americano.
N'euhtima parle do continente asitico ba-
nhada pelo Pacifico propriamente dito, ainda que
suas aguas se prolongnem al as costas da China
Uma sene de grandes ilhas forma uma curva si-
nncircular, da pennsula do KamlsChatka s cos-
tas onentaes da Australia, os araros de mar que
as separara da Ierra firme, tem onies difleren-
les. Assira, a abertura para a entrada do es-
trello do Behring, parcialmente fecbadi rielas
ilhas Aleoulicnnes, o mar de ehring
Karatschalka c as lhas Kurill fecbam o mar d-
kliolsk ; as llias japonezas e as ilhas l.oo-Thoo
separain o mar do Japao dos mares Amarello e
Tanghai, da mesnia maneira que as lhas Philip
pinas separara o mar da China dn grande Oca-
no. As inmensas ilhas do nrchipelago indico
se eslendera da cxlreiudado sepienlrionnl .la
Australia e complelaui os limites do Pacifico na
direcgao do sudoeste. intil observar que es-
es limites sao puramente arbitrarios. Nao ha
imito algum sobre as ondas para indicar o pon-
to preciso, onde o uccano Pac leo acaba c o oca-
no Indico c-onicca ; porm os gcographos acha ni
conveniente cslabelec i- linhas do damareaco
imaginarias. ASSira, uma linlia, lirada sobr o
mappa, do cabo Horn ao circulo nnlarlico separa
o Allanlico do l'an:i.,, ; una oulra linha, lirada
00 sul da ilha de Van-I)imen ao mesmo circulo
indica os limites dos ocanos Pacifico o Indico,
fcnloo, entre os limites indicades a este pela linlia
das costas da America, e a oeste pelas ilhas
asiaUeai e a costa orrenl.il da Australia, encon-
lia-se um mar inmenso, esmaltado com 10,000
encantadoras ilbas, que sao oulros tantos parai-
zos terrestres, embellezados com lodo luxo da
vegetacao tropical, o em redor das quaes brin-
cain as tranquillas aguas destes poderosos oca-
nos...
As correntos do Pacifico sao menos conhece-
uas que as do Atlntico, porm diariamente os
navegantes adiantam nossos conhecraenlossobre
esta materia. A grande corienie antartica,
viuda dasregioes glaciacs do extremo sol loca a
pona do sul da torra de Fogo no cabo Iloin,
donde lua seu r.oiue; ella se d.vido em dous ra-
mos, um que se dirige para o Allanlico, outro
para o norte ; segurado a linha das costas at o
cabo Itranco, 250 milhas pouco mais ou menos
ao sul da linha cqualorial ; es:a ultima conhe-
cida sobo nonie de con ente Peruana ou de llura-
bol.H.
Este, illustre sabio, no curso de suas investi-
gacoes sobre a costa occideula* da America do
sol no principio deslo seclo, ohservou que uma
grande eorrenle d'agua fra subi continunrnenle
para o sul. Elle fez profundas experiencias, de
onde resultou a descoberta de uma poderosa coi-
rente semelhante de alguma soite crtente
bem conhecida sob o nomo de Gul Stream
lem
d
.ni algum excesso de recoila, ou somonte quan- negocios pblicos, devem sempre ser vigiados
o a miseria grande, quando o pivo lera lome, cuidadosamente parase neiilralsar asgrosseiras
as mulheres, os criancas, os homeus iuesiuo de Irapacas a que reconvm com o fim de conservar
uma aldeia cercara ruidosamente a djemaa 00 j8eu prestigio, E preciso invocar principalmente
casado amin c pedem em alias rozos o ou;a contra elles o bomsenso, mas deve-se evitar o
ou partilba. Dividem um ou mais bois ; o carni- i insulto ; nesse caso i: sociedade inteira se julga-
ceiro, seu ajudantc,o aminti o dahman (kanoun r'a offendida.
de faguemont el Djid) teni duas parles por seu (Exlr. de um relaloro do general Yusul, com-
trabalho ; os oulros tem partes iguacs c o pobre., mandante da divso territorial do Alger.'
pode assim melhorar sua magra raco diaria. Tal
0 flu dessa dislribuico. llogai-se-lia fcil-
mente a dirigir melbor a candado publica as
municipalidades. Nos j a temos melliorado ues-
te sentido que temos impedido certos amins ou
amint-ef-oumenas, vidos de populaiidnde, de
abusarem de suas prcrogalives para fazercm ou-
;ins frequenles, especie de lberalidade ao poro
cujos gastos erara feilos a custa da caixa pu-
blica. r
Vollcmos 808 soffs; qualquer que seja a sua
origem, necessidado ou capricho, geral o espi-
rito do soff; nenhum Kabyla delle isento. Ha
origem de mullas desordena nesse estado de cou-
sas. Que un kabyla, por exerapio, se julgue of-
fendido, que o djemaa nao lhe leuha feito jusli-
ca, ou que se julgue maltratado por alguem de
um soff eslranbo, recorre logo nos seus ; a par-
te contraria faz o mesmo o eis duas forras uma
em presenta da oulra, quer na mesma tribu, quer
na mesma aldeia. Se una lerccira influencia
nao inlervcm a lempo, o sangue corre, os soffs
tornam-se mais odenlos c as consequencas do
mal augmentam as causas delle.
A menor desconfianca que disperta em uma
aldeia o sol preponderante, collocam-se guardas
nocturnas as lorrinhasdeameias qucflanqueam
o tuuo em que cada aldeia sempie edificada e
onde ningucra pode chegar sem ser assignalado
o reconhecido de longe.
Se os homens descera de sua fortaleza para
suas occupacoes.as mulheres vigiara e ao formar-
se o menor grupo, trazem plvora e armas ; os
pastores reunidos o armados dirigem-se para os
lugares afastados. Todos esto alerta ; a guer-
ra ao descanco.
Quando um homem importante conseguio tor-
nar-se a alma ou o el.efe de um soff deve ser vi-
giado activamente. Alguns personagens alcan-
carara assiin extensas influencias, cuja acedo
latente nao pode ser inelhor comparada do que
a dos cheikhs religiosos sobre os kanouns de sua
ordem.
Era pois importante assignalar esse espirito de
soff, que explica as colli-oes que a nosso pozar
sticcedem algumas vezes e merece por seu alcan-
se poltico a seria altcnco das pessoas que vao
exercec um comuiando a Kabylia. Todava nao
(Le iloniteur L'niverselA
t) OCANO PACIFICO.
Vinte e um auno depois da primeira viagem
de Clirislovao Culombo, seis annos antes que o
inlrcpido Fernando Corlez saltasse na costa do
Mxico, com graudo espanto dos Azteces, Nunez
Balboa alravessava o isthrao de Panam, o de-
pois de ter galgado um elevado pico, a immensi-
dade de um novo ocano so oterecin a seus olhos
deslumhrados. Nesta poca o conliuonle ame-
ricano eia muilo pouco cmihccido ; os mares,
alm do Atlntico o erara ainda menos. Cortez
nao linha ainda explcrado em todos os sentidos
as salas de Monleziinia, seu fiel historiograpbo
Bernal Das nao tiulft ainda descripto os sacrifi-
cios humanos, que se celcbraran no templo de
ourodo Mxico, Pizarro uo linha ninda impor-
tado no paiz dos Incas sua civllisa^ao de pilha-
gem e sua religio do crueldade.
Vagavam cerlos conlos, nos quaes tralava-sc de
Ierras de ouro, situadas alm dos mares occi-
dentaes, de fontes que davam aos que se banha-
vatti una juventude continuada e du uma nova
India, onde o ouro c as pedias preciosas erara
to abundantes come os seixos as praias do mar
ou os fruclos nasarvores.
balboa julgou que o mor, que se offereca n
sua vsia, cujas vagas balam pacifleamento na
praia, lhe ia fornecer um meio de chegar o esta
Ierra de encantos, depois de uma curta e agrada-
vel viagem.
L'm novo impulso foi dado as empiezas mar-
timas. Seis annos depois, Femando Magalhaes
diriga para o sul seguindo a costa meridional
da America, o alravessava o estrello, que ainda
conser.. seu nonie, entre a tena de Fogo e a
Patngonia, a Ierra dos Gigantes.
Tempestades vilenlas puzeram em perigo sua
pequea frota ; nuvens de fogo que vinham do
mares do Sul presagiavam desgrar.as: selvagens
eslrangeiros, de dimeusoes fabulosas, se conser-
vavam as costas e ameocaraoi jui a vista es-
tes atrevidas navegantes, ontinuavam en-
Ireanlo seu caminhc c era poucos das em lu-
gar de navegar ncsliis passagens tempestuosas,
elles se acharara em uma calma completa de
nm*estante iulerminavel. Magalhcs, encan-
tado do que lhe acabava de succeder nesta peri-
Zoo pass3g?aj denoininou Pacific* u ocean5 no-
siu.tntque; julga-se que a lempcraliira dcsia
corrcnlc e de 15 a 20 graos anma da corrente do
Uccano ciriuiuvisinho.
Quando osla corrente chega porto do cquador,
toma uma directo occidental atiavezo ocano,
ese mistura cora agrando corrente cqualorial,
que rcfliie de cada lado da linha sobre uma lar-
gura de 3,000 milhas pouco in-iis ou menos.
Eslaimmensa eorrenle dividida por una me-
nor, a contra corrente equtorial, que elue em
uma direccao opposla, o so divide era dous bra-
cos, leudo cursos paralellos. O braco mineral
vni tocar a costa da Australia, e sob o nonie de
corrente Australia, ella dobra a pona sueste da
grande Iba, c dohi tomando a diieccao do ste,
ella ra lumbar as costas da .Wa-Zelandia. Lma
corrente calida que passs ao sul da torra de Van
Ihemon parece reunir o occano Indico ao ocano
Pacifico.
0 braco septenfrional d"a grande corrcnlc cqua-
lorial oceupa o espace compwhendido entre as
costas das ilbas -Pbilippinas e Japonezas, e o es-
trello de Behring atravez do qual una de suas
subdivises passa cora uma rapidez consderave!;
porm a raaior quaniidado d'agua se dirige para
a cosa americana e segu al junto da pennsula
da California, onde volla para oeste c completa
uma especie de circulo pela sua entrada na gran-
de corrente. Dentro dos limites do rodoiuoinho
as grandes baloias brincara como as aguas tran-
quillas, e ah que os baleeiros inglezes c ame-
ricanos pescara estes grandes cetceos e fazo ni
presas que constiluera ura commercio importan-
te. O lugar, era que se achara estas baleias,
situado entre a Australia e a Nova-Zelandia, no
ocano comparativamente tranquillo, circulado
pela grande corrente da Ausl-.alia.
Este grande ocano vulgarmente dividido era
Pacifico norte e Pacifico sul ; mas uma divisiio
mais exacta em : norte, se esteudendo ao es-
Irelo de Behring ao tpico de Cncer ; cqualo-
rial, no qual entra loda a porco compreliendida
entre os trpicos ; c sul, se esteudendo at o
circulo aulartico.
Na parle central ou tropical se encontrara as
ilhas mais importantes, a excepeo da Nova Ze-
landia ; os mais inleressantes 'pnenomenos da
nalureza ah sao reunidos e representados Estas
ilhas sao, pela nui* parte, de formaco volc-
nica c coralina ; e seu carcter extraordinario
exigira mais que um estudo summario.
Nos dissemos que o Ocano encobre rordilhei
ras mu escarpadas, que sem duvida do origem
volcnica a niaior parte, m cerlo numero des-
les picos se elevam a milhaies de ps cima do
nivel do mar, formando ilhas, em muilas das
quaes existen) ninda volcoes cm erupcao. A
lava c as cinzas desfazendo-se formara os'fundn-
menlos sobre os quaes o solo e o excremento das
aves marinase sao depositados ; as semenlossoo
levadas para ih pelas concilles uo Ocano j
pelas aves aqualicas.
i Com roiitinuacao lornara-so proprios habita-
cao dos homens, que apparecemserapre em lem-
po opporliino, ainda que os ctmologistas dccla-
; rem que impossivcl dizer porque meio-, e |">r-
que series de circumstancias elles sao para abi
levados.
i Os prncipaes grupos de ilhas de origem vol-
cnica sao as Sanduich, as ilhas da Amisadc, as
ilhas Marquezas e BS ilhas Galpagos.
As ilhas Coralinas sao collocadas entro as pro-
ducdes mais maravillosas da nalureza. Sobre
, os picos das montan has submarinas, centenas
do ps obaixo da superficie d'agua, pequeos zoo-
phylos ou polypos, comniuinenle tomados por
coraes. se uera na producro, pela secrecSo, a
esqueletos porosos e pedregosos, nos orificios iin-
percepliveis dos quaes elles se firmara ; milhoes
desies coraes ou polypos se accumulam uns so-
bre os ontros at lucareni a superficie d'agua. Os
coraes nao so elevara mais alto, porm elles se
eslendera era urna direccao lateral goralnicnle
circular, formara um anneli tendo algumas vezes
'10 milhas de dimetro, deixando um espato
vasio cm Stiu centro. A a rao das vagas depoc
nln as conchas dos animaos marinaos o de oulras
substancias, que augmentan) a exlenso da ilba,
assira formada de coraes o de polypos ; o sol dos
trpicos faz abrirem laminas as secrecoes pedre-
gosas, que sao levadas para o cenijo. Com o
lempo oulras substancias se smontoara e o solo
se campee. Algumas vezes a baca central c en-
lulhada, oulras ve/.es ella IIca sempre em oslado
de lago, cujo fundo formado de coraes. Duran-
te esta lempo, a accao volcnica produz seu ef-
feito sobren leito do Ocano: grandes nionlanhas
sao levantadas, o chcgim a uma elovacao con-
siderare! cima do nivel do mar, einqunto ijue '
oulras vo deprimidas, nl'undaiido-se sua parle;
central, deixando ura annel de bancos de coraes. :
Os infaiigaveis polypos cftntiuuam sem desean
JO seu trabalho de secreco e depositara novos
malcriacs ; catn, era um dia, uma nova Iba
surge no centro do annel, do qual ella separa-
da por uma nova cima d'agua tranquilla. Muilas
deseas ilbas opresoniajn esta particular forma-1
r'i0' D?Poia venl 0i troncos das arvoies impel-
alas jielos ventos o as coi rentes ; elles irazen.
insectos, lagartas e oulros pequeos ananaes :
vem tambem se.nenies diversas assopradaS pelos
ventos ou levadas para abi pelos passa ros. Pas-
sam-se os seculos, e os bancos de coraes so achara
coberlos de ura rico solo, embellecido pela luxu- !
liante vegetacao dos trpicos. As inagestosas j
arvores de pao, as elegantes palmeras ondulara
sobre os cuines dos pequeos montes rerdejan-l
les ; esses encantadores valles, que uinguem
cultiva, produzem entretanto abundantes colhei-
las. o hoineiu vem tambera cstabtiecer-se
n'essas paragens ; o hoinein negro, grande, scl-
vagm, ningiiem sabe d'onde veio ; elle trooxoj
couisigo o vao, o poico, o rato, a lagarta, e ou--|
tros animaos. Oa aiiiraaes.pcrigosissimos o
saros muilo bellos. Nos cunos das montanbas o
nos valles, os gueireiios o os padres celebrara
seus sanguinarios actos de religio c de cani-
balismo.
Na praia, bellas Fayawys, como nos dcsc
llcrmaiin Mclville, banham seus delicados e gra-
ciosos nierab'ros as brilhaulos ondas do oceauo
dos trpicos. Os fundamentos destas maiavi-
lliosas ilhas apenas sao, a accumulaco das
milhares babitajes pedregosas des pequen is
zoophyiios gelatinosos. Do todas as exlraordi-l
narlas maravilhas deste adrairavei mundo nada
lao admiravel. Os gcologislas comceam a sop-
pr que a grande carnada de cal calcara, lao ex- i
cessivamentc extensa era lodo o universo, pri-'
mitivamenlc devida aos coraos c aos polypos Lina
prova sensivel do immenso producto de" seus tra-
balhos se v perto da costa nordeste da Austra-
lia. 0 grande branco que forma a b'.rreira. que
,costis a margem em uma distancia de 20 a 70
milhas, lem cerca de 1.000 milhas de compri-
mcnlo e 600 de largura ; elle ufferece apenas, era
alguma de suas partes, uma passagem suflicien-
le para um navio. Esta enorme barreira inlci-
raracntc formada decoraos. O que sao as py-
rainides do Egypto elevadas pela arle dos mais
perfeilos engenlieiros, era cora pararan deste m-
moftal resollado dos Irabalbos dos polypos !
Os grupos de ilhas mais notaveis ao norte do
equador, sao as iihas Sandwich, Larrons, Coro-
lina c Pellev, e a rcunio de pequeas ilhas co-
mo os grupos Hadack e Balick. Aosul do equa-
dor encontramos, alm das Galpagos j mencio-
nados, as Paumatons ou archipelago inferior, as
celebres niarqueza-s, as ilhas da Sociedade, daj
Amizade c Fidji, as Novas Hbridas, aNova-
Caledonia, a .Nova-P.retanlia, a ilha dos Nave-'
gadores, 0 grupo das l.usiadas, a ilha de Norfolk,
e muilas nutras que nao temos ncceSEdade de
enumerar, porem que se achara indicadas as
historias das viagens nos mares do sul. lies, re-
vemos brevemente os mais importantes desses
grupos, dtzendo de antemo que daremos todas
as noticias sobre as grandes fina, que se eslen-
dem da costa asitica at a Australia e sobro a |
colonia ingleza da Nova-Zelandia, na prxima
occasio cm que temos de dar uma discrip -So es-
pecial e com todas as parlicularidades. As ilhas
Sandwich sao as maii importantes do grupo da
l'olynesia. Sua siluro ;. i em meio enminho enlre
as costas americanas C asiticas,sua natural con-
loiniaeos tornara raaravilliosanieiile propries
ao eslabelecimento de uma grande estacan com-
mercial; ellas prestes sahem da sua situ o
barbara para chegar a civilisaco. Sao trez'e e
sao do origem volcnica ; as o'iio niaioros sao :
Ilaw ou Owhyhce, Maui, Molokai, Oahu.Hauai,
f.auai, Tahaurawe c IIuou. Hawail, a na: r do
grupo, de forma triangular o tem 100milhas
pouco mais ou menos de conipriniento c 60 de-
largura na sua paite mais extensa. O interior
una pianura elevada mais de 8,000 ps cima do
nivel do mar e milito pouco contienda. as
bordas desla planura esto era accao as vulcoes
Molina, Huarari :a ultima erupe deste ultimo
leve lugar em 1800 elevado 10,'ojo ps; esto
tambem os extinclos Volcos Houna Kca (13,587
ps( e Mouna Roa (13,175 ps).
No declivio meridional da planura encontra-
se o notavel volcn kiranen. que nao um pico
pyamidal, mas forma um pojo ou uma enorme
cavidad.-, contendo dous lg.rs de impetuosa
lava,'que arremessada algumas vezes a uma
altura de 70 ps.
L'm ro de lava em fogo corre sem interrupro
por esto hiante al ysrao, al o mar.
cimadcsta quanlidade de lava em ebulieao,
apparcccu de repente uma crtera em 1855, 'c a
lava ardentissima nao cessou de aflluirpara ahi
durante muitos mezes. Em bailo, as lenas,
perto das cosas, sao feriis c cheias de bos-
ques.
Na costa oriental est siluado P.yron P.ay, es-
pacoso porto de mar, e na costa oriental os por-
tas Tavaihal o Karakakoa, onde o capitao Cook,
que descobrio estas ilbas, foi assassinado cm
1779.
O principal porto das ilbas de Sandwich Ho-
nolul, na ilha de Oahu. m grande numere-
de negociantes eslrangeiros abi esto estabeleci-
dos e uma pequeacidade froreseeole foi ore-:
sollado deste comeco de colonisaco. Ahipu-I
blice-se diariamente din jornal admiraviliiionte
impresso.
A influencia americana domina nos conselhos
do rei e uma incorporaco de esperar para o
futuro.
As ilhas Carolinas e Pellew consisten) cm um
grande numero de pequeas ilhas de formaco
Carolina, c mais longe, no oriente, esto os gru-
pos Radack e Itodock, mullido de pequeas
Ibas, igualmente formadas pelos polypos. As
ilhas Carolinas furam dcscobertas era 1686, e lo-
ra m assim chamadas em honra do re Carlos II
de Hespanha. Os indgenas sao mu habis na-
vegantes. Ao norte desses grupos esto as ilhas
Manantas ou Ladronas de formaco volcnica ;
alguns de seus picos sao elovados'a 2,000 pes.
Estas ilhas sao de urna grande fertilidad.' e de
una grande belleza. Magalhaes deu-the o li-
me de Ladronas ou Hitas dos Ladres, e os emi-
grados hespauhoes das ilhas Philipinas raostra-
raui o horror que linham immoralidade, que
opprmia estes pakes,matando tantos selvagens,
quantos Ibes foi possivel.
Aosul do Equador, entre 130 e 150 graos de
longitude. est o archipelago Paumaton, que
consiste n' una erando quantidade de ilhas e de
recusa de coral, os quaes sao muifo pouco habi-
ta los. As ilhas Cambn-, um pouco ao sueste,
sao de origem volcnica, assim como a ilha de
Pltcairn, um dos lugars mais inleressantes do
Pacifico. Foi par* abi que os revoltosos do na-
vio inglez Bounly foram levados pelas corren-
tes ; elles eslabelecerara urna pequea colonia
cora niiilhercs, roubadasa Tahili. A rcflexo e
a solido domaram sua nalureza feroz, e Adras
chefe da rebelliao, loruou-se o palnarcha da
companhia.
Quando, muitos annos depois, um navio in-
glez visitn esta pequea ilha. elle encontrn
uma populaco lianquilla o honesta, vivendo
em um admirare! accordo o passando nina cal-,
ma e laboriosa vida. Lm 1615, os descendentes
destes revoltosos, que se linham tornado muilo
mi lucrosos para os limites de sua pequea ilba
(3)
du is milhas o meia do eomprimeata sobre um a
d largura), foram conduzidoa, por seu proprio
pedido, par., a ilha de Noiulk entre a Australia
o a Nova-Zelandia) que foi oulfora o deposito
dos convicto*, aloque os .-rimes successivamenta
pralicadus n'esle lugar, crin.es quo nao ousamos
ver, obrigaram o governo inglez a destruir
esie eslabelecimento penitenciario.
As marquezas foram dcscobertas pelos- kespa-
nhoes era 15j;,. tilas sao todas inoniaiihosas e,
mu piiiores..-. A matar, Nnukiwa, lem pou-
co mais ou menos '200 milhas quadeedas de su-
perficie. Pintain-iios os indgenas como os mais
.sanguinarios dos Insulares do l'aciuco. Lnire-
tanto justo accresenlar que alguns viajantes
I lecm ablandado um pouco o quadro.
As ilhas da Sociedade, assim chamadas pelo
i-apiao Cook em boma da Sociedadreal do
Londres, forman) dous grupos, os que rslo a
' -:'' sa i cham idas ilhas do Re-Guorgo. A maior
e a mais nolavel Tahili ou otahiii, que lem
peiio de35 milhas de comprmeme e formada
por duas pennsulas unidas por um isthrao mui-
lo estrello, lia enormes nionlanhas no interior ;
os picos de algumaseslo pomo mais ou monos
8,003 ps cima du nivel do mar. O clima
brando e a vegetacao mais que abundante. Ha
boas enseadas mu frequentadas pelos navios e
especialmiratP pelas balcieiras. a ilba foi des-
coberta pelos hespauhoes em 1606; porm o no
me actual lhe foi dado por Cook conforme a op-
pelacao indgena.
Em 1816 o re Pomar abracou o shrislianis-
tiio o aboli o infaolccidio, os saciilicios huma-
' 'i.e nutres costumes barbares. A moralidade
dos indgenas o especialmente a da populago fe-
raitiina lera melhoralo ronsideravelmente; a
rainba actual Pomar deseja ardciiteracnlc adap-
tar os usos euroiios.
As ilhas de Cook, enlre as quaes a principal
Baoolouga, sao de origem volcnica ; os indge-
nos teem gcratmenle abracado o chrstianismo.
renco mais ou menos a 1,000 mbas a oeste
das ilbas de Cook, esto as ilhas da Amizade,
assim chamadas por Cook, por causa da receptan
amigavel que alii lhe fizeram ; ellas formara
ip>a : o V'avou ao norte, llapai no centro
e Conga-Taboo. Suppe-sc que ha cenlo e cin-
coenta ilbas n'esse grupo. Na cosa do sul do
\ avou es situado o espacioso porlo de Curlis-
.':o:ns que um dos melliores ancoradouros do
I acifico. Tod is estas ilhas sao mu fortais, e os
habitantes, cuja maior parle profesaam o ciiris-
tiarusmo, sao flO.000.
As ilbas Fidji, do que lauto se lera fallado l-
timamente esto cerca de 300 milhas ao noroes-
te do grupo precedente ; ellas eonlam cera pilto-
rescas e feriis ilhas, as matares si: Varaia-
evo, que lem 93 milhas de eomprimeata e per-
to de 30 de largura, e Vili-I.evu. que inede 85
ral has de _c imprmenlo sobre 40 de largura. To-
das eslas ilhas sao habitadas por uma raca sel-
vagem, multo enrgica e habituadas ao rann-
balsmo. Segundo nos refere Sidnev Sniilh :
i gostacan muilo dos miasmarios asta-
dos como comidas de festejo l'ensa-se, nao
obstante, que esta racasuseeptivcl de. grandes
raelhoraineiilos moraes.
As Novas-Hbridas sao um grupo anda mais
lo para o ueste, po.m oe uma fertildade
extra : linaria c de origem volcnica. O ei.ra-
deiaincnlo dessas ilhas se oslende a perto de jO
milhas; os indgenas sao selvagens al o pre-
sento ; e em Errornango, urna das ilhas deste
grupo. John Williams, distincto raissionaiio foi
b.irbarameuto assassinado lia mais do vinte
anuos.
A Nova Caledonia, boje colonia frauceza, est
ao sueste das Hbridas. Ella lem pouco mais
ou i.i nos 290 milhas de comprimenlo sobre 25
de largura e est quasi totalmente circulada de
i de coral. Os habitantes sao de magnifi-
ca race, o s naturaos vantagens da ilba como
eslacao cramercial sao mnnerosas.
Os etbiiologislas dividen os babiluutes da Po-
lynesia em duas classes A primeira oceupa
geralnienie as ilbas occidentaes o teem uma
grande alinidade cora os negros l'apouans, sea
estatura pouco elevada, a pello quasi negra,
os cabellos crespos. A oulra tem mais [.ontos
de semelhanca com os naluraes da Malaisie e da
America ; elles sao de alta estatura, bem pio-
poruouados, a tez cor de azeilona escura, os
traeos regulares, o nariz vertical, o angun fa-
cial bem feito ; os cabellos sao negros ou casla-
niios e pcretainonta lisos ; os habilantes das
llias Sandwich e principalmente os mulheres,
sao uolavelmeole bellas.
C. Gilliess.
iloniteur. Caldas
c
.Q33MERCM@>
PRAIjA 1)0 RECIFE 20! 1)E DEZBJCBltO DE 1651/.
AS TRESHOR.VS DA TARDE.
Cotaeoes ofBci es.
Descont de letras9 e 13 0/0 ao anno.
Francisco ilamede deAlmeida.
Secretario.
AI.FNOEGA.
Rendimenlodo dia 1 a 28. 459;9S5$561
dem do dia 2'J ;.....t& 17^508
478:174*069
MOVIMENTO DA ALFA.N'DEGa.
Vola mes entrados cora fazendas
< cora gneros
Volumcs sabidos com fazendas .
* a cora gneros .
>:i2
570
== 802
114
523
C3J
Descarregam boje 30 de dezembro.
Pi iguc brasileiroAlmirantediversos gneros.
Escuna hollaudezaEspeculanteidem.
Galera ingleza1). Uiagofazendas.
Galcia fraucezaAdelfeidem.
Uriguc austracoMarafarinha de trigo.
Iinpurtaeo.
Uvate Nacional Kvhalacfn viudo .lo Ara-
caly, consigna-Jo a Gurgel & Irmaos manifestou.
0 seguiute:
387 saceos com 1:516 arrobas e 4 libras de
cera de carnauba, 2 saceos com 6 quartas de
gomrna, 2 ditas peonas de ema 50 libras 73
molbos com 730 couiinbos curtidos, 315 ineios
desella, 50 couros salgados ; a ordem,
Briguo Nacional Almirante viudo do Po
.la Janeiro, consignada ; a Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo.
10 pipis vinagre, 12 ditas graxa, 3G0arro-
b s sebo, 515 barricas farinha de tr:go, 36 pi-
na- vastas, 50 Larris vinho, 200 Jilos bren, 4
barriquinhas potass, 18 caixas cera, 100 ditas
passas, I caixo charutos 4 ditos cha, 3 dilos
e 3 StirrQeS chapaos diversos, 4 volumes com
uma carrosa e arrcios, 160 rolos fumo, oo sac-
eos de caf, 1:900 caixas sabao ; a orJeni de
diversos.
Riigue Belga Ema viudo do Antuerpia,
consignado a Cambrone, manifestou o seguale:
22 grades e 5 caixas cadeiras para secreta,
1 dita 1 buhar e periences 3 ditas venezianas,
23 ditas diversos trastos, 2 ditas espclhos com
moldura, 1 dita 1 quadro com pintura,.1 dita
pannos le mesa o tapetes, 1 dita vestidos de se-
nhoia calcados, peinesscovas, e mais obejectos
ao consignatario.
10 fardos papel, 1 barril tinta para imprimir
a M. F. Faria.
1 caixa papel impresso ; a A. Siqueira.
300 ditas genebra ; a Monsin & Vinassa.
100 Jilas vidros pala vidraca ; a J. Kel-
ler & C.
200 caixas vidros para vidraca, 25 jacazes
alpiste, 1 pacoto rnosiras ; a Rrauder a Brandis.
18 caixas verniz, 5 ditos pintis c escovas,
27 ditos limas de core?, 18 barricas nlvaiade,
2 dilas linla branca, a C J. Aslley ei C.
50 caixas vellas, 20 dilas papel, 1 dita luvas
300gigos 18 ditos ceblas, 200 saceos farello,
8:000 lijollos, 80 lardos ferro 1 caixote amos-
lias ; a ordem.
Briguo Austraco Mara viudo de Triestre
consiguado a N. O. Bicbor & C, manifestou o
seguinle :
2:000 barricas faiinba de trigo, 1 cairi-
iiba grammaticas portugueza ; aos consignatarios.
100 caixas marrasquino ; a Tvsset fie es.
80 cunliios tro ; Prente Yianna & C
Sumaca bcspanbola u Guadalupe r> viuda de
Monle Videoj consignada a Araneg i Bivjii.


6^^
^


M)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 30 DE DEZEMBft, LE 1859.
S:7.')0 arrobas de taino -cccj, 2:4u0 linguas
aos con-ifnataris.
Hatea Ingleza Qneen viada il Terra
Nova consignada ; a Saundcrs Biuilnis \ G.
manifeiou o segninle :
2:800 barricas bacalho, aos mestnos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 23. 55:663)7 S
Idoni do dia 29......2:10595l
57-771*699
que nr
dia, se
DIVERSAS PROVINCIAS.
Keodimenlo dodia l a 28. 2:50O$97l
llera do dia 39...... 2O7j000
2:70797l
DESPACUQS DE EXPORTACiO PULA MUSA
U CONSULADO DESTA C1DADE NO DIA
19 DE DEZEMRRO DE 1859.
Nonr-York Hiato americano Mary Helena,
vVliatuly Forsler &C, t>J0 saceos acucar mas-
cavado.
Liverpool-Brigue inglez cGlacus, Taln Nash
o C., 1,000 saceos assuoar mascavado.
MontevideoPolaca sarda diaria, Viuva Amo-
rira 6: Filho, 100 lameos assuear "branco.
LisboaBrigue portugus cRobim, C. Nuguei-
ra & C, 250 saceos assuear branco c 110 ditos
dito mascavado.
LisboaBrigue portuguez Tino, Aulonio lien
rique Rodrigues, 100 saceos assuear branco e
100 ditos oi'o mascavado.
BECEBBOBIA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO
Rendimcnlododia 1 a 28. 36:9835100
dem do dia 29...... 2:806;JGi3
Pela nispen-io da allasuega se faz publico, a sahir a.o o da 24 cneme, por ter quasi com-
n dia 29 do corrate rae, depois de nieio pleto seu carregameuto : para o resto e passagei-
so luto de arrematar porta da nlesrna re- ros trata-sc com o capitao Jernimo Jos Telles,
particao, sendo a arrematarlo livre de direilos ou Guilherme Carvalho & C, no seu escriptorio
ao arrematante, 17 caixas marea C, e 20 ditasC, ra do Tjrrcs.
vasias, viudas de Lisboa pelo brigue Bobim, e'
abandonadas nos direilos por Domingos Jos Fer-
reira Guiniaraes, por eslarem podres as ceblas
que eontinliaiii.
Alfandega de Pcrnambuco 28 de dezembro de
1859. O inspector, liento Jos Fernandez
Marros
Pela administradlo da mesa do consulado
desta eidade se faz publico, que uo dia 31 do cor-
renle, porla da mesma, leein de ser arremata-
dos ao ni'o dia em ponto quatro saceos com fa-
milia de mandioca e um eoni milbo, todos no
valor do SglS, os quaes foram apprehendidos
pelo guarda Miguel Pereira Giraldas, por virem
de Mamanguape pela barcada Conceicio de Marta,
mostr Miiioel lavares da Costa, sera a respecti-
va guia. A urremalaco livre do direilos ao
arrematante, c os saceos cima mencionados,
achani-se depositados no trapiche do Cimba.
Mesa do consulado do Peruambuco 2o de de-
zembro de 1859.O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
REAL COMPANHIA
DE
- U pe. .sndre Alves Porto quena
dirigr-se a livraria n. G e 8 da praca
da Independencia, anegocioque llie diz
respeito.
DELICIOSAS L 1XFALL1VEI/5
__4JOB
O Dr. Cus me
le volt
de Sa' Pereira [
J|de volta de sua viagem ittttructi-j
it'iva a Europa continua no exer-j
ncicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-S
Linguas
Declaracoes.
I Os
39:789*7 i;'.
CONSULADO PROVINCIAL.
Renmcnlo dodia 1 a 28. 8|-926972
dem do dia 29....... 0:09^301
91:025*273
Movimento do porto
Navio entrados no dia 29.
Maranho19 dias, biatc brasileiro Novaes, de
195 toneladas, capitao Joaquim Jos Mendos,
equipagem 10, carga taaba de mandioca e
arroz; a Teixeira Bastos & C.
Ass17 das, brigue brasileiro D. Alfonso'-, de
212 toneladas, capitao Manoel Amonio Mar-
ques, equipagem 13, carga sal e palha ; a Bal-
lar i Oliveira.
Acarac13 dias, hiale brasileiro Sobralenso-,
do 97 toneladas, capitao Uranisco Jos da
Silva Ratlis, equipagem 8, carga familia de
mandioca
Srs. Jos Lucio LOS, Joo Jos de Mc-
., deiros, Antonio Moreira de Mondonga, Jos Fran-
, [cisco do Souza Lima, Claudio Jos do Araujo e
Ignacio Monleiro, comparecam na secretaria da
cmara municipal desta eidade cun os scus lia
dores, alim de assignarcm os termos dasarrema-
taedes que izerara, de rendas municipaes ao
contrario a cmara lomar alguma providencia.
.Secretaria da cmara municipal do Recife 29
do de/embio de 1859.O secretario,
Manuel Ferreira Accioli.
Cumpaiiliia fi.va do eavallaria de
linlia.
Nao leudo podido o conseibo econmico re-
solver acerca do foinccimenlo do capim, farelo,
milbo o niel, sobre algumas proposlas que bon-
j lera foram olferecidas, em consequencia da exor-
\ bitai'cia dos presos de laos gneros, do novo as-
I sentou oconselho fizar o dia 31 do eorrenle pa-
ra receber novas proposlas ; o que se faz publi-
i co para conhecimento dos tnieressados. Quartel
em Santo Amaro 29 de dez.-mhro de 1859.Ma-
noel Erasmo de Carvalho loura, alteres.
Triliuiial do eommercio>
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Peruambuco so faz publico, que nesla dala foi
matriculado o Sr Francisco Joo de Barros, ci-
dada Portugus, de 42 annos de idade, domi-
ciliado nr-slc eidade na qualidade do commer-
ciante de cxportaeo de gneros nacionaes e cs-
trangeiros.
Sern-iaiin do tribunal do commercio de Pcr-
nsmbnro. 29 do dezembro de 1859.D. A. do
Papeles ingiezes a vapor.
Al o dia 30 deste mez espera-se da Europa I
un dos vapores desla companhia, o qual depois
da demora do costume seguir para o Rio de Ja-!
neiro, tocando na Babia: para passagens etc.
trata-sc com os agentes Adamson Ilowie C.
ra do Trapiche Novo n. 42.
I rio, no 1k
Cruz r*
e mais gneros ; a C. C. da Costa Rajo Ilanjel, ofllcial-maior interino.
o7 i _.. rr Consolho administrativo.
ii das, barca inglezd Eliza,
adas, capitn Eduardo Dopre,
carga 1815 barricas e 585 linas
; a James Crablrce & C.
tbidos no mamo dia.
Aracaly e AssHiato brasileiro Invcncivel?,
capitao Jos Joaquim A. da Silva, carga diile-
_rentes gneros.
Rio do JaneiroBarca brasileira Clemenlina,
capitao Jeronymo Jos Tollos, carga assuear e
sal.
Moreira.
Jersey Harb ir-
de 183 tone
equipagem 9,
com bacalho
Navios
82>
2 at = 5

= -. =
Jos
,
o g'is *a

09 ^33 ".-fe Horas.
* -2 3 S 1 Atmosphera.
Virecro. o
T 53 $ 7. 1 Tntensidade. O l O
-w'^-t' Cebrado. 5 o c O
iC C l- p -)-.-i; 1-. * feaumur.
222 25:' 1 FahrenhcU
Z>Z.Z*\ lliioromelro.
V tiSil-IS Qo cobo 1 Barmetro
!5 0
'-re
- (/-
Editaes.
'
riques.
m
Pela iiispercao da alfandega so faz publico
que a arrematarlo das caixas vasias annunciada
em eJital de 28 do corrale flcou transferida pa-
ra boje. Alfandega de Pernambnco 30 de de-
zembro de 1859.0 inspector, Benlo Jos Fer-
nn.les ':.rros.
I)r. Manoel de Barros Brrelo juiz de paz do
l." districio da freguezia do Poro da Panel -
la, em virtude da lei, de.
Fago saber que tendo de formar-se a junta
qualificadora desla fregnezia.no dia 15 de Ja-
neiro do anno prximo futuro, como determina
o art. 25 da lei n. 387 de 'J de agosto de
1846, para execugo do que dispoe a roesma
lei, acerca da revisto o qualificaco dos cida-
daus votantes, e lambom do que a respeito de-
termina o decreto 8V2 de 19 de selembro de
185e 1812 de 23 de agosto de 18.')6, mis-
ter para o indicado fim, que soreunara os elei-
lores, e supplentes dena freguezia, em conse-
cuencia do que e em vutudedas resolugoes do
governo os convoco pelo presente, para se aclia-
rem no indicado dia as 9 horas da manhaa no
consistorio da gteja matriz, sob pena de incor-
rerem na mulla fulminada na lei citada, aquel-
ses que faltorern sem motivo justificado, os
quaes eleitores e supplentes cima convocados
lo os seguinles senhores :
Joo Francisco do Reg Maia.
lenrique de Miranda Hcn
Jcs Theodoro de Sena.
Dr. Amonio Joaquim de Moraes e Silva.
Dr. Jos Bernardo Galvao Alcoforado.
Florencio Jos Carneiro Monteiro.
Jorga Vic!or Ferreira Lopes.
Joe Francisco Pires.
Amonio Jos Gome3 do Correio,
Jos Fclisberlo da Costa Gama.
Sebastio Affonso do Reg Barros.
Francisco Duarie Coelho.
Jos Lopes Carneiro da Cunha.
los Francisco do llego Barros.
Manoel Peres Campello de Almeida.
Joo Luiz Vctor I.eultier.
Francisco Jos Alve- Gama.
Vigario, Francisco Luiz de Carvalho.
Francisco Cesario de Mullo.
Francico Mariano de Albuqnrque Mello.
Jos Gongalves da Porciuncuia.
Jor Ignacio Pereira da Rocha.
Joo Paulo Ferreira.
Dr. Luiz Carlos de Magalhes Broves.
Nicolao Machado Freir.
Dr. Joaquim Francisco do Miranda.
Antonio Ayres Velloso.
Jos Bernardina Pareira de Biito.
Jos Marques da Fonceca Borges.
L para que chegue ao conhecimento
dos mandei passar o prsenle, que sei
O consolho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gene-
ros para a companhia dos aprendices menores
do mesmo arsenal, durante os dous mezrs de
Janeiro o fevereiro do anno prximo vindouro.
l'iies de 4 oneas, bolacha, caf em grao, cha
hysson, assuear sunieno, refinado, manleiga
franceza, carne verde, dita secca. faiinha de
mandioca, toucinho de Lisboa, feijo preto ou
mulalinbo, azeile doce do Lisboa, vinagro de
di'.o, arroz do Maranho, bacalho.
Ouem quizer contralor os gneros cima men-
cionados aprsente os suas proposlas eni carta
fechada na secretaria do consolho s 10 horas da
manhaa do dia 31 do corrente mez.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
pira fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
dezembro de 1859.liento Jos Lamenha Lint,
coronel presidente.-----francisco Joaquim Pe-
reira Lobo, coronel vogal secretario interino.
Subdelegacia da freguezia de San-
to Anonio % de dezembro
de 859.
Acham-SC depositados tres cavallos que foram
encontrados pelas ras desta eidade : quem for
scus donos, dirijam-se a cate juico, que dando
suas provas. llie sero enlregues.r=.-lntonio Ber-
nardo Qwnteiro, subdelegado supplenle.
= O llm. Sr regedor do Gymnasio manda
declarar nos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, que no dia 22 do corrente
principia o reeolhimento das mensslidades, cor-
rospundenle ao primeiro qunrlcl de Janeiro ao
ultimo de marco do anno de 1860. Secretaria do
Gymnasio 21 de dezembro de 1859 =0 secreta-
rio, A. A. Cabral.
O Illin. Sr. inspector da thesouraria de fn-
zi-nda desla provincia manda fazer publico que,
conforme se annuncinu, nao tnve effeilo no da
21 do eorrenle a arremataba > da parle do sobra-
do de dous andares na ruada Guia n. 29, penho-
rada aos herdeirus de Antonio Ferreira Duart-
Velloso ; e por isso fica a mesma arremalace
transferida para o dia 7 de Janeiro do anno seo
guinle. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Peruambuco 23 de dezembro de 1859.O olcial
maior interino,
Lu: Francisco de Sampaio e Silva.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco reco-
llie as olas de sua emissSo de 106' e de
20,S', e pede aos possuidores das mesmas
o favor de as virem trocar
criplorio, das 11 horas da
as 2 da tarde-
no seu
manhaa
es-
at
Avisos martimos.
A barca nacional Jmperatriz Vencedora, do
primeira marchaj pregada o forrad* de cobre
segu para o Rio de Janeiro com muila brevi-
dooe, recebe ainda alguma carga : trnla-se com
os consignatarios viuva Amorim Sl Filbo, ua ra
da Cruz n. 45, ou com u capitao na praca.
(MIMMIIA BR4SLIEIR
IP^OHIIETIES
vapor Cruzeiro
DE
ATIPIDI:
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capitn de mar e guerra Gervazio Mancebo, cs-
pera-se dos porlos do norte em seguinunto aos
do sul at o dio 31 do eorrenle mez.
de lo-
ffixado!
no lugar mais publico desta freguezia, e publi-
caJ o pela imprensa. Primeiro districto da fre-
guezia do Pogo da Panella, 13 de dezembro de!
1859, Fu Joo Nepomoeeno Ribeiro, escri-
vocecrevi, M. de Barros Brrelo.
Joao Baptista de Castro e Silva, official da or
dein da Posa, e Inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco por S. M. I que Dos
guarde.
Faco saber aos que o presente edilal virem que
em cumprtmento de orden do tribunal do tlie-
souro nacional do 14 de novemb^o prximo pas-
eado so comer a fazer nesla thesouraria a subs-
tituicao ds n'olas de 500g00 da primeira, so-
gunda e lerceira estampas. Os seus possuidores,
pois, podem apresenla-las ao thesonreiro desla
thesouraria, que lb'as trocar por outras de di-
versos valores. Thesouraria do Peruambuco 5
de dezembro do 1859.
/o5o Boptitttxdt Caslro e Silva.
O palhabole Joruf., segu para o Ass, Ccar
e Acarac no dia 1" de Janeiro para o resto da
carga com Tasso Irmo ou com o capitao Do-
mingos lenrique Mafra.
)an*ro do Recife, ra da
n. 53, todos os djas, menos?
; nos domingos, desde as1 Choras)
t as 10 da manhaa, sobre osf
seguintts pontos :
I*. Molestias c olhos
1
(Pastilhas vegelaes de Kerap
contra as lombrisas
o-,
Cear
Segu no dia 31 do mez corrente o hiale San- i;
lo Amaro, com a carga que tiver a bordo: a
tratar com Caelano Cyriaco da C. M. ao lado do
Corpo Santo n. 25.
Leiloes.
O agente Pestaa continua a estar aulorisado
pela comniisso liquidataria da extincla socieda-
de de liaeao o tecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.!
Os preleadentcs podem dirigir ao arraazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a'
entender-so com o dia agente.
IMPORTASTE |
Variado leilo.
Quinta-feira \ de Janeiro.
NO ARMAZEM DO AGENTE
. Molestias de corarao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restahelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
isultarem sera' f'eito indistincta-
; mente, e na ordem de suas en-
| tridas; fazendoexcepcaoosdoen-
I tes de olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverera hora mar-
cada para este im.
A applicaqo de aiguns medica g
jmentos indispensaveis era,varios*1
casos, como o do sulfato de a lio-
pina etc.) sera' felo.ou concedido
^gratuitamente. A conianca que
iiellcs deposita, a presteza de sua
jaccao, e a necessidade prompta
| de seu emprego; e tudo quanto o
\ demove em beneficio de seus
I doentes.
Vende Jos DiasBrando,
<00 rs. a libra.
approvadas pela Esm." inspeccao de esludo de
Habana e por militas outras juncias do hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais p'aizes
da America.
Garantidas como puramente vegelaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. au causam nau-
|se.isnem sensaces debilitantes.
Teslemunho exponlaneo_em abone das part-
! Ihas de Kemp.
i Srs. I). T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curaram meu lilho ; o pobre
: r.ipaz padeca de lombrigas, exhala va um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comiebao no nariz, lo magro se poz. que eu
tema perde-lo. Neslas cireumslaneias um visi-
l nbo meu disse que as paslirKas de Kemp tinham
curado sua filba. Logo que soube disso, com- quizer fazer este negocio
pre 2 vid ros do pastilhas e com ellas salvei a '
vida de meu Clho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no sen laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprielarios D. Lanman c!
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
pnneipaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C,ra Julion. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
na Lingoela n. 5, a
Altenco
Quem precisar do um pardinho para ensina-lo
a boleciro, com as condices que se convencio-
g|nar, dirja-se ra do Hospicio n. 52, ou ao
aterro da Boa-Vista n.37.
Fugio na lardo do dia 21 do corrente, da
fabrica de rap, no Mondego, o prclo de nomo
Raimundo, idade 30 para 32 annos, natural da
Artr. i Cosa, sem tullios nem barba, bem parecido, al-
COmpanhiaUO gOZ pedem tura regular, falla embancada, por tero costu-
me de mastigar fumo, Irabalha de carapina : re-
compensa-so bem a quem o apprchcnder elva-
lo a mesma fabrica.
Ama de leile.
Precisa-se de urna ama de leite que nao tenha
tuno : na ra da Cruz do Recife n. 51.
Na ruada Aurora n. 51, primeiro andar, ha
umjnolequo excellenle copeiro para alugar-se.
O Sr Antonio Fernandos Loureiro tem urna
carta na ra da Cadeia do Recife n. 38. primeiro
andar. r
Aluga-se um moleque superior cozinbeire
a tratar com seu senhor na ra da Praia n. 14
Precisa se tomar 3.000$ a premio, dando-
a em propriedade nesta praga : quem
. annuncie sua morada
para ser procurado.
Amorim Cordeiro de Oliveira, subdito por-
tuguez, retira-se para o Rio de Janeiro
O Monitor das Familias.
Sabio i luz o lerceiro numero da serie extraor-
dinaria deste peridico, destinada a dar conla da
visita de SS. MM. IL a esta provincia. Acom-
l.nnham-no duas estampas, contendo urna o com-
plemento da primeira visla do desembarque da-
mesmas Augustas Pessoas no caes do Collcio
e a outra asillaminaroes do arsenal de mannha'
.meo Ponas e ra da Praia. O quarto -
numero
5 de janeiro, e o quinto
Altenco.
ser publicado al odia
al 10 do mesmo mez.
Acha-se justa e contratada a casa terrea
sita na ra da Assumpcao defrome do oito da
greja da Penha n. 8, e a de n. 11 sita na travs
sa de Joao Francisco, na freguezia da Boa-Vista
se algucm sejulgar com direito a ellas queira
anni.i.ciar por este jornal no prazo de tres dias.
Recife 29 de dezembro de 1859.
Precisa-se de urna ama
solteira : na ra Bella n 31.
para una pessoa
aos Illms. Srs. assignantes que
tiverem gaz collocado nos seus
armazens, tojas ou casas par-1
ticulares quequando no mes-;
mo acontecer haver qualquer
defeito, queia.n participarU0 ilotei Trovador, rita
Altenco.
O referido agente expora venda em leilo no
dia c lugar cima designado por conla de quem
pertencer em lotes a vontade dos compradores
Sein reserva de preco e ao
correr do martello
asseguintes raercadorias que devera fazer conta
a qualquer concorrenle
Tapetes de laa para forro de sala.
Camisas de la de cor compridas.
Saceos e malas do laa para viagem.
Cobertores de laa de cor proprios para militares.
Meias de laa de cor.
Capachos de palha ingiezes.
Botas inglezas de be/.erro.
Bolas do borracha largas para montara.
Rahus franc.ezes.
Calungas de borracha muito bonitos.
Moinhospara moer caf.
Fumo americano em caixinhas de 20 libras cada
urna.
Arreios ingiezes para carros, obra de goslo e
muito bem acabados.
l'iincipiar s 10 horas da manhaa.
LEILO
Quinta-feira 4 dejaneiro.
NO ARMAZEM DO AGENTE
por escripto a pessoa que es-
tiver encarregada do deposito
na ra do Imperadorn.'11 das;
6 horas da manhaa at C da
i tarde ou na ra das Cruzes n.
larca do Rosario n.46.
Aviso.
Francisco Garrido, dono deste estabclecimcnloJ
tem a honra de participar a seus freguezes c ao'"^* Senhores credores
publico em geral, que acharao sempre era sou
hotel comedorias diversas a qualquer hora dodia,
berncomosc cncarrega de aproroplar janlares
para fora c tudo com o
n ,. i ,-----w... c ludo com o maior accio e prompti-
" (lOja) rCSldenCia de U1U doS di10 : os amadores dobom vinho ala o encontra-
,i~-' i i i | rao do tudas as qualidades nssim como os bellos
maCniniStaS antes OU depOlS refrescos. Todos os sabbados e das santificados
dPShl hoi'l aflm ln rtnn coio ,!avor a deliciosa mao de vaeca das duas horas
UtbUl IlOia, aiim UC que Seja | da madrugada em diante. Tambera cxislera na
lOSTO (lado fm nrnvidpnf.-ie mesma casa dli rentes quartos mobilados a dis-
1 posicao do publico e ludo por mais moderado
preco do que em outra qualquer parle.
Preeisa-sc alugar urna casa terrea com
Por occasiao do lcilao ji annunciado para o
dia cima designado o referido agente vender:
Camisas inglezas as melhores que tem vindo a
este mercado.
Meias para senhorn.
Luvasdefit'da Escossiapara homcni.
2 cavallos cora lodos os andares desde baixo at
esquipar.
LEILO
as providencias.
N. B. As reclamaces nao
A,*m ~., f,-i i-recisa-sc amgar urna casa terrea com
Cle\emSer leitaS nO eSCnptO- quintal, no bairrode Santo Antonio ou Boa-Vis-
rio dos Srs. Rostron Rooker &,*L'^V2*tS^ vai Por-
C, excepto no caso de nao se- i**\a ri]ad0 Cresp0 n. 10_ csv,^ ha uma
rcm attendidos por qualquer;mulata nara alusar-se p;ua o servico de casa de
,1___________.__ portas dentro.
Toalhas e lencos de laby-
rintho.
Na ra da Cadeia do Recife, primeiro andar n.
28, vendem-se ricas toalhas e lencos de laby-
rint'no.
Sal do Ass,
Vende-se a bordo do brigue nacional D. A/fon-
so, fundiado na vwlla do Forte do Mallos : para
tratar, na ra da Cadeia, escripturio n. 12.
SABIO
No da 2/ do corrente mez conduzindo um
escravo uma caixa de folha pintada de azul j
usada, contendo objectos de fulha, metal e louca
de conduccao de comers cora outros mais obje'c-
tos tendentes, e acontecendo este escravo fazer
entrega da dita caixa a outro, sem ter delle co-
nlieeiraenlo em razo de seu oslado : roga-se ao
mesmo conductor o a quem disto tiver conheci-
mento de o mandar fazer entregar na ultima ta-
berna da ra do Sebo voltando para a Soledade
que ser gratificada.
Os administradores da massa fal-
lida de Novaes & C, convidam a todos
a apresentarem-
llis os seus ttulos no prazo de 8 dias,
aim de poderera cumpriro que dispoe
o art. 859 do cod. do com., devendo a
apresentaeao ser feita no escriptorio
adm-nistradores Aranaga & Bryan.
dos
dosprimeiros encarregados a
recebe-los.
Fabrica do gaz 22 de de-
zembro de 1851).
Digo eu abaixo assignado, que deixei de ser
caixeiro do Sr. Lourenco Puggi no dia 24 do
eorrenle mez, e agradeco ao mesmo senhor o
bom tratamonlo cora que'se digru.u dar-me du-
rante o lempo que fui seu caixeiro. Recife 24 de
dezembro do 1859.
Joaquim Jos Pereira da Cunha.
100$000.
Precisa-se poraluguel de urna ama forra ou
captiva que saiba engommar bem, para urna casa
de pouca familia, paga-se bem : na ra do Hos-
picio casa terrea confronte ao collegio de Nossa
Seuhora do Bura Conselho.
Attenco.
O abaixo assignado como administrador de sua
mulhrr, nica herdeira da finada Romana Maria
] do Frats, declara que, leudo de chamar a in-
ventario o marido da mesma finada Joo Evan-
gelista do Nasciraenlo, logo que so lindaren) as
ferias se nao deve fazer negocio algum com este
senhor respeito de qualquer bem de seu casal,
e nem sobre a meiaciio da mulher assim como o
mesmo Nascimenlo, como tambem com qualquer
pessoa que se diga herdeira d'aquel'a, protes-
tando contra qualquer negocio que por ventura
se tenha feitu j, ou venha a fazer-se em detri-
mento seu, porque nos tribunaes compelenles
mostrar anullidade de tal negocio e ir haver o
que do direito lhe pertence onde quer que por
ventura se achc. Recife 29 de dezembro do 1859.
Francisco Ignacio de lledeiros.
DO
Fugio no dia 21 do eorrenle, do engenho Vi-
cente Campello da freguezia da Escada, tira pre-
to escravo do nome Joao Luiz, idade que repre-
senta ler 35 annos. alto e de bom corpo, tem
falla de denles e de barba, c alguma cousa
gago. Esle escravo foi visto na villa da Eseada T\n,-.: i ^ .-.. ...,, i i
na noile do mesmo dia era que fugio, e suppoe- i Ut-pOSllO IlO ai maZClll UO AU10- !
se com fundamento achar-se as imraediacoes
lleDcao.
Rio de Janeiro.
Vende-se nm bonito e bom cavallo de
cabrioiet servindo igualmente para sella
tambem se vende um cabrioiet muito ma-
neiro e era bom uso : sm Olinda na pa-
dariado Varadouro.
C0I.1PANHIAFBRASILEIRA
PAOUETESA VAPOR.
O vapor Paran, commandante o capitao l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do sul
em seguiraentoaosdo norte at o dia 31 do cor-
rente mez.
Recebe-se desde j passageiros, frote de di-
nheiro e encommendas e engaja-se a carga que
o vapor poder conduzir, sendo os volumes des-
pachados com antecedencia at a vespera de
sua chegada : agencia ra do Trapiche ii. 40.
Maranho.
O palhabole Novaes segu em poucos dias com
a carga que tiver ; consignatarios Teixeira Ras-
tos, S & Companhia, largo do Corpo Santo n.6,
segundo andar.
= Para o Aracaty sabe irapreterivelmente na
scgtiinte semana o hiate nacional Exhalaco :
para o restante da carga c passageiros, trata-se
com Gurgcl Irraaos em seu escriptorio, na ra
da Cadeia do Recife, primeiro andar n 28.
Parao Rio de Janeiro
segu com muitabrevidade, por ter parte da'car-
ga prompta, o hiato artista; para o resto'.que
lhe falla, c passageiros, Irala-se com Caelano
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente vender boje em leilo no
largo da alfandega pelas 10 horas da manhaa por
conla de quem pertencer
44 fardos de ferro.
y
\rniai'ao, na
Boa-Yisla.
do mesmo lugar, coratudo como possivel se
ache na eidade do Recife, ou em outro lugar dis-
tante : roga-se era geral a qualquer autoridade
policial que do mesmo escravo tenha noticia,
sua captura, bem como aos capiles de campo,
prometlendo-se a gratificarlo cima de 100$ rs.
a quera entrega-lo no mesmo engenho a seu se-
nhor, o coronel Manoel Goncalves Pereira Liraa, I
ou no Recife aos Srs. Lemos Jnior & Leal
Res.
Na ra do Trapiche
numero 22,
Novo
caf reslaurant du commerce, precisa-se de dous
ajudanles de cozinheiros, ou de dous escravos
de pouca idade, que queiram aprender o ollicio
i de cuzinheiro.
I Pela ultima vez pede-se ao Sr. Francisco
Duarte Coelho ir ao largo do Terco n. 32, sobra-
do, ultimar o negocio da casa em que S. S. mora,
: espera-se tres dias, e lindo estes, publicar-se-ha
esie negocio circumstanciadamente.
Declaracao.
Rosa & Azcvedo, com taberna de molhados na
ruada Praia n. 39, declarara ao Sr. arrematante
do consumirlo da agurdenle
sileira, que do 1. de Janeiro
rim, em frente ao trapiche
do al goda o.
Fernandos & Filhos tora sabo do Rio, do de-
posito geral, que vendem era porcoes, a vontade
dos compradores, c preco commodo : a tratar em
o seu escriptorio no largo da Asserabla n. 10.
= Vende-se uma excellente vacca de leile
com dous mezes de parida, por nao haver pasto:
nos Aflictos, casa cinzenla frouteira a igreja.
Inglez.
da
A 3 de Janeiro.
O preppslo do agente Oliveira far leilo por
ordera da directora encarregada dos festejos do
bairro da Boa-Vista, por occasiao da visita im-
perial a este, proxincia, da grande armaco era
que sedeu a esplendida illuminaco da praca da
Roa-Vista, consistindo em
2 pawlhoi'sao goslo chiuez que podem ser re-
movidos inleiros.
1 grande pavllho construido de ptimas laboas
de pinho de soalho, travs e ni a os Iraves&as
de boas aadeiras.
2 grandes gt lenas com escadaria construidas de
boas laboas de pinho do soalho e forro, tra-
vs o mao.* travessas.
Grande porcio de lampeoes.
Porco debndeiras brasileiras com laneas.
dem de panno de algodo (cerca de 40 pecas.)
8 grandes msslros proprios para barcacas.*
Porco de escudos e figuras allcgoricas."
5 cortinados ricos de fil branco.
E muilos outros arligos tudo em lotes a von-
tade dos licitantes: ler^a-feira 3 de Janeiro as
2 1/2 horas da tarde, na prac;a da Boa-Vista.
Avisos diversos.
em diante deixam de vender taes bebidas, e por
isso os considere desonerados da respectiva col-
lecta.
FOMIIMIAS PAR l 1860.
, F.sto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 c 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, das seguinles quali-
dades :
VOLUINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliotheca do
l'ma folbinha com a pronuncia muito ulil para
ajudar a fallar inglez sem mestre : na livraria do
Sr. Nogueira, ra do Crespo, e a da academia, ra
du Collegio; preco 15500.
Aluga-se ura ou dous escravos possanles,
desde as 7 li2 horas s 8 da noite : quem preci-
sar, dirija-so a ra da Imperatiiz, loja n. 4.
Contina a estar fgido o preto Malhcus,
que scinlilula por Malinas, de naco Angola, re-
preicnta ler 50 anuos de idade, tem falla de den-
tes na frente, os dedos das maos foveiros; este
prelo foi esrravo dos hcrdci>os de Jos Lucio
Teixeira Cavalcanli que lera otaria no Remedio,
seudu levado praca por exccufo contra os mes-
mos ; foi arrematado por Joaquim da Silvn Lo-
do produeco bra-! pes, era junho de 1859 ; pede-so, perianto, a to-
proximo vindouro ; das as autoridades poli-iaes e capiles de campo
a captura do mencionado escravo, mandando le-
va-lo padaria de Andr 4 Narciso, as Cinco
Ponas, d'oude se aiisenlon, ou casa de seu se-
nhor Joaquim da Silva Lopes, na travessa da Ma-
dre de Dos n. 18, que gratificar generosa-
nienle.
C. J. Astley, subdito inglez, relira-sc para
Europa.
Fugio do engenho Mallas, ao ainanhecer do
da 19do di-zembro de 1859, o escravo crioulo de
nome Jacob, vermelho. le boa altura,pouca bar-
ba, barrigudo, com o unibigo muito grande, nao
anda direito, anda calando para dianto, c por
Jockey club.
A coramissao directora tem marcado o dia 19
dejaneiro prximo s 4 horas da larde para a 2a
corrida no prado Piranga, sendo os premios e
entradas para as tres corridas ai seguinles :
1.a corridal.000 braeas.............. 20$000
-, ^?lr;&......"................. 80S000
2.a corrida 500 bracas................ lOgOOO
F-nlrada....."....................OjjOOO
3.a corrida 700 braeas................ 150*000
_ E"?lrada....................... 603000
Os socios que quizerera inscreverseus cavallos
devero dirigir-se ao secretario da comraisso
directora at o dia 14 do mesmo mez, depois do
qual nenhuma inserpcao ter lugar. Sanios
Jnior, secretario.
O de por e tirar, em muito bom uso : naco- @
* cheira defronle do arsenal de marinha.
Cristo Brasileiro, que se compoe : do lou-! isso tem as nadegas sahidas para fra,olhos bran-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymuos ao Espirilo Sanio e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambralo,
jaculatorias e commeraoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental,
eos, lera falta de aiguns denles, lora lido as
pernas algumas feridas, idade de 50 anuos, fui
encomiado nesle mesmo dia no Barro, indo para
o Recife: quem o prender, leve ao Sr. Manoel
Alves Ferreira & Lima, na ra do S. Francisco,
. ou entregar nesle engenho, que ser bem re-
dividido pelos dias da semana, obsequios | compensado,
ao SS. coragao de Jess, saudaces devo- Precisa-se de duas mulheres livres, sendo
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se- ] una que saiba cozinhar o diario de uma casa, e
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da outra engommar : a fallar na ra do Seve, so-
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Preco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direilos parochiaes.e
uma collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensaraentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruclos. Prego 320 rs.
Roga-se a o Sr. F. R. S. queira
mandar pagar o importe dos objectos
de engenharia que mandou vr de Pa-
rs, aonde nao ignora
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25. Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Para o Rio de Janeiro.
A lera conhetida barca nacional ttementin,
Andre
Porto.
Abreu Porto ou Andre Aires
'ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
Antonia Alaria Magdalena viuva
de Joaquim .lose de Oliveira avisa ao
publico em como o Sr. capitao Flix
Francisco de Souza Magalhes e a ni-
ca pessoa encarregada de todos os ne-
gocios de sua casa para cujo im o tem
constituido sen procurador bastante.
brado de 5 varandas, com entrada pelo oito, em
frente da grando casa que se est fa/.endo para o
Gymnasio Proviucial
Os amantes da festade N. S. do Monte, que
queiram levar o bom pcixe, podem se dirigir
sexta e sabbado lora de Portas pela manhaa,
que acharo o bello peixe de curral, para se po-
der prevenir : na ra do Pilar n. 95.
ATTENQAO
Manoel Mora Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo do juizo especial do commervio, mudou
sua residencia para a ra do Sebo, casa terrea
confronto a de n.22 ; continuando a ter o seu
carloro na ra do Oueimado, primeiro andar,
entrada pela praca do Pedro II
Aluga-se na ra da Imperalnz n. 48, o se-
gundo andar da mesma casa.
=: Francisco Domingues Pereira, portuguez,
relira-sc parao Rio de Janeiro.
No escriptorio de Gurgel lrmos, ra da
va para cosinhar e comprar : na ra da Unio
penltima casa do lado esquerdo viudo da ra
Formosa.
Pedrasde
amolar,
de boas qualidades : vendem-se na ra da Praia,
armazem n. 78.
Roupa feita.
Na ra do Cabug, loja n. 8, de Almeida A Rur-
gos, alem de grande sortimenlo de roupa feita
franceza, como sejam, paletots, casacas, calcas,
colletesde panno lino, casemiras, e outras faz'cn-
das, lera um sortimenlo de fazendas finas, cal-
cados e perfumaras, que vendem por preco cora-
modo.
Rap.
passando a botica a
40, vende-se rap
Na ra larga do Rosario,
segunda loja de raiudezas n.
lino do Rio, rap grosso, dito meio grosso, dito
Paulo Cordeiro, muito fresco, chegado agora do
Rio de Janeiro, rap rolo francez ; lodo esle
rap vende-se tanto em libras como era oiiavas.
ilttenQao.
Na ra Nova n. 35, vende-se mi-
ho muito novo dinheiro a_ vista
pelo baratissimo preco de 4J500
sacca.
mwm-m-mm
Vende-sc um terreno proprio cora 258 pal-
mos na ra Imparial, lado da soiubra o da mar
pequea, o seu fundo immenso e vai n baixa
mar, offerece muitas vantagens : os pretend raes
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 28, venden:- dirijam-se a taberna ti. "9 no largo da Peana
se dous escravvs mualos, pe^as.
! confrontando a boti
*
muito frescas, ebegadas de Montevideo, i su-
maca hespanhola Guadalupe, fundeada em frente
do caes do Ramos.
Cavallo de sella.
Vende-se um excellenle cavallo de sella mui-
to bom andador, de bonita edr, e commdo no
preco : a tratar no sitio da capella do N. S. da
Conceh-o da estrada de Jo3o de Barros.
Spermacete.
1


DIARIO DE PEBXAMBUCO. SEXTA FEIRA 30 DE DEZEMBRO DE 1859.
Aliento,
rerdeu-se na madrugada de 21 do corrent<\ ao
sahir da missa do Carino para a ruadeSauta
Isabel, uma pulseira de ouro : quera a livor
adiado, levando a ra da Cadeia do Recite n. 33,
sera bom recompensado.
Precisa-se alugar uma escrava que nao te-
lina vicios, para o servido interno e externo de
uma casa de pouca familia': na run do Caldeiici-
ro n. 41.
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
11 P^IS
NEW-YORK.
O MF.I.HUR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipares,ictericia, affecres do figado,
febres biliosas, clicas, indigetloes, enxaquecas.
lemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcOes.e todas as enfermidades,
rnOVENIEXTF.S DO ESTADO 1MPIR0 DO SANT.IE.
75,000 caixasdeste remedio consommeui-se an
tiualmcnte !
Remedio la natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-1
commendaao como o mais valioso catrtico re-1
getal de todos os conhecidos. Sendo oslas pilulas
puramente vegetaes, nao contera ellas nenhum j
veneno mercurial nem algnm oulro mineral ;
esto bem acondicionadas om caixas de folha pa-
ta resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efOcaze
cm sua operarao, o ura remedio poderoso para a
juventud?, puberdade e vclhice.
Lea-sc o folhelo que acompanha cada caixa,pelo
jual se licar conhcccndo as mutas curas milagro-
sas quetem ettectuado. D. T. l.anman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os uni-
cos fabricantes c proprietarios.
Acham-se
cipaes cidades Uo imp
Traspassa-se o arrendamiento de uiu enge-
nho distante desta prara duas legoas, vende-so
una parte no mesnio engenho, machina nova
vapor, distilaro nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, saffra
plantada, etc. etc. ; trata-se na ra do Crespo n.
13, loja.
Precisa se fallar com o capitao
Ovidio Goiicalves do Valle a negocio de
seu intciesse : na ra da Cruz arma-
zem n. 61.
= Preeisa-^e de urna casa de sobrado ou ter-
rea nos bairros do Recife o Sauto Antonio: a
tratar na ra do Trapiche n. -58.
= Em casa do Ros tren Rouker c C, na prara
do Corpo Sanio, aluga-se una rasa no bairro da
Boa-Vista, ou na Soledade; afianoa-se o boui
tralamento e limpeza.
Scranhim & Insao.
Ba do Cabula, loja de ourives
n. II,
esquina que ica eui frente da ra
Nova e pateo da matriz
Fazera publico quo esto constantemente rece-
bendo da Europa as mais em moda e mais deli-
cadas obras de ouro, as qnaes dio para esco-
lher, pelos menores procos possiveis, e passam
coutas com recibos, as quacs rio especificadas
a qualidade do ouro, lano de 14 como de 18
quilates, do que Orara esponsaveis.
Precisa-so de uma ama forra ou captiva
para o servico do urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sahir a ra cm objectos do
servico : na ra la*ga do Rosario n. 28, segundo
andar.
COSAPAXIIIA
DE FERRO SOLUVEL
DE LKB1S
Doutor em scieucias, inspector da academia, professor de pharmacia, oiicial
da iiiiiversidade de Paris, etc., etc.
Approvado pela imperial academia de medicina do Rio de Janeiro e
escola medico-cirurgico de Lisboa, etc., etc., efe.
(*:
Eslabclecida era Londres
FU
CAPITAL
Cinco saiUiocs Ac liaras
esterlinas.
Saunders Brothers S C." lem a honra de in-
formar aes Sis. negociantes, proprietarios de
casas, eaguemraais convier, que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de ti-lha o igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
. quer consista era mobilia ou em fazendas de
a venda era todas as boticas daspnn- qUalquer qualidade.
es do imperio. ^ *
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandcga n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernaoibui'o, no arraazeru de drogas de J. Soum
A C, ra da Cruz n. 22.
Jos Antonio Moreira Das & C, continuara
i receber por tojos os paquetes de Europa um
lindo sorlimcnto de obras de ouro, diamantes e
briliiantes: a tratar no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 26.
Manual de conlas feitas
pai i compra e venda de assucar, algodo, couros
e n ais objectos do pese, obra muilo til para to-
das as pessoas que negooiam com ditos gneros,
e para os senhores de engenho; pois com um
lance de vista podem saber o importe de qual-
quer porco de arrobas e libras ; 1 volumebem
encadern.ido por 5S0O0: vende-se na livraria
econmica, dwfronte do arco de Santo Antonio,
ra do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de To.ires Bandira, profes-
ar de geographia e historio aliga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos seguiutes
preparatarios: rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguas franceza e ingleza ; na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno e externo de urna rasa, assiin como
tambera um escravo : na ra da Santa Cruz n. 66.
Cura completa
Sem resguardo nem inconuuodo.
Inflaiiiinarfio lo estomago c dores
de cabcea,
Roso-lho, Sr. redactor.de inserir no seu jor-
que julgo ser pio-
nal a seguinto declaracao,
voilosa a algumas pessoas.
Ha bastantes annos padec uma horrivel dr
de cabera que me prenda a nuca, tinlia muitas
vertigeits, algumas reres solfria dr no estomago
acompanhadas de clicas (lalulenlas ; mandol vir
uma das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ra do Parto n. 119, oppliquei-a so-
bre bocea do estomago, e no espago de 18 das
achei-rae completamente bom, c as'doresde ca-
bera desappareceram.
'or isso agora posso dormir com socogo ; te-
nho de idade 68 annos e 4 mezes, e faco esta
advertencia a todas s pessoas que padecerem j
tal molestia pira tentar o dito curativo, para que,!
assignei a presente declaracao em gralido c pa-
ra ser conhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
l'iuyrjdio Jos de Parla.
Eslava a firma reconhecida pelo tabcllio Jos
Feliciano Godiuho.
g @@:^r:
^Consultorio central liomcopathicoj|
DI-SABROO L* PIMO
sRuade Santo Amaro (Mnn-
da IVavo n.6.)
Continuara as ccinsultas o visitas do '
mesmo modo que d'antes. A confianca
$ que o Dr. Sabino deposita na pessoa que @
lica encarrogada de seu consultorio nao
ser desmentida. &
Os pobres serio sempre tratados gralui-
tamente. @
As correspondencias sero endereeadas
com subscripto ao Dr. Sabino com asen- $$
cia ao abaixo assisnado @
As sunimas vantagons que os mdicos tem t-
ralo, cm todos lempos, do ferro, e o crdito gc-
ral de que esta substancia posa como um dos
preciosos remedios que a sciencia possue, e que
a llierapeulica recouhece como o primoiro em
muitas aflecces do apparelho digestivo, e parti-
cularmente em todas as dependemos dealtora-
c6es na menstruaeao, ele, lem feito cora que
por loda a parle os mediros, chinacos e phar-
maceuljcos tenham trabalhado iacessantemente
por o lomar cada vez mais til, excogitando lo-
dos os das raeiospara o fazer menos refractario
digesto, e assun privar o seu emprego dos
inconvenientes que lem o seu uso por muilo
lempo, e particularmente dos que eostuma pro-
duiir as pessoas de organisaro delicada, por
effeito de sua difiicil absorprao. Daqui as nume-
rosas preparaces de ferro, contiendas em ma-
teria medica, todas as qnaes corresponderiam
melhor o seu fim se nao (ora o inconveniente da
intolerancia do estomago, isto a diflBcuWade
de sua essimil.ico, e conseguinlomonto a perda
de appelito. a demora e dificuldade na digesto,
a conslipaco de venlro, ele, etc., que muitas
retes acompanham o seu uso.
lao goral o emprego do ferro em medicina, e
cao tau conhecidos osseus resultados, que, pode
dizer-se, nioguem ignora hojo os motivos de sua
applicacao, assim como a razo de suas virtu-
dos Como clemenin do sangne, romo parle in-
(egraute do organismo, nenhum -medicamento
como o ferro produz efleilos lo sensiveis e raa-
ravilhosos; e daqui a reputaco invariavol de
que goza, reconhecida por todas as escolas, e
at mesmo por aquellos que, desviados dos prin-
cipios geraes da medicina, se lera tornado sysle-
inalieos c exclusivistas. Tralava-se paranlo de
descobrir um novo composto que, ingerido no
eslomogo, o nao cansasse e fosse promptamente
absorvido o assimilado, e que mosmo sem o con-
curso ou inlervencao de quan'idades maiores
de sueco gstrico pudesse ser supporlado por
pessoas as mais deliradas, sem fatigar0 estorao-
go o lhes produzir a conslipaco de reir.
Os meus primcirostrabalhos sobre o phospha-
to de ferro, datam de 1849, e consignados nessa
poca as actas da academia de scieiu ias, e mais
larde, em 1Sj4, 1857 el858, na academia de me-
dicina, provaram que o phosphaio de ferro tola-
cf/era r.o somonte mais comntodo e mais fcil
de administrar, mais al satisfazla melhor do
que qualquer dos oulros ferruginosos conhecidos
s diversas indicar/des orticas.
Assim, pois, com o novo medicamento que eu
lenlio a salisfacao de aprcscnlar boje de forma
liquida, claro como agua a mais pura, quasi sem
gosto ou sabor de ferro, nao fazendo os dentes
negros, tenho a esperanca de quo os mediros
poderao operar com elle melhoras promplas c
curas rpidas c seguras, e abreviar consideravel-
monlc o lempo da convalcscenca das doencas,
pela sua aeco tnica e analptica especial.
Molestias que se einprega, e seu
modo de administracao.
As molestias cm que o phosphaio de ferro so-
lurel, sem questiio, se lem mostrado at boje
sempre heroico sao as seguinles : a anemia (fal-
la ou diminuico dos glbulos de sanguo] (") ;
a chlorose ictericia branca, edr paluda, pallidez
do rosto filhas de fallas menstruaes) ; a leucor-
rhia lloros brancas, fiuxo alvo ou branco); a
amenorrha (falla completa ou incompleta da
nienstruccao); a dysmenorrha (dificuldade no
apparecimento da menstruaeao, menstruaeao dif-
ficil cm dores, espasmos, etc.); a yspeps'ia (fra-
quoza e dificuldade na digesto, digesto tarda
e penosa, digesto Impcrfeila) ; a emaciaro fem-
(OLLEGIO DE V S- DO BOM COSSEUIO-
Ilua do Hospicio n. 19.
Precisa-se contratar um homem de 30 a 50 an-
nos, solteiro ou viuvo, para oceupar um cargo
importante neste instituto, prefere-se um sacer-
dote, a quera se garante uma capellana e algu-
ma das cadeiras, com tanto que rena a intelli-
gencia, moralidade e aclfrdade, o qne prorar
por documento : na primeira hypotbese, garan-
le-se um ordenado de 5U0J a GO, alera de ra-
ma e mesa ; c na segunda de 1:0005 a 1:200? an-
nualmenle : quom se julgar habilitado a preen-
cher este cargo, dirija-so ao collegio, a tratar
com o dircctvr.
COLLEGIO BOS COSStLIIO. RA
DO HOSPICIO II \ 9.
Neste estabclccimenlo precisa-se de professo-
res para as seguinles disciplinas : para a segun-
da cadeira de inslrucco primaria, que compre-
licnde lingua nacional, historia do Brasil e no-
coes de geographo ; para as cadeiras de ins-
lrucco secundaria, italiano, sciencias naluraes ;
o para as aulas de commercio, arbitrios de cam-
bio, theoria
cial
mercio.
COLLEGIO DE >. S. DO BOM COVSELHO.
Ilua to Hospicio u. 19.
Precisa-se de uma boa cozinheira,
offerece 25* mensaas.
Jos Antonio Fernandos, subdito Porluguez,
retira-so para fra da provincia.
Antouio Lopes Pereira de Mello, subdito
Porluguoz, vai ao Rio de Janeiro.
Joo Cordeiro de Lima, subdito Porluguez,
ai ao Ro de Janeiro.
Compras.
Conipra-se urna escrava que saiba cozinhar
iitiiatrrha (irregularidades e fallas menstruaes',
que lodos conhecem como uma das causas pri-
marias e muilo frequentes das molestias pulmo-
nares tuberculosas.
O modo de administracao do phosphaio de
ferro soluvel dos mais simples e facis. Toma-
se em ger.il duas vezes ao da, do manha e de
larde, moia hora antes do almocn e do jantar,
ou s comidas (conforme cada um se dor me-
lhor), logo depois do caldo em dse de meia co-
lher de sopa pequea. Esta em geral a dse
que mais convm aos docntes! porm algumas
vezes, o mais tarde, em vez de meia colher, po-
derao lomar uma colher cheia, duas vezes lam-
bona ao dia, s ou misturada com agua e assucar,
e at mosmo cora agua e vinho (branco), se as-
sim se derem melhor. Ratas dses todava po-
derao ser augmentadas ou diminuidas conforme
a susceptibilidade do estomago de cada um.
O phosphaio de ferro solucel, deitado em dse
de uma colher de sopa em obra de uma libra de
agua o bem rascolejado, faz uma excedente
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de
Spa, etc., esobretudo muito econmica.
0 numero dos frascos precisos para a cura
das molestias cima mencionadas vara con-
formo as circunstancias individuaos; porm
posso certificar que, salvo o caso de uma consti-
tuirlo completamente arruinada, nao ser mister
lomar mais do qne 3 a 4 frascos: mas advert re i
que nao conven que o dnente se precipito, lo-
mando dse sobre dse, jutgaudu que assim se
cura mais depressa.
Como melhor abono de tudo quanlo cima fi-
ci dito transcrevero) o tesiermmho insuspeilo
Je alguna dos principaes mdicos de Pariz, cujos
nomes e reputaco sao assaz reconhecidos.
Leras.
Parir. 3 de julho de 1858.
O phosphaio de ferro solurel do Sr. Leras
tnn-me dado os melhorcs resultados como me-
dicamento ferruginoso ; sempre muito bem
supporlado c de uma administracao fcil.
liarlh, medica do hospital Beaujon.
A preparacao ferruginosa do Sr. Leris, a
que applico de melhor vontade, e a que me d
os rnelhores resollados, tanto na cidado como
no hospital. Aran, medico do hospital de San-
to Antonio.
Lma mullier muito gravemente doente, e,
qual infructuosamente Imha applcado o lactatolda: na ra Nova n.84.
de Ierro, as pillas de Vallrt, as aguas forreas Compra-se una negra cozinheira e engom-
de Spa e dcPassy, foi immediatamente melhora- madera, que tenha boa conducta: na ra d:i
da com o uso ophosphaio de ferro suluvel, que Senzala Velhan. 9i,
ella fupportou muilo bem.Hernttiz, medico
do hospital da Piedadc.
Eu aconselho muitas vezes aos doentes, o
principalmente aos que so dolados de consli-
tuices deliradas, o phosphaio de ferro soluvel,
o at hojo nao trnho tido motivos seno para me
louvar. llubert, cirurgio do Hotel Dieu.
O phosphaio de ferro soluvel 6, secundo a
Nm loja de calcado Iraii-
ecz, de Antonio Rodri-
gues Piulo, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defroute da
boneca.
Neste ivo estabelecimonto tem calcados qu^
receben pelo ultimo uni [ranees, dos mento-
res fabricantes de l'aris, e vende por menos di
que em oulra qualquer parle, a dmbeiro vista.
Pianos, seraptiinas e reale-
jos, a prazo ou a
dinkiro.
Vende-se no alerro da Boa-Vista, loja n 82.
, iheoria c praiica de escnpturacao commer- um rico celegante pianoforte, francez clicodo
, analyse dos differcnles ramos do com- uitimamenio. do melhor fabricante de' Taris : u
tambera uma rica seraphina ou orgao, muito pro-
pno para alguma igreja do mato por ser muito
barato ; e realejos pequeos e grandes com pan-
cadaria e sem ella, o que tudo se vende muilo
barato para acabar.
[deposito da ra tlis Critts a. i!,
deirootedo sobrado 3o Sr.
Figueii'ojt.
Ha um completo sorlimento de gneros para a
esta, dos quaoa se afianca a boa qualidade, quei-
ndrinos, do reino, suisso, latas com boli-
! nhos de todas as qualidade, conservas de ber-
t vilhas, ameixas e mermelada, passas e figos,
i massaspara sopa, cha, presunto, lingucas, man-
| leiga inglaza, vinhos engarrafados, Porto, Ma-
dera, .Muscaiel e Bordeaux, champanha. cerve-
c engomraar, eque tenha boa conduela : queni
del'a quizer dispar, dirija-se a ra da Cadeia do
Recite, loja de terragens n. 4i.
Compra-se para, uma eneommenda uma
casa terrea no bairro de Santo Antouio ou Boa-
Vista, que estoja om bom estado e que tenha
bous commodos para uma familia : a tratar na
ra da Penha, armazem n. 6.
Comprase uui Flos Sanctorum.
usado : na livraria n. 6 e 8 Ja piara da
Independencia, k
= Comprara-se as seguiutes comedias- Ber-
nardo na La, o Judas em Sabbado de Allelcia,
Quem casa quer casa, Por causa de um algaris-
rao, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas e o Diabo na escola : nesta typo-
graphia se dir.
Compra-se uma escrava de meia idade que
cosinhc e engomme c soja robusta ou uma que
seja mora com as mosmas habilidades c rccolhi-
ja, licor, absinlho, tarops, e os afamados cha-
rutos Je ThomPinto e de Brando, em caixa o
nielas caixas.
Milho cfarelo.
Saceos grandes a 6000 : na ra Nova n. 52.
8 l r3K9B9.i9S6e
'ampos ; tima,
porco do alcatifa de
des, na rea do Crespo
Vendas.
miuia opuuao, a preparacao que os doentes sup-
portam melhor, e a que d os rnelhores resulta-
dos.C'azenave, medico do hospital de San
Luis.
De todas as preparaces ferruginosas co-
nhocidas a que, segundo a mnha opinio, se
cor.
Roapcchincha.
Vende-se urna taberna em um dos rnelhores
lugares da freguezia de S. Jos, afreguezada para
a praca e para o mato, com pequeo sortimonlo :
os prelendentes, dirijara-se a ra de Santa Bita
numero 82.
Para vender.
Um excellente piano muito barato e do mais
i acredilado fabricante Collard, e muilo novo :
supporta melhor o cura rpidamente as a feccoes lambem ha a,guns traslosem bom cstaho qupm
que exigen.esta indicacao sem contradiccao o ^tenier, dirija-se a ra Nova n. 65, qu ser
phosphaio de ferro soluvel de Leras. 'servido
Tem principalmente a vantagem de evitar a
conslipaco de ventre, c de conrirs pessoas de
estomago delicado.=Dr. A. Favrol, autor do Tra-
tado de doencas de mulher.
Afora estes muitos mdicos dos hospilaes de
Pariz, que diariamente applicam, citaremos os
nomes dos Srs. Arnal, llazin, Uoinel, Caslhes,
Uebou, Deschamps, Denonvilliers,Favrol, Gilletl,
Gros Guibout, Monod, Martin, Saint-Auge, Na-
ta li Giiillot, Oltembourg, Palletan, Schuster,
Vernois, ele. Nos Estados-Unidos, Allemanha,
Hespanha, Inglaterra, Hollanda, Russia, Delgica.
Italia, Portugal e Brasil tem sido applcado pe-
los rnelhores mediios que tem reconhecido suas
^r^^,a.?t^;ejUlg0d/SnMCC^rO Publi" >uo uiuilo mais barato que em outra qualquer
car uma qAianlidade enorme de allestados em que par(e
se provam milhares de curas com este bello mc-
Fraqueza e debiiidade geral com falta de | dicaraenlo, c que graluilaineale me tem sido
enviados de varios paizes.
a ewaciurdo (>
magrecimento sera causa conhecida, assim como
0 cmmagrecimenlo ilho de molestias prolonga-
das) ; as escrophulas, a gastralgia (dores nervo-
sas partos, etc. Observaremos quo, alm das re-
conhecidas vanlagens iue na cura deslas mo-
lestias se lem obtido, ja com o emprego do phos-
phaio de ferro soluvel, a qualidade que o loma
mais rerommendavel aiuda a de se poder con-
siderar como meo preventivo ou prophylatico
contra a tisica, pela cura prompta da chlorose
Na i uo
Queimado n. 30
i loja de ferragens, miudezas c funileiro ha para
i vender um grande sorlimento de caixas cora vi-
1 dros tanto em porco como a relalho, assim co-
! mo caixas de folha" do Flandrcs obras feitas per-
lencentos a officiua de funileiro, vende
trlqoer
Na loja da ra Direila n. 48, venu'em-se
O Sr. thesoureiro manda azer pu-
blico que se acham a venda todos os dias
des 9 horas da manha as o da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26 e as catas commissionadas
pelo mesrao Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. i el 6, os
bilhetes e meios da ultima parte da ter- M Botica central limepalllica
cira e primeira da quarta lotera do

53
9
ianoel de Mallos Teixeira Lima
Professor em homeopatbia e se-
crelarto do consultorio.
DO

ymnuio cujas rodas deverao andarpR-S- OLEGARIO L- PIXII0
impreterivelmente no dia H de Janeiro @
do anno prximo futuro. f
Thesourara das loteras 21 de de- $
zemhro de 1859.O escrvao, J. M. da &
Cruz.
Desappareceu
do sitio Caixa d'Agua um boi preto : quem o en-
2. ser bem gratificado.
Na ra Bella h. 10, precisa-se de uma ama
para cozinhar e comprar para uma pessoa
Dentes arlificiaes.
Francisco Pinlo Ozorio tem a honra de scien-
tficar ao respeilavel publico dosla cidado, que
est de posse da machina a vapor vulcanite ;
colloca denles por este novo systema ainda nao
visto nesta cidade, c talvez em todo o Brasil por
ser um systema inleiramenle novo, e por conse-
guinlc muilo fcil para as pessoas que se voein
na procisao de usar delles ; tambera os colloca
por meio e chapa em ouro ou plalinn com molas
ou pola presso do ar, calca os que esto em es-
tadode caria com ouro e inassa adamantina, e
oulros maesas brancas, por precos razoaveis, po-
denda ser procurado para este fim em sua mora-
da, na ra estreila do Rosario n. 3, a qualquer
hora do d a.
= Coniinua-se a preparar bandeijas enfeita-
das com tolinholos de diversas qualidades, as
rnelhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
sim como bolos mglezcs, podins, pastis de nata
e crome ou outra qualquer eneommenda : diri-
ja-se ra da Peuba u. 25, para tratar-se do
ajuste.
O atlvogado Souza Res mudou o seu es-
criptorio oara a ra larga do Rosario, sobrado da '
quina n. 52.
Offercce-se um homcoi capaz
om familia para fcitor de sitio, que
entcntle perfeitamente de plantarles:
ensta typographia se dir.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
MOB LIAS
Envernisam-sc mobilias mais em conta do que
em outra qualquer parte: no paleo do Carmo
a. 24.
Ama.
Pnga-se bem a quem quizer sor arca^ de uma
casa de tres pessoas : na ra Hova n. 35.
Prccisa-se de uma ama que saiba coser o
engommar eom perfeicao, para uma casa estran-l>
geira : qjem esliver nste caso, pode presentar-!
se na ni? da Cruz n, 9, segundo andar, que ser
bem retribuido.
Cailos Marn e Alfredo Dreux, relirara-se
para o Rio de Janeiro.
Gustavo Masset retira-se para Macelo.
Precisa-se de uma ama de meia idade, para
ozinhar para tres pessoas : na ra do Rangel
numero1).
Ndame Abertne Retter retirase pera a
Baha.
Conlinua a vender-se grande sorlimento @
de medicamentos homeopalhicos tanto
era glbulos como em tinturas. $$
Os precos dascarteiras sao os mesmos
queso acham estipulados no final do the- @
souro hoir.eopathico. g.
Cada tubo avulso
Cada vidro de tintura
Deposito nesta cidade
27RA DA CRUZTI
Escriptorio de Almeida Gomes, 41ves Publicacfio litteraria.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Kuropa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na mo do
autor ra do Vigario n. [11, brox. 3$ encad 4#
yillllMMII-fltMtttfiqi '
H* O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualquer hora cm seu consultorio ho-
meopathico
28=RUA DASCRUZES=28
ojjmesmo consultorio acha-se sem-
pre grande sorlimento de medicamen-
tos cm Unturas e glbulos, os mais no-
vo o bem preparados, os elementos de
homeopathia e Nystem diccionario dos
^glermos de medicina.
Fugio um escravo pardo por nome Eloy,
estatura regular, cor clara ura pouco acaboclado,
pouca barba c com bigode, nariz e bocea regu-
lares, olhos caslanhns, com lodos os denles, per-
nas um pouco arqueadas, cabellos corridos e ne-
gros, bem fallante, anda bem vestido e calcado ;
levou paleto! de alpaca preto, chapeo prolo de
feltro, olficial de pedreiro e de pintor do que
mais usa ; estando no da 2 pintando duas ca-
sas na ra Nova, deixando de vir a casa desde
o da 23 do correnle, e consta que elle inlitiila-
Aluga-se urna escrava oara o se
meslico : na ra da Roda n. 23, das
ras da manha e das 4 da larde em diante.
Precisa-se fallar iudubitavclmente com o
Sr. Joo Jos da Costa Santos : na ra da Cadeia
do Recife n. 40.
= Uma mulher sadia e que lem bastante lei-
te, offerece-se para criar : a tratar na ra do
Queimado n. 39.
Pelo presente faco publico, que o Sr. Leo-
100O > P'do do Rogo Barros, inreniariaute dos bens
aSn l i nel Francisco Jacnlho Pereira, nao pode vender
dos ditos bens
herdeiros de
primeiro matrimonio at decisao do Tribunal i
Relaco, e que os referidos herdeiros esto
| poslos a annulkir qualquer contrato ou
i que pelo dito invonlariante foi feito. Recife
de d'-zembro de 1S59.
Manoel Jcintho Pereira.
mo do- NICA, VERDADEIRA
6 s 9 ho- GITIMA.
2gooo m
<^ Thesouro homcopathico ou vale-
^ mecum do homeopalha, encad. 11S00O ** "em por mancira ajguma dispOr
2 ^ i iu 5<*@a
LI0ES PRTICAS
DE
ESCRITA COMMERCtAL
Por partidas dobradas
E DE
1IUUTICA
Ra Nova n 15, segundo andar.
W. Fonsecn de Mcdelros, escriturario da
thesoiiraria de fazenda desta provincia,competen-
temente habilitado pela directora de inslrucco
publica para leccionar arilhmetica nesta cidade,
tem resolvido juntar, como complemento do seu
curso prolico de. escriluraco por partidas do-
bradas, o ensino de contabilidad!* especialmente
na .'arle relativa a redcelo de moedas ao cal-
culo de desconlos e juros simples e compostos,
conheciraento in lispensavel as pessoas que d-
se livre : roga-se a quem o pegar, dirija-so scJam empretsar-se no commerzio ou que j se
ra da Gloria n. !0, que ser gratificado. acham nelle eslabelocidas. A aula ser aberta
Quem precisar de urna mulher forra, que
sabe cozinhar e engommar com multa perfeifo,
dirija-se a ra do Vigario n.20, terceiro andar.
Antonio Alberto de Souza Aguiar tem para
vender em sen armazem na roa do Aniorim n.
52, barris de 8." com o mais superior vinho do
Porto que se pode encontrar om nosso mercado.
Desappareceu na madrugada do dia 23 do
correnle, do lugar da C>puuga, um cavallo ruco
cardo, altura regular, com marca no lado dire'i-
to ; se alguma pessoa livor delle noticia, dirija-
se a ra da Cadeia do Recife n 56, loja de ferra-
gens de Sampaio Silva & C, ou na ra da Ca-
punga no sitio do Francisco Custodio de Sam-
paio. que ser bem recompensado.
DENTISTA FRANCEZ. 5
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^<
rangeiras 15. Na niesuia casa tem agua e <
E LE-
SALSA PABRILHA
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os maisiminentes como remedio infal-
borzeguins para hornera a 7|600, ditos para se-
nhora a 3j500, sapates de. couro de lustre para
homem a 3^500, sapalos de couro de lustre para
senhora a 1^280, ditos de uiarroqnim para se-
nhora a 7C0 rs., dilos do Aracaty aSOOrs., assim
como couro de lustre c marroquim que se vende
por boralissimo preco.
Milho e feijao.
Na taberna da ra da Praia n. 39, sendo o mi-
lho a 4J000 o sacco, e feijao a4f500.
Fazendas boas c
baratas.
Chapolinas e chapeos do seda e pal ha
para senhora, bonitos c bem enfei-
lados a 15 e 16?000
Chapeos de seda enfeitados para meni-
nas a S) e 9000
Capellas e enfeiles de flores e froco para
cabera de meninas a 25OOO, e para se-
nhora a 5j> e 12J000
Enfeites de vidrilho para cabera a 3;500 e 4?0C0 |
Chapeos pretos francezes, linos, para
homem a 8$ c 9-5000
Ditos brancos de castor, modernos 14$000!
Ditos de casemira de cores para homem fcjOOO
Ditos do feltro finos a 4?, 5 o 6#000
Dilos de dito ftnissimos, fila larga 7^000
Ditos de seda de cores delicadas 8?00
Ditos de coslor tambem copa baixa e
finos
Bonets de panno fino, francezes,
meninos a 28 e
tem para vender a|
todas as qualida- R
n.tt. M
Chapeos pretos.
Na ra do Queimado
numerlo.
Chapaos pretos de primeira qualidade, e de
Idrma elegante a IOS cada um.
Nova invenc&o aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para ponteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re
:ife n. 48, loja de Leile & Irmo.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
INGl'KNTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as naees po-
dem (eslemunhar as virtudes deste remedio n-
comparavel o provar em caso necesBario, que,
pelo uso que delle li/eram lem BOU corpo e m'eni-
oros inteirametrte sSos depois de haveremprega-
do intilmente ontros ti amentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuraa maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as reiatm
todos os dias ha muitOS anuos ; o a maior parle
dellas sao lao sor prendntes que ruentape so
mdicos mais celebres, guantas pessoas roco-
braram rom este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de vam soffrer -i
amputaco Dellas ha muitas que havendo dei-
ado esses asylos de padecimientos, para senio
sobmetterem essa operarao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu recoiiheciuiento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, ulim de mais autenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude se
tiressebastante confla^nca para ensaiar osle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessilasse a natureza do mal.
cujo resultado seria prora rmconlestavelmente :
Que tudo cura.
O ungento lio til, mais partieu-
larmcnte nos seauJnes casos.
para
Alporcas.
Cairabras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos menibros.
Lnfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoos e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Prialdade ou falta de
calor as extremida-
dos.
Prieiras.
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis- Camisas brancas e com pclos de
cores
a IgSOO e
Ditas ditas com pcito de fustao! finas.
a 2800 e
D'tascom peito de linho a 3j}500, 4J e
Cairas de brim de cores e brancas de 3$
Dit.is de casemira de cor c prctas a 85 e
Colleles de brim c fuslo a 4$ e
Dilos de gorguro de cores a 5 e
p deulifico.
Ama de leite.
Precisa-se do uma ama de leile quo nao tenha
ilho, ainda mesmo sendo escrava, paga-se bem :
na ruadas Cruzcs n. 41, segundo andar.
Eugenio Mu ni retira-se para o Ilio de Ja-
neiro.
= W. B. Bouring, subdito inglez, vai ao R;o
de Janeiro.
no dia 15 de jaueiro prximo Tuturo s 7 horas
da noite ; e as pessoas que desejarem matricu-
lar-so poderao deixarseus nomos em casa do an-
nuncianle at o mencionado dia.
Aos senhores de engenhos e aos plan-
tadores de capim.
Na Cabanga junto ao motadouro publico,em urna
fabrica que al ti se estabeleccu, vende-se sangue
de boi reduzido a p para servir de extrume na
planlaco das caimas de assucar por meio das
covelas, cujo systema de plantario ser ensina-
do por uro folhelo, que all se distribuir a quem
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias j
feitas nesta provincia e em algumas panes da i t
Europa ; garanten o bom resultado, que se pode : puJ"^
oblor da applicarao desse extrume o mais pode-
roso de todos, nao s para a canna, como tam-
bera para o capim. Esle exirume lera a proprie-
dade de desenvolver a vegetarlo da canna com
uma for,'a tal, que no fabrico do assucar vai a
produzir o tripulo de assucar, que poderia pro-
duzir sem o emprego delle: e e quanlo ao ca-
pim. que hoje j objecto de grande interesse,
tal a influencia, que na baixa que derdouscor-
; les de capim em ires mezes, com a applicacao
! do sangue pode dar quatro de muilo bom capim e
I abundante. Adverte-se aos pretendenles, que o
I sangue assim preparado pode ser conduzido em
saceos : quera desojar tirar o maior resultado de
1 suas plantarnos, procure na fabrica da Cabanga
mo, enformidades do ligado, dyspepsia, debiii-
dade geral, fobre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eiupodes que resultara da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman c\ Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peilavel publico para desconfiar de algumas te- i Ditos de velludo de cores a 12$ e
nes iraitares da Salsa Parrilha de Bristol que '
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprietarios da receila
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparacao acha-sc so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binaces de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa !
Io O envoltorio defora est gravado de um
lado sob uma chapa do aro, trazendo ao p as
seguinles palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOLB AGENTS
A*. 69 Water Street.
Kew York.
2 O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
inventor C. C, Uristol cm papel cor de rosa.
4o Que as direces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Babia, Germano A C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz 11. 22.
Ordem terceira do Carino.
O secrctano actual convida aos nossos charis-
simos irmiios para comparecerem paramentados
cora seus hbitos no dia 1. de Janeiro futuro, s
7 horas do dia, afira de assislirem a missa, prati-
ca e distribuico de registro, e a rezoula do novo
anno. Recife 28 de dezembro de 1859.
ilav.otl Jos de Castro Gnimaraes,
|Secretario.
njooo
53000
a CsOO
125000
5S00O
6-5000
14S000
TrOOO
128000
263000
38-5000
12C00
253000
8JO00
305000
38000
68000
30000
Palelnts de brim de cores c brancos
de 38 a
Dilos de alpaca preta e de cores a 5-5 e
Ditos de panno e casemira prelos o de
cores a 20.22, 2ie
Sobrecasacos de panno preto superior
Vestuarios de fusliio, mui lindos, para
meninos
Pentes de tartaruga modernos a 10, 16 e
Loques entrefinos c bonitos a 3, 5 e
Dilos de raadreperola a 16, 20, 25 e
Ramos de flores finas a lg, 2-5 e
Saias a balo de boa qualidade a 5 e
Vestidos de phanlasia, de lindas cores,
a 258000 e
Cortes de vestido de seda de cores deli-
cadas, com 2 saias o 2 babados borda-
dos a 1003 e 120-3000
Calcas para meninos bordadas a 4 o 5^000
Toalhas de algodo e de linho a 13000,
18800. 28600 c 2;S00
Luvas de pellica brancas, amarellas o
prctas, para senhora c homem a 28 e 2A'500
Gollinhas bordadas a 600, 800, 1-*200
1 $600, 25100 e 3g000
Manguitos bordados a 2g o 38500
Ditos com gollinha a 3-?500, 4, 6 c 88000
Alem dostas, outras muitas fazendas, que na
loja de Cunta Silva, na na da Cadeia do Recife,
se vendem por precos baratos.
A mais rica armado,
o melhor loca'.idade, com garanta da casa por
tres annos, aluguol muilo em conta, propria para
toda e qualquer especio do estabelecimonto, mui-
to em conta, sita na ra Direila : a tratar na
raesma ra n. 16, loja.
Retratos de SS. MM. TI.
Chogaram do Rio de Janeiro no ultimo vapor
retratos de SS. MM. II., tirados por um dislinclo
artista Allcmo vendem-se na livraria econ-
mica, defronte do arco de Santo Antonio, ra do
Crespo n. 2.
Inflammaco da bexiga.
da matriz
lepra.
Mal das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquito-.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supura "es ptridas.
Tinha, t :n qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do fig-ido.
das articulares.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vend-so este ungento no estabelceimenlo
geral de Londres a. 324, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pess
encarregadas de sua venda em luda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha, conten
uma instruccao em porluguez para o modo de
fa/.er uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharniae.eutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
uambuco.
9$000
35OOO' Gengivas escaldadas.
i lnchacoes.
2S5C0
Infiamaoo do figado.
Pecas de algodo trancado, azul, com 32 co-
vados por 4-550O : vendem-se na ra do Crespo,
loia da esquina que volla para a ra da Cadeia
Para mesas e
camas.
Toalhas de algodo alcoxoaJo para mesa
do 1, 1 1,2, 2, 2 li2 e 3 varas a 800,
13500, 2, 3e
Ditas de linho de 2, 3, 3 1{S, 4 4 1(2
varas de a
Ditas de dlo muilo superiores de 2 a 5
varas a 6,8,10, 12, 14 e
Atnalhado de duas larguras, trancado e
adamascado, vara a 15, 18200 e"
Guardas-roupa de algodo alcoxoado,
duzia, a 2,3 e
Dilos de linho a
Bramante de linho para
10 palmos de largo a
Toalhas de linho com
resto a 3# e
Babados de linho para lencoes, toalhas
e camisas de linho, poras de lio
a 28500, .13 b
E oulros muito artigos, que na '.<'j;> de Cumia
S Silva, na ra da C idcia do Recife n. 50, esqui-
na defroute da ra da Madre de Dei s, rcndeni-
se baratos.
Vcnd -sea taberna da ra da Reda a. 18 :
a tratar na rcesma.
lenco com S e
I58OO0
labyrinlho para
43000
lOuOOO
161000
28 00
23500
>oo/i
23 00
48009
38500


(6)
Para concluir a liciuidaco U. s l.iz.emi da ixtincta irma de Lette & Correia,
vendeua-se asscguuilcs f;i zendas, por
muito menos do seu valor, na loja de
quati o portas da ra do QueimaJo
numero <0.
Sedas pretas tarradas, superior qualidade,
corado
tirosdcnaple prcto muilo bom e largo, co-
rado
Pilo dito mai3 cstreilo, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e enlrcmcios bordados
Sortimento completo de chita de cores,
corado
Dito de chitas largas francezas, bous pa-
drees e cores lixas, corado
Gangas de cores escuras e claras, novado
Cortes do calca de nieia casemira al Meias cruaa para homem, duzia
Hilas para dito mu ilp superior, duzia
Aloalbado adamascado muilo largo, rara
Cassas de cores Osas e padrees vistosos,
corado
Riscadinho franeez, corado
Mussclina de cores Osas, corado
Chalas de la com palma de seda, ura
orles de caiga de caseniira tiua de cores
Ditos de dila pela
Ditos de collete de gorguro com palma
de relindo
Ditos de dito de gorguroe seda
Ditos de dito de merino bordado
Lencos do seda pequeos, para pescoco de
senhora
Panno preto, corado
Dito superior, prora de "limao, corado 3} e ijOOO .
Snperior brim trancado de liuho, branco,
rara
Dito dilo de cores, vara
Meias blancas para senhora, duzla
Ditas para dita muito superior, duzia
Luvas do pellica para senhora, em bom
estado, iim par
TTTT7~?~? YTr-yrr-TrT?YYTTTf "5 r*
llua da Senzala Nova n. 42
Vende-sc em casa de S. P. Jonhston Sl C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins c silhdes in-
j glezes, candeeiros e castigues bronzeados, lo-
nas inglezas, o de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
as, e relogios d'ouro patente inaleze.s.
.ilL9c.l.,i>ii.iii;.lHiiJl> t'-BiCj JiLl^CS'fiDCJDnr-^
ltfOO g g
23000 i
14600
800 !
320
MARIO DE PERNAMBUCO. SKXTA FETO* 30 DE DEZEMBRO T>E 1859.
MOSELLE MOSSEIX
DE
|g LONDRES
l em garrafas e meias gar-
2:000
29400
49OOO
132W)
raas.
C J. Astlcy&C.
210 a
160 i i
840
2>W0 2
53000 g
6gooo a
SfOOO t
2OO0 i
3S000 %
400|
2*500

Seguro contra Fogo
COMPAMRIA
m
LONDRES i
AGENTES i
l*gg|i G J. AsLloy & Companbia.
33000 i &0*"**-. Ufa tt'(i8Ji>SJttil IDesjBfllJ CP.-3'*-
4ooo| Meias de seda de peso
1 -ruin Para Eennora' brancas e pretas, e para meninas,
I brancas o riseadas: vende-se na loja do Leile
Queimado n. 40.
Grande e variado sortimento
DE
Fazcndas francezas erou-
pasfeitas recebidas em di-
reitura pelo ultimonavio.
pcnlior.
Awnni^rii
Jhkv
Kissel, relojoeiro franeez, rende relogios
de ouro e prata, toneerta relogios, joias e
msicas, ja tqui lie eonhecidu ha mi
anuos, habita no pateo do ilospilal n. 17.
& Irmo na ra d.i Cadoia do Recife'n. 48.
e
Vende-se
INa loja doscrtaucjo,rua.;
do Queimado n. 43 A.
Reccberam em direitura de Franca, decncom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss i
sendo brancose pretos, e tu furnias as mais mo-!
dems que tem rindo ao mercado, e por me-I J
nos que em outra qualquer parte, assira como1"
lambem lein um grande sortimento de enfeite, 2
de vidrilho pretose de cores pelo diminuto pre- \
eo de j cada um, assim como tem chapeos de ; ^
sol de panno a lg200 cada um em perfeilo esta- 2
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de 1
esguiao de linho a \ urna, cambraia pela lina i
a 360 o corado, e a v; ra a 560,e a G40, angas f
decora 510, brim branco de nho a ljf200 a ra- 5
ra, collclcs de relludo de lurta-coresprctos a F
7400, ditos pelos a 8 c a 9jS, calcas de case-
ajira de cor a 7, 8 e US, ditos pret'os a 7, 9 e I
Itg, colletes de gorguro a 5 e C,?, saceos pa- i
ra rugen] de diversos lmannos, eias croas, por
ser grande porcao, a 15500, dilas a I600 e 2# a
duzia, finas a 3 e 4ft chapees enteitados para
meninos c meninas e senlioras porqualquer prc-
<", e ludo o mais aqui se encontrara o preco,
e cao se deixade veninder.
N
rs. a peca
de Ola de relludo de um dedo mnimo de largura
com 10 1[2 varas, bandos de crina para senhora
minio bous a 400 rs. o par, pulseiras do contas
para senhosa ou meninas muito lindas a 1G0 rs.
gara acabar ; na loja de miudezas do aterro da
l>oa-\isla n. 82, quasi confronte a matriz.
r)fipn ^rar?^
oberlos e descoberlos, pequeos c grandes, de
)uro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
rindo* pelo ultimo paquete higlez : em casa de
SouthaU ilellors s C.
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, bandei-
ras nacionaes de varios tauanhos, muito bero
icitas a 300 rs. cada urna.
Cera c Sebo.
Vende-se cera de carnauba muilo superior a
l'2v000 rs. vdas Ja dila e de composigao, sebo
refinaJo era caixoles, dilo em velas, na tua da
Cruz, armazem n. 33.
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanho em barra e Pre-
gos de coj^j.
Alvaiade e wfniz copal.
Folha de Flandres.
Palhiiiha para marci-
neiro.
Vinhos finos de Cbampa-
nhe e Moselle.
Lonas da Russia e Brim %
de vela: no armazem |
de C. J. Astley & C.
Fazenda com avaria.
E pechincha sem igual.
Na loja do l'reguica, na ra doQueimado n. 2,
tem para vender pecas dealgodao largo com Ib
varas cada urna, pelo barato preco de 1JJ, peras
Je cassa lisa lina a 2S500 : a ellas, antes que se
' acabem,
Tachase modulas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da .Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de taclias e morados para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Mnw : a tratar no
mesmo deposito ou na na do Trapiche n 4t.
Pazendas com pequeo
toque de avaria.
E' pechincha.
Na leja do Pieguica, na ra do Queimado n.
2,na para vender pera de finissimo "e muito
lar.ro madapolao, pelo baratissimo preco de 53,
39500 cSffOOO: cheguem, antes que so"acabem.
Chapeos de castor pretos
e brancos
Na roa do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
Saunders Brothers & 0. tem para vender em
seu armazem, na praca do Coi;,o Santo n. 11,
nlguns pianos do ultimo gosto. rerenlimenle
chegados, dos bem conhocidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para esto clima.
Fil de liuho larfydo.
a 1 $500 a vara:
Vende-se na ra do Cabug n. 2 H, loja de
miudezas de Joaquim Ar.Ionio Das do Castro.
\ ende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido c forte, com assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assenlo para boleeiro e criado fra,
lunado de panno fino, c ludo bem arrumado :
para fallar, com o Sr. Poiriei no aterro da Boa-
vistB, e no escriptorio de James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
diados piulados para
cobrir mesa,
de muito bonitos padree? e de superior qualida-
de; na loja de chapeos de Joaquim de Oliveira
Waia, na praca da Independencia n. 2 a 30.
= Vendem-se dousanneis com brilhante sen-
do um de bom tamanho, e um alfinete lambem
com um brilhanle, e bem urna corrente para re-
logio com bastante peso, e talvcz do melhor gos-
lo que nqui tem vindo : na ra do Amorini n
Jo, segundo andar.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se a 5g a sacca: ga ra da Cruz, arma-
zem u. 26.
_ Vestidos de seda.
Riqussimoscerles de vestidos do gorguro de
seda de duas e Iressaias. ditos de seda do phan-
tasia, todos em scus grandes ca toes: vendem-
se na loja da ra do Cabug n. 8, de Almeida &
Uurgus. **
No armazem de Adamson, Ifowie do Trapiche n. 42, vende-se selins para homem
e penhora, arreios prateados para cabnolel, chi-
cotes para carro, coleiras para cavalloetc.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Fste estabelecimento contina a estar sortido
de fazendas de todas asqualidades comosejam:
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 fa-
llise 2 saias, e Aquile
Paletols de panno
Ditos de dito muito fino
Ditos de casemira de edr
Ditos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo
Ditos de ganga e de brins
Calcas de casemiras pretas e de cores
Ditas de biira branco e de cores
Colletes de velludo peloe decores.
Ditos de gorguro muito linos
Ditos de fusto
Can. isas fra-icezas de todas as qualidades
Cjp.ira homem
misas francezas bordadas para senhora
Lcques da melhor qualidade e do ultimo
gosto
Maulas e grvalas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos decaslor para cabera muito finos
Dilos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado
Taimas pretas do ultimo gosto
Casemiras de cores para paletot
Cortes de casemiras inglezas
luios de dilas francezas
Ditos de dilas muito finas
Chapeos Amazona para senhorase me-
nina*
%
20000
OOOO
25g000
9
9
8
0
I
t
Do-sc as amostras com
Ricos cortes de vestido de seda do cores
de 2 saias............................
Ditos de dito* de seda pretos bordados a
velludo...............................
Dilos de dilos de seda de gaze phantasia
Ricasromeiras de tilo e de seda bordadas
Taimas de grosdenaples bordadas......
Chales de touquim branco bondadosa
30e.................
Crosdenaplede cores de quadrinhos co-
vado........................-.........
Dito do dito liso covado................
Seda branca lavrada covado lgCOO a....
Grosdenaple preto lavrado covado...... 2?000
Dilo dilo liso encoroado a lflfiOOe....
Dito ilito com 3 palmos de largura a
1600 e.......!......................
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... 1^500
Gaze de seda da China de flores c listras
corado a ............................
Follar de seda de listras gosto novo co-
vado.................................
Setim de escocia e diana de seda covado
Chalv de flores novosdesenhos covado
Barejede seda de varias qualidades co-
vado.................................
Meio velludo de cores covado.........'.
V elbutina do todas as cores............
Seiim de todas as cores liso covado ...
urilhanlina branca muito fina a.......
Chitas francezas claras escoras a 2G0e
Casemira preta lina algJOOe..........
l'anno pelo e de eor Uno provade li-
mo a 3500a........................
Corles de casemira de cora5go........
Cas-as organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muilo finas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Goliuhasde cambraia bordadas depona
Ditas dedilo bordadas a 600a..........
Tiras e eiilrcmeiosde cambraia bordados
Ricas manas pretas de linho para se-
nhora .......................
Ditas ditas de blond brancas e pretas..
Chales de soda de cores, pretos o roxos..
Ditos de merino bordados com irania de
seda......................... '
Dilos de ditodito de !!!!!!!l.........'.
Ditos-de dito liso dito de seda..!!!.!!!!
Dito de dilo dito de la..................
Dito de dilo estampados fino lista de
seda............................
Lenrosde cambraia de linho bordados
fino?...................
Dilos de aUodaod'e labyrinthoSOe!!!!
; Capillas brancas para iioiva............
j Enfeites de vidnlho preto e de cores....
.Aberturas para camisa de esguiao de
linho........................
Ditas de dito de algodo brancas d
cores.....................
Saias balao modernas.................; f>;000
Chapeos francezes forma moderna......
Gravatqs ue seda depona bordadas a
velludo .............................
Camisas fraueezas de cor e brancas
finas a 15J8O0 c........................
Dilas ditas de fustao branco e de cor___
Ditas dilas de esguio muito finas mo-
dernas ........................';
Seroulasde brim de agod e'de'Vinho
Galras de casemira prcla setim 94 e.
Ditas de dilas de cores 8$ e............
Dita de meia casemira.................!
Ditas de brim fino e varias qualMads
o e Golletes de velludo, gorguro,
casemira e setim....................
Casacas de panno preto muito fino" 30'e
sobrecasacos e paletols de panno preto
fino 24s c..............,............. 355000
1 aictois de casemira mesclada golla de
n.vplludo ............................'. 18i000
Jilos do alpaca prcla muito finos......' IO5OO:
Jilos da merino selira pretos e da cores 9Sn00
Ditos de meia casemira.................. 79000
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados 6?500
Jilos de brim branco e pardo finos...... 65OOO
.,-ndo brini a quadrinhos finos
05000 c.............................. 5/O00
Dito de alpaca preto e de cores.!!!!!!'.'.'. 3500
elogios de ouro paten........ies......
Vende-se um oplirao escravo pardo, de 16
anuos, proprio para pagem, sadio e sem defeilos:
na ra do yueiinado, loja n. 39.
Vende-sc muito em conta, por ter de ser
substituida por outra, uma armario de loja, pro-
pria para miudezas, calcado ou'outro qualquer
esubelecimunlo : a tratar na ra do Cabula nu-
mero 11.
Loja de miudezas e ferra-
ffcos, na ra Direita n. 9.
I
s
9
8
809000
19200
28600
29500
2$500
15000
1*000
I5OOO
900
500
I50OO
700
800
500
320
2500
7900')
79OOO
lfOQO
500
9
1,9500
>
I
I
8
73500
75090
68000
45500
88000
18000
S
9
S
t
60 .
88500
s
8*500
2>500
9
119000
10S000
495000
55000
405000
QJRAUDE
pechincha.
e de escolhidos padrees com 38 covados cada
urna, pelo baratissimo prcr.c de 59800, e em re-
lalho a 160 o corado.
Vendcm se na loja de Naburo & C. na ra
Nova n. 2, ricos lencos do cambraia de linho
bordados para bailes, alfinetes dourados para se-
gurar enfeites de rabera, chapelinas de senhora,
grvalas de seda brancas para homem, luvas de
pellica de Jouvui para homem e senhora, boive-
guins de setim brancos c pretos para senlioras,
etc., c outras muitas fazcndas do gosto.
Cobcrtas de chita a 2S.
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-se cuberas de chita a 2J, crtesele ris-
cado franeez a 29500, lencos de cambraia para
algibeira a 29 a duzia.
21000 e2S500 a peca.
Algodao trancado americano branco, pronrio
ara toalh 'i
idean toquo _
zendas da ra do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
O Leile & Irmao continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recite n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 45500 e 59, lencos de cam-
braia de linho a 35 a duzia, cambalas muilo fi-
nas e de linios padrocs a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 38800 a duzia, dilas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a 49500, e bordados a 65, palctots de
alpaca prela e do cores a 55, ceroulas de linho
e algodao.. camisas inglezas muito superiores a
e.rja duzia, organdys de lindos desenhos a
181O0 a vara, cortes de cassa chita a 39, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o cralo, peras
de madapolao com 30 varas a 4SS00, 5$, 5$50,
o, 7 c 8j>, cimas inglezas de cores lixas a 200 rs o
covado, loalhas para mesa a 3 e 45, cortes de ,
caira de trini de linho a 25, dilas de meia case- CaUCO : !ia Pili
mira a 2-3240, vestuarios bordados para meni- |n;., .iA t ,..<,
nos, e outras muilas fazcndas uue se vende por '"J1' at 4 P01 ,as-
barato preco.
Em casa de N. O. Bieber
i C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de sunerior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 11-
bras, por commodo preco caixas de 4 latas.
>ernu e verniz copal.
Algodoziuho da fabrica Todos os Sontos da Bi-
hia.
Brilhantes de diversos tamanhos e de primeira
qualidade.
FU\DI(1\0 LOW-MOW,
Iloa da Scnzala .\ova n. 42.
Na loja do Treguira, na ra do Queimado n. Neste eslabelecimenlo continua a haver um
2, vendem-se peras de chitas finas de cores fixos C|napleto sortimento de moendas c meias moen-
1 das para enSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado, de lodos os tamanhos
para dio.
Cortes de vestidos
de seda
Na ra to Quciuiato n. 37 loja de \
porlas acaba de rcccbcr pelo ultimo
navio viudo do Havre um completo sor-
timento de vestidos de seda de 2 saias,
2 liabados c de aventados qnaes se ven-
dcm por preco commodo..
Chapelinas de seda e de
velludo para senhora.
Ricas cliapelinas de seda c de vcllu-
, comumPfe- do para senhora: na ra do Queimudo
n. 37, loja de A portas.
Golas c manguitos.
Ricas golas e manguitos de cam
braia : na ra do Queimado n. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na
do
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a cocheirada ra da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, tendo 5 carros e 1 rico coupee
sem uso algum : quem pretender, dirija-se i
mesma, que achara com quem tratar
_ Vende-se no armazem de Jos AnlonioMo-
rcira Das & C, na ra da Cruz n. 26
Mercurio doce.
Retroz.
Linbas em novellos.
Cera de Lisboa em velas.
Graxa inglesa em boies.
Lazarinas e clavinotes.
Chumbo em lencol.
Dilo de munlcao.
Ferros de aro" para engomraar.
I'regos de ferro de tudas as qualidades
Ditos francezes soriidos.
'^^3sa^ss^-^sss!BsassssBBsaasaBa
i
i
i GRAXDEE VARIADO S0RTIMEXT6
a de
| Fazendas iuglezas c franceza
Si
. i
roupas feitas
recebidas era direitura
se
a
Armazem e lora
DE J
Ges ( Bastos
1
.
8
8
2^00
5$500
y^ooo
Para o bello sexo.
este eslabelecimenlo se est queimando por
odo preco, nquissimos pontes de tartaruga de
todas as qualidades, ditos de massa & imperatriz
Isabel enfeilcs devidiilho prcto, dilos de froco
de lodas as cores, luvas de seda de diversas qua-
lidades, linissimas ligas para pernas, tilas de se-
da e de gazia, lucos de blond, pulseiras de con-
tas, botos para casaveque, llores para enfeiles
de vestidos, e oulras muitas fazcndas de lei c de
bom gosto.
Para liomens,
Grvalas de todas as qualidades, pelos Drcro*
de 15600, 1S500, i$ e 6i0, collarinbus a Pino'u
pelo diminuto preco de 500 rs., alfinetes para
mantos de verdadeiro chequismo por 400 rs.,car-
teiraspara algibeira, de todas as qualidades, cha-
peos baloes e de copa baixa, por diminutos pre-
tS?nbCDSaIas de aPurado gosto a2S,l$800e
ISiOO, c oulras muitas fazendas para o commuu.
Chita franceza a 220 o" covado
Na loja de I.eile A Irmos, na ra da Cadeia
uo Hecife n. 48, vende-se chita franceza muito
una a 220 o covado.
s&a aava *
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 105, dilos francezes de seda a 7$, ditos de
castor brancos a 14$, dilos de velludo a 8e 9-5,
ditos da lontra de (odas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezes do copa alia e baixa a 3 e
S. ditos-de fel 1ro, um sortimento completo, de
HJ500 a (8500, ditos do Chile dc3500,5, 6, 8,
J, 10 e 12}, ditos do seda para senhora, dos mais
modernos, a 12$, cliapelinas com veos do ulti-
m a 4<>j00 e 5^. chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola
sendo os ?eus procos muito em conla, dilos para
baplisado de meninos c passeios dos mesmos
tendo diversas qualiaades para escolhcr, bonels
de galao, ditos de marroquim, ditos de vellu-
do, dilos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros mu i tos objectos que se-
na enfadonlio mencionar, c ludo se ven de mui-
lo em conla ; e ossc'nhores freguezes vista da
fazenda Ocaruo convencidos da verdade : na bem
conhccida loja de chapeos da ra Direita u 61
de Denlo de Barros Feij.
Taclias para engenho
Fuudicao de ferro e bronze
DE
francisco Antonio Correia Cardozo,!
aruga para
iln AnonaA n 17 l i0tf.* """i8 saccos ^^smesmas casemiras S
U0 t|UeiIUdU0 n. l, H prelos ede cores a 10 el2, ditos de al- f?
I ^ pacas prela e de cores a 4$, diios de brim B
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodao c de fus-
toma ra do Queimado n. 37, loja de
i portas.
Bonets para crianza
Ricos bouets de marroquim para
crianca: na ra do Queimado n 37, lo-
ja de porlas.
Ferro reduzido de
Queveime,
Previlegiado cm seu modo de
administracao pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes cffeitos do ferro cm um grande nu-
mero de enfermidades sao geralmcnte conheci-
dos. As cures plidas, as flores brancas, o cm-
pobrecimcnlo do sangue cora os males do eslo-
mago, e as palpilares, que sao delles a conse-
qui ucia : laes sao os principaes casos cm que o
tetro indicado, c para cortos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessaiio
de alinientarfio. A superioridnde do ferro de
Qucvciino c de todas as preparaces marciaes a- carivgament de burros entre os nuaes
2 SSS^SSffSSfVSZ '"Hite;Jc 3|* i,'- .
lernambuco. pharmacia do Pinto, ra lar"a do ceitcntes part-llias : os pre ten den tes po-
Rusario n. 12. rlpmJ.V;.-n..__________j c. ..r__
i pardo a 4*500 e 5, ditos de brim preto a W
o, dilos brancos a 5f, dilos de esguiao do '
ullimo gosto cor de lranja a 5$, sobre- %i
ca.sacos de alpaca muilo lino a 7$ e 9j), U
sobrecassea de panno Qnopreto para me-
mnos a 15ij, 18 e 20. dilos de casemira 1
de cor a 85 e 10. calcas de ca- semiras de
x cores e pretas a 8, 99, 10$, H| e 12, K
B, cairas debnm de cor a 3^500, 4a e 5c, E
^ dilas de brim branco fino a 6Se 7,celle- i
les de gorguro de seda o de casemira de
1 -res e preto 5S. 6 e 7, ditos de vellu-
g; do a 105 c 12o. camisas inglezas lanlopara
f" inoraens como para meninos de todos os
tamanhos,seroulasde todas as qualidades,
s chapos de sol de alpaca a 5, manteletes
i prelos de muilo bom goslo a 30$ e 40, ca-
si saveques de fustao bordados compridosa
A 20$, chapeos de castor a NapoleoS, ricos
| manguitos de punhos bordados a 3*500 e a
;;
4$, dilos com gollinh-is a 5e 6S, gollinhas
de traspasso bordado e transparente a 8$,
cairas de meia casemira padres mudemos
S a o$, colelles de fustao de cor e de brim
K branco a 3$ e3$500e oulras muitas fa-
g. zendas e roupas feitas que sero patentes a
se presenra do freguez. k;
:gagBtasaiawsgMwiag^yy^ii lu,, ni igHimi-pr
AVISO.
Tisset fre es acabaa de recebr pelo
navio franeez Haoul, um completo
Rosario n. 12.
fm cas? dos Srs. Ienry Forster
: C. ra do Traplebe B. 8, vende-se:
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bomljas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Kelogios americanos.
Velas com toque de avaria.
Cera de carnauba.
tem um grande sortimento de JS?J!* ,,:a.de.ia_do Rc^ife- 1(1ia": 5. e cu-
tirllie ha Para vender cera de carnauba
UILlldS UC le i O lUUUldO, aSSim I -cuPi'"or, rerenlemente chegada.
como se faz e concerta-se qual-! ...^---1- sit!coni aj>aimos de fren-
quer obra tanto de ferro fun- \
dido como Latido.
dem se dirigir ao armazem do Sr. Ara li-
jo no Forte do .Matto para ver os mes-
mos e para tratar no escriptorio na ra
do Trapichen. 11.
= Vende-se una parte de Ierras do engenho
Cacle existente em Maneota termo do Iguarass :
a tratar com Jos Azcvedo de Andrade, na ra
do Crespo, loja n. 16 B, ou cora o Sr. Manoel
Antonio Goncalves Urna, em Santo Anio
5$000.
Chapeos de palha escura, copa alia para ho-
mem, pelo diminuto preco de5000.
Yeudem-se 6 bois e 4
vaccas: a tratar na ra dos
ires no sitio caixa d'agua
machinas de costura
r
Na na Nova n, 35. vende-se milho muito no-
'2t" d,nDero a visla, pelo baratissimo preco de
4:j00 a sacca.
Manteletes de bom
gosto.
Superiores manteletes de seda pretos bordados
com duas e tresordens de bico. ditos de U16 re-
te : nos iinatrn cantos da ra do n.icimado. loia
do sobrado anurello n. 29, de los Sloreira
Lopes.
Farinha de mandioca.
Na ra da Cadeia do Reciten. 30, piimeiro a-i-
dar, vende-se excelleiito lariolia de mandioca em
saceos grandes a C?, e desembarcada lia p
das. '
de S. M.Singcr &C. do
Ncw-York, o mais aper-
feicoado syslema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das a achinase manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do da ou da noite
nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Raymnndo Carlos Lei-
le & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Em casa tic Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado abrican-
te Traumann dcllamburgo.
Cal de Lisboa.
Desembarcada ha poucos dias, e por menos do
que em outra qualquer parte : na ra da Cadeia
do Recife ii. 50, primeiro andar.
RACIN SADDUS.
Ha para vender-se sellins leves muito proprios
para as prximas corridas : em casa de Adamson
Howie & C, ra do Trapiche n. 42.
Descokrta.
Fil de seda liso.
Vende-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
im'jdezasdt: Joaquim Ai.lonio Dios de Castro
SISTEMA MEDICO DEH0U0W1Y.
PILULAS HOLLWOYa.
Este lne.Himavel especifico, composto inteira-
raenle de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra .substancia delecleria. l!e-
nignomafe tenia infancia, e a'tompleieo mais
. delicada c igualmente pronipto e seguro para
i desarreigar o mal na cofnpleico mais robusta
: e iiteiraiuenie innocente em sas operaces e ef-
fetos; pois busca e re rao ve as doencas "de qual-
l quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em sen uso: conseguirn!
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais alictas nao devem enlrcgar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
ellicazes efleilos desta assombrosa medicina e
prestes recuperarn o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
liara qnaiquer_das seguintes enfermidades :
Vende-se
Estopa
Lona.
Camisas inglezas finas.
No armazem deAtkwrght
ra da Cruz n. 61.
& C.
Vende-se um cavallo de bonita i-
Kuraecotn todos os andares, proprio
para uma sonhorn, para ver na ra da
Hoda, na estribara do Sr. Paulino e
para ti atar na ra Nova n. 41, loja.
= Vende-se cera c'c carnauba de superiorqua-:
hdade, e um resto de velas sicorinas : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 50, 1. andar.
Vendem-se dous sitios nos Afogados, com
arvores fructferas, boa agua e baixa de capim
um cavallo caslanho bom andador : na ra da
Viraco, loja de marcineiro.
Vende-se um|tnito escravo, bom ganha-
dor de ra e opliraa cnxada ; na ra da Traa
n. 82.
^ Vende-se uma casa lerrca no becco de Joo
Francisco n. 11, que faz esquina para o becco do
Capim, com bstanles comiuodos, terreno pro-
prio, cacimba independente ; a tralar na ra das
Tilncberas, sobrado de um andar n, 2.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areas (mal de).
Asi luna.
Clicas.
Cnnvulses.
ebilidade ou extenua-
co.
ebilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no ventre.
Enfemiidadf s no venlre.
Day-no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
r'ebre biliosas
Febrelo inlernitente.
Cl
Vendem-se no Forin do Mallos, ra da Moeda
n. 23, saccos com farelo de Lisboa a 53600, e fa-
rinha da mandioca muilo lina e alva, pelo dimi-
nuto preco de 6,$ o saeco.
Pechincha.
Enfeiles de vidrilho pelo baratissimo prero de
-iftOJO, eslo-se acabando : na .loja da ra do
I Crespo de Adriano & Castro.
Febreto da especie.
Golfa.
ilemonhoidas.
Hidropesa.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammaces.
Ir r egu aridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruceao de venlre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se eslas pilulas no eslabelecimenlo
gertl do Londres n. 224, cBtrand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encairegadas de sua venda em loda a America do
bul, Havana e llespanha.
Vendem-se asboectidhas a 800 rs. cada uma
dcllas, coulcra uma instracC&o em portnguoz pa-
ra explicar o modo de so usar deslas pilulas.
O deposito geral era casa do Sr. Soum
pharraaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Iee2(!0de fundo, no lugar da Torre, margem
do Rio Capibaribc, com uma grande c moderna
casa de vivenda, cocheira, eslribaria para 4 ca-
vatlos, gallinheiro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para capim, lodo murado na frenle, e
lado com porto de ferro : ospretendentcs pod'em
dirimr-se ao agente Pestaa, que se acha autori-
sado a dar as necesarios informacoes, c a tratar
da venda sob as condicoeseslabelecidas ao mes-
mo pelo legitimo proprietario. O dilo sitio todo
em chaos proprios,
Armazem de fazcndas.
ilua do Queimado numero 19.
Cortes de riscado franeez 3 1 j2 covados a 2^500.
Cobcrtasde chita a.25-600.
Chapeos enfeilados para meninos o meninas.
Dilos prelos (iucs, ultima moda.
Ditos de feltro.
Cambraia organdys muito fina.
Chales de froco de tres pontas.
Ditos de merino bordados de duas ponas.
Ditos rauilo finos bordados a froco.
Ricos chales de touquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enfeiladas.
Manteletes pretos bordados.
Lencos para algibeira, brancos, a 2$ a duzia. ]
RELOGIOS.
Vende-se cm casa de Saunders Brothers &
C., pnca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodus,
e lambem trancellins c cadeias nra os mesmos,
de cxccllente gosto.
Attencao.
Vende-sc uma canoa do car reir, construida
de sicupira, amarello e louro, encavilhada e pre-
gada de cobre, forrada com zinco, com paos de
toldo, toldo e guarda patro, bancada e xadre/.
do melhor goslo que pode apparecer : a tratar
na ra de Hurlas n. 11.
Vendem-se na ra do Cabug n. 2 B., loja de
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro.
Admira.
Velas de espermacete a 750 a libra, cm caixa
e a relalho : na ra Nova n. 52.
Enfeiles de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na na do Uueimado n.37, loja del portas.
A fabrica de begias de cera de carnauba da
na de Hortas n. 110 j Irabalha e tem as melho-
res velas que ha no mercado ; o preco em arroba
1G5 al 8 libras, c a mais a 560 a libra,
Ra do Queimado n. 37.
A 303 cortes de vestidos de seda quecuslaram
G0#". a 1G5 cortes de vestidos de phantasia que
cuslaram30S; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Nabueo & C. com loja na ra Nova u- 2
acabam de receber pelo ultimo navio franeez u
lindo sorliinenlo de roupa feila, como sejam,
casaca de panno fino, sobrecnsacos do panno pre-
to e de cores, paletols de panno preto e de co-
res, ditos de casemira de cor, ditos de brim bran-
co e de coyes, dilos de seda, calcas de casemira
pela, dilas de cores, dilas do brim branco c de
cores, collclcs de velludo, dilos de seda, de ca-
semira, dilos de cachimira branca, dilos do fus-
lao, camisas brancas c de cores, ditas de fustao
ditas de peilo de linho, inglezas, ceroulas de li-
nho, ditas de algodao, ditas de meia, camisas de
flanella, dilas de meia, dilas de casemira, iguaes
as que usan os empregedos da estrada de ferro,
e oulras muilas roupas feitas por menos do que
outra qualquer parte.
Brim trancado de linho todo
pre lo,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbola : na ra da Cadeia Jo Recife n. 48, lu-
ja de Leile S limito.
na ra
caixa
com.Manoel Joaquim.
Escrava.
Vende-se uma escrava crioula, bonita figura,
de 18 anuos: na ra da Cadeia do Recife n. 60.
ATTENCAO.
Vende-se a melhor loja de fazendas da ra do
Imperador n. 9, com poucos fundos e muilo
afreguezada, a dinheiro ou a prazo : a tratar m-
mesma.
atas muito
novas,
Vendem-se gigos com 22 libras do hlalas n-
|glezas pelo diminuto preco de 1j500 cada um:
no Forte do Mallo ra da Moeda n. .23.
| Vende-se
i champagne da superior marca Cmela gigos do
garrafas pequeas, e grandes c pequeas prero
j de 24$ : no armazem de Joaquim de Paula Lopes,
! na escadinha da alfandega.
Attencao ao barato.
Vende-se por muilo baiato preco loda madei-
ra de pinho, 4 travs c algumas maos travessas,
empregadas na columna que se illumip.ou na ra
da Cruz do Recife, com a condicio de ser des-
manchada pelo comprador, menos o grdame do
roda, c maslro grande que existe no centro da
mesma, cuja madeira alli eiupregada cuslou pa-
ra mais de SOOg : quem a pretender comprar,
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 56, pri-
meiro andar, que achara con quera tratar.
BOA DO IMPERADOR DFFRO.NTE DE
S. FRANCISCO.
Grande deposito de objectos Ivpogpa-
pliicos.
T>'P<; romano e itlico,, corpos 6, 8, 10,11,
12 e 16.
Collecro numerossima de typos de plianla-
sia simples e ornados.
Typos vanados, proprios para carlocse litulos
trablemmas religiosos, conlendo muilas ima-
gens de N. Senhora, de N. Senhor, e diereules
santos.
Atributos scientficos, commereiacs, martimos
e de industria.
\ inlielas para annuncios de peridicos, etc. etc.
Dill'erenles vinhetas para fazer ricas lanas
obras de luxo. de combinacao, e solidarias.
Compenidores de ferro e de pao para corrigir
provas, complelo sortimento de linhas e inter-
linhas, espacos de diirereutes corpos.
Prelos Jene, Colombio, Rtiartiicdes de metale
de madeira, cunhos, bandulhos, armaces de ro-
los de differentes tamanhos, ramas de dilfercn-
les formatos, escovas de polaca e de provas, tiu-
ta prela de diferentes qualidades para jornaes c
obras de luxo, tmlas de lodas as cores, verniz e
ouro do dilTerenles cores, prsta, ele, etc., papel
de imprcsso de muilos formatos e qualidades.
e outros muilos objeclos, que na occasio se
nioslraro.
= Na ra do Crespo n. 16, loja de Adriano &
Castro, vendem-se ricos chapeos de palha escura
enfeilados para senlioras e meninas, pelo diiui-
nuto preco de 7jf000.
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa: cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
f



DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FFJRA "0 DE DEZEMBRO DE 185.
y
DE
citcium i ffliscfie m hetai
Sita na ma Imperial d. 118 e 4 20 junio a fabrica de sabo.
DF.
i,
UYRARIA ECONMICA
(7)
DE
Sebaslio J.da Silva dirigida por Manee] Carneiro Lea!.
Nrste eslabclecimenlo ha sempre promptos alambiques de obro de diferentes dimencoes
(de 300 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparellios destilatorios continos
para rcstilnr e destilar espritus com graduacao at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesla e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, esperantes e de repucho tanto de cobre como de brome t ferro, lorneiras
de bron/e de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques ele., parafusos de bron/.e e
forro paca rodas d'agua,portas parafomalhas e crivos de ferro, tubos do cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de trro com armaco e sem ella, fugos de ferro polaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, ospumadeiras, cocos
para engenho, folha de I-landres, chumbo em lencole barra, znco em lencol o barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferro a latao,ferro suecia inglez de todas as dimnses, safras, lomos
o folies para ferreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preco do que em oulra qualquer
parle, desempenhando-se loda e qualquer encommenda com presteza e perfeieiio j conhecida
o para coniraodidade dosfreguozos que se dgnarem honrarera-nos com a sua confianca, acha-
ro na ra Nova n. 37 loj de ferrugens pessoa habilitada paia tomar nota das encomraendas.
1M 1
N. 2- A DO
CESPO- -N. 2
CONSULTO
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABELECIMENTO VENDEM-SE :
Livros de religiao, sciencias, de letras, artes, viagens, historia e classicos ; romances illustrados e
oulras publicacocs cm diversas linguas.
Globos, aliase mappas geogrcphicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e oulros de diversos formatos e gostos.
Prensas para copiar cartas e oulros manuscriptos, livros e tintas proprias.
I Livros era branco, pennas de varias qualidades e mais objectos para uso de reparticoes, secreta-
rias e casas de comraerdo, ulencilios para desenho etc.
i Artigos de bom gosto, fantasa e curiosidade das fabricas de Taris para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes etc.
| CartSes e bilhetes para bailes, casamentes e visitas.
, HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos al1850, por Cesar Cantu, 12 voluraes, in fo-
lio, enriquecida de mais do 90 magnificas eslampas, obra em que nada se poupou'para o
leilor encontrar nella crudicao, cstudo solido e leilura agradavel.
ALMANAK de lembrancas de Castho para 1860, assim como culleccoes completas desde o seu
comeco.
MANUAL DE CONTAS j feilas para compras e vendas deassucar, algodao etc.
Encaderna-sc em lodosos goslos desde o mais simples em papel at ao melhorera panno ou pelle.
Imprimc-se cartes c bilhetes, o marca-se papel com typo proprio e em relevo vontade dos
pretendenles.
Acceita-se o encargo dequalqi er encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condiccoes mais ra
zoaveis.
Vidros pa
Potassadalinssia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualdade, assim como tambera
cal virgom em pedra: tudo i>or urecos muito
razoaveia.
m. p. a,
ose

BDDDKBID MITOS 1 TBIEJSJD'Dffi.
Clnica por ambos os syslemas.
Este ulillssimo estabelccimento acna-se, ha pouco tempo. augmentado tanto no materia
como bo seu pessoal, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposico hostil e
desprezorem a ignorante viluperaciio de malevolencia. Offerecem a seus numerosos freguezes e
ao publico cm geral, asvantagensde sua longa experiencia e n conliecida proroplidio e fidelidade
na execuco das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumeraras seguin-
les : machinas de vapor de lodos os tnjannos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
I ro ou para cubos de madeira, moendas para canna todas de forro e independentes com os me-
lhoramentos que a experiencia mostr ser indispensavcl, meias ditas com todos os prepares, ta-
chas para engenho de todas as qualidades e tamanhos, rodas, rodetes, aguilhdes, crivos e boceas
para fornalha e todas as ferragens para engenho, machinas para amassar pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, fornos e prensas para farinha, ponles de ferro, 'aldeiras, tanques boias e
todas as obras de machinismo etc., etc.
draca.

A6$acaixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca. Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguus exem piares do
jdimeiro esegundo volume
da Gorographia.
Histrica clionologica, genalogica,
nobiliaria c poltica do imperio do Bra-
sil, pelo r. Mello Morues : vende-se a
\8 o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : n;i livraria n. 6 e
8 da piara da Independencia.
ttencao
Vende-se urna porcio de burros en-
tre os quaes existem 40 parellias, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nho do excelleute carregamento che-
gado ltimamente de Montevideo: os
pretendenles dirijam-se ao trapiche da
companhia ou ao armazem de carrocas
em Pora de Portas, de Flix da Cunha
Teixeira.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como venciera
se vidros aretalho do t&manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguales medica-
mentos :
Itob L'Aflecteur.
Pilulas contra sezocs.
Ditas vegi.taes.
Salsaparrilha Brstol.
Dita Sanos.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
l'ilulasdo dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rollias, de 2 oucas a
12 libras
Assim como tera um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao raelhor
presunto de fiambre.
Linguas de vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
pela manha e de tarde depois de 4
a cidade como para osengenhos ou
3-2HT
EJ3
horas,
outras
as 10 horas da imnha e em caso de ur-
por escriplo em que se declare o nome da
O Dr. Lobo Mosroso d consultas-todos os dias
Contrata partidos para curar annualmento nao s para
fropriedados ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al
geneia a oulra qualquer hora do dia ou da uoite sendo
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
raetter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Souun r. C. na ra da Cruz ou lojd de livros do Sr. Jos
Kogueira de Souza na ra do Crespo ao p da paule velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha conslantemenl e os melhores medica-
ruentoshoraeopathicos ja bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes,..........
Ditos de 2 dilos. .'..........
Ditos de 36. ditos..............
Dito de 48 ditos...............
Ditos de 60 dilos...............
Tubos avulsos cada um.............
Frascos de linduras........,.....
Manoal de medicina homcopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. .
Repertorio do Dr. Mello Moraes.........
= g 3 = S 2.^>
sSB*IS3F
s;*" 3 3 3 s-o *
O.S.S gogeBS1
o r. X -.- n a> <
o c S = a. 2
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Escravos fgidos.
armazem de Luiz Annts deronte da
porta da alfandega.
Fugjo do rngeoho Sap, no dia 7 de marco
do crenlo anno o mualo Virissroo, de 50 afi-
nos pouco mais ou menos, estatura regalar, cal-
I vo, barbado, e costumava a fazera barba dexan-
O 3 .
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ARCII1V
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLASOBADO
PELOS SUS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandro Herculano A. G. HamosA. Guima-
raes A. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrgjres CordeiroCarlos Jos BarrerosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva'c CunhaF.
Ganes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel Collaco -J. L. de Ma.salhes CoulinhoJ. G. Lobato
Tires-J. H. da Cunha Rivara J. J. da Orara JniorJ. Julio de Oliveira' FinioJos Mara
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira l'imentelJ. Pedro de SouraJ. S. da Silva Ferr.rz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da SosiaLuiz PlKppe l.eitcLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebellb da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValenlim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara. *
DIRIGIDO
pon
A. P. de CanalkoI. F. Silveira *da MollaRodrigo Paganiao.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leilores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houvcr occorrido na poltica, na scicncia, na indus-
;ria ou as artes, alguns arlaos originaes sobre qualquer desles assumplos, o archivo universal,
desde jnneiro do 1859, em que comecou a publicar-se, tem satisfeito aos seus fns, com a maior
cxaclido o regularidade.
Fublica-se todas as segundas fciras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
tira volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assgna-se no escriptorio desle Diario, roa das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura : pelos paquetes vapor 10^200 por auno ; i>or navio de vela 8$ (raoeda
Lrasileiral.
Ha algumas collecc.es desde o comeco da publicaeao do jornal.
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do suissas, muito regrisla c tocador de viola,
sabe assignar o nonio o fazee algumas leltras de
Conla, >'nlende alguna cousa de purgar assucar :
fugio para as bandas do engenho Araguary, ou
S. Francisco, lermo de Porto Calvo da provincia
'!e Alagoak, foi escravo do Sr. Francisco Bolco
do Lx, c de um padre que morou no Brejo da
] Madre de Dos ; roga-se perianto as autoridades
e capiles de campo a captura do mencionado
l escravo ; assim como prolesla-se desde j contra
9?000 : quem o houvcr orcullado por todo o prejuizo oc-
cisionado desde o dia da fuga alem dse proceder
8$000 ciiminalnienle : quem o pegar leve-o ao mesmo
8-51)00 engenho Sap, ou no Recil'e ra larga do Rosario
65OOO n 2, que sera recompensado rom lOOg.
500(i Fugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo Manoel.
>x>Minri com cs si^n"esseguintes: mualo alvo, com ca-
-Kin' l)e"os l""olos e estirados, fcio de cara, grosso do
A\i\r\ coipo' baixo. pernas arqueadas, ps feos, repre-
' j senta 20 annos de idade, nao tem barba nenhu-
ma, cauholo, quer pasaar por forro e procura o
ser'.ao Iodas as vezes que foge : quem o pegar
leve-o ao d,ilo engenho onde rora o abaixo as-
signado, que recompensar com 100$.
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-45Ra ihreita45
Para homens.
Borzeguns aristocrticos (lustre)
Borzeguius zouavos, obra forlssima (be-
zerro)
Borzeguns cidadaos (bezerro c lustre)
Borzeguins econmicos
Sapatocs baledorcs
Para se nh o ras.
Borzeguns para senhora (primeira classe)
Dilos (segunda classe)
Ditos para meninas (primeira classe)
37 Ra do Qucimado 57
Loja de 4 portas.
Chegou a este eslabelecimento um completo \
sortimento de obras fetas, como sejam : palo-,
o)ts de panno fino de lf>j al 28$. sobrecasacas i p r
de ganno fino preto c de cores muito superiores w''''l'ca-se cem a quantia ac:ma, a quem a
a 35, um complelo sortimento de poletuls de apprehender a escrava Mara, parda de dade 2.8
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman- annos pouco mais ou menos, com os sisnaes se-
te, que se veudem por preco commodo, cerou- I ;>.>. i u. !,.,._..
las de lnho de Jiverlos'lamanhos, cn,:ii.ns! S"'"^ : cabellos basian.les crespos, denles l.ma-
francezas de linho c de Ipanninho de 2$ al 5g ''os, corpo grosso, alguma cousa corcunda,
cada una, chapeos francezes para homem a Sr, principalmente quando anda, com um signal
ditos muito Bupexipres a 105 ditos avelludados, preto na parle inferior do beico, testa pequea,
copa alta a 135, ditos copa baixa a 103, cha- 1 !ut i ,____.,
peos de fellro pira homeni de 45. 5 e kt 7s: ^'os l^los, boca grande, costuma a nr-se lo-
cada um, dilos de seda e de palha enfoilades pa- das as vczes'Iue 'alia, e lem fallado um dme
ra meninas a 105, dilos de palha para senhora a na frenle do queixo inferior, foi secluzda por
12g, chapelnhas de velludo ricamenio enfeita- \ Eufrazio Francisco da Cunha, ex-soldado da
das a 25S, ditas de palha de Ilalia muilofinasa i:i.. ,_ .i.: j- o j j
253, cortes de vestido de seda em carlao de 40J I "'ha' "'n quem sah.o no da 23 de dezem-
at 150, ditos de phanlasia do 165 at 35000, *'rc' as b ,,oras da larde, o qual tem os signaes
gollinhas de cambraia de 15 al 55, manguitos | seguintes, caboclado, cabelles crespos, ollios
de lS5O0at55, organdys escurase claras a grandes, altura regular, e tem em um dos ps
oU rs. a vara, cassas francezas muilosuperiores ; ri,. j j, -__. ,, ,
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor- 'alla do deJo mlnimo. '"esmo soldado leva
um passaporte falso em que moslre ser casado,
200,000.
jAS
NO
m
ha para vender ricas mobilias de Jacaranda e de mogno, ricos vidros de espelho
grandes c pequeos, assim como muitos trastes aleos ; na tnesma loja se fazem
cortinados para camas e janellas, lava-so chapeos de palhinha da Italia e se pe na
,. ultima moda, lava-se tambera a palhinha das mobilias a mais encardida torna-so ou-
^gjgl Ira vez nova sem ser mais preciso as mandar pinlar, limpa-se e gruda-se estatuas de
C^y pedra marmore, de alabastro e vidros de todas as qualidades torna-se oulra vez (ao
seguro olimpo como o estado primitivo.
GUSTATO MASSET representante da muito afamada casa WALLF.RSTEM.IMASSET & C.
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Ro e em Pars recebeu um grande sor-
timento de fazendas c modas da primeira qualdade e novidade, querendo antes de tudo fazer gozar
o respeitavel publico dos srecos muilu ventajosos pelos quaes pode ofTerccer suas fazendas, vende
; ludo a dinheiro avista ; elle acha-se residindo no hotel inglez quarto n. 2, encarrega-se de man-
,.N^r dar levar as fazendas pedidas 5 amostra, sendo por escriplo para evitar os engaos.
Recebe qualquer encommenda para mandar vir da Europa ou do Rio.
1100 vestidos de seda para baile, passeose visitas.
1 Mocre onlique prclos e de cores.
. Nobrezas lisas pretas e de cores.
Vestidos pretos lisos, lavrados dc2saiase de velludo.
| Flores, e enfeiles de renda para cabellos.
j Vestidos de cassa branca bordada muilo finas
Carcas, escomilhns, filos de seda c linho brancos e de cores.
i Meias de seda, linho, (io da Escossa para homens, senhoras e meninas.
I Sipatos de selm brinco e preto com sallo e sem elle.
i Botinas de selim branco, de selm preto, de la muito superiores.
i Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo e seda.
I Chales de louquim bordados e de relroz.
| Manteletes de renda preto e cassa bordada.
Corpinhos, ramisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada s ponto real e renda verdadeira.
J Gnarnices de renda preta e branca para vestidos e para enfeites de vestidas.
I [.cucos do cambraia de linho muito ricos com renda.
i Chapeos de sol para seahoras.
i Penles para trancas, alfinetcs de peito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para luto.
| Grande sortimento de luvas verdadeiras de Jouvn.
j Luvas deretroze de seda para homens, senhoras e meninas.
i Grvalas braucas e pretas.
j Chapeos de corte com plumas.
Casacas, sobrecasacas, paletots de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Paris.
para homens e senhoras.
les para colletes, paletots e calcas de 35500 al
A% o covado, panno fino prelo e de cores de 2;5t)
al 10$ o covado, corles de collete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorgura
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1280 a vara,
quando solteiro, ha bastantes provas para se
suppr, que jianram em urna haicaca, que sa
dirigi para Alagas ou Micei. quem appre-
hender leve a ra dj Imperatiiz outr'ora Aterro
cortes de casemiras de cores de 5 al 95, gresde- da Boa-^ isla n. 36 I. andar.
naples do cores c pretos de 1600 at 3200 o Fugio a alguns das da casa da viuva do de-
covado, cspartilhos para senhora a 0$, coeiros! sembargador Rebello a negra I.uzia de nacao
de casemira ricamonle bordados a 125 cada um,!
lencos de cambraia de linho bordados para sc-j
nhora a 9 e l-2jf cada um, ditos lisos para ho-j
mem, fazenda muito superior, de 12 at 2(>5 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a '
2$400, barege de seda para vestidos, covado a '
I>i00, um completo sorlmenlo de colletcsde
gorgura, casemira prela lisa e bordada, e de
tusto de cores, os quaes se vendein por barato
preco, velludo de cores a 75 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
j cochoado proprio para paletots e colletes a 25SO0
i o covado, bandos para, armaco .de cabello a
5500, saceos de tpele e de ma'rroquim para va-
GRANDE ARMAZEM
Venda
Ra Nova.n. 49, junto a Conccicao dos Militares.
Nesle armazem encontrar grande sedimento de roupas feilas como sejam : casacas, so-
brecasacas, fraques, paletots e gondulas de panno fino preto e de cores, paletols e sobrecasacos do J
casemiras decores, ditos de alpaca rela c decores, ditos de merino selim. ditos de viseados e
brins de linho branco e de cores, calcas de casemira preta o de cores, ditas de merino c princeza
ditas de brim branco e de cores, ditas de riscado de linho, colletes de velludo piolo c de cores]
dilos de gorgura e selim preto, dilos de selim branco para casamento, dilos de tostos e brins de'
ores, paletols de panno do casemira, de alpaca prela e do cores, de brim branco e do cores, cal-
ras de casemira prela e de cores, de brim branco c de cores para meninos do 5 a 14 annos, farda-
inenlos para a guarda nacional, libres para criados, chapeos, camisas, grvalas o seroulas fran-
cezas.
CASA DE
Nesle proveitosoestabelecimenlo, que pelos no vos melhoramenlos felos acha-se conve-
nlemente montado, far-se-hao tambem do Io de novembro em vantc, contratos mensaes para
commodidadee.eeonomiado publico de quem os proprietarios esperara a rerauneracao He
maior
tos sacrificios
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez.....
momos, de choque ou chuviscos por mez
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
Relogios de ouro e prala, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem do
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, priraeiro
andar.
Cal de Lisboa.
Vende-se no caes de Apollo, armazem de Se-
rodio& C, barra com cal virgem era pedra, ul-
timamenie chegada, e por preco razoavel."
Presuntos superiores.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Aleve-
do, no seu armazem da Iravessa da Madre de Dos
numero 5.
Farelo em saceos grandes.
Vende Jos f.uiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio da travessa da Madre de Dos u 5.
Loja parisiense,
na do Crespo n. 10, vendem-se luvas verdadei-
ras de Jouvin muito frescas.
Aos fabricantes de \elas.
Cera de carnauba da nova safra a 115500 e 12g,
e sebo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixase 11S500
a 12$500 a arreba : no antigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
Cnlinua-so a vender fazendas por Daixo
Jj prero at mesmo por menos do seu valor, l|
M a ti tu de liquidar conlas : na loja de 4 portas ^
j na ra do Queimado n. 10. |
CARROCAS.
Vendem-se duas carrocas novas, sendo para
boi e oulra para cavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Aos cigarreiros c cha-
ruteiros.
Campos & Lima tem para vender ca-
xas com fumo americano de muito boa
qualidado e a precio commodo : na ra
do Crespo n. 12.
Congo, com 30 c lautos annos de idade, cor fu-
la, altura regular, lem cm um lado do roslo urna
cicatriz, costuma vender inicias ; quem a entre-
gar na casa da dla senhora, roa dos Prazercs,
ser generosamente recompensado.
tupio no dia 8 do coirenlc dezembro um
prelo bastante fulo, crioulo, de nomo Geraldo,
de idade 40 e lanos annos, de estatura regular.
com muitos sgnaos d" lalhos na cabeoa, aleija-
do nos dedos da miio direita de um corle que
soffreu, que nao estonio os dedos, muito jo-
coso, fingindo-sc maluco1, deilando inulambos
no chapeo e quasi sempre anda de alperratas
nos ps : quem o pegar, leve a padaria da ra
gem, eum grande sortimento de macas e '.malas dos Guararapes era Fura de Portas, que ser re-
de pregara, que tudo se vende ventado dos i compensado,
freguozes, e outras mullas fa/.endas que nao I
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos ''
compradores se mostrarao.
Aviso.
Fazendas moder-
nas.
Cortes de casemiras de cores finas a 55500, di-
las de urna s cor muilo finas de 3 e 6, cortes
de collete de velludo de cores a ujjOOO, dilos diio
preto a 5$ e 6S, colchas de algodao adasmasca-
das a 55. brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadrinhos o covado 15, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 65. corles de
barege cora tres ordens de babados a 155, cha-
peos de phantasia para hornera, sendo de gor-
guriio de seda a 75, dilos doChille de 4 a 255,
dilo'i feltro de 45500 c5j>, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguiao
muito fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos curies de seda de todas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sortimento de
perfumaras inglesaslegjtimas, joiasdccoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
lrave3seiros. etc., etc., e bem como um completo
Fugiram os meus escravos : Pacifico, com-
raeltendo ora crirae, crioulo, alio bastante, es-
paduado, reforjado, ps com eravos, que cusa
andar, benita figura, moco, tem pai, mcu escra-
vo, e mi forra por nom Mara, mulata, lavadu-
ra, tem maia (res irmaas, duas minhas escravas,
o una muala forra, viuva, costuma trabalhar
pelos slos da Ponte de choa, oceulto, e ga-
libar dentro do Recife, gosl.1 de sambas e violas.
Salvador, cabra, irmo de Pacifico, canoeiro,
reforcado do corpo, estatura regular, tem um
geilo em um braco proveniente de queda de um
cavallo. moco e bonita figura. Bonifacio, cri-
oulo, bem pn-to, muito feio, cera omitas marcas
de bexgas no rosto, quando falla nao olha para
as pessoas, lera urna costura ua frente do peito,
alio, reforcado, canoeiro o tijolciro, esl cora
a cabcea rapada, vestido de calca e jaquela de
panno prelo. Ests escravos foram do engenho
d'aguaj de Iguarass, do fallecido Henrique Pop-
pe (linio, lio de rainha mulher, que lhc tocou era
Iparlilbas, c cujo engenho perlence hoje ao Sr.
' Or. Francisco Joao Carneiro da Cunha. Protesto
I proceder contra quem os asylar mi empregar em
seu serv co, pois lendo o Pacifico commetlido
um crime, deve ser punido : quera os pegar.
sorlmenlo de fazendas do mais apuradogo'sio e '^sao meu sio da estrada do Arraial, c
melhor qualdade, vendendo-se ludo por baios ?.""?.
precos, no armazerade fazendas de Raymundo
Garlos l.eitc & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Relogios
De novo chegaram es afamados relogios in-
glezes de ouro, de patente, o estiio venda no
armazem de. Roslro Rooker i C, prac3 doCorpo
Sannto n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu.
na ra da Cadeia do Recife n. 36
Vende-se superior linha de algodao, bran-
' ees e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seulhall Mellor & C, ra do Torres i
n. 38.
Xarope de Mossa.
ogooo
155000
Aos vendelhes.
Dtalas muito novas a lgGOO o g
bras na ra da Madre de Dos n, 8,
Va lenca & C.
Fub.
IffiDMK
ig0 fje 32 U- ; Parinha de milito americana, em barricas, che-
arrcazvnt de gadanouliimo navio dos Estados Unidos: nos
armazens de Ta:o [ranos.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, dem, dito muscalcl, dem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Em casa de Luiz
Dclouch,
ra Nova n. 22, tem para veader i', ros em blan-
co para estripluracoes, ou mais1)0ait8 possi-
vel--, per prcc,o muito barato.
Fazendas de bom gosto
Rccebeu-so pelo ultimo vapor da Europa cor-
les de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores e froto pata cabec.a de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como liquissimos corles de collete brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
da ra do Cntovello, que pagarei todas as
desperas.llaccelino Jos Lopes
Aviso.
No dia 27 de dezembro de 1850 ausentou-se da
casa d' seu senhor a escrava Gerlrudes, crioula,
idade 30 auno?, pouco mais 011 menos, estatura
regular, roslo redondo, beicos grossos, com falla
de denles na frenle, pescoco curto, com algo-
mas marras de bexgas pelo corpo, levando um
vestido cor de raslanha, usado, e panno da cos-
ta : roga-se as autoridades e pessoas do povo,
de se servrem capturar c a cooduzir i Capun-
ga, casa do Sr. Jos Vieira de Figueiredo, ou n
Boa-Vista, ra da Soledadc ou Prcgresso, sitio
do Sr. Vicente Jos de Rrlo, ou a ra da Cadeia
do Recife, loja de ferragens n. 4 que serao re-
compensados.
Moleque Fgido.
100$0O de gratificado.
Roga-se aos capitaes de campos, e a toda e
I qualquer outoridade a apntehensao de um mole-
! que de nome Maroe!, crioulo, idade 12 annos
. pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
Vendem-se nicamente em casa de Miguel
Joaquim Machado Freir, na estrada do Pombal,
junio ao sitio do Exni. Sr. Barao de Suassuna.
Este xarope, preparado com hervas brasilei-
ras, applicavel as pessoas aslhmaticas, cu jos
resultados sao bem venturosos.
As diversas curas oblidas por seu uso sao a
prova mais conveniente que se pode apresenlar
de tio extraordinario medicamento. Julgando
onfadoriho publicar aqu os nomes de todas as 1
pessoas que dello t.era feilo uso (alcancando o abaix0 'asignado de calur sobre dito larapio com
, tn.iislez resultado) apenas eilarei a Eva*. Sra.', lodo o rigor da le, e gratifica da maneira cima,
ditos de velludo preto bordado e de cores boni- do Illm. Sr. commendador Jos Candido de Bar- aqutlle que Ihe der noticia certa, e naga toda
SiJ. nrnnr.^,.,r,-T ktas. fa"das' e lu*, sc j WP ha anD0S ?0,ria e8* '' >& V" : despeza que se fizer com o mesmo moleque para
\ende por precos mais baratos do que em outras I da'de tillar com todos n n cursos mdicos, acha- ,., ir- ,,; ,.-,..
parles : na ra da Cadeia do Recife. leia u, 50, se quasi reslabelecida s cora urna d~e de urna se effecluar dita aprehensao levando a ra ^o\a
de Cunha e Silva. I pequea garrofa. !n. 21. Francisco Jos de-mano.
abaixo assignado no dia 30 de oulubro do cr-
reme onno, levando calca de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal solTrcr
de asthma e a pouco estse doenie de bexgas ;
desconfiase que esleja acollado por algum esper-
! lalhfio, que se queira aproveitar de sua pequea
I idade pnra o seducir, desde j protesta o mesmo
r


8)
DIARIO PE PRN'AMBUC. SEXTA mU 30 D DF.ZMEBRO DE 1859.
Lilteratura.
I r.
Kstuclos
:I;[iuU"
sobre a
Cresa,
.i arle c os di-cursos de Isocrates
Uoniprando-so os fa/cdores de discurso da
idade precedente, osAwlephon, os Andocid -, i
vsiaa mesmo, aos oradores que brilhurain na
lutian i'ir.i a llaccdouta, lodos mocos tm n
o IsoCred e que sentirn) n sua influ ncia,
I.....ullimos tem o dcsciu
abundante e
iluvidat que o iguale. -Sua elegancia nao
c lao perfeila, porque um improvisador que
rao pule as phrases, que nao fallan Alhenien-
ses e Athenienscs escolhid'oy, que se dirige a
uma mullitido un nos delicada. Sua eloquen-
cia, menos discreta, principalmente menos
bem enllocada e em ihcmas minias vezes ingra-
s. Para s tocarmosnos mais isoeraticos doa
seas discursos, a Uanika o elogio immoderado
do um homcm o do urna medida que acabara
de por em evidencia como um general em Bo-
ma ora superiors leis. A decima quarla anto-
ou phitlipi&a c pronunciada as ultimas
que a imaginario) exclava por esses dous nc-sies,! "."' agtndccimento pro Uarcello 6 a glor
es pe rn va, e isto fui bstanle para que de u is- Hierdao concedido ao defensor da le
scmqueiwo era aulfcenlico; mas nao < acmpre "."toque a violou, isto um pobre assu
glorilica-
ei por
implo
ir ir.onrenio em nrc tem lugar um acontocimen-1s<1 fl orador se livesse limitado a elle, o su
o que inspira hade guante-deveni inspirar, prui- n?8M te*"* pensamentos e mais dignos de
cipalmonte auai-d-o Ua espirites eslo sbalidos pe- ticeru e de Cesar, nao transparecessem em suas
Jo primeiro desastre. O meanio orgulfeo compla pntevras. B necessario fazer essas observacoes
ente sobro urna victoria temo apoiar-se sobre e ssas reservas; serviro para fazer-nos sentir
pronutiido, devia esconder ludo quanto linlia na
-lima o n-ites esconder-so do que desenvolverse.
san.entes dignos de ser bem ditos, porque essa
mesina sabedoria que nao nos pareca muito
No dinsegiiintc a WaUrloo, poder-se-Uia cele- i^eral ao lado de Demoslhenes, subresahe por
brar digoamenlo o herosmo desse dia. Apczar poipaM?5o com as .ccessidades dos mos dias.
Jo que falla a esse discurso, tenho lentages de
orer, com Villeiuain que pertence a Demoslbenes,
mas nao tcitlio Utiila certeza que importe procu-
rar vestigios da .11 le de Isocrates, que coei effci-
1o seria fcil encontrar.
Vamos antes ao dircurse de Hypcride, mngiiifi-
i ii. 10 tomou no inestie ntlieniense ludo qnan-
i lo pedia lomar, suas aobres senlencas, sru modo
nhoso,.seu gosto do bello e esse multara de
que Isocrates se mostrara to orgulhoso.
Poderia dizer de sua clorugo e era geral, o
que diz de um discurso/ue elle havia derra-
cn descobcrlaque dala dehontein, c cujo assunip- mado toda a caixinha de usencias Isocrates,
todos os a frezinhos dosseus discpulos ; porque
una arle ainda mais rica, senao mais permi-
te 0 elogio des morios-da guerra lameada e de
Losthene seu ehefe [1J quiuzc anuos depois de
Cbeerotieu Pbillipe worio.Alcxaniire tambera, c
o seu Autipaier acabava de ser vencido. Em uin
discurso breve e rpido, porque esses discursos
realmente pronunciados na solcmnidade dos fu-
neraes, nao coas parla vaai as pomposas detengas
dascomposicocs teocrticas, o orador celebra es-
sa victoria pela qual Alhenas u libertada e vin-
gada.
Nanea homens nos lempos passados coroba-
teram por urna causa mais nubre, nein cunta ad-
a, o como que revestida, uo dirc do luxo asi-
tico, mas do splendor romano. (2) Cicero nao
se moslrou ingrato. Amplifica de bom grado o
benefieto d'aquello que deu o numero do discur-
so c que fez como que um canto da prosa, de-
fendeu-o com viva sympalbia contra os ataques
i dos pensadores severos que nao se tinham dei-
', Nado sednzir pelo seu grande eslylo e pela sua
, bella msica. Faz muio bem sentir os seus me-
nt-, servio principalmente reproduzindo-o e
versarlos mais poderosos, non com 1 ocursos mais Iranspoilando-os pitra a bella lingua romana. A
traces; pensaran) clles que a rirludo, a forca, I vellu arvore telina admirou, como uiz Virgilio,
c a coragem toma majar um i-xercilo do que a nova folhagem e as llores novas deque se vio
o nunero dos soldados. Assira fzeram presente coroada ; lodos ns pavas aprenderum e repcli-
* todos nos da liberdade, e consngraram sua glo-! ram a phrase eiceronJea ; essa eloquencia lio
na a patria como una corea iuimorlal. Mas con- popular e seductora foi leslemunba em favor da
vem indagarnos o que loria succedido se ellos | rhetorica de Isocrates e lornou-se como que a
nao livessem bom e.viio. .Nao maqueo mundo sua brilhante demonstrafao.
inteiro porten.eiia um seiihor nico, cujo ta- A nossa eloquencia francesa (ambem nao se
puli seiia a le a que a Grecia leiia de ubcde-l formou sem um mestre na arle do discurso ;
cer, queemfm a insolencia macedouiaua preva- Balzac foi para Pascal c paraBossuel oque Iso-
lecerla em toda parle sobre a Justina iinpoleiile, I erales foi para Demosllieoes. Antes de Balzac
de sorte que nem as mulheres, nem as mocas, j aslinhamos Malherbe, a quem deviamos a
nemas rapaces escapassem em parle algumaaos eloquencia em reiso. Iodos elles sao apaixona-
ultrajes. Quauio mais terriveis porlanlo eram >Id | ela belleza da forma, pelo valor de una
mates que deviamos esperar, tanto maiureshun- palavraempregada no seu lugar e pelo encanto
ras devenios fazer aos que morreram, por |ueja- : de urna justa cadencia. Elles leni poncas ideas
mais houve gwrra que pozesse lito em relevo o je mediocre poder de invenco, porque oceupam-
valor dos bomens romo essa que acaba de ter lu- se minio em inventar o eslylo, isto oceupam
gar, em que era necessario Iravar batalha lodos I se demais com os delalhes. Os impulsos da
tis dias, em que se deram mais cmbales, no es- paixao sao-lhes deseenhecidos, porque absor-
pago de 11 m canfpo, do quo lodos os combalcules ve-oso cuidado de fallar bem. Todava como a
em tempes passados, rcccberam em feridas, em a arle nao pode IrabaUar no ar, a dalles, como
que Se supporlaram corajosamente tantas hilera- a de Isocrates exerce-se sobre as bellas moralida-
perics, tantas priva oes extremas rao pode exprimir. Aquclle pois que delerminou
os seus coircidada s a susti ntai si 111 enfraqui cor
laespi s (foi Losene] a<|uelles que su
ruostraram dignos rompanheiios de tal general
nao san mais feli/i s por leieni mostrado lama
! i. liria usa limito das senlencas ; goslam tnm-
bem de louvar e primam nisso. Ainda como
Isocrates, tiles pulcra muito o trabalho e nao
so podera decidir 1 acaba-lo. Ha em Balzac
urna' Conrcrsacao e pensaraenlo de que i'tto
virtude do que infelizes por tercn perdido a vi- possieei esc rever muito eescrever bem onde erige
da, pois que sacrificando ura corpo mortal adqui- em rinclpio esse vagar isocrativo de composi-
irair. una gloria immorlal, que por seu valor '.ao. Cousa singular! diz elle, admiram-sc que
guraram a liberdade a lodosos (Jregos? Sim,
o bravo faz com a sua, a ventura universal.
A ventura cora effeito, nao obedecer a amcaca
de um hornera, mas s a voz da lei; cine s
l.on.ens nao lein a recoar screm acusados mas
aira convencidos: que a seguianca de cada
ura nao dependa daquellcs que lijngeiam os
soiihores e calumnian) os seus concidadi s, mas
que s-ja collocadn sob a pveteccao das leis. Kis
em vi-ia de que vanUigcns aquellos de quera
latamos, acceitando provancas sobre provaiu as >
por seu perigo de um dia lbeilando para sem-
pre dos recelos do futuro a sua patria c a Gre-
cia, de: ara sua vida para que vivamos cora
Loma. ,.
Do corlo a brilhante eloquencia do Isocrates
est longe dessa vivacidade inllaramada, e pde-
se crer que nao livesse feito o discurso de ifv-
peride mas deve-ae dizer tambera que Hypcri-
de nao leria oscriplo esse discurso sem elle.
Com Isocrates havia aprendido a em pregar o lom
elevado cas altas Iheonas do discurso moral, as
accumulaces
ura artista leve dezannos a fazer urna peca, e
iiinguem so admira que a raaior parle dos'ho-
mens levesessenta anuos sem fazer nada. Iso-
crates reconheceria lano a forma como aessen-
cia dessa espirituosa defeza. Era ultimo resulla-
do, nadt ha a censurar, nem a elle nem aos seus
discpulos. Aquello que nao esc re ve para obrar
e para obrar esa cerlo dia, para apresentar aos
espirilos urna verdadeneva, ou leva-Ios a urna
decisSo particular; aquclle que nao defende,
] nem Irava combate, que se propon s c siniples-
1 raetiip a gpresentar delmixo do seu verdadeiro as-
pecto verdades baaos, ainda que muitosenti-
I das, e dar-Ibes iodo o valor: aqnelle que desen-
1 volee pensamenles moraes ou impresses lille-
, raiias que pe lencera lano a si como aos mais,
< que lodos nao as lomera tanto a pcito,
I nunca pode estar satisfcllo ; nao diz ludo o que
quer nem como auer, nao \ em seu discurso
nem a ordem, nem a preciado, nem o relevo que
desejara dar-lhc ; nao pode prestar ludo oque o
seu gosto c conscienci lhe representara, c co-
nliecendo que, por mais que faga, nunca fara
qu
em bella
tambera ura mestre
mais e um orador. F.nsinou ao seu pai a prosa
levada ; desalou a lingua dos falladorc roma-
nos; cnsuiou-llies a sua arle que al elle os
de Saintc-Iteuve observa que fra melhor dizer
o Isocrales chrislaoi c com etfeilo Balzac faz re-
cordar multo Isocrales, quanto essencia, por
quo poltico como aquello, mas de urna poltica
mais e/es genios gnornvam. recorda por'Vodos ff*a,is,a> c n du homemde estado conse-
esses pontos o auor do discurso paneaurico. q"c m,.n scencarrega de prover aos nego-
panegy
.Someiilc este, perseguido pela eonsciencia im-
portuna de ura nao sei que que lhe prohibe a
eloquencia real, acensa sempre a sua timidez ou
a fraqueza de seus igaos ; o oulro tern a voz
quo arrebata as mullidoes e n impulso eusado
que d os grandes combates ; para Roma um
Isocrates e um Demoslhenes ao mesmo tempo : 1
menos que Demoslhenes, parece superior Iso- objectos com
cos, porem sira de recorainendar os principios ;
quanto forma, porque como Isocrates, toma o
lora de orador es orador com a penna na
trates. Tem paixo, chama,suas'palavras tem
mais inovimenl.ie vida. Por cerlos lados, po-
li] Esse discurso foi publicado por M Babin"-
ton, era Cambridge, segundo ura papyro do Bn-
tuh Museum. M. Dehequc deu a la"edicao fnn-
BE\GALA
Por .lladam
DE BALZACC)
12. do Glrardln.
XXI
'/n fantasma.
<< E-aqui dous caracteres que pareo-ra inveo-
ladea do proposito para a niinha bengala, pen-
sou rancredo. L'raa rapariga visionaria, que nao
[2 Algumas phrases por exempto como as do
ogradecimenlo a MarceHo, que conlam as ma-
ravilhas da vida de Cesar, igualando a grandeza
dos objectos cora a dos palacras, e tocando,
por assira fallar, as mais bellas msicas com qu
jamis loi saudada urna gloria lao retumbante da
guerra Obslupuent posleri ceter imperio, pro-
inicias, Jlhcuum, Oceanum, Kilum, pugnas
numerabais, incredibilisvictorias, vwnumenta,
numera,trittniphos endientes el legenles titos'.
Ciio sera Iraduzir, aproveitando-medesta vez de
ser o lexto s lalim seria mo apagar cora
una traduccao o brilho dessa lingua so-
nora.
leosamente. Esta observac&o nao o deixou mui-
to lempo na incerteza. Cada vez que via Cla-
rissa, amara-a mais; tudo o que em sua alma
descobria de candura ede poesa o atlrahia ^era
a inspiraeao sorprendida no que lera de mais
sublime; era ura amor conhecido o observado
na sua Drigem, na sua pureza primitiva, um
amor vago o joven como a folhagem da prima-
vera ; era emlim o myslo o raais gracioso ; um
sonho de amor n'ura coracao cheio de innocen-
cia, urna vista de geuio c" ura soriiso de crian-
ea.
Esla situacao de observador invisivel liaba
Linios encantos, que Tancredo deleitava-se em
ideas extravagantes
sta rapariga tanto
quando mesmo estivesse
ra.
Tancccdo nao se atrcvpu a
o ineomprehensiveis liver
mais potica a julgaro ;
ouca uinguein o sabe-
segMir Clarss ao
Clanssa era alegre sem saber porque, viva
n urna atmosphera do amor que a einbriagnva.
Tancredo invisivel eslava muitas vezes junto
d ella ; esta presenca occulla operara em sua
alma em que ella o soubesse. As vezes una ra-
ideal. Alem d isso aniava muito j para nao fa-
zer caso de si; quando amamos, adquerimos
aos nossos olhos, urna graiidfc importancia nun-
ca nos mostramos mal.
Logo que lhe foi possivel sahjr da casa da bra
tlandais, Derimont voltou para sua casa N'u
Clanssa, e conheceu que se linha ligado a ella
_?ra um s du, como se a conhecesso desde a su
infancia.
em fizer poesas de juveniude e esperanca, ora
a divagar no jardim bastante espacoso da casa era
que liabitava ; canlsva muitas veces, horas in-
leiras, arias que eram couhecidas c algumas que
na sua alegra improvisara. Sua mi, que ou-
via as suascances, pergunlava-lhe :
Que tees lu ?.., Que que te di tanta ale-
gra ?
Nao tinha cousa alguma; linha dezesseis an-
no*. e divertia-se; isto era bastante para expli-
o sen orgulho, e o reconciliara cora a sua n ai-
logrando belleza, vanlagcm que tanto o havia
Jeito sollrer. Cura elfciln era una nobre auibicao
azer-se Apollo de urna lo encantadora sibylU
i realizar tao poticas cliimras, fazer-se senhor
de lao bellos sonhos, dominar urna imaginacao
tao pura; emfim fazer-se adorar como'amo'
quando linha todas as qualidades de um liber-
tino.
Comtudo, como Tancredo era, por fim de con-
tas um hornera honrado, nao qu arriscar-se a
sor amado antes de saber so Clarissa se agrada-
a bstanle para que pensasse ligar a sua vida, a
d ella, e poz-se primeramento a observar mvs-
D Vidc o Diario n, 890,
sua imaginacao.
Algumas vezes falla va d'islo a sua mi rindo :
Miriha raai, dizia ella, aconleccu-me bon-
tcm urna cousa bem singular : quando eu com-
punha o cabello ao espclho... a senhora vai rir-
se de mira.
Enlo ?
Vi o raeu ideal!..,
N'ocspelho?...
Sim, e eu voltei-me muito depressa, jul-
gando que eslava alraz de mim ; mas nao vi sig-
ual algum do meu ideal, comtudo parece-rao
que poda jurar que ouvi rir.
Vamos, disse a Sra. Blandais, agora j que-
ros ouvi-lo ainda ha pouco lempo que te con-
tentaras com ve-lo.
mao. .Nao euiprega a iicc.10 de ura discursu r.u_
Mico, ecorao a emprega'ria, escrevende ^in um
paiz c cin um lempo em ue essa ic,c:u0 nai]a je
real apresentaria ? E entieHnioco'llu'scm[11.e f0j
permillido em Franca c se-lo-',,a) ser_se orad0r!
entre as qualro paredes da ura gabiuete ; Bal-!
zae pode arrranj.ir um orador dessa especie para
lhe pronunciar tulu quanto cscrercu, c foi 1 sse
0 systema que tuioptou em duas grandes obras, |
0 ristipo e o Scrates ehrislo. Oque rale
Balzac comparado Isocrates C moder.....
Tranco/, o sabe por conseguintc muitas cousas ;
que nose podiara saber ha dous] nal annosem
Alhenas. Aprovcitou dos espectculos e das li-j
cocs da historia. Em philosophia, discpulo
nao s de Scrates como de iodos os pensadores '
de todos os lempos, a sabedoria anliga e a don- i
trina ehristaa, o espirito novo que, atravez dessa '
doulrina anda reinante, abre o seu camiuho, :
ludo forneceu alguma cousa sua eloquencia ; '
eUe vive em una sociedade muito cultivada, que
d lugar urna niullidao de observaces delica-
das ; tem vanlagcm por esse lado, assira como
La Bruyre a tem sobre Theophrasle. Direi rin-
da : Balzac moderno e Francez ; tem mais do
que Isocrales aquillo a que chamamos espirito ;
as comparaces picantes, as sorprezas, asima-
geus felizes abundan) era seu eslylo. Entretanto
o Atheniense c raaior do que elle. A posiejio
: daquelle do Atheniense muito mais bella.
1 Na sua patria n3o lera mestres, nem superiores ;
a cousa publica, sobre a qual manifesla os seus
, pensamentos, tambera nao de raais ningucm ;
' para fallar nao precisa da licenea era permissao
i de pessoa alguma ; adverle quando quer, como
! quer, a sua repblica ou a Grecia iuleira sobre a
1 sua conducta 011 interesses. Se concede uui
elogio reis. ura favor que tem tanto mais
prego quanlu elle nada llics deve ; os res nada
I podera contra Isocrales, e ludo o que podeni era
seu favor augmentar-lhc as liquczas; porm
as suas riquezas nao dependem dellcs e anda
menos a sua grandeza, depende apenas de seu
talento e da idmiragu que inspira a ura povo
livre. Balzac pelo contrario nao um cidadao;
na qualidade de Iliterato personagem de pouco
mais ou raei os, nao contado entre os homens
de governo rerr. entre os homens de corte ; es-
I creve segundo o capricho de um ministro om-
nipolenle a quera deve una penso mediocre e
I mal paga. K se esse ministro nao lhe dicta prc-
cisamenle, ionio faite a um secretario, as ideas
i que o escripler deve desenvolver anle o publico,
todava c claro, que necessario que essas ideas
lhe agradetn, que o escriplor nao pode ser do
opinio diversa da sua. Escrever nessas condi-
ces, fazer-se consellieiro poltico, quando era
j poltica a nica liberdade que existe 6 a de lou-
! var, nao suppoe grande altivez d'alma c com
; effeilo Balzcc e raais glorioso que altivo. I.ison-
jgeia Luiz XIII, Bichelieu, a rainha Anna e Ma-
! zarin ; as suas duas grandes obras, Areslippo e
o Principe nina era honra do favonio, outra era
; honra do re, sao igualmente obras de eortezao,
ebegam tanto 11 adulacao, que celebra c vergo-
nlioso nssas-inalo de Concim, que declara quo o
sobeii.no tora dircilo de-prender os suspeitos o
: da mata-Ios Sua philosophia nao vale mais que
sua moral ; Balzac de urna intolerancia fan-
tica por zelo de subdito sera ser devoto. Tudo
I isso rebaxa o Isocrales francez, e d ao oulro
uraa vaulagem cojo principiovisivcl. E' ver-
dade, diz La Bruyre. Alhenas era livre ; era o
centro de una repblica; seus cidadao eram
liguaes.... < La Biuyeie tinha no espirito bas-
t lanle independencia e torca para nao fazer caso
dessa libeidade exterior, mas foi o que faltou.
Balzac, c e cousa notavel que mesmo a eloquen-
cia dos coinprimentos e dos pauegyricos carece
de liberdaJc. (3)
Isocrales seria ainda superior ronsiderando-se
s o lado mais exterior do seu talento, a phrase
eo numero Este orador falla urna lingua, que
nao quero chamar a primeira do mundo, porque
creio (e ci-lo-hei porque assim o creio) que ne-
nhuraa ha superior nossa. O francez a voz
pela qual u espirito melhor se faz entender pelo
espirito e alma pela alma. Oulrns linguagens
prestam-.se mais imaginago e aos sentidos;
lera mais abundancia, mais cor c msica. Isso
nao quer dizer que fallera essas qualidades pa-
lacra franceza; o espirito faz tudo o quo quer
fazer, porem jessas vantagens l'oram antes con-
quistadas do que recebidas dos deuses.
A lingua de que Isocrales se serve c niaravi-
liiosaiiieiilc dolada para a rquesa do discurso e
para agrado dos ouvidos, c cuniprc accrescenlar
que essas lieces em as quaes imagina ter por
audiloric a Grecia reunida, favorccein no mais
alto grao a magnificencia da linguageiii. I.innn
ha em ludo que antigo urna grandesa de pers-
peclivn cue inipe. A Grecia enlo pensava pelo
munJu inteiro ; o verbo hoje desseminado por
tantos 1 jgares s se azia ouvir em Alhenas c a
voz do Alhenas era assim a voz do espirito hu-
mano. A proza de Balzac fez n educaco da nos-
sa lingua, porem Isocrales, formando a dos Athe-
nienses clocugao oratoria, formava ao mesmo
tempo a de todos os povos, e era todas as late-
ra tu ras dalle que depende a arte do discurso.
Eu devia parar era Balzac ; nao tallarei de Fle-
chieiyj indiquei cima o que hade pequeo e
pouco antigo no seu eslylo, e depoisa eloquen-
cia fian-esa j eslava feila quando elle escreveu.
Esla ultima razo podera tambera dispensar-me
de appraximaro nome do Isocrales do grande uo-
me de Bossuet que tfaria sombra aos mais bri-
Ihanles mas ainda dar ura testemunho era
favor de Isocrates o d/erque Bossuet noincou-o
entre os. cscriptores que formaram o seu talento
eque padem formar em geral o dos oradores sa-
grados. V-so mesrao, pelo modo por que se
exprime, que Isocrales lhe convem mais do que
Demoslhenes para estudo dos plegadores, c cora
efeito suas allocugoes sao especies de predicas.
Tcnholido poucos livros france/es, e o que
sci de eslylo tenho aprendido dos livros latinos,
e um pouco dos gregos, de Platao, de Isocrates e
! Demoslhenes, de quera tambem li alguma cousa
[3) Esta icflexao faz pensar era I'liuioo Moco,
, -lhe applicavel, porra de niancira diversa que
-Balzac, de quem difiere lano pela importancia
como pela djgnidade pessoal. neniis intil
1 comparar Plinio a Isocrates, porque este per-
lencea uniseculo de requinto Iliterario e dis-
cpulo dos mestres da escola classica, ao passo
que Isocrales professa urna arle nova.
Clarissa linha contado esta apparigao a sua
mi, mascamos referir una que ella nao cou-
I ton.
Tancredo linha recebido urna carta de Balzac,
1 quo lhe parlecpava a sua prxima volta a Pars.
I O momento de dar a bengala ao seu dono li-
| nha chegado, era preciso, paranlo, aproveitar-
se do seu poder.
Urna manhaa que Tancredo tinha ido visitar
Clarissa,enconlrou-a toda banhada em lagrimas,
una triste situacao esla para um rapaz que
invisivel, ver chorar a mullmr que ama, e nao
1 poder pergunlar-lhe o que a affligc nem poder
1 consola-la.
A pobre menina chorou muito lempo; mas
brevemente veio sua raai, que llie ordenou cora
um lom severo que-pozesse o chapeo, c que toa-
se passear com ella ao jardim des Plantes. O
passeio era longo, e nssenielhava-se a urna pu-
nigo. A Sra. Blandais tinha f as marchas tor-
eadas para acalmar a imaginacao inuilo exaltada
de sua iilha. Era evidente que a Sra. Blandais
1 tinha lalhado a sua filha. Porque ? era isto que
Tancredo quera saber. Para este fim seguio a
interessante rapaiigae sua mai; esculava, mis
primeiramente ellas caminharam silenciosas, por
tira a Sra. Blandais tomou a palavra.
I Tu has de te arrepender mais tarde, minha
filha, lodas as tuas ideas lehode engaar, nem
; urna s le ha de levar a bom lira ; alera d'isso,
esse rapaz muito amare!, e quando a Sra. de
, I)**' se inleressa lano por elle, cortamente
um hornera minio dislinclo. Se perdes lodas as
occasioes, nunca has de casar ; o leu ideal 011
invisivel nao te esposar, e lu has de ficar velha
seudoanida solleira. Na verdade, micha lilha,
tu azes mal em perder as occasioes de bous ca-
samento* por causa de sonlios loucos. O meu de-
ver fazer-le coubecer a felicidade real; per-
doei-le quando recusaste casar com um hornera
muio maisvclho do que tu, mas d'aqui por di-
ante bei de ser mais severa para comtigo.
Ah j sei, pensou Tancredo ; pobre rapari-
ga I sua luaialornienta-a, preciso dar-lhe ra-
zo.
Tancredo acompanhou Ciarissa at ao jardim
des Plantes, depois, deixando-a entregue aos
animaes ferozes, foi para casa cscrever a sua
mi dando-lho a saber os seus dous projectas de
casamento. A' noite voltou para junto de Cla-
rissa, que se havia recolhido cedo, fatigada cora
seu longo passeio, o dorma a somno sollo. Dori-
raonlponetrou no sen quarto, abrindo a porta o
mais devagar c mais sublilmenle possivel.
Clarissa nao ouvio rumor algum : n'esta idadt
o somno un lethargo.
Tancredo licou admirado de achar Clarissa j
deilada e adormecida ; aproximou-sc do seu lei-
lo docemente, e escuiou a respiraeao to igual,
mas e um esludo mullo lorie paia aquellos que
eslo oceupados com oulrus pensamentos. (i
A influencia de Isocrates sobre certas partes do
tlenlo do Bossuet quer directa, como resulla
desse testemunho, quer indirecta e transmeliida
por Cicero, nao pode ser desconhecida. Bos>ucl
nao i- .-rnente um genio vigoroso, lo tambera
um artista cousummadojem lodosos segredosde
urna elocatao numerosa e brilhante ; mas essa
nica, eabia nao faz dellc um rjiethorico
porque s quer o brilho para as cousas nao
para si; naluralmentn grande, to nal.ral-
mente que o foi al na
Os es
de
dt
i 111
superior a Bossuet, a nao ser o proprio Bossuet, i Grecia 2 ou antes nao diremos" cora
m.u?i ,"'"%" anov,' "P/1* Jo "deas antigoae osantgos; nos somos gente de hoje?
mais vastas, dispensado de celebrar as hab- ml-r-i 1.1 r,a-, h.. 1 iu 1 .
lidades do choncclle Le Tellier as DraticasLiiL^S F u "oaadaa bellas formas eslava
devotas da rainha, as puer s 'devoede^s da I itl^S Y"',hm noma co"1.essa 'nidada de
nneki nrr nu I csPlrll 'lu.ft admiramos nos Gregos, mesmo nos
udueiid por que genios mais severos e tristes o no nr.n ,-/,m a
era sempre e dado .10 peusamento eseui o qual
muitas rezos o seu direito o .1 sua honra podem
passar. A prosa de Voltaire por exemplo, ape-
zar de excetlcnlc e admirare! como me pare-
ce a menos socrtica deste mundo. E' porque
nenhuraa ha to ocliva e to desejosa de obrar.
Nao um eseulptor que lalha amorosamente
urna obra d'orte, ura innovador impaciente por
Occupar a altci gao publica, que mal lera acabado
urna tarefa o j comer outra, pie olha como
perdidas todas as semanas senao os diasem que
nao imprime alguma cousa. Voltaire o digno
'.
genios mais severos e tristes, e que nao vem s
da bella luz do seu eco. Censur m-nos de te-la
Palatina nrrependida, ou a ra
o grande Conde rerebeu os sacramentos"; pedin-
do emlim, como um orador de Alhenas, fallar norrii,
livreme.ile I-ranga livre, de suas grandezas ou Sue somos m^if^.i. Porculpa ossa.por-
de seus deveres. q"e somos raaos, nidoceis, revollados ; naosc-
E' fcil achar em a nossa brilhante lilteratura
oradores e escrptores que su filiara escola de
r antes porque somos melhores, porque entre
nos os grandes espirilos em vez de se refugia-
ra nessas regios superiores de que falla lu-
alent cora seussenlimentos^raV^e^nos^^ J^;K'CCSSara Para <*" de^^ do culto
smenlos paregam todava subordina-los a esse Ell,telanlo esga rc, a n5o .
eloquencia o que se chama dc.sc dizcr solncn|e qe fl 8ape7slgH& ra.U
para temer, e o que faz com que nao haja hoje
Bepois de Balzac, que j nao da mesina or- Perigo em adiniar-se Isocrates, podendo-se re-
dera que Isocrates; depois de Plechicr que ainda eomraeiida-lo afoutanienle para a educaco do
menor, nenhum ha. Apaixonar-se a esse non- oap'rito, porque dora era dianle ser se
tlenlo e fagam em
a arte pela ite.
sempre sa-
Se nao se devo mais reeeiar a influencia
Apaixonar-se a esse p...
to da palavra por ello rnesma urna das feicdes I,ulai'
do espirito grego, e que o espirito francez nao tjos mestres no fallar bem, tambera nao se devo
aprecia ; quanto mais se tem desenvolvido o rc- despieza-la e julga-la anniquilada. Nao s lia-
COnhccido, menos lera aprovado essa rhetorica,
E por isso os nossos prosadores raais elegantes
e mais habis em manejar a phrase nao se ve-
nara de boa vontade comparados Isocrates, to-
dava, a considerar'-se s o gosto o a bella lin-
guagem, essa comparagao (aria honra a todos.
Todava nao fara caso dasgracas de um espiri-
ver sempre amadores do bello que o proenraro
cora lauto ardor como verdade, porm, artistas
ou rcconhcceJnres, nao se dedicarn apenas aos
grandes effeilos do imaginario, apreciarlo lam-
beni ornara..[itus mais modestos, a felicidade es-
ludada da expres-o, romo falla Pelronio 6j.
Apreciaro essas bellezas nao s naquelles es-
to original, era da novidade as ideas, nein da |cpptores em que predominan) ; gostar.o dos pc-
vivacidade polmica era dos generosos ardores ndos de Isocrates como Andr Cheniei se dei-
d'alraa, nem de ludo o que faz emfira a differen \ xava encantar pelos versos de Malherbe, mesrao
daquclles em que Malherbe pouca cousa diz.
Para elle nenhum dos mritos do seu estylo ser
perdido.
Apreciaro primeiro sua Hnguagcm delicada, a
perfeigo da prosa atheniense e o melhor Grego
go entre un Cicero C ura Isocrates. E o que di-
go do espirito francez, devia dizc-lo era geral do
espirito moderno que, a proporco que se de-
senvolve, d mais apreco s qualidades que nao
sao as mais inminentes em Isocrates e afasla-se,
dar,uellasqueraaisorccomniendam.lIojeodiscur-i 1uo ha no mundo, se rae permiltem dizer assim,
so sagrado pela sua soleninidade exterior, traca depois a elegancia perfeila e todava sobria e dis- !
smente nina fraca imagem dessa arle oratoria, 'reta, nllico emlim, para exprimir indo com una
a I groja tem conservado assira algumas formas palavra ; porque Isocrales lo nobre tem tanto
da vida anliga que todava nao no-la podem fa- > alleismo como Lysias lio simples pode-se-lhe !
zerconhcccr. Era nossos coslumea civis e poli- i Ppljcar ludo o que lo bem disse deste orador
ticos, o orador ura otficial publico que, toman- 1 u,n. joven escriplor que foi procurar o segredo do '
( do a palavra era virtude de corlas funegoes, ex- aticisnio sol) o co de Alhenas (7). Emfim a ri- '
plica-so anle outros officiaes pblicos o'em pre- '!!'eza dos desenvolvimenlos, a plenilude da phra-
1 senca de ura pequeo auditorio, encerrado em |"'-', o numero e essa sedueco poderosa do canto
urna sala estrea. Esl ao nivel dequelles 1 oratorio lhe grangearo 6emprc amigos. Esses
quem falla, consulta notas e l em caso de ne- i "ons n-' serio s admirados ; haver quera ten-
eessidade ; nao faz discursos, lera conferencias. le roubar-lhe alguma cousa. Achar-sc-ha sera-
. A eloquencia mais livre das reunios populares pre em que eraprega-los. A lilteratura que tra-
en conos paizes nem por isso mais magosto- !,'l|lia Pai'a servir as nossas opinies, os nossos
sa, salvo accidentes extraordinarios, romo as de-1 interesses ou os nossos prazeres, opinies arden-
nionsiragoes de O'Connell. Em geral, a fama do lcs interesses fortes, pretieres impacientes agi-
, discurso fallado perde-sc no da palavra irapres- fados, deve ter necessaimenle n raaior lugar ;
sa, rauilo raais retumbante e universal,e ha dis- masi Pnr grande que seja a necessidade que possa
i cursa i)ue subjugar mais pelarepeligo e coniinui! cr a humanidade dos artistas Iliterarios que fal-
! dado da acgo do que pela grandeza e forca das i 'em ou escrevam assim para um resultado pra-
vozes que o campee. A obra oratoria ten'do-se ''co e positivo, nein todos os espirilos faro esse
trabalho, o todos os dias nao sern para a elo-
feiiaramulher amada, que sao poucas todas as
elegancias para rodea-la.
EllNESTO Havet.
(fente des Deux Mondes.)
OBESIDADE.
A belleza phyaica, cmo a rlrlnde, um ly-
po ; cada individuo o semelha mais ou menos
e, a nao afastar-sa muito dellc, logo contado
no numero daquclles que nada teem ^e censu-
ravcl aos olhos da sociedade ; mas, se no phr-
Sico, assim como no moral, um dos attrbutos d
liomora appareee debaixo de urna forma nao ad-
mittnla nem conveniente, enlo ha desfavor e
mesmo repulsao. Occupando-nos aqui s do phv~-
sico, diremos que urna das deformidades mais
communs dcvida superabundancia da gor-
dura que appareee muitas vezes no coroo hu-
mano. r
No pensar dos sabios physiologisfas, a gordura
deve constituir na especie humana a vigsima
parle do peso do corpo no hornera, e r.a mulher
deve haveriira terco de raais. Quando ella appa-
reee em urna pessoa em maior abundancia do
que de ordinario, nao ha razo para acreditar
que este exeesso de gordura deitc de proredr
antes vai augmentando al que una molestia
tendo por cansa a propria gordura vera terminar
este augmento de volume.
Nos paizes onde.reina constantemente uraa at-
mosphera secca, como nos lugares monlanhosos,
ah sao raros os casos de obesidade, quando alias
se cncontra frequciitemente nos valles e olani-
c.esao nivel do mar, onde o habitante respira
um ar hmido. '
s homens esto menos sujeitos do que as mu-
lleres a obesidade. O tocido collular que con-
nnm.,aA0nlll,;M e n,a.is/"'ne naquelles do quo
dUiSi p Jrfn i"1 T* hV Sft dei" fcilme.i.o
di.ieeder pelo humor gorduroso que ah se aecu-
miil.i. E principalmente quando o corpo tem lo-
mado todo seu desenvolvimentoque se ve a ex-
cessiva gordura apparecer; a infancia earaoci-
dade nao oslao todava isenlas della.
Pr;SC,r5 ','a m"Uo lon,P cm P-Tisuma
enanca de quatro aunos, que pesan 10 li~
m medico ingle,, Dr. Cc. falla em suas
e mr.i,f,nU'" "fft **#*> ^ae com 10 *
mero pesara 1 | hbraa, aos 20 annos 35C libras
e 13 raezes antea de fallecer 58.
Existi no condado de Lincoln ura inglez'qcfe
Unhadepeso 583 libras, tendo 10 ps do cir-
ciiraferenea ; raorreu com 29 anuos. Cifa-se
anda um oulro inglez pesando 609 libras. Sete
pessoasde ura corpo ordinario podiara ficar raet-
iKt.isdoniro de sua sobrecasaca e aboloa-ia de-
pois. Ha anda um oulro inglez quo pesou 64
libras a largura de um hombro a oulro era de
- i poHegadas. O jornal Javannah Newes
rererio ltimamente que um medico lhe com-
mum.ara o faci segrate : Existia a 18 mullas
ua uatavia um mogo que era ura verdadeiro phe-
noracno : cora 22 anuos pesava 565 libras
conlinuou a engordar al pouco raais ou menos
de MO libras; e e v.vta bem e mesmo cu ida v,
da sua lavoura. Ha quatro semanas, porra co-
niecou a augmentar ao principio de orna li-
bra por da, depois de duas, at que na se-
mana oltima roorreu suffocado pela gordura
br antS de sua moile Pesava613 li-
que o comp
tornado cousa de lodos os dias faz-se cora
nciras de lodos os dias ; reduz-so
Pjda
se
111a-
vez a
quencia dias uteis. Ter tara bem
pai
seus
dias de
w.w w^ .uuu^ v^ !- tujiit.ju cauil .1.*. u .------------------ "'^* .- >.>iiiiaiii .7^.u ui... \j u
uma simples communicaco cntrciguaes.a uraa i 'esla '',! u|na parte, essas solemnidades publi-
I especie de conversago sustentada ; ura homcm I cas Pm 1uc se desenrolve o appareino oratorio ;
que conversa superiormente fallando s hoje Je outra, essas festas particulares, poi assim di-
uingrande orador. O prestigi que punia o 0.11- '-er que um espirito delicadamente apaixonado
dor anligo a parle e superior niultido.esse ap- ^JZ I'ara seo pensamento, quando acarecia um
paralo que azia de 11111 discurso urna cousa lo 1 assumplo querido em una obra feita cora vagar,
t composla c artificial como urna tragedia,hoje nao 0Dra. 'heia de elegancias e de composicio ; obra
i subsiste. A rhetorica esl por lano bem deca- i intil lalvez e que nao d era apparecia o que
d;. e como nao o estada quando as proprias ar- cusa,mas que oceupa agradavelniente aquelleqne
tes que se dirigeni imaginacao vo tambera ca- a fa/. jlguns ainda quo a leem, e que os descan-
1 da vez menos usando das formas solemnes e do 5a aindi do ruido c do tumuito exterior. Aquelle
I aparelho classico ? Ainda que nos nossos eslu- \ 1UC aprecia esses prazeres, quer lenha o gozo de
j dos lenha licado o nome de rhetorica j nao ha ouv'f urna palavra brilhante e escolhida cahirde
| rhetorica verdadeira nem rhetoiicos. Ensina- un)a bocea sabia no meio dos applausos de urna
se aos mancebos os elementos da arte de eacre- i l,0"u assembla, quersaboreie no silencio do sen
v i, nao se preparara os homens faitea pan o gabinete um desses livros, lalvez nao superiores
otlicio de orador em escalas cujos exercios os re- P?rm completos, era que todas as cousas sao
leuhara toda a vida ; nao ha raais instltuico I ditas i-'.o bem como oratoria como a entenda Ouinliliano. Assiii o Isocrates e lica-lhe fiel cora Cicero apesar dos
ideal dos modernos era materia de eloquencia,' Brul0s- Compreliendcr principalmente a arte
afasla-se cada vez mais do quo Isocrates busca- |(,|n 1ue fi lao grande mestre, quem a destacar
va, e que se iisongeou mais de urna vez de ter om suas obras dos assu raptos a quo se applica, e
alcanzado. 1"e muitas vezes nao nos inlcressam bstanle,
Aqui aprescrila-se a qucslao lo vasta e cora-'lueni a transporlar censas que nos loquera
plexa da Iransformacao dos gostos segundo os I raai8 quem a apropriar emfira pelo pensamento
lempos e das leis d progresso segundo uns, da as nossns ideas 0 sentiinenles de hoje. Quan lo
decadencia segundo oulros, a que s liltenluias:''vermos de moralsar, de aconselhar, de crili-
1 obedecam. Nao quero perder-me n'ella, e re- car> figuremos as nossas observacoes traduzidas
1 duzindo-a o mais possivel, lirailar-me-hei a co- j cm 'inguagem isocr.ilica.e lana precisad, fineza e
: uliecer os effeilos precavis do movimento que e*gncia era faze-las valer; seremos raais sen-
i assignale. De urna parle desdenhando-sc a
bella linguagem, enlregando-se os homens a
ella s com toda a cautela como dizia I'oiite-
1 nelle fallando do sublime, corre-se o risco de
cahir na vulgaridade da lingua e do pensaraen-
lo, a lingua tornar-se-ha fraca e descorada, o
pensaraenlo nao lera mais dslincco nem dig-
1 nidade-Por oulro, lado uraa certa indilVerenga as
elegancias da forma o effeito natural c legiti-
: rao de uraa nrcocciipaco mais viva pela cssen-
, cia ; o irnbalho de eslylo suppe com vagar que
(4) Escriplo indito publicado por M. I'loquet
i em sens Estudos sobre o vida de Bossuet, lomo 2
; pag. 507.
(51 Agradou a Vauvemague fazer um retrato
de Fontenelle sob o nome de Isocrates, sera dn-1
vida porque ambos viveram periodo cera anuos,
o ambos foram tlenlos pouco apaixonados, po-
rem o talento de Fontenelle nada tem absoluta-
mente de oratorio e por conseguintc era napa
se parece rom o de Isocrates.
siveis a seus mritos.
Aprecia-las-hcmos ainda melhor se livcrmos
de louvar, porque onde essa eloquencia faz
maravilhas, em louvar o que admiramos eo que
amamos; u:.i bello genio, um homcm heroico,
011 o maior e o mais querido de iodos os hroes,
a patria. A arle isocrate fc'ua para laes occa-
sioes, o seu mrito igualar o trabalho do estylo
as exigencias da admirago ; procura fazer lri-
Ihar tudo c o enlhusiasnio nao se fatiga com esse
esforco. Para satishzero enlhusiasmo, arelho-
rica nao lera tomeios muito engenhosos, nem
figuras rauilo sabias, nem periodos muito sono-
ros ou cadenciados ; o gosto mais puro cnsenle
enlo o apparalo, do mesmo modo que o amante
acha que sempre sao poucos os ornatos para cu-
que prora un somno verdadeiro e lo profundo
que nao deixa renascer urna lembranga.
Como ella dorme socegada pensou Tan-
credo.
(6) Curiosa felicitas liz elle fallando de Ho-
racio.)
(7) os caracteres do allicismo na eloquencia
de I.ysias, por Julio Gicard.
raco cheio de candura que nunca anin, do qual
livesse a primeira emoge, a primeira alegra....
, E como lodos estes pensamentos erara rauilo
' ,. ^.....doces, erabalai am-osuavenicntc... Pouco a pou-
E este somno, que causava mioja, inspiiou-ilic co, osen pns,eio da manha, o silencio, a pou-
-if!.- 1 ca luz, a sympalhia do somno, a puresa dos seus
..i,! ,1'.1ST"' "lf "m,sP^r.c"pa.r,8a-,I,,c pulimentos, lalvez. influir ra sobre os seus sen-
Ob,ena.se nos gabinetes da escola de medici-
na do I aris o busto da Mara Francisca Ctay, cuja
historia foi contada por Dupuylren. Esla mulher
nasceuera I tedie Eglise, de pas pobres; ca-
sou-socom ura hornera que ganhava a vida mas-
cateando. Aos 36 minos licou lo gorda que nao
pode mais acompanhar seu marido. Sentava-sc
pona de uraa igreja a pedir esmola ; tinha cin-
co ps e una pollegada de altura, e cinco peso
duas pollegadas de circumfercncia. medida na
cintura ; a cab ca, que era pequea em relaco
ao corpo, perdia-se no meio de duas enormes
espado is, entro as quaes pareca immorel ; o
pescogo tinha desapparecido. e em lugar dello
via-se um sulco de muitas pollegadas de profun-
didade ; o peito tinha dimensoes enormes ; as
costas, os hombros, levantados pela gordura, for-
raavara duas largas saliencias ; os bracos esla-
va nilafaslados do corpo por duas almo'fadas de
gordura torreadas pelas axillas : observa-se
primeira rista no busto desia mulher auc o lado
dircilo e rauilo raais desenvolvido do quo o es-
?u r?;)\,i qU, 6 dC,V ao !'ault0 de 'Pro es-
SJSSSL*'" lad' Paraond-^ordurase
Ape/irdesua enormidade, pode por muitos
annos andar duas milhas para ir de sua casa
igreja, onde permaneca habilualmento, e por
lira vio-se constrangida a nao sahr inait man-
do cam.nhava perda a respiraeao e eraaccom-
mellida de violentas palpitagoes. Depois j nao
poda deilar-se porque nessa posico linha ata-
ques de suffocaco. Vio-se pois cbndemnada a
conservar de da e de noite uraa posico verticaf.
sentada em urna cadeira ou na cama \ natureza
se faligou logo desse genero de vida, e bem de-
pressa Mana Clay foi conduzida docnle ao Hotel
Dieu, onde era breve falleceu.
Ha vnle annos va-sc em Paris urea allemaa
Ircderii'ieAhrrcns, que tinha -20 annos e pe-
sava 4dJ libras ; a cintura era de 5 ps e 5 polle-
gadas de circuraferencia, exactamente a mcsuia
exlensao que n altura. Nao era rica e alimen-
ava-se de preferencia de legumese leile. Mos-
trava-se na Italia, no lempo em que l cstava-
mos, um joven de 16 annos de idade, de bella
presenea, mas de urna gordura espantosa, s o
ventro tinha duas bragas de circumfercncia ; por
ah pode-se calcular n grossura de seus membros
superiores e inferiores ; pesava 600 libras o jo-
ven F. Pereiro, e fallara o hespanhol, francez o
porluguez, leudo viajado por muitos paizes como-
cunosidade.
(Con/nuar-se-/d,.
chorou muilo, disa elle comsigo: como deve es-
llar fatigada, um passeio tamnnho em Pars. El-
las nao quizeram ir era Carruagem por ceremo-
nia, e Clarissa lalvez quizesse antes vir a p do
j que expor-se n'uma carruagem de alluguer; gos-
to disto, agrada-me esta especie de orgulho. Cla-
rissa de uraa natureza rauilo delicada para a
sua condigo. Que ventura ser rico poder
dar-lhe, no mundo, a posigo que ella merece.
O" rainha linda Clarissa, quanto le amo 1
E disendo estas palavras, Tancredo imprimi
111 mimosa face de Clarissa um casto beijo .
Clarissa nao acordou ; Tancredo, a quera esle
sculo linha perturbado, aventurou outro raais
temo,
Clarissa nao nrcordou. Entao Tancredo poz-
se a rir, e assentou-se n'uma cadeira perto do
leito e vio como a ingenua visionaria dorma.
Ficou era eontcmplaco, durante alguns mo-
mentos dianle d'esia doce imagem, c lodo o seu
porvir se moslrou a seus olhos: imaginou os dias
Jilosos que havia de pausar junio de Clarissa,
1 o prazer que (cria de a levar em sua companhia
I e aprescnta-la a sua rae ; esteva bem cerlo de
que a Sr. Doriinont havia do estimar Clarissa:
esta rapariga devia agradar-lhe por o seu espi-
di, por a delicadeza de seus sculmciilos.
Tancredo pensou neste povir cora que aniea-
eavan Clarissa; e pergunlou a si inesnio qual
era a raso pela qual a Sr.a D"" quera casa-la
Tez amargas refiexes sobre a mana destas senho-
ras, que querera sempre proteger, sem se recor-
dar, ingrato, que devia a esla mana o prazer de
exemplo,
tidos, e sem querer, arrestado pelo
acabou por se adoimecer lambem.
Sua fronte inclinou-se lentamente sobre o leito
e a bengala, que una nio sem forca nao podia
sustentar, cabio sobre o (apele.
(.luando rompen o dia, Clarissa abri os olhos...
(Jual nao foi a sua admira ;o, o seu terror, ao
ver ura hornera, ainda que lo bello, adormecido
Jijiilo do seu leito !.... Foi tanto o SCU medo que
nao pode fallar ; licou ura momento aterrada e
estupefacta; por lira, gaiihando animo:
Minha mi! exclamou ella.
Tancredo accordoii era sobresalto... porra li-
cou alguns instantes sera saber onde eslava ; para
olbavaa linda rapariga, mas os olhos d'esia, lixos
n'elle cora temor, o perturbavam. Pelo que
vejo j nao son invisivel, pensava elle.
Enlo lembroii-se da sua bengala, c vendo-a
cihida a seus ns compreheudeu de que modo
se linha Irahido.
Eexperimentou primeiramente um vivo dcs-
goslo, recordando-se do segredo que linha pro-
mettido guardar a Balzac ; mas 110 mosmo ins-
tante, lcmbrando-se do carcter crdulo de Cla-
rissa, tranquilisou-so. Tomn a bengala repen-
linamenle e cessou de ser visvel.
Os olb<'S de Clarissa tixavani-sc anda n'elle :
mas. como ella o nao via. o seu olhar linlia-se
mudado : como c estranho! quando Doriraont
eslava dianle de seus olhos linha medo.e ago-
ra que o nao via, eslava triste.
Clarissa ficou algum lempo a tefleclir, e, nao
vendo pessoa alguma 110 quarlo, e notando que
ter visto Clarissa; lisongeou-o muito a idea de a porla eslava bem fechada, persuadio-se de que
jue. esta rapariga recusou ura casamento por | nada tinha visto.
causa d'elle, a quera esta pobre menina nao co-
nhecia, c a quem ama va tm sonho 1
Trancedo vio que tinha sido para elle ura aca-
so bem feliz o seu encontr com Balzac ao qual
devia sua fortuna e sua felicidade, e agra-
deceu.do fundo do seu coracao, a Balzac por lhe
haver emprestado esla raaravilhosa bengala. Na
mente, tinha comprado urna linda casa de cam-
po em Blois, e tinha preparara n'ella, para o seu
melhor amigo um quarto, que s elle tona o di-
rcilo de occupar. Lembrou-sc lambem de Nan-
tu.i, dos socorros que linha adiado n'elle, o da
brilhante fortuna quo lhe devia ; destinou lam-
ben na sua casa un pequeo quarlo para Nan-
tua. Depois, pensou no praserde ler urna lin-
da mulher s sua, urna rapariga muito ingenua
o innocenle, a quera o amor causava medo e a
One sonho to singular! disse ella suspi-
rando.
E depois repousou novamente a cabega no tra-
vesseiro, lalvez com a esperanga de o continuar.
Tancredo gostou tanto d'esta crcduhdade !
< Ella pense que esta apparigao muito na-
tural, pensava elle; e lhe muito raais fcil acre-
ditar que perde o juiso do rjue imaginar que ura-
homeni que a ama a queira sednzir.
Eis aqu a ra/.o pela qual os espirilos eleva-
dos sao lo facis em sedeixarcm engaar, poslo
que as cousas as mais extraordinarias, as fasei-
nages, os pheuomenos, os milagrea, ludo em-
fim llies parece mais provnvel do qneunia m acgo
Tancredo voltou para sua casa, rindo-se dc'sta
noite de amor pausada to pacificamente; pri-
meramente imagino1! que linha sido ura praso
quem urna pa.avra tazia corar; uum joven co- que se nao tinha eobid'j iproycitar de urna to
.4/nan/ia 'io virei.
Tuncredo.
[Con'.inuar-sc-fui.)
PLIt.N. 1YP. DE M. F. DE FAH1A.-18&,"
1
1 boa occasio, mas depois julgou-se um homcm
I honrado e que de cerlo havia de corar de ler
abusado da innocencia de urna rapariga; emfim,
como linha bom pensar, vio que era um egosta,*
por que respeitava j, na puresa de Clarissa, a
repntaco de sua mulher.
Clarissa passou o dia alegremente, mas com
um* grande craogo no fundo do coracao, com
una agitaco vaga c ardenle que linlos'encanlos
tem imaginou que linha sido uraa viso, ura
somno agitado, conspqucneiado longo passeio.
Eu tinha febre, sem duvida, disia ella
urna febre de cancago.
E nao pensou mais n'isto.
Uando chegou a nonio lornou-se raais tmi-
da; um instinclo advcrlia de desconfianca; 0-
uo ousou deitar-sc.
Eu nao tenho sorano, vou ler... nao vou
copiar os versos dosla querida Valmoro de que
tanto gosto ; como linda esta poesa ; Anjo-
da Guarda.
Assentou-se dianle da sua pequea mesa, mas
ao menor ruido levantara os olhos, c estremeca.
* E se elle viuha ? pensava ella.
Clarissa lembrou-se de repente que havia urna
porta secreta no seu quarto, c comeron a fazer
um minucioso exaine; porra esle era to pe-
queo que inmediatamente lhe passou revista i
ali nao havia porta secreta, nem trapassa al-
guma que servase de auxilio a menor aventu-
ra fantstica n'esta pacifica habila-Nio. Clarissa
envergonhou-se da sua busca ; lembrou-se do
quantas grag.as sua mi lhe leria dilo se a vsse-,
por alia noilc, procurando um fantasma. Por
lira, poz-se a escrever; passou toda a noutescm
se despr o sera dormir ; disia comsigo que nada
tinha a temer, mas obrara como se, estivesse em
perigo.
Tancredo foi vte de manha ; achou-a mili-
to plida, e lembrando-sc que ella nao tinha
dormido toda a noule, arrependeu-se de lhe ter
causado tanta inquielago procurou porlanlo
um meio de a iranquilisar.
Pobre rapariga se assim passa muitas noi-
les eahr doente pensou Tancredo.
Enlo urna idea extravagante lhe passou pela
cabega ; emquanto que Clarissa estera junto de
sua mi, Tancredo toraou a penna que ella aca-
bara depousar, e, em conlinuaco-ao paragra-
pho meio copiado, escreveu estas patenas :
4-
1
-i

*.
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